Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01849


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Full Text
QUARTA FEIRA 22 OE MARQO DE 1854.

Por Anno adiantado 15,000
Porte franco para o suBst
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAOV
Recife, o proprielario M. F. de Faria; Rio do Ja-
. neiro, o Sr. JoaoPreira Martins; Baha, o Sr. F.
Duptad ; MaijBi, o Sr. Joaquim Bernardo de en-
done; Farabiba, o Sr.Jos Rodrigues daCosta; Na-
ial, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araeaty, o Sr.
Antonio do Leraos Braga; Cear, o Sr. Victoriano
AugustoBorgesjMaranho, o Sr. Joaquira Marques
Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 28 1/4 a 28 3/8.d. por 1$00
Pars, 340 a 345 rs. por 1 f.
Lisboa, 95 por ccnto.
Rio de Janeiro, a 2 por O/o de rebate.
Accoe do banco 10 O/o de premio.
a da companhia de Bcberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto deletlras de 11 a 12 de rebate:
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 289500 a 295*000
Moedas de 619400 velhas. .. 168000
de6?>400 novas. 16S000
de 458000...... 99000
Prala. Palacoes brasileiros..... 19930
.Pesos rol umnarios...... 19930
mexicanos ...... 19800
PARTIDAS DOS CORREIOS.
01inda7>Sf isdias.
Caruar, Boi. e tiaranhuns nos dias 1 e 15.
Villa Bella, Boa Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28-
Goianna e- Parahiby^ujjdas e xtas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira s 10 horas e 54 minutos da manhaa.
Segunda s 11 dorase 18 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Cpmmercio, segundas e quinlasfeiras.
Rclacao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s lOJuras.
Juizo de Orphos, segundas e quintas s 10 horas,
l.'vara do civel, segundase sextas ao meio dia.
2." vara do civel quartas e sabbados ao meio dia.
EPHEHERIDES.
Marco 6 Quarto ejscenteas4 horas, 41 minu-
tos e 48 segundos da larde. '
Liiacheia as 4 horas, 14 minutse
48 segundos da lard.
Quarto miiiguanie as 3 horas 43
minntos e 48 segundos da tarde.
28 La nova as 2 horas, 20 minutos e
48 segundos da larde.
14
21
20 Segunda. S
21 Terfa. S. I
22 Quarto. Ss.
23 Quinta. S*.
24 Sexta. S. "A
25 Sabbado. 4
26 Domingo.'
em Jevusal.
EXTERIOR.

i
ropea, snstenlada por forras europeas, e que je em diantc nao pode ser resolvida senao pela ac- esquejas. Debaixo lo ponto do vista da actual
CHRONICA DA QUINZENA.
Furto 31 Janeiro d 1854.
Nao te pode na verdade sondar limito escrupulo-
samente a situaran da Europa medida que ella se
deseiivohe e toma um carcter niais decidido. Por
enlrc as narrac,ee e noticias que se coulradzcm al-
Soroas vezea ese completara, o que se pode distin-
guir claramente, he que esta situarao tem chegado
a um grao, cm que a paz c a guerra, a primeira
gueara seria aecudida no Occidente depois de qoa-
reuto aunos, so lia o esparo ilc una ultima pala-
vra, de urna ultima solurao. Depois de ter deseja-
az de toda a torca de um sentimento ala-
le couservador, depois de Icr esgolado lodos os
:a protege-la, e ilin dislo inlercssada em
i Europa se aclia neslc nioniento levada
le de espera ancisa, a um oslado de es-
armada, que nao cxcluc sein duvida loda
n ulterior, mas que infelizmente pode
de urna hora para outra una arro mais de-
sdida. As rommuiiicaces diplomticas seguem seu
oscorrciosse surcedem, as rclarcs oflicacs
i subsistido al aqu. eqiie'dopcndc essa ultima
apparencia de paz, esse todo de relarocs regulares ?
B islo depende de um fio j meio quebrado.
Pode-se dixer que he depois de alguns dias que os
acontecimcnlos sobre ludo se precipitan). Ha pou-
ii> lempo anda que, sem dar um .crdito absoluto
eflicacia inmediata das novas propostas emanadas
da conferencia de Vicua, se poda perguntar, se
ellas nao temriam por efleito reabrir urna era de nc-
gociaoes parificas. Entrando no seguute as esqua-
dra combinadas da Franca'e da Inglalerra no Mar
Negro, se pcrgunlava de que importancia a ser cs-
aclo cutao nCccsearto; boje se quer saber, se una
nterrupc3o das relieves diploma tasrnlre a Uussia
nglaterra e "' .....i da outra
> se val manifestar r lodos
txadores. Como se v, Hfq mpl-
licando. Assim lera proseguido icgo-
ar amar^orlc de falano.,oc nvisvel,
aap,todos os esforcos da sahedoria,
conselbosda moderacao.
i da Russia, has complicnc/tes que exis-
to auno, poderia resumir-sc- lalvez em duas
tem querido condescender com a Europa,
ceder ao Oriente. A Kussa achava nessa
w dupla vanlagem. Nada modificando
iras prelenooes, coiifiriiiando-as pelo
Qcciujj'- dos principados danmi-
Crquia a uesP;ls ruinosas, a
transe .singula r ,le Ptrecer rom.car
iva Pararecon F, esperaudo as'tercas ottamanas a.1
ibio, como por delraz.de urna mura-
dilo, qocella conlava canea-las nessa'
i, para em un dht vingar-*c mais
lando nada se oppozesse aos seus de-
falliaudo com a Europa, a Russia ganha-
jo sobre ludo, egauhando lempo, linlia por .
ibabilidade de novas crises possiveis no cou-
a suspendi de lodos os interesses, even-
lede todas as, divergencias, que podiam pro-
reolrc as potencias occidcnlaes. Felizmen-
te ludo ne tem sabido conforme a inlenrAo da po-
itica russa, porquanto, se depois da derlaracSo de
guerra feita pela Turqua, os exordios do czartem
obtjdo algumas vanlagens na Asia, estilo longe de
egnido os mesmos'successos no Danubio;
mele a vanlagem esl al aqui do lado do
exerclo do snllo. Nao s as tropas russas nao lem
passado o Danubio e nao podiam fazc-lo no estado
actual do rio,depois de urna promessa, segundo se
diz, da Austria, de nao franqualo, senao anda
soffrerain repetidos revexes nos primeros dias dcsle
lez. Estas accOes reiteradas, rigorosamente sus-
laspelosTurcos, lioliam lauto maisimporlaucia,
qoanlo pareciam ter por fin prevuir as operaces,
que urna eoneentracAo prxima das tercas russas po-
deria fazer presentir contra Kalafal. Em definitiva
s soldados d'Omer Paella, ficaram senbores do cam-
(gundo todas as apparencias^Q_combale do Ci-
e urna verdadeira victoria para aslrTmna^tnr-
ras. Nesle ponto tudo naosorrio a fortunada Kussi
Qoaolo poltica de S. Petcrsburgo s era pesa-
o Occidente, o estabclecerclarainenlc a qiies-
tjo, manifestando debaixo da forma a mais decisiva,
telligencia perfeila das grandes potencias. Dc-
dcslc duplo aspecto, a Russia achou una rc-
sistencia, que nao esperava enconlrar, e um accoado
alava talvez em suas previses. O que ca-
erisa csscncialmenlc a interrupcao activa das
navaes da Franca e da Inglaterra, lie que cl-
,na o ponto at onde pode ir a coulcnipo-
diplomalioa do Occidente, isto be, di fine o
itocm que a-Europa ca Russia se acliam di-
enle em presenta urna da outra para deba-
|uer ainda na paz, se ter possvel, quer na
guerra, una das maiores qucslocs, que se pude sus-
r. Depois de alravessado o Bosplioro, acabou-sc
Eflo europea.
Era esse evidentemente o sentido claro c explicir
(o da nperacan ordenada as esquadras combinailas,
no momento em que ellas a cxeculavam. Alcm dis-
lo, uingncm poderia dissimular, que a noticia dcsta
operarao, cliegamlo a Sao Pelersburgo quasi ao
mesino lempo, em que ebegavam as propostas de
Vienna, podia influir na recepto reservada a obra
da_ diplomacia^ c he justamente o que sucredeu.
Em lugar de responder as propostas da diplomacia
europea, o gabinete, ilo czar eslabeleceu por sua
vez urna questao ; pedio ao gabinete de Londres c
lo Pars explicarnos sobre o carcter c alcance da
entrada das esquadras no Mar Negro, nao dcxando
ignorar que. da resposla dependera a a! I ilude ulte-
rior da Russia. O gabinete de Sao Pelersburgo, diz-
se, renova seus protestos em favor da independen-
cia da Turqua. Na verdade se esla de accordo so-
bre este ponto, porque, com quanlo aslnos fran-
cezas c inglczas eslejam no Pouto-Euxino jara
questao externa, que pode baver de verdadeiro nes-
sas asserr/iest Nao fira cortamente extraordinario,
que a rainlia fizesse saber a alguns soberanos do
continente a extrema repugnancia, que leria por
urna guerra ; nem tambem sera para admirar, se
ella livesse feito algum appello sabedoria e mode-
racao do proprio imperador Nicolao. Emquanto se
esperou que o czar acabasse por ceder e aceitar a
paz, a opiuiao publica nada disse. Depois vieran)
as pravas reiteradas das jnlcnccs da Russia, o de-
sasto de Sinop'e foi condecido, a accao da poltica
russa,se fez sentir na Pcrsia e em lodo o Oriente ;
culao o gabinete de Londres leve de dar' sua pol-
tica um carcter mais dicidido ; a opiuiao publica
se agtou c se deu a conliccer com una clareza sin-
gular. O principe Alberto se achou nella, e pa-
gou sem duvida nenhuma pelas dcccpcOcs de lodos.
He assim que se poderia explicar lalvez rudos mu-
danzas da opiniao na lnglaler 'i. Que resulta d.dii
por agora ? lie que, se a Fra-ca desde a origem da
manter essa iudependencia, nao seria istocfdcnle-i queslao do Oriente tem podido em cerlas occasies
mente um caso de guerra, mas a rcaldade be que
a Russia entendo respclar essa inlegridade da Tur-
qua, alacando-a \ liro de canlwo, a Europa 11
tequio preserva-la, anda que fosse pelos mesmos
lacios : abi esl toda a queslao. i
Se a ultima commuuicacjo do' Sao Pelersburgo,
no senliilo da iTstaTTq\yiessi; inniiienln o ronde
Orlufl" cumpre na Allcmanna, oriultasse alguma ve-
Icidade pacifica, ogahnete (lo efear poda mais sim-
ples c mais naturalmente denunciar estas disposi-
cfies conciliadoras aspropostos.de paz da^onferen-
cas de Verrria. Se fosse urna nova da>*>, fra
provavclmente una poltica chegada a seu termo.
Alm disto, a perguiila feta |ieto imperador U
Russia aosdous gabiuctes do Occidente, nao le^i an-
lecipadameute urna resposla em todas ascircumttan-
cias, que acompanliaram a entrada das esquadras
combinadas, as declaracacs do governo inglei, na
circular do Sr. ministro dos negocios estrangliros
de Franca, iiasinstrucrocs dos almirantes, no teto
mesmo do abstcmne'to_4o exerclo turco da Asia,
protegido pelas naos inglzaTe"fntiicezas A re-
senca das duas esquadras no Mar Negro coiisritCe
uto acto de pura e estricta neulraldade, como pede
ao que parece, o gabinete de Sao Pelersburgo
He um aclo de neulraldade, se o quizqrem, nesle
sentido, do que os navios turcos nao irao debaixo de
nossa proleccao atacar o lerijtoro russo. Nao be
um acto de neulraldade nesle sentido, de que ella
nao tem de ucnliuina sorte o mesmo carcter paja
com a Russia o com a Turqua. A respeito da Tur-
qua be um acto.'de proleccao e de soccorro; ella
tem por im defender o territorio otlbmano c hjudar
os Turcos a defendc-lo. Quantlo a Russia se apode-
rava dos principados por una violacao do direito
publico, afirmava quo quera limitar-se a urna at-
liludc defensiva. He justamente a Europa que tem
boje este papel. Com sens actos, ella diz i Russia :
Tomastcs um penlior territorial ; tomamos pur
nosa vez um penlior marilimo, nossos navios nao
tem urna missao aggressiva, cstao all para preser-
var a inlegridade do imperio oltomano, considerada
^r ns como urna das coudrflesdo equilibrio ocri-
jlcl ital, consagrada pelos tratados, e se algnmcon-
flic.l" 'lvcr 'Ul;ar, a respousabilidade da aggrcssao
lieviV* lesarloda inteira sobre aquello, que nao es-
livor <|activo diante esse iuteresse universal.
Uc esse .9 "''"lo da resposla, que se vai plicarles 'peludas ltimamente pelo gabinete de So
Petcbui"80- ^ rae8mo lenipo, a rainlia de In-
glaterra, '^""to o parlamento em Londres, sem
explicarse p,n*rlirularincnlc'sobreessa resposla, aca-
ba de e8clarccfl^ilua-aocommum 'a Franca c da
O nonio mais signiflPMV0 do discurso da raiuha Vic-
toria, le o pedido de subsidios para o augmento do
exerclo de Ierra c de m*fe
Se alguma cousa pode lemoustrar de que peso
deve ser Dessa crisc terrivefij^"'30 da Franca e da
Inglaterra, lie o cuidado corH.qir?W'0 mundo tem
os ol luis lisos sobre as rclarOes dos douTp?*f*s> in-
duca respeclve de seus governos e suas Iciidi|nc'a*'
"tasituaao, boje commum, da Franca c da' ^n-
glaterraWcjiisidaconmleUnicnte idntica as dtt^f-
sas pilases da queslao do Oriente? N3o tem ella nc?~
le mntenlo ncnbuma dfTercnia em suas rolarues
com o continente*. Dcum lado, se tem dito, que as
comimiiiicacdes do gabinete de Sao Pelersburgo!
sollicilar a Inglaterra, pode ser que boje tenba de
modera-la ; mas em definitiva sao nuancas que de
ncubum modo odendem a accao commum das duas
naces. A mclhor prova he, que em preseura das
recentes communicaccs de Sao Petcrsburgo, o pri-
meiro peOsanienlo dos dous governos foi dar urna
resposla ilenlica. e be desle modo que, depois de
ter seguido no cssencial urna s conducta nos diver-
sos periodos desta grave queslao, depois de Icr mar-
chado passo a passo, nao dcixando de protestar em
favor da paz, de Icr indicado um mesmo fim s suas
esquadras, a Inglaterra c a Franca sao levadas a
confirmar oulra vez sua resolucao de proteger nm
grande intercssc continental as circumstancias as
mais decisivas talvez, em que a Europa se tenha re-
concculrado depois de quarenta annos.
Collocadas em primeira ordem ncsla tonga crisc
por seus interesses e urna sorte de poscao Iradccio-
nal, a Franca, c a Inglaterra deviam naturalmente
ser as prmeiras em sanccionar por aclos sua polti-
ca no Oriente ; ellas o lem felo. Quanlo Prus-
sia e Austria, que lem estado al aqu diplomti-
camente de accordo com os dous estados do Occiden-
te, pode-se crcr que, na hypothese de eventualida-
des mais graves, sua situaran nao Icuha le mostrar-
se de un modo mais deliuido ? He bem claro que
urna simples neulraldade nao pode ser urna poltica
snflicicnlc. Com cltelo, como admitlr-sc que a
Allcmanba, representada por seus dous maiores es-
todos, nao tome iuteresse em urna questao seme-
lhaule, a ponto de s iulervn- debaixo da forma t-
mida de negociarnos de reconhecida impotencia ?
E se intervem, como seus aclos nao eslao do lado
em que lem oslado at aqui suas palavras? Final-
mente, nada mostea que a Austria desmoliera seus
interesses a ponto de deixar que se discuta sm ella
as questocs, que so referem ao estado actual do
Oriente. Se lia urna probabilidade de rccouduzir a
paz, de a conquistar promplamente, permiltam-nos
o termo, essa probabilidade esl na acc/io commum
das qualro grandes potencias, junta aos esforros
commum de sua .diplomacia. Quanlo Austria,
vollar-sc boje para o lado da Russia, fra ajunlar
crisc oriental a suspeusao dos tratados, rfos quaes
repousa o estado territorial actual da Europa j ficar
rom a Inglaterra e com a Franca, operar com ellas,
bepcloconlrario assegurar sua iutegridade no Occ-,
deute, sustentando a conservaran dos tratados no
Oriente., Einfim, a Austria bem o conhece.c nao
lem dcixado de fazer ver a independencia de sua
poltica, desde o principio, e na medida compativel
com os respeilos devidos a um alliado como o impe-
rador Nicolao. Collamente seu nome inscripto no
protocolo de Vienna, assignado depois da entrada das
esquadras no Mar Negro, demonstra bastan te que
ella nao entende identificar sua conduela poltica
com a da Russia, seus interesses eslao com a Euro-
pa ; seus esteros c sua palavra tem estado at aqui
do lado da Europa, c ficando alliada com a Inglater-
ra, e com a Franca nao razia mais do que permane-
cer (el a si mesma, aos us interesses e aos seus
primeros esforcos. Sua iulervencao activa teria
lauto mais importancia, quanlo ella, pela sua pro-
xmidade do Uiealro dos aconlecimentos, pode, mc-
lhor que ncnbuui oulro eslado, deler a Russia uo
momento das operaces mais decisivas no Danubio.
He portante pouco fovavcl que a Austria fique
neutra, c apezar da .limidade de antigs relares,
be anda menos provavel que ella sedeixe levar pe-
las seducoes da Russia. Qualquer significarao, que
o mesmo carcter e livera sido urna habilidade
muito visivel para ser bem efilcaz. De oulro
|adn, anda ha pouros dias, urna parle da imprensa
inglcza se levantara contra o principe Alberto, aecu-
sando-dMc inlcrvir na direcrao dos negocios, o de
Icr em cerlos momentos, communica'do por vias cx-
tra-diplomaticas com alguns soberanos allomaos, c
lalvez que com o proprio imperador da Kussa. O
nome do prncipe Alberto est evidentemente aqui
em lugar do da raiuba.
No ponto de vislinterno, lie permlttido'crer, que
> turca, -nao-lia mais senaouma questao eu-ie---* aecusaroes nao Itrio nenhuma conscqucncia
FOLHETIM.
OS NETttS DE L0\EL4CI0. C*)
(Por Amadeo Aehard.)
com os doqs governos nao linlwm inleramenle. i?8"3 ,cl' ucssc momento a missao do conde Orloflcm
4;riim c em \ lenna, ella nao pode nada mudar nos
vcjaladciros interesses da Prussia c da Austria. O
que" ue r actual esta declararan uao deixa de 1er importancia.
A passagem do Sunda tem para a navegado nos
mares do norte da Europa a mesma importancia,
que lem os Dardancllos no sul, e o imperador Ale^
xandre o comprclicndia lito bem, que cbamava aos
dous eslreitos as chaves de sua casa. Supponha-sc
a Dinamarca techando em caso de guerra a passa-
gem do Sunda s esquadras das potencias occiden-
taes ; nao seria ella urna como guarda avanrada da
Russia'! A declararlo de neulraulidadc dos estados
scandinavos, seus armamentos para sustentaren! essa
neulraldade, nao podem ser considerados, senao co-
mo aclos de iudependencia real para com o czar.
Assim, quat he o resumo da situarao actual do con-
tinente '! A questao oriental chegou a um grao' de
gravidade, que parece nao poder ser mais resolvida
senao pela guerra. De um momento para oulro no-
vos incidentes podem surgir ; mas, aceita no iute-
resse e honra do Occidente essa posicao tcrrivcl,
cabe s qualro grandes potencias da Europa pensar
que por meio de sua harmona, podem trazer promp-
lamcnl a paz, como tambem por seus antagonis-
mos e suas divergencias podem abrir a porta urna
guerra tonga c sanguinolenta, nova provacao para
a humauidade e para a civilisacao.
Quando scmclhaiilcs questes apparccem de al-
gum modo na poltica, como se agitan) em um thea-
Iro longiuquo, c nao tem por fim prenda inmediatamente, he raro que, desde o prin-
cipio, ellas apaixoncm a opiniao nos mesmos paizes,
cujos goveruos tem de exercer alguma accao. Ellas
sao vistas logo com urna cerla indfierenca, sao con-
sideradas um pouco como urna occuparSo de iuxo,
a que se daoos goVcruos c os povos. Eulrclanlo a
opiniao se agita depois gradualmente, o iuteresse
passa do gabinete dos polticos para todas as outras
espheras sociaes. Ha om momento em que o espi-
rito publico acaba por inuammar-sc e exallar-se.
A massa nao tem sem duvida urna nlclligcucia pre-
cisa dessas coroplicaces, que couservam tudo em sus-
pensao ; mas o iislincto do patriotismo Ihc revela a
existencia de urna tota seria cnlre um interesse na-
cional c um iuteresse estrangeiro, e islo he bstante.
He assim que a questao do Oriente tem sua reper-
cussao interna. Depois de cerlo lempo, be que se
pode, notar um certo grao de auimarao. que tem
crescido medida que as circumstancias se aggra-
vam. Se fosse mster resumir o estado da opiniao,
poder-sc-hia dizcr.nue a questao oriental e as con-
sderacoes do equilibrio publico, que a ella se prcu-
dem, eslao sem duvida longo de seren comprchen-
(lidas em suas minuciosidades; mas lem havido de
todos os lados contra a Russia essa qucixa universal
da seguranca Iludida, dos interesses olTeudidos, das
(ransaccOcs iilcrrompidas.
A Russia ainda ha pouco gozava do maior ascen-
dente no continente, ella tioha chegado ao mais
alte grao de ronsderacao boje tem conseguido le-
vantar contra si o patriotismo encopen. Nao he s
por este lado moral d patriotismo em alarma, que
a queslao do Oricute faz sentir sua accao em nosso
movimento interno, tombem ella tem abi seu lugar
sem duvida alguma pela influencia que exerec na
situarlo material e em todos os interesses. Cada
nova phase, rada aggravarao das compliraces pre-
sentes se traduz aqui em cifras, em emprezas sus-
peudidas, e abro a perspectiva de despezas conside-
rareis para o oslado. Ilal as vivas preocupaces,
que se prendemnaturalmente a nossa situacao finan-
ccira. Urna recente publicacio olficiaUara conhe-
cer esla situacao relativamente as budgel, e debai-
xo desle ponto de vista ella he animadora. Anda
em 1853, as receilas augmentaram 71 mlhes. As
rendas indirectas s deram 42 milhes de mais que
no auno precedente. O budget de 1831 tinha dci-
xado um dficit de 101 milhes, odeficildc 1852 elc-
a-se a 26 inilboes, o de 1853 parece nao elevar-se
a mais de t milhes. Ha pois um progresso de-
crecenle, que leude a levar o budgel ao equilibrio.
Resla smenle o imprevisto, que pode impor no-
\os encargos debaixo da forma de despezas extraor-
dinarias; e como se poderia occorrer a essas despe-
sas extraordinarios senao por meios extraordinarias
He sem duvida para satisfazer as prmeiras neces-
sidades dcsta situarao, que o governo elevara lti-
mamente a 5 >j % o juro animal dasapolices.do Ihe-
soiiro, mas esse juro, como se sabe tinha sido lti-
mamente relusido do um modo singular, no pensa-
mcnlodc arredar odinlicirodo thesouro, quo nao
precisava delle, e faze-lo reuuir para todas as em-
prezas de iitildade publica. As circunstancias man-
daran! boje. Debaixo desle ponto de vista, como
relativamente aos iuleresses mais elevados da rivil-
sacao moral e da segurauca do Occidente, ha pois
esto HUERaincnte pronunciada contra apolilica do J una necessidade evidente de nao deixar prolongar-
seuma incerteza, que paraljsa ludo sem compensa-
cao.e que nao leria cmdefinitiva nem as vanlagens da
czar, e a Rus'a parece nao adiar mais concurso nos
estados sciuular'o*
A declarara'dc neulraldade da Suecia c da Di-
namarca he una ePcc' de protesto contra urna in-
fluencia russa. O quC ha de bastante nolavel, he a
pressa que niostrar.uu S eslados- scandinavos em se
declararen! neutros, anti-s.de a isto scrcm constran-
gidos seriamente pelas cirt1UD?tancias, c no oslado
t
I
i
XII
> CAPITULO DAS CONFIDENCIAS.
(ContinuacBo.)
ma noite, Helena fallnu a Mr. de Fl/.e
viagem a Cloyettes, a qual nao vistavam
nnos, e Mr. deQiamaraude, que eslava aht,
apprdvou eiso piojelo.
ava, como sabemos, um tanto abrre-
la parisiense, e sua recente ferida o fiter.i
(riamenle obre e passado ; por isso nao re-
1 idea da.mulher, e aceilnu-a mcSino depois
lo que a execucSo fosse difi'nrda para de|io<
if da CroX de Bernj que liaviam de Irr
poucos dias, e para as quaes faziam-se
magnficos preparativos.
juntos a essas corridas, .lisc Helena,
lespedda s minhasloucurts, e partiremos
rspirou ejulgou-se salva, protegida como
eslava enUo por Jorge e Carotina.
Armanit patsou muilos dias sera v-la nem escrc-
e so urna vez roandou saber de sua sade.
Cumquaulo Fauslni recebesse mui |>ouca gcnle
depois que emprebendra dar a halalha decisiva, que
devia ser o AniterliU ou o Walerloo de suas compa-
nheiras, fo comtudo infnrnvida do duelo, no ipual
Mr. de Flize fra feridu por Adriano.
;r o motivo e soulie ; mas fallaram-
l'uma descanfianca juais do que como
ama certeza.
Armand, que tema urna indscrican, empregra
para comPausua esse meio, de que servem-se qua-
si semprecom successoas inullieresj: elleredobr.ira de
cuidado*e altenccs. Nisedotesda intimdadesua
le onw chegava a pslavras, que fazam brlhar o ca-
imbrados de Fauttina, assim
pharol as trevas da noite.
,iKto compreheiideu que ella esteva informada
elle correu afiuulameiile ao
le urna explicar.'- -.
. a imprudencia de aceita-la, e
iou-se disso. A suspeila deve ser
apenas falta, he desencaminhada.
a Armand, faum-me a hon-
,'lmiente nao gozei.
* Faaaij m jrealo de colera.
i Mr. deVauvillien, aqui entre nos,
eja mui formosa, pede confessar que
Flize o he tambem. Tenho urna lerrwel
() Vide Ofar/o n. 6,
repuiarao de Lovelaco.....Posso asseverar-lhe que;
nao a mereco. A felcidade me lem enferrujado,
acrescentou elle bejando a raao de I-'auslina.
Voss lisongea-me muito hqje, disse a prosti-
tuta filando em Armand um olhar inquieto.
' Hei de esfor^ar-me em nao lisongea-la mnis,
nao procurando pr-me ao nivel de minha repula-
cao, loruou elle alegremente. De cerlo deve ser um,
oflicio mu divertido o de seductor, e vou entrar uel-
le desde esla noite. Sem duvida deve-se experimen-
tar deleites infinitos tm ouvr setenla e duas vezes
Don Pasquale pelo prazer embriagador de contem-
plar a melado d sua alma conversando em particu-
lar com o marido; em respirar quolidianaroenle a
poeira do bosque de Botonlia a pos de urna carrua-
gem; em causar os dedos e o cerebro escrevendo
carimbas amorosas, que dizem perpetuamente a mes-
ma cousa; em-seguir o idolo de baile em baile du-
rante scs'mczes pelo prazer divino de v-la dansar
ao braco de mbeces, que dizero-lhe ao ouvidn lou-
vores inspidos; em estar promplo desdo as oilo ho-
ras da noite para marchar i primeira requsicao;
em uutrir-se de colicortos, onde a ferocidade dos ar-
tistas inflinge lofmetilos desconhecidos ib prelexlo
de variares; em pr-sc de guarda era um ca mar i ni
Buzando as delicias de ouvir os madrigaes de Fall-
idas, quando aprenda; em abdicar sua personalida-
ite. sua independencia, ludas as pbanlasias da hon-
ra e ila imagnarSo peto deleite de ramuhar ao la-
do de una divindade de salan s vezes muilo gorda,
e quasi sempre muito magra !
Irra! eis-ali urna felcidade sem igual, e arrepen-
do-me de nao ler-me farlado nella mais cedo. D'ora
em diante em vez de prestar meu aposento a Alc-
bades de todos os paizes, qu deleitam-se rom Sa-
phos de todas as cornijones, hei de guarda-lo para
mim.
*- Voss preslon-o t
Ali! im.
A quem '/ ">-<
Ao amigo de meu amigo.
Mr.de llonchchof! \
Ca'le-sc! disse Armand pondo ut dedo sobre a
lincea de Fauslina.
Fauslina 'ilcu urna risada, e exclamou :
Que! o bsrao 1 Eoiao voss introduzTnaridoj
em sua casa I
He certo que os celibalarios lem mais mora-
lidadc.
E elle deixou ferir esse pobre Jorge !
Queqneria voss que elle fizesse contra um ci-
se, qub falto em matar tudo desde a primeira pa-
lavra "!
Que, se nomcasse.
Minha rica, isso he muito romauo, c ninguem
falla mais lalim em Franca,
iintio Adriapo dizia a verdade.
A'fqoesim, essa verdade de que falto F-
garo. .
Mas he urna situado de vauHeville, o amante
serviiulo de leslemunba ao marido!',
Isso moslra que a Providencia he s vezes mais
espirituosa do que o proprio Mr. Scrihi. Pela minha
parle quiz que o vaudeville terminasse alfr^-dfsjitk. jja_nova pjiase de sua existencia : tinha renova'do a
di-os de minha casa. Esses cosluraes podiam emlim cocbeira"el-estribara. e jogava opnlentamenle.
comprometler-me, e fazer-me perder o casamento...
porque a final a gente vem sempre
_ a casar-se.
Islo foi dito com um ar meio serio, meio risonbo,
que desarmou Fauslina. As ultimas palavras sobre-
tudo podiam cnlemler-se de diversas maneiras, e
gracas ao olhar rpido que acompanhou-as, Fausli-
na eotendeu-as como Ihe agradava.
Pobre Jorge 1 tornon ella ; na verdade las-
lmo-o.
Eu laslimo a Mr. de Monchenot.
Porque?
A mulher fica-lhe, e madama de Flize vai pa-
ra o campo...
Se Fauslina houvesse conservado alguma suspeila,
estos poncas palavras l-la-hiam dissipado. Ella poz-
se a rir, e esqueceu ludo.
. XIII
DIPLOMACIA DE CAMARIM.
Quando Mr. de VauviUier soube que madama de
Flize parta para o campo, concluin dahi mu natu-
ralmente, que urna influencia inimiga combata a
sua. e nao leve grande Irabalbo para adeviuliar que
essa iullueucia vnba de madama de Monchenot, a
qual era de Indas as amigas de Helena a que mais vi-
va em sua inlimidaite. De mais desde algum lempo
madama deMonclieuut nao cunslrangia-se para en-
cobrir-lhe a aversao, que elle Ihe inspirava.
Nao julgando chegado o momento de hilar mani-
leslamenle, elle aguanten a occasiao propicia de re-
cuperar de um s golpe o terreno que faziam-Jlie
perder todos os das. Durante sua vida cheia de
tempestades e de incerteza, elle tioha visto muda-
rera-se lao repentinamente as cousas, que parecan]
mais solidas, que se acostumra, como sabemos,
coular muilo com o acaso. Alern de que, perdendo
madama de Flize, restavam-lhe Fauslina e Felci-
dade.
us dous ou tres mees que madama Charpion en-
trara era relares com Mr. de Vauvillers, seuco-,
nhecimento tornra-se mais intimiri iQ Wt)eHin"v7^
silava frequentemente a mercadra de leile, a qual
mais paciente do que a arauha lecia sua lea em roda
delle, e envolvia-o as malhas de urna rede de tel-
tras de cambio.
Armand fallia-lhe em um velho to, que tinha
em um lugar do Meio-dia, cujas vinhas Ihe tocariim
brevemente pelo dreilo de beranca, e ella fingir
crer em suas palavras. Cada emprestmn que elle
conlrahia na caixa da mercadara de leile era um
passo para o casamento, esse casamento lo almeja-
do, que pernillria a madama Charpion piolar um
escudo de armas cora a corda de condessa natfrenle
de seu carro.
Para conduzi-lo i groja, ella o fazia seguir um
raniinbn que passava por diante da casa de Clicb) e
dizia rumsigo: ,
Elle ter de escollicr entre o altar e a prisno.
Oraras ao credilo que madama Charpion Ihe aliri-
ra, e do qual elle usava largamente, gracas pre-di-
galidade calculada de Faumiua, Arutaud culrra m
paz nem as da guerra. *
Entrelanto quaesquer que sejam as preociiparoes
acluacs, lie proprio de um povo que sente__palptar
cm s o vida, n5o se deixar absorvr em um peusa-
mento nico, edeve encarar aiuda de frente os ne-
gocios da intcllgcnca eos da poltica. Concede-
mos quc^ap'dilica activa siga a marcha que os a-
contecimentes llie lidolnY,'6't^enio da lilteratura e
das arles ua deixc ao mesmo lempoTnSjazcr sua
obra, interrogando o passado, eselarecendo
ra, julgando os homens e as cousas, representan-
do a vida humana em loda as suas ficcoes tocantes,
ou piulando cm alguma narrarlo os paizes \ Hilados
pelos viajantes. Mas esse trabalho regular c fecun-
do he justamente 0 mais diflicil cm urna sociedade,
onde as crises inlellcctuaes se coiifundem ha lao
longo lempo com as crises noracs c polticas acci-
muladas Quando um povo lemrcpassado sem espiri-
to em tedas as serles de iivences uocivas e de h-
bitos equvocos, nao pode sahr em um dia desse
cabos c dessa anarchia, nem achar-se repentina-
mente com suas faculdades lvres, .renovadas c in-
teiramenlc promplas paraemprehcndeV novas obras.
Resulla d'ah quo a vida litteraria tambem lem seus
perodos em que, a par dos esforcos os mais meri-
torios eos muisjuste,, se levanten! costumes violen-
tos c sem escrpulo, que dcsconhccemos. Sao to-
das as vaidades imitadas que se ergucm, os odios
excitados, as grandes e pequeas fraquezas cmfure-
cidasem fingir a vida, as pequeas vigancas tonga-
mente premeditadas, e que cm caso de necessidade,
lio correr o mundo. Como nao observar o fraco
de milites dos.es espiritos, para os quaes nao vem a
idade da rcflcxao, e a quem nao aprovela ncnbuma
licrao? Por agora elles lema ambirao de sercm
jovens : sao na verdade agradaves Celadus lttera-
rios, que esmagariam de boa vonladc ludo, quanto
nao he elles cm sua mocidade de meio sceulo. El-
les san, nos yo-lo dizeraos, a seve, a vida, o brilho,
a nlclligcucia, a cloqueuca do secute !e elles o
provam.disenilo-.easi mesmos por isso que ninguem
lem procurado dizer-lhcs. Cesliculam diantc do
publico, contam o numero de palavras, que sua
machina be susceptivel de derramar no papel de
um da para oulro,o imaginan! que isto he serlilte-
ralo Nao vecm que a lil leralura he cousa diversa,
sendc-lbes dcsculpavel o nao entendc-Ia, visto
sem duvida a sua mocidade, que elles repre-
sentara una moda,- em voga ha, viule anuos e que
passou'como passaiu tedas as mudas; que nao sao
nem mais alegres nem mais festivos, e que o publi-
co, bastante sorprendido o indifcrenlissimo, os
considera de algum modo, como \ indos do um ou-
lro mundo. Esscs e anda outros espirites sao de
tees sortes diversas: podem guerr'ear-se; todava
se Ibes devejfazer esla juslira, quo elles se concliam
em um ponte, no odio commum que nutrem contra
esla crac. Oh! para islo, os fantsticos os uu-i
blados dao a mao aos inventores cansados.: Na ver-
dade, os homens da /evite, como apraz chmalos
algumas vezes, o director, que lera primara hon-
ra desses ataques assim como seus collaboradores,
sao dolados de espirito tal, que se nao inquietan!
com essas dialribcs, una vez que elles nao excedem,
bem entendido, os limilles Iliterarios. De facto, el-
les bem o lem merecido, e procuraran merece-lo
ainda. Elles lem o humor bizarro c rebelde s adu-
iardes vulgares -, tem tido a exlraulia pretenrao de
couservarem sempre a liberdade ea independencia
de seu espirito, nao scoecupamem queimar incen-
s a idolo's, entrelanto tao bem dispostos para recc-
be-lo. Elles lem querido muilas vezes ver esses
dolos e toca-Ios de pcrlo, nalysaodo suas obras,
afim de ver se ellas lnham alguma solidez ou nao,
e se nao eram por acaso feilas do .mais humilde
barro. Es-aqiii seu grande c supremo crime Tc-
riam podido negar Dos, trabalhar para offeuder a
sociedade, islo Ibes seria permiltido; mas atacar os
dolos, discuii-pis em que pensaram elles ? Alem
dislo, mesmo cm faci de dolos, se Ihcs far esla
jbsjica, que elles nao se or.cupam de todos, esc urna
vez se loinlirassem de invocar por seu lurno a muza
da irona, para pinlar-se ao natural essas persona-
gens.lil(erarasiaocheiasde si mesmas, s. Icriam
urna causa que recetor, he que viessem di/er-lhes
queo silencio he tambem una justica,-eque na lil-
teratura actual, he bstanle oceupar-se das obras c
dos espirites, nos quaes apparere ou se conserxa
essa dislinrcao, que communica um \crdadeiro ins-
tiucloda arle.
Com eITclo he nm terreno natural o terreno da
arte, no qual se acham sem osteico todos os espi-
rites sinceros. Abi elles se enconlram, longo das
atmospheras mepbilicas. Como em um lugar conde-
cido e preferido. Elles podem diflerir sfia duvid
e ililtereirt elTectivamente; nao lera nem os inosm
gostos. as mseraas repugnancias, nem as mesmas
Icudencias.Olhariara (alvezmutas cousas debajo de
aspelos" oppostos ; mas ha pelo menos tlenlos que,
no meio de suas designaldades c de suas fraquezas
passageiras.'sahcm coiiscrvar sa superioridade. El-
les nao se oceupam em reunir os passageiros. Se por
arraso conlam as invenres de seu espirite) procu-
ran) fazc-lo com a boa grara de urna imaginaran
justo; se he a historia que evoram, se esforcam cm
interroga-la rom loda a sinceridade ; se narram al-
guma oveiirsao oin um paiz eslrangeiro,referem suas
rccordai;cs c impresses de modo que faca ni sen-
tir o al l rae l i vn, ao qual elles cederam. Mr. Teophlo
Ganlcr semeou cm sua estrada de escriplor c do
fanlasiador mais de um paradoxo. O que se Ihe
nao pode contestar, he um inslinclo i-jiro de lodas as
cousas da arte. No excesso mesmo de sua adorarao
da forma ha umsopro de poesa, que seus vulgares
imitadores nao tem podido jamis acolher. He om
observador paradoxal, mas ameno, muito piltoresco,
o muito poeUco as descripces que faz dos paizes
que visito. O bello cstylo dos dias Mizos de Mr.
taiilicr, ainda--.se encontra cm um esoriplo ultima-,
mente publicado'-acerca de Constantinopla. Mr.
Ganlier aborrece as.estradas frequenladas e os luga-
res communs; par cs'a razao nao rececis, que ctese
eillregue a urna novi.' elucidarao d queslao do Ori-
-J------------------------- r m j^ \f ||i vaiUlUIHU ^^
ente. Naocerlameiite. elle nao emita nema visito, y,s, que podem durar
dos mais nspera'
qu de um plano', que tenha
vez a Hespanha e Portugal
em Lisboa como em M
cebidocom descanso, o
nao accomelto neuhuma
emplo, de finia allianca
es, esse projecto apresen i
acuidades serias de m
quando fose o fac
qiie visse ah a oc
una questao\Je soberana e por f
neucia dadyna^ia.de Be
iiinguenPtem descouhei
se programma de urna re
Algumas conias.babilmenle pagas haviam-lhercs-
labelecidu o credilo, elle pagava as perdas (to-jogo em
viulee quatro horas, e restitua as amigos dd club
as sommas que lhes tomara emprestadas.
Essa opulencia insolentemente ostentada gran-
geou-lhe novos ternecedores, sempre promplos a cor-
rer para onde brilha o Iuxo como as colovias para um
espelho; mas afugenlou todos os que at eniao nao
lnham crido nos bualos, -que circulavam em todos
os lugares a seu respeilo.
S ficaram em torno de Armand os jugadores j ha
muito arruinados, e alguos lilhos familias, cuja re-
pulacao eslava ao abrigo da propria calumnia, por
nao terem nada mais que perder.
Ojegredo de suas relares com Fauslina comer va
a divulgar-sb lambem, o o principe deZell devia ser
o nico qoeas ignorasse sempre.
Entretente a vida de Armand tinha urna regula-
ridade perfeila. Elle almocava lodas as manhaas em
sua casa, e ceava em casa de Faustna todas as noi-
les; jogava sempre, vsifava duas vezes por semana
madama Charpiou, a qual diverta com a narraran
de suas exlravagaucias misturondo-llies hbilmente
os nomes de dou ou tees duques, < de piltros lanos
marquezes, relmpagos deslumbradores, que fasc-
navam a mercadra de leile. Seu carro para va de
lempos em lempos diante do hotel dama Blanche,
onde todava Helena nao o receba mais. O reste do
lempo elle passava-o com o principe de Zell, o qual
lnha-lhe lomado urna amizade cada vez mais svrn-
palbica. Os velhos parisienses achavam essa amiza-
de mui natural, e de alguma sorle ordenada pela si-
tuacao.
Faustna havia terminado o perodo de amor pu-
ro ede sentimentalismo, oque em sua -linguagem
pttoresea ella chamava seu noviciado. Certa entao
do imperio que exerca sobre o principe de Zell, sol-
tara a^redeas aos seus vidos instiuctos, e descubria-
se_com lodo o selvagem irrebatameuto de suas pai-
xes. Jo.1o Casemiro estremeceu; porm nao era
mais lempo.
O espirite de Fauslina altrabia-o, sua jovalidide
audaz e sua irona temeraria deleitavam-no, suas
maneiras de obrar e de fallar s a ella perteecam e
encaolavara-no. Por isso em sua ausencia nada po-
da alegra-lo.
Fauslina nunca repela duas vezes a mesma cou-
sa ; mas quando o principe nao apressava-se a fazer
o que ella pedia, lancava-se em urna melancola ne-
gra, da qual nada poda lira-la. A tudo oque Jom
Casemiro dizia-lbe, ella responda invariavelmeiite:
Estou aborrecida. Por fim em urna belfa manhaa
ella fallara em parttr.
Tres horas depois -liuha nm passaporle para a Da-
lia, ou Inglaterra, as malas promplas e a caleca fra
dacoclieira.
O prncipe despeda Ires vezes os cavallos de pos-
te, que estavam j melendo no carro.
Voss me arruinar, dizia-lhe elle depois de
ler saliafeiio seus caprichos,
do principe Menschikpu", nem as mu*toKrjSi3ee^-
nislerio ; nem 13o poucP nos falJiJ-fla reforma turca.
Se Mr. (antier cscufasse sua vocarao, rcconhecer-
se-ia pertete turco para ser do partido da reforma ;
mas o que elle conta, oque junta, oque dscreve,
he o atractivo desse mar encantado do Bosplioro,
he o esplendor tacilurno das noiles serrteadas de es-
trellas, ao passo que se vaga nessas bellas aguas"
cm nina palavra, he a orignalidadc dos lugares, das
cousas c dos liomeus do Oriente- Conslanlinopla
lem em verdade um pintor como poucos o tem ti-
do. Se bem que nos esforcemos para abstra-
hir constantemente da menor parlicularidade. Essa ori-
ginaliilade da vida oriental, que Mr. Ganlier decre-
ve algumas vezes com urna singular novidade, es-
t quasi para ilesapparcccr com grande prejuizo da
cor pitlpresca.c he para ver com que indignaran, do
espirituoso viajante v o I rajo enropeu sulislituiro
vestido turco, e as fazendas inglezas os tecidos do
Oriente. He desfe modo que urna descrp^ao de
costumes, um vestuario, botos onvmisadas nos ps
do cliete dos renlos, traziam conslantcmenlcs para
o grande problema o do trabalho da civilisacao no
Oriente c da Iransformacae daquelles paizes. A
nica cousa impossivel, lie o que a nalnreza fez, he
a admiravel situarao dessa cidade do Conslanlinopla,
disputada por todas as influencias, he a severidade
desse con, que as rcvoluccs nao mudara, que tem
esclarecido tautos acontecimenlos meraoraveis, e
brilha sobre o obscuro batelciro do Bosplioro como
sobre o sulljo, como sobre o viajante de um dia,
que de passagem se embriaga de sens resplandores.
Todos os ililier -ules paizes da Europa ainda tra-
zem maisou menos o cunlio dosacoiilecimcnlosque
enrheiain a mclade- desle sceulo, o cujo ponte de
partida he a revol^ao franceza. He isso o que el-
les tem de commum. Os crabararos e as crises de
sua vida interna provem as mais das vezes de cau-
sas idnticas. Todava nao se deve confiar em teo
illusorias auologias. Se lia Icis cernes, que pareeem
dominar o dcsenvolvimenlo dos diversos povos da
Europa e explican) suas reyolOcocs,' ha nos prume-
nores de sua historia urna infinidade de clementes
locacs, nacionacs, que deixa sua existencia ludo o
que ella lem de profundamente dislincto.. Elles po-
dem marchar para o mesmo fim myslcrioso, 8 na
verdade cites marcham muilas vezea por raminhos
diOercnlcs. Por mais habite que se leu a t!do de
procurar alem dos P> rencos em rellexo dos outros
povos, que marcham na mesma va de tentativas
constitucionacs, nao ha rerlamenff aiial'ogia, que
seja bastante para explicar o estado actual da nes-
panha. Considcraudo-sc a Pennsula em su lodo,
tudo est aparentemente calmo, ludo parece viver
sem. novidade. Ha dez annos que nenhuma insur-
reicao' seria vio perturbar o paiz. A Hespanha
alravos-oii com urna sorte de gloria as ultimas revo-
liiCes ; as paxcs polticas tem adormecido suas
niassas. E todava nao se pode desconliecer hoje
alcm dos Pjreneos todos os symptomas de urna crise
eminente. A propria dynastia se sent lalvez amca'-"
cada.. As scises eulre os homcus e os partidos lor-
nam-se de dia em dia mais graves.. As opposiroes
rolligadas se fazem cada vez mais implacaveis. Nste
ponto se tem podido ver ltimamente os jornaes da
opposicao (fiiardarem um silencio fingido -por cansa
do nascmenlo de um infante c de sua morte, que
seguio-se depois.' Novos mauifestos foram dirigidos
rainlia. Ainda ha poucos dias, J. Rosas, Gonza-
los Bravo, Pacheco, Madoz, Ros de Otoe, o dnque
de Rivas, ele, associado de um modo bastante sin-
gular e oulros muitos cscriplores, dirgiam urna
coinmunirar.'io impreiisa da op|)OScSo, para oire-
rcc'er suas pennas cmo no momciilo do maior pe-
igo.
Quanlo ao ministerio, cujo dever he cobrir a au-
toridade real, e se luha proposto a desarmar a op-
posie.'io. depois de ter tentado reunir as corles,
elle se acha mais que nunca enllocado hoje na alter-
nativa de una retirada ou de alguma cousa, que
deva parecer-sc muito com um golpe de estado ;
mas qual ser a natureza desse golpe de estado, e
de nutro lado, qual he a ultima palavra das opposi-
ses cotligadas"! Esla he a questao de lioje, esto
a gravidade dasilnacao da Pennsula.
Porque se nao diz a palavra dcsta situarao, ja que
ella he quasi o segredo de todos"! O certo he que
por esla ou aquella razan e por una serie de revolu-
5es singulares, a opposicao na Hcspaoha chegou
ltimamente, como dizem, a son liar um projeclo
4u
A v us- ? mas voss lie rico como o orcemen-
to. I'or ventura arruina alguem o oroamenlo ?
Um dia que Iratava-se de transformar em titulo
de propredade o alugnei da casa, ella achou Jo.iu
Casemiro leimoso, e nao insisti.
Talvez voss tenha razao; o jardim he hmido.
"Pas bem re estabelecer-me em Florenra; ainda
resla-^ne com que comprar urna yja margan do
Arno; Sempre amei a solidao. /
Faustii? mudou de convereacao, e nao.ternou a
fallar nisso. -JoSo Casemiro pensu que ella linha-se
esquerido de uidO) da compra do hotel e da villa de
Toscana.
Im dia elle sunbc .quaella tinha partido de noite
em carruagem de posla-
l'm criado deixou-se corromper, e coofessou ao
principe que a ama lomra a estrada de Fonlaine-
lilc.iu por Corbeil. .
Fauslina conlava com essa indiscriro ; porque re-
re mmend.ira a esse criado o silencio mais absoluto,
' esquecra-se de pagar-lhe aitiantado.
Jollo Casemiro correu a barfeira do caminho de
ferro e parti. \
Durante o caminho, e emquanf" a locomotiva ru-
ga sobre os carris, o principe lia t\relia um, bilhele,
que a actriz mandra-lhe eutregar^pelo criado, em
cuja iudisc ir.io confiara. v
a Nao procure aleancar-me, dizia o hilhele, yoss
nao saliera que estrada sigo, e alem dn iVnbo cinco
ouseis tioras de adianlamente. AborreCo l'3's ; os
homens nao mererem ser amados! Quero viver sosi-
nha em urna solidao profunda... Todas as ininlias il-
luses eaiao perdidas... Nao quero-lhe mal; arfeos.
Duu-llie ludo o que deixo. Voss he o mclhor tes
homens, e alias nao vale mais que os oulros... Tao
punca dilterenra enlre o melbor eo pior I... Tr'isle
cousa hea vida No fim do aborrecmenlo a mofle,
e depois... que? Se acabar antes de minha hora, "'i
deescrever-lbu... Adeos... Envio-lhe o ultimo sorfi-
so que me resia I
O principe chorava como menino lendo esle Mi-
Hiele, que Faustna escrevra rindo como doudu.
Ella tornara a l-lo antes de assignar, e aehaiido-'o
assns'exlravaganle, fechra-o, c ordenara mui seria-
mente ao criado, que perdis o salario pur causa des-]
sa partida, que nao o envasse ao prncipe senao dousj
dias depois.
Foi por isso que o criado entregnu-o imroediata--
mente.
Joao Casemiro cra de boa f, que Faustna que
ria sepullar-se em algum retiro obscuro.
Que alma dizia elle comsgo, l-la-hi oflen-
dido I... Meu Dos! com tanto que ella nao se ma-
te... Se liver a felcidade de alcanza-la, nao quero.'
mais separar-me della um minuto !
Em Corbeil o principe subi ao carro depois di*
metler dous luizes na raau do poslilhao, e os quatro
cavallos parlram comooraio; dir-se-hiaque lnham.
tomado o frcio nos denles.
Entretanto Fauslina ia bstanle apressada, parf
que fosee diflicil alcanca-la; mas nao tanto que tess"
impossivel. Assenlada^o fundo de seu briika,"ell;
couversavii trauquillameuto com Julieta,
pT ultimo a Hesparae i
lo, enSlfose acliam'^oje poli tic!
complicaSys maii H^das <
co, magtoe-s*com efl
da, em que se estaKli tmr .
salicr, cm qe Inatr fica-
ver-se-ha ir de B,
Madrid* A Hes
fcitos para viveren
infelizmente urna ven
humor. Em todos a
uniao, e esla uni)
em sua historia,
que parece; c
importancia de '
mo que ella existe c
homens, que pssam por
ella tiddsomenle do
o valor de um desojo
presentir a situacao dos I
Memas mais curiosos fra i
isso .(Sabemos ludo quef
nhola. He una in
eonscllios os homens mais m
lie abracada.pela materia de
contribuido mais
prio (Kirlido constul^^^^H
permanente de deslocarao
foram os primeros
daquelles que consideran.- -w
e una garanta a presen
poder 1 Que resulto*
do em que nao exi-
s permanece em
ridade da .raiuba 11
lie lambam o poni.
ataques, por disfarr
Ha na presene^^H
governo hespanhol,
de de Sao l.uz e de
duela do gabinete de Madrid
derados o sabios creem q
emprego decidido e
laciamente legaes.
tros considercm, come -
um perigo,' que se teWe
esta razio he muilo de pri
panhol tenha taahbei
modificar a situarn
I'iualrueqte, affirm
no mesmo sentido, qna-aa
Bravo Murillo;. lem pe
liberal da couslilucao, q
cipalmenlc o senado. Em urna
bnele hespanhol lie, conforme
um caminho por entre o
procurar um apoiq na n
sempre o sentimento m-m
ciencia he ccrlmento gr
meiro successo ; e poder:
caso lie um recurso de reserva.
nete de Madrid, nao rendo
posicao, tent dissolve-1
muitos generaes para d.
Manuel de la Concha e O'Dpi
narias ; Joze de la Concha
leares e Armero para
Hespanha : qua^i lodo
O'Donuetl resisti
ga-se que, segundo ama
(roda guerra, o general (l
ser riscado dos quadros di
ceiar que a resolucao de
exame, nao occulte um
He para o exerclo com cfteitr
todas as vistas, e.clle pode sen
como um instrumente pod'
esse a fallar-lhe. Oque I
desse oslado de cousas be
si da Despatilla pan
sordas das espheras politice
leudo um s dsete, o da
necessidade, a de ver i
dcseiivolverem-se, sua
caminhos de ferro consl
He este um espclafn
influencia salular
iis hometis polticos da Peni
nao pode desconliecer, que perigo pe
ella no apartamento do todos aquella
contribuido para a eslabelidadi
Em Mclun o principe'pedio noticias de nm certo
briika verde, dando o assignalamenlo precioso, que
recebla do criado de conlianra que tratera Fauslina.
O briska verde nao liuha mais de qualro horas de
adianlamente sobre elle.
O principe metleu novamcnle dous luizes na mao
do.poslilliao, eo seu briska azul chegou como o ven-
to i prxima posta. '
Elle foi assim de posta em posta desde Melun at
Villevallier.
Em Villevallier Faustna perdeu urna hora em ai-
mocar. Em Joigny deslocou-se um eixo de seo carro,
e foi preciso quasi meia hora para reparar o acciden-
te. Fauslina guardou-se bem de apressar o obreiro.
No meio do caminho enlre Joygny e Basson, Joao
Casemiro avistou urna carruagem de posta', que ro-
da va como um ponte sobre a estrada.
Outros dous luizes, se alcanzares aquelle bris-
ka nles da pesia, griten elle aos poslilhOes, os quaes
metleram logo as esporas na barriga dos cavallos.
Joo Casemiro tinha renos reconhecido o briska
do que ailevnhado.
Desde .Melun, Fanstna que esperava essa perso-
go irao, olhava pela porlinhola de cinco em cinco mi-
nutos. A' vista desse redomoinho, que adiantavavse
para ella, a actriz baleu palmas e exclamou :
He o prncipe I
E abaixando vivamente a vidraca da frente esten-
deu a bolsa aos poslilhes, dizendu :
Dez luizes, se virar o r;rro !
lira! isso he pergoso! exclamou o primero.
Viule. e faca logo !
. Oh I tornou o poslilhao indeciso, pode-se que-
brar os ossos 1 .
-Seos ossos lerao cinco luizes par* beber, eia I
O briska azul chegava como una bala de arlilha-
ra, e dislingua-se j a cabeca do principe de Zell na
porlinhola. Fauslina rindo muito dehruroo-se.
l'ma queda horrivel, um accidente, urna con-
lusao. talvez... Fare poajdesniaiar... Que folhelim,
minha.pequea! o prncipe ha de ficar louco !
Mas senhora, respondeu Juliela que nao eslava
mui tranquilla, s aconlecer-lhe alguma ilesgraca
Ouvisle jamis fallar de ama amasia quelenha-
>e morte fugindo 1 exclamou Fauslina parodiando
um dte celebre.
Os poslilhea de Fauslina esporearam os cavallos,
e impelliram-os vivamente. O principe agitava-o
lenco, e grilava a enrouquecer; seo briska voava
que'brar-se.
Havia na primeira volla um lado da estrada
concert ; upa grossa trave jazia com um moni.'i
podras no meio do caminho.
Os cavallos de Fauslina vollaram repcutinaipente,
c cora tonta rapidez que a roda dianteira do liriska
deu con Ira o obi
rocaho a viole i
lesse partir
. O briska oslante so-
bre 0 briska e Zel assus-
ii um grito
lerrivele saltou neb porlinhola, a quat pouco falten
- -
mI ni ^^a^B^B^B^B^B^B^B^B^B^al
depois ^^^^^^H
Fauslina cumprira a promessa,que I
raa, desmaiara.e est desmato pon
cimento de urna explicacao.
Joo Gasemiro ajoelhou-se
como urna falla; elle a julgava rotrij
mil exclapiaroes que na
Lagrimas abundantes con
A emoejo impillidecera
labios como sabemos nio eram m
menos enamorados, e mais h
riam sida engaados come
Fauslina confessou de
urna risada vendo ale
chadas a physionomia
cipe.
Antes disso elle^^H
grotesco, disse ella a Mr
rou-lhe o aconlecin
Juliela melteu vinle doapna-
tilhes, dedo sobre a bocea
Relirero-se, e nio digam urna palavra.
JoSo Casemiro conduzio Fauslina para o briska
azul, e dixaodo um criado em guardado briske ver-
de voltou para Meten.
O pobre principe linha-se c
racao da actriz balia ainda. ,
Fauslina borrifada desaes a de
tontea vermelhai i forode terera sidoeatofcada>
pannos ensopados em ag
os albos uo lim de urna h<
Apenas vio o princip
lancar-se tora do carro; nio
tuu um leve esteren para rete-
Joao Casemiro fex-Jhe enia-,
numero, onceder-lhi
que ella qui/
Ab pi
exclamou JulteL-
seceos.
e JoaoCasemi-J
irte fui I
desde
lulos de.
i notark
twtar I que bnu-
,-,ndo-o lauto '.
- sua ron
aura cria^B^BBBBi

