Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01853


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Full Text
XXX. H. 71.
\
t
k
i
Por 3 mezes adiantados 4,000
Por 9- mezes vencidos 4,500.
TERCA FE1RA 28 DE MARCO DE 1854.

Por Anno adiantado 15,000-
Porte franco para o subscriptor-
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO".
Recife, o proprietrio M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. JoaoPereira Manins; Baha, o Sr. F.
Dnprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Mon-
donga; Parabiba, o Sr. Jos Rodrigues da Costa; Na-
tal, oSr. Joaquim IgnacioPereira; Aracaty, o Sr.
Antonio de Leraos Braga; Cear, o Sr. Victoriano
AugustoBorges; Maranhao, o Sr. Joaquim Marques
Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 28 1/4 a 28 3/8 d. por 100
Pars, 340 a 345 rs. por i f.
Lisboa, 95 por cont.
Rio de Janeiro, a 2 por O/o de rebate.
Acces do banco 10 O/o de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto delettras de 11 a 2 de rebate.
METAJES.
Ouro. Oncas hespanholas. 289500 a 29*000
Moedas de 69400 velhas. 169000
J de 655400 novas. 16*000
deWWOO......99000
Prali-----Patacoes brasileiros ....... 155930
Pesos columnarios. ..... 155930
mexicanos ...... 155800
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os das.
Caruar, Bonito e Garanhuns nosdias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parabiba, segundas e sextas eiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
PREAMAR DE BOJE.
Primeira .is 3 horas e 42 minutos da tarde.
Segunda s 4 horas o 6 minutos da manhaa. *
PARTE OFFICIAL.
/
i
OqpBBNO DA PBOVHCIA.
I o la ai da reo da 1864.
Oflicio Ao Exm. marechal commandanle das ar-
ma, recommcndando a expedco de suas ordena,
para que sejam presos o capitao JoSo do Reg Bar-
ral Falclo, lente Joio Chrisoslomo Ferreira dos
Santos, alteres Antonio de Albuquerque Maranhao
e o segundo lente reformado Jos Rabel lo Padilha,
ilint da terem jidgados pelo consellio criminal i que
se est procediendo, pelo crime previsto no arl. 30
do regulamento provincial de 31 de maio de 18i.">.
OeBiniinieou-ie ao conrmtndaate do corpo de po-
lica.
. Dito Ao inspector da Ihesoararia de fazenda.
Visto que, segundo V. S. me represenlou em scu nf-
fie n. 149 de 16 desle mez, j se acliam espoladas as
. quolas consignadas para as despezas das rubricas,
ejercito, corpo de sade, recrutamento e entrmen-
lo, e diversas despezas e eventuaes do ministerio da
guerra em o correte exercicio, e anda nao clicgou
da corto deetsao sobre o augmento de crdito por V.
S. raquisittdo, para as mencionadas rubricas, o auto-
riso a ir dispendendo sob minha responsabilidadc e
nos tormos do seu citado bfllcio, as qoanlias que fo-
rem precisas para continuadlo dos pagamentos das
dilas desperas, al que o governo imperial, a cujo co-
nhecimeoto vou levar semellianle oceurrencia, resol va
o que entender mais conveniente.
-24
OITIcio Ao Exm. presdeme do Ceara, inleiran-
do-o de haver feilo cessar, pedido do majnr do
mflio balalliao daquella provincia, Jos da Silva Gui-
mares, o pagamento da prestadlo mensal de 305000
o (lito major havia consignado de seu sold
apilal.e remoliendo, lim de qae lenhao con-
tedeslino,a guia que athesouraria de fazenda
jararegularisar-se o pagamento do sold des-
se ofllcial.
Dito Ao Exm. marewhal aaaamand.inle das ar-
mas, para mandar per em Intffdade o recruta Faus-
tino Jos do Sacramento, por ter apreseniado isenrao
legal. Communicou-se ao juiz de direilo da pri-
meira vara desla cidade.
Ao mesmo, transmillindo por copia o avi-
so di reparticao da guerra de 21 de fevereiro ultimo,
la dar baixa do serviro ao soldado
alalhSo de intentara Jos Manoel Borges,
que se ach alienado.
Ao inspector da Ihesoararia de fazenda,
lagar ao cargueiro Miguel Archanjo de
Souza, a quanlia de 6>000 rs., pree porque alugou
lo para condnzir urna carga de armamento
i de Nazareib par esta capital, segundo
Hico que remelle por copia do chele de
polica.Cjmmanicou-se a este.
z relator da junta de juslica, trans-
rem relatados em sesso da mesma
processos verbaes do cadete'Hermilio de 0-
odedo Anselmo Pereira da Silva,
atafeiede intentara, e aquello do se-
ma arma. Participou-sa ao Exm.
mareclul eommaridanle das armas.
ittindojde conformidade com a pro-
i de polica, a Bento Jos Alves de Ol-
ira, do cargo de subdelegado do dlslricto de San
regocija de Garanhuns, e nomeando para o
a Joo da Porcluncala Valenca. Com-
municou-se ao referido cliefe.
HIERIOR.
-<
OUMUlaABO OEBAX. OOBRASIL NA
PBTJSSIA.
4 d (erereiro de 1854.
sm. Sr. ministro dos negocios eslrangei-
> n honra de informar a V. Exc, que
emanas me oceupoi, durante todo o
ame e exlraccao das parles aprovei-
lOlas do vlagens do Dr. Melmreohen, sen-
ipto a sua reeulrega em Vienna antes
resenle mez, porque o mesmo proles-
da qoer aproveilar-se da parte geo-
itas no complemento do mappa geral
o Brasil, que 13o benigna quito genero-
n execular dentro de uro periodo 13o
r, at os fins do mez presente, quando
me pi Meo entregar tres exeraplares para, antes
por c ia ou cumprimeolo do qne por necassi-
metlidos reviso dos seus collegas
iteres professores Cotia dt Trebery
capital eSchalTlieill de Munich, dos
o empenlio he completar as parles
ttar ao resto da America do Sul, cir-
io Brasil, segundo d'Urbigne, Castele-
tc, lamhpp. dentro de mui poucos
ido que cont poder remelter alguns ex-
Ex. lodos promplos pelo vapor de 9 de
mdo tambem do Brasil se poder dizer que
wm cornejo, urna baso segara de um map-
P" g o qoal desde enlo se poder ir eslen-
f.
OLHETIM.
-?*-
DE LGyTLAOO. (*)
(Par Anadeo Aehard.)
r
xv
LACROIXDEBEKNY.
(ContinuacSo.) ~
ido madama de Fiizee madama deMonciemJt
mn a ponte, o prado olTerecia o aspecto de um
manto. As carruagens cobriam um espaco
mmenso atropadas confusamente ao longo de Bie-
vre, cujas voltascaprichosas pareciam desenliadas
por cortinas de salguciros.
Os obstculos niluraes ou arlificiaes eslavam se-
meados no campo, e marcados de ambos os lados por
bandeiras amaradas ou encarnadas com feilio de cau-
da de siraorinha. Bunguiam-se muros de pedra,
largos fossos, sebes vivas, escatpamentos de terrenos
a pique, e as sinuosidades do riocoberte de arvores.
A tribuna do jokey-club elevava-se no ponto de che-
g.da, o qwl, peto configureclo do campo da corrida
irregular, nao eslava moi distante
ida. Essa tribuna pareen um for-
eirodeiportnuvt, que iam, vinham, subiani,
deseiam e aposlavaro.
i refinados desses spnrlmen linliam faxas
' na ponta de um boldri toncado sobre
os lindara os chapeos ornados de la-
sa, o que dava-lhes o direilo de assistir ao
sleeple-chase do alio da tribuna patricia. Elles esla-
vam vestidos peto mor parto de sobre^casacas corla-
das se ado a moda de Londres, trajavam colleles
corrpn.los, calas escocezas e torgas grvalas enrola-
icoco; todos linhara guarda chovas de ca-
> cana da india, cujo catlao desspparecia na al-
^iheira re-casaca, e cuja pona elevava-se
a d. leo, como a baioneta calada de um sol-
quando aprsenla arma. Em roda da tribuna
fallava-se ingle/
Do lado do caminho tribunas construidas em for-
ma de amphithealro, e adornad as de cortinas e ban-
deirinhas orTercciam seus bancas -ios cariosos- indo-
lentes, fallando-lhas inenle espectadores. Senti-
nellas mped.am que a mullidao passasse alm dos
limites que Ihe eram imposlos, e laaceiros espalha-
dos pela campio como exploradores na vespera de
urna batollia. vigiavam para que aordem fosse man-
tilla par-toda a parle.
As primeiras carruagens linliam clieuado as nove
horas da manhaa, as ultimas nma da larde. Ahi
eslava reunida toda essa populadlo fluctiunte, i|ue
frequcnla o baile mascarada no invern e o Rane-
{) Vide Diario n. 6J. ~ ~"
dendo, melhorando e complelando em todas as di-
recocs com grande proveilo d educacao scientifica
e pralca do povo, c com immensa vanlagem publi-
ca pola explorado systematica dos recursos agriculas
e monlanhisticos de todo o paiz ?
Impossivel seria de certo o cumprimento de urna
larefa to ardua, qual a que sobre si (omou o pro-
fessor Maidinger, a nao ser elle justamente o chefe
do instillo geolgico do imperio austraco, coja bi-
bliotheca bem provida de mappas e livros de viagens
de lodos os paizes Ihe offerece, nao menos que as suas
extensas colleccGcs geofgicas, qualquer informado
em um s ponto e sem perda de lempo, qaando ao
mesmo lempo mutos homens da sciencia, j dislinc-
los, anda que mocos, mas apaixonados em favor de
um estado to inleressante, senlem-sefelizs emeum-
prir as ordens que lites der para pesquizar os exames
de que os encarregar a esto respeilo.
O mesmo tambem acontece com o professor Colla,
o qual na academia de Freiburg, exclusivamente das
sciencias montanhisticas e da adminslracao das mal-
las em que ha sempre Hespanhes, Mexicanos, Peru-
anos e al Chilenos, j nao tontos Brasileiros, como
honve quando l esleve o nobre Ba'biano, tem de-
zenas de assistentes capazes e promplos a servi-
rem-the em tal larefa, at mesmo j entre os seus
discpulos, que sao da idade de 19 al 22 annos, e
homens do urna solida instrucciiu preliminar anles
de enlrarem nesta escoto.
Entretanto, lendo em minha mo, alm dos cader-
nos, escriplos do Dr. Melmreiohen, o qual por seis
ou oilo annos havia sido engenheiro civil e de mine-
racao e gelogo das minas de San Jo3o del Rei, da
fabrica do Mallo entre CongoSocco, alternativamen-
te ha sido chamado muilas vezes para consulla de
oulras minas, v. g.. de Morrovelho, de Cocaes, e por
dnzias de proprietarios de minas particulares, tam-
bem as secroei geolgicas por elle confeccionadas
por via de rauita altenso e exames patentes apoia-
dos pela sciencia, e podendo coneluir pelo que me
escreveram de Vienna os proprios amigos do falleci-
do Dr., que mormenle vista d inexgolavel massa
de aflazeres de lodos os membros da academia de
Vienna, sobrecarregados j de trabalhos anda por
acabar, e anda por causa da pouca ordem e
mesmo da mui difcil leilura das notas do finado, que
s parecem fcitas para Ihe servirem de lembranca,
de esqueleto na recordacao de ideas, que por ellas
teria lugar na sua mente na occasio de escrever as
suas obras, quo evidentemente procurou escrever, e
no que teria lido o forle apoio da mesma academia,
a qual al o havia subsidiado as suas viageus ao
Mallo Grosso e Paraguay.
Tendo euem cerlo lempo da mesma academia re-
cebido a llcenc.a de aproveilar-me, com a discrico
precisa, quanto a certas individualidades e cir-
cumslancias notadas pelo, autor, juiguei do meu
dever ofllcial, o em pro do desenvolvimenlo do paiz,
seguir estas secs&es geolgicas, mandando copia-las,
posto que nao mui limpas, todava com perfeilaexac-
lidao, por hora em sete chapas, que ainda sern aug-
mentadas por tres ou quatro, lalvez tirando 500 im#
pressos de cada urna que estou agora maudando co-
lorir como nos originaes, o dos quaes.sete, j pelo va-
por precedente live a honra de enderessar a V. Exc.
directamente por intermedio da legaco de Londres,
varias copias das tres primeiras Chapas; e desla vez
pela mesma legarlo Ihe envi 15 ejemplares das
sele chapas completas, com mais oilo paginas miuda-
mente escripias e litographadas, e ao mesmo lempo
meia duzia de lodos esles imnressos, como prove-
nientes desle consulado por ordem de V. Eic.
s mesas das Ilustres assemblas provinciaes de^Per-
nambuc e da Babia, por nellas se acharem asser.ta-
das muilas das summidades inlellectuaes e financei-
ras destas provincias que se moslram anciosas; he
verdado que at .agora tao smente por palavras, de
enlrarem na carreira do progresso, e de comer,- com
a conslrurc.no de estradas de ferro, emprezas que in-
ncgavelmenle exigem rauita considerado e muito es-
ludo da natureza do terreno, o qual sendo ffilo em
lempo primitivamente ao estabclecimenlo absoluto
da direceo da respectiva estrada, pode evitar gran-
des e muilas vezes irreparaveis perdas, e por outro
lado abrir recursos ainda escondidos ou desatendi-
dos nao mineraes smenle, mas agrcolas; e boje no
Brasil, sobreludo, por via da colouisaco, a qual se
deve basear em condires agrcolas; pois quanto s
qoalidades sanitarias, assim como do subsolio
das substraas dependem, e ainda quasi princi-
palmente das proporces do futuro desenvolvimenlo
das povoacOes, segundo as mais rcenles concluses,
a que chegaram os gelogos mais eminentes, o como
com clareza comprovou o professor Cotia na sua ul-
tima obra de 1812, claramente indigilada de anle-
m3o por seus substraas. Lisongeando-me assim pe-
la dislribuicao mais geral que V. Exc. hotiver por
bem mandar fazer por .todo o paiz destes padrdes de
seccoes reaes, e por algumas explicantes populares
que a esle respeilo a imprensa der, (e para isto tam-
bera" brevemente remetterei materia idnea e esco-
lbida pul'rnnweiTl esputes,!; abiir-aa-lia urna nova
arle de ndagaco materialmente ulilissima, e ao
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e quinfassiras.
Relaco, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
l-*vara docivel, segundase* sextas aomeiodia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio. dia.
rrilEMERIDES.
Mario 6 Quarto crescenteas4 horas, 41 minu-
tos e 48 segundos da tarde.
14 Lacheia as 4 horas, 14 minutse
48 segundos da tarde.
21 Quarto minguanle as 3 horas 43
minntos e 48 segundos da tarde.
28 La nova as 2 horas, 20 minutos e
48 segundos da tarde.
27 Segunda. S. Roberto b. ; Ss. Filoto e Lydia.
28 Tersa. Ss. Prisco, Malcho e Pastor mm.
29 Quarta. Se. Bertholdo oras, e Barachisio.
30 Quinto. S.Joao Gimaco ; S; Gnio.
31 Sexta. Commemoraco da P.de J. Christo.
1 Sabbado. S. Macario ; S. Qnitiniano.
2 Domingo da Paixao e ,5.* da Quaresma (Esla-
co de S. Pedro ) S. Francisco de Panla.
lagh no verao, os mancebos ociosos, que fumam eter-
namente para dislrahir os enfados, as ingenuas de
vaudevilles, que na o querem fazer como a cigarra da
fbula, ludo o que vive pela Bolsa, existencias jn-
cerlas, perpetuamente suspensas ao- lio de urna li-
quidarlo, toda a Grecia e toda a Bohemia de Pars.
ao lado dessas tribus, filhas primogeuilas do acaso,
os bellos uomes e as grandes riquezas da Chausse
d'Anlin, o do bairro de Sainl-Germain.
Todas as ctosses da sociedade eslavam ahi confun-
didas como as ondas no Ocano, e as arvores em
urna floresta. Mas na sedevia jnlgar da riqueza
pela apparencia ; pois enlrc todas cssas mutheres, as
mais elegantes eram certamenle as mais pobres, e
entre os cavalleiros muilos dos que montavam roe-
lhores cavados, eslavam no numero dos mais arrui-
nados.
IS"csse ddalo de carruagens, o acaso sempre phau-
(astico approximava todas as rendirnos; tres polle-
gadas de relva separavam a galanlaria do banco ; o
coup de urna loureira chocava com a roda o bris-
ka de urna iidalga ; os nomes hereditarios da aiisto-
cracia mi-tura vam-sc com os nomes burlescos dados
pela phantasia; as mulheres que reinam nos sales
do bairro de Saint-Honor achavam-se junto das
muras perdidas, que dominam no baile Mabille;
a ilustraran do saugue coofundia-se com a illuslra-
r,ao do capricho ; o o'rdeoanca de urna einbaixadra
era seguido pelo pagem de urna prostitua. Era o
daguerreotypo da nussa sociedade,|o reflexo deParis,
que conservava sua pbysionomia al elh urna carrua-
gem, al em urna campia.
Para essa fesla cavallar, as mulheres rivalisavam
em luxo, lendo despojado os armazens de seus mais
ricos c-tnns. IJm arco-iris das cores mais vivas e
mais delicadas pareca ter bailado sobre o prado, no
qual resplandeca ora ocano de rendas, de setim, de
velludo, de chamalote, de tlela e de fil.
Os homens de sobre-casaca circulavam de carrua-
gem em carruagem, desprezando os amigos, e pro-
corando as conhecidas.
Urna quantidude innumeravel de almoes, cojos
elementas linham sido combinados com descanro se
improvisou de todos os lados. As garrafas deSinho
de Champagne, quo se destampavam, estrondavam
como fogo de mosquetera. Os assenlos das carrua-
gens serviam de aparadores, e os coxins estendidos,
mesmo lempo ennobrecendo quelles que se Ihes de-
dicam pela elevarn mental e moral que Iraz comsigo
a nobre sciencia da geologa, promovendo ella e
convidando o estado de muilos oulros ramos da his-
toria natural, cuto iesprezo na educacao da nossa ju-
ventude, e conr. este tambem da arto do desenlio,
constilue talve urna das causas princpaes da laxi-
dao moral, da (alia de energa da mocidade, pois nao
he com livros s que se cram intelligencias distinc-
las; e a mente jovenil fcilmente cansada de tantos
livros e nao lendo os variadas objeclos da nalureza a
atlrahi-la, a inslrci-la e enobrece-la, desvia-se, ad-
qure ms paixes e se desmorlisa, loma precoce
em ludo o seo pjMsaidor, c nao rars vezes o torna
incapaz de ser nm cfdado til e um nai de familia fe-
liz, como o Brasil necessita que sejam os seus filhos.
Peco perdaoa V.Exc. por ter-me deixado arrastar
iroperceplivelmeute a emissao deslas ideas, fallando
de geologa e das sciencias naluraes, pois estas ideas
de ha multo se me haviam apresentado quanlo a pre-
sente educacao do Brasil, as qoaes achei claramente
confirmadas por atgumas observares a este respeilo
feitas pelo Dr. M., pois elle tendo tambem estudado
a sciencia medica diz: o que a ruina da mocidade
brasileira era a falta do e-ludo das sciencias naturaes
e de alguus exercicios gynaslicos, e tanto mais por-
que o clima demasiadamente suave ao exercicio de
corpo sem um fundado, convida ao ocio, suscita o
o luxo dos hbitos.
Assim quocometar a navegarn directa de 1 tara-
burgo, terei a honra de enderessar a V. Exc. algumas
centenas de cada um dos sete mappas promplos, e
mais logo dos oulros que ainda promptificarei.
A respeilo do destino do resto, esperarei as deter-
minarles de V. Exc., lenho todava feito o calculo
que para a devida dislribuicao com as sociedades
scientificas, mormenle geographicas e geolgicas da
E uropa e A merica do Norte, e ao menos 50 das sum-
midades scientificas pessoalmenle, para despertar o
interesse que nao daixar de dar fructos substanciaos
por um adiautamealo gratuito da nossa sciencia, e
remeltendo de meit duzia at 12 desla serie de map-
pas, a cada urna das legaces imperiaes e conslilu-
cionaes, geraes, que sempre deviara possuir taes in-
formaces, que dizem respeilo ao paiz, para poderem
salisfazeras perguntas que militas vezes Ihes dirigem
homens de sciencia, que se oceupara com objeclos
relativos, ser misler empregar ao menos 150 exera-
plares, como j empreguei 12, v. g.. por urna remes-
sa delles fela ao Exm. Sergio de Macedn para seus
amigos sabios Inglezes e Americanos do Norte.
Fico tambera persuadido de que V. Exc. ou o Exm.
Sr. ministro do imperio, nao me reembolsaran
das despezas qae lenho lido e ainda vou tendo
com este objeclo, j em desenhos, lytographia, e
colorarlo, que nao ser de menos de 50 ; quan-
lo aos porles mulplicados, por esle vapor s exce-
den a somma de 26 tbaler, e qae i rao aagmentando-
se ainda muito pelas variadas remessas a fazer, e fre-
qucnle correspondencia d'alii cousequentemente
montar a mais 30, Sem mencionar o continuado
emprego qne fiz por es! seis semanas de dous ama-
nuenses, exclusivamente com o fim de decifrar os
manuscriplos do Dr. M. e de fazer delles os exlrac-
los que me parecem convenientes e de ulilidade.
De importancia igual, e ainda maior por causa do
seu interesse mais geral, julgo urna distribuido as-
ss generosa do mappa, que ser prnmptificado pelo
professor Maidinger, re-impresso nao em papel gros-
so ou papelao, mas igualmente era papel fino quasi
ordinario, como o dos de mais, por tambem ser mais
fcil e mais barato o porte pelo correio. '
Ea esto respeilo tambem esperarei as resolurocs
de V. Exc, pediucb alias que se digne o Sr. coronel
Jaeolo Niemuser, t tambem o Sr. Fernando Mal-
'eld de fazer com pressa as correccoes do mappa
aqu lilhographado pelo Dr. Martina' na base do do
coronel, e at segando algumas noticias do Dr. Me-
larinhen lem ainda alguns erros essenciaes quanto a
posijao de alguns pontos principaes (do mesmo Ouro
Preto, ele! para aiada em lempo serem corrigidos e
emendados na pedra.
Emfim bao de crear j urna secrao geolgica no
mesmo instituto histrico geograpliico, como sugge-
re o professor -' Hnger-n'uma carta que prxima-
mente remelle jae todava nao me agrada muilo
vista das pre ;es especiaos, que reparo no dito
instituto, e da po a altencao, direi quasi indifleren-
Sa, cora que elle i ^rece ter recebido e depositado
em suas estantes as importantes e valiosas obras do
instituto geolgico da Austria, e das obras particu-
lares do seo chefe, que eu Ihe havia procurado, e cu-
ja recepcao uem a este, nem a mira aecusa, tendo
larobem eu juntado dita remessa bastantes obras
de valor, nem mes no um instituto geolgico inde-
peodenle em connexao com o museo nacional, mas
dirigido por um gelogo allemao ou fraocez, me pa-
rece este ser tambem um assampto que locara por
ora ao menos a nova reparticao das trras, e da co-
lonisasao que so vai crear, e com grande vanlagem
combinado com os trabalhos lopographicos e de agri-
cultura que bao de emprehender-so agora sem
demora; porque acolonisacao e a realisacao dos ca-
Bem como essas barcas, que fazem o commercio
de cabolagem de ancoradonro em aucoradouro pe-
las costas, os mais turbulentos dentre os curiosos an-
jam.,le Porli"hto em porlinhola, provando de
ludo e bebendo sempre; suas arribadas nao prolon-
gavam-se mais de cinco minutos; mas renovavam-se
a cada instante ataque esses navegantes pedestres
oaufragavam no interior de um coup, ultimo asylo
aberto a sua exploracao vagabunda.
Os cocheiros bebiam como os amos, os groom e os
pagens raziara com) os cocheiros.
Em roda dos carros as caixas e os arafales revira-
dos' apresenlavam o aspecto de carre'gamentos pi-
Ihados. r
Esses almocos rennimaram a alegra um momento
entorpecida pela humidade ; as risadas voaram de
bocea em bocea assim como passarinhos contentes de
ramo em ramo dep.s da chuva ; mil dialagos tra-
varam-se atravez ds rodas; a conversado, reduzi-
da a palavras rapids, qae pediam respostas ainda
mais rpidas, crepilou como um brazeiro do princi-
pio a fim do campt da corrida, e muilas curiosas
estimuladas pelo contenlamento geral apearam-se e
visilaram-se direita. e esquerda.
Faustina tinha ide em urna sege descoberla puxa-
da por qualro cnyallos baios, que Ihe dera o princi-
pe de Zell, e dirigida por dous cocheiros impercep-
liveis, vestidos de jaquetas de velludo encarnado,
calcas brancas e botas de canos revirados.
O Irage de Faustina tinha nma simplcdade, que
occullava um grande esmero ; elle era lodo de la fe-
l cinzento sem outra joia qae um grande camafeu
nopuuho; o vestido, o chapeo, o mantelete eos
borzeguins eram iguaes. Ella eslava s no carro;
mas em lorno della (orvelinbava um enxame de
le&es e leesinhos rugidores, dos quaes a actriz zom-
bava soberanamente.
Ao primeiro toque de sinela, qae annunciou que
o steeple-chase ia comecar, os passeiadores disper-
saram-se voltando uns para os assenlos de seos car-
ros, donde podam seguir, enmo asir
minhos de ferro, lo ardenlemenle anhelada, c das
estradas laleraes de pranches, ou oulras e vicinacs,
mutuamente dependem urnas das oulras.
A todos estes respeilos o governo imperial encon-
trar infnrmases muilo importantes, e em grande
parle utilmente applicaveis ao presente estado do
Brasil na obra a Public work in India and Iheir
imporlanor wilhfuggenlionifortheir extensin and
improviment by Licuba. ColohelA. Calln,' Chiet
Enginuv ofthe Goct of Madras, bcuja remessa,
ha um mez, a V. Ex. porintermedio do Exm.
Sr. de Macedo me Ozesse pelo ultimo vapor.
Fiqaei sciente da importancia, especialmente pa-
ra ros agora pelos nrligos un Time de...., e que
extrahi em parte da inclusa folha e vejo plena-
mente confirmada a minha idea, entao concebida a
seu respeilo, pela leilura do mesmo livro (de 295 pa-
ginas, impressas em lettra grande), de modo que
toroarei por.'amor da certeza, a recommendar a re-
messa, al em varios' cxemplares pela legaco de
Londres.
Eslou persoadido de que a leilura imparcial e
despreoecupada desle livro, e sobreludo a sua Ira-
dueco e publicaso as toldas para a directo com-
pleto e assemelhacao das ideas applicaveis ao nosso
estado, sem conviccoes publicas geraes, ha de produ-
zir j urna vaotagem ao paiz s em ideas que de-
vem preceder as acces i execuro das obras precisas
que aqu valem em valores a najao os rclatorios
de urna duzia de engenheiros inglezes, o que cus-
tasse raesmo 5 ou 10,000 cada um embora feilos
n'uma passagem semi-theorica dos seus autores por
um interior ainda aos ha hitantes mesma desconhe-
cido quanlo mais a alies, al na sua superficie, quan-
to s suas formasoes geolgicas.
Persuado-me qu lodos os engenheiros junios
da Inglaterra nao podem dar conselhos |lo applica-
veis com vanlagem ao Brasil como csse engenheiro
dislinclo, que empregou-se n'um servico de 30 an-
nos n'um paiz com muitas relacOes idneas com o
Brasil, de cuja maior parle de melhoramenlos esle
Ihe he devedor. Vendo entro os admirareis e em
ludo o mais para mira excellentes pareceres da com-
nnssao da reforma das alfandegas, aqueixa inespera-
da de toes autoridades poltico-econmicas de nm ex-
cessivo relalhamento do solo brasileiro, anticipando
assim os receios que lalvez podem chegar a locar a
geraco X ou XX que nos vira seguindo, vi-me
obrigado a Iranscrever da ultima emas rcenle edi-
Co ( Belg. ) do Diclionnaire de l'Economie politi-
que, arlicle Morcellement de A. Lcgoyt que lenho
a honra de remelter junto.
Da mesma obra juiguei mui conveniente as pre-
sentes circumslancias do Brasil, extrahir igualmen-
te por lilhographia, o artigo de Mollinari : Bmigra-
tion, fazendo-lhe algumas breves anaolares.
De toes extractos e impressos guando de ulilida-
de publica pela nslrucc.ao desejavel que espalham,
acceleram (e creio que boje o lempo, mormenle para
o Brasil he dinheiro) faro lirar ordinariamente de
100 at 200 cxemplares, segundo o assomplo, o em
parle pelos vapores, em parte por oulros navios ou
opportunidades, procuro faze-los chegar s assem-
blas legislativas, ou s corporases ingiezas, no
progresso material do paiz, ou a individuos cooheci-
dos como sinceramente interessados em melhora
menlos ,verdadeiros de todas as provincias at das
mais remolas, persuadindo-me de assim cumprir um
dever e asinlencoes do goveruo imperial, e de con-
tribuir alguma cousa para a salisfajao do que boje
sobre ludo he misler ao paiz,informacao justa e
sincera.
Tomo a liberdade de chamar a altencao de V. Ex.
de novo para varios communicados anteriores (de
1852 e 1853) do trigooometro abalisado e lambem
gelogo Pobler de Auttqunlt, conjuntamente com
as cartas, mappas dellee do director da mappeasao
trigonomtrica e de Cadastro (de 1854) com oulros
muilos mappas lopographicos e geolgicos em 1852
e 53 por mira remedidos, e ainda a carta de primeiro
junto em copia, pois elle deseja decisao se o governo
imperial o quer empregar conjuntamente com seu
filhoounao; as coadijes danles aceitas, e eu muilo
desejava acabar com toda a duvida.
A decidir-se esta quesiao somen'to pelo parecer
de alguma pessoa, talvez engenheiro interessado
ja nos arrapjos prximos a respeilo de taes obras
e sem o exame independenlo destes arligos, das
coudires nelles exarados e das tarefas em tro-
co nellas emprehendidas, facilmenle atoran dia
houvesse talvez lugar arrependi.-nento a esle respei-
lo, depois de terem apparecido talvez damuos ir-
reparaveis cm obras hoje lao importantes.
Igualmente ouso pedir a V. Ex. que atienda para
os importantes pensamentos expresaos ua carta jun-
tado professor Geioih Carlos deCubonele, mineral-
gico e geolgico de Dresden relativos situarlo pre-
sente do Brasil, quanto a estes ramos de sciencia.
Foi-me impossivel esta vez traduzi-las, mas o Sr.
Malfeldcumpriti com facilidade esta tarefa.
Sero entregues V. Ex. por intermedio da lega-
cjlo imperial de Londres por esse vapor duas folhas
que remello abertas para o Exm. Sr. Macedo ser
informado a respeilo do seu conleudo, sendo uro del-
les orna chamada Declamaco aberla aomioislro
da guerra brasileiro por alguns offlciaes, nao millidos mas al desertados, publicadas em Bucnss
Ayrcs e repelidas pelas folhas de c com urnas ob-
servaces addicionaes por um tal Boehoes que nao
dcxam de fazer algum mal opnio publica ja
preoecupada, e sobre a qual por ella intromcller o
augusto nome de S.'M. o Imperador hnje odiciei ao
Exm. Sr. ministro da guerra, ao qoal peco a V.,Ex.
favor da entrega desla traduccao de urna critica pas-
sada sobre a mais rcenle obra do I. G. l>crs-
que acaba de sabir luz agora em Ilerlrai com o
titulo Os oslarlos do Ilin da Prato e a importancia
da provincia de Oluqays, desde a aduprao do prin-
cipio da livre navegaco dos afuuenles do Rio da
Prata, com um mappa.
Sendo pois certo que a companhia formada em
Hamburgo, alim da realisacao dessa empreza de
Otoquys soube seguir a cooperacao de Kesp influ-
ente sem duvida na opiniao publica quanto aos ne-
gocios do Rio da Prato como quanlo a quesiao da
emigracio, como al ja se torna evidente pelas cri-
licas (recenses) favoraveis que suas obras sempre
merecem da parle da imprensa e lambem nesse caso
como moslram as traducc/ies remcllidas al anles de
ter sabido a respectiva obra a venda pelos livreiros,
favor da parle da imprensa que ainda parece tor-
nar-se maior pela circunstancia al agora publica-
mente- conhecida, que elle, como negociador hbil
e ainda como pessoa grata com o duque de Olden-
burgu, a quem lambem consto ter elle primeiro in-
cluido na adopeo daqacllas medidas sobre a emi-
grarlo, que logo foram adoptadas; lambem da parle
da Prussia e Baviera havia sido empregado pelo go-
verno prussiano e mais immedialamente pelo principe
Adalberto, como amanuense particular do esta-
do em materias de marinha e guerra, como al ha-
via ja sido em Vors na direceo dos negocios da ma-
rinha em Finnofuslo para dirigir as negociac.es
da compra do porlo do Rio J.uhd na costa do mar
de Norte Oldembarguense.o qual porlo ha de dar no-
vo alent amarraba prussa, a cujo favor ja se acha
decretada a conslrucsao de mais de 10 vapores gran-
des cm os seis annos prximos/compra que eflecluou
com muito geilo e discricSo, sem o que havia de
cerlo falhado pelos ciumes ja palenleados agora da
parle da Auslria, a grande satisfaco do goveruo
e povo prussiano, mas al do povo Alle-
mao todo, de modo quo o mesmo Kerst, boje be
um adversario mais lemivel, do que oulr'orn o ha-
via sido peto sua crescida anuencia sobre o espirito
publico, e porque, morraente em cousas transatln-
ticas, fcilmente a opiniao publica combiua quaes-
quer ideas, ou planos por elle emillidos, com pla-
nos de interesse nacional, como podero acontecer
com este poni de Iabde, quo luda se combinara na
emigrarlo vaga com a trra deOtuquys, ou pelo
menos o Rio da Prala!
Muilo natural era que os autores da empreza
de Oluquys procurassem um homem to familiar c
tao afamado, ao menos na litlcralura respectiva do
Rio da Prata, mas he cerlo lambem que a dito obra
nao apresentar favores ao Brasil, sobre tudo se Ihe
houverem sido indicadas, como nomivido, as men-
Coes della. e da sociedade berljnense, feitas ainda
em algumas dS ultimas correspondencias de Ber-
lim no Jornal do Commercio, e mais ainda por elle
eoSr. Dr. Gaeber, presidente da mesma sociedade,
e boje ofllcial-maior ou antes director da nova re-
particao da marinha, serem amigos olimos, conston-
do-me at que o mesmo lugar havia sido proposlo
disposijao do Sr. Kerst, o qual todava prefera o
prospecto que se acha aberto de obter um consula-
do geral, ou misso mais elevada ainda para o mes-
mo Rio da Prala.
Fui too extenso nesto exposico, por julg.tr bem
importantes todas as relceos desles negocios e
individualidades, que todas mais ou menos reca-
hem sobre a nossa gueslao de emigracao, a qual
porisso mesmo ainda, se nao fra ja portamos ou-
lros, deve ser quanlo antes livrada de todo o pro-
testo at de opposicso pelas medidas convenientes.
Pelo prximo vapor de Liverpool fspero poder
remelter a citada obra de Oluquys, sobre cujo ter-
reno e geralmenle os territorios adjacentes ao Rio
Paraguay superior lambem da obra de Melmerrei-
den extrahi algumas notas, que agora adquirem al-
gum interesse, e que depois de as ler coordenado
conjuntamente com as rainhas observaces sobre as
primeiras, espero fazer remessa pela mesma mala.
Entretanto quasi que eu seria tentado de sentir
algumas vaidadesfsalisfaco nao posso dizer, por-
que o assumpto nao he do interesse do Brasil ,
olhandn para um ariigo do Times do da 30 do cor-
rente, que se poderia designar Colonisaciio da
Turqua Europea pois que esse mesmo artigo
arremato por dizer que nutro remedio nao ha pa-
ra manter o imperio turco c prolege-lo contra a
aggressao da parte da liussia para sempre, senSo di-
rigir sobre elle a emigracao europea, e por conse-
guinte era do interesse supremo de todos os gover-
nos europeus exigir da Turqua um syslema de leis
a seguir, corno aslrimomos em um. 5o fra marcada pa'ra o> dia seguinte.
observatorio, os episodios da corrida,>rerpara a Qnanlo a ftrg(!i eUe oc-up.,^,, C(
vizinhanca dos obstculos, que Ihes pareciam mais
diflceis de saltor-se. .
Foiurna confusao cheia de movmento e de ale-
gra ; os que nao acerlavara com seus carros, entra-
vara nos mais vizinhos, onde a hospitaiidade antiga
da mesas; actales hojudos moslravarh sobre a relva ,n'10 "'ej era jamis recusada. Pouco depois urna
os pastis de Charlres, os guizados de Nerac, as car- POPulacao iuoumeravel ficou suspensa entre o co
nes fras, os presonlos d Bayonne, os ananazes, lo- a lerra-
dos os primores e delicadezas da gastronoma fran-
ceza, apurada e renovada por trinta annOs de paz.
Cada carruagem Iransformava-se em gabinete parti-
cular, porra ao ar livre. O briska convidava o cou-
p e a calera americana para alwoc;ar sem ceremo-
nia. Por loda a parla os copos denejavam-se com
grande rapidez, e as garrafas vasias jiam debaixo
das rodas como restos de naufragio. OtWinhos m-
moseavam-se entre si com lalhadas de\resunto e
azn de frango, que acalmavam a impaciencia e o
apoelile,
Urna grande agitocSo fazia zuir comoum enxame
os arredores da arene, onde apinhavam-se jodiis e
sporlmen. Viam-se j na campia alcuns dos atlile-
tas molhando seus cascos leves na relva hmida.
"Nesse momento a chuva, que pareca esperar tam-
bem o signal, comerou a cahir. Dentre as especta-
doras as que linham chapelinhos de sol, abriram-
nos, oulras cobrram o chapeo rom o mantelete,
muitas ticarara impansiveis debaixo da chuva como
soldados debaixo do fogo. nenliuma abandonou o
posto.
Um veo de vapor cinzento estendeu-se sobre O
co, fechou o borisonle, e tornou-u redondo como
urna abobada immensa, donde a chuva corra como
de urna peni-ira. Baslava ver-se esse co assim cer-
rado para saber-se que cboveria at nole.
Alguns cava!los partirn) a galope para' experi-
mentar seus msculos, e estimular seu ardor. Eram
esses os melhores cavallos das corridas da Inglaterra ;
seus proprietarios os acompanhavam, sendo reco-
nhecidos tambem pelo seu ar britaonico menos exa-
gerado que q dos sporlmen francezes.
Em poucos minutos o terreno humedecido pelas
chuvas de abril encheu-se d'agua, a relva lornou-se
escorregadisa, e as ribanceiras ensopadas do rio
apresenlaram um ubstoculo quasi nvencivel aos pes
dos cavallos.
Pouco depois os jockeis e os corredores, precedi-
dos pelos amos, dirigiram-se para o poni de parli-
da, e o segundo toque de sinela foi dado.
A mullidao segua os concurrentes com a vista
elles eram qualorze, todos famosos nos annaes do
sport; dizia-se seus nomes, organisavam-se entradas,
e taziam-seapostas; a gyria particular a essa especie
de festas subslituia o francez de lodos os dias, e os
que mais a empregavain eram os que menos a cn-
lendiam.
Os novicos no jogo das corridas aposlavam pelo
eavallo de sua predileccao, e os malreiros aceitovam
lugo.
Durante lodos esses preparalivos, madama de Fli-
ze agitada pur um tremor, que ralo podia dominar,
e que atlribuia ao fro que nao senta, procurava
dislrahir espirito da resoluco a que a forrara a
carta de Faustina. Ella conslrangia-so a olhar em
torno de si, a fallar alto, a rir pelo que Ihe diziam,
e a intercssar-se pola sorte da corrida. A irritacao
de sua alegria, que linha^algumas apparencias *de
febre, nao pode escapara madama de Monchcnot;
mas a baronwa vio nissa areaccAo do projeclo de
parlida^jjfl linham formado juntas, e cuja execu-
que concedesse igualdade perfeito e social, e essa
era a razao de toda a qualidade de arbilrariedade,
de laxacu e de loda e qualquer oppressao a todas as
conlissOes que i ivessom por bem emigrar para a Tur-
qua, a perfeito renuncia quelle miseravel e mes-
quinho sysleoia que torna todo impossivel o inte-
resse de estrangeirar em Ierras situadas na Turqua.
Diz-se: Deixeo governo turco remover todos os obs-
tculos emigracao, que al agora o exclue de ser
um campo de colonisaciio europea c dentro de pou-
cos annos ja seu solo frtil e seu clima delicioso (c
eu direi, como disse ha dous mezes n'um oflicio
dirigido V. Ex., a mui grande facilidade de Irans-
jKrlar pelo Danubio o pelos mares) hao do allrahir
massas de emigradas de todo inlratoveis s lenla-
coes e s conguistas ra Kussia e mui capazes de
defender as trras que elles de novo reclamarem
agricultura De novo me abalanco a manter reali-
sando-se islo, o que so realisar, quando tambem
Alger ser levado a olTerecer ainda maiores ^acui-
dades de emigracao, ja grandes hoje para os Alle-
maes, enhlo se nao ficra de apenas um porcenlo
da emigracao europea, que loca hoje ao Brasil o d-
cimo de um por cento, maior ainda" torna-se a ra-
zao para nao se perder lempo em eslabelecer urna
alterarlo de emigracao forl e sem demora. ()
INTERIOR.
oceupava-se com ludo como
quera despede-se do passado. Apoiado ao braco do
barilo, foi tribuna do club, o l encontrn o priu-
cipe de Zell.
Quer que o leve presenca de Faustina, se-
nhor conde ? Ella lera certamenle muito prazer em
tornar a v-lo, disse-lhe Jogo Casemiro com a snber-
ba vaidade de um homem, a qaem a riqueza d o
direilo de arrestar tudo.
Permita que oulros me subslituam junto del-,
la. respondeu Jorge com um sorriso qae o principe
nao comprehendeu.
Nao lie preciso dizer qae Armand e'Adriano as-
sistiam corrida; Adriano fra em urna americana
feila de proposito para a circumstancit, Armand em
coupc.
Mr. Bouzonville estova de homor mui compromel-
lednr nesse dia, nunca elle meltra sua luneta mais
profundamente debaixo das mbrancelhas, nunca seu
chapeo por um problema insolavel de equilibrio iu-
clinra-se mais cavalleirosamenle sobre a orelha,
nunca elle brandra a bengala de castao de ouro cora
ar mais conquistador. Seu rllele era de urna cor
exquisita e de ura corle phenomenal, elle trajava
urna sobre-casaca s usada em Piccadilly, e urnas
calcas de forma prodigiosa ; sua grvala comprida
com salpicos colossaes oderecia aos olhos deslumhra-
dos o espectculo de um n empalado como um ver-
me acadmico. Seus cabellos domados pelo cosmti-
co e pelo ferro moslravam anneis espantosos, cuja
audacia s era excedida pela temeridade dos bigodes
afilados como pontos deaguiha. Assim brilliante, es-
trepitoso e sallador, Adriano devia ser irresislivel ;
ninguem Ih'o tinha dito, mas elle ojulgava, e isso
bastava para seu contenlamento.
Armand eclipsava-se na mullidao; porquanlo que-
ra que o vissem, mas nao quera mostrar-so.
Todava nao pode deixar de passar junio de Faus-
tina, a qual recoohecendo-o, o chamou.
Sem rancor ao menos, disse-lhe ella eslcnden-
do-lhe a mao, vosse leve a partida, eu terei a des-
forra.
Como voss est, lera ludo oquequizer! res-
pondeu Armand afleclando nao entender.
Mr. do Vauvilliers que sabia, que do lado em
que eslava, madama de Flize nao podia avisto-lo,'
encoslou-se na sege, continuou a conversacHo, e pro-
raelleu ir ceiar no dia seguinte em casa da actriz.
No fim de um quarlo d'hora, elle desappareceu, e
Faustina seguio-o com a vista.
Nenhum movimeulo em seas olhos. disse ella,
em sua bocea nada, suas sobrancellias nao se move-
rn] ; elle fallou-me tranquillo, risonho e encarndo-
me bem. Que audacia 1 era esse mesmo o homem
que me convi"ha... Ella pagar por ambos, e depois
de esmagada... veremos!
O resto de seu pensamcnlo perdeu-se cm ura sor-
riso amargo. Pouco depois Adriano passou, ella cha-
mou-o. Sallando sobre o degro, elle impertigou-se
junto della, tendo urna mao na cintura, o binculo
na outra e voltando os olhos de todos oslados para
ver se o observava. Nesse momento soou o lerceiro
signal, o commissario do club espern qne todos os
jokeis eslivessera juntos era linlia para agitar a ban-
deira que tinha na mao, e lodos os cavallos partirn)
como um turbilhSo.
Todas as caberas eslavam volladas para o mesmo la-
do. Em poucos minutos os jokeis saltaran) os pri-
raeiros obstculos, e lodos quasi em linha passaram
dianle da tribuna do club para ganharem a estrada
de Anlony. Sallaran) a calcada guarnecida nos todos
por duas sebes, e separada do prado por dous fossos
e chegaram a Bievre. Os cavallos estimulados corajos
smenle pularam e desappareceram airaz dos sal-
gueiros; s dous cahiram de um todo com as anca-
n'agua e as raaos na ribanceira. A espora reani-
niou-os violenlameole, e elles parliram lodos mo-
Ihados.
No fim de alsnns instantes ninguem avislava mais
na campia seno os capacetes dos jockeis, que se-
meavam de faiscas encarnadas, amarellas, aznes, ou
S. PAULO.
9 de marco,
L'm negro magro em sufil mui justo ;
* Dous azorragues de um jo pendentes ;
Barbado o Peres ; mais dous penitentes ;
Seis mancas com azas sem mais custo :
He vorraelbo o mulato mais robusto ;
Tres meninos fradinhos innocentes ;
Dez ou doze brisles mui agentes ;
Viole ou trinta candios de hombro onusto :
Sem debita reverencia seis andores ;
Um pendan de atondan tinto cm lejuco ;
_Em fileiras dez pares de menores ;
0 Alraz um negro, ura ceg, um mameluco ;
' Tres loles de rapazes gritadores ;
He a procissao de cinza cm Pernambuco. (1)
Quem tiver passado pelos olhos as obras do apre-
ciavcl Gregorio de Mallos lem encontrado esle
soneto em que descreveu urna procissao de Cinza l
pelo velho Pernambuco, nessasras queja se foram,
ainda hoje Uto preconizadas pelos carrancas sobre-
viveules.
Pois dtoo-lhc qne no eorrenlc anno de 185 na
rapiuft dos Paulislanos corrern) as cousas de tal
modo que nao Ovemos procissao de Cinza ; o juiz
municipal pz os ambires cm bloqueio, nao permit-
lindo que'os |>obrcs irinaos do sanio padre pozes-
sem na ra a sua procissao, ainda mesmo com a
parcimonia que deu no glo do Gregorio.
Estremos assim a quaresma,' a roxa poca dos
ji-jiins e penilencias, com ura jejum indefinido, ex-
tcnsivo at' so.Icmnidadc da Iradicional procissao
dos Terceiros de S. Francisco, que, desla feito, des-
carregam sobre o Dr. Franca iodo o poso de sua lo^
gica. Anda islo nada he : o regiment das I talas
he que Ihe vai. dando que pensar com essa allKviao
de pragas que lbc lancam. Agora lie que com rfiai
furor fazcm a apotlieose ilos capilaes-generaes,
quando se revolve urna anlga Iradicao. Diz o ca-
ulienbo dos octogenarios que tempo bou ve nesto
mesma imperial cidade de S. Paulo em que reinata
um antigo capitoo-general, que nao era la de mui-
lo bons bigodes. Um cerlo oucidor, ou cousa que
o valba ( o canhenho be omisso quanto categora
da auloridade), bouve por bem ingerir-se nos nego-
cios da ordem,-aventando queslocs do Besouf.
A ordem, vendo-se assim exautorada em seus
santos privilegios, recorreu ao capitao-gcneral, que,
valendo-se doespadagao, calaa, ou como mcllior
nome Icnha, ordenou ao ouyidor que entrasse na
devida ordem. O ouvidor, que j havia decretado
que a procissao nao sahisse, pois que prelcudia sus-
pender os Franciscanos, vio-se fra do combale,
pois que mandava quem podia. Interveio pois o
amigo general, o ouvidor encolheu-se, e a procis-
sao sabio.
Mas o Sr. Josino nao he general, nem o Dr. Fran-
ca ouvidor ; nao liveram as velhas a procissao de
Ciuza para rezar, os gamenhos para percorrerem as
ras, passaudo revisto geral s gelosias apinhadas
de madamismo, os terceiros para dar ura quinao no
juiz, e os ofilciaes da guarda nacional para fazer
bi ilhar a farda nova o a coruscante dragona.
J v pois o juiz municipal que este seu rasgo de
direilo vcio provocar as iras de lodo esse povo, que
por ahi esperava a mageslosa procissao dos Fran-
ciscanos, que annunciava que era chegado o lempo
da penitencia cdosjejuus, do arrepeudimento e de-
voran, e da alia do bacaUo.... pobres marchantes
que ides agora (car proscriptos! Quem mais trato
do artigo carne, a nao ser-alguui convenio onde o
frade precisa conforto para cntoar o ollicio 1 Va-
(*) Os mappas de qne trata esto carta, se acharo
na livraria do proprielario desle Diario, e quem
quizer pode ir examina-los. Os RR.
(1) O correspondente refere-se as proclsses de
Ciuza usadas a mais de viute annos nesta cidade.
Os Redactores.
brancas a relva dos prados e passeavara como fogos
fatuos. Todos os olhos investigavam o borisonle
verde.
Light est na frente, dizia um.
Highlander dexa-se exceder, lornava outro.
Raimboto cabio!
Nao Raimbow levanlou-se, e .letcon cabio I '
Vejam 1 vejara I Liltle Tomy passou a sebe e
peft-se na frente 1
11 linter so cue-o. .
Rob Roy vencejo.
Ah meu Dos Syrian est no fosso.
E mis llarriett recusa I
Os oulros cinco cavallos seguiam uns trinta passns
airas, lendo os jokeis deilados sobre a ccrnelha e o
freio leso a qaebrari-se. Os habis comprehenderam
que esses preguicosos poderiam bem chegar pri-
meiro.
Urna cortina de arvores encobrio a corrida a qoal
perdeu-se nos accidentes da paizagem. Todos os es-
pectadores que iam e vinham na mullidao, tinham-
se transformado em apostadores. Cada um calculava
suas probabilidades. Os tmidos abandonavam as
apostas epagavara urna multa, os ousados dobravam
a entrada.
O principe de Zell, estimulado pela presenca de
Faustina, aposlava somraas enormes por Light con-
tra lord Williams Sloneque era por Uille-Tomy.
Adriauo qae esforrava-sc por tomar ares de cavalle-
ro allemao, de bom humor apostava centenas de lu-
zessobre Rob-Roy e Highlander contra miss Har-
rietl e Raimbow.
Irra, meu cbaristimo, qner arruinar-so ou en-
riquecer de urna vez. O invern do anno futuro
corre para mim na garupa desses desgranados ani-
maes Se elles rabirem, vivirei na mizeria, roas se
Iriumpharem, pela minha palavra, bel de ser falla-
do no boulevard. Quero viver embriagado seis
mezes!
O senhor comeca muilo cedo, disse-lhe Faus-
tina. '
Os amigos de Adriano que o linham applaudido,
pozeram-se a rir, e Adriano calou-se.
No fim de alguns minutos vio-se apparecer como
uttfi faisca o capacete encarnado de um jockei, e a
mullidao grilou:
Lillte-Tomy! '
O capacete encarnado era seguido de perto por
um capacete bronco e um capacete azul.
Ah! disse Adriano estupefacto, Colossus e
Macbeth!
Aps os tres luladores vinha ara grupo de qualro
ou cinco cavallos, entre os quaes notavam-se Rob-
Roy, Rbecca, Ariel e Xocmi.
Dos oulros sele, guaira appareciam ao longo na
planicie. Cnncluio-se que os oulros tres jaziain junio
de alguma sebe, ou no fundo de algum fosso.
Adriano procurava por loda a parte liighlandir,
e nlo via.
i Ao menos lenho Rob-Roy 1 disse elle.
Rob-Roy era inda o quarto na linha; suas ve alus
lha-nos ao menos a lembranca de qne ja nao leudes _
pela proa o ex Dr: Furtado, que nao vos deixava
vender a vossa carne com a franqueza e Bem cere-
monia que vos convem. Podis agora usar dos pe-
sos que quizerdes, vender o que qnizerdee, e por
quanto quizerdes, pois la se foi o Dr. Fnrtado, que
tinha a pachorra de andar com estas minuciosidades
de examec verificacao ;I se foi para a sua academia
c os bichos com elle se hajam. A vos dan elle mul-
ta e cadeia, aos oulros RR : nesto cas, antes elles
do que vos. Elles precisan) estadar para salieren
que nao he bom ir perturbar a boa ordem nos the-
alros, e vos precisis negociar com franqueza, sem
essas exquisilices policiaos de aceto e limpeza que
vos tiraro lucro e d3u tratalhu.
Mas, dfzia eo, o Dr. Franca bloqaeiou a ordem
terecira de S. F'rancisco ; suspenden a congregacao
dos irmaos do Santo Padre; seqdeslrou clices, -pa-
tenas e ornamentos, e matou a curiosidade dos fiis
que esperavam a grande solemndade; fechou o
templo de Jano e declaren guerra aoa irmaos que
reveis se mostraran) no pasamento de cuslosas
cusas.'
Sobre ser menos razoavel a opiniao do juiz, visto
como j Ihe expuz o direilo que tem lugar no caso
verleule, be claro que nao merece apoio (Meu pro-
cedmento. A ordem mereca atuma benevolen-
cia, ao menos tonto quanla mcreceu a de Carmo.
Alm de que, a occasiao nao era a mais adequada
para o bloqueio : a ordem tinha de el
resma, e comerar cora urna festa de penitencia
Nao se devia fechar as portas do grande'i
sempre figurou magestoso na prin.
da quaresma, quando o povo comeca a ^
de seus peccados, mormenle agora qae
urna elei<;ao senatorial, em que se commettea
peccado, se abri tanto odio: era occasiao i
converler o poto poltico.
Mas que lenho eu com estos congas 1 J noticiei
ase nao bouve procissao, que os lerceiros esl3o fa-
osos com o juiz : nada mais lenho a addicionar ,
as rctlexoes sao o cscolho dos coiTesponttoBles que ,
se mettem a abelhndos. E assim he, pob vtritas
odium parit, disse, um entendido cujo nome agora
me foge.
Olhemos para a nossa assembla prov
ahi caminha em seus augustos trabalhos.
Tinha reservado as noticias dos legisladores para
mais tarde, pois bem f tinha eu qne fizesseni algn-
ma cousa a bem dos conslituintes, qaa nao p
se comprometieran) na cleicao. Mas ainda agora
muilo pouco (cobo a registrar. Um cardume de co-
dtoo de posturas de diversas cmaras municipaes
lem tomado bem precioso lempo paras); Acontece
que a assmbla he composta de grande numero de
novatos, que, por seu tnrno, quer discutir, aprovei-
tando os ensejos qu vao ordem do dia. D'aqui
muito lempo consumido em debates sobreNirna ou
outra excenlricidade das cmaras. Accresce que
nao ha unidade no corpo : nao ha chefe que o di-
rija. D'aqui a rregularidade que ahi se .observa
diariameute as discnssSes.
A assmbla contera uiitos talentos que a ilius-
Iram; pode fazer muiuybem a provincia ; mas a
continuar como vai, dizem eUes mesmos, nada se
far.i. La se avenham: a toim incmbe ir regis-
trando.
Entre os no.vostepatodos se conto o Sr. Dr. Ca-
bral (lente), que agora eslra na earrira parla-
mentar. Este senhor he um dos depulados collo-
cado as condicoes de fazer bem provincia. Sua
illuslracao he urna garanta da conveniencia do seu
voto as questes que affeclam o interesse moral e
material de seus cousliluintes ; he lente de direito
patrio : no professorado. mostrea sempre grande
forra de inlelligenca ; nao,be extremado partidis-
ta, pode compenelrar-se do reclamos da provincia,
e applicar em proveilo delto os seos conhecimentos
profundos de legislacao.
Applaudimos a contemplacto do Sr. Dr. Cabral
na chapa provincial, poja que sempre se espern
que seria um bom deputado. A epetoliva foi cor-
respoudida, e mnbello projeclo relativo instruc-
rJo publica acaba de ser elaborado por esle senhor.
Cumpre que seas collegas o ajadem na passagem
desse projeclo d loi, que trar grandes beneficios
paraios nossos comprovincianos : he urna idea bem
concebida : realisada que seja, Hear reformada a
inslruccao publica na provincia, que hoje be preca-
ria ; o regulamento de 8 de^iovembro nao a estebe-
leceu em boas, bases.
O projeclo de que fallo he extenso; darei um
quatro resumido do que nelle se contm.
No ti lulo 1 estabelece o programma do ensino
primario, cobriga os pais de familia, tutores e cu-
radores, o oulras pessoas, a mandar ao ensino ele-
mentor os seus filhos, pupillos, aggregados, etc.,
sob pcua de multa, quando, sendo intimados pelos
inspectores de districlos, mostraren desobediencia.
Como o projeclo estabelece a generlidade quanto*"
ao ensino elementar, acha-se providencia acerca dos
filhos iudigentes, creando-se urna caixa de soccorro,
afim d se distribuir os utensis necessarios ao ena-
no elemeolar.
Acompauhamos o depnlado no principio de que a
inslruccao elementar dever ser toreada, sem elle
nao se dissiparao os trevas da ignorancia que se ob-
serva no povo, pois que infelizmente s aquelle que
tocavam na anca de Macbeth, o qual ia de freuto
com Liltle-Tomy.
Repentinamente os pos de Rob-Roy bateram na
barra de nma sebe solida, e elle cahio com o jockey.
Lra grito parti do meio da mullidao, Rob-Roy tor-
nou a levantar-se, mas estova coxo.
Seus concurrentes passaram orno o raio,
Adriano empallideceu reconheceodo Raimboio
entre os que seguiam de mais perto a Macbeth e
Little-Tomy.
Os cavallos faziara sallar agua debaixo dos ps,
seus pellos, seus flancos, saas pernas eos proprios
jockeis eslavam cobetlosde toma. Os jockeis erara
reconbecidos petos gorras. O interesse da corrida
augmenlava medida que diminua adulancia, e a
lula pareca concentrada entre Macbeth, Liltle Tomy
e Colossus, os quaes voavam com as esporas na bar-
riga. Ninguem via mais Ariel, o qual cahira'fonlo
de um muro, Ughl e Ilunter appareciam no hori-
sonte.
Nao havia mais qne doas obstculos entre o al
vo o os competidores, Bievre euma sebe guarnecida
de um largo fosso. Nesse momento decisivo um joc-
kei inclioou-se sobre o pesclo do avallo, o qual
parti como urna sella.
Em poucos saltos o animal soberbo, obedecendo
ao impulso do cavalleiro, alcancbu btlf Tomy e
passou a Macbeth. Suas ventas famegantes e ver-
melhas, como brazas, rocavam a garopa de Colossus,
o qual tomara a frente. Um grito de sorpreza sa'u-
dou a manobra ousada e prudente do jockey.
He Rebecca '. gritaram todos.
Os quatro cavallos chegaram aoasi juntos a Bievre,
e sallaram-na como cabritos. Um esforco desespe-
rado tornou a por Macbeth e Little Tomv ao nivel
de seus adversarios.
Tomo Rebecca por minha conto! gritn Mr.
Bouzonville exasperado pelas perdas, e jogando tu-
do de urna vez.
Mas os cavalloslevaram-lh a grito no vo, enin-
guem respondeu-lhe. O chicote do jockey acoutou os
flancos de fleeeca, elle precipilouteu galope fono-
so, passou ajMacbeth* Lillle Tomy, alcancsu Co-
lossus e chegou sebe excedendo-o emfim com o
comprimente da cabera.
Seus ps tocaram qoasi junios a torra do outro la-
do da sebe; mas Rebecca irnptllido violentamente
passou primeiro dianle do poste.
Macbeth e Little Tomy seguiam de perlo deixan-
dnocuuno de suas ferraduras sobre a relva que
'.'olossus e Rebecca acabavam de pisar.
A mullidao enthosiasmada bateu palmas e correa
apezar dasjfutiuellas e dos laaceiros em torno ,do
circulo d^pna, ondeos valerosos.luladores cober-
los de soor e com os flancos lacerados pelas esporas
aspiravam o are batiam com os ps. Tirando-se-lhes
a sella via-se em sua pelle fina o tecido das veas in-
diadas. O suor corria-lhes do peito, da anca e do
pescoco, e aleumas golnhas de sangue manchayam
seu manto hmido.
(ConiMwr-se-fta.J


