Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01846


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Full Text
Y

t.
Pof 3 mezes adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500.

SABBADO 18 BE MARGO DE 18!

*d
for Anno adiantai
Porte franca narn i
ENCARREGY1) BSCRIPCAO'.
Rocife, o proprieterio M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, o Si. JoaoPertira Martins; Bahia, o Sr. F.
Dupra ; Macei, o Sr. Joaqnim Bernardo de Men-
donsaj Ptrahiba.-o Sr. Jos Rodrigues da Costa; Na-
t. Joaquim Ignacio-Pereira; Aracaty, o-Sr.
3 Lemos Braga; Cear, o Sr. Victoriano
SjMaranhao, o Sr. Joaquim Marques
gues ; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 28 1/4 a 28 3/8 d. por 1$00
Pars, 340 a 345 rs. por 1 f.
a Lisboa, 95 por cento.
Rio de Janeiro, a 2 por O/o de rebate.
Acces do banco 10 O/o de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconlo deletlras de 11 a 12 de rebate.
METAES.
Ouro. Oncas bespanholas. 289500 a 299000
Moedas de 6400 vclhas. 169000
de 69400 novas. 169000
de 49000...... 99000
Prata. Palacoes brasileiros.....19930
Pesos columnarios. ..... 19930
mexicanos......19800
PARTIDAS DOS COBREIOS.
01 inda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as. quintas feiras.
PREAHAR DE HOJE.
Primeira s 7 horas e 42 minutos da manhaa. .
Segunda s 8 horas e 6 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do.Commercio, segundas e quintasfeiras.
Relacao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas c sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas,
l.'vara docivel, Segundase sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
Marco
EXTERIOR.
i BA QUINZENA.
U Janeiro.
W que somos espectadores de
adeiramenle eslranha. Urna dessas
sob a apparencia de urna desintelli-
restricla affectam profundamente o
ico, se levanta repentinamente :
lento primario dos goveruos? Qua!
(liante da crise que se manifesla ?
amento he pela conservado da paz
Como elles nao podem dissimular
a gravidade das cousas, empregam
uabilidade de sua diplomacia em
Oes de urna parle, as resistencias
iificar os antagonismos, cm pree-
Emquanlo a espada nao for tirada
o esfdrcam anda ert circumscre-
iprimeiro lugar, suspcndc-la depois, c
Beio de negociacocs cada dia mais dif-
* verdado lie raro encontrar-se um seme-
awo do esforcos pode-se louvar essa
lariedade, que existe Iioje entre a paz c a
inda mais, o principio em questAo rti
lo o mundo serri exceptuarle a
eus actos diplomticos nao tcm de-
esar o respeito da inlegridade e da
i do imperio oltoraano; ora essa iute-
do quauto a Europa pretende hoje pro-
.be pois que, com um principio que
Mein, com om ponto-do partida com-
a conseguido entender-se Uto pouco ?
irmos a consequencia rigorosa : he quo
B entendem quanlo as palavras c nao
Ada. A inlegridade do imperio olto-
toenaodeixa de ser" urna realidade pa-
NSo he menos para notar que nesta crise prolon-
gada, ha duas ordens de Tactos, que se deseo olvem
simultneamente, que se tocam em muilos pontos, e
.reagem couliuuadamculc uns sobre os oulros.. De
um lado, a guerra segu seu curso com seus succes-
sos c seus perillos : de oulro lado, negociamos in-
cessantes procuram, se nos- pcrmitlcm a expressao,
alcancar os acontecimcnlos e passa-lns com rapidez.
Ora em que condiroes se apresenlavam ltimamen-
te as novas proposlas elaboradas cm Vienna ? Em-
quaulo a diplomacia europea jrenovava sen traba-
lho de Ponelopc, a* hostilidades coulinuavam' tanto
na Europa como na Asia entre o exercitos russo e
otlomanos. as regies danubianas a guerra pa-
reca concenlrar-se no lado de Kalafat. Pelo me-
nos illi he que tem lido lugar diversos combates,
acerca dosquaeshaal aqui poucos esclarecimcn-
tos, nao iiK-recondo alm disto nenhum delles o
nome de balalha. Comtudo, em um outro ponto
do DanubV*J*ilcliin, parece que as tropas russas
foram batidas dianle das bateras turcas. as frontei-
ras da Asia, o exercito oltomano esta sob a impres-
sao das derrotas recentes de Akhalzik e Alexandro-
pol; nada tem tentado depois, c se retirou para Kars.
Comquanlo se deva attender a exaggcrarao dos bo-
lctius russos, quauto importancia dessas victorias,
e numero dos morios deiados pelos Turcos no cam-
po de balalha, ha todava Tactos que moslrau. o que
ha de difcil cm conservar em urna certa disciplina
essas massas irregulares laucadas no .exercito otlo-
mano. Um general, que uns chamam Sclin Pacha,
outros VcIi-Pach.-foi assassinado por uns soldados
no momento cm que os quera rccondiizir ao com-
bate ; resulto dessas operacOes infclizesdo exercito
da Anatolia a demissao-do general em ener Abdi-
Paeh, cuja frouxdao e incapacidade nao contri-
buiram pouco para esses revezes. Elle foi substitui-
do por om de seus inmediatos, Ahmet Pacha. To-
dava estes fados, por graves que sejam, teriam lido"
ella tem sido .at hoje urna pala ra
(--/-^fiffljluvla menos imporlaucia, se nao fosse o com-
ee a conducta das di\ersjB anaa^-^nvol-
ifrcomplicacoes: fora" cortamente um cou-
^^B* governtis europeos de inlcnoocs
tiente, ile premeditaodes de conquis-
u de Conslantinopla. Pelo menos
?ranr,a sao desinteressadas nislo ;
tt um principio, que querem
lo o seu poder real sem dar ^suu
i um carcter aggressivo. Ellas levarara ha
aua condescendencia a ponto de rcconhcce-
Rossia urna esiiecie de direilo moral de
tarado, que nao reconbeccriam sem duvida
mais hoje. Quando ellas liveram de olirar, fizeram-
llima exlremidade, medindo o caminho
esquadras, demorando-as de passo cm i>asso na
ca de urna prxima pacificarse, e suas reso-
!s as mais decisivas s foram lomadas, quando
i nao podiam mais emprazar sem porem cm du-
o principio, que estavam decididas a sustentar.
1'oh tara deu-se o mesmo com o governo de Sao-
burgo ? A Russia declaran sem duvida no
pio, que nao quera lomar urna attilucte or-
va : defendeii-sc onde foi atacada, como era de
direilo ; mas nao era visivel ao mesmo lempo,
que ella se prenarava. para urna lula mais seriaT
Ella nao se limilou a defender-sc, a manter seu po*-
lo. ainda^mesino, como o tihha feito, a invasao j.
exorbitante dos principados danubianos. Fez mar-
char seus exercitos, a_PPjicou-os .em perlarj>n"de]
lemiveis complicaedes. Etkt-^e tem rranifestado.
mmente por diversos factos, apelas tentativas do-
:abiucte de Sao Petersburgo afim de arrastar certos:
do norte da Europa para a rbita de sua p-
pela expedirlo de Kiva na Asia, petos esfor-
dplomacia russa em. provocar um rompi-
eutre a Persia e a Turqua. Que faziaa Rus-
Dmenlo em que se procura a atar urna ulti-
citAo Queimava os navios turcos cm Si-
ibaixo do cairliao immovel dos uavios ingle-1
ineeies ancorados em Conslantinopla. Que.
altado desta serie de complicacOes e de ag-;
e que somos chegados a um ponto, em,
rio s os tratados, que lgavam a Tuiquia i
a, nao existem mais pelo faci mesmo da guer-
como tambero se pode rigorosamente considerar,
lo menos, suspensos aquclles que regnlavam a
poltica combinada da Russia c das outras potencias'
o Oriente. De umaquestao local, quo
moderacao Uvera fcilmente resolvido,
ulra immensa qesUlo, de saber quacs
n dianle as relames do imperio otto-
e do imperio russo de urna parle, e da outra,
9 as relaroes mutuas da Europa c da Russia
ativamcnlc ao Oriente. Em summa nao ha ou-
ra qaestao para debater-sc as negociarles, que se!l
sem, se por acaso o protocolo assiguado em,
la a 5 de dezembro couseguisse seu Ion ; porerr
se-ha cora effeito essas uegociacocs? Hc^c !
o segredo do'prmeiro corrcio^que vier c
Sao Petersburgo.
--------------------------------------------------------3K
bate naval de Siuope, ainda mais desastroso, o qual
provocou a entrada das esquadras ingleza e rrance-
za no mar Negro..
O excrcilo do Danubio se conserva assim na Ea-
ropa em suas posce-, sem ganhar terreno, be ver-
dade, mas Unnbciri sem recuar ; na Asia, o exerci-
lo turco tem de apagar revezos debaixo do sea noro.
commundante. Quanlo s costas do imperio olto-
mano, ellas eslao hoje sob a guarda da Franca, e da
Inglaterra. All, lie que se poderia chamar a parte
da accao nos negocios do Oriente, e no momento
em que estes Tactos se cumprcm,heque as propostas
diplomalieascmaiiadas de Vienna chegavam Cons-
lantinopla. O divn leve a sabedoria de adherir a
ellas depois de muilos conselhos para os quaes fo-
ram chamados todos os grandes di-uitaros do im-
perio, os ex-ministros e os generaos. Dcmais em
que se resumiam essas proposlas? Ellas cslabele-
ciam como bases das negocicoes,que sndeviam abrir,
a evacuarlo dos principados danubianos, a reno-
vacao dos antigos trotados entre a Russia e a Tur-
qua, a conlirmacao dos firmaos relativos, aos pri-
vileaios cspiriluacs das commuuhoes chisUtas, a a-
doprao difiniliva do ajuste relativo aos Sanios Lu-
gares.
A Porta declarara que est prompta pata nomear
um plenipotenciario, assignar um armisticio e ne-
gociar. Prometleria desenvolver o systema de jima
ailministrarAo interna prolcclora para Indos os seus
subditos indisliuclamentc. De um oulro lado, as
poteucias renovariam as dcclaraes de garanda es-
tipuladas pelo tratado de 13 de julho de 1841 no
interesse da iutegridade e da indepeudencia do im-
perio oltomano. O fado mais notael, que .devo
resultar desta nova situarlo, he que de Itojc em
dianle a Europa, ao mesmo lempo que garantrsse a
Porta, adquirira sobre todas as coirimunliBes chris-
taas do Oriente um direilo gcral de protectorado,
que a Russia s pretende exercer hoje. Quando di-
zemosqueo divn leve a sabcdoria,de approvar
eslas proposlas, devc-se-lhe levar islo cm muita con-
siderado, porquanlo ella leve de reprimir, cm con-
sequencia de sua deciso, um agtarao feliz-
mente pouco grave, mas que trouXe todava a de-
portarlo para Canda de Irczcnlos softat OU eslu-
danlcs. Finalmeijlc o gabinete oltomano soffria no
mesmo momcdto una, modificarao. Riza Pacha era
nomeado ministro da marraba, Halii l'acba era ad-
juiclo ao consclho, c o ministerio turco, abalallo um
momento, se firmava depois de urna crise, cm que
o proprio Reschid Pacha linha dado sua demissao.
Como se ve a Europa achou o soverno do sulUto ac-
cessivcl aos seus conseHios pacificos, masas propos-
las de Vicnua, urna vez adnira.iltdas em Constan-
linpta, est fcita somcnlc melade da obra : a me-
ladc mais diflcl (lea por fazer, islo he, a aceita-
cao diis"hcsmas bases de ncgocar.io pelo czar. Em
si mesmo, as propostas de Ticnua' nao saJLjfazcm
sem duvida todas as prclcnriies^la^anlTftca russa.
Por ventura seraoeJJjyy^gTavoravcInicnle acei-
tas,, viudo dcpjiiWriioticia da enirada das esqua-
dras no Mar Negro ? Na verdade, ah he que esta
a maior duvida, e he essa duvida, que as primeiras
communicacOcs de Sao Petersburgo devem fazer
desaparecer, afim de que se moslre cm toda a sua
evidencia a situarao actual.
Demais, se a entrada das esquadras no Mar Ne-
gro he urna nova difliculdade, quem pois provocou
essa resolnc,ao, seno a propria Russia ? Diramos
lia poueo ; o que nos pareca o sentido real desse
acto decisivo feito pela Franca c Inglaterra ; a ulti-
ma circular lo ministro dos negocios cslrangeiros o
diz hoje claramente e com auloridade. A oceupa-
So das provincias do Danubio, o desastre de Sinopc
davam Franca c a Inglaterra o direilo de modirem
ellas mesmo a extenrito da corapensa;ao, que Ihes
era devda, cerni potencias inlcressadas na exis-
tencia da Turqua, e em razan das posibles milita-
res ja tomadas pelos Russos. Esta rompensacao he a
oceupacao do Mar Negro, afim de empedir que o
territorio ou o pavlhao oltomano nao sejam mais
expostos a um novo ataque da parle das torcas na-
vaes da Russia. Se desdo o principio dcslc conflic-
to o gabinete de Sao Petersburgo pode invadir os
principados para se muir de um penhor material,
como elle o dizia, nao le Ao hoje a Viatica e a In-
glaterra o direilo de se apoderarem por sua vez de
um penhor, que Ihes assegure o reslabelecimeolo
da paz no Oriente em condiroes, que do alterem as
ilistribuicoes ilas forras respectivas dos grandes es-
lados d Europa He. ludo hem considerado, resta-
bclecer a igualdade em fado; mas debaixo do pon-
to de vista do direilo, nao acontece assim. Envian-
do seus exercitos aos principados,' a Russia viola-
va muilo claramcile os tratados. Entrando no
Mar Negro, a Franca e a Inglaterra nao liveram
por lini senao defender e sustentar o tratado de 13
de julho de 1841, que garante a inlegridade da
Turqua, c pelo qual asciuco potencias signatarias se
compromcltcm respectivamente n3o procurarcm cm
Constan!inopia vanlageus. que nao fossem concedi-
das os (Mitras. He ueste sentido que um jornal a-
rreditado da Austria poda dizer ltimamente, que
a poltica actual da Europa se refera, csseucialmen-
ta con r-tirao de 1841 ; ella lie o seu desenvolvi-
mrnlo natural e sua conlirmacao. Por islo he que
i* Vuslria, bem com a l'russia nao podem ver na
marcha das esquadras conbinadas outra rousa senao
urna defeza mais effectiva das esl i pulamos, pelas quaes
sejulsan justamente I i nadas; una allinnacan debaixo
'.'.

