Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01854


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Full Text
ANNO XXX. N. 72.
CUARTA FEIRA 29 DE MARCO DE
Por 3 meses adiantados 4,000
Por 3 meses venados 4,500.


rraca s da sdbscripcao\
Recife, o proprielarioM. F. de Faria; Rio de Ja-
DtoPereira Martins; Baha, o Sr. F.
$, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
W, o Sr. JosRodrigues da Cosa; Na-
ta],. O. Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Aracatv, o Sr.
Braga ;Cear, oSr. Victoriano
liMaranhao, o Sr. Joaquim Marques
rfira, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 28 1/4 a 98 3/8 d. por 1900
Paris, 340'a 345 rs. por 1 (.
Lisboa, 95 porcento.
Rio de Janeiro, a 2 por O/o de rebate.
Accoes do banco 10 O/o de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto delettras de 11 a 12 de rebate.
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 289500 a 299000
Moedas de 69400 velhas. 169000
do 69400 novas. 169000
de 49000......99000
Prata.Patacdes brasileiros.....19930
is columnarios......19930
mexicanos......19800
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parabiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
. PREMAR DE IIOJE.
Pnmeira as 5 horas e 18 minutos da manhaa.
Segunda as 5 lioras e 42 minutos da larde.
TBOFFICIAL.
Tribunal do Commercio, segundas e qintasfeira.
Relami, ternas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juino de Orphaos, segundas e quintes s 10' horas.
1." vara do civel, segundase sextas ao meio dia.
2.' vara do civel, quartes e sabbados ao meio dia.
: Marco 6 Quarto crescente as4 horas, 41 mino-
tos e 48 segundos da tarde.
14'Lacheia as 4. horas, 14 minutse
48 segundos da tarde.
21 Quarto minguante as 3 horas 43
mihnlose 48 segundos da larde.
28 La nova as 2 horas, 20 minutos e
48 segundos da tarde.
27 Segunda
28 Terca. S
29 Quarte,.
30 Quinta'.
31 Sexta
1 Sab]
2 Dom:
cao de
ISO DA PROVINCIA.
i la 37 4* marco inspector da thesouraria da fazenda,
debaver ojaiz dedireilo da comarca de
rlicipado, que nomeou promotor publico
aquellacomarca ao advogadu Bernardo Jo-
de S, por ter pedido dispensa daquel-
bacharel JoSo Floripcs Dias Brrelo, que
uterinamente. Igual communicacao se
Tea ao conselhero presidente da relarao.
Dito Ao commandante do presidio de Fernan-
ndo que o sentenciado Ignacio Caliste, cuja
guia 8. me. devolvem deixou de seguir para aquello
,am 14 de fevereiro ultimo, por ae adiar
na cadete date cidede, -onde fallecen, como
* da nformacio que remette por copia mi-
ad pelo carcereiro da mencionada cadeia.
Aomajor encarregado das obras militares,
ovando a deliberaban que* S. me. lomon de em-
ir nao s com Augusto Jos Teixeira pela quan-
a conclusao da mao d'ohra de carapina do
la eidade de Olinda, mas lambem a de pe-
Ignacio Francisco Cabral Cantanil, me-
apaga de 90. Communicou-se Ihesou-
^^HUacenda.
Lo presidente da junta qualiGcadora da
loPoeodaPaoella, aecusando recebidaa
I eidadios qualficados votantes naquella fre-
. Ao agente da companliia das barcas
ata mandar dar urna passagem de estajo
ero algum vapor que pistar do norte, a
tata* Campano Jacome da ama. /
O presidente da provincia, altendenolo ao
reqnercu Francisco Goncalves Rodrigues
* |qe seja elle adraitlido ao jfervico
como volontero.por teropp.de sei/aonos,
^H dia em qne serealisar^o seu alislemento,
ulgado ap

rcebeodo alaos vencimenlos que por
"*wem-jreaiio de 300? pagos na forma
. lOSJOTe 14 de dezembrode 1852.
ecessarias communicares.
EXTERIOR.
18 de fevereiro de 1854.
ertd ata eaaa dos Lord, na ses-
1 do crrante, por Lord J. R,_
*ra a apasta*' do Oriente. ^
U: Iltuiell:Sr. presidente, (lepo*do
so, e at devo dizer, do mui luminoso
honrado membro por Sheffield, nao
ar de levantar-me para dar casa, os es-
que eHe com tanta propriedade pede
grave puesteo. (Apoiados). Todava,
i .honrado amigo, o primeiro lord do
i declararlo que o honrado membro
fuera relativa nossa siluacao,
irado membro cabio em erro, por-
tea honrado amigo, mas o honrado
llesbury que juigou mal a nossa po-
entualidades que (em litio lagar pare-
l-noa para guerra,' e vos pedimos que
em as nossas prepararoes para este
altrnente nao vos pedimos que votis
; (Apoiados).
i no periodo a qu temos chegado,
caminhos que a casa, pode adoptar
e, segundo sua particular dispo-
Ella pode dizer prmeiramenle
inminente, mas vos, actuaes minis-
dea commettido tantos erro que
( perrillir por ruis lempo que le-
lo dos negocios n'uma questao. tao
(segundo caminho he dizercomo
? por Sheffield dizer,:
> que lendes seguido; pen-
ante leudes pralicado com mais
(outro, leudes conIrabido mais
mas estas saoqoestoes de ililli-
i no he fcil chegar a. urna de-
! sobre consderaeoes desta espe-
las ulteriores estimativas que pc-
amlnho he dizer, seni que ntre-
la negociacoes em geral, olha-
para diante, daremos a nossa
mas espreitaremos os seus
r na guerra veremos se he diri-
or e intelligeneia necessaria a
pera conclusao.
kr qualquer um destes tres ca-
i .seria couvenienle i occa-
do amigo, membro por Ay-
[eatrada que devo dizer, se nao
pens que difficilmcntepo-
porqoe, depois de expor]
[le sustenta provarem que o go-
ate em erro,diza Postoque
minha asserrao, desculpar-vos-
magnanimidade; pcrdoar-'vos-Iie
a qoe "lendes" commettido, e, datir
a impeefeila e coxa eonfianra, vos per-
war os votos para as estimativas. Este
ato pode difllcilmente ser julgado satisfa-
a o mea honrado amigo, declarai se
nos censuris ou se nos dais a vossa plena eonfianra.
Pedimos rasa que siga um desles proeessos.' Nao
eslou argumentando em favor do mcu procedimen-
lo particular; mas digo que qualquer um dos que
Ihe referi fora ronvenient^que a casa dos communs
adoptasse nesla grave e ardua crise.
Fallando como son ohrigado a fallar, das negocia-
COesquc lem tido lugar, desejo referir-me o menos
que for possivel a documentos particulares, e farei
esforros para limitar-me a urna lioha geral do licor
tiestas negociarnos.
n O mcu honrado amigo, membro por Atlesbury
disse, e disse com bastante razao, que emquanto a
cousa era urna simples questao entre a Franca c a
Russia a respeito dos Santos Lugares, nao perteocia
ao nosw governo verificar quem tinha razao ou
quem nao a tinha; masassim que se ouvio fallar em
urna ameaca de forra, ese cmecaram a fazer pre-
pararOes .para se chamar esquadras e exercitos, o
negocio tornou-sc. de inleresse para o governo da
l.raa-Bretnha. Mas se alguma censura he mere-
cida com referencia a este ponto, deve recahir an-
tes sobre o governo de lord Derby e sobre a admi-
nistraran eslrangeira de lord Malniesbury do que so-
bre nos. Nao censuro ao governo passado; mas di-
go que era perfeilamente evidenteque quando lord
Malniesbury estove na pasta dos negoejoseslrangei-
ros, amcacas de forra foram empregadas, e com ef-
feito, que as preparacocs da Russia eram fundadas
sobre o pretexto de que o embaixador da Franca ha-
via amcacado recorrer terca afim de obligar o sul-
ISo a annuiriis exigencias que a Russia dizia ser
neompativeis com os compromissos em que o sultao
se achava para com ella. Eu mesmo fui informado
por lord Slralford de Redcliir, em resposte a urna per-
gunla que lhc fiz, que M. Lavaletlo declarara que
seas suas requisicoes nao Cossem atlcodidas, elle
immediatamente chamarla a esquadra franceza pa-
ra apuia-las. (juaudo tees amcaras foram feilas,
tralou-se saber se a Inglaterra devia pedir cxplica-
Son obligado a dizer que o governo francezse
liouve lomnosco da mais bella e conveniente manei-
ra. (Apoiados). isislio das preleneocs que decla-
rara ser fundadas era tratados e em juslica, mas
que, c.ryio podiam ocesionar prcteu^oes oppostas
da parte da Russia, e dcsCarte por em perigo a paz
da Europa, elle voluntariamente abandonu-as.
(Apoiados).
Tal era o estado das cousas quando lord Abcr-
deen entrou no ministerio. Lord Malmesbury es-
crevera urna arta particular a lord Cowlcy, cha-
mando a sua seria atlenco para estes circumstan-
cias. Eu segui a mesma estrada. No ,mesmo, dia
em que recebi o decreto do nomeacao para cargo
de secretario de negocios estrangeiros, escrevi a
lord Cowlcy, chamando a sua seria allcuean para o
assumpto. Tive para mim que urna das primeiras
cousas, se n3o a priracira a fazer, era induzir a
Franca a desistir das suas prelencoes, porque so a
Franca c a Russia houvcssem entrado em disputa
acerca da questao dos .Santos Lugares, nao s a paz
da Europa teria sido violada, mas a independencia
da Turqua estara concluida. Pois era, como j
disse, o governo francs comporlou-se da melhor
mancira possivel. Vio que o seu mbaixador fora
mais adianto do que se projectera,que exceder
as inslruccaes que tinha e se cooduzira de nmmodo
opprcssivo e assustador ao sultao,e ueste confor-
mklade relirou o seu cmbaixador, e se absteve de
insistir sobre as suas pretencoes, c, em conaequencia,
a questao dos Santos Lugares foi immcdiatemente
resolvida de maneira que nao deixou fundamento
algum dequeixa.
cr Desde este momento gaamos esta grande
vantagem,que actuamos com a Franca em favor
da Turqua. (Apoiados). Nao supponha o meu no-
bre amigo que este fado he de pouca importancia.
Pcrmitta-se-mc oulra vez expor qual lem sido e era
o caso quando entramos no ministerio. Era o sc-
scguinlc:a Franca tinha rcelamacessobre a Tur-
qua em conscqucucia de um tratado feito em 1740;
e, poste qne ella entendesse,como cnlcnde pre-
sentemente que estas recleinacoes se fundavam na-
quclle tratado eem juslira.julgamos impossivel ani-
mar a l'ram;a a reforjar estas reclamarOes, e por-
tento repulamos ser da maior importancia que a
questao dos Sabios Lugares fosse resolvida immcdia-
mcnle, afim deque a Inglaterra e a Franca podcs-
sem obrar cordalmeole. Sou obligado a declarar chiltoff determinou interromper as suas relaces com
FOLHETIM.
OS NETOS DE LOYELACIO. (?)
(Pr AaHM Aehard.)
LACROlXDEBERNY.
, fContinuacn.y
es de madama de Flize baviam lomsdo mais
espectculo do que seu espirito: tinha-
aterido mnites vezas olliar sem ver, e a at-
itt que dava corrida dispensava-a de
riampho de Rebecca, Mr. da Munche-
nar a inulher para leva-la a ver urna de
s, que descobrira na mullida, e que vie-
)s Ierras directamente Croix de Berny.
aceitar e deixnr Helena sosinha,
e olliou para a tribuna do club,
Vaavilliers um momento antes,
auida esteva ah, ella desceu do car-
\ baro.
ante. Faustina ao braep de
imadeFlizc,
de velludo sobre os hombros,
mente na campia transfor-
o de que ella esta aqui? per-
de Monchenot
dan
igora cora madama
acbar sua cirruagem ?
^^^^^'a^ol de olio molas.
i cor neni a qualidade
ule o seu lugar.
lina quera
HLAdriano mos-
^^Vunia pellica
eos bracos
p em sua allilude.
)bra e regosijou-se.
tendo a cal
eslou disposlo a rcpct-lo inccssanlemenleque
que quanlo ao eslabelecimnlo desta questao somos
mui obrigados a lord Slralford de Redcliu", o qual
comotem um perfeilo conhecmenlo dos negocios
da Turqua,como goza de grande influencia pc-
ranle o governo turco e grande poder, o resultado
das suas eminentes habilidades, das suas pintees
concorreu materialmente para o desejado resultado.
(Apoiados).
Agora vop considerar o comporlamento da Rus-
ia. Ataltegacocs qoe o governo russo nos fez,e
essanlemente por varios mezesas allega-
?,6es que fez a Sr G. Seymouras allegacaes que fez
a lord Clarendonas allegacOes que fez ao nobre
lord que se acha atesta do governo lioham o fim se-
gui n te,islo he, que as concessoes faites a Franca pe-
iloauUo.eslavamem desharmonia cora os solemnes
compromissos entre a Russia e'a Turqua,eslavam
em desharmonia com a' palavra comprnmetlida do
sultao, e eram tees qoe a Russia nao podia permit-
Como Helena eslava sosinha, ella deixou precipita-
damente o bra^o do Adriano, e dirigio-se para o
briska.
Creio que a senhora he madama de Flize? dis-
se ella inclinando-sc levemente.
Helena iestremeceu ; um instincto secrete dzia-lhe
que essa mnlher, de cujas feieoes recordava-se con-
fusamente, era sua inimiga.
Sim, senhora, respondeu ella tremendo.
Eu, senhora, chamo-me Faustina, Faustina
simplesmente. Tive a honra de escrever-lbe hontem,
e espero sua resposta amauhaa.
A actriz fez i sua victima ama saudacao irnica,
e deixou-a pasmada de lana audacia. O olhar dessa
mulher a convencer de que nao deyia esperar pie-
dade.
Adriana tinha licacjo em p e petrificado pela ac-
cio da actriz.
Que I disse-lhe Faustina (omando-lbe o braca,
vai renovar o milagro da mulher de Lolli
Coohece madama de Flize? exclamou Bouzon-
ville.
Seu accento, seu olhar e seu gesto expriraiam to-
da a sua admirarlo.
Oh I respondeu Faustina, por ventura me le-
naincommodado se a coiihecra ?
A resposta de sua componheira inlerrompeu as
quesloea de Adriano; mas elle prometteu a si mes-
miSP.razer e con.,ar nessa mes"ja noile aos es
amigos como a condessa do Flize era amiga de Faus-
lomar'o m^^ \mea'1 alun>a hesiia&0 em
lomar o partido que Armand lhe aconselhava a r.
c.ao da prostituta te-U-ha deleruiiSdo ?'. M
tir. Por tanto, a-Kussia dizia que requera que as
cousas ficassem en ran guo, como existiam ha pou-
cosannos antes, e para maior seguranza que.o ttalu
quo nao fosse de novo perturbado. Durante lodo es-
te lempo,durante varios mezes passados,a Rus-
sia nunra lemhrou ero nos deulugar a suppor que
era seu fim a iutencao ganhar alguma cousa acerca
da geral protec^o dos subditos gregos da Turqua,
nnnea disseque pretenda exigir alguma cousa mais
que a seguranca a respeito da questao dos Santos-Lu-
gares. Tode o sen comporlamento era indubitavel-
mente urna decepcao. (Apoiados.)
Havia segredo e decepcao da parle da Russia pa-
ra com o governo dcste paiz ; mas ao passo que
acredita vamos nos protestos do govei.ro russo, nSo
desconheciamos a possibilidade de poder illodir-nos.
(Risadas.) Nestes circumslancias escrevi um despa-
cho ao coronel Rose, o qual despacho o meo hon-
rado amigo crilicou, nao sei com que fim,encarre-
gando-o de informar immediatamente au seu gover-
no se a Russia cairinhava para as fronte iras da Tur-
qua, e noticiando-lhe quo qoandp lord Slralford de
I Redcliir. chegasse a Conslantinopla, elle receberia
mais enrgicas iiislrucres acerca do comporlamento
que devia tomar do caso em que os Russos anieacas-
sera a Turqua com orna invasiio. N
Qaanlo missao do principe MenschikotT, ao
passo que se moslrava ser ama missao qoe linha por
objeclo a sol uco da qoesteo dos Sanios Lagares, e ao
1 passo qne, era incesantemente apresentada, tanto pe-
: te conde de Nesselrode em S. Petersborgo e pelo ba-
' rao Brunow aqui, ser urna missao conciliadora, era
em verdade, como depois appareceu, ama missao
que procurava por todos os meios dar Russia com-
plete supremaca sobre a Turqua, e fazer da Tur-
qua para o futuro, a vasailla da Russia. (Apoiados.)
Quando o imperador da Russia e os seus ministros
dizem que nao he a poltica da Russia destruir a in-
tegridade da Turquia, creio a declaraco sincera at
este ponto:quo o objecto da Rossia nao lem sido
presentemente forrar a conquilla e a divisao da Tur-
qua, mas antes demorar esta conquistar divisao, e
procurar no presente anuo degradar a Turquia cada
vez mais do que ella fora antes degradada por va de
guerras successvas e por tratados da parle -da Rus-
sia, e se esperava que por via da terca, ou da diplo-
macia dispendiosa e prodiga, obter termos do suliao
que o lornariam completamente sujett Russia, de
modo que, se em algum tempo elle.tentesse qoebrar
as cadetes, asna condcao nvillante e desamparada
tornara a conquista do paiz urna fcil terete. (Apoia-
dos.)
a Tal julgo ter sido a polilica da Russia ; mas
quando o principe Meoschikoft se esforcava para por
este polilica em pralica, enviamos i scena das suas
operacoes a pessoa mais qualficada em toda a Euro-
pa para tomar em consideracao semelhantes preten-
coes, e repellir taes esforcos. Enviramos, o Ddalgo
a que temos alludidoLord Slralford de Redcliir
A Conslantinopla, (Apoiados); e permitla-se-me
observar, que se lencionassemos prestar-nos a Rus-
sia, ao mesmo lempo respeilar a independencia da
Turqua, como o meu Itonrado amigo parece suppor,
se pretendessemos deferir o que podesse ltima-
mente ser a vonlade da Kussia.nao houveramos man-
dado a Conslantinopla um Ddalgo, cuja distinccSoes-
t cima de lodos os oulros homens, por sua adhesao
causa da independencia da Turqua ; o qual sem-
pre lhe dera os mais sabios couselhos, e se esforzara a
dar-lhe esta terca interna que a habilitara a liber-
tarse do estado de dependencia para com a Russia.a
qoe as circumslancias antecedentes a tinham reda-
zido.
Pols bem, Sr. presidente, os soccessos lomaram
o curso qne se devia esperar do carcter de Lord
Slrallord de RedclifF. O principe Menschikoh" fez
ama exigencia apos oulra, como elle diz, suavisando
estas exigencias, e tornando-as menos severas, i fim
de obler a respectiva aceitarlo da parle da Porte.
Mas, ltimamente, sem fazer o qoe elle era obrigado
a fazer para,com a turquia, Sem dizer que estas
eram as estipnlacnes que migaremos receber de vos,
mas nao temos direto a contender com vosco se asre-
cusardes se considerardes que ellas se baseam em
vossa independencia ; e nao lemosdireilo de pedir a
coeessao aellas em vez daquelle respeito que n
s lodos os liomens de oalras nacOes, mas ate, eu
creio, muilos Russos per.ssm que teria sido mais jus-
to moslrar para com a Turquia O principe Meus-
a Porta, e vollar para o territorio russo. Mas disse-
ram que quando islo leve lugar quando o impera-
dor da Russia ameacnn oceupar os principados, ne-
nhum protesto foi feito contra elle pelo governo in-
glez.
a Mas, Sr. presidente, nao s houve um proteste,
nao s se pediram explicacoes em um mui hbil
despacho do meu nobre amigo Lord Clarendon,
mas leve lugar o que era dez vezes melbor, a sa-
ber, que dentro de ama semana, ou antes dentro de
dez dias, a contar do dia em que o principe Menschi-
kotT deixou Conslantinopla, houve urna ordem a
LorjtStealfaawde Redcliffpara porii sua disposico,
fim de se dirigir para as visinhaocas de Conslanti-
nopla, a esquadra ingleza, e houve urna ordem para
oalmiranlado inglez mandar o almirante Dundas pa-
ra as visinhaocas dos Dardanellos. O meu honrado
amigo, membro por Aylerbury fallou m ama parte
do sea discurso como se liouvesse nm pretexto feito
de que este esquadra era mandada para proteger os
- determinado a isso.
,rt, Z8 *'MPl'-<*<* a sinela annuncou a cor-
rida dos geniUmen riders. APresenlaam-se cinco
roncurreulei. dmu tni^ .*..._ rlt""1 SB c'uc(>
idousfrancezeselresngeze.
.elesparliramcomtoda^rapd.
i n. 71,
'
partido cinco e volteram dous
n.P^l,rel,6gaSnaa0rl0' abaton-se
para ganhar aesUada; fo ama confasao incrivel,
um tumulto sem Iregoa. '
_ Trinta fileiras de carruagens corram para as duas
aberteras, que ligavam a caflipjna ,p caminho. Os
carvallos alolavam-se na lamp?5rta(5jarreitos, rin-
B1 eropinavamrse.- A''deaVdem reinava por
i parte, e a ebuva codfjnoava^a ealiir. As pon-'
les ircnnam debaixo do ea^feo' dos dvallos, os la#-
: ceiros e olliciaes de justi, Derdido\ise ddalo,
esforcavara.se debalde parorganisar a \etrada.
I As primeiras cairoaMm linham j^atravessado
Bourg-la-Reine, e as ultimas vagavam anda no
prado.
Essas myriadas de eqoipagens desappareciam como
urna cavallana desbaratada na estrada cheia at aos
vallados.
Faustina levada a galope pelos seas qaatro caval-
los de raca alcancou o briska de madama de Flize,
reconheceu-a e inclinoa-se fra da porlinhola para
insultar sua victima com o olhar; porm Helena
vollou a cabera.
Forlificando a resolocao de madama de Flize, a
aceito de Faustina applacou de alguma sorte o ardor
de seu desespero, bem como os ferros em braza ap-
placam a dor caulerisa'ndo a ferda. Na superficie
ella eslava mais tranquilla ; porque tinha a consci-
enrte de sua desgraca, e a soflria.
No mcmeiitu de separarem-se porte do barao de
Monchenot, Carolina eslendeu a mao a Helena, di-
zendo-lhe:
Al amanhaa.
Al amanhaa, respondeu Helena, e chegando-J
se para a amiga ahracou-a silenciosamente.
O JUIZO
XVI
DESALOMAO.
Mr. de Flixe relirou-sa cedo, e a condessa licou s
com os filhos, os quaes a linham esperado. Uespe-
dindo as criadas, quiz anina-los ella mesmo; por-
quanto untes de perd-los para sempre tinha sede
dessas alegras interiores do lar domestico, e dessas
delicias >da maternidade, em que achara algum lem-
po a teliicidade, deleitendo-se em prolongar esses
cuidados, que divertem a infacia^jem preparar o
trage de dormir da filha, em fulgar com ofilho, o
qual mais turbulento corra pelo quarto fazendn es-
sas mil p erguntes, que creptam nos labios dos meni-
nos, em I 'wijar ora um ora outro, e saborear em toda
a sua Ing enoidade familiar essas sanias delicias, que
florescem i sombra dos berros.
O tinic'o do relogo, qoe dava as horas, batia-lhe
no caraca o como um martello. As ultimas alegras
de sua ah na, onde fervia a ternura eslavam suspen-
sas no po nteiro, e cahiaro como as folhas seccas de
urna arvo re a cada osclacao da pndola.
Faltava m poucas voltas para nao restar mais nada.
Urna vez ) Telena levou a mao ao ponteiro afim de
para-te; n las lembrando-se de que a vergouha viria
no da seg tinte procurs-la debaixo de seu tecto, a
'mao cabio- lhe tristemente.
Quando vioosolhos da filha meio fechados pelo
somnu, ella mandou-lhe que ajoelhasse junto de si,
e recitasee t >ua rarao.
A uieuiu a poi as mSos, e entreabri- seus labios
inleresses ingieres, e nao proteger osullao, mas o fim
para qne a esquadra foi mandada era mui clara-
mente revelado" no despacho de Lord Clarendon de 31
demaio : '
a Sem embargo, a partida do principe Menschi-
kolf, acompanhada por toda a missao russa, he nm
fado em si de tal gravidade, as preparacoes militares
da Russia na fronteira turca sao n'uma escala de tal
magnilude, e o perigo qua ameaca a Porta pode ser
ino'cminenie, que parece indispeosavel lomar medi-
das para a proleccao do sultao, e coadjuvar sua alte-
za em repellir qualquer ataque que possa ser feito
sobre o sea territorio. Nesta conformidade lenho a
informar a V. Exr. que por ordem de Sua Magesta-
de, a esquadra ora estacionada em Malte he poste i
tfisposirao de V. Exc., e que se mandaram or-
dens ao almirante Dundas para conformar-se com
as requisicoes que por ventura possa receber de V.
Exc, e dirigir-se ao lugar que V. Exc. indicar no
caso de V. Exc reputar a presenca de ama terca
ingleza absolutamente essencial seguranca do impe-
rio turco, b
Ora, Sr. presidente, nenhum despacho escripto
teria protestado em palavras mais etoquentes; ou
com maior firmeza e decisao, do que a transmissao
de seroelhanles ordens a Lord Slralford di Redcliir
eaoalmirantado inglez. Dizia en casa qne a es-
quadra devia ser mandada para as visinhancas dos
Dardanellos, fim de provar o inleresse que o gover-
no de Sua Magestade lomava em manler a inlegrida-
de do imperio turco. Prtenlo era claro Russia,
assim como era claro a lodo o mundo, que no caso em
que a Russia persislisse em suas exigencias injustifi-
caveis, reforgando-as com os seas exercitos, a Ingla-
terra de accordo com a Franca tencionavam oppor-se
a tal persistencia, e a repellir semelhante terca. (A-
poiados.) Devo acrescenlar que, quando islo leve lu-
gar, em quanlo a corte russa pensava que nos obra-
vamos em completa cegueira quanlo aos seus desig-
nios, ella se queixava n'ama circular transmillida a
loda a Europa,que linhamos feito urna demonstrarlo
ameacadora por via domovimenlo das esquadras pa-
ra as visinhancas dos Dardanellos, mostrando por es-
te meio que claramente cnlendia este movimento, e,
posto que liouvesse applcado mais injustificavcl e
mais falsamente o argumento derivado desle Taclo,
provoumais indubtavelmcnte que entenda as in-
lensOes do governo inglez. (Apoiados:)
A qoeslo segunte que se suscilou foi, se a en-
trada das tropas russas nos principados seria consi-
derada como um caso de guerra, e tratada como tal
pela Turqua e os seus alliados ? Pois bem, Sr. pre-
sidente, nesta questao nao podemos ler melhor au-
lordade, como julgo, do que auloridade de lord
Slralford de, Redelifl". Pensamos aqui qne se a Tur-
quia, nao preparada,devia ao mesmo tempo provocar
hostilidadescom a Russia.e usar doseuindubilavel di-
reito ero declarar que a entrada nos principados era
um castir belli, pensavamos, digo en, que neste caso
a Turqua seria exposla grande perigo. (Apoiados.)