dispoe de Sons meios he que manda ten fllio es-
cola : ao meaos na provincia vemos esle oso irttro-
duzido, mormenlc no inferior, onde o menino, lo-
go aos 7 anuos, vai tovoara para auxiliar a fami-
lia, seudo a instruejao elementar considerada intil.
No titulo 2. trata dos professores pblicos e das
condices para o magisterio, e nos sobsequentes de
todo mais que se refere instraejao primaria.
Reorganlsa escola normal e restringe a inslruc-
{lo secundaria a cerlos pontos das circuios Ilitera-
rios. Rehabilita o lyceu de Taubat, estabeleeeudo o
intrnalo para tornar permaneulo o collegie daquel-
la cidade, como centro de todo o norte da provo-
ca. Eslabelece o rgimen das aselas; crea oscir-
cutos Iliterarios ; augmenta o ordenado dos profes-
sores ; forma delles um corpo de ensino para Ura-
les do estado de abandono en que na actualidade se
aeham ; sujeta aos inspectores do districto lodos os
eslabelecimentos de instraejao publica e particular,
primaria e secundaria da provincia, dando lodosos
meios para melhc-rar o estado intellectual e moral
dos alumnos. Parece que com algum esforjo se
reali*a*a pensamento do Sr. Dr. Cabral; resta que
as wtermiisacediscussoes de posturas de cmaras
e ostras futilidades dm lempo ao corpo legislativo
para se curar dos pteresses mais culminantes da
provincia, que damandam estado e reflexao.
Consta que o deputado provincial Dr. Segurado
Tai Merecer um projecto com o fim de fazer restabe-
leeer o imposto da decima urbana, cojo producto
ser exclusivamente appticado ao-melhoramenlo das
calcadas da capital. Em beneficio de nossas pernas,
laaos votos para que o Sr. deputado leve ao cabo
sen intento. So qnem j esteve em S. Paulo pode
obre o estado de alrazo em que nos
ativamente a esta especie. Praza a Dos
tem os calos dos Srs. deputados: s
an teremos calcadas.
En lhe disse que aguardassemos o futuro para
altara coovesenea da destiluijao do Dr. Furia-
do : as imanas previses j se v8o alisando.
Bstamo na poca dos roanos. Varias casas de ne
godo temsieaeommetdas pelos ladrees, que sem
receto das pa-ulhas v*o arrombando a horas moras
aquellas que lites oBerecem probabilid.de de boa
coltanta. Eolre estas figura adoSr. Aolonio Dias
!, qua preseolindo a queda de orna tranca de
m leja, acorde* em lempo, faiendo fugir os cor-
sarios.
i immediacaes do Piques he que se tem feilo
ras* com toda a franqueza e galhardia. Este
> que esta para fra das pontea, offereee
aros tedas as proporjoes para o negocio.
al urna patrulha, e he por'isso que
rice negociantes tem sido roubados.
a S oulros Tactos se tem dado; os
c-e reproduxindo, e ha rinte dias II ca-
sido amalladas. E como nto ser assim,
polica apeaa dispe de meia dazia de
mesmos dotados de toda a cautela,
que, andam sempre na vanguarda dos rato-
i rebxaeao dos pairulheiros, que
noite em diante nao se encontra v-
i cuide na seguranja da cidade; quem
e, pois que as patralhas tem mata
qaerem dormir, e todo o cidadSo lem di-
Mjto ae>jMbbo.
b nesta materia, devo declarar, em respei-
i. que Dr. Roberto de Almeida, chefe
atmpre exactamente os seus deveres,
de promplo com os auxilios de forja de
qu Mas retare notar que falta-lbe um de-
legado da tempera do Drl Furlado. O Sr. ConUnho
er um delegado toffiivel, se o quier, mas
ao lem a actividade do sen antecessor.
tarea na capital contina'a a fazer re-
toda guarrrirao sobre a malaventurada
8rta nacional.
e abril do auno passado decretou a
S provincial urna tarca de 400 pracas para
de permanentes. Esta forra nao foi
da, apenas se conseguio pouco mais
eos. A taHa de concurrencia para o eii-
devida, em grande parte, ao sold
esta estabelecido, desproporcionado ao
e recabe sobre o engajado. Islo mesmo
'. Josino reoonhece em seu relalorio; mas receia
augmento de soMo^gela diminnicao das ren-
es, que por certa dimiauiram com a
separara da Coritiba, limitando-ee a fazer compen-
sar a posijao precaria do permanente com algumas
wntagens que se podem addicionaj- ao cngajamenlo,
como obter da assemblca geral a isenjao do reeru-
lo para as pracas que contaram certa lempo
o, m conceder-se reforma em caso de ra-
fe & cennqar no servijo. Est aberta
a assembla provincial, de qnem se espera alguma
censa. Vermot, dia o ceg.
i provinciaes continuam a ser
defraudadas por precipitadas ordens do inspector da
thesouraria do Paran.
Mrfenodoaoscollecloresque
em, para a tlicsouraria com dinheiros que per-
qu tendo-se iustallado a
19 de deaembro do anno passado,
mtiga comarca sao de
i S. Paute. No enlamo eses
ido recomidos, em virtade de um
espector da thesouraria j pedio ao
provincia que providenciasse para
Me escndalo, inadvertencia ou que
quer que seja, nao continu. Consta-mc que o Sr.
tender-so con o Sr. Zacaras a respeito
fe *>Sr. J-.Ca.etam> est faxendo.
A e1 o de nossas rendas nao vem smente
Sr. J. Caelano : a provincia do
beta tem parte m bezerfa, co-
tre, Veja-se o que diz o Sr. Josino em
seu relalorio a respeito da questao.
a provincia do Rio de Janeiro, coi
w sa, a defraudar esta provincia cm
DIARIO DE PERMIBUCO, TERCA FIRA 28

