Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01833


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Full Text
SEXTA F1RA 3 OE MARQO DE 1854.
v
V
^^BS da si bschipcao'.
melario M. F. de Faria; Ria de Ja-
Perira Marlins; Baha, "Sr. f.
; Macei; o Sr. Joaquim Bernardo de Mcn-
?arahiba, Sr. Jos Rodrigues da Cosa; Na-
quim Ignacio Percira; Aracaty, o Sr.
le Leraos Braga; Ceara, o Sr. Victoriano
ges; Maranbio, o Sr. Joaquim Marques
u Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 28 1/4 a 28 3/8 d. por 00
Pars, 340 a 345rs. por
. Lisboa, Ooporcenlo.
Rio de, Janeiro, a 2 por O/o de rebate.
Aecoes do banco 10 O/o do premio.
da companhia de Beberibe ao par.
' da companhia de seguros ao par.
Uisconto de letiras de lia 12 de rebate.
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 283*500 a 29OO0
Moedas de 65400 ventas.-. 165000
de 65400 novas. 165000
de 45000...... 95000
Prala. Pataooes brasileiros..... 15930
Pesos columnarios...... 15930
mexicanos...... 15800
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
PREAMAR DE IIOJE.
Primcira s 8 horas e 30 minutos da manbaa.
Segunda s 8 horas e 54 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Cminercio, Segundas e quiulasleiras.
Relarao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1-* vara do civel, segundase sextas ao meloda.
2." vara do civel, quartas e sabbados ao meo da.
PISTE OFFIGIil.

GOVERNO DA PROVINCIA.
u iu 1" de camota por oc-
da abanara da auaaaala proin-
iBttoa En. Sr. presdanle da pro-
casualneiro Jos Beato da Canda e
Ftgaoirado.
(ConclaaSo.)
Forra publica.
te grande a|voio das iuslluircs, c da justira
publica, acha-se tao mingoado uesla provincia, que
liei lutado com as maiores difnciildailes, j nao digo
. para acudir a todas as necesidades da polica, que
o Cora impossivel, mas para ao menos maule;' sul-
tnenlc a guarnirao da cnpilal. (Contamos lie
com tres batolhocs; o i" do artilharia a p,
le infantaria, e a compauliia lxa de ca-
na, ateta da compauliia de artillen; mas eni
se achara ellost Quasi .cm perfeilo des-
esmanelo, faltando para o scu estado com-
58 praQas, como se pode *er dos uappas re-
os pelo mareclial eoiumandaute das armas a
-ebria de estado.dos negocios da eucrra no mez
:reiro prximo passado. Torta a forra de
ra linha pois est reduzida a mil seis cenias e
pracas, das quaes seis cenias e dezesete foram-
diversos pontos do 'ulterior da pro-
a. trezcutas e mienta c oilu at liam-se em dili-
, miras doeules, presas, e cm diversos dcsti-
ndo apenas seis cenias dispouveis para o
guarnirao, e ncccssidadcs,momentneas.
i naval aqu existente compoe-se dos hri-
pee Cearense, que se empregam cperial-
tzeiro da cosa da provincia : lia anda
irapami, e escuna Liudoia applcados,,
iaoservir,o'dcTeruando, e o segundo/o
igak Nius-uem dir que a provincia de
ac, que alias he considerada como o ba-
o norte ao rio de S. Francisco, que
mais v-so obricada a soccorrer as que
iteraes, possa edeva achar-se tao despeo-
uva da primeira linha.
) de polica,conta aclualmente Irezenlas c
i c oito pracas, falUndo-llic duzenlas e de-
je seu estailo completo. Dedtizidos os
i e mais pracas que silo dislrahidas em
teres; levando-se lamliem cm conta os
irnos apenas dispouveis para as dili-
icia na capital o numero de rento c
e pracafaf!!), das quaes algumas j.i
lo o seu engajamento, e dcsejaiu a
sua baixa.
lo lomci conta da administrarlo acliei, co-
>sabis, o corpo de polica em circuiustou-
s criticas: a mor parle dos scus oflcacs
omplicado com a thesouraria provincial, e
9 antecessor ha\ia demitlidu o respectivo
daute~"~>aior, e suspendido onze ofiiciaes,
procedertousellio de investigarlo. Jul-
v'cnieute nao inlcrroinper ou alterar a mar-
relie seguida, e aguardei o resultado da tu-
que Toi um pouco retardada: e como
s foram os olticiaes de polica que mais ou
o fidtssem compromellidos na revisan das
mostra, que foram prsenles ao mismo
deinvesgar,ao, vi-me obrigado a roanda-
Br ao conselho de Justina e a dcmUti-Ios
lo posto, que sem grande detrimento do servico pu-
ppdiam continuar a oceupar; pois que
peusos que fossem deixaram. sem commandan-
mhiasdo corpo, quede mais a mais ite-
d'uma nova organizacao. Fiz pois subsli-
Icalidadcantiga por oulra que mraedala-
i.mente podesse prestara servico de que neeessita\a
o corpo, mas a polica; cabeudo-me inlor-
mar-vos, que no obstante as minhas reiteradas re-
sndacoes, nSo foi possvel anda ao cousellio
Lica proferir senlenca a respeilo dos compr-
los, por causa de extrema complicarlo do
as espero que brevemente ser decedda
[cadencia.
sndo pois de erguer o corpo de polica do csla-
imento em que se achava, julguei dever
ir dar-lhe um regulamculo, que eslabcle-
* disciplina mais austera, se prestasse Inm-
IMlhor flsealiatao dos diuheiros pblicos,
o de' escipluraraD regular,'que nao tiulia.
todas estas condicocs foram bem atlcndi-
10 novo regulamento de de dezembro do an-
awado, para cuja confeecao inuito
itribuiram o ex-commaudaute major Cliristiano
reir de Azeredo Coulinlio, c coronis Jos Ma-
Tonso Jacome da Vciga Pessoa e Manuel
Tavares : e parece-mc que rom a simples
Xia-do corpo de polica, lal como su acba
poder-se-lia reconhacer que alaiima melhora
se ten conseguido no viver iulcruo e externo das
pracas de polica.
a porm que esta assemhla. para maior ex-
regularidade do corpo, atienda e appro-
peqnenas altcrasOes que tiz a respeilo do sol-
a pracas, porque estou intimamente couveuci-
e bao lie posivel qnc nesla provincia, on-
113o caro, possa um homcm de presumo e
Milimcnlos, como deve ser um soldado de
B os scus serviros por quinbeulos ris
ando a qualquer srvenle de obra se paga
ceios e quarenla ris, c. mais, tendo
alias as noitc livres, como nem sempre pode' ter o
o soldado.
Supponlio lambem de urgente necessidade a con-
senacao de um capelUb, e cirurgiao ajiidanle do
corpo ; c por isso contemplei-os logo na nova orga-
nizando, nao llies marcando todava vencimenlo al-
gn), cmquanto a asscmbla nao resolver sobre esle
objeclo o que julgar conveniente.
Nao me qticrcudo prevalecer da faculdadc que me
fora oulorgada pela- Ici n. .120, de elevar o Corpo a
mais de duzeutas pracas, (com reccio de Usar prc-
judicado o proaresso das obras publicas ) contente-
me nicamente cm consignar Ao Regulamento o
accrescimo de mais duas companhias para sercm
creadas cm circumstaucias extraordinarias, bem que
esleja corto de que sao ellas mui necessarias cm
cirniinslancias ordinarias.
Se assim o eiitcndesse es^a assembla, cu propo-
ria antes ama companhia de cavallaria de cincoen-
ta pracas, em luaar das duas de infanlaria ; por
que salta aos olhos de todos a necessidade d'uma
forja que ao priinairo areno dos agentes da polica
se possa mover cora a maior cclcridadc possivel.
Se o corpo de polica axliava-se em doploravcl
siluacio a respeilo de organizacao e discipliua, nao
eslaya mellior qnauto ao seu material.
Sem arniamenlo convenieute, sem archivo, em um
quartel inmundo, destelliado, c bumido, romo o
descreve o rcs[>eclivo ^ommaJidante, c eu o pre-
sencie!, nao era possivel obrig/r as pracas a dornii-
rcm lio quarlel. nem a Irazertm acciado o seu ar-
mameulo ; c d'aqui parti o prucipal germen da
relaxarlo. As casas de arrecadarao podiam-sc autes
chamar de destruicao. Assim, maudei passar o corpo
para a fortaleza das Cinco Ponas at queseja repa-
rado o quarlel do P.iraizo, que lie U proprio-ua-
coual. No culrctauto ordeuei ao engeuheiro Chrs-
liano, quelevanlasse o plano e oreara cuto, (que
vos ser presente d'uin novo quartcl, alim de dc-
cretardes os fundos uecessarios para sua edilicacao,
seo governo gera), a rujo coiihcciinento levei o es-
tado de ruina do do Paraso, nao o maudar re-
construir ; por que qualquer concert nao ser
baslanle para "orna-lo rapaz do servico a que es-
lava applicado.
Fallaici agora da guarda nacional. Este grande
auxiliar da forca de primcira linha, depois de liaver
Pirado completamente aniquilado, comer acora a
ser reorganizado nos termos da loi n. (02 de 19 de
setembro de 1850, e instrucrocs de 23 de outubro
do mesrao anuo.
Nos municipios do Kecife, Olinda e Iguarassn'
acba-se este trabalho suflicienlcmente adiantailo
por eslar j.i uomcnla a unir parle da olTicialidade
dos respectivos corpos, a iwrepcao do 6." lialalliHn
de infanlaria do'Recifecujo commandanlcfura refor-
mado. Est decretada a reorgauizarao da guarda
nacional dbs municipios de Nazaretli, Pao d'Albo,
l.imociro e S. AnUto, e pendente da deliberaran do
governo imperial a uomeacao dos seus cheles : es-
l-sc proseguiudo nos trabalhos preliminares para a
reorganizarlo da ilos domis municipios da provin-
cia, cuja co'irlusao niuilo depende das qualilicacoes
que na maior parle sao Uo incompletas como c-
niaranhadas as informacOcs que csseiicialmcutc sao
exigidas pelos artigos l e 62 do rcg. Je 19 de se-
tembro. Sem embargo, nao deixarci Se empregar
a maxim diligencia emvenrer todasas difllculdades,
que se me airtepoeiu, para roadjuvarao governo im-
perial na gloriosa tarefa de restaurar o grao do an-
ligo esplendor "^c'uma milicia tao uobre, e que
tantos serviros ha prestado causa publica, e ao
(hroiio. com o quul se tem fila sabido idciil^lirar
as clises mais niomcqtaas. Agora mesmo" ai ella
prestando o seu valioso contingente na guaruicao
da capital, onde se acba destacada una companhia
de 100 pracas; c cu dou mil parabens ao patrio-
tismo dos seus dignos chefes.
Culto publico.
Se quizermos apreciar, Senhores, o culto publi-
co pela frequenca das festividades, e pela magni-
liccncia ooin que se eclebram os actos religiosos,
seremos forrados a convir que nenhuma provincia
do imperio excede a de Pernambuco : assim como
cslou ccrlo de que, se se procurasse tirar lodo o
partido da ndole emineulemeute religiosa da nos-
sa popularan, seria ella certameute mellior condu-
zida a bum camiiiho pelo vinculu da religiao do
que pelos cinpucbAes da polica : temos disso urna
prosa bem edificante uas maravlhosas couquslas
que o capuchinho fr. Calauo de Mcssiua lera feilo
noscostumes dos babilautcs do serian, por onile,
com invejavel denodo, ha levado a palavra' e ,o
cxemplo. Nao sendo porm este o lugar c occa-
ziflo de tratar de materia 13o delicada, limitar-m'e-
hei a dar-vos ufonnacocs sobre a parle material que
o governo provincial tem tomado uo reparo e edi-
licacao dos templos, c nos soccorrps prestados em
relarao ao culto. ,
Alin d'algnmas oulras sommas que se (em des-
[leinMilo em 'outrOf objeclos do culto como adianle
se ver, tenho mandado destribuir a quaulia de
ll:50000() rs. com diversas malrizes : u saber;
1:0009 rs, para a da Escada : 1:0009 rs. para o
rerolhiinenlo de Iguarassu' : 1:0009 rs. para a ma-
triz da. Uoa-vista: 1:0009 rs. para a de Bar re iros;
ou lio para a de Aguas Bellas: 1:0009 rs. para o
collegio ilo Bom Conselho de Papacara : 5009 rs-
para a matriz de tioiamia : 1:0009 rs. para a dos
Afogados ; ontro para a do Poco da Panella ; oulro
para a do Limoeiro ; e 2:0009 rs. para a matriz de
S. Jos : ludo por cunta das coqsiguacOes decreta-
das pelo artigo 17 da Le do orcameuto vigente.
E pela verba das evcnlaes maudei dar para as o-
FOLHETIM.
UVEUCIO.C*)
(Por Amada Achara.)
bras da matriz de Buique 1:5009 rs. alim de animar
o ardente zelo com que o missionario apostlico fr.
Caetano de Messina havia einprclicudido aquella
obra, e em logar onde nao havia um templo para se
excrccrasfuncees parochiaes, romo me informa rain.
E para o collegio do Bom Conselho appliquei tam-
bera da misma Verba a qiianti.i de seis ecutos mil
ris, por assim liaver riquisitado o mesmo missio-
nario.
He anda de sraude necessidade soccorrer a ou-
tras malrizes, que se acham em nolavel deterio-
racao.
A matriz de S. Jos, no estado de atrazo era que
esla.necessila anda de recorrer vossa munificencia,
lano mais quauto seudo este sumptuoso templo er-
guido sob os auspicios do corpo legislativo da pro-
vincia, que tanto se cmpeoliou na creaco da nova
freguezia, etambem ob o patrocinio do virtuoso
prelado diocesano, que tem exaurido todas as suas
forcas em dar-lhe o maior incremento, mui justo he
que vs, senliores, o fajis progredir sem nterrup-
jao, mesmo para nao se arruinar a parlo que se
acba cm (amaiiho adiaulameTilo.
Cemtteo publico.
Va-sc ja tornando bem nolavel o progresso de
um cstabelccimcnlo, que causando ao principio cor-
to horror, nascido de antigos preconceitos, he boje
olbado e recebido como um mouumeuto da reli-
giao, e urna das sabias cautelas da hygiene publica.
Conhecendo, que para dissipar de nina vez os es-
crpulos que alarais espirilos excsjsivmeu(e pia-
dosos liuham, de tomar sepultura em um lugar que
se Ibes anlolliavaconio profano,parereu-medesumma
conveniencia que bouvesse logo, no centro do cam-
po mortuorio, o altar em que fossem celebradas as
ceremonias fnebres : o por isso ordeuei cmara
municipal que comerasse a capclla doccmilerio, pa-
ra a qual havicis consignado a quanlia de 5:000 rs.
na lei do orramento municipal. Sendocncarregado
da direeeao desla obra a reparticao das obras publi-
cas, e de su immediala execurao o liabilissimo
meslrc- pedreiro Andr Wilmer, acba-sc ella em
grande e primoroso a'rtianlamcnto ; sendo porem de
lamentar que breve ten'i de ser paralysada so a nao
ajudardes com rana nova consignarao.
Reconhecendo eu quo a dolaran de cinco contos
de ris era insuflieiente para concluir a obra orea-
da em 20:000* rs., lembrei-mc de provocar a reli-
gosidade das irmandades o ronfraras da capital,
suppoudo, que por pouco que ollerlasse cada um
dos scus devotos,poder-se-ha conseguir alaiiiua som-
nia, que fosic sustentando a couslrucjao' da cajiclla
al que esta asseuibla provesse como julgasse cm
sua sabedoria. Bem que al este momento nao te-
nha eu desesperado da relgiosidade das menciona-
das irmanilades e confrarias, nao se pode infeliz-
mente realizar at agora maior esmola do que a de
um cont de. rs., que o virtuoso prelado diocesano,
na sua reconliecida pedadc,.scdignuu applicar para,
aquella obra, cm que j se tem gasto a quanlia de
6:7989160.
A respeito da administraran do ccraiterio compre
reconheccr quo (em sido a mais desvelada que he
possvel; nem seria fcil cucoulrar adminimslrador
mais diligente do que o actual, le porem iiidubi-
lavel que o regulamento de 25 de novembro de 1852
uccessita de ser bem reconsiderado. Era primeira
lugar coiivm determinar mellior as fuuccoes do
capelln, e fazer com que no rgimen econmico
do ccmilerio a inspcc(;ao puramente temporal e po-
licial se nao confunda, e implique com a que he
propriamciite perteucente ao poder espiritual, como
zelador dos ritos da groja cm' relarao aos tmulos e
sepulturas ecclisiasticas. Pensandoassim eu lve de
solicitar do Exm. prelado o seu accordo em ma-
terias cm que deve ter ella o primeiro voto, e no-
meei urna commissao composta do presidente da
commissao dehvgeue publica, do vigario geral do
bispado, e de um dos membros da cmara munic-
paUparamedarcm scu parecersobre asbasesde refor-
ma, que offereci ao scu exame.
E logo que me Mr presente esse trabalho provi-
deuciarei tambera acerca do que me propoz a c-
mara municipal relativamenteaoservicodoscarrosfu-
lirt arioso ilespe/as mi rapiaras: nanmenea.indoloda-
viaaapprovar logo, como approvei iiiteriuamcnte, a
postura municipal, que sobre este assumpto ella or-
aani/ara. c que ser submettida ao vosso conheci-
mculo.
Salubriitfde.
Sanccionaudo a lei provincial n." 316 de 14 de
inaio do auno passado, que extingui o conselho
geral de salubridade publica, entend necessario
sobr'estr por alaum lempo. na sua e\ecucao, visto
-que lutaudo anda esta capital com os edeilos da
febre amarella, nao me pareceu prudente privar a
populacao do parecer c soccorros do una corpora-
cao, com quera se devia o governo entender as
occasioes mais criticas da epidemia. No cnlaulo
levei immcdalamcute ao. coulirciineuto do go-
verno imperial a necessidade udeclinavel de ser
creada uesta provincia a roiuuiiss.lo de hygiene pu-
blica, para substituir o conselho geral de salubri-
dade : e com efleito sendo attendida a muha re-
preseulajao, e iustallada a commissao no da 11 do
aaosto do anuo passado, cessaram as funcroes de
conselho geral de salubridade. f .
Com ludo (cubo asss rccouhecdoy>que a commis-
sao nao siilislitue completaiiieutcyttcousclho nos di-
versos misleres que esle dcsiinpenhava ; e por isso
solicitei do governo imperial algumas medidas, me-
danle as quaes nao se Iqrnassc sensivcl a falla d'a-
puuco falln (pie lhe nao cahsse aos ps para pedir-
1 lie penlau.
Meu Dos! exclaraou ella com o rosto entre as
man-, dando-me nao dei-lhe ludo ?
Mas lulo vs disse Armand com urna exaltarn
dramtica, cu exageradlo mesmo encanlava Hele-
na, a qual soslava, como todas as mulheres, dessas
especies de exploses volcnicas; nao vs que um
penco de ouro enxovalharia nnsso amor?... Poderar
U