Nao devemos occullar a nos mesmos as condcoes re-
lalivas das duas naces,o poder e a terca da Russia
de um lado, como ha sido reunido, organisado, e dis-
ciplinado por muilosarinos, quasi meio millmn.de
homens conservado constantemente em armas, con-
duzidos com a maior pericia e diligencia, e a posi-
cao.da Turqua de outro lado, como todos rahece-
mos ser, Traca no estado das suas finaness, na com-
posicao dos exercitos, e na desafieicao que tinha a
receiar da actividade do emissarios russsos.
o Portento, sob estas circumslancias nao podemos
occullar a nos mesmos, que se a Turquia nao prepa-
rada devesseprecipitar-se nesta guerra, nao podia
deixar de ser urna eontnda mui desigual. Lord
Slralford de Redcliir leve o mesmo designio. Co-
ohecendn a poslcao da Turqua como enlao era, dis-
se que por duasrazes,primeiro esforcando-sn pa-
ra negociar ama paz, eem segando lugar afim de
preparar as suas tercas,era conveniente Turquia
nao declarar guerra em coasequencia da entrada
das tercas russas nos principados. Fora prudencia
para nos,nicos alliados no caso, os quaes nao e
lavam xpostos ao perigo da Turqua,aconselha-la
a expor-se a estes perigos qoando os seus melhores
amigosjulgavam islo inconveniente'.' Tal era, como
concebemos, umasufflcienle declaraco de que, nao
proclamando que precipitaramos as hostilidades,
avisaramos a Russia que a guerra devia immediala-
menle seguir-se se ella nao recnasse. He fcil dizer,
acerca de qualquer parle dcslas negociacOes, que se
hoavesse seguido um processo diflerenle,se hou-
vesseis dilo ao imperador da Russia qoe irieis para a
guerra se elle oceupasse os principados, elle teria he-
sitado anlesde praticar islo. Nada he mais fcil do
que dizer se houvesseis pralicado desta ou daquella
maneira, tal e tal soberano houvera pralicado de tal
ou de tal maneira; mas ningaem lentoa dar prova
alguma em como tal seria o caso, ou moslrar que o
imperador da Russia, na posico do seu grande po-
der, nao teria considerado islo como urna alTronla,
qu o leria feilB entrar na guerra immediatamente
sem mais demora.
a Enlao vieram as negociacoes depois da entrada
nos principados; e agora devo dizer urna palavra a
respeito dessa note de Vienna qoe o meu honrado
amigo, membro por A y lesbury diz qne todos tem re-
putado ser ara engao. Nao defeoderei a phraseo-
logia da noto de Vieona (Apoiados); como disse o
mea honrado amigo que se senla ao meo ado, este
nota nao nos perlence; mas quanlo ao espirito des-
ta nota de Vienna, e intensao em que foi organisa-
da, estoa inleramenle proropto a detende-la. Tomai
urna illuslracaose lendes nm amigo proprio, dote-
do de pinicos meios, prestes a entrar n'uma dispes-
diosa demanda com um homerr. senhor de 50,000
ou de 100,000 lodos os anuos,' eu poda mui. bem
dizer-lhe,vejo os seus direlos; fcilmente se po-
derte mostrar que elle est em seu direto; mas he
possivel que ao passo que o opposilor lem os meios
de conduzr a cootenda elle pode ser arruinado; e
por tanto ea o aconselharia a fazer alguma coees-
sao dos seus absolutos e estrictos direitos afim de che-
gar alguma accommndarOo.
a Esle foi o espirito do conselho danola de Vien-
na, e, por minha parte, digo en, refleclindo sobre os
perigos a que a Turqua esteva exposta, era bom'e
prudente conselho que ella annuisse a estes termos
que nao era absolutamente obrigada a conceder.
(Apoiados.) Mas, Sr. presidente, desde o momento
em qne o conde de Nesselrode fixou o sentido desla
nota,desde o momento em que elle moslrou que
se a note de Vienna houvesse sido assigoada, teria
sido considerada equivalente note que foi apresen-
tada era Conslantinopla pelo mbaixador 'russo,
desde este momento nao s cessamos de inslar com a
Turquia para que aceitasse aquella nota, mas demos
o passo mais vigoroso de anoiar por via da terca a
independencia do sultao. (Apoiados. > A esquadra
leve ordem para se dirigir para o Bosphoro, e a 8 de
outubro ordenou-se que a esquadra protegesseas
costas da Turqua no Mar Negro, as costes europeas
e asiticas.
Sr. presidente, vou agora tratar deslas negocia-
Coes, ou, antes destes Iransaccoes,vou tratar do
que occorreu a 30 de novembro em Sinope. As* or-
dens dadas ao mbaixador foram as que j aponlei,
e os embaxadores julgaram prudente que certe nu-
mero de navios fosse para o Mar Negro; que vists-
sem Varna e as boceas do Danubio, afim de que
podess'em observar o que se fizesse no Mar Negro.
Com ludo, isto s aconleceu no momento em que o
governo francez demittira o seu mbaixador em Cons-
lantinopla, e mandara outro, o general Baraguay
d'Hilliers. Nestas circumslancias o almirante fran-
cez declinou receber ordens de um mbaixador que
eslava para deixar Conslantinopla, e o mbaixador
qne se seguo nao juigou prudente seguir o processo
que o mbaixador inglez desejara seguir. Islo foi
urna desgraca, e sabemos quo os navios ficaram "era
Conslantinopla, e por consequeucia ficaram xpostos
a essa lerrivcl calamidade que aconleceu. Mas nSo
julgo que, sob as circumslancias que tiveram lugar,
liouvesse alguma parle a censurar no negd9>, por-
que lenho para mim quo nao eia possivel pi-oviden-
car qualquer oceurrencia que podesse ter ltfgar em
semelhante estado de cousas. Nao fora compativel
com'a seguranca da esquadra o te-la dispersado em
varias partes do Mar-Negro; corncueito, se isto li-
vesse tido lugar, algum ataque se verificara em
Varna.
Foi um facto para o exerccio da disrir,ao do
mbaixador, j nao creio que elle cahisse em falt
por nao insistir sobre as ordens, quando ellas nao ti-
nham a concurrencia do mbaixador francez e do al-
mirante. O desastre qoe leve lugar em Sinope ins-
pirou a lodosos liomensdeste paiz os mais dolorosos
seolimentos. rApoiados.) Sr. presidente, devo decla-
rar que fiquti grandemente sorprendido ao ter as
congralulacoes dirigidas pelo imperador da Russia
aos seus olliciaes e almirantes,ao receber a noticia da
deslraicao e da carnificina naquella chamada victo-
ria, (Acclamardes)urna victoria de algumas seis ou
sete grandes dos sobre seis ou sete fragatas (apoia-
dos), ama victoria comprada cusa da mais terri-
vel malaca, e sem generosidade alguma. (Accla-
maooes.)
Cpnfesso que a vantagem de urna terca grande
e superior como esta, seria urna tente de gloria para
a Russi.-, e urna razo para as congratlaseos de
um soberano aos seus subditos, mas aligi-me com
om seulimento do maior desgosto. (Acclamacoes.)
Sr. presidente, qsta evenUialidade foi profundamen-
te sentida em franca assim como aqui, e, ero con-
sequencia deram-se ordens aos embaucadores em>
Conslantinopla que as esquadras ingleza. e franceza
tomassem ocoramando do Mar Negro; que nao s
prlegessem a costa da Turquia, que nao s proteges-
sem o pavi Ihao da Turquia, mas que igualmente im-
pedissem que salr.sse algum reterco de um poste rus-
so para o oulro, e qoe todas as vezes que cncontras-
semum navio russo de guerra deviam faze-lo vollar
para Sebastopol ou para outro porto mais visinhe.
He impossivel negar, que estes ordens equivaliam s
mais guerreiras preparacoes. (Apoiados.) No Recur-
so dos ltimos 20 annos bou veram na Europa Iran-
saccoes um pouco semelhantes a islo,a saber, o
bloqaeio de Texas, e de Antuerpia, a oeci parao fran-
ceza de Ancona, a batalha de Navarino, e varias oa-
lras Iransaccoes ocenrridas sem urna declaraco de
guerra mas segundo a natureza das ordrjns dadas pe-
los governos francez e inglez, ningaem pode ficar sor-
prendido de qne o imperador da Rossia hoavesse
retirado os seus embaixadores tente de Londres co-
mo de Paris. E este fado conduz-me nossa presen-
te situaro, que tem sido justamente descripta como
estando as extremidades da guerra.
(i J expuz 13o resumidamente quanlo me foi poa-
sivel, sem argumento e sem critica, a es Irada geral
que o governo inglez tem trilhado. Temos', agora de
considerar a perspectiva que temos dianle de nos e o
puros; a innocencia brilhava em seus olhas, e sua
voz murmurou no silencio as palavras divinas dessa
religiao, que fez da esperanra ama virlude.
Quando ella acabou e quiz levantar-se, Helena
disse-lhe !
. Ora por miro, minha filha.
A menina sorpreza erguea para a mai seos olhos
lmpidos. Quando era pequenina, a aia ensinra-lhe
urna oracao simples, pela qual pedia a Dos a paz e
a feheidade para a mai. Ella gaguejou as primeiras
palavras, e recordando-se, medida que adiantava-
se, rectou-a leda inleira.
Esses accentos, que Iraziam-lhe memoria os dias
feli7.es, perrorbaram madama de Flize at o fundo
do coracao. Ella oclinou a fronte sobre a cabeca
da filha para nao deixar ver as lagrimas, e beijou-
liie os cabellos.
Depois pegando-lhe da mao levou-a para o leilo,
no qual a menina deilou-se, sorrio e fechou os olhos,
tendo a mao da mai entre as suas.
Ama-me muite sempre, disse-lhe Helena.
A menina entreabri as palpebras j fechadas,
abracou-a e adormeceu.
0raenlno nao esperara pela mai para fazer oulro
linio. Recostado em urna poltrona, elle dorma pro-
fundamente com os bracos pendentes e a bocea aber-
la como o culix de urna flor.
Helena lomnu-o aos bracos, acabou de despi-lo
sem qoe elle so movesse, e carregou-o. Quando le-
vanlou-se depoTs de l-lo abracado, o menino tinha
na face ama lagrima como urna gola de orvalho na
folha de urna rosa. _
Madama de Flize vagn algum lempo pelo quar-
to locando em ludo o que participara de sua vida, e
qae enviava-lhe suas lembrancas como supplicas
mudas.
Entretente o ponteiro continuava a andar, impla-
cavel e regular como o tempo. Helena sorprendia-se
s vezes conlando-lhe as osclar,6es, o admrava-se
de que um pedacinho de metal tivesse essa impassi-
hilidade fria e fatal quando ella eslava perturbada.
Depois sacudia violentamente a cabeca, e estercava-
se por dirigir seas pensamenios para oulra cousa.
Ao cabo de alguns instantes tomou urna penna e
papel, e poz-te a escrever. Das duas cartas que que-
ra deixar ama era dirigida ao marido, nutra ami-
ga. D vez em quando levauteva-se e la escular de-
bmeada sobre o leilos a resprac3 igual e branda
dos lillius.
A hora sorpreodeu-a no meio. dessas occupacGes.
O som da campainha, que dava onze horas, fez va-
cllar. Ella poz a mao no coraco. e olhou para o
relogo. Os olhos de madama. daPlize iim, alterna-
tivamente do moslrador para a alcova pacifica onde
dormiam seus filhos. Depois, como quera apressa-se
em soasresoluces para nao mudar, fechou rpida-
mente as duas cartas, levanteu-se com precipitaco,
lancou urna pellica nosjiombros, poz u m chapeo na
cabeca, abaixou o veo sobre o roste, e i ibrio a porte
sem olhar para tras, como quem tem mi ido de ver.
Descendo a escada com a ligeireza de .urna som-
bra, alravessou o paleo, balen no quart i do porleiro,
o qual puxou o cordao sem olhar, e sal' loo na roa.
Quando a porte fechou-se apos delta Helena es-
teve prestes a cahir. Esse rumor dizia- ihe que a ca-
sa conjugal fechra-s sobre ella para nao lomar a
abrc-se, ficando ah a honra, a cnnsde racao, a paz
do futuro e a alegra do passado. Refiei 'lindo nisso,
ella agarrn na aldraba para bater; n tas arraslada
por-fltna terca irresislivel correu para n lado da ra
Moncey, onde Mr. de Vauvilliers prom ettra espe-
ra-la.
noile eslava escura, mas as duas atalerna* da
carruagem de posla brilhavam as trevas. como dous
olhos ardcnles. Ella correu para ah; Ari nand to-
mou-a nos bracos, cottocou-a sobre os eoxin s, e gri-
lou aos poslilhocs :
Eia!
O chicote eslalou, e a carnncem parti. Ao mo-
vimento das rodas madama de Flize deu ui n grito c
desmaou.
De ludo o que amara, Helena nao levava nada se-
nao ama medalha onde eslavam os cabellos de seos
filhos.
A carruagem seguo as avenidas exteriores, e ga-
nhoua estrada de San-De'nis por Irs de Bal ignolles.
Armand corra para a Blgica.
De noile, quando despedir a camarista, madama
de Flize recommeudra-lhe qne nao a acordassd an-
tes de meio-dia; pois havia Opartir para Cloyeltes
s dua lioras.
Aoamanhecer do dia segunte, vestirn os meni-
nos, aos quaes o pensamenlo de urna va gem alegra-
va. Apenas estiveram pcomplos, cites qu izeram cor
rerao quarto da mai.
Cuidado .disso-tlies a camarista, minha ama
prohibi queentrassem em seu quarto.
Urna porta envidraqada separa va o qu arto dos dous
meninos do de Helena. A ineiijna emp urrou bran-j
damente, inetleu a cabera como um passari'nlio,
vendo as cortinas do leit abaixadas re tirou-se leve-1
mente as pontos dos ps.
Mainan este doirmindo, disse ell .
Entretanto faustina, que preparava -se para rece-
ber sua rival vencida humilbada, vustio amrou-
que resta a ser feito. Quanlo a correspondencia diplo-
mtica relativa aos termos da paz, houveram termos
propostos petes embaixadores das qualro potencias
em Conslantinopla, termos mui prximamente re-
cebidos, ao menos recebidos da tal maneira em Cons-
lantinopla qoe foram enviados Vienna pelos repre-
sentantes, e adoptados e approvados em Vienna pe-
la conferencia das qualro potencias. Sr. presidente,
nao me parece que estes termos fossem derogatorios
dignidade da Turquia, nem eram tees qae fosse in-
conveniente ao imperador- da Rossia aceitar. Com-
tudo, que procedimento leve o imperador da Ros-
sia ? Releva observar que se espalhou o boalo de
qu elle dissera em Ol'mutz que havia sido rogado a
aceitara nota de Vienna ; que depois a Turquia nao
aceitara ; que ulgava desrazoado po-lo em semelhan-
te posioao, e que esperava quando os seguintes ter-
mos de paz fossem propostos, fossem taes que a pro-
pria Turquia os aceitasse.
a As qualro potencias se estercaran afim de con-
seguir a paz, e devo dizer que considerando qae
estes potencias Inglatera, Franca, Austria e
Prossia representevam todas as grandes potencias
da Europa e quo os termos que propnnham
eram propustus com nm designio de previoir urna
sanguinolenta e dispendiosa guerra sobre lodo o
muodo, o comporlamento adoptado pelo imperador
da Russia mostrava um total desrespeto paz da Eu-
ropa(Apoiados), menoscabo opiniao da Europa,
e desrespeto a esses soberanos de quem elle havia
sido alijado. (Apoiados.) Ero lugar da aceilacao des-
las proposicees oalras proposicoes foram enviadas
Vienna, as quaes brevemente serao depositadas so-
bre a mesa da casa, conlendo uma'repeticao das
exigencias originaes e a addico de oulros termos,
um dos quaes era, que os refugiados na Turqua de
difiranles nacoes seriam expelldos daquelle paiz.'
Este artigo incontcstavelmente lnha por fim infra-
quecer a Turquia, pois que teria sido ama tente pe-
renne de continuadas queixas, e uccasionaria guer-
ra em qualquer momento que a Russia jntgasse con-
veniente. O conde Buol, ministro austraco, ao com-
municar estes termos n conferencia, declarou ex-
pressamenle que nao recommendava a respectiva
adoprao (Apoiados.)
Hontem pergunlaram-me, se urna carta, que f-
ra mandada pelo imperador dos Francezes ao impe-
rador da Russia; era um documento genuino. Nao ha
duvida qoe a carta he um documento genuino e he
urna tentativa feita pelo imperador dos Francezes o
pelo gsverno da Franca para induzir o imperador
da Russia a reconsiderar na marcha que adoploo, a
evacuar os principados, qoe elle injustamente oceu-
pou, e organisar artigos coro um plenipotenciario
turco que depois serao submeliidos conferencia das
qaatro potencias. Pela minha parle, digo que em
qualquer caso, nao ha concessao Russia na propo-
sico feita desl'arle. Nao ousarei dizer qoe nutro es-
perauca de que o imperador da Russia acceder a
este proposicao,. ou qae se abster de reforcar, com
todo o poder da Russia, essas exigencias injustifica-
ves que elle tem teilo al hje. (Apoiados.) Entao,
qual deve ser o nosso comporlamento S apode ha-
ver um, e este deve ser do lado da Turquia, deflen-
dendo-a conlra o poder da Russia, Se en fosse consul-
tado depois, antes de.eutrarmos na commsso de
supprimentos, sobre quaes sao os meios com qne con-
tamos, e, nos termos do honrado membro por In-
verness (Mr. Bailli), sobre qae negociacoes nos pro-
pomos fazer, respondera em primeiro logar, qoe
lem liavido urna troca de olas entre a Inglaterra e
a Franca, prometiendo cooperar, prestando apoio a
Turquia, e declarando por parle das qualro polea-
cas que nenhum inleresse proprio e nenhum aug-
mento de territorio ou de poder he desejado. (Accla-
macoes. ) Tal he a nalureza da posicao em que pre-
sentemente se acham as duas grandes patencias. El-
las eulendem qne a cansa he, em primeiro logar da
independencia da Turqua, urna, potencia que lem
resistido com grande firmeza e com grande habilida-
de s exigencias injustas dos ministros diplomticos
da Russia. euma potencia que tem resistido com de-
nodo e pericia no campo as legies unidas da Russia.
(Estrondosos applausos.)
Mas, Sr. presidente, a causa anda he maior. He
para o genero humano a paz da Europa, de que o
imperador da Russia he o petulante perturbador
( Acclamacoes ) e perlence ao 'genero humano
sobre a cabeca de semelhante perturbador as con-
sequeocas, qae elle de.am moda Uto flagrante, e
tao imprudente evocado. (Acclamacoes.) E perlence
ao genero humano a independencia nao s da Tur-
qua mas da Germania, e de todas as nacoes euro-
peas. O slado da Gemiana nos ltimos anuos pas-
sados tem sido, senao absolutamente de independen-
cia para com o imperador da Russia, ao menos nm
estado em que a dependencia nao tem sido mui cla-
ramente manifestada. (Apoiados.) Tenho para mim,
ao ler as Iransaccoes qae tiveram lugar o anno pas-
sado em Paris, que ha bastante acquiescencia da par-
le das potencias alterosas s iojuslificaveis pretencoes
da Rossia. (Eslrondosas acclamacoes.) Este casa sa-
be, e ja tive occasio de referi-lo com essa recom-
mendacito qae jalguei ser devida, qae, quando o
conde de Malmesbury vio qoe o imperador dos Franj
cezes tencionava ser fiel aos compromissos do paiz
sobre que era chamado a reinar, e qoe o seu objec-
lo era manler a paz da Europa, por parte deste paiz,
o voluntario recoohecimento da rainlia foi declarado
nova forma de governo. (Apoiados.) Mas as poten-
cas da Alternan
o imperador da I
este assumpto, eo j
que o imperador d
mas que, como
hoavesse por seclos
imperador da Russia.
rador dos franc
imperador dos Frange
chamadoa meu bor aasig*,
(Bisadas eacclam,
a Mas OVibbbbbb!
nba, ama e toda
lanlesesper
imperador t
cerios de que I
imperador daRu
se o imperador i
zer,como tinha pie
segondo as formas e
me neguem estes termas, i
cas da Allemanh;
reconhece-lo eomo
mais estovan
nhuma destas pe
lemfih
(Apoidos^^H
lodosos dias,-]
da Russia,-
direto e ju
e fia Pruisia anTsen^
cues devem /onsidei;
antes de consultaren!
Russia.' Por tanto, i
nao tobamos compr1
sinceramente i
do maneira alg
actos de aggrcsso i
minha crenca I
tando o grande in
como a Allemanha sel
serao bastante imp
lancia e posico. di
de habitantes, da sua iilu-i
e da importancia em raanti
para nao cuidar qu
se pode tornar tao formida >)
dncia dessa- gran
creio qoe empreh
nao tenhamos a immediat)
grandes potencias allemaj
variam a Rossia, i
mas pelo contrario usanl
fluencia, 'e,. se .To-
para embarga-la
la e de forc illegii
que tomos m
zemos agora
e'm virlude
cousas qne sao ue
Turquia nao con
sia em quanlo pres
o nosso apoio, sem
concurrencia. (Extra
Este compromsso com
acha formado; mas nao d
a maneira por qae os nec{
do dirigidos ltimamente)
Co e o apoto
podem prestar as a
senhor presidenll
que, entrando
confianca em o no
acclamacoes.) O
Francezes dorante
sas repelidas e quasi di
do tao sincer
impossivel nao
nelle'enoseugovc
Quante aos e
que preseolemente
turo sejamos obri:
ao que, no princip
mitlido adoptar, pe
gamos neceseario,
cenlar nao menos a quanua
da somma que foi pedida
se diga que he u tebelecimentea navaes d
como o honrado membro ja
bem j expuz no principia'
estes recursos sao neceas
po, se pensis que a direcfi
da deve ser confiad
opiniao, e colloca
imperio em mSos i
se nao segairdes est
ento esperamos a vossa
dirigir estas Irewacse
mos, pois que sem esta c
um resuldo feliz. (Apoi
o Lembrsi-vos que oira
de do segredo, depend
de da rapidez, e qoe
pho explicar as vossai
Por tanto nao peco de mais, qa
adoptis ma ou oatra deslas
collocai o governo da guerra e
senao, dai-nos a confianca que
pao de velludo, poz na cabeca om toucado, assentou-
se, e esperou leudo um livro na mo.
Julieta, disse ella sua confidente, ponha dous
lalheres no meu camarim; 'espero urna mulher para
almfar, e s esteu aqui para ella.
Faustina nao duvidava do succeaso de sna carta.
Podia madama de Flize deixar de vir, expondo-se s
consequencias de um eslrondo ? Qualquer que fosse
o prero marcado por Faustina para o resgate desse
hilhetc, nao o aceitara ella? deixara -pela su,a im-
mobilidade quebrar-se p fio, que tinha a ruina sus-
pensa sobre sua cabeca ? Nao preferira lodas as hu-
inilharoes ao escndalo de que esteva aroeacada?
Aretlexao nao peruillia, a Faustina,duvidar disso.
Assim e em urna hora ella ia viogar-se de todos os
snflrimeutos, que supportra duraule a infancia sem
o conhecmenlo da mai; de orna vez ia pagar essa'
divida, que gunrdava como um deposito sagrado no
fundo de sea resenliraento. Madama de Flize eslava
em suas maos, ella pagara por todas.
Faustina culpava as mullieres nobres do oppro-
hrio em que calina, faza-as respousaveis por esse
amor insaciavel de luxo, que a impellira devassidao,
o aecusava-as de lodas as anas faltas, de todas as
suas vergnnhas. Como sua intelligeneia e sua educa-
cao faziam-lhe ver a profundidade do abysmo, em1
que cahira, ella nutria um desejo secrete e lerrvel
de fazer as oulras sofirerem o mal porque Aavia pas-
sado. ,
Tendo alcanrado a riqueza pela infamia, ella vola-
va um odio implacavel aquellas que haviam achado
a riqueza no berco, e nao podeudo subir al empa-
rentar com ellas, quera ao menos faz-las descera*
seu nivel.
Faustina folheava as paginas do livrp para olhar ;
pois seu pensamenlo estova ledo emprgado no dra-
ma, cujo desenlace arrantera. Seu olhar aflagava o
relogo, e pareca convidar o ponteiro a andar com
mais pressa.
A's dez horas deixou q livro, fechou os othn
tendea os ps para o fogo. e pereorreu na Una
cao a vereda de arbustos e de espinos, por onde
ditera arrastar a- victima, saboreando antecipada-
mente o espauto, o terror, os rogos, os solutos e eu-.
durecendo-se na crtIdad*.
Poue antes d onze horas levantou-se, e pereor-
reu seu aposente. Tinha ordenado qae se pozessem
flores por toda a parle para que esse esplendor, esses
perfumes, essa festa dos olhos augnienlasseiu ruis a1
amargura do sapplico.
A's onze horas lancou um olhar sobre o espelho,
amarrotou o vestido e o toncado, e poado-se a um
janella, fiteu o olhos no paleo.
j-
Esteva j ahi ha dez minuto)
ningaem. Ao cabo de um quarl
ciencia atacou-a.
Julieta, diste ella, desee i
e perganla-lhe se nao veio
despedido a todos.
Faustina bem sabia que m
quera engaar sua irritad-
Julieta vollou ; ni
quarto do porleiro.
Ella me aflronta 1 rearmaron 'Faustina baleo com o p no chao, e cora a ponte dos dedos as v
dracat da janella.
Esperou anda um quarto de hora
janella ao camarim, edo camarim
olhos laucavam relampago-
Este relogo esl adiante'1
deu a meia hora; iofnrma-te dos he
Julieta saldo sem responder; pois u
ama nao soffria ubservacoes.
Todos os retegios consultados, que
qur de mesa, marca va m de onze hon
tos a onze hora 'e tres quartos.
Faustina leve para si que o;
cerios.
; He impossivel que e
sigo a actriz.
ver-se;
BaBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBaSaaaa' J
'"')' '-'/ KMrdeaesi.-
o lenco entre oaM*i tMOtoa im intlanli
is mais prer
veu-aem
de de Flize,
pois
i o sobrescripto'ao con-
Depos tezendo o-; gesto qoando Christo
foi condemnado," disse:
Ella assim o quiz! Lavo asms
Suas palavras, Mr. de Flize dizam o segu
Vossft conhece o vaudeville : o Quando o amor
se relira, fica a amizade. A minha vem soccorre-lo.
l.eia e eoiuprehenda.
(Continuar -se-ia.,



=
mpre nAo
es encar-
que- po-
rimperador da
ament
0 scm
1 !!!
^^^^^Br>l" ;-t< tolerar esles
.erra ; mas
para conda-
do. (AccIamacOes.) Pe-
esperadamenle o imperador
uas primeiras exigencias,
ilMspprovaodo o
las duas das mais
preparadas para
A ttmm ira elle, reconhe-
dade da Porta de
idos nos nos rege-
os os esforc,os -"encargos
er, e se a pai nao for
com o deveres da In-
jljfcrtrV Ja Europa, e com os deve-
lo dessa enorme polen-
ai pomo 'que a sua propria mode-
ciosa *> que a ambicio dos ou-
sia so no contentar com me-
i subjugacao de todo o
iesso da propria Cnns-
senlimento e se tal
I* nevemos, esforrar-nos para
com" uto corarlo poro. (Ac-
s, prolgei a juslica e, pela
rtariaineote* eornparlilliarei os
sea responsabllidade. (Onobre lord sonta-
ebementes de ambos osla-
*-' (Times.)
"Hni
HKS.
trae otad
nosalguo
imperio ;
lantioopli
le janeiro.Eis-aqai o discurso pronun-
wrtura da sesso do conselho nacional su-
primeira parle desa scssSo, oc-
ite de objectos da adminis-
tra, que vos lie sub-
o objeclo que seto r-
iypado, se compoe es-
algumas disposires da
sso em materia de
rala des-
-i otmz sus-
msaeao passou coro
>-tem antcipa-
-!*& patritico,
na cidadl fe-
a tem erguido so-
aMttaicBo, rivalisar, pelo
m a solidez das materias
netruojio dessa Abra monu-
le ama serie de esforgos
i nrva insuuicoes fede-
pox, que n3o tem me-
qne descera dos Utronos,
8 administrativa da gran-
Essa prosperidade be
de nada temos que inve-
visla. Nao podemos
* .a extensio de sea larri lo-
f'o.vigor e o indifmito de
o immeflso, sen incri-
cJto juvenil que gera
i em medo sustentar a com-
dadedos|iinpo9los, a perfei-
abuudancia proporciona]
'estradas ordinarias sulcam
^^Hk 'nSo transporta
tudos aercolas, lio
sdissos nao sendo mais
fcaeeuropeas, era misicr
a que possam li-
^^^Rfe a ualure-
nais a Suissa
SO*, a preva disto
a, rea industria, seus
cia, suas caixas eco-
trias, &c. Todava o
ninhosde ferro, e
da em todos os senli-
-isperidado.
r que de vemos des-
ea'obra, possamos cru-
um UI erro. Se
usado he para nos um
atomar respirajao e
i cainiiho do
f*; o programla
aodeslo que seja, d
ermeftorameutos.
Taidos, o estado bri-
i disu'mulam ad-
ora Irabalho,
tem feito ludo por
i'iitratisasao
a be um pri-
ieilto, que, com o au-
llara as contravenefies
i lugar a muitas dis-
reto que a ap-
or toda a parle, mas
desejos o !cmi>o pouro
' vez mais prospero de
tdoptar o verdadeiro re-
ido", a saber a diminuirlo
Hevarao a urna superior.
ibre a impreusa do
Midas da autoridade desse
e associaeSo. A deci-
.cerloza, que reina
^^B-vosdaquesUoda
i Federal e de urna escola
^^Rventura destinado
^^Kkaclaada, como a
dade da Polonia as
potados os discurses do
lecabida 1 Porque esta
^^Hjlogiavam nos de-
da antiga dieta,
'1, seria abandonada agora
lores dos representantes da
ais obstculos m sua ae-
rante nejao, para ser tal
la aglomerado de
iifentidarle de iutances,
UiU, que nSp se formam
e institaicAes, das quaes as
em educarao ?