para cssa feira, emquante nao se instituirem oulras
casas de mercado, por isso qnc urna so nao preeu-
che as vislas do publico.as cousas ficarao no mesmo
estado; o systema de alravessar gneros ha de sub-
sistir, e o povo gemer oppresso diante da inercia
de seus mandatarios.
Se as novas colheitas nSo modificaren) a caresta
quo*oje nos devora, chegaremos a um estado ajus-
tador. Na occasiao em que escrevo se me diz que
varios quintaes tem sido acommetlidos pelos ladrees,
ou pela gente pobre que se v forjada a furtar para
comer. A assembla provincial discute um projecto
relativo ao tal barradlo.
A academia vai franqueiar o prtico a 18. J
ah vem chegando o exercito veterano trazando, em
debandadaos bichos e hachareis de Pedro II.
Vai a cidade n'uma balburdia, e ahi corneja a vi-
da da actividade acadmica, sob as ordens do sino
do ex-coovento Franciscano. He quadr das ca-
ras novas e do alulhamento das casas. Os pobres
acadmicos que ahi vem de tropel, estao em pulgas
cora a falta de casas que hojo se nota em S. Paulo.
Recorrem ao systema das repblicas e por ahi se
amontoam oilo e mais em umeasebre de sala c al-
cova, a laia de sardinhas em tigela.amaldijoando os
cresos da trra qne enthesouram as patacas em vez
de edificar para edificajao da sciencia.
lie admiravel, como s v, a enchenle qne trans-
borda no correte anno lectivo; desla forma vai o
Brasil a medrar; 40 e lanos pergaminlios annuaes
ja he alguma consa, exclusive as tornadas em gran-
de escala que la sahem da velha Olinda, onde os
mares sempre eslSo bonancosos.
O exames de preparatorios vio-so fazendo. O Dr.
Furlado foi chamado para examinar os Democritos:
ja deve admirar que pouca gente concorre barca,
pois este senhor he um piloto fatal; com sua pre-
senca os mares se eocapeIlam,Ievantam-se os baixios
e la vai o batel para os abysmosda Raposa. He por
isso que os acadmicos v3o dando parle de incom-
modados, rejeilando viajar nos maces da pililos -
phia.
Os de mais eiamcs vao correndo suave e natural-
mente ; mares calmos e bonanzosos.
Grande alvororo causou o doutor da" semana com
o seu auouncio de publcajao de estatutos. O povo
acadmico nao contava com esse importuno por este
anno; reputava-*c mesmo que iria degradado para
a cmara dos deputados. A final ahi vem a masmor-
ra e a perda de anno com 20 faltas. Pobres tereci-
ro-annistas, nao bastam as ranjosas ordenacOes do
Reiuo, o Faciculo de l.obao e olatinorio das Institu-
as de Josliniano ; ahi vem o reculamente monslro
declarando guerra ao 7. peccado mortal. Tende
paciencia; ao menos podis fazer com o sobredilo
Gregorio de Matlos ao dizer adeos i enferrujada
Coimbra.
Adeos, Coimbra immiga,
Dos mais honrados madrasta,
Queeu me vou para nutra Ierra
Onde vivo mais larga.
Adeos polixas escolas,
Com reitor, meirinhoe guarda,
Lentes, hedis, secretarios.
Que ludo sommado he nada.
Adeos, fmulo importuno.
Ladran publico de estrada,
Adeos: comci desses furtos,
Que a bolsa est j acabada.
Adeos, ama mal sofTrida,
Que se apaga vos tardava,
Furtaveis sem cousciencia
Meios de caruciro e vacca.
Adeos. amigos Heiros,
Com quem nao gaslei pateca
No decurso de sele annos
De tenias carrancas cara.
*
fraudes que se corametliam, este-
la provincia registros conferentes, cujo
verificar, vista de gulas, os gneros que
desta em sen territorio em demanda do
mercada da cidade do Rio de Janeiro. Ficavam as-
s todos os direitas; repentinamente po-
* aquelles registros por ordem da
Rio de Janeiro, e os gneros de pro-
aria devem dentro de 2i horas
la carie, ser manifestados na
repartijao fiscal daqnetta all eatabelecida. Senes-
dme fe s guias que se Ihe apreseu-
tassem, nao haveria motivo de queixa; mas sao re-
tas, e o productores, obligados ao pga-
lo dos diretes para a provincia do Rio de Ja-
neiro, recusam-se s exigencias desta.
o clculos feilo* na eontaderia, de se-
mhro da 1851 a doeobrode 1853, mootam os di-
reitos do caf exportado pelo registro do Arird-cm
36338*218, e ente prejnizo rr em augmento com o
progresso que tem lido a cultura do caf.
A proviacta do Rio de Janeiro reconheee: I.,
mehado no se consulado nao he todo
de sua prodoeejo, tanto que no convenio que pro-
P a esta Serece dar-lhe 14? do rendimenlo total
doadueitaad caf ; 2. que as fraudes havida* nao
foram eommcttiuas por pessoas desta provincia ou
PMew empregudos. Enlretanto obslina-se em
rejeitar as novas guias, cobra os direitos do caf
pauSetano como se fosse de produccao sua I
Algumas reclamaroes se tem feilo que ficarara
semresposta; parece que o goveruo daquella pro-
vmeta por esta sen proeedimenlo qoer forjar e des-
ta a assigiar o conven, embora prejudicial.
Todos os documentos relativos a esta questao
foram prsenle assembla, e espero que tomareis
sobre ella ekmma. deliberacao.
Otaspeeio, da theeomwte lewbra a necessida.
Z"? T* NWalrto geral urna represen-
tacao podindo-lhe qu faca revogar as d9liberaCoes
t^T d! >""*** R de Janeiro, como
*hoouU,eqUemJa a presideneia Korisada para
^^vH^T^,^0a,B,," modi<:Sfie tendentes
a evitar qs prejmxos que nascem delta.
No estado em que est a questao, nenhum mn-
arbUrio apodera,ornar, KJStS
^I^' ," *?*"** 8- Pal do prejuizo qTe
, ^^^rktao^ej,mre8peilacvW0rusdi-
Conliaoa com mais forca a crise alimentaria.
- mT?.?*?' ,w,M^riM^apabrew,
f^doluteralmenta, l amea,^ m^de
A amara municipal, verdad* seja da* nao tem
dormido no caso. Ahi est o barracuo, ou casa de
mercado, que, ao pri.cipio, produjo algum bem ;
mas foi elle transitorio.
Rtaquanto nao houver reforma nainstitui^ao, em-
qnantonaose confeccionarem bons rcgulamentos
No recinto da assembla provincial se registrou
recehtemente um lance dramtico que jamis se de-
vana representar em urna congregacSo que a lei
manda respeilar porque cercou-a de todo o
prestigio inherente sciencia que ahi se dev* sen-
tar.
Travou-se urna polmica immoderada qoasi in-
decente revollanle. entre os deputados tente-coro-
nel Amador Jordn c cmmaudante superior Dr.
Ignacio de Araujo. A assembla em peso corlou com
solemne reprovara esse combate argucioso que des-
dourou os annaes legislativos ; as proprias' galeras
emmndeceram de veame. Nao o reproduzo aqu
porque, para honra do corpo, deve ser esquecida
esta spena que colirio de- ridiculo o edificio privi-
legiado. A polmica versou sobre negocios da guar-
da nacional : nao entendo dcsles negocios de guarda
nacional, nem quero arvorar-me juiz nestas ques-
tocs. Noticio o fado como me cumpre, concluindo
este tpico lamentando que o partido saquarema na
provincia em tregoas com a opposicao quo nao
d signaos de vida senao pelo seu orgao Ypiran-
ga procure debelar aos proprios co-religiona-
rios.
Este partido est chegado ao ange da discordia ,
parece que ha urna tendencia muit pronunciada
para o saquarema deprimir o saquarema. Apage
O bispo diocesano foi arrancado da potica jor-
nada que vai fazendo pira ser col locado no banco
de dores da assembla provincial.
Bem dizia eu, tratando da pessoa do prelado, que
as vozes'de urna provincia inleira que o deuuncia-
vam opiniao publica, valiam alguma cousa. Os de-
pulados M. Eufrasio de Toledo, c padre Reis Fran-
ca, denunriram em dnas sesses fados que, se fos-
sem verificados, deveriam tirar teda a forja moral
que por ventura reste ao Sr. D. Antonio.
Pelo que se vai presenciando, parece que a pro-
vincia inleira se levanta contra o colosso religioso
que rala a diocese. Bem nos compadecemos do Sr.
bispo ; a sua posicao sem forja moral he 13o fraca
quao ridicula.
Exm. Sr. bispo Ainda uina vez ouja o brado n-
nanime dos Paulislanos. Arripiar carrera 1 As ove-
llias perdem a forja da padenria, e se revoltam
contra o ci, islo he, contra V. Ex., que me parece
deve representar a vonlade do co. V. Ex., eu o
repito, lalvez nao reluca no que esl fazendo : a
perseguijao ao clero, a tome da pobreza que ahi
corro pelas portas, sem o alent da caixa pia, que
V. Ex. traucou a tanta gente, o desamparo da ea-
thedral, que V. Ex. nao frcquetila, as inquiricOes
domiciliarias, e ludo isso que na represenlajao pro-
vincial se ouvio da bpeca desses deputados, e que eu
nao refiro porque sou amigo do V. Ex., esto cha-
mando a ira das ovelhas, e l na eseriptura, V. Ex,
abe destas cousas, se diz Desgranado ser aquel le
que fizer morrer o seu rebaiiho.
Senhor pela segunda c ultima vez abr os o-
Ihos! Perguntei ao'vosso vigario geral se a pro-
vincia clama debaldc : segu os seus consclhos c
removei os informantes que vos atiram ao abvsmo.
Na sesslo a que me retiro o deputado Reis offere-
ceu os seguidles projectos :
ArU l. Fica abolido ueste bispado o uso al
agora pralicado de remir-se por dinheiro as peai-
tencias publicas impostas aos contrllenles, que in-
culpavclmenle se acharem ligados com algum im-
pedimento para 0 matrimonio e que delle obliverem
dispensa.
a Arl. 2. As licenras para a celebrajao da pri-
meira missa, dadas aos clrigos ordenados de pres-
btero, serao concedidas gratuitamente,e durara
por tanto tempo cmquanto os mesmos clrigos nao
forem condemnados por sen lenca a alguma pena co-
c esiastka.
Na sessao seguinte o mesmo deputado reproduzio
soas aceusacoes contra o Sr. bispo, pintea o estado
desgrasado em que est o clero, e coucluio reque-
rondo que se pergunte a S. Ex. Revm. a razao por
que nao pOe a concurso as vigararias vagas que exis-
ten) no bispado,
A assembla provincial al a data em que es-
crevo' nao da signal de manifestajao hostil contra o
presidente da provincia. S. Ex. Irata esforjada-
mente de remediar o estado lamenlavel em 'que se
acham as estradas. J pedio informajoes circoms-
lanciadas aos inspectores de estradas, e agora qee
est funrdonando a assembla'devemos esperar que
alguma cousa se faca; o clamor public se reproduz,
e he lempo de acudir a essas vias de communica-
c8o que apreseotam horrivol quadro aos viandan-
;ie*. ,
As pequeas quotas que al existem ncorjamenio
vigente eslao seudo applicadas, ao passo que cada
loralidade redama.
Esperamos que o Sr. Josino v acndlodo ao re-
clamo o mais palpitante da provincia ; ninguem lhe
pude contestar boas desejos na adminislracao; se lia
obstculos ahi esta a assembla qne representa o po-
vo, e o povo jajfc clamando por estradas.
O Dr. franja est fazendo Neluu. O rebate
arithmetiro nao so limitou aos Franciscanoa, Car-
melitas, &c. &c; peuetron no retiro das recolliidas
de Santa Thereza e Nossa Senhofa da Luz exigindo
a prestajao de contas.
Iteste facto parece que rebentar algum conflicto.
O Dr. vigario aeral recorreu ao presidente da pro-
vincia ; que mandou o juiz municipal informar
respeito de sua pretenjao, mandando suslar qual-
quet diligencia uos conventos. Consta-me que as
freias foram intimadas para apresentar compromis-
so e contas dentro era tres dias, sob pena de seqnes-
tro.
H* preciso ignorar o direito para negar ao Dr.
Franca a inspecj3o dos conventos ou recolhimentos;
procede dentro da raia legal quaudo chama a con-
tase pede compromissos. Mas a questao est collocada
neste terreno Procede em regra nos rodos para
cumprir a disposijao do regulamcnlo ? Islo he l
para o Dr. Gaviao informar.
La se foi o enlrodo. Tambem por c ficram os
loco^ para um canto. A' cxccpcao do um ou outro
juiitoso ningnem enlrou no brbaro diverlimento.
Todava tomos menos relizes que os Cariocas, nao
tivemos mascaras em substituirlo. Cada um andou
com; a sua natural. Estou desconfiado que tenho
rrelistivel tendencia para as finncas. Constata Vra.
que ainda desla vez mecha nos negodosda thesou-
rarii. Perdc-me esle peccado : sao cousas em quo
aqu se falla. J que me mclti a correspondente, pe-
same o dever de enfardar o que cumpre.
Ficon dito que o pessoal de nossa thesouraria he
insufllcienle ; os ordenados mesquinlios. Oirabalho,
alrt de eulrincado e numeroso, conta perlo de tri-
la asnos de tdade. Hoje drei que a ultima reforma
acarretou grande augmento de trabalho; de sorte
queo augmento de pessoal imporlou apenas urna
compensajAo, subsiste por conseguinte o atraso an-
terior, as incsinas difllculdades, aggravadas alm de
ludo pela morosidade com que sao providas as vaca-
tura dos lugares j insufficicntes.
Creram-sc no thesouro, em virlude da reforma
mencionada, directoras de rendas, de despeza, de
contabilidades e do contencin. Cada urna destas
estajOcs expede ordens, exige csclarcdmcnlos, crea
novs trabalhos e modelos, &c, o as infortunadas
thesourarias, que nao contam mais que urna dcima
parle do numero dos empregados que tem o thesou-
ro, veni-se confundidas e impossihilitadas para a-
companhar o movimento reformista.
Vem a pello urna leve observacao sobre o proce-
dimento dosdiversos ministros para com as provin-
cias, procediBiento que de algum modo contribue
para a irrcgularidade do servijo publico, em que
tanto se esfnrcjni para facilitar e abreviar. Todos
os annos confeccionara as thesourarias o seu orja-
menlo para reger o auno seguinte. Esle trabalho vai
remellido ao llicsourciro para ser coutemplado na
dislribuijao do crdito e importancia das despezas a
fazer-se com os diversos ramos do servijo publico,
em cada urna provincia.
Os eucarregados da dislribuijao do crdito parece
que nao altendem convenientemente aos orcamentos
das thesourarias ; fazcm dislribuijao arbitraria, de
sorte que, para muilas despezas, que alias sao effec-
tivas, nao considerara senao metade, o s vezes me-
nos do que haode forjadamente dispender as the-
sourarias. Ora, estas nao estando aulorisadas a ex-
ceder, sob prelesto nenhum, o crdito concedido,
precisam augmentar considcravelmente o trabalho.
com Inccssantes demoustrajoes de insufllciencia de
crdito. No entretanto, at que conceda o (pigmen-
to pedido, l se vao mezes cm que os empregados,
ou qualquer ramo de servijo soffre prejuizos e atra-
sos cousideraveis.
Nao posso alngirqual a ulilidade dcste proce-
dimeuto ; o que he cerlo he que elle augmenta de
um modo extraordinario os trabalhos das thesoura-
rias, que se vm obrigadas a fazer pedidos e recl-
mateos, precedidos de supprimentos de tabellas e
dcmonslrajoes do que foi dispendido e do que resta
dispender.
Ora, permita Dos que estas reflexes que aqu'
lauro, dictadas pela consciencia que temos da m
estrella dos empregados pblicos, sirvam d^ alguma
cousa. No caso contrario ainda me resta o dizer-se
que regislrci um reclamo da opiniao publica.
Quera fallar de um conflido de pragmtica
entre o juiz municipal e o director da casa da corree-
cao; do projecto de reforma de regiment da as-
sembla provincial, elaborado pelos deputados Ri-
bas, iogo, e J. de Araujo ; da supresso acintosa
de um emprego na secretaria da assembla e de ou-
lras galanlarias que por aqu vSo.
Cornejo pela supresso do emprego, que he ne-
gocio mais quente.... Valha-nos Dos I Eslava an-
nunciada a partida da mala do Afucury para araa-
ntaa e preparava-me para desenvolver as Dieses
inscriptos, quando se me vem annunciarque o Sr.
Mucury despedio-se em latim e que nao ha correio
amanliaa. Apressd-me pois a cerrar esta, dizendo
comigo que j houve tempo em que a razao publi-
ca valia alguma cousa': hoje he un#bagalcla.
Al sempre. Carta particular.)
(Jornal do Commercio.)
OEA&A'.
Sr. Redactor. l"sanca foi sempre mui louva-
da registrar os acontecimenlos, que se dao, quer
na ordem physica, quer na ordem moral, em razao
da sua importancia e gravidade ; ou sejam conside-
rados em si intrnsecamente, ou em relajo reli-
go, s sciencias e letlras, ao progresso, o civili-
sajao do genero humano.
Esse cstylo, que nasceu, c lem sido manlido pe-
la imperiosa exigencia de tao reaes" e evidentes in-
teresses, nao quero eu preteri-lo : e cedendo ao vi-
gor e valenlia da juslica, dilatado o meu corajao,
rogo a V. S. que se sirva publicar este communica-
do as columnas do seu peridico. He urna exigua
pagina, que oderejo historia contempornea das
misses no Brasil. Escrevendo-a, consequente
dever meu he Irazcr memoria o nome, os servi-
ros religiosos, e a instruejao do Sr. Fr. Serafim de
Catante, missionario apostlico capuchinho. Com-
prehendo que a reconhecida modestia, e humil-
dade dcste Sr. serao offendidas por um tal expedien-
te ; se assim fr, ahi, nos altos inleresses da histo-
ria, c na caridade chrisUa delle, fundamento a de-
feza da publicaran, e o perdao da minha ousadia.
As 7 horas da manhaa do dia 4 do andante mez,
chegou casa do digno vigario, o Sr. Jos Anlunes
d'Ohveira, um portador com a grata nocia de. que
a Urde o Sr. Fr. Serafim entrara nesla cidade. Re-
cebido o aviso, espdhou-sc v correu elle lao elec-
tncanwule, do boca em boca, que em pouco eram
os Aracalyeuses senhores d'uma nova, que enlor-
uou nos seus corajes tanta copia de jubilo e pra-
zer, que, traduzida nos semblantes, crafo expres-
sados pelas linguas ; como se clles receassem que
essa versao muda essas phsionomias, alias nao
fossem cabaes demonstraries dos scnlimcnlos reli-
giosos d'alma. Ao meio dia, na margem occidente!
do rio Jaguaribc, achavam-sc centenas de pessoas
sofiregas, que procuraram, no encontr antecipado,
matar desejos, apresentar homenagens, e dar as
boas vindas quem tao prximo Dnliam, physica-
menle, e lao remoto collocava o corajao. As 6 ho-
ras, o missionario desembarcou no lugar do cosi-
me : as innaudades o receberam com seos anderos,
e todos seguiam, procissioualment, para a igreja
matriz, acompanhados por um concurso immeuso de
pessoas de ambos os sexos. '
Era para ver a alegra de todos : era para ver o
enlhusiasmo ardente, com que se fallava cerca da
chegada do missionario E, na verdade, assim de-
via ser O presente, que nos trazia tao liberal-
mente o Sr. Fr. Serafim, transpondo montes e val-
les na calmosa cslajao que nos vai abrasando, e
corlando por diluculdades, era mximo, immenso .
a annunciarao da palavra divina, na cadeira da ver-
dade por ministros cheios de abnegajao, zelo e fer-
vor, he um dom inaprcciavel ; e essas cRiisocs de
jubilo, alias mui louvaveis, sao limitadas corres-
pondencias que o chrslao deve manifestar a Dos,
em gralidao dos beneficios inefiaveis, derramados
sobre elle.
Cousas notorias o evidentes sao a necessida-
de, e ulilidade das missOes : c, pois njo tratan-
do de disseriar acerca dellas, drei em remate,
que a iguorancia do dogma e da moral, he mais
commum do que se pensa ; c que a philosophia he
mui fraca para ensiua-las, refrear as paixOes, dar ao
cornean do homem urna solida consolajao, mostrar
a verdadeira origem das desorden!, e applicar os
remedios eflicazes. Somenlc a f he que nos pode
esclarecer, c fortificar; s ella nos fofnece os gran-
des motivos de preferir todas as cousas a pratica
das virtudes.
Esse Gm sera 'attingido, til, solido, edificante,
quando a palavra divina for annunciada, tendo por
base a santa cscriplura ; e o dogma, e suas conse-
quencias moraes forem expostas com clareza, e sen-
tidos pelo corajao.
Escolheu o digno missionario o dia da immacu-
lada Conceijao da Senhora para cstreiar a sua tere-
te religiosa, que foi encerrada a 18. No -correr des-
ses onxe dias, o trabalho no campo do Senhor foi
mximo, aturado, immenso. As manhaas consu-
mi-as elle no tribunal da penilencia,*ao qual atlluio
um concurso prodigioso de fiis: as tardes deslinou-
cerca de oito mil pessoas, nos ltimos dias, assislio
a todos os actos da santa missao com milita attencao,
respeito o devojao, que manifeslou sempre por sig-
naes inequvocos.
As materias sobre que doutrinou e pregn, fo-
ram convenientemente caladas e traladas com am-
pio desenvolvimento. Principiando pela exhorta-
sao e demonstra jao da noeessidade de disposijao cor-
dial para que os clirstaos qne se chegam as santas
missOes, recolhessem os fructos da audiencia da di-
vina palavra, que, como sement que he, redama
ira! terreno propro e convenientemente preparado
para nascer, crescer, fortificar e produzir as deseja-
das novidades ; conlnuou as seguintes tardes a
doutrinar e pregar acerca dcsles importentissimos
assumptos.
Penitencia, de que falln abundantemente, j co-
mo virlude, ja como sacramento, expondo a sua
nojao, instituljao, necessidade, materia prxima e
remota, e condijes que devem acompanhar a con-
fissao para ser verdadeira amor de Dos, e do
prximo -* direitos o deveres dos pas, e mais de
familias para com os fillios fmulos e escravos,
direitos e deveres dos filhos,famulos, e escravos res-
pectivamente a seus pas, amos c senhores, a
superstijao o juramento, suas especies e santida-
des o perjurio, sua hediondez e perniciosas con-
sequencias, a murmurajao, mentira offlciosa e
maliciosa, injurias e calumnias, insinuando a neces-
sidade de abstenjao de tao enormes peccados, e a
obrigajao de reparar os males procedentes delles
o assassinalo, o furto e roubo de objectos mate-
riaes, profanos e sagrados, da honra, fama e repu-
tejao ; obrigajao e necessidade de restiluijao com-
plete c integral, uante for possvel a castidade e
f conjugal o peccado original, a promessa do
Redemptor e complemento della, a felicidade da
vida futura para o justo, e os tormentos eternos pa-
ra o reprobo juizo final a necessidade do per-
dao das injurias, tandaiido-a no exemplo que Dos
nos deu, para com varas pessoas doantigo testamen-
to, nos preceitos consignados nos evangelhos e no
exemplo que nos deixou o Crucificado, sendo que a
ullima prece que dirigi ao pai sobre a cruz, foi
pedir perdao para os que o crucificaram o filho
prodigo e condujo as mssoes por urna concor-
ridssima proeissao de penitencia, depois da declara-
jao das indulgencias plenarias concedidas pelo SS.
P. Benedi} XIV, da benjao ao povo, a quera, com
a i macera de Christo as maos, pedio perdao se por
ventura ofrendeu-o,intencionalmente,e do Te-Deum
que fez canter em aejao de eraras.
Os servijos do Revd .missionario foram importen-
tissimos, quer no confissionario, quer no pulpito, c
desempenhadoscomerudicla congruencia, amor de
Dos, e zelo pela sua gloria ; por quanlo se como
diz um sabio, a funejao respetavel do pregador
exige o talento natural da palavra, e urna nocia
extensa da moral chrislaa, e consegnintementc um
estado asstduo da santa eseriptura e das obras dos
santos padres, unido ao conhecimento sudlcienle
dos costuraos da sociedade ; das paixes e dos vicios
do corajao ; dos meios que sustentem as virtudes, e
a piedade dos perigos, e teotajoes a que ellas suc-
cumbem, adqueridos pela experiencia no tribunal
da penitencia, e direejao das almas: e se os misso-
narios e pastores, nestas circunstancias sao capazes
de instruir c locar os ouvintes, o Sr. Fr. Serafim,
em quem dominam olhos vistos, estes requisitos
abundaudo as citacOcs da eseriptura e dos padres
da igreja, e mostrando assim que a liego della e del-
les lbe he familiar com o dom da palavra, e experi-
encia de longos annos do confissionario e trato da
sociedade, o Sr. Fr. Serafim digo, nao pode deixar
de ser um perfeilo missionario. E quando esta qua-
lidade podesse ser contestada por falla dos requi-
sitos supra referidos, o que nSo concedo; ainda as-
sim, o Rvd. missionario cumpria pereitaraente
missao de que foi encarregado, porque na sua alma
abundam .amor a Dos, e zelo pela saa gloria
como responden Jo3o d"Avila apostlo de Andalusia,
aos que lhe demandaran) as rearas sobre arte de pre-
gar.
Agora se a palavra de Dos cahio em bom terre-
no, convenientemente amanhado para recebe-la,
dar-lhe nascimenlo, cresdmento e fortaleza para
foroece fructos, sabe-o Dos somente : o que po-
rem sei eu, porque vi e ouvi, he que o missionario
empregou a precisa deligencia; o o povo allendeu-
o com respeito, fervorosa devojao, e evidentes sig-
naes externos de arrependimento e contricj3o.
Gratidao clouvorao digno missionario ;e ao povo
Aracalyense mil congratulacoes I
He possivcl que a ordem das materias sobre que
doutrinou e pregou o Sr. Fr. Serafim nao seja a que
vai trajada, e que mesmo me escapasse algum ou-
tro tpico, pois nao loraei aponlamenlos, visto co-
mo hoje he que me deliberei aescrever estes linhas;
mais islo nao infiue no fundo e fcil ser corrigir
qualquer omissao. Jos Pereira da Graea.
Aracaty, 22 dedezembro de 1853. ( Pedro II. )
------iBiaaiai. ------
=
3E
CORRESPONDENCIAS SO DIARIO SE
PERNAMBUCO.
Parahlba 30 dt mrco de I85<.
Estou hoje baldo de noUcias, e s o habito me
faz escrever-lhe. Vamos em calmara podre, ou os
meus agentes teem perdido sua auga actividade.
Eu nao desejo ter muilo que conter-lhc na parle
policial, porque a abundancia de materia em tal es-
pecie he um mal; mas tambem um marasmo, como
o em que nos achamos, li indicativo de falta de
vida na populacho.
Como o mundo nao caminha como en quero, mas
sim como vai, nao tenho remedio senao ver a falte
de vida e animajao desla populajao, e por conse-
quenca a falta de scenas variadas e acontecimen-
los nolaveis, e dizer-lhe mui framentenada de
novo.
Teuha paciencia, porque tambem eu gasto soffri-
vel somma dessa virlude asss esUmavel, quando,
em urna dessas aborrecidas noites, em que o espiri-
to fatigado recusa-se leitura, e mesmo a divagar
no reino da idealdade, procuro um enlrelenimento
em que mate o lempo e reanime as forjas do espi-
rito, e rae encontr sos com o isolamento e soli-
dao. E o que fazer? Conservar-rae uo lorpor do-
loroso e afiMivo da cessajao das operaces inlel-
lecluaes, ou procurar no somno, a que Voltaire cha-
ma um ente berafazejo, o esquecimenlo da vida? O
primero estado he repulsivo ao homem, porque im-
porta urna enfermidade do espirito, o segundo, pro-
curado todas as vezes em que aqu ha fallcncia de
diverlimcnlos, materalisar o individuo; conceden-
do que elle lenha entrada Tranca no palacio de Mor-
pheu; favor que n8o he fcil a quem ainda domina
a materia, a quem ainda nao vegeta.
E o que lhe importa ludo isso? cortamente nada;
mas atienda, que tambem nada tenho a dizer-lhe,
que nao seja isso.
E ainda ha quem perguntepara que queremos
um Ihealro? Para entreler a populajao, para dis-
Irahi-la, para malar-lhe o iplun, para nao deixa-la
a sos com o far nienle, que, como sabemos, faz de-
safiar os maos insluclos e dar-lhe impulso para os
vicios.
Para o laborioso esquceer por algumas horas o
trabalho, que por nm dia lhe pesou no espirito ; o
poltico os planos que lhe acahruiiham a inlelligcn-
cia; ocommerciante a perda queo afiligio; o ho-
mem de lcltras a queslao, o problema que o canrou
e o vicioso o mal que iria fazer se nao eslivera all
entrelido.
Ea immonildade de algumas representadles?
rctorquir o teimoso. Pelo amor do Dos! Debe-
rnos sophismas. Ilaja cuidado na polica, pois
nao faltam pejas dramticas, que sao o que devem
ser moraes e castigadoras do vicio. Aquellas que
nao csliverem nessas condijOcs, sejam lanjadas cm
urna boa fogueira, ou fiquem no gabinete de seus
apreciadores.
Ainda rollar a carga o teimoso. A provincia nao
pode sustentar um Ihealro. Mizcria dasmizerias!
Concluam a obra, e verao. Nao digo que ella o
sustente animalmente, mas assovero que'por alguna
mezes do anno nao ter prejuizo a companhia, quo
nos visitar. E como seremos visitados, se nao tiver-
mosera que hospedar? Como concorreremos a um
lhealro#com que temos de-sofirer, alm de ouroT
encommodos, um calor nsupporlavel ?*
Muilas cousas ha por ah com que a provincia, nao
direi nao pode, mas nada lucra, enlretanto ellas
existem o continuante emquanlo houver no mando
o qae se chama patronato e alhadagem.
Passemos a parte noticiosa, que desta fcila he to-
da negativa.
Nada de chava. A tartana esl a trlnta e duas
patecas, por alqueire: a carne e o pdxe em propor-
cao. A concurrencia ao mercado doa gneros ali-
menticios h'e nenhuma, porque os matlos andam
scsmadoscom a guerra turco-russa tmglo-fran-
ceza.
A mortalidade lem decresddo, e j os malditos
as para o cathecismo e sermao. O povo, em mime- sacristaes teem dado tregoas aos nossos ouvidos'
ro sempre ascendente, que pode ser compulado em| Nada ha contra a tranqurJIidade publica.' Os
thuggi, lalvez oceupados na procura da carga para
bordo, nao teem dado que scismar polica.
ltimamente foram presos uns (res para panjj
de Alagda-Nova, qae sSo raestres, e tem obras ev
outras provincias. Dos os conserve onde estao pa-
ra deacanjo da humanidade, que j tem superabun-
dantes cansas de mortalidade.
Estamos.ameajados de illuminac8o na cidade. J
se acham pregados os ganchos dos lampeoes. Feliz-
mente a Paralaba nio ficar sem illuminajao no
secuto das luzes, o que em verdade era um anachro-
nismo. Ha tres annos que a nossa assembla pro-
vincial aborrece-se as trovas, mas nanea se pode
efiecluar o contrato do fornecimento do azeite. Est
vndda essa difllculdade, falla oulra, quanlo a mim
menor, e he a falla de dinheiro que foi distribuido
um pouco largamente, na bulla do ornamento.
Vamos a par do progresso com vento em popa,
ara casan patriotismo.
Sai'ide e cobres, paz e concordia, livre de irimi-
gos, e sem amigos que o queiram destructor, por
muitos janeiros lhe desejo.Amen.
24.
Continuamos na mesma fallencia de novidades, de
qae por tantas vezes me tenho queixado. Este pe-
quena capital parece um rio de largo leilo, cujas
aguas em brando remanco vao buscando o mar, illu-
dindoao observador, que o julga parado, quando sua
correte nao cessa de seguir o camiuho, que a na-
tareza lhe trajou.
Tranquillidade e concordia no exterior, odios e
maledicencia no interior, muito errar quem o julgar
pelas apparencias, porque o rio encontrando no leto
obstculos, cava, mina e murmura surdamente, sem
que perturbe por muilo tempo oespelho de sua su-
perficie, e o silencio de suas margeos.
Nada ha de novo, entretanto que as mesquinhas
intrigas de urna poltica miseravel, polilica de aldea,
continuam, pequenilas vinganjas, proprias de almas
myeroscopicas apparecem orna oa oulra vez, a tea de
enredos complica-se; mas todo sb o negro veo da
traijo, com as precaojoes da emboscada, de sorte
que a victima sent o golpe, conhece a rao que o fe-
rio, mas nao pode qaeixar-se, e gemendo diz com lo-
dos nada ha de novo, gozamos ama paz admi-
ravel.
Ser essa paz de espirito, qae se goza as grandes
e populosas cidades, onde o sacrario das familias he
coberto por um impenelravel vo; onde o homem,
alm dos seus negocios particulares e domsticos, na-
da mais tem qae a afflija, onde se acha fra do al-
cance do denle da maledicencia" Nao, he ama paz
material, que significa a ausencia de luta corprea,
de golpes trocados. Nio sei se melhor seria esta
do que a oulra luta que sostenamos. Nella esta-
ramos livres do immenso numero dos covardes, que
amara muilo o repouso de seu corpiuho, nella lea-
mos a salisfajao de ver apalpar o contendor, nao
fallando era que ha dores moraes mil vezes mais pun-
gentes, do que as phisicas. He eerto que esse phe-
uomenn da-se nicamente em quem lera pejo, quali-
dade que os antigos distinguiam no homem pelas
barbas, e no bello sexo por urna certa corzioha roxa
que se lhe assomava a face muilo a proposito, e com
bastante graja. Hoje que todo o homem tem barbas,
e toda a senhora he romntica, n3o sei quaes sao os
sigoaes caractersticos, a nao ser nos homens o morder
o bigode, e as mulheres abaxar os olhos.
Ora, onde vou eu parar ? Eslavamos na falla de
noticias, pois bem, saiba que estou nos mesmos apar-
tes, perdoe a comparadlo de um celebre romancisla,
que se vio em um bello dia com nao sei quanlas du-
zias de credores de romances as cabeceiras dt banca,
lodos a quererem a preferencia, e nenhum sem a fe-
liz lembranja de qne com tal tempestado elle nao po-
da produzir. '
Se ao menos Vmc. Uvesse a condescendencia de
me aceitar as reticencias, eu com duas duzias de
mas.... outras lanas de porm.... e quanlas inlsr-
jeijees, com seus satlites ou ponlinhos me chegas-
sem i penua, fcilmente lhe arraojaria umamissiva,
com a mesma faclidade com que se produz paginas
de romances.
Nada lem occorrido, como fica tongamente dito,
contra a Iranquilldade publica e seguranja indivi-
dual.
Os senhores thuggs eslao quietos, mas nao he
bom fiar odies, pois, alm do mais, clles sabem qae
os jurados, os cidadaos juizes, cumprem i risca o qae
dizem na oracao dominical perdoai-nos as nossas
dividas, assim como nos perdoaroos aos nossos deve-
dores e querein que Dos Ihes cumpra a promes-
sacom a mesma medida com que medirdes seris
medidos.
Os antigos togados eram menos devotos, lalvez, e
por isso nao faziam favores, embora reodesselh gra-
tas, o qae era um negocio com qualquer outro,
que linha de mais a mais a vaategem de deixar o
agraciado com as algibeiras escorridas. Se querem
ver mulliplicarem-se as demandas ponham as lides
civeis na aijada dn jury.
Ea, como nada tenho, quzera ver essa brioca-
deira.
Tem-se desenvolvido um furor pelos postes da
guarda nacional, cajas propostai andam as forjas
dos commandanles de batalhes e commaudantes su-
periores, que assombra. Nunca vi tanto ardor mar-
cial, creio que nem mesmo na Turqua os estimlos
tem chegado a um tal grao. Eu altribuo i noticia
da invasao do Amazonas, e muil irno que meus
patricios estejam disposlos a dar boa tunda nos
godemes americanos, que em n envergonham a
seus pas do paiz das batatas.
He lal o furor pelas armas ^espada branca) que
tenho visto hachareis, deputados, advogados, profes-
sores, e creio quealguns padres, procuraren! ser ca-
pitaes, lenles, alferes. Eu tenho sentido minhas
cocegas ou arreganlios, porque i fui militar; mas
hoje s me servia a agencia de um batethao de linha,
ou inspectora de algum arsenal. Creio que nao pe-
co pouco, para quem tem tongos annos de bons ser-
vitos.
Espero ver o resultado da prooosta ; e essa moci-
dade esperanjosa, brilhanle, que digo 1 fulgurante,
frente de bem alinhados pelotees, encuendo de glo-
ria a patria, e a mim de orgulho.
A salobrdade nao vai m, e (efeoos estado mais
aliviados dos soas de finados, que se desprendem
destes campanarios. Continua a caresta de vveres,
e as chavas, com quanlo nos tennam vlzitado, ainda
nao indicam tenjOcs de permanencia. Assanham o
calor, excitando a vaporajao, e quando mais dellas
necessitamos, deixam-nos sem despedida.
Ainda he um problema, se ser frtil on escasso o
corrente anno, porque elle, quat'habil politice, lem
sabido disfarjar sea pensamento. Os optimistas au-
gurara mal, porque os nao ouvem na direejao do
mundo, os pessimislas, por sina ou habito; e os in-
dolentes que sao homens de f robusta, esperara no
seu caslello laisser faire, laisurpasser coja
seila tenho a honra de perlencer, por ser a menos
incoramodaliva.
No dia 21 assisli a fesla do pairiarcha San Benlo,
a ultima do (riennio doabbade Er. Jos da Exalta jao
Marques. Ouvi ura cloquate e bem pronunciado
sermao d'aqaelle digno abbade, que deixando apo-
ltica aos profanos, contra o cosame de alguns oulros,
na zelnsa adminislrajao de seus bens, tem sabido
captar nossas sympathias e promover o bem de sua
ordem.
Tive o prazer de ouvir urna .boa msica, na qual
brilhavam urna flauta e urna ctarneta, tocados por
dous Parahibanos.Esqueci por momentos os rsticos
sons das antigascharamellas, que nosarranhavam os
ouvido3 em lempos pouco remlos. Continu o rnes-
tre a dar-nos boas pejas, e pode vir dar-me quando
quizer o concert que pretende, pois ser bem rece-
ido. Se nao sabe, como diz, a minha casa, anoun-
cie um lugar, e l me ncharei ponlualmenle, pois
sou captivo da harmona, e nao posso deixar de
acharme onde se sacam suaves acordos.
Segu mol breve o nosso 1). abbade para o capi-
tulo, e Deosqueira quo essa reuniao respeitevel fa-
ja urna boa escolha de ura abbade, afim de nao
termos algum eslrompa-chalupa, que venha faxer-
nos desejar a reallsajao de certas noticias, que gras-
ura contra a instituido do santo patriarcha, que*]
fugio da poltica e evitou os enredos mundanos.
O meu amigo Mereles tem-se ecclipsado; no to-
me ao p da letlra, porque a elle ninguem rouba a
claridade, e ha muito qae o nSo vejo. Creio que
trate de arranjar os manios na guarda nacional. '
Nao sei, porlanto, mais de novo.
Saude, e quanlo he bom lhe desejo, e posso aase-
verar-lhe que bons desejos a sen^ respeito, q.iogoem
MHBUCO.
ASSEMBLCA LEGISLATIVA
PROVINCIAL.
Saoaao' ordinaria a 34 te nuu-co e 1854.
Presidencia do Sr. Ptdro Catsalcanti.
Ao meio dia feita a chamada, verifica-se eslarem
presentes 25 Srs. deputados. ,
O Sr. Presidente abre a sessao.
O Sr. 2.o Secretario lasela da lessSo anleee-
dente qne he approvada.
O Sr. 1. Secretario menciona o lgatele
EXPEDIENTE.
fjm offlcio do secretario do governo, remetiendo o
papis relativos a indemnisaj.1o que pede o enge-
nheiro II. Augusto Milel.A commissio de peli-
joes.
Outro do mesmo, remetiendo ma representarlo da
cmara da Victoria. A' commissao de negocios de
cmaras.
Um requerimentedo amanuense do lyceu, pedin-
do augmento de ordeoado.A' commissao de orde-
nados.
Outro de Antonio Los Gomes S.i,morador na fre-
gnezia de Tacarat, pedindo se marque a quota de
nm cont de reis, para concerlos da matriz daquella
villa.A' commissao de orjamenlo.
Outro do director da sociedade das artes mecnicas
eliberaes, pedindo augmento da quota que se cosa-
nla marcar annaalmenie para a dita sociedade. A'
mesma commissao.
Sao lidos e approvados os seguales parece-
res:
tA* commissao de pelijOes, lem sido presentes tres
requerimentos de Jos de Mello Cesar de Audrade,
ex-procurador da cmara municipal de Olinda, pe-
dindo no primero, que urna commissao desla assem-
bla chamando a si os livroa das acias e das contas da
referdacamara, e confrontndoos com os documen-
tos que elle junta do mesmo requerimente, emita
seu parecer a respeito : no segundo, que caso teilha
de ser remellido o primeiro a cmara municipal para
informar, sejam primeiramente numerados e rubri-
cados os mencionados documentos : no terceiro, que
sejam esses documentos e mais os que de novo ajun-
ta, a presen lados commissao que houver de exami-
nar as contas remelldas por aquella cmara relati-
vas aos trimestres de oulubro a dezembro de 1852 e de
Janeiro a marjo de 1853, as quaes conlm muilas
inexaclidoes.
A commissao bem considerando o objeclo detaes
requerimentos, e reconhecendo sua incompetencia
para tomar conhecimento de assumptos de semelhan-
te nalureza, pois versara sobre contas inunicipaes,
he de parecer que sejam elles remellido* respectiva
commissao.
e Sala das sesses 23 de marco de iSi.Portella
Luiz FUippeSiqueira Catalcanti.
o A commissao de ordenados, a quem foi presente o
requerimente de Luiz Francisco Vieira de Lima, pe-
dindo urna gralificacao pelo augmento de servijo a sea
cargo na secretaria da presidencia desta provincia,para
dar convenientemente o seu parecer sobre o mesmo
requerimente, julga preciso ouvir sobre dle o chefe
daquella reparticao, e por iso prop6e, que pelos
meios do cstylo se exija o seu parecer acerca do con-
tedo do mencionado requerimente.
a Sala das eommissoes 24 de marco de 1854.
Manoel Clementino Barros Brrelo bpami-
nondas. b
He lido e fica adiado por haver pedido a palavra o
Sr. Epaminondas o seguinte parecer: -
a Manoel Alves Pereira, professer de grammalica
latina da comarca do Lirooeiro, allegando ser muilo
mesquinho o ordenado de 40G80O0 rs., que percebe;
reqoer que seja elle igualado aos dos oulros professo-
a A commissao de inslrucjo publica, entendeo-
doque o examedesle negocio pertence especialmen-
te commissao de ordenados, he de parecer que lhe
seja remettido o mencionado requer meu lo.
a Sala das eommissoes 24 de marro de 1854.
Paes BrreloVarejaoPortella. t>
Tambem he ljclo e fica adiado por haver pedido a
palavra oSr. Figueira de Mello, o seguinte pare-
recer:
o A commissao de instraejao publica, a quem foi
presente o requerimente do profesor de prmeiras
fellras da povoacao de Nazaretli, no municipio do
Cabo, Francisco Cesar Beringuer de Menezes, pedin-
do que se lbe conceda a gratiGcajao qu o reculamen-
te de 12 de maio de 1851 (art. 60), manda dar aos
professores, que por mais de 12 annos de nao in-
terrompido exerdeo, se houverem distinguido por
seus conhecimentos professionaes, por sua prudencia
ezelo no exercico, e por grande numero de discpu-
los aproveitados, tendo em considerado a informa-
cao que sobre semelliante requerimente deu o direc-
tor geral da instraejao publica, na qual alrma, que
o peticionario nao he zeloso no cumpriraenlo de seus
deveres, e nem a sua aula tem sido frequenlada por
grande numero de discpulos aproveitados ; be de
parecer que seja indeferido o mencionado requer-
mente.
a Sala das eommissoes 23 de marco de 1854.
Paes BrreloPortella. o
Sao lidos.jalgados objeclo de deliberaj3o e manda-
dos imprimir os seguales projectos :
' presente o requerimente de Ignez Barbalho Los -
cba, professora publica da cidade de Goianna, em
que pede gratificado qne o art. 60 do regulamento
de 12 de maio de 1851, concede ios professores qae
por mais de 12 annos de nao interroropido exercico,
se houverem distinguido por seus conhecimentos pro-
fessionaes, por sua prudencia o zelo no ensino, por
grande numero de discpulos aproveitados, atienden-
do a que a peticionaria acha-se no caso do citado re-
gulamento, como informa o director geral da instrue-
jao publica, he de parecer que se adopte a seguinte
resnlujao :
sA assembla legislativa provincial de Pernam-
buco resolve:
Art. nica. O governo da provincia he aulorsa-
do a conceder i professora da cidade de Goianna, I-
gnez Barbalho Los Uchda, urna gratificado aoou&l,
que nao exceda a quarla parle do seu ordenado ; fi-
cando revogadasas disposjOesem contrario.
Pajoda~a9semb!a"uTgslatva provincial de Per-
nambuco 23 de marjo de 1854.Francisco Xavier
Paes Brrelo Joaquim Pires Machado Portella
'Padre Vicente Fer'reira de Siqueira .Vare-
ao.
A assembla legislativa provincial de Peroambu-
co resolve:
e Arl. 1. He concedida a quanlia de 20:0009000
rs. sociedade de agricultura, que haja de crear-se
neste provincia para fundar e alimentar urna escola
pratica de agricultura, e das industrias que lhe di-
xem respeito.
a Art. 2. Ao presidente da provincia fica incum-
bida a inspecjio do emprego da referida quanlia, de
que dar conta a esta assembla.
a Art. 3. Ficam revogadas todas as disposices
em contrario.
Paco da assembla legislativa provincial de Per-
nambuco 23de marjo de 1854.Joaquim Pires Ma-
chado Portella.
A assembla legislativa provincial de Fernam-
buoo decreta :
a Arl. 1. As arrematajocs de obras publicas seo
feilas pelo maior lanjo oflerecido pola maneira pres-
crip ta no arl, 24da lei n. 286.
ct Art. 2. O licitante preferido e seu fiador qni
por qualquer maneira recusaren) assignar o termo
de arremalajo, ficarao responsaveis pela perda que
resultar a fazenda pela nova arremalajo da mesma
obra, ou pela sua factura por adminislrajao : esla
respoosabilidade se far etlecliva por termo em que
assignarao duas testelemunhas, que lenham presen-
ciado a licilajoofierecida.
Art. 3. A fianja exigida para as ditas arremata-
joes pelo arl. 26 da citada lei, fica limitada a 6 deci-
mos do valor da obra.
Art. 4. Esla fianja, sendo superior a dous ra-
los de rls, ser constituida em bens de raiz, e julga-
da em viste de documentos que provem a existencia
destes bens.seu valor.e que se achamdesembara jados:
estes documentos juntar o pretendale a deds-
rajio por escripia do fiador de que se preste a
fianja.
Art. 5. Ficam revogadas as disposicoas emeon-
lavra, he o projecto submeltido votajo e appro-
vado.
.Segunda discussle do projecto n. 8, qae divide o
ofilcio de eicrivjo de orphSos e oulros.
Entra em discussSooart. 1.
O Sr. Epaminondas:(NSo devolveu o seo dis-
curso.)
O Sr. Aprigia :Sr. presidenta, eu tomo a liber-
dide (e porque o nao firia ? Y de observar ios nobres
deputados, que se oppoe o projecto cora relajeo
incompetenda deste casa, que me costa crer.naf
com que inlelligencias...
O Sr. Epaminondas : Deve crer na boa f de
lodos. '
O Sr.Aprigio:Isto he querer por-JI era em-
baraces; e eudevolvo intacto o ultimo'.aparte que
ouvi. Timbro era respeilar muito meas coliegas;
quera fazer justija as suas alias inteHigencias, sera
referir-rae nem de leve as suas consciencias.
O Sr.Figurade Afeito:-Muilo bem.
O Sr. Aprigio :Senhores, quando o acto addi-
cional he Uo claro, quando se presentara tantos fac-
tos consummado, quando a casa oavio a lucida de-
raoostrajao de nossa competencia pelo honrado mem-
bro que sesenta defronte de mim (o Sr. Aguiar) cau-
sa-rae exlranheza, que o honrado collega que me pre-
ceden, conteste ainda esta competencia.
Diz o nobre deputado a nao aceito a defin j5o do
acto addicional no 7 do arl. 10, porque leis poste-
riores a ella se oppoem. s Mas, senhores, nao be
acto addicional parte integrante da lei oraaoica do
paiz? E como o nobre deputado diz, qu nio a-
ceita urna deuuic,ao da lei orgnica do paiz?
Ora, eis-aqu porque eu diza, que me cuslava
crer que a alta intelligeocia dos nobres deputados
chegasse a lal conclusao.
Um Sr. Deputado:O juiz de direilo he empresa-
do provincial ? nao, e nos creamos lugares de juizes
de direilo.
O Sr. Aprigio:Senhores, a crcajo e soppreseo
destes erapregos, deve ser feila conforme as necessi-
dades das localidades, conforme a exIeocSo do terri-
torio etc.; e isto nada tem com o inleresse geral di
narao, como disse o honrado deputado. Que impor-
ta a Baha, que nos leudamos um s cartera, de or-
phSos, que importa a Babia, e qae nos importa, a
nos que o municipio neutro lenha tres cartoros de
orpdos, e que foss ha pouco proposla e aceita pelo
ministro da justija do gabinete de 29 de setembro a
crea jao de mais dous? Que imporlou a nos qae a
Baha desde o governo de melropole oa desde o pri-
mero reinado do Brasil livesse dous carlortos de or-
pdos, leudo nos s um ? Poder-se-da por islo di-
zer, que a juslica civil esl discordante, esl em des-
armona quando esles emprego* dependen) de pe-
culiaridades locaes ?
Sr. presidente, parece-me que o nobre dep
olvidou-se, quando disse que as leis das assemMas
provinciaes estao sujeilas a approvsjao da asm
geral; pois he possivel suslenUr-se qae a* leis
assemblas provinciaes sao sujeilas approvajS* da
assembla geral ? Senhores, nos sabemos qae a*- leis
provinciaes sao remelldas pela secretaria das presi-
dencias do imperio, e d'es'te a cmara dos Srs. de-
putados para examinar se ellas contcm algnma cousa
que va de encontr a algum principio conslitudanal
do paiz, s tem alguma providencia qae aflecle os
jnleresses geraes...
Um Sr. >fpu(qo:Lago approva.
O Sr. Aprigio":ftossndo conveniencia da di-
visao desle officio de orphaos drei pouco, porque fui
prevenido. Supponliamos qu* as 10 freguezia* do
municipio ha 10 ou 12 bitos diarios; que destes
resulte pelo menos um inventario; temos 365 inven-
tarios animalmente, e em 5 annos elevada esta cifra
a 1825, o que deve dar era resultado pelo menos mil
contas de tulores. Ora j se v qae para um homem
s ha sobrecarga de trabaldo. J citei nesta
exemplos de Campos e Cantagallo, municipios muito
menores que este, c que lem mais de um cartorio de
orpdaos; j cilei tambem os exemplos da capital da
Baha e da corle; e agora para prova deque em nos-
so foro nao abundam escrivaes cilarei o fado rcente
da crea rao de mais um escrivao do civel, por esta as-
sembla.
Senhores, quando o Sr: visconde de Paran presi-
dio esla provincia, moslrou-se admirado de que o
municipio do Rocife s livesse um escrivao de or-
phaos.
O Sr. Augusto de Oliceira:Apoiido.
O Sr. Aprigio:A autoridade do Sr. visconde de
Paran he valiosa a lodos os ropeitos.
Finalmente, Sr. presidente, en entendo qae a casa
deve tomar urna deliberacao qualquer sobre o carto-
rio de orphaos; pois o titulo eom que serve o dual
escrivao parece-me improcedente, vista do art. 8 do
regulamento de 26 de Janeiro de 1837, que declaron
extinelo o lugar por morlc do entao servenloaro
Francisco Joaquim Pereira de Carvalho.
Tenho coocluido.
O Sr. Meira:(Nao reslilaio sea discurso.)
O Sr. Figueira de Mello :Sr. presidente, apezar
das razoes apreseatadas pdo nobre depotado que
acaba do seotar-se, e poraquelle que incelou a dis-
cusslo, procurando demonstrar a incompetencia desla
assembla para dividir offidos de justija, eu conti-
nuo a insistir as mesmas opinOes que em mitra oc-
casiao erailli ; entendo que esta casa he amito com-
petente tanto pelo acto addicional, como e
cumprimento que nos temos sempre vista dar a este
mesmo acto addicional. O acto addicional eoofere
s assemblas provinciaes o direito de creare supri-
mir empregos, e esta faculdado s Ibes he ii
pela disposijao da lei de 12 de maio de 1840 aparte,
em que ordena, que oa*o possam ellas mudar as altrl-
buires dos empregados municpaes e provinciaes,
quando forera cstabelecidos por leis geraes rdi
objectos sobre que nao podem legislar as referidas
assemblas. Parece-me que nos estemos no <
millido pela lei diada, e portante que esta i
pode legislar quanlo ao numero dos offldos da justi-
ja, que enlende conveniente haver, urna vez
nao mude suas allribuijoes.
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1
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O nobre denotado apresentou-nos aqui a optnlto_^^^^*
fue-
os lem maiores.
trario.
Paco da assembla provincial 2* de marjo de
1854.JoH Psdro da Silva.
ORDEM DO DIA.
Terceira discusso do projedo n. 6, autorisaodo o,
governo a jubilar o proressor de prmeiras letlras de
Pao d'A1M.
NSo.hftendo, quem acerca do mesmo pera a pa-
do presidente do Rio de Janeiro, qne recusou
cionar urna lei da assembba que suprima o lugar de
escrivao de orphaos de Cantagallo, e fazta distribuir
pelos labelliaes as suas funejoes. Ora esla hy polhese
de inleirameole diversa daquella em que no* acha-
mos ; nos tratamos nicamente de crear um novo
emprego, entretanto qae a assembla do Rio suppri-
miaumlugar, passaudo as atlribuljoes desse empre-
ado para oulros, que a* nio linham. Eu tere* o que
diz esse ofilcio (le).
Agora o presidente diz (14).
Logo d'aqul se v que a illegalidade, a inconslitu-
cionalidade do projecto consiste, segundo a opiniao
do presiden le,em dar aos tabelluTes funejoes qu elles
nao teem...
O Sr. Meira d um aparte, que nao oavimos.
OSr. Figueira de Mello :O presidente sabendo,
que o projecto dava aos labelliaes atlribuir
elles nao teera.oecessariameote davia de fallar da sup-
pressao do lugar de escrivao de orphaos, que conda-
ia a esse resollado: por consequenci* este era o pen-
samento do presidente da provinda e elle o poda re-
dimir assim: t l ) por esta forma ficava mais claro,
mas apezar de lhe tallar essa redaecto, he patente
que elle deixou de sanecionar a resoluca, perqu
ella dava aos labelliaes funejoes que elle* nao li-
nham ;e portante nete sentida era o projecto incons-
titucional, porque so oppSe interprelajao dada ao
acto addicional pelo poder legislativo do imperio.
Mas agora pergunte eu, ser porvenlura o facto
que o nobre deputado presenten um caso julgado
que nos deva servir de exemplo ? nao, cerlamenlc ;
a opiniao desse presidente he contrariada pelada as-
sembla. Em primero lugar o nobre deputado tomo
ja refiecli em oulra occasiao, n5o mostrea que essa
assemblca provincial do Rio de Janeiro livesse esta-
do pelas razoes do presidente da provincia, antes me
parece provavel, que o contrario aconteces**, visto
que o individuo qae publicou a correspondencia na-
da disse a scmelliaute respeito, como pareca natural,
e eu observo qne esla mesma correspondencia diz,
que a resolujSo foadoptada por quasi unanimidade;
ehe provavel, que vista de orna lal disposijao 3a
assembla provincial tambem por dous terjos dos
memoras presentes da mesma assembla fossem ro-
geiladas as razoes da presidencia. Por consequencia
a autoridade do presidente da proviacta do Rio de
Janeiro nao pode anda, dada a hypothese figurada
pelo nobre deputado, servir-nos do regra de obrar.
Por outro lado, Sr. presidente, eu entendo, que quan-
do seapresentam duas inlelligencias a respeilo de
ama lei, quando duas autoridades bao podem con-
cordar acerca do sentido que devem dar esta li, a
melhor maneira de ehegar um aceordo, he consal-
tar a pratica, a execujao que se lhe tem dado,e oque
' 'I he que ella no* moslra ? Qae em todas as assemblas
provinciaes dirigidas por diflerentes opinOes, em dif-

