Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01850


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Full Text
fcN.NO XXX. N. 68.
Por 3. mezes adiantados 4,000
Por 3 meses vencidos 4,500%
J-

QUIN7A FEIRA 23 DE MARCO DE
EEVCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO'.
Recite,' o proprieJario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. JoaoBereira Martins; Babia, o Sr. F.
wad; Maoet, o Sr. Joaquim Berrftrdo de Men-
i, o Sr. Jos Rodrigues da Costa; Na-
Sr. Joaquim Ignacio PereiravAracaty, o Sr.
s Leraos Braga; Ceara, o Sr. Victoriano
fMaranhao, o Sr. Joaquim Marques
es 5 Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 28 1/4 a 38 3/8 d. por UOO
Pars, 340 a 345 rs. por 1 f.
Lisboa, 95 por cont.
Rio de Janeiro, a 2 por O/o de rebate.
Aeces do banco 10 /o e premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Discorilo de lettras de 11 a 12 de rebate.
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 289500 a 292*000
Moedas de 69400 velhas. 169000
de 69400 novas. 169000
de 49000...... 99000
Prata. Palacoes brasileiros..... 19930
Pesos columnarios...... 19930
mexicanos...... 19800
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa. Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Qoianna e Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
PREAMA3 OE iio.il-:.
Primeira s 11 horas e 42 minutos da manha.
Segunda as 12 horas e 6 minutos da tardo.
PARTE 0FF1CIAL.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio,~segundas e qninlasfeiras.
Relajao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara do civel, segundase sextas ao meio dia.
2." vara do civel, quartas e sabbados ao meio dTa.
F.PHEMERIDES.
Marco 6 Quarto creseenteas4 horas, 41 minu-
tos e 48 segundos da larde.
14 Lqacheiaasi horas, 14 minutse
48 segundos da tarde.
21 Quarto mingunte as 3 horas 43
, minnlos e 48 'segundos da tarde.
28 La nova as 2 horas, 20 minutos e
48 segundos da tarde.
20 Segunda. S.
21 Terca, S. Be
22 QuariaV
23 Quinta, j
24 Sexta. Sv
25 Sabbado.j
26 Domingo. 4.
iu Jerusalet
A.> A.M
3
r
OOVEBKO SA PROVINCIA.
m ola 30 de i,r?o de 1854.
Bxro. mirechal commandante das ar-
MO-o dehaver ofOciado ao director da
militar de Pimeoteiras.no sentido do fazer
't. cadete Thiago Olimpio do PaulaMo-
reir, ao 9. batalho de infanlara a que perlence.vis-
o que podem ser dispensados os servidos que elle ac-
presta na referida colonia.Fez-se o ofli-
cio de que se trata.
mesmo, remetiendo por copia um oflicio
clor da coloma militar de Pimenlciras, e bem
relajao de que ello traa,afim de que S. Exc.
ele comojnlgar convenien tercerea dos sol-
oaquim de Santa Anni, e Ricardo Jos, que
fecMo para servirem como colonos, dei-
xaram de ser enviados para all.
-Ao inspector da Ihesouraria de fazenda, re-
Hldo a expedijad de saas orden-, para que
r da alfandega desla cidade ponia dispo-
rnarechal commandante das armas, os volu-
1 medicamentos vindos da corlo com deslino
nllal regimental.Participou-so ao referido
marechal.
-Ao mesmp, para fazer cessar do 1. desle mez
em dithle, o pagamento da presIa"jaode30Srs. men-
tes, que o niajor do meio batalho Cenr, Jos da
Gumarcs, liavia consignado deseu sold nes-
Inci, remetiendo a respectiva guia afim de
sereeeiada ao Exm. presidente daqaella provin-
- ca.
oAo mesmo, transmittindo a relajao das pra-
e em 24 de'fevereiro ultimo, se contrataran!
'ir como cotones na colonia militar de Pi-
- inenleiras. *
loAo racimo, remetiendo copia do aviso di re-
la guerra de 27 de fevereiro ultimo, no
manda descontar pela 5.a parte dos sidos do
o reformado Antonio Benedicto do Araiijo Per-
I, a quanlia de 100 rs., qne elle re--ebcu do
tincta administrado de fardamenlo do 2.
o de artilharia a p.
toAo mesmo, para que vista do aviso quo
por copia do ministerio da fazenda, declare se
Mario que o procurador fiscal daqaella the-
v pessoalmente fazer a diligencia de que
U ido aviso.
>o mesmo, transmittindo para os convenien-
tes, copia das actas doconsellio adtnraislrali-
nd,e^6e25de fevereiro ultimo, c de 2
do correte.
-Ao mesmo, para mandar indemnisar a re-
amarlnha.de 9330 rs., qoesegundo a conta
ette, se dispendeu com o curativo de um gru-
enna Lindo'ja, que esteve recolliido na
arsenal de marinlia.Commuuicou-
se ad lector do mesmo arsenal.
mesmo, inleiraudo-ode llaverojuiz mn-
rmodeGoianna, bacliarel Caelano Es-
mlcanli Pessoa, participado que no dia 14
dn corrento entrara no exercicio da vara de juiz de
daquella comarca, passando a vara municipal
ipeclivo t. supplenle.Igual comraunieajaose
i consellieiro presidente da relacao.
o mesmo, dizendo que, com i relacao que
pjproprietarios da ra da Cadeiado bairro
Antonio, satisfaz a eiigeucia deS. S., co-
uda em oflicio so|i n. 139.
>Aojulz relator da junta de justica, trans-
ido, para screm relatados em sessSo da mesma
os procseos verbaes feilos ao tambor Pedro
la Ganimedes.e soldados Uypolito Evangelista,
eThemaz Antonio dos Santos, este do 9. batalho de
Uria, e aquelles do 4. de artilharia a p.
nunicou-se ao mareclul commandante das ar-
mas. I*
ito.Ao director das obras publicas, approvaudo
speza de 10,000 rs. em que poderAo importar os
Do reparos que Smc. mandn fazer na ponlc-
zinha da estrada dos Remedios'.
fo.Ao mesmo, dizendo que pode comprar pe-
los presos indicados em scu oflicio sol n. 101, as 120
duzias de ripas e 18 ditas de lahoas'de forro de lou-
ro, que So precisas para a obra la casa de dclen-
Jio.
ito.Ao mesmo, dizendo ficar inlcirado de ha-
r Smc. mandado fazer os reparos de que precisara
mtezinha da passagem da Magdalena, na impor-
le 219240 rs., e declarando em resposla que
essa despeza.Fizcram-se as necessarias
couirouocarr3es tbesouraria provincial.
ito.Ao inspector do arsenal de marinb.i. ac-
osando recebido o oflicio em qucSmc. participa o
,; preSfO'porqueeontratoua compra io indispcnsnveis ao fabrico da corveta UniSo,
e declarando em resposla que approva esse contra-
' to.JCommuuicou-se tbesouraria de fazenda.
,A.0 commissario -vaccinador, recommen-
, dando que remella ao primeiro rirurgio encarre-
o do hospital regimental, alguns Inbos com pus
Ico, para que elle possa vaccinar os recrulas
k que ainda iiBo liveram.bexigas.
Rito.Ao inspector da tbesouraria provincial, pa-
' ra mandar, indemnisar tliesouraria de fazenda da
... importancia de 629120 rs., que segundo a conla que
remelle, se dispendeu n.lo s com o sustento de 26
sentenciados, que allimeiuulf>40ram enviados para
o presidio da Fernando, no patacho Pirupama, mas
lambem com- as raques fornecidas a 2 presos de jus-
tica viudos do mesmo presidio.
Rito.Ao director do arsenal de guerra, para fa-
zer recolhcr ti aquelle arsenal o africano livre de no-
me Antouio, que fo| destinado ao servico do ccmi-
lerk) publico, mandando outro que o substilua.
Rilo.Ao commandante superior daguarda na-
cional do municipio de Santo Anlo, recommendau-
do a expediento de suas ordens, para que o comman-
dante do 1 batalho da mesma guarda nacional
preste nma guarda de honra no dia 9 do vindouro
mez de abril^ pana acooipanbar na cidade da Victo-
ria a procissao do enlior Bom Jess dos Paseos
-Portara. Norteando o particular 1 sargento
Joao Thcodoro dos Santos, para o lugar de escrivao
da colonia militar de Pimenleiras.Fizeram-se as
necessarias commtinicacGcs.
Rila.Demitlindo, de conformidade com a pro-
posla do procurador fiscal da Ihesouraria provincial,
a Antonio dos Santos Vital, do lugar de ajudanle do
mesmo procurador fiscal na comarca do Rio-Formo-'
so, e nomeando para o substituir o bacliarel Altero
Manuel de Mcdeiros Furlado.fieste scojido fizc-
ram-se as necesssaria communicacoes.
Dita.Romeando a Miguel Auouso Ferrcira para
o lugar vago de carlorario da Ihesouraria provin-
cial.Communicou-sc ao inspector da mesma tbe-
souraria.
Rila.Exonerando, de conformidade com a pro-
posta do cliefe de policia, ao cidadilo Francisco An-
tonio da Costa Cabra 1 dos lugares de subdelegado da
freguezia doLimoeiro, c de 1 supplenle do delegado
daqucllc termo, e nomcando para o substituir ho
primeiro dos dilos lugares .Manuel da Rocha YVan-
derlcj, e ho segundo i Joaquim Antonio. Corrcia
GaiSo.Communicou-sc ao mesmojehefe de policia.
COMMANDO SAS ARMAS-
Qaartal tener! do conmudo daa armas da
Fernambnco, na cidade de Recife, im 32
da naareo da 1854,
OHBM DO DIA BI. 63.
O marechal commandante das armas, publica para
conhecimcnlo da guarnieilo, e fins,convenientes, o
aviso circular do ministerio dos negocios da guerra
de 20 de fevercitp do correnle anno, que por copia
Ihe foi trnsmitlidS pela presidencia desla provincia
com oflicio de honlem datado.
a Rio do Janeiro. Ministerio dos negocios da guer-
ra .em 20 de fevereiro de 1854.
Illm. e Exm. Sr.,Re ordem de S. M. o Im-
perador, declaro V. Exc. que o disposto no Ululo
10, art. nico da ordeuanca de 9 de abril] de 1805,
pelo qual mo se leva em conla aos reos sentencia-,
dos os dias em que eslo nos hospilaes, s he appli-
cavel ao cumprimeolo da seutenca por crimo de de-
sercao, e a nenhunv mitro, como se acha declarado
na provisto ilo conselho supremo militar de 16 de
Janeiro do 1851.-
Deos guarde a V. Exc. Pedro de Alcntara Bel-
Icgarde. Sr. presidente da provincia' dePernam-
buco.
i Assignado. Jos Fernanda dos Sanios Pe
'. eir.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudanle de
ordens encarregado do delallic.
EXTERIOR.
i
FOLHETIM.
(JS NETOS DE 10\EIACIO. (*.)
(Por Anadeo Achard.)
XIII
DIPLOMACIA RE CAMARIM.
- (Conlinuaco.)
io dia eeuinte ao dessn scena, Armand foi risa
Mr. de Fli/.emui resoluto a ver Melena, cujo si-
e obstinacao roroecavam a fatiua-lo.
Jo una das salas, i|iie preceiliam n ano-
t, para o qual nenlium criado o aco'ni-
panli;i lunados estavam a v-lo em casa,
illar em voz baisa em mu gabinete vmnho,
e ap(ironimaudo-se, recoobeceu a voz de Mr. de
MonciiHol, o quul conversava com o medico de
Jorge.
dizla o baro, julga que a vida dille
corre'pi
rmui gravemente compromcltida. Nao
rirmar nada, respoudeu o'medico;
dos os diagnoslicos, Mr. de Flize uio
semanas,
iba! a ferida est quasi cica-
apparenciasda saile.
inuilos dias que se queixa
tent dilliculdade em respirar...
R annunriam um abeesso, c lie
nobres eslejnn oflendidas.;.
:ibor, nao ha mais esperanza ?
a persiste emquiinlo dura a. vida ;
o por nada. Mr. de Flizo be csa-
--a excetlencia qncr que a muMier
lo do marlo, nfonno-o do perigo pa-
respon'abilid
senhor, ser semprc lempo de ad-
^^^b fin i
iu dlrigindo-
de Mr. de Flize.
lie a man, e disse-lhe:
le boje,, j algo que esse tolo
oiellinr poularia dofue pensa.
{*) Vidd Diario n." 67.
I^se no Uoyd de P'ienna de 10 de Janeiro o se-
guinle:
Amissao do principe Menscliikoff e o modo porque
elle a desempenhou, nao oblivcram a appmvacao e
o asscnlimcnlo ile nenhiima potencia europea. Pou-
co lempo depois, a ocenpa^o do territorio tbreo sem
declarado do guerra por parle da Russia, foi igual-
mente considerada por toda a Europa como um abu-
so da forja, que nao podia ser justificado; todava a
Russia pode desembainhar a espada, em que as ou-
tras potencias europeas fizessem outro tanto: liavia
dous motivos para.isso: As potencias nao queriaro
comprometler a paz universal sem a mais absoluta
necessidade; por outro lado o imperador Nicolao
havia sabido captar o respeito de todos os soberanos
por sua polilica sincera e leal. Todos confiavam as
promessas feilas pelo gabinete de San Pelersburgo,
de que elle nao aspirava a nenlium engrandeciroento
de territorio, e nao occullava nenhum designio am-
bicioso. Qiiando mais tarde, a Turqua leve de op-
tar entre o deixar lomar provisoriamente as provin-
cias, que approuve n Russia confiscar-lhe, ou armar-
se para a defensa de sua inlegrldade territorial e de-
clarar a guerra, as potencias europeas deram anda o
exmplo de urna moderado sem limites.. Lord Aber-
deen pareca ter abandonado o seu destino e o do
seu ministerio sobre o nico fundamento do sua ina-
balavcl confianza no imperador Nicolao.
A idea que preocupava o imperador Napolo era
a de nflcrecer Russia um ponto de honra para sa-
bir da falsa posicp em que se hava enllocado. Lord
RcdclifT e o general Paraguay d'Hilliere linham-se
tornado em Constantnopla os prolectores do partido
da paz e os amigos dos Russos. Era, comludo bem
evidente que a necessidade deva por um termo ao
amor da paz e moderaea" das potencias ocejden-
laes; o que era tanto mais urgente qnanlo os ho-
mens poliiico, desde muito tinham em mente, nao
s a poca em que devia rennir-se o parlamento in-
glez, senao tambem a poca em que as potencias do
oeste deviam reivindicar nina parte directa na solu-
9. ''a raais-Hn-pOTlate das qcsles europeas. A
ordem dada s frotas combinadas para entraren! no
Mar Negro on qualquer demonstrarlo serelhante
lornava-se urna necessidade de polilica interior, a
que nao era possivel 'resistir. A Russia nao lem
fundamento algum para queiiar-se de semclhante
medida; porque, jamis em caso algum, potencias
da mesma calhegoria tiveram urnas para com as ou-
tras, tantas contemplares como no caso presente.' A
Inglaterra e a Franja nao podiam dar mais um passo
no procedmento, que observavam, sem descer pe-
ranto a Russia calhegoria de potencias de segunda
ordem, as quaes as questOes europeas cegamente
devem resignar-se ao papel de obedecer s decisdes
das mais poderosas.
Deve-se lastimar que as coasas chegassem a ama
demonstraran decisiva das potencias occidentaes. A
Russia leve j occaslo de concluir a paz com a Por-
ta, e devia aproveila-la: como o nao qoiz, porm>
poco devenios sentir que as cousas lenbam ido lito
longe. Todava se ella anlepOe a paz a todas as ou-
tras codsas. pdeconclui-la agora. Se o nao faz, be
porqu o nao quef, e nesle caso acho preferivel que
todos sabam que pnsico devem tomar. He sabido
que as potencias do oeste, de muito boa vontade Ira-
laro da paz al o ultimo momento. 'A Russia adia-
se em urna posic^o eicellente para cooclui-la, seu
prestigio militar nada perdeu anda no curto perio-
do da guerra contra a Turqua. O fanatismo do par-
tido da guerra na Turqua tem-se abalido; lodosos
gabinetes |rivalsaram em zelo para chegar 'con-
clusao de urna paz honrosa. Se apezar ilisso rom-
per a guerra com as Dolencias do oeste, a Russia be
que deve carregar cora toda a sna responsabilidade.
Urna guerra semelhantc, no caso de ter lugar, le-
ra' isso de particular, quenenhuma das parles belli-
gerantes poder ferir a outra em urna parle vital; a
Russia nao pode ferir a Inglaterra e a Franja; estas
nflo podem offender senao as frotas e os porlos russos.
E anda quando um eiercilo russo se encontrasse so-
bre o territorio turco com um eiercilo anglo-francez,
nunca o resultado desse encontr seria tal que for-
jasse um dos adversarios paz. O fim de toda a
guerra he a conclusau de urna paz, e esta nao he pos-
sivel senao quando ama das partes belligerantes p-
j,de desfecbar sobre a outra um golpe to decisivo,
que torne o seu adversario incapaz de combaler ou
tirclhe ao menos o desejo disso. A nentralidade do
centro da Europa viria porlanto no curso das hosti-
lidades por obstculo a seu termo. Quanto mais
encarnizada se tornar a lula, tantos maiores esforjos
se bao de faler pgra romper essa nentralidade e tra-
zer urna soIuqjo qqe forc toda a Europa a tomar
um partido. Seria mais do que urna falla, seria urna
loucura a nutrir alguma illusao sobre esse respeito.
O centro da Europa nao se compile smente de
duas grandes potencias e de um certo numero de es-
tados menores, elle he habitado por povt animados
de sympathias-polilicas bem pronunciadas, cuja op-
niao pode lornar-se, no momento do perigo, um
agente com que se deve contar; est cheio de urna
quanlidiide de materias inflammaveis que o fogoda
guerra fcilmente pdeacender; he um corpo po-
derosu, porm nao unido de um modo solido, que
nao obedece vontade de um s, nem se quer*de
dous ou tres, e cujos movimeutos se n3o podem apre-
ciar de anlc-mo, para saber se^poderao ser dirigi-
dos simultneamente c para um mesmo fim.
A sorte do centro da Europa ha de ressenlir-sc tao
inmediatamente, do conflicto da Europa occidental
contra a Europa oriental, que ninguem poder de-
signar como nculralidade a su attilude observadora
no cornejo do combate. O neutro deve ser indiffe-
renle por essenciii; s quando o resultado be indifle-
rente he que o combate pode s-Ib igualmente; mas
aquelle que pelos scus inlcresses loma parle em urna
solunio, deve experimentar o desejo e esforjar-se
para deinar de ser neutro. Urna reelamajo do ncu-
lralidade da parte do centro da Europa, (se be que
esta eipressAo geographica pode substituir a designa-
cao da uoidade polilica) nao he outra cuusa mais do
que a resolujo de esperar, durante um periodo nao
Ella nao pode, ter a significajao de limilar-se a
urna verdadeira neutralidade, quaesquer que sejam
as circunstancias, e durante todo o lempo da guerra.
O que faz da sluajo actual urna situajao lio no-
lavel, he quo as potencias que mo sao interessadas
senao em segunda e terceira linha na existencia da
Turqua, sao as primeiras a tomarem armas contra
ella. A Inglaterra est em segunda linha, a Fran-
ja em terceira. A Austria, pelo contrario interessa
em primeira linha na integridade da Porta.
He por tanto de admirar que a potencia mais in-
teressada na mauulenjao da Turqua, seja precisa-
mente aqulla que menos preocupada se mostr de
sua seguridade. Se a Austria acreditasse que a Rus-
sia propunha-sc urna guerra de conquista, seria o-
brigada, sob pena de se ver cercada nos pontos
mais vulneraveis do seu territorio por um estado
de forjas superiores, a suspender essa potencia em
scus disignios, aida mesmo quando a Inglaterra e
a Franja, concentradas na maior credulidade, qtii-
zessem ficar como simples espectadoras da guerra
com urna apathica indifferenca. A Austria porm
nao acredita nos desejos de conquista da Russia ;
ella suppOe que lord Abcrdccn e o gabinete fran-
cez estam entregues a inquietajac- sem fundamento,
epor isso julga que nao deve tomar parle na guer-
ra. Abase deasconpanja, testemiiuliada pelo nos-
so govemo ao russo, c conhecida.
O imperador Nicolao deelarou que nao lomara i
Turqua urna s aldcia, e que as fronleiras desse es-
tado, qualquer que fosse o resultado da guerra,
pcrmaiieccriam intactas. Queremos acreditar as
palavras desse imperador, queremos esquecer por
um momento que os solwrans tambem sao moraos,
que seus. sucressores, herdeiros de scu poder, nao
o sao da obrigurao de cumprir as suas promessas,
acreditamos em ludo isso, c anda assim suppomos
insuflicicute tal garanta.
Admitamos que o exercilo russo passe o Danubio,
assim como passou o Prnth, queatravesse o Balkan,
Vs tu a ferida alravcz da nevoa, respondeo
Arraand, o qual achou a pelle do conde secca o
quenle, he na primavera um lempo de outouo.
Um lempo de corridas! turnou Jorge vendo o
co alravez das vidrajas; nao te perguoto se vas
Croix de Berny.
Era misler que eu estivesse morlo para nao ir.
Etu?
Era, pois, chegadoo momento de Armand perder
ou ganhsr ludo; vislo que nao liavia meio termo.
Quando voltou do passelo, sea plaoo eslava for-
mado.
Armand janloo com Adriano Rouzonville no caf
de Paria, passoa o serao em casa de Faustina, a qual
achou-o mu jovial, ceou entra ella e o priucipe de
.aquostnodehygiene. Se estiver de como o ju Par'e "**' diM,Me d00
pe ire, depois do que parlirei para Cloyelles. Pars
alioi-rece-me c cnlrislcce-me.
' Cuidado, meu amigo, t vas envelhecendo !
Ho verdade, dsse Jorge com um sorriso me-
lanclico, viv dez aimos em quinze das.
Ao cabo de nina hora, Armand sabio com ar gra-
ve, e paici-eiido reflerlir profuhdamenle.
A si-nliura condessa esU em rasa'! pergnilou
elle a camai i-la de Helena, para cujo aposento se
dirigim.
A senliora sabio, respnndeu a criada, a qual ti-
nba orden neslo sentido.
Pois diga-lbu que lerei a honra de apresenlar-
ne aqu amanhaa s qnatro horas. Seellativr a
uondade ile receber-mo um asanle ser-llie-bei mui-
to obngado.
Armand sallou no seu coup,' eneaminbou-se para
o bosque de Rolonlia ; porquanlo notara as crises
ment t*Pr5ii"w aSm am Partido decisivo. Morto o
ronde de Flize c Picando madama de Flize vuva, el-
le poda de urna vez rentabeleter sea pafrimono de-
vorado, desempe.il.ar suas l,r!lil l.vpmhecadas pelo
duplo de sen valor, e pretender s mais alus cou-
as, A riqueza le suri mulher, ea posijao que ella
peenpava na sociedailenplanarlam lodos os obstcu-
los ; mas lena contra. si madama de Monclienot c
Mr. de-Utiramande, dous adversarios igualmenle
fortes, cu|a vontade superior podia dominar Helena.
Cnnvinha, pois, obrar, e obrar promptamente, con-
vinha sobretodo comprometler Helena de lal sorte,
que esso novo casamento se lornasse urna necessida-
de, qual o proprio Mr. de Charamande nao podes-
se oppr-e.
Por morte do pai, madama da Flize hava de ler
um riqueza igual pelo medios de madama Cliar-
pinn. Quanlo ao estado qne sa alliam-a lhe dara
na sociedade, era lal que jamis Faustino, apezar
dos milboes que linha em perspectiva, nao poderia
promelier-lhe um somelliaote, \
que cheguc a Andrinopla, a Constantnopla ; que
depois volte de Constantnopla a Andrinopla, passe
o Balkan, o Danubio, c o Pruth. Neste caso, per-
Suntaremos, estar segura a integridade da Tur-
qua ? Esta marcha e contramarcha nao podem ter
lugar sem que previamente o exercilo turco esleja
csmuuadii, sem que os recursos da Porta eslejam
completamente extenuados, sem que a sua consi-
deracao moral esteja destruida em scus mais solidos
fundamentos. Depois de semclhante lula, o impe-
rio ollomauo achar-serha em agona, e o scu po-
der nao se far sentir na Servia, na Moldavia, c na
Valacba, senao talvcr. quanto, se fazia sentir na
Algeria no anno do 1828. E, quaesquer que fossem
as condijes da futura pacificajao, em provcilo le
quem se espedacari o poder da Porta ? Ro que
serve a promessa do nao attcnlar contra a proprc-
dade de um possuidor, quando, sem altendcr i con-
siderajao do justo e do ajusto, mata-so esse possui-
dor para tralar-se de sua heranja como de um bem
sem dono ?
Apezar disso, se a guerra rompesse boje, se, o
quo os lempos modernos anda nao virara, a In-
glaterra e-a Franja se achassem reunidas pela pri-
meira vez em r.)> de um adversario neste caso
seria absolutamente impossivcl a este ultimo mover-
se nos limites estrellos de urna promessa. A partida
lie demasiadamente grande para que seja arriscada
dohajxo da esperanja de um ganho qualquer. A
Russia nao poderia levar semclhante guerra at
cali, com os seus recursos militares. Necessaria-
mente ha de dar-lhe um carcter religioso, afim de
que ella se atec c se inflamme no exterior de
suas proprfts fronleiras, afim le que os proprios
subditos do snltao tomem armas contra o scu sobe-
rano. Os insurgidos turco-cliristaos serao as twpas
auxiliares que a Russia lia de tomarem seu servijo,
e ueste caso devo luvidar-se que urna simples frou-
teira geographica e poltica possa oppor orna bar-
rcira suflicieulc correnle do fanatismo dispertado.
Ha pessoas que sao de parecer que se deve ficar
como espectador ocioso da guerra, no caso em que
ella appareca ; oulras lia que julgam conveniente
tomar parte nclla; a nossa opniao porm hoque
se deve evita-la. A Russia he que ha de pronunciar
a primeira palavra na questao europea. Se fr con-
Raa paz, esta palavra nao hado ser a ultima, pois i
Austria be que compete pronuncia-la. EmVienna se
pode conjurar urna gnerra que boje nao pode per-
manecer local, que urna vez atoada, arraslar toda
essa parle do mundo com as potencias condecidas c
dcsconhecidas cm um lurbiliao terrivel. Permaue-
cer como espectador da lula, be cxcita-la ; lanrar-
se entre os combatentes, lie sufluca-la. A Austria
nao lem necessidade de uma*iiova poltica, basta
seguir as tradires de sua vclha polilica, que muir
las veres (em nflrrchhdo com a Russia, jamis atraz
della. A Austria oumprc mcllior os scus devores de
amizade para com a -sua vizinha oriental, fechando-
Ibe um caminlio nimiameule perisoso para essa
mesma amizade.
Ciimprc 1er bastante coragem, bastante forra-e
decisao para manler a paz europea ; mas bastara
a coragem, a fqrja o a decisao para cposegnWa.
He chegaila a poca, cm que os caracteres histricos
devem ser enllocados sobro urna pedra de loque que
deve fazer conheccr o seu valor ao mundo.
. ( Moni I cu r. )
O Correio dos Alpes publcou urna carta dirigid.
ao abbadc Midan, regente do pequeo seminario de
Mouliers, na Saboia, pelo seu primo, o abbade Vc-
tor Martin, do Burgo de Sao Mauricio. Essa carta
he datada do collegio gcral das mssOes eslrangeiras
oa Asia, na Iba de Pinang ou do principe de Galles,
eslreito de Malaca, em 4 de novembro de 1853. Suas
passagens principaessao asseguintes:
< Eicrevo-le para le Tater lomar parle na alegra
qne experimento nesle momento. Um dos meas
anligos discpulos acaba de reeeb'er a coroa do m
tyrio na baixa CochincTiina.
' Filppe Minkk he un dos alumnos qne se eva-
diram em companhia de Mr. Taberd para escapar
persegu jao do sanguinario Minhmang; chegou an-
da menino ao callegio de Pinang, onde comejou seus
estodos com feliz successo. Mr. Taberd passou-se
depois i Calcada com o fim de imprimir o sea famo-
so diccionario; o menino seguio o prelado continuan-
do seas estados. Por morte do prelado, (etirou-se
para a companhia dos padres jesutas, em Calcutl.
Por esse lempo Mr. J3?geren possou-se do collegio de
Pinaog para Calcutl com o fim dearranjar os nego-
cios do defimlc prelado, e fez voltar para Pinang
joven Filppe, a quem os padres jesutas dc3ejavam
ardentemente conservar em sua companhia.
Qoando vollei a Pinang (em julho de 1843) elle
era o alumno procurador; leve urna educajao toda
europea, maoeras muito polidas, costumes doces,
mula affablidade, talentos e especialmente muito
bom senso. No periodo de nove mezes que moramos
juntos, nao live urna s admoeslajo que fazer-lhe.
Quando (erminou seus estados, no mez de abril de
18, parti para a Cocbincbina. Pouco lempo de-
pois fui promovido a ordens sacras, o mais tarde ao
presbylerato, que honrou sempre com suas virtudes.
a icaria segninte de Mr. Lefevre, bspo de Isau-
ropolis, annuncia o sea marlvrio. Ella he datada de
9 de julho de 1853:
a Aos Srs. regentes c directores do collegio de
Pinaug. M
a Honra e glora ao collegio de Pinang! EIe pro-
duzio um glorioso marlvr na pessoa do veneravel
padre Filppe Minh. Sem duvida sabis j que elle
foi preso em Mac-Bae sabbado 26 de fevereiro (19
do prximo mez do anno chinez). Como havia cons-
tantemente recusado calcar aos pes a cruz, pensava-
Ao meio-dia acordnu, almojoa apressadamenle, foi
i casa de madama Cbarpion, a qual recreiou com
saas uarraces sempre esmalladas de grandes nomes,
lomou-lhe dez mil francos emprestados, e s quatro
horas em poni lialeu porla de mailama le Flize.