^^B30 previo e quiz
central, logo que forero
tenria ?
'sentantes, decidir
islalura om essa
ia a chave d a%o-
^Bcwnal da coufederacao.
| representa ules, que cada um
observar, no prnsrarama das
limado para resolver, a lacinia
la carta
l> oceupa me ato e o
H^HMerada. moi que se deve
r"*K,**a'"de tibiar de materias
ron^p^s dictatoria ,,or m espacode tempe que en.preguem ouro ou prata cm so
lar : seja lodo elle Inundo para o santo thesouro de
DURIO DE PEBMMUOK QUARTH fSrH 29 DE MARgO jg~,
1
Visto os ai tos de todas as autoridades, corpo
rac/nse pessoas notorias de todos os deparlamentos
e villas da repblica em apoto da dcclaracae feita a
de novembro, a cidade de Guadaara, e dc-
P0M.de ur ouvido o conselho de estado, em virlude
Moeres que a naci me tem cdoferido, tenho
decretado osdguinle:
Art. i. He declarado pela vonladeda na?ao
que o actual presidente continuar a goxardo* po-
tres, de que est iuveslido, em quantojulgar ne-
essano para a conservaco da ordem publica, da
integndado do territorio nacional e 'organisacao
eomplela dos diversos ramos da administras*) pu-
' nesia-.siipre.
i nomo da na-
fPretge,)
" Ar': 2. Em caso de morte ou de incapacida-
aepnysica do Sobrclilo presidente, elle lera a fa-
culdade de nomear sen successor por um acto escri-
e escelado, com as restricrocs, qnejulgar conve-
nientes. Este documento ser denosto, com as pre-
cansoeseforraalidadesdo eslylo, no ministerio de
estado.
Arl. 3.0 o titulo ile alteza serenissima ser
para o futuro, inherente s funcces do presidente
da repblica.
A 17 de dezembro. Santa Anna puhlicou ara
loncoi manifest, que termina deslc modo :
Nada desejo, nada aspiro. Se apronvesse a
Deus prolongar meus dias at que cu livesse reali-
sado meus desejos, polticos, deixaria o poder e acei-
tara entao as honras que meus concidadaos me of-
fereeom hoje.
c< Mas isso ser quando a narfio" gozar da felici-
dade, que me leidio esforcado para dar-lhe. Se a
morlc impedir que cu termine essa grande obra,
faro votos para que mens considadaos saibam fazer-
mo juslica e honrar a minlia memoria em niinha
familia. Mejicanos, sao osles mens senlimentos,
(aessaominhas esperanras. Para consegui-lo, creio
que nada mais lie necesario do que rcstabcleccr
esta aulordado tanto lempo degradada c esqueci-
da. A do primeiro magistrado da nacao deve ser
reconhecida e respeitada do lodos.
Dcve-se sua dignidade o mesnio respeilo, que
nacao que elle representa. Aceito pois os ordena-
dos que o Mxico quer dar a seu primeiro magis-
trado ; nao he para meh uso pcssoal.mas para a di-
gnidade de todo aquelle que possa ser presidente
da repblica, afim de que, elevado por seus orde-
nados a cima dos jmtros funcrionarios, seja o ob-
jecto desse respeilo e dessa deferencia, que lodos
devem aquelle a que eslo confiados os inleresses
mais charos de cada uro, e os do paiz.
Exprimindo meu eterno reconhecimenlo nacao
pelo vol com que se dignou renovar o teslemunho
da confianca, do que me revisti quando meentre-
gou um poder, do qual procurare servr-mc com-
moderaeao e prudencia para o bem da najao so-
mente, desse a meas concidadaos esta franca e sin-
cera declarasao dos senlimenlos domen corado e
das ioleos&es honestas, que bao de dirigir minha
conducta na obra, que me he confiada, at que
tenha Irazido para a repblica das de felicidade so-
lida e reaL ionio op de Sania Ama.
(Jonrnal dtt Debats.)
CHSlA. ~"
Proclamado e ontroi documentot ef/iciaet dos
rebelde chinezet.
Deparamos nos Atmaet da PhUosophia chritta
com urna carta do padre Mahon, entrp os quaes no-
tarnos as proclamantes seguinles :
30 de novembrode 1851.No l.. dia do 10.
mez do auno Siu-Kadi, estando o rei. celeste cm
Yung-guau, fez urna publcarao ordenando que lo-
dos os ofikiaes- e soldados do exercito, grandes e
pequeos, conhecessem a verdadeira doutriua que
deviam seguir. Ei-la :
Nosso pai celesle, o grande Dos c supremo
Seuhor, he um puro espirito ; nao ha oulro Dos
senao nosso pai celeste, o grande Dos e supremo
Seuhor. O grande Dos, nosso pai celeste e supre-
mo Sanhor, he omnisciente, omnipotente, presente
por trida a parle, o supremo cima de todos. Nao
ha um so ente que nSoscj creado c sustentado por
elle. Elle he supremo, he goveruador.
Excepto o grande cos.nosso pai celeste e su-
premo Senhor, nao lia ninguem que possa ser cha-
mado supremo, ninguem que possa ser cliamado
so\ernader.
Assim pois todos vos, soldados e ofucUcs, podis
de boje eui diante designar-nos como vosso senhor,
mae isto so; nao deveis chamar-me supremo, para
no usurpardes um titulo de nosso pai celesle.
o Nosso pai celesle he nosso santo pi, e nosso ce-
lesle U-mao he nosso sanio Senhor, o Salvador do
Muudo. Assim nosso pai celeste e nosso irmflo mais
vclho sao os nicos saulos; logo todos os oliciaes e
soldados podis de ora avante desigDar-me como
-vosso Senhor, mas nada mais; nao deveis chamar-me
santo (chiug), teniendo usurpar um Ululo do nosso
pai celesle ede nosso celeste irmao mais vei'ho.
O grande Heos, nosso pai celeste e supremo
Senhor he nosso pai espiritual. A principio linia-
mos ordenado que desiguassem qs primeiros e se-
gundos ministros de estado e assim como os'gcncraes
em chefe da vanguarda, e retaguarda com Ululo de
pais rcaes, o que era urna indulgencia temporaria
conforme 05 coslumes depravados deslc muudo; mas
segando a verdadeira doutriua, era urna usurparlo
de urna prerogaliva de nosso pai celeste, que so el-
le tem o dircilo de ser chamado pai. ,
Ordenamos .que o genera! cm enere, primeiro
minislro de estado, seja chamado rei oriental, c
tenha a administracao das provincias do Oriente,
tambera temos ordenado que o general om chefe as-
sislcnle segundo ministro de estado, seja chamado
rei occidental e lonha o encargo das provincias do
Occidente; que o general da vanguarda seja cha-
mado rei meridional com o encargo das provincias
do-sul; finalmente que o general da retaguarda so-
ja chamando rei do norte e governe as provincias do
Norte.
t Temos tambem nqmeado nosso irmao Sliik tal
Kaal rei assislenle para ajudar-nos a manler nossa
corle celeste. Todos os reis cima mencionados cs-
larao debaiio da dependencia do rei Oriental. Tam-
bem publicamos um proclamadlo que declara us-
sarainhaa senbora das senhoras e nossas concubi-
nas seulioras reaes.Respeilai isto.
2de marco de!852.Aos 27diasdol0mezdoaniio
Jinlsic, na cdade Yuug-guan, o rei celeste fez urna
proclamarlo,* rerommeudando immediatamenle a
lodos ofiiciaes esoldados do exercito, aos grandes e
decessem aos mandamenlos do Ceo : Ordenamos
a nosso irmao Yang-son-lsing, o nosso cunhado Si-
aou-hossci, a nossos irraaes Gong-jnngsan, Wei-
ching, Ush-4ah-kaai e a todos os chefes de legies,
que vigiam estricta c constantemente os soldados do
exercito para saberem se elle? Iransgredem o 7.p
mandamenlo (esle seUmo maodamento he o sexto
do Declogo;; s transgressores, sorprendidos em
flagrante, serao immediatamente decapitados; 0-
qnem todos entendidos,n3o llavera perdao ; e orde-
namos expressameple, que se nao mostr a menor
clemencia fechando-se os olhos sobre os ofiiciaes, pa-
ra nto attrahirmos a iudisnacan do grande Dos,
nosso pai celeste. Eslcjam todos acautelados.
Respeilai isto.
3 de abril de 1852. Aos 30 dias do segundo mez
do anno Jintsil, ero Yung-guon,o re celesle fez urna
prclamacSo, ordenando todos officiaes, homens
e mulheres, que obedecessem. aos preceitos do Ceu
com gostoe exaltacao, firmeza e paciencia, coragem
o ardor, e combalesscm valeiilemente os diabretes.
Ainda que cssesdiabretes se conten aos mil e
as myriadas, enes 11S0 h3o de escapar a m Jo de nos-
so pai celesle. Se elle pOdo fazer a trra' e o mar
eraseis dias podis fcilmente crer que nosso pai es-
ual he um hroe.
O alio ceo vos tem dado a missao do assassinar
ipiosdiabinhos. Nosso pai celeste e nosso ce-
vcllio tem os. olhos follados para
Os officiaes homens e mulheres, empuntiain
,iada. Quanla ao voseo vestuario, basta um ves-
de muda. Augmcntai com a undade as vossas
igens e.mtai os diabas. Desprezai o ouro, a
cageos e a bagagem : despi-vos das cousas
nanas e olhai para o ceo, onde as telhas c as ca-
s3o de ouro. Que espertaculo de gloria I No
ade e honras com
m\ '-,- rniis humildes dentro
.os de seda e de eetim. Oshomeiis
1 tos, nos quaes a figura de um dragSo cs-
liordada, e as mullieres serao coreadas de (lo-
uossa corle celeste. Se algoem transsiedir.csta or-
dem, ser immcitialamenlc decapitado para servir
de cxemplo aos outros. Respeilai isto.
3 de marco de IfiSS. O rei celeste faz alixaf
a prclama(ao seguinte :
Pela prsenle vos recommendamos, chefe e po-
VO, que farais nma dislinccao culre os homens < as
mulheres, os homens devem oceupar-se cm negocios
externos o nao escutar o que se passa dentro de sua
casa : as mullieres devem ocenpar-se dos cuidados
domsticos e nao envolver-sc nos negocios externos.
Ordenamos, pois, quo de hoje em diante que uSo
se faca no interior nenhuma relacao dos acontec"
nienlosque se"'passam fiira. As mulheres do .harn
devem .ser gcralmenlc chamadas senhoras. Tenha-
se pois cuidado em se nao fazer mencao alguma dos
nomos, sobrenomes, posiertes c condicOcs das senho-
ras do harn ; por modo algum ellas podem ser o
olijeclo de eonversaces ou discuesoes ; todo trans-
gressor desta ordem ser decapitado scm miseri-
cordia.
Ninguem ouse olhar a figura de alguma senbo-
ra do liaren ; mas abaixe-se a cabera e conserve-se
os olhos fixos no chao scm os levantar um s ins-
tanle ; porque um volver d'olhos deilado na face
das senhoras do liaren ser punido com a pena ca-
pital. O que se disser iio harn nao deve transpi-
rar fora. Os officiaes, homens e mulheres, que con-
lajcm o que se diz no liaren, serao. decapitados sem
misericordia. O que unja pessoa diz nao deve ser
repetido no liaren, no interior do liaren ; se acon-
tecer que alguma conversacao de fora seja tambera
referida, o relator o o autor da conversarlo serao
decapitados. He com sinecridade que vos fazemos
estas admoestacOes.
tjomervar o harn perfcilamenlc separado he o
fiindamento de um bom .governo c da moral. Nos-
sa inteneno rnlo he fazer severas rcslrcc,es, porem
queremos cumplir as sanias vontades do nosso pai
celeste de nosso celeste irmo mais velho, decapi-
tando os impdicos c tratando bem aquellos que se
couduzircm bem. Nao posso deixar passar a menor
trausgressao deslc mandamenlo. Desde a publica-
cao dcsle decreto, nao s nosso vassallos acluacs,
mas em lodo o nosso imperio celesle, durante my-
riadas de anuos c de ttcracGcs em geraroes, lodo a-
quclle que se tornar nosso subdito, deve passar por
esla lei. Tacs sao nimbas palavras. Respeila-as.
Dada aos 28 dias dol. mez do 3. auno de
nosso reinado. ( 3 d c marco de 1&53)* (Prense.)
-rEBiunoco.
Asnoeias do Mxico so de 22 de dezembro.
s-aqui o decreto peto qual ueneral Santa Auna
declaraojiu de uadjlxara, a qual
aceili
Sede pois fiis, e desenvolvei toda a vossaner-
gia. Respeilai isto. n
15 de novembro de 1852. Aos 10 dias do 8."
mez do anuo jintsie, eni Changoha, o rei celeste pu-
hlicou urna proclamarn, pola qual prohibe aos ofli-
ciaesesoldados do exercito, grandes epequeos,
. -
ASSEMBLEA legislativa
PROVINCIAL.
Sesaao' ordinaria a 27 da margo da 1854
Presidencia do Sr. Pedro Cacalcanti.
(Conlinua^ao.)
ORDEM DO DIA.
Continiiarao da discussao adiada da sesso antece-
dente do arl. 3 do projecto n. 8.
O Sr. BrandOo.Sr. presidente, eu tenho de com-
baler o 3 artigo, do projecto, que se acha em discus-
sao, e como me precedesse um illustre orador, o meu
amigo oSr. Figueira de Mello, que fallou no mesmo
sentido que en desejo fallar, e depois que eu pedi a
palavra, tambem a pedisse o nobre deputado o Sr.
Aprigio, que necessariamenle tem de sustentar esse
artigo, porque he um dos membros da commissao,
desisto por ora da palavra, para o mesmo Sr. Apri-
gio faltar em primeiro lugar, e dcpis entao eu fal-
larei.
O Sr. Aprigio:Sr. presidenta,em suslentasaodo
arl. 3 do projecto, eu dirci pouco.mas direioque me
parece necessario. O nobre deputado o Sr. 2 secre-
tario oppondo-se a esle arligo do projecto, referio-se
ou fez sua principal argumentagao, naexiguidadeda
lotajao dKse ofiicio ; esqueci a cifra que elle designou
comotalr.
Uin Sr. Dep'ulado :Um cont de ris.
O Sr. Aprigio :Um con lo de reis: o Sr. desem-
bargador Figueira de Mello, quando aqu fallou so-
bre lolacao do officio de escrivao de orphans, fez ver
casa que essa argumenla;o da lola^o nao poJia
progredir, porque as lolajes dos officios eram feitas
com mnifo favor, eram feilas pelo calculo mais bai-
lo, &c, &c. Ora, esle argumento he para mim tan.
t,o mis valioso, quanto foi apresentado por um nobre
deputado, que se oppOe a este arligo do projecto. O
Sr. deputado que combatea esle arligo, e que ora nao
se acha na casa, alm da razSo de pouc rendimenlo
desle officio, achou incoherente, que havendo esle
projecto creado um segundo contador, nao creasse um.
distribuidor especial; dando como razao dessa inco-
herencia, que descobrio, o poder dar-se o caso, de o
contador, que continua como distribuidor, distribuir
para si os melhores taitas ; islo he, distribuiros me-
Ihores feitos para os juizus perante os quaes servisse
de conlador. Esle argumento cahe por si mesmo
o distribuidor nao exerce esse officio por mero arbi-
trio ; elle he obrigado a fazer a distribuirlo igual-
mente, esla sujeilo s roclaraaroes dos escrivaes, qne
porventura se acharem tasados ; e depois he obriga-
do-a tcriim livr, lvro sujeilo a correccao, na qua:
responder pelas irregularidades encontradas; ain-
coherencia porlanlo desapparece, cahe o argumenta
por si mesmo. v' .
Argumentau mais o nbre dcpntado com a pouca
renda desle efliciri ; nao sei se elle pruprio referio-se
lolacao; mas o que me lembra he que nao destruio
a argumentaran de que olrabalho desle officio he du-
plo para um homem ; ose pois a renda-he diminuta,
ou cscassa, o que neg, nao prova isso qne o traba-
Iho he penco, nem que as parles nao soflram pela mo-
ra da eontagem dos feitos. Eu mesmo nao sei como
combinar-se esse pouco rendimenlo com a demora da
eontagem dos feitos ; porque vivendo o contador das
conlas, que Taz, nao as poderia demorar como actual-
menle succede; e se essa demora se d, e nao certa-,
menta por inercia, nem por preguica.he indubitavel,
que isso acontece porque o trabalho he superior s
forjas de um hornera.-
No foro desta cidade, houveram semprc tres conta-
dores, e isto de tanga data : um do juizo de fra o or-
phos que ainda existe, um da ouvidoria da comar-
ca, que he o logar exercido pelo actual contador, e
um da segunda instancia, que servio at 18J4, Ma-
noel Soares do Souza Galvao, que entao fallecen, e
cujo lugar como j disse, passou a-ser exercido pelo
secretario da elajao, at q.ue o minislro da juslica
mandn accumular suas funcces na pessoa do con-
lador do foro commuin. Dado mesmo o caso, de que
um contadnr para segunda instancia nao'podesse ser
creado, por nao ter um rendimenlo sufficienle, o pro-
jecto nao pode por este lado ser atacado, porque
elle nao ordena que assim se faja ; aolorisa o,presi-
dente da provincia a fazer urna divisao igual entre os
dous funccionaro9.
Demais, eu ainda me rao convenc de que am,con-
tador da segunda instancia, nao tenha um rendi-
menlo sufficiinta, porque atiendo que o dislriclo da
relacfto de Pe nambuco comprehende cinco provin-
cias ; e lodos 1 ios sabemos, que lodo o feilo que vai a
relajao, segu 1 lodos os tramites ; isto he, nenhuma
parle se contal ita com urna sentcnca, e, pois, embarga
na chancellarla, erecorre para o supremo tribunal, o
que d ao contador tres contagens em cada pro-
cesso.
Ora, os feitos de cinco provincias por certa dao
Irabalho sperior.s tarcas de um homem, o que bem
se prova, por que he sabido, que fcilos ha que pela
natureza de suas coutas se demoram em mao do con-
tador 3, 4 e mais mezes... .
O Sr. BrandSo :Eu sou advogado, c a mim nao
me consl;) isso.
O Sr. Aprigio :Eu me vejo em tanta mior em-
bararo quanto as pessoas que me informaran], me
merecem, tanta, conauc.a como o nobre deputado.
O Sr. Brand: Pelo meu carlorio, nao se den
anda cara hypolhcse, e tenho maltas causas.
O Sr.;Aprigio :Procede isso da desigualdade das
venturas...
Constarme que, ijo Maranha ha no conlencoso
dous contadores, igualmente na Babia e na corte :
nao fajo disto urna asserjao, pode bem ser que en es-
toja c'ngaeado... ^.
Cm Sr. Deputado :m
(adores...
O Sr. Aprigio :He verdade-; mas o actual con-
tador s ratava na primeira n-Uaucia, 1 agora coola
as duas. Ha, senhores, um faci que comprova que
neslas quesioes ha urna ficr;j|o. ou peto menos que
nao ha esse inconveniente de fall a de rendimenlo, que
gero aprsenla nat di visees.
F Pela Disposirao Provisoria fo am extinctos os corre-
gedores do criino e civel, e del ermiuou-j que os es-
crivaes que perante eiles servia im, pastaeeem a servir
teos, na relajao; de sorle, que o Ira! lalho que era feito-por
dous escrivaes, passou a ser feito por seis, e hojeo he
por qualro, por haverem facedo dous} pretor
disto os escrivaes da rela'fPo, leem subsistido, teem
vivido'decentemente, nao consta que tenham preva-
ricado. Porlanlo esta idea de pouco lucro por causa
das divisOes, me parece urna fiejao.
Sr. presidente, o que convm examinar nesta ques-
tao nao sao os lucros do empregado ; he se o empre-
gado est sobrecargado de trabalho : digo que shtt
porque ha demora as contagens, e isto he em pre-
joizo publico, porquanto os feitos que esto no carlo-
rio do conlador demorados, seriam nesse iotervallo
contados por ontro, e o andamento da jaslij nao
soffreria...
Um Sr. Deputado:Em muilos casos, he a demo-
ra devida s-partes nao prncorarem seus tallos.
O Sr. Aprigio :Tenho por ora concluido.
O Sr. Brandao : Sr. presidenta, o nobre depu-
tado que acaba de senlar-se, moslra achar-se lo
instruido sobre os negocios do foro desta capital, que
na verdade se eu nao fra advogado, se. nao livesse
um escrptorio aberlo, se por esse cscriptorio nao
corressem muilos feilos, senao conhecesseo estado em
qae se echam os empregados da juspoa, nao me atre-
vera a fallar a respeilo da materia que se discute ;
mas dadas todas estas circumstancias, e tratando-se
da divisao do eraprego de contador desta cidade,
emprego que apenas podo dar subsistencia parca a
um homem honrado, como he o actual contador, en-
lendo que tarta um desserviro publico, urna injusti-
cia, senao dissesse a casa o que sei a tal respeilo.,.
O Sr. Aprigio : Logo, eu eslou tazendo um
desserviro publico.
O Sr. Brandao: Nao he essa a concluso: o
nobre deputado dirije-sc p?r nformares de outras
pessoas, eu dirijo-me pelo que sei c vejo, pelo que
passa por minhas proprias rhaos, noque ha ama dif-
ferenca muito grande.
Sr. presidente, para que se proceda -divisao de
qualquer emprego publico, he mistar, como cond-
jao esseircial, nao s que a necessidade dessa divisao
seja evidentemenle reconhecida, a bem do servico,
como igualmente que ella nao di cm resultado a,
mizeria dos que tem de ser empregados; porque se
se mostrar que, coma divsflo do emprego, aquelle
que o exercia e o que tem de ser seu companheiro,
passarao a viver- na miseria, o poder legislativo nao
deve por forma alguma consentir que so proceda a
semelhante divisao, visto como o resultado seria au-
lorisar a venalidade e.a corrupc,ao, 00 segundo o me-
Ihor arbitrio crear a mizeria com todas as suas len-
laces, como acontecer no caso de que se trata.
Parece-me. senhores, que poderei mdslrar-vos que
a contadora da cidade do Recita, nao esta no caso
de ser dividida, e que a sua divisao Irar necessa
menle um desservi50 publico, urna siluarao de-
ploravel para aquelles que nella forem empregados.
No annode 1851 houveram 700 di5tribuic.des, sen-
do 200 e tantas a 300 de causas de assignajao de 10
dias, que como se sabe, sao insignificantes, o resta re-
cahio sobre ncc.es ordinariasf arreslost ediversos ou-
tros requerimentos, que nao seguiram nma marcha
regular. Demos porem de barata, que 400 ou mes-
rao 500 causas, tveram o seu andamenio ordinario,
'e que chegaram a ser decididos e julgadas na instan-
cia inferior, concedamos terem ellas subido instan-
cia superior: temos mil contagens, 500 na primeira
instancia, e outras tantas na segunda :elevemos ain-
da esla cifra a 1,500, e vejamos o resultado ; o termo
medio de cada eontagem he de 600 rs., porque as ha
de 300 rs., 500, e 600 rs., sendo as mais caras que te-
nho visto de 1&200 rs., temos o producto de 9009 rs.
Vamos agora s distriuuiooes, visto qae o contador
tambem he distribuidor ; calculemos em mil, ecomo
ellas Sao feilas a 160 rs. produzirao 1609 rs., que com
900 rs. pretaz a sommade 1:060 rs. Notar entre-
tanto, que islo se den no annode 1851, qUando na
verdade o foro desta cidade moilo trabalhou, mas em
1852, nao aconteceu assim,de 700as distribuirSes re-
duziram-s a 500 em 1852, e cm 1853 tveram ainda
urna diminuicao consideravcl. O motivo desta dimi-
nuicao, ums advogado nao tem podido assignalar,
mas o certa he que ella se ha tornado, sensivel, e que
todos os advogados a tem experimentado.....
Um Sr. Deputado :O que he alias, ama felici-
dade.
O Sr. Bftuidao :Talvez que sim. Ainda o de-"
relo de 30 de novembro do anno passado, que aog-
menlou asaloadasdnsjuizes de paz veio sublrahir ao
contador, e distribuidor muitas causas, que pela le-
gislarlo anterior eram tratadas no contencioso, e as-
sim nova diminuicao nos seus emolumentos tem elle
desoffrer, porque os jmzesde paz sao contadores dos
feitos que correm pelossens-juizos, doude resulta,
que o interesie que tira o conlador do trabalho que
presta he (ao insignificante e diminuto*, que a divi-
dir-seo emprego elle nao terde que subsistir, eo
mesmo acontecer ao companheiro, que se lhe der.
Devo ainda lembrar a cmara que existem nesta ci-
dade 3 contadores, alm dos juizes de paz : o do ge-
ral, o de orphaos, e o de juizo dos feitos da fazenda,
cujas allrbuicOes sao exercdas pelo proprio juiz, e
ser possivel, que com a divisao existenle, e lao mes-
quinharendimeulo se possa ainda estabelecer nm 4.
contador 1 En vos lerei o que o este respeilo disse
o presidente da retardo do dislriclo. que nao he sns-
peito, por occasao de se ter requerido ao governo im-
perial a divisao de que presentemente se trata fieV.
Em consequencia desta informarlo, foi expedido o
aviso de 4 de outubro do anno passado, no qual o
ministro da juslica diz o seguinle (UJ.
Ora, sendo o fundamento do aviso que nao poda
separar-se a contadoria d relajao da primeira ins-
tancia em razodaexguidade de seus rendimentos,
c havendo estadecisao (do lugar ha tao pouco lem-
po, he claro que a proceder-se agora a divisao, nao
poder ella ser justificada, nem havida como acto de
Justina e de inleresse publico. (Apoiados.)
Alera de que o ofcio de conlador geral, foi tala-
do em l:000>rs., e o de contador da retablo em rs.
200;esuppMto que eu considere essas lotac.oes
moilo exagerada', todava pergantarei: Pode-se ra-
zoavelmenle dividir um emprego que tem de rend-
monto 1:200 rs. ? E islo na cidade do Recita, aon-
de a subsistencia, o todos os misleres da vida sao ca-
rissimos t Aonde nos vemos constantemente funecio-
narins, que teem grandes vencmenlos, pediudo aug-
mento de ordenado ? Pois o pobre cmyregado de jus-
(Sa he que deve ser excluido de lodosos gozos da
vida? He que deve ser privado de roetade do seu
mesquinho emprego para se dar a oulro ? Entendo
senhores, que isto seria urna nj ustioa clamorosa que
se nao compadece com o espirito de reclido, que de-
ve animar a asscmbla provincial. (Apoiados.I
Mas, disse o nobre depnlado que me preceden, es-
se empregadd nao preenche bem os seus deveres...
O Sr. Aprigio : Nao pode.
O Sr. Brandao: Pois sim; nao pode preen-
cher bem os seus deveres.
Senhores, eu nao sei como isto se possa conceder:
creio, que as pessoas que iaformaram ao nobre de-
putado sao muito honestas, mas nao posso deixar de
crer tambem que em suas nformac.6es ha muita exa-
gerarlo : estou no taro, peta meu escrptorio "pas-
sam muitas cousas, e al hoje ainda nao ouvi diter,
O Sr. Brardn : Porm quando eltas nao p-
Oem ser justificadas pela utilidado publica, como no
presenta caso, digo, que s aclo legislativo que as
manda proceder, nio pode deixar de ser odioso c de peito.
nios, que receben educagao particular, nao serei
temerario de mais, eslabeleceudo sobre a base que
me he couhecirbV un calculo razoavel esse res^
ressnlir-se da injusliQa.de ana origem.
Tenho pois mostrado qae nao ha necessidade da di-
visao, que os rendimentos da contadoria em primei-
ra e segunda instancia sao insignificantes... ,
Um Si* Dtpulado : Era bom Juntar os procs-
eos crmes, que tambem silo contados.
OSr. BrandUo :Nao falle o nobre deputado
em prncessos crmes, porque elles envolvem arcanos
qne eu nao esloo dsposlo a descortinar...
Alguns Srs. Deputados : Declare, porque nJo
declara T
O Sr. BrandSo : Porque eu nao venho aqu
fezer aceusacao de ninguem...
Um Sr. Deputado:Esse nr/aterio he nma
aceusacao.
