Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01851


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Full Text
*m.
AMO XXX. N..69.
Por 3 metes adiaatados 4,000
Por 3 mezes .venj&os 4,500.
SEXTA FEIRA 24 GE M
>
Por Asno adiantado ]
Porte franco para o subs
Recite, o proprietario M, F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joo Pereira Martins; Bahia, o Sr. F.
Duprad ; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
; Parahiba, o Sr. Jos Rodrigues da Costa; Na-
tal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; racaty, o Sr.
Antonio le limos Braga; Cear, o Sr. Victoriano
Maranhio, o jk. Joaquim Marques
ir, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 28 1/4 a 28 3/8 d. por 1!X)0
Paris, 340 a 345 rs. por i f.
Lisboa, 93 por cenlo.
Rio de Janeiro, a 2 por O/n de rebate.
Accoes do banco 10 O/o de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto deleitas de 11 a 12 de rebate.
METAES..
Ouro. (tacas hespanholas/ 289500 a 292*000
Moedasde" 68400/ velhas. 16$000
de 69400 novas.
de45O. .
rata. Patacoes brasileiros .
Pesos col tirona ros. .
mexicanos
1655000
959000
19930
15P930
19800
pomciAL.
1854.
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os das.
Caruar, Bonito e Garanhuns nosdias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas (piras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
. PREAMAR DE IIO.IE.
Primeira O e 30 minutos da tarde.
Segunda 0 e 54 minutos da manhaa.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e qintasfeiras.
Relacao, terjas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas (eiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas o quintas s 10 horas.
1." vara do civel, segundase sextas ao raeio dia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
/

f
t

i
KRNO DA PROVINCIA.
da da U de airtt d. 1864.
Exm. mareclialcommandanle das ar-
ma, Irnnsmitlindo por copia o aviso da reparlico
22WS PeYereito bHirv'io jraal se de-
l-#e concedido passagem para o prTrneka.
rtilhara a p, ab segundo cadete do n-
e. infamara Joao Baplista Serfico de
>, que se aclia esludando na escola mi-
litar.
o inesmo, remetiendo copia do aviso do
ministerio da guerra de de fevereiro ultimo, de-
ludo que o disposto no artigo. I., artigo nico da
d8 deagotto de 1805, pelo qual nao se leva
aos reos sentenciados os das em que estilo
ilaes, theapplicavclaocumprimenlo da
' crime de deserto, e a nenhum oulro,
cha declarado na provisao do conseldo su-
ar de 16 de Janeiro de I81. Igual co-
leu ao juia municipal da primeira
vara.
o Ao mesmo, para mandar por em liberdade
rala Jos,Francisco das Cliagas, vitlo ter sido
ncapz do servicp por molestias que soffre,
consta do termo que S. Ene. remel-
len.
o inspector da lliesouraria de fazenda.
ittr ntregar ao consellio administrativo,
tejada a medida de quarla do alqueire
llimaroenle remetlida aquella lliesou-
Igoa^e ao presidente do rfferido cou-
a mesmo, dlzeudo que, coma informa-
Mtle por copia, ministrada pelo secreta-
recno, responde ao oflicio de S. S., que a-
o quedevolve firmado pelo Dr. Braz
renlino Henriques de Sauza.
Ao presidente do consellio administrativo,
indo, que aquelle conselho pode comprar no
Jo os objectos mencionados na relacao que S.
Ueu, visto que teodo-se feito os annnncios
o, nao apparoceram proposlas de casas iropor-
Communicou-se a lliesouraria de fa-
o chee de polica, transmillindo por co-
a repartirn do imperio de -27 de feve-
o qual se recommenda que sempre
["alienados para o Imspilal de Pedro
naca mente o isposlo no artigo 11 do
CHp 4 de dezembro de tSd2 Igual
etteu a adminislracao dos eslabelecjmen-
ecaridade.
A inspector do arsenal de marnha, inlei-
iver ,em vista desua informado, con-
odelicenca que pedio o marinheiro in-
inlonhi Fernandos. Igual comrauuica-
\i thesouraaia de fazeuda.
Vo cummandante da eslacao naval, ilizen-
mandar render pelo iiriftic Calliop,
26do correute, o brigue Cearcnsc, que
^^^^^^^BiAlagoas,
o director do arsenal de guerra, dizendo
ier conservados naquelle arsenal ale ul-
lecisSo, os Africanos! livres de que trata
Smc.
Ao mesmo, para mandar substituir porou-
iio Jos, actualmente empregado no servi-
llegioriosorpliSos, viste que assim o requi-
clivo director.Communicou-se a este.
commandanle superior da guarda nacio-
unicipio, communicando que, segundo
riso da repartido da juslira de 15 de fe-
iltimo, se conceden um anuo de licenca ao
jronel commaiulaule-do terceiro balalhao
'Marda nacional, Jos Candido de Barros,
i ir a Europa.
>Ao commandanle do corpo de polica, ac-
orecebido o oflicio emqueSmc. julgando con-
qae o sargento ajudanle e quarlol meslre
i corpo usem dos meamos uniformes dos of-
, conforme esta estabelecido nos corpos do
lio, pede anlorisacao para abonar a cada um
rtia correspondente a um anno de far-
e declarando em resposla que Smc. pode
rmillir estas pracas o oso de sobrecasa-
vico, mas tambem fazcr-lhes semelhanle
fcdeque possam comprar os necessarios
Ottifo!
iriaConcedendo a exoneraro que pedio Ma-
l de Araujo Pir.liero do cargo de inspector
pulo Iliterario, e Horneando para o subs-
iz Francisco de Barros llego Communi-
direclor geral da inslruceao publicit.
(orneando o tenente reformado de primeira
Bernardino de Vasconccllos, para eierccr
ile as fenles de major do segundo lia-
guarda nacional deste municipio.Fizc-
aa necesarias commuiiicacoes a respeilo.
2.->e9."dc infanlaria, do corpo de polica, e da nica, Moiilencgro c Sifiyrna, se eslende is principa-
companlua de arlinces, guarnecendo 4 boceas de es Ibas do arclilpelago ollomano, e tem seus prin-
IOgO, S()li'ltHIW:ir'. ., nwlMMM.^. .1- :--------------. ... ----- .. *. -
EPIIEMER1DES.
Mai^o 6 Quarto crescenteas4*horas, diminu-
tos e 48 segundos da tarde.
14 Luacheiaas4 horas, 14 minutse
48 segundos da larde.
21 Quarto minguanfe as 3 horas 43
minnlos e 48 segundos da tarde.
y 28 La nova as .2 horas, 20 minutos e
48 segundos da tarde.
20 Se;
21 -Te
22 Cuarta-*
23 Qu
24 Ses
25 Sal
26 De
em
solumnisar o auuiversario lo juramento
consliturao poltica do imperio, c 'estar para isso
postada as 11 1,2 lloras da manliSa .lo dia 25 do cor-
renlenblargodoColleBio, no maor accio pbssivcl.
Depois de ler b marcclial de campo commandanle
das armas panado a revista do coslumc, a mesma
j>riga prestdinria,,c_uji ar as conliueucias, e dar as
salvas que sao doesrUlo.
O nieMdojnarccli.il de canip' commandanle das
armas convida a lodos WSrs. offioiaes do inercito,
que nao arrumarcm, c os da extincta 2." linha, pa-
ra coinnarccercm no palacio da mesma presidencia
ao meio dia, afim de assistircm ao cortejo que se
tem de fazer a efigie de S. M. o imperador.
A guarnirao da praja no indicado dia, c no an-
tecedente, sera feita pela guarda nacional dcsla ci-
dade, de conformidade* com as ordens expedidas
iwra esse fin.
Assignado. Jote Fetnandes dos Santos Pe-
reira.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudanle de
ordena encarregado do delalhe.
EXTERIOR.
COMMAMBO DAS ARMAS
(mural do coounand* das arma da
ihano, eldada do Raclfe, a* 23
damaraa da UM.
ORBUC SO DIA V. 6.
lima brigada aob o commando do Sr. tcnenle-
roroncl Higino Jos Cocido, composla dos batallics
Das folhas estrangeiras recebidas boje exlraliimqs
o segunte a respeilo da questao do Levante :
Os joruaes austracos vero confirmando ajli-
tna aejao de ("liurgewo.. Os Turcos depois de crem
pasaado o Danubio rabiram denodadamcule sobre os
llussos, aos quacs desalojaran! immcdialamenle. Es-
te combate, todo com arma branca, durou tres ho-
ras c mea, e li muito saogrento. Nao olistantol os
Turcos tiveram de se retirar porque o general Soi-
moofllT couseguio fazer retroceder as Iropas, q ne
deviarareslabelecer-se nas ilhas de Mokan para ap> li-
ar o movimcnlo de Giurgewo.
Todava nao lemos detaldes sobre a acc.ao q ic
se leu dias antes uo Baixo Danubio entre Galau c
Ibraila, cojo rcsulladofoi favoravcl aos Turcos, i
At hoje. nada importante tem occorrido na
pequea Velacliia; mas os preparativos coulinualm
em grande escala, c ludo faz esperar dentro em
ponen um grande feito de armas em hlala!.
Prcparam-se grandes Irens de pon les para a pas-
sagem do Danubio.
Oulro jornal diz o segunte:
o Recebemos correspondencias particulares de Bu-
eliarcst em dala de 19 dando novos pormenores so-
bre o estado actual das. cousas c siluaeao do paiz.
i' As tropas russas coiilinuam dirigindo-se em
grandes ina.ssa* iia,va a ptq'iena Valaelda. Os Rus-
ros iln urna decisiva importancia s opera^s que
se preparam.
Fallando o general GorlscfiakolT na vespera da
sua sabida rom um agente das potencias europeas
que lhe di/.ia que Ismal-Pach liidja cm Kala-
fat urna posirao muito vantajosa cpcrMfcmenlc for-
tificada, responden :
Recebemos 01 deifi terminante de arrojar os Tur-
ros de Kalafat : liem sei que islo ha-de custar-uos
muila gente; mas conscgui-lo-hei seja por que preco
Jar. .
He urna empreza diflicl, [be replicou o seu
interlocutor ; porque se quizerdes lomar Kalafat,
cuslc o que custar, os Turcos quereni conserva-la
lambem a todo custo.
Estes factos, cuja aullienlicidade tem para mis
uniros as iicccssarias garantas, dcmonslram o cn-
carniramcnlii da hita ; e aiuda que o principe Gor-
(schakotr esb'i decidido a sacrificar loda a gente que
for necessaria, os projeelos sobre Calafat nao pas-
siiii de meras illusOcs. *
n Estas sao as nicas noticias que hoje lemos do
Ibcatro da guerra.
L'ma' correspondencia particular ( Havas ) de
Conslanlinopla de 25 de Janeiro d os seguintes por-
menores sobre a conspiradlo que neslcs ltimos dias
se descubri alli:
lima prisao importanle feita cm Widin, a do
padre Alanasio, sacerdote grego, ronduzo ao dcs-
cobrimenlo de urna vasta conspirarlo organisada
pela sociedade elreii-l.i. de aerordo com a Russia.
O padre Alanasio, espirito intrigante, eslevecons-
lantemcnlo viajando durante os ltimos dez mezes.
Nesle cufio espaeo se a|ireseiitou cm Oilcssa c cm
Vienna, percorreu a Moldo-Valacdia, a Bulgaria, o
Moulcnegro, a Bosnia, o monte Athos c o da Tde-
salia, e foi militas vezes a Jerusalem e Alhenas, co-
mo se v do seu pasaporte. A prisao dcsle |ierigo-
so emissaro Irouxc comsigo a do barflo Oclsener,
eluvial rnsso, e as de Manuel Bllanos, c de Cdiria-
cos, c Dinislrios Constautiuo pai e lildo.
i Cbiriacos Conslanlinopla, oflicial grego, era a-
judante de campo do Marco Botzaris, le Karaiscaky
e Dctaxa. Estes ltimos, assim como o liaran Ocl-
sener, visilavam frequcntemcnle aqu o ministro da
Grecia, um tal Monakis, dimittido do seu lugar de
cnsul geral da Grecia em Conslanlinopla por algu-
mas malvcrsaroes, e lia nimio lempo designado para
o consulado grego na Servia ( sem ler podido obler
o exequtur da Porla ) e oulras militas pessoas, que
4-as'im'nnift^M*ln?itio ila pTicia central ( paren-
FOLHETIM.
OS NETOS DE LOYELACIO. C*)
(Par Aladee Achard.)
XIV
III.TIMATITM.
fConlinuafio.l
ada a hora decisiva, e conviuba vencer
encia; mas antes de dar seus golpes, Mr.
de Vauvilliers meda-Ibes a forea e a direceo, as-
i panlhera curva-so sohre si mesnia antes
de dar o sallo.
rioanecia mmovel, sem lagrimas para
voz para quexar-se.
fo.i repenliuamenle como quem faz ah-
nega;So da vida, e disse com voz suida :
na, fui en qimfiz lodo o nial, sou eu que
devorepara-la... Quanla desatara lenlio-llie causado
era vez da felicidad que vossfi mereca! Que devo
fazer? diga-me. Joro execnUir immedialamenlr, e
esilar,' o que vosse prescrever-me. Uina mii-
Iher. urna creaturn mizeravel iiisullou-a... Quer que
'.'... urna palavra la, umsgnalseu, e ella
ixelamou flclena; mas ficarei por is-
les|innrda?
tornou Armand como qoem nao sa-
ne em face de om perigo immi-
le, desejo morrer... Cura pro,
|ue me mate !
vosse morrer'.' respgn-
" lehrada.
ida lisse Armand comsigo
essa exclamarlo pnrlid-i do
sabo
cartas que cu llie li-
0 qu0moii todas .'
laviaumaqbe eo (razia
voss falliva-me nella de
TO lao doces, que quandn eslava
triste liaslava-mo Uncar-llie os nidos para ser conso-
lado. Esqueci-meWissa carta no dia em que lancei
as oolra nj foga. Ah 1 al minlia adoracSo foi-lh*
e querida Helena, para que vo en-
coutren^^^H
() Vid Diario n. 68. "~
te de Argyropaulo, primeira dragomn russo ) eslao
em rclates com a Russia, e possuem ao mesmo
lempo lodos os sczrcdos da Porta.
a A polica da Porla Oldimana, dirigida po Arif
Pacha. |ioccde com o maor zelo era todas as infor-
maees necessarias para descobrir os cmplices dcs-
la conspiraran, que desde a Bulgaria, Janina, Salo-
Accusando-se assim a si mesmo, Armand previnia
as aecusaces de madama de Flize, e aniquilavavas.
Honve um instante de triste silencio entre os dous
hroes dessa seena, na qual o futuro de urna mulber
eslava em jogo.
Eniao, exclamou repentinamente Helena, vos-
se ia casa dessa crealura, urna moca perdida 1
Mesmo em seu desespero havia anda lugar para
esse rime, que nunca morre no coracao das mulhe-
res. Era o grito da amante depois das angustias da
esposa ultrajada.
A' casa dclla! casa de Fanilina!... balbuciou
Armand. >
Ab! voss sabe o nomedella! inlerrompeu
Helena com o olliar feroz do ciume, e esquecendo-
se j que elie eslava escripto em baixo da carta que
ella rere llera.
E como nano sabera, responden Mr. de Vau-
villiers com uina audacia Ilimitada, e encarando-a
deni, nao era lanslina a amasia de Mr. de Flize?
'A r,diera de Helena cabin-llie sobre o pelo; dir-
se-liia que elle acabava de receber um golpe de
maca.
'.Inanias vezes me nao levou elle U'! conlnou
Mr. de VanviUiers, e por quanlas Iqucuras. ao passo
que voss era ilespreada, nao comprava elle, nao o
amor, q'bo essas mulderesUpao o lem, mas sua pos-
Msao? Essa inullier a odia s-porque he madama de
Flize. Esse dio nao nasceu lionlem, ser cierno,
nao lera fim, ssini cntfb nao leve comeco. Ella a
odia como a lagarta odia a flor... E fui eu que for-
neci-lhe essa arma lerrivel I... Olif deixe-me ma-
la-la \
Porm Helena nao ouvia mais; afogada em seu
desespero, repela em voz baixa e incessaiilemenle:
Perdida perdida I
; ~ PeSf.da na' mas sa,v* exclamou emfim Mr.
de vauvilliers com urna explosao de amor previa-
mente calculada.
Helena ergueu os ollins que lihlia filosno chao.
Sim. salva Ouca-me Helena. Em Paris nossa
vida be um combale sam treguas, um labyrinlho sem
sabida, urna tortura incestante. Todos os das ha no-
vas tempestades; vos*1 acrifjcou-sequando sollei-
ra a un^homem qoe nao amava, e quando casada a
un-marido que a desprezava.. Em sua ausencia mi-
nha alma se consume, lenho tajado, lenho querido
esquece-la, amo-a mais ardeptenkenleque no primei-
ro dia... Nasca nossa felicidade dKsse infortunio.....
fujamos juntos... sublraiamos noss^gura essa socie-
dade, qee envenena-o com seu halruV- parlamos!
Acharemos urna solidSo no fhndo dot\ps os rumores da cidade no nos imporirw*0 mais.
cipaes centros em Alhenas, Conslanlinopla cBucba-
resl.
o Carlas importantes que cahiram na man da poli-
ca provaiu que havia e que ha hoje cm Conslanli-
nopla qujtrcnta c qualro individuos gravemente
compromCtlidos, e mais qualro odiciacs rnssos, cn-
4*-c clles (ira coronel, amigo director de correos no
lavante, c que se achara alli de incgnito. O do-
cumento que eslabelcce a prova da conjuraran, be
urna carta interceptada pela polica local, c que
Chirla os Constan linos e o barao Oclsener escrevi-
am ao principe GorlschakolT para o convidar a pasr
sar inincdiatamehteoDanuliio, porque julgavam es-
tarcido preparado para o levanlameuto. .
OPnlafoglio Moliese, do l.o do correute, sobre
o mesmo assumplo. diz o seguate :
A piisao-Vcrificada cm Widin, do padre Ala-
nazio, cura grego, Irouxe comsigo a descoberla de
uma_.vi8a conspiracao organisada pela sociedade
da Elreria, deaccordo com a Russia. O padre Ala-
nazo, ilc espirito mui subll, uWio o trama. Tiajou
mais do que o Jadea errante.
Depois de relatar os paizes porque viajou, e de es-
lampar urna extensa relajao das pessoas presas, ac-
crescenta :
o A polica ila Porla Ollomana, dirigida por Arif
Pacha, procede com o maior zelo para descobrir os
cmplices de tao vasta conspiracao, que desde a
Bulgaria, Janina, Salnica, Montenegro c Smyrna
se eslende pelas principacs ilhas do archipclago ofto-
iiiann. n
Haya, 10 de fevereiro.
A Franca e a Inglaterra declararan! ao nosso
governo que qualquer que seja o curso dos, succes-
sos da questao turco-russa, os pavilbOes neutros se-
rao considerados, pelo que respeila ao commercio e
navegaran mercantil como pavilliao de urna narao
amiga.
ii Berln 8 de fevereiro.
v O minislan da Russia, Mr. Burberg, vollou osla
noile de Vienna. Cerlificava-se que o linbam pre^
venido.de que nao continu as negociacoes.
Conlinna-sc a ordem dada a guarda imperial
russa de sabir para a Polonia.
A Patria do dia 12, d as seguintes nolicias:
o As ultimas cartas que recebemos de Conslanli-
nopla communicam-nos que- o governo ollomano,
apezar do estado de guerra cm que se. encontra,
maulera s companhias de vapores o direilo de con-
tinuar o seu servico regular com os pollos seguin-
tes : Varna, Salnica, Liverpool, Alexandria, Mar-
selha, Trieste o Trcbisunda. ;,
A Porta lonja as medidas que pode para evitar
ao commercio a inlerrupeao das rclaccs com os
dilTereulcs pontos.
n As ultimas noticias do Widin communicam-
nos a chogada aquella cidade dos ciigculiciros euro-
peus e ofliciaes do servido de pontos chamados a
Conslanlinopla por Ismail-Pacb. Esles ofliciaes
parliram imnicdaclamenlc para Kalafat-
Os peridicos iuglezes publicam oulra parle de
Vienna de 8 de fevereiro, da qual resulta que as
infrmacocs do general Scbnidcr embaixada rus-
sa, aprcsenlain o exerito de oceupacao no estado
mais lamentavcl possivel ; e que o pi imeiro corpo
de exercilo cuviado aos principados lem 35,000 ho-
rnera de menos do que quando passou o Prulh no
mez de jnlho ultiran.
Segundo a Gazeta de Colonia a Austria faz ar-
mamenlos muito mais cousderaveis do que odicial-
menle se auuuncia, o que prova que se prepare
alguraa cousa mais do'que a occupicao da Servia.
A Gazeta Nacional da Prussia certifica que o cor-
po de exerrito austraco que deve guarnecer as
fronleirasdo banato e da Servia, se confiar ao bon
Jellachich.
As ultimas uolicias da Inglaterra aununciam que
o almirantado faz nctualmcnlc formar urna cslalis-
lica de todos os barcos de vapor, que pertcncem ao
commercio ou industria.
Esta medida tem, nas acluaes circumstancias,
urna yerdadeira imporlancia, porque o governo bri-
tnico lem o direilo, em caso de se declarar a guer-
ra, de se apoderar, mediante indemnisacao, dos va-
pores que Se enconlrarem proprios para o servir
do estado.
Nas tmaras do parlamento inglez se tralou no
dia 10 do correute da questao do Oriente. Eis um
extracto do occorrido na dos lords :
a Responilcndo lord Abcrdecn a una inlerpclla-
cao de lord Grey, dsse que mui tos individuos da
cmara julgavam que a Inglaterra se acbava aclual.
mente cm guerra ; mas que o negava, e< tambero
que a guerra fsse inevitavcl; pelo contrario, ac-
crescentou, sem dcixar de coiihecer que a siluarao
exige, preparativos cousderaveis, para fazer frente
ao perigo, nao abandono a esperanca de que a paz
se mantera.
O conde Derby fez observar que lord Aber-
deen era o nico bpmcm que cm Inglaleraa nao a-
creditava na guerra.
Em resposla a oulra pergunla, o conde de A-
berdceiidedarou que certamenle nao havia negocia-
cois seguidas pela Inglaterra com a Russia; mas
que nao omitliria esforco alguin para mauter a
paz. i
Lord Clarendon manfeslou que o conde Orloff
nao foi portador do contra projeelo de que j linda
fallado, porque foi enviado a ministro de estado
da Austria pelo encarregado de negocios d'esla ua-
raocma Russia. Que o contra projeelo referido do
gabinete, de S. Petersburgo dizia que era indispen-
savel que um enviado ou plenipotenciario turco se
dirgisse aS. jjpleisburgo ou ao quarlel general rus-
so para negociara paz; qno se iaao primeiro poni,
os represeulanlcs das qualro potencias podiam ser
consultados por elle, jiorm evitando ludo o que
liodcssc parecer urna coiitinu^ao de conferencias ;
que iulcrvessc alguin aclo dislncto ou independen-
le que definisse claramente o recente firman do sul-
Uo oiitorgando os privilegios c i inmunidades da i-
greja aregado Oriente,.coiicnnlando-sc tamlicm cm
que se ilcvia evacuar os principados o mais cedo
possivel ; c emfim que se coiicluLsse um accordo -
cerca da concessao de asylo aos aguadores rovolu-
eionarios. Esle confra-projcclo da Russia foi rejeita-
do pela conferencia de Vienna. Emquauto missao
de conde Orloff manifestou lord Clarcndon que nao
linda documentos ofliciaes a que se referir, mas
que,segundo soliera, era relativo aos negocios ac-
luaes, ao projeelo de novas rclacas entre a Russia
e a Austria, e que a resposla que se Idc dera fora
propria da dignidade c independencia da Austria.
O conde de Ellcnboroug pefgunlou se o go-
veruo Muda .receido dos da Suecia c Dinamarca al-
guma eomniiiniearao relativa ao projeelo de nciilra-
lidadc d'estas potencias, no caso cm que se abrissem
as hostilidades no Bltico.
Lord Clareado respondeu : que lnlta recebi-
do .despachos dos governos citados, annundftindo que
guardaran urna estrela e completa neulralidade, e
remetiendo nma lisia dos porlos e pracas fortifica-
das cm que se nao admittiriam vasos de guerra ; c
que o governo inslez tiulia approvado a poltica de
ambas as potencias.
n O conde de Ellcnboroug replicou que a maior
maor parle dos porlos que a Suecia se propc fe-
char sao esseliciaes para a Inglaterra, no unanlo
que a Russia tem porlos que ldc serao vantajosos.
Lord Clarcndon respondeu que leudo sido ap-
provada pelas autoridades- martimas a lisia dos
porlos o governo nSo linha fclo observacao algu-
ma; mas julgava.qnc a Russia fs linha feilo.
Na cmara dos communs foi intcrpellado. lord
John Itussel sobr o regresso ao Bospdoro das escua-
dras coiiibiiiadas, o respondeu o scguinlc :
Ha algiim lempo que os emhaixadores de In-
glaterra e de Frauca manifestaram o desejo de que
os almirantes das esquadras combinadas cnlrasscm
no Mar Negro.
As esquadras culraram c permaneceram a.l-
gunsdiasem Snope. O almirante iuglez c*-revcu
enlao que enconlrava lano nuis pergoso perma-
necer mais lempo n'aqiicllc pdjP>. quanlo qu se as
esquadras reunidas .devessem permanecer dous me-
zes no Mar Negro facilitaran! ao imperador da Rus-
sia os meio, de salsf.izer o desojo, que poderla ler,
de destruir as esquadras ingleza e Tranceza. O al-
mirante jiilgou, por! mo. que devia regrtssar a
Conslanlinopla, com a intencao de enviar de lem-
pos a lempos barcos de vapor ao Mar Negro para
dominaren, osle mar, segundo lde nrdeuarain os
governos de Inglaterra e Franca. Julgo que este
comportamento do almirante nao esl de accordo
com as inslriiccoes dos cmbaixadorcs : mas o go-
verno da raiuda julgou ao* mesmo lempo que estas
explicares mereceran! a sua approvaran, e a de
todo o paiz.n
Lemos no Heraldo, o scguinlc nolavel pe-
riodo :
Na sessao de 10 do parlamento inglez bouve
um incidente relativo reforma clcitoral, e oulro
sobre una rcelaniaeao de particulares contra,o go-
verno portuguez. A'cerca do primeiro, os lorys de-
clararam que nao combaterao o bil que Russell
propozer, para nao dislrahir a atlcncao do governo
do paiz, reservando-se comtudo a liberdade de o
fazer, se o gabinete nao mudar de parecer al 13
de marco. No segundo ifteidente o ministerio foi
derrotado por 122 votos contra 74.
O Jornal dos Debates diz o segunte a respeilo
da missao do conde Orloff.
Segundo carias de Vienna que recebemos boje
10, o gabinete austraco tomou resoluces impor-
tantes cm consequeocia das rommunicar-oes do con-
de Orloff. Nao s a Austria se negou a coutraliir
uina neulralidade, mas dcclarnu que considerar
cuino nma declararan de guerra a passagem do Da-
nubio pelo exercilo, russo, c a oceupacao permanen-
te dos principados pela Russia. Restara por-se de
accordo sobre o que so devia ednsiderar como urna
oceupacao permanente dos principados, Jslo he; de-
terminar o espaeo de lempo em que os Russos os
deveriam evacuar.
Eslas resoluces foram comfnunicadas ao cm-
baixador russo cm Vienna pelo conde Buol, e a-
quellc as transmiltio ao seu governo, ccssanilo as-
sim o rumie Orion* de ser o intermediario entre o
czar c o imperador. '
Para corresponder ao envi do conde Orlofl", 6
imperador Francisco Jos ia enviar a S. Petersbur-
go, a titulo de poltica reciproca, o principe de
Windischgraetz uifi dos personagens mais nola-
veisdacorle imperial. O principe de Windiscbgraclz
lomou grande parto na guerra da Hungra de 1818
e 1849. O principe de Schwarlzcmberg era seu cu-
nhado.
O Uninerto de Pariz diz o seguinlc:
Urna correspondencia particular de Vienna,
datada de 5, aniiuncia que o corpo de exercilo que
se deve collocar sobre a fronteira da Servia tai ser
augmentado com vinte e cinco a quarenla mil lio-
Venha venha 1 Em Paris he o desespero, um estron-
do lernvel, a morle talvez, mais que a morle, o es-
cndalo, ou a bumilhaeao mil vezes peior, se voss
ceder a essa infame crealura!... Na Italia he o re-
pouso, a paz, a esquecimenlo de todos. E voss he-
sita, Helena! Fique, nao esperare, amandaa para
acabar com urna existencia, que nao ser mais Ilu-
minada pelo seo amor. Se voss condemna-me, nao
devo condemnar-me lambem? Nossa sorle deve ser
igual I perdido com voss, salvo com voss 1
Mil liradas seauiram esta primeira tirada, cada
qual mais ardente e mais exaltada, as quaes comba-
tan! a resolucan varillante de madama de Flize co-
mo as ondas do Ocano combalem um rochedo i
minado, aprestadas, rpidas e tumultuosas.
Lagrimas, rogos, ameacas, supplicas, Armand nb
poupou nada. Elle quera vencer e venceu.
Helena eslava em urna dessas sitiiaroes de espiri-
to, que nao permitiera a reflexao. Cuniprifvescnlher
entre dous ab\ sinos, ella escolheu aquelle, para o
qual o inedoe a paixiin a impelliam igualmente.
Ao menos, respondeu ella, d-me um dia para
abracar ineus filhos i
Esla palavra arrancou-lde as primeirai lagrimas
que derramara desde a mandas.
Armand agradecu a Helena com efiusao, e encar-
regou-te de preparar ludo para a fgida, a qual
marcaran! para a noile de 11 a 12.
