Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01852


This item is only available as the following downloads:


Full Text
>
ANNOXXX. N. 70.
Por 3 meses adiantados 4,000
SFGUNDA FEiRA 27 OE MARCO DE 1854.
Por Anuo adiantado 15,000
a o subscriptor-
GADOS DA SCBSCRIPCAO'.
fe. o proprietario tf. F. de Faria; Rio do Ja-
. Joao Pereira Martins; Bahia, o Sr. F.
)i, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
b, o Sr. JosRodrigues da Cosa; Na-
r. Joaquim Ignacio Pereira; Aracaty, o Sr.
nos Braga; Cear, o Sr. Victoriano
Maranho, o Sr. Joaquim Marques
; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 28 1/4 a 28 3/8 d. por 1*00
Pars, 340 a 345 rs. por 1 f.
Lisboa, 95 por cento,
Rio de Janeiro, a 2 por O/o de rebate.
Accoes do banco 10 O/o de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
vda companhia de seguros ao par.
Discanto delettras de 11 a 12 de rebate.
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 285J300 a 299000
Moedas de 69400 velhas. 169000
. de 69400 novas. 169000
de 49000...... 99000
Prat. Pataces brasileiros..... 19930
Pesos columnarios. ..... 19930
mexicanos ...... 19800
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15-
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
PREA5IAR DE HOJE.
Primeira as 2 horas e 54 minutos da tarde.
Segunda s 3 horas e 18 minutos da manhaa.
PjJtTE OFFICIAL.
mSTERXO DA JSTKJA.
listcrio dos negocios da justira.
ne.ro, 6 de marro de 1854.
im. Sr. S. M. o Intperador, cni (on-
da sua imperial c inmediata rcsrflucao
rereiro prximo findo, lomada sobre, con-
ie juslic do eonsollio de estado, re-
a proposta pelo presidente da provin-
Bm ofllcio de 30 de novembro ultimo
llelligencia do arl. 201 do cdigo crim-
86 deoulubro de 1831, ha jwr bem man-
ir a V. Ex., para fazer constar as auiori-
judiciarias e policiaes dessa provincia, que o
meulo leve, punido pelo citado art. 201
minal, est compreliendido, como espe-
refflocs do art. 5. da Ici de 2G de onlubro
AUTeusas physicas levos >orquanto cs-
mcia se funda nao s nessa disposirao ge-
uSo tamlwm as palavras do referido arli-
^mUial ou qalquer outra offensa
sendo que he sem fundamculo plausivel
'o de feriniciito leve e uITcusa physica leve,
Mr a esto o nao aquella a ac^ao da jus-
"^ ; que em consequircia devem as mes-
em virtude da dita lci e do art.
^mento n. 120 de 31 de Janeiro de
e punir* ex-oflicio o crime do feri-
k V. Exc Jos Thomaz Salmeo
Ir. presidente da provincia do Rio de
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e qniritasfeiras. Marco
Relacao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de rphaos, segundas fe quintas s 10 horas,
l-'vara do civel, segundase sextas aomeiodia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao ineio dia.
EPIIEMERIDES.
6 Quarto cresoenteas4 horas, 41 minu-
tos e 48 segundos da tarde.
14 Luacheiaas4 horas, 14 minutse
48 segundos da Urde.
21 Quarto maguante as 3 horas 43
rainntos e 48 segundos da tarde.
28 La nova as 2 horas, 20 minutos e
48 segundos da tarde.
mesma
ais provincias
i conformidade aos presidenlcs das.de

o. Ministerio dos negocios da juslira.
ueiro, em 6 de marco de'854.
Jo a recepcao do oflicio'^URrVcparlinao
lie, acompauludo infornwrao dada
or de quarleiro da .guezia de S. Jo-
erimculo do ma jr Gaston'LuzHen-
ffonV Jfc'nh^Bc significar a Vmc.
i inquirr^ot((B5 pessoas moradoras na
tricordia e daquelles que constar tercm
pies ao facto de que se queixa o dilo ma-
eando-se que--o pedestre, nilo obslanlc o
Mtaer-ee conhcccr como tal, pelo leslo-
"*~ y pessoas,' o raenoscabou, querendo
ra-a cadeia, liavendo alias quarleis
Hampre que Vmc. o dimita, lano
aso era daquelles etn que os reos se
yram sollos.
os guarde a Vmc/oc Thoriaz Sabaco.de
: Sr. ebefe de polica iuteriuu-da corte.
' do negocios da juslira.Rio de JaneT-
de mnreode 1854.
ixm. Sr.Tendo sido prsenle a S. M. o
o oflicios do antecessor de V. Exc. de 24
|bro de lci49 e8 de muio de 1850, acompa-
s oulro do hispo dessa diorese datado de 27
o de 1849, versando sobre o conflicto de
neselcvanlou entre elles por causa da
de urna capella, quedevia ser edificada
rmandade "de Nossa Serthora da Coiiceird
:; houve o mesmo angosto senhor por
doo paiecer do conselheiro procurador da
soberana nacional, o de conformi-
i imperial a immediala resolucao de 25
teste anno, lomada sobre consulta da
ca do conselho de estado, mandar d-
se, que, posto nlo dependa de aulori
er temporal a edificarlo de capellas i
ndades, todava he inconlestavel o di-
lera a auloridade civil de entender sobre a
lo. como sobre qalquer oulra, e eraba-
so nio guardam as leis que a 'reguIam,
aso essencial a lcenra previa aonde as
licipaes a exigem.
a V. Exe.Jos Thoma: Sabuco de
: presidente da provincia do Para.
ERNO DA PROVINCIA.
de da 22 da ureo da X8B4.
- Ao inspector da Ihesouraria da fazenda,
, em vista de sua informarlo, o ofiicio do
ramandaole das armas a que vao anne-
Wos relalivosljdespeza feila pelo ai-
ra balalhao de intentara, Theolonio Joa-
Imeida Fortuna, com alugaeis de cavallos
usporle de sua bagagem de ida e volla ao
o da comarca'de Flores, e bem assim de
doeule da villa dojjrejo para esla capi-
le mande S. S. pagar ao referido alfe-
Bnla.se lhe esliver a dever. Par-
lo spradlo marechal.
i'Chefe de polica, inleirando-o de hj-
Ifttido Ihesouraria provincial para ser
is termos legaes, a conia da despeza
s de outubro e dezembro do anno pro-
tttdn com o sustento dos presos pobres-/la
i At Caruar.
o Inspector da alfandega dcsla cidade,
aWtr no despacho senlo de direilos, de oi-
ie papel paulado para livrus, as quaes,
leommeudadas aos negociantes N. O. Biber
expcdienle da Ihesouraria de fazenda, vieram
lnglez Scern. Communcou-se ao ins-
pector da mencionada tbesouraria.
*jo municipal do lermo de Pao-d'A-
ado-o de haver prorogado por mais Ircs
>, que lhe foi concedido paca a apresen-
ipostilla de sua remocao do lermo de Kaza-
r el ti para aquelle. \
' municipal de Iguarass, dizendo
?da haver S. me. nomeado bacharel
ivenlura Salerno, para servir ^inlerina-
W de carador geral e promotor, de ca-
la_ termo, eexigindo que S. moMlvie
fira de ser reproduzido nesla Ppilal,
que mandou alTlufrc^nvidando os
i litantes a* referido lugar a preseWarem seus
prazo marcado no artigo II do de-
10 de agosto do anuo prximo pas-
te qne dirigi a S. Exc. em 9 de feverciro ultimo, e
rogando a expedirlo das convenientes ordensno sen-
tido de ser salisfeito por aquelle offlcial o que exige
o referido marechal.
Dilo Ao Exm. marechal comroaodanle das ar-
mas, recommendando a expediro das convenientes
ordeus, para que as praras mencionadas na relarau
que remelle, sigam para a colonia militar de Pimen-
leiras, para all serem engajadas como colonos, "de-
vendo o furriel Antonio Pereira Gil e o soldado An-
tonio Jos dos Santos seguir em companhia do di-
rector ajudanle. Joflo Jlarinho Cavalcanli de Albu-
quer, que para all lem de parlir brevemente.
Dito Ao inspector da Ihesouraria d fazenda,
communicando haver o juiz municipal da segunda
vara desle termo, bacharel Francisco de Assii de
Oliveira Maciel, participado que no primeiro do
correrte raez assnipira o exercicio da primeira vara
de juiz de direilo do'ciime desta cidade, por ler de
lomar asiento na assembla legislativa provincial o
.primeifo subtitulo respectivo, bacharel Manoel Cle-
mentlno Carneiro da Cunta. Igual communica-
00 se tez ao conselheiro presidente da relar.ao.
Dito Ao mesmo, para fazer comprar enm ur-
gencia os objectos que lem de ir para a colonia de
Pimenlciras, eos maudar entregar ao ajudanle do
director, Joao Marinhu Cavalcanli de Albuquerque,
que lem de para all seguir brevemente.
Dito Ao mesmo, inleirando-o de haver o juiz
municipal do lermo de Nxarelb, bacharel Jos Ma-
ra Hoscoso .da Veiga Pessoa, participado que, por
ler de lomar assenlo como depulado i assembla le-
gislativa desta provincia, passra no dia 25 de feve-
rciro ultimo o exercicio da vara ao respectivo pri-
meiro supplcule. Tambero se communicou ao con-'
selheiro presiilenle da relarao.
Dilo Ao director das obras publicas, approvan-
do a despeza de 899120 rs., que S. me. mandou fa-
zer com os reparos de que precisava a ponte da Boa-
Vista. Commnnicou-se Ihesouraria provincial.
Dito Ao mesmo, declarando haver approvad a
medida por S. nicproposla de ser a obra da ponte
dos Afogados, de que he arremtenle Antonio Con-
calves de Moraes, recebida provisoriamente, abalen-
do na occasiao do pagamento 10 por rento no valor
do respectivo ornamento.Communicou-se a Ihe-
souraria provincial.
Dito j- Ao juiz municipal do termo de Santo-An
tan, dizendo ficar inteirado-de haver sido condem-
nado no jury daquellc lermo o soldado do segundo
batalhaode intentara, Sabino do .Reg Barros.
Parlicipou-se ao marechal commandanle das armas.
Dilo Ao lenenle-corunel commandanle do se-
gundo balalhao de infamara da guarda nacional des-
te municipio, recommendando que considere dispen-
sado do servico activo o guarda do seu balalhao, Jo-
s Pinto dos Sanios, emquanto estiver servindo co-
mo amanuense extraordinario na secretaria da poli-
ca. Iuleirou-se ao respectivo chefe.
Portara Considerando vago o lugar de primeiro
supplenle* do subdelegado do primeiro dislricto da
freguezia de Iguarass, e Horneando para aquelle lu-
gar a Joao Francisco do Amara!. Commuuicon-se
ao chefe de polica.