O Sr. Brandao : Est engaado; reconsejo a
prohidade dos funcrionarios dajustica criminal ^es-
ta cidade, nem a elles me redro; mas he certa que
constando os processos crmes pela mor parte de ac-
ooes em que a Justina publica he autora, e sendo os
reos tambem na matara dos casos pobrissimos.acon-
lece ordinariamente que o contador fica por pagar.
Dir-sc-ha porm que elle deve exigir, os seus emo-
lumentos dequem lhe levar os autos ou da cmara,
mas, senhores, quem nao vi que por 300 on 600 rs.
e mesmo anua por 4 ou 6 nao ha de aquelle em-
pregado affadgar-see pedir quola para Uo insigni-
ficante pagamento ? Alm de que ha mais oulra
circunstancia, e he que muitas vezes os mesmos
juizes processan tes 3o os proprios contadores...
Vozes:Na capital, nao.,..
O Sr. Brandao:Eu creio, que j tenho visto
alguns processos, contados pelos juizes....
Vm Sr. Deputado:Nao, porque al de ordina-
rio os juizes na capital, nao sabem contar bem, nao
estao acoslumados.
O Sr. BrandSo:O que he verdade, he que el-
les tem a tadnjdade de poderem contar...
Um Sr. Deputado: Aonde nao honver con-
tador.
O Sr. Brandao:Ainda mesmo onde os hou-
ver, c cu nao sei se o provimeoto do actual conta-
dor inclue tambem a eontagem dos feilos crmes.
Mas, como dzia eu, tendo-se trovado que nao ha
necessidadeda divisan, que os rendimentos da con-
tadoria sao mesquinhos c que o governo imperial
reconhecra, e declarara isso mesmo era outubro do
anno passado, parece-me ser lgica a conclusao de
que o arligo cm discussao nao deve ser adoptado:
neste sentido pois voto contra elle.
O Sr. Aprigio : Fez o nobre deputado sua cla-
va d'nerculas da subsistencia do actual conlador,
fez o seu calculo das conlas annUaes, eleven a cifra
desse calculo a 1500, taz o abate das causas* que nao
progredem ; mas nao junlou, como j se lhe fez ver
os processos crimes, nao involveu a eontagem das
eiecucfles das sentenjas, emfim nao atlendeu que
rao ha feilo, que se rao cont tres e qualro vezes....
UmSr. Deputado : Qualro, he raro.
O Sr. Aprigio : Isso he o ordinario...
Um Sr. Deputado : Pode, haver um on oulro'
feito ; mas em geral sao tres contagens.
O Sr. Aprigio: Bem ; mas ainda assim, a con-
sequencia a lirar-se dos principios do nobre deputa-
do, nao he 9qoe elle lirou ; a consequencia era, que
lendo o contador poucos rditos, estes se lhe devem
augmentar, pelos poderes competentes ; mas nao,
que se njo dva dividir o lugar, quando se reconhe-
ceque o trabalho he superior s torcas de um ho-
mem, e que o publico soflre por essa accumulaco.
Acredita-se geralmcnlc que, com o novo regulamen-
tode cusas, que se espera, os rendimentos das. con-
tagens nao de augmentar; por conseguinte salisfeito
esl o empenho do nobre deputado... *
Um Sr. Deputado: Argamenta-se para o pre-
'ente.
Oulro Sr. Deputado : Divida-sc, quando' esse
augmeulo se der.
OSr. Aprigio : Sr. presidente, eu, em vista da
argumentarlo do nobre deputado, estive quasi para
pedir quo se reunissem ao actual conlador, as conta-
gens de todos osjuizos; mas, demovi-rae, porque me
lembrei que al sil, havendo mais uro conlador, el-
les viveram lodos sem que sequeixassem dessa falta
de. meios.
Eu concluo, senhores, se dVedimento das conta-
gens dos feilos judicarios nao avulla, sejm aug-
mentadas as.cuslas respectivas; mas, nao sofframos
lodos com a accumulac,ao excessiva de trabalhos so-
bre um s homem.
tuteada a materia discutida he o artigo supprm-
do, por ter sido approvado a emenda do Sr. Oli-
veira.
Entra em discussao o arl. 4.*
( Coiilinuar-se-ha.)
ERRATA.
Na gessao da assembla provincial do
da 24 do coi rente, publicada no Diario
de hontem; ultimo discurso, le-se o Sr.
Pereira de Brito, devend lr-se o Sr.
Figueira de Mello.
INSTRUqAO' PUBLICA.
Illm. e Exm. Sr.Cumprindo o preceito que me
impe o regu lamen lo provincial de 12 de -maio de
1851, tenho a honra de por diante dos olhos de V.
Ex. o presente relatorio cerca da instruccao pu-
blica sob a miaba iuspecQao oeste provincia. Sinlo
nao ter podido elaborar um Irabalho digno do as-
sumplo e da illuslrarao de V. Ex. Ha pouco mais
de dous mezes oceupo a directora geral da instruc-
q3o publica, e ncsles poucos dias, dentro dos quaes
foram comprehendidas as ferias as escolas publi-
cas nao pude estudar praticamente o estado da ins-
trncQao, esludando tamilmente os meios Je refor-
mar os abasos e novas medidas reclamadas pelas
conveniencias do ensino. Nao obstante esta contra-
riedade, c muilo mais do que ella, as minhas po-
cas habilitarnos para cargo tao elevado, aventurarei
o meu jaizo n cerca do estado actual da instruccao
publica e particular da provincia, e cerca de me-
didas, cuja adnprao me parece ncressaria.
Do raappa junto ver V. Ex. que existem 81 ca-
deiras de insivuccao publica elementar, e 18 de
instruccao superior. Das primeiras, 65 sao do sexo
masculino, e 16 do sexo teminiuo. Das segundas, 8
sao de lalim nesfh cidade c fra del la. as outras 10
fawni o objeclo do esludo no Lyceo desta cidade
neUas ensina-se lingua nacional, lingua tetina, lin-
gua franceza, lingua ingleza, geographia, geome-
tra, philosopbia, rheterica, desenho e obsreclicia.
Acham-sc vagas as escotas de primeiras ledras de
N.S. do O', Olinda e Pesqueira perlencentesaoscxo
masculino ; a segunda j esl posta em concurso, e
a primeira, cujo professor foi jubilado em 23 de
Janeiro do correle anno ser brevemente, pois qae
j. fiz essa requisirao V. Ex. cm dala de 28 do
corrnle. Tambem acha.se vaga, e j posta cm
concurso a ra d eir do sexo fomi nio da villa do
tE
Aqui ha mais do dus cop-
, Bonito. Rcceheram instruccao elementar e superior
ainda nao Uve um cliente, que se me queixasse te as escolas publicas no curso do anuo passado 3,i52
que esse empregado houvesse retardado a contage^i, ovens, scudo 2,729 do sexo masculino e 723 do
de sens feilos. Pode ter acontecido que em urna ou "^ feminno. Do sexo mascoliuo 100 receberan
outra hypotheseum feilo tenha sido retardado na ca-
sa do conlador, mas se se indagar o motivo conhe-
cer-sc-ha qne esta demora procede da incuria das
partes, ou da complica$to do eontagem, e nesta caso
como pode ella servir de regra para se dividir o em-
prego ? Se o nobre deputado me livesse provado,
que na materia dos casos havia esse abuso da parte
do contador, en dir-lhe-hia : tem razao, divida-se o
officio ; mas o honrado membro nada mbstrou de
posUvo a tal respeilo, nada provou ; por conse-
quencia ha de permittir-me que duvide das infr-
maQes que lhe foram dadas e que nao aceite as con-
clusOes que deltas lirou.
Quantas vezes, senhores, eu onmadvogado, te-
nho demorado por motivos justos os tcTto. em meu
poder: e porque isto tem acontecido, devo ser priva;
do do direflo de advocar ? Quantas vezes juizes
muito Ilustrados, jurisconsultos abasados, lem de-
morado o julgamenlo de urna ede muitas cousas ? E
porque.islo acontece, segue-se qno os jateados de-
vem ser divididos? Creio que nao; porlanlo, nao
acho justo qne se traga para justificar a divisao do
ofllco de contador, tactos que nao estilo averiguados,
e que anda.sendo verttadeiros pJcm ter urna ori-
gem muito differenle da que lhe attribue o nobre
deputado que me preceden.
Senhores, cu repito o que disse no principio do
meu discurso, as tais que sanecionam divisSes nao sao
cortamente dos melhores actos legislativos, salvo
quando as mesraas divisSes sao evidentemente re-
clamados pela necessidade do servico....
Um Si: Deputado i Al JivijOes sao Ufo boas
como as creacoes.
educVao superior no Lyccu desta cidade, e 114 as
aulas ae lalim.da capital ede fra delta, e 2,515
as escotas publicas de instruccao primaria de toda
a provincia. Comparado o numero total dos alum-
nos do anuo passado com o numero do anno ante-
rior, ha urna diOeren'ca de 174 em favor do anno
passado. Assim v-so que a inslrnccao publica nao
relrograda.
ltenla a populacao da provincia he excessiva-
menlo pequeo o numero de alumnos, que recebem
educarao dada pelos cofres provinciaes. Felizmen-
te as escolas particulares existentes na capital, as
cidades, villas e povoaQes centraos, assim como as
casas dos cdadaos e as propiedades rraes; fazem
avullar o numero de meninos, que recebem ins-
truccao.
^ Nao obstante a brisarlo que o reirulam auto de
"i-i rte-maio de 183t mpOc aos mestres das es-
colas particulares, sujeilas seulisacao dos inspec-
tores, de remetlorem estes os mappas trimensacs c
antiuacs de seus alumnos, nao lem sido re mettidos
esla directora os ditos mappas das escoli is parti-
culares de todos os crculos litterarios, e iii ipossivel
be na ausencia delles saber-se exaclamenli j o nu-
mero de alumnos, qae recebem instruccao as es-
colas particulares. Apenas me foi confiada a direc-
cao deste importante ramo do servico pnbli co expe-
d circulares lodos inspectores dos circule s littera-
rios, extaindo os mencionados mappas. \s ferias
e o pouco lempo decorrido da data de m intia cir-
enlar al hoje no consenliram que eu p< adesse jo-
garna eslatslica da instruccao elemental; da pro-
vincia .com om documento Uo importa ule. Re-
conhecendo porm qne muito ioleressa adminis-
tracao publica o conhcimento do nuraa ro-de me-
Pudc abter urna estatistica das escolas particula-
res de ambos os sexos no curse do abri passado, as
qualro fregueziae desta cidade. Della se v que ha
30 escolas do sexo masculino e 30 do sexo teminiuo,
frcqucnladas por 1,461 alumnos, sendo 9U5 do sexo
masculino e 556 do sexo feminino. Dos .mappas
das escolas publicas as mesmas freguezis consta
qne estas escolas foram frequenladas pot. 1,092 a-
lumnos, sendo 154 dosexo masculino, e 33$ do sexo
feminino.-
Assim, comparado o numero de alumnos, qne
frequenlam as escolas publicas desta cidade com o
d'aqlicitas qne freqnon taram as escotas particulares,
ha urna dillerenca para mais em favor do ensino
particular de 369 alumnos. Ora admiltindo qae em
toda a provincia s escolas particulares sejam pro-
porcionalmenlc Uo numerosas e Uo frequenladas
como o sao as desta capital, taremos que em toda
a provincia recebem instruccao particular 4,642
alumnos, vindo assim a receber instruccao publica
e particular 8,308 meninos.
Releva observar que a fra essas escolas parti-
culares, de que fallamos, ha ainda outras que func-
cionam as casas dos pais de familias, quer as ci-
dades, villas e povoares, quer as fazendas ruraes.
Ora, admit indique nessas ultimas escolas o nume-
ro de meninos esteja na razao da 5". parte de lodos
os outros, taremos o numero de 1,461, o qual junio
ao anterior de 8,308 pretaz o numero de 9,769 al-
lumnos,que recebem insnrurcaoem toda a provincia.
He tacto que ninguem desconhece que temos mui-
to poucas escolas publicas em relacao extendi de
nossa provincia e a sua populacao, pelo que em todas
as povoares. villas, cidades cenlraes e fazendas ru-
raes ha muitas escolas particulares, que subslkuem
as publicas, e em vista desta rousi dera r ao he razoa
vel o Calculo, que se pecca, nao he de certa para
mais.
Hei ldo rerlamarcs desculadnos de difierentes
localidades, pedindo instantemente a creacao de
novas cadeiras. Tenho exigido informaces cer-
ca da poputaQao e de outras circunstancias, e quan-
do me forem remettidas fa-las-bei subir presenja
de V. Ex. fim de deliberar o que cm sun sabedo-
ria entender mais razoavel c justo. A crearao de
maior numero d cadeiras he urna necessidade vi-
vamente sentida cm muitas localidades.
A precedeute combinaban de algarismos moslr..
que os sacrificios que fazem os cofres provinciaes
com a instruccao publica primaria nao aproveitama
todos os cdadaos^ aos quaes deveriam aproveitar.
Observa-se diante delta que as escolas publicas sao
menos frequenladas do, quo deveriam ser.
Procuraudo descobrir a causa desle tacto, que ha
lodo contra a instruccao publica, cheguei ao conh-
cimento de que us professores pblicos (com honro-
sas cxcepQes) sao a causa delta. Visitai pessoal-
menle nos poneos dias, que se inlermeiaram entre
a dala de minha nomcaoao c as ferias, algumas au-
las publicas, assisUndo aos exames dos alumnos, c
observei que as escolas regidas por bous professores
sao muita frequenladas por meninos, quer filhos de
pais pobres, quer filhos de pais ricos, que poderiam
te-Ios em escolas particulares, se os professores p-
blicos nao Ihcs iuspirasscm cunfianra. Os dous se-
guinles fados teem forra bastante para confirmar a
verdade de niinha proposirao. Ehi consequencia
do excessivo numero de 129 alumnos, que frquen-
tavam a escola de inslrnccao elementar do segun-
do grao da freguezia de S. Antonio desta cidade, pe-
lo-Reverendo Vicente Ferretea de Siqucira Varejao,
foi creada ama oulra cadeira a qual foi provida em
coucurso na pessoa de Miguel Arclianjo Mmdello,
e sendo este novo protessor muito recoramendavel
por sua moralidade, zeta e oulra qualidades, que
requer o honroso cargo de professor acha-se, a sua
aula frequentada por 94 alumnos, nao tendo dimi-
nuindo, leudo antes rrescido o" numero dos alum-
nos da escola publicado professor Vavjan. "
Na freguezia de S. Frei Pedro Gonralves desta ci-
dade o augo professor de lalim, boje'jubilado o
Reverendo Jbaquini Raphael da Sjlva, durante o
lempo do seu magisterio, leve a sua aula sempre
frequentada por um numero do alumnos nimiamen-
te grande, hoje o successor desle distincto profes-
sor, embora nao careca dehabilitaces intallectuaes,
(em a sua aula apenas frequentada por cinco alum-
nos, entretanto que a aula particular do Reverendo
Joaqiiim Raphael lie frequentada por grande nume-
ro de alumnos, e muilo'maior seria esto, se-o pro-
fessor nao se/recusasse peto cansare muilo natural
depois de tantos annos de ensino, a receber maior
numero de discpulos. No primeiro caso, a crea-
rlo de urna nova cadeira, regida embora por uin
professor hbil, nao fez diminuir o numero de alum-
nos da cadeira .existente, regida por um professor
de mrito: no segundo, um professor tendo apenas
habilitaQoes intallectuaes, e nao possuindo as. outras
qualidades, que exige o profcssoralo, afugeolou de
urna escola muilo conceiluada todos os alumnos
que a frequeutavam. Como disse, a maior ou me-
nor freqnencia das escolas depende da apdao dos
professores, c para este ponto principalmente chamo
a atlcnrao de V. Ex.
O Sr. Cousin, esse espirito recto e pratico no en-
sino, disse na sua exposirao de principios da lei
franceza de 1833. A escola vate o qae vale o mes-
(re. Quantas qualidades nao sao necessarias para
um bom mostr de escota Um bom mostr de es-
cola deve ser um homem que saiba muilo mais do
que cnsina, para ensinar om intelligcncia e goslo ;
quo viva n'uma humilde esphra, tahdo todavia a
alma elevada para conservar essa dignidade de.sen-
limenlos e mesmo de maucras, sem n.qnal nunca
obter o respeilo, e a confianra das familias ; que
possua urna rara mistura de (locura e de firmeza,
porque n'uma cerla localidade be inferior a muilos,
c nao deve ser todavia servo degradado de ninguem,
que nao ignore seus dreitos, mas que pense muito
mais em seus deveres, que d a lodos o exemplo,
servindo a lodos de conselbeiro, sobre ludo qae uSo
procure sabir de seu estado, que se contente com
a sua siluarao, porque nella faz u bem, que esleja
decidido a viver e morrer no scio da escola, no ser-
vico da instrucQao primaria, que be para elle o ser-
vico d Dos o dos homens. Fazer mestres que se
aproximem de um tal modelo he urna tarefa difcil,
entretanto he preciso cousegui-lo, ou nada leremos'
feito pela instruccao primar ia-j)
Eis as qualidades, que o sabio Cousin julga indis-
pensaveis n'um professor publico de instruccao pri-
maria. Essas qualidades,^acerca das quaes o bom
senso nao deve admiltir transacro, nao podem ser
seua.o o resultado de una educarao professional ob-
da em escolas normaos primarias. O profcssora-
lo deve ser urna especie de sacerdocio, urna vida es-
pecial, com suas ideas, seus priucipios, sua moral,
suas praUcas, e seus dogmas distinclos. Eu deso-
jara muito-que V. Exc. inlerpondo sua valpsa in-
fluencia perante o corpo legislativo provincial, ob
livesse deste a conveniente aulorisarao para a ins-
tiluicao de urna escota uormat de instruccao prima-
ria nesta cidade; ella seria um verdadeiro larde
moralidade, e de luzes pera a iuslrucrao do povo.
Para bem ensinar, nao basta possuir intelligeucia
e couhecimentos relativos a materia do ensino, -he
preciso ter moralidade, vocacao, paciencia, constan-
cia e outras qualidades, que s a pratica e o habito
podem dar. "A instituirlo de urna escola normal
nao he nos lempos de boje um ensato, cojos bous
resultados possam ser postas em duvida. Nao nos
aterrero os exemplos do nosso paiz. Ah esUo a
Franca, a Allcmanha c oulras nacfies, que se dis-
tinguen! por seus systemas de educarlo primaria pa-'j
ra attestarem a utilidads e'seguranca da instiluicao.
Se o poder compleme, nao obstante esses (artos,
que podem ser observados nos pacs cultos, que de-
vemos ter como typos cm materia de instruccao pu-
blica, entender todavia que a instiluicao he ainda
arriscada por qualquer motivo ponderoso, que eu
desconheQO, nao seria entao sem fructa por em pro-
va alguma providencia, que prodaza cQeitos seme-
ntantes n'um circulo mais estrato. E neste caso eu
lembraria o seguinte :
,Em algumas escolas primarias da capital, as quaes
esUo debaixo das vistas immediatas do director da
instruccao publica e do governo, sejam os respecU-
vos professoi-fautorisados a escolher d'entre os sens
Ulnmnos dous que mais se distinguirera por sua iu-
leliigencia, moralidade, applicacao, clareza, ordem
e outros predicados proprios para o ensino, e os pro-
ponan como adjuntos de suas escolas ao director
da instruccao publica. O director apresete-os ao
governo, e este arbUjrerrlhes urna, gralificacao igual,
por exemplo ie(ad do ordenado do. professor,
sendo o ditos adjuntos obrigados a ensinar as es-:
: olas sob as vistas do professor.
Esta gratificac.ao, embora pequea, far muitas
vezes rom que cortos alumnos pobres, nao iichando
empreQ prfaipta, pwraauecam as escoM, tornera
gesto pela Vida, contraliiam- habito do ensillo, e
se habiliten! assim a ser um dia protess
e uteis. Com pouca despeza 1 i a 1er
um pequeo viveiro de moQos. "lamenta
habilitados, ao menos alfeitos
com os habites iudispensave
sagram essa penosa carretea.
Urna considerarlo, que na .,13.
he qae o professor aclualmen
o obriga a dedicar-se simultan
de vida, que o habilite a mau
familia, muitas vezes nui,
Esta dislrarcao, que d
fessores, he muilo no
urgente necessidade destrui-la, e c
ser oriteo senao ofTerecer orden,
nhos aos professores, havendo em d
do governo muito cuidado emliscalisa: a
ses funecionarios pblicos, prohib,
smenle, que se dediqoem a onlros ot
nbos ao profeasorato. O instituidor
instiluicao publica mesmo. Tudo o q
prejudicaa oulro. Para quea insliluh-ae pal
resca, he necessario que o instituidor 1
Tudo o que elevar a suacao do instila
Cousiu, elevar a instiluicao' primaria n
do povo, e dar escola um certa respe
um poderoso allractivo. Exigir mai
laccs 110 professor, e paga-lo melhor he por
de urgente necessidade.
Se he cerlo que a intelligcncia, a moralida
vocarao, a iudole do professor, o oulras qualh!
sao indispensaveis no educador da mocidade,
se pode deixar de reconhecer que ha hoje um gran-
de.vicio na maneira pela qual sao providas as ca-
deiras de instruccao primaria.' O professor he pr-
vido, depois de um exame, por. um titulo que lhe
" da um direilo vitalicio sobre a instruccao ]
embera elle nao tenha nem moralidade prati
le provada, nem vocarao, c nem oulras qualid1
que sao indispensaveis na pessoa do profes
exame publico bem organisado pode provi
lacocs intellcctuaes, mas o espirite do ensia
recQu que se lhe d, a moralidade do candi
uniros quesitosescapam a qualquer exame pi
rigoroso que seja. Assimcntendo que seria
nientc nao ronceder-se ao professor direilo vitalicio
sobre o cargo, senao depois de nina provanQi
qualro ou cinco annos.
No fin desle lempo o instituidor, que dsse pro-
vas salisfatorias de sua aplidao seria considerado
digno de ser professor vitalicio, eo tilalo de vita
liciedade lhe seria entao conferido; aquella que p
contrario se moslrasse indigno da honra do ensino
seria laucado fra do quadro do profcssoralo.
\ L"ma das grandes difliculdades com que lula t
directora, he a infidclidade das informares dos
por-tores dos circuios litterarios acerca da mam
pela qual os professores cumprem as suas obriga
Lma larga indulgencia e urna benevolencia
da ao excesso, fazem com que os defeitos do
fessores sejam escondidos pelos respectiva
lonfe, com grave detrimento da instrurr,8o '
Seria injuslica que eu nao exceptuaste
inspectores severos e cumpridores de ens i
EstesSao conhecidos e dignos de louvor, a eni
nao refro.
Assin|j)Blf#ufficicute e vicioso o actual 1
de inspeceAo. Eiimndoquehe de absoluta n"~
de repartir com os^pais de familia, e coi
chos das freguezis o^diftaifo de inspcccio
colas. Os pais de familia sende-j
gnem, iuleressados na boa^ducarj
1180 trtnsigirao com o professor, eS
elle o rigor, de que se tornar digno.
Os parchos 11A0 podem quanto a mim,
dados da fiscalisarao das escolas ; elH^^^H
larios da religiaoe da moral as freguezis,
ligio e a moral sao as primeiras bases i
cacao social, ulil e virluosa. Assim 1
para cada escola um conselho detesta
lo de o m agen te do governo, por
doWpais de familia nomeados annn.
directpr, e do parodio. Esle conselho
mais confinra aos pais de miliq^^H
mandariam sem cuidado'seus Blho
publicas, aproveitando-se assim dos
faz a provincia, para dar instruccao primi
ta a lodos os meninos indislinctamenle.
O diccclorda instriicraopublirndcveiii
por si mesmo todos os annos, todas 1
cas da capital e do centro. Conven 5
por si mesmo o verdadeiro 1
afim de poder matar os abusos nj
cOnhccendo a importancia desta j
me V. Exc. em dala de 3 de de
ximo passado, que eu sahisse a percor
de fra da capital, afim de indicar*
videncias, que me parecessem naco
to de exrpar os abusos que nellas observas.
melhorar o eusino que, segundo tedi
nao he regular nessas localidades. As ferias da
las nao consenliram que eu dsse j cumprimen!
esta ordem de V. Exc. Cumpri-Ia-hei por
as forem aberlas as escolas. Um* das
atrazo dos meninos as escolas he^^H
pais, a qual, nao consenle queeljes fon
lamiente papel, pennas, livros, loma
jectos indispensaveis. Os profei
tambem nao podem fornecc-los, i
os meninos muilos dias deixam de 4
Reconhccendo esta verdade de
ment de 12 de maio, que pclal
fossem fornecidos aos alumnos
as, Unta e o mais que for indispen
do quasi todos os meninos que freq
las publicas filhos do pais pobres, 1
cia fomecer 09 mencionados objeclo
mas islo at hoje nao ha sido fi
desle modo excessiva a despeza.'
pelos cofres provinciaes se lia lia
e limpeza das anlas. Alguns do
lados as escolas s3o ntetamed
exemplo a Synopsis do general j
dos compendios de leitura. EsJ
comprada as nossas livianas j
rs., o que quer dizer que os 5
podem l-l; Militas vezes nao bes
dos pais, que priva os meninos de p
pendios adoptados as escolas. A
pendras as povoaQoes distantes da 1^
embarace que encontrara os pais que]
sejam comprar livros para seus filhos.
ta que os meninos, ou deixam de 1er, I
nao adoptados, muitas vezes impropri
gencias verdes, lma consequencia i
a falta de unidade no ensino, a coma
nia nos methodos e outros inconvenientes,
podem deixar de ser nocivos iuslrucr
Para remover este mal, cu lembrarj
recurso de mandar imprimir por 1
cia um numero muilo creschto d-
cada compendio, distribuindo-os
da provincia, afim de serern vendidos aos ]
meninos pelo custo da impressao. L'm i
dicute :.ao seria sem fruclo. alm de
pais a obteiiQAo de compendios adoptados s
gencias de seus filhos, produziria upidade 1
tema e no melhodo do emano. C
lamento'diz u Do mesmo modo s
bs movis, e os objectos necessarios ao ei
premios. Causa lasUma ver o estado de 1
em que se acham. algumas aulas publicas qua
movis. Tudo que eu dissesse este respeilo seria
pouco ; c neste caso absteubo-me de explanar este
assumplo, rogando V. Exc, que se digue de au-
lorisar as despezas qae forem absolutamente indis-
pensaveis, nao para ornar as escolas publicas, mas
para dar-lhes urna apparencia de estabelccmi
provinciaes aonde se educara os futuros ^^^H
paiz. Tenho exigido dos inspectores de 1
formaQcs esle respeilo, e opporlunamr
zendo-as subir a presenca de V. Evr
nao tem sido distribuidos, porque nuuca
dos pela provincia. Apenas o diguo iu-
9." circulo liUerario, Jos Thomaz Pire?
Portella, levado do desejo de despe
ver a emutaQao cnlrc os alumnos
circulo, lem dad lodos os anuos de seu IkiIs/
licularum premio ao alumno mais digno. 1
tejo-me desta solemne occaslo par:,
disliucto cidadao esta prova de pa
(crsse peta instrucQao pablic.
legios particalares, e comquanln nlles observasse
adiaulamento inteltactual nos meninos, notei toda-
va urna falta sensivel de ordem interior,
gularidade uo rgimen domstico, e me
ensino nao bous. A falta de educacao
nos directo:
Comqiiaulo cu nHo tenha lido I
observara \erdadeira influencia, c
to de 12 de maio lia exercido nesta
a iuslru'ccao publica, fareilod
convenientes,'que hei notado. Removidos elles,
maten beneficios resultantes desse regu-
lameiito. O art, 18 diz o Dous dias depois do en-


OIIRID QE PERNAMBUGO, QBtTA FEIRI 29 DE MARCO DE 1854.
e immec
ts ferias.
m<**,*teM
\
-^
.
cerramentodasilulas, 03 professores veriOcarflo quacs
os alumnos quo esta habilitados para fazcrcm csa-
me. Ora, mo muilo convcnien te quo todos os alu-
mnos d'aata estejam presentes nos eiames de seus
companheiros, falo scoao d, sendo as ferias pre-
poslas aos ex ames. Seria bom por tanto que os
ciamos foss ilinos- dias do auno lecti-
sem da-
r pu-
.ie, uao de-
natureza tal,
ucea os deveres
|Wcm uacOBuecc osabu-
M* professo-
tares alhcos
wo nc taro ver o profesa* pu-
1 nos auditorios, empregado de
tor da parochia, quasi sempre
ballios de cscripturaeao clei toral
os, e b ao sei mais que. No meio de
1 empregos e 'pfofissoes'eslranhas ao cargo do
magt -*: o principal emprego qne he o
a initrucf-ao publica soffre dolorosamente
Ah as escolas silo apenas nm
feto Ai ama verdadeifa escola. Sera
lado que 1 governo provincial evitasse,
osse d istracsSo do professor publico
sa de servicoi estranbos ao magislerio, e que
pelonneios compete ates se decrelasse incompalibi-
0 entre cara- de proessor publico, e esses
leis geraes podeojjCiercer todos os
cidadas com certas habilitacoes pessoaes.