Quando vollou para casa, madama de Flize eslava
armada dessa especie de coragem febril,fque dio
excesso do medo. Ella nao via oulra sabida para sua
posirao senao urna fgida. Ir ao encontr de urna
explicacao, ou esperar que a caria caliiss nas m.los
de Mr. de Flize era armar Jorge csojra Armand, e
o pens.-mento desse duelo gelava-a de terror. Quan-
lo a ir i casa de Faustina, soflrer seus ullrages, im-
plorar sua piedade, aceitar urna especie de cnmplici-
dade moral com urna crealura tao profundamente
desgrasada, ella eslava resoluta a evitar isso, anda
que IJie cutlasse a vida.
Helena encerrou-se no quarto com os filhos. Se
madama de Monchenot a houvesse visto emquanto os
linda aperlados contra o peito, cobrndo-lhes de
beijos os cabellos, e abracando-os enm forea como se
quizesse levar nos labios um pouco desua vida, leria
certamenle adevinhado que um pensameuto fatal
havia germinado nesse coracao magoado. '
Infelizmente, nesse dia, Carolina u3o appareceu
em casa da amiga ; pois estando em vsperas de par-
tir despedia-se de suas condecidas, e dava ordena
em sua casa.
Madama de Flize bem leria querido nao ir ao
steeple-cha.it daCroix de Bemy, porque ficando em
Par poderta ver os filhos mais algunas horas po-
mens. O regimentle huanos do archiduque Ma-
ximanoedo imperador Francisco Jos rccelierara
ordem de se completar para formaren! parle da
brigada Ja fronleira.
Corra boato de que se nao havia dcixado igno-
rar ao ioudc OrlofT eslas medidas militares, que
lera porobjecto preparar-se para as cvcnlualidades,
c concorrer com as potencias ocrdcnlacs a prote-
ger a capital do imperio ollomano no caso dos Rus-
sos passarem o Danubio. (Imprenta e Lti.l
He digno de alleurau o segunte -artigo do Times:
o As noticias que continuamos a receber dos nos-
sos correspondentes da A Hean bu sao da mais alta
importancia, e justificara a opiniao que se formara
de que as corles alleraaas eslao resolvidasa obrar
de cmplelo accordo com as potencias occidcnlaes, e
a opporcm-sc decididamente s exigencias da Rus-
sia.
Quanlo ao conde OrlofT, escrevem-nos de Ber-
ln que na vizitou Csla corle, como incvactamcule
se havia anuuiiciado ; e que linda dirigido ao re da
Prussia um memorndum que continha em substan-
cia as intencoes actuaos e as proposlas do governo da
Russia. O primeiro riuislro deu a esla conimuui-
cacao urna resposla era que repelle de um modo ab-
soluto as proposiefles da Russia, accrcscenlaudo a
esle despacho urna deelarcao autograplia do rci da
Prussia de conformidade com a resposla do ministro.
a O procedmento do gabinete imperial de Vien-
na nao foi menos claro e decisivo. O conde Orloff
era portador de certas propostas que podiam cons-
derar-sc uina especie de coulra-projeclo cm opposi-
cao ao que j linda recebido a adlieso da Turqua c
a approvacao formal da Europa. O goferno aus-
traco aeolheu desfavotavclmcnle eslas propostas c
vacillou quanlo maneira por que poderiaiu sup-
metler-so a conferencia condices lao pouco acei-
laveis. ,
o Nao obstante isso, na quinta feira ultima foram
apreseuladas aos representares das qualro poten-
cias cm Vicua, porm com a advertencia focmal do
que o goverim austriaco'julgava uao scrcm admissi-
veis, nem de lal ualureza que pudesscni ser offereci-
ilas A Porla. Conforme esta opiniao, que foi a una-
uime da conferencia, seredigio c assignou immedia-
tamente um protocolo, de que livcmos nolicia por
via tclegraphca, encarregando o conde Buol de
consignar a decisao das quatro potencias, e assentar
Icrminantcmculc o juizo sobre as condices qnc o
oude OrlolT viera propor.
Se estes fados, que al agora s rahecemos
por participaces tclegrapdicas, sao aiuiunciados
com exaclidao, como lemos fundamento para crer,
nunca serao sobejos os lo inores pela decisao e fir-
meza que mostrarn) as duas grandes potencias al-
lomas, no momento mais 'critico desla dillicil n'e-
ioci.ujao.
Se aindalin alguma probabildade de evitar urna
lula, que irrogara, perjuizos incalciilavcs aos mais
apreciaveis direitos dos povos ; consiste precisamen-
te nessa intima anulo e delerminacao collccliva das
quatro potencias, em que as corles alienta derm
pravas inequvocas da sua adhesao. A 20 qp jaiba
do auno ultimo declaren o conde Buol a lord "VVcs!-
morcland qu a sua poltica, cm relarao ao imperio
turco, seria iiitciramcnle a que adoptasse o gover-
no inglez ; que faria quanlo delle dependesse para
conservar a independencia e a iulcgridade da Tur-
qua ; que nunca se obrigaria com a Rassa a dcixar
de lhe mover guerra ; e se o convidassem a effecluar
urna iutervenrao, armada seria para apoiar-a inde-
peudeucia e a aulordade do sullao.
O gabinete austraco anda nao deixou de ser
fiel is suas promessas ; posto que deu algumas Inos-
Iras de hesitar um pouco ao rcalisa-las. A ullima
prova oflicial que lemos de suas intenrdes be o pro-
tocolo de 13 de Janeiro, em que declara, conjuncta-
mente com os demais membros da conferencia, que
as coudiees recebidas pela Porla, sao o desejo da.
Europa, pelo que era preciso recommendar viva-
mente ao imperador da Russia que as aceitasse.
Entre eslas dcclarar,Ses obrigaloras c rcen-
les proposlas do galinele moscovita nao ha escolha,
salvo querendo sacrificar-se a dignidade, a poltica
e a honra. Nao duvidamos que tenda causado aos
gabinetes de Bcrlim c Vicua profundo desgoslo'c
a mais viva inquietara,i ver quebradas, apezar de lu-
do, as relacOcs intimas que os u niara ha lauto lempo i
corle de 9, Petersburgo; ver Uo ipdignameule
violadas as promessas de um soberano em quem cs-
lavam costumados a depositar confianca ; e reco-
nhecer nessa potencia, a que eslavam unidos por
interesse da ordem c da paz, o anuir da aggressao c
o motor da guerra. Estas cousideraedes adquiriram
mais importancia pelos vnculos do parentesco, ira
araizade pessoal, o da gralidao pelot serviros mu-
tuos. Porm, por mui poderosos qu sejam estes
motivos, nao poderao prevalecer sobro os interes-
ses da Europa em geral, e de cada oslado cm parti-
cular, nesla siluaeao de duvida c de perigo. Na
Austria c na Prussia, a independencia c a integrida-
dc, nao da Turqua, mas da AUcmanlfa, eslavam
em balaucas : na sua rano esdi, se se unirem aos
estados do occidente, diclarcm as cundirnos Russia.
Acaso permit irn que Ib'as dicte a Russia ?
Vemos cora grande satisfarn que lomaram a esle
respeilo a resol ucan mais decisiva que ueste momen-
to se poda esperar da Austria e da Prussia. Repel-
lindo as proposlas apresenUdaspclo conde Orloff, de-
ram o golpe mais lerrivel que recelicu essa alliaora
rcm Jorge linha disposlo todo para essa corrida, e
Helena nao quiz insistir. Como todas as almas in-
quietas, ella lemia despertar suspeitas.
Um incidente fortuito por pouco nao roallogreu as
combinacoes de Armand no momento em que elle
eslava mais cerlo do successo.
Sabemos que para desculpar-se aos olhos de Faus-
tina, elle lancra sobre Mr. de Monchenot a aecu-
sacao, que ella eslava prestes afazer-lhe.
Faustina fallara nissoa Bouzonville, o qual, sem-
pre disposto a crer o que lhe diziam, poz ludo no
ruco do barao. Este quiz urna explicacao clara e po-
siliva, e Adriano, que nao desejava bater-se oulra
vez pelo mesmo objeclo, declarou que recebra a
ancdota de Faustina, a quem Mr. de Vauvilliers
a contara.
. O senlior sustentar diante do proprio Mr. de
Vauvilliers o que acaba de dizr-me? pergunloii-Ihe
o barao.
D.inte do mundo iuteiro, isto he verdade, res-
pondeu Adriano.
Pois bem, Mr. de Vauvilliers nao podo lardar,
esperemo-lo.
Essa conversacao linha lugar na vespera do slte-
ple-rlutse. A' noile quando o conde appareceu no
club foi chamado por Mr. de Monchenot a urna sala
retirada, na qual se fecharam a sos com Adriano.
Mr. Bouznuville repeli o que dissera, e Armand,
que esperava essa narracao, perturbou-se apezar de
sua firmeza.
Agora, diste o barao, desminlo altamente estes
boatos de qualquer parte que vcnliam, e lendo por
vil calumniador a quem os divulgar.
. Senhorl exclamou Armand, subindo-lhe o san-
ge ao rosto.
O barao vollou-se gravemente para Adriano, e
saudou-o dizendo:
O seudor ouvio, e cieio que nao duvida de mi-
nha palavra.
Adriano inclinou-se sem responde:-. Entre o con-
de c o barao elle nao pudia. hesitar ; demais linha
presta de acabar cora essa historia, no meio da qual
se lancra um pouco estnuvadamenle.
Agora queira retirar-te, acrescenlo.u o barao,
o que lenho a dizer s interessa a Mr. de Vauvilliers.
Adriano sabio.
O senhor empreiU mullo impudentemente suas
infamias aos outros, diste Mr. de Monchenjf-dir-
gindo-se ao conde logo que fiearamss; se de um
gracejo, nao agrada-me, e prohibo-lded'ura em di-
ante de metler meu nome no lodacal de suas con-
versasoes.
lilwltQO9. Um 'DSUl, qU* *X'89 SaD8Ue MCamou
que cslendia a influencia da Russia al o coracao da
Allenianha. Se lem forra bastante para obrare*!
de conformidade com os principios que manifesta-
ra ni c que lambem sao os noasos, podem ter lambem
a fortuna e a gloria de impedir urna guerra lerrivel,
podem li\rar a Turqua da aggressao, c evitar
Russia o casligff'devido ad seu procedimenlo pas-
sado, poilem reslabelcccr e fortificar csla perfeita
uno das polcucias europeas, que deve Jer sempre
a garautia da tranquillidadc c dos progressos da Eu-
ropa oriental. a
Os nossos leitnres estarao lembrados de que cm
lodo o decurso deste largo dbale, e qoasi sempre
cm circumstancias desfavoraveis, ti\ eraos sempre
em consideracao esle objeclo (nunca desamos de
recommenda-lo ap governo c ao paiz. Os documen-
tos que boje estao preseules ao parlamento mosr
Iram que o gabinete btilannico perseverou nesse.
.intuito cora raro (alent o leuacid^r extraordna-i
ria. Podendo realmeute assegurar-se a o|inao enr-
gica das quatro potencias europeas, e se he cerlo
que eslao effeclivamente resolvidas a prestar sua!
cooperacao ao opprimdo e resistir ao oppressor ;
he claro que a sua vonlade he a le da Europa, e
quem a ella se oppozer lera de abaixar por forja a<
cabeja. A guerra pode estar declarada, comecada,
porm a Russia lem parausados os seus movimen-
los ao Danubio, c leve que tomar oulra gez posii;oes
na Valachia. Nao faria assim se estvesse segura
da neulralidade das tropas austracas que. j se reu-
ncm na fronleira da Transylvaria.
a Ainda mais: se as hostilidades lomarem um
carcter mais activo, nao lia urna s legua da fron-
leira occideulal do imperio russo que-csleja segura.
Nesle estado de cousas he incomprehensivel que a
Russia se lance no ultimo extremo, ou que a guer-
ra, Uo infaiislainenle' comecada, nao acabe de
prompto. O imperador Nicolao, larde ou cedo, por
urna ou oulra forma, lera de renunciar s suas exi-
gencias ; c ainda que simule considerar a interven*
tao das potencias europeas entre elle e a Turqua
como una affrontaque'a Russia nunca sofTreu, ter
conscicucia, pelo nenhum xito da sua diplomacia
e a derrota de seus exercitos, que ainda ha maiores
dumiliaces.
A Inglaterra ca Franca nao querem, como por
mais de una vez disse sem razao o conde de Nes-
selrodc, abalcr a Russia c desconsidera-la.- Toda-
va, quando a Russia nao lem iazao, a Europa nao
es tao dedil, dio desunida, ou Nicolao nao lie Uo
formidavel, que lhe nao possa oppor lerrivel resis-
tenria. O governo d'Inglaterra assim o tem mos-
trado ao mundo dbdcando-se com infatigavel per-
severanca a unir as potencias do continente para a
deleza dos principios da paz c da juslica : prompla
esdi a fazer a guerra ; mas tambera seaeda dispotla
a fazer extensivos s partes bclligeraules .os benefi-
cios de una paz dourosa, liaseada nos inlercsses gc-
raes da Europa. f/lei-oluro de Sctembro.)
HESPANHA.
Tem circulado uestes dias por Madrid^e he j
urna nolicia sabida de-todos; que de acc&rdo com"
varias potencias se traa de mandar um exercilo
hespanhol a Roma e urna divisao portugueza s
ilhas Jomas, no caso de que as complicacoes di-
plomticas acarrclassem urna guerra continental
entre o occidente e o nprte da Europa. Os que lem
dado esti nolicia presumen! have-la de boa foole, e
al acrescenlanj que he cousa decidida eolre o
nosso governo e os de Franca e Inglaterra.
Nem o gabinete das Tulberias nem o de S. Ja-
mes fizeram myslerio da cooperacao armada que
tralam de dar ao sullit para impedir que os Russos
enlrcm cm Couslanlinopla. Em Franca o general
l'elissier oceupa-se a organisacao de um exercilo ;
em Inglaterra deram-se ordens para que estejam
promplos varios regimenlos; n'uma e n'oulra par-
le a opiniao publica esd informada do qnc ha a es-
te respeilo, e pode-sc graduar a conveniencia da de-
libera rao de ambos os governos.
Esles pequeos afllccedenlcs manifestam a ne
cessidade de que cutre nos se diga quanlo baste pa-
ra apreciar-se urna resolurao, sobre a qual suspen-
demos lodo o commclilario para nao malbaratar
lempo uo caso que a Gazeta, como faz em outros
assumplos de menos,importancia, seja autrisada a
publicar urna declararao semi-oflicial. O silencio
do orgao do gabinete nos faria presumir com fun-
damente qud de certa a noticia. (dem.)
A nova consliluicao federal que a Suissa impoz-se
em 1818, como todos o sabem, dea consequencia de
urna longa reaeco contra a immensa latitudc dei-
xada a soberana cantonal pelo pacto de 1SI5
mesmo depois da recomposicao de 1830. O pen-
samculo de unidade que iuspirou esla reforma
c que j se tem rcalsado por urna multidao de me-
llinramcnlos materacs, romo a amorlisacAo e a cen-
Iralisiic.io da portagera c das postas, a modificacao-
da tarifa das alfandegas, o cslabelccimeute de um
s\slema uniforme de moedas, de pesos c de medi-
das, a renrganisarno das forras militares etc., tinha
por complemento hcrossarioa cieaeao da um entino
superior instituido sobre bases bastante largas para
dar aos inlercsses moraes e inlellecf uacs da nacao
helvtica um dcsenvolvimcuto proporcionado as ne-
cessidadesdo espirite moderno. Paca esle fim, diz
o arl. 22 da consliluicao, que a confederaran fica
aulorisada a estalielccer urna uuiversidade e urna
escola polytechnica suissas.
Um insulto para o senhor! tornou o barao com
um desprezo esmagador.
Senhor, haveraos de baler-nos!
Baler-me com o senhor I Hei de fazer-lho essa
honra quando quatro pessoas leaes, que cscoldermos
enlre as que o conheceram aidigameiilc, dectararem
que posso cruzar miaba espada com a sua sem enxo-
valhar-me.
A vehemencia e o desdem com que Mr. de Mon-
chenot pronunciu essas palavras aturdirn! Armand,
cuja voz expirou-lbe na garganta.
Madama de Monchenot va passar a estaQoem
Cloyeltes em casa de madama de Flize, coulinaou o
barao; como nao agrada-me que ella csleja cxposla
a enconlra-lo, devo preveni-lu de que se he sua in-
tencao ir l, a niinlia he faz-lo sabir.
Mr. de Monchenot lomou a bengala e o chapeo
que pozera em um cauto, e sabio framente.
Mr. de Vauvilliers seguio-o com a vista como um
lobo que acaba de Sentir em roda do pescoco os den-
les de um cao valeroso. .Vingar esse ulli age era le-
var o negocio a um duelo, no qual Jorge inlerviria ;
lodo o duelo poda Irazer um ferimenlo, e em falla
de frimento havera o escndalo, que lomara toda
a alliauca impossivel no futuro.
Armand devoren a allronla e calou-se.
Eiilrelaiito Faustina linda idodesde a mandila pa-
ra a Cruix de Rerny era companhia do principe de
/ell, o qual alugr i urna ca-a de campo, oude Faus-
tina quera dar que janlar aos genlleinen ridtrs.
Se nao fora essa circunstancia qiiaflkobrig.iva a
partir, talvez ella tivesse chamado I reren a i tua ca-
sa no mesmo dia ; mas depois relleclindo. regotijou-
se da demora dessa entrevista: a espera do supplicio
nao he quati sempre mil vezes mais cruel do que o
proprio supplicio?
Quanlo a duvidar que sua rival fosse ao almoco,
para o qual a convidara na ra de Londres, Fausti-
na nem ruidava nisso. Que podia fazer madama de
Flize?-Hurailliir-se, rogar, chorar; mas Faustina
quera a vingaaca completa, depois da humilharo
o eslrumlo.
Nem uina nem oulra dormio; mas emquanto a co-
lera velava i cabeceira da actriz, o desespero enlra-
va como um hospeda fnebre no coracao da mai.
lima condeca muito o mundo para ignorar que os
Vauvilliers nao sao lab raros que se percam lodos
perdeudo-se o primeiro; a outra s via trevas em
seo caminho, e como ama pedra lancada no espaeo
andava sem saber para onde ia.
Emfim ergueu-se o sol do dia 11. Helena ajoelhou-
se ao p do leito, e orou muito lempo. Seus solucos
oravam por ella. Era essa a allima noile, que hryia
de passar debaUo do teclo conjugal,
A ruiLlap
horada p.-U primeirl
bre a propost de Mi
truecan publica, fio
rioihi de lsschsies i
Debatida de novo
de um eslabelerimenln
corram o diversos canloes
essa idea Ocot ainda cm
que foi de novo suscita
primeira sesso, em 2S i|
conscldomcional conviu*
que o pozsse em eslaij
ao arl. 22 da'eonslitoirj
primeiro crdito v
de maio de I81, u
raes, presidida pelo f
regada de eltMMRr
enlifico eca^^H
le,' de que foltHHj
Irabalbo foi submetli
guinte, asscmbla.
commissao, cuja I^^^H
latorio datado, de
discussao do proj1
passo. qu*c a maior
A commissao foi igoalmtj
uar se a siluaeao d
tempo normal, m>
zer tace as despeza
rio especialmente
deduzida urna res
somma annualmente
1,100^)00 fraucos.
Iiorcao as duas insliluicai
tara Suissa.
Eis-aqui em qu ,
a necossidade dessa dj
Consideraces nac
empenham a propon
federal.
1. Primeiro que
nono ranfederarao^
que formara evii
senciaes da pros_
versidade um pu
savel. A nova eoj
sideracao a naturel
rantio aos canloes
lis autoridades fi
Se de ii
nal, nao de ni
ral a latiluile de mol
exactamente demarca
qne o ranlonismu n^
medida sufllcienle. ]
uuiversidade federal,
raes, nesse ninment
em um Ierren pural
isoladas nclle, e ler
Juna uuiversidade
no, e chamada a
envolvimento da vi
elemento cantonal
bios reunidos cm <
mocidacle estudio)
consolidar a nossa,
2. Compo
ra o poder fedei
de agregacao, a
em dirigir em u
ludiosa de todo
nos consagrados'
(uros dieres do*
a ronhecer-Se ^
continuar e
porque premie
mas o isolam
sello q
do sentimento
smenle a nova i
prescindimos,
que reclamara
cidade cstudii
das linguas I
dade: he neee
receberam urna!
duas linguas pr,
carece deser,
loridades fed
habilita para apreciar
3. Ao interesse que
instiliiicoes federae
os jovens csliidan
obrga?ao, que
federacSto, de _
Iros estados no d
luites, afim de provatj
mais preciosos pode tam|
do livre, e que um po^
mo, debaixo deste pon!
aguarda dos povos cove
Quanlo menor impor
potencia poltica.
trar-se.em terne.
da cultura intellc
nos cumpre representar
por seu carcter partici
tancia. A Suissa, que
maa e romana, be
sua ednea
A's dez horas chegaram os cavallos de posta, e
Jorge posto que ainda doente entrn no carro. Elle
disse aos poslilboes, os quaes faziam j estalar os
chicles, que passassem pela ra da Paz para loma-
rem a Mr. e madame de Monchenot, e os cavallos
parliram.
XV
LCROIXDEBERN'Y.
- A estrada desde a barreira do Maine al Crix
de llerny apresenlava a vista mais estranhs. Urna
multidao de carruagens de todas as especies, e de ca-
valleiros de tedas as qualdades ganhava com a maior
pressa o terreno do tleeple-chase. Um rumor formi-
davel como o do trovao aturda desde a manhaa a es-
trada de Sceaox. lima lileira de gente a p segua
pelos lados a passo rpido, una coro o chapeo de sol
na inao, outros com as muflieres pelo braco. Mui-
los.corran) pelas campias. Antes da corrida de ca-
vallos era urna corrida de carros.
A's vezes um rumor mais forte taz i a tremer a cal-
cada, as equipagcus abriam-se como as fileiras de um
esquadrao passagem de umgeueral, urna berlinda
puxada por cavallos de posta-chegava e passava co-
mo o raa,
Os cavallos animados pelo tumulto, e impellidos
excessivaroente qUebravam as pedriuhas cora 'os du-
ros ps, rinchavam e mastigavam os freios cobertos
do escoma.
.Todava muilos reconbeciam-se e saudavam-se de
passagem, e as rodas gyravam-deslumhrando a
com mil raios. A lama imindava a estrada ln-
acuutaila pela chova, .e cada volla das rodas crivava
de lodo a carruagem roncejra, que deixava-se ex-
ceder.
O co eslava cinzento. hmido e baixo ; mi
pesadas impellidas por um vento de oeste varn
ranipono borisonte, e deixavara pender como lloco
de algodao lencoes dispersos de vapore.
Em alguns dos intersticios desse zimborio opaco sj
vista distingua eslreilas cilas de i
furlacr.
Os negros ramos das grandes nogneiras pcrfila-
vam-se no eo corlado aqu e alli pelas'frechat
dat e Ireraulas^os alamos. 0 prados lavadot
chava da vespera ronlrastavam com sua Unta a
e verde com os planos embacados e Irigueims da
linas onde nisce a vinha*. Aer ea luz fallavam a*
ondtUs&es da paizagem,' qual vla-se como alravez
de uro veo, as cdoupanas choravam pelos seus tec-
loa de colmo, e a nevoa elevando-se moldava de la-
grimas os ramos trmulos dos arbustos.
Bourg-la-Reine chegra s jauellas para ver des-
filar esta corteja viudo de Piris, Comprimido na
travesa da aldei, o I
longa serpete entr i
No lagar em que
e fauna urna vasta prarj
navios encalhados em om|
carruagens paradas
seges corram a en
pos de mancebos sai
camaradasque se atastaM
das hospedaras iam
as coziolias chammejavaiai
vasiavam-se incessantemei
chr. Entretanto o corteja
^^^Elads
^^HtariJn,
^^Hp salas es-
^Hf-seaeo-
e novas carrna-
iiil^5 ue n
geas succedam s fileiras de c
_ Na volla da Croix de Ber
sao de cavallos, de carros e de gente
va-se^ia estrada. Peloloes de lanr vin
de todos os lados para ni
ata/efailos escorre
niotlidao para me
De quando em
de Pars augmenta v
da atroadr
loquios. o in^^^^^^H aiiaUx
cavavam
choca-.
-lohatru.-ro da
estrada
Na entrada apeale. ^Na-
das corridas, amputada naa ttmiBa
d.T... .;.,"
das a
iregados! ,
nova oa pagaanB^^^^^^^H
naos desses
os quaes em troca davara aos <|
lepntrada, do qual apa._.
postados na eqfi^^^H^H
^^fcnismo adiinislralivo impeda a frau-
de, e era o direilo de entrada do steeple-chtM; pois
allos da aristocracia nao podiam correr para
lodos.
As carrnaReni segmam ao principio um caminho
cavado de carris, qtR divida a campiua em duas
parles desiguaes, e depois todas dispersaan-te eo
acaso, nma procurando a sebe, oulra o fosso. A pla-
nicie eslava cheia de cavallos de posta, qne vollavam
para as estribaras vizinhas, e as carruagens sallas co-
mo carretas de artilharia em campanba parnoilavam
nos arredores do campo da corrida.
I Continuar.tJta. I
Iros em-


tv
Mgntawo a tcten-
^H- Ele papel de inlcr-
i allem&o e espirito ro-
.menianuo as caraplicaeoes do fuluro es-
he um los carac(eres que mais con-
^^^^^^Hp-",e ntoreato e importancia. Os
Iihbdos 9 onirersidade su usa familiarisar-se-hao
ira liugoa no mesmo logar em que aca-
ua educajSo 11a lingua nacional. Se esta
cnmpellir os alumnos cstrangeiros a
rem nossa unversidade, os alumnos suis-
I mais ha de prove lar, por que o estado
l se tornar rigorosamente obrigalo-
isioa c nos esUbelecimentos de iuslruc-
utra vaotapem que nao he carecedora de im-
S e que esperamos da universidade para o
"'vimeto nacional, eonsiste em que ce-
fompr, em maiorescala, um corpo
arctbru i, que ie enearreguem do ensino,
reatos da chamar, para .eueher as
te, senioestraugeiros de um mrito
os os homens distinclos dos dineren-
! entregan ae entino, abluirlo pa-
s, alim. de desenvolver o ten talen-
iade, ensinando-se peer
eatabefecimentoe os mesmos
ramo- Ido emprear proreasores na-
conaet senao era pequen numero, de sorte que se
nao tem podido o chamar se*o estran-
[ geitru ilinetos. Loto que a Suissa possuir urna
' grande universidade, os jovens talentos se dedicaran
a carreira acadmica, o que at o presente nao tem
feit stiur. mi cacos mnito raros.
este, a dvcrstade das confisscs que
ve ser considerada .como um
ilo da .creacao da univer-
ouio os mais graves interesses
o do caraeter mais ou menos fe-
egocios oonfissionaes. Os mem-
fiado e do. cloro calhol-
lo educados em um iso-
ulros, ao passo que exis-
-iades allemaas que abracm as
eolosia, e que reunem alum-
cursos preparatorios de
qoe, at heje, tem existido,
B evidentemente um dos mais
mitas cousas lomaram
atfarme eos interesses do
ts duts eonfistoes tivessem
?eajo tcientinc* em com-
ie que apresentasse esla ran-
ina tarde podaste ser uti-
eeesstria quanto at aqu
auirertilario tem existido
tc*e de theologos catholcot.
ns theolugos da Suissa rae-
gados a irem formar-se em es-
i que muito pooco se in-
nossi patria. Be
lododesenvolvimenlo da
c to novo calholico os
^^astieos ama educajSo
popular do qne a qne reeebem
falencia dada ataembla
> dever da consagrar )s
lo paiz, em proporjio de
*a>\iai,iu est em estado de
ates motivos, que se li-
lis graves interesses do bem
ideterminem a votsa conviejao e
r venid de, logo que a con-
rease nacional veem li-
scienlificas e econmicas que
de inslracjo superior
fue possuera eslabelecimen-
o de nao poder nem
! delles foram reor-
^^jtlsongeiro duran-
Bnlo quanto o permit-
periodo. Hao he
( cmquanlo a queslao per-
llonaUbao de faltar os recur-
rfrijoar estes eslabelecimeu-
(er qne ca, mais de um
tos canlooaes de inslruc-
i raelbores universida-
6 pessoal dou-
o algarismo dos alum-
ande numero de es-
9 nem tomar pro-
sacrificios relaliva-
l^eaateCs, nem gerar
l iiwtrucjao superior
posico pnuco
liuados ; os
i modo nao ae at-
perfeilamente sa-
^jfeaj eslao teni-
do isolamento
$3o urna linha de
0 medico, o juris-
Mo nos resta- por-
isar lodos os re-
com a digoi-
ou contentar-nos,
[qne, ainda que n-
I, nao deixam de ini-
o qne te mostra
[a separado cantonal,
e das confissoes, lie:
estabclecirocnlos.
1 seus serrijos a uni-
a patria nao lhesof-
laJenlos, e nos ve-
llera cedo para o et-
no paiz estudas regu-
ae conhecimentos que
nenio de nma univerai-
is rajes necessidades,
_ nao pdem mais
patria.
Beiente das nniversida-
ramente canlonaes, fie
em que se tazem maiores
elecimentos, exhaurem-s
nricasdos cantQes. Muitas
b om grande contelho,
^Hf^sses eslabeleeimentus,
iateresse das financas, o
na de paz, im lempos em que
^^Kl' ach-eoJaeao segnia
Jante. Se anoos dt: fome
'afibre nossa patria, a existencia
^^^Batecoraprorjellida,
Ibes he hoje iod ispensa-
gfavar consideras elmente
aniversidadea naop-
eomo consolidadas,
repousam -; urna re-
na marcha da scien-
I coasas, Ottfederacilo,
'de fundar em beneficio
que nos habilitar a dirigir satisfactoriamente os ne-
gocios de paiz.