COLHET1M.
OSWOSBELOVELACIO.e)
(Per Aaedeo Ac*ard.)
XI
VIAOEM A MADRID.
Conlinna^ia.)
Stono partir a galope para preve-
a quem representen o duelo-
i toBequencla desgracada do lansqoenet.
i examinon a ferida, e declarou qaenao
era i 1; todava o estado do doente requera mui-
los, e o menor accidente podia pr-lhe a
vida era perigo. "^
MtlIou-se,cat)ecera do ferido contento
de escapar pelo cumprimenfo de um dever radiga
de seus pensameutos, e talvez timbera i presenca de
Armand.cuja tembrancacausva-llie eolio ms lor-
meulo que consolado.
o eslava atguma cousa pesaroso de sua ar-
Itou mesmo uella comar coutririo; nas \ia-
ae o Densamente desse duelo, o primeiro era
iSra parte, e seu triumpliante resultad de-
leHav raaginafao. Elle lardeavn de esco-
pete: ormidavel do chapeo sobre a
nrelba direila augmentou consideravelmente. Em sen
;rior Adriano julgou-se enulo um lteoaud de
Montauban.
poz-se em estado de fallar, Jorge agrade-
nullier o* cuidado) que llie prodiilalisav.i era
propria sade aiuda vacillanle;
leza de afiirmar ludo o que lord Wil-
Hasera sobre a causa desse duelo fatal,
ar apparecer em- suas palavras e ac-
ida que desse lugar a crer, que as aecusaroes
dt A nhatn obrado sobre seu espirito.
|ue Jorge-pedir ao* convidados do
dado pelos ouiros como por elle.
^^^^Mrovavelmenle o proprio Adriano, e a
iMa-*e.
iirs e madama de Monchenot
a; Ctrolina iterragau o ina-
dade. O periap em que aelia-
bario, ao mesmo
Mr. Bouzonvill,
lo. Se madama de
a verdade .'tirilliar aos olhos
ocenlel exclaineaCarolina men-
ahaca, e disee com um sorriso:
amiga, e voss defende-a. isso be
o i 11M..: I
^^^^^^Hreseentou seriamente:
rea mi
Ha espirites que vao maislonge e se dao ao traba-
Iho hoje mesmo de demonstrar a excellencia de nma
allianca permanente entre a Franra e a Russia. He
esle o ihqma de ama brochura,A Russia e o Equi-
librio europea, cujo autor se assigna um estadista,
provavelmenle porque o n<1o he, nao costumando os
homens de estado affixar seu titulo. Vejamos os
mais moderados, aquelles que creera que nao lia in-
teresse para a Franca nos acontecimcnlos, de que o
fimdo do Oriente poderia ser o Ihealro.O errodesses
espiritas est em nao vercm n connexad, quo existe
hoje entre as tentativas da Russia na Asia e seus es-
forjos na Europa. Sapponhamos que a poltica rus-
sa fosso bastante forte ou bastante hbil que creasse
nu Oriente verdadeiros pergos para a Inglaterra,
afim de dslrahir urna porr5o de suas toreas, dimuu-
indoseusmeos de accao no occidente : por ventura
se pensa que ella nada ti vera ganho para o cumpr
ment de seus disignios na Europa? Figuremos an-
da mais, supponhamos que a Russia couseguisse um
dia ferir no coraco o poder inglez, dispulando-lhe
seu mais vaslo imperio :rr-se por ventura, que es-
sa diminuirn de poder da Inglaterra nao mudara
notavelmente a situaco da Europa, e nao daa urna
probabilidade de mais i preponderancia da Russia ?
Ora, quaesquer que sejam a* recordames odiosas
que baja entre a Franea e a Inglaterra, quaesquer
que sejam os violentos antagonismos, porque tenham
sido separadas, ha enlre ellas pelo menos a analoga
da civilisacao occidental. Sua prosperidade e suas
forra* reunidas nao sao um lastro bstanle poderoso
para a Europa. Ellas podem ser divididas aiuda em
muilos pontos ; entretanto os acontecimcnlos aduaes
serviran) de pouca cousa, se pur acaso nao ensinas-
sem aos dous-paizes que em "certos momentos sua
unio he a mais segura garanta do Occidente, e que
elles sao ainda maisinteressadosem prosperaren jun-
tos, do que em sustentaren) algumas vezes animosi-
dades mesqurahas e puers.
Tal he erqyuroma a preponderancia natural. de
urna queslSo, cmo a que se agila na Europa e no
mundo depois de alguns mezes, sendo muilo simples
\r-se os incidentes da vida interna referirem-se sem
esforco a esse lodo de complicarlo receberem del-
les sua significaciio. Desle modo he que se expli-
ca pelas circumslaoeias aduaes o appello da seguuda
lo mellior nao precipitarle ; por islo, depois dele-
rem lido lagar os acontecimenlos. elle carregou rom
am certa orgullio nobre sua parlo de rcsponsabillda-
de. Depois, (inha-se retirado para as vizinhancas de
Bordeo*, vivendo no campo, oceupando-se da littera-
tura, Tazendo al versos, em urna palavra enlretendo
suanalurezaadivaeardenle, ealli he que morreu
em urna idade avanzada. Mais perto ainda de nos
acaba de desapparecer quasi sbitamente um bomem,
cujo nome lem seu logar na historia do jornalsmo
contemporneo, he Mr. Armand Berln, director do
do Journal des Debat. Armand Berln linha re-
cebdo urna IradiccAo, que elle linha sabido conser-
var, e deste modo he que Unha sustentado no jornal,
que diriga, urna auloridade perpetua alravez de
muiros acontecimenlos, desde o cornejo do secuto ac-
tual.
6 Quarlo crescentes4 horas, 41
tos c 48 segundos da tarde.
14 La cheia as 4 horas, 14 minutse
48 segundos da tarde.
21 Quarto rainguate as 3 horas 43
minutos e 48 segundos da tarde.
28 La nova as 2 horas, 20 minutos e
48 segundos da tarde.
14 T
15 Q^H
16 Qu
17 Se
18 Sabbado.
id D^H
renco .ei
e&aixo parl(, (|o con(ingenle miiifaP de 1852 para debaixo de
de ama forma mais decisiva da poltica, a qual a- ... K.,i.:. u___________ETL.- ._
elena esta bem perto de sua perda ; se ainda
empo impeca-a de cahir, tanto por ella que vos-
s'ama, como por Jorge que he meu amigo.
Carolina abracou o marido com osolhos cheios de
lagrima*, e exclamou'em um impulso de generosa
amizade:
Culpada ou nao hei de salva-la!
Mas j qs aconlrcimcnlos tinham-se adianlado.
Uns quinze dias depois do duelo, e quando o ferido
afliava-se fura do perigo, Helena tendo ido visitar
urna velha fidalga do bairro de Sainl-tiermain, en-
contrn ah duas oq Ires mocas dessas de quo as so-
ciedades oceupam-so semprc.
s Tratou-se algum lempo das modas nova*, depois
Vcio-se a fallar no que esi no fundo de loda cbn-
versco entre mancebos e mocas, o amor, e eutao
f (lluirain as ancdotas, os commentarios e os apho-
rismos.
Quem podo estar certa de ser amada? disse
suspirando urna das interlocutor;, que linha cabel-
los louros e olhos azues.
Quem ama, respondeu um vsconde muilo bem
trujado, e o suspiro da moca leve um clnr.
Urna elega nao he urna razao, observoa a vizi-
aha, se existisse um meio de fazer brotar o amor, lo-
dos se aerviriam delle, e na verdade nao Valeria mais
a pena, deseja-lu.
Sini, tornan a mora loura, a revolucao maln
o amo- pela intervenga do cdigo civil, e "das caja-
cas prietas. AJeftaldadnsufloca o entntenlo.
ale cerlo. disse o marque/, nao s poderia fazer
muita Ifjuisa ein un leui|io em que as palrulhas ini-
pedem aTaentc de subir s varaudas,com escodas de
*eda. Aabar na It.islilha, bem ; mas na polica cor-
rercional, aprel...
lima Rdalga mui trigueira, de nariz ponludo, be-
cos finos |e reolios, loroou a palavra por sua vez, e
disse :
Pota eu creio que se o'amoi tivesse fugidn do
resto da Ierra, seria ocluido no coraejo dos maridos I
Dos, maridos? exclamaram uuanimement as
outras mu Hieres.
. Pu! -Iioui Heos! siin 1 Os maridos sao muilo ca-
lumniado*. Confiero um, c madama de Flize conhe-
*-o melluir que eu. acrraceiitnuella vollando-se pa-
Helena, que duu agora una prova brilhanlo do
seu-amor. _>ao be verdade, miuba querida 1 .
,nT*ao!,vnau"'se"nara, respondeu Helena sen-
lindo-se eor,r sem saber porque.
Ah 1 eia-ujn^iguorau.cia bem modesta I
rgne nao ha na minha gno-
*ancialra cousa que sincsrfdade
Qoel ser a enliora a nica em Parisque nao
tale o que Mr. do Filie fez > w
' A curiosldade de Helena en,,, T,ameDie exci|a-
da; mas ella senlia ao mesmo lempo um temor inde-
Muilo limara sbalo, dige ea com ,ox ufD
tanto hesitante.
Oh! he um lesleniouho de amor; mas tal que
(Wucr-|nridospoderiam.darsemelhaiiles. Na ver,
Unte he urna accao cavaileirosa, e sso faz-nos ver
que a poesa nao morral, eomo dizem os poetas em
seus versos.
Todas estas relicenqas hbilmente calculadas irri-
lavaut o dse jo de madama de Flize1,, a qual esteva
cabam de abracar do novo pelo protocolo de Vien-
na. A entrada das esquadras no Mar Negro nao al-
tera o principio, que regula sua accao commum com
a Inglaterra e a Franca. Por isto soubcnios sem
sorpreza, que um desses ltimos dias leve de ser as-
siguado em Vienna um acto, pelo qual as quatro
potencias p'ropnham ao imperador Nicolao a acei-
lacao das bases j recebiclas em Conslantinopla, co-
mo o nico meio de rcslabelecer honrosa c conve-
nientemente a paz, c se cousiderarmos que esse
aclo he posterior entrada das esquadras no Mar
Negro, melhor se romprchender o carcter expl-
cito, no que rcspeila coopcracSo da Auslria c da
Prussia. Quanlo aos outros estados da Europa, aca-
ba se de ver ltimamente a Sueci c a Diuamarca
resistir s sed nemes da Russia, que prbenrava atraa-
las, e cnlcndcr-se para manter sua neutralidadc
vista de circumstancias mais graves. Que, rests pois?
essa situaco definida, na qual a Russia s prosegue
sua poltica, desprezando as obrigarocs iuternacic-
naes, sob cuja proleccao foi rollocado o Oriente,
ao passo que as outras potencias da Europa, qual-
quer que seja a medida de sua intervencjlo, per-
manecem fiis aos tratados, sobre os quaes repousam
aos seus olhos a seguranra e o equilibrio do conti-
nente. A ilecisao do imperador Nicolao pode aggra-
var materialmente o carcter desla situaco, mas
nao pode mudar o seu carcter moral. Seja como
for, o czar cs boje em estado de reflectir sobre a
responsablidadc, que elle assume. Sua inleliigen-
cia nao pode dcsconhccer que, se elle crea perigos
para o continente, tambera os faz para si mesmo,
talvez mais graves aiuda, os quaes fra prudente
evitar.
Evidentemente he na uiiiao da Franca e da In-
glaterra, que reside boje a garanlia mais cuica/, dos
direilos da Europa, justamente porque estas doas
potencias sao as que se mostram mais decididas a
obrar. Por essa raso he que a Russia ltimamente
lem vollado suas vislas para a Asia, afim de ope-
rar urna diversao favoravel sua polilica na Euro-
pa. Dalii essa expedicao de Kiva, de que se tem
fallado, esse rompimento provocado entre a Persia
0 a Turqua, esse augmento de actes eqlre as po-
pulacOes.da Asia central", todos esses incidentes,
em una palavra, que tcm semprc o dom de des-
pertar urna emocao na Inglaterra, porque elles
mostram a ambirao da Russia vollada pira o Indo
c amearaudo ja as posscsscs britannicas. Se assim
fosse, ha muilos jspiritos que desejariam' ver a
1 ranea nao tomar iuleresse em una lula lao lon-
ginqua c lao esltanha para ella, c de fado a Franca
nao leriq necessidade de se nvolver nella deixando
Inglaterra o cuidado de se defender, e tendo
umitas cousas suas era que se oceupar.
anciosa por saber que todos sabam. todava um
prqsenlimejito secreta dizia-lhe. que Iralava-se do
duelo allribuido aojogo.
Diga-me, seuhora, qual o reconhecimenta que
devo a Mr. de Flize?
Meu Dos! a senhora nao deve-He nada sena
o que Ihe concede, poste que Tazendo seu dever, el-
le lenha obrado como muilos maridos nao teriam fei-
to. A senhora era calumniada, e elle defendeu-a. ,
Madama de Flize empaUideceu a essas palavras,
que pareciam confirmar suas vagas suspeilas.
Oh! pelo amor de Dos, senhora.acabc, excla-
raou ella, esse duelo...
Esse duelo be urna reparaca. Um fatuo ata-
cava-a em sua repulacflo, Mr. do Flize quiz puni-lo.
Era no meio de um janlar; am Mr. Mouzonville,
que parece-me muilo eslouvado lomou a liberdade
de dizer maos gracejos a seu respeilo..... cousas que
mnguemere; fallou em coupes de cortina* aballa-
das, cm visites nao sei aonde, em veslido de casemi-
ra branca, em pssscios nocturnos, e mil oulros ab-
surdos que de Flize dwmenlio immedialemente. Di-
zem que Mr. Bduzonville insisti acrescenlando in-
solencia* sem numero a todas as que havia dito e
eis que um duelo sabio desse debate como urna 'v-
bora de urna moila.
Essas revelacocs-esmagavom Helena, a qual, se-
gundo as ideas do mundo, linha manchado a honra
do marido, e alera disso eiposlo sua vida.' l) coracSo
balia-lheasuflbcar, e era sua perturbajao ella o
pudia responder.
Mr. de Flize achou termos sublimes, conlinuou
a mulher saboreando com dilirio o elfeilo que pro-
du/.ia. Sendo rogado para esclarecer as mizeraveis
aecusaroes felas contra a senhora, elle disse: a Co-
mo a de Cesar, minha mulher era mesmo deve ser
suspeilada. Ali! a senhora lem raz3o para ufanar-
se do marido, que o co e a lei lhe deram.
Como acontece sempre, a historia passando de
bocea em bocea fra augmentada de urna multidao
de incidentes, que lestemunhavam a riqueza de ima-
ginacao des narradores. O dte que empreslavam a
Jorge, eqlie elle nunca proferir, era talvez da
propria interloculora ; sua exageraran perlurbou He-
lena, que goslava, sem saber, das phrases de um e-
feito tbealral. '^- -----*~
A lealdade cavalleirosa do marido fazia-lhe pare-
cer mais eulpad#sua propria conduela; ella estrerae-
ceu ao pensamenlo de que elle podia ter echado a
mor.le nesse duelo, em que a defenda]; medio com
um lance d'olhos a profundidade do abvsrao em que
Calara, e desfez-se em lagrimas.
Rodearara-na de consolaces; mas a ludo o que
podiam dizer-lhe, madama de Flize s responda
com o pranto.
A mulher que arranjra essa pequea narraco,
gozava interiormente do resultado que oblivera, e
via nelle occasiao para outra narmcilo, que se pro-
punlia fazer de maneira que a innocencia de sua
amiga abiria inteiramenle compromellida.
Quando adiou-se em estado de fallar, Helena agra-
deceu a pessoa caritativa .'que a inleirra de ludo.
(iracas i senhora, dMe-lhe ella, sei quanlo de-
vo a meu marido. Fez hem em informax-iue disso ;
pois elle nunca me te ra dito nada!
suas bandeiras. He o mesmo pensamenlo que lem
dictado todas essas medidas de armamento martimo,
pelas quaes nossas esquadras poderia ni ser duplica-
das ou triplicadas de um dia para oulro, segundo as
cxpressOcs de urna caria do imperador ao ministrada
maflnba. Ojiante a influencia que urna crise desla
natureza pode ler sobre a situaco econmica do paiz,
sobre o movimento dos negocios o dos ioteresses, he
evidente que ella nao pode ser muilo'favoravel a to-
das as emprezas da industria e do commercio. A in-
certeza se communica necessaramente a todo ; ella
produz suas oscillacoes singulares, que se pode ver
em qualqncr dia em lodos os valore* do crdito pu-
blico. Nao he que essas alternativas de confianca ou
de desanimo, deque a Bolsa he thermomelro habi-
tual e movel, sejam sempro justificadas igualmente,
e nao Iranstornera algumas vezes todas as previsoes
as mais fundadas; porm ellas, em sua mobilidade
mesmo, em seu movimenlo confuso e contradictorio,
offerecem o' resumo mais palpavel, da* variarSes do
espirite de industria. Nao se pode .dcsconhccer que
nesles ltimos dias os mais eslranhos acontecimenlos
tem produzidn nma paralisarao nolavel, a nao ser um
movimento do retirada momentneo no mundo das
especOlacoes financeiras. Eis aqui pois como este no-
vo anno comecava.comotem vividoesles poucos dias,
que elle cunta al aqui! Ima grande qaestao ex-
lerna enlretendo ama grande perplexidade, o silen-
cio dos debales internos, os progressos maleriaes se-
gurado seu curso, mas assustados ja pela perspectiva
dos acontecimenlos que podem apparecer, a abertu-
ra das Testas de hontem, e as recepcoes soberanas,
he a histeria desle corlo periodo ; he 0 mundo ac-
tual com suas preoccupac,oes,suassedacc.6es, suas mi-
zerias, suas necessidades de prazeres e de luxo sem-
pre existndo. Entretanto, nao ha na vida social in-
cidentes de urna natureza particular, os quaes tem
tambem sua cignificasao, e sSo um dos elementos da
historia contempornea ? Sao essas desapparirdes
successivas de homens, qoe lera lido soa importancia
e sua influencia na polilica, as leltras, ou em qual-
quer outra esphera da actividade publica. O mun-
do nao para, sao os homens que ficamem caminho,
levando comsigo, um apoz oulro,. o espirito de sua
geracao ede seu lempo. Ha poucos dias moma, per-
to de Brdeos, um homem, qoe linha lido uni desses
destinos polticos tai> communs em nossa poca,
urna rpida elevarjlo seguida de urna queda anda
mais rpida : he Mr. de Peyronnet, um dos antigos
ministros da restaurarao, um dos signatarios dos de-
cretos, dos quaes sabio a revolucao de 1830. Espi-
rito firme o altivo, Mr. de Peyronnet linha sem du-
vida medido de ante-mo o perigo, ou elle Uvera fei-
Se devemos volver os olhos torada Franca,
urna das perdas recentes mais sensiveis para o mun-
do polilicoda Europa, he certamente a do Sr. de Re-
dowilz, que acabado morrer na l'russia. A polli-
ca(do ex-minUtro do rei de Prussia deixoo muitas du-
vida* ; o carcter elevado do bomem nao deixou ne-
nhuma. Ha certamente poucos fados mais honrosos
para um personagem publico, do que o lestemunho
tocante e sensivel, que o rei Frederico Uuilherme
dava ao Sr. de Radowitz no momento em quecra for-
rado a separar-se delle em 1851. E que momento
aquello Ainda se nao esqueceu esso' duelo empu-
nhadocnlrea Austria ea Prussia, nlrepidamenle
sustentado em nome do gabinete imperial pelo prin-
cipe de 8chari/.enbcrg. De um lado era o genio d
accaocaminhando directamente para seufim, alrope-
lando os aconlecimcnlos e firmando pela mais vigo-
rosa iniciativa a fortuna da Austria ; do oulro lado,
era o minislro do re FredericoGiiilhermc preparan-
do-separa a lula, sabeodo queso (ralava depois de
ludo da importancia c do futuro da Prussia, mas pou-
co seguro da perdla efflcaca de sua poltica e sen-
lindo-se curvar debaixo do pezo de urna tal respon-
sabilidade. No principe de Schvvanlzenberg, o sol-
dado se achava no ministroe no gabinete. NoSr. de
Radowitz, era o pensador, o homem acoslumadn a de-
liberar comsigo mesmo, a viver com as creacoes de
seu espirito, muitas vezes bem difiranles da*realida-
de, lano he verdade que em nossos dias a lillera'tura
se derrama po/ loda a parle 1
A Italia, que Beylc obsenava conq hu^norista
sceptico e epicurisla, he porventuca a mesma que
se-pode observar hoje? Ha sera duvida traeos que
nao rodam; o carcter, a vida social de um povo
sao mais leulos cm se Irausformar. Entretanto de-
pois daquclla jioca, quanlos acontecimenlos tem
lido lugar, os quaes provocara outras reflexoes! A
Italia agitada, osgovernos derribados ou vacilantes,
a guerra envolvendo-se as revoluroes, tal lie a his-
toria (lestes ltimos anuos e debaixo do peso dos er-
ras rommeltdos durante aquello cruel periodo, cm
que a Italia vive hoje. Das tentativas de rcnovactSes,
inauguradas lia. cinco anuos, a nica que lem per-
manecido intacta, he aquella que trausformou o
Piemonte. Nao he porque nao haja alli mesmo al-
guma difliculdade, mas pelo menos o paz se des-
envolve ao abrigo de instituices respeitadas al
aqui pelos partidos como pelo governo. O parla-
mento pienionlcz, sabido das ultimas eleiroes, se
acha hoje cm plena sessSo. No lira do mez passado
elle foi aberto pelo re, que se mostrou mais que
nunca decidido a respeilar.o regimeu ciinstitucio-
nal instituido por Carlos Alberto. As resposlas ilaj
duas cmaras respiram os mesmos senliraentos, e
nflo tem dado lugar a nenburaa disrussao seria. '. O
Sr. Alberto Ricci apenas' deseovolveu no senado al-
lannns consideramos relativas a situaco financeira
do paiz e aos negocios ecclesiasticos. Com effeito
sao eslas as duas quesles mais graves para o Pe-
monlc. Quauto situaran das finanzas, o relalorio
ltimamente submetlido s cmaras pelo Sr. de Ca-
vour podo dar urna idea deltas. O que he real he
que sobre m orcamento de 149 railhoes ha para
1854 quasi 25 millioes de dficit. Multas reformas,
polticas se lem feito depois de alguns anuos, e se
lem creado novos impostes. Resultar sem duvida
dcslas medidas efleilos benficos; mas por agora o
delicil subsiste, c romprchende-se qde as cmaras,
hem como o governo, se preoecupam desta siluacao
financeira, lano mais sensivel as condiroes rigoro-
sas, cm que se acha o Piemonte, como oulros muilos
paizes, he mais que oulros paizes talvez. Islo he
Uto verdade que dessa situaco difcil, das queixas
das popularOcs contra cortes impostas, da mizeria
actual, sabio inteiramenle urna especie de rebclliao
no valle d'Aosla, relielliao felizmente fouco grave
e felizmente supprimida: Tcm-se querido explicar
esses raovmenlos populares pelas instigacoes dos
parlidos; he muilo- mais simples procurar a sua
verdadeira causa as condiroes rigorosas, em que
i em as popular oes, romo lambe ni he prudc'ulc diri-
gir urna allurao previdente para esse estado, para
essas diflieuldades financeiras,do paiz. Quanlo ao*
negocios ecclesiasticos, a respeito dos quaes o Sr:
O accento de Helena nessas ulliirlas palavras da-
va-lhe um ar de censura, pelo qual sua interlocul-
ra moslrou-se offendida ; mas dissimulando o despei-
lo dcb'.iso de'uina apparencia de conlriecao excla-
mou depois que madama de Fize retirou-se :
Ah pobre Magdalena, foi bom ler chorado di-
anle de nos que somos suas amigas; que pensaram
se oulros a tivessem viste!
Madama de Flize sahira em um estado de pertur-
barlo, con fusiio e desespero, que locavam a loucu-
ra. Mil projectos violentos volviam-se em seu espiri-
to cercado de remoraos e de terrores confuso*. Ella
via seu nome e o de seus filhos entregue ao escarne
e desprezo publico, B levado de bocea em bocea co-
mo o das muflieres perdidas. Sua reputar-So estava
enlao Uto ovillada, que podiam fazer della o divcrli-
mento de urna conversacao de mesa, ao mesmo lem-
po que andava pelo club e thealros de Pars 1
Quando chegou em casa, a pertnrbacao de seu es-
pirita estava em sea auge; ella aflastou os filhos que
a rodea am para abraca-la,. e foi ao quarto do mari-
do decidida a dizer-lhe ludo, anda que elle bou esse
de matada.
Paluda e com os olhos em fogo, empurran a por-
te. Mr. de Flize estava junto do togo com Mr. de
\ auvilliers.
. Melena parou repentinamente no humar.
Entre Helena, disse-lhe 0 marido, Armand
quedva-se anda agora de nao te-la visto ha muilo
lempo.
Mr. de Vauvillifers compreliendendo pela expn*-
sao dn semblante que madama de Flize estava em
urna dessas sluarfies de espirito, que produzem os
actos mais fulminantes, chegou-se a ellarauda men-
te, e oll'eieceo.lo-lbe o braco com o desembararo de
um homem civlisado, disse-lhe ao ouvido:
Cuidada! se disser urna palavra, esl perdida.
Deixe-me salva-la.
O sangue fri do homem, ao qual eslava habituada
a considerar como senhor de seu destino, domou He-
lena, o olhar eilincto que laucn ao'complice an-
nuuciou-lhe que estava submissa, e triste coino um
autmata,'ella drigio-se para o marido.
Armand que temia as consequencas de urna con-
yersacAo particular, ficou, o Jorge convidou-o para
janlar. Os esbirros que madama de Flize fazia pura
dissimular sua einorao, tinham-lhe coberto as fei-
roes de um rubor ardeute; ella fallava para dslra-
nr-sc. O som das palavras a impeda de ouvr o
murmurio da consciencia, assim como uas nuiles tem-
pestuosas o venloque sopra sobre as montanhas suflo-
ca o susurro dos regatos.
Armand deu-llie o braco para reconaori-la ao sa-
lao, e disse-lhe :
Importa qoe eu lhe falle.
Sim, pela ullma vez, responden ella.
Ah! disse elle comsigo, ser urna tempeslade,
muilo alarido por nada I.
Armand retirou-se mui larde. Sempre senhor de
s. nenburaa emocao apparecvra-lhe no semblante se-
nao a que elle quera mostear. Nunca talvez fra tao
alegre e lao frtil em ancdota.
No dia seguinte, i hora em que as tajas abrem as
portas, Helena enlrou em casa delle. Tinha no sem-
blante os signan da vigilia, que a devorara loda a
Ricci emllin no senado opinies de coiiciliar3ofom
a santa s, nada faz prever at aqui o resultado de-
finitivo, e tora difcil concluir alguma consa da res-
posla do Sr. de Cavour ao Sr. Ricci. A viagetn p
Torim, do Sr. de Pralormo, minislro pienronlez em
Roma, fez acreditar por um momento, o boato de
uegociarfics, que eslavam a ponto de ser concluidas.
Entretanto se essas negociarles fossem.reacs, como
se explicara o ler o gabinete de Turim de apresen-
lar outra vez algumas das les, que tem sidoubjec-
lo das mais graves complicacOes? Se he til ao Pie-
monte nao arriscar-se as lutas, que tocam em tan-
tos interesse- serios fe poderosos, e qne sen inte-
resse antes de ludo consiste em fcar mudo na Ita-
lia o represeidante de urna poltica liberal,,.mas ao
mesmo lempo moderada e. conservadora, elle lera
de provar que a liberdade constilucional de nenh-
ma sorte he incompativel com a ordem e paz reli-
giosa. .O melhor meio, que elle tem de preservar-
se das rcacoes excessivas, he fagrr de todo arrasta-
mento, que s faria abrir caminho p3ra os revolu-
cionarios.
uTda a historia contempornea da Italia est ah.
He o exeesso das commorues o das asi lames, que a
tem .laucado no excesn-da compressiio e'da aiitori-
dade digericionaria. Eutre os dous extremos nao
se tem adiado infelizmente um partido liberal mo-
derado, qastantc forte para fazer face alternadamen-
te a essa dupla crrante e salvar o iuleresse da Ita-
lia. Esse partido nao se tcm adiado bastante forte,
dizemos nos, na maior parle dos pontos da Italia,
e todava tem existido, cxislc ainda, ha mesmos pai-
zes, onde elle lem exercido eni momento dado urna
influencia decisiva. Em Toscana, por excniplo, co-
mo se fez a reslauracao do grao duque, scuao pelo
esforco desse partido? Sobre este ponto derrama
urna luz bem viva um livro, que araba de appare-
cer em ITorenca, com o titulo do Iticordi nilta
Commissione gocernalica Toscana dei 1819. ssa
rommissao do governo, cuja historia lie ajii conta-
da, he aquella que se formou repentinamente em
Floreara a 12 de abril de 18i9, para derribar a dic-
tadura do Sr. Cucqpzzi e preparar a reslauracao do
grao duque, que,se tinha retirado para Cete. O
autor dos Hicordi. o Sr. Camhray-Dygni, fazia par-
le delta com Cio Cappou e Ricosoli: elle coala os
Irabalhos, os esforros, as lutas dessa porrao sensata,
moderada c esclarecida da popularlo toscana, que
com um s rao iineillo fez desapparecer esse phan-
lasroa demaggico, em cujo poder ella linha cabido.
Do-livro do Sr. Cambray-Div eni salte nina luz til,
e he'que a reslauracao mnnarchica em Florenja per-
tence a esse partido liberal moderado, 'que a faz
com um fim duplo igualmente honroso, primeira,
panuque ella se inlo rcalisasse por ihlervencao ua
Austria, segundo, para tornar mais fcil a continua-
ra" desse papel de reformador prudente, que o grao
duque tinha tomado al .enlao. Ainda ha um outro
esclarecimenlo, que se oblem das paginas do autor
florentino, he que por cutre ludo islo, ha na Italia
umamullidao de necessidades, que repugiuun igual-
mente as loucuras da democracia c os procedimen-
tos de urna auloridade. demasiada absoluta. Essas
necessidades precederam as ultimas revolucos
Ibes tera sobrevivido, c a polilica mais sabia para
os soberanos tora apoiar-se nellas. daudcvlhes pru-
dentes satisfaiVies. Em Toscaua. particularmente,
esta obra seria fai 1 ao grao duque, no meio das po-
pulacis doceis,e sympalhicas, rom o auxilio de
hoineiis otelligenles, que conspiraran! pea sua
volta. Infclizmcute, os so eraos .esperam sem-
prc a rompressao dos ai-ontcrimentes para obrarem
cm um sentido de justica ede moderacao, e enlao
obrara mal, ao passo que poderiaut obrar em oulros
momentos com toda a seguranra c "Se perservarem
das calastrophes futuras.
A Hollanda acaba do ler urna crise ministerial,
que Irooxe a retirada do Sr. Vab Dorr do ministerio
das finanzas, e essa crise he a consequencia de nma
discussao, que ha poucos das linha Tugar na segun-
da cmara dos estados geraes, a respeito da rbolicao
ilosJircilos sobre a matanca do gado, e dos direilos
de (onelagem. A discussao que leve lugar a este
respeito, posto que perleucendo a urna ordem de
fados puramente econmicos, nao era menos viva
que a discussao suscitada pelo eslabelermenlo da
gerarrhia episcopal. He porque em summa, se va
e nao se poda deixar de ver um pensamenlo polti-
co na proposla apresen lada a segunda cmara para a
suppressao do* direilos da matanca do gado e dos de
(onelagem, tanto mais quanlo entre'os autores dessa
proposla se achavam dous rnambros do ministerio, os
Srs. Tbiirberke e Van Bosse. He verdade que estes
senhores negaram essa inlenrao poltica. Seja como
for, em que razes se apoiavam principalmente os
partidarios da proposta? Firmavam-se-em que mui-
tas vezes ja se havia promettido ao paiz desoneraces
que jamis nao tinhamsdo realisadas, apeza'r dome-
llioramcnto constante das finaocas publicas; elles
acrescenlavam que no estado de caresta dos gneros
alimenticios, era necessario vir em soccorro das clos-
ses infelizes, facilitando sua siilisistenciaj-fioalrnenle
nao dissimulaara que esse fim era substituir a liber-
dade commercial ao systema de impostes sobre as
bebidas; qtu
o desonvolyir" l
pooder esC^^H
Van Bosse t^^H
igual c
mosde
ihesouro. A
cmara toi PI^^H
confianca ca^^^|
a suaregeir
mico, nem p
homens esclarecida
uucio do onat de
que neste ponte h-
enlre o Sr. Van Do
verno desoja
fiseaes, que
agora he Sr. Van I!
geiros interinameo
nada faz ver, que n
soffrer urna modifn
noile, suas Taces eslavam lvidas, os olhos inflm-
mados.
He preciso acabar com isso. disse ella indo di-
rectamente a Mr. de Vaovilliers, ha muilo lempo
que isso dura... minha vida vai-se exlinguindo de
da em dia... olbe, meu coracao he como ama laran-
ja, cujo sangue cabe gola a gola... onde est meu re-
pouso?.....onde eslao minha iranquillidade e meu
somoo 1 que he feito de minha alegra? Nao sabe que
Mr. de.l'li/.e esleve em risco de ser morto..... e por
quem?... pur mim !... Se m'o tivessem levado morto,
eu me teria laucado pela janella... Meu nome anda
na bocea do todos, amanhaa estar nos jornaes tal-
vez... feito objdo de mofa e de riso! Em toda a
parte que ou for, o sangue me subir ao rosto... in-
juriada, perdida, deshonrada! Eu a filha desse ve-
lho honrado, quo abraca-me e abencoa-me!... Ah!
se elle me conhecesse!... Anles hoavesse morrldo ha
dous anno*.....Minha filha aprender a despreciar-
me Quando beijo-a na fronte, e ella passa-me os bra-
cos cm torno do pesclo, lagrimas de fogo me sahem
das palpebras !... He um supplicio de todos ostias,
de todas as horas, de todos os instantes, que me ator-
mente e me mala. Fz de minha vida urna mentira
eterna, urna mentira incensante, Urna Iracao que nao
acaba... Este imite foi mais tonga do que urna ago-
na... linha (erras em braza as fontes... parecia-me
que endoudecia, vi-me em um espelho, e live inedo
de mira mesma e vosse quer que isso dure Nio !
nao! Por ventura snu de ferro para resistir a es*a
tortura Nao diga-me nada, nao lenta vencer-me,
'cale-se !... Se eu passasSe oulro dia como o de hon-
tem, arhar-ine-hiam mora na cama Acaso pode vos-
saber quaulo soflri quando aquella abominavel
mulher rovelou-me ludo, ludo, entende? tudo Sen-
t rasgar-se-me o coracao Expnr morle um mari-
do engaado he urna accao vil! porque emfim Jorge
he o pai de meus filhos I Elle nem suspeilon-me I
nao disse-me nada... Ofiereceu o peilo n s balas-,
derramou seu sangue. e entretanto eu enganava-o !...
Oh! isso be una infamia. Tanta honra de um lado e
lauta perfidia do outro 1 hnnlcm ia coufessar-lhe lu-
do... se elle me houvesse morlo, teria estado em seu
direilo!..que vida he a minha sempre tremendo,
assuslada, inquieta, nunca entro era casa sera a,uc o
(error faca-rae zuir os ouvidos, Ejulga que resis-
lirei a todo* esses abalos! o cor.-lcao est lodo contu-
so '. Veja, e diga-me se eslon como vosse enconlrou-
rae. Arrasto o remorso como urna bala... Acaso dur-
mo? nunca, nunca, entende?
Madama de Flize fallou algara lempo ainda com nunca apanhavamdesapercebido.
lima exasperado e urna volobilidade extraordina-
rias, animndolas ao som de suas palavras.
Armand guardoo-se bem de iuterromp-la, e es-
perava que seu arrebalamento se esgotasse pelo pro-
prio exeesso; porquanto sabia que urna objec^So se-
ria urna cMcolada nessa colera cga, nesse desespero
intralavel. ,
Voss oove-me e callee! exclamou elle: emfim
j quebrada pela violencia. Ouve-mesequer? Falle!
que quer qoe faca ? diga 1
Pertenco-lhe em corpo e alma, respondeu Ar-
mand com voz comroovida, seja o que for que deci-
dir, hei de obedecer-lhe.
Isto he, que wss tambera esta ptompta para
abandonav-ine!
Armand espera va essa volla de opiniao, o habito
qoe tinha das muflieres ternava-n impassivcl a todos
os movimentos repentinos de suas paixes.
Eu abandona-la 1 exclamou elle, voss aecu-
sa-me quando eu me sacrifico!
Helena 'que tinha nesse momento urna resoluco
sincera de romper com Armand, quera todava ser
sempre amada; esse grito desarmou-a.
Perdoe-me, disse ella a Mr. de Vaovilliers sr
lendendo-lhe a mao, son 13o infeliz !
Osjoelhos Iremiam-lhe, ella cahio atjlcs do que
assentou-se em urna poltrona, e disse:
Meu amigo, dirijo-me a sua generosidade, se
voss ama-me, promellarme fazer o que lhe pedir.
Juro-lbe, respondeu Armand, o qual jurava
sempre tudo o que queriam.
Pois bem, nao devemos tornar a v er-nos.
Mr. de Vauvillers que espera va sse pedido.* dei-
xou escapar um movimenlo para fazer crer a Helena
que eslava sorprendido.
Oh 1 lornoo Helena apressadamente, como
quem tem ser interrompida, isso he preciso absolu-
tamente. Prefere entilo que urna calastrophe nos
perca a ambos?.... Tenho filhos, voss me esquecer,
e depois que deixar de amar-ine voltar a mim co-
mo um amigo.... Julga que eu seja feliz! seu vou
chorar, emquauto vosse.... lem amigos, e alm disso
piule casar-sel... Na ronipreheiide que devemos
separar-nos? Quanlo as iniihas cartas.... oh! nao
lh'a*peco... voss-.Ts queimara quando quizer.
Mr. de Vauvlliers que licara eni pe, de bracos
cruzados, sombro e mudo, foi a pjpeleir.i, al rio
urna gaveta, tirou um nia^o de cartas e mostrando-as
a Helena disse com ar triste como Verlber tallando a
Carlota:
Aqui esli todas, eslas cartas erara minha ale-
gra, voss nao quer mais quo eu as conserve, mor-
rara, pois!
Dizcndo isso, elle aperlou-as trgicamente sobre
os labios, e lancou o maco ua cliamine. As cartasi
espalharam-se cahindo sobre as brazas, urna* Picaran
no fogao, entras ardern) ganhahdn as chai
urna em urna as que eslavam do roda.
Cominovida pela acrHo de Armand, Helena cor-!
reu para salvar algonUu; porm Mr. de Vauvlliars
releve-a, dizendo-lhe tristemente :
Nao, dexe-as perecer todai.
Armand, linha guardado doze das maiseompro-
metledoras; pois era homem -que as circumstaucias
^m
IiTlRIUu.
Fallada
dirigid, no 1
provtacia, o 8
Esta obra leve
a necessario seguranc
cerces com 45 palmo^
superficie coi
1851 levautoo-se
causada
a torre mais
le verao quizase!
para, ella caliido
pouco concedido
concluso ; a|
nota, s para;
ra evitar;
ao M;
qne serve de
para ir occorre
No^ edificio ej
vos destinado p J
viocia conrarriij
33:76G-10eol|
Sobre o cdilici
nicipal podfer-sej
que se. arraijarl
sessdes, comraia
deudo-se ao aov
despeza, a parto qj
eslq 'dea, ou i
a |iresidcncia para en
ral, c leva-la a effcitoj
Alm dos re;
noticia os rj^^^|
os das -cadeia-
muttiplicidade das iiessj
das causas da^^^H
com quo se i^^^H
em todos oa l(^^^H
as existentes de sorte ^
-guranca, he inexequi
que sso exigir
irmos boas pi
annualnaeute urna qj
de urna cadeia, que si
de cmara jury, por
mais longiuquas.
Pretendo uo jireseq
ejecutar este peusain)
cadeia na coi
M on te-San li..
As grandes
as continuadas
soffrneiitos
demora de
suflicicnles
Com a
da provincia,
tubro '62:1
concluso perto j
a qpe raaiidei
O primeiro ore
blico toi de 2l:J0^g9
fez-se a arremal
coulinuacao da o
de outros reparos
do etc. Foram arre
tas primeira
30:515S83. Desfi
estado de adan
Partir! r
da cabera al
Sm, partir com
sociedade, e nSo volla i
roe desconhec
solitarios, onde doas f
um canto da trra chelo
la-se como um perfuml
Vamos.'
E mes lilhos? e
Armand abaiiou a
landu, elle nao de
era persuadir a ma|
ridade de seu
no pela propr
Charpion podi
e elle nao esta
dia em que a qj^^^H
proposta enlte
que via de ra:
Tinha ti
do o systema
po'u accrescetu
que veio vosse
e em abandoi
carto, a venMo
que Jorge defei
onde brilba a
Helena enea
nuou:
*Oh! dei
ba'a verdade Por ve
que o senhor conde de
de suas amantes pa*sa.|
desenibainIiac a
a vida.
Pouco depois n3o so percbeu no fogao mais do
que restos calcinados sobre os quaes as faiscas ver-
raelhas Iracayam voltas caprichosas, e cujas cinza*
adejavam em torno das brazas.
Helena deixou cahlr o rosto as maos de Armand.
Agora voss esl livre, lornou elle cora ama in-
loocao que nao poda esc. na de Flize.
Livre! eictamoa elb e o fogo conso-
m tambem a lembranca ? Voss me com-
prehende, eu livrt? Oh I difB voss mesmo o que
convm que e faca 1
Oque co voss fa;a, disse Armand,
(aneando sobre I|mM| dhar de quem sonda a pro-
fundeia Ja agua rnJM antes d taergulliur; cou-
vem partir.
Com urna arto pi
la, Armand ni
. sua dedi
nhaa proporcoa da vaitlade.
i *ha*o boa e y .ki.
de de-
!*par. a elle com
"(quesua piodade.... naoousouiei pu-u amor,
rea-me,-que he.tSo promnja....
limsoluco de Helena o fez parar.
Oh! exclamou ella, rureco isso de voss!
Madama de flize que fra casa de Armand, de-
terminada a romper, lajhio mais irresoluta, mais in-
cerla. ornis indecisa que nunca, e com o coracao
perturbado. Culpada para, com o marido, culpada
para com Armand, qoalquer que fosse sua resoluco,
ella nao lomou oenliuma, e deixou a ra Chaucha!
com a alma eni consternado. ,
essa noile Armand celu em casT de Fasina.
(Conlimmr'ie-ku.)