lustina,
iur meu helel
cipioe d
Reprsenla
ie do prn. ii'.i-,
Emfini o hotel lie meu ; que ninho para
-r Sim, respondeuelle, com
ejs tu;
. Fauslina niioduyidou mais do fui
VMks Cotinuar.e-/ia.j



i en sen podcx-emmorl
c ggravaip pssc apar-
ideiicia cm
mens polili-
i foito al aqu e rom jus-
Fpgpdunserjiaii
talvez a riles que pertencc
Icneia e de rr-
posijuee pcrmitli-
ent em perturbares pi.bli-
n isla pnilem aiit-
-nalado seiviro mnnareliia
^^^^Htela em cirtumslaiicias, de|
van livro.
8 rteles ejemplos de inruravel anar-
lr nm pov, e de qne devera
lies, que della sa-
mbuca mexicana. Nao
in lata rooi alguma no-
soluto que (cm limar,
f pacilicamenlc ; olla lem por
raimo s diz, c para islo,
'inoa, ha algum lempo,
i, que rentare'poderes
(TgeneMl Sania Auna. Esta alegaran
lia, ella da a dictadura o
lio tempo que elle julgar neccs-
d incapaciriadc phvsi-
i nomear sucocssor ; alm
Anna lem o Ululo de alteza
i^clerimcnto do imperio
aminlwmcnlo lal-
entre'duas revnlu-
0 meio mais breve de se
eleiloraes ; mas nao era
seu mar lie u dissoluoao
Indo governo ipotcnr
iwio a tudas as eniprzas. Aiuda
i-se esse espectaclo singular :
feiros remitas em ^o-Fru-
ata porto do Mxico-, as au-
xpoUtdas, alguna hahi-
lepeadenria da Baixa-Califor-
nte proclamada. O hroe principal
Mura he m americano, Mr. S^riker, o
' ^irre da nova republira e
l'tna proelatajao de Wal-
fj^^B^" fado. O que resalta
Fo'Mxico liada fazendn
as provincias, nem pudendo
aeus conipanlieiros, tentando
-en seuao cumprir um
fcia. Em definitiva, isto he urna
Itureiros americanos, que pode
: parece ale qne os
tidos e dispersados. O
tria um tratado de que se
uiao e do Mxico, tra-
gnado pelo general Gadsden,
1 Estadas-Unidos as proviu-
ruia c de Sonora, mediante
iSes de dolais pasa ao gover-
iini fosse, seria este um novo
nenio do Mxico, desmem-
cauos promovem a principio
i de suavambijao, e fazem
liados. Eis-aquLos dous iui-
B o Mxico, arremessado
o, a auarrliia e.o dcS-
> des Deux Mondes.)
: a esle tmpeilo preparar o goterio
, que a grande bulla que nos Estados 1.-
nidos se'tnw feiuKobre *a/ricanisac.o de faiba
lem um fundamento solido do modo que cilei no
mea penltimo of/icio, o qual he que c/governo ex-
tenuados todos osseus raeios diplomticos esem do-
Vida tambero alguns fiianctiros, em levar o governo
hespanhol a promulgar est mesmo principio de fiera
centre em Cuba para o lomar de lodo implacavel
ao governo dos Estados Unidos, e Uto apezar da res-
posta de lord Howden a B^ Col, calculado ISo
somenle para drsttajiir os Yankees do que aclu al-
enlo se esta preparando, pote que tenho aqu rela-
ja com nma familia ingleza, cujo fllho oceupa um
posto elevado ua repartido do tribunal do reino,
e anda mu 'informado no qne se passa a respeito
dos uegocios estrangeiros, a qual familia as#n como
ofilho, seqoeixam obslraadameuto; t por ella ser
e ja por. repetidas veres tenho sido informado que
taes |egocaces exislcm e vo progredindo.
. Ua pois muilos motivos para o Brasil, para o go-
verno do Brasil txao jlcixar as colisas como se acham,
mas preparar-so para as vicissiludes ; c certamenle
como diz o Jornal dos Debates desles ltimos das,
se vai dcaeuvolvendo dianle dos nossos olhos urna se-
rie de phenomenos, que os nossos pas nao adevi-
nharam/hem previram, e sem duvida estamos em
vesperas de acotitecimentos anda mais extraordina-
rios.
Quem poder calcular as consequeucias que po-
dero ccarrelar a todo o mondo as diilerencas ori-
enlaes, as quaes de cerlo nanea ser3o resol vidas in
leiramenlc em nossa vida ; pois haveudo uma'guer-
ra maior por amor dellas infallivelmenle se tornar
era.urna guerra geral. Nao liavendo guerra geral.
e sendo, como ainda ser, o moslemsmo e o dinhei-
ra, mais empenhado em emancipar pcrfeilamenle
toda a sia populado maior, a Turquia se tomar-
DIAR!
.------1