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DE PERMMBUCO, TERCA FIR 28 DE HIRCO DE 1854.
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ferenles lempos, sob diffcreptcs presidentes tem sido
"approvadas leis creando e diyidlndo empregos de
juslica, e que at hoje Dio foi contestado esse di-
redo, nem pela astembla geral, nem pelo governo
imperial, nem pela scelo docontelho de estado, oem
raesmo pelo procurador da corda e soberana nacio-
nal. Ora, qiando (antas autoridades, e autoridades
de urna tal magnilode e importancia, sao uniforma*
ero julgar que a* assamblas provinciaes teem o direi-
lo de crear e supprimir einpregos.como pode o nobre
depulado mlepor h laes autoridades as razOe* do pre-
sidente do Riede Janeiro, e querer coro estas julgar-
nos iuesmpelentes nesta materia ?
Dfirhm j intu los Romanos, que o melhor iir
ttrprcti dtuUheo eotlume.
O Sr. Meira: Quando n8o se oppoe a lei ei-
preass.
Sr. Pigvtira de Millo : quetUo; estamos quslionando sobre o sentido e in-
teUigenciado acto addicional, < portante corrto he que
o obre depulado vem dizerquando nao se oppfie o
costme i lei ? A. pratica, diz a lei de 18 de agosto
de 1769, smente deve ser adoptada quando nao se
oppoealei expressi, quando he conforme aos bons
coslumes, guando Analmente tem cem annos de exis-
tencia. Mas, pergunto eu ao nobre depulado, mos-
tra-se urna lei qoe prohiba este costme ?...
O SK Meira:E a ha em contrario 1
O Sr. Figuiira de Mello:Por aso ha de recor-
rer-se prattea ; como a intclligencia que d o nobre
depulado i lei he contraria i que en lhe duu, eu re-
corro pratica ; conseguintcmonte como podo o no-
bre denotado dixer, que o costume por mim allegado
he contrario i le t Pelas nossas leis a pratica nao
pode servir de norma para julgar, quando se oppoe
a lei ezpressa, e aos bons coslumes, ou deixar de ter
cem anuos de existencia: mas mostra-me o nobre de-
putado urna lei expressa nesle sentido, mostra-me
porveatura qoe esta pratica seja contrario moral
publica ? pode o nobre depulado pon-entura enten-
der, qut he contrario lei um costume quo nasceo
com ella, que he coevo delta ?
seqnencia todas estas razoes concorre m para
mostrar, que a lei deve ser entendida pela maneara
porque sta assembla a tem entendido, e que nao
tem oem orna forja a argumcnlacao do nobre depu-
lado de que o acto addicional sa oppOe a essa crea-
Sao. ( Apoiados ). Senhores, ha tambem urna oulra
regra de direito Romano que'diz, que aquillo que
sempre se fes pela mesma maneira e pelas autorida-
des superiores, deve-se conservar como lei, pro lege
habetur. Ora, se nos vemos, que a competencia das
assemblas provinciaes tem sempre sido reconhecida,
p por ellas sem contestac.90, segue-se que
fundados mase costume devemos soppor, que he elle
legal.
lobre depulado quem responde, qnando fallou
Beira vbi dase, que o governo imperial ou a
geral tinham deixado de censurar os aclos
blas provinciaes quando cream empregos de
a, porque se aehavam muito uceupada com ou-
tros negociose talvezpor condescendencia...
O Sr. Mein : Nio disse islo.
O Sr. Figueira de Mello: Ora, senhores,
acoto he 'sem dunda o mais fraco que se
resentar : pois o governo imperial que he
obrigado a fazer exeeutar as leis, o governo imperial
que lie ao zeloso das suas allribuicGes, o governo
Imperial, finalmente, que se oceupa com os meno-
res' negocios do Estado, pma vez que as leis lhe
dtem attribuieo de tratar delles, havia de despre-
zar um negocio assuraplo da tamanho quilate como
este ? Pode-* suppor que o governo, que trata de
nar se as justificaees pan obler o monte-pio
lado correram por todos os tramites, com todas
as legalidades e que manda annullar as justificares
e proceder a novas, quando essas formalidades tem
sido esquecidas; pode-se soppor, digo, que quem
procede assim havia da desprezar um negocio des-
' Pelo qoe diz respeilo assembla geral, he
tambem extraordinario, qoe all, onde fazem tantas
ras, onde lodos os depuladns gozam da maior
poasivel, al hoje se nao tenha levantado
M para censurar as assemblas provinciaes por
i dividido empregos de juslica, e seenten-
M isto he resallado de condescendencia. Apre-
semelhantes eonsideracoes he procurar ar-
gumento* onde, na realidade elles nao podem exis-
tir, he querer desvirtuar lodos os poderes do esla-
r a entender qoe nos nSo temos governo
desteneme. Tal sopposicio en nao a posso
admittir por modo algum. Srs., pira reforcar as
Sea, que' tenho a apresentar em susleuta-
co da eompelencia desta assembla para dividir of-
flcios de juslica, en devo declarar i casa qoe me
consta qoe no anuo de 18*5 a 18*6, o Sr. Francisco
de Paula Carneire Lea pedir ao governo impe-
ir intermedio da presidencia, a diviso do of-
Ocio de escrivao de orphaos, e que lendo sido essa
pretencSo levada ao conhecimento do governo ge-
ral, o eouseiho de estado, ou seceso que trata dos
Begoeios de juslica fura de parecer, que ao governo
imperial nao compela dividir officios de juslica,
assemblas provinciaes, e que neste sen-
tida fra reaotvidu pelo ministerio de eolio.
* de urna tal decisao parece-me, que apre-
obre depulado urna razio muito convn-
oos somos competentes para tratar da
Bter
dente, en entendo que a divisfio de nm
tica est, no mesma caso que a creacao
l comarca : da-se aqu, um simile per-
e a creacao de ama nova comarca1 he
> que em tal lugar que tem um s juiz
tnna dous, islo he, que o lugar de juiz
ca dividido em dous. Ora, he islo exacla-
noque fazemoscom a creacao de um
le'orphjtos, determinando que na ci-
tar mais um escrivao, oo que o novo
eva em todos os feitos que disserem
gaas de fra. Esta ultima ida po-
iresenlada na casa ; nos adoptamos
irimoira e mandamos distribuir os feitos
carlorio, afim de conservar unta tal ou qual
i entre lie e o qoe vamos crear. A raes-
10 d-se no caso em.questao um simile per-
sfeacao de um lagar de escrivao e a de
irea, e que se temos compeleucia para
iteas, temos tambem para crear officios de
jutuea.
igora a tratar da conveniencia da diviso
rio, o nobre depulado principiou, 'dizendo
laproporran perfeita entre as actuaes
idas do Rio de Janeiro ea cidade do Re-
cife, porque, dizia elle, a cidade do Rio de Janeiro
elliaes de orphaos para urna populacho
lit habitantes, a cidade do Recife tem um
""voaara urna populacSo de 70 mil habitantes:
mas, anuas *u declare! quo o Rio de Janeiro tinha
escrivaes de orphaos, immediatamente o nobre
depulado achuu que se dava mesma proporcao. He
ffeito extraordinaria que baja igualdade de
proporcao quando ha tres escrivSes e quando ha
lleva porm dizer, que o nobre depulado
labora ainda n'um engao e vem a ser, que suppoe
que a etdtde do Rio de Janeiro tenha 300 mil liabi-
tantos.qtrando esla populaco he a de todo o mifnic-
pio. Quando eu pela primeira vez fallei nesu mate-
ria, assim declare goaltr.ente que o municipio do
Recife nha 150mil, e comparando os dous munici-
pios disse, qoe se para o municipio do Rio com 300
rail habitante* davam-se 5 escrives, nao era muito
que nos dessemes para o do Recife dous, tendo 140
. a 130 mil habitantes.
O Sr. Meira: Entao demos (res.
gueirade Mello : Pde-se dar e acho
que ainda assim eases escrivaes leriam lucros suffi-
cientes } maa como j o disse, jdesejo proceder aqui
com toda a moderacao; desejo observar melhor os
fados e enlao talvez para o anno se possa fazer islo.
Ora, se h certo que o municipio do Rio de Janeiro
tem cinco escrivaes para 300 mil habitantes, ou 60
mil habitantes por escrivao, segue-se que o municipio
do Recife, tendo 150 mil habitantes e um s escri-
vao, pode ter ainda oulro, visto que tem 75 mil ha-
lantes para cada escrivao, e que estes ainda assim
ficam melhor aqninhoados do qoe es do Rio...
Sr. A. de Olimra: Isto be irrespondivei.
St. Meira : ao ha duvlda. ( Risadas.)
'Sr. figueira de Mello: O nobre depolado
,dis**igoaImen(equelheparecia,'que a creacao de
ailum fcrivao de orphSos dara em resultado,
que elles Mo Itvessem salarios, ou vencimenlos suffl-
cientespara sua decante subsistencia, declarando-nos
que atoUcaodo ofucio era de 2:400* e que lhe pa-
reca que umofficio que d sement laes vencimen-
los, nio poda ehegar para dous empregados.
'fira: Eu disse que fleava cada ut
com 94009.
gveira ie Mello : Eu ou a esse i
gmenlo, mas primeiro devo dizer ao nobre depula-
do, que em regra as lotac.6es na* sao feitas exacta-
mente segundo o rendimento do ofllcio; nesta parte
acontece sempre que os escrivSes occullam o seus
vencimenlos, afim depagarem menores direiloi, e
que os juizes, acreditando em suas informac,aes, fa-
cam as lotacOe bailas com menores rendimen los do
que em verdade elles recebem. Demais, quem ig-
nora que esses officios rendem mais ou menos, se-
gando os escrivSes sao mais ou menos inteligentes e
activos ?
(Ha nm aparte.)
Eu nao venho aqui smenle para elogiar, venho
tambem para censurar, para declarar as cousas laes
quaes sao, e laes quaes eu as considero que sao ; e
demais eu nao me dirijo este ou aquella juiz, fallo
em geral, esuppooho nooffender a ninguem.
O nobre depulado depois de tratar das quesles de
eompelencia desta assembla, e de conveniencia da
divisso do offlcio de escrivao de orplios, passa a Ira-
lar da redaeco do artigo, e por essa occasiao disse,
que achava grande injuslica em declarar no artigo!
que os feitos existentes fossera distribuidos pelo no-
vo escrivao. Eu reflectirei qoe as palavras feitos exis-
tentes devem-se mudar para feitps pendente, porque
entendo que o aovo escrivao deve ter nesta parte
urna certa igualdade de servico com o outrd, urna
vez que se crea o logar para auxiliar o servico publi-
co, dividam-se tambem a feitos qoe pdr acaso ainda
penderem no carlorio. Mas o nobre depulado no seu
discurso deu-nos a entender que feitos exilenles era
o mesmo que feitos pendentes; eu sigo opiniao diversa
porque entendo que feitos existentes sao todos os que
exislem no carlorio eslejam ou nao concluidas ; e por
feitos pendentes os que ainda carecem de ama deci-
so definitiva, que ponha termo a queslao. Quanto
aos feitos concluidos, eu entendo conveniente, que
elles fiquem no carlorio actualmente existente para
qoe todos os que liverem de pedir certidoes, oo de
se referirem a elles, sendo os anteriores i diviso do
offlcio, tchem fcilmente em um lugar certo a que re-
corram as certidoes e docamentos.de que necessilam,
entretanto que sendo divididos a feilos existentes no
carlorio, ter de haver grande obstculo em saber-
se onde se acham laes ou laes inventarios e docu-
mentos. Por consequencia, a palavra e palavras fei-
toti existentes do projecto, entendidas em relacao a
feilos concluidos, me parece que devem ser mudadas
para feitos pendentes. Quanlo aos feilos pendentes ,
nenhuma injustija acho cm que elles sejam distribui-
dos lambem pelo nuvu escrivao. Primciramente, de-
vendo fezer-se que os rendimentos dos dous officios
sejam igoaes.a nica maneira de o conseguir he tor-
nar igual o servico de cada um delles, e fazer com
qoe o novo escrivao v tambem ganhando alguma
cousa na conclusSo desses feilos pendentes. Disse o
nobre depulado que he urna injuslica tirar a nm es-
crivao os feitos em que elle j trabalhou para os dar
a oulro, mas em que ella consista, he o que o nobre
deputado nao demonstroa.
Se o nobre depolado se quiz referir as cas-
las nao tem razo, porque o novo escrivao
quando liver de contar os feilos concluidos hade res-
tituir ao aoligo a parle que lhe pertencer; essa he a
pratica, por consequencia, o escrivao que principiar
a escrever n'um feilo e depois o passou a oulro, nao
perde nada com isto, porque contador do juizo ha
de contar ao escrivao fulano, taulo, an escrivao sicra-
no, lano,loda injuslica cessa desta maneira, cada
um percebe conforme o sen trabalho...
(Ha alguns apartes.)
Nao ha obstculo nislo. Quando orna lei desta as-
sembla provincial delerminou que deixasse de haver
escrivao privativo as causas provinciaes, e mandou
que estas causas passassem para os escrivaes geraes,
osles eserivies recebendo os aulos, restituirn) ao es-
crivao dos feilos a parle de cusas que lhe perlen-
cia, e he isto o que constantemente se tem feilo.
Em conclusSo, Sr. presidente, eu entendo que
a assembla he muito competenle para disidir os of-
Gciosde juslica, e que a diviso do ofllcio de escrivSo
dos orphaos lio til e muito conveniente ao munici-
pio do Recife, son de vol qoe o projecto deve ser
approvado madando-se a palavra feilos existentes
para pendentes : eis o meu vol.
O Sr.Aprigio:-Nao tenho cm vistas continuar a
discussao do artigo do projecto que oceupa a alinelo
da casa, por isso que me acho na impossibilidade de
adiantar cousa alguma ao que disse o digno collega
que me precedeu. I.evanto-me simplesmente para
declarar que aceilo a sua emenda^ lendo a observar
que nos os membros da commisso (inhamos em vis-
la os feilos pendentes, quando precipitadamente dei-
xamos pasear o vocabulo existentes, que por cerlo
portera dar lagar a duvidas.
O Sr. Meira :-^NSo revcrleo seu discurso.)
Vai i mesa e he apoiada a seguate emenda:
a Em vez de feitos existentes, diga-se feilos la-
denlesS. R.Figueira de Mello, o
Encerrada a discussao he o arligo approvado com
a emenda.
Enlra em discussao o arl. 2."
O Sr. Epaminondas :(Nao enlregou o seu dis-
curso.)
Encerrada a discussao-he o art. 2. approvado.
Enlra em discussao oart. 3.
O Sr. Oliteira :Sr. presidente, me parece que
para a diviso do offlcio de contador nio se d razo
sufficienle. Quando se Irata de objectos desta ordem,
naoseolha smenle conveniencia publica, roas
tambem se procura saber, se o rendimento do ofHcio
chega para a subsistencia de dous serventuarios; e
se esta ultima condirao se nao d, nao pode ter lo-
gar a diviso. Desta maneira entendo, pois, quc.se
deve obrar em casos laes; e muitosavisos imperiaes
existem neste sentido. Se o contador fosse ainda, co-
mo antes da promulgarlo do cdigo do processo, in-
quiridor, eu sem o menor escrpulo volara pela sua
diviso, porque o seu rendimento dava para dous;
porm como livesse perdido aquella parle, e a reoda
actual esteja lotada em um cont de ris, nao se de-
ve fazer a diviso, por quanto 5005 rs sao insufli-
cientes para a subsistencia de um serveutuario.
O Sr. Pereira de Brilo :Dm guarda d alfan-
dega tem 4009 rs.
O Sr. Oliceira :Pois qoer o nobre depolado
equiparar o servico e importancia de um contador do
foro de primeira e segonda instancia com o de uro
guarda da alfamlega ? Isto he exquisito.
Senhores, eu me inclino a crer, qoe commss3o
de jastica civil e criminal escaparan) estas considera-
cues, quando confeccionou o projecto; e por isso nao
duvido que agora aceite orna emenda de suppressao
do artigo, que vou offerecer a sabedoria e circums-
peccao desla assembla na esperanza de que seja
adoptada.
Vai a mesa e he apoiada a seguinte emenda:
a Supprima-se o.art. 3.Oliteira___MeoRego.
Souza Carcalho.
O Sr. Aprigio faz algamas consideraces sobre o
artigo cm discussao, e conclue declarando qoe vola
contra a emenda qUeo supprime.
O Sr. Pereira Brilo: Sr. presidente, eu nao
posso votar por este arligo, porque nao eston con-
vencido da nlilidadee vantagens de sua disposicao ;
se os nobres depulado* qoe assignaram o projecto me
livessem mostrado primeiro, que o servenluario [do
ofllcio de contador era lo acumulado de trabalhos que
nao dava conta delles, e que por isso padeca a ad-
ministrado da jaslica, ou as parles que delle depen-
dan), de certo eu volara para que esse ofllcio fosse
dividido. Se os nobres depulados tambem me lives-
sem demonstrado que este serveutuario, bem que sa-
tisfazendo o servido publico e todas as obrigacocs de
seu cargo, tinha rendimentos taes, que chegavam pa-
ra se poder dividir por oulro empregado de modo
que ficassem ambos suflkientemenle relriboidos, tal-
vez anuisse ainda ao voto dos nobres depulados; mas
he islo o que eu nao vejo demooslrado, e tendo o
Sr. deputado que primeiro impugoon o artigo apre-
sentado algamas consideraces a respeilo, o nobre
relator da commiwau nio moslrou quaes os rendi-
mentos do ofllcio, nem se fez cargo na sua resposta de
destruir a objccc.no apresenlada. Por consequencia,
nao vendo eu demonstrada a conveniencia da diviso
desse emprego pelas tazes que ja expend, nao posso
approvar.p projecto.
De mais, Sr. presidente, o projecto diz que have-
r*\ um contador no foro para a segunda instancia ;
mas sendo juizos de primeira instancia os juizos i pri-
vativos do* feilos dafazenda, e o de orphaos e es-
lando determinado por ordens antigs, e pordecisOes
do governo que nos joizoi privativos baja um conta-
dor, e que na falta delle o juiz he o contador, segue-
se que a duposeSo do arligo vai de encontr a seme-
lhante tegislacSo, prtenlo que o artigo nao est no
caso de passar. Se acaso se dividiste o ofllcio de con-
tador em doat, tendo om para os feitos comrooos, e
oulro para os da seguoda instancia, e dos juizos pri-
vativos dos feitos da fateoda, e dos orphos, ainda
assim eu poderla adoptar este projeclo, porem pela
maneira porque o propz eu nao posto concordar.
Finalmente o artigo dizque.0 contador aetnal ser
o distribuidor. Eu acho aqu urna anomala, urna
deterrainacSo qoe pede ser prejudicial ao servico. Se
o actual contador he qutm ha deUislribuir os feilos
que vio a conlagem, segue-se que elle ha de deixar
para si os feilos que lite deixarem maflpres inleretsea
e vantagens, e islo ser conveniente ? Por isso resu-
mindo as minhas ideas, nao querendo abasar da pa-
ciencia da casa, eu direi que nao approvo o arligo;
primeiro, porque se nao tem demonstrado que o ser-
vido publico padeca com a existencia de um s conta-
dor ; segundo, porque se nao provou igualmente que
o contador leuha rendimentos suflicientes para ser di-
vidido ; e lesceiro, porque entendo que hfvcndo
juizos privativos que tem contadores seus, estes ou
devem ser reanidos em um s lugar, oo alias conti-
nuar como estio. Por isso voto contra o artigo.
Tendo dado a hora.
O Sr. Presidwte designa a ordem do da e le-
tana a sesso.
Sessao* orduria a 27 de margo de 1854
Pretidehcia do Sr. Pedro Cacalcanti.
Ao meo dia feita a chamada, verflea-se eslarem
presentes 28 Srs; deputados.
O Sr. Presidente abre a sessao.
O Sr. 2. Secretario l a acta da sessao anterior
que he approvada.
O Sr. i." Secretario menciona o seguinte
EXPEDIENTE.
IJm offlcio do secretario da provincia, remetiendo
por copia o do juiz de dire'ilo da comarca da Boa-
Vista, pedindo* diviso do mesmo termo cm dous.
A commisso de estalislica.
Um requerimento de alaria Thereza de Jess re-
gente do rectHBimenlo de N. S. da Soledade de
Goiauna, pedindo se marque urna quota para con-
cerlos do mesmo recolhmento.A commisso de
orcamenlo.
Outro do professor Joaquim Antonio de Castro
Nones, pedindo se lhe mande abonar a gralificacao
concedida por mais de 12 annos de servico.A
commisso de Instruccao publica.
Urna representarao dos habitantes de Nazarcth,
em contrario que fez Luz de Albuquerquc Mara-
nho e uulros, pedindo a desmcmbracSo de alguns
territorios da mesma comarca.A commisso de es-
talislica.
L'm reqaerimcnlo da cmara municipal da Villa
de Cimbres, pcduido a diviso da freguezia do mes-
mo norae.A mesma commisso.
Oulra daconfrariado Sr. dos Marlyrios da cidade
de Goianna, pedindo urna lotera e urna quota para
reparos da sua igreja.A commisso de orcamento
provincial.
Oulro do vigario da freguezia de Santo Antko,
pedindo se marque urna quota para reparos da ma-
triz respectiva.A mesma commisso.
Outro do porteiro da cmara municipal da villa
do Brcjo, pedindo se marque quota para pagamen-
to do que lhe deve a mesma cmara.A commisso
de orcamento provincial.
Oulro de Jos Cavalcanli Ferraz de Azevedo, ar-
rematante dodizimo das comarcas do Brcjo e Gara-
nhuns, pedindo o abate da quarta parle no prec da
arrematacao. i A commisso de orcamento pro-
vincial, i
Sao lidos e approvados os seguintes pareceres:
A commissflo,do instruccao publica, a quem foi
remetlido o orflcio do secretario da provincia, em
que coramunica haver S. Exc. o Sr. presidente da
provincia creado por portara de 4 do corrente, urna
cadcira de inslroccao elementar do sexo feminino
na freguezia de Itamarac; he de parecer que se
marque na ei d orcamento e quota necessaria para
a despeza, que acarrala urna tal creacao.
Sala das commissoes 27 de marco de 185*__
Paei Brrelo.Por tella. n
A commisso de constituirn e poderes, exami-
nando o diploma doSr. deputado supplente Fran-
cisco JoSo Carneiro da Cunha, e o achando confor-
me coma acia:da apuracaogeral; he de parecer
que o mesmo Sr. lome assento em lugar do desem-
bargador Caelano Jos da Silva Santiago.
o Sala das commissoes 27 de marro de 185*.__
Aguiar.Figueira de Mello.
O Sr. depulado he inlroduzidu com as formali-
dades do regiment, presta juramento c toma as-
sento.
He lido c mandado imprimir o parecer e projec-
to de ornamento provincial. (Continua.)
BEPARTigAO' DA POLICA.
Parte do dia 27 de marco de 1854.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. quedas
partes hontem e hoje recebdas nesta repartcao,
consta terem sido presos: ordem do jaz de direi-
to da primeira vara, Eugenio d'Assumpcao Villa No-
va, por haver assgnado deposito; ordem do juiz de
paz do primeiro dislricto da freguezia da Boa-Visla,
o inglez machinisla Jo3o Beqetb, por falta de enm-
primenlodeengajamento; ordem do subdelegado
da freguezia de S: Frei Pedro Goncalves, um indivi-
duo de cor parda que negou-se a dar o nome, por
ser encontrado armado com urna faca de ponta; e
ordem do subdelegado da freguezia de S. Jos, o ca-
boclo Joaquim Jos da Silva, por ebrio.
M delegado supplente do termo de Olinda, em of-
flcio de 22 do crranle parlicipoo-me, que por ofllcio
da mesma dala Ib* comrounicara o subdelegado sup-
plente da freguezia de S. Pedro Martyr, que no dia
20 flzera prender o crioulo Guilherme Sebastian do
Rosario, morader na mesma cidade, por suspeto de
ter morlo, casligando, a umseu escravode nome An-
tonio, enterrando-* no ccmilerio da igreja matriz, em
cujo cadver tendo sido exhumado se proceden a exa-
me, e nesle se reconhecera que apresentava nf cabe-
ca urna contnsao, e concloe afBrmando que o mesmo
subdelegado havia dado comeco ao processo, e ficava
empregando lodasasdiligencias para o descobrimen-
to da verdade.
Dos guarde a V. Ex. Secretarla da polica de
Pernambuco 27 de marco de 185*. Illm. eExm.
Sr. conselheiro Jos Bento da Cunha e Figueredo
presidente da provincia.Luiz Carloi de Paita
Ttixeira, chefe de polica da provincia.
DIARIO DE PERMBIJCO.
A assembla tontinuou hontem a oceupar-se com
a segunda discussSo do projeclo n. 8, que divide o
offlcio de escrivao de orphaos eoulros; c conclu n-
do-aaflnal, reraelleu a commisso de juslica civil,
dous artigos addilivos, um do Sr. Oliveira, dividindo
o ofllcio de escrivao de residuos, capcllas e ausentes,
e outro dos senhores Paes Brrelo e A. de Oliveira,
supprimindo os lagares do tabelliacs de San Louren-
co eJaboaian.
A ordem do dia do hoje abrange a segunda dis-
cussao do pro.ecto n. 4, ^que crea cadeiras de pri-
meiras ledras em todas as villas d provincia.
Terceira dos de ns, 3 e 5, o primeiro creando urna
cadeira de primeiras lellras em Tigfpi, e o segun-
do marcando o subsidio para s depulados na futura
legislalurade56a 57.
ERRATA.
No discarso d Sr. Soares d'Azevedo pronunciado
na sessao solemne do Conservatorio Dramtico, em
25 do corrente, e inserido no XMorfb de hontem,
acham-se os seguintes erros :
A provincia abencoar em 4ugar de A
Providencia abencoar.
No meio de applausos e da publica admini ?
Iraco em lugar de no meio de applausos e da
publica admimr/io.
Correio de Pernambuco 27 de marro de 185*.
Conforme.O oflioiat papelista,
Oaldino Joo Jacintho da Cunha.
COMMERCia
PRAGA DO RECIFE 27 DE MARCO AS 3
HORAS DA TARDE.
ColacOes offliaes.
Cambio sobre Londresa 28 1]8 d. 90 d|v.
Assucar masca vado escollado a 1J900 n. por ar-
roba.
Dilo branco baxo28300 o 29350 rs. por arroba.
ALFANDEGA.
Rendimento do dia 1 a 24.....209:9189*9*
dem do dia 27........11:6180108
221:5369602
Deicarregam hojtV&it marco.
Barca orientalColoniapipa vasias.
Barca franceza(Justaremercadnrias.
Barca portuguesaMargaridavinhos,
Brigue inglez Duiybacalho.
Hiate brasilcirnAmeliacharutos.
Patacho brasileiroAlfredopipas vasias.
Importacao .
Hiate nacional Noto-Olinda. vindu da Babia,
consignado a Jos Jacome Tasso Jnior, manifestou
o Bpguiole :
97 caoastras rolhas; a N. O. Bieber & Compa-
nhia.
1 caixa brides e picadeiras; a J. Santos Tinoco
Souza & Companhia.
1 caixa chales de seda; a Schapheillin & Compa-
nhia.
2 caitas man; a Manoel Lesaraldes.
2 incias pipas lyrio florentino, 1 caixinha vinho,
12 pipas fumo moido; a Meuron & Corapinhia.
3 caixolet e 171 caixas charutos, 5 barris e 1 meia
pipa azeile de peixe; a ordem.
1 caixao charutos; a Jos Antonio da Cunha.
16 saccas farinha de mandioca; a Jos Candido
de Barros.
Brigue inglez Dante, vindo de Terra-Nova, con-
signado a Jolmston Paler & Companhia, manifeslou
oseguinte:
2,540 barricas bcallio); aos mesmos consigna-
tarios.
Barca nacional Santa-Marla-Roa-Sorle, vinda do
Ro-Grande-do-Sul, consignada a Manoel Goncalves
da Silva, manifeslou o seguinle :
11,017 arrobas de c.rne. 106 ditas sebo, 96 ditas
graxa, 300 resteas ceblas, 500 lainhas ; a ordem. ,
Patacho nacional Alfredo, vindo do Rio-de-Janei-
ro, consignado a Jos BaplUla da Fouseca, manifes-
tou n seguinte:
240 pipas vasias, 400 ladrilhos de marmore, 4 cai-
xes chapeos. 58 rolos fumo, 1 caixao marmelada, 1
surro com mate, 100 folhas com 80 caixinhas; a
ordem.
2 volumes chapos para senhora; a Eduardo Fcr-
reira. Bailar. i
1 caixote pirmides e saccartas, 1 encapado com 1
tapete ; a Novaes & Companhia.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dia la24.....47:2268186
dem do dia 27........4:2995532
51:5258718
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do-dia 1 a 2*......5:6373259
dem do dia 27....... 3388072
5:9758329
Exportacao'.
Canal pela Parahiha. patachodinamarquez Genny,
de 186 toneladas, condazlo o segainte : lastro de
pedra.
Ass, hiate Anglica, de 82 toneladas, condazio o
seguinte:21 volumes gneros estrangeiros, 6 ditos
ditos nacionaes.
Canal, barca ingleza Iris, de 382 toneladas, con-
duzio o segainte :4,700 saceos com 23,500 arrobas
de assncar.
ItECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
' RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 27. ..... 1:1076039
CONSULADO PROVINCIAL.
Ilcndimentododial a 2*.....38KM53771
Ideui do da 27 .......3:4318829
41:477J600
PAUTA
dos precot cerrentes do assucar, algodao', e mais
general do paiz, que se despacham na mesa do
consulado de Pernambuco, na semana de 27
de marco a i de abril de' 1854.
Assucaremcaixasbranco 1. qualidade
2.
Dos mase........
a bar. esac. branco.......
mascavado.....
refinado............
Algodo em pluma de 1." qualidade
. 2.
3."
era carneo..........
Espirite de agurdente.
Agoardente cachara .
de canna .
reslilada..
Genebra. ........
........
Licor.........-
.......,
Arroz pilado duas arrobas, um alquere
o cm casca...........
Azeile de mamona.........caada
mendoim e de coco.
o de peiie......... s
Cacau.................@
2S300
19900
18600
28700
18950
28720
5*900
58500
.58100
18*75
3550
3300
8*00
800
9*00
9180
9*00
I80
49800
13600
3720
18120
13280
53000
Aves araras.............urna 109000