Helena eslava em casa. Fa'/wm quluze dias enlao
quo ella e Mr. de Vauvlliers nao se vam.
Madama de Flize mal leve a forja de sauda-lo ;
eslava paluda como urna defunla.
Nao a reprehender i, dsse Armand, sua emo-
jao prova-me bastante que lera comprehendido quan-
to devo ter solTrido. Nao sabia ainda quanto a ama-
va 1 He isso urna prdvaj.lo, Helena, e posso acaso es-
perar qne essa provarao se tenha terminado?
Madama de Flize eslava tao liyida, que uulro que
niio fra Armand leria tidocompaixao della. Fccliou
os olhos ura instante como se estivesse prestes a des-
maiar ; mas lomando animo disse:
Nao he nma prbvajao, he urna subpllca que
eu Ihe fazia.
Urna supplica 1 exelamou Mr.~de'Vauvillien.
Eu esperava que voss a lvesse cumprcheudi-
do... Veja-me e diga voss mesmo, se cu poderia sup-
porlar por mais lempo a vida que lenho passado!...
Oh,! nao o acenso do nada... mas emfim he preciso
que eu cuide em meu> Albos... Esqueja-so de miml
He enlao um rompiniento?
O accento de Me. de Vauvilliersj e o relmpago
quesabio-lhe dos olbos, fizeram tremer Helena.
Ol I lornou ella, lowi nos tornaremos a ver.
E romo se se tivesse arrependiuo. d que dissera,
acrescenlon vivamente:
Quando podermos enroulrar-nos sem receio.
Nao nos tornar a veri... Oh nao o espere.....
Jamis consentir! nisso I Helena, leinbre-se de nos-
sa ultima entrevista, Toss amava-me ainda!.....Se
esse amor nao extinguise em seu corajao. venha
romigo, fajamos... Deixemos esta cidade, onde e
soffre, onde nao se pode amar... Partamos juntos I
O admiravel comediaule, que linha a voz choros,
e lalvez os olhos tambera, havia-se approximado de
Helena, e lomado-lho as maos. .
Madama de Flize estremecen da cabeja al aos
pes ; um combate violento dava-se nclla ; mas re-
pellindo a Mr. de Vauvlliers por um esforco deses-
perado, exelamou: *
Nao I nao! deixe--me... Jurei ficar a ficarei! Se
voss ama-me, acrcscenlou ella com os olhos brilhan-
les apezar das lagrimas, ser generoso at ao sacri-
ficio Adeos!... adeos! n5o sahirei daqui senao de-
pois de mora I
Madama de Monclienot est ah! pensou Mr.
de Vauvlliers, o qual sorprender um olhar laujado
rpidamente por Helena sobre a porla do mocador.
Suas sobraucelhas approimaram-se por nm mo-
vimeuto promplo como o relmpago, depois ncl-
nou-sosobreamaode Helena e beijou-a, dizendo-
llie com voz suflneada: .
Adeos, retiro-uie com o corajao despodajado ; se
algum da esliver em afllicjao.....lembre-se de mni.
Armand comprehendendo que em presenra de urna
cslemuiiba era motil insistir, sabio e deixou mada-
ma de Hizo afosada cm lagrimas.
Apenas elle passou i porla c deseen a escada, ma-
dama de Monchcnol enlrou precipitadamente no
quartoffe rorreu para Helena de bracos .iberios.
Victoria I exelamou ella brajando-a.
Se tyer oulra victoria como essa, cstoii mora,
disse Hete na repelindo sem pensar as-palavras do
/eudii Epiro.
Entretanto Mr. de Vauvlliers voltou para casa
um lano mais paludo que de coslume, e mor^endo
os beijus.
Sim murmurara elle entre os denles, be urna
lula. Ella nao quer sabir deseu aposento senao mor-
a ; mas hei de faz-la sahir bem viva I
Dizendo isso, elle abri a papelera, escolheu urna
carta entro as doze que conservara, metleu-a na al-
gibeira, fui casa de Faustina, conversou, rio mui-
to, gracejou, perdeu a carta e sabio.
XIV
ULTIMTUM.
Era a dez de abril, e Mr. de Flize tnha annun-
cado a Mr. de Vauviliers que partira corp* mu-
lher e madama de Monchenot a doze, depois do
stteplt-chase da Croix de Berny.
Tres minutos depois da sabida de Armand, Faus-
liua achou a caria, a qual era dirigida a Mr. de Va-i
vitiiers, e de urna letlra de mjjjhef dsjexmliecjda
actriz.
se qne, conforme a%dcto publicado no cornejo do
reinado de Ta-Uue (rei actual) seria somenle con-
demnado a exilio perpetuo. Com effeilo os manda-
rina da provincia lavraram neste sentido sua senlen-
ja, eo bom padre devia ser desterrado para Ton-rtn,
e os seus chrislos presos coni, elle deviam reeeber
cem ajoites de junco pro formula e ser sollos. En-
vioa-seesta sentenja i capital para reeeber a sanecao
real, como se costuma fazer com todas as sentenjas.
Porm esta, em vez de ser confirmada, foi cassada por
SuaMagestade paga, quaordenon aos mandarras da
capital,que formulasscra ontra no sentido de um nevo
edicto de perseguijao redigido, ha muito lempo, mas
que nao linha apparecido ainda. Ora, .segando esse
edicto, os padres do paiz devem ser tratados tao seve-
ramente como os padres missionarios europeos, islo
he, devem "ler a cabeja corlada e Ianjada ao mar.'
Tal foi a sentenja lavrada em ultima instancia
contra FHippe. Ella chegou a prefeitora de Ving-
Long, onde achava-se preso esse padre, domingo 3 de
julho passado, pela manbaa. Era dia em que a igre-
ja celebra a fesla do'precosissimo sangue do Nosso
Senhor Jess Cbrislo. Bello dia para derramar-se
o sangue por nmor da fo! A sentenja devia ser oxe-
cutada iu.mediatamente, eos mundarins apressavara
a sua execujao para evitar algumMjuntamento de
chrislos e de pagaos, que Ibes teram servido de es-
lorvo. O pobre padre nao esperava outra cousa,
quando por vdlla de meio dia, um christao que tnha
viudo fazer-lhe urna visita c que se relirava, ouvia
dous soldados que sahiam do pretorio dizerem. a Po-
bre padre! Em poucos minutos o daro cabo dol-
i 1 o christao volta immedialamente ao padre,
annuncia-lhe que ludo se prepara para le va-lo ao
sapplco sem perda de lempo. Elle respondeu se-
ment fajo o qne devo depois ajoelha-se para im-
plorar o auxilio celeste e offerecer a eos o sen sa-
crificio.'
o Pergunlarni-lhe ondequeria quesea corpo fosse
enterrado: deu a entender com ama s palavra que
poacD lhe importava isso, o conlnuou a orar. Ape-
nas tnha decorrido meio quarto de hora, quando vie-
ram busca-Io os soldados, em 'cujas maos enlregou-
se, marchando com passo firme e com urna coragem
heroica, para o lagar da execujao, invocando em fer-
venle oraj.lo o uome de Mara. Muilas vezes fez pau-
sa para orar com maior fervor, e,quando chegou ao
termo docaminho,ajoelhou-se do nuvoe pedio am ins-
tante para fazer urna ultima supplica, u que lhe foi
concedido. Esta supplica foi um ponco longa ; final-
meule deu signal ao carrasco que linha concluido.'o
apresenlou o pescojo ao cutello como urna ovclha in-
noccule. Sobe ao ceo.charissimo Filppe.e intercede
por nos...
Sea corpo.quc ficra estendido na Ierra,foi reco-
Ihido pelo servijo chrislao, que assistira execujao.
Sua cabeja, que ura soldadotevava para lauca-11 ao
rio foi lambem resgalada por esse christao ; os man-
darras o permitliram. Cojeram-na de novo ao cor-
po. o qual vestido de ornamentos sacerdoUes, foi de-
pois enterrado secreta e tao honrosamente como o per-
milliam as circunstancias. Os mesmos pagaos di-
ziam : < o bom padre est nos ecos.
He o primeiro raartyr do collegio de Pinang; he
provavel porera que nao seja o ultimo ; porque teodo
o rei concedido urna recompensa la. quasi 55 francos
a cada am dos tres scelerados que denunciaram o
P. Minh estimulou-lhos o zelo diablico para-prende-
rem os padres pelo atlraclivo do ganho. Elles e mu-
tos uutros que se Ihes ssemelham vao fazer aclivas
invesligajoes para fazer novas victimas.
a Parece-me qae obrareis com acert,dizendo aos
vosso alumnos que elles lera necessidade de se pre-
pararem de longe para o marlyrio ; porque se Reos
nao pozer termo a essas desordens, creo que estamos
na vespera de urna das maiores crises porque se pos-
sa passar em lempos de perseguijao. Tu-Due he am
anti-chrisio, que o inferno vomitn..' O que angmeu-
ta e excita o seu furor contra os chrislos, he que
seu irraao mais velbo e seu competidor ao governo
desappareceu sem se saber para onde.e o demonio
metleu-lhe na cabeja que i orara os chrislos que lhe
procuraran a evaso, a qne lalvez o oceultem. Reos
porera nos protege. ,
Filppe Minh era de estatura mediana, e muito
frauzua, e nada obstante so/.ava de boa saude. T-
nha a figura amavel, um pouco delgada, a tez mais
avermelhada qae preta, os olhos vivos e expressivos.
Ainda que grave, como lodos os anamilas, nunca
me falla va sem um sorriso nos labios. Sua palavra
era ura pouco lenta e tmida. Espero queo meu charo
discpulo gozo oeste momeuto da gloria celeste, que
tanto mcreceu por suas virtudes e que resgatou i
cusa do sea sangue. (dem.)
Qoando na segunda discussao do projectn, que
manda vir da Europa argumas irmas da caridad*
falloo ornen nobre-collega oSr. Pereira de Brito, ea
por occasiao de alguna apartes dados pelo nobre do>
pulado o Sr. Oliveira, trazendo para a discussao os
religiosos japuchiuhos, dei varios apartes e entretan-
to nem nm appareceu na publicajo dos discurso.
Depois" quando fallou o honrado membro o Sr. Oli-
veira, mostrando a especialidade dos capuchinhos
em rclajo ao clero brasileiro e apresen (ando-os co-
jno os nicos capazes de levaren) a elfeilo a obra da.
caridade, e o progresso da religio como qae menos-
presando o clero brasileiro.eosera descoobecer os ser-
vi jos desses religiosos, dei tambem entre o a tros 'o se-
grate aparte -.Sacerdotes brasileiros lem morrido
dehaixodo peto dos trabalhos emprehendidosem fa-
vor da igreja e da kumanidade, e nao se lem falla-
do r elles.
Eu conhejo, Sr. presidente, que a publicajo de
um aparte pouca honra Taz a quem o d, e pos isso
nao deve minha reelamajo ser encarada por ate la-
do, mas desejava que fossem publicados, para evitar
qualquer censura, qualquer accusajaomesmo.que se
queira fazer por se suppor que guardei silencio qoan-
do se atacava urna corporajSo de que fajo parte. "
O Sr. Figueira de Mello :Apoiado. j
O Sr. Paes Brrelo :He impossvel que se lo-
meffl lodos os apartes.
O Sr. Morral:He isto o que lenho a dizer. ()
O Sr. Manoel Joaquim pede seja comeado "um
membro para a commisso de coramercio e agricul-
tura, vislo achar-se ella incompleta por nao ter ni
de seus m.embros ainda tomado assenlo.
O Sr. Baptista :Eu lehdn o Diario de Pernam-
buco, na parte relativa a publicajo de nossos tra-
balhos, vi que em minha ausencia o nobre deputado
que se sonta do meu lado, attribuio-me ama pmissao
da resposla que dera em aparte a ara pensamento
meu...
O Sr. Meira :Nao lhe attribui.
O Sr. Baptista :' Queixou-se de que linha sida
supprimidn um aparte seu ; e por isso devo-lhe dar
orna resposla, e be que eu nao corrijo os meas dis-
cursos ; nao sei mesmo o ,que ho que os senhores la
chigrap'luis lomam, e posso-lbe asseverar que lenln
tos vo para a scr;
potado os quer, v
/b Sr. Deputa
OSr. Figueira de Bfe
peis devem ter remetlida
soes, e he islo o que cu v
Srs. depulados; mas del
que posso assevera
lor do requerile:
larmente aos men
riam salisfeitos, e que rx
existencia da udicajo i
mente.
O Sr. Prmidt,
<
Discurso do Sr. Figueira de M
discussao sobre a divisao de
tica detta cidade,
O Sr. Figueira
achando-se em discussa
ment apresentado pelr
r, ea enlendo, qu
as razes de conveuieni
me fazcm adoptar o
parece-me que o nobre
talvez possa retirar
ment...
O Sr. Meira : E i
O Sr. Figueira de
apresenlou na casa
damenlar o seu
relativa compele
vidir oflicio de justica
rece davidoso ; a i
ca da medida prop
offlcios nesla capil
bre deputado nao a prc
guma para justificar
a apresen lar yma razio ex ti
razao simplesmen
o presideute da
Sul nao quizera saj^^^^|
divida um oflicio de
PERMBIICO.
ASSEMBLEA legislativa
PROVINCIAL.
Sassao' ordinaria ana 21 de marco da 1864.
Presidencia do'.Sr. Pedro Cavalcanti.
(Continua jao).
O Sr. Marcal:Sr. presidente, pedi a*palavra
para fazer urna reelamajo; sinloque a primeira vez
qae lomo a palavra n'esla casa, sea para fazer reela-
majo, mas julguci-a tao necessaria que roo nao pu-
de dispensar de a fazer.
Ea desejaria, Sr. presidente, que desapparecessera
algumas faltas que vao apparecendo na publicajo
dos debates, nao se se devillas aos senhores tachi-
graphos, ou aos senhores deputados quando corrigen]
os seus discursos.
o nobre deputado nao se
tido razOes mais fortes para fazer reclamajes a nunJ^fcm que se fondava
ca as fiz : al se me lem allribuido pensamentos que
eu nao lenho, como os qu at estao em opposijao
com as minhas ideas; e quando o Diai io quer, faz
oulra cousa, diz o Sr. Baptista follou largamente
sobre a materia, Contenlam-sc com isto, e eu cal-
lo-me, porque lem-se enleodido que he um dever
corrigir discursos, e eu entendo que nao. Entendo
que o emprezario deve ler nao s tachgraphos na-
beis, como' pessoas muito habis lambem para corri-
gir os discorsos.
, Um Sr. Deputado:Elle he obrgado a submet-
Icr os discursos correcjo dos depulados.
O Sr. Baptista :Majuio pode ser obrigajao im-
posta aos deputados: heTipenas urna permisso ; os
senliujsesque. quizerej usar dessa faculdad o faro,
mas oTque nao quizerem, nao podem ser* isso obri-
gados.
O Sr. Figueira de Mell :-Quando pe\b contra-
to se impoe aos deputados a obrigajao de corrgirem
os seus discursos dentro-de urna hora...
O Sr. Baptista :Entend dever dizer estas pou-
cas palavras, porque ha muito lempo que teuho as-
senlo na cmara gcral c na assembla provincial, e
he a primeira vez que se fazem reclamajoes contra
discursos raeus; e por isso entendo dever impr este
sacrificio a, mira mesmo para, dar esta resposla.
O Sr. Paes Brrelo:Nao he para fazer recla-
majoes que peje a palavra: levanto-me para rogar
a V. Exc.se digne lembrar a commisso de couslitui-
jao poderes, a obrigajao cm-que esta de dar o seu
parecer a respeito de urna indicajao que lhe foi re-
raellida o anno passado, propondo que se dirija a as-
semblagaraluraarepresentajao, pedindo que em
lugar de supprimir os dircitos de exporlajao, como
se projecla seja osea producto applicado aos raelho-
ramenlos das provincias. Entendo que a materia d'es-
sa iqdicajao he da raaior importancia apoiados) e
que sobre elle deve a commisso dar o seu parecer e
nos tullannos urna deliberaran.
O Sr. Figueira de Mello :Como o nobre depu-
tado fazendo o requerimenlo que acaba de apresen-
lar, pareceu dar a entender que a commisso' tem
faltado a am dever, pois que pedio a V. Exc. qae
lembrasse esse dever commisso, eu devo declarar
pela miuha parle, que o nobre deputado seria satis-
feilo pela commisso de constitu jo e poderes, se el-
le se tivesse dirigido aos seus membros, e Ibes h'ou-
vesse pedido que dessem esse parecer, en,.que elle
tanto se iuieressa.e-pnr.consequencia que era desne-
cessario recorrer a auloridade de V. Exc, pelo que
me rcspeila dovo declarar casa que o anno passado
eu deix'ei d^assislir as sessao d'esta assembja desde
o primeiroVb abril, em razao de rae ler ento reti-
rado para o Ro; que esse requerimenlo .foi por tan-
to feilo muito depois da minha sabida ; que eu nao
sabia al hoje se elle tnha lido ou nao alguma soln- testar a necessidade de se
j3o oa casa; e, finalmente, que u teria j prestado to-
da a minha attenjo a esta materia, se acaso hou-
vesseo coslume de se remetieren! os papis aos mem-
bros da commisso ou aquelle qae he Horneado em
primeiro lugar, mas isso nao acontece: os documen-
Ella abrio-a precipitadamente, leu-a, eteus olhos
enclieran\se de fugo. A carta pareca escripia com
caracteres ardenles. Quando acabou de ler, nao com-
prehendendo nada, senao que era engaada, a ac-
triz deu tal gnlo de raiva, que Julieta acudi as-
sustada.
O que he, senliora? disse ella atestando o re-
posleiro.
~ Nada, respoudeo Faustina em voz breve, nada,
relira-le.
E collocando a cabeja enlre as maos, poz ararla
sobre a chamin, e lornou a l-la ires vezes.
Siro, dsse ella, um H e um A"com a cora de
condessa, be madama de Flize mesm.....demais ella
assiguou-se Helena Essa pequea Helena to fi-
dalga, que encommendava veos i minha mili! Creio
na verdade que bordei-lhe pescociuhosl
Dizendo isso, pegou do papel e esfregoa-o entre
os dedos como se quizesse faz-lo em p.
Que paixao! e que ardor I lornou ella, e ainda
aecusam o nosso desca-amento..... Mas he nosso ofli-
cio acrescenlou com horrivel violencia.
Meltcr-se a ler desses amores e escrever! con-
liniiou Faustina, be preciso ser louca ou estupida !
E pond-se a rir, desdobrando a caria, examinou-a
niamente.
E elle que engaava-me, perde esla caria em
miuha casa !... Minha rival lia do apagar Todas essas
palavras com lagrimas de saugue I
Fausliua eslava lvida de colera, e com os olhos
em braza.
Assim, eu era quem pagava o palo... ca eu !!
*) o Se o honrado membro den apartes no discurso
que aflude, nao foram elles onvidos, nem merecemos
censura por essa falla filha da impossibllidade de se
ouvirera e escreverera apartes dados ao mesmo lem-
po que o orador prosegoe no sea discurso.Vi tachi-
graphos. o
mi-uC it'uZS ^SSSl
energa progrssivo... Obi eslou suflocada I
E lavando asmaos e o rusto em agua fria, beben
um copo della, e toruou a assentar-se mais tran-
qailla.
Pouco depois s rslava-llie de seu furor um leve
tremor por todo o corpo; mas essa sereuidade depois
de urna explosao lao fulminante, era terrivel de ver-se.
Ella lornou a dobrar a carta, oguardou-a em urna
caixinha : sua rcsolucao eslava lomada.
O prncipe de Zell chegou nesse comeaos, e passou
o serao com Fnstina; levu-a ao llieatro s o ib ho-
ras, e reconduzia-a casa meia-noile.
Armand nao appareceu ua ceia, e u princip ad-
rairou-se disso.
Oh! disse-Faustina, podemos permittir-lhe te-
sa dislracco, qae ha de ser a ullirua,
Joao Casemirn nao entended o sentido dessa rea-
posta, epoz-te a rir porque Faustino ra.
Faustina nao dormio toda a noite. Velvia e revol-
va no espirito o mesmo pensamento, e senta aug-s
mentar seu odio a cada momento.
Se Armand se aSeijara a Helena era porque He-
lena faza-lhe o que Faustina fazia lambem. Nao
pertencendo-lhe ioleiramente, Armand nao perteu-
cia-lhe em nada; pois dividido eslava perdido.
Assim desvaneciaro-se os sonhos de casamento,
que haviam de faz-la condessa e torna-la igual a to-
das pela posijao. A' riqueza que esperava, faltava
smenle um Ululo, e q titulo desapparecia com o
amante. Esse odio implacavcl, que a actriz volara s
mulheres nobres, euveuenou-se com toda a amargu-
ra de seu sangue ; porquanlo era a urna della* que
devia a ruina desse futuro taoJpuitamenle cons-
truido.
Para usar da riqueza como entenda, e tirar della
lodo o partido possivel fallava-lbe um marido ; ora
Mr. de Vauviliers, era precisamente o hornero qae
ella espetara pacientemente, mu alto pelo seu nas-
cimento para pretender a todos os empregos, e entrar
em loilos os salees, mu corrupto pela devassidao
para aceitar a riqueza, qualquer que fosse a roao que
Ih'a offerecesse. Perdido Mr.de Vauvlliers, a rique-
za de Faustina era como urna alavanca,* qual falta
um ponto de apoio.
O primeiro pensamento de Faustina fo.^m
vinganca, e ella parsu ah; porquanlo, perdida He-
lena para sempre, obrara segundo as circuns-
tancias.
refuto completamenl
de auloridade que jj
na materia. Ha muito1
e creado offlcios di
18:}6 creoii-se um lugar.
protestos, c por o
via ser dividido este <
belliao dehypothe
dos protestos. Aiud!
do um acto desta
crivao do civel esta cidadeJ
deputado aprsenla urna n
tambem aprsenlo outras ra
zes tiradas do proredi
meu nobre collega o
razSs tiradas da pro-
rentando que essa provi
governo geral; que so
governo imperial lacilmenl
cdir qualquer d\:
respeito ; c que entretanto
demoustrasse. Agora
que at hoje nao mo consta
geral, nem o procurado
rania nacioaal da
as leis provinr.iaes, lenbam apeaaai
contra a -oiiipclencra d
para dividir e crear
gunlo cu ao nobre deputado, n
esse presidente deixassc
que o nobre deputado alludio
utilidade ?
O Sr. Meira : Quar
O Sr. Figueira de Mello : -
repitirei ao nobre depu
oulras teem creado
que nem o governo gersti.
curador da cora, nem mesr.
conselho de estado, nem
se teem opposi o a essas crea-
leuda, e por consequeu
bastam por certo ao nobre denotad.
ao projeclo, parece qu-
apresenlo de autoridades
va-loavotarporelle.
pulado nao nos decl
do pelo presidente,
te asrazes do mi
est o ponto la questao,
lo presidente s, parece nao
topara approvar-se, oudeixjr
jecto.'
Passando agora a tratar da J
jecto, o nobre deplado declar|
p a annrr
dos orphaos desla cidade, o
devia essa dmeiula ser lo
lembrando que se remeltesse
dente para que elle ouvindo a-i
rias nos desse o sea parer-
poato, o nobre deputado dsse ig1
presidencia nao pedio essa divso dooi
crivao de orphaos e pareceu-me q
concluir qnea divisao nao era til,
sidencia a uio apreseutou como I
O Sr. Meira: Eu no d
O Sr. Figueira de Mello: -
^^^^^Kdette
rudo ah
indicado sua morada-
ra almojar, se for dfjcea agr
nao ha ceremonia.
Se por acaso algu
aceitar meu convite, a
meio-dia s maos de Mi
i o P. S.Para qu
autographo preci
est, mesmo or poi
Faustina linha as-
Nenhuina palavra pou
madama de Flize depois
panlosa. Seus olhos ficaram se
costada no Iravessero menos alvo qy,e el
l-la-hianijulgado mora. Ellaseoli
momarlelad
No fim de urna i
pela, madama de 1
veslio-se cotu
. Em cinco
A ra BtjMDo fiMdr-ll
Madu se aaoi ver'naai
oada
Ei-
Essa ari oar -. i < -, tan
carcter
por um pagern que nunca 'linda visto.
Saja! disse Helena, logo que percorreu as
meir.is linha?. Son rosto eslava cu
ma deixar a camarista ver todo o seu terror. Eia-
aqui como era concebida a caria de
a Un) descuido fez cahir
cartinha mu terna, que a senhnra
ltimos lempos a Mr', de. Vauvlliers. Fiquei v^H
deramente sorpreza, senh o suas phrlses
pois cu quetenlioa
alante, nunca em-
L-ltura.
^Hi oSo estranhar
qeeu'deseje ejo^hecMa jmiis intimamente. Estarei
r amanhaa porque vou i Croix de Ber-
py 3 mas lerei o pnr d receb-la no dia tre jm-
, enearou Hr
ca
liorr-r;, dos labios, taar*-
ireasao, que leria causado 10-
deu a cabeja entre as mos, e ex-
':' 11 < i -. o. -h jamis isso! i accento testemsnbava um desespero tao
dadeiro, que Helena" llcbu ealcrnecida.
Perdoar-Ibe! tornop eRa; lenho nada que
do'ar-lbe '.'... Eslou perdidtjrijue ser de i
Armand sombro e mud; como ce escravo
ralho promplos a fazer todo, passeava lentame te no
quafto comorosio entre as mos, (Conftnuor-M-Aa j


^saja;
acso-para moslrar Km du-
^^^Blidade ^^H ospresi-
taw rotse os oem sempre
aveniente, por-
ohservaces a et-
> que ellcs esiwdem satis neon-
l'n niosegu qm alo-Imjwi ootras
i Utfwn.WOMH^'.fl qu. a at-
i nao obstante e presidente da provincia
4 vita, provincia
alo eva ser informarte obre iodos os fados
ra respeilo arJiranistracao publica nao tem
i*ock no que di tontito a adratais-
?.* juslica, entretanto que esta aescmbla,
los mcrnbros que esli em contacto
n adyagadc, magistrados on que
w publicas pata Ihes dar o
poden rouilo bem conhecer
Jade o vantagern da 'dlvisao
ihc^o o dever que o prcsidcn-
a sobre as medidas que
fio segu, que nos
'optar algunas oulras medidas, que
HB^^^^^Bf*1 convenientes.
rzaos, Sr. presidente, para mostrar
o nosso dever, discutindo este
onioter sido lemhrada sua
iioda presidencia,direi agora
faci de que tente co-
brar a conveniencia
e escrivao dos orphaos dcsta
logar ponderarei casa, que
i me parece, foi creado ha um
menos;, nao sei a dala da re-
le se a logares de eserivies priva-
Dlinda e de Goianoa foram
mais ou meno, o da cidade
esmas circu'mstancias
menos em 1750; ora, o
a nesse tempo cm relami
peqaena e pobre aldeia ; io-
lade, te a 3.a do impe-
naquelle lempo, j devia merecer
o privativo de orphaos, parece,
do imperio, pode rom
iflicios on mais, mesmo sem
Considerando,' ponem, que
to nio tem vencimenlos
ravenicntementc servi-
veutuarios podem prevaricar,
s5es estou disposto a
irte esa que quer, qoe
cidade
^^^ presidente, me firma
>,l que esta medida he uli-
inunicipio do Recite lem
sde que se creou a villa
i tempo o tormo da vla
itrros do Recite e San-
it se Me uni os bairros de
* na parte coraprhendida
sdtde de Olinda ; ao depois
> do Recite as fre
I S. Lonrencp ; e final-
PoeoeMuribca. Ora
natiiio por este nodo o termo
mito cm populacho de
lestavcl, segue-s que
itagem publica dividimos
(tftfanito nenhnm prejuito fa-
tua!, porqoe o offleio foi erea-.
Untes, en'jio aproporeao he de 1 alumno pa-
tentar. Enltelanlo se nos observamos o
que se tai em outro patees, aoudase procura derra-
mar e deseuvctver a inlru meiot ao seu alcaoce, e o quirtrmos comparar cora
o. dados pov mim apresenlados, qnao grande difle-
raftea So encontraremos t
Na Franca por ampio, at o armo de 1851 exu-
ltara 4.*,,Si4para meninos frequeuladas por 2,176,079
umtie^eW.41* escelas par* meninas, frequenta-
dte/pqr 1,354,056 meninas: ido |,e, (nhat a Frane
^a8ecolaipara330M35rtumDos de ambos os
sexos.
i Ora, a populacho da Franca na poca* qoe alia-
da, inontava a 35,78298 habitante, e poriaolo se-
gae-ee que Ha tem um alumno por 10 a 11 habitan-

Nos Estados-Unidos em 1810 contavam-se 47,209
escolas para i ,8*5,244 alumnos; em 1840 a popula-
So dessa repblica era de 17,062,566 habitantes : e
perianto a relacao dos alumnos paran habitantes he
de 1 para. Essas retacees talvez hojl estejam muda-
da pelodesenvolvimento que"se lem dado a inslroc-
tio primaria.
Na Hespaoha, que se di muito atrasada pelo lado
da nslruccao primaria, a relajao he de 1 para 17 ha-
bitantes.
Na Prnssia he de 1 para G ; e por isso a Prussia he
justamente considerada um dos paizes mais civiiisa-
da Europa, ao passo que a Hespaoha he conside-
rada como urna das mais atrasadas.
Ora, guando nos observamos, que nos paizes me-
nos favorecidos, a relajo dos alumnos para com a po-
pulado, he como disse, de 1 para 17, e combinamos
com aqnillo que existe entre nos, que he de 1 para
205 ou para 270, conforme calcolarmos em 600 oo.
800,000 os habitantes de nossa provincia, nao pode-
mos sem duvjda deixar de concluir, que estamos
Vum estado muito atrasado, em um estado qoasi pr-
ximo ao barharisme, o que a nio fazermos alguns es-
forros para derramar a inslruccao primaria pela pro-
vincia, multiplicando o numero das escolas, falta-
remos ao eomprimento de um dos nossos mais rigo-
rosos dereres.