fe
,o commandanle superior da guarda un-
ta e Iguarass, dizendo que os sete
o decreto n 1,1.10 de \- de marro do
lo lindo, a que se refere o seu ollico de
fe, foram na mesma dala rcmellidos ein
iquellc commando superior.
Ao director do arsenal de guerra, para
iiprestimo, ao lenenle-coronel com-
segundo balalhao da'guarda nacional
>io, lloilolpho Joflo Barata dcAlmeida,
esas do adarme 17 e 32 refes, deven-
n-nie-coronel assignar lermo naquel-
pelo qual se responsabilise a entregar
as logo que para isso tiver ordem.
o mencionado tenenle-corbnel.
no, recommendando que re-
lete seis pares de algesias para
do Cabo.
bare.w de va-
B*^J, ahia no va-
rV^Pv^l que
. re-
in que o marechal
esla provincia declara
jdeve lipresenlar o segund-
le Nunes Marques, para justificar a par-
Rio do Janeiro. Ministerio dos necocios da fazen-
da em 25 de Janeiro de-1854. \
Conformando-me com.o que V. S. represenlou era
14 do correnle mez, cerca da demora com que ge-;
ramenle sao cumpridas as precatorias do juizo dos
feitos da fazenda, declaro a V.5., 1., que d'ora em
diante devero as precatorias da corte ser remedidas
ao seu destino por via dessa directora, e as das pro-
vincias por via da seccSo do contencioso da respecti-
va Ihesouraria; senda as roesmas precatorias devida-
mente relacionadas com declararlo da poca da re-
mosta : 2., qne ao ministerio do imperio se requisi-
to a expedico das necesarias ordena, para que o cr-
rete exija.recibo da entrega das ditas precatorias, da
qual dar conhecimenlo essa directora na corte,
e aseceo do contencioso das thesourarias as pro-
vincias: 3." que dos colleclores nos respectivos mu-
nicipios se deverao exigir informarles Irmeslraes do
estado, dus processos, que molivarem tees precato-
rias, onde sua execucao: 4., que senao dever con-
siderar como lomadas as coalas dos mesmos collec-
lores as pocas da le, sem que estes deem conta de
tees execuroes ou processos: 5., que nesta occa-
siao sesollicila do ministerio da jnslica', qoe recom-
mendeaosjuzes competentes a prompta execuso
de tees precatorias, endo os mesmos juizes obrigadus
a intormar Irmestralmente na corle e provincia do
Rip de Janeiro essa directora, o as de mais pro-
vincias is respectivas thesourarias, qual o estado des-
sa execurao, ou a nao existencia de precatorias ou
processos no seu juizo: 6., que pelo que toca a pre-
caloria contra Francisco Gonsalves da Silva; mora-
dor na villa do Jaguarao, agora se ordena ao presi-
dente da provincia do Rio Grande do mi, que por
lodos os rucios ao seu alcance promova a o\erucao
da referida precatoria, determinando-se lambem ao
procurador fiscal dajhesouraria do fazenda da dte
provittcrn^jjjprfBiUcile do mesmo presidente e de
quaesquer autoridades as providenCiaS cessarias para remover os embarazosa essa execurao,
pudendo para essa fim ir pessoalmenle ou mandar o
solicitador a mencionada villa.
Dos guarde a V. S.yitcondc de Paran. Sr.
director geral do contencioso.
Conforme. Jos Carlot de Almeida Arias.
CIRCULAR N. 3.
O visconde de Paran, presideule do tribunal do
Ihesouro nacional, lendo nolicia de que com raorosi-
dade sao prestadas as cootas dos curadores das he-
rancas jacenlvs, rcommenda muito terminantemen-
te aos senliores inspectores das thesourarias de fazen-
da, que inslem pola prestarlo das ditas conlas, pro-
inovrndo a remoran da curadora e a consecutiva
responsablidade daquelles qoe as nflo prestaren!
dentro de cerlo prazo, ou nao entrarem para os res-
pectivos cofres com os dinheiros a seu cargo.
Thesouro nacional em 13 de feverciro de 1851.
I 'isconde de Paran. '
Conforme.Joao Mara Jacobina.
Conforme. EmilivXavier Sobreira de Mello.
onde recebia passageiros. Fallei aos armadores, e
viste do que elles e a bella ppareocia do navio
promettiam, junto diferenca de lempo de viagem,
preto de passagem, existencia do cholera em In-
glaterra, e .nutras circumstencias, todas favoraveis
da parte da viagem directo decidi-me a mudar
de caminho, e a partir por esse S. Francisco, que
logo depois se aouunciou para 15 de novembro.
Km lins de outubro soube eu que o vapor ha-
via sido contratado pelo governo para conduzir tro-
pas California, o qne me nao agradava ; mas'os
armadores, a quem fui fallar, me tranquillisram
um pouco, assegurando-me que os passageiros nao
militares ticariam iuteiramente separados, comendo
at parle com o capiiao. .___
Apezar da minba aversao a esla inesperada
companhia, resolvi-mc a esperar o vapor nao s
pelas razos que dcixo ditas, mas principalmente
em altenrfui ao lempo, visto que j entao nao po-
da eu alcanrar o paquete de Soutamplon de no-
vembro, e leria, no caso de tomar o de Liverpool,
de chegar ao Rio duas semanas depois da poca em
que era de esperar chegasse o .V. Francisco.
a Este desaponlamcnlo porm nao era o nico
porque tinba eu de passar, e sim o primeiro e me-
nos importante de urna serie delles, cada qual
mais fatal, como se vera.
Em principios da segunda semana de novem-
bro fui ao escriptorio dos armadores do S. Francis-
co, para saber e com effeo parliriahios a 15, e
iuformram-mequeo navio nao podia sabir naqucl-
le dia por ler de fazer primeiro a sua viagem de ex-
periencia, mas que sem duvida saldra o sabbado
oo segunda-feira seguinle ao dia 15, isto he, no
dia 19 ou 21 de novembro. A demora era pouca,
c eu havia mesmo contado com ella, e pois descan-
sei. Mas essa experiencia nao sabio, como se
osperava ; o machiiflsin leve de soOrer reformas,
e o dia da sabida foi prorogado para o fim de no-
vembro, o que me agoniou muito, porque via ap-
proximar-se o invento, que se annunciava muito
rigoroso ao passo que cada vez se' me lornava mais
difticil a limitnea de caminho, c se me anlo-
lhava o queeu havia cscolhido, muito cheio de pe-
rigos.
O segundo ensaio do S. Francisco ainda nao
toi satisfactorio, c o tercero, que veio a fazer-se a
12 de dezembro, foi tal, que o vapor voltou ao au-
coradouro rebocado por oulro. Qdando no dia se-
gdinte li nos jomaos esla nolicia, julgando que o
vapor nao sahiria Uo cedo, tencionei partir para
Pernambuco por urna barca que esteva anuunciada,
e que com cOeilo sabia uaquelle mesmo da. A mi-
nha impaciencia era icnal ao meu reccio da" farsa
do invern ; mas o navio era 13o pequeo, e esl-
Jijriao-alravancado, que me nao animi a emprehen-
uer uelle a viagem, tendo de mais a mais sido in-
formado que o capitao do S. Francisco assegurra
que o dcfcilo do seu machinismo proceda de urna
pesa de nova invencao, que pqdia ser fcil e promp-
tamenle substituida por outra simples e contien-
da, que se faria em poucos dias, e experimentado
de novo o jnacliinismo, em breve sahiria o vapor.
Teve com efleilo lugar este quarto ullimo
ensaio a 19 de dezembro, Algucm me havia dilo
que as machinas desse vapor raziara smente seis
cvolusfles do rodas por minuto, o que Suppuz
falso ; mas indo ver largar, o vapor nosse dia-19,
e vendo quam vagoroso se movia, nao s ao largar
da ponte, mas emquanto esteve vista, assentei
quaa informacao era mais que verdadeira, e que
a reforma do machinismo o nao' havia melhonado;
eniao senti-me como fulminado. Pedia a pruden-
cia humana, e aconselhavam-me os meus preseuli-
iticnlos e bem fundados receios, que mudasse de
viagem, deixaudo passar o invern, que ja linba
feito numerosos sinistros em todos os mares do nor-
te ; mas cu linha participado ao governo imperial
que devia chegar ao Ro em dezembro ; as pessoas
que nesse lempo me esperavamjiseimpacientavam,
o cniao ficariam inquietas, todos os meus negocios
particulares soOreriam com essa demora, alguns
compromissos reclamavam a minha prompte parti-
da ; e emfim o receio das censuras que sobro mm
cah.iriam, se o vapor, apezar do meus presenUmen-
los, viesse a fazer prospera viagem, e eu nao che-
gasse ncll ao Rio de Janeiro ; todas estas consid-
faces fizeram que, quando no dia 20 se annunciou
a.partida do vapor para 21, guardando-se grande
segredo a respeilo do resultado da, viagem de ex-
periencia no dia 19, eu nao duvidi embarcar, fe-
chando os olhos a lodos os perigos que se me re-
presenlavain, e contando ainda que a lemeridade
americana nao chegasse ao extremo de mandar pa-
ra Uto tonga viagem, por mares 13o tormentosos,
um vapor mal preparado, e incapaz de fazer essa
viagem mesmo em lempo boDancoso. Enlreguci-
mc ao destino. .
Ainda nao subimos oo dia 21, porque a tropa
nao pode embarcar toda nesse dia, e s viemos a
partir a 22. Dous das depois smente o vapor S.
Francisco flacloava como una massa inerte dis-
cncao dos mares e do vento com um grande nu-
mero do infelizcs, j dirimados pela morte, e espe-
rando-a cada momento entre os mais dolorosos
transes.
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
27 de ferereiro 4* 1864.
Confirma-sc a noticia do naufragio do vapor S.
Francisco, perecendo crea de 200 pessoas. Entre
os passageiros eslava o Si* Anlonino Jos de Mi-
rando Falcao, nosso consol nos Estados-Cnidos,
que vinha para o Rio do Janeiro ; escapnndo mila-
grosamente a catastrophe, de volla a New-York pu-
blica o Sr. Falcao a seguinle oarracao, que abaixo
transcrevemos : .
Expoticaoda^ minha sita(5o antede mtarcar
no raporS. Francisco do que me acontecen a
bordo delle, e depois al chegar a Netc-York
Havia eu visUado as principaes penitenciarias
da UniSo, e com as informares e documentos co-
llados, e as mullas observares organisado c esbo-
eadoo velatorio em quedevia expor ao governo
imperial o resultado da commissao de que me in-
cubira ; c tendo seis mezes de lcenca para ir cor
te, achava-me promplo a seguir viagem para aHi,
por via de Inglaterra, em principios de outubro
como havia participado ao mesmo'.governo, quando
soube que en principios de novembro devia sa-
bir para a California un novo vapor^denoiniuado
3. Francisco, que tocava uo Rio de JHeiro, para
Nao dcscreverei aqui o fim desastrado desse
vapor, porque miada c circurastanci3(|amente o fi-
zeram os jomaos, onde as pessoas curiosas do saber
esse tremendo drama podem ler lodos os seus por-
menores ; cumpre-me porm observar que quanto
amimnessasexposires, por qalquer razao que
rosse, se allerou a verdade a respeito da occasiao
em que o machinismo deixou de funecionar. Mul-
las pessoas de bordo aftirmavam que elle havia pa-
rado muito antes denos cahir o temporal, e que
foi em consequencia da sua falta qoe o navio sof--
freu lao borrivel desastre, e nao em consequencia
da borrasca que pararam as funccOes do machinis-
mo. Pela minha parle nada posso adlrmar ;
mas a vista mesmo dessas exposiefles he que formo
o meu juizo. Um dos machinistes entenda que o
machinismo nao podia produzir mais de 7 a 7 ,>;
evoluc/ics de rodas por minuto, oulro quera que
so fizesse toda a torca para obler 12 evolurcs pelo
monos ; e esla opniao prevaleren, como era natu-
ral, porque o navio nao podia fazer viagem com
aquelle movimenlo e foi em consequeuca Aessa
forja que desmaulelando-se a bomba d'ar paib lo-
do o machinismo. Ora, quem sabe que. os/1 navios
de vapor capeara com o lempo sobre as njMas com
muito pouca torca, nao piule acredlar que, fosse na
occasiao da Iwrrasca que se toniasse lal fpsolucao,
e muito monos que se esperasse pelo furor dol-
a e do mar 'para aproar como vento, ofTercren-
do s ondas o costado do navio, se houvessc machi-
nismo.
.a Como qur porm que fosse, e visto que os cau-
sadores daquelle grande mal eslao a saVo de toda a
responsablidade humana, limitai -me-hei a referir o
que parlicularmenle me diz respeilo.
O meu camarote era na tolda ou cmara supe-
rior, essa que b mar varreu de nm golpe, levando
com ella mais de cem pessoas. Esla>njjo_4joado, t
naquelle dia, 24 de dezembro, nao lnha ido i mesa,
que era na cmara de baixo ; com a borrasca linha-
se augmentado o meu enjoo, e eu ignorava inleira-
menle o estado em que nos achayamos. Era velbo
coslume meu nunca sabir do camarote logo que faza
mo lempo ; apezar porm disto o do meu cnjo, co-.
mo na cmara de baixo vinha urna pessoa que me
era rccommendada.e que era a, primeira vez queem-
barcava desci a baixo ecomquanto nessa occasiao visse
queestavainoseni perigo, nao me occorreu que po-
derla salvar-se quem eslivesse embaixo, morrendo os
que estavam em cima. Era sobre a madrugada, levei
algumas horas a conversar, e afinal adormec recos-
tado sobre uns bahs.
Quando despertei foi ao choqne horrendo, acora-
pado de prolongado estampido, coui que o mar ar-
rancara e varrra a cmara superior e oulras peras do
navio, abrindo ao mesmo lempo um grande rombo
na coberta da cmara : saltemos por dentro d'agua,
ou por cima da mesa 1! bancos para o camarim da po-
pa, nico lugar enxulo, e todos ahi nos abrigamos,
roas sem esperanza de saharan.
a Toda a minha bagagem, ludo quanlo era do meu
uso eslava no meu camarote; alguns objectos que li-
nha embaixo eram de valor, mas nao portateis, e as-
sro antes de naufragar havia eu lirado reduzdo
roupa do corpo, queera a que havia tomado i pressa
para descer : um s ubcelo de valor nio me reslava
que pudesse salvar, se chegasse a sah ar a vida. Mas
o qne era Indo isso em viste da morte lao presento ?
0,'que importamos bens deste mando, quando a vida
este no momento do exlinguir-se'.' Cuidava eu cn-
iao morrer em poocas horas; reas veio a misericordia
divina em meu soccorro ; e se bem'que pobre e enfer-
mo, lonho vida, e nao me acho abandonado no meio
dos mares, em um*navio sem rgimen. Gracas a
Dos '. a quem peco me lvre e guarde de ser tesle-
muuha dos horrores, que enlSo presenciei; nao hor-
rores da morte, que se offerecia sem dores previas,
sem oului tormento mais do qne o do passamenlo ;
mas horrores da depravarlo humana, da anarchia
em lao circuinscripto esparo, o da falla das mais in-
declinaveis condi^oes de asseio e limpeza.
a Quando ao cabo de quatro dias de conlinna e
alurada agdnia passei do vapor S. Francisco para
bordo da barca Kilby com oulros passageiros, apezar
do pouco que ella promedia, quanlo a segurancia e
subsistencia, o que mais me induzio a vencer a re-
pugnancia que havia em receber-me no bote conduc-
tor foi a idea de forrar-me a esses horrores, a essa
anarchia, a essas immundicias.
o Mas anda aqui conlinuaram as decopres. A
barca Kilby nao linha panno para puxar quando o
vento era favoravel; ainda que exceUenle navio pa-
ra lempo, esteva muito velho, linha sofirido inuilos
lemporaes durante os quarenla dias que traza devia-
gern.quetrazadeNew-Orleanspara Boston, quan-
do nos encontrn, e fazia agua a precisar locar
as bombas a metade do lempo ; linha pouca agua e
quasi nenbuus vveres; a cmara, muito pequea e
composla de tres camarotes, mal podia accommodar
as mutheres dos officiaes, dormindo pelo chao, por
teda a parle ;e quanlo aos arranjos do navio, baste
dizer isto : s havia um garfo bordo.
o Para quasi cem pessoas,'que haviara passado do
S. Francisco para a barca, linha o capitao recebido
i barricas de biscoito, urna caixa de bolachinha, urna
de toucinbo, ama de cha e um pouco de assucar ; as
cuudices de navegaran em que se acbava a barca,
era a tomo declarada ; mas os homeiis que linham o
governo na mo, como que nao pensavam em tal. O
coronel commandanle da tropa, a pretexto de haver
frelado a barca.para conduzi-Io ao primeiro porto,
lomou a si o rgimen domestico de bordo, inu misan-
do o capitao, que ficou nicamente com a direerflo
do navio. Por aquelle mesmo fretamenlo enlendeu
o coronel, que podia, excluir de todo e qalquer go-
zo os passageiros que nao eram militares; e assim
para elles nao havia am canto em que encostessem a
caliera ao abrigo do fri e lempo ; e a mesma mizc-
ravel rapio que caba aos soldados se lhes dava de m
vontede. Alguns das depois liveram onde repousar,
quando se deilou mais carga ao mar para alargar o
espaso feito no poro; mas quanto i rarao, cada vez
foi a paior.
Diziam os ofiiciaes queo vapor 5. Francisco
fra fretado pelo governo para conduzir tropas, e que
portento quem a ellas nao pertencia era inlraso, e
nao tinha direilo a cousa alguma.Oulros acrescen-"
lavam : O Sr. Aspinwall nao devia receber este
gente; e este agora que so entenda com elle. Aspin-
wall era o chefe da casa avmadoTa do S. Francisco.
Entretente esses senhores, fiis adoradores do bezer-
r de ouro, preslavam todo o favor e tralavam com
as materos alineles, um irmao desse mesmo As'pin-
wal, passageiro do vapor, porque era rico e al ou-
lro moco, porque se dizia sea sobrinbo.
Nanea, por minha ventura, me linha visto em
navio com fome ou sedea bordo, mas ouvia sempre
dizer que logo que se dava essa triste circumslancia,
e a comida e bebida era a rajao, cessavam todas as
disnccoes e eslabelecia-se a mais. perfeila igualda-
de ; roas parece que essa regra nao voga entre os re-
publicanos Norte-Americanos, porquanlo a bordo
do Kilby, onde estovamos a raco, ao passo que os
soldados a linham, os omciacs esuas familias linham
biscoito a granel, quando aquelles passaram a ler
biscoito urna s vez por da, e depois smeule milho,
estes conliunaram a ter biscoito que se coma, he
verdade, com mais alguma cautela, por causa dos
olhos invrjosos, e o milho que comiam era prepara-
do em podins ou bem assado ; emquaote, emfim os
soldados recebiam meio copo d'agua duas vezes por-
dia, iam garrafas e garrotes della para a cmara.
a Dizer o que linham os soldados, he dizer o qoe
cabia aos paisanos nao recommendados pelanotorie-
dade di sua riqueza. Eu, que enlrava neste nume-
ro, Uve pois biscoilo que me satisfazte nos primeiros
8 dias, isto he, al 5 de janeiro.com urna sea de lou-
cinho, de meia onca talvez, por dia ; depois at o dia
1.1 s com milho, cozido nos primeiros dias, e afinal
assado, se cozido ou assado era elle, porque aquelle
preparado n'aa salgada, e este par baixo da foroa-
lIha da cozinha, ficava quer um quer oulro, ou quasi
rcr ou queimado. Este milho vinha de alguma car-
ga que a barca Irazia delte, e foi a nossa salvacao.
Como na verdade se poderiam manter mais de cem
pessoas durante qunze dias, com os poucos viveros
que descrevi, se nao fra esta providencial carga de
milho! Isto quanto ao sustento.
Quanlo ao mais, dorma no p'orao sobre saccas
de algodao.com o qual me agasalbava do fri, de
que mo nao livrava inleiramenle a pouca roupa o
um pessmo cobertor que tinha. Como ao perder a
minba bagagem s rae ficira a roupa do corpo, nunca
mais a mudei senio quando cheguei a Boston. Fa-
zendo muito fro, algumas vezes de gelar, nao me
atreva a lavar nem o rosto, porque nao tinha em que
enxugar-me, lavando smente as maos que limpava
noalgodo. as caifas, etc., etc. Mutos dias bebe-
mos agua da chuta, que, apezar de suja do sabor
de alcalro, me pareca exceUenle, porque era dada
em abundancia nos das em que o co nos favoreca
com ella.
dia, 15 de Janeiro, enconlrasscmos nm vapor, que
ia de Philadelphia para .Boston, o qual nao s nos
lomou a reboque para aquelle porte, oude entra-
mos si horas da manhaa do dia 17, mas soccor-
ren-nos com vveres frescos, o que para mim era
ama necessdade absoluta, ncgando-se-nie o esto-
mago a .digirir carne salgada, por cuja comida h a-
via solfrido as mais vilenlas dores do estomago to-
da a noile de 13 para 14.
De Boston parli para esta cidade, oude cheguei
justamente no dia que fazia quatro semanas baa
embarcado no S. Francisco ; e eulrei em tralameu-
lo, nao s do inllammarfio de estomago,que adquiri-
r na Minha desgraca, como dos soffrimenlos que
d'anles padeca nos rios e bcxig, soUrimenlos que
se aggravaram com a minba tonga penitencia:
Enfernio.pois, como me acho, e sem animo alias
dcarroslar.de novo as furias dos venios durante o
rigoroso invern que vai rorreado, ainda quando
me acliassc robusto, tenho resolvido : primeiro, nao
sahr daqu senao-depois que cotrar o bom lempo ;
segundo, u3o embarrar mais nunca em navio ame-
ricano. liitoninoJ. de M. Falcao.
a New-York, 25 de Janeiro de 1854,
Assim vivi al o dia 13 desle mez, vendo linios
os das augmenlarem-se os perigos, sem encontrar
urna cmbnrcac,aoque nos soocorresse, pois a nica
que avistramos fugira de nos a lodo o panuo, c de
mais a mais um dia pelo oulro com una borrasca
pela pra.Naquelle dia 13, finalmente, pela manhaa
depois da mais iremenda noile que haviamos (ido
a bordo da KUby^pois o capitao nuilo receiava ir
a costa, a^hano-nos com o vento mais bouanroso e
i'i'injKma nalera a vista ( Lucy Thompson ) a qual
veio a nos, fallou-nos, e tratou receber a Iropa e
coodazi-la para Ncw-Vork. Elfecluou-se cm pouco
lempo o transporte dos passageiros da A'i'%, filan-
do smente a seu bordo urna duzia de soldados c
seis oulros passageiros, entre os quaes me contava.
A idea do que sofirera, em particular por causa da
Iropa, ou, para inellmr dizer, dos seus ofliciacs me
fez preferir chegar mais larde i Ierra na Kilby sem
ellos, do que mais cedo em sua companhia : c, como
haviamos recebido da Thompson provises suflici-
cnics, nao havia mais razao de receiar. morrer de
tome, e para mais Iranquillidade nossa lambem so
nos havia soccorrido com urna' gavia nova.
Nesse mesmo dia, quasi a noile, recebemos pi-
llo de New-York; mas^om a uoilc caluo-iibs um
N O, que nos lancou de novo para o mar, vindo-
uosdepoi^caima, f oi Deos Mrvaoj que ^
6 de marco.
Por decretes do 1 do correnle-foram Horneados:
Jlz municipal o dos orphlos dos termos reunidos
do Pombal e Tucano, na Babia, o bacharel Jos Pe-
reira da Silva Moraes.
dem, idem do termo de Ilabaianinha, em Sergi-
pe, o bacharel Jos Martins Fontes.
Foi reconduzido no lugar de juiz municipal e de
orpbaosde Vianna, no Maranho, o bacharel Manoel
Duarlo do Valle Jnior. .
Tivram merco da serventa vilalicados oflicios de
1. Tabelliao e escrivodos orphaos, capellas e re-
siduos da villa de Santa-Isabel de Paraguass, na
Babia, Joan Jos do Reg.
2." Tabelliao e escrivo das cxecUcoes civeis e cri-
mes da villa de Monte-Alto, na mesma provincia,
Jusliniano de Souza Barrem. .
Tabelliao publico, judicial notes, e escrvao da's
execucoes civeis o crimes da villa do Tury-Ass, no
Maraohao, Manoel Verissimo Nina S.
Por decretos de 3:
Foi perdado aos soldados do corpo municipal per-
manente, Lucio Soares Teixeira de Gonva, Francis-
ca Antonio Ribero, Antonio Jos de Moraes Ramos,
Jos Joaquim Rodrigues e Narciso Gabriel, o resto
do lempo que lhes falta para cumprirem asentenca
que lhes foi imposte pelo crime de primeira de^er-
cao simples:
Foram nomeados;
Major do 16 balalhao de infantera da guarda na-
cional da provincia do Rio-de-Janeiro, o capitao re-
formado do exercilo, Ignacio Rangel de Azeredo
Conlioho. "
Majores-ajuiluntes d'ordens do commando supe-
rior da guarda nacional do municipio de Jaguaripe,
da Babia, Manoel Dias Coelho e lexandre Joso da
Silva Galv3o.
CapiUo-seerelaro-geral do mesmo commando,
Manoel Martins dos Sanios.
Capilao-quarlcl-meslre dito dilo, Joao da Silva e
Oliveira.'
Capiao-cirurgiao-mr dito dilo, Dr. Antonio Dias
Coelho.
Majores-ajodanles d'ordens do commando supe-
rior da guarda nacional dos'munieipios da Malte de
San-Joao e branles, da mesma provincia, lexan-
dre dos Reis Meirelles e Guilherme Jos Raplsta Vi-
anna.
Cpian-serreiario-geral do mesmo commando, Cus-
todio Pereira de Mesqoila.
Capiao-quarlel-mestre dito dito, Joaquim Simos
de Paiva.
Capiteo-cirorgiao-mr dito dilo, Antonio Pereira
de Souza.
Majores-aj Hilantes d'ordens do commando superior
da guarda nacional dos municipios da Campaoha e
Ilajub, em Minas, Lourenro Xavier da Veiga e Jo-
s Bernardo do Azevedo Silva.
Capiao-quartel-meslre do mesmo commando, An-
tonio Baptista de Carvalho.
Capilau-crurgiao-mr dilo dito, Joaquim da Sil-
va Lustoza de Macedo.
Majores-ajudantes d'ordens do commando supe-
rior da guarda nacional dos municipios do Arax e
Desemboque, da mesma provincia, Carlos Mara Ca-
semiro de Araujo e Antonio Manoel de A puse n-
lacao.
Captiio-secreterio-geral do mesmo commando,
Joaquim d Paula Machado.
Capilo-quarlel-meslre dito dito, Manoel Jos da
Silva e Oliveira Araujo.
Capiao-crorgiao-mr dilo dilo, Honofto Aman-
do de Araujo.
Teneote-corooel chefe do cslado-maior do com-
mando superior da guarda nacional dos municipios
do Arax e Desemboque, Jos Mara Carneiro de
Araujo.
Cirurgiaa-mr do commando superior da guarda
nacional dos municipios de Sorocaba, Il, Porlo-
Feliz, Capivary, San-Roqoe e Pirapra, em San-
Paulo, Joaquim Manoel Pedroso.
Majores-ajudantes d'ordens do commando supe-
rior da guarda nacional dos municipios da Parna-
hyba e Pircuraca, no Piauhy, Francisco Joaquim
da Coste e Evaristo da Silva Meoezes.
Capiao-screlario-geral do mesmo commando,
Simplicio Jos de Seixas. .
Capiao-quartel-meslre dilo dilo, Jos Fernands
de Moraes Jnior.
Foram reformados nos mesmos postes:
O lenenle-coronel commandanle do 9 corpo de
cavallaria da guarda nacional da provincia do Rio-
de-Janeiro, Joaquim de Oliveira e Souza.
O majr do extinelo 1 balalhao ds guarda nacio-
nal do municipio de Olinda, da provincia de Pernam-
buco, Luiz Jos Pereira Simoes.
O major do exlincio balalhao de intentara da
guarda naciouat do muuicipio de Curupur, no Ma-
ranho, Antonio Manoel de Carvalho e Oliveira.
O major do extinelo corpo da guarda nacional da
villa deCoroala, da mesma provincia, A y res de Sou-
za Carneiro.
O major do exlinclo 2 balalhao da guarda nacio-
nal do municipio de Guiuares, da mesma provin-
cia, Jos Joao Cordeiro.
8
Temos folhas do Rio-Graade al 25 do passado.
De Bag annunciam com date de 15, que o briga-
deiro Francisco Flix chegra no dia 11 ao acampa-
mento do Pirahy, e tomara o commando da divisan
desuada i pacificado do Estado Oriental.
O general Caldwell, commandanle' das armas da
provincia, esteva tambera no acampamento da d-
visao.
- a -ai-------
Reunio-re honlera a directora do Banco do Bra-
sil para proceder escolha dos empregados do mes-
mo banco. Foram nomeados:
Secretorio, o Sr. conselheiro Jos Pedro Dias de
Carvalho.
Chefe da secretaria, o Sr. Alfredo Augusto Perei-
ra Basto.
Thesoureiro, o Sr.Henriquede Macedo Coulinho.
Guarda-livros, o Sr. JoSo Frederico Moller.
Ajudanle do guarda-livros, o Sr. Jos Ilenrique
da Trindade.
Contador, 'oSr. Jo5o Marjios do Armrral Jnior.
Ajudanle do contador, o Sr. Quinliliaioo de Mello'
Souza Meoezes.
. Fiel pagador, o Sr. Diogo Duarte Silva Jnior.
Recebedor, 6 Sr.. Domingos Jos Pereira Alves.
Piel do thesoureiro, o Sr. Antonio Joaquim Ber-
nardes. ,
Fiel- da emissao, o Sr.'Antonio Jos Vicente da
Coste.
Adjunclo dus fiis, o Sr. Bernardo de Mirauda Ri-
bero.
-Primeiros escriplurarios, s'Srs. Joaqaira Ernesto
Pereira Vianna, Candido Duarte Silva, Joaquim Vi-
eira da Costa, Augusto Duarte Silva, Guilherme Jo-
s Cantoso, Ilenrique Nogaeira Mural, Alfredo
Eduardo de Azevedo Barbosa, Antonio da Coste Ti-
molheo, Antonio Soares Pinto Jnior e Francisco
Alves da Cunha.
Segundos-estripturarios, os Srs. Jacinlho Teixei-
ra da Cunha, Luiz Jacome de Abren Souza, Manoel
Jos Madera, Antonio Joaquim da Silva Tbre, Jo-
s Benedicto da Coste Jordao e JoSo Honorio de
Oliveira.
Terceiro-escriplurario, o Sr. Carlos Manoel No-
gueira Campos Jnior.
Portero, o Sr. Domingos Jos Ferreira Braga:
Continuos, os Srs. Francisco Antonio i Mendes de
Oliveira; Jos Antonio dos Santos e Francisco Jos
de Carvalho.
Por falla de lempo fica adiada-para oulra sessao a
nomearao dos quatro cobradores e de nm fiel ad-
Ljunclo.
Lc-se no Cruzeiro de Campos do 1 do correnle :
No dia 25 do prximo passado suicidou-se com
um baracu-Antonio Manoel de Souza Tavares, casa-
do co/n a senhora Dr. Jacinlha Mari de Azevedo Li-
ma : este acontecimeoto leve lugar em urna senzala
dasituacao do infeliz, que ha dona dias havia perdi-
do o juizo. .
13
Por decretos do 8 de marco do correnle :
.Fui reconduzido o bacharel Manoel Brnardino
Baplista Pereira, no.'lugar de juiz municipale r-
phaos dos termos reunidos de Marica e Stquarem,
da provincia do Rio de Janeiro.
Foi aposentado o padre-Joao Diniz da Silva, ca-
pello cantor da imperial apella, em altenc,ao aos
servicos que lem prestado por mais de 25 annos, e
ao sed estado valetudinario, com o ordenado annual
de 600S000 rs., dependendo ueste parle da approva-
rno da assembla geral fegislaliva.
Por decreto de 10 do mesmo mez, foi pi
doado :
A Manoel dos Passos Reis, o resto do (empo que
lhe falla para cumprir a pena de 20 an'nos de priso
com Irabalho a que foi condemnadn, e que estera
rumpriudo no presidio da ilha de Fernai.d, em ai-
lencao ao servido que presten com risco de vida par-
lindo, em urna jangada, do referido presidio para a
capital da provincia de Pernambuco, fim de levar a
nolicia da sedicao qoe naquella ilha planejava o cri-
minoso Vicente Ferreira de Paula.
Entrn honlem do Ro da Prala o paquete inglez
Camilla. Traz dates de Baenos-Ayros ate 4 e de
Montevideo al 7 do correnle.
Eslim?raos poder annuuciarqoe era inleiramenle
destituida, de fundamento a noticia que correr em
Santa Catharina', de ler havido urna revolucao em
Montevideo.
A Iranquillidade publica nao foi alterada por am
s nstenle.
Grajasa generosa intervencao do Brasil, comeera
a reuascer a confiansa, principalmente desde que se
sonbera que, a pedido do governo oriental, entran
no Xerrilorio da repblica ama divisao do exercilo
brasleiro.' Segundo as ultimas noticias essa divisao
devia passar a fronleira por. lodo esse mez.
Nessa intervencao eslao depositadas lodas as espe-
ranzas dos Orientees e da popula cao eslraogeira,que
sao unnimes no pedido da entrada de tropas brasi-
leiros.
Sobre este ponte diz o retrospecto do Commercio
del Piala o seguinle :
a, Recebido 6 Sr. Amaral no seu elevado carcter
em fins de Janeiro, a alliaoca brasileira proporcionoo
ao erario da repblica auxilios pecuniarios, tendo j
sido cnlregue por quatro vezes a somuia de 30,000
palaces por coate do subsidio, dinheiro este que
muito lem contribuido para allviar o estado do
encargo das listas de 1853, que estavam quasi to-
das por pagar e que agora comecam a se-lo regalar-
mente.
Ao mesmo lempo que a ananca brasileira aecu-
dia com este auxilio repblica, o governo enlendeu
dever solicitar a presenta de urna farsa imperial pa-
ra a prompta e melhor execacao dos objectos dessa al-
lianea, isto be, da consolidarlo da paz^e da suslenla-
Saodo governo do paiz que se eslabelecerde direilo.
Diz-se que essa torca passar a fronteira quando mili-
te al o fim deste mez.
b Nada ha entretena publico a este respei-
lo ; veremos o que diz a prxima measagem do pre-
sidente, a
Em Buenos-Ayres era igoalmeute bem acolhida a
intervencao brasileira. Referindo-se mancira
porqueognvernoe povodaquella capitaUncaravam a
poltica do gabinete imperial, diz o Commercio del
Piala : .
n Assegura-se de fonte pura, que ao saber-se em
Buenos-Ayres da missao do Sr. Amaral, aquelle go-
verno consultara mutos homens imprtenles para
saber como encaravam aallianca e a intervencao do
Brasil na Repblica Oriental do Uruguay, e que elles
declararan) que nao viam nos fados proyenienles da
allianra e da intervencao motivos de alarma para a
independencia do Estado Oriental; opinio este que
se diz ler sido a do governo d Buenos-Ayres desde o
principio, b
Sobre a sitnacfio do paiz em geral diz o mesmo pe-
ridico :
, a Ainda sao de espectaliva os das que se lem pas-
sado al hoje, e por ora s se podem formular espe-
rances para.que qJulurp se realise.
i A recnoslruc(3o governaliva de que se devia tra-
tar logo depois de Iranquitlisado o paiz, est depen-
dente do caminho queomar.a assembla que vaiins-
lal lar-so ecomecar seus Irabalhos, que nao so de pe-
quea atonta nem de pouca importancia.
Segundo o decreto de convocarlo, devia ler-se
inslallado no 1. do correnle, porm troperos impre-
vistos deram lugar a um adiamenlo, e al boje
occupa-se.csse corpo com preparativos para qoe
a abertura da assembla seja o mais breve possi-
vel.
(i Dos 60 represntenles eleitos, 30 acham-se j em
Mo n lev ideo, e dos 21 senadores correspondentes aos
12 departamento:;, 13ou 14 j apresentaram os seus!
diplomas.
. Arabas as cmaras nomeram as commissoes. de
poderes, e dentro de pouco lempo poder ser abertal
a nica sessao que esla assembla extraordinaria 'de-
ve ter.
a Nesse occasiao ser da a mensagem r
der execulivo-, i qual seguir-st : tarad
minisleriaes, os qa aes diSm-nos,
los.
a Porm,eis aqui o primeiro err.: -n que as
duasassemblas lnb iro :
u Os representaul es, em grande maioria ao que pa-
I paraco das
lecesse dar-
nao tendo este atserl
{S, os negocios que!
as duas cmaras
So, visto qu,
norma as regras sta
gacio rejeilado ern
sentado novamente er
so, pois, remover este pn
entrar era oulros Irabalho
O senado esc<
presidente dram
pulados o Dr. D.:
(i I.im
toes qu pai
quer baja o
visorio egi
facto.
1. Prov|
pois da abert|
ser encarreg
ordinarios a o
de dentro oj
2." Ju!
ordena o
a As duas cmara}
poder de rever a
hequeslao resol\i
ma ou se
taremos nao
ma o dia
Irariasii refoi
ver prescin
que alguns deputad
verdade que
Nao querem
lempo.
i Ogoverno enlaj
l 'prestes a e^^H
em posigao- j^^H
que demandam a a^
sa e urna continua I
a O paiz lodo ts\
medidas que
tantea campnnha O
como a agricultura
cao, a edci
mais dislanlj^^H
dades.
<< De muita itadi^
lelligeucia e de mu
minhp da repararan
Estemos
rao do paiz,
tluencia ben
conlianca co:
veilosa.
A espera i
feito appareceralgu|
pequea escala he
coma cerlez^^^H
avil^^H
traco de paj^^H
o dia 24 d fe
tesaos comn^^^B
quer genero
gem.
o Este avi
Irada das tor.;
a Na.sahidado
pasia i*
sejuenc
Uvas que se.f^^^f
caram sem c
approximar
oSr. Zabillaw. rj
(erinamonle
foi nomeai
offlcial-raaii
- a Varios!
ou menos,
contra as eleires di
Wa.
a Ignoramos qi
ral, porm era j
Sesfeitas ou
leria sido dirigir:
raes no dia das eleic
a O seu protesto t!
consideracao.
De Buenos-Ayres
que o general Urquj
privada, para que a
vo reencorporajao
Confederaco Argn
I
0 paquete a ?ap
Alegre al? 3 o do M
tinuava a reinar ,
toda a provincia de
Do acampamen'
rehy havia ni
pos que forri
methor espirito,
para passar a frontei
O Sr. presidente da prr
gre ao Rio Grande no dh-
e Pirahy.
O coronel orienla
grra d repblica vizini
timo levantaroenlo do p
e que por ordem da pre
evadio-se daquella cidade.
No dia 28 do me
pilal militar do Rio
que se aehava proi
da falsa.
No 1" do ma passado I
dia ler cousequencias fu
escripturario da alfandega da I i
cantil de Porto-Alegrc
guintes:
a Ha muito tempe que^^^B
dever de juslija.
a De juslija, sim, ped
dade publica para um funeciona
as inimizade
os iiileresses*n^^^^^^H
dendo c
de urna
a Ad^
qUando
certet
vincia, que os nossos dep
ao qual se marca
i de Jaguarao e da
a Mu o Sr. Flores na
frente interessef, que den^
trabando se fez sempre em
rece, entend > deve hver duas cmaras, 1 maio^^^^^^^^^Hindo o
mas sim, que semblao carcter de consi- res, mas no
'evejser tratados em urna ra, lomou cresci e resist
cm; Florea'quasi s, lutondo de energa eb
Os sena- parle nao decdiam ainda muilas dezenas de individuos qoe lo
HOHltr un nn en K3rt Ae siiulpnlnr ^ sr. lavuuM iwnlrn i ornr.Ha ^lllmn Imlwfln mu.


. ..->'_ (fltM ..

DURIO DE PERNIIBUCO, SEGUNDA FtiR* 27 DE MMCO OEJjg
Nao podendo seduzi-lo, Iratuu-se de iolimida-li
mais de um amo que o Sr. Mores vive 10b a ame;
mi
daquella
j.ayni
peUMMeveria
IH
que
asss
rnaneira se-
criplursrlo
bme femando Vio* de
I foi no dia i* do corrente 1
I Intu los de todo o genero o
iida, segundo se diz,
a 0 Sr.'Flo-
rando o em-
r. Florea tomou de
por intenrao
s pessoas mais ho~
'lotes, oflerecendo-
Inac&esqae amea-
>araro que se
\ protesto que morreri em
r >ales que a abandonar tena
(porissociirn-
(ter nao o considere eom li-
ntagtstrado integro e ener-
l.o oceorndo

incia a irmnoralidade
de qoalquer fue
i lioje entra
. ernpregado que no
i ha de sempre aehar
apara prin-
o Sr., inspector da
^* e 3. ordera, mal tenidas do rendas T>rprias, i trtt loteras ( de que ja se exirahiram tres) concedi- {co Mo soja porque l njntllue em urna das i e mJE causas dlrei, qa* apena te referem a rai lo-sc, a repugnan-
pwik'i a> fairiU;intpnIo ciiT\nriilnc im>U> (lioc^im. nni A*.* amlciCT H.n..^;li.....i.._________.._. i. ,-s t > ~ ,tAn *.in maKom .l-m.Urlrt I rin niif.p\nnrimentatx\ i B^B^B^LBMaf** fifi infp.rmr pin
|o ale 1854.
iei a noticia da p're-
Hil em formar pro-
patos da cmara
mais grado* daquelle
arem na Iinha de pro-
transcendente deviam
na commissao de
t'W Srs. eom-
delegado de
. Francisco Jo-
Morei-
quera iucnmbiram,
i de urna repre-
conserve a
I limites; e do
i. que se adoptem
pelo l)r. Jos Jorge
, escripia carta que el-
[Setuo, e de que j Ibe
voto na materia sahi-
' reforma da divi-
Jorge adoptada pela
| nao o leudo, escu-
| topographica rnui-
raaior parte, des lei-
; a que cumpre pri-
a da divisao da
escasee tardamente suppridas pelo lliesouro geraj.
aoffrerlam estes territorios, como ha seculos soRrem
compelnleoVveria as ditas provincias, o triste' supplicio de Tntalo ;
porque, abundando cm meios de engraudecimento
padeceriam fome e sede de inelhdramenlos, de que
em v,lo procurariam saclar-se.
n A" vala do-que succintamenle lomos a honra de
ponderar a V., loma-se evidente que o melhorua
malaria njeila he o que est, e rormente se allen-
derflioa aot infalrgaveia estreos empresados pela
actoalpresideiKia para levar a aceito benfica do
govarno a iodos os ngulos da provincia, esforcos
que em sua reonhecWa soticitude estender ella
cerlainenle qoella allendiveis comarcas e muni-
cipio.
Secomludo altos inleresses de poltica interna
xigcm que a nossa provincia sacrifique as aras do
bem geral sua nntiga e gloriosa iutegridade, rc-
signemo-nos anda a ease sariitlcio, mais doloro-
so, ser duvida, a que poderia submetter-se o gene-
roso orgulho miueiro ; divida-te cmhora esta pedra
angular de nosao graudioso edificio social, mas em
duas partes apnrotimadamenle iguacs, de coufor-
midade com as vistas do illuslrado presidente do
conselho de ministros, e oulorgando-sc-lhcs os foros
de provinciaade primeira ordem; consorciando as-
sim os inleresses geraes do paiz com os direitos i n-
contestaveis lao arduamente adquiridos pelos habi-
tantes da mais populosa provincia do imperio.
muitos dos mais conspicuos enlaciaos das supra-men-
ciouadas comarcas e municipio ; sirva de excmplo o
Dr. Jos Jorge da Silva, que em sua multo particu-
larisada e concludenlissima resposta ao convite que
Ihe foi dirigido para aunuir e apoiar a creado da
provincia doSapneahj, franca c nobrcnienlc o de-
claro ii.
Identificados em senlmienlos com esses dislinc-
tos Mineiros, rcuniram-se na casa da municipalida-
de de S; Joao d'El-Rei centenares de cidadAos no
dia 12 do corrente. e ahi deliberaran! unnimes eu-
(Jerecar ao corpo legislativo una resneitosa pelillo
concebida no sentido qne relatamos,; c supplicar-lhe
que se a nossa provincia tiver de fraccionar-se,
soja em duas partes, Ocando do sol as comarcas do
uSapucahy, Rio Verde, Tres Ponas, Paran, incluin-
do termo do Patrocinio, na pouc'o desonexado
della, Rio das Mortes, Rio Grande, Parahybuna
(excepto o termo do Presidio), e os municipios fio
Bomtirn e PitangUi, continuando as antigs divisas
com js. Paulo e Rio de Janeiro, e cabendo fracclo
do norte todas as outras comarcas.
a Deliberaran outrosim os referidos cicladnos que
a mencionada, pelirao fosse informada pela cmara
municipal desle cidade, e por ella enviada a scu des-
tino em duplcala, sendo um dos originaes remetli-*
do ao senado, e outro cmara temporaria. No-
mearam finalmente os mesmos cidadaos urna com-
mitsAo de cinco membros, encarregarairr-a de pro-
mover legal, perseverantee eflirazmente a realisarAo
do expendido, e habililaram-a para occorrer a quaes-
"qner despezas do expediente.
ii Para a dita coonmissito fomos nos os elcilos. e
fiis a mandato lao honroso, como conforme'a nos-
sas mais pronunciadas convtejoes, apressamo-nos a
levar ao conhecimentode V. quanlo lica relatado, e
a pedir-liie em nome dos mais vitaes inleresses de
nossa bella e iraportautissima provincia o empenho
de sua vliosa e bem" merecida influencia com
seus amigos e conterrneos desse termo c comarca,
afim de que geralmente'adoplem elles resolures
idnticas as aqui tomadas, facilitando desl'arle pela
simultanea nniformidade de esforcos o feliz xito das
justase proficuas prelctiicOcs que vimos de expressar.
Aproveitamos com prazer esta opportunidadc
para significarmos a V. a perfeila consideraijo c
sincera estima com qne prezamos ser, de V.
- a Carlos Baplifia Machado.
a Dr. Francisco Jote de Araujo e Oliveira.
< (.'aiidido Josr Tolenlino.
a S. Joto oTEI-Rei, 17 de fevereiro do 1854.
9
Permilta-me urna obscrv a^Ao ao aviso do ministe-
rio da jusbea mandando organisar um formulario
do processo do jury. A medida me pareccu til
mas incompleta.
NAo sao as nulHdades do processo do jury as que
mais embjnracam a administracAo da jnstica. allcn-
deudo-se principalmente que ellas tendem a desap-
pareter, pois boje sao mais raras do que danles.
O jury he presidido por nm juir. letlrado, c por is-
so o sen julgamento he menos susccptivel de nulli-
dades, equando presidido por juiZ leigo, nao carili-
nda este inteiramente s eegas, porque tem para
guiar-lo a pralicado tribunal.
A necessidade mais urgente de um formulario
senle-se nos jurzos inferiores aonde a lei nao exige
conhecimeiilos professionarios. Senle-se as snbde-
iegacias para os procesaos em queas autoridades po-
Irees julgam delinilivamenle, para os processos de
formacao da culpa, termos de bem-viver e segurau-
ca. i Ha dislrirlos em que as auloriclailcs fogem de
cumprir seus deveres por qbe nenr ellas nem os es-
crivaes sabem por onde priucipiar nem por onde
acabar.
Se a medida que o digno ministro da juslica aca-
ba de lomar fossejmais extensiva melhores resultados
produziria.
O formulario devia neste caso ser enviado offici-
almente a todos os dislrirlos do imperio.
Por aqui tem causado muila estranbeza o pro-
cedimento de alguns scuhoresde S. Paulo, qne por
toda lei nos qnerem arrebatar as povoa;oes situadas
o maraem esqucnla do Sapocahy, como se essa parte
de Minas fosse algumn illia de Cuba, e S. Paulo as-
srm urna especie de Estados-Unidos da America.
Nao sabemos donde veio" a esses senhores orna
tal mana. Arvoram-se em tutores dos povos do Sa-
pocahy sem que ninguem os houvesse constituido
taes, e eHes pregar as vanlagens da anuexacAo a
provincia de S. Paulo, e, o que he peior, a levanta-
ren! quanta calumnia Ibes passa pela cabera contra
a administrarao tiesta provincia.
He inqualifrcavel um (al procediruenlo.
Se aos habitantes da margem esquerda mais con-
vem perleuccr a S. Paulo, elles que representem',
pois ninguem mais do que elles deve conliecer seus
inlaresses. N3o uecssilam de mentores estrauhns,
d procuradores ofliciotos a quem nao outorgaram
oenbuns poderes.
Admira que os incomparaveis conquistadores do
Sapocahy, que allegam como rato da conquisbi a
conveniencia oVunm divisa natural, nao queiram
emendar o erro topographico da enrorporarao do
municipio do Banana! ir provincia de S. Paulo.
Mastatvez oque elles pretendan seja um com-
pensacto perda que tiveram com a erearAo da
provincia do Paran. Se assim he, cumpre indem-
nisar a provincia do Para da perda'do Tnrj-Ass e
da enmarca do Alto Amazonas, o Rio de Janeiro da
desmembraban do municipio neutro. Seja porcm
qual Mr o motivo da cruzada paulislana, cumpre
confessar que nada ha ah mais ridiculo do que o
espectculo a queAc dao os que a promovem.
Entrar por urna provincia vizinlia e promover rc-
prsenlaccs para engrandecer a de que fazeni par-
te cusa de oulra, lie larefa que uilo pode bonrar
'mulo aos que a desempenham.
-iJ1*
das cm 18*7, repurtidamente par a matriz de S. Jo- minhas anteriofei, e rnenle acrosccnmi
.i .,. n>nn.,.,l.. ,l C_ _____!!.;_. .... ..... .
{rala conumV-
uio de a man-

