Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01834


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Full Text

SABBADO 4 DE MARQO
Por Anno adiantado 15,000
Porte franco para
np i&
*
\



ENXARRE&ABOtS DA SUBSCRIPCAO'.
Keeife, o proprielrio M. ,F. do Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. JonoPereira Marlins; Bahia, o Sr. F.
. lluprad ; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donea; Parabiba, o Sr.Josvj Rodrigues da Cosa; Na-
tal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Aracaly, o Sr.
Antonio de Lemos Braga; Cear, o Sr. Victoriano
AugustoBorges; Maranhao, o Sr. Joaquim Marques
Rodrigues ; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
cambios-
Sobre Londres 28 1/4 a, 28 3/8 d. por 1900
Paris, 340 a 345 rs. por i f.
Lisboa, 95 por cento.
Rio de Janeiro, a 2 por O/o de rebate.
Accoes do banco 10 O/o de premio. ^*
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras de 11 a 12 de rebate.
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 289500 a 295OOO
Moedas de 69400 velhas. 169000
de 69400 novas. 169000
de 49000....... 99000
Prala. Patacoes brasileiros..... 19930
Pesos columnarios......19930
mexicanos...... 19800
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Garuar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parabiba, segundase sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
preamar de Aoje.
Pnmeira as 8 boras e 30 minutos da manhaa.
Segunda s 8 horas e 54 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e qnintasfeirus.
Relacao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, lercas.e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1 :* vara do civel, segundase sextas aomeiodia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
PARTE OFFICIAL
OOVBBNO DA PROVINCIA.
ZUpvdlMU* d* ala 36 de revertir de 1854.
Offlcio Ao inspector da thesouraria de fazenda,
eoromunicando, fim de que o taja constar ao ins-
ta alfandega e ao administrador da mesa do
consulado, que j se cha no exercicio de seo carpo,
o vicecnsul de Baviera, Manoel Joao de Amorim
que havia seguido para os portos dosul do imperio.
Fizerara-e as outras communicajoes.
Portara Ao agente da companhia das barcas de
vapor, para transportar para o Para, no vapor que
la ov snl~i t -eeisew^eom eoereaase perln
rente* o terceiro halalhao de arlilharia a p, os
quaes sera mandados para bordo do roesmo vapor,
lelo director do arsenal de guerra.Expedram-se a
respeilo as necessarias ordens.
1. de marro.
Ollicio Ao inspector da thesouraria de fazenda,
nteirahdo-o de liaver o jaiz municipal dos termos
de Serinhaem e Rio Formo* participado, qne no
die 4 tfe fevereiro ultimo, entrara no ejercicio di
vara de direito daquella comarca. Fzeram-se as
outras eommiraicares.
Dito Ao mesmo, transmiltindo por copia n pfli-
cioem qne o Exm. presidente di Babia, parlicipou
haver expedido ordem i thesouraria de fazenda da-
j qeella provincia, para continuara pagar ale o fim
janbo pioximo vindoaro, a prestado rcensal de
xiOSOOO r. qna o capilo Antonio Francisco de Souza
haes consignou alli a sen (libo Francisco Fo-
legonio de Souza Magalhees.
o Ao director das obras publcas, commiini-
caode haver, em vista de sua infamia jan, concedido
Joaquim Ribeiro de Aguiar Mmilarroyos, iirre"
olira da casa da Barrena da ponte dos
rvalhosi dous mezesde prorogaoao, iara dentro
deste prajo concluir elle a mencionada obra.
Igual communicajao se fez a lliesouraria provin-
cial. "
Portara Nomeandn a Manoel (onjalves Fer-
reira e Silva para exercer interinamente o lugar va-
oajtario geral do termo desta citlailr, o qual
ewwr bancal idnea na repartalo compe^
lente e solicitar o respectivo titulo. Expcdiram-se
a este respeilo as necessarias coinnmnicai.-Ocs.
v
BUFADO DE PERN AMBUCO.
Dom Jop da PurificarUo Marque Perdigao, cone-
jo regrantede Santo Agattinha, por grara de
Oto t da Sania S AposlolicaMspo de Pe nam-
kuco, do eontelho de S. M. I. e C, etc., etc.
A todos-os nossos diocesanos paz c benjan, em no.
ide de Jess Christo.
ndo-nos adivina omnipotencia benignamente
prolongado a existencia, concedendo-uos npAluna
eatiin de tos recordar a doulrina evanglica, rela-
tiva ao ultimo perodo da existencia humana, pare-
ce-nos conveniente manifesta-la em um lempo, que
a santa igreja com especial zelo assignalou para a
justificajao de senslilbos, ministrando-Ibes os .'occor-
ros proprios ti eomecerao da pureza de soas enns-
cieneia, para por mel desta compareeereiu na pre-
a do celeste esposo e reciissimo juiz, que os
devejulgar no dia e hora, que Ih'aprouver.
He verdade que todo o homem, dorante o lempo
de fu penosa peregrnajao, ignora inteiramente
aquella dia e hora. (Malh c. 24 v. 36.) Nao pode po-
rm deixar de acreditar sua proximidade como a
quolidiaoa experiencia tem demonstrado, julgando
a eterna sabedorin conveniente nao revelar o mo-
mento em que a crealura deve apresentar-se perante
o creador, para ser definitivamente decretada sua
sorte, segundo o proprio mrito, ou demerito (Malh.
c. 19v. 27); posto qne a divina beneficencia se te
nba dignado, por graja especial, manifestar a al-
gn* predestinados o dia a hora de sen clicissimo
transito, para a bem ditosa patria,'onde goznn a
eterna gloria, que Ibes foi predeterminada desde a
orgem dn mundo.
I mesmo homem, todava, nao pode confiar que
Cala demnnstrarao'do particular predilecoaO llie seja
facilitada, pois que he ;im acto de pura liberalidade,
proveniente da divina vontade, prestado gralota-
mente era remunerado de virtudes pralieadas em
Brande esublime perfeico; deve porcm convencer-se,
que a carencia desta superabundante grara nao o de-
ve desanimar, quando constantemente firme na ob-
servancia dos preceitos da lei, em cuja presenca (em
deserjulgado.
Nao nos he permtlido, cbarsslmns filhos, profun
dar os arcanos da Eterna Omnipotencia, quando a
Ilumina capacidude, anda n mais afilada pela viveza
d espirito, ou perspicacia de sublil talento, nao he
sUtHclerre-jiara o penetrar : podemos porm com-
ureliender de alguma maneira quaes os designios da
videncia, quabdo deitou em prolondo silencio
a terminacho da existencia humana, para nos obri-
gar aquella conlinua-\vgilancia, que Jess Christo
duamenle nos reVommenda ( por S. Malh. cap.
I'x. 42, 44 e 5uVdizendo : Vigiai, es.lai
lantes obre vosso procediincnlo .'porque vos he
oceulto odia e huranaqual vossosenhnr vos faca com-
parecer em sua presenca.Acerca de cojo objecto
explcitamente lemos no Evangelbo de S. Marc.
( cap. 13, v. 33 ) Vigiai e orai, pois que nao sabes'o
lempo de vossa estricta responsabilidade. ( v. 35. )
ilai-vosem solicita vigilancia, porque nao vos
[riada a hora em que o vosso jniz vos ha de
sentenciar.
Convni qtae ignoris quando este acld judicial se
deve realizar, se pela Urde, se a meia-noile, se ao
cantar do gallo, se pela raanha. (Por estas expres-
soe quix Jesus-Chrislo signiliear-nos que nos pode
jalgar enfloda e qualquer occasiao, na qunl o deve-
los esperar. Esta he aqnelta suprema vootade, que
nao wflre a menor contradicao. Este o irrevogavel
decrMo, a qoe toda a.feraciio et sujeila.)
( V. 3C ) NSo vos ache dormindo a repentina pre-
sante do Pronunciador Je vossa eterna sorte. (v.
Todo o universo escole a verdade, que ora vos
annunrio : vigiai.
Qnao tienisnamenle Jesus Cbrislo declara a incer-
teza da hora da ninrle, para qne lodo o vventeacre-
ilile proximidade de sru julganipnlo definitivo sem
a mais leve opposcio".'
M recordamos a lerribilidade dcslc julgamenio,
que os reprobos devem snpporlar, e por qur. os jnt-
gamolcieujes da rigorosa discussiio, que os espera,
finalizando sua mortal carreira sem as urgenlissimas
disposl^es facis de cumprir, logo que o homem le-
nha nicamente em vista sua salvaro e com este ne-
gocio concert todos os seus pensameiilos, palavras e
uhras. i
Talvez qan estas imporlantissiinns reHexoes sejam
incoinmodas maor parle dos que as lerem. Ni'ts,
portn, parecendo-iiosopportiinns c propras do lem-
po quarcsmal.ai propomos i seria medltacad dos nos-
inos, nao com o lim de os conlristar, mas
pari os excitar penitencia, exntierarttemenle re-
rommendada para reparacao da Innocencia perdida
pela colpa. Eslaa nossa inlencao fundamentada na
especiarlo'de eiiter o froto que cordealmente ale-
os.
He lempo^ predilectos filhos e irmilos. de meditar
nestasevanglicas verdades, oye nos podem commo-
' induzir a p'ralicar satisfclorianienle as virlu-
meio das quats consigamos nossa predcsli-
acediilo o lempo que a
ulga misler.cerlMde que nem sem-
liUida a" oppjiorlmiidtfde desejadn.
Nao nos desanime a poca em que vivemos, mais
propensa para a relachacao que outras mui remolas,
as qnaes doreceram a religjao, a probidade.a soce-
ridade, e os bous costme*.
Nao duvidamos que estes sejam os lempos perigosos
de que falla o Apo-tolo em sua segunda epstola a seu
discpulo Thmotheo, bispo de Epheso.
Este gloriosissimo Apostlo, animado pelo espirito
de presciencia nos assegura, que viriam lempos nos
quaes appareceram domen* que se amassem desor-
denadamente, riihicosos, soberbos, insubordinados as
leis, inmigos da ordem, incontinentes, destituidos
de nejo e temor, poslergadores da verdade, aleicoa-
dos aos prazeres illicitos, para coja salisfarao com-
mellem (oda a qualidadede indignidades que o chris-
tiaosmoTeprova.
Que dina, porem, o mesmo Apostlo se occorres-
sem sua mente alguiis assassiuios, perpetrados no
meio de urna capital em dias mui claros, e as ras
cheias de povo que transitava I Oh Dos al
(piando presriiriMremos laes horrores? At quando
dcixar.i o criminoso de reflcclir sobre seus tenebro-
sos fritos, pelos quaes altcahe sobre os imperios,
ou alguma de suas provincias, os flagellos com que
a divina iudignaeAo cosluma castigar lamanha ousa-
dia* Quando veremos reh aladas as paixfies, qne
cnlorpecem a alma, e a collocnm'no perigo de ser
suhmoxgida no caos da eterna desesperaran Ha-
bitantes da diocese |ieriiambiiccusc,trbuta affccluo-
sa crcnca doiilrina evanglica, que reiteradamente
vos temos annunriado com q designio de conrorrer
para vos ronslituirdes idneos para o reino de
Dos.
Hecebein-a com o mesmo alfeelo, com "que vo-la
expomos, para vos dctermiiiahles a segu-la. "pois
que 'sem esta deliberaran, erris o caminho, que he
inisler Irilbar, para serdes isenlos do temor que a
lodo o momento vos espera, c pdenles apparecer na
presenca do Jess Christo, chcios de conlianra em
sua infinita misericordia, pela qual nos adoplou por
seus lilhns.
Implorai a divina clemencia, para vos coni-
municar os auxilios, quo urgentes sito aos que se
preparara para recorrer aos sacramentos da peniten-
cia c eucharistia com as necessarias dispusieses, sem
as quaes, intilmente intentara obedecer i lei, qne
os obriza a satisfazte o preccito quaresmal, sob pena
de neorrer na divina indignarao.
Em nonio de Jesus Christo vos rogamos, querais
pereuadir-vos de que a difficuldade ou repugnancia
qac a maor parte dos fillios da santa' sreja mani-
fesl na observancia dcstes dous preceitos, tem iiii-
-amente sua orgem na sagaz e astuta influencia do
cominuin inmigo da salvaeao do genero humano,
bem conhet-do pelas illusocs cora que pretende Ma-
quear aquellos, que voluntariamente se submetlem
a sen imperio. Diremos voluntarinraente, por
que te cruel adversario das almas remidas com o
sangiie do Cordciro Imaculado, jamis pode obrigar
comq^pode persuadir a seguir sens pesliferos, e ve-
nenosos engaos, pois que sendo acurrentado r-la
morle do Redcmptur do mundo, nflo lbe be per-
mtlido" dirigir suas raaos mordeduras, sean aos que
iiironsideradameutc se aproxima ni junio de sua bo-
ca. Dourrina de Santo Agoslinho.
B paTa que. Analmente, vos seja possvei a oblcn-
cao dos bous peusamcnlos, c inovimcntos de vosso
corarao, a cuja pratira solcitamente vos exhorta-
mos, supplicai o patrocinio de Mara Santissima,
seguro zilo dos verdadeiros penitentes, que a ella
recorrem, persuadidos de gozaren) direito sua in-
derectivel prolecco. Collocamlo nesta clementis-
sima mu toda a vossa esperanza, ella aceitar eter-
na conlianra que nclla deposilanlcs. Se submissos
i vonladc dbeos, perseverardes na pratca das
virtudes, ella vos alcanzara a graca final, e aquello
feliz xito que declara eternamente (tilosos os es-
comidos.
Aprcscnlai-lhc yossas urgencias, o assegurai-a de
que com a celeste proiecrao, por seu iuterraedo
implorada, nao pralicares mais aceito alguma, qne
vos consUtua indignos da augusta qualidade de
filhos o servos de Mara.
Palacio da Soledade 1 de marco de 1854. Joao,
Bispo de Pernambuco.
EPIIEMERTOES.
Margo 6 Quarto crescefiteas4 horas, 41 minu-
tos e 48 segundos da tarde.
14 La chei as 4 horas, 14 minutos e
48 segundos da tarde.
21 Quarto minguante as 3 horas 43
minntose 48 segundos da larde.
28 La nova as 2 horas, 20 minutos e
48 segundos da larde.
27 Segunda. Ss. Antigono, Curso e Bessa soldado.
28 Terca. S. Romao ab.; S. Circa!
1 Quaiia. do Cinza, (jejm al a Pa*-
2 Quinta. Ss. Joyiao, Basilio e Sect
3 Sexta. Ss. Emeterio, Marinho e Aslen
4 Sabbado. Ss. <
5 Domingo. 1. da Qua
in Laterano S
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Hambnrco 4 de everelro de 1854:
Quanlo mais serio e bcllicoso se tem lomado o
carcter dos negocios do Oriente depos da entrada
da esquadra anglo-fraurcza no Mar Negro, lano
mais claro se >, que no presente momento a paz
so pode ainda ser conservada pela grande poten-
cias da Allcmauha. Se a Austria e Prussa se col-
locarcm decididamente do lado das ultimas pronos,
las da Turqua, de 31 de dezembro ultimo, com a
firm declararlo de faze-las exondar em caso de
necessidade cora a espada nnindo-sc a Franca c
Inglaterra, |iAo retar ao czar outra cousa ilo que
ceder, c a paz da Europa rulo ser mais a mear ai la.
A Russia pode aceitar o combale cora a Turqua e
as potencias do Ocrideutc, sendo estas ultimas s-
mente pcriosas do lado do mar, porcm o simple^
combate de mar miItindo mesmo todas as derro-
tas provaveis da sua esquadra, nunca poder dar
urna dcciso. Tilo grandes qu sejao as forras mili-
lares do exordio do czar as quaes eni geral sao
exageradas citas scrAo impotentes desde o mo-
mento em que a Austria e Prussa se uurcm aber-
tamcnlc aos adversarios da Russia, c a ameacarem
na sua parle vulueraxcl, a Polonia. Ambos os es-
lados podem em poneos dias concentrar um exord-
io de 400 mil lioroeus nas frouteras da Russia, e
onde adiara cnUo a inesina tropas para ir ao en-
contr de um inirago, cao mesmo lempo encarar
os exercilos turcos no Danubio c na Asa, e impe-
dir nas costas do Ballicn c do Mar Negro as tenta-
tivas de desembarques da esquadra anglo-franceza t
N3o se deve esquecer que se a Russia possue im-
mensos recursos no sen imperio de vasta exlensao,
esta inesma cxlensao he justamente um grande im-
pedimento, licando as suas forras decenlralisadas
por causa das immcnsas distancias.
Cor .motivos bem explcaxcs, pqrm lalvez nao
juslilicaveis, s gabinetes de Viemia e Kerlin nao
lem vonladc de assegurar a paz Europa, por meio
de una oppos'an decidida contra a Kussia. O
czar he o rcpresenlanle supremo dos principios con-
servadores, sobre os quaes ellos anotara o seu pro-
prio poder. Elles pensam. que se humiliarAo o
czar, lamhem hiimilinrilo csses mesmos princi-
pios, e aoimariim a revoluto apenas enfrciad, e
cujos i 'eiins anda se sentem sciisivelmcnle. Se (i-
vesse sido possivel conseguir da Russia ama solu-
cHo pacfica, que livesse a ap'parcncia de Urna li-
> n c lalvez generosa resolac3o, e nao a conse-
quoncia de urna obrigac.lo humilianle, nnguem
seria mais Mu do que as duas grandes potencias
da illemanha: Para alcancar este fim. ellas fize-
ram lodos os esforcos diplomticos, e ron'nmiara a
fazo-ios. Ao mesmo lempo orecco da revoluc.lo
apenas aterrada, e a lemhranca dos promplos ser-
viros da Russia para supprimi-ta, ainda sao de
mais poderosos em Berln-e Vicua, para se ler a
corageni de arriscar os ntercssCs conservadores pelo
rompinento aberlo cora o czar.
A Uto se deve accrescentar que a diplomara rus-
sa mo ficou inactiva nas cortes da Allemanba, esfor-
camlo-sa rom sua cosiumada hablidade em forli-
fiear eftas ideas, e par* por de en lado os homens
(Testado d'influencia.''por meio d'cffeitos pessoaes.
Aisla uem mesmo os pequeos
ucny
N,1n so perdeu de ,VI
H i
estados da Allemanba, o qoe bem se explica quan-
do ha pouco o czar agraciou o primeiro ministro
da Baviera, o Si von de Pfordtcn com a ordem
i'Aiexandrc-nciNki, que em geral so se confere a
principes reinantes, e cxcepcionalraente a mu dis-
linctos homens de estado e generaes.
Acaba de chegar a Vienna cn\ missao especial do
gabinete da Russia o ronde de Orlow. Apezarde
se qnerer guardar o maior segredo sobre o motivo
dessa missao, nao pode liaver duvida alguma acer-
ca da sua tendencia. A Russia quer ao menos se
assegurar da neutralidade dos seus visnhos alle-
maes, e he bem provavel que o conde de Orlow tem
ordem de exigir a esse respeilo qoaesquer garantas,
declaracoes obrigaloras, e lalvez mesmo de ede-
brar urna ou outra ronvenco etc. ele. Talvez que
nao possa conseguir sso de um modo IAo positivo,
como o czar o deseja, porm mesmo se era Vien-
na e Berln nAc quzerem obrigar-se para lodos os
casos, ao menos o conde de Orlow poder levar ao
sen soberano a certeza que poder contar com a
neutralidade da Allemanba at o momento da ulti-
ma e inevitavd necessidade, e com urna neutrali-
dade que al nao excluir ce rio auxilio diplomti-
co contra a allianca anglo-franceza.
Entretanto se dedarou no norte ama outra neu-
tralidade, que leu motivo a urna mutua declara-
ran;a neutralidade dos reinos sea nd i na vos Dina-
marca, Su ocia c Noruega. J foi participada of-
licialmciile a lodos os estados martimos da Europa,
assni como ao Brasil e aos Estados-Unidos. Os
ditos estados se reservam na sua dorlarar.au, de fe-
char rerlos portos aos navios de guerra das parles
bdligerantes, de nao admitlir de nenhiim os cor-
sarios, assim como de nao permtlr o commercio
dos .'eneros chamados contrabando de guerra. Na-
turalmente lerasdo muilo mais agradavel Russia,
se os reinos seandinavos tvessem unido as suas flo-
tas com a sua esquadra do Bltico, J por isso que
a flota dinamarqueza, apezar de fraca em numero,
he de primeiro etasse por causa dos scusexcellentes
navios e tripolacilo. Nao dexa rom ludo de insis-
tir que essas potencias lomem parte a sen favor, rer-
to he que a neutralidade das mesmas dar maior
proveito a Russia. Por islo mesmo perguula-sr,
por quanlo lempo a Inglaterra respeitar e rero-
nhecer a neutralidade scandiuava, quando urna
vez se arhar aleiada a guerra. Na Dinamarca.
Snccia c Noruega (em-se os matares reccos a esse
respeilo. a
A peznr dessa neutralidade declarada ou nao de-
clarada, assim como da possibilidade de conserva-
la, de ndnhnm modo poder ella impedir que os
respectivos paizes venbain a soQrer |ielas questes
do Oriente. O commercio alloman para o Oricutc.
que soflreu golpe sobre golpe depos da introduccao
do sistema prohibitivo da Russia era 1821,s lem-
braremos a encorporarao da Polonia no sistema de
alindolas russo 1aoha-se de novo amentado se-
riamente, vendo perdido o mais importante consu-
midor que lbe restava ao leste, os principados do
Danubio, e achando-se limitadas as suas retardes
Turqua ea Levante: ao mesmo lempo a incerteza
do futuro que preoecupa todoros espiritos, e a ine-
vilavcl couscqiicncia de nSoquercrem os capitalistas
enlrar em grandes especutacoes, pesa sobre a in-
dustria do interior, relira os cpilaes dos negocios,
e ja eflecluou em lodos os mercados urna seusivel
falla dedinheiro. Para anda augmentar o mal, o
resultado da ultima inferior rolheita teve por con-
secuencia urna grande caresta dos alimentos, que
sobretudo nos districlos de manufacturas da Alle-
manlia renovou as tristes lcmbrauras do infeliz in-
vern de I84ft 1847 que ainda esta vivamente na
memoria de todos. De ccrlo a posirao da Allema-
nba he para ser envejada !
Apezar de tudo que pesa presentemente sobre os
espiritos, um acto do governo da Prussa, ha pouco
publicado, produzo urna feliz diversSo, sobretudo
naquclles que cora admravcl paciencia esperam da
Prussia a salvarlo' da Allemanba. O negocio lie
este ; a Prussa fez urna convenci com o grfltKlu-
cado de Oldemhurgo, segundo a qual este lbe ceden
o porte de Jalde no mard norte para alli construir
um porto de guerra. Como se sabe, a Prussi dei-
xou tranqullamente vender em leililo publico e por
proco mizeravel o principio d'uma flota allemSa,
creada durante os annos de 18*8 e 1849 tanto mais
seriamente trata agora de crear nina marinha prut-
siana. Limitada nicamente sobre seus portos do
Bltico, cuja entrada depende da vontade da Dina-
marca, nunca poder ella ler alrancado importancia
alguma ; a arquisicAo de um pprto uo mar do norte
era por isso urna conditio rint qua non. Porem a
rrearAo d'uma flota, que ha de ser mais do que um
brinquedo, depende de militas oulras cousas do que
a simples possesso d'um bom porto d guerra, e
temos mais de mil motivos para duvidar, que a
Prussa em. lano que insistir crear urna mari-
nha espccficadamcnte prtutiana, poder vencer to-
das diflieuldades.
Segundo ouvimos a homens es|iectacs, e a enge-
nheiros hidrulicos, esse negocio tem todas as appa
rencias de um charlatanismo poliliCoi para tancar
p nos olhos, porque o porte de Jalde nao poder
jamis servir para uavios de guerra.
Em diiferentes estados da Allemanba, Prussa,
Baviera, Badn acham-se presentemente reunidas
as cmaras. A nnica cousa qne dellas se pode di-
zer, he que ellas se acham reunidas: ellas nenhuma
importaucia tem no organismo dos estados, allcmaes,
s quaes segundo os seus principios' sao absolutos,
conservando algumas formas e certas apparencas
yagas de sistema constitucional. As medidas mais
importantes, e mais influentes sao reguladas em ge-
ral por actos anteclpados dos govemos, rcservaiid
se nicamente una approvarao posterior das cama-
ras, c quando j se acham postas em execrao as
determinarnos dos governos, de orle que se loma
urna impossibiljdade positiva a rejeilarao. lie islo
urna pratca e al conveucao feila entre aquelles
oslados, ronhecdos debaix do nome Zollweren,
em quanlo a legislarao das altandegas. Os eslados
seenlcndciii entre si a respeilo dos dreilos, leser-
vando-se a appro>acao das cmaras para quando es-
ta se loma una formalidade sem importancia em
frenle do fado consumado. Um mais triste papel
anda fazem as cmaras em todas as questes de po-
lilica exterior, Quando uo prsenle momento lodo
o mundo com ramio impaciencia esperava a aber-
tura do partamenloinglez,e quando se v qne oscon-
selheirosdnroroa logo nas prmeiras sess&es se apres-
sam em aprcsenlar a ambas as casas esclarecimen-
tos,e correspondencia havida cora os paizes exteriores,
na allemanba os minislros s se deciden de acres-
sentar a respectiva fallado Ihrono um paragrapho mui
vago, sendo contrarios a qualquer discossAo dclalha-
da nas cmaras. Nos pequeos oslados d'AJIema-
nlia bem se comprehende islo, porque para elles
nao^exisle urna poltica exterior independente, poi-
que causara grande riso se os eslados soberanos de
I.ippe-Detmolp, Reuss Schleilz, Saxemeinngcn, ou
Hessen-Hombourg (cujo terreno he de 2 leguas
quadradas i mandasseni discutir as suas cmaras a
queslao do Oriente. Porem (ambem o parlamenlo
da grande potencia AllemAa, a Prussia {como se sa-
be, a Austria nenlmm parlamento lem) teve a dita
falla de nenhuma importancia. Debaxo destas cir-
cunstancias nenbiim mitagre he,queo povo pouco se
importe das suas cmaras. Se se lhcs pode dar alguma
importancia, be a roiiservnrao da forma que talvez
em felzes lempos futuros se elevar a verdadeira
importancia. Asna importancia nflo se basca em
nina realidade prsenle, inassimera urna futura
possibilidade.
Parta 20 de Janeiro 4a UM.
Se Dos nao fizer um milagre em nosso favor, tare-
mos a guerra ? porque tudo caminha para ella com
urna furia irresslvd : taremos a guerra, posto que
todas as potencias sem excepcao, comprehendida a
Russia, s tenhara na bocea protestos de paz. No mo-
mento em que escrevo a Vmc, a situacAo esta mais
complicada do que o eslava ha 15 dtas, e as probabi-
lidades de ora arranjo, tem quas desapparecido in-
teiramente. Que ter lugar na quinzena que come-
r ? ninguem poderia dze-lo, porque tudo depende
hoje, mais que nunca, da phantasia de um s ho-
rnera, o qual pode, sefbe parecer bem, incendiar a
Europa. Por ventura recuar o czar diante da atllu-
de ameacadora da Franja e da Inglaterra, e do des-
contentamentoque a Austria ea Prnssia nao dissi-
niulam? Nao creta, porque o pertinaz orguldo do
autcrata lem at eqni multagradolodosnscalculosda
razio humana. Finalmente ps acontecirnenlos cami-
nham rpidos, e a sohirao, qualquer que fr, nao se
tara esperar..
Corno ja llie disse, lindase enviado ordem s es-
qadras da Franca e Inglaterra para entrarein no
Mar-Negro, e ah pretegerem a marinha eo territo-
rio turco contra as tentativas da esquadra russa. Es-
ta ordem leve exeeuoao a 3 deste raez. As duas es-
quadra* fortes de 40 velas, entre as quaes figurara 17
naos de alio bordo, apparelharam nesse dia na mais
bella ordem e se drgiram para Snope, escoltando
um corahoy lurco, composto de certo numero de na-
vios de transporte e de 50 fragatas, qne levam un re-
forjo de 10 mil homens ao exercilo da Asa, os quaes
devem vJeseniharcar em Baltoun. Cada esquadra es-
ta debaxo do coraraando directo de seu almirante ;
mas se houvesse occasiao de empenhar-se urna bata-
Iha naval, o vce almirante Himelin lomara o cum-
mando geral, como o mais anligo em graduarlo, que
sen collega o vice almirante inglez Dundas. Emfun a
mais completa harmona reina entre o es lado-maior
e equipageus das duas esqnadras: franceses e ingle-
zes tem aprendido a se conhecerem ese estimaren!
reciprocamente.
Nao se qui/, lomar de improviso a marinha russa, e
no momento em que partiam as esqnadras. os dous
embaixadores da Franja c Inglaterra drgiram ao
governador de Sebastopol urna neta, na qual iiidca-
ram os motivos da entrada das nossas forras no Mar-
Negro. Es aqu o texto dessa nolilicacao : De con-
formdade com as ordens de meu governo, a esqua-
dra ingleza (franceza) de accordo com a da Franja
(Inglaterra) deve entrar no Mar-Negro. O objecto
desse roVimento he proteger o territorio o liorna no
de (oda aggressao ou acto de hostldade. Parlicpo-o
V, Exc. para prevenir toda collisao, que possa per-
tnrhar as relajees existentes entre os dous governos,
retaces que desejo' resalvar e que V. Exc. esl igual-
mente encarregado de conservar. Para este fim, fe-
licilar-me-ha de saber que V. Exc, animado de
suas inlenjocs, julgasse conveniente dar instruejes
ao almirante commandante das forjas russas no Mar-
Negro, afim de prevenir qualquer incidente que pos-
sa perigar a pai..-isiignado* : RedclifleBraguav
D'Hilliers.
A fragata ingle/a a vapor a Retribuition foi eucar-
regada de levar essa nolilicacao a Sebastopol. Aca-
bo de saber agora, que sua missao foi precnchida, e
que est de volta para o Bospboro.
A Franja e a Inglaterra deviam Europa e i
rite da Russia mesmo a explicarlo de sua conduc-
ta. Ellas cumpriram essedever: orna ola foi diri-
gida ao gabinete de S. Pelersburgo ; nao sabemos
que acollrimento ella leve, mas ciniheceraos indi-
rectamente seu contando, porque nosso governo
acaba de publicar a nota circular, que elle dirigi
aos seus agentes junto das diversas cortes da Euro-
pa, e espOe os motivos de sua resoluriio. Esta nota
he extensa : resume a qoeslao lurco-russa, desde
seu principio, e recordando o desastre de Snope,
queobriga-o a modificar toa altlude, prosegne de-
pos uestes termos:
O accordo que teve logar ltimamente em Vien-
na entre a Franja; Austria, Inglaterra e Prussia,
estabeleceu o carcter europea da queslao, que exis-
te entre a Russia e a Turqua. As quatro corles re-
conheceram solemnemnte que a inlegridade ter-
ritorial do imperio ottomano era una das condjes
de sen equilibriojiolitico. A oceupajao da Molda-
via e Valachia consltue o primeiro altentado conlra
essa inlegridade, e be fra de duvida que as pro-
babilidades da guerra a podem anda mais oflender.
O Sr. conde de Nesselrode, ha poneos mezes,
rcpresenlava urna como compensajo necessaria. ao
que elle chamava enlao nossa oceupacao martima,
a invasao dos principados do Danubio. Cremos, se-
uhor, que be indispeosavel por nossa vez, raedirmos
nos mesmos a exlenso da compensajao, a qual nos
dao direito. nao s nosso titulo de potencia interes-
sada ua existencia da Turqua senao lambem as po-
sijes militares j tomadas pelo exercilo russo. Pre-
cisamos ler urna garanta que nos assegure n resla-
belecimeulo da paz no Oriente, em condijes que
nao altarera a dstribnicao das forjas respectivas dos
grandes estados da Europa.
minaram conseguintemenle que suas esquadras en-
Irassem no Mar Negro e combioassem seus raovimen-
los, .de modo que impedissem que o territorio e o
pavilhao ottomano eslivessem expostos a um novo a-
laque das forjas navaes da Russia. ,
Os vce-almirante* llamelin e Dundas vo re-
ceber a ordem de communcarem, a quem de direi-
to for, o objeclo de sua missao, e nos comprazemos
de crer, que esse procedimenlo leal ha de prevenir
conflictos, que nao veramos senao com o mais vivo
pezar. O governo do imperador, repito, s lera um
lim : o de contribuir para que se eflectue em con-
dijoes honrosas um arr.injo cnlre as duas partes bel-
ligeranles ; e se as circunstancias o obligara a pre-
vnr-se contra terriveis eventualidades, elle mitre a
confianca de que o gallineta deS. Pelersburgo, que
tem dado (Jo numerosos exemplos desabedoiia, nao
querer expor a Europa, apenas reslabelerda dp
suas rommojfMx.-, a provocajdes, ijue a esclarecida
raxflo dos soberanos lem sabido poupar-lhe depos de
lao longos anuos. Assignado. Drattyn de IJivys.n
A resposla nollicajo feila s crle de S. Pelers-
burgo. a respeilo da entrada das esqnadras* ainda
nao nos cliegou, mas ninguem duvida que esla me-
dida lomada pela Franja e Inglaterra, excite (oda a
colera do czar.
Recciou-se um momento que a Austria e a Prus-
sa nao se aprovetassem desse tacto,- para romperem
o occordo diplomtico, que exista entre aquellas
cortes e as potencias occdentaes, mas um fado im-
portante permiti crer que existe ainda a boa har-
mona entre os qualro grandes governos da Eu-
ropa.
Como lbe disse. linba-se felo urna nota em com-
mum, a qual reuna va o modo porque se devia ter-
minar a queslao lurco-russa, e sendo enviada a
Conslantinopta, foi aceita pelo divn, sem nada allc-
rar-lhe, depos do longas delberajoes. A adhcsSo
da Porta foi condecida em Vienna no da 13 de Ja-
neiro : reunio-se immediatamente a conferencia, os
representantes das quatro potencias esliveram ple-
namente de accordo para pedirem ero nome desuai
corles, a adheso do czar s suas propostas. A no-
va ola da conferencia parlio no da 14 para S. Pe-
lersburgo, e a resposla definitiva de czar lie espera-
da no fim do mez.
No meio dessas peripecias diplomticas, a guerra
continoava cora ardor nos principados danubianos,
e o exercilo turco espanta cada vez mais ornando
com sua solidez e disciplina. Os ltimos combates,
queso acabara de dar, foram nleramenta ventajo-
sos para os Turcos. Elles se apoderaram, como j
disse a Vmc. em urna de minhas cartas precedentes,
na margem esquerda do rio da povoajao de Kalafat,
que elles fortificaran! e Ismael-Pacha oceupa com
urna gnarnijAo de 15,000 homens. Os Russas de
seu lado, reunirn) suas forjas na enfade de Krau-
va, oiio leguas distante de kalafat, e o general An-
vressahi tem debaxo de suas ordens cerca de 18,000
homens. Todos os dis lindara lugar combates par-
ciaes enlre os destacamentos dos dous exercilos ; po-
rm a 6 deste mez tele lagar urna verdadeira bala-
lda em Ctale, que se acha em igual disiaucia dos
dous acampamentos. Esta batalha duroo tres dias
inteiros, e de ambos os lados houve um numero
enorme de morios e feridos. A perda dos Rumos he
avaliada em 5,000 homens! Segundo todas as nfr-
maces a vantagem ficou do lado dos Turcos, e os
Russos foram os
pnmeiros, que se reliraram para
Kraiova. Esta batalha he apenas o preludio dos sa-
crificios sanguinolentos, que ha de custar huma-
nidade a ambijao do imperador Nicolao.
No* unimos dias de dezembro houve urna agila-
jo dc.s'a/Vd (esladantes de theologia), osques pe-
diant com grandes gritos, que se repellssem todas as
propostas de paz. A ordem foi promptameute res-
tablecida ; os principaes criminosos foram presos
e transportados para n ilba de Canda. A Persia qoe
era atormentada pelas intrigas da Kussia e ameaja-
va a Turqua com a guerra, parece vollada a melho-
res dsposijes, e segundo as ultimas noticias, o Xah
eslava decidido a (car neutro.
Em Franja preparava-se seriamente para a guer-
ra. Um decreto recente rbamava para o servijo
activo 40,000 soldados, que lindara licado dispon-
veis no ultimo sorteamento. Os armamentos cont-
nuam rom ardor em nossos arsenaes martimos, e o
imperador faz conbecer ao mesmo lempo na snlis-
fajao e suas inlenjocs na carta seguinle, que elle
acaba de dirigir a Mr. Ducos, ministro da marinha :
haves dirigido, me faz conbecer de orna maneira
IAo lisongeira os recursos consideraves de nossa ma-
rinha, qoe me dou pressa em testemunhar-vos toda
a mi nba satisfajAo, e dar-vos ama _prova nao equi-
voca, nomeando-vos grande olllcal da legao de
honra. Nao posso agradecer-vos bastante, o haver-
descom um bndgel tao diminuta preparado recursos
que .-ne permitiera de um dia para outro duplicar
ou triplicar nossa esquadra/. Pelo que nejo a
Dos que vos tonda em sua santa guarda. AVipq-
leao.
Ncstas palavras cortezes do imperador a seu m-
nislro, ha urna ameaja para a Russ. Inglater-
ra de seu.Jado, nao fica inactiva; alista marinhei-
ros, d pressa ao acahamento dos navios que ella tem
pos esialer.Q,. !\a primavera prxima, ella poder
porem linda 17 navios de alio bordo a hlice.
O parlamento inglez se reuni a 31 deste mez, ea
sessao, por causa das circunstancias araves, em que
no ardamos, ha de ter o mais vivo inleresse. A opi-
niao publica na Inglaterra tornou-se inteiramente
bellicosa, eo homem mais impopular dos tres reinos,
de ueste momento o prncipe Alberto, marido da
rainha, porque se pretende que elle influa nas delcr-
mnajoesde sua real esposa, no sentido da paz. Os
jornaes radicaos de Londres sobretudo o atacara com
urna violencia extrema ; aecusam-o de ler usurpado
direilos, que Ihe nao perteneci, como seja o de as-
sistir as sesses do conselho dos ministrse ter dado
pessoalmente nstruceOes aos representantes da rai-
nha no estrangeiro. A polmica a este respeilo tem
sido 13o violenta, que he muitn provavel que a ques-
lao ha de ser suscitada no parlamenlo.
Muilo se lem occopado em Paris e Londres de urna
pretendida carta escripia peta duqueza d'Orleansao
duque de Nemours, e na qual a primeira expunhaas
razOes, petas quaes persista em ficar eslranha a re-
concilajo, que acaba de terlngar enlre o ramo mais
velho a o mais mojo dos Bourbons. Poblicaram-se
longos arligos a este respeilo nos jornaes, porm sou-
be-s*que a carta era falsa. A princeza acaba de fa-
ze-la desmentir oflicialmenta ; comtudo he certa a.
desharmonia que existe cnlre a duqueza d'Orleans e
seus cundadus. A viuva do primognito de Luz
Filippe sustenta enrgicamente as prelenjOes do con-
de de Paris, seu filho, e recusa lodo o arranjo como
ramo mais velho.
O jornaismo parisiense acaba de sollreruma gran-
de perda. O director do Journal des Debis, Ar-
mand Berln, morreu a 12 deste mez, na idade de 50
annos. Era um homem de sentimentas e ltanlo ;
conlinuava com successo as Iradiras de seu pai e de
seu lo, que lindara felo do Journal de Dbal o
peridico mais importante e considerado da Franja.
Ha 60 annos que esse jornal existe nas maos da fami-
lia Berln, e s lem constantemente distinguido por
sua sabedora e pelo brilho de sua redaejao. Seus
proprios inmigos Ihe davam sua estima e he este o
mais bello elogio, que se llie pode fazer.
7 de fevereiro
Nao temos anda solurao no sentido de que guer-
ra estoja declarada, mas lado nos precipita para esse
destecho. A quinzena, que acaba de passar, aug-
mentan ainda as diflieuldades dasilaajao, em queos
mais pacficos se toruaram os mais bel I irosos. Noves
fados tem de todas as partes exacerbado a irrilajo,
e no momento em que Ihe escrevo, as retajoes diplo-
| maticas eslo interrnrapidas entre a corle de S. Pe-
lersburgo e os dous gabinetes de Paris e de Lon-
dres.
Ja lbe disse que linda sido dirigida ao governo
fusso a nolificajao da entrada das esquadras combi-
nadas no Mar-Negro ; sabemos- hoje em que termos
foi feila essa communicajaoe qual a resposla do ga-
binete de S. Pelersburgo. Os documentos queacabam
de ser submeltdos ao parlamento inglez, nos escla-
recem sobre o primeiro ponto, e o' jornal ofllcial de
S. Pelersburgo nos faz conbecer a res|iosta da Rus-
sia..
Era um despacho que dirige ao agente inglez ero S.
Pelprsburgo, lord Clareudoii, depos do ler tamdrado
o desasir de Snope, se exprime assim : As iuleu-
roes dos governos inglez e francs,.ha muilo lempo
annuncadas Porta, deu'in ser reali-adas fielmente
com firmeza. Por esla razo de que. .em neiihum
designio hosl i 1 contra a Russia, se taz essencial q*Vic
as esquadras combinadas sejam senhoras do Mar-Ne-
gro, e para esse lim dirigiram-se instrucjOes nos em-
baixadores e aos almirantes da Franca e da Inglater-
ra ; fazendo saber ao conde de Nesselrode que taes
instrucjOes foram enviadas, vos conformareis com a"
linguagero desle despacho, e informareis S. Exc.
que, para prevenir um desastre como o de Snope, as
esquadras combinadas roqvidarao, e, em caso de ne-
cessidade forrarito os navios de guerra russos a en-
Irarein em Sedastopol ou no porlo mais prximo, e
he entendido que a esquadra lurra nao fari nenhu-
ma operaran oficnsva por mar, emquanlo as cousas
perrnnnecerem.no estado actual.
A cuminuncaco proscripta por este despacho, )fc
feila a 13 le Janeiro. Mr. de Nesselrode respond
uen fazia levar ao imperador e receberia^Ktaor?
sns. Dous dias depos, o jornal de^f^eteraburgo
publcou a nota seguinle: ((J}-rfublico estaja ins-
truido pelos jornaes^tfjfngeiros da ordem dada pe-
la Graa-BrclanJ^repela Franja i suas esquadras
combin^des-je entraren no Mar-Negro. Como essa
*" n fosse al aqu levada verbaimenle ao conheci-
o do gabinete imperial, elle enlnndeu que de-
ite'deludu, pedir nao sao gabinete de Lon-
dres seno ao de Paris, esplicajoescalhegorcas sobre
o carcter e cxlensao, que os dous governos dio a es
sa medida. Do resaltado destas explicajfles depende-
r sua atlitnde ulterior.
Esse modo de encarar as colisas nao pode ser mais
singular. Nada era mais claro que as explicaroes da-
da corte da Russia. As esquadras entravara no
Mar-Negro, para impedir qne a marinha rnssa obras-
sc de um' modo qualquer contra a marinha e territo-
rio turcos. Era muito humilianle para o orguldo
moscovita ver a Franja e Inglaterra noliciarem as
aguas russas, mas pelo menos era franco, e o papel as-
signado a cada um era mui claramente (rajado. Pa-|
ra que pois pedir explcajes, quando tudo eslava
dito, e quando as inslrucjoes dada aos almirantes
eram publicas? Uava lugar para cansar admiracao.
lano mais qnanto se sabia a violenta irritaeSo, qne a
entrada das esqnadras linda excitado em S. Pelers-
burgo. No meio do circulo da corte, o imperador
Nicolao linda dito ltimamente, que podia'resgnar-
sea '.razer o ltllo de urna esquadra, mas que se niio
resgnava a vestir o luto da honra nacional. Elle li-
nda consultado principe de Menschikofl- sobre as
probabilidades de um choque entre as esquadras com-
binadas e a esquadra nissa, edzem qne o prncipe
deraesta resposla digna de um lacedemopto, pelo ser
laconismo e sua allives : Vencer, nao; resistir e
raorreralo ultimo, sim.
Porque pois, o imperador Nicolao se jolgava ain-
da obrigado a interrogar a Franca e a Inglaterra a
respeilo de suas ntenjoes".' por urna razAo muito
simples e passo a dizer. A^nlilica russa n3o quer
ceder nada de uasniquas pretenjes, mas lhecon-
vm ganhar lempo, em primeiro lugar para conse-
guir concentrar suas forjas no Danubio e vingar-sa
dos revezes, qoe as tropas turcas Ihe lera feito soflrer;
depos para tentar junto das potencias allemaes no-
vo esforcos decisivos, afim dea conduzir a cansa do
czar.
Es aqu o que succedeu : ao mesmo lempo que el-
la diriga a Franja e a Inglaterra esse eslranho pe-
dido de explcajes, o imperador Nicolao enviava,
para junto das orles de Berln e de Vienna, seu mais
intimo favorito, o conde OrtolT, encarregado de urna
missao secreta. O conde, nos ltimos das do mez
passado, vio o imperador da Austria, e falla-te de
saa prximachegada a Berln. As pessoas melhor in-
formadasaflirmam. que elle esl encarregado de apre-
scular um conlra protesto s proposlas da conferen-
cia de Vienna; porcm isto he apenas o protesto .de.
sua missao. Sen verdadero fim he obrar sobre os
dous principes allemaes, lembrando a um, que he cu-
nbado do imperador, e ao outro, que o imperador
Nicolao o lvron da ameajadora insurreijo da Hun-
gra. Nesta ponto, o mxslerio mais absoluto reina
sobre o resultado das tentativas do conde Orloff; po-
rm soube-se pelos jornaes de Vienna. que o joven
imperador linha honrado com saa visita o principe
de Mcllernich, e se havia enlrelido 3 horas com a-
quelle lluslre estadista ; ecomo o principo de Met-
ternich he na Allemanba o representante da idea an-
le-russa, espera-seque Francisco Jos nao se ha de
deixar Iludir petas lisonjas nteresselras do conften-
le de Nicolao.
Emquanlo a Allemanba diz sua ultima palavra, a
Inglaterra e a Franja estahelecem decididamente
queslao. A :I0 do mez passado, o parlamenta inglez
serennioe a rainha no discurso, qoe dirigi as cama-
ras, expoz com calma e franqueza i situarlo actual,
que hecheiade ameajasde guerra. Eisaquio pa-
ragrapho deslc discorso, relativo poltica europea.
A esperanja. que exprim uo fim da sessao pas-
sada, de que S pendencia que exista enlre a Russia
e a Porta Oltomana, seria logo concluida, nao se
realisou. e sinto dizer que seguio-se dahi um estado
de guerra. Tenho continuado a obrar com a coope-
rarAo do imperador do Franceses, c os esforjos que
tenho feto com raeus alliados para conservar c res-
labelecer a paz enlre as potencias em lula, postoque
letiham sido scnPtnicccsso al hoje, nAo tem cessado
um s instante. Nao deixarei de perseverar nesses
esforjos; mas a continuacAo da guerra, podendo
afleclar proruudameute inleresse da Inglaterra c
o da Europa, creio que he necessario proceder a
um novo augmeuto de minhas forjas de Ierra e de
mar, uo fim de apoiar minhas represeotajGes, e
contribuir mais ellicazmente para o restaheletimen-
to da paz. Ordenei que os documentos explicativos
das negociajoes, que tem lido lugar' a esse respeilo,
vos fossem communirados sem demora, n
f.nmqunalo nao 'haj nas palaxras da rainha ves-
tigio algum das paixOes violentas, que animam ues-
te momento a imprensa eo publico de Londres, re-
conhece-se todava, pelo tom do discurso e medidas
que sao pedidas, que o gabinete ingles uAo lem
mais esperances de terminar n queslao por meio de
um arranjo pacifico. Em sumnia asexplicajdes da-
das pelos ministros a este respeilo nas duas cmaras,
foram muilo ralliegoricas. I.ords Aborden, Claren-
don, e John Russcll, procuraram provar que a In-
glaterra e seu governo lnbam feito ludo, que era
humanamente possiverfazer, para evitar urna con-
flagrajA, c que seus esforjos se (inhain malogrado
peanlo a orgulhosa pertinacia da Russia. Lord
John Russell qualificou al de dolosa a roudncta
do imperador Nicolao, o que lie urna injuria grave,
c na verdade un estadista lao hbil nao se teria va-
lido de una semelhante expressao, se por arraso
peusasse que haveria aii/da um meio honroso qual-
quer de se entender com o gabinete russo. Lord
Aberdeeu se defendeu com vigor contra accusajes
muito espalhadas na Inglaterra, acerca das secretas
svmpathias pela Russia e Austria : proleslou em
termos os mais nohres a sua dedicajao exclusiva
aos nleresses inglezes ; porem o incidente mais cu-
rioso desses debates, he relativamente ao esposo da
rainha, o principe Alberto, qne tem sido lao vio-
lentamente atacado depos de algumas semanas pe-
la mprensa radical. Lords Adonicen e John Rus-
sel, sustentaran) cora toda a autoridade, que se liga
as seus nomes, qne a rainha tem o direito de con-
sultar" sen esposo e faze-lo assistir a seus consclhos,
accresceutaram que o principe de nenhum modo li-
dia empecido a aeran do governo, c tudo quanlo se
Unlia cspalliado a sen respeilo, era um tecdo de
odiosas calumnias. Ninguem na opposijao ousou
apanhar a luv, c s proprios dictes do partido
lorv se deram pressa em render homonagens a pa-
Iriolismn do prncipe Alberto.
A resposla ao |ieiiid Kussia foi promplamenle concordada ntreos don*
go'verrios da tranca oda Inglaterra, e no primeiro
de fevereiro, ella foi rommunicada aos Srs. di-
Bruno e de Kisselcll. Dizem que esla resposla he
polida na forma, e se limita a referir-se s iuslruc-
os dadas aos almirantes, quanlo ao objecto da
missao das esquadms no Mar Negro. O que he cor-
to be que' os dous enviados russos jiediram seus pas-
saporles immedialamente depois desta commissAo, e
partcm, no raomenlo em que escrevo a Vmc. um
para Darmsladt.o oulro para liruxelas, onde aguar-
darAo as ordens ulteriores de seu governo.
Agora mesmo, recebemos aqui pelo telegra"^,
nina importante e decisiva noticia. A m*rT do
rondo Orloff maloirrou comptetameuta-d Vienna.\
e o conde nao ir mesmo ajtos-lf, onde nao tara
mais certeza de ser benuti nislro da Auslria^uronde de Buol, recebendo a
conlra prn^sriTlrasida pelo conde OrloO*, nao lies-
lojijittrnistaute : declarou-a|imniedialamente inad-
-rissivcl, e reuni s conferencia, que approyou seu]
parecer e-friislrou a manobra com nina refusa prc-
"remploria.
I'alla-se lambem de urna caria autographa do rei
da Prussia ao imperador Nicolao, eu cunhado, na
qual lbe declara estar proinplo para fazer causa com-
mum com a potencias oecidentaes. Se antas de fe-
char rainha carta, souder alguma cousa de novo, (e-
rei cuidado de Ihe commopicar.
No meio dessas compl^Oes, provocadas pelas ra-
diar Pars. Hoje,
aa, teve lugar a
mellas, onde se
trigas russas, Napoleao i
bem recente revelou a
poltica. Sea Franca fe
convem-lhe esencialmente Ir
para abrir sua fronte ira do n
decidir o rei Leopoldo a concluir um
lian ja offeniiva com a Franca^
ficil, por esta razao, de
a tilha do rei Luz Phi(
do familia d'Or -_
viou a Bruxell
em Ires dasqai
gocio foi jonclui
be-se por boatos muito
que no caso de guerra,
poeijcda
Leopoldo a inde|
reino; alm diste, >
tado de commercio.
No momento de largar
mas noticias.
Nada se sabe mais da
qoe Ihe acabo de partir
soas,quepretendem c
allemaes, duvidam
pielmente mal suc
embaixadores russo
Pars, mas sua
Acaba de nos .chegar
noticia das margen do lir
graphico chegado
Omer Pacha passou
te de um exercilo dej
cortar o exercilo russo,
lat, a direit um Kalafal.e
se confirmar esta no
15o fatal aos Rosaos,
destrujao do exerc
demos emcommenl
qne ainda he incerta, pprque
clin de Vienna o confirma.
Ilolelim da Bolsa e /nrim
eos sobem anda era^^^H
flocluajdes.
Os'4 por cento f
c. ; desceram a 96-
Os3 por cenlo snd:
ficar'am a 6640.
Consolidados ingleses; .al
a 903)8,
Parla 6 de fererel
A final, depos
deeonferenctaf, de ,.
baixador da Russia,
peta volla de onze d
sua parlida ; esla note t
deve encontrar com o de Londres, M.
Brunw. Ha cous de um mes, fe annunciava to-
das as manhaas a partid .isseled,. e todas
as tardes adiavara-na p. zainta. Tinha es-
peculado com esla noli le (al modo, que
esla manhaa, que ella c ra, no queram
acredita-la, e a renda anco. A m
dade de M- de K prova qne o im-
perador da Russia pretenda proletar eouia, ttbn
de ganhar lempo. A materia dos homens polticos
pensava qoe a noticia da entrada-das esquadras coro-
binadas seria considerada pelo csar con
claracao de guerra no Mar-Negro. Na mnha pe-
nltima carta, eo snnunriar-lhe a crentar, de M.
Drouyn de Lhuvs, suppunh
que M. de Kaselefl pedira o
acontecen assim. M. le
llnha instrucjOes, dedarou
do seu soberano para ent.
eolio em vez de ordenar
pozesse a caminno imm
em pedir aos governos I
mais categricas acerca d
sentar as esquadra
que eslas ex plica JC
quanlo foi depois de as I
de Kisse'.effe Brunow ron
plomalicas com a Franca
te poderia crer que elle esp
respectivos posto, pois que rece
perador para ficarem, 5
e M. de KtascIelT era Bn
marcha dos acoptecimei
ra-'se que M. de Khaeteffei
tal a S.-Petersburgo
jOes elle sempre en^^^H
esperanja de mati^^^^^^H
ra. At dizem que ti
czar a entrar nas provi -
com razo, qoe a Fraaj?
se a esta invasao.
O rompiment das relajes diplomticas
preum tacto grave na historia dos estado, ut^H
quando occorre depds que un das duas
esgotado todas as tentativas de conciba
nao podemos parlilbar as illusoes de cert
que aiuda esperam um desenlace pacifico. E
dera que o comportamento que a A'
se acham em vespera de adoptar
dor da Russia a ceder. Verda~
tual das cousas, a Prussia
regar grandepeso na balanja.
comprehendeu isto de tal sorl
envin urna missao secreta Vienna e a Berln, o
ronde Orloff, seu conselheiro intimo, o qual, sob
formas mais polidas, (em as mesmas opnioes qne o
principe de Menschikoff, e representa na Russia o
partido da guerra. A missao do conde OrlolV muito
lem oceupado o mundo poltico; tem dado lugar a
muitos comroentarios, por cansa do myslerio que a
envolva; mas cota o andar do tempe, nao
sao secrcla, que nio acabe por se deixar ade
e tabe-se positivamente boje que a do con
linda por fim altrahir a Austria e a Franja a
lanca nOensiva e defensiva cora a Russia. Parece
que a missao naufragou. A Austria e a Prussia de-
clararam que prelendiam manter urna peulralidade
alisoluta. A Austria particularmente nSoqner mal-
quislar-se rom a Franja ; com efleilo, elta -
balmenle que no dia em qne marchasse c.
a Hungra e a Lombardia, romo Laza
immedialamente dos seus tmulos.
Ao passo que o conde Orlofl negoc;
nae em Berln para o imperador dn
cipe Napoleao negociava junio
para o imperador dos Francezc
ilS dr^H^^^^^^^^Kninpe
imperial; as^oriflde harar
era suajjasgera, Leopoldo Ihe dea um baile, e as-
cora elle a opera no camarote real, ele., etc.;
mas o acolhimento da nop'utajo ha sido roai que
fri; quando apparecia nas roas ,de Rruxcltas com o
duque de Brabant, nao se ouvia accamaSao algu-
ma, s vezes mal locavam norhap' que o
duque de Brabant se achava sosiuho, eram arilos o
aectamajoe phrenelicas. Dizem que a sua mrssao
tinha por fim ajustar ama allianca enlre el-rei dos
Belgas e a Franja, porque Napdto nao quer acei-
tar a neutralidade da Blgica. O principe Napoleao
eslava encarregado de offerecr a Leopoldo a resti-
luico da sua parte dps'bens seqneslrados da familia
de Orleans, al fallava-se vagamente de um allian-
ca com a filha mais velha. Anda nito transpirou
nada sobre o resultado desta missao; mas alguma
personagens importantes da corle de Bruxellas di-
zem que parece ter probabilidade de bom xito. Em-
ita), a posijao topographict da Blgica obriea-a a
Mar Nicolao
poucos das.