Peco liccnga para declarar que me ufano extre-
mamente de que, antes de Iratarmos de votar as esti-
malivis, nao serei chaniado.como no principio da nol-
t. a discalirse os cirurgiOesassistenlesdevem ouno
arranclV nos corposdat guardas.Nao terei chamado
a discutir se cachaca ou agurdente de grao he o es-
pirito maissiudavetou o maisagradavel aos homens
empregados a bordo dos navios de S. M. NSo he
urna qnesto desla especie, maa urna queslaoquedes-
nerlou a attenfao n'nm discurso mui hbil acerca de
orna grande erise em os negocios pblicos, e no qual
se agilaram quetlOes nao s a respeito do prncedi-
nwnlo do governo, como a respeito do que tem lido
lugar, dassuat inlencOes, e da sua poltica. (Apoia-
dos.)
l)evo declarar que reputo enthusiaslico o tom do
diKurso do honrado caValleiro. At ebegou a direr
que, ae o governo houvesse adoptado nma poltica
mato directa, seno acharia agora na posicao emque
est. (Apoiadot.) Fallou das deaculnas qne pensava
que nos usaramos.. Nao estou preparado para dar
tae desculpas, nem estou preparado para admiltir
que a nossa vacillacSo, como elle denomina, tenha
collocado este pali n'uma posico de perigo ou risco.
Digo que o governo tem feito o que pode para cura-
prir um dever solemne :preservar a paz, se Ihe fos-
s possivel eooseguir este grande objeclo de urna ma-
neira compativel com a manutencao da honra desle
paiz. At hoje elle tem conseguido preservar a par,
e a lem sustentado com honra a este paiz. (Apoia-
dos.)
Sr. presidente, o honrado raembro alludio ao es-
tado dos negocios no principio deste anno, e se refe-
ri particularmente a um despacho escriplopelo no-
bre lord, rflembro por esta cidade. Solicito a alin-
elo da casa pira a poltica seguida pelo governo in-
glez naquella lempo. A dispota em Constanlinopla
converleu-se em urna questo entre a Russin e a
Franca, acerca dos privilegios exigidos por ambos.
Pareca que a raa-Bretanlia nao devia lomar parte
activa nesta dispola ; mat u meu nobreamigo cscre"-
vou um despacho^ que julgo digno da attencao da
casa.
i NSo cancanU casa, reproduzindo as palavras ;
maso meu nobBjgfciigo dizia que era um doloroso
espectculo verfluas potencias chrisISas em termos
de se eovoiverera p'uma guerra, e suscitarem urna
dispula acerca do sagrado lugar em que a pazc a be-
nevolencia linhamsido declaradas ao homem de um
modo lAosolemne.
:e
DIARIO DE PERMNBUCO, SEXTA FIRA U DE
cia.
I SMU COOM
[ment para a inslruc-
\ par o futuro. He
desfavnn iveis, toda
r,i qua se aniquile a sua
I he que pdeapre-
^^^^baa nacnnoes, as-
Mabelecimente superiores
economa, exizein
liasa, cuja possihi-
uiteur.,
ili7 de feveteiro,
o discurso leijninte, sobre os
^^lio-me para responder
mafi astiS.dc
^^^Hhi hbil dbcano, jal
observatoes que elle fez an-
^^^Hpua os n leus collegas, do
smmos dispo-itosa abasar
igendada tasa. Appello p
W ejosfica.; ose nos p( da nona parteet-
tamos preparadot cumprir o nos lo-
que a cmara dos communs nao da i xi
seu. S temos Wndido acoaattV>
'emten4a> mostrar esla fado por ia_
"elftpof algbma indicacao secundaria ;__
fecho ha lido sinceramente cora binado acerca de
nma grande crise em os negocios p-nMicas, en vrtu-
Ue da qual verificaremos se possui mos essa eonflanca
t Nao era a interferencia clara da poltica da In-
glaterra neste lempo; mas he mui nolavel que, pela
influencia doembaixador inglez, a Turqua foi per-
suadidla fafer ajustes que eramsatisfaclorios Franca
e a Russia, quanto ao negocio em queslao. Foi a in-
fluencia da Inglaterra que delerminou semelhanlc
controversia. Depois que esle negocio foi ajustado,
mas antes que lord Slralford de Redeclifle houvesse
chegado, foi mandada nma mensagem pela Rosta i
Turqua, tao ameacadora,que inspiron graves appre-
hensdes ao coronel Rote, quanto as intences da
Rusta.
a Nesta conformdade o coronel Rose escreveu ao
almirante Dundas que entao commandava em Mal-
la, inlmaodo-lhe que viesse a toda a presta para os
Dardanellos. Allegou-sequeenlaohavia algumahe-
silaflo da parle da Inglaterra em ir em soccorro da
Turqua. E o que acontecen ? O almirante Dundas,
portando-se, como creo, com muita discricao, nao
obedeceu as ordeos do enviado inglez em Constanli-
nopla. E dar-se-ha caso que a Turqua sollresse 1-
gnm inconveniente, ou fosie exposta a algunvperigo
em cooseqnencia desta hesitar ao da parte do almiran-
te inglez ? Pelo contrario ; logo depois o proprio co-
ronel Rose, que chamara o almirante Dundas aos Dar-
danellos, manifestou a sua satisfarao, em razio de
nao tero almirante obedecido s tuas orden* ; lord
Slralford em sua chegada Constanlinopla, recebcu
assevcrarOes do governo turco de que, longe de la-
mentar ,a demora de esquadra ingleza naquella oc-
casiao, tinha sido proveilosa no estado turco. (Apoia-
dos.)
a O. honrado roembro observou que se havia dado
demasiada eonflanca aos protestos russos, e tenho pa-
ra mim que nos termos em que se exprimi, parecen
dar a entender que o chee do governo era mais par-
ticularmente responsavel por esla inconveniente con-
fianza. -Ora, assevero casa que nao ha um dos col-
legas do meu nobre amigo, lord Aberdeen, que nao
esteja plenamente disposto a comparlilhar de loda a
respuntabilidade da marcha seguida. En faria a maior
injustica ao meu amigo se hesitaste dzer isto. (A-
poiados.) He verdade que a confiaqja nao he de r-
pido crescimento ; mas, ao mesmo lempo, tristes e
malignas suspeitas nao cream raizes com rapidez em
um peito generoso ; e nao se pode esquecer que por
urna tonga serie de annos'a Kussia foi a alliadaa
fiel alliadadesle paiz ; que partilhou dos nossos
perigos e participou dos nossos conselhos, e em mu-
las occasioes lomou parle as contendas e victorias
qne tem sido prove tosas honra da Inglaterra e se-
guranza da paz da Inglaterra. (Apoiadot.)
Por tanto, nao he etlranho que, ao passo qne re-
cebiamos protestos da parte da Russia de intencOes
pacificas, e da ausencia de qualquer desejo de inva-
dir a independencia e integridade da Turqua, con-
fiassetnos nesles protestos. Mas como te passam as
cousas relativamente as dalas ? O principe Mens-
chikqff deixeo Constanlinopla depois de haver loma-
do um tome feilo exigencias totalmente iucompali-
veis com a independencia do governo lurco. Desde
aquelle lempo as suspeitas, e mais do que suspeitas,
do governo inglez foram despertadas, e. sealtender-
des s dalw, veris qne a esquadra ingleza recebcu
ordem para ir para baha de Besika a 31 de'maio, ao
passo que os principados s foram invadidos pela Rus-
sia a 7 de julho. (Apoiados.) Entao, teremossempre
ficado alraz dos aconte'cimenlos ?Tal he a nalureza
da accusa$So proferida pelo honrado membro. Em
que lempo a esquadra leve ordem para ir para Cons-
tan (inopia!A -23 de letembro, e a Porla s decla-
mo guerra a 26 de setemhro. A ordem deste paiz pa-
ra que a esquadra se dirigiste a Constanlinopla foi
com effeito dada em Londres |antes que a Porta de-
claraste guerra. (Apoiados.) ,
a O honrado membro demorou-sc era certas ex-
pressOes do despacho que cohnha a ordem para a
entrada da esquadra nos Dardanellos. Ora, sabe per-
feitamenle o honrado membro que, em consequencia
das obrigacOes do tratado de 1841, nao era permitti-
do as esquadras inglezns e francezas passaros Darda-
nellos cmquanlo a Porta seno nchasse em estado de
guerra ; mas, como se visse i urgencia do caso, e e
acreditaste que a presenra da esquadra ingleza era
necestaria naquelle lempo para aproteceo de Cons-
tanlinopla, ordeno-te que, te as autoridades turcas
quizessem admiltirasesquadras combhadas,a respon-
sabilidadc da entrada da esquadra ingleza nos Dar-
danellos seria tomada pelo embaixador inglez. (A-
poiados.)
a Agora, seja-me licito tratar da ordem para a en-
trada dos navios no Mar-Negro. O honrado membro
oceupou-se com a desastrosa oceurrencia deSinope, e
lem para ti qne leria sido evitada se as esquadras
combinada! ha mais lempo houvessem entrado no
Mar-Negro. Dsse tambem que muilot pastos eram
dados exemplo da Franca, e que este paiz nunca se
moveu ifiicaz e decisivamente para si proprio.
k Ser sin verdade? A ordem de lord Slralford
ao almirante Dundas,para entrar lio Mar-Negro foi da-
da,.se nao roe engao, a 11 de novembro. Infelizmen-
te, naquelle periodo M. de La Cour, embaixador frail-
ee/- era Constanlinopla, eslava em Nspera de deixar
aquella cidade. Ilouve alguma hesilarourna he-
silacao mui jus(ificavelda parle du almirante fran-
cez em consequencia da miidanra da auloridade di-
plomtica. Elle duvidonobedecer a ordeh doem-
baixador francez, e nao quiz ir para o Mar-Negro
naquella lempo.
o 0 general laragnay d'Ililliers succeden n M.
de I.a Cour, e, em sua drogada, algumat communica-
coe liveraro lugar entre elle e o almirante francez;
mas o almirante francez, nao em razo da mu-
danza de auloridade,mas por autros fondamentoapo-
ramente navaes, recnsou entrar no Mar-Negro, pot-
o almirante Dundas dtsejasse perfeilamente
^^Hlc lempo obedecer a ordem do (mbaixador in-
Wk (Apoiadot.) t) honrado membro ilitse que to-
do q desastre de Sinope deve ser attribuido falta de
energa da parte das potencias navaes. Como se pas-
taran! aa tasan, e a quero he que cabe a censura des-
(eeaaa? A antoridada de lora Slralford provavel-
menledeve ser considerada concludente aesa fes-
peilo. Lord Slralford, escrevendo de Constanlinopla
a 17 de dezembro de 1833 diz o segninle :
< Ccrlamenlc nao posto deixar dereconhecer que
a ultima deslruizlo de lanos navios bucea em Sino-
pe provavelmente nao leria acontecido, N os navios
da Inglaterra e da Franja tivessem sido mandados
para all ha mais-tempo. a (Apoiados.)
Mas qual he a inmediata observazao de lord
Slralford ? O nobre conde conlinua assim:
a Entreuntlo laazarci a censura deste desastre
de Sinope Poda e aos seus officiaes. Elies tomen-
le.ou os seus contelheirosprofestloaaes, eram sabe-
dores do mrnravef estado da defeza terrestre de Sino-
pe. Elles tmenlo tao reaponsaveit pela evidente
imprudencia de de*r abandonado um esqnadrao
exposto aos ataques de navios hoslis de forfamui su-
perior. Mat, referindo o limpies fado, tem allender
as suat caasas, desejo que a nerda do exemplo nao te-
ja acresccnlada dos navios.
* Agora est totalmente claro que lord Slralford,
a mais alta auloridade nesle ponto.diz qne o desas-
tre de Sinope deve ser atlribuido imprudencia das
autoridades turcas, que desobedecern! e despreza-
ram as admoestaces que lhes foram felis, afim que a
conlinuacno doscu esquadro em Sinope mo acar-
ralaste resollados terriveit.' (Apoiados.)
a O honrado membro, referindo-sc a oulro tpico,
isto he, nota de Vicua*, censuren acremente o go-
verno pelo azodamento com que esta nota foi adop-
tada pelo gabinete inglez. Ora, releva observar que
esta nota nao foi inspirarlo do governo inglez, mas
inspiraran do governo francez. Fui promptamenle
lomada em consideraran pela conferencia de Vicu-
a, e, depois de algumat alterarcs suggeridas pe-
lo governo inglez, foi finalmente adoptada. Disse-
te que este passo foi dado sem referencia alguma
Cohtlanlinopla; o Iralarei de explicar o porque at"
sim se pralicou. Temos as dalas dianle de nos. A
9 de jullio soube-se que o governo turco, actuando
pelo consclho de lord Slralford, consentir era urna
forma de ola organisada, parle do urna pnirao da
ola do principe Mensrhkoli, que havia sido regei-
lada inleiramcnlc, c parta da resposta daila a esta
pelo ministro turco, e estas duas notas, assim com-
binadas, foram adoptadas pelo governo turro, como
llie sendo inteiramente satisfactorias, c contendo lu-
do quanlo elle desejava.
a Agora, se a nota assim composta for compara-
da com a nota de Vicua, como fora suggcrida pe-
Ja Franca c adoplada pela Inglaterra e pelas onlras
potencias, ella exigira urna observazao mui escru-
pulosa na verdade para discernir alguma dilTerenra
substancial cutre as duas proposizOes. Todav ia, nao
adoptamos a nota de Vienna antes que soulieaemos
que o governo turco eslava preparado em substan-
cia de adoptar -urna ola quasi idntica, segundo
pensavamos. Idas no momento cm que certas ex-
prcsses daquella ola, as quaes podiam ser de ca-
rcter ambiguo, assumiram a interpretaran que o
conde Nesselrode Ibes den, o governo inglez ao mes-
mo lempo dsse conceder que ellas pcrmancccsseni
por mais lempo; que fora .indigno desle paiz,- pois
que a Russia nha dado semelhanlc inlcrpretazao
s expressOes, oslar para que a nota ou cm forma
ou cm substancia fosse aceita pelo governo turco.
Nesta conformidade repudiou-a absolutamente, c
ohrou ao mesmo lempo na conviccao de que as in-
tenzes (Jo governo russo erant hostis independen-
cia da Turqua, e que, sb pretexto de procurar a
direct.ao de larga porjao de correligionarios, a Rus-
sia na realidade procurava um protectorado cci
incompativcl com a independencia da Turqua.
(Applausos).
Qual foi a consequencia? Foi baixada a ordem
de 8 ile oulubro, que^ollocava a esquadra absolu-
tamente disposiran de lord Slralford, para defen-
der o territorio de Turqua, e, se fosse necessario, a
esquadra eslava aulorisada a passar pelo Bosphoro
al o Mar-Negro, afim de proteger o territorio tar-
ro contra a sgessao russa. (Apoiados). Scguio-se
o successo de Sinope. Qual foi cnlao o comporta-
menlo seguido |icIo governo inglez a 24 de dezem-
bro'? Mandou ordem a lord Slralford. applcando
a protecrao do territorio igualmenta ao pavilhao da
Turqua. Dcu nina ordem ulterior, a saber, que a
nenhum navio de suerra russo desde aquelle mo-
mento seria permiido navegar no Mar-Negro; que
a qualquer dos dilos navios que se cnronlrasse na-
vegando no Mar-Negro ae devera ordenar que vol-
lassc para Sebastopol, c se esta ordem. n3o fosse
obedecida, opilan se usara da forra. Creo que o
desasir de Sinope leve lugar a 30 de novembro. A
noticia foi rerebida em Inglaterra a 17 de dezem-
bro, c a ordem para a entrada da esquadra no Mar-
Negro afim.de proteger o pavilhao c o territorio
turco fai baixada cm 24de dezembro. (Apoiadot).
A este respeito M. Layard fez" algumas inler-
pellarocs acerca das dalas. A 8 de oulubro he que
a ordem previa foi mandada a lord Slralford para
empregar a esquadra, mas foi limitada prnleccao
do lenitorio turco. Todava, depois do recebimeii-
to cm Londres di inlerprelacao do conde de Nessel-
rode dada noladc Vienna, quando amoscara foi de-
posta, e nao houvc mais duvida acerca da real in-
Icnrao do governo russo cm cstabelccer um protec-
torado civil sobre os subditos do sulln,por que
immedialamenle a esta iutcrprclazao recebda em
Inglaterra, illusao,se he que so pode chamar is-
to llusaoresultante de falsos protestos, cessou, e
urna ordem peremptoria foi baixada a respeito da
proleczSo do territorio turco contra a aggressao rus-
ta; e depois do aeonlcrimrnlo de Sinope a ordem
mais um ponen ampliada, c deram-se instruccocs em
virlrldc das quaes j nao he pcrmillido a nenhum
navio de guerra russo navegar no Mar-Negro.
(Apoiados).
a O honrado membro pergunta-nos qual (em si-
do o resultado de lodas estas Iraiisaczcs"; Respou-
do-lbc em primeiro lugar que temos evitado a guer-
ra ate o ultimo momento (Applausos); e em segun-
do lugar eslalieleceu-se uina uiiiao cordial com a
Franja. (Novos applausos). Aqui uao posto deixar
de approvcitar a opportunidade para confessar a
perfeila boa-f do governo francez, c mais especial-
mente do imperador que se aclia a testa deste mes-
mo governo, em todas estas arduas Iransaczocs c
complicadas nesociarcs. (Applausos). He apenas o
pagamente de"ma divida de juslica o manifestar
esla opiniao, e declarar que nao temos o menor fun-
damento de qucixa conlra a Franca. (Applausos).
Temos cementado a uniflo cutre a F'ranra e a In-
glaterra.
que estamos promplos para a guerra. A Franja
tambem est preparada para a guerra. A Russia
ainda nao atravessono Danubio; e nem um navio
de guerra pode navegar no Mar-Negro, o que a Rus-
sia al hoje lem tratado como um man clauum.
(Apoiados.)
a A Franca e a Inglaterra ealo determinadas a
que os principados sejam evacuados. (Applansos).
Austria e a Prussla declarara^ que concordan! n;
opiniao de que a independencia da Turqua deve ser
mantida, e que a orcupaco dos principado pela
Kussia he inadmissivcl. Porlanlooquc antes era urna
mera coBlcnda turca he actualmente urna contenda
europea, eatolucao, assim como a conlenda, deve ser
europea. (Apoiados). Agora pergnntarei en, o que
fareis vos casa dos Communs? Se nos madjuv ar-
des, estamos preparados a cumprir o nosso dever.
(Apoiados). Estamos promplos a ir commissao de
supprimenlos, e pedir-vos 'que ponhais grandes
meios nossa disposicao. Pedimos que accrcscen-
teis 10,090 homens armada, e 10,000. lioment ao
exordio. Padimos que fajis grandes sacrificios
em favor So povo, e que accrcscenteis despeza
urna somnia de i' 2,000,000. Ser entao n'uma oc-
casao desta especie qee vos morejareis sobre os li-
vros azues, e minuciosamente criticareis negocia-
jdes complicadas, com risco de semear semeoles de
discordie? (Apoiados).
Nao creio que a casa dos communs tenha seme-
Ihante procedmento. Se tendes motivos de queixa
apresentai-os. Seja o negocio discutido plenamen-
te, e decida-sc se- temos obrado mriy e se temos
obrado mal dizei-o. Se temos sido rectos, animai-
nos com a vossa approvajSo, com a mais elevada ap-
provajao que um governo pode receber, e dando-
nos n'uma grande'emcrgenia, a mais poderosa anima-
cao para que possauos fazer esforjos. (Apoiados.)
arge o collega parque disse euqne o mal continua-
va,' e porqu na, dsse que a molestia respeitou a
ciencia do Sr.lpmt$ilei! Valha-me Dos com o
collega Poit o o0llegU|aeria que eu aranjasse a ae-
melhante exager.i^o! Quando aquelle Dr. tinha ha
fajuco chegada aqju, e eu nao linha conhecimento
delle '.' Sem saber1- se seria mais logo forjado a detd-
zer-mc, ou a sustentar nma faliidade? NSo, collega,
neisas imprudencias niocaio eu ; porque seria ocen-
par o lugar que ihe pertence. Hola porem eston in-
formado que o hjr. Pimenlel he hbil, e que presin
relevanteaiervi jos a himanidade; e nem etsa minha
reserva podlad e forma alguma ferir a reputaco me-
dica do Dr.
Quanlo poren^ abt resallados das diligencias d
Nova Cruz, j* Ihe holiciei, a por isso ver que nao foi
o collega feliz em cua prophecii. Deixarei por hoje o
collega, e na segu nle Ihe coulnuarci a refular ai
suas carlat de 17, 18 e 22de fevereiro.
liontem medennocou o Sotaina, que para pode-
rem lomar assenlo na cmara municipal, fazem a
apurajao da eleijao a ge lo do Dr. Amaro, te impo-
zeram condijOes de certat apozentadorias, emoraaf-
riat, que ot dgnittimot proi neiiem conceder ; muito
me tenho que rr te os miliaintet ficam logrados, co-
mo aquellos a quem se proi-neiteu hbitos e com-
mendas!
No da 11, em que passou aqu. o vapor do norte,
tve meus'tuslos, pensando que ia i-eapparecer o Sr.
entrado ; anda qne vinha modado e m* mascarados,
porque vi passar um bando de rap azet montadot
dous a dout cm cavalloscom cangalhat e- acompanha-
dos pela populara, que ottaudavam com estrepitosos
assovios, quando ao depois fui informado que eram
esludan tes deOlinda que andavam corren do a cida-
de, talvez peinando ridicularzar-not, e nao viam
Mas pcrniilli que o macbinismo do governo se 1ne sol>re elles reverta o ridiculo que nos la.ujavaml
mova ; por que nao podis embarga-lo na acluali-
dade sem perigo publico ; e, se desojis que esta
commissao de supprmenlo, nao seja aberla sem que
a opiniao da causa seja pronunciada acerca da po-
ltica seguida pelo governo, nao se deve perder um
momento em chocar a este resollado. (Apoiadot.)
O honrado membro diz que provou a sua asser-
cSo. Esla asserjao foi urna asserjao de aecusajao ;
e foi mizeravel depois que a nica ronclusao era se
o presidente deixaria ou nao a cadeira. (Apoia-
dos.)
. Ccrlamenlc, fora mais para honra da casa e para
a seguranja do estado, se a ronclusao fosse toma-
da de um modo raais substancial c directo. Estes
papis estiveram por algum lempo as nios dog
membros, c grande discussao acerca delles leve lo-
gar na oulra casa do parlamento, e ainda nao fo
apresentada innrao alguma directa a este respeito.
(Apoiados.) Pensei que provavelmente feriamos
de ouvir fallar de alguma noticia de urna mojao di-
recta dessa parto da casa, onde prevalece fortemenle
a opiniao de que as negocajocs tem sido mal di-
rigidas, mas, ullimamanlc, ludo o qoe leve lugar
foi urna mizeravel discussao acerca da queslao se"
guinte : se o presidente deixar a cadeira ; de mo-
do que, sol) o aspecto do fado, nenhuma opiniao da
casa pode ser pronunciada sobre o objeclo discutido,
e o paiz consegu lilemente nao pode ter a opportu-
nidade de conhccCr-se; na opiniao dos seus repre-
sentantes, um grande erro ha sido commeltido pelo
governo. (Apoiados.)
Releva que cu diga que, como depois de toda
esta discussao nenhuma decisao clara e substancia |
pode ser lomada sobre urna mojao semelhante a es-
la, se o presidentedexa a cadeira, estou quasi enver-
gonhado de haver por lano lempo* oceupado a al-
enzao da casa. (Applausos.) (Times.)
INTERIOR.
Leviandades de rapazes.
A excepcao da caresta da farinha, contra .iqual
protetla diariamente a populacSo desta cidade, con-
tinua ludo em podre calmara.
At febret de Extremos anda nao respeilaram a>
Dr. Pimenlel que l est, poit que a mortalidade
cresc'ludos os dias : confio porem no zelo d'aquelle
Dr.
Anda nao pude adquirir nenhum dot bois de que
Ihe fallei, porem continuo a procurar.
Saude c os ditos, he quanto Ihe desejo, etc. etc.
mu -"'
,a Teremos nos feito mais alguma rousa ? Tam-
bem conseguimos que a Austria c a Prussia com-
binassem comnosco em transarzes muilo importan-
tes. (Apoiados). Houvc alguma duvida sobre quaes
fossera as exactas i ulmenes da nota de Vienna. Isto
jiiiilou-se immcdialamanlc a oulro assumpto cm
que o honrado membro tocn ; c suscila-sc a ques-
to scgdlnlc: qual he a verdadeira iutcrprclazao
dos anligos tratados'.' Quaes eram os compromissos
da Turqua em consequencia do 11 -alado de Kainar-
dji ? A Turqua, aorejeitar anota do Vienna poz
a sua inlerprelacao ueste roinpromisso, e a Russia,
pelos comentos do conde de Nesselrode a esta ola,
iutiraou a interprctajao deslcs compromissos cm um
sentido opposto,inlerprelacao claramente Incom-
pativcl com ot druilos, independencia c iutegridade
da Turqua. Entao, nao ser vantajoso o ter-se ob-
tido a concurrencia do Prussia e da Austria em ad-
dijao a da Franja c da Inglaterra, pondo essa in-
Icrprelajo^de conformidade com os anligos trata-
dos annio pralicou a Turqua, e repudiando absolu-
tamente a inlcrprclajao russa? (Applausos.) Con-
seguimos fazer isto, maniendo ao mesmo lempo a
paz. Ainda mais, ohlivemos ua conferencia de Vi-
enna o eoiiseniimenlo da Austria e da Prussia i de-
clararan de que os termos ofierecdos'pela Turqua
s3o lermos razonveis, e que esles termos devem ser
rerchidos pela Kussia. (Apoiados.)
s Anda mais, temos a declararao integral da
qnalro potancias de que o rontra-projeclo da "Rus-
sia, regeitando-o, he inadmissivel. (Apoiados). As-
sim leinns isolado a Russia, e agora ella est
s.
Aquillo que no cornejo do anuo era urna contenda
entre a Russia e a Turqua assumio agora o aspec-
to de Riissiapnlcudcudo conlra a.Europa unida,
(Apoiados); r de novo he misler que eu repila que
conseguir e clarada parece-me ser, nao direi un triunipho di-
plomtico, mas nma grande vanlagcm. (Risadas).
Tal nao pode ser a opiniao dos honrados mem-
bros opposicionistas; nas seja-me licito nao tratar
esla queslao como .um negocio ordinario antes de
oceupar-me com a commissao de sojiprimenlos.
(Apoiados.) Agilem elles a queslao, se julgam qne
as uegociajoes lem sido mal dirigidas, c que a hon-
ra deste paiz lem sido sacrificada. Repito que he
urna queslao que nao deve ser tratada superficial-
mente,e so nao somos rapazes de dirigir esle ne-
gocio, cnlSo declare-se isto com franqueza, e se
nao permita que negocio algum por. mais lempo
pennanera lias mSot de um poder execulivo incapaz
de dirigi-lo. (Apoiados.) Agora, seja-me licito con-
tinuar, c expor anda o que temos felo. Declaro
CORRESPONDENCIAS SO DIARIO SE
PERNAKBTJCO.
RIO GRANDE DO NORTE.
Natal 15lia mareo de 1854.
Por mais que pensei em adiantar, pouco ou na-
da Ihe pude dizer pelo Imperador, porque quando
eslava eu no cornejo de minha epstola chegou o va-'
por, e me vi forjado a ficar onde eslava para poder
larobem dar noticias minhas a outros amigos dessa,
ede oulras provincias; agora porem torno a carga, e
com sua permitto, anda me enlcnderei com 6 meu
collega do Liberal.
Si mem non letafuissel, deixei aquelle amigo no
ponto em que noticin com todo o jubilo a nomearao
do Villar para a delegaca de Uoianninba, descobrin-
do nisso urna derrota para o digno vicario Rorges.
Como se engaa o collega O Rorges he e ser sem-
prc urna influencia em Goianmnha, ja pela sua pos-
Z3o de parodio, cojos deveres desempenha com hon-
ra e inlelligencia, ja pelas muilas rclajdes de amiza-
de queall raanlem, e ja finalmente pela toa alta ca-
paeidade intelleclual, rara e bem difcil de se encon-
trar em urna villa como Goiannnha, accrescendo a
ludo isso, que jtmait algara alli deixar de ouvir a
Rorges para te entregar a discrijo de Villar em
quem fallecem esset poderosos dados. He verdade
que as autoridades dalli pediram suas demisses logo
que foi o Villar nomeado delegado, porem para isso
nao coneorreu Rorges, e o pensamenlo foi geral, e
nao d'um ou oulro como diz o collega ; a ponto que
nao lendo ido o juiz de direito, e nem o promotor
fazer a revisao do jury, que o Dr. Joao 'Paulo nao
fez o anno pastado, o juiz municipd quinto supplen-
te n<1o a pode fazer, por nao achar um snpplente do
subdelegado, que se quizesse prestar a aquelle serv-
jo. Nao menos fallou a verdade o collega, quando
diz que o Dr. Jeronvmo, e outros, procurara a de-
missao do Villar ; nao foi bem informado o collega,
pois aquelle Dr., c nem pessoa alguma tem nesse ne-
gocio tomado parte, porque querem que o lempo que
he verdadeiro meslre.principalmnete em poltica,con-
ven ja da boa.on m esculla de Villar, e nem eu mes-
mo, que tenho particulares motivos para alguma
cousa dizer, nada quero aventurar a respeito. Nao
deixarei passar impune o esUgmai que por sobre ot
Exmt. Srs. Cunha e Carvalho quiz laucar a ferina
perina do collega, que, como ora faz ao Exm. Sr.
Passot, ja endeosoo a aquelles, mas que logo contra
elles vomitou toda sua iu'Jix; previna-se pois S.
Exc. contra ot cnticos da terca, e se convencer, que
esses panegricos que ora Ihe tece o collega, sero lo-
go convertidos as mais negras injuriat, logo que se
nao condescender com o menor de seus caprichos : es-
la lem sempre sido a linha de conducta do collega.
Felizmente, como o colleg, descubro em S. Exc.
muita llutlrajo c criterio, para dar o devido apre;o
a suas obras.