obseq
yeteiro urna cor-
a respeito dos
lamim tas re-
conveniente coo-
uba nao o
davida que faz
! proviucia, a culpa
iliciados assassiaos
en 1844, e a
de polticas d~
frente da
tao difficil de
!paa logo des-
,que directa ou
ser punidos,
[de Pouto-Ale.
l padre Jos
i assevera o cor-
\ o que he ver-
Forganitado por
substillto
audien-
queat M
igovetuo
I da cat-
lsros aas
i para
'jury,
i fuidas pela
TpWque nao be
um substituto do
cuja mler-
I afreteutade ao
i a que os tot
[Canaauba, estes
da Justina, re-
perque
!
: ita Campaaha nao
Virgia iuformacee a
. pow uiuguem mais do que
defini-la.
Atar que a ltmialra-
^^H* atgunf dos qae
jan ic al en alguns
i pondo aba ditpo-
! o cargu de
' carpo pettciul commau-
ejual o destino dado
da Fooseea, qae o
severa coa* incrivel
na secretaria da
assasstiiau,
! um hornea que se
da pre-
concerueut.es a
i e recapitu-
l serrespoe-
niermedio do Sr. Dr.
^^Bai. aiaado ouvir ao
i resposta e docamentos
a lei.
rr Ponse-Alegre as auto-
iznoro at q*e ponto
Brea fez o eorrespon-
Se as provincias nao sao mais do que entidadn
meramenle admiislrativassem tlireilo algumao ter-
se se o delega- riterio qu ellas comprehendem, assim que pode
s dos i este ser ampliado ou diminuido segundo as commo-
' didada dos povos e os inleresses do Estado ou da
; administra?, sao illegilinjas toda estas velleida-
le eniandeeiineiiloem detrinienlu alheio, que
snenae servem de exitar rivalidades entre povos vi-
* ziuhos.
No dia 13 lem de comecar os trabalhos da uo-
-tradadcstacapitalaoOuro Branco,seguindo a
Segundo os exames a que a
i iiiaiiibiii procetler fien a sua coiislruccfio
.'lidiosa da que a rnnrlusio da- autiga
iu, alen de se eucurtar a dis-
rta particular.)
Santa Catharina.
Sesteara atarea da 1854.
(ecoiBj
iiosa ;
! n. a tra^adaou* d eWennaapabrat do anUgo Iios-
: com-
aqa
noss

alma e
de sua
lelle terrttu-
: mesquinha das provioeias de
dlgnou assenram-Bie aprimerrapsdta, ,
e par a qual o 'mesmo augusto Sefihor e S. M'. a
Imperatriz concorreram com t> generoso donativo
de 11:2008 quando litnyaran esta provincia com a
sua grala e sempre saudosa visita, tendo sido auxi-
liada esta obra phlaotiapica comopredneto de qua-
s, por proposla do Sr. conselliro Coelbo quaudo
depulado.
O novo hospital, ainda que nao completamente
concluido cm todas as suas partes, ja ofierece bas-
tantes aauminooac.ocs ; he comparalivaiileiite vasto,
de elegante archilcturt, e solidamdnle constrnido :
tem SO camas prompl, dislrlbuidas pelas enferma-
ras de boment e mulhercs, e ludo eslhiposto com
lano asseio, e com Uto boa ordem, que nfio cede ao
quo nesla parto aprsenla o hospital da Misericor-
dia da corle. Urna falta se nota nos ornatos, que
provavelmenle a irmandade. que o tem a sen car-
go, se dar pressa a remediar logo quo seus meios
lji'o permitan, c he n dos bustos, ou ao menos de
rclralos do 88. MM. Imperiaes, alocados no logar
mais patente como um testemunho do rcronheci-
inento da provincia a seus augustos e pos bemfei-
loros.
O hospital de Caridadc de Santa Calliariua Jie
administrado pela irmandade do Sciilmr Jess dos
Passos ( que tiimbcm administra -a crearSo dos ex-
poslos ), creca na capella do Menino os, sita no
lindo ouleiro dcste nome que pelo sul domina a ci-
dade, c todas as mesas detta irmandade que se lem
tnccedidodeposque comeou a eonslruccao do novo
edificio, se lem empenhadocm leva-la ao cabo com
un zelo, economa e desinteresse que as tornam
dignas dos na i ores encomios,- c lhes tem grangeado
a i atidao dos seus comprovincianos.
Outro beneficio de alia monta acaba de receber a
provincia, eraras solicilude do governo imperial,
e s diligencias o esforcos. do actual presidente o
Sr. Dr. Jo3o Jos Coutinho, incansavel cm promo-
ver o conseguimento dos bensmateriacs de que ca-
rece a provincia que tao tabianienlc administra ;
fallo da fundacao deuma colonia militar na estrada
que commiioica o lilloral com o municipio de La-
gos, alm da sorra. Esla estrada, com a qual os
governos geral c provincial tem ja dispendido gros-
sas soturnas, he da mais subida importancia para a
prosperidade da provincia, porqnanto urna vez fran-
ca, segura c commodamente Iraiisitavel, ser o por-
to do Desterro o cntreposlo para oude virao trazer
as sobras dos seus productos e proverem-se dos ge-
neras para sen consumo, os moradores, n3o s do
districlo de Lases, senao tambem os do alguns das
provincias limilrophes. do Rio Grande do Sul c do
Paran.
Como he bem sabido, nenliuma estrada pode ser
conservada sem que seja povoada ; tem se querido
eslabelecer as boiras dcsta, quasi completamente
desertas cm ijma cxlensao de 20 leguas ao menos,
alguns I lonuMis cmprchciidcdores, sobresabindo entre
elles o preslimnso Sr. coronel Joaqun Xavjcr Ne-
vos ; porm as repelidas incursoes devastadoras do
feroz e indomavel gento Bugre os obrigava a aban-
donarera tis seus estabelecimentos ; agora cesta es-
te fatal inconveniente ; os novos povoadores, segu-
ros com a prolcrcao da colonia militar, permauece-
rao em suas habitacSes, c a estrada se povoar.
O presidente, com o discemimeule que o carac-
lerisa, nomeou director da colonia o Sr. major Al-
fonso de Alb'uqucrquc Mello, que por impedimento
temporario, est substituido pelo Sr. capitao de en-
genheiros Joao de Souza Mello e Alvim, homm de
sciencia e de aceflo, que cm desempenho de com-
niissOcs do governo geral lem percorrido, por as-
sim dizer, pasto a passo as asperezas daqucllcs de-
sertes, e que a assentou o centro da colonia em
urna eminencia abundante de aguas, bem arejada,
sadin e frtil, e dominando tpdos os contornes, o
que he essenrial a suadefeza. P6dc-sc pois espe-
rar que vingar e prosperan"! a fundaran, e qne
della se colhcrao os bons resultados que se tiveram
m mira.
A assembla legislativa desla provincia, quo se
reuni em sessao preparatoria para a \ crilicacao dos
poderes de seus membros em 25 do passado, que
devia ser uslallada no 1 do correule, e que at
4 nao linlia concluido a verilicarao, foi adiada, por
ordem do presidente, desse dia para 13 de abril fu-
turo. Eis-aqui como e\|diram o que deu causa a
este adiamant. Na acta do collcgio da capital
omltid-se, talvez por lapso de penna, o nome de
un cidadao que nellc'lcve 7 votos. A roinmissAo
de poderes, qae na apuraran poda ler contado a
sse cidadao os 7 votos omitlidos, collocaiido-o no
lugar que assim lhe ficasse competiudo, pois era
notorio que elle os oblivera, e disso se aprescnlou
documento digno de f, propoz, rr/enos um membro
que disseutio, a annularao de todos os votos do col-
legio, de qae resultara sercm excluidos 4 dos que
se apresentaram com diploma, sendo chamados oo-
Iros Untos supplcntes.
O presidente, antes de por em discussao o pare-
cer, exigi que sahissem da sala os quatro cuja ex-
rlusao se propmilia, enlcudcndo qu urna disposi-
cio do regiment detcnuinaudo que se retire o elei-
to quando honverm" dnvidas sobre a Iegitimidade
da sua cleico, lhcscra applicavcl. Negaram-se lo-
tlos exigencia, allegando que a duvida nao versa-
xa sobre a Iegitimidade da eleicao de neiihum del-
les, porqnanto os 7 votos omillidos, quantlo conta-
das, nao diniinuiam os que pelos seus diplomas li-
iiiban ; que se tralava de urna metlida geral em que
eunipria que todos os convocados lomassem parte ;
que eslabelecido um lal precedente poderia ler as
mais funestas consequencias, etc., etc.
Nao atienden o presidente as razocs dadas, o. lo-
vanlou a sessao: nos dias seguintes conlnuou a exi-
gencia e a recusa, e a levanlar-se a sessao sem se ler
volado. Em meio dcsta lula, um dos membros, c
que o era tambem da commissAo, rclirou-sc e man-
dn officio esensando-se indefinidamcnlc. Sobre esle
oflicio foi ouvida a commissao, que propoz fosse a-
ceila a escusa, e que contados os 7 votos ao cidadao
que do para substituir oesrusado ;' posto cm discussao
este parecer, foi approvado com assistencia e com os
votos dos quatro excluidos.
llcpois desla votarao claro ficou que eslava reco-
nhcctda a validado dorollegio que se quiz aunullar,
c em boa lgica parlamentar prcjudcatlo em todas
as suas parles o primeira parecer. Nao oentendeu
porem assim o presidente da asscmblca ; e onlinn-
ando a questao que promcllia tornar-sc intermina-
vel, pois que cm sote sessOcs nao se linda podido
rhegar a nni accordo, corlou o presidente da pro-
vincia o n com o adiamanto, cuja medida lem sido
gcralmcntc lomada estando j todos cujoados da tei-
ma escandalosa, c lano que um honrado membro,
apezar de ser adliercnte cxclnsAo, para acabar com
a questao propoz, que se conservassein os que te
quera excluir, mas que lites niio fbssem contados os
tolos. Nao se pode negar que o boincn be esen-
cialmente conciliador, sendo para scnlr que com
tanlo tino legislativo nao seja chamado a brilhar cm
mais vasto tbcalro.
Nao falla quem enlcnda que com lao- rcnliida
questao o que tiveram cm vista os excludores foi
fazer substituir os excluidos que apoiam a actual
administraran por nutras que se esperava lhc lizcs-
sem oppnsiran. Se assim he, o que cu nao posto af-
firmar, obrigados devem estar ao presidente quclhcs
deu tempo para concertaren outro plano, visto que
do primeira Ibes nao surti bom efCeilo. (Uem.)
(Jornal do Commcrcio.)
-------aioiiM
COBBESPOBroBMCIA SO DIARIO BE
PERD AMBUCO.
RIO GRANDE IX) NORTE.
Matal II de m.rco de 1834. '
Temendo a inesperada ebegada do Imperador,
para que me nao venha piIdar descalco como o fez
o Imperatriz na nllima viagem, que se apresenton
aqui dousdias antes.do costnme, vou dar principio
a niin lia larefa queja se vai tornando ardua ; porcm
nao tema que eu desanime, porque felizmente sou
mais pertinaz do que um BrelAo.
Esla deve ser tonga, porque devo nella, com sua
perinissan, agradecer os rapap do cullega rorres-
poudete.da 6era/,retribiiir-lhe cora outros tantos,
e mais se for possivcl. Bem sei que me, dir Vmr.
quequando me.eiicarregot de noliciar-lhe achron-
ca desla provincia nao entrn cm seu calculo as re-
plicas e treplica* do rollega : mas o que quer Vmr.
que o domen sfinm-e me chama a terrciro.e ciernis
quer a furlcori suhsliluir-me por quanlos Ihe ven a
raxola ? fjml>rado estar que o anuo passado o
roen eu leve urna mulliplicarao espantosa, porque
chegou a tres.
Isto porem he o menos, e po'iico me iocommoda,
que tligara que eu sou Pedro ou Paulo, quando cstou
certo de quo eu sou eu mesmo.
Pelcorrcip pastado lhc,escrevipoderia entto tcr-lhc
dito algumacousa acarea do beral,numeres 411 e
415, em que yem asxowespondencias do collega de
* de fevereiro, e qui ja algnem os nha; aias
is tive eu, e os que paraaqui vieram foram ler
s mflos d capital Burundanga, que impossivel foi
por-lhes o olhot, e eolno agora he que pelo S. Sal-
vador me vieran as m5os,dirci alguma censa ao col-
lega. ,
Enretamlo a questao pela carrespoudencia de 12
de fcvereiro,nada lenho a dizer mais acerca do topi-
collegk foi engaado por quem o Infotn
propsito se finge engaado quando diz que no jul-
gamento foram preteridas formulas etsem-iaes, o
que lhe posto aflirmar que nao, porqu pessoa de
criterio, o no lutpeila.m'o afnrmou; ete o collega
etereve de boa fe^i sera ser dominado pelo ceg espiri-
to de partido de que tanto se deixa postuir, nao ou-
tar aflirmar o contrario; bem como nSo me poder
coniestar'que-Mao tuja- so no dia seguinlehequefoi
sollo,quaudo opromolor declarou que nao appcllava.
Lamento cora o collega o pouco criterio que ha as
decisoes do jury, mas nao ignora o collega, que u-
trat eircumstancias tambem valiosas concorrem inui-
(o para ellas, sendo urna das mais importantes o de-
feito da formacAo da culpa confiada quasi sempre
a homens ignorantes, e descuidados, e oulra porque
quasi sempre se levam os jurados pelo longo lempo
que levam ot reos as prises sem serem julgados ;
o jury porem dcsmoralisado como est entre ns,mais
do que todos concorre para a impunidado ; nao
qncira pois o tollega envolver ao juiz de direilo c
promotor na eulpabildade do jury, e nem lao pouco
podo ser-Ibes applicavcl a generalidade de que ma-
lignamente se servio, no tpico em que lamenta que
a auloridade esteja as mBos de homens corruptos,
porque isso seria urna calumnia' revoltanle, e que
jamis, poderia o collega prova-la ainda com o au-
xilio dos seus Bccaiia,l.idiloultf Cbauveau, Orphila,
Roci, e nem ainda com os adulterados testos do di-
reilo romano, cm que tao profundo se moslra.
Deixo em silencio o palanfrorio do collega acer-
ca da poltica de concillaran c reformas do actual
gabinete, porque bem sabe Vmc, que a csse bando
de egostas nada agrada que nao seja sua ele acao
absoluta ao poder, bem como o pedazo da historia
universal com que empanzinon seus Themislocles,
(".alan, Arisldes, c outros Humanos,c tornnrei s no-
ticias do juiz municipal sufqilentc de Goiannnliai
Manocl Andr, sua anliga victima desde a lamenta-
vel poca em que nos flagelou o idolo do collcga, o
celebre Judeu Errante. Pode o collega pintar com
as cores qne quizerao tenentc coronel Manoel An-
d re,e polos torpes motivos que tambera dirca decencia
faz calar, servindo-me das mesmas pala ras do col-
lega, certo de que nao quero apresentar o lente
coronel como um homem modelo, porpm posso aflir-
mar que esse facto do prente do Pragana, que cm
sua correspondencia menciona o collega, era indig-
no do teoente coronel, c que he pura invencao, nao
digo do collega mas do bem conbecido Pragana.
Nao admira o regosijo de que se possuio o collcga
noticiando a nonieacao do Villar para delegado de
Goiamiiiilia,porque todos condecora o collega e Vil-
lar.
Por agora fico aqui, no que lenho a dizer ao col-
lcga, e naminha seguinte emendarei a corda, pois
que ainda nada diste do meu oflicio,e vejo entrar o
vapor, sen que o esperasse boje: estao com urna
vclocidadc elctrica 1
Dos nanofinas nada consta neslcs ltimos dias.
As ledros continuam na villa de Extremes, c l ja
est o Dr. Pimcntcl, que Dos queira que,como dis-
sc o collega,a febre respeile sua sciencia.
No dia 8 do corren lo pelas 11 horas do dia caldo
sobre um menino, no hairro daRibeira um coco que
lhe despedacou o crneo,c do que morreulmmcdia-
tamcnlc. Aquello bairro lie lodo coberto, mesmo
pelo meio da ra, de innmeros coqueiros, c ja
a assembla provincial obrigou aos donos a arrnca-
los, sob pena do urna mulla de 49 rs., mas elle*
proferirn! pagar as mullas, e ficaram os coqueiros.
Conlinua a execucAo do Dr. Amaro, e tendo pedi-
do vista para apresentar embargos nos proprios au-
tos negando a divida, disse-mc o meu especial Ro-
cha, que o juiz de direilo lhe negou vista nos pro-
prios autos, c lhe dera cm auto apartado, pelo -que
aggravou para a i elarao do districlo. Ora negar que
deve quando junto a execucAo estao as ledras por
elle assguadas, he milito !
Tem-sc dcscoberto aqui urna nova foole de rique-
za, que se Vmc. qnizer pode-se aproveitar dola, e
he urna rac;a de bois, que por poneos que Icnham os
donos, ainda mesmo nAo os possuindo, mas todava
faz com que por sua virtude os cojos compren e
vendara quantas cousas quizerem; eu ando em pro-
cura de alguns c se me for possivcl obler, me lem-
brare de Vmc.
Continan as boas nolicias de chuva pelo centro;
aqui poremellas tem sido bomeopatbicas.
Do Rio nada lvemos de novo por esse ultimo
vapor.
A hora esta adiantada, e por islo aqui fico.
Saudec felicidades lhe desejo,etc, etc.
zer ado
Btcada
import
rlbniar
dade.
presc'.ilada pelo nobre depulado
lente, eu nAo pos ir com esle
que o nobre depultdu nos qu
uta aot habitan
a casa da ca
ibuto, e toda a materia
anta ha potsivel na igual-
do interior cm
ristos pela lei,
L. do exagera-
da Etcada nao
PERLUffiUGO.
ASSEMBLA LEGISLATIVA
PROVINCIAL.
Settao' ordinaria ana 32 da mareo de 1854.
Presidencia do Sr. Pedro Caealcanti.
(Couclusflo).
O Sr. Calanho :-*- Vai meta o segrale:
Artigo addilivo:
A presente lei, s ter execnco depois que os
habitantes da Etcada houvrem forneeido um edifi-
cio para as tsteles da respectiva municipalidade e
outro para cadeia.S. R*.A. de Oliceira. *
O Sr. Oliceira:Sr. presidenle, eu nao potso vo-
tar pela emenda, que se acha obre a mesa, porque a
sua adoprao na minba opiniAo importa o mesmo que
tornar os habitantes da Escada de peior condicAo,
do que os dos municipios ulliinameule creados,
que ora quer o nobre depulado j tem appareeido na
casa, quando te tratou de crear at con arcas do Cabo.
Pan d'Alho, etc., tpresentaram-se emendas iguaes,
mas a assembla as rejeitou por motivos mui va-
liosos.
A emenda que se discute, exige que os habitantes',
da Escada facsm sua custa, nAns um edificio para.
as sessoes da cmara, como tambem urna cadeia. E
estao elles por alguma lei obligado isto? nAo de
cerlo; alera de que a despeza com a construcc,ao de
cadeias perlence aos poderes geraes.
O Sr. Augusto de Oliveira:E nos estamos man-
dando construir cadeias lodos os dias'.1...
O Sr. Oliveira :O fado de ter a assembla:
mandado construir pelos cofres provinciaes algumas
cadeias, nAo prova que a despeza nao seja geral, e
como lamben o he a que te faz com o sustento e
coiitlucrao dos presos pobres; a qual ainda pesa sobre*
a provincia em virtude de urna decisAo do governo..
que a nao-considera geral, smenle pela razjo de ser
feita ha muitos anuos, pelas rendas provinciaes. Por
lauto eu nao estou disposto a acompanhar o nobre
depulado no scu peosamento ; ou i a aletiem dizer
que os peticionarios se obrigavam a fazer laes obras,
n3o sei donde conste isso...
O Sr. Pinto de Campos:A casa da cmara, el-
los se obrigam, posso asseverar isso ao nobre de-
pulado.
O Sr. Oliceira :Mas, mesmo assim cu entenda,
que isso uilo devia entrar na lei; esperemos que el-
les a facen. Senhores, no tempo em que as villa*
eram creadas peles reis, nao vinham essas clausulas.
nos respectivos alvars ; por consequencia deixemo-
nosde innovarnos. A questao deve do ser encarada:
da maneira tegninle. Est a povoarao da Escada
as eircumstancias de ser elevada calhegoria de
.villa'? de ta| clevarAo resultar utilidade publica?
reconbecendo a assembla que sim, me parece que
so deve volar pelo projecto, deixando ao patriotismo
dos peticionarios o cumprimento de sua espontanea
promessa.
Senhores, a questao como j diste reduz-se a saber,
se aquclle lugar est no caso de ser elevado a calhe-
goria do villa, se offerece todas as condiees que se
exieem para seinelhante fin, te isto s d dopte-se a
resolncao sem a clausula ta emenda; se laes condi-
ees se nao dao, eolito teja rejciUda.Eis omeu juizo
acerca da materia.
O Sr. Augusto de Oliceira :(No reverten seu
discurso.)
O Sr. Pinto de Campos :Declaro que nilo acei-
to, nem reeonhero a divida em qne o nobre depula-
do, que acaba de senlar-se, supoeachar-me para com
esla assembla.
Nao me ccimprnnielli. seulinr"presidente, se nao a
apresenlar cast as inlmmacoes que o juiz de direi-
lo e a cmara da Victoria deram sobro a idea de ser
a povoarao da Escada elevada calhegoria de villa :
essas iiifurinaroes j foram por mim exhibidas; tem
corrido por raaos de quasi todos ot senhoresideputa-
dos, o por ultimo as deposite) sobre a mesa, e ah se
hao conservado. (Juera as nao liver compulsado e
lido, he porque nao quer; e eu nao tnho culpa de
que se nao eslude a ordem du dia, como he do de-
ver de quem quer fallar com conhecimento de causa
sobre as materias. A nao se fazer isto, e exigir-se
que as commissOes eslejam aqui a satisfazer quanlns
dnvidas e objeccoes apparec,am,he pretender que na-
da se faca,"e que o tempo se consuma intilmente.
Porlanto, sem que teja combatida a utilidade do
projeclo, nao direi urna s palavra; porque islo me
parece irregular. Ninguem deve defender aquillo
qne se nao aecusa.
Quanlo i emenda, que impOe, aos habitantes da
Escada a oIirigacAo de edificaren casas de cmara e
cadeia, nao pode merecer a minba aprovacao. Ou a
medida be til ou nAo: se he til, adople-se sem
candilo nenliuma; porque assim te talitfaz um
oecettldade publica; e te nao lie til, e he mero ob-
jecto iUIuxu. como parece entender o nobre deputa-
do, en'.ao regeite-se; Uilo se crie a villa; ms em
quonro se n3o demonstrar a utilidade do projeclo,
bel de votar conlra ama emenda qua consagra tao
pesado onu popnlaclo da Btcada. ._
u ir. Baptista:St. presidenle, wcomroodado deva ao zelo e boa v<
como ma acbo, nioSencionava entrar nesla discussao,
Eu ton o prlmeiro a reconhecer a impossibilidade
da igualdade absoluta uesta malcra, porque o legis-
lador tilo pode desear a tantas minuciosidades, que
ache ana pedra pbitotophal da igualdade; todava a
igualdad maior potsivel te a que se deve procurar
obter. Mas, quando te trata da avaliar a utilida-
de da elevacBo de un povoada a villa, imporaotteut
habiltnlet qne facam laes-e laes obras, nao ha con-
veniente. Peis j nfio existen tribuios, que tilo ge-
raes ptra salisfazer a ledas estas necessidades? De
que modo ha de ser cabrado esse tributo? Porque
modo ha de ser fela a contribuido? Esta contri-
buic/Bo he loda espontanea, aquello que quizer dar,
d, o que nao quizer ralo d. Isto prova a esponlt-
ncidade, logo nao pode formular-so como urna obri-
gac^o imposta; e tal legislarlo assim feita be urna
maneira de legislar qne eu u3o comprebendo.
Diste o nobre deputado que na provincia do Rio de
Janeiro te legisla por esla forma. Gonfesso que nao
sabia, bei de ver isto; mat quando assim seja, eu di-
rei ao nobre depulado que embora a assembla pro-
vincial do. Rio ile Janeiro legisle assim, o meu voto
aqui ha de ter em opposico a esse modo de fazer
leis, porque mis s devemos seguir o que he bom, e
nao o que he mo; porque o legislador nao legisla co-
mo quer; nao, elle gira n'uma esphera scicnlifica. A
legislarlo he urna sciencia, e orna sciencia com mi-
Ihares tle ramificaces. Elle deve a Hender juslice,
utilidade, equidade e conveniencia publica; e
apezar de que elle v eslabelecer disposices.para se-
rem obrigaloritiB be preciso queso deem essas consi-
derac&es, e que as atienda. Porlanto, no fazer leis
exislem principios reguladores, nao ha ausencia de
rtgras, nem arbitrio completo. Islo he claro. Que
me importa por tanto a mim, que a assembla pro-
vincial do Rio de Janeiro urna ou oulra vez assim le-
gislasse? Nao me importa; tanto msit quanlo eu
reconheco que leis que sao impralicaveis, importan
o mesmo que urna lei de cambio ; porque importam
u dizer o legislador; se queris tal beneficio, ha veis
de fazer laca e taet edificios.
Porlanto, Sr. presidente, o projeclo nao se presla
seno a um examc, e he se por ventura a povoarao
da Escada est no caso, ou as eircumstancias de ter
elevada calhegoria de villa. Eis aqui o nico exa-
mc que temosa fazer. As discussOes neste sentido,
se tornaran clarase precisas ,o que nao succeder se
ellas forera de oulra natureza. Eu pela miirtia ptrle
confesso, que desejava muilo que alguns dos nobre
deputados.que lem conhecimentos deslas localidades,
meeselarecessem afimdeqneo meu voto fosse um
voto consciencioso ; islo quanlo ao projeclo porque,
quanlo a emenda, as refletos que acabo de fazer
moslram dera qae eu lulo posso volar por ella.
O Sr. Mello Reg:Sr. presidente, quaudo n'u-
ma das sesscs pastadas foi adiado este negocio pa-
ra ser discutido quando fossem aprcsenladas na ca-
sa as informantes da cmara da Victoria e'dujniz
tle tlireilo respectivo, parere-mc, que o nobre de-
pulado se conipromcllcu a refutar todas as observa-
rc'tes que se apresenlassem conlra a rreanio de que
trata o projeclo....
O Sr. Pinto de Campos:Isto era no caso de
algum Sr. depulado se oppor ao projeclo, aprovei-
lando-se dessas informantes.
O Sr. Mello llego :Mas o nodre depotado aca-
lla de declarar qne nao se propoe a isso emquanto
nao forera produzidasna casa essas raz&es por algum
depulado, ronttpi,nilo me pacora que sendo aquel-
las duas informarnos contrarias, he dever seu con-
Iraria-las, visto como sao ellas contrarias a creacao
proposla: c'rcio que'elle exige que algum membro
da casa lome a si a respousabilidade do que disse-
ram a cmara municipal e o digno juiz de direilo, I
para entao tornarem-sc as opiuics tlestes dignas de
resposta,. Eu pois que quero ser esclarecido, que
desejo ouvir o pro c o conlra, que nada conhec,o da
localidade de que se traa, pero ao Sr. tachygrapho;
que tome como discurso meu o que passo a ler, que
he a informacao do referido juiz de direilo 1
O Sr. Barros Brrelo: Peto a palaVra para
responder aquello discurso.
1 liras. Srs.
a Devolvendo a Vv. Ss. os papis que enviaram-
me, tendo informar qne nao juico dita pnvoarAo
cm rircumslancias de ser elevada a calhegoria de
villa, pelos motivos que passo a expor.
Cousdi a povoarao, oulr'ora aldeia da Escada
de urnas ccnlo e tantas casas de taina mui baixas, e
mal construidas, habitadas pelos descendentes, era
pequeo numero, dos incljos de lal aldeia e por al-
gumas pessoas pauprrimas, que se Ibes tem aggre-
gado ilini de aproveitarem a fertilissima sesniurta".
que aos mesmos indios fora amigamente concedida,
c cujas melhores Ierras esiao boje oceupadas por en-
genhos nellas levantados.
Nenliuma daquellasrasas pode servir para as
sessoes do jury c da municipalidade, para audien-
cias dos j n i /.es e autoridades policacs, c menos pa-
ra cadeia, pois a mais segura dculrc jallas poderia
ser lacilmenlc arrumbada pelo menos robusto pre-
so. Parece que os individuos que requereram a eleva-
cao da povoarao villa, deveriain anles de ludo
construir expensas, suas, urna casa forte para pri-
sAo, e com as necesarias accommodacoos para as au-
diencias das autoridades, sessoes do jury e da cma-
ra municipal, c para quarlel dos destacamentos, e
nAo tlcveriam representar antes que assim livessem
procedido, sobre a snpposta necessidade de urna
providencia, cuja realisacAo lem de carregar os
cofres provinciaes cum a despeza iiidspensavel para
pi etlificacAo do prctlio, de que trato; tanto ntais
quanlo esle exemplo lera sido dado era outras po-
cas pelos habitantes de algumas povuaces, c talvez
menos opulentos to que os que assignaram a repte-
senlacao a nossa assembla, sendo que s oro taes eir-
cumstancias he que se elevavam as povonroes a ca-
lhegoria de villas. .
' Bem longc de assim praticarem os autores da
representaran, conlentarani-so, segundo euvi dizer,
como designar o numero de engenhos que ha na
freguezia ta Escada, e a distancia, em que alguns
pontos della ficain desta citlade. sem quercreni ver
que as conleslavcis vantageus, que poderiam resul-
tar de ser elevada a povoacao villa, nao compen-
san as despezas que teria a fazenda de fazer cum a
ronslriicrAn do edificio, tle que cima fiz mencao.
e sao alias conlrabalancadas pelas desvanlagcus que
leriain tic pro ir da medida solicitada.
ii Fallar eu cm desvantagens dessa medida, pare-
ce a primeira vista que aprsenlo um paradoxo,
quaiulo he exaelissima a minha assercao, c para que
ella seja bem comprchcnilida he preciso examinar:
l,.o queja boje possuc a freguezia da Escada; ,
o que ella veiu a lucrar com a creacao da villa; e
o, as vanlagens que realmente ven a perder.
k Tem actualmente a freaue/.ia da Escada dous
batalboes da-guarda nacional com Inda a sua oflicia-
lidatlc all existente, e porlanto uenhuma providen-
cia respeito deslc ramo do servico publico tem de
ser aqui procurada, lauto mais quanto o proprio
ciunniniidaiile superior mora na nicsina freguezia.
Tem ella quatrn dislrictos de juizes de paz, cujos es-
crivies servem tic labelliaes de olas, c por conse-
grante nao tem os respectivos moradores necessida-
de de fazerem aqui lavrar as cscripliiras dos con-
tratos, que celebrara, c nem tao pouco de fazerem
appiovar nesla cidade os seus testamentos. E lem
finalmente dous dislrictos do subdelegados, a quem
potlcm recorrer para .as diligencias e beneficios po-
licacs de que carecem.
ii Creado um municipio na freguezia da Escada,
vem a lucrar os respectivos habitantes algumas van-
lagens, que san, le em mais n seu alcance urna col-
lectoria geral e oulra provincial, um delegado, sop-
plcnlcs tic juiz municipal e de orphaos, um foro
civil.... .
Um Sr. Depulado : Esse modo de apreciar as
cousas nao lie proprio de um magistrado...
O Sr. Paula Baptista:Quando os negocios se
elevara a urna alta esphera, he preciso nfio encra-
los lAo baixo....
(Ha torios apartes.)
O Sr. Mello Reg:Pcc,o aos nobres dcpulados
que dcixem-mc ronlinuar o meu discurso:
o .... um foro civil c emfim o Iribunal do jury,
que se lera de reunir na povoarao elevada villa.
ii Esses beneficios sao de bem pouca monta,
etc., etc.
Passo a demonstrar que nao ha essas vantagens
qne se presume; c para nao fatigar a casa passarei
adiantc. ;
n Ao lado dessas vanlagens, urnas pequeas e ou-
tras mu conteslaveis, vm-sc nao poucos inconve-
nientes que tem de seguir-te da creac,ao de una vil-
la na povoasBoda Escada, e que so outras tantas
vanlascns, que vem a perder a freguezia.
le sabido que dentro lodos os pontos do inte-
rior da provincia he dita freguezia um daquellcs em
que reina menos espirito publico, e onde os cida-
daos mais Opulentos menos se oceupara com os ne-
gocios, que nao sao de seu interesse individual. Os
bous filiadnos nao'querera all servir os en i pronos, c
um ou oiilin. que os aceita, ou nao quer, ou nilo
pode, ou nao salie deseinpeuhar os deveres tle seus
cargos.
o As rev sitos tos volantes se fazcm tle uina roa,
iieira irregular ou fora de lempo, a da guarda na-
cional labora mis mesmos dcfciios, o as lisias tos
jurados oh nao sao enviadas ou contm grande nu-
mero de pessnas fallecidas ou mudadas......
tria_
isto nao fos- os pelo Dr.
jui de orphsoa sob pe Mas sendo
os supplenles de que se trata, relacionados com os
mais habitantes de sua freguezia, tendo os mesmos
prejulzos que elle*, e ufo tendo como aquello juiz
de Orphaos o mesmo recelo de rcsponsabiltdade, o
mesmo lemor de perder o emprego e bom nome,
como erapregado publico, e finalmente o mesmo
desejo de preparar urna carreira, alm de ettarem
oceupados com os seus Irabalhos de agricultura, he
oncorr'eram para esses at-
fisto que com Incnlculavel detrimento doa orplifios
nao cidarSo da factura dos inventarios. A#lBdo
isso secretee a grande difliculdade que haveru em
reunir o jury na futura villa pela decidida averso,
3ue temos habitantes da referida freguezia a seme-
uinte servido.
- Para nao fatigar a altent;ao da casa, lcrei final-
mente o seguinte 1
a Ainda occorre-mc dizer que na povoacao- como
actualmente est, nao 'ha casas para aposenladoria
do juiz e para morada dos jurados emquanto durar
a sessao, nao llavera esperance de que venha a aog-
menlar-se um lugar, como essa povoacao, mal col-
locado e com to limitado commercio.
Ora, me parece, Sr. presidenle, que sem que se-
jam destruidas todas as objeccOes qne arabam de
ser ouvitlas pela casa, ninguem dir que devo pres-
tar o meu voto ao projecto qne se discute; antes pe-
lo contrario devo volar contra elle emqnanlo nao
me forem bem demonstradas lodas as vantagens
dessa creaeSo que tem contra si tantos argumentos.
O Sr. Barros Brrelo : Sr. presidenle, se bem
qoe eu nao tivesse rontrahido a divida de defleuder o
projecto, do qual /alloo omeu nobre collcga autor da
emenda, todava como fosse eu um dos membros da
ex-commitso de eslalittica do auno passado, que
formuluu o projeclo que se discule. estou disposlo a
dar todas as nformac,os que me forem pedidas. E
porque o nico honrado membro que levanlou-se pa-
ra fallar acerca da materia, foi o honrado collega
que acaba de sentar-se. que tambem fui o nico qoe
aprescnlou algumas razoes conlra o projeclo, fnn-
dando-te para refnla-Io na argumentado do juiz de
direilo da Victorit, vou dar as explica^Oes qne o hon-
rado depulado quer.
Em o anno passado, Sr. presidente, foi aprsenla-
do commissao de eslalislica um requerimenlo dos
moradores e proprielarios da freguezia da Escada, pe-
dindo a esta assembla, que fosse aquella povoaejio
elevada calhegoria de villa e a freguezia munici-
pio. A commissao lomando em consideraran o reque-
rimenlo, veio a conliecer, primeramente que a fre-
guezia da Escada qualificava um numero tle volan-
tes que corresponda ao que he exisido por le para
ler um jury ; em segundo lugar, que era uan fre-
guezia que conlava 108 engenhos mociles, e mais
10 emconslracc,ao,vjndo por consequencia a freguezia
da Escada,a ler boje 118engenhoseonsideioumaisque
a freguezia da Escada se bem que per lenca comarca
de S. Anulo,nem um laca de inleresses a liga aquella
comarca, por que os productos da industria da Esca-
da nada tem com a comarca de Santo Anlo ; vem
todos procurar o mercado do Becife. Contiderou
ainda qne os caminhos .qae ligan aquella freguezia
cidade da Victoria sao os peiores que se poden ima-
ginar, e so quem por all udoii pude fazer urna jas-
la ideado que tejam taes caminhos.
Ora, pareceu a'commissao que em laes eircums-
tancias torcer ot habitantes da Escada a viverem de-
pendentes da Victoria, era forra-los com efieilo injus
lamente.
Em visla deslas razOet, Sr. presidente, a commis-
sao formnlou o projecto que so acha sobre a mesa, o
qual entrando cm discussao no anuo passado, foi
adiado requerimenlo de alguns de meus honrados
collegas da assembla de entao para o fim de ser o
projecto remellido a cmara municipal da cidade da
Victoria para informar sobre elle. Seudo elle effc-
vaawnle adiarte voltou esle anno acompaiihado das
tuformaces daquella cmara e do Sr. juiz de direilo
da comarca de ri. AolAo.
Peco agora liccnca casa para lr um por um lo-
dos os argumentos cm que se fundou a cmara da Vic-
toria para refular a utilidade do projeclo : bem como
anformao,ae dada pelo Sr. juiz de direilo; da mesma
comarca. Os argumentos da cardara conlra a creacao
da villa foram ot seguintes: .te.)
e A povoac,ao da Escada nao pode ser villa porser
situada n'um alio ao lado do rio 1 pojuca ;
O numero de casas lem crescido, depois que os
Escadenses concedern o seu projecto de villa ;
o Os caminhos sao iulrausilaveis para a povoacao,
e por enlrc ladeiras edeias de ingremidades ;
Nos dias de fcira os raaludos do a sua farinha
por urna ligella d'agua;
' o Filialmente a elevacAo da Escada villa importa
a decadencia da cidade da Victoria..o
lenlados, eu creieqot maior culpa deve recahir so-
bra as autoridades a quem incumbe a punirn desses
criminosos.
Ha luda esle oulru argumenlo do Sr. juiz de di-
auno, se a rcilo em desabono dos Escadr
Irangidot pelo ji --.
desequatlro, nunca daran b,
islo he ainda rna i ;. <.;.-
nicipio ; be msis una '^b^b^b^b^b^bI
frsenla de juiz m<
rao seos inventare*
rao compellidnt mais
qua as distancias
guinlomente serq I
Os habitantes da
tem inventivel a versas'
nos s comparecern!
cada, entretanto qua da
e laulos. >
Einaqui quanlo a mim o maior al
vor da creacao da villa. Se o
contestado que a freguezia tic
Untes exigidos pela lei para constit______.
mat elle o qae ola he a falla da coJ^^B
he, nota que ot habitantes
coustrangldos por mullas fortiwil
rs. corno elle confessa, etlet ai
essas maltas do que fazcm o traja
Victoria. Prova mai ildnr
hlico que ola o Sr. juiz de direile,
resultado d'etsa grande distal^^^H
do grende incommodo que isMrem es :
Etcada nesse trajelo, o que faz coi^^H
vem de exereer essas funecoes. -
Todos estes argumento, era summa, sao a
creacAo de villa.
Nao ha na povoarao casa digna para
doria do juiz.
Eu creio que em bem poneos lugares t
digna para aposenladoria do juiz de dii
ha provincias quaa nao tem para sel
so o fBeto de nao existir um palacio he
ra qbe senSo crie urna provincia, enl
Pernambueoba bem pouco" lera)
provincia ; porque danles nao l]
residenciado seu presidenle.
te Nao ha esperanca de vir 4 crescef
voacSo' por ser mal collocada.
Este argumento est destruido
na povoacao urna feira tal qae ot
da, pao procuran a da Victoria para
mo para compraren o que vio all <
Irasfrcgtieziasjconiosejam os de M
boalae S. Lourenco. S vio porlanto
curar as autoridades para inventarios- a;
teres do fdro.
A fazenda ter* de ser onerada com;
de cadeia e casa de jury.
Eu creio, Sr. presidenle, que ^sle
Jespondido e muilo bem peta honrado
laptisla) anda que eu discorde dalle i
enlendo que nao seria muilo oneroto sol
da Escada fazerem a casa de cmara.
Agora, Srs., be que se revela luda a inj'
Sr. juiz de direilo para com os babilanles
que elle diz : lodos estes resultados sao
curia e delerxo dos habitante da Escada.
Eu creio qae o Sr. juiz tle direilo, sen
urna pessoa lo recta, to imparcial, t
ser uro juiz de direilo....
O Sr. Souza Carcalho : E
uhecem que be o Sr. Pirelli.
O Sr. Barros Barreta: Nl
estigma destes sobre urna populari
' Um Sr. Depulado : Moslra odl
.O Sr. Barros Brrelo: Eu nao
Ora,senhures,o simples enunciado das razoes conli- aqciTrrcguezia. Eu vou dizer n
vos de despeilo entre a povoacao da Escadae
de direilo de S. Anlo.
O Sr. Souza Carcalho:O carcter d
esl cima de scuielhanles acensarles.
O Sr. Barj0 Brrelo : Pois com
vras fica rfiuitn ^baixo. Sr. presidente, ei
faco cargo tle def ler os habitantes da'
sas injurias que 1 sAo cuspidas em rosto;
3ueo faclp de sen lante injuria lhes ter ti
a pelo Sr. juiz de i i rcilo he a iftW^iistifi
nao precisara de defeza. -..
O Sr. Pinto de Campos:Eu ,m\
desta defeza, embora elles nAo precisen
O Sr. Souza Carcalho: Esse di
Irado tambem nao precisa de defeza.
O Sr. Barros Brrelo : Sr.
poiulida assim a argumenlacao da
da Victoria e do Sr. juiz de'di
lao. eu farci ainda urna observa
proposcao do honrado membro
Oliveira autor da emeuda que
discussao. O honrado membro
emenda disse, que a provincia nao
regar-se tle mais despeza alguma com
da Escada^alm daquella queja pza sol,
pblicos, st he, da estrada que se e
I
I
tt Emfim las i a na guartla nacional da Escada ta-
in.inba dosonjarasaro, que j lem aconlecido, se-
gundo meaflirmam, iitantlariisobi-editorommaiiilaii-
le tuperior conduzic ttflicios tic urgencia por guar-
das ilaqui, por nao arhar-se all um s guarda de
que para lal Uui se houvesse tle lanrar mAo.
Por outra parle grande he o numero de crimes,
que se commeltem na freguezia da Escada, e enlre-
lantn annos lu em que nao se forma all culpa a um
s individuo, seudo aqui instaurados os devides pro-
cessos contra os autores desses crimes, ou pelo de-
legado ou pelo juiz municipal, apezar de baver na-
quella freguezia dous subdelegados, como fica dito.
He pois certo que todos esses mos resaltados
silo devioos a incuria e deleixo dos habitantes da
Escada, qu segundo consla-me, tem sempre sido o
que sAo boje, c qae nAo dao de certamenle mudar
tle ndole, sysleroa ou habito s pelo facto de crear-
se ama villa em sua desprezada povoclio, onde. os
principacs moradores da freguezia nao lem urna
casa, e onde ainda ha bem pouco tempo a propria
matriz eslava escorada, ..prestes a desabar, sendo
aue seessas ruinas foram reparadas, talvez isso se
lo actual gario, .
..... .
das nesla informacao, prova bem que nao pode baver
cousa mais injusta do que se obrigar os habitantes
da Escada a dependerem da cidade da Victoria I Pois
porque a desmembraban Irar a ruina da Victoria,era
segundo lugar porque a povoacao be collocada n'um
alto ao pedo no etc., nao deve a Escada ser villa 1
He a primeira vez que oaco dizer, que o'motivo de
ser um puvoado collucadu n'um alto ao p d'um rio,
seja um inconveniente que se oppo ao seu desenvol-
vimenlo. E demais como se pode coadunar as duas
'ideas de ser o povoado ao lado do Ipojuca, um dos
melhores rios da provincia, e baver essa falta d'a-
gua, a ponto de se dar urna carga de farinha por ama
ligella d'aguavr
O Sr. Mello Reg : Urna carga, nao.
O Sr. Barros Brrelo leudo.... os matulos (col-
lados!) dao a sua farinha por urna ligella d'agua
Bem, nao diz cxpressamenle carga, mas diz a sua
farinha o que traza idea de ser toda ella.'
Quanto a ella dizer que at catas lm crescidg de-
pois que os Escadenses Icrubraram-se de pedir a crea-
Cao da villa, islo depoe muilo a favor da creacao del-
"la, e da riqueza dos babilanles d'aquetla freguezia;
e nao sei como nestas eircumstancias se queira com-
pellir aquelles homens a viver dependentes da
Victoria ; pois se a freguezia he tao rica a poni de
s com a concessao da idea de creacao d'uraa villa se
improvisar um povoado, paraqueobstar a essa crea-
cao ?
O lerceiro argumento he, que os caminhos da po-
voacao sao inlransilaveis por serem entre ladeiras
cheias de ingremidades: mas islo prova que ellas
em vez de aodarem 4 leguas para a povoacao devem
andar 8 ou 10 para a Victoria lie o que parece que-
rer aquella cmara.
Eis, senhores, resposta aos argumentos da cmara
municipal da Victoria, e creio que a casa nao pre-
cisa que eu aprsente, outras razes 'para mostrar a
sem-razo com que se quer constranger aqulla po-
voacao a viver na dependencia em que vive.
Pastemos agora s informacOcs do Sr. juiz de di-
reilo : sinto que eu leuda de viriaqui refutar a ar-
gumenlacao do Sr. Pirelli : juiz de urna grande no-
meada como elle he, magistrado muil honrado, mui-
lo inleUigenle e geralmenle considerado, de-me de
ler de mostrar a iiijusiica com que elle proceden pa-
ra com os habitantes da Escada. Diz o Sr. juiz de di-
reilo o seguale:
a A povoacao he pauprrima e habitada por gente
que se lem aproveitado da sesmaria dos ludios, na
qual existem hoje muitos engeiihos;
As qualiGrarm's de volantes, guardas nacionaes
e jury sao irregulai inente feilaa, porque as pessoas
habilitadas nao se inleressam por aquillo que nAo he
de scu interesse individual, e os menos habilitados
ou nao querem, ou nao sabem desempenbar laes
commissOes;
ii lia all completa falla tle e/pirito publico ;
A guarda nacional esl complelameulsjnorga-
nisada ; ,.-,;,, -i^^"i"-^^-^^
a Omjfir8Wmssendo grande na freguezia
da Escada, entretanto ha anuo em que nao se forma
culpa a nenhum individuo:
a Os habitanles da Escada nunca daara bens
inventario s nao fossem coustraugido's pelo juiz de
orphaos, sob pena de sequeslro;
te Os babilanles da Escada lm invencivel aversao
aojury, pois que dorante 10 anuos s comparecern)
na cidade da Victoria 83 jurados da Escada, entre-
tanto que da Victoria comparecern! 750e lanos ;
ii Nao ha na Escada casa digna para aposenladoria
do juiz;
Nao ha esperanca de vir a crescer aquella po-
voacao por ser mal collocada e de limitado commer-
cio ;
a A fazenda lera de ser onerada com a edilicacAo
de cadeia e casa de cmara;
ii Estes mos resultados sao filhos ta incuria c de-
leixo dos babilanles da Escada.
Taes sao as razoes porque entende o Sr. juiz de di-
reilo da Victoria que' a Escada nao deve ser elevada
villa. Annalisemos o primeira argumento a po-
voacao he pauprrimo,habitada por gente que so lem
aproveitado da sesmaria dos indios, na qual existem
hoje mullos engenhos.
Sr. presidente, se com efTeilo lem-se dado este fac-
i, isto he ; rta sesmaria tos indios ler sido oceupa-
da por particulares, eu creio que a culpa recabe so-
bre as autoridades enearregadas de vetar na mann-
lenrao d'aquella propriedade dos indios; mas nao
posso conceder que isloseja um argumenlo para quo
se deixede crear urna villa ; pelo contrario feita es-
sa creacu, terAo os indios mais perlo as autoridades
qua, devem inspeccionar suas Ierras e vedar que se
nao dm essas usnrparesf porque me parece, que
apossar-se do que he alheio, e urna usurparn que
deve ser punida.- Porlalto nao he' esle o argumento
que serve para contrariar a creacao da villa.
Vejamos o segundo : aa^is qoalificaeOes dos volan-
tes da guarda nacional e jury sAo irregulartnente
feilas, porque as pessoas habilitadas niu se inleres-'
sam senao por aquillo que lhe he individual, o os
menos habilitados ou nao querem ou nAo sabem des-
empenbar laes commissOes.
Isto o que prova ? prova que ha completo deleixo
da parte das autoridades enearregadas de zelarem laes
qnalifieaces, prova nSo invensivel avertSo ao jurv,
como diz o nobre joiz de direlto, prova sim que os
habitantes da Escada necessitam de um foro, por as-
sim dizer, de luz qu ensine-lhes a cUmprir os seus
deveres de cidadao, e creio que a "creacaoda villa
ueste caso, he um verdadeiro foco de luz que se le-
var para dissipar as trevas em que viven aquelles
habitantes. Os argumentos (de completa falla de es-
pirito publico e desorgsnisacao da guarda nacional);
eslo respondidos do, mesmo modo que o prece-
dente.
Diz arada o Sr. joiz tle direilo: He grande o ira
mes mrquolla freguezia, entretanto ha ani
no em que nao se'furma culpa a nenhum individuo-
de que ella muilo se, ha de admirar, qm
guite, a estrada de que falla o nobre deputa1
modeum grande onus para a provin
distante da freguezia da Escada duas p;
guas; ha apenas naqclla. estrada, 3 laos
eludios, 1 em runclusaoe 3 em ndame;
grande despeza quo se lem feilo com a Escada
essa freguezia que tem hoje lailenger-
seguramentc a primeira na producrao do assu
mais rica, a que mais concorre p'ai
proviucia.
Sr. presidenle a casa esl bastante faligal 7
ra muito adiantada e cu creio qoe nao pred
morar-mc mais tempo em defender o projet
se acha cm discussao.
O Sr. Augusto de Oiaeira reS^^HH
a sua emenda ofTcrecendo em seu bu
Emeuda substitutiva emenda apreseuiada
A prsenle lei s ter execueso, depois |
habitantes da Escada houvrem foi
dejos edificios, que o presidente da. pro*
com proporefics necessarias para as sei
mar municipal c cadeia.S. R.A. de
O Sr. Pinto ds Campos: Pouco
mais sobre a materia, visla da maneira
precisa, por que o meu nobre collcga,
commissao na sessao pastada, acaba de
projecto : entretanto, Sr. preside fsm
algnmas observares ainda, noemper
mais salientes certas prevas que basearam o i
do mesmo Ilustre deputado a quem me refin
Vollarei, pois, s taet informac^^^H
do juiz de direilo da Vicleria, comeca1
tranhar que alguns senhores depu
desejo moslram de ver esses informal
rain ellas apresentadas, salliram da
attencAn lhes prestaran ; o que
sejo nao era sincero, que. havia
laceo...
O .Sr. Mello fegm A palavra e
nao me parece parlamentar.
O Sr. Piulo de Campos Nao entra
neste exame; o facto exisle: mas, et^^^H
re tlestruindo os fundamentos dasj^^H
cues.
Diz a cmara municipal que actuli
cao da Estada nao poeser elevada "
he edificada na eminencia de um ii__
do rio Ipojuca ;. de modo, Sr. prest
deduz desle periodo que a cmara ni
C.i de que no decurso dos lempos i
valles eos valles sero nionles, milagro quef
tler operar na rinda do Anli-Chrisl
quanlo, senhores, dizer que aclaalrocnle
nao pode ser villa, pelo motivo indicado]
nlieccr a pos^TbIlsde desse motivo ser
o que me parece um absurdo.
Diz mais a cmara da Victoria, que a]
de eslalislica proceden nesle caso por
macees, dadas por pessoas interessadas
da villa, ele. Ora, senhores, admira qi
res,camaristas da Victoria, com alguns i
nbo arazade, nao se recorrlassem de qi
acho asignado no projeclo, resid n
um anno', e que naturalmente devo.
cer praticamente aquello territorio,' e
sesuinle nao rae poderia levar por falsa
coes de ninguem : por tanlo, este al
lustre camara_nAo deve prevalecer,
da he o que ella aprsenla mais
que a pov6acAo da Escada era ha
cliarnca, e que s se comecaram
predios, depois que os seus habita
a idea de'promover a creacao de vi
gar. Mas, perguntarci eu, que ni
que essas casas fossem edificadas as J
ga, ou uestes ollimos lempos ? O que
rio saber li, se essas casas exislem, s
cuix. s saber quando e porque nwifve
truii
Disst finalmente a cmara, que os camiu!
vAo ler potWao sJo impraticavii
Confesso, Sr., presidenle, qoe e*
sAo bonv mas tambem asseveroq___
Ibores do que os caminhos da Esc.
ra ; e he mai|g mais commodo an<
de mo camiubo, do que tlez
estradas (opoiacfo). Esta raxo. allega
ra, he nm argumenlo mui forte em f|
cto, pelos motivos que acabo de exponj
senhores, todos- esses iuconyenientes^
lissein, desappareceriam com i
bidn que tanto a estrada de ferro, <
Irada bao de pastar pela povoacao c
toma mui importante csse poi
um futuro que nao est mui di
Passarei agora, s informaees.
acerca do mesmo objeclo. |lis>e
povoacao da Escada contm1'urnas
casas, e estas incapazet para cousa algn
siuta V. Ex., Sr. presidente, -quecou
le assercao, pur nimiamente inex.
anda ha pouco tempo eslivcnaq
admirei o progresso espantoso 11
roo O numero di
la a gualrocentas, entr
bellas e mui capa71
de direilo. A edil
fan, devendo ain
cada urna fe:
de primeira
lodas as par
detabbado.
que afflnia para
da teit e um
necessidades daqu<
J."A
menlea argjraentaco do nubre juiz. Se a popula- violenta "a injuila. Exislem
co da Eki he culpada por neniados, e fat-sacar-' dadios mui respeiUveis por s