propord
pillaran,
nhia dei
irrogado de sua direcrlo. Pa-
r que se UfnT dispendi-
i uowa capitel sera
ABC~ans aOjWJtm rom mais al-
reparos, mobilia, deroraco, e sceuario* to-
ptta, conlo eje
mmlii. cedidas por le
n. 41. anisarlo do co-
fre provincial. Conllevando qoe vossa* vistas, vo-
Ihoatto, erain
po-
|om Jose Anlongini nma compa-
to, mediante as rondicSes que
respedivo. Tire de exceder a
' esse fim, porquauto'Teco-
mpnsaivcl obier-se
hia por mediocre que toase. O emprc-
Luropa a orgfnisar
ratseio gHblicn.
astes do orramenlo
i mente tcm-se j realisa-
niprchendcm.
rades de ferro, ba-
ares, 31 pUaslras, renovaram-
h;<> do monumento, levanta-
Hada do Sr. IL Jlo VI aoBra-
esiana, que ministra x-
empregado; rega-da
k uib cano real de que nlo
D fliO palmos de compri-
guas, e Jlzeram-sc oulros

fe do que a quaiilia consig-
redor actual deve-se
-seto publico, que
para recreio das fa-
gOVerilfl i
o publico.
restadlo de 20:0009 pelo
ordoastes que fosse da-
idade, no caso de que
"cro de um novo maladou-
3arl. lOOda-lei
inuara (rala com afinco de satisfa-
zle necessidade, lendo-se j pro-
sanies sobre o lugar mais conve-
ser collorado o novo maladouro.
ao sem qu se d comeen a
uilo cm bem dasalu-
A baisa do juro habilitara a ca-
prestimo antorisado para
vem ser emprehendidas
a tem liga co, a saber :
le mercado para carne ver-
rarettia da carne verde
^Hpgues, porque do ma-
is taha ella por preco superior
presidencia esludam esta
!omr, oo requerer de
ie parecerem convinhaveis.
Sao da lei n. 485, que
ito com o arrematante da
s mais 10 s., por cada lam-
* contrato : mas nem por-
ten) melhorado o servido.
Ic'uma mais activa fisca-
> dentro do correnlcanno,
a propoz coutinua-lo por
i elevarlo do preco' de
que ora percebe,a 120 rs.
auolorisada a'contratar
i reprehendido no auno
eeitevel o proco de 120 rs.,
la a,*u ensaio previo,
vico da llluminarao pola
liados os lampioes, e contra-
cMade de Nazreth, assim
i*i* um Iricnuio a de Santo
parte do 3." art. l.o da
jmprida, porqne para cal-
^^Hp faier-se com a subs-
axj slo precisos exames,
. que dependem de mais
K o meio mais econmico
icario a Raz ser contrata-la
que para esse fim organi-
zla na cdft a 27
speza ser duplica-
rlo que 'adiareis sob
18 por diversos actos le-:
te-a presente possais com
que ponto esse reciir-
veilado era beneficio de
lutria que deva ser prote-
torisastes o governo para
Mantas tossem pre-
i liquida de 120:000 rs.
em obras publicas : mas
sdo plano tornastes de al-
dita lei, porque he hoje
s as pequeas loteras po-
capital. Se deixardes ao
'dar o plano, tomo a tendes
loteras, procurarei lan-
para adlanlar algumas
a que autorisasseis a al-
rias concedidas ao thea-
diminuindo-se a subvenoao
So do producto das loteras
I. e que lera de ser quanto an-
ido de un regulamenlo, he que
rmhtttdos pelas loteras conside-
to preslem eonta do bora emprego
tfcnehlo em favor de que sao vo-
la este trabalhfl, e.lamben espero
ate antes do cncerrameulo de vos-
gen_
cam ns
maanr
'gnr todas essas loteras con-
capellas : daqucllas porque a
suas obras mais nrgen-
respectivas irmandadcn c
n as desperas.
TVERSOS.
M execuco a lei n. 40i de
speito da fundacao de cemi-
tificacao do da quinta dos
lo pela commissao de Ujgic-
r lngar apropriado para
o lado da freguezia de
mipreliendida entre
loria poder utilisar-se
caja /nesa adraiuistra-
us irmaos as ca-
da presidencia tem-
as igrejsa dos
i'zeMjstorios,
da Baixa dos Sa-
^^Btuias catacumbas;
lao-dores-
ro ter-se-liia es-
tfo obstasse
res, c.
le esta
qunprta'
rejo dos en-
^^^^^^His a va ii ta-
que prpjiidi-
is. 4 siini
lar a arrecadaeflp do^tegados pius nao cumplidos,
indicando os hospitiK de caridade, que devam
periffljBor os de disliirlos onde nao hajam taes ca-
sas, osi'e paraer ejecutado informacOcs, que an-
da nao for.ini enviadas por todas as cmaras, A no-
va applicacao que ora dais a estes legados coplra-
ria a lei geral de 6 de novembro de 1827, quo man-
da desuna-losa creacao "eiposlos, onde, nao houver
casas de caridade : e nao sel se peder ser por cata
ratita sustentada a dita d$posc,io.
E finalmente o 3." do art.'a, da raesm'a le of-
ferece pontos obscuros que devoris primeiramtnte
esclarecer, para qqe hBo hajam davidas ou exees-
SOS.
Alii se determina que o governo faca effeclivo o
dlreiio que tem os productores, criadores e merca-.
dores, de disporern livrement de seiis gneros, ex-
nortaudo-os; conduziodo-os, vendendo-os, e perma-
lando-os. como melhor Ibes convier,-nao obstante a
existencia de felras ou mercados e postaras muui-
cipaes em sentido centrarlo. Ora esta materia adia-
se regulada em varios municipios, e por posturas
raunicipaes approvadas pola asscmblca, que pri-
nieiramente devento serexpressas e individualmen-
te revgadas, para que o governo nSo exorbite de
suas attriliiiiroes.
Sao estas, senhores, as informaroes quo pude ra-
mente colligir para direccaode vossos Irabalhos;
o sao Ulo ampias como enmpria, e eu desejava,
mas sen ir-uic-lia de dcsculpa o peso da adminis-
IracSo da provincia, e a confiauca, que de antcmAo
depositei em vossa coslumada indnlgeocia. Quaes-
quer oulros csclarc< iineulos, de que necessilardes,
serves-lio prompla e fielmente ministrados.
Babia 1 de marco de IK.M.
Joao Mauricio H'anderley.
(Jornal da Baha.)
SKRGIPE.
3 de mareo de 18K.
Tara nao perder a boa monco de seguro porlador
escrcvo-lhe s carreiras, e por isto s Ihe aprsenlo o
esqueleto dos fados.
Agricultura. As plantas nao v8o 13o bem como
Ihe parlicipei da vez passada, porque as chovas tem
faltado ; maasou informailo qoe succede o contrario
na Estancia, oode.as chavas tecm sido frequenles.
O preco do assucnr tem subido algnma cousa, pois
est se vendendo na provincia al a 2920022 : esou
informado que a casa Sehramm & Companhia pre-
tende lev-lo sempre a alto preco para dar a queda
na casa de Bastos & Companhia. A primeira casa
tem a seu favor exportar directamente, e se o mesmo
nao fizer a segunda eu tenho porcerlo a sua derrota.
Estilo se realisardo os mens pensamenlos, de que a
provincia baveria de lucrar da rivalidade das casas
commerciaes.
Agora tomos informados, .anda qne em dovida,
que na Babia honve nos trapiches um furto de mil e
tantas caixas de assucar. O governo se satisfar
nicamente em dar queda nos trapiches, preparan-
do depsitos no arsenal para receber o assucar d'ora
avante '.' Ser pouco para taes ladrees. Muita e
muila razao temos em nos queixar da Baha, e pe-
dirmos quolidianamente Babia que nos torne inde-
pendentes.
Obras'publicas. No passeio que dea o Barboza
Estancia, promovea urna subscripto para obras da
comarca, e logo l, segando souinformado, conlralou
a feitura de ama ponte no lugar chamado Cachoeira,
urna atalaia naqiielle porto, o concert da cadeia, e
continuadlo da obra da matriz.
Foi contratado dcbaixo da responsabilidade, do
presidente o ultimo lin;o do canal l'omonga, sob a
condiran de ser dada a obra durante este auno. A
safra da ribtira do Japaratuba j sahir pelo ca-
nal.
Se ha contratado lambera urna atalaia na barra da
capital Vasa-barris, urna parle sobreo riacho la-
bio, oulra obre o Japaratuba, e construccoes de c-
traias etc. ,
Uizem que est o presidente'com as vistas de abrir
o canal entre a cidade da Estancia ea capital.
Tem ntences de tratar de urna companhia de va-
pores reboque, sobre cuja necessidade Ihe tenho fal-
lado. He o que mais se precisa na provincia.
Tem elle em vista afina! alfandegar alguns trapi-
ches dos principaes portes, para que aqui mesmo se-
jam cobrados os direitos de exportacao, e nao conti-
nuar a succeder, como sempre tem succedido, que
esses direitos sao cobrados na Bahia, e apresentado o
resultado como lucro proprio. Na safra atrazada
que botou-se para Bahia para mais de' quarenta mil
caixas, faja idea quanto nao tiroudomis. Se este
lucro fosse sempre apresentado como de Sergipe, es-
tou cerlo que o governo eral nos ajudaria mais em
nossas obras.
O Barbosa he homemi de bons fados e de- me-
Ihores intences.
Poltica.Vai ludo sm moderaran. A adminis-
Iracao por palavras e obras continua a Iraduzir a
idea do gabinete, porm a opposico vai sempre afas-
lada, e se o se orgaoa Uaiao liberalalguma
consa diz sobro conciliaco, he sempre sobremaneira
exigente. De facte isto de conciliaco he burla__se-
jamos tolerantes e-muito se tem adquirido.
Sendo promotor publico da Estancia o l'ereira Bar-
retosaquarem, e sendo o lugar requerido pelo Dr.
Ernesto Piluzia, foi aquelle exonerado e este no-
meado. Pergenio eu, os hachareis formados tem
preferencia em tal caso ? Parece-me que a lei nao he
dar a respeito, e tem a expressaeidneoque
dcixa algum arbitrio,
Foi adiada a ssemblca do 1. do corren te para
20 de abril.
Xolicia* dicersat. Foram preso durante o roez
de fevereiro ultimo 21 criminosos cm diversos luga-
res da provincia.
' Casou-se no dia 2 do passado o Dr. chote de polica
Santiago.
O Barbosa goslou muilo da cidade da Estancia, e
er que sejao lugar de mais esperanzas da provincia,
por ser o mais novo j sera primeira cidade.
Anda entre misaqui na Cotinguiba o mesmo
Barbosaveio assislir uns casamentos.
Fnr informado que no dia 27 do passado pelas 4
horas da madrugada, fo^assassinadob Sr. Francisco
Pereira de Magalhcs.senhor do engenho Boi, da Es-
tancia. Q malvado esperou a victima junto a urna
cancilla do engenho, de modo que quanao o lacaio a
abrindo a cancella foi disparado um tiro qne matou o
senhor e o ferio no braco. Nao he sabido donde
parle. .
Vamos tanto gostando daadministraco, que pedi-
mos a Dos para que nao fallem depntados do Cear,
alini de nao sahir o Barbosa.
O juiz rannicipal da capital o Dr. Pedro Lelo Vel-
loso, j lomou posse do seu emprego, porm pedio li-
ceosa para ir buscar a familia. Apezar de ser luzia
nos mnito esperamos de soa istelligencia.
Pica o mais para logo.Adeos.,
O Cotinguibeiro.
PEHWMBIICO.

iro ultima o nevo
ii cieenoio a
l*?e^ cafre provin-
avel augmento despeia, que ain-

. arUl.ojja;
le n. 4l il
IroccOeado
oro de 1853, g execucao
W de 3 jplho 18?, foi prevenid*
A do 11 da mesiDa lei, aatorisauda arremte-
lo sustento dos presos pobres, encontra obstaen-
los no augmento.dn despeza,que excede as previ-
- (do oream ig de 8:0009060. Go^i-
nua pois a ser o fornecim'euto fcito pela mis'!
dia, qoe redama contra este obrigaeao. que lile lie
imposta.
O 10 do art. 2.
o governo a regu-
AS8EMBIJA LEGISLATIVA
PBOV1NGIAL.
Sewaa' ordinaria em U de mareo a 1864.
lice-pretidencia do Sr. Carneiro da Cunta.
Aoraeio-dia, teita a chamada, acham-se presentes
26 Srs. depntados
O Sr. Presidente abre a sessSo.
O Sr. 2." Secretario l a acta da sessBo anterior
qne lie approvada. '
O Sr.1." Serretnriii menciona o.seguinle
EXPEDIENTE. .
L'm requerimenlo de Peilro Cavalcanli Wander-
ley, arrematante do lereeiro lanco da estrada do or-
le, pedindo urna indemnisacao. A' commissao de
i.-liras puhli
ORDEM DO DIA..
Continua a segunda dlscnssSo do projerlo n. 1 desle
anno. que liso a torca policial.
c( Art. 3- Para o (ratamentedas praeas enfermas
-ha o disposlo no art. 6 da lei n. 259 de
1l dcjunhodel85.
Vai msac hcapoiada a seguinlo emenda :
Supprima-seo rl. 3.-*JatPedro.u
O Sr. Mello Rtgo : Eu comprthendo o fim da
emenda do npbre depulado ; crew que elle acha o
n.^rtip ,rque o regulamenlo contem d isposi-
lo. Masdavo observar ao nobre de-
pulado que por wa mesmo qoe o regulamenlo de-
termina positivamente que as praeas sejam curadas
smentc no hospital da caridade, he qoe aeho o arti-
go necemrio, visto como elle faz vigorar a lei de 1830,
que iiao obrig o governo a contratar rnenle eom n
hospilai da caridade, qne, segundo se tem aqu dito,
nao he mais proprio para caKivo das praeas nfer-
pl'Ci
mai. Enlendo, pou, Sr. pUMidente, que deve-
mos deixar ao governo a faculdade de fazer -cra-
to com qualqucr dos hospitaes exrslenles nesla cida-
de, e pnrisso me" parece qne o artigo, nao he to in-
til como pareco suppor o nobre depotado. Todava
como elle anda nlcjaslificou a sua emenda, pecoqoe
o faca, podando ser at que to valiosas sejam*as suas
raiw, que depoij de o ouvr eu se-ja Jevado a votar
pela siippressflo do .artigo.
O Sr. JoitPedro responde ao orador que o pre-
ceden .niotlra que com a emenda que oftoreccu leve
por fim nao obstar no exercido prximo vindouro a
crsacjin do hospital do corpo de polica, visto que a
suppreasSo do arl. 3 do projecto em discussao, deixa-
va em vigor as disposlraes do regulamenlo dn mesmo
corpo, que permillem esta creato. Suslcnlou a ne-
cessidade deste hospital, nao s para conservado da
disciplina, fiscalisacSo da despezn e responsabilidade
do cirorgiao-mr no curativo das praeas, como para
evitar conflictos entre este empregado e os mdicos
do hospital de caridade, que estes mdicos petara
urna indemnisacao do Irabalho que se Ihesaceumulou
com o dito curativo, Irabalho a que nao eslo obriga-
dos ; finalmente diz que a illiminacao do dito artigo
se faz,necessaria para quo a disposicSo de ama emen-
da que passou com o 2 arligo do projecto nlo se tor-
ne unlla, visto que por esta emenda gmenle vem a
ter vencimentos o ajudante do cirurgiao-mr quando
houver hospital no corpo.
O Sr. Mello llego:Eu sinlo ter deoecupar a at-
iendo da casa com urna materia, cuja apreciado "3o
he muito apropriada a occasiao. Eu j disse ao no-
bre deputado, que o arligo 3 nu he intil, porque
conlm disposlcio muilo mais ampia do que a do ar-
ligo do regulamenlo, o qnal determina que nao ha-
vendo hospital oo corpo, sejam as praeas curadas no
hospital da caridade. Conseguintemenle seno hou-
ver urna disposirao na lei que autorisc o governo a
mandar curar as praeas em oulro hospital, necessa-
riamenle bao de ser curadas no da caridade, que hao
he o mais proprio para tal mister, como mu bem o
demonslrou d Sr. S Pereira, pessoa muilo habilita-
da nesos materias. Parece-me que estas razdes de-
vem influir no animo do nobre depulado para nao
desapprovar o arligo proposto pela commissao. Mas
0 nobre deputado insiste em pensar que o arligo he
intil por isso que o regulamenlo j providenciou a
respeito...
O Sr. Jote Pedro :Nao disse que era inntil.
O Sr. Mello Reg:...sm notar que o artigo do
regulamenlo he restrictivo ao ullimo ponto, pois, re-
pito, determina que as praeas sejam curadas smen-
le no lioapiUI ila caridade.
Sr. presidente, o nobre depulado disse, que o pen-
samenlo do arligo este- em inteira opposicSo com a
emenda do nobre 1" secretorio, offerecida ao art. 2,
e anda nisso nao lhc acho razo. A emendado Sr.
Paes Barrete servio nicamente para filar c esclare-
cer o Densamente da casa, com relaclo a labella dos
vencimentos, visto que foi trazida n discussao a id
de que o art. 2 supprimia os lugares do capellao e
cirurgiao ajudante ; ella* que fez foi tornar mais
claro o pensamealo da commissao, tirando todo o pre-
texto a que se dissesse que se dava tal suppressao :
pelo menos foi ueste sentido que a entend e volei
por ella.
A commissao approvava a labella menos na parle
dos ordenados ao capellao e oirurgio ajudante, por-
que entenda que as actuaes erreurastanrias seno
devia consignar vencimentos para esses empregados ;
ea emenda prevenindo o caso de ser elevado opes-
soal do corpo, o que tornara maior o effectivo delle
ea torca em dispooibilidade, e Iraria como couse-
quenria a necessidade dos servicos do capellao, dei-
xou ao presidente a liberdade de o rtomear ou con-
servar, paeando-se-lhe quando as circumslancias o
d?lerminarem ; foi nesse sentido que a emenda foi
aprcscnlada. ,
Acho portento que ella nada tem com o arligo.
Diz o nobre depotado que com o arligo o governo
fica inhibido de crear o hospital regimenlal; maso
nobre deputado nlo sabe que para que se cree um
hospital, henecessarto que se tenha um quarlel com
todas as necessarias accommodacoes? e nao sabe tam-
bera o hobre deputado, que as circumslancias em
que se achamos cofres da provincia nao podemos ues-
te anno tomar providencias alai respeito, e que nem
mesmo ser nestes 3 ou 4 anuos que havemos de ler
um quarlel para ter nelle hospital militar* e se nos
nem em 3 ou i annos podemos ler esse quartel, como
quer o nobre deputado que urna lei annua providen-
cie para aquillo que nao pode ler lagar neslcs 3 ou
1 arillos ".'
Mas diz o nobre depulado: o governo pde'fazer o
hospital no quarlo de qaalquer quarlel, ou mesmo
nesse em que actualmente est o corpo. Entretanto
elle que tambera he militar deve saber quaes as con-,
dlcOes necessarias para as casas qne devem servir
para hospitaes; e nao deve lmbem ignorar que o
governo da provincia nao pode lancar mao desee
quartel em quesecha o corpo para esse fim.
Ouem nao conhece o (orle das Cinco Pontos 1 quem
nao sabe que os scusquartos e divises nao oflerecem
accommodacoes para um hospital? quem nao sabe
mesmo que a sua localidade he impropria para isso !
Prtenlo o governo necessariamente ha de usar da
faculdade dada pela lej de 1850, para que as prajas
enfermas sejam curadas em qualquer hospital que
melhor possa prcencher o sea fim.
As razOes aposentadas pelo nobre deputado sao de
algum peso, e leriam todo o cabimento quando se
Irateu aqui de anterisar o governo a fazer esse con-
trato que hoje subsiste, oqualem verda.de he pessi-
mo ; boje ellas servem smenle Tara mostrar que o
govero na execucao qaquelia'lci nao conjullqu Os
mteresses do curativo das praeas. Se o nobre depo-
tado quer censurar esse contrato e qaem o fez, u o
acompanho; porque realmente contrnlaro curativo
de soldados com um hospital que nao pdeipreencher
as fuitoes de um hospital militar, he ou nao enten-
der da malcra, ou desprezaro inleresse da saude das
prajas e seu bem estar. Todava pergunto, a que
vem ludo islo, que cabimento pdem ter agora as re-
flexOes do nobre depulado com relarAo ao art. 3 que
aulorisao governo a remediar este mal, contratando
com um hospital, o regimenlal, por excmplo. que
possa satisfactoriamente prestar o servieo que fr de
mister ?
O Sr. Pereira de Brilo :Nao lem commodos.
OSr. Mello llego:O numero de praeas he mui-
lo pequeo, e foi essa a rato que no seu relalorio
deu o Sr. viscon.de do Paran, quando presidio esta
provincia, e pedio a esta assembla a suppressao do
hospital do corpo Se polica. O numero de pravas
que afil se curavam era asss diminplo, e mais valia
contratar o curativo delia com um hospital, do que
ler aquelle; e era cntao, a intenjao daquelle digno
administrador contratar esse servieo cot o hospital
de marinha. Isso nao disse elle em su relalorio, mas
disse-o em conversa particular a muitos dos depula-
dos de enlAo.
Enlrelaulo tendo-se retirado o Sr. Visconde do Pa-
ran e lendo a lei de ser execulada pelo seu succes-
sor, este emenden, quo podendo do curativo das pra-
cas resultar algum beneficio para o hospital que o
lizesse, devia o contrato Ser feilo com o da caridade,
que precisa dossoccorros do governo; de maneira
que foram anteposlos os iqteresses do hospital da ca-
ridacte ao curativo dos soldados. Nesle ponte, pois,
vou de accordo com o nobre depulado qaa'ulo a cen-
surar o governo que fez esse contrato...
.0 Sr. Jote Pedro d um aparte.
O Sr. Mello Reg: O governo cscolheu o peior
delles.
O Sr. Pereira de frito:Nao ha lal.^N/
O Sr. Mello Reg :Digo qqe lie o peior, firmado
na auloridade do nosso collega, oSr* S Pereira, que
disse aqui que aquelle hospital pela sua nalureza
mesma nao se acha as circumslancias de curar solda-
dos, nao he hospilid .le saugu, e por conseqtiencia
pao he o ma3 proprio...
O Sr. Jote Pedro :Entao um homem que levar
urna tocada nao se pode curar no hospital de cari-
dade t ; -
O Sr. Mello llego :Eu aceito a opinilo de qaem
he pfntessioiul na materia, e a ella me.refiro, porque
n3o estou ucm posso estar a par de taes cousas. Alm
dnsn disse-sj^ffie os soldados nao querem estar em
contacto ron) ns mendigos... '
O Si: Rarrot Bari-eto:E a que vem isso agora 1
que argumtiito he esse ?
O Sr. mello Reg : Sim, cu "mesmo ja disse
quecsso argumento'nao tero torca, que todos esses
inconveniintcs podem ser sanados no contrato, esla-
belecandisc como condidio que 'hajam enfer-
maris retvadas para os soldados ; e se isto nao se
praticWfoi o contrato mal Icito, e he mais um mo-
tivo par que eja censurado quem o fez.
Passa^ido a nutras consderacoes, apresenladas pe-
lo nobfe deputado, entehdo que elle lambem nao
tem razno unvdiier que os mdicos do hospital da
caridade len direito a urna indemnisacao da parte
desla assembla, pelo ciccsso do Irabalho que Ihe
acarrelou o curativo das praeas do corpo de polica.
O controlo he frito entre o governo e a administra-
PERMMBUCO, SfcBWjDO 18 DE MARCO
10, qoe lem os seus mdicos, e deve salicr se elles'
estilo ou n3o na obrigacSo de prestar-ae ao curativo
a que ella sa obrign para com o governo.
lo dos mdicos com n admlnistrac,ao nada Sm com
o do governo com este : se ha excesso de Irabalho,
se elles nao eslo obligados ao servieo que remite do
contrato, que se entendam co* a administracio. que
reclamen) della maior paga; mas nao dos cofres pro-
viociaes. PermilU-me-o nobre depulado ama com-
para(o, um pouco rasteira, mas que a faco sem a
Intenclo de offender o melindre daquelle* mdicos;
s o nobre depulado contratar a faclare de urna ca-
saca com" qualquer alfaiale, fica em alguma obriga-
S3o para com o ofOcial que a coser, quando paga
por inteira o feilio della ao meslre? He o mesmo
que pagar o aluguel do carro e a gurjela ao buliei-
ro...
O Sr. Jos Pedro: Sim, curar dous he o mes-
rao que corar doze.
O Sr. Mello Reg : Se administrado) nao po
da obligar os seos mdicos a curar os soldados do
curpo de polica, nao conlralasse com o governo ;
para que vem o nobre deputado lembrar isso a es-
ses bomens, par depois sermos aqai incommodados
com reclamaces delles ? O nobre depulado em vez
de concorrer para acabar com as esperancas desses
pretendentes qde aqai se'apreseatem, he pelo con-
trario quem Ibes est alijando a cubico. Eu, por
tanto, toco ao nobre deputado responsavel por qual-
quer reclamajao que nos soja feite oeste sentido, 11
cando cerlo que hei de volar contra...
O Sr. Jos Pedro : Sim, nao v que he preciso
que os advirla !... ,
O Sr. Mello Reg : Sr. presidente, este di*
cussao nao cabe bem no arl. 3. do projecto, em que
somenteso (rala de dar ao governo ampia autorisaQo
para contratar o curativo das pravas com qualquer
hospital, ao passo que a emenda restringe este fa-
culdade...
O Sr. Jos' Pedro : Auto'risa-o a crear o hos-
pital do corpo.
O Sr. Mello Reg :Puis c nobre depulado nao
v, que ha de decorrer muito lempo primeiro que
se possa.construir sso hospital conjuntamente com
um quartel ? O nobre deputado sabe cm quanto
esta oreado o novo quartel para este corpo !... sop-
ponho que deve sabe-lo, assim como sabe tambem
que atientas as forras dos cofres provinciacs, nao se
pode construir por cm quanto esse quarlel com o
respectivo hospital, que segundo a opiuin mesma
do nobre depulado deve ser ligado ao corpo ; ape-
zar de que eu nao sei em que prde a disciplina de
um corpo, porque seis ou oilo praeas deixam de es-
tar por algum lempo, quando enfermas, em estado
em que nao tozem servieo. debaixo do rgimen do
corpo. Sr. presidente, eu desejava que antes de or-
ganisar-ae o hospital do corpo, se tralasse de urna
questao, que agora nao acho seja occasiao propria
para ser apreciada: cu reserto-me para o anno, se
liver vida, e vollar a esta casa, agila-la. Creio que
o corpo de polica nao esl organsado da maneira
mais convenienle nalureza do servijo qne deve
prestar ; nao sei o que seja or corpo de polica
com organisasao de corpo combalente. Dir-me-hlo:
porque sendo vos membro da commissao de torca po-
licial a presen testes o putjecto conservando aorga-
nisacao que adiis m ? Respondo, qoe a commis-
sao diz que, lendo o novo regutamenio aceilado essa
organisaclo que he muilo aotiga, e lendo eslabele-
cdo certas principios nao me parectamufo conve-
niente allera-los de repente ; tanto mais'quanto
certas reformas nlo se realisam de carreira, nem se
conseguem com emendas feilas a pressa aqui na as-
sembla. Para destruir o que existe sem inconve-
niente do servieo sao precisos exame maduro e esta-
do serio.
Senhores, se ji polica he a vigilancia da anterir
dade na prevencao dos delirios, e nosmeios que de-
ve empregar para garaolir a vida do cidadao, v-se
bem que o corpo do polica, como esl organijado,
nopreenche os sens fina: um corpo militar acom-
panhado de todo o apparato bellicoso...
OSr. Paes Brrelo.: Apoiado ; com msica,
bandeira... >
OSr. Met(o Reg :... sim, com msica, ban-
deira, armados de ufantes, com armas de adarme
pesado, etc., nao he o mais proprio para exercer
aquellas funecoea ;, um corpo, cujas praeas tem moi-
las vezes necessidade de andar disfarjadas, confun-
dir-se com a populacao, para nao causar descoiifian-
Ca quelles que lem obrigacao de vigiar, nao pode
eom conveniencia ter ama organisajao militar; e
he por isso que em muitas provincial existem com-
panhias chamadas de pedestres, olas entre neis este
corpo desde o seu principio tem lido este organisa-
cao, qoe julgo impropria, e que me parece deve
despertar a allencao desla assembla, para tomar a
respeito as medidas...
Um Sr. Deputado : Mas isso he fra da or-
den).
O Sr. Mello Reg : Nao duvido (risadas), co-
.nheco mesmo que o qu e estou dizendo nao tem rela-
Co com o arligo em discussao ; mas fui levado de
alguma sorle a isto pelo que se lem aqai di lo : e
como estou fra da ordem, como diz o nobre depu-
tedu, nao proseguirei, para nao ser adverlido pelo
Sr: presidente, o que vexa sempre a um pobre de-
putado. Voto pelo artigo.
O Sr. Jos Pedro sustenta a sua opfniao emittida
no primeiro discurso, moslra a relacao que tem com
o artigo em discussao, a emenda que passou com o
segundo artigo ; e combale a opiniSo do precedente
orador acerca dos commodos do quartel das Cinco
Ponas para crear-se nelle o hospital do corpo de po-
lica.
O Sr. Paes Brrelo combale a emenda oflererida
pelo Sr.Jos Pedro e sustenta o artigo do projecto
que elle nao esl em conlradiplocom a idea approva-
da pela casa, qnanrio adoptou a emenda |do orador.
Encerrada a discussao he o artigo posto volacao e
approvado, sendo regeitada a emenda.
Concluida a discussao do projecto, passa-te a
Segunda discussao do projecto n. 2, que autorisa o
governo a mandar vir algumas irmas de caridade
para servieo dos hospitaes.
O Sr. Pereira Brilo :Sr. presidente, quando se
apresenlouesle projeclo em discussao, esperei que o
seu Ilustre autor, apresenlassc algumas reflcxoes so-
bre elle, mas nesla occasiao nao me achava nesla sala
e sim na ante-sala; quando aqui cheguri, eslava
orando o Sr. Dr. Baplisla em referencia ao mesmo
projecto, espere! que elle moslrasse a ulilidade delle,
mas nao succedeu assim, porque procurando elle de-
monslrar a ulilidade da vinda das irmaas de carida-
de, de alguma maneira Iroaxe acensarnos graves, pa-
ra com o administrador actual dos estabelecimentes
de caridade. Disse aquelle nobre depulado qoe es-
sas senhoras, por cerlo viriam acabar com a relaxa-
cao queso observa va nos nossos hospitaes; e len-
do eu em um aparte pronunciado-me conlra este pro-
posicao do nobro depulado, pedindo-lhe que provas-
se esse estado de relaxadlo do nosso hospital de ca-
ridade, elle nao o fez, supponhoque por fallade meios
que livesse para isso, e deste sorte como disse, digo,
nada provou. Eu, Sr. presidente, supponho mesmo,
que o nobre depulado nlo poda provar esse desma-
zelo quer no regiment interno, nem no externo d
hospital. m primeiro lugar nos sabemos que esta
administrarlo presta-so ha bastante lempo, serve des-
d 1817, foi nomeada pelo Sr. coAselheiro Tosa, e
tem permanecido durante osadminislraces dos Srs.
visconde de Paran, Souza Ramos, Viclor de Olivei-
ra, e Ribeiro. Ora, parece-me, Sr. presidente,-que
lodos esses administradores, ao menos deviam pug-
nar por esta repartido, e por certo nao consenliriam
que estivessem i testa Helia bomens que a conservas-
sern-a em estado de relaxacao. A'capacidade destes
liomens he liem conherida pelo paiz, assim como i
seus serviros que elles tem prestado duraole a soa
administradlo, lie preciso que se saina, que essa ad-
ministraco, terminado seu lempo, pedio a sua de-
misslo c nao s por una vez; porm o administrador
da provincia, que entao servia, nao Iha deu, e pelo
conlrario elogiou-a c instou-a para que conliimasse
no desembullo desla ninfa Senhores, o hospital
de Pedro l, he urna prava evidente do zelodaquel-
la adminislraao, e nao s o hospital de Pedro 11,
mas o mesmo hospital da caridade.
Disse o nobre e distinelo orador, o Sr. Dr. Baptisla,
que muilo pezar lenho que nao estoja na casa, para
oricnlar-me sobre que sentido empregava a palavra
relaxago, desejava saber se se referia aos mdicos
deste hospital, se adminstrac.ao; apezar de qne em
ambos os ponte he sobre a administrarn que recabe
a censura, porque se a relaxacn parte do* mdicos,
o ella anisante, ella he relaxada, porque tolera em-
pregados relaxados dirigindo o ervico do hospital
de caridade. Porm, Sr. presidente, quando membro
do extinelo conslho do salubridade geral de saude
publica, fui por muitas vezes eocarregdo de visitar
nao s o grande hospital de caridade, como tambem
o eatebelorimento dos expostos, encontr) sempre o
contrario do que onobre depulado disse aqui, islo he,
observe! aceio na casa e nos lejos do* enfermo*, ale-
tes,
que
tos
.(lenles.apezar de seos sofrimentos, os gene-
la dispensa ern de primeira qnaldade. Diz
lambem o nobre depulado, que urna prela phtysica
saldr do hospital eom alia de saude dada pelo me-
dico. Nao creio que exista ah um facultativo que
lal praCMse, que desse alta a um doento affectado
de urna doenca incuravel, o nobre depulado por car-
io foi Iludido. Depois das vizilas que liz, como dis-
se, .serv all tambem 3 mezes, por obsequio a am
raeu collega, e, permitta,se-me que o diga, gratuita-
mente, e Uve occaslo de observar o bom rgimen
qoe all se d, e s notei e reclamei sobre um objec-
to que a una casa nao poda nunca remediar, e foi
acerca do domicilio dos dotidos, porque Ihe faltavam
molos, mas islo hoje mesmo j se acha remediado
porque fez construir celas para esse fim, c ereio que
j estes intolizes foram remettidos para o hospital dos
alienados da corle.
Quanto a cifra da roorlalidade da casa do* expos-
o Sr. Dr. Baptisla achon-a excessiva, mas he por
nao vio a estalistica de algumas casas de exps-
ita Franca que aqui trouxc o mea nobre collega
o Sr. Dr. Cosme, aondese moslrava que a cifra all
era muri maior: esta estalistica foi vista por alguns
Sr*. deputados...
Um Sr. Deputado :Ha ootras causas... *
O Sr. Brilo:Bom, ma*essamortalidade nao sig-
nifica que a administrarlo seja relaxada. Eu in-
voco o leslemunho da easa, mullos senhores conhe-
cem ou lem visitado esses estahelecimentos, por lano
podem valar da justica de tal aecusaro. Senho-
res, o mea intuito quando ped a palavra, foi para
defender ns dignos mdicos que administrara aquel-
es estabelcci montos, o tambem a admi n slracao, a qual
julgo qae cm vez de ser censurada injustamente, co-
mo o fez o nohre depulado, pelo conlrario Ihe mui
dgoa de elogios para que ella eontinuasse no desem-
penho desses deveres to sagrados.
Disse o nobre deputado que as irmaas da caridade
he que Irariam melhoramenlos aos nossas hospitaes.
Eu nao sei em que a sua presenga nicamente Irara
isso, supponho que ellas nao possuem essa scienria
infusa, qnje f*c,a com que s a sua presenta sane lo-
dos estes males. Sei, como se tem dito, que o Rio de
Janeiro e mitras provincias tem mandado buscar
om cnlhusiasmo essas senhoras, principalmente o
Rio de Janeiro; disse ojnobre depulado qne o Exm.
Sr. Jos Clemente, que havia lido essa idea, linha
colhido bons resallados. Ea nao digo o contrario
disto, mas admiro que os nobres deputados qoe se
lem mostrado lio econmicos do* cofre* pblicos, e-
jam aqaelles qae proponham que se gaste dinhiro,
fazendo urna despeza extraordinaria com a vinda des-
tes senhoras, sem que se demonstrem os bons resal-
lados qoe colheriamns. Senhores, eu nao concebo
qoe da parte destes senhoras haja mais caridade,
do que possuem os nossas pBtricias, nao sei qual se-
ja a especialidade, o dom que ellas possuem, qae
nos obrigucm a fazer este despeza...
O Sr. lili reir : A mesma que possuem osca-
pnchinhos....
<> Sr. Brilo : Oscapucliinhos nao possuem mais
virtudes, mais dedicacAo, ifito sao mais zelosos, do
que algum dos nossos clrigos, reconhejo tente mo-
ral nelles, como uos padre* brasilciros, como aqui
noSr. Dr. Meira, como em oulros mallos.
O Sr. Oliteira : Ninguem conteste isso ; o
que se diz, lie que os capuchinhos preslam-se a ser-
vicos mai* pesados do que os oulros padres...
O Sr, P. de Brito:Senhores, como disse, eflnao
conheco mais humanidade nessas irmas da caridade,
do qae as brasileinii : eu fui medico do lazareto
da ilha do Nogueira. e alli observei muila caridade
para como osdoentes; eu principio a dar o excmplo
de humano para com os meus doenles, as nossas fa-
milias nao se resentirn da falla de irmaas da cari-
dade ; o que faz talvez a pouca caridade dos nossos
hospitaes, 6o os pequeos ordenados que se dao aos
enfermeiron..
Vm Sr. Deputado : A caridade nSo se compra.
O Sr. p. de Brilo :Sim, senhores, mas o nobre
depulado nao vive da caridade, sabe,que com a cari-
dade nao Iraz para sua casa o que nella precisa para
sua subsistencia, he preciso que estejam a par da
caridade os lucros. So me tornar medico da carida-
de s, de qne hei de viver ?
Sr. presidente, por ora, voto conlra o projecto,
Gcando certo o nobre deputado que lodo lempo que
me mostrar essa especialidade que lem essas senho-
ras, en volatei, mas por emqnanlo n5o, porque es-
tou persuadido de que as brasileiras podem fazer o
mesmo, temos recolhimeutos, temos conventos, ahi
ha senhoras de um* vida muilo particular, creadas
desde o principio com os dogmas da religio, recor-
ramos a estes, porem mandarinos buscar estrang'ei-
ras nao concordo. Eu ja disse qae nao reeonheco su-
periordado nos capachinhos, enlendo mesmo, qoe
o governo he quem tem dado ao dero da Italia a
nomeada que entre nos tem adqaerido, mas alguns
desles lambem tem abusado...
O Sr. Oliteira: Se fossemos a olhar para os
abusos nao se faria nada, em lodas as elasses ha des-
ses abusos.
O Sr. P. de Brilo:Bem ; mais me ajada, o nosso'
clero he em grande numero, aqueltes sao quatro ou
cinco, no maior numero devem-se apresenlar mais
abusos do que no menor, que talvez seja compoeto
da nata dos escolhidos do clero da Italia.
O Sr. Pinto de Campos i He inoegavelque os
capuchinhos hajam prestado muitos serviros a reli-
gio e ao estado ; mas nem por isso se diga, qae al-
guns delles nao lem defeitos... sao liomens como os
outros.
O Sr. P. de Brilo : Senhores, repito, nao re-
eonheco as enfermeiras franeczas mais caridade do
quenas nossas patricias, em quanto, pois, se me nao
mostrar a especialidade,. tu nao posso volar pelo
projeclo. .
O Sr. Oliteira: Sr. presidente, o nobre tlepu-
tado, quo acaba de sentar-so em todo o seu discurso
parecou icr muilo em vislaelogiar a classe, que
pcrlencc. Disse o nobre depotado, que nao linha
ouvido razOes algumas, acerca da ulilidade da vinda
dessas irraiasjin'caridade, nem do^ulor do prpjev
to,'neii) (fe-TIcputodo que me fez a honra do-ncom-
panhar : no entente, que o nobre depulado ouvio
multes das que expenda, e quando mesmo uflo lives-
se ouvido deveria ter visto os nossos discursos publi-
cados no jornal da casa, e alguns arligos, que o Sr.
Dr. Sabino lem cscriplo a este respeito; alm de
que o nobre depulado nlo ignora a historia dessas
filhas da caridade, nem o fins de sna sania inslilui-
cao.
Quando eu disse, que havia ulilidade cm mandar
vir essas temas da caridade para os nossos liospi-
tees, nao foi porque desconlicca, que temos na pro-
vincia mulheres, que podem fazer o mesmo servieo;
foi sim por nlo existircm no paiz estebclccimenl'os
dess nalureza,cuino na Franca* na Italia, e onde as
nossas palricias.cjue tivcsscmvocacao para semclhan-
le oslado, tossem aprender a tratar osfoobrcs enfermos.
Mas, disse o nobre deputado, as nossas patricias
fazem o mesmo ; pois quer o nobro depulado com-
parar o desvelo, que ellas prodigalisam as pessoas
de suas familias com o que os nossos enfrmeteos pres-
tlo nos hospitaes ? islo nao tem comparadlo !
Um Sr. Depulado: Nem so compara com os
que prestara as irmaas da caridade...
O Sr. Oliteira : Quando eu fallci nos capuchi-
nhos, nao quiz com isto dcscouherer quo o nosso
clero lambem presta servicos ;' toi smente para
mostrar qrte elles liuhain urna propenslo quas es-
pecial para rertos servicos.
Disse o nobre depulado, que o uoverun he, que
d importancia o clero eslrangeiro, pondo de parle
o nosso, onde ha gnyntes horiteus: nias'pergimlarei
ou,-cnipi e que o rapiicliinhnssahem para torada ci-
dade o la/.un a pedido dogoverno "nao; fazem-o. mul-
tas vezes por sua vontede. Senhor, ha pouco acaba
de reeolher-se o prefeilo da Penha, donde eslcve
ausente 18 ne/.es..,.
Um Si: Depulado:Como yizitedor...
O Sr. Olivcira ; Nesse periodo presten elle
grandes servicos, j promovendo c ronscgmndo
que ein alguns lugares se edifirassem templos cus-
la dos fiis, .i couriliando amigos inimigos rencoro-
sos, etc., etc. E, senhores, nas localidades cm (pie
elles se aprescutem, quem impede aos religiosos do
lagar de prster iguaes servicos *
Um Sr. Denuladi) : Nao o fozem, porque o
nosso clero precisa Irabalhar para comer, e elles
tem que comer....
O Sr. Olivara : Ora elles tem um pequeo
subsidio ; e. osdossos no tem as missas, e outras es-
molas alm disso, nao tem os seculares iim patrimo-
nio ?
E diga-me o nobre deputado, quando esses reli-
giosos se rccolhem ao convento, Irazem thesouros ?
nlo consta : mas quandoOrouxessem, isso nlo pro-
va que cles dciiem de st? especiis a respeito do
servieo, que preslam.
por
VmSr. Depulado: Oque he verdade he, qne de, e i^H
a qunstao he odfcsa...,
OSr. Oliteira : Mas eu nao posso deixar do
responder alguns dos nobres deputados. Eu j
disse, que, quando fallo desla niancira, uSo tenho
por fim offender a pessoa alguma,
Disse o nobre depulado, qae a assembla quer es-
Irangeirar a caridade, que nao temos precisao de
capuchinhos, nem das irmaas da caridade ; qae nlo
ha necessidade de mandar buscar essas cslrangciras
para o nosso paiz, porque nos temo* muitas pessoas
que se preslam a este 6ervso.... enlao em caso al-
gum devemos oceupar estrangeiros, porque o nosso
circulo j nao he boje lao pequeo que- com facili-
dade se nao enconlrem capacidades, nos ramos da
engenharia nao temos, naerte, os Srs. Santo* Btrr
reto, Coelho, Manocl FeJizardo, Andreas, e outros?
nao exi'tem alli engenheiros estrangeiros ao' servieo
do imperio ? Nlo temos aqui os Srs. Mamede, Mel-
lo Reg, Barros Barrete c uniros 1 -c comludo ainda
o anno paseado, por urna emeuda apresentada pelo
nobre primeiro secretario, nao .foi autorisado o pre-
sidente da provincia a eugajar um cugenheiro es-
lrangeiro, marcando para caso fim a quola de oilo
contos de rs.....
O Sr. Pereira de Brilo : NSo votava
Isso.
O Sr. Oliteira : Quando a assembla assim o r
solveo, seria por ler cm pouco os conhecimenlos dos
nossos engenheiros? nao de cerlo : toi porque entre
nos nio ha ainda esses grandes engenheiros de pon-
te* e calradas, que ha na Eqropa.
OSr. Brandao : Seria melhor mandar os nos-
sos esludar l....
O Sr. Oliteira : Senhores, ha pouco nao vcio
do Rio de Janeiro, por ordem do governo 'central,
um engenheiro eslrangeiro, para dar sua opinilo so-
bre a conslruc'co da nova ponte do Recito, cujos pla-
nos e orcamentos, j se achavam feilos pelo Sr. Ma-
mede i* E porque assim proceden o governo? Seria
porque os nossos engenheiros nao mrrccam muita
considerado ? Ninguem o dir.
O Sr. Pereira de Brilo: Foi laxo.
O Sr. Oliteira: Nao ha lal, nao foi luxo.
O Sr.PaesBarreto : He porque os nossos en-
genheiros nao virara as grandes obras, qae se tozem
na Europa; nao lem pralica dcllai>Jt^~-_-
O Sr. Pereira de Brilo : Elaowludam, nn
lem a Iheoria'.'
O Sr. Paes Brrelo d om aparte.
,0 Sr. Pereira de Brilo : Assim como o nobre
depulado com a sua the'uria hn de levar o sea cliente
aocadatolso.
O Sr. Oliteira : Disse o nobre depulado, que
om dos nossos companheiros havia dirigido amargas
censuras a administradlo dos estabelecimeolos d ca-
ridade.
Senhores,. he verdade, que esse nobre deputado
proferto algumas palavras, qoe se podiam temar em
desabono da admhmlracao ; retorio um fado, que
podia ser inexacto ; e que mesmo sendo verdico, nlo
deve prejudicar a reputarlo da administracio, qae
nlo tevedelle scienria para providenciar.
Reconhei-o. como o nobre depulado e toda a caga
lambem reconhece, que os membros, que actualmen-
te compoem a administradlo, sao cidadaos respeita-
*
gualdadc no seu
umslancias foram

