Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01843


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Full Text
fNNOXXX. N. 61
v si-rscripcao'.
M. F.deFaria; Rode Ja-
fereira Martins; Babia, o Sr. F.
Sr. Joaquim Bernardo de Men-
i, o Sr. Jps Rodrigues da Cosa; Na-
^Hp Ignacio Poroira; Aracaiy, o Sr.
s Braga; Ceara, o Sr. Victoriano
Karanho, o Sr. Joaquim Marques
Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 28 "1/4 a 28 3/8 d. por 1900
Pars, 340 a 345 rs. por 1 f.
Lisboa, 95 por cenlo-
Rio de Janeiro, a 2 porT)/ de rebate.
Aneos do banco 10 O/o de premio.
da cohSpanhia de Beberibe ao par.
da cora|wnha de seguros ao par.
Disconio de loiiras de 11 a 12 de rebate.
METAES.
Ouro------Oncas hespanholas." 28S500 a 29J000
Medas de 69400 velhas. 1169000
de 69400 novas. 169000
de 49000. ..... gjtooo
Prala! Pataces brasileiros..... 19930
Pesos columnarios...... 19930
. mexicanos...... 19800
PARTE OFFICIAl.
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, lodos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, o Natal; as quintas feiras.
_ .' PREAMAR DE HOJE.
Enmeira as*5 horas e 18 minutos da manhaa.
Segunda s 5.horase 42 minutos da tarde.

*
WimTERIO DA JUSTINA.
Ministerio dos negocios la juslica.
airo, ile fevereiro de 1854.
mo. Sr. S. M. o Imperador, em con-
loe sua imperial e immcdiata "resolurao,
Are consulta da sccrao da juslira do toti-
ilado, datada de 30 de Janeiro ultimo,
1 bem indcfcrir o rcqucrimcnln que .-i sua
a fe* sabir JoSo Joaquim da Silva
mlindn o oflicin. de eserivao dos segu-
ftal, vago por fallecimento de Jos Cac-
|ior quanlo depois lo endino com-
F gulamcntos .respective, 'nao tcm losar
Me ollicio, e lirn abolido nos .lugares
o havia. Reos guarde a V. Ex. Jote
eeo jte raijo. Sr. prcsidchlc da
kia da,Bahia.
po. Ministerio dos negocios da juslica.
fk de Janeiro, em -JHde revereiro de 1831.
Hm. e Ei. Sr. Manda S. M. o Impcralor,
oiimrmida.lc .le sua imperial c iiiiiucdiala reso-
, tomada mitre consulta da sccrao ilc jiistira
seibo de estado, declarar a V. Ex., para f-
milir aos juizesde dircito'da comarca dessa pro-
es Rio podem, em virludc do art. 19
lamento n. 1*1 do 31 de Janeiro de 1810,
*r aulorisaeao os juizes de paz para lercm
tmlos dos escrivaes ilos subdelegados,
hajam pessoas quequeiram servir eparada-
6 o ollicio de escrivSo de paz.seniio lani-
scriviode subdelegado; ilevcuilo cassar as
sracedidas se da separarao liver resulla-
venientc Uo prejudicial a sen i publico
ir qtiem sirva ou um ou outro dos refe-
Hrius.
tivo; c que finalmente os regulamenlo de 17 de
novembro de 18,art. 8. de 27dcfcvcrcirodel8t9.
art. 6, de .10 do jullio de 1850, art. 2, pcrmillem s
partes, qiiaudo senao conformam com a dccisSo dos
arliilros, reexpnrlarmcrcadorias; permissao que nao
suppoequca rcei|tortarao seja prohibida nos oulros
casos.para o que necessaria fora a existencia de pro-
hiliii.-o exprs, qce alias nao ha: scnilo que a per-
turliaran que a variaran do despacho causa no ex-
pediente nao he motivo Itaslanlc para roaretar essa
rarilidade, nao op|>osla aos regulamcntos, ainda co-
nhcicndo-sc que as partes usam delta quando no
podem Iludir a vigilancia dos empregados : resol-
Tea O tribunal ilo Ihesouro dar prov inundo ao re-
curso mandando que se conceda a rccx|torlacao pen-
dida ; ctimprindo porcm que se tor csla,para por-
tos ilo imperio se declare lia guia e manifest o grao
da agurdente'.
Ao mcwno, que cm visla das razos que ex-
poz no ollicio com que informou o rcquerimenlo de
recurso iutcrposlo por Bulln Pcarce & C. da deri-
sao queprorcro,oiiHlando-os nos termos do art.
27 do rcgHlamcnto de > de- junlio de 1836 pela
diucrenra no peso, encontrada para mais na confe-
rencia da sabida ilc 20 caixas rom latas de ngua-r.iz,
resolveu o Iribiiual do Ihcsotiin negar pro\intento
ao dilo recurso. O queso Ihe roiumuuica para sen
coiihccimcnlo ; rcrommendaii.kvsc-lhc por esla oc-
casiao a rigurosa observancia df arl. 182 do regu-
laiueulo citado,que, manda dcspprj.ar sobre asna os
gneros innainniaveis.
i guarde a V. Ex. Jos Thnma^Snbuoo de
*Sr. presideote lia-provincia do Rio Ja-
eiro.
>(* y
. Sterun. Ministerio ilos negocios da jnslica.
Ufe Jauciro, cm 23 ihf'fevereiro de I8">S.
ixm. Sr. ^.'M. o Imperador, em con-
e da sua imperial e immcdiala resolurao,
hoa^Bnwlt da seccao de jiislia do con-
estado, ha por beni mandar declarar \.
- !., que a dispusi^o ilo art. li i I do co-
tcesso criminal, sobre o onlenado dos
os pronunciados nao coinprehende a sus-
r acto do governo. porcm smente aquul-
e cuello da pronuncia: 2., Que a annulla-
rocesso nao resttlvc a suspensao dccrclaila
rno, a qual nao obstaulc sultsisle. salvo
pela dita annullaco se ha ppr terminado o
Wcio e sr nao inslaura olro processo.
i guarde a V. Ex. /'> Tliomnz Sabuco de
Ir. presideuto da provincia do Rio de
JnSTEHIO SA rAZENDA.
Mame d de 9 fevarelro da 1864.
eetor ala alfandega da corlo para que
reformar para franqua a entrada dada
r inteiro, pelo brigue nacional Marra, c res-
ir ao capitao os dircilos de reexportarlo que
: isto em alienlo a que o manifest
i IHo brigue d como porto de defino o de
iiiIhico com escala pelos polios do'snl; e a
s ncahnm inleresse linlia o dilo capitoem de-
clarar que dava ueste po,rto entrada por inteiro,
do em vrta de seu manifeslo tinha direilo de o
por franqua, e depois por inteiro, se assim
lase ; sendo que s por mero descuido ou
icia dellc, ou de quem lavrou o termo,
poda ile outro modo acontecer.
administrador da recebeiloria do munici-
ra que Hquo na inleRigem-ia de que o nomc
ra Feliciana, de nacnoBcnguella.pcrlciircii-
Aana Eufrozii.a de'Memloiira, llevo, ser ili-
da do laucamente da respectiva tana do'anuo de
~ 1851 em diante ; vislo oslar provado que
teteu a dlla cscrava em derembro de 189.
15
sjicctor da alfandega da corle, para seu
irimento c execucao, que o tribunal do Hie-
ro nacional, altendeudo a que o.capillo da ga-
meta Di Pedro II, bem que nao apresenlas-
dttpticala a lista dos sobresalenles dentro de
depois da sua entrada, entrcgoii romtudo
mor no acto da visita; urna dolas em
om a qual coobinaa que aprescnlou ullc-
(Bji* traduida : resolveu por equidade, dar
o recurso intefposto pelos consignala-
i galera. Uagucrre Uverd e C,
lo relevar o dilo capilao da mulla que Ihe
aaio.^juc considerando quanlo foi ex-
gociaule B. A. Vieira de Mcndonra,
to em que inlerpoz recurso da deci-
!ter pela qual foi denegada ao su;-
exportacao de parlo de urna porco de
anlcnle, viuda de Malaga na brigue
nvador ; e leudo em vista que o arl.
lamento de 22 de juuho de 1836,diz sim-
le as merradorias importadas sao sujei-
*,tres despachosconsumo, baldearlo.
i, mas no diz que iniciado um dellc*
s outros ; que o arl. 213 do mes-
sujeita a 1 ! por mais de.,8 dias na sala da aber-
e Bto se pode entender quando a dc-
rle, e nao de ouiro qualquei nio-
0LHETIM.
itomAcio.c*)
(For Amadeo Aefcard.)
irFBE CASAMENTO.
itinuac'io.)
meza* d (elicida adode Fauslina havia cusladu mais
M ao principe de Z.ell.
.lia o fez sallar de com mil fran-
idos, urna parle dos quaes conver-
re o Estado ; po^m a maior parle
senlada por (oas que'o prin-
i una de um adereco magnili-
>l devorava.
i, ello era ainda einbaracda, e
zas com o soceorro das
a no monte pin; porm exagera-
forear o principe de Zcll a li-
ividara Ires aininos
'lina nianclioii e ras-
GOVEHNO SA PROVINCIA.
Expediente do di. II de marco de 1854.
OllicioAo Exm. presidente nomeado para a pro-
vincia dp Espirito Santo", IW, Sebastin MachadoJSu-
nes, ditendu licar inlcirado de haver S. Exc. presta-
do juramento e tomado posse da administraran da-
qurlla provincia, e respondeu-se na forma do es-
tylo. ,
iloAu Exm. presidente de Sergype, acensando
recebido o exemplar que S. Exc. remellen da collec-
co das Iti* da assembla legislaliva daqoella provin-
cia, promulgadas no auno prximo passado.
DiloAo inspector da uiesouraria de fazemla, de-
volvendo os papis relativos aopaeamedlo do alusuel
de casa queprde o capiaodo 5." batnlhao de infan-
laria Joao do Kcgo Barros Falcan, e dizendo que se
nao ha onlra objecrao a la pretenejo, alm da que
poz o cnulmlnr daqnella Ihesouraria, pode S. S. man-
dartmqnr'o vencimenlo pedido, vislo achar-se o
mencionado capilao comprehendido na dsposiriio do
arligo 36 das uslruccoes de 10de Janeiro de 1853.
DiloA o mesmo, conimuiicando, alim de que o
faca constar ao mapeteeda alfandega desfa cidade.e
ao adininislra.lor da mesa do consulado, que o con-
snl de OldemburgofJuslavn HenriquePraiger, par-
licipou achar-se numeado pelo governo da I'russia
para o lugar de cnsul da mesma narao nrsla pro.
vincia, Oeamlo desonerado do referido logar Gustavo
Heleno!. Iguaes communieacocs furam fcis ao che-
fe de polica, e ao capitao do jiorlo.
DiloAo mesmo. commniraudo, alim de que o
faca constar ao iupeclor da alandega, e ao adminis-
trador da mesa do consulado desla provincia, queap-
provou provisorianienlc a deliberarn que tomou o
cousul de Oldrmburgo e da Prussie, de nomear a H.
Brum^paraexerceras funcefies consulares daquellas
nacots durante a vi.gem que elle pretende faier a
Europa, marcando ao mesmo lempo o praio de 3
mezes, miados de boje, para o referido H. Brum,
apresenlgr olmperial beneplcitoFizeram-se as ou-
Ira communicarocs.
DitoA uslavo lielenolFicando inleiradn de
se adiar V. S., segundo a sua participarao de 8 do
correte, exonerado do lugar de cnsul da Prussia,
culhpre-mo agradecer-llie os seus ouereciraenlos, e
aiwegurar-llic ao mesmo lempo a cunlinuaeo de mi-
nha eslima e considrraco.
RiloAo dicfc do polica, inteirando-o de haver
Iransmillidoa Ihesonraria provincial, para seren pa-
gas estando nos lermes lega, as conlas que Smc.
remellen das despezas Teilas com o sustento dos pre-
so* pobres das cadeias ilo l.imociro e Brejo.
Dilo-Aomajorencarregado das obras mililares,
approvantio a dcliberac.io que Smc. tomn de man-
dar fazer pelo arrematante da obra nova do quartel
da Soledade, 3 pannos de vidracas para serem assen-
tados as janellasda secrelaria do balalhao all exis-
lenlc, firaudo o referido arreAalanle dispensado de
levantar a roda da cacimba do mesmo quarlel a cal-
cada, a que era obrigado por sea contrato.
RiloAo inspector da Ihesouraria provincial, di-
zendo ficar inlcirailo de haver Antonio Victorino Pa-
checo, dando por fiador o Baro de Ipowca,- e o Dr.
Podro Francisco de Paula Cavaleanli de Albuquer-
que, arrematado a obra do 4. lauco da ramificaco
da rslmda do sul para a villa do Cabo, com o abale
de 1 J no respcclivo orramenlo, e declarando em res-
posta que approva ssa arrematarao.
RiloAo mesmo, para que, i vista do compelen-
te crTlificado,' mande Smc. pagar a Amaro Fernanda
Dallro, arrcmalante do 22. lauco da estrada da Vic-
loria. a importancia da 3. preslac,ao a que elle tem
direilo por Ja ler concluido aquella obra, e achar-se
ellaem estado de ser provisoriamente recebida__
Commiinicuii-sc ao director das obras publicas.
DiloAo commandanle superior da guarda nacio-
nal do Rccife, recommendando que informe com o
que Ihe occorrer acerca da organisco especial, que,
em visli do aviso que remelle porcopia,coovmdar-
se ao balalhao de arlilharia da mesma guarda nacio-
nal.
RiloAo commandanle superior da guarda nacio-
nal dos municipios de Olinda clgnarassii, recommen-
dando a cipediro das conveniente, ordens, nos ler-
mos do decreto n. 113 de 12 de marco do anno pr-
ximo lindo, doqnal remelle 7 etemplares.nara que se
proceda a nova qualificaeo da guarda nacional sol
sen commando superior, vislo ja estar ella organi-
sada.
DiloAo juiz municipal do lermo do Pao d'Alho,
dizendo licar inlcirado de haver Smc. Horneado ofea-
clrarcl Clirislovao dos Sanios Cavaleanli, para servir
interinamente o lugar de promotor de capellas e re-
siduos daquelle termo, e declarando que approva se-
metliante nomeacao.Parlicipou-se ao Exm. conse-
Ihciro presidonle da rclar.o.
DiloAn bicharcl Miguel C.oncaivas Lima, cm-
municando que, por ilecrelo de 15 de ftvereiro ul-
timo, segundo ronslou da participarao t\ secretaria
do mir.islerio da juslica, foi Smc. reconduzido no lu-
gar de juiz municipal do termo da Boa-Vista, e re-
commendan.loquo entro inmediatamente cm exei-
cicio do mencionado lugar. Fizeram-se as nutras
communicarocs.
RiloAo hachare) Joao Piulo Monteiro de An-
drade, communicando que, or decreto de 15 de fe-
verciro ulliino, segundo coufla de participarao da se-
cretaria do minislerio da juslira, foi Smc.- "nomeado
juiz municipal e de orphaos do termo do Cabo.Ex
pediram-se as oulras communicarocs,
RitoAo juiz de paz de Cabrob, recommendando
que Irale quanlo anles de reunir a jnula qiialificado-
ra daqnella fresuezia, auardadas as formalidades l-
gaos, visto cnnslar deofflcio do delegado daquelle ter-
mo nao se ter feito ainda a reuuio da mencionada
juntaNesle sentido ofliciou-se a respecliva cmara
mupiripal.
DiloA cmara municipal do Recife, para que, de
conformidade com o que resolveu a assembla legis-
laliva provincial, informe com urgencia sobre o me-
Ihnr meio do fnrnecimenlo das cania verdes, propon-
do logo as medid.isqne julgar mais convenientes.
PortarlaNomeando obacharel I.uizde.Cerqueir.i
I.ima, para o lugar vago de promotor pnblico da co-
marca do Cabo.Fizeram-se asnecessarias communr-
caijes a respeilo.
Dita Mandando ndmiltir a Joaquim Jacintho
Leal, comoscrvciile, aos Irabalhosdo arsepalde guer-
ra.Communicou so ao director do mencionado ar-
senal.
RilaO presidonle da provincia,allcndendoa que
nao sao mais precisas nagunrniro dapraca,oservi(;os
do eonllngenle de guardas nacionaes aquarlelado nes-
ta cidade, resolve dispcnsa-lo do servico de deslaca-
menloNale senlido lizeram-se as iicessariascom-
municarcs.
Dil*1Nomeando.de conformidade coro a proposla
do commandanle do 1." balalhao de inhalara da
guarda nacional desle municipio, ao alfera da 4."
companliia Redro de Alcntara dos fuiimaraPeixo-
lo, do mesmo balalhao, para lenle da referida
compatibleCommunicou-se no respectivo comman-
danle superior.
AUDIEXCLAS.
Tribunal do Comraercio, segundas e qtiinlasfeiras.
Relacao, terca's feiras e sabbados.
Fazenda, torcas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo do Orphaos, segundas e quintas s 10 horas,
l.'varadocivel, segundase sextas ao meio dia.
2. vara d civel, quarlas e sabbados ao meio dia.
6 Quarlo creseente as 4 hora?
toso 48.segundos da larde.
li La clieia as 4 horas, 14 minutse
48 segundos da tarde.
21 Quarlo minguanle as .3 horas 43
mnntose 48 segundos da tarde.
28 La nova as 2 horas, -20 minutos e
48 segundos da tarde.
laj Qi
17 Se
18 s^M
19 J>
plcto ; al havia aggregados espera de vagas que
occorressem.
INTERIOR.
TONAS GERAES.
Ooro Preto, J5 de evereiro de 1854.
As vanlagens Conceilidas aos voluntarios tcm al-
Irahido. alguns individuos ;i rarreira militar, e nao
poneos tem sentado praca ncsla capital.
O rorpo lixodc i. linha, que em outubro conta-
va para mau de sessenta vagas, aclia-se aclualmen-
te completo, c nao tem havido um s desertor, o que
em grande parle he devido s cxcellentea qualidades
do cominandaulc interino, q major Ferraz, que, se-
gundo Icio no Bom Senso, e lonho certeza, ha sabido
grangear, sem quehra da disciplina, a consideracilo
6 eslima de aeus subordinados.
O recrnlamcolo tem-se feito sem excitar vexames.
Nao quero dizer que em oulras pocas se hoavess
procedido de oulra mancira. O recruUmento nesla
provincia nunca foi empregado como iuslrumento
le vencer eleices ou de saciar vingancas contra ad-
versarios pnliticos. A iliffcrcncji uuica entre o pre-J
sent e o passado consiste no esludo da opiniao, que
nao he hojeo que era hontein. Aiuda ha pouco niu-
~so e exclamou:
como sodre vossC lal
do um
po qae
ildado nissp.
aqu.
^^^^^^^Dijilo me
Vos he senlinr, far o que quizer.
Oilo dias depois Joao Casemiro levou Fauslina pa-
ra um pequeo hotel da ra de Londres, cujas cha-
ves enlreaou-llie. dizendo: ,
Tudn isln he seu. ,
Havia alii seis cavallos na estribara, Irescarrna-
gens na cocheira, um coupp, urna calecae um brhka
de Ertlioer, e na anlecamara um mordomo, um co-
ziulieifo, um cocheiro. um paeeni e um grooin. Ju-
liela levo o governo ilcsse criados.
Kan-tina acliiin as gaveta* de um locador de Bou-
le as memorias pagas eiu sen nome, e em urna hoce-
linha de laque do Japao dous mil luizes em ouro pi-
ra os gastos da inslallaco. Os armarios eslavam
ebrios de nnipa branca, de chales e de veslidos em
corles.
Fauslina visilou sua nova propiiedade apoiada no
Atraco de Joo Casemiro, o qual nao poiipou-lbe ne-
jihum gabinele, uenlium movel. A invenco do mais
hbil lapeceiro lintia-se agolado cm adornar esse re-
tiro edificado entre o paleo e o jardim.
~~ Naoquiz que sua prodigalidad* tivesse espirito,
disse ella depois que o principe relirou-se; em vez
de dcltar-me descubrir, moslrou-me Indo!
Armaod lamltem percorreu de-alto a baixo o ho-
tel rta.rua de I.ondra, c depois disse:
A esla rilla parisiense falla alguma cousa.
O qoe?
Cent mil fiancns de renda.
i .ZZlHaZS** *f '"'"s- disse Fauslina apoiando-se
brandtunenle no braco de Armand.
Ob 1 *05s faia npiijg com mojla segurinca-
,,^,a he boa lnri"! elja razemki um gesto des-
..m S- VT '"i lsso PtincPe i Ira bu
A FLOR DASERVILHAS.
Depois de Ires semanas de fobre vilenla chegou a
cnnvalesOnca de Helena. Ella eslava branda e Irn-
lioras serenas, queseguem as lem-
ima deMonchenot, madama Char-
i. >le Uiararoande passavam quasi
iempo junio dalla." Mr. (Je Vauvilliers visila-
qu'r esllvose sosinho
e Helena, quer em oiqpaiihia, elle nunca le-
rwdireclameufea'ranvenara'n para es-
sncm ero rccrulado, que para logo nao fosse consi-
derado martyr de suas coiivicrocs polticas. O deso-
jo vava aqucllcs que o uniran) a desairar todos os seus
actos, alim de a lomar impopular e portante mais
prxima de sua queda. Hojc nao he assim: seja qual
for o motivo, peusa-se ou ao monos procede-se de
outro modo, c por isso os actos da administracao que
oulr'ora eram atrozmente injuriados, hoje passam
realmente peto qne sao, pois dcixam de ser vistos c
observados airaros do vidro colorido das paixocs
polticas. .
Creio pamente qus>as promessas fcitas pelo go-
verno aos voliintariosWam cuinpridas, do que nao
ha duvMar; brevemente Iwla a forra de liuba esta-
cionada nesta provincia ha de ser composta de vo-
luntarios,
A condicao do soldado he superior do muiTosdc
iiossos trabulhadoresdc roca, quocm mlos,
da provincia ganham 200 rs. por dia, e talvez me-
nos, andam desralr.oa, mal veslidos, mal comidos, e
exposlos as suas enfermidades a caridade publica,
guando os preconecitos creados pelas ambicoes po-
hlicas contra a canora das armas desappareccrem,
ncuhumaduvidateuhocm que estes infellzes pre-
ferirao sentar.praca a viver como vivem.
E nem seria isso cousa nova ucsta provincia. O re-
gimcnlo de cavallaria de Minas, que tao gloriosas
rocordacocsdeixou no nosso exercilo, he iimaprova
irrecusavel do que levamos dito.
Este corpo acbava-se sempre no sen estado cra-
te a vida de madama de Flize, e a pobre mulher,
que nao eslava ha muito lempo habituarla ao repou-
so, agradeca a Armand o mal que lite nao razia.
Pela sua parle, como esses malvados que aband-
nalo a viclima depois de leda conduzidos portas do
lumulo, elle davjkn condessa o lempo de cobrar as
rorcas para novasTbagoas. Ilemais Fauslina provia a
lodo o seu luxo, e Felicidade a lodas as suas neces-
sidadrs, ,,
A nperanca calculada romo una especularo, a
que a merradora .le leile abrir a alma, loraya-a
com padecida dossouYiineulns de oiilrem. I'erceben-
doo mal que fazia madama de Flize a apreseula-
?ao das conlas, que os fornecedores rostumam por
nma eslranba l'atalidade levar nos mntenlos menos
oppnrlunos, ella ordenou i camarisla de Helena que
Uie envtasse lodos esses paitis sem fallar nelles sua
ama.
. He um negocio concordado entre nos, disse-
llie ella, atou encarregda de regular ludo durante
sua uoenca.
A camarisla obedeceu.^lodas as memorias cahi-
ram as maos de Fclicidafe. A pastora licou espan-
tada com o numero e sonuna Iota! desaai memorias,
aigumasdas quaes linbam una dala amiga; porm
so vio iiisso um leslemunho da incuria edesordem,
em que viva sua amiga, e seu pens,1mento nao foi
mais longc.
Rara acabar com Indas as reclamaca mandn vit
a sua tan lodos os rredora de HclenaT e'feTccon-
modaroes, que exlinguiram a colera dos mais vi-
lenlos.
A paz rodeou Helena como por encantamenlo. No
principio eHa acei(ou-a sem outro senlimento que
urna alegra interior, c sem indagir-llie a causa
porcoi depois admirou-se, e nao vendo vir nada in-
IcrroSou llmidamenle a camarisla; porquanlo r'e-
ceiava que Jorge tivesse embaracado ludo na pas-
sagem.
A seuhora bem abe que ludo isso t arran-
cado, disse a camarista..
Helena empallideccu, e replicou:
Arranjado, e por quem?
A camarista. pensoO que madama de Flize perder
a memoria em um eccesso de feltre.
Saint-Hilairc, que leve occasiao de o observa
nesla proviucia assevera que ainda nao tinha* vislo
cm paiz algum um corpo de simplices mililares lAo
pcrrciUmetile composlo. Os soldados de Minas, diz
elle, perteucem cm gcral a familias decentes, lodos
sabem ler o escrever, e ae distngucm por sua poli-
dez, sua intelligencia, excellente proceder o pr-
bidiide.
Nao sei se j.i Ihe rommuniquei que o ene-
nbeiro da provincia c de-la Marlinirc foi explorar
o rio ilas Vernal em ordem a saber quaa os oosta-
culos que offerece navegacao a vapor, que muito
cnnvm promover em suas aguas.
Por ordem da presidencia foi elle incumbido : I,,
tratar das opcracOra geodsicas para com exaclidao
levantara plaa do curse do mencionado rio das Ve-
lhas, designando a nosirao e couguraeao dos ban-
cos de rea e cascalbo, e de suas ilhas, rocliedos c
rarhocirns. c de qualquer outro objeclo existente no
leito ou cm ambasasmargens do rio distancia con-
veniente no inleresse da empreza da mesma nave-
ga**. ; 2", nivcllar o curso do dte rio desde a Pon-
te Grande, no Sabara, at a sita barra em o de
S. Francisco ; 3", sondar a profu'iididade das aguas
cmdislancia de cem a com palmos; 4, levantar a
planta do pcrlil longitudinal do to, segundo o re-
sultado do nivcllameuto e das seudas lomadas, de-
vendo rednzir todas as medirocs indicadas no perfil
superficie da agua ordinaria do'mcsmo rio c indi-
car na plaa as dilfercneW qualidades do solo, bar-
ro, cascalbo, ara oa rocha que encontrar no seu
Icilo ; designar na planto c perfil do rio as pro-
jecroes das obras que julgar necessarias para lma-
lo navegavel, fazeuJoo orcamonto das despezas das
que se houverem decnipreheuder : G", a escala pa-
ra as scccocs da planta geral e para a especial do rio
sera do :W,000 palmos ou nma legua.
Alm disto nevera o engeuheim tomar a dislan-
cia e convenieules perfis transversacs, mediudo a
vclociilade do fluso das aguas, calculando a quanli-
dade cubica que der o rio em rerlo taparo de lem-
po |Kira ampio couhecimenlo da navegaco. .
A presidencia habiliten o eligenheiro com lodos
os meios necessarios para bem desempenhar a com-
missilo de que foi incumbido.
Nao he s rf Sr. Rr. Jse Jorge da Silva que
se declara no sul remira a creacao da nova provin-
cia. Ha dias publicou o om Sent una caria di-
rigida pelo Sr. VirialoCataj) ao directorio da Cam-
panha, abundando as musmas ideas, com urna dif-
rerenea: o Sr. Dr. Jos Jorae proKic laminan sen
plano de divisao da provincia quando esla idea le-
nha de s?r adoptada, cinquauto que u Sr. Viriato
Clao a repelle inlciramentc.
E utuda ha oulra dilfercnca entre osslum ades-
trados anlagonislas do dirci-torio. O primeiro cn-
Icude qq,e as dospezas do sul sao feilas pela torito\
de eugeilados, emolanlo que o segundo declara que
arespeitoda dislribuicao da recila talvez o norte
Icnha mais motivos de queixa que o sul.
(Carla particular.)
8. PAULO.
S._FeraIo, 28 de fevereiro.
No dia 20 d fevereiro a caluedral do S. Paulo
trajava as vestes de luto; a scnlinclla da torre fa-
zia resoar uo espaco lgubres sons qiicannuueia-
vam om fcslim funreo; o ribombar da arlilharia
de quando em quando rendia honicnagcm a me-
moria de algum finado Ilustre.
E o povo paulislano concoma pressuroso'ao tem-
po onde serendiam as ultimas honras a urna roroa
que l se foi sumir n'uina das carnciras de S. Vi-
ceflle de Fra.
Fazia-seas exequias da Sra..l). Marta da Gloria,
irmaa do Moiiarcha Rrasilciro, e o povo de S. Pau-
to, que por nenliiiro outro he levado de vencida na
exeas do mouarrhismo, se apinhava naJgreja. Nao
era o povo baixo, a rale, como Ihe chamara, aquetle
que ma,is se apodera dosentimenlo.de rcliaiao, o
Milico queia orar pela alma* da rainha, eram as pes-
soas de tedas as classes, de tedas as condcoes, que
se aggrupavam em derredor do mausoleo que reprc-
sentavao sarcophago da filiada, para prestar o dever
da piedade i alma da mulher pura que dcixou a Ier-
ra ilc Portugal ouvindo o pranto de seus filhos.
Fazia-sc o ollicio pela alma de O. Mara II, e li-
vemos occasiao de ver como se slenla a pompa do
sepulcro no meio da conlri.-cao dos fiis, que seajoe-
Iham ante os aliares do Senhor, rogando peto des-
canco cierno da tinada.
A S mostrou-se pomposamente ornada com os
alav ios Amreos. Nocelro se vt um soberbo mau -
suloque elevava sua cabera al as abobadas do
edificio.
Eslava em verdade ricamente preparado, scgiiiu-
ilo Itera arlislico desenlio oucrecido por un curioso
que bem cooperou para que estas honras se fizessem.
Na iioilc dcstedia, sclima hora, romecou'o of-
ficio, rompendo com solemne* magesladeo psalmo
renite do invitatorio. Foi ueste cntico grave e me-
lanclico, comporto para a occasiao pelo Rcvm
lorlunato Goncalves de Andrade, que ainda est
vez oslenlou o lalenlo musicaLdo nosso distincto pa-
Iricio, hem mal galardoado cm seu mrito pela ego-
islica sociedade, que s ama o eslrangciro.
Terminoua meia noile para recomecar no seguin-
lo .ha com a missa solemne cantada pelo arcediago
Fidclis.
una
aconteciiiiculos
Mageslosa era a seena que se passava no recinto,
emcujo centro a iroagem di Rainha, represenlada
4tclas bandeiras de sen reino, recobia o tributo dos
subditos de seu irmao.
Sublimo he o silencio religioso ; ainda mais su-
blime se oslenlou o arlo, em presenca desse povo
immcuso. que .espontneamente ia dar pompa ma-
gestade do sepulcro.
Ao lindar o sacrificio, o conego Rr. Ildefonso Xa-
vier Ferreira, a quem coube a-honra de pregar ucs-
la s.tlemnidade, subi ao pulpito para fallar das vir-
tudes que ornavam a Rainha.
Seguindo-sc as cinco re'cmninendarAes devidas
pessoa regia, concluiram-?e as exequias da Raiulia
de Portugal ; se ndo corrcspoiidcram roapesiede
da |iessoa, disa-sc ao menos que ellas se fizeram
as forras de que se dispoz.
Esqucccr o louvor devido ao padre Molina, cn-
carresadn dessa solcmuidade, que too aaUefatorja-
mente cumprio a missan de quo o cncarregou o pre-
sidente da provincia, seria rerahir no injusto, assim
como o seria se por. ventura no tivesse a devida
menrao o negociante Manoel Citano de Abren, que
almo sua bolsa, adiantamlo qnanlias necessarias pa-
ra que o ollleio nao fosse mesquinho.
O presidente da provincia d boa vonlade coope-
rou para que sedese esse leslemunho de adlicso
ao imperador com os suffragios alma de sua iimaa.
->ao bastando a quanlia ile ROS que maulou .lar
para as expensas do ofiicio. anlorisou mais quan-
lia de IhS'l-;, necessaria para cobrir o dficit.
Duas palavras sobre a orcheslra.
Se Hmerho csliveaie presente, como nao esUila-
na .le dor ao ver no ollicio o cnterramculo de ua
bella comnosicao Oue se consol com Motarl. que
levo de onvir la do uulro mundo o horroroso assas-
smato commellidn ua sua missa de Itequiem.
Parece quea orcheslratlnlia-scretirado dc.S.Pau-
lo deixando em seu lugar una msica de barh'eiros.
E as vozes, Sanio Reos Pareciam folics da cor-
le dos imperadores do Espirito Sanio : s Ihe fal-
tova.11 os laces alados cabeca, as violas e os pan-
deiros l
Isuoro a causa da mclamorphosc : a msica Al-
mei.la esb bem organisada ; conla habis professo-
res tomo o Sr. Santa Auna, que se nao eslivesse em
S. lauto, onde nao se faz nome na arte, loria urna
rarreira eslabelecida. Cmo se fez que orase olli-
cio solemne, quando a cireumslancia mandava>-
mar, se cnmmcltessem esses .rimes de injuria
sical contra Motart c Emrito 1
-friera me mandn fallar em crime de inj
Sou agora obrigado a referir-lhe os' aconler.i..,
do theatro na noile da sabbado passado.
Represenlou-seo .VonAo, cm que o U aptor ]
nque, j rompromellido com a soberana icadcmi-
ea, descinpciihou sua parto al o poni de cx.itor
vrrdadeiro enlbusiasmo ,,a plala. Os imparciacs
aquellesqne nao faziam parle da cruzada contra o
Sr. Ilennqiio, por mnlivp que j Iba noticlei, clia-
maram-o i tcena para coroar seus e.-forcos. O am-
ito da cruzada se oppoz, c ao correr-se o panuo,
viudo a srena o actor, ro paleado aciutosamenlo.
fsto provocou a materia ,1a gente que alli eslava,
o houvcram [rat o diclerios de parle a parle : al-
guna insulte* se trocaram cnlre dous chefes dos
31-Upos.
Onaudo o desaguisado se ia lomando asentador,
inlcrveio a polica, que fez prender o chefe da pa-
leada, depois de aliruma dcmonslrarao deVesislen-
eia, durante a qual a casa *se vio em grande tu-
multo.
O individuo a quem se deu a voz deprisito he o
Sr. o. anmsla Meirellcs : reclamava prisas do
conlrario para obedecer ordem.
A final toi recolhido rcadeia. O chefe do rrupo
que favoreca o ador he o Sr. Candido Silva, q.100
Sr. Meirellcs reclamava como compauheiro para a
pnsao, pois que o tinha insuilado.
Nao son juiz deslas queslocs, nem eslive no Ihea-
tro : 11,10 itosso pois augurar qnem foi o provoca-
dor da desordera. Dizem gcralmenlc que de parte
a parle houve acto do imprudencia.
O que he real beque estamos privados de ir ao
theatro ; ou se representa pessimamenle ou se re-
produzco! composicoes que naocstoo a par da po-
ca, ou finalmente rcune-se na platea urna turma de
mocos exagerados, que, para salisfazer raprichos,
pateare, a companhia, interrompeudo o espectculo;
fazem callara orcheslra, porque se tem arvorado o
pnuopiode que, a platea lie soberana.eobradenlro
de suaesphera jurdica quando com a panca.laria no
bancos priva-nos de gozar do espectculo para ques
pagamos.
Cumprc que a polica conlinne enrgica para ;
liar com esta licenca qno hoje predomina 110 lheif.ro.
Tem-se admitlido que o espectador em liberdadc
UUmUada para patear a companhia, ainda quando
represente bem, ainda quaudo a materia exige
que se Ihe deixe onvir a representaran para que pa-
ga. Lembro-mc que l pelos coni[icndios de direi-
lo natural lodos os fliasso diz: Nao ha direilo con-
Ira direilo. Se he assim, me parece que esses mo-
cos que tem tomado a si o fazer estrepite no thea-
tro nao sao os do curso, pois que j leriam o Ferrcr
ou o Perranl.
Por conseguinlc,soii levado a crer que o Sr. Mci-
relles nao lie o chefe dessas desordens, pois um mo-
fo do j.o anno delicado, como nos |taiece, nao
querer por cerlo acarrelar a odiosidad inherente
aos que all no publico vao preslar-se ao niolim.
- Consto que logo depois- da prisao do esludanlc
grande numero de collegas percorreram as ras fa-
zerido assuada. Eram horas da noile quaudo se ou-
viare vivas e morras.
Consta qne o Sr. Meirellcs vai instaurar processo
contra o individuo que o insulten. Desojamos que
esto senhor se justifique para Ihefazerinos justirjt.
Em rorrcspoiidcucia anterior avenlurei alguoias
proposicoes acerca do pessoal da Ihesouraria da fa-
zemla desla. provincia.
Por essa occasiao limilei-me a rcslahoter o cre-
dilo dos funecionarios desla rcparlirao, rcpolliudn as
injurias e oflensas que o collc.-a to Mercantil cm fal-
la de materia julgou dever dirigir-Uics. Naquella
orcaso, nao me sobrando^ lempa- para considerar o
oslado de nossa Ihesouraria, aguardei a opporluni-
dade, que agora chega.
Uo bem natural que- de nada valha manifestar
aqui as necesidades que sent a Ihesouraria de.S.
Paulo, vislo como, dizem alguns, ha hoje lana cou-
sa a fazer que o lempo nao chega para ludo.
-Mas que me importa osaphisma, quamlo se lira
folha na Icilura das necessidadcs mais palpitantes de
nomas rousas ? O que' me cumpro he que eu vi
aqui registrando o que he real ; se se nao allende,
pcior para o respousavel, que, qualquer que soja,
sempresedeve arrecciar da opinio do povo, que he
sempre inexoravcl.
Vou pois dizer duas palavras que me susritaram
o couhecimenlo que leuho da nossa lliesouraria geral
c o clamor aile bem fundado que apparexc uas re-
parlices a que me reliro.
So o Sr. visconde de Paran, que, atiente sua po-
sirJlo, deve eslar por sobre os caprichos da acluali-
dade, lanrar os olbos sobre o que vamos proferir,
temos roque o estado inrnliint da Ihesouraria geral
soflrer moilificacao. Tentemos, e lenhamos f no
minislro : a jnslira da causa assim aronselha.
O pessoal cnneediifo por occasiao da primeira or-
gauisacaoeiu 1831 foi para logo declarado insufHci-
enle, comerando-dcsta poca grande accumulacgo
de Irabalbo.
Oalrazo de escrlplurarao, de Irabalbo, de regula-
ridade no servico importa confuso, que cm malcra
.le coufiancs he.nina verdadpira ealamidadc. Ora,
oslado a Ihesouraria de S. Paulo atravcsson-l
ueste
um periodo de vinte anuos, em que diversos chefes
bradaram em vao quaudo rcrlamavam providencias
ao governo geral. Accrcscc aiuda que repelidas va-
caturas nessas rcpariices'concorrian por sua |tarte
para que o prejuizo publico avultas.se: >acalorasqut
forrosaineule deviam apparecer, alenla a mesqui-
nhez de ordenados que, so dislrihuiam pelos, empre-
gados, que sempre foram mal pagos.
Ainda hoje, depois da itovissiAa reforma, um
fimprettado da Ihesouraria percebe um ordenado de
ncnhnm modo correspBdeule o Iraballio deftno-
raidiarias : eslo ainda colloca'd.n cm raesqabiha
posirao. Assim' he que.se v a reforma augmcnlar
os vcucimentosdoj empregados do lliiisouro e chefes
de lliesouraria cuno pediam as circuiislancias do
paiz, ao [tasso que o augmento concedido ao-oulros
riinccionarios subalternos nao melbnra romo .leve a
sua imsirao, c alii vemos umita gente que nao pode
substituir, liinilaiido-se aos vcucimcnlos como em-
pregado publico.
Nao attendendo pois como convinha a cs!e esla-
do anormal da lli#sotr.-ira deS. Paulo,sepuc-se na-
turalmente que os mesaos iiiriivenieato, se rao
reproduzindo: o augmento de pessoal he Jinda in-
sulicieule para o Irabalbo ordinario, e aiuda mais
para por cm dia o que vem de-vinle anuos.
Veja-so resumidamente o Irabalbo que pesa sobre
a Ihesouraria. Al o lim do anno passado. estovara
sob sua inspecrao duas alfandegas, qualro mesas de
rendas e cerca de cincuenta collectorias. Tomar
conlas, pxpedir ordens, fazer escripluraces, liquidar
dividds.le innmeras estacos, acudir aos pagamen-
tos, c fisralisar a sabida dos djnheiros ; aindamis,
sbWazer em lempo s repetidas exigencias do go-
verno provincial o do Ihesouro, em um paiz sempre
cresceute como o nosso, onde diariamente se multi-
plieam as necesidades, he por certo Irabalbo dema-
siado para o pessoal manado pela nossa tabella.
Alguns erradamente acreditara que a separarao
da Coriliba atteuuou o Irabalbo da Ihesouraria ; ma*
deve-se considerar que apenas sahiram urna alfan-
dega e seis collectorias. Raqui resulta que, posto a
lliesouraria c'onle habis empregados, como j enu-
mcrei, enlre os quaes figurara Caclano Antonio de
Moraes, e Oliveira Sampaio, que por injustica ou
csquerimculo nao meucionei, todava lodos esss ho-
niciisnlo podem fazer mais do que lie humanamen-
te possivel.
Me uarece do loda a juslica que o governo eleve
os verainc
He
cido.
verdade, disse Helena, linha-me esque-
9g?fe ma.,'ama Cl.arpion enlrou, madama de Fl-
Logo que madama Charpion senlio em suas laces
os beijos bu.mdos de Helena, e em seu pello as pal-
'"cnvel,e lagrimassallaram-lhe dos olbos. ^
c,k !?S?M,,nte v**e-com pbrenesi bejjando
os cabellos, as maos afronte de Helena, c disse-
lema-
Ilie en. um impulso de ternura maternal.
- Ah! minha pequea, minl.a f,||, a w
.da mnquante eu esljver aqui fquando chora,, ar-
11.111-me as eulranbas !
SS'i?"* *7*" "'""M'WSM a ponte
de nlloea-la e se fosse preciso lodo 'seu sa,,3Ue
SeUcis U,"a ,"S0lu,,ia' ella ler'a laJ com
s^Ti^T'r3 "?"? oaecefl, Jorse approzimira-
p ?1 ?**" .elle desP"va-a, infeliz, amava-a.
e,'v 1 9- ,luve,n?9 'Mr que Mr. de Flize come-
cava a aborrecer a vida, que passava do club a Chan-
1.1 j dos corredores da opera ao Campo-de-Marte
enlre o lansquenete os cavallos, pausando .lascarlas
as moras e do camarote s estribaras. Elle comera-
va a comprehender que essa existencia era inui va
e rmzeravel, e que era vergonha empreg.ir o nome
de seupai, sua riqueza eua ulelligencia em seme-
,ianres musas q.iasi sempre estpidas ou degradanles.
Elle vollava ao lar domestico, aos pensamenlos
sSos e honestos, ao desejodo Irabalbo, que he j qua-
si o Irabalbo; achava docuras deseonhecidas em aT-
fagar os lilhinhos, em ouvi-los, em tratar de sen fu-
turo, eindagava na perlurbaro de[eu corarose n3o
Havia para a vida do bomem um flm mais" serio, e
destinos mais nobres do que os deslinos e o fim a que
se propozera.
Mr. de Flize vollava ao bom caminho: infeliz-
mente, porem, vollava muilo larde.
Essa volla de Jorge enchia os dias de Helena de
arrependimenlo e de consolarao, o coracao dizia-ll.e,
que se houvesse sida niais rpida, essa volla ter-lhe-
bia poupado muilas laarimas, e ao mesmo lempo a
e. pjj loraiiu
Ignoro se-o delegado j dorma, ou so as palm-
illas paclunvam com aquella paloteada seria que
poda aronlar o cdigo criminal, que, como podem
alteslar os Srs. 3. aunislas qne l eslavam, diz al-
guma COUS.J sobre assuada.
mai aos filhos, e que renovava a confianca e a inll-
mulade no lar domeslico.
iancou-se-.be ^^T^^ZitZX^o'^^^.^- H Vo
/.adora',
..- ttlil. todava"
dido.com asenhor... Temo, enviado ludo para sua ral de sen corara* fazia-lbe acolher eom'alefiria nw
1 lesleiunhes de urna ternura, quaeslepitia-sfi da
ameacadas no. exterior por um e-
ngo, que madama de Flize nao suspeilava.
Lm da que Adriano Rouzonville (havia j muilo
lempo que isso acontecer) fora visitar Armand. en-
contrara debati d abobada da rasa da ra Chau-
cha! um carro parado diatite da porta, em que elle
arabava de bater.
Arraaild, queesperava Helena.'nao recebra A-
di'MHHK^--
A vBTa desse carro, cujas cortinas eslavam aballa-
das, picn vivamente a curiosidadr de Adriano, n
qual bem como lodos os ociosos era curioso com.t
um oculo, e lagarella como um diario. Elle espern
e vio deseer do coup nma mulher com o rosto co-
berlo por uto denso veo.
Ella passou como um relmpago embudada em um
grande manto de velludo preto, que nao deiiava ver-
Ihe o corpo.
Esses manlos eslavam enlo na moda, e todas as
mulhcres do couhecimenlo de Adriano usavam dcl-
les. 1) chapeo de crep brauen tambera nada dizia.
Das precauces que lomava a dcsconhecid para mi-
Irar em casa de Armand resullava Mmenle a certe-
za de que era de boaacooipanliia ; jtois urna .ansa-
rina leria obrado mais livremenle.
Esse mysterio cicitou a ruriosidade do Rouzon-
ville, e nao ten-io qoe fazer do lempo, ronsagruu
Ires 011 qualro horas por dia a vigiar a entrada da
casa de Armand, pondo um espia na rna quaudo nao
poda licar ahi.
.Tr?' ou au;"ro vezes elle vio o carro e a desen-
nbecida; mas o carro nunca era o mesmo, o cochei-
ro nao sabia nada, porque fra tomadoMnarua, e a
visitadora desapparecia como um pliantasma lgu-
bre sempre envolta no maulo preto.
Um dia, s duas hora, lend-se apresenlado ino-
Ithnente em. en-a de madama de Flize, qual fazia
meiilos dos actuaos empregados, classifican-
do sua Ihesouraria na primeira classe da primeira
ordem ; esla medida viria assegurar urna subsisten-
cia menos penivel para esla importante classe de
servidores.
Qnem nao v qu boje 1 subsistencia em S. Pau-
lo he mais*custosa que mesmo no'Rio de Janeiro ?
He at risivcl dizer-se quo temos odioiaos. de fazen-
da com ordenado de 400?, 600 e 800$ annuaes,
quando so sabe que coinelles.he impossivel fazer fa-
ce aos cusios de bem limilada alimenlacao.
Urna prova do que vai dilo est no resultado da
inspeecao da Ihesouraria pelo delegado do Ihesouro.
As colisas fk-aram no mesmo estado, setiao peires-
pois que nao se appcou remedio ao mal, 110 entren
lano que os sele mezes de residencia do Sr. Joao
Caelano custaram fazenda publica a quanlia de se-
to conlos de ris.
Nao caite uo quadro destecscriplo dar lato desen-
volvimcnto materia ; meu lim he despertar a at-
iendo dos poderes respeclivos para que olhem seria-
mente para o estado de nossatlicsouraria. Cnsul,
le-se os entendidos, cuvie--se ouiro delegado, veuha
pessoa insuspeita, e se coufessar que esta estaego
carece de reforma.
Nao estamos ainda rhcga.los poca da descren-
ca ; be por isso que so recorre a imprensa para in-
Esla raciocinio alravessou como um relmpago o
espirito de'Adriano, o qual observou 05 spalos da
condessa, ereparou que eslavam levemente mollu-
dos e sujos as ponas. Logo ella sahira a p, e o
carro que a trazia fora tomado em alguma estacan.
Pouco lempo depois Adriano vio a desconheida
apear-se na ra Chaiirbal; ella linha enlo ura ves-
tido de rase.nia branca com grandes palmas, e om
vn de fil cor de rosa.
formar n
de irrelli
-Ob.
a quem a
das, eucartegai
rapuava
nos sertoes do rio Guaj
c no lillor.il da previne
informares re:
Elle f
abra um
puava a Corrie
uicacaoque uovamento
como a que se
Paran, quejtc
licavel e meui
Fizcudo lirev.
res que olferee?
eslabclecimento 6
quos como sao aq-
para o littoral, ju
que se destine a n
engenbeiro concb
termos.:
i. Quanlo ao e-
las, eiilendo que.
feilas de modo q
proximaf as
lera de communi.
paix, ser luna 11
lices resultados,
Sea provinri
suas vas de coi
meira de tedas as
I}'los em colouk
tem perraauecidii.
Irale d^.
Assim pois os
lodas as eomli
livami-nle a lavoi-
parle viaalci.
exportacao di
oulros populo,
mar par 1
Eslou iutima
tilo agricola;dcvi':
dabi ramificar-se para
facilidadn da-
nbero, em
recursos para
serulo qi
mar d d
Monca
rom o 1
sobre a
lo pai
nos imperial
especial, qne
o resultados
Me '
Se Vm.
Cli
mamu'.
S. Ei
rorpo segn
meira i:
dcslrtiir
snlrc o
essa desiulelli
servico mil
Dar-lhc-hei conla
Iruir 11-'
lejam ei
A casa lio,
modo ne.uhiir
siguilicanles que s-n
a rommodidade des
as essenciaes desle- -i
Coiista-mc
de un plauo
lia de 100:0
juro al
qnaudo os rendimetj
poea manler
O nov tbealro de)
cal emqne hoje mi
'terrend quefoi cn*j
Ihe fica'rrinli
Deve-se notar qurj
cililicar hoje
daspcUscei-
A imparciaMdSa4|
(ini pelo esf
seja cornado.
em nma capil
roes.
Re$eja-se que
peculio nesta
Ah esto a__
Cada na neesesida
.leste neme, deilar'
dados, lembraudo-
0 unice empraeo.1
quedes estabeleeimeaA
temos.
i Resuscilou o
pondente de S. Pai
uuuciado que' urna
limbo; parece qac a
de xarope de besqi
21. Esteve aim.
PaOVJJeUIA BX
C>yaka,
A proviucia couliuu
nislerio rausou-iie

que_ calciuavah lenltmni-1 casa, segundo n ordem que ella me den!
algumas visita i, Adriano euconlrou a condessa quan-
do ia sahindo. Tinha chuvidodo manhaa, e o maulo
" ido prrdode Helena eslava manchado com al-
agua.
horas anles om manto inleiramenle igual!
eme de Mr. de VanWliers, Como era
de velludo prrdo de Helena eslava mauchado com al-
gumas go
'Duas
entrara
que sahindo itin Uto mo empo, ni
uo temara S131 carro'.'.
Agora se esclarecerte nimbas sitspeilas, disse
elle romsigo.
Knlroit em nm rarrulro, abailou as cortinas, e
foi colluear-se em oliseuacao perlo do holel de.Fli-
ze, na quina da roa Doursaull e dama Blanche.
Ao rabo de duas horas, um vesl.do de rasemira
branca, e um veo d* fil cor de rosa enlraram 1.0 pa-
lacio. A pessoa que os levava parou un quarlo do
porleiro e voltou-se: era madama de Flize.
Que helta historia exclamou Adriano""estre-
gando as maos.
Adriano Rouzonville perteneia t essa classe de
mancebos ociosos e ridiculos, que reptrlem a
entre o ihealro dos Italianos eo bosque
em oulra-oceupacao que a de nada
facanhas elevam-se muilas vezes al a
quando .em quaudo urna insrnua 1
lattemenlt-Contiques, seduce
seas cnodescenilentcs, e seu i
Ihar de noile os tolos boatos, q
le o dia.
Adriauo Rouzonville, lilho n
hedor geral de Nivre, comia esi
risa heranca paterna, j roid
Esse mancebo passava o
do, um genero de
de pena, se 1
Sea univer M ..
drid ; todava l- vezes Ir a leste
al so Ihealro
duzra sua
las tres horas,
bosque, onde raziare 1
todas as sorles
vastando em c
vinho de Cha
coidL^^^H
nao deixando
ladns^^^^^^H
lavara ua
li nimia di
Pelas 1
soberbo,1
no club.
Tortni, <
de outros
lad- com ,
Ciido a
..fados,
IllU


M
j

OHMIO DE P^MjBUCO Q1UBT* FEIRH 15 DE MjP DE 054,
se
qa
icsaa cott
i
I guio podero
a do mandar dizer que
^^^H* para oble r demisslo do
^^^Enlc lem o Sr. Leverger rece-
^^H d continnoa du Sr. visconde
le seus Ilustres coUeggs.
a desta provincia muilo nercssila de
irte do Ex** ministro da fa-
jadau-ee par
i. Foram ad-
^^^^HH^^^HRpprovados
^^^Kt |n nspector lhe
ordenados.
dio annuHou enes exames, por aviso
Rbro de 1K2, e ordenoa que os em-
K-eesseiii o augmento indc-
agora rada lia rcsolvido
com Isso o servico fe atrasa
um geral desgosto naqnelles
ios, e qu coplinuam rom os
que alguna, que talvez ti-
anteriores, os deixaram para
m. peiores circumstaneias.
p. ministro fosse smente para
lnuarao dos augmento por se
i los exames, nada (eria que
pobres empregados resli-
t'iu muilo boa f, em
e parece se|inju5tic !
exames de que 'trata o
da le de promofOes. Acho' boa essa
ilo para esta provincia, porqu.i
lo dinicullsos, em coosequencia
m pontos muito distante9
arte dos inferiores e cadetes
os c bom comportamento ja ha
sido promovidos. Destacamentos
n mais de tem legua da capital.
"sses homens para tozerem e\a-
ada de "caladores Joaqaim Duarlc
fallei na minha ultima carta,
ser promovido a alteres,
bem, sem nunca poder ser
boas recommetaiiirocs dos diver-
is a sorte dos inferiores c cadetes
:qui se deixam flear 1 On mor-
pois de preslarem bous anuos
instro da. guerra praticaria um
. juatira despachando o cadete-briga-
laMieiros e 1. sargento Jos Joa-
irneiita, do corpo de artilhara ; o
pisco Antonio Pulquerio e sar-
de cacadores ; e os cade-
squila e Jlo Chrysoslomo Moreira,
o estado-maior de 2.j classe,
rem ser promovidos para alguos
'raucisco Bueno da Su-
mis d quatrocenlos Pra-
te stom trinla soldados que com-
LStMcar. Foi promovido para o
ifaotaria.
jue esse prurido de promover e
la para outras provincias pode ser
ico considerado at certo ponto.
prestando a provincia inui
: conhecem e slo os mais
leiras.se inulilisam em qualquer
istem alguos quo decidi-
' aqni como em qualquer
er reformados. Recorra
s semeslraes do presidente e
moas, que. licar conhecendo
o', precisa mais do qne passa-los
i fura da provincia, que elles
or da santa casa da Misericordia
i c Sun Magostado jiara que o
ftor se digne de proteger a pobre
ni auxilio. Nao sci se se ilosen-
o. como he de suppdr, porque
houve a respeilo; e se ulo tos-
uno eu supponho, S. M.
i honrado estendendo suas
t sobre a santa casa de Cuyab,
ila em favor das de outras pro-
.. o Sr. ministro do imperio, j
sas sunplicas, augmentando as
obras publicas e calechese de lu-
tUaasM da corte tora agua Km todas
:ouvores ao Exm. ministro que
^^^recessidade). os pobres ha-
ovincia de Matto-rosso
cacimbas, porque a pro-
m- cbafariz, e o nao pode construir
mo geral !!!... (dem.)
mtmu- ------
Barra,
de 20 indios, e quem uH^iouber fallas a lingua In-
ca nlo pode ler eeperanra de conservar nnhnm.
Esles coirunerciaulrs pcrmulam asalsaparrilha em
Loreto, e uas fronteirasdo Brasil, a 15 pesos por ca-
da 100 libras; e no Para, na fox do Amazonas, 1,800
leguas abaixo de Loreto, a 25 peso
Calculando as muilaa privajes eos inconvenientes
que um homem tem de superar para ir s malas qne
squem lem divido por esses sertoes pode avaliai-,
e as dillieuldades de obler pequeas quanlidades de
salsaparrilha, pens'que mui poucs Europeos ou
Americanos do norte emprebenderan semelhante
meio de espcculaeio.
O precodo panno do algodao lamlicm nao healli
tao alio como assevera o Sr. Herndon ; em Loreto
vi vender a 12 Mi cents a yard.
Eslo certo de que o Sr. Herndon er screm exac-
tas todas .as suas narrativas, masest -Iludido, por
quanlo alguns Peruanos me asscverajem que lho
baviam contado varias petas por, brincadeira, c o
bom do meu official, apezar dos scus qualro-olhos,
ulo ronheccu o logro, e tomn nota dellas com
grande avidez.
Menciona tombem valiosas informacocsque colhetf
de um FanATe mecnico : conlioro esse snjeilo mui
bem, e j com elle morei na mesmacasa por algum
lempo ; mas nunca o conheci sobrio nm s da, e
uesse estado lem vivido ha muitos annos : de que
valor podlam ser as inforniaces que colheu delle o
Sr. Herndon nao posso conceber.
O Sr. lente Maury qucixa-sc que o governo
hrasileiro nao permillc que estrangeiros lavrem as
minas de- diamantes, e anda neste ponto enganou-
se manifeslamenle, nao procurando informar-se das
lois do paiz, nem atlcndendo pratica que atiesta o
contrario. Se fallasse da California loria razao, por
ser bem notorio o.tratamenlo que os eslraugeiros all
recebeni.
l.cis forao promulgadas e postas em execucao as
minas contra a a/lminislrac,ao de estrangeiros; os
pobres Mexicanos e Sul Americanos perseguidos pe-
la maneira mais infame; muitos delles foram corri-
dos a tiros e assassinados pelos selvagens Tcxianos
e Missouriauos, e/s autoridades nunca foram ca-
pazes de protecc-los, uem o quizerm fazer. Os
assassinosVIos greaier (termos comqueessesbrutosap-
pellidavam os Mexicanos c Sul-Americanos) iirram
sempre impunes.
Oque o Sr. Maury diz da riqueza do solo, de suas
prodcenos e da salubridade do clima. amazonio he
exatissimo ; mas as suas historias sobre diamantes e
onro sao demasiadamente exageradas ; sua i n leu rao
por conseguinte he excitar a cohiba de seus conci-
dadaos, para induzi-los a reproduzir a mesma farra
que elles represeutaram em Texas e na California.
Conhero perfeitamente o espirito Yankee; liabilci
enlre elles seis annos, e pela experiencia quelenho
das jornadas que liz.em Texas, Novo Mxico e Cali-
fornia eslou habilitado para formar urna pcrteil
idea da sorte que aguarda aos presentes habitantes
da America do Sul, se os Ainericauos do Norle pu-
derem ter ascendencia sobre elles.
Se nao estou muilo engaado, parece-m? que em
um artigo da constituicao do fslado da California,
promulgada em 18i9 ou 1850, se l : Os Indios e
mu detcendentes nao podero fruir o direito de vo-
lar, anda que se achava estipulado uo tratado de
paz entre 'o Mxico, e os Eslados-^nidos que lodos os
cidadaos da California gozariam do mesmo dircilo
como se fossem cidadaos Americanos. F Yankee !
Pnica /des! E as mtsmas leis ccrlamente leriarn
vigor no Mxico c na America Meridional, tao de-
pressa os Americauosdo Norle se apoderassem della;
a maior parle dos seus acluaes habitantes pctderiam
seus foros polticos, visto'que em geral nao sao ori-
undos de Europeos.
Nos Europeos nao podemos comprehender odes-
prezo com que os Norte-Americanos tratam lodos
os'homeiMde cor, especialmente porque as veas
dos Yankees cqrre ainda algum resquicio de sangue
indiano e negro; na Europa, porcm, onde o mais
miseravel mendigo,he de sangue puro, qiuilqurt
pessoa de cor de boa educarao c carcter respeita-
\el he adinillida as sociedades decentes-; mas i es-
te "grao de liunianidade os cidadaos-mais cicilisa-
A poltica dos Estados-Unidos dirige-se, fallemos
claro, a crear a dissensa enlre as repblicas Iles-
panholas e o Brasil, com o lim de enfraquecer estas
potencias para que possam mais fcilmente snpplan-
ta-las, iulitulaudo-RC todava scus protectores ntu-
racs da mesma maucira |>or que o tem sido dos iu-
felizes Mexicanos. Elles poro ainda nao triumph-
ram ; a guerra do Mxicoe o tralamenlo que deram
aos Am*icauos-Hesi>anh(ies na California abri os
olhos desles poyos, a verdadeira iulcnrilo dos Yan-
kees tornou-sc palele, c tem destruido quas com-
pletamente as sympathias que antigamente Ibes Iri-
bulavam.
Os Norle-Americanos jimais cocontrarao um aco-
Ihimento cordial no Brasil, nem no territorio perua-
no bandado pelo Amazonas. Aqui j comeca a af-
fluir a emigrasao de Peruanos do littoral do'Pa/ifico,
e cedo veremos chegarem emigrantes do sul da Al-
lemanha e da Blgica. .
Todos esles emigrados unidos serao cipazes de rc-
sislir a qualquer prelcueao e usurparlo dos Yan-_
kees, c o"governo hrasileiro lomara sem duvida mc-
orgalho. Deixo ios toudora polticos o usarem i novidsdes. Tambem declarou m plebiscito que aos.
fraucamenle de suas barbalanas. empregados e credores da mesms," anteriores aquel-
AKABOWAS.
Negro, 12 de dezembro de 1853.
Tivieo Daaos et dona ferentes.
|m mez que estou nesla cidade da
legro, um dos maiores I didas preventivas contra suas excurses. le da mais
,', tondo percorrido grande 'palpitante necessidade eslarmos lcrla, porque a
' nossa sorte em caso de anuexacao seria a mesma los
habitantes iiespanhes de Texas e da California;
O diiilieiro j chegaria larde para mim, e viria
produzir o mesmo' cuello, que os manjares regios no
estomago do pobre Bellhoblo, acoslumadn aos raba-
nos assados no burralho. Nao lenho ierdeiros, e se
os livesse no quera concorrer para que peccassem,
desejando-me boa viagein.
A' pesteridade nao passo, salvo se a lluslrissima
municipalrdade me fizer um monumento, o que fi-
cari em orna verba testamentaria a seu cargo; por
tanto nao cuido nisso.
Apaijonado' Eu Seria muito para ver, e mato
ainda o foco do magnetismo, que tal cffeito produ-
isse. Eu lenho miuhas presumpcOe de bom goslo,
nao seria q na lquer que faria render urna prara,qit*
ha quatorze lustros arvora o pavilhao da inde-
pendencia. Se tal roe acontecer, quod dubilo, en-
tio o meu'seplicismo chegaria a fazer-ino duridar de
mim mesmo ; eenlo dira com o aniigo quem sa-
be se eu existo'?
Quando ti ve teutacoes de assislir aos bailes soffri um
cerco, que me puz do brecha aberla, e alguna arli-
Iharia desmontada pelos tiros (nao sei se he muilo
pootico) de uns bellos olhos, deque porvezeslhe
fallei; mas lemedo a vergonha de urna capilulaco,
embora me concedessem sabir a toque du caixa, ban-
deires despregadas, bala em bucea, murrOes accesos
c mais honras da guerra, Iralei de reparar o damno
e fiz levantar o cerco rom nina nirtida, caso muilo
raro nos annaes da fama.
Mas entilo, dir3o ps curiosos, quaes foram essas
malditos esperancas?.Esle he o segredo, adeVinhem,
se podem. Vamos adianto.
0 senhor marco vai prometiendo alguma chuva,
e honlemdeu-nos urna soffrivel balega d'agua, ce-
ir o rifo popular o mez assim como quinta, as-
sim Irinla. Os sertes esUlo ehuvidos, conforme >
expressao dos scrlanejos. A caresta dos vveres con-
tinua,, e al atornilla de Irigo esl carissima. Na
carne nao fallemos, e o peixe mal chega para os ri-
cassos.
Anda activo o recrulamento, apezar de ser csla4
provincia urna das que, em proporrau, mais rccrulas
d o menos soldados lem.
Dizem os praguentos que esse recrulamento tem
de afugenfar os matulos do mercado, c com elles os
vveres que coslumam couduzir. Nao enlendo da
materia, mas ainda tne nao consta que fosse recrula-
do um couductor de gneros. He verdade que elles
assustam-sc antes de lhes chegar o raio em casa, e a
noticia de recrulamento e bexigas os faz fugr como
o diabo d'agua lenla.
Dizem lambem que sahiram tres escoltas para re-
crutar pelo interior;" mas provav cimento ellas uve-
ra ni onlro deslino, porque nao he jiossivcl qoe ellas
fzessem um bom recrulamento e deixassem de pra-
ticar injusliras que seriam verdadeiras perseguicoes
e violencias, reerutando individuos pacficos e traba-
jadores que soilreriam os incoinmodns da prisao e
viagim, a demora dasprovasde isenjOes.
Os rccrulaveis no mallo ndam sempre preveni-
dos e nao dormem as casas; por isso nellas eao s-
menle encontrados os que descancam as isenroes
que llies assislcm: S quem hunca morou no mallo
ignora o alarma que causa a noticia de urna tropa
recrulante, que corre com velocidade elctrica.
Por muito tempo he diflicil .encontrar um traba-
lliador para qualquer servido, um homem mo solteiro em sua casa ou rossado.
O recrntomenlo all s deve ser feilo sem violencia
e veame pelas autoridades locaes, boas, que eonher
cem os individuos e dao sobre elles do sorpreza
Em vista destas razes quero acreditar que he fa-
bulosa essa cagada de homens, e que lalvez nossas
autoridades quizessem imitar os destacamentos vo-
lantes dessa provincia, que'tantos thuggs tem posto
em marche-marchc, ou sbcoberla enxula.
Tem me feilo banzar esseactivamcnlodo recrnla-
menlo. Estaremos ameacados de guerra? Quedes-
lino leve o nosso ejercito d sul ? Precisaremos ac-
lualiiieiilc mais de soldados do q;ie de braros'
A resoluc,ao dessa queslOes corre por sua conla,
que he quem nos d as ndlicias de lodo o mundo.
Aqui j houve quem se lembrasse de que iamos fe-
char os Dardanellos, e acabar com a queslo russo-
turca.
A tranquillidade publica vai lianquilla, e a segn-
ran individual segura. J v, pois, que nao temos
recentes razes de queixasdos Ihugg*.
Esln aberlo, eem tempo opporluno,o jubileo desta
capital. J tem absolvido alguns innocentes, e es-
pera condemoar os "criminosos, assim os encontr.
Nada nielhor do qoe a justiqa distriboiliva.
A illuslrissima municipalidade pagou as cusas,
petos quaes 1 he era movida a execurao, de que lhe
fallei, e acabou-se a queslao, que me dizem ler sido
movida em despcilo a qma proposta feita de compra
da divida, com um grande abale, por pessoa de im-
portancia na illuslrissima. Sao modas lucri [ac.ieit-
di. que nao nITcndem a viva alma.
Tudo mais vai como Dos quer.
Saude e venturas e grande numero de assignantei
1 lie desejo.
la dato, se nao pagatse, e sim aos qne fossem ven-
ceddo ordenados, e assim ficavam mamm adus os
que la tinham alguma esperanza de obres. Nao
me esquecerei da nossa cadeia, que he proprinmen-
te um escondrijo de feras, e (So bem construida qne
os presos s esiao nella al quando querem ; vespe-
ra de natal, dez que eslavam .pastando a festa nesl
ergaslolo mephilico se pozeram o*fresco e o nosso
earcereiro Jera parece-me que aluuma oraco domi-
nical, quede lodisae arranjafln*rivelmente ; alcu-
na varinha de cndilo o acoropanha indubilavel-
menle, e se ha fadas mgicas elle he urna deltas,
que sabe deludo saliir-e, ainda mesmo de algum
labyrinthp. So Vmc. viesso a esto, se admirara de
ver no meio da ra principal urnas caverna qne s
parecem habitarSo de toras, talvez que o Sr. ca-
maristas, porque andam presea nao enxerguem
esles colchoes, mas a elles pedimos que nos aliviem
de males tao prejudiciaes, e que sem duvida qual-
quer eslrangeiro que visitar nossas plagas, e presen-
ciar eslas cousas hade fazer urna idea bastante ex-
travagante de sua senhoria. Em outra sereimais
extenso. Saude e patacos lhe desejr, al a volla,
que ser breve, *
PERMHBICO.
fereceroccasilo lhe moslrarei isso; mas d'aqui se
nao conclue qee eu deva ber donde proveio o qui
pro quo, como te exprime e nobre deputado. .
O .Sr. Meirm :t. uretidenle, votei contra o art.
1." do projecto, porque e etejarecimentot que se de-,
raro honlem me nis tanafizeram, e agora me acho no
mesmo estado quanlo ao art. 2. Persuadi-me que a
drscusso me dspensa*se|h pedir a palavra ; assim
porm naf) succedeu, pori n eu creio que arespeilo
do art, 2. alm do equivoco de que falln o nobre
segundo secretario, ha ainda orna duvida qoanto a
mim que he preciso elucidar. O art. 2." de' nada
menos Irala do que de tupprimir dous lugares, o de
capel 15o c decrrurgAo ajudante ; como pois heide
eu prestar o meu vol em favor d'esta suppressao,
quando.Jfnoru quaes os fundamentos que leve a
commiaiSo para rcsolve-la, ao passo que o Exm. pre-
sidente no seu relatorio, julga conveniente a conser-
vieo de ambos? verdade he, que j honlem na dis-
cussap havida a respeilo d'esto mesrqo projeclo, foi a
presidencia contradictoria, pois se disse que ella ha-
via mudado de parecer quanlo i torga, e quanlo ao
numero de pracaspoliciaes...
O Sr. Mello Reg :Nao se disse islo.
O Sr/Meira:Disse-sa que ella linha accordadu
com a commisslo, o que he a mesma cousa; pois se
ella no relatorio disse que julgava indispensavel a
creacao de urna companhia de eavallaria, a_ pedia;
lendo accordado com a commisso quanlo a m'udanca
d'e>se pedido, segue-se que mudou de parecer...
O Sr. Mello /lego d um aparte.
O Sr. Meita:O nobre deputado quer negar
que islo he. mudar de parecer? e de mait, este segun-
do parecer pode ser muito melhor que o prmeiro
mui perto de suas vertentes ale
ro peto vapor para seguir ao Para.
Main ul urna pequea obra sobre as regios
la, escripia pelo lenlo Maury
Tiiu!os,iiqua!,dizem, causn
iz. A primeira visto re-
v, ronlendo valiosas in-
s exageraces, e efifesladas a
^^^B {Ilustrados cidadaos.
obra diz o Sr. Maury: A
lidos he a poltica docommerr
Porque nao disse de urna
statlos-l; nidos he a poltica do
exacao, se o principio do
le o que predomina em toda a
o a poltica- japonenza segui-
dero. relalivamciilc aos obsta-
s emigrantes, e qne nem mes-
o grande Uyjmnoldl percorres-
laary parece nao ter noticias de
n lempo em que o brasil de-
desde a sua indepeuden-
iente mudado-de condi-
nutre grandes desejos de
u pacifica e i:tdustriosa, elle*
los |>ossiveis, como le-
i"> de oliservar, e todo os
iraoienle scieotiGco cnepn-
e auxilio, e muilo
Eslados-Utii
^^Hjmenlc os Srs. St. Hilai-
mo muitos oulros p'odc-
:idou,.t'oaeu com-
lar teslemuohoda
Urasileira se quizessem re-
venen na cidade da
"qu encontrram ero. seu
e pelo Madcira al o Para.
y sobre o odioso monopolio
Amazonas be justo ; mas
comeco ao resgatc dcs-
rompanhia a aboli-
inia couipensario a-
onen te Hern-
misslo se-
ni pou-
liartidi
1IK),
despojados de nossa propriedade pelos astuciosos
puritanos do norte, ultrajados e pisados pelos turbu-
lentos do sol.
0 Sr. Maury procura persuadir que a propagacao
do christianismo resultara da admissSo de emigra-
dos norte-americanos. Como pode isso ser possivel
quaudo o seu Dos he o diuheiro, c a sua religi.lo o
culto do Bezerro de Ouro disfarrado n hypocrisia
puritana! %
. E que qualidade do emigrados americanos pode-
mos esperar, q dando os agricultores do Westc, que
seriam cxccllenles colono*, nao querem por nada
passar a paiz ultramar onde a lingua ingleza nao
predomine ?
A maior parto dos emigrantes portonto se compo-
rta de peraltas (loa/ere), ou joaadores do sul ou das.
ridades atlnticas, e infeliz -do paiz onde aprtasse
semelhante canalha, cujojuizo e autoridade he o re-
voverj'pilola) c o boiknife (faca de ponto). .
Urna ontra cousequeucia falal que resultara da
colooisarao norte-americana seria a perpetuadlo da
oscraviilao, que felizmente cstii quas extincta no
Pern" e as demais repblicas. O paiz amazonio he
mui propriu para a cultura do' algodao e da can na ;
por cousequencia, predominando os Norte-America-
nos, a inslilnicio da etcravidlo seria altamente re-
clamada e olilida pelo partido do sul.
Parecer- vos-ha. talvez singular que eu procure
defender o governo hrasileiro, visto que sou perfei-
tamente eslranho acslc paiz sou, como sabis,
Europeo por nschnento, c Peruano por nalurali-
sar,Ao : lodo o meu inleresse esto no Per*; mas nao
me posso conter quando vejo laminillas injusticas, c
ataques dirigidos por um cidado daquella repbli-
ca, inimiga communi das naces sul-americanas.
O Ticuna.
(Jornal do Commercio.J
4MJM
rrctlem i
I
mez; mas he sammameule diflicil"
GOBHESPONDENGIAS SO DIARIO DE
PERNAMBTJCO.
FaraMba 10 de mareo de 1854.
Honlem clicgoo a esto porto, procedenle do sul, o
San Salvador, e lo apressado viiiha, que s soube
de sya chegada meta hora depois de nos haver vol to-
do a popa, com deslino de,ir esperar extra muros a
correspondencia official, e nem para justificar presta
tonta, ao menos nos Iruuieaaolicias de algum vulto,
a naoser que a bordo ile algouir-cnmpanheiros vai-se
minificando limpamenle o valor, o seus represeatan-
tes, segundo aOirma um Jornal do Commercio, que
felizmente cabio sob meu dominio.
i traga ou mande um mgico desses, que
' a1Hfc P'si 'a"a te mestre, estoo-se per-
dendo bastantes talentos.
duiio lambem'aqneHe vapor os set Diarios
corrale, e minha missiva de 27 do pas-
se aelia no de 4, tem excitado a curiosida-
aiais de um ioleressado na vida albeia, por sa-
is lisongeiras esperantas, raur-
"
1 -a o lal cocretnoadenle, pobre tolo!
de diulieiro ?
| ILtperarU ftsut a porUri. ia o tal ginja
nboras. o que tem
mporlam
problema.
nos polticas porque me fallam
iqocs qu sobr.im em multo poli-
lecimento; e ote quero parecer-me
> coador de que falla o grande Vjeuaeroum
serroso, qoe sendo peixe (cf ro.ador) enlendeu que
a porjdevera ser ptssara tmente, porque acboo-se com
largas barbatanas, vindo a encontrar a mora em seu
Baaaneiras 5 de mar;o de IS6&,
Seria mais que ouadia, se eu pretendesse antes
de entrar na analyse dos toctos aqni occorridos ; nao
desculpar-me peraute um publico como o dessa ca-
pital, que ha locado a roela da civilisarao, e pre-
cnchido a lata esphera dos conliccinienlos humanos.
Conscio de minha acanhada inlelligencia, he elle
quem bem pode aquilatar o devido deminhasmis-
sivas, c formar om cor.ultorio, que nao passar da
pura realidade em lerem-me por um mero noticia-
dor insulso : mas paciencia. Diet dcparl ses grad-
ees a qui il lui plit.
Agora, principiando por escrever as bellezas de
minha Ierra*nao duvidarei*entrar na explanarlo
de oolras materias que sem duvida ho de chorar
aquelles sobre quem cahir o barrelinho da censura,
mas nao importo, guarde-me segredo e vamos a-
diante.
Est Bananeiras no meio de nm valle o mais pit-
loresco que hc'possivel, rodeada por urna cordilliei-
ra quasi inaccessivel, parece qne justamente a na-
lureza com estas muralhas quiz preservar-nos do
mais ousado inimigo, e dar-nos um quadro palheti-
codc sua immenta profuso. lie aqni onde o poe-
to e o philosopho acham vasto campo para suas abs-
Iracoes, onde a maginaraf se perito em um com-
plexo de aggregados para atirar-se qo vaslo campo
das sciencias. l'azer urna descripeo toporaphic
(leste amado solo, dcscreve-lo minuciosamente, se
ria enfadonho. Basla que saiba que a nossa agr-
cullura nao esto inanimada, nem o oosso commer-
cio est estacionario, tudo progride, tudo medra. A
Sr. polica parece estar descansaudo de seu lethar-
go profundo, tambem para aqui lem cabido copio-
sas chuyas, e sem duvida os faquislas impedidos pe-
lo solsticio hiemal esperam poder logo fazer suas
correras, e cscaramuras.
Amanha tem de reunir-se o jury, se houver ca-
sa, cj aqui se acham vinle e tontos,presos, de en-
tre elles ha quinze de mortc, conclua d'ahi como o
liofniridio por aqui anda era da. Agora esperamos
qne os Srs. juizes de tocio nao se illudam para dcs-
carregarem sobre estos ministros o castigo que lhe
est reservado. He com a punirn severa'que o cri-
me se suslar, do contrario mais males leremus, e
por certo nos cabera parle delles. He boje curar-se o
mal physico e moral ila nossa socieda.le o que mais
inleressa, do contrario caminhamo para nm abys-
mo, e esse abysmo lem de envolver grandes e pe-
queos ; no principio he curavel mesmo a gangrena,
e lodos os males que nos afi'ectam, mas ao depois da
molestia enraizada, torna-se mais diflicil, e o corpo
tem de succumbirycom os guipes que funestaran)
o teu lodo. Tambem nao quero deixar inclume de
censura, o consenlir-se presos de morte, selivrarem
mesmo na sala livre, como deu-se o anno passado,
e o resultado foi, como nao pode entrar para rece-
ber sua absolvilo, pelo patronato que linha, pM-
se ao fresco, ainda boje pasyia no audar da ra.
Tanta cmmlseraciSo do prximo, tanta honomia ja
passa a escndalo. Ha pouco aqui um demonio vi-
sivel furlon urna menina para com ella cnsar-seeo
resollado foi trgico, porque com arrechos a man-
da fazer urna viagein em roda do] globo, julgo qu
para adiar a redoodeza ila Ierra; roas, gracas pu-
lida do mui-digno subdelegado Conlm, o munstro ja
se a cha preo para rece lie r o castigo merecido. Ja
me la csqneceiiilo da nossa illuslritsima, porm co-
mo por fatalidade me lembraste della, qio delxarei
de dizer alguma cousa a seu respeilo. Ha muito que
trsbalha, mat com calma, s algumas coosas, pou-
co cabidas no telo de umt illusluelo (com honrosas
excepcOes) que nao ha nada a invejar-se. m peli-
cionario obtem df illuslrissima dous despachos a seu
favor em queslao de gado, e ao depois desfaz o que
ja linha feilo. Como ludo seja novo vamos coso as
ASSEMBLEA LEGISLATIVA
PROVINCIAL.
Sesiao' ordinaria em 11 de mareo de 1854.
Presidencia do Sr. Pedro Cavalcanti.
(Concluso. )
He Iido.julgado ohjejlo da del i berarAo o mandado
imprimir o scgqiole projeclo :
a Benlo Francisco do Faria Torres, professor pu-
blico de primeiras lellras da villa de Pao d'Allm, so-
licita desta assembla a maca de ser jubilado com o
seu ordenado, na razito do lempo que tem servido (19
anuos e7 mezes) conforme pcrniiUeoregulamentode
12 de maio de 1851.
Em apoio de sua prelenco allega o sopplicanle
e prova com diversos documentos queinslruem a sua
peticSo ; 1." que lem servido no seu magisterio pelo
esparo de 19 annos, c 7 mezes sem inlerrupsao ; 2.
que no exercicio do seu emprego adquiri graves in-
formidades que oimpossibilitam de continuar a oceu-
pa-lo; 3." quo servio sempre sem ola, e antes com
aprov eilainonlo dos seus numerosos alumnos, hien-
do por isso a gratificarlo que a lei mandava dar aos
professores que tivessem mais de 12 annos de bons
serviros. ,
o A commisso de instrueco publica,, lendo em
consideraran os fundamentos em que se baseia a pre-
lenrao do supplicanle, e vendo qne lhe he applicavel
a ditposira do artigo 51 do regulamento de maio de
1851, lem a honra de submetler a approvaco desta
assembla a resoluro seguinle:
o A assembla legislativa provincial de l'ernam-
buco, resolve :
Aft. nico. O presidenledaprovincia he aulorisado
a jubilar o professor deprimeiras lellras davilla de
P d'A lho, liento Francisco de Faria Torres, com a
parle de ordenado propotjjsnal ao lempo que houver
effeclivaraente servido.norosode serjulgado impos-
sibilila-lo por urna junta medica de continuar no ex-
ercicio do seu magisterio, licando revogadas as dispo-
sises em contrario.
Pago da assembla legislativa provincial de Per-
nambuco, 11 tie maio de 1854.Francisco Xavier
Pues Brrelo. P. Vicente Ferreira de Siqueira
l'arejo.
O Sr. Paes Brrelo declara "achar-se sobre a
mesa o diploma do Sr. depulado supplente Jos
Quintino de Castro Lelo, em vista do que he remel-
lido commisso de poderes, que sobre elle interpe
o seguinle parecer:
A commisso de consliluiciio e poderes, lendo
examinado o diploma expedido pela cmara mnnici-
tal desta cidade, ao Sr. Dr. Jos Quintino de Castro
,eo, para lomar assento nesla assembla como sup-
plente, em lugar do Sr. Dr. Lourenco Francisco de
Almeida Calando, que parlicipou nao poder compa-
recer presente sos-ao, eachando-se o mesmo diplo-
ma regulare conforme com a acto na apuradlo geral,
he de parecer que o mesmo Sr. tome, assento.
Sala das commissOes 11 de mrc.o de 1854.A-
guiar.Figueira de Mello.P. Baptisla. it
O Sr. Paes Brrelo:Devo fazer urna declararlo a
casa ; quando foi apresentado o requerimenlo para o
cha mamenlode alguns senhores su pplenles, decidio-se
que fosse considerado indicaeao, e como lal remedido
a commisslo de roustiluirn; aconlceu, porm, qu
indo para a secretaria u official maior, ntendeu que
o negocio estova decidido, e nesse sentido officion ao
secretario do governo : quando se acabou a sessao, eu
sem ler com muito cuidado, assignei o oflcie que foi
assim remedido para a presidencia, e expediram-se
as ordens convenientes, ltesultou disto, Serem cha-
mados supplentes sem que a assembla decidisse de-
finitivamente : julguci pois d meu dever fazer esta
declararlo, porque se ha culpa nisto he toda minha.
O Sr, Mello llego:Eu desejo tao smenle per-
gunlar se veis i casa a parliciparao do Sr. Catanho
de que nao tomara assento ?
O Sr. Presidente :Nao seuhor, mas como as ra-
zes do parecer nao sao votadas, e sim a sua resolu-
Sao...
O Sr. Figueira de Mello :Sr. presidente, pare-
ce-me que o parecer conlm um pequeo engao:
o Sr. Dr. Aguiar foi quem redigio o parecer, e elle
sem duvida se referi ao Sr. desembargador Santia-
go, que foi quem parlicipou nao vir lomar assen-
to, e por isso mudadoo nome do Sr. Catanho, cessam
todos os inconvenientes ao parecer...
O Sr. Mello Reg d um aparte.
O Sr. Figueira de Mello :Eta a explicarSoque
lenho a dar.para mostrar que houve um pequeo en-
gao no nome do Sr. deputado, cuja falla vai ser
preenchida. .
Encerrada a discusslo, he o parecer approvado,
sendo o Sr.'deputado admiltido a tomarassenlo com
as formalidades d* eslylo.
He lida e approvadaa redacrio do projecto o. 28
de 1852.
ORDEN DO DA.
Continua a 2." discussao do projeclo n. i deste an-
no, que lixa a forra policial, sendo approvado o arti-
go 1." que havia Meado adiado e regeilada a emenda
ao mesmo olTerccida. -
e Ao arligo-2." acrcscenle-se.-os quaes s percebe-
ro os vencimenlos nelle marradoe, o 1. quando tur
criado o hospital militar, o2." no caso de se elevar
a torca a 600 praras. S. R.Paes Brrelo.
Vai a mesa e he apoiada a seguinte emenda :
O Sr. Oliveira:Sr. presidente, en ped a pala-
vra, para que axcommisslo me d alguns esclarec-
mentos acerca de um qui pro quo, que vejo entre a
tabella do corpo de policia e o relatorio do presiden-
te da provincia.
O art. 2. diz (U.)
Ora o nobre presidente no seu relatorio, tratando
da necessidade d'esses dous empregados. disse, (./''.'
.....enlre ton lo eu vejo, que a tabella annexa ao
regulamento, que foi destribuido na casa, marca
vencimenlos a cssesdous empregados...
O Sr. Mello Reg:Logo o engao nao foi da
commisso.
O Sr. Oliceira:,Eu quero saber a razao, .porque
dizendo presidente que nao havia marcado venci-
menlus para ocapello e cirurgilo ajudante, toda-
va apparessem na tabella annexa ao regulamento,
esse vencimenlos; e como a commisso disse que ha-
via formado o projeclo, leudo presente o regulamen-
to, tanto que antes de o submotter conskleraco da
cusa, pedio esse regulamento, parece-me que est na
obr toarlo de .dar esclarecimentos a este respeilo. O
regulamento foi distribuido na casa, os membros da
commisslo sem duvida haviam de o ler lido, e for-
mularan! o projecto vista d'elle; a presidencia como
j disse nao marcou ordenado a esles empregados
deixando isso a arbitrio da assembla, entretanto ve-
jo que a tabella d ao capelllo 50 mil ris de sold,
e 20 de eratiliciiran c ao cirurgiaor 50 de sold e 10
de gratificarlo...
0 Sr. Mello Reg:A commisso supprime.
O Sr. Oliceira:Embora, cu quero urna expli-
carlo a esto respeilo, tanto mais quanlo a commisso
honlem deu a entender, que estova em milita har-
mona c contacto com a presidencia...
O Sr. Mello Reg : -E a commisso he responsa-
vel por isso?
O Sr. Oliceira:Me parece, que a commisso es-
t na obrigaclo de dar os csrlarecimenlos que pero ;
e mesmo qne cousas d'esta ordem nao devem passar
desiiperrebidaiiieiite...
O Sr. Figueira de Mello:Isso'he erro de m-
prensa.
OSr. Oliceira :Nao pode ser, nlo he consa lo
simples...
O Sr. Mello Reg:Mas a que fim vem islo?
O Sr. Olccira-.T-Eslon pedindo esclarecimenlos,
eslou no meu direilo: de mais eu vejo que pelo re-
gulameulo da secretoria da presidencia, sao rotrigi-
das as impresses peto official maior, e por sso nao
he crivel, que honvesse um lal engao. Eu pois en-
lendi deverexigir eslas eiplicacei para conhecer-se
d'onde vem, o engao e creio que tozendo estas con-
sideraroes nao ronhu muilo lempo casa.
O Sr. Mello Reg:He verdade, que no seu re-
latorio diz o Sr. presidente da provincia, -que nao
consignou na tabella dos vencimenlos ordenado pa-
ra o capelllo e cirurgilo ajudante; mas o que he tac-
to be, que na tabella estilo consignados esses. venci-
menlos. E como a commisso quer approvar a ta-
bella.e n'ella te acham esses vencimenlos, julgon con-
veniente fazer excepto acerca d'elle, nlo ineluin-
do-oa na approvaco. Ha em verdade a contradiccio
entre o relatorio e a taoella, mas como.pode a cont
misslo responder por isso?...
O Sr. OlfKeira:Eu eslou pedindo esclareci-
mentos.
O Sr. Mello Reg :Mas nao os deve pedir com-
misso; pode ser um erro de copia ou de Ivpogra-
pbia etc., que deu lugar a esle qui pro quo; a com-
misslo nao pode ser. responsavel por elle, nem eu -o
posso explicar, nlo sou oflieial da secretaria nem
composilor|da lypographa. A menos que n nobre
deputado nao tenha em visto tornar saliente i con-
tradiccio que se noto entre a tabella ee relatorio, nlo
sei a que vem inlerpellar a commisso nesla parle.
Diz, porm, o nobre depulado: a commisso deyia
ter estudado o regulamento e a la bella, devia ler no-
latto a divergenciaemqueellaeslccun asintormac()es
presdenciaes. E que duvida ha de que i commisslo
livesse escapado e que nota o'nobre depulado? As-
seguro-lhe que nao s estudei a tabella como o reg-
lamento, e quando o nobre depulado quiwr e seof-
ento he ales urna virlude; e assim estou mui lou
ge de censurar a presidencia ea illuslre cummisslo.
Por tonto, en necessito de esclarecimenlos que me
levem a prestar o meu voto quer a favor, quer con-
tra o projeclo, porque nao sei quaes os fundamentos
que exislem para a suppressao desses doiis lugares de
cirurgilo ajudante e o de capelln, nlosci mesmo'seo
corpo pode dispensar um capelln, se as praras de
policia nao necessilam de auxilios "espiriluaes : por
islo desejo saber quaes o fundamentos que leve a I
commisso para poder volarconscienciosamenle, por-
que o artigo nlo he de tao pouca importancia como se
pensa : lrata-se de supprimfr dous lugares, sao dous
empregados que Irabalham, desejo saber se esse 1ra-
balho he necessario ou dispensavel, ou quat a causa
que rlelerinium essa suppresslo ; visto como he para
mim de primeira intuirlo a necessidade dos soccor-
ros espiriluaes para as praras de qualquer corpo,nlo
menos que dos recursos'da medicina, mxime em
um paiz calholico e quo deve desenvolver o princi-
pios moran e religiosos por meio de seus proprios
ministros, e apreciar os saudaveis fruclos, que neces-
sariamenle Iio de resultar dessa medicina salutar e
efficaz.
O Sr. Augusto de Oliceira:Sr. presidente, em
muilo pouras palavras darei os esclarecimenlos que
reclama o nobre depntadu: os principios que ltvaram
a commisso a supprimir os dous lugares a que se re-
fere o nobre deputodi, sao o mesmos que sempre re-
geram'a commisso e a inaioria desln casa era todas
as suas deliberarles, hU' he,observar na distribui-
rn dos dinheiros publico a mais Severa economa
em todas as despezas, com o pessoa!alim de reser-
var a maior quola possivel para os melhoramenlos
maleriaes.
O Sr. Oliceira:Sem prejuzo de outras necessi-
dade.
'O S/-. Augusto de Oliceira :Ora, o nobre depu
lado ha de permillir que lhe diga, que nao vejo a
grande necessidade do um capelllo para um corpo de
400 praras, um corpo novedr,o que quasi nunra lem
mais de 100 a 120 praras nesla capital, segundo mes-
mo nos diz o presidente: ora, existindo na capital ton-
tos padres qu^ no fiel cumprimenlo de seus deveres
podem prestar as praras de policia estes servicns es-
piriluaes deque falta o nobre depulado, havendo lan-
os templos ondo o corpo possa ir ouvir a missa nos
das para isso determinados, parece que bem se pode
dispensar esta despeza com um lugar que antes pa-
rece urna verdadeira '! cura.
Quanlo ao lugar de cirurgio ajudante, eu nlo sei
como pode elle ser creado, porque nao ha hospital;1
o actual cirurgio-mor nem cura as pracas, ella 3o
curada no hospital de caridade, e l tratadas pelos
cus mdicos, por tantoji se v que al o lugar de
cirurgiao-mr poda ser dispensado, se por ventura
nlo fosse necessario um individuo para dar as neces-
sariasinformaroes quando se Irala dos engajamentos
e licenciamenlos das praras, parque pelo qne diz res-
peilo n saude das pracas do corpo, podia ser dispen-
sado o cirurgio ; mas para prevenir qualquer -emer-
gencia no caso de ter n corpo em seu estado comple-
to de entrar em operaces ou uhir para fora da pro-
vincia, necessilando em lal hypolhese de um cirur-
gio que o acompanhe, deve ser reservado o lugar
de cirurgiormr, que alias pode lambem inspeccio-
nar o Iralamenlo que recebem as praras do corpo no
hospital de caridade ; maso de cirurgio ajudante he
outra sinecura em quanlo o corpo nao liver o seu
hospital regimenlal. e se a assembla quer marchar
por esse modo creando lugares inuleis, como real-
mente sao os de capelllo en cirurgio-ajudanle,me-
lhor he tambem ir accomodando a oulros afilhados,
e nao ser lambem mo que o capello tenha o seu
sacristlo (apoiados, \rizadas.)
O Sr. fVteira :Tcm-se creado lugares para moi-
ta gente.
O Sr. Augusto de Oliceira :l.imilo-me a estas
considcrariies em resposta ao nobre deputado, e em
defeza ao projeclo da commisslo de que lenho a don-'
ra desermembro.
O Sr. Paes Brrelo:Sr. presidente, eu cnlen-
dia, que a commisslo de policia nao linha suppr-
miilo o lugares de capelllo c cirurgilo-ajndante
croados pela. presidencia (apoiados): esles lugares
foram creado pelo regulamento dado ultintamen'e
c n'oincados os empregados sem ordenado: o que
fez a commisslo? Sem tratar da parte do regula-
mento relativa empregados, enlendeu que nlo
devia marcar-lhes ordenado algum, deixou as cod-
eas como eslavam. Estou persuadido'de quenas
circiiiiistanrias acluaes nao ha necessidade de s" pa-
gar a esses empregados, e at creio que elles ulo slo
indispensaveis. Quanlo ao cirurgilo ajudante o
que o presidente no regulamento determinou foi,
que crcaudo-se um Hospital para o corpo, houvesse
esse empregado, c nesse raso se deveria dar urna
paga pelo eus serviros : ora eu entendo. que'rrea-
do o hospital he indispensavel quo o cirurgiao-mr
lenha urna pessoa que oajudc no serviro do"mesmo
hospital e he por isso que na emenda que offereci,
consigno a idea de que somente. ser pago o cirur-
gilo ajudante creado pelo regulamento, quando o
corpo liver um hospital seu. Divrjo da opnilo
do honrado membrn da commisslo, quando diz que
o lugar de cirurgiao-mr lie urna sinecura.
* O Sr. Augusto de Oliceira d um aparte.
O Sr. Paes Brrelo:U'oje o rirurgilo nlo lem
gratulo Irabalho, he verdade, porque o corpo est rc-
duzido, mudas praras esto fora da cidade, eas que
aqu se acham sao curadas no hospital de caridade
por um contrato feilo rom a direrrlo desse eslabe-
lecimcnto; entrelaato ainda assim o lugar nlo he
desnecesssario, porque ha cerlos serviros que exi-
gem a inlcrven<;io de um cirurgilo; por exemplo,
Ira la-so de saber se tal ou tal soldado est ou nlo
lenle e se deve ser rcrolliido ao hospital,quem
ha de fazer a inspecrlo? quem ha de informal ao
consMiMiante-?
O Sr. Augusto de Oliceira :E quem contesto
isso? -..-...
O Sr, Paes Brralo:Loto o lugar de rirur-
giao-mr, nao he, como diss' o nobre deputado,
una sinecura. E quaudo houver uro quartel que
possa ler tambem o hospital do corpo, uao acha o
nobre depulado que o lugar de ajudante de rirur-
giaoflhc do absoluta necessidade e que a pessoa que
o necupar lera muilo que fzcr ? por isso he que eu
proponho que ueste caso, se pague o ordenado ao
cirurgio ajudante e desle modo vou de accordo com
o que quer o recutameuto.
Agora, quanto ao capelllo, eu enlendo, que as
actuaos rirrumstourias esse lugar nao he minio pen-
sionado; mas pudenda acoulcccr qne se rcahsc a
aiilm sarao cnullda na lei, slo he, que se deem cir-
ruinslinicias taos que n corpo ileva ser elevado, eu
enlendo, que nessas circumslanrias oslando comple-
to o corpo, o lugar de capelllo he necessario, c nlo
rtear de ser Irahalhoso; por sso propnz tambem
que, dado este caso, se pagasse ao capelln c creio
quo oslas sin as vistos do Sr. presidente quando,
creando esses emprecadns, nao lhes marcou ordena-
do algum c antes subjeilou esse negocio coiisidcra-
r3o d'asscmbla.
En pedi a palavra para dar estos cxplicac^ies a
respeito da emenda que Uve a honra de submetler
approvaco darasa, c supponho ter dito quanto he
bastante para molivar que estes lugares nlo s3o
desneressarios. Desojara que a assembla appro-
vassea niinliaemenda, nao pela ra/.ao do nobre de-
putado que fallou ha pouco. Poj|uc so loem crea-
do muitos lugares inuleis, qu nilo me parece
exacto, nlo he unitivo para se ereflrem oulros, ao
contrario seria urna razo para que fossemos mais
caulelososemais severos; mas eu julgo que esses
lugares nlo slo inuleis, dadas as cirrumslonoias pre-
vistas na mnlia emenda, e por isso proponho que
se Ibis marque ordenado.
O Sr. Meira:Sr. presidente,quandopedia pa-
lavra foi unkamenle para esciarecer-me respeito
da inconveniencia da medida tomada pelo projeclo
de supprimir o lugar de capelllo e cirurgio aju-
dnule, porque coro eileilu eu entend, que o projec-
lo suppi-iinia esses lugares e anda entendo; e tanto
mais quanlo disse eu, que precisara ser esclarecido,
quando a presidencia no sen relatorio linha julgado
conveniente a oonsorvaofialile*scs lugares, e elles me
nlo parecalo lio inuleis e indispensaveis como jul-
gava o nobre depulado membrn da commisslo que
me preceden, e o Sr. Augusto de Oliveira, e o nobre
deputado que arabou de fallar, o Sr. prmeiro se-
cretario, com elleiro combinou com a minhas ideas
moslrandi quo esses lugares nao eram sinecura.
Ora a tabella nlo supprime os lugares, e lano os
ulo supprime, que lixa o ordenado para ambos. En
nlo disse que os lugares de capelllo e cirurgio
ajudante se deviam orear por isso que sc.leem crear
do lugares Inuleis.
O Sr. Augusto de Oliteira: De um aparte
nene sentido.
O Sr. Mitra; Respond ao nelire depulado
quaudo disse, que se a assembla quera crear Inga-
res para individuos o llzesse; que lalvez j assim
A razio que d o nobre depulado para se nlo
conservar o capelllo, de que exstem muito padres,
parare nao salisfazer, porquanto alm de outras
coowdoracocs ella se satisfaz as circumstaneias or-
dinarias, nao acontece assim as extraordinarias em
que parto do corpo tenha de ser destacado etc., e
por coofequencia precisa-sc de nm capelllo; e ain-
da mais a proceder a razio do nobre depulado de-
viam supprnnir-se todos os capellles dos cornos de
linha, porque quando esles qtrpos eslo as capilaes
qoe necessidade tcom de
O Sr. Augusto de Ollceifa :Nao esiao no mes-
mo caso.
O .Ir. Meira : Pois so o lugar de c
policia deve ser yipprimido por isso q
pital ha vgarios e sacerdote que se pos
aos auxilios de que elles carecen), por essa
quando qualquer batalhlo esliver na capital, he-des-
uecessariq o capcllac, por isso que os vicarios e sa-
cerdotes, de corlo se prestarlo muilo bem a esses
mistre e obrigares do respectivo capell
O Sr. Manoel Joaquim:Por via de regra, os
corpo de linha devem estar completos e a policia
esto sempre destaeada.
O Sr. aptisia :-'ElIe apenas disse melade do
argumento; o certo he isso.
O Sr. Meira: Eu estou respondendo ao argu
ment de que se servio o nobre deputado.
O Sr. Baptisla:Mas s emprego a melade do
argumento.
'OSr. Meira :-HPois nlo posso sen r-me de me-
lade de um argumento por cada vez, c mesmo res-
ponde-lo por parles ? tonto mais quanto nlo sei
qual foi outra amelado, nem vi oulra razao dada
pelo nobre deputado para a suppressao do lugar; se
a den, lhe peco IcMia a bondade de o repetir.
Ea ouvi o nobre deputado dizer tambem que o
lugar de capelllo era urna sinecura, e isso mesmo
tambem disse a respeilo do cirurgilo ajudante ; mas
a prevalecer esto razio para o lugar de capelllo, pe-
los seus fundamentos, tambem devia prevalecer pa-
ra o de cirurgiao-mr, entilo disse en, supprima-
se tambem O lugar de cirurgilo-mr, porque.nesla
capital lambem lia muitos cirurgics, que n substi-
luiim em suas funcres no corpo de polica, c se deu
nutra razan para a suppressflo, eu a nlo ouvi, ou
lalvez nlo compreheudesse.
Portonto nlo prcvalecendo quanto a mim as ra-
zes alegadas para a suppressao dos lugares de ca-
pelllo c cirurgilo ajudante. voto contra' o art. 2o
do projeclo nesla parte; lauto mais quanto, j disse,
parece me ser opposto no cnlir ila presidencia,
pois que no seu relatorio julga neressaria a conser-
| vae.no desses lugares.
I7n Sr. Deputado res para quem os quizer servir de grara.
O Sr. Meira: A quesillo he esta, o projeclo
supprime, ou nao os dous lugares.'
O Sr. Mello Reg:Nao supprime.
O Sr. Meira:Eniao o que faz'!
O Sr. Mello Reg:Nlo marca ordenado.
O Sr. Meira:A presidencia quando nlo-mar-
cou ordenado, foi para que a assembla o niiireasse,
mas nlo para qc fossem os lugares ejercidos gra-
tuitamente; e pois, senhores, oslamos em lempos
too felizcspara acharmos quem sirva de grara"!
O Sr. Mello Reg:Houve quem solicitaste.
O Sr. Meira: pois o nobre depulado pode sup-
por que se alguem solliritou toi sem a iitciielo do
receber urna paga peto seu Irabalho? posto que o.
governo nao marcassd ordenado, deixou isso a car-
go da assembla, o quem excrce esses lugares, he
sciu dii\iila na esperanra de que ella, lhe relribua,
coro, o ordenado correspondente ao seu traba lho; e
se ella o nao fizer cortamente serao elle abandona-
dos, c eessar esto patriotismo c philaulrnphia de
toes funecionarios, que os oceupam.
Um Sr. Depulado:>o que se nao perde nada
actualmente. v
O 5c iVera:Esta he a queslao; se slo neces-
tarios os lugares, *iiirque-se-llie ordenados, se nlo
sao, para que dever favoresa esses individuos? por-
tonto voto contra o art. 2o quanlo a suppresslo de
ambos os lugares, enjos ordenados eslo marcados
na tabella annexa ao regulamento da presidencia
para o corpo de policia, e cuja roiiscrvarao a mes-
roa presidencia pede em seu relatorio.
O Sr. Oliceira : 9r. presidente, eu ainda in-
sisto na opinio que emitti, de que o projeclo era de-
feiluoso : a presidencia, dando nova organisaco
torca policial, nos termos da lei vigente, delerminou
que o corpo livesse seis rompa ninas, com 600 pracas,
mas que por ora fosse elle somente formado eom o
estado maior e i companhias, comprehendidos um
capelllo e um cirurgilo ajudante ; e que as duas com-
panhias fossem organisadas, quando se dessem cir-
cumstaneias extraordinarias. Mas, pergunln eu, que
tem o augmento da forra com a crearlo do capelllo,
e do cirurgio ajudante que esto comprehendidos
na organisaco actual? A presidencia leve a delica-
deza de nao marrar Vencimenlos ao capelllo, ao
cirurgilo ajudante.
Um Sr. Deputado :E nem podia.
0_Sr. Oliceira:..... leve a delicadeza, digo,
de nao marcar vencimenlos estas duas pracas, sem
que prmeiro a assembla livesse manifestado a sua
opinio a respeilo ; todava, como condeca que esse
empregados eram necessario, conforme declarou em
seu relatorio, proveu-os logo com a coiulirodus no-
meados nada perceberem, sem que a assembla o re-
solverse, e pergunlo en, com que intuito esses indivi-
duos foram servi-los gratuitamente ? Sem duvida,
por se persuadirem de que a assembla lhes marcara
-vencimenlos.
Eu creio que a excepc,lo de cerlos cargos, como os
de membros das administracoes do orp.hlo, c oulros
eslabelecimenlot de caridade. nao ha muilo quem ae
preste a servir grluilamente, principalmente se lem
urna profisgo, cojo Irabalho he continuo ; ora, um
medico havia de dislrair-se dos seus aflazere donde
tira o meios de subsistencia para servir gratuita-
mente no corpode policia por pdilanlropia ? Creio
que nao; pelo menutnloapparececommummenleess
abnegaro de inleresses ; eu me record de que j se
deu o fado de se offereeerem alguns individuos para
servirem gratuitamente,, mas porque ? porque, pres-
tando toes serviros, entendiam que'seriam atlendidos
em grandes prelences. Ora lendo a commisslo de-
clarado hontem que anles de formular o projeclo se
havia entendido com a presidencia, joIgnei que a li-
vesse consultado respeilo deste objecto, e que a
presidencia lambem cunvinha na suppressao desses
lugares, porm, nao lendo a commisslo declarado is-
lo, segue-se que ella nlo eonferenciuu com a presi-
dencia a tal respeilo.
Agora, quanlo a emenda do meu Ilustre amigo, o
Sr. prmeiro secretariu, creio tambem que precisa de
alguma correceo, por quediz ella (l).
Ora, a presidencia nlo marcou ordenados essas
2 pracas, as cifras que vem na tabella acerca dellas,
nlo slo reaes. lanto assim, que o regulamento e la-
bella, slo de decembro do anno passado, 4 o relato-
rio he do 1. de marco, e nella a presidencia decla-
rou, que nao linha marcado ordenado para laes em-
pregados ; mas a emenda do nobre deputado refere-
sc aos ordenados marcados iia-tohella, o nlo estando
esses ordenados all, se nao por engao, lie claro que
a emenda nao se pode referir ella!
E, pergunlo eu,no seria conveniente, que a com-
misso procurasse saber da presidencia, se esse veu-
cimentos que appareeem na tabella, slo ou nao ra-
zoaveis ? creio quo sim. Portante vol pela e-
meiula com a precisa crirrccc,3o.
Agora.fallarei acercado que diste unidos nobre!
membros da commisso, quando declarou, que o lugar
de capello era desneiessario, por isso que o corpo
nlo tinha na capital grande numero de praras por
andar sempre em destacamentos,' e quo o lugar do
cirurgilo ajudanle era urna sinecura. Quanlo ao
capello, direi quo o lugar nao he desnecessario, se-
lo-hia no caso de que o corpo de polieis livesse ama
organisaclo toda civil, como lem em alguns oulros
paizes, mas o nosso corpo de policia lem lido cons-
tantemente urna organisaco militar, c sendo assim,
enlendo qne o lugar de capelllo he indispensa-
vel...
Cm Sr. Depulado : Desea aos fados, va pra-
lita...-
0 Sr. Oliceira: Esle lugar j lem existido, nao
he creaclo nova, e nos vemos as vezes, que (nao sei
porque motivo^, se supprimem lugares 'ero um auno,
n'outro sao rcslabetecidos.
Senhores, nao se pode duvidar que o lugar de ca-
pello de necessario, bem cuino, o de cirurgio aju-
dante : ainda ha pouco, havendo necessidade de mar-
char urna forja para o centro, toi ella acompanhada
do ciiurgiao-mr, e o corpusoflreu por algum lempo
a sua falla... i
UM Sr. Depulado : O cirurgiao-mr s sabe
quandosahe o estado-maior, islo he, quando sade o
corpo todo.
OSr. Oliceira Muitos vezes succede o con-
trario, conforme as uccurrcncias.
Ora, da-se o caso de fazer marchar urna torc
maior do corpo de policia para Flores ou Boa-Vista,
nlo.ser conveniente que leve um medico, e qual da
de ser este T o do corpo por certo, e entao nlo ficar
o corpo sem cirurgilo
Cm Sr. Deputado: O governo-, contrate um pa-
ra essa occasian.
O Sr. Oliceira : E o governo esl aulorisado
para o contratar'! Nao pode, e deve smenle em ca-
sos extraordinarios fazer o que.for necessario a bem
da ordem' tranquillidade publica ; e eis porque eu
diste hontem, que jnlgava itosnecessaria a autorisa-
Slo para se elevar a torca a l0 praras; em circums-
taneias extraordinarias, o governo obra como he de
sen dever, serve-so da lei suprema.
Portonto, dou ornen voto emenda do nobre de-
putado no caso de fazer-lde a aderarlo que acabo.de
indicar...
Um Sr. Depulado : Eslo na tabella.
O Sr. Oliceira : Euj disse, qne o regulamento
e a tabella sao de dezembro. e o relatorio da presiden-
cia he de marco, pero ao nobre depuVulo, queira fa-
zer eslS correnlo em sua emenda.
r) Sr. Baptisla: Eu acho, Sr. presidente, que o
objecto nlo he para a grande discussao que tem Mo-
vido; nao vale mesmo a pena. Eu remontare! um
pouco mais longe, porque lenho-urgenlissima neces-
sidade disso. lodos os dias se esl invocando aqui 4
pobreza dos cofres pblicos, e entao cada urna neces-
sidade comeca de novo a ser considerada ; e nao
ser possivel achar-se urna batanea aonde lodos os in-
leresses se pezem,me parece quen proseguirmot nes-
te systema, as nossasdisciissoes se rao reprodiizindo
continuamente.
. I

xiaii% pelojiobre depulado, con-
lusiste no seguinle : o cor-
io regular de
|dfl |tffu>*,>||
slo muilo div to pata
o os ngulos <1 provin
nm ct^^^^T
demente. '
- Deputad
boje com a Iropa de
O Sr. Baptisla:.
deputado.lomou sobreseo* h
julgo impossivel que
communs.lu de ver que um|
corpo de Iropa de linha ret
nao ; entretanto qoe, se coi
que ne o corpo de polica, a _
relorlo e em teus fin, ha de
um corpo qoe lem de viver con
lhado.
Ora, um corpo que tem de vi
inte, 1"
Sa nlo me quero declarar absolutamente contra a
cao de um cirurgilo ajudante, nem mesmo de
um capello para o cwpo de policia; mas o que toco,
o que devem fazer lodos, de confrontar os inleresses
e as vanlagans-que prestam, cora as vautogens e n-
teresses que prestam outras necessidade, que lam-
bem seerguem, se levantis e se iornam indispensa-
veis : he esta a operadlo nica de que no devenios
oceupar. Ha pouco, boje mesmo, esta essembla re-
geilnu urna emenda par a crearlo do 50 pracas de
eavallaria para o eorpo de policia. e eu votei lam-
bem neste 'sentido ; mas ornea voto alo simbolisa de
certo a negado da utilidade da crearlo, porm sim,
que essa uiilidade Iraz menos vanlagens, on que el-
las slo menores em alinelo a outras vanta-
fltee.
Ora, dthaixp desle ponto de visto, entrwea
eme da quesaflo capello pa'a o corpo de poli-
i*. y
lanlemerite, do qual licam, quan
100 a 120 pracas, precisara de n
deputadps votando para est crear,
advogar os principio ito eem li-
tar na bocea, mas os fados slo presen
urna conlrariedade viva : me perece i*
nha opinio : julgo dos homens, det ti
ralivos. dos judiciarios e dos homens
le, repito, pelos fados e nlo pelas pal!
todas a* vezes que se condece
que o corpo de policia, qu he sustentado
da provincia para ser dividido em destocarneo
los diflerente* pontos do serbio-, fi^^^^^^l
longiuquos da provincia, para auxiliar a
na juslica como mesmo torca polo
cao dos delicio, e mesmo na captura
e que na cidade tica apenas uuin res
que eslas necessidade lodos os dias crescei
dia augmentam, porque tollosos dias se red
augmentcvda torca ; e por conseguinte que nao
itor-se o caso de ficar aqui o corpo complot
consa que nlo se pode imaginai
conhecer'tambem -que o lugar de e.
corpo, he um disperdicio, porque da-i
para um corpo, que apenas pode
cidade 100 pracas.
Quanlo ao cirurgio ajudar
quer dar este logar a um corpo one
lal....
I'm Sr.'Deutado : Entao snpprima
o lugar d cirorgio-mr...
O Sr. Baptisla : He concluso i
todo c nao-minha. Eu admiti que a
exisla: he lugar que existo ha multo
ot soldados precisam de quem o 1
para onde vio curar-se, ou ajude
que desse hospital se oceupam 110 t
doentes. Mas emlim. proponha o no
suppressao do lugar do cirurgiao-mr. que e
re, por essa emenda, muilo principalmente quaa
as minhas opinioe a respeilo do corpo de
s'.inuito condecidas nestacata.Nle concoi
nisaco qne tem esse corpo, porque el
do qne um corpo de linda, porm ni
aislando mais dinheiro, pudendo costar
mesmo nao sei aonde esto as garantase;
la sei que os abusos vo foram (
lar do pretrito para nlo compro
senle) toram em maior escala ; que hoi sida,
de de reprcssn,ou de regulamento feprenii
alto ponto. Islo loruort-se evidente
do ; tudo islo foi o lempo mostrando, e
dos faclosque esse corpo nlo he mais do que ki
pode linda, porm mait dispendio
Um Sr. Deputado : E insubordinad
Outro Sr. Deputado : Nao aj^^^H
O .Sr. Baptisla: He um corpo qoe
inconvenientes, o mais graves do qne
nar, porque nlo lem os eslimulos.que lein
pa de linha, nem as garantas que
lem accetso aos postos, aiu tem cei
nem (em certas vantogm que conf^^T^
seguir a vida militar. Ura
he un soldado provisorio, he um
podo seu engajamentoe nada mais
um homem da cor.lianca do governo, he 1
que nao tem garantas...
Um Sr. Deputado : Assim como locj
presados civis...
O Sf- BUplula: Nao I lanto cojbo |
deputado...
Um Sr. Depulado : He o mesmo...
O Sr. Aguiar ; Este aparte r
prolraliir as disciissoes. Eu appello pi
gencia do nobre depulado, para
distancia immensa que vai de um ulflc
um empregado civil : aquelle fa:
blica ; empregado no serviro p.
miiit ctinfiaura ao covemo, porqu
eslo todas ligadas com a auto
guile deve merecer mais conll
qualquer nutro empregado civil j
vis boje tem garantas; na acluall
tas demissoes exlranrdnariat, qil
deram. O nobre depulado sabe i
para que emillir'juizo contrario-
Eu, Sr". presidente, visto da 1
ponderado, estova multo incl
qualquer emenda que apparecesse en
lugares ; mat ama emenda do Sr. primerr'eal
rio de alguma sorle merecen a minha appraj
porque eslabelece como cund
ajudante, que o hospital seja crea
lio, que a forra seja elevada a 600 prai
Ir, o corpo ao sou estado comp
e razotv el, j he o mximo a que se pode chesj
O Sr. Meira: He ama embacji
O Sr.^Baplixla : Nlo le urna emj
fique o iobre depulado certo disto, 1
Eu, julgando a todos por mito,que qua
lavra para exprimir as minhas opinir
se nao dizer o que pens, seror^^^H
o mesmo concedo fajo de te
mesmo do presidente da provii
a embaradella do nobre deputado f~
so chegue na sua caneca, porque 1
mim nlo serve.
Sao estas as razes que melevam a
da, peto qual voto'.
A discussao tica adiada.
O Sr. Presidente levanta asesso.
-------e '------ :
Sessao' ordinaria esa 13 da asare* le 1
Presidencia do Sr. Pedro Carakantl
Ao meio-din, feita a chamada, acham-se pl
26 Srs. depulado,
O Sr. Presidente abre a sessao.
O Sr. 2." Secretario l a acta da
dente que he approvada.
O Sr. I. Secretario menciona o seguinte
EXPEDIENTE.
Um offlcio do secretario da provincia
na, remetiendo duas collecres
gadas no anuo findo.A' archivar.
Onlro do secretorio desta provii
haverem-so expedido as necessario
serem chamados quatro senhores sax|
(eirada.
Outro do mesmo, remetiendo quarenla e
res do relatorio do director das obras publicas.-,
chivar.
I'm requerimenlo de Joo Saratoa de Arai
vao, escrivo da primeira vara de juizo
pedindo se lhe mande pagar 2123901 rs. di
lhe deve a cmara desla cidade. -J A' cui
orcamenlo municipal.
Outro de Miguel Arclianjo de Figueiredcy
torio de urna coclieira, pedindo que 1
os carros de alugutl seja cobrado
poslos provinciaes.A' commisso
niripal.
Outro de Jos de Mello Cesar de j
carador da cmara municipal de
que antes de serem remedidos i
os documentos que o peticionario o
sembla, sejam elles rubricados e
ofllcial-maior da mesma.A' eommij__
Outro da irmandadc de Santo Rita dest
dindo a conresslo de ama loleria de ceta
ris.A' mesma,comraittaa.
Oulro do padre MaiioelThomazda Si
publico de primeiras lellras, pedindo s
pagar a gratificarlo a que tem ct^^^H
12" annos de servioo. A' commisslo 4
publica.
Um ofllcio da cmara de Nazarelh, n
suas posturas para serem approvada
de posturas.
Slo lidos e approvado os seguintcs carecer
A commisslo de ornamento municipal,
poder dar parecer sobre o requerime:
de Castro Pereira, arremtame da n
de Piio-d'Alho, qne pede bale da qu
cessil que pelos canee* competentes se pej!
macoe circumstanciadas can
a Sala das commisses 1.1 de
F. de Oliceira. Barros Lajmda. .
Silra.
Foi prsenle a commissa de comltioi
deres o diploma, que a cantara municipi
de enviara ao Sr. Augusto de Souza I
lomar assento nenia casa na i^^^H
supplente, e a mesma commisslo el
i arto da apurarlo eral d 1
vestido de todas a formalidades T
alm disto, que o. mesmo Sr. F
supptentes que, por mandados cliamarem falla de algv'
lados eleitos, que ainda nq comp
parle em sem Irabalho, lie de pr
senlo ao referido Sr. Augutlo de!(
Sala das commisses 13 de m
gueira de Mello.Aguia,
OSr. Baptisla :Sr. p
meada por V. Exc, para
agradecer ao Exm. S
cot por elle prestad
cumprioa sua missio, diri
e ah leve a honra de dir-
as carreira
donde o* seos desrn
generosos sci.timer
ainda urna i
o Penhori
em sna Ion:
dedicado ao
esforrado p
do o di
de fe
seu grande futu
enviar-nos a
de patonlear-lhe
a domina e doniin
'