1
\
\
3
I
uniera publica, deque bao dado innmeras provas :
Como pois, lolerar-se que os briosos Escadenses se-
jam tao mal apreciados pelo Sr. juix de direiio ?
NSo couliece elle os individuos, que te acliam asig-
nados iiesla representacao, que ora lenho as maos ?
Pois cu enlendo, Sr. presidente, que nesla mesma
representaran ha muitos proprietsrtos, mile qnem o
Sr. juix de direiio di Vieioria devia corar de respei-
lu, assim como lles o (em respe i lado, e nao pila-
los como o povo de Sibarita, que vivem na io>
dolencia ea es I, he mui-
lo injuslo ; e contra laes aggressOes protesto com to-
da forja da convicio. O Sr. juli de direiio de-
L do que isa Escada foi onde nrgani-
i de^paisanos, que -marchou
aer as nslitoieoej do
imeacadas pela ultima rebelliao ; e
quant ,-nles marcharam da Victoria 1
or agora esperando que seja ain-
irojecto,, porque enlao queiraarei
o:Sr. presidente, ped a palavra
I algumas consideracoes em favor do
contra a emenda. Um dos nobres depu-
so oppfle a creacSo da Escada em villa
Erf"f?r*f.qoerefpeiloderam a
>dade da Yicloria, e o juii de direiio da
Saote-Ant,; e. com quanto em su, "
o procurasse provar que aquella freguezia
caso de ser elevada. munteip,o?.d,
vemos, que sempre que se trato de
Mcipio, a um empregado, parte do seu
*e do seu rendimento, ellei, se silo ou-
. que nao convm. Se' consullassei, o,
adejusl.ee, cojos oftlciosora se projecta
J que responderan!, que tal divisan era
; e. pois, nao admira que a cmara da
ssesse que nao convinha dividirle o mu-
nicipio, portuie com laldiviso ella vem a perder.
res. quando a assembla geral Ir.ilava de ele-
aegoria de provincia a comarca do Alto
Wte-me que os Paraenses se inostraram
e al representaram contra o projeclo :
Mu* a ncmhlr> olinn,l.. ;__t --._ r '
0I1RIQ OE PERNAMBUCO, SEGUNDA FEIRA 27 DE MARCO OE 1854.