l'M CONDOTTJERI DE BOTAS EN VERNT-
SADAS.
fContinuacn.)
Mr. de Vauvilliers foi um instante abalado pelo
pensamenlu de ua mizeria ; mas lancaudi. os olnos
, o cynismo de seu carcter fez-llie
ir que nada eslava perdido.
ile rav.ir*o abysmodas paixes c das vai-
dades, A'rni.ind ebegra a (si poni lie degradarn,
que piocurivaum ponto de apoio no amor.
calculo vergonhoso nao era a seus olho? mais
do que a applicaco de um apborismo celebre : O
til no acradavcl.
Elle se decidir, pis, a cunhar moda sobre o
roraco destas duas mulheres, urna prostituida, e en-
tregue a todas as intrigas e a todas as exigencias de
sua posir/Jo; a .dmenle desencaminhadn; mas
se a d prompta, a execu^o fra lenta e
amadurecids com essa sagacidade, que s almas per-
eaam sempre na machiuarno do mal.
le obrara sobre Uelcoa pela Iritle-
lla lhe airancaise as confidencias* de
lendo sempre bem cuidado de eiage-
lez que ganhava pastando a noi-
.falla de somnn. l'm
ementa aos labios de Helena ;
Huucia-la.
lando lemendo pelo futuro de
^BM|a mais sombro que nunca, gague-
is, e com 0 rubor as faces,
:ujo pensameuto gelava-lha o
o cora rao de Ar-
izar v
la prazer
_ iias urna partcula de la riq/iie-
za, um bolo de leus"beiisritun?**. IJ^J' quiero a
li, e nada mais Deixa-me meus lormenis^minhas
inquietacoes,' meus enfados... he esse o fructi amar-
go de iii'inlia juventude, a qual nao proteg an-
da... Deve acaso leu peusamento demorar se um
instante nessas mizerias?-!temis, que me mporta
0 flm de Indas essas musas?... Tu me amas, i ludo o
mais be'nada Oh nao Jomes jamis a pronunciar
entre us emas palavras que manchan), pi.....i'l le-me
isso, e eulao puderei provar-le que te merec?i, e se
tenho de pardcr-le,.quero ao menos deixar-tc minha
lembranra I ,
Helena exaltada e banhada em lagrimas, cahio nos
brasn de Armand,. cobrio-lh n rosto, as macis e os
cabellos de bijos,' jurou-lhe tudo o que elle quiz,
e reirou-se radiosa como um poeta, que achou seu
ontio. ,.,
Mas ella cumprio a palavra, e Mr. de Vautfillers
o que fra muilo lohge.
Depois dessa explicacao apaixonada, Ucle-na era
capaz de morrer se Armand Ih'o livesse pedida ; mas
Armamlqueriu viver, e viver bem. Assenla'Ia sua
1 reputarse em basesindestrucliveis, convinhM forrar
madama de Flize nos temores e escrpulos,. onde a
pureza de sen amor eneerrava-sc como em ifma for-
taleza ; porquauli, bem como todas as mulheres de
coracao honesto e de ingenudade sincera,/ella acei-
tara as pnlavras de Armand laes quaes s compre-
hendra sem procurar ver mait do une Olivia.
Convinha. pois, conservar a posir.lo que tomara
em sen espirito, e ao mesmo lempo cofislrange-la a
mudar de re;u)uc3o. (
Se Armand eslava triste, tornoytta /fnebre. Sua
melancola negra augmeatava dWa em dia, seu
sorriso era mavioso, sua voz breve solemne como
a de um homem, que lem sondado .todas as profn-
delas da vida, e que prepara-se paa renunciar a el-
la, por nao ter adiado nada.
Madama de Fina assu.stno.-se,. interrogou o aman-
te, elle no responaeu ; ella rogou, cborou, solurou,
elle permaneceu calado.
oMando-ge da primeira scenn. ella
nao se atreva a levar a questo para um capitulo
esgotado.
I.'m dia ella recebeu um bilhete, no qual Mr. de
\ auvillicuilizia-lhe, que tendo-lhe um de seus ere-
dores jvfimado que pagasse urna somma de cinco
milhaticns, que lhe devia, ia vender tudo para aca-
baa'com isso de nma ve/, e partir depois. Esta noi-
S. acresceiilova elle, hei de abracar-te pela ultima
vez.
O mime do credor achava-se casualmente na carta.
Helena foi inmediatamente a urna g'avelinha, onde
guardava seu dinheiro e anas joias, abrio-a, tirn
cinco bilheles de mil francos, embrulhou-os, man-
dou-os levar ao credor da parle de Mr. de Vauvil-
liers, e rorreu casa de Armand.
(.hnimlo elle appnrerpu, Helena trmula desvnu
os olhos cheios de lagrimas.
Vossaqai'! exclamen Armand, o qual a es-
perava.
Madama de Flize levautou-se mu paluda e sem
forca para responder-lhe.
Oiiaiidu cnirou, ella poz o recibo sobre a chamin,
e Armand vendo-o franzio a sobrancelhas, ao passo
que urna alegra immensa o inundava.
Nao me reprehenda exclamou Helena, voss
me resiluir isso quando quzer... Que seria de mim
se o perdesse!
Armand quera responder; mas a mao de Helena
lapou-lhe a bocea. Ella esUva 150 palpitante, e lau-
ta emocao brilhava-lhe as fecOes, essa m.1o era 15o
alva e 15o perfumarla, a arcao de madama de Flize
lestemuuhava tao grande amor, que Armand deixou-
se comtnnver. i
Helena, disse elle,, voss fez-me um grande
mal; mas perdon-lhe.
Madama de Flize radiante de alegra, despediu-se
de Mr. de Vauvilliers, que lambem eslava ebrio de
contentamente.
A balalha Tora ganha por ambos.
O que madama de Flize fez urna vez, fez segunda,
depois lerceira, e todas as vezas julgava ingenua-
mente violentar a vontade de 'Armand, salvava-o
tremendo, e pedia-lhe perdio depoi.
No dia em que Mr. de Charamande enconlrou ma-
dama de Flize a p na porta de seu palacio/ella che-
gava da casa de Mr. de Vauvilliers, o qual eslava
entao na quarta crise.
Densa vez tratava-te de pagar vinte mil francos,
que devia ao principe de Zell, e qneria restituir, pos-
to que o principe nSn os tivesse reclamado.
F.se ardor em pagar urna divida, pelo menos ex-
traordinario em um homem do carcter de Armand,
quelle conselho ; mas at o presente nao lve deci-
sSo a semelhante respeito.
Assim que, observa-sc qnc o servico da vacrina
nao tem sido desempenhadn com o proveilo que
fora de desojar ; porque, seguudo informa o com-
missario vaccnador, nao ha nos municipios do in-
terior da provincia quem subslilua os antigos dele-
gados do conselho, urna vez que os commissarios,
de que trata o regulameulo geral, nao se querem
gratuitamente prestar propagarlo do Huido
preservativo. Nestas tircuraslancias tenho ordena-
do algumas despezas exlraordinarias no senlido nao
s de mandar vir da Europa alguns tubos capllares
para seren dislrihuidos por diversos municipios, co-
mo de conservar na repartirn da vaccina, e com-
missao de hygicue, o empregado que a seu-servico
tiulia o conselho geral de salubridade : e por lano
conven) que lomis alguma medida ledenle re-
mediar as faltas, que serao indicadas no relatorio da
commissao de hygiene, que vira s vossas raaos
quando vicr s minhas.
Apparecendo na cidade de Goianna urna especie
de epidemia que ia cefaudo grande- numero de pes-
soas, achei-rae constituido na necessidade de enviar
para all um medico, levando ellecomsigu a provisao
dos remedios que julgou uecessarios para soccor-
rer a geule desvalida ; e muilo aproveitou essa deli-
beraran.
Tambem na comarca do l.imociro foram alarais in-
dividuos commeddos da febre amarella, c recebe-
rain os convenientes soccorros do medico, que (iz
partir inmediatamente, e que voltou depois de al-
guns dias, deixando a populajo reanimada dos sustos
porque passr com os prmeros assomos da epide-
mia.
Pois que devemos eslar sempre preparados para
receber as encommodas visitas, da febre amarella,nao
me tenho descuidado de proporcionar a esta provin-
cia um lazareto, onde sejam recnlliidas as pessoas,
que vierem infectadas desse mal, ou de qualquer ou-
lro ldo como contagioso. Mandando preparar a ca-
sa da illi,i do Pina, em que bao sido receblos alguns
enfermos, represeutei logo ao governo, fazendo sentir
a urgeneia dse edificar um lazareto permanente cm
mellior lucalidade. como sem duvida o he o lugar
chamadoPina-Pequeno, perteucente a naci, por
ser terreno de marinha. Com pcrmissfln do governo
j fiz levantar a planto e ornamento desse edificio, e
tenho a maior segurauea deque o actual gabinete da
r mais una prova do vivo interesse que toma por es-
ta provincia, dotando-a com mais um estabeledmen-
to de reconliecida ulilidade.
Nestes ltimos lempos (em-se fallado de algilns ca-
sos de febre amarella dentro 3 capital; mas, nao
estando en anda de posse do relatorio, que pedi a
commissao de hygiene acerca do estado sanitario da
provincia, creio todava poder assegurar-vos, qu nao
he elle aterrador e qu, me nao esq uceo de cuidar cm
remover os focos de mfecco, contra que tanto (emos
clamado, e para o queja fui auxiliado pelo governo
'mperal, merecendo a sua approvaro a deSpeza de
dous contos de reis.que, sob minha responsabilidade,
e por intermedio da cmara municipal, maudei fazer
pcloscofres geraes com a limpeza o asseiq dos luga-
res mais inmundos do municipio da capital.
Imtruccao publica.
O quadro das aulas publicas da provincia com-
prcheudc 81 cdeiras de inslrncco elementar e
18 de instruccao superior. as de inslrucrao
elementar 65 sao do sexo masculillo, e 16 do
sexo femenino. as de inslrucrao, superior ha 8
de latim dentro e fra da cidade, e 10 perlencem
aolyceu. Rcceberam inslrucrao elementar, e su-
perior, no decurso do anuo passado, 3,452 alumnos,
sendo,729 do sexo masculino, 723 do sexo femeninu.
Do sexo masculina 100 foram leccionailos|nas aulas su-
periores do lycu; I linas aulas de latim da capital,
e fra della: e 2,515 as escolas publicas de ihIiuc-
cjlo primaria de toda a provincia ; resultando do nu-
mero total dos alumnos que frequentaram as aulas
publicas em o sime passado a dillerenea de 174 pa-
ra mais comparado com o numero dos que frequen-
taram no anno anterior: o que denota algum pro-
gresso.
Alero dasaulas publicasexistem muinsescolas par-
ticulares nao s na capital, como as villas, e povoa-
roes do interior.
Na falla dos mappas, que os profesores das esco-
las particulares s3o obrigados a remelfer trimestral
e anuuahnente, o digno director da instruccao pu-
blica nao me pode dar orna idea exacta do numero
.dos meninos, que frequentam taes aulas; mas por
un calculo aproximado, e fuudado na eslalislica das
escolas das quatro fr'eguezias desla cidede, ellecon-
clue que o numero dos alumnos que freqhetitam as
escolas particulares he superior na razo 369 discpu-
los ao numero que so conla as escolas publicas: o
que indica, ou que sao anda mui poucas as escolas
publicas, vista das necessidade da provincia, ou
que os meslres pblicos nao merecen! tanlo crdito
como os particulares.
Deixando a segundo b\ pediese, por neccssilar" de
averiguacao, lie Torcoso estar pela primeira, lauto
raaisquanto de diversas localidades da provincia lem-
se clamado pela creacao de mais escolas, e procuro
obter as necessarias informacoes alim de conveniente-
mente sali>fazer laes reclamacSes ; porque em venia-
de convm estender o mais que for possvel a educa-
cao primaria.
Se do numero das escolas passarraos ao que ner-
lence as condires de.apldao que se nao devera per-
der.de vista, quando so quer sinceramente que baja
educarn, e que esta aproveite, sente-se a vntagem
de institur-se urna escola normal de inslrucrao pri-
maria, que seja como que o viveico de meslres aptos
para todas as escolas primarias da provincia. Esla
medida j fra reclamada pelo mui digno ex-director
da instruccao, e tambera agora pelo actual, que cora
muita razan siippo, que sem ella, e mesmo sem
urna paga on remuneracao mais avultada aos profe-
sores, que os faca abandonar qualquer oulro meiu de
vida, a inslrucrao publica primaria nao poder me-
drar. Ouso portanlo chamar a altenro desla Ilus-
tre assembla para as cpnsidcracOes que o mesmo di-
rector aprsenla em seu relatorio, e que me parecen]
asisadas.
Depois de altender aos meslres, cumprcolhar igual-
mente para as necessidade dos discpulos e das es-
colas. Por nimia indigencia n3o podem as.vezes os
pas dos alumnos fornecer-lhes os ulensis uecessarios
para o aprendizado. He verdade, que o regulamen-
to de 12 de maio manda dar aos alumnos pobres pa-
pel, peonas e tinta ; mas fra necessario anda facili-
tar-lhcs os compeodios.qne alm de methodicos.sejam
resumidos, e mandados imprimir custa dos cofres
provinefaes, para seren distribuidos'aos pobres gra-
tuitamente, e pelo cusi da impressao.aos que os po-
derem comprar : d'abi resultara a abundancia e
confor.-'iiilade de compendios, e lambem a nuiformi-
dade de methodo.
Quanlo ao aceio e capacidade das aulas, constar
me haver nisso algum deleixo, nao obstante determi-
nar o art. 81 do ragulamentu, que se lhcs forueram
os movis objeclos precisos. l,ogo que me sejam
feitas as necessarias requisiroes, tratarei de melhorar
o estado desle servico publico.
O'systema de inspeco admiddo pelo Regula-,
mente de 12 de maio nao tem passado.por todas as
prova* da experiencia, c nem me acho aioda habitua-
do para couimen(a-lo. Todava nota o director da ins-
truccao publica o pouco escrpulo de alarais inspec-
tores dos circuios ltlerarios no modo porque infor-
mam sobre a frequenca dos profesores ; parecen-
do-lhe preferivel a inspecrao, que partisse d'uma
commissao composta, em cada senla, de um agente
do governo, do parodio, e de dous pais de familias.
Nao recusando esse ahil.re, tenho por mais seguro
nada indicar cm materia de inspecfo, at que va
director da inslrucrao, como em parte ja o tem feto,
visitar pessoalmenle todas as aulas da provin-
cia, conforme lhe tenho ordenado : porque s assim
portera o governo provincial entrar no co.uhecimenlo
exacto de todas ascufrmdadesda inslrucrao prima-
ria, para lhe poder applicar os remedios de qoeella
necesila, e mesmo fazer algumas alterares no rpgu-
lamenlo, a que me tcnlio'referido, algumas dasquaes
sao judiciosamente lembradas no relatorio do director
da inslrucrao publica.
Fallando sobre a iuslruccoi secundaria, u supe-
rior na phrase do regulamento, apresenla-se logo o
hjr.cu. Esle estabelecimento qtie (cm sido (aulas ve-
zes reformado, quanlas sao .as casas por onde ha pe-
regrinado, nao se acha no estado deprosperidade
que tem indisputavel dircito urna cidade lo rica e
populosa como a do Rccife.
Nao he cerlamenle por falta de um bam direclor,
nem pela incapacidade de scus .profesores, que o
lyceu conta poucos alumnos (mappa annexo) c estes
mal a prove lados: o germen principal de sua mofi-
na, a meu ver, est na sua mesma organizaran, e na
falta de um edificio, onde possaiu funeciouar, com
mellior disciplina, as aulas que elle contm. Pen-
sando mui seriamente no modo de rcnrganza-lo, le-
nliK-me achado dimite de dous obstculos. Se o ly-
cu deve ser considerado como escola de ensiuos sim-
plesmenle preparatorios, convm que os seus exa-
mes sejam acoitos as academias do Brasil, como o
sao os do collegio Pedro II: se porm deve elle con-
ter tambera em seu seio algumas aulas de eusino ar-
tistico ou industrial, como he mou parecer, necessilo
de maior consignaban para suppr-las e faculdade pa-
ra institui-las; e em todo o caso ser indispensavel
destinar-se-lhd um edificio capaz, que possa admittir
um intrnalo, com as lecoes dos collcgios reaes de
Franca ou do de Pedro II na curte. He necessario
anda considerar, que se tiver de ser transferida pa-
ra o Kecife a Academia Jurdica, como se espera,
caso em que nao se faro to necessarias as aulas cha-
madas depreparatorios, oulras i lvenlo ser as
vistas do governo provincial acerca do lyceu, vistas
talvez mais largas do que aquellas que se ofierece-
riam no caso da conserva cao da Academia em Olinda.
He pois evidente que, emquauto nao fr resolYido o
problema da mudanca da academia de Olinda, nao
ser conveniente iniciar reforma alguma a respeilo
do lycu: reforma que dever trazer a condirao in-
dispensavel de augmento de ordenado dos profeso-
res, que julgo diminuto para animar, o verdadeiro
mrito. Cocluo, pois, que a reorganizacao do lycu
decessila de ser estudada por urna commissao espe-
cial que lenha de propor urna reforma radical, na
qual eu qui/.era poder esmerar-me, aproveitaudo a
ambicio que tenho de ver largamente prosperar urna
insltiiico (ao digna da maior animaran.
Creio, porm, que nm]dos primeiros passos que se
deve dar desde j no iuluilo de melhorar o lycu he
procurar-lhe casa. O convento de San Francisco me
pareca mui appropriado, se os religiosos o quizessem
ceder para irem habitar o de Olinda. qne est dcs-
povoado. J lz alguma tenaliva a esle respeilo,
mas nao pude anda obler resultado definitivo.
Oulra razio que vem anda encarecer a necess-
cra ojructo de urna combinaran nova que o conde
medifra. A virlude nao influir nada nisso. Ar-
mand quera seinear para colher.
Essa somata era muito imprtanle para Helena
poder acha-la facilmenle, e de certo Mr. de Vauvil-
liers nao lli'a pedia; mas era precisamente porque
vllesupporlava suas torturas com urna heroica re-
sianacan, e snmenle pera nao abandonar ana nica
amiga'que madama de Flize empregava urna dedi-
carlo illimilada para tira-lo do embarazo.
Ella ajunlou lodo o dinheiro que pode achar, ven-
deu algumas joias, e levou seis mil francos a Mr. de
\ auvilliers, dizendo-lhe:
Faca o principe esperar mais algum dia,*que
lhe trarei a somma inteira.
Armand abrarm as maos de Helena enmo um eon-
demnndo, ao qual levara o perdao; mas repeliio-a
primeiro, segundo seu systema.
y/om he meu bom anjo, responden elle, se
voss n.lo fra, eu lena ha muilo tempo acabado
rom esta existencia envenenada ; mus tenho aceitado
muilas vezes seus beneficios... Nao force-me a en-
vergonhar-me em sua presenea !
Madama de Flize, que enia cria na influencia de
seu amor, lulou lambem essa vez como as tres pri-
meiras, c depois de urna hora de rogos esupplicas,
prevalecen.
Os sois mil francos ficaram as mSos de Mr. deJ
Vauvil.-iers.
Depois que Helena metteu-os com suas proprias
maos na carleirinha de Armand, este abanan a ca-
bera com ar triste, e disse -1 he :
He mais nma humillmco que voss me prepa-
ra. Oura-ine, Helena, lomea levar sua carteira, e
deixe-me.
Madama de Flize launm a carteira sobre a chami-
n, e exclamou:
l'ma biimllbaeao que humilb.icaii ha nisso'.'
O principe de Zell nao aceitar isso, lornou
Armand. eu o conhero, elle querer tudo ou nada,
e como nao posso reslilulr-lbc tuda, amanhSa virao
as |ierseguiroes. a priso, a vergouha... Qoe escn-
dalo, meu Dos 1 Salve ao menos esses seis mil fran-
cos! Nao lenho-lhe j custado bastante'.'
Armand !! exclamou a pobre mulher afilela.
E no poder matar esse homem, que ameaca-
rae de urna vergouha publica, estar de mSos aladas
por ser sen devedor 1 Elle empreslava-me quando
cu era rico, e opprime-me agora que ou pobre!
Armand exallava-se de sangue fro como um co-
medanle, e exprima tanto melhor a paixio, o
blatueiilo, u dr, porque nao os senta.
Madama de Flize infiamniada de todo o ardor que
dava-lhe seu amor, pedioIres dias a Mr. de Vauvil-
liers para completar a somma, que devia applacar o
principe de Zell.
Mr. de Vauvilliers suspirod e calou-se, era o que
madama de Flize quera.
Antes de ella voltnr a quinada ra Chauchal e da
ra da Victoria, Mr. de Vauvilliers metiendo a car-
leira no bolso sabio para ir loja de Froment-Meu-
rice.
Os seis mil francos de madama de Flize pagaram
as joias de Fausiiua, e o resto foi guardado para as
rircumslanrias imprevistas, as quaes podesse liaver
necessidade de alarais luizes.
Helena, prometiendo a Mr. de Vauvilliers, mpe-
iih.ir.-sp nm pniicu leviatiainpnle; ella nao sabia an-
da donde havia de tirar os quatorze mi! francos, que
deviam completar a -omina ; mas conlava com a pa-
ciencia do principe para adiar o lempo e os nietos de
preencher o dficit.
A noticia que Mr. de Vauvilliers deu-lhe no se-
rao, proslrou-a ; ella via-se em face de urna mposi-
bilidade.
O triste pezar que appareceu no semblante de Ar-
mand inspirou-lhe urna resolurao desesperada, a
qual ella nao leria lomado por si mesma..
J vimos que Mr. de Flize, saliendo que Armand
linha retornes com o principe le Zell, rogra-lhe
que pedisse a este vinte*mil francos, de que precisa-
ra para salisfazer as exigencias de Fauslina.
Armand desempenbra essa misso; mas com tan-
ta astucia que o prncipe de Zell recusara logo, jlll-
annilo pelas reticencias de Mr. de Vauvilliers que o
conde de Flize esteva alcaeajailo em scus neaocios.
Armand, ao qual impiirtava muilo que Fauslina
rompesse com seu amigo, fallir em liqudaroes
onerosas, cm emprezas toncas, em especulares abor-
tadas, e todas rssas prfidas palavras hbilmente gru-
padas linham assmtaiH o rico Pbmeraniano sem da-
hi resultar urna aecusacio positiva contra o zelo de
Armand.
Mr. de Flize, repellido desse lado, tomou lambeiff
urna resolurao extrema. ~^j**
Assim as cousas linham chegadc^-fSfponto, que
madamade Flize procuravavinJe-fni rrilncoa para
Mr. iks Vauvilliers ao raesor1empo que Mr. de Fli-
ze yinle mil franco>p|far:Fauslina, e Mr. de Vau-
villiers, intergnroo em que Fauslina se desfizesse de
Jorge.Jmpgfia sagazmente o principe de Zell.
os fina da intriga estovara naa raaos do de-
suso, o qual, como urna aranh no mein de sua lea,
esperava os aconitctmenlose suas vielimas.
dade de ser transferido o lyceu para melhor edificio,
he a creacao da bibliotheca publica, que lhe.he an-
nexa. Em tirtude da lei provincial n. 293 de 5 de
marco de 1852, a que corresponde o regulameulo de
19 de agosto do mesmo anno, comecou-sea fazer por
.intermedio do cnsul brasileiro em Lisboa,e n.iunlro
brasilciro em Pars, a acquisi^ao dos livtiu que a de-
vem ir povoando. Com os que existiam ro lycu, e
se mandaram encadernar de novo; com os que lem
sido offertado* por pesspas particulares, contornos j
2.790 volumes de obras d merecimento, e elijo ca-
tbalogo se est organizando para vos ser apresentado.
Nao sendo sufliccnles s estantes que haviam no
lycu n laudara m-se fazer duas para receberem oS l-
vros ltimamente chegadns, e compraram-soutros
uteusis uecessarios como mesas, linleiros.e livro pa-
ra inventariar os movis do estabelecimento, o qual
anda nao se ach, inaugurado por falla de casa, que
#e procura ; visto quejna especie de agua-furtorta em
que esto depositados os livros, nao he possivel e
nem decente inslallar-se a bibliotheca.que cerlame.-te
tomar maiores dimenses, e talvez confunda-se con
a que se acha em Olinda, se euecluar a transferen-
cia da academia para oRecife; e entao sera indis-J
pensavel numear um bblioUiecaro,que lambem pos-
sa ser um chronisla.
liequerendo-me o antigo professor do lyceu Janua-
lie Aleandrno da Silva RaBello Caneca ser jubila-
do na cadeira.qoe regia ha mais de 20 anuos, julguei
de juslira deferir-lhe favoravelmenle, visto qoe sen-
do essa cadeira expresamente excluida das disposi-
ccs do regulamento de 12 de maio; linha o reque-
reiitc a seu favor a duulrua do arlian'8.", eapilulo
2. da lei n. 43 de 12 de junho de 1837, e portanlo'
mandei-lbe passar carta dejubilaco, fazendo-a com-
ludo dependente da approvaco da assembla.
Obra* publicas.
Coherente com a minha natural tendencia, e a-
lendo-mc da antorizarao dada pelo art.. 38 da lei
provincial n. 300-, tenho procurado dar o maior
impulso possivel a este importante ramo do servi-
co publico, applicaudo rotislrucrau das obras mais
necessarias as sobras de varios, artigos da despena
do anuo lindo. Assim ; alm tas 48 obras, que
actualmente existen! arrematadas, sondo 4G proviu-
ciacs, e duas ?racs, niulas oulras aeliam-sc em
praca, c diversos estudos-e orramentos se leeni
preparado para as que Ito de ir sendo snecessiva-
menle contratadas, segundo o permillir o estado
dos cofres.
Existem aclnalmente 4:1,124 braras rorrenles de
estradas regularmente construidas, e em bom es-
tado de conservarlo, e mais 18128 em eonstruc-
rao, divididas mu lauros, dos quaes a maior parle
dever iicar concluida durante o primeiro trimes-
tre desle auno.
. Das prmeiras, 29,514 bracas foram'' fritas desde
1836 at 1850, 10,457, e nvenla e sec principia-
das desde 1850 a 1853, e (res mil ccnlo c treze
execuladas no anno passado. Das segundas, 14,311
brabas foram principiadas era 1852, c o restan le em
1853.
As quatro priucipaes dessas estradas, diiiaem-se,
como sabis, urna ao norte, outra ao sul, acompar
libando a costa, e duas ao interior da provincia na
direeeao de dste, passando urna pela cidade da
Victoria, c oulra pela villa do Pao d'Alho,-^uc Ibes
emprestom o nome.
A do norte esl quasi concluida at o euaenho
Fragozo, naexleusao de 4581 .bracas, lendo urna
ponte sobre o rio Iguarassu, outra'sobre oTra-;
ctiuhacm, e um aterro cutrc,o engenho Bujary e a
ciliado de Goianna. Nao se tem dado maior impul-
so a ronslrucrao desla estrada, porque das antigs
he ella tuna das mais (ransilaveis. A do sul esl
coucluida'at o rio Pirapama na exlensao de 11,920
braras, leudo urna ponte sobre o rio Pirapama e
um lauco de 220 braras junto cidade do Rio
Formse, com una oulra .ponte quo d fcil entra-
da cidade. Acham-se' em coiislruccao os lauros
oitavo, nono, dcimo, c undcimo, contendo todos
2,541 -bracas. Esta estrada lem urna ramilirac.lo,
que partindo da Ponte dos Can-albos dirigc-sc
villa do Cabo. Acha-se concluido o primeiro lau-
co com 100 loaras ; c cm construcrao os lauros
restantes al a villa do Cabo ua exlensao de 3311
braras.
A da cidade da Victoria acha-se quasi toda con-
cluida al a povnarn de Tapacur, abranaendo a
exlensao de 20329 bracas. Fcitos alarais inelliora-
mentos, o um pequeo lauro que falta entre Tapa-
cur c a (-ilude da Viclur'u^ioder esta estrada em
breve lempo franquear tiiaArc transito de carros
eulre esta capital e a mesma'cidade. Na ramifica-
cao, que de S. Amaro de Jabatao se dirige Es-
rada, estilo concluidas 1,810 braras. e em construc-
c3o 1600, faltando smentc arrematar-se umSnro
de 879 bracas.
A de Pao d'Albo esto construida at o engenho Ta-
pema na extenco de 9,300 bracas. Desle ponto al
villa ha 7^8(5 bracas divididas em 7 lanjos e
urna ponle. dos quaes seis landos e a ponte e3(5o em
construcrao, faltando smente arrematr-seum lauco
de 600 bracas as proximidades da villa.
as estradas j concluidas lem-se em geral eslabe-
lecdo a conservagao permanente por meo de admi-
nisirar.iu, dislribuiido-se convenientemente os con-
servadores, guardas e ajudanles precisos. Mas em
obediencia ao art.... da lei provincial n.....inandei
ensaiar o syslema de conservagao por arremalarao, e
cDeclivaiiiente fra arrematada aconservacao de (ar-
le da eslrada da Victoria, posto que a opinao mais
seguida pela directora das abras publicas he que (al
syslema nao he o mais conveniente.
*"' i -
DEPOIS DO NI VADO.
Depois da crise nervosa que a laucara nos bracas
de madama de Mnncfienol, Helena, alliviada por
urna torrente de lag imas, licou algum tempo junto
do fogo com a cabeea apoiada no ngulo da chami-
n, e como afogada ttn um mar de pensamentos
amargos.
Ella vio romo por um relieve seus primeiros e do-
ces anuos passadus.ii.is sombras Iran'quilias do Sa-
grado Coradlo, as tmidas conversacBe as grandes
avenidas do jardim, quando a menor folha cahindo
siispeml^ as confidencias antis labios; as esperanzas
trocadas sobreo fiiluro descoiiherido, mas todo es-
clarecido pela luz rosada da conllanca : depoit emfira
a dia do casamento brilhante e rpido com seu tu-
multo, suas folas, seu esplendor-, os primeiros pra-
zeres do amor, a embriaguez da maternidade, e no
lim desse ramiiibo sem l'adig e sem espinhos, a fal-
ta de somno, o espanto e o remorso.
Novas lagrimas ardcnles e pesadas roi-.io chumbo
derretido rahiram lentamente das faces de madama
de Flize. a qual sentia-se arraslada para o fundo de
um abvsmn, cujas Irevaa nao ousava sondar, e cada
passo a levava mais adianle.
Carolina pegou-lhe da mao e puxo'n-a para si.
Helena cedeu com urna menina ; mas a todasas
caricias, a todos os rogos da amiga, ella abanou a ca-
bera Sem responder; um silenryo-obstinado rchava-
Ihe a bocra, e nada pode decid-la a fallar. Helena
respelava a amiga, o parccia-Jhe que urna coofissao
lhe valora seu desprezo.
Porque madama de Flize eslava inda
obstante sua queda, o amor que ajj^trtfcahir. oo a
maculara, e al era seus desviaj3{lni conservara as
casias uquietoces denjirtrania honesta.
Tanto uas IwatMUms apaixnnadas, como as (toras
de Ijm (risto^niimciito, a visto do filhinhos alegra-
t MMitUTiiiii i I bu o coracao ao mesmo temp.u.
devorava-os jle beijos, e minias vezes as la-
grimas molhavam sfis caberas innocentes; suas pro-i
prias qualidades a perdlam, sua boa f. essa snceri-
dade tao rara nos amores parisiense, sua dedicacao,
ella us atlribuia a Mr. de Vauvilliers, e pensando
que aos olhos do jui/., que pod Indo, nao poda ser
perdoada de sua falla senao pela duraro e firmeza
da affeicio, afierra v a-se ao seu amor com toda ae-
hre de urna,alma devorada de tormentos.
Cuusa exlranha de dizer-se, e triste de pensar-*!
Se madama de Flize livesse obedecido roma lanas
oulras a essas raucas de pcqueuas vaidades, de eule-
Os lances que esla
contratados por meo de
As obras acluilmenlc
tema, inclusive dez que
das prov isoriamenle, sao
Reparo da matriz de S. An.ir
Ponte dos Afogados.
Reparos da estrada do sel entre <
locolomb.
A perfeicoamenlo da estrada do
de 4,000 e 800 brajas.
Casa da barreira da ponto dos Ca.
7. hncxi da estrada do sul.
Conclusao da ponte sobre
8. lnro da estrada do i
9.* (anco da estrada do
10 dito
11 dito
2.* tonco da ramificara
villa do Cabo.
3." tonco da mesi
Reparos da eslrada da V
Casa1 da barreira deS. Ai
Empedramento do 14 tai
Dito do 17 Unjo
19lanco da eslr;
20 lance da meen
21 dito n
22 dito
24 dito u
2. tonco da eslrada da Escatti.
! dito.
4. dito.
5- dito.
Ponle di Magdalena.
Pintura e alcalroamci
15 lanco da estrada de
16 lauro da mesma.
Ponte do engenho Cam
17 tonco da eslrada de
18 dito..
19 dito.
20 dito.
2." parte de 1. ton
anco da esti
iito.
4. dito.
Concert da pon
norte.)
Reparos da cadei
Concertasito cade
Acude da villa d
Acude da povoac
Acude da'vlto do Limo
Ajude da Lagne da Eti
De (odas estas o 1;
das no anno de 185:
Alcm d'eslas foram lambe
anno, e definitivamente entregue i
giiiules:
Pintura da Ponte da P
(vncerlos dacad c
Quslro grades de ferro
Urna rampa de desea^^H
Afogados.
Fornecjmento de mad
tenco. I,
Fizeram-se tambem dous (anqu
deposito de agua da c
se enllocados emsia^^^H
Da relacao dos ca^^^^^^^H
ria desde o i." de jortho
1853, que vem am
v-se que as obras
das em 2.52:0528012
250:452jM66.
Foram tambem recebid
prximo passado as segn
contratadas em n:
Caes do aterro do?
Concerlos da pon
l'onlesinha dos A
23 lanc<) da estr,i
Ponte e aterro da estrad
moso.
13 lanco da estrada de Pao 4'
Empedramento do prin
Escaa.
Alm dettos obras fiz.
(raco era todo o
guiutes:
Ponte sobre o Tapaour.i.
co tonco de 127,'palmos e^^^H
sustentado por du
de altura.
Esto ponle construida
elegancia imporloo. em-^^H
No caes da roa da Aurora
Vista dispendeu-se a quanti
quaes 4709000 fera'
los proprietoros.
A ra do atorro da B<^^^fl
novo pelo svslema de Mac-
apenas a quanlia de80QQC
O pateo d hospicio da
pedra com os declives nec
aguas, importando a daspt
Fizeram-se alm disso v
diversas obras, como se v do ti
relatorio da reparticao.
vos irrefiectldos e de phantasi.
espirito vazio, e de um coraba
se tido menos candura em se:
poupado sua vida o uaJa^^^HsTsiH
sua.repulaco.
Carolina relirou-sc
e dcixon-se eulregue a un
duramente os trales prr.
Ficandos, Hele
eslava annexo o da fil!
Mr. de Flize era situad
palacio.
Essa separadlo frequenleen
ses, dalava donovado, mas eulao era api
e de algum modo l0|ir%rapliw
O aposento de madama de Flize p
lempo (t essas reaies loiigiiiqua, cuja4
sospetada pelos gengraphos, mas n
pelos navegantes.
Depois do nascimenlo do primiii
rarao lornou-se nm tocto na
cepcional sem duvida, porm
se cm habito, e chegou nm dia jpo-^,
senlos acbaram-se na silu _, _
tinentesseparados por maresfl^^^^^
O salao qu os reuna, separt^^^B
queio fechou as duas portas.
Mas essa eparcSo^
com os cariclera
em certasci.
. ira porlanto tempo ealre '
modado na apparj
dama i1
que ser
Helena ouvio Mr. de Flize entrarj
leu-Ihe pens ique{
tanle
exatada
Armand, ella -I
rldo; mas recelando sorpre
elle nao poda esperar'ne-
onleve-se.
A noite passou-se agitada e. lenta, 1
prendeu Helena em pe
febre.