Demais, nos Eslsdos-Unidos, ha urna aula de pri-
meiras Ultras em cada povoacao qoe tenha 50 fami-
lias; na Hespanha ha urna escola sobre750 habitan-
*es,(obre 171 familias.
Orafnao se dando (es tactos em nosso paiz, pare-
ce-me, repilo, que podemos concluir muito bem, que
estamos muilo atrazados, e que, com quanto vamos
onerar os cofres pblicos, com urna nova despeza,
essa despeza, ser muito productiva, nao somenle pe-
seja dividido em lo ll", da raorali mo tambem pelo lado toduslriaj, porque todas as ve-
ses, que nos podermos desenvolver a inslruccao pu-
blica, os cidados mais fcilmente acharao rotios de
se empregar na industria e poderem augmen-
ta-la.
Um Sr. deputado objectou conlra creajio dessa
cadeiras, fundando-se em que nos nao temo oa meios
pecuniarios necessarios para pagar a seus professores,
e declaron-no que antes quera que se aogmentas-
sem os ordenados aos professores existentes, do que
se creassero novas cadeiras.
Compre, pojm, Sr. presidente, que se saiba que
a despeza, que nos devenios fazer com as novas esco-
la o3o passa de 8:0009000 rs.
' Os lugares, onde temos cadeiras de primeiras Ul-
tras paran sexo femenino s3o Recife, Olinda, 'Igua-
rass, Goiannn, Nazarelli, Bonito, Pao d'Alho, Santo
Antao, Rio-Formoso e Ilamarac.
=
fc segando os limite? 0s ,ugares "onde'lerao de ser creadas segundo o

isteates ; hoje porem qoe esses
muito, por, snecessivas
a populacao do mnmeipio
fe ou meaos 120 nThahi-
tem 60 a 70 mil, e as frc-
S0 mil; pareec-rao indubi-
i liocalacao ta extensa nio he bas-
^^^^prtnos a oulras provin-
io de Compos, apresen-
io de 69.-222 babitautes
e para urna popotacao de
rv'esenUnv dqaos eserivies,
na poputajao dupla, romo he
iremos nos tambem crear pelo
Babia ha dous.
Ftgveira de Mello
le JO do carrate.
casa, en pensei, qoe
1 ducusso, em ennsequencia
^^Wativaracnte a ereaco
km lugares de Tigipi, Barro e Pe-
Wado, nao smenle o
3slar a esta respeilo,
nvenienciade fazermos
le f ondo-se este 'projeeto
oom sorpreza, que alguns de-
i para combaIe-lo, en lo Bx lo-
Imente apresenUr as mohas
'>
Upoteslavel, que nos devemos
promover a InstroccSo publi-
ucrao publica serve
ase os cidadaos conbe^am me-
L rao para facilitar a mar-
i nslruccao publica serve
tpeeralidad a instrneco prima-
ba talentos appareeam e se desen-
i oexulta a vocades indivi-
l os conhec i ment hu-
I necessaria morilidadc
pica, porque sem ella nao
sceitos ser seguidos e observados
raa vez qne os cidadaos nao po-
ol Kvros de moral e no evangelho,
( Kwo que en conbeco, e que deve
as ro3dsde todoos cidadaos.
es principios, qoe reputo in-
nos deiiar de empregar lodos
a instruccao primaria na pro-
, e,quando esta obrigaco
p p*Uranlagenada instrc-
dos anda observa-la, quando
institucional ? A cons-
..e a inslruccao primaria seja
kal* artigo constitucional so pode ser
pode ser europrido, le nosespalharmos
pela provincia, lano quanto
aara rheios, eslabelecendo aulas
os seus difiranles pantos. Dc-
maria, una vsz que he gratui-
iela sostlluico, soppSc da
*atao de mandar saos fiUtos pa-
projecto, sao Brejo, I.imociro, Cimbres, Caranhuns,
Flores, Boa-Vista, Cabo, Serinhaem, Ouricury, Bar-
reiros, Floresta e Ingazeira, de sorle que sendo 21
os municipios da provincia, e havendo aulas smente
em 9, nos temos de crear smente 12 anlas; e como
as professoras dessas aulas devem receber 5003000 rs.
por armo, segue-se que toda a despeza importar
cm 6:0009000 rs., que|juntos aos outros vencimenlos
que ellas lem para casa e despezas com os alumnos,
que podero Importar ,-n 1:2009000 rs. prefaz
7:2009000 rs., e nao poder nunca passar de .8:000$
ris.
Ora, quem dir, que herrando esta despeza em
relacao svantagens que delta resultan) ?
O 8*01 nepntado tambem procurou saber^ es-
ses municipios tinliam alumnos soflicientesT para
frequentar as aulas. A cita observajao responderei,
que'smenle pelo simples fado de serem villas, os
Ingares.em que se pretende colocar as aulas para me-
ninas, e de serem o assento de urna parta das autori-
dadesjudiciariase poIiciaes.se deve concluir, que es-
ses municipios lem numero snfficieole de meninas,
para que as antas de primeiras Ultras que vamos
crear sejam frequentadas.
Alm dislo, se compurarmos os municipios que lem
aulas para meninas com os que nao a lem, veremos
que nao ha razao para que uns sejam favorecidos com
ellase outros nao, delxando os municipios do Recife
c de Olinda, que nenhuma comparado podem^d-
mir com os outros da provincia, por causa de sua
riqueza e populajo ; nos vemos que a vina de Igaa-
rais tem 168 casas e a do Bonito 160, e possuem am-
bas urna aula para meninas, entretanto, queem Flo-
res, ha 168 casas e nao lem aula ; que Cabo com 132
casas, oLimoeiro com 1JS, o Brejo com 136, esli
no mesmo caso.
Ora, me parece qoe a dina-enea de 20 i 30 casas,
pouco mais ou menos, nao he motivo snulciente pa-
ra que nao haja una aula de primeiras Ultras para
meninas. Qnanlo Cimbres, consta-me qoe s leiri
50eaas; que Boa-Vista conta 46 e tiaranhuns 60,
mas isto nao obsta que tenham tambem aulas de pri-
meiras ledras.
Nos Estados-Unidos, logo que ha 50 casas em um
lugar pode crear-se, e crea-se com efleilo urna escota
de primeiras Ultras, e se nos tamos villas com 50 ca-
sas, peto meno, como acabo de moslrar por este
mappa, podemos suppr com fundamento queesle nu-
mero dar alumnas sufucientes para haver urna
aula...
Um Sr. Deputado: Has ha
300 casas.'
O Sr. Figueira de Mello: La irell qanlo
Ouricury, Barriros, Floresta e Ingazeira consta-me
que tem grande numero de casas, e nao o contrario
devemos snppor, quando aqu mesmo se aegou
qoe essas poveares caminhavam em grande progres-
so epodiam ser elevadas a calhcsnria de villas. Sup-
ponho portante que tambem estilo na razao de ter
orna aula de meninas, mesmo porque, assim eomo
essas villas Um alumnos para aula do sexo masculi-
no, tambem o devem ter para o femenino, porque
em geral se d ignaldade de nascimentos de' um e
eulrn sexo, e he de presumir qoe os pais de familia,
que mandam seus filhos a estas, mandem tambem
sas fllhas aquellas, orna vez que para isso se Ihe
proporcionen! os rocos por parle do governo pro-
fraos o dever, que nos
e erear aulas de inilruccflo
segue-se tambem que neo
e por coesequencia, que se dc-
iniccao publica ha til
sa nos temo am-
para a dar em relacao a o sexo
? raes de tornar mesqui
la parte' eu
aba melhores
da iuslruc-
que Um
como porque devemos salisfazer a_ um preceito da
conslituitao que garante a todo o cidadao a instfuccae
primaria gratuitamente, preceito qoe at hoja nao
lem sido cumprido: entendo igualmente, qoe as des-
pezas qoe nos fazemos com a inslruccao publica, nao
estilo em relacao com os nosso meios, e que nao no
devemos aterrar com case augmento de despeza, por-
que decerto lie cumpetuado com a vnntagens que
se liram da InslruecSo. Omeuvou), por consequen-
cla, he que deve ser approvndo o projeclo. '
vincial.
Relalfvamenle ao augmento do ordenado dos pro-
fessores que lano desoja o nobre deputado, eu enten-
do, que o ordenado que actualmente temos profes-
sores de inslruccao primaria, deve ser considerado
familia mandem seus, como suHciente em quanlo nao estverem mais pros-
peras nossas flnanc^is. Eu observarei que nos paizes
mais adianlads esses ordenados nao sao superiores
aos que damos aos nossos professores. Na Blgica,
porexemplo, osalario annual dos professoressem con-
tar a retriboicao dos alumnos he de 900 franco, que
avaliados em 400 rs. daa 3G09QOO rs. Ora, a gralifl-
car3o por alumno nao pode ser muila cousa, por con-
seguale os professores all nao (em mais do que os
nossos. Nos Esi fcs-Unidos os vencimenlos dos pro-
fessores de instrflpe primara em r'egra sao 90 fral-
eos por mez: o-autor de quem tire estas nota, nao
os alumnos pagam algoma cousa, mas. julgo
que ro pagam, porque a instruccao he gratuita em
- portanto segue-se que nio. paasam
de 1080 francos por auno, e que equivale a 4320000
ir, presideule, entendo que os nossos professo -
as do primeiro grao, eslaosuffi
^e tal o meu desej^ de promover
aria, que eu creara professores
os ordenados em oulras povoagoes, exijin-
e apenas so limilassem a ensinar 1er,
O Sr. Figueira de Afelio:Sr. presidente, por
mais que o nobre deputado asseverc nesta casa,
que nao se oppoo ao desenvolvimento da instruc-,
Jio publica, eu nao poseo deixar de concluir o con-
trario do seo discurso: as suas palavras sao de que
elle se nao oppOc, mas o seu discurso, as conclusOes
que delle se liram sao, de que na realidade tal he
o seu pensumento e seus desejos, por isso que ello
scoppoe ao projeclo, que tende a eslabetecer aulas
em diferentes pontos da provincia.
O nobre deputado disse igualmente, que eu nao
linha refutado o seu discurso da sessao anterior, re-
lativamente ao projeclo, mas me parece, qne com
muila mais razao posso dizer, que o nobro deputado
n%) deslruio um s fado apresentado por mim, urna
s consideracao, das que exhib pira demonstrar a
conveniencia do projeclo, e a jraessidade e obriga-
cao que lomos de o siislenlar*gq>provar. O nolire
deputado disse, que cu tallando de alguns paizes eu
n3o tinha apresentado a prnporrao em que se acha-
vam as aulas de inslruccao primaria em relacao aos
habitantes, e me havia limitado a mostrar nica-
mente nos mcus clculos a rea rao dos alumnos com
o numero de habitantes. He verdade, que. pa-
recen-me sullieientc entrar s nesle desenvolvimen-
to para demonstrar a minha llicsc, islo he, o gran-
de atrazo cm que estamos quanlo a inslruccao
primara; mas como o nobre deputado me chama
para outro terreno, cu l vou, o direi, que em
Franja, cuja populacao he de 35 rnilhcs de habi-
tantes, se encontram 63 mil escolas de instruccao
primaria, e porlanlo que ahi nos acharemos, que ha
urna escola por" cada 600 habitantes, entretanto que
entre nos lia nma escol para cada 7:050 habitantes,
suppondo-sc que temos sement 600 mil habitantes,
visto que somenle contamos 85 aulas, 68 para me-
nino e 17 para meninas. Ora nao existe nislo
urna disproporc.ao extraordinaria? Nao haver dis-
proporcao entre o que se observa cm Franca de 1
escola para cada 600 habitantes, e o que existe enlre
nos de urna escola para cada 7:050 habitantes? Pa-
rece-me qne sim, assim como, que he nosso dever
empregarmos Upa o nosso desvelio para fazer dcs-
apparecer urna dsproporenn Uto grande. Relativa-
mente aos Estados-Unidos,'o nobre deputado disse
igualmente, que eu nao tnha feilo o calculo da
proporcao entre o numero de escola, e a populacao,
quando eu disse que havia nos Estados-Unidos um
alumno para cada 9 habitantes; porem se fzermos
o calculo, cm relacao as aulas, acharemos que nos
Estados-Unidos, qxistindo no anno de 1840 17 rni-
lhcs c 62 mil habitantes e 47,209 escolas, d-sc
urna escola para 1610 habitantes quer livrcs, quer
escravos, entretanto que cutre nos ha urna escola
para 7:050 habitantes'.. ,
Vm Sr. Deputado:Guarde as proporces entre
a civilisacao de um e omtro paiz.
O Sr. Figueira de Mello:Quero conceder que
assim seja; masdaliniao se segu, que'nos deva-
mos continuar a ser mesquinhos com' a inslruccao
primaria entre mis; pelo contrario-devemos fazer
esforros para' que ellas desenvolva, certos de que se
esses paizes tem chegado a grande civilisacao, he
por lercm os seus governos procedido nesle sentido,
procurando instruir o povo c habilita-lo para todas
as artes e para desenvolvcr-se em todos os ramos de
civilisacao.
O nobro deputado disse igualmente, que eu tnha
calculado a proporcao de alumnos de primeiras Ul-
tras para com a nossa populacao cm relacao ao total
delta, sem fazer a subtraccao conveniente do nume-
ro dos escravos; mas ainda assim a demonstrarlo
de nosso alrazo ficar evidente; eu quero suppor
que nos temos na provincia urna populacao esetava,
Igual i populacao livre, o que se segue hahi ?
Um .?r. Deputado:Tere ni os, quando muilo, um
terco.
O Sr. Figueira de Mello:Bcra, mas para fa-
clidadc do calculo, supponhamos, que I(e amela-
de, o que se segu, he queteremos um alumno por
cada 100 habitantes, se consideradnos a provincia
com 600mil habitantes, ou de 1 por cada 140, se
clevarmos esse numero a 800 mil habitantes, como al-
guns pretendan. Portante, Sr. presidenta, quer
tacamos os nossos clculos de proporcaa entre os
alumnos e a populacao da provincia, quer enlre as
escolas c a populacao, e os comparemos depois com
os outros paizes, essa compararlo he muito desani-
madora, c demonstra o alrazo em que nos adiamos,
e a necessidade qoe temos de augmentar o numero
das escolas.
O nobre deputado disse ainda, que a inslruccao
nao era lo necessaria ris mulhcres, como aos ho-
mens. Eu quero concordar na proposirao do no-
bre deputado, se apenas elle se quiz referir ins-
lruccao secundaria ou superior, mas em relacao
nslruccao primaria, cu nao conheco razao alguma
que fundamente semelhante opiniao, nem posso per-
suadir-rae nunca, que o bello sexo tenha menos ne-
cessidade de instruccao primaria do que ostenten:
nesta parle os seus direilos sao todos iguacs, por que
mnto o homem como a mulher, tem obligarlo igual
de instruir-so nos preccitos de moral, religiao ele.
Nao podendo admit ir a proposirao do nobre depu-
tado, agora acerescentarci que essa proposicio, se o
nobre deputado a quizer levar al a inslruccao pri-
maria, era propria dos lempos, cm que se entenda,
que a inslruccao da mulher era causa de sua des-
moralisarao, mas hoje que se entende o contrario,
hoje, que a experiencia tem mostrado que a ins-
Iruccao he acausa da moralisie|8o, c do bem estar
das familias, entendo, que a proposito lo, nobre
deputado mo pode de nenhum modo suslenlar-se.
O nobre deputado disse igualmente, que os or-
denados dos nossos professores, nao sao suuicien-
les.
Scnhorcs, en nunca me hei de oppor, a que esses
ordenados sejam elevados, se nos livermos meios para
isso, e at eu seriao primeiro a propo-lo, mas nao ten-
do psees'nieios entendo, que devemos contentar-nos
com conscrvar-Iheos actuaes. En treta n lo, consideran-
do que ha grande vantagem cm augmentar-se a ins-
lruccao primaria, creandoo novas aulas; allcndendo
que sao mui limitados os nossos meios pecunia
ros para clevarmos os vencimenlos de lodos os pro-
fessores, entendo que he mais conveniente crear
algumas aulas de primeiras Ultras, principalmente
para o sexo feminno, que tem sido lao desprezado
at hoje, do que augmentar o ordenado dos profes-
sores; enlre os dous males, ou de ficarmos sem
instruccao, ou de 'termos professores mal retribui-
dos, parecc-me melhor ficr cora professores mal
pagos nao ter escolas para meninas. Sobre este
ponto devo ainda fazer oliservar ao nobre deputa-
do, que comquanto esses professores tenham pe-
queos vencimenlos, todava, clles reunem nos lu-
gares, em que se acnam, pequeas vantagens, que
augmcjitam os seus meios de subsistencia, alguns sSo
moradores nesses lugares, reunem o ordenado, que
leemromo professores aos rendimcnlos que tcem co-
mo particulares, outros applieam-se ao exercicio da
advocara, ou acrumiilam outros empregos insignili-
canles, qne tambem alguma rousa produzeni, visto
que o cusino somonte nao he bastante para oren par
Inda a sua .illenrao. Demais, se acaso esse ordenado
fosse lao nsiiflirienle, como o nobre deputado diz,
nao deveriamos mis observar que miiilos dos profes-
sores leriam pedido sua demissao, ou que muitas
dessas aulas estariam vagas, sera professores? Mas
o contraro disto he o que observamos, lodos ellas
eslojiroyidos.
Osr. Jos Pedro:Muilo mal.
O Sr. Figueira de Mello:Diz o nobre deputa-
do, que muito mal;. eu porem llevo dizer, que mui-
to bem, porqoe lodos elles foram prvidos em cense-
QUINTA FIR 23 BE MARCO DE >1W4.'
je a 5 ou 6 os lugares de escrivSo do arpbios, e aqoi i vantes, sSo, de mais, altamente afQancadas pela al-
seja pcrmlltldo aproveltar-me da oeeadlo oafMefu- lian'ca natural de duas eor'das vinculadas pet san-
lar o argumento apresentado pelo nobre depattoe
de que nao e tenham requerido essai divsoe
tenham apparocido queixas conlra o aclual eteri-
v3o dos orpliaos, declarando-lhe que larabem na Rio
de Janeiro a aiterabla geral dividi os (rb
escrivoi Um qqe nenhuma que H
se Ihe enderessasse conlra o actuales ecrlvj
a maneira porque elle cumprn os seus
isto (lo somenle porque enlendeu qu t
queaedizia ta/250 a 300 mil habitante, p
or bem tervida com 2 escrive. E asilm, em vista
desla cobsideracoe entendo que nos nao mim fal-
tos de moderacSo,nSo somos exagerados creando mais
um lugar de escrivao de nrphios na cidade do Recife
para urna populacao que he melade da do muni-
cipio neutrv
Sr. presidente, para demonstrar a conveniencia da
creaeo dcsle lugar, devo ainda informar caa, que
me consta Icrem-se feito apenas 60 inventarios pou-
co mais ou menos, durante o ospaco de 11 mezes, em
que o Sr. Joo Facundo da Silva Guimarcsoceupou
o lugar de escrivao interino dos orphao, se^lo m
desses inventarios relativo a urna pessoa de fora, que
foi o do Sr. Izidro Francisco de Paula Mesquita e
Silva,que foi vice-presidente da provincia, porqoe os
sebs herdeiros lnsisliram em requre-lo : ora nao he
cxlraordinario.que todos os orphaosdas familias de fora
dexem de ver feilosos inventarios dos bens quelbe
perleticem, assegurados esses bens a qoe tem direito,
e evitados os males resultantes da falta de inventa-
rios, qne as nossas ls quzeram prevenir ? Por oulro
lado, se nos olharraos morlaldade da cidade, se
nos referirmos ao conhecmeulo que temos de pessoas
abastadas que nella fallecem, e cojos inventarios de-
vam ser feitos aqu, veremos que muitos se nao fa-
lem, porque as tercas de um s escrivao nao podem
chegar para exceder ao numero de 60 inventarios,
que he o termo medio annual, e que por consequen.
cia,dessa falta provm que flquem sem execuso as
sabias e providente dlsposicocs da nossa ordeuarao,
tendentes a assegurar aos orphaos os bens que lhcs
foram deixados.
Portante, Sr. presidenta me parece conveniente
crear-seo lugar de escrivao de orphaos porque um s
escrivao nao pode dar vencimento ao grande numero
de inventarios qne se pode fazer...
O Sr. Pereira Brilo: Ninguem ainda se qei-
xonv
O Sr. Figueira de Mello : Aejresce, que o ac-
tual escrivao nao faz sement inventarios, concorre
tambem para a tomada das contas dos tutores, no-
meaees etc. o que ludo leva lempo : informam-me,
que se devem tomar na cidade do Recite 300 contas
a tutores, pouco mais ou menos, qoe se poderiam fa-
zer animalmente 300 nomeacoe de tutores dalivi.,
quer por falta de tutores legtimos, qur por terem
sido aquelles isenlos do onus da tutela, ou demitli-
dos em virtude de malversac3o.
Um Sr. Deputado: Uexam de se temar essas
contas por causa dos escrivaes ?
O Sr. Figueira de Mello: Em parle parece-
me que sim; se todas essas contos se devem
lomar, e oSa te fomam, porque o escrivao
nio pode dar expediente a lodos os negocios de seu
juizo, segue-se que grande vantagera se d na crea-
cao de um novo offleio. Poder-e-ha ainda dizer, qne
o lugar tssim dividido nao deixa um rendimento suf-
Gciente, mas eu entendo, que isto nao he exacto: se-
gundo os mappa da morlaldade da cidade, morrem
15 pessoas todos os das; destas urna pelo menos deve
fazer inventario, temos por consequencia 365 inven-
tirios por anno, mas eu quero ainda suppor que es-
se numero nao se eleve senao a 180 inventarios. Cada
um rende termo medio, 208 r-, temos por conse-
quencia que todos juntos produzem 3:6009000. As
nomeacOcs de tutores, a lomada de contas, etc. etc.
nao devem produzir menos ; e portan to temos, que o
rendimento do carleados orphaos se eleva a 7:2009
rs., e que esta quantia sendo dividUa por dous es-
crivaes, d para cada um 3:6009*rs., que he um ren-
dimento sufliciente para a decente subsistencia de
cada uro desses serventuarius, sem que elle recor-
ram prevarlcacOes para se poderem sustentar.
Ajvisla destas razoes, eu entendo que se deve adop-
tar o projeclo como muito conveniente e til.
ERRATA.
Na quinta columna da segunda pagina do Diario
de faontem, no final do discurso do Sr. deputado A-
prigio, pronunciado na sesso de 20, onde se l :
Vai mesa e he approcado o segunle requerimenlo,
deve ler-se : Vai mesa e he apoaido.
DIARIO DE PERMMBUCO.
A assembla approvou hontem em segunda discus-
so os projectos n. 7 desle anno e n. 14 do anno
passado; o primeiro autorisando o governo a dispen-
der oito contos de ris na abertura de urna picada
que communique a cidade da Victoria com Villa
Bella; o segundo elevando a povoacao da Escada a
calhegoria de villa.'
gue, inspiradas pela sabedoria, e as qaaes brillia
ainda o rcHeio vivaz de urna 'gloria herdada ero
commum.
A mssao Senhor, qne Boa Mageslade o Im-
perador, mea auguns soberano, dignou-sc coottar-
me, ao mesmo tempo qne me exalta e me honra so-
bremodo, me impBe deveres imperiosos ; e he sem
duvida um dos mais indeelinavei o porfiar eu por
merecer a boncvowDcu e os bou grajos de Vossa
Mageslade.
Se nesse empente, qne* eer sempre para mim
o objecl da mal viva soliclude, me coaber a boa
fortuna de alcancar tao alta distintcao; entae letei
por cedo haver perfeitamenle comprehendido o
pensilmente do meu soberano.
Pelo qirftjjoE respita particularmente, diftlcil
me fora conteras cfTaaoes de satisfacao, qoe em
mim abundam, por ter de representar o governo im-
periaf jonto a Vossa Magestades a cujas qualidades
cminenles applaude-mo nesta occasiao de poder
render minhas sinceras homnagens, assim como
lisonjcio-mc de patenlear os ardentes votos que faco
pela realisacilo da inisso de progresso de engrande-
oimento, e de prosperidade,que, em bem desle bello
paiz, a Providencia reservara ao aclual reinado, do
mesmo modo que no precedente (que ser sempre de
saudosa memoriapara o povo portuguea ) distribuir
a gloria de fundar e" consolidar as iustiluicOes ciona-
nacs. o
Sua Mageslade dignou-se responder pela forma
seguile: ,
Sr. ministro : recebo, com extremo prazer, a-
credencial qce vos acredita com o carcter de enva
do extraordinario, e ministro plenipotenciario de
Sua Mageslade o imperador do Brasil junto da mi-
nha pessoa, na qualidade de regente em nome del
cl-rei o Senhor 1). Pedro V, meu sobre lodos muito
amado e prezado filho^ c apreciando altamente a
expressSo dos amgaveis e conciliadores sentimen-
los do governo hraslero, appraz-me assegnrar-vos
que esses sentiroenlos serio fielmente correspondi-
dos por mim o pelo meu governo, convencido como
estou, de quanlo interessa as duas coreas, tao inti-
mamente ligadas pelos tacos de parentesco, conscr
var e cstreitar cada vez mais relaccs de que 18o
grandes vantagens rcsullam a ambos os paizes.
a Na esculla que Sua Mageslade Imperial se dig-
nou fazer da vossa pessoa para seu representante,
vejo urna evidente.prova da confiauea que Ihe me-
recis, o doapreco em que tem, assim os talentos de
que sois dotado, como o vosso zelo pelo servico; c
hasta essa tao honrosa dislinccao para vos tornar
acredor damiuha estima e benovolencia. i
CORRESPONDENCIA.
Como o Sr. A. H. de Souza Handeir em sua cor-
respondencia publicada no liberal Pernambucano
de hoje,nao contestn as proposiees que emilli na a-
sembla provincial, acerca dos escndalos quelse
commellem em Olinda em favor dos estudantes, que
frequentnm as aulas particulares dos professores do
collcgio das arles, c smenle (ratn de mostrar qne'
as minhas palavras nao podiam entender-se com S.
S., julgo-me dispensado do responder-lhe. Se o Sr.
Souza Bandeira esl ou nao no caso dos professores
que me refiri, o publico que o decida. Contento-me
com reverter ao Sr. Souza Bandeira as qualificares
de leviano e precipitado qne se dignou alirar-me,
e a dizer-Ihe que falta-me coragem para tancar so-
bre o governo imperial, como quer S. S., os abusos e
sordidez de alguns profestore* do collegio das arles
de Olinda. F. X. Paes Brrelo.
Recite 22 de marfo de 1854.
LITTERATIRA.
d^ple Vctor de
otaeadentc, haviai
o elementar em toda
, sendo do sexo niaseolsW-jftWo, do femeni-
e que a relac*^! amero de alum-
uo para a popuUcao total te de 1 para 201, isto he,
que ha ara alumno por 9k habitantes.
Se n, porem, fizermos o calclo, considerando,
Mruoqaerem alguns aeshere, popolacio com'600
rm nr lepntado em aparte, qoe ppvoa-
i> que as villas qne me!
nerfbum modo deslroe o'
jslecase logo que eu te-
men lo dess povoages, havia da apre-
pfojedo creandonellas aulas de primei-
'ctlras. A este respeilo contesto, que o presiden-
te da provincia supprir a minha falta, e osar da
faculdade que llie d o recutaroento sobre a inlruc-
rao publica. Em cooclasDo, Sr. presidente, entendn
que nos devemo approvar o projeclo, nao tmenle
perqu deveme desenvolver instrucco publica,
. querida de um concurso feito, na capital, com as-
o rpwterarmos a condc3o ewleucia do presidente da provincia, e do director
da instroerilo, quejulgaram, qne esses professores
tinliam a habilitacfies snfllccntes para exercer
bem os seus lugares. O nobre deputado nao tem ra
zio para dizer, que esses professores foram mal Bo-
rneados.
A'vist destas razes, qne me parecem sSo suflici-
eules para provar, que o projeclo deve ser adoptado,
eu couduo declarando que voto por elle. Esta he a
minha opinlo.
P9r. Figueira de Mello : Na Babia ha doa
diz o nobre deputado,mas parere-me que esse nume
ro he raaior ; no Rio de Janeiro Um-se elevado ho-
Em um pequeo discurso, que hoje publicamos,
queixa-se indirectamente o Sr. Dr. Baplisla, digno
rnemhro da assembla provincial, de muila vezes Ihe
aUribuirem (em seus discursos)pentamentot que nio
tem, e coutas que al atoo em opposicUo com as
suas ideas; e depois de haver expendido a sua opi-
nao acerca do dever que lem os senhores depulados
de corrgjr os seus discursos, condue, dizendo que o
emprezario desla fnlha, encarregado da publicacao
dos trabal litis da assemSla, dece ter nostachigra-
phos habis', como pessoas muito habis tambem pa-
ra corrigir os discursos.
A' vista, de semelhantes proposites, cujasconse-
quencias lgicas sio manifestas, cumpre-cos declarar
que o Diario de Pernambuco tem urna redacriio,
qual he incumbida a tarefa de corrigir os discursos
d 'aquelles senhores depolados que o nao querem fa-
zer por si mesmos. Se esta redaccOo he habl.ou mili-
to liabil, como quer o Ilustre depnlado, o Sr. Dr.
Baplisla, he questao que ao publico compele jutgar,
esobre a qual nada nos he licito dizer podemos
porem asseverar que he ella asss escrupulosa para
niiu cm prestar a nenhum Sr. deputado pensamentos
que nao sejam seus ou coasas que estejam em oppo-
sicBo com suas ideas; e dislo lentos dado' prova nesle
mesmo anno, remetiendo, por exemplo, ao proprio
Sr. Dr. Baplisla dous discursos, por contaren! estes
lacunas que nos nao julgavamos autorisado a preen-
cher. .