Par. sv
>nobre depotado, cuja emenda se aclia em
, que os moradores da Escada sejam obriga-
era sua cusa edilicios para casa de cmara
Mi, aenbores, eu nao ado islo convenicn-
0 mesmo um pouco duro: se, como j disse.
Bim m tivese pralicado as occasies, emque ou-
uupiosse leui creado, entao j havia o prece-
devu ser seguido ; mu nao vejo que isso se
no, e portanto enlendo, que a emenda deve
calur. "
hamos, porm, que passa o projeclo com a
e que, por circunstancias (cara os sgnala-
rnpresentaco impossibilitados de salisfazer a
5 se dirigem. assembla, fazendo-lhe ver
Judo que se execute a lei sem a condujo : o
assembla ? He provavel que os atienda.
T melhor adoptar o projeclo tal, qual se
ido, para que naovenhaa rcalisar-sea hv-
que figuro? Creio que sim.
lores, para que impormos esta condicao, se
w que a assembla geral. quandolrala de crear
-a pedido de seus iiabilantes, como por
i Amazonas, nao impOe condicao algu-
tanto nao lem sido_e8sa creacao tao onc-
cofreg pblicos? Tos lodos nao tendes
ihlorius doSr. Penna. declaraudo qual a re-
leje tem o Amazonas ? nao vedes a quanto
ra do que se despende com asreparti^Oes
muiros estabelecimenlos ? E, eniao, para
s .le proceder de modo diverso? enlendo
> lia razao para isso. .
.nobre depulado em oulra emenda, agora
i, na idea de serem os habitantes da Es-
ads a fornecer i sua cusa dous edificios,
ligados com osarranjos necessaros para
tmara o cadeia : mas, senhores. a cmara do
jue existe hj 'is de liojuinos, posauejn
f> sen, em qi. ebre as suas sessoes '.' nao
edio part ...Ni Vsosabeis : e como
exigir que um municipio novo tenha neces-
;nle cerliKJedificius proprios ?
te, na informado do joiz de direiio
|, ,que me parece um pouco ofiensivo
i da rreguezia da Escada, principalmen-
rios do requerimenlo qu esla t
I Ulvez a creafao da villa seja...
Nao he assim.
i:Dando a entender que algnns
tinham muilo em vista a crearan das
irias : creio, que sem ser preciso empaegar a
ica, se pode concluir islo das palavras do
| Diste tambem esle magislrajo, que
tivos, porque julga, que senao deve crear
nao haver na Escaila um casa itrenle
sidencia do juizo: mas, senhores, isso he
nao entra cm linlia de conta : a provincia
loje lio adianlada nos nielhoramenlos ma-
la, nao tem um palacio decente para a re-
'" presidente ; o edificio que lem este nome
Sr. Pies da Mnlta, quaudo para elle
irou eslopefacto.
llamos vendo islo, nao s naquella' pro-
algumas oulras, como quer o juix de
ao croe villa na Escada, por nao lia-
ver a asa decente para residencia do juiz ?
_, 1 lamliem das sesmarias dos ludios, que lem
as por alguns proprielanos da Escada. Se-
ucos annos dirigir.im-se varios Indios ;i
queixando-se de eslarem privados de
respectivos foros ; o governo, depois
venientes informaees, pruvidenciou
como cabla cmsuasatlribuires, mandan-
u Ihesouraria da fazenda a importancia
i entao arrecadada, e que assim se con-
iticar at deciso du governn imperial:
wncia, se alguns proprielarios estflo na
perlencenles. aos Indios, ao juiz de
ira, logo yus leve conhecimento do fado,
teder contra os usurpadores nos termos
daU".
SU piro aqui, naoqnajD continuar, pnr-
a que n discussa se lordRim pouco odiosa,
esma pecha, que soflri quando se dis-
te para a vinda das irmaas da earjdade,
la argumentos de enmparacao. Voto
ida, porque a acho muilo onerosa, e a
co, porque etlnu persuadido de que a
da Escada lem as condices legaes para ser
elevada calhegoria de villa.
ir:Sr. presidente, j (enri dado a
vida ja v esta assemhja que nao pre-
t na disenssao da materia do projeclo ; e,
oi e anda he minlia inlcn^ao votar sini-
porcm tem apparecido. da parle de al-
is membros, una tal insistencia desabo-
igno juiz ile direiio da comarca de S.
occasiao da informarlo dada por esse ma-
eamara da ciddc da Victoria sobre a des-
la do projeclo que se discute, quesou for-
iir alguns momentos desla casa para ar-
uelle juiz de direiio as aeciisares o incre-
e Uie lem lancado, julgando-mc com di-
ir a voz (com forca) em favor de um cf-
or lanos motivos be credor da considera
poMa/apoiaoi.;
iceir :Eu n3o os neguei.
r:( Com vehemencia ), Sr. presi-
idoapalavra, uo tiveoulrofim niaisdo
contra essas proposicoesaqu emiltidas
Sr. Dr. Anselmo Francisco l'iretti, e asse-
s depulailos que o leem asredido.
mmamenle injustos nessa aggresiao, pois
consignadas na informado nao Ibes he
zo, tirar motivos para procederem por
!lian_t Iheor.
examinei estes documenlos, porque, con-
1 diste, nio pretenda lomar parle na discus-
agora lanzando os ollios, por acaso sobre um
chos dessa resposla, da qual os nobres depu-
n servido para fazer acres censuras, ou ac-
Sr. Dr. Piretli, vejo que os honrad'os
to excessivamenle severos c injustos. O
Bpalailo que serve inlerinamenle de I" sccre-
l formalmente o Sr. Dr. Piretli de haver
m stigmx sobre a populado grada da fre-
guezia da Escada...
O Sr. Oliveira :Eu nao aecusei.
guiar:Sr. presidente, o Sr. Dr. Piretli,
.enumera as vanlagens que resullariam po-
Escada, da sua eleva.-ao a villa, diz o se-
-creado um municipio na freauexia da Esca-
ka lucrar os respectivos habitantes algumas
is, qiiB so, terem mais ao seu alcance urna
aerle oulra provincial, um delegado,
sjuiz municipal e de orpliSos, um foro
mfim o tribunal do jury, que se ter de
reunir na povoacao elevada a villa.
mbre depulnilo conclaio que o Sr. Dr. Piretli prclendia insinuar que os auto-
res da represeotacao e signatarios dclla queriam a
lo poveaqo da Escada .1 calhegura de villa,
>ela conveniencia deercm i sua dispotica
rolledorias. deleKarias,.iNc. Senhores, nao ha tal": e
1 ler o quedisse o Sr. Dr. Piretli, e enlflo a
ver.vjual a maneira porque aquelle si-nhor
e qual o ppnsamento que o iliriRio. O Sr.
i, depois de ler feilo um syslnma para ron-
prdae contras de urna somolhanle crearan;
ie no caso de ser creado um municipio na fre-
anla da Escada, aquelles povos gozarao do benefi-
cio de ler colteclorias, subdelegacias, &c, c. mais
perlo: e em seguida etlabelece os inconvenientes
depois couipara-los. Pois qiiem assim proceile,
ondo razoavel comparaco entre as ranta-
anlagensde semelhanlccrcaeSo, pretende
eom isto diter que etles solicilam essa mesina
intente eom n fim de tercm colteclorias Y
EsLii-:-.-)..,,: nao [apoiadot.
'lireiru : O que en riitse, pode dedn-
:amenle das palavras do Sr. juiz de di-
rr:S se essa lgica fr adubada coro
1 vonlade.
continuarei a oceupar a casa
iro mais do qte proles-
1 rewao, que me parecen lo pouco
hi rievemos esque-
'ce um finic-
"ial, pelotea
ua ins-
melbor juizu
. Piretli. se
Criadas, se podia
ninosprezar as
Ijus ilfribuem tal.
pija, violeotiaque (axem ssuas x,.
mn-
mulheres
COMARCA DE S. Al^TAO.
Viciarla 13 marro ie 18ii.
Algumas semanas ha, qe nlto 11 dou notician
dsta comarca, mas nem per istp pense que voo ac-
cusar-me esla quaresjna aoxonfesso'i; do semo nec-
eado mortal ; os trnbalho,- de que lenho sido en-
carregado, me (em privado do prazerkque tenho
quando aparo apenuapara lhe escrcver.\
pressoes, enlendo que cumpro nm dever, (ornando a
nereza de-um cidadao respellavel que nao pode por
fazer neste lugar (Jpoiatlot).
Julgada a materia sufiicienlemenle disentida, he o
projeclo subroelliilo a volaro e approvado. sendo
regeitada a emenda do Sr. A. de Oliveira.
Olieeira reqoc dispensa de inlcrtlicio, pa-
ra ser dado para ordem do dia de amanliaa o projec-
lo, que anlorisa.o goveruo a jubilar o professor de
pr dePo-d'Alho.
A assembla nSo annue ao pedido do Sr. depulado.
Tendo dudo a hora
O Sr. Prndente designa a ordem do da e levao-
(aa sessao.
Sesia' ordinaria m 23 de tuaroo da 1854
PreHdeneia do Sr. Carneiro da Cunha.
Aomeodia feila a chamada, verilica-se eslarem
presentes 2o Srs. deputados.
O Sr. Prndente abre a sessao.
O'Sr. 2.0 Secretario lasela da aessao'antece-
dente que he approvada.
O Sr. I." Secretario menciona o seguinls
, EXPEDIENTE.
Um oftlcio do secretario da provincia, dcvolven-
do o requenmento de Fr. I.uiz da Encarnacao Mo-
reira, ao qual acompanba por copia a informacao
que dera a respeilo o Exm. bispo diocesano. A"
commissao de ordenados.
Um requerimenlo do promot or publico da co-
marca do Cabo, pedinrio que na lei do ornamento
municipal se marque quola para ser indemnisado da
quantia de 915200 rs. importancia de cusas venci-
das. A commissao de orcameuto municipal.
Oulro de Ignacio Tolenlino de Figooiredo Lima,
escrivflo interino do jury da 'comarca do Cabo, pe-
dindo qne se lhe marque quola para pagamento de
2339143 rs. de cusas vencidas. A' mesma cummis-
sao.
Oulro de Florencio Tertuliano do Reg.Costa,
peilindo que se comprehenda no numero das exce-
ptes da lei n. 323 do 28 de maio de 1853, as casas
de vender farinha de mandioca a relalho, eslabele-
cidas nos mercados pblicos, A' commissao de or-
ramenlo municipal.
Ha lido e approvado um parecer da commissao de
instruccao publica sobre o requerimenlo de urna
professora publica, adiado por haver pedido a pa-
lavra na sessao de 17 do correte, oSr. Figueira de
Mello.
ORDEM DO DIA. -
2." discussao do projeclo 11. 3 desle anno. que crea
urna cadeira de primeira lettras na povoacao de Ti-
gipi.
Vo i mesa e sao apiadas as segoinles emendas:
Em lugar de Tigipiodiga-sePeres Pae Br-
relo.
Fica igualmente creada urna cadeira de primoiras
lellras para o sexo masculino na povoacao de Qui-
papa. Epaminondas.
O Sr. Paes Brrelo : Jaleo conveniente dever
dizer duas palavras, justificando a emenda que man-
dei a mesa. O projeclo manda crear urna cadeira de
primejras leltras na povoacao do Tigipi ; a princi-
pio pense que a povoacao.de Tigipio era a que re-
cava no centro, depois pessoa do lugar informou-me
que Peres he que est no centro, de um lado o Bar-
ro e do oulro Tigipi. Acho, pois. que he melhor
ter a cadeira no Peres, por ser o lugar mais central,
e por isso msis commodo. ,
O Sr. Epaminondas : Sr. presidente, ped a
palavra para tambem dar algumas cxplicac,es a res-
peilo da emenda que mandei ao projeclo, creando
urna cadeira na povoacao de Quipap. Creio que a
casa lem adoptado como principio para a crearlo de
cadeiras, os dous seguiutes fundamentos : a suffi-
ciente popularan, e a distancia em que se acliam
as.diversas localidades dos outros lugares, onde ja
exislem cadeiras. 'Ntlas circunstancias se aclia a
povoacao de Quipap : he urna das mais populosas
da provincia, e se acha bastante distante dos oulros
lugares, onde exislem cadeiras de primeiras leltras ;
por eslas duas razes parece-me que a emenda esl
no caso de ser approvarih.
Nao poderei_ provar so a povoacao tem bastante
populado senao por meio d* informaees, vistd que
nos nao temos ducumenlos, 011 daifos estatislicos a
esle respeilo; pejo porconsequencia licenca para
ler urna carta de pessoa do lugar, cajo lestmunho
dever ser rncebido: he urna carta do Sr. Francisco
Alvcs Cwlcan, bem condecido pelos nobres depu-
e diz isto : (|). Por consequencia me pa-
rece queum lugar onde se podem adiar 50 a luirnos
esl no caso de ter urna cadeira. JJ.1o posso recor-
rer a oulras provas que nao sejam inl'ormacoes: es-
ta he de pessoa decriierio e sizuda, e por isso creio
que a cmara a aceitar. Quanto distancia, tam-
bera s posso provar por meio de informaees. Al-
guus Sr. deputados lem conhecimento desla locali-
dade, e'no contesta rao que esta povoa{ao fica n'um
lugar bstanle retirado dos oulros, onde- ha cadei-
ras de primeiras ietlras ; de sorle que o seus mo-
radores nao podem mandar os seus lilhoi a essas au-
las.
J ulgo islo su flic i e 11 le para mover casa a volar a fa-
vor da emenda; e se ella for impugnada, direi en-
to mais alguma cousa.
Encerrada a discussao, lie o projeclo submcllido
votarlo e approvado com as emendas.
Entra em 2. discussao o projeclo n. 5 desle an-
no, que marca o subsidio dos membros da assem-
bla.
Vai.i mesa e he apoiada a secninle emenda :
Fica em vigor a lei (]ue actualmente regula o
subsidio e ajuda de custo aos membros da assembla
provincial.S. R. Souza Carcatho.
Depois de algnnias reflexOes dos Srs. Carvalho e
Oliveira, ho o projeclo approvado com a emenda.
Entrando em discussao as pasturas do Ouricury,
verifica-so nao haver casa.
0 Se. Presidente designa a ordem do dia e le-
vanta a sessao.
FECIFE 25 DE MAKQO DE 185 i.
. A'S 6 HORAS DA TARDE.
RETROSPECTO SEMANAL.
1 ni preso no dia l'.l, pelo subdelegado da fregue-
zia de S. Fre Pedro (oncalvcs do Recife, o pardo
Jos Correia de Mello, indiciado na morle do infe-
liz Fernando Fidi, da qual dizem fora o verdadeiro
execulor, e nao o-celebre Pedro Caboclo, como a
principio correr. Da illastracao e perspicacia do
Sr. chefe de polica, espera o publico' o bom exilo de
um processo que cada vez mais se complica.
No dia 21. em o lugar denominado Meles, prxi-
mo a cidade de Olinda, travaram dons cunhados urna
briga, da .qual resultou a morle de um delles. Sendo
capturado o que sobreviveu; confessou, em presen ra
daauloridade policial, qiie aggredido pelo morto, o
qual marchara para elle armado de um facao, vio-se
na necessidade de manobrar urna faca e com esla de-
Tender-se. A defeza foi do cerlo vigorosa e ellicaz,
pois que o pretendido aggressor cabio morto com
varias Tacadas, sem nada ler* foito com o seu fa-
cao.
No'dia 20 procedeu a polica na mesma cidade de
Olinda, a exhumaco do cadver de um preto, que
segundo a voz publica, fra morto por oulro prelo
sen senhor, no acto descr castigado ; c fetoo com-
petente exame pelos perilos.rccunheceram osles que,
de fado, linlia o mzero urna fractura na cabera, da
qual lhe proviera a morle. O rigoroso snhor, que
oulr'ora tambem fora escr.nvo, acha-sorecolhido a ca-
deia daquella cidade, e esl sendo processadn.
Mais um caso siustro lemos anda a registrar.
No dia 21, caliio dos anda mes .la nova matriz de
S. Jos, o mestre pedreiro que all trabalhava, o- tao
maltratado ficou pela queda, que pouco lempo de-
pois veio a fallecer dclla.
-> No da 19/ encalhoii nos baxos de Olinda a corve-
ta'-de guerra americana Jamr.notm, que esteVe em
risco de naufragar, canseguindo felizmente saliir do
pergo 110 dia 23. Foran^tmrrirestados, pela capila
na do porto, todos os soccorros deque poda preci-
sar, e hoj acha-se fuudeada 110 lamerao, sem ler
soflriilo avaria alguma.
Abriram-seno dia 22 as nulas do corso jurdico de
Olinda. embora apparecessem aluda algumas rama-
das, todava nenhum excesso se praticou, do qual
resaltaste o menor desaguisado: hoja urna vanlagem
pela qual felicitamos o corpo acadmico. Esperava-
se geralmenle que o auno de 1854 vera cmlim rea-
lsada a reforma da instruccao superior, ha lano
lempo projeclada ; masis principiados os Irabalbos
acadmicos, sem que nada houvesse de novo. Diffl-
cilempreza, ou anles fatal esquecimenlo.....
O Conserialorio Dramtico de Pernambnco.crcu-
do pela resoluco da presidencia de 2 de dezembro
do anno passado, celebrou no dia 23 larde, a sua
sessao preparatoria no saino do thealro de Santa Isa-
bel. Procedeu-se nessa occasiao a eleicao de um
vice-prcsidenlc, um :vcrelario dous subsecreta-
rios e um thesoureiro, e designou-se o dia de boje
(25} para a instaIlar,o solmene do mesmo. Em ou-
lro lugar daremos aos leilores conta desse aclo.
No dia 24 foi exposla a vlsla dos liis a procisao do
Sr. Bom Jess dos Mariyrios,que sabio da sua igreja
a percqrrer diversas r:ias dos bairros de Santo Anto-
nio e Recife.
Em a imite de 24, deu S. Exc. o Sr. presidente da
provincia um esplendido cha, ao qual ooucorreu
craiide numero de couvidados de ambos os Sexos.
Reinou all a profuso e o ftedio, e ludo passou-SA na
melhor ordem e, regularidad que se poda dese-
jar.
()dia de lioje, anu versar o do iiramenlu cons-
liluicao poltica do imperio, foi festejado com as de-
monslrares de jubilo docoslume ; e fora dellas,
mais alguma cousa se fez de que tambem fallaremos
em oulra parte.
Acaba dchegar aonosso porloo vapor inglez Ae-
teni, procedente do Rio de Janeiro. Nesle mesmo
numero cnconlrarao os leilores as noticias que do
K|o e Balua recebemos.
aL, mez ** ro*r* auc Ho imp'lacavel se moslrou
?f!?J!?fo,I,00>.ni,o,luil! todava findarsem Ira-
21 vi!"'1'"* a rR0,0S0 c'.^ue
appareceram nos Ires. ullimos di.s desla seioaua. e
a^lmospUera nao dexa de ler mostrado algSlie!
Enlraram 31 embare|i5oes e sahiraro 27.
Rendeu a alfandega 49:470*698 re
leteram.44 pessoas sendo il homens, 8
Hieres, e 7 prvulos, hvres; 3 horneas, 2 mu
e 3 prvulos, eserevos. '
Agora cis-mc constante no meu posto, como vijxj-
lanle sentinella : vou dar-lhc uollcias do qne le*
occorrido desde a minha ultima. Sio cousas dignas
de loda.consideraeao. Por c a nossa polica vai ca-
mmhando com urna actiridade tal, que podo servir
de exemplo n oulros lugares. Nunca acabaremos de
agradecer ao Exm. Sr. presiden lo a uomeacao, que
fez do Dr. Cirne Urna para delegado deste termo.
Os fados provam o que llic digo. Tem sido filal
dos alguna ladroes de cavallos. e estao seudo proces-
sados pelo digno delegado ; foi preso um prenun-
ciado por nome Pedro Soares ; foi preso tambera
Jos Gomes da Silva, morador em Malhadinha, co-
mo indiciado autor de tres morlcs, urna dolas feita
em Mallindinlia do l.imociro no infeliz Toxeira
segundo a denuncia que; o delegado leve foram pre^
sos mais dous desertores, um de mrinua, e o ojiiro
do- segundo de infantaria. O delegado leve tambem
donuneia que a muala Tecla, escrava do engeuho
de Oiloirao, esleve na posse de sua liberdade por
mais de 28 annos nesla,cidade n vista e face de seu
senhor, e al prostUuida, o que a molala rsula
baptisada na pa por forra, segundo consta, foram
vendidas por cscravas, Tecla lia onze anuos o rsula
ha tres annos. Estao se preparando as aceces com p-
tenles, c segundo corre esla o delegado como juiz
de orphaos, lesla desse negocio. Dos queira, que
apparera esle beneficio, lie por cerlo um faeto es-
candaloso.
Aqui cumpre-mc dizer a Vmc, que tambem os
subdelegados da Escada,lenlo coronel lieuriiiuc
Marques Lina, do primeiro disUido, c o coronel
Francisco Anlonio Barros e Silva, do segunda ds-
Indo se leem portado com toda dgnidade.c bastante
energa 110 cumprmenlo dos seus rieveres. Ora-
ras aos Ceos llalli j vem presos j se fazcm pro-
cessos. ja se nao anda publica e escandalosamente
com armas prohibidas, c ludo sto devido a honra-
dez, e probidade dos dilos Subdelegados; nao se dc-
via esperar menos da acertada uomeacao de pes-
soas tao conspicuas para cargos do considerarao.
Eslranho muilo que o Sr. Ignacio Joaqulm Re-
nello, sendo subdelegado do segundo dislricto de
Sanio Aniao, esleja morando no engenlio Caboclo
1 o primeiro dislricto : como pode assim o dito sub-
delegado funceionnr no seu dislricto ? Nao sei se o
delegado ler dado providencias sobre islo.
No da 20 deste crrente seguio para o Brejo o
lr. Joaquim Jorge dos Santos, digno juiz de direiio
daquella comarca, sendo aconipanhado por certas
pessoas desla cidade, dcixou militas saudades o refe-
rido doutor; esla o Brejo servido com es-, > honrado
o intcl isente magistrado v, louvamos a acertada cs-
collia do Exm. minislro da juslica : faca o governo
dessas nomeaces sempre, que ha de ler bous magis-
trados. O alegrrimo, c conspicuo Dr. Pirelli
abri a primeira sessao do jury desla cidade, e fo-
ram estes os resultados.
Sahiram -sentenciados Joao Francisco da Carina,
com 70 das de prsao simples, e cusas, crime de
armas de defeza : Francisco Srvalo do Paulo com
4 mezes, 2dias e 12 horas de prsao simples, por
crime de lenlaliva; Jialiino do Reg Barros, com
70 das de prsao simples, multa de/5 \ sobre o valor
faltado, fjirlo: Manuel, escravo de-Joaqum de
Souza de Carvalho com 50 acontes, offensas phisicas.
Foram absolvidos Anlonio Francisco do Azcvcdo,
e Joao Anlonio dos Sanios ; aquelle do crime de
ameara, c este de tentativa.
Estamos emprazario pelo Sr. FranciscoCavalran ti de
Albiiquerqiic, aguardo o sesullado do sea tremendo
processo. onde ja juraram 5 leslemunhas, c o Dr.
promotor publico Queiroz requeren, que se ioquiris-
sem mais duas tcslcmunhas: todava, como alraz
losapedrcjadoscorrcm as pedras, alii vai esta Jui-
xa. Admiro o modo com que o Sr. Cavalcanti
procura se desenvencilhar do sea crime, palale a
lodo o mundo. Como he que o Sr. Cavalcauli in-
culca lauta innocencia, quereudo fazer crer que elle
he um desses horneas de alta proliidadc ? He mui-
lo arrojo. Pois se o Sr. Francisco Cavalcanti de
Albuquerquc lem a proliidadc que lenta iuculir no
animo do publico, porque razao fnlirrou urna pro-
curarlo, c foi a una fazenda buscar urna poreo de
gado pertenceulc a um sen prenle, morador em
Cacimbas, conneido por anlonomazia, Joca ? e o
pobre Joca ficou sem o seu gado, licou bem enja-
cado. Appellamos para o-testemunho do Dr. Jos
Scvcrino Cavalcauli- de Albuuucrque, seu parele,
mas que uao -encapa aos velhacos. Contesl esle
facto. Sans facn. O proprio Joca tem declarado,
que nao lem denunciado com pejo d6 ser seu p-
renle : islo he proceder de lionieui de bem, Sr. Ca-
valcanti ? Nao por cerlo. Qneui commelle um
faci desla ordem, he rapaz de ludo : calenden, Sr.
Cavalcanl, mclta-se no silencio para nao passar
mais por oulrasvergonha.
Passou-se o diablico enlrudo sem desaguisado al-
gum ; aqui .1 mascarada tambem se esl usando por
esle lempo, ludo c moda da Ierra. Abro-se nes-
la cidade ;? quaresina com solemne liencio. impo-
sicao de cin/.as, c lemos tdn, como foi sempre de cos-
lurae, um lereo com decencia em todas as domingas
desle lempo consagrado i penitencia,sendo persidido
por um sacerdote, acompa'nhadq de grande raullidao
de povo, que se porta com toda religiosdade. Oh !
quanto nao he de cousolacao ver esla devota gente
pelas ras da cidade, invocando em altas e melodio-
sas vozes o socqjiro da SS. Virgen) Assim odevem
fazer por que esle lugar he o que mais necessila dos
auxilios divinos. Teem-se verificado por aqui al-
guns casos Ha pouco, nm infeliz moco que \eio de Bengalas
vizilar no Torio a sed to, que se achava doenle, fal-
leceu, dizem.que das febres. Oulro de Paje tam-
bem dea coalas a Dos, morreado desla lerrivel pesr
te. Alguns outros casos (lestes lem apparecido. De
diversas molestias lem Tallecido baslanle gente, tal-
vez islo seja devido ao grande calor que sollremos, e
a pessima agua que estamos bebendo. No mez de
fevereiro anda houveram algumas chuvas que lize-
ram conceber alguma esperanca do melhoras, porm
esla desvanecida esta esperan?, porque o mez de
marco vai se escondendosem haver cliuvas.ecra grande
secca. De mais a mais estamos com o Tapacur qua-
isecco.e a agua que se lira de buracos que se a-
hrem, he immundissima para belier-se, ha de infal-
livelmentecausar damno. Fallava-se de urna rc-
proza feila pela cmara, porm al agora nada de
novo tem apparecido a supponho nao ajiparecer.
Lembrarr.oa ao governo, como sempre fizemos, que
lance agora mais que nunca suas piedosas vislas para
estacalamidade oue esl arpiando .-m< Vi<.inrn.
ses.
Vamos a nossa cmara municipal, lie presidente
etla o coronel Ferraz. Esperamos que o Sr. coro-
nel de providencias para que os mesmos vereadores
da cmara nao continen) vender plvora as suas
vendas, o que he contra as postaras da mesma c-
mara.
Os gneros de primeira necessidade leem eslado
caros. A.rarinliaa480rs. acua, o feijiio a 51 e
l>tU rs., e este mao. A carne lem eslado a 12 e 14
pnlacas. Tem havido grande alllucncia de genle na
reir, -lalvez islo seja devido a prudencia com que se
hoiiveo nossodgno delegado para acabar com a feira
de Frcclieiras. A proposito de feira. Era muilo con-
veniente que o Exm. Sr, presidente to'masso em con-
snlracao o local da feira dcsta cidade, j que a c-
mara municipal nao olha para islo, em razao de al-
guns dos vereadores tercm casa de negocio 110 paleo
onde te faz a feira. e mais,oulros adeudos. Como
ha de continuar a feira no paleo, onde esl collocada
a cadeia, lugar esle liaixo e aperlado, e que no in-
vern he um completo Jamacal, e que pela .gloinc-
racao do povo e cavallos exhala um ar pestfero, que
sem duvidaha de prejudicar aos moradores vizinhos,
alem disso estar a cadeia sugela a umassalto, esem
remedio : como-ha de o destacamanlo qnasi 'sempre
pequeo, wpellir a 1,000 pessoas," eas vezes muilo
s por lodos os lados que su encarar a localida-
dedafeirasoliadeverque o lugai lio improprio,
lie antehigianico, e segundo nosso modo de pensar a
feira devo ser fciI no pateo da matriz, lugar ptimo,
? ,v^r<'J'"10' 'Una e 1ac 'mitle para mais de
11,000 pessoas ; enao se diga que a feira no paleo da
matriz he irrcverencial mesma malriz, e a igreja
do Rosario, que fica d'um lado, longe da matriz, por
que sendo policada dita feira, como he seinpre.nel-
ta se nao darao fados deshonestos c reprovadot, salvo
as excepcoesque possarq apparecer, porque eslas nao
deslroem a rwff geral ; liiialinenle pedmos ao
xnm. hr. presKTcnle, providencias a respeilo da nos-
sa reir.
Ao acabar esl, soubeque se achava na cadeia des-
la cidade Jaciniho Isidoro da Silva, criminoso de
morte, tendo commeltdo o delicio no Altiiiho, foi
preso na Escada,
Do occorrido por aqui he o que por agora lenlo a
dizer-Ihe fico a pesca de navidades que nao fal-
tarao.
Au"eos, o Victoriense.
(Carla particular.)
DIARIO DE PIERA1BUG0.
A assembla apprpvou, no di 24, em lerceira dis-
cussao, o projeclo n. 6. que autorisa o governo a ju-
bilar o professor de primeiras lellras de Po-d'Alho ;
e pairando na segunda discussao do projeclo n. 8,
que divide o officin de eaerifid d'orphaos do Recife,
approvou o primeiro e segundo arligos, ficaudo adia-
da pela hora a discussao do terreiro. ,
A ordem do dia de hoje he a inosma da sessao an-
tecedente.
O anniversario do juramento consliluico pol-
tica do imperio foi anle-houlem (2,j) salemnisado na
forma do estylo. Uouve parada e cortejo no palacio
da presidencia, embandeiraram-so e salvaram as for-
talezas e vanos deuerrsmnos no porto, e foram a
noi|e percorndas as ras da enjade por diversas ban-
das de msica militar. O lliea.ii o de Sania Isabel
concluio os festejos do dia com una ialeressanle re-
nresenlaco, antes da qual canlouV.se vi hvmno na-
cional em presenca das efigies de SS. JSM; If.
Nessemesmo dia, tarde, lancou o Exm. Sr. enn-
selheiro, presidente da provincia, ,i pedra fundamen-
tal do Hospital Kcgimeiil.il, que se eslii construindo
na Soledade para as piaras do ejercito, -assstindo
lambem a esle acto o Exm. bispo diocesano, o Sr.
mirechat commandanle das armas, officies milita-
rea e oulras muilas pessoas de dislinci^u. Eis o ter-
mo que dessa ceremonia se lavrnu :
Termo do lancamenlo da primeira' pedra funda-
mental do I/otpital Jlegimental da provincia de
Pernambuco.
a No anuo do nasciinenlo de Nosso Senhor Jesus-
Christo de 1854, aos vinle e cinco das do mez de
marco, anniversario do juramento da consliluicSo
poltica do imperio, o sdb o fdiz reinado do Senhor
Dom Pedro II, petas cinco horas da larde do dito
dia, achando-se psenles na ra dos Pires des-
la cidade do Kecile, no bairro da Boa-Vista, o Exm.
Senhor consellwiro, presidente da provincia, o
Dr. Jos Benlo da Cunha e Figueiredo; S. Exc. re-
verendiwimy8r. bispo diocesano, 1). Joao da Pu-
riflca campo, Jos Fernaudcs dos Sanios Prera, comman-
danle das armas da provincia ; e vatios cliefes de re-
parlicoes publicas, autoridades civis, commandanies
de corpos, ordens religiosas e mais cidadlos, para o
nm de se assenlar a primeira pedra fundamental da
Hospital Regimenlal, mandado erigir pelo imperial
aviso expedido pela reparlicao da guerra a 19 d
dezembro do anuo prximo passado ; depois do coin-
peteiitemente benzida |ior Si Exc. reverendissima
foi com lodas as formalidades do estylo laucada a
referida pedra no cavouco da parede da frente do
edificio correspondente a soleira da porta principal,
a qual pedra tem a face superior de figura rectan-
gular de 8 sohre 10 pollegadas, ho de marmore tran-
co, e lem gravada com lellras douradas a segunte
inscripcao : Foi laucada pelo Exm. Sr. presiden-
te da provincia, o conselheiao Jos Benlo da Cunha
e Figueiredo, em 2 de marco de 1854.O que pa-
ra constar se mandou lavrar o presente termo pelo
major do corpo de engenheiros, autor do projeclo e
direclor da obra, Jos Joaqum Rodrigues Lopes.
Joao, bispo diocesano.
Jos Benlo da Cunha o Figueiredo.
Jos Fernandes dos Santos Pereira.
Jos I.eile Pacheco, brigadeiro inspector.
Coronel Jos de Brilo Inglez.
Manoel Muniz Tavares.
Firniino Pereira Monleiro.
Benlo Jos Fernandes Barros.
Kodolpho JoSo Barala de Almcida.
Joaqum Rodrigues Coelho Kellcr.
Joao Valentn Villela.
Francisco de Paula Goncalves da Silva.
Dr. Prxedes (lomes de Souza Planga.
Dr. Rosendo Aprgio Pereira Guimares.
Dr. Jos Muniz Cordeiro ilahy.
Jos Mamcde Alves Ferreira.
Autonio Feliciano Rodrigues Selle.
Joo Bibiano de Castro.
Ao regressar da Soledade. dirigo-se o Sr. presi-
dente ao thealro de Sania Isabel, em cujo salao se
achavam reunidos os membros do Conservatorio
Dramtico de Pernambuco, com avultado numero
de especladores, que haviam sido convidados para
assislir a inslallagao solemne do mesmo.
S. Exc. foi reoehido no alrio do edificio por urna
commissao nnuieada d'enlre os socios do Conserva-
torio pelo seu vce -presidente, e composla dos Srs.
Jorres Bandcira, Cunha e Figueiredo Jnior, Mar-
ques Rodrigues, Firmo Xavier e Machado Freir
da Silva.
Inlroduzido no sala, lomou o Sr. presidente as-
sento cabeccra da mesa, como presidente do Con-
serca'orio Dramtico, e om seguida oceuparam os
competentes lugares os Srs. secretarios e sub-sccrela-
rios eleilos. Empossada assim a mesa, e ahnunciada
a inaugurarlo do Consercatorio, o Sr. Dr. Jos Soa-
ses de Azevedo, vice-presidenle do mesmo, e mem-
bro da directora do llieatro de Santa-Isabel, leu o
seguale discurso:
Meus senhores. A primeira homenacemqne
a provincia d. Pernambuco v preslar publicamente
n boas arles da-se 110 dia solemne em que ella re-
coma cliea de respeilo o juramento que o Brasil lodo
prestara a constituicao. do imperio, ha hoje (rinta
anuos, e cuja coincidencia me parece do mais feliz
presagio para a estabilidade do gremio que buje vi-
raos inaugurar, e para a serie do resultados beoeli-
cos que elle desde j nosnromolle.
A provincia ahondara os esforcos reunidos de tan-
tos e tao sinceros amigos da arle, que vom hoje edi-
ncar esle centro de civlisaciio moderna, e trocar os
seus comuiodos c delicias pelas vigilias e esludos que
demandara a regeneraco do llieatro no Brasil, o
cullo das arles que lhe silo accessorias, e a conserva-
cao e aperfecoamenlo da lingua portogueza, que
lao delurpada vai cqrrendo enlre nos.
He verdaderamente um da nacional aquelle em
que os engenhos da provincia c do lodo o imperio.
sao convidados a Irazer ao seio dests instituto as
suas mais bellas iuspiraeses, a faze-las passar pelas
provas que a arle e o bom senso exigem. e a v-las
depois recebdas, coreadas, recompensadas, festeja-
das, no meio de applusos e da publica adminis-
tracilo.
Ser um dia notave). nos fastos da provincia aquel-
le cm que (autos interessanles me ni nos de ambos os
sexos, nosquaes o (alelo dramtico desabrocha em
cenlellias, vo ser tomados como pela ino do rega-
c desuas familias, e conduzidos s escolas do con-
servatorio, para d'aqui sahrem um da honrando
a provincia que os vio nascer, com.um nomeclassico
no p.nz e Pora delle, eahoncoaiido a nstiluicaoquc
os instruir o os enriquecer.
E, comludo, o drama tal como enlendo que elle
deve hoje ser escripo no Brasil, a comedia hist-
rica, o drama de coslumes, esse nao esl anda
foilo, nao esta -ainda-creado enlro'hs: houvc um
mancebo de grande aplidao, e de esperanzas ainda
maiores, queencetou osle genero com algumas pou-
cas composcocs delicadas e de bom ffeito dramali-
co. mas a morlo veio ceifa-lo em Oor ; o a arle de-
plora o passamenlo de Luiz Jos Marlins Penna co-
ran o de um de seus mais queridos fillios. Depois
delle nenhum oulro eusaio em tal gnero tem appa-
recido que eu sailia; e todava creio que he do dra-
ma do coslumes e da comedia histrica que ha de
nascer o gasto decidido 'do nosso povo para o thea-
lro; creio quo sao estes gneros que bao de ameni-
sar e humanisar ideas e coslumes, e que he por el-
les liiialmenlo qne ale os nionles so lornarao COnver-
saveis. para me servir da vleme expressao deum
dos mais dislinclos poetas da Europa.
11E comps vanlagens que deste instituto reultam
para .1 sociedade sao lao demonstradas pela scieneia
como sentidas e justificadas pela experiencia, tam-
bem creio que bastar hrvocarmos o amor da patria
em favor das boas arles, para que a solici'.ude do cor-
po legislativo provincial'curra alvorocada asusleu-
ta-las. r
E d'alii, os premios pecuniarios e os fomentos de
oulra ordem que o conservatorio lem de offereccr
animalmente a*composcocs dramticas e de msica
que satisfizerem os programmas que hao de ser p-
blicos; a especie de pensinalo em que he mister
conservar os filhos de familias humildes cm qucoi se
reconhecer o lypo trgico e cmico, c cujas tenden-
cias conven) desde ja afiagar; ludo islo reclama da
nossa parte e da parlo da provincia esforcos superio-
res, mas que cu lenho toda aconflanra que sero
plenamente salisfeilos, senao excedidos.'
oSr. presidente! O conservatorio dramtico de Per-
nambuco acha-se mfira constituido. A directora
do thealro de Santa Isabel, ao condensar-sc com
elle, c ao entregar as miios de V. Exc, como sen
digno presidente, os deslinos desla casa, cm confor-
midade da resoluco que lhe serve de lei, congratu-
la-so sinceramente com V. Exc, por se acharen)
assim rcalisados os seus mais ardemos volos, c por
ver aqu sentados como^embros deste instituto ao
lado dos horneas nnla'veis a quem as cans deinio-
cam o respeilo que he devido reflexao e scieneia,
un concurso de tlenlos Uto vi cosos, I3o cheios de
esperanca. o de vonlade tao forl e tao decidida para
os variados Irabalhos de espirito de. quo vo encar-
regar-sc.
Recife, 25 de marco de 1851.
JosSoares deAzece&o.ti
Finda alcitura desse discurso, o Sr. presidente
manifestou os bous desejs que o animavam acerca
da nova insliluicao,_os votos que fazia pela sua pros-
peridade, e a'confianca que linha de que a illuslre
directora do thealro de Sania Isabel levara ao ca-
bo a empreza lomada sobre seus hombros. E assim
terminen a sessao solemne da inauguracao do Con-
tercatorio Dramtico de Pernambuco ; depois do
que relirou-se S. Ex. cora as mesmas formalidades
com que foi recelado.
Acompanhamoso Exm.presidente da provincia.nos
volos que faz pela pfosperidade do Conservatorio
Dramtico, e nulrimosa conviccao de que com ppr-
severanca e eslado grandes beneficios podem pro-
porcionar os.seus socios provincia de Pernambuco.
A ulilidade do nosso llieatro lrata-sc boje ape-
nas aos prazerrs.de una mera dislraccao, deum
divertimenlo quasi exclusivamente sensual, e nem
poderia ser de oulra sorle. Em nenhuma parle do
mundo fui o llieatro precursor dos bons coslumes :
elle os seguo como um auxiliar poderoso, visto que
nao iniroilii/indo nenhum ensino novo sua mssOo
so pode consistir em' vulgarsar e fortificar as boas
ideas, c os scntimenlosde raoralidade, j existentes.
Suppoiide urna poca ejn que esses ideas e csses
senlimcnlos uoeyslam ou se aclicm obliterados, e
fcilmente reconhecereis que as lices do palco no
poderam ser aceilas por nm publico que as n3o par-
lilha, e a quem pelo contrario domina a corrupco.
Mas como as deas saas e os sentimenlos generosos
principian) sempre porse revelaren) a um pequeo
numero de pensadores escollados que as aceita e af-
faaa, mister he, para que so possam propagar, que
elles se esforcem por tender a rbita dentro da
qual gyram, e que nesle intuito se consltuam os
meslres do publico, forcejando por fa/.er-lhe acclar
os principios eas conclusOes de um ensino i n lei ra-
malo didacu'co e severo. S entao he que o llie-
atro poder fnnecionar com vahlagem, tornando,
segundo a phrase de um judiriosu escrplor, inais-
eslroudosas as idase os seulimenlos ja vulearisados
mullipliraiido os seu chos e aoBmeiilando as enn>
roe por elles prodnzidas.
Fira deslas condicoes, o ihealro sera seiniire ludo
quanlq delledisse Ilous.ieau : urna escola do vicio
e usca 11111 instrumento de cvilisaco ; e he de-
Iiauo desle poni de vista que consideramos como
memoria e capaz do proficuos, resultados a institu-
cao do Conservatorio Dramtico, cujos socios com-
penclrando-so daquellas verdades, alcancarad ele-
var-se a loda a allura de sua-mssao para bem me-
recerem da provincia, qijs de cerlo os saber auxi-
liar e dignamente
=
hospicio de Pedro 77, defrnntc da do mesmo augusto
Senhor ; e u9o salisfeto com esse aclo magnnimo,
expediomals o"seguinte decreto, condecorando a es-
posa do fallecido com o titulo de coudesaa da Pie-
dad e :
Querendo dar um publico testemunho do meu
particular apreco e imperial reconhecimento ao
mu relevantes servicos prestadosiio eslado pelo fal-
lecido senador Jos Clemente Pereira : liei por bem
nnmear condessa da Piedadc a D. Engracia Mara
-la Ribeira Pereira, viuvndo mesmo senador.
Palacio do Rio de Janeiro, em 13 da mao de 1854,
trigsimo tercero da independencia c do imperio.
Com a rubrica de S. M. o Imperador.Luiz Pe-
dreira do Couto Ferraz. t
Achava-so concluida a eleicao de um senador, pe-
lo Rio .le Janeiro, dando a apurarAo final de lodos
os collegius o sectete resultado:
Conselheiro Euzebio......1052 votos.
Veador Faro.........1026
Visconde de Baependy.....837
O Sr. baro de Ilaguahy foi agraciado cora as
honras de srandeza.
S. M. o Imperador honrou com a sua presenca a
abertura das academias mililar e de marnha.
O Sr. Dr. Fredericn Leopoldo Cesar Burlamaque
pedio demssao do lugar do secrelario perpetuo, que
exercia ha cinco annos, na sociedade Auxiliadora da
Induslna Nacional, e foi substituido pelo Sr. Dr.
Manoel ile Oliveira Fausto.
Corra que o cargo de nspawor geral da inslruc-
Cao publica da corle ser preenchido pelo Sr. con-
selheiro de eslado Joaqum Jos Rodrigues Torres.
Reunio-se o corpo consular da corte para eleser o
vogal da commissao que administra o hospl! de
Sania Isabel, e foireeleito unnimemente o Sr. John
J. C. Westwood, cnsul de S. M. Britnica, a
quem_ se votou agradecimntos pelos servijos que
prestara no anno lindo.
-Constava que o consellio de dreccao da Companhia
Brasileira de Vapores nao quera mais continuar a
servir. (Indo o anno; e que os respectivos mem-
bros nao a ceitaram a reelcicflo. Em consequencia disso
dever haver no da 31 do correnle nova eleicao.
Dizia-se igualmente que o Sr. Nicolao Neto Carneiro
I.eao dexara a gerencia, afim de ir substituir ao Sr.
marechal J. P. Greenfel 110 lugar de cnsul do Brasil
em Inglaterra.
O marnheirn Siman, que -preslou lo valiosos
serviros no naufragio do vapor Pernambucana, ro
chamado a presenca do Exm.. ministro de Portugal,
de quem receben urna medalha de ouro que a lina-
da ranha mandara conferir-lhe. Em orna face apr-
senla a medalha o relralo da Sr. Mara II5 na
oulra a seguinte inscripcao : Ao mrito. Aos lados:
Pnilan/ropia, Cenciosidade. Instituida por S. .17;
F.a rainha D. Mara II. Na circumferencia : Ao
subdito portugus Simao7 de outubro de 1853.
Em lugar propio offerecemos aos leilores os des-
pachos que uUimaineule foram expedidos pelo minis-
terio da juslica.
' Na Baha (nha sido preso, por ordem do' chefe
de polica, no dia 11 do correnle. o escrivo Joao
Fernandes Chaves, indiciado como respousavel pela
morte da menor Elelvina, da,asa do tabelliao Ama-
do, sendo o cadver da mesma exhumado para se pro-
ceder aos exames chimcos.
Foi igualmente capturada, seis leguas dislanle da
cidade do Santo Amaro, Amalia das Virgens Gallo,
que se achava pcculla, por estar prnuuciada como
cmplice no assassinalo de seu marido, Manoel Pou-
les do Amaral.
I.e-so no Jornal da Baha de 15:
No vapor fomftm, que no dia 13 enlrou da Ca-
chocira, veio um menino de 12 annos de dade, cha-
mado Pedro, qae sem duvida iunoccnlemenle fez o
segrale:
No dia 12 do correnle, sendo castigado por urna
madrinha, lancou mao de urna faca, o cravou-lha a-
baivo do eslomagn, resallando dahi que lalvez esta
hora j ella uSo exisla. Seodo preso em flagrante de-
licio, e levado pcranle o subdelegado a innocente
creanca pasrau-lhe a mao sobre um dos bracos, e fe-
zendo-o abaixar-se, dissc-lhe ao ouvido: Fui eu,
mas nao me fac mal, porque e lliedarci dous los-
toes se voss me mandar embora '. !
He urna creanca que lem a finura de sobornar pa-
ra verse pode livrar-se !....
o Urna boa educacao nao poderia te-lo feito me-
lhor ? a
contra dinheiro de
o, o o ltimos po:
hoje pode-se colar a28d.
Em o numero de 15 do correnle lambem publica o
Correio Mercantil o seguinte facto de inaudita bar-
bardade:
Foi hoje encontrado em um balelao, que ia a
garra pela frente da fortaleza da Gamboa um africa-
no moco com um par de machos aos pos, e cruz de
ferro ao pescoeo. Esse infeliz eslava horrivelmenle
mutilado: suas nadegas apresculam numerosascica-
trizes recentes de golpes de navalh.v; a nadega dirci-
ta conserva anda urna grande haga, na esquerda ap-
parece a cicatriz mu rcenle das feridas causadas
pelo azurraguc. A victima declamo ser escravo de
um tal Pinto, morador ji.-i Praia tirando.
O subdelegado da Victoria remellen o paciente
ao Sr. Dr. chefe de polica.Fez-se corpo de delicio,
o foi o paciente recolhido ao hospital da Sania Cas.
c Queira Dos permillir, que o brbaro Sr. Pinto
n3u fique inclume.
O vapor france* f 4ceir, sabido do. Ro*dous das
anles do Severa, chegoua Baha nodia 20; e ainda,
ao trararmos eslas lindas, nao appareceu em nossa
barra.
os pnmciros
conlado,
porm
por la a 60 d. v., m consequencia
das precisoes da praca.
Assufljp- Apezar das noticias da guerra 01
precaj so tem tornado firmes, tan-
to pela pi do invern,
corno por haver navios a carregar.
O hranco fi
3BQ80 por arroba,
sorle de 28800
ceira o quarta de 2}500 a 25600, a pati"
o somenos a 9100; rhascatado es- j termo 1
eho do theoc.
Recife 13 da'
mais se na
tud do qu
dePr TERBi
de Pe
(illt
coldiilo de .1d5f) a 2, e re:!
cBOO
is^
a 14850 por arroba; o
avatia-se em 30,000
Farinha de trigo-
lar de
deps|
saceos;
Algodao Entraran) 359 saccas, c vendeu-se
de 58600 a 58900 por arroba do
de primeira sorle.
Couros -----------Vendcram-se a 160, 165 e alguns a
170 rs. por libra dos seceos sal-
gados.
Azeile-doee- Vendeu-se a 2j>600 por galo.
Baealho .0 carregamenlo que ficou por
vender na semana antecedente,
foi negociado a 112800 por barrica
para consumo; e oulro carrega-
menlo entrado hoja regulnu o
. mesmo preco> pouco mais ou me-
nos. Ha em- ser cerca de 5,000
barricas.
Carvo de pedra Em coosequencia dos comprado-
res nao querarem dar 188 por to-
nelada, preso porque fica nesle
porto; os possuidores nao tem que-
rido vender, e esiao fazendo de-
posito.
Carne secca Exislem nicamente 10,000 da
do Rio Grande dosul;,e nenhuma
da do Ro da Prala. Vendeu-se
de 3S700 a 53100 por arroba.
Os prc'eos de 296 a 258 loroaram-
sc mais firmes em consequencia de
nao ler havido entrada nesla se-
mana. Avalia-se exislirem em de-
posito de 10a II mil barricas.
Man lei-a---------As entradas ten) sido grandes, lan-
o da ingleza como da francesa, e
as vendas por atacado sao dificeis,
ainda mesmo por precos baixos,
em consequencia du que alguns
lotes se eslao retalhando.
Os flamcngos venderam se a 18550.
Veudeu-sc a 1658 I'or pipa do-de
Aveiro.
Desconlos Em consequencia da procura do
dinheiro, o banco elevou a 12 por
% ao anno o rebate das letras; e
os particulares a I 3|S por",
, ao mez; emquauto que aa praca
do Rio desconta-se de 8a81i2
por cento, e na da Babia de 6 a 8
. por ,!!!!
Frcles ----- Cuniinuam a baixar, haveudo-se
effecluado para o Canal a 60, c pa-
ra Liverpool c Genova a 45 pelo
assucar, e 5|8 pelo algodao, e nao
ha falla de navios.
Ficaram no porto 65 emharcaccs, sendo: 2 ame-
ricanas, I argentina, 32braslciras,5 dinamarqoezas,
3 francezas, 3 despalilllas, 1 hollandeza, 11 ingl-
zas, 5 porluguezas, 1 sarda o I sueca.
^Jueijos-
Vinhos .
MOVIMENTO DO PORTO.
PBBLldiCAO A PUDO.
Illm. Sr. Tendo alguns caixeiros o mo cosume
de perturbaren) a ordem na ante-sala desle correio
como succedeu na note do 2t do correnle, por occa-
siao da distribuirn das carias viudas dosul no vapor
inglez Severn, a ponto de uo se poder fazer as con-
ferencias, e dar o necessario expediente, dando isso
lugar a que se afaslem d'all os homens honestos, por
nab os poder tolerar, e havendo esla administraran
recorrido a guarda da casa em conformidade do arti-
go 119 do regulamento dos corroas do 21 de dezem-
bro de 1814,- cuja copia incluso remello a V. S.,
moslroa-se esta ndiflerenle a tao justa requisicao, e
nao dcypudo eu consentir que um lal estado de des-
ordem e d nendum respeilo a reparlicao continu:
vou rogar a V. S. a bem do servieo pblico a expe-
dicao de suas ordens, afim de que sejam poslados na
mesma ante-sala, Ires soldados de polica, nos das
de edegada de vapor, eas horas em que entraren) as
malas para a reparlicao (o quo cu farei chegar ao
enndecimento de V. S. em lempo) para odVigarem os
perturbadores a retirarm-se, e no caso de resisten-
cia procederem C090 V. S. julgar conveniente, e
desla sorle julgo prevenir sceuas desagradaveis, co-
mo a que dajpouco succedeu. de se ferrem mutua-
mente.
Dos guarde a V. S. Adminislrarao do correio de
Pernambuco -2Ti de marco de 1851. Illir. Sr. de-
legado do primeiro dislricto do lermo do Recife.
No impedimento do administrador, Domingos dos
Pastos Miranda, ajudaule.
Copia do artigo 119 do regulamtnlo geral dos cor-
reio' de 21 de dezembro de 1814.
Art. 119. Se houver na casa do correio alauma
perturbaran ou desordem, para cuja terminaran nao
seja siiflirienle a voz do administrador ou gcnle,
poder este requisitar a guarda da casa, e na falla
desla, qualquer oulra forca, alim de obrigar os per-
turbadores a retirarem-se. >
Correio geral de Pernambuco 2>do marco de 1851-
Conforme. O oflicial papelista, Caldillo Joao
Jaciiuho da Cunha.
COMMERCIO.
goii do sal, no da 24 do corrate larde, o
vapor Severn, (razendo-nos gazelas d' Kio de Ja-
neiro al 17 e da Bahia al 22.
, Conliniiava a reinar o soceso cm todas as,provin-
cias desse lado do imperio. Segundo vento os leilores
das trnnscripcoes, que em oulro lugar fzem*, de
falso o boalo que corren acerca de nova desorden com
efliLsao de sangue cm Montevideo.
A noticia de mais importancia vinda pelo Sw,
heufallecimenlo do conselheiro de estado Jos Cle-
mente Pereira, senador do imperio pela provincia do
Para. Fallcceu ello quasi repentinamente, pela neis
nnile de 10 dn correle, lendo aconipanhado a tarde
a procissflo do Senhor dos Passos ; foi sepultad' no
cemiterio de S. Francisco Xavier conWodas as hon-
ras devidas sua elevada posico, e o prestito do eu
enterro foi um dos maiores, quo se tem viste na Irte.
S. M. o Imperador, apenas soulie do fallecim,cnto
daquelle dislinclo servidor do estado, ordenou que,
pela mordoraia de sua imperial casa, s mandaste fa-
zer a estatuado dltownjelheiropSa ser cvitoc^vtlAQo
PRACA DO KECIFE 24 DE MARCO AS 3
HORAS DA TARDE.
ColacQes officiaes.
Cambio sobre Londresa 27 1(2 d. 90 d|V. przo,
Dilo sobre ditoa28d. 60 d|v.
Assucar lira uro 3. sorlea 2500rs. por arroba.
Descont de Ietlras de 2 mezes1 3t8 Si ao mez.
ALFANDEGA. .
Rendimcnlo do dia 1 a 23. .,. .198:0(59829
dem do-dia 24........11Us728665
209:9188191
Descarregam hoje 27 de marco.
Barca francezaGustaremercadorias.
Barra porluguczaMargaridddem. '
Brigue inglez7cemfazendas e manleiga.
Patacho hrasileiro Santa Cruzpipas vasias c
fumOv
Importacao -
Escuna nacional Sociedade Feliz, vinda do Rio
de Janeiro, consignada a Caelano Cyraco da Cos-
ta Morera, inanifeslon o seguinle :
40 rolos d j fumo, 45 saccas caf, 1 caixote chapeos
de palha. 10 pipas vasias ; o ordem.
CONSULADO tiERAL.
Rendimento do dia'la 23.....45:0068180
dem do da 24 ;....... -2:2IU706
47:2208186
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rpiidimenln do dia 1 a 23. '. 5:3i(y>l39
dem do dia 21. .. 29IJ12
5:6T?J259
Exportacao*.
Navios entrados no dia 21.
Terra Nova47 dias, brigue nelez Danlg, de 189 to-
neladas, capitn Plielip Clenry, equipagem 10, car-
ga baealho ; a Johnston Paler cV Companhia.
Calho de Lima91 das, barca ingleza Jfalifae Pu-
cket, de 332 toneladas, capilan D. G. Boig, equi-
pagem 14, carga guano ; ao capiao. Veio refres-
car e segu para Cork.
Rio de Janeiro28 das, escuna brasileira Sociedade
Feliz, de 122 toneladas, capilo Joaqum Antonio
Goncal ves dos Sanios, equipagem 9, carga caf e
mais gneros ; ao mesmo capilan.
Buenos-Ayres26 dias, barca argentina Colonia, da
201 toneladas, capitao Manoel Nunes Barboza,
equipagem 12, em lastro; a A mor ira Irmos.
Riode Janeiro14 dias, galera porlugucza Lacra-
dora, de 524 toneladas, capitao Paulo Chrisliano
Sm, equipagem 14, carga guano ; a Amorira Ir-
mans. Voiu largar n piloto por eslar doenle e se-
gu para Londres.
dem24 dias, brigue hrasileiro Hebe, de 187 tone-
ladas, capitao Andr Antonio da Fonseca, equipa-
gem 12, em lastro; ao capitao. Veio reccbjr pra-
lco e segu para o Ass.
Calho de Lima71 dias, barra insleza Dianeagra,
de 371 toneladas, capilo Charl Robcrtson. equi-
pagem 14, carga guano; ao capitao. Com6 passa-
geiros. Veio refrescar o segu para Co.rk.
Rio de Janeiro e Bahia7 dias. vapor inglez Severn,
commandanle Hasl. Passageiros para esla pro-
vincia, Luiz Cyraco da Silva, Dr. Carlos Freder-
eo Marques Perdigo, Manoel Firmino Pereira
. Jorge, Cantillo Jos Pereira de Faro Jnior. Jos
Caelano de Araujo. Thomaz y. Gidma, Jos Viei-
ra de CarvaIbo e sua sendera, Guilderme da.Costa
Correa Leile, Ametico Brasilia Pacheco, Jor Fiel
de Jess Leite, Gabriel da Cuulia, Jos Francisco
Vianna, Adolpho Pereira Carneiro, Frederick W.
Wells.
Noci saludos no mesfno dia.
Liverpool Brigue inglez Tyro, capitio H. W.
Lloyd, carga assucar e algodao.
Rio Grande do NorteLancha brasileira feliz das
Ondas, mestre Miguel Archanjo da Costa, em las-
tro.
New-Bedford Galera americana Isaac llonland,
com a mesma carga que trouxe. Snspeudeu do
lameirao.
SalemBarca americana Zoloff, com a mesma 'car-
ga que iroux'e. Suspenden do lameirao.
CopenhagueBarra dinamarqueza Frederick Wi-
Ihelm, com a mesma, carga que Irouxe. Suspeo-
deu do lameirao.
Navios entrados un dia 25.
Ro de Janeiro19 das, brigue inglez Prima Donna,
de227 toneladas, capitao William Newell, equi-
pagem 8, em lastro ; a Dcane Youle& Companhia.
Rio Grande do Sul25 dias, barca brasileira Santa
Mario- Boa Sorte, de 226 toneladas, capitao Joa-
qum Dias da'Azevedo, equipagem 14, carga car-
ne secca ; a Manoel Gooralves da Silva.
Buenos-Ayres28 di, brigue hrasileiro Belizario,
de 232 toneladas, capitao Manoel da Silva Sanios,
equipagem 12, em lastro ; a Amoriin- Irmaos.
Terra Nova38 dias, brigue inglez Cynthia, de 216
toneladas, capilo W. drible, equipagem 12, car-
ga baealho 1 a Me. Calmonl & Companhia. Se-
guio para a Babia.
Iltas Sandwcds120 das, barca americana Robert
Manse. de 309 toneladas, capitao Richard Newton,
equipagem 25. carga azeile de peixe ; ao cnsul.
Veio refrescar e segu para New-Bedford.
Navios saludos no mesmo dia.
Sdulhampton e portos intermediosVapor inglez
Severn, commandaute Hasl. Passageiros desla
provincia, Jos- Candido de Barros e sua familia,
Prueger c sua familia, Joao Hermano llom ique
Holm, Manoel Alves Ferreira Serro, Miguel An-
tonio Malhciro Jnior, sua mulher e fillia, J0S0
Paulo de Araujo llanin, Americo Netto Firminia-
no'de Moraes.
Rio de JaneiroPatacdo hrasileiro Santa Cruz, ca-
pitao Marcos Jos da Silva, carga varios gneros.
Passageiro, Manoel JosTeixeira Fontesc 3esera-
-vos com passportes.
Buenos-Ayres por Montevideo Brigue hespanhol
Restaurador, capilo Antonio Fontanills, carga
assucar e agurdenle.
Navios entrados no dia 26.
Rio do Janeiro13 dias, patacho hrasileiro Alfredo,
do 200 lanciadas, capilo Manoel Gomes de Olivei-
ra, equipagem II, carga varios gneros; a Jos
Baptisla da Fouscca Jnior. Com 2passageiros.
Mar Pacifico, lendo sabido de New-Kondon ha 28
mezesGalera americana Columba, capilo F.
1). II irris, carga azeile ; ao capitao, Veio refres-
car e segu para New-London.
Navio* sonidos no mesmo dia.
Em commissaoBrigue de guena hrasileiro Calio-
pe, commandanle o eapitu-tenentc Joao Baptisla
de Oliveira Gnimaraes.
CopenhagueBrigue dinimarquez Bella, capitao
J. C. Clausem, carga assucar. %
Marscllia Barca brasileira Flor de Oliveira, capi-
tn Jos de Oliveira l,eilo, carga assucar,