O collega eslava na data de sua carta com o depo-
sito da bilis carregado, c por s%d foi a esmo a der-
ramando por sobre quem Ihe linha a infelicidade
de vir a lembranja : buscn ridicularisar o Dr. Ocla-
viano, talvez porque leve a uusadia de ir deflender
peranle o tribunal em que se achava com assenlo o Mi-
rabeau do Rio Grande. He por cerlo um crime de, le-
sa-sciencia. e que nao lem perdao, e por isso Icvan-
tou-lhe quanlos falsos quiz e llie pareceu, porem um
amigo me diz o contrario; he verdade que o Dr. nao
fallou em lanos autores, como de que faz continuas
sabbatinas o collega.
Velln o collega a cleizao dos dlgnissimos, e depoit
de confessar a mparcialidade com que a respeito
fallei, censnra-me por nao haver tecido um pomposo
elogio ao sen (hoje) especial amigo Dr. Amaro I Ella
por cerlo que nao; lie m I Supponho que Vmc.
quando me pedio noticias, me nao encarregou dessa
larcfa, o que seria desueres-ario porque aquelle Dr.
lem hoje a aparadssima penna do collega para elva-
lo alem das nuvens ; e depoit, eu nao deprim a ca-
pacidade intelleclual do Dr.; e nem eslava habilita-
do para julga-la ; agora,porem, ja que ocollega, lal-
vez calculadamente Irouxe essa queslao, Ihe direi que
nao o posso reputar a primeira illuslrajoda nossa as-
semhla, pois qoe vejo, que nella lem assenlo oulros
que nao eslao abalan do Dr. Amaro ( em inlelligen-
cia). Agora explirarci ao collega a eleirao do Dr.
Amaro, que elle chama de enigma. Ora o collega,
que he penetrante, que lem lanos informantes, finge
ignorar o que lodos sabem He modestia do colleg,
nao pode ser menos! Trantcrevcrei o enigma do colle-
ga para raelhor eiplica-lo. Dizque o partido noilisia
sedesgoslou com a sua eleijao, sem se lembrar que
foi o mesmo partido que o elegeo, e sem que tivesse
elle entrado .na chapa que correu em noinc jo gover-
no : digo eu ; o collega sabe, que o Dr. Amaro,
foi eleito em vigsimo lugar, porque lendo a volajao
cerrada dos eleilores solistas de Sirid, e de oulros
pontos aonde o partido su lista Um eleilores, e junta a
pequea fraejao dos norlistas, que cofn seu nome foi
crismada, pode ubler o ultimo lugar na depulajao :
assim pois nao foi sua eleijao do partido norlisti, ai-
da mais por que lodot sabem hoje que sulista e ama-
rilla no. Rio Grande sao palavras synonimas : eis es-
plicado satisfactoriamente o difcil enigma do col-
lega !
Traland da epidemia de Pona Negra, ainda toe
. Farahlb 7 demarco de I85.
Ha muito que oujo fallar em urna emproza, dese-
jada pelos habitantes do municipio de Mamanguape,
eque em verdade, sendo realisada muito Unas inte-
ressa, pois tornar florescente o cnmmercio da villa
daquelle nome, em prejuizo do desla capital, que por
sua pessima collocajao, temmait tarde ou mais redo
de soflrer esse golpe, que Ihe ser dado por qualquer
das povoaccs de beira mar dat immediazSet daquella
villa. Trato do melhoramentoda barra do rio Ma-
manguape, que se larija ao mar tele leguas, ao que
me dsseram, abaixo da villa do mesmo nome. Urna
grande pedra, onde as ondas te arremettam com fu-
ror, divide em duas a pequea entrada da mes-na
barra, e a (orna tao diflicil que muitas barcajes pre-
ferera passar de msrc dieia por ama pequea aberla
do arrecife, que xa a embocadura do no, a deman-
da-la em perigo deserem arremetsadas de encontr
a pedra. Quebrar essa pedra he o grande plano, por-
que tirada ella-o canal tem de baixa mar cinco bra-
cas d'agaa em que poasam boiar navios, que tanto
demandem.
Esta idea nao poda ser desprezada pelo nosso go-
verno, e a possibilidade de ana realisajao foi manda-
da verificar pelos Srs. capilao de fragata Bernardino
e capilao engenbeiro AITonso de Almeida e Albu-
querque. Desde que soube que aquelles senhoret
llnham de seguir em lal commissao, fiz lenro de
acompanha-lot, ao menos de longe, e Iralei de trna-
los accessiveit, o que me nSo custou, grajat as suas
boas qualidades e cavalleirisrao, que fez com que
nao desprezassem a cempanha de um pobre diabo
como eu, que nao nasci para frequentar as pessoasde
primeira plana, embora o mo exemplo que me teem
dado innmeros intrometlidos, que andam hoje onde
nunca pewaram alcanjar com os raios vizuaes.
Tendo obldo at boas grajat do tenhor engenbei-
ro, e contando com a boa alma do senhor capilao de
fragata, segu com aquelle na madrugada do da 13
para o Varadouro, e ah embarquei na velha e co-
runchosa galeota da presidencia, e entregando-me
Providencia vi dar velas ao vento, com tanto prazer
como se fora aos polos dcscobrir alguma passagem
para fazer urna pirra ja aos tenhores Godemet, que
lem a mania de pauarem por todas as parles, e bar-
barisarera ot nomet de lodas at Ierras que lhes cahem
ao alcance de suas vistas martimas.
Tve minhas colicat ao ver a lal galeota receber
agua como um cesto, mas um balde que era movido
desembarazadamente, tirou-me at apprehensc.es.
Chegamos ao Cabedello e ah recebendo o major,
commandante da vethusca e eequecida fortaleza do
Cadedello.que maldizcom larga bocea a ingratidao dos
homens que a deixam cahir a pedajes', atravessamos
para a pona de Santo-Antonio, frunteira a dila for-
taleza, onde oulr'ora houve um forte, que com ella
cruzava o fogo, e que, mais infeliz do que sua allia-
da, jaz hoje esquecido e quasi sem vestigios, a nao ser
alguma peca enterrada na areia com toda a sua
glora.
Dizer-lhe que pensamenlos me attallaram ao por
pela-primeira vez ot ps naqnellas areia, onde raeus
antepassados sustentaran! heroicamente sua nacinna-
lidade, he impottivel. Procurei com a vista o forle,
onde mait de um hroe, hoje esquecido, mordeu a
areia, mat nada enconlrei. Os arbustos Ihe formara
o mausoleu, humilde he verdade, mas que encerra
maiores preciosidades do que muitos marmreos.
A nenhuma demora de meuscompanheiros me nao
consentio devassar aquelles sitios, e descobrir aquelle
Ihesouro de recordajOes para derramar sobre elle
urna lagrima, estril he verdade, mas religiosa e
(ritte.
Na praa acharaos cavallot, que o commendador
Frederico de Almeida e Albuquerquc, e Dr. Flavio
Ciernen lino da Silva Freir, linham posto nossa es-
pera, e sem mais demora, feilas as honras a um per
assadd, nos bifurcamos nos animaet quadiupedes, e
pozemos em ordem de marcha." Grajat a genersi-
dadedo Dr. Flavio, coube-me umacavalgadura nao
inimiga de mcus intestinos, e desta vez nao lem ra-
zao de qucixa um dos seus correspondentes de Ma-
manguape. pois nao fui calcante pede, e tira catal-
gante bucephulo. I
Tomamos a praia, e por ella segumos, ora sob as
abobadas de frondosos coqueiros, ora sobos arden tes
raios de um sol canicular, que reverberando-se do
mar asss nos incommodavam, nao fallando no abra
zador vento qne nos bafejava.
Em algum lugares a praia era basta de coqueiros,
que vergados sob a carga de seus apreciaveis fruclos
promediara ao laborioso, que os havia plantado, ge-
nerosa recompensa de seus Irabalhos, em outros po-
rem, e infelizmente estes eram no maior numero, a
indolencia c preguija, tao commum nos habitantes
de no>sa costi, linham despojado aquellas areat, ou
Ibes haviam recusado aquellas bellas e preciosas ar-
rores, que em sua cullura nicamente demandara,
qoe enterren! a sement, e a protejam emi|uanlo pe-
quenas, dot pet dosviandanlese denle deajguns ani-
maes.
Pode-te aquilatar bem o desanimo dessa. gente com
esse fado', de deixarem inculto aquelle terreno, que
cheio de coqueiros poda cousliluir-lhe um pingue
rendimernb.
Em caniinbo encoolrmot o Dr. Flav w. que nos
fora encontrar, e com elle continuamos nossa jorna-
da. Depois -de iluas leguas e meia de caiuuho, que
me parecern! cinco, pela ardencia do soL e vapor do
mar, rhegmosa povoajao de I.ocena, que fica collo-
cada ao correr da costa.
He aquella povoajao como todas as da nossa costa,
composta de casas baixase de m apparendi, urnas
de le ha e oulrat de palha, cm una rux irregular e
que segu as vollat da cosa, entresachada de coquei-
ros, que. cobrem em sua sombra o lugar do Irausilo
e muitas das meamas casas.
Vi algumas casas sofiriveis, emboca onSas, e em
urna deltas, do Dr. Flavio, passmoso da.'
He populosa a povoajao e lem algornas pessoat,
embori poucas, que alli passam como ricas.
Pastamos um bello dia, e i lardinha cabalgamos c
continuamos, nao mais pela costa, porque, a mar
que eslava cheia, nos vedara o patio.
Nocaminlio obterrei grande porco de ptimo ter-
reno de agricultura desapprovelado, denunciando
ainda a indolencia dos habitante. Quat ido teremos
us urna popujjgo industriosa ? Quan do oa pro-
prietanos perdero a mania de possuirem s randas lar-
renot para dexa-Ios incnlloi? Quandtia divisan
do terreno crear unta populacho activa e eslacio-
nira 1 ,
Eu contesto que nao posso saber se a indolencia e
inaclividade de nosa ppulajo nasce de seu tem-
peramento, filho doclima e da abundancia de meoi
que encentra satisfajaodesuasnecessidades vile,
uniea e xdutivamente, ou se tambem da repugnan-
cia qne enconlra nos grandes proprietarios em lhes
darem trra para agricullnrar, e com laes seguran-
jaa que o laborioso eonle o seu Iraballio como soa
propriedade, e nao lema ser a capricho expellido do
terreno que cultiva, perdendo o frncto detrnuilos an-
not deserv jo. Essa repugnancia e a falla de aagu-
ranja, quanto a mim, tem creado urna popla jo n-
made, e sem eatabelidade em qualquer logar, sem
la jos que a una i Ierra de seu nascimeolo, tem amor
propriedade, pois a nao tem, sem esse respeito tra-
dicclonal familia proteclora de seos antepassados,
que deveria ter, ae esles de anligos annos foasem pro-
tegidos dos proprietarios do terreno de sua hab tajao ;
e portante indolente, descuidosa, detconhecedora de
certas commodidadea e gozos, que agujam a indas-
tria, e prompta a commetler todos os crimes.
Perdoe o ter entrado em questao de semelhante
importancia, para arranha-la e deixa-la em p, etem
o devido desertvolviinento. Aos homens de capaci-
dade, e qoe teem as raaos os destinos do Brasil,
pertence resolve-la, que nao a mim. ,
Passei pela igreja do Pidi, que me parecen de so-
lida contlruccao e pessimo gosto. Desci urna iadeira,
quasi por urna liuha enlre dous detpenhadeirot, o
fiquei reconbecidn ao meu bucephalo pela generoti-
dade de nao haver despejado a carga, o que Ihe era
fcil em recompensa de algumas etporadat. Se elle
tem esse capricho mal eslavam minhas costellas. -
Reconheci que os cavallos de qualro ps sSo gene-
rosos, porquanlo, alm de nada tentar conlra mim,
ohservei que me levava com a maior cautella e pa-
ciencia.
Pastamos a ponte do ro Miriti .m-uv jiros rno
barra, fica profundo, e de crente forte na enchenlc
ou vasanle, pr. urna ponlajple estiva tolla, que me
par.jLU teclado de piano velho escm grades, pelo
que Uve clicas de fazer algum tuttindn.
Nao sei o como te conservara urna ponte e urna
Iadeira daquelle theor. Meia duzia de ral risbem
appl irados faria alli ptimo efleto.
Finalmente chegamos com tres leguas de caniinbo
aoengenho Coracao, do Dr. Fiarlo, e alli encontra-
mos nossa espera o commendador Frederico. Pas-
samot urna deliciosa noite em tao agradavel reuniao.
No oulro dia seguimos para a barra de Maman-
guape, urna legua distante, e l encontramos o Sr.
capilao de fragata, que fraembarcado.
Depoit dot exames e sonda conheceu-se, que a des-
truijao da pedra da actual barra he diflicil e dis-
pendiosa em razan do grande mar, que a a coila, mas
que se pode abrir no arrecife, no lugar por onde de
mar Cheia passam actualmente as barcazas, urna
barreta por onde enlrem ellas em qualquer mar.
Tentar fazer urna barra para navios de maior lo-
larao.alm de diflicil e dispendioso, he intil, por-
que o rio nao tem a necessaria largara, a nao ser fei-
ta com barca de cscavajao.
Depoit do exare lomamot a casa do Sr. Coime da
Coala, patriarcha daquelle lugar, que tambem serr
de caa de orajo, como o indica urna siuela em ex-
posijan sobre duas forquilhas.
Logo que vi aquelle velho, que indcava longa ida-
de, robusto. Uve curosidade de cnnversa-lo, e elle,
talvez por sympatha da idade, prestou-se voluntaria-
mente minha curosidade. He o proprietario de
lodo aquelle terreno, que tem grande etpajo (auto de
costa, como da roargem do rio e como de fundo; mas
que existe inculto e no estado natural, apezar dos
dez escravos do Sr. Cosme, que gozara tua plena li-
berdadecomo seu senhor e senhores mozos, sem em-
prego algum til,excepto pescar quantocomam, e fa-
zer ahjuma telha e lijlos.
O Sr. Cosme nasceu no Rio Grande do Norte, ha
noventa annos, segundo at conlas que Ihe fizemos
por oulros tigoaet que elle conserrou no pastado, em
lempo qne elle ainda -sabia xa ;.iUd. Perdeu a
conta quando cometn a contar osannot de sua mo-
rada naquelle lugar, d'onde nunea sabio, que rocam
cincoenla.
Tem feices de despejar ainda seus vinle annos no
passado, oujdaroiinliar vinle no futuro. Anda perfi-
lado e lestorcome ber e tem lodas as suas facul-
dades.
Aquelle povoado he composto de seus descenden-
tes e pessoas por elle creadas, e por isso he alli o pa-
triarcha.
Como quer que em sua casa fizesse urna calma ex-
trema, fomos para a sombra do um grupo de arroret
prximo, onde em redes gozamos a rirajao.
Notando eu ao capilao engenheiroo inqualificarel
descado daquelle velho de, em 50 anoos nao haver
enchido lodo aquelle terreno de coqueiros, qoe Ihe
dariam agora um importante rendimenlo, a obser-
vando, queem loda aquella margem apenas exisliam
urnas 20 daquellas arrores, bellas ecom boa carga,
pergunlou elle a> nosso velho, se elle havia planta-
do aquella! oulras cuja sombra gozramos, e oblendo
resposta negativa, vollou-se para mim, e diste coro
muilo espiritoeeu fazia-lbe a injuitija de toppor
que elle Uvera essa lembranja !
A' tarde deixamos o Sr. Cosme, qne entende que
por tao pooco lempo da vida nao val a pena plantar
alguns fructos, e vollamos ao engenho do Dr. Flavio,
onde fomos uovamenle obsequiados.
He indirisirel o ioteresse que tomam aquelle Dr.,
e o commendador Frederico, pela concluido daquella
obra.
Se todos fizettem' outro lano pelo terreno em que
habitan), melhor estara o nosso paiz; mas hoje, que
o egosmo lado invade, muilot se enconlrarao que
querem arrematar as obras de inleresse publico para
faze-Iat costar ao paiz o dohro de sua despez, lendo
metadeda devida durajo. A patria de cerlos mar-
recos he a bolsa.
Voltamos cidade sem novidade, e aqu eston.
Agora sei que etlou apanhado, porque os curiosos
irao saber quem foi naquella viagem ; mas quanto se
illudem 1! For caridade lhes digo. Eu vejo por
olhosalheiot, ando com pernat emprestadas, e lodo
sei sem me incommodar. Naosou negoeianle sei at
Irantacjoet crame rciaes, nao son da polica, sei os
crimes commellidot, naosou do gabinete, sei as medi-
das administrativas, nao viajo, e descrevuos itinera-
rios, nao saio de casa, e sei o que se passa ao derredor.
Sou urna especie de Jos Balsamo, pcrmiKam-rae a
importante zona da provincia, al hoje tao mal aqui-
nhoada. Al aqu tamos gasto bastante dinheiro
com as estradas nat proximidades do litoral, temo*
conirgnado grossas aonuaa para a navegaso cosb>ra
a vapor, e enlrtlanlo o serlo, cojos productos che-
gam a esta praja com enormes despezai de transpor-
te, nao tem obldo nenhum favor nesle genero. A-
penas temos mandado alli construir alguns ajudes
pelo systema com que eram fcilot ha imraensot an-
nos. Os nottos engenheiros, eccupadoi coro as vas
de communicajaoque temos decretado para o litoral,
nao lem podido dedicar-te ao esludo das meio* de
remover o lerrivel flagello dat sec arece
maldijao sempre pendente sobre ot habilanles do
interior desta provijcia. NSo tabemot anda se con-
vm applicar aesaa porjao do nosto leriitorio os syi-
lemat de irriga jo qua tem sido adoptados em outros
paizes.
. Nao he pois, Sr. presidente, para me oppr a.es-
tradat dosertoqoe levanto a minha voz, mat l-
mente para exprimiralgumai duridas sobre ornado,
porque devem ter feitai etias estradas. Atseveram-
me que muilo pouco se lera de despender coi
las, em consequencia da nalareza de tolo, que nao
faz lama, e islo he mait urna razo para, na animar
/

nesla empreza ; porm qual ser a mancira mait
conrenienle de te execatarem esta estradas ? O
projecto pede urna picada ; ora o diccin,
picada caminho etlrelo entre o mato ; he pois
preciso saber de que forma ser e*a picada,
apenas nma vereda para Iransilarem gados, aclio que
a quantia propotla, sendo alias insignificaole,tornar- '
se-ha pezada, pela soa inulilidade e por oulras despe-
zaique acarrelar : em pouco lempo te pedi mais
dinheiro para limpar a picada, e anda'assim nao le-
remos um caminJo*rwn>tenienle^ .ennjo sera muito ^
.parrd'esejar. Consla-me qne no Cear^BV^StjSIir'*^"
ha tem-se mandado abrir picadas no sert3<
fim de aproximar, por urna linha mais i
tro da capital ; porm que teem sid^^H
gastas intilmente. Aquellas rereda
ra encurlar as distancias liveram de seguir por loga-
res desporoados e faltos d'agua, a nada proveita-
ram, por que os viandantes at desprezarm peles
raminhos anligos, onde encontravam pousadas j co-
nhecidat e maiores commodidadea.
(Exitte aqui urna tacana no discurto do Sr.
Deputado.J
Resumindo o que disse, lenho algumas dnvidas
sobre o modo de fazer estas estradas. Se o projecto
dissesse que o governo ficara aulorisado
esludar o terreno para urna estrada da Victoria al
Villa-Bella e a craprehender essa estrada, segundo
o systema que a reparlijao dos obras publicas jol-
gasse raais conrenienle, eu nao leria durida nenhu-
ma em volar pelo projeclu ; perlencendo a est.
scmbla, leria como um derer lodos os auna
nar urna somma, afim de que a imporlanlisaima co-
marca de Paje nao ficasse, por assim dizer, desta-
cada do resto.da provincia, e para que oaseus ha-
bitantes, que tambem cunlribuem para a reedita
da nossa Ihesouraria, gozem igualmente dos benefi-
cios da civilisajao.
Mas, Sr. presidente, da forma que cstabelcce o
projecto, determinando que a estrada para Villa-
Bella ter tmplesmente urna picada, tenho receio
de qne venha a ser isso urna despeza impri
a qual nao corresponder a o nosso justo
pelo serlao, segundo, o que lenho oovido;_
giinsdeseus habitantes. He por islo que]
que nos dessem esclarecimenlut sobre i
algum dot senhores depu lados que lem
sertao, como os Srs. Drs. Calanho, Neiva1
e o Sr. Padre Campos, eujh opiniao muito
ra ouvir, assim como a do nobre auler io\
co.
O Sr. Calanho :. Sr. presidente, e
alguns dos nobres depulados, que alias l
lados do que eu, pedissem a palavra para
clarecimentot c tirar at duridat doTiobre < ^^
que acaba de fallar, itrelanlo como nngoeni
nao posso dispCnsar-me de o esclarecer na'quillo
me for possivd. # .
Eu reconhejo a neressidade de boas estradas no
centro de nossa provincia e volara em favor de
qualquer projedo, que tendesse a esse fim, quando
eslivesse convencido de urna verdadeira ntilid.
mas o projedo que ora se discale me parece (per-^
doem os nobres depalados signatarios delta que Ih'o
diga) que nao traz essa ullidade desejarel, parque
a estrada quo^e pede com a quantia determinada ha
quasi impossircl de praticar-se.
O Sr. Manoel Joaquim : Augmente.
O Sr. Calanho :D'aqu a Paje ou Villa-Bel-
la sao, segundo me consta, 128leguas, salvo o erro,
ese ha algum, peco aos nobres depulados que l
lem ido, que me esclarejam, mas ha d ser pouco
mais ou menos isto, rando-se as 12 d*aqoi para
a Victoria, ficara sempre 116 leguas : abrir-te urna
picada na extensao de 116 leguat pouco mais ou me-
nos, com a quantia de 8contosde res, be para mim
cousa impostivel. Por um calculo relativamente ao
numero de brajos que comprehende essa extensao
de terreno e leguas, creio que sao 348,000 brajas,
vindo a importar o trabalho de cada braja em 22 rs.
salvo erro1. E quem querer siijeilar-te abertura
de urna braja de Ierra por 22 ra. ? ojo he pea
haver quem o queira. Mas poder-te-ha dizer qoe
cm toda essa extensao nao precisa fazer-se abertura
de matas, e que se reduza a metade desse trabalho.
mas anda assim he urna quantia tao diminuta a
de 44 res em que pode importar por braja, que
nao supponho que haja quem queira fazer seme-
lhante trabalho. Depois, senhores, o projeCte a
ada concebido nos seguinles termos: Fica o.go-!
verno aulorisado para abrir urna picada, etc. Se-
gundo acabou de dizer o nobre depulado que me
preceden, parece que essa picada he un
vereda ou caminho, mas urna semelhf
creio que nao he propria para preencher o fin
u nobre depulado lem em visla, creo qne nao h
urna estrada para o commercio, porque nloaepo-
der viajar por urna estrada somentl rocada
foices ou macltados, ficando os tocos e broncea
arvores. Pode ser que a consideren! terrir S r
ror.ducjao de gados para o mercado, mas mesmo ai
sim nao me parece conveniente, porque todos sabem
que a conduejo de gados he feita em grandes boia-
dat, e sabe-te que nos serlSes ai estradas para con-
duejo de gados e a que os sertanejos chamara ta-
9
<:
comparajao. Elll visll doqflficOTvencamsejlejgne. j^adeirat, tao estradas mnito largas,
eu nao sou tao tolo, queme descobrisse assim sem cc>4jB^#^lmos, e urna' lal estradaJa se'.v que-
>
mais nem raais.
As chuvas cessaram, e os gneros alimenticios v3o
subalo, principalmente agora qne os malulos an-
dam assustados com o recrulamcnlo.
A salubridade publica vai sem allerajao, e o Dr.
Vital j a concluo sua commissao im Pilar. -
A nossa cmara depois que soflreu o sequcslro, e
pagou as cusas, lem estado, palluca c mcrencoria.
Sinsibilisou-asummaraeulc adesfeita, que Ihe fue-
ram.
He nm dos marlyrios desle mando o ler pudor.
Os thuggs, propnamenle ditos eslao em Iranquilli-
dade. Em urna de minhas ultimas present ot mos
resultados dos destacamentos ambulantes para re-
centar, infelizmente ja appareceram resollados fu-
nestos. Um desses destacamentos, ao mando do al-
feret Delfino Mnreira Lima, cercou urna casa para
prender um individuo, mas esle, que enlendeu ain-
da estarem em vigor certas regrts nao sei de que pa-
pel,para a legilimdade las ordens de prisao, resis-
ti, ferio dous soldados, e rerebeu urna bala, que
o mandou para contra-costa com (odas as sua ga-
rantas conslilucionaes. Dos queira que fique
Usso.
Nada mais ha que mereja menean. Sade o fe-
licidades, gorduras e prosperidades, paz concor-
dia e harmona com os vizinhos Ihe desejo por
muitos anuos.
PEKMMBICO.
ASSEMBLEA LEGISLATIVA
FROVUfclAL.
Seno' ordinaria em 31 de marco a 1854.
Presidencia do Sr. Pedro Cacalcanlt.
' (Condosao).
. ORDEM DO DIA.
Segunda discussao do projedo n. 0, que autorisa
o governo a jubilar o professnr de primeiraa letlras de
Pod'Alho.
Re approvadosem discussao.
Segunda discussao do projecto n. 7 que ulhrisa
ao governo a dispender 8 conls de res cora a aber-
tura de nma picada que cominunlque a cidade da
Victoria com Villa Bella.
O Sr. Souza Carvalho:Sr. presidente; nao pe-
d a palavra para me oppr ao projecto que entra em
nao he urna vereda on caminho estreto, como disse
o nobre depulado. Donis, accresce qua essa ve-
reda vem a lornar-sc intil, despos de certo lempo,
porque, te nat estradas transitad, onde as cmaras
autorisam os fiscaes a obrigarem os moradores a
abri-las lodos os annos, impondo-lhesinultas, e nao
obstante esta precaujao, incommodam por. tal ma-
ncira, que he preciso de vea em quando aerem iov
dos os malos, n'uma estrada deslas cheia de locm
e troncos o malto cresccr por tal mancira, qu
preciso abri-la de' novo, ficando assim inutilisada
urna quantia nao pequea ; por isso acho acertado
o parecer do nobre depulado em pedir que se r
la isso ao governo para mandar pelo corno de en-
genheiros fazer os estudos graphicos dessa Mirada,
cuja abertura ser entao mais conveniente.
o fim dessa.estrada a conducho de gados, me |
ce que nao he 13o necestaria essa abertura i
to ou pela direcjflo figurada no projecto ; porque
exilie da Victoria para cima, em direejao a Paje,
em um outro lugar chamado Lagoa dos Moheis uina
estrada ja aberla, te bem que nao muilo, mas lauto
quanto he necessario para a couducj dettes ga-
dos... alravessa para a adrada chamada do Capiba-
ribe pela qual vem os gados muilo bem, porque
sendo quebrado*... nos curraes fome e seda
dizera ot serlanejos, vein'coin a maior fa
dometlcar-se e sao conduzidos por qualquer e
ubo por muilo poucas pessoas. Acho, pois,
presidente, que se nao deve sacrificar uina quanl
que se pode tornar mait til, em outra qualquer.
obra. Demais, senhores, nao be, s di
que vem os gados : elles sao transportados de diver-
sos pontos da provincia, de Oyricory, Rio da S.
Francitco, Exi e oulros lugares, vindo por Moxo-
l, por Caruar e por diversas oulras estradas ; por
consequencia. ja se v que esta estrada nao he laa
ueVssaris, ou lo proficua quanto se euppfie.
Quanto utilidade de tirar-se'uma Mnha recta
como quer o.projecto para ehegara Paje,.ee direi,
senhores, que por mais reda qne te posta b
urna linha da Victoria jpara a Villa-Bella,
ha de ser*tal qne poisa abrevgr Unto quanto pare-
ce aos nobres depulado*. Sabem ot nebre* depula-
dos qne tem viajado pelo tertao, eoun> o Sr.'.
lino a outros senhores, que da Victoria Villa-Bella
a direejao que se toma he quasi de nascenle a poen-
desenvolviraenlo das estradas em direccao ao sertao,
paos qae dAemos ler muito em considerado essa
discussao, mas tmenle para que elle seja convenien-
temente esclarecido. Eu, longo da me oppor ao le, ea nica travesa qae sepdelirar, abrindo-aa]
um pouco u caminho, he do lugar Moheis, ja indi-
cado, para sabir na estrada do Capibaribe, queja


i.cujaeslr.d. segue na mesma din
de nascenljj poente al Ir a Paje,
O Sr. tintino :-Ha oulra que vai direcla,
menle a Villa-Bella.
O Sr. Catante : -Pois ha esa melhor par.
q oatra .'para qU9 fr*M tm dinheiro
Ulillaade conhecida t .
(Ha diferios apartes.)
Prime a Mea de fa
tem
uro palriosmo esclarecido que foi .presentado na
mcjlior oewsiSo, e que deve ser adoptado.
a a discuto, he o projeclo submetlido
votaciloe approvado.
Teudo dlo a hora
0 Sr. Prnlitnt* designa a ordem do da e le-
vanta a SCSSO.
litar o transito pebeo, e nao se r du"" T
que he o roesmo^a n5o 1^, L """"
aesuinl i.-, j. r Prqa no id no
eguinle leremo de tafer nova dwpri..
dlZO. mi. I,, innlil >...ia._
DO
dos, ., Kh0 quea,,^ ,"* M rc deputa-
Sao este* os esclarccimentos n .i.j- j
ra. m ni las estra-
eoos para Villa-
jecto, porque ele estimo que naja
. Mantel Jo*9uim:-.M
wm lira* ..iti:j.. Bsar
prorincla. Eo
dinheiro
..riaqneoap-
1 de*"" loaolia se peder con-
lalvez mais til,
""? ,em ,res ,e8 boas, quando
ner-se um desvio, lalvez
que
Bfc o que ser rnui.o
o^^--=raCoesqueleulloa
* '"poiada a seguate eraenda:
aabertura de urna picada-di-
a Em
-niaconslruccaod.estr^''^ ruda
f ma ma conveniente e, a directo m ,
/
> Carcalho.