::895#475
POR ADMINIS-
que > "^^^^^^^^H
i grande
lo actualmente cun-
es do
a a ostentar
I* atlas todas as ma-
uinislrazao esto
a altura de recber
est levantadas lo-
30 palmus; da orto
no podoro flear con-
.tanlo s do mais parles
Ilanamente, por athaver
(o concluir-so quanto an-
uir.; oas que 3o indis-
para alii aer transferidos
actual cadeia.
sa importante obra em lodo o
usado 41:5669050, sendo no
re 11:6709075, e no segando ris'
/o oeste
m feila cora esta obra desda o sea princi-
duxenlos ionios de ris, qaan-
ni que foi anteriormente oreada. O
as obras publicas em ico relatorio d t ra-
ingmento de despea.
Caes de Capibaribe.
oito que o populoso e elegante bairro da
falla de um caes que comerando
-ni esquerda do rio, se dirigase ao
do assim occasiao a aproveilar-
v tensan de terreno que se achava inu-
ocorrer grandemente para o a-
- dessa parle da eklade, o para
I^^^^^^B dos habitantes.
qoe a dospeza com essa obra ullis-
avullar, vislo qne pela maior parle
dos posseiro, caliendo ao
io de 57 bracas, mandei
timar os particulares para que
Ihe competa.
Me baslantemente adiantado, e
parte do caes contiguo ponte da
osteiro hilo dado lambem impulso
qoe lites toca, de modo que
es na exleoslo de metade da
publico gozar da toman-
e Uie aderece.
^^^Hf" um cano de esgo-
^^B* oura projectada de
atcarneiilo da cidade, e
agolo.das aguas das roas e
-ferido pateo. Estao ja fei-
totevai tendo bstanle adian-
barras e rios da pi ovin-
cia.
da lei. provincial n. 283, e pe-
120, fot e govemo da provincia
ir os inelhoramentos que
^^Bilitar.a sua navegara o,
fazer as exploraces e exames
jarras do Rio Formoso e oolros,
deYn elles s,er melborados em
mirada, 6 sahida embarcazoes
ye em praca a caualisacho e rae-
>e, qe foram oreados em
Miando al agora que le"
Quauto.aot exames dos
qne nao eslejam aioda con-
teniente ajunlar por copia
* inforraacOes minis.
pelo director das obras publi-
in comlrurrao sao mais
as.
*'!' djdePod'Alho.
h estrada ale a tillado l.i-
. ibenamesma villa.
le do Cacliang para a Var-
io oyta e Luz, paritario de
para IVaeunhem e Naza-
-Irada da Victoria. .,
fral Grvala, pela serra da
Ja do sal al Rio Formoso.
is pontea de Motocolomb e Car-
fretile de Barreiros.
rada do Cabo al o valle de l'i-
^^n la.
rada da Escada
at a pavea-
do norte,
lados Apipuca* nos suburbios
Hrrra do rio de Goiamia.
lo Suape, das Jangadas
e do
tda BoaVista.
as da casa de detengo.
0 II.
1 lio Formoso.
ificas pede para estas e ou-
rtrio a quaulia de 410:0009
amponlia o relatorio da re-
as arrematadas im-
. que j se tem pago por
DOi o qoe prova-
air anda uo correte exer-
licando por-consegtiintc para
m a de 98:7539519 rs.
i decrelcjio de fundos pa-
amo da administrado, a assem-
em vistas habilitar n gover-
T os empenbos contrahidos
prsenle celebrados,
i muilas obras, qne sao
imadas pelos necessidades pobli-
^^Hr-vos que do bataneo do
^^^B pela lliesooraria consta
Ha|Mneste ejercicio coro as obras
11)89, e no primeiro semestre
u em 130:2879099, como
balaacete, excluidas de ambas
Mjes para as roilrir.es. O
cas. porm, dando conla das
no m civil do 1853 diz, que se
k infl de 213:5588204, co-
n..,.po i 2. quevent onnexo aoseu
traen.
[ente prsvinciaes, outras
pelos cofre geraes, sSo
do director das obras pu-
dellas passo a dar uccinla
la do '
foi principiada no auno linda. Ftterani-se viole e
seis bracas do muro de circo inferencia com quinte
^b de
^Rkrcai< do portan do arsenal, destinado para
observatorio marilMln c astronmico, ticuu na altu-
ra de sesseota e seis palmos, dos quaes Irinta e oito
foram construidos no auno passado.
Tapsram-se as quatro brechas do recife, qne fi-
cou elevado a mais cinco palmos na extensfio de
dezoilo bracas, com a largura media de vinte pal-
mos, achando-se assim n porto mais abrigado.
O dique da ilha do Nogueira, que tinba ceulo e
trulla bracas, foi augmentado com mais ceulo e
Irinta e nina, alm de trezeotes e cincuenta bracas,
de estacada conctalda junto ao recife at o nivel
da baixa mar. Esta boj.; verilicada a utilidado dea-
la obra, qne lem por fun dar urna mais conveniente
direcco os aguas que vero Jo sul, c impedir ao mes-
mo lempo que as areias da ilha do Nogceu-a, c as
que o mar alir por cima do recife, se depositem
no canal, e obstraam o porto.
A barca de cscavacao trabalhou regularmente to-
do o auno, extrahindo quatro mil quiuheotas e o-
tenta e seis canoas de areia, contendo quarenia e
cinco mil toneladas. O actual inspeelor do arsenal
de marinlia (bem como o fez o sen antecessor ) as
tem poupado diligencias para que as obras do mc-
Jhorainenlo do porto e arsenal tenham tido o gran-
de incremento, -que venho de notar.
Caes de Apollo.
A parle desla obra que partencia ao governo
acha-se concluida, e paga os despezas por ordem
imperial. Dos particulares so' um se havia recusado
a principio fazer a parte que llie tocava, mas ltima-
mente resulveu-se a manda-la fazer, e est em anda-
mento, de sorle que al fin do mez prximo passado
devia essa ra ser franqueado o transito publico.
Arinasem d'alfandega.
Ilavendo o governo imperial mandado fazer na al-
/fandega mais um armazem para os genero*de esti-
val foi essa obra contratada por arrematarlo perante
a lliesourarta de fazenda.e est em andamento tob a
inspecrao da director das obras publicas.
Ponte do Recite.
(3 governo imperial sempre solicito em promover
o niclhorameiitos materiaesdasprovincias.foipromp-
to em atlender as irossas reclamarOes i cerca da ne-
cessidade de coltstruir-se na foz do rio Capibaribe
mJt oova ponte que ligue o bairro dn Recife ao.de
Santo Antonio.; e querendo habililar-uos com os
nteios necessarios para dar-se principio aos Irabalhos
I preparatorios, tem mandado proceder a escrupulosos
exames e averigoacOes para qe a obra seja feila cora
a precisa solidez e elegancia. Quanlo localidade
astentnu-se, depois de maduros exames, que a mais
conveniente he em qe existe a ponte vetha. A ra-
peilo porem do ayslema "de conslruceo he queslao
que anda pende de ulterior resoluto. Procurando
averiguar bem este imprtenle objeclo, provoqoei di-
versos projecto) que foram a presen lados e analysa-
dos peta imprensa : e i vista das vantagens, e incon-
venientes que cada um delles oerece, pareca dever-
sedar preferencia a urna ponte de pedra e lijlos ;
syslema que tem a seu favor a existencia de muilas
obraj semelhantes construidas no lempodos Romanos,
e qu ainda boje se conservara ira .perfeito estado
em diversos paizes da Europa. ltimamente porem
oengeuheiro inglez Carlos Neale, mandado pelo go-
verno imperial pira estudar esta queslao, pronuncia-
se por um systema mixto de pedra e ferro, dando pre-
ferencia a urna ponte de arcos de ferro sobre dooa
pilares de pedra, e poslo que nao desenvolvesse a
sua idea, promtlen faze-lo do Rio (je Janeiro, para
onde volta depois de concluidos os seus exames. Pa-
ra roelhor esclarecimenlo da materia acharis no fim
desle rotatorio as copia do parecer desle engenhero,
eda exposhjio feila pelo director das obras publicas.
Sendo necessario.conslrur-se urna ponte proviso-
ria, fim de nao inlerromper-ie a cemmunicaco en-
tre os diversos bairros da cidade durante a'conslruc-
eo da permanente, mandei proceder ao precisos
i-vamos sobre o local mais conveniente; e cm vista das
razes que se apresenlaram, designei aquelle que me
foi indicado como o nico que se devia adoptar. AI-
guns negociantes e proprietarios moradores as ras
em seguiraenlo ponte yelha. julgando-se prejudi-
cados em seas interesses, reclamaran) conlra a de-
signadlo da localidade, pronunciando-se peta que
Bra apontada pelo mestre Wilmer, e i que me havia
eu inclinado prlmeira vista": mas tendo mabda-
do proceder a novos exames, reconlieceu-se, que ne-
nliuma outra offerecia as mesraas vantagens e facili-
dades daquella, o por isso Uve de mandar continuar
a obra, queja e acha adiantada, sendo as despezas
pagas por conla da coixtaiiaca'o de 30:0009000, que
o governo imperial liberalizou provincia, a que
mandei, com antecedencia, passar do cofre geral pa-
ra o provincial, para nao cahr em exercicio udos,
- como succedeu comparte da consignarlo dada para
as obras do arsenal de marinhi em o exercicio de
1852 e 1853.
Ucvo lambem mencionar urna outra obra, que te-
mos de agradecer aos desvelos do actual gabinete.
Refiro-me ao hospital rcgimental, que por aviso de
19 de dezembrodel853 f4ra mandado construir na
conformidad* do plano e ornamento que fiz levan-
tar, e que merecen appro\acao. Em qnalqoer des-
tes das ser laucada a primeira pedra desse impr-
tanle edificio na ra que se mandn abrir em con-
tinuarao do Pires. -
Terminando aqui o relatorio das obras publicas,
nao devo deixar de recpuliecer a actividade.e mesmo
o Jouvavel (ervor, com que o director da reparlieAo
lem desempeohado os seus deveres, e adquirido a
estima dos seus comprovincianos.
.-Idministraruo do patrimonio dos orphaos.
t.onsislindo o patrimonio .los orphao.em ceulo e
cinco propriedades ur^fcas e quatro rustica nos
suburbios dcsta cidade, o mximo de sua rendas
slie a quantia de 28:W2600rs., nico recurso, com
que ndc contar a adminislracao para p cosleio dos
doirtjeollesins do orlaos e orfjias.
t'.om Uo diminua quantia nao he possivcl reco-
lher se todos os desvalidos, qne procunmi o abrigo
dcsta pia instituicao. Assim o numero das orphaas
lie ajicnas de trlnlae nove ; e o dos orphaos, que
i era imr ilemaU liuiilailn fi, mk *.!..-: j_ _
DIARIO DE PEBNMBUCO SEXUJgm.31 Dg,

deu-se-lhes oenxoval e dute marcados nos estatutos.
Aiministrarodos estabefecimetos de caridade.
Com osfracosmeiosda-quedispoea administracSo
lem ella dado exuberantes prova dos sentuneoios
de iHimandade, de que se acha baslantemenltfani-
mada.
O hospital de caridade continua ainda nacasaen-
commoda em que tem estado, e onde o enfermo
osperam anciosospelo dia fclU em quo sejam trans-
feridos para o hospital Pedro II., logo que so con-
cilla a parle que so acha em conslruceo, e que
j \ai bem adiantada.
Do mappa do movimcnlc desle hospital, do pri-
meiro de junho de 1852 a W do dezembro de 1853,
v-sc, que existindo uaquclla primeira data cincoen-
ta e nove enfermos, entraran! em lodo o decurso
do lempo cima referido quatroccnlo e quarenia e
um, dosquacs sahiram curados cento e setenta c
um, melborados sessenta, e no curados quarenia e
um; e fallecern! cento e setenta e um, sendo vinte
desles na primeiras vinte e quatro hora depois da
entrada.
Cootinuam a ser alli tratadas as pracns do corpo
de polica : destas existiam na mesma poca onze,
entraran! duzcnlas c onze, sabian curados cento e
oitenla euve, melborados seis, nao curados seis, e
morreram onze, sendo um as primeiras vinlo e
quatro horas. A adminislracao ntlribue esta difle-
renca de mortalidade a falta de commodos da casa,
e incuria dos enfermos necessilados em proenrarem
o hospital smenlequando o mal se tem tornado
incuravel : o que nao acontece com as pracas do
corpo de polica, que para alli sao mandadas ape-
nas adoccera.
Ouvindo os clamores da adminislracao a respeito
do miseravel estado em que se achavam os aliena-
dos, resolvi-me a rcmeller para o hospital de Pe-
dro 2.", na corle, os onze que eslavam encerrados
em um mesquinho quarto do hospital de caridade,
c mais cinco, qu se achavam na cadeia. Foram
elle bem rerebidos pelo iucansavcl e generoso
provedor daquclle grande hospicio, que comer j
a exleudcr a sua ulidude a diversas proviuciasdo
mperio. '
O hospital do* lazaros nao est mal serv ido de
caza, que cm verdade .tem todas as proporcftps e
rommodidades precisas para o Iratamcnto dos en-
fermos, lia poucos das celebrou-se com bastante
esplendora festa da nauguracao da cpelladoes-
tabelccimcnlo, que acabou de ser reedificada, e
deeenIenienle preparada.
Annunciou-sc ltimamente a dcscobcrta de um
remedio especifico, cujavirtude so diz lerjsido
esperimeutada em Porlugal com bom resultado.
OITereci a esle respeito ao nosso ministro cm Lis-
boa, e aguardo as informares que lite pedi..
No dia I." de jolito de 1852 exislam 3* elc-
phanliacos : cntraram al 31 le dezembro de 1853
18, sahiram nao curados 2, morreram 9, e fica-
ram 41.