DIARIO DE PERMMBUCO, SABBADO k DE MARCO DE 1854.

I

I
I


rei dos Belgas, apezar da sus tveaoalhia bejjp
iihecidas para cora as potencias do norte, ser f
Jo lltoo momento ura comporta-
ment de reierva diplomtica.
Al o prsenle, o governo fraucw atada uao pra-
tico aclo algum.offlcisl que pena saja, contiderado
romo urna formal, declratelo de gnm. Espcra-se
que appareca no Moniteur nina nula explicativa do
rompimenlo das nossas relaooes diplomalicns cora a
Kussia, e.doi decretos que annuitciain o aogmenlo
do efleclivo ds excrcilo, e a partida de um corpo ex-
pedicionario para Constanlinnpla. Mas lia no com-
portsmenlo dos goveroo inglez e francez urna moo-
sidade, ma hesitaran que dao lugar a acredilar-se
i imesperanee'occolla de um ajuste smigavel.
t) discurso dn rainlurda Inglalerra, por occasio da
abertura do parlamento nao deixa dtivida alguma
estrespeito. Eii-aqui as pattageut do dicurso que
t* relerera a questao du Oriente :
A. etperanca qae manifestei no encerramenlo
da oltima sessao, de que a difterenra existente entre
a Russia e a Porta Oltomana em breve seria ajustada,
nao se realisou, e pesa-rae diier que se seguio ufn
estado de guerra.'
n Teuho continuado a aduar com a operado cor-
dial do imperador dos Franceses, e os Toceos qoe
lenuo feito cora os meas alliados para conservar e
realabelacer a paz entre as potencias bclligerantes,
posto que Dio tenliam sido coroados por um resul-
tado Mil, nao costado um s instante.
n Nao deixarei de perseverar nestes esfnrros; mas
como a coulinuaro da guerra pode influir profun-
damente sobre o interesse da Inglaterra e o da Eu-
ropa, acho necessario lfogmentar as minbas forc de
Ierra < mar, atim de apoiar as minlias representa-
e contribuir^om niais eflicaca para o reslabo-
lecimenlo da paz.
Esto discurso est muilo aqun) das circumstancias
e da opinio publica na Inglalerra, de sorle que
quando a raiaha sabio do parlamento foi acolhida na
saa passagem por numerosos aatovios, cousa que
minea se -vira I Vordade be qoe.a roelhor parle era
para o seu esposo, o principe Alberto, era consc-
quencia dos anas sympathias para com a Russia, as
quaes, ditera, que por causa delle sao paitilhadas
pela rainha. Mas a ingoagem dos ministros no par-
lamento tem sido mais explcita, e por consequen-
cia mais bellicosa. Joba Kussell qualificou o proce-
dimento do imperador da Rusta de fraudulento. A
ta ha sido unnimemente applaudida.
Emtim, tu a que, sem embargo das ami-
-zades e rangeiras da corte, o ministerio im'pellido
pelo parlamento, impellido pea opiniao publica, se-
ra obrigado a proceder com franqueza. Elle com-
prehendera que todas estas incertezas lancam in-
quielac.de nos .espirito, paralysaro as IraosaccGes
comfMKiaes. Antes urna guerra Tranca do que urna
paa dvvidosa.
Nem todos eonhecem ainda o papel importante
que representon o clero francez na grande lragi-co-
media, que lave Ingar na ascenego de Luiz Napoleao
ao throno imperial. A di visito dos partidos, o pres-
tigio do seu Dome, o medo da repblica vermelna
11S0 explicam os dea milhes de votos que vieram sa-
grar um homem que ainda nao era condecido senao
pelas suas extravagancias de Boulogne e de Stras-
bargo. Os horneas habituados a perscrutar os mys-
teroa da poltica tinharo sdevinhado que havia nis-
sn alguma grande influencia* oceulta, e ascoocessoos
feitas ao clero depois de 2 de dezembrn lizeram ver
mui claramente, que tinha iiavido um ajuste, e que
Napoleao eslava pagando a qnantiaem virlude da
qual se llie tinha adjudicado o imperio. Com effeito,
um dos primeaos decretos que appareceram foi o
que restituir o Panlh'eon ao culto sob a invocaran
de Santa-Genoveva. Depois, todas as leis acerca da
inslrucrao publica foram modificadas para destruir
poaco e pouco a influencia secolar em provelo da
influencia clerical. Os coliegos dos Jesutas, que no
Irinpii do aoverno de Luiz Filippe liuham sido obri-
gado* a se exylarera para a Blgica e para a Suissa,
se livanlam ricos e poderosos em lodos os cautos da
Franca, e ro arruinando todos os coliegos com-
inunaes, que vegelam ao pe detles. Cousa singular!
um dos motivos qua faziam temer a volla .dos Bour-
. bnns era a sua condescendencia para com o partido
clerical, e eis que Napoleao faz mais para com este
partido doqne linliara feito os proprios Bourbons;
mas aqnelles a quem se fazem demasiados favores a
tinal se tornara ingratos. Todos os das os prefeitos
dos departamentos se qaeixam ao ministro das exi-
gencia c da ti\ez do clero. em sua relabres com
ellas, J vai comecando a mar.ifeslar as suas sympa-
IIis polticas, que, como se sabe, sao sempre em
favor de Henriqoe V. Omez pastado a auloridade
foi advertida de que no collegio de San-Miguel
(Loirei, dirigido por estes padres Jezuitas, os alum-
no pertencentet quasi lodos a familias legilimistas,
lizeram urna luaiiifetlacao em favor de Henrique V,
na propria piatenra dos profeaesres. O prefeito re-
melle um rciatorio ao ministro, que requer ao che-
fe do estabelecimento. a demisso dos professores e
vigilante que tomaram parte na manifestacao. Os
esta satisfarn. Depois de alguns
dia ara decreto do imperador ordena a supprcsso
do collegio San-Miguel. Grande eraoco e grande es-
cndalo! Napoleao se atreve a affrontar os Jezuilas!
^.Ellesse nao repulam batidos; o padre Ravignau lie
encarregado de ir queixar-se ao proprio imperador,
r urna reparaco solemne. Explica os faclos
a guiza dos filhos de I.oyola, isto he, comprometien-
do o mais possive o prefeito para melhor servir aos
de Ss-Miguel. O imperador lite responde
Sr. padre, pesa-me nao ler conlie-
iis lempo lodos estes promenores... Entilo
poseo esperar que Voasa Mageslade na de dar aos
padres de gao-Miguel a reparaco que lhes he devi-
lla... Tudo quanto llie posto promeller he para o
determinacao antes de
a V. Rvm.a... Islo nao agradou
Uvignou. Iusisuo ainda por algnm lem-
po, mostrando os deveres dds governna para com a
regio e os seos mibUtroj, etc., etc.. Depois de ter
deixado que o orador perorasse a seu commodo, o
imperador o interrorapea. Sr. poe>e, poder-me-
hadizer porque razio os. Jezuitas tem sido sempre
lierseguido pelos governos, depois de Henrique IV i
O pad i Ravignau balbuciou urna resposta evasiva,
c se relirou immediataroente penco satisfeilo da sua
uissao. Napoleao dev acaulelar-se. Podc-se di-
zer, parodiando a phrata do Evangelio : aquelle que
se ser ;las perecer peles Jezuius.
O go innno quera q\ie em Franca s
houvesseu sua. Para conseguir a
realis5o deate bello sonhn, tem sempre aeeslado a
sua matquelara de hs de repressao conlra a impren-
sa emelralliado, sem piedade, lodas essas mas gaze-
tasque pretenden! embargar qno ello consiga essa
unidade lio deaejada. Os pachas dos .departamentos
execulam militarmente a senha, eeada dia nos au-
nrtele a agona ou a fflorle dessas pobres folhas. Em
Pars eropregtm algomas formalidades : sao obriga-
dos a contar com a opiniao, posto que pareeam rae-
nospreza-la. Se nos departamentos emprega-se toda
a brolalidade contra os joruaes, em Paria emprega-se
ucia. Segundo os novos regulamentos quo re-
a imprense, qaalquer gerente responsavel deve
co ministro: enlo o ministro recusa
^^Bilia que se Iheprope e insirnm creaturas suas.
) que acontecen nesle momentocorn. duas folhas
urnaldei Fai ea/oMrnali(tpebqls.t.e ul-
inftuencia he mtii grande em l'ranca e nos
(inservao todas as suas
(Irleans. Alas heredigido
e diplomacia que os denles dos
ta nito o podem morder. 1 1 i i -
yM. Armand Berlin morrea
miusleriose poe em movi-
3 horanra, maso Jour-
nal de$ Debat he proprieTfa*4a''a familia Berln que
se gloria de conservar as suas iitT|*i |lilii fi i; as-
sim as proposiOes dos asentes do miniSetoforam
repellidas. Napoleao I, ao subir ao tiironojprl
roo angariar M. Berlin, pai do que acaba de mor-
rer; comon.lo podesse conseguir os seos intentos,
esbulhou M. Berlin da posse do jornal, enlreguu a
creaturatsuas, e proclaroou o Jmirnal des Debat
jornal do imperio. Napoleao III nao salva as difli-
culdades como seu to. N"3o qner invadir a pro-
priedade da familia Berln, e despedir os redactores,
qner simplesmenle om director da sua conlianca, M.
Mirhel Clievalier, em lagar de M. de Sacy qne se
propSe approvaco do ministro. O Journal des
Dbale resiste, mas conleode com um adversario po-
deroso, e recelo que succdlba na tata.
U padre Migue lie proprielario do Journal da
Faiti; acaba de perder o seu grenle c foi propor
outro: M-Collei-Maigret', director da polica eral
DO minisleriodo interior, o recusou e propoz em sen
lngtr ara empregadd do*4*iqiitero, 0 padre Migue