O Sr. Carmeno da Cunka
curso sustenta
em um lango dis-
o projeclo, coro os fundamentos de
am^f aque^Ule ^Para Villa Bella, he
para os^vo? he de grave "'""modo, nao t
vos ,as para o ovcrno, ja porque os
',* demoraran mais lempo do que o neces-
o, jamesmo quando se d a uecessidadc de raat
'ropas pan aquelles pontos, por alguma c
cunviUncaque lornea.li sua presenc* B
SrdeCUurUenCa mUU ^entente^Ta'
'"mnovo caminho, qu procurando a
Sb-T^r8"6' fOS9e Pr S5 mis >*n
>b*ervou que, pedir ou propozcra, qB
a Picad,, com a tarsurT, cTnvcneqa,c
mblico, e nao un estrada,
Blese esuio


para o tram
----- -n estrada, como
fazendo na provinca,
* reno em que deve ser fcite. a
*, mesmo porque a* torcas dos r-
nao comportara scraclhanle despcza e
ndocomportaseem nao seria cluTfc a
e no entretanto nao seria justo quo o
pnvado desse beneficio. MostouLda
ira. chegariam, porque nao havia ne-
Bprega-Ios senao nos cortes de arvo-
i.ssem a passagem porj-ssa Unta recia
jbeiro, iracar, c quandquao chegassem
9 rs. para levar a picada at
* chegar-c-l.ia a Pajeu', a lagarcira
nno seguiute se couli-iuaria.
Mello Reg fez algumas rendes om
aos precedentes oradores.
Virad. Mello:-Sr. presidente, prin-
agradecer ao^bre depuro; q,,;^"-
Z rvar-me somente cinco minutos
"has opinioes sobre a materia,
quando ete-TOamo acaba de confesar quc a hora
*ndo eUepreenehe-.a.te'ndocm
rec0fo8ttaiaenteapara faxe-lo...
Mtlh-Mego : Na o tiz, com
araonobredepatadodomcio de
suas ideas.
Seo'ordlirie 22 de margo deXSS*
itenciaio Sr. Pedro Cacalcanti.
Aomeiodia feita a chamada, verifica-se estarem
presenles'27 Sre. depalados.
O Sr. Prndente abre a sessso.
OSr. 2. Srcreano 16 a acia da essao anlerior
que he approvada.
O Sr. l. Secretario menciona o aeguinte
EXPEDIENTE.
UmofflciodoSr.depulado sopplenle Cielano Es-
felhla Cavalcanli Pessoa, participando achar-s.
doonte.e por isso nao poder por ora comparecer.Io-
leirada.
Um requerimenlo de Joaquim Antonio da Faria
Harbosa, arrematante do imposto das aflenefles do
mun.c.pio do Kccire, pedindo um abale. -A" com-
misso de orcamento municipa|.
Outros,d..us,de Luix Jos Merques e Antonio Lou-
renco de Albuquerque Coelho com o mesmo fin de
sol.cit.rem abates, no preco das arremalaCoe de
conlralos. A' enmmissao de razenda e orca-
mento. v
Outros,tres,de Jos Mariano de Albnquerqne, Joao
Vieira de Mello e d. irmandade do Sanlissimo Sacra-
mento da freguezia da Boa-Visla, sobre diversaspre-
lencscsA' mesma commisso.
Outro de Goilhermina UmbeKna Boa Hora. A'
mesma commissao.
Outro de Jos de Mello Cesar de Andrade, ex-pro.
curador da cmara de Olinda. A' commissao de
potices.
He lido e approvado o a%uinle parecer:
Foipresente commissao de estatistica, urna re-
presentacaodospovos.Uaotiga freguezia da Luz,
IXHi.ndo a esta assembla a reslauracao da dita fre-
guezia aparte subdividida com a de S. Lourenco Matla.eadeSantoAm.rodeJaboatao, em con|e-
qoenciadeassimoexigirero as necesidades espi,-
uae.daquelle.povo,, como largamente o demons-
tran, em soa represenlarao : mas com quanto pare ra
a commissao, que o, molivoi allegados pelos petici-
nanos *.o dignos dettencio, ,odavia he de opiniao
que esta assembl.. antes de pronunciar o seo jui0
sobre a natureza do objeclc. ortturtajeJos meios L.
d.nariosoavir o paecer do Exm. Prela>1f!o?lkAo,
submetteodoaoseualtoconceitoa .eguinle restilu-
Sao, e lodos os documentos
VflS
fruem os seus servicos, andaram com uns arrufos (fe
procederem contra o Arroda ;-mas, petai.. mediante
algunj-bagosdadojcomoiiidemniacao, ficou ludo
arranjado. He a quinU.ou serta operacao deslas,
qne aqu se tem eilo, e sempre com bom resal-
lado I!!
eha-e aquieslabelecido o Dr. em medicina Sim-
phflUo Cesar Coulinho, filho desla cid.de e geral-
m*RTDDEIPERHAMBUCO, Sf3T* FEIB 24 DE KiRgO DE 1854./
menTe reeonhecido como moco do talento e habilida-
de, do que ja tem dado provas no pouco lempo em
que everec a sna profissao, o qual faz-se recummen-
davel pela boas maaeiras com quesoe porlar-?e, e a-
inda mais por sua educarao cultivada: parece-me
que fizemos boaacquisi(o, assim possa S. S. nao des-
goslar-se do sen paiz natal !
As boxigis leem ceffado bom numero de victimas
e ainda continuam : mesmo a oulroj respeitos, a sa-
lubridade nao vai boa.
Os gneros alimenticios cada vez sobem mais, em-
bora as bertgas e oulra. enormidades, vao fazendo
desapparecer bom numero de consumidores, que se
e.foream por faze-los descer.
A falla de chovas cada vez vai se fazendo mais sen-
sivel: j nao temos agua para beber.
Estimo que se regale por l com a boa agua do Pra-
la, etc. A-
(Carla particular.)
DIARIO DE PERNAMBl'CO.
que llie sao relAti-
A assembla approvou hontem nm parecer da
commissao de instmeco publica, denecando o pedi-
do da profesor, de primeiras Icllras da Victoria. Ap-
provou mais, em segunda discussao, o projeclo n. 3,
que crea urna cadeira de primeiras lettras em Tigi-
pi com urna emenda do Sr. Epaminondas e oulra
ooSr. p, Brrelo; e bem assim o de n..... que
marca o subsidio dos respectivos membros, modifica-
do por urna emenda do Sr. Souza Carvalho, sendo
adiada a discussao das posturas da cmara de Ouri-
cury por nao haver casa.
Aord
di
do dia de hoje comprehende a segunda
o dos projectos ns. 4 e 8; o primeiro autori-
do a presidencia a crear cadeiras de primeiras le-
Iras para meninas em toda provincia, e o segundo
dividindo o oflicio de escrivo de orpl.aos e outros:
a terecira dos projectos ns. 6 c 7. aquello autorisan-
do a presidencia a aposentar o profesor de Pao d'A-
lho, e este a abrir urna estrada entre a cidade da
Victoria e Villa Bella ; e finalmente a primeira do
de n. 3i do anuo passado. aulorisando a presidencia
a jubilar o profesor de Bcbcribe, e das posluras
addicionaes da cmara desla cidade:
rs., oSr. JosTelxeira porm pruprielario'de sefi
engMihfls de assucar o conhecedor da industtia agr-
cola, licitando achou-flie alguma vantasem. O cn-
genho Curral de fora, ainda que nao lenha grande e\-
tetMSude Ierras, he de lodos o que possue -terrenos
mais productivos e de maiores commodos, a sua ava-
liacSo talvez seja a mais. baixa em relaco as de mais.
0ngenho Boa-Visla, encorporados os terrenos do
Velloso, leve urna avaliacao ajuslarta. apezar de que
o coronel Francisco Antonio quizesse razer dnas lo-
lacOes urna em eda engenhe.ao padre Pinto pprou-
vequesseflzesseuma, por ser de mais interesse,
visto a grande parte qu tem o mesmo coronel n
morgado e outras razOes; neste procedimenlo esl
esculpido mais um acto de criterio e dekripcao do
padre Pinto. Em todas as mais avaiiacftes ressum-
l>ra tambem o espirito de juslica, probidade e hon-
radeique caraclerisaaosdistinclos lenles coronis
Amaro Jos Coelho e Flix de Mello Azedo :
louvores por tanto Ihcs sejam (rumiados.
A visla disto entendemos que us valores dados .os
terrenos dos engentas nao forara eicessivos; e a pro-
va dislo teremos breve quando forera divididos os
mesmos terrenos, porque 0} herdeiros Ulvez procu-
rem vender o que Ihcs couber, pelo duplo das ava-
liacoes no quesera duvida nao acharao difllcnldades.
_-^_
ALFANDEUA.
Rendimenlo do dia 1 a 22.....f9l:4-iO#).J9
dem df dia 23........; 6:0r/lK
.
I98:0*382
>'Ula
ineSrao,
o intento
expender
*rade Mello: -Sr. presiden( a
ervaco que tenho a fazer sobre a ma-
e louvomuito o palriosmo dos nobres
* qne .presentaran, le projeclo, porque
eueoendoque temos a maior necessidade de fa-
'*,?qoe se temos dado alguma altenr.no
q.edaemrespeitoaos terrenos, en, que
odnecao do assaear, nao (levemos despre-
ie conduzem ao cenlro da provincia, aonde,
,r"^ ^PJ^uf | do algodao, e donde
A assembla legislatrva provincial de Pernambuco
resolve :
Arl. |. Fica restaurad, a freguezia de Nos*,
^enl.orada I.uz, pelos amigos limites, nalparte t ab-
dmdida.com a do S. Lourerfco da Malla e a de fian-
lo Amaro de Jaboatao, confinando com a da Gloria
de Ooil pelo riacho Aranlangi.
Art. 2. Fica perlencendo a freguezia de S. I.ou-
rnco, todo o terreno que comprehende o. engnhos
Mmsurepe, Pindobinha, Aguiar, PropriedadeJ Pi-
tanga e Arreglado, engenho Utinga e dahi a Ca/lucii;
servindo de divisan asdesta, propriedades cn |as de
m.i. hereos, .o norte com a freguezia de Iguai
da qaal dea desmembrado o dito terreno.
Arl. 3. A freguezia de S. Louronco, fical _
tencendo em sua totalidade ao municipio d., Re-
CIF0*
Arl. 4. Ficam revogadas (odas as dispo skoes
emeontrario. K ^OT
Sala dascommss6es2*de marco de 1845.- -Pin-
to tte CampotCantorSiloa Braga, o
ORDEMDODIA.
_ tlonlinoacao da segunda disqussao do proj. co n.
'. que auloris. o gbverno a dispender 8:0003 000 rs
coma abertura de uro. picada, que commun ,
a cidade da Victoria com Villa-BelU.
( Continuar-tc-ht e.)
ique a
i;
te oulros generos,se lhe proporcionarmoT
las. Direi mais qne a aprescnUcao desle
:-se na occasiao mais opportuna possi-
tendosena casadito.que so achavaqua-
idaa estrada queconduz a cidade da Yicto-
duvida agora a occasiao mais' propria
ilarmosdaconlinuacaodessa estrada at ao
1 provincia. A estrada aclnal desde a ci-
ictoria al a freguezia da Serra Talhada,
sl,la,tem 114 leguas; ora parece-roc que cs-
podiasermuilo diminuida, so acaso s
direccao mais recU, como quer o previ
assim facilitariaraos muilo nossas coni-
com o centro da Drovincia. Por oul ro-
le attendermos para a carta topographica da
cia, veremos, que geographicameiile fallando,
inleriacdeam-se em linda recia, urnas 70 ou
i cidade da Victoria a Villa Bella ; e por
pria possivel que examinando esse ter-
leiros habeis.ellesrccooheccsscn que
muito a actual, estrada, e que em
, que se con|ara de Sanio Aulao a
ERRATA.
Por engao foi publicado IiorA%m par-
ado o segundo discurso doSr. depuado
F.gue.ra de Mello, o m,al foi pu focado
como se t.vesse ImrJadono aparte do
Mr- rieputado Apngio, quando H-.epert'en-
c.a i. parte que sahio no final da terceira
co -ain;Js^mdiS pafTa; e que priri-
t^,la ~ Sr" Fiffueira de Mello: Na
Baha hadous etc., at o final que esta'
na quartcolumna, eque acaba pela pa-
la vra til. r
/
A corveta americana Jamstown, q'ue se .chava en-
tre os batios de Olinda e a Ierra, depois dealgumas
tentativas inulcis, pode afinal sahir honlem desse
perigoso lagar, por um canal pouco conhecido ao su
dos referidos baixos, e acha-so fundeada no l.amei-
r3o em frente do nosso porto.
Cabe-nos, portante, mais esta vez, a satisfacao de
annunciar a salvacao de um navio, que esleve a pon-
i de naufragar em o nosso littoral.
1 eve honlem lugar no satao do theatro de Santa
bel. sessao preparatoria do Confcrvatorio Dran(atir.o
de Pernambuco. creado pela resolucao.da prudencia
de2dedezembro do anuo prximo passdo c cuja
Hislallaco solemne deve verificaMg/ho dia 25 an-
mverurio do juramento co^ffflflfoo polilic. do
jrio^mparecerah iJVioseDectivos, o proce-
demly L*ataM**^o de ice-presidenle, secretario,
sub-secrelarios e1hesoureiro, sahiram eleilos.
Vice presidente o 'j*. i)r. Jos Sosres de Azevedo.
Secrelariq o Se. Dr. Antonio Uangel de Torres
Bandcir,.. .
Sob-secretarios os senhores doutores Jos Bcnto
da Cunta e Figueircdo Jnior c Antonio Marques
Rodrigues.
Thesoureiro o Sr. Antonio Pires Ferreira.
Segando a disposicao do artigo 7 da sobredita rc-
Solurao, o presidente da provincia ser o presidente
do Comercalorio, cmquanlo o for.
CMIHIC.US.
. la tivessemos apenas 80 ou 90 leguas ? Scm
rquantoa estrada aclual se foi fazendo
mco. proporsaoqucosserlocs se foram
do, sem nenhura plano e direccao regular,
attou quexlla licasse mais longa do que
,,ese na sua confeccao fosse empregada a
se nao daran, os inconvenientes que se
^te Sr.' presidente, para dcmoiistrar-se
la estrada proposta pelo projeclo, bast.
b achando-se a matriz de Villa Bella,
por facer no cenlro da proviucia.e quasieqMi-
8 limites aa provincia das Alagoas ao
vincia da Paraliiba ao norte,
i"" "a ruraniua ao norte,
mioharia direclamenlc pelo centro da
proporcionara os tabitanles dessas
pro-
s os meios de so_c2Himnnicarein c( im o
iwndo p'raiclla os seus gneros, e con-
que veem/comprar nesla cidade.
i deslas coifcideracocs, Sr. presidenU :, pa-
le que a cstra(la tracada no projeclo I e da
maior conveniencia possivel, e que devoraos apro-
veilar a occasiao pa(a cuidarmos de sua con slrac-
Sr. presidenta, lem-se procurado combfller o
o, porque cncinrjpoi urna picada, que geral-
se emende nma eslreita vereda ; ma i o no-
h aulor do projeclo, j declaro ti, que
stao sobre o nome, porque o qi ie que-
leslrada qoe conduzisse de Santo. Antao
sHa ; ora heislo mesmo o que o r'rojccto
: faca, quando quer a abertura da com-
ico fatal entre os dous pontos. Un outra
srajio se fez contra o projeclo, e foi que elle
ata apenas oito conloe para esta obra, c tal
quinta era evidentemente insufiiciente para tanto
matendevo notar ao nobrodepuado, que se a
uuaarl. he pequea, nada obsta qne se augmente,
e for neeessaria para fazer essa estrada!
estrada pode deixar de ler a largura
exigidi as estradas proviuciaes pela le de
dejen] *39, e perianto se for estra.la mtini-
palmoft, ou mesmo pnrlicular -de -JO, sv-
auito menos despeza lia de -acaiTclar
cofres provinciaes: o que o nobre Reputa-
do quer pelo seu projeclo he que se' faca urna cs-
:om a menor largura possivel ; nisuo concordo
eu enea elle, declarando que se se no quer dar-lhe
alsuhs dos nomes eropreaMos pela lei'de 1835, |>o-
Jizer na redacro unta estrada 20 palmos do lar-
rtanloem vista deslas razocs.adelli-
la, b8o be motivo para se fa-
projeclo, j. porque essa quautia
no augmentada, ja porque'ido
3 de un, auno fijw
legiiinle cotisigiiar-Ui *
nobre deputado autor
" Pr se muito bem, que quando
6,1 'i"* a\ejiig para levar aefleiloesse
ODra' i os csludos grnphicos.
on s i objecto de lanio bene-
ficio para i
Sr. nreskl i aotna mais se disse contra
o projeclo, wndida, e como a ho-
ra esteja dada, tirei mais, e concluirei
vejo motivo para que elle se
rege, le. p ^Hkrio en leudo, que elle he obra da
nene* da ti
zer opposii
COMARCA DE UZARETII
21 Do silencio a que me tenho rerolbido ha dias desla
"parte, prece-me que tera fcilmente interpretado,
que a comarca, em todo ;essc lempo, l?m gozado de
profundo soeego : he esse um meio negativo e moilo
fcil de coranranicar, que nao ha novidade.
Entretanto, para que nao v perdendo o coslumo
de dar-lhe positivamente nossas noticias, vou resu-
mir aqui o pofco que lem oecorrido, durante esse
mesmo lempo, rogando-lhe todvia, caso nao queira
estar pelo meio negativo, deque fallei, desculpe-me
a omissao em que lenho cabido.
Principiares por dizer-Ihc, que nao me foi possi-
vel ir pelo/carnaval dar-lhe o'aperto de mat>. como
lhe dexei anlevcr na minha precdeme, e isto pela
razao muito simples, de nao ter podido obter nma
certa mascara, que tinta em visla, com a qual trans-
formar-me-hia no que quizesse.
Por exemplo, : sendo um pollrao, poderia passar
por valenle, como as armas ; sendo um mizeravel,
sem ter era aonde cahir morlo, passaria por pro-
pnelario abastado; sendo um'ignoranlao, passaria
por.homem de ledras, e a cada passo citara leis. re-
gulamenlos,*statulos e ludo quanto servisse de dar
coreo a bufonera mais perfeila, que ja se tem visto;
finalmente com a tal mascara eu seria urna eneyelo
pedia ambulante : masdelxee.tarque urna vez nao
heveaj; pode ser que para o outro carnaval, se ch-
girmde ale l.wi v dar gostoseom a dita mascara.
'. *-*"' lorio ezasse-passa. A postura da cma-
ra, que mudou varias feiras do municipio, e que, se-
gundo um edicto da mesma cmara, deveria ter exe-
cuco desdeo primeiro de Janeiro passado at hoje,
nao Un sido enmprida ; eis o que se chama vender
barali i... nao seio que.
A mesma cmara, pela primeira vez este anno,
reun. >-se, naosei se a 7 ou a 8 deste mez, e nessa oc-
casiao procedeu a algumas 'arremata res; bem como
(dizen i) expelliodentie si a dous dos seus membros,
Om pe ser collector e ad^ogado della (cmara) e ou!
Iru, p( ir ser escrvio da collectoria : so com effeito,
d.va-: c incorapalibilldsde a respeilo dosdous mem-
bros, oao poda taver procedimenlo mais em regra ;
s ad mira que o nao liveasem ha mais lempo ; mas
a isto pde-se dizer que mais val tarde to q
nunca .
ilo-l ira domez passado,ou prnaipiosdcs(e,achando-
se o ja. izde paz de Alagoa-secca em audiencia, dizem
que o s eu escrivo esbofelera orna das parles: o juiz
de paz ilomando semelhanle procedimenlo por um
insulto, e falla de respeilo i su. autordade, snspen-
deu o escivvao edeu parte a cmara, propondo- sna
dcmisso ; isto he, do escrivo ; mas o bom do escr-
Mo correu para'aqui, oceuli mei tiderunt, e obteve
da cmara o seu titulo, bem pensado visto como
wrvi por uoraeaco interina ; j v- que por aqu
quem na o h s valen te he nada.
Agora i q*e todos os negociantes qilcixam-se da es-
lagiiaca, > do commcrco, lem dado em apparecer por
aqu un i hornera do Reino, vendendo faiendas por
um pret que admira ; aquillo que vale dous, segun-
do dizei n os enlendtdos, riied por um, de nianeira
que lem sido orna felicidade para mnila gente : fa-
nnda la o tarad anim, ti, se venden l pora a. parles
da Paral libaem 1847 ou 1848. So o lal freguez con-
tinua, le rao de quebrar urnas poucas de casas daqui,
bem en! endido. \(^
Com: >me que o capilo.Camisaolfora percorrer o
Brejode So Vicente, donde chegr. hoje, trazendo
quareoh t granadeiras, algumas das quaes com bao-
flWas, e correamos.
Honle m pelas doas horas da tarde, .sendo encon-
Iradosdt ws menores em ama planta de capim do
propriel: irlo Miguel de Arroda, foram pelos filhos
desto Ira zidos para cna, no meio de*U cidade; cahi
o dito pr oprietarie, segando um costume que aqu
le ado pela polica, applicov-lhes com loda a
solemnid de um. friecao de coups de fouet, que he
ornis es eellenle remedio para essa m.nia de abal-
lar cince i e levantar sei %
sdoD ios dos menores, hlo he, aquellt\que usdli
coronel
irquc, para
le superior
e o padre
PARAHIBA.
BUnuncnape 16 de marQo de 1854.
Ainda qne estojamos convencidos de que os seus
Ilustrados correspondentes nso deixarao no olvido
um facto bem sensivel aqui oecorrido, c para o qual
se acham volvidas todas as vsla/da populacSo d'es-
la villa, anda mais.porqueoseu conlieciraenlo inle-
ressa a um grande numero d pssoas, mesmo dessa
provincia, todava tomamos o trabalho de narra-lo
com toda mnuciosidade, ecom a verdade de que fa-
zeraos limbre, esperando que Vracs. nao se negarao
a mandar inserir no seu eslimado Diario, eslas nos-
sas mal aiintavdas linhas. Queremos fallar das ava-
jiacoes dis Ierras dos 8 engenhos de assucar que
Han nesle municipio o morgado deSan SaNador do
Mundopara a factura do inventario dos bens do
mesmo morgado, que se est procedendo na capital:
Foi a Sr. Mara da AnnuncarSo Gomes da
Silveira a ultima administradora do morgadoSan-
Salvador do Mundo havendo perecido lendo so-
brevivido aos seus dous flUios, sao os seus netos, fi-
lhos d'estes, os herdeiros do dito morgado ; um dos
seus filhos he representado por dous herdeiros, eo
oolro por 10; o morgado he avahado com muita pro-
babildade em 500 ral cruzados. Muilos d'aquelles
herdeiros j vendern, osseusqunlioes heredilarios
e boje como cessionnrios possucm n'elle, o
Francisco Aulono de Alraeda c Albuqi
mais de 100 conlos de ris, o cnmmandal
Jos Teixeira de Vasconcellos 25 cotilos,
Francisco Pinto Pessoa como herdetro, melhor lam-
bem de 25 conlos; as outras poucas parles eslo de-
vididas esubdevididtis.
Uando-se comeco aoinventorio na capital, em cu-
jo termo resid, a finada, depois de citados Iodos os
herdeiros e satsfeilas todas as mais formalidades por
le determinadas, foi expedida carta precatoria ao
juizo deste termo para mandar proceder-as" valia-
fies; no dia 6 d correte aqui chegou o padre
francisco Pinto Pessoa, que figura como inventa-
rame, e logo o juiz deprecado mandando comprir a
carta precatoria, ordeoou que as parles se louvassem
em avaliadores par. princtoi.rem as avaliacoes.
padre Pinto, honrado com?he, procaron louvar-se
em pessoas que oucrccessem todas as garanlias, pri-
meramente no commandanle superior Andr de Al-
buquerque e major Antoeo Carlos Peixolo, os quaes
seescusando por oslaren, molestos, recorreu ao l-
enle coronel Flix de Mello Azevedo, que apezar
da grande distancia da sua morada, preslou-sc de
boamenle a este serviro ; as mais parles inleressadas
por si ou por seus procuradores ca revela de outras
louvaram-se no lenle coronel Amaro Jos Coelho,
ambos os louvados proprietarios abastudos, homens de
saaconscier.cia, juslcciros e familiarmente conhecc-
dores dos terrenos aproprados ao planto da canna,
foram scm duvida os mais tailiados para avsliarcm
com discernmentoos terrenos d-aquellcs engenhos.
Preparado o auto para as avaliacoes, deram prin-
cipio a ellas no dia dez, pelos terrenos da villa, en-
genhos Novo da Concesao e Salema, os quaes vistos
o examinados foram avallados os da villa em
6:0003000 rs., os do engenho Novo em 16:0009000
rs., e os do engenho Salema em 2:0003000 rs. No dia
11 reslaram os do engenhos Dique, Pindobal e Cur-
ral de Pora, e avaliaram os do primeiro em 6:0009000
i., os do segundo em 22:0003000 rs., que sendo li-
citado pelo commandanle superior Jos Teixeira cora
mas2:0003000 rs., ficou assim em 21:0003000 rs., e
os do Curral de fora era IfeObXWMO rs., no dia t.1
liercorreram alguns slos> os los engentaos Boa-Vis-
ta, Aratiogui r do Molnolc Velloso, qne fic.ndo con-
tigua ao engenho Boa-Visla, e sendo ambos do coro-
nel Francisco Antonio, foram avahados em um. s
lolaeao pelaqiianlia de 30-.00OO00 rs., os do Ara-
linsii etr. 4:0003000 rs., o sitio Pao tTArco' en,
1:0003000 rs., e o sitio Mundo-Novo em 6003000 rs.
ed'eslasorte deram fim as avaliat-Oes; lendo sido
apraiado o di. 20 para conlnuarem as avaliacoes dos
engenhos da varzea do Parahba.
Consta que alguns dos rendeiros dasjMnts dorf?
genhos mencionados nao ficaram satslcilos com a
avaliacoes or muito subidas, entretanto nos parece
que cllts no lem muita razao.
Primeiramente a estima, os'valores dados por pes-
soas lio dislincla e entendidas garanto urna apre-
calo razoavcl e fusta; ao depois o bom senso mes-
mo nos diz que nao houve exorbitancia as avalia-
coes. Os terrenos da villa, com quanto presentemen-
te nao deem crescidos rditos, todava promellem um
futuro lisongeiro. O engenho novo da Cortcecao, vi-
sinho da villa, junto do porto de embarque, cujtts Ier-
ras regadas, valemalgoma cousa ; lano que o len-
te coronel Amaro offereeen por elle 21:0003000. ri.,
com a. obrss que nao poden, valer mais de 8:000|000
rs. O engenho Pindobal, apez de nao ser nno,
credilamos que nao possa valer mais de 22:0009000
HOMEOPATHIA
Quando nao ha muilo lempo fallesceu o meu ami-
so o infeliz Antonio Brandao da Rocha quo leve a
trisle sorle de IfPcortado o lio de sua existencia no
verdor dos annos e na apparehca da melhor sande,
hornvel fot a lempcslade que se ievantou contra
mime a homeopathia, por que Untamos assassina-
doo infeliz Brandao. Nao houve quem nao fallas-
sc dos erro, d'essc curativo, da falla de conscicncia
de minha parle, da inefficacia da liomeopalhia c lu-
do quanto de mais absurdo incoherente podia subir
i exaltada cabera de sujeilos que, ou por desaffeicao
particular a mitn, ou por odio ao syslcma que pro-
fesso, acharan, esse faci muilo azado para dfacre-
dttar-rae ou fazer aguerra como boje he mais cas-
sico. r"
Foi lal o alarma que meia duzia de calumniaderes
e vis deamadores produzio por esta cidade, qu de-
via se suppor que nunca alguem morrera de Uthraz:
mas, como j disse, o fim d'essa sedcao luniultuosa
so era expor-mea odiosidade publica c assim fazer-
mc perder esse algum coneeilo de que roto.
eslc desejo insano de desacreditar, de calumniar,
de infamar nascerqnj as mais opposlas e contradilo-
rias opin.cs : alguns dziam que o, doente morreu
porque euabri o anthraz, cou.n/o que nunca foi
mancada por medico algunj^oaUa quc a morle
leve lugar porque cu naoorfz abrir o tumor e era
o que eu dera ter feit^n primeiro lugar. Mul-
las outras accusa^welTmas menos estravagantcs, ap-
pareccram com.5 surgidas do ihfcrno, porm desSr
cadamente r.0 meio de ludo isto havia urna so ver-
dade. e era que eu era quo tinta empregado to-
dos os meus melhorcs csforSos e a nada ceden a
mpicsUa, como muilas vezes lem succedido e conti-
-li'a a succeder ; mas sem que urna se voz se erga
para desconcclur Uo brutalmente o facultativo ;
que por inferlunio nosso he na grande maoria dos
casos o nico culpado de se ido poder inverler ou
contrariar urna lei da natureza, que ha de ser irre-
tuediavclmentc enmprida, quando for occasiao.
Nao ha muilo lempo que nm senhor de engenho
fallcccu ah para a banda do Afegado de un, an-
thraz as costas foi tratado pelos Srs. allopalhas: fi-
zeram profundas esaasificares e todo o mait trata-
ment racional: o docnlc morreu.
Pouco depois omi fallar de um oulro casp de"
que fdoHenlio muila lembrauca, c por sso dxo de
relatar. .
No dia 20 do correnlcs 4 horas da larde fui cha-
mado para veruraa multar, quc"cslav soffrendo de
um aulhraz. as costas c medicada allopathicamen-
ie.isto he, racionalmente to logo ve-la e quando
chegaei a sua casa era definta.