B
S

caada
B
B
B
B
. botija
caada
garrafa
P11BLICAC0ES A PEDIDO.
COPIA FIEL.
Dizemos ni ahaixo assignados, que enlre os mais
bens qoe possuimos, de manca e pacifica -posse, e
bem assim urna cria por nomo Maria, filha de urna
nossa escrava por nome Joaquina, a forramos como
de fado forra est de hoje rura sempre, para que a
dita Maria goze.de hoje em (liante de sua liberdade,
pois he muilo por ttossa livre vontade o passarmos o
prsenle, do qial, por nio sabermos lr, nem escre-
ver, pedimos o rogamos ao Sr. Bento Fernandes do
Passo, que este por nos passasse e assignasse. Re-
cife 20 de Janeiro de 18*3. E por ser rogado dos
pretos Joio Rodrigues do Passo o sua mulher Anna
Rodrigues do Passo, que esle por elles flzesse e as-
signasse, e como lestemunha que este llz por me ser
pedido. Rento Fernandes do Passo. Como leste-
munhas, Joao Flix de Arantes. Manoel Francisco
V leira. Reconheeo verdadeiras as assignaturas sup-
praO tabelfiao publico, Joaquim Jos Cvriaco.
fm leslemunho de verdade. Olinda 12 d4uiU*rore
1843. Fica lineada a f. 7. doTTv". 9,'o de notas.
Olinda 14 de junho do 18*3.-0 labelliao, Cvriaco.
N.771. Pg. 120 rs. do sello. Olinda 24 de mate de
18*3.Salgueiro.llodrigoes Franca.
Copia dos artigas 83 e 8* do regulamenio interno
de 27 de te timbro de 1849.
Art. 83. Meia hora depois de posto o sol, nao se
entregar? carias nos domicilios, nem na thesoura-
ria.
Art. 8*. Se o aviamento da mala for concluido
depois da hora em que pelo artigo antecedente eeno
entregan) cartas, nem na thesnuraria, nem as. casas
dos residentes, ser a correspondencia dos assignan-
tes entregue aos carteiros, os quaes a depositante em
ama das salas da casa da administrarlo, que o ad-
ministrador designar, fechada com duas chaves,urna
das qnaes ficai em roo do porteiro, e oulra nade
om rarleiro, para ser entregue as 8 horas da manhaa
do dia seguinle.
b papagaios v.........um 39000
Bolachas................@ 49480
Biscoilos............... b 69*00
Caf bom.............. 53100
b restelho............. b 38000
b com casca............ b 39600
b moido.............. b 68*00
Carne secca............. b 28800
Cocos com casca..........cenlo 29*00
Charutos bons............ 13200
b ordinarios......... 9600
regala c primor..... b 28200
Cera de carnauba.......... @ 69OOO
b em velas............ b 89OOO
Cobre novo mao 'd'obra........ <& 160
Couros do boi salgados......... a 8160
espixados........... 3170
b verdes.............b 8090
b de onea ...........b 15000
b b de cabra corlidos......b 3200
Doce de calda............. 32*0
b b guiaba............ b 8200
b seceo.............. 8360
k jalea............... b 3280
Estopa nacional........... @ I3OM
b eslrangeira, mo d'obra? b 1000
Espanadores grandes..........um 29000
pequeos.......... 19000
Farinha de mandioca.......alqueire 28800
b b milho.......... 23OOO
b b araruta......... b ."-ihhi
Fcijao...............alqueire 69OOO
Fumo bom............. nj 53000
ordinario........... b 3,*000
em folha bom......... b 88000
b b b ordinario...... b 48000
restelho....... b 39000
Ipccacuanha............ b 323000
Gamma..............alqueire 23000
Gcngibre .'..............@ 29000
Lenha de achas grandes........cenlo 18600
b 9600
b 95000
urna 128000
79000
203000
IO9OOO
85OOO
69000
3J-500
68000
58200
33200
28200
38000
13200
18280
13600
8960