to.E
]
do 1
sar a ]
para Ol
cacJo
res do segun I
possam haver, par
Eroteslo, ludo
licacao desle, e para apaa
mandei passar edil
do coslume designa
blcado pela imp
Dada a pastada n
nambuco, aos 18 de
sdaMolla,escriv5e
" Custodio Mano
DECLARAR
CORREI
Carlas seguras vindar
Severn, para os senhore
Silva Guimares, Joo Af^^^H
de Lemos & Fillio, Jos Tbenoro
querque, Dr.Bodriao de
lusliano Pereira da Molla. '
A arrematar o de 2 aacca
ciada pelamesa do consulado :en
do correte, fica transferida para
mo.
Pelo juizo de orphao
vai a praja o dia 27 do
aonual as casas terreas de pe
dos Afogados, urna na roa de !
na ra de Piranga n. t.cora a^^H
to e casa no mesmodj^^H
Caslelhaao, sendo
tutor dos menores filfioi
ras, e ach-s o escripia ai
CAIXA ECONMICA DE I
O seretario da dtreool
senhores subscriptores a'
dia 27 do coi renten na ra
17, pelas 6 horas d;
tar-se de ohjecto que diz r>
caixa.
Tribunal dt. rom ira
' Pela secretara do tribun
vinca de Peniambaco
ta foi matriculado m
cnmmercianle de grosse-
Fernandes Parante Vi
miciliado cesta praca.
commercio da provini
de 1851.No impe.
Jl)'h, I
Pela subdelegacia^T^
faz publico, que se
sao, magro: quem f-'.
zo, que provando
da freguezia dea Afosad
EDITAES.
TERCAFEIRA28