Pergunlo agora estse oulros casos, (que nao se-
rflo poucos os que nao tentara chegado ao meu co-
nbccimcnlo), de anlhrazes -curados, pela allopalhia
con, ferro, com fogo, com enormes quantidades de
china e outros tnico, e que lem sido fales, a qu
ou a quera devera scrallribuidos "? A mjm c a ho-
meopalliia cerlamcnte que nao : deven,'sim ser con-
siderados como resultados da racioualidade da medi-
cina oflicial, que com todos os. mrlyrios do sua
medieacao, perde muito mais doenlcs* do que nos
com s nossas pequeninas (loses de agaa, que'qual-
quer charlado allopatta pode beber sem risco de
lhe Tazer mal, ou a fatal hora ser negada.
Consultorio homeopathico ra do Cpllegio n. 25
1. andar. Dr. Lobo Motcoso.
Detcar\regam hofe 2t de marro.
Barca franceza'(Justaremercadoriasi
Ilr gue nglezIctndem.
iFriendsbacslho.
Brigue suecoFriggalijlos.
Barca americanaf. G. W. Doa'gdiversos ob-
jeclos.
Imprtacao*.
Brigne ingles Weittnertland, vindo de Liverpool,
consignado a Me. Calraont & C, manirestou o se-
guinle:
10 c.ixa. chapeos de sol de algodao, ti caixas e 33
fardos tecidos de algodao, 2 ditas ditos de la, 12 cai-
xas cobre de ferro, 2 barris pregas.2 fardos ignora-sc
ocouleudo, 1 cana chales, 1 dita lencos de algodao,
d ditas inalhas ; a James Crablrce & C.
5 laixas ferro balido ", a S. P. Jobnslon & C.
caixascobre, 50rolos ferro,38barras;a A. V.
da Silv. Barroca.
31); caix.se 29 fardos lecdos de algodao, 2 barris e
1 cana ferragens, 1 barril oleo, 6 fardos lcidos de
da, 1 sacio amostra ; a H. Gibson.
49 caixs"lecidos de algodao, 8 ditas e 4 fardos ,]\-
^JtSSS^t'm^^ m barri'
50 barris manleiga; a Rothe& Bidoulac.
4 caixas tecidos de finta ; a [.. A. de Siqueira.
2, cigos e 2, meios ditos mura, 1 dilo amostras de
tilla, 200 barris manleiga, 65 fardos e 10 caixas teci-
^'^^/^'^l-m'^Mo, 3dila, meia,
de dito, a toneladas carvao de pedra; a Me. Cal-
moni (\ C. f^ *
12 caixas teoidos dealgodaot2 djlas ditos de laa ;
al. Mouscn^fC.
150 barricas cerveja, 30 saceos pmenta, 45 fardos o
12 canas tecidos de algodao, 2 fardos e 1 caixa bar-
bante. 12 fardos tecidos de laa, 3 caixas ditos de h-
MW.-4 ditas miudczas, 7 tordos cordoalha;'a Ad.m-
son llowie^ C.
Si taitas ferro balido, 17 ditos dito fuudido. 6i
marhinas;a 1). W. Bowman.
axas tecidos de algodao, 1 barril borak; a C.
A.de Abreu. <
/-i caixa objecW de selleiro; a Rostron fi C.
' 1 Tardo barbante ; a C. J. Aslley & C.
.CONSULADO GERAL.
Kendimento do dia 1 a 22.....43:2973583
dem do di. 23.........1:7089897
4.5:0063180
niVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do di, 1 a 22......5:185S80i
dem do da 23, ..:..... 16033:!5
5:3' PUBLIC4CA0 A PEDIDO.
A ROSA AmtRELLA.
Ajunte mais urna corda
Na minha lyra singella ;
L'ma flor foi quem roa deu ;
Foi urna roza amarclla.
Nao era altivo canteiro
De fina louca da China ,
Quem a guardava dos males,
I lo matagal da campia. -
Viva humilde na rclva ,
Ao Sol ardenle da sesla ;
Penda ao vento ligciro,
Oue soprava da floresta.
En fui amante das rozas,
J)as rozas de Alexandria ;
Ms desla roza amarella ,
Nao sei porque sympala.
Vive s.; nao sabe aonde
Mande as auras batojar ;
Vive sti a dolorida ,
Tan he i n lem sede de amar..
Vive sti; Irislc'abandono '
Almeja por oulra flor ,
Que se arroubc romo ella,
Quando lem sede de amor.
Vive s ; e a solcdarle
E' liislopor naltiroz*;
Quer amar, taobem tern sede ,
D'uma infinita belleza.
Vive triste ; e a saudade
Da linda roza amarella ,
Ninguein a pode malar ,
Senao oulra como ella.
Quer amar ; e solitaria
Kev-se h'oulra belleza ;
D lezotiros inefaveis ;
Mas em troca igual fineza.
Quer a flor por quem suspira ;
Mas a roza altiva talla ,
Ouer Motera que a llor amada ,
Scuane n'oulra como ella.
Mas sina do Acia ;
Nao quer ai da rica lela .
Nemtlas pompas tladonzella ,
r.uloar festivo raulo.
Dis ao Sol que se despenha
^as proftindczas do mar
ij'm Irisle adeus de chorar
fc tlepos vem pela lireuha
Exportacao'.
Copenliague, brigue tlinamarquez fettij, de 319
toneladas, eonduzio o seguiute :3,000 saceos com
1 /O-iOO arrobas de assucar.
Marselha, barca brasileira Flor de Oliceira, de
2bt toneladas, eonduzio.o segunle :4,150 saceos
com 20,750 arrobas de assucar.
Liverpool, brigue inglez Tyro, de 237 toneladas,
eonduzio o sesuinlo :2,100 saceos com 10,500 ar-
robas de assucar, 347 saccas com 1,919 arrobas o 21
libras de algodao.
Parahita, hiato brasileiro Flor do Brasil, con-
diizioo sestiiute:393 volumes gneros eslrangeiros,
142 ditos ditos nacionaes.
KECEBEDOIUA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBLCO. '
Rendimenlo do da 23. BLUNS
CONSULADO PROVINCIAL. ^^
Itendimenlo do da 1 a 22.....34:2130298
Ideui do di. 23........1:8889319
36:101617
MOVIMZNTO DEPORTO.
. Saciot entrado no dia 23.
Rrtria9 dias, hiato brasileiro Soco Olinda, de 85
toneladas, mestre Custodio Jos Vi.nea, equipa-
gem 9, carga varios gneros ; aTasso Jnior. F-
cou de quarentena por 8 das.
Jdem17 das, hiate brasileiro ^meffa. de 63 tone-
ladasj_meslre Joaquim gem ,, carga varios gneros; a Novaes & Com-
panlua. Passageiro, Bcrnarditio Antonio de Aze-
veno Ferqandes.
B"fL'ST^yre*72? dias' bri?ac in"' Margarl,
de 216 toneladis. capilSo J. WiUon. equpagetn
9, om lastro ; a C. J. Aslley & Companhia.
Rio de Janeiro18 dias. barca ranceza Debut, de
233-toneladas, capito lahet, eqtiipageui 12, era
laslro ; a .V o. Biel.rr & Companhia.
. Navio sahido no mesmo di.
ParahbaHiate brasileiro Flor do Brasil, meslre
Joaquim Antonio de Figueiredo, carca varios ge-
EDITAES.
O Illm. Sr. contador, servindo de inspector da
thesouraria provincial, em cumprimenlo da ordem
do fcxm. Sr. presidente da provincia, de 7 do cor-
renle, manda fazer publico, que nos das 4, 5 e 6 de
abril prximo vindouro, peranle a jnnia da fazenda
da mesma thesouraria.se ha de arrematar a quem
por menos fizer a obra da cadea na cidade do Ro
Formoso, avaliadaem 33:0003000 rs.
A arrematarn ser feita na forma dos arligos 24 e
27 da le provincial n. 286 de 17 de mato do 1851,
o sob as clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremalacao
comparecam na sala dassesses da mesma jonta, nos
das cima declarados pelo meio dia.compctenlemen-
te habilitadas.
E para constar se mandn aliar o presente e do-
bhcar pelo Diario.
Secretaria da (hesouraria provincial re Pernambu-
co 1.1 d e marco de 1854. O secretorio,
Antonio Ferreira iV Annunciar ao.
Clausulas especiaes para a arrematadlo.
1. As obras scrao fcilas de conformidad^ com o
orcamt-nto e plaa,nesta dato pprovados pela direc-
tora em conselho, e apresenl.dos a approvaco do
o.ll.n:"!: P'csiJe"le da provincia na importancia de
33:0003000 rs.
2.' O arrematante ser obrigado a dar principio as
obras no prazo de dous mezes, e concluidas no de 201
meses, contados de conformidade com a disposicao
do artigo 31 da le provincial n. 286.
3." Para execuc.io das obras, o arremtame deve-
ra Icr um meslre pedreiro, e oulro cerpina da confi-
anza do engenheiro encarregado da obra.
4." O pagametiloda m'porMncia d'atTemalacao se-
ra foila em seis proslaces da forma seguinlc : a pri-
meira da quanlia de um dcimo do vidor da arrema-
lio^n .n.uJ. -.'...____r -. .
\
Vem falar a Pjlomela
Da Irisle roza flharclla.
Fulmina os maus e nao para ,
lem amor ao oprimido,
Chora o pobre desvalido ;
I ranspoem logo as serranas ;
henle as aves de rapia
Estremece eve voaudo;
Mas a Iviifa, iiiurmurando
la de cinta da collina '
Drs ao vale, que ainda vella
A doce roza amarella.
Ja no templo ao p da Cruz
I nuninpeciii frvido pranlo ;
L por ler amado lano,
Lie, duvida ao mesmo lempo :
li a lampalla sombra
Arde ; em (cruo dos aliares ,
I'"o incens sobe nsares;
Dona enlao a pedra ira ;
Ve do inotie a pobre celia ,
Fallar da roza amarclla.
Acatan; foi-tim mvslerio
A gentil roza amarc'lla ;
Mas na lerna historia della
Seule o vale angttsliado ,
lima ihir que nao lera lim;
Mas>qticm da roza perdida
l'ivcr d alma sentida
lia de me rntender a mm,
Oue a roza por quem suspiro
Retratoii-uic no retiro.
A. M. Cortes.
?
COMMERCIO.
FRACA DO RECIFE 23 DE MARCO AS T~
HORAS DA TARDE.
Cotaces ofilciaes. i
Assucar niascavado eseolhido a 1S90O rs. i/i, ,-
roba.
Frele para o Canal-60i e 5 % por lOBrtarfa ii
car em_accos. r M~*
ass-
lasao, quando esliverem felas lodas as plantas at o
nivel do pavimento Ierren,1 o juntamente o ranod'es-
golo ; a segunda da quantia de dous decimos quando
esliverem felas lodas as parles exteriores e interio-
res ato a altura dereceber o travejamento do primei-
ro andar, e assenladas todas as grades, de Jiro das
janellas: a lerceira da quanlia de doon decimos quan-
do estver assentado todo o travejamento do prin c^
ro andar, feitas lodas as paredes al a .llura da' li-
berta, e embudadas os cornijas ; a quarta lamben, de
.dous decimos, quandoesliver prompta iodaacoberla,
Mentada o Iravcjamento do forro do primeiro andar
rebocado e guarnecido lodo o exterior do edificio ; a
quintn lambemde dousdccimos.qoandocsliveremcon-
cluidas todas as obras, c recebidas provisoriamente ; a
sexta finolmenle de um dcimo, quando for a obra re-
cebida defi.mlivamenlc, o que lera lugar um anuo
depois do recebimento provisorio.
5. Para tildo o mais que nao estver determinado
as prsenles el nsulas, e nem no orcamento seguir-
se-ha oque dspoe a respeilo a lei provincial nume-
ro 286.
Conforme.0 secretario,
Antonio Ferreira W.lnnunciaeao.
O Illm. Sr. conlado'.r. servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em fumprimento da resolu-
cSo da junta da fazenda, nwnja fazer publico que
no dia 2 de abril proxirr>o vi'jdouro, vai novamente
apiata, para ser arrematoda a quetm por menos fi-
zer, a obra do acude na Villa Bella ,da comarca de
Paje d Flores, avahada em 4:0'i9.\
A arremalacao ser feita na formaVos arligoss
24 e 27 ta lei provincial n. 286, de 17 d\ maio de
WjI, e sob as clausulas especiaes abaixo ctopiadas.
As pessoasj|iic se propozerem a esta arrciinalarao
comparecam na saladas sessocs da mesma junte! no
da cima declarado, polo mio dia, rompetem'o-
raenie habilitadas.
E para constar
puldirar [
a da Ihesouraria provincial de Pernam-
,"23 de marco d 1851__O secretario, Antonio
'Ferreira d''AnnuncarSo. .
Clausulas especiis para arremalacao.
1." As obras desle acode sero ledas de confor-
midade cun as oanlas e iirranieido apreseiOadoS a
approvaco do Exm. Sr. presidoule da provincia, na
importaeeia le 4:IXH3(K)0 res.
2.-1 Eslas obras deverAo principiar no prazo de
dous meses, e serao concluidas no de dez meses a
contar conforme a lei provincial n. 286.
3." A importancia desla arreraalaro ser paga
era tres preetacOCS da nianeira segunle : I.1", dos
aVius quintos do valor total, quando tiver rourlui-
do a mclade da obra : a 2. igual a primeira, de-
pois de lavrado o termo de rerebimento proviso-
rio : a 3.a, finalmente de' um quinto depois do re-
cebimenlo definitivo.
4.a O arrcmalante ser obrigado a commnnicar a
tc|iarti(;ao das obras publicas com antecedencia de
trila das, o dia lixo em que lem de dar principio
a cxecueAo das obras, assim romo Iralialhar se
iiiilanieule durante quiuac dias lim de que possa
o engenheiro encarregado da obra assistir aos pri-
meiros trabalhos.
24 e 27 da lei provincial n. 286 de 17 dp maio de
1851 c sob as clausulas especiaes ataiiftcopiaSlas.
As pessoas que se propozerem a esta arremalacao
corapare(am na sala das seases da "niesma junta nos
dias cima declarados, pelo meio da, competente-
mente habilitadas.
E para Ansiar *e mandou affixar o presento e
publicar pelo JMtcrio.
Seerelaria da ihsooraria provincial de Pernam-
buco 22 de marco de 1854.O secretario,Antonio
Ferreira d'Aanuncaco.
sulas especiaes para a arrr
1." As obras serao eitas de. conformid.i
planta-e orcamento approvados po
conselho e apresentados a approva
presidenle da provincia, importando em 5503000
rcis.
2. O arrcmalante dar principio as obras-no
zode um mes e as concluir no de ires mezes.
'ambos contados pela forma de arl. 31 da lei n. 286.
3.a A importancia da arremalacao ser paga em'
tres preslacbes iguaes; a primeira depois de feila a
raelade das obras ; a segunde depois da entrega pro-
visoria ; e terceira depois do recebimeute definiti-
vo, que verificar-se-ha ires mezes depois da entrega
provisoria.
4." Para ludo o que n3o se acha delerminado
as presentes clausulas nem no orcamento, segnir-
se-ba o qne dispOe na lei n. 286. Conforme. O
secretario Antonio Ferreira Manoel Joaquim da Silva Ribeiro, fiscal da Fre-
guezia de Santo Antonio desta cidade do Recito,
etc. ele.
Faro saber qne*esl interamenle prohibido pelo
art. 2." da postura addirional de27 de fevereiro ulti-
mo, conduzir-se ferro em barra e varOes de qoalquer
grossura em carros, senao amarrados em feixes, so-
bre cama de palhas, e isto sol, pena de pagaremos
infractores a multa de 59000 rs., e o duplo na reinci-
dencia.
E para que nafljuja sobre semelhanle postura a
menor ignorancia.'HvTei o presente, que ser publi-
cado pelo Diario.
Freguezia de Santo Antonio do Recito 23 de mar-
ro de 1854.O fiscal,
Manoel Jooquim da Silca Ribeiro. .
Manoel Joaquim da Silva Ribeiro, fiscal di fre-
guezia de Sanio Antonio do termo desto cidade,
etc. ele.
Faco publico para conhecimenlo de quem convier
a disposicao da poslura addcional de 20 de fevereiro
ultimo, abaixo transcripta:
<( Quando os cadveres das pessoas que faMecerem
Torera condnzidos para o ccraiterio era carros fne-
bres, tirados por cavallo, irn estes a passo, e jamis
a Irole largo ou galope. Os carros de companta-
mento seguir o mesmo. Os infracta) sollrer.lo a
multado lOJOOOrs., a qual sera dudKda as rein-
cidencias. ^*
Freguezia de Santo Antonio do Recito 23 de mar-
co de 1854O fiscal,
Manoel Joaquim da Silca Ribeiro.
signatarios Novaes & Companhia, na ra
do Trapichen. 34, primeiro andar.
Para o As** sabe mpreteriveUpente no dia 25
do crreme u bem conheSThiUTAngelia
i e passegetro. uta-s na roa da r
*9, primeiro andar.
Para o. Rio de Janeiro .
poucos das o brigue, nacional Dama!
r,r(*cnnrv
mm.
ta-se
Pinli
do ai
lino Gom
mere
Para o Rio i
le no
para eseravosn I
Cruz n. 28, el
Pa;
Olinda; par.
DECLARACOES.
BANCO DE PERNAMBUCO.
0 conselho de direccb convida aos se-
'nhores accionistas do banco de Ptrnam-
buco a realisarem de 15 a 51 de marco do
corrente anno, mais 20 por 100 sobre o
numero de accoes com que tem de fi'car,
para levar a effeito o complemento ao ca-
pital do banco de dous mil coritos de res,
conforme a resolucao tomada pela assem-
bla geral .de 26 de xetembro ultimo.
Banco de Pernambuco 11 de fevereiro de
1854.O secretario do conselho de direc-
cao.Joao Ignacio de Medeiros Reg.
Pelo juizo de orphflos desla cidade do Recito,
vai a praca 'uo dia 27 do correnle, por arrendamenlo
annual as casas torreas de pedra eral.sitas no aterro
dos Afogados, urna na ra de S. Miguel n. 2. e oulra
na ra de Piranga n. l.rom olaria.c a meia^jo dosi-
llo e casa no mesmo lagar da Pirang. denominada
Castellano, sendo esta praca a requerimento do
tutor dos menores filhos do finido Jos Pedro de Fa-
rts, e acha-sc o escripto em poder do norteiro do
jurj.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
0 conselho administralivo em virlude da aulorisa-
5lo do Exm,. Sr. presidente da provincia, lem de
comprar os objeclos seguintes :
Para a companhia fixa do Hio Grande do Norte.
liuelos, 25; grvalas desoa de lustre, 25 ; s.pa-
los, pares 250 ; mantas de laa. 25.
Companhia da Parahiba.
.Bonetes, 127; Bravatas de sola de lustre, 50; pan-
no azul para sobre-casacas, calcas e frdelas, roya-
dos 7G2 ; hollanda de torro, covados 97 ; casemr.
verde, covados 20; alBodozinho, varas 385; sapatos,
pares 83; maulas de la, 50; esleirs, 51.
Arsenal de guerra.
Caixa com vidros, 1 ; meios de sola garroteada, 50;
mantas de la ou cobertores de papa, 209 ; lenroes
.de cobre de 6 a 7 polegadas, 8; meius de sola curti-
da, 100.
Recrulas.do segundo batatljp de infantera.
Pares de sapatos, 50; mauta de la, 50 ; Dotoes
de osso prelos, prosas 10.
Companhia de carallaria.
Espadas, 39; bares de coturnos, 46; sapatos, pa-
res 16; penachos 69.
Fortaleza de Itamarac.
1 bandeira.imperial d fileli de 6 pannos.
4. batalhao de artilharia.
36 grosas de bolees pretos de osso; 370 pares de
sapatos ; 40 mantas de laa.
Quera quizer vender toes objeclos aprsenle as snag
propostas em carta fechada, na secretoria do conse-
lho, as 10 horas do dia 24 do corrente mee. Secretaria
do conselho administrativo do arsenal de guerra 17
de marco de 1854.Assignado.Jos de Brito In-
gle: coronel presidenle. Bernardo Pe eir dp
Carino Jnior, vogal e secretario. '
COMPANHIA PERNAMBICANA.
O conselho de direccao da companhia
Pernambucana avisa novamente aos Srs.
accionistas, que ainda nao fizeram a sua
primeira entrada de 25 por cento, que o
prazo definitivamente fixado para esta
prestacao h ate odia 50 do corrente mez,
esperando que se prestem a habilitar
quanto antes a direccao, a fazer encom-
menda dos vapores ; a pessoa entarreg-'
da de taes recebimentos he o Sr. Frede-
rico Cotilon, ra -la Cruz h. 26.'
28. RECITADA
SABBADO 25 DE
Anniversario
Depois que compar
presidente da^^^H
ees de SS. MM. U.
Ueperini e companhia
Segoindo-sea repres^^^H
e desejado drama
A (iAR(\L
Personagens.
Andr (por obsequio). .
Eslevo........
Dontor........
Leopoldo .....
Bernardo .....
Adelle.....
Lagrnge ....
Magdalena.
Depois do drama'
Baderna o muilo
Seguindo-se pela
DOS PURITAlf
do maestro Bellini.
A Sra. Hauoella cantar!
em portugnez, do
Dando fim o dive
pela Sra. Deperini
JE3HLM
do maestro Verdy.
LEU
niulou atxar o presenil, o
Pela subdelegada da freguezia de San Frei
Pedro Goncalves do Recito, foi recolhida a cadeia,
no dia 17 do correnle, urna parda de nome Mara
Antonia, que diz ser natural do Arae.lv, e quSd'ahi
veio para ser vendida, efi coftipradapelo padre Fa-
ria deOliveira, Oucm direlo lver a mesma, apre-
sente-sc, qu provando o dominio lhe ser entregue.
COMPANHIA DE BEBERIBE.
O escriptorio da Companhia de Beberi-
l)e mudou-se para a ,rua Nova, casan. 7,
primeiro andar, e estara' aberto todos os
dias uteis das 8 horas da manha as 5 da
tarde.O secretario,
L. da C. Portocarreiro.
Em observancia do disposto no artigo 19 das
inslroccf.es de 31 de Janeiro de 1851, se tao de arre-
malar peranle o Sr. Dr. juiz dos'feilos da fazenda, de-
pois da sua prxima audiencia, os bens seguintes, pe-
utarados por execucoes da mesma fazenda: renda
annual do engenta Abren, moenle e correnle, silo
na comarca de N.zareth, por 8003000 rs., penhorado
a Joaquim Francisco de Mello Cavalcanli-; uro relo-
gio de paredo com caixa de madeira amarello por
203000 rs. ; tima commoda da mesma madeira por
108000 rs. ; urna maeqneza por 69OOO rs. ; um es-
pelho (rande por 89000 rs.; e os ulencilios de um
acougue, ludo por 29120 rs., a Joaquim Pinto ; urna
nrmacan de toja do madeira de pinho pdr 8900lf rs.1,
a Antonio Pereira Tyranno : quem pretender os ob-
jeclos cima declarados, comprela no lugar e hora
do cosame. Recito 21 de marco de 1854.O solici-
tador do juizo dos feilosJoaquim Theodoro Alces.
Pela admnistraco dos eslabeleeimeillos de ca-
ndarte, novamente se Taz publico a todas as pessoas
que ten, exposlos em so. companhia de os apresenta-
rcm n. casa dos mesmos no dia l.o de abril, pelas 9
LEII.AO DE M0BIIJA
Gosset Btmoat far 1
agente J. Calis, no dia
da manha en, po:
gundo andar, a-s;>:
um melodion com exceUe
bem poder servir
redonda com pedra; "
com modas, coiwolos,
dros cora es|ampas.
pintora, Qltradeira 1
nha, vasos de
etc.; etc.;
graphi. qne pode
cavallos que lano
ro, carro de qaalro__
par. montera de li
sitio na estrada de Joo
do taceo do Espinlieim
quatro cavallos, casa nal
limoeiros, com bstanles
rao da Europa e diversos
sHio.
LEILAOKO!
francisco Ani^
cao do agente J.
horas da manh.',,i
pertenece do seo!
no principie daf
Jacaranda, dilas t
americanas, mi
dita elstica, co;
de Jacaranda e de]
de Jacaranda
riba, banquinha* i
das, urna cama
dito, ara guarda;
para cima de* 4
um exccllenle j
losdesell.com
O agente Ol
de Brunn Praege
fallido Jos Martina
do Sr. Dr. juiz d
lettras e mais dividas d
do a dita massa.segu:
tas da manha, noi
rua'da Cadei. de Recifl
linrracao do mesmo
res presos que se
conlrados na luja-de
um relogio de caixa'
cordoes delgados pan
casos donos a quem 1
aviso, najevemSam rl J
do leilao.
G
I 6 U rDiv^ia^ia^ia^ia^ia^ial
1 obras deeora
5. Para ludo o mais que nSo esliver especificado
as presentes clausulas segnir-se-ha o qudetermina
a lei n. 286.Conforme. O secretorio, Antonio Fer-
reira d'Annutuiaciio.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumprimenlo d ordem
do Exm. br. presidente da provincia de 19 do cor-
"*i manda fazer publico, que no dias 10. 11 e 12
a quem por meaos fizer a obra dos concertos de
quartel da villa do Cabo, arliada em 5509000.
A arremalacto ser feita ua forma dos
horas da manha. afim de poder a commissao de h>- assazanfeciadas deM
gienepubl.ca, proceder a examesanitario, visto-que
ja deouir. occasiao nao o pode efectuar pela falta
.de cumparecirnenlo.
Adminrslracao dos eslabelecimenlos de" caridad
22 tJe majKO de 1854.O escrivo da adminislracao.
w Antonio Jos Gonies do Correio:
CAf.VA ECONMICA DE PERNAMBUCO.
O secretario da direccao convida aos
senlioresi subscriptores a' rennirem-se no
diai 27 do^coi rente, na ra do Trapichen
17, pelas C> horas da tarde, afim de tra-
tar-se deohjecto caixa.
Terca-feira 28.
nhta. no armazem 1
leilao de diversas of
de diversas qualidal
ricos sanctuarios. Ir
les de armario, rea
rede e par. algilieira,
quadros com ricas
duas carteiras de homeopa
tratados, varios vidros paral
labros, Uiiternas, serpenlini
qoaldades, espinen:
caja, um palanquii
bom eslado, diversas i_
par. cima de mesa, na ,
de trigo, e oulros moilaj^^LS
no arilo do leilao; assim m
duas escravas, affiaocand^
sanitario.
0 AGENTE
far o leilao dos (
miles, balendoo mar
offerecido, visto estar <
prios donos.
Brunn Prae^er
leilao, por intervencfl
ra, domis esp
zendas as mais
feira 24doeorrti
niiaa, no seu arn
AVISO!
I'0\S1

AVISOS MARTIMOS
Vende-sea escoua holahdeza Alberl, ancora-
da1 nesle porto, multo propria para ti navegaeHo de
eabolauem, de lote de DO. toneladas inglezas, pouco
tois ou meaos, forrada de cobre, ainda em bom uso.
de marcha muilo snperior, e prompta para iSB
qualqer vugem : es pretendenles ,!irjam-se escoo-
signatanoi, no Trapiche Neto ni-16, aonde e inven-
lario pode ser examinado.
Para o Aracaiy em direitura, segu neslespou-
cos dtas, por ter parte da carga prompta, o hutaW
stletro HxallacB.0, meslre Estacle Hendesita Silva
a tratar na ruada Madre 66.
No (im do corrente mez derecnS-
saonaai
(So de e
grt
_. gardo Asso patteho nacionai\Bom Je-
Hakril prximo vindouro, "peranle a j'uiia"d>fth SUSu' omialseguira- para o Rio de Janei-
xenda da ttesma Ihesouraria, se hade arrematar. ro. nois ,ii tem' nhii^, Amr,.l om
ro, ppis aqu tera poilca demora1,: quem
no mesmo quizer ir de passagem, ou era-
a frete, diriia-se aos con-
Ha da ra Di
lente do dilo eslabt
farros de aloguel; 1
> dita coclieira, o 4
ptmplo a desemp
1 ao seu officio, ro
ovo carros aos fregnetas que
Francisco Xavier Catn
Quem precisar de uro ama para cas. de ho-
rnera sollero oo viuve, dirija-e ao becco da. Reme-
I, por delrai da isrej. Senhor. Bom Je
Martirios, casa n. 5 : a tratar com quem -
roce.
FrederieoChtjreslemjosloetonlralad
da do seu sitio na estrada de Belem, entre a
da mesma e o sitio do Sr. Dr. Feilou, si algaem st
jalg.r com direlo a elle, queira annunciar nesla 8
itias 4|


DIARIO
I
attencaiv.
I'rcrisa-se alugar am sitio pi ri r praga, c que
tcnlia casa com commodos para familia : quem o ti-
vr, du ija-seao aterro da Boa-Vista n.66, que en-
|^^B rom qucm o pretende.
I Estampas de santos e santas.
C.hjgeu 'a n'e miudezas ''a rua do Collegio 11.
1, jn grande sortiraento-.de estompas de dilleronlcs
nones de sanios e sania 1 pequeo e gran-
DE PERNJMBUCO SEXTA
FEIRA 24 DE
'f 1
MARCO
DE 1854.

T
de, asan
las. ani
aro por menos do 1
ibera.
icl-
i,
ules mimes de
5 al I jem antes do
:nncei-.
[Sicradn r,.rir,.o de Jesusede
ss, e nutras
inundar.
Nova, toja de ferragensn. 2i e41, de Joa-
Maia, receben de novo excellenles ap-
1 pancha, salvas de casqoinho
lobos, e por prego comroodo
!S.*5 5. 3 S S = 5-i.
.,*.- g aj e 3 g. o.-
!-s,:
o 2
re :?
ig'Sg
5 O' '

2 S.O B a,
2
LLSrS I.
precos, as fazendas
Haco de toquim bor-
w 2000 rs., ditos lisos a
bordadas e lisas para se-
^JOB rs., puiihos bordados
1 jar, manguitos borda-
B. e3000rs., pagudlns de :
de vitlas e camiss, a
^N para mo a 2J000.