* b s pequeas. .......
b b toros ............
Prendas de am a relio de 2 costados. .
b louro..........
Costado de amarelto de 35 a 40 p. de
c e 2 }i a 3 de 1.......
b de dito usuacs........
Cosladinho de dito..........
Soalho de dito............ b
Forro de dito.............
Costado de' louro...........
Cosladinho de dito.......... b
Soalho de dito............
Forro de dito.............
b cedro............ n
Toros de latajuba..........quintal
Varas de parreira...........duzia
b b aguilhadas......... n
b quiris............ )i
Em obras rodas de sicupira para carros, par 4O9OOO
b b eixos b b b I69OOO
Melado................caada 8160
M'H'o...............alqueire 13280
Pedra de amolar.......'.....urna 96*0
b o filtrar. :......... D 63000
b b rebolos........... gsoo
Ponas de bo.............cento 39600
S'?ssaba...............molho 3320
So a ou vaqueta............meio 29100
Sebo em rama............@ 58500
Pcllcs de carneiro'..........urna 8200
Salsa parrillia......;......($ 2030IX)
Tapioca............... 2800
Unhas de boi.......'......cenlo 8200
Sabo................. 3080
Esteijasde perperi..........urna 8160
A^flflgre pipa. ............b 303000
Caberas de cachimbo de barro. mimeiro 99000
MOVIMENTO DO PORTO.
Nados entrados no dia 27.
Benguellii e Angola29 dias, brigue porluguezBom
Succino, de 195 toneladas, capilo Francisco Je-
ronymo de Mendonra, equipagem 14, em lastro ;
a Tliomaz de Aqui no Fouseca Jnior.
Macei6 dias, patacho brasileiro Tm Amigos, de
206 toneladas, inestre Antonio Ferreira Gulma-
res, equipagem 12, em lastro ; a Novaes & Com-
panhia. Veiu receber o pralieo e seguio para o
Ass.
Buennt-Avres por Montevideo22 das,.brigue hes-
panhol Monarcha, de 218 (ancladas, capilo Ao
Ionio Pnges, equipagem 13, era lastra 2 -a Viuva
Ainorim ^ Filho.
Phladelphla37 dias,' patacho amerieano Brteze,
de 241 loueladu, capiWo Wm. Oaterbrdge, equi-
pagem 10, carga farinha de trigo e mais gneros :
a Matheus Auslin Companhia.
Lisboa23 dias, brigue porluguez Tarujo 111, de
233 toneladas, capao Francisco Antonio de Al-
meida, equipagem 13, carga vinho e mais gneros;
a Manoel Joaquim Ramos e Silva,
Satioi sahidos no mesmo dia.
CorkBarca inglezaDiamagra, com a mesma car-
ga qoe trouxe. Suspendeo do lameiro, deixando
nesta provincia 1 passageiro.
Canal pela ParahihaPalacho dinamarquez Jenny,
capito D. Thiessen, em lastro.
Assu'Hiate brasileiro Anglica, mestre Jos Joa-
quim Alves da Silva, carga varios generot. Passa-
geiro, o major Jos Marlins Ferreira.
ParahibaHiate brasileiro Parahibano, mestre Ma-
noel Pereira da Silva, carga varios genero*.
EDITAES.
O Illm." Sr. contador servinrtode inspector da
Ihcsouraria provincial, cm cumprimenlo da resolu-
C'o no dia 20 de abril prximo vindouro, val novaraen-
(eaprarapara ser arrematadaquem por menos f-
zcr a obra do acude de Paje de Florcs,avaIiada cm
3:1909000.ris
A arremalagao ser feita na forma dos art., 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sobre as clausulas especiaes abaxo copiada:
As pessoasque se propuzerem a esla arrematacao,
comparecam na sala das sessdes da mesma junta no
cha cima declarado, pelo meio dia competentemen-
te liabihladas.E para constarse mandou aOixar o
prsenle e publicar pelo Diario. Secretaria da
Ihcsouraria provincial de Pernambuco 15 de mar-
co de 1854. O secretario Antonio Ferreira
a Annunciacao.
Claumlai especiaes para a arrematacSo.
i. As obras desle arudc scrao feilas de confor-
midade com as plantas e orcamento apresenlados a
approvacao do Exm." Sr. presidente da provincia,
na importancia de 3:1909000.
2. Estas obras elvenlo principiar no prazo de
dous mezes, e sera concluidas no de dez mezes
contar conforme a lei provincial n. 286.
3. A importancia desla arrematacao ser paga cm
tras preslages da maneira seguinle : a primeira dos
dous quintos do valor do orcamento, quando liver
concluido a metade da obra ; a segunda igual a pri-
meira, depois de lavrado o termo de recebimento
provisorio : a terceira flnnlaiciilc de um quinto de-
pois do recebimento definitivo.
4. O arrcmatanlc ser obrigado a communicar a
repartcao das obras publicas com antecedencia de
30 dias, o dia cm que tem de dar principio a lecu-
c8o das obras, assim como Irabalhar seguidamente
durante quinze dias, afim de que possa o engeuhei-
ro encarregado da obra assistir aos primeiros tra-
balhos.
5. Para ludo o mais que nao estver especificado
as presentes clausulas seguir-sc-ha o quedelermiua
a le provincial n, 286, de 17 de maio de 1851.
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira da
Annunciacao.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em virtude da resolujao da
junta da fazenda, manda fazer publico qoe no dia 6
do abril prximo vindouro vai novamenle a praca
para ser arrematado a quem mais der o rendimento
do imposto-do dizimo do gado cava llar nos muuici-
Eios abaxo declarados:
limoeiro avaliado annualmente por 583000
Brejo b b b 509000
A arrematacao ser feita por lempo de tres annos,
a contar do 1. de julho de 1853 ao Am de junho
de 1856. '
As pessoas que se propozerem a esla arrematacao
comparecam na sata das sesses da mesma junta no
dia cima declarado pelo meio dia, competentemente
habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambu-
co 4 de marco de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira O Illm. Sr. contador, servindo de inspector da
4.* O arrematante ser obrigado a communicar a
reparlicao das obras publicas "com anleeedeucia de
triiila dias, o dia flxo cm que tem de dar.principio
a exccuc,ao das obras, assim como trabalhar se
aludamente durante quinze dias alim de que possa
o engenheiro encarregado da obra assistir aos pri-
meiros trabalhos.
5." Para ludo o mais que nao cstivor especificado
as presentes clausulas seguir-se-ha o qoe determina
a lei n. 286.Conforme, o secretario, Antonio Fer-
reira "'Annunciacao.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihcsouraria provincial, em cumprimenlo da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia de 19 do
rente manda fazer publico, que no dias 10,11 e 12
de abril prximo vindouro, perante a junta da fa-
lencia da mesma Ihesouraria, se ha d* arrematar a
a quem por menos Ozer a obra dos concert* do
qoartel da villa do Cabo, avallada em 5509000 rs.
A arrematacao ser feita na forma dos artigos
24 e 27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de
1851 e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.'
As pessoasque se propozerem a esla arrematacao
comparecam na sala das sessdes da mesma junta nos
dias cima declarados, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o presente e.
publicar pelo Diario.
Secretoria da thesouraf ia provincial de Pernam-
buco 22 de marco do 1854.) secretario,Antonio
Ferreira d'Annunciaco.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
1.a As obras serao feitas de conformldade com a
planta e orcamento approvados pela directora em
conselho e apresenlados a approvacao do Exm. Sr.
presidente da provincia, importando em 5509000
ris.
2.' O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de um mez e as concluir no de tres mezes,
ambos contados pela forma So art. 31 da lei 11. 286.
3.a A importancia da arrematacao ser paga em
tres prestarnos iguacs ; a primeira depois de feita a
melado das obras ; a segunda depois da entrega pro-
visoria ; e a terceira depois do recebimeulo defin lie
vo, que veriflear-se-ha tres mezes depois da entreg-
provisoria.
4. Para ludo o qUe nao -se aclia determinado
as presentes clausulas nem no orcamento, seguir-
se-ha o que dispc na lei n. 286. Conforme. O
secretorio Antonio Ferreira rf'Annunciacao.
Manoel Joaquim da Silva Ribeiro, fiscal da Fre-
guezia de Sanio Anlooio desta cidade do Recife,
etc. etc.
Fajo saber que esl inleiramente prohibido pelo
art. 2." da postura addicional de 27 de fevereiro ulti-
mo, conduzir-se ferro em barra e vsroes de qaalquer
grossura em carros, senao amarrados em feixes, so-
bre cama de palhas, e islo sob pena de pagarem o*
infractores a multo de 53000 rs., eo duplo na reinci-
dencia.
E para que nao haja sobre semelhanle postura a
menor ignorancia, lavrei o presente, que ter publi-
cado pelo Diario.
Freguezia de Sanio Antonio do Recife 23 de mar-
co de 1854.O fiscal,
ManoelJoquim da Silva Ribeiro.
Manoel Joaquim da Silva Ribeiro, fiscal da fre-
guezia de Santo Antonio do termo desta cidade,
etc. etc.
Fajo publico para conhecimento de quem convier
a disposicao da,f>ostura addicional de 20 de fevereiro
ultimo, ahaixo transcripta:
ci Quando os cadveres das pessoas que fallecerem
forem conduzidos para o cemterio em carros fne-
bres, lirados por cavado, irao estes a passo, e jamis
a trole largo ou galope. Os carros de acompanba-
mento segoirau o mesmo. Os infractores soffrerao a
mulla de IO9OOO rs., a qual ser duplicada as rein-
cidencias. B
Freguezia de Santo Antonio do Recife 23 de mar-
co de 1854,-0 fiscal,
Manoel Joaquim da Silca Ribeiro. jl
DECLARAtlO'ES.
prximo vindouro, perante a junla da fazenda da
mesma Ihesouraria, se ha de arrematar a quem por
menos lizer a obra do 21." lauro da estrada do Pao
d'Alho, avallada em ris 14:9603000.
A arrematacao ser feita na forma dos artigos 24 e
27 da lei provincial u. 286 de 17 de maio de 1851, e
sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematacao,
comparecam na sala das sessdes da mesma junta nos
dias cima declarados pelo meio dia,competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente o pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambo-
co 13 de marco de 1854. O secretario,
. Antonio Ferreira d' Annunciaco.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
'l.a as obras do21 lauco da estrada do Pao d'Alho
serao feitas de conformidade com o orcamento, plan-
ta e perlis, approvados pela directora em conselho
empresentados a approvacao do Exm. Sr. presidente
da provincia na importancia de 14:9603000 rs.
2.* O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de am mez e serao concluidas no de 12 mezes, aro-
bus contados na forma do artigo 31 da li nume-
ro 286.
3.* O pagamento da importancia da arrematarte
realisar-se-ha em qtialro presluces igaaes : a pri-
meira depois de feilo o primeiro lerc,o das obras; a
segunda depois de concluido o segundo (erro; a ter-
ceira na occasiao jef recebimento provisorio ; e a
quarta depois da entcega definitiva, a qnal realisar-
se-ha um anno depois do recebimeulo proviso-
rio.
4. Seis mezes depois de principiadas as obras, de-
ver o arrematante proporcionar transito publico em
toda a exlenro do lauco.
5.* Para ludo o que nao se acha determinado as
presentes clausulas nem no orramento, seguir-se-ha o
que dispoe a respeilo a lei provincial n.286.
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira
a Annunciacao.
O Illm. Sr. conlador, servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, cm cumprimenlo da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia, de 7 do cr-
rante, manda fazer publico, que nos das 4, 5 e 6 de
abril prximo vindouro, perante a jnnta da fazenda
da mesma Ihesouraria, se ha de arrematar a quem
por menos fizer a obra da cadeia na cidade do Rio
Formoso, avaliada era 33:0009000 rs.
A arrematacao ser feita na forma dos artigos 24 c
27 da lei provincial n.286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematacao
comparecam na sala das sessoes da mesma junla, nos
dias cima declarados pelo meio dia,competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente e po-
blicar pelo Diario.
Secretoria da thesooraria provincial de Pernambu-
co 13 de marco de 1854. O secretorio,
Antonio Ferreira d'Annunciacao.,
Clausulas- especiaes para a arrematacSo.
1. As obras serao feilas V conformidade com o
oreamt-nlo e planta,nesta data approvados pela direc-
tora em conselho, e apresenlados a approvacao do
Exm. Sr. presidente da provincia na importancia de
33:0003000 rs.
2." arrematante ser obrigado a dar principio as
obras no prazo de dous mezes, e conclu-las no de 20
mezes, coudos de conformidade com a disposicao
do artigo 31 da lei provincial n. 286.
3.* Para execucao das obras, o arrematante deve-
r ter um mestre pedreiro, e oulro carpina da confi-
aba do engenheiro encarregado da obra.
4. O pagamento da importancia d'arremata^o se-
r feita em seis preslaroes da forma seguinte: a pri-
meira da quanlia de um dcimo do valor da arrema-
tacao, quando estiverera feitas todas as plaas al o
nivel do pavimento terreo, c juntamente o cano d'es-
golo ; a segunda da quanlia de dous decimos quando
estiverem feilas todas as parles exteriores e interio-
res al a altura de receber o travejamento do primei-
ro andar, e assenladas todas as grades de ferro das
janellas: a terceira da quanlia de dos decimos quan-
do estiver assenlado todo o travejamento do primei-
ro andar, feilas todas as paredes at a altura da eo-
berta, e embuendas os cornijas ; a quarta tambem de
dous decimos, quando estiver prompla lodaacoberla,
assenlada o travejamento do forro do primeiro andar
rebocado e guarnecido todo o exterior do edificio; a
quinto tambem de douidecimos.quaiidoesliveren)con-
cluidas todas as obras, c recebdas provisoriamente; a
sexta finalmente de um dcimo, qnando for a obra rc-
cebida definitivamente, o que ter lugar um anno
depois do recebimento provisorio.
5. Para todo o mais que nao estiver determinado
as prsenles clausulas, e nem no orcamento seguir-
se-ha oque dispoe a respeilo a lei provincial nume-
ro28)*-
Conforme.O secretario,
Aplomo Ferreira d'Annunciacao.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumprimenlo da resolu-
cao da junla da fazenda, manda fazer publico que
no dia 27 de abril prximo vindouro, vai novamenle
a pja<;a, para ser arrematada a quem por menos fi-
zer, a obra do acude na Villa Bella da comarca de
Paje de Flores, avaliada em 4:00*3.
A arrematacao ser feita na forma dos artigues
24 c 27 da lei provincial n. 2X(, de 17 de maio de
1851, c sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esto arrematoca
comparecam na saladas sesses da mesma junta no
dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para conslar se mandou aflixar o presente, e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco, 23 de marco de 1854.O secretario, Antonio
Ferreira Clausulas especiaes para arremataras.
I. As obras deste acude serio feitos de confor-
midade com as plantos e orcamento apresenlados a
approvacao do Exm. Sr. presidente da provincia, na
importancia de 4:0048000 .res.
2.a Estas obras elvenlo principiar no prazo de
dous mezes, e serao concluidas no de dez mezes a
contar conforme a lei provincial n. 286.
3.a A importancia desta arrematacao ser paga
em tres prestares da maneira seguinle : l., dos
dous quintos do valor total, quando liver conclui-
do a metade da obra: a 2.a igual a primeira, de-
pois de lavrado o termo do recebimento proviso-
rio : a 3.a, finalmente deium quinto depois do re-
cebimento definitivo.
Pela subdelegada da freguezia Do* Afogados se
'. itaz publico, que se acha depositado um cavallo ala-
fao, magro : quem for sen dono, compareca neste jui-
zo, que provando, lhe ser entregue. Subdelegada
da freguezia dos Afogados 23 de marco de 185*.
Pereira Lima.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O conscllio de direcrao convida aos se-
nhores accionistas do banco de Pernam-
buco arealisarem de 15fa 51 de marco do
corrente anno, mais 20 por 100 sobre o
numero de croes com que tem de ficar,
para levara elfeito o complemento ao ca-
pital do banco de dous milcontos de ris,
conforme a resolucao tomada pela assem-
bla geral de 26 de setembro ultimo.
Banco de Pernambuco l de fevereiro de
1854.O secretario do conselho de direo-
cao.Joao Ignacio de Medeiros Bego.
n
O conselho de direcrao da companhia
Pernambucana avisa novamenle aos Srs.
accionistas, que ainda nao iizeram a sua
primeira entrada de 25 por cento, que o
prazo definitivamente lixado para esta
prestacao he at o dia 50 do corrente mez,
esperando que se prestem a habilitar
quanto antes a direcrao, a fazer a encom-
menda dos vapores ; a pessoa encarrega-
da de taes recebimentos he o Sr. Frede-
rico Coulon, ra Ha Cruz n. 26.
COMPANHIA DE BEBERIBE.
O escriptorio da Companhia de Beberi-
be mudou-se para a ra Nova, casa n. 7,
primeiro andar, e estara' aberto todos os
dias uteis das 8 horas da manhaa as 5 da
tarde.O secretario,
L. da C. Portocarreiro.
Pela administrarlo dos eslabcleeimenlos de ca-
ridade, novamentese faz publico a todas as pessoas
que tem expostos em sua companhia de os aprcsenla-
rem na casa dos mesmos no dia 1. de abril, pelas 9
horas da manhaa, afim de poder a commisso de hy-
gicno publica, proceder a exame sanitario, visto que
j de oulra occasiao nao o pode effecluar pela falta
de comparecimeuto.
Adminislracao dos eslabelecimentos de caridade
22 de marco de 185*.O escrivao da adminislracao.
.4ntomo Jos Gomes do Correio.
da neste porl, muilo propria para a 'navegarJto de
cabolagem, d lote de 90 toneladas nglezas, pouco
mai ou menos, ferrada de cobre, ainda em bom uso,
de marcha muilo snperior, e prompla para sesuir
qualqurer vagem : os prelen'denles dirjam-se aos con-
signatarios, no Trapiche Novo n. 16, aonde o inven-
tario pode ser examinado.
Para o Aracaly era direllura; segae nestespou-
cos das, por ter parte da carga prompla, o hiato bra-
sileiro Hxallacao, mestre Estado alendes da Silva:
tratar na ra da Madre de Seo* n. 66.
> Para o Rio de Janeiro segu em
pouco8 dias o brigue nacional Damao,
pregado e forrado decobre, e de superior
marcha, etemquasi completo o seu carre-
gamento : ol a passageiros e.\-
cellentes exa-
minados, e re
ta-se com os consignatarios Machado &
Pinheiro, na ra do Vigario n. 19, segun-
do andar, ou com o capitao Cleto Marce-
lino Gomes da Silva, na Praca do Com-
mercio
Para o Rio de Janeiro segu impreterivelmcn-
le no dia 29 do corren I na lnda :
para escra vosa frele-e p ruada
Cruz n. 28, escriptorio ^^^^^^^H"*r*
Para a Baha sal 1 Hoto
Olinda; para resto da carga Itaua-** cem Tasto Ir-
raos.
Para a Babia. icos
dias o hiate nacional Amelia '. quem
no mesmo quizer carregar, ou ir de pas-
sagem, dirija-se ao me: ti aos
consignatarios Novaes & Compai
ra do Trapiche n. 34.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Salie com muita br
ConceicSo, por ter t nen-
io quasi todo prompto : quem no mesmo
quizer carregar o resto, ir de pastagem
ou embarcar escravos afrete, falle com o
.capitao na praca, ou no escriptorio de
Manoel Alves Guerra Junio
Trapichen. 14.
i. M. Wardoc, capillo do cter americano
Bay Cety, declara que n3o e respe
vida alguma que seja feila por gen le de ana tripola-
cio.
Rio de Janeiro.
Segu empoucos dias pon (a di car-
ga engajada o palacho n
noel Gomes de OHvera:
e escravos a frote, para
accommodtcSes, Irala -se
la da Fouseca Jun
primeiro indar, ou c
PABA
A barca f^^^H lereha
acaba de fe^^^^^H
segu viager
por ter dos?
te, trato-*e com Bailar & Ol
Velha'n.12.
Para o Rio de Jar re-
tes 8 dis o brigue b
ja' ter parte do ca
quem no mesmo quizei em-
barcar escravos, enten P*H
a bordo, ou com p con
Alves Guerra Jnior, na ra do Trapiche
n. 14.
RIO DE JANJ
No da 31 do corrente sabe
liz ; para pawageiros e escra'
Caelano Cyriacp 4a C M.,
toja de mastames n. 25.
^u^
TERCAFEIRA28 DEMARCO DE4834.
BENEFICIO DA ACTRIZ
Joanna Januaria de Souza Bitan-
court.
Depois que os senhores profesores da orcheslra li-
verem ejecutado urna escolhida onvertura, subir n
scena pela primeira vei nesta provincia a muito in-
leressante comedia original brasileira em 3 actos,
OlOTieo.
*
Pertonogent. Adores,
Ambrozio. ...... Sr. Costa.
Carlos........o Silvestre.
O mestre de Novijos ... Coimbra.
Jorge........ Santa Rosa.
Juca (menino de 9 anuos) 1). Lniza Monteiro.
Emilia.......I>. Manoella.
Kosa.........D. Amalia.
Florencia ...... A beneficiada.
Jos ........ Sr. Joaquim.
O mcknho ...... Rozendo.
Soldados e meirinhos.
Asccna passa-se no Rio de Janeiro em 18.
Esta composicao he do Sr. L. C. M. Peona. He
bstanle o nome do autor para o completa elugio dec-
a comedia.
No fim da comedia, aSra. D. Manoelii e o Sr. Ri-
beiro, em obsequio a beneficias, oanlarao o muito
applaudido e gracioso duelo em porluguez,
COLMELLA.
Em seguida o Sr. Silvestre cantar o lindo roman-
ce, tambem em porluguez,
EM L0KG4 PENOSA AUSENCIA.
Poesa do dislincto vale, o Esm. Sr. conselheiro
Joao Dnarle Lisboa Serra, e msica do Sr. Joao Ge-
rardo Efrem.
Terminar o espectculo com a graciosa aria can-
tada pelo Sr. Ribeiro,
D. BAZILIO.
He este o divertlmentoque a beneficiada escolheu
para offerecer ao Ilustrado publico de Pernambuco,
de quem espera toda a proleccao e indulgencia.
Os bilhetes acham-se em mo d beneficiada, em
sua casa na rus ettreita do Rosario n. 36, primeiro
andar, e no da do espectculo 110 logar do cos-
tume.
Principiar *s horas de costme.
avisos martimos!
Vende-se escuna liollindeza Alberl, aucora-
IXaXO'ES.
LEILAO DE MOBTMA, CARF-
srno.
Gosset Bimonl far tello, por inlervenr.
agente J: Gatis, no dia 29. de eorr
da manhaa em nonio, na ru
gundo andar, a saber: tres a
um melodion com encllenles
bem poder* servir para igre
redonda com. pedra, ditas tm
rommodts, consolos, guarda roupa.
dros com estampas, folhas de esledo para desenho e
pintara, fillradeira para agua, aladiernas de casqni-
nha, vasos de poreellaiia e vidros para cima de-mesa,
etc.,.ele; assim como lambem um typo-
graphU qoe pode imprimir i peridico,
cavallos que tanto servem para sella como para car-
ro, carro de quatro rodas com c 'ios.selli ns
para montara de hornera e de n pequeo
sitio na estrada de JoSo de B 1 era frento
do becco do Espinheiro, coa casa, estribara para
quatro cavallos, casa para banho, .todo cercado de
limoeiros, com bastantes fruteiras, Unto do psz co-
mo da Europa e diversos instrumentos proprios para
tillo.
GRANDE LEILAO.
Terea-feira 28 do
nhaa, no armazem < *gio n. 14, haver
leilao de diversas o
de diversas qualidade*. da snadaif
ricos sanctaarios, Ir,
les do armario, relogios
rede e para algibeira, 01 enos
quadros com ricas
daas cjrtoira* t mpetenles
iteeWsa*
cauna* para
ta) de pama
^Hwsto
b em leilao
tratados, varios vidto* \
labros, lanternas, serpe
qualidades, espingarda
caca, um paranquii
bort estado, diversas obr
para cima de mesa, um
de trigo, e oatros-muid
no acto do leilao; assim
daas escrava*, affljn^
sanitario.
OAGEHTE
far o leilao dos objedj
miles, batendo o martj
offerecido, vtato estar
priotdeno*.
O leilao do 1
Magdalena, que devia ter sido n|
do corrente, fica trans
terca-feira, 28 do correr
manhaa em ponto.
Hoje 28 do corrente infiJl
te se effectura' o leiteo de 1
superior vinagre, e serao
livelmente por qualquer
mazem de Candido Alberto Sodre5
Motta.
cem da
a o da
toras da
relmen-
las oom
da
AYISOS DrvE*As.

I
O Sr: Carlos Gilin tem urna car-
ta na livraria n. 6 e 8 da praca da. \odof
pendencia.
No dia 5 de abril do corrale auno, se bao de
arrematar em praca publica, do Sr. Dr. jniz munici-
pal da segunda vara desta cidade, depois da audien-
cia, tesseuD) e tonto* escravos por ezecucsn da An-
tonio Pires Ferreira e outros, contra Luiz Pire Fer-
reira, e deve ter em ultima praca.
No dia 31 do corrente mez. tea de ser arrema-
tada em praca pablict, i lo civel da
primeira vara, depois da a^^^H cata terrea .
da ra da Calcad* a. 14 tari Ma-
noella de Jess, contra l HfMpIi>
venro da Santa Cruz, e I
A mesa regedora da irmaudad*. do Senhor
Bom Jess de* Tassos. tendo de ex por a imagem do
mesmo Senhor em proeissao a vista dos fiis, no dia '
30 do corrente. a deposilar-sc na matriz da Boa-Vis- ,
la; e no dia seguinle 31, voltar em prw^ijao pelas
ras do costme, por isso roga ao* nwrifl*)** das
ditos mas, qoe lenham as suas calcadas limpas como -
pede o mesmo acto, assim como roga a toda* os ir-
maos que liverem capas, que no dia 31 queiram a-
char-te com ellas no Corno Santo, as 3 horas da tar-
de, assim comoaquelles que nao liverem queiram ir
mais cedo para as tomar. >
H. Alee ia Silda.
Aluga-se ou vende-se um sitio com casa de
laipa caberla de palhe, com quarento e tantos pe* de
coqdeiros, boas mangueiras.bastanles cajueiros e ou-
tros ps d* fructoiras, trras para plaotaQdet de ro-
cas, e o mais que se quizer plantar no lugar da Pi-
ranga, freguezia dos Afogados, beira da-estrada que
vai da mesma povoacao para a matriz da Vanea: a
lrlr na rna larga do Rosario n. manhaa at as 9, o do meio dia al as quatro da
larde.
Offerece-se m liomem casado para feilor de
nm sitio, duque tem muita pratica, tanto de plan-
tacoes eomo de enchertar: quem pretender dirija-se
a ra do I.vramenlo, toja n. i.
tjuem precisar de urna mulher de meia idade -
para am* de urna casa de pouca familia, que cozi-
nba perfeilarnente engomma e tom as mai*
boas qualidades que te procuram, dirija-te a roa do
b'ogo n. 19.
DSo-se dout pequeos pardos, um de 10 anos,
outro de 11, para aprender um offlcio de oarivee, ou-
tro de funileiro : quem quizer snnancie ou dirija-se
a roa da praia de Santa Rita, casa de Manoel Gomes
da Silva,para tratar ou para caixeiros de taberna.
Roga-se ao Sr. M. A. P. A. que por S. Pedro
e S. Paulo mande resgalar seus penhores e pagara
sua lellra que esl vencida ha mais de anno, na cer-
teza de que se o nao fizer nesles das te publicar
seu nome por extenso, e ser chamado a juizo".
Antonio Domingos Pinto.

,'.-:...