^i^B :-;-"*fc^
0 io Red fe.
o lentaroen-
naces,'que
iiiegavei, qoe
j era por demais limitado, foi aiuda'reduzido a
quarenia e seis, em consequencia dos apuros cm
que se acha a administrarlo rom o pagamento da
divida de que se deu cunta no relatorio passado : e,
a menos que a asscmblu provincial habilite o go-
veriiii a collocar ambos o collesios em um p cor-
respondente populaco desla capital, forcoso ser
continuar a manter esse limitadissimo numero, e
cerrar os uiividos benestas, que em vao reeorrem a beneficencia pu-
blica,
A casa cm que esta o eotlegio 'dos orfaos, alero de
nao ler todosoScommodos necessarios para o nu-
mero de educandos, que actnalmente existe, acha-
se precisada de mnilos* reparos, como veris do rela-
torio do respectivo director.
A do collegio das orphaas nao tem s o inconve-
nieule de ser al'ugada : he almdisto a mais impro-
pria para o servio/), a que esta applicada. Esta assem-
bha em outra occasiao reconheceu a necessidade de
mandar construir uro edificio conveniente, e deu una
cousigna^o de quatro conlos. Eu pedira agora a
renovacao dessa graca se nao julgasse provvel ob-
ter-sc o edificio, em que esta hoje eslabelecida a
academia, para ser n'elle accommodado o collegio
dasoifias. Todava a assembla em sua sabedo-
ria resolver o niellior. fl
A adminislracao do patrimonio pede que seja pr-
vida a cadeira de geometra e mechanica applicada
s artes, mandada crear no collegio dos orphaos pe-
lo artigo". do decreto d.e 11 de novembrode 1831:
mas atienta a insuftlricucia das rendas do estahelc-
ni o que era em rmenlo para as.anas despezas mais urgentes, cou-
tafle na baixa
(uaoVze a qu
tem^_
viosv, e duas
para qc
mitome- vira differir essapTelerojao para (piando estiver pa-
fle fran- sa a divida de ti:309#500 com qne se acha onerado o
i0. patrimonio.
ipresen- Jnot acharis o relatorio da adminislracao e a
Ugardo demonstraran de sua rcreita c despeza.
He satigfarlorio poder asseverar-vos que a admi-
i*o composta de cidndaos de reconheeida pro-
ide, lem dado constantes provas do quanto se
L, jiiilicnha pelo desenvolvimnlo e prosperidade dos
m .TVb' direrrAo Ihefoi confiada.
dos orpliaos exerce urna
lejramcule pa ler nal sobre o'seus
etacimento
iao.de aprecia: i
ltave,is melbai imeatqs'
interno. Enlre
'lalorio lie di
i,qoe no decurso de trii.
o, haveqtlo na casa mais de oitenla
enlre orrao, empregados ele, s falleccu
)m rohao,etando forado collegin.e tendo sido ad-
o ja ravcmenlo afectado do pello.
A directora do collegio das orphglhf, cumpre
igualmente bem os seus everes. Casaram-se no
loe I decoran do anuo passado doas educandos inlernns, e
Ouanlo caja dos expostos, do mappa junto ao
relatorio da adminislracao se v, que existindo no
primeiro de jullio de 1852 Irezcntos e seis, entra-
ram cento o cincoenta c um al ofimdedezem.
bro de 1853, sahiram dezeuove ; morreram cenlo e
vinte c dous, e'ficaram trezenlos e desosis. A ad-
minislracao attribuc esta crescida mortalidade en-
trada dos expostos j tloentes para o estabcle-
cimeuto, e acredilo que este mal s poder minorar
quando se montar a enfermara de modo que os
enfermos possam ser. tratados na forma do artigo
I2 do rcgiili.....uto ilc 2"i de fevereir de 1847. ;
No periodo cima mencionado casaram-se oilo
exposlas, 'das quaes duas ainda nao rereberam os
seus dotes, foram rcraellidos para a compafihia de
apreudizrs menores do arsenal de guerra dez ex-
postos, c uro foi contratado para aprender o of-
licio de pedreiro.
A adminislracao representa sobre a npressidailc
de se montaran as albergaras, de que trata a lei
provincial numero 144 de 22 de maio de 1815,
artigo 31 ; e indicando como propria para es-
se eslabeleciniento a casa cm qne oulr'ora exista
una fabrica de lecidos de algodo pertencenl ao
tinado Gei vazio Pires Ferrcira. sita na na da Glo-
ria do bairro da Boa-vista, pede a assembla a con-
simiac/io dos fundos precisos para a compra do pre-
dio. A necessidade de providencias sobre esle as-
sumplo, nao dcixar de "merecer o vossos cuidados,
0 Hospitil l'etlrj Segando, cujos fundamen-
tos foram lancados cm 25 de marro de 1847, esta
bastantemente adiantado vista dos recursos, de
que pode dispor a adminislracao ; mas a sua cn-
clusao ter de ser mui demorada se a asseroblal
nao lomar por essa importante obra o mais vivo
interesse, como exige o btfm da humandade desva-
lida. Desojando peta minlia parte concorrer para
o seu adianlamenlo, applquei-lhe a importancia
das mullas a que ficarara sojelos os contraladores
do forncciinenlodas carnes verdes, pelas infracrOes
do conlracto.'c os marchantes por cada vez "que
talhasscm para o consumo.
De 19 de dezembro de auno passado al 26 de
fevereirb findo tem sido entregue a adminislracao
a quantia de 4:704509, importancia dessas mallas.
As loteras concedidas peta lei provincial n. 165
em beneficio deala obra poco lite lem aproveitado
por causa das preferencias dadas outras pela as-
cmbla. Se se providenciar a tal respeito, e se
fr possivcl no exercicio futuro consigoar-se
20:0003000 rs para a continuaejo da obra, nao se-
ra muitissimo remoto o dia de sua conclusao.
A receita e despeza dos establcciineulos de cavi-
dade consta do bataneo que ac ni pan ha o relatorio
da adminislracao annexo a este.
1 inalisando este artigo cliaroarci ainda a vossa
atteneao. genhores, para um objeclo que vos deve
merecer maior desvelo: quero' fallar-vos das ir-
inans da caridade. Eslou Qonvenridissimo de que
se destanlos una quola sirflicieule para que pos-
samas promover a vinda de algumas dessas hero-
nas da caridade, os nossis hospilacs oITcreccrao pa-
ra o futuro om novo aspecto, qoe nos lia de en-
cher da maior consolarao, As provincias da Ba-
ha c Minas ja gozam dos inapreciaveis lienefieos,
que as filhas .da caridade sabem prodigalizar a
liumaiiidade enferma; e Peraambuco nao deve
deixar do seguir umcxemplo lao edificante.
Thealro- pul/Uro.
No relatorio do auno passado dizia o meit digno
antecessor, que rom o subsidio de 8:0008000 rs., en-
tao consignado para o Ihcatro de Santa Isabel, nao
era possivel entrel-hi de urna mancira decente
a&radavcl; e que necesariamente devia licarmui
prejudicado o emprezario, que o accilasse com tao
diminuta siib\eneao.
Na verdade o emprezario de enlao, apezar de cm-
pregar louvaveis esforros, nao pode elevar o theatro
ao grao de perfeicao que sem duvida elle deseja\a,
como o dcmonslra a circuosla mi a de se nSo haver
apresentado para renovar o contrato.
Tendo, pois, sido mal succedidasas duas empresas
anteriores, nao poda eu contar com grande con-
currencia de, pretenden tos, que se propozessem a
tomar sobre s a responsabilidade da nova empresa,
com o pequeo augmento de 4:0009900 ris de au-
xilio, concedido peta lei n. 320: c portanlo eslava
resolvido a conservar l'crliadu o theatro, quando se
me apresenlaram Ires concurrentes, ofTereceudo ca-
da um as coudires por que se c.ompromctliam.
Julgando-as porm mais ott menos deficientes, or-
denoi a commissao directora do theatro, que, avista
daquellas propostas, e atlenilcndo as forras da con-
signarao, e ao gosto da populaco, formulasse as
bases iln con l ral o da.empreza, para serem, como
foram, olTerecidas o competencia. O concurrente
que mais se approximou a essas bases, o que maior
garanta de exerurflo apresentou, foi inconleslavel-
nienle o eidadao Manuel Goqgalves Agr, coro quem
celebreio contrata em lldejulbo do auno passa-
do, mediante a banca de quitiru negociantes de rc-
conherido crdito nesta praca.
A directora do theatro, dando conta do modo por
que o novo emprezario tem cumprido os seus deve-
res, assevera, que desde que elle encelara os seus
Irabalhos, leem os especlacuros caminhado de ac-
cordo com ,a lellra do contrato, qner quanto ao nu-
mero, quer quanto ao genero de dramas, acharol-
se j o repertorio soffrivelmente adiantado, e o thea-
tro bem servido de rompanbia'dramtica, que pen-
co tem deixado a desejif. Accresceuta ainda a
directora que urna prova da dedicai;flu do empresa-
rio he a viagem que fizera ao Rio de Janeiro, onde
adquirir actores dramticos da primeira ordem, e
um ncleo de baile e mmica, com que tem variado
.espectculos, contratando alm disso urna canlo-
Jtatjaoa, como principio de companhia lyrica, que
fie completar, se for coadjuvado neste em-
comecar em jolho desle anno, >e po9nnMBHH|
urna subven^lo de 21:0099000 r., a menos que s
nao queira marchar em breve para a degeneracao da
arle, ou se nao pretenda ler um theatro de aldia no
meio de urna poputacio rivUisada, e de apurado gos-
to, como a nossa.
Pelo art. 29 do regnlamento de 92 do Janeiro de
1853 he o governo incumbido de mandar vir da Eu-
ropa urna galera de costumes para servir de mo-'
dolo as personagens histricas, qoe tiverem de en-
trar em acea. A direcflna expondo a necessida-]
de de manda-la vir pede, que se consigue para esse
fim a quantia necessaria, que he oreada em um
mo de ris. *
Urna das primeiras necessidades materiaos do Ihea-
Iro lie a construccjlo do doas armazens uo fundo do
edificio, sendo un destinado para sala de pintura,
c oulro para deposito de vistas, grandes pecas de
madeira, e outros objer.tos : esta obra porem de-
pende do caes que se tem de construir no fundo do
theatro margem do rio Capibaribe. Sobre o esta-
do material do thealro. informa o respectivo admi-
nistrador que o actual emprezario moslra-se zeloso
no cumplimento de seus deveres, salisfazendo a to-
das as rectamacoes conducentes boa equscrvaraio,
e aceiodo edificio ; e que as exigencias dos dramas
novos levados scena, quanto ao senario e roupas,
leem sido" plenamente satisfeitas, acltaudo-se por
isso muilo augmentado o numero de .vistas,, e a
guarda roupa da casa.
Tanto o administrador coma a directora repre-
sentan! sobre a necessidade de se rcuovar a pintura
do thealro, mesmo para bem de sua conservaeflo,
quando o nao seja por decencia publica.
Devo por ultimo informar-vos que, uo dia 2 de
dezembro prximo passedo, aiiniversario natalicio
de S. M.o Imperador, resolv crear o conservatorio
dramtico, cncarregaiido a patritica directora do
thealro da organizaran dos estatutos, e mais Iraba-
lhos preliminares para a inslallaeau do conservato-
rio, a qual lera lugar brevemente. Eslou cerlo de
que elle ha de medrar para notavel beneficio da ar-
te dramtica, em que scrao aproveitados os bellos
talentos, que despuntara na uossa mocidade. S
pelo facto de haver-se proporcionado um premio a
quem aprescutasse composirdes dramticas sobre
assumptos histricos do paiz, aoimou-se urna per-
nambucana a oflerecer ao archivo do thealro de sua
trra natalicia dous dramas, um coro o Ululo de
Judia de Apipucos e oulro denominado o Pa-
dre JooRbeiro ou a RevolurSo de 1817,os qnaes
sendo examinados pela directora do thealro, be na-
tural que racrceam a honra de ser levados ao pros-
ceuio.
Espero portanlo, senhores, qoe o vosso amor pe-
ta prosperidade da provincia nao consentir que
abandonis descripr,ao, urna empresa, que alem de
concorrer para a necessaria diversao dos espirilos,
proporcionar mcios de subsistencia a urna classe
numerosa do artistas, que necessitam de.occopa-
rao.
Colonia militar de Pimenleira.
Exislcm actualmente Irinta e tres pracas engaja-
das para servieo da colonia. Quando all chegou o
actual director em 14 de fevereir do anno passado
havia urna pequea casa coberta de telhas, e a ar-
marao de mais seis de taipa com madeira de infe-
rior qualidade. No decurso do anno passado con-
eliiirani-sc essas casohas, e foram destinadas, urna
para cclcbracao dos actos religiosos, e outra para
residencia db capllao, duas para a do director, e
duas para oMciasdo ferreiroe serrador.
Ha lambem urna otaria, onde se lem fabricado
a telha e lijlos empregados nessas pequeas edifica-
S6es. Conslroiram-sc mais duas casas para resi-
dencia do vice-director c cscrivSo, e reedficou-se
outra que serve de morada do cirurgiao. A islo,
e a mais dozc ranchos de palha se i eduzem os 1ra-
balhoMcitos na colonia desde sua fundarlo. Nao
se tem alli cuidado da agricultura, sendo os vveres
uccessai ios ao consumo da colonia fornecidos pelos
moradores visinhos. O'directnr atlribue sta falta
ao pequeo numero de colonos engajados, e a esta-
re m cslcs efTectivamenle oceupados as obras mais
urgentes.
Compenetrado da grande necessidade de dar im-
pulso a nm estabelccimenlo que reputo do mais su-
bido interesse publico, s me satistazia vsila-lo pes-
soalmenle ; c nao desespero de o fazer no momen-
to em que me seja possivel. Desanima-me mui-
lo a diminua roiisi'jnaoao que na lei do ornamen-
to geral se deslinou para as colonias militares ; ma-
como o governo imperial altendeu cm parle as res
clamacoes que a tal respeito fiz chegar a seu conh-
cimento, por ofticio de'18 de outubro do anno pr-
ximo passado, e me prometa ajudar no empenho
de fazer com que aquella colonia lorne-se vanlajosa
a provincia, nao deixarei em descanco as minhas li-
mitadas torcas. '
Adminlrarao da fazenda provincial.-
A tbesouraria provincial lula ainda com embara-
zos e difliculdades provenientes da confuso em qoe
se achava a escriplnracSo da extincla tbesouraria, e
do atrazo da lomada de cotilas de-diversos exaclores,
e responsaveis por dinheiros pblicos. Com ludo he
innegavel, que depois do novo regulamenle, e de al-
gumas providencias, que se lem tomado, o Irabalhos
se vo regularizando e he de esperar que por fim
se tornem mais completos.
O digno inspector representa de rtovo obre a n-
soOicieocia do pessoal empregado no expediente da
repartirlo, e pedo mais dous empregados para a se-
cretaria, e mais urna secro de conla, dividindo-se
em duas a que actualmente existe ; e de novo insiste
no augmento dos ordenados, como veris do sen rela-
torio.
Em virliide da autorizacio concedida pelo art. 41
da lei provincial n. 320 encarregoe da liquidaco da
conta atrazadasda actual tbesouraria urna commis-
sao de dous Individuos, que me foram proposlo pelo
inspector ; os quaes dando principio a sua trela qo
primeiro de jutho do anno prximo passado, e traba-
jando as mesmas hora do expedieole da repart-
cao, concluirn) at o ultimo de dezembro lindo, o
exame da coutas de 16 collectorias, quasi todas per-
tencenles aos exercicio de 1848 1852 ; as de algn
vgarios e irmandades ; as do agente dos impostas
do (abaco e sabaq, pertenceutes aos exercicios de
18tia 1850 je as do lliesoareit/i pagador das obras
publicas,-do primeiro semestre do exercicio prximo
findo. .
qualfieaso : o, fiquei duvidan-
do muilo da ii, cujos Irabalhos
podem ser deseropenhados pelo prensarla, como M
prtticava auligamenle, vindo-sc a poupar thesou-
raria, econsequentemenle aos agricultores, o que se
paga ao administrador ou arrematante da capalazia.
Para sanar o malea de que u queixavam os nego-
ciantes, ordene! que a quallficaca, peto e repeso di
sacras fosse feita por empregado do consulado geral,
na forma do respectivo regulimonto, prescrevendo
certas regras tendentes a evitar a continuarlo dos
abusos aponlados pelo commeroio, e ficando a capa-
lazia provincial limitada ao trabalho material do
movimenlo da saccas, como he oxpresso no regola-
ment de 23 de dezembro de 1852.
agente enearregado da arrccadaeSo dos direitns
do algndo desla proyocia, exportado na das Ala-
goas; lendo-se retirado para o interior daquella pro-
vincia, nao deixou quem osubstiloa, nem deu conla
da arrecadacao a seu cargo. A porcentagem eslabe-
lecida pela cobranza desses direilos he tan diminuta,
que mui difftcil ser adiar quem queira encarregar-
se de sua arrecadacao. Julgo, pois, qoe a medida
mais conveniente seria sopprimir a agencia, comoj
vos foi proposlo no relatorio do anno passado, e ce-
der esses direilos a provincia das Alagoa, mediante
a indemnisacao, que for conveucionada enlre os pre-
sidentes das duas provincias.
Qoarlo s collectorias e as agencias encarregadas
da arrecadacao dos direilos sobre o tabaco, sabao e
outros generas, informa o inspector, que em geral
cumprem os seus deveres, recolhendo ao cofre pro-
vincial nos dividos prazos as rendas arrecadadas.
Balanro do exercicio findo de 18521853.
Ser-vos-ha prsenle, com o relatarlo da Ihesoura-
ria o bal,meo da receita e despeza verificado no exer-
cicio de 1852 a 1853, e as tabellas explicativas.
Delta se v que, sendo a despeza do exercicio lixa-
da em rjaff67:354s057. pagou-se ffeclivamenle
67I:449S155, alm de 1778000, qoe pela caixa de de-
psitos foram restituidos a diversos thesoureiros e
colleclores;,ficando por pagar apenas a quaulia de
2:6609797, que passou para a conla de divida pa-
siva
Dn compararlo da despeza fizada com a elTecliva-
menle paga resulta, no valor daquella, a'diminuicao
de93:2449105. Esta differenca provm de se haver
despendido de menos em algumas verbas do orca-
mentb 114:3789976, cera outras 21:1349871 mais do
quea quantia*decretadas, como se v da respectiva
tabella. Eslas sobras, em conformidade do artigo 38
da lei provincial n. 300, leem sido applicadas cons-
trucc^lo das estradas; e he por isso que neste ramo
do servieo apparece o augmento de despeza que a
tbesouraria nota no sen relatorio.
A receita arrecadada no exercicio, alm do saldo
de 143:9679993, que passou do exercicio anterior,
foi a sesuinte:
Producto dos impostos decretados. 741:2189036
Cobranza da divida activa....... 33:8009847
execotiva... ....... 8:8789422
Renda exlraordinaria......... 14:4969879
"eposilos.....-......... 1509000
798:5449187
A receita dos tres exercicio anteriores foi a se-
suinte :
1849 a 1850.............. 730:2369365
1850 a 1851............. 707:5999064
1851 a 1852............ 746:7849641
Foi por conseguinte] a receita do|exercicio findo
maior que a de qualquer do Ires anteriores, exce-
dendo do olliroo em 51:7599546-
Compre notar, que desse exercicio deixou de ser
arrecadada, e passou portanlo a fazer parle da divida
activa, a quantia de 74:1439971, como consta do
qoadro anoexo ao relatorio da tbesouraria, sendo
48:8639512 de imposto pertencenl ao exercicio, e
25:5809459 de reposicoes e reslituicoes, Assim de-
correu o exercicio prsperamente; porque, em som-
ma, houve augmento de receita e diminuco de des-
peza ; o quo habililou a tbesouraria a pagar puntual-
mente os serviros prestados, passando ainda para a
exercicio correnta um- saldo de ris 227:6609515,
alm do saldo de re 143:5159391 om letras, que no
primeiro de Janeiro passado exista na caixa de de-
psitos.
Exercicio corrente.
Pelo batanele do primeiro semestre do exercicio
oorrenle, v-se que lem-se arrecadado do 1. deju-
Iho, ao ullimo dedezembro de 1853osegunte :
Produelo do imposto decretado 215:5019775
Beposices, vendas de genero etc. 7669457
Renda exlraordinaria ... .'. 11:8779870
Cobranza da divida activa '. 9:4029271
execuliva...... 5:8289328
Depsitos..........43:9469027
Declara mais a directora, que os esforcos fcilos
pelo emprezario, para sustentarlo crdito do theatro
no p em que e acba, teeot^beirazido e continua-
r o a Irazer tto graves embarazos e prjujzos, que
se urna indemmsazSo razoavel Ihe nao viereT
corro, ter cortamente de suecurabir: e duvida!
Quanto a commissao enearregada da liquidar-o
da divida activa alrazada, tendo a experiencia mos-
trado a inconveniencia do methodo, a principio adop-
tado, para a eiecuzao'desse trabalho, deiberei so-
bre represenlar/io do inspeelor, mandar contratar
todo esse trabalho da liquidaco, bem como a escrip.
lurazSo de toda a divida que delta resultase. Ef-
fecluou-se o contrata com os mesmo empregados
anteriormente encarregados dessa commissao, fican-
do elles obrigados a trabalharem. tara das horas do
expediente, e a conclui-lo em 18 mezes, venetndo
todos 2 por cenlo do que liquidatsem,. alm de
509000 mais a cada um, por mez, no decurso desse
lempo, ainda quando coucluam o trabalho antes do
prazo marcado, ficando porm, no caso contrario,
sujeilos a coocluircm-n'o gratuitamente, e a nerde-
rem'a porcentagem. ^
De 19 Je jullio do anno passado, em que comezn
a ler execuzao o contrato al o ultimo de dezembro
findo^liquidou-se toda a divida da decima de pre-
dios urbanos do municipio do Recita, pertencenl aos
exercicio de 1834 a 1852, e ficou muilo adiantada a
do mesmo .imposto das comarcas do Rio Formoso,
Victoria, Bonito e Rrejo, montando a 5,683.as con-
las de diversos devedores, que ficaram liquidadas.
A commissao qne.em conformidade do artigo 31 da
lei n. 300, foi enearregada do exame das contas da
exlincta thesouraria deque se fez jnenco no rela-
torio da setao passada, prosegoe emseu trabalho
com aisiduidade, segundo informa o inspeelor, e ha-
vendo concluido o exame das conlas do exercicio de
1843 a 1844, lerminou lambem o do exercicio de
1H44 a 1845, qoe m tai remedido com oflicio do
inspeelor de 21 de fevereir prximo passado.
A existencia desla cqmmissoes, qne a assembla
provincial ou lem aulorizado ou tolerado, indica de
algum* sorle, qoe com efleito o numero do empre-
gados da tbesouraria nao corresponde i necessida-
de do servieo, no menos emquanto elle nao fiear em
dia. E nestas clrcumslancias eu creio indispensavel
que.seja o presidente aulorizado a empregar occaio-
naimcnle algn individuos que coadjuvem aos ac-
luae empregados, para quo do Urna vez se ponha
termo a esaa antiga roanqueira da repartizo.
O consolado provincial J funeciona segundo o no-
vo regulamenlo que se Ibe deu, e do relatarte do res-
pectivo administrador, que vem annexo ao do inspee-
lor, se v qual o seu estado actual, e as providencia
qoe se pede a bem do servieo.
gomas queixas acerca das accas de algodo rae
las pela associarao commercial, e indo eu
commissao directora que a futura empresa, que deve I FeMoJl" nle repartlcao examinar o processo da
"
-
287:3229728
Comparada esta receita com a do primeiro semes-
tre do exercicio anterior, nota-se ama diminaizo
77:3029901 para menos, sendo esta duTerenca allri-
buida pela tbesouraria ao pequeo' rendimenlodo
consulado, em consequencia da diminuta exporlagao
do assucir, cuja safra suppOe-se menor qoe a dos an-
uos anteriores.
Todava auxiliada a receita com o saldo que pas-
sou db exercicio anterior, c com o emprestimo feito
pela caixa do mesmo exercicio, pode a thesouraria fa-
zer face i despeza do [semestre, na importancia de
338:9949161, passando ainda para o segund semes-
tre nm saldo de 220:9889982.
No batanete vem lambem contemplada a qoanlia
de 30:0009000 rs. que o governo imperial mandn
prestar a esta provincia para a construccao da ponte
do Recife. Esta qoanlia entrn no bataneo do exer-
cicio findo como supprimento feito pela thesouraria
da fazenda ao cofre provincial, e no bataneo do pri-
meiro semestre sabio para urna caixa especial para
onde mandei passa-la como j dse, alini dse nao
confundir a e-eripluraro Jesla despeza cora a de ou-
tra obras integralmente pagas pelo cofre provin-
cial.
A thesouraria parece temerque a renda que se tem
de arrecadar al o fim do exercicio nao chegae para
fazer face as despezas que nelle tem de ser pagas ; e
aprsenla em resultado de seus clculos um dficit de
124:4299783 rs.
Com quanto. na verdade, e nao possa contar com
um va nlajoso rend ment em consequencia da dimi-
nuta safra de assucnr, todava parece que nao ha fun-
damento para receiar-se que a thesouraria nao possa
satisfazer puntualmente os seusempenhos ; porquan-
to,ainda shppqndo que a receita do exercicio seja j-
mente igual menor dos quatro u I limos exercicios,
ter-se-hia de arrecadatno segundo semestre, e no tri-
mestre addicional, a quanii* de 420:2769336, que
unida ao saldo, que passouLdo primeiro semestre, da
sem duvida urna somma saluM^nte para occorrer ao
pagamento da despezas decretaaSis, ficando ainda
para|o exercicio seguinleuroareservaala 16i:197938lf
e islo sem contar com o aogmenloNfossivel da
renda, nem com a maior arrecadacao da Sjvida ac-
tiva, que se pode obter empregando-se mais cryda
de na cobranza, visto ser quasi loda ella realisa
Espero pois que o resto do exercicio corra, se
tao favoravelmenle como o anterior, ao menos sem
compromellimeolo do crdito daprovmcia.esera pa-
ral) sarao dos mclhorameulos maleriaes encelado, e
urgentemente reclamados pela comraodidade pu-
blica.
Cabe-me aqui informar-vos, que segundo os ba-
taneles semanaes, que ltimamente me foram re-
mettldos peta thesoararia, o estado das caixas no dia
25 ilo mez. passado era o seguinle :
Saldo existente na caira do exercicio.
orrenle......... 233:9719917
Dito na caixa de depsitos. .' 110:5249211
Alem dos sabios existentes uas caivas especiaes da
ponle do Recife, e do calamento da cidade, impor-
tando aquelle em 19:Q91849, e esle em 7:9449673,
o que ludo somma em 401:5329210 salvo erro.
Orramenlolpara 185455.
A receita do taturo exercicio he calculada pela
thesouraria em 7t7:2789000 rs.
O imposto de 3 sobre o assucar exportado, que
produzio no exercicio findo 263:8.->85000 he oreado
para ofuturoem 221:753^000 rs.
Esta cifra he susceplivcl de augmento ; porque
lem-se observado que, a um anno do escassa prodc-
elo do assucar, d ordinario succede oulro de abun-
dante safra : alm de que a esta cao vai csrrendo fa-
voravel cultura de canoa.
. O imposto da 1009 rs. sobre cada escravo despacho
para fra da provincia he orzado em 16:2009000, en-
tretanto, que s no primeiro semestre do exrecicio
correnle produzio 18:1009000 rs.
No exercteio de 1851 a 1892, em que esta imposi-
jso era somente de 59000 r. eiportiram-se mil e
oze escravo:' logo, qoe comecou a vigorar a lei
o. 300, que a elevou IOO9OOO rs., exportaram-*e
nicamente cenlo sessenta e doyj. Bem bpreasa
te reconheceu, que esta redurao era devida n3
lo real diminuico do nun
lados, como as fraudes a qu
ladores para lludirem
gamento do imposto.
Exped em dala de de 1833 om re-
galamente, contando providencias adeqaadas a pre-
venir a repelido de te fraude : e tauquees
medida concorreu cm grande parle para a differen-
Z.a que se nota entre a arrecadazo do exercicio fio-
do, e a do 1. semestre do crrente:' mal ainda as-
sim nao desanimaram os especuladores em sua len-
talivas de Iludir a lei. Depois de posto em prati-
ca o citado regulamenlo, prelendeu om dosindlvi-
dnos, habituado a esse commercio, exportar hio
pequeo numero de escravo sem pagar o imposto,
fazendo-os despachar em nome d'oulro -jue mudata
a sua residencia desla provincia. A repartizo fi-
cal descobrio o contrahaodo e embargou a fraude.
A providencia qoe na sessao passada (omou a as-
lembla de elevar o imposte das casas em que se
vendessem cautelas, e bilhetes de lotera, nao tem
prodozido o resoltado que era de esperar. O es-
peculadores acharara meio de Iludir a disposiza'b le-
gislativa, e cootinuam a abusar da boa f e credul-
dade publica, emittindo, sob a capa das Loterias
do Rio de Janeiro, grande quanlidade de bilhetes e
cntelas de loterias, que geralroeote se er serem
particulares, e nao autorizadas por lei. Fra in-
dispensavel acabronhar essa triste especutaro, ou
prohibimlo absolutamente a venda de bilhetes e cau-
telas de lolerias, que nao sejam autorizadas por lei
provincial, ou elevando o imposto lal allura, que
l n3o cheguem senao pessoas que oflerecam muilas
garantas de probidade e fortuna.
A'cerca do imposto de 20 por cento sobre a agur-
dente occorriam dovida da parte dos arrematantes,
c davam-se abusos que molivavam repelidas qoei-
xas dos eonlribninles. Para evitar a conlinoacao de
rae oceurrencia, e facilitar a arrecadazo, exped
em dala de 9 de dezembro prximo findo um regu-
lamenlo especial, que devec comeear a ler execu-
zao no 1. de ju I lio prximo futuru, vj5i achar-seo
imposte arrematado al fins de junho..
A thesouraria orza as despezi do futhro exerci-
cio em 717:2780OO. A*esle respeito limito-me a
observar, que parecendo-rae pequea a coiisignacio
pedida para obras publicas, convm habilitar o go-
verno com os meio de dar maior desenvolvimen-
lo a esta importante ramo do servigo, deixando-lbe
a fcoldade de dar s obras mais urgentes um im-
pulso proporcionado aos recursos, que se forero ob-
lendo.
Contrato das carnes verdes.
Como felizmente esla assembla he c'omposla em
sua maior parte, detaembro, que assistiram ses-
sao do anno passadul posso esquivar-me de referir
ab ovo teda a historia do contrato das carnes ver-
des. Fosse ou nflo fosWelle proficuo populaco.;
desconcertasse u nio o plano ere-monopolio dos an-
ligos marchantes; o cerlo be.que nao se poder ne-
gar, que quando em abril do anno passado lomei
conta da adminislracao, a populaco da capital esla-
va rompendo na matares imprecaees contra os
contraladores a ponto de receiar-se pela'tranquilli-
dade publica. Os conlratadores nio podendo satis-
fazer o seus empenho?, deixavam de malar o nu-
mero de rezes ajustado para o consumo; allegavam o
casodescea, e pedlam a rescisaodu contrat, 'ou
modificacSo, dizendo que o governo d sua parle
havia fallado s suas justas reclamarScs.
. O meu digno antecessor, nao querendo temar-so-
bre si responsabilidade alguma, declinou para a as-
sembla provincial, que a seu torno declinou tam-
bera para o presidente da provincia, aulorizando-o
pela lei provincial n. 311 de 13de maio do anno pas-
sado a adoptar todas as providencias, que julgaste
conveniente acerca do contrato do fornecimento das
carnes verdes, podendo rescindi-lo, se ehledesse que
o bem publico assim o exiga. Cabio-me a bomba
na mo. Mas so eu quizesse atlender s ao meu
commodo, nada mais fcil do que estar pela resciao
do contrata, que era o porque se empenhava a com-
panhia.
Terai, porm, e com moilo boa razao, que se o con-
trate fosse rescindido inopinadamente sem dar-se
lempo a predispor-se ou a organisar-s a compe-
tencia neste genero de negocio, quasi lodo as maos
dos contraladores, viriam estes, a dominar o mercado,
como j dominavam, e venderiam a carne como,quan-
do, e pelopreco, que muilo bem quizessem, pois es-
taran) no sta direilo: eenlo fcil he de calcular.
at onde chegaria a exasperazao popularT
Assenlei de podra e cal de nio admittir de modo
algum a resciso instantnea do contrata, vollando
as minhas vistas para o nico expediente que moles-
ta va as niodilicacoes.
E|jtrelanto a infrao(oe dos contratadores se repe-
llara ; clamor publico congnuava ; e cu cl.egadn
de novo a doenle,via-me espurio de informares ve-
rdicas em materia de tanta magnitude. Devendo,
prqrt, suspelar dos contratadores, jolgoei que o
caminho mais seguro a trilhar seria aperlarlos coma
imposino das multa, com o Gm, nao s de conse-
guir a mellior execncao do antigo contrata, como de
ganhar lempo para proceder a minda inqulri-
Zoes.
Exped immediatamente circulares aos delegado
de polica para qoe me informassem, l., que nume-
ro de rezes tinba apparecido na feira desde o prin-
cipio do mez antecedente: 2., porque precose tinba
vendido e a quem. especilicando-se o preco e a quan-
lidade das venda feila em cada orna taira : 3., qual
a quanlidade de gado enlo existente na feira ou em
suas immeiliacOes, e qual o' prec.o exigido por cada
urna rez : 4., se era cerlo, como se dizia, qoe os
creadores e negociantes de gado livessem recusado
vende-lo aos contraladores, ou seus agentes,' e qual
a causa dessa recusa : 5., quaes as noticias ltima-
mente recetadas do serlao acerca dssperdasde gado
occasionada pelo verao : 6., qual a quanlidade de
gado que se esperava, o quando poderia elle chegar:
7. finalmente, quaesqoer outras informazes e no-
ticias do que sobre esle objeclo occorresse. Docu-
mento n....
Colhi noticias de loda as provincia d'onde nos
vem o fornecimento do gado vacettm. Fiz- aindi
mais : nomeei urna commissao composta de cidadaos
respeitaveis eexperienles, para me coadjuvarem cem
o sen parecer na melindrosa qoestao, de que agora
me oceupo, (documento n....: tralei mesmo de eslo-
da-1, de entrar em clculos miudos de modo que,
antes dereceber o luminoso pareeer da commissao, j
eslava eu convencido de que linha-se dado a scca,
on vero prolongado, de que se queixavam os con-
traladores ; como lambem que estes nao podiam
vender carne pelo preco contratado senao sob a com-
pressao de nm monopolio aulorizado, como havia
eu prognosticado no meo olficio commissao, docu-
mento n....
Portante, a necessidade das inodilicacCes niio era
mais para mira um problema, quando em 28 de a-
goslq recebi o parecer da commissao : restava-me
unicamenlesaber amo efietua-las da mellior niauei-
Pedi aos contraladores que me apresenlassem
suasproposizoes: assim o fizeram debaixo das se-
1. JBrv.i'U.-te o tetlipo do contrato em tres pe-
rodos.
2. tb,ar diariamente no primeiro oitenla hois,
no segu''0 setenta, no lerceiro sessenta, sendo a
nialanral fe''a parte de vespera, e parte no mesmo
dia da vVnua.
3.o rflevarem-se os prezos a 2:500,3:200, e 4:480.
4. rfavendo transtornn uas eslaroes, os preco
seriam <'e 3:200, 3:840, 4:180.
5.a M "Has de doze mil rs. sobre cada rez que
malassrfm s raarclianles,. e sobre caita urna, que os
ron ira adores niatassem de menos do estipulado.
(,o ios diversos casos tari 11 los qqe indicavam se-
riain a dmjllidas novas niodilicacoes, elevando-se o
prerjo dimiuuindo-sc o numero ile rezes.
7.0 jkenunca por parle do governo das multa
pendeih'es do litigio (documento 11.....).
RecedH""10 esla proposta,c nao querendo cofiartnn
minha .liscricfio.submelli-a ijiiiitaroeiitecom o parceer
Alcntara1'0, e Silveira,encarregando-os de formn-
larcni pofPerle do governo um projeclo de modifi-
caces, que-?6 baruionisasse com o pcusamenlo do
parecer da c01"""*),. c com os dado que Ibes
minislrei. 0 que.resultou dessa conferencia foram
a seguintes pases :
1. Dividir Oiflppo restante em dous periodos:
seudo o preco dV carne no primeiro de 3:520, e no
segundo de 2t88o\rs.
2." Matar oitenla re diariamente no primeiro
periodo, e no seguro noventa.
3. Porcada rez cada infraezSo do comP10 pagariam os oonlralado-
resa multn de vinate rtf'3 "tf r. para o hospital
Pedro 1T. %
^^^nlla de oito
clamai
porem
tatj impoiSB^
8o quero
condizoes, aprsenlai
(documenta 1
primeiras.
Nao a quiz acei
19 de outubro que
a ultimas, que e 11
de novo regeilram
(documento n." ....)
Passou-se qaasi' lodo o
tema que o conlracto de 6 de ji
com todos os seus deleitas, 1
posta ao mesmo c novos clamoree.
novo os conlratadores provoca!
e depois de algumas conferencia ei
mmenle com.o seu prepoato, resolvi-a
das umitas impostas, conclujndo a seguintca
ficaces:
1. Dividta-se o lempo restante ( seis mei
dous periodos, o primeh-o at o Wat'' de ma
segundo aleo fim de junho.
2.a Ficarara o conlratadores obrifadoa a I
raesmo numero de rezes do;aotigo centrata,8t
periodo, e 70em outro,endo sempre obrigadj
lar de vespera 60 rezes, e 10 00 20 no di:
de vendo porm em lodo o caso saliifazer.
exigencia do consumo.
3.'Ser o prezo da arroba decante m
periodo de 39360, e de 29720 no segundo.
1." Pagarera, por cada vezquetalharemde nw<
a multa de 309000 e de 20T90W a 09080 ,
de exigirem um prerjo maior do qoe o estipula
exporem venda carne arruinada, euC
vender caprichosamente a quem a quirer
5." Serem a multas applicadas para o-e
Pedro II, ficando smenle para cofre mol
a de 39000 sobre cada rez que malarem 01 criad,
6.a Limitar os casos fortuitos rnente ao de
no lugares de donde vem o gado.
7.* Por-se termo a toda a questes penden 1
juizo e tara d'elle, e renonciar desde logo
quaesquer reclamazojg, a qne sob qualqi
pretexto se julgarem 00 vierem a julgar-se cem ,
lo em razao do novo, e do primitivo contrato [
mente n....').
A assembla conceber perfeitameme
me enlre a espada e a parede: eollocado
tentativa-on de deixar correr o eontralaC
por entre as vociferac/Se do povo, ou npj
lo. Eu porm nao poda tomar certai
timo parlido sem o contenso Miip__
Iraladoresque jseconleuUvam em ulttl
o statv quo), e para obter esle consenso
ceder alguma cousa; e cedi com eOeite,^
cadas, masa pequearjoUegadaseealatj
tana empre em beneficio publico, como
te?s* conhecer vista da *outrin
antiga contrato com a das moili/icBrej.
No anligo contrato, como, na inodiac
da-setalbar o mesmissimo numero de ri
parteo povo nada perdeu.
No primeiro contrato nao te obrigava
na vespera do da da venda, e por isso qi
distribua carne viva que de certa peta 1
do qoe a carne mora de vespera' *
impoz-se a obrigazo de malar de vespera,
cao de 10ou 20 rezes, quese'devem nuiat
da venda, quando a necessidade do consum
exigir: porque do contraro sertasa^^M
(antes a urna perda certa e qoe nao ap
ninguem.
No contrato primitivo o
29400 a 39200 r.; na mo,
29720 a 39365 rs., e dez ri dediffi
diOerenca que Im da ser justa, he e1
compensada as modificacots. Justa,
do o clculos, a que lano eu como al
da commissao procedemos, para saber-se
techejH nma rez ao azoogue, reconbi__
por menos de 3360 e 2J720 r., teno ped
urna arroba de carne no Recife.,
Dsse qoe a diflereuza de 5 r. e 10 rs. el
rautemenle compensada,porque abasleciib
mente o mercado cum esse genero di
cessidade, cora a pequea ditTerencaf^^H
ris (corno nao succederia na hy polhese
osouos gneros" limenlicios poderao
proporcionalmen; mais baratos. Coj
da pela animacio dos criadores, que j
de Irazer o sen gado as nossas tetras; e compen
finalmente pelo beneficio qoe resulten aos esla
cimentas de caridade.
No primeiro contrato a multa por causa t
fraccoes nao passava do 89OOO 500t
do as mullas sao de 20, 30, e 609001)
girera mellior os conlratadores a cumprir
tralo.
No contrato primitivo a multa do
vara carne nao sendo do numero
reverlia a favor desles: no 2*-
multa, a cxccpcao de urna,
dro II.
No primeiro contrata responda
diversos casos fortuitos; as modi
te responde |>alo de peste nos
vem o gado. No primeiro o gbv
a proporcionar aos conlratadores!
infallieel, e por lauto a modifi'
ne : as modificacnes s se allende
te e a mais nada. No primeiro conl
se as portas a mil rectaroaroes ; na
cerram-se as portas a todas ellas, meaos
pesie.
No primeiro contrato a liscalizazio
ganiulida.porqucdepcmliado-unt proel
cavapor louvados.eo loQvadodoscont:
Iludir o julgaracnlo final, e dar-lugar
as; as roodiliroes ludo: te reduz
simples, sumroarios e penmpterios. Por a
primeiro contrato j existiam peuden
pleitos, e outros iao pender: o segundi
lo o aniquilou uo presenta e no futuro
segundo contrato abru-se mao s'im
impostas; mas tamliem e. hospital ilos
nhonalhojeperlodcciuco coatas de ris,
do contratoganbara o mellior de doze c
valeria a pena trocar selle por doze?
de que foi reconheeida a secca ou
gado; desde qoe se apalpou bem
vender 110 Recife carne de vaccapoi
c 3,360 rs. asnuullas deixaram de ser je
rigorosa obrigarao de relevar deltas
res, [Mirqne a presnrapzao'deve cede
Mas se eu nao cedesse as multas seria obrfp
auguieutar o preo da carne ; e o i^vo nao fiearia
roais gravado t Eslou que-a nossa. populaco
generosa como lie, nem fia de chorar esses di
c cinco res, uem levara a mal que en tenha si
do o meu dever, tarando inua pequea
enumerar.
Nao deirei de chamar a alten rao da assembla
sobre o futuro da provincia a respeito dn questo da.
carnes verdes. Reraque eu coiuparlilhe,
o nensamenlo da commissao. a qucm.mo teqbo
ferido, islo he : de nao repetir o contrato que.se tem
de lindar,' julgo todava que coovem tomar al-
gumas niedidas.para que nao veohamos cablr na pe-
nuria, em que nos acliavamos antes do routra<
se nao pode laxar o preco dos vlvere d
necessidade. forcoso he peta menos cuii
meio indirectos, de prover obre a
carne verde. A cncorporacio de uraa-
era que o governo lome parte, mais come fi
do que como especulador, me parece que peder ter
Iogar/Jconsolte sobre este obecjteaasaociazio om-
merclal, qoe deu um vota destavoravel, e qne oom a!
copia de um projeclo, que submeUL sua considera-
cao, ser-vos-ha enviado pira que II,
lancia que elle merecer.
Se quo. notle arligo, j bastante longo, teoho abu-
sado da vossa paciencia: a demasiadacoofianca
rem. com que me honraste, impoz-me a abr,
de dar-vos conta da commissao de que rae
les, e teoho por isso todo o direil-
a vossa indulgencia.
AtsociacGes.
AaMOCiacJo cOmmercia\l caolin-
com regutaridade, moslrando-se solic 1 er fir ai J
interesse commerciaes. f
ao snj^^^^H
*
n

fcil


sua creaeio. Pela pru


IV-
.o>>racoes,tera elle firma-,
Serado o pontoel curaprtmen- cimento serlo salvos da deslruieao tamenlavel
as sao
ii a aaalqncr oulra moeda ;
alado desde o seu esla-
oa alada de ser paga em
Distas em assem-
maxmo de
pelo estatutos ; e as ac-
lamadas pelos primitivos 1
r
%
s
c
fv
l'aprDWido!
dooteu
lo do titule*
procuradas ce
e das latir que
brlecimeni,
sen venrimeit
UHI mmeme
hlca eral
accionista
oncessionar^^^WBesio exclusivo conce-
dida por decreto lili de 3| de- jgneiro do anuo
paaf^^^^^^^^^^Boma companhia de na-
refOfW para a qual foi concedida
uaa "bveoc.sapela leirovincal n. 303, lizeram
*-aaafoj4o mesmo privrteg'nM cinco negociantes, que
seguir a eod|eracao de mais oulros,
te organiraz seos estatutos, e de elegera di-
i suboiottcr coufirmacao do
imperial, e dar andamento a empresa,
froto n. 1188 d de junho ultimo foram
estellos parra companhia de seguros
M desta prnca,denominad Ulilidade publi-
W* lambem neda cidade urna associaco
nlMda Caixa econmica cujo directores
*am eleitos : lomramos nos, senhores.que ea-
se desenvolva na provincia o espirito de
associaqoes ote I !!
Induttria agrcola e artstica.
rSendo agricultor a principal indus-
e pait, he nena que nao tenha ella obli-
alvimenlo de que necessiUi. Desejando
vos alguns dados que sufggrissem qual-
a acorocoamenlo, procurei eonhecer o
os nossos engenhos, quaes as suas forjas, e
s eiercila-las, >e qual a producto, termo
,'aflm da ver por que maneira poderiams eco-
bracos que tanto nos faltam ; melhorar o af-
aaaoear para ter mais prego, e mesmo deter-
ystema da trabalho que nos conviria adop-
o cosleo e tirabem na edilicacao dos engenhos.
i isso nao so consultei a algamas pessoas profes-
00 ped por. carta a lodos os seuhores de
wclrecimentos, que roe pareceram con-
Se me chegarem a lempo de vo-lo, poder
Bar, procurarei entosubmelter rossa con-
tadas as reflexoes que a tal respeilo houve-
rem de occorrer-me.
Iombc animo desde ja a fazer mil votos
se realize entre|ns o generoso peosamenlo
ns dos nossos comprovincianos, que medilam
sde organizar urna sociedade de agricultura,
i intuito de crear ama escola normal de agri-
i at de sustentar, no nosso mercado.o preco
os geueros, que mais avultam,o assucar e
i*N contra os caprichos dos especuladores.
MM te qne os esforcos empregados
tide sarao eoroados dos mais felizes resul-
cucio da lei provincial n 309 de li de
limo panado liz encommenda so cnsul
em Cayenna, pop intermedio do Exm. prc-
(a qoem ofDciei) da maior porelo pos-
leltior canna d'assucar; e s em dezembro
les barricas couteudo duas qualidades de
Mes, da canoa orA'iusrit\charum officinarum
amacelta rajada de nixo varelas, mas ja 13o pas-
s, fas live d manda-las logo plantar no sitio do
k. Jos Camelo, no Monteiro, para em tempo
"* distribuidas pelos lavradores,
[o das fabricas assenladas ha muito nesla
Mma ontra me consta estar a estahele-
novo, seuao a deTefinar assncar que se est
a uovaaeuo do Mouleiro, e que promctle
grande vantagem para a provincia. ()
Algodao. %
ntenio Juvencio Pires Falco fez pre-
s barricas com ementes de algodao her-
mlado da melhar qualidadr, nao s pelo
aspseo que oceupa o arbusto, como pelo lma-
la qualidade do capucho. Mandei distribu-
il de agradecer a generosidade de quem as
ofltafew.
Xa do algodao alm de lular com as difli-
) cultivo, lata com outras que procedem
ejo.que altera o sau crdito no mercado;
WriocbrriEra qualificaro do algodao
meio tambem de corrigi-lo no cultivo.
ece-se em Pernambuco tres semenles de
da India, que pruduz o algodao deno-
crionte;adeCayanna, que produz oal-
gsdlo chamado de Cayanna.e a da America do Norte
que prnduz o algodao denominado quebradinho.
do de primeira sement he superior; o da
segunda, regalar ; e o da lerceira pessima.
As diliirentes qualidades do algodao sao bem co-
i Europa, oode o da primeira qnalidade
oblan uro preco na razo de 29900 rs. mais em rela-
ta tereeira. Has entretanto, lomando-se por
baseda quatlfica^k), (nao a qualidade intrnseca do
algodio, mas a mellior tralamento que Me dio, acoo-
tece que algodao de primeira qualidade he qualifica-'
do como desaguada e tereeira sorle, e vendido conse*
galnl s por pr.jo mais baixo por que se vende
" de i qualidade, classilicado em primeira sor-
le, onica icnte por qovem mais limpo.
Ira, eonvm nolarqae este desfavor depreco s-
yava aos nossos agricultores, que cultivando
r algodao, vendem-no como peior ; mas nao
a exportadores quesabem oque compram
ndam.Eslou informado de quealgumas ca-
rnambuco teem comprado algodao cri-
ouro, sement da India, elassiflcado em segunda
sorte, e vendido na Europa por algodao de supe-
rior qualidade, e por bom prejo. Uo que se pode
|ue muito convera determinar mellior a qua-
algodao, segundo a estimativa que elle
Europa,alim de que aulira maior lucro quem
o cultivar, e se nao ache interesse em
ale de m qualidade. Ser este o meio
iotie Peruamtiuco recobrar o seu antig-
crado.
Trato porm de^aonlirmar-me as ideas, que acabo
dees ir, para represan lar ao gove no imperial alai
respeilo o que me parecer conveniente acerca da qua-
lilicsao do algodio, qu\aever'i ser regulada sob dous
pontos de vista, qualicftile intrnseca do algodao
e bom trato
le dat Arles mechaaicas liberaet nao
recido do bom conceilo com quescube elli:
i voasa protecoSo. Assislindo aos examesdos
cus al ]nos,mnilo me lisongeei de v-los iobresahir
nat dktj )Uoas, em que foram argidos. Para que a
casa raandet fazer-lhe alguns reparos, coma despeza de
qualr il ris quesepagaram pels verba las
!*peru que nflo ves esquecais de conlri-
buir para que os nossos patricios artistas obtenham o
groo de inslrocrao neepssaria, que os posta fazer en-
trsr ora concn enca com os das narfies mais caltas.
Pela sociedade Auxiliadora da Industria Nacional-
do Ro de Janeiro veio enviada a presidencia urna
porejo de ementes de fumo de Havana.e de ail de
Bengalli, que mandei distribuir pelas cmaras muni-
ciftaeseom recommendao,ao de ser bem examinada a
dHTereuca do rumo, qne sabir dessa sement, com o
que he cultivado entr nos.
OBJECTOS UIN'ERSOS.
Seminario de Olinda.
tttffe**--
^B^^^IB
DE-fMMMiiCO, Sg|T> EEIRA 3 DE MARCO DE 1854.