J nina vez fizeraos sentir (em o annop. p.l ao
que devia limlar-se a correcrao dos discursos dos
senhores depulados, qor feita por n<, qur pelos
proprios autores. Absteino-nos pois de voltar oulra
vez a este ponto, visto que ainda nao mudamos de
opiniao, estando por outro lado bem Umbrados de
que a assembla, Unge de a contrariar, pelo contra-
rio a favorecen naquella occasiao.
Quanto afliablidade dos noasos lachigraphos, dese-
jaramos, com elTeilo, que fosse. mais consummada.
Entreunto nao est cm nosso poder salisfazer, o nosso
desejo o o do Ilustre deputado, nao bavendo gran-
des meslres de laehgraphia em nosso paiz. A as-
sembla, que com elles se tem servido al o presen-
te, os saber julgar e decdir-se.
No Diario do Gorenu>,del.isboadol7de fevereiro
prximo passado limos, que no da precedente S. M.
cl-rei regente de Portugal, em nome do rei menor o
Sr. 1). Pedro V., dera a primeira audiencia no pa-
co das Necessidades ao nosso dislinclo comprovin-
ciano, o Illm. 6 E\m. Sr. consellieiro Antonio Pe-
regriuo.Maciel Monteiro, Horneado enviado extraor-
dinario c ministro, plenipotenciario desle imperio
junio aquello soberano, aasistindo a esta audiencia
osoluciaes-moresda real casa, os gentis-homens da
real cmara, os ministros e coiiselheiros de estado,
os ministros de estado honorarios e mais pessoas que
cos u mam ser convidadas para taes solemnidades.
Eis-aqui o discurso do Sr. Macicl Monteiro, e a
resposta do S. M. cl-rei regente.
a Senhor.Tente a honra de depositar as raaos
de Vossa Mageslade a credencial, pela qual Sua
Mageslade o Imperador do Brasil, meu Augusto
soberano, honre por bem acreditar-me junto a
Vossa Mageslade na calhegoria de seu enviado ex-
traordinario e ministro plenipotenciario.
Exhihindo assim 0 titulo, que estabelece meo
carcter publico, repulo um dos mcus primeiros
deveres testemunhar a Vossa Mageslade os senli-
mentos que animam ao meu governo, de manter
sempre, Ilesas, e cada vez mais firmes e mate inti-
mas A retacos de boa intelligenda e cordeal ami-
zade, que felizmente subsistem entre o Brasil e
Portugal: intelligenda e amzade, que cimentadas
em interesses rec|irocos e permanentes, assim c-
noem tantos outros motivos Iradicclonaes e rele-
SIR JOHN FRANKLIN.
I
Devemos ver no relalorio de Beechey, qne foi seu
inmediato, porque prnvas elle comecoo a terrivel
carreira de explorador das regifles polares.
a Nao ha, diz este offlcial, juiz irrccusavel nesta
materia ; n3o ha, estou convencido, linguagem hu-
mana que possa desfrever a grandeza aterradora dos
eBeitos produzidos |ielo choque dos gelos daquelle
tempestuoso ocano. He nm espectculo ao mesmo
lempo solemne e sublime ver o mar violentamente
agitado rolar suas vagas, como monlanhas conlra es-
ses corpos resistentes ; mas qnando vem quebrar-se
contra essas massas, que elle lem posto em moviroen-
to com urna violencia igual sua, o elfeilo he pro-
digioso. Elle se arremessa sobre esses pedacos de ge-
lo, e os enterra muitos ps abaixo de suas vagas, um
momento depois, esses gelos, procurando subir su-
perficie, fazem recahir as ondas em redor delle em
cataracUs fumeganles, emquanlo que cada massa de
persi, rolando em seu leilo revolvido, choca-te con-
lra sua vizinha e lula com ella, at qne urna deltas
fique quebrada ou sbreposta a outra. Nao lie em
um espato restricto, em que se d esta espetlaculo :
elle se desenvolve Uto longe quanto vista pode ai-
cancar. E quando, desviaodo-se dessas scenas con-
vulsivas, o olho se volve. para o aspectoeslranho, que
o reverbero dos gelos produz no co, onde parece
brilhar urna claridade sobrenatural na calma de urna
atmospliera praleada ; qnando se v, como vemos
nesle momento, cima de nossos mastros essa abo-
bado tnminosa ; butdada de todas as partes por seu
largo horisonte do Irevas espessas e navens tempes-
tuosas, como urna muralha qne nao he dado ao ho-
mem iillrapassar, comprehende-se fcilmente que
sensarcs de respeilo e temor imprime na alma urna
igual grandeza.
a Sea terca moral do homem do mar tem sido em
algum lempo sujeila a urna rude prova, he certamen-
te era semelhantes circunstancias, o nao posso oc-
cullar o orgulho que experimental, qnando, no meio
dessas formidaveis manifeslaces da naturezi, ouvia
o tem calmo c decidido com que o commandante do
nosso pequeo navio, sir JohnFranklin.dava ordens,
vendo a promptid.lo e precisao com que a equipa-
gem as executava.
(i Cada ura de nos, inclusive eu mesmo, lendo os
olhos fixos nos mastros, esperava com anciedade pal-
pitante, o momento do choque.
a Esse momento chegou rpidamente. O brigue
Trent, penetrando no banco de gelo deu violenta-
mente contra elle, e no mesn instante perdemos, o
equilibrio. Os mastros curvaram-se ao choque, e o
mcame quebrou-se debaixo- de urna press3o, que
nos fez ter as mais serias apprehensOes. O navio os-
cillando parecen recuar um momento; mas susten-
tado por urna primeira vaga, foi arremessado de la-
do as hordas de um campo de gelo, onde rolando
ia encalhar, quando a vaga segunle, lomaodo-o qua-
s inmediatamente, o fez dar um bordo sotavento,
c, batendo com furia em sua popa, o dcixou bom-
bordo em contacte com o campo de gelo, e exposto
estibordo aos choques de nm pedaco de nev, cuja
massa era quasi o triplo da sua.
Essa infeliz circunstancia nao Ihe permitlio pe-
Entre oulrosofllciacs da marinha real, se Ihe as-
sociaram o doutor Richardson e o lenlo Back, no-
me que M remarara illuslres sobre seus vesti-
gios. 0
No mez de maio de 1819, elle se emnarcou, pois,
ira j habiade Hudson. quo devia ser seu ponto de
irtida, e s depois de tres anno d orna navegafo
erabaracada pela abundancia dos gelos, he que elle
pode chegar a feilorta d'York. Sua primeira eitacao
era o forta Chipewyan, porto avancado da compa-
nhia Ingiera de pelles no lago Allapesko.
All eraque a wpedicSo devia eoaipUlar-se e or-
ganlar-se difloilivmenle; para chegar a esse pon*,
to, os viajante linham de passar um etpaco de 300
leguas semeado de lodo os obstculos que, naquelles
medonhosclima, o sol, uaguase o co pdem ac-
cumular debaixo dos pastos do homem.
Pde-se fazer urna idea por este faci, que elles
nao podiam caminhar na espessa carnada de nev,
que cobria a trra, senao por meio dease calcado,
que se charca raquetles, os quaes s tinliam por me-
nor inconveniente o atacar constantemente seus
ps magoadofp seus arUIhos ochados com um peso
de duas ou tres libras.
A penuria natural daquellas regioes desoladas, a
n certeza das chegadas, as difliculdade desconheci-
das em nossos climas, e s quaes o ehefe da e%pedi-
cao devia prover cada da naquellas solidOesde gelo,
ludo emfim contribua para tornar seus ltimos pre-
parativos tao lentos como laboriosos.
Erapregou nelles toda a primavera e urna parle do
esliode 1820. Foi a 18 dejulho que, lendo final-
mente conseguido recrular o pessoal defua tropa en-
lre os caradores canadenses* Iribus indias, elle pode
se por era marcha para o valle da Coppermine. Ain-
da e a despeilo de todos os seus esforcos, eslavam lo
pouco prvidos de vveres, que leve de fazer entrar
a cca e a pesca nos fuleros contingentes de seu re-
cursos quolidianos.lriste eventualidade que devia lo-
go redozi-lo a extremas necessidades!
O plano desle artigo nao nos permute seguir passo
a passo os viajantes em seu penivel caminho ; mas
sendo esta expedic.Jp urna daquellas, q*e mais eni
experimentado a energa do homem, julgamos dever
trac,ar algumas scenas delta, tanto mais quanto a
narracao de Franklin esl longo de ter recebido no
continente a publicidade, qoe obliveram as de Par-
ry, de Ross ele., as quaes"ella excede todava pelo
la do dramtico e interesse dassiluacoes.
No fim de agosto, lendo Franklin passado a linha.
que separa a vasta baria do rio Mackcnsie do Cop-
permine ; chegou as. margen do lago Winler, urna
das fontes dcsta ultima corrente. All os symplo-
mas, precursores d ma cslacao e os conselhos de
seus guias o determinaram a esperar o esli segui-
le emum lugaijquo recebeu o nome de forte da
Empreza. f
Em quanlo que destacamentos de sua tripolaciio
s ordens de Mrs. Richardson .e Back eran expedi-
dos para traz, at oscslahclecimenlos mais visinhos
para Ihe Irazer o provimento necessario a contina-
cao de seus projectos. Franklin e os offlciacs, que
com elle linham Picado, construirn urna'cabana
com pedacos de barro que, mollificados c diluidos
pela acote do fogo e da agua fervendo, tomavaiu
logo, com a gcada, a consistencia depedra. Este
miser avel abrigo estelando aos assalloa do vnlo e
da nev, tendido do todas as partes pela fntensidade
do fri, Ihes parece com ludo, dorante, nove exten-
sos mezes de invern, urna morada commoda, com-
parada com as barracas hmidas e geladas, que li-
nham habitado al enteo..
Oulras preocupacoes nao tardaram cm socceder
s da habitacao. Comquanto os vveres houvessem
.do anciosamcnlc economisados, elles diminuiam
cora urna rapidez espantosa. A dislribuirao de al-
guns pugillosdc tarinha c de carne era esperada pe-
lo! viajantes como nm gozo de luxo, e quando o
augmento do fro exigi mais alimentos para o esto-
mago, elles foram obligados a diminuir de 8 oncas
para 5 soa raciio diaria de alimento animal. Os des-
tacamentos enviados cm procura de provises
pesca ou a caca, voltarain extenuados de esforros c
de fadigas, quasi sempre mais carregados do tristw
presentimentus que de vveres. Os promenores se*
gunles podem dar urna idea, do que h a existen-
ca do homem as trras geladas de um invern po
lar, e debaixo de urna temperatura, qge nao per
mitte ao fogo mais ardente dar a agurdente gelada
urna fluidez.superior a do mel. >
A 27 de marco, Mr. Back voltou do forte-Chcc-
pewyam, depois de urna ausencia de cinco mezes,
durante os quaes tinha caminhado com raquetles
um espaco de mais de mil o ccm'milhas, lendo ape-
nas una cobertura e urna pelle de vcado para se
abrigar denoite contra o fro de 40 e algumas vezes
de 57 graos abaixo de zero, faltando-lhe as vezes ali-
mento muilo dias. Suas privacDes s eram miti-
gadas do lempos em lempos pelas raras pescaras,
que faziam os indios de sua escolta, os qaes Ihe di-
ziam de urna maneira locante, a entregar-liras in-
teiramente : Estamos acoslumados a teme e tos
no I
Um da, accrescenta Back, um dos nossos apanhou
um pcixe, que misturado com um pouco de trippe
de roche, especie de musgo glutinoso, compoz nos-
sa ceia. Nao era alimento sonoroso, mas homens
esfaimados podiam coulcnlar-sc com elle. Emqiian-
to comamos, vi aproximar-sc urna das mulheres da
nossa tropa, desdoblando com o maior cuidado urna
velha pello, ofterecendo-nos seu marido o que nel-
la se continha. Era nm picado de carne pizada,'
gorda, podendo ser misturada de carne de vead o,
porm contendo mais carne de indio do que outaa
qualquer cousa; e posto que esta mistura poitesse
parecer pouco seductora para m estomago inglez,
era com todo um grande luxo depois de tres dias
de jejum naquellas tristes regios da America.
Se as privares dos navegantes eram grandes, as
das pobres familias indias, que invernavara ao re-
dor de sua cabana, compondo-sc principalmente de
doenles, de mulheres fracase de meninos, eram ain-
da mais crois.
Ellas varran a'neve no logar de seu acampamen-
to para procurar ossos, pes de vcados, pedacos de
couro, ou restos de qualquer outra materia animal.
Quando os riamos, diz Franklin, roer fragmen-
tos de couro, ou q uebrar ossos, para exlrahir del-
le por meio da ebulicao, alguma consa que servis-
se de alimento, lamcutavamos a irapossibidadc em
que estovamos de irmos em seu soccorro, c peusa-
vamos que talvez vira um dia, cm quo nos mesmos
fossemos reduzdos a explorar segunda vez c com
avidez esses htestnosTRBsos no meio das immun-
dicias. \
Peto meado dejunho de 1821, o quebrntenlo dos
gelos no lago Winter adverlindo a Franklin da
aproximaran da curta eslacao, em que as aguas da-
quellas regies silo navegaveis, elle desceu com to-
da a sua equipagem o curo do Coppcrniine. Pas-
sado um mez, depois de urna viagem de 334 milhas,
das quaes 120 peto menos linham exigido o trans-
porte dos botes, elle pode enfim contemplar do alto
de urna collina, as aguas do ocano polar, qne Ihe
parcriam amontoadas de ilhas, e de gelos.
Depoisque, com muilo trabalho, conseguid qunze
nelrar muilo avante nos gelos nara escapar aos clfe-a dias de viveros para toda a sua gente, que subia a
toado vento, e ocollocou cmumasiluac'iio, que pa-
reca por assim dizer, assallado de lodos os lados por
urna balera de carneiros (*), cada um dos quaes Ihe
disputa va a eslreita passagem que elle oceupava, nao
Ihe pcrmillipdo al seus golpes incessantes entrever
a possihlidade de o salvar da deslruicao. Atacados
lillcralmeiile esperavamos pacientementee resultado
de una semelhante crise, porque apena podamos
suster-nos em -p, sem podermos presirar-lhes ne-
nhum soccorro. Ello era agitado com tal violencia
que o sino, que jamis na tinha locado por si mes-
mo as maores tempestades, entrou a soar tao con-
tinuadamente, que se mandou guardar, alim de ex-
tinguir a sinslra associarao de ideas, que fazia as-,
cer seiiiclhante concert.
Este quadro he sufliciente para dar urna idea das
provares, que soffreram por tres mezes os comman-
danlcs do Trent e da Dorottre, e comquanto esla
exped cao nao coiiseguisse seu lm, nem livesse po-
dido passar essa barreira de gelos, qoe tinha deldo
tambem os viajantes do secuto precedente, a Ingla-
terra HSu pode recusar sua admirarto aos esforcos
dos novo e intrpidos missionarios da ciencia.
Por isto, quaiulo no anno segunle o governo in-
glez envin o capiUo Perry ao estrello de Lancate,
para continuar ah a procura da passagem noroeste,
do ponto em qne Ross a tinha abandonado, e qoii
fazer concorrer para essa tentativa urna eipedicio,
que se dirigase por Ierra s margen d baca polar,
elle nio hesilou na escotha do boroeni, ao qoil a de-
via confiar. Fnnkln receben o ea comraando.
Soa missSo, alm do'concuo que devia dar, te
fosse poasivcl, expedico de Perry, consista em re-
conlieeer as costas do continente a teste do rio Gep-
permine, e determinar as latitudes e as longitudes
daquellas regio*, mai exactamente do qoe o nio
tinha podido fazer no teculo panado, Hearne, sea
primeiro explorador.
() Anliga machina de guerra.
(rinla pessoas, Franklin se embarren nos frageis
barquinhosdos Esquimos, por aquellas ondas, que
nao tinliam levado "nenhum europeo, e se dirigi
para o oriente do rio Coppermine, com a irtenclo
de sabir, se fosse pnssivel, e segundo as hypolhses
de entilo, em algum dos Decantas scptcnlrionacs
da baha de Hudson. Mas depois de ter caminha-
do em cinco semanas 600 milhas geographcas de
costas ; descoberto archipelagos, cslrclos e golfos,
que conservante no futuro, cora sua memoria, os
nomos que lhcs den, a fome, os symptomas do in-
vern, c sobre lodo a ausencia absoluta naquellas
paragens das tribus dos esquiamos que livcsseni po-
dido prover o forncrimenloda expedr,Ao, obrigaram
o intrpido explorador a voltar. O ponto externo
.daquella cosa, o qual foi n limite de seus esforcos,
he bem conhecido na geographia pelo nome de co-
to Tarnagirn.
A 22 de agoste comecaram as mizerias da volla.
Nesse momento restara apenas expedcio dous das
de vveres, c quasi 1,000 milhas ,a separavam do
forte da Empreza, onde as ordens de Franklin Ihe
faziara esperar adiar o primeiro deposito de pro-
vises.
pedicados mensageiros expedidos muilas vezes s
teilonas do interior, linham levado para aquclle
ponto todos os recursos obldos naquelles cslabele-
cimcntos e do concurso dos indios. Pondo o p ou-
tra vez no continente, Franklin cncarregou, alm
de oitlros, a Mr. Back, de lodos os seas companhei-
ros aquetle, cuja forc.a c indomavel energa elle ti-
nha melhor apreciado, de ir adianto e fazer apres-
sar a exeeocSo daquellas medidas, de que dependa
a salvace da expedicSo... Estas precauces deviam
ser iauteis, e os soooorros faxerem-se esperar muilo
tempo!...
Os viajantes, desde 3 de outobro deudos pelos ge-
los e baixos, abandonaran suas embarcarles, d'alli
em diante innteis, e fafcricararn com seos deroces
barcos mate leyes, na previsSe das correnles que po-
diam encontrar. O apparclte e as |iee desmon-
tadas dMtas novas einJiarcacSes elevavam a 90 li-
bras o peso, que cada homem leve de levar, e com
esta carga, opprimidos pelas la da
fome c da ra esacao, essa inba-
va por Cima di ni
hora, compretendi!
No da segrate
seo ultimo pedaco de carne
cao de araruta linham h
lo da v*pera. Privado
de acender fogo, dHara
dias ficaram como sbpolla
da tempestade de heve, cujo
as tracas paredes de soa barracas,
cobertura de urna cemada de gelo de ron*
gadas da espessora. Nossos sofrrirmmtos, diz
Franklin, cansados por semelhante lempo C per um
fri de vi ule graos, debaixo de urna pobro barraca
de lona, podem ser fcilmente imaginados, paiea
ficarao muito aqoem dos qoe trazia a fon
A 7 de setemhro, enfraquecidea de fome, com os
seu veslidostwndurecidoi pelo gelo, lendo dobradn
sua barraca e suas coberturas carregadas
de nev, liveram de tentar de novo os p
deserto. Dcpo's de se terem alimentado (
mente por muitos dias dessa espectawde m
os canadenses baptisaram com o nome do rlpj
che, e cuja substancia mucilaginosa nial pod
ilir as nffliroes de seus estomago, liveram
acaso de matarem um boi mosqueado ; estol,
quarteja-lo foi cousa de um momento
nos crus, sobre os quaes aquclle bando
se arremessou vidamente, foram procton-
los mais delicados urna iguaria sem
lhcs
Infelizmente aquella boa fortuna i
fado solado noque se poderia chamara ret
polar ilo Franklin e do seus companheiros, e as mi-
serias J soffridas nao eram senao o preludio das
inexprimiveis provacOcs, que os aguardavam.
Com efleilo as tongas privacoes o as fadiga-
repouso, feriram com seus resultados ordli
menos fortes denlre elles ; acommellidos
apalhia indolente, desembaracaram-se dos^
que relardavam sua marcha ou aggravavam se
lado de fraqueza. Assim foram abandonados
a pouco os boles, nicos meios de transporte
lagos e ros, que clles podiam ler de alravcssar, as
redesde pesca, queem urna occasiao oportuna po-
deriam provcr-lhes sua subsistencia, c seus ca
ultima esperanca dos doenles c dos ferdi
quebrados equeimados.
Desdo cntao, seu alimento se reduzio invariavcl-
mcnlc aos musgos dos rochedos e s assada
dos morios naquellas solidos, cujas carnes a i
zas haviam devorado ha muilo lempo. Cald
no fogo esses ossos faziam com elles um c
feclo, que elles adbavam com pedacos de coo
fragmentes de seus sapates velhos, e poslo*. q
amargor ptrido desse alimento Ihes exeorl
labios e o paladar, julgavam-se felizes qnando
nao faltara. .
A forc da maior parle dos viajantes sueco
ra logo debaixo de um tal rgimen,
algum deltas se aballa no -aminho e fali
dio da uoilc. O doutor RidKrdson, cuja !
solucao e constancia chrialaa sustentara o vig
rulante, quiz demorar-3C para reunir os que fi
alraz e cuidar del les, e quando depois de,seis
as de lula contra luna rialureza n
klin, elle mesmo quebrado de esforcseV
sidades, chegou finalmente a cabana da
nao contava comsigomais'de cinco pej
vinte que linliam deixado, debaixo de seu o
do, as margis do ocano glacial.
Urna terrivel decepcao os esperava naqi
no qual se linha concentrado todas as suas e
Cas. Elles o acharara completamente nu ai
nado.
A esta vista, diz Franklin, I
ver nossas sensacOes. Nenhum i
derramar lagrimas, muito meno
sorle do que sobre a dos infelizes anrigoi
mos deixado alraz, e cuja salvacao de
mente de nm soccorro immediato,
possbilidadc de Ihes enviar.
Adiamos entretanto urna nota, de Mr. Back,
peta qual nos informava do que elle all I
gado dous dias antes por um outro caminho, e se
linlia ido cm procura dos indios, propondo-se, se
tosse bastante feliz de os encontrar, dirigir-se ao
forte Procidencia, donde poderte mandaren) nosso
auxilio ; masduvidjva, no estado do debilidade em
que se achavam, que elle ou os seus podo
gar at l.
A siluacao de Franklin, e de soa fraca c
torna-sc cntao extrema, e aforra,'d'alr
gem, qne esse homem heroico deseuvolve para sal-
var seus dcsgrarailos companheiros e arranca-ios de
sua proslracao, tem alguma cousa de sobre hu-
mano.
Nao lendo oulra esperanca senao a que Ibes da-
vam os indios, c pensando qoe os poda encontrar
no caminho, auc conclu ao forte Proticncia
solve-se a tomar essa direccao com dous dos
porque os outros tres apenas se podiam mover.
Elle parte pois, levando porto do alimento i
de veado assado. No descanco da noite os p
viajantes, afim de procuraron algum calor, nao li-
veram oulro meio senao comprimirem-se um o
o oulro, no seio de una noilc gelada, e de nm
lo, que pareca traspassar eus corpos descanu
No da segunle pela manhsa, quando se pan-
a caminho, Franklin cabe cutre* dous rochad
essa queda sias raquetles se quebram. Este
dente, junto ao csgotamcnlo de suas fon.
permitte acoaipanhar a marcha de seo
nheiros ; porem elle nao podo resolver-si
dar sua vlagcm. Nao depende sua vida de um i
promplo soccorro ? Deixamos enUo seus do
maradas de infortunio ircm em procura da Mr.
Back ou de meios de Ihe fazer saber, que clles se.
dirigcm para o forte Procidencia, elle se decide a
voltar s.
II.
Parlindo em maio de 1848, estas diversas expeol-J
C&es linham acabado suas misses desde a primaveral
d 1850, mas sem o menor resollado.
Enlo umaanxiedade igual aquella qoe linha aba-
lado a Franca no lempo da jtesapparico do lar
rouse, concentren em Franklin e seus companheiros
s votos do mundo civilizado.
As hypothcses, -osjirojectos desalvacao, asoplntCs
diversas econlradictorTasqu seu destino susciten
formaran) numerosos volumes ; c os navios e mari-
nheiros que o (ira smenlt de sua salvacao, a indaga
Cito de sua sorle arremessou as ondas rcticas, exce-
de certamenle, devemos dizer em tenra da civilis-
cao, lodos os vidos corsarios que a mais rica preu
jamis reuni em um ponto dado do ocano.
A dalar de 1850, o governo iogUzn3o dcixou iM
de consrvamenos de 6 navio as aguas d
de Behring c ate 10 as do Lancaster-Sound.
Promelte um premio de 500,000 fr. toda exped-
cao ou pessoa, que dcscobrir as equipageoido Erebo
e do Terror e Ihes levasse um soccorro eflocUvo ;um
premio de 250,000 fr. a toda expedido oo pessoa,
que fizer a mesma cousa por urna parte das raesmas
cquipagens, ou aquella aqoem se devesseos metas de
o fazer ; igoal premio finalmente i qualquer expedi-
cae ou pessoa, qne por sua enragem ou seus esfor-
cos, procurar noticias certas acerca da sorle. da expe-
dico.
O governo dos Estados-Unidos, se amo nota-emen-
te s pesqoza da mai patria. Os catarros particula-
res naoliearam aireado esforcos pblicos.
<> velhosir John Ross, anxilnfo em sua empreza
pela companhia da haba d'lludsn, esqs^^H
anuos e suas fadigas, nao temeu,-a boi
yachl o Felez, insultar de novo os mare 4a pala em
procura de seu ilustre emulo.
Mr. Grinnel, de New-York, arraou dous navie-
ra o mesmo fim.
Nesle concurso de dcdicaces, 'a EoMpa *^^^H
sorpreza, mas nao sem ternura, fi
mulher do celebre viajante, lad
do sua cusa navio, prodigli as a,
tentativas, iusUnlando-a com sua piedosa espe-
ranca.
Eae fizermos entrar em linha de conta osbateeiros,
movidos pelos premiog promellidos pelo governo io-
gUi pode-te elevar a mate de 40 minero dos na-
vios de todas as serles, que sulcam actualmeote os
mares polares para acharem nelle os vestigios
rebo e do Terror.
Em nenhuma poca talvez foi dada InJ
reunir em um mesmo tteatre nanlic i
1o de talentos, de corageose de bi
qne desenvolve h tres anoo et le*^
cruzeirod huroanidadeeda acenc
de gemertem duvida, te elle nao tmiejair seu
principal; mas, ainda qnando ejn atnl
doscapltaes Ommaney, Austin, Brichev, Penny, For'
J
i
i
rs



%
ylh, dos lenle M'Clintack, Oborne, e do Joven
raBC de roorrer gloriosamente no
meio delles.H'caro unidos ,le l.oje em dianta A me-
moria de Franklin, como o nones dos d'ErJfccas-
reaux dos Rusel i do osso t.apejrousc.
Se etles nao poderem aliar as plagas desertas, nos
gelos nncluanles aa labia polar alguos vestigio ea-
paraos da espedb Uin ; se n|o consegu-
rem lirar o illuslre ingles dessas trevas, "quo orara hairesseculoataaeioPttjeaHBo, dos irmaos
.OKkn#*mH*+t-mwt*m pao,
geograptoa da parta do globo, que pareia desafia-la
mai.podeee.amenle. Penetrando alm do. limito
posto por Farry em (da relie eicurslln de 1820, el-
le tan reconhecMe loda a hida. occidenlaes do
slre. o do Barro* verificado todo, os archipelagos
que ellas cortara, observad .na, margen,, ludado
saa. corrento, o levado alm de 76 ..rllelos e de
120 mendianos o etmpo deseonhecldo. Finalmenie
."tob r; ?mrlM0Mf":-C"'r*' 1l "o se
il ,"*',a *"lnYernfl'- de fazer a pas-
BerhingaodeBarrow.eresI
problema secutar, ajala Euro-
P m vid** iI,us,res'
psrlidolwU.nnos.par.ocsIrei-
ung no Investigator, e .,, aJeos Ues.
seus amigo tai: Hei de descubrir Fran-
Klin 0a a passagem. s
com nma feliz (emendado a segunda de
promesas, e do meiu dos gelos que o conservan,
preso ha mullos aono, talver, o incauSavel marinhei-
se prepara para continuar o cumprimenlu da pri-
she triste ajunlar que pelo caminho que
no, elle naoeneontrou nenlnm vestigio, nenlium
l. que possa fazer suppor que o Erebo e o Ter-
snham jamis sulcado aquellas paragens* Da
lusao do seu relatorio', conferido com os dos ox-
lore precedente,se poilo deduzir que os navio,
le Franklin, nao appareceram jamis na parle da
Ja pota. couda entre a penins-ila do Boolhia n
leste, Ierra de Wollaslon a oeste, o seoslas meridio-
nal da grande i|ha de Bank. p,clo norte dessa ler-
da mal couhecida he que Frankliu lera procu-
rada dirigir-se paratoeste. .
tescaJqWum grao de probabilidade
'rteza, quando a comparamos com estas
Criptasde saa propria maoa SirJ. Barrow,
npo antes de sua partida : A passagem
la deve ser procurada pelo estreitu di Bar-
he coma ainda incerla o saber, so ,e deve
c> sul das Ierras vistas por Parry. Inclino-
norte, a desejaria elovar-me no noroeste, se
tasse possiyel, al 140 graos do longitudc.
)lniao de Franklin era partilhada por lodos
fficiaes, e ah, segundo lodo a apparencia,
^semencontra segredo fatal de seu destino.
Oue ^e respeitoo comrhodoroMac-Clure:
< arrestado para o norte or para o
Ar 13. Para que mais fcilmente se prestem a as-
ignatura acmcllesquc prctenderem ser socios, depo-
siter-se-ha o livro pora esse iim em lugar o al-
cance de toda, o nual ser annunciado pelos peri-
dicos,
Ja, t. e a.- secretarios e llieauurciro, Horneados es-
tes empregados, e *jd scfluimenlo lnvrar.i o 1. se-
cretario a acia da testan de inaugurado a eieico,
om folha votante, para ser lanzada no livro compcl
lento, e .assim apresentada na immodinl:, ^^ ..
