Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01832


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Full Text
m
y
"ttaa

?
B


i
UW8 DA SFBSCRIPCAO'.
o M. F. de Faria? Rio de Ja-
Joao Pereira Maxiins; Baha, o Sr. F.
aoei, Sr. Joaquim Bernardo de Men-
ba, o Sr. Jos Rodrigues da Cosa; Na-
Ignocio Pereira; Araoaty, o Sr.
J Lemos Braga; Cear, o Sr. Victoriano
;Maranho, o Sr. Joaquim Marques
[Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 28 1/4 a 28 3/8 d. por 100
Pars, 340 a 345 rs. por i f.
Lisboa, 95 porcento.
Rio de Janeiro, a 2 por O/o de rebate.
Acedes do banco 10 O/o de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Discomo deleuras de 11 a 12 de rebate.
QUINTA FFIRA 2 DE MARCO 1854.
Pof-Anno
Porte fraii
METAES.
Ourp. Oneas hespanholas. 289500 a 298000
Moedas de 69400 velhas. 169000
de 69400 novas. 169000
de 49000...... 99000
Prala.Palacoes brasileiros..... 19930
Pesos rolumnarios......19930
mexicanos...... 19800
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os das.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
. FREAMAR DE HOJE.
Primeira as 6 horas e 54 minutos da manhaa.
Segunda s 7 horas e 18 minutos da tarde.
PARTE OFFICIAL.
ERNO DA PROVINCIA.
Ua l" do aerraute por ee-
a abortara da asseaabla rtita-
otoi fa Sr. prealdante a airo-
eaatselbairo Jase Beato da Otaba a
ricaalnd..
Ignos senhoret membrot da attemblfa le-
jprotineUU.Pouco faltara para ser com-
talisfarao de achar-mc agora no racio "la re-
tacao provincial, se nao livesse le commemo-
I opinada e mui sentida morte de S. M-
F'idelissima a Rainha de Portugal! deploravcl suc-
cesso, que Irazendo-uos a dor e o luto, veio lam-
lespojar-nos douobre orzulho de termos, por
i anuos; sentada no solio da nacflo mfii, urna
eza brasileira 13o rica de virtud, c que de-
synibolisava os ltimos brilhantes feilos, l'ar-
mas do nclito fundador do imperio.
n lenitivo porm de Iflo justa magoa he-mo ara-
mw-vos, que a preciosa saude de S. M. Im-
jjtde sua augusta familia, louge de haver sof-
menor alteracflo, prometlc-nos a tonga ilu-
so da dymnaslia que nos deve guiar ao cumulo
rosperidade. Assim o permita a Divina Pro-
videncia.
Tranquillidade e seguranca publica.
) paiz goza de paz iuallcravel: nem oulro
resultado da poltica sabia e providente
wrno imperial ha 'coustautemente desen-
Uta provincia particularmente lem dado
i mais decisivas cte. que deseja muito e mui-
nbra dos principias' de ordem, apro-
i experiencia amarga do passado, e \ o-
roslo a tuna on outra rrealura vertiginosa,
ivia nao se deve fallar com os remedios
asar ua verdadeira conlricrSo, iiara
M lodos anisnos cuidar V henJiuMl
e positivo de nossa patria. ff
t proximidades do dia 1" de Janeiro foi prc-
sealide um corto rumor, que prognoslicava a repe-
llas secnas terriveis de ha dous anuos, quaudo
lava a execurao do rogulamento do registro
mentes e bitos. Prcvcni-mc, expedindo
anpoordens reservadas aos vsanos, agentes
de polica e commandantes dos destacamentos volan-
tes, afim de que opporlunameule csclarecesscm a
leSo mais incauta, e tomassem as necessarias
1 evitar qualquer aconleciuiento desas-
Em algumas Freguezias da circuniferencia da
alappareceu com elTeilo um extraordinario coti-
lo pavo, desarmado an, mas nimiamente so-
llado, para ouvir a missa do dia de anuo bom.
opapel. Em oulras porm, romo era Igua-
.-Antito, Nazarclh. Gloria, Freguczia do
lanlim etc., os concurrentes apresen la rain
as mais desagradaveis, porque a urna certa
neacadora junteram a triste circunstancia
ni todos armados. Mas felizmente nao vie-
ran s vas de facto, e uenhnm caso funesto ti-
vemosde lamentar, gracas as prudentes manciras
AUDIENCIAS:
Tribunal do Commercio, segundas e quintasfeiras.
Rclacao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas c sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas,
l.'vara docivel, segundas o sextas ao,meio dia.
2." vara do civel, quartas e sabbados ao nieio dia.
mininos c
peitos, e pondo o destacamento em allilude de defe-
ta, conseguio ao depois segurar os conjurados, fazen-
do logo expedir urna jangada, trazendo-me oflicios,
em que me pedia soccorrode munirao c tropa para
guarnecer o presidio. Apenas recebl a participarlo
oflicial, fiz se'guir o vapor de guerra Paraeiue, le-
vando o auxilio pedido, que chegou tnuilo a lempo
de Iranquillisar os espiraos dos habitantes da illa
Os interrogatorios a que se proceden, ilao como cer-
to que Vicente Ferreira de Paula havia aluciadoper-
to de noventa sentenciados para no dia 22 de Janeiro,
na occasio da missa, sorprehenderem os destaca-
mentos, assassinarcm o commaudanle e mais algu-
mas pessoas, apossarem-se db ilha, e ao depois em-
barcarem-se no transporte Pirapama para irem des-
embarcar em San-Miguel na provincia das Alagoas,
internarem-se as maltas a unirem-se com os rebel-
des. He ludo quanto por ora posso adianlar a res-
peilo de tal successo, que procuro anda investigar.
Seja porm o que for,lie-me mui satisfalorio dizer-
vos.qoe nada temos a recejar peta Iranqnillidade pu-
blica da provincia, grabas ao espirito de ordem, que
vai oceupando todas as caberas bem organizadas.e
que um dia lera de firmar a verdadeira opiniao pu-
blica para nunca mais ser abalada pelo sopro das
ambires illegitimas e perniciosas.
Seguranca individual e de propriedade.
Se nao posso fer a fortuna d declarar-vos que es-
la garanta social lem chegadb ao grao de perleicao,
qoe fra de desojar, compre todava confesor que o
estado da provincia, a tal respailo, tem algum tan-
to melliorado pelo interior. Nada se me apresentou
de mais morliflranle, quando uve a honra de lomar
conla da adminislracao, do que as repetidas noticias
de assassinntos e latrocinios, que se perpetravam em
quasi todos os ngulos da provincia. Conheci per-
feitamente que a melhor vonlade dos agentes de po-
lica no era sbfflcienle para oppor um dique a essa
torrente de crimes. E, cerlamente, homens que
W recompensa immediata servem empregos to
odiosos, no contando ao meos com infallivel coad-
juvacuo da frca publica, e que vivem impressiona-
dos pela perspectiva de urna demisso instantnea,
que os deve deixar desabrigados no meiodas vindic-
tas dos seus vizinhos, nao podem laes homens fazer
orna polica efcaz, se cites nao possuem lanta cora-
gem, patriotismo eabnegaco, que loquem ao mar-
lyrio : q'ualidades lio raras, que nao ehegam para o
grande numero de agentes policiaes derramados
por urna vasta superficie.
Por uulro lado, observei que os pequeos desta-
camentos locacs, commandados quasi sempre porof-
flciaes de baixa patente, e at por sargentos, serviam
antes para se indisciplinaren), do que para infundir
confiauca as autoridades, e impor o necessario res-
peilo e temor A mulliplicidade de criminosos qie
como qoe de romana, andavam de emboscada zom-
bando das diligencias da polica. Mas em lim
era-me- forcoso persegui-los, e enlflo lcmbrei-me de
organiar fortes deslacamentos volantes, commanda-
dos por ofliciaes de conGauca, a quem tracei um cir-
culo dentro doqual devia-n elles acudir ao chamado
das.auloriilades leles, e de accordo com ellas ellec-
Outra occurcencia bastante grave deu-se em das
ifesto do anno prximo passado : circularan) boa-
tos de um plano de insiirreico do escravos, que se
dida ler assento no centro da capital com ramifica-
para certos engenhos da provincia : de Pao
Albo parti a primeira denuncia', e logo depois de
Santo Amaro Jaboato. por onde comecou a reinar
mais alguma inquielac.io. Nao obstante o pouco cr-
dito que tnereciam taes boatos, entend nao de-
w despreza-los, e fu immediatamente partir urna
fSa de cavallaria s ordensdo delegado de Pao d'A-
Iha, a qual cea effeito servio de suffocar inleiramen-
te o ovoiirn ji cresceute de eacravos, que faziam al-
gaos rooboi, queixaado-se da suppressao dos dias
santas.
isde mandar avisos secretos a todas as aulo-
ndadasdo interior, sobre tudo dos pontos que se re-
al mais ameacados.e de fazer marchar um des-
elo, para Sanio Amaro JaboalSo, ordenci ao
chafe de polica, que procedesse na capital a todasas
uecesiarias, das quaes resullou a prisiio de
lo), dislingundo-se d'entre esles um de
u. liclo como orculo entre os seus par-
rifura encontrado de habito talar, cerca-
livros escriptos em arbico, e de algu-
M, que dizia elle perlencers ceremonias
h jne era sacerdote. Chamado a pergun-
sveloa, queinduzisse suspeitas : e mesmo
a verso, que em minha preseora lizera, de 11111" tre-
uslivros, combinou com outra a que se pro-
corte. Por ultimo desvaoeceram-se os sus-
rraicMo, e a populacho descanrou as pro-
videncias Wfolicia.
Ido de Noronha receiou-scuiua subleva-
lleudados em os primeaos dias de Janeiro
comoteanno.
) o commaudanle da ilha lomado opporluna-
ovenientes medidas para sutTocar qual-
menlo, fezendo logo prender os mais ras-
FOLHETIM.
t1ffif0S-K0VECII.(*)
(Por Anadea AefearS.)
II
O INTEIUOR DE UMA ACTRIZ (JIJE ESTREA.
- Conlinuacao. 1
Una conservara seo vestuario de ceremonia,
exceptuando todavia o chapea, o qual substituir
por um honele caprichoso, cuja desordem augmenta-
va a grata de sua physionomia.
o fllcova, ella pV 0In jnslanle
ante do espelhu atizando com as niaos eus bastos
cabellos eajtanhos, e depois apoiando um colovelo no
do da*h.imin mirou-se muito lempo com o ar
ro de um namorado, que contempla
ule, disse ella emfim, esta lie a ho-
ra que mais me convni.
asi mesma, amarrolou as franjas do
bonete, e cbntiniinu:
He preciso todavia que o principe me veja a
iiei de fazer cum que sua prxima v.i-
e meia-uoite.
zaodn isso den urna risada, e seus olhos brilha-
ram como diamantes.
linunii, se ella coraecar a meia-uoite,
a ipie tiora acabara ?
K.assenlando-se na cadeira de bracos, que deixra
rU* la de Mr. de Flize, estirn os ps para a cba-
cpm os movimcnlus ondulosos de urna ser-
lize est um tanto otado, lornoo ella
com os olhos, e esta mobilia
is, e esse forro de brocatel he
to isso tem j quasi seis mezes.
?a sobre o peilo, e ficou
1; mas levantando-se rom a
^^Bt d'aco, locou urna cam-
porUram as autoridades locaes. Sjy *uar a prisBo-dos criminosos em qualquer parle on-
as ^ fosseip encontrados.
Os tactos que logo se succederam proVaram o
acert da medida ; porque na verdade os agente po-
liciaes achaodo-se assim habilitados para expurgar os
seus dislriclos de assassinos, a quem temiam, coad-
juvaraiu os commandaoles dos destacamentos, e es-
tes tamben) por sua conla arrancaram de seus antros
a criminosos de longa dala, sera que se vissem reno-
vadas as Iristissimas secnas de resistencia e mortici-
nio,que o meu antecessor lamentou no Seo ultimo re-
lalorio; isto he, nem os destacamentos volantes sof-
freram fogo de emboscada dos criminosos, que mui-
lo se receiavam do numern e enegia da forra publi-
ca, nem estes se atreveram, como outr'ora, a vin-
gar-se com o assassiuato das autoridades que os man-
daran) capturar; porque sabiam que ellas eram
apoiadas pelos destacamentos.
E s por esse methodo poderiam desde maio do
ano passado al boje ser presos 118 criminosos,
sendo 76 de morle, 8 de tentativa de homicidio, e
'H de diversos crimes ; numero que nao ser sem
duvida mui superior ao daquelles criminosos,' que
acossados incessanlmente pelos destacamentos, se
foram refugiar as provincias Iimilrophes, como me
hio participado os respectivos Presidentes. A ver
dade he, e cumpre nao nega-la, que depois que fo-
ram levantados os destacamentos volantes o inte-
rior da provincia mudou de face, e ja muitos dias
se passam, em qne deixo de receber oflicios trayen-
do a mi nova de assssinatos; e finalmente, gracas
.1 aclividade dos bous corarasndanles que escolhi,
ja' niio he mui licito ostentar escandaloso patronato
para romos homens do bacamarte e faca depona.
Como vos deveis saber, qualro eram as comarcas
que, quando aqu cheguei, eslavanv um pouco amea-
cadas, pelo que dizia respeflo i seguranza indivi-
dual, nao tanto pelos resultados de antigs rixas po-
lticas, como pela falla de apoio que senliam as au-
toridades locaes. Em Rio Formos o delegads, pos-
lU-me? perguntou orna criada
piro ocullo por Iras do leito.
paJEtae. '
flnha
cinco
>n, de
__ roupinliu
leria passado era toda a parle por camarista de urna
duqueza ; mas a intrepidez de seo olliar e a firmeza
de suas resposlas a Irahiam logo que abria a bocea.
Ella chegou-se a Fauslina, e desalacouflhe os cl-
cheles do vestido.
Qrie noticias, tens do principe* Viste-o'! per-
guntou Fauslina.
Sim, aenhora.
E nao lens nada para mim ?
Essa he boa, senhora I ez mil palavras mais
ardentes do que brazas vivas com promessas, magni-
fica) como (odas s promessas.
Isso s'!
Havia (ambem um bilhete, que eu nao quiz
receber.
. Fizeste berh.
Esse bilhele era acompaohado de dous luizes,
que recusei.
Eis-aqui outros, toma, disse Fauslina procu-
rando em um copo.
O vestid ile Fauslina caho-lhe aos ps, e deixou
ver sen lalhe delgado e redondo, esuasespadnas bri-
lhantes Como o ncar.
A senhora he n nica pessoa que conheco, em
quem o mais delicioso Irage asseula menos nem do
que a verdade, disse Julieta.
Oh! disse Fauslina cruzando con) um geslo
gracioso os bracos sobre o peito, d-ine logo o rou-
pao, a verdade lem,fri.
A camarista Irouxe um ropilo de casemia branca,
no 1"aFaustina emlnirou-se. Depois lendn-se dei-
-taito-em um sof, eslendeu as pernas Julieta, a
qual lirou-lhe os borzeguins, e caleou-lhe chiuellas
de velludo forradas de cysne.
Ese pobre prncipe deve estar muilo perturba-
do, lomou Faustina; meu quarlo sem duvida pare-
Ib-! um fortaleza.
t"?,?' que e"e Pensa e eu quarlo; mas
quando talla na senhora, os olhos brilham-lhe.
Deixa-o brazar-re, o fogo funde os melaes.