Sobre ludo deve haver muito cuidado cm tirar-sc
o professor do iurblhac- da polilica. O professor
ama nos negocios polticos de urna loca-
torna-se professor exclusivo dos filhos dos
ariosdb seu partido: o partido adverso procura
pqr todos os meio: ; desconceitua-lo pe'rante o gover-
no, e os cidadaos 1 la localidade. Do-se scenas mui-
reies escaudal osas, e o professor perde, os scus
Uos caracteres de locura, alTabildade, as-
cendencia o, espinto dos pas de familia, respeilo
no unimo do lodos, e oulros predicados, tornaudo-se
assim incapaz de ejercer o seu beuelico magisterio.
Se ii dagarmos alten tamcute a causa pela qual bao
sido extractas por (alia de alumnos, algumas escolas-
5, outr'orasufncienteujpiite frequentadas, re-
emos que o espirito.poltico do professor,
ra que elle tomou nos negocios pblicos
Made, foram o motivo da deserto dos alum-
le preciso tin ir o proressor publico do lurbi-
politica, recito anda.
es das escolas muilo distantes da capi-
m un gr aude embaraeo no recebmento
ordenados na thesouraria provincial. A re-
a pequen as quanas, que muitas vezes
nico mei de vida do professor, he
e difflcil; j >elo que elles sao obrigados
MaepSes d ivanlajosas, que reduzem sem-
roe-foua ordendoi. j Uto rcduzidos. Eu lembro
.xc. a nece ssidado de autorisar as collec-
winciaes p agar os ordenados dos profes-
resdiremna distancia de umeerto nume-
s desta iplal. Creio, que nisto nao ha
i.nem para a thesouraria provincial,
nstracsao publica: aquella lem mnitos
ilisar este -acto ; esta, permaiiecendo a
do alteslado do inspector e da rubrica
nada aoQre. O art. 38 diz: Vara a-
p articular, ou eusiaar nella, he ne-
ta presidente da provincia. Esta
e m si parece, to lzoavel, encon-
miiilas ditlculdades.
que p. ala secret aria da presidencia se ex-
um pouco dispendioso ;o como em muilos
1 no he adoptado pelos professores parli-
wno nn 1a industria, para dar metas de v-
b r.ao lem, resulta que cssas pessoas
le pot.res, embora habilitadas, que pode-
r-ee ao ensino com algum nproveila-
oeidade, nao o fazem porque nao po-
' espezas do titulo. Sei de algumas
e foram fechadas por este motivo. Seria
i ver conveniente, que fosse dinif-
s>,)f za dos ditos litlos, ou que passasse
ia incthor ) para a directora da instruc-
a faculdade de concede-tas graluilamen-
itelas e segurancas exigidas nos arligos
do citado regulanicnlo. O art. 72
ivera tantos inspectores qnanlos forein
ttcrarios.quc o presidente da provincia
croar Nos seguintes arti-
Kpenlo aos inspectores dos circu-
fimoes, e entre ellas he urna a
Tessores pblicos as alleslaroes
arias para poderem receber os
L Ora, sendo possivcl que os ins-
ttalqncr motivo se>achera impedidos
s fuocc.oes, acontecer que os profes-
fados de seos ordenados, e as cs-
Vpor muilo tempo. Na capital
imidades'della, o inconveniente pode ser
remediado, qnando a cessacao delta de-
: da nomeac&o de outro inspector, mas nem
convir a demissao do inspector Impedido,
ir-se este mal que he muito scnsivcl as
inlro emeonsequenca das grandes dis-
cerlado que o inspector tivesse um
1 substituto que o representare quando
O artigo 17 diz : Serao feriada as
to bavendo da santo ou outro feria-
;A' niugucm sao desconhecdas as
m preferir este da qualqucr ou-
^^bcao h meu ver ponderosa,
sempre em iods as anlas a
plspensado. Naquellas locnlida-
Pne gneros necessarios a vida do
Bcam desertas nos das de fera,
m" geral pobres, oceupam os seus
montos domsticos, c cm pequeos
fts. Seria pos de alguina ulilida-
da instruccJo publica o arbi-
dia da semana dispensado as dif-
afim de evilar-sc a perda de dous
um, como aco'ntecc agora em quasi
k> publica, como realmente se reco-
bom p6 na provincia ; mister he
^^Htitos c abusos, c procuar re-
tomo as reformas por mais bem
ejarn, podem nao ser sempre pro-
lo aovas lois e novos regalamen-
,-i ser desmoralisados pelos incon-
llica, entendo que seria acertado
director da instruccao publica, a fa-
r em prava independenlemcnte de
iitorisacao administrativa, pequeas rc-
*racoesquc lhe parecercm necessarias,
um corlo numero de anuos, depois
a ulilidade das reformas, scrSo estas
adoptadas e reduzidas le. Esta
rbilrio sao lanto mais. necessarios en-
alta a. nossa instruccao publica lem neces-
aerosas reformas, pequeas e*ttaudes.
eobierva-se um facto que. he toejo con-
W)BteUectual e moral do paiz :\ lie el-
Ifk, a repugnancia mesmo que teni
1 Pobres, de mandar seus fdhos para as es-
a terja narie, e umitas vezes um numei-
qe este dos meninos de urna freguef-
**" "P*038 as escolas publicas o pau-
sando em completa ignorancia lodos os
era saperfluo expor largajpente 05 ma-
le<|ue resultam sociedade dessa falta de educa-
mocidade. A cultora moral e intellectual
vos he aba* mais solida da felcidade dos cs-
mpre-nos estndar este facto que se passa
cutre nos, e pronrar dar-lhe- um remedio. Obri-
h modo razoavcl os pas ednearem
Om direto do cslailo. He preciso
lo, c fazer delle um uso discreclo. As
rain eslahelecer c consolidar no sen
tej|a9 e melhodos de ensino,
ns UiBh-ados ver estudar em pai-
res estrangeiros o que ncllcs de melhor se pratica-
! ensinava. A Franca, os Estados-Unidos e tan-
narftcsriviiijaJas, liraram graude8 resu|_
* desta medida, O Brasil esta no caso e no-tcm-
po Se fazc, Scri.l s d(Be.
deratado.dandoverdadeiraimpor-
Hco, uao desdeuhassem esse
iransplantar no proprio solo as
olo alheio. > pai-me a ins-
eu mudarci
l.cibnilz. Kao
Torca e
etonheeo que
>*> da naciona-
,^j^ 'tro, urna uni-
e ella so des-
r omledir-
>ta uuid^de, ele laco
Wo goveruo. -Mas se o goyer-
o cumpre apreciar, adiar
realeo desta medida manifesta-
legislatura desla provin-
lii.amenle,autoTisaudo por
vinciaes a ida de Igum homen
qui
do
ra
habilitado algum ou alguns paizes da Europa,
aonde a instruccao publica esleja mais proficua e
regularmente monlada, afim de \r c eslud,ar o que
noSsa provincia.
A'cerca da disciplina e programmas de estndos
das escolas nao posso emiltir um 'Juizo fundado na
pratica. Me parece que nao couvm locar porago-
ra nesses objeclos. S o tempo e a.experiencia pii-
dem indicar as alteracOcs, se alleracoes forem neces-
sarias.
. Emmaleriade instruccao publica, diz o Sr. Cou-
sin, eonvm anlcs regulrisar e memorar o que exis-
te, do quo inventar e innovar sobre a. t de theorias
arriscadas. He tambem o que pens.
Quanlo aos melhodos de eusino.ao lem elles sido
uniformes, e nem era possivcl esperar-se uniformi-
dade ncsle assumplo, porque sendo differentes os
melhodos, pelos qna.es aprendem os professores, silo
differentes os melhodos petos quacs ensinam. S a
escola normal, dando ao, professorato um typo uni-
formo e igual, pode remover este inconveniente,
que prejudca a unidade do ensino. Nao ha pro-
fissao, que nao tenlia necessdad de um serio apreu-
dizado. O ensino publico deve ter o seu.
A dvisao da nslrucjao elementar em primelro c
.segundo graos, sendo as malcras do segundo grao a
connuacao e o matar desenvolvimento das malc-
ras do prmeiro, nao tem produzido os hons resul-
tados, que se espcravani. Poucos sao os meninos,
qno dcixam as escolas publicas, leudo esludado com
aproveitamenlo todas as'mataias exigidas as esco-
las do segundo grao. ^^
A csse respeilo peco liecnca a V. Ex. para citar
algumas palavras do relatorio. quo me dirigi o ze-
loso speclor do 11.o circulo Iliterario, o professor
de phlosophia do collegio das artes de Olinda Ur. A.
H. de Souza Bandera. Qumlo um menino, diz
esse Ilustrado inspector, comeca a adquirir as mais
'geiras iniciacoes de esrriplurarao e leilura, os scus
pas o reputara logo habilitado para os estudos su-
periores, donde a seu turno saliera alguns ignorando
rudimentos, que deveram saber desde as primeiras
letlras. Passa por mim a experiencia, eu tcnlio l-
do cm minha aula de phlosophia estudanlcs que
mal sabem lr e escrever, e alguns que at ignoram
a doulrfna chrisMa Entretanto nao havendo um
meio eflicaz para os rcter por mais tempo as esco-
las, elles vao correndo por lodos os estudos superio-
res nesse progresso retrogrado, que nos traz lao fu-
nestos resultados. O art. 12 do rcgulameut de 12
de mata determina, que ningucm ser admiltido a
matricula cm alguma das aulas do lyeu, sem que
aprsenle ao respectivo director cerilicado do exn-
mc das malcras de instruccao elementar do segun-
do grao. Esta' providencia podo de algum modo
fazer com que os meninos, que se dedicara aos estu-
dos superiores, e que prclcndem frequentar o Iyccu,
estudem todas as materias do segundo grao, mas he
impotente a respeilo daqucllcs que esludam huma-
nidades as anlas c collegios particulares, e no col-
legio das artes de Olinda. Nao errarei dizendo que
a causa do pequeo nmero de alumnos dados a
exame pelos professores pblicos do termo da cida-
de, he essa dislincro de graos.
Apenas preparados os meninos as materias do
prmeiro grao,' abandonara as" escolas, e vao estudar
humanidades as aulas, aonde nao so exige o exame
das materias do segundo grao. Sem embargo sou
de voto, que osdous graos de instruccao elementar
permanecam. O segundo gru nao damnifica ao
prmeiro.
Alguns lvros adoptados as escolas nao sao qnan-
to a mm os mclhores. 1
O compendio de grammatica por(ugueia por Jos
Bernardino de Sena, he muilo incompleto, ou o
menino ha de aprender smenle as duas primeiras
partes desta grammatica, eljmologiae yntaxe, vis-
to que a prosodia c orthographia nao I o rain nella
tratadas, ou ha de ser ohrigado a comprar um ou-
tro compendio, no qual aprenda as parles, que
faltam uaqucllc : no prmeiro caso perde a instruc-
cao ; no segundo crescem as despezas dos pais dos
meninos, o que deve ser evitado.
Comvm pr termo esta irregularidade.
Para esle Om propouho ncsla dala ;i V. Ex. para
ser approvado, o compendio de grammatica da ln-
gua nacional peta professor Joaquim Antonio de
Castro Nones. Esta grammatica se nao he iuteira-
mente pcrieita, rene militas condenes de um com-
pendio para intelligcncas lenras. Brevidade.prec-
sao e clareza uao foram esqoecidas na composiao
desta ofarinha.
O livro de leilura, a Synopss do general Abreu
e Lima, nao deve ao meu ver, continuar ser com-
pendio das aulas. _Pelo seu custo elevado nao pode
estar ao alcance dos meninos pobres, pelo pouco al-
tratvo.do cslylo e do objeclo nao uteressa em sua
leiluraaslenras inlelligencias, squacs he desua-
do. Esla obra embora de summa ulilidade, embora
escripia n'um linguagem pura e caslica, nao pode
todava deleitar o menino. Espirites ja fortes e de-
senvolvidos podem debidamenteaprccia-la, mas in-
lelligencias infanlis desgoslap da aridez natural era
lacs assumptos, c nao acham incauto na leilura de
datas e factos,ques imporlam aquelles,que dcsc/am
oblr maor copia de conhecimen'tos acerca da hislo-
de scus paiz. Paoporei a V. Ex. era tempo oppor-
tuno um outro livro,para leilura.
O relatorio do crcuuspecto director do lyciu
mostrar V.Ex. d* estado, daquella reparlicavj. Pa
recc-mc que a organisacao deslc estabelecimento
liltcrario nao fo fcila de accordo com os principios
de ceutralisacao, que presidram -confeccio do
regulamcnto de 12 de mata.
Esto cstabclccimonto com sua direcloria propra,
com sua economa e rgimen especiaes, est um
pouco taradas vistas da direcloria geral da instruc-
cao publica, c rompe assim 6 lace de unidade, que
deve prender lodos os eslabclcciinentos desse gene-
ro pondo-os debaixo de orna mesma direccao. O
meu digno antecessor o conselheiro Antonio Pere-
grino Maciel Monleiro, hoje ministro plenipoten-
ciario do Brasil em Portugal, reclamou no seu rela-
torio do anno passado contra essa quasi independen-
cia do lyceu, e opiniSo desle Ilustrado Brasileiro
he sempre cm abono, em favor de qualqucr prfrici-
pio ou idea.
Nao dire urna cousa difflcil de crcr-se, asseverau-
do a V. Ex. que he de pouca ulilidade a existencia
do lycu, romo elle secadia.
O relatorio do director uterino desse estabeleci-
mento lilterario, no principio do anno passado, he
>>m prova desta jerdade. infeilzmom a relatorio
do actual direclor nao o dcsmcnle. A pouca fre-
quenca de alumnos, e o seu pouco oprovcilameir-
to, que certa nao podem ser juslicados por incapa-
cidade das professores, visto que estes sao intelli-
genlese liabillados paraocnsino.de suasdisciplinas,
aconsclham um examo acurado- sobre os males deste
estabelecimento. Eu nao poderei apuntar as cau-
sas de corrupcao, porque alm de me faltarem habi-
litacoes para um exame tao serio, nao me tai possi-
vcl em tao poucos dias,-e estes reriados,dedicar-me a
esso estudo, mas reconheco a existencia do mal, e
acho que nao seria sem proveito urna transforma-
cao radical naquclle eslabeleciinento.
Indico a V. Ex. a substituirn do lyceu por um
eslabclccimento do educado ao modelo dos colle-
gios reacs de Franca, ou mesmo do collegio de Pe-
dro II, do Kio de Janeiro.
Os moros, que coslumam frequentar as aulas do
lyceu, acharara no collegio das arles da Olinda um
cslflbclecimcnlo do mesmo gcuero. Para estes a ex-
linccao do lyceu seria lanto menos scnsivcl, quanlo
he de crr-se que dentio de pouco lempo oslar re-
movida para esta cidade .1 academia jurdica de O-
linda e com ella o collegio das arles. ,
Ningucm ha que desconheca o vicio radical da
educaran de nossa .raocidade. Cma rpida carreira
sobre os estndos das humanidades tornr, incompleta
e quasi impossivel a educarlo superior.
Os nossos moros que frequentam as academias sao
em geral muilo mal preparados, c csse defeito de
sua prmera edneacao loma-os fracos as listas sc-
onlilicas, as quaesso obrigados a entrar depois-de
formados. lio puis de absoluja necessidade orna cul-
tura mais erndual, aimpITr-cslida do espirito dos me-
ninos, que houverem de freqQiitiu- as academias
do imperio. Na nossa provincia s- um estabeleci-
mento publico da natureza d'aquellcs, que aponte
por modellos, pode d-la. v '
Sao vivas e unisonas asqueixas dos paisetafami-
lia, quedesejando dar boa educasao scus filhos.
nao encontram n'estiyiroviucia metas para isso.quer
ministrados pelo governo, quer offerecdos por edu-
cadores particulares, anda cusa de largas recom-
pensas. Mullos enviara seus filhos para os collegios
do Rio de Janeiro, oulros para a Europa, oulros
finalmente por causa de sua pouca fortuna sao con-
demnados deplorar csse estado de atrazo de nossa
provincia n'um ponto tao importante, e a .supon
lar com desgosto profundo a m educajao de seu-
Olhos. Pretendo que a instituicao do um collegio a
roitacao d'aqnelles, de qne fallo, h-wenos dispen
diosa de qoe o lyceu. Anda n'esle p!(nlo gan har
1 provincia.
He rio que um collegio con vi
para receber um grande numoro de ineninus.necess
sita de um edificio especial, que (enha cbnirnodo-
adaptados, mas nao seria impossivel encontrar nes-
la cfdade, c seus arrebaldes um edificio particular.
qno possa servir interinamente para este fin, cm
quanto a provincia no possue um edificio pro-
prio.
A ideia de reforma, que apreseulei a V. Ex., nao
he filha nicamente de meu espirito. Homeus pra-
cos uo magisterio de educar a raocidade, e qucl-
les qac pela sua fina edneacao scienlifica o mora1
devem ser consultados, pensara como en. Solicito a
allencao do V. Ex. para este assumplo, rogando-
llie ao mesmo lempo que se digne de colloca-lo sob
os olhos dos legisladores provinciacs.
Sem embargo, sendo meu dever indicar alguma
medida que possa mclhorar o oslado aclual do ly-
ceu, eu lembro a ueccssldadc de bler-se do poder
competente para os mocos que frequentam esse es-
tabelecimento, o mesmo privilegio de que gozam os
alumnos do collegio Pedro IT Isto he que
os exames taitas no lyceu sejam admitimos as nos-
sas academias. Este privilegio dara lodos os annos
maor numero de examinandos inspirara maiof
coufiauca aos pas de rmlia., e tornara mais res-
pctavel c ull o estabelecimento.
Porei termo aqui. Procnrei nao entreler a atlen-
C3o de V. Ex., senao sobre assumplos dignos de ser
tomados em consideraran. As reformas que ind-
quei, parecem-mc todas exequves e necessarias. Es
a meu ver, o nico mrito desle trabalho. Espero
que a illuslracao de V.Ex. suprir as lacunas,
que dcixci por motivos que me nao fo possivcl ven-
cer. Dos guarde a V. Ex. por muilos annos.
Direcloria geral da nslruccao publica, 30 de Janei-
ro de 1854. lllm. e Exm. S{. conselheiro Jos
Beno da Cunha e Figueireilo, presidente desta pro-
vincia.Antonio Cocino de S e Albuquerque, di-
rector geral da nslruccao publica.
Contrato das carnes verdes.
Relacuo da pmqat que matarnm re;e, meiii inte
a mulla de 108000 rt.por cabera, na confnrmi-
dade do art. 9 do contrato das carnet verdes, e
reolurao da presidencia de 21 de dezembro do
anno prximo passado, sendo dita! mullas dos
dios '2i)icM d<) correnle marco.
-- *
13 1-. a a s
g ^ >> 03 n -n -2 o.
ti ja s ti. 0 s-b > O 5 B ='
0 BU O O. O a 3 O O 0 2 a 3.-0 2 DI 0 3"
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Q. --C o 1C --- s
w ^~ -- ---
. t c ' w
-- --
es -2 - t. - * -
.8 ,88 sa 10 -i ' 1^, 1DIOX

para dllas, 1 dila cabosinbos de pit e ameudoai,
i dita doro ; a A. C. de Abreu.
II cales cera em velas; a Jos Alvos da Silva
GuimaraM.
190 mollios ceblas ; a Lniz Jos da Costa Arao-
rim.
8 barris azete doce, 10 dilos vinagre ; aljrai J-
nior 4 Ci
3 fardos, 4 caixotes e 4 barricas drogas; a B. F. de
Souza.
2 caixotes drogas ; a Torres & Castro.
2 caixotes I fardo drogas ; a Jos Aves R-
beiro.
2 caixoles marmelada, 2 dilos chocolate; a Miguel
Joaquim da Costa.
20 barris louciolio ; a Candido Alberto Su-
dre.
40 caixas ceblas ; a Antonio Joaquim de Souza
Ribeiro.
42 barris toocinho, 12 ditos azete ; a Jos Antonio
.Bastos.
4 caixas e 1 fardo drogas ; a" Joaquim de Almeida
Pinto.
1 barrica e 1 caita drogas ; a Joo Soum.
2 caixas e 3 fardos drogas ; a Jos de Brito.
3barricas, 4 caixas e 1 fardo drogas; a Moreira &
Fragoso.
1 barril; a ordem.
i dito dito ; a Jos Antonio Lopes Guima-
riies.
1 caixote lvros; a Bermrdino Gomes de Carva-
lbo.
1 caxa Hvros ; a Francisco Guedes de A-
raujo.
30 canaslras btalas ; a Anlonio Alves Vi-
talia.
lliale nacional .tmrliu, vindo da Baha, consigna-
dos Araujo 8 caixas e 2 fardos fazeudas, 1 caixole com ima-
gen, 2,100 quartifthas, 4 barricas com ditas, garra-
fas e 4 lalhas, 82 fardos Tumo em tallia, 1,313 caixi-
uhas e 15 caixOes charutos, 1 sacco cola, 100 fardo
algodo, 2 talhas louca vdrada ; a ordem.
200 caixas man ; a Viva Amorim j F-
Iho.
2 caixOes charutos : a .Manuel Perera La-
mogo.
5 d uzias toros de jacarando ; a Antouio de Almei-
da Gomes & C.
Patacho a mericano Bfeeze, vindo de Philadel-
phia, ronsignndo a Matheus Anslin, & C. manifcslou
o seguinte:
5,341) barricas larinha do trigo, 332 caixas. cha,
iOObarriquinhas bolachinha, 1 pacole denles artifi-
ciaos, lima eouroem folha para denles, 2 caixas vi-
nbo ilccidra, 20 barricas bolacha grossa, IDcaixas fu-
mo, 176 remos, 2 vergas, 10 pacoles luna dealgodao.
5 barris pixc 2 dilos veruiz, 1 dito tinta preta, 2
pedras para sepulcro ; aos mesmos consignata-
rios.
CONSULADO GERAL.
Rcndimenlo do da 1 a 27.....51:325J718
Idom do da 28 3:4015*83
DIARIO DE PERMHBIJCO.
A assemblca approvou hontcm cm terceira discus-
so os projeclos : n. 3, que marca o subsidio e aju-
da de cusa para os seus membros ; n. 5, que crea
urna cadeira de primeiras letlras no Peres ; o...,
que.eleva cathegoria de villa a povoacao da Es-'
cada. Foram tambem approvados: cml.'discus-
so, os posturas (aildicionaes) da cmara municipal
desla cidade, as de Ourieury, Cimbres e Brcjo ;
em 2., as da Victoria, al o lilulo 5. ; cm 3.a as
da Boa-Vista. i
A ordem do da de hoje he a coniinuaro da de
hontcm, oais a primeira diseusso dos projeclos
n. 9, lOell.
O vapor francez VAvenir, Irouxe-nos jornaes da
Baha al 24 do andante mez, os quaes nada offere-
cem de novo. O cambio sobro Londres ficara a 28
d., e os fretes nominaes.
C03MW1ICAD0.
54:927g201
DIVERSAS PROVINCIAS.
Reudimenlo do da 1 a 27......
dem do dia 28. .- .
5:0758331
1SIS00G
6:1568937
Exportacao'.'
Rio Grande do Sul, hrigue brasileiro Camaatam,
de 185 toneladas, conduzlo oseguinle :lOOmolhos
palha de carnauba, 100 saceos, 100 barriquinhas,
t',000 barricas e 150 ditas com 9,749 arrobase 4 li-
bras de assucar, 2caix5es com 1,384 1|2 libras de di-
versas qualidades de doces seceos e da calda, 50 et-
panadores pequeos, e 24 dilos grandes.
Lisboa, brigue portuguez Viajante, de 294 tone-
ladas, condoli o seguinte:2.350 saceos. 13 caixas
e 43 barricas com 12,714. arrobas e 31 libras de assu-
car, 1,357 couros seceos salgados, 710 mcios de sola,
214 cascos com mel,2 pranches de amarello.
Rio de Janeiro, escuna nacional Linda, de 153 to-
neladas, conduzin o seguinte : 2,231 saceos com
11,375 arrobas de assucar.
11ECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PEUNAMBUCO.
Rendimento do da 28.......98)8919
CONSULADO PROVINCIAL.
Reudimenlo do dial a 27.....41:4771600
dem do dia 28 ........ 3:0458229
44:5220829
MOVIMENTO DO PORTO.
Nato entrado no dia. 28.
Rio de Janeiro e Baha- 13 dias, e do ultimo porto
21 lr-2,Vapor francez /.'./nrMir.commandanlo lime.
Passageiros para esla provincia? Antonio Honora-
to de Freitas Barros e 1 escravo, Paulo Jos de
Mello Rodrigues da Costa e 1 escravo, Jos Alves
Ferreira, "Joo Dias da Silva; Guilherme Rodri-
gues Brekenfeld e Jos Joaquim Marlins. sequo
para Marsellia e parios intermedios, levando desla
provincia o passageiro Giovann Rusconi.
EDITAES.
O systema crystalotypo.
Do volt^dos Estados-Unidos da America, se acha
de novo cnlre nos o Sr. Joaquim Jos Pacheco,
um dos mais habis retratistas, que aqui tem apor-
tado.
O Sr. Pacheco he portador da mais perfeila ros-
china de daguerreolypo, que preseptemente existe.
Ninguem, cerlamente, pode apreciar al que ponto
de perfeico tem chegado a sublime invenejo de
Daguerre, sem que prmeiro (enha visto algum re-
trato dos quo actualmente lira o Sr. Pacheco..
Queremos fallar do syslema dos retratos crysta-
lisados do celebre arlista americano Mr. Gurney's,
que lanta ac'eitarao tem merecido na America e na
Buropa. Na realidade, nada se pode desojar de
mais perfeilo que nm retrato lirado por esle novo
systema.
A exaclido da machina na reproducc'o das ex-
tremidades, as cores fixas devidas a urna solueao
crystalina e um fundo de combinado azul e carme-
zim, que lano faz sobresahir as figuras, tirando ao
mesmo tempo o brilho das laminas, que tanto in-
ca mmodavam a vista e faziam aborrecidos os retra-
tos de daguerreolypo, sao por cerlo. alm de mui-
tas oulras, as mais apreciaveis vantagens deste no-
no systema, que sem duvda alguma, lem deixado
alraz de si lodos os oulros at hoje condecidos.
Assim, como amigo do progresso das arles, apres-
samo-nos era escrever estas linhas, afira de convidar
o publico a que visite a expe ndida gatera doSr.
Pacheco, deste insigne artista brasileiro, que tanla
aceilacao tem merecido por onde tem andado, cer-
tos de que voltario salsfeitos, nao s do qne podem
exigir de sua arte, como do trato polido e manciras
aOaveis do Sr. Pacheco, que na realidade he um
perfeilo cavalleru.
COMMERCIO.
PRACA DO RECIPE 28 DE MARCO AS 3
HORAS DA TARDE.
Nao Jiouveram hoje colarnos.
ALFANDEGA. "
Rendimcrilo do dia 1 a 27. .221:5368602
dem do dia 28' ......92538581
230:7908183
Desearregamhofe29 de marco.
Barca francezaGuslacemercadoras!
Brigue portuguezTaru/o ///ceblas e btalas.
Galera por lugue/.aMar (ridapipas de vinho.
Patacho brasileiroAlfredopipas vasias e fumo.
Brigue inglezDanlybacalhn.
Brigue inglezWeslmerlandmercadoras.
Patacho americanoree:efarinha e bolachinha.
Hiale brasileiroAmeliafumo e charutos.
Importacao".
Brigue iTortuguez Tarujo Terceiro, vindo de Lis-
boa, consignado a Manoel Joaquim Ramos e Silva,
manifestou o secuinte :
10 barris manleiga deporco, 200 dilos loucinho, 3
caixas vidros, frascos e garrafas, i) pipas, 6 meias di-
tas e 12 barris vinho, 49 caixas cera em velas ; a
Francisco Severiaoo Babello & Filho.
8 pipas e 60barris vinho, 8 caixas cera cm velas,
10 pipas vinagre, 3 caixas e 12 barris vinho mosca-
tel, 20 barris paios, 10 ditos choorj.cos, 20 dilos tou-
cinlio, 20 ditos azete, 5 barrica 261 caixas ameixas seccas ; a TlMoinade Aquino
Fonseca ,St FRho.
10 caixotes doce, 8 ditos amondo as roberas, 10 pi-
pas 18 meias ditas, e 10 barris vi agre, 24 pipas, 6
meias ditas e 62 barris vinho .38 muios sal 40
barris choricos ; a Manoel Joaquim Ramos e
Silva.
60 barris e 8 pipas vobo, 20 saccas fejao ; a Oli-
?eira Irmo i C.
10 barris azeile ; a Manoel do "Reg Lima.
1 barril mel, 1 dito crmor, 1 caixa droga ; a J.
de C. Bravo.
2 caliles vidros vazios ; a Marcelino Jeronyrao
de Azevedo.
5 caixas cera cm velas ; a Benlo Candido de Mo-
Taes.
8 barricas caslanlu pUlada : a Machado* P-
nheiro.
30 barris azeile doce ; j. Novis & Compa-
nma.
10 barris vinho 1 caxa navalhas e amadores
O lllm." Sr. contador serYindodc inspector da
thesouraria provincial, cm cumprimento da rcsolu-
So da junta da fazenda, manda fazer publico, que
no dia 20 de abril prximo vindouro, vai novamen-
tc a 1 mica para ser arrematada quem por menos fi-
zcr a obra do acude dePaie de lloros,aaliada cm
3:1908000.ris
A arrenialacan ser taita na forma dos aft., 24 e
27 da le proviucial 11. 286 de 17 de na o de 1851,
e sobre as clausulas especiaes ahaixocopiadas :
As pessoas que se propuzercm a esla arremalar,ao,
comparecam na sala das sessocs da mesma junta no
dia cima declarado, pelo meio dia competentemen-
te habilitadas.E para constar s: mandn affixar o
presente e publicar pelo Diario. Secretaria da
thcsonraria provincial de Pernambuco 15 de mar-
ce-de 1854. O secrclario Antonio Ferreira
a Annunciaco.
Clautulas especiae para a arrematacSo.
1. As obras desle acude serao fcilas d contar-
midade com as plaas e orcaraento apresentados a
approvacao do Exm. Sr. presidente da provincia,
na importancia de 3:1908000.
2. Estas obras deverao principiar no prazo de
dous mezes, e scrao concluidas no de dez mezes
contar contarme a lei provincial 11.286.
3. A importancia desta arremataran ser paga em
tres prc-iacoes da maneira scguute : a primeira dos
dous qui 11 ios do valor do orraincuto, quaudo liver
concluido a melado da obra ; a segunda igua a pri-
meira, depois de lavrado o termo de rcccinmctilo
provisorio : a terceira finalmente de um quinto de-
pois do recebmento definitivo.
4. O arrematante ser' ohrigado a communicar a
reparticao das obras publicas com antecedencia de
30 dias, o dia em que lem de dar principio a execu-
cao das obras, assim como Irabalhar seguidamente
durante quiuze dias, afira de que possa o engenhei-
ro cncarregado da obra assistir aos priraeiros tra-
balhos.
5. Para ludo o mais que nao esliver especificado
as presentes clausulas seguir-se-lia o que delermiiM
a le provincial n. 286, de 17 de mata de 1851.
Conforme. O secretario, Anlonio Ferreira da
Ahnunriarao.
O lllm. Sr. contador servindo de inspector da
thesouraria provincial, em virtude da resolucao da
junta da fazenda, manda fzer publico que no da 6
de abril prximo vindouro va novamenle a praca
para ser arrematado a quem mais der o rendimento
do imposto do dizimo do gado cavallar nos munici-
pios ahaixo declarados:
Limociroavaliado annualmenle por 588000
Brejo ..-.. 508000
A arrcmalacao ser feita por tempo de tres anuos,
a contar do 1. de julho de 1853 ao fim de junho
de 1856. J
As pessoas que se propozerem a esta arrematado
comparecam 11a sala das sessoes da mesma junta no
dia cima declarado peta meio dia, competentemente
habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernambu-
co 4 de marjo de 1854*. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciaco.
O lllm. Sr. contador, servindo de inspector da
thesouraria provincial, em imprmenlo da ordem do
Exm. Sr. presidente da provincia de 9 do correnle,
manda fazer .publico que nos dias 4, 5 e 6 de abril
prximo vindouro, perante a junta da fazenda da
mesma thesouraria, se ha de arrematar a quem por
menos fuer a obra do 21.lanco da estrada do Pao
d'Alho, avahada cm ris 14:9608000.
A arrcmalacao ser feita na forma dos arligos 2 e
27 da lei proviucial n. 286 de 17 de raaio de 1851, e
sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematado,
comparecam na sala das sess,0es da mesma junta nos
dias cima declarados pelo meio dia.compelenlemen-
le habilitadas.
E para constar se mandou affixar o prsenle o pu-
blicar pelo Diario.
Secretara da thesouraria provincial de Pernambu-
co 13 de marjo de 1854. O secretario,
; Antonio Ferreira d'Annunciaco.
Clausulas especiaes para a arremalarSo.
i. as obras do 21 lauco da estrada do Pao d'Alho
serao feitas de ennfurmida le r.nni o ornamento, plan-
ta e perfis, approyatkw pela directora em conselho
c apreseiiUiles'aapprovacao do Exm. Sr. presidente
dapjgjiviia na importancia de 14:960s')0O rs.
-2.' i) arreniatanlodar principio as obras no-pra-
zo de um mez e sern concluidas no de 12 mezes, am-
bos contados na forma do artigo 31 da le nume-
ro 286.
do Exm. Sr. presidente da provincia, de 7 do cor-
rente, manda fazer publico, que nos dias o 6 de
abril prximo vindouro, perante a jnnta da fazenda
da mesma (liesournria, seha de arrematar a quera
por meaos li/-er a obra da cadeia oa cidade do Rio
Fonnuso, avahada em 33:0008000 rs.
A arrcmalacao ser feita na forma dos arligos 25
27 da lei provincial n. 286 do 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaos' ahaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremalacao
comparecam na sala das sessoes da mesma junta,, uos!
dias cima declarados peta meio dia,competen!emen-
le habilitadas.
E para constar se mandou affixar o presente e pu-
blicar pelo Dicrio.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernambu-
co 13 de marco de 1854. O secretario,
Antonio Ftrreira "Annunciaco.
Clausulas especiaes para a arremaiaco.
1.a As obras serao feitas de confornMdade com o
orraminloe plaa,nesla data approvados pela direc-
tora em conselho, e apresen lados a approvacao do
Exm. Sr. presidente da provincia na importancia de
33:0008000 rs.
2. O arrematante ser obrigado a dar principio as
obras no prazo de dous mezes, e conclu-tai no de 20
mezes, contados de conformidade com a disposicSo
do artigo 31 da lei provincial n. 286.
3." Para execocao das obras, o arrematante devo-
ro terum meslre pedreiro, eoutro carpina da confi-
anza do engenheiro encarregado di obra.
4." O pagamento da importancia d'arreraatac*io je-
ra feita em seis preslacOes da forma seguinte: a pri-
meira da quantia de um dcimo lo valor da arrema-
tatao, quando estiverem feitas todas as plantas al o
nivel do pavimento terreo, c juntamente o canod'es-
golo ; a segunda da quantia de dous decimos quando
estiverem teilas todas as parles exteriores e interio-
res at a altura de receber o Irave jamen lo do prmei-
ro andar, e asseoladas todas as grades Je ferro das
janellas : a terceira da quantia de dous decimos quan-
do esliver assentado todo o Iravejamento do prmei-
ro andar, feitas todas as paredes al a altura da co-
berla, e embucadas os cornijas ; a quarla tambem de
dous decimos, quando esliver prompla todaacoberta,
assentada o Iravejamento do forro do prmeiro andar
rebecado guarnecido lodo n exterior do edificio; a
qoinla tambera de dousdficimos.quandoesliveremcon-
cluidas todas as obras, e recebdas provisoriamente ;a
sexta finalmente de um dcimo, quando for a obra re-
cebida definitivamente, o que ter lugar um anuo
depois do rccebmonlo provisorio.
5." Para tudo o mais que nao esliver determinado
as presentes clausulas, e nem no orcamenlo segnir-
se-ha oque dispon a resprito a lei provincial nume-
ro 286.
Conforme.O secretario,
Antonio Ferreira i'Annunciaco.
O lllm. Sr. contador servindo do inspector da
lltesouraria'provincial.em cumprincnlo da resolu-
to da junta da fazenda, manda fazer publico que
no dia 27 de abril prximo vindouro, vai nova mente
a piara, para ser arrematada a quem por menos fi-
zer, a obra do acude na Villa Bella da comarca de
Paje de Flores, avahada em 4:001$.
A arrcmalacao ser feila na forma dos arti'oss
24 c 27 da lei provincial n. 286, de 17 de maio de
1851, e sob as clausqlas especiaes ahaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrcmalacao
comparecam na saladas sessoes da mesma junta no
dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
Epara constar, se mandou affixar o prsenle, e
publicar pelo Diario.
- Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco, 23 de maree- de 1854.O secretario, Antonio
Ferreira d Annunciaco.
* Clausulas especiaes'para arremataras.
1. As obras desle a rudo serao, feitas de confor-
midade com as plantas e orcamnto apresentados' a
approvacao do Exm. Sr. presidente da provincia, na
importancia de 4:0048000 res.
2. Eslas obras devoran principiar no prazo d
dous mc7.es, e serao concluidas uo de dez mezes a
contar conforme alci proviucial u. 286.
3." A importancia desta arrcmalacao ser paga
em Iros proslacos da maneira seguinte : t., dos*
dous quintos do valor total, quando tiver conclui-
do a nielado da obra : a 2. igual a primeira, de-
pois de lavrado o termo de recebmento proviso-
rio : a 3., finalmente de um quinto depois do re-
cebmento definitivo.
re4. O arrematante ser obrigado a communicar a
Irparltao das, obras publicas com antecedencia de
a inta dias, o tua fixo em que tem de dar'priucipio
execucao das obras, assim como Irabalhar se
suidamente durante quinze dias fim de que possa
o cngenher.0 encarregado da Obra assislir aos pri-
meifos Irabalhos. ?
.5." Para ludo o mais que nao esliver especificado
as presentes clausulas seguir-se-ha o que determina
a le n. 286.Conforme. O secrclario, Antonio Fer-
reira d'Annunciaro.
O lllm. Sr. contador servindo de inspector da
thesouraria provincial, em cumplimento da ordem
do Exm. Sr. presidente da proviuca de 19 do cor-
rente, manda fazer publico, que no dias 10, 11 e 12
de abril prximo vindouro,' peanlo a jimia da fa-
zenda da mesma thesouraria, se ha de arrematar a
a quem por menos, fizer a obra dos concertos do
quartel da villa do Cabo, avaliada-eui 5508000 rs.
A arrcmalacao ser feila na formados arligos
24_e 27,da lei provincial n. 286 de 17 de maio de
1851 c sob as clausulas especiaos ahaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematase
coinaarecam na sala das sesses da mesma junta nos
diasflhma declarados, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial d Pernam-
buco 22 de maree- de 185.O secretario,Antonio
Ferreira d'Annunciaco.
Clausulas especiaes para a arremalacao.
1. As obras scrao taitas do conformidade com a
planta c ornamento approvados pela directora cm
conselho e apresentados a approvacao do Exm. Sr.
presidente da proviuca, importando em 5508000
ris.
2. "O arrematante dar principio as obras no pra-
zo do un? mez e as concluir no de Iros mezes,
ambos contados pela forma do art. 31 da le n. 286.
3. A importancia da arremalacao ser paga em
tres prosiares iguacs; a primeira depois de feila a
melado das obras ; a segunda depois da entrega pro-
visoria ; ea terceira depoisdorecebimeulo defuiilie
yo, que verilicar-se-ha tres mezes depois da cntreg-
provisoria.
4.a Para tudo o que nao se acha determinado
as presentes clausulas nenr no orcamenlo, segur-
sc-ha o que dispdc na lei 11. 286. Conforme. O
secrclario Antonio Ferreira d'Annunciaro.
O lllm. Sr. contador servindo d inspector da
thesouraria provincial, cm cumpriuienlo da resolu-
to da jonla da fazenda, manda fazer publico, que
no da 20 de abril prximo vindouro, vai novamen-
le piara para ser arrematada a quem por menos
lizer a obra do acude do Buique, avahada em
3:3005000 ris.
A arrcmalacao ser feita na forma dos arligos 24
c 27 do rcgulameut de 17 de maio de 1851,~e sob
as clausulas especiaes ahaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem esla arremalacao
comparecam na sala das sesses da mesilla junta no
dia acuna declarado, pelo lucio dia, coinpeleiileinen-
te habilitadas. E para constar se mandou affixar o
presente e publicar pelo Diario. Secretaria d the-
quanlia ders. &58J920 proveniente de duas letlras por
elle aceitas aosupplicanle, e acontece que o snppli-
cado leuba dosapparecido iln lugar de sua morada,
as Cinco Ponas, sem se saber para onde, o como o
supplicanlc o queira notificar paca conciliatoriamen-
te lhe pagar a quantia ja dita quer juslifi
V. S. a fuga do supphc,
que se acha, e que justfir
de edictos, citando o
do peua de rovelia : paranlo pedi
Ja freguetia de S. Jo d|
-E. R. MeProcurad^
Barros. mais te nao conlinha em dita palija na
qual dei 0despacho seguinte:Jus: 1 r
zia de S- Jos do Recife 24 do man-
meida. Em virtude do qual despacho se
inquiricao de teslemunhas, que depozer
juramento des Santos Evangelio a respeilo d
sencia e incerteza do lugar da residencia de Manoel
Reiende Reg Barros, e sendo tudo (atoado e sel-
lado,me taram os autos conclusos por mim lulos e nel-
les profer a sentenca do theor seguinte:Julgo por
senleoca o deduzido na petirao de fls. 2 para produ-
zir os seus effeitos e-cuslas; o escrivio patse o ediial
com oprazo do estylo. Fregoezia de S. Jos do Re-
cita 27 de marro de 1854. Franeiseo faplista de
Almeida.AddilamenloPasse a carta com o prazo
de 15 das. Recita era nt retroAlmeida.
Nada mais se conlinha em dita senlencj; dada nos
autos, por bem da qual se passou ao justificante a
presente carta ediial com o prazo de 15'dias peta
qual se chama, e cila ao referido Manoel de Rezende
Reg Barros para que dentro dos 15 das comparees
por si ou por seo bastante procurador prmera
audiencia deste juizo.que ter lugar a immediala.de-
pois de fndo o dito prazo, sob pena de correr a sua
revelia na forma da peticao 6upra transcripta, e a
qualqucr outra pessoa para lhe fazer scienle do que
cima fica exposto, afim de que elle nao fique nde-
fezo. O porteiro deste juizo publicar esta nos loga-
res mais,pblicos desta freguezia e a afiliar passan-
do certidn em forma, e ser publicada pela im-
prensa.
Dada e passada nesla freguezia de S. Jos do Re-
cite aos 28 de marco de 1854.Eu Jos Goncalves de
S, escrivao o escrevi.
, Frrnciscd Raptisla de Almeida.
O Dr. Jos Raymundo da Costa Menezes, juiz mu-
nicipal supplenle da segunda vara do commcrcio
desla cidade do Recife, por Sua Magcstade Impe-
rial e Constitucional, etc. -
l'aco sabor ausqiie o presen le edi lal virom.quc no dia
29 do correnle se' ha do arrematar por venda, a qnem
maj? der,. depois da audiencia desle juizo na casadas
audiencia-, um sobrado de um andar, silo na-ra do
Ilustre publico Uata^ a
do-a pela ullim, \f%. .
Em cpnsequencia
Januaria bastante rouca, pr
pacao. deixoo
SOS
tor dos menores.filhos de Autono Rodrigues Lim
contra Manoel Amero de Sonza Res.
E para que chegue a noticia de Iodos mandei pas-
sar editaes que serao publicados polos jornaes, e afil-
iados na praca do commcrcio e casa das audien-
cias.
Dado e passado nesla cidade do Recita, aos 3 de
marco de 1854.Eu Manoel Jos da Molla, escrivao
o subscrevi.
Jos Raymundo da Costa Menezes.
DEGLARA0'ES.
CORREIO GERAL.
Cartas seguras vindas do sul para os senhores:
Anlonio Jos Rodrigues de Souza Jnior, Antonio
dos Sanios Vieira, Francisco Soares de Souza, Joo
Mar a Cordeiro" Lima, Jos Manoel de Souza, Ma-
noel Alexandrino Albuquerque Pilla, Manoel An-
tonio Rocha, Rufina Cardella, Exm. viseonde de
Loures.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
Pela secretaria do tribunal do commercio da pro-
vincia de Pernambuco, se faz publico qoe o Sr. Ma-
noel de Lizarraldes, cidadao llespanhol, domiciliado
nesta cidade, fo matriculado neste tribunal ni qna-
lidade de commercianle de urosso trato. Secretara
28 de marco de 1854. Joo Ignacio de Medeiros
Reg, no impedimento do secrclario.
Real companhia de paquetes nglezes a
vapor.
' No. da 31 destc*mez_
espera-se. da Europa
um dos vapores da
de mari
qual 1
sgnala'
tario pode si
Para o i
eos das
siliro i
a tratar na ru
Para o Rio d
te no dia US d "
para escravo
Cruz n. 28, eserip
Para a Bahi
Olinda; para o rettd
raSos.
Para a B
dias o hiate uacion;
no mesmo quizer C^^H
sagem, drija-se aof^^^^H
consignatarios Novaes A
ra do Trapiche n. 54.
' PARA O RIO DE J
Sahe cora muita -brevida
Conceicao, por tero seucarre{
to quasi todo prompto : quem no
quizer carregar o resto, ir de passagi
ou embarcar escravos a frete, falle cpDt c
capitao na praca, ou no escrit
Maroel A'ves Guerra Jnior, na
Trapichen. 14. -
J. M. Warduc, capitao do cter aimriMM
Hay Cety, declera que nao se respoo?
vida alguma que seja taita por gi
o.
Rio de J
Segu em poucos das p
ga eugajada o patacho nacional
noel Gomes de Oliveira
e escravos a frete
accommodaees, Ira
Baplista da Fons
prmeiro andar, tu r
PARA 0
A barca n
acaba de fon
segu vagem
por terdoosti
te, Irala-se com Bailar t^^^^^^^M
Velhan.12-.
- Para o Rio de Janet
tes 8 dias o brigue brasiieir
ja' ter parte do ca
quem no mesmo qr
barcar escravos, entend
a bordo, ou com o col^H
Alves Guerra Jnior, na
n. 14.
RIO DE JANEIRO.
No dia 31 docprreule salte aesee
liz ; para passageiros e escravr
Caelano Cyriaco ,t C. M-, ao lid.
lojade massames n. 25.
souraria provincial de Pernambuco 15 de marro de
1854. O secretario, Antonio Ferreira d'Annun-
ciaro.
Clausulas especiaes da arrematado.
1. As obras do acude do Buique sor,10 fcilas de
conformidade com a planta c orcaiuenlos approva-
dos pela direcloria 0111 conselho, e apresentados
approvacao do Exm. Sr. presidente da provinca na
importancia de 3:3tX9 res.
2. Estas obras deverao principiar no prazo de
sessenta dias e scrao concluidas no de dez mezes,
a contar da dala da arremataran. ,
3. A importancia desla arrcmalacao ser paga em
tres prcslaccsda maneira seguinte :at.< dos dous
quintos do valor total, quando livcr concluido me-
tade da obra ; a 2. igual a primeira depois de lavra-
do o termo provisorio; a"3." finalmente de Um
quinto depois do recehimento de linilivo.
4. O arrematante sera obrigado a communicar
reparticao das obras publicas com antecedencia de
30 das, o dia fixo em que lem de dar principio a
arrematadlo das obras, assim romo Irabalhar se-
guidamente 15 dias, afim de que possa o engenhei-
ro encarregado da obra assistir aos prmeiros Ira-
balhos.
5. Para ludo o mais que nao esliver especificado
as presentas clausulas spgur-sc-ha o que determi-
na a lei provincial n: 286. ConformeO secrelaro,
Antonio Ferreira d"Annunciafo.
Manoel Joaquim da Silva Ribeiro, fiscal da Fre-
guezia de Sanio Antonio desla cidade do Recife,
etc. etc.
Faro saber quo est inteiramente prohibido pelo
art. 2. da postura addicional de 27 de fevereiro ulti-
mo, ennduzir-se ferro em barra e varos de qualqucr
grossura em carros, senilo amarrados em leixes, so-
bre cama de palhr.*, o isto sob pea de ptigarem os
infractores a multa de 59000 rs., e o duplo na reinci-
dencia.
. E para que n.lo baja sobre seir.cihan.le postura a
menor ignorancia, lavre o presente, quesera publi-
cado pelo Diario.
Freguezia-de Sanio Antonio do Recife 23de mar-
ro de 1854.O fiscal,
Manoel Jooquim da Silos Ribeiro.
Manoel Joaquim da Silva Ribeiro, fiscal da frp-
guezla de Sanio Antonio do termo desla cidade,
ele. etc.
Fajo publico para conhecimento de qnem convier
a disposicao da postura addicional de 20 di! fevereiro
companhia real,o qual
depois da demora do
costuioo, seguir paraos portes do Sul, para passa-
geiros Irata-se com os agentes Adamson Howie &
Companhia.
Pela subdelegacia da freguezia dos Afogados se-
faz publico, quo se acha depositado, um cavado ala-
sao, magro : quem frseu douo, compareca neste jui-
zo, que provando, lhe ser entregue. Subdelegacia
da freguezia dos Afogados 23 de marco de 1854.
Pereira Lima.
' BANCO DE PERNAMBUCO.
O conselho de direccao convida aos se-
nhores accionistas do banco de Pernam-
buco a ralisarem de. 15 a 51 de marco do
corrente anno, mais 20 por 100 sobre
numero de accoe"rj0ni que teirrdc^car;
para levar aj^teito o complemento ao (Ca-
pital ^de-banco de dous mil contos e ris,
conforme a resolucao tomada pela assem-
blca geral de 26 de setembro ultimo.
Banco de Pernambuco 11 de fevereiro de
1854.-70 secretario do conselho de direc-
cao.Joao Ignacio de Medeiros Reg.
COMPANHIA* PEPAMBiaNA.
O conselho de direccao da companhia
Peraambucana avisa novamente aos Srs.
accionistas, que ainda nao fizeram a sua
primeira entrada de 25 por cento, que o
prazo definitivamente hxado para esta
prestacao he ate o dia 50 do corrente mez,
esperando que se prestem a habilitar
quanto antes a direccao, a fazer a encom-
menda dos vapores ; a pessoa encarrega-
da de taes recebimentos he o Sr. Frede-
ricb Coulon, ra da'Cruz n. 26.
COMPANHIA DE BEBERIBE.
O escriptorio da Companhia deBeberi-
be mudou-se para a ra Nova, casa n. 7,
primeiro andar, e estara' aberto todos os
dias uteis das 8 horas da manhaa as 5 da
tarde.O secretario,
L. da O. Portocarreiro.
Pela admnslracao dos eslabeleeimeiitos de ca-
ridade, novamenle se faz publico a todas as pessoas
qoe lem exposlos em sua companhia de os apresenla-
rem na casa dos mesmos no dia 1. de abril, pelas 9
horas da manhaa, afim de poder a commisso de hy-
gicne publica, proceder a exame sanitario, vislo que
ja deoulra occasio nSo o pode effecluar pela falla
de comparecimeulo.
Administraco dos estabelecimentoS' de caridade
22 d marco de 1854.O escrivao da adminislracao.
Antonio Jos Comes de Correio.
DE SI4
3." O pagamento da importancia da arrematado
reatisar-se-ha em qlialro preslasoes iguaes : a pri-
meira depois de foilo o primeiro lerc.o das obras; a
segunda depois de concluido o segundo terco ; a ter-
ceira na occasao do recebimenlO provisorio ; e a
quarla depois da entrega definitiva, a qual realisar-
sc-ha um anno depois do recehimento proviso-
rio.
4. Sois mezes depois de principiadas as obras, de-
ver o arremtame proporcionar Iransilo publico em
toda a exfenoao do laureo.
5. Para ludo o que nosoacba determinado Das
presentes clausulas nem no orcamenlo, seguir-se-ha o
que dispOe a respeilo a lei provincial n.-286. f
Conformo. O secrelaro, Antonio Fe/reir
aAnnunciafo. I '
O lllm. Sr. contador, servitdo de aspeelor da
lllMO arla nrovinrial. om rnmnrimiMiln .l.-rdm
ulliniu, ahaixo ranscripla:
forem cohduzidos para o cemiterio em carros fne-
bres, tirados por ravallo, irn estes a passo, e jamis
a trote largo ou galope. Os carros de acompanha-
menlo seguirlo o mesmo. Os infractores sotlcerflo a
multado lOJOOOrs., a qual ser duplicada as rein-
cidencias, o
Freguezia de Santo Antpniodo Recife 23 de mar-
eo de 1854.O fiscal,
Manoel Joaquim da Silva Ribeiro.
O cidadao Francisco Baplista de Almeida, cavalleru
da ordem da Rosa, e juiz de paz da freguezia de
S. Jos do Recife, em virtude da lei etc.
Faco saber aos que a presente carta de edictos vi-
ren), que por parle de Jos da Silva Moreira me tai
feila a pelicSo do Iheor seguinte:Diz Jos da Silva
Moreira que leudo de fazer citar a Manoel Rezeude
Itoan Raeros narn pnnfililorim ULTIMA NOITE EM QUE A SRA. BADERNA
DANSA..
(JimVFFIIU 29 DE NARCO DE 1834.
29. RECITA DA ASSIGNATURA.
Depois que a orrbeslra tiver executado urna da*
melhorus ouverturas, subir sceua o muilo ap-
plaudido vaudeville em 1 acto,
OU
A VOLTH SISSA.
Com a mesma dislribuicao de parles que fo ulli-
mamente.
Em seguida ir scena o lindo qiiarleto, tirado da
opera de liuilhernieTell, romposico do Sr. l)-Vec-
chy, dansado pelas Sras. Biderna, Pessina, Cardella
e o Sr. Ribeiro.
Seguimlu-se o muilo desejado vaudeville era 2 ac-
tos, ecudo a msica INOCENCIO
011
0 ECLIPSE DE. 82 4:
Coma mesma distrihuicodas partes.
Seguindo-se pelo Sr. Ribeiro a aria de
D. BAZILIO.
Seguir-se-bi o muito lindo passo a dous di
ROSA,
dansado pela Sra. Raderna e De-Vecehy.
Dar fm o espectculo com o passo dous a ca-
rcter, iulilulado
A tVLDEANM.
dansado pela Sra. Baderna c Ribeiro.
Principiar as 8 horas.
Os biibetas estao a disposicao do publico uoescrip-
lorio dolhealr.
N. B. Sendo esla a ultima ropreseotacJo em qiie
lrslhn M: RadM'na. ,ii*ri nuis n prnnrm nuo o
LEII.AO DE MOBILIA, CARRl
srn
tjossel Bimonl 'far 1
agente J. Calis, no dia
da manhaa era ponto, na ra
gumlo andar, a sabor : ti
um melodion com excclleulc
bem peder servir par
redonda com pedra, di
rommodas, consolos, gu
dros com estampas, Coi
pintura, fillradeira
nba, vasos deporn
etc., ele; assim cmo 1
grapha que pode iOrpri:
cavalles qu*-taTlu^ser> -m j
ro, carroe qualro i
lonlaria d bon
io na estraii
do becco do 'Espinl
qualro cavallos, casa para
limoeirns, com bastantes frs
rao da Enropa e diversos inl
sitio.
AVISOS
O Sr. Carlos m
ta na livmria n. 6 e 8 r|
pendencia.
autor da Morenin|
Amores, Rosa,
Brapco, da tragedia
composiroes de gj^^H
PRI.\ClPIOL \b HLD
I)E fERIJA FEIR
Abrio-se urna assigna I
mar^o a junho, leudo as sobi
de VM:ENTINA em
dos desciibos, msicas, figorim
sendo os prmeiros destes os W
PAILIM JOS
JOS CLEMEL
que serao distribuidos O^^H
ENTE
nova quadrilba Saudadi__
inspiracilo do Sr. J. J. (,
TUDO ISTO POR 38000RS.)
43000PARAFO!
na loja do editor Paula Ri
n. 61, o na taja do Canto
Os qoe quizerem.
urna accSo de 1008000 rs
Marmota, cem todos os
por % em dinlieiro, pagos, de 6 i
lorio da empreza, pra^a da Cei
Rio de Janeiro, ou nesta cidade I
Independencia n. 6 e 8.
Francisco Lopes da Silva
nhores que tem penhores em
lirar no prazo de 8 das, do i
dos para se i pagamento, sem i
macSo algoma.
Precisa-se de um cento e guiaba
obre a potheca em casas, Mvre
a um por cents, pelo te
na ra do Rangel n. 51,
A* pessoa que por i
Hemeterio, na norte de 2.1
vo, de seda, com forro bral
Sar outro ja asad, pede-sc-ib
esrazer a troca, na toa Nova n. 50 segundo
dar.
-r Precisa-sede iima ama, para casa de familia,
que saiba bem eogoramar. cozinhar e facer lo
mais servico da mesma : quem pretender dirij;
roa d Encan lamen lo, no bairrodo Recife
meire andar.
Desappareceu ou forlaram do logar
do Matlos.junlo ao trapiche de algo
qualqucr pessoa que delle sonber, o
dirija-se a roa do Vigario a. 5.
O abaiio assignado. (ende josli
deposito da na do Ros,
chado Estrella, taz op;
quer duvda, SaSi
A mesa regedora ck irmandadi
Divino Espirito Santo, erect;
Nossa Senhor da Conct
convida a s irmaos,
dignem comparecer no c
mesma ir mandad.
pelas dita encorpo-
rados acoi Se-
nbor Bom Jess dos Passr.- espera, pois,
regedova merecer este ob-
nos irmaos.
ieiro, de um refinador e
viso do casa : as Cinco
a mesi
l'i
de um escota
Ponas n. II
Oabai le encarecidamente ao
Sr. Manoel (loneahes Agr, aclual emprezar
Iheatro de Santa Isabel, baja l
clarar por esta folh qual a dama que desempeuhou
a parte de Mara, na Qraca de Dees, no da"21 do cor-
rente msz, por cojo favor lhe ficar asss agrac
Oomingot Jos f-tetra Braga.
Declaro que tai a senhora D. Manoela Ce
l.ueci que fez a parte de Mara do dito dia.
\f. C. Ama.


DIARIO DE PERNAMBUCO QUARTA FEIRA 29 DE
- No di.
da alfandg
Jamasen) defronle
caitas com charutos,
=
com.am; poJ.R.t. '
(cujo non
na de Cu
Auror H? ^0,im entregues ; por
isso rof
delli
nal
I
r conlie- __.
aanlo a ordenado nao ae
Misar annuncie por esla
licitador dos auditorios
esta i xas consliluinle?, e ao res-
peilave 1U. M ada de todo restabclecido e
lo que aderece o sen presumo
ecisarem, tanto no rivel co-
deado ser procurado em soa casa no
a-Vista d. 17, das 6 as 9 horas di ma-
jas 3 da tarde em diinle.
L'ergunla-se ao Sr. juiz da irmandade de Nossa
Senhora do Rosario do bairro de Santo Antonio, se a
igreja ella troute da heranga de seas pas, para
ter dircilo nos das de procissio su a sua ramilla e as
suas conliecidns, i tribunas e janellas da igreja ;
" com a resposta dest senhor se Ihe dir o resto.
O admirado.
Na continoacao da ra da Aurora, em urna das
casas da Sr. Antonio Jos Gomes do Cnrreio, alaga-
se mensaImenle i iodo o servigo de
ferid,
pode procur-la na re-
Magd,
banli
Arremata!
O abaixo assignado, nao podendo despedir-se
de todos os seus amigos em sua viagem Lisboa, por
este faz suas despedidas, loQerecendo seas serviros
naquelle lagar.Jos Candido de Barro).
Tna asa grande na Passagem da
e as duas pootescom duas salas, (i
'inial murado com
la n. 3.
ides do recolhi-
mento de Iguarass
arador e admins-
colhimento das freirs do
a iguarass, faz sa-
fe otario prximo seguinte.tem de
da em praga do juizo do ci-
lade do Recifc, 2 sitios de
utlla villa, sendo o pri-
.do Pitanga, da ettensiio de legua
ao te mostrara da. escrjptura com
equena casa nova de taina e tena, cujo ter-
lades e ofl'erece a vanta-
antar engenho em alto ponto,
ra cannas, rio de ex-
Sad peraanim.es. boneal- "*>respeiUvel publico
brico do en- "
No da ."> de abril do corrente anno, se lijo de
arrematar em praca publica, do Sr. Or. juiz munici-
pal da segunda vara desta cidade, riepois da audien-
cia, sessenln e tantos escravos por eteengao de An-
tonio Pires Ferreira e outros, contra Luiz Pires Fer-
e deve ser em ultima praca.
jo Senhor
Iroagemdo
no da
a-Vis-:
i pelas
__aos moradores, das
icadas limpas como
rosa a lodosos ir-
i lia 31 queiram a-
Santo, as 2 horas da tar-
qua nao tiverem queiram ir
roa cedo para a tomar.
R. Alvet da Silca.
Flix Francisco de Souza Maga-
lhaesmudou sua residencia para a ra do
fiangel n. 56.
~- O senhor que levou trocado do salilo do Ihealro
de Santa Isabel no din 23 do corrente, umchapo de
sol verde, de cabo de canna, deixando oulro roxo
emseu lugar, pode mandar leva-loa roa Nova n.
41,-segundo andar, que ahi se far a dealroca.
Offerece-se um hornero casado para feilor de
um sitio, do que- tem maita pralica, tanto de plan-
tarles como de enchertar: quem pretender dirija-se
a ra do Livramento, loja n. 4.
Jo Pedro Vogeley,
fabricante de pianos, afna e concerta com toda a per-
feigao, lendo chegado recentemunlc dos porlos da
Europa, de visitar as methores fabricas de pianos, e
lendo ganho nellas todos os conhecimenlos e pralica
de conslrucgoes de modernos pianos, oflerece o seu
presumo ao respeilavel publico para qualquer con-
cert e afinages rom todo o esmero, leudo toda a
certeza que nada licar a desejar as pessoas que o in-
cumbam de qualquer trabalho, tanto cm brevidade
como em mdico prego : na ra Nova n.'4t, priraei-
ro andar, ,.
CHRYSTALOTWO.
Novo eslylo de retratar, quer chova, quer faca sol,
J. J. Pacheco, recentemente chegado dos Estados-
Unidos, convida ao respeilavel publico, a visitar n
seu eslabeleeimento no aterro da Boa'-Visla o. 4
casaem quemorouoSr. Lelarle.
O abaixo assignado avisa ao respeilavel 'orpo
do commercii e a quem convier, que em sua au-
sencia para a Europa deita por seus bstanles pro-
curadores, em primeiro lugar ao Sr. Justino Pereira
de Faria ; em segundo logar ao seu guarda livros o
Sr. Joaquirri Jos dos Santos; em terceiro lugar aos
Srs. K. Isaac & Campanilla, fleando o segundo et-
pecialmenle encarregado da gerencia de todas as
Iransacgoes commerciaes da meaana casa. Recife 21
de marco de 1854.Jos Candido de Barros.
l'recisa-se de um rapaz olteiro. brasileiro ou
portuguez, qe queira sujeitar-se a urna padaria no
mallo para vender po, e ajudar a amassar : quem
perlender dirija-se a ra eslreita do Rosario, taber-
na n. 11.
Precisa-se de um piloto que lenha caria, afm
de fazer viagem para qualquer dos porlos da Europa:
quem se julgar com as habililages precisas, lera a
bondade de dirigir-se a ra da Cruz n. 3, que achara
com quem tratar.
Antonio Francisco Bclm relira-se para o Ri
de Janeiro, levando em sua companhia' sua mullien
um filho e a escrava Florinda de sua propriedade.
O Sr. Antonio Jos Nogueira, que annuncia
rctirar-se para tora, da provincia no Diario de 24 do
corrente. nao o poder fazer sem que primeiro v
pagar a Joo lavares Cordeiro o saldo de 282&420,
que Ihe deve da exlineta firma de Francisco do Pra-
do & Companhia, da qual era socio e gerente.
3PR
Vendem-se corles de.veslklo prelo, de cha- @
matle e grosdeuapie bordados, do superior $
qualidade, e lindos deaeOhns : na loja do so-
$ brado amarello da ra do Oueimadon. 29. fe
5 **
Vende iiem o
diario de un esqui-
m cria,
a qual sabe liarlo de uina casa, lava de
sanad; engomma liso e nao lem vicio algum : quem a
pretender, dirija-se ra larga do Rosario n, 22, a
tratar do prego na luja de mudezas do mesmo nu-
mero._
Vende-se urna parle do silio denominado dos
Arcos, na Osa Forte, com bastantes arvoredos de
fruclos : quem pretender, dirija-se ao silio da Pi-
tombeira, casa do fallecido Espirito Santo.
Na ra Nova n. 56, vende-seum prelo proprio
para o servirode urna casa, Icndoomesmo prelo urna
belide no ollio, e com a habilidade de cozinhar :
quem pretender, dirija-se a loja cima annunciada.
Vendem-se em conta saceos com feijo branco
e mulatinho, \ indo do Penedo, por prego commodo:
a contratar no caes do Ramos n. 4.
Vende-se urna rica ternilla toda hera de laby-
ri n i lio. e de muilu goslo : quem a pretender, dirija
se ra do Qucimado, segunda loja n. 18.
Velas de carnauba.
Vendem-se caixinhas com superiores velas de cera
de carnauba, fabricadas no Aracaty, por commodo
prego: na ra da Cadeia do Recifc o. 49, primeiro
andar.
# "O Dr. Sabino Olegario L'udgTro'pTnhomu^'
dou-se para o palacete da roa de S. Francisco
(mundo novo) n. 68 A.
LOTERA DE N: S. w LIVRAMENTO.
O cautelista' Salustiano de Aquino
Ferreira
f constantemente,
ia de duas le-
embarque,
. O segundo
iras, hesito
^HKa distante
i beira da estrada
tinga de fi-
la bajas para canna e ca-
ira roga, milho, feijao,
para criar vaccas para
orno te coslatna. O primeiro
i IO:OOOSOOO,eosegundo
lllms. Sn. coronel
impeli, e capitao Ma-
uquerqae Una, proprilarios
e Mussupinho, para cuja veo-
licenca imperial. Quem
atar comparega por si ou seus
:do dia : eseanlecedentemen-
s percorrer, dirijam-se villa de
com o abaixo assigoado, ou com o
Chagas Ferreira Duro, e o es-
Camello d Mello e Araujo,
escripluras e com ellas moslra-
1 de fevereiro de 1854. O
i Xvaer Dios da Albuguerque.
>ter lugar no dia 27 docorren-
ades de que traa o an-
limenlodo Sr. Dr..uiz de di-
a ivel desla (idade, ficou
fiara a primeira praga que deve ter
mesmo mez.
) Letarte,retratista,
rar sem pagar o que deve
'OLICIA.
geira nab se pode reti-
rovincia, conforme a-
il de 24 do corrente,
>, ao abqixo assignado
L importe de tres
snaosertr^fecil desta
onforme-O- fez
59462, importan-
a* que me tinlia com-
timado a. ju7.o para
rereu-se a dar
e nada me de-
(e 185*t
lippe da Costa.
querer fallar com Ba-
rejao, dirija-se i ra do
algadinho um cavallo
i calgados, em um
^^^^^^do de ama enxua-
nrlado no dia 22
^^Bb ne meio do espinha-
Wber o leve ao mesmo
. que os seus bilheles c
cautelas estao expostos venda nos lagares docostu-
roe.'e paga sob sua responsabilidade os dous premios
grandes sem o descont de 8 % do imposto geral.
Bilhetes inteiros . 6,000 . 5:0008000
Meios......... 3,000 . 2:5009000
Qaarlos........ 1,500 . 1:250000
700 .. . 5009000
400 .. . 2509000
J. Jane,Dentista,
contina residir na ra Nova, primeiro andar n.
19.
HOMEOPATHI^.
RA DAS CRIZES N. 28.
No consultorio do professor homopalh
Gosset RimonP, acham-se venda por
CINCO Mil RIS.
Algumas carleirascom 24 medicamenlos.
Os competentes livros.....59000
Grande sorlimento de carteiras e caixas
de todos os tamaohos por pregos commo-
dissimos.
1 tubo de glbulos avulsos 500
I 1 frasco de ) onga de tintura a
escolha ... .. ...... 19000
PaBIPfrKf!5asism9 NO ARMA2EM DE C. J. ASTLEY
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra'qualquer parte, tanto em por-*
coes, como a retallio, affiancando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
abrio-se de combinacao com a
.maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que, se tem vendido, epor
isto ofFerecendo elle maiores vari-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietarto- deste importante "es-
. tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Roli m.
LOTERA DE N. S. DO LIVRAMENTO-
As rodas desta lotera andam a 21 de abril prxi-
mo futuro, e o resto dos bilhetes arha-sc a venda
nos lagares j condecidos1, a boticado Sr. JooMo-
rira ra do Cabugt, na ra do Queimado loja do Sr.
Moraes.O Ihesoureiro, youo Domnguez da Silra.
Gosset Bimont leudo de se rnrar prxima-
mente paVa Europa, roga aos seus devedores
. o favor de virem saldar toas cuntas da dala
deste a oilo das. Recife 17 de margo de
1854.
EHGE-
Aluga-se um sitio
na estrada dos afflictos confronte a igreja do mesmo
lugar, bailante grande, com boa casa de vivenda,
murado na frente e fundo, e com mollas fructeiras:
quenve~nrel'der,dirijsc-~Ponlede Uchoa em ca^
sa de Francisco Antonio de Oli vciKa Jnior, que taro
bem o permuta por predio na prag*,u vende.
jISBSRSQfltiEQflE'
HOMEOPATHIA
CLNICA ESPECIAL DAS MOLESTIAS
NERVOSAS. .
(llvsleria, epilepsia ou gota coral, rheuma-
lismo, gola, paralysia, defeilos da falla, do
ouvido e dos olhos, melancola, cephalalgia
ou dores de cabega, enxaqaeca, dores, e tudo
mais que o povo conhece lo nome genrico
de nervoso.)
As molestias nervosas reqaerem mnitas ve-'
zes, alem dos medicamentos, o emprego de
outros meios, que despertem no aba tama sen-
sihilidade. Estes meios pussuo en agora, e os.
ponho a disposgao do publico.
Consullas todos os das (de graga para os
pobres), desde as 9 horas da manhaa' al as 2
da larde. Ra de S. Francisco (mundo novo)
n. 68 A. Dr. Sabino Olegario Ludgero
Pinito.
DO ESGEUIEIRO
u ria do um,
^^Vdos seguinlesU)-
Drios para engenhos, a sa-
da mais moderna
fundido e batido, de.
todos os tamaitos ; rodas
^^^^^^P**' de todas as propor-
fornalha e registros de boei-
afosos e cavilhoes, moiohos
tlDICiO
endas com. a superiori-
levda presteza ecommo-
eomproa ama moeda de
a lago liso, proprio para en-
pescogo de menino, ou sem
om al raale no da 22 de
on rouilo per'to deste da,
ts n. 93, afim de averiguar
e vir sem receio al-
prejuizo lera relativo a
ida, se vier por ette cha-
una embarca para' o Rio
ff nome Rita, de idade 20
iros sobre penhores de ouro
a. 67, do lado da igreja.
ios pardos, nm delOanuos,
um oftlciode ourives, ou-
r annuncie ou dirija-se
ib, casa de Manoei Gomes
a caixeiros de taberna.
. A.P. A. que por S. Pedro
seos penhores e pagar a
i mais de anno, na cer-
W neates olas se publicar
e aar chamado a juizo.
ionio Domingot Pinto.
s ama mnlher de meia idade
I casa de ponca familia, qua cozi-
una e tem as mais
proeuram, dirija-se a roa do
us pequeos >12 a 15 anuos
: mazein do Caes da
^^Mn,6, acha-
^^Mas as qua-
m ahi vio par
ailios, vare-
ia voa, fama
resplad-
i bon-
iualida-
er o
Ihe
sujelar a
18 do Ran-
VXEIRO.
^^Betes da lotera
jL' :uja lista se es-
ate 4 do g&ximo
inez de abn ; os premios serao ^gos a'
^ cuetraua da lista.
Jos Rende'e, artista em cabellos.
participa ao respeilavel poblico, que faz obras de ca-
bellos com toda perfeigSo, como sejam as'seguidles :
pulceiras, correales de. relogin, trancelins, conloes,
colares e flores : quem quizer, dirija-se ra estrella
do Rosario n. 7.
Rape Paulo Cordeiro. ]
Por constar existir i venda rap falsificado com o
titulo de Joao Paulo Cordeiro, previne-se aos amado-
res de tao aromtica quanto excejlenle pilada, que
no escriptorio n. 17 da ra da Cruz, nico deposito
do verdadeiro rap de Joao Paulo Cordeiro do Rio de
Janeiro, nesla cidade, acliarao sempre venda caixas,
e tambem se vender meias caixas e quartos do ca-
xas, e a retalho as seguintes lojas: Recife, roa da
Cruz, Fortnalo Correia de Qaeirz, ra da Cadeia,
Jos Gomes I.eal Jnior, Jos Fortunato da Silva
Porto,' Thomaz Ferandes da Canna, Sanio .Antonio,
ra do Collegio Lima & Guimares, ra larga do Ro-
sario, Jos Das da Silva Cardeal, Manoei Jos Lo-
pes, Neves & Coelho, ra dos Quarteis, Jos l.ouren-
go da Cruz, Pracioha do Livramenlo, Peilroso & Cos-
a, Pedro Jos do Reg Maia, largo do Livramento,
Francisco Alves de Pinho, ra Direita,.Jos Victor
da Silva Pimenlel, e Antonio Joaqim Ferreira de
Souza, no paleo do Carmo.
O marcineiro fraocez da roa Nova n. 45, com-
pra toda a qualidade de mohilias, novas e usadas, as-
sim como tambem troca por outras, e tem para ven-
der luda a qualidade de ferramentaa para marcineiro
e enlalbador.
Perdeu-.-e no dia 23 de margo, desde o arma-
zem do Sr. Luiz Antonio Aaues at a roa de S. Fran-
cisco, om vale de2009000 rs.passado por Manoei Ig-
nacio de Oli veira Lobo a l.eandra Mara da Concei-
glo, e junto ao mesmo vale urna ordem do Sr. Manoei
Ignacio ao Sr. Luiz Antonio Annes para pagar esta
quanlia de qae j recebeu-se 1009000 rs. por conta,
c como j esteja prevenido o Sr. Annes para nao pa-
gar a pessoa alguma que Ihe aprsenle, senflo ao por-
tador do vale que he Jos Francisco de Paula, por is-
to dea sem efleilo o >ale ea ordem, e oSr. Aunes
disse-me que me pagava avista do annunco.
Jos FrancUco de Paula.
RIDOUX & GARNLER.LITHOGRAPHOS,
Ra da Cruzn. 24, primeiro andar,
participam ao respeilavel publico, que lendo dado
maior extensao ao seu eslabelecimenlo, acham-se
promplns para executar cem toda a brevidade oslra-
ballios qoe Ibes forero eucorumendados, como sejam :
facturas, canias, latirs de cambio e da ierra, conhe-
cimenlos para navios, circulares, cnrrcspnndcncias
autographadas, precos crrenles, carloes de casamen-
to e bilhetes de visita, etiquetas para botica e outras,
msica e ludo o que perlence a sua arte.
No 4ia 24 do correulc desappareceu do abaixo
assignado uro seu cscravo de'nagao por nomeSebas-
liao, de idade de qoarenta e tantos aunos, alio, cheio
do corpo,. pouca. barba, denles limados, ps e mios
,s, anda e falla mullo descansado, levou camisa
dealgodo Irangado de lista azul e caiga de algodao
azol Irangado, cajoescravo foida senhora D. Ma-,
riaana da GonceigSo ,Pereira, e ha toda certeza de
andaros Boa Viagem ou Sanio Amaro de Jaboato,
,,1'onde ha pnuco chegou da-dita fgida, lendo all
vado oito mezes dentro daquellas matas :
le as dignas autoridades daquelle lu-
de campoj a captura do mesmo, que
imenle recompensados, na roa do Cres-
po n.O,/ote Gonealvet Makeira.
Ao meio dia de 27 de margo do corrente
da casa do abaixo essisondo,sna escrava,
:ela, idade 30 anuos pouco
nos, comee signae seguintes icor baa-
preta, cabelloserescidoi na frente, e costuma
im-lhedoos denles da frente da
ima, levou vestido de cassa roteada
res grandes, c levou mais urr.a pequea trouxa
lapx. Esta escrava fui pelo mesmo abaixo as-
signado comprada em 10 de fevereiro prximo pssa-
do ao Sr. Jos da Silva Loyo, o qual a veodeu por
eonlae ordem do.lllm. Sr. capitao AntonioMariade
C'islm Delgado,: recommendt-se s pessoas que del-
la lenham noticia, leva-la na manda-la i loja de ler-
ragens da rua da Cadeia do llecife n. 56 A, que se
Obras de ouro as mais modernas.
Na rua do Cbug, confronte ao paleo da matriz,,
lojanovadeourivesn.fl.de Saraphm I mi Jo,
franquea-se constantemente ao publico em geral um
grande snrlimento de obras de ouro de diHerenlcs
goslos o pregos mnito commodos; conlinua-sea pas-
sar urna conta com responsabilidade de toda obra que'
fiir vendida, especificaodo-se a qualidade do ouro de
14 ou 18 quilates, fleando assim sujeitos os donos da
dila loja por qualquer duvida que apparecer.
, Manoei Jos da Fonseca, porhaver oulro de
igual nome, declara ao respeilavel publico, que da
puhlicago desle em dianle se assignar Manoei Jos
da F'onseca Riquito.
Aluga-se um silio oa estrada do Arraial, com
muilo noa casa de vivenda, estribara para 3 caval-
los, casa para prelos, bastantes arvores de fructo,
baxa para capim, urna grande capoeira para tirar
lenha e bom pogo d'agua para beber quem o pre-
tender, dirija-se ao aterro da Boa-Visla n. 86, segun-
do andar.
O Sr. JoSo Nepnmuceno Ferreira de Mello,
morador na passagem de Olnda, lem urna caria na
livratia n. 6 e 8 da praga da Independencia. '
J. Chardon, bacharel em bellas ledras, Dr. em
direito, fprmado. na universidade de Pars, ensina
emsua casa, rua das Flores n. 37, primeiro andar do
sobrado que faz a esquina da rua das Flores com a
rua da Concordia, a ler. escrever, (raduzir e fallar
correctamente alingua franreza e tambem d ligues
particulares em casa de familia.
Paulo Gaignou, dentista,
pode ser procurado a qualquer hora em sua casa
na rua larga do Rosario u. 36, segundo andar.
Arrenda-se o engenho Leao, silo na fiegaezia
da Escada: os prelendenles pdemapparecer no ater-
ro da Boa-Visla, sobrado n. 53, segando andar, que
actaradcom quem tratar, ou na fregnezia da Escada,
no engenho Vicente Campello, com Manoei Googal-
ves Pereira Lima.
: Aluga-se um grande armazem, assim como um
grande terreno no fundo do mesmo, e lem seu em-
barque, por ser na rua do Bruin, ao peda fundigo
do Sr. Bon man, do lado do snl: quem os pretender,
talle a Jos Antunes Guimares, na rua de Apollo
n. 30.
- -- Perden-se no da 26 do corrente, na estrada de
Camaragim, ama carleira contando 1109000 rs. em
sedulas de 109000 rs.", e diversos papis de importan-
cia, que s podem servir ao seu dono ; a pessoa que
achar, podem entregar na rua. do Trapiche Novo n.
8, que sera generosamente gratificada.
Aviso ao respeitavel publico.
O abaixo assigoado, offtYial de corrieiro, mudou a
sua alucina da rua Dreita para a do Canno n. A, e
lem na freule do dito eslabelecimenlo a segunle le-
gendaCarros de aluguel; e passou tambem a ad-
ministrar a dila coclieira, onde o publico o achar
sempre promplo a desempenha'r os deveres nao s i ai
hrcules ao seu oflcio,'romo tambem a apresenlar
bons e novos carros aos freguezes que se dignarem
procura-lo.Francisco Xavier Carniro.
Deseja-se fallar com o Sr. Bazlio Alvares de
Miranda Varejao, para o que pede-se, que annuncie
a sua morada.
MORILIASDE ALUGUEL.
Alugam-se elfeclivamente mobilias
ECOMPAM!I\;Rl\DO TRAPICHEN 3,
lia para vender o seguinte ;
Oleo de linliara em latas de 5 galocs.
Cbampagne, marca A. C.
Oleados para ihesas.
Tapetes de laa para forro desalas.
Copos e calix de vidroordinario.
Formas deolba de ferro, pintadas, para
fabrica deassucar.
Ac de Milao sortido.
Carne devacca em salmoura.
Lonas da Rssia.
Lazaripas e clavinotes.
Papel de paquete, inglez.
Biim de vela, da Russia.
Cabos de linbo da Russia.
Cemento de Hamburgo (novo).
Relogios de ouro, patente inglez.
Graxa ingleza de verniz para arreios.
Arrios para um e dous cavallo, guarne-
cidos de prata e de la tao
Chicotes e lampeoes para carro e cabriolet.
Coutos de viado d lustre para cobertns.
Cabecadns para montara, para senhora.
Esporas de ac prateado.
ATTENQAO"!
Chegon loja de mudezas da rua do Collegio n.
I, viudo da Italia, um grande sortimento dos seguin-
tes ohjcctos: balaios para costura, ceslnhas para
meninas Irazerem no braco, ditas para frutas, ba-
laios fingindo bandeijas, proprios para -mandar mi-
mo) ; ditos para fazer compras; ditos fingindo assa-
fatinhos; ditos para pao; ditos para senhoras tra-
zerem na mito; assim como oulros inultos objectos
que se deixam de annunciar.'
OLEADOS PINTADOS.
Praca da Independencia.
Joaquim de Oliven-a Maia, recebeu ltimamente
um completo sortimento de oleados pintados, de su-
perinr qualidade e padres muilo modernos, de dif-
fcrenles larguras, ea pregos muilo commodos..
Vende-se urna cadeiriuha cm rouilo bom esta-
do : na rua de Hortas n. 114.
Deposito de algodao da fabrica de todos, os
santos.
Era casa dcDeane Youle & Companhia, vendem-se
os algodoes desla fabrica : na rua da -Cadeia Velha
n. 52.
Deposito de farinlias de trigo-
Acba-se farinha de SSSF a mais nova no mercado,
como tambem um sbrtimenlo de farinlias americanas:
no armazem de Dcane Youle & Companhia, no bec-
co do Gongalves.
Relogios de ouro inglezes:
vendem-se em casa de Deane Youle Vendem-se em casa de Deane Yoole & Compa-
nhia, rua da Cadeia Velha n. 52, ago de Milo ver-
dadeiro e carvo patele, proprio para ferreiros.
Vende-se um prelo cozinheiro: a tratar na rua
do Crespo n. 10.
, No pateo do Carino, taberna n. 1, vende-se urna
mulata, propria para todo o servigo.
Vende-se a taberna do aterro da Boa-Visla n.
49, com poucos fuodos, nu mesmo sem a armaeso, a
qual pode servir para oulro qualquer eslabelecimen-
lo por ser bem construida e de bom goslo; afianza-
se a segpranga do Ifaspasse da chave, com consenso
da dona da casa ; o aluguel he do 109000 rs. por
mez, e vende.se a dinheiro on a prazo : quem a pre-
tender, dirija-se a mesma rua, taberna n.42, que
achara com quem tratar.
Vende-se arroz de casca a 49480 rs. o lquelre,
medida velha, e milho muilo novo a 39520: na caes
Na rua Nova n. 8, loja de Jos Joaquim
Moreira.
Vendem-se bellos -pannos redondos de encerado
para mesas-de meio de tala, e tambem para consolos
e commodas, ludo j cortado e arranjado para cada
om desles objectos, e bem assim encerado largo, pro-
prio para mesas de jamare que se vende a covado,
ludo por prego baratissimo .para agradar os frer
guezes.
Ainda se vende a posse de alguns terrenos ala-
ga jo em parle beneficiados por delraz da rua da
Concordia, na primeira roa projectada, e na travesea
do onleiro, dilado Caldeireiro, com 160 palme*
de fundo, e a frnleque cada un quier: os preleo-
dentea pdem entenderle como Sr. Pedro A. Teixei-
ra Guimares, morador n'-sobrado novo, junto ao
mesmo lerreiio.quescachaautorisado para ajoslar e_
apresenlar a planta do mesmo.
Vende-se urna negrinha com idade.de anno e.
meio, muito boa, j andando, por prego commodo :
na rua larga do Rosario n. 28, segundo andar, se dir
quem vende.
Na loja da rua Nora, na esquina que volla para
o Carmo, vendem-se palitos de panno fino de varias
cores e de boa qualidade, por prego mdico.
Vende-se a casa terrea, sita na rua do Moloco-
lomb n. 44, bairro dos Afogados : a tratar na rua
da Concordia n. 26.
Vendem-se grandes ps de alecrim : no boceo
do Peixe Frito, taberna n. 3.
Vende-se agua das caldas da'rainha, qae he a
melhor cura que lia para quem padece de molestias
do estomago: quem quizer, dirija-se a botica do Sr.
Ignacio Jos do Coato, no largo da Boa-Visla.
Vendem-se missaes novos de boa encadernagSo,
para missa, assim como urna cqixinha para desenlio:
quem quizer comprar, dirija-se rua do Cabug, lo-
ja n. G.
ATTENCAO'
Ycnde-sc o verdadeiro fumo de Garanhuns, de
primeira qualidade, por prego commodo : na rua Di-
reita n.76, esquinadlo beceo dos Peccados Moraos.
SACCAS COM FARINHA DE MANDIOCA.
Vendem-se saccas com superior fari-
nha da trra, por menos preco do que
em outra qualquer parte : na loja n. 26
da a-uaHdu Cadeia, esquina do becco
Largo.
Vendem-se em casa de Timm Mm-
sen & Vinnassa, praca do Corpo Santn.
15, os seguintes objectos: obras de ouro,
como sejam : aderecos, meios aderecos,
pulceiras, aunis, correntes, rosetas, ali-
netes etc., tudo chegado no ultimo vapor
da Europa ; charutos da Ha vana verdadei-
ros, candieiros, casticaes, arados de ferro,
vaquetas de lustre para coberta de carro.
Saccas grandes.
Vende-se milho novo, em saccas grandes, a 29500 :
no armazem Me Tasso Irmos, rua do Amorim n. 35.
Vende-se gello no mesmo deposito anligo, pelo
prego do cosame, das 9 a 1 hora, e das 3 as 5 da lar-
de, lodos os das, domingos e dias santos.
No pateo do Carmo,'taberna n. 1, vende-se
o rouilo superior cha prelo a 29000 rs. a libra, c ale-
lriaa-2'i.
tratac na rua da
Vende-seum jumento muito novo,
gordo, e bastante manco: na rua do Quei-
mado loja n. 14
OTAS DO SERTAO.
Vende-se este exeellcnle pelisc, e saccas.de muilo
boa e alva gomma para engommar c fazer boliuhos,
por prego commodo: na rua do Queimado loja n. 14.
Pennas de ema.
Vendem-se pennas de ema proprias para espana-
dores, e muilo boa gomma para engommar e fazer
bolinhos, em saccas ou em arrobas, assim como cx-
ccllenles ovas do serbio, ludo por prego commodo:
na rna do Queimado loja n. 14.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, tem
para vender-se chapeos de castor branco, por commo-
do prego..
Continua ainda a vender-se superior fari-
nha de mandioca, nova, rhegada de Santa
Calharina, a bordo do patacho Clementina,
por prego commodo; para grandes porges
far-se-ha um abalimento em nroporgo:
trala-se no escriptorio da roa da Cruz n.
40, primeiro andar.
Vende-se superior farelln em saccas muilo gran-,
des, e por prego commodo : na rua do Amorim n.
48, armazem de Paulo & Santos.
feijao.
No armazem do Sr. Guerra defronle do trapiche
do algodao, tem para vender-se feijao mulatinho
muito novo, e ero saccas grand"
Cruz o. 15, segund andar.
Ao barato/
. Na loja de Guimares & Henriquei: rua do Crespo
o.5, vendem-se lengos de camt Pn5,
linho, pelo barato prego de ^ttfSfSOtdaun, sendo
tada duzia em urna caixinhacom liada* estampas.
Caixa* para rap.
I Vendem-se superiorcscaixas para rap fe'las na i
dade de Nazarelh, pelo melhor fabricante deste
ero naquella cidade, pelo diminut prego de 19280 :
ua rua do Crespo loja n. 6.
Aa Vendem-se relogios de ooroe prata, mais
JKgkm barato de que em qualquer outra parle:
I', M,n| na praga da Independencia n. 18 e 20.
Chapeos pretos franceses
a carij, os roelhores e de forma mais elegante que
tem vindo, e outros de diversas qualidades por me-
nos prego qoe em outra parte : na rua da Cadeia do
Recife, n. 17.
OS E\CELLFMFS sallames DE dOLOMIA
recentemente chegadosde Genoya.vendem-teaprego
razoavel : na rua da Cadeia do Recile n. 23.
Depoiito da fabrica de Todo* oa Santos na Baha-
Vende-se, em casa de N. O. Rieber &C, na rua
da Cruz n. 4, algodao Irangado d'aqnella fabrica,
-muito proprio para saceos deassucar e roupa de es-
cravos, por prego commodo.
Na rua do Vigario n. i9, primeiro andar, h a
para vender, chegado djhLisbua presentemente pela
barca Olimpia, o seguinte: saccas de faretlo muito
novo, cera em grume e em velas com bom sorli-
meilo de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em peJra, novissima.
Vendem-se em casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na praga do Corpo Santn. 11, o seguinte:
vinho deMarseilleemcaixas de 3 a 6 duzias. linhas
em novellos ecarrelcis, breu em barricas muito
grandes, aro de milaO sortido, ferro i.nglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rna da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Rerlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o metbodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Rieber & Companhia, na ru da
Cruz, n. 4.
SANOS.
SALSA PARRILHA.
Vicenle Jos de Hrito, nico agente em Pernam-
buco de B. J. D. Sauds, chimico americano, faz pu-
blico que lem chegado a esta praga ama grande por-
go de frascos de' salsa parrilha de Sands, que sao
verdaderamente falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acautelar os consu-
midores de lito precioso talismn, de cahir neste
engao, lomando as funestas consequencias que
sempre coslumam Irazer os medicamenlos falsifica-
dos e elaborados pela milo daquelles, que antepocm
seus interesses aos males e estragos da humanidade.
Portanto pede, para que o publico se possa livrar
desla fraude e distingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recentemente aqui rhega-
da ; o anuuuciaiite faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na rua da Cooceigao
do Recifc n. 61 ; e, alm do recciluario que acom-
panha cada frasco, tem cmbaixo da primeira pagina
seu nome impresso, e se achara sua lirma em ma-
nusrriplo sobre o invoilorio impresso do mesmo
freos. ,
Velas de carnauba .
Na rua da Cruz n. 15, segando au.lar, vendem-se
velas de carnauba, poras e empostas, feilas no Ara-
caty, por meaos prego do que em outra qualquer
parle.
Vendai^^^^^^^B^B^HB^B^B^B^B^BIH
relas, coaa^
sentir prela a |
39000 o lyx m
29590 r*
nbora a
Vendem-se almanaks marilimos para 1854: na
rua do Trapiche armazem n. 34.
Vende-se sal do Ass, a bordo doliiale Ang-
lica : a tratar na rua da Cadeia do Recife n. 49,
primeiro andar.
Vende-se sal do Ass, a hprdodo
brigue Conceicao, tindeado defronte
do Forte do Mattos : a tratar a bordo com
o capitao do mesmo, ou no escriptorio de
Manoei Alves Guerra Jnnior, na rua do
Trapiche n. 14.
Vende-se urna casinha no becco do Carcereiro
n. 8: a tratar na rua do Livramenlo n. 29.
Vende-se a verdadeira graxa ingle-
za n. 97, em barricas de 15 duzias de po-
tes, em casa de James Crabtree & C, rua
O
Vehdem-se relogios de ouro,, pa ()
ten-te inglez, por %commodo pre-
co: na rua da Cruz n. 20, casa de tt
L. Leconte Feron & Companhia. {&
do Ramos, a bordo da barcaga Amizade.
Vendem-se 4 capas, sendo urna de gorguro,
em bom estado, e tres de nobreza, novas, por barato 1 g Cruz, n. 42.
prego : na rua do Encantamento n. 11. j '
Devoto Christao.
completas ou qualquer traste separado
vontade doalugador, epor preco commo-
do ; tambem se alngam cadeiras em gran-
de porcao, para bailes ou oflicios; na rua
Nova, armazem de trastes do Pinto, de-
fronte da rua de Santo Amtro.
Precisa-se alugar um preto bom co-
zinheiro-e fiel : ria rua do Crespo,-loja
n. 23.
Precisa-se de om homem que saiba ler, e en-
leuda do servigo do mar, para palrao de escaler, pro-
vaudo boa conducta, apresente-se ao arquiador do
consulado.geral, para ser empregado no escaler da
mesma reparligo.
Telles Pereira da Cruz declara ao publico, que
por liaver oulro de igual nome, se assignar com o
de Flix Pereira da Silva,
COMPRAS.
-? Compram-se ossos a peso : no ar-
mazem da' illuminacao, no caes do Ra-
mos, travessa do Carioca.
Compra-se para a obra do hospital Pedro 11.200
alqueires de cal branca de Jaguaribe: quem liver e
quizer vender, dirija-se ao director da obra Antonio
Jos Gomes do Correio para tratar do ajuste.
Compram-se escravos de ambos os sexos, de 10
a 20 annos, para se exportar; lendo boas figuras,
pagam-se bem : na rua Direila n. 06.
Compra-se urna escrava, crioula, que seja mora
e de bon conducta, que saiba engommar, cozinhar e
fazer o mais servigo de urna casa : ua rua de Apollo
0.19.
Compra-se toda a qualidade de trastes novos e
usados, e tambem se Irocam trastes novos por velhos:
oa rua Nova, armazem de trastes do Pinto, defronle
da rua de Santo Amaro.
Compra-se um palilciro de prala que cstejo
perfcilo : 'quem o liver annuncie, ou dirija-se a rua
Nova n. 41, segundo andar,
Compram-se escravos de idade de 12 a 35 an-
nos, assim como se recebem de ommissao : na rua
Direila n. 3. |
Compra-se nm oratorio de tres vidros em segun-
da mo que estoja em boto estado, sobre o grande :
quem o liver dirija-se a rua da Penha n. 27, sobrado
de um andar que achara com quem tratar.
Compra-se um methodo de Rodolpho, ainda
esmo usado: quem o liver e quizer vender, dirija-
aos quatro cantos, na Roa-Vala, sobrado n. 1.
Compra-se para uina encommenda 30 acones
do" JJauco de Peruambuco: na rua. do Queimado n.
12, segundo andar, ?
prego
Vende-so sarja de laa, velbulinas, baelas, ga-
Ides e volantes, pela metade do proco que cuttaram,
por lerem servido no funeral de S. M. !'. : na rua do
Encantamento, armazem n. 11.
Vende-se um porta-licor novo, com a compe-
tente caixa, e um realejo : na rua Direila n. 48, loja
de calcado.
Vende-se sal em paneiros, feijao mulatinho e
arroz de casca, por barato prego : un armazem de-
fronle da porta da alfandega.
Vende-se urna escrava moga, que cozinha, en-
gomma e lava, e he quilandeira; ua rua das Trin-
cheiras n. 48, segundo andar.
Fazendas baratas.
Vendem-se chitas decdresfixas a 120, 140. 160,
200 e 240 rs, o covado ;dilas francezas de bonitos pa-
drees, a 320 rs.; corles de ditas de barra, 2400 e
3J000 rs.; corles de cassas francezas, 5 29000 rs. ;
ditos de barra.a 2200.29500 e 39000, riscados fran-
eezes muilo largos, a 240 rs. o covado; cambraias a-
berlas|brancas e de cores, a 39200 o corle ; vestidos
de cambraia de 1 e 2 bahadns, a49000 rs.; ditos do
4 ditos, a 59000 rs.; cambraia de seda, a 129000 rs.
o corle ; capolinhos de gros de naple pretos e de
cores, com collele e sem elle, a 12 e 159000 rs.; ves-
tidos com capolinhos para creangas de 1 a 3 annos, a
295OO ; chales grandes de la, a 19280; ditos de 13a
e seda, a 29000, 39000 e 49500 rs. ; meias finas pa-
ra senhoras, a 39000 a duzia ; lengos proprios para
meninas, a I9OOO rs. a duzia; eoutras muitas fazen-
das baratas, dando-se amostras com penhor : na rua
Nova n. 16, toja de Jos Luiz Pereira & Filho.
Sarjas e setins.
Vende-se superior sarja preta hespanhola.a 29000,
292OO, 29500, 29800 e 39OOO rs. o covado ; setim
prelo de Maco superior, a 25100, 29600, 29800
:l200,49000 e 59OOO rs. o covado : na rua Nova n.
16, loja de Jos Luiz Pereira & Filho.
Pannos unos ecasemiras. -
Vende-se superior panno lino preto,a 2i800,i5000,
49500, 59OOO, 69000 e 79000 rs. o covado ; dito azul,
a 3g000, 49OOO o 59000 rs. o cavado ; casemira pre-
la franceza multo elstica, a O9.1OO, 79000, 89000,
IO9OOO e 12S000 rs. o corte ; dila de cores padres
modernos, a 49500, 59000. e 69OOO rs. o corle: na
rna Nova loja n. 16, de Jos Luiz Pereira & Fi-
lho.
A liquidacao esta' a acabar.
As fazendas do ausente Joan Antonio de Araujo,
por melade dos seus valores, na loja da estrella rua
do Queimado n. 7, defronle do becco do Peixe Frito:
Pegas de cambraia lisas de 6 varas a 2-*(00
Corles de carobraias de seda de 49500,
58000 e...........89OOO
Sahio a luz a 2." edigao do livnnho denominado
Devoto CbrisUlo.mais correcto e acrescenlado: vnde-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praga da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
do Rosario n. 10, liem afreguezada para
a trra, e com poucos fundos, efaz-se van-
tagem ao comprador: quem a pretender,
dirija-se ao armazem confronte a Madre
de Dos n. 22.
gratificar generosamente.
VENDAS
JL
M
CHAPEOS DA MODA.
Na praga da Independencia nsj
2*,26,28e30,
vendcni-se superiores chapeos de castor preto, in-
glez, da melhor qualidade que lem vindo ao merca-
do e igualmente brancos, chapeos franeczes de bo-
nitas formas e melhor qualidade possivel, ricos cha-
peos amazonas para montara de senhora, chegados
do Havre no ultimo navio, bonetes para horneas e
menino* de todas as qualidades,-ludo por pregos mui
razoaveis.
Vendem-se 12 escravos, sendo 1 ptimo mole-
que d idade 18 aunos, 3 escravasde bonita figuras,
que engommam, roseiu, coziiiham e fazeni lab)rin-
di, 1 malalinha de idade 17 a 1S anuos, 2 escravos,
um dalles carreiro eoutro cauoeiro, 5 esclavas da to-
an utrvirn r na rua Ilirpiln n. 3.
Cortes de camhraias de cores a 29000 e 29500
Mantas de garga a........ 29000
Luvas de retro/, preto sem dedos par a 320
Dilas de montara, para....... 400
Fil de algodao branco e do cores, vara a 480
l.engus de cambraia finciudo linho a 180
Dilos de chita finos, a duzia. ..... 29400
Chales de camhraias bordados a .... v 800
Ditos dilos adamascados a...... 640
Dilos de laa muilo grandes a..... 19000
Caisnelas de la mcscladas o coYado a 720
Alpacas meseladas o covado a..... 640
Camhraias de coresorgandiz vara a 4)j0
Corles de meias casemiras de algodao bonitos
padres a........... 1$280'
Meias cruas para homem o par a 120
Ditas de cores muito boas o par a 2U0
e outras muitas fazendas que s com a visla dos fre-
guezes poderAo conhecer os diminutos pregos porque
se eslo vendendo.
Vendem*se saccas com milho : na
rua da Cadeia do Recife n. 13.
Vende-se um terreno foreinra marinha o qual
lem asseguinles frentes : para a rua de S. Francisco,
para a do Santo Amaro, rua Bella, e rua do Caesou
do Sol na freguezia de Santo Anlouio desla cidade :
quem o pretender falle a Manoei I41U da Veiga para
o ajuste.
Semen tes novas.-
Vende-se no armazem de Antonio Franciaeo Mar-
tins, na rua da Cruz n. 62,'ns inolhores semenlea re-
centemente ehegadas de Lisboa na barca porlugueza
Margarida, como seja : couva Irouvuda, tnonvarda,
saboia, feijao carrapato de duas qualidades, ervilha
torta e direila, roenlru. salsa, nabos e rabaneles de
loilas as qualidades.
Vende-se uinesrravo : quem pretender dirija-
se ao sobrado do 'aterro da Boa Vista n. de 1 hora
da tarde em vaute al 6 da larde achara com quem
tratar. k
DEPOSITO DE \U POTASSA.
Na rua de Apollo, armazem de Leal
Reis, contina n. ter superior e verdadeira
potassa da Russia e da America, assim co-
mo cal em pedra ebegada no ultimo na-
vio, cujos barris conte'm o peso liquido
de quatro arrobas, tudo a preco razoavel.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, muito grandes e
de bom goslo : vendem-se na rua do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
Vende-se setim preto lavrado, de moilo bom
gosto, para vestidos, a 29800 o covado: na ra do
Crespo, loja da esquina que volta para a cadeia.
Velas de carnauba*
Vendem-se caixinhas com superior velas de cera de
carnauba para, fabricadas no Aracaty, epor commo-
do prego ; na rua da Crnz, armazem de couros e sola
n. 15.
Cera de carnauba.
Vende-se em porgan e a retalho : na roa da Cruz,
armazem de cooros e sola n. 15,
Ajnela de Edwln Maw.
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Cal mon
& Companhia, acha-sc constantemente bous sorti-
mentos de laixa de ferro coado e batido, lauto ra-
sa como fondas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animacs, acn, etc., dilas para a rmar em roadei-
ra de lodos os lmannos e modelos os mais modernos,
machina horisoutal para vapor com forga de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslanhado
Eara casa de purgar, por menos prego que os de co-
re, esco vens para navios, ferro da Suecia, e to-
ldas de flandres ; tudo por barato prego. ,
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, arma;
\ zem deHenriqueGibson,
vendem-se relogios de 'ouro de sabonele, de patente
inslez,, da merhor qualidade, e fabricados em Lon-
dres, por prego commodo.
Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propriedade do condi
de Mareuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 2C-: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende-
se a 56$0O0 rs. cada caixa, acha-
se unican ente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia..N. R.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de-Marcuil e
das garra! .as sao azues.
v Na rua do Vigario n. 19, primei-
1*0 andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
POTASSA E CAL.
Venderse potassa da Russia e America-
na, superiores, e cal virgem de Lisboa,
tudo por preco mais commodo que em
outra qualquef parte : na rua do Trapi-
che n. 1 o, armazem de Rastos Irmaos.
FARINHA DE TRIGO.
Vende-se nd armazem de Tasso Irmos, faginha de
trigo de todas as- qualidades, que exislem no mer-
cado.
Milita attenco.
Cassas de quadros muilo largas com 12 jardas a
29S00 a pega, corles de ganga amarella de quadros
muilo liados a 19500, cortes de vestido de cambraia
de cor com 6 1|2 varas, muilo larga, a 29800, ditos
come 1|2 varas a 39000 rs., corles de meia casemira
para caiga a 39000 rs., e outras muitas fazendas por
prego commodo : na rua do Crespo, loja da esquina
que volla para a Cadeia.
PARAAQARESMA.
Um lindo e variado sortimento de fazen-
das pretas e de todas as qualidades.
Panno fino preto a 39000, 39200, 49500, 59500 e
69OOO rs., dito azul a 29800, 39200 e 49000 rs., dito
verde a 29800,-39600, 49500 e 59OOO rs. o covado,
casemira prela entestada a 59500 o corle, dila fran-
ceza muilo fina e elstica a 79500,80OOO e 99000 rs.,
selim preto maco muito superior a 39200, 49000 e
595OO o covado, merino preto muito bom a 39200 o
covtjdo,- sarja prela muito boa a 29000 rs. o covado,
dila hespanhola a 29600 o covado, veos prelos de fil
de linho, lavrados, muilo grandes, fil prelo lavrado
a 480 a vara, e outras muitas fazendas de bom gosto;
na rua do Crespo, loja da esquina que volla para a
Cadei'. '
f-Vti
des, a 1
Cread*
Oleo de Iinhaca en
gulam dous, e meio gal
armazem de Manoei da Sil v
rua do Amorim n. 56e58.,'
Vendem-se penetras de aran ie amraU*
llior fabricante de Lisboa, e de c ,m tana
proprio pora padarias e refinarOe as quaes
deni de 7 a 89OOO rs., prego este raitfe
vista da boa qualidade: na rua 1 tireia
Vendem-se licores de s
Kirsch em caixas, assim como'
francez da melhor qualid %
parecido, tudo chegado
francez, e por preco re
rua da Cruz'n. 26, prime irb
Vende-ce muito boca-caf
meira qualidade, em saceos, con
bem fardos de fumo da melhor cjualit
possivel para charutos, c egados u
mente da Babia, epor preco
conta; assim como urna
de charutos, por prco bWatisi
he para se linalisar conta s :
Cruz n. 26, primeiro andax.
VINUO DA FIUCElRA.
Vendem-se barris de quinto ele vinho d|
no armazem de Tasso Irmos.
Vende-se um cavallo rugi 1 ri
bastante gordo, proprio para car ro,
lopa : na rua da Cadeia de S anta
loja.
Vende-se urna escrava mi jga, q
bem e lem boa conduela, ama dila d
que cozinha o diario e engomma li:
mogos e um mualo bom para pa gem: na 1
n. 66.
Na roa da Cruz n. 15, sega aj^^H
se 190 pares de coturnos de cour 6 de la
los, pelo diminuto prego de 29501) cada t
Taixas para euigenhof
Na fundicao' de ferro 1
Bowmann, 'na rua do Brun
do o chafar i z continua ha^
completo sortimento de taixas_
fundido e batido de 5 a 8
bocea, as quaes acham-.>e a
preco commodo e conu pi
embarcam-se ou carregs'jn-ce
sem despeza ao comprador.
Moinhosde vento
com bombasde reputo para regar horl
decapim, nafundigaOdeD. W. j3owma
doBrumns.6.clO. ^^
VINHO DO PORTO MUI
'Vende-sesuperior vinho co j
barris de 4.,'5. e 8.: no'arnzif
do Azeite de Peixe n. 14, oit
escriptorio de Novaes & Co
rua do Trapiclien. 34.
Padaria.
Vcnde-se ama padaria muiloafreg uezada
com Tasso & Irmaos.
Aos senhores de enge
Cobertores escaras de algodao a 8011
le grandes e encorpados a 19400 : na 1
loja da esquina que volla para a Cade ia.
Na rua da Cadeia Velha n. 52; en
Deane Youle'&.Cmnauh^
vende-se om carro- americano de 4 rodaj
vislo na cocheira de Poirrier, no aterro da
POTASSA.
No anligo deposito da rua
armazem n. 12, ha para venderan
da Russia, americana ebrasileif
ris de 4 arrobas; a boa qualidj
ralos do que em oulra quali
aos que precisarem com;
tambem ha barris com
iimamente chegados.
ESCRAVOS FUGID
Fugio pelo aroanhecer do t
margo, um mualo de neme Joao, ceta 1
guales :idade 18 a 20 anaos,,aind> nao t
latura regular, caiga curta1 e um taolo larg
dat facessalienles,tesla eslreila,asorelhas
maneira acabaadas, cabellos meta
bocea rasgada, um dos dente
nao he gordo, gagueja qu
riz pequeo, o beigo superior cur'J
lem decoslume naoabotoar a ca
roga-se as autoridades e capiliesil
delle, quesera generosamente r
do ser entregue na idade dn Re
Antonio Alves Ferreira, na rna i
no aterro da Roa-Visla, ao Sr. 1
res, ou ao engenho Guerra de 1
Paulino Pires Falcao.
AVISO.
'POTASSA BRASILEIRA-
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons efeitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
os rtulos
Na rua do 1 .'icario 11.19, primeiro andar, lera
venda a superin r flanela para torro desellins, che-
gada recenlenien te da America.
Vendem-se < ohertores de algodao grandes a 640
rs. e pequeos a 5i>0 rs. : na rua do Crespo nume-
ro 12. ,
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se em porcoe de ">0. saccas pa-
ra cima ; para v er, no armazem do For-
te do Mattos, de fronte do trapiche do al-
godao, e para ti alar, no escriptorio de
Manoei Alves Gu erra Jnior.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e avaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos: na rita do
Trapiche Novo n. 16.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
rua do Rrum logo na entrada, e defron-
te do Arsenal de Marinha ha' sempre
m grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeii;a,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
existem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. Os
precos sao' os mais commodos.
Vende-se em casa de S. P. Jonli-
ton & Companhia, na rua da Senzala Nos
va n. 42.
Vinho do Porto, superior qualidade, en-
garrafado.
Vinho Chery, em barris de quarto.
[Sellns para montara, de homem e se-
nhora.
Vaquetas delustre para coberta de carita.
Relogios de uro patente inglez.
r Vendem-se lonas, brinzaO, bros e meias lo-
nas da Russia : no armazem de N. O. Bieber &
Comoanhia, na rua da Cruz n. 4.
Ole de Iinhaca em botijas.
Vende-se na bolica d Barlholomeu F. de Sonza
na rua larga do Rosario n. 36.
x- Obras de ouro,
como sejanf: aderegos e meios ditos, braceletes, brin-
cos, allinaje?, botoes, anneis. correles para relogios,
etc. etcitdo mais moderno kosIo : vendem-se na rua
da Cri#Wl, casa de Brunu Pra(batS Companhia
Desappareceu o escravo Jos
seguiules: crioolo. 20 annos
011 menos, alto, cheio do corpo,!.,
cornado, lem urna cicatriz muito
sido um golpe, olhos grandes, i
finos, denles perfeilns, titubis
regrista, pouca barba na parle '
lo, lem n'uma das cosas das n
veiras, que parece queimaduras,
canellastcompridas e finas,
um dos ps foveiro de calor di
de selembrode 1852, do eogei
ve alguns mezes por forro em ce]
rinho Paes Brrelo em Nazarct
senhor delle, e hoje perlence a
res Falcao, senhor do ei
gralilica-se .a quem o
moeda.
No l.o deste mez desapparecel
rado de Ipojuca; o mtalo Anselma
de idade, pouco mais ou roeno
bellos prelos e annclados. claro,
guiar, falla brando, he meio b
lares, nao vea noile, nana grosso,
les perfeilos, principia a barbar
tem bstanles pannos pelo pesco
as cabelludas e ps bem feilos j
sa : quem o pegar, leve-o a
no dito engenho, qae aer
cado.
JfoiMdrogda de 27 do .
o mllalo de nome Fabricio, esli_n
caslanhos. e pouca barba, descara],
um aurrAo de carniro, chapeo de
palha, cujo mulato foi captivo do.
Antonio iniz, do riacho doSanaue, ,
pos Elisios.paraonde se auppoe elle li
pegar leve-o a rua Nova, em casa de J
Cosa Carvalho,
tenle.
que prometle gra
Fugio no dia 27 de mar
Capunga, um escravo de
Luiz, crioulo, de idade de 50,
nos pouco mais ou menos, com ]
signaes seguintes :estatu
guiar, cor fula, falta-lhe bastan-
I tes dentes na frente, tem urna ci--i
I catriz no pe direito, e urna mar
I ca de fogo no peito esrjf o,
i dedo grande dojfp dueko
, bastante separado do:
quem o pegar leve-o ao .
' nhor Gustavo Praeger, na rua d
I Cruz n. 10, que sera
mente recompensado.
qnal he anliga.
Continua a estar fgido
nome .
nos, com os signae:
nao lem taltu
grande, pernasarq
de um dos calcan
da quesofTreu de *^^^^^^^H_
bem fallante; con^
01 inda,e Fragoso: quem o pegar leve-o a rua I
ta, padaria n. 21, que seni gratificado com OOOOO
ris.
Desappareceu 110 dia 13 do t
crioolo, par nome Francisco,
do corpo, cor fula, lala
denles ua frente; levo
caiga de hrimrom lislras ru-
madapolao, chapeo de palha, 1
pegar leve-o rua do Rangel 11
compensado.
Para.lTjp. e M. F, de FarU.tMt.


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