Joanna Januaria c
co
Depois que os ser
verem execulado 111
scen.i pelaprimeir
leressante Comedia
01
Personagens.
Ambror.lo'. -
Carlos.....
O mestre de Novicos .
Jorge .......
Juca (menino d9 annos'
Emilia......
Rosa ;......
Florencia tdE
Jos.....
O merinho. .
Soldados e meirinhos.
A sce|ia passa-se no Itir
Esla composica
bstanle o nome d
la comedia.
No fim da comedia, I
beiro, era obsequio a I
applaudido e grack
COLVIMB
Em seguida o Sr.
ce, lambem em po
ML(M\ PEMij
Puesiado dlslin
Joo Duarte Lisbo
rardo Efrem.
Terminar e especiacuto cm
(ada pelo Sr. Kiueni
0. BA
He este o diver^^H
para ollerecer ao illuslrado
de quem espera loda^^^H
Os blheles achan
sua casa na ra e^^H
andar, no dia do espeelacui
tume.
Principiar s lloras do costuu.e.
AVISOS MARTIMO!
Rio de Janeiro, patacho nacional Sania C-uz, de
tOl 3|t toneladas, conduzio o seguinle : f ,20
saceos com G,000 arrobas de assucar, 200 meios de
vaquetas.
Buenos-Ayres com escala por Montevideo, brigue
hespanhol Restaurador, de 27 toneladas, conduzio
o seguinle :1,230 volumes com 9,575 arrebase 30
libras de assucar.
Paralaba, hiale nacional Parahibano, de 37 tone-
ladas, conduzio o seguinle : 2% voluntes gneros
eslranaeiros, 10 dilos dilos nacionaes.
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 24.......
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlododial a 23 .36:101*617
Ideui do dia 21.....V 1:944*154.
38*459771
PRACA DO RECIFE 2* DE MARCO DE
1834, AS TRES HORAS DA TA RDE.
Revista semanal.
Cambios -'- Os saques da semana forana mui
variados, porquanlo sacou-se a
281)2, 281i4v281|8,28.
e 271|2, a pratos de We 90 dia;
Pela adminislracio da mesa do consulado se
farpubtco, que no jlia 28 d corrente, a 1 hora da
larde, porta da mesma, se hao de arrematar em
hasta publica, 4 saocas de algodao com 26 arrobas e
t!l libras no valor de 1475437 rs., apprehendidas a
Moreira & Primo, por o felor conferente Jos Af-
fonso Ferreira, por falslearAn no genero. Mesa do
cousiilailo de Periianihiirn 24 de marco de 1854.O
administrador, Joo Xarier Carneiro daftwka.
O Dr. Custodio Manuel da Silva Guimares, juiz de
direiio da primeira vara coinmercial desla cidade
do Recife, por Sua Mageslade-lmperiat e Consti-
luciona'l, ele.
Faro saber aos que a prsenle carta de edites virem
ou della noticia liverem, que Francisco de Assis
(juncalves Penna me-fez a pelco do tbeor se-
guinle :
Diz Francisco de Assis Goncalves Penna, capitao
da escuna nacional Galante Mara, que lendo t-
bido do porto de Maco do Ass para seguir.ao por-
to do Rio dn Janeiro com escalla para esla provincia,
e leudo soffrido o sinistro constan! do protesto
junto, feito a bordo, no dia 8de marco correnle, sob,
11. 1,Seguimos viagem al hontem "que chegamos a
vista desta cidade no mais deploravel estado, e tendo
pedido prstico da barra para enlrar, recebi ordem
do proprielario.para seguir ao porto do taeu deslino,
mas nao podendo cumprir esla ordem, couvoqoei a
trpolacSo e lavrou-se o lermo de protesto que lam-
bem junto sob a. 2, era vista dos quaes, e disposlo no
artigo 710 do cdigo do commercio, requ
cante a V. S. Iba queira mandar lomar por ferino a !
ralificacao dos dilos protestos com cilarao dos pr-
prieiaros dos directores do seguro desta cidade, e do*
ua possam haver por edites dr
'ede a V. S. Illm. Sr. juiz I 'r~------:---------*------
a* lomaudo-se logo o depoimento das pensoas da tripol.i
cao.K R. Mr.I -mambuco de marco de 1854' *
Vnde-se a esni(
da nesle perlo, muilo
cabotagem, de lote de i
mais ou menos, forrada
de marcha muito snperi
qualquer viagem : os pretenden!
signatarios, no Tripcfi*Novo
tario pode ser examiiHKlo.
Para o Aracaty cm direij
eos dias. por ter parte da cal J
sileiro Exallacaa, mestre
a tratar na ru da Madre de Di
Para o Rio de Jane:
poiicos dia o brigue n
pregado e forrado de co
isarcha, ctemrnia;
gamento : otTerece
cel lentes conimodos
minados, e recebe es
ta-e com. os consignat
Pinheir, na ruado Viga
do andar, ou com o c;f
lino Gomes da Silva, na Pr; Jtn
mercio-
Para o Rio de Janeiro seg^impreterivelmn-
le no dia 29 do correnle, a > nda :
para escravosa frele e passage
Cruz n. 28, escrplorio de. Eduardo
Para a Halda sabe dom brevida
Olinda; para o resto da carga Irala-se corj
maos. ,
Par
dias o hiii
ao mesmo
sager
consi;
ra do Trapiche n. "
PARA O RIO
Coi
to (juasi todo pron
quizer carregar o
mbarcar B8a-a'
capitao na praca,
Manoel Alves Guerra J'
.
LEILOES
albuco ge de marco de 1854.'
ves Penna.E mais na-
ecuuliuhaeiiapelicjio, na qual dei o despa-
-T-Franciac
jSITIO.!
Cosset Biinonl
asente J. Galis, no- dia 29 do co;
da manilla empento, na ra das Cruzsu.28, se-


I
iim m
redo
trabados,
uinosas, que
leira, mesa
Ira, guarda livros,
qna-
pera alDa, aliulecaa \- .-:"::
jHilua laTM ,!: mes*
aapriinif
aheiro,
sa para
o do paiz co-
trumeolos proprie*para
ira leilso a requerimento
lenosilarios.da massa do
la Cruz, 6 por despacho
HK commercio, de todas as
o existente*, perlencen-
17 do eorreulc.as 10 ho-
i referido agente, na
rto-te, queem con-
ndidospelos maio-
Iguns penhores en-
\o referido fallido, consistindn era
xa dourada, bolues de abertura,
va pescugo, e uro par de rosetas,
rite annuncio serve de
ar ditos penhores at o acto
ME LEMA.
Pedro Vogeiey,
fabricante de pianos, afina e concerta cora toda a per-
feigilo, leudo chegado receuteraunte dos portes da
Europa, de visitar as melhures fabricas de pianos, e
leudo ganho ncllas Indos os conliecimentos eVinca
de conslruccoes de modernos pianos, nfierece o sr u
presumo ao respeilavel public )lquer con-
cert e afina ndn toda a
certeza que nada (cara a desojar as pessoas que o in-
cumban de qualquer trabalho, lano em bres
como em mdico prego -. na rna Nova u. 41, pr
ro andar
n fazends u sem
em um dos mellteres tusares da ra do Queim
a Irter do Kecife, toa dajfedeia n. 20, primeiro an-
lar.
s tOT<2 horas da roa-
goH.14, liaver
urcineria novas e usadas
le madeira e de goslo, dous
ios, sendo um del-
ta cima de mesa, para pa-
uro e de prata, diversos
'lampas de dillerentes gostos,
ra os competentes
H^BArde mesa, cande-
. candieiros ile ilivcrsas
: de uni e dous camos para
ia cadeira de rebuco em
de ouro e prala, enfeites
porgSo de chapeos de palha
s qbjectos que sera expostos
imn inte lamhem em leilo
gandu-se a conducta e o estado
: 80BJA GER1LDES
ncionadus, sem li-
ielo roaior prego que fi'ir
do accordo com 09 scus pro-
do hotel da Passagem da
va tet sido no dia2
ranserido para o dia
ante, as 11 horas da
I DIVERSOS.
Gilain iem urna car-
li e 8 da praca da lnde-
rancitc de Souza Maga-
restdencia para.a ra do
0| RO DE JANEIRO,
wore premios da dita va
ida a beneficio das obras
cidde de Nictlieroy, ex-
10 de marro de 1854.
..... -. 20:000$
...... 10:000a-
ssappareccu no di FI7do correrle, am ne-
gro de nome Benedicto, de nago Angola, de datu-
ra baixa. representa ter :):> a 40 amias; levou caiga
de algodo cum riscos miudinhos azues, camisa de
ilgodo hranco e bonete de panno ji velho : quem o
pegar, queira leva-lo ra do Trapiche n. 2, ar-
mazem de assucar, que sera recompensado.
O abaixo assignado, nao podando despedir-.se
de lodosos seus amigos em sus viagem i Lisboa, por
este faz suas despedidas, lollerecendo seus serviros
"aquella lagar.Jos Candido de Barro*.
LOTERA DO RIO. DE JANEIRO-
_ A lotera oitava das obras publicas de
Nictlieroy corren no dia 10 do corrente ;
os bilhetes acham-se venda as lejas do
costume, e as listas devem chegar pelo
primeiro vapor que vier depois daqnelle'
dia : os premios sao pagos a; entrega das
momas.
Precisa-se de dous pequeos de 12 a 1.1 anuos
para caiieiros de taberna ; no armazem do Caes da
Alfandega n. 3. .
ao rauco.
No armazem de fazends bara-
tas, ra do Goegio n. 2,
vende-se urji completo sortimento
de fazends, finas e grossas, por
precos mais oaixog do q
tra qualquer parte, tanto em por-1
oes, como a retalho, aflianc^ando- '
se aos compradores uro. s'preco
para todos f este estabelecimento
abricse de combinacSo com a
maior parte das casas commerciaes
'inglesas, francezas, allemfias e suis-
sas, para vender fazends mais em
conta do que se tem vendido, e por
isto offerecndo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer.; o
proprietano dcste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que len11 un (a' bem dos '
seus interesses) comprar fazends
baratas, no armazem da ra do
Collegion. 2, de '
Antonio Luiz dos Sanios & Roiim.'
O Dr. Sabino Olegario I.udgero l'inlio mu- 5
aunase para o palacete da ra de S. Francisco
(mundtr-uuyo) o. 68 A. @
LOTERA DE N. S. DO LIVRAMENTO.
O cautelista Salustiano de Aquino
Ferrara
avisa ao respeilavel publico, que os seus bilhetes e
cautelas estilo exposlos i venda nos lugares do costu-
me, pagasob sua responsabilidade os dous premios
grandes sem o deftonto de 8 % do imposte geral.
Bilhetes nichos . . 6,000 . 5:000d000
Meios....... . 3,000 . 2:3005000
Qqarlos..... . 1,500 . 1:230:000
Decimos..... . 700 .. . .300CO00
Vigsimos .... , 400 .. . 2305000
5435
50
352
5400
5690 .
155!)
1690 3929 ,
ufa, 5645,
150,
630
569
1126
4:000$
2:0000
1:000*
400.?
J. Jane,Dentista,
contina residir na ra Nova, primeiro andar n. 19,
HOMEOPATHIA.
$ Ril DAS CRIZES R. 28. !
^ No consultorio do professor homopath
Gosset Bimonl, acham-se a venda por .1
CINCO MIL RES. ;
Algumas carleirascom 2i medicamentos. I
Os competentes livros.....53000 ,
- Grande sortimento de carleiras e caixas
de lodos os tamaitos por pregas commo- I
ditsimos.
1 lubo de glbulos avulsos 500
1 frasco de X ona de tintura a
escolha '........19000
LOTERA DE N. S. DO LIVRAMENTO-
As rodasdesta lotera andam a 21 de abril pro*%
mo futuro, e o resto dos "bilhetes acha-se a venda
nos lugares j conhecidos, na botica do Sr. JooMo-
reira ra do Cabuga, na ra do Queimadoloja do Si1.
Moraes.O Ihesooreiro, Joao Domingues da Silra.
Gossel Itimont leudo de se retirar prxima-
mente para Europa, roga aos scus devodores
o favor de virem saldar suas contas da dala '
desle a oilo das. Kecife 17 de marro de
1854.
1589 2057
3447
5952
4965

1132
3711
1822
....
143,476, 518,
1, 851 919,
1136, 1186,
, 1576 ,
1702 ,
2017 ,
2425 ,
2698 ,
5054 ,
144 ,
718 ,
05 ,
88 .
.169 ,
119 ,
230 ,
, 5620 ,
'5711, 5766 ,
5869 5981 .
200.S
Roupa engommada.
No aterro da Boa-Vista n. 48, loja, sndira pessoa
que se incumbe de mandar lavar e engonimar com
perfeico a roupa de qualquer senhor eslrangeiro que
precisar.
Aluga-se um sitio
na estrada dos aflliclos confronte a igreja do mesmo
lugar, bastante -grande, com boa casa devivenda,
murado na frente e Tundo, e com umitas fruclciras :
quem o pretender, dirija-so i Ponte de Uchoa em ca-
ta de Francisco Antonio de Oliveira Jnior, que lam-
be m permuta por predio na prara,uu Vende.
HOMEOPATHIA.
CLNICA ESPECIAL DAS MOLESTIAS
NERVOSAS.
(Hysteria, epilepsia ou gola coral, rheuma-
lismo, gota,'paral)ia. defeitos da falla, do
ouvido e dos olhos, melancola, cephalalgia
ou dores de cabeca, enxar]ueca, dores, e ludo
mais que o povo conhece pelo nome genrico
de nervoso.)
As molestias nervosas requerem muilas ve-
res, alem dos medicamentos, o emprego de
oulros meios. que despertem ou abata ni a sen-
sihilidade. Esles meios possuoed agora, e os
ponbo a disposirao do publico.
Consullas todos os das (de graca para os
pobres), desde as 9 horas da manlia at as 2
da tarde. Kua deS. Francisco (mundo novo
n. 68 A. Dr. Sabino Olegario Lnigero
Pinho.
100$
408
,208

?1,
"2 ;
-g I" s 3-S.
e 2 S'S.S.S oC5
Jos Rende, artista em cabellos,
Carlicipa ao respeilavel publico, que faz obras de ca-
ellos com toda peifeico, como sejam as seguinles :
pulceiras, correnles de relogio, trancelins, conloes.
colares e flores : quem quirer,dirija-se ra estrella
do Rosario n. 7. ,
r- Precisarse de um menino portuguer de 12 a 14
anuos para caixqiro de taberna, com" alcuma prali-
ca ou sem ella: na ra do Pilar, em Frade Portes,
n. 84. v
Rape Paido Cordeiro.
Por constar existir A venda rap falsificado com o
titulo de Joiio Paulo Cordeiro, previne-se aos amado-