Uh I seiihura, elle nao he de fer
Ouem diz isso, Julieta? he dj^homcm de
oiini I
A camarista poz-se a rir olliamM
~ Ll1fri18^1l"'r2-' ^^"l^fe'desapedada'
= EteSn,ee?,,Crt^*
Julieta, a qual arrumav iudo no quarlo; porm
ante, de p=,t mol ^ ','J0?0
do_.,lcncio p.orondo o ranrr deiIma have m uma
__!>>, um lan-
a esvella, Julieta
to que homem de hbitos de ordem, achava-se em
profunda dissidencia com outros seus dislrictaoos,
que lambem profassavam as mesmas ideas de or-
dem : e para que a acelo da autoridsde se fizesse
sentir livre de prevencoas, maodei para all um de-
legado de fra da comarca, e licaram os nimos
acalmados.
Em Nazareih (ambem 1 escolha de um novo
commaudanle de destacamento reslabeleceu o soce-
go, e eslabeleceu a louvavel harmona, em que ac-
tualmente se acham os seus habitantes.
Em Bonito, uude so dra um nolavel conflicto
entre o alferes commaudanle do deslacamento, e o
delegado supplenie, e onde se repeliam alguns assas-
sinalos, nao se observa hojesenao a mais rigorosa po-
lica, depois que. demiltido o dito delegado, foram
nomeados os novos delegados dos termos de Caruar
e Bonito, qoe foram vivamente auxiliados pelo entao
juiz de direilo da comarca, que na verdade prestara
bons servicos i causa publica.
Em Poje deBloretachavam-se o juiz de direi-
lo e mais autoridades acobardadas pelas facatihas do
afamado criminoso Jos Antonio Pereira, assassino
do padre Veras. Como se dizia que a ohslinacao
daquelle criminoso resultava de ser elle perseguido
por pessoas suas inimigas figadaes, julguei convenien-
te lirar-lhe semelluinleprelexloexonerando do cargo
de delegado de polica ao prestante cidado Manoel
Pereira da Silva, e nomeando para succeder-lhe o
brioso militar o major Portella, que para alli parti
com uma forra de 50pravas com destino de fazer
que Jos Antonio se rendesse, e sngeilasse aos
Iribunaes do paiz, como incuicava pretender logo
que fosse exonerado o delegado. O criminoso porm
escarneceu dos avisos do novo delegado, continuando
na sua vida de rebeldia,at que sendo perseguido con-
tinuadamente pelas forcas do Major Portella, j na
provincia da Bahi, e j na da Parahiba, desappare-
cera do thoatro de suas depredarles, deixaodo a co-
marca na perfeita tranquillidade, de qne est boje
gozando, como as autoridades acabara de partici-
pr-me.
A comxrca da Boa li*la resenlia-se dos raaos effei-
(osdaiinpunidade : os criminosos a percorriam sem
o menor assombramenlo. Mandei para alli um des-
lacamento volante, cujn* commaudanle foi nomeado
tambem delegado, levando inslroccoes para fazer o
que tem feilo os commaudanles dos outros destaca-
mentos volantes, a quero nao posso deixar de render
os mais merecidos elogios pela aclividade, prudencia
efilelidade com que at agora leem comprido com
os seus deveres, eo que mais he, nSo havendo dado
o mais pequeo exemplo de violencia para com os c-
dados, nem de reluctancia para com as autoridades,
debaixo de cujas,ordena ho servido. Posto qoe eu
reconheca os muitos beneficios feilos pelos destaca-
mentos volantes .1 seguranza individual e de proprie-
dade, sendo a prova disto a seusivel diminuirn no
eathalugo dos, crimes, nao devo descansar sement
nessa providencia, quando considero que laes desta-
camentos nao pndem estar em toda a parle, nem se-
ren ta.> fortes, que se ramifiquen) por lods'os luga-
rejos por onde andarem os malfeilores : e por isso
emquanlo,todas as autoridades locaes, e ainda mais
emquanto todos os cidadaos honestos nao se identifi-
cvrem com o gverno no .pensamenlo de nSodarem
quartel aos criminosos, sejam quaes forem as vestes
polticas com que se embucem, os beneficios dos des-
tacamentos volantes serio 15o fugitivos e passageiros,
como o he o ranlo de um relmpagos.
(i Compre-me inleirar-vosdos crimes mais graves,
que se leem dado no lempo da minha admintra-
gao.
No Bonito fura encontrada mora em sua propria
casa Getrudes da Annuncico, suspeilando-se ler
sido assassinada por seu marido, que desappare-
cera.
o Na" comarca de Garanhunsaconleceram Ires mor-
tes, por occas'iao da priso de um criminoso de nome
J0S0 Ourives, que foi tambem morto depois de ma-
lar dous dos que o foram prender.
No termo de Serinhaem encontrou-se mor lo no
engenho Telha, um individu desconhecido, que se
suppoe ler sido o que assallira para roubar a casa de
Agoslinho Correia Franco.
o Em dias de dezerabro prximo passado, no lu-
gar denominado Sacco, em Moribeca, oi encontrado
na praia assassinulo, talvez para ser roubado.o por-
luguez Joao Rodrigues das Neves, sendo capturado o
individuo contra quero recahiram suspeitas, mas que
depois foi solt por se verificar nao ser elle o assas-
sino.
No engenho Canto-Escuro em Serinhaem, aconle-
ceu ser ferido morreado depois em consequencia dos
ferimentos, Joo Lacio da Cosa por motivos de desa-
venja de familia.
No engenho linga um individuo de nome Jos
Veronico, assassinoua Jos Vicente Lins, por ter-se
casado com pessoa, que n assassino pretenda.
Na comarca da Boa-Vista urna escrava propiooo
veneno, de que vieram a morrer 4- pessoas de sua ca-
sa ; pelo que fora queimada em vida pelos pareles
dos morios.
techadora, e a porta ex
Alt! disse ella coi
qoe elle livesse vislo
N
- En
de eu aposento abrio-se.
', eu comejava a receiar
em seu vaso,
de Vaavilliers enlron no
o acolliera no salao da ra
va da roa da Arradia,
austina.
ua iwiaielarao, querida Fausli-
na, he quasi a nica cousa que me reala, respondeu-
Ihe Arinand. .
Tudo est, pois, acabado?
i,~ y8-; mM1Mnd< gente jo]ga-se perdida,
he que ata ma.s perlo de ser salva. A Providencia
esiii ah.
A Providencia nao he um banqueiro!
Oh! os banqueiros nao sao b que um poyo vao
pensa! Conheco alguns, e dos mais ricos, que nada
tem de sen, disse alegremente Mr. de Vauvilliers.
Mas lem credtlo, e isso valemilhOes.
Eu I ambem len ho crdito, e isso vale bracele-
tes. Toma, escolhe.
Fallando assim, Armara! entregav Fauslina
duas ou tres dessas bocelinhas de marroquim, que
tanto alegran) os olhos das mulheres.
Fauslina abrio-as, e achou duas ou tres joias de
orna belleza exquisita, qne vinliam da loia de Fro-
meiil-Mcuricc. Ella deu um grito de admirjcSo e
corando de prnzer nielleu os braceletes no braco O
ouro e as pedras sciulillavam, e realcavam a formo-
sura desse braco, que pareca modelado em marmo-
re pC Prader.
Naoesrolho. exclamnu Fauslina. tomo ludo
Obrisado, disse Mr. de Vauvilliers beijando-
llie a mao.
Fauslina saltnu-llie ao pesclo, dizendo:
Ests arruinado,.' e pensas em raililuis nlianla-
sias, a exrellenle 1 /
lie o elleito i'.e uma supersliclo.
Ali 1 / '
Creio nos milagres. ,
E lens razAo.
E tu tambera, Fauslina '!
As mulheres lera o mouepolio delles.
Justamente.
Fauslina affagou com a vista os braceletes atados
em torno de seus bracos, e disse inclinando-se ao
ouvido de Armand:
JJeixa-me obrar, quera ser para ti o intenden-
te da -Providencia.
Mr. de Vaavilliers sorrio como um homem qoe
ouve uro gracejo, ao qual nao quer responder.
J Em sumira, quanto deves? continuou Faus-
lioa.
Vinle mil francos.
Que pobreza I Apre I
Fallo sement do que pode ser exigido ama-
nltaa.
Ah ha ainda outra cousa ? "*
Cerlamente.
O que he enlflo?
A divida passiva, como diz-se no tribunal de
commercio.
Saa somma?
' Cem mil francos capitalizados sem contar a di-
vida flucluanle.
Embora. cis o que he honesto!
Faustina refleetjo alguns secundus, e depois fe
Armand a mesma preunta que fizera a Jorge;;
Vlsleo principe?
Em (ioiaiiniiha Jos Goncalves GumarAes, el.uiz
Francisco Lopes, Iravando lula por motivos particu-
lares assassiuaram-sc reciprocamente.
Em Aguas-Bellas, mandando o respectivo subde-
legado uma palrulhasprender alguns criminosos, dous
desles fizeram-lhe fogo de emboscada, resultando a
morle de dous individuos da palrulha, e o ferimenlo
de cinco.
Na comarca do Cabo foi o padre Pascoal Corhy,
aggredido emeaminho por qualro mascarados, que o
espaocaram a poni de deixarem-no inteiramenle
proslado. No momento em que me chegou a noticia
de 15o revoltante procedimenlo, fiz seguir para alli
chele de polica com sufilcient forja do corpo de
polica, para mandar prendera qualquer sobre quem
recahisse a mais leve suspeita dehaver commetlidoo
delicio ;e apezar das maiores diligencias do mesmo
chefe de polica, e das qoe mui especialmente re
commendeis novas autoridades policiaes, nao lem
sido pojsivel descobrir os autores, ou cmplices do
allentado.
Finalmente no dia.2l do mez ultimo, quando lo-
dos nos felictavamos pela serena tranquillidade,
quereinava na capital, e nos municipios circumvisi-
nhos.on de se celebravam as feslas do coslumes com
um concurso numeroso de povo, sem occorrer o me-
nor disturbio, uma alma mandada do inferno cravou
o punhal assassino no porlugoez Fernando Antonio
Fidi, negociante de algodao. Foi este terrivel cri-
me perpetrado com toda a premeditsrSo aonze lioras
do dia no becco do Noronha, no balrro do Recife em
lugar pouco transitado, e sem que uma voz se quer,
nem mesmo a do assassinade, que eahira morto a
poneos passos, desse o menor siena I de alarma, e o
malvado fugioinclume!!! NSo sei o que mais de-
ve excitar a nossa indignaco, se o crime em s mes-
mo eoni lodos os seos horrores, ou se a culposa indif-
ferenca com que se olha para factos d'esta ordem,
contra os quaes lodos os cidadaos se deviam revollar
prestando cada um o seu contingente em auxilio da
justica publica. Mas emfim mil louvores sejam dados
ao digno chefe de polica e ao delegado e subdele-
gado da Boa-Vista! eslo presos os indiciados nesse
cruel assassiuato.
Daudo-vos conla, senhores, d'eslas Iristissimas oc-
currencias, devo assegurar-vos que nao me aecusa
coosciencia de haver deixado de empregar todos os
meios ao meu alcance a ver se consigo descativar a
nossa provincia do nome horrivl, que tem adquirido
no que concerne seguranca individual, e cumpro
agora um dever de juslira, confessando-vos a solici-
tudeque em semelhaute empenho empregara o dig-
no ex-chefe de polica desembargador Santiago, e-
a|gumas outras autoridades, das quaes merecem es-
pecial mencao os delegados doBouilo.eCaruar, e de
Flores,e bem assim lodosos commandanles dos des-
tacamentos volantes.
Compraz-me tambera dizer-vos mui de-passagem,
que n'estes ollimos lempos o trilfbdal do joty de
quasi todas as comarcas da provincia, sem exceptuar
o da capital tem-se mostrado em geral mais severo
na punicao dos deudos, dando-nos assim algbma es-
peranza de ser desmeutido para o foturo o conceilo
de demasiada indulgencia, com que a passos lentos
se iam desacreditando e fazendo-nos perder a f im-
plcita que nosinspirava uma tao bella insliluicao.
(Continuar-te-ha.)
Expediente do Ua 27da fevereiro de 1854.
Offlcio Ao Exra. presidente do Cear, dizend
que, rama informarlo que remelle por copia do di-
rector do arsenal de guerra, responde ao ofllcio em
que o antecessor HeS. Eic. participou, que os arti-
go de Tardamente ltimamente enviados para aquel-
la provincia, acham-se de menos seis pares de sapa-
tos. *
Dito Ao Exm. marechal commandante das ar-
mas.recommendandoa expedicSo de suas ordens.pa-
ra que marche um dos corpos de primeira linha pa-
ra a frente da casa da asaerobla legislativa provin-
cial, no dia I. de marco prximo vindouro as 10ho-
ras da manhaa, fim de fazer as honras do esljloa
mesma assembla, por occasio da abertura da sua
sessaoordinaria, providenciando S. Exc. ao,mesmo
lempo, para qoe a fortaleza do Bram, d a salva do
costme nesse dia.
Dito-Ao inspector da thesouraria de fazenda,
transmitlindo por copia o aviso do ministerio da
guerra de 6 do corren le, e bem assim a tabella a que
elle se refere, da dislribuicao do augmento de crdi-
to ltimamente concedido para as despezas do mes-
mo ministerio nesta provincia em o correle exerci-
cio.
DitoAo mesmo, remoliendo, paraos convenien-
tes exames, copias das actas do conselho administra-
tivo de-3 e 7 do corrente.
Dito Ao mesmo, inleirando-o de haver o juiz de
direito da comarca do Bonito participado, que no dia
14 do corrente, entrara no exercicio do seu cargo.
Igual communicagaose fez ao Exm. conselheiro pre-
sidente da rclacao.
Dito Ao mesmo, remetiendo por-copia a ola
dos direilos e emolumentos que lem de pagar o le-
-
6 Quarlo crescente as 4 horas
tos c 48 segundos da tarde.
1 i La cheia as 4 horas, 14
48 segundos da tarde.
21 Quarto mi aguanto as 3 horas 43
minnlos e 48 segundos da larde.
28 La nova as 2 horas, 20 minutos e
48 segundos da tarde.
*
28 Terja. S
2 Qui
3 Serta.&
4 Sabbado. Ss. Ca
5 Domingo. 1." d
in Lalerano*) Si
O principe de Zell ?
Sim. .
Vi-o hoje.
Elle lero-te fallado em mim?
Sempre; he montono por isso.
Obrigada.
Pens, continuou Mr. de Vauvilliers zomban-
do, que he la obslinacao em ceder-te que o lorua
tao enfadnho. a seus conhecidos.
Crs isso ?
Eslou cerlo, e se tivesses piedade da mocidade
franceza, receb-lo-hias.
Aconselhas-me tal cousa ?
S11 duviaa- Logo que le houver visto...
Elle nao pensar mais em mim, nao he?
Ou ao menos so calar.
Pois bem 1 apreseula-m'o.
E meu amigo Jorge? *
Faustina ergueu os hombros.
Muilo bem, lornou Armand ; mas se elle nos
sorprender ?
Bem sabes que Mr. de Flize previne-me sem-
pre de suas visitas duas 00 Ires horas anles. Elle lem
uma chave, he verdade ; mas nunca serve-se della.
Mr. de Vauvilliers sabia perfeilamenle oque fin-
ga ignorar; mas quera dar innsiraa de resistir ao
passo que Fauslina pedia-lhe.
He para leu repouso, o <|U* faro com elle,
arrescenlou FauslinaViodo.
(.crsmenle ganharei com isso as (res horas de
enfado quotidiano, que perenem ouvi-lo'; mas lu?...
Oh! eu dedico-me... Cooseotes'!
Sim.