proced moni
por ella ignij -i'aaca pr~pa"tro|
sentar urna -
pelo menos de
cstemodo, he ,tada a]
d'cste eait,eea"ii
semribantesim
adversarq^^^^^^^^^^H
pela necessldad^^^^^^^H
VincBe*,masnunw(spel;
patronato, porque isso i
odioso, argumentoque
defendo este causa partir
ferlrao nobre depotado quanr
ticulares; tratemos da no* respe
quanlo nossas ideas, edeiiemo-
tes coasas. Ea nio quer dizer
nobre depulado toe faz estaimpu1,
do que os nobres diputados deve'
loe* sem nuncaatirarsubreos sen*
odiosa de patronato.
Agora traterci de mostrar que tenhd
razao quando digo que so deve aujmerj
nado deste professor, e mesmo de li
levand-os a 600 mil ris: p
que um profcssor de lalim he mu
professor de prmeiras ledras
e- pelo Irabalho; ora se pelo
verno deu s aulas de prmeiras leu
fessores do primeiro grao de>^^^H
e os do segando grao 600 mil
haver para se nao' dar a um 'pj
ordenado de 600 mil ris? poi
lalim sement ensina srammaogH
lambem ensina a ni) Urologa anli
te explica a seus discpulos os
sam comprehende-la; e por isso
bilitares do qne os prfessorea
do segundo grao que lem 600 mil r
c por que razo um professor que
rior aqaelles ha de ter gmenle
Agora tratemos da questao el
mos: o professor da cidade de
o prdtessor da ridade da Victoria
nado de500mil ris, passe a 600
era cm la I caso o dever da connn
blica para decidir-se com justica? j^^H
professores eslavam em idenUdad
cas, porque se as circumslancias dos lm|
mesmas, e as despezas sao lambem as n
Sue razao este dilfcrciiea nos ordo
kmmissao de ioslracc|o puhli
disto, o seu parecer foi uni
tcncao por iiiotivosque se nao o
iucleliramos a prelenclo.
guarda ao thesouro publico, di
pada contra o patronato que aqui
zir sorrateramentc. Eis o que a
sem so importar jle examinar se
tavam ou nao em identidade de
As cidades do Ooianna e V
mais imprtenles da provincia,
Olinda; as despezas que se fa:
iguaes s que se fazem no oulro
mero dos alumnos en vejo que
I
veis, encanecido, no servieo, sao os senhores Mgfls> Tktee deputado, no sea desejo d.
nhor Muoiz Tavares, um dos patriarcas da indepeu- rrp, p-j*. i~--, mi.'W o >~.
patriarcas da indepen-
dencia do imperio, Jos Pires Ferretea, segundo vi-
ce-pretidenteda provincia,humemcuja dedicajopelo
melhoramenlo dos hospitaes ninguem pode imaginar,
Dr. Mavignier, Gomes do Correio, Pinte de Leroos
Jnior, que slo incansaveis.
Sei, senhores, que o grande hospital est confiado
ao Sr. Antonio Germano, cidadao respeitavel e cari-
doso ; que os respectivosfacultativos cumprem com
os seus deveres ; qae a casa dos expostos est entre-
gue ao Sr. Geraldo Corroa Lima, que se desvella
(ante na educacao e crearlo dos expostos, e que digo,
como o nobre presidente da provincia acerca do ad-
ministracio do cemiterio publico, talvez nlo seja
muilo. facil-encnnlrar oulro cidadao, que to bem de-
sempenhe o seu lugar. Vejo finalmente, que o hos-
pital doslazaros aclia-se bom servido,* que a sua
capellatora ltimamente reedificada ; ludo isto de-
vido aos cuidados, desvellos e dedicacao da adminis-
traeflo.
Senhores, com quanto as expressSes, de qae se ser-
vio o nosso digno companherro, nao tossem 15o duras,
como disse o nobre depulado a quem me redro, to-
dava u sinto,^jae se desse essa oceurrencia ; por-
que, quando liomens, que voluntariamente se pres-
lam servicos desla ordem sem a menor recompensa^
forera aqai censurados em razo suffldente, d'ora
em diante, qual ser o cidadao que se queira prestar
semelhantes encargos ? de cerlo que nenhum.
Trouxe o nobre depulado para sustentar a la opi-
nio, de qae a administraran compria com os seus
deveres, o fado de sua conservarlo :
Senhores, o tocto d conservaran do empregado,
nem sempre prova a sua bindkde ; muitas vezes pro-
va a dilDculdade da subsluico, raormente se o*
emprego* sao da nalureza desses.
Disse mais o nobre depotado, que nos, que temes
desenvolvido um espirito de economa, asss austero,
queremos crear agora ama despeza avullada *em
proveilo. .
Senhores, en j disse, que a despeza, qoe acarreto
o prnjaelo, lie urna despeza productiva : o que pode
dispender o governo com a vinda de algumas irmas
de caridade, 8 por exemplo :' dez contos de rs.
O Sr. Brandao : Esse pouco [
O Sr. Oliteira : Isso lie nina despeza econ-
mica.
O Sr. Pinlo de Campos:Se o governo nlo man-
dar vir 50 pelo menos, nada se faz.
O Sr. Oliteira : Eu receto da sioceridade do
aparte do nobre depulado.
O Sr. Pinto de Campos : Digo, que se nao vie-
rem 50, nao se faz nada, porque cu queru, que ve-
nham mullas. '
O Sr. Oliteira : Diz am adagio, qoe esmola
grande an pobre faz desconfiar.
Ssnhores, a hora est adianlada, cuestoo um pou-
co fatigaltev-fia casa tal vez aborrecida dme ou vir.
(Sao apoiadot.)
O Sr. .Brandao: O nobre-iLeptitedo defenden
mui bem o sed projeclo.
tees e ^Jatsraju^rrra ao pal
minar eslas circumslancias
con*niencia, e para gusten tari
o relalorio de 1851em que
sor apenas tem quatro aliinr
parar que elle boje tem II e
circumslancias com o de Goiam
l.o nobre deputado sabe se
principio da matricula quando im;
poucos disdpulos?
. O Sr. Epaminonda O mappa dizque
'queiiciifdoaunp de 1852.
O Sr. Figueirade Mello:l3o pv
queeste professor, tendosido prvido cm te
nlo livesse ainda estebelerido o seu credi
que inspirasse confhnra aos pas de fainili
enviarcm seus filbos? nao devemos suppor
crdito vai em augmeto quaudo elle em 1853
tem 11 al u unios?
Demais, j aqui se demonslrou que o numero de
alumnos nlo era bastante para regalar a dcsignarioj
do ordenado de cada professor: e com effeito
zlo indica-nos que aos professores -se deve
mesmo ordenado, quer elle tenharo moil
poucos alumnos; enlrctento como pode a>
que o professor pela gua intellicencia, p
zelo que aprsenle pelo raelhodo que
eji^ioi tenha muilos alumnwJ-a-^n^
nail&flpese Ibes d una ferfc gralcacao. S
pro^lim^Oo^^oriorrtej^reee qne ,,e f.
ccr o patronato, contra o que dama o nobre
lado.
Senhores, cu vi aqui apresenlar-se a idea di
pelo regulamenlo da inslraccao publica, asan i
latim vio ser supprimidas; mas en dira^^H
quanto o resulameuto nlo dependa de^^H
desla assembla para ser execatedo, elle o
nada lodas as vezes que a assembla qu,
as suas disposkoes; o poder tegislaUvo i
regulamento, este na assembla, e no presiden i
provinri; e logo que se entender que
sirio he prejudicial, havemos de freg!
me he licite apresenlar desde j minlia
semelhante respeito, eu direi, que este d
inleiramenle prejudicial, e s demo
retrogradando pelo lado liUerario.
Ainda al ao anno le 1835 o aifi,
cada villa da provincia urna aula i
vam alumnos, que ou vinham fj
dos upeiiorcs, ou ficavam nos i
O Sr. Paes Brrelo:Sa
OSr. Ffgueira de Mello:...*
inslrucrio que nao poite dcixr de
os nobres depujado* devem aber, qae a gi
ca latina sendo muito semelhaiito portusuen
com que se dispensem aulas de portugaez nesvt
lares. Os professores de prmeiras leltras
emprc ensiuarao grammalica portuga'eza ra
evida exteoslo e essa falte justifica al cerlo pj
. ulilidade dessas cadeiras. Tambem observo
um desejo extraordinario do economisar m

O Sr. Ohtexra.Deixo, portante, de com4uarM provncjaescora prejail0 ,, n5|ruesJ
mas, antesde sentar-me, direi ao nobre depulado> djj ser muito anmadana provincia. .
Sr. Pereira de Brilo) que, acerca da ulilidade da receWflue nos relrogBams, e que h,
vwda de algumas irmas de caridade, appeHo para a cessario que voltemos aos lempos anli
sua conscieucia.
Encerrada a discussao he o projecto sabmettido i
volacao e approvado, sendo dispensado o iulcrsUdo
para ser dado para ordem do dia.
Tambem he dispensado o intersticio, para ser dado,
para ordem do dia de amanilla e projecto de fixaeao
de forra policial.
lendo dado a hora ,,
O Sr. Presidente designa a ordem do di* e M
a sesso.
Discurso pronunciado pelo Si: deputado Jertpnymo
Martiniano Figueira de Mello, na sessaJ de 13
do eorrente. *,
O Sr. Figueira de Metro:Sr. presideule, ea
apoto iuteiramenle o adame, to, porque me, parece,
que ello he mais conforme rom a juslica e comadig-
nidade da casa; com'a juslir a porque en ja imostrei
que as concluse* do parecer nao se fundaran) nos
principios que cito linha esta jiriecide ; e o meo hon-
rado coltega o Sr. Baptisla. q ue icaba'ile aoiiUr-se,
reforeou esse argumento de u roa maneira rtii victo-
riosa ein i piularn quelles s suhores que mi* eomlia-
leram; com a digoldade ca i osa, porejun en j enlendo
que a casa deve evitar toda n occasiao detener injus-
lcas e mostrar desguatdade uu son procddimeitto.
Senhores, o que vemos us i mtolivauenle Aos orde-
nadas dos professores'.' venios, que mu tem 600 mil
ris, oulros 500 e oulros <0D;, por venbart) avista de
semelhante desigqaldade de vcuciiuentos, qnandu so
d para os oblcr o|mesmo sei vij e se requeran as
mesmas habililaces, nao se pode dizer cj'ue a casa
approvando esse parecer pr jeede comnjujslica.e, al
posso dizer, cojftum cerlo | latronalo, j q-fie essa pa-
lavra toi lapada da casa p alo nobre deputado, qne
se arvorou iuimigo de^alr onalo, e (lis* que se Im-
via de apresenlar sempre *n~rpairmiato que
sqrrateiramcntepreteitdia mnui eslabeUcer-se. como
so os qaeimpuguam o p?r scer, fossem proleclores do
patronato.
Eu e o nobre depulado jue, acaboi, de follar j de-
claramos naoconhecer esfe professor, quo elle.nos
naofallou para defender a sua rausa, por consequen-
cia a idea de patronato uao iVevia ser apresentada;
parece que o nobro deputado yfez n'isto urna injustica
casa : quando xff ccrier tte seu discurso deu a en-
tender, qna actos Ijham appa.Tecido filhos do pairo-
nato ;ea entendo/0e esla casa lunca se decide por pa-
trooato, mas simf pelas reg-ai d/e juslica e eqoida-
na, por exemplo, ate 1830 pouco mais i
via urna aula de philosopliia o outras de r
Onde se ensinavanf>muitus alumnos que vi
i.lira do completar sua educacao Iliteraria.,
linario. Em 1812 se creon nesla ci
e commercio, mas desgracadamente at Ix
nao funccion'ou essa aola, e o desejo de e-
toz com que ella fosse extincta. Es
faz com que lioje nos nlo tenhamos certas
nslrueco, que provincias ha em petore tkcfcis-
lancias teem...
O Sr. Paes Brrelo : Quaes sao ?
O Sr. FigueiraAe Mello : A pro
Paulo tem ama escola normal, a do Riode Jantira
lem um earso de engenheiros ardiiletes, med
etc., etc..
O Sr. Paes Brrelo : E si
este
O Si: Metra : E nos temos una d
poltica.
O Si: Figueira de Mello : Senliores, nos de-
vemos abrir os cofres para espaldar a insi
blica na provincia por lodos os modo
piniSn devem haver tapias aulas, p*:
no, quanlas exislem dojo para o sexo ni -
que nao vejo motivo para iim.sero si
gido oulrq^ilo. Nesla parte parecer
los sao os mesmo* para um e oulro sexo.
Sr. presidente, eu enlendo qu o pa
serapprovado, c que a assembla para procede
regularidade e juslica, deve adiar o parec
deque nooreamenlo se lome urna medida mai
ral; esta he minha opinio...
O Sr. Mello Reg : No orsamenlo nao
pode.
O Si: Figueirade Mello:Pois apresente-seem
lempo urna resolueSo sobre a materia para ser discu-
tida...
O Si: Cpaminoiidas.Entao nao prejudica, o pa-
recer.
O Sr. Figueira de Mello: Prejudica porque a
casa emille um voto; c voto que nao a funda em
juslica ; por isso o parecer nao pode ser approvado,
e deve s'er adoptado p adiameiito.propom.
REFARTI^AO DA PIalOXA.
( Porte do di) I" de mai
Illa. eExm.Sr.Partidpo a V. Exc. que d
parles hoje recebidas nesla repariislo, coma teYew

mi


-V
J.