DE PERMNBUCO, QUARTA flRA 22 DE MARCO
se do desenvolvimento de seu poto, detbonstrando
((claramente que j o desenvolvimento agricula,
fabril, etc., etc^ de cada dislriclo. de cada cidade
. ou lugar predestinado pelo terreno cm que se
n ach situado, que cerlasoceupac,es,~ certo grao de
- desenvnlvimento, industrial e al mental, certo
a numero ou qequenhez de popula^ilo proporciona
IR
a oulros lugares, j era prescripto de anle-m3o pe-
lo lugar em que estes ou aquelles dislrictos nu
lugares sao situados, etc., etc., que em certas pa-
ragens nunca podo prosperar este ou aquello ra-
c mo de agriciillura, esta ou aquella triarlo de gado,
que devo haversempre falta do agua ele, ludo
j por causa dassuas carnadas monlanhMicas'.
Escudo assim, como se ver confirmado por dons
arligos crticos da diia nova obrado Cotia, publicados
ha I res ou quatro semanas ua gazcla de Augsburg,
que poderosos motivos alm dos ordinarios, nao
eiislem para o Brasil se nflo perder systema-
lisarao e exlensao da informacSo geolgica do
seu paiz, para tornar em primeiro proveito as suas
emprezas de.colnnisa;ilo, as suas vendas de Ierras
aquelles dislrictos e pontos que os corolarios de expe-
riencias assim estabelecidas indican) como aquelles
em que a industria do homem se mostrar a maisef-
fcaz. Mas vejo que a hora me esta apertando e de-
vo concluir por hoje!
I Mi v ido que o lempo ainda me chesue para^pJBer
ao Exm. Sr. ministro a nuejn eu leria muit de com-
municar; m?< neste caso o farei pelo prximo vapor,
o qu-l :e demorar apenas estes nove dias, pois
ainda "devo escrever um ofiicio ao Sr. ministro da
guerra, do qual tambem procurare"! juntar copia ao
de V.^xc. Temo que os pareceres que remello es-
lorvaran alcum soreg de summidades militares,
mormente do roarecbal Brrelo, que crcioser um
dos Miembros dacommissflo de revislo.e do brigadei-
ro Andrea filho do marechal, ao qual muito sentira
queconvmno he augmentar o minwrq das aulas,
he sim, arregimenta-las coiivenienlemenla.;Tij.rt9H*.l
convrn he cercar os professores de certas regalas, de
cerlnsmeios, para quebem cumprim seos deveres ;
o que convcn he procurar dill'uudir na massa da po-
pulacho o estimulo preciso, para que ella procure a
inslrucfo. .
O Sr: Aguiar : E teso foi cncurlar as distan-
U.
nm paiz eminentemente seductor para a emigrado omsader, mas eu nao posso relatar outra cousa
da 1SS3.
l em 20 do mez
que tao somonte em
rpia da carta que eu
11. do mesmo mez; pois
desviassem cartas pelas
n9o me julgo seguro com
la "estn pendentes
miente para' mim,
it scriplum do novo
i m'usva de li de ouln-
Balar i esta a traducrao de
parecem mais salicn-
llcniijs tem apparecido 9B-:
emigrarJo, de mistura com ocs-
. cada vez.mais pronunciado
\, ja de novo patenleado cm
I que se quer comwiooi-
s superior e dos seus con-
H muito (enipo se espera
i Verdadeiras as descoberlas
no Rio Sauliago, ou as de
Ueuavle, etc. He mormente
o que seria mesmo, o
\> paizes baohados pelos aftlueii-
e seria seguida, sem duvida
tymeo apressadamente pa-
:al do Brasil, pela cullocarao
sob o protectorado indi-
le fizeram o tratado 13o dis-
ide nm oflici que a esle res-
*\Macedo conhecs, o que na
abo de dirigir a este scnlior
idaecoes.
e um aconlecimenlo mais
> para o Brasil do que se es-
i como nao duvido de modo
Pertinaz opposicao que Bue-
iTsse sua execuro ; o
e o inleresse da Europa
* Esladoi fluviaes anligamenlc
c de Buenos-Ajres, ainda
Uevido. mas que uesta ques-
algum. Tela execui-o
.o Brasil tempo algum a
L^L^Bjfe es seus direilos
os arligos sujeilos a ron-
a differenca dos seus di-
w vizinhosdemais de II) por
4er a sua receila !
i aied acontecer no Brasil rom a
s captivos au suscepliveis de
e productos importados, o que
4isgnaiqerpopBl8rGo toda lvre.quando
slo dos gneros importados, sendo o
[mentado proporcionatmente reduc-
le abastec ment dos gneros impor-
menle por isto que se torna preciso
i a este respeito, e duplo euidado
UM rpido tertmnw em popula-
leremetle cormmidoro; deartigos fm-
;' qualquer que seja o desfalque na receila,
cao pelo conlrabando, ou com i-
he nm desfalque incom-
n causa da talla de nma po-
I numerosa; mas inda outro mo-
uparo se me aprsenla \wr
provavel da navega-
vapores' de todas as ban-
que oubanliam o prprio
UM esto mui chegados, oda
eterava e a.sua dif/ki-
u>r sto onereeem Uuplos
nedidas preparatorias de
duada, vagarosa, mas
icipaco, Ujrnandu-a possivI
r'seravo de etle a poder
.sesforc-osem trabalho,
onomia e previdencia
ir alguna generosidade
conscienria,
iiiie-lltes uestes lias de
irtres respetts iinilan-
teJofm M'I)onon|h- d
vjBo eft/tor,'
ni enle
qoe -at boje
alientas, a qual desde ento seria repartida somen-
te entre ella c os Estados Unido !
Qupm dir qual deva ser o resultado que os hispos
fa Allcmaulia Suslcnlam conlra os governos, que-
rendo SuTijgar-csIes como faziam ha quatro e' cinco
seculos, e da hoslilidade que assim se procura fo-
mentar entre os conlissiouarios'.' Quero indicar as
cnnseqneucias das prctenres dos Estados Unidos
eiuOwaihoe. em Honduras, em,Cuta, no,Mxico'.'
Que consequeucias nao poderao resultar das inn-
meras d.ili'ereiiras e duvidas que os Estados Unidos
suscilam na Allemanha por via dos seas cnsules
evlce-consules, em grande parte Allcmcs emigrados
e t compromellidos ua nllima revoluro, ou pren-
les desles ; diilerencas que sernpre se bao de multi-
plicar, pois assim o qnerem os Allcmaes emigrados,
que ja saliera ulilisar-se da sua influencia eleiloral
dos Estados Unidos (e nao menos o querem os ultra -
liberaes da Allemanha), apezar de se acharan mui
desgostosos dos emigrados allcmaes para com as-cou-
sas qne encontrara nos Estados Unidos, que nao
esperavam encontrar, e porque l nao acharo aquel-
la importancia individual que a vaidade de cada um
Ule promet '?
Qnem j pode calcular as consequeucias, que a
morte sbita do imperador dos Eranrezes pode
comsigo ccarrelar, e para o Brasil sobre Indo se
poder converter em um dos acontecimentos mais
importantes a provavel emigraran que dentro em
poucos anuos vira da China transformada em seus
fundamentos, pois esla emgrarao ha de dar uma'for-
ea productiva, como por encanto, aos paizes ainda
hoje despovoados i ao norte da Australia provavel-
menle ha Algoa-bcy.. e ao litloral occidental de to-
da a America as colunias iqglezas da India occiden-
tal dirigidos sobre gneros concurrentes do Brasil.
Quaes serio as consequencias do enorme augmen-
to da navesarao a vapor, da multiplicada constru'-
5o de navios de alTo bordo que' nos Estados Unidos,
na Allemanha e na Inglaterra tem lugar, ncando os
mares duplicadamente mais povoados do que hoje.
Sustento que tambera o melhoramenlo moral de
um povo, especialmente do nosso. dclle depende ;
com eil'eilo de que se ha deoccUpar a mente activa de
um menino, de um mancebo, cuja intelligencia nao
he nutrida, ocrupada por desenlio* que o facam al-
iento s bellezas, s maravilhas da creacao de Dos,
que desperlero seu serio desejo de maior instruccSo'
Nao ser ella assim dislrahida,protegida de muilos vi-
ejos, a que a falla de occupaijao mental elevada, a
mera ocio idade o conduz talvcz inapercebidamcnle,
subjugantlo assim ponen a puco a materia, o pliysico,
a mente, u espirito.rN"3o se devia procurar talvcz a
cansa principal 4a iinmoralidade innegavel, emui-
las tezet innaturalmente sujeitos a nm* falta de oc-
rupaco mental sufucientemenle altraclva, que
est sujeila a nossa mucidade!
E nao perde o paiz, a narao assim urna grande par-
te dassuas forras latentes, a preponderancia do phy-
sico prematuro sobre o espiritual, nao debilita fre-
i/ucnlcs rezes mais esle mesmo physko, e cansa at
muitas vezes mais larde urna indill'erenra espantosa
para a tida da familia ? Mas vou-me novamenlc
perdendo n'um labj rinlho de considerares, que jul-
go combinadas com as artes em qnestao!
sean a verdade. As pequeninas notas marginaes
aos pareceres allemcs, fazendo compara^o com o
rclaluriode 15 linhasda commisso, hao de por a V.
Exc. ao Fado das circumslaneias principaes.
Todos nos fozemosvotos pata que a Exm. Sr." vis-
condessa teuha conlinuado com vigorosa saude,
e que V. Exc. possa tambem flozar agora no in-
termedio das sessdes de socego c de paz poltica,
pois me parece pela suppressao, islo he, a nao im-
presso do retatorio de commisso de Ierras e coloni-
sarao, que nesta qnestao ao menos V. Exc. deve
ler sentido algum tanto incommodadb no ministerio
do interior do Sr. Connives Martins!
Perinancccrci para sempre com gralidao profunda
de V. Exc. o mui aliento venerador, etc.
S. D. Slruz.
INTERIOR.
CE ABA'.
Resultado da mlasa'o em Aqulraz.
Chomanios a allcnrin dos letores (tara- o qne des-
creve cm sua corresponoencia o v gario encom-
mendado da villa do Aquiraz sobro os beneficios
moraesc malcraos que com a palavra apostlica
O Sr, Aprigio : Nao ; e acho o argumento do
raeu honrado amigo um pouco lora de proposito,
alvo o profundo respeito que tributo sua pessoa
essuas luzes.
Senhores, para prova, de que niio sao as aulas, que
fazem crescer o numero|de alumnos, eu peco lieenca
para repetir nm argumento que j foi apresenlado
em relarao t uslruccao secundara ; lie olharmos
para o lyceu, eslabelecimenlo que nao se aclia mal
montado, cojos lentes, na sua lotalid p sao bons, e
com todo quasi que nao lem aluoin
Eu conciirdn.que a creacao del I adeiras para me-
ninas, nao he grande despeja para os cofres provin-
ciaes, que nao lie djjpSza, que conslilna urna dilli-
euldade ; masy^fntendo, quo o projecto, que autorisa
a creacap/ftyeadeiras cm todasas villas, nao leve em
visjaypovoaccs, que esto mais no caso do ler essas
deiras...
Um Sr. Deputado : Crcar-sc-hao par ahi tam-
bem.
O Sr. Aprigio : Scgur-se-ha, qne vira a poca
era que a cifra da despeza com a inslrucro ser to
excessiva, que nos veremos obrigados a paiar com a
creacao de caderas, iicando sem ellas lugares, que
eslavam mais no caso de possui-las, que outros, que
entiio as possuiro...
O Sr. Paes Brrelo : Logo, nao as lenhamos cm
parle algiima..,
O Sr. Aprigio :He conclusao do nobremembro;
a conclusao, que quero tirar he, que s se devem
crear cadeiras aonde ellas mais aprovetem.
Eu concordo na creacao das 11 cadeiras ; votara
peto projecto, se me provassem que as 11 villas, sao
tugares que mais reclamam cssa crearn ; mas sen-
do certo que ha povoeedes, que lem muito mais po-
pularlo quealgumas dessas villas, voto pela idea do
Sr. Augusto de liveira, de adiar-se o projecto para
quandose tratar de toda esta maleria, islo he, de mc-
Ihor regularisar a inslrurrao publica.
Sao estas as poucas reflexoes, que linha a fazer,
para fundamentar meu voto conlra o projecto.
Jolgada a materia disentida, he o projecto submel-
lido votacao e approvado.
Primeira discussq do projecto n. 8 desle anno, que
divide osofllcios de csc ivacs d'orplutose da fazenda,
e crea mais um carlorio de tabellian c um conta-
dor.
O Sr. Quintino : Sr. presidente, a commisso
quando redigio o sen parecer e com elle n projecto
que esl em dtscussao, reservn algumas razes para
apresenlar em primeira discusso : eu quero enlo
uuvir a commisso, porque aclio que as razes apre-
sen tadas nao sao bastantes para fazer-me votar pelo
projecto : eu, pois, espero que a commisso explique
o que deixou reservado.
O Sr. laceria : Eu liona lambem de pedir es-
a que est sujeila agora sua deciso;
enlcndo, que cssa duvida deve desvanecer-
se totalmente no espirito do nolire deputado, avista
do S 7 do art. 10 do acto addicional que diz : (If)
ora ninguem dir que os oflicios de Justina de que
se trata no sao empregos provinciaes.
Alm disto citou o nobre deputado um facto que
suppoe 1er Hilo na Nova Gazela dos Tribunaes,
sobre a le de suppressao on dvisSo do ofiicio de cs-
crixo de orphaos, que o presidente do Bio-Grande
do Sul recusou snecionar; en crcio que o honrado
membro esto olvidado.
Na provincia do Rio de Janeiro, bem prosimajio
governo central, que be o supremo iinmeclord
tos (tata ordem, tr^t1ntrkujijarlorio de orphSos
de fliiimjn IiI"Tiiii 3 annos e o de Canta-Gallo ennr
anno passado ; c aqu mesmo, ha dous annos a as*
semidea creou mais um cscrivSo do civcl: por con-
sequencia, a competencia das asscmhlas provin-
ciaes em materias desla ordem, he a toda luz.
Quer mais o nobre deputado, que este projecto
y presidencia afim de ser ella ouvda...
OSr. Meira:Parccc-me conveniente.
O Sr. Aprigio:Mea mesina cousa; e parece-;me
que digo niuto bem quando emprego' o vocdbulo
quer; porque cada um de nos aqu quer o que
ennuncia, salvo n assenlimciito da casa.
Aclifi o nobre deputado illogico, di/.ia eu, que nos
oceupemos, por assim dizer ex-officio, desbj ques-
tn. quando nao ha rcprcscnlacao alguma a respei-
to: ora mis sabemos,' que reprcsentai;oes semclban-
tes, existndo mu i la- vezes na mente lie Indos, nao
se fni'iiulam sob a penna de ninguem; nao se sabe
porque, nao se explica, mas o fado se da. Todos
rcronhcceui a necessidade da divisilo do ofiicio de
orphaos, v. gi; no foro mesmo ha muilo quem re-
ronhera cssa necessidade, mas ninguem formulou
urna represeutarao a respeito..
(ta um aparte..
O Sr. Aprigio : Entcrido que nos nao devemos
estar aqui a fazer declinatorias lodos os dias para a
presidencia, em cousas que sao puramente de nossas
allriliuirfM's.oqimpndeiii ser aqui mui hent ventila-
das c elucidadas. Quando razoavelmenle tormos le-
vados a crcr, que a presidencia possue melhores da-
dos que nos, e pode mcllior orientar-nos, votarci,
que seja ella ouvida ; mas nos ainda nao discutimos
o projecto, ainda nai entramos no amago da ques-
tao, ainda a casa nao noslrou precisar de esclareci-
observa^ei que elle fez : pur exemplo, quanlo ao
numero de conlas de tutorei e caradores, pois qoe
isto he devido certamenle a diversas causas. Tambem
milita a meu favor urna raiao que o nobre deputa-
Jo establecea e foi a insuflicieuciadosre/litos...
O Sr. Figueira di nm aparte.
O Sr. Meira : Tratou dist ; e eu precjsava ser
esclarecido ; porque ignorara se com effeitqo carlo-
rio de orphaos desla cidade be Uto lucrativo.
Cm Sr. Deputado : Se dava cm 1750.
O Sr. itra :Este argumento de que o carlorio
no aono A tlnha lacse taes feitos e no anno fl deve
ter muito mais, creio que nao procede; porife essas
lades nao augmentaram de repente; deviam
ja ter sido seosiveis; e entretanto o carlorio lem es-
tado al hojesem divisio. Nao quero dizer que esle
argumento sirva para destruir o projecto, mas qoeru
mostrar que por si s nao he bastante para determi-
nar a divsSo.
Portanto, ja v o nobre deputado que, eu pedi
palavra com o fim de esclarecer-me e sem inleuc.o
formal de fazer opposicao ao projecto, e al nao pre-
tenda fallar, senBo depois que a commisso o funda-
mentas ; porque, leudo o parecer, elle diz : (l.)
O Sr. Aprigio: Pois bem, j o fiz brevemente
e o Sr. Figueira .com toda a exlensao.
O Sr. Meira : O nobre deputado fez as suas
refiexoes depois que eu fallei ; c estuu dando a razo
que me levou a pedir a palavra. Finalmente pelas
razes que acabo de expr casa, fui levado a reque-
rer o adiamento para que fosse ouvida a presidencia;
e por esse motivo voto por elle, c conlra o projecto
ero discusso.
O Sr. Silva Neita: Tendo, Sr. presidente, assig-
nado com reslriero o projecto substitutivo, de que
se trata, he de meu dever expender a razo que Uve
para assim o fazer.
Exislndo ja, Sr. presidente, ueste termo 5 label-
les de olas, pcrlcncendo tres a est" cidade ; un i
povoaco de S. Luurenco da Malta, e outro a de S.
Amaro de Jaboatao...
O Sr. Aprigio :Tabclliaes sem carta imperial.
O Sr. Silva Neica : Os lugares exislem creados
e prvidos., entendo ser numero de servenluarios
muito sullicienle para satisfazer a todos os misteres
que dzem respeito esse ofiicio de jostra ; e nao ve-
jo razo para augmenlar-se com mais nm, o numero
desses servenluarios.
Exerci, Sr. presidente, por diversas vezes no tor-
mentos, c por isso acno um pouco extempornea a ,mo J"* cidade a jurisdicrao de juiz, e nunca des-
fez na referida freguezia e villa o distinelo mis-
sionaro Fre Scrafim: sirva de liuilivo as suas fa- clarecimenlos, mas como o nobre deputado que ca-
na sem
, pulit
I i5 OU 1 -.m n.
Iiaver mais escravalura em parte alguma da
America seuo acasu Tfc Eslams Unidos, e de cer-
no em Cuba, pois fique V. '*, seguro o l#ahr
Outro assumpto ha de maior importancia para o
desenvolvimento dos grandes recursos do nosso paiz,
a cojo favor lambem recorro nutra ver., mu enca-
recidamente pedindo a sua inlcrccssao para com o
governo imperial,pois eslou demasiadamentecansado
de repetir lembranras a sea tespetpt nem posso dei-
xar de fazer sacrificios com o fim de pedir-lhe a sua
altenro.'eqne j monlam ao algarismo de 100$ ao
menos fallo das relanies geolgicas conhecidas
acerca do nosso paiz, para que se inlcrnassem; em
que se encaixssem sempre e sempre todas as gran-
des ou pequeas novas descobertas ou corrccrocs geo-
lgicas ou mincrologicas.
Sent profundamente o nao ler visto noticia algu-
ma tomada de muito lempo ; que desde tres annos
i esta parle remetli a respeito escripias litographadas
c desenliadas, e mui la- vezes de proposito ao Brasil,
a mim communicadas pelas summidades em geologa
na Europa. Procurarei ainda hoje, pela ultima
vez, este respeito, olliciar ao Exm. Sr. ministro, e
ueste caso, anda peto prximo vapor remetiere! co-
pia do ofiicio qoe poderei acompanliar com carias a
mim dirigidas, ainda nestas ptimas semanas, pelas
primen/as autoridades das proprias summidades na
Allemanha, ao menos na geologa, que sao os senho-
res: professor e llr. Maidingir, director do instituto
geolgico do imperio Austraco; conselhero ministe-
rial-, professor Schoffheu\l de Munich, do museo
geolgico e archiologico'de Munich; e professor
Cetla de Freibery, successor d ll'erntr; cartas
que desejo que sejam postas as nulos do meu
amigo Malfeld, o nico homem que en conhero no
Brasil capaz de apreciar plenamente a sua impor-
tancia, e capaz de promover a realisario dos seus
designios pois liquei cansado, e para dizer a
verdade, um tanto desgosloso das prelences univer-
saes de meu amigo Martins, a qnem tambem cheguei
a fazer sentir, com lano melindre, quanlo foi ad-
niissivel neste assumpto importanlissimo i sua trans-
gressao identifica em elle s querer exceular um
mappa geolgico do Brasil, primeramente suggerdo
e pedido.por mim, al com geral comprometimiento
da minlia parte, quanlo o pagamento de um premio
d 1,000 llil. pela sua rea I isa cao completa, quanlo o
permitlem as informaces existentes sobre o Brasil,
querendo elle offerecer-me, como mappa, qoe ha
doos mezesremelti a S. Exc. o^Sr. ministro .do impe-
rio.o qual he todo incompleloe mu pouco salisfalo-
rio, leudo eu al acora recebido varias remessas de
oulras parte, e lia prnmessas do professor Maidinger
em Vienna lie salisfzer' o meu pedido, mesmo sem
alguma recompensa dirccla.denlro de quatro ou cin-
co mezes, ao meifos quanlo ao trabalho mental, ca-
ja 'pxtensao jase arlia em parte indicada na carta,
em copia junta ao meu ofiicio, que ellecnmn gcoln-
ilisado escreveu em respustaas pcrgunlas a elle
pelo mesmo l)r. Martins, entao a meu pedido,
em abril prximo passado, o qual nao he gelogo, e
artes foram em parte exceuladas pciapes-
lr. I'fall' de Krlungen raui bem calibeado,
mo gelogo extraordinario.
inibenV nestas explieayoes lateraesdevoc.in-
ilta de spaco e de tempo, o remelter i V.
nx este vapor,
de que V. Exc. poucs indica(;oe bas-
abraat e advogar cora emphse um
al, duplicadamente vital hoje para o
incipacs das
de sitas linha las de ferro,
.li'recco .mate ou menos cfosvhda das linhas hoje
i Indas poda e devia ser instituida por um
liecimenlo mais exacto das fnrnuyes predo-
minante nu paiz, "as quaes como trida o profes-
sor Colla acaba claramente d demonstrar pela sna
derradeirn obra, il rac,ao geolgica de um paiz, considerado como 6a-
digas c incansavcl icio o respeito e tcslcmuiriio pu-
blico que todos os Ccarenscs honestos Ihc tiiliutani.
Sr. redactor.O silencio me (ornara culpado,
se grato ao incansavel zelo. as fadigas do Bvm. pa-
dre miimano Frci Scrafim, deixasso de fazer pu-
blico o muilo que aprovclamos com a niisso, que
aqni prximamente abri o mesmo Bvm. iniss'ioua.-
rio. Convencido do triiimpho, que infelizmcnle
lem tido em miuba freguezia o vicio conlra nvirtu-
dc, nao sendo as verdades yantas por frequentes ve-
zes anuuui'iadas, potcii.tss para conseguir o fim de
sua nslituirao; fazisupplicas ao Eterno para que
cuvasse-nos um dos seus operarios, que mcllior re-
gasM a sement Evanglica. Assim pensava, quau-
do aquello que ludo dispe, nos manda o Bvm. pa-
dre misskinario Frci Serafim, estos cujos gloriosos
servieos o beneficio da rcligian, jamis sern esque-
cidos na provincia da Paralaba, c mesmo na nossa,
onde alm dos bons efieitos cspirluaes, que produ-
zio cm algumas almas nfelizes, crisio um cruzeiro
magnifico, objeclode adorarAn e ilevoBo de mui-
los fiis, e cierno monumento de sua lembranra.
Aqui chesou (i de noveinbro, c convidando-o para
miiiui.ir em minlu freguezia promptamcnlc o fez.
.Vpehas se divulga esla noticia, inumcravcl mtilli-
1,1o de pox os de dflcrciiles freguuzias para esta
affliic.
Aules que pregasse j lodos em geral o obede-
can, c por esta causa cm cinco, dias, antes que
principiasse a^nissao, limpou o quadro desla villa,
onde o mallo hav ia crescido ponto de -servir de
rnvil de cobras, c oulros animaos, assim como de
feitos indecentes; .abalen outeiros, c applaiuou urna
grande cova, precipicio iucvlavel; que aqui exista
no pateo da malziz, ao que'a cmara certamenle
nflo p%Ia occorrer pelas suas pequeas rendas, cau-
sando a maior admirarlo ver o modo porque mais
de du/.eiilas pessoa- empenhadas' porfa neste
grande servicio em Ires dias o cITcrtuaram sempre
cheias di! grande prazer. Qual outro Nalhan, re-
prchendendo- o rrime, |>or espado de doze dias al-
caudn o mais-espantoso c salular efieito. Nunca
esla villa se vio com lano povo, c ta salsfcta.
Conseguid militas converses, resudando que muilos
dos que viviam illaqucados no inmundo charco do
peccado, deixassem o sen misero oslado.
A matriz viwa diariamente cheia d'almas, que
no Sacramento da pcuteuria desejavam, curar as
suas i-hagas.
O mesmo reverendissimo padre meslrc cm tao
proficuo trabalho cinprcgava as pouras horas, que
tinha (b; descanto. Sempre foi ouvido no1 meto do
mais profundo silencio.. Naoconlenle com os ser-
viros prestados, apenas llie informei da penuria d'a-
goa, que sofjrcmos. falla ao povo, seu cxercilo, c
cm doze das edifica um poro publico de modo que
a nao ser o primeiro da provincia, posso aflirmar
que he um dos melhores. E que de trabalho nao
se desrohrio nesta obra! Para loriar mais elegante
esle beneficio, pelo que nunca ser' esquecido, de-
soja fazer o pescoco de pedra, o povo penetra sua
ntenrao, c mais de seis ceios homens vao a loda
pressa buscar a pedra na Barra do Pocoly, subiido
altos montos, rompciido veredas e lugares iuvios,
donde em poca non huma consta ler viudo pedra
pela iinpnssihlidade. Foi assim que este apostlo
da verHjide todo empregado em uovosbcucficiosaqiii
esteve dezoto dias, dcixando i linios das mais senti-
das saudades, todos os que livcram a felicidade de
o ouvir e conhouiiicar. Eis o que grossciramenlc
pode dizer do que aqni se passou dnranle a misso,
em cujo periodo livemos a maior abundancia de v-
veres c mais commodos com dor dos fabos prophe-
las, que anniinciavam a caresta !.
A paz publica, foi, como iiuncjr* observada e nao
se cotila que honvessem f'rtrto? c sim restituirn.
Receba, pois, o mesmu Kvurpadrc mestre em rc-
coiihccimcnlo de tanta uliliiadc os sinceros votos
de lodos os Aquiraeuses, j igualmente o protesto
da mais cordial ami/.ade, que Ihc dedico, podendo
sempre contar com o ineit fraco apoio, quando dclle
necessitar. l)e V. Bvm. o mais buuijldc servo, Pa-
dre,Antonio Correia de S vigaro cncommcrida-
do da freguezia do Aquiraz, (Pedro II.)
mmmws.
A53EWBI.EA LEGISLATIVA
. PBOVINCIAL.
Seiisao' ordinaria em 20 de marco de 185.
Presidencia do Si: Pedro Cavalcanh.
'.Conclusao. )
OK1IEM lid DA.
Conlinuaro da primeira disenssao do projerto n.
4, que 'autorisa o governo a crear cadeiras de pri-
me iras lettraspar. o sejofeminino em todas as"villas
da provincia.
.OSr. figueira le Mello : (Nao devolveu seu
discurso.)
Sr. Jos Pedro sustenta quanlo disse no sen pri-
i aero discursa, o respondo ao orador que o prece-
deu.
O Si: Pigueira de Mello : ( Nao reslituio seu
djiscuBo.)
l. O Sr. Aprigio: Sr. presdanle, levantando-me
Piara frer opposijao ao projecto, que so discuste, en
nne aterro com|iima conclusao que se lem tirado na ca-
'^, de que, qnem seoppOoao projecto he inimigoda
i' islruc^ao : ora, eu qoe son realmente amigo da ins-
Inic^ao, que a quizera ver dilluudida por lodos os
ngulos da provincia, 5o posso deixar de fazer um
pVolesto previo, contra essa ronclusio.
Eu entendo, senhores, que para que o numero de
ba de sentar-se o fez, por ora nao tenho nada qne di-
zer.
O Sr. Meira: Sr. presidente, tambem lencio-
nci pedir a palavra, para rccchcr'esclarecmenlos,
mas como oucp dizer, que quem pede esclarecimen-
los devdar arazao da duvida ; bem que me nao
podesse preparar convenienlemente para discutir o
projecto ; todava seja-me licito 3zer mesmo ex
abrupto algumas reflexoes que me levam a duvi-
dar.
O Sr. Paes Brrelo : Mas o projecto foi dado
para ordem do dia no sabbado.
O Sr. Metra: Mas nao sabe o nobre deputado,'
que poda ter sido dado para ordem do dia, e entre-
tanto qccorrerem motivos que me privassem de estu-
da-lo.
Primeiramenle, Sr. presidente, nao eslou anda
muito convencido da competencia quo lem a assem-
bla para tratar dequesles desla ordem, |e em falta
de outras provas, soccorro-me jde nma decisao.que
(salvo o engao) li na Gazela dos Tribunaet do Rio,
acerca de orna hypotae semelhanle. A assembla
provincial de S. Paulo, ou Ko GrandedoSul, se me
nao falla a memoria, dividi o lugar de escrivao de
orphaos, e o presidente repugnou snecionar o
projecto. e o devolveu mesma assembla, declaran-
do ser ella incompetente para lomar semelhanle me-
dida : eu nao o alia neo com todas as forras de minlin
convic^So, porque j disse, nao le olio agora maior
reminiscencia disto ; e al procurando algnns nme-
ros da Gazela dos Tribunaes, nao me foi possivel
descobrir esta deciso, que me escapou entre alguns
aponlamenlos que costuran lomar. Era, pote, esta
urna rszao para duvidar da competencia.
Em segundo lugar,Sr. presidente, eu me nao com-
promet! a contestara conveniencia da medida adop-
tada pelo projecto ; mas eulendo. que essa medida
devia ser tomada de outro modo ; e eis a razio por-
que ped previamente esclarccimentoi, quelalvez po-
dessem prevenir as minhas duvidas a respeito. Crcio
que o presidente da provincia que esl a testa da ad-
ministrarlo da mesma, nao reclamou em seu relato-
rio esla medida...
(Ha algum apartes.)
O Sr. Augusto de Oliveira:Uogo a assembla
nao pode deliberar1 sobre sto.
O Sr. Metra : O principio he mea, a conse-
queucia he sua, e en lli'a deixo intacta.
Nao duvido, nem sou capaz de conteslarque esla
assembla possa fazer oque a presidencia nao recla-
ma ; c bem pelo contrario na sessao de sabbado pr-
ximo passado; em que lomei parle na discusso,
suslenlei um principio difireme. Mas nao crcio,
que estando o presidente tesla da administrando da
provincia, conhecedor como deve ser de todas as ne-
cessidades della, al mesmo das do foro, do seu mo-
vimento em maior ou menor escala, das medidas ne-
cessarias para satisfazer rjqglhor a essas necessidades ;
que estara mesmo em correspondencia immediala
com.as autoridades respectivas collocadas tesla de
cada um desses ramos do servido publico, por exem-
plo, o presidente da calarn, o procurador da corea,
'o juiz dos feilos da fazenda, e de orphaos, autorida-
des que me nao persuado se ahslvessem de reclamar
essas medidas quando convencidas de sua convenien-
cia, deixasso elle de solicitar desla assemjthfa, e com
urgencia as providencias rrmifli pnTi ili fin des-
sas necessidades, U ISourgenles, como se prelen-
provar.
Nao saliendo, pois, se a presidencia as reclamou,
o mesmo ignorando as razes que teve a nobre com-
misso para offerecer o projecto como est concebi-
do, sendo que ella mesma, como j disse o nobre col-
lega oSr. Dr. Quinlino, se rcservnu para dar maior
desenvolvimento ua discusso, eis porque pedi a pa-
lavra para ser esclarecido, e provocar esse descnvol-
vimenlo.
Parccia-me. senhores, muilo mais conveniente e
regular, que este projecto fosse reniellidir.i presiden-
cia, fim de que ouvindo as autoridades respectivas e
colhendo as informaces necessarias, esclarecesse
mellmr a esla assembla acerca da conveniencia ou
inconveniencia das medidas por ella adoptadas, como
de urgente necessidade.
O Sr. Aprigio: He nma morte de cicuta, nma
morle lenta.
O Sr. Meira: E nao o exijo como morle, nem
como vida ; mas como medida que me paresse cu-
rial e acertada; e I lie declaro, que nao lenho motivo
algum particular para defender oucombaler o pro-
jecto....
O Sr. Aprigio: Assim como os demais mem-
bros da casa.
OSr. Meira : Facn-lhes juslica.
Quero uuicamenlc esclarecer-me, porque tenho de
prestar o meu vol, e desejo faze-lo porsconvietSo;
sendo que tenho de fazer nm requerimciilo ; e estas
sao as razes porque me resolv a aficrece-lo consi-
derarlo da casa.
O .Sr. Aprigio:Sr. presidente, *ie sempre va-
cilante que me levanto pera fallar nesta casa, e is-
to por nma razio mu natural, o pouco habito que
tcnlio-de'fallar em publico,-pois be esto u primeiro
recinto em que a tal sou obligado; por consequen-
cia, eu fajo urna eopfissSA muilo insenua: lenho
quasi que um urrepcndiincnlo de ter apresenlado
esto projecto, porque elle me forra a, por mais de
tima vez, oceupar a alienen da casa, e eu sou o
membro, que mais neressila de. iba .hiicvolcncia.
O npbre deputado que me inlerpellou em ultimo
lugar, resumi as sinfs inlcrpellaces em dous pon-
tos.
A sua duvida principal he sobre a competencia
.idea do nobre deputado.
O nohre deputado creio que disse alguma cousa
em opposic.ao diviso do carlorio de orphaos...
O Si: Meira: Nao disse mais do que aquillo
que o nobre deputado acabou de referir.
O Sr. Aprigio : Eutao lambem nao direi mais
nada, porque acho qne o parecer encerra razos
bstanles para que o projecto seja approvado em
primeira discusso. Se elle passar a segunda, fa-
rei as ampliarnos a que cu roe conlprometti, epara
as quaes o honrado collega appellou.
Vai mesa e he approvado o segunle requeri-
mento.
Bcqueiro que projecto cm discusso v a prc-
sidenca.para que ella ouvindo as autoridades res-
pectivas, eselarcra esla assembla acerca d sua
utilidade. Meira Ilenriques. -
O Sr. Figueira de Mello : (Nao reverteu seu
discurso.) ,
O Sr. Meira: Sr. presidente, pedi a palavra
rnenle porque o nobre deputado que acaba de fal-
lar pareccu nao comprehender-mo perfcitamenle,
pelo menos lantoquanto eu desejava ; e sera duvida
foi isto devido i falla de clareza da minha parle.
O Sr: Figueira:Talvez que i minha intelli-
gencia...
O Sr. Meira: Quando fallei a respeito do pro-
jecto cm discusso, principiei daclarando que me
uo havia prevenido para ella e que apenas me limi-
tava a pedir commi&Io alguns esclarecimenlos ;
mas como algum Sr. deputado entendesscqneeu de-
via oflerecer as minhas razes de duvida para dar
lugar a esses esclarecimenlos, eu aprescutei as qne
na occasiao se me offereceram ; ja v pois o nobre
depntado, que nao ibvecoui tanta forra caiiir so-
bre as minhas razes, principalmente o nobre depu-
tado que com efieito moslrou vir muito preparado pa-
ra a discusso do projecto.
Sr. presidente, eu nao disse que conleslava absolu-
tamente a competencia da assembla para a divisao
dos' cartorios de que trata o projecto; disse sim, que
(ulia minhas duvidas a respeito dessa competencia,
e que apezar de nao ter viudo preparado para a dis-
cusso,tinha idea de ter lido m um jornal que o pre-
sideule de S. Pauto, ou do Rio Grande do Sul se ti-
nha pronunciado em favor da incompetencia das as-
semblas para essas divisoes; e servi-me desle facto,
nao porque quizesse discutir smenle a respeito do
carlorio de ornhos. Note o nobre deputado, que o
projecto nao trata somenle do carlorio de orphaos,
sobre que o nobre deputado lera feito a forja do seu
argumento : o projecto tratou da divisao do carlorio
de orphaos, da fazenda c da crearan de um labelliao
e de um contador, o projecto abrange ludo istojpor-
tanlo quando me oppuza elle nao tive somenle em
vistas o carlorio de orphaos, porque aqu se trata de
dous escrives, o de orphaos e o da fazenda, e devo
declarar i casa, qoe no^teoho inlimidade com ne-
nliura desles dous servenluarios : e nem rae assislem
motivos para deffender seus interesses particulares.
A respeito da utilidade do projecto, disse eu.'qoetne
pareca conveniente, que nesse sentido fosse ouvida
presidencia nao s pelas razes que dei, ponderan-
do que devia suppor o presii' Jo da provincia a par
'ilativas a lodos os r-
urauos, que trequeulam as-aulas seja crescido, o | dcsta assembla para legislar a respeito de materias
de todas as necessidades della
mos da admiuistraco, e que os negocios forences llie
uao devem'scr 15o alheios, elao indificrentes ao seu
zelo epatriolismo ; como porque, ainda ha pouco Ira-
tando-se de um projecto que ciea a comarca de Ta-
ca rat, o nobre deputado, digno mr-mliro da commis-
so que ha pouco fallou, foi o mesmo qne requereu
fosse ouvida a presidencia. .
O Sr. Aprigio: Isso nao lem paridade.
O Sr.-Meira : Eu crcio que sempre lem algu-
ma paridade, ainda que seja muilo remota; talvez se-
ja alinidade illicila....
O Sr. Aprigio : Enlo nao val a pena.
O Sr. Meira : Sempre serve para quem est
pobre do recursos como eu : portanto entend e en-
tendo, visto como nao posso admittir o argumento do
nobre deputado de que a presidencia deixa militas
vcs de prupr o quejulga conveniente, qoe o pre-
sidente da provincia possuido do zelo e inleresse que
deve ter pelos melhoramentos della ; lano mais qnan-
lo llie he incumbido pelo acto addtcional, que llie or-
dena, inslalle a assembla afim de llie expor a mar-
cha dos negocios pblicos, e indicar as medidas que
jolgar convenientes...
(Cruzam-se diversos apartes.J
O Sr. Presidente : Altenjao : quem lem a pa-
lavra he o Sr. Meira.
O Sr. Meira : Eslava esperando que os nobres
depu lados acabassem de fallar para poder continuar...
(risadas.)
Que o presidente, digo, zeloso pelos inelliuramen-
los da provincia, deve inteirar-nos de todas as suas
necessidades, em contacto com as autoridades que
llie podem subministrar as iuforrnardes, e esclareci-
mentns precisos, nao dcixaria de leclamar esla medi-
da, se entendesse conveniente : mas nao quz ir tao
longo, nao quz tirar a co nrlusao de que por essa
oniissn deixasse de ser a medida ronvenieot.ou per-
desse a casa o dreilo que lem. Portanto, creio qoe
lamliem nao errei qnaudo me prevalec desle argu-
mento de rerlauaro d.-i parle da presidwicia ueste
raso, porque me persuado qoe se acaso o carlorio de
orphaos e o dos feilos da fazenda nao salLsfazein as
necessidades do foro, o digno juiz de orpltos,ile quem
formo o mcllior conceilo, lem como o dos feitos da
fazenda, que nao metaos me merece, nao deixnriam
de reclamar una providencia conveniente para satis-
fazer todas as necessidades do foro; e nem posso ad-
mittir qoe estes dignos magislrados sejam indiflV en-
tes a marcha regular da juslica...
l'm Sr. Deputado : *- Ode orphaos esto sem pro-
prielaro...
O Sr. Meira : Eu creio quo o juiz zeloso e
probo nflo ollia a esta circnslancia, para deixar de re-
clamar as providencias que julga necessarias a bem
da ailiniui .Iraciio da juslica ao sen cargo.
Um Si: Deputado : Os factos provam d con Ira-
rio, os supplentes pouco se mporlam.
O Sr. Meira : Os mesmos proprelarios nuuca
reclamaran) essa medida; e nem jamis se duvida
da apljdao, e zelo desses magistrados, qne tem exer-
cido ti vara de orphaos.
Disse ainda, Sr. presidente, que nao conteslava ali-
solulaincnle a cenveniendp da medida adoptada pelo
projecto, porque com efleilo algumas das razes do
nobre deputado que me precedeu, parecem conven-
cer, poslo que oulras sejm contrarias pela nesmas
cobr necessidade de ser augmentado esse "numero.
O aclual numero de servenluarios desse ofiicio sem-
pre salisfez a lodos os seus nfazeres, c eslou-infor-
mado que ainda hoje assim acontece. ,
foram, pois, cajas as considerares, que me fizc-
ram assiguar cok rcsteecap~_ereferido projecto,
concordando cm, ludo mate'com as ideas dos nobres
memore- da commisso,
O Sr. Aguiar : -^Sr. presidente, eu nao me oc-
cupare em demonstrar a utilidade do projecto, por-
que ella ainda nao foi conlestada, mas t^ndo de pres-
tar-lhe o raeu voto, ao menos para que passe emlpri-
melra discusso, julgo-mc na resnela necessidade,
e al por honra desla assembla, de averiguar e elu-
cidar nm ponto que parece ter sido poslo em duvida
pelo nobre deputado que fallou em penltimo la-
gar ; portanto, mais melindroso eimportante, quanlo
se referee competencia desla assembla para crear e
dividir empregos de juslica, exercendo assim urna
altribuicao consagrada na lei fundamental.
Sr. presiden le, se eu nja^acmWe. eja-duvida a res-
peito desta rjuesigCTa de competencia;, por certo nao
votara pelo projeclo, porque entendo, que quem nao
he competente nao pode, nem deve, praticar. actos,
que se acham tora de suas a-'.tri huir oes : mas eu pe-
direi lieenca ao nobre membro que aventuou sta
idea, para lhe fazer algumas reflexoes em contrario ao
seu pensameoto. '
O acto addicional no 7 do art, 10, incumbi s
aJemhlas provinciaes e as nvestio do drcito dr
crear e supprimir empregos muncipaes e provin-
ciaes, o cstabecer-llies ordenados : sse artigo de lei,
-pela maneira genrica porque foi rdigdo suscilou
duvidas e conteslares entre os poderes geraes e pro-
vinciaes, e em solac.au dessas duvidas e conlcsuces,
appareceu a disposicSo do artigo 2. da lei interpre-
tativa do mesmo acto addicional de 12 de maio de
1840, que veio fixar de urna maneira clara e precisa
a intelligencia daquelleparagrapho.eulere a.doulri*
na da lei da interpretaba, afim de que eu possa -ser
melhor comprehendidn: diz o arligo 2.: A faculdaibj
de crear e suprimir empregos inunicipaes.e provin-
ciaes, concedida as asscmhlas de provincia pelo pa-
ragrapho 7. do arligo 10 do acto addicional, .'rnen-
te diz respeito ao nmero dos mesmos empregos,
sem alteraco da sua natureza eallrbuicoes, quan-
do forcm eslabeleoidos por leisgeraes relaliys'a ob-
jeclos, sobre os quaes nao'podem legislar as referi-
das asscmhlas.
O Sr. Meira: Agora prove, que.csscs ;em-
pregos sSo provinciaes.
O Sr. Aguiar. : Qoe duvida Nilo.su llie hei de
provar, porm ainda declaro que se nao eslivesse
convencidissimo do que acabo de avancar, volara
conlra o projeclo.
Para que nenhuma exilajao baja a meu. respei-
to e desappareca toda asombra de duvida, eu lerei
a dfsposicio legislativa que considera esses empregos
provinciaes. O mtsmo paragrapho 7." do arligo 10
do acto addicional, depois de cstobcleccr a competen;
'cia das asscmhlas provinciaes para legislaren! sobra
suppressao a creajao de empregos provinciaes e mu-
ncipaes, define quaes sejam esses empregos da ma-
ira scguinle : Sao empregos muncipaes e provin-
ciaes, lodosos que existirem nos municipios c pro-
vincias, a excCpjo dos que dzem respeito aadmi-
nislracao, arreedaro e conlabilidade da fazenda
nacional; a administradlo da guerra, e marinha e
dos correios geraes, dos cargos de presidente de pro-
vincia, bispos, commandanle superior da guarda na-
cional, membros das relacoes e tribunaes superiores,
cempregados das facilidades demedecina, cursos ju-
rdicos o academias, cm conformidade do 2, desle
arligo. '
Ora, nao estando comprehendidos [na excepeflo os
empregos de jtislija, li evidente que esles sao pro-
vinciaes, e comq-Uaeg' sobre ellos podem legislar as
assemb!Ss"pTo"vinciacs.
O Si: Meira: Nao lie r flo liquido-!?
O Sr: Aguiar: Entao, senhores, o defeito he
meo, porque a argumentarlo me parece muilo coq-
cludenle [apoiados.l Ora .comprehender do nobre deputado, deixe-me fazer
ainda nm esforjo a ver se.consigo tornar-me mais
preciso.
' Diz o acto addicional, que compele as assemblas
provinciaes creare supprimir empregos muncipaes c
provinciaes, e eslabelecer-lhes ordenados. Diz o mes-
mo acto addicional, que 'sao empregos municipacs c
provinciaes, aquelles que se acham as provincias e
municipios, com cxcepjo nicamente dos que se
acham nomimlmcnle declarados no artigo que ha
pouco acabe de ler.
Ora, nao se adiando comprchendidas nessa cxcep-
jo os empregos de juslica, he claro, he lgico, he
evidentissimo que esses empregos, quanlo a sua crea.-
S3o, suppressao e designajo de seus ordenados, es-
tao no circulo das alIrihuiroe- das assemblas pro-
vinciaes, telo he, esto comprehendidos na regra ge-
ral estahelecida pelo acto addicional. {Apoiados.l
Um Sr. Deputado: He preciso alleuder nao a
lellra da lei smente, mas ao seu espirito.
O Sr. Aguiar : E em que se oppe esta intel-
ligencia ao espirito da Ifi o aclo addicional faz par-
le (Ja ronslluicao publica do imperio, e por isso be
neressai iu que seja entendido puta e sniplesmenle.
Eu j disse ao .honrado "membro e i casa, quando
comecei a fallar, que cssa allribuiru das assemblas
nao Itera as attril
vaes de orphaos e d
que estamos n
mais alguns lugare
em soa sabedoria qtnsessuc
ronvenienles.
Sr. presidente, disse que logo depote
rao do acto addiccional deu-se lula d
entre o overno geral e as asambleas
respeito da intelligencia dew
mesmo co, e nao profer urna ine
se bem me record, a assembla provh*
eambnco, naos dividi empregos,
as roesmas attriboijoes, as mesmos fun.
da creou oulros e conferio-lhe de autora
pria, novase differenles allribuijcs. Foiri
a assembla de Pernambneo creou um eserivao de
hypothecas e de protestos, autorisando-o
que as leis geraes llie nao deram. Foi a'
ta mesmi assembla de Pernambneo con
lei de 7 de abril de 1836, que creava en'did
entao desconhecidas, e a quem conferio allribu
que nao existiam as leis geraes, lendo permanecido
nesla provincia, sempre toleradas pelo governo ge-
ral, al que se promulgou a lei de 3 de dezembro de
ISil. Assim, nao he pifa admirar que esles, e ou-
lros factos dessem lugar a serlas desintelligencias en-
tre os poderes geraes e provinciaes, e que para re-
media-las fosse necessaria e indispensavel a lei de 1-2
de maio do 1840, que iulcrpretou-o.
Convencido como eslou. e provada por esla forma,
a competencia da assemblaMfOvincial para legislar,
obre a divisao e creajflo dWmprcgos, quer moni-
cipaes. quer provinciaes^ nao me resta t menor du-
vida, nem tenho o mais ligero ejemplo de dar o mea
voto em favor do projecto que ora se discute, e s-1
mente lh'o negara, se por ventura rae compenelras-
se de sua des necessidade ou inconveniencia, e nunca
por roe julgar incompetente, como fazendu par
legrante desla assembla. Apoiados).
Sr. presidente,rtome senlarci.sem chan"
apoio de minhas opnics dous fados bem
que nos iirariam de qualquer embaraco, se c
jo podesse baver em urna quesia lab clara. ]
provincial n. 33 de 11 de inaio de 1850, esta i
bla extingui o lugar de escrivao privativo!
polhecas, e esse aclo demunslra com evidencia qi
por ventora ella nao podesse crear empreg
tija, eestes nao fossem provinciaes, larobei
poderia supprimir : e note ainda a casa, que
foi sanecionada por um presidente a quem I
que os nobres deputados nao negaran a precisa i
dade para bem avallar da competencia dos corfx
gislalivos provinciaes. para exercerem allril
desla ordem, quero fallar do Sr. Visconde de P
que foi quem sanecionon e.executou essa lei. M
rece que o Sr. Visconde de Paran, zeloso como he
das attribuices do poder geral, elle roesmonnito in-
leressado, ou devendo ser muito inleresadon
tenca dessas attribuijes, porque faz parte daquel'
poder, o nao devendo consentir cm qualquer i
sao da parle dos poderes provinciaes, nao darla
sanejao i um acto que ferisse as pretogaliva
tos dos poderes supremos do Estado, nem aind
ra se nao estivo 1 convencido da competencia
assemblr'
Nii r. visconde dePafan, qi
sim dism o Sr.- ouza
1851.... jal maneiia<_sa'ncc
271, que creou na cidade do Recite mais nm
docvel.
Todos nos que estamos prsenles, i
cu-sao aqui levo lugar, c sabemos, que a ^^^
passou com a maior facilidndedo mu
levanlasse urna s voz para conles
assembla ; e ainda mesmo quando
do nao quizesse estar peto tstemnn:
ca desses fados, sera olsj^a&o a
pelo constante proced ment d
nenhuma duvida opp6z essas leis
vendo imm'edialametiieos emprego
veo lioartraa irtv.Voro que o proprio
reconbece, e tem como tora de al
vida que as assemblas provinciaes, csraoj
reilo, creando, gu extinguindo empregos dasla es-
pecie....
OSr. Meira:Ai vezes, c c l ms fad
O Sr. Aguiar :Eu niio sei de um aclo de repro-
vajflo a este direlto da parte do governo geral, por
ora, o que se moslra he a apprnvaro desse direito, e
se o nolire deputado sabo algnma cousa en conl
exiba um facto. Senhores, o governo geral, i
o supremo execiilor das leis, e devendo conhen
brjamente al que ponto se esteiidem' seus dreiti
se eolendcsse que a altrihuijo de crear e supprin
empregos provinciaes e muncipaes, lhe pertencia
por forja do aclo addicional, fiquemus cerlos deque
elle nao dcixaria usurparem-lhe.f Apoiados.)
Sr. presidenle, o facto constante c o primeiro ali
agora nao contestado, he que todas as assemblas
provinciaes tcem legislado c legislara neste sentido,
e que o governo geral nuuca manifestouumaopinio
coutraria a esta, tanto, quo tem prvido os empregos
assim creados, e por isso nao sei como duvidar-
lanas provas.
Se o nobre depulado, porm, er qne o govern
geral ainda nao lem una opinio e um juizo tornu
dos cerra da competencia para a creaj de empr
gos provinciaes e muhicipaes, ueste caso en o
do a examinar o proccdimtnlo do mesmo governo a
respeito d>-pivvTinenlo de novas comarcas, cr
ffespectivas assemblas provinciaes. Por exem-
plo o honrado membro achara que aqui, nsta
vincia, crearam-se ac comarcas do Cabo, de Pa
d'Alho, bonito e Boa Vista, e foram todas p
de juizes de direito, e mais empregados, sem q
parle dos poderes geraes houvesse a menor a
por incompetencia da assembla provino
consequencia he necessaro ralmenle nma fnei
lidado extraordinaria, para s nao eslar evi
indcspulavel direito geral que assiste s assemblas
provinciaes, cm taes creacoes c do acquiescimento1
respeito que o governo ha mostrado para com
Sr. presidente, nao contnuarei porque o meo fim,
lomando a palavra, foi nicamente expor oroeu pen-
samento a respeito desla importante qnestao, queslo
que, a meu ver, nao devia passar desapercebida, fim
de que se nao va inlihiando a f ero que oslamos; de
que podemos sem escrpulo legislar sobre objectos,
que o acto addicional, e-a lei de nlerpreHjHo, nos
lem expr^BkVncnle commcltido.
Voto portanto pelo projecto, porque julgo a assem-
bla competente para fazer delle urna lei.
Encerrada a discusso, he o projecto submettido i
volajaoe approvado, sendo regeilado o requerimen-
to de adiamento.
Tendo dado a hora.
O Sr. Presidenle designa a ordem do dia. e levan-
la i sessao.
provinciaes foi contestada al pelo governo geral, c
que estabelcctju-se una esperie de lula a respeito
do,excrcicio do direito que emana daquellearliRi^...
O Sr. Meira : Kiilaii, sempre cu Uve nleuiua
ra/o as mnhasrftefTtu"as.
. O Sr. Aguiar/. Mas o nobre depulado nao quz
aceitar a expljajae dada, continuarei. Eslabelecen-
do-se esta Jota, os poderes geraes entenderara que
deviam por um termo a ella, fazendo a'lei de 12 de
maio de 1840, que explicou e interpretou algnns gr-
tigosdo aclo addicional, exprimindo-so essa lei no
seu art. 2., da maneira clara e precisa porque ha
pouco acabei de ler. E para que o nobre membro
que me contesta, possa melhor comprehender a for-
ra de minha arguroentajao, pejo lirenja para fazer-
Ihe segunda vez a lcilura {IL) Em vista disto, pare-
ce qu se deve admilr como liquido que nos, a res-
peito de empregado/de juslija, podemos legislar so-
bre o angmenlo Uaea numero, reslringi-lo e fazer
novas creajeS q*?ndo cntenderraos, quo isso lie
conveniente aojrtm da provincia, nao Ihespodendo
porm altraofsua natureza e nltribuije>. [Apoia-
dos. Ora, co no o projeclo que se acha em diacusso,
Sessao' ordinaria cm 31 de mareo de 1854.
Presidencia do Sr. Pedro Cavalcanti.'
Ao meio dia feila a chamada, verifica-se (
presentes 27 Srs. deputados.
O Sr. Presidenle abi* a sessao.
O Sr. 2. Secretario l a acta da sessao anterior
que he approvada.
O Sr. I. Secretario menciona o seguate
EXPEDIENTE.
Un ofiicio do secretario da presidencia, acompa-
nhando a remessa da informajo dada pelo director
da inslrucjo publica, sobre o rcquerimcnlo do pa-
dre Manuel Thoinaz da Silva'.* commisso de us-
lruccao publica.
Outro do mesmo, fazendo remessa da iutorn
dada pelo director da iiislruceo piililira", sobre o re-
queriineulo de Francisco Ilereuguer Cesar de Mein
A' mesma commisso.
Oulro do mesmo, enviando copia
que ao presidenle da provincia, dirigi o juiz muni-
cipal de Iguarass, solicitando a
les cnlre esse lermo, c os de Nazarelb e Goiaun
A' commisso de eslalistica.
lu rcquerimcnlo dos habilanles da freguezia de
Nossa Seuliora do O' do Altinho, pedindo a elevaro
de villa a povoaco do Alliiiho, servindo-lhe de (er-
mo a mesma fregaezia. A' commisso de esla-
listica.
Oulro da careara municipal de Nazareth. repre-
sentando contra a peticao endressada norl.uiz.de
Afliuquerqne Maranho e oulros, era qu
desmembraj3o de diversos engenhos per
mesma comarca, para serom encorpoi
l'o-d'Allio.A' commisso do estli
Outro de Claudio Dubeux. pedindo c
por 10 anuos, para poder oslabelecer div
de ommhus para diversosarrebaldcs desla
cando isenlo dos impostos provinciaes e mi
A' commisso de commcrcio.
Foi lido e approvado .egurato parecer :
Mari Clemenlina de Figoeiredo, professera pu-
i
VN
r


jL i' -
i
I
f teUras na freguezia de S.Jos*
alies ila frequcntada por mais de 60
alan 'lierncela urna gratilicajao
rao ja se (ero feilo a oulras profes-
lal molivo.
I A eommissao de inslrueco publica ostiparsna-
'upplicante nao assenta
Ulativaem vigor, eeon-
i fado deie ler concedido a oulras
ethante gratificacSo nao autorisa a
* suppllcanle, he de parecer, que seja ella
^^^k eommisses 21 de mirco de 1854.
iaestrrete. Porte ta, a
Y Contnnar-te-ha.)
rato das carnes verdes.
'*,l*w^ft^g, > por cat,Hl^~nMmrormf:
tai toan. 9 do controlo da carnet verdes, e
fnprettincia de 21 de de-.embro do
-pawwo'o, sendo ditas mulla do
das 13 a 19 do cerrente marco.


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IRA MUNICIPAL DO RHGIFE.
li EXTRAOROINARU DE 8 DE MAR-
CO DE 185*.
Pruidencia do Sr. baro de Capibaribe.
ilesos Srs. Reg e Albuquerque, Reg, Ma-
Qnmeiro e Barata, fallando com causa par-
la o Sr. Vianna, e sem ella os Srs. Bernardo
Jo de Miranda, e Antonio Marques de Amo-
bram chamados, ahrio-se a sessao, e Coi li-
da e approvada a acia da antecedcnle.
Foi lido o segninje
tkxpEdient.
ollkio do Eim. presidente da provincia, trans-
i deconrormidade com i/resoluriio da issem-
vincal o projecto n. .!"> do auno passado.
te acamara emita o seu parecer a respei-
|*-A' coinmssao dos Srs. Reg e Barata.
Je Joaqun) Antonio Carneiro daCunlia Mi-
mnmunicando ler em data de 4 do corrento,
ejercicio i\a delegacia dcsle termo, no
odo Dr. delegado, que est com asscntn
ia provincial.Inleirada.
BWrador, remetiendo o balanro da re-
a mnnicipacs, no incz de fevereiro ulti-
mo,A' commissao de polica.
> mesmo, remetiendo o mappa dos bitos
, no semestre decorrido do I." de julho
Kembro do anuo pasado.Inleirada
publicas* o mappa.
Uqualilicndoras das freguezias de
jepcalves, o.Bia-Visla, remoliendo
as respectivas actas.Inleirada.
igenheiro cordeador, participando que
Tno Ribeiro, arrematanlc da obra das
do'cemilerio, perleiicenlcs n municipa-
w tinlia anda acabado,, aperar do j
ado o prazo do respectivo conlralo, res-
r as figuras allegoricasc alsumas pequeas
Bsarchitectonicas.Rcsolveu-sc a vista
piles feilas pelo Sr. vereador Reg, pro-
o prazo por ruis 3 mezes, relevando-se o
te d multa em que incorreu.
i mesmo, requisiUndo algumas barricas
de cemento, (fas quelicaram da obra co raaladouro,
car superiormente a abobada das catacum-
lilero, de cuja obra se acha encarregado.
lou-se expedir ordem ao prqcurador para for-
aeea-las.
do mesmo, dizendo ler feilo na planta da
a alterarlo requerida pelo Dr. Pedro Fran-
cisca de Paula Cavalranli de Albuquerque, cappro-
i Exm. presidente da provincia. In-
leirada.
do mesmo, em igual assumpto, relalivamen
ix Brothers, e Antonio Pedro drs Nevos ; e rc-
desenho relativo a essa alteraran.lu-
e mandou-se devolver o desenlio ao governo,
da provincia.
Ib fiscal do bairro do Recite, participando
nido boje o exercicio de suas funecocs por
restabelccido.yue se lizessem as conve-
i participares. ,
do fiscal da Boa-Vista, participando ter cm-
n que a cmara, Ihe expedio em o I." do
cerca do esdaver embalsamado de Anlo-
jMoraes da Mosquita Pimciitel, e o
rera i respeit,Inleirada.
administrador do cemilerio, remetiendo
prejs dos carros fnebres, que Conduz-
eres para all no mez findo, na imprtan-
lo rs.Que fosse rcmetlido ao procura-
ir para o fim conveniente.
contador interino, consultando acorra da
devia ser levada a quanlia de 1033210
imporlam diversos reparos, que mandou
a ullimamenle execotar em pontos c eslra-
[qne a qoota de eventuaes ncr onde poderia
emelbautc desps^a-asfcl qusl exTincla,
restando apenas 175JH90 rs., sujeitos a despezas qOe
Ihe sao inherentes.Que se olliciasse an Exm. presi-
dale da provincia, pedfndn aulorisarSo para se po-
der, dispender mais pela dita verlia ale o fim do eor-
rente auno Dninceiro municipal, a quanlla de
l.-O9O|000 rs., ioelusive a referida de 40392W rs.
(hilro do (fccal de S. Jos, remet :ndo o mappa do
gado motfu para consumo ua semana de 27 de feve-
5docorrenlc, sendo 381 rezes, inclusive 48
pelos prrlicularcs.Que se archiva ssc.
s e mandadas rcmeller ao |actual arre-
aferitoes para responder al o dia 14 do
mprelerivelmenle, duas petires vindas da
ia para a cmara informar Jo Exm. baro
5 Francisco Rufino do H eso, queixando-
lommetlidos pelo mesmn aforidor.
K informar ao advogado > cerca da peli-
cm viada da presidencia, para ser infurmada, do es-
rdo jary, requerendo ao governo da
laadassc pagar o trablho do mandar
dadas dos 2 processo* pie se inslau-
le direilo da seguula vara rriino,
empregadns da Ihesomiaria provincial,
jororpode polica,sobre o que en-
letHle Mpector da.msma lliesonraria quo seme-
despeza deve ser paga pelos cofres muni-
ripaos.
O Sr. creador Gameiro requeren, e fui apprnva-
e advogado, por ter fallecido o Dr.
o dito cargo, e pasnando a cmara o
jco por escrulni > secreto, foi no-
meado limidnde de votos o Dr. Jos ,|er-
nardo C 3o Alcoforado, que eslava servindo inlcri-
m mente*
'S tnembrns da ;onnnisslTo de edifi-
In. Barata e Mamedc, quem se mandou
Jaaquin'Ignacio dn Carvalho
rei:o de marinha, em
ecer du eommissHo do edi-
-af" i titulo dn^iicsmo
terraie sil.
O 8f nesa a seguinlo in dica-
-toq' eados para inenV
iltBi serviros prestados
pela El. le Olinda. nilo smenle ao
imperio, ai m a esla provincia.principalii len-
te n nliiroataesao da assetnMeq geral legisla) Iva,
emqueellseesforcnpara promover os seus me-
nramentos maleriaes, proponho quo esla cmara
como orgo dos seus rnunicipes, agrade^ ao mesmo
ucr.a commissao do seus membros.
r'Sala das sessoes 8- de marc;o do 1854.Ga-
meiro. B
O Sr, Barata fez o seguinte requermenlo que foi
a'pprovado:
i Requeiro que peles turnos legaes se ordene ao
procurador desla cmara, para qo na prxima ses-
so mprnerivelrneole prsenle urna nota das cau-
ses em'qe litiga a mesma ramar., o estado em que
se ellas acliatn, quaes as parles misante*, especial-
mente sobre a causa em que lilga Bernardo Antonio
de Miranda, relativamente a servidao do Zongui__
Barata, n
acJau^nvsj*^
de Antonio Domingos d^lTBiua Pocas.de Francisco
Luccas Ferreira & C.de Francisco Jo5o Lins, de Joo
Valenlim Villela, de Joao Pereira da Silvera, do co-
ronel Jos Pedro Velloso da Silvcira, de Jos Go-
mes de at, de Jos Gonralves Torres, de Joaquim
Francisco de Paula Esleves Clemente, de Manol da
Paxao Paz, de Manoel Jos Monlero, de Thereza
de Jess Azevedu, e levanlou-se a sessay.
Eu Manoel Ferreira Accioli a escrevi no impedi-
mento do secretario-llaruo de Capibaribe, presi-
denteVianna.MamedeGameiro. Reg.
Barata de Mmeida.
DIARTODE PERfMMBUCO, QUAfiTA FEIRA 22 DE MARQO DE
=
DIARIO DI? rEINAlBUGO.
Aassombla approvou honlem nm parecer da com-
missao de inslrucrao publica, denegando o pedido
feito pela professora de primeiras lellras da fregue-
zia de San Jos. Approvou em segunda discussito o
projeclo n., 6 desle anuo, que anlorsa o governo a
jubilar o professor le primeiras lellras de Pao d'A-
Iho; eficon adiada pela hora a disrusso doque
manda abrir urna picada que" communique a cidade
da Victoria com Villa Bella.
A ordem do dia dejioje he a mesma da sessao
anlecedenlc.
Dcpois de 24 anuos de servico, "durante os qnae
deu irrefragaveis pravas de nunca dcsHicnlida pro-
bidade, acha-se suspenso o Ihesoureiro da (hesoura-
ria da fazcuda dcsta provincia, osSr. coronel Do-
mingos Alfonso Rery Ferreira, pela falla de
MhdOUSOOO, que dizem baver-sc encontrado no cai-
xo| que com a qnantia de 100 contcs de res, S. S.
remetiera para o tribunal do lheso|.ro por um dos
vapores naciouacs, cujo rommandante era o Sr. Fi-
gueira de Figueircdo ; e, o que nao he menos, rc-
celieu ordem para recolhcr, denlro em 48 horas, sob
pena de prisao.a somma que se d como extraviada !
O Sr. Kery Ferreira nunca pensou que Ihe cou-
besse semclhantc sorlc, quando apenas Ihe fallavam
seis annos (ara aaosenlar-sc e fruir o beneficio,
que Iinlia feilo jus pelo seu zelo quasi rarporqiian-
lo entenda com as fiiucc.cs a sen cargo, e pela
inlegrdade que gcralmenlc se Ihe reconhece, desde
que,' anda "na jnvenludc, servio como fiel de sen
pai, de saudosi memoria, o'qual, SC nao Ihe legou
grossa fortuna, dcixoii-lhc um nome sem mancha,
e que recordando os fcilos de quem o rouxera o
recommenda a veneracao e estima de quantos o
conheceram sempre honesto, sempre dedicado aos
seus deveres, e sempre prompo a eslender maq pro-
teclora aos que solTriam, |qu"alqucr que fosse a sua
condrao.
Colisin, he verdade, por carta1 dn Ihesoureiro ge-
i-al.insera no Jornal do Commerrio.qae se depara-
ra com a falla, porqueava soffrendo o Sr.IS'ery Fer-
reira ; mas, desde que, por urna oulra caria desfe
senhor, publicada uo Diario de Pernambuco, sou-
lc-se que S. S. eslava na poss de um documcnlo,
do'qual constara, que o coinmandanlc da barca que
couduzioo diihero, o vira contar c encaxolar, e
dera-o como recebido em sua Iqlalnladc, nugnem
imaginou se qner que o probo Pcrnambucano viesse
a sor rcspoiisiibclisado por scmclhanle falla ; e,' di-
gmoslo com franqueza, nao houve um s homcm
de senso, que, sem piir em dtida a honradez do
Sr. Figucira de Figuciredo, neni descrcr da do Sr.
ierj- Ferreira,naoenxergasseem linio isso um trama
torpe o mizeravel, que nao resistira ao mesmo serio
exame, e que apenas servira para demonstrar que
a sociedade brasilcira anda nao est expurgada dee-
sas almas damniihas, que se esmeram por marcar
as reputarnos mais bem fundadas.
Entretanto, por urna dessas fatalidades que senao
comprhendem, quem quer que forjen o trama tor-
pe ri-se dos seos efleilos, e o Sr. Nerv Ferreira
conlra a espectativa publica, vai seiido atropellado
oin seus direitos.
Mas que importa sso ?....
Pernambuco inleiro ergue-sc como um s homcm
em favor do Sr.'Ncrv Ferreira e espnianeamelc
jura pela sua innocencia no fado., pelo qual S. S.
est sendo atropellado.
No caso de S. S. islo nos basfr.i para soffrermos
resignados 6s males que o ncnmmclleran; sendo que
olios apenas nos serviriam de licao para nao con-
sentirinos quo.duranio una v ida.um nnwi filho abra-
assea carreira de empregado publico, que he josla-
mcnle aquella cm qumenos se allendca precedentes
honrosos.
*
-------45S>Jt--------
HGMEOPATHIA.
( Continuarao do n......i *
Todas oslas obras oulras mulas, que poderia mos
cilar, sao oulras lanas pravas da grande intelligen-
c c illoslraco de seus graudes autores, e, compa-
rativamente aos outros Irnos de medicina, tem de
nolavekqueso todas o desenvolv ment de um mes-
mo principio : he por sem duvida a necessidade e in-
variabilidade desle principio que cnnslitue a forja
da liomeopathia, c que nao permitle que subsista
relaco alguma enlre ella e eslas capciosas utopias,
que com usurpadas gallas do ciencia medica, tem
reinado as escolas desde Em poderles al Brourrais,
vinle seclos mais mi menos.
Todos os diasapparrrom ua Europa grandes meili-
eos, que desesperados da sem raio da medicina ra-
cional eiia faUa.complela de bases em que se possa
fundar sua doulrina, se entregam ao estudo e pratica
da liomeopathia, bem depress couhecem o novo
terreno em qu,e pisam, dill'ercnte em ludo e por lu-
do do da medicina oflicial.
Temos dito mais de urna vezhe mpossivcl que
um medico de consciencia se di- seriamente ao eslu-
do da homeopalhia, examine com escrpulo os re-
soltados de seus remcdios,c pao abandone para sem-
pre a rutina da llopaihia.
Com cfljlo depois dp lautos seculos de investigas
Ses, de reproduccOcs de syslemas, cada qual mais
absurdo, o que tem feto a medicina allopalhica ? J
formulou por ventura a base de sua Iherapeutica?
J urganisou um syslema de modicarao 1 Em que se
fonda para a cscolha e applicarao de seus remedios?
Ser por vcntnsh syslema racional de curar aquello
que lem al hoje seguid a medicina oflicial ? A cx-
perimenlaro no doenle de urna droza s mais das
vezesactivissma. cmquanljdade enorme, o. sempre
de parec a com rauitas oulras. lem sido o que al
boje lem constantemente praticado a velha medici-
na, e ruslnni muito a conhecer o erro, a culpab'ilida-
do de lal melhodo de experimcnla^ao t He n'um
corpn j gravemente doenle que se po.ler conhecer
os elleitos de urna substancia qualquer '! He n'um
sujeilo j.i alnrinenlado por innmeros soIlViineiilos
quesepiido experimentar o gr.iode aclividade de um
medicamento e ,s svmplooias que elle pode desen-
volver'! He quando a sensihildade se soba sobremo-
,do exaltada, que se pude distinguir os efleilos de um
remedio daquelles que a molestia por s mesmo apr-
senla',' Parece que ninsnem ha que possa doixar de
comprehender o absurdo de" semelhanle syslema : e
o que lem reito a medicina oflicial em tantos scu-
los? O que lem appresentado do novo em tantas e
lamanhas commordes porque tem passado ? Que das
novidades que lem creado > Qne das reformas que
lemeilo? Que dos melhoramenlos que tem feito
experimentar o seu caronchoso syslema, a sua absur-
da rorma de encarar as cousas ? Quantos svslemas se
Um originado desde que a medicina comerou a dar
.que entender intclligencia humana? J esludou a
medicina oflicial a maneira de actuaros medicamen-
tos sobre o organismo N.io. l prochrou esludar os
efleilos de cada substancia de per si ? Nao. J eslu-
dou ascondcOes quesSo ou nao favoraveis ao desen-
volvimenlo da acgo dos medicamentos. Tambem
nao. Entao o que he que se lia feilo.' Dar ao acoso e
sempre ao acaso, um medicamento quasi sempre mis-
turado com mais tres ou quatroA s porque cm lal
jdoente produzio bom efleilo, e cWo se anda sempre
alfa/ das novidades, logo que se olwe fallar de urna
substancia ir 'remedio, o primeirV mizeravel que
calie as maos da medicina oflicial, hfttde por forja
lomar urna porcSo data] droga, aflm de augmentar o
circulo das experiencias, embora dabi nao resulte 6e-
no a morlo lo infeliz ero quo se faz a experiencia,'
accrcsceudo que rara he aval que se. faz a maldita
experiencia com a lal droga,s porque o experimen-
tador tem conhecimenlo de oulras anlogas, e quer
logo combiuar duas e tres, altan do se tornar mais
completa a exporiincnlacao.
'AiodanSoba puuco livemos a experiencia desla
dura verdade, mas sempre verdade : urna velha,
crcioquo da Bolvia, conlon que? um medicamento'
chamado verbena era muilo bom para a febre ama-
relia e o vomito preto : sso deu logo que entender
muita gente, e mesmo o nosso governo mandn quen
academia de medicina se oceupasse de entrar no co-
nhecimenlo dessa historia e que dise o seu parecer :
seria possivel qnealguera j naohouvesse experimen-
tado fosse o que fosse com o nome de rerbena ?
^QnaMosfelttkUa^iles i nao lerao tomado grandes
igeTTisdeuma rusa>,q1Ta1q'n?l -lipilftsir'verbe'na-e
soflrido milliares de esfregaces com a mesma herva
pisada ? Mas a academia nada pode dizer de positivo,
porque nao Ihe constava que houvessc havido al-
guma applicacilo proveitosa, e se houvera, oh
inaudila felicidadc, iner dicos relatut'! '. u in a
verbena para a classo dos denses, e nenhum medico
deixaria de dar verbena na febro amarella, embora
milliares de contra-indcarOes podessem apparecer :
embora nenhum coulicciinento houvesse da tal her-
va ; cirhora se isnorasse completamente quaes as cir-
cunstancias c em quo caso foi ella proveitosa : mas
ludoissova de accordocom o syslema allopnlliiro.que
usa de remedios, cujas propriedades ignora absolula-
ncnte;eosapplica,oii porque alguem dizque o appli-
coucomproveilo em lal molestia ou cm lal individuo,
ou porque j leudo em um doeute esgotado os recur-
sos de um grande arsenal, lanca mao de urna cousa
qualquer, por muito absurda que seja, a ver se nessa
novidade acha algum geilo de salvar o doenle. Mas,
emfim fallou-se cm nm remedio novo para corar o
vomito preto e o governo fez bem cm mandar entrar
em indagaces a respeilo delle. Bem.
Consultorio homenpalhico na ra do Collego n.
25-Dr. Lobo Moscozo.
Briizue ingleP Jeine, viudo de Liverpool, consig-
nado a Johnston Paler & C, maniCestou o sesuinle :
Si fardos e 46calas lecidos ile algodn, 1j callas
e !) Tardos chales dealgodao, 12 raias e2 fardos la-
cillos de linho, 203 toneladas e 1 quintal carvo,
100 barris mantoisa ; a Johnston Palor & C.
7caixas tecdos de algodo, 2 ditas bolins e sapa-
lVes, 2 lilas chapeos de sol de algodSo, 1 dita cor-
dao de algodao, 7 dilas miudezas, 1 dita litas de ah
godaj, 2 barricas e 4 caas ferragens, 1 dita culi-
Mria, 16 barricas objeclosde botica, > fardos tecidos
do linho, 1,000 logues do ferro, 2 barricas grades,
2 harcas vidros, 6 chapas de ferro, 2 barricas e 1
caixa bules de looca, 4 csixas doces e manlimentos ;
1 S. P. Johnston C.
. "i caisas e 2fsrdos lecidos de algodao, 2 caixas di-
tos de linho ; a Barroca Castro.
5 caixas lecidos de linho .algodao. 9 dilas ditos
doalgodSo, 7 caitas lencos de dito, 18 fardos leci-
dos do dito ; a Fox Brothers.
2 caixas lecidos de la, 2 dilas dilos de algodao e
seda, 30 fardos e 4 caixas dilos de algodan, 1 cal-
ta miudezas, 1 dita dilqs de seda c algodo ; a 11.
Ghson,
30 fardos-e 20 caixas tecdos de algodao, 2 ditas
dilos do linhdT-aJalon Nash & *"
_4 caixas tecidosTteJjnho^ 2 ditas ditos de algo-
dao ; a Adamson llov.ie
200 barris manleiga ; a Me. Calmen! & C.
50 barris mantega, i caixas couros ; S Kothc &
Bidoulac.
10 caixas lecidos dealgodao, 6 dilas chapeos de
sol de algodao; a It. llovi.
1 embrulho camisas, 1 caixa chales de seda, 6 di-
las e 14 fardos lecidos de algodao, 1 fardo ditos de
laa, 4 caixas chales de seda e algodao ; a J. Ryder
*"
! caixa tecdos de seda ; a Brunu Praeser & C.
(i) barricas cerveja ; a E. H. Wyalt.
2 caixas lecidos de linho, 2 caixas o 2 fardos dilos
de al.-odao ; a Kussell Mellurs f C.'
4 fardos lecidos de algodau, 1 embrulho com 1 l-
vro ; a Rosas Braca & C.
7 fardos e II caixas lecidos de algodao ; a A. C.
de Abreu.
23 barris mantega, 30 barricas enxadas; a A. V.
da Silva Barroca.
2saccas amostras; a diversos.
CONSULADO GERAL.
cndimenlo do da I a 20 .
dem do dia 21 .......
TITLLOS DO IMPERADOR DA RDSSIft EM-
PREADOS NOS ACTO OFFICIAES.
Nicolo,pcla grara de Dcos,iuipcrador e aulocrala
detodasasRussas,dcMoscow,Kqfl',Wladiiiir,cNpw-
gorod; czar de Aslrakan.czar di Polonia,czar da Si-
boria, czar do Chcrsoiicso, Tain .ce, senhor de Ps-
koire,gram-princi[ie le Smoleih*, da Lithuania, da
Valachia, da Podelia eda Finlandia ; principe d'Es-
Ihnia, da Lavonia, da Curlanvia e Semgalia, da
Samognia, de Bialvslok, dn Rarelia, de Tvcr, da
Jongria, de Perm, le Valka, da Bulgaria, e le
mulas oulras Ierras ; senhor sram-princpe do 1er-
rilorio deNowgorml-iufcrior, de Tschemo" le Ri-
pizan, d Polololzb, de Rostof, de Jaroslaf, c Belo-
zcro, d'Ondoric, il'Obdsric, de Kondinie, -de Wilc-
bsk, le Mtislaf, o domador le toda aregao livper-
boreal ; senhor do paz .l'llcric, la Karlalinia, de
Grousinia, da Kabanlinia c da Armenia ; senhor
herediaro e soberano dos principes Tsch, kesses,
dos das nionlanhas e. de nutras mais, bcrdelro da
Eorwega, duque de Schleswig-llolstein, de Sainl-
Ormarn, de Dilinarsen e do Oldcmburgo etc.
A estes ttulos leve accrcsccnlar-sc o de n.tcmen-
(c a Dos que ltimamente ailoptou.
O seu bra/o corresponde ao pomposo do titulo.
(Presse.)
{Jornal do Commercio de Lisboa.)
COMMERCIO.
PKACA UO RECIPE 21 DE MARO) AS 3
, HORAS DA TARDE.
Cotas&es oflicacs.
Cambio sobre Londres a 28 1]4 I. 60 div.
Dito sobre ditoa 28 1.60 d|v. a prazo. .
Dilo sobre diloa 27 3|4 60 d|V. a prazo.
Descont de lellras le 3 mezes1", o mez.
Dito de ditas de I mez1 1|4 %, ao mez.
ALFANDEGA.
Rcndimenlo do da 1 a 20.
dem do dia 21.....
.170:42699*9
. 10I3M99
18l:2i(15S4S
Descarregam Ao/e22 de marco.
Barca francezaGustare IImercadorias.
Briguo porluguezDespique de Btrita rcslo.
Brigue suecoFelizmercadorias.
Importacao
Barca franceza Cutate II, lindado Havre, con-
signada a Lasserrc & Companha, manifestn o sc-
guinte:
4 caixas agurdenle, 1 dila livros oboles de cris-
tal.; a I. H. Denckcr.
2 lardas e 2 caixas tecdos de laa, 32 caixas ditos
te algodo; 2 ditas tintas, 2ditas sedas, 3 dilas teci-
los de alsodo eseda, 2 ditas dilos de seda', e seda e
algodo, 1 dita pannos ; a J. Keller & C.
15caixassardinhas,l,000 balas papel. 1.000 bar-
ris manleiga, 17 caixas queijos, 200 gigos cerveja, 1
maco papel pautado, 1 caixa esloado ; a J. R. Las-
seri-e & C.
6 fardos e 6xai\as lecidos de algodao, 2 fardos di-
tos le laae algodao, 1 dito com 2 clavinoles, 1 dilo
ameixas, naraas, e pocegos, 22 dilos conservas ; a
Schaflieitlin & C.
1 caixa chapeos depalha; a Saporly.
3 dilas chapeos, roupa, chpeos do sol, e tecdos le
algodao, 1 dila roupa branca ; a L. A. de Si-
queira.
2 barris vinbo ; a C. Delbauliere.
1 caixa conservas, 1 dita ferro e cobro em obras,
livros e conservas, 1 dila filas do seda, 2 ditas cul-
larias, 2 dilas lecidos dcalsodao ; a ordem.
100 barris e 100 ineios dilos manleiga ; a Oliveira
Irmao & C.
30 barris c 100 meos dilos manleiga ; a Johnston
rater 25 gigos champagne, 1 caixa loncos de seda : r C.
J. Aslley. t
36 barris e 48 meos ditos mantega ; a Tasso Ir-
mao. .
1 caixa tecdos de seda, 1 dila sedas, 10 dilas (oci-
os de algodao "
la couros preparados, 1 dila roupa para .humem ; a
fc. Dedicr (S C,
-1 hah calcado para bomem, I carie marroqum.
papel c mais objeclos ; a Teixelra Bastos.
12 caixas amoixas; a F. Coulon. .
1 dila lecidos de algodao ; a M. Willms.
.60 barris o 40 mcios dilos manleiga ; a R. Isaac.
23 ditos e 25 ineios ditos manleiga ;a ll.'liihson.
0 caixas- espadas c culilaria ; a Rolhe A Bi-
doulac.
80 barris o 40 mcios dilos manleiga ; a Scliarm
u C.
6 caixas drogas ; a B. F. le So-iza.
3 dilas pianos ; a Vigns ane.
1 dita cambraa, 1 dila tecidos de seda, e 4 fardos
ditos de 13a, 2 caixas dilos de algodao, 2 dilas cha-
peos, 4 ditas couros envernizadosj i dita dilos de lus-
tre ; a Tinii Mousen & C.
2 caixas cassas de linho. 2 dilas Chapos de sol le
algodao, 1 dita ditos de dito, 1 caixa chapeos de se-
da, 1 litalencos e meias dealgodao, 1 lita pelles de
marroqum, 1 dila penlcs cintre, e botocs, 1 dila te-
cidos de seda, 2 dita* alfiietes, 40 barris c 20meios
dilos manleiga ; a Cals Fres.
1 caixa roupa de seda, 1 dila tecdos de algodao;
a I,. Schuler Si C.
4 dilas lecidos de alsodao, 3 ditas ditos de linho e
algodao, 1 dita pannos; a J. H. Gaeusly (I caixa
crep.) J
2 lanos poz prelo, 4 barris oca, fidtos tinta. 2 di-
tos alinea, 3 caixas Irosas, 1 lila xarope de irafe,-!
lila eider sulfrico, 1 barril lilhargvrio, 6 gisos lon-
ja e vBlro ; a I. Sbiim.
1 caixa perfumaras, quinquilharias, mcrciaria e
papel; a Souza Irmaos.
25 barris e 23 ineios dilos manleiga ; a Rosas Bra-
ga & C.
3 caixas couros ; a N. O. Bieber & C.
1 dila lencos de seda, 1 dila crep, selim, Invas, fi-
l ile linho, hundas, clilde seda ; a V. Lasue.
1 caixa com 1 mesa, 1 roaulelelc, c meias da algo-
dao ; a M. Renaldy.
40 barris e 40 meos dilos manleiga; a Domingos
Alvos Mallious.
7 eaivasperfiimanas,,, ditas hsenilo, t dila obrejas.
1 lila com 1 burra,!) ditas niercariiis, 1 dita rom I
prensa, 1 lita lila, 1 dila papel, 5 ililO'hriuquedos,
3 dilas honeles de alodo, 1 dila culilaria. 2 dilas
verdete, 1 dila drusas ; a Feidel Pint <\- C.
3 cabas vidros, 6 dilas ditos para caslhjaefi, 1 dila
livros, 1 dita flores arlificiaesesediLs; a A. Roberl.
3 csixas pelles, 1 dila quinquilliarias, 2 .lilas cal-
cado, 1fardo liteira, 1 dito formas para chapese
uteucilios, 1 dilo obras de sellcro. 1 dilo iiislrumen-
tosdo msica. 2 ditos obras de funileiro. 2 ditos"cha-
peos, 13 ditos vidros, 2 dilos papelera, 1 dilo lecidos
de lila, 1 dilo obras de sollero e ulencilios, 1 dilo
obras de funileiro o vidros para illu
Adour & C.
2 fardos chapos, 1 caixh carnizas. 1 dita meias. 3
ditas moiRis, l.dilu merriaria, 1 lila obras descllei-
ro. 2 dilas fitas ; a E. Burle.
2 caixas arroes para seltins, 1 dita cilindro, 8 li-
las vidros, 1 dila cahelleiras, 1 barril cadinhos, 2 di.
los couros, ditos chapos lo sol de alsodao, 1 dita
dilos ,le dilo, 1 dila livros, ditas brom. 1 dila
chapeos para bomem, 1 dila pannos, 1 dila couro
envernizado, 1 dila pellucia de alsodao. 7 Illas leci-
dos ilc linho e alsodao ;a F. Smago (JjC.
4 barris conservas ; a Meuron ^ C.
2 caixas ameivas soccas. 8 dilas vidros. 1 dila lu-
cos, > dita, chapos, I dita arenes, I dila encerado,
10 ditas papel, 1 dita perfumara, ditas Irte. 2 di-
tas e1 cruz de imidi-ira com l imprenta, 1 dita rha-
pos de sol, 1 dila mslrunienlos i!e msica, 8 dilas
lecidos de laa, 3 dilas calcado, 2 dilas lecidos de al-
fecomte FeV'onTc6 ^^ P e5rrip,0r'' ; a '"
39:3768035
1:5025528
40:8789383
DIVERSAS PROVINCIAS.
ReiKlmenlo do dia 1 a 20......4:187#612
dem do dia 21......... 4610652
4:6'.9926i
.Exportacao'.
I '.o i ii su i ha. hiale nacional 'sociarel, de 54 lonela-
las, con.o/i,) o stguinte :150 barricas bacalho,
00 dilas farinha de trigo, 2 barris manleiga, 3 dilos
vinbo. I calxlo agurdente de Franca cm garrafas,
1 dilo sardinhas e conservas, 3 dilos cera em velas,
2 dilos vidros, 1 embrulho sellim, 1 dito diversas mi-
udezas, 1 hah de folha fardamenlo para guanla na-
cional, 1 lata chapeo armado, 1 caixole livros e bo-
tica homeopalhica, 12 caixas e 3 fardos fazendas, 2
barriquinhas com 7 arrobas e 19 libras de assucar,
12 caixcs com 6uNibras de doce.
Liverpool pelo Cear, barca inglcza Genecierc, do
362 toneladas, conduzio o seginto :1,400 saceos
com 7,000 arrobas do assucar.
Granja pelo Cear, escuna nacional S.Jos, de 43
toneladas, conduzio o seguinte :199 volumes gne-
ros esliangeirns, 61 dilos dilos nacionses,
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 21. ..... t:439ftil3
IVIOVIMENTO DO PORTO.
tiaeioi entrados no dia 21.
Illufdc SandwichSO das, barca americana Krem-
lin, de 470 toneladas, capillo W. J. Roses, equi-
pasen! 17, carga azeile de peixe; ao capilao. Veio
refrescar o segu para New-Bedford.
Babia8 las, barca dinamarqueza Frederick IVi-
Ihelm, le599 toneladas,capilao II. Leerbcck.cqui-
pagem 19, carga assucar ; ao cnsul. Arribou a
este porto pV ter 6 tripulantes lenles e ter mor-
rdooutro na viagem. Ficuu la quarenlena por
20 lias.
Sanios21 dias. brigue dinamarquez Ellen, <\e 192
toneladas, capilao S. Lendcnbcn, equipasein 9,
cm lastro ; a N. O. Bieber &vCoinpanhia. "
Bala9"dias. galera hrasleira Tres l'rm'tas, de
' 712 toneladas, capilao Joaquim Pedro Vianna,
equipagciu 2, em lastro ; a II. Boylle. Ficou'de
<|iiarcut.Ma por 8 lias.
Buenos-Aires40 dias, barca americana Zolofl, de
220 toneladas, capilao J. E. Bailey, eqnipagem
11, carga couros c Ida ; ao capilao. Veio refrescar
c sesue para Salem.
Rio de Janeiro19 dias, brigue hespauhol Miguel,
de 269 toneladas, capilao Sebastian Serra, equipa-
gen) 13, em lastro ; a Amoriu Irmaos,
Xaviat taidos no mesmo dia.
GenovaPolaca hespanhola Dara, capilao Pedro
_Pages Marslanv, carga assucar.
Rio de Janeiroilrisue brasileiro Elcira, capilao
Joaquim. Pinto de Oliveira e Silva, carga assucar
e mais gneros. *
CanalBarca insleza Lady Kinaird* eapilao W. R.
Easson, carga assucar. Suspendeu do lameirao.
EDITAES.
-t-O Illm. Sr. contador serviudo de inspector da
lliesonraria provincial, cm rumprirneulo da resolu-
rao da junta l.'i fazcuda, manda fazer publico, que
no la 20 le abril prximo limlonro, vai novamcu-
tc prara liara ser arrematada a quem por monos
hzer a obra do acude do Buique, avahada cm
3:3005090 ris. .
A arrenialaro ser fclla na fbrma dos arligos 24
c 27 do rei'ulamenl o de 17 de maio le 1851, e sob
as clausulas especaes aliaxo copiadas.
As pessoas que se prapozerem esla arrcmalarao
oomparci;am na sala dasiessOcs da mesma JMiita'no
lia cima declarado, pelo mcio dia, compcleiitemen-
tc habilitadas. E para constar se mandou aflixar o
presente c publicar pelo Diario. Secretaria da llie-
sonraria .provincial de Pernambuco 15 le marro de
1834. O secretario, Antonio Ferreira (V.ln'nan-
ciaco.
Clausulas especiacs da arrcmalarao.
i. As obras lo acude lo Buique sern felfas de
i onl'o! niiihiilo com a plaa c orramcutos approva-
dos pela directora em cousellio, c apreseuiados
approvarao do Exm. Sr. presidente'da provincia lia
importancia de 3:3009 ris.
2. Estas obras levera principiar no prazo le
scsscnla das e serao concluidas no de dez mezes,
a contar da data da arremataran.
. 3. A importancia desla arrcmalarao ser paga cm
tres prcslai.oosda maneira sesuinle : a l. dos dous
quintos lo valor li'ital, quando liver concluido inc-
lade da obra ; a2. isual a primeira depois de lavra-
do o termo provisorio; a 3. finalmente de um
quinto depois do rcccbimeiiln delinilivo.
4. O arrematanlc. sera obrsado a rommuiicar
reparlicSO las obras pnbliciis con aulcccdnca de
:i() arrematai;ao las obras, assiiu romo, Irabdlba sc-
giiidainente 15 dias, alim de que possa o cuseimei-
ro efnearregadj) da obra assislir aos priueiros Ira-
balhos'.
5. Para ludo o mais que nao esliver especificado
as prsenles clausulas segur-se-ha o que determi-
na a le provincial n. 286. Conforme.O secretario,
AiUamf Ferreira d'Aimunciacao. .
O Illm. Sr. contador serviudo de inspector da
lliesonraria provincial, cm cuniprimciito da resolu-
CSo ila junta da fazenda, manda fazer pblico, que
fio dia ) le abril prximo vindouro, vai novamen-
te a prara para ser arrematada quem por menos li-
zer a obra do acude depaje de Flores,ivalala em
3:190ff:X)0.r6
A arrcinalacao ser fcila na forma los arl., 21 e
27 dsslei proviiicial n. 286 de 17 le maio de 1831,
C sobre as clausulas especiaes abaxo copiadas :
As pessoas que se piopuzercm aeslaairematacao,
comparecam na sala das sessoes da'mesma jniila' uo
da nrima declarado, pelo ineo dia coinpclcnlemcn-
le habilitadas.E para constarse maniu% aflixar o
prsenle c publicar pelo Diario. Secrclara da
Ihcsouraria provincial de Pernambuco 15 do mar-
co de 1854. O secretario Antonio Ferreira
(l .iiiiiunrariio.
Clausula especiaes para a arrematado.
1. As obras desle arudc serao feilas deconfr-
mulade com as plantas e orramenlo apresentados
appiovacao lo Exm. Sr. presidente da provincia,
ua importancia de 3:l9t>9IXM).
2. Eslas obras deverAo principiar no prazo de
dous meses, e serao concluidas no do dez inezes
eeillsr conformen le provincial n. 286.
3. A inipnrliim ia desla arrcmalarao ser paga em
liesprslaroes da maneira seguinte : a* primeira dos
dous quintes do valor do ii;inpiiln, qiiud3 lvr
loiicluelo a nielado da .obra ; a sexuada miial a pri-
ineia, dopos de lavrado i leriuu de r.i ebiiiicnln
provisorio : a lerrei.-a linalmenle de un quinto de-
pois dn i crehiinenlo delinilivo.
4. O arremalanlr ser obrgadn a conimimirar a
reparlicao das obras publicas com anlecedciicia da
li dias, o dia cm que lem de dar principio a execu.
cao ilas obras, assim como Irabalhar seguidamente
dorante qunze dias, alim de que possa o ensenhoi-
ro cnrarregaito-da obra assislir aos primeiros Ira-
balbos.^
__ lira ludo o mais que nao esliver especificado
as presentes clausulas soeaiii-se-ha o que determina
a Ir-i provincial n. 286, de 17 de maio de 1851. __
Conforme. O secretario, Antonio Farrcira ihi
Aniiuwiuc~w.
O Illm. Sr. inspector da lliesonraria provinci-
al, om ruinprBicnto da rcsoliirao da junte da fa-
zenda, manda fazer publico, que no dia 23 de mar
c6 prximo vndouro, permito a junta da fazenda
da mesma Ihesoiiraria, vai novamcnle a piara para
ser arrcmalada a quem por menos lizer a obra dos
comerlos da cadeia da lilla de Serinhaein, avahada
em 75 A arrematado sera feita na forma dos arligos 24
o 27 da lei provincial u 28tT.li- (7 de maio de 1851,
o sob as clausulas cspocTacs abaiXQ copiadas.
As pessoas pie proposerem a este anemaiacao
rompaier.ini na sala das sessoes da mesma junta no
Secretaria da thesnuraria pl-ovincial le Pernam-
buco 21 nio' Ferreira da Annunctaciio.
Clausulas especiaes para a arremataran.
1." Os concerlos da rade'ia da villa de Scrinlieni
far-sc-fiao de rouformidade rom o orcanienlo ap
provada (lela directora cm conselho apresenlado
approvacao do Exm. presidente, na importancia de
dous ionios sele ceios c ciucoenla mil ris.
2. O arrematante dar principio as obras no
prazo le um mez c devera condui-las no de
mezes, ambos contados ira forma do artigo 31 da
lei a. 286.
3. O arrematanlc seguir nos seu* trabalhos lu-,
do o que Ihe for detlcrniittado pelo resperlvo enge-
uheiro. nao si para boa execurao das obras como
em ordem de nao inulilisar ao mosnlo lempo para
o servico publico (odas as parles de edificio.
4. O pasameiuo ..la importancia da arremala-
cao lera lugar emires prestacOes iguaes ; a primei-
ra depois de feita a meladeda obra, segunda de-
pois da entrega provisoria e a lercoira na entrega
diluiliva. ^ *
5.a O prazo de responsabilidade ser de seis me-
zes.
6". Para ludo o que se acha determinado as
presentes clausulas e no ornamento segur-se-
ha o que dspoe a rcspeilo a lei provincial n. 286.
Conforme. () secretario Antonio Ferreira
d dnnunciacao.
O Illm. Sr. inspector da Ihcsouraria provincial,
em imprmenlo da resoirao da junta da fazen-
da, manda fazer public, que no dia 23 de marco
livoxiuio liudouro, llorante a junta da fazenda da
inesi-.m Ihesoiiraria. ai uovamcnle a pra;a, para
ser arrematada a quem por menos fizer a obra los
concertos da cadeia da villa de Pao d. Alim, avaha-
da em 2:860300t>TS. *
A arrcinalacao ser feita-na forma dos arligos 24
e 27 da lei provincial u. 286 IcIVde maio de 1851,
e sb as clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se prapozerem a esla arremjlaeao
eomparceam na sala das sessoes da mesma junla no
dia cima declarado, pelo mcio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constarse mandou aflixar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da lliesonraria provincial de Pernam-
buco, 21 de fciereiro de 1834.O secretario, Anto-
nio Ferreira da Annunciaco.
Clausulas especiaes para arremataciio.
1.* As obras dosjreparos da cadeia ila' villa do
Pao d'Alho serao feilas le conforinidade com o pla-
no c orcameulo approva.los pela directora em con-
cibo e apresentados a approvac,3 do Exm. Sr. pr-
ndente da provincia na importancia de 8605000
res.
2.'1 As obras comerarao no prazo de trnla lias c
serao concluidas no de qualro mezes ambos contados
de roufdrinidadc rom o que dspOe o artigo 31 do
regulamenlo das obras publicas.
3." A imporlauria da arrcmalacao ser pasa cm
(res preslaces, sendo a primeira* de dous quintos,
pasa quando o arrematante lunivor feilo a nielado
las obras ; a segunila igual a primeira paga no lim
das obras depois do rercbimenlo provisorio ; e a
Ultima paga depois do anuo de rcspousabclidadc.
e entrega dlnliva.
4. Para ludo o mais que nao esliver determina-
do as presentes clausulas, ou no orramenlo seguir-
sc-lia.as disppsices da lei n. 286 de 19 de maio de
1851.Conforme.O serrelario, Antonio Ferreira
da Annunciaro.
O.IIIm.Sr. contador, servindo de inspector da
thesouraria provincial, cm cumplimento da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia, de-7 do cor-
rente, manda fazer publico, que nos dias 4, 5 e 6 de
abril prximo vindouro, peranlea jnnta da fazenda
da mesma Ihcsouraria, selia de arrematar a quem
por menos fizer a obra da cadeia na cidade do Rio
Formoso, avaliada em 33:0009HpO rs.
A arremalaro sera feita na forma dos arligos 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob s clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrcmalarao
conip.ueciim na sala das sessoes da mesma jOnta, os
dias cima declarados pelo mcio dia.competentcmen-
le habilitadas.
E para constar se mandn tffixar o prsenle e pus
blcar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernambu-
co 13 de marcle 1854. O secrelario,
Antonio Ferreira d'Annunciaco.
Clausula especiaet,. para a arrcmalacao.
1. As obras serao feitas de conformidade com o
orcamenloe planta,nesta-data ipprovados pela direc-
tora em conselho, e apresentados a approvacao do
Exm. Sr. presidente da provincia na importancia de
a3:0003O0O rs.
2." O arrema (ante ser obrigado a dar principio as
obras no prazo de dous mozes, e conclu-las no de .20
mezes, contados de conformidade Com a dsposicao
do artiso 31 da lei provincial n. 286.
3." Para execncao das obras, o arrematante deve-
r lerum meslre pedreiro. eoutro car pina da conflJ
anja do engenheirq encarregado d* obra.
4. O pagamento da importancia d'arrematarlo se-
r feita em seis prestac/ies da forma sesuinle : a pri-
meira da quanlia de um dcimo do valor da arrema-
tado, quando esliverem feilas todas as plantas al o
nivel do pavimento Ierren, o juutemeule o canod'es-
goto ; a segunda da quanlia le dous decimos quando
esliverem feitas todas as partes exteriores e interio-
res al a altura dereceber o travejamento do primei-
ra andar, e assenladas lodas as grades de ferro das
jaucllas: a lercoira da quanlia de dous decimos quan-
do esliver aventado lodo o travejanienlo do primoi-
ro andar, feilas todas as paredes at a altora da re-
hera, e embueudas os cornijas ; a piarla tambem de
dous decimos, quando esliver prompla lodaacobcrla,
assenlada o Iravcjamentu do forro lo primeiro andar
rebecado e guarnecido todo o exterior do edificio ; a
quinta tambem de dousdecimos.qoandoesliverem con-
cluidas lodas as obras, erecebidas provisoriamente; a
sexta linalmenle de um dcimo, quando for a obra re-
cebada definilivamenle, o que ter lugar um anno
depois do rccebimenln provisorio.
'>' Para ludo o mais que nao esliver determinado
as presentes clausulas, e era no orcamento seguiC-
se-ba oque dspOe a respeilo a lei provincial nume-
ro 286.
Conforme.O secrelario!
Antonio Ferreira O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
cm riimp iuieulo da resofhc,ao da junta la fazenda,
manda fazer publico, que no da 23 le marco pr-
ximo vindouro, peranlc A junla da fazenda la mes-
ma Ihesouraria, vai novameiile a pfaoa, para ser
arrematada a quem por menos fizer a obra los
colicortos da cadera da villa do Cabo, avaliada em
8235000 rs.
A arrcmalacao ser fcila na forma dos arligos
24_c 27 da'Iei provincial n. 286 de 17 de maio le
1851 e sob as clausulas especiaes abatan copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrcmalacao
eomparceam na sala das sessoes da mesma junta no
dia cima declarado, pelo mcio da, competente-
mente habituadas.
E para constar so mandou aHiiar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihcsouraria provincial de Pernam-
buco 21 de fevereiro de 1854.O secretario, An-
tonio Ferreira o"Annunciaco.
Clausulas especiaes para, a arrcmalarao.
4." Os concerlos la cadeia da villa do Cali far-sc-
hao le conformidade. com o orcainctilu approvado
pela directora eni conselho. e apresenlado appro-
vacao do Exm. presmente da provincia na impor-
aneia de 8255000 rs.
2. O arrematante dar principio a obra no prazo
le quinze dias, e del era coiiclui-la no de tres me-
zes, ambos contados de conformidade com arl. 36
da le u. 286.
. 3. O arrematanlc seguir na execurao tuclo.o qne
Ihe for prcscriplo pelo engcuheiro respertivo nao s
para boa execurao lo I ij hallo como em ordem de
nao inulilisar ao mesmo lempo para o servico- pu-
blico todas as parles do cdiflcioi
4.' O pasamento da imporlauria da arrcmalarao
verillcar-se-ha cm duas presta;es iguac"s: a primei-
ra depois de fcilos dous tercos da obra, e a segun-
da depois de lu-lrado o lorino de recebimenlo.
5. Nao haver prazo le responsabilidade..
6. Para ludo o que ao se acha determinado
as prsenles clausulas ncn uo orramenlo, seguii-
se-ha o qne secretario Antonio Ferreira tfAnnunciaro.
O Illm. Sr. inspector da Ihcsouraria provin-
cial, om cnniprnienlo da ordem do Exm. Sr. prc-
sidente da provincia, de 23 lo crrenle, manda fa-
zer publico, que nos das 21, 22 e 23 de marro pr-
ximo vindouro, peanle a junte da fazenda da mes-
ma Ihcsouraria, se ha. -de arrematar a quem por
menos lizer a obra do acaule na povoa.ao de Sal-
snciro, avahada em 2:5:105000 res.
A arremataran ser feita na forma dos arlisoss
u-1 i (""""'"cial n. 286, de 17 de maio fie
I8j|, o sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
Aspossoas que se propozerem .1 esla arrcmalacao
romparcram na saladas sessoes da mesma junla no
dius cima declarados, |iclo mcio lia, conipeleiile-
menle habeliladas'.
E para constar se mandn aflixar a prsenle, e
publicar pelo. Diario.
Secretaria'da Ihesouraria provincial de IVrn.uii-
Imcii, 27 tonio Ferreira d'Anitunciqcan.
Clausulas especiaes para arrcmalarao.
1.n As obras dcste acude sern feilas de confor-
midade com as plaas e orcamento aprescnlados a
pprovac.Se do Exm. Sr. presidente da provincia, na
imporlauria de 2:50050(10 res.
2.'1 Eslas obras llvenlo principiar no prazo de
dous mozos, e serao concluidas no le dez mezes a
contar conforme a lei provniHal n. 286.
3. A importancia desta arremnlnoSp ser naga
cm tres prestacoes da'maneira sesumte : t., dos
dous quintos do valor total, quando tiVer conclui-
do a melado da obra : >,* igual a primeira, de-
pois do lavrado o termo de recchiinenio proviso-
rio : a 3.', finalmente de um quinlo depois do rc-
rebiment definitivo.
4. O arrematante ser obrigado a oommunicar a
reparlicao das obras publicas com antecedencia de
trnla dias, o dia lixo em que tem.de dar principio
a exccucilo das obras, assim como IrabaHiar se
suidamente durante quinze dias fim de que
o oiionlieiro encarregado da obra assstir aos i.ri
meiros Irabalhos.
mente habilitadas.
E para constar se mandou aQixar o presente e pu-
blicar pelo Diario. t f *
publico, qt lio dia 6 de abril prximo vindouro,
peanlo a junla da fazenda d mesmo Ihesunrari,
vai nulamente a prara para ser arrematada^ quem
por menos lizer, a obra lo melliorameulo do rio Goi-
anna avahada em 50:600o(>>0 rs.
A arrematacao ser feite na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 286de 17 de maio de 4831, e
sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a ilaco
rompareram na sala das sessoes la la no
dia cima declarado, pelo meo dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente t pu-
blicar pelo Diario.
Sec/elaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 4 de marco do 1854.O secrelario, Antonio
Ferreira da Annuiiciaro.
Clausula especiaes para a arrematacao. *\
1." As obras do melliorameulo do rio Goianna
far-se-haaj de conformidade com o orcamento plan-
tas e pe lis appovadoS pela directora em conselho, e
apresentados a approvacao do Eun. Sr. presidente
da provincia na importancia de 50:6008000 rs.
2.a O arrematante dar principio as obras uo pra-
zo de tres mezes e as concluir no de tres anuos,
ambos contados pela forma do arl. 31 da lei n. 286.
3. Durante a execncao dos trabalhos o arrema-
tante ser-obrsado a proporcionar tranzilo as ca-
noas c barracas, ou pelo canal novo ou pelo leito
actual do rio.
4. "O arrematante seguir na execueaoidas obras
a ordem lo trabalho que Ihe for determinado pelo
engenheira.
5. O arrematante sera obrsado a aprcscnlar no
fim do primeiro anno, ao menos, a quarla parle das
obras prompla, contra Bulo no lim lo segundo an-
no e fallando a rualquer densas coudic pasar
urna mulla de 1:0005000.Conforme.O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciacp.
O Illm. Sr. contador servindo de, inspector da.
Ihi'soiuria provincial, em comprimento da ordem
loExm.iSr. presidente da provincia, manda fazer
publicfi que no lia 6 de abril prximo vindouro,
pera.iile junla ila fazenda da mesma lliesonraria.
vai iiiiv"v.ienle a prara. para ser arrematada a quem
Sur incnus'foer, a obra do acude da povoacao de
ezen-os, aval'nuhi erii 3:8V5500 rs.
arremalaro sera feila ua forma dos arle. 24. e
27 da lei proliucial f-..28; de 17 le maio de 1831, e
sob as clausulas especiaes abaixo Apiadas.
As pessoas que se prppozercm esta arrcmalacao
eomparceam na sala das sessoes daipesnra junla uo
dia cima declarado, pelo mcio dia, comneleulernenT
le habilitadas. ~ ~^~
E para constar se mandou aflixar o prsenle e pu-
blicar |ielo Diario.
Secretara da Ihcsouraria provincial de Pernam-
buco 4 de marco de 1851.O secrelario, Antonio
Ferreira-da Annunciaco.
Clausulas especiaes para a arrematarlo.
1. As obras deste ac/ade serao feilaS le confor-
midade rom a planta e ornamento approvados pela
direrioria em conselho, e apresentados a approvacao
do Exal. Sr. presidente da provincia importando em
3:8415500 rs..
2." O arrematante dar comeco as obras no pra-1
so de 30 dis,c terminar no losis mezes, conta-
dos segundo o arligo 31 da lei n. 286.
3.a O pagamento da importancia da arremalaro
ser div idido cm tres partes, sendo una lo valor de
dous quintos quando houvcr feilo melado da obra,
oulra isual a primeira quando cnlrqpur provisora-
nienle. e a lerceira de un quinto deptisde um anuo
na occasiac- da entrega definitiva. '
4. Para ludo o mais que nao esliier especificado
as prsenles clausulas seguir-se-ha o que determi-
na a lei n. 286.Conforme.O serrelario, Antonio
Ferreira da Annunciaco.
O Dr. Custodio Manoel da Silca GuimarSes, juiz
de direilo da primeira vara do cicel neeta cidade
' do fecife de Pernambuco, por S. M. I. e Cons-
titucional o Sr.D. Pedro II, que Dos guarde,
etc.
Faro saber aos que o presente edital virem. e delle
noticia tiverem, que no da 27 de marco prximo
seguinte se hao de arrematar por venda,a quem mais
dr, em praca publica deste joizo, que lera lugar na
casa das audiencias, depois de roeio dia, com assis-
ienca do Dr. promotor publico desle termo, as pro-
priedades denominadas Pilang c Tabatinsa, sitas
da frcgucza da villa de Iguarass, pertencenles ao
patrimonio das rcciilhidas do convento do Santissimo
CorarSo de Jess (aquella villa, coja arrematacao foi
requerida pelas mesmns recolhidas erh virtude da li-
cenca quo ubliveram de S. M. I. por aviso de 10 de
novembro de 1853,do Exm. minislro da jittlica; par-
o producto da arrematacao ser depositado na tjiesoaa
raria desta provincia al ser convertido em- apolices
da divida publica. A propriedn.le Pitonga em atten-
Clo, as dcsiniccs qne lem soflrido suas malas, e/a
qualdadeda maior parte das Ierras, avahadas por
10:1)008000 de rs.; e a proprieiladd Tabatinga por
ser em urna estradarqoe offcrecemuilavantagem.com
um riacho permanente, c urna casa de taipa cubera
de lelhas, anda nova, avaliada por 1:0005000 ; sen-
do a siza pasa a cusa, do arrematante.
E para qnechesue a noticia de lodos, mandei pas-
sar editaes que serao publicados por 30 dias no jornal
de maior circulaco, e atusados nos lugares pbli-
cos.
Dado e passado tiesta cidade do Recite da I'.ernam-
buco, aos 13 de fevereiro de 1854.Ev ^anel'Joa-
i '
nbor caplrao do porto fazer;
rao apreseillar-lhe os
do prazo de t^^H
anda mesmo
car, qu lenbam por ,
tado.
Capitana d
1854.No impedim
_ l-
cavaco para erem entregela qoca i
direilo Ibe perusncain rshrliiw lu.
Cap i
1854^-
Pelo juizo do
ha de arrematar no dia :
larde,'na saladas ai
casa terrea, nova, l
lal, o parreiral. sil.
d mesma cidade, avahada por 800501"
de mensalroente 12)1006 rs.
OUMAFEIRA 23 DtvJ.il
RECITA EXTRAORDirSfcaU
* ASSIGNAT1
A FAVOR M>TBniE11tO'HlVCO CO
SITOR DE BAILES, JO E- F''^NCfel
l>i^ffl'^|g|osraliorcspro' *<*
execotarem^^n^WkMk
represenlar-se-ha o draiT
intitula, ^^^__^
AS MORAS
Personagcns.
Robin........
Rapiniere ..<,...
Mrquez de Sormias ....
Conde de Cerny .....
Joan Canlhier......
Valenlim.....
Ti Calharina ....
Baroneza deRonqueml
Amelia, sua lilha .
Cornlessa de Cern
DENOMINACs^H
Ar
A herdade daTia Catharina.
' Acto II.
O baile Te mascaras.
Aelolll
A companhia misterios^
SegolNse-ha o api
composicao de Jos
No primeiro aclo
Pe-V'ecchy o novo!
qum Bsplista, esenvao interino o subscrevi.;
X
DECLABACJO ES.
.: :.>
>: 1 'ara ludo o mais que nao esliver especificado
as presentes clausulas sesuir-se-ha u que dispe a
cncT retr'a T,7^TT **&*' *****
O Illm. Sr. conlailor serviudo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumpriinento da ordem
dn Exm. Sr. nrp BANCO DE PERNAMBUCO,
O conselho de direccao convida aosse-
nhores accionistas do banco de Pernam-
buco a realisarem de 15 a 51 de marco do
cotTente anno, mais 20 por 100 obre o
numero de accOes coi que tem de icr,
para levara eliito o complemento ao ca-
pital to banco de dous milcontosdereis,
conforme a resolucfio tomada pela assem-
ble'a geral de 26 de setembro ultimo.
Banco de Pernambuco II de fevereiro de
1854.O secretario do conselho d direc-
cao.Joa Ignacio de Medeiros Reg.
-- Pelo juizo de orphaus desla cidade do Recite,
vai a praca no dia -27 do correnle, por arrenda ment
annnal as casas terreas de pedra e cal .sitas no aterro
dosAfogados, oroa na ra de S. Miguel n. % e oulra
na ma de Piranga n. I,com olaria,e a mciaco do s-
lio e casa no mesmo lugar da Piranga denominado
Caslelhano, sendo esta praca a requermenlo do
tutor dos menores filhos do finado Jos Pedro de Pa-
rias, e acha-se o escriplo em poder do porleirn do
jury.
Real companhia de paquetes ingleses a
* vapov.
^o da 23 des-
le mez on antes,
espera-se do sul
o vapor Severn,
rommandante
Ilasl.o qual de-
pois da demora
do coslume se-
suir para Eu-
ropa ; para pas-
iageros, (raa-
se coui os agen-
tes Adamson Irowic c5i Coiupa'nliia, ra do Trapiche
Novo n. 4S.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
0 conselho administrativo em virtude da autorisa-
ciio do Exm. Sr. presidente dn provincia, tem de
comprar os objeclos seguinles :
P.irn a companhia fixa do liio Grande do Norte.
Boueles, 25; grvalas de sola de lustre, 25 !.sapa-
los, pares 250; manas de laa, 25.
Companhia da Paralaba.
Bonetes, 127 ; Bravatas de sola de lustre, 50; pan-
no azul para sobre-casacas, calcas e frdelas, cova-
dos76 ; hollanda de forro, covados 974; casemira
verde, covados 20; algodaoziuho, varas 385; spalos,
pares S3 ; maulas de la, 50 ; esleirs, 51. ,
Arsenal de guerra.
Caixa com vidros, 1 ; meios de sola garroteada, 50
mantas de laa ou coberlores de paps, 209 ; lenroes
do cobre de 6 a 7 polegadas, 8; meios de sola curti-
da, 100. .
Recrutas do segundo batalltao de infantaria.
Pares de sapatos, ,50; manas de lAa, 50 ; Doles
de isso prelos, grosas 10.
Companhia de catallaria.
Espadas, 39 ; pares de coturnos, 46 ; sapatos, pa-
res 46; peuachos 69.
Fortaleza de llamarac.,
1 bandeira imperial de lileli de 6 pannos.
4. batallijiw de artitharia.
36 grosas de botOes prelos deoss: 370 pares de
sapalos ; 40 maulas de laa.
Quera quizer vender laes objeclos aprsente a* suas
proposlas em caria fecliada, na secWlana do conse-
lho, as 10 horas do dia 2t do correnle mez. Secretaria
do cnlho administrativo do arsenal de suena 17
de marco de 1854.Assignado.>/os; de BritO In-
gle z coronel presidente Bernardo Pe eir do
Carma Jumor, vogal c sccreUuio.
tmmik PERMICAM.
O conselho du difeecao da companhia-
Pernambucana avisa novamente aos Srs.
accionistas, que anda nao lizeram a sua
primeira entrada de 25 por cento, que o
prazo detjrritivainenle li\ado pira esta
prestaeo he ate odia 50-do corrente mez,
esperando que se prestem a habilitar
quanto afite a direccao, a fazer a encom-
meuda- dos vapores ; a p'essoa encaro
da de taes recebimentos he o Sr. Frede-
rico Coulon, ra -la Cruz n. tj.
Pela subdelegada da rrcguezia de San Frei
a Pedro Goncalves do Recife, foi reoihida a cadeia,
- no din 17 do crrenle, urna parda de, nome Mara
Antonia, que diz ser natural do Araeaty, e qued'nhi
LOiri Mra rni i'nrtil>l<< a Vk! ur.
do Exm. Sr, pridenle da provincia, manda' fazer
Depois aramle^^^H
la Baderna, Jos
Cardella e Jezuna.
Segundo aclo, solo pela,
Terceiro aclo, gre
na, acciRipanhado
CariteHa e corpo de i
Kinalisara o espectculo enm
2 aclos, ornado de bell.i mnf i
1ro Noronh ;
INNQtENC
OU
0 ECLIPSE W
.Persona gen.
Irmocencio,<*criado de J)u
lluval >.....
Uuchanel ...
Manoela Herminia Ducl
Carila, irmia de Innocencii
Jos e-Veccby espera
co desla cidade,a sua vai
O beneficiado tendo :
no espectculo da sen benefl.
ciscp de Oliveira, o qual
presin ao beneficia
los do Ilomein, pelo drama, i
no qual faz parle o
o beneficiado etern
do assim enriquecido osen e
cer a approvacao do Ilustrado
i'riucipiani as 8 horas.
Os bilhctes vendem-se na ns* d
Antonio n. 16, primeiro
rio do thealro.
AVISOS MARI
Maranhao |
Sesue em joucos dias-poli
ga ensajada, o brisne e
pililo Jos Manoel Buril
para os quaes offerice i.
com o consignatario J. B.
do Visario n. 4, primeiro j
na praca.
.Vendersea escuna In
da neste porto, muilo
capolasem.de lote de i
mais ou menos, forrada'i
de marcha muito superior,
qualquer viagem : os pretend
sisnatarios, no Trapiche Jim
lario pode ser examinado.*
O brigue portugpez |
marcha, segne para Lish
para passageros, traia-seej
mar, de Aquino Fonsecail
n. 19t primeiro au
Para o Araeaty em 1
eos dias, por ter parle te
sileiro Fxallacio, meslre_
a tratar na rus da Madre di
PARA t) R(0 D
sabe no da 24 do corrente e
recebe passageros e e^^^H
Caclano Ci riaco da C. M
ja de massames n. 25.
No iim-.do ci
gardo Assiio patai
sus, o qual seguir'
ro, pois aqui tera' pouca d
no inesro quizer ir de pnssagei
bajear escravosa frete, dirija-*
signataiios Novaes & C
do Trapiche n. o\, primeii
Para o Ass sabe i
do correnle o bem connecb lii
carga erpassageiros trala-se aa m
cife, n. 49, primeiro andar.
LEXLO'ES
1.EII.AO DE MOBn.f A, CARRi
Gosset Bimont far le
asente i. bats, no dia i
da mnha ero ponto, t
gundo andar, a saber : (i
om melodion com exccllr
bero noder servir para igre'a, -
redonda com pedra, ditas temj
commodas, consoles, guarda
dros com eslampas, foi has de
pintara, fillradeira para a
nha, vasos de porcllana e
etc., ele; assim como lambein
Srapliiaqoepde ini
ravaltos que lano -
ro, carro de qOatro i
par maulara le bu
sitio na estrada do
do beceo do Espin
qualro cavalli
liinoeiros; con
moda Europa c div
sitio.
LEILAO NO n'OTEI. NA P.j
cao do senlo
horas da .man I
menea
ros, bar
das. un
jjilo, nm guarda-ron,
cima de nu
um ncellente jog.
ile norcetan.1
ole oto.
e dous oplimo
i vendida, e
Oliveira, Quem
seute-se. qu linio lbe ser
ia dos
lenbam carias, ou licen-
cilo, pora la srande e pequeda ca-
bolaffpm fl dn Innffft curso manda illmlriwimn co-
los de sella com osconpelenles arren
O asente Oliveira far Icilin i reqnerimenta
v Brunu PraegeroiC.. deposilaro-
Mo JoseMarns Alvos da Cruz, e por
do Sr. rtr. juiz do civel -e commercio, de i.
lellras e mais dividas de livro euslentes, perlencen-
doa dila massa.segnndafeirn 27 do corrente.asiu o-
ras ra manh.a. no scrinlorio dn rpfendn senlo, na'



MaBHHHBHB!
.J6 I
=51
ruad erlindo-se, oAieem cnn-
linuac,. pelos maio-
iMWnpn'ns pcnlior'es en-
Wlrido rallido, consistiudo ent
1'.V ^^b de rselas,
serve do
vare* Me v acto
s ila mo-
~"~fRo n. 14, llavera
fia novas e usadas;
p e de goslo, dous
um dol-
ara p''
iro e de prata, diversos
de difierenle* gostos,
lliia com os competentes
es para servirai do mes, eande-
nenlinas, eandieiros da diversas
, espingardas de um e clous cannos para
una cadeira de rebuco cm
^V de duro e prala, eiifeles
i r,an de chapeos de pallia
^^H objectos que serio exposlo
^^^^tcomo irilo tambera ero leilao
^^^^^Bndo-se a conduela e o estado
w
_______
ua mencionados, sem I-
?llo pelo roaior preco oue for
o eatat de accordo com os sis pro-
S" & Companhia farao
te sortimento d fa-
squalidads : teira-feira
ns 10 horas da manhaa,
i ua da Cruz.
raeger &. Cornpanhia faro
rvenco do agente Olivei-
^^Rido sortitnento de fa-
.roprias do mercado, e
nWTde seus freguefcs : sexta-
-ente, as 10 horas da raa-
-v azem, ra da Cruz.
w de vi\ab&^
' a 'naveta' leilao de 15
,.rc vinagre, no armazem
ido Alberto Sodr da Motta, que
8 a vontade dos con.pra-
^MP de feijfio.
reri leilao, de.5ftsaccas com "toijao
^| ** por todo preco ; as
"8 da alfandega.
Paulo Gagnou, dentista"
pode Wproenrado a quidqucr hora emsua, casa
na rua larga do Rosario n. 36, segundo andar.
Arrenda-se o ensenho l.cao, silo na rieizoezia
da Escada: o prelendentes pdemapparecer no ater-
ro daBoa-Visla, sobrado n. 53. segundo andar, -que,
arhnrao coro quem tratar, on na Iregnezia da Escada,
no engento Vicente Campellii, com Manoel onrnl-
ves Pereira l.ima.
Qjiem qnUer possuir urna boa oscrava de 23
anuos, que ja Coi recolbtl, perita cozinheira e eu-
S01""' 10 e faz doces, moito ac-
tiva rn raba de ser experimen-
ta ; i ^nar com o Sr. majnr
idas n. 11, no PasseioPublico.
O servido da mesma val por tres das outras em fa-
milia.
O Sr. Joan Ncpomuceno Ferreira djp Mello,
morador na passagein de Olinda, tem urna carta na
livraria n. (> e 8 da praca da Independencia.
LOTERA DO RO DE JANEIRO.
A lotera oitava das obra! publicas de
Nictheroy correu no dia 10 do corrnte ;
os bilhetes acliam-se a venda as lojas do
obtstume, e as listas devem cliegar pelo
primeiro vapor que vier depois daqelle
dia : os premios so pagos a entrega das
mesmas.
Preoisa-se de dous pequeos de 12 a 15 anoos
firacaixciros de taberna ; Ifaudega D. 3.
9 O Dr. Sabino Olegario l.udgero Pinho mu- $$
9 dou-se para o palacete da ra de S. Francisco C
(mundo novo) n. (18 A.
DIARIO DE PERMAMBUCO QARTH FEIRA 22 DE. ftW
'',y, ==
t 1854.
LOTERA DE N. S- DO LIVRAMBMTO.
O cautelista Salustiano de Aepiuwy '
Ferreira --
.visa aorcspeilay;! publico, que os, 'seus bilheles c
cautelas cstao exposlo* venda ny lugares lio coslu-
me, c paga sob sua respqii>ablid]ade os dous premios
grandes sem o dco^Kode'S % do imposto geral.
Bilheles inleiros Meios ^uatos ,/. Decimos ,. Vigsimos . 6,000 3,000 1,500 700 .. 400 .. . 5:0008000 2:5009000 1:2509000 5009000 2509000
J. Jane,Dentista, contina residir na rua Nova, primeiro andar n. 19.
VERSOS.
i hornera to maior idade, par-
aonha a trabalhnr cin un
t conduela ; qhem cstiver
^^Wia-sc a rita Oireila, casa u.
is S horas da nianbA.i.
m>vs pafacarr<|ar trastes, ma-
ott ulros quoes qner objeclos, a
o por prco muito commodo, e
n de carroea^, no 'porto do
?o Jos Canoa,com os signaes
0 annos de idade, pouco m.iis
lo corpo, rosto comprido e des-
^^^feul, visivel. parece ler
Wes, nari afilado, lieijos
, tiliilieia na falla, he muito
na parte do qneiio, lie canho-
a das maos ninas marcas fu-
^H|-, he calor de ligadod
[es hem feitos lem
e liiiado. Fngiii a 17
ohijllha do Alvo, este-
re em roinpanhia de Jodo Ma-
i Naarelli ilo Cabo, que j foi
er(cea Miguel Tolentino-Pi-
encenho Dourado em Tpojura :
krtr, com 1009000 rs. em
i desappareceudo engenho Dou-
Aoselmo, com 24 anuos
^^^M6s, estatura regular, ca-
iro, descurado, rosto rc-
meio beslalho, olhos regu-
i'osso, loma abaco, den-
tiar na ponta do queiio,
i pelo pesclo e pelo corpo, per-
5 hem feitos ; tevou calca c cami-
j-o a' en dono M. T. Pires,
serii geacrpsamenlc gralili-
raociseo (testa cidade, sobrado
ir urna preta escrava, para fazer
le pouca familia, com a paga
ra caixeiro de taberna
era pratica. sendo para taber-
ar com algnm fundo que queira o
0 aun uncan te d conhecimenlo
eleuder, dirija-se ii ra dos
icie.
ompanliia do abai'xo as-
.anoel da.Penlia do Nascimen-
niiios, secco do corpo,
afilado em proporsio,
a camisa, com eal^a de
-aliranco; quemdclle ti-
lde, avisar a seu vellio
1 dus Arouuiilioa n. 23. O dito
palito de fogo e garrafas
ntonio Gomes Itibeiro.
ama para caa de pouca fa-
*^gra n. 50,segundo andar.
I. secca para o servido de
na travesa.da' ra da
limo se quizer r.lilisar,
no dia 17 do corrnte, nm ne-
jlo, de naro Angola, de eslalu-
40annos'; levou calr;a
miudinhOs azues, camisa de
! mhBo. j velno : quem o
do Trapiche n. 24, ar-
i'ompensado.
d fazer rima via-
pblico e tcommercio des-
I lojss de funileiro da ra
7, gerencia do Sr.
raes, e como seus
primeiro lugar o Sr. Can-
la; em segundo o Sr. Joo
aia ; e em lerceiro 6 Sr.
lleSouja.
fa/.endas ou sem ellas,
da ra do (Jueimado :
Cadeia n. 20, primeiro au-
i 13, precisa-se de urna pre-
|inhar, eogommar, lavar c
procura ou aununcic.
p Vogeley,
1*0 conceda com toda a per-
receulemunle dos portos da
as raelhores fabricas de pianos, e
lias todos os couhecimculos c pratica
o modernos pianos, ollerece o sfcu
I publico para qualquer ron-
lodo o esmero, leudo toda a
ra a-desejar s pessoas que o in-
trabalho, tanto em brevidade
i rua.Novan. 41, priraei-
fENCAO'.
i sitio pcrlo da praca, e que
dos para familia : quem o li-
i'..i liua.-Visia n. 16, (jup en-
Ltret
vine ao respeilavel pa -
io considera valido con-
dado Joaquim Mar-
negocios do casal,
-io Jos de Souza
i proctiracao, que
cunhado (er em sen poder, e que a
o o que j requereu
r seu parecer aos
narco de 1854.
.itcief.
le, que leiidq-
irgel do .V-
HOMEOPATHIA. $,
| RA DAS CRIZES S: 28. 9.
No consultorio do professor homopalh- ^
Sf tiosset ltimont, acham-se venda por f^
t CINCO MIL RIS. f>
^ Algiimascarlcirascom 2i medicamentos. ^
;A Os competentes livros. 59000 ^
w GrandeJkirliuiciiln do carleiras c ca'ixas Jg
fA de todos us tamanhos por precos eonimo- ^
S[ dissimo*. ,(*]
W 1 tubo de'globolos avulsos 500 W
(k 1 frasco de < onca de tintara a (iffl
J escolha .-........lOOO g
LOTERA DE N. S. DO LIVRAMENTQ.
As rodas dejta lotera andam a 21 de abril prxi-
mo futuro, o resto dos hilhetes acha-so avenda
nos lugares j coirliecrdos. na botica do Sr. JooMo-
reira ra do Cabug, na ra do Queimado toja do Sr.
Moraes.O Ihesoureiro. Jo omingues da Silta.
' Quen} quizer comprar a lypographia que foi da
viuva homa, constante de dous' prelos c diversas fon-
les de typos. dirija-sc a Jos Jacome Araujo, que a
vende mullo em conta.
liusset Bimnul leudo de se felirar prxima-
mente para Europa, rga aos seus devedores
o favor devirem saldar suas contas da dala
desle a olo dias. Kecifc 17 de marco do
'1854.
Ha urna familia de Illios, composl de marido,
mul.hr e fillia, de meia idade, que se querem arran-
jar como criados : quem dellrs precisar, dirija-se ao
Hospicio, sitio do lean, que ahi achara com quem
tratar.
Roupa engommdn.
No aterrada Boa-Vista n. 8, lja, se dir a pessoa
que se incumbe de -mandar lavar e engommar com
perfeieoa roupa de qualqjieracnbor eslrangcro que
precisar.
Altiga-sc um sitio *^
najestrada dosj afftictos confronte a igreja dornesroo
lugatv.1 asanle grande, com boa casa de vivenda,
murado1 na frente e fundo, e com limitas fructeiras :
ilueaRik pretender, dirija-se Ponle de l'choa cm ca-
sa de~Trancisco Antonio de Oliveira Jnior, que lam-
bem permuta por predio na praca,ou vende.
rio, no parlo
'"res, Sa

qu

pCeltCsi
Mes nomes de
i ante* di
: da Oncel-
de Jesusele
Issis, e oulras
e deiiam de annunciar.
HOMEOPATHIA.
CLNICA ESPECIAL DAS MOLESTIAS
NERVOSA^.
(Hysleria, epilepsia ou gola coral, rheuma-
tismo, gola, paralv sia, defeilos da falla, do
ouvido e dos olhos, melancola,- cephalalgia
ou dores de cabera, enxaqueca, dores, e ludo
mais que o povo conhece pelo nome genrico
de nervoso.)
As molestias nervosas requerem limites ve-
les, alem don- medicamentos, o emprego de
oulros meios. que desperlemouabalamasen-
sihilidade. Esles meios possUo eu.agora, e os
ponho disnosico do ptiblico.
Consultas lodos os dias de graca para os
pobres), desde as 9 horas da inanhaa al as 2
da tarde. Itua de S- Francisco (mundo novoJ
. 68 A. Dr. Sabino Olegario Ludgero
inho. 1S
mmmmmmmmmm
RELOGIOS DE URO,
ingleses de patente : vendem-se no armazem de Bar-
roca & Castro: ra da Cadeia do Recito n. 4.
lM-se dinheiro ajaros sob penlioresdc prata e
ouro : na ra da Gloria n. 67 se dir quem da. Na
mesma se dir quem compra urna canoa de 500 lijlos
era meio uso.
Jos Rende'e, artista etn cabellV
Eirlcipa ao respeitavcl publico, que faz obras de ca-
Bjlos com toda perfec,o, romo sejam as seguintes :
pulceiras, correnles de relogio, trancelins. cordOes,
colares e llores : quem qu;/.cr,dirija-se i ra estrella
.do Rosario n. 7.
Roga-se por favor a pessoa, em po-
der de quem se acham as amostras de hi-
ce da rita do Cabuga', loja de quatro
portas, as queira mandar entregar na
mesma, poisa demoradas mesmas causa
bastante prejuizo.
O padre Joaquim Beluario Lins c Mello vai ao
Rio de Janeiro a tratar dos seus negocios, e deixa por
seu procurador nesta cidade o Sr. Jos Mara Fer-
reira da Cimba.
O Sr. Jos Mara de Sampaio queira dirigir-se
ru da Cadeia do Recito n. 4, armazem de Barroca-
iSl Castro, a negocio de seu inleresse.
Aluga-se urna preta quo, cozinha o diario da
urna casa : na ra'do Livrameuto, sobrado n. 1.
Atienda o.
No dia 14 do correnle desappareceu um moleque
de nome Felix.crioulo, de idade 12 a Ii anuos, esrra-
v de Joso Joaquim Cavalcanli, senhor de.engenho
de Arariba da Pcdra : sahindo desta prara para o
mallo em companhia de seo senhor, desappareceu no
aterro dos A togados: roga-se portanlo as autorida-
des policlaes e capiles de campo a captura do mes-
mo, e lcva-loao'pateo dpTerco,deposito n. 22, oo ao
dito engenho, que ser generosamente recompensa-
do. Do mesmo engenho cima desappsreceu um
preto de nome Domicano, de idade 28 anuos, pouco
mais ou menos, alto, secco do corpo; de nacit An-
gola, levou um gancho no pesclo, o qual talvez j
lenba tirado por ser ladino, parece er crioulo e j
foi surrado.
Adolpho Schuiidl relira-separa tora do imperio
com sua familia. '. .
O Dr. Ovidio lliamassin, medi-
co i'raneez, devolta do Rio de Ja-
neiro, onde 'oi habilitado pela aca-
demia dtquella cidade, avisa a
seus amigos, as pessoas que delle
. precisareineeui geral ao publico,
!_ qpe xe-acha noexeteicio prolissao de medico, residiudo na
rita da Cadeia de Santo Antonio
n. 7, onde elle dar' consultas to-
is uteis, das 9 horas da
\jnaa\ meio dia.

S da piara da la-
se fallar ao Sr. An-
Costa Br;
AO PUBLICO.
No armazem de fazendaa bara-
tas, ra do CoUegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de faiendas, finas e grossas, por
precos mais baixos do que em oti-
tra qualquer parte, tanto em por-
ches, como aretaio, amaricando-
sc aos compradores um s preco
para todos : este estubelecimento
abrio-se de combinacao com a
TOaior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas c suis-
$as,para venderfazendas mais em
conta do que se tm vendido, epor
isto oTerecendo elle maiores van-
tagens do que cutro qualquer ; o
proprietarto deste importante cs-
talx'lecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da rita do
Collegion. 2, de W -y
Antonio Luiz dos Santos cv RoVtm.
Arrematarlo clvp-op*riedades do recolln-
rcento lie Iguarass.
O i.'.aixo assignado, como procurador e admnis-
ador do patrimonio do recolhimento das freirs do
SS. Coraco dejesus da villa de Iguarass, faz] sa-
ber que uo dia 27 de marco prximo seguinte
tem de ser arrematados por venda em praca do jai-
ta do civcl da primeira vara da cidade do Recito, 2
silios de trras, sitos na freguezia daquella villa sen-
do o primeiro denominado Pitonga, da extensito de
legua cm quadro, como -se mostrar da escriplura
com urna pequea casa nova de taipa c lelha, cuto
terreno enserra ptimas qualidads c ollerece a,vanla-
gem de se poder levantar engenho em alto ponto pois
quet em bailas exlensas para cannas.rio de excellentc
agua, grande cercado para animaes, hons altos para
roca, lambem maltas para o fabrico do engenho c at
para se vender madeira Conslantemente, o serrar ta-
imas, e domis est na distancia de 2 leguas de villa
onde lia ptimo porlo de embarque, alem das de-
mais com mndi dndes da vida. O segundo sitio, conhe-
cidq por Tabatinga das freirs, he sito cima da po-
vnaejo de I ahalinga.meia legua distante da villa; tem
casa de vivenda na beira da estrada real para tioan-
na, cortada pelo rio Tabatinga de finissima agua,
com ptimas baixas para canna e capim, os los fer-
lilissimos para a?a, milho, feijito, lambem com lici-
to cercado para criar \ arcas para vender-se leile na
villa como se costuma. O primeiro foi avadado judi-
cialmente em 10:000^)00, e o segundo 1.000*000,
pelos avaliadoros os Illms. Srs. coronel Manuel 1 lio-
rna/. Rodrigues Campello. e capilo Manoel Caval-
canli de Albuquerque Lins proprielarios dos cnce-
nbos Cumbe e Mussiipinho,"para ruja venda obt-
verain as recolhidas, licenca imperial. Quem pois os
quizer arrematar cemparec.a por si ou sciis procura-
dores no indicado dia : e so antecedentemente os
quizerem ver e percorrer dirijam-se a villa de Ieua-
rass a fallar rom o ahaixo assignado. ou o capilo
Francisco das (".basas Ferreira Duro, e o cscrivo
Adolpho Manoel Camello de Mello o Araujo que
apresenlaro as escrituras e com ellas moslrarao os
nios. Recito 13 de fevercirode 185410 padre Flo-
rencio Xavier Oas de Albuquerqur.
Obras do ouro as mais modernas.
Na ra do Cabug, confronte ao paleo da malriz,
loja nova deourives n. 11, de Sarapbjm [ Irino,
franqiiea-se constantemente ao public cm geral um
grande sortimento de obras de ouro de dftcrenles
goslos e pregos muito commodos; tfonliuua-se a pas-
sar nina conta comrespons'abildade de toda obra que
fr vendida, cspecificando-sc a qna lidade do ouro de
li on 18 quilates, licahdo assim sujHos osdonos da
dila loja por qualquer duvida que apparecer.
' Roga-se encarecidamenie a pessoa que compro
as seguintes pecas de' ouro?:' duas vernicas de S.
Joao, umafiguinlia, urna mneda, (libra esterlina), e
um par de clcheles, ludo ou smenle as peras mui-
das, ou a moeda sem as oulras .pecas, que diija-se
ra das Flores n. 23, a negocio que Ihe diz respeiln.
Alaura-sc a essa pessoa que nenhum prejuizosof-
frer relativo a compra que fez, se vier com este cha-
mado casa indicada. D-se pornracmsignal, que
os referidos objectos foram vendidos por nm alia la le
*o dia 22 de fevereiro prximo passado.
Aluga-se urna casa de doui andares no J>airro
de Santo Antonio c Boa-Vista, ou de um andar e so-
dio, que seja decente c lenba sufllcicntcs commodos
para grande familia quem a livor aiiuuncie, ou di-
rija-se Soledade, silio dos quatio Ices. que achara
com quem tratar, a* qualquer hora do dia.
Oflerece-se um rapaz de 17 a 18 annos para
caixeiro de taberna, da qual tem tonina pratica, ou
para qualquer esUbclecirhenlo : a fallar na ra de
Sanio Amaro n. 8, taberna.
Joaquim Vieira de. Barros relira-se para fra
do imperio a tratar de sua saude, c de presento mora
na travessada Madre de Dos, segundo andar da ca-
sa ii. 10. .
*- Precisa-se de um pequeo para caixtiro de ta-
berna, de 12 a 16 anuos, prefere-sc dos clrcgados
ltimamente do Porto : a tratar ua ra da Scnzalla
Nova n. 26.
CRATfnCQAO".
Nao terido sido encontrados na casa on-
4e resida o finado Fernando Antonio Fi-
die, quando pelo jui/.o de ausentes deles
termo se fez o respectivo sequestro e in-
ventario dos bens do mesmo linado, final-
mente em 11 do corrnte, os objectos
ahaixo declarados, o ejuaes se sabe, con-
servava o fallecido, o sio muito conheci-
dos; e bavendo-se procedido a diversas in-
daga^Oes que nenhum hom resultado pro-
du/.iram, e antes confirmam a preSnmp-
co de que os referidos objectos foram
subtralndos na occasiaot:m eme por causa
do infelizsitci'i'sso ejue pz termo aos dias
do-mesmo Fidi em 20 do mez passado,
allluioa sua casa gante de diversas condi-
tfies; avisa-se a todos os sen h ores ottrives e
mais pessoas, qttem possam ser oHerec-
dps ou apresentados esses objectos, de os
apprehender oudeclararem na rita do Tra-
picho, casa n. 6, ao cnsul de S. M- Fide-
lissima, ao (pial cstao boje en treges-os
hens do finado, m virtude da le, na cei-
lezade (juceste guardara' toda a reserva
nessa declaracao e gratificara' com a quan-
tia de 50i000 rs. a e|uem Ibes apresentar
os indicados objectos, ou lbe der cei teza
do lugar onde se acham: 1 allinetedeour
ro com brilbante grande do (eso de dous
quilates, cujo pe Se desarma e serve tam-
l>em debotao ; 2 botoes para abertura tle
camisa de cornalina cor ele rosa, cortad:!
emflor com etuatro peeptenos brilhantese
tima esmeralda no erentro ; 1 atacador de
oino'para casaca com um camafeu fino.
Precisa-se alosar urna ama forra ou capliva,
que faca o servido e compre : na ra larga do Rosa-
rio n. 33, segundo andar.
Piccisa-se d urna mulherde meia idade, para
ama de casa de muito pouca familia, que saiba co-
zinliar e engommar: ua ra dolanse!, sobrado,
n.9.
Precisa-se de fallar a negocio de seus interes-
ses, com os senhores majnr Joo !!apli-la da Silva
Manguinbo, e Francisco Jos Rodrigues : ua ra da
Cruz do Kecifc n.'28.aeguudo|andar.
Era presenta do doulor juiz de orphilos e al-
senles se proceder a arremalacjo doshcnsitoheran-
r de Joo Fredcrico Scbronder, na ra da Concor-
dia n. 6, as 11 horas do da22do,corrnte.
A pessoa que no dia 17 do correnle entresou
na Iravessa da Madre de Dos nina caria para Bran-
ilao A Diegoes queipa dirigir-se a mesma ra,
armazem do Sr. Fernandes, a fallar cun os mesinos,
a negocio do seu inleresse.
Quem for nesla cidade o procurador do capillo
Manuel Pereira Monlciru, morador cm Se mi Negra,
provincia do Uto Grande dg Norte, annuucie sua
fallar.
Vai novamcnlc a praca pelo jtiDfcde orphaos,
no dia 23 do correnle, a renda da casa de-um Miar
n. 16, silo na ra das Cruzes desta cidade, a reque-
rimcnlo de Antonio Baplis.la Ribeiro de Faria, lutor
das orpha Anna fiaptisla.
O ahaixo assignado, com taberna no aterro da
Boa-Vista n. 49, faz ver aos seus credore, que len-
do sido executadn por JoSo Evangelista ta Costa e
Silva, pela qnautia de'229560, reenheccndo aos
mais credores o mesmo dircito de embolso, re*lveu
fechar a mesma por alguns dias aloqese realiseo
negocio que'csl para effec uar, relativo venda da
mesma, para mais depressn fuz-los embolsar de seus
debito.Antonio de Mmeida UrundSa e Souza. t
Homeopatliia.
Para favorecer a poic" decadafamilia o Dr. Ca-
sanova tem annuuciado varias vezes por este jornal
qne os seus tratamentos s acham redolido a 5, 10,
15 e 208000 rs., o nada mais, entendendospor esto
annnncios, que cada lenle pagara 53000rs. por ra-
da visita eo medicamento al quatro, orecebendo
mais at quatro medicamentos se sua deuca o e
gisse nao descontinuando o Iratameulo, conlanlArque
esle nao exceda de dous mezes, porm j^mainr pari-
dos (lenles, depois de acabado o sen ralameiilo, en-
lenderam (a seu proveilo ben. nlendido) que s de
viam pagar 5$00Q r.-^.^ija qual lor o trabalho, outros
que por20900(1'rs. linhamdireito aser tratados sejam
quacs fore/ni'asdoencas'quc apparecessem durante nm
anuo (lui'mais; c menos mal seria seao menos a jme-
ladei^fios dneutos tratados tivessem pago os 5, 10 ou
2H0()0 rs.!! visla dcsles abusos ficam os ditos an-
^nuncios de nenhum effeilo, o d'oraem dianlc as pes-
soas quequizerem continuar a honrar com a sua con-
finra o dito facultativo, o acharan semprc prompto
para acudir a quajquer chamado, declarando ser o
mais razoavel possivel nos seus tratamentos, porm
sem nind iro nem obriga<;no alguma, a menos de nm
ajuste convencionado entre as partes, (o rei velho
semprc dzia, pelos mos, bao de soffrer os bous). Re-
cito 5 de marco de 185!.
Furtaram do armazem de J. II. (jaensley, na
na da Cruz do Recito n. 1, una peca de panno azul
fino, com 22 covados; a pessoa a quem fr oflerecida
queira apprchcnde-la e leva-la ao dito armazem, que
ser gratificada.
Franjas para cortinados.
Chegou loja de miudezas da rua do Collegio n.
I, um grande sorlimenlo de franjas brancas e de co-
res, com hellas c sem hellas, as mais ricas que tem
apparecido nesle mercado ; a ella, antes que se aca-
ben).
Acha-se contratada a compra de umi casa de
laipade JoSo de Santa M'Uiica, na rua' da Casa For-
le ; se alsuma pessoa se julsar com dircito a dita ca-
sa, annunce por este Diario dentro da 8 das.
Precisa-se de urna iniilbcr para fazer o servijo
de urna casa de pouca familia; quem quizer, dirja-
se Iravessa da Trcmpe u. 9.
O ahaixo assignado, pelo presento annuncio
convida os Srs." Luiz Gomes Ferreira, (fllho) Cons-
tantino Jos Santiago e Joan Francisco da Lapa que
isnarim na boa fe sem duvida) como tcstcmuiihas
de um papel le venda de dous cscravos menores com
que se aprcselou o Sr. Cundido Eustaquio Cesar le
Mello, engeitado, ecriado na casa le miiiha finada e
chara m3i, a Sra. 1). Anna Benedicto Boavenlura do
Carino, depois do falecimcnlo dcsla, dizendo, que
ella Ih'o nuera cm pagamento de dinbeiros quo Ihe
era devedora ; para que declaren cm tomo de sua
dignidade e honra, se viram iiiinha finada mai, cm
cima o Crcador,assignar dito papcl.sob pena de serem con-
siderados com conivenles nessa miseravel esperleza,
visto como a Ictlr da firma desse papel em nada se
parece com a propria da fallccila. Recito 21 d
marco le 1851.Joao Sergio Cesar de Andrade.
Manoel Jos Lopes faz scientc ao respeilavel
publico,que o Sr,Maximino da Trindadc Moura,des-
de o dia 19 de mr.rco do correnle anuo.dcixuu le ser
seu caixeiro.
:JL Vende-se um pequeo sitio com casa de laipa
em trras proprias, lunalegua distante desla cidade:,
quem prelend-lo, dirja-se a Luiz Epitomo Mauri-
cio Wanderley.ua iravessa da Casa Forte par o Ar-
raial, ou ao alerto da Boa-Vista n.34.
Venelem-se em casa de Timm Mom-
sen & Vinnassa, na prara do Corpo Santo
n. lo, os seguintes objectos : obras de ou-
ro, como sejam : nderecos, meios adere-
ros, pulceiras, aunis, correntes, roletas,
allnete, etc., tudo ebegado no ultimo
vapor da Europa. Charutos da Havara
verdadeiros, candieiros e casticaes; ara-
dos de ferro, vaepjetas de lustre para co-
berta de carros.
Vende-se om excellenle cavallo com lodos os
andarejjipr proco commodo. poflar aleuma coij-
larbescarnado: ua rua lo Crespo esquina que volla
para a cadeia.
Vendem-se duas vaccas recentemen-
le paridas, bem como dous casaes de pa-
voes, dous ditos de gneos verdadeiros,
alguns ni 111 mis, jacus, e outras aves de
penna : na chcara da rua do Hospicio,
habitada actualmente pelo general Seara.
Vende-se alpista a 120 rs. a libra, viuho velho
engarrafado a 500 rs..'manleigaingleza nova a 720 a
libra, queijos a 1$800,e oulros mu i los gneros por
menos preco do que em outra qualquer parle: na
rua de Hurlas, taberna n. 31.
Vende-se um escravo de bonita figura, de na-
Cao : quem pretender, dirija-se rua do Passeio Pu-
blico, loja n> 7.
Na rua do Queimado n. 55, vende-se urna pre-
ta moca.
Vende-se na taberna de Joao Baptisla dos San-
tos Lobo, Iravessa do arsenal de guerra n. 1 A, mi-
lho em saccas, arroz de casca, dito pilado e palba de
carnauba, ludo pelo mais barato preco do que em ou-
tra qualquer parle.
Vende-se muilo barato nm porto de ferro, fei-
lo na Inglaterra, proprio para qualquer sitio : quem
o quizer comprar, pode velo no silio denominado
Cordeiro 'em Sanl'Anmi, que foi do finailo commen-
dador Antonio da Silva, junto a casa da beira do rio:
a Iratar ni rua do Vigario n. 7.
Vcndem-se duas canoas cm bom uso, que car-
resam de 700 a 800 lijlos : a fallar ao tcnente-coro-
nel Manuel Joaquim, nos Afogados. t
DIRTO SEM SEJ1PRE API'ARECE.
Chapeos de seda ara senhoras, com alguns defei-
los, para as moras i -iosas enfeila-lo de novo: ven-
dem-se a 15500,250 0. 38000, c 45000 rs., lia lam-
bem um muito perto lo por 75000 rs.: na rua Kova
n. 42. .
Palitos francezes.
Vendarme palilos fran/ezes de brim de cores e
brancos.de brelanha, a33000 e 15000-rs., ditos de
alpaca prola e de cores a 8000e 108000 rs., ditos de
panno tino muito bem acallados o da ultima moda a
1lteO00v1t%0We 203000 rs. : na rua Nova, loja de
fazendas n. 16, de Jos Luiz Pereira & Filbo.
Pannos finos
Vende-se nm to"eno com 100 palmos do frenle
e mais de 600 de fundo, no meihor lugar da Ponte de
Uchoa, por-ser do lado do rio, com raes ja tollo :
qoem o pretender, queira enteoder-st^na rua do
Queimado n. 10, loja.
-i-Vciide-soiimcarro(coup)deroBHo bom gosloe
novo, urna rtoaparelha de c*vaM maito mausos e
bastantes gord SfS^r-!^
ira p
baixoda cmara.
Ycbam-se A venda na loja f livros 11. 1C
palco do Collegio, retratos do Bxm. eRvm. sr^
cebispod Baha.
Vndenle saccas com milho : na roa d Ji-I
dciad Recito n. 13, em poi prador.
Devoto Clnirto.
Sabio a luz a 2.a ediriio do livrinho denominado-
Devoto Chrslto,mais correcto eflcrescentodo: vnde-
se nicamente na livraria n. fie S da praca da In-
dependencia a'eitTri, *A*eu*VlVr '
S3L
Vender

I

bar
na 1
uro e prala, nuis
uer oulra parle:
kdencia n.(8 e 20.

Vendem-se com pouco uso os livros seguintes:
Misiona; Sacra?, Tabula? Ptordri, Salostius, Vir->
gilli Rudi.Ord. VerborumSalnslii. Hislorytjf Rome
! por oldsmilhs ). dila Sagrada ( por Bernardioo),
Culleres de Problemas : na rua do Collegio n. 8.
OS EXCELLENTES SAUAMES DEBOLONHA,
recenlemenle ehegadosde lienova.vendem-seapreco
razoavel : nj roa da Cadeia do Recito n. 23.
Sepoaito da fobrto*. le Todo*, o Santo na Baha.
Vende-se, em casa de N. O. Biber &C., na rua
da Crn n. 4, algodaS trancado d'aquella fabrica,
mtiiloproprioparasaccos<|eassucar e roupa de cs-
cravos, por preco commodo.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, h a
para vender, chegado de Lisbn prescnlemenle pela
barca Olimpia, o seguinte: saccas de farello mullo
novo, cera em grume e cm velas com bom sorli-
menlo de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em pcdra, novissima.
' Vendem-se em casa de Me. Calmonl & Com-
panhia, na praca d Corpo Sanion. 11, o_ seguinte:
vinho de Marseilleem cainas de 3 a 6 dadas, linhas
era uovellos ecarreteis, breu cm barricas muilo
grandes, ac de milaiisonido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimen'to continua a la-
ver .um completo sortimento de moeu-
das e rucias moendas para engenho, ma-
Chapeos
a carij.ean
lem vindo, c
bos preco qu
Recito, n. 17.
toja di
vende
linho, ptlo
cadaduzia
Vendem-se
dade Je Nain
ua rua do Crespo loja ri
Feijao. z^"
,-^vmaiemiJA^'. tiaeTr,! Wi,'
do algoaav, tem para vender-se feijao
muito novo, e emaccas grandes : a tratar
Cruz n. 15, segundo andar. .
Vende-se nm completo sorlii
prelas, como : panno fina preto 3800*
55000 e 69000, dito azol 3&000'. 4^^H
semira preta a 28500, selim pele
3*000 c 49000 o covado, sarja prela
2J500 rs., selim lavrado proprio pai
nhora a 25600, muitas mais fazendas de mai
liiladet, por preco commodo: na rua do (
n.6.
Vendem-se cobertores hraoc* 1 gran-
des, a 19440 ; ditos le lpico tamban
19280, ditos de salpico de tpele, a 18400 rt
Crespo loja n, 6.
Vende-se urna caia di msica coro6 |
tratar na ruaDreila. toja de calcado 11. 48.
Oleo de linliacja embotijas f|Ue te-
gulam dous e meio gales : yndose no
armazem de Manoel da Silva Santo
ruadoAirjorim n. 56e8. '
VeqdeifHse penetras de rame amar
Ihor fabricante de Lisboa, e de um lamanl
proprio pora padarias e refinaces, as qM
dem de 7 a 89000 rs., preco esle muilo 1
visla da boa qualidade: na tua Direita n.
I 1 Attenca.
_ Xa rua do Queimado n. 30, vende-se un) 1
narvcom elegante figura, sem acbaqaaa f
muilo refbreacto, proprio pairajcalliar
assucar, ao que j esla habilitado : quem
chinas de vapor, c taixas de ferro batido /'Ja-se a casa indicada, loja, que J
. Vtimm Inlar
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano ela invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
quem tratar.
Vendem-se licores de
Kirsch em caivas, assim o
francez da mcllior ciualidadi
parecido, tudo chegado pelo ulti
Irancez, e por preco muito baK
lonias intrlezas e hollandezas, com gran- 1. "_"." r' 3 '
, o o r ruada Lruz 11. o, primeiro andar
de vantagenf para o melltoramento do
COMPRAS.
Corapram-sc escravos de idade de 12 a 35 tan-
nos, assim como se recebem para vender cm coinmis-
sSo : na rua Oireila n. 3.
Compra-se um scllim inglez, ou destos feilos na
Ierra, com seus perlcuces, que seja bom, e com pouco
uso : na rua da Madre le Dos, toja 11.'7.
Comprani-se duas vaccas paridas, novas c gor-
das, c que dem bom leile; pagam-scbtm : nos Afo-
gados, a fallar com o tencnle-coronel Manoel Joa-
quim.
Compra-se urna salva de prala j usada, que oc-
cupe 4 copos para agua : na rua eslreita do Rosario,
casa de ourives n. 7^.
Compram-se ossos a peso :' no ar-
mazem da lluminaco, no caes do lla-
mos, Iravessa do Carioca.
Compra-so um prelo bolieiro e sapaleir, que
seja moco e sem achaques, c sirva para lodo e qual-
quer Irabalho de urna casa : quem liver. dirija-se ao
sobrado de um andar n. 15, .110 paleo da ribeira de
S. Jos, ou a loja n...., na rua larga do Rosario, quo
se dir quem precisa.
e casemtras.
Vende-so panno fino prelo superior a 28800, 45000,
4ft500. 55000, 65000e 78000 rs. o covado. dito azul,
proprio para fardas de guarda nacional a 3,t?000 rs. o
covado, dilo muilo superior a 58000 rs. o covado,
casemira preta, franceza, muito elstica a 68500,7#.
85OOO, OSOOOe 125000 rs. o corte, dila decores a
45OOO e 55OOO rs. o.ciirte, merino preto muito fino a
35000 rs. o covado, alpacas de cores a 800 rs. o co-
vado, dita prcla mnilo fina a 600,720,800, 1S000,
e 15200,o covado : na rua Nova, toja do fazendas n.
16, de Jos Luiz Pereira & Filbo.
Vendem-se 4 escravos, sendo. 1 mulato de 20
annns, 1 prelo de 40, 1 moleque de 17,1 prcla de 22,'
boa engommadeira e lavadeira c 30 travs de pao
d'arcode 40 palmos de comprido o palmo e torno de
"crossura : quem pretender, procure na rua larga do
Rosario n. 25.
Vcnde-sesal do Ass, a bordo do hiato Ang-
lica : a Iralar na rua da Cadeia lo Recito n. 49,
primeiro andar.
Vende-se superior Tardo em saccas muilo gran-
des, e por preco rommodo : na rua do Amorim n.
48; armazem de Paulo & Sanios.
VENDAS
Vende-se urna negra criotila, de bo-
nita figura, e com algumas habilidades ,-
ou mesmo troc-se por alguma casa ter-
rea, e o motivo ela venda se dira'ao com-
prador : na rua de Santa Thereza n. 54,
se achara' com quem tratar..
/A Continua ainda a vender-se superior farl- (>*.
T? nha de mandioca, nova, chozada de Santa *
\$) Cal bar ina, a bordo do patacho Clcmcntind, {$)
(A por preco commodo; para grandes porches A
W far-sc-lia um abalimcnlu em proporco : T
(fa lrala-se no escriptorio da rua da' Cruz n.
aj, 40, primeiro andar.
morada,'que se dio despja
Antonio Pacheco de Andraile e Antonio Pacbc-
Para cli
>ania Nova, toja ife [ettragensn. 24 c 11, de Joa-
quim da Cosa Maia, recelieu de novo excedentes ao-
parelhos de metal fino para cha, salvas de casquinho
ItlW d" dITi.rn'ilp tarAitnlina imr nwik lomniniln
e a loja do paleo do Terco 11. 9,e vende-
c laberna que oella lem, feita a mo-
derna, propria para qualquer oulro eslabelecimento,
tem commp(ps para familia: ,na taberna 11. 11, so
dir quem faz este negocio.'
Vende-se um hom escravo, de idade 32 annos1
bom canoeiro, sem acliaques,|muilo proprio pare ser-
viro de eugonbo por trabalbar bm cto eiuada, le-
vantar paredes t (adrilhos esm mestre ; entende lam-
bem da graduarlo do calor de torno para aasar qual-
quer peca : na rua la Soledade, o arqueador do con-
c.iladn oornt nCrtrirur n vAnddnr
eo de Almeida, reliram-se para fura do imperio.
Contiham a liqudar-se
as fazendas da toja do ausento Joao Antonio de A-
raujo pormeladc de seus valores, a dinheiro visla1.
Chapios de castor hrancos, copa alia, a 25-"ifiO. corles
de cambnias bordados de cures, a 25OIK) e 28500, di-
tos decambraias de seda a 48500 e 58tXH) rs^ ditos
lilas de seda, muilo bonitos padres. 88000 rs., len-
cos le garra muilo bonitos dadroes, a 19280 i-sman-
lasde garca, a 28500 rs., luvas de relroz de reile pre-
la sem dedos, par 320, ditas de casemira para motila-
ra, 400 rs., lito de algodo adamascado branca e de
cores, vara 480 r.. chapeos de seda para senho/as, a
68000,108000 e 168000 rs.. cortes le cambraia bor-
dados, bonitos gostos, a 38800 rs., lenco! de chita fi-
nos, diizia 2400 rs., chales de cambraia' bordados,
um 800 rs., dilo de dita adamascados, um 610 rs.,
cassinelas le lila mescladas para calcas fc palilos, co-
vado 800 rs., alpacas mescladae bonitas coriy, covado
610rs.,cnmbraias de cores transparentes, proprias
para cortinados, vara 120 rs. ; e onlras uiuilas fazen-
das por baratissimos precos : na rua lo (Jneiniado
11. 7, toja da estrella, defronle do becco do Peixc
Frito.
Precisa se de tuna ama para.amamenlar urna
crianra : na rua do l.ivramcnto n. 20.
Aluga-se urna negra que cozinha, o engomma
iVrivrimixiir. na nm iln Oueimadn 11. 41.
Vende-se una escrava de naijao.de meia idade,
sem achaques, boa para o servico de urna casa, que
sabe cozinhar o diario com accio : quem quizer di-
riia-se a rua Imperial n. 51.
" Vende-se urna muala perila engommadeira
com urna lidia de Ires anuos : ua rua Augusta n. 23,
se dir n pessoa com quem se lia de Iralar.
Vende-se urna prela moca, de excedentes quali-
dads ; o motivo da venda se tora ver ao comprador,
assim como sendo pessoa conhecda se faculta a esta-
da da dita prela por alguns lias a verse agrada: lra-
la-se na rua d'Aurora, passando a fundirao primeiro
portoo.
Vendem-se saccas com farinbaa 45500 rs. cada
sacca, ditas com milito," por preco .commodo: na rua
do Passeio Publico n. 5.
Vende-se a casa da rua lo Conloniz n. 16, coip
primeiro andar e solflo em chitos proprio?, livre e
desembaracada : a Iratar na rua da Cruz do Recito,
n. 31, segundo andar,
Vende-se a taberna do becco da Campia n. 1
A, no bairroda Boa-Vista, com fundse, vontade do.
corprailor, por seu dono Icr de retirar-se : a Iralar
na mesma. ,
Vendem-se 12 eseravus.scndo um dilo carreiro,
um moleque de idade de 18 anos,de muilu boa con-
duela, duas de bonitas figuras que engommam, co-
ziihani'; bivam efazeuilatorinllio, unamulalinhade
idado de 16.a 18 anoos.seis escravas de loilo o servico,
um dilo de servico de campo : na rua Direita nume-
ro 3.
Vende-se nma cetonia moca, perfeila engom-
madeira e cozinlicira : na rua larga do Rosario, 11.22,
segundo andar.
Vende-se urna bonita escrava le 20 e lanos
annos, muilo sadia, entende de cozinha, e engomma
-"11 rivcimente : quem a pretender dirija-se a rua da
Roda sobrado n.17, primeiro ambir.
Velas de carnauba.
Vendem-se caixinhas com superiores \elas le cera
de carnauba, fabricadas no Aracaly, por commodo
preco: na rua la Cadeia do Recito 11. 49, prmieiro
audat.
Legilirha de Hespanhn.
Na rua do Crespo n. 19, vende-se a verdadeira
sarja ucspdlihola la melhur que ha, e por preco que
agrada ao comprador.
Ovas do serlao.
Vcndc-sc este excedente petisco, e saccas de muito
boa e alva gomma para engommar c fazer bulhihos,
por preco commodo: na rua loQueimado toja n. 14.
Peanas de ema.
Vendem-se pennas de enia proprias para espana-
dores, e muilo boa gomma para cugommar e fazer
Itolinlios, em saccas ou em arrobas, assim como ex-
ccllenles ovas do serlao. tudo por pleito comuiodo :
na na do Queimado loja n. 11.
Vehde-semn jumento milito novo,
gordo, 5bastanteinaw': na maloOm-i-
ni.iilu loja n. 14
^ Vendo-sc boa c excellenle palha de carnauba,
por pre-o muilo' couuiiodo: 110 porto do Pocinho,
armazem junto a taberna.
Liquilacao.
As fazendas da toja do ausente .lun Antonio de
Araujo oslao i yenda na loja da estrella, rua lo Quei-
mado 7, c estilo se Irorando |>or seduhij visla,
quas |ior ineladc do seu valor, como ahaixo se v :
pi^as decidla com 38 covados a 48100. ditas dila en-
trefina a 58000 rs., ditas dita muilo lina .1 5800, pc-
Faiinha de mandioca.
Vcndcm-se saccas grandes com superior fa- j
rinHh de mandioca, por preco cummoilo: na
na do Amorim n. 54, armazem la Machado
& Piuheiro, o#.a Iralar na rua do Vigario 11.
19, segundo andar, escriptorio dos mesmos.
Vende-se sal do Ass, a bordo do
brigue ConceieAo, lundeado defronte
do Forte do. Mattos: a tratar a bordo com
o capilo do mesmo, ou no escriptorio de
Manoel Alves Guerra Jimior, na iota do
Trapiche n. 14.
Bracos de balanza Romao Si Compa-
nhia,
chegados ullimamenle de Lisboa pelo brigue portu-
gqez Tarujo Primeiro, proprios para balco, c por
preerveommodo : na rua do Amorim n. 54, armazem
te Machado & Pinheiro, ou a tratar na rua do Viga-
rio n. 19, segundo andar, escriptorio dos mesmos.
ra@@@@#@&: Cera em velas.
Vende-se cera em .velas; fabricadas cm Lis- |
boa.em caixas de 100 e 50 libras, e por preco ?
;i o mais barato lo que cm outra qualquer par- Gt
8 te : na roa do Vigario n. 19. segundo andar, @
eicriptoro de Machado & Pinheiro. S
OVAS DO SERTAD.
Vcridem-se barato e muito frescae ovas do serlao:
na rua do Queimado ri. 14.
Vende-se a taberna da rua estreita
do Rosario n. 10, bem afreguev.ada para
a tena, e compoucosfundos, e faz-se van-
tagem ao eJBmprador:' eptem a pretender,
dirija-se ao armazem confronte a Madre
de Dos n. 22.
Cas de algodaozinho a 16IKI c 28000 rs., ditasde'ma-
dapulao lino e largo a 38800, cambraia* organd? a
480 a vara, cassas chitas a 240, chitas francezas muilo
torgas a 200rs. o covado, lilas inglezas a 120 e 140,
lilas ditas em retadlos. (levando o que liver o rela-
Ihu) a 100 e 120 o covado, mias casemiras de algo-
do para caira a 210 c 300 rs. o covado, nieias croas
para humen!"a 120 o par, toncos de cambraia para
mSo a 120,.dilos dila com bico a roda a 180, chales
de laa muito grandes a 1^000 rs'., ditos de dita mais
pequeos a 320 e 640, e outras muitas fazendas, que
s com a visla os freaucz.es pmtorao conliecer os di-
minutos precos por que se cstoo veudendo; ebeguem
freguezes, autos que searabein.
Frutas ovas.
Narna rslreila lo Rosario 11. II, venlem-so lioce-
las com pecosos, damascos, peras o ameias, e latas
com biscuilos do principe- Alberto e de mais autores,
bolachinhas de soda e nozes a 120 rs. a libra, conser-
vas, agua de llonxle larauja, amendoas, ervilhas, ce-
vadinha de Franca, caslanbas muito uuvas, c ouliMs
I muitor objeclos : vende-so ludo em conta.
DEPOSITO BE CVLEPOTASSV.
Na rua de Apollo, armazem de Leal
Reis, contina a ter superior e verdadeira
potassa d-j Russia e da America, assimeo-
mo cal cm pedia ebegada no ultimo na-
vio, citjps barris contm o peso liquido
dequatro arrobas, tudo a preco razoavel.
Redes acolchoadas,
brancas edecores de nm s panno, muilo grandes e
de bom goslo : vendem-sc na rua do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
__Vende-se selim prelo lavrado, de muilo bom
goslo, para vestidos, a 28800 o covado : na rua do
Crespo, loja da esquina que Volla para a cadeia.
Velas de carnauba.
Vcndcm se caixinhas coro superior velas de cera de
carnauba pura, fabricadas no Aracaly, c por commo-
do preco; na rua da Crnz, armazem de couros c sola
n. 15:
Cera de carnauba.'
Vendc-sc cm porr,ilo e a retal lio : na rua da Cruz,
armazem le couros e sola n. 15,
Agencia de Edwtn Haw.
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon
& Companhia, acha-se constantemento bons sorli-
mcnlos le laixas de torro endo e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaos, agoa, etc., ditas para a miar em madei-
ra de lodos os lamanhose mcxlelos os mais modernos,
machina horisoiilal para vapor-, com torca le
4. cavados, cocos, passadeiras de ferro estanhado
para casa de purgar, por menos preco qne os de co-
bre, esco ven para navios, ferro da huecia, e fo-
I lias de flandrcs ; tudo por barato preco.
Na ra ela Cadeia do Recife n. 60/, arma-
zem dellenrie|ue.Cibsoii,
vemlem-se rologios de ouro le sabonele, de patente
inglez la niolhnr qualidade, e fabricados em l.on-
drea, por |ir.....coiimioilo.
POTASSA.
No anligo deposito da rua da Cadeia do Recito ,
armazem 11. 12. ha para vender muilo nova polassa
da Russia. americana e brasilera, em pequeos bar-
ris de 4arrobas; a boa qualidade e precos mais ba-
ratos do que cm oulra qualquer parle, se alliaimam
aos que nrccisareni comprar. N mesmo deposito
lambem ha barris co'm cal de Lisboa cm pcdra, pr-
ximamente rbcgailos.
Vcndem-se almanalts marilimos para 1854: na
rua lo Trapiche armazem n. 34.
FARINHA DE TRIESTE.
Primeira epudidade.
Tassolrmos avisam aos seus freguezer., que tem
para vender l'arinhi de trigo ebegada ltimamente
le Trieste, sendo a nica nova q'Ue aquella proce-
dencia existo no mercado.
Vendem-se cobertores de algodo grandes a 610
rivc pequeos a 560 rs. : na rua do Crespo nume-
ro 12.
Vendcm-s'e 80 palmo de terreno com mudos
arvoreilos, na Iravessa la Soledade, que vai para a
Estancia. junio do sitio do Sr. Amaro de Barros Cor-
rea : quem os pretender, dirija-so a Jos Aniceto da
Silva, no mesmo lugar.
Para aquaresma.
Vende-so superior sarja prela liespanhola a 28000.
28200, JOO., 3G00 o 2SK00 o covado, selim, preto
maeao superior a 23100, 2J00, 3SO0. 3j50, 45JOOO
e 59OOO rs. o covado, nieias prelas de seda para se-
nhoras a 2$i00 o par, e d-se as araoslras de tinto :
na rua .Nova, loja 11. 16, de Josi1 l.uiz Pereira & Fi
Ihe.
assucar, acha-8e a venda, em latas de 10
libras, junte com o metliodo de e'mpre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. BiebcrtSi Companhia, na rua da-j
Cruz, n. 4.
SANDS.
SALSA PARRILHA.
Vicente Jos de Brilo, nico agento em Pernam-
bnco de II. J. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que tem chegado a esla praca urna grande por-
Cao de frascos de salsa-parrilha de Snds, que sao
verdaderamente falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, peto que se devem acaulelac 09 consu-
midores de ISo precioso talismn, de cabir neste
engao, tomando as Tuneslas consequencias que
sem pro rosl umain trazer os medicamentos falsifica-
dos c elaborados pela mao daquellcs, que anlcpoem
seus ijilcresses aos males e estragos da liumanidade.
Porlanto pede, para que o publico se possa livrar
desla fraule c dslingua a verdadtira salsa parrilha
de Sands da falsificada e rccenlemcntc aqu chega-1
da ; o aiiiiunrianlc faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na rua' da Conceicito
do Recito n. 61 ; e, alm do 5pceituarto jue acom-
panba cada frasco, lem embaixo da primeira pagina
seu nome impressu, ese achar sua firma em ma-
nuscripto sobre o invollorio impresso do mesmo
Traeos.
(< Veudm-serelogios de ouro, pa (jj^
^ji ten-te inglez,, por commodo pre- i
w eo: na rua da Cruz n. 20, casa de T^
(jf L. Leconte Feron & Companhia. (^
) Na rua do Vigario n. 19, prirei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrlhas, valsas, redowas, sclio-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
POTASSA E CAL.
Vende-se potassa da Russia e America-
na, superiores, e pal v-gem de Lisboa,
tudo por preco mais commodo'que em
outra qualquer parte : na rua do Trapi-
che n. 15, armazem de Bastos limaos.
Com toque davaria.
Madapolao largo a39200 a peca : na rua do Cres-
po, loja da esquina que volta para a Cadeia.
Muita attenca.
Cassas de qoadros muito largas com 12 jardas a
2541)0 a peca, corles de ganga amarclla de qundros
muilo lindos a 19500, corles de vestido de cambraia
de cor com 6 1|2 varas, muito larga, a 2800, dilos
com81|2 varas a 39000 rs., corles de meia casemira
para cal;a a 39OOO rs., c oulras muitas fazendas por
preco commodo: na rua do Crespo, toja da esquina
que volla para a Cadeia.
PARA AQUARESMA.
Um lindo e variado sortimento de fazen-
das pretas e de todas as qualidads.
Panno lino preto a 3SO00, 39200, 4*500, 59500 e
69OOO rs., dito azul a 29800, 39200 e 49OOO rs., dito
verde a 20800, 39600, 49500 e 59O00 rs. o covado.
Vende-se muito bom cafe e
incita qualidade, em saccas, cont
bem fardos de fumo da meihor qual
possivel para charutos, chegado*%
mente da Babia, e por preco muit
conta ; assim como urna poreSo dee
de cltaratos, por preco baratissimo
he para se iinalisar contas : na rua
Cruz n. 2, primeiro andar.
VINHO DA FIGUEIK.
Vendem-se barris le quinto de vinho da FI
no armazem de Tasan Irmaos. -
, Narna do Trapiche n.
vende-se o seguinle :pjsla de lino
mediur artigo que se conhece para !
branquece-os e fortificar as gengiva ---------------
goslo na bocea e agradavel ebeiro;
para Os cabellos, limpa a caspa, .e
luslre; aaua de perillas, esto mgico<
sarar sardas, rugas, e embellezar o raj
moa tintura imperial do Dr. Brown
Co faz os cabellos ruivos ou branoi
prelos e macios, sem damno do*"'
precos commodos.
Taixas para engenhot
Na fundicao' de ferro
Bowmann, na rua do Brui
do o chafaiiz continua ha
completo sortimento de tantas
fundido e batido de 5 a 8 paln
bocea, as quaes acham-se a \
preco' commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador..
MoinhoB de' vento
"ombombasdcrepuxopara regar horlase
de capini. na fundicao de D.W. Boifmar : 1
doBrumns. 6. 8el0.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Veiide-se superior vinho do Poii
barris de 4., 5. e 8.: no armazem e
do Azeite de Peixe n. li, ou a trfc
escriptorio de Novaes Si Companhia,
rua do Trapiclien. 54.
Padaria.
Vende-se urna padaria muiloafregnezata: 1 tratar
com Tasso A Irmaos.
Aos seuhores.de engenho.
Cobertores escoro de atoodSo a 800 rs., ditos mui-
lo grandes e encorpadgs a 19400 : na roa c
loja da esquina que volla para a Cadeia. .
Vehdem-se missaes romanos, bem encadena-
dos e da ultima cdicc.lo : na rua do Enea
armazem n. 11.
Vende-se nma prcla crioula com i ladi
annos : na rua do Crespo n. 17.
'Vendem-se dous escravos de 22 a 30 annes d
idade, crioulos, um delles heeezinheire e oulro
servico de rua: na rua das Cruzes n. 22. '
Na rua da Cadeia Velha n^ 52, em
Deane Youlc & Companhia
vende-se um carro americano de 4
vislo na cocheira de Poirrier. no atorro
casemira prela entoslada a 59500 o corle, lita fran-
ceza muito fina e elstica a 7500,8*000 e 99000 rs.,
selim preto maco muit superior ., 39200, 49000 e
595O0 covado, merino preto mUi(o bom a 39200 o
covado, sarja prela muito boa a 25OOO rs. o covado,
dila hespanhola a 29600 o covado, veos prelos de fil
de linho, lavrados, roolo grandes, fil preto lavrado
a 480 a vara, e outras muitas fazenda* de bom goslo;
na rua do Crespo, loja da esquina que vo't para a
Cadei ..
POTASSA BRASILERA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada n Rio de Janeiro, ebe-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho ds
seus bons clfeitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz p. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
Deposito de vinho de
Eagne Chateau-Ay, primeira
dade, de propriedade do
de Mareuil, rua da Cruz do
cife n. 20: este vinlio, o mellic
de toda a champagne vende
se a o6<>000.rs. cada caixa, adia-
se nicamente emeasa de L. I
comte Feron <& Companhia. N.
As caixas so marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rotulo
"gai!rfa*. so^wues.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, c alvaiade dezinco, superior quali-
dade,' por presos commodo^: na.rua do
Trapiche Novo n. 16.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tmbem no DEPOSITO na
rua do Brum logo na entrada, e defron-
te elo Arsenal de Maiinha lia' sfempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangera,
batidas, fundidas, grandes, pequea,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
existem epiindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
pretjos sao' os mais commodos.
Vende-se um grande silio na estrada tos A mir-
lo-, quasi defronleda igreja, o qual tem muitas ar-
vores lo fruclas. Ierras le plaiilarOes, baisa para
capim, e casa le vivenda, com bastantes rom mo-
dos : quem o pretender dirija-se ao mesmo sitio a
cntcmlcr-se cpm o Sr. Antonio Manoel de Moraes
Mesquila Pjtoenlel, 011 a rua do Crespo n. 13, no
escriploriado padre Antonio la Cimba c Figuei-
redo. y
.Vende-se em casa de S. P.' Jonli-
ton & Companhia, na nja da Senzala Nos
va 11. 42.
Vinho do Porto, superior qualidade, en-j
garrafa do.
Vinho Chery, m barris de quarto.
Sellitis para montara, de homem e ser
nhora.
Vaquetas de lustre, para coberta de carros.
Relogios de Juro palete inglez.
Venderf^elonas,brinzaB, brinse meias lo-
.nas da Rosafa: do.armazem to N. O. Bieber &
Companhia na rua da Cruz n. 4.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, tom
i venda a superior ilaneMa para forro desellins, che-
gada recentemente da America.
Panos-
os amadores da msica achara cqolinuadamenle
em casa le Bri un Praegcr & Companhia, rua
n. 10, um grande sortimento de pianos forl
pianos.de d i Aeren les rood ellos, boa consli
las vozes, que vendeni por mdicos precos; assim co-
mo toda a qualidade de instrumento* 1
ESCILA.VOS FGIDOS.
Boa gratilica;
Desappareecu no dia 15 de fevereiro prximo pas-
sado, do lugar de Verlenles em Taquaretmga, comar-
ca do Limoein >, um escravo, cabra, de nome Ale
Ir, detdale 22 annos, altura e gordura r
tem um srgnal pequeo por baixo de um dos olhos,
lentes limado s, ijs grossos; levou camisa de algodo
le lislras, cha peo de pello velho, e armado defacao
e clavinule, e levou em sua companhia urna mulata
tona de nome Joaquina la mesma cor cabra, altura
e corpo regula res, leule limados, cabello correli;i
e amarrado, e da mesma idade : pi
capiles le cat opn e as autoridades policial lu-
gares de Sanio Anto e lo Recito, e neni
quer parte do* ul, para mde consta
queiram appr hender o lito cabra e
nhor Antonio Bartmzade Souza, mora lentes, ou na,'rua lo Queimado n. 7, toja daeslrella,
do Gregorio & Silvtira, que sern generosainenle re-
compensados.
Desappareceu nosfinsde toveniiroprximo ra"
saito urna escrava: de nome I.uzia, dd gen
gota, secca do cosrpo, 36 1
iuiuenos,.cozinta, lava
be quilandeira, lem urna
zello do pdireitii, e consto que lava roupa no
da Panella: quena apegar, leve-a ao Dr. Lopes >el-
lo, na rua Nova, iiusjjpagar a apprehensao.
-'- No lia 27 d. 1 fevereiro prximo passado, deaap
par.iceu da casad., ahaixo assignado, nma prela de
nar.lu, por nome Iiocilia, reprsenla pou-
co'niais ou menos, estatura regular, ps largos e cha-
tos, mas lorias paradcnlro; levouveslMode
la e panno prelo fino : roga-se a qualquer pessn:
rapitao de campe qu dalla lver nulicia ou a pegar,
o r.'ivor de leva-la 10 seu legitimo senhor, ni
da Boa-Visla, toja .le'calcado 11. 14, on na 111
Pires, tnc ser gem irosamente recompens
bem e protesta con Ira quem a liver ocenlta, um
que o nao laca publico.
H Joaquim Jos Das Pereira.
i
I
2&1
V
P.i,,,-t.0).F. d.F^U.-WM.-
*
IB '
II


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