" 1?^^H
mmm
IVA N. 33.
lisos preco, as falendas
aodelnquim bor-
^^pOO rs-, ditos lisos a
lordadas c lisas para se-
, puhbos bordados ;
manguitos borda [
rtrSy pagodins de
itas'e camisii", a i
liara mao a 2?000, ;
le senhoras a 800
lirtude para ho- |
'los de casemira
idos de cambraa
. bons chales de
^^Bores para hoihens
a duiia, vestidos de '
(000 rs., riscados esco-
in a2a000 i
lencos
iOO rs., ,n-
J. 3!,
9500
lidades a
JOOrs.,
lates miiii
res de tao aromtica quanto exccllente pitada, que
no escriptorio n. 17 da ra da Cruz., nico deposilo
do verdadeiro rap de Joao Paulo Cordeiro do Rio de
Janeiro, nesta ci'dade, acharo sempre venda caixas,
e tambeni se vender metas caixas e quartus do cai-
xas, e a retalho as seguinles tejas: Kecife, ra da
Crur, Fortunato Correia de Oueirz, ra da Cadeia,
Jos Gomes Leal Jnior, Jos JFortunalo da Silva
Porlo, Tlioma/. Feroandes da Cunha, Santo Antonio,
ra do Collegio Lima & Guimaraes, ra larga do Ro-
sario, Jos Dios da Silva Cardeal, Manoel Joso Lo-
pe, Neves & Coelho, ra dos Ouarlcis. Jos l.ouren-
rn'da Cruz, Pracinba do Livraincnlo, Pedroso^- Cos-
a, Pedro Jos do llego Maia, largo do Livramonto,
Francisco Alves de Pinho, ra Dircita, Jos Vctor
da Silva l'imeiilol, e Aiilnnio Joaquim Ferreira de
Souza, no pateo do Carmo.
Offerece-se urna ama para casa de nm liomcm
solleiro ou de pouca familia, sabe coser, engommar,
eenlende de corintia-: quem della precisar, dirja-se
no aterro da JJoa-Vista n. 25.
Aluga-se urna prela cozinbera e engummadei-
ra, e tambem um moleque proprio para lodo o serv-
co de urna caa : os prelendenles dirijani-se ao aler-
to da Boa-Visla, loja de charutos n. 77.
O marcinero francez da ra Nova n. 45, com-
pra toda a qualidade de mohilias, novas e usadas, as-
gim como.lamben troca por outras, e lem para ven-
der luda a qualidade de trramente) para mar.cnciro
e entalbador.
Precsa-se alugar urna negra captiva, paga-sc
129000 r>. mensaes: na ra larga de Rosario nume-
ro 33.
Dcsappareceu no dia 21 desle mez, as 8 oras
da imite, un escravocrioulo, do nome Antonio, ida-
de 24 annos, he ofllcial de pedreiro, levou vestido
cal(a de melim prelo, camisa dcchila preta sem urna
manga, he de estatura regular, grosso do corpu, o
rosto grosseiro, nariz grosso c chato, com marcas de
bexigas no rosto < nariz, lem as mSos e os ps grossos,
a falla grossa, nito lem falla de denles, cabello um
tanto apartado, liso lem barba neni bu?o : quem
dille souber leve-o na rua do Cabuga 11. 3, segundo
andar, <0e ser bem recompensado.
Obras de ouro as mais modernas.
Na rua do Cabus, confronte ao pateo da matriz,
loja nova de ourivesn. II, de Saraphim & Irmao,
Tranqueare conslaotemente ao publico em geral um
-raime sortimento de obras de ouro de dHerenlcs
gostos e precos niuilo commndos; continua-se a pas-
as r urna conla com responsabilidade de Inda obra que
fr veadida, especifleando-se a qualidade do ouro de
14 oujls^guilates, ficando assim sujelos osdonos da
dila leja por qualquer dtivida que apparecer.
. Manoel Jos da Fonseca, por haver oulro de
igual nome, declara ao respeilavel publico, que da
publicacao desle cm diante se assgnar Mauoel Jos
da F'dfiscca Riquito.
Aluga-se um sitio na estrada do Arraial, com
mulo noa casa de vivenda, -estribara para Jcaval-
los, casa para pretos, bastantes arvores de fruefo,
baixa para capinvuma grande capoeira para tirar
lenli,] c bom poc.0 d'agua para lieber : quem o" pre-
tender, dirija-se ao aterro da Boa-Vista 11. 86, segun-
do andar.
Aluga-sc urna casa de dous andares no bairro
de Sanio Antonio e Boa-Vista, ou de um andar e so*
tao, queseja decente e lenha sufficicnlcs commudos
para grange, familia : quem a liver annuncie, ou di-
rija-se i Soledade, sitio dos qualio tees. que achar
com quem tratar, a qualquer hora do dia.
O Sr. Joan Nepomuceno Ferreira de Mello,
morador na passagem de < HinJa, tem urna caria na
livraria n. G e 8 da praca da Independencia.
Continuam a liquidar-se ,
as fazends da loja do ausente Joao Antonio de A-
raujojior metade de seus valores, adinbeiro aviste.
Chapeos de caslor brancos, copa alia, a 2$560. corles
de cambrtias bordados de cores, a 29000 e 2&500, di-
tos de cambraa* de seda a 49500 e 59000 rs., ditos
ditas de seda, muilo booilos padroes. 83OOO rs., len-
cos de garsa muild bonitos padroes, a 19280 aman-
tes de gon;a, a 29500 rs., luvas de relrozde rede pre-
la sem dedos, par 320, ditas de casemira para rnonta-
ria,%K) rs., lit de a Igodn adamascado hranco o de
cores, vara 480 r?.. chapeos de seda para senhoras, a
X, 109000 e 1G9000 rs., corles de cambraas bor-
, bonitos gastos, a 39800 rs., lencos de chita Ti-
nos, duzia 294OO rs., chales de cambraa bordados.
um 800 rs., ditos de dita adamascados, um 640 rs..
cassiiielas de 13a raescladas para calcas e palitos, co-
vado 800rs., alpacas mescladas bonitas cores, covado
610 rs., cambraas de cores Iranspareqles, proprias
para cortinados, vara 120 rs. ; e mitras militas fazen-
ds por haralissimos precos : na rua do Queimado
n. 7, loja da estrella, defronle do becco do Peixe
Frito.
J. Chardon.bacliarel em bellas lellras, Dr. em
direito, formado na unversidade de Pars, ensina
em sua casa, rua das Flores n. 37, primeiro andar .do
sobrado que faz a esquina da rua das Flores com a
rua da Concordia, a Icr, entrever, fraduzir e fallar
correctamente a lingun franreza e lamben) d linios
particulares em casa de familia.
Paulo. Gaignou, dentista,
pode ser procurado a qualquer hora em sua casa
na rua larga do Rosario n. 36, segundo andar.
Arrenda-se o engenlio I,eao, silo na fieguezia
da Escada: os prelendenles pdemapparecer no ater-
ro da Boa-Vista, sobrado 11. 53. segundo andar, que
acharan com quem tratar, ou na freguezia da Escada,
noengenho Vicente Campello, com Manoel f,011 cal-
ves I'ereira Lima. '.-'.-
Frederico Chaves lem justo e con Ira lado a ven-
da de um'dos seus sitios; sendo que haj aguemque
se julgu com direito a elles, queira annuciar ues-
tes -8 dias.
Aluga-se tnegundo andar do sobrado da roa do
Jardimn. 71, com comniodos para grande familia ;
muilo fresco e boa vista :' quem pretender, dirija.se
ao segundo andrMo sobrado da rua do Dique n.,
cm cima d'aula de primeiras letlras do professor Cas-
tro Nunes.
Franjas para cortinados.
Chegou a loja de miudezas da rua do Collegion.
1, um grande sortimento de franjas brancas e de co-
res, rom-belotas e sem hellas, as mais ricas que lem
apparecido oeste mercado ; a ellas, antes que se aca-
ben 1.
Acha-se contratada a compra de una casa de
teipa de Joao de Santa Mnnica, na rua da Casa For-
te ; scalguina pessoa se julsar com direito a dita ca-
sa, annuncie por este Diario dentro da 8 dias.
Precisa-sede urna miilher para fazer o ser viro
de urna casa de pouca familia: quem quizer, dirij.i-
se Iravessa da Trempe n. 9.
Vicente Ferreira Lopes, brasileiro, relira-se pa-
ra a Parahiba, levando em sua compartida sua mu-
Iher e suas cscravas Rosa e Luirapcrioulas, a seu ser-
viio.
Precisa-se de urna ama forra nu captiva, que
saiba cozinhar e engommar, para casa de pouca fa-
milia : na rua do Queimado n. 10, loja.
Aluga-se um grande armazem, assim como um
Grande terreno no fundo do mesmo, e lem seu em-
barque, por ser na rua do Bruin, ao p da fundico
do Sr. Bowman, do lado do sul : quem os pretender,
(alie a Jos Anlunes Guimaraes, na rua de Apollo
n. 30.
Padre Manoel Jos dos Sanios, subdito portu-
guer, relira-se para Europa.
No Bazar Pcrnambucano veudem-se turbantes
a Cardinal para bailes, os mais ricos possives, bertas
de.linho para senhoras, esparhlhn a prrguii;osa para
Hilas, roineiras de niel, chales de verdadeiro loqum,
bcos de bloud, seda, linho c algodao, llores arlfi-
ciaes, ricos vestidos de popelina, ditos scossezes,
chales d filel, e outras multas fazends que se ven-
den) barato, e'o comprador reconhecer osla verila-
de, viudo ao Bazar.
Arlion-se no pateo do Terco, em das do mez de
Janeiro, urna era.le de labyriulho para lenco : a pes-
soa que se julgar com direito a ella, dirija-se a rua
da Praia n. 61, segundo andar, que daudo os signaes
certos Ihe ser entregue.
Jos Alves da Silva tinimarfles, vai a Europa,
juntamente com sua senhora.
Existe na provincia das Alazoas um prelo cri-
oulo, por nome Benedicto, o qual diz ser escravo de
Antonio Carlos, rendeiro do engenho Una, perto de
Sanio Antau ; querendo este senhor negocia-lo appa-
rcc.i com seus Ututos, ua rua do Rangel 11. 36, se-
gundo andar.
Manoel Leao de Castro relira-se para' a Eu-
ropa.
MECHANISMO PARA ESGE-
HHOS.
U FUKDIV&O' M, FERltO 1)0 EMiEMlEIRO
I) A Vil; \Rl\D0 KRIK,
nsSVWMIO EHAF.UHZ,
ha sempre um grande sortimento dos seguinteob-
jeclos ce meclianismo proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
constrocro ; taixss de ferro fundido e balido, de
superior qualidade, e de lodos os tamaitos ; rodas
dentadas para agua ou animaos, de todas as propor-
$6cs ; crivos e'boccas de fu/nallia e registros do boei-
ro, aguillies,broiize parafusos c ravilhcs, moinhos
de mandioca, etc. etc.
M ESM\ Fl\DIfAO"
se exccolam todas as encommendas com a superiori-
dade j coiihccida, e com a devida presteza e commo-
didde em prego.
A 13 do corrente marco, fugio do engenho Co-
vaso escravo Antonio, idade 30 anuos, estatura regu-
lar, secco do corpu, rosto descarnado, cor fula, tem
os ps grossos, por soffrerde cravose ter bixos, assim
como lem as costas, procurando ascadeiras, cicalri-
zos de relho, he mulo palrador, e alguma cousa
cacliacciro. Suppoe-se andar na comarca de Saujo
Anlo, onde j habilou: quem o apprchender coi'i-
dura-o ao mesmo engenho que ser bem recompen-
sado.
Pede-so a pessoa que comprou urna, mnedade
ouro, libra esterlina, com laco -liso, proprio para en-
liar cordao para botar ao pescoco de menino, ou sem
elle por haver sido lirado a um alfaiatc no dia 22 de
fevereiro prximo passado ou muilo perto desle da,
dirija-se a rua das Flores n. 23, alim de averiguar
negucio que Ihe diz respeilo. Pode vir sem receio al-
Kiim. certo de que nenhiim prejuizo lera relativo a
este negocio da compra referida, se vier por este cha-
mado a casa indicada.
Na rua Nova, loja de ourives n, 4, fazem-se si-
neles para qualquer repartico, consulados eslran-
geiros& Companhia, caixas para carias de hachareis,
assim romoabrem-se firmas c insciipces em qual-
quer obra de ouro ou prata, e tambem se faz qual-
quer obra de ouro por mais dilicada e dflicil que
seja com perfejao, e concerta-se igualmente toda
obra de qualquer goslo com brithantes.
Perdeu-se no dia 23 de marco, desde o arma-
zem do Sr. Luiz Antonio Aunes at a rua de S. Fran-
cisco, umvale de200s000 rs. passado por Manoel Ig-
nacio do Oliveira Lobo a Leaudra Mara da Concei-
cao, e junio ao mesmo vate una ordem do Sr. Manoel
I giiar,ii ao Sr. Luiz Antonio Anues para pagar esta
quanlia de que j recebeu-se 1009000 rs. par conla,
e como j esteja prevenido o Sr. Aunes para nao pa-
gar a pessoa algnina que lhe aprsenle, Senao ao por-
tador do vale que he Jos Francisco de Paula, por is-
to fica $em efleito o vale e a ordem, e o Sr. Aunes
disse-me que me pagava avista do annuncio.
Jote Francisco de Paula.
RIDOUX &GAHN1ER, LiTHOuRAPHOS,
Rua da Gruzn. 2i, pijtneiro andar,
parlicipam ao_ respeilavel publico, que leudo dado
maior extenso ao seu cslabelecincnto, acham-se
promplos para escrutar com toda a brevidade os tra-
balhos que Ibes l'orein encommendados, como sejam :
facturas, contas, lellras de cambio e da Ierra, conhe-
cimentos.^iara navios, circulares, correspondencias
autosraphadas, precos correnles, cartesde casamen-
to e bilhetes de visita, etiquetas para botica e outras,
msica e ludu o que pertence a sua arte.
Roga-se ao Sr. Jos, Fraucisco dos Sanios Mi-
randa queira Icr a bondade de entregar o chapeo do
abaixo assignado,,qne por engao levou do baile que
leve lugar no dia 25 do crrenle, na rua de Santa
Rila.Francisco Leandro do llego.
Vende-se asna das caldas da rainba, que lie a
mellior cura que ha para quem padece de molestias
do estomago: quem quizer, dirija-se a botica doSr.
Ignacio JosdoCoulo, no larg da Boa-Visla.
Vendem-se missiies novos de boa encadernacto,
para missa, assim com) urna caixinlia para desenlio:
quem quizer comprar, dirija-se rua do Cabug, to-
ja n. 6.
ArrENCAO'
Vjile-se o verdadeiro fumo de Garanhuns, de
prinra qualidade, por'prego commodo : na rua Di-
reila n.76, esquina do becco dos Peccados Moraos.
Vende-se peixe secco cheaad ha podco de Fer-
nando, bem cumo muilo bom fejfto.'por prego razoa-
vel:. na rua da Gua n. 42, secundo andaf, das 6 as
0 i|a manhaa, e du meio dia as3 da larde.
Vende-se urna porcao d licores francc'zcs, fi-
nos : na rua da Crnz, armazem n. 18.
Veudem-se os melliores, reoslos de ouro, pa-
tente inglez, j bem conhecidos neste mercado : em
casa de Pussell Mellors & Companhia, rua da Cadeia
do Recite n. 36.
SACCAS COM FARINHA DE MANDIOCA.
Vendem^-se saccas com superior fari-
nha da tena, por menos preco do (jue
em outra qualquer parte : na loja n. 2b'
da rua da Cadeia, esquina do becco
Largo.
Vendem-se em casa de Timm Mora-
sen & Vinnassa, prara do Corpo Santo n.
lo, os seguintes objectos; obras de ouro,
cmo sejam : aderecos, meios adereros,
pulceiras, anneis, co.rrentes, rosetas, alfi-
netes etc., tudo chegado no ultimo vapor
da Europa ; charutos da Havana verdadei-
ros, candieiros, casticaes, arados de ferro,
vaquetas de lustre para coberta de carro.
. Vende-se a padaria da rua das Larangcras,
bem como u deposito da rua Nova, ambos os eslabe-
lecimentos bem afreguezados : a tralar na rua das
Larangcras n. 18.
PAKA A GUARDA NACIONAL.
Anda rojlam algumas espadas superiores, pr.ilca-
das, para se vender por prego commodo : na rua No-
va 11.20, loja de J0S0 Fernandos Prenle Vianna.
Saccas grandes.
Vende-se milhn novo, em saccas grandes, a 2&500 :
no armazem de Tasso Irmqs, rua do Amorim 11. 35.
-^- Vende-se nma escrava crioula, de 40 annos
de idade, muilo possanie, de ba conducta, ptima
cozinheira e lavadera: na rua do Heras 11.60,se di-
r quem vende.
Vende-se urna bonita escrava crioula com idade
de 22 annos, cose bem, faz labynnlho, engomma e
faz doce, avisla do comprador se dii o motivo : na
rua do Nogueira sobrado u. 39.
Vende-se palhn de carnauba, propria para cha-
peose vassouras : em Santo Amaro, na taberna jun-
te a casa do Sr. Cardoso.
Vende-se gello no mesmo deposito antigo. pe0
prego do costume, das 9 a I hora, e das 3 as 5 da lar-
de, todas os das, domingos e dias sanios.
No paleo do Carmo, taberna n. 1, vende-se
o muilo superior cha preto a 28000 rs. a libra, c ale-
lriaa240.
Vende-se um jumento milito novo,
gordo, e bastante manco: na rua do Quei-
mado loja n. 14
COMPRAS.
Com pram-sc oseras os de idade de 12 a 35 an-
nos, assim como se recebem para vender em commis-
sao : na rua Dircita n. 3.
Compram-se ossos a peso : no ar-
mazem da illuminacao, no caes do Ra-
mos, Iravessa do Carioca.
Compram-se garrafas vasas: na taberna; da-ru
da Cadeia de Santo Antonio n. 16.'
Compra-se urna casa terrea no bairro de Santo
Antonio ou Boa-Vsla, em boa rua e conmnelos pa-
ra urna familia, que esteja em llura estado: na rua
do Pilar em Fra de Portas n. 55.
Compram-se Diarios para embrulho a 38200 a
arroba : na rua larga-do Rosario n. 8 e 15.
Compra-se para a obra do hospital Pedro II 200
alqueires de cal branca de Jagoarbe : quem liver e
quizer vender, dirija-se ao dreclur'da obra Antonio
Jos Gomes do Correio para tratar do ajuste.
Compram-se escravos de ambos os sexos, de 10
a 20 annos, para se exportar ; lendo boas figuras,
pagam-se bem : na rua Dircita n. 66.
VENDAS
Velas de carnauba.
Na rua da Crur n. 15, segundo andar, vendem-se
velas de carnauba, puras e compostas, feilas no Ara-
caty, por menos prero do que em outra qualquer
parte.
OVAS DO SERTA.
Vende-se este excellenle peliscn, e saccas de muilo
boa e alva gomma para engommar c fazer bolinlios,.
por preco commodo: na rua doQuemadu loja 11. 14.
Pennasde ema.
Vendem-se pennas de ema proprias para espana-
dores, e mulo boa gomma para engommar e fazer
bolnhos, em saccas ou em arrobas, assim como cx-
CelleiHes ovas do serlo. ludo por prego commodo:
ua rna du Queimado loja n. 14.
Vendem-se 12 eseravus.sendo um dilo carreiro,
um moleque de dado de 18 anuos,dc mulu boa con-
duela, duas de bonitas figuras que engommam, cp-
ziuliam. lavam efazemUbyrinlho, una mulatinhade
idade de 16 a 18 annos.seis escravas de lodo o servigo,
um dilo de servico de campo : na rua Dircita nume-
ro 3.
Ka rua do Vigaro n. 19. primeiro andar, tem
para vender-se chapeos de caslor branco, por commo-
do preto.
Ai Continua anda a vender-se superior fan- 64)
7? nha de mandioca, nova, chegada de Santa Jjz
($) Catharina, a bordo do patacho Clemenlina. \)
por prego commodo; para gran%s purgues r.
'^ far-se-ha um abalimento em proporgao : j*l
<0) Irata-sc no escriptorio da rua da Cruz n. (j)
//*. 40, primeiro andar. />>,
Vender superior farello m saccas muilo grarf-
des, e por preco commodo: na rua do Amorim u.
48", armazem do Paulo 4 Sanios.
fe'tjao.
No armazem do Sr. Guerra defrunlo do trapiche
do aleodo, lem para vender-se feSo mulaiinho
muilo novo, e m saccas tratar na rua da
Cruz n. 15, segundo andar.
Ao barato.
Na loja de Guimaraes & Henriques
n. vendem-se lengos de cambraa fina e' de puro,
linho. pelo barato prego de .58 e 45! ,ell cada dbzii em umacaixinhacem1ind*estampaf.
Caixas para,rape.
Vendem-se soperiorescaixas para rap fcitasnac
dade de azaretli, pelo mellior fabricante desle Re-
nero naqucllaeidade, pelo diminuto prego de 18280 !]
ua rua do Crespo loja 11. 6.
Vendem-serelogos deooroe prata, mais
barato de que em qualquer oulra parte:
na prara da Independencia n. 18 e 20.
Chapeos pretos francezes
a carij, os melliores c de forma mais elegante que
tem vindo, e outros de diversas qualidades por me-
nos prego que em outra parle : na rua da Cadeia do
Kecife, n. 17.
OS EXCELLEHKS S.UL.UIES DEBOLOXHA,
recentemenle chegados de Genova.vendem-seaprego
razoavel : na rua da Cadeia do Recite n. 23.
Dcpoiito da fabrica de Todo* om Santoi na Babia'
Vnde-se, em casa do N. O. Bieber & C, na rua
da Cruz n. 4, algodaO trancado d'aquelta fabrica,
muitoproprioparasaccosdeassucar e roupa de es-
cravos, por prego commodo.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, h a
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, o scauiule: saccas de farello muito
novo, cera em crume c em velas com bom sorti-
mento de superior qualidade, mercurio duce e cal
de Lisboa em podra, nuvissima.
Vendem-se em casa de Me. Calmonl & Com-
panhia, na praca do Corpo Santn. 11, o seguinle:
vinbo deMarseillecm caixas de 3.a Oduzias. linlias
em novel I os ecarreteis, breu em barricas muito
grandes, ago de milaOsortido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundico' Low-Moor. Rna da
Seazala nova n. 42.
Neste estabelecimento' continua a lia-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moepdas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invehcao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, em'pregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar* acha-e a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz, n. 4.
SASD.
SALSA PARRILHA. .
Vicente Jos de Brito, nico agente era Pernam-
buco de li. J. D. Sauds, chimico americano, faz pu-
blico que tem chegado a esla,praga urna grande por-
cao de frascos de salsa parrilha de Sands, que sao
verdaderamente falsificados, e preparados -no Rio
de Janeiro, pelo quo se devem acaulelar os consu-
midores de tao precioso talismn, de cahir neste
engao, tomando s funestas consequencias que
sempre costumam trazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mito daquelles, que anlepoem
seus interesses aos males e estragos da humanidad*-].
Portante pede, para que o publico se possa livrar
desta fraude e distngua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recenlemenle aqu chega-
da ; o aiiiiuiiciaulc faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente era sua botica, na rua da Conceicao
do Recife n. 61 ; e, alm do receluario que acom-
panba cada frasco, lem embaixo da primeira pagina
seu nome impressu, e se achara sua firma em m>-
nuscripto sobre o involtorio inipresso do mesmo
freos.
Vende-se gomma em saceos, e peonas de ema
na rua do Queimado n. 71', loja de miudezas.
Vende-se um complete sortimento de fazends
prelas, como : panno lino preto 38000, 4800
58000 e 68000, di ^100 e 58000, Ca-
semira preta a 2t moito superior ,
38000 e 48000 o covado. a Iiespanhola 25 e
28500 rs., selim lavrado tidos de se-
nhora a 28600, i' s qua-
lidades, por 1
Venden gria-
13280, ditos
Crespo loja a
Oleo det
gulain dous e 1
armazem de Mano.
rua do Amorim n-
Vemlem-se peneiras de ai
llior fabricante de Lisboa,
proprio pora padarias 1
demde7a8JI)00rs.. p
vista da boa qualidade: na roa
VendeoMe li
Kirsch em caixas", asi
francez da mellior parecido, tudo i
irancez, e por pr
rua da Cruz n. 26, pni
Vende-se muito
metra qualiaade, em
bem fardos de fumo da I
possivel para charutos, che|_
mente da Bahia, e por preco
conta ; assim como urna por
de charutos, por preco baratistim!
he para se linalisar contas : na
Cruz n. 20, jlrimeiro andar.
VINHO DA FIGCEIRA.
Vendem-se barris.de quinte de vinho d
no armazem de Tasso Irmos.
Vende-se um eavallo rugo rod
bastante gordo, proprio para carro, a
lop-a : na rua da Cadeia de Sanio
loja.
Vende-se urna escrava moga, quj
bem e tem boa conducta, urna dita d "
que cozinha o diario e engomma liso,^
mogos e um mualo bom para pagem :
n. 66.
Na rua da Cruz n. 15, segando aij
se 190 pares de coturnos decouro de W
tos, pelo diminuto prego de 28500 cada 1
Taixas para engenhos
Na fundico' de ferro
Bowmann, na rua do BrrJ
do charferiz continua [
completo sortimento de taj
fundido e batido de
inno a?.
odadlS
anda b.
Vendem-se corles de vestido prelo, de cha-
$ malote e grosdcnaple bordados, de superior
@ qualidade, e lindos desenhns: na loja loso- @
@ brado amarello da rua.do Queimado n. 20.
S@@S5* @
ARADOS DE FERRO.
Na fundico' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para Vender ara-
dos de ferro de superior qualidade.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se em porees ,de '50 saccas pa-
l-a eima : para ver, no armazem do' For-
te do Mattos, defronte do trapiche do al-
godaotf e para tratar, no escriptorio de
Manoel Alves Guerra Jnior.
corpo
umio es-
todas as
%
83 Europa:
, que achara
relira-se para o Ro
obrado defronle da igreja da Soledade, faz-se
muilo bem feitas flores denomina e de panno, e es-
panailores superiores, posto que lendo muilu em
conla : e tambem liuge-se de tedas as cores e com
perfeigao a saber: vestidos, casacas e palitos a 38000
rs.. saias a 28000 rs., colleles e caigas J80O0 rs.,
pecante pannos a 500 rs. 11 covado, meias a 320 rs.
npar, etc., ele, as pessoas quo uo quizerem ir al
aquella casa poderan entregar as suas encommendas
na rua de Santa Thereza n. 21, defronle do porteo
da ordem terceira do Carmo.
Joaquim Antonio de Oliveira faz scenie ao
co,que comprou a Jos dnCostaGomera taber-
1 na rua das Calgadas n. 2, c 11H0 se responsi-
bilisa por divida alguma d mesmo yendedor, alm
dos senhores que enlraram noraleio da mesma la-
berna.
Recebem-se cavallos para Iralo: na cocheirada
rua da Cadeia de Sauto Antonio n. 5. '
i Frederico Chaves tem justo,e.contratado a ven-
da do seu'sitio na estrada de Belem, entre a, igreja
da mesm eo sitio do Sr. Dr. fr'eitoza, si algoem se
julgar com direito a elle, queira annuciar uestes 8
diai.
O Sr. Antonio Jos Nogueira, que annuncia
relirar-se para fora da provincia no Diario de 24 do
corrente. nao o poda fazer sem que primeiro va
pagar a Joao lavares Cordeiro o saldo de 2828420,
de Janeiro, levando em sua companhia sua mulher, que lhe devMa extinrla firma de l-'raiicisco do Pra-
m fi"1o.4t|Wa Flo/iniia de sua.propriedade.
do & Companhia, da qual era socio e gerente.
O abaixo assignado faz ver ao respeilavel pu-
blico, e a quem iuteressar, que o major Jos Fran-
cisco de Souza, morador na villa de Souza, comarca
do Pombal provincia da Paralaba do-Norte,
nada deve aos. Srs. Antonio Jos Pcrera. F-
lix. Rigor & Companhia, Vicente Alves Machado,
Jus Mara da Cusa Carvalho, e Antonio Ferreira
da Costa Braga, e si 111 a .loanna Mara da Conccigao,
por alonomazia Joanna dos l'assos. a qual pngou
quelles senhores pelo dilo major Jos Francisco oque
este deva: por lano o abaixo assignado lie piocura-
por bastante, com lodos os pndcres(para tratar de lodo
e qualquer negocio que disser respeilo a mesma Joan-
na dos Passos. Recife 23 de marco de 1X.'if.
1 Francisca Manoel Coetlto.
Ofierecc-se urna ama parda, de bous coslu-
mes, para casa de homem. solleiro, parn cozinhar e
lomar conta de lodo servigo da casa : quem quizer,
procure na rua das Triucberas n. 1, quem vai da rua
Nova ao lado esquerdo.
Acha-se contratada a compra de urna rasa de
laipa com frenle c Irazeira de pedra e cal, de Joao
de Santa Montea, na ru da Casa Forte: se alguma
pessoa se julgar com direito a dita casa, annuncie por
este Diario dentro de 8 das.
A abaixo assgnada," directora do collegio de
San l'A una, declara ao. respeilavel publico, que mu-
duu o seu estabelecimento de educarlo de meninas,
para arua'doMoodego, casa dos herdeiros do falle-
cido Sr. major Costa, confronte ao Sr. Luiz.Gumes
Ferreira : quem liver negocio a tratar, dirija-se
casa mencionada.
Auna Bernardina da floclta Silva.
Precisa-ee para u hospital inglez. de um ho-
mem que seja cozinheiro e comprador, equecntenda
de mais algum servigo de casa ; paga-se bem e pre-
fere-se livre : quem estrver nestas rircumstncias,
queira dirigr-se aowmesmo hospital, em Santo Ama-
ro, a qualqiier horrdo' dia.
Aviso ao respeitavel publico.
O abaixn assignado, olficial de correiro, inudou a
sua officina da rua Dircita para a do Canno 11. A, e
tem n frente do dito estabelecimento a setiuinle le-
gendaCarros de aluguel; e passou tambem a ad-
ministrar a dita cocheira, onde o publico o achar
sempre promplo a desempenhar os devers nos iu-
lierente ao seu nllicio, romo tambem a apresenlar
bons e novos carros aos fregueres que se dignaren)
procura-lo,Francisco Xavier Carneiro.
FARINHA DE TRIGO.
Vende-se no armazem do Tasso Irmos, farnha de
Irigo de todas as qualidades; que existen) no mer-
cado.
VendePWduas hlangas com os petos de ar-
roba a meia quarta, sendo a balanga nina grande e
oulra pequea : na rua das Cinco Ponas n. 38.
Vende-oe um excellenle moleque de bonjla fi;
gura, para bolieiro ou pagem, du que lem muitapra-
lica, e com algumas habilidades, que vista do com-
prador se fariio paten tes, por ter o senhor de relirar-se
para fra do imperio: no primeiro andar do sobrado
da rua de Apollo n. 16.
Vende-se na rua da Scnzala Nova n. 30, o se-
guinle :Falas da rainba, ditas imperiaes, dilasde
familia, aramia de ovos, bolnhos de ditos, aramia
pora, bolachnhas americanas, biscoilos linos e gros-
sos, fatias e partculas, bolos cesados, biscolohomeo-
pathico, superior pilo de familia e crioulo.
Vende-se nm bonito escravo, crioulo, com 23
annos de idade. uflicial de pedreiro: na rua du Pi-
lar em Fra de Portas n. 55.
Vende-so a grande lalierna da encruzilhada de
Belem. muilo afreguezada, rom poneos fundqs, cboa
para quem quer principiar com este negocio: quem
pretender, dirja-se a mesma, 011 na rua Nava 11. 50.
Vende-se um prelo que cozinha muilo bciu o
diario de urna casa : na ruiylo Crespo, luja da esqui-
na que vira para a cadeia. ,
Vnde-se urna casa nos Afogados, na estrada
que vai para o engenho Giqui, por prego muilo
commodo: a tratar cm Molorolombn. 53.
FAZENDS BARATAS.
Ma nova loja de faxeadas, na rua do Xihrramen-
.to n. 8, ao p do armaxfem de 1009a de Joa-
quim Bernardo da Cuaba,
vende-se a verdadeira sarja preta hes-
pauhola a 2.S00, 2>000, %'800 e 5|200
o covado, ricos cortes de cohete de setim
prelo hordados,, ditos de casemira preta
bordados, case,mira preta setim, pannos
pretos de 5x000, sliOO, 4s000, 4.^800,
;"),S-"i00, (i.sOOO e7S000 rs., chapeos pretos
de massa, fa/.enda superior, e iorma mo-
derna, ricas mantas pretas de lil de li-
nho, meias de seda pretas ile peso, luvas
de seda pela e de retro/., 1: outras mais
lazendas poi'.preco razoavel.
Attenraonspecliinchus.
Vendem-se un toja nova da rua do Queimado f*
w n. ISA, um completo sorlincnlu de Tazeudas, <
alpacas de seda lisa, l'urta cores, sedas escoce-
zas, padres modernos, sarja prela hespanlio- 3
la,selim preto para vestidos, luvas prelas de @
lorc.al e seda para senhora e para homcm, cor-
les de colleles de setim bordados pretos o de
cores, e de easemiras preiysbordados, pannos @
pretas, casemira pretas, iiianWte^relos, e
de cores, o oulras muilas fazciidas p&s^dimi- @
nulo prego.
5>*@.@sf
Anda existe um reste do saceos com. superior
farnha jl'e mandioca, cuja se esto vendendo por <1 i
minutorcco, aflm do so mandar conta de venda :
na rujAova, luja de feragens 11. 35, de Jo3o Fcr-
naiidef Prenle Vianna.
FRUTAS NOVAS.
N-ifrua eslroita duRosaro 11. 11, vendem-se hce-
las cqm peras e pececos, latas com biscoilos do prin-
"ilberlo e de mais outras, bolacliinbas de soda,
a 120 a libra; passas a 320, conservas, -agua de
e lura'ija, amemloas, eivilhas, cevadinlia de
a, castanlias muito novas, o uutros muilos ob-
ludoem conla.
Vnde-se a casa n..1Ul da rua Imperial, com
ompetenle sitio o arvoreilos, o qual tem'de frcii-
. Vendem-se almanaks martimos para 18.54: na
rua do Trapiche armazem n. :i i.
Lkruidarao. -' ,
As fazends da luja do ausente Juan Anlonio de
Araujo eslAo venda na loja da estrella, rua do Quei-
mado n. 7, e estao se trocando |>or sedulas i vista,
quas por metade do seu valor, como abaixo se v :
pegas de chita com 38 cavados a 49400, dilas dila en-
trefina a 53OOO rs., ditas dia muilo lina a 68800, pe-
gas de algoditozinlio a l^lilK) e 29000 rs., dilas de ma-
dapolo fino e largo'a 39800, cambraas organdiz a
480 a vara, cassas chitas a 240, chitas francezas muito
largas a 200rs. o covado, dilas ingieras a 120 e .140,
dilas dilas- em retalhos (levando o que liver o reta-
lho) a 100 6 120 o covado, meias easemiras de algo-
dao para caiga a 240 e 300 rs. o cavado, meias cruas
para homem a 120 o par, lengos de cambraa para
m3oa 120, ditos dita com bico a roda a 180, chales
de 13a muilo ".rundes a I9OOO rs., djtos de dita mais
pequeos a 320 e (i'iO, e oulras muilas fazends, que
s com a vista us freguezes podero ronhecer os di-
minuios prego* por que se eslSo vendendo; cheguem
freguezes, antes que seacabem.
cipe 1
noze|
flor
Fran
jeclq
le 1-ij palmos e de fundo 1,000. punco mais ou rae
n"* .os prelendenles para o ver, dirijam-se a dila
rna a-
Que
'y p da fabrica
fadon. 1. *
do sabo, e-para tratara rua do
1 PaIitosfrance7.es.*
Vendcm-se palitos francezes de brim de cores e
brancos, de brelanha, a 39000 e 49000 rs., ditos da
alpaca prela c de cores a 89000 e IO9OOO rs., ditas de
panno lino muilo bem acabados e da ultima moda a
16-5000.189000 e 203000 rs. : na rua Nova, loja de
fazends n. 1fi, de Joso Luiz Pcreifa& Filho.
Vende-se sal do Assii, a bordo dohiale ang-
lica : a tratar na rua da Cadeia do Recife n. 49,
primeiro andar. >
Vende-se sal do Assii, a bordo do
brigue Conceico*. undeadb defronte
do Forte do Mattos : a tratar a bordo com
ocapito do mesmo, ou no escriptorio de
Manoel Alves Guerra Jnnior, na ru do
Trapiche n. 14."
Bracos de balanca Romao.dc Compa-
nhia, /
chegados ullmamcnle de Lisboa relo brigue purtu-
guez Tarujo Primeiro, proprios ipara balean, c por
prego commodo : na rua do Amorim 11. 5ii armazem
de .Machado & Puliero, ou a Iratar na rua do Viga-
ro n. 19, segundo andar, escriptorio dos .mesmos.
Devoto Chiisto.
Sabio aluza 2. edielodo livrinho denominado
I levlo Clirislo.ina is correcto e arre-rentado: vende-
se nicamente na livraria n. ~6>-Q da praga da In-
dependencia a G40 rs. cada exemplar-
Vende-te a taberna da rna estreita
do Rosario n. 10, bein afreguezada para
a trra, e com poucos fundos, e faz-se van-
tagem ao comprador: quema pretender,
dirija-se ao armazem confronte a Madre
de Dos n. 22.
DEPOSITO l)E CVL E POTASSV.
Na rua de Apollo, armazem de Leal
Reis, contina a ter superior e verdadeira
potassa j Russia e da Amrica, aSsim co-
mo cal em pecha chegada 110 ultimo na-
vio, enjos barris contera o peso liquido
deqtiatio arrobas; ludo a prero ra/.oavd.
Redes acolclioadas,
brancas edecores de um s panno, mullo cramles e
de bom goslo : veiideui-4c na rua do Crespo, luja da
esquina que \ olla para a cadeia.
Vende-se selim prelo lavrado, de muilo bom
costo, para vestidos, a 29800 o covado: na rua do
Crespo, loja u>-rs!|Una que sola para 5 cadeia.'
Velas de carnauba.
Vendem-se caixihayaairB lprior Teto de cera de
carnauba pura, fabric/,|as no Arncaiy, i por commo-
do prego; na rua darrnz, armazem de couros c sola
n. 15. /
Cei>u de carnauba.
' *fciYe*5*.cni-p)rgilo e a retalho : na rua da Cruz,
armazem de couros o sola 11. 15, ,
Agencia de Edwin SEaw.
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon
& Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
mentos de taixas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas iietiras lodas de ferro pa-
ra iinimacs, auna, etc., ditas para armar em madei-
ra de todos os taniauhose modelos os mais modernos,
machina liorisont.il para vapor com Torga, de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslanhadu
Eara casa de purgar, por menos prego que usde co-
re, esco veos para navios, ferro da huecia, e fo-
lhas de flaiulros ; tudo por barato prego.
Na rua da Cadeia do Recife n. 00, arma
zm de ffenrique Gibson,
vcndem-e relogos de quro de sabonete, de patente
ingler, da melbor qualidade, e fabricados em Lon-
dres, por'pre$o commodo.
(^ Vendem-serelogios de ouro, pa
i ten-te inglez, por commodo pre-
^ co: na rua da Cruz n. 20, casa de
@ L. Leconte Feron dt Companhia.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para .vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
scj'am, quadrilhas, valsas, %rdowas, scho-
tickes, moduilias tudo modernissimo ,
cliegado do Rio de Janeiro.
POTASSA E CAL.
Vende-se potassa d Russia e America-
na, superiores, e. cal virgem de Lisboa^
tudo por preco mais commodo que em
outra qualquer parte : na rua do Trapi-
chen. 13, armazem de Bastos Irmaos. _J
Com toque de a varia.
M.iilapol.10 largo a 39200 a pega : na rua do Cres-
po, loja da esquina que volla para a Cadeia.
Muita atteucao.
Cassas de quadros muito largas com 12 jardas a
29400 a pega, corles de ganga amarella de quadros
muito lindos a 19500, corles de vestido de carabraia
de cor com 6 l|2 varas, muilo larga, a 29800, dilos
comS 1)2 varas a 39OOO rs., corles de meia casemira
para caiga a 39000 rs., o oulras muilas fa/.endas'por
prego commodo : na rua do Crespo, luja da esquina
que volla para a Cadeia.
PARA A QUARESMA.
Um lindo e variado sortimento de fazen-
ds pretas e de todas as qualidades.
Panno fino prelo a 39000. 35200, 49500, 59500 e
G9000 rs., dito azul a 29800. 39200 e 49000 rs., dilo
verde a 298OO, 39600, 49500 e 5000 rs. o covado,
casemira pxela entestada a 59500 o corle, dita fran-
ceza muilo lina e elstica a 79500,89OOOe99000 rs.,
selim prelo maco muito superior a 39200, 49000 c
59O0 o covado, merino preto muilo bom a 39200 o
covado, sarja preta muito boa a 2QO00 rs. o covado,
dita hespanhola a 29600 o covado, veos pretos de fil
de linho. Instados, muilo grandes, fil prelo lavrado
a 480 a vara, e outras muilas fazends de bom gesto;
na rua do Crespo, loja da esquina quo sola para a
Cade) .
(} POTASSA BRAS1LE1RA. $
Vende-se superior potassa, fa- )
bricada no Rio de Janeiro, che- 6
gada recentemente, recommen- (^
da-se aoS senhores de engenho os
seus bons el'eitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron~d
Companhia.
e batiqp e a
bofeca, as quaes acham-se a|
preco commodo e com p!
embarca m-se ou carregam-se
sem despeza ao comprador.
\>> ""Moinhos de vento
'ombombasderefjuxopara regar
decapim, nafundigadeD. W. Bi
do Bromos'. 6. 8el0.
VINHO DO PORTO MU(1X
Vende-se superior" 10 d -1
barris de 4., 5.'e 8 j a^H
do Azeite de Peixe n. T,
escriptorio de Novaes dt
rua do Tr api che n. 54
' Padaria.
Vende-se urna padaria muTfdffeS
cora Tasso & Irmaos.
Aos senhores d
Cobertores escaros de algol^^B
lo grandes e encorpados a 19400 : na roa
loja da esquina que sollamara a Cade
Na rua da Cadeia Velha n. 5
Deane Youle d 43omp
vende-se nm carro americano de 4- roda)
visto na cocheira de Poirrier, no alf
W Deposito de vinho de
($) pagne Ch'atea-Ay, prim
% lidade, de propriedade c
6f| de Mareuil, rua da Cruz
" -cif'e n. 20.: este vinho, <
de toda a cliam
^ se a 56^000 rs^tda ci
1 se nicamente em casa t
Wf comte-Feron dr Companl
As caixas sao marcadas I
($) Conde de Mareuil e
dj^ das garrafas sao azues.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro
i venda a superior flanella para forro desi
gada rccenlemenleda America.
Vende-se lipbom escravo, de idadi
bom canoeiro, sem achaques', muilo propt
vigo de engenho por trabalbar bem
vanter paredes e ladrilhos esm ineslre
bem da graduagao do calor de forno t
quer pega : na rua da Saudade, o arq
sitiado geral, informar o vendedor. |
Vendem-se cobertores de algodao
rs. e pequeos a 560 rs.: na rua do"
ro 12,
POTASSA.
No antigo deposito da rua da Cadeia
armazem n. 12, ha para vender muito
da Russia, americana e brasileira,en.
ra de 4 arrobas'; a boa qualidade e pt,
ratos do que em oulra qualquer parte,'
aos que precisaren) comprar. No
tambem ha barris com cal de Lisboa
ximamcute chegados.
ESCRAVOS FUGQK
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior- quali-
dade, por precos commodos: na rua do
Trapiche Novo n. 16.
TAIXAS DE FERRO
Na fundico' d'Aurora-a^H) Santo
Amaro, e tambem no^DEP-SITO na
rua do Bruiti logo na estrada, e defron-
te do Arsenal de M(nrihlia lia' sempre
um grande sorlimejno de taiclias. tanto
de fabrica nacionari como estrangeira,
batidas, fundidaA, grandes, pequeas,
razas, e fundas/; e em ambos os logares
e\istem quin^rastes, para carregar ca-
noas, p'.i -crfrros livres de despeza. Os
precos sao' os mais commodos.
Vende-se em casa deS.J*. Jonh-
ton dt Companhiav na rua da Senzala Nos
va n. 42.
Vinho do Porto, superior qualidade, en-
garrafado.
VinlioChery, em barris de quarto.
Sellins para montara, de homem e se-
nhora.
Vaquetas delustre para coberta de carros-
Relogos de uro patente inglez.
\endcm-se.|onas,brinzao, brinse meias lo-
nas da Kussia: no armazem de N. O. Bieber
Comoanhia, na rua da Cruz n. 4.
Oleo de linliacaem botijas
Vende-sena botica da Bartbjolomeu F. de Souza
na rua larga do Rosario 11. 3G.
Obras de ouro,
como sejam deregos o meios ditos, braceletes, brin-
cos, luneta, butoes, anueis. correles para relogios,
etc. etc., dC mais moderno golo : vendem-se na rua
[ da Cruz y. 10, casa de Bro nu Praeger i Co mpanhia
No dia 22 do corrente, desspparl
Joao, idade 40 annos, estatura regular,
jado da perna.esquerda que fol quehn
falla de denle de cima, levou vestida i
dapolae usada, caiga de riscadiuho usada
nal no peilo do lado esquerdo, que pare
grossa: roga-se a qualqiier pessoa o u cap _
po que delle liser iin(cia,de o pegar e lr.17.e-le)
laruado Rosario n. 30, primeiru an dar,qu
tilieado.
Fugio pelo amanhecer do dia l d
margo, um mulato de nome Joao, com
guintes :idade 18 a 20 anuos, anda
latura regular, caiga curta e nm lant
das faces salientes,test cslreita.as or
mancira acabaadas, cabellos meio
bocea rasgada, um dos denles da fre
nao he gordo, gagueja quaodo se
riz pequeo, o beigo superior curte e a
lem de costume nao abotuar a camisa
roga-se as autoridades e cap lites de cam
delle, quesera generosamente recompef
do ser entregue na cidade do Kecife, ao ^
Anteuja^tves leixeira, na rua do I ii. j
nlrTlerro da Bou-Vista, ao Sr. Francisco Hilx
rfcs, ou ao engenho Guerra de.Ipoiuxa,ao
raulino Pires Falcao.
AVISO.
esappareceu o escravo Jos Canoa.com os signaes
seguinles:-crioulo. 20 anuos de idade, pouco ma
011 menos, alio, cheio do corpo, rosto comp.
cornado, lem urna cicatriz muilo visivel. pare
sido um colpe, olhos grandes, nariz afilado,
linos, denles perfeilns, ttubeia na falla,, he muilu
regrisla, pouca barba na parte do queivo, ite canbo-
to, teni n'uina das cosas das mao urnas marcas fo-
Miras,. que parece queimaduras, he calor de ligado.
canillas fompridas e finas, (tes bem feilos
un dos ps l'oveirilde calor de ligado. Fugio
de selemliro.de 18.J2, do engenlio Una do Alvo, *
vealguus inezes por forro em.rontpanhia de J'
riulio Paes Brrelo em Nazarclh do Cabo. 1
seubor delle, e boje pertence a Miguel Ti-
res Falcao, senhor do encenho Doun
gralifica-se a quem o tesar, com^^H
moeda.'
No I. desle mez desappareceu
rado de Ipojuca u mulato Anselmo
de idade, pouco mais ou menos, estatura
bellos prelos c annelados. claro, dx-si
guiar, falla brando, he meio bes!,
lares, nilo ve a noitc, nariz grosso, 1
les perfeilos, principia a 'barba
tem bastantes pannos pelo pesi
mis cabelludas e pes bem feilos
sa ; quem o. pegar, leve-o
no dito engenho, que ser generosan
cado.
No dia 27 de fevereiro prximo passado, desa>
pareceuda casa do abaiio assiinadu, una prela d'|
nagAo, por nome Becilia, reprsenla le
co mais ou renos, estatura
los, pernas lurtas para il
ta e panno pr*|o Gno : rog
capilSo do campo que della
o fevnr de leva-la aoseu i
ila Boa-Viste, loja de calgado 11
Pires, que ser generosamenle
bem se protest centra quem al.
qne o nao faga publico.
Joaquim Jote Dias Pe,
Pera.!Ts. da W. T. do arla.- IBM.


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EFSTA8G1L_WYB50K INGEST_TIME 2013-03-27T16:04:02Z PACKAGE AA00011611_01852
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES