Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01836


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Full Text
AIMmRX. n. 54.
TERCA FEIRA 7 DE MARCO DE 1854.
Por 3 mezes atirantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
:
,

ENCAHUEGADOS -DA SUBSC.RIP<;AO\
Recife, o poprielario M. F. de Faria; Rio di? Ja-
neiro, o Sr. JooPereira Martins; Babia, o Sr. F.
Duprad ; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donea; Parahiba, o Sr. Jos Rodrigues da Cosa; Na-
tal, oSr. Joaquim Ignacio Pereira; Aracaly, o Sr.
Antonio de Lentos Braga; Ceara, o Sr. Victoriano
AugustoBorges; Maranhao, o Sr."Joaquim Marques
Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 28 1/4 a 28 3/8 d. por i00
Paris, 340 a 345 rs. por 1 f.
Lisboa, 95 porcenio. ,
Rio de Janeiro, a 2 por O/o de rebate.
Acces do banco 10 O/o do premio.
da companbia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconlo de lettras de 11 a 12 de rebate.
METAES.
Ouro. Oncas liespanholas. 2855500 a 299000
Moedas de 65400 vclhas. 1655000
dc65400 novas. 1655000
de 49000...... 955000
Prala-Patacoes brasileiros ....*. 155930
Pesos columnarios...... 155930
mexicanos...... 155800
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias lelo.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury. a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, c Natal, as quintas feiras.
PRKAMAR DE IIOJE.
Primeira s 10 horas e 54 minutos da maullan.
Segunda as 11 horas e 18 minutos da larde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas o quintasfeiras.'
Relacao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1-" vara do civel, segundase sextas ao meio dia.
2.' vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
Marco
KP1IEMERID!
6 Quarto crescente as 4 horas, 41 minu-
tos c 48 segundos da tarde.
14 Lacheia as 4 horas, "14 minutse
48 segundos da larde.
21 Quarto minguante as 3 horas 43
minnlos e 48 segundos da tarde.
28 La nova as 2. horas, 20 minutos e
48 segundos da tarde.
6 Segunda. 9s. ^
7 Terga. S. Tliomas uV
8 Quarta. ( Tmporas
9 Quinta. S. Eraneisca
J 0 Sexta. (Tmporas ) i
11 Sabbad. (Ter
12 Domingo. 2.
io cm Domin
PARTE OFFICIAL.
QOVERNO DA PROVINCIA.
EayifliM ato dU de amrco de 1854.
Olficio Ao Exm. presidente do Vari, inteirnn-
lo-o de haver expedido orfem, afim de ser enviado
para aquella provincia, no Vapor que se espera do
ral, o maco He ferro para macaco, que em conse-
cuencia da reromuiendat;ao de S. E\c. mandn a-
plar na fiimlirgo de C. Slarr & C, pela quan-
5100, conforme se v da conla que remelle,
indo que sa digne de dar suas ordens, para se-
ren pagos na incsma provincia o frele de semelhaiite
condoceSo.'e tiesta a importancia da sabredila conla.
Expediram-se as ordens de que cima se trata.
i(nAo Exm. conselheiro presidente da relacao,
communicando que o bacliarel Jnsc Ka.mundo da
Costa Menezes, partici pou acliar-se como supplenle
no exercicio da segunda vara municipal desla cidade,
iwr estar o respectivo juz exercendo o cafgo de juiz
dedireito da primeira vara crime.
Dito Ao inspector da thesouraria de fazenda,
ret'ommondaudo a expedirao de suas ordens, para
qae, vista da nota que remelle, se abram naquella
(hespuraria os assenlamenlos do tambor KuhnoJus
Igtacio queso contratou para servir no habilitan de
artimaa da guarda nacional desle municipio, pro-
videnciando ao mesmo lempo para que sejain pagos
os Vencimenlos dessa prega, a contar do primeiro de
fevereiro ultimo. comntuuicou-se ao- respectivo
eommaiu|f ule sflperior.
i Ao mesmo, inteirando-o de baver o Exm.
recital cummaudaute das armas participado,
cera no dia 18 de fevereiro iiltim > e capilao
'a linlia reformado, An'onio Manoel de
Maraes da Mesquita Pimeulel.
-Ao inspector do arsenal do marinha, re-
ntando que dispense do exercicio do aldan-
la directora ao capilao lente ta aruui-
Baptisla de Olive ira Guiotaraes, e ordene a
este que te aprsenle quaulo antes aocumnandanle
da es 9 naval tiesta provincia, fim de tonar ron -
ta tlocotnmando do brigue de guerra Culiope. F-
zeram-oe a respeitO as uecessariiis conimunicaroe*.
Ao iiiesniu, para contratar com os mestres
ibarcaroes' qua_ prximamente seguirem para
as-Alaguas e> Rio Grande do nrle a contluro da
tnciotiada na relarAo que remelle, cnteii-
senal de guerra. Nesle sentido lizeram-sc as neces-
sarias commiiiicares.
DitoAo capilao de mar e guerra, nomeado com-
naudantc da estacan naval desla provincia, dizendo
Ikar inleirado de haver Smc. entrado no exercicio
d'aquelle lugar, declarando qae deve contar, com
lodo o apoio da presidencia para o bom desempenbo
o mencionado lugar.Communicou-se a Ihcsoura-
ria de fazenda.
itoAo cornmandante do corpo de polica, in-
teirande-o de haver transmiltido a thesouraria pro-
al para ser' paga, estando nos termos legaes, a
i qae Smc. remelteu da despeza feita durante o.
me/, de fevereiro ultimo, com o sustento dos tlous
clcelas imprecados na limpeza do quartcl d'aquelle
corpo.
Dito-Ao mesmo. duende (car inleirado da fuga
e dnus presos que vinham escollados da comarca de
Santo Anlao para esta capital, por um cali e dous
oldarftx do corpo a seu mando, e declarando que de-
ve Sme. mandar proceder contra as mencionadas pri-
ras como fr de le, lim de serem punidas por seme-
liante falla. ,
DitoAo inspector da thesouraria provincial, de-
clarando que a eocnmroenda do armamento para o
servico do corpa de polica, tleve ser feila de confor-
inidade com o ofllcio, que remelle por copia do com-
inandaule d'aquelle corpo.
DitoAo mesmo, communicando que Pedro Pau-
la dos Santos, tora nomeado para o lugar vago de
continuo da assembla legislativa tiesta provincia.
Dito1Ao mesmo, para mandar entregar ao viga-
cguezia.de Garathuns, Nemezi'ode S. Joo
Gualberto, prestando elle banca idnea, o cont de
ris que pela le provincial u. 320 fo consignado pa-
ra o reparos da inalrii d'aquella freguezia, visto
nao haver iiiconveiiienle>cssa entrega.
DitoAo mesmo, dizendo que, stibjuilindo a fianza
qne presin o \ ario da freguezia de s7nM%aMla
# Malla, Joi Ildefonso Rodrigues da Silva Dulra,
ra receber a quantia qae, no anno prximo pusado,
foi consignada para a obra da matriz d'aquella fre-
guezia,. mande Smc. enlregar-lhe o cont de res,
que para o mesmo fim foi volado na le do orcamen-
DtoAo mesmo, para que, vista do pedido que
remelle, mande Smc. adianlar ao thesoureiro paga-
ja)^' dor da repartirn das obras publicas a quantia de
10:1-289000 rs. para continuarlo das obras por atlmi-
estraeao a cargo d'aquella repartirlo no correte
-Communicou-se ao respectivo tlireclor.
mesmo, inleirantlo-o de haver.de'confor-
le cun a sua iururmaro, deferido o requeri-
mento em que Manoel Cae tao le "Medeiros, arre-
matante do 17 lanro da eslratla do Pao d'Alho, pede
llie seja salisfeila a differenca qne se tleu n paga-
mento da primeira prestaran de seu contrato, a qoal
devendo ser pasa na razSo de 3|IO do valor do refe-
rido contrato, foi na da quarta parle, e recommen-
dandn que mando pagar aosnpplicantea mencionada
diflerenca.Orliciou-se nesle sentido ao director das
obras publicas,
Dilo Ao presidente da junta- qualifcadora da
freguezia to Altinho, accusaiitlo recebnia a copia
que Smc. remelteu, da qualilicacao a que se proce-
den naquella freuezia.Igual a junta qualifcadora
da freguezia de Garanhuns.
Dilo A adminislraro dos eslabelecimentcs de
caridade. Tentlo a commisso de hygiene publica
(de proceder a corlas indagantes e exame saoilario
em todos os expostos, nao s< existentes na respectiva
casa, senilo fora della, experam Vmcs. suas ordens, a
fim de quesejarn os mesmos reunidos em um dia a-
prazadu e franqueados a mesma commisso os livros
de entrada e rriais papis que forem precisos, para
que ella possa fundamentar o seu parecer.Commu-
nicoa-se ao presidente da mencionada commisso.
Dito A cmara municipal de Pao d'Alho, re-
metiendo a planta daquella villa com o projeclo de
armamento, afm de que seja olwervada as edifica-
Qoes que all houverem lugar.
Dilo A cmara municipal de Olinda^ dizendo
ue pode conceder a tcenla que pede a irmandade
de Nussa Senbora do Bom Parto, erecla naquein ci-
datle, para trasladar a iinageni.tla mesma Senbora da
igreja do Guadalupe para a dt San-Sebasliao.
Portara = Creando urna caileira de inslruccao
elementar do sexo (minino na freguezia de llamara-
c. Kizeram-se as necessarias communicares.
EXTERIOR.
h
:

FOLHgTIM.
OSITOS DELOYELACIO.(*)
(Por Aaaedeo Ackard.)
CHA VHVS10SOM1A PARISIE^SE.
autina, que os leilores viram no comego desla
historia, e que ho de encontrar nella como se en-
runlram as.de sua laia por toda a parte na grande ci-
tlade, efa lilha de mu professor, que estivera viole
anuos empregado no collcgio de um certo Mr. Va-
ron, o ra Mirmettil.
sidoro Palel castra em 1818 com Celestina Croi-
zal de Brdeos, a qual lite irouxera em tinte dous
liellos ulhoit pretos ebeios desse fogn p dessa langui-
dez parliruliires s mnlheres to Mt'o-tla, um leni-
peramenla nervoso, umaaade tlelicatla, inaos tle in-
da para l.ortlar. hbitos de ortleiu, e ntn carcter no
qual a melancola uuia-se a umita brandara.
Em 1820 Celestina deu lux urna lilha, sobre a
qual roncrnlroii-se toda a sua ternura, e que vein fl
wtr,,egando a propria expressAo do marida, o rnra-
ro de sua vida. /
Em memoria de eus esludos classcos, e iede-
rendoao goslo singular, que liuha pela historia ro-
mana, Mr. Patel deu ftllia o nome de Fauslia.
Tendo eutrado desde 1817 no collegio tle Mr. l'a-
ron, elle gandir no exercicio de suas "Jais, mas hu-
mildes funecps. orna lal iieressidade/le me(bodof|
quesuasfbnras passavam-se regularmahle comogy-
ramn das de um relogio.
reara goveruava sua vida, enolrimeiro diado
anno elle leria fcilmente delcrmiiiido anlecpada-
uienle o eropreso de lodos o ssusafjas, hora por ho-
ra, lio dia de San-Silvestre.
Empregava as cousas da vijr"intima esse melho-
do necessano aos Iraballios da ttscola. Janlava, con-
versava, lia. esludava e dorma a horas certas. Sen
carcter linha-se aflelto i moivnrouia da profissao qoe
exercia, lalvez i mus ingrata, e urna da menos re-
tribuida* do estado social, d sorle que elle nao sen-
lia ni ecimenlo della e as l-avessuras dos
mudantes, rae lurbtilenla, preguicosa, revolucio-
uaria, maliciosa e astuta, acdiavam-uo indiuereule.
na vitla vinham-lhe da
lelicidade tmida e vacil-
aflico.
lejHo da rna Miromenil,
^^BDriaslir.oe. discpulos impacinles por dnhrarem o
I lies -e agulha da
CHINA.
A rcspcilo do combate da lorc|ia porlugue-
za TritSu com os piratas cbiuczes, de que j
demos coubet-imeufo, le-se seguidle no Friend
of*Ckitui and llmigkong gazelte de' 8 de otttubro
le 1853:
tt Em o nosso numero antecctlenlc fizmos mei
tfu de tluas em bar ca; Oes de piratas, que se acha-
xamemCumsingmoon, voltando. de um tlesastroso
combate. Sabemos agora que bavia tres embarca-
t;0es, c que bouveram mais feridns alm dos que
mentiiinainos. alguus.ilos quacs se encaminharam
para Manto, oudc um tlelles apparet-cii minio quei-
niatlo, e Deudo capturado jwla polica daquella c-
tlade. rtmfessau que um junco grande liavia sido
atacado por una esquadrilha tle qualro : que um
deslcs linda xoado pelos ares com toda a sua gente,
e os uniros ha\ iam sido rechazados: ( prpvou-se que
a embarcarlo destruida pela expltisao tnha.pertcn-
rido a una esquatlrilha rapturatla pelo llermo, c
vendida aqu para o commercio ). O ovcriiatlor
Gtiitnaraes, luo que recebeo a participaco do ma-
gistrado, maniltm a lorcha de guerra pnrlusiiezn
Tritio, to coiiunantlo do lenle. Carvalho, em
busca tos Ircs vasos que se tlizia esljirem em Cum-.
singmoou. O TrilSo cliegou a esle lugar is onze
horas da noile tic sabbado: co lente Carvalho
inmediatamente se prolongou rom o junco maior,
sendo cnUto atacado com pmicllas. de polxora, e
oulios projecls oUemivos. Os piratas defeuderam-
se rom muito valor at que cedern, s descargas
regulares tle mosquelaria. I.aiit;aram-sc cntSo
amia, tleixaudo una mollar, c quatro bomens pri-
sjoncrosi Os outras \asos forain tomados sem re-
sisten! ia, e o TrilAo voltou com estas presas para
Maco, no domiug) s lez horas da manbila, eu-
vergonhantlo assiin pela sua actividade c iutrepi-
dez a uuiiierosa forra americana ancorada na baha.
I)iz-se que no primeiro ataque morreram tlcz pira-
tas; Dmente um da iripolacao porlugueza foi-fe-
rido por urna panella de plvora. 0
Sobre esle assumpto transcreve o peridico The
China. Mail de 27 de oulubro tle 1853 urna caria
que ao redactor dirigi orna pessoa' de Maco, con-
cebida oestes termos:
tt Maco, 20 de autubro de I8. Senbor. Vos
ou nao saltis, ou nto quizeslcs mcuciiiar urna
musa, que deve ser publica, e vem a sor, que um
Jos juncos lomados em Cnmsngmnou pela lorcha
porluaucza Tritio, reconheceu-sc depois ser nm
dos que forain iillimameule capturados pelo vapor
ta real marinha biiliiiuiica /Inlller, c vendido pu-
blitaiiieiile em Hongkong. Nao seria tle cedo nuii
illlcultoso tlescobrir o comprador, o qual pnder
JjjjIfta^aWiliMta^jailfcTB'slidi-nos o ftaff-
do le malvados residentes em llongkouz, que eu-
chcni os seus cofres cusa tle scus cnicitladaos, a
qucni malam c roubain no mar. Ha milito lempo
se suspeilaquea mainr parle ( scijo lodos) dos bar-
cos melhorcs dos piratas, que na colonia sao ven-
tlidos erii hasta publica, s.l'o tic novo comprados pe-
los seus ainos possuidores, .c despachados jiara
Tien-pak ; Icsorle que dentro de urna semana po-
dom iipvainentc percorrer os mares em busca de
preza. Cbainai a alentelo to vosso governador e
tln sen conselho sobre este objecto, e perguntai-
llies se a colonia se acha em tal estado da pobreza,
que ma possa fornecer um ou tlous.barcos arllha-
tlos a sua cusa, intlependcnlemcnlc ta armada,
que possam fazer o servico com zelo, e sem o in-
centivo da abominavel capilscu ? Vejo, por alguns
papis, que se petlio ao parlamento urna gratifica-
co para todos os connnaiulanles, que leem comba-'
tido contra os piratas da China, especificando os
que teem sido fertdos em tacs pelcjas ; mas he urna
compararao licni deshonrosa para elles os servicos do
pequeo Tritio, e da sua \alent tripularan porlu-
gueza, vista tos da grande esqnadra de S. M. Bri-
lannica nos mares da China. Don a minha pala-
xra, que quaudo uisto pensn, sinto-mc tao enver-
gonhadu, que leubo repugnancia em assignar-mc
Um Ingle:, a ( Diario do toctrno de Lisboa )
CORRESPONDENCIA DO DIARIO SE
PERNAMBUCO. (')
Paria 19 de Janeiro de 1864.
A queslao do Oriente por umitas vezes lem pare-
cido lornar-se tle nina queslao europea urna queslo
universal, sobretodo por causa da immensa extenso
do imperitT'russn, que toca em tantas regies diver-
sas : os negocios de Constanlinopla, os negocios da
l'ersia, a nculraldade armada dos estados do Blti-
co enchem toda a historia desla quiuzeua. A nica
esperanza que boje se possa conservar seriamente -
cerca da paz, he a esperanca que o imperatlor Nico-
lao depois de se ler por muri tenipoepresentado co-
rr,o defensor da ordem sobre o continente, bisilara a
expor o seu prestigio i continencia de um successo
tluvidoso, e reeuar ante unta conllayraco em que
as grandes potencias lomaran) parte, e cujas conse-
quencasseriam incalculaveis.
Eulre os estados europeus a Inglaterra seria a mais
activa na Inta, romo a mais interessada. Trala-sc
la sua preponderancia no Levanto, das suas inmen-
sas relariocs commerciacs na 't'urqnia e na Asia, da
sesurant;a das suas possessSes na India. Confinar com
a marinha russa no Mar Negro era j para ella um
grande poni, esperava obler anda mais da guerra
actual, obrigava a Bussa sempre prompla a se es-
tender do lado do extremo oriente, a se vollar para o
o occidente e para o norte; sao estes resultados cuja
importancia he perfeitamente comprcheuJida pelos
armadores de Liverpool, de-Glascow, assim como dos
negociaules dacosla de Londres. A Franca lem um
interesse proprio muito menos apreciavel, faz-se
quas exclusivameiile o representante desinteressado
do direito publico, lo equilibrio europeu eda civili-
saco I ni documento importante, urna circular de
M. Drouin de Luxs, ministro dos negocios estran-
geiros, fi dirigido na data de 30 de dezembro passa-
do s lega^Oes do imperador.
Esta pet-a lan;a a maior claridade sobre a forma
segando a qual be encarada pelo estado; lie recor-
dado nesla circular, que a diOercnca dos Lugares
Sanios nial aprcsejitatla ou mal comprehendida, i\c-
pois de ler excitado o alarma do gabinete de S. Pe-
tersburgo, ha sido, segundo o lestemunho do proprio
conde, regulada de urna maneira satisfactoria, que
esta dilliruldadc aplainada, agilo-se urna nova.qUc
o principeMeiischikirreclamou garanlias em favor
da munutencao los privilegiosdaigreja gregasemes-
labclecer por fado algum particular que elles tives-
sem sido violados, piando a Porta confirmava solem-
nemente asimmiioidadcs religiosas dos subditos chris-
l,ios, que a I'ranea e a Inglaterra lentaram negocia-
i;es ; durante as quaes um exercilo russo transpoz o
Prulh e invadi em plena paz litas provincias do
imperio Ollomano ; que as esquadras franceza e in-
gleza depois de lerem ancorado nos Dardanellos se
reunirm entao no.Bosphoro, que o comportamento
que prelendiam ter leve ser modificado pela even-
lualidade de Sinope, que as quatro potencias occi-
dentaes rectmbcciram enlao formalmente que a in-
tegridade territorial rundirn do equilibrio europeu;que a occupnro das
provincias Moldo-Valachias,constilue a primeira vio-
larlo nesta inlegridade, posto que M. de Nesserolde
pretende ver nesle fado urna compensarlo acerca da
nossa occupacSo marilima: he. declarado que para
ter um penhor quanto ao reslabelecimenlo da paz,
a Franca e a Inglaterra decidiram que as suas esqua-
dras enlrassem no Mar Negro, para proteger contra
a Russia o (erritorio e o pavilhao ollomano.
Por um correio de Constanlinopla linha-se rece-
bido esta nota commuuicada pelos representantes das
qualro grandes potencias Porta, e por ella apre-
sen lat a ao grande conse'.bo: Os abaixp assignados de
accordo com os lepreseolanles das outras potencias
occitlenlaes tem a honra tle fazer ronhecer Subli-
me Porta que, como os seus governos anda quercm
acreditar que.1?. -Jr^ijjfieaitor_rbjKussia mo repu-
fa o fio das negociares como rolo pela
guerra e pelo facto que se tem seguido, e deraais sa^
bentlo, segundo as proprias declararles de S. M. I.,
que.somenle deseja ver assegurar urna igaaldade per-
feila dos direilos e dasimmunidailesoutorgadas por
S. M. o Sullo e pelos seus gloriosos anlepassados s
communidades chrislaas, sugeilas Sublime Porta;
e pela,sua parle, como a Sublime Porta corresponde
a esta declararn pelo leriararo de que considera
como sendo de sua honra coulinuar a manter os refe-
mulh'er, mui procurados por causa de sua perfeicia,
permittiam ao casal viver 'decentemente ; mas com
rigorosa economa.
A vigilancia de madama Palel, c o cuidado que
ella linba com as meuores despezas manlinham a
abastanca na familia.
Mr. Palel e sua senhora eram servidos por urna
mulber.ai qual viulia pela madrugada, fazia os Ira-
balhos pcsatlos da casa o da cozinha, e retirava-se de
noile.
Celosliif concerleva a roupa branca, Iratava da fi-
lliaj e cnrlava seus vestidos e delta. Nos dias loes-
tio a miii e a lilha iam juntas respirar nos C.unpos-
Elisens, esaes campos do pobre, ou passeiar as Tu-
Iherias, sse janlim, de que a realeza fez o parque da
ridade, e de noile a menina esludava sobre osjoe-
Ibos to pai.
Essa exisencia desapercebida e mesquinha resplan-
tlecia com a alegra, que dava-lhe a prsenca e a ta-
garellce tle Fauslia.
Madama Palel lirava do olbar lmpido da lilha a
esperanca e a sai'ide.
Desde a itlade tle qualro anuos, Fauslia era nina
das mais lindas entra asmis lindas meinvs, que
t'iicliiam tle lauto alarido c de Untes risadas ti jar-
dim ilasTiilherias.
Seus raliellos raslanhos rahiam-lhe em torno do
rosto formando grandes .aniieis ; ella lev ia amula
belleza e brilhode seus olhos, a riqueza de seus den-
les, e esse rubor que d urna vida lao poderosa i al-
vura dourada da pelle.
Sempre raciosamenle vestida, posto que simples
men(e, Fauslia mais I i Reir e. delgada que um ca-
brito desenvolvia-se 'no ardor e la independencia
deswt fatgoetlos, que davam sua natnreza nervosa
e delicada urna nova forra.,
A mu nao a perdia de vista, e (triumpho adora-
vel) ouvin as oulras mais exlasiarem-se sobre as gra-
Mi '' esplendor dessa menina.
Comquanl aintla mu lenra. Fauslia comprehen-
dla ja esses triumplios e os amava, c Celestina, que
achava na fnrmn-ura e nos successos da filha a cora-
gem de supporlar as inquietatoes que dava-lhe o
pensamenlo do toturo, leixava-ii recrear-se em urna
vaidade, rujos precoces e perigosos nstinclos cjla
desenvolva sem o saber.
Fauslia crescia rodeada de excmplos nobres e de
lt;6es honestas. Madama Patel, que viva na filha,
quera fnrmar-Ihe n coraco imagem do sen ; mas
a brandara tlessa etiurarao familiar nao dissuuulava
sua ansleridatle. e militas vezes as horas em que a
agulha laboriosa segua os caprichos do bordado na
cambraia e namusselina, Fanrtina pensativa medila-
va nits bella carrusaens. que vinbm un radp das
Tullierias recehei as companheiras de seos folgaedos,
e'adiniravn-se de na ler ella lambem essas magnifi-
cas equipagens, que Un-Iraziam ;i memoria os contos
de facas, e rables caaadore com plumas para leva-
i la nos hrams, quand*s|a\a fallgada.
Laaaaai
() Moje publicamos a caria do nosso tercero cor-
respontlcnle em Paris, a qual, devendo ser Irazida
pelo vapor Olinda, em ennsequencia do desastre que
acontecen a este navio, s nos foi entregue pelo Se-
Enlretanlo, nao hesitamos publica-la, a visla
dos promenores que conten.
Os lili.
ridos direilos e inmunidades, e que est sempre
prompta a por termo a dillerenca occorrida entre os
dous imperios. As negociantes que seaeguissem sc-
riam baseadas, primeiro sobre a evacuarn mais
prompta possivel dos principados, segundo sobre a
renovac^to dos antigos tratados, terceiro sobre a rom-
muuiraro dos firmaos relativos aos privilegios ou-
torgados pela Sublime Porta a todos os subditos nao
musulmanos, commuiiirarao que feila as potencias
seria acompanhada de protestos convenientes dados a
cada urna della;, o arranjo ja feto para complelar o
accordo relativo aos Santos Lugares e aos eslabcleci-
mculos letigiosos em Jerusalem seria definitivamente
adoptado. A Porta declarava aos representantes tas
quatro potencias que est prompla a nomear um ple-
nipotenciario a estabelecer os armisticios, a negociar
sobre as bases cima enunciadas com o concurs tas
potencias, e n'uma cidade neutra sobre que; con-
cordassem. As declarares feitas pelas qualro
potencias no prembulo do tratado de 13 le
julho de 1810 seriam solemnemente confirmadas pe-
Jas mesmas potencias no juteresse da independencia
c da integridade do imperio ollomano, e o do concer-
t europeu. E a Sublime Porta pela sua parle decla-
rava no mesmo interesse a lrme resoluto em que es-
lava de desenvolver m.iis eflicazmente c seu syslema
administrativo e a administrarlo interior, que deve-
riam salisfazer as necessidades e a justa espectativa
dos seus subditos de todas as classes.
Pera, 12 de dezembro de 1853, RedclilTe, B. d
Hilliers, L. de Wildem Bruck de Bruck.
A Porta por muito lempo se obstinara a exigir a
substituirn dos tratados anteriores por um Iralado as-
sisuado pelas grandes potencias:' um despacjto de
Constanlinopla cm dala'de .'II de dezembro annun-
cia que o divn adherio a todas as proposiroes da
conferencia le Vicua, com estas nicas modifica-
ces: primeiro em lugar la inmediata evacuacao dos
principados, dever-se-ha ler : dentro los quiize ou
viutddias depois da aceitarn da Russia ; segundo a
renovarlo dos tratados lera lugar, referindo-se sim-
plesmente inlegridade e independencia la Tur-
qua ; terceiro a Porta melhorar o seu systema ad-
ministrativo s e espontneamente.
A 2 tle Janeiro as esquadras combinadas anda se
achavam no Bosplinro, ron Iam :l navios; francezes
8 navios de linha, 10 vapores e 8 fragatas a vela ; in-
glezesO navios de linha, II vapores e 1 fragata a ve-
la, e a cada instante se esperam 2 navios Lidur e
i0\taldo. Quando as ordens para enlrar no Mar
Negrochegarnm aos almirantes cstavam acompaitha-
das de inslrucces, que tliziamque seria sement de-
pois da rcsposla da Russia ao ultimtum redigido pe-
la Porta Oltomana de accordo com os represenlanles
das grandes potencias, que se deveria tomar tuna re-
soluto. Se a respostada Russia tosse negativa, podc-
riam entrar no Mar Negro, sem esperar novas ins-
trucces.de Londres e de Paris. Os despachos lele-
graphicos annunciam todava que a 3 de Janeiro,
sem que a rcsposla do czar fosse dada, os almirantes
llamcliii e Dundas entraran! no Mar Negro frente
das suas esquadras, fazendo notificar ao commandan-
te militar de Sebastopol qne a entrada das esquadras
Uvera lugar somenle para prevenir um novo conflic-
to entre os Torcos e os Russos.
No cntanto os combates de postos avancados lem
continuado as provincias Moldo Va|achias. Rece-
beu-se de Bruckaresl a noticia seguinte, que cm a
noile de 3 para 4 de Janeiro ebegara ao quarlel ge-
neral russo o boato da chegada de um esqoadrao tur-
co, esplorando Czelan, aldeia situada na estrada de
Krapvva, oceupada por um balalhao de infantaria
russa. Os postos avancados foram repelllos, mas o
balalhao avanrou.e fez recuar o esquadrn turco de-
pois de Ihe ler morto alguns bomens e feilo algous
prisioneirus, entre os quaes se enconlra ebefe do es-
qoadrao. O rumor publico transforraou esta escara-
muza n'uma balalha. O parque de arlilharia junto
de Giurgev.0 se compoe de 100 peras. Desde t0 de
desembrolla 10,001) bomens do corpo tle Oslen Sac-
ken na VaUchia ; em Bessarabia se espera urna nova
concentrasSo de tropas.Perto 'de Kremansoff e
Charron se fazem preparativos para o eslabeleci-
mento de drAis acampamentos de cavallaria, cada
um se compora de 10,000 homens. Os Irabalbos de
inlrincheiramento junto de Bucharesl continuam na
dirccraotle norlc ao sul: duas companhias de Sapa-
tlores chegaram para esle fim de Giargexv a Bu-
charesl. Um recouhecimenlo dos Rossos leve lugar
deijn^lfie,^ remt>jila,iao"* Danubio para
itilriicheiramenlqs levantados pelos Turcos foram
destruidos, lira reconhecimenlo anlogo lev lugar
de Giurgcwo, dcscendo o rio ; os postos turcos da
margem nao tem sido atacados.
Soubc-se que urna victoria fura ganha pelos 'Tur-
cos defronte de Kalafal. A (i de Janeiro urna tliviso
oltomana de 15,000 bomeus, com 15 pe^as de arli-
lharia alacou a praca de Ctate, e triumphou depois
de ler causado ao inimigo urna perda de i2,500 bo-
mens. Um reforjo de 18,000 Russos que vieran de
Karakal, fui Abrigado a relrorcder com umtr-perda
de 5 bomens. A 7 o combale se renovou com furor
sem vantagem decidida de parle a parle ; a 8 pela
nianhaa o combale lornou a comcear e as coosequen-
cias do dia foram graves para, as duas parles; enlre-
Muilas vezes, quando ella linha sele ou oito annos,
algumas mantillas viuham com suas aias casa de
sua 11 ri i encommendar Irabalhos de agulha, e j sem
saber porque, Faustina sentia-se bumilhada pela
sua prcsenni.
Em vez de correr a ellas como fazia debaixo dos
castanheiros dojardm, escoudia-se atrs das rani-
nas, fugia para o interior da casa, e tardava a vir
confusa e envergnnhada. qoaudo a mSi a rhamax a.
Aos dez annos aconleceu-lhe ntuilas vezes deixar
repentinamente os folguedos, dos quaes sua viveza
a fazia directora, para lanrar-se toda cborosa nos
bracos da mli.
Madama Palel esforrava-se por consola-la ; mas
como poderia ella adevi'iihar que o pezar da lilha vi-
nha de suas companheiras lerem vestidos de seda, ao
pa-so que ella so linha um vestido de merino"!
Na iilade de quiuze annos, Fauslia esvelta, delga-
da e airosa, como urna palmeira nova, offerecia o
mais bello lypt dessas nalurezas elegantes e delica-
das, enjos modelos os artistas proruram em Arles,
em Moiilpellier, em Tolnta e Brdeos.
A grara do p, a finura dos pulsos, a-delicadeza
das man-, as oudularoes ta cintura, a snav'ulade tos
moriinenlos, Indo nella linha um carcter le dislur-
t;ao, qne revelava-e tanto no repouso como na aeran.
I'aim um vestido simples de 15a. um chale de lar-
laa, um chapeo que valia bemoilo francos, nina gol-
la e urnas tnangaiuhas de panninho, le-la-liiam f-
cilmente tomado por urna fidalga, a qnem os desas-
tres de urna revolucio obrigavam a trajar como Urna
moca de luja.
Todava Fauslia nao linha urna formosura perfei-
la. Sua bocea era um tanto grande, eus heirns care-
ciam de hrilho, suas sobrancelbas nao formavam es-
sa curva classica, que os polas do imperio compara-
vam spmpre ao arco do Amor; direilas e firmes, gu-
ilas e movis, ellas davarR-lhe urna ceda dureza
fronte, a qual era pequea como a da estatuaria an-'
liga; mas Fauslia lirava sua belleza da expresso da
physionomia, da dislncco de sua pessoa, c essa r-
rcsislivel harmona das formas, que he a msica do
corpo.
Fauslia eslava quasi sempre pensalva e recolh-
da; amadurecida pelos conselbos da mi, a qual fa-
zia-lhe ver sua pobreza para anima-la no trahalho,
ella perder cedo a alegra da mocidade; mas esse si-
lencio e essa gravidade, que madama Palel (omava
pela resignaran de urna alma, que submetle-se d-
cilmente s necessidades da vida, eram a espera fe-
bril e a colera muda de urna nalureza inflexivel,
que procuravam ahora ea oceasiSo de rebenlar.
Fauslia sentia-se aperlada ero sua pobreza como em
urna mortalha.
Depois dos passeios quolidianos. que o faziam ir da
ra Miromenil ao collegio Bourbon, e do collegio
Rourbon ra Miromenil, quando Mr. Palel volla-
va para o modesto apjbenlo, que sua familia oceupa-
va no quarto andar de urna casa vellta da rna Verle,
tanto os Russos foram obrigados a relirar-se para
Malzadcy nos arredores de Krajowa, abandonando 4
pecas de arlilharia. Segundo os seus proprios bole-
lins, IrVeram elles 1,000 homens morios e 1,000 fe-
ridos. A 10 os Torcos cntraram em Kalafal. A 13,
primeiro dia do anno russo, deviam alacar Kalafal;
masOmer Pacha lornou o partido de preceder o ini-
migo. Os Turcos eram commandados por Selim
Pacha.
O principe* Gorlscbakoff mandn vir reforeps do
interior da Russia ; ocorpod'Oslen Sackn a vanea
por meio dogelo ; as forras russas na Pequea Vata-
chia avanram sobre as columnas turcas: o rorpu
que opera contra Kalafal era calculado em -2-2,000 ho-
mens ; o segundo marcha por Karakal, e o terceiro
ao longo de Alnta. O movmento dos camponezes
na Pequea ValacJiia pode ser considerado como
concluido.
Ao nntle, os estado, to Bltico, sem deixar de se
preoecuparem lamben) das eventualidades possiveis,
para conservar as suas relacOes amigaveis com todas as
potencias com que eslao em paz, se propozeram a ob-
servar urna estricta neutralidatle, absteutlo-se de
qualquer medida siisceplivel dp ser considerada como
favoravel directa ou indireclamenle a urna ou a ou-
tradas parles contendoras; lencionam acolber sem
dislincrao em seus podos os navios de commercio ou
de guerra dcslasparles ; urna declarante, formal des-
las inteitces foi dirigida em termos idnticos aos re-
presentantes junto dos diversos gabinetes da Europa.
Para fazer respeitar esla neutralidatle fazem-se nesle
momento preparativos nos podos da Noruega quanlo
ao armairicnto de urna esqnadra que na primavera
entrara no Bltico, lista esqnadra se compora tic \
fragatas, 5 crvelas e 8 brigues ; pela sua parle a
Suecia nao licar alraz, e tomar as medidas neces-
sarias para delender e fazer respeitar a sua ueulrali-
dade. As cortes do norte, ao tomaron esta delibe-
rarlo,deram a mellior resposla noticia de nma len-
latfva da Russia para obler que fochassem em caso de
guerra os seus porlos aos navios inglezes francezes.
O czar ver que nesta circumstancia elle nao pode
conlar com urna allianra daquelle lado, e que encon-
trada enrgica resistencia s suas violencias; prtan-
lo os reinos scaudinavos longe deseavassalarem
Russia, fazem do Bltico um mar livre e abedo tan-
to em lempo de paz como de guerra. *
Em um ponto opposto, no imperio ollomano, em
Belgrade, o principe Alexaodre de Servia recebeu da
Porta o protesto le qae no ciso em que elle lomasse
um comportamento favoravel aouliao, a heredita-
rirdade do'scn Ululo seria concedida e garantida.
Es-aquio v-tese.esrrevo de Belgrade: aguarda-pe
com impaciencia dous firmaos do Grao Senbor que
devem cliegar de Cansaulinopla, n'um (lestes dous
firmaos dizcm que a relaeao que existe actualmente
entre a Servia e a Russia esla supprimida, o sultn
declara que adtervia j nao lem necessitlade do pro-
tectorado da Russia, visto que S. M. confirma nn ou-
Iro firman lodasas libctdadesda Seryia ; quanto ao
primeiro firman todas as convenees fritas at boje
com a Russia sao ainiullatlas.c os Servios para o fu-
turo devero considerar o sultn como seu s o uni-
coSuzerann. No segundo firman o sulliiu confirma
lodos os privilegios concedidos al hoje ao novo da
Servia, o firman enumera-os; urna assemblra do no-
vo deve ter lugar em Kraguscwatz.
N'oulra exlrcmidade do imperio russo, a l'ersia
lambem se oceupa da grande cnnlenda : est para
passar-se para o lado do czar. Quasi que nao he du-
vidoso que esle teiiha prodigalisado amearas e pro-
messasaoSha, todava o orgulho lem sido o mais po-
deroso aguilillo. Todas as nolicias que se recebein
annunciam que se v3o formar i exercilos ; o primei-
ro que se deve compor de 35 ou 40,000 homens ser
collocado sob as ordens de Sirdavalzaz Rouli Kham,
general em ebefe do exercilo do Cha, se dirige contra
Erzeroum ; o segundo de 20,000 homens sob as or-
dens chele da guarda do Cha, marchar contra Bag-
dad ; o Terceiro de 8,000 homens sob as ordens
de Sirdar Nassir Khan ser enviado para Kho-
rassan ; o quarto de 6,000 homens commandados por
Khau Bula Khan governador actual le Yezd c Kir-
man, ser enviado nadirecrao de Bender Bonshire
no Golfo prsico. A excepnio de Alia Khan, os ofii-
ciaes rima Humeados nao lem repAaro de habilida-
de, e olliciaes russos serao addidos a cada exercil
fomarao os olliciaes indigiuas '^Sji -ffrtftTT" (
preparativos da gaerra lem rrffladocomplelamen-
s Iransac^oes commerej^res.
'irtlMaBlaS^iaWSS, eis'-aqui o resumo das ope-
raSesquc livcram lugar na Asia depois da abertu-
ra da canipanha c da silua;ao actual das partes bel-
igerantes : os Turcos liuliara quatro corpos de ata-
que, um era Balloun, o oulro em Ardagau, o lerceiro
em Kars, o quarto em Bayazid. O primeiro se di-
rigi de llaltouu sobre a fortaleza S^ Nicolao que
sorpreudeu. Posto que a |Hissede S. Nicolao pelos
Turcos nao lo iba grande importancia, cointudo os
Kussos lem feilo tentativas mui .serias para rehaver
este forte. A segunda columna turca sabida de
Ardagau, marchara sobre Akal-Tsichee bloqueara
esla fortaleza defendida pelo coronel Kowolenskv,
he imilla osla columna que marchou o general
AndronikolT. A victoria que gauhou acabou com o
bloqueiode Akal-Tsicbe, dispersou a columna, tur-
ca e lornou iripossivel.qualquer ataque daquelle
lado. O lerceiro corpo commandado pelo Seraskier
Abdi Pacha em pessoa se dirigir de Kars sobre
Gunri (Alcxandrople), como a sua vanguarda se
appr/iximassc leste ultimo ponto/o prncipe Bebu-
toll'alarou-a e lia leu-a ; depois, passando \rpalehii,
marchou sobre a columna do proprio Scrasckier,
que adcsbaralou completamente^ Se esla victoria
decisiva aintla nao operou a queda de Kan, he
porque o principe Bebuloff nao linha arlilharia
tonisigo. Resla a columna Payazid ; se he verda-
de que lambem tem operado manobras offensivas,
se pode a chai rom promet itla. poj-que rebida le
frente pelo Icslaramentn russo que Ihe he opposto,
ter a sua retirada cortada pelo priucpe BebuloQ.
que livre dos scus movimentos depois da retirada
to Seraskier, se dirigi para aquello lado.
Noliciaschegadas le Tifers por va de Odcssa an-
nunriuram que o exercilo turco eslava em plena
tlissolurap e que depois los dous reconlros de Akal-
Tsicbe e de Basrk Kadyk har as tribus musulmanas
cirrnmvizinhas, particularmente os Sandynks de
Posthafi", Tscbiltler c d'Ardagau se deram pressa em
fazer a sua submissao aos Russos; Seguudo' o ul-
timo rellorio do principe Bcbulall, a perda to
exercilo torco monla a l,O honiens, inclusive
morios feridos e fugitivos ; acresceula-se que como
depola do seu desbarato, Abdi Pacha se relirra,
Reiss Achract Pacha loinoii o ominando do resto
das tropas.
Na batalha de Basch Kadyk liara. Vely Pacha
commaudava a ala esquerda, e Ibrahim Pacha a
direita, este cahio sobre o campo de batalha.
Escrevcm de S. Petersbarg ao Monileur Wur-
temberg, que o imperador regeilara da maneira
mais positiva qualquer mediaran estrangeira, qne
elle tralou rom a Porta s, piel endeudo exigir ape-
nas o que lem tlircilo a exigir, que se a Turqua
quizer mandar um pleuipolcnriario ao quartcl ge-
neral em Bucharesl, o principe Gorischakoff rece-
lieu as inslrucces necessarias para encelar as nego-
cia;es.
Todava os preparativos da guerra sempre vilo
continuando cm larga escala, ao passo que M. de
Neeselrode est preparando urna circular para as
chanceflarias russas da Europa, afim de fazer conhe-
cer a iufencao em que est o czar de proseguir na
guerra at que a Turqua consnta em enlender-se
tlirecla e nicamente com elfc;
Hespanha. A rainba Isabel II deu luz com
felicidade a 5 de Janeiro urna princeza, mas a nova
infanta leve apenas algumas horas- tle existencia,
e foi repousar lebaixo das sombras abobadas to pan-
Ihcon do Escurial, c as ceremonias religiosas depois
do parlo la rainba s liveram lugar depois da con-
lu<;ao do corpo da princeza___Varios projeclos tle
le devem ser subinellidos a osla soberana, assim
que a sua saude lhc permitlir oceupar-se rom s
negocios pblicos. Citam-se particularmente os
projeclos relativos liberdade'da mprensa, lei
sorprenda muilas vezes a filha assenlada no canto da
janclla, leudo o rosto pregado na vidraea eas niaos
minutis sobre osjoelbos.
O pai ebegava-se a ella, e inclinandn-se, beijava-a
(ernamenle na fronte. Esse beljo era como urna ben-
;,io dada ao trabalho de Fauslia.
Larga a agulha, e vai descansar, dizia-lhe o
pai.
Mas bavia j muilo lempo que Fauslia, tendo os
olhos fitos nocen cinzenlo e os ledosociosos, nuvia
0 ruido lonvtinquo das rarruagens, que rotlavam no
bairro tle Sainl-llouor.
A prolccaode Mr. Faron fez enlrar Fauslia na
qualidade de professora adjuncla em um collegio da
passagem Sandri, no qoal as familias ricas do bair-
ro raaudavan ensinar suas fallas.
Faustina tinlia enlao tlezeseis annos.
A primeira noile passada nesses claustres, que a
civilisarao moderna abre s mocas pobres e inlelli-
genles, Fauslia passou-a chorando.
No dia seaiiinle ella apparecru as aulasiranquil-
la e seria ; mas un fogo interior devorava-llte a al-
ma, a qual pareca desde o iiasc'imeiilo desbeidada
dos prazerea tt que maisaspirava.
O collegio da passagem Sandri era um Brande
edificio rumposlo le conBlrur;cs irregulares, s
quaes rouniam-se muitos pavilhfies separadas entre
si por mil pateo calcado, e assomhrado puf las ou
1 res acacias.
As adjuuctas e as alumnas eslavam alojadas no
edificio principal, atrs to qual liavia um vasto jar-
dim plantado de tilias e de castanheiros. O pavi-
Ihi'tes seryiam le aposento s mulheres viuvas ou
solleiras losas, que punham-se .lebaixo da proleccao
auslcra de urna casa tle educara.
Esa attsleridade nao era lao rigorosa, que nao
Ihes permitlisse.receber em seus quartos todas as vi-
sitas que vnham-lhes dos qualro cantos dac|idade.
Algturias tlefltre ellas eram anda moras, muilas
eranr*Tionlas, a nitr parle litiham pianos, helios
mancebos iam visila-las a todas as horas lo iba, e
aconteca muilas vezes orgauisarem-se de improviso
conferios seguidos de dansas
O esplendor das sociedades, que persegua a ad-
juncla al na solido, e na noile de sua vida, lorna-
vam-lhc mais amargos a pobreza e o abandono.
Sua alma iitcessanleineule magoada pelo aspecto
de um luxo e tle prazeres, que nao poda alcansar,
voltava-se sobre si mesma, e adquira assim no silencio
urna forja prodigiosa de dissimulacpo, que arruina-
va sordamente os nstinclos do bem, que Celestina
quizera semear no coraco da filha.
Entre as alumnas collocadwdetllxo da vigilancia
especial do Fanstina, muilas perlenciam a familias
de banqueiros e le iiegocianles daChausse d'An-
ln ; ellas iam em carruagens ifo sabbado larde pa-
ra a casa paterna, e vnltavam na segunda-feirtide
manh'ja (razetido descriprives de festas, de vest
r
de enfeiles, que faziam cahir a adjuncla em profun-
das e acerbas medilatjes.
Muilas dessas alumnas (inham reconhecido em
Faustina sua anliga corapanheira do jardim das Tu-
Iherias, e.esses reconhecimentos, que Fauslia evi-
lava, cque madama Pelel procurava esperando dar
filha protecroes uteis, eram a fonle copiosa de Ini-
milbacoes secrelas, que faziam-ua tanto mais soffrer,
porque nao poda confcssa-las. Ella linha o corarlo
lacerado de piradas tle alfineles.
Essas humadas, mas tulliros funcres do ensillo,
que tocam por lanos lados na carida'de. e que ex-
gem lana resignaran intelligenle e branda, quanlo
appri.xitnam-se tlu sacerdocio, linliam para Fauslia
um carcter de baixeza edeservidSo, que torna va-
as "cada dia mais odiosas. Sua vaidade verta sancuo
por lodos os poros, e assim como o conslrangimento
Ihe ensinra a issimulacao, o soflrimenlo ensinou-
Ihe o odio.
Fazia j mais de um anno que Faustina entrara no
collegio da pa'sagon Sandri, quando um enrontro
ilplerniinoiiii eiplosaddeSM incendio, que desde lan-
o lenipciabraza va-i be sunlaitienti- o rnrarau.
AcorflFeu o que aconteca tantas vezes no lempo
dos convenios das grades de ferro e los locutorios,
urna dessas historias, le que eslao eneros ns roman-
ces do secuto dezoilo.
lima las alum-.ias do collegio, maula de Guade-
lupe. enviada a Pars para casa de urna Jia, afim He
ser educada, linha um innSo que ia'*ve-la frequente-
menle.
Esse irmao que chamava-se Mauricio, era bem pa-
recido, espirituoso e cheio dessa ardor misturado de
indolencia que .os rrioulos respiran) cum o ar natal.
Elle vin Faustina no quarto da irmla, multiplicou
suas visitas, e nao tartlou a amara linda adjunta.
. Fausliua percebeu isso; mas coniprimiiitlo os im-
pulsos tle sua mocidade e de sua vaidade lisougeada,
lirou paluda, pensativa e soberha como essa estatua
tic l'elynmia, a qual parece rodeatla dos veos da me-
lancola.
Essa itidilTerenra magnifica iirilu. o crioulo, o
qual falln, inslot e supplicnu. Faustina dava-lhe
eulfevislas que duravam poucos minutos, o lempo de
tutlo ouvir e tle nada prometler; ms quando seus
sentidos rommovam-se, ella fueia deixandover urna
jierlurbaru, que ao menos fazia esperar ludo.
A adjunta nao hesita va; smenle calculava a hora
e occaslao de sua queda.
Essa hora chesou emfim, euma noile Faustina sa-
bio do collegio da passagem Sandri para nao vollar
mais. Ella sahio tranquilla e resoluta sem levar de
sen pequeo enxnval senSo o veslitlo que linha no
corpo, e dirigio-sc para a casa de Mauricio.
_ O camarilla docrioulorepresentoii-lhe que nao ba-
via ningurm em casa; mas ella responden :
Pois beq! esperarei.
Finlrou e assenlou-se.
cleiloial, e ao rgimen municipal.
Portugal.El-rei regente foi s cortes acompa-
ohado lo joven rei e do ufante D. Luiz, a 2 de Ja-
neiro, c abri a sessao por um discurso aos prese
dcpulados pndiiguezes acorra da siiiiacao do paste
Commercio. lima grande queslao que preoccopa
vivamente tres grandes fabricas de Flandres, d Nor-
mandia edo Centro acaba de obter a mais feliz solu-
?ao. No momento mesmo em que a luta era mais
ardenle entre os partidarios da liberdade do com-
mercio, e os da protecclo, em que de ambas as
.se aguardava, nao sem alguma apprehensao, urna
risaoque os amigos mui exclusivos ta urolecca
sideravam como devendo descarregar um g jpe /_
neslo em as uossas fabricas,- urna medida saj5a e mo_
derada Salisfez a toda a gente.
lima ordemnea de 8 de feverc: 7\S
que os productos d'frica, d'A j^mer(ca qae M
viessem armazenar nos portTyif^^,,^ D0 .,,.
diamseradmitlidosem 1\|(^ para 0 consumo, e
nao seriam recebidos senij.para 0 deposito e para a
reexportarlo. Por este flo ^perava-se animar os
armadores francezes a ojfpedir oi MUS navJ09 p,ra og
paizes productores de liramar, aGm de conduzirem
para ahi os product^ranteie, e de l trazerer as
materias prhms^, 0} resultados foram oppostos
a esla inlenc-jj,lml [,oa em s mesma. Se o commer-
o do aJjQuao bruto que vem dos Estados-Unidos se
uasi entrar para Inda a Franca pelo podo do
Havre; as rcmessas chegadas excedem em valores a
100 milbes de Trancse em peso a 57 kilogrommas
anuuaes; ora os'navios francezes que se presuma
deverem lomar a maior parte desla tarifa, abandoqa-
ram-na completamente navegacao estrangeira. Em
virtude do decreto de 28 de dezembro d 1853, as
mercaduras dos depsitos inglezes poderlo entrar no
mercado do Havre; e haver nm oivelamenlo natu-
ral ntreos preros correntes dos dous paizes. Os
nussos manufacturemos n3o serao exposlos a soffrer
a alca do mercaderes inglezes, assim como nio sof-
frem no estado actual, obiem desf arle una salisfa-
SSo sem que de seu lado os consignatarios do Havre
se possam queixar, pois que lerlo ao mesmo lempo a
faculdade de receber os ulgodOes da America, segan-
do os seas inleresses Ibes indicassem que deviam
operar.
Theatro.Aquinzena dramtica n3o conloueven-
lualidade alguma verdaderamente theatral, mas
apenas algumas okfl^^H
remos entre oulras o Rotimi
comedia representada do Ifc
dor de Veneza, drama d
sentada no Ambig, e la
li de' Len Gozlaav, repre-
dexilte.
Romulus.No eculo
senlo allemao, o professor Wol
tle Leibnitz, perpetaroenle pr
na preexistente, o dontorCele
servt-o dos astros, vivem juntos se:
treita amizade: urna mora Martha, irmla
Cclestus, serve de mai a
Mas no momento que se
desconhecida, alguem depoe
urna cesta, urna crianca '
hesitar um instante aceita o
e os dous sabios depois de
si, conrordam em dar ao
I us. A calumnia pela bocea i
mui estpido e mui enfatuado 1
acha que a crenca tem outras I
quelles que Ihe allribae o
seus pais de arJopt;9<), e I
pesa a responsabilidad
lido Martha por cmplice
mascarada; mas resta della i
de felicidade para Wolf, qui
casio, que leria sido incapaz
c.onhecer no seo coraepoura ni
nao dovidava, para com
smenlo de Martha e del
meio de fazer calar a
necessidade para dous
dignos Om do oulro.O ai
fbula todas as graras do aa
do seu dialogu, e consesj^^^B
O Mercador de Veneza
kespeare, apenas a peca represes!
sido inspirada pela obra pt
ri Lae; no prologo, o jadei
sua casa por doosfidalg
intrataveis, os espanca,
guices do barrigel. Sal
negocios, de volla eucontra o lili*
didos, e quando pede Justina, he pr)
t dos dous lidalgos.
Viule anuos se passam, a toja do
visitada por dous jovers e
reuissima repblica, Honorio
cortezaa Imperia, Andronie s|
ca,' o apaixomadn loucc
Doge. Anobreza venezi
enlregouaos Judeos, para
exhausta de dinheiro :
acha de po'sse do colla* ,
de sua mai, Andronie'
costo, al snbscreve/nijp
ma, que na falla
m
arrancar-lbe unja |bra A
leva o collar l
be-lo daquej
uunciar
na,
na
Pela meia-noile o crioulo chegou, e ao v-la den
um grito de sorpreza.
Yoss me ama* disse-lhe ella; senlo ama-me
como quero ser amada, diga urna palana, qae me
rerarei.
Faustina eslava mais paluda que o inarmore, seus
olhos hrilbaxam, c pareciam tancar chammas; a
entorilo que ella au procurava mais dominar, aug-
mcnlava-lbe a belleza, a audacia de seu passo, o qual
podia-se lomar pelo irresistivel arrebatamento do
amor combatido de balde, as seduccoes infinitas de
sua mocidade, de sua grara. de seu porte, no qual o
abandono e os rogos misluram-se com a cunliaura,
ludo fascinou o crioulo.
Elle estendeu os bracos como se faz a um idolo, e
cabio aos ps de Fauslia.
Una alegra immensa fez estremecer o corac,ao da
mura, ella nao lembrou-se um instanle da mai, rom-
peu com seu passado honesto e laborioso, laucou os
olhos para o futuro. ..
Sua imprudencia deu-lhe o poder d urna s vez.
Fauslia linha o preseiiliiueiitn tle sua forra, e sot-
liiulo-se amada do joven crioulo era Inda a' vioteula
acceprn tU palavra, esperuu lutln da circiimslanria
e de sua balnlidade.
Ouantlo Faustina lornou.essa ienivel resolucps o
pobre prefessor era morto, e madama Pelel retirada
as aguas furlailas de urna casa trabalho de suas maos e de urna pequea pensao que
Mr. Faron dava-lhe em lemhrauca dos servidos do
marido.
Desde que se separara da filha, Celestina definhva
lentamente de dia em dia, posto que todos os dias,
apezar ta diskuici.i^fosse ve-la na passagem Sandri.
No dia seeuinte a noile fatal da sabida de Fausti-
na, quando madama Patel soube da fgida da filha,
rabio no chao como mora.
Transportada para o quarto da diredoria do colle-
gio, quem lamanha lesgraca inspirava urna pieda-
de profunda, ella naorecobrou os seulidosseiino
le e qualro horas depois.
lu hilhete de Faustina chegoli, o qoal Iranquilli-
sava-a ao menos sobre sna vida, e madama Palel re-
tiramio-se, voltou para seu aposento muda e i
uatla; mas com essa resignacao que leva* sepul;
Faustina, porm, nao leutuu nada para loma-la a
ver; puis bem sabia que sua mli Ihe rogara que re-
nunciasse a vida que adoptara, e eslava revolvida a
nao abandona-la nunca.
Ao cabo de seis mezes Faustina era ainda a aman-
te de Mauricio, e tivia no coraco desee luxo, com
que.no collegio cevava sua imaginacao.
#s prenles rio ,-rionlo tintiarh-lbe escriplo, avisa-
dos peloaeu corresptHidedle, rhamando-o a Guadelu-
jie; mas elle acenda o charuto com a caria.
Tinham-Ihe recusado esaes subsidio que maniera
a guerra e o amor; mas elle assignira ledras de
iliio.
ama.
s larde Andr
patricia sem lu.
uobre hroe.Entretanto efe.
so he inflexivel, I
grento sacrificio, a faca he le
n de Andronie, quaodu de
ga : encontrou Arnheim, ronbadoi
lock. Elle soube a verdade, Andronie I-
Judeo. A esla noticia o uzuraro cor
lilho que elle chorara por espacp ,1
mas se elle o reconhecesse, a felic
bo se anniquilleria, nao casar.:
a lerna e proba Genevra ; Shylock -
bandonando aa riquezas por
ver de longe a bella patricia ;
braros de Andronie. Es
esta dedicarlo paternal,
emocslo, obteve por muilu lemj
amplio.
/.ouisc de Xautcuit. Fi
bre por um (dalgo, chamado Uei
ville que a cerca com o laxo a>
cubicado ; Louiso de Nauteoil i
gum em viver cusa d
ville, quando urna amiga II
do mundo ella he urna r
la qoer romper com Her
M. Gastn, natural da l.oq
melanclico avenlureiro, qu
mas recordares, como nmaT
ella diz a Uerique : Volic. Naa
de Sommerville ordeua-lbe so
que case com Elisa de Sotu
que realise o sonho de duas fas
sobre urna scabece, dignidade*.
e milhes ; Henrique ol
[iromelle ao pai residir em II
ment de Louise de Nauteoil; mas
sua antiga amante, he elle que se encarr
sa-la, tlota-la, e propoe o diiiheiro
seu amigo Gaslon da I.omb.
que se apartar logo depois do

Se Fauslia estivera privada de ludo, agora abu-
saVa de ludo.
Sabia qtie a familia de Mauricio era enormemente
rica, e va no lim de sen romance um casamento, o
qual enlao desejava smente pela riqueza que
asseguraria.
Urna noile voltando do baile mascarado da opera,
o porleiro do crioulo entregan -Ihe urna carta, cajo
sobre-escripto a fez empallidecer, nao obstante ser j
impassivel.
Sem mudar detraje, ella l'
e fez -se cotiduzir sziqha-a^^^H
mai.
leve azas para subir a escada que leva>
andar, empurrou a porta, e eoberta .
min cahio no leilo de madapi,
A mai tooMU-a nos b
seda prela para ver melhor a li
Ihe dera tanto prazer; beijou-a e
corados e j resfriados pela proximm
arlioit em sua agona lagrimas para di
Coilada.' ella nao leve urna palavt
de reprehensti; sua uljima hora foi
nico foco queaquerera-lhea vida ;
jos e us solutos Iransbortlavant de seu
DepoU'sentindo-se alacada pela modi
lilha sobre o seioj fro, heiji
eoou-a com urna vpj que nao et
Esse soprupasso, e I
Ella velo|floda a noile junlt
e com os olhos'flios nesse cada
com seu leite, e factura com seu ai
Ella nlocortou urna ti
braaauecidos, mais pelo soln
conoemnando-se a nao po-.
mai, arctisandu-se nafeon-
sombra e iuaccessivel ao arrepr
Ooaudo amanheceu, I
rou ) corpo da ml pela prim
envolla no domin. No momq
ella lanrou um ultimo olbar i
repousava sua mai tria e intei
l'iedosa! honesta 1 dedicada!.
Quando Mauricio lornou a v-la.
expressSo ajerrivel e triste de seu
Acabo de perder a nica t
va, diiie ella ; se raorreres ou i
rei maS nada
Fanstina mandn enterrar madama Palel decente-^-';
mente ; mas sem fausto para mo insultar sua me-
moria, e comproa para seus despojos urna sepnb
perpetua no c i padre Lachaise.
li ma pedra de marmore. sobre a qual um escultor
gravara o nome de Celestina, cobrio a sepultura, e
Faustina depois de aConipanhar a'mSi al a nli
morada n.lu visilou-lhe mais o Inmuto. Ella l
muil consciencia de ma indienttlade para pisar i
ierra honesta c abenroda. Continunr-te-ha.


i

pmeiW
rleWiirodup?adol-
^^B| '-mou I.ouisc, pedio-a coro
lianea, urna mora que o ido-
es, dehando-lbe um fllho, o
pequeo Luidji. Gastn ama de novosuamalher,
pe resolver-se a viver tange della; o amante
nlraro era cesa de Umita ; ubi
fc lo- o he ferido; cinco me-
elanuod-. imperiosamente a ese-
np quer roata-ln,
esarmado por sua mnlher qae declara iH. dej
Sommervills que ama seu marido, sem embarga das
nado tidalgo, e ambos te
vio consagrar a telicidade do pequeo l.oidi. Este
dado escandaloso nao pode excitar inleresse, salva-
se por am fcnnieuso talento de-cxecucSo. Sao Irum-
. pbos lameulaveis que falsiliran osdesliuos dobcllo
o da verdad.
A/miea.Ellzabeth", opera de DunUetl,-represen-
tad no ihealrn lyrico, depois de ler dormido do/e
anuos, tem bellezas de primeira orden; O efleilo da
primeira representarlo lia sido immens*, e o talento
admiravel e sublime do maestro obleve inda um
triumpho postliumo dos mais bullanles. O Librillo
lie tirado da encantadora novella de M. Xavier de
Maislre, onde nina joven Siberiana fax urna tonga e
piedosB perigrina$o em buscado perdao de seu pai
exilado. Mad. Calson foi interessanle e pathelica, a
sua vo* magnifica o seueslylo apaixonado fazem
j della uma dos Ovases melhores trgicos lyrieos ; Lau-
puro, como seo ampio
melliodo e comosenlimeolo ea energa do seu la-
leuUw
Os Italianos cntinuam assuasbrilhantes solemni-
dades com Lucia de Lammermoor tao bem interpre-
tada por M. M. Uafdoni e Graziani, com H. Barhie-
redi Sivilia, ero que Mad. Alboni lie a mais encan-
i Rosto que se possa imagiuar, tao viva, lao
e Rossiui, u igual nesta
lor'lal Beaumarchais, com os Purila-
arioe-Tamburini, eallaliauiem
amplio de mais para Mad. Alboni.
a esu preparando osHuguenots pa-
ra eslia de Cruvelli que vai ser urna maravillo-
sa Valentina.
i da enre.A serie das feslas da corle foi
aberta is Tuileriaspor un maguifico baile, a que
mais de tres mil pessoas, e que durou ate
lito larde-.
le recepeo leve igualmente Iiigdr, foi
lijantes; nessa noitc as seuhoras e os
:orpo diplomtico esliveram reunidos
s de l.uiz XIV. Nos outros saldes estavam
igens qae naqUella niledeviam ser-
apcesenladas a SS. MM.
i imperatriz acompanliados dus
prioofes, e precedidos dos grandes ofli-
ciaes da corda, se apresentaram no salao do throno, e
e ata lado o principe Jernimo Napoleao,
Napoleao, o principe Luciano Bonapartc
eHural, do oulro lado a graa-duqueta de
nceaa Mathilde, a princez Mural eeerca-
nulheres dos morechaes a dos almirantes, fo-
cada um dos membros da esplendida
o as nl'oras usavam ricos e elegantes man-
agninco manto da imperatriz linlia
S.M. pela industria de Lyon. En-
formes observam-se os trajos brilhanles
que usavam os eslrangeiros de distraern. (,'. M.
I
I
narit em 4 de marco da 1864.
a o\>r- Pedro Caritlcanli.
ORDE\f DO DA.
vEnlra eni primeira dscVssao o projeclo u. : do
auno passado, que diz "o sestinte :
a A ssnibla legislativa Jirovincial de Pernan-
buco
Artiga i. A gralificacSo cofceedida ans amanu-
* porleiro da secretaria do jBrverim desta pro-
viucia, de qne trata o artigo 8 do reSlutameiilo de -2li
de Janeiro do crrente auno, Dea equiparada a dos
arias da msma secretaria a turma do refe-
ridnartigo daqoelle regularoenlo.
.rt. g. Ficamrevogadastodsasdisposi'rtiescm
rnnlrario. V
lia assenia legislativa provincial de l'efc,
namfluco Sfde utaio de 1853t'ntitno de Mello.
Res-
ra : Sebaore, leudo o presidente
dado um novo regulamento para a se-
i presidencia, no qual eslao marcadas as
grauucsv>e* dos respectivos empregados, parecia-me
coaveniente adiar o projeclo em discusso, para qoau-
sderar orrameulo proviocial na parte que
trata da referida secretaria: ueste sentido oll'erero
u requcriroeiilo.
meso, e lie apoiado o seguinle requeri-
meai
Requeiro que (ique adiado o prjecto, ate que
ei do orcanieuto.uliceii a.
io, he o requerimento subiuel-
volacao e regeilado, bem como o projeclo.
ero primeira discusso o projeclo n. 30 do
ano'u passado, concebido oestes termos :
ca.legislativa provincial de Pernam-
bueo resol v
. Para cumprimento das disposics do
U lei provincial u. 286, fica o presidente
risado a desapropriar adminislrali-
laolas porjoes de terreno ao lado das novas
niantas forero necessarias pa-
s para os guardas de conserva-
i de materiaes. Estas poixoesde
efer hracas de frente e 5 de fundo, po-
li sarem modificadas estas dimenses se-
ivenieale ; comanlo que a sua su-
a menor de iU bravas quadra-
i podera edificar a margem das
feitas ou em eiecorio, sem que
epartiro das obras publicas o ali-
a, o qoal paraos ranchos, enge-
^Bras coustruccOes seme-
roenor distancia de 30 pal-
instrucces, taes como casas de
loros, vallas, regos de esguto etc.,
a nunca sar menor de 15 pal-
ser permitda a construccao de
ir os vallados das estradas, seiiDo doalve-
i, dano-se-lhes vaos sufDcieotasj para a passa-
1 aS"- rmidade com sdimen-
rem dadas pela repartiro das obras pu-
astrucsDos, de qoalqner natureza
i em distancia de menos de -20
s estradas, sem que pela rpar-
iSma sido niajpado o ali-
irgada peosagentes da-
levandorie o negocio ao conlici-
P8 providenciar sobre a demoli-
l*es de que traa o artigo i.
ar.io cnmosarham ; mas nao
i as partes arruinadas
ineiiln. As ponles, po-
' atlas das es-
le contorwdade rom
deroc. das, depois de lu-
ios de que tratamos qali-
iile pelare-
por escriplo, fazendo^e
asma reparlico.
-posicoes em conlraro.
iocial7demaiodel8a3.
go. n
provado o reqoerimento.
iie, eu nao me op-
uu anles
a elle remettid as com-
m publicas, parque, con-
sideraado-% e teW em vsl ^ de
\MM, loe dispSe em ceral acerca das desapropria-
lauto,
|os o seu uo,"
aveza
i x Reqaciro que o prjecto v^commissOesde le-
gislajo e obras publicas, para que considerando o
objeclo, e tendo em vista asJisposic,oes da lei provin-
cial b. 129, emillain o seo parecer a respeito. S. R.
Olitjira. "
O Si: Mello fifo: 'Jfln roe opponlio ao reque-
rimento do uobre deputado, vjilo que elle tem por
lim dar mais deienvolvimenlo a materia do projeclo,
fazendo com que este seja mellior libado e aprev
litado.
Diz, porcui, o nobre deputado que nao sabe o qua
seja desapropriar administrativamente. Ora, eu nao
sei se a eiprasSo he jurdica i servi-me della, porque
assim se chamam as desapropriasoes, qneaao feitas
amigavelmenle entre o governo e os proprielarios,
por ajuste em que sSo dispensadas as formulas judi-
ases...
OSr. Olireira : E se nao cliegara a uroac-
edrdo?
O $t. Mello Reg : Entao recorre-se ao onlro
meio: assim seUcro feilo, e eu me nao refer ao meio
adoptado pela lei das desapropriarSes por ulildade
provincial ou municipal, porque o processo que in-
dico me parece muilo mais fcil, visto que o oulro he
mu lo moroso...
O Sr. Oliveira : Mas isso he se as parles con-
cordam ; mas no caso contrario?
O Sr. Mello Reg : Recorre-se ao oulro meio,
repilo. Todava nao me npponho, como ja disse, a
que as duas commissoes reunidas de obras publicas e
de legislara inlerponham seu parecer sobre a ma-
teria, que alias he.importante; o ninguem mais do
que eu deseja que ella seja bem estudada. Nao que-
ro que o projeclo passe de afogadilho; oticamos as
commissoes, o depois disculamo-lo: aceito, por lau-
to, o requeriineulo do uobre deputado.
Encerrada a discusso, he o requerimeotosubmet-
lido votarao e approvado.
Entra .em secunda disenssao o projeclo n. 28 de
185% rujo thecr lie o seguinte :
A commissao d'eslalislica desejando regolarisar
a diviso territorial entre a comarca do Pao dAlbo,e
municipio do Recife, e desl'arle evitar os reiterados
conflictos de jurisdirrao occasionados pela coufusao,
em que se acham aquellas lmites, entende a com-
missao que o meio de obviar laes inconvenientes he
adoplar-se seguinte resoluclo :
' Ari. nico. Eica pertencendo ao municipio e
comarca de Pio d'Alho lodo o territorio, que blr'
ora comprehendia a antiga freguezia da Luz ; e re-
vogadasas dispoakocs emconlraro.
Sala das sessdes 21 de abril de 18T>2./. Pinto
de Campos.Manat Antonio Mar litis Pereira.
Approvado.
O Sr. Meira Henriques: Sr. presidente, hon-
lem recebi por engao o projeclo n. 28 do anuo pas-
sado, e quando esperava pela discusso dellc, eis
que apparece o projeclo u. 28 de 1852 ; e como anda
o nao lenha examinado, sou forrado a provocar al-
gnns esclarecimenlos a respeito, sfira de que possa
dar o nieu voto. Nao sei so esta medida que toma o
projeclo, de fazer pcrlencer a Pao d'Alho todo o ter-
ritorio que d'anles pertencia i freguezia da Luz, ter-
mina esses cofliclos econfusao, que segundo diz o
projeclo, existan. Era segundo lugar, nao sei tam-
bem se o projeclo altera de alguma forma a dvisSo
ecclesiastica...
OSr. Pinto de Campos: Vemos que elle- nao
falla nisso.
O Si: Meira Henriques: Mas como o projeclo
he do anuo passado, e eu nada onvi a respeito delle,
entend que nao deviadaro mcu voto serri ler alguna
esclarecimenlos; porque, dado o caso que flgurei,
me pareca conveniente que elle fosse remedido na
parle respectiva commisso de negocios eclesisti-
cos ; mas nao sendo assim. nao tratando da parte ec-
clesiastica, desejo entao saber se com efleilo esta me-
dida, de fazer pcrlencer esse terrilorio i comarca de
Pao d'Alho, acaba com essa cnfuso, porque, emflm,
nilo eslou a par desses lugares, nem sei mesmo,
qnacs esses conflictos de jursdicrao. 'leulio, pois.
necessidade de ser esclarecido. Nao me opponho
de maneira alguma ao projeclo, mas nicamente te-
nho em visla ser esclarecido ; lauto mais, quanln o
projerln que recebi, he do anno passada, e o de que
se tra'.a lie do 52.
O Sr. Pinto de Campos observa que a alteraran que
se faz, enlre o municipio do Recife e o do Pao d'A-
lho, he smente no que diz respeito parte civil, e
nada enfeude com o ccclesiastjco, como parece acre-
ditar o nobre depulado (o Sr. Meira.)
Observa anda, que sao notorios os confliclos havi-
dos enlre os escrivaes de um c oulro municipio, pela
coufusao em que se acham os limites divisorios, re-
s ullaudo de (udo isso embalaros administrarlo da
jus.ea.
Ob^erya lmbem, que o nico meio de por termo
a laea dcividas.le rgularisar a divisao, e he esle o
lim que procura realisar a commisso no parecer que
se discute. ,-\
Observa fin'' \ que levado de taes motivos o
Sr. Vctor de O \, quando presidente da pro*
viiicia, pedio a esta^. 1-nbla urna resolnro que a-
cabasse com os conflie. X, de que falla o orador, o
qual invoca o leslemunho do nobre depulado, o Sr.
Veiga Pessoa, ex-juiz municipal de Pao. d'Alho.
OSr. Meira Henriques : Sr. presidente,como
ja disse, uao teoho ieurao de me oppor ao projeclo,
e o nobre deputado me faca jusl'ca de crer, que u
gnorav a inleiramenle os conlliclo-, e nao precisava invocar o teslemunho ilo Sr. depu-
lado que foi juz municipal em Pao d'Alhiv^o nao
disse que pedia explcaroes Mmente por ignor7ir-s.
conflictos havidns entre as duas comarcas ; mas tam-
bein para saber se essa medida lomada pelo projccl0
com ellcilo lerminava esses conflictos...
f' .S'r. Pinto de Campos : Tirada a causa cessa
o effeito.
Sr. Meta Henriques:.....Se eraessaa me-
dida a tomar ; porque, como muilo bem disse o Sr.
Mello Reg, poda tambem esse territorio licar per-
tencendo ao Recife...
O Sr, P into de Campos: Jase provou quo as
distancias nao eram as mesmas.
O Sr. Meira Henriques : En ja disse que nao
eslava a par dslo, nem mesmo tinha visto a projeclo,
nem lio pouco sabia da conveniencia de fazer per-
lencer esse territorio a ste ou aquclle municipio.Por
conseguiute, se com efleilo tica mais porto de Pao
d'Alho que do Recife esse territorio que pertencia
freguezia da Luz, he cerlo que a commisso leve ra-
zao, e eu estou satisfeilo.
Encerrada a discusso lie o projeclo submeltido i
votarao e approvado.
Enlram em segunda discusso, as posturas da ca-
camara municipal da Boa-Vista. '
o Art. 1. Todas as pessoas que tiverem moradas
de casas nesta villa, povoaco de Cabrob 'e passa-
gena do Joazeiro, sero obrigadas a caiar as suas
renles, e fazer calcadas em luda a frente de qualro
a cinco palmos de largura, at o ultimo do mez de
setembro desle anno ; o contraventor pagar a mul-
ta de 109000 rs.
Vai ames e he apsiada a seguinte emenda.
L< Ao art. 1." das posturas da Boa-Vista.
Supprimam-se as palavras al ao ultimo de se-
tmliro desle anno. Paes Brrelo.
Encerrada a discusso, neo artigo approvado com
a emenda.
Art. 2." Os negociantes do rio, e comboieiros
que enlrarein nesta villa e povoaco d? seu termo
rom genero de comesliveis, n5o forao ataque sem
que e passe o prazo de' 21 horas ; o contraventor
pagara a mulla de H-MIOO ri, e o duplo as rein-
rdenrias.
Vai i mesa eheapoiada a seguinle emenda:
Em lagar das palavras nao fario alaque dga-
se nao venderlo por atacado e em lugar de 24-
horas diga-se seis horas do da. l'aes Brrelo.
Nao havendo quem tome a palavra, he o artigo
approvado com a emenda ouereeMa.
Arl. 3." Os corladores de carnes verdes nao de-
verao vender quarlos intejros em quanlo houver
quera queira comprar a relalho : os contraventores
pagaro 6JW00 rs. de molla e o duplo as reinci-
He approvado serri discusso.
Enlrarn em segunda discusso as posturas da c-
mara municiMl de Tacaratii.
\r. 1. Nao se abrirao covs ousepnllnras, sem
que Icnham decorrido 12 mezas de urna i outra na
mesma sepultura, salvo ordem das autoridades cri-
mnaes : os infractores pagarlo 103000 ris de mul-
la.
Vio i mesa, e sao apoiadas as seguales emendas.
" Nao se ahriro sepulturas no njesmu lugar, sfti
que hajam dvcorrlrlo doasVannos depois daullma
assim, I inhiimacSoi salvo dando-se ordem da autoridade!
competente : os i
nto-Hi .guiar.
UHHI O PtBMIBUlO Ti-RC* FEtjt 7 DE W^Q DE JIM.

i
ftliil'""t TmM pmpeiente : o, infraclare. nagarao 10*000risd
He do e apoiado o seguinle Mquerimenlo :
pana
Em lucar das palavras 12 roezes diga-se
dous annos. Pereita de Brilo.
O Sr. Paes Brrelo n'ota que a commisso de pas-
turas no seu parecer-dado sobre a que se discute.
dgclarou que se reserva va para corrigi-las e emnda-
las quando fossem poslas em discusso; roga, pr-
tanlo, ao Sr. presidente, que convide illuslre com-
misso i cumprir a sua pronicssa, ou, o que llie pa-
rece mellior, lembra que sejam aposturas uovamen-
le remellidas commisso para examina-las e. sujei-
la-las i discusso depois de corrigidas.
VW" mesa che approvado o seguinle requer
ment :
Requeiro quevoltem i commisso competente as
posturas em discusso, aflin deserem examinadas e
modificadas coiiveuienlemenle.Paet Brrelo.
<> Si: Mello Reg : Eu me opponho a esle re-
querimento : as posturas ji \ eram da commisso
respectiva, que actualmente he quasi composta dos
mesmos membros...
O Sr. Olivtira : -r- Nao, senhor.
O Sr. Mello Reg : O relator, pelo menos lie
o mesmo.
O Sr. Oliteira: Esl engaado.
O Sr. Mello Reg : O nobre depulado anda
he membro da commisso, e nao ha de dizer seno
o mesmo que ja disse. Assim hlo de andar as pos-
turas da commisso para a mesa, e da mesa para a
commisso, sem que se tome urna resoluco sobre
ellas ; no enlanto que sao de muila importauca pa
ra as localidades...
O Sr. Paes Brrelo : Por isso quero que ellas
sejam examinadas.
O sr. Mello Reg : a oossa obrigaeo he ex-
mma-las, csluda-las em nossas casas, eaqui fazermo-
Ihtas emendas que forero necessarias : nao quebra-
mos declinar ludo para as cominissOes; porque do
conlraro nada se far, e as municipalidades que
precisam de suas posturas continuaran a licar priva-
das dcllas. JJe preciso andar-se pelo centro de nos-
sa provincia para se avaliar quanlo as cmaras mu-
nicipaes soflrem com a falta de suas posturas : Van-
se privadas dos mcios de polica, de arrecadar mes-
mo as suas rendas, vem-se embarazadas em ludo.
Convem atteuder a isso ; estamos aqu para promo-
ver o inleresse do todas as localidades; mas vamos
sepultar essas posturas na pasta da commisso. Fa-
ramos alguma cousa. Voto contra o requermeiilo.
OSr. Meira Henriques:Sr. presidente, eu esla-
va embarazado sem saber, se com efleilo as posturas
ja linham ido i commisso ; mas como ouco dizer
queja foram, desejavaqueo nobre primeiro secreta-
rio l-se o parecer.
(OSr. i. Secretario lo o parecer da commis-
so.)
O Sr. Meira Henriques :Avistado parecer que
o nobre depulado acaba de lr, eu vol contra o re-
quermonlo. Estas posturas ja foram licommisso:
ella emltio o seu parecer, protestando apresentar e-
mendas ; porlanto nao ha necessidade de-que vol-
lem novmenle commisso.
Com tanto maior razo vol contra o adianjenlo,
quanlo cu infelizmente sou membro da commisso de
posturas, e nao quizera ler mais esle trabalho...
Vm Sr. Deputado:O ser o nobre depnlado
membro da commisso, he razao de mais para que a
materia fique adiada.
O Sr. Meira Henriques-.Hastia urna commis-
so emltio o seu parecer, porque razao uo pode ca-
da nm de nos examinar as posturas, e oDerecer as
emendas necessarias ? Se acaso forem as posturas no-
vamenle i commisso, quem sabe se lero de vollar
Icrceiravez? Por lano, me parececonvenienle con-
tinuara discusso, e a casa va fazcudo as correcrOes
necessarias ; lanto mais quanlo a commisso se pres-
ta a oflerecer emendas. Voto contra o adamenlo.
O Sr. Paes Brrelo diz qne por jolgar de im-
portancia a materia que se discute,,he que deseja
qucvolte commisso,-afim de ser exaiijAiada e es-
clarecida com as ideas da mesma commiVo; obser-
va que as emendas feilas pelos deputados, sobre a
poma e no momento do debate, nem sempre melho-
ram os projeclos, sendo que militas vezes os lornam
mais defeiluosos; nao receia que digna commisso,
composta de membros dislinclos, se recuse a estudar
as posturas, se lhe forem remellidas, e a apresenlar
nesta sessSo um trabalho p'roveiloso e digno desua
Ilustraran ; lembra que apezar das obrgacocs que
tem os deputados de estudar as materias dadas para
a ordem do da. nem sempre isso se faz, principal-
mente quando se traa de materias da ordem da que
se discute; nota que o fim das commissoes nao he
oulro, seoao'esclarecer as malcras que devem ser
submetldas i discusso, obrgarao que de cerlo nao
curapro a commisso de posturas em referencia s
de que se trata, e conciuc insislindo na necessida-
de ser approvado o seu requerimenlo.
O Sr. Aguiur : Sr. presidcnle, a queslo he na
verdade mui simples, e parece ji ir-sc tornando com-
plicada, embora o objeclo nao seja dos mais impor-
tantes. A commisso de posturas o auno passado,
deu nm parecer que se acha sobre i rtesa e foi im-
presso ; nesse parecer disse a commisso, que tinha
examinado as posturas das villas taes, laes e, taes, c
que enconlrou nessas posluras defeitos, roas que re-
servava-se para emenda-los e corregi-los na discusso
como sempre tem sido costme nesla casa. Apezar
disto, diz o nobre deputado, que he primeiro secre-
tario, que nao ha um parecerj perdoe-rae o Ilustre
membro: lie lano parecer, que a cmara approvou
como tal; em virlude dessa approvaco, mandou-se
imprimir as posturas para entrarem em discus-
so...
^)Sr. Paes Brrelo : jgo que he um parecerj
que naTf-^tffelita.
OSr. guiar : Tftrto nao ha censura razoavel
a commisso, porque ella\abmesrao parecer disserli
que se compromellia a olerecer^iaiaiew^jQoVcur- '
so da discusso.
O Si: Paes Brrelo : Eu entendoqoe o anno
passado a commisso tinha esla obrigaeo, mas l.ojc,
n8o.
OSr. Aguiar: Embora os membros da com-
misso do anno passado nao o sejam agora, comfudo
eu osjulgoobrigadospclapromessa que fizeram, e
mui lo especialmente achando-sc elles presentes, sen-
do que por isso nao se lhes pode imputar actuarmen-
le nem falla de sua palavra, nem inexecucao em
seus deveres.
Lembro ainda' ao nobre deputado, quejaquasi no
lim da sesso do anno passado, he que foi dado esse
parecer quando foram impressasasposturas': no pre-
sente anno A commisso enconlrou na pasta poslu-
ras de dilferenles cmaras, era necessaro examna-
las ; e se fossea propor emendas cada urna dcllas e
reve-las minuciosamente, nada_ pnderia fazer por fal-
ta de lempo, entretanto, que todas as cmaras insta-
vam pelas suas posturas. O meio nico que a com-
misso achou para adianlar esse Irabalho, foi apre-
senta-las discusso, e nesla oflerecer as emendas
que julgasse convenientes, o que prova, que a mes-
ma commisso, procedendo desta maneira, nem foi
discuidosa, cem indolente,maximeatleudendoque
enlre essas posluras exsliam algumas de 188, quea
nao screm logo approvadas, deixariam por mais lem-
po um grande numero de municipios carecendo d"c
legislaco especial pela qual se regessem. Eis, pois,
os niolivos porque a commisso apresenlou um pare-
cer lao simples, convencida de que he sempr me-
lhor que as cmaras lenham posturas, pesio que nao
muilo perfeitas, do que, que se vejam privadas del-
tas absolutamente.
Em visla disto, voloconlra o requerimenlo" do no-
ble depulado.
Encerrada a discusso he o requerimenlo submet-
lidn votarao e approvado.
Segunda discusso das posluras da cmara munici-
pal da villa do Ouricun.
\'ai. i mesa c be apoiado o seguinte requerimenlo :
Requeiro que as posluras em discusso vilo i
commisso rompelenle.fanos Lacerda.
Regeilado.
o Sr. Olireira :Sr. presidente, eu enlendo, que
devenios conlinuar a discutir as posturas de que se
trata, pois quo a casa anda nao reconliceeo a neces-
sidade de faz-las vollar commisso;pela leilura dos
cinco primeiros artigos v-se, qne ellas sao admissi-
veis, e porlanto nao posso convir em que sejam de no-
vo remetlidas i competente commisso, que lalvez
far o mesmo qae tem feilo as oulras...
i a Sr. Paes Barreta :Nao he de esperar.
OSr. Olireira:Nos estamos vendo isso quas
sempre, cas vezesquanlo mais serecommenda peor
he. Eu sou uro dos membros da commisso, porm
nao posso com presteza dar-me ao Irabalho, que se
pretende, porque estou na mesa... .
0 Sr. Barros de, Mcerda :Em casa.
OSr.'Olivtira: tajo a acia : oulro membro j
declarou, que nao est ao fado da materia, e assim o
leu trabalho seria moroso, Acho pois que se deve
conlinuar na disenssao, na quai'beUMjtnie se corr-
giro osdefelos quo se forero cnconti
Vm Sr. Depulado :E porque sent fez lito ainda
agora !
O Si: Olkeita :As oulras postura nao esto re-
digdas como estas...
Vm Sr. Deputado : O nobre deputado quer li-
^vrar-sedo Irabalho...
O Sr. Oliteira :NSo quero tal ; o qne deseja lie
que seno .condemne ao adiamenlo um servijo, qne
pdieser feltnsem dependencia de novos pareceres.
Prtenlo, voto contr o adiamenlo.
O Sr. Barros de Lacerda:Como ainda ha pouco
o Sr. l.o secretario apresenlou um requerimento
para que essas posluras fossem de novo consideradas
em razao do parecer da commisso do anno passado,
por dizer elle que nessas posluras haviam inconve-
nientes que deviam ser altendidps, emendo que o pa-
recer compreheiule lodas as posturas e o requerimen-
lo nao designou estas ou aquellas, por isso creio que
o mcu requerimento esl no caso de ser apoiado...
O Sr. Pinto de Campos :Apoiado.
Encerrada a discusso, he o requerimenlo submel-
tido votarao e regeilado.
Continua a discusso interrompida.
n Arl. 1. Todas as casas desta villa e povoaces do
municipio devero conservar as frentes rebocadas e
caiadas; o contraventor pagar 28000 rs. de mulla por
cada urna vez que deixar de cumprir esta dispo-
sico. 9
Encerrada a discusso be approvado.
a Arl. 2. As casas do artigo antecedente' deverao
ler calcadas ladrilhadas de lijlos ou pedras, tendo
de largara seto palmos ; cando obrigados os habita-
dores deltas a concerla-las logo que estas mostraren!
ruinai; o contraventor pagar 2&000 rs. de mulla.
Vai mesa e he apoiada a seguinte emenda:
Em vez de habitadoresdiga-sepropriela-
rios.Oliceira.e
He approvado sem disenssao o artigo com a emenda.
Entra em discusso e he approvado o art. 3.,
que diz:
a Arl. 3. Nenhama pessoa poder* edificar casas
nesla villa e povoacoes do municipio fra do alinha-
inenlo.dadu pelo respectivo liscil, a quem recorrerao
se por ventura nao tiverem feilo laes alinhamenlos ;
o contraventor pagar de malta 109000 rs., e demo-
lir-se-ha a sua cusa o edificio.
He igualmente approvado o arl, 4. sem disenssao,
o qual lie concebido nos termos seguinles :
Art. 4. Deverao os habitantes desta villa e das
poroaroes do municipio entupir as esravares que as
aguas do invern fizerem as" frentes e ilhargas de
suas casas.de maneira que nnnea incommodem o tran-
sito'publico; o contraventor pagar ero nm e oulro
caso 28000 rs. de multa.
o Art. 5. Todas as pessoas deste municipio que
compram e vendem, sero obrigados a all'erir seus pe-
sos e medidas pelo padr.lo desla cantara urna vez no
anno no mez de Janeiro, e por ellas comprar e ven-
der ; o contraventor pagara pela primeira vez 28000
rs. de* mulla, e o duplo na reincidencia e 5 dias de
cdeia.
Vo mesa e sao apoiadas as seguinles emendas:
Em vez de5 dasdiga-se2 dias__S. R.
Meira Henriques. .
Supprimam-se5 dias de cadeia.Olireira.
a Ao art. 5.Supprimam-se as palavrasque com-
pram.S. R.fiarros Brrelo.
Nao havendo quera tome a palavra, he o artigo sub-
meltido a votarao e approvado com as emendas dos
Srs. Meira Henriques e Barros Brrelo.
He tambera approvado sem discusso o arl. (i, que
he o seguinle :
a Art. 6. Os comprehendidns no arligo anteceden-
te pagarao aos afurdores a quota de 100 rs. por cada
peso, vara ou medida aferida.
11 Art. 7. Ninguem poder vender em ataque nes-
la villa e povoaroes desle municipio os vveres de
primeira necessidade, sem que passe 24 horas ; o con-
traventor pagar a multa de 48000 rs.
Vai' mesa, e he apoiada a segainie emenda, de-
pois approvada, bem como o ai ligo, sem discusso.
o Em vez deem ataquediga-sepor atacado
e era lugar de24 huras diga-se6 horas d dia.
Olireira.
Entra em discusso o art. 8, que he approvado edm
as seguntes emendas, sendo aquelle assim conce-
bido -
Art. 8. As pessoas que morarem nos lugares
destinados para a agricultura serio obrigadas a fazer
cerca no correr da estrada, para assim evitar o pre-
juizo que poder causar os animaes dos viandantes,
e o que nao cumprir esla d isposirao perde o direi lo de
cobrar o danio caiisato, e fica obrigado a,pagar o que
por sua culpa resultar aos referidos animaes.
Supprimam-se as palavras e .ficam obrigados
at ao lim.Olireira.
a Depois das palavraspara a agriculturadga-
sea nao ser em cercadoo mais como no artigo.
S. R.Pnes Brrelo.
11 Arl. t). As pessoas que morarem nos lugares do
arligo antecedente podero ler um ou.oulro animal
para seu uso, com lano que tenham com grande se-
guranza, que* de nenhama forma prejudique as la-
vouras ; o contraventor pagar por cada urna vez
que sen animal der prejuizo 19000 rs., licando o di-
reito salvo ao dono da lavoora de cobrar as des-
lruic,0es.
He regeilado sem discusso.
A arl. 10 he approvado com a seguinle emenda:
Art. 10. Nao he pcrmillido audar-se por fundos
de pastos alheos, que nao sao considerados estradas,
nem tambero cagar sem especial lceura do proprie-
lario: os contraventores pauaroem ambos os casos
8B000 rs. de mulla, o duplo na reincidencia, e 2 dias
(jecadcisy^-aiuu o oirellVCTt^ao dono da Ierra a
cobrar judicialmente o prejuizo que causareim'" ">-
11 Supprimam-se as palajras2 dias de cadeia at
ao fim.Oliceira.
Entrando em discusso o arl. 11, fica adiado por
baver dado a hora.
O'Sr. Oliceira requer dispensa da impresso para
ser dado para ordem do dia o projeclo de forra po-
licial.
O Sr. Presidente designa a ordem do dia e levanta
a sessao as 2 horas da larde.
i>X, i ,
Sessao' ordinaria ana 6 de marco de 1854.
. Presidencia do Sr. Pedro Caealcanti.
Ao meio-din, lei la a chamada, acbampe prsenles
2 i Srs. deputados.
O Sr. Presidente abre a sessao.
O Sr. 2." Secretario l a acia da sesso anterior,
que he approvada.
O Sr. i." Secretario menciona o seguinte
EXPEDIENTE.
Um officio do secretario da provincia, remetiendo,
de ordem do Exm. presidente da mesma, quarenta
exempleres do regula metilo dado ao corpo policial.
Mandaram-se distribuir.
Oulro do mesmo, remetiendo as cuntas documen-
tadas das cmaras muuicipaes desla capital, oianua,
Nazarelh, Brejo, Limneiro, Cabo, Sanio Anlo, Po-
d'Alho, Oaranhuus, Villa Bella, Bonito, Caruar,
Seriuheme Boa-Visla.A' commisso deorramenlo
municipal.
Oulro do mesmo, arrasando a reeprio do desta
asse'mhla.em que se parlicipava a Hornearan de Pe-
dro Paulo dos.Santos para continuo da mesma, e d-
zendo que lnham-se expedido as convenientes or-
dens a Ihcsouraria provincial.Interada.
Oulro do mesmo, participando haver S. Exc. o Sr.
presidente, resnlv-ido crear tima radeira de primeras
lellras paran .sexo femenino na villa de llamarar.
A' eoramisso de orcamenlo.
Oulro do mesmo, remetiendo as rontas da cmara
municipal de Caruar no anno financeiro de 1851 a
1852.A' commisso de orcamenlo municipal.
He lido e approvado o seguate parecer :
A commisso de ordenados examinou alenla-
mente o requerimento de Joaquim Correa da Cosa,
em que pede lugmenlo de ordenado, pelo funda-
mento de que seiido a freguezia da Boa-Vista mais
extensa do que as oulras, elle tem mais frbalho como
agente do fiscal do contrato das carnes verdes do que
os outros agentes fscaes. Entendendo a commisso
que o contrato das carnes est a expirar, assim como
que os cofres provinciacs nao comportam augmento
de despezas pouco fundabas, he de parecer que seja
indeferido o requerimenlo.
u Sala das commissoes ti do marco de 1854.A.
Epaminonda de Mello. Manoel Clementino.
Barros Barreta.
He tambem approvado o seguinte parecer :
A commissflo desordenados a quem foi prsenle
requermeulo' deToo Francisco Regs dos Anjos,
esrriplurario da repartirn das Obras publieas.pedn-
do augmento de ordcifodo ; nao encontrando docu-
mento algum que provea juslira do allegado pelo
sunpTicante, he de parecer que por intermedio da
presidencia da provincia, ceja ouvido o director da-
quolla reparlico a tal respeito.
Sala das commissoes (i de marco de 1854. Barros
Brrelo Manoel Clementino Epaminondat de
Mello.
He lido, julgado objecio.de dellberacao e mandado
imprimir o seguinte prjecto :
A assembla legislativa provincial de Pernam-
buco resolve:
o Arl. nico. O presidente da provincia, fica ao-
torisado a mandar vfr algumas irmasdecaridide
para serem empregadas nos hospilaes desla cidade;
dispendendo, para tal fim, a quanlia que for pcessa-
ria.
1 Paco da assembla legislativa provincial dei'er-
nambuco 6 de marco de 1854. Antonio Jos de OH-
ceira- > (Continuar-se-lu.)
COMARCA DE PAJEl'
16 de ferereiro de 1854,
Coraerarei desla vez por onde outros costumam
acabar; pela fome e pelas chuvas. A fome, esse fla-
gello horroroso -a humanidade, ainda nao esl. nem
era possivel que estv esse extincla nesla comarca, on-
de o comeen do invern he de data mui recente, co-
mo o informe na ultima que lhe enderecei no prin-
cipio do enrenle mez ; he porm mui proravcl, que
em pouco lempo diminua a sua inlensidade, se me
nao illudem as seguinles consideracoes, em que se
funda o meo pensar.
O priucipS motivo da escassez de cerlos generos.ali-
menlarios no nosso mercado, procede antes da ma-
grem dus nossos cavallos, e do mo estado em que a
secca deixou as nossas estradas, do que da absoluta
falta dellcs por oulras parles. He, pois, de suppor
que o invern, removendo mui brevemente esses in-
couvenenlcs, rehabilite os negociantes desses gene-
ros a continuareni a exercer a sua industria, de que
s a lerrivel eslerldade os havia privado. Estamos
ainda em principio du invern, e j*alguns exera-
plos confirmara esla supposic^lo.
Demas, aquelles que pelo temor da secca linham
osseusceleiros prevenidos, logo que conlarem com a
cllicacia do invern e das plantajes proenraro re-
mediar as necessidades alheias com o qu^lhes deve
sobrar das suas, seno movidos pela virlude da cari-
dade, ao menos pelo alto preco que logram hoje esses
objectos.
Alem di.so, os mllios de dezembro que se acha-
vam vivos quando principiaran! as chuvas de Janeiro,
eslo quasi segus, e proqieltem urna colheila, an-
da que pouco abundante, cumtudo, capaz de baixar
o preso do milito, o mais necessaro e importante ali-
mento do nosso paiz. Por outro lado o leite de vacca
e de cabra, que pouco pode demorar, he tambem um
poderoso medicamento contra a epidemia reinante, e
quando ha Uto grande abundancia, que pode ser ap-
plicado allnpalhicameiile, he um especifico que Iri-
uropha sempre desse genero de molestias. Estas e
oulras considerarles me iuduzem a crer, que a fome
entre nos nao ser duradera, e quo mullo anles do
mez de niaio, cuiquc podern colher-se os legumes
ltimamente plantados, deve haver orna sensivel di-
minuirlo lanto no preso como na procura de algans
vveres.
O lempo tem esliado um pouco mais do quesera
para desejar:' tem havido de 15 a 20 dias consecuti-
vos de verao, que est dando bem as vistas de aS
guem; nao porque as Ierras nao estejaro ainda euso-
padas, mas pelos sustos, queja cau-am os verdes a
qnem tem sido por lanas vezes victima dos seus ri-
gorosos efleilos.
No dia 4 do corrcnle, aqu chegou dessa cidade um
contingenta de vinte cinco pracas para augmentar o
destacamento'desta comarca, vindo na mesma con-
dueflo um oflicial que daqui parti no dia 6 para
substituir, segundme nformam, o actual comman-
danle do destacamento da comarca do Ouricun-.
Nesse mesmo dia 4. petas 6 horas da tarde, entrn
nesta villa, preso a ordem do delegado "de polica,
Joao Batata, um dos mais notaveis ladres e scelera-
dos do Riacho do Navio, capturado por um inspector
daquelle lugar. Dizem os que tem conliecimenlo
dos altos feilos desse ratoneiro ser urna importante
pra.
O nosso e-iailo sanitario presentemente n3o he
mo. A epidemia dos catarrhocs, pleurises e oulras
eofermidades, de que lite Iralei anteriormente, ceden
a mudanra da athmosphera matsada pelas be-
nignas chuvas de Janeiro, que sem duvidaconcorre-
ro muilo para livrar esla freguezia de unta grande
morlaldade.' As molestias epidmicas que costu-
mam apparecer as grandes e aturadas reunes de
povo, e que elleclivamente se desenvolveram em
Iodos os lugares por onde missionou o imntortal pre-
feiloda Penha, consta terem feilo muitas victimas,
principalmente em Papacara e Boique, e com me-
nos excesso em Ingazeira, Flores,, ele, sendo que
nesla freguezia. apezar das mullas enfermidades que
grararain, e algumas de carcter bem serio, consta
apenas ler suecumbido epidemia, al'm das man-
sas nina ou duas pessoas mzeraveis, lalvez por falta
detralamenlo; e este estado bonaDsoso s pode ser
attribuido as chuvas e a homeopalhia caridosamente
applicada pelo Sr. l)r. Monte Negro, que tem feito
felizes curativos p'elo syslema de Halmemann.
A proposito de fallar neste Dr. lembra-me dizer-
llie, que o seu processo foi ullimamenle despronun-
ciado por um dos supplenles do juiz municipal, creio
que como juiz de direilo interino, por ler sido em ac-
to de recutso.
Por cartas de Tacara(, coi. ta que o Rvm. misso-
nario deixarn finalmente sta comarca,fazend.o no dia
6 do corrente a sua despedida e partida daquella vil-
la, onde pregou por espaso de 12 dias, denando
saudoso aquclle povo, o arracada*.sc?W!_espirilo, as
doulrwJiWangeiicas. Dos guie os seus passos~e o
conduza a salvamento aos ltimos lugares do seu des-
tino.
Nada mais me occorre dizer-lhe desta vez, so nao
qae este termo se acha inleiramenle tranquillo e des-
habitado de criminosos. Os que tem escapado ao
supplicio da corda e da enxovia desla villa, amola-
ran! as canellas, e pozeram-se ao fresco. A polica
prescind udo dessas consideracoes de familia e de pes-
soas gradas, vai procurar e prear os criminosos, onde
quer que estojara homizados ; e esta sem ceremonia
ao mesmo lempo quo convence aos protectores deque
lodo o prestigio e forra,que nao sao escudados na lei,
sao, alm de minoraos, impotentes, alemorisa os cri-
minosos, que, nao se reputando garantidos, rio refu-
giar-sc em outros termos, onde possam ser desconhe-
cidas sr.as mazellas ; ficaudo assim desincado o Pa-
jea de tantos cancros, que lhe tem carcomido as en-
tranhas. O proprio Jos Antonio Pereira, ha quem
assevere ler-se- retirado para fra da provincia.
(Carla particular.)
lite
admiravam os prenuncios de uro genio lumino-
so, para qne nada faltasse grata coherencia, e per-
feicao das faculdades da sua alma, pois ( como diz
*'*lem. de Somery)7 manque quelque chotea celvi
ria ni la connaissante, ni le sentiment de Vhar-
monie. Terminada o estudo dettes preparatorios,
alguna amigos, o protectores seus,-e do seu pai, es-
pecialmente Joao da Costa MoBteiro, se prestaram
esponlaneos* que fosse estudar a Porlngal, princi-
palmente musir ; e chegado a Lisboa, deu-se pri-
meiro Luiz Alves Pinto aprender as regras di
coinposicao, u contra-ponto, de que fez solemne
exame, com approvarao, o louvores mui lsongeiros'
Mas os supprimentos de Pcrnambuco comesaram a
escacear, e de todo lhe faltaran!, o que o obrigou a
fazer vida de msico para ter o pao quotidatio.
Neste exercicio, c trabalho t.lo coubecido, c bcutr
quisto gcralmente se lez por sua habiUdade profes-
stonal, porto grave, e compasadas, e iusnuantes
maneiras, que foi recebdo a eusinar em algumas
casas nobres. Naos locando violoncelo, mas tarii-
cqpando, compondo alguma cousa, e mor-
meulc ensinando de sorte lun-ava, que pode per-
DIARIO DE PERIlflBlCO.
A assembla.adiou liontem 'o parecer da commis-
so de estalistica, que approva a elevaso de Tacara-
t cathegoria de coiftarra, al que seja ouvida a
presidencia ; approvou-se em primeira discusso o
projeclo que lixa a forra policial para o exercicio de
1854 i 1855; e em segunda os artigos II at 15 das
posturas da cmara do Ex. <
A ordem do da para a sesso de hoje he a lerceira
discusso do projeclo n 28 de 1852, e das posluras
da Boa-Vista, e primeira das de Cimbres e Ouricury.
COMMIHDO.
Btographiii de Loiz Alves Pinto.
.Imor du Patria, amor de alliro cnnlir,
A desusados sons a nab lhe aarslra.
Digna de san louvor, que abri a rota
A melltores h'ngenhus.
Filinto.
Litz Al ves Piulo, Sargento mor de Milicias, ho-
mem pardo, ii.isreu na freguezia da Boa-Vista da Ci-
dade doRerife da Provincia de Pernainburo. Bazilio
Alves Piulo, o sita iiiullicr Euzehia Mara de Olivein
foram seus pas. Nao so. saftVo dia do seu nasrimen-
lo, por se nao adiar o lssento do sen bapli-mo,
nem nutra alguma Icrabranra. Transliizindo-lho
desde as primeras lellras grande memoria, e talen-
tos, seus pas, bem qne nao fossem abastados, em-
pojiaram-sc a que apreudesse latim, rlielorica, e
philosopbia. (IJ Com estos estados foi juntamente
(!' Pcrmilla-se-nos anda Iranscrever aqni o se-
guinte documento relativo cultura daslellras,eas
pirares ao saber na Provincia.
D. Joo, por grara de Dos, Bei de Portugal e dos
Algarres d'aquetn e dalem mar, em frica se-
nhor de (iiu'ne Se.
Faro saber a tos D. Manoel Rolim de Monra,
Governador c Capiao general da Capitana de Per-
nambuco, que havendo visto a representarlo quo
me fizeram osOfliriaesda Cmara da Villa de Igua-
rassu' em carta de S de setombro de 1718, emeomo
nella ha um Convento de PflBes capuchos de S.
Antonio, e querelle se lizera urna casa de classc

0 mancebo appltcando-sc msica, em cuja arte se
. o inleresse be peque-
no, o enredo poderia ser mais forte, e lalvez mesmo
nao ha loda a conveniencia relativa aos caracteres
dos altos persotiagens ; mas nao lie absolutamente
sem mrito : em sua ma nao perde
o autor (o filo de 1 verificar o amor mal
correspoudido ; he ouso-
antos, notando-M algnt ilativa ; e
afafsia he de pn nreza
costosa, e arrise* ie tros avisa Horacio.
Diificile est proprta commuia dicere. E nao he
benemrito de louvor, e memoria aquelle, que pri-
miro, e sil a pulsos do amor das bellas artes, na
arena destas, se abalaba a urna nota difflcil, que os
genios do #a paiz temerosos erllam, c do modo que
lhe permi ttom as proprias torcas pr arrei -
ra, e consegne dobrar a meta t Sem duvida ; c
seja tao nobre coraaem poderoso estimulo os genios
de hoje, que mais robustos, e Kqlbardos vencam o
devoluto estadio.
As nac&es ja formadas em mate S(o, c
ricas de boa lilteratura, so ostentan rimo.
rosos poetas, c prosadores, nem por i,to renemm e
le atravessar muilas vereda, c despenlios, antes.de
. Ctl
Costa Monteiro, e viven de ensiuar primeras lel-
lras, e msica; empregando-se1 tambera uestes ensi- ----------- "-
nosameoinas suas duas (tilias maiores ; elle no 1.o nosws espirilos eminentes, abundantes de'si
andar, e ellas no 2." da casa de sobrados ultima na o*'"" recordar-lhes, ue Bies corre obrig
ra do Rosario eslreita, lado do norte, caminhando e perpetuarem com ajguma producrao ida
le uascente a poente. Os fallecidos Bispo do Ma-
ranhao D. Fr. Carlos, e seus limaos, Senador D.
Nuno Eagenio de l.ocio, e alguns dos seus irmaos. e
em geral os fillios das pessoas" mais gradas da Cida-
de foram seus discpulos de pritnei ras letlras, e de
msica; meucaoque fazenios nao tanto por honra, -----"
romo por comprovar o lempo em que elle Qoresceu. no anno le 1780 a 1783, segundo
(l"n\i'nin do Dai......11!.,.-.. 1:...___- O n mita oaa....!___ .
governo de Pernambuco lhe conferio patente de
rgento mor do Regiment le milicia dos homeng uia omposta por Brasileiro, qne se
llltw 1I1 T'i.U.L. .1.. !_**. ^ ._ nllinolm l.r.... .1
pardos da Ctdade do Rocife, de que percebia sold,
l-alleceit ha mais de sosseula aunos, prximo aos se-
Icula de dade, c sepultou-se na Igreja de Nossa
Senborado Livramento.
^....^uw. ...----- ,cF.c3UMvani as operas de Me*
Cqmpoz Luiz Alves Piulo cm Pernambnco mnitas Dennnfoottem Tracia.Omais lieroico tti
UStraS. C PvrellpnlDj- H,l. l_.-. 1________ ____ detaiunitrnila r, ,.l i___i__:.,__
msicas, eexcellentes: as dos fres hymnos Nossa
Senliora da Penha, c do hv mito a Nossa Senhora
Mai do Povo, poesas do l'adre Manoel de Sonza
Magalhaes ;a do oflkio da Paix3o. que assenboras
canlam nos leniplos, c em suas casas; a das malinas
de S. Pedro, a das de S. Antonio ; as das Novenas,
Missas, Ladainhas, sonatas, quasi Indo emfim desle
gene*, que se can lava, e locava eulao na Provinria,
eram obras do seu engehho. He delle tambera urna
arte pequea para A aprender a msica, a qual
em Franca traduziram, c impriniiram ; existe outra
arte grande de msica sua, nao ^^ten.os apreciada
pelos entendedores.
Mas Luiz Alves Pinto nao he nm nomc s na
historia da Provincia, ou do Brasil ; (ambem o he
na da nossa litteralura. Eram de um inelhodo ori-
ginal seu as cartas de a b c, e de syllabas com que
e*nainara, e tinham todas no (lm urna breve oraco,
011 sculensa anloga a leilura da carta, e capa-
cidade da comprebensao do menino. Compoz um
pequeo Diccionario pueril para uso dos alumnos
adiantados da sua aula ; ahruns dsticos, c epgram-
mas latinos ; algumas glosas de quadras suas, c a-
Iheias : e Orna meia duzia de sonetos : tudo per-
dea-se. Compoz urna comedia i ni i lula da Amor
mal correspondido, e a possuimos. He eni tres
actos, e os personageus sao Clorioda Princeza de
Albania, Florisbello Principo do Epiro, Celanro
Principe de AUienas; Lanceta criada, e Estojo
criado de Celauro. Eis o assumpto :
Florisbello, e Celauro, alliados de Clorinda,
marchara contra Troanla, (yraiino da Grecia, com
forras suas, e de Albania, a vngarem esla das cor-
rerias, e dcvasfnroes de Troanlc as fronlciras.
Avistam-sc os excrcitos, c fer-se a balalha, mas
suspende-se para que se decida pelo duelo singular
de Florisbello, Troanle, uo qual esto he morlo
por aquelle, que faz o s cu reino tributario de Al-
bauia. Tudo islo bes narrado. De volla os Prin.
cipes em Albania, namor aniso de Clorinda, que
procurara tornar so nsvel sua ternura ; encobriit-
do-se ambos ellos Principes reciprocamente a sua
paixao. Clorinda declara-se em favor dcFloris-
bello, a qnem assegura lideldade ; ma< depois cap-
livam-na os modos, e sym patina de Celauro, e des-
pede a Florisbello do Reino. Sabe esle a causa da
sua despedida, a lempo que j Celauro tambera
scicnte da versatilidad!- de Clorinda, que delle pro-
cura fazer entender o seu amor, a detesta. Clorin-
da se quer tornar a Florisbello ; mas esle, presente
Celauro, lhe exprobra o vil procedimento. Enlao
Celauro por principios do cavalheirismo a defeude,
do qu e resulta ireni-se s armas, e em cainpauha
veucer Florisbello a Cloriiida, e n Celauro, e.obli-
gar a esles a casarem-se. V-se deste modo era va-
rias relasOes o amor mal correspondido, que me.
Jlior-manfcslii o todo da pesa, l'm anncl que Co
riuda 'deu a Estojo, e um collar dado por Celauro
a Lanceta, sao a fontc das jocosidades, c risos da
lacaiada. Tem nina especie de edro figurado' pela
msica urna s vez, a qual canta Fl oriuda esta
quadra :
Tristes lagrimas cansadas,
De amor nial correspondidas,
Se amor prometi acabar-mc,
Privai, privai os meus dias.
He evidente que a Comedia uo cede cm impor-
tancia a uenhum genero derioesia. Se a Comedia
nao lio ainda cm nenhuma parle ludo o qne pode
ser ( dizia Salzer) nao se pdc allribuir sto, senao
fcxeg monumentum aire perenniusj
Hor.!
Accrescenta dos leus u clara historia.
Brandas Musas.
O Amor mal correspondido represenh
metra vez no thealro publico da
10 mais escrnpuloso calculo : he a
o thealro publico do Brasil ; u
irregular, mormen le medida pelo gosto ei
nanle nos lliealros Porluguezes; onde de-
mento se representavam as operas de Meali
1 a suj^^H
istonu / l:l(f
.enBWu^cwTrorqVeS^ Mitibaida
hotl. a^M ,..i ..__1__. ., ;,'^..: j... E Iwvcndo
bellas arles, c nao seulcm bcm*'a importancia des-
ta feliz invencio para divertK e instruir os lio-
mens. 01 lia- se o. thealro como um passa-lcmpo :
nao se duvida que o he; mas v'.islo, que sem dimi-
nuir em nada o recreio,.que uios procura, podera
ler una poderosa i nfluencia sobfc os cuslitmes, es-
lender o imperio da'razao, e os iseutimenlosde bo-
nestidade, reprimir as mucuras, tworriirir os vicios
dos horaeus ; nao l irar delle uii'i paatido lab til
he iuiilar a esse Imperador Romano, que levou
com enormes despezas um bello oxercilo as dalias
para o oceupar smenle em apanb ar conchas. Mas
o verdadeiro talento cmico he tao raro! O genio
potico despido de mil ros auxilios ('diz ainda aquel-
le Escriplor ) ser um feaco recurso! se o autor nao
sabe abranger com urna vista.de ollios o todo da vi-
da civil, seno tem profundado bas'lantc a nal'ure-
za humana, se nao conhccc lodo o liccon dito do co-
rarao do bomem, se nflo tem o doiii de apreciar a
s abedora, a virlude, a lioneslidatqe sob qnaesquer
formas que se apiescntcn ; se elld} emfim nao tem
reronherido as fniiles moracs das/ extravagancias,
das ira prudencias, e fatuidades dosVhomens, nao
ser jamis um excellcnlc poota cmico.
O autor do Amor mal correspondido naoSf >a um
abalisado lilleralo ; era muilo estudioso, eiapaiwi-
nado da poesa, mormonle dramtica, e laJtininva-
se de que os poetas seus contemporneos, e iiatricios
nao conipozesseni para o thealro. Sini, uJao he
"N
para cnstnarcm gramtica tora da Portara, aV.qnal
fizeram os moradores da dita Vita, e sua juristv li'.a"
a sua cusa, e os ditos Religiosos pozeram loso' ">n
incslrc ell'ectivo, e era tal o concurso de estud;. B-
les, que louvaram aquelles moradores a Dos pi W
tal bem, pois falla e raras habilidades, por que nem todos podiai
mandar seus lilhos, un prenlos Cidade de Olinda,
o que era um bem rommun; rae peiliam Ibes man-
dasse assisltr cora alguma porcao de ajuda de rusto
para asna enfermara 110contrato dos sobiidins das
carnes, em que havia sobras.: e aflendendu ao que
nesta parte intormou o ouvidor Ceral dessa Capita-
na : liouvc |ior bem, por resolurao de 3 desle pre-
sente mez e auno, lomada cm Consulta do meu
Conselho ultramarino, que se dm do contrato dos
subsidios das carnes da lila Villa em que ha sobras,
209 rs. loilos os annos para a enfermara d Con-
vento lera a dita villa, rom obrigaeo de lerem iim-ines-
tre de latint, que ensinc gramtica aos Blhos dos
moradores da dita Villa, e sua jurisdirao. Esla
ninlia roal ordoni fareis revistar nos liv'ros da So
eretaria ilessc Governo, e Provedoria da Fazeuda, e
as mai* parles a que locar, para que a lodo tem'r
po conste o que tiesta parle determine!, accresren-
tando esla addirao na folha Ecclesiastica ; e se vos
declara, que pela secretaria de Estado mando es-
crever ao Cuanliao do dito convento encomendao-
do-lhc, uue esculla para mestfe de latim um Reli-
gioso nao s scientc, mas de tal modestia, c bons
coslumes, que d exemplo rom suas aesfles; de
maneira que os esludantes recebara delle ldo.bom
ensino por lodo o camnho. El-K n. S o'mandn
por Joao Telle*da Silva, e Antonio Rodriaaoz da
Cosa, conselheros do meu Conselho Ultrama-
rino, c se passou por duasvias. Antonio de Cobel-
los Pereira a fez em Lisboa Occidental aos 10 de
setembro de 1722. O Secretario Andr Lopes de
Laura a fez esr.rever.Joo Telles da Silva.An-
tonio Rodrigue: da Costa. Registrado a fl. 151
do Livro da Provincia de Pef|tambuco.
1 original, he desacert
Fiar-w as ideas da pintura.
(Vozcs.) I'ivam nossos genera,
SCENA 111
Lanceta. Senhor Estojo, bem viudo
A esle contiuenlcseja.
Estojo... Quem es tn, que tao cortez
Com meu nomc logo aceras ?
&c.....Eu nao te vta em palacio?
Antes de ires para a guerra ?
Nao te ouvia uumear
Tantas vezes ?
''....... Pois por essas
Me ficaslo rnuliorendo ?
l-ane.....Sim, Senhor. (Agora desta
Vez lhe abafo a tai memoria.)
Nao le lembras?
*t....... Nao nwiembra,
Que mullier, e sevaudijas
Para mim todas sao femeas.
Imiic.....Pois cu via-le mui bem.
E nao sabes com que penas,
E saudades liquc c
Quando te foste.
Btt....... Devoras l-
Porque nao dizias isso
Quando me vias? E's nescia.
Se sei me araavas, veras
lm mono eui cepo, e correa.
"nc.....Sim, tu inda agora o coiieecs,
E o nao es
/W....... 1 i To depressa !
Eu inda agora te vejo,
E te fallo, e j relenlas
De amor 1 Eu inda nao sei
Como le chamas.-
//"'..... Lanceta. "
/V'.......Lncela 1 Forlo rbucada
Me, desle na lela esquerdn.
Se a sarjar-mp entras na Iiolca,,,
jfiravmc o sangue das veas,
alma j est esniigalhada,
QS e queres mais ?' Que desojas"!
fine.....Poisl eu bei de acredilar-le
S p. -rque odizes* N*o creas.
Senhor ; Estojo, palavras,
E plum as o vento as leva.
Est.......Pois que 1 queres tu de min *
Pede, man da, laacctea,
Que tudo f> -ei.
Lanc..... s\ quero.
Que de mim li, --mbranras leudas.
Est.......E pois, Lanceta, .adorada.
Pode ser de li n lecsquera 1
Lanc.....Pode ser.
Esl....... Pois d c que moilo ?
Lanc....Porque sera ter un lia prenda
Tua mal podes l'/nihrar-le
De mim : com^/senlido nella,
Talvez qne d( mim le le
Pelajoia.".- .'
lal me rheira .
*
----------------------,---- > ki,,i, qne poUC per- --------r--** (iiumuuh, IICIII por ti
manecer naquella grande cidado ( gracas regula- "nem as primitivas prodnccDes do genn
ridade dos seus costumes '. ) sem ser pesado a nin- n3 lolalmenteWtolJsfraosas,. mese
guem, e de suas economas tirou anda os meios lo defeitos, e varias bellezas, s'quaes, a
para poder regressar, quando quiz, a Peruambuco. nw, sao talvez devedoras do mais
Assevera-se, qne foi um dos violoncelos da eapclla vo ue successivas emnlacoes, que por fim doran
*" n t n,ais perfeitas obras do espirito hntnano, col)ocadas
Kesiuuido a Fcrnambuco, casou-sc com Atina em pnmeira ordem, e na classe dos model
Marta da Costa, crealura da casa do cima dito Joao Ben' e urna nacSo nova, em taes 'iem
da Costa Monteiro. e viven da pncnur ,,,.1,..:^... i, de almvpsr niii... ..^..i..
-1
desamparada, e oulras, traduzidas, e r
lo Portugucz; de cujas traduccoes.'e tranrfonasoes
disse um dos sabios Arcades Lisbonenses :
... autigos casos...
Ora de alheia lingua mendigados.
Em barbara dicraq os aprsenla.
Tao disformes, que o mesmo Pastor sabio.
Que os compoz u'outro campo, se os ouviase.
Que eram seus cerlmeule elle nao crera.
izemosxque o Amor, mal correspondido foi a
pnmeira comedia composta por Brazileiro represen-
tada em thealro publico do Brasil ; porqut L
mos nolicta de nenhama outra, nem di
ma das operas do infeliz Antonio Jos o
especialmente antes de 1783 e qnatt-l
fosse antes deste anuo, o contrario do q
poder afumar, ainda restara par gloi
Alves Piulo o ter elle composto al^^L
sidindo em Pcrnambuco, sua trra natal]
aqu representar, c sobresabir militas vr
bltco thealro ; em lauto que Antonio J
as suas em Lisboa, onde lixou a
estabelecimeuto, e o queimou ,
notaveis circumstancias pois nos
a celebrisar, e per|ietuar na bisto,M
Periiaiiibucauao uome de Luiz AJ^^H
mente digno de memoria na msica do Pt
/. de Mello.
Excerplos ,1a comedia o Amor mal correspon-
dido.
ACTO I. SCENA I.
Clorinda.
Piis yassalos, lenha boje Albania
A maior gloria, qu lograra nunca ;
A nossa patria hoje se renova
Com o dominio que se lhe divulga.
Florisbello, e Celauro generosos.
Principe este de Alhenas sempre angoste,
Aquelle dessa Epiro vencedora,
Meus fortes alliados, o promoigfcm.
Breve no ar fluctuants, e galhardos
Tantos penddes veris quanlas as turmas,
Que em rpidos ginetos alentados
Acompanharam as guerreiras turbas.
Ver boje espero os dous Iriumpjiailores
lio inimigo soberbo, quo subjuga
As margeos do Pacilo, c> quera a deca
Obsequiosa adoragoes facnlta.
Dos dominios opimos de Troanle
W sois dominadores. Com injuria
Dascohorles Illirica, indigno
Elle os nossos limites descompauhn.
Mas j fri receio a nossos peilos
Dcixar de assaltar, qne com astucia '
Nos infunda o indmito contrario.
De perlda, c ambirao nao vista furia.
Por toda a Grecia as novas se espalharaoi,
Que impelltdas vergonhosa fuga, (*)
Do rei Troanle as tropas mais soberbas
Corriam derrotada, e confusas.
Soube, qne o valeroso Florisbello
O escudo embrara, a grande espada empanda,
> ence, e despoja dos vilaes atentos
Dessa Grecia a fortissima columna.
Celauro rompe co' a cavallaria ()-
Todo o excrcilo : mas tom mais fortuna
Elles repeliram as tristes anejas
Em que o imperio desseJtei flucta.
Excelsa gloria os corea, e dernim longo
O apouca-la cm vozes diminutas;
Apenas cm periodos mtti breves
Minba idea a catastropltc debuxa : "
>
((parle)
Est.
' (*) Versos
y l
--------'/
de bar ."
monta iniilali^i


h
*
L valaeizuuda chucada !
Vio o annel, e uaflke arreda (Aparte.)
De niim em qualro o nao pillia.
Irra coio a Arpya meslra !
Ijute.....Poja quo dijes Nao respondes 1
En.......Que hei dizer-te, Pequea
Nao tenho aqui com que mostr
0 amor a que toe sujeitas.
//uic.....Eu sei que leus bem que dar.
Ett.......eclarou-se. He ou no meslra ?' (.Iparte.)
E por Onde o sabes tu ?
aitc.....Por memoria.
Ett.......E bem selecta !
L vai tcrceira chucada!)
l'ois memoria l no eyas.) (A Pvle-
Que tens memoria ja veja:
E be bem que cu tambera a lenha,
Para lembrar-me de li.
Lae.....Nao, senhor, tosjp savesaas
Essc sentido: hadedar-me
A memoria, couio prenda;
Porque cu tendo-a commigo.
l>e mim entto vosse se lombra;
Pois veudo-se sem memoria.
Busca-a em mim, pois que m'a entredi.
*"........Vejamdo que casia he ella! (.t paite.
Nao pode ser,- meu fcilico;
Escuta bem: a memoria
Hei de ler eflt pois sem ella
Nao posso de ti tembrar-me.
Lae.....Ja vejo, que es um patela.
**'........E he por isso que em li vejo
Bem vivas as tres potencias, ele.
SCENA IV. (Sahe Cloriuda. j
Clor......Ouvisle de Florisbello,
Lanceta, as aerees heroicas ?
Lae......Sim, seuhorajL* na verdade
Me parecern slorias.
rlor......Que julaas elle?
Lae...... Quejulgo?
Que ho grandssinm palola.
E maior aloleimado.
Homem, que sem ceremonia,
1 ni ejercito aecOnimclle!
Eu o arrenego! Scnhora,
Daquelles, e dos uugidos
smprc se speram ms novas.
Mas elle ehega.
Clor..... QucdhW.'
Mesioissimo re de co|ias,
' Ollw p'ra elle que vem
Magro como urna pistola.
DIARIO DE PERMBuCO, TERQ* FEIBA 7 DE MARCO DE 1854.
Clor......Amante acho a Florisbello
Sea modo, suas palavras
Me abalam.
.(' turle.
^

flor..
Ett....
Que dixes a isto, Lncela?
...Que hei de dizer* Que a tal cousa
Me vai cheirando a amoriuhos.
flor......Tal nao profiras; es louca?
Gres lal de uus liouiens guerreiros
Lae......Ora pois, ouca urna historia,
Qu* niinlia uiai me contara
Quando eu era poquenota:
Foi Marte um homem guerreiro:
Este goslou de urna mura
Mu linda, por nome Venus.
O marido, que co'a mosca
Audava, andava sobre ella
At pega-la wCAegou-a.
Que como era bom ferreirn;
Arman-Ibes tal geringouca
Com unta rede de ferro.
Que quando a linda de gorra
Se embelecesse ro'o aman 1e,
Descuidados, e fresquiuhos,
Subtilnieiile os enlacassc
A rede. Assim foi. E una hora
Mesma, sahe de revea elle,
E com um bamb as costas
Do Marte, e delta, os poz amitos
Mais moles que urna pamouha.
l'ois nao era valen&o .
O r Marte t Porque cotila
NSo so livrou da enredada
Dos amores? etc.
SCENA VIII.
Flor......Estojo, quero fiar-uie
De ti em eerto negocio. .
E.'t.......Se acbas', que sou homem disso,
Servirei com lodo o corpu.
Flor......Importante he o segredo.
Ett........Pois em mim tens um estojo.
Flor......Cloriuda...
Est........ J sei Cloriuda
Te lem quasi fello tonto,
A andarj pelas paredes
Marrando como bisouro ,
tallas verdade.
Oh se fallo!
For......Pontn nio sel de que minio
Lhe Tata a expressao do afleclo
Com-que lulo, o rom que morro.
'/........l'ois isso lem que saber?
Ho diegatvllie atrs dos hombros,
Edizer-lheao ouvido: Vos
Me leudes feilo audar diiudo.
Veras que ella atarantada
Te toma por seu engodo..
Mor......Assim se falla a Cloriuda ?
Est........Pois eu de nutra sorte ignoro
Se falle, para entcmler-sc
A geiilc.
Flor...... Mas esse modo
He mu grosseiro.
Ett......... Pois falla
Em falsete, que he o mais propino
' Para fallar a mulhcres.
Flor......Ah! Cloriuda !
Ora eu snppoirho,
Que niiigucro ha de sarar-lc
Dense mal, se nao Estojo.
Flor......Como assim?
Ett....... Como? Chirima
Ha de sero meu abono.
/1or..n..CIorinda!..
SCENA IX.
Clor,....: Otivi nornear-mo,
E com alguin ahoroce;
Aprecei me: que queris?
Flor......Nada, scnhora; este louco...
Esiou perdido!) aqui eslava
Co'oseu coslumado modo
Diiendo mil disparates.
Clor......Que'dizias t de mim?
Et........Eu seuhora ? Olhem que (ipprobrio'.'
Que lesiemunho! Anjo beiHo!
Eu te nano o caso lodo.
Eu v i estar Florisliello
Cliirindaiido. e tao absorto.
Que pronunciandoCloriuda.
Nada Uie fazia cstorvo.
Eu que vi o homem perdido.
Nariz afilado, morlo
Gritei-the entlo: Toma acord;
Clonada d suspiros.
Com que neste ilesa fogo,
(rila: Ah "orinda!.. Apareces.
Eaqui se acabou o cont, etc., etc.
PIBtICACdES A PEDIDO.
t.
Poesia (*)
EKA ELLA
Como s bella contemplando/
No fulgor do firmamento; /'
Tira o veu, quero adrame.
Copia TSo joven, e j tan Iristo !
Porque foi que a tempestado
Poz o veu no ten semblante
Da tristeza e da saudade f
Alaucii leu destino
cuidado ;
Mas, vi) anda,
deM trocado.
A saudade que l\aflligo
D'aquella campa cjor
peWid
l*^^Bna rosn dcsfolhadat.
Ceu azul, noite serena
Pouco dorio, descontenle
Foge o sol dou-ando as veigas,
Tud acaba tristemente
Deia pois a lal estrella
Que so d estes sanaes ; _' t
Afora lernas lembrancas,
. Ilum sepulchro... e nada mais!
Ostra
Quem o lyrio^oceuienle
\ io dobrar-se viraran,
Em suave ondulacito
Agilar-se bramlamenle ;
Vio a lympha murmurando,
Kelluudo, serpeando
. Por meandros na espessura ;
Saiba agora que o teu scio
Temp'ra mim mait doce eulcio,
Tein mais graca e formosura.
Da tua hora formosa
Nasco a doce idolatra.
Em que a alma se extasa :
Que assim paluda c mimosa,
Te seismoii meu pensameulo,
Onde gira o meu tormento
Em esplendente verao,
Com desejos iusofridos.
Pelo fogo dos sentidos,
A' noite na solidan.
Eu vivosemprc em la alma.
Della tenho sede ardcnle,
Que me mata lentamente ;
Nao ablanda, ucm se acalma
Esta minlia sede intensa ;
Se a tua alma, foiile inmensa
D'lium anglico frescor,
Com torrentes de ternura
Nao me apaga esta secura,
'Carnauba sede d'amor.
A. M. Corle*.
Illm. Sr. inspector.Di Joaquim Antonio dos
Santos Andrade, que bavendo elle pago na compe-
tente reparlicao a quantia de'24000 rs., siza corres-
pondente a quantia de 4008000 rs. pof quanln havia
ajustado com Jos Rodrigues da Silva Rocha e sut
mulher a comprada casa terrea n.6. sita na ra das
Flores, e posto que chegasse a tf r lavrada compe-
tente escriplura nao surti ella efleho algum, por is-
so que tendo-se arrependidn os supplicados, fora, co-
mo consta dos dous documentos juntos, dita cscrip-
lura declaradasem efleitopelo respectivo tabel-
lio. Ncsles termos de.vendo reverter ao upplicante
a importancia da siza que pagou, pede a V. S. se sir-
va manda-la resliluir.E. R. Vi
Cidade do Iiecife 4 de junho di 1853.Como pro-
curador Manoel Eloy Mendet. \
Maja vista o Sr. I)r. procurador fiscal.Thesou-'
raria de fazenda de Pernambuco 6 de julll* de 1853.
Siha.
Na deficencia da provas dos requisitos estabele-
cidos pelo aviso n. 118 de 8 de novembro de 1838 pa-
ra a reslitnicSn requerida, parece-me ser bem cabi-
vel y indererimenlo desta prelencao.DrummSnd.
1853 12 d julho.Informe o Sr. contador.
Thesouraria de fazenda de Pernambuco 12 de julho
de 1853.Silva.
o Apresenlando o supplicantc cerlidao do tabel-
liito que declara nao ter sido assignada n escriplura
por nciihiima das parles, e juntando o coohecimento
da siza esta prvido com toda evidencia que o con-
Irato da coraprs. nochegnu a effectuar-se, e purtan-
lo^nao podia entrar na posse da cousa comprada : e
nao se deve admillir posy sem direito a ella pois a
fazenda s recebe a siza pelo faci lo direito, que se
transmute da propriedade, e nao quando alguem por
ventura se apropria do que lhe nao perlence, pois
antes est sujeito as penas determinadas, nasts.
a Nola-se mais qrte a escriplura foi lavrada em 11
de abril do crrente, din em que se pagou a -siza na
recebedoria e declarada sem effeilo polo proprio la-
belliao, c a cerlidao aqui junta foi passada por des-
pacho do juiz de 2 de julho, o com estes documentos
he qne osupplicante requer a restituirlo.
a Conladoria 15 de julho de 1853.O conttdor
Bernardo do Canto Brum.
i>*<-^-.
Continacao da relacSo das esmolas, que a pedido do
fcim. e Kvmd. bispu diocesano se lem dado pira a
obra da igreja matriz da freguezia de S. Jos desla
ndade, e lem sido entregues ao vigario da mesma
fregqeza, actual administrador da dita obra, de 5
de revereiro prximo passado ale boje; por parte
dos Illms. Srs. :
A gostinho Bezerra da Silva Caval canli 50JIO0O
Aiitonio da Costa Reg Monteiro 20SO0O
Joao Manoel Carneiro de Laccrd 2O8O0O
Jos Roberto de Moraes o Silva 2O00
Manoel Antonio Torres 10OOO
Jos Andr de Oliveira 1j0(K)
Jos Carreiro da Silva 108000
Anselmo Jos Pinto do Souza Jnior 108000
> cenle Alves Machado 89OO
Grcgorio da Silveira (i0OO
Ignacio Francisco da Silva 53000
Antonio Joaquim Salgado 58000
AntomoDiu da Silva Cardeal 59000
Joao Marinho de Souza Leao 59000
Eduardo Fredericu Brank 58000
L'mbeliuo de Paula de Souza l.cu 53000
francisco lavares Correa .58000
Manoel Joaquim Ferreira Esleves 5&H00.
Bernardo Jos da Rocha '59000
Jos Luiz de Souza Ferreira 59000
Jos Luiz de Azevedo 59000
Dr. Joao Ferreira da Silva 58000
Albino Jos Ferreira da Cunha 4800o
Joaquim Jos da Silva Castro 28000
Jos Henriques da Silva Braga 28000
Joaquim de Azevedo Andrade 2O0o
Jos Antonio di Costa e Sa 29000
Joao Ferreira da Silva 28000
Francisco Jos Correa Guimarnes 29000
FranciscoBaptisla de Almeida 1892o
Antonio Joaquim Goncalvcs Guimares 1800o
Joao Bernardo de Carvalho Pinto 18000
J oao Antonio de Macedo 1800o
Manoel Pereira de Carvalho n 18000
F-'c-A- 18000
2569920
O vigario Loureiu-o Correa de S
COMMERCIO.
PKACA DO RECIFE 6 DEJUARCO AS 3
HORA"S DA XAUDE.
Nao houveram lioje cotajocs.
AUNIS DEG A.
Kendimcnlo do da 1 a 4.....iT'8423908
Idem.dodia6 ........ 8:2028118
.50:045
:0459086
Detcarregam hoe 7 de marro.
Barca americanaDatid SupoleytivAa e bola-
chinhas.
Barca portugueza N. S. do Bom Sar.cettodiver-
sos gneros.
Brigue americanoAnglo Saxontaboado.
Ilrgue nglezCrecan bacalho.
Rrigue sardoRimarhpipas de vinho.
Escuna brasileira Titaniagneros do paiz.
Patacho brasileiroBom Jetvt- pipas vasiase fumo.
Importacao -
Escuna nacii.nai l'ilania, viuda da Babia, consig-
nada a Antonio de Almeida Gomes & C., raanirestou
o seuiiiule:
57 fardos fumo em folha, 40saccacaf, .'18 (alba*
delouOa, 30.caixinhas clurulos; aos consignatarios.
1 hdrricn mansas de vidro, I caixote objectos de
bronlze; a Brauder a Brandis^ (',.
.ycaixas fazendas; a Siqueir.i A Pereira.
raixule rendas; a Anlouio Lopes Pereira de Mel-
Gibraltar, polaca francozar/ari/a, de 300 to
Heladas conrtnzio o seguinte:4,000 saceos com
20,000 arrobas de usurar.
KECEBEIJOR1A DE ENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO,
Rendimento do da 6.......7I5S338
CONSULADO PROVINCIAL.

Kendimenlo do da 1 a 4
dem do dia 6 .
5:5048180
3:6748643
9:238J823
* PAUTA
dos prteos corrente do tucar, algodao', e mait
gneros do paiz, que te despaeh&n na meta do
contutndo de Pernambuco, na semana de 6
a 11 a 4 de marro de 1854.
Assucaremeaixasbranco l. qualidade (jp
o 2. l)
mase........ b
liar. osac. branco....... o
mascavado.....
refinado........... ,.
Algodao em pluma de j. qualidade o
.11 2."
n n n 3.a b
cm carco......... b
Espirito de agurdenle ....
Agurdente cachaca :.....,
de rar.ua .....
resillada......
Genebra......... ,
. ranada
...
....
...
... n
..............: botija
Licor............... cunada
................garrafa
Arroz pilado duas arrobas, um alqucire
em casca...........
Azeile de mamona.........caada
mendoim e de coco.
de 'peixe......>. .
Cacan
Aves arar

29300
I9900
1iSi0O
8930a
18800
23720
5!K)0
58500
58100
18475
8500
8280
8100
8400
8400
8180
8100
8180
48800*
18600
8720
18600")
18280
58000
papagaios
Bolachas......
urna 108000
um 38O00
9

Biscoitos
Caf bom .
restolho............
com casca. ..'..:......
i) moido........ ..... '
Carne secca.............
Cocos com casca..........ceulo
Charutos bons............
ordinarios.........
regala e primor
49180
68400
58000
:icooo
38600
6800
28800
28400
18200
8600
81000
Cera de carnauba.......... ;gj 60000
em velas............
Cobre novo ruao d'obra.......
Couros de boi salgados........
o-|ii\;oln...........
verdes...........,
de onra........, .
de cabra cortijos. .
Doce de calda......../. .
goiaba..........
seceo ........... .
jalea..............
Eslopa nacional...........
eslrangcira, nio d'obra. .
Es pana dores grandes........
B pequeos........
Farinha de mandioca.......'
milito.........,
i) aramia.........
Fcijo...............
Fumo bom........".."..
ordinario...........
cm folha bom ".'..........
8 ordinario......
rcsiolho. .'.....
Ipecacuanha............
Gomma..............
tieniiibre.........'...'..
Lcnba de achas grandes.......
pequcuas......
toros ...........
Pranchasde amarcllo de2 costados.
lomo.........
Costado de amarello de *5 a 40 p. de
c. c 2 ;{ a 3 de 1.......
de dilo usuaes. .".....
Cosladiuh' de dilo..........
Soallio de dilo............
Forro de dilo. .
Costado de luuro. .
Costaduho de dito.
S illiii do dito .
Forro de dito. .
_ 11 cedro. .
Toros de ialajuba. .
Varas de parreira. .
asuilbadas
quiris,
11 88000
. 8160
. 1) 8160
. II 8170
. I) 8090
. n 158000
. i) 9200
. 11 8240
. 11 8200
. 11 360
. 8280
<$ 18000
i> 18000
. .' um 28000
. 18O00
alqueire 2a800
>: 23OO0
;8000
alqueire 680(HI
. 58000
38000
11 880(10
48000
n 38000
328000
alqueire 28000
. .' 28000
. ccnlo 18600
. 8000
i) 95000
. urna 128000
78000

quintal
. duna

209000
108000
83OOO
69OOO
3850!)
68000
58200
S>200
2*200
38000
I3200
19280
19600
8960
lim obras rodas dcsicupira para carros, par 403000
168000
9IK0
18280
8640
68000
9800
38600
8320
28100
59300
3200
2O9OOO
28560
9200
8080
9160
308001)
II CIXOS 11
Melaco.......
Milho.......
Pedra de amolar. .
filtrar. .
11 11 rcbolos .
Ponas de boi. .
Piassaba...... :
Sola ou vaqueta .
Sebo cm rama .
Pelles de carneiro
Salsa parrilba. ,
Tapioca......
Unias de boi. .
Sabao .......
Esleirs de perperi

. ranada
alqueire
. una
.
11
. rento
. Illollio
. meio
.
. urna
. (g!
)>
... ceulo
.
Vinagre pipa.............
MOVIMENTO DO PORTO.
Nados enlradot no dia 6.
Babia15 dias, escuna brasileira Titania, do 60 to-
neladas, capitao Antonio Francisco Ribriro Padi-
llia, equipagem 7, carga varios gneros; a Anto-
nio de Almeida Gomes & Companhia.
Terra Nova33 dias, brigue nglez Oetana, de 196
toneladas, eapila James Axtell, equipagem II,
carga bacalho ; James Crabtree & Companhia.
Seguio para a Babia.
Liverpool32 dias, barca inelezn Geneciece, de 271
toneladas, capitao James Turner," equipagem 14,
carga fazendas e mais gneros ; a Deaue Voulle
& Companhia.
Navios tahidos no mesmo dia.
Acarac pelo CearaPatacho brasileiro Emularao,
capitn Antonio Gomes Pereira, carga varios g-
neros. Passageiros, Jos Felicio de Oliveira e a fa-
india do capito.
Ass Brigue brasileiro Paraguass, em laslro.
Suspenden do laineirao.
Porlos do SolBrigue escuna americano Flora, com
a mesma carga que Irouxe. Suspendeu do lamei-
rSo.
EDITAES.
s&c.
2 bar:
Silva
larriras lirio florentino : a Menrou i C.
2 caixes charutos ; a Joaquim Ferreira da
Junior.
0 caixesrap ; a D. AlvesMallieus.
5 caliles charutos ; a L. Scliuller fi: C. '
1,500 qiiarlinlias, 29 raixocs e. 1,527 raixiuhas
charutos, IflOsaccns fannli.l de inandiuca, 4 duzias
loros de Jacaranda, 17 fardos fumo; a ordem.
CONSULADO GERAL.
r.i'iiilimeiiln do dia 1 a 4 7:5408920
dem do dia 6 ........5:9948342
13:5358262
PIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia 1 a '<......
dem do dia 6.....
918*557
32:19375
1:2418932
ideamos sao
um iiowo distinrlo patricio, fcuft
muilos aiiiHi;; ntvEurop.i,
Exportacao'.
Porto, brigue portuguez Etperanra, de 198 lo-
neladascondiizioo seguinte:t couros de cavallo,
130 ditosespichados, 1.054saceos, 5 caixas, 118 bar-
ricas, e 1 meras ditas com 6,719 arrobase 59 libras
de assucar, 83.) rouros salgados e 99 ditos espi-
chados com, 30,.)22 libras, 410 meios de jola,
20 sacras com 118 arrobas e 9 libras de alaodo, 196
barris e 't pipa mel, 400 toros de Ialajuba com 7.1
quintaes, 1,230 ponas de boi, 30saceas com 139 ar-
robase 4 libras de arroz, I dita com 5 arrobas d
caf, 1 caixa com 05 libras doce de caj.
Buenos-Avres, polaca heipauhola Juren Adela, de
492 toneladas conduzio u seguinte:10 pipas agur-
denle, 50 sarco, 460 barricas e 100 meias ditas com
11,401 arrobaa e 15 lilfrasde assucur.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
cm cumpiimeulo da resolucao da juuta da fazenda,
manda l'azer publico, que 110 dia 23 de marco pr-
ximo vindouro, perante a junto da fazenda da mes-
illa lliesouraria, vai iiovamente a praca, para ser
arrematada a quem por menos fizer'a 011ra dos
courcrlos da cadea da villa do Cabo, avallada cm
82-59900 rs.
.A arrcmalaeao ser, feila na forma dos rticos
2i e 27 -da lei provincial n. 26 de 17 de malo de
1851 e sob as clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoasque se propozerema esta arrematacan
coiupai ecam na sala das sessOes da mesma junta no
dia cima declarado, pelo meio dia, compclcnlc-
menle habilitadas.
E para constar so mandou afiliar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 21 de fevcriro de 1854.O secretario, An-
tonio Ferreira d'AnntmclarUo.
Clautulat esperiaes para, a arremataran.
1. Os concerios da cadeia da villa do Cabo far-se-
hao de conformidade com o orraincnto approvado
pela directora em ronselho, o apreseiilado a appro-
varao do Exm. presidente da provincia na iinpoi-
ancia de 8258000 rs.
2. O arremalanle dar principio a obra no prazo
de qiiinzo dias, e dever coiirlui-la no de tres nie-
zcs, ambos contados de conformidade com oart. 36
da le n.. 886. .
3.a O arrematante seguir na execueao ludo o que
lhe for prescripto pelo engciihciro respectivo nao si
para ba execurao nao inililisar ao mesmo lempo pura o servir pu-
blico todas as 'parles do edificio.
4. 0 pagamenlo da importancia da arrcinalarao
verificar-sc-ha em duas prestares guaca: a prinie-
ra depois de fcitns dous tercos da obra, c a segun-
da depois de lavrado o termo de recebinienlo.
5.a Nao llavera prazo de responsabilidade.
6.a Para ludo o que n;ln se oclu determinado
lias prsenles clausulas ikmii un mcaineiiln, seguir-
se-ta o que dispe na lei 11. 2S6. Confu me. 0
sim relario Antonio Ferreira d'AUnunctariio.
* O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em i'umprimeulii da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, de 23 do correte, manda fa-
zer publico, que nos.dias 21, 22 c 23 de marco pro-
ximo \iiulouro, perante a junta da fazenda da mes-
ma thesouraria, se bu de arrenialar a quem por
menos Ilzcr a obra do acude ha povoacao de Sal-
guciro, avahada cm 2:5309000 res.
A arrematajao ser feila na forma dos arligoss
2 c 27 da lei provincial nJK6, de 17 de maio de
1851, e sol as clausulas es|Haes abaixo copiadas.
As pessoas que te propozerem a esta arremataran
romparceam na sala das sesscs da mesilla juuta no
dias cima declarados, pelo meio dia, competcnle-
mentc habilitadas.
E para constar se mandn affixar o presente, c
publicar pelo Diario.
Secretaria da (hesoiiraria provincial de Pernam-
buco, 27 de fevereiro de 1854. O secretario, An-
tonio Ferreira d'Anniuiciario.
Clatttulas especiaes para arremataran.
1.a As obras desle acude serao fcilas de confor-
midade com as plantas c ornamento aprcseuUulus a
approvacao do Exm. Sr. prsideiilc"da provincia, na
importancia de 2:5009000 res.
2.' Estas obras deverBo principiar no prazo de
'dous mezes, e serio concluidas no de dez mezes a
contar conforme a lei provincial n. 28(>.
3.a A importancia desla arrcmalaeao ser pana
em tres preslaces da maneira seguinte : 1.\ dos
doos qtnlos do valor total, quando. liver conclui-
loTrtacladc da bra : a 2." igual a primeira, de-
pois de lavrado o termo de reccbiineuto proviso-
rio : a 3., linalmente de um quinto depois do re-
rchimeulo definitivo.
4.a O arrematante ser ohrig'adn a communicar a
reparlicao das obras publicas com*antecedencia de
liinla dias, o dia lixo em que lem de dar principio
a execueao das obras, assim como Irabalhar se
giiidamente durante quinze dias fun deque possa
u engenheire encarregado da obra assislir aos pri-
im'irus tnibalhos.
5." I'ara ludo o mais que nao esliver especificad
naspresentes clausulas sciiuir-s'-ba o que dispe a
lei n. 28(1. Conforme. O secretario. Antonio Fer-
reira d'Annunciaran.
O Illm. Sr. inspector da thesouria provincial,
em riimprimcuto da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda fazer ptihlicn, que no dia 9
de marco prximo vindouro, vai iiovamenle a praca
para ser arrematado a quem por menos fizcr.peran-
te a juila da fazenda da mesma Ihesouraria a obra
do acude de Paje de Flores, avahada em'3:1908000
rs.
A arrcmalaeao ser feila na forma dos arts. 24 e
27 da lem provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremalajao
coniparcram na sala das sessOes da mesma juuta no
dia cima declarado, pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou aullar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial d Pernam-
buco, 3 de fevereiro de 1851.O secretario, 'Anto-
nio Ferreira da AnnunriarUo.
Claimilat etpeciacs para a arrematarlo.
1." As obras do acude de Pajc de Flores serao
reatas de roiirormidade com as plantas e nrramento
presentados a approvacao do Exm. Sr. presidente
da provincia na importancia de 3:1908000 ris.
2. Estas obras dcvcra/i principiar no trazo de
dous mezes, e serao concluidas no de dez mezes
contar conforme a lei provincial n. 286.
3.a A importancia desla arrcmala cm lies preslaces da maneira seeuiutc: a primeira
los dous quintos do valor da arrematado, quando
"Ver concluido melado da obra: a seguuda igual
a primeira, depois de lavrado o termo de recebi-
niento provisorio: a lerccira finalmenle de um quin-
to depois do rercbiineuto definitivo.
4.a o arrematante sera obricado a communicar
a reparlicao das obras publicas com antecedencia
de Irinta dias, o dia lixo em que tcm de dar prin-
cipio a execueao das obras, assim como Irabalhar
seguidamente durante quinze das, aliui de que pos-
sa o cugenheirn encarregado da obra assislir aos
primeiros trabamos.
5." Para tudo o mais que nao estiver especificado
nas presentes clausulas seguir-se-ha o que determi-
na a lei provincial 11. 286 de 17 de maio de 1853___
O secretario, Antonio Ferreira da .lniiiiiiriaiao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr. pre-
sideule da provincia, manda fazer publico, que no
Oa 9 de marco prximo vindouro, perante a junta
da lazeiulada mesma thesouraria, vai novamenle a
praca para ser arrematada a quem por menos fizer,
a obra do acude na poyoacilo do Biiiqui, avahada
em 3:3008000 rs.
A arrematado ser feila na forma dos arts. 24 c
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas qne se propozerefh a esla arremala;3o
comparceam na sala das sessoes da mesma junta no
dia-acima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas. "
E para constar se mandou alIKar o presente e
publicar pelo Diario. Secretaria da thesouraria
provincial de Pernambuco 3dc fevereiro de 1854.
O secretario, Antonio Ferreira da Annunriacao.
Clautujat especian para arremalarao.
1" As obras do acude do Hinque serap feilas de
conformidade com a plaa c ornamento approva-
dos pela directora cm cnneelho c aprcsenlados
approv acao do Exm. presidente na importancia de
3:3008000 rs.
2" Estas obras daverao principiar no prazo de
sessentadias, e serao concluidas no de dez mezes,
contar da dala da arrcmalaeao.
. 3" A importancia desla arrcmalaeao ser paga
em tres preslaces da maneira seguiulc : a primei-
ra de dous quintos do valor total, quando liver
feilo metade da .obra, a seguuda iaual a pri-
meira depois de lavrado o termo de recebimento
provisorio ; a tcrceira finalmente de um quinto de-
pois do rtcehinipnlo definitivo.
4 O arremalanle sera obrigadn a communicar a
reparlicao das obras publicas com antecedencia de
Irinta dias o dia fixo, em que tcm de dar principio
a execueao das obras, assiicomo Irabalhar segui-
damente quinze dias, afim dtfvjuc possa o eugeuhei-
ro encarregado da obra assislir aoririinciros traba-
Ihos. *,
5a Para ludo o mais, nao que esliver especifica-
do nas presentes clausulas seguir-se-ha o termina a lei provincial 11. 286 de 17 de maio de*
1851..Conforme.O secretario, Antonio Ferreira
da Aniiuiiriucao.
O illm. Sr. contador servindo d inspector da
Ihesouraria provincial,-em virtude da resolucao da
junta da fazenda, manda fazer publico que no dia 6
Je abril prximo vindouro vai novamenle a praca
para ser arrematado a quem mais der o rendimento
do imposto do dizimo do gado cavallar nos munici-
Eios abaixo declarados:
imoeiro avahado animalmente por 588000
Brejo i) 508000
A arrematadlo sera feila por lempo de tres anuos,
a contar do 1." de julho de 1853 00 Cunde junho
de 1856.
As pessoas que se propozerem a esla arrcmalaeao
comparceam na sala das sessoes. da mesma junta no*
dia cima declarado pelo meio dia, competentemente
habilitadas.
E para constar se mandou allixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da'thesonraria provincial de Pernamba-
co4 de marco de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em virtude da rcsuluciio da
junta da fazenda, manda fazer publico, que em cum-
primento da lei se ha de arrematar por arrenda-
mento, perante a mesma junta, nos dias 14, 15 o 16
do correte, a quem mais der, o sitio do jardim lio-
tanico da cidade de Olinda, avahado anuualuicnlc
em 1518000 rs.
O aircndamenlo ser fcilo por lempo de 27 me-
zes, acontar do primeiro de abril do coi rente anuo,
ao lim de juuho de 1856.
As pessoas que se propozerem a esta arrcinala-
rao comparceam na sala das sesscs da mesma .1 un-
a nos dius cima indicados pelo meio dia, compe-
lenlcuiculu habilitadas.
E para constar se mandou oflixar 'o presente e
publicar, pelo Diario.
Secretara da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 2 de marcede 1854. O secretario, Antonio
Ferreira de Aimunciarao.
A cmara municipal manda publicar para cd-
iilieciinenlo de lodos, afim de que reja observada a
postura addcioual abaixo transcripta, approvada pro-
visoriamente pelo governo da provincia em 27 de fe-
vereiro ultimo.
Pago'da cmara municipal do Reoife, em sessSo do
1" de marco de 1854.Bariio de Capibaribe, presi-
denle.No impedimento do secretario, Manoel Fer-
reira Accioli.
POSTL" RA ADDICIONAL.
Arl. 1. Ficam prohibidos os anteparos de mailci-
ra, de ferro, ou de oulra qualqoer materia, que se
costuma enllocar nas varandas dos sobrados, tomando
a v isla dos predios lateraes : os existentes serao reti-
rados lugo depois da pnblicacjio da presente postura.
Os infractores pagaro a multa de 108000 rs., e o du-
plo na reincidencia.
Arl. 2.a O ferio em barra e varos de qnalquer
urossiira, nao pdenlo ser roiiduzidos em Carros se
nao amarrados em feixes, sobre cama de palbas. Os
miradores pagarao a multa de 58000 rs., c o duplo
na reincidencia.
Paco da cmara mDhicipal do Recife, cm sesso de
22 de fevereiro de 1854.Bario de Capibaribe, pre-
sidente.Jos Maria Freir Gameiro.Guataco
Jos do /lego.Dr. Coime de S Pereira.Fran-
cisco Mamede de Almeida.Antonio Jos de Oli-
veira.
Approvado provisoriamente. Palacio do governo
de Pernambucu, 27 de fevereiro de K5\.Figuei-
redo.
Conforme. O oflicial maior, Joaqum*l'ires Ma-
chado Portella.
185 '1.O secretario do consellio de direc-
cao.Joao Ignacio de Medeiros Reg.
Pela subdelegara da freauezia da Boa-Vista,"
lermo do Recife, so faz publico, que foi encontrado
pelas palmillas que rondavam naijioite do dia 21 do
correte, um quarlo alasao : quem se julsar com di|
reito ao mesmo. compareca nesla subdelegacia aonde
lera de dar o signaos cerios.
Pelo subdelegacia da freguezia de Boa-Vista,
termo do Recife, se faz publico, que se acba rcculhi.
0 do cadeia desta cidade, desde 25 de novembro de
1853, o prelo Patricio, o)ual diz ser escravo de (as-
par Mauricio : quem se julaar com direito ao mes-
mo, compareca nesla subdelegacia aonde dever apre-
senlar os competentes iitulos.
Em conformidade do artigo 4. dos estatuios da
companbia Pernambucana, o consellio da Tlirecco
convida aossenbores accionistas a realisarem com ur-
gencia a primeira prestactlo de suas ossigniituras, que
foi mareada em 25 por cenlo (o mais lardar al o dia
15 do correte) afim de se poder encommendar o pri-
meiro vapor. A pessoa encarregada de receber taes
preslaces lie o Sr. F, Coulou, ra da Cruz n. 26.
Antonio Marques de Amorim,
Secretario da direcego.
Couselho 'administrati vo.
_0 couselho administralivo em vrlude da autorisa-
cao do Exm. Sr. presidente da provincia, lem de
comprar os objectos segointes :
Para a botica do hospital regimentis,
Kezina daogico, librasK, espirito do vinho, caixas
5, azeite doce, garrafas 24, alambique de junco (se-
gundo seuberau) I, balanca de pedestalconi pesos 1,
madapolao tino para emplasto mili., pecas bacas de
p de pedra para ungento 4, alguidares de barro-
vidrado 4, machinas para eslender emplasto 1, lesou-
ra grande para corlar raizes 1, ditas pequeuas para
papel 2, alciilrao, acroba 1.
Para o arsenal de guerra.
Algodozinho varas 213, hollanda d forro.covados
550, casemira verde, covados 60, exemplares de fi-
nitas curvas e rectas 20, caixa com vidros 1, sola gar-
roteada, meios 50, mantas de hia ou cobertores de
papa 209, panno mortuario 1, Iraves ds conslruccao
de 30 a 35 palmos de comprido 6, chinelas rasas 200,
badaines de meia oilava de pollegada 6, arieiros 11,
leuries de cobre de ti a 7 pollegadas 8, copos da vi-
dro 21, pares de sapalos 1,263, linleiros 16.
Para as otficinas da quinta clatse.
Sola curtida, meios 100.
Para os recrutas em deposito no segundo balalhao
de infantaria.
Bonetes 50, grvalas 50, brim brinco liso para fr-
delas e calcas, varas 375, algodozinho para camisas,
varas 250, sapalos, pares 50, hollanda de forro, cova-
dos 25, mantas de La 50, esleirs 50, botos brancos
tde osso, grosas 15, ditos pretos ditas 10.
Para a companhia de cacallaria.
Coturnos, par.s 46, sapalos, pares46, penachos 60.
Para o quarto balalhao de artilltaria.
Brim branco liso para calcas, varas 925, algodo-
zinho para camisas, varas 925, hollanda .para forro,
covados 18). esleirs 370, bntes brancos de osso,
grosas 30, ditos prelos, ditas 36, pares|de sapalos 370,
grvalasde.conro de lustre 40, mantas de la 40.
I'ara o pspilal regitnental
Brim de luho fino paracomisolus, varas 884, chita
para cuberas, covados 117, bacas de rame sorlidas
20, bules de louca 12, pralos de djia 60, chicaras e
pires de dita, cnsaes 36, collieres de metal fino 60,
aisucareiros de louca 12, bacas de louca 13.
Para a fortaleza de llamarac.
liandeira imperial dt 6 pannos de lilele I.
Para a colonia militar de Pimenleirat
Aro de milao, meia arroba, ferro sueco em barras
quadradas com 2 pollegadas, arrobas 5; dilo em ditas
com 1 pollegada 2, dito redondo com 1 pollegada de
grossura, arroba 1 lj2. dilo em barras chalas com 1|4
de grossura e 2 1|2 pollegadas de largura.*, dito em
ditas com 3 oitavas de grossura, arrobas 5, compassos
de 12 pollegadas 2, folha de serra de mao com 4 ps
de-comprimento 1, ferros dobrados para galopas com
2 1j2 pollegadas de largura 4, ferros parallamas siii-
gelas com 2 pollegadas de largara 4, ditos desbasta-
dores com I pollegada e 3 quarlas ditas3, formesde
ac suri idos 12, grosas com 12 polleeadas de cumpri-
mento 2, gaivas estrellas de ao 4, ditas de meia lar-
gura 4, ditaslargasi, limas triangulares de 6 polle-
gadas (i, marrlas de ferro para quebrar pedras com
12 libras cada urna 12, parafusos demadeir2, pre-
gas de assoalho 1,000, ditos hateis grandes 500, ditos
pequeos 500, ditos de rame com 2 polleeadas de
cumprimento, libras 2, ditos de dito com 1 1|2 polle-
zadas de dilo, libras 2, ditos de dilo com 1 pollegada,
libras 2, verrumas surtidas 24 : qum quizer vender
laes objectos, aprsenle suas proposlas em caria fe-
chada na secrelaria do couselho, as 10 horas do da
10 do correle rnez. Secretaria do couselho adminis-
trativo para forneriincntu do arsenal de guerra 4 de
marco de 1854.Jos de Brito ln /le:, coronel, pre-
sidente. Bernardo Pereira do Carino Junior, vo-
gal secretario.
De ordem do Exm. Sr. direeler geral da ins-
truceo publica, faco saber a quem eonvier, que S.
Exc. oSr. presidente da provincia, em parlara de 4
de marco, creara urna cadeira de instrueco elemen-
tar do sexo femenino na riegue/, i a de 11 amarar, a
qualesl em,concurso com oprazo de 60 dias,conta-
dos da dala deste. Directora geral 6 de marco de
1854.O rlianuense archivista,
Gtmdido Eustaquio Cesar de Mello.
Pela suhdelelSjcia da freguezia de Santo Anto-
nio desla cidade foi appajuindida urna cadeia'de ou-
ro para relogio, por so descirilfiar haver. sido Curiada;
8eu dono compareca perante a~tesma subdelesacia.
Elraludodo pe -umle :
Na idade media usavain as ciganas roubar as fillia-
roeuores para as instru: uar a daosfr nas
[iracas publicas, o compositor aproveitaudo pensa-
mento figurn PAQUITA mohada na idade de
4 anuos, do irmao do invernador de Hs;
do a ser rCcuiiheciila al'mal |ior urna ineda
roilia que traz ao pescoro.
Personag Dislri
D. Lopes, governador hespauhnl,
pai de..........Sr. Pinto.
1. Serafina, promellida esposa a U.
Erdil..........i, N. N.
General D.Erdil, pai de .... Cantareili-
Luciano oflicial.......Sra. Pessi
Dr. Roberto, amante nao correspon-
dido de Serafina ...... Sr.Ribeir
Iigo, capu das zngaras..... De>V(
Paquita, sobriuha do general Er-
dil...........Sra. Baderna.
Corpo do baile, figurantes, eiganos, guerreiros,
camponezes, ele. etc. A segunda e nltima scena sao
novas e pintadas pelo Sr. Dornellas.
DENOMINACAO DOS ACTOS.
1.a Festejo para o casamento da tilba do governa-
dor com o oflicial Luciano, grande bailado hespanhol
dansado pela beneficiada, Sr. e-Vecchy e corpo de
baile.
2." A norte., de Iigo envenenado, solo pela
beneficiada.
3. Reconhecimento da Paquita, grande bailado
final dansado pela beneficiada, lodo o corpo de baile
e figurantes de ambos os sexos, todo composicao do
Sr. De-Vecchy.
A beneficiada espera coma escolba (leste espect-
culo, satisfazer a expectativa do Ilustrado publico
desla cidade, de quem lem recebido conslaulemenle
as maiores provas de cordial alleigao ; e desde j lhe
agradece com todos ossenlintentos de sua alma o a-
poio que anda conta receber em a noite de seu be-
neficio : pede ao rcspeitavel publico de desculpar o
Sr. Pinto por qualquer taita que involuntariamente
ellecommella, visto que he a primeira vez que entra
em espectculos mmicos, e a taz someute por obse-
quio especial a beneficiada : o resto dos bilheles es-
tro a dispoSicao do respeitavol publico em casa da
beneficiada, ra da Aurora, casa inmediata a do
Illm. Sr. desembargador Rocha Bastos, segundo
andar.
prero que se obli^i
bus da Arabia e d_
C. J. Asile
tervciico-diLager
pos do vidro, grande
11I10 : quarta-foira 8 do corre
ulla.lio anuazemda ra da
Ointa-reira 9
na D'
Tas pai
da Bar
gos quesera
THEATRO DE AFOLLO.
SABBADO 11 DE MARCO t)E 18i.
BENEFICIO DA ACTRIZ
Mauoella Caelana Lucci.
Terminada a execueao de tima excedente ooverlo-
ra, subir scena pela primeira vez neste (heatro o
excellenle drama em 3 actos, composiro do Sr. Gar-
re!,
FRE luiz de souza.
I'ersonagens. Actores.
Manoel (I-'r. Luiz) de Souza, Sr. Bezerra.
D. Magdalena de Vilhena 1). Joanna.
I). Mara de Noronha. .... A Beneficiada. -
Ir. Jorge Cootinho..... Sr. Mendes.
O Romeiro....... 11 (feimbra.
TlmoPaes........ Cosa.
Prior de Bemfica ....... n Sania Rosa.
O irmao converso......11 Pereira.
Miranda. ........ Rozendo.
O arcebispo de Lisboa' N. N.
Dotolbca........ii N. N. -
Findo o drama o Sr.Ribeiro, por obsequio a bene-
ficiada, cantara com a mesma, em portuguez, um
lindo doeto da opera
Segljir-se-ha o vaadeville em 1 acto,
.^tWK
BRILIIANTE .ESPECTCULO.
24. nECITA DA ASSICXATIB-V.
TEltCA-FElRA, 7 DE MARCO DE 1854.
Executada pela orcheslra urna excellenle oeverto-
ra, subir a scena pela primeira vez, o excellenle
vaudeville em 2 actos, ornado do msica, composi-
cao do insigne maestro Hespanhol I). Raphael Fer-
nando,
DECLARADO ES.
Em observancia do disposlo no arl. 19 das fis-
trueces de 31 de Janeiro de 1851 se bao de arrema-
tar eui hasta publica a quem nias-iler depois da pr-
xima audiencia do Sr. |)r. juiz dos l'eilos da fazenda
e por execueao da mesma os bensseguinles una ca-
sa de.madeia e barro sita na nova estrada da Sole-
dailc pata o Maqiliuhocoiii 30 palmos de fltulle. |3
de Huido, i'o/.inha lora quintal e cacimba em chaos
proprios por UKI9OO, peuborada i Antonio Jos l'e-
1 eir Lima; 13 baldes grandes do comlu/ir asua,
sendo 7 de madeira amarello, c 6 de pipa pialados,
H pares de ancoras da mesma madeira, ludo por
399000, a tieraldtl Jos Pereira; ame armaco de
luja de madeira de pinito, por 83 rs. Antonio Pe-
reira Tirauuo ; um escravo crionlo sadio e sem vicios
que reprsenla de dado 25 anuos por 50O$000,
viuva de Jo*- Machado Freir Pereira da Silva ; .1
renda animal do eiigenbo Abren silo nakiarra de
Na/.arelh, inoenle e corrate, |ir K008S. io*-
quinlifaiicisco de Mello Cavalcanti ; quem pre-
tender arrematar laes olijcclos dirija-so a saladas
audiencias 110 dia e hora do costume. Recife 4 de
marco de 1854.O solicitador do juizo dos feilos,
Joaquim Theodoro Alces.
BANCO DE PERNAMBUCO.
Oconsellio de direccao convida aosse-
nliores accionistasfclo banco de Pernamr
buco a realisarem de 15 a 51 de niarco do
corrente anno, mais 20 por 100 sobre o
numero de acedes com que tem de ftca,
para levara ellcito o complemento ao ca-
pital do banco dedous milcontosdereis,
conorine a re&olm;o tomada pela a&sem-
ble'a geral de 20 de setembro ultimo.
Banco de Pernambuco ti de fevereiro de
no qnal lomam parle os Srs. Amoedo, Bezerra, Cos-
a, lonleiro, Pinlo, Ribeiro. D. (abridla, D. Ama-
lia, D. Orsat, etc. etc.
Cassadores, psizanos, soldados, etc.
A acrao he cm 1819.
Seguindo-se urna aria pela Sra. Deperni.
Achando-se dnente a Sra. Angela Cardclla, nb
pode ter lugar o quarleto annunciada, indo em seu
lugar o lindo dancadb
AS TAES GRABAS.
Segnindo-se urna nova cavatina cantada pela Sra.
Deperini.
lindan lo o diverlimeuto como dansado pela Sra.
Baderna e Ribeiro, a
REDOWA POLKA
qne muilo tem agradado ao publico,
Comesfa recita lnalisam alguna dos Srs. assiguanles
as suas assignaluras ; aquelles que quizerem conti-
nuar liajaui de mandar rehova-las al o dia do espec-
tculo,para o emprezario puder dispor daquelles que
nao quizerem, pessoas que tem pedido.
Muilo agradece o emprezario a coadjuvac.ao que
tem recebido dos senhores assiguanles, e coma que
lhe desculparo algumas faltas que lenha commetti-
do, assim como ao publico em geral, a quem he eter-
namente malo.
Para a Baha segu com presteza o
veleiro hiate nacional Fortuna, capituo
Jos Severo MoreiraRios ; para o resto da
carga ou pasageiros. trata-se com os gyffl
signatarios A. de Almeida liornas
panhia,ia ra da Cadeia do Recife
rimeiro andar.
PARA O RIO DE JANEIRO.
eguecom toda a brevyiadeomuito
veleiroKfigue brasileiro <^0bus Amigo*,
por terqua^j todo o carre^amento promp-
to, quem no^mesmo liizer carregr o
resto, ir de pa^legenyou embarcar escra-
vos a frete: enteVda-se com o capito Jo-
s Ezequiel Gootfs da Silva, na Praca, ou
com oconsiaatario Manoel Alves Guerra
Junior, narutvdo Trapichen, l.
_JPfa o Rio de Janeiro segu no fim
-da presente semana o bem conbecido pa-
tacho Valente por estar <|uasi carrega-
do ; para o resto da carga, passageiros e
escravos a frete, para oque tem excllen-
tes commodos, trata-se com o capituo
Francisco Nicolau de Araujo, na praca.
ou com 0$ consignatarios Novaes & Com-
panhia, na ra do Trapiche u. 5\,
11 Hezerr.
Cottev
11. Monleiro.
Mendes.
Qtim-FEIRA 9 DE AR(!0 DE I8S4.
GRANDE E VARIADO ESPECTCULO DE DE-
CLAUAC.VO, CANTO E BAILE
cm beneficio da primeira bailarina absoluta
MARIETA BADERNA.
Depois da orcheslra haver desempenhado urna das
merhoresoiiverluras.subirii scena o elccllente vau
deville em -2 actos, ornado de msica, intitulado,
I'ersonagens. Actores.
I). Carlos, joven estravaganle, sobri- ,
nho de I). Culisl........Sr. Amoedo.
D. Dioso, coronel do deposito de Al-
*c.il:i........". .
II. Calislo, velho o rico propr'ietario.
Anlouio, criado del), (jarlos .
Crrela, cali do deposito de Alcal .
To Emelerio, estalajadeiro de A-
rala .......... Pinto. '
,l>. \ enano o, procurador de D.
iKnez.......... Ribeiro.
I. Ignez, sobrinha de D. Calislo 1). Oabriella.
I). Sabina, noiva de I). Calislo, de
."i anuos, rica, de um genio arrec-
iado e ridiculo. ...... n Amalia.
Joanna.criada de D. Sabina a Orsat.
Cacadoros, patanos, soldados e recrutas.
No inlervallo drrpriineiro ao segundo acto, a bene-
ficiada e o Sr, Ribeiro lansaro o lindo e jocoso pas-
so, composicao do Sr. De-Vecchy, que lem por ti-
tulo,
; OS JARDINEIROS.
lindo oqual Mme. Deperini e o Sr. Ribeiro, por
obsequio 1 beneficiada canlarao o engracailo duelo
da opera
DO COLIMELLA.
Finalizar o espectculo com o novo e aparaloso
baile em 3 actos, que tantos applausos inereeeu no
Rio de Janeiro'por espado de deus anuos que fre-
quenlemente andn em scena) mo s pelos ricos e
nuvos vestuarios, bellas scenas e tambem pelos dilli-
cunosos e enttracados pasaos que terao de ser enecu-
lados pela beneficiada, o Sr. e-Vecchv e tajo o cor-
no de baile, intitulado,
ou
A JOLTA A SUISSA.
Pertonagns. Actores.
Senevillc....... Sr. Bezerra.
Fratilz -....... i) Costa.
Rullj......... n Monleiro.
Henrique, criado de Seneville.' 11 Sania Rosa.
Werner ,...... D.Amalia.
Kelly. ....../. A beneliciada.
Terminar o espectculo com a opera cmica em 1
acto,
O BEIJO.
Os principaes papei serao desempeiihados pelos
Srs. Costa, Monleiro, Ribeiro ea beneficiada.
Com este espectculo espera a beneficiada merecer
do publico a coslumada proteceo.
Os bhelts aclihiu-sc das 10 horas da nianlia as -1
da tarde, no llieajro de Santa Isabel, em mao do Sr.
Wanderlev cai\eiro do mesmo bealro.
AVISOS martimos.
LEILO'ES.
GRANDE LEILAO' DE VINUOS.
Uoje (7) ha ver leilo de cerca de 80 pipa com vi-
nho linio, por conta e risco de quem'pertencer, em
lotes vontade dos compradores: no largo da AU'au-
dega; Principiar as 9 horas da mauhila.
Schaflieillin S Companhia farao leiloporin-
tervencAo do agente Oliveira, de um esplendido snr-
limenlo de fazendas, principalmente suissas, alle-
nas e francezas, lodas prnprias do mercado ; quar-
la-feira, 8 do corrente; as tO horas da manlula, no
seu armazeui, ra da Cruz.
Jos Duarle das Neves, tendo de ralirar-se para
Tora da cidade, (ara leilo por intervencao do agente
Borja Geraldes, terca-feira 7 do corrente, as 10 lio-
ras da niaiiba, em sua casa na ra do Crespo, n. tO,
segundo andar, de loda a mobiiia e mais movis, lu-
do do melhor soslo, consislindn em urna mobiiia de
Jacaranda,, una oulra de amarello, om excellenle
guarda roupa, urna ptima secretaria de Jacaranda,
commodas. marquezas, apparadores, guarda louca ,
una encllente cama franceza com lodos os seus per-
J lenccs, diversos quadros com ricas estampas em fu-
mo o coloridas, apparelhos de louca e de porcela-
na para almoco e janlar, lauras diversas, vidros c
crystaes, e varios objectos para servieo de cozinha,
diversas obras de p'rala. como bem, talheres, casli-
caes, colhres, ele, ele.
Terca-feira, 7 do enrrenb?, as 11 horas da ma-
nha em ponto, haver lcilJo no armazem de Mi-
guel Carneiro, na \ cucan do agente J. Calis do seguinte : radeiras de
diversas qualidudes, mesas redondas o elsticas, ca-
mas francezas, guarda louca, lavatorios, cabids de
nova nvenro, um balero de amarello, mesas para
costera, om piano iliglez, um rica^jogo de valiairete
e nina caisa para costura, ambos os objectos de cha-
rao, um oboe como seu competente melbodo, soas,
radeiras, mesas, camas com mollas c uniros objectos
lodos de ferro, envernisados a initacao de hron/e.
relogio's para rima de mesa de diUVienies lmannos
e quididades, ramlieiros, alantetnas, ap|9relhos de
metal e de porcelana para etia, quadros com- estam-
pas, duas caias com gomma ingle/a de superior qua-
lidade para engnmmar, e una purcao de violto do
Porto engarrafado.
0 AGENTE BORJA GERALDES.
Qiiinta-feira 9 docor-
rente, as 10 } horas da.
maniota, no seu arma-
zem, roa.do Collegio n.
I i, far leilo de dous
ricos sanctuarios com
magens, -2 pianos ingle-
zes, urna ptima flauta
de granadilbo com 8 cba-
umo rabeca; c di-
versas obras de marreuaria, como bem, sofas de Jaca-
randa, ditos de amarello, mesas redondas de Jacaran-
da com pedra esein ella, ditas de amarello, consolos,
cadeiras, e commodas de amarello o jacarfcdi, guar-
da'vestidas de mogno do melhor goslo possivel, car-
teiras de mogno, ditas dechar.iu. marquezas, guarda
toncas, apparadores, lavalorios, cadeiras para meni-
nos, tascadores, banquinhas de amarello, camas fran-
cezas, mesa dejtntar, ditas para cozinha e oolras
militas obras, elc.^etc, candiciros francezes e ingle-
?es, candelabros, serpentinas, Linternas, manga
vidro, diversas pecas de vidro e cristal, um
roquete de labyrinthe para padre, porcSodebi
rendas da trra, relogiea da parede, dilos de algibei-1
ra o lamben) varias obras de ouro e prata ; e ao meio
dia em ponto rilo em Itiiio varios escravos pelo maior'
'AVISOS
Jo:
lingua franco
tua nova raid
n. 8, tei
torica e poeti.
historia. Pi
uteis, de$d
rthaa ; e de ta:
Rouharam l^^M
dar do sobrado do rt
as 3 horas da larde,
Caes de prala, siendo 1coml
1 bandeijazinha devela-
firma de J. N. S.
deitoo no corredor u
lamben) levava : roga->
jectos forem oRereci
ra Imperial n.
uerosamenle gratifica
Precisa-se ti A
nio : a tratar na
Segu viagem 1
dito italiano Antn
Na manhaa de
do abaixo assignado, er
11. 71, nm relogio de ot;
tradorde prata, cvliudrocora
cadeia de ouro e j par
o fortou, uSo-sendo
ra relirar-se, fazer r
ment, com esperialidade ei
Ha-so a qualquer pessoa a qui
relogio, o favor de o approlm
assignado em sua casa; on ao
los Melibeu, no segundo and
ser generosamente recamperi
Os inspectores de qoarlj
ria de lomar parte nas diligeil
gadas para a prisao do assassit
lariam a um dever sagrado sj
cer, como por esle meio ag
subdelegado Gomes Ferrein
delles se dignou fazer na 1
(a no n. 50 desle Diario ;
zessem do qoe cumprir fiel
evecucao das ordena de seos
Precita-se alagar^
vender na roa, e qae seji
liver, dirija-se praca da'Bi
Perdea-se a 4 do andas
urna cachorruliapM^^^H
galgos, loda branca
e urna mancha encan
acode pelo nome de
la souber, leve ra
Cabug o. 3, lerceii
Desappareceu
renle de um sitio na__
lado em um cavallo qnt
nhor, o escravo Jlj^^H
pardo, cara betig^^^H
pos e grandes, olhos
estatura baila, idade de iiihi!
c.o direito um lano curvo pl
dos dedos mininos cncnlhid-j
entilada, intima de
arqueadas, c sosia
de algodao riscado
jaqtiela da mesma faze
dado, e chapeo preto-;;
cm que foi montad
frente aberta^bebe
lado, calcado *e lodos!
de passo.'tem el
senla um A e N pejK
poe-se ler ido em^ c|
possaui ler noli^j^^^H
o obsequio d&inia,!
do sitio, ua^slrada,
das as desj(eragi e ,
^io Carioca
'. Joao Alv
'a das Trincheir
l'icente II
No dia -Ti de fe
pareceu da casa do abaixo I
naco, por nome Ce
pouco mais ou meos, esl__
chatos, pernas tortas
chita e panno preto
ou capito decampo que
car, o favor.de lev
aterro da Boa-Vista, loj..
ser generosamente roce
testa contra quem
face publico.Joaquim.
Precisa-se de urna
(Juarteis n. 22, primeiro a
Precisa-se de um Iioi
casa de urna pequea fami
n. 34.
O abaixo asig
te agradece ao Illm. Sr. Li
henco que fez em um a
furtaram, e juntamente
tomou para consegu
o conduzia, o qual:
Illm. Sr. Dr. subdelega
nio para as averigua:
Francis
' Hoje espera-se_
vapoiu S. Salvador, t
tas da stima loteria djrj
rofessorde
aluw
os premios sao pagos a a
mas listas.
Desappareceu ao amanhecer
renle mez de marco, o escr
Marcos, comofficio de peo
suinles :estatura mais qui
bem feilo de pea e mos, rosto
grandes, sobraucelbas be:
regulares, beicos grossos,
pouca barba, porm usa de '
abaixo do queixo, lem u
junto a urna, das claviculas,!
ser vista mandando-se-lhe des)
receudo assim ter sido !__
nhal; costuma andar vestil
peo prelu on de palha do Ch
escravo foi da Parahiba d'onda
roga-se, porlanlo, as autoridad
de campo o apprehender
a J0S0 Francisco do, Rec
ra da Cadeia em Santo An!_
recompensados com geuerosdade.
, Contina a estar fgido des.
zembro de 1853 o escravo Auto
anuos, pouco mais ou men
nas linas, rosto bastante desc.
bellos brancos, pouca barba,
cicatriz na fonle procurando 1
sido queimadnra, he o signal m
apresentar; desconu-se eflar I
a titulo de pagar semana,
sitio chamado Fazenda,
cortando lenha : p
do povo, capilaes de 1
que o prendar, ou
seu seuhor Francisco Ca
ra do Lvrameulo, lo
gratificado.
Precisa-se de urna ama para todo o ^^|
casa de urna pessoa : na Iravessa de S. Pedre 1
segundo andar.
Pergunta-seao Sr. (iscal da fre
/.i:i di- S. .lose, a razan de a inda existir
armadiHin de taboa em urna varai
rua Direita, sera' jior falta-d:
cmara '!O amante da lei.
Jos de Paiva Feri
tratar da seus negocios. <
do suas vezes, dur
les procurad
Luir Ferreira, em sef u
(kista Maia, e em le
va e Souza.
Precisa-se de urna ama qne saiba co;
zer lodo mais servieo de nina casa ; no lar
1. 27, segundo andar.
Precisa-se di
no paleo da Senla 1
Precik
va ; quem p
n. 18, ou 81
n.56, de Bartholomeu iza, ven-
dem-se pilulas''Vegetae verdadeiras, arre
beral'ecteur verdadejro, salsa de Saudx
verdadeira, vennifug ingle/, (em v<
verdodeiixi.vic; larga com
uiantea-
veracida-
de dos medicamentos cima, vendidos em
stin botica.
m


JL
BUCO TERCA AFEIRft 7 DE MARCO OE 1854.
HH|
mmam
Koi
engenho 1
I

.Iftapparcreraindo
Santo AnlHo, os es-
Manuel, mulatoacabralbailii, en- ir
ido, baixo, rhcio rto corpo, purein es-'
. espadando o Mu ilc rara ; Mnnoe-
Iherdodito, meca, boa estatura, c!i<-j.i
-iauaes de. cabellos hr.ii.ri no
. hpa estatura, bo-
i ioulo. irman do
Os ilircrlures da rninpanliia 1 lilidade Publica.
lacidade abaixo as-siauadiis, declarara aos eeiiho-
COMPRAS.
inornanles, que irfse achajn autorisados a
lomVem riscos sobre rarga ou embareacoos ile qual-
(|iicrWCHnmi handira alca quanliade 40:00U000
rs. cm iia'i mi navio, sendo melada por conla desta
eninpaiihia, o inelade por en na .da rnmpaiihia de se-
rums inariinns da ciilade.de l.isbon.de-ioininada li-
ileltdade. pul' procuraran de 41 de fevereiro prximo
que es-j pap .tnlom l'ieira, Mmiocl Jvaguhii
rain no : /lamo* t Silva.
>or 18-
occulto por per-
com o rigor das
ipu e mpregados
-ns Afogados, casa
defronle da casa
das (
le ;
de polica OS capturen
oel Joaquim
bem gratilii
ule da 1. cadeira <
ridicode Olinda, icos quiula-
nistas, que as suas pieleroc^no auno corrente
han de ter por base osseusElementos de Economa
Publicaque se eslilo imprimindo na typocraphia
do Sr. Ricardo de l-'reilas Kibeiro, em ctja livraria
eslabelecida na ma do Collegio, podem det&ar os seus
(tomes e inoradas. o mesmo lu^ar pode subscrc-
ver mais quem quizer. sendo o preco da ubscrip-
000 rs. pagos na oxasio da entrega da obra.
mesmo, e em Uliuda em casa do Sr. Luw Jos
.-.ag vendem-e os elementos da Pralica do Pro-
cesso, e as instiluices de Uireilo Civil Brasileiro.
do mesmo.
40 rauco.
o armazem de fazendas bara-
tas, na do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e gi-QMas, por
precos mais balsos do que emou-
tra qualquer parte, tanto em por-
<:omo a retalho, amanendo-
se aos compradores irm s preco
para todos : este estalfeleciniento
ahrio-*e de combinarao com a
maiorf|arte.das casas commerciaes
inglezs, francesas, allemaas e suis-
sas.para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto offerecendo elle maiores van-
.tagens do que outro qualquer ; o
proprietario deste importante es-
ta belecimento convida a' todos os
eus patricios, e ao publico em ge-
%ral, para quevenham (a' bem dos
uteresses) comprar fazendas
as, no armazem da ra do
gion. 2,. de
Antonio Luiz dos Sanios & Kolim.
Koubo.
Previne-se a todafco entintes reloineiros, ou a
qualquer pessoa a quem t otrerecfdo um relogio de
curo patente inglez, ilesahonele,com orrenlc deou-
73, de o ap-
ierno Malinas de Abovedo
Crespo.loj n. 1. ou na sua resi-
d onde foi furtdo na maiihaa do da 2 demarco; assim
como iu-se sriente que o poiiteiro. dos scaundos do
mesmo relogio so ada quebrado o lado inferior, e
sera recompensada a pessoa que entregar o dito relo-
gio, ou descubrir o ladrao.
Na ra Nova n. 33 Bazar Pernambucano, con-
tinua a haver variado'sortimento de fazendas frau-
s de muito bnm gosio, proprias dn lempo, como
sejam vestidos prelos, vos-ditos, lalbos de bicos di-
tos, romeiras de fil ditos, olales de retroz bordados
ditos, romeiras de dito ditos, nleias de seda dilos,
romeiras de fil branco, talhos de bico dilas, cami-
setas de cambra..-, bordadas, bicos de blond, de se-
da e de linho. gravalinhas para senboras, flores linas
para pcito e rabera de ditas, filas de milito hora gus-
to e quadades, rnupoes para meninos', panno muito
fino preto, casemira prela, chapeos de pello de seda,
os melliores que lia no mercad, e oulros muilos ob-
jectos que s com avista poderao ser apreciados.
Na lardo de quarla-feira de cinii perdeu-se
um bracelete desde a ponte do Recite cm direilura al
a ma Nova junio a pohle da Boa-Vista, que urna
crianza levava no braco. A correnlc do brarelelelie
loda lavtada, e de forma que tinge diz coraoes en-
grasados uns nos oulros, o a chapa be um pooco
erande para o lamanbo da correle, pouco ovada, e
lem no centro um nao pequeo diamante sobre follias
lodas esmaltadas de azul, sendo a cravajao do dia-
mante de agarra : roga-se a quem a achou, leva-la
ra por delraz do Corpo Sanio, casa n. 52, segundo
andar, junio a tiolica do Sr. Luiz Pedro das Nevcs,
onde se dar com generosidade o competente achado,
se fr exigido ; c previne-se aos senhores ourves e
quaesquer giras pessoas, que a apprehendam se Ibes
for nllerecida por venda, ou para algiini oulro lira,
entregando-a m dila casa.
A pessoa qoo na noile de 28 do mez pasudo,
no baile masrarado do Ibealro d'Apollo perdeu urna
cabelleira, dirija-se ao Bazar Pernambucano : que
dando os signaos lbc ser entregue.
lotera de s. do rosario.
No da 10 do corrente andain as rodas
dcsta lotera com todo e qualquer nume-
ro de bilbetes que ficar por vender, e s
se vende ateo dia 9.Otbesoureiro,
Silvestre Pereira da Silva Guimaraes-
Pabilo Gaignou, dentista,
pode ser procurado a qualquer hora em sua casa
na ra larga do Rosario u. 36, segundo andar.
^9 baz-se publico para que uiugucm posad al-
legar ignorancia, que o engolillo Sania Mara, p
i* seus perlenoes, safra eesrravos, o qual divide ..,
com os engenhos Sibir de Santa Cruz, Ca- S
cboeira, (Jueluz e Gaipi, ,n.i comarca do Ca- S
^ bo, acbam-se hypothecailos ao abaixo assig- ^
._ nado, a qual livpotheca lem prazo lixo, que
finalisar.i em 11 desetembro do corrente anuo:
nessa poca importar o debito ern 34:3035S
reis'.Jos Manjue.' da Cosa Soaret. s{
Precsa-se de um caixeiro que lenba pralica
de taberna, prefere-se pequeo : no aterro da Boa-
Compra-se urna salva de prata em feilio. que
oceupe copos para agua ; na rila e^lreila do Rosa-
rio, luja de ourives q^, junio a iureja do Rosario.
t T-Cumpra-semna georap!iia detiaullierein iau-
ecz ; no l'asseio Publico n. 13.
t.oraprtm-se ,-dcunsadornos parauso de meni-
no, como sefam: moeila do ouro.verouicas deS. JOsc,
e liguinha, assim cmno.um par de clcheles : na roa
das l'lores n. 23.
Qimprim-se escravos do ambos os sexos do 10 a
Oamios, para dentro e fra-da provincia, leudo boas
figuras pagaDl-se bem ; na ra Utrcila n. IG.
Qpmpram-se ossos a peso : no ar-
mazem da lluminaco, no caes do Ra-
mos, travessa do Carioca. .-.
Compra-sc um sellim ingjez em bom uso^quem
tiver annuncie.
Compra-se urna escrava sadia e de bous coslu-
mes, de meia idade, cora as habilidades necessarias
para arranjos de orna casa; na ra do Livrameulo
n. 19, se dir quem precisa.
Compram-se,..'i porlas e nao, assim como algutn tboado vellio ; na Soleda-
de, sobrado defrontc da igreja.
fempra-se um cavallo que sea muilo bonito c
bom ralador: rfa ra do Crespo, toja da esquina que
volta para a cadeia.
Com|h-a-se um moleqnc crionlo de idade do 16
i 18 annos, boa conducta: quem tiver annun-
VENDAS
Precisa-se de um caiieiro para taberna, que
'tica: na povoacao do Monleiro, cm casa de
Nicolao Machado Freir.
- Traspassa-seo arreadamente., de um engenho de
bestia, moente e correnle,dislanledoRecire 5 leguas.
Irada publica menos de meia de bom caminho,
(o de cnesarem os carros de cavallos t a casa
venda, com boas e sufltcientcs Ierras de caima,
mandioca, millior, feijao, arroz, cafe, etc. etc., muilo
e em roda do engenho, doos bons cercados de
vallados, bsa, bem feiia c nova casa de vivenda de
ido toda envidrara, com alpendre de columnas
de madeira e grades do ferro, mnito fresca, e cqm ale-
gue e escclleute vista ; casas de engenho, raldeira,
menlo, estufa c estribara, ludo de podra e
odos os seus pertetices, e em muito bom es-
tado, sullicientes senzalas para os prelos, casa de fari-
rovida de lodo o' necessario ; encllente hanbo
la casiuha apropriada. maltas virgens i Vista .77, 'tabrica de'diTirtos,' se'diVaqucmTre-
nitlltfl nftnn liurl'i filil rvuriu fr ti ni fj-.r... ih'Ii-ii ., '
.Devoto Cbristfio-
Saliio a luz a 2. edioao do livriuho deiioniiiisdo
Uevuto Cbriblao.mais correctoe acrescentado: vnde-
se nicamente na livraria n. 6 c 8 da praoa na In-
dependencia a (140 rs. cada excmplar.
Novo telegrapbo.
Vende-se o rolciro do novo lelegraptio que princi-
piou a ter andamento no dia 29 do correte, a 2'O rs.
cada um: na livraria n. (les da praca da Indepen-
dencia.
Farinha de mandioca.
Vendem-se saccas grandes rom superior fa- '3R
riulia de mandior, por preco commodo : na S5fc
ma ilo A.....mu u. ."), armazem da MachadoJgj
& Pinheiro, ou a Iralar na ra do Viaario n. gs
19, segundo andar, cscriplorio dos mesmos. |
rto, borla com aoras fructferas, inclusive
purcao de coqueiros ; bons silios de lavrado-
. As caimas sao de muito bom assucar, e
tent. Vndem-se as canoas novas.
lovacuwe cavallar :. os prclcndcntes dirijani-se
lore-la deS. Amaro de Jaboatoa tratar
com o proprielrio.
desUr cidatie ara a l,e loianna Manoel
Albuqui>f'l".e. c Silva, perdeu entro
inoleiro ."aOOSOOO i\s- > c Prqe todo esse di-
estava em sedulas IC5*. 2008 e J003 rs->
he fcil desrbrir-se quem o 3. no aso de appa-
j-ecer alguem deslrocando seilaias (^*'es valores, sem
ter proporrjOes de as possuir: pe!uw,ue ""erece o re-
ferid a quantia'de 1:00B0 rs. "P quem Ihe resti-
tuir aquella quanlia ; e a de jOOSuV^ "' a 1uern nunciar a pessoa que achou-a, e se V>ssa rehaver o
dinbeir, prometiendo igualmente segledo mviolavcl
4 quando assim o exigirem : quem, pois,
noticia
deste achado, dirija-se naquella'edade, XpadojAm-
j u. 41, e nenia, ao aterro d Bu-VislaN'- *" ^e-
Id andar, e n. 6<). \
Atuga-se a loja do sobrado da ra CoIle)? do
18, eum armrco nova, propria para taberna > a
cisa.
O Sr. Antonio Eerreira da Costa
Braga qtteira dirigirle a praca da Inde-
pendencia, na livraria n. (i e 8, a negocio
(ne lite diz respeito.
Perdeu-se mis eufeiles derelogio : quem achou
equizer entregar na ra das Cruzes, taberna n. 20,
sera generosamenle recompensado.
Preria-se de um fomeiro4 na padaria da'rua
trUireila'n.2t.
Precisa-se alugar urna escrava para cozinliar e
comprar para urna pessoa : quem liver, diri|a-se'ao
pateo dq Carmo n. 8, que achara com quem Iralar.
Se algum portuguez de pouca familia quizer
estar de morada no sitio da travessa dos Remedios n.
21, rom urna pequea paga, e com a enndicao de tra-
tar da casa do mesmo sitio", das plantas queiielle exis-
tem.c da conservacan da cerca que o cerca, queren-
dodar fiador a sua capacidade e boa conduela, diri-
ja-se i tua de S. Francisco, sobrado n 8, como
quem viii para a ra da florentina, para tratar do
ajii-lc. .
Vendem-se as casas terreas h. G8 e loti da roa
das Cinco Pontas ; n. 6*7 da ra do Jardini ; n. 72
da de Santa Rita, e n. 81 da ra Vclha : na ra Di-
reila n. 10. segundo andar.
Vende-se farinha de mandioca muilo barata.
para criaran, tanto em poreflo como a relallio ; na
ra do Aniorim n. 3(i, taberna.
Vende-se urna escrava de jaco, boa quilandei-
ra, muilo fiel, sem vicios nem achaques : na ra de
Santo Amaro, taberna do Sr. Pimentel, se dir quera
vende.
Vende-se um bonito carro de 1 rodas em muilo
lmn uso, e por prcro commodo ; na ra da Aurora
n.26.
Estampas de santos e santas.
Na loja de miudezasda ra do Collegio n. I, anda
existe una porcjlo de estampas em ponto pequeo c
grande.
Vernicas milagrosas.
Na loja de miudezasda ruado Collegio n. 1, cxisle
um completo sorlinienlu de vernicas dos seguinles
nomej : IJ. S. das Dores, SS. Coraces de Jesse de
Maria. S. Francisco de Assis, Senhor Cruxilicado, <".
S. do Bom Parto, Anjo da Guarda, S. Miguel, N. S.
inuitas que se deixam de anuunciar.
Ligas para senboras.
As melliores ligas d&seda que lem vindo a este
mercado ; vendem-se na loja de miudezas da ra do
Collegio n. t.
Redes acolcboadas,
Inanias e decores de um s panno, muilo grandes e
de liom goslo : vendem-se na ra do Crespo, loja da
squina que folla para a cadeia.
Veude-se urna commoda em bom uso ; quem
prelender comprar, dirija-se ra da Seitzala Vclha
ii. '.t.
Vende-se um cordiln de onro ele lei. feilo no
t'orlo, com o peso de 8i oilavns : tfuem pretender
omprar. dirija-sc ra das l.arangeiras n. .
Q Quem deixara' de fazer um ves-
2 tido preto. |
' ^ Moreira, vende-se pelo baralissimo pre^o do j
^ 2SKU0 o covado, a mellior e legilima sarja bes- f
panhola que aqui lem vindo. Fiauqueiam-sj>'
amo'slras, e I a m Lem se manda um caUdru
Vende-se ni rua Nova, Bazatttifernambucano
u. 33, corles de vestidos de cambraia branca borda-
dos, pelo preco de ,"i3 rs. cada um.
Vende-se a loja de bariieim da roa da Cruz do
Rec.ife n. 43, propria para qualquer nlliciua ; quem
pretender, dirija-se mesnia, para Iralar com sen
dono.
Vendem-se dous molcquos crioulfts.biiilas fi-
guras, um de 13 oulro de |l> anuos: quem os preten-
der dirija-se a rua de Sania Rila casa n.' !H).
Livros para a i|uuresma.
Semana santa, manual da inissj ditu abreviados
manual do chrislao. mez de Mirria, horas marian-
nas ele.,estes livros ha com goslo na encadernacilo o
mellior que poile-se encontrar, lano flor seren de
velludo do dtllerentes cures, romo erri finas eslampas-
douradaa, lambem ha para menos valor : no paleo
do Collegio loja de livros n. (i, de Joo da Costa
Donrado.
O 39 A,
contronleao Rosario de Santo Antonio, avisa ao res-
peilavel publico, que alem dos biscoilos inglezese
francezes, conslanteincnlc se cnconlrar vinle e tan-
tas quadades de bolinlios para cha, cavaras e pao-
de-l turrado, chocolale. miscelauia, pastilhati, entre
estas ostelSa-pimenla, ameiidnas e cont'eilos, ricas
caixinhas para os mesmos, cbocolalcs dillerentes, lu-
do em porrilo e a retalho, e o mellior de todo9 os do-
ces que se afiianca a qualidade, preco fixo be seu
cosame.
SS!@^@@ S@@@
Os mais ricos e mais moderqos chapeos de @
@ seda e de palba para senboras, 'se enconlram @
@ sempre na loja de modas de madame Millo- @
@ chau, no aterro da Boa-Vislan. 1, porum pre- 5$
J ro mais razoavcl do que em oulra qualquer @
parle. @
es@
Vende-se sola boa em pequeos e grandes par-
tidas, cera,de carnauba primeira sorle, peltes de ca-
bra do diversos prei;o>,esleirs de palba de carnauba
e peonas de ems : na rua da Cadeia do Recife n. 49,
priineiro andar.
Calcados francezes de lodas as quididades.
Borzeeuins, sapaloes, sapalos de lustre de entrada
baixa com salto c sem elle, bolius e sapaloes de be-
zerro lauto para bomem como para menino, e um
cmplelo sortimento de calcados tanto para hornera
romo para meninos e meninas, ludo chegado ltima-
mente e por preco muilo pomniodo, afira de se apu-
rar dinliriro ; no aterro da Boa-Vista, loja defrontc
da lionera.
Calcado a 720, 800, 2,000 c 0,000 rs.,
no aterro da Boa-Vista, loja defronte
da boneca.
Troca-fe por sedulas ainda mesmo vclhas um no-
vo e completo sortimento dos bem conhecidos sapa-
loes do Aracaly a 700, 800. ele, bolins a 2J000 rs.,
c sapaloes de lustre da Babia a 38000 rs., assim co-
mo um novoc completo sortimento de calcados fran-
cezes de lodas as quadades, lano para bomem co-
mo para senbora, meninos e meninas, e um comple-
to sortimento de perfumaras, ludo por preco muilo
commodo, afim de seapurar dinheiro.
Vende-se selim prelo lavrado, de mnito bom
costo, para vestidas, a 2^800 o covado : na rua do
Crespo, loja da esquina que vnlla para a cadeia.
Vende-se cera de carnauba ; no armazem de
Tasso Irmaos.
i AoAarato.
Bracos re Romfm para batanea .de baicao, pend-
ras de rame para pa,daria e. relinaces. escrivam-
nhs de latnopara repaiiices publicas, perfumadores
de lato, hesouras para costuras, grandes e pequeas,
dilas para cortar cabellos, dilas para iradas, euulras
para applicaces dillerentes, caivetes liuix de Indas
as quadades, pedras para aliar navalliadas mais li-
nas que tem Viudo ae. mercado, (invalhas e oulros
muilos gneros que s com a visla sedar a explicaran
necessaria,: todo do mellior quq se encoulra no mer-
cado, vende-se por prc?o commodo : na loja de fer-
ragens da rua da Cadeia do RecifA. .10-A.-
AGENCIA
Da Fnndicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste stabelecimnto cootinna a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e tai xas de ferro balido
e coado, de todos os tamaubos, para
dito.
AOS SENHOUES DE ENGENHO.
0 arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do'Sto! le em Berlin, empregado as co-
lonias inglezs eliollandezas, com gran-
de vantagem para o melboramento d
assucar, acba-se a venda,'em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber c5 Companhia, na rua da
Cruz, n. -. *
\\M.
\i
Vende-se na rua Nova, Bazar Pernambucano
n. 33, camizinhas de mMa libertas, para, recemna5-
cidus, pelodimioulo pr^ de.fiS000.rs. aduzia, a el-,
las anlcs que se acabem.
a'ma'rello da rua do Quck 7 **eseja-s'muilo fallar no pateo do Collegio, lo-
^ ja de livros ii. b.dejo.lo da Cosa Dourado. com os
ro
Manoel Loorenro Machado da Rocha, cn-
lor, que assiguou esle Diario para o Sr. vi-
I .Vicente do Araujo, venlia a esla lypo-
grapbia para solver mespia assignatura, visto que o
Sr. vigario diz qfto nada tem com isso.
H0MEOPATIHA.
contina a dar consultas todos o
dial no seu consultorio, rua do Trapiche n. 1 .
J. Jane,Dentista,
Nova, primeiro andar n. 19.
LOTERA DORIO DE JANEIRO.
Aos 20:000,000 deis.
i. um resto de bilbetes
Ka stima do Estado Sanitario, cu-
hstas se esperan boje do Rio de Janei-
pelo vapor L'Avenir: os premios serao
pagos a' entrega das mesmas listas.
O Sr. Joo Nepnrnuceiio Ferreira de Mello,
a passagem de OlinJa, (em urna caria na
linaria n. 6 e 8 da praca da Independencia.
Ultimo goslo.
o assignados, dopos da nova loja deo urives
11, confronte ao paleo da ma-
va, Iranqueiam ao publico em geral um
limeulo de obras de ouro de mui-
i ecos que nao desagradarlo a quem
prar, os mesmos se obrigam por qualquer
obla que veoderem a passar urna conta com respou-
pecificand a qualidade do ouro de 14
cando assim sujeilos pnr qualquer
pparecer.5era//'m& Irmao.
:#t@
ibirin Olegario Ludgero Pinho mu-
dnu-separa o palacete da rua do S. Francisco @
A (n i o. 68 A.
rs. Joao Francisco de Amara!, morador em Iguaras-
irfjulio Barbosa de Vasconcellos, Adolpho Caval-
cau ileOliveir Maciel.
Ptrdeif-se na larde de quarla-feira^de tinza
urna pulSita ile ouro de, arniaco, desde a rna do
Rangel al o largo do l.ivrameulo : quem acliou,
querendo rs^uir, dirija-se i rua do Queimado, b-'
tica n. lo, que se Ihe dar os signaos se 1 lie g\,,i-
licar.
Vendem-se velas de cera de carnauba pura de
muilo superior qualidade ; na rua {la Cadeia do
Recife n. 49, priineiro andar.
Vendem-se relogios de ouro e prata, mais
barato de que em qualquer oulra parle :
na praca da Independencia n. 18 e 20.
CHAMPAGNE
o mellior que ha no mercado e por preco
commodo-: na ruado Vigario, n. 19, se-
gund andar, escriptorio de Machado &
Pinheiro.
Chapeos pretos francezes
a carij, os melliores e de forma mais elegante1 que
lem' viudo, e oulros de diversas quadades por me-
nos preco que em oulra parte : na rua da Cadeia do
Recife, n..l~.
;'
para ca-
de ida-
" grosso, feio,
i tambem urna
Hontem, 4-de iarco, nS v
sa o escravo AnlofnO. de ni
de 40 a 50 annos, fi^bai]
tem um incliaco no pescvV
cicatriz, (caracteres que bm o distinzuem);
andava no ganho, e ftiEioteom o dinheiro
da semana; tem os ps gross%^. e caminha
mui preguicosamcnle : quem (Nfiegar le-
I ve-oao abaixo assignado,. na rua de San-
Francisco (Mundo Novo), n.68A, oe_se-
I ni bem recompensado.
| Dr. Sabino Olegario f.udgcro Wn/io.
i
Na rna da Madrete Dos n,;^, vende-so urna
porootde sola com pequeo tuque de avara ; assim
orno se vende cera amarella ede carnauba, por pro-
co commodo.
f Guarda nacional
Fortunato Correia de Menezes, com loja
de.effguciro na praja da Independencia n.
. 17, (cm para vender boas espadas do metal
principe com coroa e sem ella, chapeos ar-
mados vi moderna, barretinas, dragonas, ban-
das de franjas de ouro e de retroz,.lens bran-
cos e prelos, e tiidnd mais que he preciso pa-
ra os uuiformes doSrs.ofticiaes; por preco o
mais commodo possivel.
DINHEIRO.
nheiroa juros rom penliores de
ouro : na rua estrellado Rosario n. 7.
Boa ventura Jos de-Castro Azeveilo, com
i dechapebs na rua Nova n. 52,
asa da illustrissima cmara
jal.
honra de participar n rcspcitavel publico,
' aosseusamigos e freguezes qoe se
m esplendido sortimento de cba-
s as quadades, lano para ho-
isenlioras e meninos que esla venden-
es como a retalho, por muilo me-
oulra qualquer parb-, e na mes-
toda e qualquer encommenda c
bras ledenles a sua arle que alm da
rular com lodo p aceio
o frttiez nao leri nad.i g
idade de alsumas pessoas
podem fazer compras e
estabelecinieiilo a-
- 9 da noile, e es-
a> mismas pessoas o hunrem com as suas
veis presenras.
Vogeiy, fabricante Je pianos,afina
od apePJKro, tendo chegado re-
l dos portes da Europa, de visitar as mo-
ndo nartho nellas lodo*
tosepratirjileo^nslrucces de mnder-
seu presumo ao respeilavel pu-
inares rom lodo o
i que nada ficarn a dese-
. mdico preco; na
tez de leitura.
ii restituir os livros em
prazo de leitura, para n
Recife). demar-
co d484.Joo <}. de Agnilar, 1. secretario.
precisa-se alugar tima ama de bons
costiirnes, quesaiba be r e fazer
viro interno de um
ptco agra-
iarga do.Rsarlo n.
ti de louca, ter-
fimil'ii
.Va mi
eissOes, com
aluRam-se a
muito bol]
Ped
favor de a
e figuras para pro-
; e lambem
Babia, e de
Almeida o
Precisa-se de um menino para caixeiro, de 10
a 12 annos, sendo dos clicgados agora ; na rua do Li-
vramenlo n. 38.
O bacliarel formado Jos Maria Ramos Gurjo,
agradece cordialmente aos lllms. Srs'. eleitores desla.
provincia, que o honraran! com os seus votos para
depulado provincial, e Ibes aflerece o sen limiladis-
simn presumo.
Nos dias 6,9 e 13 do corrente, que lie a ultima
praca. se ha de arrematar depois da audiencia do Sr.
Dr. juiz de orphaos, por tres annos, a renda da casa
de un aadar e sotan, sila na rua das Cruzes desla ri-
dade. n. 16, avallada por 3003(100 rs. por anno.
Aluaa-sc um sobrado no Corredor do Bispo,
com coraundos para grande familia, e muilo proprio
para qualquer negociante estrangeiro: na rua do
Caldeirciro n. 40, al as 8 horas da manhaa, c das 3
em diaute.
O abaivo assignado declara pelo presente que
nao lem as.ua firma em lellra de qualquer valor.como
responsavel, c assim qualquer lellra que por ven-
tura appareca com a firma do abaixo assianado, lie
falsa. JaUoPorleUadaXUca.
Precisa-sede um bonj forneiro e de um aman-
sador que entendam bem do oflicio : na padaria da
rua Imperial, defronte do cliafariz, n. 37.
Precisa-se de alguus officiacs de atraate : na
rua da Madre de Dos n. 36, priineiro andar.
Arrematueo de propriedades do recolbi-
mento de Iguarass.
O abaixo assignado, como procurador e adminis-
trador do patrimonio do recolhimento das freirs do
SS. Coraco deJesus da villa de Icuarass, faz sa-
ber que no dia 27 de marco prximo seguinte
lem do ser arreinalaijos por venda em praca do jui-
zo do civel da primeira vara da cidade do'Recife, 2
silios de Ierras', silos ta freguezia djiquclla villa sen-
do o primeiro denominado Pilanca, da exlensjo de
legua em qnadro, como se mostrara da escriplura
com urna pequea casa nova de laipn e Iclha, rujo
lerreno enserra ptimas qualidade-e olTerprc a v.-inla-
som de se poder levantar engenho em alio rltmlo pni
quel|em bailas extensas para caniis.rio de excellenle
agua, grande rercado para animaes, bons.altos para
roca, lambem mallas para o fabrico do engenhoe al
para se vender madeira rnnslanteinenle, e serrar ta-
Mias, e demais est na distancia de 2 leguas de villa
onde ha ifMimo porto de embarque, alem das de-
mais comnnwidades da vida. Usegundo sitio, conhe-
cido por Tnhaliga das freirs, he silo cima da po-
voacode Tabalinaa.meia legua distante da villa; iem
casa de vivenda na boira da eslrada real para (ioian-
na, corlada pelo, rio Tabalinga de linissBna agua,
icom ptimas haix.is paraCanna e capim, os altos fer-
tilissimos para'roca, milito, feijao, lambem cum bel-
lo cercado para criar vareas para vender-se leile na
villa como se costuma. I) primeiro fui avaliado judi-
cinlmenlocm 10:0004000, e o segundo 1:00OSilKK),
pelos avaadores os lllms. Srs. coronel Manoel Tho-
iriaz Rmlrigues Campello, -e capiliio Manoel CaVal-
cauli doAlhuquprque l.ins proprielrio nhos Cumbo o Mossiipinho, para cuja venda obli-
veram as recolhjdas, licenra- imperial. Quem"pois os
qizer arremalar. compareca por si ou seus procura-
dores no indicado dia: e se antecediilemonte os
quizerem ver epercorrer dirijam-se li villa de Igua-
rass a fallar com O anaixo assianado, ou o capilo
Francisco das Chagas Ferreira Uuro, e o escrivo
Adolpho Manoel Camello de Mello o Araujo que
apresenlaro as esrriptaras e com ellas moslrarilo 6s
. Recife 13 de fevereiro de 1854.O padre Fio-
rencio Xatier iasde Albuquerqur.
AV\S0 JURIDTCO.
A segunda edirco dos primeiro*.'elementos para
i ticos do fro civir, mais bem corriglda e acrescenta-
CONTENTO.
NAVALHAS A
Cljegaram ltimamente navalbas !
de barba, superiores a todas quan- i
tas ate'agora se ten?-fabricado, por j
serem de ac taojn e de tal tem- j
g pera,quealetn-redurareinextraor-
dinariamente, nao se sentem no
rosto na aeeao de cortar ; sao feitas
"pelo hbil fabricante de ctttileria
rpie merecen o premio na e.vposi-
co de Londres, e nao agradando
pdem os compradores devolve-las
ate' 15 dias depois da compra, o se
Ibes restituir' o importe.
Yende-secada estojo deduas na-
valhas por SjjOOO rs., preco fixo :
no escriptorio de Augusto C. de
Abren, na rua da Cadeia do Recife
n. 48.
servico de urna ca*a
na rua Nova n. il^maraw| I ma,como acerca"dos despachos,-inlcrloculorias e di-
Antonio Jctaquim Vidal modou de residencia.d I fin i uvas dos julgadores ; obra essa lao inleressanle
rua do Rrurp para a| rua d Cudcia do Recife n. tK), ios principiantes em pralica que Ibes servir de fio
no dia primeiro do correrte.. |conductor : na praca da Ifldeoeudencia n.O e8.
Saccas com farinha.
Vcndem-se saccas com farinha da Ierra boa : na
rua da Cadeia do Recife, as tojas n. 13 e 18,pnr pit-
eo commodo.
Vende-se 1 negriulia de 6 annos e 1 moleque de
8, ambos muilo lindos, 1 negra de 28 anuos que en-
tornilla ecozinha bem, 1 dila quilandeira e lavadei-
ra, 1 motecao peca de 20 anuos, de boa conduela. 1
dito de 22 annos por 4309000 re. por estar com prin-
cipio de frialdadc, e lodos por proco em conta ; na
rua Direila n. 66.
Vende-se um moleque de 12 annos e de bonita
figura: quem o pretender, dirija-se ruando Roza-
rio da Boa-Vista n. 48.
> Vendem-se oilo arrobas de fumo da Ierra cm fo-
Ihas para charutos, por preco commodo : na rua da
Madre de Dos ti. 36.
Na passagem de Olinda.no segundo silio .em
frente, vende-se urna canoa meia aborta de carreira,
e lambem se vebdem duas ou Ires vaccas gordas pro-
prias para arougue, filhas do pasto.
Vende-se urna escrava cimola de 26 a 27 anuos |>
de idade, que sabe cozinliar, engummar, coser, lavar
de sabao: quem a pretender dirija-sc a rua dasTriu-
ebeiras n. 48, segundo.andar, que achar com quem
tratar.
Vende-se urna negra boa cozinheira, engomma-
deira e mais servico de urna casa : na rua do ijuci-
mado n. 44.
Vende-se um braco de batanea Romao em per-
feiloestado, um caixao graflde para amostras e un-
iros mais perlences de taberna, assim como medidas
lano de tul lia como de pao, um ternu do pesos, de
4 libras a .4 quarla ; no atorro da Boa-Vista, laber- j!
na n. 49.
S@@S@@:$i@@S@
Cera em velas. *f
Vende-se cera em veta, fabricadas em Lis-
T boa.cm caixas de 100 e ."Hl libras, e por preco.**
53 o mais barato do qae em ontra qualquer par- ;g
@ te : na rua do Vigario n. 19, segundo andar, 5
$$ escriptorio de Machado & Pinheiro. gg
Vende-se um quario proprio para viagem ou
para carro : na rua do Livrameulo n. 16.
Feijao. .
No armazem do Sr. Guerra defronle do trapiche
do algodao, tem para vender-se feijao mulalinho
inuilo.novo, e em sacras zi andes : a tratar na rua da
Cruz n. l, segundo andar.
Vende-se um caixao grande para deposito de
botadla ou assucar,e mesmo para taberna, muito bem
feilo e proco barato, e urna chapa de fogao de ferro
de 3 boceas, lambem em conta: na rua da Senzala
Vclha n. 48.
Vende-se o engenho Dous Bracos, na freguezia
do Sei inliai-ni, 3 a 4 leguas ao porto de embarque^
nioenle erorrenle, muilo liiuii d'agna. ropeiro, rom
vanea* suflicienles para dous a (res mil paes d'assu-
car : quera o pretender dirija-se a travessa do Onei-
niadoou becco do Peixo l'ritn n. I, ou ao uiesMi en-
genho.
Vende-se um deposito aumente rom armaran e
perlences proprios para qiulquer eslabelecimenlo^
principalmente para fabrica de cliarulos,|mr ser a rua
.imito publica c ler commudos para familia eruinuiu-
lo aluguel, veude-se por o dono se retirar para fora
ila provincia: pa rua do Aracao n.8.
PARA A QUARESMA.
Vendem-se luvas de seda prela para linmem e se-
nhora, tambem meias de seda prela para senhoras,
Indo de muito superior qualidade, < receblo pelo
iiltimo navio de Inglaterra : no armazem de Eduar-
do H. Wyatl, rua do Trapiche Aovo u. 1S.
Vende-sc um escravo moco, muilo sadio e pos-
sanie sendo canoeiro o com principio de mariuheiro e
padeiro : bordo do hiale S. Joao, fundeadn defron-
le do caes do Ramos: a tratar imftia da Madre de
Dos, loja n. 34.
Ao barato..
Na toja de Guimaraes & Henriques: rua do Crespo
n. vndem-se lencos de cambraia fina c de puro
linho, pelo btalo preco de 59 f 49500aduzia, sendo
cada duzia. em urna caixinhacom Hurlas estampas.
Vende-se um armazem de sali na rua Imperial
n. 63: a Irafar na niesma Tua n. 53.
Vende-se a taberna n. 43, na rua do Rangel
eom fundos de 4169000: para ver, e tratar na mesma
rua, casa i).3.
Vende-se urna canoa bem construida e nova,
que pega'800 lijlos de alvenaria grossa, e um caval-
Vende-se o sobrado de dous anda-
res esoto da rua de Apollo- n. 9, bem
como o dito de "um andar da rua da Guia
n. 4i : a tratar na rua do Collegio til21,
segundo andar."
A 5*000 RS. A PECA.
Na loja de Guimaraes & Henriques. rua do Crespo
n.., vendem-se chitas de cores escuras, com inri rs.
queno toque de mofo, pelo barato preco de 59000pe-
a peco, com 38 covados.
Velas de carnauba.
Vendem-se caixinhas com superinr velas de cera de
carnauba pora, fabricadas no Aracaly, c por eomfno-
do preco; na rua da Crnz, armazem de couros e sola
n. 5.
Cera de carnauba.
Vende-se em porcao e a relalbo : na rua da Cruz,
armazem de couros e sola n. 15,
Vendc-se na rua Nova n. 33, Bazar Pernam-
bucano, Irez excellentes caixas de msica eum realejo
armnico, ludo por preco commodo.
Vendem-se saccas rom feijao miitanlio de
muilo boa qualidade : na rua da Cadeia do Recife,
toja n. 5.
Atcela de Edwta BXaw.
Na rua de A pollo n. 6, armazem de Me. Calmon
iS Com punida, acha-se conslanlemenle bons sorti-
SALSA .'ARRIMA.
Vicenlc Jos de Brilo, nico ageulc em Pcruam-
buco de B. J. D. Sands, rhimico americano, faz pu-
bco que lem chegado a esla praca una. grande por-
o de fraseos de salsa parrillia de Sands, que sao
verdadeiramenlc falsificados, c preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acautelar os consu-
midores de tao precioso talismn, de cabir neste
engao, tomando as funestas consequencias que
sempre coslumam Ira/.cr os medicamentos falsifica-
dos e elaltorndos pela nulo daqnclles, que anlepuem
seus inlcresscs aos males c dragos da hunianidade.
Portanto pede, para que o publico se possa livrar
desta fraude c disliugua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recenlemenle aqui chega-
da ; oannuncianle faz ver quea verdadeira se ven-
de nicamente cm sua botica, na rua *ila Conceicao
do Recife n. 61 ; c, alm do receituario que acom-
panlia cada frasco, le,m embaixo da primeira pagina
seu nome impresso, e se adiar sua firma cm ma-
miscriplo sobre o involtorio impresso do mesmo
freos.
SSSSSSS: sssssss
f$ .Vendem-serelogios de ouro, pa ^
. tefi-te ingle/., por commodo pre- /j.
c^o: na rua da Cruz n. 20, casa de
() L. Leconte l'eron & Companhia. ($)
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender djversas m-
sicas para piano, violflo e flauta, cmo
scjain, quadrilhas, valsas, redowas, sebo-
tickes, modinbas tudo modernissimo ,
chegado dq Rio de Janeiro.
Charutos de Havana.
Vendem-se verdadeiros eharolos de Havana por
preco muito commado : na ruada Cruz, armazem
n. 4.
POTASSA E CAL.
Vende-se potassa da Rusta e America-
na, superiores, e cal virgem de Lisboa,
tudo por preco mais commodo que em
outra qualcpier parte : na rua do Trapi-
chen'. 13, arma&m de Bastos limaos.
Comto<|ue deavaria.
Madapoln largq a 3SJ200 a peca : na rna do Cres-
po, loja da esquina que volla para a Cadeia.
Muita attencao.
Cassas de quadros muilo largas com 12"jardasa
25S00 a peca, corles de .ganga amarella de quadros
muito lindos a 19500, corles de vestido de cambraia
de cr com 6 1]2 varas, muito larga, a 28800, dilos
com81|2.varas a 39 para calca a 35000 rs., contras muitas fazendas por
preso commodo : na rua do Cresp", loja da esquina
que volta para a Cadeia.
' PARA A QUARESMA.
Um lindo e variado sortimento de fazen-
das pretas e de todas as quadades.
Panno lino preto a 39000, 39200, 49500. 59500 c
69000 rs., dito azul a 29800, 39200 e 49000 rs., dilo
verdea 29800, 39600, 49500 e 59OOO rs. o covado.
casemira prela entestada a 33500 o corte, dila tran-
ce** moilo lina e elasiica a 79;00.8S000e 900 rs.,
selim preto maco muito superior a 39200, 49000 e
59500 o covado, merino prelo muilo bom a 39200 o
covado, sarja prela 'imito boa a 29000 rs. o covado,
dila liespan Inda a 29600 o covado, veos pretos de (lo
do tintn, lavrados. muilo grandes, fil prelo lavrado
a480 a vara, c oulros militas fazenda* de bom goslo ;
na 1 na do Crespo, loja da esquina que volla para a
Cadei .
DAVID WILI.IAM
cbinista e fundidor de ferro,
aimoncia aos senhores r
fa/.enderros, e aorespeitav
belcime
na rna dn Brnm \>
ellectivo exercicin, e-e
rom apparelhos da priL.
fcita conlecc
Habilitado para emprebender quaesq
sua arle, David WiUjamBov.man, deseja maispar-
lioularmrnle chamar a alteuraO publica para as se-
grales, por tordellas grande sortimento ja' promp-
lo, em deposito na rnetma fundidas, as quaes cuns-
trnidas em sua fabrica podem competir com as fabri-
cadas em paiz estrangeiro, tanto em pre.cn romo em
qualidade de maleria primas c ma6 de obra, a
saber:
.Machinas de vapor da mellior cnnstrucaS.
Moendas dermnapara enserados de lodosos ta-
manliosMRMtfaM vapor por auna, 011 animaes.
Rodas de agua, moinlios de vento eserras.
Manejos iodependentes para cavallos.
Rodas dentadas.
Asuilhoes, bronzes e chumacciras.
CavilhOes e parafusos de todos os l.imanhns.
'l'aixas, paros, crivos e qocas de fornallia. ,
Moinbos de mandioca, movidos a mao ou por ani-
maos, e prensas para a dila.
Chapas de fogaO c fornos de farinha.
Canos de ferro, lorneiras de ferro c de bronze.
Bombas para cacimba e de repuxo, movidas a
man, por animaes 00 vento.
Iuiiidasles. guinchse macacos.
Prensashvdraucas e de parafuso.
Fcrragens para navios, carros e obras publicas.
Columnas, varandas, grades e.porlcs.
Prensas de copiar cartas e sellar.
Camas, carros de mao e arados de ferro, etc., ele.
Alora dasuperioridade das suas obras, ja' geral-
menlercconhccida, David WilliamBowman garante
a mais exacta con formidade cornos moldes c dese-
tihos remedidos pelos senhores que se disnarcm de
fazcr-lhc cncommendas, aprov citando a nccaia pa-
ra agradecer aos sens numerosos amigos e freguezes
a preferencia com que tem sido por eltes honrado,
e assegura-lhes que nao poupara esforrose diligen-
cias para continuar a merecer a sua calianca.
' Na rua da Cruz n. \~>, segundo andar, ven
dem-se 17'J pares de eolurnos decouro'de luslre
400 ditos urancos e 50 ditos de bolins; tudo por
preco commodo.
Na rua do Trapiche n. 14, primeiro andar
vende-se o seguinte :pasta de lyrio florentino, o
mellior arligo que se condece, para limpar os denlos,
branquece-os e tonificar ns gengivas, deixando bom
goslo na bocea e agradavel clieiro; agua de niel
para os caGellos, limpa a raspa, e d-lhc mgico
luslre; agua de perolas, esle mgico cosmtico para
sarar sardas, ruznsjfcenibellezar o roslo, assim co-
mo a tintura imperial do Dr. Brwn, esti prepara-
cao faz os cabellos ouivosnu broncos,coniplelamen le,
prelos e macios, sen dujDO dos mesmos, ludo por
precos commudos.
Yentfein-se lonas,brinzaO, lirios e meias lo-
nas da Russia : no armazem de Ji. O. Bieber &
Companhia, na rua da Cruz n. .
Taixas para engenhos. .
Xa fundieao' de. ferro de D. W.
Bowmann, ta rua do Rrum, passan-
do o cliafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregnm-se cm carro
sem despeza ao compradoi--
idas d panno lino. .
J|{ > 'llo.nosqualrocau- &
K tos da ru 1, vendem-se ^
H corlrs de yelido pi selim maceo &
proprio 1
para dU
nhola, f
perior]
prelo superior :
de seda hespa-
-. mantas de
-oda de peso, su-
Tnslez o franco/ prova de
elasiica muilo fina,
BEL
-/a
As numen N lU
alsa parrilha em 1 nadas
; cork'^ielo Illm. (
demia imperial de me- ^r_ pr_
mada casa de saud lm. Sr. Dr.
Saturnino deOIivi ^^^B* e por va-
rios utios medie proclamar
altamente as virtudes eirica
SALSA PARRJLH.
BRISTOL.
Nula.Cada garrafa coniem dua# libras de liqui-
do, e 1 salsa parrilha le Brislol be romo
puraiiienlc vegetal sem men
O deposito desla sal:
franceza da rua da

orli-
POTASSA BRASILEIRA-
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recenteinente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons elleitos ja' experimen-
tados: na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron *S
Companhia.
i
1
da, nao so a respoilo do queallero a lei da refor- i lo muito bom para carga: na ruados Marlviius
11. 22.
Vende-se um mulato pera de hoa conducta, ile
idade deS airaos: na rua da Cadeia do Recife loja
u. 50 deCuuha & Amorim.
mentos de taixas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa como filndas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc.. dilas para a rraar era. madei-
ra machina liorisontal para vapor com forra de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro estanhado
Eara casa de purgar, por menos preco que os de co-
re, esco vens para navios, ferro da Succia, c fo-
I has de (landres ; tudo por barato preco.
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, arma
zem d&Henrique Gibson,
vendem-se relogios de ouro de sabonele, de patente
inslezv da mellior qualidade, e fabricados em Lon-
d res, por preco commodo. .
POTASSA.
No anligo deposito da roa da Cadeia do Bccife ,
armazem n. 12, ha para vender muilo nova polassa
da Russia, americana c brasileira, em pequeos bar-
ris de 4arrobas; a boa qualidade e procos mais ba-
ratos do que em outra qualquer parle, se affiancam
aos que precisarcm comprar. No mesmo deposito
tambem lia barris rom cal de Lisboa em pedra, pr-
ximamente cliegados-
Vende-se a verdadeira salsa parri-
lha de Sands: na botica franceza, da rua
da Cruz,* em frente ao cliafariz.
Vendem-so na rua da Cruz n. 15, segundo
andar, boas obras de labyinilbo feitas no Aracaly,
constando de loalhas, lencos, coeiros, rodas de
sai, etc.
FARINHA O: TRIESTE.
Primeira qualidade.
Tasso Irmaos avisara aos seus fregue/e?, que tem
para vender-farinha de Iriso ebeeada ltimamente
do Trieste, sendo a nica nova que daquella proce-
dencia existe no mercado.
Vendem-se pianos fortes de superior qnnlida
de, fabricados pelo mellior autor hamburgus na
rna da Cruz 11. 4.
Pepoiilo da fubrica de Todo o Santoi na Babia.
Vende-se, om casa dcN. O. Bieber &C, na rua
da Cruz 11. 4, alaoda trancado d'aquella fabrica,
muito proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ti a
para vend0, chegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, osezuiule: saccas de fnrello muilo
novo, cera cm srunie o em velas com bom sorli-
1 ment de superior qualidade, mercurio doce e cal
. le Lisboa em pedra, nuvissima.
Vende-se sal do Ass muilo bom.c mais 400
1 nolbos de palba de carnauba, a bordo dn hiale S.
.Joo, fundedo defronle do caes do Bamos: a Iralar
a bordo com o mestre, 011 na rua da Madre de Dos,
11. 34 loja. m ,
Ka rua da Cruz n. 1 Segundo andar, vendem-
sw por preco commodo, saccas grandes cura feijao
muito novo, ditas omgomma, e velas de carnauba,
puras" e compostas.
Vendem-seem casa de Me. Calmont & 0>m-
paubia, na praca do Corpo Santn. II, o seguinte:
-vindo deMarseillcein caixas de il a t duzias, linlias
m uovellos ec.arreleis, breu em barricas muilo
grandes, ac de militosorlido, ferro inglez.
. Vendem-se cobertores tle a Isodao grandes a G40
rs. e pequeos a 560 rs. : na rua do Crespo nume-
ro 12.
Vendem-se pregos. americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos : na rita do
Trapiche Novo n. 16.
TAIXAS DE FERRO. ,
Na fundieao' d'Aurorii em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
rua do Rrum logo na entrada, e defron-
le- do Arsenal de Marinha ha' sempre
nm grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
e\8tem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. Os
precios sao' os mais commodos.
Vendc-se umgrande silio naestrada dos Aduc-
ios, quasi defronle da igreja, o qual (em muitas ar-
vores de fruclas, Ierras de planlaoes, baixa para
capim, e casa de vivenda, cora bastantes commo-
dos : quera o pretender dirija-se ao mesmo sitio a
entender-se cora o Sr. Antonio Manoel de Moraes
Mesquila Pimenlel, 00 a rua do Crespo n. 13, o
escriptorio do padre Antonio'da Cunta e Figuei-
redo.
Vende-se em casa de S. P. Jonh-
ton & Companhia, na rita da Sen/ala Nos
va n. -2.
Vinbo do Porto, superior qualidade, en-
garrafado.
Vinbo Chery, em barris de quarto.
Sellins para" montara, de bomem e se-
nbora.
Vaquetasdehistre para coberla de carros.
Relogios de upo patente ingle/..
Pianos.
Os amadores da msica arbam continuadamente
cm casa de Itriinii PraegcrA:Companhia. rna da Cruz
11. 10, nm grande sortimento i\e pianos birles e birles
pianos.de didere.iWes modellos. boa coiistriicc5ii e bel-
las vuzes, que vondein por mdicos precos; assim co-
mo toda a qualidade de inslriinienlos para msica.
Y i 11110 Bordea ux.
Brunn Praeger & Companhia, rua da Cruz n. 10,
receberara iillimamenle St. Julien e M. margol, em
caixas de urna duzia_, que se recommendam por suas
boas quadades.
ARADOS DE FERRO.
Na fuudicaujkle ('.. Starr. & C. cm
Sanio Amaro ana-se para vender ara-
dos de ferro de; superior qualidade.
respeilosamenlo annunciam qui
tabclecimento em Sanio Amaro,
com a maior perfeieo promplit
de machiuismo para o uso da
cao e manufactura, e que para m,i
seus numerosos freguezes e do
aberto om nm dos grandes ani
la na rua do Brum, atrai do arse
um
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dito seu estabelecimento
Alli ucharao os compradores um ci
menlo de.moendas de caima, com toddi
ramenlos (alguna dclles novos eorigiunosi
experiencia de muilos annos lem,
srdade. Machinas de vapor d
taixas de todo lamanho, tanto bal
cirros de mo e dilos-para ronduzir formas de
car. macltinas para moer mandi ;.. I
lo. Tornos de ferro balido para ^^H
ferro da mais approvada construa^^^
alambiques, rrivos e portas pa
inlinidode de obras de ferro,
enumerar. No mesmo deposito
intelligenle e habilitada par,
ooinmcudas, etc., etc., que os
do com a capacidade de suas oITU in
c pericia de seus ofciaes, se cofl^^^H
executar, com a maior preslqza, pe
confnrmidadc rom os modelos ou oa^^H
ces que llie forem foruecidas-
Oleo delinhaca,
Veude-se na blica de Bart
na rua larga do Rosario n. 36.
FUNDICAO" D'AUROT:
Na findicao d'Aurora aclia
romplelq sortimento de roai
dalla como de baixa presso
approvados. Tambera se apiomplam.de eucorwneL-
da de qualquer forma que se 1
maior presteza. Habis omri.-n
para as ir assentar, e os fabricantes
coslumeafiancam o perfeitoIrabalho della
pon.-abisan por qualqn|f defeilo que pussa nellas
apparorer duraule a primeira salra. Mui
as de vapor consIruidaWnesie estabelecimento
estado em .constante servico nest provincia 10.
calo 16 annos, e apenas lem exigido mui insiguili-
canles reparos, e algunias at iienliuiis alisolulamen-
le, accrescendo que o consummo do rnubustivet lie
mui inconcideravel. Os senhores deengriibu, pois,
c uulras quaesquer pessoas que- precisarem de
cliinismo sao respeilosamcute convidados
eslabelecimenlo cm Santo Arai
M C^SllTORIO HOMEOPATMCO
dr. p. a. lobo noscezo.
Vende-se a mellior de lodas as obras-- de mee
noinopalliica ET O NOVO MAMA I, DO DH.
JAHR SS Iradiizido em portuguez
A. I.obo Moscozo, conlendo um accresci
porlantesexplicacOes sobre a appticaco das d
diela, etc., ele. pelo traductor : qualro volun
cadeniados em dous
Diccionario dos termos de medicina, cir
tonda, pbarniacia, ele. pelo Dr. Mosroi
nado
lima earleira de 2i medicamentos com oa-
eos de linduras indispeusaveis
Dila de 36 ..... .
Dita, de 48.....
Lina de (ltubiiscum ti frascosdclinclilrw.
Dita de 14 com (j dilos .
Cada earleira he acompanlta
das duas obr.is cima mencionadas.
Carlerras de 1 tubos pequeos para alsi-
beira .........
Dilas de 48 dilos.......
Tubos avulsos do clobulos .
Frascos de ineiaonca delinrtura .
, lia lambem para vender grande quaulid.
tubos de cryslal muito lino, vasios de li
maullos.
: A superioridnde destes medicamentos sH
Na rua do Vigario 11.19, primeiro andar, tem lodos reoonhecida, e por issu dispensa elog
venda a superior flanella para forro dcsellins, che- i N. B. Ossooliores que assisnaram ooi
gada recenlemenle da America. \ obra do JAlil, antes de publicado 4- \i
Vendem-se alhumas vaccas solleiras.e novillias,!de!" mandar receber este, quo ser enlr
bstanle gordas: no sitio da Torre em Belem. de ma- j augmento de preco.
uliaa at as8 lloras, e a larde das S horas em dianle. "
Moinhos de vento
'ombomliasdc repuxo para regar borlase baixas
de capim. na fundirn de D. W.- Bowiuan: na rua
do JJrum ns. 0. 8e 10.
VINHO 1JO PORTO MUJTO FINO.
\'ende-9e superior vinbo do Porto, em
baiTsde4., 5. e S. : no armazem da rua
do Azeife de Peixe n. fi, ou a 'Iratar no
escriptorio de Novaes & Companhia, na
rua do Trapichen..34.
m Padaria.
Vende-sc urna padaria muitoafreguezada: a tratar
com Tasso & Irmaos.
Aos senhores de engenho.
Cobertores oscuros de alsodio a 800 rs., dilos mui-
to grandes e encurpados a t.>'i00 : na rua do Crespo,
loja da esquina que volta para a Cadeia.
Vende-se farinha de mandioca mui-
to superior, em saccas, e ebegada recente-
mente : no armazem de Machado & Pi-
nheiro, na rua do Amorim 11. 51-, ou a
tratar no escriptorio dos mesmos, na rua
do Vigario 11. 19, segundo andar.
COMPEQUENOTOOUE DE A VARI A.
Alsndodesacco,cscupiramuitoeucorpado a 100,
i 1-20, e 140 janla: na rua do Crespo loja da esqui-
na que volla para a Cadeia.
m


"Deposito de vinbo de cham-
Eagne Chateau-Ay, primeira qua-
_dade, de propriedade do condi "^
de Mareuil,' rua da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o mellior
& de toda a champagne vende- '
* se a oGj'000 r. cada caixa, acha- (
1 se nicamente ein casa de L. Lc-
& comte Feron & Companhia. N. R.. '
@ As caixas sao marcadas a fogo '
Conde de Mareuil e os rotulo >
das garrafas sao azues.
I
ANTIIDADE E SPERIORIDADE
DA
SALSAPARRILHA DE BRISTOL
sobre
A SALSA PARRILHA* 1)E SANDS.
Attcncco'
A SALSA PARRILHA DE BRISTOL dala dos
de 18:12, e tem constantemente manlido a sua re-
pularo sem necessidado de recorrer a pomposos
aiiuuncioS, de que as preparacoes de mrito podem
dispnsar-se^ O surcesso do Dr. BRISTOL tem
provocado" infinitas invejas, e, entre oulras, as dos
fcrs. A. R. 1). Sands, de New-York, prepnradore-
e proprietarios da salsa parrillia condecida pelo nos
modo Sands.
Estes senhores snlici laraiu a agencia de Salsa par-
rillia de Brislol, ecumo nao o "ppdcssem obter, fa-
briraram urna imitafio de Brislol.
Eis-aqui a cela que os Srs. A. R. D. Sands es-
creveram ao Dr."Brislol jio dia 20 de abril de 1815,
c que se acha cm'nosso poder:
Sr^Or. C. C.'Kritlol.
Bfalo, &c. '^v
Nosso apreciayel senhor. ^~-
Em todo o atiri pasando temos .vendido qyanli-
dades consideraveis do extracto de Salsa ^parrilha de
Vmc, e pelo que onv irnos dizer de suaXttr/wIe*
quelles que a lem usado, julgamos que a vppda da
dita medicina se augmentar tmiilis/imo. Se1- Vino,
quizer fazer um concerno eouinoseo, eremos que
ESCRAVOS FGIDOS.
Dcsa'pparcceu o 'moleque LoUren-
<;o, lilhodosertao do Aracatv ; levou
misa de algodao c calca de riscado bran-
co ja' sira, c sem cl.iapc'o ; te
muito grandesemal feitos, e repri
til 14 a l annos de idade, falla a
do matoe healgumcousa gago ; tt
bem preta e rosto redondo : supp-se.
que loitiou o caminho do norte, e que tai-
vez ande pela cidade de Olin ido: -flfc
quem 0 pegar pod leva-l s.lxa-., ^
piche n. 40, segundo andar; ou na casa '
de seu senhor, no sitio da esquina do
veiro da Passagem, que se gratificara'
qualquer tcabalho.
>'o dia 2G do corrente fevereiro, desappareceu
do abaixo assianado o escravo, pardo, de nome I.niz.
com 17 para 18 ai nos de idade,.de boa oslalur.i.inns
o ps grandes, as pomas lorias nos joeltios, aO que Ihe
chamara queliraninguc, porii'nila nuilo, ollios pe-
queos, rosto redondo, -cabellos qu.'isi carapinliadus,
orelhas pequeas, nariz resillar e alguma coosa ar-
regazado para cima : quem upcgarleve-oru lm-
MOENDAS SCPERIOHES.
Na fundieao de C- Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
modello e construc'cao muito superiores.
Couro de lustr
de boa qualidade ; vende-se por menos do que em
oulra qualquer parle para liquidar coillas : 11.1 rua da
Cruz n. 10. ,
Obras de ouro,
como sejam: adereces e meios dilos, braceletes, brin-
cos, atliueles, botf.es, aunis, trrenle para relogios,
etc. ele., domis moderno goslo : vendem-se na rua
da Cruz n. 10, casa de Brunn Praeser & Companhia.
quem o,
poi'ial, que ser paco de seu Irabalho, e O mesmo
-V"!.- aliaivu assignado roaa uuem delle suuhar, que o
nos resultara ......la van.agem. an.o "*" ,-,, prender.-^/oHi.M/., Silva Gu$maJ:
Vmc. Temos minio prazerqiio Vine ii.k ie~p,njda .... ~
sobre esle assumplo. e se \...... vier a esla rid.-iW Dos.l.o das Roseras do major Joau
daqui a um mez, ou omisa seuielbanle, loriara)* muilo prazer em o verem nossa botica, rua -le F,,i\revercir.. ''" correnlo -;nno.*p
Ion, V, ":l- "'
Kirain lis ordrns de Vmo. seus seguros servidores.
(Assignados) A. R. D. S*NDS.
CONCUSAO'.
1.e A aiiliguidade dasalsa parrilha de Brislol be
claramente prov.ida. pois que ella dala desde l&t2,
c que a de Sands s appareceu em 1852, pocti na
Suat esle droguisla uo pode obter a agencia do Dr.
rislol.
2. CA superioridade da salsa parrilha de Brislol
he inconleslavel; pois que nao obstante a concur-
rencia da de Sands, e de urna porcao desunirs pre-
paracoes, ella Ioju uiautidp asna repulaco em qua-
si toda a America.
As numerosas experiencias foilas com o uso da
salsa parrilha era todas as enfermidados originadas
pela impureza dosangue, eo bom evito oblido nes-
la corle pelo Illm. Sr. Dr. Sigaud, presidente ds
academia imperial de medicina, pelo Ilustrado Sr.
Dr. Antonio Jos Peisolo cm sua clnica, c em sua
afamada casa de saude na Gamboa, pqlo Illm. Sr.
Dr. Saturnino de liveira, medico do exercilo, e
por varios oulros mdicos, permitiera boje de pro-
clamar altamente as virtudes efiieazes da salsa para de (uveiro em urna ou
rillia de Brislol vende-se a jjOO o vidro. -
O deposito desla salsa miidou-se para a liolic-
franceza da rua da Cruz, em frente ao cliafariz.
ANM'NCIO I.ITTEHA1UO.
Continua a vender-se a obrado direiloo Advoga-
do dos Orpbosinleressanle, e necessaria aos jui-
zes, escriviies e advogados : na loja de livros da rua
dor.oHecion.)e20doSr. Kicardo deFroilas, pelo
pre<;o tle :KWW rs.
(
1.1-leira, mo ollioial do sapafeirn, ron
(iiinles : eslalurii mediana, cor fula, nari
ctalo c grosSo nanonla, muilo lirulo jio_ fallar, lei
de liara, e principian barbar, tem as raaos bstanles
calosas de apenar a linha do oflicio de sapaleir
discipWtodo mostr Vicente ; quera u pe:
souher\ __' Ksi fuaido desde o dia 18 de fcveretB^Kolo.
.Manoel, cripulo. do idade 30anuos, bailo, gr
corpo, coniWrras de bevisas no roslo o
denles na patrie superior ; dcsroi.fia-se, ler ido para o
Cali: roga-Va quem o pesar ou delle der noticia,
dirija-se .1 ruaVo Brum n. 28, fabrica de caldeirciro,
que ser recnmnwuwlo.
__ O abaixo as*gmdo aratillra coro 51
quem approbenderW sua escrava. crioula, de nome
Auna, que desapparfceu no dia 15 de fevereiro
zimo lindo, leud iiV vender fruclas em um labolei-
rn, a qual tcmossial?e* ,e"inl*,: 10 e tantos an-
uos, e representa teT *is idade pela falla de Bci
pelo que lem as hocbec%as mellidas paraJtonfro.
beiros abatidos, atlnra Vaubr e m
la para
nozelo, os dedos minimtS dos ps torios
dos, toma tabaco egostH e agurdente ; IW^Hp
tido de chita e pannwd." (.osla usados, lie Pt^^H
i que esleja occuli a ou mesmo tora : quem
a levar a eslrada jjSS-adianto da Magdalena, pri-
meira casa azul^nOhcrii quantia cima ofl'trecidn.
Antonio t illa-Si
fula.barriga umpoucoqil
Pm.!-*TW*Ba.F. iFwU.-MM.


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