QIAftO DE PERHAWBUCO, QUIHTA FElfa 23 DE KURgO DE 1854.
apresentada na inmediato sessao. aun
rera cnlSo designada.
Art. 15. Instalada assim
seu, trabamos em dias regulares al com-
pleta approvacao do, eslalulos, que rcgularao
definitivamente o numero de sessoes mensaes?
1.1,.. llVr cmque se ai,ar a ** da ins-
talar*) da sociedade e mais actas al
ArtM n Jard'm '"",l"ico- i1?h,0 da *.*>* Ji fetn!
Ari. o,i. u vico roitor substilue o reilor na sua ,la- W"m lazor publico, que no .lia 23 do-marco
ausencia o iropcdimoiilo preside aos Iraballios ordo- P'SjgJPo ndoor, perafite a junta da fazonda da
nudos, alcm das obrigacOcs de oscripturaeso o outras hesourana. val novamenlc prara, para
t> eslabelecida, : eumnriod* nr.i. '.,.. .:,_. *L??l,'"'a 1a?lnem P?r mc"os fiwr a obra n>
C0I^*nMecadeia da villa de l'ao d.Ailio, avalia-
e
Art. 54. Sao socios ci'eclivo, todos o grandes
agricultores da provincia, a estes incumbe o onu
de pagara jota o mtsosalidadcs ; o aquclles que mo-
raren na cidade, u tres leguas em distancia delta
sSo olarigad, a aceitar us empecaos 'da sdeiedjide,
se impedimento razoavel ^iao obstar.
Art. 55. Sao socio protectores aquellos que, ou
ciara! Seos aT' ? ^^ ? ^^ "* ^ "" > < ^IZ'^IZ
dos estatuios, continua
a npprovacao
ra n servir smenle para se
tancar as acias das sessoes da sociedade.
^ RGIMEN J)A SOCIEDADE.
Aj. 17. Crcar-sfr*a urna commissao de resimen
denominada *. Directora geral logo que forem
approvados os cslalutos ; Mudo entao maioria do
votos elolos qualro vogaes d'enlre os socios mai,
prestantes.
Art. 18. Sera composta a directora geral do i.
v.cc-Presidente como director geral, no impedimen-
io ueste, do 2." vice-prcsidcnle, do 1. c 2.- secreto-
rios, do thesoureiro, o dos qualro voaacs. Todos
os negocios para andamoi.to c boa ordem da socie-
dade, serao resolvidos por esta commissao. .
Art. 19. A directora geral dover reunir-se urna
vez por semana,' em casa designada polo director,
que sera peculiar da sociedade logo qne for possivcl.
-va sua pnmeira sessao a directora mandar im-
pnmirdous mil excmplarcs .los cslatulosparasercm
rcpariidos pelos socios : as suas actas serao laucadas
em livro parliuclar para ellas, rubricado peto di-
rector geral, assim. como todos os demais da socie-
da.lc.
Art.
20.
directora
intente
A directora tara escollia e compra de
terreno adequado e suUicioiilc para fundado da es-
cola pratica o jardim botonico, consaltando para isso
aspessoas mais cnlcndls, devcmlo a compra ser
approvada pelo Exm. prudente da sociedade.
Arl. 21. Pcrteiicc-lhe (ao bem nomciar d'cntro
os socios c reilor c seu substituto, ou' vice-rcitor
da escota pralica, designando-Ibes ordenados c gra-
neares. Eslas nomeaces prcvalecerao sendo an-
provadas pelo Exm. prosidento.
Arl. 22. Mandar vir do cslriingeiro machinas c
ictramenlas para o manejo da escola, assim como
para o deposito, quo deltas deve baver. Mandara
vir 13o bem os animaos ulcis, que nao possuimos,
e melhores raja, do que temos actualmente ; plan-
tas, sement,, etc.
.j^T.1'.23' Mnd,,^i', assignar os peridicos de cf-
livos de qualquer nalureza.
Art. 56. Socios honorarios-sao aquclles que nao
podendo concorrer aos Irabalhosda sociedade por*
morarem fra da cidade ou da provincia com ludo
se preslam com oficrlas pecuniarias a be*in da .so-
ciedade.
Art. 57. Socios correspondentes, aquclles que
rosidirem fra da provincia, c posto que nao sejam
obrigados a joia e mensalidades, com ludo aimliam
a sociedade com suas luzes, parliciparoes de deseo-
bertas modernas ele. podendo accumular a quali-
dade do socios protectores,
Arl. 29. finias as despezas a fazer por conta da
sociei-'adc s*So ordenadas ao^hesourciro por man-
dados rubricados pelo director e primeiro secreta-
rio;
Art. 30. Orgaiiisar o rcgnlamento interno da
direcejo, e o rcgulamenlo da cscpla | ira tica.
Art. 31. No impedimento, raorle, u ausencta
de algum dos empregados da direcc^o maioria des-
ta pcrlonce a nomeacilo dos inlcrinos, al a primei-
ratreiinian da sociedade.
Arl. 32. A ilircrraoscr.-i renovada de-tres em tres
annos, podendo cqm ludo os mcmbrps delta sor re-
clcilos no todo, ou cm parle.
Arl. 58. Todos os socios sujeilos lis joias e men-
salidades pagarao a joia de vinle mil riis, c dez tos-
loes cada mez; sendo oulro sim obriga^ps o residircm fora da cidado a cnnsiitnarem i Tsta pes-
soa, que satisfar os encreos pecuniario,, c para is-
so sricntificado o llicsoureiro da sociedade.
Arl. 58. Os socios de fra da cidade pdenlo
mandar inscreverno livro dcrcsislo, os seos nomes
por procurarilo ou por ura dos secretarios da socie-
dade, sendo este, instados para isso por carta, que
se recolher ao archivo da sociedade.
COMMERCIO.
\
do I....e fra intil toda tentativa de iheprwlar soc-
l nica cousa posaivet, serla enviar um na-
na enseada, da qual podeso mandar depo-
ptovisotmdirtctap, afim de acudir s nc-
eessidades dos restos da eqnipagem
a u alguns de seus coinpanheiros (ero
sobrevivi"do a pedra de seus navio, ?
i dolorosa qne seja a negativa, todava el-
m mais probabilidade do que a esperanza con-
traria. ^
lo ha na bafiia'da polo, ponto bstanle remoto do
es habitados pelo Esquimao ou explorado pe-
iropeus, para que no esparo da 6 annos aigum
gados, qne tivestem sobrevivido ao.dcsa-
am podido vencer a ua, distancia, soc-
recorsos, que apresentam aquellas
J commodoro Mac-Clure nos diz, com ef-
flfotflucluanfesocaca do Ierra e do mar
icia em .lodos aqucllesarcliipclagos po-
habitados ao norte mai avante do
par tribus de costumes bran.los e
hospilileiros.
a da oinedico de Franklin, quer vivo
tan apparecido ou deixado vestigios, nao
faconclusaodoploralel, queas mnn-
gelo, as quaes arrebenlaram os navios, lecm
occnltado ludo em seu seio 7 ,
a' conjectura inspira urna convicto
involuntaria.
po m que slr John Franklin era governa-
deVan-Dlemon, osdousnavftscomman-
Dumonl-Dorville refrescaram duas vezes
colonia. A, equpagens francezas, fatiga-
ma tonga navegacao as costas pcstilenciae
i oos gelo, do polo do sul, receberam do
Ao nglez o mai, allencioso acolhimenlo e a
nevla hospitalidade. {Juando d'rville o
os* dous mais iiluslrcs representantes da
sciesicia naval de sua poca, se repararam para se
irem piis a ver, qne presentimento leria
podido revelar-lhe, que dalli algn, annos, e depois
qua ellas tivessem saleado todos os mares do globo,
riu pediriam em vJo seus resto desappare-
osdo primeiro nos torbilhne de fogo de um
ho de ferro do arrabaldc de Paria, os do segun-
do nos abysmo do mar rctico.
Iquer que seja o deslino de Franklin e de
anipjnheiras, quer respirem ainda cm sua pri-
gelo, ou (enliam encontrado ahi seus tmulos;
quer lenham sido devorado nos tempestuosos inver-
n, do polo, ou lendo podido arrastar al urna plaga
la, o que Ihe, roslava de vida, esperam ainda
all n ccorros que procaram e nao acham ; quer
seja peamillido a algum delle, que sobreviva a esla
x>plie, vir fazer-nos o quadro dramalico delta,
perlcneaa hypolhese histrica concctura-lo,
omens ficaro gravado para sempro na mc-
mdria de seas semelhaales.
e que se aerifica pelo seu paiz, leva jnsta-
ladade de seas coneidadSos ; ma, aquello
i'marljr da hamanidade o da .ciencia tem
dircilo a sympalhias do mundointeiro.// (Monileur.)
Pljla^- ificcimros Wtei*, que se pnblicam na capital do
imperio e na FrancaTTa^ollieudo-os n escola prati-
ca para seren lidos pelos socTen^e alumnos.
Arl.26. Far redigir um peridico mcnsal, em que
depois de publicados os Irabalhos da sttrjo.l^ff, .li-
rectora o adminislrarao da'cscola pratica se publi-
quem ofjnelhoramenlos c resallados oblidos, edes-
cul)cruliinodernas sobre todas as industrias.
Arl. 25. Regular a forma dos recebimenlo de
dinheiros da sociedade o suas despezas, lendo livros
apropria.los para cada urna las especies.
Arl. 26. Nomcar um on dous amanuenses para
a liccessaria escriplnrajao, que serao tao bem agen-
tes cobradores etc., arbilrando-lhcs ordenados ; as-
sim como os serventes precisos para os Irabalhos a
cargo da directora.
Arl. 27. Tomar dp seis cm seis mezes conlas ao
reilor da escota pralica; c informacOcs sobre o pes-
soal o material delta'estas contas e informarse, por
cscriplo serao archivadas.
Art.. 28 De seis em seismezes, igualmente dar
bataneo ao cofre de sociedade, c das opcrarOes cm
dcvnla forma ; dar qni'tacflo ao llicsoureiro." i
DA ASSEMBI A GERAI. DA SOCIEDADE.
Art. 33. A'asscmblea geral, islo he o- maior nu-
mero do socios quo possam convocar-sc, se reunir
seis mAc, depois de instalada a sociedade, em lu-
gar designado pelo Exm. presidenle, que a presidi-
r ; sendo indispcnsavel a assistencia da directo
geral c reilor da escola pralica,
Arl. 3. Depois de aborta a sessao ser lido po-
lo l.o secretario o rotatorio dos Irabalhos fcitos at
entao, daquelles cm andamento, appresentar os
projetos de melhoramcnto o difflculdades occorri-
das que nao forem da aleada da directora geral,
para que a assemblca geral, tomando de ludo co-
nhccimcnlo, resolva como cnlendcr, c providencie.
1 Arl. 35. Em seguida o reilor da escota pralica
lera o relatorio dos Irabalhos cxeculados na escolia,
!P*--V
AGRICULTURA.
PROJECTO
tatos para sociedade da atrlcnltura da
provincia da Pernambueo.
OBJECTO DA SOCIEDADE.
krt. 1. Tem i sociedade de agricultura da pro-
i de Pernambueo de fundar urna escolla de
altara pralica, e se prosperar, como he do lirio
jvincia, e for auxiliada pelo governo, de crear
a as cadeiras precisas para orgiuisar-sc tao
bem um curso theeriro da scicncia.
Ser raanlida a escola pralica a expensas
dos socios e protectores da sociedade.
Ser fundada em solo comprado, ou de
sorto legalmento adquirido peta sociedade, on-
se cultivarao os productos vegetara da
ica, e aquelles, que convicr de oulras parles
ndo, como all se ensillar praticamcnle a a-
gricullura a quem se propozer.
a escola pratica havcr.i un deposito de
5 inslrumcnlos agrcolas, para sercm exa-
minados e copiados por lodos aquellos a quem cou-
vier, alem dos que estiverem cm uso na escola.
Arl. 5. Havcr all tao bem um deposito o viyei-
ro de animaes las melhores raras conhecidas para
aperfeiror as que temos e alimentar as demais que
precisamos.
escola pralica lodos os Irabalhos,
quer os da (erra, quer, os das arles apropriadas
jerto executados secundo os processos
ad*ii, facis c modernos, empreando
nelhndos aperWgoados de outros paizes.
Arl. 7. Convindo enrorporar-se >scola pralica
o jardim botnico, a sociedade promover a sua
reuniao. i
. 8.. O reilor e vicatreitor da escola pratica se-
rao os mestres dessa escota,
ORGANISACA'O DA SOCIEDADE.
ompor-se-ha a sociedwle de agriculliira
le todos os grandes agricultores da
pradBidl lerado assim socios natos, dos agtii-
- dem, e dos particulares' de
ayoffsttfea, que so inscreverem,
le servico patria,
aetnal dcsta pre-
sta.
^^HImd os presentes
o c approvac.au,
* Srm. presidenle
impedjpienlo pelo vicc-prer
PRACA DO RECIFE 22 DE MARCO AS 3
HORAS DA TARDE.
Cota cues olliciaes.
Cambio sobre Londres a 28 d. 60 div.
Dito sobre ditoa 28 1|4 d. 60 div.
Dito sobro ditoa 27 1|2 d. 90 d|v. a prazo.
Assucar mascavado cseolhido a 15900 rs. por ar-
roba.
Dito regular a 15700rs. idem.
Dito branco 4.a sorlea 2j>.3SOrs.
_ ,. _-^-A^FAEGA.
Rendimcffto do dia 1 a 21. .
em do dia 22 .....
zias.de meias para senhora, 4 caixas merca dorias, 2
me.horamen.osa fazer eaponlar as providencias; jt.^^
que nao estive/em ao a lanse da direccao geral. 'las, 2 pacoles coxins, 2 pecas estopa, 1 caixa chapeo*! ,.' a *: 'l|'a|n'e"le de ura quinto depois do re-
de sol de|eda, 2 barricas enxadas. 4 fosareiros^I ^'"ta" dcfinilivo.
bui;io, sem que e
dpos.
-unslitnir a sociedade,
sub, que sej a de sua allri-
o para os socios se assigna-
o. numero de ci coenta indivi-
Art. 36. Em assemblca geral qaalqacr socio po-
der pedir informarocs e eselarecimentos, i directo-
ra, e ao reilor da escola pralica, apprescntar me-
morias, ou emitlir ideas que sejao do ntilidade.
Arl. 37.. Anlcs de encerrar-se a sessao publicar
o Exm. presidenle a rclacao dos bcmreilores da so-
ciedade, c donativos ofrerecidos por cada um alera
das joias e mensalidades. .
Art. 38. Nesta sessao cstabelecer-se-ha o dia cm
que, urna vez por auno, se dever reuuir a socie-
dade.
Arl. 39. De Irescm tres annos eleger a assem-
blca nova commissao de direccao, que poder ser
recleita no lodo ou em parle.
O0RIGACAO' DOS EMPREGADOS DA DIREC-
TORA GERAI..
Art. 40.' Ao director geral pertcnce a adminis-
Iracao e flscalisar-ao em chefe da sociedade, confor-
me aos prsenles eslato*, que far observar, presi-
dir s sessoes dasociedade no impedimento do Exm.
pd/sidenle, a talas as sessoes da directora, resolver
todas os negocios de expediente, sem o concurso da
commissao e aqueIRs de promplo remedio, obrigado
por estes a expo-los na prinieira sess3o. Tcr a fa-
culdadc de propor como qualquer dos de mais em-
pregados os projecios o medidas, que lhe occorre-
rem.
Arl. 41. Ao l.o secretario perlcnce fazer a es-
cnplurarao da sociedade, ascreveudo as actas das
sessoes delta, as da dirccloria, c a demais escriplu-
rataod^cndcnle-dasmcsmas actas, excepto a cor-
respondencia da sociedade e dirccco.
Arl. 42. Ao 2/> secretario compete subs liluir
o l.o secretario nos seus impedimentos ; fazer toda
a cscripturacao de conlabilidado da directora c to-
da a correspondencia.
,Art. 43. Ao thesoureiro incumbe nao somenle
a arrecadacao, cobranra c guarda dos dinheiros da
sociedade como a organisacao do systcma de cscrip-
turacao a seguir, servindo o 2.o secretario do con-
tador c archivista.
Art. 44. Aos vogaes incumbe concorrer com
todos os seus meios para hem ajudar a direccao, vo-
larnos negocios graves c cm todas as discussOes, as-
sim como desempenhar as conunissdes cncarregadas
pela directora.
Art. 45. Os amanuenses cscreveraoquanlo Ibes
enrarregar a .lircrrAn, terao a seu cargo o arranjo e
accio da casa da direccao, e servirn oulro sim de
agentes cobradores.
DO REITOR E VICE REITOR DA ESCOLA
PRATICA.
Arl. 46. Dercr o reilor da escota pralica ser
posma entendida em agricultura etc. ter elemen-
tos de historia natural, para poder ensinar, ou fa-
zer executar dchaixo de snas vistas as demonstraces
e operacCes precisas aos escolares, que frequeilla-
rem o estaltelecimenlo. ,
Arl. 47. Devcro o reilor e seu substituto ler
neressaria capaci.lade para bem administrar lodos
os Irabalhos da escola e cstabelecimenlo, organisar
o jardim botnico, os hurtos, pomares, viveiros to-
das as officinas, e dirigir as cdificaces.
Arl. 48. Regular o reilor a cscripturacao do
do cslalielecimcnto pelo* sen subsliluto fazendo ex-
Irallit um bataneo de seis em seis'mezes para ser
appTesciitado dirccloria, e todos oa. anuos oulro
para ser entregue em assembla'geral^cxpecificada
nelles a receita c despeza, com as sufiRules re-
flexes.
Arl. 49. O reilor Bornear todos os empregados
quo Ibe forom subalternos excepcao do vice-reilor,
dcsigoando-lbes salarios.
Art. 50. Ter um livro rubricado pelo director
geral onde em forma de inventario far inacreyer
todos os objeclos, ferramentas principaes c machi-
nas pertencenlcs a escola, e oulro as mesmas con-
dicoes para os animaes do estabelecimenlo e suas
produo;5es.
Arl. 51. Ao reilor incumbe organisar o rcgula-
menlo interno do estabsleciinento ; assim como lhe
perlence a polica en quanto aos 'dividuos em-
pregados, \
A atri imataflo.ser feila na forma dos artigo 24
la le pro\ iucial n. 286 d 17 de maio de 185J,
e s*B as dausula cspeciac's abaixo copiadas.
k petsoas que se propozerem a esta arremalarao
copparecaaa na sala-das sessoes da mesma junto no
Jjfectarado, pelo meio dia, competente-'
liaMHtadns.
Tairt constarse mandn affixar o presente e nu-1
blicaf pete Diario. '
Secretaria .la llicsourara provincial de Pernam-
bueo, 21 de fevereiro de 185.O secretario, Anto-
nio Ferreira da AnnuntiarSo.
Clautulas 'especiaet'para arrematoro.
i .1 As obras dos reparos da cadeia da' villa do
Pao d'Alho serao taitas de conformidade com o [pla-
no e ornamento approvados pela directora cm con-
cibo e apresentados "a apnrovacBo do Exm. Sr. pre-
sidente da provincta na importancia do 2:860S000
ris.
2, As obras comecarao no prazo de Irinla dias c
serao concluidas no de qualro mezes ambos contados
de coiifWhiidade com o *quc dispc o artigo 31 do
rcgulamenlo da obras publicas.
8." A importancia da arremalarao ser paca em
esta arrcmalacao
I mesma junta rio
, competenteraen-
i provincial de Pernam-
LO secretario, Antonio
ile conforr
.181:2109158
. 10:200J>.511
19l:4409.VJ
Detcarrcgam hoje 23 de mari-o.
Barca francezaGustaremercadorias."
Hrisue inalc/./cmi.lcm.
Brigue nglezFriends bacalho.
Brigue suecoFelizo resto.
Brigge brasileiruOamilopipas vastas, fumo e cha.
Importacao .
Brigue nacional DamSo^ vin.lo do Rio de Janeiro,
consignado a Machado & Pinhciro, manifestou o e-
giuiite: .
1 caixao chapeo,; a Chrisliani & Iranios.
5 caixoles cliarope ; a Manuel A!vesGuerra J-
nior.
100 pipas vaziasi 21 saceos cominho.1 caixole mer-
cadori.i, 20 barrica /arirHia, 42 lata e 60 rolos fu-
mo, 70 caixinha, cha, 3 caixcs chapeos, 13 rotos caf
e farinha, Osaccasraf ; a ordem.
CONSULADO GERAL.
Rendimentodo dia 1 a 21.....40:8788583
dem do dia 22...... ^ly^oot)
43:2978->83
Ires prestacOcs, sendo a primeira de dous quintos,
paga .piando o arrematante hottver folio a melad
das obras ; a segunda igual a primeira pa?a no fin
.las obras depois do recebimenlo provisorio ; o a
ultima paga depois do anno do responsabelidade
c entrega diGnitva.
4." Para tudup mais que mo esliver determina-
do nas presenleTclausulas, ou no ornamento seguir-
so-ha as disposices da lei n. 286 de 19 de niaiode
181.Conforme.O serrelario, Antonio Ferreira
da Annunciaruo.
O lllm. Sr.lpspeclor da Ihsouraria provincial
cm cumprimeUlo da resolucao da junta la fazenda'
manda fazer publico, que no dia 23 de marco pr-
ximo vindouro, pcranlc a junta da fazenda da mes-
ma Ihsouraria, vai novanicnle a prac,a, para ser
arrematada a quem por menos fizer a obra dos
conccrtosdacadciada villa do Cabo, avaliada cm
825??)00 rs.
A anemataco ser feila na forma dos arligos
24 e 27 da le proviiftial n. 286 de 17 de maio de
1851 o sob as clausulas especia*, abaixo copiadas.
As pessoasque so, propozcrcaia esla arremalartio
comparecam na sata dassesOct da mesma junto "no
da cima declarado, pelo mio dia, eoiupeUjulc-
menle liabililadas.
E para constar se mandou anisar o presento e
publicar pelo Diario. .
Secretaria da Ihsouraria ZL l fcvcr,ro ,lB ,8- Osecretario, -An-
tonio ferreira d'Annuncibao.
_ Clausula* especicJfara a arrematam.
1." Os couccrt>s da cafeiada vi||a no q,^ farHic.
ha., de conformidade/on, 0 orcamcnlo approvado
pela directora cm fesciho, e aprcsenlado a'appro-
va..ao do fcxnj. prjMjentc da provincia na impor-
ancia de 8(KKI A, v
2. O ar remato,, |(. jara prineipio a- obra no prazo
de quinze dias/^ .icveV conclui-la no de tres me-
zes imbus coados de conformidade com o art. 36
da le n. 28gf
'* 0/frcmalalito seguir na exerucao ludo o que
...(prcscriplo pelo engenbeiro respectivo mo su
aa,"a execucao do Irabalho como cm ordem de
liiulilisar ao mesmo lempo para o servico pu-
"Co todas as partos do eililicio.
vpr 0pa8amenl0<,a imPrtaiicia da arreroatac,ao
aVtCt*6*1 cm duas Prcsiaces ignaes: a primei-
i.i iiepois de felos dous torcos da obra, e a segun-
ia uepois de lavrado o termo de recebimenlo.
^, Nao haver prazo de resosjpsabilidade.
, Para luu0 q,ie I,a Vacha determinado
iias prsenlos clausulas nem no onaineulo, seguir-
cr?. ".I"0 -t'rMano Antonio Ferreira (fAnnunciarilo.
T1 O l""1, Sr. inspector da Ihsouraria provin-
c,al, cm cumprimenlu da ordem do Exm. Sr. pre-
"'"onto da provincia, de 2:1 do corrcnlt, manda fa-
"r publico, que no dias 21, 22 e 23 de marco pro-
x'o vindouro, pcranle a juntada fazenda da mes-
"< Ihsouraria, se ha de arrematar qnem por
Rana lizer a obra do acude ua povoarao do Sal-
iada cm >:.VUfcsn(Ki ni.
E para constar se mandou affixar o presente e nu-
Jilicar pelo Diario.
Secretaria da Ihsouraria provincial de Pernam-
bueo 4 de marco de 1854.O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciaruo.
Clausulas espciaes para a airematuro.
1. As obras do melhoramcnto do rio Goianua
far-se-hao de conformidade com o orcamcnlo plai
las o pertis appovados pela directora cm conseibo,
O Illui. Sr. contador servindo de insbei'
tliesouraria provincial, cm comprimeul
lo Exm. Sr. presidenle da provincia, manda
publico, que no dia 6 de abril prximo vini
peranlc junta da fazenda da mesma lhe
ladi,
EDr menos lizer, a obra do acudo da povdKrin ezerros, avahada m 3:844500 rs. JT^
A arrcmalacao ser feita na forma dj| nrts 24 p
27 da lei provincial n. 286 der 17 demSo de 1851 o
sol a clausulas especiaes abaixo ripiadas.
As pessoas que so propozerem
comparecam na sala das sess?
dia cima declarado, pelo mei
le habilitadas.
t>lifar;reto0^rto?ma,,d0rfa
Secretaria da Ihesonra:
buco 4 de marco de 181
Ferreira da Annuncigfi
i f'^'l'r'" C?F*$* Para a arrematatilo.
m,!iA r'? a"de "-S0 feilas de coi
TrJl L P aVa e orcamento approvados pe
tetona em coilsui,, e aprcaertdBoa a approvi^i
^^^"f^ t>rovinctaimporPndo em
^ ^il wa^,C.^i?,anle^rl', oraccoas obras no pra-
M-.de 30 diaayienninar no de seis mezes, conta-
dos segundo 0 artigo 3t ja )e n# 2,^
j- -W leiuo aa importancia da arrcmalacao
sera dividido em Ires parles, semlo una do valor de
dous quintos quando houvcr foilo ntade da obra,
outra mual a primeira qnando entregar provisoria-
menle, c a torecira de um quinto depois de um anuo
na oceasiao da entrega definitiva.
4. Para ludo o mais que nao esliver especificado
nas presentes clausulas seguir-sc-ha o que delermi-
iia a Ici.n. 286.ConformeO secretario, Antonio
terreiru da Annunciarao. a
Oailm. Sr. contador servindo de inspector da,
Ihsouraria provincial, em cumprimerilo da rento?
cao la; junta da tazeuda, manda fazer publico, que
no da 20 de abril prximo vindouro, vai novamcii-
to ya pr*<;a para ser arrematada a quem por menos
oo^U*1' do ac(le do Buiquc, avaliada cm
.iMOujOOO res.
A arrcmalacao ser taita na forma dos arligos 24
c 2/ do rcunlamento de 17 de maio de 1851, c sob
as clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se propozercut esla arremalago
comparecam na sala das sessoes da mesma junta no
ha cima declarado, pelo meio dia, coi.ipctcnlemcn-
le habilitadas. E para constar se mandou atusar o
presento e publicar pelo Diario. Secretaria da Ih-
souraria provincial de Pernambueo 15 de marco de
18a4. O secrclario, Antonio Ferreira dAnnun-
ciaruo. '
Clausulas especiaes da arrcMatnr'io.
1. As obras do acode do Biiiquc serao feilas de
conformidade com a planta o orrnmeulos approva-
dos pela dirccloria em conselho", e apreseulados
approvaco do Exm. Sr. presidente da provincia na
importancia de 3:3008 ris.
. 2. Estas obras deverao principiar no prazo de
sesscnla dias e serao concluidas no de dez mezes,
a contar da data da arremataran.
3. A importancia dcsta arrcmalacao ser paga em
Ires prcstaeoc.la maneira scuiute : a 1. dos lous
quintos do valor total, quando Uver concluido rac-
todc da obra ; a 2. isual a primeira depois de lavra-
do o tormo provisorio; a 3. finalmenie de um
quinto depois do recebimenlo definitiva.
4. O arrematante sera ubrisado a nommunicar
repartiese das obras publicas com aulccedencia de
K) .lias, o dia fixo cm que Jam de dar principio a
arrcmalacao das obras", ssiiflkomo Iraballiara se-
guidamenie 15 dias, aflm-de que iiossa o engenhei-
ro enrarregado, da obra assistir aos primeiros Ira-
balhos. -
?i'i,:Lwiiv''-da ma,'or v*tl0 ,lils ,err,1s' 'valiadas por
10:00U8taq de r.; e a proprieSdede Tabalinga por
ercmma esirada que offerocemuH^ranlafeiB,com
um rrachupermanenie, e urna casa de taipa coberta
"Melhas, ainda nova, avaliada por
a siza paga a cula do arrematan le.
E para qneehegue a noticia de lodo, mandei pa-
*r editaos que serao pnblieadoner30 dia, 6o jornal
de maior cfcutasao, e alllxadi inbli-
lo e pascado netta
Baptista.esr
Depoi gn
la Raderna,1
Cardella e J
Segu
Tcrceiro
DECLARADO-ES.
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 21.....k
dem do dia 22. .
4:f.'.9826S
5368540
5:1858801
UECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 22.......9093076
Exportacao .
Parabiha, lancha Conceicao Flor das Virtu-
des, de 26 toneladas, condrizio o secuiuto :. 40
caixas e 3 pacnles fazenda, 8 carines lila, e 25 du-
Tjiciro, avaliada cm 2:5308000 reis.
A arrcmalacao "ser feila jia forma dos artrgow
c 27 da le provincial n. 286, de 17 de maio do
8.J1, c sob as clausulas ospecifja abaixo copiadas.
As pessoas que se propocerd^Besto arrematan*)
, uiparecam na saladas sessdfK mesma junta no
ins. cima aclarado pelo meio' dia, comnclciilc-
enlc habelila.las.
E para constar se mandou affixar o presente, e
'publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihsouraria provincial de Pcrnam-
bilco, 27 de fevereiro de 1854. O secretario, An-
tonio Ferreira dAnnunciaruo.
Clausulas especiaes para arremataban.