J-
samiaineme.
meato
pela sua parte o recusou. M, Callet-Maigret Ihe res-
pondeu : o Journal des Fait j tem soffrido duas
condemiiaces, a le nos permute supprimi-lo e nos
usaremos ;deste direilo.Estas condjpnardes nao
sao por deudos de imprensa, e a le njpue pode ser
imposta.A leiseno explica sobre esta dislinccao e
a interpretaremos em nosso favor.O Jornal des
Paita me cusa 180,000 fr replicn o padre Migue
exasperado e prefiro come-Ios a ceder: verei se ainda
ha justija em. Franca.
rilimameulc, otniinilro do interior dirigi urna
circular aos prefeitos. atim de prohibir os jomaos do
departamentos de fallArem sobre fornecimenlos mi-
litare, movimenlos de tropas, sobro a alca dos ce-
reae, sobre bailes e festas da corle, nao concordan*
do com o Moniteiir, e aliro de ordenar-lhes qne an-
nunrieai asesperanras que promette a prxima co-
Iheila. Fora mulomais simples eupprimir franca-
mente lodos os jornaes e snbslitui-los pelo Moniteur.
Quera sabe? Talvezaindase realise islo um da.
rodos estes manejos brutaes provara urna cbuia,"-he
que a opinio que se busca suflbear ainda est cheia
de vida, e que se llie nao ponpar urna vlvula de se-
auranca, ella far como essas locomotivas demasia-
do quenles que acabara porarrebenlar e lancar- por
Ierra o cadver dosseus imprudentes conductores.
O goverco usa largameote do direilo que Ihe deu
o arresto do tribunal de Cassarflo relativamente ao
segredo_das cartas. Todas as pessoas suspeilas justa
ou injustamente de opinies realistas ou republicanas
sao submellidas a esta medida de polica. Este facto
derrama necessariamente grande perturbado no ser-
vico dos carrejos. ltimamente o Times se queixou
disto mui enrgicamente, em nomedo coinmercio de
Londres; mas nao flzeram caso. Felizmente para a
honra da administrarlo tem Iiavido alguns embrega-
dos que lera recusado toruar-se cmplices de serae-
lhantes artos, lia poneos das, o prefeito do Nievre
chama ao seu gabinete o director do correio. e Ihe
entrega ama lista contendo os nomes de 35 pessoas, e
ordena-Ihe que llie entregue lodas as cartas que lhes
forera remettidas. O director responde ao prefeito
que, ao entrar para admiuistrarao Ihe lizeram jurar
que respeitasse o segredo das carias, e que nao vio-
lara o seu juramento. Como o prefeito insististe, o
director do correio den immediatamentc a sua de-
misso.'*
Aquellas pessoas qne se correspondem com os i4-
Tugiados na Blgica ou- na Inglalerra sito particu-
larmeulc sugeitas a urna vigilancia especial. Todas
as caitas que ellas mandara em resposta sao aber-
las-, mas sao escripias com o fim de desnorlcar a po-
lica que com tudo nao cabe no laco. Eis de ordi-
nario o seero de noticias que cucerram: Mea
.charo irmao, tu pedes-me noticias de minha mulher;
vai passando romo llie permute o seu estado de
gravidez. O medico me promette que tudo ir
bem, e liem sabe que rae cuitara muito se olla
abortasse. Meu filho mais velho vive romo um co-
guutclo, e j tem seis' denles. Recebi urna carta
de meu sobrnho, e me disse que este anno gauha-
ria lodos os premios de sua classe, ele. ele. a Todas
estas phrases parecer insignificantes, mas tem um
sentido mysteroso para quem possuc n cliave res-
perliva. Dizcm que a polica fareja nisso una no-
va conspiraran, sua camisas para poder com-
preheuder estas correspondencias; mas perde seu
lempo. Entretanto, vai faiendo algtimas prsoes
em Pars e nos departamentos, flfim de nao perder
o habito. Ha das, ni na cidade de Reims prcude-
ram-se (incenla pessoas.
Ha boje um mez que o mundo offlcial se diverle.
as Tulerias, no Palais royal, em. casa dos
minislros, no Hotel de Ville, se dao festas esplen-
didas. A 7 desle mez, llavera as Tulerias um
grande baile phanlasiico, em que todos os convida-
dos Jevcm figurar as diviudad.es mylhologiras. To-
dos os papis principad j se acham distribuidos',
excepto o de Vulcauo, cuja pcsssa nao quer aceitar
a respousaliilidade.
Estas feslas ofliriaes, no meio da miseria e das
preoecupares publicas, tem producido um pessimo
eireilo em loda a Fraura ; assm o governo se vio
obrigado a explicar por si mesmo. no Moniteur, os
motivos da alia razan noli lira que o forra ni a dar
estas festas. Esto provado agora que sao dados para
.alinciilai'-se o roininerrio. As despeza* de um
grande baile recahem, como chura de ouro sobre
lodos as industrias da ci'rfade. Todo isto he mai
bello, Mr. MotUUur, mas crafiui quem paga as
rarruagens ?
O padre Lamennnis, depois de 2 de dezembro se
relirou completamente do muudo. As decepces
politiras ainda mais que a< devastarnos da idade Ihe
hilo arruinado a saude. a semana passada, os ami-
gos delle julgaram que' o perderiam. O rlcro firou
abalado rom esia noticia : sem davida quizera
aproveilar-se dn sea estado de ahatimenlo para
furra-lo a abjurar dos seas erros polticos e religio-
sos, O arcebispo de Paris se apreseAtou em casas
do padre l.ami'nais. mas elle recusou reeebe-lo.
Os sens erros sin para elle convic(;oes, elhes ser
tiel al a morlc. Eis-aqui a sua ultima vontade,
copiada do arginal.
< Iuslrucrees para os meiis lestamenleiros.
Ou*ro ser enterrado no meio dos pobres e como
todos os pobres.
Nao se pora nada sobre a miaba cova, nem mes-
mo urna simples pedra. O mea corpo ser condazi-
do direclanienle aq cemiterip, sem que seja deposita-
do era igreja alguma. Nao se escrevenlo cartas de
convite: aanunciarn simplesmenle a minha morte
a MM. Beranger, de Vitrolles, Emile Forgues, Jo-
tepl d'Orligues, Monlanelli e viuva Elic Korlaugni.
Recuso exprcssamenle que se imprima sello em
minha casa.
Asstgnado. Lamennais.Janeiro de 1854.
O fim de Janeiro foi fatal para abolsa*. A baixa
coRsidcravel que se declarou nos ltimos das sor-
prenden grande nmero de jogadores imprudentes;
que apezar da gravidade das circumstancias seobsll-
nav'am ajogara alca. Orande numero de execufoes
(iverara lugar. O agente de urna cesa de banco que
expeculava por sua conta, se achou, depois da li-
quidacao, com um dficit de 800,000 fr.; suicidou-
se na floresta de San liermain. Outros industriaes
infelzes cuntentaram-se com_fugir para a Blgica.
Desde o principio de feverciro, a conlianca voltou,
nao se sabe a razio, mas he provavel qae seja de cur-
ia duraran.
A princesinha das Asturias, a nica filha qae resla
rainha de Hespauha. est perigosamentc enferma,
Se morrer, a duqueza de Monlpensicr recobrar os
sens direilos cora. Dizera que o governo satisfei-
lo por ter destituido grande numero de funecona-
tio, exilado generaes, adiou presentemente os seus
projeclus de golpe de estado..
Annuncia-se de Turin a morte de Silvio Pellico,
fallecido em 'i', de Janeiro naqoella cidade, na idade
de 61 anuos. Desde muit'os annos, o Ilustre prisio-
neiro de Spielberg sotlria de urna moleslia crnica
do peito, adquirida as masmorras da Austria. A
sua mort* produzio urna sensarao profunda na capi-
tal do Piemontc.
7 de fettreiro
O Moniteur desla manliaa nao publica arlo ajgum
ofllcial importante. Osjbrnnes ministerialislas em-
boccam o clarim guerreiro. Saiba que a diplomacia
ainda nito proniinriou a sua ultima palavra, e lenta
um supremo esforz. Mas ao passo que v3o tagare-
lando no Occidente batera-se no Oriente. As ultimas
noticias que nos ehegam do thealro da guerra, an-
nunciam que Omer Tacha passou o Danubio em 01-
teozaromum exerclo de 50 mil horneas. Cro-se
que elle passou pelo meio do exereito russo, cuja ala
direila est em Calafat, a esqnerda em Glalz, eo
centro'em Burilares!. Neste momento se eslava ap-
proiimaiido do Bacilares!, nfim de poder alarar a
cidade, ou sorprender pela retaguarda as forras rus-
ias qae eslo concentradas em Kalafat.
Esla manobra, seproiiuzir bom efleto, seria de
furia importancia captol pira o triuinpho de campa-
parlaincnlar nos mimosea prdigamente, e que o
Exra. Diario do tiocerno tem a condescendencia
de dar luz coul feliz sqcccesso, p Porto que goze
do foro de idade invicta, tem a sua viaaquolira im-
diila, a ponto deque o \a|ior Duque do Porto que
perlence i'i l.usu-Brasilcira, que vinha de Lisboa
para aqui, depois de penar os seus peecados aos
poneos de dias (quatro) fura da barra, desembarcon
a niaior parle dos passageiros na Povoa de Varzim,J
c foi dar com o coslado em Vigo, Ierra de Iwas os-
tras gallegas, c que por um Ukase do nosso omni-
polenle consellio do saude foi declaradoporto sus-
peilo da cholera. A associarao rommercial desla
cidade, representou contra lanas suspe^es que a-
poqiicntam o rommercio, e fez um SoeerA que se
ass'eniellia a um memorndum do Reschid Pacha.
A associarao tem razao, veremos se Iha dar o tal
couselho sajador do Porto. Todas estas scrinca-
dellas, em phrase e janotiro-folhetinistica tem ra-
reado os gneros que vem de fora, scoi augmen-
tar a abundancia dos de dentro, emprejuizo dos con-
sumidores, .que no raso constitucional dos seus di-
reitos ralham, e vao sofrendo, em quanlo os mono-
polistas se calara e vai lucrando. .. Altos juizos
de Dos! .
A medida, queja est oas barbas dn parlamento,
que liberta a venda e fabrico do sabao, tem agra-
dado aog que nao pagam impostos, e desagradado
aos que pagam por que lem de concorrer para a in-
demnisaraoaosconlratadores, e de snprir a falta
narercila. Agradar a lodos nao entra na ordem
das possibilidajlcs ; no enlanto a medida era rccla-
madapela moral e pela justira, duas excellentes
matronas, que parece andam muito divorciadas com
a sncedade militante.
O pnico a respeito da cholera dcsappareccu, pois
segundo as participarnos oflicia'es, ollicialmenle es-
tampadas era lellra redonda, parece qu^ nenlium
caso novo se tem ltimamente dado ; com tudo a
IM judia errante sempre fez a sua visito aos Gal-
legos, e com m cara, poisemeerto numero de das,
de 30 pessoas visitadas, s 5 conseguiram dar um
coice na Sra. Parca. Por aqui tomaram-se precau-
es, que felizmente at agora Ido lem sido preci-
sas. O visconde da Trindade, presidente da cma-
ra, e prior da ordem da Trindade, acaba de prad-
car mais um aclo de cavallcirsmo ; deu dita or-
dem 1:6009000 cm inscriprijes, com a cndicao de
que no anniversario da inorle da rainha (15 de no-
vembro) de lodos os anuos, sedissesso umaraissa re-
zada por alma della, a que asssteria sempre na en-
trevada, que a irmaudade licavaralirigada a sustentar
perpetuamente no seu hospital, em commtmorarito
da dita real fallecida. I'cla minha morte de.cerlo
nao hade o visconde inruinrandar-se, comludo he
forroso coufessar que elle he digno da fortuna
qne tem, c de que faz bom uso.
Os dilectantis aqui estn muito animados com a
nolicia da prxima chegada de 3 [cantantes di car-
tello, que vem para o Iheatro lyrico desla cidade.
A questao do Oriente parece que se vai tornando
feia; os Turcos vio dando e levando panradaria tur-
ramente ; e lodosespcram que a entrada das esqua-
dras alladas no mar l'relo. que leve lugar no dia
3, vari o andamento do dra ma. lia j por en
quem sonhe com torcas expedicionarias hespano-
lusa* destinadas a aspirar as frescas brisas do Bos-
plioro. Veremos quem se engaa.
A visiuba I). Iberia est, tranquilla, apesar da
routinuar.io dos bnalos da innililicaro muisleridl.
A infinita reccm-nascicla, fallecen dias depois de
iian-ida. Antes ella do que cu.
Lisboa 29 de Janeiro de 1854.
Nao me sondo possiyel, por mais que asseilai.se o meu
nenio polasrnl umnasdo Times,dar-lbcuoliriasexactas
do que vai hiplo Oriente; contentar-mc-hci com as de
Portugal, se bein quepoucas novidades ha; pois que
os jornaes tomaram a sua ronla o ministro do rei-
no Rodrico, c anda se nao farlaraui de llie assara-
rem as maiures injurias c torpezas ; ha quem diga,
que no meio de umita calumnia e falsidades appa-
rgrem os seus raios de verdade: seja como fr ,
e-te homem Rodrigo etn lellr.n di/eni que nao he
gninile rousa, mas coi (retas, ileclaro-lhe que Icnuo
medo delle : a decantada \ara~o ;de papel) lem sido
urna das mais acrrimas contra o tal Rodrigo, padre
cura de l'ornaiiiburn. romo quercui muitos: cnlre-
taalodiga-se em abono da verdade, o aclual minis-
tro ilo reino tem prestado serviros relevantes ao seu
paiz, c ltimamente a instrurrao publica inerereu-
Ihe serias appbcusoes como sempre que sobe ao
|KKlcr ; lamhcm nao quero dizer com islo que o
homem nao Icnha as suas mazellas; he dictado mu
autigo que : quem lorio tiascc larde ou nunca se
emlrela-e-prelo velho nao aprende lngua: seja
dito de passageni, psle bronco faz honra a sua clas-
se. Esquera-mc dizcr-lhc que a vizinha narao lies-.
Iianhula esleve de gala pelo nasrimeuto de urna
prinreza que deu a luz S. M. Catholica ; mas in-
felizmente Dos ahalou com a reeemnascida no dia
8 do corrate.
lo ha de saber da allcrcacao qae tem havido cnlre
os joruaes de Lisboa c os da invicta cidade do Por-
to, sobro os navios Guerra e Trajano, alcuahados
de negreiros; ueste dize tu. dirci eu, be preciso
contestar que estes seuhores jornaes assoalham re-
ciprocamente as suas mazellas c dao a saber que
os jornaes portuzuezes ainda nao lora rain aquelle
ponto de corlezia e urhanidadeque sn costuma usar
em boa companhia : iiHimamentc sobre este as-
sumpto a ftecoluro de Selembro pespegou um ar-
tigo as suasolumuas, assignailo por T. V., enrip-
io com civiiidade c cnvciiicucia; esle T. V. he
hroe de eternas luminarias; palavreado tem elle ;
mas oliras, he mesmo um louvar a Dos ; ainda
nan vi exemplo mais frizanlc daqucMc dictado de
qne : bemprega'Fr. Thomaz. fazci o que elle diz ,
e nao Tacis oque elle faz. O nobre cuide ileTlio-
uiar iuterpellou o ministro competente sobre o
procedimento do enverno d'Angola para'com o pre-
sidente da raniara de Luanda ; esto ronde de meia
ligela depois que deixou de ser trampio, tnrnoii-sc
um amigo dajuslira c hcmrommum,quctcm admi-
rado toda gcute ; note que lodos os que eslo em
haixo fazem-sc amigos da Justina, defensores dos o-
priinidcK, c outras cousas que lacs ; se o seu Dia-
rio quizer meter esle ronde de Thomar u'uai ba-
ralho tic carias, ha de ver que lira sendo um vlete
de inao cheia : a proposito, o presidente da cmara
de Luanda, vem a ser aquelle T. V. de que cima
llie fallei : sempre ouvi dizer que. Dos os faz, e
ellos se ajinitani.
A cmara municipal desla cidade, c mui respei-
lavcl matrona, lomando fem sua alto considerarlo o
bem eslar dn seu municipio, publirou um regula-
mculo (ra os padeiros, que traficavam com o cs-
loioaao e a bolsa dos seas roucidadao, estes se-
nhnres pirados pela ganancia reuniram-sc em con-
clave, e represcnlaram a inesnia senhora I), cma-
ra, que nao podiam 1er lugar as suas medidas por
iuexequiveis, foi recebida a rommissao dos padei-
rJsrotu dianidade pelos vereadores, rcs|)ondcnil<>-
lhesque procederiam ronvcaiealeaieule : o regu-
lamento nao he incxequivcl, como ellos dizcm, he
rigoroso c necessario, |K>rque abusavam constante-
mele, pretextando a falla de ccreaes, que cllcs
ancmentovam rom a guerra do Oriento: s ha dias
subi o proco do trigo ao mercado em seguida e
uiua compra de iOO muios de Iriso feila uo Terrei-
ro por algiiuslntjlezcs que ah foram dirigidos pelo
Palha. tw padeiros nao lirnm a limpo, porque a
cmara sosia tambera de bom milo c melhor
codea.
gucrrillia ; Lima Lcllfio pouco lem qu* fazer;
mas lie iuduhiutvel, que o homem he instruido, e
o traductor de Virgilio, do Panizo perdido de Mil-
ln, e que ltimamente traduzin o poema de I.u-
aco-De rerumnalura, merece a consideracao dos
seus compatriotas. O cirurgiSo Brilhaulc priucipal
redactor do Esculapio, e serraula do Lima Leito
esl Irabalhando na coufereao dos esoriptos do me-
dico Sautos Croa qae fallecen ha pouco. homem de
rara iustruccao, e cuja excentricidado nao era das
cousas maispassageiras.
Bem puncas sao as novidades Iliterarias qoe Ule
posso dar, a nao ser. As sceuas da vida militar
pelo autor do romance-poema D. Sebastian o En-
cuberto ; puhlicarao que foi amlunciada em um
prospecto do tal modo redgalo, c linguageralal, que
a nmila gente parecen antes urna algaravia, do que
linsugaem verncula : o dislineto autor de 1>. Se-
basliao he daquclles queseentcodem muito bem com
os seus bolfies ; se o couhocesse pessoalmentc havia
de se rir o seu bocado. .
O Castilho poz termo ao seu curso normal de lei-
Inra pelo nicthodq,portuguez, crearan engenhosa ilo
insigne porta ; era para ver, ouvir \ ribos, rapazes
senhuras todas cm Ifarraouica gritara solelrando
compasso ; rauilos desgostos lem lido o admiravel
cscriplor na nlroduccan c propasarao do seu sys-
tema de lr ; he esta urna innovaran que pode ap-
proveitar muito para o futuro, se o autor proseguir
no seu descvolvimsnto, apresentando as correees
e aditamentos que a experiencia Ihe ministrar, e a
mcililarao llie indicar as subscquenles ediees ;
e se por ventura tiver oastante tino e sagacidade
para fazer prosclytos, e toda a prudencia que se
requer em propalar um systcma que arraza comple-
tamente o ensino delir c escrever usado at agora.
O curso leve lugar oa liwaria do extincto convento
dos l'aulislns. aile, das 7 as 10 horas, lempo
que se proloagava ou cucurtava coinforme o exi-
giam as circumstancias do momento: o Ilustre poe-
ta tentn tambora dar um curso de poesa, metrifi-
cacao, e decamacAo ; mas ofticiando ao minislro do
reino para esse fim, e pedindo o espacn de dous me-
zcs, o ministro responden dizendo: que acceda'ao
pedido: rcslrinsuimlo porm o tempo, que limilava
a um mez smeute ; o Castilho regeitou.
O invern tem sido muito rigoroso c os Trios in-
suporlaveis, gelaram ionios, c as chuvas lem cabido
em grande abundancia ; emquanlo aos bailes de-
leitoso passa-lempo da estoBo, bem sabe que o
paiz est de luto rigoroso, pela morte da solieraua-
e semelhaatcs reunios nao podem ter lugar ; nos
Iheatros os camarotes apresenlam a monotona do
uniforme ; o luto fez parar as modajs; a dor publica
nao deixa as senhnras mostrar os seus vistosos ata-
vos, e os encantos da toilele. Os elegantes da pla-
tea asseslam os binculos com donairoso enfanda -
ment. Sobre com mere io pouco lamhcm Ihe pode-
rei communicar; esto estagnado, o mo tempo qne
lem havido fez com que nao cntrassem nem sahis-
sem navios; todava os productos que se importom
d>ssa rica provincia u3o tem ldo quebra no merca-
do : o alendan por exemplo ada sempre boa venda
cm consequencia da industria fabril que vai loman-
do grande incremento ueste paiz : seria bom que
as saccas de algodao houvcsse lodo 'cuidado na
prensa e modo de os acondicionar, e al mesmo no
tecido que serve para as envolver, alguma escblha ;
ehegam aqui as saccas d'algodao que fazem lastima ;
os Irambulhoes que levara no embarque, a tonga
viagein. o calor abalado do navio onde s se trata
de acamar e encher de carga para lucro ilo trans-
porte, acontece que ehegam as sacras eslaladas, e os
gneros de venda apresentando motivos para que
nao sejam bom reputados: pode-se dizer sem reccio
que lioje acondicona-se esle precioso producto do
mesmo modo e maneira qne se fazia nos lempos co-
loniaes, se algum melhoramenlo se fizesse nesle sen-
tido, o que era Tacil, muito approveilariam os agri-
cultores desse paiz ; baja vista os productos dos ou-
tros paizes, mesmo os mais grosseiros, que ao sem-
pre acondicionados com o inaior esmero, c at cora
elegancia. Os barrilinhos de doce que dahi vera
diiliuguem-se pelo primor com que sao acabados.
Estas observarles, alias uteis, iam-nos affastando do
fim principal desle artigo ; retomando o fio acaba-
remos por dizer, que o assucar conserva os mesmos
preces sem novidade nolavel uo mercado, as mes-
mas sugestoes que apresentamos acerca do acondi-
ciona ment do algodao militara juntamente no que
loca ao assucar; os lavradores dessa Ierra, pessoas
respeitaveis, que de cerlo nao se poupama sacrificios
para dar ao producto das suas industrias o esmero
possivcl, Icnliarii cm visla estas observacOes, pri-
meira vista Talis; mas encerrando no fundo muito
alcauee e proveito lucrativo: as caixas, de assucar
quaudo ehegam esla Ierra, as vezes eslae de lal
modo que demandara coucerlo autos de ircm para a
caa din refinadores ; a causa de cerlo nao he a ma-
deira, pois que esla he bem reputada na marcena-
ra, e apoula-se com goslo os trastes que della sao
Teitos; Uto pouco he a m conlucao da alTandega;
oeste formidavel eslabelccimeuto reina muita or-
dem e boa direccao; ao nosso veros mos rarpias
dos eugenlios, a ramerito dds cascaveis, sSo a priu-
cipal cansa ; parece qne lodos estes trabadlos ainda
SSo feitos como na poca em que se acondiciona-
ran! as primeiras caixas da formosa colonia do Bra-
sil para a melropole: estes inconvenientes podem-sc
remover fcilmente, e qaalquer ligeira appre*hensao
acabara comelles: este alvitrc nao he trazido aqui
com inieneao a m parte ; mas urna lembranra pa-
ra crdito da industria agrcola do Brasil.
Os jornaes aqui continuara com o seu lroteio ao
ministerio que parece eslar seguro, e agarrado aos
copos do espadagao do marechal ; agora atiram-sc a
opposiro ao Fpnles, ministro da fazenda; mas o ra-
paz defende-se e arrisca-se com tal audacia oas me-
didas que toma que os seus contrarios ficam estupe-
factos, muitas deslas medidas nao tem profuudcza
nem alcance ;'mas Iriuinpham no momento, e he o
grande desidertum delle e dos seus collegas, todos
estes ministros juntos, enroscados c teeidos no lear
da sua poltica formara urna sarapilheira, que servira
para cobrir cestos rotos; lie exactamente o papel que
fazem : todava os horneas graves cnleudem que os
jornaes deviam ter mais decencia no ataque ; a de-
cencia nao mala a energa, pelo contrario da-lhc
ras Torca; o sal atlco tem mais visor do qae as Ta-
ceciasdo Circo. A .Vacilo jornal) por sua honra, pe
la diguidade do seu partido conviuha-lhe ser maLs
comedida ; ella sabe limito bem que o Rodrigo finge
porfeitamente. de mua de phisico.
O vizinho reino la Uespanha est passando por
ctses violentas, e sabe Dos o que d'alli salara,
muitos homens de nomeada, entre ellcs o general
Couclia ( marque/, del Duero ) Armero, e outros fo-
ram deportados ; isto tudo foi dito c feito uo espado
pcremplorio de pouras horas ; quem conhecc o ca-
rcter hespanhol sabe que l nao se brinca com as
ilelermuacoes do poder.
Saliera que os padeiros de Lisboa conseguiram
sustor a exccncSo do cdilal da cmara em que j
Ihe lallci ; no rancho dos padeiros ha muito bicho
que pesa como muito bom onro ; a senhora D. c-
mara atienden a too poderoso molivo e deu-lbes
razio. O preco do trigo vai augmentando conside-
ravclmcnle e a exportado lem rresrido muito ; lo-
dos os eomesliveis levanUiram, o que tem dado ma-
teria vasta aos jornaes da opposrao para aggredir a
admiuistrarao actual. Dos os fado bem.
As cortes por ora pouco ou Dada tem feito. A res-
posto ao discurso da ioroa passou sem discassao.
Jar lie urna grande economa de lempo. O depulado
Jos Estevao que se dizia nao querer vir cmara,
veio, mas parece lftlo estar muilo disposto a conce-
der os favores da sua musa oratoria ao governo, por
nao te Ihe terem nomcado certas autoridades para
a sua trra a cidade de Ovciro. A cmara discute
actualmente a aulorsac3o que o governo pede
para aceitar o emprcslimo de 500 conios que Ihe faz
a praca do Porto, para as estradas do Mipho, contcs-
taudo-lhc a opposiro o pedido, com o fundamento
de que o governo nao tem sabido activar os trabalhos
do caininlin de ferro (que vao |rcalmcnte lenlisti-
mos ) e quo eslorvar larabem o andamento destas
obras novas.
Na cmara dos pareso conde de Thomar est sem-
pre vigilante para hostilisar o governo, e para fazer
quaudo tem qiialquer pretexto, a-apologa da sua
adminislrarao. nimiamente den um choque ao
ministerio, que toi fi/.er-lbe recolhcr a rommissao
o projeclo de dolar.lo para o novo soberano, porque
llie tinha esquecido dar a regala dos palacios c quin-
tas reacs a S. M. o Regente ; o qne por levauda-
ledo minislerii! assim tinha passado Da cmara dos
deputados. Alera disso a cmara, ja n'oulros pro-
jectos lem adoptado alsumas emendas importantes
por elle aprescnladas ; o que prova que elle vai as-
sim pouco a pouco lomando folego, e daqui a
dias lem una grande ascendencia na cmara here-
ditaria. Bem baja elle, que assim musir nRo Ihe
mclter medo a perspectiva de haver de emigrar ter-
ceira vez.
Almcida (larrct apresenlou um projeclo de refor-
ma administrativa, que he o systcma Belga, com
alguma cousa do nosso rgimen autigo. Aps de
mim vira quera bom me far. Tambera propoz ou-
tro projeclo para a reforma e profcssa'o das freirs,
e para que n educadas por ellas sejam preferidas
para mestras regeas de meninas. O relatorio he es-
cripto com lat primor que faz lembrar Lamartine
c Chateaubriand.
Ja toraou posse do governo civil desta capital o
conde da Ponte, transferido do Porto. He fidalgo
mui sizudo, instruido, c de boa reputaran. O du-
que de Saldanba foi recleito vice-presidenle da ac-
cademia real das se enras. Alexandrc Herculauo
foi eleito presidente da cmara municipal do novo
conselho de Belem. Tem j no prelo a sua historia
da inquisieao em Portugal, que ameara ser urna
cousa horrivel.
O marque/, de Soul foi nomeado provedor da ca-
sa pia. Esle ni i n llorn lem o ronda o de por n mesa
do orcameuto todos os que se suppe que o quereni
guerrear. Sabe que o marquez foi posto fora do
ministerio para eutrar R. da Fonseca Magalhaes.
O novo minislro do Brasil, o doutor Maciel Mon-
teiro. tem j aqui adquerido sympallas. Est provi-
soriamente alojado na grande hospedara de Bra-
ganca.
Tem havido receios de que nos cheguc c a cholera
morbos, que apparcecu na liullza. mas sem fazer
grande estrago. Algumas providencias se bao j
tomado para o caso { que Heos affastc ) d'ella nos
assaltar. As coi tes votaram urna sorama de 30 con-
ios de res para as despezas que a sua appaiicjo po-
de tornar necessarias, e mesmo para as disposieftes
que contra ella convem tomar proviamente.
O invern tem aqui sido muito rigoroso, e as chuvas
copiosissimas. Agora felizmente o lempo se poz
bom, e parece estar seguro.
Portugal tambera tem um ofllcial de eugenharia
observando as opcrarcsda guerra lurco-russa ; que
he o coronel Caula, filho do conhecido general des-
le appellido. Agora vai para l um diplomtico
Manuel de Clamonse Hieran, filho do um rico nego-
ciante do Porto, .Servio ja no exereito de Argel,
e falla perfeilameute o rabe.
Temos aqui um novo jornal poltico o I'rogres-
o religlo principalmente por Antonio*Marccl-
lino da Victoria, que se diz autor da celebre machi-
na infernal, preso ainda no Lnoeiro ; e por um
tal Frederico de Pontevcl, pronunciado per fabri-
caule de raoeda falsa. He verdaderaraente um pe-
ridico de enxovia. Ncnhum outro jornal, o cita,
nem tem com elle polmica. A Bsperanca,
jornal do governo he que esto realmente em urna
crisc vergonhosa. He o caso i comecou ha alguns
lempos a escrever all alguns-artigos um Joao Pinto
Carneiro, que fora collaboradnr do Paiz Esle
individuo tinha mandado ao Nuncio urna carta ano-
nyma, dizendo-lhe que os redactores daquellc jor-
dal linliain em seu puder uns documentos para pu-
blicar, que podiam ser muito prejadiciacs a S. Exc.
mas que mediante urna grossa quanlia elles oraitti-
riajn a publicaran. O Nuncio deu parle disso a po-
lica, que nao fazia tal enaceito dos redactores da-
quclle jornal, a suspeitou logo que era um roubo
iuduslrioso. Descourio-se o autor desta perfidia, mas,
a pedido, nao se proceden contra elle. Desde esle
lempo Pinto Carneiro liomisiou-se,ai.qoe ha pouco
comecou.a escrever na Bsperanca, sem todava
por o seu uome, A. de Serpa, redactor do Porlu-
guez, a que o tinha sido do Paiz, fez-I he algu-
mas alluses ao seu trairoeiro procedimento, c elle
replicou-llie de modo que obrigou Serpa a referir
a historia, que foi confirmada pelo marquez de Niza,
e coude, do Sobral governador civii de Lisboa no
lempo em que Piulo Carneiro fna presp pela poli-
ca. Esle publicou sravosai rusares conlra o mar-
quez, b qual escreveu urna carta aos redactores os-
tensivos da a. Esperanza t para que Ihe deelarassem
se conrordavam na opiniao all emillida contra elle-
Os redactores derla rara ni que n3o reconheetam o
Pinto Carneiro romo eollahorador daqnelle jornal, c
que tinhara por falso c calumnioso tudo quanto el-
le tinha'escripto contra o marquez. Plato toraou
a homisiar-se, e os redactores da n Bsperanca s de-
elararam que nao escreveriam mais uaqaella folha,
porque o artigo de que se Iralava tinia sido inser-
to sem aulorisaeao delles.... Parece que o governo
aprovcilar esla orrasiao para supprimh- o jornal,
qqc de bem pouco Ihe presta.
a eslultice de eomecar. Nao sei o porque quem en- prohiblndo toes anleparos^bern.C
Ira em urna easa julaa connecer em um lance de
olhos todos os seas canto, melhor do que quem nclla
habita; seja presompeo natural ao .hornera, teja
orgulho de superioridade, teja o que fr, o facto he
verdadero.
DeojTjueira, repito, que o marco tenha seus fumo
de creador-economico-linancciro, porque nao estar
por nada do quefez o oulro.e ntao ou melliorartmos,
on peioraremos; e em qualqner dot caso gaahamo,
ao menos a varedade, o que j he um bem,4101 om-
nis varelas dilectal, segundo dizia um raiao, que
sabia levar este mando.
Ea no me animo a fazer voto, porque, visto que'
lodos quanto* hei feito lemsidojnalloaradot, enten-
doque os santos de minha proteccao foram ritcadot
do novo kalendario, e assim espero, espero e espete
No marulho das ondas desle mar em que vivemos ap-
parecem cousas muito lioas e peripecias muito apre-
ciaveit. Entre uns e outros havera alguma cousa,
qoe me sirva, e muitas que me incoraraodem. es-
prezo estas e approveitn aquellas.
yucra ra'o vedar ".' Dizia um'anligo rabiodr,
por mais que facas, direisempro que tu es um bem,
apostrolando a urna formidavel clica, que o punlm
era papos de aranha. Ea tambera direimundo, por
mais que toras, s urna casa de orales.
Principiou bontem o enlrudo com bastante agua.
(mpossvet era chegar-sea jauclla sem imminente pe-
rgode inandacao. Appareceram urnas limas com
proporc,es de laranjas, qus bem pdem substituir as
bombas de apagar incendios. Remetteram-me ama
na qual por poaco me nao afogo, (cando quasi de na-
do. Esse incidente me tez desgostar da janella e con-
linar-rae em um quarto, onde me conservarei ate pas-
sar a la da loucura,'ou o periodo dos calores..
A tal bufonera da representarlo das faeanhas dos
doze pares cora os Turcos leve hontem comeen rom
todas as pedantarias do estylo. Um pardieiro, gali-
nheiro, ou como melhor nome e.lugar haja, foi le-
vantado no pateo de palacio cora chita de cores du-
Tnas.sobo pomposo nome de rastello, onde se repm-
pa o histrio, que represento Carlos, fronleiro a
outro de igual encaderuarao c edicn, que serve de
loca ao senhor da meia la. Os nossos directores
cemmetlem um sensivcl anachronismo pondo a Fran-
ja em guerra com a Turqua, quando hoje a protege,
deviam modernsaro brinquedo e representar os Rus-
sos s cacheiradas com aquelles; mas einlim liber-
dade de poeta tudo he permit i.lo. Sullramos mais
essa antigualha.
A nossa illuslrissma soffreu ha podco urna daquel-
las desfeila, que fazem subir o chamusco s ventas
do individuo meaos richoso e assmado.
Teodo consumido suas economas sera proveito de
seus munleipes, nao pode pagar ornas custas de cerlo
processo crime a que foi condemnada, sem haver sido
autora, ou r. Nao e/leve pelas demoras quem se
julgava com direilo s taes cuitas, e requereu seques-
tro nos movis da illuslrissma, que foi feito quando
ella eslava em plena sessao.
He summamenle doloroso a qualqucr o ver sa-
bir entre as garras dos malsn da justira seus mo-
vis, e por ura molivo tal, que todos delle se enver-
gonham.
Ea, se (ora illustrissimo, empenhava tudo por des*
affrontar-me de semelhanle insulto.
Eis a paga que recebe quera bem merece ao paiz.
Honlem escrevi-lhe, e por isso nao sou mais ex-
tenso.
Saude-c bons diverlimenlos, patacos e largos anno
Ihe desejo.
j oulra para se
(marrados era fei-
I barra e varesde
PEftWHBICO.
AB8r.rtTBT.fiA i^EGIST-ATIVA
PROVINCIAL.
Settao' ordinaria em 3 *e marco de 1854.
Presidencia do A'r. Pedro Cacalcanti.
A'slt '. horas da manhaa, feila a chamada, achara-
se presentes2i senhores deputados. '
OSr. Presidente abre a sessao.
O Sr. 2. Secretario l a acta da sessao anterior,
que he approvada.
EXPEDIENTE.
Um reqaerimealo do escrivio privativo do jury na
villa de Pao d'Alho, pedindo se Ihe mande pagar o
qae a municipalidade daquella villa Ihe deve de cos-
tas de processos. A' commissao de orcameuto mu-
nicipal.
Outro de Vicente Ferreira de Paiva SimOes, ser-
ventuario do lycou desla cidide, pedindo augmento
de ordenado. A commissao de ordenados.
Outro de Joaquim Cordeiro de Campos, pedindo
que.seja interpretado o artigo 36 da lei n. 283, de
maneira a dover entender-se simultneamente com
o peticionario.
ORDEM DO DIA.
Primeira discassao do projeclo n. 30 de 1853.
a Aassembla legislativa provincial de l'ernam-
buco resol ve :
Art. nico. Ficamemvigor asdisposicoesdoregu-
lamento de 12 de maio de 1831 que se acham depen-
dentes da approvarao da assembla provincial; e re-
vogadasat disposires em contrario.
o Paco da assembla legislativa provincial 27 de
abril de 1853. francisco Xacier Paes Brrelo.
Francisco faphael de MelloBego.n
Vai i mesa o he a'poiado o seguinte requerimenlo:
Requeiro que v o projeclo i commissao de ins-
Iruccao publica, afim de que, considerando o regula-
meato que fez objecto do dito projeclo, proponha a
reforma que julgar necessaria. S. R.Jos Pedro.
{Contihuar-se-ha.)
-------amiotat-------
ao conduzirem em carro, senSo!
xe, sobre cama de palha, ferroed
qualquec groesura.
Outro do fiscal de S, l.oarencoTda Halla, respen-
dendo portarla qoe Ihe foiwffd'da em 13 de de-
zembro ultimo, qne nenhfloia aleraco julgava con-
veniente fazer-se nat posturas, ( em relacao aquella
rrcguezia.-Inieirada.
Foram apppt-ovads* 3 pareceres da cotjmisso de
edifica5ao :
No 1. Dizendoque.a avaliacodatporcoesdo ler;
reno indemnitado ao cirurgio Teixeira, de que se
tem de ulilisar os proprielario de terr nessa es-
trada, deve ser feila pela mesina forma, porque.pro-
cede a tbnouraria de fazend*.
No 2. Opinando, em vista)do.otBcioque 'he de-
rigio o procarador, que se rocedesse detapropria-
cilo do terreno e casiulia da praca do capira, (endo-
se em vista o captulo 6 da lei provincial n. 129 de
2 de maio do 18i4.
No 3. Votando, para qoe a cmara envide seus
esforcus, fim de promover, ou a crearlo d'uma com-
panhia, que se encarregue da limpeza publica, ou a
factura de cannos de esgolo.
Na discuso desle ultimo parecer, prevaleceu a
idea do Sr. Dr. S Pereira, rnembro da mama com-
missao, para a cmara representar i assembla pro-
vincial, sobre a conveniencia da creaco d'oui ayrle-
ma de se fazer dita limpeza, ficando elle e o Sr. Oli-
veira iucnmbidos de apreteutar o projeclo de repre-
sentarao.
Resoivea-se qae se informaste com Ooccorrido a
pelitao vinda da presidencia, com a iaformaco do
director das obras publicas, dot proprielario d Pas-
sagem da Magdalena, queixande-te de te terem feito
atorros na Capunga, no rio, impediodo o leito do
mesmo.
O Sr. Carneiro tez o seguate requerimenlo, que
foi approvado.Reqaerose recommende o fiscal da
Boa-Vista e outro, fajara executar por quera com-
petir o art. 26 til. 7 das posturas em vigor, naqoeliat
estradas que estiverem defnilivnmente feito. Sala
das sesses 22 de feverciro de i$5i.Gameiro.
Retolvcu-se que se chamassem 3 supplentes de ve-
readores, em lugar do que vao tomar asenlo 11a as-
sembla provincial, e bem assm que o procurador
mandaste preparar decentemente, segundo o coslume.
a igreja malriz de S'an-Frei Pedro Conralve. para
celebracao da missa votiva do Espirito Santo no dia
1." demarco.
Visto rcslar tmenle acuantia de 6999000*0. da
quota volada para a limpeza de rus, no crrante
anno Gnanreiro, resolveu a cmara te fizesse tmenle
este sen ico as roas d'esla cidade, recommendando
aos respeciivos fiscaes procedam a respeito, de ma-
neira que se nao gaste mais do que a quanlia res-
tante.
Foram arrematados os-reparos da ponteziuba do
Remedios por Caetano Pereira de Brito, pela
lia de 953040 ; e nao lendo apparecido I
obra do acabameulo dos cinco pare* de
do cemilerio, resolveu a cmara qoe o
eordeador mandaste somenle eleva-las ajen
da muralha do cemilerio, afim de preserva-las'
na que lhes pode causar o invern .^^^H
Teve lugar a segunda praca p
da obra do maladouro, e nao appareceu
tante.
Duspacharam-se as pelirOes de A nli
Neves.de Antonio Francisco Xavier, de
de Francisco Alendes de Mello, de Fra
Cabra!,de Joaquim Francisco Ferreira i
sefaEpifania da Fonceca.de Joaquim ]
canli de Albuquerque, de JiBeola Costa i
Manoel Jos Pereira Amorim, de Mgi;
Lopes; e levanlou-te st5o.
Ea Manoel Ferreira Accioli a escrevi no impedi-
mento do secretario.Bario de -Capbaribe, preti-
ienle.yianna.Mamcde.Gomen-.Burato de
.-tlmeida.
HEPARTICAO' DA FOUCIA
Parte do da 3 do ureo.
Illa*. eExm.Sr.Participo a. V. Exc. quedas
partes hoje recebdas nesta repartiso, coOsla terem
sido presos: ordem do subdelegado da Treguezia
de S. Frei Pedro Gooralves, Manoel Joib, escuro,
por andar fgido; e ordem do tobdelegado da fre-
guezia deS. Aotooo, Manoel, escravo de Manoel
Rodrigues da Silva, por desordem.
Deot guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pcrnarabuco 3 demarco de 185*__Illm. eEnn.
j-Sr. conselheiro Jos Benl^ da Caima e Figaelredo,
presdeme da provincia.Luiz Carlos de Paice,
Teixeira, chefe de polica da provincia-
DIARIO DE PEKSAOim
INTERIOR.
A assembla provincial discuti hootem -o projec-
lo n. 30 do anuo passado, que manda vigorar o re-
gulamento de 12de maio de 1851, relativo a httlruc-
rao publica, cujas disposicoes ficarara dependentes
de sua approvaco ; 11. 33 qoe cree urna contare na
villa de Tacaral; e n. .35 que autorsa as confrarias
conduzirem o cadveres de sen membros em car-
ros proprios. Todosestes projectos ficarem adi
o segundo al que a commistao de cttolistir
seu parecer a respeito; o terceiro al ser om
cmara municipal.
Em seguida foram approvadas em prirm
cussao. as posturas das ramaras de Cari
Visla, Tacaral, Ex e Victoria, sendo _
intersticio do regiment para poderem
em seguida.
A ordem do dia designada he a primen-a
dos projectos ns. 28, 32 e 36 do rtino passado.
gunda das referidas psteras, honlem approvada.
cha.
Os Turcos vao tomando por loda'a parle a oflen-
siva. A 22 de Janeiro 1,500 homens do exerclo ot-
omano passaram o Danubio em Rassowa.
ao ha noticia mais importantes que Ihe commu-
acontecimenlos camnliara a passos de
rugarTfta_emim caminham, a despeito dos in-
tereses egosta qaVprglendem emharga-los.
Solo..O ultimo paquete partido de Liverpool a
2|. de Janeiro te perdeu na cosfl.da .Manda, a tri-
polacao e os passageiros alvaram-seV*!r5r(icemo a
correspondencia. Se for verdade recebera as michas
duaS carias ao mesmo lempo.
Porto 2& de jaaetro de 185*.
O earraucudo invern lera-nos seria gado desapie-
dadameute, o que tem feito grande transime ao
ramo sinibolisado por Mercurio (sem ser mineral),
islo he, aquello que D. Mihlologia piala com azas
nos calraiihares. O Icnfpo lem estado hrrida-
mente pluvioso ; c apezat-de todos os programlas
de melhoranwntos maleriHI, com qae o gyrnnasio
Lisboa 29 de Janeiro de 1854.
O ministerio .esl agora realmente de pedra c
cal. A phr.isc be rasteira* as naofha oulra equiva-
leule para empregar 110 raso preseote. A opposi-
ro laucn na abertura das corles a ultima bomba
contra o governo, mas nao matn nem assombron
quera ella suppunha. Fallo daescripturn da bula,
cuja historia Ihe refer por extenso na minha de 15
do correle. Era ftil, priiiripatmeule'em compa-
rar rom a veninga das romraendas, e por isso.pas-
sou scnfcdeixar estragos, senao nos pelos, que fo-
ram so os que se raurarara cm repizar.
Julgou-scque as ramaras legislativas algum ora-
dor mais misad susrilasse a questao da chamada
simona, ovirada lao intrpidamente uos jornaes -
mas ncnhum se juiz cnearregar de tal, nem o pro-
prio deputado Antonio da Cunha. Por consequen-
cia R. da Fonseca passou j por todas estas doloro-
sas provacOes, e agora esl livre por um uco de
lempo. Fontcs de Mello est j larilamente reconci-
liado com o banco, e como a querida era loda con-
tra estes dous, que eflectivamente symboiisam o
ministerio, leudo comelles capitulad a opiniao e o
dinheiro, podem mandar fechar asporlas do templo
de Jano, destructor a paz octaviaoa por alguns me-
zesao menos.
Esla doce traoquillidade he todava perturbada pe-
No vem agora tora de lempo dizer-lho. que a
povoacXo desle reino lem estado inquieta com o
recelo de ser invadida pela cholera niorbus, esla
senhora de muilo mo nariz c peiores qualidades
ainda bem pouco eonhecda dos mdicos, apresen-
lou-teem fialliza, fazendo das suas, em Tai, Re_
dondela, Vigo ;. o conselho de saude de Lisboa to-
mn as suasInedidas,o ministerio fui as corles im-
petrar um crdito para costear as despezas que as
rirf unslanrias exigissem, pedindo a cmara que nao
levanlasse a sessao, sem ser decidida a questao lao
urgente. Assim foi resollido. O llr. Moarho, que
inspecciooa os trabalhos do couselho de saude pu-
blica, lulo-se causa de dar ordens e riuilraordens,
fujando e alimpando os porlns como Ihe apraz ; a
meu vero Sr. Moacho noque'devia ler grande cui-
dado era, em ter ara lazareto decente, e nao con-
sentir um receptculo niumud que mais pare-
rr una eaxovin, do que habilaeo para hospedar
gente liuipa c mortificada poruma viagem. OS me-
dirosliomrpopalhas pozeram-so em campo, e dizem
que s filos sao capazesde dar cabo da-cholera, e
que saoosvefdadeiros amicos da humanidade ; os
allopalas pelo coulrario redarguem, dizendo qficas
d>namisacc-shomipopalhieassan verdadeiras cbime-
aai rreares cerebrinas, loucuras em (Im; quem
ouveSiles senhores nao sabe a quem ha de dar cr-
dito : o I.ina Leilao professor de clnica medica uat la Prnosa oea^ do Ju1u de Saldanba, que ainda
escola medico-rrurgica, e que anda sempre em
guerra viva com os seus'wUegas, nao os deixa por
pe em ramo verde, o o Eseutopro^orgao das suas
ideias Iroveja coostanlemente: nao pOstMaftirmar
a que don trina perlence este facultativo: oqiri no-
rrm be cerlo he que elle joga arliibaria grossa
Ira as repuiaroes medicas do seu paiz, e estos;
sam palavra as escondidas, balendo-se em forra
cooserva recollido, porque a ferida resiste aos
meios therapeutieos empregados para a cicatrizar.
Diz-se, que posto que estoenrermidade iohiba o ma-
rechal de se dar activamente aos negocios pubeos,
o que mais o relem em rasa he nao se querer avistar
11a cmara dos pares com o conde.de Thomar, para
vitar polmicas, no que o duque nao he muito fe-
7., Isto nao deixa de ter seu fundamento.
CORRESPONDENCIA SO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Parahiba 27 de ferereiro de 1854.
Despede-se amanha o senhor fevereiro, que seguu-
do a folian ha de Lammert, significa purificar, por
deri vacan do verbo latino relimare, sem que nos pu-
rificarse de cerlos emplastos, cataplasmas, caustico,
narcolicos e txicos, que aqui soffremos, esem que
elle mesmo se purificasse das' murrinhas e eseassez
que nos deu. Feliz viagem Ihe desejo no paiz do
passado, e creio que poneos tcrSo delle saudades, a
nao ser alguma viuva moca, a quem elle livrasse dos
encargos matrimoniad, algum herdeiro a quem elle
liberalisasse gorda posta nos bens alheios, ou algum
protegido da cega fortuna, que lirasse a sorte grande
em qualquer lotera. Como qualquer talla da Testa
conforme Ihe foi nella, nada de bom tenho a dizer do
senhor purificarao, porque nem comprei blheles,
nem live herancas, e nem felizmente live mulher de
quem elle me livrasse.
Asou-me de calor, engasgou-mc, atropcllou-me,
escasseocr-me a raerlo de purao, e ltimamente, o
que niaissinto, deu-me ura cruel desengao, malou-
me as miabas mais HsAngeiras esperanzas... Esta
ultima parte he o meu segredo, perrailtir-me-ha que
lenlia esle nico aferrlhado na arca do meu co-
rarao.
Foi-se rom elle toda a minha poesa, miirchou-se
ininlin alegra e perdi mea eslo, qae einbora mesqui-
nbn. de alguma rousa me servia. Sei qiie para V.
a perda nao be sensivcl, porm para mim, iguala-se
dn amesquinhado da fortuna, a quema surte adversa
rouba a nica (alma em que fundava sua salvarn,
portonlo deve ser-me permillido o queixar-me.
E as minbas incorrigiveis divagace ? Principio
com o fevereiro agonisante, o acabo coro os meus
infortunios, como se algaem se imporlasse com o que
soffro!
He falla irremediavel, meu charo, tenha pa-
ciencia.
Quando encontrar alguma de minbas mssivas com
visos de massante romance da escola moderna, in-
commodando a lodos os entes creados, locando ^m
todas as quettoes, remeehendo em todas as materias e
hollado em todat as paiiOei, como menino traquino
e malcrado em botica de pharmaceulico volito, en-
tregue-a a um dos seas compositores, que tabe, com
tanto geilo e habilidade, trocar palavra, qoe se pa-
recem tanto como um anzol cora um espeto, e deixe o
reslb por conta delle.
Vai pois entrar no passado, e bem pouco honrado
o senhor fecereiro, e Dees qoeira que o sea saccet-
tor, o marco, siga a regra do successoret, que acham
mo tudo quanlo fez teu antecessor, reformara quan-
to Ihe cabe ao alcance, melhoram quanto Ihe fica a
vista, e deixam sine fine quanlo o tolo antecessor leve
CMARA MUNICIPAL DO RECITE.
SESSAO EXTRAORDINARIA DE 22 DE FEVE-
REIRO DEiaVi.
Presidencia do Sr. baro de Capbaribe.
Presentes os Srs. Reg e Albuquerque, Reg,
Dr. S Pereira, Vianno, Mamede, Oliveira e Carnei-
ro, abrio-se a sessao, e foi lid e approvada a ac-
ta da antecedente. .
Foi lido o seguale
EXPEDIENTE.
L'm officio do Exm. presidente da provincia, exi-
gindo, com urgencia, ura mappa dos cadveres se-
pultados no cemilerio publico durante o anno pas-
sado.Mandou-se salisfazer.
Oulro do mesmo, enviando approvada provisoria-
mente, copia da postura, prohibirme que os carros
que condozem cadveres ao cemilerio, e os de acom-
panhamento.vao a trote, ou a galope.Que se man-
dasse publicar a postura, c se remettessem copia
della aos fiscaes.
Outro do mesmo, approvando a alleraco da plan-
ta da cidade, na parte que compreheude a ra do
caes de Apollo, na forma indicada no desenlio que a
cmara Ihe remellen em officio de 15 do corrente.
Resulvcu-seque se oTiiciasse a S. Exc, pedindo o de-
senlio, em quanlo se tira copia dette, o que se nao,
fez ; e se communicasse ao engenheiro eordea-
dor.
Oulro do engenheiro eordeador, participando ler
dado cometo a abertura da roa do Pires, mandando
demolir os muros laleraes do quarlel do Hospicio, e
derribar algumas arvores que licavam na roa, ava-
llando gastar-so com esse trabalho 15S000 rs., cujo
pagamento pedia a cmara autorisasse. Auluri-
sou-se.
Outro do mesmo, commuuicaudo que a pontesi-
nha do Rosarinho precisa de alguns concerlos, j
lendo elle mandado eollorar-lhe ama esliva.ruja fal-
ta impedia o transito, estimando em 12$fl00 rs. a im-
portancia ilo metaos. Que fizesse o repa-
ros. *
Oulro do mesmo, dizendo que se havia entendido
como major engenheiro encarregado das obras mili-
lares, e assegurado-lbe que a drecco por ello dada
ao muro, em construcc.ao, em Trente do novo hospi-
tal projeclado, no quintal do Hospicio, eslava ron-
forme planta da cidade.Inteirada, e qne. se res-
pondesse ao dito major com copia do officio.
Outro do mesmo, dizendo que o arrematante dos
reparos da ponlesint.a da Tacaruna, os cxeculara de
conformidade com as condiees do respective orna-
mento. Que se aoeilatse a obra.
Oulro do fiscal de S. Jos, remetiendo o mappa do
gado morto para consumo, na semana de 13 a 19 do
corrente, sendo 471 iiezes, inclusive 92 pelos parti-
culares.Qae so arehivisse.
Outro do mesmo, informando acerca da petijao de
Antonio Francisco Xavier, que se lendo dirigido
Tirburcio Jos Baplisla, para tirar o anteparo que
collocra na varnnda do sen sobrado, impedindo a
vista dorequereote Xavier, nada conseguir, deixan-
do de proceder contra o mesmo, por nao haier dis-
posicSo as posturas qae tanto o habilitaste.
Posto era discutso* informajao, resolveu a c-
mara fazer orna pesiara, corno* etreclivameDle fez,
Pelo que honlem distemos, e mais ainda pela
rartiis de nossos rorres|)ondentcs de Hamburgo e
Pars que boje publicamos, vero os'leitoreso esta-
do em que se acha a queslo do Oriente. He ver-
dade que a retirada dos embajadores russos
corles de Inglaterra e Franca nao implica ama
rlararao de guerra da parte do czar a essas poten-
cias, mas forra he rontessar que as cirrumslancias
acliiaes essa retirada, he um facio.de grande jome*... -
launa. Pela nflssa parle adiamos mili- diulcil qoe
as relaroes assim interrumpidas entre as tres malo-
res potencias do mundo se rcstobeleeam pacli
lenle : todava, mesmo na Europa, muita gente
unir anda a conveirao de que a questao rusto tur-
ca ser regulada sem que o< tws grandes alblelas
metala as mas, Tundando-se para as-im pensar em
que permauerendo ncatras^t) Austria e a Pronia,
romo estilo resolutas a Taze-lo a despeito dos esfur-
ros de diplomacia rusta para aparta-Ios desea pru-
dente c sabia linlia de conduela, o imperador Ni-
colao nao quercr por si s disputar com os teas
dous ixiderosos adversarios. A respeito da neutra-
lidadc da Austria c da Prussia, o proprio interesse
deslas potencias responde por ella.
A gazela de l'oss de Berln diz, que Ihe assegn-
rara que urna noto austraca tora enviada aos di-
versos governos dd Tliurinsja couvidanilp-os a fazer
causa roramun cora a Austria na dfttaracao de
aeulrahdadc relativaiiieule a questao 00 Oriente
c que essa nota Uvera cm resposta '-varias ontras,
sendo urna dellas contenida em ferinos mui geraes,
fazeudo-ee principalmeiilc sohrosahir nella a idea
de que a atlilude da Prussia delenmuaria a condue-
la dos Estados da Thuringia. Alguns estados de
segunda ordem, especialmente a Hese Eleitoral,
respondern! ao convite em termos mais bncvohis.
.Na l.azeta de Wcsser, diz o Journal des Deals.
l-se o seguate:
Corre olwalodequcem urna das ultimas sessnosdo
ronsellio de estado o prncipe da Prussia pronun-
riara-se conlra (oda nealralidadc egostica c equivo-
ca. S. A. R. respeita as uobres quididades de sea
lluslrc eunhado, o czar, mas como principe Tmtjs-
siauo e herdeiro presumplivo da coroa no vari-
lou em declarar, que era rhegado o momento em
qae a Prnssiadcvia tomar ama atlilude decisiva e
notificar ao gabinete de San-Pe fina de aceitar as prnposlas de Vicua forearia a
Prussia a eolloraneda parle das potencias oeri-
denlaes e a segui-las al ao fim. n
Ahrindo a sessao do parlamento inglez, Minha
Victoria proniinriou o seguinte desrurs; Ji'olgo
sempre muilo, Mv larris c senhores, de achaf-mc
em presenta do parlamento e na arluatidode lie
com particular satisfaco querecorro vossa coad-
juvacSo e conselho. A esperanra que .exprim no
lim da ultima sesso de que a diTferenca' qoe existe
cnlre a Russia e a Porta Oltomana seria logo re-
culada nao se realisou, e sinlo dizer que um csta-
dode guerra rcsulton della. Coniluno a obrar com
a cooperario rardial do imperador dos Fraricrcs
e os esforc* que teuho feito juntamente com meus
alliados para conservare reslabalecer a paz entre
as polen cas belegeranles com qnanfo nao le-^
nham sido al boje bem sucredidos, ainda nao ce>-
siii-iim um s instante. No deixarei do perseve-
rar nestes esfnrros, mas como qner que a continua-
cao da guerra posta rompronieller profundamente
o interesse da Inglaterra e o da Europa, creio ne-
cessario proceder a novo augmento de minhs tor-
cas de trra e mar para o fim de apoiar mais efrkaz-
menle as niulias representatoes relativamente
ao restabeleeimento da paz.
(( Tenho ordenado ^e as pecas explicativas das
negociacoes que tem do lugar a esle respeito vos
sejam commuuicadassemxiemnra. ,
O orcamenlo do anno' ser sobmeltido i votsa
coneidetecao, e cont qaeSo acharis em hanrwnia
com as exigencias do servico puRlico. Nesta con-
junetora elle foi elaliorado cora justas idea de eco-
noma.
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Na anno que.acaba da (indar-se o beneficio ila
urna abundante cotheila nao nos foi concedido pe-
lo favor da Providencia : o preco das subsistencias
tem onecido consiaravclmente, as privajoes dos
pobres lera augmentado na mesnia razio, mas sua
paciencia lem sido dxeniplar.
O cuidado que a legislatura mostrou reduzindo
as tatas establecidai sobre -os objcclos da primeira
necessidade tem contribuido ccralmenle para inan-
ter um espirito de contentamente.
(( Tentioa satisfaca, de annunciar-vos que o com-
mercio do paiz li inda prospero, que as iraporla-
rils e^xporlajes tem augmentado em proporjfies
considiPavcK a que ** receilas do. nono passado
tem sido mais que sutUcienleS par prover as neces-
sidades do servijo publico.
Recommendo vokta considerajao um bil que
fit preparar para abrir/ncommereio de caholagem
do Reino Unido aotnavins ile todas as najes ami-
gas, o espero^as**sBTSsaja'o a suppresso das ulti-
mas reslricoies etlabeldcidas sobro a navegaro es-
trangeira no inleresse de meo povo.
As recentes medidas de reforma legal tem sido
mui-ventajosas, e o bom resulta.ln por ellas prndu-
zido. pode bem animar-voa^a proceder a uotas re-
formas.
Um bil ser submetlido vossa cnnsiderajo, o
qual lera por objeclo transferir ilos tribunaes eccle-
siaslcos paraos civis o conliecimentodas causas tes-
taiiwnlarias e matrimoniaes. e dar nova etlcacia aos
. tribunaes superiores dedireilocommnm.
relativas ao allivio dos pobres tem rece-
bido recentemenle urna modieajao mui saudavel;
mas ha om ramo sobre o quniehamo vossa seria at-
tencao.
A leido domicilio impeile a liberdadedo traba-
Iho, o se essa restricto poder com seguranza ser mo-
derada, o obreiro poder augmentaros fructos de sua
industria ; o inleresse do capital edo Irabalho ser
mais fortemente estimulado.
os serao tambem suhmctlidas para mo-
dillcar as leis relativas represeulacao dos munici-
pios on parlamento.
periencia recente tem demonstrado que he
ssario adoptar precauroes mais ellica/.es contra
s males resultantes das seducYoeS e corrupjues elei-
torac
" Vosidevereis igualmente tomar em considerajao
seno ser possivel dar-se um effeilo mais completo
aos principios do acto do ultimo reinado, pelo qual
se lizerarp reformas na representaran do povo no par-
lamento.
r Kecnnimcndamlo esta materia ao vosso etame,
he meo desejo fazer desanparecer toda causa de justa
queixa, augmentar a confanja geral na legislatura e
r urna nova estabelidade as iusliluicdus do
estado.
ibmelto vossa sabedoria o examo desla* im-
portantes materias, e rogo a Dos digne-te de fa/.er
s designios tejan bem succedidos, e de ins-
pirar votsas decitoes.
yrrespondencia austraca faz as seguidles re-
llexOes sobre este discurso :
negocios do, Oriente que o gabinete britnico quer
continuaros esforjos tendentes ao reslahelecimento
da paz. Isso prova que te a (iraa Brelaulia jiilgaa
proposito as circunstancias arluaes augmentar suas
forjas de Ierra e mar, he nicamente i.-a previsao de
certas eventualidades; nao se trata de nenhuma ser-
le nma certeza de guerra imminentc. Os arma"
meatos da Inglaterra sao declarados medida de pre-
caujo, e moilo te ganluiu com esta declararlo, por-
quan'oas medidas extremas depeuderflo de'cirrums-
exlraordinarias. Nao existe pois nenhuma
o para desesperar de urna soluto pacifica, he
te par* desejar que o parlamento nao renegu
denles dessa sabedoria hereditaria de que a
i conservado lo bellos cxcmplos. He
elle prestara ao paiz irstervljo mais emi-
tendo-se dos limites da moderadlo e das
fitas do que lanjando-se em una pre-
imjprometleria a paz do mundo.
aaapossaram-seda Nova Caledouia.ilha,
ou antes grupo de ilhas a leste da Nova dalles
do Sul.

SABBAOO k DE MARCO DE 1856.
Ero Genebra, rantao suisso, houve urna pequea
eatlulholicos e protestantes, da qfil
todava uto resiilrafccrandc dainnu.
lia reinTgranileAilaro. O ministerio
sarloi lem adoplai^^^PMTevarias medulas
de rigor, chegando al Uellir do reino alnuns ge-
slincrao, atJ0c elles os dous irmaos I).
ha, o qual foi residir na ilha Maiorra e
arquez do Douro que foi para as illins Ca-
narias.
rainha presidir no dia 27 de Janeiro a um con-
selho de ministros, no qual diz-se que assignara
raaitos decretos ordenando reformas importantes;
corra at que ama ordeuanra real dissolveria o se-
nado.
rinha morriduo dislinclo economista hespanliol
Flores Estrada.
u tambem em Turim o dislinclo litleralo ita-
liano Silvio Pellico.
dos-Unidos todo Picara tranquillo. O A'eic
rk Herald de 21 de Janeiro, resumludo ai noticias
do paiz, publica o teguinte ;
a A cmara dos representantes adoptou urna pro-
relaliva a nomeacno de urna commissao de n'o-
presenlanles, os quaes reunidos a nutra com-
i do senado, tero que exanimar urna muda:x;a
prnposla na conslituijo. Trata-te do modo de elei-
o do presdanle e vice-preldeute da repblica.
Prope-se abolir o intermediario dos eleilores e o tys-
lema dos bollelins geraes, dividlndo os estados en
tantos dislrictos quanlos r Ore di. A commissao lem loda a liberdade de
lomar o objeclo dehaixo do ponto de vista o mais
latgo.
ic A cmara nnmeon tambem urna commissao en-
earregada de especificar as medidas proprias para ex-
primir o recimhecimenlo do consresto aquellet que
tesaeriOearam para salvar os passageiros do .S'an-
Fraitcca.
Brdini, nuncio do papa, acha-te ainda em
>n em casa do ministro de Franca; elle foi
receltido pelo presidente, o qual llie foz mui hora
acolUimeuto. Entretantocontinuam a fazer contra
elle as diversas cidadesda L'ui.lo denionstraccs ex-
preMivai.
o Em Nova tlrleans pasquina mui violentos foram
alTuados as esquinas das ruas,nos quaes elle he nao
siimeiite apresentado como o assassino de Iluso llassi.
senSo tambem auieacado le una reeepjao hostil.
Baltimore duas uianifestaces publicas tive-
ram igualmente lugar.
Ero Cinciunati elle foi queimado segunda vez
em elligie. Sabhado passado os membrns da soeie-
dade dos horneas livrcs reunidos a um gran.le nu-
mero de cidndaos americanos, depnis de terem per-
corrido a cidado em procis-o, queimarain com gran-
de ceremonia a efugio do Mr. Bedini revestido de om
habito pontifical preto, leudo a mitra na cabera,e is-
o com grande applauso da mullidao que concorreu
para gozar desse espectculo.
O governo da Uniao liuha concluido com o do M-
xico um tratado, pelo qual este Ihe ceder, medanle
a quanlia.de-21) milhoes de ilollars, urna porreo de
territorio com 600 militas de comprimeulo e (20 de
largara.
Eis oqtie sobreest tratado publica o Ncw-York
Herald:
i lerri lorio que nos he cedido lie lirado das pro-
viinjaaWBjiicaiias de Chihuahua e Sonora, entro El-
"fttto da RioWirandea leste c o golpho da California
ao oeste ; elle tem, pouco mais ou menos, 600 millias
de compri/neuto sobre 120 de largura, masvai sem-
pr eslreilando par as duas extremidades, nos quaes
nao tem mais que urnas O milbas de larsura. Por
rninjamentoa Mxico conserva a villa d'EI-
Pa sobre o Rio Grande a leste e a Baixa-Califoruia
aoeste. lloje nossa frirrtcira so oeste do Rio tirando
principalmente ocurso do (jila aira vez de um
labyrinlho de monlanhasaaridos e volcnicas, atrave/.
do paiz o mais selvagem e dealila I". Ao tul do rio e
dacordilheira de monlanhas Krayez das quaes ells
paiz apreseula-sedebaixn.:la furnia de urna pia-
la, cortada aqaic allipor algnm ribeiros,
s picos solados, mas que nao opporiam
wlaciilo serio a conslruccao de um cami-
rro. Por isso nica eousa verdadeiramen-
ta til que adquirimos por etc tratado ser una
estrada praticavel para o caminbo de ferro doPa-
citlro atravs da um paiz comparativamente ahei lo,
das que transpnr. sem correutes d'agua
que pausar, tem nevoas.t que se vaelevando gra-
dtialmenle-dese a rronleira do Arkamas por Texas
e Novo Mxico al ao Ocano Pacifico.
diz o Journal des DhaU parece
que nao foi muito bem acolhido em Washington, on-
de dizcm que a maioria dos memoro* do gabinete e
do leado se pronunciara contra elle, julgando mui
considerare! asomroa. de 20 milbScs de dollars por
um territorio que hehuje qnasi completamcnle in-
habitado, e que parece condemnado pela 'nalu-
rezu a nina aridez e pobreza cierna.
Dot oulros paizes uada consta que mereja ser men-
cionado.
Em Londres os censolidados ficaram, de 91 3|8 a
91 5j8; os fundos brasilciros a 98,i5' ; os", portii-
gueie 40; uhoes a Si e o* i *j h0llande7.es, del)) l| a'.11 :i|'.
CPMUNICADO.
O contrato das carnes verdes.
Bem podramos eximir-nos de responder ao /,/-
ifaral de 3 de fevereiro na ultima parle da sua Vcr-
rina, nao t porque, evitando a_ quesillo dos fados e
dou!rinas,'engolfou-e no mar datrecriminaroet odo-
sae, como porque,sendo no* feridos mais do urna vez
nessas suppostces gratuitas, no queremos azedar a
discustSo. Sem embargo, para nao deixar incomple-
ta a nossa obra. Taremos por vencer estas difiiculda-
ts, e coneluir a laref como Dosnos ajudar.
Corneja o Liberal netlc seo ultimo artigo por di-
zer, que deirra protado no artigo anterior quo bal-
dados eram todos os nonos esforcos para defender
presidente da provincia na parle relativa ao perdSo
das multas, como em tmlo o mais 1 Ora, o que pode-
mos no* responder esta lirada de vangloria ? appel-
lamoe pan o bom *enio das nossos leitores, e elles
que digam, ae o LiberaUta it agora provado cousa
algoro ; anda mais, st dettruio um su des tactos ou
dotitrinas do nosso primeiro arligo, qu convenecu
alguem de que (inhamos faltado a verdade ao que
hnviamoiasseverado. l'ma s cousa lem o Liberal
provaduii que, em falla de razes plau-
siveis para combaier-nos, Udcou mao dos argurueu-
ippipp .".
ios pessoaes, os peioresde todos os argumentos, por-
que revellam a falta de ootros melhoret, como j dis-
semos, e senito veja-se pelo teguinte periodo :
He bem mesqainha e (aisle, diz o Liberal, a si-
laajjo do Sr. contelheiro em transe tao aperlado.
Acensado de hattr sacrificado aos contratadores a
causa do povo, elle volve-se, para qnem ? Para &
adeogado do contrato e dos cunlratadores '. B
pede Ihe com lagrima* nos olhm que o defenda !
De Iodos os lados teu amigos, aquellos que se Ihe di-
zcm mais dedicados oabandonam, e lodosdizem que
o Sr. Jos Benlo Jem urna penna hbil que o defen-
da 1 E de quem he essa penna hbil, que deve de-
fender a S. Exc. ? He arlo adeogado do contrato e
dos conlratadoret! lia nada mais hitmilhnte ? Ha
nada que mais deponlia contra a capacidade, emesmo
contra a mnalidade do Sr. Jos l!;nto f a
Diremos em primeiro lugar, que he urna falsida-
de revollanto a asserjao do uberal, de qae o Sr.
presidente nos pedir, qae o defendessemos. Duran-
te a adminislrajao de S. Exc. s duas veiM tivemos
a honra de o ver e do Ihe fallar, o loram por occa-
siao das modificajoes do contrato, como j distemos.
Fora disto, nem antes nem depols cruzamos os ba-
teles do seu palacio, nem de sua casa, nem pessoa
alguma nos falln de sua parte, nem anda sabemos
at hojeo que pensa S. Exc. acerca do que temos es-
cripto a^ sen respeito. nem desejamos sabe-lo, porque
nislo nao Ihe fazemos o menor servijo, visto que a
sua defea, se 13o improprio nomc Ihe pode caber,
est implcitamente contida na defeza das modifica-
joes.
E, porm, se tima assercffo rao positiva molla pe-
la sua falsidade, o que diremos da humilharo e da
immoralidade que resulta ao Sr. presidente da nossa
defeza ? Cre acaso o Liberal, que a nossa penna he
lio impura, tao torpe e tilo immoral, que conspur-
que a honra, o decoro o a dignidade de quem quer
que seja pelo fado de o defender ? Ora, o nobre
redactor do Liberal nao he lao imbcil, qae isto
avanjasse por mero gracejo, ou por lapso de penna
escapado a algoma distraejito ; logo llevemos crer.
que nao eslava desangue fro quando isto escreveu,
o n5o o eslava, porque nao o pode estar quem tem
constantemente umpunhalhervado no corarao,e ver-
te tangue por lodos os seus poros; nao o pode estar
quem seconfessainimigopesoal erancoreso, promp-
to a vingaruma injuria, nimigo a quem e alm t-
mulo, porque nao ha treguas entre o amor proprio
offendido.ca miio que fere o nosto orgulbo!
Contina, portento, o Liberal, a averbar-nos de
snspeitos na defeza do presidente, porque somos ad-
cogados do contrato He a primeira vez que ouvi-
mos dizer, que hoavesso suspeijo para os defenso-
res, porque s sabamos que a hava para os jues e
accu\dores. Todava aceitemos a n.ndicao da sus-
peijo, e ponhamo-nos em para)lelo com o nobre re-
dactor do Liberal. No temos vi honra de ser amigo
doSr. presidente, nao o visitamos nem o procuramos
senao por um motivo todooffictal e de seu proprio
cargo; nao somos, nem queremos ser o campeao de
sua adininislracao, nunca o defendemos fra do caso
das madjlicaroes ; nunca manlivemos com S. Exc.
oulrasrlajes senao de mera civilidade ; emlim en-
Ire nos uo existe mnimo contacto de affeijes ou
de inleresse* pessoaes. Vejamos agora o reverso des-
ta incdalha.
O nobre redactor do Liberal confossou cxponlanea-
menle, queerainimigo ligada! da pessoa do Sr. pre-
sidente, e o confessa infelizmente por motivos, que
ollendem o seu amor proprio co seu proprio ttecoro.
Na sua confisso rebaixou esse decoro e esse amor
proprio para ergue-los depois al a altura do sea ad-
versario, e poder cuspir-lhe na face sangue e fel;
sanguedoseucora'joferido, efcldoseu odio exa-
cerbado pornovas provocajes. Peguntaremos agora :
quem ser mais suspeilo nsle caso, nos que nao so-
mos amigos, ou ros que sois inimiqo? Soit tuspei-
lo.meu rico Sr. redactnr.'n.lo s pelo dircilo positivo.
como por essa lei moral, que se nao acha escripia em
nenhum cdigo, mas qae est gravada pela mao om-
nipotente do Creador em todos os enrajoes humanos ;
sois suspeilo, porque assim deve dize-lo vossa prnpria
conscieiicia ; sois suspeilo, porque nao podis ser
Juizem urna causa que lizestes voltea, revelando-vos
com (oda a claridade da luz meridiana no toeral de
13 de fevereiro ultimo.
Contina o lieiiidzendo, que era verdade, qoe
os foriiecedores se defenderam o anno passado com a
secr.a, allegando falta de gado.as feiras, e o bate-.
rem-ee tornado intransitaves lodos os nossos serios
por falla absoluta d'agua e de pastos, mas que estas
asserjes foram desmentidas por actos officiaes muito
significativos. Eis-ahi suas prqprias palavras : A
defeza dos conlraladores nao foi aceita pelo arbitro
do governo, nem peloSr. presidente, nem pela com-
missao numeada. Esta especialmente jnostrou, qae
a difliculdade da tiluajo era em grande parte devi-
da ao fado dos conlraladore#que de duas mane i ras
concorreram'para ella: 1. impondo ao's creadores
um prero muito baixo para o gado, o que fez Iccan-
iar clamores da parte dos mesmos criadores, que
reliraram seus gadjs : 2., por imprecidencia, nao
te fornecendd previamente do gada necessario para
fazer frente aos embarajos do verao. A commissao
reconheceu mui terminantemente, qae nao linlia ha-
vido secca propriamenle dita, mas apenas um cerflo
prolongado.
Ora bem, a defeza dos conlraladores nao foi aceita
pelo arbitro do governo, nem pelo presidente, nem
pela commissao nomeada ;a isto respondemos nos ca'
balmenle no Diario de 18 do passado. Mas a com-
missao mostrou, que a difliculdade da stuajo era
em grande parte devida a fados dos conlraladores,
quede duas maneiras concncram para ella. Em
grande parle nao ; a commissao, altrbtiindo o prejo
mui sabido do gado, e as perdas do contrato para
manter a laxa estipulada, .i m ettarao, diz que por
oulro lado nao pode isto deixar tambem de ser impu-
tado a fado do contrato, o que he muito diverso do
que diz o+beral. Vejamos agora as duas maueiras
porque os conlraladores concorreram para crear as
difllculdades dasilaajao : t.a impondo aos criadores
um preco muito baixo para o gado, o que fez levan-
tar clamores da parto dos mesmos criadores, que re-
liraram seus gados.
Sentimos flentro d'alma ver repetir na nossa pro-
vincia cases argumenlos banaes, com que a deputajao
do Cear alroou o eco c a trra na cmara do* depu-
rados contra o contrato de Pcrnambuco ; e rmtc-se
mais que a guerra era feita tmenle por que, dizam
elles,. Pernambum quera impar a lei ao Cear.
Esses argumentos foram pulverisados pela depulaeSo
de Pernambuco, e a causa do contrato (riumphou
por urna arando maioria. Se nao aceitis a defeza
dos depatados de Pernambuco, porque nao Sao do vosso
rredn, sao acaso libcraes os depulados do Ceara, cuja
aecusajo aceitastes'! Dizeis que os contratadores m-
pozeram aos criadores um preco muito baixo para o
gado, o qae fez levantar clamores da parle dos criado-
res, que reliraram seus gados. Muito bem, logo es-
lava as m5os dos criadores impor ab controlo,
visto que o contrato tinlia necessidade indeclinavel
de comprar, e os creadores podiam deixar de vender,
como fizeram ; logo, de parle de quem eslava a van-
lagem ?
Alero de que, durante auno e meio nenhum cla-
mor houve departe dos criadores, nunca so lem-
braram de retirar os seus gados, eso o fizeram quan-
do estes nao podiaindescer, neni transitar pelosserloes;
quando a esenssez era goralmenlc sentida, como o
confesa^commissao ; guando no interior de nossa
provincia, naftefahiba, no Rio tirando do Norte, e
no proprio Cear, y,nde iioita contrato, a carne che-
aou 'ao enorme p*>co de lt, 18 e 20 patacas !! Se
ha una provincia; qwj podesse resenlir-sc dessa im-
posic;iode>contrato, era a de Peruamliuco, que lam-
oem lie madura, e onde l.unbem ha abastados refa-
zedores como os coronis Ettevo Cavalcanri, Bento
daCosla Villar, Manuel Pereira Monleiro, c rjuiros
muitos; pergnntamoa, reclama rain es les, queixaram-
se, dirigiram algoma petijao asscmbla provincial,
oa fizeram soar na imprensa os seus clamores ? nao,
nada disto houve, nem um brado, nem am ai de
Pernambuco, sendo a provincia que mais devia sof-
Trer, porque nella existia ocancro dn contrato !
Tambem as provincia da Parahiba e do Rio (ren-
de do Norte sao criadoras, e all te rerazern>mo no
Ceara, grandet boiada. ; amba, ella* .inham seu* de-
patados na cmara ; e porque nao fizeram elle* coro
com os depulados do Cear, porque se nao queixa-
ram.ou naoclamaram contra o contrato de Pernam-
buco"! A provincia do Piauby he a nica verdadei-
raroenta criadora, em quanlo que a do Cear he re~
fazedora ; ora, quaudo um;genrn qualquer decom-
marcio.que pasta por diderenles graos de industria,
sofXrequebra em tea valor, naos perdo a m5od'obra
como a materia prime ; portanio.se os refazedores do
Ceara perdiera com a imp.o.ij.Wdo contrato, muito
mais deviam perder os criadores do Piauby ; arano
reelamarara elles, quesarm-se, ua fizeram os eus
depulados causa commum com oa do Cear nada
disto, calaram-se, e talvez votaram contra o projec-
lo dot seas collcgas.
Pois em ludo isto nao cnxerga o nobre redador do
Liberal urna questao isolada, de provincialismo, de
ciume, e como quede raivactyilra a nossa provincia?
paraque tornar-seo echo do urna especularlo de mes-
quinho bairrismo ? onde est o teu apregoado per-
nambucanismo '.' era agora que devia mostrar, que
no*nflocWia nessenobre sentmento. Por qtieni li, por
decoro do nomo pernambucano, n3o repita mais esse
estribilbo da cancao doCear. Vamos agora a segunda
maneira porque os conlraladores concorreram para
as difliculdade: da tiluajo : por impretidencia, nao
ae foruecendo previamente do gado netessario para
fazer frente aos embarajos do verao. Perfeilamente
mas comejamos por negar absolulamento semclnanle
asserjao, e declaramos, que a cnmmissaono foi exac-
a a este respeito ; quiz ella porventnra conbecer a
verdade ? no, porque nesle caso devia ter ouvido a
os conlraladores, examinado as suas razes, e elles
Ihe tcriam apresentado contratos e convenios para
mais de seis mil bois, contratos e convenios com pes-
soasinsuspeilas e dignas de lodo o crdito.
Porque nao chamou a commissao os contratadores,
para que avatijoa sem exame urna asserjao infunda-
da? fundar-sc-ha nos papis que Ihe enviou a pre-
sidencia, ou as informajc* particulares a que pro-
cedeu ueste caso donde podia deduzr, que os con-
lraladores foram imprevidentes, sem moslrarqae
nenhuma medida linham elles tomado para preca-
ver as emergencias de urp verao prolongado ? Se nao
podiam, pela m estacuo, descer ns gados dos refa-
zcdures.ou leadores, como desceriam os dn mralo .'
Nao ha quem ignore, que na temos um logradouro
publico, que em nm raio de muilas leguas ao redor
da nossa capital, nao he possivel amonloar duas mil
rezes sem perder mais d'amelade ; e por corisequen-
cia n gado conlralado.ou comprado peloconlrato, li-
uha de ficar nos seus paslos para descer em poca
mais favoravel.
Se o gado encareceu, como confessa a commissao,
era lempo oportuno para que o* boiadeiros approvei-
lassem o bom prejo ; e porque nao vieram, porque
no trouxeram seus gados no verao passado ? por
que umdos membros da commissao, que he rico fa-
zendeiro, e lem vendido muito boi ao contrato, nao
foi mais precideiUe, nao aproveitoua quadra, quando
tnha em suas fazendas, como nos atseveram, quasi
milboisdetalho? Era esta a boa occasiao de tirar
desforra do contrato, quando cumprava carne arro-
bada a ,->000 rs. para vende-la a 2SJ0 rs. Porque o
n9o lizestes, porque nao vos vingastes do contrato e
de sua imposicao ? ab! porque nao podestes (razer
o vosso gado, porque elle vos morra as fazendas
por falta d'agua e do pasto ; entilo, porque s os
conlraladores foram imprevidentes ? Bem v o Libe-
ral, qae nem ludo quanlo reltiz he ouro, eque acre-
dilando le-lo dehaixo de tuatmaos, achou-se apenas
com urna delgada folha de ouropel. Jmlus.
(Conlinuar-se-ba.)
e no fim da mesnia abaxo assignado, licm e fiel-
mente fizextrahir por cerlidao do proprio .origi-
nal ao qual me reporto, e vai a presento na verdade
sem cousa que duvida faja por mim subscripta e as-
signada nesta cidade do Recife de Pernambuco aos
25 disdo mez de fevereiro do anno d nascimeiilu
de uossoSenhor JesusCbrisio de 1854, trigsimo ter-
ceiro da independedcia e do imperio do Brasil, subs-
crevi o assigneiEm f de verdade___Manoel Jos
da .1/0/1(1.
COMMERCIO.
PRACA DO RECIFE 3 DE MARCO AS 3
HORAS DA TARDE.
ColajOes officiaes.
Cambio sobre Londres a 28 d. 1)8 60d|v.
Frcte para o Cabal70) e 5 %carga estucar.
Carvao de pedraa 159000 por 'tonelada.
ALFANDEOA.
Rendimcnlo do dia 1 a a 27:9106150
dem do da 3 ..... 10:3178780
38:2585236
PBLIC\J\0 A PEDIDO.
Ao publico.
Djz Joaquim da Silva Mounlo por seu batante
procurador, que elle supplicante a bem de seu dirci-
lo, precisa que V. S. sedigne mandar que o escrh.lo
Motta, revendo os autos de reforma de execujiio do
supplicante contra Jos Dias da Silva, Ihe passe por
cerlidao o Ihcor da senlenja que julgou a mesma
reforma, ludo do que constar, e em termos que faja
fe, portadlo pede a V. S. Illm. Sr. Dr. juiz de dircilo
do civel teja servido assim o deferir.E R. M.
Passe. Recife 22 de fevereiro de 1854. Suca
Guimaraes. '
*-"
Manoel Jos da Motta eserhao vitalicio do civel
desla cidade da Recife de Pemambuco.por S. M.
I. e C. o Sr.. D. Pedro 11, a quem Dos guarde etc.
Certifico vista dos autos de qae trata a pelijo
supra, ser o Iheor da senlenja pedida por cerlidao,
da forma, modo e maneira seguinlc: Allendendo
que a perda dos autos de execu jio, de que se trata,
flao se dera inmediatamente ao termo da appellajo
de que falla o arligo 6, lis 33, v., suppondo o artigo
7, que logo depois dessa appellajSo, Uvera lagar a in-
lerposijao do aggravo de que ah se falla, e succede-
ra a perda dos autos, por quanto antes disto em jii/.
se tratou de um incideule que terminou a queslau do
ajule de con tas e te referia no recnlhimenlo dot li-
vros essenciaes para dito ajaste de contas sob a com-
minajo dorcqnerimenlo constante da cerlidao ful has
I8i, o que combina com o requerimento de audien-
cia lis 58, feilo em quinze de junlio de 1852, estan-
do .nesta parte provado o arligo segundo da contesta/
jada fls 181, que pelo conteudo da senlenja fr
cerlidao a fls 196 v. que se refere a pelijo por
cerlidao a fls 8 v., bem se collige que o deposito
fls 19, dos autos perdidos, be o mesmo de que falla
aquello requerimenlo fls 184 v. e que de accordo
com esle requerimenlo nao foi elTectuado, donde se
ve que essa oomminajao Julgada, verificada por aquel-
la senlenja he do mesmo reqaerimento lis 184 v. na*
segaintes palavras: mandar se recolherao deposito
geral os referidos livros com a pena de nao o fazendo,
ficar obrigado parac om o supplcanle na quanlia de
60:3819988, que he .exactamente o alcance eir. que
se acha Jos Dia* ; que desla mesma senlenja fls
196 v., de Irinta de mau de 1853, he.que seinler-
pz a appellajo, cujo seguimenlo e'alempajo cons-
ta dos requerimentos de audiencia fls 58 v. inflo, e
Ils59; pr. em 10' do junho. e 29 de juliio daquelle
anno, sem.o que pelo recebimento desla appellajo
no effeito devolutivo tmenle, como reconhece e con-
fessa o reformante, se interpozn recurso do aggravo,
durante oqualdeu-se a perda dos autos, o que pro-
vam os depoirrenlos de fls 5 em dianle, e os docu-
mentos de lis 5 a 17, devendo por cunseguinle ter-
se verificado o recurso de aggravo entre a ultima da-
la do requerimenlo d'audiencia II* 59 pr e assim
loma-se provado que se allega na conlcslajao fls 181
artigo 10 a 12, que esse incidente, que terminou a
diligencia do ajuste de contas pela senlenja fls 196
v.,.se refere ao ultimo arbitramento acerca da ne-
cessidade de serem ou nao apresenlados estes vros,
cujo deposito foi requerido pela pelirao lis. 18 v., e
esse arbitramento se yerifiom cmo te v do -eque-
rimenlo d'audiencia de 25 de abril do anno passado
a fls 58 v. infin. e combina porsna data com o docu-
mento de fls 192 destes autos, nao deixando de 1er a
mais completa conhexao o que se deduz do terceiro
arligo da conteslajo fls, por se referir esse despacho
ah indicado a nolificajo e deposito de que Irala o
referido requerimenlo fls 184 v., coljigindo-se de lu-
do isto que vencida a necessidade desse deposito co-
mo se requeren a fls, e se nao efiecluou, foi proferi-
da a senlenca Os 196 v circunstancias estas que
alem de constaren! dos autos, no foram contestadas
pelo reformante, e nem pelo execulado Jos Dias :
que nao deve influir, quando fosse fraca a prova des-
so ultimo arbitramento, pelo qual se reconheceu a
necessidade do deposito desses livras, requerido a fls.
184 v., e'nSo efleduado, como se nao contesta e se
prova com a mesma senlenja fls 1% v., porquanlo o
ponto essencialpara progredir a execujao he de dar-
se cumprimenlo a essa senlenja lis, daqual se appel-
Iou c seguiram os termos como tica observado, sendo
que a nih verificajSo do deposito dos livros como pro-
va" aquella senlenja lis., he um fado permanente,
que em qualquer lempo se pode facildieute averi-
guar, mormenle pelo incompleto que se cilecluou, e
anaoler-sedadoessa nao verificaran nflo lea luga.
ulgar-se a commiiiajo fls 181 v.," porque ell.1 deve-
ria restar com o recolhimeiKo dos livros, cujo ileposi-
lose requereu ,-il'nn de se proseguir no ajuste de coa-
las sob apresentaja.. desses livros conforme a deciso
desle juzo, como reconhece o reformante no artigo
quinte a Hi. :n v. ; que de ludo se ronelue que ve-
rificada, como foi pelo arbitramente de fls. 192, cuja
existencia se nao contesta o consta dos autos pela for-
ma j referida verificado, pois a necessidade da apre-
sentajao desses livros. e nao se eflectuando-a pelo de-
posito fls. 194 dos autos perdidos a que se refere e
senlenja ti*. 196 v destes autos nada mais resta se
nao ventilar-se o direito das partes-sobre os effeilo
desla ultima sentenra fls: proferida em consequencia
dacomminarao fls. 184 v., que importa a confisso
do execulado Jos Dias da quantia exigida pelo exe-
quenle em dita pelijo fls. 184 v., pela falta do de-
posito dos livros : bei por reformados os autos na for-
ma expendida visto o articulado de fls. 33, e da con-
lcslajao fls. 181, e a prova constante dos autos, e co-,
mo laes os admtto em juizo para correrem seu ter-
mos, nos que se achavam o* perdidoso condemmj ao
reformante as castas da reforma.
Recife 20 de fevereiro de.lgjj.Custodio Ma-
noel da Silva Guimaraes:
E mais so nao contiuha e nem oulra cousa algu-
ma se declarava em dita senlenja aqui fielmente co-
piada, qae eu escrivo no principio desla declarado
Descarregam boje 4 de marro.
Briaue sardoItimachdiversos gneros.
Brgue inglezGrecianliHcalho.
Barca americanaDavid Sapoleyfarnlia de Irigo.
Importacao
Patacho nacional Santa Cruz, viudo do Rio Gran-
de do Sul, consignado a Eduardo Ferreira Bailar
inainiosiou o teguinte :
5,320 arrobas carne, 130 ditas sebo, 64 dlas graxa
em bexigas. 8 .
Vapor inglez Severa, vindo deSor.thamplon, ma-
mfestou o seguidle :
1 caita Jolas, 1 dita amostras ; a F. Souvage A'
Companlua. u
2caixasjoias,l' dita e 1 embrulho amostras; a
linn Moatea A; Companhia.
1 caixa relogios e machinas para dito ; a ordem.'
'"* elogios e 1 embrulho amostras ; a Russell
.ili'llors & Companhia.
I embrulho impressos ; a H.'j. Chamettam.
1 embrulho relogios e 1 dita amostras; C. J. As-
lley A; Companhia.
1 embrulho conhecimenlos impressos ; a Admson
Home A; Compaoba.
I caixa peridicos; a J. Lilley.
1 embrulho peridicos ; a A. P. Yante & Compa-
nhia. r
i dito peridicos; a J. J. Monleiro.
1 caixa amostra*; a E. Burle Si Companhia.
2caixasamostras ; a L. Schuler.
1 caixa amostras ; a Demene Leclerc.
I balui amostras ; a Fcidel Pinte.
1 caixa amostras; a Veame.
1 caixa joias, 1 dita c 1 embrulho amostras ; a I,.
r.ecnnle leronA; Companhia.
3 caixas papel; a N. O. Biebcr A; Companhia.
nhiaem amslrasi a Me. Calmonl & Compa-
1 embrulho omostra*; a J. Keller & Companhia.
1 dito ditas ; a i. Pater A; Companhia.
1 dita ditas; a Patn Nash.
1 dita ditas ; a A. C. de Abrcu.
1 caixa amostras; a Schapheitlim.
1 embrulho amostra* ; a R. Royle.
CONSULADO GERAL.
Rcndimenlo d" da 1 a 2.....5:8059991
lucm do da 3.......... 876322!
NAVIOS ENTRADOS.
Janeiro 17 do Rio.de Janeiro em 62 dias, gale-
ra portuguesa yocen Carila, capitn B. B. Pam-
plona Jnior, com assucar, caf e arroz.
dem 23 patacho portaauez Mello I, capilDo A.
F. doCarmo, do Para em 39 dia, com arroz oca-
Bella.
dem 23 brigue porluguez Lliza, capilao J. A.
L. do Cont, do Par em 42 dia*, com varios genero.
dem 27galera portugueza Rrackarense, capilao
R. J. Crrela, de Pernambuco em 35 dias e d.e Vigo
em 10, com varios gneros.
NAVIOS A' CARGA.
Rio de Janeiro barca portugueza Christina,
capilao" M. A. da Costa.
Idemjr- brigue porlugoez Flor do Mar, capilao
J. J. Cactano.
dem barca porlugoeza Carlota & Amelia, ca-
pilao M. da Cosa e Silva
dem barca porlugoeza Voadoru, capilao A.
J. Gonjalves. *
dem barca portugueza Paquete Saudade, ca-
pitn V. da Costa Carvalho.
Pernambuco brigue portuguez Despique de Bci-
ri';, capilao J. A. C.
Baha brigue portuguez '/.aire, capilao R. A.
Lima.
dem barca portugueza L'iiio, capilao M. I.
Antunes.
dem brigue portuguez Forlutut pilao J. M. do Nascimento.
de marjo vindouro, cien as suas propostas. Secreta-
ria da iuspecjfio do arsjnal de inarinba de Pernam-
buco 26 ile fevereiro dM|854.No impedimento do
secretario, Manoel Ambrdiip daJJonceiaw Ptflilha.
O i)r. Luiz Carlos de Paival'eixeira, juiz de di-
reilo chefe de polica e auditor de "rituftafia, d au-
diencia de marinba nas segundas c quartas-feiras,
na secretaria de jwlicia.
O conteilio de qualificaco da fregneziide S.
Fr. Pedro Gonjalves do Recife: principia a tua se-
cunda rcuniao no dia 13 do cfrreote pelas 9 horas da
manbSa ein dianle ; quem pois se julgar com direilo
a fazer qaalquer rerlamarao, pode iipresentar-secom
seu requerimento, ou pessoalmenle. na igreja do Cor-
po Santo, no referido dia. Recite 1. de marjo de
1851.Jos Gomes Leal Jnior, 1. lenle secre-
tario.
resto da carga tralaj^^H
mingos Aires Ml^^^
MOVIMENTO DO PORTO.
6:6829214
n DIVERSAS PROVINCIAS.
Rcndimenlo do dia I a 2......
Id em do dia 3 .
2743606
17,53052
74936.58
JSxportacao*.
Ass, lancha nacional Soca Esperanza, de31 to-
neladas, conduzio o seguinlc :8 caixoes. 1 barrica
e 1 pacote fazendas. 1 barril e 1 garrafo azeile doce,
3 barris e 1 pipa vinho, 5 resmas papel pardo, 5 di-
tas dito almajo, 'i rucios barris manteiga, 1 1|2 cai-
xas clui, 9 barricas farinba de trigo, 1 libra canda,
1 dita pimenta do reino, I dita cominlin, I dita erva-
iloce, 20 medidas agurdente do reiuo, 1 gigo lonja
sorlda, 1 embrulho miudezas, 1 barriquinha bola-
chinlia ingleza. 6 caixas phosphoros, 1 cauaslra albos
e outros objectos, 1 terno pesos de ferro de 8 libras,
2 barris vinagre, 12laboas de pinho, 2 bahns e 2 ma-
las fazendas e outros objectos, 1 peja de bala, 3 bar-
ricas e2 caixoes bolacha, 16barris e 1 quartola aguar-'
lente, (i saceos assucar, 2 rolos fumo, 4 sacras caf,
19 caixas sabao. 3 aaccas arroz, 10 caixas charutos,
I barrica garrafas com licor, 1 dita botijas com ge-
nebra, .58 caixoes de doce. 1 temo medidas de folha,
I cangirao de folha, 1 balanja de folha com os seas
pertencet, 1 lampead pequeo, 151 saccas farinba, e
16 barrit mel.
Buenos-Ayos por Montevideo, brgue hespanliol.
Paquete de Terragcna, de 336 toneladas, conduzio o
seguinlc:200 pipas com 36,325 medidas do agur-
dente, 50 ditas com 9,475 medidas de espirito,- 650
barrica/, 150 harriquinhas e 50 taceos com 5,851 ar-
robas e 6 libras de assucar.
HECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 3.......8068901
CONSULADO PROVINCrAL.
Rendimento do dial a2.....4:0303695
dem do dia 3. ,',...... 6843117
4:7113812
LISBOA, 28 DE JANEIRO DE 1854.
Prc?o corrale dos gneros do Brasil.
Por baldeajo.
A andan de Pernambuco.
Dito do Marnnho.......
Dito dito de machina......
Dito da Babia.........
Dito do Para..........
'Dito dito de machina.....
Cacao..............
Caf do Rio primeira sorlc. .
Dito dito segunda dita.....
Ditodilo terecira dita.....
Dito dito cscolhu boa......
Couros espichados .......
Ditos sale. Babia ePar 28 a 32
Ditos ditos de 26 a 2(i:.....
Dilos ditos Pero, e Cear 28 a 32
Ditos ditos dito 26 a 20.....
Dilosdilosdo Maiaubao 28a32.
Ditos ditos* dito 26 a 20 ... .
Gravo girufe..........
Dito do Maraiiban. .....
tioiiMiia copal.........
Ipcracnaiiha..........
Oiirnr............
Salsa barrilha superior
Dilu dita mediana .
Dita dita inferior.......
Captivos de diieilos.
Assucar de Pernambiicn branro a
Dito do Rio _...........
Dilo da Baha.'.........,,
Dito das Alaaoas........
Dilo do Para, bruto.......'
Dito mascavado.........
Dexpiuhndos.
Ail .a...........,$
Arroz do Maraubo e Para ord. qq
Dilo dito dito do melhor '.
120
110
100
100
100
100
13800
2900
23000
23200
IS70O
122 '
102
102
117
117
117
117
320
100 I0
23000 53000
800 laootlf.
100 185
. a lgBOO 159000
. 93600 103500
03500 83000
125
115
110
110
Falta.
33000
2700
23300
132
117
117
132
132
132
132
n.

13350
13250
1-1.1.50
13:100
13100
13000
13700
13100
13450
1*1.50
13300
Hito dito dito superior.
Dilo do Rio...........n
Farinha de pa'o do Brasil ,S>
(iomma alcaldada !.' surte. ft
Dita dita >.* dita........
Tapioca .,......... ,- ^Igioo 13S00
Precos correales dos gneros de Portugal na
dita data.
Captivos de direilos.
Amendna em milo doce do Al-
13200
63000
60400
73200
53OOO
700
900
240
13100
gane. ... *......
Dita em casca cnica.....
Dita (lita molar.......
Cera nacional branca. .
Dita dita umarella.....
Figos do Alaarvc comadre.
Dilos dito blancos.....
Presuntos.........
a
alq.
Despachado*.
43900
13200
800
333
295
500
400
33200
59OOO
133011
900
340
300
600
500
Kacios entrados no dia 3.
Rio Grande do Sul33 dias, patacho brasileiro San-
ta Cruz, de 115 toneladas, capilao Manoel Pereira
de S. equipagem 10, carga corno secca ; a Edu-
ardo Ferreira Bailar. Passageiro, Francisco Sol-
tar Figueiredo Ostro.
Montevideo27 dias. polaca bcspanhola Dara, de
180 toneladas, capilao Pedro Pages Marislany,
equipagem 12, em lastro ; a Aranaga & Bryan.
Macei2 dias, brigue inglez Spray, de 345 tone-
ladas, capilao II. Koper, equipagem 13, carga as-
sucar ; a James Crabtree & Companhia. Veio re-
ceber ordeus eseguiopara Falmoulh.
Mar Pacifico, tendo taido de New-Bedford32 me-
zes, galera americana Mentar, de 371 toneladas,
capilao U. Peast, equipacem 29, caraa aieite de
peixe. Veio refrescar o segu para New-Bedford.
Porto29 dias, barca portugueza X. S. do Bom Sur-
cesso, de 232 toneladae, capilao Manuel Jos de
Azevedo, equipagem 16, carga vinho e mais gne-
ros ; a Francisco Alves da Cuuha ,\ Companbia,
Passageiros, Joo de Almeda, Maria l.uiza, Anna
Rosada Silva, Joanna Deliina Leite, Manoel An-
tonio de Arantes, Leonardo Antonio da Silva, Fe-
lisberto Monleiro da Cimba, Manoel Monleiro da
Cunlia, Joan llennque* Pereira, Antonio Ignacio,
Antonio Joaquim de Souza, Jos Bernardo Molla,
Joaquim Antonio da Silva Azevedo, Custodio Jos
Machado. Francisco Jos Machado, Jos Antonio
Machado, Bernardo Gonjalves de Maltes, Anto-
nio Jos da Silva, Paulino Pereira de Oliveira,
Gonjato Pinto da Silva, Antonio Jos de Sam-
paio. Antonio Pereira Pindello, Antonio de Mace-
do, Gil Pereira Pindello, Jos Ferreira da Silva,
Manoel da Costa Ferreira, Antonio Gonjalves Fer-
reira, Jos Francisco da Silva Porto,- Joaquim Pe-
reira, Manoel de Barros, Custodio Pereira, Joo
Ferreira de Carvalho.
Xavios^tahidos no mesmo dia.
Rio de Janeiro iJSpporlos intermediosVapor inglez
Serrrn, cnmmandanle lla-l. Passageiros qae leva
desla provincia, Julio Alano de Castro Oliveira,
Adolpho Cabrat Jjtaposo da Cmara, o cnsenheiro
Carlos Neale, Joan Fernandos Thomaz, Francisco
Nery da Foiiseca, Luciano de Muraos Sarment,
AugustoCarneiroMonteiro da Silva Santos, Ma-
noel Uinedino do Reg Valenja,
LiverpoolGalera ingleza feindeer, capilao Charles
II. Hunt, carga assucar. Suspenden do lameirao.
Santos pelo Assu'Polaca brasileira A". ", do'Car-
mo, capilao Manoel Jote Martina, em lastro.
Assu'Lancha brasileira Xovu lisperaaru, mcslre
Bernab Jos de Saul'Anna, carca varios genero*.
Passageiros, Manoel Jos da Silva Grillo, Antonio
Jos da Silva Grillo, Luiz Alves elto, Thomaz
Pinto de Souza, Candido Pereira Monleiro, Ma-
noel Francisco Varella Barca, sua sen hora e 1
prima.
EDITAES.
alq.

alq.
700
531)00
33200
520
520
400
480
500
2S000,
23400
83OOO
750
3(i00
. 580
520
700
8350O
13500
13200
Alpisfa. .
ltaealho nacional serr. '.
Dito dito fresco"........
FeijO branro das ilhas. .
Dita dilo do Porto e Fiaucira.
Dito rajado..........
Dilo fradinho.........
Grao de biro.........
Sarro de \iuho tinto.....
Dito dito branro.......
Vinho moscatel de SelAbal. .
. t txirdii.
Agurdenle de 30 ar. eaeaacada plp. 180300o
***";............. alm. 43200
t.ara.ija doce.......... c. i. 53OOO
-'"T'...........'"o 13150
I uto redund...........
Dito lino para a Ierra. ......
Dito liiauiro irrus*.......
Corlica 11. 1 de :| lamaiibos de
arussiua propria para rothas.
Dita 11. 2 de tres lmannos. .
Dita n. 3 dito dito.......
Dila n. 4 para pescara.....
Dita dita para fabricar.....
Vinho superior encascado .
Viurrarc.............
Triau-do reino rijo.......
Dilo dilu mulle........
Dilu dito das ilhas.......
Cevada (te reino........
Dila das ilhas..........
Milbo do reino.........
Dilo das ilhas..........
Cenleio do reino........
ESTADO llt) MERCADO.
Algodo. Poucas venda, e s para consamo.
Assucar. A vendas limilam-se ao consumo, pa-
ra o qual lem sido mais procurado o mascavado.
Caf. Sustenta 09 prejos, e o deposite he etcatso.
Cera. Tem prompta venda.
Couros. Vendern) -se para consumo dos salga-
dos da Babia e do Marnnho.
Gumma copal. Poucas vendas.
Ouror. Pequeas vendas tiveram le-
I'rsella. Tem-seelTectuadu alguihas v
emliarque.
A cmara municipal manda publicar para co-
nhecjmento de lodos, atim de que teja observada a
postura addicioual abaxo transcripta, approvada, pro-
visoriamente pelo governo da provincia em 27 de fe-
vereiro ultimo.,
Pajo da cmara municipal dn Recife, em sessao do
1" de marjo de 1854.Baro de Capibaribe, presi-
dente.No impedimento do secretario, Manoel Fer-
reira Accioli.
POSTURA A DDICIONA L.
Art. 1." Ficnm prohibidos os auleparos de raadei-
ra,*de ferro, ou d outra qualquer materia, que se
Cbttuma enllocar nas varaudas dos sobrados, temando
a vista dos predios laleraes : ns existentes serao reti-
rados logo depois da publcatelo da presente postura.
Os infractores pagaro a multa de 103'JOO rt., e o du-
plo na reincidencia.
Art. 2.a O ferro ero barra e varoes do qaalquer
grossara, nao podero ser cuiiduzidos em carros te
nao amarrados em l'eixes, sobre cama de pallia*. Os
infractores pagarao a multa de 53000 rs., c o duplo
na reincidencia.
Pajo da cmara municipal do Recife, em sessao de
22 de fevereiro de 1854.Baraode Capibaribe, pre-
sidente.Jos Maria Freir Gameiro.Gustavo
Jos do llego.Dr. Cosme de S Pereira.Fran-
rlsm Mamede de Almeda.Antonio Jos de Oli-
veira.
Approvado provisoriamente. Palacio do governo
de Pernambuco, 27 de fevereiro de 1854.Figuei-
redo.
Conforme. O oflicial maior, Joaquim Pires Ma-
chado Portella.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaraes, juiz de
direito da primeira vara do civel e do cominercio,
nesia cidade do Recife de Pernambuco, por S. M.
I. e C, a quem Dos guarde, etc.
Fajo saber aos.quo o presente edilal virem em co-
mo por este meu juizo. no dia 17 de marco, a urna
hora da larde, na sala da* audiencias, s ha de arre-
matar em praj publica, a quem mais der, una ca-
brinia de rime Jaciiilba, que reprsenla ler 20 ali-
os de idade, no valor de 6503; n"ve colheres de pra-
(a para topa, urna dita grande, dozc garfos de prala,
13 facat com cabos de prata, um trinchete tambem
de cabo de prata, ludo com o peso de 636 oitavas, a'
160 rs. a nitava, 1013760; tres.quarlos, sendo um
rnsso. oatro rodado eontronlaz.io, no valor de 353
cada um, 1053000; um ravallo castnho de sella por
503OOO; o eteravo Agostinho pardo, idade de 23 au-
no*, (em o pe esquerdo aleijado, e por isso avahamos
em 3OO3OOO; um cabrinha de nome Austriquiliano,
de idade de 14 anuos, no valor de 5008000; urna
preta crinla de nome Rila, com 2> anuos de idade,
no valor de 6003000; urna cscrava parda de nome
Bonifacia, com idade de 22 anuos, no valor de 0503,
cujot hens foram penhoradot por execujao de Fran-
cisco de Paula Queirnz F'onseca ajonlra o execulado
Francisco de Paula Marinhn Vanderley. E para que J
chegoe ao conbecimento de todas as pessoa* que em
ditos bensquizer laucar, o pdenlo fazer no dia da
praja cima indicado, e este sera publicado e afilia-
do nolugar do coslume, e ser.puhlicado pela im-
prenta na forma da lei. Recife 3 de marjo de'1851.
Pedro Tertuliano da Cimba, cscrivao. Custodio
Manoel d Silva Guimurus.m
O Dr. Custodio Manoel da Stha Guimaraes, juiz
de direito da primeira tara do civele do comuier-
cio nesta cidade do Recife de Pernambuco, por S.
M. I.e Cele.
Fajo saber aos que o presente ed tal virem, qae
nodiaeganda-feira,6 do oorrenle, dopoi* da au-
diencia, na san da mesma, se hao de arrematar por
venda a quem mais der, o* eteravos seguinlet; Ja-
ciiitlio, crioulo, de 29 annosde idade,' com urna in-
dia jiio chronica na perna dreita e o p j com prin-
cipio de'aristini oflicial de marcinciro, avaliado em
2703000rs. ; Manoel, de najao Ansolla de idade de
50 anuos, rendido da verilha direila, ollicial de intr-
cineiro,'avahado em 3203000 rs., penhorados por
execujao 1I0 Ex 111. senador Francisco de Paula Ca-
valc.anti de Albnquerquc, conlra Joaqnim Carneiro
Leal, cuja arremataran nao tendo sido possivel elTcc-
luar-se no dia designado |>or impedimento deste jui-
zo, foi transferida para o dia supra mencionado.
O presente se passou por bem da pe t cao e meu
despacho, qae fica etn poder do escrvao que esle
tubtereveu.
Kecife 1. de marjo de 1854.
Eii Joaquim Jos Pereira do
subscrevi.
Custodio Manoel da Silva Guimaraes.
I3OOO l-IIKI
)) t300 13100
I3I.50 18200
m 7J200
n (WHKl
n 49500
2>HX)
1,-jHOO
pipa 723000 803000
325000 30.-j(KKl
alq. 470 .580
o 560 650
0 480 580
0 ->m 300
290
p 360 370
320
1) .110 370
dos Santos, escrvao o
DECIARACO'ES.
BANCO DE PKRNAMBUCO.
Oconsc'lio de trec^o convidp aosse-
nliiiii'.s acciouislas do banco Je Pernam-
btiai nrealisarem.de 13a 51 de nitiivo-ilii
eorreiibe auno, irais '20 yov 1.00 sobre q
numero de aceites com que tem de usar,
para levara dicito o complemento ao ca-
pital do banco de dous milcontosderis,
conforme a resolucao tomada pela assem-
ble'a geral de 2G de setembro ultimo.
Banco de Prnainbuco 11 de fevereiro de
1854.O secretario do conselhode direc-
cao.Joao Ignacio de Medeiros Reg.
Pela subdelegada da freguezia da Boa-Vista,
termo doJterife, se faz publico, que foi encontrado
polas patnnbas que rondavam na noite do dia 2LIo
correte, um quarln alasao : quem te julgar com i!-
reito ao mesmo, compareja netta subdelegada aonde
lera do dar os siznaes certas.
Pela subdelegaca da freguezia da Boa-
termo do Recife, te faz publico, que se ach-rcolli-
do cadeia desla cidade, desde 25 (J*riovcrrihro de
1853, o prelo Patricio, o qual dii-s^reteravo de Gas-
par Mauricio : quem sejilsaf com direito ao mes-
mo, comparara nesU-fflbuelcgacia aonde deveni apre-
sentar oscompateTies iitulos.
f^lSBl de marinha compra pregos de cobre
d" ido e de forro de diversas pollegailas, ferro an-
q Suecrn C inglez em vergaho, barras de
-llegadas e varOes de cobre par eavillias
nessdas a quem ronver a venda de
treram nesta. secretaria no dia ti
BBILHAxTE ESPECTCULO..
21. RECITA n.\ ASIGNATURA..
TEKCA-FEIKA, 7 l)E MARCO E 1854.
Executada pela orchestra una cxcellenle ouverlu-
ra, tullir a scena pela primeira vez, o excedente
vaudeville em 2 aclos, ornado do msica, compoti-
rao do insigne maeslro llespanhol D. Rapliael Fer-
itando,
no qual loiuam parle os Srs. Amodo, Bemrra, Cos-
ta, Monleiro, Pinto, Ribeiro. 1). Cabrclla, t.- Ama-
lia. 1). Orsal. etc. etc.
Cassadoret, paizanos, soldados, etc.
A aejao be em 1819.
Seguindo-sguma aria pela Sra. Uepcrini.
Uepois da qual ser execulado o quarlelo, (irado
da opera de UuilbermeTell, composijao do Sr. Ue-
Vecchy, no qual 9e ilislinguirao a Sra. Baderna <
Ribeiro.
Har tim o divertmento com urna nova cavatina
cantada pela Sra. Deperni.
Comala recita liualisam alsuns dusSrs.assignantes
as tuas assignaluras ; aquelles que quizerm conli-
nuar hajam de mandar rehova-las ate o dia do espec-
lacolo.para o emprezario puderdispor daqaelies que
n3o quizerm, pessoas que lem pedido.
Muito agradece o emprezario a coadjuvarao que
tem recelado dos senhores asignantes, e conia que
Ihe descu I parao algumas fallas que leulia commelli-
do, assim como ao publico em geral, a quem he eter-
namente grato.
QlIiMVFEIRA UDEjURGODEJSS
CRAMJE E VARIADO ESPECTCULO DE DE-
CLAMA CAO, CANTO E BAILE
em beneficio da primeira bailarina absoluta
MARIETA BADERNA.
liopiiis da orchestra haver desempenbado urna das
melhoresoiiverturas.suhir scena o excedente vau-
deville em 2 aclos, ornado de msica, intitulado.
M V0-
_ a da CroT
Para a,Bnhia segu com presteza o
veleiro liintc nacional Fortuna. capitSo
Jos Severo Morein
cai-ga ou pa*sa{;eros.
signatarios A-de Al mei i
punliia, na ra da Cadei
primeiro andar.
PABA O RIO DE JA.
Segu cm toda a ,IIO
veleiro brigue br- 8Amigos,
porterquasit ,mp.
to, quem no mesmo q regar o
resto, ir de passagem ou embarcar escra-
vos a frete: entenda-se com o capitaojo-
se Ezetpuiel omes_ da Silva, naPra^a, ou
com o consignatario Manoel Alves Guerm
Jnior, na ruado Trapicbea. 14.
VEDE-SE
o hiate Ligeiro a lote de 80 totMtladas, per prejo eom-
modo : quem o pretender dirijMe a ra do Vijprio
n. 5.
LE1LOES
Aetorett
Sr. Amoedo. *
Bezerra.
n Costa.
Monleiro.
Meudes.
Pinto.
n Ribeiro.
U. Gabriella.
Amalia.
Orsal.
Personagens.
t. Carlos, joven eslravagante, sobri-
nho de t. (".alisto......
D. Dioso, coronel do deposito de Al-
cal......... .
II. Caliste, velho. e rico proprictario.
Anlonio, criado de O. Carlos .
Correia, cali do deposito de Alcal-.
To Emelcrio, eslalajadeiro de Al-
cal .......... .
D. Venancio, procurador de D.
Ignez'. .........
D. Igaet, sobrnba de I). Caliste .
I). Sabina, noiva de 1). Caliste, de
00 anuos, rica, de um genio affec-
(ado e ridiculo.......
Joanna,criada de I). Sabina ', .
Cajadores, paizanos, soldados n rccrulas.
No inlervallodo primeiro ao segundo acto, a bene-
ciada e o Sr. Ribeiro dansaro o lindo e jocoso pas-
so, composijao do Sr. De-Vecchy, que tem por li-
lU'' OS JARDINEIROS.
Pind o qual Mme. Ueperini e o Sr. Ribeiro, .por
obsequio a1 beneficiada cantaran o eugrajado duelo
da opera
DO (MULLA.
Finalizara o espectculo com o novo e aparatoso
baile em 3 actos, qae lanlosaapplautos mereceu no
Rio de Janeiro (por espajo de daus annos que fre-
quen temen le andn em scena) nao s pelos-ricos e
nuvos vestuarios, bellas secnat e tambem pelos difli-
cullosos e engrajados pastos que tero de ser execti-
tados.pela beneficiada, oSr, l)e-Vecchy e lodo o cor-
po de baile, iiititulado.
Elrabidodo pensameiitu seguinlo:
Na idade media usavam as cigaiias roubar as filhas
meuoret para as inslruirem eacoslumar a dautar nas
prajas publicas, o compositor aproveitando o pensa-
ment figurou PAQUITA roubada na idade de
annos, do irmao do governador de lletpanha, vin-
do a ser reconbecida alinal por urna medalha de fa-
milia que Ira/, ao petcojo.
PersouagenQ Distribuir^).
D. Lopes, governador liespanhnl,
paide.......... Sr. Pinto.
I). Serafina, promellida esposa a 1).
Erdil........ n.N. N.
General I). Erdil, pai de Canlarelli.
Luciano ollciol.......Sra. Pessina.
Dr. Roltcrlo, amante nao correspon-
dido de Serafina ...... Sr.Ribeiro.
Iigo, capo das zngaras. .... Ue-Vecby.
Paquita, tobriuha do general O. Er-
dil. '. ........Sra. Baderna. ,
Cnrpo de baile, ligaran tes, ciganos, guerreiros,
camponezes, ele. etc.
DE.NOMINAC.lO DOS ACTOS.
1. Festejo para o casamento da lillia do governa-
dor com o ollicial Luciano, Erando bailado hespanhol
dansado pela beneciada, Sr. De-Vecchy e corpo de
baile.
2." A morle de Iigo envenenado, solo pela
beneficiada.
3. Keconhecmenlo da Paquita, grande bailado
final dansado pela beneficiada, todo o corpo de baile
e figurantes de ambos os seAs, ludo composijao do
Sr. De-Vecchy.
A beneficiada espera coma escolha deste espect-
culo, satisfacer a especlalivu do Ilustrado publico
desla cidade, de quem tem recebido constantemente
as maiures provas de cordial alleijao ; e desde j Ihe
agradece com lodos ossenlimentos de tua alma o a-
poio qae ainda conla receber em a noite de teu be-
neficio.
THEATlttTralpOLLO.
BENEFICIO DO ACTOR
Bernardino de Sena.
SABBADO V DE MARQO DE 185*.
Subir scena o muilo applaudido drama em 3
aclos, produrjilo do insigne dramaturgo o Sr. Meu-
des Leal Jnior, que tem por titulo,
I). MARA ALEMASTRO.
Actores.
Sr. Amodo.
" Bezerra.
>' Beneficiado.
Mendes.
Pinlo.
Sania Rosa.
Pereira.
!). Grabriella.
Orsal.
ser
Personagens.
AtTonso Aunes. *.
I). Antonio de Portugal
Antonio Cunt ....
I). Francisco de Mello .
I), lioncalo d'Albaide .
I). Kodrigo '
D. Nuno da Cunha .
I). Mara d'Alencaslio .
I.oura a italiana .
O' intervalo do segundo ao terceiro acto,
prehenchiilii decanten polo Sr. Ribeiro.
I)E.\OMINAC.YO DOS ACTOS.
1." Forlonaou patbulo. 2." Carla por carta. 3-
Perradoe juslija.
Terminar o espectculo com a Graciosa e linda
comedia em. 1 aclo, do Sr. Garrel, que tem porti-
lulo, .
mUW VERD4DE 4 EMIR.
Jos Duarle das N. >r-aeMm
fra da cidade, fara
Borja Geraldes, lerja-feir.
ras da manba, em saa ca
segando andar, de loda .
do do melhor goslo, i aniliau^^^^B
Jacaranda, gma oulaa
guarda roupa, umaopli
cummodas. marquezas, appara.
.ume excellcntecama trancen
tences, diversos quadros ci
mo e coloridas, apparelhos de
na para atmoco e jantar, lo
crystaes, e varios objectos para ser
diversas obras de prata. como taro, talheres7^H|
jan, colheres. etc., ele.
LEILAO' DE CHARUTOS SEM Ll-
MIT
O agen.teBorja Gfci'aldes fcra' leilac
guuda-feira 8 do correte, as \
no seu armazeni. na rw
grande porjaodec:
pelo maior prejo qae se p<
Vctor Lesne fari leilo, p*
agente Oliveira, de um Un
principalmente france-
do mercado : segn:
da rnauhaa, no se^^^^^^H
Terja-feira, 7 do ci
nhaa em ponte, haveri
guel Carneiro, na ra d TrapichJ
veujan do asente J^^H
qualidadea^^^^^H
mas francezas, guarda
nova invenjo, a-...
costera; nm piano
e ama caixa para co
rao, um oboe com
cadeiras, mesas, i
lodot de ferro, euvern
relogios para cima d
e qualidades, candil
metal e de porcelana para ch{
pai, duas caixas com gomma ti
lidade para eugommar, e uri
Porto engarrafado.
-A_
A VISOS DP
JosSoaresdi
lingua franceza no
sita nova residencia
n. 28, terceiro andar,
toricu e potica, e outij
historia. Pdcser
litis, desd as 7
nha ;e de tarde a
A pessoa que na i
no baile mascarada do i
eabeleira, dirija-te a
'k' os signaes Ihe ser *:
Paulo 'J^^^H
pode ter procurado a qjaa^
na ra larga do Ro-
A pessoa que pre
nliar e engomrnar a den
ja-se a ra da Atsumpc, i_
Noia n.tii ; na'mesma se uflereca urna
eugoijimar e cozinhar em saa
Precisa-se fallar coi
Ferreira de Azevedo, a neg
queira aununciar sua morada para ter procurado, oa
dirija-se a ra da Praia, armazem n. 134. .
Precisa-se de um ceixeirn para taberna,
a 16 annos de idade, ainda que tcnba pouea pr
dando conbecimento a toa conduela ; oa ra da Sen-
zal Nova n.39.
Francisco Gonjalves Kraaa. portuguez, retira-
se para o Rio de Jai reajdir, levando
em tua companhia par,
vos Antonio, pardo, e B
Achoo-sena
tro de Santa-Isabel, um
seu dono, dirija-s Madre de I
que dando os signaes ce
Precisa-se di
extern de casa, o qual nao occupara todo di
pode ir para cata, de aAM|B^^HBei"
no Sobrado defrofl^^^^^^^Uetc^^|
Francisco onde foi a .
Precisa-s alu
interno de casa, menos -
brado defronte da ordem lerceira 4* &Jb
de foi a Apollinea.
LOTERA DE N.S-
No dia 10 docori
desta lotera com todo
ro de bilhetes que ti
se vende ateo dia 9.-4^H
Silvestre Pereira
Torna-s a pedir ae
o favor de apparecettg^^^H
n. j, primeiro andar.'
Anlonio de
A pessoa que acliou
camapheu.aquat H^^^H
reila, paleo de 9. Pe^ru
eslreita do Rosario, que
ftiesma ra do Rosario, -
compensado.
Jo3o Francisco B*
ra-se pira o Rio de Jansp
suas duas escrava-
. Jos Joaquim
para Portugal a tratar
sut bastantes procurad
te Guimaraes ; o Sr. Joto 'ABlqMt; 3.
o Sr. JoBo Ferceira da Si
procurador entregue de*
rugueiro com inleresse na me
Precisarse d urna
familia, porm qae teja cuidado
o servijo neceasario de
Hospicio n. 31.
()tlerece-se am rapaz portagu:
annos, para caixeiro de labei
tem bastante pratica, ou p
tem alguma pratica, ou
ro de ra ; quem preci
jalo, freguezia da Boa-V
, Precisa-te de urna ama que saiba cozii
fazer lodo servijo de urna casa: no largo do 1
n. -II, segundo and
O bacbarel Rufino Augusto de Al-
uieida continua a advogar no civel e
me : pode ser procurado das 8 !
manhua at as o da tarde em sen
tono, na tua do Collegio n. 25, s
andar.
fia lardo de qoarta-fera
um bracelete desde a ponte do Re
a ma Nova junto a ponte da Boa-Vi
crnyira levava ho braj. A cor brr^
toda lavrada, e de forma i
grasados un Bos outros,
grande para o lamauho da curre; ovada.']
lem no centro um nao pequeo diamante sonre folhat
todas esmaltadas de azul, *ndo a crava.
manie de agarra : roga-se a quem 8 8;
me por delraz do Corpo Santo, rasa o.
I.niz Pedro
Na qual o Sr. Ribeifodewm^nliara qualr dille-' '"Ui.r, junto a botica d Sr la
ules .irieleres nndese dar rom generosidade o emir
Adores Tilrexiaido ; e previne-se
Sr. Coimlira. quaesquer onlra |iessoas, que
o Mendes.
Cosa,
i) Ribeiro.
I). Orsal.
Amalia.
renl
Personagens.
tira/. Pereira. .
Duarle Gueiles .
t) general l.emos
Jos Flix .
Amalia .
Joaquina..
He este o diverlimeiito que o henelicadn tem para
a presentar ao respeitavei publico, de quem espera a
costnmada proteejao.
Principiar as horas do cosame.
O beneficiado achando-se impossibililado_p:-em
padecimentos physcos de traballiar ei_incea no dif-
licile violento papel de Autonio^flT. pedio ao sea
collega o Sr. Diriizio Fraaenierrdas dianas Soarts,
para que este poFobsqiuo o fotSc representar : ao
que elle dcrDTHrbom pado se pretina como bom
compa^^errn, e cujo favor o beneficiado desde j I lie
aSBJece.
O Sr. Antonio' Jos 'Duarle Colmara nao perlen-
cendo j (bem como o Sr. Dioni/.io: a companhia do
thealro de Santa Isabel, vai tambem por obsequio o
beneficiado representar no drama e na comedia.
O reato dos camarotes e cadeiras acha-se venda
em casa do beneficiado, na ra do Mando Novo 3
C, valo que os seus padecimentos o imporaibilitam de
poder andar.
AVISOS MARTIMOS.
Para a Baha segu impreterivelmentn no da
8 do corrate a veleira uaropeiru /.irrof iio; para o
fr oflererida por venda, ou para
entregando-a em dita ra
lloje pelos 10 horas'do dijj
nado roubado em um '
ls. O relogio lie pal
e todo elle
renta l'iiicT
do gai
um peixe tambem de ouro n
da mesma massa com arco de ouro.
nado roga encarecidatnt
relojoeiros a appreheotio dess.
jam ofierecidos, ^em como recomp,
a quem Ibe descut luo, qoe Io
mente o acaba de roubar ein sua c
Larangeiras n. segundo andar. Recife 2 de mar-
co de 18il.francisco Joaquim Gaspar.
Roubo.
- Previn-sa a todos os senhores relojoelros, ou a
qualquer pessoa a quem fr offereido um relogio de
oaro patente inglez, desabnete,com correnle.deou-
ro de pouco-prejo,e fina.de ns. 34028, 1473, de o ap-
prehendere leva-lo a teu dono Malbias de Azevedo
\ illarouco,na ra do Crespo.loja u. 1, oa na tua reti-
dencia.ru do Queimado, sesundu andar da cata n. 3,
d'onde foifurlado namauliaadodia 2 de marro; assim
como faz-se scienle que o ponleiro dos segundos do
mesmo relogio se acha quebrado o lado inferior, e
ser recompensada a peoa que entregar o dilo relo-
gio, oa decubrir o ladran.