uifad, que lio bons serviros prtsta-
xeria lalvezcoademnada a locar no ulu-
le anquilameiito, se acaso o previdenle go-
i., a quem devemos porissoa mais
Uao, naosotivesse valido da aulorizarao
(islaiivo geral para consignar um creili-
90& rs. para a* detpezas de reorganizado
do samioari, creando-llie ao mesmo lempo 11 ca-
ileiraaaopee1 les, por decreto de 21 tfcs novenibro do
MjitimjAo.
klerosos elementos, he natural que den-
tempe se possa adoptar um svsiema de
indio pi estabelecimento do
se acha, proporcion aos
eos un, rgimen perfeilo de eco-
de educacao moral e sci-
^Hum forte i ncenlivo para que o nqs-
Hflwvar-se i| Verdadeira altara de sua
La^Laos**80'

Tieejo aos raparos quese jul-
cdiliciu que aineacava
is .wperanra de qae em|
>V
as.
bon desejos de que o governo, e o nns-
preladoae acham possuidos, he de prosfl-
oiir que, mediante algom esforco e perseveranca.no
talar mal longe a poca em qne lenliamos a sasfa-
O de ver o seminarte de Olinda equiparado aos
roelhores do imperio; aobrelodo se as ptimas dispo-
sicOes que fa exlstem rorem auxiliadas por om pes-
oal intelligenteemoralizado, a qnem se confie a di.
rec^So e scalizacao do collegio.
Constando-me que as grandes mires de agosto do
anuo prximo passado, foi interrumpido a tramito
publico n isllimo de Olinda, em consequencia de
haverem as ondas do Ocano galgado o islhmo, a-
zendo-lhe profundas escavanos, uumcei uula com-
raissao de engenheiros eucarregaJos de examina-las
nolugarjunlnaoforledo Buraco: ea lin.il repre-
sente! ao governo imperial acerca da necessidade de
se construir com urgencia um paredaonn rnuraiha,
queservindo/le guarr.icao i margeni do rio Beberi-
be, enlre as fortalezas Brum e Buraco, concorra para
" melhoramenlo -do porto, e sirva de evitar que o
isllimo seja curiado. Espero ainda pela decisSo des-
le negocio.
Autorizado pelo arl. 14 da lci do orcamenlo vigen-
te, conclu por 8:5009000 rs. a compra da casa, que
na villa de Ouricurylem deservir de cadeia.de-
pois de ter ouvido previamente ao inspector da Ihe-
souraria e director das obras publicas, a quem orde-
nei fizesse os reparos de que ella ainda necessilava
para poder receber os presos. _
Est conhecido, senhores, qne os cofres da nossa
muuicipalidade nao tem forris para conseguir o me-
lhoramenlo das estradas municpacs. He necessario
que a assembla furiieca os mcios precisos para re-
parar-se a estrada que vai para o Monleiro, e abrir-
se duas travessas desta estrada para a dos Aluic-
los.
Convir lambem auxiliar a obra do matadourn pu-
blico, cuja planta e orcamenlo j mandei levantar, e
entregar a cmara municipal em cujo Ilustrado zelo
mullo confio.
Sobre notas falsat.
No da 10 de Janeiro prximo passado Toi caplnra-
radoporordem do delegado supplenle do termo do
Bonito um individuo de nome Manoel Teixeira de
Carvalho por antonomasia Roldao por sus-
peitas do ser elle introductor de inoeila falsa na cir-
cularan : foram-lhe apprehendidas doze olas de
SOSOOO rs., as qoaes, sndo-me remetlidas, mandei
examinar pela Ihesouraria da fazenda everificou-se
serem /alsas. Pelos interrogatorios a que procedeu
a polica descobrio-se que acham-se envolvidos no
mesmo crime diversos outros iinlividuos, dous dos
quaes linham j sido presos no Bonito, e um no I.i-
moeiro, e iam ser processados ; e para a prisgo dos
oulrus estava-se proceilendo is convenientes dili-
gencias. O principal introductor, alm deste cri-
me, tem de ser processado na villa do Limoeiro por
tentativa de homicidio, e furlo de cavallos.
Senhores membros da assembla legislalica pro-
vincial: No meio dos variados negocios do expediente
quolidiano da administrado, nao me foi possivel pre
parar mais ampios esclarec menlos e informacoes so-
bre as necesidades da provincia. Vos, que sem duvi-
dafostes escolhidos como os depositarios da (radican
dos fados que nella se passam ; vos que sois o foco
de sna intellgencia e Ilustraran, supprireis sobra-
damente a minha defflciencia. Mas cu vos Gco,
queme adiareis sem pre disposto a minslrar-vos lo-
dos os documentos e meios pralicos, que me houver-
des ile requisilar para conlinnanles na grande obra
da prosperidade da provincia ; obra em que serei o
mais fraco-auiliar;. porm nao menos pernambuca-
no, nao menos patriota do qne vos.
Comccai os vossos trabalhos.
Rece, 1. de marjo de lai.
Jos Bento da Cuiiha e Figueiredo.
sem pernio, por cansa da curta do marquer de Nzia,'
qoanilo Pinto Carneirose referi na Esperanca, co-
mo ja lbe refer. r '
A companhia iMso-BraiiMra annuneiou final-
mente, qne no da 24 de marco parih- para o Bra-
sil o pnmeiro vapor da companhia porlugueza.
Lisboa 19 da fevarelro da 18U.
, O paqnete que devia par4ir d'aqul no da 29 de
jnuero nanfragou as cosas da Inglaterra ; por
consegumle o correio d'aquello vai agora no pa-
quele da nutra carreira : pouco poderci arcresceutar
ao que ja lbe ilisse naqnella correspondencia os
jomaos contnuam a fazer foqo contra o 'ministro
Rodrigo assoalhando escarnalos, que dizeiu ellos
nancham qualqner miuislerio de que faja parte o
actual ininislro (lo reiuo : he indubilavct que este
Rodrmo.iia opiniao demuila genle boa foi, sempre
um fura-vida, e lambem mnto entendido em cun-
tas de caixeina ; lambem iie vardade que lodos es-
tes senhoresjornaes pelo lempo1 adianto liflo de vir
a sen ir de emhrulhns as mere carias e coneilarias
e lalvez que oulras cousas mais.
Opa gozar paz podre, asiuulhcres conlinuam na
sua inania de quercrem casar, esta mana he como
qualquer oulra, so com a dilTerenca de ser muito
antiga; julgo que por ah ha-de acontecer outro lano
todas ellas pensam do mesmo modo; acho que leem
raza*. I.lliinamenlc os redactores da Esperanca
jornal que loma a peitoa defeza da admiuislracao ac-
tual, e por cllaassalariado, como acaba de confessar
osseus eximios redarlores, tiveram os seus desagui-
zados com S. Exc. o Sr. marque/, de Niza ( homcm
grande na verdade ), foi o caso, que lendo o nol.re
marquez travado-se de razes com um tal Pinto
Carneiro, officiaPde engenheiros, anligo collaboia-
dor do Pan, jornal que aqu se pnblicou ha lempo fa-
zendo opposnao ao governo, e no qual tipha grande
inllucncia o mesmo marqoez; este dirigi urna caria
aos redactores da Esperanca pcrainlando-lhcs ca-
iIiegoricaiTieiitc se estes parlicipavam das opiuies
uo sobredito Piulo Carneiro, que ullimaineiite lam-
bem pcrlencia a redarao do mesmo jornal deu mo-
tivo a esta desavenca certa falcalrua que se alribue
ao PintoCariiciro em que nao liavia ihuila limpeza
n.1o so nao linham as mesmas opiniocs ncm loina-
meltendo urna clleci;ao dos aclos legislativos, pro-
mulgados por aquella assembla na sessao do anno
lindo, bem como um ejemplar da falla, com qne o
Exm. presidente da mea*provincia abtlo supra-
chivar.
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Lisboa 31 da Janeiro de 1854.
Como al agora nao sabio o vapor, julgo convenien-
te escrever anda duas linhas, m additament mi-
olia carta de 29. Nolicia interessanle n3o a ha, pos-
terior aquella data. Os nimos estao, muito preoecu-
pados com o-andamenlo amearador da queslo orien-
tal, a qual realmente tem agora mais que nunca um
aspectu belliciiso. J se falla em dar contingente de
tropas Ingnlerra, nn caso hoje mullo provavel de
um rompimenlo formal enlre a Inglaterra e a Russia.
Islo porem nao passa de um mero boato, que pouco
crdito merece.. O estado de Hespanha tambem ios-
pira receios. As crises minisleriaes sao frequenles.
ltimamente o ministerio sartorius adoptou medidas
de vigor, desterrando varios generaes (enlre eUjauO'
D'onnel e_Concha) para diversos pontos'. Diz-seqie
liuha" ha'vido por parlo delles tentativa de revolla
para derribarem o aclual gabinete? Certn he que de
um dia para outro pdem occorrer serios aconteci-
menlos no reino vizinhu.
Os Ibricos ou partidarios da uniao Hispano-Luso,
dcbaixo do aceplro do Sr. D. Pedro V, conlinuam a
(rabalhar em ambos os paizs ; pnrm semelhante
projeclo he quasiimpossivel qneviogue, pelo menos
est ainda muito pouco maduro.
Omarechal Saldanba lem passado peior estes lti-
mos dias. Bateram-se ante-hontem pistola, em
consequertcia da desavenca de qne de conla na carta
precedente, o Carneiro e o Carlos Jarome. 111/700
poeta, um dos redactores da Esperaiifa. Esle peri-
dico dizem nao apparecer mais.
Hontein comecou na cmara dos pares a discussao
sobre a resposla ao discurso do Himno. Ka liara m
acremente contra o governo o visennde de Saboia e o
conde da Taipa. Antes dsso fallou o marquez de
Niza, allndindo n pendencia que tem trazidocom a
Esperanca, pedio cmara que declaraste se consi-
dera va maculada a sua reputaran (a delle marquez) t
A cmara unnimemente declarou que nao, e assim
conlinnara a ver de qaando em quaudo no recinto (-
onde celebra as sesses, o nobre descendente d Vasco
da Gama.
'3 de feverelro
Como o vapor, que deveria ter daqni sabido em 29
do mea passado, desta voz sabe lo retardado, acres-
cenlo anda duas linhas de segando addilamento,
anda que nada occorreu quje exija ser noliciado, pos-
teriormente a minlia ultima cartasuas magesladcs,
o rei regente e o re menor, tem uestes dias visitado
os quarteis dos differentes corpng.da capital o css-
lello de S. Jorge. O Sr. D. Pedro V, em signal de
respeilo para com seu auguslo pai, lem querido" sem-
pre dar-lhe a direita, nos passeios, revistas e na ida
ap palacio das corles ; pertencendo-llie alias o pri-
meiro lugar. S nos actos solemnes, laes como as
sesses reaes das cmaras o nos beijamaos i corle, lem
lomado o lugar da direila. as cmaras legislativas
nada tem havido (depois da minha carta de 29) que
possa interessar os*leitores que estao fra de Por-
tugal.
Por. occasio do projeclo para seconcederenv aos
hachareis em malltematica pela universidade de
Coimhra as mesmas vantagensque lem no exerciio
os alumnos com o curso completo das escolas polvle-
chincas de Lisboa e do Porto, lem-se manifestado
enlre a universidade e as ditas escolas um antagonis-
mo que j ha muito tempo existia, se bem que menos
d_eclarado.
' O prior de Santa Isabel J. J. Tavares apresenlou,
na cmara dos deputadns, enlre oulros projectos, um
Eara a convocado de um concilio nacional da igreja
usilana uvido que soja approvado ; e no caso
de o ser nSo me parece qu de urna (al reuniao se
hajam ro inconveniente que ella teria. seria o de tornar a
suscitar desagradaveis competencias de prima i/a, en-
tre o carden I patriarcha de Lisboa e o cardeal arce-
bispo de Braga. Em casa do marquez de Vallada
hoiive no dia 22 de Janeiro ultimo urna reuniao de
alguns pares, conhecidos como zelosos calholicos, e
de varias nutras pessoas de alsum conceilo, como Ili-
teratos igualmente religiosos, para nella se tratar da
organacao de ama assciacao promotora da civilisa-
cn catliolica. Precedeu licen^a da auloridade ci-
vil, e naquella primeira sesso resolveu-se pedir-se
lambem a autor sarao do Exm. prelado diocesano qu
inimedialamenle a conceden.
Agora os estatutos redigdos pelo marquez de Val-
lada subiram ao governo, para serem examinados.
Veremos o que se far sobre lilo importante as-
smnp'lu.
-14-
Em addilamenln a minha de linnlcni, acrescento
que a discussao da resposla ,ao discurso da cora,
que lem sido mui prolongada e disputada, na cma-
ra dos pares, devia fechar-se hoje ; mas o discurso
do ministro da justica, que oceupoo a sessao toda,
e que por ler fallado nos negocios do padreado, com
pouco sizo, deu aso a que pedtaem a palavra muilos
pares, inclusive o conde de Thomar, que lera loma-
do grande parle,nesla disenssn, e tratado le se de-
fender das impuiaces, que lhe ha feilo a regene-
racao.
Toda a imprensa lem estranhado esle verdldTro
desvario da cmara dos pare, em excitar odios an-
ligos, como lem feilo o conde da Taipa, do que real-
mente se nao lira proveito oenhum. A cmara dos
deputados nao tem por ora feilo cousa que deva
meoctonar-se. *
n po numero
ue iini
coniecer.
/
rnal arranca, do governo. ainda vive, mas
bravo ser sabUiloido por oolro intitulado o Secu-
mplicados no negocio da machina infernal
ram abiolvidoi pelo jury no di 6 do crranle,
e que o governo fnoreeeu esta ahsolvicSo,
revelaces desagrada veis. Victoria, tan-
ta absolvido, raandoo desafiar I). Jo3o de
,A" 10 autores da machi-
- ni 4inhi esertplo na Esprate, de sorte que vamoa
P llar miicnm rfo^fin tt/.m A *_____ .-- 1______ 1.
I ler mais om desalio alm dos que houve, todo*
vam parto nos artigos do seu co-re'iaclon>#ia8ale as
achavam blsaa c calumniosas ; cm seguida o mar-
que/, foi acamara dos pares, c laalirou-c ao minis-
terio como galo a bofes,dizeudo que um (al gover-
no nao,mereca consideracSo, ncm apoio de gente
sensata ; pois que pagava a escriptores assalariadns
para odefenderem, e que assim o poda aflirmar de-
pois do que ouvira a unidos seus redactores, c que
julgava o Pinto Carneiro abaixo do seu chicle; ef-
fectiyamente pinicos dias depois D. Joao d'Azevedo
publicavana Esperanca que, cm conversaran, dissera
ao marque/ que recebia 11111 subsidio do governo pa-
ra jredigir o mesmo jornal: o Rodrigo desta vez per-
deu asestribeiras, nao moslroii a sua nianha c lino
habitual, atacado pelo marquez eonfcsou que era
verdade ser aquello oruai maulido a expensas do
governo : agenle dedicado levou a mal que os re-
dactores da Esperanca ibaiidonassem o seu collega,
Tosse elle o que fosse, mas a cousa oheirava a clia-
niu-.cn ; pois o marquez brinca muito liem com a
vida do sen scmcHianle,' c I). Joao d'Azevedo nao
gosta que Iheloquem o fogo na fogueira do espinba-
co, este lidalgo he cscriplor elegante, autor de va-
rios opsculos il? mrito, crajuizdc fora 110 reina-
do do D. Miguel, c 110 governo constitucional lem
servido todas as faccoes, gosta s que lhe pagiiem
bem: os rapazes dizem que a figura pareee-so rom
um fejao : os rapazes sao da pclle do diabo. O ou-
Iro rodador, he um Aflbnso de Castro, irmao natu-
ral do Macario de Castro, ja morto, grande proprie-
tano de Umcgo ; este AlTonso ile Caslro, alferes de
cacadore*. boje offlcial do oslado maior, moco de
medianas, ou antes magras lettras bebidas em I.uiz
Blauc deu cm esrnplor publico, fazendo o seu debut
na Esperanca, eslaou-se para provar, que receber
um eslipcndo do governo para o defender, nao
be cousa (8o rea como parece; citou Chateaubriand
citou Lamartine, o jornal de Debis o nao sci qne
mais; parece-meque pouca gente leve paciencia pa-
ra o ler e linha razan.
O negocio alinal acabou com desafies, o Pinto
Carneiro dizem qoe-amarrotou um braco do AlTonso
de Castro ; mas nao foi cousa de cuidado ; depois
foi D. Joao de Azevedo desafiado pelo Piulo Carnei-
ro ; foi 13o immundo o papel que este dalgo fez,
que cu nao quero ucher papel com scmellianles
nnzcrias, o fado he que nao hoave saiigdi ; mas fi-
que sempre sabendo Sr. Diario que nao se perda
cousa boa, fosse elle quem fosse.
l>c novo he I). Joao de Azevedo desaliado pelos
que sp.dizcm autores da decantada machina infer-
na que foram ou antes acabam de ser absolvidos
pelo jury. Esle negocio ainda nao est liquido por
use nao lbe posso dizermais nadaa este respeilo.
I.mdosacontccimenlosmashotaveisem Lisboa foi
a chegada de S. Exc. o Sr. consclheiro Antonio Pe-
regrino Mciel Monleiiu, representahte do Brasil
nesla corle, a elegancia edslinccSo de suas manei-
ras, a sua alia illustrai;ao dcixaram penhorada a boa
sociedade de Lisboa que o foi cumprimei
Exc. foi residir no hotel Braganca, primeira
lir. officio do Exm. Sr. consclheiro Anlonio Pere-
grino MacielMonleiio, dando parte de haver cuin-
prido a commisso de qae fra encarregado por esta
assembla de significar a S. M. I. os senlimentoa de
profunda dr de que a mesma se ochava possuida
pela infausta morle de9A. I. a Sr. 1). Murta Ame-
lla, o remetiendo copia de discurso que nessa occasio
pronuuciou.A' archivar.
Um requcrimeiiln da cmara municipal da Villa
Bella, pedindo a siippressao do districto de Paz da
Fazenda do S. Francisco. A'- commisso de esta-
lislica.
Oulro de Braz Marceljajjdo Sacramento, pedindo
ser prvido no lugar vaf^de continuo desta assem-
bla.A' commisso de polica.
Oulro de Pedro Paulo dos Sanios, no mesmo senti-
do.A' mesma commisso.
Outro de Domingos de Azeredo Continuo, no mes-
mo sentido.Teve igoal destino.
Oulro de Claudino Paulo de Lyra Flores, pedindo
o mesmo.A' mesma commisso.
Oulro de Filippe Facundo de Sonza Peixe, reqne-
rendo o mesmo.Teve o mesmo deslino, e como, esle
os de Manoel Francisco da Silva, Antonio Patricio
Correa de Figueiredo, Aflbnso Al ves do Reg, Jorge
Anlonio de Almeida, Vicente Umheiino Cavalcanli
de Albuquerque, Antonio Paulino da Silva, Anlonio
Procopio Souza Barcellos e Christovao da Rocha Co-
nfia Soulo-Maior.
PARECER.
A commisso de polica prope para o lugar vago
de continuo desta assembla, ao cidado Pedro Paulo
dos Sanios.
Submellida consideracSo da casa a proposla da
mesa, be approvada.
Achaiidn-se sobre a mesa o diploma dn Sr. depnla-
do Rodrigo Ca9lor de Albuquerque Maranho, he
remedido commisso de poderes, que sobre elle in-
lerpondo o seu parecer o julga depulado. e sendo o
mesmo approvado pela casa lie-o mencionado seohor
introduzido na sala, e depois de prestar juramento
toma assenlo.
RDEM DO DIA.
Proccde-se eleicao das commisses" permanentes,
o corridos os escrutinios, ficam constituidas pela for-
ma seguinte :
Constituirn e poderes.
Agar, com 18 votos; Figueira,cora,2I ; Baptisla.
com 17.
Fazenda e orcamenlo.
Jos Pedro, com 22 votos ;' Manoel Joaquina com
19 ; Barros Brrelo, com 19.
Comas e detpezas provinciaes.
Moscoso, com 22 votos; Silva Braga, com 21 : Dr.
Porlella, com. 19.
Achando-se na ante-sala o Sr. depulado Figaeira
de Mello, he&.Exc. convidado a lomar assenlo, e
elleclivamente o faz. tendo prestadojuramenlo.
Commercio.e agricultura.
llio, Com 23 ; Silvino, coro 20.
Redaccao.
^ fcpaminondas, com 23 votos; Mello Reg, com 21:
Clemenlino, com 20. '
> .. mtrucciio publica.
lorlella. com 25 votos ; Paes Barrete, com 23 ;
\arcjao, com 12. '
Estatistica.
Campos, com 19 volos ; Silva Braga, com 22; Cas-
tor, com 16.
Justica civil e criminal.
Apngio, com lavlos; Neiva, com 19 ; Costa Go-
mes, com 20.
Negocios eclesisticos.'
Wejao, com 21 votos ; Campos, com 13 ; Mrr,al,
com
foi cumprimentar; S.'
--,an;a, primeira hpspe-
MMo?' capital_iicla sua opulenciae sumpTuosi-
dade ; nao apresenlou lego as' eredenciaes, porque
as que (razia acrcdiUndo-o peante a rainha; ji
uilo linham lugar pelo fallceimento desta para cora
cl-rc regente; todos sao concordes em aflirmar a
elevaco e tlenlos do Ilustre estadista, brasileiro.
Porta 9 da feverelro de 1854.
O fevereiro apresentou-se com um focinho riso-
nho, porm parece que o tal viziiiho lie sardnico,
pois apezar da presenca do lucfero Phebo, as ep-
denuas epidmicas tem augmentado o' recrulamcnlo
para o nulffo mundo. Os sustos que por c tem ac-
coinmeUido clero, nobreza e povo, pela viziiibanca
da cholera anda se nao dissipou, pois segundo s
nolinas da Caliza, a tal mal cucarada e cdiabrada
Asitica, continua fazendo alli das suas, sendo falaes
a maior parle das vizilasque ella faz, com prejuizo
das vidas gallegas, que sao vidas cmo oulras quaes-
qner. ^
A nolilica por aqu esbi em pasmaceira, e ape-
nas da signaes de si, no ladrar continuad dos jor-
naes da opposirao. Os gansos do Capitolio nao mos-
trara muila gana de cancar os pulmes; comtudo
na cmara em que cada um he par, conlra -a opi-
niao dos inalhematcos.lcm havido liroteio do pi-
quele cabralista, que presagia maior cscaramuca na
discussao do orraraeulo, que he o pomo da discordia,
por que os que lem |>asta querem consena-la,
cosque nao lem querem-ua obfer. He ordem
do mundo, que lora monolono sem estas peripecias
da vida. Cbegou anle-honlein o novo vapor Cisn'
para a companhia Porluensc de navegaran, veio de
Lisboa ao Porto em 16 horas, c vem substituir o
Porto, que nanfragou na barra cm 1852. Ja nin-
guem se Iembra dessa Iruiuenda ralastropbe, pois a
respeilo de barra, o inelhoramenlos ficaram as co-
lumnas ferro estao por emquanto no papel dos programmas
c decretos. Parece que. os tees caminhos de ferro
projectados e decretados nao pdem medrar por
falta de ouro. Vamos viveudo de esprancas, que
ja nao be pouco. A companhia de navegaca Luzo-
Brasileira anda por emquanlo nao juslilicou a se-
gunda parte do titulo, c j nao seria sem tempo se o
jiisiiiicasse. Tudo se vai resenliiido do pcnsaniciilo
de guerra; na assciacao commerrial romperam-se
as hoslilidades enlre, o commerrio c a industria,
veremos quera consegue a oceupacao dos principa-
dos da|prcponderaiicia. A primeira tem por si a Tor-
ca numrica. Tatito aqni como cm Vianiia lem ha-
vido pequeos, proiiuuciamentos conlra a cx|orta-
cao do ccreacs, pois como se da como iuduhilavcl a
guerra, ha receios de que o que agora vai para fo-
ra. falle depois ca dentro. Deixo aos economistas o
cuidado dj comenlar a cousa, pois nao quero mel-
ler o nanz oude nao sou chamado.
Corre um zum-zum, nos alise baixos circuios,de
que o governo de John Bull, pedio ao porlitcuez
una legia de 8:(H0 linmens machos, para fa/.ereiii
as Kuaruic de Corf e Malla, j se sabe, paga pelo
dito governo do dito John, islo he pelo governo que
da os dias sanios as frescas marcena do Tamiza. O
carnaval aqu promctle ser animado, estao j an-
nunciados bailes mosquees, cm lodos healroi, e j
nos dous domingos passado apparcreram mascara-
dos pela ra, uns com mascara arlicial outros rom
ella natural (o maior numero), pois est provado
que o mundo he um pensnmcuto mascarado.
As noticias da vizinha D. Iberia sao arripiadoras.
O absolutismo osla fazendo fosquinlias, a ver se
pode meter barba 110 calix. A mprciisa esl en-
tallada, e os princpaes generaes foram deportados.
Um delles O'Donell nao ohedeceu, c alapou-se,
cre-se que com o fin de fazer algiini pronuimamen-
to. quesejulga incvilavel, para impedir o Coup de
Etat, que o gabinete sartorios est engendrando.
() que forsoar se nao for sino de corlira com h-
dalo da sobredita.
I.evanlou-se a sessao s 2 horas da tarde.
REFARl^CAO- DA POLICA-
a7"* do dia 2 de marco.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. quedas
parles boje recebidas nesta repartirlo, consta lerem
sido presos: minha ordem, o preto escravo Anln-
1110, por andar fgido ; ordem do subdelegado da
rreguezia de S. Antonio, o pardo Joao Pedro, por
riirlo; e a ordem do subdelegado da fregaezia dos
Afogados, Jos Francisco Cazulla. pordesordem.
De! guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Peruambuco 2 de marco de 185i.Illm. e Exm.
Sr.conselheiro Jos Bento da Cunha e Figueiredo,
presidente da provincia.ni: Carlos de Plica
leixeira, chefe de polica da provincia.
ASSEMBLA LEGISLATIVA
PROVINCIAL.
Sessao' ordinaria em 2 de surco de 1854.
j Presidencia do Sr. Pedro Cavalamti.
A s 11 t horas da inanhaa, fcita a chamada, achara-
se presentes 22 Srs. deputados.
O Sr. Presidente abre a sessao.
O Sr. 2." Secretario li- a acta da sesso anterior,"
que he approvada.
O Sr. l. Secretario menciona o seguinte
EXPEDIENTE.
bm officio do secretario da provincia, acensando
de ordem de S. Exc. o Sr. presidente da mesma, o
oflicio desla assembla, em que se communieou o re-
sullado da eleicao da mesa da mesma assembla.
Inleirada.
Outro do mesmo, remetiendo um exemplar da falla
com que S. M. o Imperador encerrou no dia 25 de
etembro lindo a primeira sessao da nona legislatura
da assembla geral legislativa.A' archivar.
Oulro do secretario da provincia do Amazonas, re-
metiendo dous expropiares da falla com qne o*Exm.
presidente daquella provincia abri a sessao da as-
sembla da mesma provincia.A' archivar.