**- Enlflo escolhe o dia da aprsentelo.
Oh! querida Fauslina, j qoe ests decidida a
sacrificar-te, sacrifica-te logo. .
Pois seja sabbado prximo.
A que lioras '.'
A' mei*noite, depois dos Italianos. a
Pobre principe! murmuren Mr. de Vauvilliers
com um ar de compuoceflo.
Eram quasi duas horas quando lerminou-se essa
conversacio, dorante a qual os dous interlocutores
linham experimentado as mesmas emorOes.
Armand tema que*Fauslina lite offerecesse o que
elle tinha um desojo extremo de aceilar, e Fauslina
tema por sua parle que Armand lho recusasse* o ex-
pediente que ella propunha-lhe como um servico. e
que linha.pessoalmenle um desejo irresislivel de
prster.
Ambos linham sido bem succedidos, e ambos esto-
vara contentes.
III
UM CONDOTTIERI DE BOTAS ENVERNL
SADAS.
nente-cofonel Manoel Florencio Alvos de Moraes,, do-se porm na occasio desse pagamento abaler-se
pela^ reforma que obleve por decreto de 27 de Janeiro
ultimo, flm de quo S. S. expeca tuas ordens no
sentido de ser recnlhida na recehedoria de rendas in-
ternas, a importancia constante da mencionada nota.
Ofliciou-se nesle sentido ao referido leoeote-eoro-
nel.
DitoAo juiz relator da junta de Justina, envian-
do, para serem relatados em sessao da mesma junta,
os processos verbaes feilos aos soldados Manoel la-
nado Hodrigues, Jos Rodrigues dos Passos, Antonio
Joo Santiago, Severino Hispo Ferreira de Alcnta-
ra e Hay mundo Francisco Barroso, ste domeioba-
talhao do Cear, e aquelles da companhia lixa do Rio
Grande do Norte.Fizeram-se a respeito'as necessa-
rias communicaroes.
Dito Ao inspector da thesouraria provincial,
conimumcaiido haver, nao s autorisado ao direclor
das obras publicas a comprar para a obra do cauno de
esgoslodos palees daUibeira e Penha, l pis de fer-
ro a 1:230 rs. cada uma, e oto enchames a 2,000 rs.
cada um, mas lambem approvado a deliberarla que
lomou o mesmo direclor, de mandar comprar 18 ta-
boas de assoatho de piado a 189000 rs. a doza, para
reguasdas cornijas da casa dedelencao.OIHciou-se
nesle sentido ao mencionado director.
DitoAo juizmuniicipalda 1." vara, dizeudoque
deve mandar apresenlar ao marechal commaudanle
das armas, para ser enpregado no servido do hospi-
tal regimenUl, o sentenciado a gales que Smc. diz
existir na cadeia dcsla cidade. Parlicipoo^se ao re-
ferido marechal.
Dito A' cmara municipal deste cidade, intei-
raudo-a de haver approvado provisoriamente a pos-
tura addiconal que aquella cmara remelleu. e en-
viando uma copia da mencionada postura, para que
a faja purera eveciirao.
Portara Ao agente da companhia das barcas de
vapor, pata mandar dar passagen.) para as Alagoas,
no vapor Imperalriz, ao segralo lenle da arma-
da Venceslao Miguel de Almeida o ao desertor de
marraba Cosme Damio, devendo este ser entregue
segurancia ao commandante do brigne deguerra com
Ceareiue. Communicou-se ao commandante da
estacao uav?|.
Dil O presidente da provincia, atlendendo ao
que Ihe requeren Manoel Antonio da Couceicao,
que, j servio ao Estado o tempo porque era obrigado,
resolve que seja elle oovamenle admillido ao mesm
servico 1 como volunlari por tempo de seis annos,
vislo ler sido julgado apto para esse fimem inspec-
co Je sade, alwnando-se-lhe, alm dos vencimen-
tos que por lei lliecompetirem, o premio de 4008000
rs., pagos nos termos do decreto de IV de dezembro
de 1852. Fizeram-se as necessarias communica-
roes.
28
Oflcio Ao Exm. marechal commandante das ar-
mas, recommeudando a exp'dicao de suas ordens.
para que sejam apresanladas ao juiz de direito chefe
de polica as pracas de primeira lihha,que forem pre-
cisas para escollar cinco presos de justica, que tem
de seguir desta capitel para a comarca do Rio For-
mos. Communicou-se ao mencionado chefe de po-
lica.
Dito Ao inspector da thesouraria de fazenda,
traosmillindo por copia o aviso da repartirlo da ma-
rrana, no qual se declara em primeiro logar, qne das
tabellas das despezas do marinha enviadas mensal-
mente para a corte, nao s consta que aquella the-
souraria nao comprchendeu na' rubricacorno da.
armada eclassesannexaso sold e a quinta parte dos
diarenles ofliciaes de patente e de outros embarca-
dos nos navios do estado com designaco das classes
a que pertenoem, conformea classificasao e dislinc-
S3o do ornamento vigente, mas tambem qoe levou
toda essa despeza a rubrica dos ditos navios, sem at-
lender que no_ referido ornamento eotram nella
aquelles ofliciaes com todos os vencimentos, a ex-
ceprao do sold e da quinta parle, e em segundo lu-
gar delermina-se que a presidencia expeca as, con-
venienles ordens, para que a mesma thesouraria nao
conlinue a fazer semelhanle engiobamento, enviando
quanto antes a supradita repirlicao pela forma indi-
cada em dito aviso novas tabellas das despezas era
qaeslao, a cuutardejunho a novembro do anuo pr-
ximo findo.
Dito Au mesmo, communicaudo haver-se conce-
dido licenra para esludar ocurso da respectiva arma
na escola militar da corte, ao alferes quarld-meslre
do quiuto balilhao de infantera, Leopoldo Borges
Galvao licha que sencha nesla provincia, e recom-
mendando que mande passar guia de soccorrimento
ao mencionado alteres, vislo j ler sido paga a im-
portancia dos direilos e emolumentos corresponden-
tes a semelhaute lieenca.
Dito Ao mesmo, remetiendo a cerlido das cus-
las do inventario dos bens perlencentes ao extinelo
eucapellado do engenho Novo da comarca de Goian-
na, afn de qUe eslando ellas nos termos legaes, seja
paga a sua importancia a Manoel Ignacio Gomes,
como procurador do juiz municipal daquelle termo
bacharel CaetanoEstellita Cavalcanli Pessoa, deven-
a quantia de 800000 rs., que j foi recebida 110 co-
meco da diligencia, segundo declarou o mencionado
juiz.Communicou-se a este.
Dito Ao mesmo, transmitlindo o aviso de letlra
na importancia de 200JW00 rs., sacada pela thesou-
raria das rendas proviociaes do Rio Grande do Norte
sobre essa, a cargo de S. S. e a favor do Dr. .Gabriel
Soares Rapozo da Cmara. Participou-se ao Exm.
presidente daqoella provincia.
Dito Ao mesmo, enviando, para 6 Tiro conve-
niente, copia do termo de exame, que se proce-
deu na thesouraria de fazenda do Para sobre uma
note falsa que foi encontrada na referida lliesoo-
raria.
Dito Ao mesmo, para mandar pagar ao briga-
dero inspector das tropas Jos Leite Pacheco, e bem
assim ao seu ajudante de ordens e secretario, o sold
e mais vantageos que em viste de suas guias se eslive-
rem a dever a cada um delles al o lira desle mez, pro-
videnciando S. S. ao mesmo tempo para que conli-
nuem elles a ser pagos por aquella thesouraria do
que forem vencendo emquanlo estiverem nesta
provincia. Communicou-se ao referido briga-
dero.
Dilp Ao inspector do arsenal de marinha, Irans-
mitlindo por copia o aviso circular do minislerio da
marinha de 19 de Janeiro ultimo, 110 qual se determi-
na qne sejam euviadas a thesouraria de fazenda desta
provincia, copias de lodos os termos de Raneas em
vigor, dos litlos de hypolhecas e de quaesquer ou-
lras canees que al o presente se tehham prestado e
sejam relativas "a repartirlo da mariuna nesla pro-
vincia, devendo de ora em diante serem prestadas
taes llancas no Iheseuro publico e as thesourariasdas
provincias.Igual copia remelleu-se ao contador de
marinha.
Dito Ao commandante do corpo de policia, re-
commendando a expedico d suas oidens, para que
o corpo sob seu cominando acompanhe a prorissao de
Onza, que deven ler lugar no dia l. de marco pr-
ximo vindouro.
Portarla Nomeando, deconformidadecom a pro-
posta do chefe de policia, a Rento Jos das Nev
Wanderley para o cargo de subdelegado do districlo
de N. S. do O* na comarca de Goianna, e bem assim
a Vicente Ferreira Coelho da Silva para primeiro sop-
plenle do mesmo subdelegado.Commuuicou-se ao
mencionado.chele de policia.
aatotgti-------
C09DKANDO DA8 ARMAS.
Qnartel (eaeral do commando daa armas da
Fenaambaco, na eldada do Recife, em 1.
de marco de ZS54.
OBSXK DO DIA l. 60.
leudo chegado a este provincia oSr. lenenle-co-
ronel Manoel Lopes Pecegueiro, para lomar o com-
mando do balalhao 9. de ufantaria; de contornu-
dade com o disposto no aviso do minislerio dos ne-
gocios da guerra de 30 de dezembro do anno prxi-
mo findo : o marechal de campu commandante das
armas determina que o Sr. capitn,, commandante
nlerioo deste balalhao, Joao Baptisla de Souza
Braga, tara entrega do referido commando as mes-
mo Sr. tejiente-coronel Pecegueiro com todas as for-
malidades que sflo de eslylo, e.agradece a este.Sr.
capito o zelo e intelligencia que desenvolveu no
pouco lempo que< commauriou interinamente o ba-
lalhao.
O mesmo marechal de campo commandante das
armas declara para os Iras convenientes, que a pre-
sidencia desla provincia conceden, por portara de
7 do mez pretrito, 20 dias de lieenca eom meio sold
ao Reverendo capelln do 9. balalhao de inten-
tara, Fr. David da Natdade de Nossa Senhora,
para ir provincia da PmWiiba, segundo consten
de oflicio que a mesma presidencia lbe dirigi, em a
referida dala.
Assignado. Jote Fernanet dot Santot Pe-
reira.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudante de
ordens eucarregado do delalhe.
INTERIOR.
Kte,- ,&A
O conde Armand de Vauvilliers era filho do con-
de do atesmo nome, o qual a revoluio de 89
ra soldado nos hussaros de Berchigny, e
trancez fizera conde e general de brij
Nomeado lugar-leuente
Cem-
Dias, e emigrado depois de Walerloo, o conde de
Vauvilliers vollra para a Franca depois da revolu-
co de Julho, a qual o confirmara em seo posto,
Ihe confiara o commando de uma divido militar na
Vendee depois de ler liquidado ns alrazados de seu
sold.
Em 1837 o conde Armand de Vauvilliers, que
lomera o de porque essa partcula assenlava em tea
nome, tenente-genl, par de Franca e official-mr da
legiao de honra, morrra deixando um filho de ida-
de de vinle e sete a vinle eoito annos, ao qual o'
passado do pai responda pelo futuro.
Senhor de uma riqueza consideravel, e de um no-
me honrado, o joven Armand fra empregado pete
velho general na diplomacia.
A morle do pai o sorprenden primeiro addido na
embawada de aples, donde sahio precipitadamen-
te para recolher era Franca uma rica successSo, da
qual era o nico herdeiro.
Al eutao elle passra a vida, que passam quasi
todos os mancebos de sua classe, vida ociosa, e mul-
las vezes inmodesta; mas .em summa se quizesse se-
gnr a rampa, que o pai Ihe Irapir, protegido como
era pelas lembrancas do imperio ainda fortes, Ar-
mand podrria vir a ser embajador romo qualquer
oulro, e para isso bastava-lbe deixarse levar pela
onda.
Porm Armand relido em Paris pelos embararos
de uma demanda, que fazia parle da sceessao pater-
na, acoslumou-se logo a um genero de vida, cujas
horas eram repartidas enlre o whist, as estribaras e
os camarns, e nao quiz mais oulra.
Em 1840. aos Irinta e um annos, Armand linha
devorado os Ires quarlos de sua riqueza com o jogo,
com as aclrizes e com os cavallos, ganbando nessa
v ida ser um dos homens mais conhecidos no iheafro
dos Italianos, nos corredores da opera, nos campos
das corridas e em todos os cunarais um tanto suspei-
los da nova Alhenas.
As dansarinas da ra l.cpellier chamavam-no sim-
plesmenle Armand, elle entrava em todas as apostas
as mais insignificantes, e contavam-te no mundo de
Paris seleou oito mulheres entregues por ello a pros-
(tuiejo.
Se Armand nflo romper com o quejflfaumam
chamar as sociedades de Paris, ao menos esnra mui-
lo apartado dellas. e quanto aos amigos velhos de seu
pai, elle nao os va mais.
Armand levantova-sc muilo farde, muitas
ao meio-dia, janlava no club ou na eslalagei
ris, jogava o whist, passeiava pelos hnn*-
i o sero na opera, e lerminava n,jS^' ^
Por nada no mund* elle,jfro7u':. i
annos a Chanlelly. CtflhilSov ?,'"??0" i"
,-_____,. xi__- __^S*r* uernv, a corridas do
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
RIO GRANDE DO NORTE.
Natal 32 de feverelro de 1864.
Sem duvida que ao receber desla dir Vmc., que
eu quero, pela repetido de minhas epstolas, descon-
tar o longo lempo que passei sem lbe escrever; pois
nao he lauto assim :. he porque temo amonloar os
fados, e perder occasies de escrever-lhe, como j
me acontecen pelo crrete passado, que malditos im-
portunos encheram de tal forma minha pequea sala,
que me nflo permittiram dar-ihe novas desta minha
muito amada Ierra, tcmeudo sobretodo a maldita
curiosidade, que aqu he crescida, e que roe pode-
rte pilhar em flagrante, principalmente quando an-
dar lodos de orelha erguida cora a chegada do seu
Biario; e por esla occasio, permuta que aqui faca
uma supplica a aquelles, qoe tanto gostara de os ler,
sem o competente
menos para ler um
prestas, pois ainda nao I
lo ultimo crrete, e bem vj
s o prejudicado nesta filan
riosos podiam ser.oolros ll
concorressem com tuas aj
preza que tao utilJMa^H
rer para o seu pr
Vmc. ver que ficain a^
sou eu ? l/ie oput '.
No dia 15 do corrente aq
policia e o destacamento <|
perigrinacao por Ge
e desta vez nflo toi mi
qualro criminosos de morir!
cupacao, que creio.Infle |
aquelles conla-se <^^H
que* Reg, assassi
de Campia Grande, e que
se evadi do poder d
1o que ha pouco responden
particular Rocha, qoe foi |
de prisao ; por cerlo, que I
ria anjo que igualasse aj
dasdurindanaa sflo itiex
los foi feita segundo insl
policia, e pelo subd^
provincia da l'arahib
aquelle subdelegado
diligencia, de foru
te ferido na i
achava na casa <
rere, apenas ella 1
occasio uro oulro .
se o meo amigo
Parahiba, e qoe I
naneiras, a exi|
ticia desla; ja
cios nao vao sendo muilo I
ludo perda !