1. As.obras desle acude serao feilas de confor-
midade com as plantas e ornamento apresentados a
apptovarao do Exm. Sr. prsideule da provincia, na
importancia do 2:500&000 reis. 1_-
2." Estas obras deverao principiar no ar(lc
dous mezes, c serao rnnrlnjlni n ""rfiTinrrn a
coiilar conforme a lei proyffictaTn. 286.
.3." A importaMMaMa atrcmata.;a.> ser paga
stoyujestac.ocs da maneira seguiule : I.-, dos
wan valor total, quando livor conclu-
ido a metade la obra : a 2.igO%l a primeira, dc-
"W lerni0 de recebimenlo proviso-
libras de crtenlo de ferro, 1 braco de batanea, 1 cai-
xao com 1 candelabro.
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia 1 a 21.....32:138815
Ideui dn dia 22........2:0748483
34:2138298
MOVIMENTO DO PORTO.
Navios entrados no diatto.
Montevideo42 dias, barca ugleza WAr..-.
toneladas, capitao W. B. Jones, equipagera 15, era
lastro; a Deanc Youle &Companha.
Mar Pacifico, lendo sabido de New-Bcdford ha 32
raerosGalera americana Isaac MoHand, de 399
tonelada, capilo D. P. Wijfc-trjuipagem 32, car-
ga azeile ; ao capilo. Veiorefrescar eseguo para
New-Bcdford. V^
Rio de Janeiro24 dia"*r6arca ingleza G/o6c, de 332
toneladas, capitn D. Wjlic, equipagem 13, em
laslro ; a eane Youle Si Companbiu.
dem25 dias, brigue brasileiro Dainiio, de^EH to-
neladas, capitn Cleto Marcelino Gomes da Silva,
crjnipagem 9, carga varios genero; a Machado &
Pinheiro.
dem26 dia, escuna hrasilcira alinda, de 153 to-
nelada,, capitn Jos Ignacio Pimenta, equipagem
12, em lastro ; a Eduardo Ferrara Bailar. Pas-
sageira, Francisca 1 hereza de Jesu,.
Sacio* sahidos no mesmo dia.
AsHiato brasileiro S. JoOa, mestre Jos Anto-
nio Fernandes, carga varios genero. Passageiro,
Pedro Correa de Amorim.
Liverpool pelo CearBarca ingleza Gencciece, ca-
pitao James Tomcr, em lastro.
Rio de JaneiroPatacho americano s'ea Fiam, ca-
P'laoT.J. Moar, carja parte da que Irouse.
ColinguihaHiato brasileiro Sociacel, capilo Jos
Manocl Cardoso, carga varios gneros. Passagei-
ros, I Ir. Manoel de Frcilas Cesar Garcex o 2 escra-
vos, Francisco Borgcs do Assumprao, Manocl da
Trindade.Sena, Leandro Ribeir dos Santos.
ParahibaHiato brasitairo Conreiriio Flor das
f'irtuiles, mestre Joao Alvcs de Parias, carga va-
rios genero.
Granja pelotearEscuna brasileira S. Jos, mes-
tre Paulo Jos Rodrigue,, carga varios genero,.
Passageiros, Zeferino Gil Perc, da Molla, Jos
Eslono Menescal, Custodio Joaqnim Moreira da
Costa. Joao Porfirio da Molla, Joan Antonio Ro-
drigues Bossao. Jos Bernardo Teiseira Bastos,
Anna Gomes Ribciro e 1 criada.
noas
acta
4."
a ord
cugen
5.
Iim do
EDITAES.
O.Illm. Sr. inspector da lliespuraria provinci-
al, cm cumprimciilo da resolucao da junta da fa-
zenda, manda fazer publico, que no dia 23 de mar
co prximo vindouro, peranlc a junta da fazenda
da mesma Ihsouraria, vai novamenlc a praca para
ser arrematada a quem por menos lizer a obra dos
concert, da cadeia da villa de Seriiihacm, avaliada
em 2:7508000 rs.
4. O arrematante ser obrigado a commnnicar a
reparlirao das obras publicas com antecedencia de
Irmto das, o dia lixo em que tem de dar principio
a exerucao das obras, assim como traballiar se
unidamente durante quinze dias Iim de que possa
o engenbeiro cncarresado da* obra assistir aos pri-
meiros Irabalhos.
5. Para Indo o mais qufeto "estiver especifiraMo
nas presentes clausulas seguir-se-ha o que dispc a
le n. 28t>. Conforme. O secretario, Antonio Fer-
reira d Annunciaro.
IftWto do 18* a1ProscnU-dos a app'rovar-o do Exm. Sr. prsideule
\ZZ: i-, 'rk,laJ\""-,a "a importancia de .50:6008000rs.
J. U arrematante dar principio as obras no pra-
ilc tres mezes e as concluir no de tres anuos,
los contados pela forma do arl. 31 da lei n. 286.
).>t Durante a cxccucao dos Inibalhos o arrema-
e\scra obrieado a proporcionar Iranzilo as ca-
barcacas, ou pelo canal no' o ou pelo leilo
do rio.
arrematante soauini na exerucao das obras
do Irabalho que lhe for determinado pelo
ciro.'
arrematante sera obrigado a presentar no,
irimciro anuo, o menos, a quarlajp'arto das
obras proinpta, c oulro tanto no fun do segundo an-
no c tallando a qualq er dessas condirics pasar
urna mu||ta de 1:000800,,Conforme.O secretario,
IniontoKF-erreira da .Innunciarao.
(1 'tork^n'ador, servindo de inspector da
llicsourarjr7pr,,vi"flf>pm cumprimenlo da ordem
do Exm. ftr. prcsidenleTf11 provincia, de 7 do cor-
rento- maf1(Ja fazer puu|iJo,que nos dias 4, are 6 de
auru proxijmo vini]uuroj BcTaTilea junta da fazenda
"a n,csma/Ihsouraria se'1'1'de arrematar a quem
por menos! nzcr a obra jrf cadeia na cidade do Rio
l'"so-'avaliada em 33:0008000 rs.
_ "cm,alacao ser tai,1 na fot/na dos arligos 24 e
"da le flrovincial n. 28 Je 17 de maio de 1851,
e sob as ciaB,D|aSt,s|,ec es abaixo copiadas.
Aspcs:oa^ qUCSe,roJozercm a esla arrcmalacao
comparecam, na saj;| da^sesses da mesma junta, u
to^Sdasi:13"003 pc{0 mei0 dUeomprten
E para consbar S( madou affixar o presente e pu-
blicar pelo D%,ro
a provincial de Pernamba-
O secretario,
'erreira dAnnuuciacSo.
iae pora a arrematacao.
tf s de conformidade com o
orermelo e planla.nf data approvados pela direc-
tora em conselho, c a, .-sentados a approvae.au do
n^m,"J,r'prc8('cn,e da firovincia na importancia do
J.):IXXi9000 rs. f,
2." O arrematante ser, obriaado a dar principio as
obras no prazo de dous mdjzeVe conclui-la, no d 20
r.c, contado* de conformidade com a disposicao
A arremalarao ser feila na forma dos arliaos 24
27 da lei provincial d 286 de 17 de maio de 1851,
sob as clausulas esporiacs abaixo copiadas. .
As pessoas que pro|>ozcrein a esla arremalarao
comparecam ua sala das sessoes da mesma junto "no
dia cima declarado, pelo meio dia, x-ompctciile-
ineule habilitadas.
E para constar se mandou aflivar o presente pu-
blicar pelo Diario.'
'Secretaria da Ihsouraria provincial de Pernam-
bueo 21 de fevereiro de 185S.O secretario, Anto-
nio Ferreira da Annunciaruo.
Clautulas especiaes pitra a arrematacao.
1. Os concerlos dn cadeia da villa de Seriuhacm
far-sc-li3o de conformidade com o ornamento ap
provado uela dircclorl cm conselho apresentado i
approvarSo do Exm. presidenle, na importancia de
dous contos seto ceios e cincoenla mil ris.
2. O arrematante dar prinrBJo,jn iibi'ii lirT
prazo de um mez e dever concluidlas no de seis
mezes, ambos contados na forma do artigo 31 da
lei n. 286.
3." 0 arrematante seguir nos seus Irabalhos lu-
do o que lhe for dettormiuado peto respectivo enge-
nheiro. nao s para boa cxccucSo du obras como
em ordem de nao irulilisar ao mesmo lempo para
o servico publico todas as parles de edificio.
4." O pnsaniciuo da importancia da arremata-
cao lera lugar cm Ires prcstacOes. ignaes ; a primei-
ra depois de feila a melade da obra, a segunda de-
pois da entrega provisoria e a torecira na entrega
diflniliva.
5. O pcaxo de responsabilidade ser de seis'me-
zes.
, 6". Para ludo o que se acha determinado nas
presentes clausulas e no orcamcnlo soguir-se-
ha o que dispoe a respeita a tai provincial n. 286.
Conforme. O secretorio Antonio Ferreira
d nnunciacao.
ios
tomen-
Secretaria dalhcsoura
co 1J de marro oV ^r^
Clausulas espl""
1. As obras sera-
do artigo 31 da lei provincial^n. 286.
3." Para execucao das obra-,, o arrematante, deve-
ra ter um mestre pedreiro, e oi^lro carpina da confi-
anca do engenbeiro encarregadto da obra.
4.a O pagamenloda importancia d'arremata^o se-
ra taita em seis prcslasOe da rrna legnlnle: a pri-
meira da quantia de um dcimo di valor da arrema-
larao, quando estiverem taitas todas- as plantas ato o
nivel du pavimento terreo, e juntamiento o canotPes-
golo ; a seeunda da quantia de dous dncimo, quando
estiverem feilas ludas asearles tortore e inlerio-
resal a allura de receber o (ravejame- "o do primei-
ro andar, e sentadas todas as s.rades\ ferro .la,
laneras ^.^ terceira da quantia de 'duas <(. uiosqnan-
do estiver mentado lolo o Iravejamenlo"- > priinci-
ro andar, feilas Iotas as paredes al a allutkli .da co-
berta, e emhucadas os cornijas ; a quarla ll|nbem de
dous decimos, quando esliver prompla toda .Joiierla,
assenlada o Iravejamentu do forro do primeinvandar
retacado e guarnecido lodu o exterior do edificio ; a
quinta tambende dons.leciinos.quandoeslivcreincon-
cluidas todas as uliras, e recebidas provisoriamente ;a
sexta finalmente de om dcimo, quando for a oftra re-
cetada definitivamente, o que,tora lugar um'anuo
denjji co recebimenlo provisorio. ^
" >.' Para ludo o mais que nao estivei*determiiado
na, prsenle clausulas, e nem no orcamento sagciir-
se-ha oque dispoe a respeilo a lei provincial mi
ro286.
Conforme.O secrclario,
Antonio Ferreira d.InnunciacHo.-
O lllm. Sr. contador sen-indo de inspector da
Ihsouraria provincial, em cumprimenlu da ordem
do Exm. Sr. presidente .la pruN incia, manda fazer
publico, que no dia 6 de abril prximo vindouro,
peranlc a junta da fazenda da mesma Ihsouraria,
vai novamenle a praca para ser arrematada a quem
|M.r mertos lizer, a obra do melhoramento do rio Goi-
anna avaliada em 50:6008000 rs.
A arrematacao ser feila na forma dos artfc'jl e
27 da lei provincial n. 286de 17 de maio de MSI, e
sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematacao
comparecam na sala das sessoes da mesma tunta no
da cima declarado,i>e|o meio dia, compeleutemen-
te liabililadas,
o. Para ludo o mais que nao esliver .especificado
nas presentes clausulas scmiir-sc-ha o que determi-
na a le provincial n. 286. Conforme.O secretario,
Antonio Ferreira dAnnunciarap.
0 lllm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihsouraria provincial, cm cumprimenlo da resolu-
cao da junta da fazenda, manda tazer publico, que
no da 20 de abril prximo vindouro, vai novamen-
lc a prara para ser arrematada quem por menos 11-
^r..'SS d, asudc dc,'aJeu de-FIorcs,avaliada cm
>:iaU8000.rcis
A arrematarlo ser feila n forma dos aW 24 e
27 da le pronucial n. 286 de 17 de maio de 1851,
c sobre as clausulas especiaes abaixo copiadas :
As pessoas que se propozerem a esla arremalarao,
comparecam na sala das sessoes da mesma junto no
da acuna declarado, pelo meio dia compclcntemcn-
le habilitadas.E para constarse mandou allixar o
presento e publicar pelo Diario. Secretaria da
thesouraria provincial de Pernambueo 15 de mar-
ce de 1854. O secretario Antonio Ferreira
U Annunciariin.
Clausulas especial mmTTa arremTiafi
UsJeftls 1.6S10 aiude serao taitas de' confor-
midade com as flautas c orcamento apreseulados a
approvacao do Exm. Sr. presidenle da provincia,
na importancia de 3: 909000,
2. Estas obras deverao principiar no prazo d
dous mezes, e serao concluidas no de dez mezes
contar conforme a lei provincial n.,286.
3. A importancia dcsta arrcmalacao ser paga cm
trcsprcslacoes da maneira seguinto": a primeira dos
dous quintos do valor do orcamcnlo, quando liver
concluido a melado da obra ; a segunda igual a pri-
nieira, depois de lavrado o tormo de rcrcbimcnlo
provisorio : a terceira finalmenie de um quinto de-
pois do recebimenlo definitivo.
4. O arrematante ser obrigado a commnnicar a
reparliro das obras publicas com antecedencia de
30 lias, o dia em que lem de dar principio a execu-
cao das obras, assim como traballiar seguidamente
durante quinze dias, afira deque possa uaaji-enhei-
mei"
BANCO .DE ERNMBUCO.
O conselho de direcijao convida a
nliores accionista do banco de Pernam-i
buco a realisarem de 15 a 51 de marco do
corrente anno, mais 20 po.- 100 sobre o
numero de accoes com que tem, de ficar,
para levara e'eito o complemento jao ca-
pital do banco de dpus mil contos de reis,
conforme a resolucatftomada pela assem-
ble'a geral de 26 de setembro ultimo.
Banco de Pernambueo 11 de fevereiro de
1854.O secretario do conselho de direc-
cuq.-Joao Ignacio de MedeirosRegO.
-- Pelo juizo de orpbaus desla cidade do Escita,
Manoe Her
Carloti
Jos
co detSRB
Pfl
prestan |
to do H
noqualfar!
o- be!
^^sss^La^Lr
cer a approva
Principiar
No dia 23 des-
le mez ou antes,
espera-so do sul
jp vapor Setern,
commandanle
Hasl, o qoal de-
pois da demora
do coslume se-
guir para Eu-
ropa ; para pas-
tageiros, trata-
se com os ajen-
ijm
les Adamson llowie n Cuiupaniia, ra do TrapMhe
Nuvo n. h-1.
CONSELHO ADMIN1STRAXYO,
I) conselho administrativo em virludeila aulorisa-
53o do Exm. Sr. presidente da provincia, lem de
comprar os objectos seguidle :
t'.ira a companhia fi.xa do Kio Grande do Norte.
Boueles, 25; grvalas de sota de lustr, 25 ; api-
les, pares 250; manta Be laa, 25.
' Companhia da Parahiba.
Bonetes, 127; gravata do sola de lustre, 50; pan-
no azul para sobre-casacas, calas e frdelas, cova-
dos 762 ; hollanda de forro, covado 974; cnsemira
verde, covados 20; also.lozinho, varas385: sapalos,
pares 83 ; mantas de 15a, 50 ; esleir,, 51.-
Arsenal de gXerra.
Caixa com vidros, 1 ; meio ta sola garroteada, 50;
manas de la ou cobertores de papa, 209 ; lcncoes
de cobre de 6 a 7 polegadas, 8; meius de sola curti-
da, 100.
Itecruta* do segundo bntalhao de nfatitaria.
Pare, de sapalo, .50; manta de laa. SO : oote,
de sso prclos, grosas 10.
' Companhia de cacallaria.
Espadas, 39; pares de coturnos, 56 ; sajpatos, pa-
res 46; penachos 69.
Fortaleza de Hamarac.
1 bandeira imperial de fileli de 6 pannos.
4. batalhdo de arlilltaria.
36groade botOes prelos de osso; 370 pares de
sapalos ; iO manta de laa.
Quem qoizer vender taes objeclo aprsenlo js suas
propostas cm caria fechada, na secretaria do- conse-
lho, as 10 horas do dia 24 do crrenle mez. Sect etarta
do consel.io administrativo do arsenal de Baerra 17
de marco de 1854.Assignado.Jos de Brito In-
glez coronel presidente Bernardo Pneint do
Car no Jnior, vogal e secretario.
.rs.
ro cncarregado da obra assistir aos
balboa.
primeiros 1ra-
5. Para ludo o mais* que nao esliver especificado
nas presentes clausulas seguir-sc-ha o que determina
a le provincial n. 286, de 17 de maio de 1851.
Contarme. O secretario, Antonio Ferreira da
Annunciaruo.
O lllm. Sr. contador servindo de inspector da
thesouraria provincial, em virlude da resolucao da
junta da fazenda, manda fazer publico que no* da 6
de abril prximo vindouro vai novamenle a praja
para ser arrematado a quem mais der o rendimenlo
do imposto do dizimo do gado cavallar nos munici-
pios abaixo declarados: '
l.imociro avallado animalmente por 58-5000
""rejo n 503000
A arrcmalacao ser feila por lempo de Iros anuos,
n contardo 1. de julhode 1853 ao fim de junho
de 1856. '
A pessoas que se propozerem n esta arrematacao
comparecam na sala das sessoes da mesma junta *no
dia cin.a declarado pelo meio dia, competentemente
habilitadas. .
E para constar se mandou afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernambu-
eo 4 de marro de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira dAnnunciacHo.
O lllm. Sr. contador, scrvipdo de inspector da
thesouraria provincial, em cumprimenlo da ordem do
Exm. Sr. presidente da provincia de 9 do corrente,
manda fazer publico qne no dias 4, 5 e 6 do abril
prximo vindouro, peranto a junta da fazenda da
mesma Ihsouraria, se ha de arrematar a quca*hpor
menps lizer a obra do 21 ."lauco da estrada di'r'To
d'Alho, avaliada em ris 14:960000.' ,
A arrematacao ser feila na forma do artigo, 24 c
27 da lei provincial n. 286 de 17 do maio.de 1851, e
sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
A pessoas que se propozerem a esla arremalarao,
comparecam na sala das sesses da mesma junta nos
dias cima declarados pelo meio .lia,compelen tenien-
te habilitadas.
E para constar se mandou affixar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da lhesoararia provincial de Pernambu-
eo 13 de marco de 185. O secretorio,
Antonio Ferreira d'Annunciacio.
Clausulas especiaes para a arremalarao.
1. As obras do 21 lauco da estrada do Pao d'Alho
serao feilas de conformidade com o orcamento, plan-
ta c perita, approvado pela dirccloria cm conselho
e apreseulados a approvacao do Exm. Sr. presidenle
da provincia na importancia de 14:9608000 rs.
2. O arrematante dar principio a, obras no pra-
zo de um mez e serao concluidas no de 12 mezes, am-
bus contado na forma do artigo 31 da lei nume-
ro(286.
3.a O pasamento da importancia da arremalarao
realisar-se-lia em qualro prestacOe, iguae : a p'ri-
meira depois de feilo o priidfeiro torco da obras ; a
segunda depois de concluido o segundo terco-; a ler-
ceira na occasio do recebimenlo provisorio ; e a
.piarla depois da entrega definitiva, a qual realisar-
se-ha um anuo depois do rerebiiucuto proviso-
rio.
4.a Seis mezes depois de principiadas as ohrasi de-
ver o arrematante proporcionar transito publico em
toda a extorcan do lauco.
5.= Para ludo o que nao se acha determinado na
presentes clausulas nem no orcamento. seuuir-tc-lia o
que dispoe a respeilo a lei provincial n. 286. '
Conforme. O secretario, Antonio Pevreira
dAnnunciacan. f
O Dr. Custodio Manoel da Silca GuimarSes, juiz
de direilo da primeira cara do cicelneitacida.de
do Reei fe de Pernambueo, pos. M. I. e Cons-
titucional o Sr.D. Pedro I qu Dos guarde,
racoYsaber aosque o presenteedllal virem. e delta
noticia t.verem, que no dia 27 de marco prximo
eguinle se-hao de arrematar por venda.a qnem mais-
dr, em pract*v>)4iJica deste iuixo, que lera lugar na
casa das audicnciat^Mpois de meio dia, com assis-
teacia do l)r. promotorfcnblco deste termo, as pro-
priedades denominadas T%Unga e Tabalinga, -sitas
da freguezta da villa de Igdfc*", perteocenle ao
patrimonio da rccolhida do ejevenlo do Saatitsimo
joraco d Jesusdaqaeita vitls^Ctijta arrematacao tai
requerida pela mesmas recoIbidMem vlr|tde da.li-
cenca que obliveram de S. M.. fwr avhwde lOde
novembro de 1853,do Exm. m.ni8'to\ta justisa; par-
pproductoda arremalacjo ser ctanoa.%11 na lb*eoa
ranadela^royinciaale:erconveri,# era plices
da divida publica. A propriedsdeSlW em altan-
sao as deslruicoesqnMwnsir^.^'"^S|r
iii PRNAMBICV
O conselho de direccao da com
Pernambucana avisa novamente .aos
accionistas, que ainda nao lizeram a sua
primeira entrada de 25 por cento, qu: o
prazo definitivamente, lutado para esta
prestacao he ateo dia oO do corrente mez;,
do que se prestem a habilitar-
i a.itfeLaJdirecco, a fazer a com^"
menda dos vapores-TT^ssoa cr .rrega-
da de taes recebimentos ra^' "rede;
rico Coulon, ra da Cruz n. 26.
Pela subdelegada da freguezia de San Fre
ledro Goncalve, do Kecifo, tai recolhida a cadeia,
no dia 17 do correnta, urna parda do noroe Marta
Antonia, que diz ser natural do Araealy, e que d'ahi
veio para ser vendida, e tai comprada pelo padre Fa-
ria de Oliveira, .Quem direilo liver a mesma, aprc-
scnle-se. que provando o dominio lhe ser entregue.
Pelo juizo de orphn da cidade do Olinda, se
ha de arrematar no dia 28 do corrente, as 4 horas da
larde, na tala da audiencias do mesmo juizo, nma
casa torrea, nova, taita i; modcrn.j, com grande quin-
tal, o parreiral. sita na la.leira d-> Varadoaro n. 10,
da mesma cidade, avaliada porSOOJJOOOrs., que ren-
de mensalmenlc 12J000 rs.
COMPANHIA DE BEBERIBE.
O escriptorio d Compnhia deBeberi-
be mudou-sc para a ra Nova, casa n. 7,
[primeiro andar, e estara' aberto todos os
dias uteis das 8 horas da manhaa as 3 da
tarde.O secretario,
L. da C. Portocarreiro.
Em observancia do disposto- no artigo 19 das
iqjlruccoes de 31 de Janeiro de 1851, se.hao de arre-
matar peranlc o Sr. Ih-. juiz do leios da fazenda, de-
pois da sua prxima audiencia, os bens seguimos, pe-
nhorados por exocucoes da mesma fazenda: a renda
animal do cncenho Abren, moenle e corrente, sito
na comarca de Nazarelh. por 800SOOOrsj, penhorado
ajoaquim Francisco de Mello Cavalcanli ; um relo-
aio de parede com caixa de madeira araarello por
20^000 rs. ; urna commoda da mesma marleira por
109000 r. ; urna marqueza" por 68000 rs. ; um es-^
pelho grande por 83000 r.; e os utencilios de um
aruuKue, ludo por 29l20ts., a joaquim Pinto ; urna
nrmacao de toja de madeira de pinta, por 89000 rs.,
a Antonio Pereira Tyranno : quem pretender os ob-
jeclos cima declarados, comparece no lugar e hora
do coslume.^Recifo 21 de marro de 1854.O solici-
tador do juizo .los fcitosJoaquim Tlieodoro Alces.
Pela adminislrarao dos eslabeleeimentos deca-
ridade, novamenle su faz publico a todas as pessoas
que lenwcxpostos em saa companhia de o apresenla-
rem na casa d< mesmo no dia l.o de abril, pelas 9
horas da mantia, afim de poder a commissao de hy-
.'irnc publica, proceder a exorne sanitario, visto que
j de onlra occasio nao o podo efiectuar pela /alta
do comparecimuto.
Adminislraco dos estabeleciroenlos de caridade
22 de marco de 1854.O escrivo da admni(rac,5o.
Antonio Jos Gomes do Correio.
QliINT\FEIRA 83-M 1,R(J(H)E 54;
RECITA EXTRAOftDINARlA LIVRE DA
ASSIGNATURA
A l'A-VOR DO PRIMEIRO MMICO COMPO-
SITOR l)E BAILES, JOS' FEPS UE-VECCHY.
Ilepois que o sejihores professorf da orcheslra
cxecularem a onvcrlura da opera Scmiramidis
representar-se-ha o drama em 3 actos, que se
intitula,
AS MORAS do biabo.
Perton'agens.
Robin. ......
Rapiniere.....
Mrquez de Sormias .
Conde de Cerny .
JoaoOantbier ....
Valenlim .....
Ti Catharlna.....
Baroneza de Ronquerolle
Amelia, sua filha .
Condes de Cerny .
DENOMINACaO DOS ACTOS.
Aclol.
A herdade,da Tia Catharina,
i.. II.
O baile de mascaras.
III.
Aeompanbia mvsiriosa.
Segulr-se-ha o applididq*aile trgico
composicSo de Jos
O Senhore:
Germano.
Costa.
Amodo.
Silvestre.
Utlmbra.
Monleirn.
Am
i). Carmel
Antonio n. 16, primeiro a
rio do theatro.
AVISOS
vai a praca no dia 27 do corrento, por arrendamentoal Os hilhete vende)
animal as casas terreas de pedra c cal,sita no aterro "
dos Alegados, urna na ra de S. Miguel n. 2, e oura
na rua.de Pirangi, l.comolaria.e a mcicao do si-
lio e casa no ntstno logar da I'nanga denominado
Caslelhano, sendo esla praca a requerimenlo do
lalor dos menores liihosdo finado Jos Pedrd de Fe-
ria*, e acha-se o escripto cm poder do porleiro do
jury.
Real companhia de paquetes ingle/.esa
vapor.
Vende-s)
da nesta porto, muito p
cabotagem, de lote de 90 toe
mais ou menos, forrada
de marcha muito sope
flualqucr viagem :
signalarioaaano Trapicl
torio fii&mt examinado.
Para o A rae.
eos dia, por ter pacte
sileiro Hxall.
a tratar na ra da
PARA
sahe no dia 2* do eorrente o
recebe passageiros e escra*
Caelano Cjriaco
ja de massamc
No lin
gar do ssi o |
8us,oqualsegi
ro, pois aqu tera' pou
no mesmo qui
l>arhr escrvo
signatarios Nc
do Trapichen.
Para o Aas sal
do corrento o hem |
carga e passageiro t
cita, n. i9, primcir<
Para 6 R
poucos dias o brj
pregado e forrai)
marcha, etemqi
gamento : offel
cellentes commi
minados, e rece!
ta-se Com os cd
Pinheiro, na ruj
do andar, ou
lino Gomes da Silv,
mercio.
* Para o Rio do Janer
le io lia 29 do i
pera escravosa fre
Cruz n. 28, escrpll
AGDALESA.
"If !:'.... '.' t
LEII.O IrE MOBII.IA. (
tiosset Bimont tara leil
acento J^Oalis, nc
da manh em poi
Kiiudo andar, a sai
um melodion com excellerl
l>em podcV servir
redonda com pedra, ditas]
coinmodas. cousole^^^H
tires com eslampas
pintura, fittradeir
nba, vasos de poa^^H
etc., ele; assim
graphia que pdej
Hitas flt'Q TTrTn i
'carrode qualro i
para montara de I
sitio na estrada .-
do becco do Esia^^H
qualro cavados, c
limoeinw, cota bastan
mo da Europa e div
sitio.
LEILAO NO HOTd^^^H
nMAGf
Francisco Antonio O
eSo do agenle.1,
horas da maaha
perlence do seu hotel
no principio da estraj
Jacaranda, ditas de c 1
americanas, mesas redor)
dita elstica, consolas coi.
do Jacaranda e de
de Jacaranda com pedra,'!_
rio, banquinhas paca jORoTl
das.' urna cama fru
dito, m guarda-r
para cima de me
um excellento jogj^^H
los de sella com o cng^^H
O agento Olive
de Bruiiii Praeger & !_,
fallido Jos Marlins Alv
do Sr. Dr. juiz .1.
leltra e mais divida i
do a dita massa,scgM
ras da manha, uoe
ra Ua Cadeia do Recijj
tiiiuacao do mesmoj
res precus que se i
cintrados na luja 4*r\
um relogio de caixa I.
cordoes delgados p
casos donos a qi:
aviso, nao veoham i
do leilio.
Terca-feir 28 do i
nhaa, no arroazen
leilao de diversas^^H
de diversas qualida
Reos sanetsan-io!, I res o i
s^le armaBio, relogic
rede e para algibeir
quadro com ricas i
dua carteirasde ho
tratados, varios vidros para servico de
labros, tanlernas, serpen
quali.la.les, espinasrda
caca, um palanqaim e urna
bom eelado, divenas obras
|->ara cima de mesa, uma^
le Iriso, e outros mu i los "obj
do acto do leilao; assim cd
doa escravas, afilancadi
sanitario.