;p*coco de senhors a SKI
raas qnalidades para lio-'
ditos de casemira
^vestido de cambraia
I rs. bons chales de
superiores para homens
_a duzia, vestidos de'
~~1 rs., riscadds esco-
i,lnvas Jouviu a fOOO i
|lez a 15600 rs., lencos
d 1 a 500 rs., di-,
*o bordados, a 43, 5,
tosdaHavana a 6*500
m de diversas qualidades a
le peiio para seuhors a
t bonitos goslos e galvani-
Hea dita ditos a 59000'rs., .
lidades, sendo as mais ca- i
manteletes diales multo
-camisas de meia para
^^Htatesa 2$00 rs. a
las qucse tem de-
a que os iovVjosos nao
srai asfa/endasdesle es-
riencia provara.
Os abaixo signados fazeot scienle, que lendo-'
llies mauda*i do Aracaly Antonio Uargel do A-
maral. Iros lellras na importancia do rs. 8569380, a
vencer em tres pagamenlosde 1 a 3 annos, sendo sa-
cadas 110 1. de Janeiro do correte auno, aceitas por
(eraldu Correa I.ima caaranlidas por Aalonio Gar-
MldoAniaral.acmrtece qaedacart que as capiavase
desCBcaminbassero; e como os abaixo assignado. j so
achattlde posee de Otrus miras de igual quanlia.em
subsl.luigao quellas.d^laram que as primeiras fi-
cam de nenlmrn enfilo, caso por ventura possam ap-
arecer. Recito 21 de marco de 185.
Antonio Lopes PereHra de Mello & C..
No pateodo Pilar n. ti!, precisa-se de ama pre-
la eapuva que saina connliar, enRommar, lavare
sem vicios : quera liver, procure ou annuncie.
Joao Pedro Vogeley,
fabricante do pianos, alia e concerta com (oda aper-
toigSo, lando chegado receutemunte dos portos da
Europa, de visitar as melhores fabricas de pianos, e
leudo ganho nellas todos os conhecimenlos e pralica
de construeces de modernos pianos, oflerece o seu
presumo ao respeitavel publico para qualquer con-
cert e afinagcs com lodo o esmero, .leudo toda a
certeza que nada (cara a desejar s pessoas que o in-
curnbam de qualquer Irabalhn, tanto em brevidade
como em mdico prego ; na rua Nova n. 4), primei-
ro andar.
Jos Baplista Braga, lendo de fazer nma via-
gem' Europa, avisa ao publico e aorommercio des-
la praga, que deixa suas tojas de funileiro da rua
Nova n. 38 e rua do Vinario 11. 17f gerencia do Sr.
Francisco Ribeiro Pinto Guimaraes, e como seus
bastantes procuradores, em prirrieiro lugar o Sr. Can-
dido Tlioma/ l'ercira Unir ; em sesnmlo o Sr. Joo
Kernandes Prente Vianna ; e em terceiro o Sr.
Francisco Ignacio Tinoco de Soma.
Ccdc-se urna loja com fazendas ou sem ellas,
em am dos melhores tusares da rua do Qucimadn :
a (ratar no Recife, rua da Cadi'a h*. 20, primeiro an-
dar.
Desappareceu no dia 17 do corrale, um ne-
gro de nome Benedicto, de nnco Angola, de estatu-
ra baixa.representa ter 35 a 40aiinos ; levou calca
de algodo com riscos miudinhos azues, camisa de
algodo lnanco e bonete de panno ja velho : quem o
pegar, qoeira leva-ln i rua do Trapicbc n. 24, ar-
mazem de assucar, que sera recompensado.
Na rua de S. Francisco desta cidade, sobrado
n. 8, precisa-se alugar tuna preta escrava, para fazer
o servico de urna casa de pouca familia, com a paga
mcnsal de 12S0O0 rs.
lotera do rio de janeiro.
A loterupilava das obras publicas de
Nictlieroy'correu no dia 10 do corrente ;
os bilhetes acham-se a venda as lojas do
costume, e as listas devem cbejjar pelo
primeiro vapor que vier ofepois daquelle
dia : os premios sao pagos a entrega das
mesmas.
Precisa-se de dous pequeos de 12 a 15 annos
para caixeiros de taberna ; no armazem do Caes da
Alfandega n. 3.
m
Dcrfei
O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinito mu-
i dou-se para o palacete da rua de S. Francisco
(mundo novo) 11. 68 A.
a.da Soladadc, faz-se
gomma e de panno, c es-
to que lendo muito em
le toilas 11 cores e com
^Hpsacas c palitos a 39000
^B e calcas a I9OOO rs.,
s. o covndo, meias a 320 rs.
-que niio quizerem ir al
r as.saas encommcrtdas
defronte do portao
^^Mdesle mez, as 8 horas
crioulo, de nome Antonio, iila-
pedreiro, levou vestido
^^K de chita preta sem urna
ar, grosso do corpu, "o
110, com marcas de
lem as raaos os ps erossos,
^^V denles, cabello um
(barba nem buco : quem
aa do Cabog n. 3, segundo
^^^mpensado.
^^Keraxel ordem lerceira
irmo desta cidade, convida a
n3os, para que se dignem
1 ordem no dia 31
tarde, afim de a'-
enhor Bom Jess dos
do dia 15 do correnle
om os signaes se-
ianos, anda n3o baia, es-
nm tanto larga, os oasos
relhas de aigam
teo carapinhados,
frenle quebrado,
i se assusta, a-
fio e a lesta estreili,
|^ camisa no colarinlio :
__s de campo a captura
compensado, poden-
>R fe, ao Sr.Galdino
^^VRaogel o. m, ou
*r. Erancisco Ribeiro Pi-
e Ipojuca, ao seu senlior
Ibos Pernambucana 'parle
upos, sabhado 25 do cor-
sressa d'alli no dia 26, as
r biflielo de entrada,
^^^^Bs rt. 18.
m(s Percira roga a quem
dirigir-se a rua de S. G01T-
> prazode oilo dias.
1 Oliveira faz scienle ao
t da Costa Gomes a tabr-
n. 2, e nSo se responsa-
"mesmo vendedor, alm
inratelo da rnesma la-
negra captiva, paga-sc
pa larga do Rosario nunie-
da rua Nova n. 45, com-
lobilias, novas e usadas, as-
>r oulras, e tem para ven-
nrramcnlas para marcineiro
ente, desappareceu o prelo
litara regular, magro, alei-
e foi quebrada na coxa,
(fou vestido camisa de ma-
adraho usada,.e um sig-
"do, que.parece ser veia
|uer pessna ou capillo de cam-
ode o pegar e Irate-lo a rua
O, primeiro andar,que ser gra-
Castro retira-se para a En-
1o faz ver ao respeitavel pu-
lar, que o rnajor Jos Fran-
-. illa de Soaza, comarca
da Parahiba do Norte,
r jiio Jos Pereira. Fe-
Vicente Alves Machado,
rvallio, e Antonio Ferreira
moa Mara da Conceicao,
o-Pasos, a qual pagou
major Jos Francisco oque
.0 assignado lie proenra-
1 poderes para Iralar detodo
*r respeilu a mesma Joan-
marco.de 1854.
Manoel Coelho.'
parda, de bons costo-
nlleiro, p.ira ro/inliar c
.1 da caso : quem quizer,
ras n. 1, quem vai da rua
nova 1I0 Retira, con-
ns domingos, as 5 bo-
beta lem o gamao
'a sociedade.
13000 rs. urna
:, acha-se nma car-
jHo Cesar Pinto Soulem,
nuia cusa de
.le Joao
dguina
annuncie por
i o collegio de
1 publico, que inu-
.ninas,
lo falle-
' 1 Sr. Luiz Gomes
tr negocio a tratar, dirija-so
Bernardina da fnrha Sika.
para o hospital nglez, de*ib;ho-
*r m,u.T^no, iro.e fomprailor, equeentenda
aSSdri^i^ e,,iv'!r lle,"", clrcumstanciaa,
LOTERA DE N. S- DO LIVRAMENTO.
O cautelista Salustiano de Aquino
Ferreira
avisa ao respeitavel publico, que os seus bilhetes c
cautelas estao expoatos venda us lagares do coslu-
roe, e pagasob sua responsabilidade os dous premios
grandes sem o descont de 8 % do imposto geral.
Bilhetes inteiros 6,000 5:000000
Meios......... 3,000 2:5009000
Quarlos ........1,500 1:2509000
Decimos.....'. 700 .. 500000
Vigsimos ...... 400 .. 2509000
J. Jane.Dentista,
contina residir na rua Nova, primeiro andar n. 19.
<$ HOMEOPATKIA. <$
8 RUA DAS CMZESN..28. f
No consultorio <)o professor liomcopath
Gossel Bimonl, aclutm-sfi venda por
CINCO HIL RIS.
Algnmascartcirascoin 24 medicamentos.
Os competentes hvros. ...-. 59000
Grande sortimenlo de carleiras e caixas
de todos os tamaitos por procos commo-
dinsimot.
1 tubo de gluholos avulsos 500
1 frasco de % onca' de tintura a
escolha.........19000
LOTERA DE *. S. DO LIVRAMENTO.
As rodas desta lotera andsm a 21 de abril prxi-
mo futuro, e o resto dos bilhetes acha-se venda
nos lugares j conhecidos, ha botica do Sr. Joao Slo-
reira rua do Gabug, na rua do Queimadoloja db Sr.
Moraes.O thesoureiro, Joao Domingues da Silca.
Gossel Bimonl leudo d se refar prxima-
mente para Europa, roga aos seus devedores $&
, o favor de virem saldar suas coalas da dala
desle a oito dias. Recife 17 de marco de
1854. m
Roupa engommada.
No aterro da Boa-Visla n. 48, loja, se dir a pessoa
que se incumbe d mandar lavar e eogommar com
perfeiro a roupa de qualquer senlior eslrangeiro que
precisar.
Aluga-se um sitio
na estrada dos alfliclos confronte a igreja do mesmo
lugar, bastante grande, com boa casa de vivenda,
murado na frenle e fundo, e com muilas frucleiras :
quem o. pretender, dirija-so Ponte de lichoa em ca-
sa de Francisco Antonio de Oliveira Jnior, que tam-
bem o permuta por predio na praca.uu vende.
HOMEOPATHIA.
CLNICA ESPECIAL DAS MOL
NERVOSAS.
1115siena, epilepsia ou gola coral, rheuma
Usmo, gola, paral) sia, defeilos da falla, do
ouvido e dos .olhos, melancola, cephalalgia
ou dores de cabeca, enxaqueca, dores, e ludo
mais que o povo conhecc pelo nome genrico
de nervoso.)
..As molestias nervosas requerem muitas ve-
zas, alem dos medicamentos, o emprego de
outros meios. que desperlem ou abalam a sen-
sibilidade. Estes meios poasuo cu agora, e os
ponho a disniiican do publico.
Consultas todos os dias (de gfaca para os
pobres), desdeas 9 horas da manha at as2
da larde, llua de S. Fraucisco (mundo novo)
n. 68 A. 1 Ir. .Sabino Olegario Ludgero
Pinho.
AO PUBLICO.
No armazem do fazend as bara-
tas, rua do Collegio o- 2,
vende-s um completo s ortimento
de fazendas, inas e gn Jssas, por
presos mais baixos do que em ou?r
Ira qualquer parte, t <"to em por-
coes, como a retallio amaneando*
se as compradores um s preco
para todos : este & tabelecimento
ahric-se de comb"nac;ao com a
maior parte das cas a commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas.para vender faz endas mais em
conta do que se tem vendido, e por
isto ofFerecendo elle maiores var-
tagensdoqueoutro qualquer ; o
proprietano deste in iportane es-
tabelecimento convid. todos os
seus patricios, e ao'pui,Jl'co etn ge-
ral, para que venliam (' bem dos
seus interesses) comp rar fazendas
baratas, no armazen.' da rua do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santn &Rolim.
Arrematacao de propriedades uo recolln-
mento de iEiiarass.
O abaixo assignado, como procurador t\ adminis-
trador do patrimonio do recolhimento das freirs do
SS. Coracao deJesus da villa delauarasslij'faz sa-
ber que no dia 27 de marco prximo Jguinle
lem de ser arrematados por venda em prara .** jui-
zo do civel da primeira vara da cidade do Rei'ife. -
silios de Ierras, silos na freguezia daquella villa X6""
do o primeiro denominado Pitanga, da exteusflo de
legua em qnadrn, como se mostrar da escriptur;-t
com urna pequea casa nova de taipa c Iclha, cujo
terreno enserra ptimasqualidadese oflerece a vanla-
gem de se poder levantar engenho em alio ponto pois
quet em baixas extensas para cannas.rio de excelentc
agua, grande cercado para animaesabons altos, para
roca, lamhcm mallas para o fabrico do engenho c ate
para se vender madeira conslantemetite, e serrar ta-
imas edemnis est na distancia de 2 leguas de villa
onde ha ptimo porlo de embarque, alem das de-
ntis eommodidades da vida. O secundo sitio, conhe-
cido por Tabalinga das freirs, he sito cima da po-
voacodel'abalinga.meia legua distante da villa; lem
casa de vivenda na beira da estrada real para Goian-
na,'cortada pelo rio Tabalinga de finissima agua,
com ptimas baixas para cauna e capim, os altos fer-
lilissimos para roca, milho, fcij.lo. lamhein com liel-
lo cercado para criar vaccas para veuder-sc leile na
villa como se costuma. O primeiro foi avaliado judi-
cialmente em 10:0005000, e o segundo 1:fJfJ090t)0,
pelos avaliadores os Illms. Srs. coronel Manuel Tho-
maz Rodrigues Campello, e capitn Manuel Caval-
canli de Albuquerque l.ins proprietarios dos enge-
nhos Cumbe e Mussupinho, para cuja venda obli-
veram as recolhidas, licenca imperial. Quem pois os
quizer arrematar compareca por si ou seus procura-
dores no indicado dia : e se antecedentemente os
quizerem ver e pereorrer dirijam-se a villa de Igua-
rass a fallar com o abaixo assignado, ou o capito
Francisco das Chag* Ferreira Duro, e o escrivao
Adolpho Manoel Camello de Mello. e Araujo que
apresentaro as escripluras e com ellas mostrarao os
sitios. Recife 13de fevereirode 1854.O padre Flo-
rencio Xavier Dias de Albuquerque.
Obras de ouro as mais modernas.
Na rua do Cbugn, confronte no pateo da,matriz,
lojanovadeouriveui.il, de Saraphim & Irmao,
franquea-se coiislanTeineiile o publico em coral un
grande sortimenlo de- obras de ouro de dilfcrenles
goslos e precc-s mailo rommodos; continna-se a pas-
sar urna conta com responsabilidade de.Inda obra que
for vendida, especificando-se a qualidadcdo oiirode
14 ou 18 quilates, libando assim sujeilos osdouos da
dila loja por qualquer duvida que appareccr.
Roga-sc enenrecidamenie apssoaquecomprou
as seguintes pecas de ouro : duas vernicas de S.
Joao, urna (iguinha, urna moeda, (libra esterlina), e
um par de clcheles, ludo ou smente as pecas roiu-
das, uu a.moeda sem as oulras pecas, que diiijatle
ra das Flores n. 23, a negocio que Ihc diz respciln.
Aflianca-se a essa pessoa que noiihum prejuizosof-
frer relativo a compra que fez, se vicr com este cha-
mado casa indicada. D-sc por ra em signal, que
Os referidos objectos foram vendidos por um a la tale
no dia *! de fevereiro prximo passado.
Aluga-se urna casa de dous andares no bairrc
de Santo Antonio e Boa-Visla, ou de um andar c so-'
(ao, que sej* decente c lenha sufliciculcs rommodos
para grande familia : quem a liver annuncie, ou di-
rija-sc i Soledade, silio dds quatio lees. que achara
com quem tratar, a qualquer hora do dia.
O Sr. JoSo Nepomuceno Ferreira de Mello,
morador na passagem de Olinda, tero urna carta na
livraria n. 6 e 8 da praca da Independencia.
Precisa-se de-urna mulher de meia idade, para
ama de casa de muito pouca familia, que sai lia co-
zinhar e engommar: na rua do Rungcl, sobrado,
n.O.
Prcc isa-so de fallar a negocio de seus interes-
ses, com os senhores raajor Joao Baplista ra Silva
Manguind, c Francisco Jos Rodrigues : na roa da
Cruz do Recife n. 28. segundo andar.
Continam a liquidar-se-
is fazendas da loja do ausente Joan Antonio de A-
raujo por metade de seus valores, adiulipiro vista.
Chapeos de castor hrancos, copa alta, a 29560, cortes
de cambrtias bordados de cores, a 29000 e 29500, di-
tos de cambraias de seda a 49500 e 59000 rs., ditos
dilas de seda' mailo hnliilos padres.89000 rs., len-
tos de garca muito bonitos padres, a 19280 rs.,man-
as de garca, a 29500 rs., luvas de retroz de rede pro-
la sem dedos, par 320, ditas de casemira para monta-
ra, 400 rs., fl de algudoadamascado branco o de
cores, vara 480 rs., chapeos de seda para senhoras,
69000,109000 e I69OOO rs., corles de cambraias bor-
dados, bonitos goslos, a 39800 rs., lencc* de chita fi-
nos, duzia 29400 rs., chales de cambraia bordados,
um 800 rs., ditos de dila adamascados, um 640 rs..
cassinelas de laa mescladas para calcas e palitos, co-
vado 800 rs., alpacas mescladas bolillas cores, covado
640rs.,cambraias de cores transparentes, proprias
para corliuados, vara 120 rs. ; e entras muitas fazen-
das por haratissimos procos : na rua do Qucimado
n. 7, loja da estrella, defronle do becco do Peixe
Frito.
HECHANMO PARA ERGE-
NHOS.
\\ KliXDiW DE FERRO DO EUEM1EIR0
DAVID W. BOWM NI RIJA DO BRIM,
' l'ASSA\D0 0 HAr ARIZ,
ha seropre um grande sortimenlo dos seguintes ob-
jeclos de mechanlsmos prprios para engenhos, sa-
ber : moendas e mias moendas da mais moderna
conslrucco ; laixas de ferro fundido e balido, de
superior qualidade. e de lodos os lamanhos ; rodas
dentadas para agua ou animaos, de todas as propor-
oes ; crivos e boceas de fornalha e registros ilboei-
ro, aguilhes.hroiizcs parafusos o rav linios, moinhos
de mandioca*, etc. etc.
M MESMA FLXDICAO'
se execulam (odas as encoinmcndas com a superiori-
dade j conhecida, e com a devida presteza e commo-
didade em preco.
COMPRAS.
Compram-sc cscravos de idade de 12 a &) an-
nos, assim como se recebem para vender em coinmis-
sao : na rua Uireila n. 3.
Compram-se ossos a peso : no ar-
mazem da illumina<;ao, no caes do Ra-
mos, Iravessa do Carioca.
Comnra-sc um preto bnliciro e sapateiro, que
soja moco e sem achaques, c sirva para lodo e qual-
quer trabalho de orna casa : qucm liver. dirija-se ao
sobrado de um andar n. 15, no palco da ribeira de
S. Jos, ou a loja 11...., na rua larga do Rosario, que
se dir quem precisa. *
Compram-se garrafa* vasias: na taberna da rua
da Cadcia de Santo Antonio 11. 10.
Compra-se urna casa torrea no bairro de Santo
Antonio ou Boa-Visla, em boa rua c conimndrJI pa-
ra urna ramilla, c que estoja em bom oslado -. na rua
do Pilar em l'ra de Portas n. 55.
Compram-se Diarios para embriilho a 39200 a
arroba : na rua larga do Rosario n. 8 e 15.
VENDAS
Vende-se urna negra crioula, de bo-
n,ita.iigura, e com algumas habilidades ;
ou mesmb troca-se por alguma casa ter-
rea, e o motivo da venda se dira'ao com-
prado'1' : na ruado Santa Tliercza n. 54,
se acbai'-'a' cora quem tratar.
POSTILLAS.
Na loja tiV.livros do paleo do Collegio n. 16, ven-
dem-se poslill.is de direilo criminal, bem copiadas,
por prco comi.nodo.
FAKltHA DE MANDIOCA.
Vende-se em\ poiroes de .">0 saccas pa-
ra cima : para verVno armazem do For-
te do Mattos, defron&do trapiche do al-
godo, e para tratar, rtr>>escriptorio de
Manoel Alves Guerra Jniora
FARINHA DE TRIGO. ,
Vendc-sc no armazem de Tasso Irmaos, T^rinha de
trigo de todas as qualidades, que existem WP mer-
cado. 1 >
V"ciideni-sc duas balances com os pesos d.
roba a meia quarla. sendo a balanza nma gran
outra pequea : na rua das Cinco Ponas n. 38.
Vende-oe um excellenle moleque de bonita fi-
gura, para bolieiro ou pagem, do que tem muita pra-
lica, e rom algumas habilidades, que vista do com-
prador se farao palcntes.por ler o senlior de relirar-se
para fra do imperio: no primeiro andar do sobrado
da rua de Apollo n. 16.
Ricos enfeites para cabera.
Turbantes, cabecoes de hlond, meias de seda bor-
dadas e lavas de Juvin curias e compridas: no ator-
ro da Boa-Visla, loja-n. 1.
_Vende-se na rua da Senzala Nova n. 30, o se-
inhi:Fatias da rainba. ditas imperiaes, dilas de
familiVyararula de ovos, holinhns de ditos, aramia
pura, hoftHiinjias americanas,' biscoitos linos e gros-
sos, fatias c parlteVilas, bolos cevados, biscoilo homeo-
pathico, superior pjo de familia ecrioulo.
Vende-se um bonito cscravo, crioulo, com 23
anuos de idade, ollicial de podrero.: na rua do Pi-
lar em Fra de Portas 11. 55.
Vende-se a grande taberna da cncruzilhada de
Belem. muito afreguezada, com poneos fundos, e boa
para quem quer principiar com este negocio: quem
preteuder, dirija-se a mesma, ou na rua Nova 11. 56.
Vende-se um preto que cozinha muito bem o
diario de urna casa : na rua do Crespo, loja da esqui-
na que vira para a cadeia,
Vende-se urna casa nos Afogados, na estrado
que vai para o engenho Giqui, por preco muilo
commodo : a tratar em Motorolombn n. 53.
FAZENDAS BARATAS:
Na nova loja de fazendas, na rua do Xihrramen-
to n. 8, ao p do armazem de tonca de Joa-
qnim Bernardo da Canoa,
vende-se a verdadeira sarja preta hes-
panhola a 2<00, 2,v(i()0, 2x800 e 5#2Q0
o covado, ricos cortes de collete de setim-
Ereto bordados, ditos de casemira preta
Drdados, casemira preta setim, pannos
pretos de 3$00, 056OO, 4,s000, 4p00,
5|500, CsOOO e'7$000 ., chapeos pretos
demassa, fazenda superior, e forma mo-
derna, ricas mantas pretas de il de li-
nlio, meias de seda pretas de peso, luvas
de seda preta e de retroz, e outras mais
fazendas por preco razoavel.
Vende-se gomma em saceos, c pennas de ema :
na rua do Queimadn rf. 71, loja de miadezas.
Saccas grandes.
Vehde-s milho novo, em saccas grandes, a 2So00 '
no armazem de Tasso Irpiios, rua do Amorim 11.35.
Vende-sc nma escrava crioula, de 10 aimot
de idade, jnuilo possante, de boa conducta, optBIa
enzinheira e tavadeira: na rua de Hortas n. 60,HHi-
ti qaem vende.
Vende-se urna lionila nscrava crioula com idade
de 22 annos, cose bem, faz labyrinlho, engomma e
faz dor.p, avista do comprador se dir o motivo: na
rua do Nogueirasobrado 11. 39.
Vefide-se urna oplim'a crioula, de idade 20 an-
nos quem a pretender, dirija-se rua do Queima-
do n. 6'J.
Vende-se palha de carnauba, propria para cha-
pese vassnuras : em Santo Amaro, na taberna jun-
to a casa do Sr. Cardoso.
Vende-se gello no mesmo deposito antigo. pelo
prego do costme, das 9 a 1 hora, e das 3 as 5 da lar-
de, lodos os dias, domingos e dias santos.
No paleo do Carm'o, taberna n. 1, vende-se
o muilo superior cha prelo a 25O00 rs. a libra, c ale-
tria a 240.
. Vende-se um jumento muito novo,
gordo, e bastante manco: na rua do Quci-
mado loja n. 14
Vendcm-se missaes romanos, bem cncaderna-
s e da ultima edicrao: na rua do Encantamento
'rmazeni 11. 11.
OVAS DO SERT10.
Vende-se esto exceilcnte petisco, e saccas de muilo
boa e alva gomma para engommar e. fazer bolinbos,
por preco commodo: na rua do Queimado loja n. 11.
Pennas de ema.
\endem-se pennas de ema proprias para espana-
dores, e amito boa gomma para engommar e fazer
bolinhos, em saccas ou em arrobas, assim como ex-
ccllcnles ovas do serto. ludo por preco commodo:
na rna do Queimado loja n. 14.
Vcndem-se 12 eseravus.sendo um dito carreiro,
um moleque de idade de 18 annos.de muilo boa con-
duca, duaside bonitas figuras que engommam, co-
zinham, lavam efazemlabyrinlho, ummulatinhade
idade de 16 a 18 annos.seis escravas de lodo o servico.
um dito de servico de campo na rua Uireila nume=)
ro 3.
Vende-se urna crioula moga, perfeila engom-
madeirac cozinheira : na rua larga do Rosario, o. 22,
segundo andar.
Legitima de Hespanba. -
Na roa do Crespo n. 19, vendo-so a verdadeira
sarja hespanhola da mclhor que ha, e por prego que
agrada ao comprador.
Vcnde-se a taberna do becco da Campia n. 1
A, no bairro da Boa-Visla, com fundos a vunlade do
comprador, pr seu dono ler de relirar-seW! Iralar
na mesma. *
Vcnde-se a casa da ra do Cordonizn. 16, com
primeiro andar e sotao em chaos prnprios, liyrc e
desembararada : a Iralar na rua da Cruz do Recito,
n. 31, segundo andar.
Vendem-se sacras rom farinhaa 49500 rs. cada
Meca, dilas com milho, por prcro commodo: na rua
do Passeio Publico 11. 5.
~vende-se urna.preta mora, de excollentosquali-
dades ; o motivo da venda se far ver ao comprador,
mm como sendo pessoa condecida se faculta a esla-
d,a da dila prela por alguna dias a verse agrada: tra-
la-sC. na rua d'Aurora,, passando a fundicao primeiro
portao..
Na rua do Vigario n. 19. primeiro andar, tem
para vende do prego. v.
i
Continua ainda a \ einlec-so superior fari-
nha de mandioca, nov.'i. checada de Sij
Calharina. a bordo do palachoyTemfRna,
por prego commodo; para grnn(|es porgues
far-se-ha um ahalimeuU; n proporgio :
trala-sc no cscriptorio da rua da Cruz n.
40, primeiro audar.
RELOGIOS DE ORO,
inglezes de patente : vendcm-se no armazem de Bar-
roca & Castro: rua da Cadeii do Recito n. i.
Jos Rende, artista em cabellos,
Earlicipa ao respeitavel publico. que faz obras de ca-
eilos com toda pertoigao, como sejam as seguintos :
pulceiras, correntes de relogin, trancelins, cordoes,
colares e llores : quem quizer,dirija-so rua estrella
do Rosario n. 7.
O Cosmopolita.
nj eacliaro-sea
do Crespo, toja do Suj^Mo Domiqgue
e 18, e acham-se a venda na rua
O Dr. Ovidio Thomassin, medi-
co francez, devolta do Rio -He Ja-
neiro, onde foi habilitado pela aca-
demia dtquella cidade, avisa a
seus amigos, as pessoas que delle
precisarem e em geral ao publico,
que se acha no exeicicio da sita
\ prolissao de medico, residindo na
) rua da Cadeia de Sanio Antonio
i n. 7, onde elle dar' consultas to-
| dos os dias titeis, das f horas .da
k' manliia at ao meio da.
Precisa-s^to um menino porloguez de 'jo ., j
annos para raixniro de taberna, com aleui rl,.
ca ou em ella ; na rua do Pilar, em Fra d^ pj,rias"
n. 84.
Rape Paulo Cordeiro./'
Por conslar existir venda rap ra!>,lfica<|0 ^n,
titulo de Juao Paulo Cordeiro, prev.n ^ aos amai|o.
res de (ao aromilica quanlo excelle |le uj|a,]a _uo
noescriplorio n. 17 da rua da Cruz ( nic0 ^ i(Q
do verdadeiro rapo de Joao Paulo 'Ajrdeiro do Rio de
Janeiro, uesla cidade. acharan ser,( veuda caiw^
e lamhem se vender meias ca-/,.. qujlrUM ,|0 cai.
xas, earetalhonasseguintosir Recjfei r(|a d)
Cruz. Forliiria(o Corroa de (Vueir ra da Cai,eUi
Jos Gomes I.eal Jnior. r Forllinalo da SiIva
Porto, fhian Inandes / ,.,, Sa|o Anlollio
raa do Collegio Lima A CJiaat- rua ,,r ,, R_
sano JosoOiM.lahilvr/^^,^, ManocUose |,.
pt,.Neves&C6clho, r/a dof gu,rle9, J0so I.ouren-
Sff Sal;$*A "/l" Uvramenlo, Fedroso&Cos-
ta"., Pedro Jo do, R / ^, y do Livramenl0i
SffpSS5.'/pSto'r,,a Irei,a'Jos Vic,nr
,e e Antonio Joiqiiim Ferreira de
o Carmo.
J. Chardon, bacharel em bellas leltras, Dr. em
direilo, formado na universidade de Varis, rnsina
emsua casa, rua das Flores n. 37, primeiro andar do
sobrado que faz a esquina da rua das Flores com a
rua da Concordia, a ler. escrever, traduzir e fallar
correctamente n lingud franreza e tambem d ligues
particulares em casa de familia.
Paulo Gaignou, dentista.