DIARIO DE PERNAMBUCO SABBADO 4 DE MARGO DE 1854.

^B. anuo ilo curso ju-
rdico de Olinda, avisa fi05"Sr*. acadmicos quinla-
lisl.-is, que 4g suas prelecc<|c#^^iiiio correte
ede ter por base osseusElemcnracde. Ktouumia
Pohca-qiie se. cslAo iiiipiiiiiind ua typographia
las Kibciro, em cuja livraria
,'dlegio, pmlnm dkar os seus
ie*mo luaar*pode snhscrc-
' o preco Ja subsrrip-
oda entrega (la obra.
ilo Sr. Luiz Jos
liornaga vendem-se os elemento* da Pratica' do Pro-
cedo, e as ile Direito Civil Breifieiro,
romposisao
PlMC(h
No armazem de fazendas bara-
tas, roa do Collegi n. 2,
vende-ee um oompleto sortimento
de fazendas, linas e grossas, por
preco mais baixos do que em ou-
I tra qualqa'er parte, tanto em por- K
edes, como a retallo, afliancando- **
,e aos compradores um s preco
f para todos : este estabelecimento
alirio-so de combinacao com a
maior paite das casas cotnmerciaes
ingleza, francezas, allcmaas e suis-
p las) para vender fazendas raais em
conta do que se tem vendido, epor
; isto Oflerecendo ee maiores van-
tagens do que outro qualqiier ; o
, proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
J seus patricios, e ao publico em ge-
\ ral, para que venbam (a* bem dos
* seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
^Collegi n. .2, de
Antonio^ Lu'iz, dos Santos & Roli m.
_IHHEH08^J5
6 terca-fei, 6 e 7 ilo corren le, ha-
jarior carne dp vitella do pasto em
)i de policia.no acougue n. 13.
i ama mullier eslrangeira de meia
^^^Tseca de rasa de poura familia
ler, dirija-sc i Capunga Vellia, casa
n. 41.
se do um coclieiro para taberna, que
povoac*o do Monleiro, em casa de
Nicolao Hachado Freir.
MATRIZ DE SANTO ANTONIO.
: ver ao respeilavel publico, que
sao nos domingos pela ma-
ulo solemnemente, e com a as-
sm. Sr. Bispo, que tamben) se presta
ao* actos da semana santa.
Bichas.
juros com pcnliores de
Ksaribn. 7.
Alnganl-se e vendm-se bichas: na praca da In-
in fronte a ua das Cruzes n. 10.
Traspassa-se o arrendamenlo de um engenho de
beatas, moenle e correnle.distanle do Kecife 5 teguas,
ublica menos de meia de bom caininbo,
a ponto de chegarem os carros decavallos at a casa
venda, com boas sufflcientes trras de canna,
mandioca, millio, feijao, arroz, cal, etc. etc., inuilu
i roda do engenhu, dous bous cercados de
eila e nova casa de vivenda de
vidraja, com alpendre de columnas
egrades de ferro, muito fresca, e com ale-
gue e eicellenle villa ; casas le engculio, catdfira,
encarmenlo, estufa e estribara, ludo de pedra c
com todos os seas perlences, e em muto bom es-
enles senzalas paraos prelos, rasa ile fari-
ivida de todo o- necessario ; encllente hanlio
bulla casinha apropriada, mallas virgens
Boito perlo, hurta com arvoras fructiferas, inclusive
ima boa purcao de coqueiros ; bous sitios de lavrado-
is, etc. ele, As canna sao de muito bom assncar, e
de-muto rendimenlo. Vendem-seas calinas novas,
o gado varum ecarallar : os prelendenles dirjam-se
resta deS. Amaro de Jaboalo a'lratar
rom o proprietario.
i cidade para a de Goanna Manoel
t'ioiicalves de Alhuquerque e Silva, perdeu entre
Itabatinga c a laboleiro da Mangabeira, urna carleira
lleudo nella 7-d0080t)0 rs.; e porque todo esse di-
uheiro eslava em sedulas de 500, 2003 e 1005 rs.,
he fcil dcscobrir-se quem o arhou, no caso de appa-
recer alguem destrocando sedulas destes valores, sem
ter proporees do as^ossuir : pelo que ollerece q re-
ferido i quantia de 1:0009000 rs. a quem llie resti-
tuir aquella quantia ; e a de 50OS0O0 rs. a quem de-
nunciar a pessoa que achou-a, e se possa rehaver o
dinheiro, prometiendo igualmente segredo inviolavel
quando assim o exigirem : quem, pois, liver noticia
deste adiado, dirija-se naquella pdale, ra do Am-
paro n. 44, e nesta, a aterro da Boa-Vista n. 47, se-
gando andar, e n. 60.
Alnga-se a loja do sobrado da ra Collegi do
n- !H, com rmrcao nova, propria para taberna : a
trillar na loja do sobrado amarello da ra do Quei-
mado n. ).
OSr. Manoel Loureneo Machado da Koclia, en-
cadernador, que assignou este Diario para o Sr. vi-
gario Manoel Vicente de Araujo, venbaa estatypo-
graphia para solver mesma assignalura, visto que o
Sr. vicario diz que hada tem com issb.
HOMEOPTHIA.
O Dr. Cisanova contina.a dar consullas lodos o
dias no seu consultorio, ra do Trapiche n. I i.
ne,Dentista,
continua residir na roa Nova, primeiro andar n. 19.
LOTERA DORIO DE JANEIRO.
Aos 20:000,000 de rs.
um resto debilteles
da lotera selima do Estado Sanitario, cu-
jas listas se esperara boje do Rio de Janei-
ro pelo vapor L'A venir: os premios serio
pagos a' entrega das mesmas listas.
DINHEJ
QjM)linua-sea dar dinliej
oui d : na roa estrellado
|'ede->e ao Sr. I. Mendes, baja le declarar por
este/WoW.'residencia parase tratar do nesocio
de que falla em seos annuneios publicado* em varios
nmerosdesle jornal, pois a pessoa encanes -na pelo
Sr. Dr. Luiz Innaeio Leopoldo d'Alhu,qcrqne Ma-
ranlio, de ultimar esse negocio, o u!in por diversas
vezea procurado, e nao tem podido encontrar tein
adiar queui delle Hiede noticia.
Boa ventura Jos de Castro Azeved, cm
fabrica de cbapt na ra Nova n. 52,
junto a ca municipal.
Tem a honra de participar ao respeilavel publico,
particularmente aos seus amicns e fregezes que se
a cha munido de nm esplendido sorlimenlo ue cha-
pese honles de todasns qualidades, tanto para |io-
mem coreo para senhoras e meninos que est venden-
do lano cm porrcs como a rclalho, por muitu me-
nos preso do que em oulra qualquer pwrte, e na mes-
illa casarecebe-se toda e qualquer encommenda c
concerlos de obras lendenles a sua arle que alcm da
cominodidade dos preijos czecular com todo o aceiu
e premplido de modo que o freguez nao ter nada a
desejar; e para mais commodidadede alpumas pessoas
que pelos seus afazefes nao poelein fazer compras c
cncomuicuiias de da, acha-se o estabelecimento a-
berlo, das 6 horas da mandila ale as 9da nole, e cs^-
pera qoe as mesmas pessoas o liourem com as suas
mu agradaveis preseuejs.
THEATRO.
Quem tver e queira vender, ou fazer o favor de
emprestar, para ser representado, o drama porluguez
em 3 actos c 1 prologo intituladoFernando ou o
Juramento, queira leva-lo com toda a brevidade
luja de miudezas do Sr. Monleiro da Cruz, na ruado
Queimado, onde se Ihe pagar ou dar os agradeci-
menlos.
JoSo Pedro Vogeley, fabricante Je pianos,alia
c courerla com toda a porfeicjio, leudo chegado re-
centemente dos portos da Europa, de visitar as me-
lliores fabricas de pianos, e lendo ganho nellas todos
os conhecimenlos e pratica de conslrucrOes de moder-
nos pianos, oflerece o seu presumo ao respeilavel pu-
blico para qualquer concert e anacdes com lodo o
esmero, leudo loda a certeza que nada ficar a dese-
jar, tanto em brevidade como em mdico preco ; na
ra Nova n. 41, primeiro andar.
Gabinete portuguez de leitura.
Os Sis. assoriados queiram restituir os livres em
seu poder com excesso do prazo de leitura, para o
que est marcado o prazodeS dias. Kecife 1. de mar-
^ode 1855.Joo Q. de Aguilar, 1. secretario.
AO PUBLICO.
O annuncio inserto no Diario de Per(tambuco ns.
43 e secuintes de fevereiro prximo passado, pelo
Sr. Francisco do Prado, nao se eutende com o Sr.
Joaquim Komao Seahra de Mello, da cidade do Na-
tal, poisassim odeclarou o mesmo Sr< Prado, peran-
leoSr. Dr. subdelegado da freguezia de Sanio An-
tonio, pois o Sr. Itnnio llie merece toda a conside-
radlo.
y Joaquim Kibciro Puntes participa ao cvrpo gp
a de commercio eao publico em geral, que ad- ^
u'inellio como socios do seu eslalielecimento ^
^- commercial ncsla praca, os Srs. Jos Ribeiro ^
Pnles e Francisco Pires Carneiro, c que d'o-
9 ra em dianle gyrar debaxo da lirma de Pon-
9 les Pires A Companliia. Kecife I. de marco
de 1854.
VENDAS
Novo telegrapbo.
\ ende-se o roleiro do novo telesrapho que princi-
pinua ler andamenlo no (lia ) do mrenlo, a SO rs.
cada um : na livraria n. 6 e 8 da prara da lndepen-
denci.,.
Vendem-se albumas vaccas solleiras,e npvilliiis,
bstanle gordas : no sitio da Torreen Belem, de ina-
nha al as8 horas, e a tarde das 5 horas em dianle.
Venderse um sobrade de dous andares cm
chaos proprios, no bairro do Recite, por :i:.V)09000
rj quem o pretender, dirija-se .i roa da Se.nznla
Nova, lalierna n.7, que ahi se dir aonde lie o dito
sobrado,.e qem o vende. ,
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, moilo arandes e
de bom goslo : vendem-se na ra do Crespo, loja da
esouina que volla para n cadia. t
Fazendas de seria e panno fino.
Na loja do sobrado amarello, nos q uatro can-
tos da ra do Queimado n. 29, vendem-se
curtes de vestido prelo bordados, solm mani
proprio prra vestido, velludo preto superior
para dito, a verdadeira sarja de seda hespa-
ailioln. los prelos de seda bor lados, manas de
seda ditas, meias prelas de seda de peso, su-
perior panno prelo inglez e francez priva de
limito, casemra preta elstica muilo fina. ^
; cortes de rollete de velludo preto com palmas Mi
bordados de relroz. o mais rico pnssivel. dilos "
de casemira preta bordados, dilos de selim li-
so e lavrado, e ontras militas fazendas de gos-
lo que se vendem por pre^o de agradar aos
compradores.
Vende-se urna cummnda enY bom uso ; quem
prelender comprar, dirija-se i ra da Senzala Vellia
n. 16.
Vende-se um corditn de onro de lei, feilo no
Porto, com o peso de 85 oitavas : quem pretender
comprar, dirija-se ra das Laranaeiras n. 4.
Vende-se barato um liom sellim. queso servio
duas vezes; na ra do Rosario da Bo-Visla. parede-
meia da casa do Sr. padre meslre Manoel Tbomaz da
Silva,
5
HOMEOPATHIA. I
\m DAS CRIWJi. 28. ;
No consoltorio do professor homopalh.
[ Gossel Bimonl, acham-se venda por i
CINCO MIL RES.
Algumw com i\ medicamenlos.
Os competentes livros.....58000,
lirande sortimento de rarteiras e caixa
de todo os lamanhos por presos commo-
i iiimoi. A
Ide^lobnlos avulsos 500
asco de X onca de Untura a
eolh .........' 19000
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Aos 20:000,000.
casa feliz dos quatio cantos da ra
do Queimado n. 20, existe urna pequea
poroso de bilhetes, meios, t|uartos, oita-
jesimos da stima lotera do Estado
Sanitario, cuja,lista ebega at odia 27 no
nir i a el les, sevttuerem tirar
bom premio. *
Je nm bom cozinbeiro para ca-
si aetrangeira ou brasileira, dirija-so ra do Tra-
piche Novo n. 30, que aclisr.-ir com quem tratar.
O Sr. Joan Nepninureno Ferreira de Mello,
morador na pasngem Je Olinda, lem urna carta na
linaria n. 0 e 8 da pra$a da Independencia.
i. Chardon abrir no dia 6 de marco um cur-
so de lingua franeoza, em sua uova residencia, ra
das Flores n. :I7, primeiro andar. Os exerricius terao
logar s 6 horas e meia da larde as segundas,quar-
las e sextas-feiras.
Ultimo goster.
Osabaixo assignados, dorna da nova loja deo uri ves
. do Cabug n. 1l, confronte ao paleo da ma-
: e ra Nova, franqoeiam ao publico em geral um
lo sortimento de obras de miro de mui-
i,e oreos que nao desagradaran a quem
rar, os mesmiH se obriuam por qualquer
i-em a pausar una onta rom respon-
ilicando a qualidade do onro de I i
es, tirando as-im su jeitos por. qualquer-
^e apparecer.Srra/im & Irmn.
-de e rauilb fresco primeiro au-
indarcs da praca da Boa-Vis-
ira a prara c para.a ra do Aragilo,
andes salas-e sele quartos grandes
iep *lquer familia ; quem pretender,
dirija-se M.arnuBM^arna Nova n. 67.
O tabelllo nbaisoTiMguodo mudou o carlorio
do paleo do Hospital do PoiSlKiBar a run estrella
do Rosario n. 3o, na loja da casa do Jllm. Sr. A. J.
Duarte, vice-consul do Per. O publico ser*rvido
ueste carlorio eom promptidfio, desinteresse et '
dade, sem impstelo do preo as parles.
toio Baplittd de S.
S@@gS:
Vnde-se umcavallo de carro, de cabriolel, e de-
sella, lie em ludo muilo bom, principalmente de ca-
briolel, lem todas as excellentes qualidades que se
procura em um animal, por ser muito manso, muilo
novo, muilo mantelillo, muilo grande e bonito; e
sendo a pessoa condecida ck'i-se para experimentar
os dias que quizer : ua estribara de Augusto Aicber:
ua ra lia Guia.
Precisa-se alugar2 escravos : na oflicina de la-
mancos da ra dus Quarleis n. 16.
Anda se precisa na ra de S. Francisco, so-
brado ii. 8, de urna preta cscrava por aluguel, para
lodo servico de casa quem a liver, dirija-se ao mes-
mo sobrado.
Precisa-se alugar umama de bons
costiiines,*t|iie saiba bem cozinhar e fazer
o servico interno de urna casa de pequea
tamilia ; paga-se bem se o servico agra-
dar : dirija-se a ra larga do Rosario n.
28, poj" cima do armazem de louca, ter
ceiro andar.
A pessoa que na noile de 28 do pas-
sado, n baile mascarado no tbeatro de
Suuta-Isabel. tirou do pescoco de um mas
cara um cordao de ouro com bastarte pe
so, inande-o levar na praca da lndepen
dencian. ik, do contrario declarar-se-lu
seu nome. oque nao se faz por ora ]K>r se
julgar cassitada.
Domingos Jos da Costa pelo pre-
sente declara, que tem dissolvido amiga-
velmente a sociedade collectiva que ttnba
com o Sr. Alfonso Pedroso do Amaral
Brandao, em sua loja de miudezas; sita na
ra do Queimado desta cidade, e quedes-
de ja' o mesmo Sr. Pedroso nada mais tem
com a gerencia de dita loja, bem como
com os dbitos quer activos que'r passi-
vos, contrabidos na constancia da mesma
sociedade. Outro si va declara, tpielica so-
lidariamente responsavel pata com os di-
versos credores de dita loja, sem que o
mesmo Sr- Brandao possa ser em tempo
algum obrigado a pagar nenbum dos d-
bitos contrabidos sob a firma Pedroso &
Costa.' a
Na roa Nova n. 63, veslem-se figuras para pro-
cissOes, com aceio e por prei;o commodo ; c lamben)
alugam-se azas cliegadas ltimamente da Babia, e de
muito bom goslo.
O mnibus Pernambucana parle para
Apipucos as 6 horas da manhaa do da 5
do conenle, e regressa para o Recife lis 7
lloras da noile dn mesmo dia.
Pcrdeu-se uma'carleia com 1-ifjyXX) rs. ; quem
achou, leve-a casa do Sr. Antonio Duarte deOli-
veira Reg, becco da Madre de Dos, que elle dar a
conta das olas que lem dita carleira, e d-se 403OOU
rs. de*adiado. -
Pede-*e ao Sr. Franrsco Muniz de Almeida o
favor de apparecer na rua da Madre de Dos n. 5,
primeiro andar, a negocio.
Antonio de Paula Fernandet Eirat.
Seguem v iageni para a cidade do Aracaty os ita-
liauos Uominsos de Moraes, Jos firavina, Miguel
Lacorte, Vicente Ponsul.
OITerece-se um moco para caiveiro de ra ou
de escripia pois lem boa letlra : na ra Direila n. 33.
Precisa-se do urna ama para casa de pequea
familia ; na na do Hospieio n. 34.
Perdeu-se no dia quarla-feira de cinza um ni fi-
lete de peilo de ouro sem pedra, apenas rom alguns
ramiubos abertos a buril, da ra do Rangel e pelo
becco da mesma al a do Livramento ; a pessoa que
o liver adiado, esua consciencia pedir de cnlrega-lo,
leve-o a mesma ra do Ransel n. 36, segundo andar,
que ser generosamente recompensado.
Os directores da companhia 1"Ululado Publica
desta cidade abaixo assignados, declaran) aos senlio-
res commrcianles, que ellos se acham aulorisados a
tomaren) riscos sobre carga ou embarcares de qual-
quer lotnrao ou handeira al a quantia de 40:0009000
rs. em uio s navio, sendo melade por conta desla
companhia, c melade por confa da companhia de se-
guros marilimos da cidade de Lisboa,denominada Fi-
delidade, por procuracSo de 11 de fevereirojwwxlno
passado.Luiz Antonio t'ieira, Manoel Joaquim
Ramos e Silra.
A pessoa que perdeu o coido de ouro no baile
de San la-Isabel, muito agradece a quem o acliou, e
que consciuciosamenle o veio restituir.
Ofterere-se um moco hrasileiro de 18 a 19 an-
nos de idade, para caixeiro de qualquer eslabelcci-
menlo, o qual lem bastante pratica de lalierna, e
lambein para lomar ronla de algiuna por baalanco,
dando fiailor asna conduela: quem de sen prestiino
sequizor ulilisar dirija-so a ra dasCruzes, taberna
n. U'.
Antonio Joaquim Vidal mudou de residencia,da
Coa do Knim para a| rila da Cadcta do Rere n. til),
uo dia primeiro do correnle.
Aluga-se melade de uma.casa na ra de Santo
Amaro, propria para rapaz solleiro : a tratar na ra
Nova, taberna n. 50.
Prcrisa-se d urna negra forra ou captiva para
servico de urna casa do honiem solteiro estrangeiro:
na ra Nova n. 41 primeiro andar.
Precisa-se de urna ama que lenha bom leile :
no aterro da Boa-Vista, loja n. 58.
Quera deixara' de fazer um ves-
5 ._ tido preto. |
*k >arua do Queimado n. 46, loja de Bezerr .
j & Moreira, vende-se pelo baralissimo preco de *>,
'i-3600ocovado, a mellinr e legitima arja'lies- S
^ panhula que aqoi lem vndo. Franqneiam-se e*
S- amostras, e tambem se manda um raxeirn
com as pecas par quem quizer comprar, ver. H
r3i^@@:*S@:S^i
Vende-se a laja de barbeiro da roa da Cruz, do
Recife n. 43. propria para qualquer oflicina ; quem
pretender, dirija-se mesma, para tratar com seu
dono.
Vende-se nm cavallo bom carregador; na ra
da Ponle Vellia n. 1.
Vendem-se dous moleques crioulos. honilas fi-
guras, um de L'luiilrode 16 annos:quem ns preten-
der dirija-se a ra de Santa Rila casa n. 90.
Livros para a quaresma.
Semana sania, manual da missa, dito abreviados
manual do rbrislao. mez de Mara, horas .marian-
nas etc., estes livros ha com goslo na encadernarilo o
mellior que pode-se encontrar, lauto por seren de
velludo do dillerenles cures, como em finas eslampas
deliradas, tambem ha para menos valor : no paleo
do Collegi loja de livros n. 6, de Joo da Costa
Dourado.
Vende-se nma earroca para cavallo com seus
competentes arreios : a tratar na ra do Pires, sitio
dn Sr. Manoel Joaquim Carneiro Leal, junto a caixa
d'gua.
Na ra Nova h. 33 Bazar Pernambucano, con-
tinua a liaver variado sortimento de fazendas fran-
cezas de muito bom goslo, proprias do lempo, romo
sejam vestidos prelos, veos dilos, lalhbs de bicns di-
tos, romerasde fil ditos, ha les de retroz bordados
dilos, romeiras de dito dilos, meias de seda dilos,
romeirasde fil hranro, lallios de bien ditas, cami-
setas de cambraia bordadas, lucos de blond, de se-
da e de linho, gcavalinbas para senhoras, flores linas
para peilo e rabees de ditas, filas de muito bom sos-
toe qualidades, ronpes para meninos, panno muilo
lino prelo, casemira prela. chapeos de pello de seda,
os melborcs que ha no mercado, e outros muilos oh-
jeclos que s rom a vista podero ser apreciados.
Vende-se na ra Nova, Bazar Pernambucano
n. 33, camizinhas de meia abe'rl.'is. para recemnas-
cdos, pelo diminuto preco de (9000rs.aduzi.-i, a ti-
las autes que se acabapi.
Vende-se na ra Nova, Bazar Pcrnamhnrano
n. 33, cortee de vestidos de cambraia branca borda-
dos, pelo preso de 3> rs. cada um.
Vendc-se na ra Nova n. 33, Bazar Pernam-
bucano, Irez excellentes caitas de msica eum realejo
armnico, ludo por preco commodo.
Vendc-se muito boa manteisa ingleza a 760 rs.
a libra.e azeile doce muilo novo a 80(1 rs. a garrafa :
na rua das Cruzes n. 20.
Vcude-se urna escrava crinla, de bonita figu-
ra, de 16a 18 anuos deidade : na rua da Mndre-de-
Deosloja n. 7.
Vendem-se saccas cem feijao mulalinho de
muilo boa qualidade : na rua da Cadca do Recife,
loja n. 5.
Vendem-se boas obras de ouroe prata. por me-
nos preco do que em oulra qualquer parle, por seu
dono querer acabar com o dilo negocio : na loja de
ourives. rua Direila n. 104. Na mesma loja vende-se
ouroe prala vellios. por proco commodo.
Na roa da Madrede Dos n. 36, vende-se nma
porco de sola com pequeo toque de avaria ; assim
como se vende cera .imarella e de carnauba, por pre-
co commodo.
Vende-se um appnrellio para fazer M e ensina-
se a fazer a quem o comprar : na travessa daConcor-
dia n. 19.
Vende-se selim preto lavrado, de mnlo bom
eosta, para vestidos, a 2(800 o covado : na rua do
Crespo, loja da esquina que volla para a cadeia.
Vende-se cera de carnauba ; no armazem de
Tasso IrmSos.
Vende-se a corheira da rua da Cadeia n. 23: a
tratar na ruada Praia armazem n. 35.
0 3I A.
confronte a Rosario de Santo Antonio, avisa ao res-
peilavel publico, que alcm dos biscoito inglezes e
francezes, cniislanlenienle se encontrar viole c lan-
as qualidades de boln los para rb, cavacas e pan-
de-la torrado, chocotale. miscelauia, pastilbas, enlre
estas oslelfla-pinenla, nmeiuloas p confeitns, ricas
caisinhas para os mesmos, chocolates dillerenles, in-
do em porco e a relalbo, e o mellior de lodos os do-
ces que se aflianca a qualidade, preco lixo he seu
costume.
*sa@S @@@
Os mais ricos e mais modernos chapees de @
$ seda e dc,palha pava senhoras. se encontram ?."
@ sempre na loja de modas de madaine Millo- j
^f cliau, no atorro da Boa-Vistan. I, por ora pre- ${
; co mais razoa'vel do que em oulra qualquer @
parle. @
Vende-se sola boa em pequeas e grandes par-
tidas, cera de carnauba priineira sorle, pelles de ca-
bra de diversos prccos.esleiras de palha de carnauba
e peonas de ema : na roa da Cadeia do Recife n. 49,
primeiro andar.
Calcados francezes de todas as qualidades.
Bortegums, sapalOes, sapalos de lustre de entrada
baixa com sallo e sem elle, bolins e sapaloes de bc-
zerro tanto para bomem como para menino, e .nm
completo sorlimenlo de calcados lano para hnmem
como para metanose meninas, ludo chegado ltima-
mente e por preco muito commndoi aliin de se apu-
rar dinheiro ; no aterro da Boa-Vista, loja defronte
da boneca.
Calcado a 720, 800, 2,000 e 0,000 rs.,
no aterro da Boa-Vista, loja defronte
da boneca.
Troca-se por sedulas aiiula mesmo velhas um no-
vo e completo sorlimenlo dos bem conhecdos sapa-
lOes do Aracaty a 700, 800, etc., balins a ^000 rs.,
c sapaloes de lustre da Bahia a 38000 rs.,*assim co-
mo um novo e completo sorlimenlo de calcados fran-
cezes de todas as qualidades, lano para honiem co-
mo para senbora. meninos e meninas, e um comple-
to sorlimenlo de perfumaras, ludo por preco muilo
commodo, afim de se apurar dinheiro.
S:* S
Para a guarda nacional.
9 Vende-se panno fino azul superior, para far-
das da guarda nacional a 3f e 4$000 rs. o co-
jp vado : na rua Nova, loja 11. 16. de Jos Luiz
Percira & Filho.
Vendc-se a taberna 11. 2 da rua' da matriz da
Boa-Vista, com qiiinlieiilns e lanos mil reis de fun-
dos, cm muilo bom local por ler frenle para duas
ras: os prelendenles dirjam-se rua do Cabug, lo-
ja' u. 3.
Xa botica da rua larga do Rosario
n. G, de Bartbolomeu F. de Souza, ven-
dem-se pilulas vegetaes verdadeiras, arro-
be l'airecteur verdadeiro, salsa de Sands
verdadeira, vermfugo inglez (em vidro)
verdadeiro,vidros de bocea larga com ro-
lda de 1 ate 12 libras. O anuunciante af-
lianca a quem i nteressar possa a veracida-
de dos medicamentos cima, vendidos em
sua botica.
Vendem-se velas de cera de carnauba pura de
muilo superior qualidade ; na rua da Cadeia do
Recife n. 49, primeiro andar.
Vendem-se rclgns de ouroe prala, mais
barato de que em qualquer oulra parle :
na praca da Independencia n. 18 e 0.
CHAMPAGNE
o mellior que ha no mercado e por preco
commodo :na rua do Vigario, n. 19, se-
gundo andar, escriptorio de Machado &
Pmheiro.
Na rua do Queimado n. 46, loja de Bezerra &
Moreira, ha para vender um esplendido sorlimenlo
de pannos prelos e casemras do varios precos e qua-
lidades, e tambem cortes ds colleles de casemira pre-
la bordados, dilos de gorgorito preto de seda borda-
dos, fazenda muilo moderna, cbapeos acarij, dilos
com aba estreila, dos melhores que ha no mercado,
e promettem vender por prcnis muilo coinmodos.
Chapeos preos francezes
a carij, os melborcs e de forma mais elegante que
tem viudo, c outros de diversas qualidades por me-
nos preco que em oulra parle : na rua da Cadeia do
Recife. n. 17.
Deposito da tabriea de Todos o Santos na Bahia.
Vende-se, em casa de N. O. Rieher &C, na rua
da Cruz n. 4, algodad (raneado d'aquella fabrica,
multoproproparasaccosdeassucar e roupa de 6*4
cravos, por preco commodo.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
para vender, chegado de Lisboa presentemente pida
barca impifl,'u segamte! sacras de farello inulo
novo, cera em griimc e em velas com bom sorti-j
ment de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em pedra, novissima.
Vende-se sal do As< muto bom. e*iais 400
mnllios de palha de carnauba, a bordo do ltate 4'.
Joo, fnnilcdo dcfronle do caes do Ramos: a tratar
a bordo com o meslre, oti na rua d Madre de Dos,
n.3i toja.
Ao barato.
Braros de Romio para babanca de balcao, penet-
ras de rame para padaria e refinaces, escrivani-
nbas de lalo para repartices publicas, perfumadores
de lalao, hesouras para costuras, grandes e pequeas,
dilas para cortar cabellos, ditas para unha, e nutras
para appliraces dillerenles. caivetes linos deludas
as qualidades, pedras para aliar navalhas das mais li-
nas que (em viudo ac mercado, navalhas e oulro*
muilos gneros que s com a vsla sedar a explicacao
necessara, ludo do mellior que se enrontra no mer-
cado, vende-se por preco commodo : na loja de fer-
ragens da rua da Cadeia do Recife n. 56-A.-
Na rua da Cruz n. 15, segundo andar, vendem-
se por preco commodo,. sacras grandes com fejo
muito novo, dilas com imnima, e velas de carnauba,
puras e compostas:
Vendem-se em casa de Me. Calmont & Com-
panbia, na praca do Cnrpo Santo n. 11, o segninte:
vinbo de Marseilleem caixas de 3 a 6 duzias, linbas
em novel los ecarrclcis, bren em barricas muto
grandes, ac de milaftsortido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala .nova n. 42.
Nestc estabelecimento continua a'h-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias nioendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamaubos, para
dito.
AOS SEXHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e bollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, era latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa^ de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz, n. 4.
SANDS.
SALSA PARRILHA.
Vrenle Jos de Brlo, nico asente em Pernam-
buco de B. J. D. Sands, chinaco americano, faz pu-
blico que tem chegado a esla praja urna graude por-
cao de frascos de salsa parrilha de Sands, que silo
verdaderamente falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acautelar os consu-
midores de tilo precioso talismn, de rahir ueste
engao, tomando as funestas consequencias que
sempre cslumam Irazcr os medicamenlos falsifica-
dos c elaborados pela milo daqueltcs, que antepoem
seus inleressrs aos males e estragos da humanidade.
Portanto pede, para que o publico se possa livrar
desta fraude e distiugua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada c receutemcnle aqut chega-
da ; o annuncianle faz ver que a verdadeira se ven-
de uuicamenlc cm sua bolca, na rua da Coiu-eicao
do Recife n. 61 ; e, alm do receituaro que acom-
panha cada frasco, tem embaxu- da primeira pagina
seu nome impressu, escachar sua firma em ma-
nuscriplo sobre o invollorio impresso do nltsmo
fracos.
MIl
SALSAPARRILHA f)E BRISTOL
-
DE SANDS.
. chinisla e fundidor de -eilosamenlB;
anmmcia aos senbores proprietarios de eugl^^H
fazende'iros, e ao respeilavel publico, que o seu
belecimento de ferro movido por machina de vapor,
na rua do Brum pascando o diafaiiz, conlina im
effeclivo exercico, ese acliacompletamente .montado
com apparelbos da primeira qualidade para a pesw
feita conferca das maiores pecas de macliinsmo.
Haliilitado para einprliender qnaesqner obras da
sna arte, David William Bownian, desoja mais par-
ticularmente chamar a atlenca publica para as sc-
guntcs, por ter dellas grande sorlimenlo ja' promrf-
to, em deposito na mesma fundicao, as quacs cons-
truidas em sua fabrica podem competir com as fabri-
cadas em paiz estrangeiro, tanto em preco como em
qualidade,de materias primas e maO de obra, a
saber:
Machinas de vapor da mellior cnstrnca.
Moendas de raima para engenhos de lodosos ta-
maitos, movidas a vapor por agua, ou animaes.
Rodas de agua, raoinhos de vento eserras.
Manejos independentes parara vatios.
Rodas dentadas..
Agulhes, bromes e chumaceiras.
Cavilhoes e parafusos de lodos os lamanbos.
Taixas, parees, crivos e bocas de Tomaina.
Moinhos de mandioca, movidos a mao ou por ani-
maes. e prensas para a dUa.
Chapas de fogaO c tornos de farinha.
Canos de ferro, torneiras de ferro e de bronze.
Bombas para cacimba e de repuso, movidas a
maO, por animaes n vento.
Guindastes, guinchse macacos.
Prensas hydraulicas ede parafuso.
Forrasen* para navios, carros e obras publicas.
Columnas, varandas. grades 6 portos.
Prensas de copiar carias e sellar.
Camas, carros de maOe arados de ferro, etc., ele.
Alm da superioridade das suas obras, ja' geral-
meulc reconbecida, David William Bowmau garante
a mais exacta con formidade cornos, moldes e dese-
nhos remelllos pelos sculires qoe se dignaren! de
fazer-lbe encommendas, aproveilando a occasia pa-
ra agradecer aos seus numerosos amigse fregezes
a preferencia com que tem sido por elles honrado,
e assegura-lhes que nao poupara esforcose diligen-
cias para continuar a merecer a sua conlianra.
Nana daCrozn. 15, segundo andar, ven
dem-se 1/9 pares de coturnos de couro de lustre
400 dilos branens e 50 ditos de botins; ludo por
preco commodo. %
Na roa do Trapiche n. 14, primeiro andar
vende-se o seguinle :pasta de lyrio florentino, o
mellior arlgo que se condece para impar os denles,
branqnre-os fortificar as gengivas, dcixando bom
goslo na bocea e agradavel rheiro; agua de mel
para'os cabellos, limpa a- raspa, e d-lbe mgico
lustre; asna de pendas, este mgico cosmtico para
sarar sardas, rugas, ^mbellezar o rosto, assim co-
mo a untura imperialdo l>r. ilrown, esla prepara-
A SAL
a A S. iL dala dos
de 18:1 mnlioo a su
pHtunto sem necessida-l rrer a pomposos
annuneios, ^^^^^eparres do mcriln podem
JUCM
^^^^rr oulraw
ida pelo nos
/
Salsa par-
obicr, fa-
dispensar-sej__
provocado iS^^^^^H
Srs. A. K. t. S,ds. del
e proprielarios da Bh^M^
me de Sands.
Estes senlii
riftia de Bristol. e como ni
briearam urna imitacuv
Es-aqui a carta que
creveram ao Dr. Bristol no da 20 ri 1842,
e que se acha em nosso poder:
Sr. Dr..C. C. Brittol.
Bfalo. &e.
Nosso apreciavl senjior.
Em toilo o anno passado temos vendido quanli-
dadet consideraveis do extracto de Salsa parrii:
\ nic, e pelo que ou vimos dizer de st^^^^^H
aquelles q,ue a lem usado, jolgame que -,
dita medicina se augmentar mut'.
quizer fazer um convenio comuos
nos resultara muila vanUgem,
Vmc. Temos muilo prazer que \
sobre este assnmplo, e se Vm.
daqu a um mez, ou censa teriamos
muito prazer em o verem nossa boti e Tul-
Ion, ii. 79.
Ficam s ordena de Vmc. seus seguros servidores.
(Xssignados) A. R. 1). SaN
CONCLUSAO
1. c A anliguidade da salsa parrillia
claramenle provada. pois que ella data desd
eqne a de Sands s appareceu em 1842,*
ual esle droguista nao pode obler a agencia do Dr.
-rislol.
2. A superioridade da salsa parrilha de, Bristol
he incontcstavel; pois que nSo obstante a concur-
rencia da de Sands, e de urna porra*'de oulras pre-
paraeots, ella lem mantidu a sua repulacao
si toda a America.
As numerosas experiencias feilas com
salsa parrilha em todas as enferniidades
pela impureza dnsague, eo bom xito
la corle pelo Illm. academia imperial de medicina, pelo illusl
Dr. Antonio Jos Pexolo em suacl
afamada casa de saude na Gamboa, peto Illm. 9K
Dr. Saturnino de Olivehra, medien do exercilo, e
por varios outros mdicos, -permitiem liojo de pro-
clamar allamcnle as virtudes efticazes da salsa para
rilha de Bristol vende-se a 59000' o vidro,
O deposito desta salsa nnulou-se para a bolic-
franceza da rua da Cruz, em frente uo cbafariz.
Oleo de linhaca em botij*.
Vende-se na botica de Barlliolomeu F. de Sonza
na rua larga do Rosario u. 30.
. FUNDICAO'D'AURORA.
Na fundicao d'urora acha-se constantemente om
/l
Cao faz os cabellos ruivosnu hrancos.romplelanienle, completo sorlimenlo de machinas de vapor
pretos emacos, sem damno dos mesmos, ludo por d alta como de baixa pressSo de modi
r. Sabino Olegario Ludseio PinAo niov ,
A3 dmi-se para o palacele da rua dfs. Francisco
uiundo novo) n. 68 A. *c
Quemquizer banbar-seem nma e\-
cellentegamela de amarello, que leva de
5 a 6 baldes d'gua,' propria para qual-
quer pessoa de estatura regular, dirija-se
a rua estreita do Rosario, padaria n. 13,
<[ue com qualquer ,000 rs. a adquitira'.
Acha se desencaminhada do sillo dos Srs. Car-
neiro, naeslrada da Ponte de Uchdi, orna vacca pre-
sa azeitoua, rom urna cria; quem. a apprebemier,
podar manda-la entregar no nbredilo lugar, que
Wert recompensa oo reeonhecimenlo felo Iribnllio
j)
Guarda nacional.
Fortnalo Correia de Mcnezes, com loja
de cirgueiro na praca da Independencia n.
17, lem para vender boas espadas de metal
principe com enroa e sem elle, chapeos ar-
mados a moderna, barretinas, dragonas, ban-
das de franjas de ouro ede relroz, lelns bron-
cos e prelos, e linio o mais que he preciso pa-
ra os uniformes dos Srs.ofliciaes; por preco o
mais commodo pnssivel.
SC^rr-*:? '>-'*.^s|S.i^i%r/