0 AGE
far o lei I iodos___
railes, baleado o mai
WTerecido, visto es
prfos' donos. '
Brtinn Pr
leilao, por
ra, do mais esplendido
zendas as mais
assaz apreciadas de seu
feira idocorrete, a
nliaa, no seu armazem
AVISOS V^M
Ne prlmeirHfct
De>Vecchy o noto passo a dxuii^inUlutado,
'i o defrooe da Igreja da SeledMc,
ilorts d gomma e de paaai e es-
^^HBores. posto que lendo nraitu em
nbe'm tiwe.se de todas ai cores e .cera
saber: vftlidfn, casacas e palito a 3|0UU
r.,saias a 2JJ000 r,. eollele e calca a 1j>000 r.,
peras de pannos a 500 rs. o colado, meitfaj.320 r.
o'par, etc., etc., a pesioas que nao quierem ir at
aquella caa podero entregar se aas eneammsadas
na roa de Santa Threza n. 21, defrouta do
da ordem terceira do Car


DIARIO DE PERHAMBUCO QU1TI FElR* 13 DE MARC-O D 1,854.
trastes, ni*
ar objectos, a
commodo, e
as, no purto do
i praca, e que
billa : guem o li-
lil ii. 66, que en-
ommodos
quem i
legin.
iripon
i menos do seu **
-xas di
s nomes de
em antes do
.daConcei-
de Jess e de
de Assis, e outras
> annunciar.
ferragensn. 2i eil, de Joa-
ovoexceltenlesap-
i, salvas de.casqoinho
j por prec,o commodo.
i !"'!*:-?
o o 2.S.S'^
s
o
77. 3
5 !
8 ;
r.S
i*
. -a
8|
II
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D if 1
--
WO.

os, as fazendas
*>de toquim bor-
l rs., ditos lisos a
i e lisas para se-
., punhus bordados
manguitos borda-
"Irs., pagoliiisle
_ litas e camiss, a
i para mi a 28Q00,
Ho de senlioras a 89
cualidades para lio-
J., ditos de casemira
vestidos de cambraia
rs. baos chales de
ores para homens
lua, vestidos de
Jrs., riscados esco-
favas Jouvin a 28000
lalttOOrs., lencos
le liaho a 300 rs., di-
bordados, a 4. 59.
"laliavana a 6500
versas qualidides a
Jlo para seu horas a
tos gustos e galvani-
1 ditusa 38000 rs.,
! sendo as roais c-
chales muito
isas de meia para
|lezcsa2SO0O rs. a
ndas que os tero de-
Jie se invejosos' nao
tas fazendas deste cs-
cia provar.
mnm
raes, vai a Europa,
para casa de um homem
lia, sabe coser, engommar,
quem della precisar, dirija-sc
\
seiinhcira e engommadei-
iruprio para lodo o servi-
entes dirijam-se\ao aler-
}itos n. 77.
hfouio abaixo assignado.
'ernambuco n. 66, de ler-
[do marco, um aonuncio
v Bom Jess dos Marly-
>eja do Rosario desta fre-
cissilo que tcm de apre-
"t. da presente quarcs-
,,;-lo consultado, declara
que a ,^feridarnrorJs-
jco ou Iravessa
Marlyrios, ra de
i'annuneiu. Santo An-
de 185*. O rigario,
lenriijucs de Rezende.
^^^B ia da Cruz n. 54,
do linho, envolta em
1 por tanto a todas
1 o favor de prender o
^exigir.
, em dias do mez de
1 para lenco : a pes-
> a ella, dirija-se a ra
r, que dando os signaes
nlinna no mesmo luaar
as tentativas que o
a sabir pelo canal do sol,
Minda, comamos que a
bdescarregartuduquanto
^e ns grandes mares des-
: dos canses em que
Star passar.
^Cordeiro.
1 rap falsificado com o
b, previne-so aos amado-
excellenle pilada, que
da Cruz, nico deposito
iJPaolo Cordeiro do Rio de
r j sempre venda caixas,
} caitas e quarlos do cai-
ta lojas: Recife, ra da
e Qoeirz, ra da Cadeia,
Jos Fortnalo da Silva
I Cimba, Sanio Antonio,
traes, ra larga do Ro-
Mauoel Jos Lo-
j Quarleis, Jos Louren-
ivrainenlo, l'edroso & Cs-
ala, largo do l.ivramenlo,
pa Direila, Jos Viclor
jilo Joaqun) Ferreira de
vcndem-se turbantes
ais ricos possiveis, bertas
" I1II105 a preguirosa para
__I de verdadeiro toquim,
^^H e algoda.o, flores artifi-
papelina, dilas escossezs,
as fazendas que-se ven-
ir reconheter esta verda-
Paula Fernandas Eiras,
wrecer na Soledade, casa ile-
^^K, para se llie entregar
alpina Grande.
j armazem, assim como um
lo mesmo, e tcm seu em-
lo Brum, ao p da fundicao
lo sul : quem os pretender,
limaraes, na roa de Apollo
Jeseja saber quem he o corres-
(1 Pereira Monteiro, diri-
jo. 18.
^os Santos, subdito porlu-
i forra nn captiva, que
para rasa de puuea fa-
l n. 10, luja.
signado desencamnhou-se
branca. pssignada pelo Sr.
1 Carvalbo, de (arauliiins, lugar
liuguem poder fazer uso
iiloquanlo nellese scliar
> para a todo n lempo se
artille Hanna.
Iiaixn assigna-
s. sacada pelo
i idos Srs. !ui-
-las, do mes-
icba venciila;
malqner Iran-
t, porque s
Viunna.
tratado a.vcrir
.iluuemque
unciar nes-
-'obrado da ra do
jo n.!>,
^^HPctlras do pronicr Caa-1
iJI ;
tnadoi.jr;
^^Hfft** da ra doJSoHgion.
rlimnnlo de franjas branrase
Iotas e sem balotas, as mais ricas que tem
PPwOWo neste mercado ; aellas, antes que seae-
^^K?e contratada coTiinra de obi casi de
oda Sinta Monica, na ra da Casa l'or-
Wna pessoa se juluar com direilo a dra ca-
** ** por este Diario dentro da 8 dias.
recisa-sede urna mullier para fazer o servicp
de urna casa, de ponra familia: quem quizer, dirija^
si a Iravessa dj Tremne n. ^ |P
' s abaixoassignados fazem scienle. qiu. (pndo-
llics mandado do Aracaly Antonio Uargel ,j0 j\-
maral, tres leltras na importancia de rs. 8569^0'a
{vencer em tres pagamenlosde 1 a 3 anuos, sendo"..
cadas no i. de Janeiro do correle anno, aceitas po,r
Gemido Correa l.ima ecaranlidas por Antonio Gar-\
sel doAnwral,acontece que da carta que as capiavas*
desboeataiiibassem; ecomo os abaixo assigoadosj se
acbam de posse do'ooimlellras do Igual ojoaulia.ein
subsUloirao aquellas, deetaram que as priineiras-tl-
cam de iieulium elleilo, caso por ventora possara ap-
parecer. Recife 2
<"o ,,-ein de Mello & C.>
No paleo do precisa-se de orna pr-
1la
sem vicios : qaem tivr, procure ou annunce.
Joa Pedro Vogeley,
fabricante de pianos', afina e concerta cora toda a per-
fciejo, lendo chegado receulemunte dos-porlosda
Europa, do visitar as melhores fabricas de pianos, e
lendo ganbo nellas iodos os coohecimenlos e pralica
de eonstruc;6es de moderno pianos, oOerece o Seu
presumo ao respeilavel publico para qualquer con-
cert e aflnacoes com todo o esmero, lendo toda a
certeza que nada ficar a denjar s pessoas que o in-
cumban) d qualquer (rabino, tanto em brvidade
como em mdico prec.0 -.na roa Nova D.-41, prime-
ro andar.
Jos Baplista Braga, tendo de fazer urna via-
gem i Europa, avisa ao publico e aocommercio des-
ta prafa, que deixa suas lojas de funileiro da ra
Nova n. 38 e roa do Vigario n. 17, gerencia do Sr.
Francisco Ribciro Pinto (juimares, e como* seos
bastantes procuradores, em primeiro lugar o Sr. Can-
dido Thomaz Pereira Dulra; em segundo o Sr. Joo
Ferhandes Prente Vianna ; e em lerceiro o Sr.
Francisco Ignacio Tinoco de Soza.
Cede-se orna loja com fazendas ou sem ellas,
em um dos melhores lugares da ra do Queimadn :
a tratar no Recife, roa da Cadeia n. 20, primeiro an-
dar. ^
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia : na roa das Trincheiras n. ."Asegundo andar.
-a. Oflereee-se urna ama seeca para o servico de
urna casa de pouca familia : na travesa da ra da
Roda n. 5 : quem de seo presumo se quizer ulilisar,
annuncie por esle jornal.
0 Desappareceo no dia 17 do correle, um ne-
gro de nome Btiediclo,- de nacjio Angola, de estatu-
ra baixa. reprsenla ter 35 a 40anuos; levou calca
de algodo com riscos miudinhos azues, camisa de
algodan branco c bonele de panno ja vclho : quem o
pegar, qneira lcva-lo ra do Trapiche n. 24, ar-
mazem de (Micar, que sera.recompensado.
Ha ,15 atas sabio da companhia do abaixd as-
sigqado, seu lilho Manoel da Penda-do Nar i men-
t, com idade de 14 para 15 annos, secco do corpo,
claro, cabellos crespos, nariz afilado em proporcao,
cara redonda, em mangas de camisa, com calca de
castor rxo e chapeo de massa branco : quem delle ti-
ver noticia, queira, por caridade, avisar a.seo velbo
pai, morador na ra dos Acousuiulios n. 23. O dito,
menino cosluraava vender palitos de foco e carrafas
em um caixSozinho.Antonio Gomes Ribeiro.
Offerece-se um moco para caixeiro de taberna
ou armaflem, do que tem pralica. sendo para taber-
na nao duvida entrar com algnm fondo que queirato
n pretendenle, pois o annuucianle d conbecimento
a sua conducta: quem pretender, dirija-se ra dos
Uuararapes n. 16, ou annuncie.
Na ra de S. Francisco desta eidade, sobrado
n. 8, precisa-se alugaroma prela escrava, para fazer
o servico de urna casa de pouca familia, com a paga
mensal de 129000 rs.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
A lotera oitava das Jiras publicas de
Nictlieroy correu no dia 10 do corrente ;
os bilhetes acliam-se a venda as lojas do
costiune, e as listas devem cliegar pelo
primeiro vapor que vier depois daquelle
dia : os premios sao pagos a entrega das
mesmas.
AO P11LIC0.
No armazem de fazendas bara-
tas, rna do Collegio n. 2,
vende-B um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, xir
\ pregos mais baixos do que era ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
C^fie, cbmp. a'retalbo, affianqandor
se aos compradores um s prero
pary todos : este estabeleciment
ahrio>-se de combinarao com a
maior pwrte das casas commerciaes
inglesas, rf-ancezas, allemaas c suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, e por
isto otFereceridV) elle maiores van-
' tagens do que otttro qualquer ; o
proprietano desbc impoi-tante es-
tabelecimento conVda a' todos os
seus patricios, e ao taublico m. ge-
ral, para que vnban* (a' bem dos
seus intereses) compai- fazendas
baratas, no armazem ^ ma dQ
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos >v ij01i
Vai novameute a prnca pelo juizo de orphaos
no dia.23 do corrente,. a retida da casa'ejirfandar
i). 16, si la na ra das Cruzes desta eidade, a reque-
rimento de Antonio Baptisla Ribeiro de Faria, tulor
das orpba Anna Baplista.
O abaito assignado, com taberna 110 aterro da
Boa-Vista n. 49,. faz ver aos sctis credores, que len-
do sido execulado por Joan Evangelista da Costa e
Silva, pela qtiantia de 2~iJ."i00, e reconbceiido aos
mais credores o mesmo direito* de embolso, resolveo
fechar amesron por alguns dias al que se realise o
negocio qo esl para effec liar, relativo i venda da
^mesma, para mais depressa fa)fe-los embolsar deeus
debilus.Antonio de Almcuhi Hranino e Sonsa.
l'urlaram do armazem de .1. M. Gaensloy, na
ra da Cruz do Recife n. 1, urna per de panno azul
fino, com 22 covados ; pessoa a quem fr ollerccida
icira apprelicndc-la e leva-la ao dito armazem, que
ser gratificada.
Manoel Jos Lopes faz scienle ao respcilavel
publico,que o Sr, Maximino da Trindade Moura,des-
le o dia 19 de marjo do corrente anno.dci xou de ser
sen caixeiro.
Arrematacao de propriedades ?o*recfAhi-
me/ito de IguaraSs. ^*>
O abaixo assignado, como procurador t( .(i^i^i
COMPRAS.
Vende-sea taberna do heccodaCampioa n. |1
Ai no bairroda Bua-Visla, com fundos a vontade do
comprador, por seu dono 1er de rclirar-se : a Iralar
na mesma.
Vende-se a casa da ra do Cordoniz n. 16, com
primeiro andar e solao *m chaos proprios, livre e,
desembaracadB : a Iralar la na da Cruz do Ui
n. 31, segundo andar.
Veudem-se saccas com farinha a 48500 rs. cada
sacca, ditas com milh'o, por pre?o commodo: na ra
do Passeio Publico 1
Veode-w um'a prela moca, de excellenlcsqoali-
dades ;% motivo da venda se far ver ao comprador,
a?sim como sendo pessoa conliecida so faculta a esta-
da, da-dila-preta por olguns"dia a verse agrada: tra-
ta-so na ra d'Aurora, passando'a fundicao primeiro
port.lo.
- Vcnde-*e urna mulata perita engommadeira
com urna Riba do Ircs annos : na ra Augusta n. 23,
se dir a pessoa com quem se ha de Iralar.
Vende-se urna escrava de nac,3o,de meia idade,
sem achaques, boa para o servico de urna casa, que
sabe cozirrnar o diario com aceio : quem quizer di-
rija-se a ra Imperial n. 51.
Compram-se esernvos de idade de l a 35 an-
nos, assim como se recebem para vender em rommis-
mo : na ra Direila n. 3.
Compra-so urna salva de prala j usada, qoc oc-
cupe 4 copos |iara agua : na ra cstreita do Rosario,
casa de o orives n. 7.
. Compram-se ossos a peso : no ar-
mazem'1 da Iluminaran, no caes do Ra-
mos, Iravessa do Carioca.
Con'iora-se ora preto bolieirOB sapateiro, que
seja 10030,0 sem achaques, e sirva pira lodo e qual-
quer trbulho de urna casa : quem liver. dirija-se ao
sobrado de um andar n. 15, no paleo da ribeira de
Irador do patrimonio do reco'lhimenlo das' rai"^ 8 Jo*6- ou ;> '"j* ""v> na ""a larga do Rosario, que
SS. Coraco deJesus da villa delguarasS. fjir fi). s dir quem precisa."
ber que no dia 27 de marco prximo 'geRniB-------------------------------1--------------
lem de ser arrematados por venda em praca
Continua'anda a vender-se superior f.in-
JT nha de mandioca, nova, chegada de Santa Jjr
(gJJ Catharioa, a bordo do patacho Clementina, \g)
Af. por preco commodo; para grandes porces /j*.
*^ far-sc-ha um abalimento em proporcao : w
(Sk trala-sc no escriptorio da ra da Cruz n. (^
(^ 40, primeiro andar. (^
Precisa-se de dous pequeos de 12 a 15 annos
para caixeiros de taberna ; 110 armazem do Caes da
Alfandcga 11. 3.
O Dr. Sabino Olegario l.udgero l'inlio mu- '&
$ dnu-se para o palacete da ra de S. Francisco
(mundo novo) n. 68 A. vi
9
LOTERA de n. s. do livramexto.
0 cautelista Salustiano de Atjuino
Ferreira
avisa aorcspeitavel 'publico, que os seus bilhetes e
cautelas estilo exposlos venda nos lugares do costu-
roe, e pasasob sua responsabilidade os dous premios
grandes sem o descont de 8 % do impidi geral.
Bilhetes inteiros
Meios .
Quarlos .
\j)ecimos .
~v' mos
6,000
. 3,000
. 1,500
700
. 400 .
conlini'
J- JailpJiTEista,
!dir natua Nova, primeiro andar n. 19.
T"V do iui-
10 do civeLda primeira vara da eidade do R Kiti o
sitios de letras, sitos na freguezia daquella vi.i|, 5e'n"
do o primeiro denominado Pilanga, da extei 15ju ,|e
legua em qnadro, como se moslrar da esr.r' ,ura
com urna pequea casa nova de taipa e lclh cu0
lerreno cnserra ptimas qualidades e oflcrecc a yan|a.
gem de se poder lovantar engenio em alto" ponto'100s
quet em baixas extensas para raimas,rio de evrellen..
agua, grande cercado para animaes, bous allos' para
roca, tambern mallas para o fabrico do engenho c al
para se vender madeira constantemente, e serrar ta-
imas, e demals est na dislancia de 2 leguas de villa
onde ha ptimo porlo'de embarque, alem das de-
inaiscoromodidades da vida. O segundo silio, conde-
cido por Tabalinga das freirs, he silo cima da po-
voacao de Taba tinga,meia legua distante da villa; iem
casa de vivenda na boira da estrada real para Goian-
na, Corlada pelo rio Tabalinga do linissima agua,
com ptimas baixas para caima e capim, os altos fer-
tilissimos para roca, niillio, feijflo, lambem com lici-
to cercado para criar vaccas para vender-se leile na
villa como se costuma. O primeiro foi avahado judi-
cialmente em 1D:0003000, e o segundo 1:000j000,
pelos avaliadores os Illms. Srs. coronel Manuel Tho-
maz Rodrigues Campello, e capilo Manoel Caval-
canli.de Albuquerque Lins proprielarios dos enge-
nhos Cumbo e Mussupinho, para cuja venda obli-
veram s recolhidas, licenca imperial. Quem pois os
quizer arrematar compareca por si ou seus procura-
dores no indicado dia : e se antecedentemente 09
quizerem ver e percorrer dirijani-se a villa de Igua-
rass a fallar com o abaixo assignado, ou n capilao
Francisco das Chagas Ferreira Duro, e o escrivao
Adolpho Manoel Camello de Mello e Araujo- que
aprcsenlarao as escripluras e com ellas moslrarao os
sitios. Recife 13de fevereirode 185|.O padre Flo-
rencio Xavier Viai de Albuquerque.
Obras de oos as mais modernas.
Na ra do Cbug.'confronle ao pateo da matriz,
loja nova de ourives 11. II, de Saraphim & Irmao,
franquea-se conslanlementc ao publico .em eral um
grande sortimento de obras de ouro de dilferenlcs
gastos precos muito commodos; conlinoa-se a pas-
sar una conta com responsabilidade de toda obra que,
for vendida, especificando-se a qualidade do curo de
14 ou 18 quilates, ficandn assim sujeilos osdonos da
dita loja por qualquer duvida que apparecer.
' Rogarse encarecidamenie a pessoa que comprou
as seguimos peras de ouro : duas vernicas de S.
Joao,'urnafiguiiba, urna inoeda, (libra esterlina), e
um par de clcheles, ludo ou smenle as peras mui-
das, ou a moeda sem asuutras peas, que dirija-se
ra das Flores n. 23, a negocio que lhe diz respeilo.
Afllaoca-se aessa pessoa que neuhum prejuizosof-
frer relativo a compra que fez, se vier com esle cha-
mado casa indicada. I).-so por ora em signal, que
os referidos objeclos foram vendidos por um alfaiate
no dia 22 de feverciro prximo passado.
Aluga-se urna casa de dous andares no bairro
de Santo Antonio e Ba-Vista, ou de um andar e so-
10o, que seja decente e tenlia sufficicntes commodos
para grande familia :" quem a liver annuncie, ou rJi-
5005000 rija-se Soledade, sitio dos qualio lecs, que achara
23(^Q(((l_r tn^ii?DTTraTrraSjK4aueHiora do dia.
GRATIFICAgAO;.
VENDAS
Vende-te urna negra crioula, de bo-
nita figura, e tpxo. algumas habilidades ;
ou mesmo troc-$e por alguma casa ter-
rea, e o motivo |a venda se dir' ao com-
rador : na rale Santa Thereza n. 54,
cbara' com |ieni tratar,
/endem-se 12 esravos,sendo um dilo carreiro,
um niOMequc do idade e 18 aimos.de muito boa nm-
duela, du>is de bonilasfisuras que engommam, co-
zinbam, laTNf".e^"^hyrinlho, umamulatinhade
idade de 16 afUS^wo*' >s escravas de Indo o servido,
um dilo de servico de c apo na rua l)reiU nume-
ro 3.
Vende-se nma criouj;, morill perfeila engom-
madeira c cozmbeira: na rua. larca do Rosario, n. 22,
segundo andar.
Velas de carnauba.
Vendem-se caixinhas com superiores velas de cera
de carnauba, fabricadas no AracAy, por commodo
proco: lia rua da Cadeia do Kccife v. . nndar.
Legitimado Hespa
Na roa do Crespo n. 19,. vendesse
sarja hespanbola da melliur que ha, e
agrada ao comprador.
OVAS DO SERTAO.
Vende-se este excellcnle pelisco, e saccas de tr,uilo
boa e alva gomma para engommar c fa/.er bolii.ibos,
por prero commodo: na rua do oncimadu loja-1,. 14,
Peanas de etna.
Vendem-sc peni de orna proprias para es|>ana-
dores, e muilo boa gomma para engommar e fazer
holinhos, em sacas mi em arrobas, assim come, en-
cllenles ovas do sertao. ludo por preco commiido :
na rna do Queimado loja n. 14.
Vende-se um jumento muito ntfvo,
gordo, e bastante manco: na rua doQiiei-
mado loja n. 14
Vende-re boa e excellcnle palha decarnaulia,
por preco muito commodo: no porlo do PocinHo,
armazem junto a labcrna.
Vendem-se missacs romanos, bem cncadernsV
dos e da ultima ediceo : na rua do Encantamentio
armazem n. 11. tute.
d Vendem-se dous escravos de 22 a 30 annos de
e'de, crioulos, um delles he cozinheiro e oulro de
r\ irn de roa: na rua das Cruzes n. 22.
Vendem-sc almanaks marilimos para 1854: na
roa do Trapiche armazem n. 34.
Liquidacao.
As fazendas da loja do-ausente Joo Antonio aje
Araujo csiao venda na loja da estrella, rua do Quei-
mado n.7, ceslao se trocando por sedlas visla,
quasi por meta le do seu valor, como abaixo se v :
pecas de chita com 38 covados a 49(00, dilas dita en-
trefina a .XMO rs., ditas dita muito fina a 6J800, pe-
cas de algodaozinbo a 15600 e 29000 rs., ditas de ma-
dapolao fino e largo a 35800, rambraias ureandiz a
480 a vacCassas chilas a 210, chitas francezas muilo
largas a '..OOrs. o envado, ditas inglezas a 120 e 140,
dilas dllas em rctalhos (levanito o que liver o rela-
llio) a 100 e 120 o covado, meias casemiras de algo-
do para calca a 240 e 300 r. o covado, meias cruas
para homem a 120 o par, lencos de cambraia para
man a 120, ditos difa com blco a roda a 180, chales
de la muilo grandes a 1$000 rs., ditos de dita mais
pequeos a 320 e 610, e outras mnilas fazendas, qne
s com a visla us freguezes podero conhecer os di-
minutos procos por que se eslao vendendo; cheguem
freguezes, antes que seacahem.
Vciule-seiim pequeo silio com casa de taipa
em lerrs proprias, umalegua dislanle desla eidade:,
quem prelende-lo, dirja-se a l.uiz Epifanio Mauri-
cio Wauderley, ra Iravessa da Casa Forte par o Ar-
raial, ou ao aterro da Boa-Vista n.34.
Vend-se na taberna de Joo Baptisla dos San-
tos Lobo, Iravessa do arsenal de guerra n. 1 A, mi-
lito em saccas, arroz de casca, dilo pilado e palha de
carnauba, ludo pelo mais barato preso do que cm ou
Ira qualquer parle. .^^_
Palitos fiances,<
Vendem-se palitos francezes lo brim de eom-o.
hrancovde brelanha, a35000 c 4000 rs:, ditos de
alpaca prela c de cores a 89000 e 105000 rs., ditos de
panno liiifl muilo bem acabados e da ultima moda a
1 (9000.183000 c 205000 rs. : na rua Na, loja de
fazendas n. '.6, de Jos Luiz Pereira & I- illio.
Pannos finos
Vende-se superior farelln em saccas muit gran-
des, e por preco commodo : na rua do Amorim n.
48, armazem de Paulo feijo.
N'o armazem do Sr. Guerra defronte do trapiche
o algodao, lem para vender-se feijo muletinho
. nuito novo, e em saccas grandes : a Iralar a rua da
Cruz n. 15, segundo andar.
Ao barato.
Na loja de Giiimares & Jienrquc
n. 5, vendem-se lencos de cambraia
linho, pelo barato preco de 5 e 45O0 a duM*
cada duzia em umacaixinliaeom rindas eslaaspa.
Caixas para rap.
Vendem-se soperioreseaix para rap feibwna ci
dade de Nazarcih, pelo melhor fabricanle deslo^e-
nero naquelta eidade, pelo diminuto preco de 19280 :
na rua do Crespo loja n. 6.
Vendem-se relogios de ouro e prata, mais
barato de que em qualquer oulra parte i
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Chapeos pretos francezes
a carij, os melhores e de forma mai elegante que
tem vindo, e outros de diversas qualidades por me-
nos preco que em oulra parle: na rua da Cadeia do
Recife, n. 17.
OS EXCELLENTES SaLMXES DEBOLOMU,
recentemenle chegadoade Genova,vendem-se a prejo
razoavel : na rua da Cadeia do Recife n. 23.
Deposito da fabrica de Todos os Santos nai Babia.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber &C, na rua
da Cruz n. 4, algoda6 trancado d'aqoclla fabrica,
muilo proprioparasaccosdcassucar e roopa de es-
craVos, por preco commodo.
Na rua do VigarioTf'. 19, primeiro andar, h a
Cjra vender, chegado de I-isboa presentemente pela
arca Olimpia, o seguinte: saccas de farello muito
novo, cera m ruine c em velas com bom sorti-
mento de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em podra, novissima.
Vendem-sc em casa de Me. Calmont & Com-
panhia na praca do Corpo Santo o. 11, o seguinte:
vinho dcMarseillecm caixas de 3 a 6 dozias, linlias
em novellos c cairelis, breu em barricas muilo
grandes, ac de milasorfldo, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Mftor. Rna da
Senzala nova n. 43.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias inoendat para engenb, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
AOSENHORES DE ENGENHO.
O arcano.da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglesas e hollandezas, com gran-
de vantagtm para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
Vendefl^^^H
rs. e pequeos a 560ts. :
10 12.
FARINi;
Primeira
randesa 640
aspo nume-
guezes, qoe
ida ultimameule
: daquella p
de fazendas
OOO ,
^0 crespo loja
os de algodao gran-
em onla .
1.76.
egro de
5:0005000
2:5005000
1:2509000
m HOMEOPATHIA.
RUA DAS CRUZES N.. 28.
No consullorio do professor homopath
Gosset Bimont, acham-se venda por I
CINCO MIL RIS. ;
Algumas carleirascom 24 medicamenlos. <
Os competentes livros, 59000
Grande sortimento de carleiras e caixas
de lodos os tamaitos por precos commo-
i dissimo'.
i tubo de globales avulsos 500
1 frasco de; i onja de tintura a
escolha..... .- 19000
LOTERA DE N. S. DO LIVRAMENTO.
As rodas desta lotera audim a 21 de abril prxi-
mo futuro, e o resto dos bilhetes acha-se a venda
nos lugares j conbecidos, na botica do Sr. JooMu-
reira rna do Cabag, na rua do Queimado loja do Sr.
Moraes.U thesoureiro, Joao Dominguet da Silga.
Quem quizer comprar a lypographia que foi da
viuva Roma, constante de dous prelos c diversas fon-
lea de typos, dirija-se a Jos Jarome Araujo, que a
vende muilo cm con la.
Gosset Bimont lendo de sq retirar prxima-
mente para Eoropa, roga aos seus rievedores
o favor devirem saldar suas cantas da dala
; desle a oito dias. Recife 17 de marro de
185*:
E3S8888:98K383QOE
Roupa engommada.
No aterro da Boa-Visla n. 48, loja, sedir a pessoa
que se incumbe de mandar lavar e engommar com
perfeico a roupa de qualquer scohor eslrangeiro que
precisar.
Aluga-se um sitio
na estrada dos afililos confronte a igreja do mesmo
lugar, bastante grande, com boa casa de vivenda,
murado na frente e fundo, e rom umitas inicio i ras :
quem o pretender, dirija-sc Poitfe de Uchoa cm ca-
sa de Francisco Antonio de Oliveira Jnior, quo lam
bem o permuta por predio na praca,ou vende.
HOMEOPATHIA.
CLNICA ESPECIAL DAS MOLESTIAS ]
NERVOSAS. M
(Hysteria, epilepsia ou gola coral, rheuma- ?
lismo, gola, paralysia, defeilos da falla, do gjj
oovido e dos olhos, melancola, cephalalgia -.??
ou dores de cabera, enxaqueca, dores, e ludo iJ!S
mais qoe o povo conheao pelo nome genrico g
de nervoso.)
As molestias nervosas requerem mnilas ve-
zes, alem dos medicamenlos, o empregu ilc
outros meios, qu desperlem ou abatam a sen-
sibilidade. Esles meios posbuo eu agora, e os
1 ponho a disposicao do publico. *
Consullas lodos s das (de greca para os
pobres), desde as 9 horas da manbaa at as 2
da tarde. Una de S. Francisco (mundo uovo)
n. 68 A. Dr. Sabino Olegario Ludyero
Vinho.