Outro do' secretario da assembla da Parahiba do
Norte, remetiendo urna collecco doi actos legislati-
vos, promulgados por aquella assembla na sesso
ordinaria do auno passado.A' archivar.
Outro do secretario da provincia, commuoicando
de ordem de S. Exc. o Sr. presidente, haver a corle
lomado lucio por seis me/es, sendo tres pesado e tres
aliviado, pela wnliissima morle de S. M. F. a Sr."
I). Marta da Gloria.Inleirada.
Oulro do secretario da assembla das. Alagoas, tf
Exame de posturas.
Sa Pereira, com 18 volos; Oliveira, com 19:
Metra, com H. '
Orcamenlo municipal.
Theodoro, com 21 votos; Auguslo Oliveira, com
19 ; Lacerda, com 18.
Saude publica.
Sa Pereira, com 25 votos ; Pereira de Brito, com
2i, Meira.com 15.
Pelicoes.
Siqueira. com 20 volos'; Porlella, com 20 ; Luiz
Filippe, comal.1
Brandan, com 21 votos : Silvino, com 18 ; Baptis-
la, com 19.
Ordenados.
Burros Brrelo, com 23 volos; Clementino, com
ti ; hpaininnnda.-. com 23.
ComniissSo especial de fixacao de forca policial.
Mello Reg, con; 22 volos ; Souza Carvalho, com
22; Augusto Oliveira, com 21.
. Nao havendo mais nada a lra(ar-se
O Sr. Presidente designa para a ordem do dia da
sessao seguinte, leitura de pr..jeclos, indicares e pa-
receres, primeira discussao dos projectos ns. 33, .15 e
,10 do anno passado, e primeira discussao das postu-
ras de lacarat, aranhuns, Ex, Boa-Vistae Vic-
toria.
n O primeiro ministro da coroa dea a esta comnto-
nicagao urna resposla que regeita de urna maneira ab-
soluta a prop'osicio russa, e junlou a este depacho
urna declaracau aulographa de et-rei da Prnasia con-
forme resposla.
ci Em Vienna, o comporlamento do gabinete im-
perial nao foi menos claro e decisivo. O conde Or-
loff erS portador de certas proposites que podiam
ser consideradas como urna especie de conlra-pro-
jeclu em opposic ao que j linha recebldn a adhe-
sflu da Turqaia e aprovacio formal da Europa.
11 0 governo.austraco nao tem favoravetmenle
acolbido es'as proposii;es ; at hesiten sobre, a ma-
neira segundo a qual se poderia aubmetter confe-
rencia condicOes to pouco aceitaveis.
Todava ellas foram abmetlidas, segundo feira
tassada. aoa representantes das qaalro potencias em
i'enna, coro o aviso bem formal de que o governo
aii'lridcqno pensava que fossem admisslveif oude
ualureza a serem apresentadas Porta.
>r Conforme esta opiniao unnime da conferencia,
um protocolo, assim como sabemos pelo telegrapbo,
lia sido inmediatamente redigido e assignado, a re-
comniendacao do conde Buol, para uelle consignar a
decisao dasquatro potencias, e recnsar na realidade
as condicOes que o conde OrloH viera propr.
o Se estes fados que aleo presente sconhecemos
por commiinicaces lelegraphicas. sao exactamente
aiiiiiiuciados, como devemoscrer, sao infinitos os lou-
vores a que lem direito as duas grandes potencias,
em consequencia da decisao e firmeza que ellas lem
mostrado.
Teve lugar a abertura do parlamento inglez no
dia 3de fevereiro ; e eis-aqui como o rainha se ex-
primi a respeilo da questo do Oriente, no seu dis-
corso da abertura da sessao :
A esperanga qne inamfestei no fim da ultima
sesso, de que a dillerenca existente entre a Russia
e a Porta Ollomana seria em breve arranjada, nao
se realison, e peza-me dizer, que se segnio um estado
de guerra.
Tenho continuado a praticar, com cuoperocao
cordial do imperador dos Francezes, e os esforcos que
leu lio feilo com osipeus alliados para conservar e
reslabelecer a paz entre as potencias cm lata, posto
que nao lenliam lido resallado feliz, nao lem cssa-
do om instante.
a Nao deixarei de perseverar nestes esforcos, mas
como a continuacao da guerra pode afieelar profun-
damente o interesse da Inglaterra e o da Europa,
julgo necessario proceder a om novo augmento de
niinlias torcas de Ierra e mar, iiliro de apniar as mi-
nhas representadles e Contribuir mais eflicazmenle
para o reslabelecmento da paz.
_ Em consequencia do comporlamento enrgico da
Franca e da Inglaterra, os cmhaixadores russos nes-
las duas cortes pediram os seas passapnrtes; e a este
respeilo, eis o que se l no Times de Liverpool de 8
de fevereiro.
O embaixador russo deixon Londres, e o seu col-
lega em Franca deixou Pars aconlecimenlos que
mostram que o lampo das negnciacOes ja passou, e
que he chegado o di accao. Os gnvernos ingles; e
fra ncez mandaram chamar os seus embaixadores em
S. Pelersborgo.de modo que agora se pude dizer que
as potencias occidentaes e o czar desenibaiiiliarain a
espada de veras Portante, he esta a noticia mais im-
portante que a mala brasileira rondo/, e alm dio
he o successo mais notavel desde a balalha de Wa-
terloo, ha boje 10 nn us.
Tudo parece indicar que a Russia esl prepara-
da para a guerra, c com ludo a missao do conde Or-
lolTem Vienna he claramente urna quebr, e o com-
porte menlo da Prussia nesla crise he hostil aoczar.
Por tanto Nicolao estar em armas contra toda a
Europa, porque desde o principio a sua esperanca
lem sido separar as cortes allemaas das potencias oc
"cidenlaes. Mas, quando a guerra Icomecar, uingucm
poder dizer onde acabar ; o s Dos sabe em que
ponte ir terminar o romero desta conteuda com o
grande Autcrata do norte.
Em o numero seguinte continuaremos as noticias
que nos trouxe o paquete inglez.
"r-r
Agurdenle. Poncav vendas de consumo.
Assucar. Embarcou 'iroia pequea porro para
San Miguel, algamas vendsJiara consumo ; wileada
o prego.
Arroz. Principia a haver raMa* da. teVrasil,
bem cumo do carolino e da India, algumas vendas
para consumo.
Algodao. Limitaraorse as vendas ao consumo,1
Amcndoa. dem idem.
Bacalhao. Eslrangeire falla.
Caf. Venslas do consumo reculares.
Cacao. Pouco existe do Brasil,
Cera. lia fall, e a existencia ebtem pronp
venda.
Couros. Ha falla dos seceos, salgados v^^H
para consamo.
AVOS ENTRADOS.
Janeiro 2!) de PeraJinhnco em 59 dias, brigueJ
porluguez Afaria. capilao C. ti. Peslana.
Fevereiro i dos porlos do Brasil o vapor inglez 1
Euzitania.
dem 6 de Pemamhuco em :(3 dias, brigue por-
taguez Encantador, capilao B. A. Lopes.
dem 9 dos porlos do Brasil, vapor inglez Tha-
mes.
NAVIOS V CARGA.
Rio de Janeiro 'brigue porluguez Flor do Mar,
capilao J. J. Caetano.
dem barca porlugueza Pauuele Sauadet ca-
pilao V. da Costa Carvalho.
Bahia brigue porluguez Zaire, capilao R. A.
Lima.
dem brigue porluguez Fortuna >frica, ca-
pilao J. M. do Nascimento.
Peruambuco barca porlugueza Margarida.
Maranho brigue porluguez JJoo Fe.
MOVIMENTO DO PORTO.
*
ras da manha,
jcaran
guarda roopa. urna 1
Navios entrados no da 2.
Parahiba2 dias, liiale brasileiro l'arahibano, de,
37 toneladas, ineslrc Manoel Pereira da Silva,
cqulpagem 6, carga toros : a Caelano Moreira da
Costa. Passageiros, Antonio Francisco Madelra,
Joao Francisco Lima Jnior, Joo Pires de Car-
valho..
New-Vork por Bermondas46 dias, brigue america-
no (eorge Otis, de 173 toneladas, rapilo E. W.
Cray, equipagem 8, carga farinha e mais gneros;
a Calmonl Companhia.
Guaseo,56 dias, galtra ingleza John Dallan, de 649
toneladas, capilao W. II. Bond, equipagem 21,
carga cobre ; ao capilao. Veio refrescar seguio
para Boston.
Terra Nova43 dias, brigue inglez Crecan, de 140
toneladas, capilao W. Rnnuer, equipagem 10, cir-
ga Lacalbao ; a Me. Calmonl & Companhia.
Soulbamplon e porlos iule.rmedios21 dias, vapor
inglez Seiern. commandanle Hast. Passageiros
para esta provincia. Jos Joaquim Lopes de Al-
meida, sua senhora e 1 filha, Henrique Jos da
Cunha.
Navios sakidos no mesmo dia.
Rio Grande do Sul Patacho brasileiro Dou de
Marco, capilao Izidnro Serrao, carga assucar. Pas-
segeiros, H. Gebling e su senhora H. Langhaos.
Rio de JaneiroBrigue brasileiro /led/e, capilao
Manoel Jos Ribeiro, carga varios gneros. Pas-
sageiros.Felix Ferreirn da Anunclaco.sua senhora
o I filha, D. Mara Magdalena Pereira da Silva,
3 filhas esua mana. D. Thnmazia de Oliveira Fer-
naudes e 4 fillios, J. J. Buslorf.
Portes do SulEscuna hespanhola Prisca, com a
mesma carga que troaxe. Suspendeu do lameirSo.
DECLVRACOES.
COMMERCIO.
T'RACA DO RECIFE 2 UE MARCO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colarnos ofiiciaes.
Descont de lettras de 3 mezes1 K ao mez.
ALFANDEGA.
Rendimenln do dia 1......7:0295176
dem do dia 2........20:8809980
27:9108156
DIARIO DE PEIIU1BUC0.
Pelo vapor inglez Secar*, entrado hoje de Sou-
lliampton, recebemos carias dos nossos correspon-
dentes em Hamburgo, Paris, Lisboa e Porto, assim I
como gazetas inglezas, franeczas e porluguezas. A
hora llamada (sele horas da noile), em que rece-
bemos as carUse jornaes. apenas nos permita dar
um resumo saccmlo dos fados mais notaveis occor-
ndos no velho mundo.
A queslo rnsso-lurca he o fado que occapa nua-
si exclusivamente a allencao publica na Europa s
segundo loilas as noticias chegadas nos jornaes eu-
ropeas, a guerra parece inevilavel enlre a Russia. de
um lado, e tedas as oulras potencias do oulro.
No da :l de Janeiro as esquadras franceza e ingle-
za entraran) no Mar-Negro, com o fim deprolege-
rem a marinha e o territorio turco conlra as tenta-
tivas da frota rassa. ,As duas esquadras compem-
se de quarenla velas, enlre as quaes figurara dezese-
te navios de alto bordo. Cada esqaadra este sobo
enramando directo desea almirante; mas se urna
balalha naval Uvesse lugar, o vicealmirante Uame-
lin lomanjo coromando geral. por ser mais anligo
Sndas? q"e Sen COllega' vice-a,ra'r"'
No momento emqne as duas esqnadras parliram,
os embaixadores do Francaede Inglaterra dirigirn)
ao governo de Sebastopol urna nota em que sao in-
dicados os moliVos da entrada das esquadras no Mar
Negro, ^is-aqai o texto da notificacao: Segundo
as orden do meu governo, a esquadra ingleza de
" 'onc",o om a de Franca esUi prestes a entrar no
Mar IVegro. O objeclo deste movimento he pro-
leger o territorio otlomano de qualquer aggresso
ou aclo de hoslilidade. Dou esta noticia a V. Ex.
alim de previnir qualquer colliso que por venlu-
tura podesse perturbar as relaces amgaveis exis-
b lentes entre os nossos governo. relaces que de-
< sejo defender e que sem duvida V. Ex. esl igual-
mente preuceupado a manler. Por isso me repu-
l lana feliz de saber que V. Ex. animado por suas.
b nlensocs a este respeilo, se dignar dar inslrac-
coesao aimirahte commandanle das forca russas
a no alar INegro afim de prevenir qualquer succes-
" u JVZ* T a P32 em Peri- Assignados
b Redclille Baraguav d-HilliersT ,,
A Franco e a Inglaterra dirigiram urna nota ao.
gabinete deS. Petersbjirgo relativamente i entrad.-,
das duas esquadraat no Mar Negro, e esta medida
exciten toda a colera c orgolho do czar.
a No meio dos preparativos diplomticos, diz, un
dos nossos correspondentes em Paris, continua a
guerra nos principados do Danubio, c o -xercito
turco espanta rada vez mais mundo pela sua soli-
dez e disc plma. Os ltimos cmbales av c acabam
rw rZ' in'ciranie"t'- em vantagei ndos Tur-
cos. Como lhe disse cm urna ifas mirdias carias
lirecedomcs, clles se achavm na maree m esqucnla
n Ji"', "a.l'u,V0Iavo le Calata!, que- fc.rtilk'aran e
m n o o an'rccu|'acom uma >-ca e 15
milhomens. Pela sna parte, os Russo, reuniram
uJST 1^r*i?? Krasovi''CHla,lc rfl J oil0
leguas de Kalatat, e .. general Au.ep ah lera
kiiIi suas piden quasi 18 mil homeu s. Todos os.
nas linham lugar recoiitros [wrciaes e:i Ir os desla-
earaenlos .los dous exercilos, mas a li .1 e Janeiro le-
ve lugar nina balalha verdadeira, em C late, que es-
ta em igual dislanca dos dous acampamentos. Esta
balalha continuo duraute tres dias iuleir*, e em
amlio!1 os lados houve um numero enocioe de morios
e rer.dos. A perita dos Russos lie avallada em cinco
mil bomens! Segundo confissao de to-las as relaces
a1 vanlisem coubeaus Turcos, nao pasiia do preludio
das imolacAes sngrenlas que cusiar ii humanidade
a ambirao.do imperador Nirolao.
EmFranra se fazem preparativos s.rios, para a
guerra, tmdecrete chamara ao serviro quarenla mil
soldadusyiue ficaram disponiveis na occasio do
ullimu/m-teo. A Inglaterra tambem faz prepa-
rativos que annuiiciam uma resolucao d ecisiva.
A nota dirigida pela Franca e a Inglaterra ao ga-
binete de San Pelersburgo, dando os motivos da
entrada das esquadras combinadas no Ma r Negro, ir-
rilnu excessivamenle o orgulbo do impera dorNicolao,
o qual lem empregado lodosos meios pai-a attrahira
si a Austria e a Prussia, mas nada tem conseguido.
Eis-aqai o qne a este respeilo se l no Til nes :
a As noticias que con tinnamos a recebe) dos nossos
correspondentes da Allemabha sao da m.- lis alta im-
portancia, e juslificam a opinian que se nu Ir de que
as corles allemaes estao determinadas 1 obrar de
harmona com as potencias occidentaes, e oppor-e
peremptoriamente ssolicilacoes da Russia.
a Posto que o cande Orion" nao leona rutilado a1
corle da Prossia. como inexactamente se le 11 annan-
ciado. elle dirigir a'el-rci da Prussia ama commi
uicacao, contando em subsl'aueia os ueHanio _
e a proposoe, do governo russo.
Detcarregum hoje :i de marro.
Barca americanaDavidfarinha de Irigo.
Brigue americanoAnglabacnlhaoe farinha.
Brigue inglezGrecianhacalho. '
Brigue sardofimachdiversos genero.
Importacao .
Brigue inglez Grecian, vindo de Burim, consig-
nado a Me. Calmonl & Companhia, mauilestou oe-
guinle:
1,937 barricas hacalho ; aos mesmos consignata-
rios.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do dia 1.
dem do dia 2 -
DIVERSAS
Remulliente do dia 1 .
Id em do dia 2 .
2:3309986
3:4759005
5:8059991.
PROVINCIAS.
665628
2079978
2748606
Exportacao".
Liverpool, galera ingleza Reender, de 426 tonela-
das, ennduzio o seguinte:5,200 saceos com 26.000
arrobas de assucar, 451 ditos com 2,618 arrobas e 11
libra de algodao.
RECEBEOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-.
RAES DE PERNAMBUCO. ,
Rendimenlo do dia 2....... :412}328
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia 1.......2:1239015
dem do dia 2.........1:9079680
4:030*695
LISBOA, 14 DE FEVEREIRO DE 1851.
Prero crrenle do* gneros do Brasil.
' Por baldearn.
i
Algodao de Pernambuco.
Di lo do Maranho.......
Dilo dito de machina......
Dita da Babia.........
Dilo do Para. .'.....
Dilo dilo de.machina.....
Cacao..............
Caf do Rio primeira sorle. .
Dilo dilo segunda dita. ....
Dilo dilo lerceira dita ...'..
Dilo dito esrolha boa......
'Couros espichados.......
Ditos salg. Babia e Para 28 a 32
I)ilosdilosde26a20. .....
Ditos ditos do Maranho 28 a 32.
Ditos ditos dito 26 a 20 ... .
Bitos dilos Pern. e Ccar 28 a 32
Ditos ditos dilo 26 a 20.....
Gnmnia copal.........
Ouruc...........,
Salsa parrilha superior. ....
Dita di I a mediana.......
Dita .lila inferior.......11
Captivos de direitos.
Assucar de Peruambuco branco
Dilo do Rio..........
Dito da Bahia..........
Dilo das Alagoas.........
Dito do Para, bruto.......n
Dito mascavado........,
Despachados.
Ail...........: f
Arroz do Maranho e Para ord. (M
Dito dilo dilo do mellior
120
110
100
100
100
loo
15800
29960
23600
23200
19700
122
102
102
* 120
120
117
117
al 28000
100
.i) 148600 158000
98600 109500
69500 698OO
125
na
110
no
3flOI)0
29700
29300
132
120
120
132
132
122
122
5r*000
185
Dito dito dito superior.
Dilo 1"
SP
>
1
18350
18250
18800
19300
19100
19000
I&00
68000
68400
7?2IK>
5900(1
700
9011
140
18100
1-8-00
19100
18450
19150
19300
do Rio.
Farinha de pa'o do Brasil .
(omina alcaldada I.' sorle.
Dita dita 2.a dita......
Tapioca ...........
Prerm correntes dos gneros de Portugal na
dita dala.
Captivos de MireIos.
Amcndoa em milo dore do Al-
garve. ..........
Hila 0111 casca rouca. .
Dila dita mo|ar......
Cera nacional branca.. .
Dila dita ainarclta. ....
Figos do Algarve comadre.
Dilos dilo branros ......
Presuntos..........
Despachados.
n>
. alq.
. caixa
1 0
58MK>
lato
so; 1
335
295
700*
450
38500
taioo
.-too
ISiW
900
310
300
800
600
Alpfeua.
Baralbao nacional secro. .
Dito dilo fresco.....i .
finjan branco das ilbas. .
Dilo dilo do Porto e Figaeira.
Dito rajado......... .
Dilo fradiulio. ;.....
Grao de bico. .-. .....
Passas da Ierra.......
Sarro de vinho linio.....
Dilo dilo branco.
alq.
TI-
M
al.,.
700
.19100
:I9-00
sao
520
100
480
550
29000
29000
28100
Agurdenle de 30 gr. encascada pip. 1929000
Azeite. ........
Laranja doce. .....
Sal urosso .......
Dilo redondo. .....
Dilo lino para n Ierra. .
Dito urigueiro grosen. .
Corlica 11. 1 de 3 la man bus de
grossura propria para rolhas. qq
>
aiui. I9I8O
c. 5900(1
inoio I8t50
>. 1800
.) t!0M
19150
7.50
58600
38600
580
5M
700
292OO
I92OO
18100
18400
ltO
78200
68000
48500
294OO
. 18800
. pipa 688000
BvBal .. MQBI
Dita n. 2 d Ires lanianlin.
Dita 11. 3 dito dito. .
Dila u, 4 para pescara. .
Dita dila para fabricar. .
Vinho superior eucascado
Vinagre.........
Trigo do reino rijo. .
Dito dilo molle .....
Dilo dito das usas.
Cevada do reino.
Dita das Ibas
Milito
Cilicio do reino. .
ESTADO DO MERCADO.
Azeile. Vendas para consumo regulares.
As malas que lem de
conduzir o vapor inglez
Secern, para aBahia e
Bio de Janeiro, serio
_ fechadas hoje (3) a 1 ho-
ra da tarde.
Achando-se vago o officio de escrivSo do civel,
e taheUiao de olas dj termo de Iguarassii, manda
S. Exc. o Sr: presidente da provincia assim o fazer
publico para conhecimento das parles interessadas, e
afimdequeospretendentesao ditoomcio se habili-
ten) na forma do decreto n, 817 de 30 de agosto de
1851, eapresentem os seus requerimentos ao juix
monicipal do mesmo termo no prazo de 60 dias, qae
comecou a correr do dia 28 do mez ultimo em dianle,
para seguirem-se os Iraumiles marrados nos arU..
12 e 13 do citado decreto. Secretaria do governo de
Pernambuco 2 de marco de 1854.O secretario da
proviucia, Honorio Pereira de .tzeredo Coulinho
theatroIe apollo. "'
BENEFICIO DO ACTOR
Bernardino de Sena.
SABBADO 4 DE MARCO DE 1854.
Subir i scenaorauilo applaudido drama em 3
aclos, prinliirrao do insigne dramaturgo, o Sr. lleu-
des Leal Jnior, que tem por ttulo,
D. MARA DALMLASTRO.
, Persondgens. Actores.
Alfonso Anne...... Sr. Amodo.
D. Anlonio de Portugal ji Bezerra.
Antonio Conli .'.....,, Beneficialdo.
1). Francisco de Mello Mende,
D. Gonraln d'Athaide .... u Pinte.
D. Rodfigj ....... Santa Rosa.
D." Nuno da Cunha.....n Pereira.
D. Mara d'Alencaslro .... 1). Grabriella.
Lonra a italiana...... Orsal.
O intervalo do segundo ao terceiro acta, ser
prebciichidn de cantera pelo Sr. Ribeiro.
DENOMINAC-vO DOS ACTOS.
1. Fortona ou patbulo. 2. Carta por carta. 31
Peccado e justica.
Terminar o espectculo com a graciosa e linda
comedia m 1 aclo, do Sr. Garrel, que tem por li-
Inlo,
FALLAR U'RDADE A HfNTIR.
Na qual o Sr. Ribeiro desempenhar qualro dille-
rentes caracteres.
Pertonagens. Adores.
Braz Pereira........Sr. Coimbra.
Duarle Guede........ i> Mendes.
O general Lemos...... Costa.
Jos Flix........b Ribeiro.
Amalia....... D. Orsal.
Joaquina......... Amalia.
He esle o diverlimeuto que n beneficiado tem para
apresenlar ao respeitavel publico, de quem espera a
coslomada protecrao.
Principiar as horas do costume.
O beneficiado acbaudo-se inipossibililado por seus
padecimenlos physicos de Irabalharem seena no dif-
licile violento papel de Antonio Conli. pedio ao sen
collega o Sr. Dionizio Francisco das Cliagas Soares,
para qae esle por obsequio o fosse representar: ao
que elle de muito bom grado se prestou como bom
compnnheiro, e cujo favor o beneficiado desde j lhe
agradece.
11 Sr. Antonio Jos Daarle Coimbra nao perleu-
cendo j (bem como o Sr. Dionizio) a companhia do
thcalro de Santa Isabel, vai lambem por obsequio o
beneficiado representar no drama e na comedia.
O resto dos camarotes e cadeiras acha-se venda
em casa do beneficiado, na ra do Mundo Novo n. 3
C, viste que os seas padecimenlos o impossibilitam da
poder andar..
no sen arrnazaaa, ala
pelo maior p.
Vctor
agente
principalmei
do mercado: seaimdaj
ras da raanh
Terca-fe
nha em pon
guel Caraeiro, na ru^
vericn do asente J. (|
diversas qual
mas francez
uova nvencau
costara, um piano
e urna caixa pan
rao, um oboe cora o]
cadeiras, mesas, c
lodos de ferro, envi
relogios para cima de
e qualidades, candieiro,
metal e da por cela;
pat, duas caixas com tomn
lidade para engorar
Porto engarrafado.
D
AVISOS MARTIMOS.
Para a Babia segu com presteza o
veleiro hiato nacional jFortuna. capitao
Jo$e' Severo Moreira ftios ; para o resto da
carga ou paisageiros, trata-se com os con-
signatarios A. de Almeida Gomes & Com-
panhia, na ra da Cadeia do Recife n. 47,
primeiro andar.
Para a bahia.
Segu com brevidade e biate Soeiaeel, recebe car-
ga a Trete.e passageiros ; trata-se com Caetano Cyria-
co do C. M. ao lado do Corno Santo, teja de massa-
mes n. 2>.
PABA O RIO DE JANEIRO.
Segu com toda a brevidade o muito
veleiro brigue brasileiro DousAmigos,
por terquasi todo o carregament promp-
to, quem no mesmo q'uizer carregur o
resto, ir depassagem ou embarcar escra-
vo a frete: entendu-s com o capitaoJo-
se Ezequiel Gomes da Silva, naPiaca, ou
com o consignatario Manoel A Ivs Guerra
Jnior, na .ra do Trapichen, i i.
VENB-SE
o hiale Jgeira a lote de 80 tonelladas, por preco com-
modo : quem o pretender dirjanle a rua do Vigario
11. 5.
Para a Bahia segu impreterivelmenlo no dia
8 do rorreule a veleira garopeira Uvracio ; para o
resto da carga traia-se com seu consignatario Do-
mingos Alves Malhcus, na roa da Cruz n. Si.. '
Vende-se o hiale Parnhibano, de 37 toneladas,
prompto a seguir vjagcm, de couslrucco brasileira,
forrado e encavilhado de cobre; trata-se ao lado do
Corpo Santo, loja de massames n. 25.
A pessoa qn^^H
no baile mascarado 1
cabeleira, dirija-seao Bazar I
Ao os signaes lhe tari enlregq
Paulo Gaj^^H
pode aer procurado a_
na roa larga do Roa J
A pesaos que j
nhar e engominar |
ja-se a rua da (_
Noia 11.64 ; na mesma t
engommar e cozinhar em 1
Precisa-se tal i
Ferreira de Azeven
queiraannnnciarina 1
dirija-s roa da Prl4
Precisa-se deu.
a 10 annos de idade, 1
dando conhecimento 1
zata Novan. 39.
Francisco Go
se para o Rio de Janeiro, <
em sua companhia p
vqs Antonu>!pardo, 1
Achott-sina
Iro de Santa-Isabl^^^H
seu dono, dirija-
que dando os-ejgnaes caj)
No dia *26\de fevl
horas da noile, tf^^^H
annos de idade.com os signal
beca, cabello eres;
ri meia grande, I
alios, pestaas con;
do e com signaes di
que foi raptada'pelo
cravo do Sr. do j^^B
cisco de Paula M
signaes segaintes: 1
testa, e-lem a penurl
gado na perna, e c
dedos 00 pe, e bu
e lie da cintera pa:
provenientes de mailas |
ama ootra cicalri.
lo esquerdo ao direito (
punbat : assim roga-sa[
capilSes de campo.
dito mulato, e recollie-los
cianle lem de proceder (
aibcrador de sna escrava.
Precisa-se de
externo de rasa, o
pode ir para casa de 1
do ; no sobrado de"^
Francisco onde foiaL
Precisa-se alogai
inlerno de casa, menos oia|
brado defrnnte da ordem lee
de foi a Apollnea.
LOTERIADEN.j
No dia 10 do 1
desta lotera com tod
ro de bilbetes q
se vende ateo uia 9
Silvestre Peri
Torna-se a pedit a<
o favor de apparerrr na 11
u. 5, primeiro andar.
Antonio de Pan
A pessoa que acbou 1
camapheu.aqoal perd
reila, paleo de S. Pedro 1
cslreila do Rosario, quercu
mesma rua do Rosario," sobra
compensado.
Joao Francisco Re
ra-se para o Rio de Janeara
suas duas escravas, Primit
. Jos Joaquim da C
para Portugal a tratar
seas bstanles procuradores j
le Guimaraes ; 2. o Sr. #fl~
o Sr. Joao Ferreira
procurador entregue de*
rugaeiro com inlere
'Precisa-se de uma aanj
familia, porm qae seja cu
o servico necessario de |
Hospicio n. 34.
OSereca-se vm rap
annos, para caixeirodel,
tem bastante pralica,oup
lem alguma pralica,
ro de rua ; quero precisar, 1^
calo.^freguezia da Boa-Vista]
r fiaflor a sua conduela. f
Quem precisar de um i
piche Novo n. 30.1
aaaaV0' u,
IJBi-