Tendo vindo a es
Bezerra Cavalcanti
sei a que negocio, i
vo (nico creio eo),
te da fazenda pro
aquelle senhur a |
mas finalmente de
enf sea poder ;
sei porque, pois v
ma-lo de perseguirse
ja nflo linha majs arrj
dor, mas correndo
los que conheco. me 6
via uiopodia ehan
quanlo nao pagar seo debit
teude-lo, felizmente nad
No dia 18, indo doos j
pediram aos soldados que
para se lavarcm, e nesse iaj
parlero a corrate, tomai^
soldados e se evadem ; o a|
pillara, e massaram
presos, que me dize
do o outro apeius
me que al um ferr
Nao me pos cunfo:
mo, porque em firn o
amara a liberdade.
la tudo para adqui:
jam os guardas mais caule: |
podem ser altribu
que aqui ha. .
Pela mullidao de fal
mislef era narra-Ios, |
conta do meu passeio
do Ihe proraelli. Part
no sabbado tarde, e I
ero casado um meaantj
e que devia ser nosso comp
seguimos no domingo pe
railiva raaior, do qu e*pti
da, ainda que em mao buc
manhaa pisavamos o
diga de quintas i
nao fui accommet
conlrava frondosos arvoreai
era iateira semelhn
to, e em que passei os ais
da! Em um principalmer.j
videi o mea companhan
de ser um antigo geuda
com a descriprJo q
devoravam 1 Era un i
la planice, seguido de uroj
larangeiras, que cuberas <|
briagavam o mais rugoso fr
lenlacSo d'alii pas>
povoaco...
lie um pequeo povoai
uma pequea igrej : alli'
urna feira, e co'ncorrera divi
No principio de 18i2 Armand reparn que nada
mais Ihe reslaya depois de Indo" pago, senao doze bi-
llieles de mil francos.
Um especulador teria assegurado para si, com o
soccorro de uma conveneflo, urna decente abastanca ;
mas a abastanca seria a mizeria para Armand.
Como homem hbil elle pagan ludo, e assegurou
assim crdito para um auno, ou dezoilo mezes.
Adquirido o crdito, Armand usou dejle como
mjllionano, e nunca o conde de Vauvilliers pareceu
mais brilhanle do que em 1813.
Algumas apostas felizes sustentaram-no durante
os ltimos mezes desse anno, e permilliram-lhe figu-
rar no circulo, em que eslava acostnmado a viver.
Elle jogou intrpidamente, perdeu algumas vexes,
ganhou muitas oulras, e vive opulentamente sem
pagar nada a seas frnecedores.
Nessa poca elle tinha ainda um cabriole!, dous
cavallos, um cocheiro, um camarista e uma casa na
na Chaucha!, que cuslava-lhe qualro mil francos. ,
No camero do invern elle comprou uro eonp, e
fez renovar urna parle de sua mobilia.
No mez de dezembro acliou-se pela primeira vez
em proseara de uma divida de jugo; a qual Ihe era
impossivel pagar..
Armand podia vender ludo, pagar as dividas,';
abrirse aos velhos amigos que desprezra, e tornar a
entrar na diplomacia, onde sua influencia Ihe asse-
guraria ama posirii.
Mas ler-lhe-hia sido preciso romper com seus vi-
cios, e elle amavaesses vicios.
Armand foi casa de Adriano Bouzonville, pedio-
Ihe emprestado o duplo da somma que perder e
continuou.
A' era do jogo succedu. ou para dizer melhor,
reunio-se a era dos emprestiraos.
No mez de marro de 1844, Armand devia cincoen-
ta mil francos, e depois das corridas da primavera, el
de uma estarSo desastrosa no whist, elle devia
mil.
Mr. de Flize apresentnra M
lent, ama tarde, no bosqi
po depois de seu casan
tanto tmida, acolliera com friezn
o qual lambem nc
Ihe era dada de ver
Todavia ao cabo de da)
ao principio raras
frequenles, e sea <
do nos limites das
des, ujansfermoo-se el
Armand calculi
que nflo pode-
graduando com oxlB^^^f
e a duranio de suati^^^H
Elle linha umespi i
lirismo para fingir ame
guada, e muilo habito do m
era seu proveilo todos os senli
mais honestos.
Madama de Flize, sem ser di
lava estes vagos enfados que al
eteamente em desesper
rdade, de que ni
amorosa e moca ella lomou i
villiers pela Iristeza de u
Armand adevinhande
veu-a por meio do conli,
lampagos sobre ahysmos se
encanlarnenlos, ahysmos mys
uma especie de fasete
lena.
Ella lam
zram Arraaaa^BSamm~^B
definivefs, UB^BB
causas.
Ellel
nlnuyi
dores; porquanlo era seu froJiijJT^,.,-^ '
Boatos
lar a
a e coi
aproveilou I
de deseo Ip
fae-los perdoar a^pH
Armou-.
da par
alacavam tuda, pataHH
em ti
va o sero na opera, e lerminava au.
Por nada no mundd elle .t,
annosap.anlelly.Caihil^1,,
Campo de M.rlj^p,,^ dc Salry
^fterto de fazer no d
era, e nioguem em Franca resolver
lior que elle o problema da iegularidi.de na des-
ordem.
Foram precisos sete annos deasa regularidade para
consumir quarenla mil lib'raide renda,
ediladores comecavam a circo-
Armand ; aecusavam-no de viver
mais; alguns linham reparado qui
~~r<. na mesa de jogo quando ganhava, mas
gava quando perda. Todos sabiam que saa riqueza
esteva consumida ha muilo lempo, e ningoem com-
prehemlia donde podia (irar o laxo que o
ainda; pois no linha industria nem motas
A mor parte ae seus condecidos iam-aSTetirando
inseusivelmente de sua ihlimidade; porm quatio ,
S5,m3U80' amg0S' On,lD de Fli'e->ir- m de dua mulheres,
manecia-me titi. |ilM dHlerentw au w
Demais, a causa de sua irtiraidade era .natural;
Armand era ao mesmo lempo o amante de madama
de FMM, e o amante de Faustina, isla he, o amante
da mulkr e da amasia, de mu amigo,
despert i
'"Nesea mear,
ze era casa de Faustina
Assim, elle comecaj
sa d Helena, eaca
da sorte que a sua
Coniutar-



.
OIMIO DE PERMMBUCO, QUINTA FE1M 2 DE
o, a que
vi coo-
pera ao
Bfo par* mim, que ndava lobraerso
sWto
l MMi que Laja Je dovo, oh pelo
i, talvez porque ha moilo nao
entrado, qoe aqu vai desrn-
iroposito, se eu fdra.at-
a 1*1 cheirasse, em vez
lias tantos, pedira um
oilo, sob peo* non casandi,
-t que as bellas nem farium
;uraa bruxa as fizesse nao lo
isrrajnjos entre si aa nao con-
ora otal brinqoedo!
-a por tanto, saude, e
etc., etc.
lUI)
meo.
noauTivA
CJL&L.
flaaiae' prettdancii tortura no 1 de mareo
de ES*.
Uro Cavalcanti.
nl'Sa, reuuidos os senliores de-
110 saino dasscssOes, sSo
presidente a 'asistir a mis-
Santo, evoltandoao meiodia
vendo numero sufficienle
le abre a sessao.
tcreltro le o acia da sessao anterior,
que he approvada.
r. I. Secretario menciona o segninte
EDIENTE.
da presidencia, aecusaudo
'la assembla, em que se enviou a
idate da provincia a relaro dos
cojos diplomas foram julgados
arlicipaudo que S. Exc. o Sr.
a tem designado o dia de hoje,
emparecer perante esta assera-
ieatar o rotatorio que a lei lhe in-
taMa.
a mesa os diplomas dos senho
a Pira Hachado Portelta, Au-
iOiiveJta e Marjal Lope -de Si-
oommissao de poderes, que
ale
I0o de poderes, a quera
mas dda senhores Marcal Lo
'ires Hachada Portella
ira, echndoos coofor-
i pela cmara municipal appro
casa, he de parecer que sejam ap-
imai, e que preslem juramento
os senhores depalados que os apre-
de marco de 1854. Bar-
Jmwlino. Souia Car-
o mencionados so
safa com as formalidades
loman assealo.
signa para a commlsso que
presidente da provincia a os
Snaza Carvalho e Carneiro
ida a chegad.i do Exm. pre-
u nero-se aovamenle os senho-
Iroduzido com as forraalida-
mu Eini. Sr. presidente le o
(ura, retira-sa com as mes-
eta-seguida procede-so a
i tos para presidente o Sr.
ira vicopresidenta, o Sr. Ma-
la Cunta ; para primeiro se-
jra segundo-o Sr.
^^^^^^^^|Br
ni do dia da sessao
aanrrlsslau; e levanta a sessao as
ARASSU'.
ro de 185*.
: ooRrtandolhe, o que por ora
tanjan dos habitantes da
vencer de que muitas cousas anda precisamos, e
esperamos da aollicitude, que tem desen-
lios mellioranciitos materiaes da provincia.
L em um seu Diario, que o governo aca-
ba de marcar vestuarios para osjuizes de direito,
juizes muaicipaes, e promotores ; nao acho mi a
idea, antes estou certo que islo dava alguma consi-
derado aos julzesi inag noto que, al aqui, senao
teni tratado de dar aos juies municipaes amaior a
melhor cousideracao, a independencia, sem a qual
nada cnOaows do magistrado ; nao he de bons e
itos vestuarios, que, carecepios, sgo-nos precisa
tes probos, de intalligencta, e que nao sejam po-
e isto teremos nito com qualroceulosmil rs.,
inaiscoiu escolha rigorosa e ordenados soffriveis.
[Bates medidas nao escaparao por eerto ao aclual
ministro da juslija, que se tem mostrado incansavel
no nielhorameoto daadminislrajao da juslija.
Tem chuvido alguma cousajponn nem islo temos
prejos menos soberaos. A farinlia vende-so a seto
%sd ceios eoitaota reis. Omillio continua
tenlo* e quarenla ris a cuia. A carne ruiro
a ponto de nao se poder comer vacilla entre doze e
qualorze patacas. O passadio est O peior possivel.
(le maneira que come-se mal e com muito dinheiro.
Saude o felicidades lhe desejo sinceramente.
26
. Acabo de saber, que uo lugar de Itapruju, per-
u> da povoacao de Pasmado, vindo um malulo com
eua carga, encontrou-se com quatro homens, 'que
iam para a fcsla de Ilapissuma n'um estreito do ca-
minlio, onde se travaram de razoes, porque- estes"
exigiam, que o cargueiro fizesse seu cavallo vollar e
abrir-Ibes caminho ; por nao obedecer o malulo,
acrommeltcram-iio ; mas sendo o cargueiro valenlc
ferio a lodos, e ir-se-ia, se pessoa de fora nao lhe
dsparasse um tiro, que logo o deilou por Ierra mor-
to. Na hora, em quo escrevo he ja fallecido, um
dos feridos, e tcme-se anda pela morle de algum
mais.
A polica j anda as vollas com os comprometi-
dos, gfajas i acliviiladc do delegado. As sala ira-
cas, de que consta o destacamento daqui agora, por
deliberarlo do Exm. presidente, eslao em diligencia
desde hondem. Adcus.
tto fallecen das
o Jaime Galvito, qaasi de
poucos das antes servio
rv come ver de minha
(realidades e estimado, de lo
) lhe er possivel por iostruir-se, e
ana morte por todos. Doze das
ia pai tambera das febres, o Sr.
JoaqaiBt-Jone Pessoa de Mello, que murta falla faz
a sua j^^^^
te.o Sr. Laeerda, sabeiujp na Para-
b'b e de seu cunhado, vcio a
e*** *' o lulo pela mortc de
alguns das, e cahe com as
febres
nterin
natedi
a fair-i
Jtom-
mmmm.
IM ^MM III .
^Uj^^^V^- .vi-
MARCO DE 1854.
i-&a,
.S'r,. Reacloref. Leudo o Diario ic Per-
nambuco de hoje, que trata das diligencias feitas
pela polica e bem asm da prisao de Pedro Jos
do Espirito Santo, condecido geralmenle por Pedro
eaborlo, sorprendido flquei quamlo vi que o oo-
me do rao disliuclo delegado o Sr. Dr. Theodoro
Machado Freir Peteira da Silva hava sido omit-
lido, e por isso faltona eu boje ao mais sagrado de-
ver se me no apressasso em declarar ao publico,
como agora solemnemente declaro, que se alguma
gloria obteve apolicia'em descobrir. o referido cri-
minoso, cm grande parle lie ella devida aos esfor-
s do Sr. delegado, cujos servitos, como emprega-
do de polica, cstao alm do todos os elogios, por-
quanlo mostrou o raaor zlo e a maior aclivdadc
durante os oilo dias empregados em perseguir o re-
ferido criminoso, fazendo toda a qualidade de sa-
crificios, sendo incansavel noile e dia, e achando-
se sempre frente da forja que ia em diligencias,
como acontecen na occasiao da prisao do referido
Pedro caboclo ; reSla-me agora ISo scimente decla-
rar ao publico, qoe nada fiz alm taquillo quedeve
fazer um empregado de polica, aproveilaudo a
occasiao para agradecer aos Srs. inspectores de
quarlclrao, cujos uomes mencionarei em lempo op-
portuuo, a dedicajao, o zelo, e actividade que
sempre mostraran no cumplimento de seus deve-
res e principalmente quando se tratou de perseguir
e capturar o referido criminoso. '
Queram, Srs. Redactores, fazer insreir estas mal
tratadas linbas, no que mulo obzequarao ao seu
constante leitor etc.
Antonio de Moraes Gome' Ferreira,
Mondcgo I. de marco de 1834.
LITTERATLHA.
rar-se de salva-lo. Nesse
meaina ;tambem das febres,
qae coro elle morava. Indo
foi o Sr. Lacerda convalesccr no
icisco, ,e o guardiao o reverendo
lado, em cujo quarto eslava, ca-
le com as febres, ouerecendo os
as que se tinharii notado nos ou-
Iwtn ambos fora do perigo,
s desassombrada do necio, que'li-
a? serte tas seus prenles a espe-
imirado a lodos, he que nao
casa alguma desta villa,
i manifestad na casa do Sr. Pessoa
s rom estas coincidencias.
.ongoinlio, oflicial do juslica,
^rorpo de dflicto, e qne o ji/.
Jo os autores do criin.
l no est muito gostoso com o
deste asada mais pobre canto,
quelite lsse em m-
peilo da defeza, que
*mo. fijo llie acho razio : eu
impuz de noliciador-impar-
i> desprazer de dizer ccr-
am muito, e nem vmr.
se o meu nico fin
pa> fasse preciso mentir,
eu aprecia as bellas quali-
reputo hoinein probo, des-
I ser seu subordinado, quan-
tum prazer confesM, que S.
REI.ACAO DAS PESSOAS FALLECIDAS NO
MEZ DE FEVEREIRO NA FREGUEZIA DE
S. ANTONIO.
Da 1. Euzebio, crioulo, prvulo, filliode Bernar-
dina da Cosa.
dem. Antonio, branco, prvulo, lilho de Antonio
Jorge.
2. BarlhOlomeo, prelo, escravo do Dr. Sabino Ole-
gario Ludgero Pinito.
4. Lucinda, branca, prvula, filha de Antonio
Joaquim Seve. ,
dem. Joao dos Santos Tinoco de Souza, bronco
solteiro.
dem. l.uizBezerra Monleiro Padilha, braoco, ca-
sado.Pobre.
dem. Mara dos Sanios Lessa, branca, sblteira.
Pobre.
5. Theotonio Jos da Gunha Lima, branco, sol-
teiro.
dem. Teruna, branca, prvula, fillla de Antonia
Francelina de Mello.Pobre.
dem. Jos da Costa, branco, solteiro.
6. Rufino, pardo, escravo de Jos Marques de Al-
meida.
dem. Joaquina Mara da Conceicao branca,
viuva.