Nao tendo sido encontrados na casa on-
de resida o finado Fernando Antonio Fi-
di, cjuando pelo juizo de ausentes detes
termo se fez p respectivo sequestrp e in-
ventario dos bens do mesmo tinado, final-
mente em 11 do corrente, os objectos
abaixo declarados, os quas se sabe, con-
servava o fallecido, o sao muilo conbeci-
dos ; e havendo-se procedido a diversas i n-
dagacoes que nenhum bom resultado pro-
du/.iram, e antes conlirmam a presump-
cao de que os referidos objectos foram
subtraBdos na occasiao em que por causa
do infeliz successo que pz termo aos dias
do mesmo Fidie em 20 do mez passado,
a I linio a sua casa gente de diversas condi-
(Oes; avisa-se a todos os senbores ourives e
mais pessoas, a quem possam ser oll'ereci-
dos ou apresen fados esses objectos, de os
apprehender oudeclararem na rua d Tra-
piche, casa n. 6, ao cnsul de S. M. Fide-
iissima, ao qual cstao boje entregues os
bens do finado, emvirtude da lei, na cei-
tezade que este guardara* toda a reserva,
nessa declaracoegratificara comaquan-
tia de 50)<000 n. a quem Ibes apresentar
os indicados objectos, ou lhe der ceiteza
do lugar onde se acham: 1 alfinete de ou-
ro com brilhante grande do peso de dous
qiilates, cujo pe se desarma e serve tam-
bern debotao ; 2 botties para abertura de
camisa de cornalina cor de rosa, cortada
em flor com quatro pequeos brilhantes e
urna esmeralda no centro ; 1 atacador de
ouro para casaca com um camafeu lino.
j Precisa-se de urna mulhcr de meia idade, para
ama de casa de muilo pouca familia, que saiba co-
zintkr o engommar : na rua do Rangcl, sobrado,
n.X .
Precsa-se de fallar a negocio desous ulerea-
ses, com os seuhores major JoAo llapisia da Silva
Manguinho, e Francisco Jos-Rodrigues : na rua da
Cruz do Recife n. 28.seguiido|ainlar.
A pessoa qne no dia 17 do correle entregon
na Iravessa da Madre de Dos urna carta para Bran-
dao & Diegues. queira dirigir-se a mesma rua,
armazem do Sr. Fernandos, a fallar com os mesmos,
a negocio do seu inleresse.
Quem for nesta eidade o procurador do rapiblo
Manoel Pereira Monteiro, morador cm Serra Negra,
provincia do Rio Grande do Norte, annuncie sua
morada, que se lhe deseja fallar.
Antonio Pacheco de Andrade c Antonio Pache-
co de Almeida, reliram-se para for.a do imperio.
Vende-se urafcom cscravo, de idade 32 anno)'
bom canoeiro, semachaqnes. muilo pruprio pare ser .
vico de engenho por IraballA bem de enxada, le-.
vantar paredes o ladrilhos esm meslre : cntende tam-
bero da sraduaro do calor de forno para assar qual-
quer peca : na rua da Saudade/ o .arqueador do con-'
sulado geral, informar o vendedor.
Vende-se urna ptima crioula, de idade 20 an-
uos : quem a pretender, dirija-se rua do Queima-
do n. 69.
Vende-se palha de carnauba, propria para cha-
pese vassnuras : em Sanio Amaro, na taberna jun-
io a casa do Sr. Cantuso.
Vende-se gello no mesmo deposito anligo, pelo
- docostume, das 9 a 1 hora, e das :t as 5 da tar-
de, loiiT!r%s>riw^jj"mingos e dias skntos. '
. No paleo doCaTbmo, tabernil n. 1, vende-se
o muito superior rlriTirrlrma "lHIIII', a libra, c al-
Iriaa240. J
Saccas grandes.}, .-*'
Vende-se millin novo, em saccas grandes, a 25500 :
e casemiras.
Vende-so panno fino prel superior a 23800, 45000,
4C5O0, 53000, 6?000 e 75000 rs. o covado, dito azul,
^roprio para fardas de guarda nacional SjJOOOrs. o
covado. dilo muilo superior a 53000 rs. o covado,
casemira prela, franceza, muilo elstica a 63500, 73.
3000, 105000 e 12000 rs. o corle, dila de cores a
43000 e 53000 rs. o corte, merino preto muito lino a
35000 rs. o covado, alpacas de cores a 800 rs. o co-
vado, dita prela muilo Una a 600. 720, 800, 19000,
e 13200 o covado : na rua Nova, loja do fazendas n.
16, de Jos Luiz Pereira & Filho._
Vende-se sal do Ass, a bordo dohile Ang-
lica : a tratar na rua da Cadeia do Recife n. 49,
primeiro.atidar.
(Aras, junto com o methodo de empre-
ga-Io no idioma portugueiu^jsr-tSs^atJrSa^^^f MHiK
N. O. Dieber ^n*p&a, na rua da {S^^M
Cruz, n. 4f r
k-J J SANOS.
SALSA PARBILOA.
Vicente Jos d; tirito, nico agente em^ernam-
bnco de B. J. D.Sands, chimico amcricanfaz pu-
blico que lem chegado a esta praca urna grande por-
Co de frascos de salsa parrlha de Sands, que sao
verdaderamente falsificados, e preparados do Ro
de Janeiro, pelo que se devem araulelar os consu-
rhidores de 13o precioso talismn, de cahr ncsle
engao, lomando as funestas consequencias que
sempre coslumam Irazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mito daquclles, que antepoem
seus inleresscsaos males e estratos da humandade.
Porlnnlo pede, para que o publicse possa livrar
Farinha de mandioca. .**
Vendem-se saccas grandes com superior fa- 'm
rinlia de mandioca, por preco commodo: na |$
rua do Amorim n. 54, armazem da Machado $
j i Pinhciro,-ou a tratar na rua do Vgarton. $S
S 19, seEiindo andar, escriptorio dos mesmos. |S
Vender sal do Ass, a bordo do
brigue Conceirao, frtndeado "defronte
do Forte do Mattos: a tratar a bordo com
ocapitao do mesmo, ou no escriptorio de
Manoel Alves Guerra Jnnior, na rua do
Trapiche n. 14.
Bracos de balanea Roraao & Compa-
nhia,
desla fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recnlomente aqoi chega-
da ; o annuucianle faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na rua da Conceirao
do Recife n. 61 ; e, alm do receiluario qoe acom-
panba cada frasco, lem embaixo da primeira pagina
seu nome impresso,-c se achar sita firma cm ma-
nuscriplo sobre o nvotlorio impresso do mesmo
f races.

Vendem-se relogios d ouro, pa
ten-te inglez, por commodo pre- '
co: na rua da Cruzn. 20, casa de;
L. Lwonte Feron & Companhia.
no armazem le Tasso Irmaos, rua di Amorim n. 3'. I, chegados ollimarnenle de Lisboa pelo brigue portu-
Vicente Ferreira Lopes, hrasiljru. relira-se pa-1 Ruez Tarujo Primeiro, proprios para halcao, e
ra a Parahba, levando em sua couipanbia sua mu-
llter c suas escravas Rosa e Luiza, itioulas, a seo ser-
vico.
Vende-se nma escrava otila, de 40 annos
de idade, muilo possanle, do boa ron duela, ptima
cozinhera e lavadeiraj na rua de Hurlas 11.60,se di-
r quem vende.
t Vende-se urna bouta escrava crioula com idade
d 22 annos, cose hemPn labyrinlho, engomma e
faz doce, av isla do comprador se dir o motivo : na
rua do Nogueira sobrado n. 39.
g@@3@S Sf a
$S Attencaoaspechinchas. '
Vendem-se na loja nova da rua do Queimado
n. 18 A, om completo sortinienlo de fazendas, jP
@ alpacas de seda lisa, furia cores, sedas escoce-
zas, padrees modernos, sarja prela hespaulic,-
la,selim preto para vestidos, lavas prctas de
iorral|e seda para senhora e para homem, c or-
>> les de rlleles de selim bordados prelos n de
cores, e de casemiras prelos bordados, pan nos
j$ prelos, casemira prelas manteletes prelos, e 6j.
de cores, e outras muitas fazendas por d m- 3}
a nulo preco.
@i @@ @@@ m @s
Anda existe um rcslu de saceos com superior,
farinha de mandioca, cuja i est vendend o por di-
minuto preco, afim de se 1 indar couta dr. venda :
na rua Nova, loja de ferra, .mis 11. 35, de .Joao Fer-
nandes Prenle Vianna.
FRUTAS NOVAGT. -
Na rua estrella do Rosarvo n. II, vendem-se hce-
las com per.s e pecegos, latas com hiscoil os do prin-
cipe Alberto e de mais ou Iras, bolachinlias de soda,
nozes a 120 a libra, paseas a 320, conserv as, agua de
flor de laranja, amendoas, ervilhas, cevadinha do
Franca, catanhas muito novas, e oulros minios ob-
jectos, ludo em conta.
Vende-se a casa n. 1!)| da rua Imperial, com
seu competente stn o arvoredos', o qual m de fren-
te 152 palmos e de fundo 1.000, pouco 'mais 00 mo-
nos : os prclendenles para o Ver, dirijam-se a dita
rua ao p da fabrica do sabio, e para tratar rua do
Queimado n. I.
Vende-se agua das caldas da rainba, qoe he a
melhor cora que ha para q ucm padece de molestias
do estomago: quem quizer, dirija-s a botica do Sr.
Ignacio JosdoCoulo, no largo da*Boa-Visla.
Vendem-sc missaes tiovosdqrboa encadernacao.
para missa, assim como una caixinba para desenlio:
quem quizer comprar, diri.1
ja n. 6.
ATTEN iO'!!
Vende-se o verdadeiro
RELOGIOS DE ODRO,
inglezes de patente : vcndem-se no armazem de Bar-
roca & Castro: ruada Cadeia do Recife,n. 4.
Jos Rne, artista em caliellos.
participa ao rTpe'ilavcl publico, que faz obras de ca-
bellos com toda perfeico, como sejam as segundes :
pulceiras, correles de relogio, irancelins, cordes,
colares e flores : quem qaizer,dirija-se i rua estrella
do Rosario n. 7.
Adolpho Schmidt relira-separa fra do imperio
com sua Bilja. *
l)r. Ovidio Thoiitassi, medir ^$)
co francez, devolta do Rio de Ja- (
neiro, onde foi habilitado pela ac- 5j
demia dz.tjuella- eidade, avisa a ^
~*- seus amigo, as pessoas que delle S
r precisareme m geral ao publico, w
/ que se ada no exeicicio da sua %
i de medico, residipdo na
^ r i de Santo Antonio $
dar' consultas to- ^
lias uteis, das 9 horas da &
manhaa ate aomeio dia.
Precisa-sede um menino porluguez de 12 a 14
annos para caixeiro de taberna, com alguma prali-
ca on sem ella : na rua do Filar, em Fura de Portas,
n, 84, Sai
para
se rua do Cabug, lo-
Continam a liejuidar-se
as fazendas da loja do ausente Jeito Antonio de A-
raojo por melado de seus valores, a dinheiro visla.
Chapeos de castor broncos, copa alia, a 2S560. corles
de cambraias bordados de cores, a 2ft000 e 25500, di-
tos de cambraias de seda a 45500 e 59000 rs., ditos
dilas de seda, muilo bonitos padrOes, S.~HKI0 rs., len-
cos de garca muilo bonitas padres, a 1S2S0 rs-;,man-
las de garca, a 29500 rsj, lavas de relio/.de rede pre-
la sena dedos, par 320, dilas do casemira para monta-
ra, 400 rs., lit de aluodo adamascado branco c de
rores, vara 4K0 r., chapeos de seda para senlioras,. a
6V00, IO9OOO e 1B900O rs., corles .le cambraias bor-
dados, bonitos gestos, a ItJSIiO rs., loncos de chita fi-
nos; duzia 29401) rs., chales de cambraia bordados.
Utn 800 rs., filos de dila adamascados, nm 640 rs.,
cassinelas de la mcscladas para calcas i> palitos, co-
vado 800 rs., alpacas mescladas bonitas cores, covado
640 rs., cambraias de cores transparentes,' proprias
para rimados, vara 120 rs.; e onlra*militas fazen-
das por. haralissimos precos : na rua do Queimado
n. 7v*loja da estrella, defronte do boceo do Faite
Frito*.
'Precsase de urna ama para amamenlar nma
enanca : na rtiadol.ivraiiienlon. 20.
Aluga-se urna negra que cozinba, e engomma
soffrvelmente : na rna do Queimado n. 44.
Paulo Gaignou, dentista. /"""V
pde.ser procurad a qualquer hora ent sua casa
na rua larga do Rosario 11. 311, segundo andar.
Arrenda-se o engonho Le5i-Mvo na ficguezia
da Escada: os prelendenles pdmapparecer no aler-
roda Boa-Visla, sobrado n..53. segundo andar, que
achanto com quera tratar, du na freguezia da Escada,
no engeobo Vicente Compeli, cora Manoel Goiical-
ves Pereira Lima.
O Sr. Joao Wpomuce* Ferreira do Mello,
moradorna passas^em de Olin.la, lem urna caria na
livraria n. 6 e 8 4a pwica da Independencia.
Aluca-se afloja do paleo do ler^o.o. 9,evende'-
sen armacoijA liberna que nelbi lem, jtaila a rna*
derna, propriii pera qualquer oulro eslabclecimenlo,
lem commodoil^ka familia: na taberna n. 11, se
<>"*.....~ '"> ft. negocio,
^1110 de Garanhuns, (de
primeira qualidade, por pre coVommodo : na rua Di-
reila n.76, esquina do bec,co dos Peccados Moraos.
Vende-se urna rauo.i aberla, para familia ; na
roa Nova, loja do Sr. Jo,* Mara ila Costa Carvalhn.
^ Vende-se urna mcileca de lionita figura, de ida-
de de 7 a 8 anuos, poiico mais ou menos: na rua da
Praia n. 29. \ ,
Vende-se pexe. secco rhegado ha pouco de Fer-
nando, bem como milo bom feijilo, por proco razoa-
vel : na rua da l'ii'.ia 11. 42, segundo andar, das 6 as
9 da itanliaa, e ''io meio dia as3 da tarde.
Vei)de-se goninia etn saceos, e pcnitas de cma :
na rua do Queimado n. 71, loja de niiudczas.
__ Vende-s'e iiina'porcrio de licores francezes, fi-
nos. : na rua da Cruz, armazn 11. 1S.
Vende um cavallo bom ca regador ; na rua
da Ponte v ta 11.1.
. Vet .11-se os melliores relogios de ouro, pa-
lenlc ing z, j-bem ciiiibccidos nesie mercado : em
casa de I nssell Mellors ,.'. Companhia, rita da Cadeia
do Recife II. 36.
SAQfAS COM FARINHA DE MANDIOCA.
Vendem-se saccas com superior fari-
nha ida torra, por menos peoo do que
em putra qualquer parte : na loja n. '2t>
da i-ua da Cad<.-ia, esquina -de^becco1
La^rgo. ,
Vendcm-se em casa de Tiram Mom-
n & Vinnassa, praca do Corpo Santn.
13, os seguintes objectos: obras de ouro-,.
como sejam.: adercos, meios adereros,
pulceiras, aunis, eorrentes, rosetas, alli-
netes etc., tudo cliegado no ultimo vapor
da Europa ;cliariito5daIIavana verdadei--
tos, candieiros, casticaes, .irados de ferror
vaquetas de lustre para coberta de carro.
Vende-se a padarta da rua das Laraugeras.
beiniwmo o deposito da rua Nova, ambos os eslabe-
ItcinWnos bem afreguezados : a tratar na rua das
Larangciras n. 18.
PARA A I.UARDA NACIONAL.
Anda reslam algumas espadas superiores, pralca-
das, para te .vender por preco commodo : na rua No-
va 11.20, loja de Jo.io Fernaiids Parale Viauna,
preco commodo : na rua do Amorim n. 54, armazem
de Machado & Pinbciro, ou a Iralar na rua do Viga-
ro n. 19, segundo andar, escriptorio dos mesmos.
# Cera em velas.
Vende-se cera em velas, fabricadas em Lis- w
boa.em caixas de 100 e 501bras, e por preco
;;0 o mais baralo dn que em onlra qualquer par- Cit
@ te : na roa do Vigario n. 19, segundo andar,
$9 escriptorio de Machado & Pinheiro.
y>*s@s:@@
. Vende-sqawn carro coitp de muito bom goslo c
novo, urna rica parelha de cavallos muito mansos e
bastantes gordos, dous pequeos cavallos para meni-
nos : para ver c ajoslar na roa Nova, cocheira por
baito da cmara.
Acham-se i venda na loja de livros n. 16, no
pateo do Collegio, relalos do Exm. e Rvm. Sr. ar-
cebispoda Baha.
Devoto Clitisto.
Sabio a luz a 2.a edcin do li vrinho denominado
llevla Cbrislao.mas correloc acrescentado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada excmplar.
Vende-se a taberna da rua estreita
do Rosario n. 10, bem afreguezada para
a tena, e comppucosfundos, efaz-se van-
tagem ao comprador: quem a pretender,
dirija-s ao armazem confronte a Madre
de Dos n. 22.
DEPOSITO DE CMPOTASSl.
Na rua de Apollo, armazem de Leal
Reis, contina a ter superior e verdadeira
potassa da Russia e da America, assim co-
mo cal em pedra ebegada no ulpmo na-
vio, cujs barris conte'm o peso liquido
de quatro arrobas, tudo a preco razoavel.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, mujlo grandes e
de bpm goslo : vendem-se na rua do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia. ,
Vende-so selim preto lavrado, de mnito bom
sosto, para vestidos, a' 28800 o covado : na rua do
Crespo, loja da esquina que volta para a cadeia.
Velas de caruafba.
Vendem-se eaixnhas com superior velas de cera de
carnauba pura, fabricadas no Aracaly. e por commo-
do preco; na roa da Cruz, armazem de couros e sola
n. 15.
Cera de carnauba.
Vcmle-sc em porcito e a re'.albo : na rua daCroz,
armazem de conros e sola n. 15,
Acenciade HlwU Maw,
Na rua de A pollo n. 6, armazem de Me. Calmen
& Companhia, acba-e constantemente'boas sorli-
mcnlos de laixas de ferro coado e balido, lano ra-
sa como fundas, nioendas nclitas lodas de ferro lia-
ra animaos, aaoa, ele, dilas para a miar em madei-
ra de lodos os lmanlo" enldelos osinais modernos,
machina I101 sonlnl para vapor com fOrca de
i cavallos! cocos, passadeiras d ferro elanba.hi
para casa de purear, por menos preco que os de co-
bre, ct'co vens para navios, ferro d Succia, e fo-
Ibas de flandres ; ludo por barato preco.
Na rua da Cadeia do Recife n. 00, arma;
/.em dellenrique Gibson,
vendem-se relogios do ouro desabnete, de palentc
inglez, da inelior qualidade, e fabricados em'Lon-
dres, por preco commodo. v
POTASSA. 9
* No.anligo deposito da rua da Cadeia do Recife,
arniazoin 11. 12. lia para vender muilo nova polassa
da Russia, nmei cana c brasileira, etn pequsuos bar-
ris de 4 arrobas; a boa qualidade e piceos mais ba-
ratos do que em oulra qualquer parle, se auianoam
aos que precisarem comprar. No mesmo deposito
lambem lia barris com cal de Lisboa cm pedra, pro-
ximamculc ebegados.
Vendem-se 80 palmos de terreno com mujlos
arvoredos, na IrnvesJO ila Soledade, cine vai para a
Estancia, junto do silio do Sr. Amaro Ja Rarros Cor-
rea : quem os prdlender, diiiju-se a Jos Aniceto da
Silva, noincsmo lugar.
Para aquaresma.
Vende-se'superior sarja preta hcsp.inlioln a 28000,
2Cfo00,'2Si()0, JCOO e feSOO o envado, selim preto
niaco superior a 23400. 256OO, JOOO. 3*500, 45p0
e 5000 rs. o covado,. meias pretas de seda par se-
nlioras a J-iOO o par, e d-se as amostras de ludo :
na rua Nova, luja u. 1G, de Jos Luiz Pereira $ li
Uto.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quAdrilbas, valsas, redowas, sclio-
tickes, modinbas tudo moderhissimo ,
cliegado do Rio de Janeiro.
POTASSA E CAL.
Vende-se potassa da Russia e America-
na, superiores, e cal virgem de Lisboa,
tudo por preco mais commodo que em
011 tra qualquer parte : na rija do Trapi-
che n. 15, armazem de Bastos Irmaos. 1
Com toque de avaria.,
Madapolo largo a 392OO a peca : na rua do Cres-
po, loja da esquina que volla para a Cadeia.
Muita attencao.
Cassas de qnadros muilo largas com 12 jardas a
2940O a peca, corles de ganga amarclla de quadros
muilo lindos a 19.500, cortes de vestido de cambraia
de cr com 6 1|2 varas, muilo lyga, a 29800, ditos
com8 1 \- varas a 39OOO rs., corles de meia casemira
para calca a 39OOO rs., e outras mnilas fazendas por
preco commodo : na rua do Crespo, loja da esquina
que volta para a Cadeia.
PARAA QUARESMA.
Um lindo e variado sortimento de fazen-
das pretas e de todas as qualidades.
Panno fino preto a 390fjD. 39200, 49500, 59500 e
69000 rs., dilo azul a 29800, 39200 e 49000 rs., dilo
verde a 29800, 39600, 49500 e 5JO0O rs. o cova*o.
casemira preta cufestada a 59500 o orte, dita fren-
cta muilo fina c elstica a 79500,8JO00e99OOO rs.,
selim preto maco muitoupertor a 35200, 49000 e
59500 o covado, merino preto muilo bom a 39200 o
covado, sarja preta muito boa a 29000 rs. o cevado,
dila bespanhola a 29600 o covado, veos prelos de fil
de linho, lavrados, muilo grandes, fil preto lavrado
a 480 a vara, c oulras muitas fazendas de bom goslo;
na rua do Crespo, loja da esquina que volta para a
Cadei ,
Tasso irmijJJJJJJJJJJj
para v.
de Triestty^^H
dencia
. Veno*
pretas, rorj
setnirn prel|
39000 e r ~
29500 rs..
tihora
lidade, por preco
Vendem-se cobertores brt
des, a 19440 Ldih de lp n gra
19280, ditos do salpicode tapete, a 19400: nal
Crespo loja o. 6.
Vende-se urna caixi de msica com 6 pe>
Iralar na roa Direila, leja de calcada 1
Oleodelinhaca en
gulam dous e meio gal-:
armazem de Manoel da
rua do Amorim n- 56_e
Vendem-se jlneiras i
lhor fabricanle de Lisboa,
propro pora padarias e I
dem de 7 a 89000 rs., pres
vista da boa qualidade: na 1
Atter.c,;
Na rua doQueimado 11.30, vended
naco, com elegante figura, sem acti os,
muilo reforcado, propro para traba
assucar, ao queja esl habilitado : quera
rija-se casa indicada, loja, -qoe ah achara com
quem Iralar.
Jt- Vendem-sc licores de absyntbo e
Kirsch em caivas, assim como el
francez da melhor qualidade
parecido, tudo cliegado pelo ol
francez, e por preco muito
rua da Cruz n. 26, primeiro an
Vende-se muito bom cafe'
irieira qualidade, em safcas, coi
bem fardos de fumo da melhor 1
possivel para chartitos, chegatt
mente da Babia, e por preco mui
conte ; assim como urna porcao
de cliarutos, por preco baratissi
he para se linalisar contas :
Cruz n. 26, primeiro andar.
VINHO DA FIOliBIRA. .
Vendem-se barris de quinto de vinho da Fi
no armazem de Tasso Irmaos.
Na roa do Trapiche n. 14, prfl
vende-se o seguinte :pasta de'lyri
melhor artigo que se conhece para lin
branqoece-os fortificar as gengivas,
raspa
lustre ;'aaua de pirlas, esle mag|
sarar sardas, rugas, e cmbellez;
moa Untura imperial do Dr. Brown, e
Cao faz os cabellos ruivosnu hraneos.compl
prelos e macios, sem damno dos mesrm
precos commodos.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D
Bowmann*, na rua do Brum,
do cu chajriz continua
completo sortimento de tai
fundido e batido de 5 a 8 pai
bocea, as quaes acham-se a vent
preco. commodo e com prompti
embarcam-se ou carregam-se
sem despeza ao comprador.
Moinhos de vento
'ombombasderepuiopara regar hor
decapim. nafundicaSde D. W. B01
do Brum ns. 6. Se 10.
VINHO DO PORTO MUITO FINOJ
Vende-se superior vinho do Porto,
barris de 4., 5. e 8.: no armazeri
do Azeite d* Peixe n. 14, Ou a
escriptorio de Novaes & Comp^
rua do Trapichen. 54.
Padaria.
Vende-se urna padaria muitoafregurzada: 11
com Tasso Irmaos.
Aos senbores de engenho. '
Cobertores escaros de algoriAnaKOO rs.,di
lo graudes e encorpados a 19400 : 1
loja da esquina que volla para a Cail
Na rua da Cadeia Velha n. 52, em c
Deane Youle& Companlii
vende-se um carro americano de 4 rodas ; p
visto na cocheira de Poirrer, no aterro da

i

(# Deposito- de vinho de (
(^ pagne Chateau-Ay, prime
q% lidade, de propriedade do
(A de Mareuil, rua da Cruz
" cife n." 20: este vinho, o
9 de toda a champagne ,
^ tea 56$000 rs. cada caixa,:$
- se nicamente emeasa de -I
9 comte Feron & Companhia.
B As caixas sao marcadas a -
$) Conde de Mareuil e os
A das garrafas sao azues.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro
i venda a superior Oanella para forro d
gada recentemenle da America.
ESCRAVOS
-----------1---------.
FGIDOS
POTASSA BltAStElRA.
Vende-se superior potassa, fa- ft
bricada no Rio de Janeiro, che- 6ft
<&i gada recentemente, recommen- g*
Sl da-se aos senhores de engenho os S
I_ ir sw?
j2 seus bons elleitos ja expenmen- z
w tados : na rua da Cruz 11. 20, ar- >SW
(9 mazem de L. Leconte Feron & w
@ Companhia. ($
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade de zinco, superior quali-
dade,. por presos commodos; na rua do
Trapiche Novo n. 16.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tainbem no DEPOSITO na
rua do Brum logo na entrada, e defron-
te do Arsenal de Marinha ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
e\istem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. Os
precos sao' os mais commodos.*
Vende-se en* casa de S. P. Jonb-
ton & Companbr, na rua da Senzala Nos
va n. 42. y ^.
Vinho do Porto, superior qualidade, en-
garrafado.
Vinho Ory, em barris de quarlo.
Scllins para" montana, de homem e se-
nhora.
AVISO.
Desappareceu o eseravo Jos Canoa,coi
seguintes:crionlo. -JO annos de idade, 1
.011 menos, alto, cheio do corpo, rosto col,
cantado, lem urna cicatriz muilo visivel,
sido um golpe, olhos grandes, nariz afl
finos, deules perfeitos, lilubcia na falla
regrista, pouca barba na parle do qnext
lo, lem n'uma das costas das mos urnas
veiras, qne parece queimaduras, he calor
'candas rompridas e finas, pos bem fe
um dos ps foveiro de calor de ligado.
de selembro de 185'2, do engenho liba do
vtalguns mezes por forro em companhia i
rinho-fcioTUarrelo em Nazareth do Cabo;
srnhor ddle, e boje perlencea Miguel p
res falcflo, senbordo encciiho ourado
grutilica-se a quem o levar, com 100801
moeda.
No 1. desle mez desappareceu do engenho Dou-
rado de I|H)juca o mulato Anselmo, com 2J
de idade, pouco mais ou menos, estatura regular
bellos prelos e anudados, claro, descorado
cular, falla brando, he meio bestalbao.
lares, nflo vea noto, nariz grosso, le
les perfeilos, principia a barbar na pona di
lem bastantes pannos pelo pescoco e pelo carpo, per-
nas cabelludas e ps bem feitos ; tvou ralea e cami-
sa : quem o pegar, leve-o a seu dono M. T. Pires,
no dilo engenho, quo ser generosaruenl
cado.
Ipojoca :
*
Vaquetas delustre para coberta Je carros.
Relogios de. uro patente inglez.
Vcndem-sclonas,br!i7.afi, brinse meias lo-
nas da Kussia: no armazem de N O. liieber
Comoanliia, na rua da Cruz n. 4.
Oleo de linhaca em botijas.
Vende-se na botica de Bartltoloin'eu F. de Sonza
na rua larga do llosa rio 11. 36.
Obras de ouro,
como sejam: a (terecos e meosdtos, braceletes, brin-
cos, alfiiteles, Po.lOes, anueis. correles para relogios,
ele. ele, dojijas moderno goslo : vendem-se na rua
da Cruz n JP sa de Brunn Praeger & Cobaaliia
Boa gratificaco.
Desappareceu no dia 15 de tevereiro preiimo pas-
sado, do lugar de Vertenles em Taquajrelir
ca do l.imoeiro, um cscravo, cabra, de no
dre, de dade annos, altura c gordo
tcm nm signal pequeo por baixo de om d>
denles limados, ps grossos; levou camisa de algodao
de lislras, chapeo de pello velbo, carinado de faco
o rlavinole, e levou cm sua companhia urna muala
fon a de nome Joaquina da mesma cor cabra, altura
e corpo1 reculares, denles limados, cabello erredi(o
< aniaira.lo, c da mesina iilade : por iw rogunawi
capiles de cunpo e as aulniisdes policia
gares de Sanio Anlao e do Recife, e
qner parle do sul, para onde consta eB
queram apprehender o dito cabra e lar;
nitor Antonio Brbnza de Sonta, ttor
lenle, ou ha rua do Queimado n. 7^ilj
de t'.regoro & Silveira, que sero gMHR
compensados.
Desappareceu nosftnsde fevereiro:
sado una escrava do nome l.uzia, do |
gola, secca do rorpu, 36 anuos
mmenos, cozinba, lava e engo
be quilandeira, lem nmn
zello do pe direilo, e con
da l'anella: quem a pegar le
lo, na 1 na Nova, que pagar a
No da 27 de fevereiro paximu j
pareceuda casa do
narAo, por nnmelecili;
co mais ou menos,
los, pernas lorias |
la c panno prclo fin
capilao de campo que de
o favor de leva-la ao
da Boa-Visla, loja 1
Pires, que ser geneAsar
bem se protesta conlra q
que o no faca publico.
Joao
Pwa.tT. 4 *S. F. da Paria.-


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