I.
ido presos]
de Si
subdei
3IARI0
DIARD DE PERMAMBUCO ,
legado da Weguczia
Antonio Pereira 'de
i ordcm do
M de
fctm
Paira
4MBUC0.
r
)

r
utas em lerceira discus-
' 18 desle anno, o primeiro
t policial; o segando que manda
la* da caridade; Hndo rejejttda a
ia i ede ultim pelo Sr. Aguitr ;
le n. II do uno pussado, elevando
villa a povo cao di Encada, a. 7 desle
. governo a jubilar o professor de
6, aulorisando o governo a dispcn-
m de ri com a abertura de uuia picada
a eidade da Victoria cora Villa
Irniulo depois na dscussilu do projectn n.
ama cadeira de primeraslellras emTi.
i a mesma adjada pela hora.
i do dia de boje li a mesma da sessao an-
tecedente.
l-nos com om numero do Times En-
til de feveriro prximo passado, e comJ
as inginas trazidas pelos navios inglczes,
entrados bjenosle pprlo.
Orenle he sempre a prenecuparao
Indo parece annonciar que a crise esl
e que a ealasfrophc ser medonha. Sub-
a perfeila inlelligoncia entre os governos
inglez,,e ambos vo desenvol.vcndo as suas
(tara aprseniarem uin esplendido eiercito c
udaveis eaquadras promptas para as opera-
pao to em que a eslaco der lugar. Apre-
varios planos acerca da operares cninbi-
iFranca e a Inglaterra, Dizem que um
0,000 a 70,000 homens composto de
',000 soldados inglezes, e o resto do fran-
io transportados pelo caminlio de ferro a
ntille, e dos portos do sul da Franca
r Civila Vecchiavroarchar pela Penip--j
cana, odahi alravez do Adritico al Tri-
ar petos dominios austracos al o llic-
Se lioiivcr alguma difHcoldadeem
> territorios austracos, desembarcar
?toreo, e marchar alravez da Servia.
tsdo22 rgimen los inglczes receberam
se prepararem com toda a brevidade, co
arque deve ter lugar no niez de mar-
Ara do capilao Corry partir de Lisboa
naneo, allm de comboyar e conduzir
ews dos portos de Franca. Cr-se geral-
Guardas rio por Pars, e o povo da-
le aclia mu excitado pela idea das
pparecerem atli como companheiras
Franca. Tildo estar proiqpto antes
nvolva no Bltico, e quando as forras
sssarem o Daiiobjafiiconlrar5o um tii-
e de si que talvc n> esperem encon-
I W
ique os Amerieanosdecfdiram mandar urna
Jteqaena forra em favor da boa causa.
Parece que leve logar orna modifica cao no gahlne-
UaacAdimed Pashasoccederamao Seras-
andan Pacha, um ministro da guerra, e
rinha. Todava, Kedsliid Pacha ainda
a no sea posto, e as cousas, ja nao depen-
itrigas de Constanlinopla, mas seo delcr-
t Luiz Napoleaoe pelo gabinete in-
glez.
Jrhtir deixoo Vienna, o he acroscenlado
i tclegraphn, que elle recebera protestos positivos
i a Austria e a Prussia permaneceriam neu-
oque nAo lie mui provavel.
lia Vienna informam-nos de que o dito
le partir daquella eidade para a Russia no dia
reiro, sem nada ter conseguido doobjeclo de
tstao, levando comsgo a seguranca positiva, de
a Austria e a Prussia permaneceriam neutracs.
l elle propor.esse em nome do czar ceder da
iode tratar somenlc com a Turqu?, esta
proptota foi regeitada.
as da Knssia dizem que o imperador Nicolao,
i da poscSo em que se acha collocado, se es-
r por evitar urna conflagrarlo geral, se poder
le preservar sua honra e seus direilos ; ellas a-
crescculam que resolver elle escrever urna carta au-
raiulia de Inglaterra, na qual procurar
provar qoe nao fdra aggressor.
lasde Vienna do timbem como cerlo qoe
Napoleo escrevera ltimamente ao ciar ama
rpha, na qual fizera um ultimo appello
para o bom senso do roesmo; entretanto de ambas
res continuam os preparativos para a guerra,
rador Nicolao cbimou ullimamenle s ar-
me ledas ti tropas de reserva do paiz, e n governo
mandn sahirde Bresl no dia 6 de feveriro,
ladro commandadn pelo almirante Hrual, para
ir buscar a frica 10,000 soldados veteranos, os
k-*eque silo destinados para o Oriente,
iia as operacocs cstavam suspensas, mas nao
as margeus do Danubio. No dia de feve-
l lugar junto de Giurgcvo umienliidocom-
ilre os Turcos e os Kuscos, no qual os ltimos
sTreram grajdc perda.
i .dos Belgas oflerecou 100,000 homens, para
ir a froaleira prussa em caso de uecessi-
m qao ocommissariadodos exercitos do czar
i fatal, ainda quande as suas tropas escapem
an arcabuzes de Vinceones.
iertschakoff foi removido, e o scu suc-
al Schildcrs, diz que o corpo original
isson a Prutli est diminuido de mais de 35,000
s era' era jalho. A fome e a febre os (em devo-
rado, o reato e acha em tristes eondicfles. O cier-
russo, em papel, dizem montar na Bessasbia
os principados, a 156,:t^8 homens, e 520 peras de
rta, 72 das quaes sao de grande calibre. O cal-
i numero das tfopas turcas varia de tal modo
lulil pretender dar o numero real. Omr
ve gravemenlecufermo,maspreslnlcmen-
escapo
Biirgoyne, inspector das forlificaQe.", de-
renciar com I.uz Napoleo, parti pelo
e Marseilles, polo Carado-c; para Conslan-
icompanhado de varios omnenles engenlici-
es ; masignorava-sesc esle distnrto offi-
ipfrintender as forliflcaroesem Conslantno-
ptejetfAWroir Sebastopol. '
ineiro as esquadras combinadas ainda se
adiavaacni Beicos.
Baropa gaardava o sgnal para a guerra.
I Clarendon deciarou na cisa dos lords
que, havia esperanra alguma de manlcr a paz,
s a guerra; que a guerra era flBTHavcl.,
i receberam-se pelo lelegrapbo'inolic'
de Conitanoopla at 30 de Janeiro. L'm vper in-
Btrofranceaaaliiram a cruzar no Mar Ntoro.
O almlranteturcocslava preparando urna eipeijijo
de tropas munijoes para o exprcito na Asa. A ex-
acompanhada por urna porjo da esquaqra
evia dar vela no da em que o despacho be
> Bansliee linlia clicgado com despachos
nbawadoringlez.
lespacho de Consliinjinopla-ils mesma data
segunle:Klapka o outros se tlzeram miho-
A influencia ngleza em Tehern vai aug-
ESPANHA.
'O Diario diz qoe foi concedido ao infante I). Hen-
rique yollar i Hespanha, e residir em Valencia. A
Espaa declara que entro as reformas que o ministe-
rio pretende adoptar, entra a reforma dosystema mo-
netario.
ia carta diz o segointe: O general Dulce, que
meado director geral da cavallaria, h o ofli-
cal que em 1811 defemlcu denodadamente o palacio
daraiha, quando foi invadido petas tropas revolla-
das.A noticias das provincias sao satisfactorias.
Parece eerlo que o general Jos de la Concha, 'man-
dara a sua demisso ao ministro da guerra, que a re-
ferir ao supremo tribunal da guerra. O negocio do
general O'Donnell lambem fura referido ao mesmo
tribunal.
ITALIA.
Milo 1. de feveriro.
Espalhou-se um boalo que 30,008 Croatas eram es-
perados na I.ombardia. As fortalezas cstavam sendo
providasdo necessarin.
O director de polica em Miln publicou um cdital
datado do 1., em que, depos de annanciar que os
inimigos da ordcm novamente estavam espalhando
noliciss falsas, qoe elle avisava *ie aqnellas peisoas
que fussem cnmpromeltidas scriam processadas pelo
tribunal marcial.
O Parlamento de Turim mencipna um boato de
que a guarnirs franceza em Roma ser elevada a
30,000 homens.c que os cereaessero comprados pe-
la adminislraro militar.
A Suecia, segundo o exemplo da Dinamarca, ha-
via declarado que permanecera neutral, caso rom-
perse a guerra entre a Russia e a Franca alliada com
a Inglaterra.
Fora descobcrla urna consprariio, a qual linha
por lim sublevar a popularo grega das margens do
Danubio, cr-se que varias pessoas emjnrntes da
corle do Alhenas linham parle nesla conspirado.
O banco de Franra tinha decidido fazer ao respec-
liVo governo um avanro de 60,000,000 de francos
sobre bilhelcs do .lliesouro renovaveig de mez em
me,
A China, Canlo e Ningpo permaneciam tran-
quillos.
Em Amny a ordcm achava-se j:i rcslabelecida,
Shanghai linha sido cm grande parlo deslruida pelo
foso dos imperialistas, e urna parran das Torgas re-
baldes sahindo de Nenkin para o norte linham to-
mado Tien-Sing que flea 80 milbas dislanle de
Pekn.
Tinha morrido o imperador do .lapao, e a corle
resulveu tomar luto por esparo de dous anuos, du-
rante os quacs nenliuma embaixnda seria recebid.
Em Londres1 os consolidlos licaram de !)1 3|4 a
91 7|8; os fundos brasileirus a 17; s russos de 104
a 105 eos hollandczes de01 3|8a *J2.
COMMUICADfc.
No vapor S. Saltador procedente dos portos do
norte, ebegou a esta eidade o Sr. Germano Fraucis-
cp de Olivcira, dislinclo artista dramtico, c digno
emprezaro do Iheatro de S. Luiz do' Alaranlio.
Congratnlamo-nos com lodos os Pernambuoanos
apreciadores do vcnladero merilo pela chegada do
rcslaurador do Iheatro pernambucauo, do fundador
da arte dramtica cm nossa provincia.
OS,r. Germano leudo concluido a sua empreza
em feveriro prximo passado llie foi concedido no-
vamente o Iheatro com augmento de subsidio, lauto
apreciam naquclla provincia o mcrccimcnlo arlisli-
co e pessoal de um artista consumado e de um ho-
mcili doUdode boas qualidades, como he o Sr. Ger-
mano, geralmcnlc estimado no Maranlo.
. O Iheatro de S. Luiz necessila de alguns reparos
na pntnra.tein de estar fechado at o dia 3 de mao
vindouro, eulao o insigne artista fluminense sensi-
v el as demonstragnes de syinpalhia, c ainizade quo
ha recebide dos bous Pcrnambucanos pedio e obteve
do governo provincial urna Iiccnc,a de dous niezes
para vir passa-los entre nos que o eslimamos, c nun-
ca dentaremos de lamentar a sua sentdissima fal ta
no Incali dcsla eidade. "
Logo que aqu chcgou.o Sr. Germano, o Sr. Agr
que nao deixa' escapar urna s occasiao de agradar
ao publico c satsfazer aos scus anhelos, pcdio-lho
para entrar nos espectculos- que huuvessem, em
quaulo por aqu se 4emorasse,ao que o Sr. Germano,
com a maior decitidado o cvliubcranlc pra/.er, se
presin, dando assim urna prova nao equivoca de
sua gralidao aos Pemambucanos.
Este proceder do Sr. Agr est cima de lodo o
elogio : o procedimeulo do Sr. Germano he digno
do artista despido de orgulho, lie digno de lodos
nos que justamente apreciamos o mrito real do
arlisla, as nobles qualidades do houiem.
l'm amigo fiel.
e Vienna datado de 9 Je feverrir,
i que oemiaixador lurco, Arif Effendi, i-
airido ao governo austraco acerca da forma-
do na fronleira turra, ejjae a res-
moIpsIos de neutralidade, e que era npe-
.ledida de precaufin.
| de Vienoa recel>eii-se o sesuinle :
, 31 de Janeiro. O prncipe Slourzn
(>nerecett-200.0!l0.lora(Ui>, e

lile do Mornina Chrnnirlt.tMrt-
i cinco do feveriro, Sustenta a
i rusio-lurca ser resolvda porarbilra-
.A.
ruado e do corpo legislativo fbi
le marro.
de Bruiel-
ncii quegran-
iro'a-
meato no
auniram
THEATRO DE SANTA. SABEL.
Quando cm junhodoanno prximo passado vimos
publicadas nesto Diario duas propostas para a em-
preza do Iheatro de Santa Isabel, aguardamos a db-
cisan do Exm. presidente da provincia a respeilo dos
dous pretendenles que se apresentarains certos de
qoe ella seria, como foi, digna da sabedora e pru-
dencia de S. Exc. oSr. I)r. Jos Benlo, incansavel
em promover todo o bem para Pernambaco; congra-
lulamo-nos com a maior parte da popularno, quan-
do vimos quo a cscolha de S. Exc. recabira com pre-
ferencia na pessoa do cdadao M. G. Agr, que mais
garanta olTereceu a proposla do governo.
O prononciamento geral que se manifeston em fa-
vor do Sr. Agr, logo que se oube linha elle reque-
rido a empreza do Iheatro, os emhoras que se deram
a S. Exc. pela acertada cscolha que delle fizera ros
deram-as mais lisongeras esperanras de que o novo
emprezario, apezar do oneroso contrato que celeb'rou
tom a presidencia encontrara no publico n maior
coadjovartlo para o exacto enmprimento das arduas
obrigae.fies a que se sujeitara, no intuito smenle de
melhorar a sorte do nosso nico thcalro: fomos po-
rm Iludidos em parle, por quant o emprezario en-
vidando todos os seus esforgos parajevar a cfleilo o,
seo nobre intenlo, com aquelle zelo e aclividado que'
Ibesao, de ha mulo, conhecdos, nao |se poupou
grandes despezas, antes de ter o menor lacro, e de-
poi* a extraordinarios sacrificios para elevar o Ihea-
tro aquello ponto em que he para desejar que elle
chegue, e o reclama a illuslracio desla provincia,
mas o publico que tan salisfeito se moslrou com a
nova empreza e Iho promedia lanas vantagens, s
manifeslou urna eiploso nasprimeiras recitas, c es-
moreceu quando menos se esperavo, e eis a empreza
hilando com um sem numero de grandes diflicolda-
des, vendo o Ihcalro quasi despovoado, ainda rnes-
mo nos espectculos em que sobem cena peras no-
vas, de primera onlem, de grande forra e apparalo,
de sorte que grande numero de espectculos lem ha-
vido cuja reccita nao ebega para as despezas da
diaria.
csnecessario ser enumerar om a um os relevan-
tes serviros prestados pelo Sr. Agr em prol ds nosso
Iheatro, e para salisfazer ao publico, muilas vezes,
por dentis exigenle. Sabem lodos o estado de deca-
dencia cm que se achava o Iheatro quando o Sr.
Agr entrn- para a empreza; ninguera ignora os
grandes sacrificios que elle fez para compor a eompa-
nliia dramtica do melhor modo que as circunstan-
cias o permiltlam, contratando os mclhores artistas
que aqui se achavam, e indo an Rio de Janeiro con-
tralar os que, alm do Sr. JoSo Caelano, havia
mais coaceituados e aceilos na sua arte. Ah esl
hoje o Iheatro; que se esanime o seu gnarda-roupa;
o deposito das decoraces senicas: ahi est, sb o
dominio do publico, a companbia dramtica, e esse
ncleoib>urna companhia de bailo ; ludo falla mili-
to mais alio em favor do aclual emprezario, hr'que
as nossas fiaras e rasleiras erViressoes. .
OSr. Agr lein elevado 6 Ihralro, se nao aquel le
eslailn que elle merece, e he pars-leVejar, ao menos
(e.nmguem, sem iojIMlica. nos contestar isln ao
melbur a que lem podido llegar, levando em lado
vawlagem as Iransaclas emprezas.
As despezas actuaos qne faz a. empreza, sobem
muito nlem de cinco coutos em casa niez ; sao des-
pezas indspensave, e a receita, soBte ser asss mo-
da,he incerla: ainda quando em loSps os especia-
culo, hooveae endientes a nao Uc*3r um s lugar
vago, o Iheatro pela saa pequcheae acanhamenlo
nao (lana a um emprezario, eouVhe oSr.'Agra,
randes lucros, apenas poder faze? face, mediante
a mawrigorosa economa.^ grandes despezas qne
elle demanda...
'liga que o govcrnoVlando um subsidio ao
iode o emprezario faW grandes gastos e
: he um engao maifeVo : he verdade que
ha esla subvuncao, mas el|a heVto mdica* segun-
do o estado em queja se acha o (nosso Ihcalro, que
.odet em lempo algum anftoar a qiiaiqucr ci-
K dr 11o propor-so a Ul empreza, mormenlc tendo a
rienria de qialro anuos, em que os eroprea-
s tqm soffrMo nao pequeos pyejuizos.
consignada na falla cora que S. Ex. o Sr. presdeoto
ab'rio a presente, sessao da asscmbia legislali-
provincia, quaudo iftlou do llielro, alm dessa
verdades. Ex. confirma nossas palavras sobre o ze-
lo, aclividade, o religioso enmprimento quo o Sr.
Agr tcm apreseulado, de todas as suas obrigaroes :
c por cerlo o Exm. Si", Dr. Jos Rento fama firmeza
de carcter que todos lho roiihccem, com rectidao
que llie he proverbial, nao pedira augmento da
subsidio para o Iheatro, se em sua sabedoria, nHo
contestada, deixasse de reconlieccr qoe o subsidio
Volado he insufliciciilc.
Nos pos confiamos que a asscmbia provincial
composla de homens Ilustrados e amantes da pro>-
viuda, nao dcixaeSo de atlender- a esla necessidade
reclamada pelas circumstancas.do nosso nico ihe-
atro, e reconbecida pelo digno presidente da pro-
vincia. .
So uos quizessemos soccorrer dos precedentes,
Irariamos lemliranra o qiiese passou com a pri-
mera empreza quo leve o Iheatro de Santa 1 salud.
Solfrcndo esta prejui/.os pelos mesmos motivos que
soUrcram as emprezas seguintes, e mais qne nen-
liuma, soffre a aclual, dirigio-sc a assembla provin-
cial, e esla reronheceiulo a juslira que assistia ao
emprezario, mandou-lhc dar a quanlia dcqualro
contos^le res para' indemnisacsio desses prejuizos.
EsUi portanlo reconbecida, dcsd| o primeiro anuo
de existencia do nosso Iheatro, necessidade de aug-
mentar-seo sobsidio ; c assim como o governo o o
publico nao devom coadjuvar a um cvtprezario que
prescindiudo de seus deveres, especula com o Ihea-
tro, c s allende para os seus lucros, do mesmo mo-
do mo devem dezejar, nem consentir os prejuizos
daquelle que cumpre as suas obrigaroes muilo alm
de lodas as esperanras.
Poderamos fazer aqu um termo de comparacao
do nosso Iheatro com os do Rio de Janeiro, mas j
vai bem extenso este artigo, e mo queremos can-
tar a paciencia dos lcilorcs ; reservamo-nos para
oulra voz. mcricus.
18 OE MARQO DE 1854.
Noci entrados no dia 17.
Liverpool33 dias, brgue iimlcz leeni, de 266 to-
neladas, capilao Arcbibafd Sleele, equipagem 14,
carga' fazendas e mais gneros ; a Johnston Paler
& Companhia.
Greenock33 dias, barca ingleza Spiril of the Ti-
mes, de 256 toneladas', copitao Mark Casson. equi-
pagem 13, carga carvao ; a Me. Calmoat & Com-
panhia.
Liverpool30 dias^ barca ingleza Courier, de,288
toneladas, capitao John Gavey, equipagem 13,
carsa carvo de pedra ; a Me. Calmonl & Cont-
(Kinhia.
Katip sonido no mesmo dia.
Suspenden do laineirao o seguio o seu deslino o va-
por de guerra inglez Sharp Sltooper, commandan-
le J. E. Parish. '
CORRESPONDENCIA.
Sr. fedaclore.'. Posto que j seja um pouco
larde, com ludo venhohoje pelo nrgam do seu csli-
mavel jornal pagar urna divida de rcconliecimento
ao (alent e habilidade do engnheiro civil, o Sr.
Frederico Mornav Jpelo inap^ciavcl Irabnlho que
fez no meu ciigenho Arcpilni/silo na freguezia da
Estada.
Ha pcrlo de Irintaannos qne o meu engenho Are-
pib moia com animacs, sem que se houvesse dos-
cobcrlo nteio algum de fazcclo moer com' agua ;
anda que o terreno cm que o engenho est situa-
do seja um dos melhores da freguezia da Escada ; a
cirro instancia do ser^lle moido por animis dimi-
nuia-lhc considcravclmcntc a importancia, e as
minhas fadigascram cscassamente recompensadas
no fin de rada safra. Entretanto o Sr. Mornay,
ilepois de baver estudado a Ibeattdadfe do engenho,
e as propon-oes que offereca para urna feliz trans-'
formaran, roiircheu o projecto de converle-lo cm
um engciibo d'agua. Com clfeito, metleu inaos
obra, e dentro cm podro as suas e minhas|csperaneas
foram coreadas por um prospero rcsullado.e o dificil"
projecto do Sr. Mornay traduzido cm urna bella reali-
dade ; de sorte que hoje o engenho Arepibu' he nm
d-s documentos iudeleveis do talento do Sr, Mor-
nay. Se nao he o melhor dos seus Irabalhos neste
genero, he orna das suas primas obras. A lomada
c o cavonco sao feitos de pedra secra, moc com una
quanlidade d'ngna summamcnle pequea, e pode
fazer' duzcnlos o viole pacs por semana, resultado
que primera v isla parece fabuloso mas que he
urna pura rcalidadc. Sei pcrfcilameulc que o Sr.
Mornay em virlude dos melhoramcnlos reaes qne ha
proporcionado ao fabrico do assucar nesla provincia
lem conquistado urna bella repiilacilo, que o faz gc-
ralmenle conbecido de lodos os nicus rollcgas agri-
rultorcs ; mas a gralido que llie devo me imnoe o
deverde ailnunciar pela imprensa as immcusas van-
lagcns que o seu talento me proporcionou, c ao mes-
mo lempo asseverar rordialmcnle ao Sr. Frcdcrico
Moma;, a minha sincera estima e amzade.
Arepibu' 14 de marro de 1854. Antonio Jos
dos Sanios.