7. Manoel, branco, prvulo, Glhode Luiz Jacn-
IhoRapozo.
8. Anna, branca, Giba de Alvaro Barbalho Caval-
canli.
dem. Carlos Augusto Pereira Lagos, branco sol-
eira.
10. Joaquim Jos de 1 arias branco viuvo.
13. Antonio Jorge Ribeiro de Urito, branco, ca-
sado.
14. Marail'Ainiunciacao, branca, rasada.
dem. Silveria, preta, .escrava de Francisco Jos
Cyrillo Leal.Tv^-~~ .
dem. Francisco, branco, prvulo, lilho de Anto-
nio Pinto de Moura.Pobre.
l. I.ourenco, prelo, escravo de Manoel Mendes
Bid.
16. Lucinda, branca, prvula, Glha de Mara Fio-
rinda de Jess.
17. Viclorina, crioula, escrava de Anna Francisca
deAzevedo.
dem. Francisca, parda, prvula, fillia de Mara
Antonia da Conceicao.
dem. Anna Josepha, parda, viuva.
dem. Um preto, iguora-se.Pobre.
19. Mara, prela, escrava de Joaquina Tbeodora de
AIbuquerque Maranliao.
dem. Isabel Mara, pret*, forra.Pobre.
22. Luiza, prvula, escrava de Antonio Gonjalves
Ferreira Cascao.
dem. Mara, prvula, escrava de Anna Marcolina
Diniz. M
dem. Ignacio Calislo Mendes, preto, solteiro.
Pobre.
23. Lllza Crisolita de Carvalho, branca, sol-
teira. ,
dem. Mara, branca, prvula, Glha de Olindna
Libertina dos Reis.
24. Cosme, prelo, escravo de Antonio dos Santos
Ponlual. ,' ., .
dem. Sabino, pardo, prvulo, lilho de Sabino da
Cunha Fragozo.
27. Pedro, prelo, prvulo, escravo de Anna Fran-
cisca de Azevedo.
28. Jpao Tcieira Bastos, branco, casado.
Pro parodio,
JoOo Jote da Cotia Ribeiro.
SHAKESPEARE.
II.
Podse dividir o Uiealrodc Shakespeare em tres
cathegorias ; a saber: as obras liradas da antiguda-
de, as da historia da Inglaterra e Escossia, e aquel-
las cujo assumplu repousa em tradiccoes mais ou
menos romanescas, enllocaremos na primera or-
dem, Troihue Cremda, Timn d'Alhenas, Coroli-
ano, Antonio e Cleopatra, Julio Cezar ; na segun-
da, toda a serie de dramas histricos, desde o re
Joao at Henrique* VIII e anda Maebeth e o re
Lear ; e na terceira, as demas obras do poeta, pois
que nellas Gguram aqui c all alguns nomes hist-
ricos. Esta divisao nao pode ser de urna exactida
matliemalica, porque se podera admittir no numero
dos dramas romanescos, a obra bizarra de Troilu
e Cremda, com quanlo se trate nella da guerra
de Traa. Anacronismo de costuraos e de ideas e
alguus de fados se enconlram ahi frequenlemente ;
Irata-sc, por exemplo, de Aristteles, como se elle
tivesse precedido os lempos homricos, e Nstor
falla a lnguagem de um velho cavalleiro, que com-
balcu toda a sua vida pela houra de sua dama. He
una confusao incrivcl de pocas e de senlimenlos
mas no meio de (oda esla desordem brilbam algu-
mas bellezas de minuciosidades.
Troilo joven irm3o de Hedor, esl apaiouado
de Crossd, Glha de Calchas", prsioneira dosTroi-
nos. Um to de Cressida, Pandaros, favorece .os
amores de Troilo.com urna complacencia' tal, qu.e
o nomc de Pandaras Gcou como synonimo de mo
diaiiciro : e Shakespeare o emprega inuilas vezes
neste sentido. Creaida redo seu amor a Troilo ;
jura por todos os deoses, que lhe ser lid ; mas apo
as ella he entregue ao greao Domedes, esquece
logo seus juramentos. Troilo procura Domedes
para o matar, depois de ler laucado sua maldijao
obre Pandaras. Shakespeare, como Chancer
l.ydgale c toda a idade media,decdin-sc pelosTroi-
anos, dos qoaes os antigos brelOes se dzam descen-
dentes ; decid io-sc a ponto de fazer de Achules urna
\ especie de espadachim. Acliilles adiando Hctor,
e sem combater esse lemivel adversario orden* aos
seus mrmidoes que o matcm, LTysses cm Trpihu
c Cremda, tm omesmo papel que Hornera lhe deu,
e exalta suas astucias e seus artificios com urna ver-
dadeira eloqoencia.
O Timn d'Athenas he urna amarga irona con-
tra a baixeza c perversidade do genero humano,
degradado pelo amor do ouro. O poeta, depois de
ler representado Timn rico e prodigo, opile em lu-
la com a adverstdade e com a ingraiidao; Timn v
todasas pessoas, qde elle em suas prosperidades cn-
clicnde presentes,rccusar-lhc a mizeravel somma de
cincuenta talentos,es(e fazendodizer que nao est em
casa; aquello pretcxlaudo;a compra de urna pequea
trra,e aqull'oulro oflendendo-se de que se nao tives-
se dirigido logo a elle. Timn aborrece os ho-
mens c foje para urna floresta, para o meio dos ani-
maes ferozes, nos quaes nao tem finalmente muito
mais cnnfiaiica, ecom razao. Esla comeda de Sha-
kespeare abunda cm rasgos satv ricos de una profun-
de?,! espantosa, e nosso Moliere teria sido feliz de
encontrar o do senador, que ia jantar em casa de
Timn para lhe censurar sua magnificencia, e vol-
lava tarabem para ceiar em sna casa na mesma in-
tencao. O pequeo drama potico, que Shakespeare
chama por anachronismo, as Graratd'Apemanto,
philosopbo satyrico, resume lodos os desejo* da mi-
sahthropa, Deoses mmorlaes 1 nSo vos peco di-
nheiro ; rogo por mim mesmo e nao por oulrem :
permtti que eu jamis nao seja bastante louco para
me fiar cm outro hornera sobre sea juramento ou
sua assguatura ; em urna cortesa por suas lagrimas,
em um cao pela apparencia de seu somno ; cm nm
carcereito pela minha lberdadc; em meus amigos
na uecessidade que eu possa lerdelles, Aemml He
dillicil levar mais longe o desencanlamenfodascousas
da vida !
REl.AC.iO DOS BAPTISADOS DA FREGUEZIA
DE S. ANTONIO DO RECIFE, DESTE MEZ
DE FEVEREIRO DE 1854.
Dia 1. Donatilia, parda, nasclda a 30 de julho
de 1852.
.5. Herculana, branca, nascida a 5 de selembro
de 1853.
7. Livia, branca, com 3 mezes de idade.
11. Joao, branco, Santos leos, nascdo a 14 de
abril de 1852..
dem. Luiz, branco, nascido a 17 de dezembro do
anno prximo passado.
12. Ildefonso, pardo, nascido a 26 de julho do anno
prximo passado.
14. Eusenio, pardo, nascido a 23 de dezembro do
anno prximo passado, escravo de Manoel Antonio
de Jess.
16. Jos, pardo, nascido a 17 de selembro de 1852.
19. Virginia, branca, nascida a 20 de Janeiro do
corrente ano. ,
dem. Delfina, preta, Bastida a 26 de novembro
do anno prximo passado, escrava de Clara Clemenr
tina Carlota de Brita.
dem. Virginia, parda, nascida a 25 de oulubro
do anno prximo passado, escrava de Claudina Mar-
llnha do Sacramento.
21. Francelina, branca, nascida a 13 de dezembro
do anno prximo passado.
dem. Joaquim, branco, nascido a 2 de fevereiro
do anno prximo passado.
23. Joaquim, braoco, nascido a 6 de novembro do
defeca, a que me
istiluiules de' urna
arrebatar-ee pelo
i ebsga
^H o
^^^^^HB anda
rande
io dizem os
anno prximo passado.
26. Justina, branea, nascida a 19 de outubro do
anno prximo passado.
dem. Manoel, pardo, nascido a 29 de Janeiro de
corrale annoV escravo de Jo5o Fernandes Prente
Vaniw.
Padre Jado Jote da Coila Ribeiro,
Pro parodio.
DIARIO DE .MBIM
s*g"*B<>*ldl
riioMtos feU
_*el mu sica, allpu-
d;wlc, cun qoe m stha
1 Ida UO 5T. pfDbl-
S. Bx. aasim da
proporcionaT a
ido pessoa!-'
Hades 4e dilferentes
lagares. Conlinye S. Ex., e com/ien olhos.se con.
InslaUou-sahnntemaasiembla legislativa d'est
irovihcia, e S. Exc. o Sr. presidente leu na forma
|ue boje principiamos a publicar.
0 tormos sido esa) pletamenle informados,
1 de mencionar o noi e-do Sr. Dr. Theodoro
ilva, lelegado do termo
i traamos da1 prisao do
li. Hoje porm
o accionario toUs-
:-enci as fritas para aquella
de poder! nos fa-zer esta breve,
afradecendo-lhe/ero no-
lio Mii svanle.
A corveta, ursileira Bertiog a, qae iiontem chegou
Na Baha, coasla-nos que vera i estactooar no nosso
porto.
O processo, que Sliakcs|)eare emprega a respeilo
da antguidade, lie lodo natural. POe cm scena ca-
lla pagina de Plutarco, medida que enconlra um
fado dramtico, nesse escriplor; por essa razao sens
dramas sao admraveis pela verdade, a despelo do
humor britnico, que ellejulgou que devia roufun-
dir, nma vez por onlra, no texto fecundado por el-
le, afim le se conformar com o goslo de sens cooi-
patriotas. Vede Coriolaoo, esse Coriolano, que La
llarpe disfar;ou 13o ridiculamenle, um dos primo-
res d'obra nesse geucro. Roma inlcira passar ahi
com seu Forum; o orgnlho dos patricios e sua alti-
vez ahi hilara denodadamente. Shakespeare soubc
por em jogo lodos esses interesses. O irritavcl Co-
riolano se defende com violencia contra os ataques
dos tribunos, anda quando elle pede o suOragio do
povo, do qual elle precisa para ser comal; elcain^
da tem um sorriso amargo em seus labios; tanja o
sarcasmo em seus eleilores. (.litando o guerreiro ba-
nido se relira para o paiz de Volscos, Shakespeare
animando, como temos dito, as namu-Oes de Plu-
tarco, faz cnlrar o anligo vencedor desse povo
vizidho, na propria casarle Thlo Anlidio, seu mais
cruel Inimigo. He um la de feSla: os cscravos de
Anfidio querem tancar fora esse eslrangciro, que se
aprsenla quasi, como Ulysscs, as portas de seu pa-
lacio. Mas elles 6eam admirados de sua maiwslade.
-'Onde morai f lhe pergunlam cllcs.Debairo da
abobada doi cent, responde Coriolano.Moras en-
tao com os coreos, com os miihanot e com as aguiat'!
lhe loma um escravo mofador.Porcentura tercio
teu'stnhor lhe replica orgolhosamente o banido.
O carcter desse homem governado por urna Ulo al-
ia opiniao de si mesmo. se Iralie em suas menores
palavras. Shakespeare corpoz seu drama com Un-
ta arle, que alternadamente se toma o partido do
povo romano e o de Coriolano:
A Cleopalra de Shakespeare, no Antonio e Clco-
patra, he justamente a da historia, urna Cleopalra
repassada de volopas, a qual enervou cm seas bra-
cos os mais orgulhosos nimos de Roma e fez perder
a Anlonio o imperio do mundo: covarde e valenle
ao mesmo lempo, fugiudo da halalha de Acrio e en-
tregaudo seus bracos as mordeduras moraos de um
um spide. He a Cleopatra, cajas prodigalidades
fazian dissolver pcrolas de sua eora na taja de
suas orgas; nalureza iusaciavel de gozos e seme-
Ihanle a Messalina de Jnvenal; Antonio a chama
sua vqlha serpenle do Nilo; e Cleopalra repele es-
sas palavras com orguttio; ella lira vaidade de seus
artificise de suas bellezas; sabe que Antonio, pre-
so em seos tacos,'ihe pertciicc desde cutan; aque-
re sna vonlade esse peilo ardente. Em v8o An-
tonio vollar para liorna, c junio das graves ma-
tronas paturara dar a seus costumes alguma severi-
dade; iflprao se tornar o esposo da bella c casta
Octavia {Togo que dle ebegar a ver outra vez a
Cleopatra, a lembranca de seus delirios passados ba-
iiin'i a fra virlude de seu coraco. Antonio s cui-
dara no prazer, prccipilar-se-lia de aovo nos taro
ila eucauMlora. Quasi qu se d urna certa aQei-
raoaessarlBhadoEgjpto.jae teria podido sem
duvida encajetar Odaafcao' seu carro, se ella nao
tivesse preferido seguir Antonio ao tmulo.
O Julio Cezar de Shakespc Il(a Uils mat
bellas obras do genero humano. O grande poei -
Iproduzio da maneira-a mais arrebatadora e m!
verdadeira as disenssoes de Roma. Fica-se trans-
portado nesse mando estoico, no qail a vida en a
cousa de qne menos se ruidava para s cqmo para os
outros; matar o morrer era urna Insignificancia, um
accidente; a idea era ludo; o vencido sa traspassa-
va com sua espada, leudo urna pagina de Platao so-
bre a immortalidade da alma.
A oolleerao dos dramas le Shakespeare relativos
historia da Inglaterra, cometa pela vida e morle
do rei Joao, ene Joao tem Ierra e sem corceo,
succeasor indigno de Ricardo Corado de Leao, e s-
sassino de seu sobrinho Arthur, lilho de Geoffro.
Shakespeare quiz absolve-lo, mo da intenrao desse
assassiaato, mas do fado: em seu drama Arthur
morre por acaso fugindo da prisao, quando o rei ja
se tem arrepeadido de o ter tentado mandar assas-
sinar. Comludo, como esse arrependment nao
provm de um liom sentimenlo, mas do terror de
urna revolla dos crandes baroes, o rei Joao u3o he
menos odioso. O que cooslitue a belleza desse dra-
ma, he o carcter de Conslanca, mili de Arthur; a
ternura dessa mai e seu real orguiho se elevara es-
sa alia eloquenria das paixes, cuja liaguagem uin-
guem mais que Shakespeare a tem possuido.
Admira-se sobretodo a scena Uo pathetica, em qae
o joven Arthur enternece o feroz Habbert, o qual se
aproxima delta com um ferro embraza para lhe fu-
rar os olhos. lleve-se mencionar tambera a conver-
sado do rei Joao e de Hubberl, quando o rei, sem
ousar exprimir claramente seu pensamenlo.deixa en-
tender ao seu fiel servidor, que, emqoanto seu so-
brinho respirar, nao se julgar seguro no Ihrono. O
rei Joao se lembrava sem duvida dos quatro cavallei-
ros qae, por urna nsauajao igual de sea pai Heo-
rique II, tnham ido assassinar, ao'p mesmo do al-
tar, o arcebispo Thomaz Becket. No numero dos
personagens do drama, se enconlra um inleiramente
original, o de Falcombridge, bstanlo de Ricardo
Coraco de Leao, encarregado de empenhar a aejao
por meio de faufarrices, que sua valento espada esta
finalmente prompta'a sustentar. Um dbale dos mais
impradeules entre seu pai e elle sobre a illegilimi-
dade de sea nascimento, em presenta mesmo de sua
mai, serve de cornejo a esse drama, que muitos cri-
ticus nao lem altriboido a Shakespeare, posto qae
em muitas secnas, e particularmente naquellas que
acabamos de mencionar, se encontr o canto de tea
genio. Todava lie certo que Shakespeare, seguindo
Hall, Uolinshed, Slowe, leve debaixo dos olhos ama
aoliga obra dramtica escripia sobre o mesmo as-
sumplo. No reinado do rei Joao, he que os baroes e
os bspos furmaram urna liga, c obtiveram a exteoso
da grande charla de Henrique I, lidacomo o primei-
ro monumento das liberdades inglezas.