COMPRAS.
Compram-se escravos de ambos as sexos de 10 a
para denlro e fra da provincia, leudo boas
m-se bem ; na rua Direila n. 66.
Compr^sax^p Diario de ns. 1 a 15 do mareo
do 189: no alerrlr^i^loa Vista n. 60.
Compram^eo>qs a peso : no ar-
mazem da illuminaco, ne^cajeu do Ha-
mos, travessa do Carioca.
Compra-so uoTsellim inglez eri bom uso; qu
tivex anniincie.
I>)mpra-se urna escrava sadia e de. bons coslu-
mes, f meia idade, cora as habilidades necessarias
para arranjos de orna casa ; na rua do Livramenlo
ri. r9, se dir quem precisa.
, Compram-se 4- perlas e 8 janelldes em segunda
io, assim romo algum taboailo vellio ; na Soleda-
', sobrado defronle da igreja.
Comprarse um cavallo que seja mnilo bonito e
bom andador: na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
Saccas com arinha.
Vendra-se saccas rom farinha da Ierra boa : na
rua da Cadeia do Recife, naslnjasn. 13e 18,pnr prc-
CO Commodo.
Vendem-se duas casas terreas silas na rua do Jas-
miro, na Boa Vsla, alraz de S. Uouralo n. 7 e 9. com
quintal e cacimba, clins proprios : a tralar no aterro
da Boa Viesa casa n. 65.
Vende-se um cavallo de carro, de cabriolel, c de
sella, he em Indo muilo bom, principalmente de ca-
briolel, lem todas as excellentes qualidades que se pro-
cura em um animal por ser muilo manso, muilo no-
vo, muito maniendo, mnlo srande e bonito, e sendo
a pessoa conhecida^-se para experimentar os dias
que quizer : na estribara de Augusto Aicher na
rua da Gnia.
Vendem-se na rua Nova loja n. 2, casacas de
panno preto. ........... 109000.
Dilasdccores ,.......10?000
Sobrecasacas de panno decores.....' 125000
l>i'as o prelo.....125000
Vendem-se 10 esfravos, sendo 3 de meia idade.
nm delles bom canoeiro.e 6 dilos mocos com algnmas
habilidades : na rua Direlo n. 3.
Vende-sel negrnba de6 aunse 1 moteque de
8, ambos muito lindos, 1 uegra de 28 anuos que en-
somma ecozinba bem, 1 dita quitandeira e l.ivadei-
ra, 1 molecilo peca de 20am)0s, de boa conduela. 1
dilo de 22 anuos por 4509000 rs. por eslar com prin-
cipio de frialdade, e lodos por preco em conla ; na
roa Direila n. 66.
Palitos francezes de brim de linho, @
alpaca e panno lino.
Vendem-se palitos francezes de brim de l- %
S nho e bretanba a :R) e 48000-rs., dilos de al-
paca-preta e de cores a 8 e IO9OO6 rs., dilos **
g de panno fino preto a 15}, 189 e 208000 rs.; a *
elles, que vsla do preco e superioridade da
3,- fazenda, ninguem deixara de comprar ; na
rua Nova, loja 11. 16, de Jos l.niz Pereira & ,_
Vendem-se luvas de seda prela para bomem e se-
nbora, tambem meias de seda prela para senhoras,
ludo de muilo superior qualidade. e rerebido pelo
ultimo navio de Inglaterra : no armazem le Eduar-
do II. Wvall, roa do Trapiche Novo 11. 18.
M MMLTORIO HOMEOPATHIGO
M. P.A.LOBO N0SC0Z0.
Arende-se a mellior de todas as obras de medicina
nomopallica J3S~ O NOVO MANUAL DO DR.
JAHR JSX Iraduzido em portuguez pelo Dr. P.
A. i.obo Mosco/o, conlendo um accrescimo de im-
porlaules explicarOes sobre a applicaro das dses. a
dieta, etc., ele. pelo traductor : qualro volumes en-
cadenados em dous 2&Q00
Diccionario dos termos de medicina, cirurgia, ana-
toma, pharmacia, etc. pelo Dr. Moscozo: enrader-
nado cOOO
Urna cartera de 2i medicamentos com dbus fras-
cos de linduras indispensaveis 409OOO
Dita de 36 ..........459000
Dita, .'e 48..........509000
lima de 60luboscnm 6 fraseos delineluras. 609000
Dita de 144 com 6 ditos......1009000
*ida carleira he acompanbada de umSevemplar
duas obras cima mencionadas. ,
Garleiras de 2i tubos pequeos para algi-
beira ........... 88000
ijasde48dit05.........169000
Tubo avulsos de glbulos..... lOOOO
Fraseos de meia onr,a de lindura 2S000
Ha tambem para vender grande quanlidade de
tubos de cryslal muilo fino, vasjos e de diversos la-
manhos. ^-^^^
A superioridade desles medicarmAlosesl boje por
lodos remolienda, e por isso dlspensaetnaips.
N. B. Ossenhores que assignaram nurom
obra do JAHR, anles de publicado.o 4' vol
dem mandar receher esle, que ser er'
augmenlo depreco. *
i NAVALHAS A CONTENTO.
i--J Chegaram ltimamente navalhas
$ de barba, superiores a todas quan-
M tas ate agora se ten? fabricado, por
H serem de ac tao tino e de tal tcm-
jg ]>era, que alm de durarem extraor-
.:; dinariamente, nao se sen tem no
M rosto na accao de cortar ; sao feitas
M }>elo hbil fabricante de cutileria
| quemereceu o premio na exposi-
S ,co de Londres, e nio agradando
M {MJdem os compradores devolve-las |
g.at 15 dias depos da compra, e se
8 Ibes restituir, o importe.
Vende-se cada estojo de duas na,-:
M valhas por 8000 rs., preqo fixo :
M no escriptorio de Augusto C. de
S Abreu, na rua da Cadeia do Recife
f n. 48.
Vende-se o sobrado de dous anda-
res esotao da rua de Apollo n. 0, bem
como o dito de um andar da rua da (iuia
n. 44 : a trntar.na rua do Collegi n. 21,
segundo andar.
A 59000 RS. A PECA.
Na loja de 11. 5, vendem-se chitas de cures escuras, rom um rs.
queno toque de mofe, pelo barato prejo de 55000pe-
a peca, com 38 covados.
Velas de carnauba.
Vendem-se caixinhas com superior velas de cera de
carnauba pura, fabricadas no Aracaty. c por rommiv-
do preco ; na rua da Cruz, armazem de ceXires c sola
11.15.
Cera de carnauba. .
Vendc-se em porr1o < a relalbo : na rua da Cruz,
armazem de couros ,e sola n. 15,,
?85B:8$
l.egilma sarja hespanbola da mellior qua.li-
*:) dado que afflii lem viudo, dila om pouco mais
a haixo, selim prelo para vestidos.corles de se- $$
da prela lavrada para vestidos, fazenda supe- @
rior, vellido prelo, chales c mantas de fil de _
2 seda bordados, romeiras de relroz preto lam-
bem bordadas, meias de seda prela de peso,
2 lano para bomem como para acnhora, e ou-
JB Iras muitas fazendas proprias para o lempo da
quaresma ; na rua do Queimado u. 46, loja
de llezerra & Moreira.
@$@@:g-g@g@
Agencia de Edwin Kaw.
Na ruado A polln. 6, armazem de Me. Calmen
& Companhia, acha-se constantemente bons sedi-
mentos de taixas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inctiras lodas de ferro pa-
ra animaes, asoa, ele, dilas para armar em inade-
ra de Indos os tamaitos enldelos os mais modernos,
machina borisonlal para vapor rom forra de
i cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslnhado
pera rasa de purgar, por menos preco que os de co-
bre, oseo veos para navios, ferio lia-Sueria, o lu-
idas de lia mi re.. ; ludo por barato preco.
Na rua ta Cadeia do Recife n. (0, arma
zem de lli'nrijtic Gibson,
vendem-se relogios de ouro de saboucle, de palelo
iuslez, da melbor qualidade, e fabricados em l.on-
d res, por prec,o coinmodo.
\'endem-se relogios de ouro,' pa f&l
ten-te inglez, por commodo pre- j.
co: na rua da Crtizn. 20, casa de Hr
$ L. Leconte Feron & Companhia. '^
Na rita do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
scjaui, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinbas, tudp modernissimo i
chegado do Rio de Janeiro.
Charutos de Havana.
Vendom-se verdadeiros charutos de Havana por
pre^o muilo commado : na ruada Cruz, armazem
n. 4.
POTASSA E CAL.
Vende-se potassa da Kussia e America-
na, superiores, e cal virgem de Lisboa,
tudo por preco mais commodo que em
outra qualquer parte : na rua do Trapi-
che 11. 15, armazem de Bastos Irmaos.
Com toque de avaria.
Mndapolo largo a 392OO a peca : na rua do Cres-
po, loja da esquina que volta para a Cadeia.
Muita atteucao.
Cassas de quhdrps muilo largas com 12 jardas a
2>100 a peca, corles de ganga amarella de quadros
muito lindos a 13500, corts de vestido de cambraia
de cor com 6 1|2 vara* muito larga, a 28800, dilos
roiuS l|2 varas a 38000 rs., corles de meia casemira
para calca a 35000 rs., e oulras muilos fa/eiulas' por
preco commodo : na rua do Crespo, loja da esquina
qoe volla para a Cadeia.
PARA A QUARESMA.
Um lindo e variado sortimento de fazen-
das pretas% de todas as qualidades.
Panno lino preto a 33000. 33200. 49500, 53500 e
63000 rs., dilo azul a 28800. 38200 c 43000 rs., dilo
verde a 23800, 38600, 43500 e 5JS000 rs. o covado.
casemira prela entestada a 59500 o corle, dita fran-
ceza muilo lina e elstica a 73500,83000c 9&000 rs.,
selim prelo macan muito superior a 33200, 48000 e
53500 o covado, merino preto muto bom a 33200 o
covado, sarja prela muito boa a 2gO0O rs. o covado,
dila hespanhola a 23600 o covado, veos prelos de fil
de Hubo, lavrados, muito grandes, fil prelo lavrado
a 480 a vara, e oulras muitas fazendas de bom gosto;
iia rua do Crespo, loja da esquina que volla para a
Cade) .
POTASSA BRASILEIRA. <$,
Vende-se superior potassa, fa- ^)
.bricada no Rio de Janeiro, che- ^
gada recentemente, recommen- /<,
da-se aos senhores deengenho os /
seus bons elfeitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz 11.20, ar-
mazem de L. Leconte Fron &
Companhia.
precos rommodos.
A'emlfm-sc lonas, brinza, brins e meias lo-
nas da Hussia : no armazem de N..O. Bieber &
Companhia, ua rua da Cruz o. 4.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na na do Brum, passan-
do o cha far i/. continua liaver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundiao e batido de 3 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco* commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao Comprador.'
Moinhos de vento
'ombombasde repuso para regar borlase baixas
decapim, nafundrade W. Hownian : na rua
do Brum ns. 6. 8 e 0.
VINHO 1)0 PORTO MUITO FINO.
Vende-se supiior vinbo do Porto, em
barrisde4., 5. e 8.: no armazem da rua
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar' no
escriptorio de Novaes rua do Trapichen. 54.
Padaria.
Vende-se urna padaria muiloafreguezsda: a tratar
com Tasso Aos seuhores de eugenho.
Cobertores oscuros de lgdflo a 800 rs., ditos mui-
lo grandes e encorpados a 19400 : na rua do Crespo,
loja da esquina que volta para a Cadeia.
Vende-se farinha de mandioca mui-
to superior, em siTccas, e chegada recente-
mente : no armazem de Machado & P-
nheiro, na rua do Aroorira 11. 54, ou a
tratar no escriptorio dos mesmos, na rita
do Vigario n. 19, segundo andar.
COM PEQUEO TOQUE DE -AVARIA.
A IgOilSodesacco.esicopira milito enroepado a 100,
120, e 140 janla: os rua do Crespo loja da esqui-
na que volla para a Cadeia.
approvados. Tambem se apromplam de
da de qualquer forma que se
maior presteza. Habis omciai
para as ir assenlar, e os fab
costume alancam o perfeito t
ponsabilisam por qualqner de.,
apparecer'duranle primeira s
as de vapor construidas nestr
eslado em constante servico ij
eal 16 anuos, e apenas lem
cantes reparos, e algumas ati
le, accrcscendo que o consuri
mu mcousideravel. Os senil
e oulras quaesquer pessoas que S
chi' lisino sao respeitosamente coij
estabelecimento em Santo Ama
, 4NJSW.T
Conlina a vender
do dos Orpbosinlercss
zes, escrivAes e advogados^ _
do Collegi n. 9 e 20 do Sr. Ricardo
preco de 309000 rs.
~ ESCRAVOS FUGII>OS.
Deposito de vinho de cliam-
<0 pagne Cbateau-Ay, primeira qua-
M lidade, de pi-opriedade do condi
& de Mareuil, rua da Cruz do Re-
- cife n. 20:,este vinbo, o mellior
de toda a champagne vende-
^ se a 5GS00 rs. cada caixa, acha-
se nicamente emeasa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas so marcadas a fogO'
Conde de Mareuil e os rtulos
das garrafas sio azues.
POTASSA.
No anliso deposilo da rua da Cadeia do Recife ,
armazem 11. t, lia para vender muilo nova polas-a
da Russia, americana e brasileira. cm pequeos bar-
r de 4 arrobas; a boa qualidade e precos mais ba-
ratos do que em oulra qualquer parle, se allianeam
aos que precisaren! comprar. No mesmo depo'silo
lambein ba barris com cal de Lisboa em pedra, pr-
ximamente chegados.
Vende-se a verdadeira salsa pjrr-
llia de Sands: na botica franceza, da rua
da Cruz, em frente a o cbafariz.
Vendem-se na rua da Cruz n. 15, secundo
andar, boas obras de labyrinlbo feitas no Aracaty,
constando de loalbas, lencos, coeiros, rodas de
Ktia.otc.
FARINHA DE TRIESTE.
Primeira qualidade.
Tasso Irmaos avsam aos seus fregezes, qoe tem
para vender farnln de trigo chegada ltimamente
de Trieste, sendo a nica nova que daquella proce-
dencia existe no mercado.
Vendem-se pianos fortes de superior qnalida
"hricailos peln melln autor liamburgi'oz na
ijz 11. 4.
Vendem-se cobertores de algodao grandes a 610
rs. e pequeos a 560 rs.: na rua do Crespo nume-
ro 12.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos : na rua do
Trapiche Novo n. 16.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Atirora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
rua d Brum logo na entrada, e defron-
te do Arsenal de Mai iiiha ha1 sempre
um grande sortimeulo de taichas tanto
de (iibrica nacional como eslrangeira,
batidas-, fundidas, grandes, ttequeiias,
razas e fundas ; e eun ambos os logares
r-.islt-m (jiiinihislcs, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despe/a. Os
precos sao' os mais commodos.
Vende-se umgrandesilio naeslrada dos Afile-
los, ipiasi defronle da igreja, o qual lem muitas ar-
vores de fruclas. Ierras de plantarocs. baixa iara
capim, c casa de vivenda, com bastante* commo-
dos : quem o prelender dirija-sc ao mearan silio a
rnlender-se com o Sr. Antonio Manoel de Moraes
Mesquila Pimeater. ou a rua do Crespo n. 13, no
escriptorio do padre Antonio da Cimba e l-'iguei-
redo.
Vende-se em casa de S." P. Jonh-
ton & Companhia, na rita da Senzala Nos
va n. 42.
Vinbo to Porto, superior qualidade, en-
garrafado.
Vinho Chery, em barris de quarto.
Sellins para montara, de bomem c se-
nbora .
Vaquetas de lustre para coberta de carros.
Relogios de uro patente inglez.
Pianos.
Os amadores da musir acham conlinnadamenle
emcaiii de l!runnPweger& Companhia. rus da Cruz
n. 10. um cratide sorlimenlo de pianos fortes e fortes
pianos,le dillerenles modellos. boa cpnslruccau e bel-
las vozes, que venden) por mdicos precos; assim co-
mo loda a qualidade de inslnimentus para msica.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, lem
venda a superior llanella para forro descllins, ebe-
gada recentemente da America.
NO ARMAZEM DE C.J.AfTLEY
ECOHPAMIIA; RL4 DO TRAPICHE !\ 3,
ha para vender o segninte :
Balancas decimaes de 600 libras.
Oleo de linhaca em latas de 5 galoes.
Champagne,,marca A. C.
Oleados para mesas.
Tapetes de laa para forro desalas.
Copos e calix de vidro ordinario.
Formas delolha de ferro, pintadas, para
fabrica de assucar.
Palha da India para empalhar.
Aerj de Milo sortido.
Carne de vacca em salmoura.
Lonas da Russia.
Espingardas de caca.
Lazaiinase clavnotes.
Papel de paquete, tnglez.
La tao em folln.
Brim de vela, da Russia. ?
Cabos de linho da Russia, primeita qua-
lidade:
Cemento de Hamburgo (novo).
Relogios de ouro, sabonete, patente in-
glez.
Graxa ingleza de verniz-para arreios.
Arreios para tun e dous cavallos, guarne-
cidos de prata ede lalo _^^^"7
Chicotes c lampcru'spara carro e cabriolel.
Cornos de viaaode luslicpaia coberlns.
Cabecadaspara montiftaa, para seillmia.
Esporas de aeo )rateado.
Cour de lustre .
de boa qualidade; vende-se por menos da que em
oulra qualquer parle para liquidar conlas : na rua da
Crun. 10.
Obras de ouro,
como sejam: aderecos e meios dilos, braceletes, brin-
cos, lfiuelcs, boloes, aunis, crlenles para relogios,
ele. ele. domis moderno aoslo : vendem-se na rua
da Cruz n. 10. casa de Brunn Praeger & Companbia.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Star & Comp'anltiti
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, tle um
rnodello e construccao muito superiores.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. cm
Sarjto Amaro acha-se para vender ara-
dos de ferro de superior qualidade.
Vinho Bordea ti x.
llrunn Praeger & Companiia, rua da Cruz n. 10,
receberam ltimamente St. Jutien e M. margui; em
rasas de orna duzia, que se reommendam por suas
boas qualidades.
No da 6 do correnle fevereiro," desappareceu
do abaiio assignado o escravo, pardo, de nene J.niz.
com 17 para liarnos de idade, de hoa eslalura.mos
e ptis grandes, as peritas lorias uos joelbos, ao que Ibe
cliamaiii qnebramaugue, porm nilo rr.uiln, ollios pe-
qtienos, rosto redondo, caberlos qHasi carapiob
orelhas pequeas, nariz regular e alguma cu-
regalado para cima : quem u pegar leve-o i
[erial, que ser pago de seu Irabaihu, e
abaixo assignado ruga a quem delle eouber, que o
faja prender.Antonio da Silta Gutmao.
Itositio das Koseiras do major Joaquim Elias
de Moura, desappareceu no dia 7 do Jimio mez de
fevereiro do correnle auno, o sen escravo Adao-Quin-
la-feira, rao'oflicial m sapateiro, com os siguae* se-
gu ules : estatura mediana, cor fula, nariz muito
chalo e grosso na pona, muilo bruto no fallar, feio
de cara, e principia a barbar, tem as maos bstanles
calosas de acertar a linlia doofilcio de sapalriro, foi
discpulo do meslre Vicente ; quem o pegar ou delle
souber, dirija-sc ao dilo sitio que ser bem recom-
pensado.
No dia 27 do correnle, desappareceu da casa
do aba i jo assignado orna prela de iiacao, per nome
Cecilia,representa ler 35 aimuspouco mais ou menos,
estatura regular, ps largos e chalus, peruas tortas pa-
ra dentro, levou vestido de chila e panno
roga-se a qualquer pessoa ou capilo de c
della liver noticia ou a pegar lera-la ao ten
scnbor, no aterro da Boa-vista, luja n. 14, ou rua
Pires,quesera generosamente recompen
Joaquim Jote Dios Pereira.
No dia 2G de fevereiro prximo panado, pelas
2 horas da noile, evadio-se a escrava
anuos de idade, com os siguaes segd^^H
beca, cabellos crespos, rosto redondo, a bt>
rl meia grande, beiros roios e groMos pot
e finos, pestaas comprida, nariz o^^^^^^^^^H
do e com siguaes de beiigas, punco
que foi raptada pelo mulato, claro
travo do Sr. do encenho de Penedo de bario-, Fran-
cisco de Paula Marinho Wanderlej, o qual teta os
siguaes seguinles: cabellos crespos, urna barrer
lesla, e tem a perna esquerda seccaeo caicanbar pe-
gado na pera, e quando anda lie sobre a dos
dedos do pe-, e bula um pouco as nadegas para fofa ;
e be da' cintura para cima lodo ebeio de cicalrizes
pruv riiieulcs de muitas Tacadas que ten) levado, lem
urna oulra cicatriz no cachaco de upia bala, e no pei-
lo esquerdo ao direito lem lamben) n
puiibal : assim roga-se as uloridades policiaes e ao*
capilacs de campo, que facain mender a moleta
dilo mualo, e recolbe-loj a cadeia, porque o aiinuu-
ciaule lem de proceder contra o dito mulato,' dseu-
eaberador de sua escrava. '
50,000
Desappareceu lia qualro me-
assignado, um seu escravo de no/n Venancii
lo, de 30 anuos de idade, PQJ^^^H
lalura recular, olbos grandes, pos largos e
delitos alvos e sadios, sem ter slghal de ter si
gado, moderado no fallar, purjm ladino <
racado. c bem snissado: rojjj* a qoalqTier pessoa
ou raprlaes de campo qoe o pegarrm, levarem ao en-
senho novo dcGoil, comarca de Pao d'Alhp, ou na
rua de Apollo n. U, aor. Jos da Silva I.jo, que
Veceber 03000 rs. de gralficacao Suppe-se l
ido para os lugares do Cabo onde ja vez.
Joaquim4o llego fan:
Esl fgido desde o dia 18 de feven
Manoel, crioulo, de idade 30 anuos, bailo,
t-orpo, com marcas de besgas i
lentes na parle superior ; desconfa-- para o
Cabo : rogase a quem o penar o ulicia,
dirija-se a rua do Brum a. eiriro,
ipie ser recompensado.
Na uoile do dia l do correte mez de fevereiro
desappareceu um moleque, crionlo, de neme JoSo,
le 13 a ti anuos, levando camisa e calca de algodao
azul, com os siguaes seguinles:rer fula, cheo do
corpo, n'uma das orelhas tirado um taco, he um lan-
o barrigudo c hrsliinlo, e tero a falla descansada ;
suppe-se eslar follado ou desnorleado, em razio de
ser lo mato ; roga-se pois as autoridades,- i-apilSe* de
campo ou compradores de escravos, o favor de mau-
llar levar o dilo moleque na rua de Sania Hila
'ti, onde sr pagaran as despezaa c gialiliracilo, rn|
lu me Cor a enlrega.
I50.S000 rs. de talilicaeao.
A quem apprehrnder o pal lo Marcelino, de idade
pono mais ou menos 1(1 aimu*, algum lano ciar,
estatura recular, baslanle barba, rom sjunaes de fe-,
i-idas as p'crnas. lie natural de Pi-rnainliuro e en-
IrndonliMiiia colisa de fabricar assucar, e'do ollfcin
de alfaialf. Esleesrravo foi de Jqaqnim .Marques, da
Cruz, ehoje be de Joaquim l.uiz Pereira Nones.
lador no liigardeiiomiiiado Babia Formse, le
da cidade de Clrbo l-'rio. No caso de dii escravo'ser
aprehendido para o lado do mirle, por ler j sido,
visto no losar chamado Itabapuaua, que Pea ao nor-
te de Campos, ser remellido para o Kio de Janeiro
a entregar ao Sr. Bernardo Alves Correa
rua de S. Pedro n. '2 I), o qu.1l esl aulqrisado pura
o receher, e pagar toda e qualquer despea que s
ra a tal respeilo, ou a sen scnbor, no lugar cinia
indicado, e nesla cidade de Pernambuco a Amorim
Irmo, na rua da Cruz n. 3. \
Desappaicrcti, indo vender frutas em nm la-
boleiro. no la l.'i do correnle, a prela, crioula, de no-
me Auna,.aliara regular, masra, com grande falta
de denles, pelo que lem os labios abatido, o venlre
um pouco cresc*do, sem estar prenhe, os dedos mni-
mos dos ps virados para Iraz, tem marcas de foveiro
em urna ou ambas as pernos, reprsenla mais idade
do que (em pela falla dos denles; levou vestido le.
chila e panno da Cosa, gesta muilo de agurdenle,
e por isso pode ser penad* em alguma taberna a nao
eslar acollada por alauem, contra quem se proceder
com teda forca da lei :*'a<",''> a pegar oudr uolicia
cerla della, receber 20SK;() r. do seu legitimse- .
tibor, no seu slio ua estrada nova, e dianle da Mag;
dalciia, primeira casa azul.
'
Fem.iTjp. te **. F. e F.rta,- 19M,
<


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