<00
310
290
380
310
370
ral-
nur-
1 \i horas da
inhila far leilao no,
;eu armazem. na rea do
Collegio 11. U, de 1
[tas pecas do marc
rentes qualidades,
y ptimos pianos
ra de reburo em mu!
os de vidro; 1 porfo de1
chimbos hamburguezes por qualquer preco que
offererido, 1 rico carro de i rodas,,novo; ao meio
dia em ponte ir tambem em limas escra-
vas, 9 pretase 1 mulata, umaugrande porc de cha-
peo de palha de trigo, e outros muilos objectos, que
sero entregues pelo maior prc qne se obliver.
Jos Darta das Naves, tendo de relirar-se para
fra da cidade, far leilo por inlerveeejia do agente
Borja Geraldes, lerca-feirn 9 do correnle, as 10110-
Faz-se publico1
9 legar ignorancia, j
i seus perlences, safrj
- com os engenhos}"
clioeira, Queluz e
bo, acham-se 1
nadn, a qual h
finalisar emit
nessa poca imporiar o
9 res.9o$ Marque 1
Pretisa-se de urna
fazer lodo acrvfeo de uma
o. 27, segando andar:
O bacbarel Rulino
meida contina a a
me : pode ser pror
manhaa ate as H d
torio, na tua do Collegk
andar.
Na tarde de qad^^H
nm bracelete desden por:
a rua Nova junio a ponte da
crianca levava no bracc
teda lavrada, e de forma que
grasados uns nos oulr
grande para o lam
le/11 no centro um n
todas esmaltadas dr
inajjjede agarra:
rua por ilelraz do Corp"
andar, junto a be;
onde se dar com gen
se fr exigido ; e previne-e a
quaesquer oulras peasoas.
Mr olTerecida por vend
enlregando-a em dil
Hoje pelas 1
naita roubado em m
Ifls. O retagio he patente
e toilo elle bordado, len.i )p
rente elstica da caliel
mais aopc do gancln
lina, om
da inesi
nado re lamen
relojoe
jam of
mente o^rSM de ron bar em
. 5. seauod
de 1854./
Oflereee-se 1
cimento de sua pessoa
rua do Jardi:
Precisa-se 1
no aterro da Boa.^
r lioip id



tmmgm
DIARIO DE PERNAMBUtO SEXTA EIRA-3 DE MMCO DE I8M.
*"S?r

Joo tlciiuque* da Silva avisa aos
dos eiigeuhs Queimadas, Juii-
_ierru d A;;ua, sito* ua ribeiradf
na qtie comprou i (Hpiiedadeou do-
diweto denles eugenhos a Joao
os tinos ven-
isro Pa
uua nao ioraui
mentas bara-
Goltegion.2,
i o sortimento
i grossas, por
^^^^H"08 do que en) on-
de, tanto em por-
alho, aiiiancando-
um s preco
todos : este estabeleciment
imbinurao com a
s commerciaes
ance/as, allemSas e suis-
iderfazends mais em
le se tem vendido, epor ,
endo elle maiores van-
s do que outro qualquer ; o
teste importante es-
nto convida a' todos os
e ao publico em ge-
enham.(a' bem dos
) comprar fazehdas
armazem da ra do
de
i dos Santos pagos
^a escrptura, Recife 22
:ro de 18o.
DINHEIRO.
Conliitua-se a dar ifinherro a jiiroscom penhores de
uuro : na ra esliedado Rosario n. 7.
Pede-se ao Sr. I. Mondes, haja esle Diario a sua residencia para se Iralar do negocio
de que Talla em seos annuncios publicados em varios
nmerosdesle jornal, pois a pessoa encarregaila pelo
Sr. i)r. Lutt'lgiiacio Leopoldo d'Albuqnerque Ma-
raiiliao, de ultimar csse negocio, 6 tem. por diversa
vezes procurado, o nao o tem podido encontrar ncui
adiar queru tlclle llie d noticia.
Boaventura Jos de Castro Azevedo, com
fabrica de chapeos na ra Nova n. 52,
junto a casa da illustrissima cmara
municipal.
Tem a honra de participar ao respeitavel publico,
particularmente aoseus amigos e fregones que se
acha munido de nm esplendido, sorlimenlo de cha-
peos encuetes de todas as qualidades, tanto para ho-
mem como para sentioras e meninos que eslii venden-
lo lano em porces como a retiilio, por mudo mo-
nos preco doqueem outra qualquer parte, ena mes-
ma casa recebe-se toda e qualquer encommenda c
coiicertos de obras ledenles a sua arte que alera da
commodidnde tos presos ejecutara com todo o accio
Vende-se orna carro par cavado' com seus
coiii|iclenlcs aneios : a Iralar na ra do l'ires, .lio
do Sr. Manocl Joaqun) Camclra Leal, junto a rail
d'agun.
Na ra Novan. 33 Bazar Pernambucaui, con-
linua-a haver vanado sortimento lo iazeiidas (Van-i
ce/as de muito bom go-
SUU lUtlliei- "jm vestido preto.
1 los, ronieiras de tilo ditos, chales de retro/ bordados
ditos, lomeiras te dito dllus, meias de seda ditos,
romeiras.de tilo bronco, caaii-
zelas de cambraia bordadas, bicos de blomt, i!
(tu e de linbo, gravatinhas para seuhoras. llores linas
para pedo acbela de ditas, filas de moito bom gos-
loe qualidades, roapoes para ineninos,' panno inuilo
lino prelo, casemira prela, ehapos de pello de seda,
os melhores que lia no mercado, e outros mnilos ob-
jectos que s com a vista podero ser apreciados.
Vende-se na ra Nova, Bazar Perntimbucann
n. 33, camizinhas de rncia aberla, para reccmnas-
cidos, pelo diminuto prero de 69000 rs. a diizia, a el-
las antes que se acabem.
Vende-se na roa Nova, Bazar IVmambnrauo
u. 33, cortes de vestidos de cambraia branca burda-
dos, pelo prejo de 58 r. cada un.
Vende-sena ra Nova n. 33, Bazar Pernam-
bucano, Irez excedentes caitas de msica euin realejo
armnico, ludo por prejo commodO.
M o sobrad grande da Magdalena,
D frente da estrada nova, o quid
i da 1. de marco : a Iralar
^^Hfou na ra do Collegio
Xavier Pereira de Frito.
Bichas.
e bichas: na praca da In-
ra das Cruzes u. 10.
irreitdamenlo de um engeuho de
(.distante do Kecti'e 5 leguas.
te rncia de bum,caniiiilio,
fide cavados al a casa
tientes Ierras de caima,
rKfc, cafe, etc. etc., muito
ngenho, tIous bous cercados de
I, bem feila e nova tasa de vivenda de
lie.*, com alueudre de columnas
do ferro, muito fresca, e com ale-
; casas de eilgeidio. caldeira,
.baria, "ludo de pedra e
lis pertences, e em muito bom es-
alis palPH pretos, casa de fari-
> necoaario ; excedente banbo
^^aproprada, maltas virgens
com arvors fructferas, inclusive
coqueiros ; bous sitios de lavrado-
'annas sao de muito bom assucar, c
alo. Vendaw-se s caimas novas,

aoengcal
com o pr
ivallar : os prelendeides dirijam-se
rsta deS. Amaro de Jaboatao a tratar
dade para a de Goianna Mauoel
mquerque e Silva, perdeu entre
noleiro da Mangabeira, urna carleira
105000 rs.; e porque lodo esse di-
luas do 500, 2005 e 1005 rs..
icni o nrliou, no caso de appa-
edalas deslea valores, sem
ttir : pelo que olfereco o re-
e promplido de moilo que o freguez nao lera nada
desojar; e para mais commodidade de algunias pessoas
que pelos seus afazeres nao podem fazer compras e
encoinmciidas de dia, acha-se o eslabclecimcnlo a-
berto, das G horas daniarhaa at as Oda uoile, e es-
pera que as msmas pessoas o hoiirem com as soas
mui agradaveis presentas.
O abaivo assignado, que por esparo de \-2 an-
nos servio de escrevenle no carlorio do tinado lbel-
liaoGuillierme l'alricio, v continuou coiii o actual
interino Sr. Portocarreiru, leudo certeza de que o Sr.
Francisco Baptisla de Almeida, labelliao Horneado
dispensava seus serviros, acaba de eslabelecer-se com
urna loja de calcado, sola e couros de diversas qua-
lidades, na ra ilo 1.mmenlo n. 11 ; e convida os
seus anligos amigos do foro nao s para freguezes do
seu novo eslabelecimenlo, como para lhes conlinua-
rem a confiar qualquer escripia forense, o que far.-i
coro a presteza e fidelidade j conhecidas. ll'erece-
se igualmente para fazer qualquer lealomeuto, duque
lem asss pr-tu-a, e os precisos conliecimcnlos da le-
gi?ljc ,u a rspede.
Pedro Me.ntiKlriiiu Rodrigues Lint.
Precisa-sede urna pessoa de lOalfiannosde
idade, para caixeiro de taberna ; na ra do Pilar
u. 141.
attn<;ao-.
A loja de calcado, sola e couros da ra do Livra-
niento n. ti, pertencente hoje a Pedro Alexandrino
Rodrigues Lins, aclia-se com bom sortimenlp de cal-
cado, sola, couros deluslre,ede oulras qualidades
marroquim etc., e vende por mdico prero os sobre-
ditos gneros; a edes, freguezes.
Na na dos Marlyrios n. 14, se dir quem tem
para vender dous ricos aderecos modernos, e mais
varas obras dcouro, ludo de lei e por prero com-
modo.
THEATRO.
Quem tiver e queira vender, ou fazer o favor de
emprestar, para ser representado, o drama porluguez
em 3 actos e 1 prologo intituladoFernando'ou o
Juramento, queira leva-lo com loda a brevidade
loja de niiudezas do Sr. Monleiro da Cruz, na ruado
Queimado, onde se 1 lie pagar ou dar os agradeci-
menlos.
Koga-se a pessoa que acnmpanhou a procissao
de cinza com opa do Divino Espirito Santo, e que
por engano levou um chapeo uovudc mas-a, Iraiiccz,
Veode-se muito boa mauteiga inglcza a 760 rs.
a libra,e a/.eile doce mudo novoa S001>. a garrafa :
na ra das Cruzes n. l'II.
Vende-se urna escrava crioula, de bonita figu-
ra, de 16 a 8 annos de idade : na ra da Madre-de-
Deosloja n. 7.
Vendem-se saccas com feijo mulalinho de
mudo boa qualidade : na ra da Cadeia do Recife,
loja n. 5.
ANjftrNCIO LITTEKABIO.
Continua a vender-*c a obra de direiloo Advoga-
do.dns Orphaqsrinlercssanle, e necessaria aos jui-
zes, escrivSes e advogados : na loja de livros da ra
Ao Collegio n. 9 e 20 do Sr. Ricardo de Frailas, pelo
| preco do 309000 rs. '
Vendem-se boas obras de onroe prala, por me-
nos prer.o do que em outra qualquer parle, por seu
dono querer acabar com o dito negocio : na loja de
ourives, roa Direita n. 104. Na mesilla loja vende-se
ou! o e prata velhns, por preco commodo.
Na roa da Madre de Dos n. 36, vende-so urna
pon-ao de sola com pequeo loque de ava'ria ; assim
como se vende ceraamarella ede carnauba, por pre-
co commodo.
B
seisiHa.^.-
I inania nacional.
Fortnalo Concia de Menezes, com loja
de cirgueiro na praca da Tndepeudencia n.
17, tem para vender boas espadas de metal
principe com enroa e sem ella, chapeos ar-
mados a moderna, barretinas, dragonas, ban-
das de franjas de ouro e de relroz, lelins blan-
cos e pretos, e tudoo mais que.he preciso pa-
ra os uniformes dos Srs.officiaes; por preco o
mais commodo possivel.
cllllll
daala
n llie resli- e deixou licar no lugar do dilo um velho, queira-o
SOOSOOOrs/a quem de-1 entregar na Irsvessa da ra da Mamiueira. taberna
x-a, e se possa rchaver.o | e j05C ,ie Azevedo Campos para trucar o dilo, do
talmente segredo inviolavel contrario lera de ver o seu noine por extenso nesta
: quem, pois, tiver noticia
i naqueUa cidade, ra do Am-
alefro da Boa-Vistan. 47, se-
gundo indar, e u. liO.
a loja do sobrado da ra Collegio do
i, nova, propria para taberna : a
loja do sobrado amarello da ra do Quei-
lanoel Lourenro Machado da Rocha, en-
siguoueste Diario para o Sr. vi-
de Araujo, venlia a sta tvpo-
er a mesma aasignalura, visto que o
Sr. vigario diz que nada tem com isso.
IM10PATHIA.
la a dar consultas todos o
ja do Trapiche n. t4.
i'ENCAO, NICO DEPOSITO NESTA
CIDADE.
lista recebeu agua denti-
agua conbecida como a me-
r(e lera muilos elogios o
riedade de conservar a bocea
das dores de denles: tira o
em geral o charuto, al-
<>po d agua sao suGicien-
ari po denlifrice excedente para
dos dentes : na ra larga do Rosario
Dentista,
rov, primeiro andar o. 19.
i "Ferreira tem urna carta
ns. 6 e 8.
) DE JANEIRO.
:000,000ders.
um resto de billicles
Estado Sanitario, cu-
im boje do .Rio de Jauei-
Avenir: os premios serao
^^tiesmas listas.
folha, pois nao he desconhecido.
Saccas com farinha.
Vendem-se saccas rom farinha da trra boa : na
ra da Cadeia do Recife, as Injasn. 13 o 18,por pre-
ro commodo.
Vendem-se duas casas terreas sitas na rita do Jas-
iniui, na Boa Vista, atraz de S. ti mica lo n. 7 e9, com
quintal e cacimba, chaos proprios : a tratar no aterro
da Boa Viso casa n. 63.
Vende-se uro cavado de carro, de cabriolel, e de
sella, he em ludo iniiilo bom, principalmehle de ca-
briolel, lem lodasas excedentes qualidades que se pro-
cura em um animal por ser mudo manso, muito no-
vo, muito manlcudo, mudo grande e bonito, e sendo
a pessoa contienda d-se para experimentar os dis
quequizer : na estribarla de Augusto Aicher na
ra da Guia.
Vende-se um apparelho para fazer gaz e ensina-
se a fazer a quem o comprar : na Iravessa da Concor-
dia n. 10.
Vendem-se na ra Nova loja n. i>, casacas Tle
panno prelo........... -105000
Dilasde cores.......... 103(100
Sobrecasacas de panno de cores.....1:25000
Uilas prelo.....128000
Vendem-se 10 escravs, sendo':) de meia idade.
nm dellesbom canoeiro,e6dilos moros com algurnas
habilidades : na ra Direilo n. 3.'
TABERNA.
Vnde-sca taberna do aterro da Boa-Vista n. 49, a
Vicente Ferreira da Costa, commerciante nesta qai| lem urna bonita o elesante armacao e bem afre-
Iiraca, parlicipa aocorpo decouimercioem geral, que
nesta dala, 1." de marco de lN.Vi,!cm dado snciedade
em sua casa commcrcial ao Sr. Antonio Jos da Sil-
va, eesta continuar debaixo da firma de Vicente
Ferreira da Costa & Compaiihia.
Precisa-se de dma negra para todo servido de
casa ; na ra Nova n. 41, primeiro andar. \
JoSo Pedro Vogelev, fabricanle Je piano-,alia
e concerla com loda a porfeirao. leudo chegado re-
cenlemente dbs porlos da Europa, do visitar as me-
lhores fabricas de pianos, e lendo ganlio uellas lodos
I os couheciineiilos e pralica de conslruccoes de moder-
nos pianos, oflerece o seu preslimoSo respeitavel pu-
m
PATHIA.
RIZES N. 28/
or homopalh-
*t venda por
11LRIS.
M -2 medicamentos.
. 55000
carleiras e caixas
toa por preros commo-
lobuioa avulsos .
de tintura a
500
9000
O bE JANEIRO.
:00,000.
ateo cantos da ra
urna pequea
,' (|uartos,oita-
loteria do Estado
ate o dia 27 no
i (iierm tirar
Ferreira de Mello,
i, lem uina carta na
ependencia-
ari;o um cur-
iesideiicia, ra
, Os exercicius lerao
us seguudas.qunr-
blico para qualquer concert e ulinaroes com toilo-o
esmero, leudo loda a certeza que nada licar a dese-
jar, Unto em brevidade como em mdico prero ; na
ra Nova n. 41, primeiro andar.
Gabinete portuguez de leitura-
Os Srs. associados queiram restituir os livros em
seu poder com excess do prazo de. leitura, para. o
que est marcado o prazodeSdias. .Recife 1. de mar-
co de 1854.Joao Q. de Agilitar, 1. secretario.
AO PUBLICO.
O annunciu inserto no Diario d Pernambuco ns'.
13 e segundes de fevereiro prximo-passado, pelo
Sr. Francisco do Prado, nao se entende com o Sr.
Joaquim lomo Seabra de Mello, da cidade do Na-
lal, pois assim o declarou o mesmo Sr. Prado, peran-
le o sr. Dr. subdelegado da fregdfezia de Santo An-
tonio, poiso Sr. Rnmao llie merece toda a conside-
racao.
^5 '. Joaquim Ribeiro Poules parlicipa ao corpo @
a de commercio eao publico em geral, que ad- /.;,-
-t mettio' como socios do. seu eslabelecimenlo
Z commercial nesta prara, os Srs. Jos Ribeiro -^
9 Pontea e Francisco Pires Carueiro, e que d'o-
ra em dimite gv rara dcbaixo da tirina de Pou- i
les Pires & Companbia. Recife 1. de man-o
0 de 1851. i
g@@S S@:@ S
Na posse de quemseacharem duas ledras de um
cont de ris cada urna,, aceitas pelo abuixo assigna-
rio.a favor de Amaro Jos Lopes Coutiuho da com-
pra que fez do eiigenhoTrob,avencereni-seuoulti-
mo de maio do rorrele anno de 1851, quercudo-as
rebaler a um por cenlo ao niez, pude aprsenla-las
ao Sr. Manqel Ignacio de Oliveira, na prara do com-
mercio n. 6, escriplorio. .
lJturenV.no Comes da Cunha. '
Vende-se nm cavado da carro, de cabriolel, e de
sella, he em ludo mudo bom, principalmente de ca-
briolel, tem todas as excedentes qualidades que se
procura em um animal, por ser mudo manso, mudo
novo, muito manieudo, mudo graude c bonito; e
sendo a pessoa conbecida d-se para experimentar
os das que quizer : ua estribara de Augusto Aicher :
na roa da Guia.
Precisa-se alugar 2 escravs : ua oflicina de la-
maucos da ra dos Quarteis u. 16.
Ainda se precisa na ra de S. Francisco, so-
brado u. 8, de urna preta escrava por aluguel, para
todo servico de casa quem a tiver, dirija-se ao mes-
mo sobrado.
Acha se desenciiminbada do silio dos Srs. Car-
nearos, na estrada da PonledcL'cha, urna varea pre-
la azeilona, com urna cria ; quem a apprehender,
poder manda-la entregar no sobredito lugar, que
obler recompensa ou, reconhecimenlo pelo Irabalbo.
Precisa-se alugar urna ama de bons
costume8, que saiba bem coziuhar e fazer
o servico interno de urna casa de peemena
lauilja ; paga-se bem seo servico agra-
dar : dirija-se a ra larga do Rosario n.
28, por cima do armazem de louea, ter-
ceiro andar.
guezada para a Ierra, o aluguel he baratsimo e lem
poucos fundos*; o roolivo por que se vende he por seu
dono ser-lhe impossivcl continuar ; por isso se faz
lodo e qualquer negocio que se olfere<;a. c at mesmo
se vendes a armario com o traspasso da chave, pois
est mudo propria para-outro qualquer negocio sem
ser taberna : a tratar na mesma com Antonio de Al-
meida BrandSo cSouza.
Vendem-se 3 uegrirdias muito lindas de 6, 8 e
10 annos, todas innaes. proprias para se educaran :
na ra largado Rosario n.-ls, primeiro andar.
Veude-se1 nearinha de G annos e 1 moleqne de
8, ambos mudo lindos, 1 negra de 8 anuos que en-
gomma ecozinha bem, 1 dila quitaudeira.e lavadei-
ra, 1 molerilo peca de 20 anuos, de boa conduela. 1
dito de 22annos por 4505000 rs. por estar com prin-
cipio de frialdade, e todos por prero em conla ; na
ra Direita n. 66..
Vende-se urna escrava muito forte e sadia, do
idade25anuos, que engomma heme coziuha, por
preco razoavel; na ra do Queimado o. 14, loja.
Vende-se acochen Cadeia n. 23: a
tratar na ruada Praia armazn n.
Vende-se um mulalinho com 13 innns.iim.icriou
linha rom 6 para 7 aiinos, una dila coro 21, urna com
20, outra rom 22, urna dita com 35, e urna tllhamu-
.latulia mullo galante, con) 4 anuos, un crioulo al-
faiate o carnicein -n di lo eom
30, naiihadi 0, se-
gundo fin vetfUe.
novo a:i(HX) |ior i da Scuzalla Ve-
lha, n.70, segundoe terecir jnlir.
Vende-se solj boa em pequeos e grandes par-
tidas, cera de carnauba primeir.i surte, pelles le ca-
bra de diversos preros.esleiras .le palha de carnauba
e nc'nnas tle ema : na ra da Cadeia do Recife n. 49,
primeiro andar. k
Calcados francezs desdas as qualidades.'
Borzegnins, sapal6es, sapalos de lustra de entrada
baixa.com sallo 'srm elle, bolins c sapalOes de bc-
zerro lano para homcm cuino para menino, e um
cumplen- sorlimciiio de calcados tanto para homem
como para meninose meninas, ludo chegado^illima-
menle e por preco muito commodo, afim de se apu-
rar dinln-iro ; no aterro da Boa-Vista, loja defronte
da boneca.
Calcado a 720, }00, 2,000 e 3,000 r.,
no aterro da Boa-Vista, loja deronte
da boneca.
Troca-se por sedulas ainda mesmo velhas um no-
vo e completo ortimenlo dos bem couhecidos sapa-
loes do Aracaty a 700, 800, etc., botina a 26000 rs
e sapales de lustre da Babia a 39000 rs., assim co-
mo mu novoe completosorlimenlo de calcados fran-
.cezes de todas as qualidades, tanto para liomem co-
mo para seuhora, meninos e meninas, e um comple-
to sorlimenlo de perfumaras, ludo por preco muito
commodo, atim de se apurar ilinheiro.
$$$*&$#9Jt
: Para a guarda nacional.
Vende-se panno fino azul superior, para far- "*
> das da guarda nacional a 'Mj e 4&000 rs. o co-
;:" vado : na ra Nova, loja n. 16, de Jos Luiz
Pereira & Filtro. @
Sa:.^
Veude-se a taberna n. 2 da roa da matrk da
Boa-Visla, com quinhentus e lautos mil reis de fun-
dos, e em mudo bom local por ter freute para.duas
ras: os pretendentes dirijam-se ra do Cabuga, lo-
ja n. 3.
Na botica da rita larga do Rosario
n. 56\ de Bartbolomeu F. de Souza, ven-*
det-se pilulas vegetaes verdadeiras, arrp-
bel'airecleur verdadeiro, salsa de Sands
verdadeira, vermfugo inglez (eta vidro)
verdadeiro,vidros de bocea larga comro-
Jlia de 1 ate 124ibras. O annunciante af-
lianca a (juem interessar possa a veracida-
tfe .dos medicamentos aoima, vendidos em
sua botica.
Vende-se a taberna da ra eslrcila do Rosario
n. 10, com poneos fuudoscbem afreguezada para a
Ierra; o motivo de se vender lie ter morrillo a quem
ella perlencia; quem a pretender, dirija-se coufrou-
Ic a Aladre de. Dos n. 22.
Vendem-se velas de cera de carnauba pura de
muito superior qualidade ; na ra da Cadeia do
Recife n. 49, primeiro amlar.
Escellente petiseo.
Vcndcm-s ovas do serlo mudo fresraes c mudo
barato : na roa do Queimado, loja n. 14.
Venilem-serelogios de onroe prala, mais
barato de que em qualquer oulra parle:
ua praca da Independencia u. 18 e 20.
. CIAMPAGXE
o mellir que lia no mercado e por preco
commodo : na ra do Vigario, n. 19, se-
gundo andar, escriptorio de Machado &
Pinheiro.
Na ra do Queimado n. 46, loja de Bezerr &
Moreira, ha para vender um esplendido sorlimenlo
.le pannos prelos e casemiras de varios presos e qua-
lidades, e lambem cortes le rlleles decasmira pre-
la bordados, dilos ilegurgurao preto de seda borda-
dos, fazenda mudo moderna, chapeos a carij, ditos
com aba estrella, dos melhores que ha no mercado,
e promoltem vender por precos muito commodos.
Chapeos pretos francezs '
a carij, os melliores ede forma mais elegante que
tem viudo, c outros le-tliversas qualidades por me-
nos preco que em outra parle : na ra da Cadeia do
Recife, n. 17.
Bepcilo Vende-se, em casa de. O. Bieber flC, na ra
da Cruz n. 4, algodaS trancado d'aqnella fabrica,
muitoprpriopiirasaccosdeassncar e roupa de e*
cravos, por prec,o commodo.
, primeiro andar, ha
reseiilnmenb
barca de laredo mudoi
)K)vo, rom bom sorli-
niciib
de Lisboa ein pedra, no
Os nyiis ricoi e mais modernos cha-
peos de senhoras se eneonlram sempra ,
na loja de madama Theard, por um preco
mais razovel de que cn qualquer oulra.
parte.
1URIDADB
pRISTOL
DS.
; la de
Na roa da Cruz n.'l.l, segundo andar, vendem-
se por prero commodo. saccas grandes com feijo
muito nov, litas com gomma, e velas de carnauba,
puras p roniposlas.
' Vendem-se em casa de Slc. Calmont & Com-
panbia, na praca do Corpo Santn.11,o seguinte:
vinho deMarseillcem caizas de 3 a 6 duzias, linlias
em novellos ecarreleis, breu em barricas muito
grandes, a;o de milaDsortido, ferroinglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenlio, ma-
chinas de vapor, e taixas de Ierro batido
e coado, de todos os tamauhos; para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da nvencao' do Dr. Eduar-
do Slollc* em Berli-n, empregado as co-
lonias inglezas e liollandezas, com gran-
de vantagem para o mellioramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o metbodo de emprc-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4. '
SANDS. .
SALSA PARMLuA.
Vicente Jos de Brito, nico agente em Pernani-
buco de B. J. I). Sauds, chimico americano, faz pu-
blico que (em chegado a csla'prai-a urna grande ]>or-
r.m de frascos de salsa parrilha de Sands, que silo
verdadeiramenle falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acaulelar os consu-
midores de 13o precioso talismn, de cahir neste
engao, lomando as funestas consequencias que
sempre costumam Irazer os medicamenlos falsifica-
dos c elaborados pela modaquelles, que ant,cpocm
seus inlcresscs aos males e estragos da humaoidade.
Porlanlo pede, para iue o pulilico se possa livrar
desla fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recenlemente aqu chega-
ila ; o annunciante faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua bolica. na ra da Conceicjlo
do Ketiife n. 61 ; e, alm do receiluario que acora-
panlia cada frasco, lem embaixo da primeira pagina
seu nome impresso, e se achara sua firma em ma-
nuscripto sobre o involtorip impresso do mesmo
fracos.
Vendem-serelogios de ouro, pa
ten-te inglez; por commodo pre-
L. Leconte Feron & Companhia.
. _ssis:gsess
Palitos francezs de brimdelitiho,
5 alpaca e panno lino. g
m- Vendem-se palitos france/.cs ^le brim ile li- .,
S nlio e liretanha a 35 e 4S0OO rs.. ditos de al- S
paca preta e de cores a 8 e 10J006 rs.. dilos
de panno lino prelo a 15J, 18 e 20fjOOO rs.;a
elles, que avista do preo e superioridsde da
fazenda, ninguem leiiar de comprar ; na
ra Nova, foja n. 16, de Jos Luiz Pereira & ,
3 Fillin.
PARA A QUARESMA.
\'endem-se luvas de seila prela fiara liomem e se-
uhora, lambem meias de seda preta para senhoras,
tudo de mudo superior qualidade, e recelado pelo
ultimo navio de Inglaterra : no armazem de Eduar-
do H. Wyalt, ra do Trapiche Novo n. 18.
Na ra da Senzala Velha n. 96, padaria, ven-
de-se um escravo bom Irabalhador de masseira.morb
e de boa conducta, o que se alliaura ; q motivo da
venda se dir ao comprador.
@@ @$$$$$@
S5 Os mais ricos e inais modernos chapeos de
@ seda e de palha para senhoras. se eneonlram ;-:[
sempre na loja de modas de miname Millo- ;..
^ chau, no alerroda Rua-Vislan. 1, por um pre- @
@ co mais razoavel do que em outra qualquer ^
S parle.
NAVALHAS A CONTENTO. |
Chegatam ltimamentenavalhas g
de barba, superiores a todas <|uan- %
tsate agora se tem fabricado, por $
serem de ac to uno e de tal tem- g
pera tute alm de durarem extraor- j
dinariamentc, nao se. sentem no jjj
roHo na acco de cortar ; sao eitas
pelo hbil fabricante de cutileria
qttemereceu o premio na exposi-
cao de Londres, e nao agradando
pdem os compradores devolve-las
ate 15 das depois da compra, e se
lhes restituir o importe.
Vende-se cada estojo de duas na-
valhas por 8<>000 rs., preco i.\o :
to escriptorio de Augusto C. de
Abreu, na ra da Cadeia do Beci'e
n. 48.
io gosto.
i nova loja deo urives
inte ao pateo da ma-
i em geral um,
ouro de mui-
^^^Bdaro a quem
brgam por qualquer
a com respon-
^^^Hlde do,ouro de 14;
ijeilos por qualquer
i&/'-n8o:
rimeiro an-
da Boa-Vis-'
A'ragao,
candes
-tender,
a dorio
esrWiJa
r. A.J.
imo mo-
Krancil
COMPRAS.
Compram-se escravs de ambos os sexos de 10 a
20 annos. para dentro e fura da provincia, lendu boas
figuras pagam-se bem; na"rua Direita n. 66.
Compra-se o Diurio de ns. 1 'a 15 de marco
de 1849: uo aterro da Boa Vista n. 60
Compram-se ossos a jieso : no ar-
mazem da illuminacao, no caes do Ra-
mos, travesa do Carioca.
Compra-se unf sellim inglez em bom uso ; quem
liver aununcie.
L'ompra-se urna escrava sadia e de bons 'costu-
mev de meia idade, com as habilidades iiecessarias
para arranjos de urna casa ; no ra do l.ivramento
n. 19, se dir quem precisa.
O 39 A,
confronte ao Rosario de Santo Antonio, avisa ao res-
peitavel public, que alem dos biscoilos iuglezes e
francezs, constantemente se encontrar vinle e tan-
tas qualidades de bolinhos para cha, cvacas e po-
ile-Io torrado, chocolate, niiscelania, paslilhas, entre
estas oslelaa-pimeuta. amendoas e confedos, ricas
caizinhas para os mesmos, chocolates difierentcs, tu-
llo em ppr(3o c a rctalho, e o melhor de todos os do-
ces que se afiianra a qualidade, preco fuo he seu
costume.
Vende-se setim prelo lavrado, de mailo bom
goslo, para vestidos, a -23800 o rovado : na ra do
Crespo, loja da esquina que vnlla para a cadeia.
Vende-s cera de carnauba ; no' armazem de
Tasso 1 raos.
4 Vendem-se sapatOes de bezerro fran^
ce/, a o000, sapatos de lustre para rae*
nina, a800 rs., tamancos do Porto a 240
rs.: na Praca da Independencia, loja
n. o. i
-r- Vende-se, urna armacao nova, em
pontQ pequeo, servindo para qualquer
negocio : na travessa da ra d Queina-
do, a tratar na Praca da Independencia,
loja n. 55. _
Guarda-roupa.
VencTe-se um guarda-roupa de amarello vinhatico,
obra milito bem feila ; na ra do Hospicio, sitio pas-
tando a casa do fallecido Aramio.
NO CONSULTORIO H00lV\Tffl(.0
VENDAD
-e o!rol*Ti-o do novo tclegrapho que princi-
jidamenlo uo dia 29 do correte, a 240 rs.
' i u. 6 e 8 da praca da Indepen-
'J
ua ra da Moed
Ano de 5 cli
metln*" cqmpleio para
ra -V'"*nTlnr""'"
feas sollciras,e nbvilh; _
omBelem, d ma-
at asK lioraij "> horas em diule.
Vende-se KSbbrado de dotis andares ero
vxiaooe
r.- quem o m|
Nova, taberna n. 7, qne ahi se dir aonde he o dilo
obrado, e quera o vs*
Uedes acolchoadas,
brancas e de cores de um id panno, modo grandes a
de boan'gnito : vendem-se lia ra do Crespo, loja. da
esquina que yoda para i cadeia.
do
DR. P. A. LOBO M0SC0Z0.
* Vende-se a melhor de todas as obras de medicina'
noniopalhica \Sf O NOVO MANIIAL DO DR.
J.VI1K JSt Iraduzido em portuguez i.elo Dr. 1'.
A. Lobo Moscozo, contando um accrescimo de im-
portantes expli-cacoes sobre a npplicaco das do-es. a
dieta, ele, ele. pelo Iraduclor; qualro volumesen-
cadernados em dous 209000
qicciooario dos termos de medicina, cirurzia, ana-
toma, pliarmacia, etc. pelo Dr. Moscozo": encader-
nado 4^000
ma carleira de 24 mcdicnmeulos com dous fras-
cosde linduras indispenaveis 403000
Dila de 36.....'......'.5000
Dita, i'e 48 ......... 509000
Umada-eOluboscom 6 frascos de I induras. OOfiOOO
Dila de 144 com 6,ditos......1008000
Cada carleira he acompanhada de um exeni|>lar
das duas obras cima mencionadas.
Carleiras de 24 tubos pequeos para algi-
beira........... 89000
de48 dilos .........lojJOOO
iU"o-ulsos do glbulos..... 19000
iPrafos de TWonca de lindura 2jO00
. > fia tambem pal1?, vender grande quantidade de
tobos de cryslal mudo BiA^asios e de diversos la-
manhos.
Asuperioridade destes medicamcnVMesl hoje por
todo recoiihecida, e por isso dispensa e'iuu-"-
No paleo lo Carmo, taberna n. 1, veude-se ce-
ra para limas de cheiro a 960 rs. a libra, e alelria
mui lo boa a 210.
Vende-se o sobrado de dous anda-
res esotao da ra de Apollo n. 9, bem
como o dito de um andar da ra da Guia
n. 44 : a tratar na ra do Collefjio n. 21,
segundo arfar.
A 35000 US. A PECA.
Na loja de lmuanles iV 11 em-iques, ron do Crespo
u. 5, vendem-se chitas de cores escuras, cora um rs.
queno toque de mofo, pelo barato preco de SSOOpe-
pec,a, com-38 covados.
Velas de carnauba.
Vendem-se carnudas com supemir velaade cera de
carnauba pura, fabricadas in- Aracalv, epor commo-
do prec,o ; ua ra da Cruz, armazeir. 'de couros c sola
n. 15. ,
Cera de carnauba.
Vende-se em portao e a retaltio : na ra da Cruz,
h armazem de couros e sola n. 15,
Legitima sarja hespnihola la nielhor quah-
$$ dade que aqu lem viudo, dila um pinico mais @
1} a bailo, selim prelo para vesiidos.crles de se- .;..;
da prela lavrada para vestido, fazenda supe- @
_ rior, veludo preto, chales e inanias le fil de
^ seda bordados, romeiras le relroz preto tam- **
* bem bordadas, meias de seda prela de peso,
3> lano para liomem como para senhora, e ou-
'',- tras mudas faznndas proprias para o lempo da
',*% quaresma ; na ra do ijucimado n. 46, loja
i i de Bezerra iv, Moreira.
4@ &&m ::fe@ @
Agenciada E.dwia Knr,
Na ruado A polln. 6, armazem le Me. Calmon
cV Companhia, aclia-sc oonstuntemente bons sorli-
m entos de laixas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas nclira! bulas ile ferro pu-
r?.,inimaes, agua, ele, ditas para armar em madei-
ru de lodosos tainanhosp mwlelos os mais modernos,
machina hrisontal'.iar-i vapor rom forra ile
i cavalios, cocos, pas jac'.ciras le Ierro eslanhado
Cara casa le purgar, por menos prero que os de co-
re, esco ven l>ara navios, ferro la Suecia, c fo-
lhasdc (landres ; tudo. por barato prero.
Na ra da-. Cadeia do Hecife n. GO, arma
/.em deHenriqtie (iibson,
vendem-se ri'logiosde ouro le abnete, de patente
inglez, la iceltor quallade, fabricados em l.nn-
d res, por pr ;o commodo.
POTASSA.
No anligo deposito da ra da Cadeia do Recife ,
Naarua do Vigario n. 19, primei-
ro andar< tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e nauta, como
scjam.quadrillias, valsas, redowas, schc-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Uto de Janeiro.
Charutos de Havana.
Vendcni-se verdadeiros charulos dellavana por
preco muito conmiado : na- uada Cruz, armazem
POTASSA E CAL.
Ve/ide-se potassa da Russia e America-
na, superiores, e cal virgem de Lisboa,
tudo por preco mais commodo que em
outra qualquer parte : na ra do Trapi-
che n. 15, armazem de Bastos lrmos.
Com toque de avaria.
Mndapolo largo a 38200 a pera : na ra do Cres-
po, loja da esquina que volta para a Cadeia.
Oraiiifc sorlimenlo de colletesd fusiao supe-
rior, por diminuto preco; palitos de brim liso e eu-
Irancado de ludas as qualidades e precos f> pequeas
malas de ouro. proprias para viagem ; ricas abutu-
aduras para collele, ludo mais barato que em oulra
qualquer parte: na ra do Collegio n. 4, e ra da
Cadeia do liecil'e u. 17.
Muita attencao.
Cassas de qoadros mudo largas com 12 jardas a
2c400 a pe'ca, ciirtcs de ganga amarella de quailros
muilo lindos a 18500, crli de vestido de cambraia
de'cor com 6 1|2 varas, muilo larga, a 28800, dilos
com81|2 varas a 38000 rs., cortes de meia casemia
para caira a 38000 rs., e oulras mudas fazendas por
pre;o commodo : na ra do Crespe, loja da esquina
que volta para a Cadeia.
PARA A QUARESMA..
Um lindo c variado sortimento defazen-
,das prets e de todas as qualidades.
Panno Ouo prelo a 38000. 38200. 4500, 5500 e
68000 rs.,lito azul a28800, 38200 e 48000 rs., dilo
verde a 2g800, 38600, 48500 e 58000 rs. o covado,
casemira prela entestada a 58500 o crle, dita fran-
ceza moda lina e elstica a 78500,88000e 98000 rs.,
selim prelo inaco mudo superior a :i800, 48000 e
5&500 o covado, merino prelo muito bom a lljOO o
covado, sarja preta mudo boa a 28000 rs. o covado,
dila despalillla a 28600 o covado, veo pretos de fil
de iinli. lavrados, muilo grandes, fil prelo lavrado
a 480 a vara, e oulras mudas fazenda de bom goslo;
na ra do Crespo, loja da esquina que volla para a
Cadei .
DAVID
annunc
fazendeiros, e ao respeilal
belecimenlo de ferro me
na ra do lirum passando o rhafaiiz, con^^^H
effeclivo e\ercicio, e fe acba completamente noi
com apparelhos da primeira qoalidade para a per-
feila confeccaO das maiores peas de machinismo.
Habilitado para empfehendcr qnaesquer'olrasda
sua arle, David William Bowman, deseja mais par-
ticularmente chamar a allenca publica para as se-
guintes, por ter dellas grande sortimento ja' promp-
to, em deposito na mesma fundida, as q'uaes cons--
l ni las em sua fabrica podem competir com as fabri-
cadas em paiz eslrangeiro, lauto em preco como em
qualidade de materias primas e ma de obra, a
saber:
Machinas de vapor da melhor eonstroca.
Moendas decauuapara eugenhosde lodosos ta-
mauhos, movidas a vapor por agua, ou animaos.
Rodas de agua, mohnos de vento e serras.
Manejos i ndependentes para cavalios.
Itodas dentadas.
A Huillines, bronzes e rhumaceiras.
Cav lhes e jiarafusos de todo* os tama'nhos.
Taixas, paroes, crivose bocas de forualha.
- Moinhos de mandioca, movidos a ma ou porani-
raaes, e prensas para a dita.
Chapas de fogaflefornos de farinha.
Canos de ferro, lorneiras de ferro e de bronze. .
Bombas para carimba e de repuso, movidas a
man. por animaes ou vento,
(iuiudasles, guinchse macacos.
Prensas hidrulicas ede parafuso."
Ferragens para navios, carroso obras publicas.
Columnas, varamias, grades e porlOes.
Prensas de copiar carias e sellar.
Camas, carros de man carados de ferro, ele, etc.
Alm dasuperioridade das suas obras, ja' geral-
menle recoiihecida, David William Bowman garante
a mais exacta con formidade cornos moldes e dese-
nhos remedidos pelos scuhores que se dicuarem de
fazcr-lhe cucomuieudas, aproveilando a occasia pa-
ra agradecer aos seus numerosos aniisos e freguezes
a preferencia com que tem sido por elles honrado,
c asscgura-lhes que nao poupara esforros e diligen-
cias para continuar a merecer a sua coiifianra.
Na ra da Cruz n. 15, segundo andar, ven
lem-se 170 pares ile coturnos de coro le lastre
400 ditos brancas e 50 dilos'de bolins; ludo por'
preco commodo.
Na ra do Trapiche n. 14, primeiro andar
vende-se o seguinte :pasta de lyrio florentino, o
melhor artigo que se conhecc para impar os denles,
branquece-os e nulificar as gcugivas, deixando bom
goslo na bocea e aaradav el cheiro; agua de niel
para ns cabellos, Ijinpa a caspa, e d-lhc mgico
lustre; asua de perbjas, esle mgico cosmtico para
sarar sardas, ragas, fcembellezar o rosto, ssim co-
mo a tintura imperia do Dr. Brown, esla prepara-
cao faz os cabellos rnivqsnu brdiicos.coinpletamenle,
pretos e macios,- sera danuu-dos mesmos, ludo por
precos commodos.
Vendem-selonas,4>rinzafi, brinse meias lo-
nas daitussia: no armazem de N. O. Bieber (S
Companhia, na ra da Cruz n. 4.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de fth-o.de I). W.
Rowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de tai as de ferro
fundido 'e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarca m-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Moinhos de vento
'ombonibasdereputo para regar hurlase baixas
derapiui. na fundicao de D W. lioman : na ra
do Brum Us. 6.8 e 10. '
VIMIO 1)0 PORTO MUITO FINO.
Vcnde-se superior vinho do Porto, em
barrisdei., 5. e 8.:. no armazem da ra
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes 5i Companhia, na
rua dq Trapiche n. 54-: '
Padaria.