Shakespeare pinta maravilhosamenle os furores sel-
vageusda Inglaterra, as (raices e os crmes, que a-
companharam as mudanras da dynastia, e a posse do
throno desde Ricardo II, Al Ricardo III. Compoz
nesse periodo oilo dramas, cuja reunan forma urna
verdadeira epopea. Revolta dos uobres, orguiho zo
lozo dos padres, guerras cvis e estrangeiras, toda es-
sa desordem que duroa cerca de 200 annos, se rea-
nima debaixo do sonrod grande poeta, ese agita aos
olho do espectador, como em urna sanguinolenta
phantasmagoria.
Acabamos de ver o seu prologo na vida e morte do
re Joao. Na de Ricardo II continuam esses qua-
dros sombros : v-se o astuto Bolingbsoke apoderar-
se da corea de Ricardo II, joven principe abandona-
do aos consclhos de seus cortezfies, e- ao qual Sha-
kespeare emprestou urna nalureza maissympalhica do
que ao rei Joao. Este drama, meaos interessinle no
essencial, cncerra por (oda a parle sceoas curiosas,
entre outras todos os preparativos de umjoi-
zo de Dos, segundo as regras usadas nesses com-
bates solemnes, que o rei presidia com sua corte,
quando a causa era de importancia.
Bolingbsoke, lendo subido o throno, he logoobri-
gado a defender-se elle mesmo contra sens barfies re-
volvidos, impetuosos adversarios, os Perey, os Mor-
timer, e os Glendowe, que pretenden) desfazer um
rei, qae fizeram. Bolingbsoke, sob o nome de Henri-
que IV, leme at seu filho, o qual, para nao fazer
sombra a seo pai, se entrega a urna vida licenciosa e
frivola, porem conservando aqui e all, debaixo da
mascara da lourura, o senso e a diguidade qae de\e
mostrar depois. Shakespeare cornee* enlo a pOr em
scena o divertido Falslall eseuscompaoheirosde mo-
cidade, esses (ypos de sensaalidade e covardia. O
cavalleiro Joao FalslalTse parece cora um lonnel de
malvasia, que vai rolando de taberna a taberna. He
o deboche, de cabellos brancos. Que velho cynico,
ladrito e covarde, mas sempre alegre e cheode chis-
tes Seu ventre de Sileno deleita a vista e serve de
alvo a mil eprlgrammas Tcelos. Inslenle e fanfar-
reo, elle agradavn por suas mentiras W>gorda.* como
elle. O principe se cansa de o apanhar a cada passo
em flagrante delicio de impostora ; elle nao cessa de
mentir. Esta sociedade de jovens libertinos se d-
verte com as facetas de FalslalT.
Na segunda parle do Henrique IV enconlra-se o
principe Henrique e seos companheros ; mas deve-
seconfesar, que lie penoso vol continuar, no lira
de seus briUianles despdjos,%eu ignominioso modo de
vida. A mioque arrebalon a existencia ao nobre
Hatopar nao pode preencher o offlcio de um moco de
adega, e Poins tem muita razao em diier, que as
chocarrces sao fora de lempo. O drama s eleva-se,
quando o rei vai morrer, eseu filho, julgando-o ja
morlo, pe a cora na cabeca e a leva. As reprehen-
des do pai, que lorna a s e pede o diadema, as des-
culpas do filho e seu arrependimento de sua vida
dessipada, fazeut presagiar a mudanza de conduca,
de que a Inglalera se espantar. O rei morre. O
principe Gca senhor dessa corda, depois de ler queri-
do, por assim dizer, sentir o seu peso. Adeos vida de
aventuras e discursos de taberna.
Henrique he respnnsavel ao paz de todos os seus
pensameptos, de todos os seus instantes, e par* pri-
mera prova de seu rompimento com o passado, con-
serva em um poslo eminente um juiz alegro, qae
condemnando suas loacuras da mocidade, o man-
dn ha pouco para a prisao, a elle o herdeiro pro
sumptivo do Ihrono : demas, Henrique renuncia
a sucedade douir'ora. Despede Joao FalslalTe Po-
ins asseguraodo todava soa sorte.
==
traidor, e todas as vexes.queum grande ador lhe di
a vida, causa urna eracao siUtra e formidavel. Te-
mos visto representar umitas vezes Ricardo III, e lie
urna das petas mais populares na Inglaterra. Tam-
ben se censura a Shakespeare n ter calumniado as
mulheres, como fez Epicuro, mostrando com que fa-
dlidade o artificioso principe se apodera, por meio
da lisonja, do coraco de Lady Anna, que tem tantos
motivos pira o aborrecer. Lady Anna passa com ef-
feito.do odio e |do desprtzo, por ama IransiQo pouco
sensata, a ama benevolencia casquilha muito con-
derana vel; mas anda ahi o poeta procede a largos
rajos; desceu rpidamente as profndelas do co-
raco humano. He roisler ler entendido as in-
flexOes poticas a masciosaa dos poetas inglezes; com-
pre ler visto sua allilude humilde erespeitosa, para
fazer-se urna idea desta scena e comprehender, senao
desculpar, a conduela de Lady Anna.
Henrique VIII forma o epilogo dessa magnifica
collejo histrica. O carcter desse monarcha cruel e
debochado, desse barba-azul da realeza, que reuna
tanta violenda i tanta hpocrisia, he tragado admi-
ravelmenle. A morte de Buckingham, a desgraca
doorgolhoso Wolsey.o infortunioda rainhaCalharina
que, na decadencia de seus encantos, se va sacrifi-
cada belleza nascente de Anna Botana, sua dama,
de honor ; finalmeole, o nascimenloe o baplismo de
Elisabelh, fazem deste drama um dos mais curioses
da littcratura ingleza: Shakespeare se mostra nelle
bom cortezo para com Elisabelh, sem poupar a Hen-
rique ATII e decdir-se por Anna Botana cm preju-
zo de Catliarina.
Esta rainha desprezada he locante, e saa rival in-
genua ; ella parece merecer sua elevacSo. Todas as
susceptibilidades do assumplo se acham dirigidas com
orna arle infinita. Esse drama que desenvolve um
grande'luxo de scena, tem nbtido sempre na Ingla-
terra um grande successo do publico. Ella conlem,
finalmente, algumas das passagens mais phlosophi-
cas e mais poelcas de Shakespeare, e o doator John-
son a enlloca enlre as maiores obras da tragedia.
Os dramas do Rei Lear, a'Hamlet, de Maebeth,
poslo que sejam tirados de velhas chtoncaa, depen-
den) muilo mais da imaginario do qoe da historia,
e o genio de Shakespeare se desenvolvea ahi em to-
da a sua grandeza.
O re Lear, velho bizarro,.iucoDseqaente qu re-
parle seus bens enlre suas lilhas mais velhas, porque
o lisongeiam, e desherda Glha mais moca por cau-
sa de soa franqueza, he um personagem, que a dig-
nidade de nossa scena, no dizer de certas crilieos,
itao pode admittir; esse velho privado da razao, acom-
pauhado do seu bobo, lutando de argucias com Ed-
gar, que se finge iusensalo.eulregando-sctsuaster-
riveis imprecares, as suas amargas iranias, deseen-
do quasi ao papel do nosso Dandin, quando quer
julgar suas lilhas ausentes, parece ridiculo aquelles,
que tem bebido os bons principios na maior parle de
nossos livros Iliterarios. A forja de espirito do poo
la se revela a todos os momelos em sceoas eslranhas
e grandiosas. Quando o velho rei enconlra Edgar,
que andava errante como elle, estampado, na flo-
resta, lhe pergonla, se deu larabem como elle, toda
a sua fortuna s suas lilhas. A cada passo elle volla
sobre sua covarde ingraiidao; faz aposlrophes at
aosvenlosdesencadeados contra sua velha cabeca
branca; bradando: a Pelo menos nao sois mei.s fi-
Ihos. O i et Lear ho um dos primores d'obra de
de Shakespeare, que merece sempre ser ldo o mo
dilado.
Ilamlet he de lodos os dramas de Shakespeare, e
que lem solfrido mais inlerpelrac;oes, cada um tem
visto nelle oque lhe lem aprazido ver, e ha feito um
Ilamlet de fantasa. Gothe, que no Ifilhcn Meisler
seoceupou desse drama, exclama: a He evidente
que Shakespeare quiz pintar urna alma, que nao
era feita para obrar, e.icarregada de urna acc.3o ler-
rivd. o Outros (em pretendido qae era urna falsi-
ficaco forestes '. livera sido mais simples remontar
chronlca, em que, segundo seu costuro*, Shakes-
peare, sem ver nsto muita industria, achou o carao
ter de seu personagem e recorta as priucipaes scenas
de seu drama,
O respeito de Hamlel a seu pai assassinado, a ap-
rtelo da sombra vingadora, papel de insensato,que
faz o principe de Dinamarca, a scena dos comedan-
les, durante a qual elle esluda dous corajOes crimi-
noso!, a locante loucura de Ophelia, as conversares
dos covdros, e os discursos que Hamlel dirige ao cr-
neo do pobre Torck, anligo bobo do rei, sao scenas
pitlorescas e grandiosas, alm das qoaes o espirita
humano nao se tem elevado. Deve-se ver represen-
lar Ilamlet para se poder'comprehender bem, como
essa poesa pensativa se liga aceita e a faz grande.
Shakespeare quiz evidentemente provar, em Mae-
beth, que nao ha nalureza por forte, ousada e perver-
sa qoe seja, qae os remorsos nao possam allinir e
desorgaoisar, por si mesmo e por estranhos efleitos.
Um crime lie commellido ; o ambicioso Maebeth e saa
mulhcr assassinaram o rei Ducan; e o espirito de
Maebeth, esse lemivel guerreiro, est cheio de vsOes
e o somno de lady Maebeth he perturbado por fu-
nestos phenomenos. O remono nao se (inha apodo
rado do moral;.destrata o physico. O corpo pagou
pela alma. O remorso nao perde jamis seus* direi-
tos. Em vio Maebeth e sua mulher pretenderam
lular contra elle ; o remorso ficou victorioso. Nao
he ama idea sublime, que Shakespeare prodazio com
um admiravel goslo de saa arle ? Os poetas drama-
ticos nao proceden) como os moralistas ; nao eslabo
lecem axiomas e nao dedazem conseqaencias ; mas
de balxo do movmento e vida de suas obras, sente-se
agitar cssas primeiras inspirares que a analyse des-
cobre : assim acontece com o drama de Maebeth, que
com suas feiticeiras, seus pbanlasmas, suas mgicas
evocacoes, seu cortejo phantasmagorico, ollerece m
tratado da ambicio e do remorso, tal como os Tlieo-
phraslose os Labmycres nao lem jamis a presentado
de mais exacto nem de mais lgico.
III.
O velho Fallafl", como aos diz o drama de Henri-
que V, desgostoso com o abandono do rei, sedeixa
morrer pedlndo vinho de Uespanha. Shakespeare
nao o ressuscilar seoao para agradar a raoha Elisa-
belh ; elle o introduzir as Alegres comadret de
Windsor. O carcter de Henrique se elevou pois
medida, que o sea grosseiro compnnheiro desceu al
os ullimos degros da vergonha, e vemos esse rei pas-
sar e repassar de Inglalerrapara a Franca, frenle
de seus exercitos, portar-se valenlemenle, al que
desposa a prmceza Catliarina. Shakespeare empregon
nesse drama o choro enligo, para desenvolver o aug-
mento de cada um de seus actos, e arrebatar os es-
pectadores, atravez das distancias as azas da imag-
nalo : bella e grande he a scena em qae Henrique
V confndeos traidores, que o quizeram assassifiar,
e se mostra elementa para com um desgracado|bebado
e criminoso de alguns gracejos contra Sua Magestade.
Ilenrique V, como os reis das balalas, conversa com
seus soldados sem ser reconhecido por elles, pro
vocanda por diverlimento dctos picantes, afim de
pliitasopnar sobre as mizertas da grandeza.
. A menordade de Henrique VI e sna incapacidade
trazem logo a discordia depois da morte de Henrique
V. A Franja encarnada em Joanna d'Arc, essa hero-
na, que Shakespeare calumooav porm anda menos
qne Vollare, torna a tomar snas cidades ocenpadas
pelos Inglezes. Ha nessas pintoras nm vigor incri-
vel; ellas oflendtm logo-a regutaridade de nosso espi-
rito pela rapidez de sua successivi; mas a imaginajo,
essa fada proleclora, que Shakespeare invoca, nos
arrebata em sen vdo. Segae-se apaixooadamente a
grande lala dos dous paizes rvaes. As lagrnjp
eslao a cada instante promptas para sorrr. Quem
poderia, por exemplo, ficar iosensivel i morle de
Talbote deseujpen fillwt Shakespeare derrama
sonre IdQos esses fados urna cor phanlaslica e os con-
serva Malla regioda arle. A segunda parte de Hen-
rique VI hesobreludo no'avel pelo movimentu e vi-
da, que a poderosa m.to do poeta soche derramar no
meio dessas contestares de nobres furiosos, compa-
rados por ara crilc engenhoso, a nm Icrreiro de
gamos. He nessa sociedade selvagem que Shakes-
peare apreseutou Joo Cade, o lerrivel avenlureiro
irlaudez. O poeta traja vigorosamente a morle de
Saffolk, amanta da rainha Margarida, e consagra o
fim de sua Irilogia ao decahmento e assassinato de
Heriqae VI. Sente-se corapaixao por esse rei apezar
da Iraqueza, qae mostroa ; elle se eugrandece na
presenta de seus assassinos.
O drama de Ricardo III he omlecido de horro
res ; he todo cheio de assassinos ; mas nao he por-
venlura urna Imagem terrivel daquellas poeautans-
^B *%_tado dos interesses da ambicio ? O re-
{nl "(M IH he aberlo a buril pela Pericles, rei de Tyro, qoe se altribae e Shakes-
peare, e sua primera obra na ordena chronologica,
oflereco um drama muito iuenherente, cojos inciden-
tes sao tirados de Gower, que tambera os extrado da
colleccao intitulada Celia Romanorum.
Que diirerenca do Sonho de urna noile do esli !
He ama obra meio phanlaslicae meiosaljrica,cbcia,
he verdade, dos mais estranhos aoachrouismos, qae
chega al collocar a invencao dos mosquetes no lem-
po de Theseo, duque d Alhenas, como Tez Chan-
cer ; e fallar das nonas de Diana e de San-rValen-
lim.. Mas Shakespeare achou all o mais encantador
e gracioso drama. Esta obra se compite de daas par-
les : urna loda aerea, consiste as quesl&es de Obe-
ron e Telania, a respeilo de ura ano, que a rainha
das fadas nao quer ceder a seu esposo, e nos engaos
que Olieron faz rainha, e lamben) a algans grandes
senhores da corle de Theseo, cajos amores elle muda
a sen bel prazer. Titania sujeita a um sortilegio, fi-
ca perdidamente louca de amores por nm homem em-
bocado em ama cabera de burro. O sortilegio he
urna florzinha chamada pensamento, oulr'ora branca,
eque se lornou cor de purpura e avelludada peta fo
rida de urna flexa, que o Amor toha destinado a urna
virgem coreada do Occidente (Elisabeth); flexa per-
dida no caminho. O sueco desla flor, derramado
nos olhos adormecidos, faz.que se fique apaixonado
da primera pessoa que se v ao despertar. Taessilo
osdivertimenlos a que se entrega Oberon era com-
parnita de sea measageiro Pock. o malicioso dia-
brele.
