Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01847


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Full Text
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ANNO XXX. N. 65.
i mezes adiantados 4,000
Por S mezes vencidos & son
SEGUNDA FEIRA 20 DE
Reeife, o proprietario M. F. de Faria; Rio do Ja-
loao Pereira Martins; Bahia, o Sr. F.
Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
tla, o Sr. Jos Rodrigues da Cosa; Na-
tal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Aracaiy, o Sr.
Antonio de Lemos Braga; Cear, o Sr. Victoriano
Bofgeg;Maranhao, o Sr. Joaquim Marques
Rodrigues; "Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 28 1/4 a 28 3/8 d. por 1900
Pars, 340 a 345 rs. por 1 f.
Lisioa, 95 por cenlo. -
Rio de Janeiro, a 2 por O/o de rebate.
Accoes do banco 10 O/o de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto deletlras de 11 a 12 de rebate.
METAES.
Ouro. Oncas bespanholas. 289500 a 299000
Moedas de 639400 velhas. 16S000
de 69400 novas. 169000
i> de 49000...... 99000
Prala. Patacoes brasileiros..... 19930
columnarios...... 18930
mexicanos i 19800
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas o qninlasfeiras.
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ext e Oricury, a 13 e 28. Re,a5a0> ttr5as fe,ras e abados.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas fciras.
Victoria, e Natal, as quintas fciras.
. PREAMAR DE HOJE.
Primeira as 7 horas e 42 minutos da manhaa.
Segunda as 8 horas e 6 minutos da tarden
PARTE OFFICIAL
Fazenda, tercas e sextas feira^s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas,
l.'vara docivel, segundase sextas ao meio da.
2.' vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
'ViaWO DA, PROVINCIA.
ida da 9 da margo a 1854.
O presidente da provincia, tendo em
i que expoz o juiz de direilo diere de polica
7 do corrente, resolve considerar vaco
i sab-delegado dafreguozia do Exu' por "se
dado para a cidade do Cralo o citladao Fran-
l)ias Bulcao que o exerca, iomeaiido
o substituir a Juvenrio Servio Granja.
. Demittindo, de conformidade rom a pro-
C Jchete de polica, a Pedro da Cosa Arujo
1. supplenlc do snb-dclcgadc da fre-
Exu' e nomeando para o substituir a
lorencio de Aleucar-----Fizeram-se as ne-
as ronimunicacoes ao chere d polica,
.o Exm. marechal rommdManlr das
tiendo por copia o trecho de urna nter-
in pelo engenhciro'eiicarre&ado das obra
l, qual consta os reparos que o mesmo
eiro j fez execular no quarlcl da ci.lade de
Olinda.
Mesmo, recommendandoaexpcdcae de
,para que os corpos de 1. liuha em
itsla provincia.reunidos ao crpo de po-
mciu em grande parada no ivcrsario do juramento da constilui.ao
imperio, deveudo a guarnicaoda praca ser te'ita
e no anlecedcntc por pravas da guarda
nacioual desta cidade para o que ficarainja expedi-
das as convenientes orden. l'ez-se uesse sentido
o neccssario expediente.
18-e. Isnal acerca do paisano Joaquim Pedro, e
lizeram-se as necesarias communicacOes a respeito.
EXTERIOR.
lo. Ao iuspeclor da Ihesouraria de feznda,
inteirando-o de haver o juiz municipal do lermo de
linda, badiarcl JosQuinlino de <>slro Leao par-
tcipado, que por ler de tomar asseuto como depu-
.tMfo suppienle a aasemblea legislativa provincial,
i no da 11 do corrente a vara ao respectivo
:nte, o doutor Nuno Avquc de Alvellos
* deBriloInglez'r'izeram-scas necessarias
commumrarnea -peito.
temo, dizendo, que ebn copia do
lumripl do lermo te inventario do cxlinclo encapellado
do engcnhoNovode Goianna.
[> presidente do cjteclho administrativo,
ar na compra dos\iit-dicamentqs iiien-
o pedido, a que se refere o oulcio da
c 8do correle, visto ler chegado da
>s que allf terain comprados para o iospilal
regimentat leste cidade.
- Ao inspector do arsenal de marinlia, re-
to por copia o aviso da repartirn da mari-
e reverciro ullimft, no qual se manda
eudar a maior economa possivel as despe-
devem correr por conla do crcililo abcrlo
arsenal sob diversas rubricas, em o prsenle
icio, attendende-sc de preferencia obra oais
B.que he a do melhoramenlo do porlo. al
igoverno imperial possa resolver definilva-
Inte sobre semelliante objerlo, em visla das nter-
des que tem de dar 6 engenheiro Carlos Neale.
j TAo u,reclor do arsenal de guerra, recom-
iando que logo que llie forem apresenladas por
P*rte commandanle do brigue escuna Ugalida-
armas de adarme 17 arruinadas, e 4j baionc-
i das Alagoas, mande smc. conserla-las de
niidadc com o oflicio que remelle por copia,
irijeipoo-se ao Exm.'presidenta daquella pro-
vincia. r
*. Ao juiz de dirciloda romaica do Bonito.
Acabo de receber o orado em que Vine, me parliripa
rerpassadoa varade juizde dreiloao >.suppien-
le do juiz municipal do lermo ,1c Caruar, prtenle
jomar assenlo na assemblea provincial de Sergipe.
*ni qoe nao possa embararar o seu desguio,
impre-me todava signlirar-Uie.que Vmc faz um
grande tlisservioo abandonandoauora sua comarca, c
que en j Icnho pedido ao governo imperial que re-
quisito a dispensa de Vmc.
lo. Ao inspeetorda Ihesouraria provincial,
para que rom brevidade mande eITcrtuar uao s o
pagamento do 8:8886960 rs. imporlaucia do farda-
nenio que vcoceu ocorpo de polica desde o 1." de
julllo al 31 de dezembro do auno prximo passa-
do, mas lanibem a entrega da quanlia de 751I50O
rs. que pertencendo anliga caixa de fardameulo
daquellc corpo existe em deposito na mesma
souraria. Communicoii-se ao commandaulc do
mencionado corpo.
Dito. Ao mesmo, approvando o contrato que
hmc. celebren com os negocianles N. O. Biebcr &
G. para o romecimeiito do armamento necessaiio
ao corpo de polica.
Dito.Ao mesmo, para que a vista do competen-
Ttrficado, mande Smc. pagar ao arremalante da
l da casa ila barreira da ponto dos Carvalbos, a
irtancia da primeira prestacao a que elle lem
:ito. Communicou-se ao director das obras nu-
blkas. r
o.Ao administrador do consulado provin-
ial, para rcmetler a secretaria da presidencia una
1 dos proprielarios da ra da Cadeia do bair-
ro do S. Anlouio.
. Ao agen le da companhia das barcas de
vapor.dizendo que para poder autorisar o pagainen-
5 Smc. solicita, faz-se necessario que seja sa-
lisfeila a exigencia do inspector da Ihesouraria de
razenda.contida no ollicio que remelle por copia.
Poriaria.Ao'ilireclordo arsenal de guerra, para
fazer concertar 10 gnlnadeiras aparadas que se
acham a car^o do delegado de Olinda para o servi-
ro da polica, as quaes Ihc serJo apresenladas
por parte do mesma delegado. Cominunicou-sc
ao rhele de polica.
Concedeudo, da conformidade com a pro-
do chere de polica, a demissflo que pedio o
! Francsio Epifanio de Paula dos Santos Al-
l do lugar de >. snpplenle .lo sub-delegado da
a de S. Antonio do Recito, e nomeando
Ingar o hachare! Manool Filippe da Fon-
Fez-so a iiecessnria eommmuuicacao ao
diefe de polica.
17
co.Ao Exm.marechal commaudante das ar-
tnanda,r por em liberdade o recrula Joio
le Araujo, por (er aprsenlado isencSo le-
Commuuicou-se ao juiz de direilo da comar-
ca do Brejo.
Ao inspector da Ihesouraria de fazenda.
> de haver nomeado o chere de secrao
nandesda Cruz para servir inlernament'e o
erjiesoureirod'aquellarcpartirao, e recom-
, m iodo que o ra{aentrar inmediatamente em cx-
erclc.io.
o. Ao juiz relator da junla de iustira Irans-
ido, para ser relatado em sessaoda mesma jn-
cea verba! Teilo ao soldadiftlo 2. balalhao
ana Manoel Francisco Segundo. Parli-
eao Exm. maredial commandanle das ar-
mas.
.V3Ta in9Pccl0'r. *> Ihesouraria provincia!,
indo, para servir de base a arrematados
pwsdoorCamen o c clausula, que-acaba de appn
foram remetl.dns pelo director das obras pu-
blicas.Coniiiiuiiicou-se a osle.
Ao mesmo, inleirandoA. de haver autori-
oo ao diretor das obras publica, a comprar para a
ra .los reparos de que precisara as bombas ,|a os_
\ icloiia, quareuta mil lijlos .le alv,ila,i,
20*01)0 rs. cada miUieiro. ,i| P di-,. ,
alqueires, de cal pela a360rs. alqueire.Ohiciuii-
se nesle sentido ao mencionado director.
rlaria.Nomeando a Jos Antonio'de Miranda
o lugar de guarda do armazn da plvora a
cargo do arsenalele guerra desta provincia.fizo.
i ram-sc as necesaaias communracoes a respeito.
f Dita. Nomeando a Antonio Paulino da Silva
o lunar ile guarda da Alfandcga desta cidade.
Communicou-se a Ihesouraria de fazenda.
i.Exonerando a Chrislov.lo Pereira Mcha-
lo cargo de subdelegado do 1. dislriclo da r,e.
d'Agqa Prela.Communicou-se ao chefe de
Ao asente da companhia dos paquetes de
o dar passagem para a.corte, no va-
^era do norle, ao >.> cadete Thorflaz
landerley, facuiloseiu cll'eilo a por-
eexpedio acerca do mesmo cadelo em 13
lc.Parliripoo-sc o Exm. marechal com-
lilliiulo, de conformidade com a pro-
ipolicia, a Antonio Gomes da Sil-
i cargo do delegado do termo do |,i,
liara o substituir a Francisco
niinicuu-se ao supradilo
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO SE
PERNAMBUCO.
Hamburjo 30 da feverelro da 18M.
Depois de tongas quesles e graves dissenses, os
partidos polticos da Allemanha se moslram pela pri-
meira vez quasi geralraente unidos na questao do O-
rienle. Republicanos demcratas, conslilucionaes de-
mcratas, consiilucionaes liberaes, e liberaes conser-
vadores, emfim todas as sraduaroes. em que se divi-
dem as ideas polticas, todos exigem urna allitude e-
nergica dos aovemos allemiles contra a Hussia. e nao
recuam mais dianle da idea d'uma guerra aherla.
Al mesmo aspracas de commercio, e seos potenta-
dos, partidistas da paz i oii prix se pronunciara
cm lavor da guerra. E tiles tem razao ; porque
nunca toi lao claro : ti r.it paeem para Oellam. Se
os grandes poderes da Allemanha raandarem boje a
sna declaracao de guerra para Pelersburgo, em 15
das estar assegurada a paz da Europa, e collocada
sobre bases maislirnies do que nunca.
Smenle o partido do feudalismo que se compoe da
nohreza do campo, dos philnlogos que lhes fazem a
corle, eqneeni nenhuma parle niel hnr prospera m do
que na Allemanha, smenle este partido cuja divisa
lien reslahelecimeuto do anligo absolutismo patriar-
cha! no estado, e.se possivel for, do anligo servilismo
as suas propriedades. he que faz ama exeepcao da
unnime opinio publica, e colloca-se decididamente
do lado da Russia na queslo oriental, em opposiro
ao total da nar.io ; o seu orgo na imprensa he a ga-
zela de Berlim o Nctce Preuntitchi Zeiung, que n-
cansavelmcnle se esforra de ressuscilar a anliga san-
ta allianra.proclamando a amizadeelernacomaRns-
sia, recommendada no testamento de Frederico Go-
Iherme III, e recordando continuadamente memo-
ria dos governos alleme que o czar he o baluarte da
Icsilimidnde, que a allianra Com os poderes do oeste
seria a allianca com a revolnr.io, e que urna inler-
veneaa em favor da Turqua seria ama Iraicao do
chrislianismo, e proalilniJIo de todas aslradires re-
ligiosas da organisacao dos estados allem.les.' Urna
inrelicdade be que ese partido indue sobre os em-
pregados supremos da Prussia, e al possneno minis-
terio pnissiano seos dnTensores aberlamente declara-
dos. Sobreludo o ministerio do interior o Sr. de
vVeslphal he o defensor dessas ideas do modo mais
enrgico e tenaz. Grcas a essa posicao, elle he mais
poderoso do que alias seria pelo sen numero, ou im-
porlanca dos inleressesque representa, e mpedeum
inovimento salubre da poltica prnssiana.
Ilcverdade que se diz que essepartido solTreu urna
derroto decidida por cansa do naufragio da missodo
ronde Orluw, de qoe fallei na minht ullim caria.
Cerln he, que es*a misso naufrasou, eque o conde
Orloiv parti directamenle de Vienna para Pelers-
burgo, aem haver nada feilo, es'sui mesmo se dirigir
a Berlim. O gabinete austraco nfloareilou as suas
proposlas, e logo que em Berlim e soube o conlei'i-
do especial das suas brdens, toi-lhe parlicpado pelo
telegrapho para Vienna, qoe nao linhaesperanca al-
giinia de um mplhor resultado. Tao sensivel que de-
via ser essa recusa do Conde Orlow para aquelles a-
migosda Russia. que exigem que a Allemanha tovo-
reca posilivamente a sua poltica, de nenhuma ma-
neira he ella um paj*o positivo contra a Russia. He
simplesmenlc um compromiswdosparlidusopposlos,
como tristemente lo ccralmente se vena poltica
prussiana, e lem dado a mesma o carcter de' lasti-
mosa e inccrla. l)eclarou-se ao conde Orlow, que
para nada se abrigara,e que se reservara a liberda-
de de decisilo e autoridade de obrar coororme ascir-
cumstancias. Islo quer dizer com nutras palavras,
uAo se lem a coragein de tomar urna decisao, e tomar
<> expediente do cosime da fraqueza, que he dea
alurar. Com isso porin cede-se de novo o campo i
intriga la Russia, para por em mo'vimenlo todos os
estotros. O Sr. de Wespahlen lambem nao achou na
recusa las proposlas Orlow nenhum motivo para dar
a sua .Icmi-sao. A. influencia do partido da Russia
fica sustentada, como toi, no seio do ministerio prus-
siano, e o parlido a ella opposto ebaixo da direcro
do Sr. de Maniendo! s lem de llie oppnr a sua Vi
inerliir. Para oSr. de Manleuflel a liberdade do
ohrasreservada, na realidade na he sean a liberda-
de d a inactividaile c,de nio decer obrar.
Urna poiico um pouco mais activa loma pois
a Austria. Coutinua anda presenlemenle os seus
estorcos para levar o czar a paz por meio de
represenlaces e inslancias, porem n3o deixoo de
vista ao mesmo lempo, dse habilitar para guardaros
leus inleresses no Oriente no caso contrario. Collo-
cou um exercilo as fronleiras da Serbia, para se
adiar sempre prompta para urna inlcrvein.ao imme-
diala, e segundo as derlaracoes feitas ao parlamento
mglez pelo ministerio, essa dita inlerveiiraorui visla
sera dirigida contra a Russia. Oulros explica ni o ne-
gocio d'oulro modo. Dizem que a Austria, assim co-
ino a-Riisstanceupra provisoriamente a Mqldavia e
Vclachia como um peiihor, eslava cullocando.as suaa
tropas para do seu ladooecupara Serbia,afim de im-
pedir qnalquer declaracao eventual em tavor da Tur-
qua, e meara da linhade oceupaco rnssa no Danu-
bio do lado da Serbia, desse estado depeu.lentemcla-
de da soberana da Russia, e metade da da Turqua.
E dizem mais que essa inlervenco leria lugar, logo
que a Serbia desse signal de querer sabir da sua aeu-
Iralidade. Se essa dea da intervciito austraca lam-
bem nao pretende nada de absolutamente impossivel,
niio se poder negar do nutro lado que os inleresses
do gabinele de Vienna na Turqua se acliam presen-
temente no mainr perign por causa da Russia. A
Turqua, em tanto que fica indepeodenle, ha o alija-
do natural da Austria, e lano maisque estadeve Ira-
lar sempre de livrar aquella da oppressn peto Rus-
sia, lano mais aquella deve procurar a amizade des-
la. He de lastimar qoeem Vienna d isso se esqbece-
ram por algum lempo, eque pelas intrigas russasse
dcixaram levar i passos, como a contienda missao 1.1-
nhages em Conslanlnopla, porem os homens de es-
tado da Austria deveriam ser cegos no prsenle mo-
mento, se se podesse suppor que um tal esqaecimen-
lo po.lia ser daradouro, eque o engodo da Kussia de
um augmento de territorio podesse ser bstanle pode-
roso para nAo se reconhecerem es perigus, que Irara
cumsieo para a Austria o governo ou oprotectorado
da Rusta em Conslnlinopla. Os grandes poderes da
Allemanha ja urna vez se deixaram levar pela Russia
para urna tal aeco. Foi isso a divisan da Polonia.Em
lugar de proteger a Polonia, como um eslado lvre e
independenle, e um baluarte contra o imperio do
czar, elles deixaram engodar-se pela acquisic^ode al-
cumas leguas de territorio, para aceitaren) a divisao,
permillindo assim o-- i Kussia penelrasse al para
dentro do cor- tropa, com grande perigo pa-
ra Al' se fez um erro mais funesto;
Pr" via ler sido impossivel para
T issoemuilo mais provavel
"i ucenlrarao das Iropas auslri-
*i 'rliia, lenha por lim deimpe-
d' s Russos, e que o prmeiro
. rnsso fizesse por cima da
n|^^ ia assim um casus belli para a
-Ausiria.-^aMTBer, tonlra a Russia.
atlendendo ao
tloncalves Pc-
11litio ao
'.ir lenipo de
realisar o seuj
^^^H( para o nies-
\enilo por isso
que por lei Ihe
irem, o premie de 3rXs000,rs pagos na for-)
lamento n. 1089 de 11 de exenibro de
os. Foi aqu, como na Prussia, a nobreza do cam-
po, que alnaoqoizsacrirtcaros importantes privile-
gios de que linha gozado al 18J8, em favor dos seas
adversarios. Durante a lempestade dos annos de 1818
e 18i9 ella achou por bem de por a mascara do cons-
titucionalismo ; porm logo que se acalmoua lempes-
tade, logo a nobreza do campo levanten a cabera, e
arrancou a mascara. Nao darou pouco lempo, e el-
la veio exigir o reslabelecimenlo do ttaui quo ante.
A iiiorteMo rei Ernesto Augusto, mulo Tavoreceu
os estorcos desse partido. O seu successor Ihe den on-
vido'lavoravel, e desde enlan lie qnedala 9 continua-
da crise da constituirn hanoveriana. Pouco lempo
antes da morte do re Ernesto Augusto, ministerio
tinlia conchiito com a Prussia, o assim chamado Tra-
tado de Selembro, pelo qual o Hanover aboli a sua
tarifa liberal, e se uni ao /.ollvcrein, aceitando a la-
rtfa protectorado mesmo.' Todo o paiz, com poucas
excepicoes, era conlra este tratado, porm o receto de
que a sua recusa pelas cmaras obrigaria i ministerio
a se retirar, e assim abra ao parlido anli-conslilu-
cional as porlas do governo, fez calar os adversarios
do Tratado de Selembro, e a cmara o apprnvou, ape-
zar de o considerar como prejudicial* ao* inleresses
maleriaesdo paiz. Em poucoAj mostrou sem pro-
veilo o grave sacrificio leilo a ^ttisltuisao. O minis-
terio vio-secomludo obrigadoj I relirar-se, entrando
um oulro em seu Ingar, para'logo ceder o campo a
tima lerceira mo.lilicacao, e eWlregar a direcro dos
negocios a homens,' que se doflararam como inimigos
a herios do conslilucioitalismofmoderno. As cmaras
toram dissolvidas, e nrdenaram-se novas eleicoes. O
ministerio qtiiz tentar, qnanto possivel fosse.'dc ar-
ranjar urna represenlacn no seo sentido, para por
meio della acabar eom a constituirlo. Ha pouco es-
sas eleicdes liveram lugar, porm o'ministerio nao
vio realisada a sna vonlade. Quasi unammamenle su
toram eleitos homens, que enrgicamente suslentaram
a consltuicao, ficando assim aberlamente declarado
o cundido entre o governo eo povo; o roturo mostra-
ra ofructodsin. O ministerio hanoveriano acha o sen
apoio na Dieta allemaa, e Ac justificado o receto,
que a ronsliluifao hanoveriana lera a mesma sorle da
suas irmSas allemaas, apezar da le constitucional do
povo hanoveriano.
im
Par 18 de feverelro de 1854.
Franca e t negocio* de Conrtantinopla.M. de
Kisseled, ministro da Russia deixou Parj9 aGdefe-
vereiro de 185 : parti com lodo pcssoal da lega-
.;ao. M. d'Ebelni.', ficou sosinlio no palacio da
lcaacao, encarregado al nova ordem do expedien-
to dos negocios da sua repartirlo. Asscvera-se que
antes de sahir de Paris, o ministro russo deixou
tima circular desuada a todo os seus compatriotas
rendentes em Franca, para) Ihe fazer ronhecer a re-
soljicao que f0ra ohrigado a lomar em execucao das
ordens to imperador, e para informa-los de que visla de certas eventualidades, a iulcucao do impe-
rador he que deixera a Frcnra.
Em presenra das difliccis conjdcluras creadas por
este%novo eslado de cousas, a Franca lem drcito de
dizer que um s instante se nao apartou da mais
completa moderarlo; sem embargo de ludo quanlo se
possa pretender,ella lem direilo de protestar contra
qualquer idea de anteara e provocado de sua parte;
os fados rallam cm seu abono.
Al a passagem do Prulh pelos exercilos russos,
e depois da partida do. principe MenschikofT de
Constanlinopla, por mais extensa que fosse a situa-
rlo, era primeirameute diplomtica. A oi-cuparao
das provincias Moldo-Valadiasoriginouadeclaraeao
de guerra; Entao a Franca possuda de Ilictde
pela conservacao da paz, e pela do imperio olloina-
110 enviou urna esquadra bahia de Besika, usando
da induencui em Onstaolinopla para determinar o
Iivau a evitar o mais possivel o momento de repel-
lir a torca pela torca. Prosegua rom acliviilade
?em tima negodacao com o concurso da Inglaterra,
Austria c Prussia, e urna ola aprescnlada a Porta
poda lomar-sc a base de una Iransacsao seral.jHS
una circHinslancia inoportuna nao tivesse tornado
a aceitacao da ola nlui diflicil para qual-
quer nacao. No inlcrvallo, e durante o Irabalho da
pacihcacao geral, os Tactos maleriaes se mulliplica-
ram c aggravaram : o exercilo russo se fortificava
nos principados, e veda va aos hospotlars qualquer
relajo com a auloridade Suzerana. Deu-se o re-
lo de Sinopc, nina aggrcssao Uo inesperada toruou
o perigo da Turqua mais ilumnenle.
Por lauto a esquadra franceza enlrou no Mar Ne-
gro, c esta medida lao tardamente executada, em
presene* do apparalo miliUr desenvolvido depois do
alguns meces pela Russia, indica sudlcienlemeule o
grao de moderarao de que sempre se inspiro a po-
lilica da Franca. A ceupacao da Valacha e da
Moi.iavia pelos Russos lie "ora, em vanle conlraba-
laucada pela oceupacao do Mar Negro pelas forras
navaes rrancezas. Trata-sede im'pedir que esle mar
que banha as costos da Turqua, ao mesmo- lempo
que as do imperio russo, nao venlia a ser anda una
cstradaparanlacar-se um |>aizcuja existencia impor-
ia lona.1 turopa, e por oulro lado releva prohibir
aos navios torcos quedirijam aggressOes contra o lit-
oral russo. A presenca da esquadra franceza, des-
tarleexpuada com lealdadc e franqueza, cabe ao
czar laze-la cessar, accilaudo as condicoes que a
par se acha ligada ; e a responsabilidade dos suc-
cessos Ihepcrteucc totla. Por lano a moderadlo da
.liplomacia franceza quanlo ao nossopaiz he um se-
guro penhor de que o futuro, qualquer que seia
nunca Ihe ser laucado em rosto ; em lim, ltima-
mente anula se tcntoii um esforco supremo.
O imperador Napoleao dirigi ao czar una caria
autographa, anteriormente commuuicada ao nover-
no mglez. () 8
'a"" ? % Pni"ia- Malogrou-se a missSo do
ronde Orloir. As condicoes sobre queolle devia fa-
zer saber que o imperador eslava proniplo a tratar
eram qtialro, a saber: um plenipotenciario olloma-
no devia dingir-se ao quarlcl general do exercilo
>u a S. Pelersburgo para encelar iiegociacoes direc-
lascom a Rossia, mas com a liberdade de retori-las
aos mmislriw ilnti finilrn .li.,...:J. __ .._.
F.PHEMEUIDES.
Maii; 6 Quarto crescenteasi horas, 'timinu-
tos e 48 segundos da tarde.
11 La cheia as 4 horas, ^4 minutos e
48 segundos da tarde.
21 Quarto .minganle as J horas 43
minntos e 48 segundos da larde.
28 la nova as 2 horas, 20 minutos e
48 segundos da tarde.
20 Segund,
21 T
22 Qurla.
23 Quinta.,
24 Sexta. S. Ag;
25Sabbado.ig5
26 Domingo. 4.'
em Jerusaie
pequea Valachia, e do lado da Servia. Duas das
brigadas que ja se acham em Wersealz scrao retor-
cadas com todo o novo corpo de exercilo sol o rom-
mando cm dicte do general Schafigolsch.com as divi-
s^itopnncipcljibkowidic do conde Paor, quo so
a. ham de guarnir,*) em Nieme. Estas tres hriga-
Como Vmc. sabe, na Allemanha nao ha smenle
ama Austria e una Prussia, massim um numero de
estados soberanos medianos, pequeos e pequenissj-
mos, dos quacs cada um por si nao he mais do que
millo, os quaes cnmludo juntamente lem poder bs-
tanle para ao menos eajbaraear n passos alus srainlef
poderes allende*. A Kussia sempre soube apreciar
isso, coiini agora o faz. Ja ltimamente Ihe disse, que
ella faza minios esforeos de diamar para o sen la.|o
esses estados de %2.> 3. e 4." classe, e os seus esteren*
.niio lem sido baldados, lima ola que ha pouco a
Baviera dirigi Prussia e Austria dprova disso. A
Bavicra exige que seja tratada pela diela a questao,
acerca da posicao que a Allemanha dever lomar na
crise oriental. Os oulro estados medianos da Alle-
manha, rnnjoa Saxonia. Wurlemberg, Hanover, Ba-
,le" e ambos estados de IIesse vao de mos dadas com
a Baviera, e lodos juntamente tem um voto decisivo
na Dieta. Se elles alranrarem que a" questao se leve
peranto.n mes'ma.eltesexigirao enrgicamente urna
iieiilralidade positiva. A Prussia e a Austria nao fi-
carao por isso alisolulamenle ligadas, e na sua posi-
Sn como poderes extra-allemaes jNndiaram o meio
irtsM sorle da Allemanha de ser govrrnada por 30
tnm-in Vf.* il,lercss Particulares, Via sua divi-
u. nnT.-i ,an,0'5ov"no soberanos. Por isso nao
he pos,vcltque hoja qualquer condicto, sem que a
Allemanha entre em condicto com go mesma.
A" poltica interiora Allemanha esl descancando
por ora. Somonte do Hanover vamos referir 'algn-
inasnovidades, porem nao agradavejs.
. A,' ".. IJanover Pava pelo eslado mais fe-
iz .la Allemanha. e com razio. Em nenhum eslado
lao pouco se senliram as commocesde 1848, em ne-
nhum a vida cnnslitueion! tnlia tomado um cami-
nho tao direilo regulado. Emquanlo que no llano-
vj lambem no faltaram combate parlamenlares
virulentos, comtudo estes se mantiveram nos limites do
parlamentarismo, e lantif no gabinete, como as c-
maras sempre predomino, urna moderarao sensata.
) Hanover asm alranrou urna eonsliliiicao libe-
mi, porm desde o principio no fallram adversari-
aos ministros das qualro potencias ; os antigos tra-
tados eulre a Porta c a Russia seriara renovados: a
1 urquia se obnaaria formalmente o n3a darasvlo
aos refugiados polilu-os, c por nma declaracao a
I orla recoiihcccria o protectorado russo dos cliris-
iliaos grecos, que havia sido a primeira causa da
. illereiica. Por oulro lado o czar exiga ao impera-
dor d Auslna e a el re da Prussia una neulralida-
de armada e sem reserva.
Os gabiueles de Bcrlin e de Vienna liveram o pe-
sar de ver romper-sc as relaefles intimas que por
tonto lempo os tinham unido u corle de S. Pelers-
burgo, e tic ver desl'arlc desmentidos os protestos
ue um soberano em que eslavam acostumados a
(icpositor a sua confianta, e a rcconliecer ncsla po-
tencia a que eslavam ligados pelos inleresses da or-
oeiii e da paz, o auolr da agressao e o arlifire da
guerra; eslm consideracOes lem adquirido mais im-
portancia pelasrelacoesdcparentesco.de amisade pes-
so.il e de gralidaopara com serviros mutuos. Com-
iudo por mais poderosos que sejarh estes motivos,
nao prevalecem sobre os inleresses da Europa em
geral ede cada esladoempartieular uesla hora de du-'
vida e tle perigo.
Quanlo a Austria e a Prussia nao se traa smen-
le da independencia e da integridade da Turqua,
mas da propria Allemanha. Perlencc a cssas duas
potencias dictar tonjuitctamenle com os oulros es-
tados, condicoesa Russia. A decisao da parle'del-
tas he a mais decisiva que ueste momento se pode
esperar; ao registrac as proposices Iraatlasjielo con-
de Orion, ellas desterharam o golpe mais lerrivel
que baja rerehdo esla allianca que estenda a udit-
eiiria da Russia no curasao daAlleniaiiha. Se eslo
bstanle firmes para aituarem de coiiforniidaile com
os principios que declaiaram proressar, anda san
capazos de ini|ie.lr a guerra, lilwrlar a Turqua da
aggresso e poupar Russia as consequcnciasilo seu
coniporlanicnlo passado. Podcm rcslabelecer e tor-
lilicar esta perfeila uuiao das polcncias europeas,
le ora em vanle a nica garanta da tranquilida-
de e do progresso da Europa Oriental.
A Prussia sobreludo viziuha lao prxima da Rus-
sia, seria mais tlepressa c mais profundamente ata-
cada ; no da da tomada de Coiislanlinopla, este al-
vo tradireional da polilicados czares, ella nao leria
oulra alternaliya mais do que a lula ou a submssao.
Ella nao deve perder de.vista que o imperador
Nicolao depois de qiinze annw tez de Vais. ia a
sua capital polilifa, para domiihM^aAlk-iuanha.ile
mas|>crto; queja nao he urna monarriiia compacta
e homogeuea, depois que em \ i rinde ilos arligos se-
cretos dos tratados de 1813, foi obrgada 1 ceder i
Russia a parte que Ihc locou em virlude do segun-
do dcsinenibramcnlo da Polouia, e receber em Iro-
ca as provincias IHicnanas 13o Dengosamente vi/.i-
nhas da Franca ; que esl sem fronleiras naluraes
precisas 011 certas, que sempre lem eslado frente
da Allemanha liberal eesclarecida, eque .1 Russia,
intervindo cm os negocios do occidente, prejudi-
caria gravemente a sua iniciaeao inlclligenle.
A Austria pela sua parle, posto que nao corra 13o
immediato perigo, tem por isso deixa de procurar
evitar as eventualidades; est organisaudo um corpo
de observarao"na Trausilvania sobre a fronteira da
------fc ^... ,,,-uiv.. M^o\no lies uilln-
das unidas as oulras Ires roramandadas pelo general
conde Caronmi formarlo um eflerlivo de oitcnla
mil homens de tropas de dor. Na Croacia lia HMMX)
homens sem contar os regimentos das fronleiras, e
na Dalmacia 0,0()0 promplos a enlrar em campa-
nha. A 6 de tevereiro a brigada do ronde Digcn-
rcltl |iarlio de Vienna e se tlirigio pelo caniinhn de
fcrro a Orsovra. A guarnirlo de Vienna ser com-
pletada por tropa de Praga e de Brunw. Esle cor-
po movel lomar posicOcs sobre a fronteira da Ser-
via. Os lO.o, tl.e 12. corpos ilo lerceiro exercilo
na Hungra e naTranslvania estao promplos a mar-
char. Esla coulraccao de tropas nuslricas sobre a
fronteira da Servia inquieta vivamente o govenio
servio. As tropas commandadas pelo general Kni-
ranin, irmao d armas do harflo Ieilarhich, cm Se-
mendria, nao inspirara grande confianza ao princi-
pe Alexandre. ,
.Serrn. Dar-se-ha caso que afinal se fixe a
sorle da Servia que ha muilo lempo he o incerla
e lao ducluanle 1 As proposices da Porta ueste
momonto sao o ohjeclo de urna tentativa de rcali-
sarao ; o commissario imperial Eidin Pacha chegou
Heiaradc arompanhado do general Kiercinirs,
que o rerebera na fronteira, de Izzct Pacha, tom-
niandanle da fortaleza, de seu filho, do ministro
servio ros negocios estrangeros, c de oulros dig-
nitanos.
A recepcSo foi solemne, Eidin Paella he portador
fe um lirman, e alm disso encarregado tic urna
missao que o obrigar a residir por muito lempo na
Servia. O firman que traz diz respeito somente aos
privilegios c immunidades daquelle paiz ; o que de-
ve declarar dissolvido o protectorado da Russia; an-
da nao foi entregue. Eis-aqui o texto : Halli Scherfl
e firman do S11IU0 ao principe da Servia Alexandre
Bev-Mez tle Rab eleival 70. -r Como lomamos a
peno assegurar o bem estar dosnossos fiis sutaltos
Servios cm todos os lempos, publicamos o seguinte
hrman imperial, para que seja observado; lem por ob-
jeclo a coiifirinacao dos privilegios estabelecdos.
Firman. O meu .governo imperial se tem estorba-
do conslanlemcnle para manlcr os privilegios inhe-
rentes administraran interior, privilegios de que
gozara a Servia, a Moldavia e a Valachia, estas Ires
parles inlegianles da nimba monarchia anda nesle
momento, porque os tratados coocluidos entre a
Sublime Porla e a Russia eslao anuullados pela guer-
ra que arrebentou entre os dous estados. A solli-
cilude do meu governo nao abandona os meus liis
subditos, cujo bem estar c Iranquillidadc elle lam-,
bem pretende garantir para o teluro, o Svslenia
adoptado pelo meu governo e a sua honra obriuam-
uo a, mauler insliluces de que elle he o prmeiro
autor. Elle faz constantemente sinceros volos para
que veja os privilegios das Ires provincias cima
mencionadas mantillos com vigor, e quero que nao
so soffram a menor modificaran, mas que sejam ob-
servados cm toda a sua, execucao, he porque lam-
bem quero'dar novas pravas da minlia benevolencia
imperial, a medida da fidelidade que eslas tres pro-
vincias conlinuarem a teslcmunhar-ine, e que as
ciretimstanrias forem favoraveis ao meu projeelo.
Presentemente, liimto-mc a fazer redigir o firman
aclual, orondo com o sublime Halli-Sdieriff, em vir-
lude do qual declaro com frauqueza que eslou fir-
memente resolvido a sustentar os privilegios d Ser-
via sabr o anligo p. Em onsequencia, Bcv da
Servia, la le dars pressa em tezer conhecer a lodos
aquelles a quem perlcncer a minha vonlade impe-
rial, e tezer lodos os estorcos que esliverem ao leu
alcance, para assegurar o bem-cslar da provincia e a
telicklade dos meus subditos, assim como o leu de-
ver e a la satacidade t'o ordenarem.
Ao passo que a Porta busca desl'arlc chamar a si
os Servios, val operando por oulro lado consiilera-
vcl movimenlo de Iropas, reterca junio de Kalafal a
ala esqu-na i'lo Danubio cm proporri.es enormes.
A guarnirao de Kalalat que centava smenle vinle
mil homens, foi augmentada cora tlez batallies de
iutentara, comum regimciilo de cavallariae com
dozc pefas de arlilharia; agora he de Irinta mil ho-
mens, numero que'iguala o corpo de ataque dos
Russos; Ainda se ralla de oulros reforcos entre
Widdin e Kalafal.
4 Inglaterra nao limita os seus preparativos s
torcas martimas, e devenios acreditar que nao pa-
re no conlingente de 10,000 homens enviados a
Malla. Seste caso dizem que Lord Hadan comman-
dara o corpo expedicionario. A JivisBo de 10,000
homens ser commandada pelo major general, Sir
EacyEvajis. Algumas diviseestao sob s ordens
dos majores generaes Sir Richard England, c Ben-
luick. Alm de um corpo da gurda e de alguma
cavaltana, as primeiras Iropas que devem ser envia-
das se romporao dos 4. 28." 33. 50. 77.c 93. re-
gimenlos o do segundo balalhao da brigada dos ca-
raluneiros.
A forra expedicionaria enviada em soccorro do
Suliao sera de doze mil homens; se for preciso, ser
seguida de igual forra. As tropas devem ir a Win-
chester para se erobareareni cm Soutlianptou. O
ponto de rouniao geral dos regimentos de lnha he
em Malla ; serao acompanbados por 4 bateras de
arlilharia de campanha, e por um destacamento de ar-
li Iba na a .avallo. Suppe-se que algumas torras de
cavaltana ligeira tambera tarao parle da expedi.ao,
nao obstante a grande despeza que e\ige a Iropa .le
cav allana por mar. Os regimentos serao dirigidos
de Malla para os pontos em que a sna presenca ter
juagada uecessaria. Osen destino ser provav efluen-
te \ ama sobre o Mar Negro. Abi poderao operar
conlra qualquer ataque e obrar de concert com a
esquadra.'
As esquadras anglo-franccias destinadas para o
Baldeo sao compostas da mancra seguinte
Pela Inglaterra .. Royal S. George de lO peras:
o .>. Ueorgc de 120; o James Walt de 91 a hlice ;
o i\ de 91 a hlice, e o Pique de 40, tenrordem
para se adiar em Dimes a 6 de marro. O caminan-
do perleucern ao vice-almiranle Sir Charles Napier,
que (era o seu pavilhaoa bordo do duque de Wcl-
Iington de 130 nejas, c que lera por immedalos os
almirantes Corrj'e Chads; quinze naos cem o nume-
ro.correspondcnle de fragatas e corvetas se acharao
no Bltico a 6 de marco.
Por parto da Franca, haverao 10 naos que devem
cooperar cora a esquadra ingleza. A vanguarda da
sua esquadra se compor dos navios a hlice, Hdim-
(*}NoarlgoDiario de l'cmambuco encon-
1 rara. 1 os leitor-s a texto da carta e a respectiva res-
posta du imperador Nicolao. Ot f. f.
lem os seus quadros completos. A terca dos tiuar-
da-Cos(as completar as tripolat-Oes do Duque de
llellington de 130, Royal George tle 120; S. Jean
a"Aere de 101; Princcz* Royal tle 91; Jame* Watt
de 91, Cenar 91 ; me 91 ; Crey 81. Assim que
os navios de vela houverem completado as suastri-
polacoes, .rao nnir-se esquadra do hloqueio. Ago-
ra anda se falta de urna tentativa das cortes tle Ber-
lim c de \ ieiiua, de accordo cora o imperador dos
Fraiicczcs : dar-se-ha que ella indua sobre a reso-
lurao do czar t ningueui sabe; mas o que he cerlo lie
que elle devora ver no movimento geral a expressao
de urna vonlaite firme e resoluta.
lima nota roloma franceza. He um sraud
arlo para qualquer naci o plantar o sen pavilhio
em mu paiz por mais longinqtio que seja, marrar
ah o berro de uina colonia aova destinada a receber
as suas oleas, as suas (radlcbea,. a sua civ ilisaeao to-
da lulelar, e sobre ludo quando a mai patria he a
I-ranea, < quando o novo solo he ric.i de ororoes-
sas e de teluro. -
Segundo as ordens do imperador NapoleBo, o con-
Ira-almirante Kehvrier l)es|ioinles, commandante
em chele das tercas navaes no ocano Pacifico, de-
pois de se convencer que o pavilhao de ienlmina
nacao martima ducluava sobre a .Nova Caledonia,
lomou posse solciiiiiemeiile tlesla ilha e dassuas dfl-
pendencias cm nome da Franca a 24 de selembro de
JooJ.
A Nova Caleifonia he um grupo de Unas situado
a leste da Nova Hollanda, eslendendo-se de 170
graos, .i3 mifiutos a -2:1 graos, 4 minutos de lalitiidc
sul e le 160 graos 17 minutos a 165, 6 minutos
de Urrtgilude ste. A maior destas ilhas diainada
Kala.le. a 200 uiilhas po ico mais ou menos de rimi-
primeiito de S. E. a N. O., e a sua largura quasi
uniforme seria .le 21 a 30 mlhas. O seu porto prin-
cipal he Irequenta.lo pelos navios euro|Ieos. As ou-
lras ilhas do urupo sao as ilhas do Observado Beau-
pre lojallz dos Pins, Bolanique e Hohohua; o solo
he retalhado por numerosos regalos e rico de minas
tfouro.
Visinha da colonia ingleza de Sydney, a Nova Ca-
ledonia seria de um abaslecimenlo fcil, ea nalli-
reza to solo permille esperar que 110 rabo de dous
anuos a colonia franceza estara em estado de prover
as suas neressidade, eem breve nulrir um commer-
cio activo com os grupos de ilhas visinhas, servir do
ponto de reouiSo das balieiras e olferecer nuinerosos
recursos aos navios que roimuerriaui com a Nova
Zellandia, a Nova Hollanda, a Terra de Van.liemen,
etc. A prolcccao da colonia poderia ser asseguradii
A made.ra se encontra fcilmente c nao seria ui-
ler mais de quinzcdias on Ires semanas para edifi-
car casas ( eslabclecimeiitos, annazens, blockans em
que os colonos e as suas provistTes seriao abriaadas
das intemperies das estacoes e de qualquer ataque.
Um tratado de commercio. l'm decreto impe-
rial de 9 de tevereiro de 1854 promulga um tratado
de commercio c navegado concluido a 4 diiarco
de 1&53, entre a Franca e o Paraguay. ap'p%vado
pelos dous aovemos contratantes e ratificado pelos
arlos I rucados a 30 de Janeiro 1854.
Krentualidade* industriar* e cmmereiae*__L'm
tacto immenso se produzio mi tabrico dos pannos.
O cavallciro Brounelli, director dos lelcgraphos em
Turim. applicou a cleclriridade ao fabrico dos pan-
nos, l'm apparelbo construido por M. Brsuel em
Pars est em plena arlividade e funrriona de una
maneira admiravel. Produz um panno da laajmra
de Irinla cenlimelroscom oilocores dilforenles, com
a coatljuvacAo simiente de vate qualro aaulhas,
eevadas. Demais o inventor applicou o seu proces-
so aos toares Jarquanl que solfrem sOmente ligeiras
modifici(coes, o que poupa industria de l.v3oq 11aI-
quer abalo e qualquer commneao. e assegura desde
ja nm brilhanle futuro a esta grande descoberla.
?-oro naro. Chezou de Borileaux nestes dias
passados n Paris no porto S. Nicolao um navio a
hlice de 700 toneladas: o Lromiguiere. He cons-
truido seguli.lo mu sysscma inleiramenlc novo.
A combinacao do seu casco mixto de madeira e fer-
ro, demandando mu pequea quaulidade d'agua
dous metros ao mximo dararga) e o sen grande
numero de lonelladas permiltirao d'ora em vanle
que os porlos, em tjue al o presente nao lem podi-
do enlrar senao pequeas eniharcacdae cosleiras,
recebara navios de commercio da maior dimcns'10,
As quilhas movis dao ao navio as qualidades nu-
ticas necessarias para resisliiem 110 mar ao maior
lempo, c quando sao suspensas Ibes permitiera en-
trar nos rios al hoje fechados grande navegarao.
A sofocan de uin lal problema encerra em si, qu'au-
to as retarnosrommerciaes, ornis importante pro-
gresso.e faz a maior honra a M. Ainou, o conslruc-
tor do navio. w
A* e.Tposic6e<. De todas as parles o movimento
dado 1 industria he eonsidcravel. As exposicoes na-
conaes se multiplicara com um ardor sem xemplo
em poca alguma. Eis-aqui smenle para a Alle-
manha do norte as que se achara annunciadas para
o auno seguinte:.em Hanovrea 18de tevereiro;em
Bremc a 9 de marco; em Mecklcmburgo a 4 de abril:
em Hamburgo a 12 de abril ; cm Brunswick a 20 de
maio ; cm l.nbcrk a 22 junlio; em Halle 110 1.
de julho ; cm Golha 110 1. de agoste ; cm Roslock a
3 de agosto ; em Kael uo 1.tle selembro; em Stral-
sund a 14 de selembro ; cm Greiswald a 2 de otilu-'
bro; em Il.dbersla.lt tem urna poca inda nao lixa-
da. Emfim Munich esl oi^auisanilo urna expsi-
ta.) universal dos estados germnicos, inclusive a
Auslria.
Por toda a parle se responde com nm enlhusiasmo
Iue alianra o Iriuinphn desta palriolica empreza.
iii.palacio construido as mais vastas propon-oes e
destinada a rivalisar sob (ndasas retardes com o tic
Londres vai caiiiinliau.lo com rapidez "para sua con-
elusao. A abertura ilesle i-ousresso parifico esla li-
xado para 1.5 .le julho prximo, c tiidoannuucia que
nan ha obstculo aten 111 material que a retarde. A do-
rarjo da exposicao ser de Ires mezes, acabar a 1.5
de oulubro. Os graves o estudiosos alleinaes cal-
culadores e pralicos era prmeiro lugar, tlarao a
apreciar o estado da sua industria, das suas deseo-
bertas c tos seus apcrteicoamenlos ; e os observa-
dores, os pralicos e o inventores de todos os pai-
zes ganharo alguma cousauesses Irabalhos.
Todos estes lacios da Allemanha industrial fa/em
presagiar o Iriumplin da exposicao franceza em 185.5,
e alteslain as coniinnnicares, as relat;es nler-
narionaes una sympalhia, umprogresso, que devem
dar s arles c a todos os ramos do commercio e ta
produccao, un deseiivolvimento digno de uiua eran-
do poca.
O esparo que o governo consagra cm Paris nos
(ampos Elseos ao grande concurso do auno prxi-
mo he reputado insuflicionte. O Tecinlo do palacio
pi'opriamenle dte, inclusive as galeras, somente
oQerece urna superficie de quareuta e oito mil me-
tros, ao passo qnc seguudo o calculo teilo peta com-
nussao nao podia cooter menos de cem mil metros.
Recoraecar nina conslrurejio quasi acabada, e que
exigi enormesdespezns he quasi um absurdo; as-
sim adoplou-se a crearlo de acressimos ao edificio
principal. Mas apresenlam-segrandesdfiiculdades,
e prmeiro que ludo urna saurcao superior era iu-
dispcnsavel. O imperador lem" a solicilude e lera a
iniciara para que se appellnu, e consentid que se
fizessem acrescimos, mas cora a coudirao expressa
de que se nao enrtasse una nica arvore 110 pri-
melro necessario a eslas conslruci;es, absolutamen-
te como o palacio de crystal no Hyde Park. Trten-
se de estudar os mcios para aproveilar a autorisarao
c tezer subirs construrcoes dos edificios supplemo-
lares, de modo que tessem concluidos ao mesmo
lempo que o recinto primitivo.
O mundo .lasarles se preoecupacom siinimn ardor
desla grande ex|wsic^o ; nao se enconlrar uni wi
oflicina onde nao naja sobre o cavaltele urna teladesli-
nada a oceupar um lugar na exposicao. As nossas
grandes machinas em as uossas localidades indos
triaos, os moldes, esdesenhos, uao sao desprezados ;
ah tambera so elaborara obras primas de goslo, de
elegancia, de genio, que tornaran diflicil a concur-
rencia dos oulros paizes, c de que nos ser permit-
lido tallar prximamente de una maneira expl-
cita.
Revista dramtica. Thcalro imperial italiano,
A Gazza Ladra Estrea de M. Dell'Arle no Po-
destat.
Esle novo canter, nasceu no Tyrol, foi educado
na Allemanha, he moco,, lie.esbelto, de urna figura
regular, e antes seria do que jocosa, inlerprelava 11111
papel maravilhosamcule .interpretado por l.ablachc,
c desenvolveu uina voz magnifica debaixo deexten-
sito prodigiosa, tle torca e stiavittade exlraordiiia-
rias. Depois dessa ravalina tao conhecidade Ninelta:
Di piacer mi balza il cor, 11111,1 das mais bellas
explosoes tle ternura, de prazer c d'amor que posso
trasbordar de um peilo joven, e que he tao bem
cantada e variada por Mad Alboni, depois do peda-
cnho bulto tao esperitooso e tao delicado do mer-
cador, depois da cavatina de Cianello executada por
(jardou, o joven cantor veio tezer-se ouvir peto
publico enthusiasmado na aria tao famosa, lao ori-
ginal, lao caracterstica : linio plano he prepra-
lo ; T.iinbiirini representou e canlou Fernando
com urna expressao, com urna terca, com urna ter-
nura que espanlou os seus mais auligos admirado-
res, e que lornaram o papel impossivel a oulro
qualquer. No l*llo do de Ninelta e de Peppo
Mcll, E. Irisi foi vivamente applaudida ao lado da
propria Mad. Alboni.
Eslrea de Brcssaut no Ihealro francez. Essa noi-
(e foi urna solemnidadc festejada pela flor da socie-J
dade parisiense, esla flor das, sociedades modernas.
RepresenlavaBrcssaiilopapelde Clilandretlas Fem-
me*Sacantes, amadas creacf.es mais seductoras do
Ihealrode Moliere, repassada dessa razao elevada c
Clavel dosespiritos verdadeirainente superiores, d
coracoesdelicadqs. Vcloriaram-o rom os mais vivos
applausos. felicilaram-o por ler resistido s nova of-
ferhisda Russia, por ler preterido o titulo de socio
do Thealro francez de Pars, e pela gloriosa adopeao
do neto de Moliere; telcilaram-o por se ler deixa-
do seduzirpelo atractivo do Irabalho serio, do eslu-
do profuntlo, to Ittuvor severo, dos mestres tle in-
terpretar, do Ihealro moderno a crear com osjovens
poetas, dos grandes predecessoies a conliniur, ila
Ir.idieo a soldar e a preparar para o teluro, e por
gralidSO a semelhaiile acolhimeiilo, elle representou
O carnaval se acha na vspero to seu mais bri-
llianle periodo; os saldes rerebera lodas as noitesas
nossas elegantes parisienses, em seus trajos dos Ita-
liano*, e da Opera ; a modo qne prelendem dupli-
car o lempo. G. M.
Porto 25 da tevereiro de 154.
O Bazar da poltica nao oflerece variexlade no
seu sorlimeulo, que estimule o apclile. A resposta
ao discurso da cOra eucalhot na cmara tos que
sao pares, mesmo a e-avallo, em cousequencia d
vendaval sabido dos polmoes opposicionislas. O
Conde tic Thomar tem-se alirado rom unhas e den-
les ao governo, situaeao, e particularmente ao Sal-
daiiha, que. be para elle o mesmo que o Omer-Pa-
clni he para o Sr. Gorlschakon". Tornou a appare-
ccr em acea naqiiellc gymnazio parlamentar aris-
tocralico, a horripilante historia da abdicacaof! le-'
vanlaram a fralda ao passado para Ihe porem as
vergonhas iflostra. Deslc modo lie impossivel
ueixar r, paiz de dar grande* pernadas no ca-
miu 10 to progretto rpido !. Disse o sobredilo
Tu nas "^nechas do parlamente qne n3o qneria
vbllar ao ministerio.... Applicolhe o cont da rapo--
za, que vio as uvas, sem Ihe poder chegar. O nos-
soaulor do Clao, CamOes, Arco de Saita Anua ele.
ele, que pela regeneracao tai, viscoude. minislro,
c |wr do reino, vollou as cartas ao governo, e prin-
cipio" a '"diar o chin literario poliltico para o
rastclao1 de Cualdtm Paes (conde de Thomar) que-
lite relnbue com graca muito gradosa as amabilida-
des. O illasi re Iliterato apresenlou m projeelo
para se admillrrem ao noviciado e profissao. pessoas
ilo sexo frgil, que se dcdiqaein educaran de ere-
ancas nos rccolhimenlos, e ao Iralamenlo dos do-
cnles por talla de sande ; o relatorio escriplo em
proza elegante, tez iionra a este nosso Iilleralo, o
que ji.11111 oulro Iilleralo chamouo divino Garret.
Por noticias de loma vagem, corre novamenle o
boato, de que o uosso joven rei Pedro V., vai na
primavera tezer una v iagem pela Europa. J che-
garam a Lisboa mailos maleriaes para a obra do
carainho de terro; veremos o que sahe tlaqui. Nos.
pasmatorios a questao palpitante he a guerra, de
que ninguem j din ida. Mudam-se os lempos mu-
dam-se os venios. No lempo das cnizadas abalou-se
a Europa par ir combaler os Turcos. 110 Oriente,
agora terna a abalar-sc para os ir defender. A pri-
mavera lia de ser frtil era novidades e maranhes,
que sao accessorios das arailes scenas ilo mundo,
lina uieiilirnha bem un izada, he ura ptimo desen-
joalvo poltico. He bom haver de ludu. Por aqu
as cousns t-otiliuuam escassas, e muito raras. Estao
quasi concluidos dous mezes da actual sessab legis-
ladva, que ainda nao' produzio senao palavrii-do
para ciirher as columnas dos irnaes. O carnaval
aqu esta omito animado, ha bailes por um sarilho,
nos thealros de S. Jo3o, Caines, Santa Catharina.
noSalao l.uzlano, c no Circo da ra tle S. A nIo-
nio, sto prova que muita gente caneada da mascara
natural de todo o atino, aprovoila a occasiao para a
substituir lemporariamenle por masera artificial.
No circulo da, ra tle S. Anlonio, eslahetecerain os
premios pecuniarios para os ires nielhorcs mascaras
que apparecerem. Amauhaa (domingo gordo) ha
tle sahir una cavalgala de .50 c lanos cavalleiros,
figurandod^eslado-maior de Omer-Pacli ; o trujo e
ajaezado dos cavallos he oriental. Se em Cons-
tanlinopla houverem mascaras lie provavel que la se
apresenlem de casaca. Na nossa vizinha nacao ganha
viilip a idea ta onao Ibrica, dcbaixojdo scepiro de
Pedro V., receio sempre muilo da uniao do lobo e
do cordeiro;csta idea porca nao lem proslitos.
Jira Madrid Jie voz constante que o 6'oup rtelt,
estao pensameiitopoliticodogabneto sartorius.que
vai tazendo das suas. Os generaos, conde de Luce-
lia, e Concha (Jos) toram demitlidos do quadro do
exercilo por nao cnniprirem a ordem de deportacao
|wru tora do coulinente. Tem-se teilo piisoes, po-
rem lia quem desconfie que o fiado quebra-sc imiilo
oaperlarem. A bicha rabeia. A polica madrilea,
<+ rchendeu na noile de 18 granito quaulidade de
armas encaixoladas que eslavam para sahir para as
provincias. Aqu no Porlo todos os gneros estao
caros, mas nem ludo assim he. Temos mais dous
viscondes na nofcliarchia moderna, he um visconde
da Pena, e oulro de Pindella; um he daqui, o ou-
lro he tic (iiiimaraes disse.
A esquadra inaleza,;
cer-nosalgnns artigo a.
ra o Oriente.
Sempre se efleduou
minha ultima ao fechar
. Victoria, assim q
ler inventado ama mac^^H
tle Saldanlia. foi de
I). Joao de Azeved.
artigo a respeito des
aceiiou, e os doos 1
quebrada, a Pa
pendencia entre o
de Carvalho, fldalgote 1
que lambem linl
Jos Vaz nao
loria e Perdigao, derla 1
Sha por homens ndigo.
nnaSdelle. En
Victoria fazia igual con-
lo sahida de
com grossas ben|
rara-se, mas all
raoscarem-se ol
ou estendido.
A Esperama ai
O jornal que a de-,
nao se pode consli
ram convidados para red
Latino C-oelho. Tli
Couliiiho, Silva Tu
Esta porm forma,
jornal do governo, que
coni|ie dos Srs: A..(
anligo redactor d.
rio, he o redactor
homisiado por se
lerio! D. JoSode
fuaes redactores d
e Fourrier pera a
malo he dos maiore
francez ura vez
lera melhor veol
porque Teixeira
semelhanca cpm _.
hqpiisiado qne produzio
raolivon acrise qu<
nal do ministerio.
O ministro do E
cia oflicial:f esta -.
falla-se qu- era siendo
de cerlo ser melhor qq
ministro de Fran^^H
ser em obsequio do SrJ
uiarqucz he muita aM
Rio. m
Com n-alivi
frequentar os
soirces. O enj
civilisado; e
lem liav ido m!
geiros se mar1
Coutiuuam aa^
I, leudo havido'
gieuicos para]
pama corabj__
ja de Hespanba,

ca-
dos
pela'esquadra francez
guerra que percorrera
,ta-
do Chli apelos navios de
o mar do sur at o ocano.
com a melhor parle das qualidades que o papel de
Clilandre exiga, a dislinccao das tnaneirase a drs-
tiucrao ta voz, a dccao elegante e a facecia deli-
cada.
Lina pequea comedia de M. Scribe : A minha
Estrella, t-oinplelou a eslrea tle Bressanl. M. de
Ancenis acreililava na sua estrella : Sorprendido por
urna lempestade no meiu dos campos, e refugiado
na primeira habitaran que encontrn,' se acha em
casa do lio, M. tle Keibennee cora quem o pai lra>-
za urna demanda cncaruicada. Eslava para agaza-
Ihar-se, quando o lio Ihc faz duas pergunlas: D'Au-
cenis, queres casarle? aueres casarle com la pri-
ma 1 Acabar-sc-baa demanda. O hroe respon-
der por urna caria. Escreve que aceita, mas ta-
zendo a reflexao de que, se o tio eslava zorabamlo
delta, se nao casara. Escreve segunda -;carta.
As duas suissivas teitas ; qual devia enviar '{ Con-
fia na sua estrella, c entrega ambas a Josseline, que
dar a primeira cm que pegar. Islo teilo, vea pri-
ma Hortense que elle ja condece, ama-a, com tanto
que Josseline lenha entregado a boa carta. Jos ne hf- clniniada, deuuma carta a M.de Keibennee,
enlrega a oulra ao seu namorado zcloso.
Releva por tanto esperar. O lio ohega, portador
da carta de recusa mostra-a a Hortense, que Ihe
substitiie o blhele de Josseline, proiuetendo aopai
a exphracao da melamorphnso no dia seguinte do
casamento, e. M. de Keibenueo insta pela a asig-
natura do contrato, somente por curiosidade. ,
Deveria esta, |ieca vr depois da obra prima de
Moliere ? Tndo quaiUo se pode dizer lie que ella
se tez escolar.
Lisboa 28 de feverelro da 1854.
Caiiliia a apalhia poltica de que na minha an-
tecedente Ihe dei noticia, se he dar-lhe noticias di
zcr <|ue as nao ha. Este mez principiou com a dis-
cussao da resposta ao discurso da coroa na cmara
dos pares; o mez esl a acabar, e a discuss3o 'vai
anda era meio! Em consequeuca, acamara dos
deputatlos lem lido dias era que nao lia podido Ira-
balhar, porque denendentlo quasi lodos os projec-
los da presenca do ministerio, esle lera de assislir
a grautle tlisciissao na dos pares, c nao pode arder
em dous fogos.
Quem lera aleado esla tlisciissao, que aiueaca ser
inexlingmvel, tem sido o conde de Thomar. ilavia
cHe escriptoquaiidoteve de emigrar em resultado da
rcvolta/lo marechal, que cm cortes se veriara tace
race, o duque e elle, e en lao Ihc respondera s ac-
rnsacSes que se Ihe faziam nas prodama(oes, uas no-
tas diplomticas teitas pelo governo da regeneracao
etc. Esta promessa tez o conde n'uma carta pu-
blicada nos jornacs tic Hespanba. E se bem nos
disse melhor o tez. Dous annos so passarapi depois
de escripia esta ameara de viuuanra, mas nem tan-
to lempo bastn para esfriar o rancor do presidente
to consclho tle 18 de junho. Apezar tic nao ler em
face, como quera, o duque de SakJanha, qoe ainda
nao sahe de casa, tem-no-aecusado e al diOamatlo iu
stilciilissimamcnle, assim como a todo o ministerio.
Tem j fallado duas vezes, orando tres sessSes alio
em cada vez, e lerae-se que falle lerceira vez rom
igual evtansai)! O seu intuilo lio organisar urna jus-
lilicacao, assim pleiteada com os seus adversarios, e
depois imprimir ludo islo. queja faz um grosso vo-
lunte, com a Iraduccao franceza,'para Ihe servir de
apologa, c rom islc julgar-* habilitado para subir
de novo ao ministerio. 0 certo he qne em relarao
as aecnsacoes de conciissao c perulalo, e|le moslra
que nenhuma Ihe provam, e nem sequer sustentara,
nsm os ministros nem osjornalistas; e lambem ieni
mostrado que muitos orros que nolaram sua aflmi-
nislracao, se estao agora coiumette.ndo sera rebuco.
E para defeza de iim homem (porque partido ca-
liralisla propriameiile dito ja nao ha) esbi-se consu-
mintlo enreortes o lempo lao niM^ssario para os ne-
gocios de publica ulilidade, o que se leria evitado
se a regeneraran desempciihasse o seu programla,
um de rujos pontos devera ser o annnlar politica-
mente o conde de Thomar, j que receiaram iulen-
lar-lhe ura processo, que era o mais leal e legal.
Agora ahi o lera, que nao s ha de servir de Iropeco
a marcha do governo, mas tambem ainda, pode in-
quietar, se Ihe derem auloridade, porqu iraparcial-
niente, hislorcameiile tallando, he o homem poltico
mais odiado que se lem conhecido em Portugal.
Por ora so Ihc lem respondido os dous ministros
da fazenda c do reino, ambos elles .com superiori-
dad!' (auto oratoria como poltica, mas sem' poderem
tlesfazer a mpressao causada por algumasrevelacoes
e censuras finias pelo conde. Os mais oradores lodos
lem sitio conlra o- governo, exclusivamente o V. de
AI meida Oarrell, mas esse, dga-se em verdade, nao
sae as razoes de estado que o fazem fallar, mas sm o
tlespelo de o torem privado da pasla.
Na cmara dos depiitados apenas se approvou o
empresliino francez da rasa Chahrol para as eslradas
lo Minlio, e se estao1 agora disrulimlo as eleicoes da
India, que parece eslarcni insaiiavelmenle millas.
Os deputados oleilos sao Augusto Xavier da Silva,
ilnerlor ilo bailen; J. Marques Pereira, ollicial de
mantilla ; A. Iluiral, |iroprielario era Goa,
Causn aqui grande sensacao a narrativa publica-
da pela imprensa do acontecido ahi em Pernanibii-
co cora osisK arorianos que iam a bordo do patacho
porlugucz Arrogante! Todos osjoniaos fallram ues-
te ohjeclo, mas a representacap dos porlumiezes resi-
dentes uessa capital, foi insera no Jornal do Com-
mercio de Lisboa,eiOsdousenviadosqucaquLesiao, e
que Irouxeram essas queixasjuntamente com a ma-
n testaran de psames, lem empregado lodos oses-
torcos para oblcrera o xito da sua commissao, e af.
hrma-se que o cnsul nao obstante ter grandes vali-
menlos aqu, ser removido ou transferido. Esta
desgrasada emiarac.ao, assim feila como se sabe.-c
tpie alguns julgam fatal, podia ser til bara
os paizes se se adoptasse o arbitrio que j" Ihe
ha lenipo na nossa correspondencia. Nao creio que
com estes clamores e piedades oratorias se fa
sa de pro\eilo. Emquanlo se anda',
ando pela imprensa as violeri
colonos a bordo do Arrogante, shia
Porlo e brigue tentador com 300 pass
Seaaao' ordinaria i
Presiden
_Ao roeio-.li
27 Srs. deputados |
O Sri Pretiienle\
o Si.
dente que lie 1
o&. 1.0 si
Cm ofiicio da Sr. depu^
de Mello, partieipj^^H
sdes por achar-se
jar
tm requeriraei
vigarioda freguezi.
dindoomi interpr
1837.A' com mis
Oulro de Feliciano Perej
friz da Varzea, pe.
concert de uin,
mente.
Oulro das freirs
rao do Knelicio ^^^H
arl. 2i e n. 320 art. *,.!
mente.
He lido e approviio o
tf A commissao ti
para dar sea paree
dePedro Cavalca
ceiro lauco da e
canaca competen
ria das obras publica. '
15 de marro de 1834.-I
neiro daCunta
He lido, julgado objeeto
imprimir o seguir
A commi<
considerado allenln
dona vacinaloOicio
deste municipio do
e conveniencia pul
(t Sendo o muiv
coftlendo s as qualro que)
Recite um popula,
de 70,000 alma, pa
mouslracao de oo^^H
s carlorio de ^H^
empregar o zelo f
adeclos: he t
zer a bem das or
teto pela exli^
cartorto. Acomii
posicoes que deh
exemplos de muni
lem mais de nm car
rm, dispensada de laze-li
cosaio.
Enlendendoa comm
tas, ea maisque poden
sao do oflicio de esc
ma escala para a crea gao de am qov
e de um segando contador parae
segunda instancia, e out
necessidade a creacao de
teilos da fazenda provine
era subsliluicao ao projec
queabranja todas estas neeessidadi
He fura do duvida. ei
ostahelliaes creados pela
de 1836, e qae eram, di
necessario enlao,
corrido 18 annos e qae a pea^^^H
sideravelmenle augmentado.'
a Quanlo a um segu
primeira e secunda insta 1
cao, pois claramente se ve qoe um
pode sem grave detrimento das 1
teilos que emanara de lanojuizos.
Finalmente, pelo que4oea a crear?
erivao privalvo dos teilo da*f
ella de summa necessidade
curdo rom a boa ordem do -
viudal, que tem seu procurador
dor, e ataseijsofiirj
escrivo, como porqu
escrivao dos teilos da
o he das appellacoe>
acrumular asobriga
vinclal, que sao mullir,!
.. Aponlado-
projeclo |ubs
ra de submel
bla.
A assemli
buco Arl.
VO dODir
jos serve:
do qne I i
juiz,
nicnt
lo 0 subido prejo dos
a esla-
jailos para os portos do Brasil!
Vai tliminuindo algum .Und
ccreaes, em consequencia c. ter mel
cao, e promclter l)oa colheila o lioso
portacao de mlho a Iran
anda que em 1846 e I8i7
agurdente 11
expectativa da
do auno, tem ;uns~ap
zes receio de teme. Felizmente iarra .*.
i^ouo^iiCTjiite os quaes 1
nrMor continuara
61ro de pri-
1 Boveroo pro-
que
ferti
a u8o
teme,
liaia. e
vai danlo
mosteas de
escrivo privad-
1 assemblea legislativa provincial de Per-
nambuco 16 de marco de 1854,_.*prjio /ut/to-
maa Silva (.umarSuJos Francisco da Coila
Gomttr-Manoel Josi ia Silva Netca.


ARIO DE PERNAMBUCO, SEGUNDA FIRI 20 DE MARCO QV 1854.
da corp
inem
____nem heove
_^^^^K cmsideraca* o di-
aatro Ltsu apresenlou casa, e o
1 desla cidade en-
^^fo diploma, leodo-se nesseof-
ar .remede
^Bt. para com ene lomar assen-
lugar do depolado,
Alneida Calanhn) que

vrul
da m
se s, que nem a com mi s-
o diploma da Sr. Qotiti-
lo nue da Sr. Cala nho,
apTar'acia lite ara-lictto dar outro
lieeunpriayrcferir-seao oOi-
ssoa, que o Sr. Quintino
^^^Bu declaraco para arredar
a de ptica alinele que leona havido
BDEMnO DA.
:lo o. 2, que autorsa o eo->
:unias irmaas de cari-
^^Ksideiite, eu principia-
os louvando muilo a idea;
lor do projeclo em
lembrou-se das irmaas de carida-
aarojos aos hospilaes desla
ni verdade semelhanle lem-
ilidade pelos grandes provei-
irado da urna (al insli-
>qoa Dio seria inoportuno, e an-
:em, que lia fosse implantada
: pelo que, pois, louvo, como
es generosa do Ilustre autor do projeclo ;
arma, alguna concordar com et-
ica, parque pretende realisjir en-
e mellioramento moral; ao con-
traste, nao s a volar- contra o meio
lambein a procurar convencer
wroblca deque outro deve aero modo,
re procurar iulroduzir Da provincia
i modo pralico lembrado pelo illus-
ra reatisaca da idea que o
ser acollado ; passarei a
^^^^^^^Bdo.
altor do projeclo, que se
i urna porcao de irmaas de
[midas pelos hospilaes des-
concede fundos, que o
napregar no transporte e
is a acquisicao dessas s-
niores, que em vez de reali-
^^jra, devenios pelo conlra-
a instiluicao, e aproveilar
, muitas pessoas do se-
^^m, com a precisa
affoocces, que exerei-
^^^^fdade...
lia bom na theoria.
inoslrjrei que tambero o
apresse o nobre depolado, por-
encararei a materia debixo
k> que pesa, sobre o Brasil
t, que dos mesraos nao nos
realisar certos merhoranntos;
se aprsenla orna idea geue-
io seioque se levan-
te inrapazes decuidarmus
as bemestar; islo, digo eu,
que pesa sobro o nosjp paiz.
ivilisacajir'e que,
ocurre para que nunca possa-
omover os grandes nelhora-
rciaes, de que a nossa patria lie
ada que lie" urna desgraca, una
e nao pode conceller...
-Se isso he fatalidade, ella
adoi.
Nao cosluma ir buscar
traga-a para este caso como
Deixem a Kussia, que
Deixem o pobre Nicolao.
uanclo se tratar da reali-
aaraoeito, entre nos se nao
^^Btdas para execula-ln,
palzea eslrangei-
^^^^Mades do todo genero;
Bjtoe. nao vejo razao pa-
ridos, a ponto de os
para as cousas as
nandam profundos couhe-
i es, havr aleuma espe-
de'caridade .da Eu-
^Bamj snperioriilade de
le piedade e de bons cos-
mutheres brasileiras, as
^^Hfque n3o...
lo he para todos,
emos generalidades,
zercomhater as mi-
erreno da discussao, ca-
os, e deve gozar da ple-
no malkor llie pa-
qoem negou ease direi-
o apartes, como que ma-
.ienlacio... _
o nobre dpulado nao d
: E mnitos: lie forlenisso.
slou mostrando os defei-
>r ora nao mostrou ainda
Pergrmlava eu, se havia algu-
15 irmaas de caridade da
as.toruasse preferiveis s
*, qne tanto, ou nielhor do
actos de verdadeira pieda-
I
): Ha a especialidade da ins-
ria.
So ha, senhor dpulado, es-
qoando hoo.ves.se, ella he de
>oueo lempo as nossas patri-
ivendo na provincia o estabcle-
sa razio, que, estando
r do projecto emquanto
ibelecimenlo para
no: assim tiraremos um
silivo do que aquelle que
i a vantagem de possuir
foco de civilisarao, nao
aim estabelecimenlo
remos por este modo hahi-
sas filhas a verem oa ca-
rao pa, propria do seu
-envolver em alio grao
i a de que ellas sao
porm fazer una
de ris com irmaas de
quer o projeclo, por ne-
to mais porque enfeudo
lespeza. como vou mostrar,
caridade, que forem man-
palnrenle em um
claro qqe verificada
alisar, (eremos de
miar buscar outras,
assim pode mui bem
- feito ama
-suirmos um
^^^^^^abeleci metilo
morrero?
es paga pas-
^^^^^^Hkeciso educa-las.
ibres depulados s
ruccao: quali he a
idade? Heamesma
^^^^^^^^^Bqudlquer senhora hones-
ue o primeiro devfgBo legislador braslleiro he
ar desenvolver a ifidnstria nacional, e fandar
uleisao pai/., para que elle iaocon-
kte do eslraugeiro. que o esplora
_ i; eslo he no meu entender, a mais
Imperiosa obrigaco, quedevein ler em vistas os que
ningemel nossos desKnos...
Vm Sr. Diputado : E projecto concorre para
Deputaao : Sao bellas Iheorias.
Otandao : Serio bellas tlieorias para o
pobre deputado ; para mim, purm, sao verdades
eternas realisaveis, havendo verdadeiro patriotismo...
Sr. Dpulado : Mas, mesmo para o que
quer o nobre depulade, he preciso qne vwiham essas
roulheres.
-r. Brando : No sentido em que acabo da
expliear-roe, submelto n vossa consideraedo o pro-
jecte sotutitutivo, que lenho a honra de apreseiilar-
imfl). ;
Entendo, senhnres, que adoptndole a emenda
que offereco, conciliam-se todos os interesses, e a pro-
vincia vira a obler os resultados que nos desojamos,
acrescendo que desla forma establecemos na nossa
propria casa esse foco de eivilisarilo. de caridade, de
religiso, donde lerao de emanar lodos os bens, que
a assemlilea provincial tem em vista. Mas, diz-se que
a empreza he,extraordinaria, demandarla muilo ca-
pital, e consequentemente urna grande consuuiacao,
_qe alm disto fra inister, que houvessem pessoas
ja liabilitadas para diriai-la. Eu responderei que nao
jnlgo que assim seja, porque, segundo as pruprias
regras da irmaas da caridade, ellas habilam em pe-
queos quartos, veslem roopas muito simples, vivem
a mor parle do lempo as casas dos enfermos e nos
hespilaes, e por conseguinte nao podem fazer des-
pezas extraordinarias. Emquanto a pessoas habilita-
das para dirigirem esse estabelecimenlo, nos as pos-
suimos na provincia, e em grande numero ; temos
centenares de senhoras honestas uesla .cidade e fra
della. que se preslariam a isto; temos conventos; on-
de se encontram muitas almas piedosas, muilos co-
ra^es puros; eiisteo de (i o i anua, no qual se acliam
recolhidas lalvez quarenta senhoras de urna honesti-
dade inquestionavel, de uma edurdrao, que passa
por cxemplarissima : o de Ignarass da mesma for-
ma ; o de Olinda e desta cidade esta as mesmas
condicoes; c, pois, nao se poderia tirar desses focos,
que j evistem, pessoas muilo habilladas para a fun-
dacAo do estabelecimenlo das irmaas de caridade?
Orinque sim. .
Eu lendn afumas linhas sobre as regras que as
dirigere, vejo que o que he essenciai he, que ellas
exercilem esses deveres de caridade e religiao, que
nma senhora honesta e de urna educaran regular
naloral e espontneamente exerce, independente de
qoalquer voto. Vi no Rio-de-Janeiro essas senhoras,
e nao me cousla que ellas tenham easa alta inslruc-
cao, essa grande somma de conhecimentos, que as
nossas patricias nao possuam ; por conseguinte me
parece ser muito mais curial e patritico fundarmos
a instituidlo com senhoras do paiz, mesmo porque
ccouomisamos as despezas de passagens, e mu i las ou-
tras, que necesariamente ha de acrescer. Alm de
que eu quero mais bem gente do meu paiz, e da-
rei semprc a ella tuda a preferencia...
Um Sr. Dpulado : Isso he pouca caridade.
O .Sr. Brandan : Nao posso ser tao cosmopoli-
ta como o nobre depotado, sigo o evangelho, que diz
Malheut primeiro ao* leus, e creio que, assim
obrando, vou muilo bem...
Um Sr. Deputado : Mas o evangelho nao diz
isso. .
. IXSr. Brandan : Pode ser, mas sempre ouvi di-
zer que esse texto era delle.
Senhnres, nao he mister forjas hercleas para le-
var a effeilo um estabelecimenlo destes, a simpliri-
dade das regras e da maueira de viver das irmaas de
caridade concurre para tornar de fcil execucao a
idea da fundaran de um semelhante estabelecimenlo
na provincia de Pernmbuco, e parece-me que, se
nao for adoptada a idea, daremos sem duvida a co-
nhecer que temos muilv menos coragem, muilo me-
nos... do que liveram os nossos antepassados, quan-
do fundaram os estabelecimenlos pios, que ora exis-
lem.....
(Ha tim aparte.)
O Sr. Brandan : Eu creio qne foram Portu-
guezes, mas os Porluguezes em oulro temno nao
eraro eslrangeiros para nos, tambem entre elles ha-
viam de haver llrasileiros...
t'mSr. Dpulado : Enlo a difliculdade he s
serem eslrangeiros?
O Sr. Brandan: Eu nao presto alteucao a es-
se aparte. Desejo, pois, que nao demos, de nos
trisle idea, e por isso he queofiereco o projecto subs-
titutivo, que j foi lido.
At aqui lenho considerado a materia pelo lado da
conveniencia e verdadeiro inleresse da provincia;
passarei a fazer agora ligeiras observae.es de outra
ordem, para que vos inclinis cm favor da emenda
substitutiva.
Seno livessemos outro meio de pessuirmos ir-
maas de'caridade, seno o que indica o projeclo pri-
mitivo, poderiamos justificar o nosso procedimento
perante aquellos que nos elegeram; mas leudo eu
demonstrado que he possivel fundar na provincia es-
se estabelecimenlo rom mulheres nacidnaes e menor
despeza, nao sei como no caso de adoplar-se aquelle
projecto, poder-se-ha mostrar aos nossos concidados.
3ue esta- assembla obtou patriticamente, e no ver-
adeiroinleresse dns seus commilenles; naosei mes-
mo como se possa provar que ella apreciou as voca-
Qoes, e dedicacoes que na provincia existem ; a con-
clusao contraria lalvez seja lirada....
Um Sr. Dpulado: A cdncluso he do nobre
dpulado.
O Sr. Brandao : Vos sabis, senhoras, que um
dos primeiros deveres do legislador, he conhecer a
ndole do sen paiz, e nnnea ir de encontr as ideas
e tendencias quenefle reinam, currrprindo-lhe apenas
dar a essas ideas e tendencia, quando desarrazoadas
e perigosas, urna direejao saluiar e benigna....
Um Sr. Dpulado : Eara-se o bem, sem allen-
der-se a essas cousas.
j O Sr. Bramido : Os principios que eu professo
sao de escriplores muilo habalisados, o Sr. Garnier, o
Sr. Thiers assim o tem escripto....
Um Sr. Deputado: Sao cstrangeicos.
O Sr. Branddo: Se o nobre depolado quer Wr-
jar sobre mim alguma odiosidade, porque eu lenlio-
me explicado com franqueza, e de uro modo que
julgo vanlajoso aos meus patricios, declaro que acei-
to de boa vontade, e pode ficar na certeza de que me
nao afastarei dns rocus principios; estou disposlo a
carregar com toda e qnalquer odiosidade desle gene-
r, mas em todo lempo os enunciarei, aqui e em
qalqucr nutra parle, com a tranquillidade de espi-
rito e pureza de consciencia com que costumo sem-
pre baver-me....
Um Sr. Deputado : As ideas do nobre dpula-
do sao muilo populares. i.
Cairo Sr. Dpulado : Mas qual he a opiniao
do paiz a respeito desta materia ? .
O Sr. Brandao: Como dizia eu, Sr. presidente,
um dos primeiros deveres do legislador he conhecer
brilha o farol do clirislianismo, ninda mesmo aquel-
los qne se arham em profunda divergencia em suas
crencas religiosas; quando os escriplores mais aba-
lisados de um e de outro secuto, o proprio philoso-
pliismo, iuiiiigu imidacavel da verdade clirista,
irain em tiibiifar as majs hrithaulcs homena-
Simsn esta veneranda associacio, em que, na phrase
e um Ilustre prelado que ainda vive, se resume
Inda' a religiao de Jsus Cbristo, cuja cssenria con-
siste no amor e na caridade, como seria possivelque
a heroica provincia de Pernambuco, tao distmcla
pela pureza de sua f, e uSo menos pela gloria de
suas tradicOes, fosse indiuereute iustiluirao das
irmaas de caridade, que cada dia se esleude e se
propaga a par dos progressos da civilisarao, prova
evidenliseima de sua perfeila Iwrmonia com os in-
liuetos mais nobres, com os intoresses mais elevados
da humanidade t ( muilo apoiadot/. Orno seria
possivel que essa planta mimosa, que ha medrado
nos terrenos mais ridos c infeccionados pelo sopro
impuro das heresins e do srisma, deixassc de nas-
eer c avullar no novo solo'Uto frtil e abenc,oadu ?
( apoiado ). Temcr-se-ha,' porventura, conlina
o citado prelado, que esse heroico sacrificio de ludo
quant o ramelo mais prza, patria, familia, rique*
za, l'oriupsuia, prazeres, e a propria vida ; que es-
sa corajcSa paeiencia4>nlre os objectps mais capazes
de humilhar o orsulho, c provocar o ledio e o des-
gosto ; que essa rara uuiao de um profundo reco-
Ihimcnto e illibados costumes com nma vida acllvn
e laboriosa, no meio dos ares Impeslados das mais
lpulosas e corromp Jas cidades ; qu lodos esses
dotes, cinfim, .que caracterismo as fillias de Vicente
de Paulo, e que hao conquistado a admiraran do
universo, v'irSo degenerar e exlinguir-se dcba'ixo de
novos cos, e nesta nova trra, que se adorna do
pomposo titulo de ierra da Santa Cruz ? Se un
tal receio preorcupa a alguemjie porccrloinfundado
c temerario. Seria isso uma interprelacao sacrile-
ga dos desicniosde Dos ( muilo apoiado ) ; Dos,
cuja providencia e bondade so tem semprc derlara-
> cm^avor desta insliiuicao sublime ( apoiado);
DcosIRnalmeiile, que ainda ha |k>uco salvou a lan-
as inuoccules esposas de Jess Chrislo, arrojadas as
nossas plagas, scnyir'e hospitaleiras, pelos furacoes
revolucionarios da Europa, e que liflo sabido ser
gratas ao generoso acolhimento, que cnconlram na
capital do imperio, pela edilicaro de suas virtudes,
c pelo desvelo maternal rom que se empregam na
educacao de numerosas pensionistas Como, pois,
suppor-se por momentos que o nosso ahencoado cli-
ma se tornara insalubre e inhspito s filhas S. Vi-
inado
he precisa
mar-se-llie
i nobre depnla-
lae- para as r-
es tapdencias do paiz, as ideas nelle dominantes, e
se efcs forem perigosas dar-lhe uma direceao sauda-
vel, sem todava ataca-las imprudentemente. Ora,
lodos vos sabis que he idea constante entre a nossa
p.opolarao, demonstrada pbr factos repetidos, que o
eslrangeiro goza em uosso paizdemuilo maiores van-
tagens do que os naciouaes; sabis tambem que a po-
breza nlre nos se vai desenvolvendo de uma manei-
'ra espantosa, e que cada dia os recursos de muitas fa-
milias se vo dmnuiniio; e pois se assn be, para
que havemos de afrontar sem necessidade aquellas
ideas, dando motivo para que se diga que desapre-
ciamos e desprezamos nossas patricias pelas irmaas da
caridade da Franca e Italia? Para que nao aplica-
mos em proveito de Pernambucanas honestas e de
um estabelecimenlo eslnvt, e permanente esses cqn-
los de risque vo ser dispendidos'.'
Um Sr. Deputado : E isso tirara a pobreza?
O Sr. Brandao: Nao firava a pobreza, mas mi-
oorava um pouco essa mesma pobreza....
Um Sr. Deputado: E quem estorva!....
. Outro Sr. Deputado: E se nao liverem vocajin?
O Sr. Brandao: Sejam chamadas as que a li-
verem; mas natxsearvoreem principio, nao se diga
que a nossa gente, que as nossas mulheres nao ser-
voru para isso.
Senhores, estas ideas nao sao nicamente da nossa
provincia, sao de lodos os paizes ; quando nelles.se
trata de fundar qualquer estabelecimenlo, quando
se procura inlroduzir um melhoramento sempre se
chaman pessoas do paiz, salvose.comodisse no prin-
cipio domen discurso, nao existem com as precisas
habilitarles, para preeochereiB' o lim quo se quer
obler....
Um Sr. Deputado: E actualmente ha?....
O Sr. Brandao : Entendo que sim, porque nao
sciquaes sao essas habililaces extraordinarias, que
se exija para ser irma da caridade, que uma Brasi-
leira nao possa ter; pelo que insisto na opiniao que
.lenho manifestado; isto he, que em vez de aulorisar-
mos o presideute da provincia para mandar vir da
Europa irmaas da caridade, devenios aulorisi-lo a
-fundar nesta cidade um estabelecimenlo desla ordem
com mulheres do paiz, que para isso liverem a pre-
cisa voeacSo: vol, pois, contra o projecto, e em fa*
vor dosubslitulivQ, que acabeide npresentar.
lie-lida e apoiada a seguinte emenda substitutiva,
ssembla legislativa provincial de Pernam-
Arl. 1." I* presidente da provincia lica aulorisado
a fundar na cidade do Rocife um eslabelecimeuln de
irmaas da caridade, segundo a regras primitivas
i liante ins'lilucAo, ovindo anExin. prelado
i doutas e pielosu sobro o mo-
; i veniente de realisar aquelle es-
despeas di referida
idos 10 cunlos de .res, re-
ft^^^L, sem conlr:
i 16 de marco de
,iva bem lonae,
rte na discBsao do pro-
urque elle havia
sem maior
ainodos de
.i -eparacao que
aviUn para entrar
las como, por to-
ma qw
em em
vasta se
o erro das id
.i escf^^^R
m manifestar esta
cote.
esidente, conten um peosaaien-
dolar e d* tanto alrance bem da humanidade.
nao pdJHe boa f ser combalido ; porquanlo.
Eipro* 1 sanliores, unlihdo todos os paizes ewilisados, onde
majje
cedre de Paulo, asq'iaes, diz o mande llossuet, for-
madas por sanlissinias regras, se empregam' com
lauto zelo, lana caridade e huniildade no servido
dos pobres c.enfermos, que nao permiMein esque-
cer a memoria de seu grande fundador e pai, assim
como o espirito que elle Ibes imprimi com o sello
de urna inmortal durarlo '
Senhores! para dar uma juila ideada snblimida-
de desla prodigiosa associacao, liasla recordar-vos
um fado de grande peso e nao menos importancia ;
basla dizer-vos, que a revolucao franceza, en cujas
ondas de sangne foram afogadas todas as corpora-
coes c institutos religiosos, respeilou, acatou reve-
rentemente a obra inmortal de S. Vireiilede Pau-
lo. Sim ; ainda nao estavam bem serenados os fu-
rores desse espantoso delirio, qac fechouo ciclo mc-
donho do dcimo oilavo secuto, o governo que sub-
stiluio ao 'empestuoso reinado da impiedade c do
atheismo, cuidou logo com o maior iuteresse em re-
unir as irmaas da caridade, como pessoas votadas
por hbitos e educacao ao servico dos hospilaes, de-
clarando em um decreto providenlssimo, que entre
os hospilaes da Repblica nenltun eram adminis-
trados com mais assiduidade, intelligencia e eco-
noma, do que aquelle* que linham chamado as
antiga aluiima* ds%a inslituiriio sublime, rujo
nico fim era formar os coraroes napralica de
lodo as virtudes christaas.
A vista disto, Sr. presidente, como hesilar-se ain-
da em se mandar vir para a nossa provincia essas
mulheres admiraveis pela sua dedicarlo ao bem da
humanidade sol redora ? Nao i mi 11 aremos assim o
nobre exemplo das demais dioceses do imperio, que
han fundado em seu-scio tao' augusta instituirn ?
i apoiado* ).
Mas, ilisse o nobre deputado a quem ora respoh-
do, que us podemos crear,essa iustiluirao com gen-
te nossa, independente do concurso das irmaas da
caridade etc. Senhores, en sou o primeiro a cobrii
de elogios a ndole religiosa das nossas patricias ;
sou graudc pauigcrisUi da moral das nossas familias,
em cujo gremio, gracas aos cos, se leni desenvol-
vido sempre o germen das finis candidas virtudes
( apoiado ): nias necessiirio confessar com fran-
queza, que eulrc nos seria muilo diflicil organisar
una corporacao de niulliercs, que coinprcheifdes-
-em fielmente os lilis da sua missao, erque seentre-
gassem s coudicocs e pesados encargos de velar dia
e imite junto ao leito dos enfermos. Tudo esle
mundo necessila de U pos. e de modelos {apoiado .
A Torca regular se nao improvisa ( npniado).
O Sr. Brandao d um aparte, que nao ouvi-
nios.
O .S(\ Pinto de Campos: As irmaas da carida-
de em Krauca, e n'ontros, paizes, onde ellas existem,
sao educadas desde os seus primeiros anuos na es-
cola dos soflrimentos e da piedade para com os en-
fermos C apoiadosj; ebem v o nobre deputado que
sem um tirocinio desta ordem nao seria possivel
que essas mulheres sublimes mamfcslassem lana
resignaran, tanta paciencia para com os pobres c
enfermos. Demais, senhores, nos nao queremos fa-
zer nm monopolio das irmaas da caridade apoia-
dos); venbam ellas exercer entre nos o seu divino
apostolado, que em breve veremos o esplendor de
suas pralicas e virtudes atlrahir os coraroes temos
das nossas patricias; eutao nenhum obstculo cn-
coulrarao em se associarem confraria de S. Vi-
cente de Paulo, como se lem pralcado no Bio de
Janeiro, na Bahia e em todas as partes onde ella
tem sido adoptada. Haja vista este documento, que
ha pouco me confiaram. Sao os estatutos da as*o-
ciarao da caridade, fundada no Rio de Janeiro, em
que figurara pessoas de todos' os sesos e condicoes.
Disse anda o nobre dpulado > Matheu* pri-
meiro aos leus, he doEcangelhon. Coufesso, Sr.
presidente, que fiquei sorprendido ao ver o il-
lustre membro emprestar semelhanle principio ao
liv'ro de Jess Chrislo Eu, que tambem leio o
E\anselho ha mais dedez anuos, nao me record de
haver nunca encontrado nelle este principio lao cs-
treito, Uto limitado, e nao menos egostico I (apoia-
dosj. Pois o Evangelho, a verdadeira caria consti-
tucional dos povos. a declararan solemne dos dire-
los do homem, poderia coulcr um principio, que
leude a destruir a fraternidade universal, os vnculos
poderosos que ligam os grandes interesses da huma-
nidade ? (repetidos apiada). O Evangelho, cujas
paginas luminosas Icoiii por limtese raas u univer-
so iuleiro O Evaugelho, o cdigo dos deveres do
homciii; o verbo de Dos cscrinto no coraran de
lodos os povos, o presan da verdadeira caridade por
lodos os contras da Ierra Nao, senhores. o autor da
philo&iphia elema nao poda plegar o egosmo, nem
a excluso entre oshonrens apoiado*,'; elle ordenou
aos Apostlos que dissessem a'verdade toda a crea-
lur.t, e isto basto condemnar o principio contrario.
Senhores, a queslao que ora se agita nao he uma
questao de patriotismo cavalleiroso, mas sim de ca-
ridade ("muilo apoiadosj ; nao se traa de rebater
urna imasui de barbaros, que vnham atacaros nos-
sos dircitos, os nossos costumes, e a nossa religiao ;
trala-sc nicamente de facilitar o ingresso pacifico
de virgens inermes, que vem parlilhar os soirrimen-
los dos desgracados, que encontraran nellas mais
ternas c rurinhusas apniado- ; para que pois invo-
car-nios agbra o espirito de bairrisino, de proporc0es
tan nicsquinhas, 'e sempre fatal o progresso da nos-
sa civilisaeao ? (muilos apoiadosj. Que desr nos
pode vir de itivitarinos os po\os, que se acliam
mais adianlados do que nos nas vas do progresso
humano 1 (apoiadosj. Abramos os nossos portos
ludo o que nos trouxcr ideas de mclhorameiilos
uteis ao nosso paiz ; o contrario disto sera renun-
ciar ao grande prgratmna das sociedades modernas,
que procurara consolidar as suas bases na uniao de
lodos os interesses (muilos e repelidos apoiadosj.
Pozes : Muilo bem 1 muilo bem !
O orador :(Depos de alguma pausa)continu'a:
Passarei agora, senhor presidente, a dar. uma bre-
ve resposla ao nobre deputado, autor do projecto,
acerca de algumas proposices. O nobre deputado,
fallando das virtudes das irmaas da caridade, nao
sci a que proposito trouxe os religiosos capuchinhos
c o clero secular Brasilciro : pareceu-mc que o 1-
lostic mcinbro, no iufuilo de elogiar os capuchi-
nhos, procurou expr o clero ao opprobrio da
coniparaeao...
OSr. Oliceira:Nao apoiado; nao foi essa
a miuha inlcncao.
O Sr. Piulo de Campos: Anida houtem disse
cm um aparte, e repito agora, que sou sincero
appreciadr dos servidos que os capuchinhos lio
prestado a religiao ; mas he preciso que se saiba que
elles nao sao os nicos encarregados de pregar a
bou noca ; que nao sao os nicos, emfim, que ba-
jara propagado a verdade rhrisla no mundo (apoia-
dosj. As primeiras vozes evanglicas que retumba-
ran! desde as margens do Vpiranga ale o Amazonas
nao fnr.ai dos capuchinhos; e uiuguem dir que os
Nobregas, Anchelas, V ieiras e ou l ros nomes vene-
rados nos annaesda nossa historia, foiaetn capoefai-
iiIms (asolados). Saiba o nobre dpulado, queape-
zar da liiiinilhacn e eslado pouco lsongeiro do po-
bre clero Pernambucano, aiuda entre elle existem
lutiitos padres dignns desle mime apriiudos- ; ha mui-
tos padres, que uo renegaran) o seu mandato, c que
nos ullimos momentos revolucionarios desta provincia
prestaran! relevantes serviros ao paiz ; sera rouitu-
donegarqueoutrns houve.eal vigaros,que infeliz-
mente nao se portaram como devinto; masa res-
ponsallidade dos mos feilos de uns nao devo pesar
sobre o grande numero. Eu rernnhero que em ver-
dade o nosso clero nao excrce actualmente o ascen-
dente que devia exercer sobre as conscienoias dos
povos; porgue a sua ednea^ao intcllRcttial e moral
nao lem sido Uto completa qnanto seria para desojar;
maa enlcndo que o meio de levauta-lo du opprobrio
nao he escarnecer a sua sorte, (ornando^ mais vulga-
res eptenles os seus defeilos ; be sim 'garantir-lhe
um honesta subsislencia, rodeiando-o de altractivos
que coovidctn as pessoas idneas e bem formadas a
irem-o. Sob estas solidas condicoes de esta-
na veramos mais o ministro dos altares
la momento o seu ministerio, para
ir mendigara fra caridade do seu'parochiano, que
uein sempre toe he propicia !
Voitaire, o grande nimigo dos padres, quera que
elle nao livessem menos dircitos que os geomc-
iiietbaphisicos que de ordinario eram bem
aquiuhoados ; mas. emfim, nao desester da'Provi-
dencia sokre'asorle d pob clero Pernambucano.
jecto ; porque continuo a rceonMMr a sua
tanria e ulilidade u nossa provincia. *,
O Sr. Oliveira : Sr. presidente, del
qoeute e pathetico discurso, qne acaba de proferir o
nobre dpulado, qua se santa do lado direilo (o Sr.
Pinto 'de Campos), escusado era en dispensar mais
algunas palavras a respeito da ulilidade do projeclo.
Agradeco cordialmenle ao nobre deputado a plena
eoadjuvac.no que me preslou no empenho de susten-
ta-lo ; e aproveito a accasiao para confessar-Ihe de
novo, que, se nas discosses anteriores, eu profer al-
gumas palavras, que de qualquer maneira podessem
molesta-lo, e clssas a que dignamente pertence,
n5o foi de mnha intencjlo oflende-lo ; j expliquei-
me eonvenientemente, e por consequencia entendo,
quea este respeito nada mais lenho a dizer.
Devo algumas rsposlas ao nobre deputado que
com toda a forja de sua illus!rac5o combaten o pro-
jeclo.
O Sr. Brandao: Nao idea.
O Sr. Olirrira : Eu sinto-me com efleite bas-
tante succumhidu, por ter de responder proposices
emitlidas peto nobre dpulado, cojos conhecimentos
e saber desejra possuir ; porm, o dever que mecor-
re, como autor do projecto, de enpregar em sua de-
feza as minhas fracas forjas,como que roe anima na
presente conjontura.
O nobre deputado principiando a reconhecer a u-
lilidade do projeclo...
O Sr. Brandao : A idea.
O Sr. Oliceira : .... declaren, que eslava em
opposicao quinto ao meio de execucao. O projeclo
quer que o governo fique aulorisado a raandarvir ir-
maas da caridade para serem empregadas nos hospi-
laes, o nobre deputado com a sua emenda quer, que
se estabeleca aqui essa instiluicao, e diz. que o pro-
jecto he defeluoso, porqu a sua execucao nao ser
feta conforme a maneira, que elle julg convenien-
te : mas a sua emenda salisfaz completamente o que
quer o uobre deputado ? entendo que nao, porque
manda eslabelecer a associacao, iem primeiramente
preparar os meios necessarios.
O Sr. Brandao : Nao sci o que he necessa-
no.
O Sr. oliceira : Se nos j livessemos Igumas
irmaas de caridade, quefossem incumbidas de edu-
car as nossas patricias nesse syslema de prolissao, eu-
tao bem ; mas se nao as temos, como havemos de es-
labeleccr uma casa de educacao smenle com disci-,
pulas ?
O -r. Brandao : Que mande o presidente bus-
car algumas para esse fim.
O Sr. Oliceira : A sua emenda nao diz
isto. v.
O Sr. Brandao : Mas nfioVxclue a idea.
O Sr. Oliceira : Disse mais o nobre dpulado,
qne entre as nossas familias pobres ha umitas senho-
ras, que se preslariam esse ervjo ; que nos con-
ventos de Iguarass, de Oliuda, etc., podemos adiar
senhoras para crear o estabelecimenlo.
Mas, senhores, sem contestar semelhante assercn,
direi. que a lomar-so essa medida, ella falharia na
pralica; porque, senhores, he preciso reconhecer,
que a nossa educado se resenle de certos defeitos,
proprios do paiz ; a nossa gente nao se sujeita de boa
vontade ao servico de tratar enfermos pobres nos
hospilaes : nos temos varios estabelecimenlos, para
os quaes sao necessarios enfermeiros, mas nao vejo
proenrar-se essa oceupaeo : quando se montou o col-
lego das orphas, sollicilaram muitas pessoas os me-
Ihores lugares, mas nao houveram empenhos para os
de er.fermeiras ; e o mesmo succede no collegio dos
orphas, na casa dosexpostos, hospilaes, ele, por
consequencia nao devemos dizer com tanta seguran-
ca as nossas patricias podem fazer islo ; he pre-
ciso saber, se ellas tem a necessaria vocacao, se fo-
ram educadas para semelhante mister.
Disse tambem o nobre deputado, que nao volava
Seto projeclo, porque a despeza que elle acarrela,
e grande, e que lem de augmentar consideravel-
meute, porquanlo pode dar-se ocaso de virem essas
irmaas de caridade,enn mesmo anno,em que aqui che-
garem, morrerem todas, ou algumas, e, por conse-
quencia lerdo se fazer outra despeza.
Mas, senhores, se procedesse este argumento, en-
(3o deixariamos de fazer muitas consas.
Sr. presidente, em 1S50 o governo geral mandou
engajar corpos estraugeiros para serem empregados
nas fronteiras do sul; deu-so necessidade de alguns
delles enlrarem em combate, no qual houveram mor-
ios, e nao se perdeu logo a despeza feita com a passa-
gem e oulrosobjectos ? Sem duvida ; portanto esta-
mos no mesmo caso.
Tem-se fallado muito em nacionalisar a nossa so-
ciedade, ero nao procurar estraugeiros, vislo como
em nosso paiz existem cidados muito habilitados
para todos os ramos do servico.
Mas, senhores, nos quepocos annos contamos de
existencia poltica; nos, que temos ainda necessidade
de cousas s vezes mui pequeas, havemos de proce-
der por esta maneira.? Nao vemos, que na curte do
Rio de Janeiro, foco de ciVilisaco, ainda se conser-
vara engenheiros estraugeiros' ao servico do Impe-
rio f
Senhores, os anligos Bomanos, que deram leis. ao
mundo, depos de subjugarem a Grecia, tolo, cliama-
ram ao seu seio os grandes homens della ? E nao ti-
jami
las de humanidade e caridad* e que o mes-
io se di nas brasileiras...
0 Sr. Oliceira : Ninauem diz isto.
o Sr. Pereira deBHto:Parece-me que se disse;
e pedi ao nobre aulor do projeclo, qne- moslrasse a
especialidade, a Ilustrarlo, o regimea que 'era ne-
cessarioque possuissem- eslas senhoras para serem
eufermeiras dos nossos hospilaes < ainda nflo fui satis-
feilo, tendu-sc-me nicamente dito que he um dom..
O Sr. Oliceira:Que ojsce da educacao.
O Sr. Pereira de Brilo%.... anto o nobre de-
potado pensa que a educacao d'ealas senhoras teja
superior as das nossas patricias!
O'Sr. Oliceira:Eu nao fallei em snperiori-
dade...
O Sr. Pereira de Brilo:Disse. eu lomei olas...
O Sr. oliceira : Segue-se que nao foram ben
tomadas. '
OSr. Pereira de Brilo:Falln le nos enfer-
meiros brasileiros; mas eu direi o nobre dpulado
que tambem tralei no lazareto da ilha do Nogueira
onde haviam enfermeiros inglezes. e n5o ss dislin-
guiram mais do que os brasileiros, nao semosl'avara
maiscaridosos, noobservei dillerenca aleuma ; quan-
do ahi he que podia av aliar da caridade d'esses
eslrangeiros.
Sr. presidente, eu me pronuncio inleiramente a fa-
vor do projeclo substitutivo apresenlado pelo Sr.
Dr. Brandao, que mui lucidamente o deflendeu e a-
preseulou razes, para que este projeclo prevalecesse
e passasse.
Dizem os nobres depulados que esta instiluicao nao
pode ler lugar aqui na provincia sem qne venham
da Europa irmaas da caridade. Senhores, j quero de
alguma maneira concordar com os nobres depulados,
porm lenho sobre isso de mandar uma emenda'limi-
tando o numero destas irmaas, que venham instituir
o eslabelecimenlo, que venham fazer saber qual esta
sciencia, que he preciso que as brasileiras aprendam
para se tornarem caridosas. Acho que esta iustilui-
rao no paiz ser muilo mais proveilosa, e os incon-
venientes do projeclo do nobre dpulado j foram
muilo bem demonstrados pelo nobre deputado o Sr.
Dr. Brandao.
nicamente pedi a palavra para responder ao no-
bre deputado sobre estes quisilos que expuz. e como
o nobre dpulado dissesse, que nao fallara n'esse sen-
tidu, entao vou mandar a emenda ao projecto subs-
titutivo, limitando o numero de irmaas da caridade
que venham fundar esse estabelecimenlo, e enlo ve-
remos que nao existe essa sciencia infusa; concluo
votando a favor da emenda por mim apresentada.
O Sr. Ae/ra :Sr. presidente, he com receio de
ser lalvez. #al interpretado o meu silencio, que tomo
a palavra na presente discussao. Estou persuadido,
Sr. presidente, de que tanto o projecto primordial,
como o substitutivo nao s3o contradictorios, ou por
outra, que elles se concliam mui bem, porque o
projeclo primordial, determinando a vinda das irmaas
da caridade, nao exc^ie a idea da instiluicao consig-
nada no projecto sub ilutivo.
O Sr. Brandao : form nao a consigna.
OSr. Meira:S,o declara expressamente.qne
isso se faca, mas nao cxclue a idea, seno d aulo-
risagao ao presidente d} provincia para esse fim, tam-
bem a nao tira. E o projecto substitutivo uo se p-
pe ao projeclo primordial, por isso que nao excine
a idea capilal delle., que he a vinda das irmaas da
caridade, e apenas consigna especialmente a idea da
creaco do estabelecimenlo, idea que me parece ser
inoportuna na actualidade, porque, Sr. presidente,
eu acho mais conveniente que venham essas irmaas
da caridade e que depois que aqui esliverem, depois
que se derem a sna nobre missao, se monte entao o
eslabelecimenlo, do que aulorisar-se j o governo
para montar o estabelecimenlo...
Um Sr. Deputado : Para que demora, se a ins-
tiluicao he boa?
O Sr. Metra :Eu nao neg que a instiluicao
seja boa; mas ser anda melhor depois que juntar-
nos i Ibeoria a pralica, depois que virmos com os
uossos proprios olhos, e conhecermos nelhor as van-
lagens quo a instituirn possa trazer. Por lano, me
pare'cc que os projeclos de alguma maneira se har-
monisam, e nao vejo razao para qne se suscite orna
questo a respeito de ambos, vislo nao haver ideas
que seoppunham entre elles, dou porm preferencia
ao primordial, nao porque reprove a idea' do nobre
dpulado, e smente por me parecer mais prudente,
mais acertada essa providencia depois da vinda das
irmaas da caridade, depois qne ellas vierem para os
nossos hospilaes. e ahi exercerem praticamenle a sua
nobre missao ; entao, ajinlados da theoria e da prali-
ca, ponhamos em execucao a outra idea. J se v
pois que eu nao me opponho ao projeclo primordial,
nem ao substitutivo; prefiro o primeiro por me pa-
recer mais conveniente a vinda das irmaas da carida-
de, do que a creaco do eslabelecimenlo sem a expe-
riencia do lempo c da pralica.
(Juanio as v aniagens que podem resollar da vinda
da.- irmaas de caridade, eu nao direi urna s palavra
nao s por me parecer que he de prineira inloico,
como mesmo porque j tem sido plenamente demons-
trada essa ulilidade.
O uobre deputado, que acaba de fallar, disse, qne
seno ttnlia demonstrado a conveniencia da vinda
' 1 '. i,U|
O Sr. OHrcira: -^-Eu troi
como argumento de compararlo.
O Sr. Metra : Eu creio que
nobre deputacto quando trato de dein.iu-
le poda provar a ulilidade do projecto iiul
denlenente de. soceorrer-se dos capuchiulios,
Ubelecer compararles odiosa
Sr. Oliceira: Para que insiste Disto ? NSo ten
razio.
OSr.Meira: Ainda" b3o acabi o meu argumen-
to.ejo nobre depuladosabeque no luho razSo ?
Nesto paste pelo menos lenho uma razao que, he o
dever de defender a rainba classe, que o nobre de-
putado tamben insisti em vilipendiar....
O Sr. Oliveira: Nao ha lai, nao fiz ofleosas.
O Sr. Meira : Eu lambem nao irei mais Ion-
ge, porque nao reprovo absolutamente o parallelo ;
elle he em parte verdadeiro, eu o nSo desconheco...
O Sr. Oliveira : Entao para que falla nisso ?
O Sr. Meira : Eu digo que nao o reprovo,
mas contesto a sua necessidade para provar a ulili-
dade do projeclo. Eu, senhores, nao desconheco o
merecimento dos capuchinhos, nem os seus servico*;
nas tambem nao neg qne esse estado a que infe-
lizmente tem.chegndo o clero brasiieiro nao he sfi-
menle devido ao mesmo clero : o goverafc.e os pre-
lados tora grande parle ; porcm nao quero entrar
nesta diseussSo, o tanto, que tralando-sc desla' ma-
teria em duas discussOes, me couservei silencioso....
{Ha alguns apartes.)
Refiro-me ao governo em geral, ao poder tempo-
ral e aos prelados....
Um Sr. Deputado : Salvasa exceptoes.
O Sr. Metra:Eu nao acenso peto eslado de
relaxado em que esl o clero, a cale ou aquelle
governo...
Um Sr. Dpulado : Logo, conheco que esl
relaxado ?
O 6V. Meira : Eu o coufesso em sua gcnerali-
dade, salvas as honrosas exceproes : mas repito, o
nobre deputado, uo linha necessidade de se preva-
lecer desle argumento para provar a ulilidade do
projeclo...
0 Sr. Oliveira : Quer defender a classe e esl
accusando-a.
O Sr. Meira : Nao liei de defende-la conpro-
nellendo a rainha consciencia. Nao neg que haja
muilos sacerdotes dignos; roas nao posso negar que
muitos ha que sao indignos da honrosa missao que
devem desempenhar. Queria o nobre deputado que
eu dissesse aqui que o clero eslava no melhor esla-
do de moralisaco ? Nao o poda dizer soni faltar i
verdade. Nao quero entrar no exame das razfles
porque os capuchinhos lem essa primazia : e por-
tanto voto a favor do projecto primordial, e nao me
opponho ao projecto substitutivo sendo pela inopor-
lunidade ; c quanlo ao numero de irmaas, como a
caridade nunca sobra, acho que nao val a pena sus-
citar queslao por algarismos.
O Sr. Jos Ped o : Olhc'quese compra essa
caridade.
O Sr. Meira : Bem sci; mas '.ambem nos
aqu a compramos, c com a diflerenca de ser muilo
nais cara...
O Sr. Jos Pedro : Quem sabe ?
O Sr.. Meira : Nao concluirei as rcftexOes que
acabo de fazer em favor do projecto, sem que fara
una reclanacdo acerca da discussao qne aqui se
suscitu quanto a art. 2. do projecto de forra po-
licial... )
O Sr. Oliveira c A occasiao nao he opporluna.
OSr. Meira: E o nobre deputado est aulori-
sado para me dizer que nn he opporluna ? Dizia,
Sr. presidente, que tinha de fazer uma reclamarlo
acerca da discussao que houve aqui quando se discu-
tio o arl. 2. do projecto de torca policial, ao qual o
Sr. primeiro secretario mandou uma emenda subs-
titutiva, emenda que entend eu importava a morle
mais suave do artigo do projecto nos tormos cm que
eu e o meu nobre collega, o Sr. Dr. S Pereira,
para sk
Arl!___
e de acc
Fie;
Senhores, cu
adopeo desla
mesmo se se pode decrel
lituicao que roe i
da vocaejio (espoot
que obra de uma
em todo o cas, creio qj
do essa vocacao e esse se
loridade publica. No
descubrir muila ampie
le e acertado nao fixar n
promover o progresso
mente, porque, con franqueza
hera da-las, e ainda menos en i
pressa, e en segundo lugar porqi
ria dfllcultar i presidencia a adl _
medidas que ella por ventura podi
canee para levar a ffeilo o p?
bla. Assrr, quanlo fund
liberdade, estabelecendo somei
acao e progresso da instiluicao,!
crever, desde ja, que fossem
conventos, ou aproveiladas as _
nho como verdade inconlestavel. que i
de caridade nao se ordenara, provan
volvem-se. Es pois o meu pensimeiilo
materia.
l.ida a emenda do Sr. deputado, lie app
para entrar en discussao.
Tambem he lida e approvada para o mei
uma sub emenda ,do Sr. Pereira de Brilo i
substitutiva do Sr. Brandao, que diz assjn
Fica o governo da provincia autoris
dar buscar Ires irmaas da caridade pan
desle eslabelecimenlo. S. B. Pan
O Sr. Brandao : Sr. presiden
fazer ainda algumas nbservares el
bre dpulado, o Sr. Pinto de Cam
observado pelo desenvolvimenlo que a disci
temado, que com effeito a materia se
(emente esclarecida nao roubarei^^^H
sa, cedendB, como cedo a palavra paraj
enlretanlo'asseguro ao mesmo nobre. "
me combaten, que nao ficarao sem resj
proposices, qac elle enunciou.
Encerrada a discussao, he approva
substitutiva do Sr. Aguiar, sendo lege
Brandao, e brando prejudicado o projj
bem como a sub-emenda do Sr. Brilo.
Tendo dado a hora
O Sr. Prndenle levanta a sqssao,
nente designado a ordem do dia.
son
ola Roma lanos sabi
os.'
O Sr. Brandao : Isso quero eu, as especialida-
des sim.
REC1FE 18 DE MARCO DEM
A'S 6 HORAS DA*TABDE.
RETROSPEOTO SEMA
Inteirados esto os nossos lelores do desfa
20:0(te000 rs que na corle se encontrn em
xote remedido da thesouraria desla provincia
thesouro publico, com a quaolia de 100:001
segundo a transcripcao que lizemn-
desle jornal do que a tal respeito se esa
pital do imperio : hoje cu
mais do que a esse Tacto se si _
um arniilccimenlo que causn
cidade.
queramos fosse elle concebido, t'issc eu, era apar-J ,.,v?P<>r ^"PAiia, entrad*
te ao Sr. Baplisla.que essa emenda era uma emba- ^''i'.^i .?!..? un
cadclla nesle sentido, c apezar de me explicar para
com o mesmo senhor de que nao tinha inteucSo re-
servada nen para o nobre aulor para com o nobre deputado, o Sr. Baplisla, esto me re
respondnu que era urna carapura que nao servindo
para elle, lalvez coubesse na niiulia cabera.
OSr. Oliceira:Senhores, depositemos no aliar
da patria cerros chimes, e mesmo certos prejuizos,
de que as vezes o ethusiasrao nos faz preoecupar.,
concorra cada um de nos com oseo contingente para
os melhoramentos mpraes, e materiaes do paiz, mas
de maneira qne esses melhoramentos se possam le-
var a effeilo, e nao de modo impralicavel...
O Sr. Pereira de Brilo:Isso he que resta pro-
var...
O Sr. Oliveira:A emenda do nobre dpulado
importa o mesmo, uie nao termos to cedo irmaas da
caridade, porque se a despeza que o meo projecto
ten de acairelar, he grande, muilo maior he a que
se tem de fazer com a sua emenda.
O Sr. Brandao :Em que he maior ?
OSr. Oliceira:Porque tendea fundar una ca-
sa, e peto nen projecto v o essas mulheres para os
hospilaes, como se pralicnu no Bio e na Bahia...
O Sr. Brandao:Para os hospilaes irio as outras.
O Sr. Oliveira :Disse o nobre deputado, que so-
breo Brasil pesa' uma fatalidade cruela de us
nanea uosjulgarmos habilitados pars cousa nenhu-
ma.Senhores, a ser verdadeira essa asserso, di-
ra eu que islo era modestia de nossa palle.
O Sr. Brandao:He uma modestia que nala a
activdade.
O Sr. Oliveira:Se mata, eniao isso acontece em
todos os paizes, ainda os mais civilisadns: o uobre d-
pulado sabe que a Franca, a Inglaterra, a, Bossa e
oulros paizes Ido a'dianlados na civilisarao, lem ef-
ectivamente eslrangeiros ao seu servico, n'esle ou
naquelle ramo, por ventura esses paizes tem ainda
tanta precisan de luz eslranha? creio que nao; mas
porque assim procedera? porque muitas vezes n'um
estraugeiros dao-se certas especialidades que seuo
encontram nos naconaes.
O Sr. Brandao:Essas especialidades he que eu
quero.
O Sr. Oliveira :He o que eu tambem quero com
o neu projeclo, porque como j lenho dito, os nos-
sos patricios nao tem muila propeosao para este nf-
ficio, ea esperiencia no-lo lem mostrado.
O Sr. Pereira de Brilo :Isso he que en n3o sei.
O Sr. Oliceira :Pois v o nobre deputado aos
hospilaes, e .mnstre-mc l uma pessoa de familia
servindo de enferneira: ha de ver alguma velha, que
j nao lem oulro servico em que se empregue. Se-
nhores, para eslarmos nos a tocar ueste ponto ? eu ar-
gumento com factos, e o nobre deputado cora hy-
pot tiesos.
Disse mais o nobre deputado, que nao havia dif-
culdade em crear-se aqui essa instiluicao, porque,
mesmo eulre os particulares haviam muilos, que con-
correram de uma maneira conveniente para seme-
lhanle fim; mas o nobre deputado nao desconliece
que quasi sempre que se trata de fazer alguma cerusa
por esses meios, elles falham.Eu vejo, senhores, que
para se organisarcm companhias^cujos lucros senSo
certos sao prova veis, ha grande difliculdade em frma-
las, quanlo mais para o que nao d interesses.
O Sr.'Braudo:Ha muilas alnas caridosas
ainda.
O Sr. Oliceira : A caridade tem seus limites, e
o nobre deputado sabe, que pela conslitnicSo o esla-
do garante os soccorrus pblicos, e que por tanto n3o
corre obrigaco aos particulares de enneorrerem pa-
ra aqullo que esl a cargo do governo, como a cari-
dade publica...
O Sr. Brandao :Nao excine a particular.
O Sr. Oliceira : Nao exclue, mas a nossa cari-
dade aparece por oulras maueiras, j soccorrendo os
mendigos, qne vagam pelas ruase, familias honestas
que vivem nas suas casas, e oulras muilas pessoas
que a merecem.
Senhores, eu enlendo qne a materia esl assi dis-
cutida, voto pelo meu projecto econtra a emendado
nobre deputado, declarando que desejo muilo que o
projeclo seja adoptado, por estar persuadido de que
sua idea he de somma ulilidade, e trar provincia
e a humanidade enferma e desvalida immensos bene-
ficios. Entretanto a assembla, en sua sabedoria,
resolver o qne melhor entender.
O Sr. Pereira de Brilo:Sr. presidente, honlera
quando fallei sobre o projeclo que'se discute, tive
em visto dous fins ; o priraeirofoi defender a adrai-
uistracn dos estabelecimenlos de caridade das ac-
cusares que lhe foram feitas, e em segundo lugar
foi provocar o uobre aulor do projecto a que me es-
rlaresse acerca da conveniencia da vinda das irmaas
da caridade. Quautoao primeiro ponto, fiquei salis-
felissimu com a resposla do nobre dpulado, que
elogiou bastante a actual adminisiracao ; porm por
outro lado nao me. satisfez, por quanto disse que i
nica cousa que eu havia feito tioha sido elogiar a
classe a que perlenro.
O Sr. Oliveira : Nflo disse sso.
O Sr., Pereira de Brilo;Provarci ao nobre de-
putado que elle aecusou os professoresdo hospiUI de
caridade, noque n3o leve razio: eu nao fiz mais do
que o meu dever, porque os mdicos d'este hospital,
ou dos estabelecimenlos de caridade, esldo em rela-
jo inmediata com a boa administrarn delles...
O Sr. Oliveira :Ea confessei isso, mas nao o
aecusei.
O Sr. Pereira de Brilo: Disse que al a presi-
dencia s vezes se achava coacta em achar mdicos
que fossem all servir...
O Sr. Oliceira: Percebeu mal.
t O Sr. Pereira de Brilo: Enlo estou salisfeilo
mas eu toiuei nota, tanto que tendo pedido a pala-
vra para responder, ced para se votar, tsnciooanao
fallar sobre estes pontos na terceira discussao.
Sr. presidente, eu eston de accordo que os mlho-
*res enfermeiros para as hwpilaes so aquelles que
melhor e mais humanamente deseropealwreto os
dessas mulheres; mas lambem o nobre dpulado ain-
da nao moslrou a inconveniencia da vinda d'ellas...
O Sr. Pereira de Brilo:O desfalque nos cofres.
OSr. Meira:Pois isso he razo de convenien-
cia? Isso mostra falta de recursos, mas ne prova
que a medida seja m apoiado.)
Entao porque nao posso comprar nna cousa boa
por nn ter dinheiro, segue-se que ella seja m?
O Sr, Pereira de Brilo:Quando nos podemos re-
toediar com as pessoas do paiz.
O Sr. Meira :Esta he qde he a questao. E
creio que a casa se nao oppoe a idea de montar un
eslabelecimenlo, e muilo menos repelle o desejo ge-
neroso e palriotico do nobre deputado de inocular
en nossas patricias esses senlinentos de caridade, e
de aplica-las a essa npbre missao; creio que a casa se
nao oppoe; mas o nobre deputado oppoe-se ao pro-
jeclrrprimordial, e aprsenla como fundamento a
insuficiencia de meios. que nada prova a respailo
da conveniencia ou inconveniencia da vinda dessas ir-
maas da caridade.
O Sr. Pereira de Brilo d um aparte.
O Sr. Meira:Ea, cono nao vejo em neuhun
dos projeclos consignado o numero das irmaas que
ho de vir. nao sei se so 50, ou se sao 25 ; acho que
o mais conveniente lie deixar isto ao arbitrio do go-
verno ; se o governo merece conflanca, se estamos
persuadidos de que elle, lano cono nos, he inleres-
sado era economisar a dnheiros pblicos, podemos
desmurar, que elle nao ha de abusar da aulorisado
que lhe for dada por esla assembla, e smenle requi-
silar ainda d'aquellas que jnlgar necessarias e cuja
despeza as torcas do cofre permittirem.
Sr. presidente, contra fados nao ha argumentos :'
seja qual for a razo porque estas i rntas da caridade,
estas mulheres eslrangeiras, como diz o nobre dpu-
lado, excedem em corlas qualidades s brasileiras :
seja qual fr a razao porque ellas satisfazem muilo.
melhor, com muito maior perfeico, semelhantes
fuucrese exercicios de caridade, o certo he que el-
las o fazera... Jpoiadot.J
O Sr. Pereira de Brilo:Nao he certo.
O Sr. Meira :0 que he cerl he que ellas o
fazem...
O Sr. Brandao :Exceden en caridade as lilhas
do paiz?
O Sr. Meira :En eslou argumentando con a
pralica, a qual prova a especialidade de que Irato.
O Sr. Pereira de Brilo:O nobre deputado ain-
da no vio.
O Sr. Meira:Entao como aqui nao as ha, no
posso ler noticia das vanlagens, das conveniencias
3ue lera oflerecido ainda essas mulheres no Bio de
aneiro, na Babia? Pois eu lenho noticia, lenho li-
do em o Noticiador Catholico da Bahia, e em oulros
jornaes.
O Sr. Pereira de Brilo Ahi esl o relalorio do
presidente da Sabia,que nao falla nellas.
() ,SY. Meira:Enlo a assembla quando julgar
conveniente uma medida, nao a pode realisar se o
presidente nao tratar d'ella? Porm afumo ao no-
bre dpulado que os presidentes do Rio e da Bahia,
o Sr. arcebispo en o Noticiador Catholico as ton
elogiado raiiitssiinn.
Um Sr. Deputado:E o Correio Mercantil.
O Sr. Pereira de Brilo:0 presidente da Bahia
tratando dos eslabelecimeutos de caridade'nao falla
n'ellas.
O Sr. -Oliceira :Porque isso he una pesa nul-
(0 surcinta. ,
O Sr. Paes Brrelo : Enlo havemos de fazer
aqui oque o presidente da Bahia disser?
O Sr. Pereira de Brilo : Ea fallo segundo a ni-
nha consciencia.
O Sr. Meira :Ea eslou fallando aqui segundo
a minha consciencia, e Dos ne livre que falle de
oulromodo. Por lano creio que lenho dito alguma
cousa em favor da vantagem que procede da vinda
dessas irmdas da caridade; e pelo met! senao de-
monstra essa necessidade, lambem o nobre aulor da
emenda nao desconliece o merecimento e importan-
cia da medida, porque o sen projecto seno oppe
. e eu
respondi-lhc que nao servindo para a miuha cabera,
servira sem duvida, e muito melhor para a do no-
bte deputado a .quem responda, e entretanto esto
resposla nao foi publicada, c por isso reclamo...
O Sr. Presidente : Mas agora nao he occasiao
propria para reclama res.
O Sr. Meira:He verdade que o Sr. Oliveira j
roe disse isso mesmo1, mas eu lhe pergunlei se esla-
va aulorisado para tal, e nao me respomleu; como
porem V. Ex. agora o confirma, eu estou promplo
a retirar. (Risadas.). '
O^Sr. Agular : Sr. presidente, felizmente para
a questao qne se agita, todos os nobres depulados
que tem tomado parle nesta discussao, e mesmo
aquelles que anda se nao pronunciaran-!, parecem
estar de accordo sobre o pensamenlo capital de que
he de ulilidade reconhecida, e lalvez de necessida-
de a arquisco das irmaas da caridade que faz ob-
jecto do projecto que se discute, o que nao he sem
duvida uma pequea vantagem ; entretanto quer
parecer-me que o mesmo projecto pecca pela manei-
ra vaga e indeterminada por que se acba redigido.
bem cono o oulro qne foi offerecido como substitu-
tivo, por me parecer ao mesmo lempo ampio -e de-,
feclivo. Entretanto, contendo ambos os projeclos'
ideas essenciaes e a prove lavis, sou de opiniao que
nao sejam desprezndas, una vez queso dslincias
e poden fcilmente ser harmonisadas; e foi para is-
lo que pedi a palavra, tendo en vista offerecer
consideradlo da casa uma emenda que soncilio es-
ses dous pensamenlos, que. aiuda nao eslo, para as-
sim dizer, bem casados, embora a casa lalvez os nao
regeile.
O projecto primitivo quer simplesmcnto qne se
aulorise o governo da provincia a mandar buscar ir-
maas da caridade, fazendo as despezas que julgar
precisas, sera determinar o rgimero, afina de serem
empregadas nos hospilaes desla cidade. Com effeilo,
eu acbo,|que esse numero devia ser determinado pela
assembla, porque assim como o governo lem conhe-
cimeulodas necessdades dos estabelecimenlos de ca-
ridade desta cidade,cada um de nso lem igualmente,
e por isso he claro que esl ao alcance da casa podar
designar o numero neressario dessas mulheres para
o mister qne se pretende sem deixar ao governo esse
ampio arbitrio. Se nao estou engaado, creio que
o facto da lixaco do numero pela assembla nao ex-
prime, nem pode exprimir falta de confianca no
presidente da provincia, porque, em materias desla
ordem, salta aos olhos a inconveniencia de se discu-
tir o importante principio de confianca. Em relacao
a esse principio, a queslao he de tao pouca monta,
que, quer se deixe a designarlo do numero ao livre
arbitrio do governo, quer us o marquemos; a consi-
derado e conceilo que nos possa merecer a actual
administrarlo no soffrem a menor quehra ou allera-
co. Circnmscreveiino-me materia em discussao,
j v a assembla que adopto a idea do projecto
apresenlado peto nobre deputado o' senhor se-
gundo secretario, declarando, com tudo, que rae pa-'
rece digna de approvacao ama outra idea compre-
hendida na emenda ollerecida peto noble membro
oSr. Brandao, a qual pode ser traduzida desla ma-
neira : que nma vez que a assembla reconhece a
necessidade e ulilidade da vinda de irmdas da cari-
dade, enlo se Irate de promover essa instiluicao
entre nos, e que nesto .ultimn caso se aproveitem
tamben os elementos qne em si len a- provincia.
(Apoiados.)
Sr. presidente, eu nao entratei nessa queslao, que
se tem suscitado a respeilo. da aptiddo deste ou da-
quetle individuo para exercer a caridade, porque
me parece impropria e sen resultado, porm sem-
pre direi quo a caridade nao hevirlude, nem allr-
buto deste ou daquelle individuo, desta ou daquel-
la cidade, desle ou daquelle povo, nao he virtude
nem allribfil ode ningum, hevirlude e altribulo
de lodos, porque o he do genero humano, e se en-
centra por lodo o mondo e cm lodos os povos...
Um Sr. Deputado : Mesmo fra do chrisla-
niino?
O Sr. guiar:Sim, senhor, en todas as reli-
gies e mesmo entre aquellas que nao tem a fortuna
de professar a religiao que seguimos. A'caridade,
por lano, he um sentimentl '.'al, que nascendo
com o individuo, nao tem '-nara o seu
desenvolvimenlo e accSo 1 -iga esta
ou aquella religiao. pensa esl
visto, que existe en mim j de
qne, quer as Pernambucan em
geral. podem ser t5o boas i too
as allemas, as italianas, ,
vez que esse sen limen (o se/
envolvido. Acho, porn, < __
que impugnam o projecto primitivo?i^^eni razo
quatdo se oppoem vinda das irmaas da caridade
para Pernambuco, porque me parece que esse su-
blime sentimcnlo de abnegaran, de que as nossas pa-
tricias sao susceptiveis, precisa de ser desenvolvido
peto exemplo, e este, em tal caso, nao consiste em
a vinda d'ellas, por quanto creando-se o estabeleci- wulra cousa mais do que na^iralics.e na observaeao
Terminare!, senhor presidente, volando pelo pro- sena deveras, e nao concordo que h earoptas se-
ment uo pode isso ler lugar sem que venham al-
gumas irmaas da caridade.
Ha consas, senhores, que se exprimein, se dizem,
maa que se nao podem explicar. Ou seja pela edu-
carlo, ou por genio particular, ou por qualquer ou-
lras circunstancias, e certo he qne una especialida-
de seda nestas mulheres, que nao lem iguaes na sua
rude nobre -missao. Eu me uo facp cargo de ex-
plicar qual essa incgnita...
O Sr. BraildSo:Mas se as nossas patricias ainda
nao foram esperimentadas (hilaridade).
OSr. Meira:Esla razao he a rueu- favor, por-
que a esperieuqa he meslra. Aceitemos pois aquel-
las que lem era seu favor a esperiencia. Eu declaro
que nao tenhointenc&s deoflender com islo as se-
nhoras brasileiras, e inuito menos de negar as ctcel-
lentes qualidades c virtudes de que ellas san dola-
das, e tange de n"m tal id5a.; pelo contrario al loD-
voeapprovo a treacao de um estabelecimenlo desse
genero; aeho-o porm inoportuno por ora, julgo mais
conveniente observar-se pralicamente essa medida.
(Ha alguns aparles.J
Eu como nao sou autor do projeclo, nen presi-
dente que" tenha de executar a medida, estou ape-
nas tratando do sustentar asmitihas ideas. Persuado-
ne porem, Sr. presidente, de que as vanlagens do
projecto podiam ser demonstradas independento-
mcnlc de um argumento de que se prevalecen o no-
bre deputado aulor do projecto, trazendo o paralle-
lo dos capuchinhos, que, quanto a mim.nada prova
em favor do projeclo, aln de ser odioso; e demais
as irmaas da caridade n do vem substituir aos padres
do Brasil ; ven subsliuir aos enfermeiros. 0 nobre
autor do projecto devia ter mostrado a inaptiddo dos
enfermeiros, e nao a deis padres, porque as irmaas
da caridade nao vem ex eroer o ministerio dos pa-
dres.,., ^
dos fados. (Apoiados.) Cra vez admillidas enlre
nos essas irmaas da caridade, viudas da Europa, e
nne eemacen a pralicar esses arios le abnegaran
que sao de ana regra, quer parecer-me que as senho-
ras naeionaes, convidadas para seguiren a mesma
instituirn, se piestarao muilo mais fcilmente por-
que lerao dianie dos olhos o exemplo, que. he sem-
pre poderoso, e se convencero praticamenle de qae
nen he nenhun desdouro, nemheum irahalho hu-
milhante, insuperavel e rudei o prestasen seus ser-
viros humanidade afilela que os redama. Des-
ta maneira as'nossas patricias se habitan a isso,
sem que se vejam enbaracadas pelo acanhamento
da novidade e da falta de pralica. o que sera duvi-
da acontecera, se hoovessenios de crear essa insti-
tuido sem pessoas ja habilladas para lhe dar im-
pulso e deseuvolvimenlo. Os Ilustres membros que
impugnam o projecto, devem saber muilo bem, que
ainda entre nos nao esto as senhoras acostnmadas a
essa ampls liberdade que exigen semelhantes func-
roes, e por isso devem concordar em que ocenleo
exemplo pede arredar -essas difficuldades, e arrastar
as filhas do paiz, sendo por tanto neressario, para
haver esse exemplo, que se adopte a idea capital do
mesmo projecto. Assim, torno a dizer, nao ma pa-
reen razoavel e jnstificavel a opposicao qoe os hon-
rados impugnadores do projecto fazem saa dispo-
sicSo, tanta mais quanto, a nao pnaar idea nelle
consignada, nao passar provavelmenle o pensamen-
lo da emenda.
Sr. presidente, eu nao me demoro nesta questao,
porque n8o foi meu fim, lomando a palavra, cunjjor-
me ja disse, discutir a ulilidade da idea que he
enaltecida, ac mesmo enlrarem lica com os auto-
res dos diflereotes projeclos ; quiz somente uflerecer
^lerseio da casa ana emenda que pode multo
- m dimanas opinloes, Mcerdw 1
mandando queothesoureirude
ao cofre a sobredila ajuma de
na^Je prisao. e qjye alm
nsubiisadapor'aqoelle
cao. Eis o quea todos imp
surprendeu.
Sendo sabido, nao s pela i
tbesoureiro publicada en o mi
mas tao bem pelo leslemnnho das
entrega e lemessa do caixote id ~
mandante do vapor S. Saltador i
das notas que recebera, e i verifir
nellas comidas ; qae depois disto presencia
encaixolamenlo dellas, pregadnra o i
posicao dos competentes sellos, passanaa
nbecimento ou recibo sera a ordinaria d
que ignorava'o conleudo, por que t^^^H
sistira, e tinha consciencia da somma qne
era de esperar que nao fos^ o Sr. Nery 1
commndado pelo fado da sublraceo opera!
ser mnifesta e garantida a sua rrespona|
nesse caso pdo documento legal que
tirara. Entretanto assim nao acontecen,
presidente do tribunal do thesouro publico,
do sem duvida todas aquellas circunstancias
venido lalvez por uma correspondencia do ti
ro da corle, onde se diz, (para rs!abeeeri
de) que o caixote all cliegra smindicioi
bamenlo, competentemedle fregado,
do ; expedio a ordem de que fllanos, el
della aclii-se o Sr. Ncry eflertivanenlc
sugeito a processo, nSo leudo bontem (fin
marcado para a entrada) recolhido a importan
desfalque por nao haver quen o recebesse.
o Sr. J. M. de Carvalho, nomeado para a^^^H
fura logo depois accommellido de orna sync -\
o tem privado d> exercicio do lugar.
AOm de habilitarmos s leitores a formar \
zo sobre esto grave acontecinento, deven*
que lendo vapor S. Saltador chegado i
da t3dopassado, mandara o seo comn
caixote para agencia, onde passra a noi
colhido ao thesouro no dia seguinte ; e C
lo, foran encontradas as notas, nao en
dem como c se enraixolaram,porm sil
em confusao. Todas estas circumslanj
a diversas illacoes, cada qual nais cenL
redardo Sr. Nery suspejla's temerar
nos porm abstemo-nos d' entrar enat
pois que nao temos aqui en vista defl
senhor, nem tao pouco prejudicar a qi
do ponto de vista peasoal, embora nos | _
da innocencia e da juslica a mais nobre e
rosa de que alguem se possa encarregar, i
ponlaueamente. Sentimos todava que
nario publico.'que por 0 aunes eterct-u
portante cargo com reconhecida probidad
dez, consegrando firmar osen crdito enlre
conhecem, veja-se agora exposto a I
menos em sua reputado peto facto de i
conhecido, quando todas as probaliildi
do, e lodas as inverosemilhancas dcootl
para iunocentalo aos olhos do publica, I
sem duvida perante a juslica do pai* e
reclidao do Exm. ministro da faze-
queslao for plenamente ventilada.
ApeiK.s aqui cliegou o S. Salcador (no J
correnle), trazendo a noticiado desfalque, '
ry Kerreira e mais membros da junta da
procedern a un ninucioso bataneo, e<
lodo o dinheiro existente.sen falla alg
como a escripturarao na melhor nn
recendo depois all o Exm. Sr. presid
ca, novo bataneo leve lugar, sendo o
idntico ao do antecedente.
lim dos fiadores do Ihesonreiro, o Sr.j
Paula Cavalcanti requeren ao Sr. insp
souraria que lhe permiltisse entrar por,i
a quanlia exigida ; mas nao sendo isso t"
vista da ordem do thesouro, foi a sua
ferida, e hoje 18 deve de ler entrada i
nrio Sr. Nery no caso de haver sido
substituto aSr. Carvalho.
Temos dado conla ao publico dofac
cheu esta semana, limilando-nos a s'oaj
si^ao com as cirenmstancias mais noli
companhram ou succedcram.e deixand
amor da juslica, escapar o nomo juizo aM
soa por ora co'mprometluia. Nada Riis ti
te o lugar.
No dia 13 lambem chegoa dos porlos por Imperador, tendo deixado todas asf
emsocego, e quas] desvanecidos os retr"'
r havia da injaso do Aazunas por
avenlureiros americanos do norte, alti
alli chegada de qne os taes senhores tinh
de rumo: Dos os cordura s ama nova
possam tomar segunda e mais proveilosa tii
O Imperador conduzio a seu bordo para a corle,
no dia H, o Exm. Sr. visconde de Olinda, senador
desla provincia, o qual viera visitar
tal, lendo-se nella demorado por dous o^H
O dh 14, aoniversario de S. M. a ln
festejado com as salvas do eosturae.ej
nma boa represenlaco no theatro de S
cantando ahi a Sra. Deperine o UyaJ^^M
presen-a daseffigies deSS. MM. II. Pai*:
bello e divertido vaudetille Duende, n
lbou como sempre a Sra. Gabriell, nao devendo fi-
car no esqueeimento a habilidad com que Sr.
Amalia excitau o riso eos apptousos dos especia
no seu papel de velha namorad* e imperlm
guio-se a ariaeoduelodn Patrio, e
Sra. (iabriella e o Sr. Ribeiro, cujo talen]
tem sido merecidamente elogiado^sobra f
neis burlescos, onde nada deixa a <
o espectculo con a Paquita, baile in
posto polo Sr. De-Vecchi, e que per)
liHbmostrar tlenlo mmico que
Baderns ostentar os prodigios
vocacao, como danserna.
No dia 1T recollieu-se
da Penha o reverendo capq
Calania, depois de haver I
do Rio Grande do Norte e i
servcos, chamando ao greg
parrados, e aconselliandq'"
civil a concordia, .
que sao oulros la
de, dignos fructos
menda o m
Ananhereu Miji
procedente da Em
res em o lugar con
Entraran ao lodo ]
A ''^H^^^^^^^^^l
uma
na preasnle
Hwns, 7 mulheres
^wlheresescT,
i
. BBPAKTI
Parte
Illm, eBam.Sr,PaTtWppa V. E

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Eira,
beirodo,
i Paita
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ntem a redarlo do
e do que manda buscar al-
. Approvua mais em pri-
fn* n. 3 desle anno, crean-
iras lettras em Tlgipi ; n.
Fajada de eusta aos membros
a a legislatura de 1856 a 57;
do de n. 4, que crea ca-
para o sexo femenino em
I boje comprehende a primeira
teto n.8, que divide o oOTicio de es-
pitos desla cidade; segunda dos de ns.
^^Bt anlorisnndo o governo a jubilar o
d'Alho, e o segundo mandando
ia picada quecomniunique acidarte da Vic-
toria a Villa Bell*.
l'elo vapor Lusitania chegado antes de bnntem de
Liverpool, via Lisboa, Madeira, Tenerife e S. Vicen-
Doa aa carias de nossos Correspondentes de
orlo, Paris e Hamburso, as quaes licam es-
m oulro lugar desle Diario, e bem assim
as porluguezas, francezas e inglezas com
velho mundo al 28 de fovereiro prximo
passt -~~-^
scommunicam ditos nossos correspondeo-
eulareinos o seguinle, que colhcuios da lei-
lurii das gazclas que recebemos : x
A guerra ealre a Kossia de urna parto e a Franca
e Inglaterra reunidas de oulra, bem que ainda nao
formalmenle declarada, era.cojjr'Tdo considerada
corno ja inevilavel vista da declaradlo feita pelo im-
Napoleo ao czar na caria aulographa que
ltimamente lhe escrevera. e da recusa desle pro-
pola na meamacarta conlida.
aqui o texto original deesa carta :
ilacio das.Toluerias 29 de Janeiro de 1851.
uestao que se agita enlre V. M. e a Porta 01-
umio lana gravidade. que julgo dever eu
explicar directamente a V. M. a parte que a
ueste pleito, e os -neios que entondo
empregar para affaslar os perigos que
ameicam o repouso da Europa.
le V. M. mandou dirigir ao meu go-
i< rainha Victoria, parece indicar que 0
esjao adoptado pelas duas potencias ma-
o principio, fora a causa de exacerbar
lao. TodaVia, parece-rae, que pelo contrario,
Btinuado a ser urna quesillo de gabinete, se a
o principados nao viera foze-la passardo
liscussao para o cainpo dos fados. Ape/ar
ropas de V. M. occuparama.Valachia, ens
os a insislir com a Porla, para iptejiSo
rasse esaa occupacAo como caso de guerra,
n lestemunho do^iosso ardente <*escjo de
iar. Depois de liaver consultado com a In-
^^Hpssia. propuz a V. M. urna no-
ar urna satisfazlo communf"; V. M.
I, penas cliegara ao nos/o. colihe-
Wn 'logo o ministro de
entarios explici
ito co!icilMM&rt o obslava
.idopciio-pura.e siil
^B- raodjlic,'
Mplencias j
pfcdfficacoes i"
CU. Nsle caso a Perla, v|_
ide, ameacada asua independencia, e comp
pelos esforros que j lizerf para levantar u
centra o de V. M., preferio declarar a guer-
r nesse esWdi^de incerteza e tvilta-
eclamara ella u muso apoin ; a sua causa
juta; as esquadras ingleza e franceza
ordcrri de Tundear no Busphoro.
sicao para ooro a Turqua era prolec-
iva. Nao davamos bros ao seu espirito
nlinuamente lhe acunselhayamos a mo-
mz, julgando que era este o meio de clie-
wdo; e as qualro potencias outra vez se
a para apresentar a V, SI. novas proposlas.
i sua parte, revelando a tranquildade
i da conscieucia da sua forra, limilara-se
margal esquerda do Danubio, e na
accommetliroenlos dos Turcos, e com a mo-
ipria do dieta deum grande imperio, de-
manteri a defensiva. At este ponto
? contossa-lo, espectadores inleressados,
I eapecladores da luta, qiiando o successo
io forrar-nos a lomar urna posi$to mais
?.Franca e a Inglaterra nao haviam en-
tesa til enviar tropas de desembarque
la Torquia. Assim a sua baiidcira nao
compromallida nos conflictos que linliam
' em letra. Porm, no mar era differenle.
canhes na entrada do Bnsphoro atlianca-
urquia ,que as duas primeiras potencias ma-
i consentiran! que ella Xossc accommettida
O successo de Sinope foi para nos lo.of-
eomo inesperado, pos que pouco importa
Torcos quizessem ou nao fazer passar pelo ler-
rnuo rnunicoea de guerra. O faci he, que
'lui vieram atacar embarcares turcas as
urquia, e socegariamenlc Tundeadas n'um
eo ; dislruiram-ii'as, sem embargo da pro-
i nao intentar orna guerra ollensiva, e sem
la pruxiraidado das nossas esquadras. Nao
lilica que solTreu alii un revez, fui a
Militar. Oeslrondo dos canhOcs deSi-
i dolorosamente no coraran de lodos
IB Franca e Inglaterra presara*a dignidade
Todos exclamaram ; al onde poderem che-
i caobo, os nossos alliados devem ser
Daqui sp derivou a ordem da* s nos-
as de penetrar no Mar Negro, o obstar pela
lesee, mister, a que se repelisse om successo
lie. Daqui prnveio a nota collectiva envia-
aele de S. Pelersburgo, para o avisar de
i oppunliamosa que os Tarcos tomassem a
i na* aguas c cosas da Russia, protegeramos
iciamenlo das soas tropas no seu proprio terri-
lativamenle esquadra russa oulra devia
iliufao, porque *imporlava que, durante
i tivessemos um penlior, que fosso o equiva-
parte do lerriloriolorco que eslava oceupa-
icililasso a concloso da paz sendo o prin-
deoma desejadacombinafao.
ihor., o verdadeiro fegumenlo, e a con-
He evidente que lendo chegado
lio, devem ero demora resolver-se ou por
leflnilivo, ou por um rompimento de-
i qual por sua posic.lo lie chamada
ia I a represeolar urna parte aeliva c importante. Essa
ado semnre com grande tlr-
!at nonios que foram cslabelecidos
ia conferencia de Vicua de 5 de de-
uirio prximo paseado, e pela riossa parle
emos toda a confianza na Icaldade e sobre carcter
ven imperador, alm dequeachamos tara-
i garanta 'das disposirocs do: governo aus-
os inleressos de seu..povo, intereses que sao
H^Ros com os nossos. as circumstancias geraes
da poltica europea, a Franca forle pelo valor de suas
leaes edcsinlercssadas inteui;Oes, nada lem que re-
ceiar da lula que se prepara, lilla sabe alm digso
que pode confiar na energa bom como na prudencia
de seu imperador, n
O govrne francs proliiboa exporlice de armas,
qualquer queseja sua qualidsde, plvora, projeclis e
oulrasmonicesdc guerra, benf como os vestidos, ca-
vallos, navios evapores, lendo feilo o mesmo o go-
verno inglez.
Um exerclo de 70,000'horaens eslava prompto pa-
ra partir de Franca em soccorro da Turqua, o oulro
de 26,000 de Inglaterra para o mesmo flm, este ulti-
mo linha ja embarcado em grande parle nos portos
de Soulhempton, Liverpool, Dublin. Plymouth e
Quecnslpwn, elVecluamlo-se esla operacao com ordem
e presteza, e sendo as tropas saudadas pela multdau
com eslrondosas acclamaces. A partida do prmei-
ro exerclo era demorada, porque lencionando o go-J
verno Crancez faze-lo ir por Ierra, agnardava ocon-
sentimento do imperadur da Austria, o qual segundo
as ultimas noticias de Venna, se decidir por flm a
adherir i poltica de Inglaterra e franca, para que
elle alravessassc pelo seu lerrilorio.
Todava duas divists desse PNorcito ficavama par-
tir de Toulon o Alger para o Oriente no lia 6 do
correle marco ; estas divises serio commandadas
pelos generaes Canrobert e Bosquel, lendo cada ama
mais doos generaes de nrigada. O general d'Allon-
ville ter o cominando de una brisada de cavallaria
e o principe Napoleilo, o qual pedir ao imperador
Sara fazer parle desla expedcilo, commaudar urna
rgad de reserva da mesma Torca.
I.uiz Napoleao approvou a formnrjlo de um ler-
ceiro esquadrao compostodo 10 navios de linha, 14
fragatase 15 corvetas. Esle esquadrao ser com-
mandado pelo vico almirante Parseral Desclienes, e
pelo, contra-almirante l'enaud.
A Inglaterra linha annunciado a Prussa a sna in-
tencao de enviar urna esquadra ao Bltico logo no
principio da primavera.
Um tratado de allianca estava sendo negociado en-
lre a Inglaterra, Franco e Turqua, afflrmava-se que
| Austria lomara tanihem parle nesse tratado.
Noticias de Venna do 23 de Tevcreiro, informam-
nos do que 25,000 horneas ficavam a marchar para a
fronleira do sudoeste, afim de que unidos comas forras
ja la estacionadas rossem empregados em acabar com
qualquer tentativa de insurreicao contra e Porta, as-
sim na Serva enmoem Montenegro e Bosnia.
O Miperador Nicolao achava-se ullimamentedoen-
le ile hery.-ipela,e muitoindignado contra aAu-lri.i e
contra a Prussa. As medidas por elle recenleinenle
adoptadas demouslram que est determinado a sus-
ienlar a guerra, anda mesmo contra (oda a Eu-
"-"w i
do olfendida a s
ropa :
elersburgo re-
zar, para que
em os seus do-
Os ministros franrez e inglez emS.
ceberam urna inlimarao da parte do
sem a menor demora posslvel de
minios.
.Todos os cnsules turros na
demissao. Os sulid
dajjiatW^WWBWfrnies astriar
mente por es paro de 6 mezes a contar da declararao de
guerra fela pela Porla.
O czar dccrclou ltimamente om recrutamenlo de
9 iiomeiis por cada mil, o qual deveria ter lugar, (lo
1. do crrente marco a 15 de abril prximo futuro, e
bem assim a mobilisarao de todo o ejercito russo c ar-
mada.
dc-ram a sua
postos debaixo
porm isso so-
enviar para a Austria 30,000 Baslii Bozouks, ou irre-
gulares, misturados com tropas regulares, elle deci-
di tambero admitlir oschrUlos ao serviro do exer-
clo. ''
Na Albanis rebenlara ullimamenle uma insurre-
"'> A populacao grega, dizemque incitada porpes-
W en"n,!Ule3 da corle de Alhenas, as quaes obede-
> cem influencia russa, rebellara-se contra os Turros.
Esla rebelliao, depos de haver lomado proporees
um lano consideraves, fora todava linalmenie re-
primida.
Nos estados ponlilicios|algunsdislurbios(iveram l-
timamente logar, por causa da careslia dos gneros
alimenticios, estes disturbios fbram particularmente
serios em Itavenna, Kimini, Cesena e Pengia.
Esla ultima cidade foi invadida por bandos de cam-
ponezes Taminlos, qoe com grandes grilos tiediam
pao ;o governador da p'rara, que era suisso, "reuni
as tropas, e eslava a ponto de mandar fazer fogo so-
bre o povo, quando chegon o delegado Ifonsignor
Loschiavo, o qual desenvolvendo a maior moderarao,
conseguo acabar o tumulto.
Na Hespanhacontinuam as prsoes, e por conse-
guinle grandeagilaco, lodo o paiz linha sjdo decla-
rado em estado de sitio.
O correspondente do Tim, escre vendo de Paris
exprime-seda maneira seguinle sobre a monarchia
hespanhola.
Em muilas das minhas recentes cartas, em que
alludia a Hespanha, chamci a vossa alleiicAo ao in-
cessante perigoque ameacava, se eao as inslilucoes
monarchicas da augusta personagem, que oceupa o throno 13o im-
papularmente.
a Todas as nolirias que lenlio recebid9, qur pu-
blicas como particulares, confirmam a anlicparao
de que algam aconlecimenlo importante est pres-
tes a rebentar naquelle paiz, e que a pproxiraacao
do perigo, que se anloiha ao longe, agora he mani-
fest a lodos. A estupida audacia dos ministros em
quercrem esmagar loda a opposicilJ contra os erros
do governo, e toda a censura contra a immoralidatle
da corle; mostra al onde pdechesar a abjecrao da-
quelle nobre povo.
jt Generaes e homns de estado, a cajo valor no
campo a princeza que hoje rege o paiz, qoe Isabel I
lornou famoso por seus tlenlos e virtudes, deve n
corda que cnge, sap mandados para desterros, se-
gundo o rigor lilteral da le militar, nao ha duiida
quensaolegalmenle; porm, na rcalidade, lio por-
que a sua presenca na cmara legislativa pertorba-
ya o lascivo repouso de um vil favorita, ou arga a
immorali.iade desenfieada, a qual j nao rende o
tributo de hypocrisia virlude. esquecendo-se da
prudenlo mxima ti non raste, cante tamen. O po-
vo, por esle lermo nao entendo as classes haixas ex-
clusivamente, nao s se acham desgostosas, mas,-'
tambero impacientes e exacerbadas, debaixo do avil-
taniejugo de om favorito, aqqem falta a mesqul-
nha virtude de ostentar generosidade, afim de ait-
(enuaroodiocomqueheolhado; e nao s ello he
exerrado, mas tambem o ministerio, que se con-ser-
ya no poder, pelo ignominioso effeito dasuapro-
tecrao.
Apezar do lodos os esforjos do governo, todos os
das appareccm novos symptomas de descoutenta-
niento do povo hespanhol, e quando se nbsa:rva que
dnciimenlos laes, como os que remello aqu." inclusos
circulam por toda a.Despanha, ninguem- duvidar
por mais lempo da execrarao publica c do perigo de
que ella ser o" immedialo preludio. is^aflui o pr-
meiro '
lerlen-

anligos matines, os que as commandam nap p
ceram as fileiras carlista*.
n Segund-dissemos a nossos felores, no da 3 do
crrante, cheguu a Santa Cruz de Tenerife o vapor
Len, que condnzia a seu bordo o general D. Manoel
de la Concha e n seu njodaolc de campo, o Sr. Ll-
rente. O chefe de estado maior. o brgadeiro O.
Juanita Dos Diaz Morales, companhou desde o de-
sembarque o marquez do llouro. O general Ortega
eo Sr./.endrara, segando temmandaqle, passaram
em seguida a visita-locom as pessoas mais drstinclas
da capital, dando noileem sea obsequio amsump-
luoso baile o Sr. Murray, cnsul inglez.
a O Genio de la Libertad, publica extensos dela-
llies de magnifica recepeo qne se fez em Ibiza ao ge-
neral Infante.
L-se no Diario de Barcelona :
(i Hontem pelas 5 horas da larde, chegon a esta ca-
pital sua alteza real o infante D. Henrque dcBor-
bon, hospedando-sc como simples particular na hos-
pedara das Qualro NacOes. Dentro em pouco foi
comprimentado pelas principaes autoridades e pelo
Sr. eorregedor, acompanhado por urna commissaoda
Exm. cmara em traje deceremonia.
Parece que ser mui curia a permanencia de [sua
alteza nesta capital, donde se dirigir a Valencia.
o L-se na Corrcgpondencia de boje :
. Temos a mais viva satisfacoem annanciar qoe
as medidas que o governo de S. M. lomou, no que
loca a subsistencias, em favor da classe necessilada
de Madrid, se farao extensivas a Indos os poiilus de
Hespanha em que se faca sentir o flagello da Tome ou
da careslia ; disseram-nos que assim o declamo o
conde de S. Luiz s coinrnis-Oes que so lem apresen-
lado de algumas das provincias mais necessiladas.
. Recebemos tambem noticias da America.
Os Estados-Unidos pcrmanccHim em paz, o con-
gresso prosegua regularmente em seas Irabalhos, ex-
clusivamente ocrupado dos interesses dn paiz.
Lma partida de Americanos ocrupra a Baixa
California, perlencenle ao Mxico, clevando-a logo
cathegoria de estado independentc.
Eis-aqui o que a esle respeilo se l no Jornal do
Commercio de Lisboa.
O tceodoPacific, jornal da California, publi-
ca todas as minucias sobre a espedido dos flibuslei-
ros a Baixa-California. He pouco mais ou menos o
seguinle :
a O briguc Carolina ancoran no da 3 de novem-
Srivm fr*'"C da cilla'le da Paz- ,'m destacamento
de llibustciros, s,ordons do lenle lllinau, apo-
derou-so da cidade sem disparar um liro, o levoo
prisionciro para bordo o governador Espinosa. Fei-
lo slo foi logo proclamada a repblica da Buixa-
California pelo chefe da expcdicaoM. Walker, que
lomou o titulo do presidente do Novo Estado, e que
fez logo um ministerio e os compelentes empre-
gados..
Urna proclamarlo do dia 7 declara abolidos lo-
dos os direilos de entrada e de saljida.e poe em vigor
o j*ligo civil do estado da Luh na, al nova "r-
dm Logo depos, a sede do g<;urno foi transferi-
do para San Lucas. No inomenU em que se embar-
cavam oo brigue foram alacados.ielos Mexicanos, e
seguo-sc um conflicto, em que licou vencedor o pre-
sidenta Walker, mprrendo cinco ou seis Mexicanos
e apenas sendoalguns dos/libusleiros Teridos. Esla
briga foi gratificada com o nome de tlalalha da Paz.
a Quando iam a sahr para San Lucas entreva no
porta daPaz. um navio conduzindo o novo gover-
nador enviado pelo Mxico, um tal Climaco Kobol-
ledo, que foi logo feilo prisionciro.
Cliegados a San Lucas no primeiro de dezembro
foi o quartel general estabclecido n'um sitio chama-
do Ensenada, c o presidente publcou om manifest
dirigido ao povo dos Estados Unidos, em que dizia
que linha ido regenerar (sic) a Baixa-California,.que
o Mxico deixava entregue ao abandono, eque den-
tro em pouco seria o "novo estado uma repblica
prospera
, Os Mexicanos, irritados pela violaran do seu ler-
"U novo minislro da cuerra turco linha decidid torio e roubos commellidos pela malta do coronel
mviar nar.n a \iKln:i 'll lliui ll.,.!.; II ,,..,,1 ^ ....:... ki.H__ t,___ e, .*,. '.
a San/Thomaz buscar uma peca de
para a praia.... deram um
m fiomeni e retiraran!. (Nao se sabe
i
lem dado lanas pravas da sua solictude
repouso da Europa, lem contribuido tilo
(ela sua benfica influencia, para com-
de Wrtfq^w ftxwWp Aerial -^ilc^.nJlD?1as,a J;l ,,(r iri"nMi-
Bv5onTalternl??S'qoe.llie lie apre- ?a? dn P0,,er cl..5 seu lermo. Asl>.s.
M. deseja, tanto como eu, umacon-
iiorque nao declara, que aceita um
e os negocios continuaro a ser tratados
ente, que cessarSo as hostilidades, e que
% abandonarao as posr,0es onde ? U,"lo.s.' r?y?''.,,,Prc'll?. .P10
Brn capricho libidinoso. Novo odoy
A abjec-
__erara vio-
ladas. A ronstiluicao naoe'itfi-Qminjslerio rulo he
o ministerio da rainha, he o minisieTT* de um favo-
rilo imbcil, absurdo e ridiculo, deum hornera
reputacao, sem gloria, sem talento, sem'cor.
^BRrahira 1
Ji maneira as tropas rassas evaruarism os
los, e as esquadras o Mar-Negro. V. M. pre-
;oeiar directamente com a Turqua, no-
i embaixador, que com um plenipolenca-
lo ajustara uma convenrao, a qual seria
) juizo d conferencia das qualro polen-
V. M. esle plano, a respeilo do qual a
(aterra eeu estamos de completo occor-
juillidade screstabelerer, e o mundo li-
li. Este plano he digno de V. M.c nao
er asua honra. Porm, se por orna causa
(aprehender, V. M. responde com uma
tanta a Franca como a Inglaterra se-
enlregar sorle das armas o is even-
zerra, ama decisao que agora a razSo
eriam inspirar e dirigir.
le V. M. que ataum rancor me domina,
tmenlos que abrigo no nieu cnraraos3o
, que V. M. me manifeston na sua
e Janeiro de 1853, quando escrevia :
relaces devem ser sinceramente ami-
rssenlar na mesmas intencoes, a comsrr-
dam, amor da paz, respeilo aos tratados
l*enev"ldicia. Esle programma he
rase que o Iracou, esem hesitar, aflirmo
^^Harprido fielmente.
. M> aoe acredita na sineeridade dos
senlos, nos quaes sou de V. M. o bom
^tMo.
MroUo, nao se deixando acobardar
i.Fwiiea *. Inglaterra, nem pela derla-
neutralidad* da Austria e Prussa com. as
i, pois qne seus soberanos rom elle se
', om pelo laco da alnidade, oulro pelo
olveu regeilar a |n-oposla do irnpera-
^^^^jwce?
ir 00o puwir.i a inlegra da resposta do
i Napoleflo, provavel rnenle por ser
uiese annuncia da Russia,em
m arrogante e descorlez ; nelle apenas
fierava de S. Pelersburgo che-
~. 3 imperador Nicolao nao acei-
k Iba foram taitas, para ant arrau-
i Ctela Officlaf faz as
i mperador as coo-
iram proposlas,
sobre a
aba com
iFran-
didas mais
?iladi-
Defenr
eio da irquia, o
<(tiiB dofolz. com a
diiias
lem
^^tlrr lio
4o"poder na
^^^^^tenria do
calcar o col desla nacao heroica, mi immorla. _.
victimas de dous de maio, dos hroes de Stragoca,
dos guerreirns d'Arlabam, de Mendigorra e de Lu-
choina. Acaso solliercmus impunemente lana ig-
nominia ? J nao ha espadas na Ierra do Cid ? Nao
ha cnicos? Nao lia pedras?
Eia, llespanhoes. s armas todos. Morra o fa-
vorito Viva a constituirn, viva a liberdade.
O segando documento contcm o seeuinte:
Recordaces histricas. Scalo XIII.Unido
das coras de Caslellae Leao. Desenvolvimenlo mo-
narchico. Codficaco geral. Liberdade municipal.
Periodo da luta entre a unidade representada pelo
throno, e a anarchia representada pelo feudalismo.
Principio da nacionalidade.
. o Seis soberanos.Fernando III, Alfonso X, San-
cho IV, Fernando IV. Aflonso XI, Pedro I.
Mudanr.i de dynaslia.Secalo XIV. Acasa
Traslamara principia a reinar. Trnmphn da ars-
k'racia. Desperdicio dos recursos pblicos. Guer-
naveivis. Mizcria. Escndalos na corle. Exlensao
nn^il e material da monarchia. L'nao das corfs de
Castalia. Ar.iaoe Navarra. Consolidarlo da'nacio-
nalidade. Primeiras conquistas.
o Seis soberanos.Henrque II, Joo I, Henr-
que III, Joo II, Henrque IV, Isabel e Feron
doV.
_.er, fdram
rtt
tiro, maTm
o nome desla balalha.; ,,^
a No dia 3 de dezembro, ffMPKf wens destacados
de Ensenada, chegaram ao raucln (de IjT-.'Ha, una
legua distante de San Tiiomaz, e apoderaram-se o
gado e provises quo encou.raram. Logo que esla
notiria cliegou a San Thomaz, marrlhou uma fo'rr,a
commandada por um ollicial mexicaiao contra os fl-
busteiros. No primeiro recontro os Americanos per-
deram dous homeus e oulrosdoas/^ue foram feilos
prisioneiros. /
Depos desla derrota (sendo asj oulras brgas-ba-
lallras) .reliraram sobre Ensenatia, forlificando-e
n'uma casa de adobe, que he projvavelmeiile o ni-
co edificio ilo lagar, onde de yfovo foram balidos,
perdendo iOhorncns. O* Mexieftnos liuham deslrui-
doos escaleres da Carolina ee exerclo inimigo. /
Es-aqui o nascimento e uma repblica que,
enao morrr, pode ser gra/iide cousa, mas que em
lodo ocaso faz rir. (
Aeerea desla expedirlo pnb'irou o presidenta da
Uniao Americana a segoin-ta proclamaran :
llavendo chegado ao meu conhecimente que se
prepara ama expedisao illegal no estado da Cali-
fornia, com vistas de invadir, o Mxico, com quem
os Estados-Unidos se acham com relaces de miza-
de^ qne oulras cxpedic'ds se esUo urganisando.den-
Irodos ditos estados par i o mesmo illicitafira. e cons-
tando-me oulro sim, que algans cidadaos e hablan-
les desle paiz. esquecidos das suas brigarcs e de-
veres, e dos direilos' de Orna potencia amiga,, lem
lomado parle, ou efllao para tomar parta nestas em-
prezas taoderogalorr.as donossocarcter nacional, e
13o amearadoras da nossa tranqaillidade, e que por
esse motivo iucorrem as penas severas, impostas
pelas 'eis contra kaes Iransgressores.
o Por tanto, a Franklin Pierce. presidenta dos
Estados-Unidos, pela presente proclamaran, aviso
a todas as pajssoacs, que lomarem parta nesta em-'
preza oq, extyericao, que serao castigados com lodo
o rigor das'tais, promulgadas contra lao criminoso
procedimrfnto. E exorto o.lodos os lions cidadaos,
que respjitm o carcter nacional, s nossas tais e
as tais das naroes que prezam os beneficios da
paz, e o" bem estar do paiz hajam do obstar e imr
pedir, *or lodos os meios legaes, lao criminosas em-
prezan. E encarregn a lodos os empregados do go-
vernm civil ou militar, para que empreguem todos
os sforjos que eslivercm ao seu alcance, nfiui de
pr. enderein lodo e qualquer infractor, para ser pr-
cessado e ponido.
,. Dada debaixo do meu punho, e do sello dos
"Estados-Unidos, em Washington, aos 18 dias de
Janeiro do anno de Nosso Senhor de 18W, e 78 da
independencia dos Estados-Unidos.
'_.*' Franklin Pierce. .
a Peto presidenta IV. L. Marcy, secretario de
es lado.
DnJPcni consta o seguinle:
o No da 20 de dezembro, D. Domingos Elias,
declarou-sc chefe supremo da repblica, c lomeou
0 general Castillo, para o lugar de presidente.
Bisarse qne linha 3.000 borneas em armas em
i ^'0 -<,e p,!'co- no nioio ,las o* Ierras, c que
se lhe havia reunido alguma Iropa.
Corria iaiialmenlequc o vapor de guerra Ama-
zonas com 50t);000 duros a bordo, e que liavia sido
maudado contra -elle, eslava* prompto a declarar-sc
em seu favor, c a obrgar o Rimar e Vucavli a lo-
marem parle no pronuiirianvnlo.
" o Em Lima, coasiderva-sc como certa a queda
do seneral Lcheiiiquc (actual presidenta) e seria
nimio pouco sentida pelo povo. Ataumas armas e
nmiiirOes, mandadas de Chalhau, pelo governo, Ti>-
ram capturadas por Elias, c a Iropa. sabida dalli,
abra-ou o seu partido.
O governo eslava parausado, e nincuem iluvi-
dava, de que lirevemcnle leria lugar una niudanca.
"'vfarecc que em consequenria da siluarao preca-
ria dfivj^'egorios donieslros, o myerno do'Peni nao
hava loirrsdo medidas contra aSSolivia.
O genereisBclzii, que liavia invadido o Per,
era arcuido, pefps peridicos, de obrar de mso.- da-
das com Elias. J
a Em Pruno liVvia uma forra^dj^i^BTlbrricns.
Dizern de IslavNjitf oT^ra| l.inares,.eom')0
liomcns, liavia marchado para La Paz.
- Os distrirlos de Sucre, Potos, Sania Cruz c Ta-
nja, na Bolivia, proiiiinciaram-se contra Belzu, c
proclamaram D. j. M. Linares, presidente.
.!' cVro,yel Cordova, um dos mais dedicados par-
tidistas (ta Belzu, eslava frente do niovimenlo no
1 otosi. Belzu, que cnlao se achava em 1.a Paz, nao
perdeu lempo em partir com dous balalhes, para*
sunocar esle movmenlo, deixando a sua auloridaili
as maos de uma commissao composta dos sccrc
nos de estado.
Consta que o consresso da repubiiea do
dor hava annullado as liases do ronlralo Ccilor com
os rredores britnicos, e que actualment/ nada
mais resta aos possudores das arroes,' senaob recor-
rorcm ao governo inglez aliin de comnelli/a repu-
blira e allcnder aos direilos que Ihes assi
publicamente ,elle niesnio do seo proccijiui....
Queremos faUjf.da vninearao que fez. para um db>
priHsaiioii Jdfres de sun^lcnria da surj-detegaria
desla i essa do Sr. i'auejsco. Bruno Ja-
coino Bezcrra.
Nao temos sciencia, nem ares de |mHlicol*K>ieriio,
mas nos parece, que a auloridadc lem a mais tese,
trela obligarlo de procurar evitar os conflictos -
prev inir disaen-Oes, e semelhanta nomea-Ao produ-
zir sem duvida o efleilo contrario.
O Sr. Bruno, cunhadn do Dr. Felizardo, membro
saliente da opposic^o, partidario frentico, ser um
pomo dediscordia, um elemento de desordem entre as
autoridades. Acreditamos que a boa f do Sr. Dr. gil-
verio foi laqueada, todava nao podemos dispensado da
sua pouca cautela, e elle nao pode, mesmo cscoimnr-
sc de semelhaole censura, uma Tez que de fonle
pura, como do sen collona o Exm. Sr. cnmiiieuda-
dor F'rederico, e de lautas oulras pessoas de lodo
crilcrio poderia elle obler fnformaeoes convenientes,
e por cuja ltenlo estas pessoas lhe agradeceriam
sobremancira.
0 SrDr. Silverio, anda que nao seja nosso com-
provinciano, he nosso correligionario, nosso chefe
de polica, e assim nao pode querer sacrificar-nos;
nlem de que estas artos lean o alcance de ainda
mais desacoroQoare tornardcscrentesos liomcns mais
conspicuos e honrados do nosso centro, que alimen-
ta ni o pcnsamenlo, de que aquelles qne se acham
no fastigio do poder, ficam deslumhrados e esque-
cem os que os elevaran!, cnlresando-os aos marlv-
rios, uma vez que seja de mistar, para que elles se
nianlenham cm suas posiees sequer jmr mais al-
gn* momentos ; este desanimo, c esta maneira
de discernir serao bices invenciveis com que te-
r de lutar a polica em. suas ncursoes contra os
criminosos.
A prova do que levamos dito esla nestas continua-
das exigencias de demisses das propras autoridades
policiaes, nestas regeices que tanto se lem feilo
dos cargos superiores da guarda.nacional.
Srs. do governo. Se acaso en tendis qne os lio-
inuns da arliialidaifi! eslao gastos, se entendis, que
os principios polticos que fazem- os nossos dogmas,
sao errneos, nao lem echo no paiz, e nao podein
promover o seu bem estar, lende a precisa coragem
para ceder as posiees. mas nunca torturis aos vos-
sos correligionarios, que com lodo sacrificio e as
maores crises senipre se oslenlaram laes quaes sao,
dedicados e desiemidos, porque isto seria pouco leal
e pouco digno do vosso raracter ; os dias volvem-
se, as neressidades vollam.
Em um artigo especial sobre a poltica do paiz
daremos mais expansao a estas ideas. .
O Ordeiro.
PtIBLICACAO A PEDIDO.
LISTA DOS ESTUDANTE* MATRICULADOS NA
F.VCULDAOE DE DIREITO DA" CIDADE DE
OLINDA.
Primeiro anno.
1 Agnello Jos Gonzaga.
2 Aurero Simes da Silva Cuim Alera.
3 Antonio Jos de Amorim.
4 Antonio Teixcra Belforl Roxo.
5 Eduardo da Silva Rebello.
ti Ernesto Francisco- ue Lima Santos.
7 Francisco Ciernen l i no de Vasconcel los Chaves.
8 Jos Marianno da Costa.
9 Manuel Candido de Araujo Lima. '
10 Ovidio da Gama Lobo.
11 Virgilio Alves de Lima Gordilho.
12 Euzebio dcQueiroz Maltozo Rbeiro.
13 Henrque Pereira de Lucena jnior.
li Miguel Luiz Vianna.
15. Joo Pedro de Alcamim. ~
16 Jos Manoel de Freitas. ,'
17 Manoel Innocenci.Pires de Fgueired' Camargo.
18 Ihomaz Garcez da Rocha Vascorjeellos Monte-
negro.
19 Manoel Pereira de Moraes Pinhajro.
20 Pedro Secundino Mendes Lins. ,
21 Antonio Rugerio Freir de Carvalho.
22 Duarle Jos de Mello Pitada. ,
23 Julio Cesar ActTotue BrU..~.
24 Manoel d Araujo dos Santos Pereira.
5 JosCalandrini de Azevedo.
2b Antonio Lourenco de Araujo.
27 Antonio Joaqun) de Magalhaes c Caslro.
28 Pedro Antran da Malta Albuqucrque.
29 Kaymundo Antonio da Cmara e Oliveira Bi-
l.incourt.
30 Pedro Elias Marlins Pereira.
31 Francisco Jos Marlins Penoa*Janior.
32 AurclianoCandidoJ'avares Bastos.
33 Joao Juvencio Ferflira de Aguiar.
3* Raymundo Borges Leal O^slello-branco.
3o Paulino Ferreira da Silva.
3f Aliziiel Joaquim de Almeida Caslro. .
37 Manoel Peinlo de Lacerda Werneck.
18 Iuuocencio Jos de Almeida.
39 Francisco Jos Fernaudes Gitirana.
40 Joaquim Feij de Albuquerque Lins.
41 Ignacio de Loyola Souza Jnior.
42 Joaquim Jos de Oliveira Andrade.
43 Julia da Costd Monlcro.
41 Marco Tulio dos Res Lima.
45 Francisco Laiz Correa de Oliveira Andrade.
4> Manoel CoelhoCintra Jnior.
47 Antonio Baplista Gitirana Costa.
W Jos Silvano Ermogeoesde Vasconeellos.
49 Augusto Elisio da Fonseca.
50 Filippe Honorato da Cauha Menna.
a\ Salvador Vicente Sapocaia.
52 Leandro Francisco Borges.
53 Polidoro Cesar Burlamaque.
54 JoAo Candido da Silva.
55 Si'ver.io Dias Carneiro.
56 Braulino Candido Mendes. m
57 Benjaraim Pinta Nogoeira.
58 Leandro da Silva Freir.
59 Joaquim do Reg Barros.
60 Jos Antonio Coelho.
61 1! j\ mundo Ribeiro Soares; '
62 .Manoel Felizardo Ferreira cSilva.
63 JosGoncalvesde Moura.
64 Jos Bonifacio da Cosa e Silva.
65 Franklin Americo de Menezes Doria.
1 Km Londres os 'consolidados uearam/Ic 91 \ a
Mudanca de dyiiaslia.-Secuto XVI. A c.~"1
^^Brigid
sa da Austria principia a reinar. Exlensao da mo-
narchia. Conquistas. Aiinrvaraii de Portugal. Cuerra
dos rommaneros. Bstincctlo dos privilegios c di-
reilos populares. Perda de Poriuual. Decadencia.
a Suis soberano Filippe I, Carlos-I, Filippe II,
Filippe III, Filippe IV, Carlos II. i
Mudaucade dynaslia. Serillo XVIII. A
casa de Bourbon principia a reinar. Suiunissao
Franca. Prosperidade temporaria.' Guerras mal
surcedidas. Invasao das ideas e eolames franre-
zes. Pacto de ramilia. Phitosophia do secuto XVIII.
5nja do prestigio da familia real. -Favoritismo de
i- i ei Heaccao tirnica .sanSaiunaria. Per-
' ,la America. Guerra dvnaslila o de jirincipios.
Escndalos, immoralidad,' prostituicao, e pilha-
Kem da corlee do governo. Ingratdo da rainha
i\SZ^aara.COim Pvo ">u* lhe alcaneoa o throno,
Golpe de estado.
ln."lllS(??,iera,ST.Fi,ipP8 V- >'"c''n'lo VI, Car-
los III, Carlos IV, Femando VII, Isabel II.
rognoslico. Trumplio do principio liberal
e parlamentar, por meio de ama revolurao. Alu-
daocado dynasa. A casa de Braganr principia
a reinar. Liuaode Hespanha a Portugal,
loncho Popular l-se tambem o seguinle sobre)
mesmo paiz : .;-..
a Ainda nio pedemos jalgar. pelfcjornaes doTno-
je, se as partidas de bandidos do principado, .Biere-
eem ou nao, considerarlo pelo seu numero ,'e pelas
pMMMqueaicapilaneam. /
Sobra ealiprlicular encontramos no C7amor.de
ho|e o seguinle:
. Os Daeos correspondentes\le Saaliuja-Agra-
ninnt, Taltaull e Tortera, annunci*>-nos que lem
arlidas de gente
e coropoem dos
Recebemos honiero pelo l.usilan
cnsul geral do Brasil na Prussi
esrnpta de Dresdeu a 20de lev
do, ris qual esta senhor l da
Europa, esprime-se da manei
nosso Diario.
uma carta do
Um. Sr. Slurz,
io prximo passa-
ro da rivilisada
seguinle cerra de
/leccbt a gerie detle anna/ie sna esplendida fo-
lln, a anal faz honra a f'/ir., aos ti/mgraphiu bra-
sitriros, e especialmente t Pernambucanos, e a lo-
do o Brasil, tanto pela/nitidez ,ie sua impressao e
escolha de seus rticos, como pela posirSo aue
manlm. ," '
Agradfco a iiuetrcSo de alguns arligos por mim
remelltdos, e assfguro-lhe que continuarei 9' fa-
zer-lhe remessa de outros que me parecem tratar
de assmnptos de. nteres/e para o ~hrtct^elc~ilf.
Nada lem. que agradecer-nos o film. Sr. Slurz;
nos beque Uta devenios agradecmenlos nao s do
juizoiffrforavel qoe faz do nosso pobre Diario, seniio
larrdrtm pela remessa dos intoressanlcs arligos com
q. por vezas nos lem mimoseado, mostrando assim
quan.o se empenha para que o paiz que adoptan por
Ei^J^"V Tn parece destinado pela Providencia.
- --.. < ( uiiiiiiii
a- oBlr* apparecido por aquelles sillos tre
aTmada,qcres cenando qa jiod''
CORRESPONDENCIA.
Srs. oVitore.Comindizivel senlmento de ma-
goavaraosregislrarera sentao arredilado Diario um
tacto occorrido, o qoal nSo deixa de envolver aleu-
ma censura aoSr. Xh. Silveric 1 ernandes de Arau-
jo Jorge, actual chefe de polica desla provincia da
l arahiba ; sendo o nosso principal filo queixar.nos
1750 a 29. por arroba, e mesmo
algum Superior a 25100 ; porem a
certeza da guerra do Orienta desa-
nimando na Europa os especula-
-v dores uesio genero, tambem lem
-de obstar os especuladores d'aqui.
Couros ----- Houve venda dos seceos salgados a
162 < u. por libra.
Azeite-4o.ee------Vendeu-se>>2600 por galo. .
Bacallio --^-De tres carregl^selo que loca-
^> diis Mguram
um i iTN> i pm \j^-^
regar no Rio aW^
can aioda nio foi ve...
Ihou-sedel4500al6
ra, e existan) em ser de 4 a 5,>
barricas.
Carne secca- Vendea-sc le 3$70O a4jl00por
arroba, e apenas exislem 14.000
arrobas da do Rio Grande do Sal.
Carvao de pedra- O mercado est bem suprido, e
consta se vender a 139 i'nr tone-
lada.
Cerveja Vendeu-se a 4^500 por duzia da
franceza.
Farinha de Irigo- Neeociou-se ama partida de 1,000
barricas de Philadelphia a249 para
ser entregue no Rio de Janeiro; e
em consequencia da certeza da
guerra, e da diminuirao do depo-
sita nos paizes productores,os pre-
sos alleanun, vendendo-se a 2.'X}
a de Richmond, a 239 a de Balli-
niore, de 239 a 259 a de Philadel-
phia, a -235 a de New Orieans, de
23 a 259 a de Triesle SSSF. e a
249 a Fontana; exislem em ser
12,00(1 barricas.
Gcnebra Vendeu-se a 360 rs. por botija da
de Hollanda.
Desconlos O banco relia leu lellras a 11 por
1 e os particulares de 12 a* 13
por %.
Freles ---------Tem estado parausados, porcinjul-
gamos poder achar-se navio de
60 a 65 por tonelada do assucar pa-
ra o Canal, de 40 a 50 para Liver-
pool e a 576 para Genova; e do
ataodao a 5)8.
Ficaram no porto 67 embarcaces, sendo : 4 ame-
ricanas, 35 brasileiras,4-dinamarqoezas,2 francezas,
5 hespanhnlas, I hollandeza, 10 inglczas, 4 porlu-
guezas, 1 sarda c 1 sueca.
1 LISBOA, 11 DE MARCO DE 1854.
Prero crvente dos gneros do Brasil.
Por baldearo.
Atgodo de Pemambuco. .
Dito do Macan tilo.....
liiV'-ilo de machina. .
Dito do Para........
Dito dito de machina .
Carao............
Caf do Bio primeira sorle.
Dito dito segunda dila. .
Dito dito lerceira- dita .
Dilo dito cseolha boa. .
Couros espiritados .....
Gomina copal.......
Oiirui'..........
Salsa parrillia superior. .
Dila dita mediana.....
Dila dila inferior ......
Captivos de direilos.
Assucar de Pemambuco branco
Dito do Rio...........
to da Baha.
DitoTtas Alagoas.
Dito d
Dito masca vado.......
Chifres do Brasil, grandes.
Vaquetas do Maranhao. .
Despachados.
Ail ............... ft 19200
Arroz rarolinn........ qq Nao ha.
Arroz do Maranh/o cFar ord. 69000
Dito dilo dito do mclhor .... 69400
Dilo dito dito superior.' .... o 79200
Dito dilo dito miuilo...... Falla.
Dilo do Rio............ 59000
Farinlia de pa'o do Brasil ia) 700
Gomma alralilada 1." sorle. \ % 900
Dita dita 2. dita.........n ion
Tapioca............ a 1100 19100
Preros correntes dos gneros de Portugal na
dita data.
Captivos de direilos.
AmiMidoa em milo doce do Al-
garve..........
Dita dila da Beira. ....
Dilaem casca couca. .
Dila dila molar......
Dita dila durazia. .....
Cera nacional branca. ,
Dila dita amarella. ....
Figos do Algarve comadre.
Ditos dito brancoa ....
Despachados.
Buenos-Ayrcs por Mvnlcvidco Brigue brasilMt
Duque da Tereeira, capiH Fauslino Martin
BaslOS, carga assucar.
Pir pelo CearEscuna brasileira I
AntonioSilveira Maciel Jnior.
eros. Passageiros, Fr
padre Antonio Alves de Can
BalUmorePatacho americano lUndu-sr
E. J.
Colingui
riqoe deSo
sagero, Ma-
Francisco Kibero Padil
EDITAES.
anoel da Silva Guimaraei, jai,
carado citeltiestacidaA
do Reci/t.. ^Smgr ,s". M. I. c Coni
funcional o >. ^>qe Dos guarde,
etc.
Facosaber aosque'o presenu..
noticia liverem, que no dia 27 de
seguinle se hao de arrtmalar por venda,a qu,
dr, ora praca publica desle juizo, que lera lug.
casa ifas audiencias, depois de meio da, com assis-
tenca do Dr. promotor publico desle lermo. as pro-1 exoeo
yurarA'
RECITA
FAVOi_
1DEBA
% 130
. 120
110 120
110
110
:i 1J80
)> 29IIOO 39000
>1 29BOO 29700
2S200 2300
)> 10700
% 117 122
{$ 29IXXI 590OO
% 100 185
(iD 149600 159000
a 93600 109500
. 69500 89000
tott. i 19350 19700
a 19250 I9WO
. i 9301 1945TJ
1.5:100
n I9IOO 19151]
^all 19300
mil. 309000 oKSPO
uma 19200 29000
priedadeAlenominadas Pilanca a Tabalinga, sitas
da freguezia da villa de Iguafass, pertencentes o
patrimonio das recolhidas do convenio do Sanlissimo
Corarn de Jessdaquella villa, cuja arremataraofoi
requerida pelas mesmas recolliida em virlude da li-
cencia que obliveram do S. M. I. por aviso de 10 de
noverabro de 1853.do Exm. ininistrd da justica; para
o producto da arremalarao ser depositado na thesou-
raria desla provincia al ser convertido em apolices
da divida publica-. A prvpridade Pilonga em alin-
elo as dostrui^es qne lem soffrdo suas matas, e a
qualidade da maior narle das Ierras, avaliadas por
10:1*009000 de rs.; e a proprieilade Tabalinga por
screnyima errada que offerecemuila vanlagem.com
um riacho permanente, e una casa detaipa coberla
ile telhas, ainda nova, avaliada por 1:0009000 ; sen-
do asiza paga actista do arrematante.
E para qne chegue a noticia de lodos, mandei pas-*
sar edilaes que serao publicados por 30 dias no jornal,
demaiorcircularao, e anisados'nos lugares pbli-
cos.
Dado e.passado nesta cidade do Rccfe.de Pemam-
buco, aos 13 de Tevcreiro de 1854.Eu Manoel Joa-
quim Baplista, escrivao interino o subscrevi.
O Dr. Jos Raymundo da Costa Menezes, juiz muni-
cipal supplenle da segunda vara do civel e do
commercio nesla cidade do Recite de Pemambu-
co, por Sua Mageslade Imperial e Constitucional,
que Dos guarde, etc.
Faco saber aos que o presente edital virem em co-
mo-por esle juizo no dia 8 de abril, uma hora da
tarde, em a sala das audiencias publicas, se ha de
arrematar cm praca publica, a quem mais der, uma
inorada de casa de sobrado de dous andares, sita na
ra Augusta n. 2, avaliada em 10:5009000 rs., cuja
casa desobrado vai a prara por execucaodc senlenca
de Mesquila & Dutra, contra Jodo Piulo de l.emos
Jnior, curador fiscal do fallido Nuno Mara de Sei-
xas.
Toda a pessoa que em dilo sobrado quizer laucar,
o poder fazer 110 ilia indicado, e esta ser publicado
e aunado no lugar do coslume, c ser tambem
publicado pela imprensa na forma da tai. Recita 17
de marro de 1854.Pedro Tertuliano da Cuuha, es-
crivao o subscrevi.
lose Raymundo da Cotia Menezes.
Pela adminislrarao da mesa do consulado __
faz publico, que no dia 23 do crrenle, a-urna hora
da larde, se Julo de arrematar em hasta publica, a
Cwla da mesma, duas sarcas de algodo. coro 5 arro-
as e 3 libras, do primeira qualidade, a 69000 rs. por
arroba 309562 rs. e7 arrollas e 22 libras de dito de
refugo, a 59200 rs. por arroba 3H9975 rs. apprehen-
-djdas a Jos Theotonio de Carvalho. pelo feitor eon-
fereflteJos Alfonso Ferreira, por falsificarlo no ge-,
uero. s^,
Mesa do oosu'ado do Pernarnbaco 18 de marro de
1854. >v^_^ O administrador,
JoioT5?&~Cariiero da Cunha.
representai
inlitoli
OS DI
rr.idrH^^H
nha.
Seguir-se-lia o
composlo por J,
No primeiro__
Sra. Marieta Bafl*
larelli, Henriquela
Segundo acto, sol!
Terceiroar
na, aco'mpan
Ca/delia e crpo do
" Finalisaro~
2-aclos, ornado de
Ir Noronha,

0 ECLI!
JosDe-n^^H
co desla cidade a sai
Principiar as 8 W
Os bilheles vende
Antonio n. 16*, prim
AVISOS
- 59000
Nao ha
alq. 19200
Nao ha.
dem.
335 340
295 300
a. 700 800
n 450 500
m- '59400 59600
n 3&200 3-5600
alq. 600 610
i> 600
>' 440
480 520
550 650 700
' 29000 29200
t. 29000
i> :)9800
4
COMMERCIO
PRACA DO RECIFE 18 DE MARCO AS 3
HORAS DA TABDE.
ColacGes ofliciaes.
Cambio sobre Londres a 28 liS d. 60 div.
ALFANDEGA.
Rendimenlo do dia 1 a 17.....148:6069652
dem do dia 18....... ii-siirM
160:4479796
Descarregamhofe'20de marco.
Brigue portuguezDespique de Be-irispipas e bar-
ris de vinho.
Brigue suecoFriggaalcatro e cerveja.
Brigue americanoSea Foumiogo da 'China, re-
inse bolachinhas.
Barca americanaR.G. W. Doaggello.
Escuiia hollandezaAlberlqueijos e genebra.
Brigue inglezPriendshacalho.
Barca inglezaS'pirit of Timescarvao.
Importas ao.
Vapor inglez"Lusilania. viudo d Liverpool, con-
signado a agencia, manifestou o seguinle :
1 caixa joias; a J. D. Vfolphopp & Compa-
nhia..
1 dita miudezas; a Roslron Rooker t/^o'mpa-
1 sacco embrullios de amostras; a-diversos.
1 curia cabellos, 1 dila livros, 1 dita ignora-se o
conleudo ; ordem.
Barca ingleza,Spirit ofthe Times, vinda de Glas-
gow, consignada a Me. Calmonl&tompanhia,. ma-
uifesto o seguinte: /
280 lonelladas carvao de pedra : aos mesmos eou-
ios. /
CONSULADO tiERAL.
Rendimenlo do dia"j,4 a 17
dem do dia
35:3419029
9519274
36:29-^303
MVERSAS PROVINCIAS.
Renjffmenlo do dia 1 a "17. .
do dia 18.........
3:6095545
959549
3:7059094
Exportacao'.
Ifallimoje, patacho americano H'indtoard, de 211
toneladas, conduzio o seguinle : 000 saceos com
J.IWO arrobas de assucar, 4,972 couros salgados com
I4i,06l lihras.
Aracaty, hiale nacionar. Ducidoto, de 43 114 to-
neladas, conduzio o seguinl.e :218 volumes gene-
ros1 estraiigeiros, 135 ditos di tos naciooaes.
Baha, escuna nacional Titania, de 60 toneladas,
conduzio o seguinle:50qu:rilas vinho, 210 linas'
hacalho,'40 ditas azeiledoce. 1 raixa objeclos de
desenlio e pintura, 3 ditas cisemiras, 10 barra pixe.
.nliiiginba, hiale Mrage,, de 31 (oueladas, con-
dnrio o seguinle :54-voliim.es gneros islrangeros.
/46 ditos saceos vasios, 200 arrobas carne secca, 10
canas sabio.
RECEBEDORIA DE BENI >AS INTERNAS GE-
RAES DE PER'vAMBUCO.
Rendimenlo do da 18.......1-535J202
CONSLAIlO PHiOVINCIAL.
Henditnenlndodial a 17.....26:0708178
Iiiem do dia 18 -........2:3149768
28:384j16
PRACA DO RECIFE 18 DE MARCO DE
185, AS TB'S 110 RAS DA TARDE.
Revista s, imanal.
Cambios Sacou-se sobre Londres a 27 3(4 e
28 d. p< ir I9OOO a prazo, e a 28,
28 J e 28 { dinheiro, e sobre
Paris a 337, 340 e 344 rs. por
franco.
Atgodflo Entrara m 590 saccas, e venden-se
de 59C00 a 59900 por rroba do
de prii neira sorle. sendo,o ultimo
escolhi do: eslos precos supomos
se nao conservanto, pelas ms
noticias' viadas hoje pelo apor de
Liverpc L
Assucar --...- Vender. im-s os trancos Tinos de
39150 a 3200 por arpona, e a ter-
eeira e quarta*sorle
49500
19200
19100
19400
19200
79200
69000
49500
2>i00
i) 19800
pipa 808000
729000 709000
308000 369000
alq.
480
560
490
300
290
400
340
350
600
650
.580
320
420
380
Bacallio nacional secco.
Dito dito fresco. ........
Fcijo branco dasillias.....
Dilo dilo do Porto e Ftgneira.
Dito rajado..........
Dilo fradinho.........
Grao de bico....... .
Passas da Ierra. .....'...
Sarro de vinho linio.....
Dito dilo branco.......
./' bordo.
Agurdente de 30 gr. encascada pip.200.9tKX)
Azeile............. aim. 48400
Laranja doce..........cax. 50000
Sal criisso...........moio 10150
>Dito redondo.......... ISOtH)
'ilo lino para aterra......b I3TJ0
Jilo Irigueiro grosso...... 19150
Cortina u. 1 de 3 tainulios de
grossnra propria para rolhas. rjcj
Dila n. 2 de Ires lumaiilios.
Dita 11. 3 dito dito.......
Dita 11. 4 para pescara.....
Dita dita para fabricar.....
Vinho superior ., .,......
Dilo ordiuario.........
Vinagre............
Trigo do reino rijo.......
Dito dito mulle........
Dilo dilo das illias.......
Ccvada do reino........
Dila das ibas..........
Milho do reino.........
Dito ilas i I lias. :......
Ceutcio do reino.......
ESTADO DO MERCADO.
Azele. Exporlaccs para o Brasil 2,000 almu-
des, consumo vendas regulares.
Assucar. Pouca animaco; algumas vendas
para consumo, e 20 barricas para as ilhas.
^ Agurdenle. Exportarles para o Porto e algum
consumo.
Arroz. Vendas as do consumo;- carolino e San-
ios nao ha.
Algodao. A sua existencia he escassa, vendas
para consumo.
Amendoa. Para exportacao i8golpe!has para o
Brasil. -.' __|___
Caf. Conlinu4 a Tafla^diTdoBras7
Cacao. Falla.
Cera. A existente, esta vendida.
Couros. Do Brasil os poneos que exislern sao re-
fugo. /
Chifres. Empatados.por inferiores.
Gomma ropal. Embarques-fiara exportarocs,
vendas de consumo. j'
NAVIOS ENTRADOS.
Fevcreiro 13 barca portugueza Ferom, capillo
J. O. Lcjlo sucar, caf e arroz.
dem idem galera portugueza Sacramento, ca-
pillo J. J. da Fonseca, do Rio de Janeiro em 96 dias,
com assucar e madeira.
NAVIOS A' CARGA.
Para a Babia brigue portuguez 'aire.
dem brigue portuguez Fortuna i frica.
Para o Rio de Janeiro brigue portuguez y oca
Amisade.
dem galera porlugueza Joven Carlota.
MOVEMENTO DO PORTO.
Navios entrados no dia 18.
Liverpool e Lisboa17 Ip2dias, vapor inglez Lusi-
. lana, commandanre James Brovvn. Passageiros
para esta provincia, Antonio de Souza Morcira,
Samuel Poner Jnbnslon,, sua seuhora c 2 lillms
menores, Frederick Williara Arkwrilil o sua ir-
maa, Mary Blakeley. Seguio para a Babia e Rio de
Janeiro, levando desla provincia os passageiros:
^Dr. Thom Fernaudes Madeira de Caslro e o padre
Joaquim Belizarioe 1 criado.
Caroaragibe2dias, hiale brasileo oco Destino,
d 21 toneladas, meslre Estev.lo Ribeiro, equipa-
geni 3, carga assucar ;.a Jos Manoel Marlins.
Passageiros, Joao Vieirade Lima, Manoel Joaquim
dos Santos, Marcolino Jos de Mello, Romana
Francisca de Paula.
Jersey32 dias, brigue inglez Friends, de 195 tone-
ladas, capillo N. Richard, equipagem 12, carga ba-
callio ; a Me. Calmont & Cumpanhia.
Baha8 dias, barca arda Neptuno, de 241 lonela-
. das, capillo G. Devoto, equipagem 12, carga sal e
lastro ; a N. O. Bieber & Compaiibia. Seguio para
o Rio ile Janeiro.
Colinguiba6 das, patacho-brasileiro Santa Cruz,
de 102 toneladas, meslre Marcos'Jos da Silva,
eqnipagcm 9, carga assucar ; a Caelano Ciraco da
Costa Moreira.
M*acei3 dias, brigue escuna de guerra lirasileiro
I.egalidade, rommandanle o capilo-lcneule Pe-
dro Antonio de Lima Ferreira.
Natos sabidos no mesmo dia.
ColinguibaSumaca brasileira Flor do Angelim,
meslre Bernardo de Souza, carga varios gneros.
Passageiro, Jos Ignacio da Cruz.
jlio de JaneiroBrigue brasitairo Dous Amigos, es-
pitan Jos Exequiel Gomes da Silva, carga varios
gneros. Passageiros. Jlo Francisco Belem, sua
senhra, 1 escrava e26escravos.
A'art'o entrado no, dia 19.
Lisboa22 dias, galera portogieza Margarida, de
380 toneladas, capillo Silverio Manoc' dos Rei,
equipagem 20, carga vinho e mais gneros: a Oli-
veira & (rmaos.
Natos sahidotno me*
BANGO DE PERNAMBCHJO.
Oconselho de direcrao convida\atK se-
nliores accionistas do banco de PerB?m"
buco a ralisarem de 15 a 31 demarco^
corren te anuo, mais 20 por 100 sobr o
niimero de accoes com que tem de iicar,
para levara elTeito o complemento ao ca-
pital do banco de dous inilcontosdcrc"*,
conforme a resol urao tomada pela assem-
blea geral de 2G dt selembro ultimo.
Banco de Pemambuco ll'defevereiro de
185i.O secretario do conselhode ducc-
cao.Joao Ignacio de Medeiros llego.
. Pela capitana do porto desla provincia se faz
publico, para conheciinento de quem; por direilo lhe
competir, que no dia 8 do correte foi lirada do fon-
do do rio Capibaribe, uma canoa de ferro, no lugar
era frente ao sitio do Sr. major Florencio Joa Car-
neiro Monteiro, a qual consta j se achar all ha mui-
to afondada, contra odisposlo no capitulo 1. artigo
9 do regulamenlo das capitanas de 19 de maio de
1846, e para que se proceda, como esta determinado
nos arligos 116, 117 e 118 do precitado regulamenlo,
mandou o Illm. Sr. capitn do porto Elisiario Anto-
nio dos Sanios, que se lizesse o presente annuncio,
Jue so correr por 8 dias. Capitana do porto de
ernambuco 11 de marco de 1854.No impedimen-
to do secretario da capitana,
Joao Lins Camlcanli de Albuquerque.
Keal compnliia de paquetes nglezes a
vapor.
No dia 23 des-
le inez ou antes,
espera-se do sul
o vapor Severa,
rommandanle
Has!, o qual de-
pos da demora
do coslume se-
guir para Eu-
ropa ; para pas-
sageiros, Irata-
se coui os agen-
tes Adamson llowie & Coiupanhia, ra do Trapic
Novo n. 42. /
Pela subdelegacia da freguezia dos Afo3ado$ se
faz publico, que se achn leglmeiite depositaito um
cavallo que foi remelldo a este oizo pelo inspector
da Imbiribeira, pelo que quem se juIgarVm direilo
ao mesmo, provando'lbe ser entregue,: Subdelega-
cia da freguezia dos Afogados 9 de/rnarco de JJB4.
O subdelegado, Delphino Goiinttes Pereira Orna.
O conselho da admins*ta"-ao naval contrata o
fornecimenlo dos generos^baixo declarados para os
navios armados, barca d* escavaeo, enfermara de
marinha e mais eslabeletmeulos do arsenal, sendo :
assucar Jjranco de prinjeira qualidade, arroz branco
do Maranhlo^azeita-doce de Lisboa, dilo dilo do
MeililerrajrtR; difc-fl carrapalo, agurdente branca
de 2tt^f?fos, bolacha, bacalhao, carne verde, dita sec-
ea', familia de mandioca, feijao mnlalinhn, lenha em
achas, pao, loucinlio de Santos, vinagre de Lisboa,
velas siearinas e de carnauba., bonetes escossezes,
carne de vacca salgada, camisas e calcas de brim bran-
co e de.gauga azul para marinhagem ; pelo que con-
vida-se a quem convier dito fornecimenlo a compa-
recer as 12 horas dMia 20 rio correule na sala rias
sessfles do mesmo conselho com suas amostras e pro-
poslas. Sala dassessesdo conselho de adminislraelo
naval em Pemambuco 15 de marco de 1854.0 se-
cretario, Christotao Santiago de Oliveira.
Pela inspectora da alfaddega contrala-se o for-
necimenlo de gneros para raeflo da equipagem da es-
cuna Liudoia: as pessoas que se propozerem a con-
tratar, comparecam a dita repartirlo. Alfandega de
Pemambuco 17 de marco da 1854.O inspector,
Benlo Jos Fernando Barros.
Pela inspectora da alfandega contrala-se o for-
necimenlo de papel, pennas. Unta, livros em branco,
e .uais objectos precisos para o expedienta da mesma
repartico, na. qual deverao comparecer as pessoas
!|ue se propozerem a fazer o dilo fornecimenlo. At-
andega de Pemambuco 17 de marro de 1854.O
inspectorBeato Jos Fernaudes Barros.
- Pelo juizo de orpilaos desla cidade do Recito,
vai a prafa no dia 27 do correule, por arrendamento
animal as casas terreas de pedra e ral,sitas 110 aterro
dos Atacados, uma na ra de S. Miguel o. 2. e oalra
na ra do Piranga n. I.coin otaria,e a meiarJo do si-
lo e casa no mesmo lugar da Piranga denominado
Caslelhano, sendo esta praca a requeriraento do>
tutor dos menores filbosdo finido Jos Pedro/le Pa-
rias, e acha-se o escripto em poSer do porleiro do
jury.
PARA LISW
segu com toda^j^^H
ra do Bom Succc-
ment : quem na nen
passagem. para o
rija-se a Francisco Al
na ra do Vigario n.
lao na praca.
Maj
Segu em poui
ga engajada, o brj
pSo Jos J!
para os ouaes ol !
com o consig
do Vigario n.
na praca.
Para o Aracafy
Grande do Norte, segt
sileiro .raliaa^^^H
a tratar na roa da MadL
' Vende-se a e
da ueste porto,
cabolagem, de lote &
mais ou menos, foi
de marcha .mu:
qualquer viage
signatarios, no Trarj
tarto pode ser e\ aui j
O iirigue
marcha, segu
para passageiros
mazde Aquiuo Fon
primeiroaud
Gossel Bimonl
agente J. G?
da manilla enj f
sundo andar, j
um melodion 1
bem poder
redonda cora |
comraodas, coii
dros eom eslamp__
pintara, fllradeira I
nha, vasos de poreelta
ele, ele.; *4^^~
graphifquepde j
cavallos que tan
ro,carrodeqi. _______
para montara
sitio na estrada de
do becco do Espra^^H
qualro cavallos, c
limoeiros, com, basUnl
roo da Europa e sitio. .
LEILAOJO HOTEL
Francisco/Aotanl
caodoaaBgteJ. Gal:
horas da lanba^^H
perlenc^j do.Kol^H
no principio da estrada
Jacaranda, 0|a, ne oie0^
amefcanas, mesas
dita/elaslica, com los _
de'jacarand e de
dfejararanda com
os, banquinhas p
das. uma cama francei
dilo, um guarda-rou|
para cima de msa,
um eicellente joge
los de sella com os
O agente
de Brnnn Praeg
fallido Jos Mart
do Sr. Dr. juiz drt
lellras e mais divid
do a dila massa,
ras da manhia,
ruada Cadeiadn
linuacao do
res precos que!
contrarios na
um rclogio
cordoes delgados:
caso os donns
aviso, nilo ven1
do leilSo.
Quinta-feira
nhUa, no arma:
leilao de diversas
de diversas qnalidades,
ricos sancluarios, 1
les de armario, re
rede e para aj^^^H
quadros coro ricas
duas carleiras de.lioi
tratados, varios \ dn
labros, lanler
qualidades, espinel
caca, um palanquil
bom estado, diversa
para cima de me)-
de trico, e oatros
00 acta do le
duas es^^^^H
sanilar
0 AGENTE
far d^^^^^H
miles, b,
offereiido, vi^
prios doaes.
Bruno PraJ
leilao de nm ex1
zendas de diversas!
21 do corrente, aj
lio seu armazem.
ouro eon
estampas d 4W
TERCA F.
EzeCBl
A I
subir
drarnt^^^^^^^H^T^
VTIRA,
8S--S.
secco d
cho no
maior 1 arle para os portoa .lo sul 1 Aracaly-Hiate brasiMre Dutdm,, Ir Joao
do imp. jrlo; e os musfitdos de Henriques di Almeidij trga virio, gweros.
armanra di Barre
' & Castro, a negocio de sea ioteretw.


ARIO DE
'aulo Gaignou, denti
i larga.O-lli-
mico.
i premios
ma
orouceiio Ferreira Je Mello,
tem urna carta na
pendencia.
l RIO DE JANEIRO.
obra* publicas de
i no da tO do corre
Me vie**"^ f01* aquelle
-(josa' entrega das
T. de dous pequeos de 12 a 15 anuos
Sirca di taberna ; no armaiem do Cae da
ffrdega n. 3.
- DO LIVRAMENTO.
Salustiano de Aquino
i, que os seus bilheles c
i venda nos logares docoslr
lODMbiKdade os dous premios
cpnlo de 8 % do imposto eral.
6,000 . . 5:000*000
3,000 . . 2:5009000
1,30. . . 1:250*000
700 . 500*000
400 . 230*000
J. Jane,Dentista, .
Nova, primeiro andar n. 19.
[Al
IZES M. 28.
jfessor homopath-
la por
RIS.
B4 medicamentos.
.... 5*000
de carUiras e eaias
por prejos commo-
bolos avulsos .
i ooc de tintura a
500
1*000
leira do 5. anno do curso ju-
aos Srs. acadmicos qointa-
deccoes no anno correnle
osseusElementos de Economa
J imprimindo ua typographia
pitas Ribeiro, em cuja Hvrari'a
Sollegio, podera deixar osseus
no lugar pode subscre-
i o preco da subscrrp-
^^Hko da entrega da obra.
nda em casa do Sr. Luiz Jos
os elementos da Pralica do Pro-
Direilo Civil Brasileiro,
GRATIFICADO'
na do Trapiche n.
ni levar ao sitio'.Jq
te de Ucb^u ,4UelroTe da
1 Annu, um cavallo ro-
om. tamaito, carnudo,.
ado o casco do pe esquer-
i' todo rinado, sellado e
azul ; fu ilado por
Joao, baixo, secco,
[ueimadura nona-
i frtou um palito
c um par de sapatoes
illa alguma cousa fran-
I
ia "ma que saiba co/.inhar e
i de Spnta familia ; a tratar na
^^^fc D- &
TasV '"J de fajero divi-
cin\em caixa com os cre-
'omokconla vende, do
VirSes. pois^S. nao pode ser
l contra a vonlade dM ParU*-
a que salbkc10linh e fa"
ode urna casa: uo rSo do ler-
: ama para cozoharij,var em
: Da ra da praia de SaoU'R'-
DO LIVRAMENTO.
iidam 21 de abril p-
billietes acha-se a veda
beeidos, na botica do Sr. Joao M?"
oa ra do Queimado loja do Si-
to omingucs a Silva:
U 1:000*000 rs. a jaros de um
ore 11 jpollieca em. bous
rprocurado.
a lypngraphia que foi da
us prelo o diversas fon-
Jos Jscume Araujo, que a
Mdo faz scente ao respeitavel
lo a compra da taberna,
, do Sr. Francisco
o liste namesma
^^^B credor do mesmn baja
prai de 8 das, cont-
is quaes nao have-
imesma taberua.
eir da Costa.
No armazem de fazendas bara-
tas, roa do Collegio n. 2,
venderse um completo sortimento
de f;i inas e grossas, por
do que em ou-
irte, tanto em por*-!
tallio, afliancando-
s compradores um s preco
todos,:. este estabeleci.me:
abric-se de combinacfio
imaior
uis-
. mais cm
vendido, e por
ndo elle maiores van-
jou do que outro qualqiier ; o
proprtetario deste importante es-
tabelecimento convida a'todos os
seus patricios, e ao publico em^e-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
I Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Roli
Arremataco de propriedades do recolhi-
mento de Iguarass.
O abaivo assignado, como procurador e adminis-
trador do patrimonio do rccolhiinento das freirs do
SS. Coracao deJesus da villa de Iguarass, faz sa-
ber que no da 27 de marco prximo seguinle
lem de ser arrematados por venda em praca do. jui-
10 do civelda primeira vara da ridade do Recite, 2
sitios de (erras, silos na freguezin daquella villa sen-
do o primeiro denominado Pilanga, da exlensiio de
legua em quadro, como se mostrar da escriptura
com urna pequea casa nova de laipa e telba, cujo
terreno enterra ptimas qual idadcs e offcrece a vanta-
gem de se poder levantar engenlio em alto ponto ppis
quet em baixas extensas para cannas.rio de excellente
agua, grande cercado para animaes, lions altos para
roja, lambem mallas para o fabrico do engenhoeal
para se vender madeira constantemente, e serrar la-
boas, e demas est na distancia de 2 leguas de villa
onde lia ptimo porto de embarque, alem das de-
mas commodidades da Ada. O segundo sitio, conhe-
cido por Tabalinga das freirs, he silo cima da po-
voaco de Tabati usa,meia legua distante da villa; tem
easa do vivenda na beira da estrada real pora (oian-
na, corlada pelo rio Tabalinga de linissima agoa,
com ptimas baixas para canna e capim, os altos fer-
tilissimos para roca, milho. feijao, tambem com bel-
lo cercado para criar vaccas para vender-se -lellena
villa como secostuma. O pAmeiro foi nvahado judi-
cialmente em 10:0009000, e o segundo 1:000*000,
pelos avaliadores os Illms.Srs. coronel Manoel Tho-
maz Rodrigues Campello. e capillo Manoel Caval-
canli de Albuquerque Lins proprielarios dos enge-
nbos Cumbe e Mussupinlio, para cuja venda obli-
veram as recolliidas, licenca imperial. Quem pois os
quizer arrematar comparec por si oo seus procura-
dores no indicado da : e se antecedentemenlc os
quizerem ver e percorrer dirijam-se a villa de Igua-
rass a fallar com o abaixo assignado, ou o capitao
Francisco das Chagas Ferreira Duro, e o escrivan
Adolplio Manoel Camello de Mello e Araujo que
apreseolarSo as escrpturas e com ellas moslrarao os
sitios. Recite 13 de fevereirode 1854.O padre Flo-
rencio Xavier JJias de Albuquerque.
INSTITMCO FRANCEZA. r^'
A Divina Providencia cujos designios ja^o impene-
Iraveis, leudo aparlado-me por lemj>yu limitado do
crculo de minlia infanciajnlftrTmMispcnsou das obri-
gacoes inlierenlcs de que eslou reve*f,Uo. Urna das principaesobris -
coes do sacen otf |,B instruir os povos. segundo estas
palayras de tb .risto.Euntei doule oinc* gente*.
Desejanilo jjf 0s corresponder quanlo me he possivel
" "n\"'!i^''ie missiio d'v'na que me foi confiada, u
me dep>:,carei todoinleiro, em urna Ierra eslranha, a
ucr.j;ao da oibcidade. Esla carreira to difflcH e
13-.o penosa, quando se quer cumprir concenciosa-
menle lodos os deveres que ella impoe, tem oceupa-
do a maior parle de minha vida. Apenas sabido das
aulas fui inundado adinrenles estabelecimentos de
Franca para exercer o cargo de professor, e Uve a
fortuna de alcanzar bons resultados. Obrigado pela
necessidade a lular contra as difficuldades que i cada
passo se offerecem no exercicio do ensino, solicito a
conhanca dos paes de familias que quizerem e'ncar-
regar-me da inleira educado de seus lilhos, queem-
pregarei todos os meus esforcos para justificar.
A capital desta provincia possueJ no seu seio pro-
fessores notaveis por seu saber; siria pois difflcil jun-
tar alguma cousa nova ao saber de seus discpulos ;
eo meu desejo se limita a achar alumnos que ve-
nham comecar seus estudos, e receber urna educacao
toda franceza, sempur isso osdlstrabirdo esludo db
rico idiopia nacional. Desejo 1er alumnos, mas que-
ro que sejam estudiosos, sendo o meu fim iustrui-los
na bella lingua franceza,que Ihes deve abrir o cami-
nho para as artes lbeme*. O annuncianlepadre
Besse reside no convento de S.. Francisco, onde pode
ser procurado das (I horas da nianliaa, as 6 da tarde,
para o fim a que se propoe.
Deseja-se fallar com n Sr. Jos Correa de A-
arujo, na ra da Couceisao da Boa-Vista n. 6.
Obras de ouro as mais modernas.
Na roa do Oibug, confronte ao paleo da matriz,
loja nova de ourives n. 11, de Saraphim & Irmo,
franquea-se constantemente ao publico em aeral um
grande snrtimento de obras de ouro de. diferentes
gnslos e precos sar urna conta com responsabilidade de loda obra que
fr vendida, especificando-se a qualidade do ouro de
14 ou 18 quilates, ficando assim sujeitos os donos da
dita loja por qualquer duvida que apparecer.
Oderece-se urna ama para casa de homem sol-
teiro, ou de pouca familia: na roa da Cadeia de San-
to Antonio n. 20, se dir quem he.
Aluga-se um sitio
na estrada dos afllictos confronte a ij,
lugar, bastante'grande, com boa casa
murado na frente e fundo, e com muitis,'1rrucleiras .
quem o pretender, dirja-sc Funteda^lJcItoa em ca-
sa de Francisco Antonio de Oliy^trfa Jnior, que lam-
. ende,-6 a r^*\
i o permuta por predioDraprar
terre,4t>. ^" ioe da roa. >_ Vendem-se dous bracos de balanca
a'tt^"^^-!^^ autor Rom'& Compa"1,ia(tproprio
litiajSrlceirM' ,0> *anJpJ^r> | para armazem de asaucar ou padaria: na
Na frenjf-'
CLI
ESTJAS
-ejii>*r'' o*18olil coral, rheuma- '
pinlysia, defeitos da falla, do ;
- dos olhos, melancola, replndalsia
- uores de cabera, enxaqueca, dores, e ludo I
mais qne o povo cunhece pelo nome genrico
-de nervoso.)
As molestias nervosas requerem moilas ve-
les, alem dos medicamento*, o empregu de
oulros meios. que despertem ou abatama sen-
sihilidadc. Esles meios possuo eu agora, e os i
ponho a disposic.lo do pnblico.
Consullas todos os das (de Rraca para os
pobres), desdeas 9 horas da manhaa al as2
da tarde. Ra de S. F'rancisco (mundo novo)
n. 68 A. Dr. Sabino Olegario Ludgero \
RELOGIOS DE ODRO,
inglejes de patente : vendem-se no armazem de Pr-
roca & Castro: ra d Cadeia do Recife n. 4.
-r Recebem-se cavados para tralo: ua cociiera da
ra da Cadeia de Santo Antonio n. 5.
Forlaram do armazem de J. H. Gaenslev, na
ra da Cruz do Recife n. 1, una peca ile panno" azul
lino, com 22 cavados; a pessoa a quem fr offerecida
quoira apprehende-la e leva-la ao dito armazem, que
ser gratificada.
AVISO AO RESPEITAVEL PUBLICO.
Oabaixo assignado, official de correiro, mudou a
suu oHicina da ra Direila para a do Canno n. A, e
tem na frente do dito estabelecimenlo a seguinle le-
gendaCarros de aluRuel; e passou tambem a ad-
ministrar a dita cociiera, onde o publico o achara
sempr promplo a desempenhar os deveres nao s in-
herentes ao seu oflicio, romo lambem a apresentar
bons e novos carros aos freguezestque se dignaren?
procura-lo.Francisco Xavier Carneiro.
Roga-se por favor a pessoa, em po-
der de quem se acham as amostras de b-
cos.da ruado Cabuga', loja de.qutro
portas, as queira mandar'entregar na
mesma, pois a demora das mesmas causa
bastante prejuizo.
O padre Jnaqoim Belizario Lins e Mello vai^o
Rio de Janeiro a tratar dos seus negocios, e dcixa%or
seu procurador nesta cidade o Sr. Jos Mara Fer-
reira da Ctinha.
Precsa-sealugar urna ama forra ou captiva,
que faca o servico e compre : na ra larga do Rosa-
rio n. 33, segundo andar.
Roupa engommada.
No aterro da Boa-Vista o. 48, loja, se dir a pessoa
que se incumbe de mandar lavar e engomtnar com
per reirn a roupa do qualquer senhor estrangeiro que
precisar.
ao Livrautento, loja deA.F.
de.Pinlio.
Continua a ler os lindos terco engradados em ara-
mee encarnados,e cruifixos dediflerentes tamanhos
para igrejas eoratorios, e outros objeclos que se 1ro-
cam por pouco dinheiro.
Casemiras francezas.
Vendem-se casemiras francezas de bonitos padres,
da* e escuro, a 4$000 e 5*000 o corte : na ra
Ifc loja n. 16 de- Jos Luiz Pereira & Filho.
Na frente do Livramcnto, loja de A F.
\ de Pinito.
Xhegaram pelo ultimo navio de Lisboa superiores
Iotas de retroz pretas.proprias para o presente lempo
de quaresma,vendem-se lano em duzias como o par,
este, a 800 rs.; ditas de pellica, a 800 e 1*000 o par ;
ditas de seda, a 1*280e 1*600 ; ditas de fio da Escos-
sia fina, franjas ensradadas e torcidas prelas, para
capolinhos e manteletes, ditas brancas e de cores pa-
ra cortinados e loalhas, ludo por commodo proco s
para apurar dinheiro.
Vende-se nma mesa grande oplima para casa
de paslo, com arranjos para despejos de lonjas ou
outros objeclos: na ra da Cadeia do Recife, loja'de
ferragens n. 56, ondo olla.se acba : ha preciso e
por isso lodo negocio se far.
COMPRAS.
Farinha de mandioca.
Vendem-se saccas grandes com superior fa-
rinha de mandioca, por preco cummudo : na
ra do Amorim n.' 54, armazem da Machado
& Pinheiro, ou a Iralar na ra do Visario n.
19, secundo andar, escriptorio dos niesmos.
; Vende-se sal do Ass, a bordo do
brigue Coneicao, fundeado defronte
do Forte do Ma t tos: a tratar a bordo com
o capitao do mesino, ou no escriptorio de
Manoel Alves Guerra Jnnior, *na ruado
Trapiche n. 14.
Rracos de balanca Romao & Compa-
nhia,
chegados ltimamente de Lisboa pelo brigue porlu-
guez Tarujo Primeiro, propros para balcao, e por
preco commodo : na ra do Amorim n. 54, armazem
de Machado & Pinheiro, ou a tratar na ra do Viga-
rio n. 19, segundo andar, escriptorio dos mesmos.
a-sejjuw^TvT3eprala ja usada,queoc-
5?para agua : na ra eslreita do Rosario,
Compram-se duas vaccas paridas, novas e gor-
das, e que dm bom leite; pagam-se bem : nos Alo-
sados, a fallar convo lenenle-coronel Manoel "
quim.
Compra
fnPe4c!prf
caj^'Se ourives n. 7.
Compram-se ossos a peso : no ar-
mazem da illuminacao, no caes do Ra-
mos, Iravessa do Carioca.
' Compra-se um preto bolieiro'e sapateiro, que
seja moco sem achaque, c sirva para lodo e qual-
quer trabalho de urna casa : quem liver. dirija-se ao
sobrado de um andar n. 15, no pateo d;t ribeira de
S. Jos, ou loja n..;., na ra larga do Rosario, que
se dir quem precisa.
. Compra-se um sellim inglez que esleja em bom
estado : quem o liver, dirija-se i ra da Praia n. 43.
Cera em velas.
Vende-se cera em velas, fabricadas em Lis- J
?? boa.era caixas de 100 e 50 libras, c por preco
@ o mais barato do que em nutra qualquer par-
8 le : ra ra do Vigario.n. 19, segundo andar,
escriptorio de Machado Pinheiro.
@@@i8?S:><8i*@@
OVAS DO SERIAD.
Vendem-se barato e mu lo frescaes ovas doserlao:
na ra do Queimado n. 14.
Vende-se a taberna da ra estreita
do Rosario n. 10, bem afregttezada para
"Ter, e com poucosfundos, e faz-se van-
tagem't comprador: quem a pretender,
dirija-se 'O armazem confronte a Madre
de Dos n>2-
Roga-se enenrecidamenie a pessoa que comprou
as segoinles pecas de ouro : duas vernicas de S.
Joao, urna figuinha, urna moeda, (libra esterlina), e
m par de clcheles, ludo mi smenle as peca*miu-
dsvuu a moeda sem asuutras peras, que dirija-se i
roa o? Flores n. 23, a negocio que Ihe diz respeto.
AffianS"se a esaa P63*08 <|ue nenhum prejuizo sof-
frer rSi,ivo ? compra que fez, se vier com este cha-
mado i ca? indicada. D*e por ora em signal, que
os referidosoli61108 torna vendidos por um atraate
no da 22 de fev$Te'ro prximo passado.
,-Jtk pessoa que^tlecisar <>e urna ama, diegada ha
poneda Matriz da V?a> aue sabe cozinhar, en-
gommir e fazer todas as\.u.i,'dades de doce, prefe-
rindo-se casa de homem soll.iro' 8 advertindo-e que
s faz o servico de casa e nao oara comprar, dirija-se
ra da Assumprao o. 64.
Aos habitantes de PePSr%Sb,>
VENDAS
ra da Cruz do Recife, loja de cera do Sr.
Fortunato, n. 60.
Vendem-serelngios deooro e prata, nais
barato de que em qualquer outra parle:
na praca da Independencia n. 18 e
Chapeos jpretos frncezes
a carij, og'roelhores e de forma mais elegante que
tem vindo, e outros de diversas qnalidades |r me-
nos prego que em outra parte : na ra da Cadeia do
Recife, n. 17.
Ao barato.
Na toja de Guimarcs & Henrigues : ra do Crespo
n'. 5, vendem-se lencos de eambrai fina e de pur
linho, pelo barato preco de 58 e 49500 a duzia, sendo
cada duzia em urna caixinhacom lindas estampas.
OS EXCEL LENTES SALLAMES DE BOLONIA,
recentemenle chegados de Genova.vendem-scapreco
razoavel : na ra da Cadeia do Recile n. 23.
Vendem-se pianos fortes de superior qualida
de, fabricados pelo melhor" autor hamburguez na
a da Cruz n. 4.
Deporito da fabrica Se Todos oa Santos na Baha.
Vende-se, em rasa de N. O. Bieber &C, na ra
da Cruz 4, algodad trancado d'aquella fabrica,
muitoproprioparasaccosdeassucar e roupa de es-
cravos, por prego commodo.
Na ra do Vigarjo n. 19, primeiro andar, h a
para vender, r besado de Lisboa presentemente pelf
barca Olimpia, o seguinle: saccas de farello muilo
nov, cera cm grume e em velas com bom sorti-
mento de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em pedra, novissima.
Vcndem-scem casa de Me. Calmont & Com-
panliia, na praca do Corpo Santn. 11, o seguinle:
vinhodeMarscillcemcaixasde 3 a 6 duzias, linhas
em novellos ecarreleis, bren em barricas muito
grandes, aro de milaosortido, ferroinglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor, Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste cstabeecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das eneias moendas para engenlio, ma-
chinas de vapor, e taixas de ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vende-se um escravo da Costa, proprio para ser-
Reo decampo, e para canoas: na ra da Cadeia do
ecife n. 54.
Na ra do Trapiche n. 14, primeiro andar
vende-se oseguinte :pasta de lyrio florni
melhor artigo que se conhece para impar osdentes,
branquecc-os forlificar asgc
gosln na boi
para os cabell da-lhc mgica
lustre-, agua de perolas, este mgicocosmelica^M
sarar'sardas, ni ut, e erob* roilo, a>
moa tintura imperial do Dr. Brown, esta pr^^H
rao fax os bellos ruivos na hrancos.complcla^^H
prelos e macios, sem damno dos mesmos, ludo por
presos commodos.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' .de ferro de D. W.
Bowfnann, na ra do Brum, patean-
do o cliafariz continua haver um
completo sortimento 'de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao'
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Moinhos de vento
"om bombas de repuxo para regar borlase baixas
de capim. na fundicao de 1). W. Bowman:na roa
do Brum ns. 6.8 e 10.
VINHO DO PORTO MUITO F|NO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
bairisde4., 5. e 8.: no armazem da ra
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes & Companhia, na
ra do Trapichen. 5^-
Pa darla.
Vende-se urna padaria muiloafreguezada: a tratar
com Tasso & J raos,
Aos se nitores de engenho.
Cobertores escaros de algodaoaSOO rs., ditos mui-
to grandes e encorpados a 19400 : oa roa do Crespo,
loja da esquina qne volta para a Cadeia.
Vende-se farinha de mandioca mul-
to superior, em saccas, e chegada recente-
mente : no armazem de Machado & P
rheiro, na ra do Amorim n.
o podessera obter, fa-'
sua.
R. D. Sands es-
i 20 de abril de 1842,

. Erol
datlen
Vmc
qier fazer
a sullanl
daqui a
muito pr
ton, n.79.
Ficam s ordeosde Vmc. sen
(Assignados) A.-'B
CONCLUSAO']
1. A anliguidade da salsa .par
claramente prvida, pois que elli
que a de Sands s appareceu
qual este droguista nao pode obter i
Brislol.
2. A superioridade da salsa par
he inconlestavel; pois que nao obstan
reacia da de Sands, e de urna poreii
parajts, ella tem mantid |BJ.
si toda a America.
As numerosas experiencias
salsa parrilba em todas
pela impureza dosangue, eol
ta corle pelo Illro. <*r. tr. __
academia imperial, de medicina^
Dr. Anlouio Jos Peiioto em sud
afamada casa de saude na Cambe
H*r. Saturnino de Oliveira, ^^^H
per varios oulros mdicos, permlt
clamar altamente as virlude^^H
rilha de Bristol vende-se a ^^H
O deposito desta salsa
franceza da i
retirar proxima-
iiS seus devedores
saldar suas contasdadala
Recife 17 de marco de
Minados fazem scente ao publico,
nercio, que amiga-
da 28 de fevereiro proxi-
iia tinliam na toja de cal-
^^pcia n. 37 e 39, a qual
Porto ^ C., Meando per-
la e o activo, ao ex-socio
goda extinta firma.Anto-
^^^jAntonio Pereira da
o Xavier da Fon-
r a ruado Crespn. 1C,
lliedeseja allar, e nego-
Viuva Bran-
! Manoel de Lezrfalde e Eran-
in cartas rio escrip-
na rna da Cruz
iposla de marido,
lercm arran-
ecisar, dirija-se ao
ichart com quem
nenloa prat-
ilada,
orma,
;linili-
le aos prin-
i coiiduc-
doSr.
ieni -ila
uder alagar a
Ierro da
uibein
lber
Duar-
teo da
paguo
abilisa
r a dito
cido moleqoe Joua-, para I
ras, a qne. est acostumido :
pra, be.diligente e nao tem vicios.
paaaagem d
sala,-6
fundo, e bas-
se alaga o bem conhe-
vir em casas eslrange-
he fiel, coziulia ecom-
Stagjbnco
Mr. Gangx, prximamente chesado no-?W"ole
ingiez Severa, tem pela primeira vez nesta cida___
salisfaco de annunciar ao respeitavel publico desta
capital, que muito brevp abrir um rito cosmorama,
no qual presentar por um novo systema as vistas
de loda a Europa, no mais elevado augmento que
lem apparecido ueste genero. Mereceu sempre os
elogios de todas as pessois que o.ohset varam em va-
rias potencias europeas, entre as quaes se notam al-
gunsmonarchas lendo-lhcs merecido geral allencao.
Espera portanlo o. annuncianle, que logo que seja
publicada por esta folha a sua abertura, os habitantes
desta cidade concorrerao a aprecia-lo.
O abaixo assignado comprou a taberua, sita na
ra do Nogueira n. 49 ao Sr. Manoel Martina: quem
fr credor dn mesma aprsente suas coalas ncsles 8
dias para serem conferidas e fazer-se o rateio, lindos
o quaes nao ser mais respoosavcl por qualquer con-
la que apparera. Recife 16 de marro de 1854.