1 pode ser procurado a qualquer hora em sua casa
^ ia larga do Rosario n. 36, segundo andar.
yArrenda-se o engenho I.eao, sito na rirguczia
ila Escaila: os prelendenles pdemapparecer no ator-
ro da Boa-Visla, sobrado n. 53. segundo andar, que
achantocum quem tratar, ou na freguezia da Estada,
no encentro Vicente Campello, com Manoel (6ncal-
ves Pereira Lima.
' Frederico Chaves lem justo e contrado ven-
da de um dos-scus silios; sendo que haja/(dgiiemqae
se julgue com direilo a elles, queira annunciar nes-
lesSdias. /
Alaga-se o segando andar do sobrado da rua do
Jardim n. 71, com rnmmodus para/grande familia ;
muito fresco e boa visla : quernjpreiender, dirija-se
ao segundo andar do sobrado vj rua do Dique n. 9,
em cima d'aula de primeiras/Tcttras do protossor Cas-
tro I\ 11 nos.
Franjas m, Chegou a loja ifc'mji idezas da rua do Collegio n.
1, um grande sflrtin,,,,,^ de franjas brancas e de co-
res, com belota.-; e Mm balotas, as mais ricas que tem
apparecido ncgte mcrcadi,*", a ellas, antes que se aca-
bem.
a 'ia"se cnlralada al compra de urna casa de
taipa ay JoSo e gan(a kjnnca, na na da Casa For-
le Jcatouina pessoa sejulu'ar com direilo a dita ca-
sa>,annuiicie por este Diario dentro da 8 dias.
Precisa-sede urna mulher para fazer o servico
'fejuna casa de pouca faiui4a^_qucni quizer, dirija-
sc Iravessa da Trempe u. 0.
Vicente Ferreira Lopes. braslero7"Riira-soj)a-
ra a Parahiba, levando em sua.cmnpanhia Sns'inrt-
Iher e suas escravas Kosa e I.uiza, crioulas, a seu ser'
vico.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva, que.
saiba cozinhar e engommar, para casa de pouca fa-
milia : na rua do Uueiniadn 11. 10, loja.
7 Aluga-se um grande armazem, assim romo um
grande terreno no fundo do mesmo, e lew seu eni-
harque, por ser na rua do Bru, ao p da fundicao
do Sr. Bowman, do lado do sul : quem os pretonder,
lallu a Jos Anlunes tiuimaracs, na rua de Apollo
n. :io.
Padre Madoel Jos ds Sanios, subdito porlr
guez, relira-sc para Europa.
No Bazar Pernanilmcano vendem-se turbantes
a Cardinal para bailes, os mais ricos possiveis, bertas
de linho para senhorasi espartillios a preguicusa para
1*1______ ---Am. t\\ ..i knliv Ji iH.lilInlr l__r_
Attencaoaspechiiichas.
@ Vendem-se na loja nova da rua do Queimado
** n. 18 A, um completo sortimenlo de fazendas,
alpacas de seda lisa, rurla cores, sedas escoce-
zas, padrees modernos, sarja preta hespanhn- $$
* la.selim prelo para vestidos, luvas pretas de
**> torgal e.scda para senhora e para homcm, cor- <5
les de colleles d setim bordadas pretos o de__^
@ cores, e de casemiras pretos bordados, piinars@i
@ pretos, casemira pretas, manteletes pretos, e @
de cores, e oulras muilas fazendas per dimi- J-.J
@ nulo prego.
'^ @@ @S) @ @@ g
Ainda existo um resto de saceos com superior
fariidia de maudioca, cuja se esUi veudendo por di-
minuto prego, afipi de se mandar conta de venda :
na rua Nova, loja de ferragens 11. 35, de Joao Fer-
nandes Prenlo Vianna.
Soaz, no pateo
soltoiro m de *e um" ama Para ca^ de 8m 1,omem
elntonde de > ?""" fimiUa' Mbe ,:nSer' c"Pomm3r-
",'",, 'o/inha: quem delta precisar, dirija-se
Iarn'r -a"se u""i Pre,a coz'n,,e""'" e engommadei-
co'rta um oem um mpleque proprio para todo o serv
v ib 1 casa : os prelendenles dinjam-se aoaler-
rodaBo. ^ ,t,ja^e cliarnlos n. -7.
dilas, romeiras de filel, diales de verdadeiro loqiiiin,
bicos deblond, seda, lbiho e algodo, flores arlii-
(iaes, ricos vestidos de papelina, ditos escossezes,
chales de file!, e outras muitas fazendas que se ven-
dem barato, e o comprador roconliecer esta verda-
de, viudo ao Bazar.
Achou-so no pateo do Tergo, em dias do mez de
Janeiro, urna grade de labyrinlho para tengo : a pes-
soa que se julgar com direilo a ella, dirija-se a rua
da Praia n. 51, segundo andar, que dando os signaes
certos lhe ser entregue.
Jos Alves da Silva tiuimaracs, vai a Europa,
juntamente com soa senhora.
Existe na provincia das Alagoas um prelo cri-
oulo, por nome Benedicto, o qual diz ser cscravo de
Antonio Carlos, rendeiro do engenho Una, perto de
Santo Aniao ; querendo esto senlior negocia-lo appa-
roca com seus titulo), na rua do Rangel n, 36, se-
I cundo audar. lirP
FRUTAS NOVAS.
Na rua estreita do Rosario 11. 11. vendem-se hce-
las cum peras c peregns, latas com biscoitos do prin-
cipe Alberto e de mais oulras, bulachinhas de soda,
nozes a PO a libra, paisas a :0, conservas, agua de
flor de laranja, ameniip.is, ervilhas, revadinha de
branca, caslanhas muilo novas, e oulros muilos ob-
jectos, tudoemeontu.
- Vende-se a casa n. 191 da rua Imperial, com
selroVipelento silio o arvoredos, o qual lem de fren-
te 15:2 pakuosc,t'le fundo 1,000. pouco mais ou me-
nos : os prefWdentes para o ver. dirijam-se a dila
rua ao p da fabrica do sala o, e para tratar rua do
(Jueimado n. 1.
Vende-se agua das caldas da i*ainha, qne he a
melhor cura que ha para quem padece, de molestias
do estomago: quem quizer. dirija-se a botica do Sr.
Ignacio Joscdu Cauto, no largo da'llna-Vista.
Vendem-se missaes novos de boa enradernagao,
para missa, assim como urna caixinha para desenlio:
qucm quizer comprar, dirija-se i rua do Cabug, lo-
ja n. t.
ATTENCAP'!!
Vcnde-se o verdadeiro fumo de (iaranhuns, 'de
primeira qualidade, por prego commodu : na rua Ui-
reila H..76, esquina do becco dui Pcccados Morlaes.
Vcnde-se urna canoa nberta. para familia ; na
rua Nova, loja do Sr. Jos Maria da Costa Carvalbo.
Vende-se urna moleca de bonita figura, de ida-
de de 7 a 8 annos, pouco mais ou menos: na rua da
Praia n. 29.
Vende-se pcjxe secco chegado ha pouco de Fer-
nando, bem como muito bom toijao, por prego razoa-
vel : na rua da Guia n. i->, segundo andar, das ti as
9 da wanliaa. c do meio dia as:! da larde.
Vende-se una porcao de licores francezes, fi-
nos : na rua da Cruz, armazem n. 18.
Yendem-se os melhores retogios de ouro. pa-
tento inglcz, j bem conhecidos rtesie increado : em
casa de Russell Mellurs ^ l'.ompaidiii, rua da Cadeia
do Recife 11. MO.
SACCAS COM FAK1NHA DE MANDIOCA.
s Vendem-se saccas com superior iiii-
nha da trra, por menos preco do que
em outra qualquer parte : na loja 11. -2(>
da rua da Cadeia, esquina do hecco
Largo.
Vendem-se em casa dg/Timm Mpm-
senJ&Vinnassa, piara do Coi-pfJvSanlorr.
if, os seguintes objeclos: ohras de ouro,
&mo sejam : aderemos, meios aderecos,
lulceiras, anneis, correntes, rosetas, alfi>-
iet( etc., ttido chegado no ultimo vapor
d'i Europa ; charutos da Hvana verdadei-
ro, canuieiros, casticaes, arados de Ierro,
vadiptas de lustre para coberla de carro.
! Vcide-so a padaria da rua das I.arangciras,
beml-omo o deposito da rua Nova, ambos os eslabe-
lecujentos bem atreguezados : a Iralar 11a rua das
Larajigeiras n. 18.
PARA A GUARDA NACIONAL..'
da reslam algumas espadas superiores, pratoa-
ara se vender por prego commodo : na rua No-
do, toja de JoSo I'ernaudes Prenle Vianna.
Cor.ro de lustre
qualidade ; vende-se por menos do que em
ualquer parle para liquidar conlaa: na rua da
1.10.
jd VejKlem-se- dous cscravos d 22 a 30 annos de
eade, crioulos, um delles he cozinheiro e outro de
s rvigo de rua: na rua da? Cruzos n. 22.
Vendem-se almanaks martimos para 1834 : na*
rua do Trapiche armazem n. 3i.
:qudac5o.
As fazendas da I do ausente Joao Antonio de
Araujo estao venda na loja da estrella, rua do Quei-
mado n. 7, e estao se trocando por sedulaS vista,
quasi por melad do seu valor, como abaixo se v :
pegas de chila cora 38 covados a 4&J00, dilas dila en-
Irefina a 5^000 rs., lilas dita muilo lina a 6-3800, pe-
gas de algodauzinjio a 19600 c 28000 rs., dilas de ma-
dapolo tino e largo'a. 33800, cambraias organdjz a
480 a vara, cassas cllitas a -210, chitas francezas muilo
largas a 200rs. o covado, dilas inglezas a 120 e 140,
ditas ditas em relalhos (levando o que liver o reta-
dlo) a 100 e 120 o covado, meias casemiras de algo-
do para caiga a 240 e 300 rs. o covado, meias cruas
para hnmem a 120 o par, tongos de cambraia para
inao a 120, ditos dila com hico a roda a 180, chales
de la muilo grandes a 19000 rs., ditos de dita mais
pequeos a 320 e 040, e oulras muitas fazendas, qne
s com a vista os freguezes podero ronhecer os di-
minutos pregos por quo se estao veudendo ; cheguem
freguezes, antes que se acabem.
, Palitos franceses.*
Vendcm-sp palitos francezes lo beim de cores e
hrancos, de brelanha, .139000 e 49000 rs., ditos de
alpaca prela c de cores a 83000e lOjOO'l rs., ditos de
panno lino muilo bem'acabados e da ultima moda a
16S000.183000 e 203000 rs. : na rua Nova, loja de
lazendas n. 10, de Jos Luiz Pereira & Filho.
Vcnde-se sal do Assii. a bordo do hiato Ang-
lica: a Iralar na rna da Cadeia do Recito n. 49,
primeiro andar.
Vende-se sal do Assii, a bordo do
brigue Conceicao, iuudeado defronte
l lio Forte do Mattos: a tratar a bordo com
ocapitao do mesmo, 011 no escriptorio de]
Manoel.tUvesGuerra Jnnior, na rua do.
Trapiche n. 14.
Bracos de balanca Romao & Compa--
libia.
chegados ltimamente de Lisboa pelo brigue portu-
guez Tarujo Primeiro, prprios para baco, e por
prego commodo : na rua do Amorim u. 54, armazem
de Machado & Pinheiro, ou a iralar na rua du Viga-
rio n. 19, segundo andar, cscriptorio dos mesmos.
Vendc-sc um carro(coup) de muito bom goslojc
novo, urna rica parelha de cavaltos muito mansos e
bastantes gordos, do.ua pequeos cavallos para meni-
nos: para ver cajuslar na rua Nova, cocheira por
bailo da cmara
Devoto Cluistao-
sShio a luz a 2.a edieao do livrinho denominado
Devoto ('.hrislao,mais rojeto cacrescenlado: vnde-
se nicamente na liviana n. Ge 8 da praca da In-
dependencia a 650 rs. cada escmplar.
Vende-se a taberna da rua estreita
do-Rosario n. 10, bcr afreguc^zada para
a tena, e compoucosfundos, efaz-se van-
lagem ao comprador: quema pretender,
dirija-se ao orinazm confronte a Madre
de Dos n. 52. .
DEPOSITO DE CAL E POTASSi.
Na rua de Apollo, armazem de Leal
Reis, contina a ter superior e verdadeira
potassa da Russia e da America, assim co-
mo cal em pedra chegada no ultimo na-
vio, cujos barris contm o peso liquido
dequatro arrobas, tudo a preco razoavel.
. Redes acolchoadas, '
brancas decores de um s panno, muilo grande; e
de lam goslo : vendem-se na rua do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
Vende-se selim preln lavrado, de muilo bom
costo, para vesfldns a 99800 o covado: ua ruado
Crespo, loja da esquina que volla para a cadeia. ,
Velas de carnauba.
Vendcm-se caixinhas com superior velas de cera de
ca naba pura, tabricada no Aracaly, e por commo-
do preco; na rua da Crnz, armazem de conros e sola
11.15."
Cera de carnauba.
Vende-se em porgao e a rclalho : na rua da Cruz,
armazem de roaros esola 11. 15,
Asenelade Edwln BSaw.
Na rna de A pollo 11. 0, armazem de Me. Calmon
& Companhin, acha-se constanteinente bons sorti-
incnlos de laixas de ferro coado e batido, lano ra-
sa romo fundas, moendas ineliras todas de torro pa-
ra animacs.agoa, ele, dilas para a linar em madei-
ra de lodosos lamanhos enlodlos os r.uiis modernos,
machina horisrialal para' va|)or 00111 forga de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslanhado
para casa de purgar, por menos p.eco que os de co-
bre, oseo vena para navios, torro da euecia, e fo-
Ilias de (landres ; tndo por baralo prego.
Na rua da Cadeia do Recife n. GO, arma-
zem deHennque Gibson,
vendcm-se relogios de ouro de sahonele, de plenle
ingleZ, da mlhot qualidade, e fabricados em Lon-
dres," por prego commodo.
Vende-se superior farelloem saccas muilo gran-
des, e por prego commodo : na rua do Amorim n.
48, armazem do Paulo & Santos.
Feijao.
No armazem do Sr. Guerra defronte %lo trapiche
do alaodo, lem para vender-se feijao mutali'nhe
rriuit n novo, e em saccas grandes : a tratar na rna da
Cruz n. 15, segundo andar.
Ao barato.
Na lojaMe Gnimaraes & Henriques: rna do Crespo
n. 5, vendem-s tongos de cambraia Tina
linho, pelo barato prego de 5 e 49500 adaria, sendo
cada duzia cm ama camnhacom lindas estampas.
Caixas p ara rape.
Vcndem-se juperiorescaixas para rap feitasna ci
dade de Nazaretli, pelo melhor fabricante desle ge-
nero naquella cidade, pelo diminuto prego de 13280 :
ua roa do Crespo loja n. 6.
Vendem-se relogios de ouro e praia, mais
barato de que em qualquer outra parle :
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Chapeos pretos francezes
a carij, os melhores e de forma mais elegante que
tem viudo, e outros de diversas qualidades por me-
nos preco que em'oulra parte : na rua da Cadeia do
Recito, n. 17.
OS EXCELLEWES SALLAMES DE BOLONIA,
recentemenle chegados de Genova.vendem-seapreco
razoavel : na rua da Cadeia do Recito n. 23-
Depof ito da fabrica de Todo* os Santos na Baha.
Vende-se,em casa deN. O. Rieber &C, na rua
da Cruz- n. 4, algodaO Irangado d'aquella fabrica,
muilo proprio para saceos de assucar roupa de es-
cravos, por prego commodo.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, h a
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, o sesuiule: saccas de farello muito
novo, cera em grume e em velas com bom sorti-
menlo de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em pedra, novissima.
Vendcm-se em casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na pregado Corpo Santon.11, o seguinte:
vinho deMarscilleem caixas dc3 a 6 duzias, linhas
em novcllos ecarreleis, brea cm barricas muito
grandes, ac de milaosortido, ferroinglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua la
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, mi-
cli inas de vapor, e taixas de ierro batid o
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
aos senhojie^m: engenho.
l3^QMixToaiir7enTa7T^-daJDr. Eduar-
do atolle em Rerlin, empregado as"
Ion las inglezas e bollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
asfticar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. i0. Bieber & Companbia, na rua da
Cru'., n. 4.
SANDS.
SALSA PARR1LHA.
Vicente Jos de Rrilo, nico agente em Pernam-
buco de B. J. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que tem chegado a esta praca ama grande por-
gao di; frascos de salsa pan i I ha de Sands, que silo
verdaderamente falsificados, e preparados no Rio
deJiLi iciro, pelo que se devem acautelar os consu-
es de lao precioso talismn, de cahir nesle
engao, tomando as funestas consequencias que
sempn) coslumam Irazer os medicamentos falsifica-
dos e t laborados pela mito daqnelles, que antepoem
seos in teresses aos males e estragos da humanidade.
Portan lo pede, para que o publico se possa livrar
desta fi aude e distingua a verdadeira salsa parrilha
deSancs da falsificada e recentemenle aqui chega-
da'; o a nnuneianle faz ver.que a verdadeira se ven-
de nicamente emsua botica, na rua da ConceigSo
do Rc'ci to n. 61 ; e, alm do receituario que acom-
panha cada frasco, tem embaixo da primeira pagina
seu non ie impresso, e-se achar sua firma em nia-
nuscrip to sobre o involtorio impresso do mesmo
fracos.
Vendem-se cobertores de algodo grandes a 640
rs. e pequeo! a 560 rs. : na rua do Crespo nume-
ro 12. '' W-
FARINHA DE TRIESTE.
Primeira qualidade.
TassotrinSosavi us freguezee, que tem
para vender farinha < cliegada ltimamente
" va que daquella proce-
de Tneeu^^H
dencia exisu^^B^
Vende-se um]
pretas, como :
5B000 e ejooo,
semira prela a
39000 e 49000 o
29500 rs., setim
ahora a 29600, mi
lidades, por prego
n.6.
Vendem-se cobettores brancos de algodSo gran-
des, a 1JKW ; ditos de salpico tambem grande, a
1280, ditos de salpico de tapete, a i#400: na rha do
Crespo loja n. 6.
Jo aorlimenlo de fazendas
o nreto a 39000, 49000 '
^^W 59000, ca-
o superior ,
a 29 e
de se-
muitasqoa-
\u3 do Crespo loja
eSSSS: sssssst^
elogios de ouro, pa j\
tert-te inglez, por commodo pre- i
co:"na rua da Cruzn. 20, casa de *y
L. JLeconte Feron & Companbia. &
de bi
outri
Cruz
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redo.vvas^.sGho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo
chegado do Rio de Janeiro.
POTASSA E CAL.
Vende-se potassa da Russia e America'.-
na, superiores, cal virgem de Lisboa ,
tudo por preco mais commodo que en i
outra qualquer parte : na rua do Trapi- -
chen. 13, armazem de Rastos Irmaos,
Com toque, de avaria.
MadapoUio largo a 39200 a pega : na rua do Cres-
po, loja da esquina que volla para a Cadeia.
Muita atteneao.
Cassas de qoadros muilo largas com 12 jardas a
2$400 a pega, erlcs de ganga amarella de quadros
mailo lindos a 19500, cortes de vestido de cambraia
de cor com 6 1|2 varas, muito larga, a 29800, ditos
com 8 l|2 varas a 35000 rs., corles de meia casemira
para caira a :R?000 rs., e oulras muitas fazendas por
prego commodo : na rua do Crespo, luja da esquina
que volla para a Cadeia.
PARA A QUARESMA.
Um lindo e variado sortimento de fazen-
das pretas e de todas as qualidades.
Panno fino prelo a 39000. 39200, 49500,59500 e
65000 rs., dito azul a 29800. 39200 e 49000 rs.. dito
verde a 29800, 39600, 49500 e 59OOO rs. o covado,
casemira prela cntoslada a 59500 o corle, dila Iran-
ceza muilo fina e elstica a 79500,89000e99000 rs'.,
selim preto maco muilo superior a 39200, 49000 c
59500o covado, merino preto muito bom a 39200 o
covado. sarja preta muilo boa a 29000 rs. o covado,
dita hespanhola a 29600 o covado, veos pretos de fil
de Hahn, horados, muilo grandes, fil preto lavrado
a 480 a vara, e oulras muitas fazenda' de bom gesto;
na rua do Crespo, loja da esquina que volla para a
Cadei ...
Oleo de linliaca embotijas que re-
gttlam dous e meio galoes : vende-se no
armazem de Manoel da Silva Santos, na
rua do Amorim n. 56e58.
Vendem-se peneiras de rame amarello do me-
lhor fabricante de Lisboa, e de um tamaito multo
proprio pora padarias e refiiiages, as quaes se ven-
dem de 7 a 89000 rs., prego esto muilo em conta
vista da boa qualidade: na rua Direila n. 76.
Vendem-se licores de absyntbo e
Kirsch em cai vas, assim coi icolate
francez da mclhor qualidade 1
parecido, tudo chegado pelo ultii
francez, e por preco muito-'.bar
rua da Cruz 11. 26, primeiro andar.
Vende-se muito bom cafe de pri-
meira qualidade, em sacc
bem fardos de fumo da melhoi
possivel para charutos, chegado!
mente da Baha, e por preco muito em
conta ; assim como urna porcao de caixas
de charutos, por preco -baratissimo, que
he para se finalisar contas : na rua da
Cruz n. 26, primeiro andar.
VINliO DA FIGUEIRA.
Vendem-se barris de quinto de vinho da Figaeira:
no armazem de Tasso Irmos.
Na rua do Trapiche n. 14, primeiro andar <
vende-se o seguinte :.pasta de lyrio floren
melhor artigo que se conhece para impar os denles,
branqoece-os e fortificar as gengivas, deixando bom
goslo na bocea e agradavel cheiro; agua d# mel
para os cabellos, limpa a raspa, e d-lhe mgico
lustre; agua de perolan, eele mgico cosmtico
ar sardas, rugas, eembellezar o rosto, as
rnpa tintura imperial do Dr. Rrown, esto prepara-
ran faz os cabellos ruivosou brancos,rompi tan
prSlos e macios, sem dainno doe niw! ^^^
priegos commodos.
Tabeas para
Na fundicao' de ferr
Bo wmann, na rua d
do c~_Qh*fariz continua ha
co mpleto sortimento de taixas 1
fundido e batido de 5 a 8 palme
bocea, as quaes acham-se a vend
prec_o commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza lao comprador.
Moinhos de vento
"ombombasderepuiopara regar hor
de capim, nafundigade 1). W. Bowman
doBrumns. 6.8el0. ^^m
VINHO DO PORTO MUITO FINi
Vcnde-se superior vinho do^^H^
barris de*., 5. e 8.: no arnca
do Azeite de Peixe n. 14, i
escriptorio de Nova es &
rua do Trapichen, oi.
Padaria.
Vende-se ama padaria muito afreguezada: a'tratar
com Tasso & Irmos.
Aos senhores de engenho.
Cobertores escaros de e^odo a 800 rs., ditos mul-
to grandes e encorpados a 19400 : na rna do Crespo,
loja da esquina que volta para a Cadeia.
Na rua da Cadeia Velha n. 52, em casa de
Deane Youle & Companbia,
vende-sc um .carro americano de 4 le ser 1
visto na cochejra de Poirrier.
4
Brum, passan-

POTASSABRASU/ S>--.
Vnde-sOtiperior potasJa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, cbtv
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons ell'eitos ja' experimer 1-
tados: na rua da Cruz n. 20, a 1-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
POTASSA,
No aniigo deposito da rua da Cadeia do Recito,
armazem n. 12, ha para vender muilo nova potassa
da Russia. americana ebrasileira.ein pequeos bar-
ris de 4 arrobas; a boa qualidade e pregos mais ba-
ratos do que cm outra qualquer parle, se afliangam
aos que precisarem comprar. No mesiuio deposito
tambem ha barris com cal de Lisboa em pedra, pr-
ximamente chegados.
Vendem-se pregos americano s, em
barris, prprios para barricas de assu-
car, e alvaiade de zinco, superior quali-
dade, por precos commodos: na 1 ua do
Trapiche Novo n. 16.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem' no DEPOSI TO na
rua do Brum logo na entrada, e defron-
le do Arsenal de Mai inhana* sempre
um grande sortimento de laicl las tanto
de fabrica nacional como esl rangeira,
batidas, fundidas, grandes, j lequenas,
razas, e fundas ; e em ambos esistem quindastes, para canelar ca-
noas, ou carros livres de dej:p< za. Os
precos sao' os mais commodos.
Vende-se em casa de S. P.. Jonh-
lon & Companhia, na rua da Sem ala Nos
va n. 42.
Vinho do Porto, superior qualida de, ch-
garraCuo.
ViulioCliery, em barris de quart. ).
Stillins para moutaria, de homei n e se-
nhora.
Deposito de vinho de
S^ne-lHO^ri-Ay7pi!i
lidafle, de prdpriedade d
mh de Mareuil, rua da Cruz
- cife n. 20: este vinho, o
de toda a champagne vende-1!
se 4 56$000 rs. cada caixa, aci
se nicamente em casa de L. LeJ
comte Feron & Companhia. N. b|_
As caixas sao marcadas a fogo 7\
Conde de Mareuil e os d^^H __
das garrafas sao azues.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro .
a venda a superior Oaaelta para torro desellin
gada recentemenle da America.
Na botica da rua larg sario
n. 56, de Bartholomeu F. de
dem-se pi lulas vegetaes verdadeira,
be 1'afFecteur verdadeiro, salsa d
verdadeira, vermifugo nglez (e
r verdadeiro.vidros de, bocea larga
lha de 1 ate 12 libras. O annum
liauca a quem intei-essar rjpssa a ver
de dos medicamentos cima, vendidos em
: iua botica.
Vende-se o engenho Linreirinha, sitndo
gein do fraciinhaem, com 600 bracas do testada e
urna legua de hindo, com as obras mais
las novas, eptima moenda, com bons pi os qne
:om 2 carros e 4 queraos podem moer alj'"^
1 > que he de grande vantagem para um
1 le'de ptimo assucar e de boa produci._^
c inna como de legumes : vende-se conTr
nlieiro vista, "o o mais a pagamentoJ^^H
po lr convencionar : os prelendenles dirijam-se ao
en. senlio Tamatape de Flores.
Vende-se um bom cscravo, de idade 32 annos'
bon 1 canoeiro, sera achaques, muito propHo I re er-
vie-uto engenho por trabalhar bem de C
vam ar paredes e ladrilhos esmjiieslre ; enl
ben 1 da graduago do calor de torno para a
que. r pega : na rua da Saudade, n arqaeadur do con-
sola do geral, informar o vendedor.
Pianos!
Os amadores da msica arham continuadamente
era c, isa de Hrann Praeger &Companuia,rua da Croa
n.-IO um grande sortimento de piai
piano s,de diltorenles modellos, boa consfr
las ve *es, que vendem por mdicos preco; 1
ino 16 da a qualidade de instrumentos para
ipia
ESCBAVOS FGIDOS.
Vaquetas delustre para coberta di
Relogios de uro patente inglez.
Vendem-se lonas, brinzao, briose 1
as da Rossia: no armazem de N. O. '
Comoanhia, na rua da Cru n. i.
Oleo de linhaca em botija?
Vende-sena botica de Rartholomeu 1'.
ua rua larga do Rosario 11. 36.
Obras de ouro,
como sejam Lderegos e meios ditos, brace leles, brin-
cos, alliueW, bolOes, anneis. correntes pa ra relogios,
te. etc., 8) mais moderno goslo : venden i-se na rua
a Cruz 1 10, casa de Bru nn Praeger & iompanhia
: cairos.
ocias lo-
Bieber &
de Sonza
>8
AVISO.
Desaiipareceu o escravo Jos Canoa.com os signaes
seguintes:-crenlo, 20 annos de idade, pouco man
011 menos, alto, cheiodo corpo, rosto comprido
cornado, lem urna cicatriz muilo visivel. paren
sido um ,golpe, olhos grandes, nariz afilado, heigos
linos, denles perfeitos, titubeia na tolla,, he muilo
regnsla, pouca barba na parto do queixo, he caoho-
lo, tem n'uma das cusas das mo amas marcas fo-
veiras, que parece queimaduras, he calor de ligado,
candas compridas e finas, ps bem toitos tem
um dos ps toveiro de calor de fizado. Fl*gio a 17
de setembro de 18.12, do engenho lllia do Alvo, esto-
ve algnus mezes por forro em companhia de Joao Ma-
linho Paes Brrelo em Nazaretli do Cabo, que j foi
senlior delle, e hoje perleurea Miguel Tolenlino Pi-
ros Valclo, senlior do cuconho llourado em Jpoiura :
gralilica-se a quem o levar, com lOOyOOO rs.
moeda.
No 1." desle mez desappareceudoengenho Dou-
rado do I|Mijuca o mulato Anselmo, rom -2i anuos
de idade, pouco mais ou menos estatura r
bellos prelos c aunoladosgcUro, descorado, rosto re-
gular, falla brando, heffcio beslalho, ulhos regu-
lares, n.lo vea noile, nariz grosso, u den-
les perfeitos, principia a barbar na pon la do queixo,
lem bstanles pannos pelo pescogo e p|^^^^^^|
as cabelludas e pos bem toitos ; levo
sa : quem o pegar, leve-o a si don
no dito engenho, que ser gcnerosamoi
cado.
No dia7 de fevereiro prximo pas?,1
parecen da casa do abaixo assignado, urna
narilo, por nome Becilia, reprsenla ler 35 1
co mais ou menos, estatura regular, ps lai
los, peruas lorias para d u vestido de
la e panno prelo Ono : roga-se a qualquer pessoa ou
rapiap d campo que delta liver noticia 011 a pegar,
o favor de leva-la ao seu legitimo senlior, no atorro
da Boa-Vista, loja de cai uu na rua do
Pires, que ser generosamente recompensado, e tam-
bem se protesta contra qaem a liver oceulta, urna vez
que o nao faga publico.
Joaquim Jos Dias Pereira.
Pern.iTjf. de M. F. de FarU.UM.


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