Na segunda parte, assisle-se repetico de Pyramo
e Tliysbe, drama que os honrados operarios de Alhe-
nas se prnpnem represcnlar dianle de Theseo para o
divertir, depois da ceremonia do'rasamenlo de seu
duque com Hypolila, rainha das Amazonas. Esla
segunda parle he urna irrisao mordaz,, do estado em
que Shakespeare achou o Ihealro : aseis da lluso
e da perspectiva eram pouco respeitadasVolo, e a
boa gente de Shakespeare, fingudo um o lefio, oulro
parede, o lerceiro a daridade da la, aprelentam a
imagem grotlesra, mas real, da ingenuldade primiti-
va do thelro. Esla parte he lo dieta de esWilo,
quanto aonlra he maravilhosa.e o Sonho t*\ta
noile do meio do esli (por que he esle o verdadero
titulo) offereee ama leitura agradavel arada era nos-
sos dias.
Calman (oulros dizem Garrck) junlou em 1767
trnla catires i essa comedia e fez delta urna especie
de opera. Revnold lhe fez oulra alteracao em 1816,
e Mendelssho.'t.em nossos dias, a pos em msica com
um grande successo.
A eomadta dos Errot sos representa ama falsifica-
co dof enecAme e do Amphilryon. Shakes-
peare reuni essas dngs obras, e saa intriga he bas-
tante deleitavel, potado-fe de parta teda a verosi-
milhanca. Para augmentar o cmico, Shakespeare
iraaginoudar aos deas irmilos, que se parecen
criados qae se parecen) igualmente. Antiph
Ephew, e Antipliolo fe Smcnsa tem cada tna seu
NomiodcEphesooNoraiodeSyracusapara cri
Esta comed e representar com mu
como a comedie anliga, se qoizer
credilo dos espectadores
sadO, o outro nao, o que
genero de Amphilryon, con que
o irmo se mostra mais circunspecto que o dos ;
Aolipholo de Epheso bale em vao na porta da casa,
em que sen irmo ceta com sua mulhcr, e Norata de
Epheso nao he menos espantado qae Sosia. O pai
dessesdoas oovos Menechraes, negociante condemna-
do a morte, por nao ter um resgate para dar ao du-
que de Ephero em guerra com o de Syracusa, en-
contra seu filho a lempo para" lhe salvar a vida;
lorna a ver ao mesmo lempo saa mulher.que elle jal-
gava ler perdido em ura naufragio ; ella he abba-
dessa de urna igreja do Epheso. Tbda esta serie de
acoatacimeotos impossiveis nao faz muita honra a
razao de Shakespeare (duvida-se finalmente que es-
ta comeda seja ioleiramenle ddle), mas he chela de
minuciosidades, que deleitara.
O prologo da mulher m chamada a razao ou an-
tes da Ralhadora amantada, lie mulo bem feito; he
a historia .tirada das Mil e urna noile, do pobre dia-
bo adormecido, que be transportado para um palo
co, onde lhe fazem crer, que elle he um grande se-
nhor. Infelizmente Shakespeare nao seguio esla
idea; Uvera feilo de sea Christophe Sly um excellen-
t* carcter, se houvesse dado a esse personagem ama
parte naaccao da comedia representada aerante elle.
O prologo da Ralhadora nao perlence de modo al-
gum ao drama.
Quanloralhodora, ho typo de todas as motas
colricas, domadas por um marido que se faz mais
radiador, mais colrico do qoe ellas, e jura, Iroveja,
quebra tudo em casa. Plrucchio assim he que do
ma Catliarina, e a faz branda como urna lava. Ha
nesta comedia, que os Inglezes estiman) muito lndis-
simas sceoas.
As l'ennas de amor perdidas tem por poolo de
partida urna bella idea. Um rei de Navarra e dous
de seus gentis horneas se retiram para um asylo cam-
pestre, fim de se enlregarem ao esludo por Ires au.
nos, oao sendo permiltido a mulher alguma aproxi-
mar-se delles ; mas a filha do re de Franca e suas
damas de honor passam o tintinar prohibido e se fa-
zem perdoar. O espirito desla comedia hesublil. O
papel da princeza de Franca esl graciosamente dese-
nhado.
A intriga dos Dout genlishoment de Verona se
passa no mundo das ficcOes. Nada he mais romanes-
eo, e se ha duvidado que essa comeda seja de Sha-
kespeare. Comludo a saa versificacao he potica e
diga* ddle. Valenlim foi d Mantua a Mlao para
formar o goslo por meio de viagens, e vr a ser um
perfeito geulilhomem.) Elle deixou alraz de si sea
amigo iulmo.Proteo, apaixonado dos encaolos deJu-
lia. Mas o pai de Proteo ordena logo ao filho, que
sev reunir a Valenlim. Chcgando a MilSo, Valen-
lim se lornon amanta de Sylvta, Glha do duque, e lhe
fez psrtlhar seos seutimenlos. Coala sua boa fortu-
na a Proteo, qu, depois de ter vista Sylvta, esquece
sua amante, e procara sapplantar seu amigo. Valen-
tn) he banido. Faz-se chefe de salteadores da flores-
ta vixinha. V-seeniao Sylvta e Julia, vestidas de
pageos, correrem a floresta sem serem reconhecidas,
segundo o costume Ihealral. Valenlim as enconlra ;
Porteo he convencido de seos roaos procediraeotos,
mas Valenlim lhe perdn, e o duque, de mais a mais,
di a mao de saa Glha a Valeulm e amnista al os
salteadores. Esta comedia, pelas situares, est na
verdade muito aba i io de Shakespeare, mas nella se
v urna scena encantadora : Julia regeita urna carta
amorosa qae lhe Iraz sua criada Lucelia, e ordena-
lhe que a rasgue ; depois que Lucelia parle, ella
apacha os pedacos da carlioha.
O primor d'obra de Romeo e Jullelta he demasiado
conhecido para que cootassemos outra vez aqui essa
deliciosa historia de amor.
A comedia : Tudo he bom, guando cai lem, vale
mais em soa parle cmica, do qoe na sentimental,
poslo que a historia da roega Helena nao deixe de
lar inleresse. Helena he,nma.dessas mojas, queSha-
kespeare, eo Ihealro inglez, depois lem apresentado
mnilas vezes em sceoa, mojas ioleirameote dedicadas
quelles,que ellas tem escolhido em seu coraco, apo
zar dos rasos tratamenlos, quesolTrem delles.e trium-
pham do desprezoouda indiflerenc* forc,* de per.
severanca e de amor. A-modista nao he o qae mais
as preoecupa. O capitn Paroles, vil espadachn,
afleclandode fanfarro, he encarregado de embellecer
o drama.
A comedia: Como vot approuver offereee urna
intriga bastante descosida, que vagueia com toda a
liberdade aa floresta de Ardcnnes. Feliz quem pode
ler essa comedia em urna bella (arde do esto, delta-
do debaixo deum velho carvalho de Richemood, veo-
do passar a seu lado rebanhos. de ligeiros gamos !
Lm tal leilor fcilmente se tari famitiar-com a corle
do velho duque exilado, que se diverte em refazer
em nm retiro campestre a idad de ouro, ou pelo
menos a Arcadia.
Os amores i primera vsla, urna mulher disfar-
cada em homem, as mojas erranles, os pensadores
melanclicos as margena dos ribeiros, os amantes
queixososescrevendo versos ao objecto amado as cas-
cas das arvores, todo esse mundo da imagioaeo he
encantador, mas nao he feito pra ser analysado. O
carcter de Jaques, o phllosopho zombador, oao he
Iracado cora menos verdade. Rosalinda he viva ealo
gre ; Orlando, apaixonado de Rosalinda, lem urna
pliysionomia potica. He como nm sonho brilhanle,
que passa dianle dos olhos, e que ao despertar a cus-
i se pode lembrar ddle.
Esse drama he um daquelles qae mais passagens
classicas lera foruecido lilteralura ingleza ; muilas
dessas passagens eslao em todas as memorias; oao ba
esludanle na Inglaterra que nao sailia a famosa lira-
da em que Jaques, o bizarro pensador, se diverte em
descrever os dilferentes papis do hornera durante a
vida.
A divertida comeda das Alegres comadres de
It'indsor, foi composta, dizem, para agradar a rai-
nha Elisabett, que quera ver apaixonado o cavallei-
ro sir Jonh FalslalT. Esle gordo cavalleiro libertino
e Uo coulente de s, que a louta mocidade do rei
Henrique prolegeu, pusllaniroe, mentirosa, glolo,
receptculo de todos os vicios, foi admirarelmenle
pintado por Shakespeare. He o typo das mas qoali-
dades no goslo inglez. Sir John FalslalT imagina in-
genuamente que Mrs. Page e Ford, daas senhoras
honestas e bellas, responden) aos seos amorosos en-
saios ; porque as v alegres e amaveis ; porem ellas
secombinam para lhe fazerem os engaos os mais c-
micos, l'mas vezeso obrgamaesconder-scem urna
lina, eo fazem levaran Tamisa com roupa para se
lavar ; oulras vezes o fazem disfarcar em mulher ve-
lha e baler por Mrs. Ford, que o toma por orna ve-
lha ta, lanjada rra de casa por ella. Nao ha espe-
cie de desventura, qae nao veoha cahir sobro a cabe-
ja de Sir John FalslalT. sera que por islo se julsne
menos apto elenha menos certeza de agradar, a qae
trabalho se d8o as duas comadres para lhe ensnar,
que as mulheres podera se/ honestas e alegres :
We'H leave a proof, hy whatwich will do
Wyesmay lie meooy, and jet honesl loo.
E Mr; Ford excellenle lypode marido eioso, dig.
no de Moliere, e que se enconlra finalmente em Ar-
nolphu Mr. Ford, sob o nomc de Brool, rtio abre
sua bolsa a FalslalT, seno para que elle possa fazer
iKinacueb.
secooh
ees qae o Co
e mulher no que......,. |
Boitaau. E<^^^^^^H
graphia e rhroi^^^^^^^^^^H
o famoso porta^^^^^^^^H
criticado a Shi
pollo em Delphot e.
Shakespeare tiroa es
de Green, e lhe coi
commeotadores pretenden.
na Bohemia, que a scena d
sar. eque houve iMjtaert
Nao daremos'a aml|se basta
drama, mas diremos que os amores deJ
dita lem urna cor idylliea, extreman
que a ultima scena, a apparicao de Her
um etfeilo inesperado e seductor.
He impossivel pintara admirajao por (
vimentos de urna pessoa amada, em ven
cantadores que aquelles, que Florizel dita : O que vos fazeis, diz elle, exeedj
que est feito. Quando fallis, minha
desejo onvir-vos sempre a faltar ; qd
qui.zeru ver-vos comprar, vender, darj
reger todos os vossos negocios, canti
dansais, nao serdes vos ama vaga do i
sempre cm felizes oodularoes Cada ui
acjoes he 13o particular em grajas, qae ellas si
dadeiras rainhas ; ellas trazem urna cero
Deve-se collocar o negociante de Vcueza ei
mais encantadoras phanlasias de Sliakespeai
al lia aja das lerriveisconcepjoes do drama
ja potica, to procurada em nossos
jamis to felizmente. O odio que Shyleck vola aos
christaosjazendo-lhe exigir de Antonio um billiele,
pelo qual este promette entregar-lhe urna
sua carne, se nao pagar em lempo os daca
prestados pelojudeu, fazendo este bilhete
j3o, esse odio feroz se acha revestido dos mal
veis pormenores. A historiados Ire-
de prata e de chambo, o ultimo dos quaes
retrato da bella Porcia ; a ternura e a lealdj
Bassanio tao bem inspirado na escolha, que
cofre ele chumbo, escolha de qae depende a pe
sna amant ; a amizade luda a'prova desse |
homem e de Antonio ; o duplicado pap
Porcia, que veste com lauta facilidade a toga
como o nosso Toinelte o manta de medica ;
res seductores da joven Jessica, Glha de <^^H
Lorenza, todas estas peroles moldaran), de
deslumbrador, o fondo sombro do quadro.
O que mais sobresahe em Othello be, o viga
paixOes, e sobretodo a forja dos caracteres, o
cendo sem cessar seres individuaos, types tm
Othello he ao mesmo lempo um africana, i
bolo ardente do ciurae. Jargo, veneziaoo
i encarnajaoda malvadeza e da inveja Mi
apparece como o modcllo da consta
e da mais completa dedicajio. Shake
se personagens do cont de Girardil
raza. Mas animando-os, dea essa
rosa, qae os faz contemporneos pie I
O po-"a seguio finalmente, or prin
me ^,-coutrtes,ieln autor dos ffeej
demu-se do famoso leojo, deixando <
raldia meia cheia de areta, com qae ]
bstera na pobre Desdemoua. Subslili
de areia pelo lerrivel Iravesseiro. Na
raldi Cinlhio, Othello lem cuidado al!
casa se desmorone, fim de que
pultada debaixo de suas ruinas e que
accusa-lo de assassino. Assim faz
drama de Caldern. Como Romea e.
lo he urna das obras de qae se tem Taltal
zes, que nao necessilam malMuan
A Duodcima noile entra na calhc
mas de aventuras. Tado ah he iavero
um duque delllyria apaixonado de urna
que repelle seu amor, e he amada de unas
tarjada em homem ; elle taz ddla c
seus amores junio da eondessa, que Gca li
mores por esse lindo pagem. 'Felizmente ti
um irmo que se parece com ella, e
para desposar em seu lagar a conde
la, o duque, tocado de seo amor, a ele
Esla eondessa, Uo desdenliosa para O duqut
amor se mette i can do joven pagem fem;
disfarce (3o comraum as comedias inglezas e
mais admissivel para o espectador em ama poca
cm que os papis de mulheres eram taitas por a
cebos, olTeude nossos costuraes tanto, qoat
tare nosso espirito ; entretanto be urna sitoacte
to eogeohosa aquella, em qae o irmo subsliti
inaa. Enconlram-se tambem felizes minuciosidades,
enlre oulras o soliloquio de Malvolio, merdaaB
eondessa, que se er adorado delta, soliloqoit
Johnson examinou. Johnson, como ludo* o* I
zes, acha as sceoas desse drama exguisitely i
roa.
A Tempettade lie um sonho; o qae nu
senaria bstanle, he a belleza do poesa, tu
za de imagioaeo desenvolvida pelo maior a
da Inglaterra, que eucontrava o mesmo. pod
expresso para pintar os uiysterios do manda
vel, como para animar as personagens hiato
seu paiz. Como se deve dar ama idea di
de Caliban, esse ser informe, que ^nao
humanidade senao pelos seus vicios, e
mais aerea figura da mythologia rom)
encantador, que s tem igual no Pai
umanoie de eitio? Como lomar
batadores einnocenles amores de F
randa I O proprio Milln, escreve
Ado e Eva no paraizo terrestre, nao
encanta iem maisgraja nessa uiiiio
joesfque despertam no mdo de urna, nalonol
balsamada e risonha.