DIARIO DE PERN^WBUCO TRQft FE1KA 28 DE
MARGO DE 1854.
Flix Francisco de Sour.a Mapa-
Mes mudou sua residencia pnra.a ra do
Raneel n. 56.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Resumo dos maiores premios da oitava
lotera concedida a beneficio das obras
publicas da cidade de Nictheroy, es-
trahida em 10 de marro de 1851.
1
i
l
1
6
10
20
N.
1*65.
748.
550*.
2938.
5035,
48,
1679,
4438,
5978.
60,
626,
1263,
2121 ,
3489,
4674,
5011,
3255
5250
352
1696
5124
3400,
5690.
1359
3929
5645
. 20:000jj
. 10:0004
. 4:000*
"2:000$
1:0001
60
130, 569,
630, 1126 ,
1389 2037 ,
2152 3447 ,
3711 3952 ,
4822, 4963 ,
5365 ....
8,54,245,476,518,
606, 811, 831 919,
4000
200$
100 de
1800 de.
1088,
1192,
1380,
1878,
2022 ,.
2427,
2707,
3042 ,
5580 ,
3947,
4200,
4392,
4500,
5109,
5291 ,
5675,
5854,
1136,
1369,
1540,
1890,
2204 ,
2454 ,
3008,
5415 ,
3626 ,
3955,
4209 ,
4418,
4995 ,
5161 ,
5310,
5711,
5869,
1186
1376 ,
1702
2017
2425
2698,
3034
3444
3718
4005
4288
4469
5012
5230
5620
5766
5981
Joao Pedro Vogeley,
fabricante de pianos, alia e concerta com lela aper-
fcicilo, lendo chegado reccotemunte dos portos da
Europa, de visitar as melhores fabricas do piano, e
leudo ganho nellas lodos os coohcciraeiilos e pralica
de conslrucgoes de modernos pianos, oflerece o seu
presumo ao respcilavel publico para-,qualquer con-
cert e afinaste com lodo o esmero, leudo loda a
certeza que nada flcara a desejar as pessoas que o in-
curnbam de qualquer Iraballio, lauto em brevidade
como em mdico prego ua ra Novan, 41, primei-
ro andar.
O abaixo assignado, nao podendo despfedir-se
de lodoso seos amigos em sua viagem Lisboa, por
esto rrtsuas despedida^ oflereoendo seus servigos
naqueHe lugar.Jos Candido de Barros.
Precisa-se de dous pequeos de 12 a 15 annos
para caixeiros de taberna ; no armazem do Caes da
Airandega n. 3.
tS@@:@
O Dr. Sabino Olegario I.udgero Pinho mu- #
% dnu-se para o palacete da ra de S. Francisco 8S>
(mundo novo) n. 68 A. &
LOTERU DE N. S. DO LIVRAMENTO.
O cautelista Salustiano de Aquino
Ferreira
visa ao respcilavel publico, que os seus bilheles e
cautelas estao exposlos i venda nos lugares do cost-
me, e paga sob sua responsabilidade os dous premios
grandes sem o desconlo de 8 S do imposto geral.
Bilheles inleiros 6,000 5:0008000
Mcios.........3,000 2:3003000
Quarlos........1,500 1:2309000
Decimos....... 700 .. 5009000
Vigsimos ...... 400 2509000
J. Jane,Dentista,
contina residir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
100$
40#
20$
HOMEOPATHIA. I
IU V DAS CRIZES \ 28.
No consultorio do professor bomopalh
Gosset Bimnt, acbam-se i venda por I
CINCO MIL RES. '
Algiimascartciraseom 21 mcdicamenlos.
Os compewntes livrns. ;. 59000
rande sorlimenlo de carteiras c caixas
de lodos os lamaohos por precos commo-
ditsimos.
1 lubo de glbulos avulsos 500
1 frasco de yi onga -de tintura a
esculla.........19000
O senhor que levou trocado do salgo do llicalro
de Santa Isabel 00 dia 23 do corrente, umchapeo de
sol verde, dt cabo de canoa, deixando outro roxo
em sea logar, pode mandar leva-loa ra Nova n.
41, segando andar, que ahi se far a destroca.
Desappareceu 110 dia 13 do crreme o prelo
criolo, por nome Francisco, estatura baixa, cheio
do corpo, cor fula, testa alia, com falta de alguns
deoles na. frente; levou as seguiutes roupas :
e brim com lislras musas, camisa branca de
polo, chapeo de palha, pea bichentos: quem o
leve-o i ra do Raogel n. 26, qaeser bem re-
comnMtado.
lo de Medeiros Raposo previne ao respeila-
cl publico od a quem convier, que nao fagam o me-
ameoto a seu ex-caixiiro Faustino Francisco
liveira, visto que flearam todas as dividas por
conta da casa, assim comu nao se responsabilisa pe-
los seus-eonlrahiroenlos quando caixeiro da mesma; a
vista do quo seacha documentado.
LOTERA DE N. S. DO LIVRAMENTO.
As rodas desta lotera andim a 21 de abril prxi-
mo futuro, e o resto dos bilheles acha-se a venda
nos lugares j conhecidos, na botica do Sr. Joao Mo-
reira ra do Cabuai, na ra do Queimadoloja do Sr.
Moraes.O thesoureiro, Zoilo Dominguet da Silcu.
(jossel Bimonl lendo dc.se retirar prxima-
mente para Europa, roga aos seos devedores gj
o favor devirem saldar suas contasdadala ^
deste a oito dias. Recife 17 de marco de m



dia27 demarco, da
m escravo de nome
lo i de idad de 50 an-
nos puco mais ou menos, com os
signaes seguintes :estatura re-
f guiar, cor fula, falta-lhe bastan-
f tes dente* na frente, tem urna ci-
tcatriz no pdireito, e urna mar-
ca defogo rio peito esquerdo, o
8 dedo; grande do pe' dneito iica
bastante separado dos outros:
_.' quen r leve-o ao seu se-
iroor Gustavo Praeger, na ra da
.Cruz n. 10, que sera' generosa-
O mente recompensado.
Aviso.
Ao aman! scer do dia 23 do corrente marco, de-
sappareceu'do cercado do rancho d Santo Amaro de
Jnhoalao um cavallo cnslanlio, novo e passeiro, um
pouco pequeo, ferrado com a marca P no quarlo
direito, de que osa o bacharel Pedro Bezerra Pereira
de Araujo Beltrao, proprielario do engenho Bento
Velho, em Sanio Anlo : quem dclle liver noticia,ou
o liver vagado, leve-o ao referido engenho ou faca
a ao agente de leiles F. O. de Oliveira no
Recife, que lera 209 ". de gralificago.
27 do corrente, auaentou-se
:io, estatura regular, olhos
castsohos. a penca barba, descarnado do rosto, levoa
ora surraode caroeiro, chapeo de couro e outro de
captivo do fallecido Florencio
Antoi o riacho do Sangue, lugar de Cam-
pos Elisios, para mide se soppoe elle ter ido.: quem o
o a roa Nova, em osa de Jos Mara da
Cosa Carvalho, que prometa gratificar generosa-
mente.
Continua a catar fgido o prelo da Cosa de
nome Jos, de 34 annos do idade pooco mais ou me-
nos, com os sigues seguintes : alto, cheio do corpo,
nao lem lilhos no rosto, cabera cumprida, urobigo
grande, pamas arqueadas, ten orna costura por cima
Icaonares, proveniente de urna denta-
da qnasoOreu da algum animal, a qual he aoliga,
bem fallante; consta que anda pelas imediagoes entre
Olinda a Fragoso: quem o pegar leve-o a ra Direi-
a, nadara n.2*, quesera gratificado com IOO9OOO
rw.
_ Precisa-se d* um feilor que entenda de planta-
co e horlalice, quelenha boa conducta : qaem esli-
ver oesta circumstancia, dirija-se a ra do Vigario
n. 3, a tratar.
Alugajt urna prela moja, muilp fiel, engom-
la, e cozinft: na ra Direila n.' 24, segundo au-
dar. '
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-sea vendaos bilhetes da lotera
15. do iesouro publico, cuja lista se es-
pera pelo vapor inglez ate 4 do prximo
mez de abril; os premios serao pagos a'
cheg
Deaeia-ae fallar com o5r. Bazilin Alvares de
3o, pira o que pede-se, que anouocie
a sua mor,
MOBILIAS DE ALUGUEL.
Alugam-se effectivamente mobilias
completas o qdalquer traste separado
vontade do alugador, e por preqo edmmo-
do ;' tambemsealngamcadeirasemgran-
_^ deporcao, pai a bailes ou oflicios ; na ra
v Nova, armazem de trastes do Pinto, de-
fronte da ra de Santo Amtro.
Precisa-se alugar um preto bom co-
zinheiro e fiel : na ra do Crespo, loja
n. 25.
ando ao annuncio do Sr. Francisco l.e-
androUo Reg, teuhoadizar que nao levei o chapeo,
que diz ser seu, por engao, porque tendo-se-me le-
vado o meo novo com que fui o baile, e quasi as 5
horas da manhft, vi-me forjado a relirar-me com o
queme iinliam deixado em coropema;ao; e rouilo
eslraoho o procedimeulo desse senhor de fazer este
auouncio. visto que pSo m eiimi a entregar-lh'o,co-
mo Ihe dissa na matriz de Sanio Antonio, procetli-
mento este,' qae o reputo em relacq cora quem o
aprsenla: com isto lenho respondido.
Joi Francitco doi Santos Miranda.
Precisa-se de um hornera que saiba ler, e en-
tendaMrfSjiieodo mar, para patrio de escaler, pro-
vando boa conduela, apresente-se o arquiador do
consulado geral, para ser empregado no escaler da
mesroa repartilo.
Joao Cardoso Ayres declara, que Alfredo Eles-
biu Pereira de Almcida dcixou de ser seu caixeiro, e
fazsdenle ans seus devedores, para que ao mismo
n3opeguero nenlmm de seus dbitos.
a fabrica de charutos darua Nova n. 56, acha-
se um grande sorlimenlo de charutos de todas as qoa-
lidades, vindos da Babia ; as qualidades ahi vflo pa-
tentes : paluscos. regala, primores, emilios, vare-
,a>Jn, yaya, laneeiros, famas, fama va, fama
I j8 Per*,mDuco> philosopbos, trabuquilbos, resplao-
decenles, cavalleiros de Havana, desfructe da bon-
dde, regala de S. Flix, e ontrae dlversss qualida-
des, qae serSoapreseuladas a todos os sus freguezes,
de quem espera lodo acolhimenlo.
Precisa-se de ama ama para casa de daas pes-
soas de familia, para cozinhar, engommar e fazer o
maisservico de casa, e comprar na ra : quem Ihe
eonvier, djrija-se roa da Apollo n. 19, que se dir
quem precisa.
Aluga-umhomemque se queira suleilar a
_, vender leile ; paga-se bem : a tratar na ra do Ran-
gel n. 13, primeiro andar.
O cornmendador Joao Jos de Azevedo' Mello
Filada embarca em (na companliia, a sua escrata,
crioula, de nome Loiza, de idade 24 annos, para seu
servico, para o Rio de Janeiro.
Oflercce-se uro moto porluguea para qualquer
oceuptsao, qur nesta pra<;a quer lora : quera deseu
presumo se quizer servir, dirija-se i ra do Burgos
n. 31, padaria.
Aluga-se m moleque para o aarvieo de casa,
qneapzinha o diario: quemo pretender,' dirija-se i
. prat* 4# Independencia n. 5.
D-se dinheiro a juros sobre penhores de ouro
e prala j na ra da Gloria n. 7, do lado da igreja.
Roupa engommada.
No aterro da Boa-Vista n. 48, loja, se dir a pessoa
que se incumbe de mandar lavar e engommar com
rfeiro a roupa de qualquer senhor eslrangeiro que
ecisar.
Ahiga-se um sitio
na estrada dos afilelos confronte a igreja do mesmo
lugar, bastante grande, com boa casa de vivenda,
murado na frente e fundo, e com muilss frucleiras :
quem o pretender, dirija-se Ponte de L'choa em ca-
sa de Fraucisco Antonio de Oliveira Jnior, quelam-
bem o permuta por predio na prac,a,ou vende.
CHUVSTALOTVTO.
Novo estylo de retratar, quer chova, quer fa^a sol,
J. J. Pacheco, recenlemente chozado dos Estados-
Unidos, convida ao respeilavel publico, a visitar o
seu cslihelecimenlo no aterro da Boa-Vista o, 4,
casa em que morn o Sr. Lelarle.
Oabaixo assignado avisa ao respcilavel corpo
do commcreio, e a quem convier, que em sua au-
sencia para;a Europa deixa por seus bastantes pro-
curadores, em primeiro lugar ao Sr. Justino l'ereira
de Furia un segundo lugar ao seu guarda livros o
Sr. Joaquifr Jos dos Santos; em tereeiro lugar aos
Srs. K. lilac pecialmente encarregado da gerencia de todas as
-transacc/S^ commerciaes da mesma casa. Uecife 21
de mar{o-,de 1854.Jos Candido de Barros.
Predsa-se de uro rapaz solteiro, brasileiro ou
portuguez, que queira sujeitar-se a unja padaria no
mallo para vender pilo, e ajudar a amassar : quem
perlendcr dirija-se a ra estrella do Rosario, taber-
na n. 11.
* Precisa-sede um piloto que lenha caria, afim
de fazer Maseru para qualquer dos porlos da Europa:
quem se julgar com as habililaces precisas, lera a
bondade de dirgir-sea ra da Cruz o. 3, que achara
com quem tratar.
. Antonio Francisco Belm relira-se para o Rio
de Janeiro, levando em sua rompanhia sua mulher,
um filho e a escrava Florinda de sua propriedade.
Joaquim Antonio de Oliveira faz scente ao
puhlico.que comprou a Jos da Costa Gomes a taber-
na sila na ra das Calcadas n. 2, e nilo se responsa-
bilisa por divida alguma do mesmo vendedor, alora
dossenhorcsqueenlraram noraleio da mesma ta-
berna.
Q Sr. Antonio Jos Nogucira, quo annncia
retirar-se para fora da provincia no Diario de 24 do
corrente, nao o poder fazer sem que primeiro v
pagar a Joao Tavares Cordeiro o suido de 2823520,
que Ihe devedacxlincla firma de Francisco do Pra-
do & Companhia, da qual era socio e gerente.
3EBS&- tsmsm
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ma do CoUegio n. 2,
. vende-se um completo sortimento
ote fazendas, finas e grossas, por
precos mais baixos do que 0111 mi-
tra qualquer parte, tanto em por- ^
cues, como a retalbo, amaneando
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
aliri-se de cbmbinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, e por
isto ofFereoendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietario deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem aos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
CoUegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
MECHANISHO PARA ENGE-
NHOS.
\l FtXWIf \0" DE FERRO DO EMiEMlEIRO
DAVID W. BOWHAK, KA REA DO BRIM.
PASSANDOOCHAFARIZ,
ha seropre um grande oriimeiilo dos seguintes ob-
jectos de mechanismos proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais mo conslrucco ; laixas de ferro" fundido e batido, de
superior qualidade, e de todos os tamanhos; rodas
denladaspara agua.ou.animaos, de todas as propor-
tOes ; crivos e boceas de fornalha e registros de hoei-
ro, aguilhoes,bronzes parafusos e cavilhOes, moinlios
de mandioca, etc. etc.
NA HESIA FODICAO*.
se execnlam lodas as encommendas com a superiori-
dade j conhecida, e com a deuda presteza e commo-
ddade em preco.
Pede-se a pessoa que comprou urna moedade
ouro, libra esterlina, cora taco liso, propriopara en-
Oar cordo para botar ao pescoeo de meuino, ou sem
elle por haver sido lirado a um alfaiale no dia 22 de
fevereiro prximo passado ou muilo perlo deste da,
dirija-se a ra das Flores n. 23, afim de averiguar
negocio que Ihe diz respeilo. Pode vir sem receio al-
gum, cerlo de que nenhum prejuizo lera relativo a
esleJiegocio da compra referida, se vier por este cha-
man) a casa indicada.
Na ra Nova, loja de ourives n. 4, fazem-se si-
neles para qualquer repartieo, consulados estran-
geiros, &C, &c caixas para carias de hachareis,
assim como abrem-se firmas e inser pees em qual-
quer obra de ouro ou prala, e tambera se faz qual-
quer obra de ouro por mais dilicada e difficil que
seja com perfcic,ao, e concerla-se igualmente loda
obra de qualquer goslo com brilhantcs.
COMPRAS.
Compram-se ossos a peso : no ar-
mazem da illuminacao, no caes do Ra-
mos, travessa do Carioca.
Compram-se garrafas vasias: na taberna da ra
da Cadeia de Saolo Antouio n. 16.
Conipra-sc urna casa terrea 110 bairro de Santo
Antonio ou Boa-Vista, em boa ra e commndos pa-
ra urna familia, c que esteja em bom estado: na ra
do Pilar cm Fra de Portas n. 33.
i Compram-se Diarios para cmbrulho a 3#200 a
arroba : na ra larga do Rosario n. 8 e 13.
Compra-se para a obra do hospital Pedro II200
alqueres de cal branca de Jaguaribe: quem liver e
quizer vender, dirjase ao director da obra Antonio
Jos Uomes do Correio para tratar do ajuste.
Compram-se escravos de ambos os sexos, de 10
a 20 annos, para se exportar ; lendo boas figuras,
pagam-se bem : na ra Direila n. 66.
Compra-se urna escrava, crioula, que seja moja
e de boa conduela, que^aiba engommar, cozinhar e
fazer o mais servico de urna casa : na ra de Apollo
n. 19.
Compra-se toda a qualidade de trastes novos e
usados, e_tambern se Irocam trastes novos por velhos:
na ra Nova, armazem de trastes do Piulo, defronle
darua de Santo Amaro.
Compra-se um palileiro de prala que cslejo
perfeilo : quem o tver nniiuiicie, ou dirija-se a ra
Nova 11. 41, segundo andar.
HOMEOPATHIA.
CLNICA ESPECIAL DAS MOLESTIAS
'NERVOSAS.
(II yster ia, epilepsia ou gola coral, rheuma- :
lismo, gota, paralysia, defeilos da falla, do
ouvido e dos olhos, melancola, cephalalgia
ou dores de cabera, enxaqueca, dores, e Indo '
mais que opovo cuuhece pelo nome genrico
de nervoso.) -
As nbpleslias nervosas requerem muitas ve- ;
zes, alcm dos medicamentos, o emprego de
outros meios, que desperlemnuabatamasen-
sibilidade. Esles meios possuo eu agora, e os i
poiilio a disposico do publico.
Consullas todos os das (de grara para os
i pobres), desdeas 9 horas da manha al as 2
j da larde. Ra de S. Francisco (mundo novo)
n 68 A. Dr. Sabino Olegario Ludgero
Pinho. .
VENDAS
Jos Rende'e, artista em cabellos.
parlieip ao respeilavel publico, que faz obras de ca-
bellos com loda perfeicao, como sejam as seguintes :
pulceiras, correles de relogio, trancelius, cordOes,
colares e flores: quem quizer,dirija-se ra estrella
do Rosario n. 7.
Rape Paulo Cordeiro.
Por constar existir A venda rape falsificado com o
Ululo de J0S0 Paulo Cordeiro, previoe-se aos amado-
res de Uo aromtica quanto excedente pitada, que
no escrplorio n. 17 da ruada Cruz, nico deposito
do vordadeiro rap de Jo3o Paulo Cordeico do Rio de
Janeiro, oesta cidade, acharao sempre venda caixas,
e lambem se vender meias caixas e quarlos do ca-
xas, e a relalho as seguintes tojas: Recife, roa da
Cruz, Fortunato Correia de Queirz, ra da Cadeia,
Jos Gomes Leal Jnior, Jos Fortunato da Silva
Porto, Thomaz Fernaodesda Cunha, Sanio Antonio,
ra do CoUegio Lima rk Guimares, ra larga do Ro-
sario, Jos Dias da Silva Cardeal, Maooel Jos Lo-
pes, Neves & Coelho, ra dos Quarleis, Jos Louren-
co da Cruz, Pracinha do Livramenlo, Pedroso & Cos-
ta, Pedro Jos do Reg Maia. largo do Livramenlo,
Francisco Alves de l'iulio, ra Direila, Jos Viclor
da Silva Pimenlel, e Antonio Joaquim Ferreira de
Souza, no pateo do Carino.
O marcineiro francez da ra Nova n. 45, com-
pra loda a qualidade de mobilias, novas e usadas, as-
sim como tambem troca por outras, e tero para ven-
der toda a qualidade de ferramenlas para marcineiro
e enlalhador.
Precisa-se alugar um negra captiva, paga-se
12SO0Ors. mensaes: na ra larga do Rosario nume-
ro 33.
Desappareceu no dia 21 deslo mez, as 8 horas
da nolc, um escravo crioulo, de nome Autonio, ida-
do 24 annos, he fiicial de pedreiro,. levou vestido
calca de melim preto, camisa de chita piola sem urna
manga, he de estatura regular, grosso do corpo, o
rosto grosseiro, nariz grosso e chalo, com marcas de
bexigas no rosto e nariz, tem as mflos e os ps grossos,
a falla grossa, nilo tem falla de denles, cabello um
tanlo apartado, nao tem barba nem buen : qocm
dclle sober leve-o na ra do Cabug n. 3, scguudo
aodar, que ser bem recompensado.
Recehera-se cavallos para (ralo: na cocheira da
ra da Cadeia de Santo Antonio o. 3.
UO BAZAR TEBKAIBIICANO.
RA NOVA N. 33.
Vende-se por baixos precos, as fazendas
seguiutes: lencos a iinilae.lu de inqnini bor-
dados a matiz, por 25000 rs., ditos lisos a
1g5()0 rs., camisetas bordadas e lisas para se-
nhoras a 28000 e 28500 rs., punhos bordados
para dilas a 610 rs. o par, manguitos borda-,;
dos a 18O00, 28000. e 38000 rs., pagodius de
cambraia, a iinilacao de vizlas e camisas, a
98000 rs., lencos de seda para roao a 29000,
dilos de selim para pescoeo de senhoras a 800
rs., colleles de diversas qualidades para le-
meos, de 28 a 68000 rs., ditos de casemira
bordados a 88000 rs., vestidos de cambraia
branco bordados a 48000 rs. bons chales de
seda a 158000, meias superiores para homens
inleirissas, a 55000 rs. a duzia, vestidos de
cambraia de seda a 128000 rs., riscados esco-
ceses a 240 rs. o covado.luvas Jouvin a 28000
rs.-, ditas de ponto ioglez a 18600 rs., lencos
a imilai;5o de cambraia de lindo a 500 rs., di-
tos de cambraia de linlio bordados, a 48. 58,
fia, e 78000 rs.,charutos da Havana a 68500
rs. o cento, bengalas de diversas qualidades a
28000 rs., aloeles de peilo para senhoras a
191000 rs., rosetas de bonitosgoslos e galvani-
sadas a 18500,braceletes.dita ditosa 58000rs.,
filas de todas as qualidades, sendo as mais ca-
ras para 15920 rs.. manteletes chales muilo
bonitos a 168000 rs., camisas de meia para
crias a 320 rs. biscoilosnclczesa28000 rs..a
lata, e oulras muitas fazendas que.se tem de-
clinado Me prego, para que os iuvejosos nao
possam inculcar de caras as fazendas deste es-
tabelecimento, e a experiencia provara.
mmm
Perdeu-se no dia 23 de margo, desde o arma-
zem do Sr. Luiz Antonio Annes al a roa de S. Fran-
cisco, oro vale do200000 rs. passado por Manoel Ig-
nacio de Oliveira Lobo a Leandra Maria da Concei-
lo, e junto ao mesmo vale urna ordem do Sr. Manoel
gnacio ao Sr. Luiz Antonio Aunes para pagar esta
quantia de que j recebeu-se 1008000 rs. por conla,
e como j esteja prevenido Sr. Annes para nao pa-
gar a pessoa alguma que Ihe aprsenle, senilo ao por-
tador do vale que he Jos Francisco de Paula, por is-
lo ficasetn efieilo o vale ea ordem, e o Sr. Annes
disse-mc que me pagava visla do annuncio.
Josi Francisco de Paula.
RIDOUX & GARNIER, L1THOGRAPHOS,
Ra da Cruzn. 24, primeiro andar,
participam ao respcilavel publico, que tendo dado
maior exleuso ao seu estabelecimento, acbam-se
promplos para execular com loda a brevidade oslra-
balhos que Ibes forero encoininendadus, como sejam :
facturas, conlas, ledras de cambio e da Ierra, conlie-
cimenlos para navios, circulares, correspondencias
aulographadas, precos correnles, carines de casamen-
to e bilheles de visila, etiquetas para botica c oulras,
msica, e ludo o que pertence a sua arte.
Obras de ouro as mais modernas.
Na ra do Cbug, confronte ao paleo da matriz,
loja nova de ourives n. 11, de Saraphm & Irmo,
franquea-so constantemente ao publico em geral um
grande sorlimenlo de obras de ouro de diferentes
goslos e presos muilo commodos; conlinoa-se a pas-
sar urna cenia com responsabilidade de loda obra que
for vendida, especificando-se a qualidade do ouro de
14 011 18 quilates, licando assim sujeilos os donos da
dila loja por qualquer duvida qne apparecer.
Manoel Jos da Fonseca, por haver outro de
igual nome, declara ao resjieilavel publico, que da
publicacao deste cm diante se assignar Manoel Jos
da Fonseca Miquilo.
Aluga-se um sitio na estrada do Arraial, com
muilo ooa casa de vivenda, estribara para 3 caval-
los, casa para prelos, bastantes arvores de inicio,
baixa para capim, urna grande capoeira para tirar
lenha e bom poro d'agua para beber : quem o pre-
tender, dirija-se ao aterro da Boa-Vista 11. 86, segun-
do andar.
O Sr. Joao Nepomuceno Ferreira de Mello,
morador na passagem de Olinda, (em urna caria na
livraria n. 6 o 8 da praca da Independencia.
Continam a liquidar-se
as fazendas da loja do ausente Joao Antonio de A-
ranjo por metade de seus valores, a dinheiro visla.
Chapeos de castor brancos, copa alta, a 28560, corles
de cambrsias bordados de cares, a 28000 e 28500, di-
tos de cambraias de seda a 48500 e 58000.rs., dilos
dilas de seda, muilo bonitos padroes, 8800 rs., leo-
eos de carca muilo bonitos padroes, a 18280 rs.,man-
tas de garga, a 2&300 rs., luvasde retrozde rede pre-
la sem dedos, par 320, dilas de casemira para moma-
ra, 400 rs., fil de algudo adamascado branco e de
cores, vara 480 rs., chapeos de seda para senhoras, a
68000, 108000 e 168000 rs., corles de cambraias bor-
dados, bonitos goslos, a 35800 rs.,lencos de chita fi-
nos, duzia 4M^0 rs., chales de cambraia bordados.
uro 800 rs., dilos de dita adamascados, um 640 rs.,
cassinelas de lila mescladas para caigas e palitos, co-
vado 800 rs., alpacas mescladas bonitas cores, covado
610 rs., cambraias de cores transparentes, proprias
para cortinados, vara 120 rs.; e ontras muitas fazen-
das por baratsimos precos : na ra do Queimado
n. 7, loja da estrella, deronle do becco do Peixe
Frito.
_sa asi s S-ai #a&
CORTES DE VESTIDO PRETO.
Vendcm-se cortes de vestido prelo, de cha-
malote e grosdenaple bordados, de superior
@ qualidade, e lindos desenlie*: na loja doso-
@ brado amarello da ra do Queimado 11. 29.
. J. Chanlon, bacharel em bellas ledras, Dr. em
direito, formado na universidade de Pars, eosna
em sua casa, ra das Flores n. 37, primeiro andar do
sobrado que faz a esquina da ra das Flores com a
ra da Concordia, a ler. escrever, tradu/ir 'e fallar
correctamente a lngua franceza e tambem d lines
particulares em casa de familia.
, Paulo (iaignou, dentista,
pode ser procurado a qualquer hora em sua casa
na ra larga do Rosario u. 36, segundo andar.
Arrenda-se o engenho Leao, sito na fieguezia
da Escada: os pretendentes pdem apparecer no ater-
ro da Boa-Vista, sobrado n. 53. segundo andar, que
acharao rom quem tratar, ou na freguezia da Escada,
no engenho Vicente Campello, com Maooel Gongal-
ves Pereira Lima.
Precsa-se de urna ama forra nu captiva, que
saiba cozinhar e eogommar, para casa de puuca fa-
milia : ua ra do Queimado n. 10, loja.
Aluga-se um grande armazem, assim como um
grande terreno 00 fundo de, mesmo, -e lem seu em-
barque, por ser na ruaftlo Brum, ,ao p da fundirlo
do Sr. Bowman, do lado do sul : quem os pretender,
falle a Jos Antunes Guimares, na ra de Apollo
n. 30.
No Bazar Pernbmhucano vendem-se turbantes
a Cardinal para bailes, os mais ricos possiveis, bertas
de lioho para senhoras, csparlilhos a preguicosa para
dilas, romeiras de filet, chales do verdadeiro loquim,
bicos de blond, seda, linho e algodilo, flores artfi-
ciaes, ricos vestidos de papelina, ditos escossezes,
chales de filet, e oulras muitas fazendas que se vn-
dela barato, e o comprador reconhecer esla venta-
do, viudo ao Bazar.
Existe na provincia das Alagoas um preto cri-
oulo, por nome Benedicto, o qual diz ser escravo de
Antonio Carlos, rendeiro da engenho Una, perlo de
Sanio Aniso ; qucrciulo este senhor negocia-lo appa-
reca com seus ttulos, na ra do Rangel n. 36, se-
gundo andar.
Manoel Lelo, de Castro relra-se para a Eu-
ropa.
O abaixo assignado faz ver ao respcilavel pu-
blico, e a quem iuteressar, que o major Jos Fran-
cisco de Souza, morador na villa de Souza, comarca
do Pombal provincia da Parahiba do Norte,
nada deve aos. Srs. Antonio Jos Pereira. F-
lix Rigor & Companhia, Vicente Alves Machado,
Jos Maria da Cosa. Carvalho, e Aotooio Ferreira
da Cosa Braga, e sir a Joaooa Mara da Concoico,
por alonomazia Joanua dos Paisos, a qual pagoii
quelles senliures pelo dito major Jos Francisco oque
esle devia: por lano o abaixo assignado he piocura-
por bastante, com lodos os poderes para tratar de lodo
e qualquer negocio que disser respeilo a mesma Joao-
oa dos Passos. Recife 23 de margo de 1851.
Francisco Manoel Coelho.
Offerece-se urna ama parda, de bons coslu-
mes, para casa de homcm solteiro, para cozinhar e
lomar conla de lodo servico da casa : quem quizer,
procure na ra das Tri nr boiras 11.1, quem va i da ra
Nova ao lado esquerdo.
Acha-se contratada a compra de urna casa de
taipa com frenle e trazeira de podra e cal, de Joao
de Sania Monica.na roa da Casa Forte: se alguma
pessoa se julgar cora direilo a dila casa, auuuncie por
esle Diario dentro de 8 dias.
A abaixo assignada, directora, do collegio de
Sant'Anna, declara o respeilavel publico, que rau-
dou o seu eslabelecimento de educago de meninas,'
para a ra do Moodego, casa dos herdeiros do falle-
cido Sr. major Costa, confronte ao Sr. Luiz Gomes
Ferreira ; quem liver negocio a tratar, dirija-se
casa mencionada.
Anua Bernardina da Bocha .Silva.
Penlen-se no dia 26 do correte, na estrada de
Camaragim, urna carleira contendo 1108000 rs. em
sednlas de 108000 rs., e diversos papis de importan-
cia, que s podem servir ao seu dono ; a pessoa que
achar, podera entregar na ra do Trapiche Novo n.
8 que ser generosamente gratificada.
Aviso ao respeitavel publico.
O abaixo assignado, fiicial de corrieiro, mudou a
sua ollicina da rUa Direila para a dn Caooo r. A, e
lem na frenle do dilo estabelecimento a secuinle le-
gendaCarros de aluguel; e passou lambem a ad-
ministrar a dita cocheira, onde o publico o achar
sempre prompto a deseinpeoliar os deveres nao so in-
herentes ao seu oflicio, romo tambem a apreseolar
bons e novos carros aos freguezes que se diguarcm
procra-lo.Francisco Xaiier Carneiro.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se em porcoes de 50 saccas pa-
ra cima : para ver, no armazem do For-
te do Mattos, defronte do trapiche do al-
godao, e para tratar, no e'scriptorio de
Manoel Aives Guerra Jnior.
Vendem-sc duas balangas com os pesos de ar-
roba a meia quarla, sendo a balanga urna grande
oulra pequea : na ra das Cinco Ponas n. 38.
Vende-se na ra da Senzala Nova n. 30, o se-
guinte :Palias da rainha, dilas imperiaes, ditas de
familia, aramia de ovos, buliohos do dilos, araruta
pura, bolachiohas americanas, biscoilos finos e gros-
sos, fallas e partculas, bolos cevados, bseolo homeo-
pathico, superiorspao de familia e crioulo.
Vende-se um bonito escravo, crioulo, com 23
annos de idade, fiicial de pedreiro: na ra do Pi-
lar em Fra do Portas n. 55. ,
Vende-so um prelo quo coznha muilo bem o
diario de urna casa : na ra do Crespo, loja da esqui-
na que vira para a cadeia.
Vende-se urna casa nos Afogados, na estrada
que vai para o engenho Gqui, por prego muilo
commodo : a tratar em Motocoiomb n. 53.
FAZENDAS RARATAS.
Ma nova loja de fazendas, na nu do Livramen-
lo n. 8, ao p do armasen de lon$a de Joa-
quim Bernardo da Cunha,
vende-se a verdadeira sarja preta bes-,
panbola a 2ji00, 2jG00, 2,<800 e o{200
o covado, ricos cortes de collete de setim
Ereto bordados, ditos de casemira preta
ordados, casemira preta setim, pannos
preto* de osOOO, 5,<600, 4*000, 4#800,
5^500, 6$000 e'TfOOO ., chapeo* preto*
demassa, fazenda superior, e forma mo-
derna, ricas mantas preta* de fil de li-
nho, meias de seda pretas de peso, luvas
de seda preta e de. vetroz e outras mais
fazendas por preco razoavel.
Anda existe um resto de saceos com superior
farinha de.mandioca, cuja so est vendendo por di-
minuto preco, afim de so mandar conla de venda.:
na tua Nova, loja de ferragens 11. 35, de Joao Fer-
nandes Prenle Vianna.
Vende-se urna escrava, crioula, com urna cria,
a qual sabe cozinhar o diario de urna casa, lava de
sbila, engomma liso e nao tem vicio algum : quem a
prelender, dirija-se ra lrga do Rosario n. 22, a
tratar do prego na loja e miudezas do mesmo nu-
mero.
Vende-se urna parle do silio denominado dos
Arcos, na Casa Forte, com bastantes arvordos de
fructos : quera pretender, dirija-se ao silio da Pi-
lombeira, casa do fallecido Espirito Sania.
Na ra Nova n. 56, vende-se um preto proprio
para o servigo de urna casa, leudo o mesmo preto nina
belide no ollio, c com a hahilidade de cozinhar :
quem prelender, dirja-sc loja cima aonunciada.
Vendem-se em conta saccas com feijao branco
e muali 11 lio, viudo do Pcncdo, por prego commodo:
a contratar 110 caes do Ramos n. 4.
Vende-se urna rica loalha toda aborta de laby-
rnlho, e de muitu gosto : quem a pretender, dirja-
se ra do Queimado, segunda loja n. 18.
Vende-se urna moleca de bonita figura, de" a
8 annos, pouco mais ou menos : na ra da Praa n.
29, primeiro andar. f
Velas de carnauba.
Vendom-se caixiohas com superiores velas de cera
de carnauba, fabricadas no Aracalv, por commodo
prego: oa ra da Cadeia do Recife n. 49, primeiro
andar.
Na ra Nova n. 8, loja de Jos Joaquim
Moreira.
Vendem-se bellos pannos redondos ds encerado
para mesas de raeio de sala, e lambem para consolos
e commodas, ludo j corlado c arranjado para cada
um desles objactos, e bem assim encerado largo, pro-
prio para mesas de jamare quee vende a covado,
ludo por prego baralissimo para agradar os fre-
guezes.
Anda se vende a posse de bjuns terrenos ala-
rbJos em parle beneficiados por'detraz da roa da
Concordia,11a primeira roa projecttda, e na travessa
do Monteiro, dila do Caldeireiro,' com 160 palmos
de fundo, e a frenleque cada um^'uizer : os r'elen-
dentes pdem eolender-se com o Sf.PedroA. Teixei-
ra Guimares, morador no sobrad novo, junto ao
mesmo terreno.que seaclia autorisado para ajuslar e
apresentar a plaola do mesmo.
Vende-se urna negrnha com idade de anno e
meio, muilo boa, j andando, por prego commodo :
na ra larga do Rosario n. 28, segundo andar, se dir
quem vende.
Na ra do Alecrim' n. 25, vendem-se chapeos
bem enfeitadns para senhora, e a duzia pelo barato
prego de 108000 rs.
Na loja da roa Nova, na esquina que volta para
o Carmo, veodem-se palitos de panno uno de varias
cores e de boa qualidade. por prego medico.
Vende-se a casa terrea, sita na ra do Motoco-
iomb n. 44, bairro dos Afogados : a tratar na ra
da Concordia n. 26. .
Vendem-se grandes pos de alecrim : no becco
do Pexe Frito, taberna n. 3.
Vende-se aeua das caldas da rainha, que he a
melhor cura que lia para quem padece de molestias
do estomago: quem quizer, dirija-se a botica do Sr.
Ignacio Jos do Cont, no largo da Boa-Vista.
Vendem-se missaes novos de boa encadernag,
para missa, assim como urna caixinha para desenho:
quem quizer comprar, dirija-se i ra do Cabuga, lo-
ja o. 6.
ATTENCAO'!!
Vende-se o verdadeiro fumo de Garanhuns, de
primeira qualidade, por prego commodo : na ra Di-
reila n.76, esquina do becco dos Pcccados Morlaes.
Vende-se peixe secco chegado lu pouco de Fer-
nando, bem como muilo bom feijao, por prego razoa-
vel : na ra da Guia n. 42, segundo indar, das 6 as
9 da manliaa, e do meio dia as3 da Urde.
SACCAS COM FARINHA E MANDIOCA.
Vendem-se saccas com superior fari-
nha da trra, por menos prero do que
em outra qualquer parte : na loja n. 26
da ra da Cadeia, esquina do becco
Largo.
Vendem-se em casa de Timm Mota-
sen & Vinnassa, praca do Corpo Santn.
15, os seguintes objectos: obras de ouro,
como sejam : aderecos, meios aderecos,
pulceiras, anneis, correntes, rosetas, alli-
netes etc., tudo chegado no ultimo vapor
da Europa ; charutos da Havana verdadei-
ro*, candreiros, casticaes, arados de ferro,
vaquetas de lustre para coberta de carro.
Saccas grandes.
Vende-se milhn novo, em saccas graudes, a 28500 :
no armazem de Tasso Irmos, ra do Amorim n. 35.
Vende-se gello no mesmo deposito andigo, pelo
prego do coslume, das 9 a 1 hora, e das 3 as 5 da lar-
de, todos os dias, domingos e dias santos.
No pateo do Carmo, taberna n. 1, vende-se
o muilo superior cha prelo a 28000 rs. a libra, c ale-
tra a 210.
Vende-se um jumento muito. novo,
gordo, e bastante manen: na ra doQuei-
mado loja n. 14
v OVAS DO SERTA.
Vende-se esle excedente pe(isco, e saccas de muilo
boa e alva gomma para engommar e fazer bolinhos,
por prego commodo: na ra do Queimado loja n. 14.
Pennasde ema.
Vendem-se peonas de ema proprias para espana-
dores, c muilo boa gomma para engommar e fazer
bolinhos, em saccas ou em arrobas, assim como ex-
cellcntes ovas do sertao. tudo por prego commodo:
ua rna do Queimado loja u. 14.
Na ra do Vigario o. 19, primeiro andar, lem
para vender-se chapeos de castor brauco, por commo-
do prego.
Vende-se superior farcllo em saccas muito gran-
des, e por prego commodo : na ra do Amorim n.
48, armazem de Paulo & Santos.
feijao.
No armazem do Sr. Guerra defronle do trapiche
do algodflo, lem para vender-se feijso mulanho
Suilo novo, e em saccas grande* : a tratar na ra da
uz n. 15, segundo andar. ,
Ao barato.
Na loja de Guimares & Henriques: ra do Crespo
n. 5, vendem-se .lencos de cambraia fina e de puro
lioho,'pelo barato prego do 58 e 48500 a duzia, acudo'
cada duxia em urna caixinhacom lindas eslampas.
Caixas para rap.
Vendem-se superurescaixas para rap feilasna ci
dade de Nazaretn, pelo melhor fabricante desle ge-
nero naquella cidade, pelo diminuto prego de 18280 :
ua ra do Crespo loja n. 6.
Vendem-se reos ios de ouro e prata, mais
barato de que em qualquer oulra parle:
na praga da Independencia n. 18 e 20.
Chapeos pretos francezes
a carij,.os melhores e de forma mais elegante que
tem viddo, e outros de diversas qualidades por rae-
nos prego que em outra parle : na ra da Cadeia do
Recife, n. 17.
OS XCELLEXTES SALUMES DEBOLOMA.
recenlemente chegado* de Genova.veodem-seaprego
razoavel: na ra da Cadeia do Recile o. 23.
Deposito da fabrica de Todo* o Santos na Babia"
Vende-se, em casa de N. O. Bieber &C, na ra
da Cruz n. 4, algndao trancado d'aquella fabrica
muilo proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por prego commodo.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, h a
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, oseguiule: saccas de farello muilo
novo, cera em grume e em velas com bom sorli-
menlo de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em pedra, novissima.
Vendem-se em casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na praga do Corpo Sanio n. 11, o seguinlc:
vinho de Marscillcem caixas de 3 a 6 duzias, linhas
era no vellos ecarreteis, breu em barricas muilo
grandes, ago de milaOsorlido, ferro inglez.
, AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento- continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito. / "
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhqramentor do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
SANDS.
SALSA TARRILIIA.
Vicenle Jos de Brilo, nico agenle em Peroam-
buco de B. J. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que tem chegado a esta praga urna grande por-
gao de frascos de salsa parrilha de Sands, que sAo
verdadeiramenle falsificados, e preparados 110 Rio
de Janeiro, pelo que se devem acaulelar os consu-
midores de tilo precioso talismn, de cahir nesle
ensao, tomando as funestas consequencias que
sempre costumara trazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela m3o daquelles, que antepocm
seus interesses aos males e estragos da humaoidade.
l'orlanlo pede, para que o publico se possa livrar
desta fraude e distiogua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recenlemente aqui chega-
da ; o annuncianle faz ver que a verdadeira se ven-,
de nicamente em sua bolica, na ra da ConceigAo
do Recife n. 61 ; e, alm do receiluario que acom-
panlia cada frasco,lera embaixo da primeira pagina
seu nome impressu, e se adiar sua firma em ma-
nusrripto sobre o involtorio impresso do mesmo
Traeos.
Velas de carnauba.
Na ra da Cruz n. 15, segundo andar, vendem-se
velas de carnauba, puras e cqmposlas, feilas do Ara-
caty, por menos prego do qae em outra qualquer
parle.'
Vende-se um completo sortimento de fazendas
pretas, como : panno BM prelo a 3*000, 48000 ,
59000 e 68000, d to azal 39000, 49000 e 59000, ca-
semira preta a 29500, selim prelo muito superior ,
39OOO e 48000 o covado, sarja prela hespanhola 28 e
29500 rs., setimTavrado proprio para vestidos de se-
nhora a 28600,'muitas mais fazendas de muitas qua-
lidades, por prego commodo : Da ra do Crespo loja
Continua anda a vender-se superior Tari-
nha de mandioca, nova, chegada de Santa J'
Calharina, a bordo do patacho Ciernen!ina, Vg)
por prego commodo; para grandes porgues /A
far-se-ha um abalimenlu em proporgo : "J
irai.i-se no csciiptorio da ra da Cruz n. (<5)
40, primeiro aodar. jL
Veodem-se almanaks martimos para 1854: na
ra do Trapiche armazem n. 34.
Liquidacao.
As fazendas da luja, do ausenle Joao Anlonio de
Araujo eslAo venda na loja da estrella, ra do Quei-
mado n. 7, e estao se trocando por sedlas i visla,
quasi por metade do seu valor, como abaixo e v :
pegas de chila com 38covados a 48400, ditas dilao-
Irefina a 58000 rs., dilas dita muito fina a 68800, pe-
gas de fllgodllozinho a 18600 e 25000 rs., dilas de ma-
dapolo fino e largo a 38800, cambraias organdiz a
480 a vara, cassas chitas a 240, chitas francezas muilo
largas a 200 rs. o covado, dilas inglezas a 120 e 140,
dilas dilas em relalhos 'levando o que liver o rela-
lho) a 100 e 120 o covado, meias casemiras de algo-
dio para caiga a 240 e 300 rs. n covado, meias cruas
para liomcm a 120 o par, lencos de cambraia para
mSo a 120, dilos dila com bico a.roda a 180, chales
de lajnuilo grandes a 18000 rs., dilos de dila mais
pequeos a 320 e 610, e oulras muitas fazendas, quo
s com a visla os freguezes podero conhecer os di-
minutos precos por que se estao vendendo; cheguem
freguezes, antes que se acabem.
(i Vendem-serelogios de ouro, pa fA
ten-te inglez, por commodo pre- i
co: na ra da Cruz n. 20, casa de t
L. Leconte Feron & Companhia. @
n.6.
Vendem-se cobertores braocos de lgodao,gran-.
des, a 18440; ditos de salpico lambem graSSes, a
18280, dilos de salpico de tpele, a 1400: na ra do
Crespo loja n. 6.
: Oleo de Unhara embotijas que re-
gulan) dous e meio galoes : vende-se no
armazem de Manoel da Silva Santos, na
ra do Amorim n. 56e58.
Vendem-ae peneiras de rame amarello do me-
lhor fabricante de Lisboa, e de um tamaito muito
proprio pora padarias e refioagoes, as quaes se ven-
dem de 7 a'89000 rs., prego este muito em coala
vista da boa qualidade: na roa Direila n. 76.
Vendem-e licores de absyntho e
Kirsch em caixas, assim como chocolate
francez da melhor qualidade que tem ap-
parecido, tudo chegado pelo ultimo navio
francez, e por prero murro' barato: na
ra da Cruz n. 26, primeiro andar.
Vende-se muito bom caf de pri-
meira qualidade, em saccas, como tam-
bem fardos de fumo da melhor qualidade
possivel para charutos, chegado ltima-
mente da Baha, ; por preco muito em
conta ; assim como urna porcd de caixas
de charutos, por preco baratissimo, que
he para se linalisar contas : na ra da
Cruz n. 26, primeiro andar.
VINHO DA FIGUEIRA.
Vendem-se barriste quinto.de vinho da Figueira:
no armazem de Tasso Irmos.
Vende-se um cavallo rogo rodado, grande e
baslaote gordo, proprio para carro, anda baixo e ga-
lopea : na ra da Cadeia de Santo Antonio n. 32,
loja. .
Vende-se urna escrava moga, que cose
bem e lem boa conduela, urna dila de roela i
que cozinha o diario e eogomma liso, dous c
mogos e um mulato bom para pagem: oa ra Di
n. 66.
Na ra da Cruz n. 15, segundo andar, vendem-
se 190 pares de coturnos de couro de lastre, bem fei-
los, pelo diminuto prego de 28500 cada r
Taixas para engenho
Na fundicao' de ferro d D. W.
Bowmann, na ra do Brum, pasan-
do o chaiffriz continua haver um
completo sortimento de taixas de :
fundido e batido de 5 a 8 palmo!
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptid
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Moinhos de vento
"ombombasderepuiopara regar horlase baixas
de capim. na fundicao de W. Bowman: na ra
do Brum ns. 6, 8e 10.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Port, em
barrisdei., 5. e 8.: no armazem da ra
do Azeite de Peixe n. W, ou a tratar no
escriptorio de Novaes & Companhia, na
ra do Trapichen. 34..
Padaria.
Venda-ve urna padaria muilo afreguezada: a IraUr
com Tasso & Irmos.
Aos seahores de engenho.
Cobertores escaros de algodiloaSOO rs., dilos mui-
lo grandes e encorpados a 19400: na ma do Crespo,
loja da esquina que volta para a Cadeia.
Na ra da Cadeia Velha n. 52, em cata t
Deane Youle & Companhia,
vende-se um carro americano de 4 rodas :
vislo na cocheira de Poirrier, no aterro da Boa- V
NO COimiTORIO HOMEOPATHICO
do
DR. P. A. LOBO M0SC0Z0.
Vende-se a melhor de lodas as liras de medicina
Tiomopalhica *& O NOVO MANUAL DO DR.
JA Hit ^a Iraduzdo em porlugucz pelo Dr. P.
A. Lobo Mosco/o, contendo um accrescimo de im-
portantes explicagOes sobre a applcagao das dses, a
diela, etc., ele. pelo traductor : quatro volumes en-
radornados em dous 20JO00
Diccionario dos termos de medicina, cirurgia, ana-
toma, phanoacia, etc. pelo Dr. Moscozo: encader-
oado 4,(0O0
Urna carleira de 21 mcdicamenlos coro dous fras-
cos de linduras indispensaveis 408000
Da de 36..........459000
P'a. *s .........508000
Urna de OOtuboscom 6 frascos dctiucluras. 6O8000
Dila de 144 com 6 dilos......1008000
Cada carleira he acompanhada de um excmplar
das duas obras cima mencionadas.
Carteiras de 24 tubos pequeos para algi-
beira ...........
Ditas de 48 ditos........"
Tubos avulsos de glbulos.....
Frascos de meia onga de lindura .
Ua lambem para vender graude quanlidade de
tubos de crystal muito lino, vasios e de diversos ta-
maitos.
Asuperioridade destes medicamentos est boje por
todos remolienda, e por isso dispensa elogios. '
N. B. Qssenho.res que assgnaram oucompraram a
obra, do JA Hit. antes de publicado o 4- volunte, p-
dem mandar receber esle, que ser entregue sem
augmento de prego.
FUftDICAO' D AURORA.
89000
168000
I8O0O
28000
Na fundigSo d'Aurora acha-se constantemente nm
completo sorlimenlo, de machinas de vapor, tanto
d'alta como de baixa presso de modcllos os mais
approvados. Tambero se npromplam de encommcu-
da de qualquer forma que se possam desejar com a
maior presteza. Habis omciacs serSo mandados
para as ir asseular, e qs'fabricantes como lem de
costumo afianram o perfeilo trabalho dolas, e so re's-
ponsabilisam por qualqner dcTcilo que possa nellas
apparecer durante a primeira salra. Muitas machi-
nas de vapor construidas nesle eslabelecimento lem
estado em constante servigo nesta provincia 10, 12,
eat 16 annos, e apenas tem exigido mui insignifi-
cantes reparos, e algumas al nenhuns absolulamena
le, accrescendo que o constommo do conbuslivel he
mu inconsideravel. Os genitores de engenho, pois,
c outras quaesquer pessoas,*que precsarem de ma-
chioismo sao respeilosameote convidados a visilar o
eslabelecimento em Santo Amaro.