lantias, 160 g#rafiles aguar-
lis azeile doce. 50 barricas bacallio, 6
saetas erva-doce, 8 caixas diversas mercadorias, 1
caixinba um relngio, 1 espingarda,. 1 guarda-roupa,
I cmbrulho peras de chamalole, 1 dito diversas fa-
zendas.
Buenoa-Ayres por Monlovido, brgue brasilero
Duque da Terceira. de 156 toneladas, coudozlo o se-
gunde :260accos e 1,025 barricas com 9,172 arro-
bas e 57 libras de assucar, 1,500 coos com casca.
UECISBEDOUIA DE UENDAS INTERNAS GE-
KAES DE PEKNAMBCCO.
Rendimenlo do dia 17.......l'illiqi'i
CONSULADO PROVINCIAL.
Ilrudimentododia 1 a 16 % 2i:283546
dem do dia 17........1:7869632
26:070*178
MOVIMENTO DO PORTO.
EDITAES.
O IIIiu. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
cm cumplimento da resolnrao da junta da fazeuda,
manda fazer publico, que no da 23 le marco pr-
ximo vindouro, peraule a jimia da fazeuda', da mes-
ma Ihesouraria, vai nnvanienle a praca, para ser
arrematada .1 quem por menos fizer a obra dos
roncelos da cadea da villa do Cabo, avaliada em
8258000 rs.
A arrematadlo ser feita na forma dos arligos
24 c 27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de
1851 e sol as clausulas especiaes abano copiadas.
As pessoasque se propozerema esla arrematado
comparecam lia sala das sesscs da mesma junta no
dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se. mandn affixar o presento
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesoorara provincial de Pcrnam-
buco 21 de feveriro de 1854.^O secretario, An-
tonio Ferreira a"Annunciarao.
Clausulas especiaes para a arrematacao. .
1. Os concerlos da cadeia da villa do Cabo rar-se-
hao de conforinidadc com o ornamento apnrovado
pela dirceloria em consclho, c apresentado u appre-
varao do Exm. presidente da provincia na imnor-
ancia de 8255000 rs.
2.'' O arrematante dar principio a obra no prazo
de quinze dias, c dever conclui-Ia no de tes me-
zes, ambos contados do conformidade com oart. 36
da lei n. 286. .
3.<<"0 arremaiaulc seguir na execucao ludo o que
llie for proscripto pelo engeuheiro respectivo nao s
para boa execueao do trabalho como em ordem de
nao inulilisar ao mesmo lempo para o servir pu-
blico lodas as parles do edificio.
?. O pagamento da imporlancia da arremaUeao
venlicar-se-lia cm duas prestares iguacs: a prime-
ra depois de feitos dous lerdos da obra, e a si
da depois de lavrado o termo de rccebimenlo.
e a seguu-
o.'
6.
-PUBLICA-SAO A PEDIDO.
A Sra. SCarmela.
Hoje (23) deve terminar a empreza do Sr. Germat
no, c o nosso -Iheatro se adiar dclle privado em
quanto vai a Pt-rnambu'co coirtralar alguns adores
de reputaran. Cumpre-nos agradecer ao Sr. Ger-
mano a maneira porque sempre se porlou nao s
para com o publico, como ainda na exactidao e fiel
imprmenlo dos deveres,que lites crao prescriplos
no contrato.
Do pessoal do llielro nao podemos deikar de fa-
zer orna disuncla meucao. lie a Sra. D. Carmela
Adclaide "de Lucci, qoe agora oceupa a nossa atten-
rao, ainda parece que nos fercm doccmenle es ou-
vdos as lernas modnlacBes de sua mgica a canora
voz, que por algnm lempo deixar decchoar no pal-
co do mosto S. Luiz.
A Sea. II. Carmela nao he urna mulhcr vulgare
nina d'essas nuilhercs espirituosas, enllmsiaslica de Mm. de Stacl rene s maneira*
as mais polillas e delicadas, qualidades inlcllecluacs
admirave em seu sexo.
Que poderemos mais dizer desla Sra., cujo pro-
ceder cxemplarissimo he digno da-admiraciio de lo-
dos "? E' mslcr oliservarmos que nos nao constitui-
rnos scu ceg apologista ; porque nem se quer com
ella temos rclnces pessaes; he no Iheatro qoe a
vemos no Iheatro oue apreciamos o seu subido
merilo, he na imprensa que manifestamos os nossos
pensamentos sobre elle;
A Sra. Lucci rctirando-se para Pernambuco del-
ga saudososa muitos coracoes costumados s diversas
sensaces, que n'elles prodirzia a magia do seu cau-
to. Praza ao co que a noy Filomela voando s
plagas pernambncanas nao se esqueja das mara-
nhenses, onde deixa lanas sympathias'.
I'edimos um avor a Sra. D. Carmela c he que
consiga do empresario do Iheatro de S. Isabel urna
licenja *m limites, fim de poder reapparecer cu-
tre nos.
O povo maranhens, amigo dos bons hospedes, a
reccber8.com as mesmas demonstraroes de jubilo.
Emconclusao receba a disfiiela "cantora as nos-
sas despedidas, certa de que azemos votos Pro-
videncia par? que sempre a proleja, e toda a sua
vdagoze de orna nao inlcrrompida serie de relici-
daues- -fustieeiro.
(Pahlicador Maranheiuc.l
COMMERCIO.
PRACA O RECIFE 17 DE MARCO AS 3
HORAS DA TARDE*
GotagOcs offlciaes.
Umbio sobre Londres a 28 118 d. 60 d|v.
ALFANDEGA.
Rendimenlo do dia 1 a-16. .
dem do aai7......
.13552fi#6ia
. 13:80S>501
148:6068652
Dftearregam hoje 18 de marro.
Barca americanaG. II'. Daaggelk
Brigue porluguezfespi/ue de Beirisdiversos g-
neros.
Briaue dinamarquezFriiga^-\\K>no.
JSseuna hollandeza .i/ierfcaixas com quejos.
Importacao;.
Escuna hollandeza .- consigiiada a Brauder a Brandis ,\ Conipanhia; mar
nifeslnu osegii-nle: >
100 harris genebra, Si caixas de queijos; aos
consignatarios.
Patacho americano .Ven Foann, viudo do Phila-
delpbia, consigna,lo a Rostron Kuoker & Companbia,
manifeslou o seguine :
200 barris bren, 50 barricas bolachii. 20"caixas ra-
nella, 25 saceos pimoala da India, 20 fardos cravo,
.ido canas fogo da China, 4S lucias caixas e 24 ra-
xas cha, 100 barris bauha de porco, 1,019 barricas
farinhade Irigo, 170.remos, 1 halanca: aos consigna-
tarios. __^
CONSULADO ERAL.
Rendimenlo do dia. la 16-. .
dem do dia 17-..,....
Nao llavera prazo de responsabilidade.
Para ludo o que nao se acha determinado
as prsenles clausulas nem no orcameulo, seguir-
se-ha o que dispoc na lei n. 286. Conforme. O
secretario Antonio Ferreira d'Unnunciaro.
O IJlm. Sr. inspedor da Ihesouraria provin-
cial, cm ciimprimenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, de 23 do erfrrcnle, manda fa-
zer publico, que nos lias 21, 22 c 23 de marco pr-
ximo vindouro, peranle a junlada fazenda d mes-
illa Ihesouraria, se ha de arremalar a quem por
menos hzer a obra do acudo na novoarao de Sal-
gueiro, avahada cm 2:5309000 res.
A arrematarao ser feita na forma dos arligoss
2p 2, da le provincial n. 280, de 17 de maio de
1801, c son as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerew a esla arrcmalacao
comparecam na saladas sessoes da inesma junt no
das cima declarados, pelo meio dia, compelcnle-
Biente h.abeliladas.
E para conslar se mandn Sflixar o presente, .e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
.mco, 27 de revereiro de 18.54. o secretario, An-
tonio ferreira rfAnnunciarao.
Clausulas especiaes para arrematarao.
1." As obras deslc ajude serao feilas d confor-
midade com as plantas c orcamento apresenlados a
approvasao do Exm. Sr. presidente da provincia, na
imporlanrm de 2:5005000 rey. ,
2." Eslas o^-is deverao principiar no prazo de
dous mezes, contar conforme, a lei provincial u. 286.
3.* A importancia (testa.arremalacao ser paga
e_m tres preslaces da maneira segunte : 1.-, dbs
dmis quintos do valor total, quando liver conclui-
do a melade da obra : a 2." igual a prrocira. de-
pois ilc lavrado o tcrmo.de reccbimculo proviso-
rio : a.!., finalmente de um quinto depois do rc-
cem ment definitivo.
4.- O arreuiatiinlc ser obrigado a commnncar a
reparlitao das obras publicas com antecedencia de
trulla das, o da lixo em que lem de dar principio
a execueao das obras, assim tomo irabalhar se
gui.lameute dorante quinze das lint de que possa
o engnheiro cncarregado da obra assislir aos pri-
meiros trabalhos. r
5. Para todo o mais que nao csliver especificado
tas presentes clausulas scguir-sc-lia o que dispoe a
le n. -2XHConforme. O secretario, Antonio Fer-
rara a Annunciarao. >
~ Hlni. Sr. contador servindo/le inspector da
(licsourana provincial, em comprimento da ordem
do Exm. hr. presuleulc da provincia, manda fazer
publico, que no dia 6vde abr! prximo vindouro,
peranle a junta da fazenda da mesma Ihesouraria,
vai novamciile a praca para ser arrcmaladn a quem
por menos fizer, a obra do mcllioramcuto do rio Goi-
auna avaliada cm 50:6009000 rs.
A arrcmalacao ser fcila na forma dos arto. 24 e
27 da le prtn incll n. 286 de 17 de maio de 1851, e
sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrcmalacao
comparecam na sala dasscsses da mesma junta no
da cima declarado, pelo meio dia, compctentcmcn-
Ic habilitadas.
E para conslar se mandou affixar o prsenle o pu-
blicar pelo Diario.
Serrclaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
Imico 1 de mareo de 1854.^0 secretario, Antonio
Ferreira da Annunciarao.
Clausula' especiaes para a arremalacao.
1. As obras do melhorameuto do ro Goianna
far-sc-h de conrorulidade rom o or<;amenlo plan-
tas c perito appovados pela directora em consclho, c
apresenlados a approvacAo do Exm. Sr. presidente
da provincia na importancia de 50:600*000.
2." O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de lies mezes e as concluir no de tres anuos,
ambos contados pela forma do arl. 31 da lei n. 286.
3. Durante a execurflo dos Irabalhos o arreina-
lanle sera obrigado a. proporcionar tranzilo s ca-
noas e barracas, ou pelo canal novo ou pelo lcilo
aclual do ro.
4. O arrematante seguir na' execueao das obras
a ordcm do trabalho que llie for determinado pelo
engnheiro.
5." O arrematante sera obrigado a opresentar no
lint do primeiro anuo, ao menos, a quarta parte das
obras prompla, e outro lauto no lim do segundo an-
uo e fallando' a qualqucr dcasas condices pagara
una mulla de l:0O0?O00.Conforme.O secrclario,
Antonio Ferreira Ja Annunciarao.
O lllm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, cm comprimonlo da ordem
do Exm. Sr. prndenlo da provincia, manda fazer
publico, que no ilia 6 de tbril prximo vindouro,
peranle junta da fazenda da mesma Ihesouraria,
vai Bayamente a praca, para ser arrematada a quem
por menos fizer. a obrado acude da povoacao fie
Bczerros, avaliada em 3:8443500 re.
A arrematacao ser feila na forma dos arls. 24 c
27 da le provincial n. 286 de 17 de maio de 1851, c
sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalacao
oniparccain na sala das sesscs da mesma junta'no
dia cima declarado, pelo meio dia, cumpelenlcmen-
te habilitadas.
patrimonio dasrecolhidas do convenio do Sanlissimo
Corceo de Jessdaqaclla villa, cuja atremalacjiofoi
requerida pelas mesmss rccolhidas em virlude da Ii-
cenca que obliveram de S. M. I. por avisodelOde
novembro de 1853,do Exm. ministra da juslira; para
o producto da arremalaojo ser depositado na Ihesou-
raria desla provincia atelerconvertido em apolics
da divida publica. A propriedade Pitangaem alien-
as' destruicoes qne lem olfrido uasmala-
qualidade da maior parte das Ierras, avalladas per
10:000*000 de rs.; e a propriedade Tabulriga po
seremuma estrada qne offerecemuila vanlagem,conT
um riacho permanente, e urna casa de laipa coberta
de telhas, anda nova, avaliada por 1:000*000 ; sen-
do a siza paga a costa do arrematante.
E para qne chegue a noticia de todos, mafldei pas-
sar edilaes que serao publicados por 30 dias no jornal
de maior circularo, e ailado nos lugares pbli-
cos.
Dado e passadn nesla eidade do Recife de Pernam-
buco, aos 13 de feveriro de 1854.En Manoel Joa-
quim Baplista, escrivao interino o subscrevi.
Custodio Manoel da Silva Ouimaraes.
O Dr. Custodio M'aoocl da gilva Guimarcs, juiz de
direilo da primera Vara lo civel e do commerdo
tiesta eidade do Recife de Pernambuco por S M.
I. e C, oSr. D. Pedro llj que Dos guarde ele.
Faro saber aos que a prsenle cari* de edilos vi-
lem. e della noticia tiverem, que Vicenta Antonio
do Espirito Santo rae dirigi por escripia a pdii;ao
do titcorsegunte; Vicente Anlonio do Espirito
Santo morador nesta cidad, quer fazer citar a Ma-
noel Germano Ferreira Lustrosa, para na primera
audiencia desle juizo, depois da citacao ver aesignar
os 10 dias da lei a sua lellra junta-tlo valor de 1:0229,
vencida em maiode 1844, dentro dos quaes allegOe
embargos oo razes, que o relevem do pagamenlosob
pena de ser condemnadn no principal, juros vencidos
e quese forem vercendo, c as cintas licando lo-:o
citado para todos os termos da aejao al final sentcii-
ra. E como dacertidSo juntase v queo supplicado
se acha ausente em lugar nao sabido, requer osup-
plicanle a V. S. se digne de manda-Io citar por edilos
de 30 das, findos os quaes se baja a cuacan por feila,
o Horneando um curador ad lilem se po'nha a arrao
cm juizo, uestes termos pede a V. S. Illm.Sr. Dr.juiz
de direilo do civel e do commercio lho delira na for-
ma requerida.E R. M.Advogado, Almeida.Na-
da mais se continha em dita pelic.tto na qual profer
o meu despacho do theor seeuinU': Distribuida, co-
mo requer. Recife 2 de feveriro de 1854.tica
(uimuraes.Nada mais se conlinlia em dito meo
despacho, depois do que produzindo o supplicanle
snasjleslemiinhas, e subindn os autos a minha cort-
cluso, nelles profer a sentenra do .theor segun-
te : A' vista dos depoimentos do fls. e fls., pelos
quaes julgo provada a ausencia do ru em lugar nao
sabido, mando se affixem edilaes por 30 dias, nos lu-
gares pblicos, e pelos jornues, proctdehdo-se"depos
nos termos do artigo 54 do regnlamentoe cusas. Re-
cife 13 de marco de 1854.Custodio Manoel da Sil-
ca Guimaraes.Nada mais se continha cm dita mi-
rilla sentenra. em cumplimento da qual se passou a
prsenle caria do edilos, e pelo llieor della liei por
citado ao dito ausente Manoel Germano Fereira,
por lodo o cnnleudo na pclirilo supra, para que den-
tro de trinta dias, prazo pelo qual esla se passa, com-
prela ncslc jiiiv.o por si ou por seu procurador, para
allegar o que liver, pena de que no comparecend
por si o por seu procarador, se accusar.a cilaro
a primera audiencia desle juizo, que se-segnir de-
pos de Iludo o dilo prazo, e correr a causa a sua
revclia at final senlenca e sua execueao. Pelo que
toda equalquer pessoa, prenles, amigos e condeci-
dos do dilo supplicado o pdenlo fazer sceole do que
fica adma exposlo, e o porleiro do auditorio pnblira-
r e affixar o presente no lugar do coslume, sendo
lambem publicado pela imprensa. Dado nesla eida-
de do Recire aos 15 de marco de 1854. Eo Joaquim
Jos Pereira dos Sanios, escrivao o subscrevi.
Custodio Manoel da Sitca Guimaraes.
gle: coronel preicteiilc
Carmo Jnior, vogal e secrc!
Tribunal do co;
Pela secretariado tribunal d
vincia de Pernambuco, se faz
lou-se uesle tribunal na
rtor de armazcm de depr
Olivcira Lobo, doqueassi. tcraM
fario na forma do codig
1854. Jo
ta^Sgfi*
20. RECITA DA ASSIGNATURA.
SBBADO 18 DE MARQO DE 185*.-
Depois de exeenlsda pelos professores da orcheslra
urna das melhores oiivertnras, subir a scena o ex-
cellenle drama em 5 actos,
S. TRGPEZ,
Fazendo osprincipaes papis osSrs. Germano,Cos-
ta, Bezerra, Amoedo, Mondes, Coiiubra, >e as Sras.
1). (iabriella, Amalia o Joaiina.
O Sr. Germano, leodo ebegado novamente a esla
eidade, e querendo dar mais urna prova da eslima
em que lem o aclual emprezario desle Iheatro, se
presin a representar o papel de Jorge Mauricio no
referido drama ; assim como em outros espectculos
qne no corlo esparo de sua demora lem igualmente
de subir tcena',
Ni fim do drama ser dansado pela companhia do
baile o quarlelo tirado da opera Guilherme Tell, com-
posic.aodoSr.'De-Vecchy, no qual se distinguirse
os Srs. Ribeiro e Badcrna.
Achandq-so novamente ligada a companhia desle
Iheatro a Sra. Carmella Adclaide Lncci, que Untos
elogios mereceu dos Maranhenses, far a sua reen-
Irada, cantando com a Sra. Denerini o duelo da .
32:7G0}90!>
2:.-,809l20
35:3419029
1MVERS AS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 16. 3:3895(51
dem do dia 17 2209394
3:6099515
Eiportacao'.
Cear e para, seo na brasilea Emilia, de III to-
neladas, condozi o .segunte :100 caixas charutos.
7 ditas rap, 7 di las diversas mercadorias, 2 fardos
fazenda(l3 vergalhfe.s forra, 50 barricas bacalh'o.
Ve dada he esl-i tao li ... 5^r,cas ssu'. t,OiO calas charutos, 2 dita rap,'
Ve.OWelie esla tfo mconleslavel que se ada 600 arrobas carn. n* a eran.1.1 sa^cocol*. !o7rf.
N-rn-lai ia da Ihi-souiaria provincial de Porjiam-
buro 1 do marro de 1851,(I sei retalio, ./,,,)
Ferreira da Amtvnrigfao.
Clausulas esprriiie.i pura a arrtmtllacif.
1.' As idiras desle arude serao feilas de confor-
midade com a planta u orcameulo appiovados pela
ibrerlmia om consclho, e apresenlados a approvaran
."..r.*"1- Sr- I're^''lonto da provincia iuiporland'o m
3:81 .5.1OO rs.'
2. O arremaiaulc dar comeco as obras no pra-
60 de 30 dias.e Icrnttnar no de seis meaos, n mia-
dos segundo o artigo'31 da le n. 286.
30 pagapienlo da imporlancia da arremal.-irao
jorSnividido em Ircs parles, sendo una do valm'ile
dous quintos quando houvcr fejto melade da obra,
oulra iual a primeira quando entregar provisoria-
mente, e a lerceira de um qnnlo depois de um auio
na qccasfSo da entrega definitiva.
'(.' Para ludo o mais que nao estiver especificado
as prsenles clausulas seguir-sc-ba o que delermi-
na a le u, 286.Coufornic.O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciarao.
O Dr. Custodio Manoel da Sitca Guimaraes, jui;
ie direilo da primeira cara do cirel nesta eidade
dn Ilrcife de Pernambuco, por S. M. 1. e Coiu-
liiicioniil o Sr. D. Pedro II, que Dos guarde.
etc.
Faro saber aosqueo presente edifal virem, e delle
milria livcrem, que no dia 27 de marcojjiruiimoi
legiiinte se bao de arremalar por venda,a*qoem mais
dr, em praca publica desle juizo, que ter lugar na
casa das audiencias, depoi de meio dia, com asrfs-
i ditas* farBba, 1 c.iixiab, diversas fazendas, 659 leudado Dr. promolor publico deste termo as oto-
arncas assucar. 1_(Mifl ci,iias charutos. 2 dita, rana.1 nrio^.a.. .iV_:-.,... "ni" 'S. VT' m r
predades denominadas "Ptanga e TabalingaT sas
H rrovoMi. rf. .,:il. ,t t,
DECLARACO'ES. '
liar fim o diverlimenlo com o passo a dons, dan-
sado pela Sra. Badcrna e Ribeiro,
v. REDOWA POLKA.
Principiara s tioratTlo coslume.
Os bilheles acham-se desde j a venda no escripia-
do do Ihcalro-
AVISOS IVfARITIMOSi
por qu
ei-cai!
que lo!
nado.-
depois da aut
terrea, na ro|
vidas.
Magdalena, e
quirtos,
tanto'fo'
BANCO DE PERNAMBUCO.
Ocohselho de direcrSo convida aos sa-
nitores accionistas do banco de Pernam-
buco a realisarem da 15 a 51 de marco do
corrente anno, mais 20 por 100>sobre o
numero de aceites com que tem de ficar,
para levara elfeito o complemento ao ca-
pital do banco de dous mil contos de reis,
conforme a resolueao tomada pela asLsem-
bla geral de 26 de setembro ultimo.
Banco de Pernambuco 11 defevereiro de
1854.O secretario do conselliode direc-
rao.Joao Ignacio de Medeiros llego.
Pela capitana, do porlo desla provincia so faz
publico, para conhecimenlo de quem,. por direilo llie
competir, que no dia 8 do corrente foi lirada do fun-
do do rio Capibarihe, urna canoa de ferro, no lugar
em frente ao sitio do Sr. major Florencio Jos.Car-
neiro Monleiro, a qual consla jaseacharalli ha mili-
to afondada, contra odisposlo no c.ipilulo.l." artigo
9 do rcgulamenlo das capilaniai de 19 de maio de
1846, e para que se proceda, como est determinado
nos arligos 116, 117 e 118 do precitado rcgulamenlo,
maudouo lllm. Sr. capilao do porto Elisiario Anto-
nio ios Sanios, que se lizesse o presente annuncio,
qne so correr por 8 das. Capitana do porto de
Pernambuco 11 de marro de 1854.No impedimen-
to do secrclario da capitana,
Joao Liius Cacalcanli de Albuquerque.
Real companhia de paquetes nglezes a
vapor.
Nn dia 23 des-
le mez ou antes,
espera-sc do sul
o vapor Serern,
coromandanle
Hasl,o qual de-
pois da demora
do- coslume se-
guir para Eu-
ropa ; para pas-
lageros, trata-
se coul os agen-
tes Adarnsoii JJovvie A Companhia, ra do Trapiche
Novo n. 42.
Pela subdelegada da fregoezia do S. Anlonio
desla eidade se faz publico.quo no dia 14 do corre-
le mezfni apprehendido uin moleque de .nome F-
lix, de 14 annos do idade, pouco mais ou menos, o
qual diz ser escravode Jos Joaquim de tal, senhnr
do engenho Arariba da pedra. Subdelegada de S:
Antonio 16 de marro de 1851.
Pela subdelegada da freguezia (Iris Afollados se
faz publico, que se ada legalmenle depositado um
cavado que foi remedido a esle juizo pelo inspector
da Imbiribeira, pelo que quem se julgjr com direilo
ao mesmo, provando lije ser entregue. Subdelega-
da da freguezia dos Afngados 9 de mareo de 1854.
O subdelegado, Delphino Gonrakes Pereira Urna.
O cimimanilaule do corpo de polica faz publico,
que tem de contratar para o mesmo corpo o segunte :
371 grvalas desoa envernisada, 371 pares de polai-
nas, dando o contratante o panno, e 371 escoviuhase
agulhotas com correias envernisadus. As pessoas qie
inleressarcm deveriio comparecer iio dia 20 do cr-
renle pelas 10 horas da ui.niliaa na secretaria desle
corpo. Quarlel do corpo de polica as Cno Ponas
15 de marro de 1854.EpifanioBorjes Menezes Do-
ria, lenle secretario. *
O conselho da adminislravao naval contraa o
forueciment dos gneros abaiio declaradopara os
navios armados, barca de escavarao, enfermara de
marinha e mais eslabelecimenlds do arsenal, sendo :
assucar bronco de 'primeira qualidade, arroz branco
do Maranho, azeite doce de Lisboa, dito dito do
Mediterrneo, dilo de carrapalo, agurdenle branca
de 20 graos, bolacha, lacalhao, caniu verde, dila sec-
ca, farinha de mandioca, fcijao mulalnbo, lenbaem
aclias, pao, loucinbo de Santos, vinagre de Lisboa,
velas stearinas e de carnauba,, bonetes escossezes,
Carne de varea salgada, camisas e cairas de hrim brin-
co e de ganga azul para marnhagem ; pelo que con-
v iila-sea quem convier dilo Jorncrimenlo a compa-
recer as 12 lloras do da 20 do correle na sala das
sessOcs do mesmo conselho com suas amostras e pro-
postas. Sala das sessoes do conseibo ae administrarlo
naval em Pernambuco 15 de marco de 1854.O se-
cretorio, Cltristocilo Santiago de Gljceira.
Pela iuspeeloria da alfaddcga rontrala-se o for-
necimento de gneros para r arito da equipagem da es-
cuna Lindla : as pessoas que se propozerem a con-
tratar, comparecam a dita repartirlo. Alfandega de
Pernambuco 17 de marco da 1854.O inspector,
Benlo Jos Fernandes Barros.
Pela inspectora da alfandega contra la-se o for-
necimeuto de papel,.peonas, Unta, liviosem bn.nco,
e maj objeelos precisos para o expediente da mesma
repa.r|iclo, na qual deverao comparecer as pessoas
li para constar se mandou aftkar o prsenle c ua-JfiV*se propozerema fazer o dilo foriicciinenlo. Al-
blirar pelo Diario. JF^- fandega de PeruamhiicO 17 de marco de 1854.O
inspectorlenlo fose Fernandes Bmro%.
CONSELHO ADMINISTRATIVO*
0 conselhoadmuislralvo em virludeda aulorisa-
rjM do Exm. Sr. presidente da provincia, lem de
comprar os objeelos seguintes :
Para a rompanhia fi.ra do lito Gtande do Sorte.
Boueles, 25 ; grvalas de sola de lustre, 25 ; sala-
los, pares 250; maulas de laa, 25.
Companltia da Parahiha. -
Bonetes, 127 : grvalas de sola de lustre, 50; pan-
no azul para sobre-rasaras, calcas e frdelas, cova-
dus 762 ; hollando de forro, covados 074 ; c.isemira
verde, covados 20; algodaozinho, varas 385; Sapalos,
pares 83 ; mantas de la, 50 ; esleirs, 51.
Arsenal de guerra.
Caiacom vdros, I ; rudos de sola garrolcarta, 50;
manas de laa ou cobertores de papa, 909 ; lencoes
do cobre de 6 a 7 polegadas, 8; meius de sola curti-
da, 100.
Hecrulasdo segundo batalhSo de nfantaria.
Pares de sapalos, 50; manas de laa, 50; nobles
de dsso prelos, grasas 10.
Companhia di catallariu.
Espadas, 3? ; pares de coturnos, 46 ; snalos, pa-
res 46; penadlos 69.
Fortaleza de ttamarac.
1 bandeira imperial de filel de 6 pannos.
'i. iHUalho de artilharia.
36 grasas de bolees prelos deosso; 370 pares de
sapalos ; ^ mantas de la.
Qem ^Irzer vender tnes objecle-
proposlas em carta fechada, na ser
Uto, as 10 horas do dia 24 do corren le'mee.. SeCn
iflo conselho administrativo do arsenal de guerra ti
PARA O RIO DE JANEIRO.
Segu hoj impretenvelmente, asqua-
tro horas da tarde, o brigue brasilero
Dous Amigos,: quem no mesmo qui-
zer embarcar escravos a fi-ete, entenda-
se com o consignatario Manoel Alves Guer-J
ra Jnior, na ra do Trapiche n. 14, ou
com o capitao na praca do Commercio.
para lisboa' e porto
sogoe com toda a brevidade a barca Nossa Senho-
ra do Bom Successo, por ter parte de, scu carrega-
meitto : quem na mesma quizer carregsr, ou ir de
passagem. para o que lem cicellcntes commodos, di-
nja-se a Francisco Alves da Cunha ^ Companbia,
narna do Vigario n. 11, primeiro andar, ou ao capi-
tao na praca. ,
' MaranhSoe Para'.
Segu em poucos dias por ler*a maior parle da car-
ga encajada, u brigue escuna nacional Graciosa, ca-
pilao Jos .Manoel Barbosa ; o restante e passageiros,
para os quaes oflerece ptimos commodos, irala-se
com o consignatario J. B. da Fo'nseca Jnior, na ra
do Vigario n. 4, primeiro andar, ou com o capilao
na praca.
Para o Aracaly segu com (oda a brevidade o
hiate Duvidosn ; para > reslo da carga e passagei-
ros, irala-se na ruada Cruz n< 15, segundo andar.
Para o Aracaly com escala pelo Assii e Bio
Grande do Norle; segu uestes poucos dias o hiate br^
sileiro ExaUarBo, meslre Estacio Mondes da Silva :
a tratar na ra da Madre de Deos.-taberna n. 36.
\ ende-se-a escuna hollandeza Albcrt, ancora-
da nesle porto, muilo propria para Miavegacan de
cabolagem, de lote de 90 toneladas inglezas, pouco
mais ou menos, forrada de cobre, ainda'em bom uso.
de marcha muilo superior, e prompla para sauir
qualqacr vagem : os prelendcnles (lirijam-seaosenn-
signalarios, no Trapiche Novo n. 16, aonde o inven-
tario pode ser examinado.
LEILO'Ei.
No dia 1
vaneravel i___
de, a eleicSo
xada pelo nos
Patv, e correado a,
que sahio.eleilo o oi
mSo o Sr. Cae
grande maior 4q
composla de 30. tai
digno irmaoi^^H
(ao digna quo acerij
O Sr. Jos
ra da Prai,
do a despeza q
A mosij^B^
ereda na igr
Vista, Iransferio
por ser mais
convida os in
onde ha de passar:
e eslreita do Rosan!
picio, otao da rnatr)
Aragao, Rosario.
Obras de o{
Na ra do (ibu.
loj'a nova de
franquea-se
grande snrlii
goslos e presos!
sar urna conla c__
for vendida, esped
14 on IRqoilales,
dila loja por qu
' "Pa ra da
cido moleque
ras, ao que
pra, he diliL
OOereee-nei
leiro, ou de ^
to Anlonio m
Roga-se e|
as seguintes .
Joao, urna figniuli;
um pardecolcbel
das, uu ami
ra das Flores nj
Aftlanca-se a esi. ,
frer relativo a con
mado i cas india
os referidos
no da' 22 de fi
A pessoa!
ponco da Malri
gomnur a faze
rindo-se casa de
s fai o servio
ra da Assnml.
Aos habi
Mr. Gangr
inglez Seren;
9al5fiicao de
capital, qne
no qual apreenla|
de toda'a E^^^|
lem pparer
elogios de lo-
rias potencias culi
cuns monarchas te
Espera port-;
publicada \<
desla eidade
O abaixo asa]
Jos de Mo^^^|
rio onde era
quando a sei
tinha, igno
Sr. tbesoureiro Ju
fazer eolrec
15 docorrenle"J
de urna pessoa
dia. O abaixo
mo senhor se livesi
dever, visto q
cobranca e
mudam, se1
S.; e com
iihor.Joiio
LEUQ DE MOBILIA, CARRO, CAVALLOS E
SITIO.
Gossel Bimoot farNeilao, por inlervencao do
agente J. Calis, no dia 29 do corrente, as 11 luirs
da manhaa em poni, na ra das Cruzesn. 28, se-
gundo andar, a saber : Ires armarios covdrac,ados,
um melodion com escolenles vozes armoniosas, qoe
bem poder servir para igreja, sor, cadoiras, mesa
redonda com pedra, dilas sem pedra, guarda livres,
commodis, consolos, guarda roupa, lavatorios, qua-
dros com estampas; bilhas de esludo para desenlio e
pintura, liliradeira para agna, alauternas de casqui-
nha, vasos de porcellana e v idros para cima de mesa,
etc., etc.; assim como lambem urna pequea Ivpo-
graphio que pode imprimir uin pequeo peridico,
cavallos que lano servein para sella como para car-
ro, carro de qualro rodas com coberta e arreios.sellns
para montara dchomem e desenliara, nm pequeo
sitio na eslrada de Joflo de Barros, quasi em frente
.do beceo do Espiuheiro, com casa, estribara para
qnalro cavallos, casa para baidio, lodo cercado de
limoeiros.com.baslanles frnteiras, tanto do paz c-
moda Europa c diversos instrumentos propriosnara
sitio. 3
LEILAO NO UOTEI. NA PASSAGEM DA
MAGDALENA.
Francisco Antonio Coelho far Ieilao.por inlerven-
cao do agente J. Gatis, sabbado 25 do corrente, as II
horas da manhaa em poni, de iodo a moholia e mais
perlences do seu hotel da Passagem da Magdalena,
no principio da estrada nova, a saber : cadeiras.de
Jacaranda, dilas^le oleo.,ditas de amarello, c ditas
americanas, mesas redolidas com pedra e sem pedra,
dila clstica, consolos com. pedra a sem pedra, sofs
de Jacaranda e de oleo, marquezas, um rico loucador
de jacarando com pedra, o mais pertenres, lavato-
rios, banquinhas par jogo, tima secretara, commo-
das. urna cama franceza de jacarando, um berco de
dilo, um guarda-roupa, jarros e vasos de porcelana
para cima de Ine3a, tpeles etc. etc. ; assim como
um excellenle jogo de blhar, e duus oplimos caval-
los de sella com os compelen les arreos.,
O agenlq Oliveira far lcilo i fequerimenlo
de Brut.n Praeger & C., depuslarios da massa do
fallido Jos Marliiis Alves da Cruz, c por despach
lo Sr. Dr. juiz dj civel e commercio, de (odas as
lellra e mais dividas de livro exislenles, perleneen-
doa dila mima, sexla-feira 24 do corrente, as 10 ho-
ras da manhaa, no escriplorio do referido agente, na
ruada Cadeia do Becife; adverlindo-se, une em con-
tinuar.lo do mesmo lellilo"serao veodidos^felos maio-
res precos que se ofterecerem, alguns penhores ei-
conlrados na luja do^rererido ralldo, consislndo em
um relogio de caixa dourada, boles de abertura,
ciirdocs delgados para pescoco, e um par de rselas,
caso os donos a quem o prsenle annuncio serve de
aviso, nao vcnliam resgalar ditos penhores at o acto
do leilao.
AVISOS DIVERSOS.
O Cosmopolita.
Sabiram os nmeros 15 e 16, e arbam-sej venda na
roa do Crespo, loja de livros do Sr. Antonio Do-
mingues.
institciCao FKANCEZA.
A Divina Providencia rujos designios sao impeneJ
Iraves, leudo aparlado-ine' por .lempo linuladtf do
circulo de minha infancia,nao me dispenson das obri-
L'ac.'s iuhereules ao carcter augusto do sacerdole,
deqiieeslou reveslidu. I na das priiicipaes idniei-
Ces do sacerdole |ie nsirunaDs povus. segundo
palavrasdeCbrislo.Funtet doute omnes gentes.
Desojando pos corresponder quanlo mo ha possivel
a iinporlanle misso divina qoe me foi runfiada, cu
me dedioarei todo inleiro. em urna erra csMttnha. a;
educarao da mocidade. Esla carreira to diftlcil e
lio penosa, quando se quer cumjirir coni
menle lodosos, deveres quo ella iropie,
do a maior parle de minha vida. Aneu
aulas fui mandado adinrenles eslabeleriir dj
Franca paro exercer o cargo de pi
fortuna d alcancar bous resollados,
necessidade a lular contra as .diQieuld
passo sejifrereceiinio er:
confianc dos pacs de familias quo quizr
regar-inc da uileiraedu
ilal dcsla
tar aljama
e o meu des
nham i
luda fr
rieb id
ro que srjam esto
na bella
Nao tendo
de resida, o
die, quando
termo*8e fez o
ventari dos bi
mente" em i i
abaixo declara
serva va o falle
dos; e havendi
dagac-oes que i
duKuam, e ante
a^ao de que os__
subtralfidos na occa
do infeliz suc^^H
do tnesmp Fidl etj
r(Iluioa suac;i
cOes; avisa-se
muis pessoas. a
dos ou apresentadq
apprehender o
licite, casa u. 6,
jssima, ao qual
bem do finado,
usa de queest
nessa declarar
tiaid TtOsPOO1
os indicados o!
do lugaj- onde
ro combril
(|uilates, cujo j
bera de botao; 2 b^
camisa de cornalina
emflor oom.qaatmj
ma esraeralda no \
ouro para casaca Coi
O on\
para 01']
Oabiiieass.
ra do Nogueira i
fiir credor da raaaaM sai
dias para
os quaes nao
la que appar
Joti
Como o aaaMMJ
Francisco ^^^^^H
queo mesmo Sr. Tcixein
negocio que dizia ler conl
ex agora cumpriodo o j
qli he'morador na roa ]
andar.Sereranc
No dia) 18 di
ras da njanlraj
porta ilu
preseiu-a i
tes, urna i
pun;
cbm
Joa<|;
Olivei
k> Vicario u.
as6 da tarde,', Ca. ^"^
* Precisa-se de
rorrea de A-I.UiaJ)wrfm... ...
i, e que se acham
os pretenden-
/bjectos rr
t-in que se acham,
nareW a ignoran-
qualro fabricanles de charuto