>,iii nlha de Brisfot, ecomo
brirarara urna imitar-So di
Eis-aqui a carta que o-
crevoran ao Dr.Brislol i
e que se acha em nosso j
.Sr. Dr.
Bfalo, &c.
Nosso apreciavel senhor.
Era lodo o anno passado temo venri
iaiie coasideraveis do Jilrado
Vmc, e pelo que ouvfmos d
quelles qne a lera usada,' jdlgai
dita medicina se augmentar mui
quizer fazer um concen\o t
nos resultara muita vantigi-
Vine. Temos muito prazer que V
sobre este assumpto, e
daqui a um mez, ou cousa aeme
muilo prazer em o verem Mi^^H
ton, n.79.
Ficam as ordens de Vmc. seus segoroj
(Assicnados) A. R. .
CONCLUSAO'.
1.c A anliguidade dasalsa parrilha
claramente provada, pois que ella dabj*
eque a de Sands s appareceii eav
qual esle droguista nao pode oliler a
Brislol.
2. A superioridade da salsa parrilll
he inconteslavel; pois que nao u" '
reiu'i*da de Sands, ede urna
parartrs, ella lem maulido a sua
si loda a America.
As numerosas experiencias feila
salsa parrilha em todas as enfermidailesi
pela impureza do saugue, e u bnm xito
la Cirle pelo Illin. Sr. Dr. Sigaud,
academia imperial de medicina, pelo L
Dr. Antonio Jos Peixoto em suai^^H
afamada casa de saude na Gamboa.
Dr. Saturnino de Oliveira, medico do exi
por varios oulros mdicos, pennittem Iioje,
clamar altamente as virtudes eflicazes da
rilha de Brislol vende-se a 58000
O deposilo desla salsa mudou-sa-
frauceza da'ra da Cruz, em frente
Oleo de lihhaca em t
Vende-se na bolica de Barlliulonieu
na ra laraa do llosa no u. 36.
Vende-se o engeuho Limeirinha,
gem do Tracunhaem, com 600 br,
urna legua de fundo, com as obras
das novas, eoplima inoenda, coij
com 2 carros e 4quarlos podem
oque he de grande vantagem para
Ue de ptimo assucar e de boa
caima como de legumes : veiul
nheiro vista, e o mais a pag;
poder cuuvencionar: os pretende
engenlio Tamalape de Flores.

S
ESCRAVS
Vende-se urna padaria mudo afreguezada: a Iralar
com Tassp & Irmos.
Ao senliores de engenho.
Cobertores escoros de-algodrioaeO rs., ditos mui-
lo grandes e encorpados a 1J>400 : na ra do Crespo,
loja da esquina que volla para a Cadeia.
-. Vende-se farinha de mandioca mui-
to superior, em saccas, echegaoa recente-
mente : uo armazem de Machado Si Pi-
nheiro, na ra do Amorim n. 5i, ou a
tratar no escriptorio dos mesmos, na rqa
d^Yi COM PEQUEO TOQUE DE AVARIA-
Alsoilodesacco'.e sicupira muito encorpaito a 100,
120, o 140 a jarda: na ra du Crespo loja da esqui-
na que voll para a Cadeia.
19 Deposito de vinho de cham- i
ffl) pague Chateau-Ay, primeira qua-
SA lidade, de propriedade do condr
gj de Mareuil, ra da Cruz do Re-
2 cite n. 20: este vinho, o melhor
5f de toda* a champagne vende-
j& se a 56S000 rs. cada caisa, acha-
" se nicamente; emeasa de L. Le-
wf comte-Feron& Companhia. N. 1$.
(9 As caixas sao marcadas a fogo (jpi Conde de Mareuil' e os rtulos
das garrafas sao azues.
Na na do Vigario n. 19, primeiro andar, lem
venda a superior flanella para forro desellis, ebe-
gada recenleraenle da America.
camoo une
i
1
armazem n. '12, lia para vender muilo nova potassa
da Kussia, ar nericana e brasileira, em pequeos bar-
ris de'^rrol ios; a boa qualidade e precos mais ba-
ratos do que em outra qualquer parle, se alliancain
aos que pre cisarem comprar. >o mesmo deposito
tambem ha t.nrris com caj de Lisboa em pedra. pr-
ximamente llegados. .
Vcn'ie-8e a verdadeira salsa parri-
lha de Sai ids: na botica franceza, da ra
da Cruz, um frente ao chafariz.
VINHO ciiampagm:.
Superii jr vinho de Bordeaux engarra-
fado ; ve nde-se em casa de Schafheitlin"
S Compa nhia, ra da Cruz n. 38.
Vend .'m-se na rua da Cruz n. l, segundo
andar, boa- i obras de lubvrmtlio feitas no Aracaty,
constando de loallias, lencos, coeiros, rodas de
saia, ele.
FARINHA DE TRIESTE.
Primeira qualidade.
Tasso Ir maos avisara aos seus freguezer., que lem
para vend er farinha de Irigu chegada ltimamente
de Trieste sendo a nica nova que daquella proce-
gnaram oucomprarelM dencU "* i,le merrao-
obra do JAIIR, nles da (ntblicado o 4- volume,'piiVr-^-Ven dem-se pianos foi les de superior qualida
dem mandar recabev esle, que ser entregue sem .derSWfados pelo melhor autor hamburciief .
augmealo de prero. rua da frSUh
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senliores de engenho os
seus bons ell'eitos ja' exprimen-
W tados: na rua da Cruz n. 20, ar-
& mazem de L. Leconte Feron i W
<$) Companhia. W'
Vendem-se cobertores de algedo grandes a 610
rs. e pequcuos a tiO rs. : ua rua do Crespo nume-
ro 12.
Vendein-se pregos americanos, em
barris, pnoprios para barricas de assu-
car, e avaiade de zinco, superior quali-
dade, por precos commodos: na rua do
Trapiche Novo n. 16. .
TAI-VAS DE FERRO.
Na fundicao' dAurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
rua do Brum logo na.entrada, e defron-
te do Arsenal de Marmita ha' sempre
um crande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como ^traligera,
batidas, fundidas, grandes, peciiienas,
razas, e huidas ; e em ambos os logaros
e\istem t|itindast<'s, para carregar ca-
noas, ou cairos hvres de despeza. Os
precos sao' os mais commodos.
__Vende-se um grande sitio na estrada dos Afilie-
tos, quasi defronleda icieja, o qual lem mudas ar-
vores ilo fruclas, trras le plaulaces, baixa para
capan, e casa le vivenda, com bastantes commo-
quem o pretender dirija-se
dos : qiicm o prelender dirja-sc ao mesmo' sitio a
enlender-se com o Sr. Aiilunio .Manuel de Moraes
Mosquita l'imcnlel, ou.a rua do Crespo n. 13, no
escriptorio do padre Anlonio da Cunha c Figuei-
redo.
Vende-se em casa de S. P. Jonli-
ten & Companhia, na rua da Senzala Nos
va n. 4.
Vinho d Porto, superior qualidade, en-
garrafado.
Vinho Cherv, em barris de qijarto.
Sellins para montara, de homem e se-
nhora .
Vaquetas de lustre para coberta de carros.
Relogios de uro patente inglez.
Pianos.
Os amadores da musir achara continuadamente
em casa le Bninn Praeger i-Companbia. rua da Cruz
n. 10. um cr.inde sortimento de piano* fortes e fortes
pianos.de difiranles modello, boa consIrnerSo e bel-
las votes, que vendem | presas; assim co-
mo luda a qualidade de 9 para msica.'
NO ARMAZEM DE G.J.ASTLET
ECOMPITO; Bl DO TRAPICHEA 3,
ha para vender o seguinte :
Bataneas decimaes de (00 libras.
Oleo de linhaca-em latas de 5 galoes.
Champagne, marca A. C.
Oleados para mesas.
Tapetes de laa para forro desalas.
Copos e calix de vidro ordinario.
Formasdelolha de ferro, pintadas, para
fabrica de assucar.
Palha da India para empalhar.
Ac de Milo sortido.
Carne devacca em saltnoura.
Lonas da Russia.
Espingardas de caca.-
Lazarinas e clavinotes.
Papel de paquete, inglez.
Latiio em folha.
Brim de vela, da Russia.
Cabos d linho da Russi*, primeira qua-
lidade.
Cemento de llaniburgo (novo).
Relogios de ouro, sabonete, patente in-
glez.
Oraxa ingleza de verniz para arreos. .
Arreios para um e dous cavalios. guarne-
idos de mata ede latao
Chicotese lampeespara carro ecabriolet.
Couros de viaoo de lustre para tibertas.
Ca becadas para montara, para senhora.
Esporas de ac prateado.
Couro de lustre
de boa qoalidade; vende-se por meos do que ora
oulra qualquer parle para liquidar coutas: na rua da
Cruz n.10.
Obras de ouro,
como sejam: aderecos e meios dilos, braceletes, brin-
cos, alfinetes, bolOcs, aunis, crranles para reoslas,
ele. etc., do mais moderno' aoslo : vendem-se na rua
da Cruz, n. JO, casa de Bruuii I'raescr & Companhia
,-MOENDAS SUPERIORES.
^_Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
modello e lonstrucco muito superiores-
ARADOS DE TRRO. ,
Na fundicao' de C. Starr. Si C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos de ferro de superior qualidade
Vinho Bordeaux.
Bruna Praeger & Companhia rua da Craz. u. 10,
recebaraiu ultinaieute Si. 3ulieo e M. nrpoi, em
.caisaatfcma dmia, que se rccommend.am por suas
boas quuliC
No dia 6 do correle fev!
do abaixo assignado o fescravo, |
coin 17 para 18 anuos/e ida
e ps grandes, as perms lorias i
chamara quebramangue, pon^
quenos, roslo redondo, cahell
orelhas pequeas, nariz regu
regalado pata cima : quem o j
perial, que ser pago de
abaixu assignado roga a quem
fas? prender.Antonio da Silta i
Desoppareeeu. ba 12 lias doj
assignado um escrava de Hume Seve
idade de 30 annos, pouc i
camisa e caichi de panno couroj
azul, Afn de camisa d^^^T
que levou comsigo, com
de denles na frente, rostoc
la, lem o cuslume de cantar ;
de Muribeca e cidade da Vict
le Flores, provavelmenle ter h
gar: roga-se as autoridades, el
o apprehender e maudar com
Direita n. 88, que ser recompensado)
Jote da Uo
Ainda esl fgido o preto ib
nedictu, de uaco Angola, que fol doj
polica Manuel Antonio MartinsPelel
(em os signaes seguidles :estatura
lolocarpo, idade 70 anuos, olli
inoi;o, e falla trmula, foi compra__
em Kio-Formoso; ha ld pro I
ja em dita comal ca, inlitulundo-se fo
esmolas para se sustentar, por ser n:
roga-se porlanlo as autoridades dessa coman
taes de campo de o mandarem apprehender
le-lo pura esta piara a seu senli
do Joaquim Pereira Xavier de liv <
rua Direita, sobrado n. 64, segunde
gara toda a despeza que se hotrrer (til
transporte.
l)n silio das Koseira <1,<^^^H
de Moura, desappareceu no dia 7 d
fevereiro do crranle anno, o sen escr
ta-feira, mo oflicial ile sapalciro, ec
guinles : estatura mediana, cor fv,
chalo e grosso na pona, muito bruto no fai
de cara, e principia a barbar, 'lem as n
calosas deaptrlara linha doofficio de i
discpulo do mestre Vicente ; quem o
souber, dirija-se ao dilo sitio 4* peosado.
No dia '17 do crranle, de
do abaixoassiguado urna prala de
Cecilia,reprsenla 1er 35 annos rf
estatura regular, ps largos e chai
ra dentro, levou vestido de chita e [
roga-se a qualquer pessoa ou capital
della liver noticia ou a pegar leva-lj
senhor, no aterro da Boa-vista
Pires,quesera generosamente rt
Joaquim ',
Da pov oacao de Beberb
ti ilo crranle um escravo de
idade 25 anuos, sem barba, da^
cheio do corpo, levou chapeo de \
tor de lisia, e monlado em un
o apprehender, poda leva-lo cana
da Silva (iuimaraes, na rua lo
Beheribe, em casa d seu senhor, que
pensado.
50,000
Desappareceu lia qualro me
assignado, tira seu escravo de lime V lo, de 30 anuos deidade, poaco mail
talura regular, olhos gran<%,' pea'
dentes alvos e sadios, sen>ler sigiul d
gado, moderado no fallar, porm j^^B
racado. e bem suissado : roga-se
Du'capilSesde campo qne'o pegarrra,
senho novo deGoil", comarca de Pno i
rua ile Apollo nr"2, ao Sr. Jos da Silj
recebera 50-3000 rs. de gratifica^'
ido para os lugares do Cabo onde]
Joaquim do Reg fa
Esl fgido desde o dia 18 de fe
Manocl, crionlo, de idade 30 annos, I
corpo, com marcas de beiigas ;
denles na parle superior; desroulia-se
Cabo: roga-se a quem o pegar
dirija-se rua de Brum n. '28^^H
que ser recompensado.
Na uoite do dia 21 do crranle mez de fevereiro
desappareceu um moleqne, crioulo, Joao,
de 13 a 14 annos, levando camisa e cal;a de algodao
azul, com os signaes segundes :ci
corpo, n'uma das orelhas lirado um taco, he um Un-
to barrigudo e beslnnlo, e lera a falla descansada ;
su ppoe-se estar furtado ou desnorteada, em roxau de
ser dojnato ; roga-se pois as autoridades, rpiU
campo ou compradores de escravo- Mo-
llar levar o dito moleque na rua i: Su.
52. onde se pagaro as desperas e
forme fura entrega.
1 OjfOO rs. de jratilicar
A quem apprehender o pardo Marcelino, le idade
pouro piis ou menos i annos, algnm i
estatura regular, bastante barba, com i
ridas as pernas. He natural le Peni
leude alguin cousa de fabricar assuo
de alfaiale. Esleescravo foi de JoaqiJ
Cruz, e hoje he de Joaquim l.uiz Per
rador no lugar denominado Babia l
da cidailo de Cabo Fri. No as
apprehendido para o lado do
vislo uo lugar chamado Itabape
te de Campos, ser remedido i
a entregar aoSr. Bernardo Alvo
rua de S. Pedro n. 2 D, o qual esla ;
o receber, e pagar.loda e qualquer d
ra a tal respeilo, ou a sen *ci
indicado, e nesla cidade d Peniam!
lrnin, na rua da Cruz n
llPSBppaiecen, indo veirtler fruas-em
boleiro, no lia 15docrrente, a preta,
me Aun, allura regular, magra, con
de denles, pelo que lem os labios alf^
um puuc eresc'do, sem estar prenhe, I
mos.dos ps virado para Iraz, tem mtri,
em urna ou ambaa as pernas, reprsenla;
dn que lem pela falta dos
chila e panno da Cosa, ;
e por isso pode ser pee ^F
estar acollada por
coto loda forrada
^Wff'.WWBai^*'
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Pera.!Tif, dt
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