Joo Baptita de porros Machado,
Quem precisar demadeiras de todas as qualida-
de, Umaoho, ou grossura para conslruccao de casas
o' navios, entrando nisto alera .de lodos os seus per-
tences, maslros de qualquer tamaito, e lambem to-
djs os perlences da barcaca de qualquer lamanho :
dirija-so ao escriplorio de Wanderley & Irmao, para
em lempo fazereroise para fora as cncommendas,me-
diante os ajustes.
Precisa-se de qualro fabricantes de charutos
da tres por dous: ua fabrica da ra de Horlas n. 1,
paga-se bem.
Aluga-se orna casa de douj andares no bairro
de Santo Amonio e Boa-Vista, oii de um andar e so-
tan, que'seja dccente> o tenha suOicienles commodos
para grande familia : quenwi tiver auuuncie, ou di-
rija-se i Soledade, sido dos quHto lees, que adiar
com quem Iralar, a qualquer hora do da.
|Berece-se um rapa/, de 17 a 18 anuos para
caixem de taberna, da qual tem alguma pratica, ou
para qualquer estabelecimeiiln : a fallar ua ra de
Santo Amaro u. 8, taberna.
Sorvete m Olinda.
O abaivo assignado tem a honra de participar ao
respeitavel publico olindensfc, o com especialidad ao
respeitavel corpo acadmico, qne boje dar principio
a por venda os bous sorvete* de frtelas, a razao ilc
^10 rs. medida velba : na ra de Malinas Ferreira
n. 44,'confronte ao Sr. Sena Dias.
Jos Ooncalves Xunes de Farilf.
Joaquim Vieira de Barros retira-se para fra
do imperio a Iralar de sua saude, o de presente mora
na travessada Madre de Ueos, segundo andar da ca-
sa n. 10.
So dia 16 do rorrelo ilesapparercu um escravo
por nome Julio, de na rao, i Jado140 altaos, pouco
-. feio, olhos muilo' espantados, e que-
rillias ; lev mi caln de castor c's-
clapolao, jaquela do riscado de
se andar pelos arrahaldes da' ci
lo pegado por. vezo : roga-se. as
ampo de o ap-
ar elwa-lo ra do Crespo, loja da esquina
a cadeia.'
-a-te de unrpequenn para cieiro de la-
baraa. .e t> a 16 anuos,, prefure-se dos c|u-l
ullimanienle do Porto : a tralai na fu Ja Senzalla
Nova ^^H^^
Precisa-se de urna anfo.para casa de pequea!
familia, porm que seja cuidadosa e entenda de lo-
do o servico necessario d una casa : iu rua-do Uos-
picio n. 34,
Vende-sena taberna de Joao Baptisla dos San-
tos Lobo, Iravessa do arsenal de guerra n. 1 A, mi-
lho em saccas, arroz de casca, diio pilado e palha de
carnauba, ludo pelo mais baralo preco do que em ou-
tra qualquer parle.
Vende-se muilo baralo um poflao de ferro, fei-
lo na Inglaterra, proprio para qualquer sitio: quem
o quizer comprar, pode Ve-lo no sitio denominado
Cordeiro em Sant'Auna, que foi do finado commen-
dadnr Antonio da Silva, junto a casa da beira do rio:
a tratar na roa do Vigario n. 7.
' Vendem-se saccas com milho : na roa da Ca-
deia do Recile n. 13, em porco. a vonlade do com-
prador.
Vcndem-so duas canoas cm bom uso, que ear-
regam de 700 a 800 lijlos : a fallar ao lenenle-coro-
nel Manoel Joaquim, nos Afinados.
Vendem-se duas vaccas recentemen-
te paridas, bem como dous casaes de pa-
voes, dous ditos de gqneos verdadeiros,
alguns imttuns, jacus, eoutras aves'de
penna : na chcara da ra do Hospicio,
habitada actualmente pelo general Seara-
Vende-se alpisla a 120 rs. a libra, vinho velho
engarrafado a 500 rs., manleiga ingleza nova a 720 a
libra, qoeijos a 18800,e outros muitos gneros por
menos preco do que em oulra qualquer oarte: na
ra de Hnrtas, taberna n. 31. .
Vende-so um escravo de bonita fisura, de na-
So : quem pretender, dirija-se i ra do Passeio Pu-
blico, loja n. 7.
Vende-se um excellente cavallo com lodosos
andares, por preco commodo. por estar alguma cou-
sa descarnado: na ra do Crespo esquina que volla
para a cadeia.
VINHO. DA FICUIRA.
Vendem-se barriste quintoile vinho da Figueira:
no armazem de Tasso Irmaos.
Vende-se orna excellente casa e sitio, na Ca-
punga, lugar denominado Campo Aleare, tendoo si-
tio 100 palmos de frente e 500 de fundo; quem o
pretender, dirija-se ira do Viaario n. 31.
Na ra das Cruzes n: 10, Vendem-se, afiaderes
de corlira muito bem feilos, e por preco commodo ;
a elles, que eslao se acabando.
Vende-sesal do Ass, a bordo dohiale Ang-
lica : Iralar na ra da Cadeia do Recife n. 49,
primeiro andar.
Vende-se superior farello em saccas muito gran-
des, e por preco commodo : na ra do Amorim n.
48, armazem de Paulo & Sanios.
Vende-se a taberna e relina rao, si la em Parna-
meirim : a Iralar na mesma, ou na ra llireita n. 10.
Vendem-se missaes romanos, muito bem enca-
dernados, e da ultima ediccao : urna flauta de bano
m~ft chave! e apparelharia de praia, e onieUuido
completo para flauta por T. Rerbiguier: na ra do
Encantamento, aimazem n. 11.
Vende-ste nm carro (coup) de muito bom gosto e
novo, urna ricaparelha de cavallos muito mansos e
bastantes gordosVdous pequeos cavaltos para meni-
nos : para ver e ajtislar na ra Nova, cocheira por
baixo da cmara. \
Acham-se i venda\na loja de livros n. 16, no
paleo do Collegio, retralosVdo Exm. c Rvm. Sr. ar-
cebispoda Rahia.
Vendem-se 4 escravos, sendo 1 mulato de 20
annns, 1 preto de 40, 4 ralequo de 17,1 prela de 22,
boa engommadeiru e lavadeira e 30 Iraves de p.io
d'arco de 40 palme de comprido e palmo e torno de
arossura : quem pretender, procure na roa larga do
Rosario n. 25. '
Vende-se um escravo, criouln, de idade de 12
anuos, e de bonita figura: na ra da Cuncch-aoda
Boa-Vista, casan.2.
A4JO0O rs. cada urna.
Ricas romeiras bordadas com bonitos lagos a 45000
rs., meias prelas e brancas de seda, muilo superior,
ditas brancas para meninas.luvasdcseda branca para
meniuos, sarja prela da melhor que ha no mercado,
casemira preta e panno, fino preto. prava de limo,
ricos corles decollele de casemira bordados, ditos de
selim prelos e brancos lambem bordados, e oulras
muitas fazendas : na ra do Queimado n. 18, segun-
da loja.
Devoto Christao.
iSlSIsi:'
W SUPERIOl'FARINHA DE MANDIOCA. @>
9 Vende-se Irinba de mandioca, nova, chega- @
@ da de_Sanl?Calharnajj bordo do- patacho OS
99 C/emeniirtoTpWprco cmlfllluUaK^ara or- @
@ ces, no que se far differenca de |n J'l't u. Ij_
;;j la-se no escriplorio da ra da Cruz n. 40, pri- ,
S5 meiro andar. ^
@3@Sg:@@@@
O 39 A- '
Vinle e lanas qualidades.
De bolinhos para clui
Confrpnle ao Rosario
Numero trinla e'nove A. ,
Amendoas c chftolale,
. Paslilhas e confeilos,
Doces de qualidades
Caixinhas com enfeites.
Iliscoilos estrangeiros,
'Juntamente nacionaes
A'visla dos freguezes
Se mostram cousas mais.
DEPOSITO DE C4L E POTASSA.
Na ra de Apollo, armazem de Leal
Reis, contina a tr superior e verdadeira
potassa fri Bussia e da America,' assim co-
mo cal em pedra chegada no ultimo na-
vio, cujos barris contm o peso liquido
dequatro arrobas, tttdoa preco razoavel.
*Vende-se no armazem de Ja.vnes Hal-
liday, na ra da Cruz n. 2, o seguinte :
relogios de ouro sabonetes patente inglez,
sellins inglezcsjr sillines para montara de
senhora, arreios para cabriolet, lanternns
para carro, eixos de patente e molas de
tfolhaspara carros, candelabros de bi'on-
; de 5, 4 e 5 luzes.
AOSSENHOBES DE ENGENHO.^
O arcano d invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Btrlin, empregado as co-
lonias inglezas e.holkndezas, com gran-j
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em el a tas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
SANDS.
SALSA PARRILHA.
Vicente Jos de llrito, nico agente em Pernam-
buco de R.' J. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que lem chegado a esla praca urna grande por-
co de frascos de salsa parrilba de Sands, que sito
verdadeiramen.te falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acaulelar os consu-
midores de tilo precioso talismn, de cahir nesjg
engao, lomando as funes^^conwgwenriaaV-rj.
sempre coslumam Irazcr o^^^^ tgZ
dos e e aorados pela mito ,qaelle, que antepoem
S ''" ere^9D*Tnales e estragos, da humanidade.
-.Z^yVr"' ,?'a que o publico se possa livrar
Ttcsra fraude e'd'ij''*),
publico se possa
o-esra irauae e jtiijn ; veHrdaueira ^^ parrilba
de Sands da.falsjad. recen,emonle aqui chega-
da, oannunc,a,cnizver que a.veriladera se ven-
d* 1u.n,"men'Ssua botica, na ra da Conceicao
uo cene n.oi ., a|m do receiluario que acom-
panba cada frasco^ ta, da ^ infL
seu nome impressc sc firma em ma,
fracos'.' "Vvoltorio imprcsSo do mesi
SSfsl
54, ou a-
tratar no escriptorio dos mesmos, na ra
do Vigario n. 19, segundo andar.
Na ra da Cadeia Velha n. 52, em casa de
Deane Youle & Companhia, -.
vende-se om carro americano de 4 rodas ; pode ser
visto na cocheira de Poirricr, no aterro da lioa-Visla.
Deposito de vinho de cham-J
iagne (J, ~ idade, < rpriedad do condi.
rtf^-a^Cruz do Re-!
este vinho, o
champagne vende-
rse a o6$000 rs. cada caixa, acha-
. se nicamente em casa de L. Le-
' comte Feron & Companhia. N. B.
) As caixas sao marcadas a fogo>|
Conde de Mareuil e os rtulos
das garrafas sao azues.
^farf
Cife n. Si.
de toda
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, tejp-lj
venda a superior flane,la para forro desclns, clu
gada reconlemente da America.
Vendem-se elogios de ouro, pa *$
en^-te inglez, ^,r commodo pre-
co: na ra da (,uz n. 20, casa de
L. Leconte Feroi _& Companhia.
Na ra do Vig|T0 n. 19, primei-
ro andar, tem para y^der diversas m-
sicas para piano, vio.0 e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsl> redowas, scho-
ttckes, modtnhas, tud, modernissmo ,
chegado do Rio de Janetv<
Charutos de Ha',
Na esquinada ra do Crespo n. 1 6. W
Vende-se nesta loja riquissimos e modernos
vi cortes de vestidos de barges com bahados, fa- @
9 zenda ainda nao vista neste mercado; pi;de-
@ se a alinelo dassenhoras de bom gosto, afim @
de que comprcm esla linda e interessanlii fa- @
;:> zenda. Q
i
Redes acolchoadas,
brancas eade cores de um s panno, muilo grandes e
de bom gosto : vendem-sc na ra do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
&$#$$ 5@ @
Os mais ricos e mais modernos chapeos de @
;j seda e de palha para senlioras, se enconlrai n
@ sempre na loja de modas de madame Millo
3j$ chau, no aterrada Roa-Vista n.l, por um prc-
50 mais razoavel do que em oulra qualquer
Parle- St
Vende-se sola boaem pequeas e grandes pBf-
tidas, cera de carnauba primeira sorle, pelles de cu-
bra de diversos precos,esleirs de palha de carnaupa
e pennas de ema: na ra da Cadeia do Recife n. 49,
primeiro andar. -
Vende-se selm prelo lavrado, de moli bom
soslo, para vestidos, a- 29800 o covado : na ra do
Crc/po. loja da esquina que volla para a cadeia.
^"^ Velas de carnauba.
VeDdera-se^aixinhas com superior velas de cera de
carnauba puraT'fabricadas no Aracaly, e por commo-
do preco; na rui da Croz, armazem de couros e sola
n. 15. *
Cera de carnaubas
Vende-se^iffpr10 e a relallio : na ma da Cruz,
"IWWTiocouros eSola 15.
Vendem-se saccas 0"1 tf]*o mulatinbo_c^
moilo boa qualidade : na ra Jk Ca^wrb Recire,
loja n. 5. ^v.
^3s^l@@* _
Cortes de chita baratos" e bons.
Vendem-se cortes de vestido desabita de
barra, cor fixa, os quaes se tem vendichi por
28500 cada corle ; venderci-se agora pelo i!
'* lo barrio preco de 28000 rs.; islo para 1
bar : na loja do sobrado amarelto, nos qualro &
POTASSA.
. Sahioaluza.2.edicaodolivrinbou>iiQmii,ado^''rn!1riiiiia liorisonlal par.i vapor
Devoto Cliristao.inais correcto e arrescentado: "veftue- cavallos, cikos, pas^ mleiras di
sc unicamenle na livraria n. ti e 8 da praca da In- Par:) c:
dependencia a 6i0 rs. cada exemplar.
Vendem-se enm pouco uso os livros seguinles:
llisiori.T Sacrat, Tabuls Pba-dr, Saluslius, Vr-
gilli Itmli, Un. VerborumSalustii, History of Kome
(por Goldsmilbs). dita Sagrada { por Beiardiim),
Colleroes de Problemas.: ua ra do Collegio 11.8.
Veride-so um sobrado do um andar com muitos
bons commodos, quintal bstanle grande, proprio para
ser edificado de uovo, cliSo proprio : ua roa Direla
defrontc do berro do Sergado,sobrado de varnda de
|o: Irala-se no mesmo.
Na ra da Penha 11.23, primeiro andar, se dir
quem vende um rosario de ouro com crucillxo, cor-
dfles. medalhas, brincos, rselas, aunis e alneles
para peito de sen hora.
Vende-se um terreno rom 100 palmos do frente
e mais de 600 de fundo, no melhor lugar da Ponte de
tlchoa, por ser do lado do rio, com caes j feilo :
quem 0 preleader, quejra culender-se na ra do
Queimado n. 10, loja. /
Vendem-se jfem, casa de Tinn M011-
sen d Vinassa, na/praca do Corpo Santo
n. 15, os seguinte* objetus : obras de ou-
io, como sejam :fderecos, meios adere-
coS, pulceiras, ajkjneis.correntes, rosetas,
allinetes, etc., tudo chegado no ultimo
vapor da Europa. Charutos da Uavana
verdadeiros,' ca,ndis e i-astiraes, ara-
dos de ferro, vaquetas de lustre pata cu-
bera de carros^
ana.
Vendem-se verdadeiros charut, neHavana por
pre^o mnito commado : na ruadt(;ruI
POTASSA E CAs^
Vende-se pobssa da Russi><\(^imerca_
na, superiores, e cal virgem t Lisboa,
tudo por preco mais commodo ,,ue em
outra qualquer parte : na ra dVTrapi-
chen. 15, armazem de Bastos Irmos> '
Com^oque deavaria.
Madapolao larso a 38200 a peca : na ra do^r(,s.
po, loja da esquina que volla para a Cadeia.
Muita attencSo. *.
Cassas de quadros muito largas com 12 jarda*,
28400 a pe^a, corles de ganga amarella de quadro,
muilo lindos a 18500, corles de vestido de ram
de cor com 1|2 varas, muito larga, a 28800,'
com8 ly2 varas a 38000 rs., corles de meia casemira"
para calca a 38000 rs., e oulras muitas fazeudas por
preco commodo : na ra do Crespo, loja da esquina
qde volla para a Cadeia.
. PARA A QUARESMA.
Um lindo e variado sortimento de fazen-
das'prelas e de todas as qualidades. '
Panno Tino preto a 38000. 38200, 48500, 58500 e
6*000 4., dilo azul a 2*800, 38200 e 43000 ~ ,|i0
verde a 28800, 38600, 48500c 58000 rs. o covado,
casemira preta entestada a 58500 o corle, dila fran-
ceza muilo fina e elstica a 78500,88000e98000 rs.,
selim prelo maco muitu superior a 38200, 48000 c
5*500 o covado, merino' preto muito bom a 38200 o
covado, sarja prela muiio boa a 28000 rs. n covado,
dita hespaoliola a 2S600 o covado, veos prelos de lil
de liolio, lavrados, muilo grandes, filo prelo lavrado
a 480 a vara, e oulras muitas fazendas de bom gosto;
na ra do Crespo, loja da esquina que volta para a
Cadei .
adro,
braii
ditS
smira ^
ispor V
cintos da ra do Qucmifido n. 29.
POTASSA BRASILEIRA-
Vende-se superior potassa, fa-
" bricada no Rio de Janeiro, chg^"
gada recentemente, vecon{en. 1
da-se aos senhores de engn|>o o*_}
~~, ''ons effeitos ja* e^per'imen-
' tados: -ffi-T^iUirz 11. 20, ar-.
) mzem de L. Leconte Feron &
Companhia.
DAVID WILLTAM BUWHpjBlBllSSrro ma-
chinista e fundidor d,e ferro, mu respeitosamenle
annuncia aos senhores proprietarios de engenlws,
fazendeiros, e ao respeitavel publico, que o seu esta-
belecimenlo de ferro movido por machina de vapor,
na ra do Brum passando o chafariz, contina em
effeclivo exercicio, ese acba completamente montado
com apparelhos da primeira qualidade para a per-
feila ronfecca das maiores pecas de machinismo.
Habilitado para empreheuder quaesquer obras da
sua arte, David Wiiliam Bowman, deseja mais par-
ticularmente chamar a aUenca publica pra as>sc-
guinlcs, por ter deltas grande sortimento ja' promp-
to, em deposito na mesma fundica6, as quaes cons-
truidas cm sua fabrica podem competir com as fabri-
cadas em paiz estrangeiro, tanto em preco como em
qualidade de materias primas e mao de obrav a
saber:
Machinas de vapor' da melhor construyo.
. Moendas de caima para engenhos do lodos os ta-
manhos, movidas a vapor por agna, ou animaes.
Rodas de agua, moinhos de vento e serras.
Manejos independentes para cavallos.
Rodas dentadas. .
AcuilhOes, bronzes e chumaceiras.
Cavilhes e parafusos de todos os tamanhos.
Taixas, paroes, crivos e bocas de fornalha.
Moinhos de mandioca, movidos a mao ou por ani-
maes, e prensas para a dita.
Chapas de fogaO c fornos de farinha.
Canos de ferro, lorneiras de ferro e de bronze.
Bombas para cacimba e de epuxo, movidas a
ma, por animaes ou vento.
Guindastes, guinchose macacos.
Prensas hydraulicas ede. parafuso.
Ferragens para navios, carros e obras publicas.
Columnas, varandas, grades e porloes.
Prensas de copiar cartas e sellar.
Gimas, carros de mao e arados de ferro, ele, ele.
Alm da superioridade das suas obras, ja' geral-
enle reconhecida, David Wiiliam Bowman garante
a'iaisexacta conformidade cornos moldes e dese-
n'hs remullidos pelos senhores quese diguarem de
fa%.|]ie cucommendas, aproveilando a occasiaO pa-
ra atradecer aos seus numerosos amigos e freguezes
a Ptyerencia com que lem sido por elles honrado,
c assigura-Hies qUe nao poupara esforcos e diligen-
cias p\a continuar a merecer a sua conflanca.
L feijao.
No ariVpzeni do Sr. Guerra defronle do trapiche
do algodAg, (em para vender-se feijo mulatinho
muito novi. e em saccas grandes : a tralar na ra da
Cruz n. la. segundo andar. .
Vend,se um completo sorlimenlo de fazendas
prctas. como nanno lino prelo a 3800O. 4>0O ,
58000 e 680(io, dito azul 38000,43000&Oo7~iP
**"!{' p^Jf 28500, seUm preto muito superior ,
J8WJ o 48000fl covado, sarja prela hespanhola 28 e
iSoUO rs.^sQdn, lavrado proprio para vestidos de se-
uhoraagJgOO, muitas mais fazendas de mullas qua-
y**'Pr Pre commodo : na ra do Crespo loja
Vendem-sc cobertores brancos de algodao Bran-
des, a 18440 ; ditos de salpico lambem grandes, a
18280, ditos de salpico.de tpele, a 18100: na ra do
Crespo loja n. 6.
Caixas p ara rape.
Vendem-se snperiorcscaixas par rap| feitas na ci-
dade de Nazarelh, pelo melhor fabricante dsle ge-
nero naquella cidade, pelo di mi nulo preco de 18280 :
na ra do Crespo loja n. 6.
respeilusamente annunciam
labelecimenlo era Santo Ama
cm a maior perfeicao e promp
de machinismo para o uso da
cao emanufactura, e que par ma.
seus numerosos freguezes e do publico
aberto em um dos1 grandes armazens do SrT]
la na ra do Brum, atraz do arsenal di
um
DEPSITO DE MACHINAN
darnr/ditoseu estabelecin
larao os compradores \
menlo ce moendas de anua, 1
ramentets (alguns delles novos ej
experiencia de muilos anuos leh
"achinas de
taixas detodo lamanb
carros de tno e dilosjari
car, machinas para^aESer ni
lo, fornos t*t
ferro a'
alan'bi,
LiaSotd
enumerai. .no
nlelliuenle e ha itada
ommendas, ele, ele, que o
uo com a eapaeidadjp de suas
e pericia de seus officiaes, se
execular, com a maioj^irelsza,
con formidade com osmooelos ou di
r6es que Ihe forem foruecidas' J
NO CONSULTO MI
te'
DR. P.A.LM MU
Vende-se a melhor de todas 1
nomopathica SJa*" O NOVO
JAI1R jSt Iraduzido em
A. Lobo Moscozo, cootendo ui
portantes explicacoes sobre a
diela, ele, ele pelo traduclor": "qo
cadernados em dous
Diccionario dos termos de medicina
lomia, pharmacia, ele pelo Dr. Mosca
nado
Urna carleira de 21 medicamento
cosde linduras indispensaveis
Dila de 36........
Dila, 'e 48.......
Urna de 60 tubosenm 6 frascos delinc
Dila de 144 com 6 ditos ....
Cada carteira he acompanhada de um 4
das dnas obras cima mencionadas.
Carleiras de 24- tubos pequeos para algi-
beira .......j .
Dilasde48dilos .........
Tubos avulsos de glbulos.....
Frascos de meiaonca delinctur .
Ha tambem para vender grande quanti
tubos de erystal muito fino, vasios e de 'din
manilos.
A superioridade destes medicamentos esli I
lodos reconhecida, e por isso dispensa elogie
N. R. Os senhores que assignaram oucomp
obra do JAIIR, antes de publicado o 4- vol
dem mandar receber este, que ser enlreg
augmento de preto.
SALSA
PUUULHA.
Agenda de E-lwlu Maw.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me Calmon
f Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
menlos de laixas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa romo fundas, moendas incliras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, ele, diUis para a miar em madei-
ra de lodos os tamanhos e: modelos os mais modernos,
com forra de
ferro eslanhado
usa de purgar, por menos pceo que os de co-
bre, esco vena para navios, ferro da Suecia, e fo-
I has ile (landres ; tudo por baralo preco.
Na ra da Cadeia d o Recife n. 00, arma
zem deJieiiritpie Cibson, '
vendem-se relogiosle o uro de saboncle, de patente
imzlez, da melhor qoali dado, e fabricados em l.on-
il res, por preco commo No anligo deposito da ru.i da Cadeia do Recife ,
armazem 11. 12, ha para veqder muilo ndVa potassa
da Hussia, americanaehi',isileira, em pequeos har-
ria de 4 arrobas; a boa ip laudado e piceos mais ha-
ratos do que em oulra qu nlquer ,oarlc, se al1aneain
aos que precisarcm coni| irar.. No mesmo deposito
lambem ha barris com cal de Lisboa cm pedra, pr-
ximamente chegados. <
Vended a vei'dadeira salsa parri-
lba de Sands: na botica franceza, da rita
da Cruz, em frente a:> chafa riz.
FARINHA Dr: TRIESTE.
Primeira (jinlidade.
Tasso Vmios avisam aos seus froauezci;, que tem
para vender familia de tri ;u ebecada nltiinanionle
ile Trieste, sendo a unir 11 ova quf.- daquella proce-
dencia existe uo mercado.
Vendem-se robertori s de algoo grandes a 610
rs. e pequeuOs a 560 rs. : na ra Jo Crespo nume-
ro 12.
Ir;
lo Jo
Vendem-se pregos americanos, em
aefs^gl barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos: na ra do
Ttapiclie Novo n. 16.
\ TAIXAS DE FERRO.
Na\ fundicao' d'Aurora em Santo
Amar\ e tambem no DEPOSITO na
ra do Brum logo na entrada, e defron-
tc do arsenal de Marinha ha' sempr
um gratulo; sortiniento de taichas tanto
de fabrica \1ac1011al couio. estmngeim,
batidas, fiiiioJidas, grandes, pequeas,
razas, e fundad ; e em ambos os logares
e\istein cjtiindstes, para cairegar ca-
noas, ou carros\livres de despeza. Os
precos sao' os ruis commodos.
Vende-se umgraiule-slJio na estrada dos Afflic-
tos, quasi defronle da igrejaV) qual lem muitas nr-
vores de fruclas. Ierras .le Janlacoes, baixa para
capim, e casa de vivenda, cdBJ bstanles commo-
dos: quem o pielender d'uija-scVao mesmo sitio a
eiilefider-se com o Sr. Antonio j*"10*' de Moraes
Mesquila 1'innnlel, ou a ra doGtcspo 11. 1:1, no
eSCrptTioTto padre Anlouio da Cunta o Figuei-
redo-.
Vende-se em casa de S.T*. Jonh-
ton & Compaidtia, na rita da Senz
va 11. 12.
Vinho do Porto, superior qualidade, en*
garrafado.
Vinho Cljery, m barris de quarto.
Sellins para montarla, de homem e se-
nhora.
Vaquetas delustre para coberta de carros.
IRelogios de uro patente inglez.
Vendem-se lonas, brimaO, hrinse meias lo-
nas da Russia : no armazem de IS, U. Bieber 0<
Companhia, na ra da Cruz 11. i.
Planos.
Os amadores da msica acham continuadamente
em casa de Brunu I'racger & Companhia. ra da Cruz
n. 10, um grande sortimento de pianos fortes e fortes
pianos.de difterenlcsmodellos, boa conslruccaoebel-
las vozes, que vendem por mdicos prejos; tissim coi
loo loda a qualidade de instrumentos para msica.
Vinho Bordeaux. /
Brunn l'raeger Companhia, ra da Cruz n. /,
receberam ullimamenle SI. Julien e M. margol. im
caixas de urna duzia, que se rccommeudam po' uas
boas qualidades. W
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao'
nto. A-maro, acha-se para vender ara-
os tU; ferro de superior qualidade.
MOENDAS SUPEIOKES.
As numerosas experiencias feitas
salsa parrilha em todas as enfermidad
]iela impureza do sangue, e 1 hom
rorle pelo Illm..Sr. Dr. Sigaud, presidente *
demia imperial de medicina, pelo illuslrado '1
Antonio Jos l'eixoto em sua clnica
iiiada casa de saude na Gamboa, m^^H
Saturnino de Oliveira, medico do exerci
ros oulros mdicos, permillem boj'
altamente as virtudes efticazes da
SALSA PARRILHA'-
de
BRISTOL.
ola.Cada garrafa rontem duas' libras i
du, o a salsa parrilba de Brislol he garantida como
purameute vegetal sem mercurio, iodo, potassium.
O deposito dcsla salsa mudou-sc para a bolita
franceza da ra da Cruz, em frente a
^~ '^Ti)-.-AO, i
Na fundicao d'Aurora acha-se
completo sortimento de machinas
d'alla como de baixa pressao de
approvados. Tambem se apromplan
da de qualquer forma que" se ponan!
maior presteza. Habis omciaes
para as ir assentar, e os fabricantes
coslume afiancam o perfeilo trabalho 'i|
ponsabilisam por qualqner defeilo |
apparecer durante a primeira salra.'
as de vapor construidas ueste eslali__
estado em constaute servido Desta prov
eal 16 anuos, e apenas tem 1 ^^
cantes reparos, e aigumas al nenl.
le, accrescendo que o consumnio d
mui mconsideravel. Os senhores de er
eoutras quaesquer pessoas qae precisarcm d
chinismo sao respeitosamenle convidados a visitero
estabelecimenlo em Sanio Amaro.
Na ra do Livramento n. 27, ^endera-sevige-.
simos da lotera de Nossa Seoboi
ESCRAVOS FGIDOS.
Boa gratificii(;ao.
Desappareeen n dia 15 de fevereiro proxhoo pas-
sado, do lugar de Verlcntesem Taquarelin
ca .lo Limoeiro, um escravo. cabra,.^^^H
dre, de idade 22 nnnos, altura e gord
de C. Starr. & C. em j.'em um signal pequeo dor baixo
denles limados, ps grossos; levo'
de ristras, chapeo de pello velho,'* s
e rlavinole, e levou em sua ronipanl
forra ,1o nome Joaquina da mesma 1
e corpo regulares, denles limados, cabello ei
e amarrado, e da mesma idade : por i
capilaes le campo e as autoridades polica.-.
8re de Sanio Anulo c do Recife, e h
quer parle do sul, para onde rolisl ellos fi
queiram apprebender o dilo cabra e leva-lo
iihor Anlouio Barboza de euza, O^L^a^ai
lenles, ou na ra du Queimado 11. 7.
de Gregorio & Silveira, que seriio gneros.
compensados.
Na futulicuO de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para veuder
moendas d caimas todas de ferro, de um
modello e qonstruccao muito superiores.
Couro de lustre
de boa qualidade; vende-se por menos do que em
oulra qualquer parle para liquidar conlas: na ra da
Cruz n. 10. ',
. Ciras de ouro,
como sejam: adjfTccos e meios ditos, braceletes, brin-
cos, allinelcSy^olOes, annes. crranles para relogios,
ele. etc., do/naisjnoderuo uoslo : vendem-se na ra
da Cruz 11/IO, casa de Brunn Praeger & Companhia.
^ANIIDADE E SUPERIORIDADE
DA
SALSAPARRILIIA DE BRISTOL
sobre
< A SALSA PARRILHA DE SAJDS.
\ Attencao'
AV$ALSA PAUIULHA DE BRISTOL dala dos
de lt, e lem constantemente mantido a sua re-
putarSo-sem necessidade de recorrer a pomposos
annuiicio, de que as preparacfies da mrito podem
dispensar-sV, O. anrresso do t)r. BRISTOL lem
provocado iirinitas invejas, e, entre oulras. as dos
Srs. A. R. llNsMiiids, de New-Vork, preparadore-
e proprielarios 1' ~-alsa parrilha conhecida pelo nos
me de Saiids.
Esles seulii eUarara a agencia de Salsa j>ar-
- Desapparceeu nos filis de fevertiri
sa'do una escrava de iionac l.nzia, do
gola, secca do corpo, 36 anuos de ida
ou menos, coziQba, lava c eogomma
he qulandeira, (em urna peqi;
zello'do pe direilo, e consta que lava ron p
da l'anella : quem a pegar, lev-a ao Dr. 1
lo, na ra Nova, que pagar a apprehens
Desapparceeu do poder do abaixo
um escravo crioulo, de iiomcJ
pouco mais ou menos, baixo. com o
tanle curios c carnudos, e quando anda
uianqueja, com as palmas das 1
cas, c a pelle que nao parece do natural -.
misa e calca de sansa azul j meia dcsbolada. cha-
peo redondo de abas largas sem pello, urna trocha
rom roupa e uina rede: quem >. pegar ou liver noli-
ra do mesmo'dirija-se a ra doCabjia loja ile miu-
dez.is de 1 portas u, IB, que e re-
compensado ; esle escravo he perlenceule ao padre
Jos Januario Pereira Lima da provincia da Para-
bljia,Jote 4het da Silra Guima,
Para.iTa. 4* N. r. cta rarl,~18M.


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