t
>
m
<
......-
Sr, Vbtonde I Como oreaos daoraembla pro-
viuciil, leaos rtilo o que he .bulante, e dizer ludo
quanlo, cum justica e singeleza pederamos diada di-
zer, serta oftaoder a modestia do V. Exc, em quem o
Brasil inwiro reconheee a mi firme adh eslo a mo-
narchia eo maii subido amor as iosliluicoes polticas
que nos regen i.
a Cumpr. 'e nos qnlz encrregar
a assomWe ;l0 declarar V. Ek
o ssulimos possuidos da mais viva iilisfacio
lionra que n a sermo* os interpretes
> ~mb.aPp.ra
pondeu n 'rmos -
na -ida
mente abala-
2t^ ?. S? ""mentoa
XS^**$\ '*'*> le-
^V nilo lenha si
II
do
rdinana das eouaas; eu me slnlo proteo-
darnoote^mnwvldocooio maotesteco que esta il-
te hw-nveemnome da as-
ala provincia. Rendamos gra-
Jhorea,peS r.vor insigne de no dar
que Unto se desvela pela presperida-
W ; beijemos, enhore,V mSo
to principe, nesso imperador, nosso
UVK he quem nos amone a Irain
I jiiem manam lodos os beneficios que
jejo de lodo o meueoraritoa declara-
ategU.iiva provincial5; e. congralu-
* acolha do dignos membros qu corn-
il |eU,,.?,0 >uS"lh'rem .
mblea legislativa os meu comanles es-
os pelo progressm da provincia, sem olvido dos do
imperio, do qual ledos lasemos parle.
OHDEM DO DA.
disfcessao do parecer adiado do
ee*9e anleriores. cerca da prelenriio do
profesoor de latim da cidade da Victoria.
(Conlnuar-st-ha.
iodicorso doSr. l)r, Apfigio, publicado
no jornal de aale-hontem.
26. em lugar de-significar-lcta-so-sig-
28. em lugar deestleia-so-esla.
36, em lugar de-por isso que-leiase-
Lm. 41, em lagar deellelea-seella.
Contrato das arns verdes.
foatpue mataran re:, medanle
000 rs. por cabeca, na can for mi-
9- liu contrato da carnet terdet, e
ipreiidencia de 21 de dczembra do
ro pastado, tendo ditat multas dos
ata Btf 42 dn rarrntl miri-rn
ra, a arfe c o lempo, que contribuem para a bon-
dade e cKamouto da plaa, anaturezado terre-
no e o clima lem muito grande influencia na qua-
hdade do jirodueto da trra. A cultura para urna
planta he como a educaro para o homem.
>.l*Vco dua* especies.
1. Chamada de Amersforl porserdesla cidade
dn Hollanda, donde se Iransmiltio a sement para
Allemanha. Sua folliassao grandes, d'um lado um
Sai-Ido cor rente marco.
RIO DE PERMITO.
i* opp'rovou hoja o parecer da ctunmis-
IruccSo publica, que derogo a gratificacio
la protessora de primeiras ledras da cidade
da Victoria. ,
i do. dia para boje, he a primeira discussao
dosprojeolo n. 14 do anno passado, 5 e 6 desle aq-
no, e a, cootinoarao da de hontem.
con honlena larde, em o vapor lmperadort
o, i capital do imperio, o Exm. Sr. Vi-
eonde de-Oliada, senador por esta provincia. S. Exc.
foi acompanhado do palacio da presidencia ale o caes
do Collegio por grande numero de amigos, entre os
quaesoEjm. Sr. conscllieiro Dr.Jos BeulodaCu-
nhaeigueiredo.
AtRICLLTtRA.
CHA DE CULTIVADOR DO TABACO.
Peto Sr. Francisco Muniz Brrelo de AragSo,
natural da Bahia.
no lempo de sua descoberfa Uto repro--
seguido e excommungado, j comparada
ja ern a do rogo do inferno, j toradas as
i tomadores de rap, foidepois elogiado e
cantado em hymnos, como saudavel e al mesmo
io vida 1 Hoje vai sendo lao grande seu
consqmo, que se pole com razio dzcr com uro
-r.que os vicios c as paixes civilisam o
mundo.
nto da esportarao deste genero na Bahia
.utilmente lao cnnsideravel, que u"m podemos
jescrever algumas" palavras sobre a culto-
ra e manpularao dcsla plaa.
Cor janlo o taBncn de- Ilavana lenha no mer-
cado o melnor preeo ; (odavia, scodo-nos anda sua
cultora pouco condecida procuraremos tratar por
ta planta nos paizes europeos, o tirando a-
quillo, que for mais nov c mais til, romperemos
aqu specie deMoual ou Guia para oossos
i i proiuefllndo-Ibea, se nosso planos nao
ero poneos roezes dar-Ibes melliorcs infor-
ibre a cultura c melhodo usado entre os
Macar, maior produccao de nossa
labia), bailando progressivamcnle, nos
Micocurar outros gneros de exportaran.
^ tabaco, tendo a qae demanda menos
a qual se jxidem emprezar cerlos braros,
as aeriam, quando nlo inuleis, ao me-
lapplicaveis, he a preferivel a oulras de nos-
ipecalmciite reconimemla\el como la-
soria a da canna, cujos terrenos sao a-
os editlcios em quanlidade, e os invaUT
dos e vadlos em excesso. O pequeo capllal appll-
ramo de lavoura dcixa mais iuteresse,
e, por ejemplo, 0 da canna, que lem de mas
c por io persegoida de gente e ani-
o i
mao.
Havana aptcaenleno mercado o melbor
ico, nao eremos, com ludo, que soja a culto*.
la aillo motivo principal de sua
Catamos persuadidos, que.se tabaco
semplo, no Sul d'AIlcmanlu. nao lem
a pnmazia no mercailo, depende islo mais do clima
po* all se cultiya-o debaixo de todos
SieocU e da praca. A sement
Ira ada de S, Domingos para
ilbas bent prximas; eotretanlo as
iiperioreas d'aquetla.
um tratado scieulifico sobre
amos mu pequeuo guia po-
lers< laelliodi, que vimos em
"-lo a oossos patricios, aosquaes
is poucas palavras nao
-ruposlo, ao meuns que odesejo
\ i'vlranbo, de prestar i sua
conapalrlolas algam servico. til,
coatidas nesle folbclo.
.
dtteriperu) 4o tabaco.
os dous paites destinados
tabaco (Ntrociiifia}.
^ Europa pola primeira
I oembaixa-
; nema plan-'
contri
Hai

___j o la-
taapoo collivada por
a^ai algu-
u lam-i
i Hu-
anlo avelludadas, e gordurosas, mtiilo junlas ao ta.
lo principal, c sua posicao horisontal; vcias BnW,
flor grande, um tanto aVermclhada. Sua folhas
pesam ben, e seseas sao de urna cragradavel d'um
pardo claro., Sae mais procuradas para rap, do
que para fumar-e, e preferem um terreno mais
for|e.
2. GoHniie ou Americano; porque um cnsul
americano desle nome foi o introdnelor na Allema-
nha. Esla especie lem a folha fina, regular e cla-
ra, um Unto pegajosa c pouluda. Veias curtas,
delgados o rauila afasUdas urna da oulra; por isso
boas para capas ou cobcrlas de charutos. Esta
qiialidadc resiste mclhor ao lempo, e scea depres-
sa ; demanda, porm, cuidado de nao ajuutar-se
mu i lo as folhas, para no empretecer ua efir de
bello casinho claro. No campo he rendoso e nd
mercado obtem bom preso.
O tabaco de Marylanit ( Nicot, macrophylla)
do qual descrevemos aqui Irez qualidades melbo-
res, lem folha larga, oval, delgada c com poncas
veias, e a grande quasi em ngulo recio com as la-
leres. Flor miada e avcrmelhada; lalo grande,
e redondo, chcio de folhas.
1. De Dllen lem folha oval, grande, clara c veias
finas. As laleracs delgadas e curias em direcrao
horisnnl.il, longc urna da oulra, assim tmbem as
folhas no (ronco. Folha macia ; e por isso usada
para cubrir os charutos. Crcsce alio, prefere ter-
reno forte, lio delirado porm, no seccar ; e, por-
tanlu, elige lugar bem arejado c as follas- afasia-
das. Esta.qualidade be preferivel emiguaes cir-
cumslancias ao de Virginia, e he bom tabaco para
fumar.
a. Tabaco hngaro c a .1. de Turqua perlcn-
cem a esla rubrica. Tcm esle nlllmo a olba mui-
to periodo talo, larga cm forma de coracao, e be
muilo sujeilo a mauchas, c bom para cachimbo.
O tabaco de Virginia { Nicot. tabana ) lem as
folhas quasi cm forma de lncela, ou (ambem as
vezes ovacs, estrellas, flor pegajosa uo calix c mui-
lo maior do que este, a vcia gratule muito grossa-
tiuiudo-se as latentes quasi em ngulo agudo :
folhas inclinadas e capsulas de sement compridas.
Especie propria para rap. /
O tabaco, que lem uo commeicio o nome de
Frieierich'slhaler he muilo cullivido no sul d'AI-
lemanha, tem a folha grande, urna sobre a oulra. c
por ser loria serve mais para torcida de charolo,
do que paracapa. Tronco curio, e de bom
peso ; he de boa cor depois de secco. As folhas
urnas sao horisoulaes, oulras um tatito inclinadas ;
veia grossa e supporla o lempo do campo.
O labaco brasilciro mi do Brasil (Nicot. rusti-
ca) lanibern labaco n'offta, por deixar este cheiro
peculiar no fumar, lem rolha oval, c oulras'com
ponas quasi redondas. Flor curta, abrindo Jesde
o calix, mais esverdeada do' que as de oulras qua-
lidades. Crescc muilo alio e cspallia, os ramos, e
amadurece depressa. Exige maior cuidado na cul-
tora, do que oulras; porque necessila de quebrar-
se repetidas vezes osrenovos. Por ser mais forlc,
do que oulras especies, procara-se para esta um
terreno mais fraco. Seu produelo paga o trabalho,
reside ao lempo ecresce bem cm qualqucr terreno.
Por causa de seu beiro particular mixturam-no
com outros, aos quaes communica o bello aroma.
Ha ainda oulra especie de labaco brasilciro, por
exemplo : Atcot. Langtdorffii: assim como as ha
de Cuba, de Virginia ele. ; mas o esparo desle fb-
Ihelo nao nos permute ir adianle.
Melhodo adquirir teniente.
A maneira usada por nossos cultivadores de la-
Iwco para obter sement he nuu Eiilrc nos, co-
mo se sabe, cosffima-e a deixar aiguns ps de plan-
las, qoaudo oslas ja nao dao mas folhas' capazes de
ser aproveiladas, al que aquellcs deilem flores e
depois sement, A experiencia nos ensua, que li-
raudo as plaas sua mitrirao tambem por meio das
folbas, nao podera^ dar ellas boa sement, e nem
vigorar, se Ibes faltam estes meios. Vemos que
aquellas plantas ou aores estragadas pelas lagar-
las definhaiu e dao mao frncto; e como nao deve-
nios concluir tTaqui, que aquellas plantas, das quaes
se tem sempre lirado as folhas, nao produiiro boa
sement? Portento o melbor meio cfobler-se se-
ment boa he o seguale : Escolha-se da semeit-
teira, qaando se faz a primeira planlarSo aiguns
pos, que nao sejam fracos, e os transplantc-se com
cuidado com raizealguma Ierra cm lugar prepara-
do em distancia de 5 a 6 palmos um do oulro pou-
co mais ou menos, e os deixcm crescer, sem tirar as
rolhas, al que principiem a deilar flores, c cniao
lire-se-Ihcs aiguns 6o/o deixando-se apenas
6 a 8 para formar sement, e amim se conser-
venr na plaa a seccar, o que feilo,. se rolha a se-
ment, a qual devora ser cortada com as capsulas e
depeuduradas em lugar arejado c secro.
Urna boasemcnle devora ser amarella; c aperlada
entre os dedos deve largar um liquido amarcllado
e pegajoso. Guardada nao deve exceder a dous an-
nos, do contrario arriscar o lavraddr a perder seu
trabalho. Coslnma-se a contar t libra de sement
para 12 plaas.
Nao se. deve expor a sement aosol, pata seccar,
guarda-se-a as capsulas em saceos depcn.ltirados :
c aiguns cultivadores al escrevem por tora a era
de cada eolheila, quandoquerem fazer experiencias.
vAs planlavoes de diversas semenlcs devem ser se-
paradas cm alguma distancia, para nao se produzir
novas variarles.
Ajumaremos aqui qae da cmenlc do, tabaco se
lira um azeitc ou oleo bom para luz.
Methoio de temear.
Preparado o Icrreno, que deve servir de cantei-
ro,como cutre nos Icclinicaincnlc se chama, mix-
Inra-se a sement cscothida, como acabamos d'cx-
por, com Ierra fina da mesma, em que lem de ser
depois trasplantados os ps, c por meio de urna pe-
neira se semeia sobre as Iciras, c depois disto se Ta-
ra espalbar muilo de leve alguma trra para cobrir
os pequeos graos. Esta precaurSo priva a planta
de lomarferrugem. Concluido islo, se nolhara
quolidianamenle ( preferindo-se sempre as manhaas:
quando nao lenha Chuvdo aulcriormcule: Se o sol
(or muilo forte eas uoilesniuilo frias,sc cobrir as
leiras ou canteiros.com palhas. Dz oh quinze.dias
depois cosluma-se a fazer mais urna nova semeulei-
ra da maneira j indicada, para segurar a planlacao,
uo caso de falhar a primeira.
Ha oulro melhodo de seuiear cm pralica cm ai-
guns lugares. Seis ou ojfo dias antes de semear-
se, deila-se a sement cm tira sarco de la humede-
cido com agua e dcpenilura-se cm algum lugar um
tanto qucnlc, havendo o cuilado de renovar a hu-
midade lodos os dias; ou em vez dislo se enterra
em algum vaso com lena hmida o.sacro conlchdo
a sement. O calor e a humillado facilitan! a
so o fabricante do charutos faz diflerenca entre o la-
baco para fumar e o para rap ele.
littrume e modo itettrvmar.
Grande he a influencia da quanlidade de eslrumc
applicado a um terreno. A mesma qualldade de
labaco plaulado em diversos, terrenos produz dTe-
rentes folhas, segundo a quantWado e qualidade do
eslrume; de sorle que poderla suppor urna nova es-
pecie aqaolle, auc nao fosse familiar fpm a cultora
da ptanla. O melbor eslrume para esla planto he o
animal e com preferencia o do boi ou wacca, prin-
cipalmenle para as folhas de charutos. O djilzuns
vegelaes, assim como odacinza, lielambemfecoin-
mendado. 0 de cavallo c de carneiro se applica s
Ierra forlc e grossa ; mas tem o inconveniente,
com quanlo d boas, folhas, de commuliicar-lhcs cer-
(o cheiro desagradavel, e licam estas um tanto escu-
ras, e sao compradas pararap.t eslrume vege-
tal produz (abaco melbor para caximbo. (t)
Toda e qualqucr qualidade de eslrune deve ser
empregada no campo, depois de bem'podrc, hume-
decido e mixturado com trra.
Quando o terreno for por si mesmo frtil, e bas-
tante humoso, c principalmente novo, o que nao be
raro na Babia, cuiao dispcnsavel so (orna o eslru-
mar-e. Quanlo mais frouxa for a. Ierra, melbor
prosperar a plante ; por isso quaudo a nalunjza
nao lenha anteriormente contribuido a isto, deven
a arte supprir, havendo o cuidado de lavrar-so bem
o terreno. Na Europa o cullivador chega a layrar
3 c 4 vezes para afrouxar bem a leva antes* de
plaular.
Aletlwdo de prej/arar o terreno de trantplantarSo
e tratamenlo da Ierra.
Quarenla ou sesscnla dias depois de feila a se-
mculeira (canteroi. se principia a transplanlarao, o
que lem sempre lugar de 24 dejando oudia de S.
Joao.Preparado o terreno conveniente, islo he, li-
radas todas as donas e aroaxada bem a Ierra, mix-
turada com o eslrume, que dever ser velho, se Ta-
zan ascocaspequenas leiras, as quaes se en-
terra a raiz da nova plante, leudo-sc humedecido an-
tes o chao, prcferndo-sc por isso o lempo de Imva, e
que cada p traga alguma Ierra comsigo ; c quan-
do cada um tiver 6 a 8 folhas c 4 a 6 polegadas de
crescido. 4nlcsde se lirar a plauta (cara, do can-
leiro, molha-sc primciraucnle este c se escolhe os
melhores pos para muda e se Iransplanla em cestos,
os quaes deverao ser cobcrlos roa pannos humede
ridos, para prevenir que as plantes inda o delica-
da! murchem. Quando cnlre eflas bouver ahuma
mais fraca, se devora supprir o lugar com oulra
mclhor.
A distancia de um pe a oulro ser de 4 a 6 pal-
mos. (2) O tabaco plantado multo junto crea folhas
finas c fracas, c amadureccr depressa. Se o Ierre-
no for muito tortc, mais afastado se plantar, c se
deixar esparo bstente, para que as folbas de urna
plauta nao se loquem com as da oulra, que seria
prejudicial, c ellas tomariam manchas o cariara
melosas. Ser muilo conveniente que se plante o
lerrcnotdado durante o dia, para que as plantes ve-
nham igualmente.
O labaco nao gosla nem de lempo muito secco,
nem muilo hmido ; e, quando lenha morrido al-
gum p, Iralar-se-ba logo de substituir por oulro
novo, dos quaes os caulcros terao abundancia.
Em algumas parles, por exemplo nos estados de
Man lad e de Virginia,se.conla4000 libras de folhas
como producto de um campo de 100 passos quadra-
doj, o de 10,0) plantas, para cuja cultura 4 pes-
soas sao su Miden los.
Depois de plantado o terreno'principia planta
afloresecr; c o primciro.ecrvico do cullivador he
limpar a Ierra ao redor da plante, islo he, sendo a
vcgelarao na Bahia muilo precoce, comer a Ierra
a crear berra ou capim e enUto cunipre que o
cullivador conserve sempre o p da plante limpo c
cheiode Ierra sola, afim de nao perder seu traba-
Ido, e a plante nao Bear raolle e pegajosa, o que se
chama melar. Quando assim so pralica.dever haver
cuidado de nao deixar cahir Ierra sobre as folhas
ou osolhos da plante ; isto dara um cerlo gosl de
Ierra as toldas no fim da eolheila. Com urna m3o
ajunla o lavrador as folhas e com a oulra chega a
Ierra necessaria. Esta operasao nao deve ser feila
em lempo muilo secco ; porque privara a plante
da bumidade necessaria para sua nulricao, acbati-
do-se a Ierra revolvida.
4-ogo que o tabaco principia a vegetar, se cos-
tuma privar que elle deile flor; e por isso se que-
bra as folbas da coroa aquellas que nascem en-
tre as de cima, consenando-se as plantes fracas
'd.enas mais" robustas 10, e 12, segundo tambero, a
boudade ou ferlilidade do terreno, e assim se reno-
var esta acrao, cada vez que reappareccrcm os re-
novosentecas folhas.
Isto nao deve Icr lugar nem muilo cedo* nem
muilo larde ; deve ser quaudo as folhas da coroa
principian! a cahir, de sorle que mao possa com
facilidade pega-las.
Na eslacao mullo secca, poreni, acontece brotar
as plantas antes de lempo, antes que lenhain
as folhas exigidas para a capacho. O melhor ex-
igiente nesle caso be principiar a operado an-
tes do lempo, o que em gcral lie preferido, facililan-
do-se desta sorle ocrescimcnlo ; pois que quanlo
mais forte o -olhopcior ser o resultado na bou-
dade das folhas, c qnanl mais cedo o mais vezes
for repetido, esta traballio, mais torca oblerao as fo-
lhas ele.
Esta rap$3o nao pode ser muilo demorada,
porque comecaca a crescer clao de mais a planta;
e as folbas perderao cm bondade. O lavrador nao
dever esquerer-se de quebrar cerlos olhos, que
nascem cnlre as folhas c talo, com o que a nulri-
cao da plauta se uao conseguir. Islo se repele
segundo o crescimcnlo da planta ; mas para maior
descanc4o e livra.r de prejuizo, he melhor torcer s
cnovos c os deixar pendentes na mesma planta ;
porque cm quanlo vao marchando, nao uascerao
outros, o qae no acqnlercria se toasen quebrados
ou cortados. A melhor hora para este trabalho nao
dever ser pela manhaa, e nuuca em lempo de cha-
va, principalmente em quanlo a planta esliver ten-
ra ; o aqui acouselhareinos, de se nao andar com
frecuencia por entre as plautaedes; pois isto iruq|j
o inconveniente, nao s de rasgarem-sc as tolbas?
como, pelo contacto do vestido do individuo, estas
tornar-se-hiam pretas e pegajosas, ou como techni-
c a m en le cha mam melosas. .
Quando por acaso, urna m temperatura lenha es-
tragado a futura concita ou mesmo as folhas eslejam
toradas, poder-se-ha remediar a cultura e loina-l
mclhor;principalmente se aparecer um lempo mais
favoravel a vegetarao, dixando-se cnlao crescer os
renovos on os olhos mais tortes, e'cxlnguindo-se
aquellas folhas damnificadas. Desl sorle mullos
recuperara de' alguma forma urna safra quasi per-


e o direilo para baixp, afim de tomar por meio de um
calor natural certa, cragradavel, antea de ser de-
|>euduradapara,ieccar; prevenindo
as folhas ascids mais jnntas raiz chai
ger-j
minaran, e nesle estado se principia a semear no
terrcuo para islo de antemao preparado. Observa-
remos qu se no deve deixar brotar scineulc,
basla que apenas se divolgne o pequeno'olho, o que
Pelo roiilrario lao delirado se oslraaaria farilmenlr
pelo contacto. A'smenle assim preparada se mix-
tura com rinza e se espalha sobre as leiras.
Esle ultimo melhodo nos parece ilesneccssario,
attendeodo Iwudade |lc nosso clima quente, lao
preferido por esta planta.
O lempo usado entre mis para se fazer cantero
heno mezde abril, vulgodepois de sexta feira
Santaquando principia apparecer alguma diuva.
Preferenaa de terreno para a cultura do labaco.
Esta planta pode ser cultivada' cm lodo e qal-
qaer terreno, uma vez que nao seja nem muilo hu-
o, uem muito argiloso (amat^petado) ou anda
mesa*, mmlo secco ou -muito areusco. He verdade
quepor meio da cultora c bom Iratamenlo slo,
de Erauca, Repode tornar qualquer dcsles productiv
..os: flla-
me, parm, d aquelle terrenos, ooHe o teabalho do
hornera nao dever ser pesado. O methor terreno,
pois, para esta lavoura, e menos dispendioso ao
cultivador he o chamado cutre sa*atoaao,
islo he, composto de um ponco defalicia (areia) bar-
resalto, humoso (vulgo gordo), st o terreno con-
nver alguma parte de cal, ser milito vantajoso pa-
ra a planta.-O tabaco cultivado e\ terreno leve se
torna melhor para fumar e o de terr\ grossa e bem
esteumada preferido para rap.-Muahto mais forte
Ierra, mais vigorosas serSo as folhas ; e por is-
dida.
O tabaco as vezes est sujeilo a uma especie de la-
garla, que ataca a parte inferior das folhas, c as
quaes tazem buracos, c dcilato certas manchas pre-
tas sobre ellas imi(ilsando-as assim. Esta especie
de lagarta, que depois se torna borbolela, he o ini-
migomais pcrigosodo.tabaco, e (em o nome) latina
Noclua gamma t Noel, meticulosa. O mclhor
meig'decxpelli la he limpa frcqucnlc dii planta.
Colheila da folhas.
Quando as folhas de verde escuro principiam' pas-
ar a verde claro o com certas manchas amareilas,
n iuclinar-sc mais para a Ierra, c a ler cirio cheiro,
e apozar rom facilidade a se desapregar .te lalo; e suas veias ja
uao quenram-sr uo enrolar, se diz que o tabaco es
la maduro e cnlollar-se-ha romero a eolheila, que
cosluma a Icr lugar jielo meio de nelcmbrocm dian-
te, segundo o lempo c a bondade da planlacao, e se
pralica por differcnles modos.
1. Corlando-se as folbas que esliverem madu-
ras. .
2. Corlando-se lodo o p da planta.
Esle primeiro melhodo he seguido em aiguns lu-
gares, colhendo-se aquellas folhas,'.que apresenla-
rem os caraclerislico indicados da maluridile"T
enteo se deixara algumas horas en, turma sobro o
va, que
bai-
a-eirat mixtorcm-se com as curtas ; porque sen-
do aquellas inferiores, podeao com facilidade com
municar o cheiro a eslas.
.As folbas assim cortadas uma por uma, rom talo
muilo curto, sao cufiadas eom uma agulhade 89
pollegadas, passando-sechalo pela cxlreniidadeda
veia mai grossa, pelo avesso da. folha, e conservan-,
do sempre a mesma diree$ao, isto he, que o lado in-
ferior da folha esteja virado para o, superior da ou-
lra, e assim por diante, c com' tanto qno se nao
unam.
O segund he usado cnlre nos c he o melhor, em-
bora nos ramos enlre as folhas maduras veoham al-
gumas verdes. Prefcrh el seria todos os mefhodos
esle com a modficaca seguinle : d-se um golpe
coiu faca amollada no,taIo, e o dcxem cahir depen-
duiadopordias, pegado na mesma planta,^ depois
corle-se. Este melhodo facilitara a madureza das
folhas verdes e dara Jioa car ao labaco, seifto fosse
o receio da chuva, que pode de repente apnarocer,
e eniao estragar a eolheila. Entre mis portento nao
parece ser admissivel este meio. As tolhas nao de-
vem ser cortadas muilo maduras, para nio perde-
rcm o cheiro.
A maluridade da planta nao he geralmciile
igual, esla dependente do. lempo c do solo. A eo-
lheila dever ser feila cm tompo secco o duraute o
da cm pleno sol, e so repetir, em quanlo a planta
der boa folha. Ser bom consenar as folhas corta-
das em pequeos monle, autes do se depeudurar
para seccar, como obsenamos cima no primeiro
melhodo ; e o local desta operarao, onde deverao
ser dependuradas para seccar, ha-de ser arejado,
secco e sem cheiro, c, se for casa cobci la de \m-
llia, melbor. ,
io manocar mais se approveila por este se-
xuado meio, e mclhor se escolhe as qualidades,
do que sendo ellas enfiadas, como demonstra-
mos. ;
Feilas as diversas colheilas, nSo dando a planta
mais folha capaz de ser aproveitada, he necessario
fazer-sc arrancar cada p com raiz, para, vege-
tando ainda, nao cxbaurir o terreno : c pde-se en-
teo aprovcita-la como eslrume, j dcixando apodre-
ccr, j queimado-se. "
Tratamenlo das folhas.
A parte mais inlcressantc de toda a cultora e pre-
parado do tabaco he esta, de que vamos tratar.-
Quando as tullas nao sao seccas com cuidado, ou
quando nao se faz altenrao a este ramo do Iraba-
Ibo, pode o lavrador perder tola a sua eolheila, ob-
tendo em lugar de um producto reudoso, um que
nada vale pelo mo estado de sua mercadoria.
Porlauto, quanlo mais sec<#fr o tabaco, melhor
prero obtera no mercado. As folhas dependuradas
em buhas ou ordas de fimWnao muito com-
pndas, para nao fazerem sarco ; mas sim suppor-
ladas por pregoson estacas contra as paredes de al-
gum edificio quente, licam assim preservadas sem-
pre do lempo, e bem cxposlas ao calor e ao ar ; sem
que todava Ihcs penetro o rigor do sol, o que de
muilo prejudicial. O mcldor lugar ser sempre a-
quelle, que for mais arejado o quejitc ; e rada li-
nda ou corda devera conservar certa distancia uma
da oulra, para que as folhas da superior nao lo-
quem as da inferior, o que faria adquirir certas
manen pretas nocivas ao labaco.
Ocalor cxccssivnc inmediato do sol sobre as folhas
loma-as esverdeadas, cm lugar de as finftr seccar
moderadamente, "e adquirir uma bella cor casla-
nlia. Ha algumas especies de labaco muilo mimosas
ao rigor do sol, por'exemplo.: o de. Maryland.
Talvcz. que um dos motivos da interioridad^ de
nosso l.iliaco i,o mercado europeo, seja proveniente
da maneira de seccar s folhas em nosso paiz.__
O. cullivador de labaco na poca d'este trabalho
cnipregar lodo o cuidado, para que as folhas nao
apodreram ou mofem ; principalmente no lempo
hmido, c em quanlo ellas comejam a seccar. N'a
Europa, onde os ratos do sol nao sao tao fortes,
como entre nos, nao se expoe jamis as tollias ao
rigor d'este astro, como costomam fazer nossos
fumeiro. Parece muilo justo que um calor gra-
duado ser sempre preferiyel para as toldas delica-
das a forra immcdiala de um sol dos trpicos.
Quaudo as toldas se acham bem seccas, isto de,
po que a Babia, onde oslcrrcnos sao tao feriis c
a populacho por exrelleuciadospllaleira,nao veja
s suas irmaas receber anuiialmenlc navios ebeios
de colnos allemacs (os melborcs .para a lavoura e
nteresses do Brasil) c ella s Africano, em vergo-
nba da dnmandade, a despeito das leis do estado,
lelrimenlo da civilisarao 1Esla mesmasocie-
enlre suas medida do mcldorameulos, deve-
engajar, segundo anas poetes, artistas al-
emaes, pagaudo-ldcs passagen &c. Nos temos'con-
versado por vezes com varios, c d'cnlre elle alguus
muito bons, que da mdica
despeza, entreterilo o paiz muito ganharia com es-
las acquisiroes.Possam esta aqui traca-
das^ pressa adiar applauso c execurao;enteo di-
remos, que nossos votes foram preencliidos : e
com um pouco mais de patriotismo e uniao na
elasse'agrcolaludo se conseguir,
(Jornal da Bahia.)
COMMERCIO.
PKACA DO BECIFE 14 DE MARCO AS 3
HORAS DA TARDE.
CotacCes officiaes.
Cambio sobre o Kio de Janeiro2 % de desconlo.
Dinbeiro por menos de 1 mez12' ao anuo.
Assucar inascavado13800 por arroba com 31|2 m-
zesdeprazo. 1
ALFANDEGA.
Rendimenlo do dia 1 a 13.....99:7918703
......' 54304987
dem do dia 14
10.">:229(i90
Detcarregam hoje 15 de marco.
Brigoe inglez Barkil-bacalho.
Brigue por I ligue/.Dcspi q uc deJieirisceblas e h-
lalas.
Brigue dinamarquezFrggacadeiras, farllo e
cervej. '
Brigue dinamarquezJenni/pipas de vinho.
CONSULADO UEBAL.
Rendimenlo do dia 1 a 13.....2.>:90lj|325
lo di 14........1:2758882

dem
27:1778402
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 13......2:5838809
dem do da 14......... 178J7:I3
2:7623512
- Expor tacao".
Babia, lancha nacional Ucranio, de 40 toneladas,
conduzo o seguinle:38 caixas fazeudas. 15barris
azeile doce, 4 ditos gesso, i barrica oca, 4 fardos mal-
vas, caixotes drogas, 198 batas vlmes, 12 barris vi-
nho, 1 cauo clchete, 62 cascos azeile decarrapalo,
8 paes assucir, 1 lata oleo de cupaiba, 43 satco, cera
de carnaubi, 16 molhos esleir de carnauba, 10 cai-
xas vetes de dita, 44 molhos courinho.
RKCEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS. GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 14.......9218183
- CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia 1 a 13.....19:208II3
dem do dia 14........1:207904
20:6278762
SDITAES.
O Illm. Sr. contador senindo de inspector da
Ihesourana provincial, em virlude da resolurao da
junta da fazenda, manda fazer publico, que em cum-
primeuto da le se ha de arrematar por arrendar
iiienlo, peranlo a mesma junta, nos dias 14, 15 e 16
do corrente a quem mais der. o silio do jardim bo-
tnico da ndade dcOlinda, avahado auiiualiucnte
cm lolJMXIO rs.
O arrendamcnlo ser feilo por lempo de 27 mc-
zes, acontar do primeiro de abril do corrcnte.amio,
ao liin de jiinlio de 1856.
As pessoas que se propozerem a esla arremata-
cao compareraiu na sala das scssics da mesma jim-
la nos das cima indicados pelo meio dia, compe-
tentemente habilitadas. ...
E para constar se mandou oflixar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pcrnam-
buco 2 de marro de 1854. O secretario, Antonio
rerretra de Annunciai-Bo.
O Dr.^Custodio Manoel da Silla GuimarSet, juiz
de direilo da primeira vara do cicelnesta cidade
do Recife de Pcrnambuco, por S. il. I. e Cons-
titucional o Sr.D. Pedro 11^ que Dos guarde,
Eaco saber aosque o presento edita! vlrem. e deile
nolicia tiveremsqueno dia 27 de marto prximo
seguinle se bao d,e arrematar por venda.a quem mais
uer, em praca publica desle juizo, quo lera, lugar na
casa das audiencias, depois de meio dia, com assis-
lencla do Dr. promotor publico deste Termo, as pro-
piedades denominadas Pitonga e Tabalinga", sita-
da freguezia da villa de Iguarass, perlencenles ao
quando a veia rossa posta enlre os denles nao esl paVimTino^rec^
talla mais, ou he claslca, uao lem em si hmida- '
de, e se dejxa bem dobrar,' sem todava quebrar ou
larzar ccrlosuco,4cntao he signal me se deve dar
principio manocar.
Para islo se lira folha por folha do lalo ou ramo
secco, fazendo-sc logo a esrolha das qualidades, e
d'aquellas, que deverb servir para cobcrlas de cha-
rutos, para lorcidas.para caxinbo, para rap Su; c
iinnUo-sel5 25 folbas cm um feixe, se ata com
urna folha inferior, leudo o cuidado de se abrir an-
tes um pouco as folhas, sem molha-las. sobo-e o col
u perna ; para cujo trabalho sao preferidas as mu-
Ideres. 3) As toldas.assim abertas deverao seguir a
mesma direceso, a parte inferior para tora e as
lumias porbaixo.
Quando se principia fazer a escolda das toldas
para os diversos ramos de induslria, recommenda-
mos que nos njontcs ou lurmas quem as foltas
rom as ponas para o*culro o o talo para o lado
exterior; o assim por aiguns dias, antes de ma-
nocar-se,.mudando-se de vez em quaudo para a-
rejar &cTodo o trabalho rom toldas sorras deve-
ra ser sempre feilo, antes que o sol esquente, c
nanea cm dia muilo hmido.
Algumas vezes appareccm no reverso das folhas
e entre a veia ou ervo crjstecs braucos de sal.qua-
si impcrccplivcis.-lsio provm da fo'nra da trra.
A hmidade enlre as folhas do labaco he preju-
dicial ; e por isso (ambem nao se deve principiar
esla ultima operarao, sem que-as folhas es lejam bem
seceos c leiibain os caracterisUcos j indurados para
islo.
Esle modo de de manocar de preferivel ao
dealar com rordao ; porque o ar circula enlre
as folhas mclhorc a fermeiilacao fica interrumpida;
mais agradavcl be a visla c mal favoravel para o
comprador, que levar mais peso de tabaco e mo
dc-conlao.-Isle,reil deverao asnianocM-ucar.
dependuradas po algum lempo, alim de. ainda sec-
car mais: principalmente se apparecer de repente
bumidade na almps^era; e algumas vezes deverao
ser examinadas, e se por cnlre ellas se descobrr al-
guma podre, se sopar logo, para nflo contemiiiar-se
as oulras.
Passados aiguns dias se faz dcscer as-monsaM,-
csedcpozla em tomas de 4 aS palmos d'allura
entre tobos com pesos, eobrindo-as primeramente
com um patoioou tollias do liana mis bem seccas e
cm lempo fresco ; c tolos os 8 dia* se devolvem al-
gumas vezes ; al .que se comecci a enfardar, o
que se pralica por meio de ,uma prensa para islo
preparada em volamos ou fardos de panno ne li-
nhagcm grossa ou mclhor de algodilo do paiz ; (4)
que conlcnham 4 ou 5 arrobas de peso.Os com-
pradores europeos reprovam os fardos muito aper-
lados de mais.
A boudade do tabaco se observa lias follias, quan-
do estas se conservara casjanhas ou inda mesmo a-
marelladas, e tem cheiro agrada-ral sao fortes e
delgadas, e no fumaron mascar n.lo ardem na lin-
gua, e lacgam eiuza lina, leve e csliranquicada.
As folhas grossas e um tanto gocduFOSaSsio pre-
f.-ndas p;,ra rape. l)uauda o labaco no fumar
deixa uma rinza prota comparla he prova, que a
qualidade nao he boa para rlianiMw,|>ani os quaes
se pganiaisdinheiro.
Concl iisao.
Aconsclhamos, romo muilo ulijl em gcral lavou-
ra do paiz, a crcarao de nina so riedade d'agriculu-
ra e colonisarao, quj, intcressaiHlo-so pela prospe-
ndadcdopaiz, nao deixar de cuidar da cultura do
fazendo tambem vir por conta da mesma
le Havana, Porto-rico, S. Domingos,
aryland &c, sement d'este plauia para disjribuir
enlre os. lavradores ; e coroar seu feliz resultado
campo, no lugar onde foram corladas: porque ex-from premios &c.
postas assim ao sol, e viradas 3 ou 4 vezes du ranlc Hc ?'. que se civilisam os pai zes.A reunigo
o da, o calor commiinica-se-lhes igualmente : e-de- "puente pois se- conduzir para a casa, onde se deixar
anda por um dia pouco mais ou menos em peque-
nos mon/e cada folla com a costella paracira-
(1) O tabaco, que se usa na Europa para caximbo
ne o mesmo, que serve para charutos, com a diffe-
reuca de sermnis forte; fica, pois, sabido que nao
neo memo enlre nos chamadofumo d rollo
que he prelo. .
(2) Este distancia sera maior ou menor, segundo
a noiKlade do terreno e a qualidade do tabaco, quu se
auer tirar; por exemplo, para charutos largo, c lia-
ra caximbo mais junio.
publico traz consigo grandes vanta gens felicidade
dos povos.
Oulro ramo de inlcresso publico dever esterreu-
uido esla sociedade, o de cola: jlsucao.Hc tera-
(31 As toma todas abertas em algumas parles de
Kuropa obtem dos compradores (quando ellas sio
bem escolliidas, segundo asqualv lades) mais diuhei-
ro por cada libra.
(4) A| aizes productores, de tabaco enviam
seu fardos (mais pequeos do- que os nossos) co-
mesmo com couros r"
Corarao de Jesusitaquella villa, cuja arrematacoroi
requerida pelas mesmas recoldidas em virlude da is
ceneja que obtiveram de S. M. I. por avisode 10 de
novembro de 1853,do Exm. ministro da justtea; para
o producto da arremataro ser depositado na lliesou-
raria desta provincia al ser convertido cm apoliecs
da divida publica. A propriedade Pilonga em alten-
rao as destruirOes qne tem soflrido suas malas, c a
qualidade d maior parte das torras, avadadas por
10:0008000 de rs.; e a propriedade Tabalinga por
seren urna estrada queofferecemuila vaulagem.com
um riacho permanente, e uma rasa de laipa cobcrla
do tellias, ainda nova, avaliada por 1:0009000 ; sen-
do a siza paga a cusa do. arrematante.
E pura qneedegue a noticia,de to ar edilaes que sern publicados por 30 dia no jornal
de maior circularan, e afiliados nos lugares pbli-
cos.
Dado e pastado nesla cidade do Recite de Pcrnam-
buco, aos 13 de feverciro de 1854.Eu Manoel Joa-
quim Baplisla, cscrivao interino o subscrevi.
Custodio Manoel da Silva fiuimares.
ril esta em concurso com o prazo de 60 dias, conta-
da data desle. Directora geral 6 de marco de
1854.O amanuense archivista,
Candido Eustaqvi&etar ,V Afeito.
Peta capitana do porto desta provincia e faz
publico, para i
O pagem Mourisco
Fr. Jorge Vogado.
Primeiro inquisidor. .
Segundo dilo.....
Fr. Gil dominico inquisi-
dor.....
. Joo I.eigo, lerviudo de
carecreiro......
. .
i-, ,***
Amoedo.
Joaqaim.
N.N.
DECLAHACO ES.
SOUTH AMERICAN.
ASD
GENERAL STEAM NAVIGATIO.V COMPANV
NOVA TABELLA DE PARTIDAS E C'IEADAS
Principiando com a
nnAsiLEiRt
no Partida de Liverpool.
De .cada mez.
Liverpool. parle 2i
Lisboa. 29
Madeira. 1
Pemambuco. 42
Bahia deve cliegar. 1*
< par ir. 46
:;!;( R- de Jan. cliegar. 20
=) i n wartir. 24
1|^ jMoulcvdo. cliegar. 29
:"- IB.-Avrcs. 1
Partida para Xdverpool.
' De cada mez.
Z4il Buenos-Avres deve partir. 12
|g< Montevideo. 15
; \ Rio de Janeiro deve cliegar.
partir.
Babia

Pcrnambuco.
S. Vicente.
Madeira.
Lisboa.
a
Liverpool.
cliegar.
partir.


B
ahogar,
partir,
rhegar.
ilcvia parlir
de
30
29
2
1
6
13
19
21
sa
Liver-
N. B, A Luidla na, que ,
pool no dia 24 de feverciro nao tocar na Madeira
e S. Vicente, e regressar do Rio de-Janeiro o mais
tardar no dia 24 de marro, demoraudo-se. na Ba-
bia smente 12 doras lano na ida como na volta,
na sua torna viascm para Liverpool locara em S.
\ cente e .Madeira, deveudo cheaar naqueito o mais
tardar uo dia 6, e ueste uo da 12, eiu Lisboa 15, e
Liverpool em 20 de abril.
A ramificaran da linha do Rio da Prala ser fei-
la pedj vauer La Plata, que leve parlir de 1 .iver-
ppol mTilia 10 de maro, cliegar no Rio de Janeiro
no dia 5 de abril, demoraudo-se all someule dous
dias para receber carvio, devendo cliegar em Mon-
le\ ideo uo dia 12,'e oni Bqenns-A\ res no dia 14,
re-ji-essandif para o Kio de Janeiro em le.Dino para
roiiduzir os pasSaueirus da Brasileira uo .lia 21 do
inesnio.
Pela subdelegada da freuuezia da Boa Vista,
termo do Recite, se faz publico que foi euironlrado
as ras desta freguezia um otiarlio costando coro
cangalha: quem se julgar com direilo ao mesmo,
comprela nesla subdelegacia, onde lera de dar os si-
anaes cerlos. Subdelegacia da freguezia da Boa-Visi-
ta 5 de marco de 1854.
BANCO DE PERNAMBCO.
Oconsellio de direcQao convida aoss-
nliores accionistas do banco de Pemam-
buco a -ealisai-eui de 15 a 51 de marco do
corrente anno, maii 20 por 100 sobre o
numero de accOes com que tem de ficr,i
para levara eifeito o complemento ao ca-
pital do banco de dous mil contos de ris,
coniorme a resolucao tomada pela assem-
blea geral de 26 de setembro ultimo.
Banco de Pemambuco 11 defevereiro de
1854.0 secretario do consellio de direc-
co.^JoSo Ignacio de Medeiros Reg.
De ordem do Bsm. Sr. director geral da ins-.
Iruco publica, teco saber a quem eonvier, que S.
Esc. o Sr. presidente da provincia, em portara de 4
d marco, crear uma cadeira de inslrucc,o elemen-
tar do seso femeoioo no freguezia de Homeric, al
16, 117
mandou o II
nio dos San l
que so cerrero por 8 dia. Cap
Pernambuco 11 de mar$o de. 1854No impedimen-
to do secretario da capitana,
Joo Lint Catalcanti de Albuquerquc.
Real companhia de paquetes aglezes a
, vapor.
No dia 23des-
ta mez on antes,
espera-se do sul
o vapor Setern,
commaudante
Hast.o qual de-
pois da demora
guir para Eu-
ropa ; para pas-
isagiros, trata-
se coui os asen-
tes Adamson Howi (V Gumpaiilua, ra do Trapiche
Novon.'r.'.
Pela subdelegacia da freguezia dos Atojados se
faz publico, que se acba legalmenle depositado um
cavallo que fui rentellido a este juizo pelo inspector
da Imbiribeira, pelo que quem se julgar com direilo
,ao mesmo, provando llie ser entregue. Subdelega-
cia da freguezia dos Afogados 9 de marco de 1854.
O subdelegado, Delphino Goncalces Pereira Urna.
Companhia de Liverpool:
No dia 14 espera-se da
Europa o Vapor u;i'a-
iia, dommaudanle Sa-
me Browo ; depois da
demora do costume e-
Ruir para o portos do sul. Agencia em casa de Dea-
ne V'oule & Compandia, ra da Cadcia.Veld n. 52.
Companhia de navegcao a vapor, luso
brasileira.
O ahaiio assignadp,
tem a salinfacjio de an-
nunciar aos Srs. accio-
nistas residentes nesla
cidade ea todas as pes-
soas que tomam tolerase em lao til empreza, que
o primeiro vapor da'companhia, D. Mara II., era
esperado de Inglaterra, no principio do corrente
mez de morro, em Lisboa, d'onde deve sabir at
20 do mesmo mez, com deslina le Rio de Janeiro
com escala pelas ilbas da Madeira e Cabo Verde, Per-
nambuco e Babia,
Elle excedente vaso, primor da obra no seu lodo,
como asseveram pessoas entendidas e estraolia
companhia, que o visilaram ; espera-se ebegar as
aguas deste, nos primeiro dias do prximo abril, se-
guiodo depois da precisa demora. Para ciencia do
intere'sadosou de quem qoizer embarcar, aulecipa-
se a publicarlo da tabella dos preco* e condii;oes das
passagens e fretes; e para quaesquer outros esclare-
cimenlos de que precisarem podem dirigir-se o roa
do Trapiche n. 26, que serao pontualmeule servidos.
Tabella das passagens que inclue roupas* todas as
oulras despeza* de mesa, tercida com tinho de
patio, de Porto ou Lisboa, exceptuando oulras
qualidades de rinhos, agurdenles, licores e ser-
teja, que se encontram a bordo por pcecos com-
modos.
He Pcrnambuco, para.
I. CMARA,
.. reis fono.
nahh .... 5 iaio
Rio da Janeiro X 'O I.VIHH!
Sa Vicciiw. 10 l7::rfi(l
oWn ... 18 xlrOOO
l.i.l.'..i ... i ;ki:7S0 ^
Os precos cima sao para cada um Boliche. Ha ca-
marn* de 4 e 2 Boliches.
O passageiro que quizer ir s n'um camararim pa-
liara os oulros lusa/es que oceupar cora o abatimen-
to de 20 ". Ha bellcbes de ida e volla, coni o aba
lmenlo de 25 %,.estes beliclies pagos no ario do ajus-
te, na Ma lutalidade, so pessoaes c s aproveMaveii
dentro do prazo de G mezes contados da data em que
principiar a viagem.
Tabella dos fretes dos vapores.
. Do que se cal regar cm Lisboa pagar o frcle no
acto de receber os conhecinienlos,
O embarque e desembarque be por cunla'd fa-
zenda.
Reccbem-se encommendas para lodos, e de todas
as parles ; o (rel be igual.
Oun, prala cm moeda ou barra, diamantes e
dedrss preciosas. _.......1
Dilo dito eiiAhras ou jcias.......2 %
Volumcs naoeicedendo a 2 ps cbicos. IsOOu
Ditos b 5 .TioOO
Ditos 8 *8500
I'.iirunlrando-sc especie ou ohjecto sonesada^iaga-
r triplicado frcle.
Tudo be calculado cm moede /orle.
Manoel Duarle lodiiduet,
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O consellio adminislralivo, para fornecimenlo do
arsenal, em virlude da aulorisacao do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, lem de comprar os objeclos se-
guimos, para a botica do hospital regimenlal :
Assucar refinado, arrobas4, assafetida, oncas 4, al-
cassus, libra 16, allhea, libras lii, abulua, libras 2,
amendoasdoces, libras 4, acido azolico, libras 2. aci-
do chtorlijdrico, meia libra, acido aeclico, libras 2,
acido oxlico, meia libra, acido oenzoico, meia lfrra,
avene*, libras 2, alccrim. libras 4. aztalo de polas-
sa, libras 8, aniz estrellado, libras2. arsnico bran-
ro, meia libra, acetato de potassa, meia libra, bi-car-
booalo de soda, libras 2, borato de soda, libras 2,
historia, libras 1, belladona (folhas\ libras 2, bi-car-
bontn de polassa. libras 1, bi-ioducelo de mercurio,
oilava4, bi-cblorurelode mercurio, libras 1, banha
de porco, libras32, bejoin. libras 2, carbonato d'a-
nioniaro, libras 2. carbonato de soda, libras 4, car-
bonato de potassa, libras 4, cevadinb. libras 2, cas-
-J. CMARA, ;. CMARA,
res forte. re forlc.
? 30:000 i !l:UO0
8 .TlllWXI 1 aiooo
i ir, moo i sTnio
II. 7i:00 7 r.lrOf
1% hsioOo ii M-.:m
ja du-
que, I
do, la
llieatro em o
Priocipt
nit/ iEj
PAJRA
-Segu _
veleiro brigue
por terqusi todo
to, quem no mesme!
resto, ir depassageni
vos a frete: entend
s Ezequiei Gomes d^
com o consignatario
Jnior, na ra
PARA LISRj
egue com toda
ra do Bom Succetioj.
meato! quem na
passagem, para o que tem
rija-se a Francisco
na ra do Vigario n
lo na praca.
PARA ^^M
O brigne nacional Am
ainda recebe algn
cravos a frete.- Ir
consignatarios do mesn,
segundo andar.
Ceara', Marai
Segu em poueos dio ii
ga engajada, o brigue escu|
pitao Jos Manoel Barbosa
para os qoies offc,
com o consigoalar
do Vigario n. 4, prime?
na proco.
A barca ii
cliegar hoje ou
de uma demora
para o Rio de Jai
ros e escravos a frete
da Silva Santos ni
Recite n. 40.
Para o Aracaly seg^
hiale Diividoson :
ros, Irata-se na ra dai
.Para o Arat
(irande do Norte, seglL
sileiro ExallacSiO, roes|
A nova e velei
espera lodos os
o mesmo porto,
por tero carregamei
sageros e eteravu ai
se ra da Cruz n. 1
reir Bailar.
libras 8, cynoglossa, libras 2, chlorurete d'oo, oila-
vas 'i, coloquinlidas, libras 1, cascarrilha, libra 1,
cravo da India, libra ),_crcuma, libras 2. digitali,
libras 2, deloxido de chumbo.libras 4, extracte d'al-
cassus, libias 1, exlraclo de guaiaco, meia libra, ex-
tracto desalsaparrilha, libra 1, extracto de ratanhia,
oncas 4, esseiiciade rosas, oilavas4. essencia de li-
mo, onra 1, essencia de cravo, oncal, essencia de
alecrim, oncas 2, isseiiria de olfazema, libra 1, essen-
cia de hortela pimenla; onca 1, esponjas finas, li-
bras 2, fumaria, libras 2, gramma, lihrs4, genciana,
libras2, guayaco razurasjibras 1,'gomma debtala,
libra 1, gomina liedra. libra 1, ber terrestre, libra
2, lierva dore, libras 2. herva cidreira, libra 4. hys-
sopo. libras 2, iodo, libra 1, incens, libras 4, jalap-
pa, libras 4, kermes mineral, onra 1, licopodio,
meia libra, losna, libras 2, I unalbas de ferro, libras 4.
mann, libras 32. nzmoscad, libra uma, nzvomi-
ca, meia libra, oxido de zinco, oncas 4, oleo de linda-
ra, libras 32, oleo de amendoas doces, libras 32, opio,
libras2. punta de viado, libras 4. poligula de sene-
ka, libra 1, prolo cldorurelo de mercurio, libras 2,
pastas dejiijuhas, libras 2, phosphoros, oni;as4, pe-
eburim, meia libra, papel para filtro, resmas 8, dilo
pardo, resmas 8, ruibarbo, libras 4, rezina eleme, li-
bras 4, robe d'amoras, libra 2, robe de sabusueiro,
libras 4. rezina do batata, libra l.semenles d'Alexao-
dria, libra 1, scilla martima, libras2, scamonea, li-
bras 4, sipo do chumbo, libra 4, salva, libra 2, sul-
phalo de soda, libras 8, salsaparrilha, libras 64, sal1
purificada, libras 8, sebo puro, libras 16, dito de rim
de carneiro, libras 8, sabsb branco para opodeldoc,
libras 8, (loraque, libras 2, alryknina, meia onca.
timbo, libras2, turbilh, libras 2, lartalo acidnlo de
polassio. libras 4, valeriana, libras 2, vinagre, garra-
fas 32, vidru de antimonio, meia libra, vldros a es-
meril de dua libras 50, ditos ditos de umo libra, 50,
ditos ditos regulares de bocea larga 30, ditos de boc-
ea larga de 4 libra, trite,ditos dilo ditos deoilavo
com-rolha 30, dilos para opodeldoc, duzias 12, vasos
com lampas para ungentas 20, funil de vidro de 4
libras 1. dilos dilos de 2 libras 2, dilos ditos de 1 li-
bra 1. dilos dilos ile meia libra 2, graes de vidro re-
gulares 2. dilos dilos pequeos 2, ditos de porcelana
2, dito* ditos pequeos 2. spalulas de marfim 6, dilos
de vidro 6, machina pelular 1, pedra para emplastro
i, licor de (abarraque, garrafas 20, capsulas gelati-
nosas de copaiba, caixas 20,' mercurio vivo, li-
bras 8.
As pessoas que livorem os* objeclos annunciados
podero comparecer no dio 17 desle mez na secreta-
ria ilorouselho adminislralivo. Hospital militar 28
de fevereiro de 1854.Jos de Briso Inglez, coronel
presidente, Bernardo. Pereira dn Carino Jnior,
vogal e secretario.
Pela subdelegara da freguezia dos Afogados so
faz publico, que se acba recolhida Vadeia deste ci-
dade 'a prela, crioola, de nome Mara, que diz ser
cscrava de Antonio Ribeteo, seobor do engenho A-
rasssgi, por andar fgida; pete que quem direilo i
mesma liver, comparera nesle juizo, que provando,
lheser entregue. Subdelegacia do Afogados 14
de morca de 1854. Delfuw Goncaltet Pereira
Uma.
I.EII.O DE MOBIJ
(iossel Bimont tal
agente J. Calis, rioj
da manhaa em
gundo andar, a
um melndion com
bem podera
redonda com
commodas, consoles
dros com estampas,
pintura, filtrodeira |
nba, vaso de
ele, ele; as>
grapbia que pode'
cavados que lanli
ro, carro de qualro]
para montara de '
sitio na estrada de
do becco do Espinj
qualro cavallos, casi
liraoeirns, com basiai
mo da Eutoi
si lio.
0 AGENTE
Qoinla-li
mgnhlo. no seu a:
tar leillo de din
muilos objeclos qj
LEILO NO
Francisco Anj
cao do agente J
borils da manhaa em po]
pertences do seu hft^^fe
no principio da eslr
Jacaranda, ditas de
americanas, mesas
dita elstica, consolos coto
de Jacaranda e de o
de Jacaranda com^^H
ros, banquinhas pai
das. uma cama franceza t
dito, um guarda-roupa, ja
para cima de mesa, li
um cxcelleile jogode
los de sella com o ci
AVISO
No dia 17 do corrente,
zo do coinmcrcio da pri1
1a, tem de se arrc
cavallo, por exec'nco
Fonseca, conlra Froij"
derley, escrvaoCun'
Jos Correa de
Brejo da Madre
tem inimigos polilicos;
parliculires os senhnr j
mulato Jos Capemba,'
beleira.'e o porlu
qu lhe promovem lodq
cer, o Ci>roo lenha d(
mi lia. fazscienle ao
inimigos.useiro e
Em quanlo o Sr.
cia, que ludo islo _
do foi juiz em fula__
sar o mesmo Mes
roe tallado no hisb
e boje he roo, como consto
subdelegacia de Uf
nao hei de ler a sor
toridades nao lhe di
rem; os senhores
punir o erime de
Quem ;
e meio por cei
A pessu
saber da reside ud
le a ama
bondade
ro audiir.
l'i
lerno dr um
Bento Veijo, i
em diaute, te astigafj
Quem quizer (
viuva lioinii,
les de i
vend muilo c
0 emprezario d
satisfaclo de i
se acba nesta i
i eir, emprez
de den
^iver, da
agrade
THEATRO DE APOLLO
QINTA-FE1BA,] 16 DE^IARCtI
Beneficio do artista Jo
O qual nchando-se desliga
Ihealro de S. Isabel, pe
prezorio do
go e afte'noados. a lo Mico Ja
dade, para qeo dignem I
enea n'eta noile emque |
ullima -vez na scro neruai
Depoi
poema en
Pertt^^^M
Pedro <".
I.opo da
Simio Afl'onso,
I'into.
Bezerra.
;nto ao sol
AdmiUcm-se doos bou1
nt reslillaco da praia de Sania Rita.
Aluga-se umtiliocom olTrirel casa,
de JoJO de Barros, confronte a casa do Sr.
a tratar iio sido ao p do que faz quina
""io do Boi-
na estrada
inspector:
no becco


*
_J____
DIARIO DE PERNAMBUCO QUARTA FEIRA 15 DE MARCO DE 1854.
Oflerece-se ama amrdc leilc : quem pretender,
se a roa das Aguas Veriles u. 102.
isOues ii. S, aprompta-sc janlarpnra
un romo mtalqucr quididad* de comida, to-
da eom promptidtlo c asseio.
AIiisa-so iina/em n. 7, na na le Apollo:
quem i pretender, dirjase ao largo da Asscuiblva,
ido ii. 12.
Precsa-so de urna escrava para lodo o servico
de orna casa de pequea r.imilia, paga-se bem : na!
rua de Apollo n. -jo, secando andar.
tinin caria" Viuda do Alag Kova : ra pr- ua 1^
dependencia n. fi e 8.
-- Perder i tita, na occasiao do serroso
dem lerceira do Carmo, Ufl
plo uuuke crava rorocrro-
ln esmaltado de azul, a. pessoa que acliou leve a mil
do Catdcireiro 11. 82, que rccebei o adiado.
Acha-se no pi-lo a obra, deDh-ei-
lo Publico Gei-al, t-omposta pelo Dt. Au-
iran, lente do primeiro .anno, e que tem
de servir de compendio este anno ; assig-
na^seem casa do autor, c os Srs. acadmi-
cos receberao as follias na loja de livros
de Ricardo de Fritas, ua. rua do ColUr-
gi n. 9 ; preco da assignatura 5$000.
Koubo.
iie-ne i lodos s genitores relojoeiros, ou a
luer pessoa a quero fr offerecida um relogio de
palela inglez, lesahonele.com correte de ou-
ro de ia.de ns. H112S, 1475, de o ap-
ollo Malliias de Azevedo
.loja n. i. ou ua Sua resi-
egundo andar da casa n. 3,
iiamaultadodia2ceniarco;as9ni
e que o ponleiro dos segundos do
> cha quebrado o lado inferior, e
Moa que entregar o dito relo-
oladrao.
(jaignou, dentista,
hn qualquer'hura em sua casa
:6, segundo andar.
^^HfLciio, silo na fieguezia
^^Htes pdeniapparecer no ater-
53. segando andar, que
iryou ni fregoeiia da Escada,
mpello, coro Manuel lioncal-
eara' terrea muilo fresca, na ra
do lado esquerdo, adianle do
pintada de novo, e temose-
^^^^Btfes para familia: duas
dependente para escravos,
cimba e quintal, noiun-
r a mar pequea: na mesma ca-
,endent onm quem tratar.
PELO ELEGTROTYPO
Boa-Vista n. 4-, ter- g
ceir andar. te
, temi dse retirar no dia 16 do 58
les dosul.avisa aorespeila-
jizer ulilisar-se doseu pres- @
iros poneos dias que iem
estabeloeimcnto est nher-
nanhia at as 4 da tarde. #
l o engoho Fresconditn, na ribeira
irrenie, coro safra creada para
i estafa e assentamenlo para re-
;ua, com 34 escravos, igual numero
; quero o pretender, dirija-se a
Feliciano Joaquim dos'Santos, ra
pido
J. Jane, Dentista,
contina residir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
HOMEOPATHIA.
,RUA AS CRGJf ti. 28.
No consultorio do pr<
5*000!
irlairas e caitas
los os tamaitos por precos' mnito-j
rftsxmo*. |
1 tuba de glbulos avulsos SOO
t frasco de W onra de tintura a
escolha.........1*000
O lente da 1. cadeira do 5. a,nno do curso ju-
rdico de OlinSa, aviso aos Srs. acadmicos quint-
roslas, que as sitas prelecc,5es no anno crtenle
bao de ter por base osseusElementos de Economa
Polticaque se estilo imprirmndo na lypographia
do Sr. Ricardo de Freilas Kibeiro. em cuja livraria
estabelecida na ra do Collego, podem deiiar osseus
uomes e moradas. No mesmo lugar pode stibscre-
ver Diaisquem quizer, sendo o preco da subscrip-
to 5*000 rs. pagos na oacasiao da entrega da obra.
Ah mesmo, e em Olinda cm casa do Sr. Luiz Jos*'-
tionzaga vendem-se os elementos da Pralica do Pro-
cesso, e as instituiccs de Dtcilu Civil ltrasilciro,
composcao do mesmo.
Compra-se para a olira, do hospital Pedro II, 12
linhas de 40 palmos de romprido, e. l por 9 polle-
gadas de grossura, 500caibros de 30 palmus reforca-
dos, 80 duzias de ripas de 18 palmos de compAmen-
lo, e 15,000 lelhas : as pessoas que qnizerein vender
lies ohicclos, dirijam-se o director da mesma obra.
Antonio Jos Gomes do. Correio, para trataren) do
ajuste.
Compra-se urna escrnvi mulata o crioula, pre-
ferindo-seaprroeira, que seja moca, prendada e,de
mies, que he*para urna familia no Rio de
; paga-sebem : quem ti ver urna neslas cir-
cumstancias, dirija-se a Luiz Gomes Ferreira, no
Moudcgo, quelemordem para a comprar.
VENDAS
Devoto- Cbtistao.
Sahio a loza 2. edijitodo livrinho denominado
Devoto Christao.mais correcto e ar.rescentado: vnde-
se nicamente na livraria n. Ge 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Novotelegrapbo.
Vcntle-se o roteirn do novo lelegrapho que-princi-
piou a ter andamento no dia 29 do crranle, a 240 rs.
cada um: na livraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia-
Pannos linos e casemiras.
Vende-se superior panno fino preto.a 2^00,
49, 59.59500, 69 e 79000 o covado ; casemira
preta franceza muilo elstica, a 7S00, 89000,
109, 129 e 149 rs. o corte : na ra Nova, lo-
ja ii. 16 de JosLuz Pereira & Filho.
Ovas do serl
Vendem-se barato e trjuilo fres&cs ovas dosertao:
na ra dowieimado n. 14.
Vnde-se a taberna da ra estreita
do Rosario n. 10, bem aliegucxada para
a tena, e componeos fundos, efa/.-se vau-|
tagem aocomprador: quema pretender^
dirija-se ao arjnazem confronte a Madre]
de Dos n. 22.
FAKINHA DE MANDIOCA.
Nosarmazens de Antonio Aunes e Cazuza, na e*-|
eariiiOia da Alfandesa, descarregad honlein, de su-
perior qualiriade, preco commodo, ou tratar ron!
J. B. da Fonseca Jnior, na ra do Vlgarin n. 4, prW
meiro andar.
SUPERIOR FARINHA DE MANDIOCA.
49 Vende-se farlnha de mandioca, nova, chega- @
da de Santa f.alharina ; a bordo do patacho SU
@ Clemenlina, por preco commodo : para por-
ces, no que se far dillernca de preco, Ira-ttiV
ta-se no escriplorio da ra da Cruz n. 40, pri- j
meiro andar.
u
Olegario Ludgero Pinho mu- @
^le da ra de S. Francisco @
q. 68 A.
Nepomuceuo Ferreira .de Mello,
n de Olinda, Iem urna carta na
a praca da Independencia.
0 RO DE JANEIRO.
i das 'obras publicas de
orreu no dia 10 do torrente ;
uXe a venda as fojas do
s .listad deven ebegar pelo
apor que y ter depois daquelle
ts sao pagos a' entrega das
l'recisd-s
luidi
el
Que
e do> pequeos de 12 a 15 annos
e taberna ; no armazem do Caes da
Alfandeu
A bella rapaziada.
esma, e todos, devem fazer a sua
ollte prelo, paraassislirem aos actos
do Nosso Rcdemplor ; por tanto nao ile-
a ra Nova n. 33, Bazar Pernam-
nprar o bom panno fiuoprelo, a boa case-
n r.nllete dito, eo melhor chapeo de
tcainciite recebe o Ro de Janeiro
Mr. Vi i iloslas fazendas evislcm mais as
, nielhor acortas, pintadas e brancas,
i rentes qualidadei. bules para ca-
les, enfeites de ouro para relo-
iranras, ciir.de,caima e prelas,
mo de ulijectos de porcelana,
iheiros, e outros tnuilos objeclos
Uta dos freguezes.
3 gosto venlia ver e com-
prar,
a n. 33, Bazar Pernambucano ,
erdadeiros chales de louqiltn de co-
res b matiz, lindos turbantes ou enfeites
oras os mais modernos e do me-
cerles de vestidos de diflerentes
km bordados, romeiras de dito,
dilaf^^H "seo a cardinale, ditas de dito pre-
las, lalhos j i, prelos,brancos, e de blonde,
algn- dados de prala.meias de seda bran-
ca paf^^^H nios, setim de dilTereutes
rores, i lo i imiiobranco, Ifto ede choviscos, dito
preto^^H lis para caneca, ou enfeites de
cltapM^HBras, crep de dillerenles cores,frocos
com ar t sem elle, luvas de pellica de jouvn
para nl s muilas fazendas que s com a
. vista se podero |preciar,parao que sao convidadas as
| senhoras de bom goslo a freqoeotaremaquelle esla-
helecimeulo, que so assim compraro a seu con-
ten:
LOTEi E N. S. DO LIVRAMEiNTO.
Salustiano de Aptino
ferreira
respeitavel publico, que os seus bilhetes e
os venda nos lugares do coslu-
roe, e pagaaob sua responsabilidade os dous premios
grao iem o descont de 8 % do imposto geral.
.-. 6,000 5*009000
. 3,000 2-JOOJO0O
. 1,500 1:2509000
. 700 .. 50O9OOO
400 .. 2509000
ie urna ama para o servico externo
ilndo urna pessoa;prefcre-
ra que ande de panno : na ra do
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, tinas e grossas, por
,precos mais baisos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto enr por-
coes, como a retalbo,- aliancando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
ahricse' de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto olFerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimeato convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venbam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da rita do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos &Rolim.
Candido Jos da Silvera, cidadao brasileiro, va'
a Illia de S. Miguel a tratar de sua saude.
Attencao.
Urna pessoa,' que' tem boa lettra e bastante prati-
ca. do servico militar, seofferece a fazer toda a escrip-
lurar.lo de algum batalho da guarda nacional :
quem de seo presumo se quizer utilizar dirija-se a
ra Nova n. 16.
No dia 15 do corrente se ho de arrematar ao
depois daaudiencia do l)r. joiz civel. 5 escravos. 4 qnarlara e urna porcSn do prala,
por eseciirodc Joaquim Mauricio Wanderley, con-
tra Francisco de Paula Marinho Wapilcrley
Na ra Nova o. 44,. fabrica
e loja ile chapeos de Chrisliani
& lrmiio, acaba de receber pelo
ultimo navio chegado do Havre, um completo sorli-
meiiludc chmios de todas .isqualidadcs.comosejain,
chapeos de feltro amazonas para senhoras,' ditos para
meriinqj c meninas, rom enfeites e sem c|les, ditos
de fellro branco, pardos e prelos para homein, ditos
de niassa franceza o melhorcs que Iem viudo a este
mcrcado,,dilos de oleado para criados, formas muilo
modernas, bonetes para meninos, de todas as quali-
dades; Nesle mesmo estabeleciinenlo acha-se um
randa sortimento de maleriaes para dita oflicina.
A pessoa desta cidade, que tem um escravn f-
gido de nome Pedro, e que houve em pasamento 14
para as parles do Inga, provincia da Paralaba, pode
obter alguma noticia na ra da Madre de Dos 11. 32.
Tendo-se dcscucaminliado 60 ie%ies da compa-
nhia de Beberibe, de n. 1856 a 1900, e 1789 a 1798,
que pertenceram ao finado Dr. Jos Eustaquio Uo-
mes, -oga-se a possoa que as achou de enlrega-las ao
testa'.lenleiro do mesmo Dr., 011 no escriplorio da
companhia, quo sera gratificado.
Roga-sc aos Srs. credores do casal do finado
Jos Francisco Ribeiro de Souza, para que por favor
apresentem seus litlo- de crdito a Jos Antonio
Pinto, na ra da Cruz 11. 8, terceiro andar, para se
conliecer sua totalidade, visto que se vai proceder a
inventario! islo uo prazo de 8 dias.
Os Srs. Bernardo Jos de Moura Uuimaraes e
Rvm. Antonio de Oliveira Antunes, tem cartas no es-
criplorio do Sr. I.iuo Jos de Castro Araujo, roa da
Cruz n. 34.
. Precisa-se de urna ama forra ou captiva, prefe-
re-se de mea idade, para cozinhar e engommar em
casa de um homem solleiro: na praca da Indepen-
dencia n.l9c 21.
.....*SMHR_._
\ cnrtein-se 12 escravos, sendo I carrciro, outro
dito canoeiro, 1 molequede bonita lisura, de idade
16 annos, 2 escravas mocas que engommam, cosem,
cozinham o fazem laliyriitlho, 1 mulatinha de idade
18aunse 6 escravas ptimas para lodo servico ; na
ra Direita n. 3.
Vende-se ara cavallo alaso, rarregador bailo,
estando carpudd, novo e manso : quem pretender,
dirija-se ao aterrada Bna-Visla n. 48, segundo andar.
A 49500.
Vendem-se na ra Nova n. 35, saccas com farinha
de mandioca, lelo diminuto preco de 49500 a sacca.
A 39000 rs. \
Vendem-se saccas de farinha de mandioca,"propria
para escravos, pelo barato prejode 39000 rs. a sueca:
na ra Tiova, loja n. 35.
Sarja e setim preto.
Vende-se superior sarja prela hespanliola,
294OO e 29600 o covado ; setim preto macu
superior, a 29400.25800;^ 39200, 4 c 59 rs.
o covado; as amostras sao francas : na ra
Nova loja de fazendas n. 16, de _Jos Luiz
Pereira & Filho.
O 39 A.
Viole c tantas qualidades.
De bolinhos para cha
Confronte ao Rosario
Numero trila c nove A.
Amendoas c chocolate, *
Pastilhas e coufeilos,
Doces de qualidades
Caixinhas com enfeites.
Biscoilos eslranceiros,.
Juntamente nacionaes
A'vista dos freguezes
Se moslram colisas mais.
Vende-se urna escrava,crioula ptima engom-
madeira : na ra de Dorias o. 6t),se dir quem vende.
Vende-se tfm mulato peca, de 18 anuos de ida-
de, proprio para pagem por saber tratar de cavallos :
ua ra do l.\ramenlo 11. 29.
Vende-se rap de Lisboa o mais novo do mer-
cado, a 39000 rs., por falta de troco : na roa da Sen-
zalla Velha n. 70, segando e terceiro andar.
Vende-se urna escrava, crioula. de 18 annos de
idade, com algumas habilidades: na Lambo do Car-
ino f). 24.
Vendem-se as rasas lerreas n. 68 e 106 da roa
das Cipco Pontas;1"- 7 da ra do Jardim; n. 72 da
de Santa Rila; e n. 81 da ra Velha : na roa Direi-
ta ti. 40, segundo andar,
ile-se nm cavallo rodado apatacado,
stante grande, com todos o andares : quem
quizer, dirija-se ra do Queimado n. 18,
r com Lauriauo Jos de Barros.
Palitos franceses.
Vendem-se palitos francezes, de hrim de
linho e bretanha, a 39000 e 49 rs., ditos de
alpaca preta e decores, jSicllr-rs., ditos
de panno fino, a 169, e I85 c 209 rs., avista
do preco e superioridade da fazenda nin-
I guein dcixar de comprar : ua rua Nova lo-
ja de fazendas u. 16, de Jos Luiz Pereira &
Filho.
JL

Independencia, livraria n. 6 e 8,
1 Sr. Antonio Marques de Albu-
relacOcs com o dono da loja da rua
e cerno nao se saiba de sua mo-
cira anuunciar,
a-feira f do corrente, as
inhaa, se proceder' a ven-
s existentes na loja n. 4-7 da
io, periencente ao ausen-
3 Al ves, em presenta do
1 de ausentes, e do Sr.
malar ero prdja publica, na por-
S. Jos, no dia 13 do corrente,
uno. 10 duzias de
S pipa de vinagre de
relender, dirija-se
idas horas.
lublico.
lo fcito aiiuuncios
s ollerecia ao pu-.
- pliariiiar.etiticu, j
aeeulico Antonio
ica que foi^
maraes, si-
I elido
iquel-
a, e o
se as mar tinas cartas para o ij,. ,:.-. vollarcle. No
mesmo Bazar se pre a raalher para o ser-
vico d urna casa de familia.
Precisa-se de urna ama de mei idade, qua sai
ba engommar, cozinhar e lavar, e que d fiador a sua
conduela : quem quizer. dirija-se rua dos Marly-
rios n. 14.
Ollerece-sc para raixeiro nm rapaz brasileiro,
sabendo bem arilhmclica, francez e inglez, etc.,e al-
indara sita boa conduela : a Ira lar 110 Pateo do Pa-
raizo, sobrado unido a igrrja pelo lado esquerdo, se-
gundo andar.
Furlaram no dia 10 do corrente, a orna horada
tarde, os seguintes objeclos: um l de linho preto
com salpicos e urna ilor no meio, um argolo de ouro
esmaltado de verde, nm par de meias prelas de seda
e um lenco de seda escocez de quadros azues: roga-se
portento a quem ditos objeclos forem oOerecidos, ap-
prehender e levar sCinco Ponas, sobrado n. 42, se-
gando andar, que ser recompensado generosa-
mente.
Na rua Direita u.'HI. continua-sa a Ungir rou-
pa com perfeicb e commodo preco.
Precisa-se alugar um sitio que lenha boa baixa
para capim, estando ja beneficiado, paga-se bem: na
rua dos Martyrios n. 22.
Francisco Antonio de Barros e Silva, morado'
no engenho Firmeza, freguezia da Escada, leudo
comprado ao Sr. Joao domes da Silva, morador 110
Craval,.6escravos de nomes seguintes: Benedicto,
Mara, Manol, Joaquina, Pedro eSebastiao, e como
os mesmos lvessem fgido,roga-se a qualquer autor i-
dade policial ou xaples de campo de os apprehender
e levar ao dito engenho, que ser recompensado ; as-
sim como hei de punir com as penas da le a quem
osoceultar.
O bacharel Serapliico, professor de
rlietorica no collegio das artes, comeca a
dar limes particulares de geograpbia e
rbetorica em 15'do corrente, na rua Di-
reita n. 157.
Dinheiro a juros.
Na roa do Rangel, casa terrea n. 35, se dir queni
d dinheiro a juros, com firmas a contento.
Luiz Jos Rodrigues de Souza, administrador
liquidalario da loja dos Srs. Tinoco & Moraes. roga a
todas as pessoas que devem ou leem lransaccoes a
liquidar com a dita firma, que apparecam com a
maior brevidade possivel na mesma loja, rua do
Queimado 11.13.
Perdeu-se urna lelIrB da quanlia de 1509000
rs., passada por Jos Andr Pereira de Alb'uquer-
qne, a favor de Joaquim Jos Ferreira & Compa-
nhia, vencida no-ultimo de Janeiro, cuja lettra acha-
va-se dentro de tima carta escripia pelo mesmo Jos
Andr ao reverendo vicario da Roa-Vista, para sji-
lisrazer a referida lellra ; porlanto pessoa alguma
rocfl lransacc.au com a dila lettra, e quem a liver a-
rhado. qiierendn reslilui-la, dirija-sen prensa de Joa-
quim Joso Ferreira iSCompanhia.
. Attntio.
' Precisa-se alugar um preto para lodo o servico. no
pateo do Trico n. "22, fabrica de chocolate hom'eopa-
ico, e na mesma vende-se um inoinho de cal qua-
si novo, e vendem-e muilos, gneros do paz e eslran-
geiros por commodo preco.
Oliciaes de funileiro.
Precisa-se de oliciaes de funileiro : na loja da rua
da Cadeia do Recite n. 6.
I i Hontem 12 do corrente auseutou-se da casa de
seu senlinr o preto de nome Manoel.crioulo.de 26 an-
lertd os.sisnaesseguintes: baito, meiocheio do
.falla alguma cousa alrap.il|iada, he quebrado
as virilhas, pelo que Iraz una funda de
. he padeiro e foi eslivador de navio, por isso
itero callos as cosas das inaos de araaasar, e na pa\-
ma de quandn foi cstivador, signal es.le
m Jtl^umas sicatrizes d chicla e
oslas, cosluma andar quando f oge
ios da cidade : quem o pegar leve a seu
>r na parlara do pateo da Sania Cruz u. t que
~' rerninnensado generosamente
Vende-se a padaria 11.154. sila as Cinco Pon-
tas : a tratar com Vicente Jos da Silva lavares, na
casa jnnto i mesma.
Calcas e jaquetas francezas.'
Vendem-se calcas c jaquetas francezas de hrim de
quadros e de lislras pelo barato prer de 23000 Cada
urna : na rua Nova n. 16, luja de Jos Luiz Pereira <\
Filho.
Chapeos de seda e blond para senhoras.
VenJcm-se os mais modernos e bonitos chapeos de
seda c blond para senhoras, muilo bem enfeilado'
pelo barato preco de 10 a I69OOO : na rua Nova, loja
11. 16, de Jos Luiz Pereira & Filho.
Vestidos baratos.
Vendcra-se vestidos brancos de barra, a 39000 ;
d 11 os de 1 e 2 habados, a 49500 ; dilos de 3 a 5 ditos,
.1 59 rs. ; cambraias aberlas brancas e de cores, a
33200 a peca ; cortes decassas de bou los padroes. a
29OOO ; ditos de barra a 29200, cortes de chita de
barra, a 29400c 39 rs. ; cassas francezas. a S60rs.:
c outras fazendas que so vendem baratas: na rua No-
va n. 16, loja de Jos Luiz Pereira & Fillfo.
Casemiras francezas
Vendem-se casemiras franccza.s de bonitos padroes,
claros e escuros, a 490011 e 59000 j corle : na rua
Nova, loja n. 16 de Jos Luiz Pereira & Filho. -
Na rua Nova 11. 2,
vendem-se peilos de rriuculina branca para camisas
de homem, e colarinhos.
Na rua Nova n. 2,
vender panno francez preto muilo fino.dito azul, di-
to cor de caf e finas ahotoaduras douradas.
Acaba de chesar urna porrao de hotes de metal
domado, proprios pura Tardas de guardas nacionaes:
que se vender por precos commodos : na rua da
Cruz 11.18, armazem.
Na frente do Livramento, loja de A. F.
de Pinho.
Chegaram pelo ultimo navio de Lisboa superiores
luvas de relrot prelas,proprias para o presente lempo
de quaresma,vendem-se tanto em duzias como o par,
este, a 800 rs.; ditas de pellica, a 800 e 19000 apar;
ditas de seda, a 19280 e I36OO ; ditas de fio da Escos-
sia finas, franjas engradadas e torcidas prelas, para
capotinhos e manteletes, ditas brancas e de cores pa-
ra cortinados e toalhas, ludo por commodo preco s
para apurar dinheiro.
Na frente do Livramento, loja de A. F.
de Pinito.
Continua a ter os lindos trros engraciados em ara-
mee encarnados,e crucilMi- dedillorenlc-. lamanhos
para igrejas eonitorios, e outros objeclos que se Iro-
cam por pouco ilinheiro.
Farinha de mandioca. SI
Vendem-ae saccas grandes com superior a-JS
rinha de njandior, por preco commodo: na $&
rua do Arnorim n. 54, armazem da Machado g
.. & Pinheiro, ou a tratar na rua do Vigario 11. ar
^ 19, segundo andar, escriplorio dos mesmos. 2
Yende-se sal do Assti, a bordo do
brigue i'vConceiqo, tundeado defronte
do ortcj d Mattos : a tratar a bordo com
ocapitao do mesmo, ou no escriptorio de
Manuel Alves Guerra Jnnior, na rtia do
Trapic'lie n. 11.
V:nde-se a taberna, sita na rua do Pilar n.
90, mesmo ero desbriga, em raza"o de o dono preten-
der mudar de estabelecimento os prelcndenles di-
rijam-se a mesma.
Na cocheira do Sr. major Sehastiao vende-se
um cavallo caslanho, cam^arreios ou sem ellos.
Vende-se urna cabra muilo boa lciteira, com
urna cabritinha muilo nova o linda, por preco com-
modo ; na rua Augusta n. 68.
No silio do Retiro, queefoi do Sr. Francisco An-
tonio, de Figoeiredo, vende-se una boa vacca com
leite, e.de Jiezerro novo, por preco commodo.
Vijnde-seuma armaran rom tres caixe.s de de-
posito : a tratar na rna das Cinco Ponas n. 38.
Vende-se o engenho S. Vicente da comarca de
NnzaPilh, com escravos, bois e bestas: a tratar em
Cutumgubarengenho da mesma comarca.
Vende-se orna escrava de idade 18 annos, bo-
nita figura, a qual veio do matto, para remir um de-
bito ; a ella, que he pechincha: na rua da Madre de
Dos n. 32.
DEPOSITO DE CU E FOJASSA.
Na roa de Apollo, armazem de Leal
Reis, contina a ter superior e verdadeira
potassa d:i ltussia e da America, assim do-
mo cal em pedra chegada no ultimo na-
vio, cujos barris conte'tn o peso liquido
dequatro arrobas, tndo a preco razoavel.
SACCAS CPM FARINHA.
Vendem-se saccas com superior fari-
nha da trra, por menos preco do que
em outra qualquer parte : na rua da Ca-
deia do Recife, esquina do becco Largo,
loja n. 26.
Fili.
No aterro da Boa-Vista 11. 8, defronte da boneca,
chegaram ltimamente os verdadeirus lgos de coma-
dre, por proco muilo commodo, perasseccasa 480,
400 rs., passas a 320e480rs., bolachinha
quididades, cha liysson o.inais superior do
amsixas
de totlas
mercado a 9H00. 19700, 19920 e 29560 rs. a libra,
e um completo sorliroenlo de lodosos gneros de mo-
Ihados. por preco muilo favoravel ao comprador
buarda nacional.
Fortnalo Correia de Menezes. com loja I
de cirgueiro na praca da Independencia 11.
17, Icin para vender boas espadas de metal
principe com coroa e sem ella, chapos ar-
mados a moderna, barretinas, dragonas, ban-
das de franjas de ouro e de retro/., leliiis bran-
cos e prelos. e ludoo mais que be preciso pa-
ra os uniformes dos Sis.oliciaes; por preco o,
mais rommoilo possivel.
Chitas baratas."
Vemlem-achilas de cores Ihas padroes clarse
escuros, a 120 160,180 e200 rs ; dita franceza mui-
lo larga padroes nove* imitando cassa, a 320 rs. o
covado : na rua Nova loja n. 16 de Jos Luiz Perei-
i osfonro c prata, mais
qiMlquer outra parle
la Independencia n. 18 e aO.
Chapeos pretos francezes
mellioret e de forma mais elegante que
Iem viudo, oulro de diversa qualidades por me-
nos preco qe em oulra parte : ua rua da Cadeia do
Reciferu.17.
Ao barato.
Na loja de Guimaraes & Henrtques: rua do Crespo
n. 5, vendem-se lentos de cambrala fina e de" puro
linho, pelo barato preco de 59 e 19500 a dnzia, sendo
cada duzia cm urna canillita com lindas estampas.
OS EXCELLENTES SALLASES DEB0L0M1A,
recntenteme ebegados de Genova,vendem-se a preso
razoavel : na ruada Cadeia do Recite 11.23.
Vendem-sc pianos fortes de superior qualida
de, fabricados pelo melhor aulor hamburgoez na
ua da Cruz n. 4.
Deposito da fabrica de Todo* o Santos na Baha.
Vende-se, em casa deN.O. Bicber &C., ua rua
da Cruz n. 4, algodar) trancado d'aquella fabrica,
muitoproprioparasaccosdeassucar e roupa de es-
cravos, por prcoo commodo.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, h a
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
harja (llhiipin. o sesuinte: saccas de farello muilo
novfy cera em crunie o em velas com bom sorti-
mento de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em pedra, novissma.
Vendem-sc cm casa de Me. Clmonl Com-
panhia, na praca do Corpo Santon.11, o scguinle:
yinho dcMarseillecm calzas de 3 a 6 duzias. linhas
em n o vellos ecarreteis, breu em barricas muito
grandes, ac de milao surtido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.. _
Neste estabelpcimento continua a lia-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias motndas para engenlto, ma-
chinas de vapori e taixas de ferro' batido
e coado, de|>dos os tamauhos, para
dito.
RES DE ENGENHO.
invencao'' do Dr. Eduar-
rrlin, empregado as co-
hollandezas, com gran-
p.ira o mellioramento do
assucar, aclta-e ai venda, em latas de 10
libras, junto com o metbodo de emprc-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz, n. 4.
SANDS.
SALSA PARRILHA.
Vicente Jos de Brilo, nico agente em ^rnam-
liiico de B. J. D. Sands, cltimico americano, faz pu-
blico que Iem chegado a esta praca una grande por-
co de frascos de salsa parrilha de Sands, que silo
verdaderamente falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acautelar os consu-
midores de' (ao precioso talismn, de cali ir ueste
engaito, tomando as funestas conseqiicncas que
sempre cosluniam Ira/.er os medicamentos falsifica-
dos e clalmrados pela inflo daquclles, que autpoom
seus nteresses aos niales e estragos da hnmandade.
l'orlaiilo pede, para que o publico se possa livrar
desla fraude c dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da faKilicyila e recentemente aqu chega-
da ; o annunciante faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua holira, na rua da Couceitflo
do Rccifc 11.61 ; e, alcm do recciliiario quo acoro-
panha cada frasco, tem embaixo da primeira pagina
seu nome impresso, fc se achar sua lirma em ma-
nuscriplo sobre o involtorio impresso do mesmo
Traeos.
Na roa Nova n. 33 Bazar Pernambucano, ven-
de-so verdadeiro bieo de linlio, lanU branco como
preto.
Na rua do Trapiche n. 14, primeiro andar
\ende-sc o scguinle :pasta doljro florentino, o
melhor artigo que se conhece pralimpar os denles,
branq: goslo n el No|
Em
lustre; agua de pendas, esle mgico cosmtico para doilr.* <
arar sarda, rugas, eembellezr o roslo.
mo a tintura imperial do Dr. Brown, esl
fo faz os esbeltos ruivosnu hrancos.comj^^^^^^^H
^los e macios, sem daino dos inesu
eos commodos.
Taixas para engenho.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na'rua do Brttm, passan-
do' o cliafariz continua baver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acliam-se a venda, por
preco .commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se- em cario
sem despeza ao comprador.
Moinhos de vento
combombasderepuxopara regar hortase Saixas
decapim, 11a fundirn de 1). W. Buwman:na rua
do Brumos.6.8e 10.
Vl.MIO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-s superior vinlio do Porto, em
barris de 4., 5. e 8.: no armazem da rua
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes & Companhia,' na
rua do Trapichen. 54.
- Padaria.
rilha de Bristol, como nao o podessem obter, fa-
bricaran) uma imilurilo de Bristol.
Eis-aoni a caria que. os Srs. A.B. D. Saadses-
erevcran ao Ur. Bi a 20 de abril de 1842,
e qne se ada em 1
BubbbbbbI
. Bristol,
idido qupati-
^^^^^^^B*ss>>S
nos resalta
Vine. T
obre
daqn
muilo p'
Ion, B.7U.
Picam's ordena de Vanen
AOS SENI
O arcano di
do Stolle em
101 lias inglezas
de vantagem
Vende-se uma padaria muitoafregaezada: a tratar
com Tasso & Irroaos.
Ao senhores de engenho.
Cobertores escuros de algmlfloactOO rs.,ilrlos mui-
lo grandes e encorpados a 19-100 : na roa do Crespo,
loja da'esquina que volla para a Cadeia.
Vende-se farinha de mandioca mili-
to superior, em saccas, e chegada recente-
mente : no armazem de Machado & Pi-
nheiro, na rua do Amorim n. 54, ou a
tratar no escriptorio dos mesmos, na rua
do Vigarion. 19, segundo andar.
Na rua da Cadeia Velha n. 52, em casa de
Deane Youle & Companhia,
vende-se um carro americano de 4 rodas ; pode ser
visto na cocheira de Poirrier. no aterro da Boa-Vista.
CONCLySAOV
1.e A anliguidade da salsa
claramente provada, pois que
e que a de Sands s apparecei
ual este droguista nao pode obter a
ristol.
2. A superioridade. da salsa parril
he incontestavel; pois que na
rencia da de Sands, e de urna pf
paracik-s, ella tem maulidu a s
toda a America.
As nnrnerosas eiperieu^^H
salsa parrilha em todas as enfer
pela impureza do sangue
la corle pelo Illm. Sr.
academia imperial de medicina, p*H>
Dr. Antonio Jos Pcixolo cm u cii) '
afamada casa dossaudc na Ganilu'
Dr. Saturnino ote Oliveira, medi<|
por varios outros mdicos, pen
clamar altamente as virtudes <
rilha de Bristol vende-se
O deposito dcsta
franceza da rua i
, Vende-se no armazem de James Hal-
liday, na rua da Cruz n. 2, o seguinte :
relogios de ouro sabonetes pitente inglez,
sellins inglezes, sillines para montana de
senhora, arreios pata cabriolet, lanternps
para carro, eixos de patente e molas de
"1 l'olhas para carros, candelabixisdebron-
ze de 5, 4 e 5 luzes.
fgl Deporto de.vinho de cham-
al pagne Clateau-Ay, primeira qua- 0
g) lidade, de propriedade do condi ^
(A de Mareuil, rua da Cruz do Re-
? cife n. 20: este vmho, o melhor .
de toda a champagne vende-
&l se a bsOOO rs. cada caixa, acha- (A
- se nicamente em casa de L. Le- ;
comte Feron& Companhia. N. B.
0 As caixas sao mrrcadas a fogo %
{$) Conde de Mareuil e os rtulos
( das garrafas sao azues.
Na rua do Visarlo n. 19. primeiro andar, tem
i venda a superior flanella para forro, desellins, che-
gada recentemente da America.
Os abaii. na
da fui do Gabgit inte ao pateo da ma-
triz e rua'Nava, franafeiam o publico em geral um
o sortimento.de obras de ouro de mui-
lo bonsgoslos.e precos que.nSo desagradarlo a quem
queira comprar, os mesmos se obrigam por qualquer
obra que venderam a passar uma conta com respon-
sahilidade,especificando a qnalidade di 011ro de 14
ou 18 quilates, Picando assim sujeilos por qualquer
duvkk que apparecer.Strafm( Irmio.
^mw.

COMPRAS.
Compram-se alguns adornos para uso de meni-
no, como sejam": moada de ouro,vernicas deS- Joao,
o flguinha, assim como um par de clcheles : 11a rua
das. Flores n. 23.
Compram-e ossos a-peso : n o ar-
mazem da illuminacSo 110 caes do Ra-
mos, travessa do Carioca.
Cotnpra-se um sobrado de um andar, 011 duas
casas lerreas grandes: na rua Nova 11.4, se dita quem
prelende,
'Na rua Nova n. 10, loja de Manoel Joao
Francisco.Duarte, successor de Mada-
ma A. Poirson,
encontra-se sempre nm lindo sortimento de boas fa-
zendas de moda e de lindos gostos, assim como as se-
guidles, recentemente rhegadas : grs de aples
preto de varias qualidades, mantas de fil de seda
bordadas, de relroz prelas, sarja hespanhola muilo
boa, meias de Aeda prelas muilo linas e varias nutras
qualidades, dtasde barra de seda, luvas prelas asse-
linadas par"a senhoras e homeus.dilas para meninas,
prelas e de cures, lencos de relroz ditos ditcf, romei-
ras de relroz de edres, manlelletes prelos, ricos e de
cores, chapos de sol de seda, ricos, para senhora.
dilos para liomeus, chapos de seda para caheca de
senhoras, muilo ricos, enfeites para cabecas de se-
nhoras, chapeos francezes para homens, dilos para
meninos, luvas de pellica para homens e senhoras. e
outras muilas fazendas prelas e de cores, e do muito
boas qualidades,por preco muito commodo.
Quem deixara' de fazer um ves- #
tido pelo.
Na rua do Queimado o. 46, loja de Bezerra jjj
ciMoreira, veiide-sepelobaratissimo preco dc'S
28600o covado, a melhor e legitima sarja lies- 5
panhula que aqu Iem viudo. Kranqueiam-se
amostras, e lambem se manda um caiseirn
com as pecas para quera quizer comprar, ver. tt
$!$ ::$
Bracos de batanea RomaO & Compa-
nhia,
chegados ltimamente de Lisboa pelo brigue porlu-
guez Tarujo Primeiro, proprios para balead, c por
preco commodo : na rua do Amorim 11.51, armazem
de Machado & Pinheiro, ou a tratar na rua do Viga-
rio n. 19, segundo andar, escriptorio dos meamos.
Na esquinada rua do Crespn. 16.
Vende-se nesta loja riquissimos e modernos
cortes de vestidos de liarse* corh babados, fa-
zenda anda nao vista nesle mercado ; pede-
se aatten;in das senhoras de bom goslo, afim %
d que compren) esta linda e interessanle fa-
zenda. 4
@@@@:S?S@S
@ @S:@
Ci*tes de chita baratos e bons.
Vei.ulem-se cortes de vestido de chita de
<$ liarrai, edr fiza, os quaes se Iem vendido por **'
290OO cada corte; vendem-se agora pelo mu- 51
lo burilo pre^o de 28000 rs.; isto para ac-
bar 5 na loja do sobrado amarcllo. nos quatro
cantos da rua do Queimado n. 29.
' 8!s:s e@e
Vi;nde-soum escravo de naclo de bonita figu-
ra : quem pretender dirija-se a rua do Passeio Pu-
blico lo/a n. 7.
'Vende-se uma boa escrava chegada dmalo, p-
tima l'u tira e de 1K annos, gaVanle-se vicios e acha-
ques, cun uma cria de 4 mezes, assegura-se ter
muilo leite, e propria para crear qualquer menino de
estimarlo : uo pateo do Carino, sobrado n. 16.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s patino, muito grandes e
de lioin goslo : vendem-se na uia do Crespo, hija da
esquina que volla para a cadeia.
s@s@@ @$s
Os m.iis ricos e mais modernos chapeos de
Jf seda e c palha para senhoras, se enconlram
@ sempre na loja de modas de madame Millo-
3 chau, rio aterro da Boa-Vista o. 1, por um pre-
@ co maiii razoavel do que em outra qualquer p
parte. sp
@'S@ S'
Ven.le-se sola boa em pequeas e grandes par-
tidas, cera de carnauba primeira sortc, pelles de ca-
bra de diversos prccos.estcras de palha de carnauba
e peonas de ema: ua rua da Cadeia do Becife n. 49
primeiro andar.
Vende-se setim preto lavrado, de muilo bom
soslo, para vestidos, a 28800 o {ovado: na rua do
Crespo, loja da esquina que volla para a cadeia.
A 58000 BS. A PECA.
Na loja de Guimaraes iV Ilenriqucs, rua do Crespo
n.5, vendum-se chitas de cores escuras, .com um rs.
queno loque de-mofo, pelo barato preco de 58000pe-
a peca, cora 38 covados.
Vedas de carnauba.
Vendem-se caixinhas com superior velas de cera do
carnauba pura, lubricadas no Aracaty, e por commo-
do preco; na ro da Crnz, armazem de couros e'sola
n. 15. -
Cera de carnauba.
Vende-se em porc.80 e a relalho : na rua da Cruz,
armazem de cou:ros esola n. 15,
Vendem-sc 1 saccas com feijao mulatinho de
muito boa qualidade : na rua da Cadeia do Becife,
loja 11. 5.
Age acta de Edwia Mi.
Na rua de Ap alio n. 6, armazem de Me. Calmon
A: Companhia, iicha-e constantemente bons sorli-
mentos de taixas de ferro coado e balido, lano ra-
sa como tundas, tiioendas inelias ludas de ferro pa-
ra auiruaes, agua ele, ditas para a miar em madei-
ra de Indos os tamaitos enldelos os mais modernos,
machina liorisoilal para vapor com loica do
1 cavallos, cict>s, passadeiras de ferro eslaiihadu
tara casa de pu rgar, por menos proco que o* de co-
ire, esco veos f ara navios, ferro da Sueciu, e di?
Ihas de (landres ; ludo por barato preco.
h Vendem-se relogios de ouro, pa (^
tcn-te inglez, por commodo pre- j,
w co:na ruada Cruzn. 20, casa de *7
(jfo L. Leconte Feron & Companhia. (}
Na rua do Vigario n. 1.9, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violo e flauta, como
scjam.quadrilhas, valsas, redowas, sclio-
tickes, modinhas, tildo modernissin* ,
chegado do Rio de Janeiro.
Charutos de Havana.
Vendem-se verdadeiros charutos de Havana per
preco muito commado : na ruada Cruz, armazem
POTASSA E CAL.
Vende-se potassa da Iiussiae America-
na, superiores, e cal virgem de Lisboa,
tudo por preco mais commodo que em
outra qualquer parte : na rua do Trapi-
che n. 15, armazem de Bastos limaos.
Com toque deavaria.
Mndaplao largo a'38200 a pe?a : na rua do Cres-
po, loja da esquina que volla para a Cadeia.
Muita attencao.
Cassas de quadros muilo largas com 12 jardas a
2? 100 a peca, corles de ganga amarella de quadros
muito lindos a 18500, corles de vestido de cambraia
de cor com (i Iri varas, muilo larga, a 28800, dilos
cnm81|2 varas a 33000 rs., corles de meis casemira
para calca a 38000 rs., e outras multas fazendas por
preco commodo : na rua do Cresp,loja da esquina
qne volla para a Cadeia.
PARA A QUARESMA.
Um lindo e Variado sortimento de fazen-
das nietas e de todas as qualidades.
Patino lino preto a 39000, 38200, 48500, 58500 e
G-3000 rs., dito azul a 25800. 35200 e 48000 rs., dito
verde a 28800, 38600, 48500 e 58000 rs. o covado,
casemira prela encestada a 58500 o orte, dita fran-
ceza muilo lina e elstica a 78500,88000 e 98000 rs.,
setim prelo maco muilo superior a 38200, 48000 e
58500 o covado, merino preto muilo bom a 38200 o
covado, sarja prela ninilo boa a 23O00 rs. o covado.
dila hespanhola a 28600 o covado, veos pretos de fil
de linho, lavrados, muilo grandes, fil preto lavrado
a 480 a vara, e oulras militas fazenda* de bom goslo;
na rua do Crespo, loja da esquina que volta para a
Cadei
respeilixameote al
lahelecymenlo em Santo Amaro,
com a maior perfcicSo c proroplif
de machinismo para o uso da
|o e manufactura, e que para
seus numerosos freguezes e do |hiI
aberto em nm dos grandes armasen* d|
ta na rua do Brum, abaz do ar:
um
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dito seu estabelecimei
All acharao os compradores irfti rnmple
ment de moendas de canm, com | "
ramenlos(alguns delles novo* eol"'
experiencia de muilos annos Iem ._
siuade. Machinas de vapor de
taixas de todo lamanho, lano batidas
carros de mo e dilos para c0ndn7.tr |
car,, machinas para moer mandioca, j
lo, fornos de fcrrqjBMido pa
ferro da mais aporreada constru
alambiques, crivoSf% portas par
intinidade de obras de ferro,
enumerar. No mesmo.d
inlellgente e habilil, roitimeudas, etc., ele, iuc os i
do com a capacidade de as <
e pericia de seusofiiciae. sel
cxcrular, com a maior |
coufnrmidadecom osrj
toes que lite forem la
m CONSILTI
DAVID WII.UAM BOWMAN, engcnheiro ma-
chinisla e fundidor de ferro, mu respeitosamcnle
annuncia aos senhores proprietarios de engenhus,
fazendeirns, e aorespeitavel publico, qu o sen esta-
belecimento de ferro movido por machina de vapor,
na rua do Brum passando o chafaiz, contina cm
efleclivo exercicio, ese acha completamente montado
com apparelhos da primeira qualidade para a per-
feila conl'eccao das maiores petas de machinismo.
Habituado para emprehender quaesquer ultras da
sua arle. David William Bowman, deseja mais par-
ticularmente chamar a attencao publica para 'as se-
guidles, por ter dellas grande sortimento ja' protnp-
to.cm deposito na mesma fundicao, as quaes cons-
truidas em sua fabrica podem eampetir com as fabri-
cadas em paiz estranseiro, lamo em preco como em
qualidade de materias primas e maO de obra, a
saber:
Machinas de vapor da melhor construrafi.
Moendas de caima para engenhos de lodos 'os ta-^
manhos, movidas a vapor por agua, ou animaos.
Bodas de agua, moinlos de vento e serras.
Manejos independentes para cavallos.
lindas dentadas.
AguilhOes, Bronzcs e clinmaceiras.
Cavilhoes c parafosos de todos os lamanhos.
Taixas, paros, crivose bocas de fornalha.
Moinhos de mandioca, movidos a ma6 ou por ani-
ma es, e prensas para a dita.
Chapas de fogaO e fornos de farinha.
Canos de ferro, lurneiras de ferro c de brouze.
Bombas para cacimba e de repuxo, movidas a
mao, por animaesou vento.
Guindastes, guinchse macacos.
Prensashjdraulicas ede parafuso.
Ferragcns para navios, carros e obras publicas.
Columnas, varandas, grades e porloes.
Prensas de copiar cartas e sellar.
Camas, carros de mae arados de ferro, etc., etc.
Alin da superioridade das suas ubras, ja' geral-
menle reconhecida, David William Bowman garante
a mais exacta con formidade eom os moldes e dese-
11 bus remetlidos pelos senhores que se dignarcm de
fazer-lhe encommcudas, aproveitando a occasiao pa-
ra agradecer aos seas numerosos amigos e freguezes
a preferencia com que tem sido por elles honrado,
e assegirra-lhes que nao poupara esforcose diligen-
cias para ronlinar a merecer a sua confianza.
168000
POTASSA RRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
fada recentemente, recommen-
a-sc! aos senhores d engenho os
seus bons ell'eitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz 11. 20., ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
Cera em velas.
Vende-se cera em velas, fabricadas cm !,s-
"boa.ero caixas de 100 e 50libras, e por preco
5$ o mais barato do que ero outra qualquer par-
^ le : na rua do Vigario n. 19, segundo andar,
escriptorio de Machado & Pinheiro.
Na rua da Ca deia do Recife 11. GO, arma
zem deHenrique Gibson,v
vendem-se relogios de ouro de sabonele, de pal en le
inglez, da melhor qualidade, e fabricados em l.on-
d res, por pi eco ce immodo.
POTASSA.
No antigo deposito da ruada Ijidcta do ltecife,
armazem 11. 12, h) para vender mubXjiova potassa
da Bussia, americ ana e brasileira, em |iequis bar-
ris de 4 arrobas; a lioa qual idade e pucos niaiV-ha-
ratos do que cm oulra qualquer parte, seafiiaiicanf
aos que precise iem comprar. No mesmo deposilo
lambem ha barr is com cal de Lisboa em pedra, pr-
ximamente che gados.
Vende- -se a verdadeira salsa parri-
lha de Sands : na botica franceza, da rua
da Cruz, em frente ao cliafariz.
FARBULA DE TRIESTE.
Primeira qualidade.
Tasso Irmaos avi sam aos seus freguezes, que Iem
para vender farinli 1 de trigo chegada ltimamente
do Trieste, sendo .1 nica nova /rae daquella proce-
dencia existe no ra creado.
Vendem-se ce iberlnres de alendao grandes a 610
rs. e pequeos a 5f 0 rs. : naj-ua do Crespo nume-
ro 12.

Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade de zinco, superior quali-
dade, por precos commodos : na rua do
Trapiche Novo n. 16.
TAIXAS DB FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambera no DEPOSITO na
rua do Bru logo na entrada, e defron*)
t do Arsenal de Maiinha ha' sempre
nm grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como qttrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os' logares
evistem quindastes, para carregar .ca-
noas, ou carros livres de despeza. Os
precos sao' os mais commodos.
Vendc-sc um grande sitio na estrada dos A111 ic-
ios, qiiasi defronte da igreja, o .qual tero muitas ar-
vores de friictas. Ierras de planlacoes, baiva pora
capim, e casa de vivenda, com bastantes commo-
dos : quem o pretender dirija-se ao mesmo sitio a
enlcnder-se 10111 o Si. Antonio Manoel de Moraes
Mesqiiita l'imenlel, 011 a rua do Crespo 11. 13, no
fsni|ikrr-iu do padre Antonio da Cunha e Figuei-
redo.
Vende-se cm casa de S. P. Jonh-
ton & Companhia, na rua da Senzala Nos
va n. 42.
Vinho do Porto, superior qualidade, en-
garrafado.
Vinho Chery, em barris de quarto.
Sellins para montara, de homem e se-
nhora.
Vaquetas delustre para coberta de carros.
Relogios de uro patente inglez.
Vendcm-selonas.brinzaO, brinse meias lo-
nas da Bussia : nu armazem de N. O.' Bieber &
Companhia, ua rua da Cruz n. 4.
Feijao.
No armazem do Sr. Guerra defrunte do trapiche
do alcodaD, Iem para vender-sc feijao mulatinho
muilo novo, e em saccas grandes : a tratar na rua. da
Cruz n. 15, segundo andar.
Vende-se um completo sortimento de fazendas
prelas, como : panno lino preto a 38000, 48000 ,
58000 c 68000, dito azul 38000, 48000 e 58000, ca-
semira preta a 28500. setim prelo multo superior ,
38000 e 48000 o covado, sarja prela hespanhola 28 e
28500 rs., setim lavrado proprio para vestidos de se-
nhora a 28600. muilas mais fazendas de muilas qua-
lidades, por preco commodo : na rua do Crespo loja
n.6.
Vendem-se cobertores brancos de algodo gran-
des, a 18140 ; ditos de salpico lambem grandes, a
1 ^280, dilos de salpicojdc tapete, a 18100: na rua do
Crespo loja n. C.
Caixas'para rape.
Vendem-se snperiorcscaixas para rap feilasna ci
dade de Nazarelh, pelo melhor fabricante desle se-
ero naquella cidade, pelo diminuto preco de 18280 :
ua rua do Crespo loja n. 6.
. Pianos.
Os amadores da msica acham continuadamente
em casa de Brunn Praeger i Companhia. na da Cruz
n. 10, um grande sortimento do pianos fortes e fortes
pianos.de dillerenles modellos, boa coiislrucoSo e bel-
las vozes, que vendem por mdicos precos; assim co-
mo toda a qualidade de instrumentos para msica.
ViuhosBordeaux. -
Brunn Praeger & Companhia, rua da Cruz n. 10.
receberam ltimamente SI. J tilien e M. margo!, em
caixas de uma duzia, que se recdmroemlam por suas
boas qualidades.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se' para vender ana-
dos de ferio de superior i|iiabdad.
. MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
ein Santo Amaro, acHf-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de. um
modello e construccao muito superiores.
Couro de lustre
de boa qualidade; vende-se por menos do que em
outra qualquer parle para liquidar cotilas: na rua da
Cruz 11. 10.
Obras de ouro,
como sejam: aderecos e mciosdilos, braceletes, brin-
cas, altieles, bules, anneis. correles para relogios,
ele. etc. do mais moderno goslo : vendem-se na rua
da Cruz 11. 10, casa de Brunn Praeger & Coinpaiilia.
ANTIGUIDAE E SPEBIOBIDADE
DA
SAISAPARRILHA de bristol
sobre 4
K SALSA PARRILHA DE SANDS.
Attencao'
A SALSA PABBILHA DE BRISTOI. dala, dos
de 4832, e tem constantemente manlido a sua re-
pulafSo sem necessidade de recorrer a pomposos;
annuncins, de que as preparaeoes da mcrilo podem
dispensar-se. O suceesso do Dr. BRISTOI. Iem
provocado infinitas invejas, e, entre ulras, as dos
Srs. A. B. 1>. Sands, de New-Vork, preparadore-
e proprietarius da salsa parrilha couhecida pelo nos
me de Sands.
Estes sectores solWlaram a agencia de Salsa par-
DR. P. A. LOBO S
Vende-se a melhor de
noniopalhica tar O NOVO Sf
JAIIR -SI Iradnzido em |l
A. I.olio Moscozo, conleiido um 1
porlantesexplica^oes sobre a applio
dieta, etc., etc. pel traductor : I
cadcrnailos em dons '
Diccionario dos termos de medicina,
loiuia, pharmacia, ej|. pelo Dr. Mu>4
nado
Una carteira de21 medicamentos cj
eos de (incturas indispensaveis
Dila de 36........
Dra, .'e 48.......
Uma de IJOlubnscom 6 frasco* de I indura
Dita de 144 com 6 dilos .
Cada carteira he acompanhada de um e
das duas obras cima mencionadas.
Carliras de 24 tubos pequeos para ais:
beira ............
Ditas de 48 ditos.........
Tubo* avulsos de glbulos.....
Frascos de mriaoiica delinclura .
Ha lambem para vender grano
tubos de crjstal muito fino, vasio e d
maiihos.
A superioridade desleal
lodos reconhecida, e porj
N. B. Os senhores que 1
obra do J A11R, antes de |
dem mandar receber i
augmento de preco.
NO ARMAZEM Ii
E COMPAA; Rl'A Di
ha para vender o seguinte :
Oleo de linhaca em Tatas de
Champagne, marca A- C.
Oleados para mesas.
Tapetes de laa para forro desalus.
Copos e calix ce vidroordinario.
Formas de lolha de ierro, pintada
fabrica de assucar.
Ac^o de Milao sortide
Carne devacca em sal moura.
Lonas da Russia.
Lazarinas e clavinotes.
Papel de paquete, inglez.
Brim de vela, da Russia.
Cabos de linho da Russia.
Cemento de Hamburgo (not
Relogios de ouro, patente i:
Gra\a ingleza de verniz para a
Arreios para um e dous cava
cidos de prata e de latao
Chicotes e lampeOespara carro
Couros de viado de lustre para"
Caljec^adaspai-amontaria, pan
Esporas de ac prateado.; j
Vende-se o engenho Limcirinha, s|
gem doTracunhaem, com 000 bracas
uma legua de fundo, eom as obras maii
das novas, eptima moenda, com bons
com 2 carros e 4 quarlos podem o;
o que he de grande vantagem para 1
He de ptimo assncar e de boa pro
caima como de le&umes : vende-:
nheiroii vista, e o mais a pagamento confeti
poder cenvencionar : os preteiulenles drijam se ao
Jytsenhc Tamalape de Flores. .
Jos Baplitta da Fonseca Jnior, na rna
cario n. 4, primeiro andar. Iem para vender chapeos
de palha do Chili, aba estreita, e de feltro; pretos.
pantos e de cores, a preco commodo.
Na loja 11 2 da na N
vendem-se casemiras para forro de
carro. ,
Na rua Nova, loja n. 10,
Vende-se a dinheiro ii vista
Lencos de fil de linho de 3 pg|
br'ir caboco. proprios parH
vu a igreja, a .
Veos de liiilto branco, >
Ditos a .
Dilos a .
I emies ile seda liordados, a .
Hitos de papel, a 18000, 28000, 3*000 e .
tucos de seda pela, barai>
Barato.
fi loja n. 2, da rua Nova alr.i7
ilem-se
Filas para cartas de hachareis a .
Cnlletes de seda para meninos a .
Sobceeasaras de panno preto. a .
Dijas n n de cores, a I:
Casacas u |>rlo, a Ifl^H
Hilas- decores a 108000
Palitos 1) alpaca a .
Dilos merino setim de cores, a
Vendem-se camisas para hon-
n. 2, da rua
Camisas brancas com peilos de li
homem, a .
Ditas ditas com dito
Ditas de cores mui
liravalas de cansa'brancas cotn bnr
linho, a .
Colarinhos para hanr
pn.i-Ti*.stan. r. a. r.ru.- wtu.
I


Full Text
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