Palitos francezes.
Vendcm-se palls francezes de brim de cores e
brancos, de brelauha, a38000 e 48000 rs., dilos de
alpaca prela c de cores a 88000 e 108000 rs., dilos de
panno lino muito hem acabados e da ultima moda a
168000.188000 c 208000 rs. : na ruj Nova, loja de
fazendas n. 16, de Jos Luiz Pereira & Filho.
Vcndo-sesal do'Ass, a bordo dohiale Ang-
lica : a tratar oa ra da Cadeia do Recife n. 49,
primeiro andar.
Vende-se sal do Assii, a bordo do
brigue Conceicao, lundeado defronte
do Forte do Mattos : a tratar a bordo com
ocapito do mesmo, ou no escriptorio de
Manoel Alves Guerra Jnnior, na ra do
Trapiche n. 14.
Bracos de balanca Romao& Compa-
nhia,
chegados ltimamente de Lisboa pelo brigue portu-
guez Tarujo Primeiro, proprios para balean, e por
prego commodo : na ra" do Amorim 11. 51, armazem
de Machado & Pinheiro, ou a tratar na ra do Viga-
rio 11. 19, segundo aodar, escriptorio dos meamos.
Devoto Christao.
-Sabio a lux a 2. edig.ln do livrinho denominado
Devoto Chrislao.mais correlo e acrescenlado: vende-
se nicamente na livraria n. 6e 8 da praga da In-
dependencia a 610 rs. cada exemplar.
Vende-se a taberna da ra estreita
do Rosario n. 10, bem afreguezada para
a tena, e com poucos fundos, e faz-se van-
tagem ao comprador: quem a pretender,
dirija-se ao armazem confronte a Madre
de Dos n. 22.
DEPOSITO DE CVL E POTASSA.
Na ra de Apollo, armazem de Leal
Reis, contina a ter superior e verdadeira
potassa da Russia e da America, assim co-
mo cal em pedra chegada no ultimo na-
vio, cujos barris conte'm o peso liquido
de quatro arrobas, tudo a preco razoavel.
Redes acolclroadas,
brancas e de cores de um s panno, muito grandes e
de bom goslo : vendcm-se na ra do Crespo, loja da
esquina que \ olla para a cadeia.
Vende-se slim prelo lavrado, de mnilo bom
goslo, para vestidos, a 28800 o covado: na ra do
Crespo, loja da esquina que volta para a cadeia.
Velas de carnauba.
Vcndcm-sc carnudas com superior velas de cera de
carnauba pura, fabricadas no Aracaly, epor commo-
do prego; na ra da Croz, armazerr. de couros e sola
n. 15.
Cera de carnauba.
Vendir-sc em domSo c a relalho : na ra da Cruz,
armazem de couros e sola n. 15,
Atonda de Edwln Kaw.
Na ra de Apollo u. 6, armazem de Me. Calman
& Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
meolos de taixas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas i 110liras todas de ferro pa-
taanimacs, agoa, ele, ditas para armar em madei-
a de todos os tamaitos enldelos os mais modernos,
machina horisonlal para vapor com Torga de
* cavallos, cocos, passadeiras de ferro estanhado
Eara casa de purgar, por menos prego que os de co-
re, csco veos para navios, ferro da Suecia, e fa-
llas de (landres ; tudo por barato prego.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem dellenrique C.ibson,
vendem-se relogios de ouro de sabobele, de palenle
inglez, da melhor qualidade, e fabricados em Lon-
dres, por prego commodo.
- Na ra do Vigario n. 19, primei-
rfFaridar, tem para vender diversar m-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, mdinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
POTASSA E CAL.
Vende-se potassa da Russia e America-
na, superiores, e cal virgem de Lisboa,
tudo por preco mais commodo que em
outra qualquer parte : natrita do Trapi-
chen. 13, armazem de Bastos Irmos.
FARINHA DE TRIGO.
Vende.se no armazem de Tasso Irmos, farinha de
trigo de todas as qualidades," que existem no mer-
cado.
Milita attencao.
Cassas de quadros muilo largas com 12 jardas a
28100 a pega, cortes de ganga amarella de quadros
muilo lindos a 18500, cortes de veslido de cambraia
de cor com 6 1|2 varas, muito larga, a 28800, ditos
cnm81|2 varas a 38000 rs., cortes de meia casemira
para caiga a 38000 rs., e oulras muilas fazendas por.
prego commodo : na ra do Crespo, loja da esquina
que volta para a Cadeia.
PARA A QUARESMA.
Um lindo e variado sortimento de fazen-
das pretas e de todas as qualidades.
Panno fino prelo- a 39000. 38200, 49500, 58500 e
68000 rs., dilo azul a 28800, 38200 e 48000 rs., dilo
verde a 28800, 38600, 48500 e 58000 rs. o covado,
casemira prela enfeslada a 58500 o corle, diln fran-
ceza muilo fina e elstica a 78500,88000e98000 rs.,
setim prelo maco muilo superior a 38200, 48000 c
58500 o covado, merino prelo muito bom a 3200 o
covado, sarja preta muflo boa a 28000 rs. o covado,
dila hespanhola a 28600 o covado, veos pretos de fil
de linho, lavrados, muilo grandes, fil prelo lavrado
a 480 a vara, e outras muilas fazendas de bom goslo;
ua ra do Crespo, loja da esquina que volla para a
Cadci .
Deposito de vinho de t
Eagne Chateau-Ay, primeiraqua-
dade, de propriedade do condi
de Mareuil, ra. da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende-
se a 36^000 rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rotulosj

Na ra do Vigario n. 19, primeiro aadar.
venda a superior flanella para forro desellius, che-
gada recenlemente da America.
Vende-se um boro escravo, dej
bom canoeiro, sem achaques, muilo"
vigo de engenho por trabalhar
vantar paredes e ladrilhoi esm
bem da graduago do calor de
quer pega : na roa da Saudade,
sulado geral, informar o vend
Vendem-se cobertores dealgod;
rs. e pequeos a 560 rs.: na ra do
ro 12.
POTASSA.
No anligo deposito da ra da Cadl
armazem n. 12, ha para vender mu!
da Russia, americana ebrasileira, i
ris de, 4 arrobas; a boa qualidade t,
ralos do que em oulra qualquer pal
aos que precisaren) comprar. Tfo'|
lambem ha barris com cal de Lisboa
ximamenle chegados.
idade 32 anr
#
?
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons ei'eitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
ESCRAVOS FUGD>
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade de zinco, superior quali-
dade, por precos commodos: na ra do
Trapiche Novo n. 16.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
ra do Brum logo na entrada, e defron-
te do Arsenal de Mar nha ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
existem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. Os
precos sao' os mais commodos.
-7- Vende-se em casa de S. P. Jonh-
ton & Companhia, na ra da Senzala Nos
va n. 42. ^^^
Vinho do PortfvTJprior qualidade, en-
garrafado,
Vinho Chery, em barris de quarto.
Sellins para montara, de hmem. e se-
nhora.
Vaquetas delustre para coberta de carros.
Relogios de uro patente ingle/..
Vendem-se lonas.brinzao, brinse meiai lo-
nas da Russia: no armazem do N. O. Bieber &
Comoanhia, na ra da Cruz n. 4.
Oleo de linhaca em botijas.
Vende-se na boliea do Barlholomeu 1". de Sonza
na ra larga do Rosario n. 36.
Obras de ouro,
como sejam: aderegos e meios dilos, braceletes, brin-
cos, alfineles, boloes, anneis; correules para relogios,
ele. ele, do mais moderno goslo : vendem-se na ra
da Cruz u. I'O, casa de Broun Praeger & Cempanhia
No dia 22 do correle, desappareceu o preh*^^
Joo, idade 40 annos, Matura regt^^H
jado da perna esqnerdaque foi quebrada oxa,
falla de denles de cima, lerou vestido cali
dapolao usada, caiga de riscadinho B^^H > sig-
nal no peilo do lado esquerdo, qi^^H
grossa:roga-se a qualquer pessoa OBC
po que delle liver nnticia.de o pegar e til
lardado-Rosario o. 30, primeiro audar,que ser gra-
tificado.
Fugio pelo amaohecer do dia 15 do correte
margo, um mulato de nome Joo, com os aisnaes se-
guintes :idade 18 a 20 anuos, aind nao boga, es-
tatura regular, caiga curta e um tanto larga, os ossos
das facessalieules.testa eslreita.as orelhas de alguma
mancira acabaadas, cabellos meio carapinhados,
bocea rasgada, um dos denles da frente quebrado, .
nao he gordo, gagueja quando se assuata, na-
riz pequeo, o beigo superior curto e testa' eslreiU,
lem de coslume nao aljpU.ar a camisa no colarioho:
roga-se as auloridades e capitaes de campo a captura
delle, que ser generosamente recompensado, poden-
do ser entregue na cidade do Recife. ao Sr. Galdino
Anlonio Alves Ferreira, na na do Raogel n. 60, ou
no alerro da Boa-Vista, ao Sr. Francisco Hibeiro Pi-
res, ou ao engenho Guerra de Ipoiuca, ao sen senhor
Paulino Pires Falcao.
AVISO.
nesapparecu o escravo Jos Canoa.com os ignaes
seguinles:-crioulo, 20 annos de idade, pouco- maia
ou meuos, alio, cheio do corpo, rosto comprido e des-
carnado, lem urna cicatriz muito visivel, parece ter
sido um golpe, olhos grandes, nariz afilado, beigos
finos, denles perfeitos, liluboia oa falla, he muilo
regrtsta, pouca barba na parle do queixo, he calill-
lo, tem n urna das costas das mos urnas marcas fo-
veiras, que parece queimaduras, he calor de figado,
canellas comprdas e (as, ps hem fcilos lem
um dos ps foveiro de calor de figado. Fugio a 17
de setembro de 1852,' do engenho Ilha do Alvo, este-
ve alguns mezes por forro em companhia de J080 Ma-
rinho Paes Brrelo em Nazarelh to Cabo, que j foi
senhor delle, e hoje pertence a Miguel Tolenlino Pi-
res Falcao, senhor do ensenho Dourado ero "Tpojura *:
gralifica-se a quem o levar, com 1008000 rs. em
moeda.
No I. desle mez desappareceu do engenho Dou-
rado de Ipojuca, o mualo Anselmo, com 24 anno
de idade, pouco maisou menos, estatura regular, ca-
bellos prelos e encielados, claro, descorado, roslo re-
Bular, falla brando, he meio heslalhao, olhos regu-
lares, nao vea noile, nariz grosso, loma tabaco, den-
tes perfeilos, principia a barbar na pona do queixo,
lem bastantes pannos pelo pescogo e pelo corpo, per-
nas cabelludas e ps bem feilos ; levou caiga e cami-
sa : quem o pegar, leve-o a seu dono M. T. Pires,
no dito engeuho, que ser generosamente gralifi-
cado.
A 13 do correnle margo, fugio do engenho Co-
vas o escravo Anlonio, idade 30 annos, estatura regu-
lar, secco do corpo, rosto descarnado, cor., fula; lem
os ps grossos, por soflrerde cravose ler bixoa, assim
como lem oascostas, procurando ascadeiras, crcatr-
zes de rellto, he muito palrador, e alguma cousa
rachaceiro. SuppSe-se andar na comarca de Santo
Antiio, ondej habilou : quem o apprehender con-
duza-o ao mesmo engenho que ser bem recompen-
sado.
Parn.t Tjf..M. F. da FrU.-l8M.


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