fc
DIARIO DE PERNA1BUCO SABBADO
ut
Paulo *6aign<
pode ser procurado a qttquct h
na ra larga do Rosario n. 36, segn
da Escada.M^H^HM
roda B
mi engcnli
yes Pen
A<
No di 18 do corrente estar o om-
Vcrnambucana a mii noite de-
i______^J fronte da secretaria de polica, aftm
eondnzir as pessoa que sahirem do Ihcalro al
Apipucoi: quero quizer bilhetc de entrada diriia-
Larangeras n. t8v Adverte-se que te
r; o dito omuibus junto ao thcalro, e no
oslume) par-
-egrcssadalii
i noile.
^Hh Vires
...e da Gama, ser-
^H^ao da appellacoes e ag-
^Hio para a ra do Collegio
foreni
inglen
togos,
ICO DO
umento
commisso. A*
is antes da par-
sua livraria en-
t o preso por
eroaeflesero Parjs.
urna boa escrava de 23
perita cozinheira e en-
ie foroo e faz doces, muilo c-
qaal atiba de ser experimen-
to ^preco e fallar coro o Sr. major
fazendas n. 11, notfasseio Publico.
la meama val por tres.das outras em fa-
i sciente ao respeilavcl
' lem contratado a compra da taberna,
le Sanio Amaro D. 28. do Sr. Francisco
Puntes Fernaudes, com ludo quanlo existe na mesma
taberna; se alguem se julgar credor do mesmnhaja
de apresenlar suas contasno prazo de 8 das, conta-
dos da dala desle cm dianle.lindcs os quaes nao have-
rao mais r eclamaeoes a fazer sobre a mesma taberna.
Afanoc Moreira da Costa.
nia
la-se de uro feilor de campo que de co-
idoneo de sua pessoa : nojngenlio Novo
ilquer pessea habilitada para dito
ir-se ao referido enge-
do corrente mez.
.Vepomuceuo Ferreir de Melle,
' OHnda, lem urna carta na
ndependenei'.
RIO DE JANEIRO.
das obras publicas de
lia 10 do corrente ;
aprenda as lojas do
istas derem cliegar pelo
ir que vier depois daquelle
i pagos a
- entrega' das
faeno? de 12 a 15 annos
no armazem do Caes da
gario Ladgero Pinho mn- #
cele da ra de S. Francisco
' wo r.. 68A'
S. DO LrVRAMENTO.
lia Salustiano de Aquino
Ferreira
i. publico, que os seos bilhetes c
i ymda os lugares do costu-
i responsabilidade os dous premios
o de 8 % do imposto geral.
6,000 ... 5KWO000
. 3,000 2:5008000
. 1,500 1:2508000
... 700 .. 5008000
400 .. 2508000
pendencia, livraria n. 6 e 8,
Antonio Marques de Albu-
com o dono da loja da ra
e como nao se saiba de sua mo-
ra aonanciar,
correle, depois da .audiencia do
, juiz W I da segunda vara, se arrema-
i praCJtp Nea o sobrado de um andar, sito
r execuco de Frede-
aviuva e herdeiros do tinado Dr.
le Miranda llenriques; be a ultima
J. Jane.Dentista,
a ra Nova, primeiro andar o. 19.
(MEOPATHIA. &
I CROES R. 28. I
- professor homopalh.
venda por
IIL RIS.
H^Hl medicamentos.
: livros.....58000
carleiras e caixas
^^^Hk por preces comino-
40 PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
precos mais baisos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalho, alfiancando-
se aos compradores um. s preco
para todos : este estabelecimento
ahric-se de combiriac5o com a
maior parte das casas-commerciaes
ipglezas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais cm
conta do que se tem vendido^ epor
isto oflerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprielano deste importante' es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venliam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas *
baratas, no armazem da Vua do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
Arematacao de propriedades do r eco Hu-
iliento de Iguarats.
O abaixo assignado, como procurador e adminis-
trador do patrimonio do recolhimenlo das freirs do
SS. Corara o de Jess da villa de Iguarass, faz sa-
ber que no da 27 de marco prximo seguinte
lem de ser arrematados por ve#Ja em praca do jui-
zo do civel da priraeira vara da cidade do Recife, 2
sitios de trras, silos na freguezia daquella villa sen-
do o primeiro denominado Pitanga, da exlensao de
legua em quadro, como aa mostrara da escriptnra
com anta pequea casa Jova de laipa e lelha, cujo
terreno enserra ptimas qualidades e oflereee a vanta-
gem de se poder levantar engenho em alio ponto pois
quet em bailas extensas para canuss.rio de excelleule
agua, grande cercado para animacs, bons allos para
roca, lambem maltas para o fabrico do engenho e at
para se vender madeira constantemente, e serrar la-
boas, e demais est na distancia de 2 leguas de villa
onde ha opligio porto de embarque, alem das de-
mais commodidades da vida. O segundo sitio, mohe-
cido por Tabatinga das freirs, he sito cima da po
voacao de Tabalinga,meia legua distante da villa; tem
casa de vivencia na beira da estrada real para Goian-
na,. cortada pelo rio Tabatinga 'de lioissima agua,
com ptimas ha i xas para caima e capim, os allos fr-
tilsimos para roja, inilbo. feijao, tambem com bel-
lo cercado para.criar vaccas para vender-se leile na
villa como se costuma. O primeiro foi avallado judi-
cialmente em 10:0008000, e o segundo 1:0008000,
polos avaliadores os Illms. Srs. corouel Manoel Tho-
maz Rodrigues Campello, e capilao Manoel Caval-
canti de Albuquerque*Lins proprielarios dos enge-
nhos Cumbc e Mussupinbo, para cuja venda obli-
veram as rccolliidas, ticenra imperial. Quem pois os
quizer arrematar compareca por si ouseus procura-
dores ne indicado dia : e' se antecedentemente os
quizerem ver o percorrer dirijam-se a villa de Igua-
rassi a fallar com o abaixo assignado, ou o capilao
Francisco das Cbagas Ferreira Duro, e e escrivo
Adolpho Manoel Camello de Mello, e Araujo Jjue
apresenlaro as escripturas e com ellas mostraran os
sitios. Recife' 13 de fevereirode 1854.O padre Flo-
rencio Xaeier -Uiai de Albuquerque-
1.a eadeira do 5.a anno do curso ju-
ios Srs. acadmicos quinta-
:ce*ei no anno corrente
-Elementos de Economa
imprimindo na typogrtphia
tas Ribeiro. em cuja livraria
ollegio, podero deixar os seus
No mesmo lugar pode subscro-
iodo o prejo da subscrip-
s na focasiSo da entrega da obra.
da em rasa do Sr. Luiz. Jos
e os elementos da l'ratica do Pro-
I Direilo Civil Brasileiro,
11?
Bote
GRATIFICADO'
na dej Trapiche n.
andar, ou levar ao. sitio do
te de Uchoa, defronte da
passagem i at'Anna, um cavallo ro-
dado claro* de bom tamanho, carnudo,
ndo o cttsco do p esqner-
todo ripado, sellado e
i manta azul ; furtado por
une Joao, baixo, secco,.
tchas de queimadura no na-
tnbem furtou um palito
, e mn par .de sapatcs
i'alla alguma cousa ran-
Simout leudo de se retirar prxima-
mente para Europa, roza aos seus devedores
o favor de virem saldar suas contns da dala
; deste a oito dias. Recife 17 de marco de
1854.

jj Ro!
ATogados,
l'ortella,
cima t
lu. e a
lesoara dt
o firma J
ie de urna ama que saiba cozinhare
ie pouca familia ; a tratar na
a quina n.
. Epiphani,irmao do Sr.
ora na villa de Bom Jar-
o dito Sr, Epiphanio annuncie a
se ra Imperial, n. 25, das6
loanha, e das 3 da lardo em diante,
ciproco interesse.
icia de Santo Antao umeavallo
igalha ; quem fr seu do-
recebe-Io Sob as condioesjneees-
cotBe Taso baja de fazer o divi-
s. que lem em caixa com os cre-
mou conta e veudeu, do
les, pas S. S. nao pode ser
onlia a vontade das parles.
ma que saiba eozinhar fa-
ma casa: tjo largo do Ter-
i para cozinhare lavar em
: na ra da piaia de Santa Ki-
pbaas, silo na roa da Auro-
i qualqoer qoalidade de costura,
Ijgara, ludo por prerocom-
;ra ddilo collegio.
una Cavalcanti queira man
a carta vinda
issador, na nadara da ra.
ia Ircguezias: paga-se bom
DO LIVRAMNTO.
dam a 21'de abril proxi-
lin-se a venda
i Sr. Joao Mo-
do loja dc-Sr.
ura da Silva.
im ao publico
i Jnior
iandau-
. no aterro dos
ido do major
da tarde, de
o 1 con.
ni nina
la e com
o ladro
.alao que
ATTENCAO'!
Roga-se as autoridades policiaes, aos capujes de
campo, ou a qualquer pessoa do povo, a appr.eliensao
do moleque Flnriano, que ao amnhecer do dia Ib
do corrente desappareceu do Poeo da Panclla, cujos
signaes sao os sesuinles: he crioulo, de lS^a 16 an-
nos de idade, seccQF do corpo, estatura baix em rc-
lac/o a idade, caberla grande e um poucu comprida,
nariz chato, pernas tinas, pes grandes, tendo ero um
dos calcanhares urna cicatriz proveniente de om lo-
mor ha pouco tempo rasgado; muito sagaz e ligeiro
em lodos os seus roovimentos; faz-se porm muito
sonso quando v que alguem (lesconfia delle; he
muito conliecldo no Recife, sitiu da Tamirineira c
suas circumvisinhau;as pela alcunha deCuringa: sa-
bio sem chapeo, levando urna caifa escura ou muito
enchovalhada e camisa branca de madapolao com
abertura de pregas, anda liinpa. Adverle-se tam-
bem.que assim como se recompensar generosamente
a quem q levar ou delle der noticias na ra da Cruz
n. 55, assim se proceder com todo o rigor contra
quem o acoitar..
J3 Os abaixo assignados fazcm sciente ao publico,
eepecialmenle ao corpo de cnmmercio, que aroign-
vclmente dissolveram, no dia 28 de fevereiro prxi-
mo passado; a suciedade que tinharo .na.lnja de cal-
cado da pra^a da Independencia n. 37 e 39, a qual
gyrava debaixo da firma de Porto & C., Picando per-
lencendo o estabelecimento o activo, ao ex-socio
Porto, e o passivo a cargo da extinta firma.Anto-
nio Augusto F. Santos Porto.Antonio Pereira da
Rochh Bastos. >
- Pede^se ao Sr. Joao Xavier da Fon-
seca o favor de ir a ra do Crespn. 16,
esquina, que se lhedeseja fallar, nego-
cio que S. S. nao ignora. :Viuva Bran-
dao & Irmao.
Os senhores I). Manoel de Lezarralde e Eran-
cisco Tibnrcio de Souza Neves*. tem (artas no escrip-
loriode Domingos Al ves Malheus, na ra da Cruz
n. 54.
Perdu-stf do hotel Francisco, no dia 16 do
correle, um annel de prala para marca de griarda-
napo, tendo as ledrasiuiciaesM.I. A.; a pessoa que
o achar queira ler a bondade de o levar ao mcsnio
hotel, quo ser bem gratificado.
AVISO JURDICO.
A segunda, edicao dos primeirns*elementos prali-
cos do foro civil, mais bem corrigida e acrcsccnlada,
nao s como cerca dos despachos, interlocutorias e definiti-
vas dosjulgadores, obra assas iqjvessante aos prin-
cipiantes em pratica, que Ibes servir de fio conduc-
tor: na praca da Independencia ns. 6 e 8.
Vendem-se missaes romanos, muito bem'enca-
dernados, e da ultima edculo ; urna Maula de bano
com 5chaves1, eapparelhada de.prala, eo melliodo
completo para flauta por T. Berbiguier: na ra do
Encantamento,armazemn. II.
Vende-so uro carro (coupi) de muito bom goslo e
novo, urna rica parelha de cavallos muilo mansos e
bastantes sordos,. dous pequeos cavallos para jneni-
nos : |iara ver eajuslar na ra Nova, cocheira por
baixo da cmara.
& Acbam-se venda na loja de livros n. 16, no
faleo dd Collegio, tratos do Exm. e Rvm. Sr. ar-
cebispo da Baha.
Vendem-se 4 escravos, sendo 1 mulato de 20
nnns, 1 prelo de 40, t moleque de 17.1 prclade 22,
boa engommadeira e lavadeira e 30 troves de pao
d'erco de 40 palmos de comprido e palmo e torno do
frossura f quem pretender, procure na ra larga do
Rosario n. 25.
Frutas novas:
'Naroa estreila do Rosario n. II, vendem-se hce-
las com pecegos, damascos, peras e ameixas, e latas
com biscoitos, do principe Alberto e de mais autores,
bolachinhas de soda e nozes a 120 rs. n libra, conser-
vas, agua de flor de laranu, amendoas, ervilhas, ce-
vadinha de Franca, castannas muito novas, e outros
muilos 0Djectos(: vende-so ludo em conta.
Liquidarao.
As fazendas da loja do ausente JoSo Antonio de
Araujo estao venda na lojada estrella, ra doQuei-
madi) n. 7, e eslo se trocando por sedlas visla,
quasi por melado do seu valor, como abaixo se v :
pecas de chita cora 38cova'dos a 48400, ditas dita en-
trefina a 58000 rs., ditas lila muito fina a G3800, pe-
cas de alsodaozinho a 18600 e 28000 rs., ditas de ma-
dapolao Gno e largo a 38800, cambraias organdiz a
480 a vara, cassas chitas a 240, chitas francezas muilo
largas a 200rs. o covado, ditas inglezas a 120 e 150,
dilas ditas em relalhos (levando o que liver o reta-
lho) a 100 e 120 o covado, meias casemiras dealgo-
do para calca a 240 e 300 rs. o covado, meias cruas
para hornera a 120 o par, lencos de cambraia para
mana 120, ditos dita com bico a roda a 180, chales
de la muilo craudes a 18000 rs., ditos de dita irais
pequeos a 320 e 640, e oulras muilas fazendas, que
s com a visla' os freguezes podero ronhecer os di-
minutos precos por que se estao veudendo ; cheguem
freguezes, antes que se arabem.
r Vende-se um escravo, crioulo," de idade de 12
annos. e de bonita figura: na ra da ConccirSo da
Boa-Visla, casan.2.
A 4#000 rs. cada nma.
Ricas romeiras bordadas com bonitos laros a IOOO
rs., meias pretas e brancas de seda, muilo superior,
ditas brancas para meninas,ln vas de seda branca para
-meninos, sarja prela da melhor que ha no mercado,
rasemira prela o panno fino prelo. prova de Wmjn,
ricos corles decollele fle casemira bordados, ditos de
selim pretos e brancos tambem bordados, o outras
muitas fazendas: na ra do Queimado n. 18, segun-
da loja. ,
Vende-se iima armacSo para taberna por m-
dico preco, a dinheiro ou a przo: no'pateo da Sania
Cruzn. 10.
Devoto Clnistao.
Sahio a luz a 2. edijao do livrinho denominado-
Devoto Christao.mais correcto e acrescenlado: vende-
se nicamente na livraria n. 6e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Vende-se um prelo de 40 annos pouco mais ou
menos, que foi creado no malo e entende de lavoura,
e he casado com urna parda torra, vende-so a dinhei-
ro on a.prazo: no largo do Corpo Sanio n. 25.
Vendem-se com pouco uso os livros segointes:
i?- nia,.SacrE' TabulB Phadri, Salostius, Vir-
gilli Rud, Ord. VerborumSaluslii. tlislorv of Rome
i por Goldsmilhs ). diU Sagrada ( ppr Bernnrdiuo >,
U)llecOes de Problemas : na ra do Collegio n. 8.
Vende-se um sobrado de um andnr com mullos
bons commedos, quintal bastante grande, proprio para
ser edificado de novo, chao proprio : na ra Direila
Herrante do becco do Serigado,sobrado de varanda de
pao: Irala-se no mesmo.
FAZENDAS BARATAS.
Pa nova loja de 3 porta na roa do ljivramento n. 8,
junto ao armazem de loara.
_J "ln.^saPerior sarja p'reta hespahola a 28200,
-.lOO, 3S000 e 38200 rs. o covado; selim prelo de
Macfto superior a 28400, 28600. 258Q0. 48000. 4o800
co80tlOrs. ; superiores manas pretas de'frto de linho
a 108000. 118O00, 128000e 148160.rs. ; casemiras
prelassuperiores; pannos pretos pruva de limao; cha-
peos pretos de massa ; meias prelas de seda (de peso);
uvas pretas de seda ; dilas abertas de relroz, o ou-
tras diversas fazendas por preros commodps.
Figurao.
Vende-so um escravo pardo, bastante corpolentn e
proprio paro oservicode campo.esadio : a tratar na
ra do Crespo loja n. 13.
Vende-se urna casinh de cal e tijollo. com ca-
cimba propna: nos Afogados, ra do Molocolom-
bo ; quem a pretender, dirija-se ao aterro da Boa-
Vista n. 41.
Vende-se um caixao proprio para deposito de
bolacha oir-dc assucar, sendo feilu com muila perfei-
Cao, e nao tem 5 mezes do fcilo, vende-se muito em
conta pelo dono se mudar e nao ter commodo para o
dito caixao : qnem o pretender, dirjja-so a ra do
Livramento u. 38, por estes tres dias.
Na ra da Penhan.23, primeiroandar,se dir
quem vende um rosario de ouro com crucilixo. cor-
docs, medalhas, brincos, rosetas, aunis e alfineles
para pe lo de sen hora.
Vende-se um terreno com 100 palmos do frciilc
e mais de faOO de fondo, no melhor lugar da Ponte de
Uchoa, por ser do lado do rio, com caes j falo :
quem o pretender, queira entender-se na ra du
Queimado o. 10, loja.
Vpndem-se em casa deTinn.Mou-
sen & Vinassa, na praca do Corpo Santo
n. 15, os seguintes objctos : obras de ou-
ro, comosejam : aderecos, meios adere-
mos, pulceirs, anneis, coi-rentes, rosetas,
altnetes, etc., tudo cliegado no ultimo
vapor da Europa. Charutos da Havana
verdadeiros, candieiros e casticaes, ara-
dos de ferro, vaquetas de lustre para co-
berta de carros. .
Vendein-se dous bracos trolla I anca
,do autor Romao & Companhia,
para armazent de assucar ou- nadarla : na
ra da Cruz do Recife, loja de cera do Sr.
Fortunato, n. 60.
Vende-se nma mesa grande opliva para casa
d pasto, com arranjos para despojos de louras ou
outros objecin: naraa.da Cadeiado Recife, loja de
ferragens n. 56, onda ella se acha : ha precUao e
[por issn lodo negocio se fan.
CALCADOS BARATOS.
Boraeguin elsticos para hornera 4S000 rs.. sa-
patoes de lustre para hemem a 38000 rs., sapates de
dito para menino a 2S000 r.: na prara da Indepen-
dencia n. 13 e 15. loja do Arantes.
Farinha de mandioca.
Vendem-se saccasgrandes com superior fa- J
rinh de mandioca, por preco commodo : na
ra do Amorim n. 54, armazem da-Machado
& Pinheiro, ou a Iralar na roa do Vigario n.
segundo andar, escriplorio dos mesmos.
Chitas baratas.
Vendem-se chitas de cores fixas padrees claros e
cacuros, a 120 160,180e200 rs.'; dita franceza mui-
to larga padrees novos imitando caasa, a 320 rs. o
covado : na ra NovaHoja n. 16 de Jos Luiz Perei-
neft Filhct:
Vendem-serelogios.deouro c prala, mal*
harrflo de que em-qualquer oulra parte:
na praja da Independencia n. 18 e 20.
Chapeos pretos franceses
a carij, osmellore de forma mais elegante ,que
Svindo, e outros de diversas qualidades por me-
preco que em outra parte : na'rua da Cadei do
RecHe, n. 17.
* Ao barato. .
Na loja de Guimaraes & Henrlque: ra do Crespo
n. 5, vendem-se lenco* de cambraia fina e de puro
linho, pelo baralo preco de 58 e 58500 a duzia, sendo
cada duzia cm urna caixinhacom lindas eslampas.
. Vedie-eeom escravo da Cosfa, proprio para er- n
v'co de campo, e para canoas: na roa da Canela do
al do Dr. Brown,
iivos on brancos,complot
damno dos mesmos, ludo
YA
OS EXCELLEXTES SALLAMOS DEBOLOMA,
recenlcmcnle chegadosde Genova,vendem-se apreso
razoavel : na ra da Cadeia do Rcile n. 23.
Vendem-se pianos forles de superior qualida
de, fabricados pelo melhor autor hamburguez : na
na da Cruz n. 4.
brigue ConCeicaO, fllndeado defronte l>epcilo da fabrica de Todoa osSantoanm Baha.
do Fortedo Mattos: a tratar a bordo com 'Jv^'T^S^L^^^^t^
Vende-se sal do Assi', a bordo do
ocapit donesmo, ou no escriptorio de
Manoel Alves Guerra Jnnior, na ra do
Trapiche n. 1 i.
No sitio do Retiro, que foidoSr. Francisco An-
tonio, de Figueiredo, vende-se urna boa vacca com
leile, e de bezerro novo, por preco commodo.
Rracos de balanca Romao & Compa-
nhia,
chegadosltimamente de l.islina pelo brigue portu-
guez Tarujo Primeiro, proprios para balco, e por
preco commodo : na ra do Amorim n. 54, armazem
de Machado & Pinheiro, ou a Iralar na ra do Viga-
rio n. 19, segundo andar, escriptorio dos mesmos.
Cera em veas.
| Vende-se cera em velas, fabricadas em Lis- jgj
* boa,em caixas de 100 e 50 libras, e por preco ?F
o mais barato do que cm outra qualquer par- C-
"te : na ra do Vicario n. 19, segundo andar,
escriptorio de Machado & Pinheiro.
@S:-S@
OVAS DO SERTAO.
Vendem-se baralo e muilo frescacs ovas dosertao:
na ra do Queimado.n. 14.
Veude-se a taberna da ra estreita
do Rosario n. 10, bem afreguezada para
a trra, e compoucos fundos, e faz-se van-
tagem o comprador: quem a pretender,
dirija-se ao armazem conlronte a Madre
de Dos n. 22.
l:i4S .
SUPERIOR FARINHA !)EMANDIOCA.
Vende-se farinha de mandioca, uova, chega-
da de Sania Catharina; a bordo do patacho
& Clemenlina, por preco commodo : para por-
Cues, no que se far dill'erenca de preco. Ira-
@ ta-se no escriptorio da ra da Cruz n. 40, pri- @
meiro andar. m
@@:@@@e
O 39 A.,
Vinle e tantas qualidades.
De holinhos para ch
Confronte ao Rosario
Numero Iriula e nove A.
Amendoas e chocolate,,
Pastilhas c coufeilos,
Doces de qualidades
Caixinhas com enfeiles.
Biscoitos eslrangeiros,
Jnulamente nacionacs
A'visla dos freguezes
Se mostrara cousas mais.
Palitos l'rancezet.
Vendem-se palitos francezes, de brimde
linho e brelanha, ;i 38000 e 48 rs., ditos de
alpaca prela e decores, a 88 e 108 rs., ditos
de panno Uno, a 168, e 188 e208.rs., avista
do preco e snperioridade da l'azeuda nin-
guem deixara de comprar: na ra Nova lo-
ja de fazendas n. 16, dejse Luiz Pereira &
Filho.

da Crnz.n. 4, algoda trancado d^aquella fabrica,
muito proprio parasacrosdeassucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, h a
para venden; chegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, o seguintc: saccas de farello muilo
novo, cera em grume e em velas com bom sorti-
mento de superior qualidade, mercurio doce e al
de Lisboa, em pedra, novissima.
"Vendem-se em casa de Me. Cal moni & Com-
panhia, na praca do Corpo Santn.11, o seguinte:
vinho dc-Marseillecm caixas de 3 a 6.duzias, linhas
em novellos ecarreleis, hreu cm barricas muito
grandes, aro de milaOsorlido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
' Senzala nova n. 42.
Neste ptabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de. todos os tamauhos, para
dito.
AOS SENHOftES DE ENGENHO.
O arcano da inyencao' do r. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o metliodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de.
N. O. Bieber & Companliia, na ra da
Cruz, n. 4.
SAM.
SALSA FABRIL!.*.
Vicente Jos de Brilo, nico agente em Pernam-
buco de B. J. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que tem chegado a esta praca urna grande por-
Cao de frascos de salsa panilba de Sands, que sao
verdaderamente falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acauletar os consu-
midores de (lo precioso talismn, de cahir neste
engao, lomando as funestas consequencias que
sempre costumam Ira/.cr os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mfio daquellcs, que antepoem
seus interesses aos males e estragos da bumanldade.
Perianto pede, para que o publico se possa livrar
dcsla fraude e dislingna'a verdadeira salsa parrifha
de Sands da falsificada e recenlemente aqu chega-
dai; oannunciante faz ver*que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na ra da Con ce i rao
do Recife n. 61 ; c, alm do receituario que acom-
panha cada frasco, tem cmbaixo da primeira pagina
seu nome impressu, e se achara sna firma cm ina-
nuscripto sobre O invollorio impresso do mesmo
f reos.
Recife n. 54.
Na roa do Trapiche n. 14, primeiro andaf
vende-se o seguinte :pasta de lyrio florentino, o
melhor artiMMafejaphccc ente,
..... _...... ___
gestor1
para^M
lustre: *i
sarar sartfl
mo a Untura
cao faz osea"
pretos emaci
precot commodo*.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro' de D.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza aa comprador.
Moinhos de vento
"ombombasdcrepuxopara regar borlase baixaa
decapim, na fundicao de D. W. Bowman:na ra
do Brom ns. 6, 8c 10.
VINHO DO PORTO MIUTO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barrisdei., 5. e 8.: no armazem da ra
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes & Companhia, na
ra do Trapichen. 54-
Padaria.
Vc'nde-se urna padaria muilo afreguezada: a Iralar
com Tasso & Irmios.
Ao senhores de engenho.
Cobertores-escaros de algodfto a 800 rs., ditos mui-
lo grandes e encorpados a 19400 : na roa do Crespo,
loja da esquina que volla para a Cadeia.
Vende-se farinha de mandioca mui-
to superior, em saccas, e ebegada recente-
mehte : no armazem de Machado & Pi-
nheiro, na ra do Amorim n. 54, ou a
tratar no escriptorio dos mesmos, na ra
do Vigario n. 19, segundo andar.
Na ra da Cadeia Velha n. 52, em casa de
Deane Youle & Companhia,
vende-se nm carro americano de 4 rodas ; pode ser
visto na cocheira de Poirrier, no aterro da Boa-Visla.
o podessem obter, fa-
. Sands es-
de 1842,
m
m
ton, n. 79.
Fiean s ordena de Vme.ns
(Assignados) A. R. I
CONCLUSAO'.
1.eA antiguidade dasalsa parrii;
claramente provada, pola que ella d.
e que a de Sands s appareeea era 1842, p
qual este droguista nao pode oblcr a agencia
Bristol.
2. A snperioridade da salsa pav
he incontestavel; pois que _t
rencia da de jjands, e de ua
paracOes, ella tem manlido i
si toda a America.
As numerosas lperie
salsa parrilha era todas ;
pela impureza dbsiteuc.
la corle pelo. Illm. Sr. Dr.
academia imperial de mediciii
Dr. Antonio Jos Peixolo em J
'afamada casa de saude nt Ga
Dr. Saturnino de Oliveira,
por, varios outros mdicos,
clamar altamente as virludes'i
rilha de Bristol vende-se a !
O deposito desta salsa
frauceza da ma da Cruz, en
ou-se para
mmnmm--mMmnwmmm
Pannps linos e casemiras.
Vende-sesnpcrior panno fino preto.a 2J800,
4, 53, o$300, 6 e 79000 o covado ; casemira
prela franceza muilo elstica, a 78000, 88000,
IOS, 12 e 14 rs. o corto : na ra Nova, lo-
: ja n. 16 de Jos Luiz Pereira & Filho.
Vcndem-se 12 escravos. sendo 1 carreirn, oulro
dito canoeiro, 1 moleque de bonita figura, de idade
Ib anuos, 2 escravas mocas que engommam, cosem
coznham o fazcm labyrintho, 1 molaiinha de idade
ISannose 6 escravas ptimas para ludo serviro ; na
ra Direita n. 3.
A 4500.
Vendem-sena ra Nova u. 35, saccas com farinha
de mandioca, pelo diminuto preco de 4*500 a sacca.
. A 3#00rs.
Vendem-se saccas de farinha de mandioca, propria
para escravos, pelo baralo pVccode 33000 rs. a sacca:
na ra Nova, loja n. 35.
DEPOSITO DE CVLE TOTASSA.
Na ra de Apollo, armazem de Leal
Reis, contina a ter superior e verdadeira
potassa d-j Russia.e da America, assim co-
mo cal em pedra chegada hvultimo na-
vio, Cujos barris conte'm o peso .liquido
dequatro arrobas, tudo a preco razoavel.
Vender no armazem de James Hal-
liclay, na ra da Cruz n. 2, o seguinte :
relogios de ourb sabonctes patente inglez,
sellins inglezes, silhoes para montara de
senliora, arreios para canriolet, lanterncs
para carro, eixos de patente e molas de
albinas para carros, candelabros de bron-
ze de 5, 4 e'5 luzes-

Vendem-serelogios de ouro, pa ^
ten-te inglez, por commodo .pre- .
co: na ra da Cruz n. 20, casa.de '
L. Leconte Feron & Companhia. (
Deposito de vinho de cham-
iagne Chatean-Ay, primeira qua-
idade, de propriedade do condi
de Mareuil, ra da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende-
se a o6$000 rs. cada caixa, acha-
se nicamente emeasa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo -r-
Conde de Mareuil eos rotulo?
das garrafas sao azues.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, lem
venda a superior flanella para forro dcselins, che-
gada recenlemente da America.
Na esquinada ra do Crespn. 16.
j Vende-se nesta loja riquissimos e moderos
corles de vestidos de-barces com baados, fa-
zenda anda.nao visla neste mercado ; ped-
is se a ltenlo das senhoras de bom gosto, aflm
de que comprem esta linda e interessante fa-
@ zenda.
e:f?!a'
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, muilo grandes e
de bom goslo : veodeni-se na ra do Crespo, loja da
esquina que volta para a cadeia.
@a@@ @?@@@
$$ Os maisricos e mais modernos chapeos de
@ seda c de palha para senhoras, se cncontram
sempre na loja de modas de madaine Millo- @
chau, no aterrada Boa-Vislan.l, pornm pre-
@ c mais razoavel do que em outra qualquer @
, pa"-
' Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violSo e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas,' schc-
tickes, modinhas tudo niodemissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Charutos de Havana.
Vendem-se verdadeiros charutos de Havana por
preco muilo comraado :' na ruada Cruz, armazem
n.,4.
POTASSA E CAL.
Vende-se potassa da Russia e America-
na, superiores, e cal virgem de Lisboa,
tudo por preco mais commodo que em
outra qualquer parte : na ra do Trapi-
che n. 15, armazem de Bastos limaos.
Com toque deavaria.
Madapolao largo a 3^200 a peca : na ra do Cres-
po, loja da esquina que volla para a Cadeia.
Muita attencao.
Cassas de quadros muilo largas com 12 jardas a
2(3400 a peca, corles de gauga amarella de quadros
muilo lindos a 13500, cortes de vestido de cambraia
de,cor com 6 1i2 varas, muilo larga, a 23800, dilos
com8t|2 varas a 30000 rs., corles de meiacasemira
para calca a 33OOO rs., c oulras militas fazendas por
preco commodo : na ra do Crespo, luja da esquina
que.volta para a Cadeia.
PARA A QUARESMA.
Um lindo e variado sortimento de fazen-
das pretas,e de todas,as qualidades.
COMPRAS.
Sarja e setiin preto.
eMm^.suPeriur sarJa Prela hespcnhola,
23>0 e 23600 o covado ; setim prelo macu
superior, a 23400,23800, 33200, 43 e 53 rs.
o covado; as amostras sao francas: na ra
1 Nova loja do fazendas n. 16, de Jos Luiz
Peeirafc Filho.
Compram-se ossos a peso : no ar-
mazem da illuminaco, no caes do Ra-
mos, travessa do Carioca.
Compra-so um prelo bolieiro e sapaleiro, que
seja mor,o e sem achaques, e sirva para lodo e qual-
quer Irabalho de una casa : quem liver, dirija-se ao
sobrado de um andar n. 15, 110 palco da ribeira de
S.Jos, ou a loja 11...., na ra larga do Rosario, que
se dir quem precisa.
Compra-s urna escrava muala on criola, pre-
ferindo-se k primeira, que seja mora, prendada o de
bons cosluiui's, que he para urna familia 110 Rio de
Janeiro ; paga-se bem : quem liver urna neslas cir-
caroslanrias, dirija-se a Luiz (lomes Ferreira, no
Miidego, queteniordem para a comprar.
Compra-se um inolequinho dnHa 12 annos de
idade, que seja bonito : na ra do l.ivraineulo 11.
36, terceiro andar. f
Compr.i-s, um prelo ou prela de meia idade,
que saiba eozinhar bem, Ingommar, e lenha boa con-
duela : na praca da Independencia, loja 11. 3.
Compra-se um sellim inglez que esteja embom
estado : quem o liver, dirija-se ra da l'iaia 11.43.
f Uwa-los
pnte gra-
VENDAS
.8,
H
imperial
de San;
11.10.
l'n
a 16 ani
00 na r
Quem pre
viuva Rom, ansiante-de dous pre!
Precisa-te de
caixeiro de uma%berna
zer, dirija-se ru:
lima mulher' pdrtirgue/
gada ha pouco, se offerece para o si
VINHO DA FIC.lEIltA.
g\'ciulem-se barris'de quinto de vinbo da Figocira:
uo arinazein de Tasso Irmos.
Vende-se urna e\cellen(e casa e sitio, na Ca-
ir denominado Campo Alegre, leudo o si-
gs de frente e 500 de fundo ; -quem o
10. pretender, dirija-se ra do Vinario u. 31.
-
leria de Nossa Senliora de Liyrameulo.
ende-se um deposito no pateo do Terco o; 18,
com poneos fundos, e d-so em conta a Quem pre-
tender.
\>rua das Cruzas n. 10, vendem-se alinderes
de cortica muilo bem feitos, e por preco commodo ;
a elles, que est5o se acabando.
cnde-sesal do Ass, a bordo dohiale Ange-
a Iralar na ra- da Cldeia do Recife u. 49
primeiro andar.
7- Vudo-se superior farello em sacras muilo gran-
des, e por preco commodo : na ra do Amorim 11.
48. armazem do Paulo & Santos.
"' Vende-se a taberna e renacao, sita em Parna-
Vende-se urna escrava, crioula, de 18 annos de
idade, com algumas habilidades: na Camboa do Car-
ino n. 24.
. -rVenem;se as !a* ,CTreas n. 68 c 106 da roa
das Cinco Ponas; n. 6/ da rpa do Jardim: n. 72 da
de Santa Rila; e n. 81 da ra Velha : na rua.ulrei-
la n. 40, segundo andar,
Vende-se a padaria n. 154, sita as Cinco Pon-
las : a tratar com Vicente Jos da Silva lavares, na
casa junto i mesma.
Calcas e jaquetas fr.-ncezas.
Vendem-se calcas e jaquetas francezas de brim de
quadros e de listras pelo baralo preco de 28000 cada
urna : na ra Nova u. 16, loja de Joe Luir. Pereira *
Filho.
Chapeos de seda e bloiid para seih__
Ven lem-se os mais modernose Uunilos chapeosde
sedaeblond para senhoras; mullo bem enlejiados
pelo baratoirero de 10 a 16JOO0 : na ra Nova, loja
u. 16,.de Jos Luiz Pereira iS Filho.
Vestidos baratos.
Vendem-se vestidos brancos de barra, -a .tgOOO ;
dilos de 1 e 2 babados, a 4^500 ; dilos de 3 a 5 dilos,
a ."> rs. ; cambraias heras brancas e de edres, a
3&200 a peca ; corles de cassas de bonitos padrOes, a
20OO; dilos de barra a 28200, corles de chila de
barra, a S'iOOe 38 rs. ; cassas francezas, a 560re,:
e outras fazendas que se vendem bandas : na na No-
va n. 16, loja de Jos Luiz Pereira Jj Filho.
Casemiras francezas.
Vendem-se casemiras francezas de bonitos padroes,
claros e oscuros, a 48000 e 58000 o corle : na ra
Nova, loja a. 1C de Jos Luiz Pereira & Filho.
Na frente do Livraraent, loja de A. F.
de Pinho.
Chegaram pelo ultimo navio de Lisboa superiores
luyas de relroz pretas,proprias para o presente lempo
de quiresma,vendem-se lano em duzfas como o par,
este, a 800 rs.; dilas de pellica, a 800 e 18000 o par ;
ditas de seda, a 18280 e 18600 ; dilas de fio da Escos-
sia finas, franjas eneradadas e torcidas prelas, para
capolinhos e manteletes, dilas brancas e de cores pa-
ra cortinados e loalhas, tudo por commodo preco s
pira apurar dinheiro.
Na frente do Livramento, loja de A. F.
de Pinho. *
Continua a ter os lindos tercos engraciados em ra-
me e eucarnados.e crucifixos dcdiHerenles tamauhos
para igrejas Oratorios, c outros objctos que se Iro-
Vende-se sola boa eqi pequeas e grandes par-
tidas, cera de carnauba primeira sorte, pellcs de ca-
bra de diversos precos.esleiras de palha de carnauba
e peiuias de ema : na ra da Cadeia do- Recife n. 40,
primeiro andar.
Vende-se selim prelo lavrado, de muito bom
eoslo, para vestidos, a 28800 o covado: na ra do
Crespo, loja da esquina que volla para a cadeia.
. Velas de carnauba.
Vendem-se caixinhas com superior velas de cera de
carnauba,pura, fabricadas no Aracaly, e por commo-
do preco ; na ra da Cruz, armazem de couros e sota
n. 15.
Cera 'de carnauba.
Vende-se em porfo e a rea 1 bu: na ra da Cruz,
armazem de couros e sola n. 15, < ,
Vendem-se saccas com feijao mulalinho de
muito boa qualidade : na ra da Cadeia do Recife,
loja n. 5.
es:@@
Cortes de chita baratos e bons.
*g Vendem-se corles de vestido de chita do
& barra, cor fixa, os quaes se lem vendido por
25500 cada corle; vendem-se agora pelo mui-
to bar-lo preco de 28000 rs.; uto para ac-
bar: na loja do sobrado amarello, nos quatro .
cautos da roa do Queimado n. 211.
^$X&@:@@@
As cuela de Edvrin Kaw.
Na ra de A.pollo n. 6, armazem de Me. Calmon
& Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
meiitos de taixas de ferro coado e batido, lano ra-
sa como fundas, inoendas ineliras todas de ferro pa-
ra auimaes, agoa, ele., ditas para a rmar em madei-
ra de lodos os lainanbos enldelos os mais modernos,
machina horisoatal para Vapor com forca de
allos, (ocla), passaderas do (erro estuuhado
para casa de purgar, pur menos preco que os de co-
bre, esco vens fara navios, ferro da Suena, e fo-
lhasdc flaudres ; ludo por barato preco.'
Na ra da Cadeia do Recife n. C0, arma
zem deHenrique (libson,
vendem-se relogios de ouro de sahonete, de patenle
inglez, da melhor qualidade, e fabricados eui I.on-
d res, por preco commodo.
Panno fino prelo a 3000. 38200, 48500, 58500 e
68000 rs., dilo azul a 28800, 38200 e 48000 rs., dito
verde a 28800, 38600, 48500 e 58000 rs. o covado, 1
casemira prela enfeslada a 58500 o corle, di la' fran-
ceza muilo lina e elstica a 78500,8l>000e98000 rs.,
setim prelo maco muito superior a 38200, 4$000 e
58500 o covado, merino preto muito bom a 38200 o
covado, sarja preta muilo boa a 28000 rs. o covado,
dita hespahola a 28600 o covado, veos pretos de fil
de linho, lavrados, muito grandes, fil prelo lavrado
a 480 a vara, e oulras muilas fazendas de bom goslo;
na ra do' Crespo, loja da esquina qae volta para a
Cadei .
DAVTDWILL1AM BOWMAN, cncenheiro ma-
chinisla e fundidor de ferro, mui respeitosamenle
annnncia aos senhores proprietarios de engenhos,
fazendeiros, e ao respeilavel publico, que o seu esla-
belecimento de ferro movido por machina de vapor,
na ra do Brum passando o chafariz, contina cm
effectivo exercicio, esc acha completamente montado
com apparelhos da primeira qualidade para a per-
feita confeccaO das maiores pecade machinismo.'
Habilitado para emprehendr quaesquer obras da
sna arte, Da,vid Wiiam Bojvman, deseja mais par-
ticularmente chamar a altencafi publica para as se-
guintes, por ter deltas grande sortimento ja' promp-
to, em deposito na mesma fundicao, as quaes cons-
truidas em sua fabrica podem competir com as fabri-
cadas em paiz eslrangeiro, 'lantoem preco como em
qualidade de materias primas e mao de obra, a
saber:
Machinas de vapor da melhor construrai.
Moendas de canoa para engenhos de lodos os ta-
maitos, movidas a vapor por agua, ou animaes.
Rodas de agua, moinhos de vento eserras.
Manejos indcpenTcntes para cavallos.
Rodas dentadas.
Aguilhcs, bronzes e chumaceiras.
Cavhes e parafusos d todos os tamaitos.
Taixas, paroes, crivos e bocas de foroalha.
Moinhos de mandioca, movidos a mao on pr'ani-
roaes, e preVisas para a dita.
Chapas de fogao e fornos de farinha.
Canos de ferro, torneiras de ferro c de bronze.
Bombas para cacimba e de repuxo, movidas a
mas, por aniaes ou vento.
Guindastes, gqinchos e macacos.
Prensas hydraulicas ede parafuso.
Ferragens para navios, carros e obras publicas.
Columnas, Wandas, grades e porlScs.
Prensas de copiar cartas e sellar.
Camas, carros de maS e arados de ferro, etc., etc.
Alm dasuperioridade das suas obras, ja' geral-
mcnlereconhecida, David William Bowman garante
a mais exacta con formidade cornos moldes e dse-'
nhos remettidos pelos senhores qnese-disnarem de
fazer-lhe encommendas, aproveitando a occasiaS pa-
ra agradecer' aos seus numerosos amigus' e freguezes
a preferencia com que tem sido por lles honrado*,
e assegura-lhes que nao poupara esforcose diligen-
cias para continuar a merecer a sna confianza.
respeitosamenle annunciam
tabelecimcnto em Santo j"
com a maior perfeicSo e promp
de machinismo para o uso da
Cao e manufactura, e que para11
seus numerosos freguezes e do pul
aberto em um dos grandes arm;
la na ra do Brum, atraz do arsenal de
um
DEPOSITO DB MACHN
construidas no ditosen eslabelecimei
.\ lia acharo os compradores um 1
roenlo de moendas de canna,
ramenlos(alguns dellcs novos e^
experiencia de muilos annos tem J
sidade. Machinas de vapor de |
taixas de todo tamanho, tanto bat|
carros de mo e dimsDara cond]
car, machinas para rBrmand'.
lo, fornos de ferl^jjalido |
ferro da mais approvada con
alambiques, crivos portas ]
inlinidade de obras de fe
enumerar. No mesmo dep
intcllgcnte e habilitada ar,
commendas, ele, ele, que os 1
do com a capacidade de suas offld
e pericia de seus olficiaes, secomp
execular, com a maior presteza,
conformidade coVn osmodelosoui
Ces que lhe forem fornecidas-
NOCOimLTORlO
BO
Vende-se a melhor de lodas si
ftomopalhica W O NOVO
JA1IR fil Iraduzido em
A. Lobo Moscozo, cootendo um ae*
portantesexplicacoes sobre a applicri<
dieta, etc.t etc. pelo traductor: qnalro n
cadernados em dous
Diccionario dos termos de medicina, cirvi
lomia, pharmacia, etc. pelo Dr. Moscozo!
nado
Urna cari.ira de24 medicamentos cort
eos de linduras indispensaveis
Dita de 36 .'.... .
Dita, de 48.....
Urna de bOluboscnm 6 frascos de (induras:.!
Bita de 144 com 6 dilos .
Cada cartein he acompanhada de nm exemplar
das duas obras cima mencionadas.
Carleiras de 24 tubos pequeos para algi-
beira .........
Dilasd48 dilos........
Tubos avulsos de glbulos .....
Frascos de meia onca de lindura
Ha tambem para vender grande quaotl
lubos de crystal muilo fino, vasios e de dive
manhos.
A superioridade dcsles medicamentos estafa
lodos reconhecida, e por isso dispensa c*^^^|
N. B. Os senhores que assignaram nue^^^H
obra do JAHR, antea de publicado o 4'^^^H
dem mandar receber este, que ser cnl
augmento depreco.
P\RRIpr
SOS
SALSA
POTASSA.
Ni) andigo deposito da 111a da Cadeia do Recife ,
armazem n. 12, ha para vender muito nova polnssa
da Russi, americana e brasileira, em pequeos bar-
ris'de 4arrobas; boa qualidade e precos mais ba-
ratos do que em outra qualquer parle, se alliancam
ar/s que precisaren! comprar. No mesmo deposito
lambem ha barris com cal de Lisboa em pedra, pro-
xjiinamenle chegados.
' Vende-se a verdadeira salsa parr-
llia de Sands: na botica franceza, da ra
da Cruz, em frente ao chafariz.
) FARINHA DE TRIESTE.
/ Primeira qualidade.
/ Tasso Umos avisara aos ses freguezer,, que lem
para vender farinha de trigo chegada ltimamente.
de Trieste, sendo a nica nova que daquella proce-
dencia existe 110 mercado.
Vendem-se cobertores de algodo grandes 610
fs. e pequeuos a 560 rs, : na ra do Crespo
@ POTASSA BRASILEIRA. ^
^ Vendc-sefuperior potassa, fa- ^
t lineada no Rio de Janeiro, che- jt
gada recen temen te, recommen- *
. da-se aos senhores de engenho os S
seus bons efleitos ja' experimen- W
' tados: na ra da Cruz n. 20, ar- W
mazem de L. Leconte Feron & tfc?
y^j Companhia. (?;
($ S^SSSS: sss.ssss
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios pai'a barricas de assu-
car,- e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos-: na ra do
Trapiche Novo n. 16.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Salito
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
ra do Brum logo na entrada, e defron-.i
te do Arsenal de lUaiinba ha' sempre
um grande sortimento de ta'uhas tanto
di fbrica nacional como estrangeira,
batidas, tundidas, p;randes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
existen! quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. Os
precos sao' os mais commodos.
Vende-se'um grando sitio na estrada dos Afllir-
los, quasi defronte da igruja, u qual lem muitas ar-
vores de fruclas, Ierras de planiaroes", bah'psra
capim, e casa d vivenda, com bastantes commo-
dos : quem o pretender dirija-so ao mesmo sitio a
-sntemler-se-cour"o Sr. A11 Ionio Manoel de Mornes
Mesquila Pimenlt'l, 011 a rua do Crespo 11. 1:1, no
escriplorio do padre Antonio da Cunha e Figuei-
redo.
Vende-se em casa de S. P.. Jonh-
ton & Companhia, na rua da Senzala Nos
va n. 42.
Vinho do Porto, superior qualidade, en-
garrafado.
Vinho Chery, em barris c\e quarto.
Sellins para -montara, de homem e se-
nliora .
Vaquetas de lustre para ci iberia de carros.
Relogios de uro pa\ente inglex. '*'
Vendem-se lonas, brimao bfinse meias lo-
110 armazem i te N, O. Bieber &
reijao.
No armazem db Sr. Guerra defronte do trapiche
do algodSo, lem para vender-sc feijao mulalinho
muilo novo, e em saccas grandes : a Iralar na rua da
Cruz n. 15, segundo andar.
Vende-se um rompido sorlimentn de fazendas
prelas, como : panno fino prelo a 39000, 49000 ,
56000 e 66000, dito azul 36000, 48000 e 56000, ca-
semira prela a 26500, selim prelo muito superior ,
:iBOO0 e 46000 o covado, sarja preta hespahola 26 o
26500 rs., selim lavrado proprio para vestidos de se-
nliora a 26600, muilas mais fazendas de muilasqua-
lida des, por preco commodo : na ruado Crespo'loja
o. 6.
Vcndem-se cobertores brancos de. algodSo gran-
des, a 16440 ; dilos de salpico tambem grandes, a
16280, ditos de salpico.de tpele, a 18900.' na rua do
Crespo loja 11. 6.
Caixas para rap.
Vendem-se superiorcscaixas para rapj feilas na ci-
dade 'de Nazareth, pelo melhor fabricanlo desle ge-
nero naqurlla cidade, pelo diminuto preco de 16280 :
na rua do Crespo loja n. 6.
Panos-
os amadores da msica acham continuadamente
cm casa de lirutiu Praeger & Companhia. rua da Cruz
n. 10, um grande sortimento do pianos forles e fortes
pianos.de dillerentcsm'odellos, boa consIrnrcAo ebel-
las vozes, que vendem por mdicos procos; assim co-
mo toda a qualidade de instrumentos para msica.,
Vinho Bordeaux.
Rrunn Praeger & Companhia, rua da Cruz n. 10,
receberam ullirnamenle SI. Julien M. margol, cm
caixas de urna duzia, que se recommendam por toas
boas qualidades.
ARADOS DE FERRO.
Na fuudicao" de C. Starr.'i C. cth
Sanio Amaro' acha-se para vender ara-'
dos de ferro de superior qualidade.
MOENDAS SUPERIORES
. Na fundicao de.C. Starr & Companhia
em Sanrtf^ Amaro, acha-se para vender
moendas cftfBMrfias todas de ferro, de um
modello e ^onstruccao muilo. superiores.
) Couro. de lustre
de boa qualidade; vende-se por menos do que em
oulra qualquer parte para liquidar contas : 11,1 rua da
Cruz 11. 10.
Obras de ouru,
como sejam: aderecos e meios dilos, hraceleles. brin-
cos, alfineles,' hotSes, anneis. correles para relogios,
ele. etc., db mais moderno gosto,: vendem-se na rua
da Cruz (1. 11), casa de Rrunn Praeger & Companhia.
ANTIGUIDADE E SUPERIORIDADE
DA
SALSAPARRILHA DE BRISTOL
: sobre
k SALSA PARRILHA DE SAINOS.
As numerosas experiencias
salsa parrilha em todas as enferniidaVli
pela impureza do sangue, c o bom
corte pelo Illm. Sr. l)r. Siga
demia imperial de medicina, pele!
Antonio Jos Peixoto cm sua clin
inada casa de sando na Gamboa,"^.
Saturnino de Oliveira, medico do 1
rio* oulros mdicos,, permittem
altamente as virtudes elBcazes da 1
SALSA PARRII.l
BRISTOL.
Nota.Cada garrafa conlem duas libra-
do, e a salsa parrilha de Bristol he garantida
puramente vegetal sem mercurio, iodo, poli
O deposito desla salsa modou-se para a botica
franceza da rua da Cruz, em frente ao chafar
FUNDICAO' D'AURO
Na ftmdicao d'*uora aclia-se constantes
completo sormcolo de machinas de vapor,
Talla como de baixa prcsso de raodeU
approvados. Tambem se apromptam de
da de qualquer forma que- s possan^^^^
maior presteza. Habis orociacs
para as ir assentar, e os fabricantesj
costume afiancam o perfeilo Irabalho {
ponsabilisam por qualquer deleito p
apparecer durante a primeirasatra.
as de vapor construidas, neslc esta!
eslado em constante servijo ncsla ( _
eal 16annos, elpenas tenv exigid ^
cantes reparos, e algumas.alfnenhuris j
le, accrcscendo que o cohsummo do. \
mui inconsidcravel. Os senhores del
coulrasJyuasaneLpessoas que precij
cliinisno sao rcspeilosamnte c
cslaberecimcnto em Santo Amaro.
ESCRAVOS FGIDOS.
uuiue- I as da Russia
. A SALSA PAR
de 183:4, e lem co
putaco sem 11
annuncios, de quj
dispensar-e
provocado in
Srs. A. R. _
e proprielarii
me de Sands
ncao
LA DE BRISTOL dala dos
intrnente manlido a sua re-
dade de recorrer a pomposos
s prerararoes de inerilo podem
r successtu, d'o Di. BRISTOL lem
"las invejs, e, entre oiilras, as dos
.auds, de New-Vork, preparada
da salsa parrilha couhecida p*1
f Boa gra ti catjao..'
' Desnppareeeu no-dia 15 de fevereiro prximo pas,
sado, do lugar de Verlcnles em Taquareii
ca do Limoeiro, um escravo, cabra, de nome A
dre, de idade 2 annos, altura e gordui
lem um signal pequeo por baixo de um di
denles limados, ps grossos; levou camisa <
de listras chapec'*repello vellio, e arre
o clavinole, e levou em sna compd^H
forra de nome Joaquina da mesma 1
e corpo regulares, denles limados, cabello corr
e amarrado, e da mesma idade : por iso i
capilaes de campo e as auloridades poliri
gares rie'Sciitn Anlo e do Reciffj e bem ai
quer parle do sol, para onde consla elles
qu-iram apprehender-o dito ralira e
uhur Anlouiu Barbota de Souza, morador 1
lentes; ou na ru lo Queimado n. 7, loja 1
de Gregorio & Silveira, quesero generosai
compensados.
Desappareceu no dia 13 do 1
Alexandre, de naco S. Tbom,
falla demorada e corpo reforca
lequer, francez, morador no Ri
perJetirru ao Sr. Edoar l
em suas frequenlcsfugidasandar
deS. Franc'iscjfc e refiu
Doce, e alu seder;i coru eer
se a quem o pagar, ou delle der no
fabrica de caldereiro, na rua do Brum u. 28.
ser recompensado.
Desappareceu do poder do abaixo
um escravo crioula, de nom%Jos, de idad
pouco mais 00 menos, baixo, c
tante curtos e carnudos, e'quando .
inanqaeja, com as palmas das
cas, e a pelle que nao parece
misa e calca de ganga a
peo redondo de abas largas sem pi
com roupa e urna rede: quen
ca,do mesmo dirija-se a rua 1
de/ de portas u. i!
lo ; este escravo he perli
r ario Pereira Lima da pro\,
ni Alcet da Silva Gmmar
1
%
..------i, \_..
K;itr"r. 1 Q -Tn.nN.r. r*ru.-lSM.


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