Logo as primeiras palavras da
nhece o phitosopho. As vagas ergu
ventos sibilaui, o relmpago brillia",
prestes a submercr-se. O contra meslrai
Iroveja como as vagas, sibilla como os ventos,
bem fuzila seus relmpagos. Um velho con,
do rei de aples julga ler direito de dar cea.pfraeer
assim como na corle; dirige ao contra mestre algu-
mas observares, cis aqu como ellas sao recebi
Sois conselheiro, se nodeis impor silencio a estn ele-
menlos e paclitar ludo, nao tocaremos mais em nm
ca.bo, usai de vossa auloridade. O contra mestre
despede deste modo o importuno. O e
alim de se consolar, assegnra qae nao lia m:
go,"porque esse homem destinado a ser eaforcado.
nao pode' morrer erogado, a cords para
seu pescojo, lie o verdadeiro cabo em qi
ce Ierre. Shakespeare director do Iheatrs.
qual he o poder dos palavrOes sobre- una c
do publico, e empregava innilas vezes esle
successo. Preferimos as reilexoes do bullo **'
amor do inglez pelas curiosidades. Esse bu to d
ria poder transportar Caliban pirra a Inglaterra,
de o mostrar por dinlieiro : La qoalqaer
(ranha he am modo de vida para o dono. <
se d a um mendigo eslropiado, ,>e d po
morlo. "
Ha urna passagim era que Shakespeare focnv
essa verdade humana, cujq brithose prodaz as
de sais imaginajoes as mais singulares. Fer
I


.
.
corle mais largamcnle a sua mulher, afim de saber, .,
e -. .___J~ ebngado a levar um feue de lcnha par obe
se ella o engaa, reservando, pelas contidenciar"do m
cavalleiro basofio. deter as cuusas em lempo, se fr
possivel.
Medida por medida : julgar-e-h esse drama de
Shakespeare cabido da penna de Caldern ; elle tem'
(oda a elevajo e analoga com um drama desla au-
tor. Um duque de Sienne, que se parece cora os du-
ques justiceiros do Ihealro hespanhol, depita sna au-
loridade as raaos de um de seus ministros, a pretex-
to de orna tonga viagem, e desfarjaiidn-s* em meo-
ge, fica naddade para observar o que nella se pas-
sa ; quer ser leslemuuha de sea procarador, coja aos-
teridade eltasHespeila com razao. Esse drama exlra-
hdo por ^akcWare de nm conlo de Cinlhio, he
raladopr Julmsoocom alguma indifierenja, he to-
dava um dos melhore* de Shakespeare entre as me-
nos populares. O papel do daque he constantemen-
te digno, elevado, de,um excellenle senlimento, e aa
scenas da prisao lem tinto vigor como orignalidade.
O duqoe, debaixo deum desforc, aprenda t cooho
cer os homens, e observaovdo como ellemesmo hejnl-
gado levanamente, apezar) de rudo qae tem feito pa-
ra segalr o camohoda lioiradez, exclama doquen-
lemeate com esse odio, que)Shakespeirs muitas vezes
mostroa contra calumnia ?
randexa 1 Moilhoes de olhos desvai-
rados ira vos; votiSAesde relatoric
Urea. -' >: ',i .aumde vos-
Ikw arl>'; -jiirllria pensadores ai revesterad
ordens d Prospero, nao ousa qupiv
lino, porque Miranda ser sera duvida o prora
resigoajao. Da degrada'joes, diz elle, que -
solTrer com nobreza ; ha cousas >
soberbo. Essa trela mizeravel me
quanto me he odiosa, mti dama, a quem
nima tudo qoe he morlo, e transforma miaban fadi-
aas em prazeres. Nao sei porque, todas as veses
qae leio essa psssagem, lenho imaginado que Sha-
kespeare linha tailo ama volt* i sua vida. pas-
es* poca em que elle chegou desconhec
annos de idade, a Londres, e' que pa j obrl
gado a empregar primeiroseus brajos qu sua inlel-
Ihzencia. A dama qoe dle servia, era a peesi.
lhe algelrava lodo o fardo, e elle p
tura fdleidade enmprindo su:
na verdade essa poesa, qae et
pirilos para asaltas regles do
indiferentes aos (rabalhos obseor
Ibes leha sorrido. Moniltttr.)
AGRiaiTlRA.
das condico;e
A ni.
rtajante, qn
mate s coodijoes natar
do cha, Assim, por HH
CULTURA 1H1
ipiar*dii
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Ihra-
Itnra
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Ierra argiloui
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irario, be dakl
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nesla iq^^^H
tura, tentado o
cea; h
maito ttano

ivacior
prclendeu-
I' IHP

Ter-*e-ma
K
qual he o sMo maii prefenvel a este en ostras lauta qualidades particulares
tramo de um lado o parir Duhaldo afflrmandV menle distmguivl por lodo o co-
rno umpouco exereitodo ; estos dif-
ferentcs qualidades de cha pertencem todas mes-
ma especie que, como o vinho e em geral todas as
plantas cultivadas ha muito tempo. be suscptivel
le um grande numero de variedades. Depende is-
so da hatureza do slo da ponilo, do zro da tem-
peratura, e, em urna palavra, de circumslancias
peculiares a certa localidades, ou roelhor, de ar-
la aera, que desdo ha muitos anuos dflo aos torr-
nos aquelles, que eslo aeoslumados a fornecer os
seus productos ao commercio. Nao esto certamen-
te em minhas forcas o indicar aqu todas as cir-
cunstancias que podeni influir sobre a produccao
desta ou Taqueda qualidade de cha que he niais ou
menos estimado ; todava, pude deduzir das mi-
nhas observarf.es sobre a planlacAo do cha da pro-
vincia The-Kiang (observaces consiguadus em urna
memoria que- dirig em 1813 ao Sr. rtiarechal So-
nll, presidente do couselho, por intermedio do
Sr. Mirbel) considerarles que eu creio mu im-
portantes relativamente cultura do cha, e donde
eu evtrahirei em poucas palavras o mais esscnrial.
No local sobre o qual se estonderam as minhas
observacOes, sendo elle milito forte e montanhoso,
eu pude verificar por assim dizer primeira vista
o eil'eito prodazido na planlacto por una elevacao
maior ou menor do terreno. As planlaccs feitas
em planicies eram notaveis pelo vigor dos arbustos
ilo cli.-i. a espessura de sua folhagem c agrande
dimeusao de suas folhas ; os arbustos esluvam na
poca em que os vi ( no mez de outubro ) cobertos
ao nicsmn lempo ,ibj flores e fructos. O talho e es-
pessura da Iblhagcm do cha j eram muilo meno-
res iias plantarles feitas em terrenos uin pouco ele-
vados ; as flores e fructos eram taiubcm menos nu-
merosos. Eiulim, uos lugares njais elevados e cris-
las das inonlanbas, as arVorcs de cha eslavam re-
duzidas pequcuhez de um arbusto ordinario (3
ou 1 pes de altura), suas folln nfro tinliam senao
a uietade de dimeusao ilas da planicie ; mas nao
eram as mesmas relalivameulc qua|idade do pro
duelo: emquanto que as plantarles alias produ-
ziam cha perfumado e aromtico mullo procurado
nos mercados visinhos, as plantarles em terrenos
pouco elevados nao davam seuilo producios de um
valor mediocre, e as folhas arosseirasda planicie
serviam para fier om cli de refago, e como le-
pois notoi eram eslas plaulaccs feilas Ibais para a
fabricarlo do oleo d cha ; o oled desta falla be pi-
caute c caustico, e pe* ora nSo tem outro empre-
go spnao como azeite para a illuininaeao.
As observaces que acabam de serlidas nao fa-
QUINTA EEIRA 2 DE MICO DE 1854.
V
Mfe P***" oocrus, ao <
is fu-
ios da cul-
atea do globo sem suc-
ucez tem perdido
ido aclimatar o r-
danles de Cayen-
livosas da Bretanha.
Itw resultados duas vezes des-
> no ponto desvista scicnlifico, como
nodosii io thesouro publico, se antes de
empreen Icr-ee cnsaios tan importantes, se procu-
tobre o clima da China inais exactos,
s que foruecem os viajantes e os niissio-
aos inteiramente na physiologia vegetal e
a applicada; he cerlo que os relalorios
orios, dos quaes acabo de fazer mcucao,
do nos botnicos e agrnomos erros gra-
.tpca cndilo favoravel da cultura do
ssiiu laubem Mrs. Schon e de Caudollc,
Mas sio autoridades em geographia bola-
aganarain-se em clasificar o arbusto do cha
as plantas particularmente da regiao chineza,
10 norte pelo 40mgr. de latitude septen-
trinaal o ao sul pelo 30m" gr.
O verdadeiro limite septentrional da cultura do
cha no IHlorat da China, deve ser marcado "ate a
embocadura do Ytang-tye-kiang por 31 30" lat.
N., emquanto que o sen limite meridional desee des-
de 7 graos do sul at Canlao, que se aclia pouco
maisou meaos no 23 gr. dcbaixo do trpico Caucer-
Nao ha peaaoa alguma que nao comprchenda logo
fa vista qnaes as consecuencias pralicas de
e pouco mais ou menos de duzeutas le-
guas de latitude. He fcil de as tornar mais apre-
i-iaveis por um exemplo bastante simples. Sabe-se
que o limite septentrional da cultura do vinho cabe
> mais ou menos do rio Loire no 47. parallelo;
irnos que um agrouqmo chine/, que queira
irtar na Asia a cultura desta planta, rommclle
> semellianle, recuando o limite desta cultu-
debaixo do parallelo de Edimburgo, o 5ti lat.
le decide a fazer um eusaio sobre seme-
dados, vai elle eslabelecer a plantaran do
vinho dcbaixo do mesmo parallelo, isto he, na fron-
iiberia ; o que devemes pensar de um
lo nttavel ? os cnsaios da cultura do cha
feitos na Bretanha, isto he dezeteis graos mais ao
laque o limite septentrional desto cultura na
China, sem duvida em virlude da liflcreuca da tem-
peratura, assignalada pelas observaces do Sr. de
liumboldt, entre a costa Oriental do continente asi-
tico e costa Occidental da Europa, tcm-sc couse-
izer vegetar o arbusto do cha em Ierra boa
lo de certas disposices ( em Angers por esem-
rm pode-so razoavelmcnle esperar obter
(anta posta em condiedes tao opposlas -
seu paiz natal, producios anlogos aquel-
les que se oblein na China ?...
jeivel admillir nma seniclhanle excepcilo
9 na Iheoria c na pralica estao altamente
sanecionadas.
Jeccssario Irazcr nina uova prova em
a uossa assereao, ella euconlrar-se-hia no
- bom Mito das planlacrtes de cha as provincias me-
lado Brasil. As'primciras plantas de cha
is no slo americano foram no Rio de Ja-
cuja posicao astronmica, quauto ao trpico
ornio, he exactamente a mesma daqiiella
itto relativamente ao trpico de Cncer ;
ata planta nao deixou de aqui se aclima-
i verdade que os producios que ella d nesle
Inga ioda sao inferiores aquelles que recebemos
da na ; e direi mesmo segundo ao que vi em
as plantaeoes do atbuslo de cha ainda estao
de prosparuem, porque iudependeulemente
da temperatura e posicao geograpbica ha oulrascou-
itnraes nao menos indispeisaveis ao bom
exMo da cultora do cli. Demaiv, cu ja ilisse que o
ch gros rp da proyiucia de Caulao nao tem valor
atgum Bccommercio ; nao he cultivado senao para
falsificar o clui viudo do interior da China, dos quaes
algnmas qualidades chegam de urna distancia maior
de 300 legoas do norte de Cantan.
Esta nltima circumslncia nos conduz a una a-
preciaejh) curiosa da influencia exercida pela tem-
peratura sobre os productos do arbusto do cha, aprc-
ciacio que, seja dito de passagem, parece ter in-
cale escapado attenclo dos balaoicos e dos
agrnomos que se lem occopado com esta qucslan.
J diste, que a differenca da cor que existe enlre
o cha prelo e verde he devida a fermentarlo que
o primeiro foi submetlido; mas a cor n8o he o ni-
co carcter qoe distingue as duas classes do cha.
A aaalvw chira ica com etl'eilo notou na com posicao
destas (binas suecas um pcincipio, cuja i>ropon;ao
difere muilo entre o cha verde e o preto ; esle
priui io lie o (anio ; a proporcAo he como 18
para 13 pouco mais ou menos. Resulta dahi evi-
dentemente que a infusao do cha verde he mais r-
pida, e principalmente mais spera, do que a que
se prepara com o ch-prelo. Ainda ha um oulro
principio descoberlo em 1827 por Mr. Vndry, cha-
mado theine, que existe em proporedes majs consi-
deraveis no cha verde, e sua presenra deve esle
licitante particular que exerce sobre o
nervoso, inuito mais pronunciada do que
apret
a i fermentacilo que soflrcu esta ultima
a que se deve attribuir as proporcocs muito
ssdettes dos principios immediatns ; nao p-
rvet- a menor duvida a esle respeito, salindo-
se qoe echa verde do commercio veni geraluiente
das provincias Kiang- o ygan-hou, situadas qua-
si nos Hmiles septentrionaes da verdadeira regiao
botomea de cha; emquanto que o preto vem do
Joktng, situado 150 legoas mais ao sul e na visi-
nbanra do CautAo. Ora sabemos que o calor e a
luz inlbjem muilo sobre os principios immediatas
do genero denlas em questAo ; pois que nos lugares
visinhos aos trpico e ao equador he que se encon-
--------"njnajot numero os vegelaes ricos em
lie pois pouco provavel (ao
idmittindo urna cxceprSo, por assini di-
a, as leis da physiologia vegetal) que as
s frescasdo cli do norte conten mais tanino
ripio amargo do que aquelles do sol; he jus-
tamente contrario que deve ter lugar, e he lam-
bem o que a experiencia me tem demoustrado. As
folhes frescas do cha cultivado nos arredores if.l-
noy {porto da provincia Jo-kieng) situado quasi a
i* da laL norte,' me pareceram nao smente mais
amargas e com um gusto mais spero do que aquel-
le que se coOie nos arrabaldes de King-po (30. lat.
norte), bus al conten um principio acre ligera-
mente corrosivo, que irrita vivamente a conjuntiva,
e torna vermelha a pclle das Daos dos Irabalhado-
res empregados na 'manipulac^o do cha. Tira-se
este principio eorrosivo, anm como o excesso do
pi amargo e lanino que conten, dcixaudo-o
fermenUr por algnm lempo ao ar antes de o sec-
os* ; esia operaefio no entablo nSo est em uso no
norte.
iculpar-se-me-ha de eu ler-nie demorado lan-
o tempo com ttm faci apparcnlemcntc insignill-
cante, quaudo se relleclir que delle dnanam con-
seqoencias muilo importantes relativamente cui-
tara do clui do Brasil ; em primeiro lugar a certeza
de poder meluorar por mcio da fcrmenlacao o cha
do Rio de Janeiro e mesmo aquelle de S. Pauio, e
en segunda logar a possibilidado de obler chii ver-
de de boa, qqalidadeuas provincias do sul e princi-
pan o Ka Grande de .S". Pedro. Haver
alguns aans ensaiando eu comparativamente o cli
da China co lirasil, que me linha sido remel-
lido por Mr. Hercanl deThury, presidente da so-
ciedade Central da Agricullura de Pars, eu verifi-
queiqoe no cha do Brasil om peso igual de folhas
rootinha nma proporcao muilo mais consideravel
do princrp lo que o oulro; esto resallado
prefeitameote anlogo ao que eu lepho observado
na China me confcrmon a opiniio. que ser possi-
)el ebegar ama -imitacao complata das diversas
qaahdade do cha 4a China, submettemlo; o cha
beato do Brasil a urna fermenlaiau baslantemeule
prolongada; com ludo dve-se notar que esla opera-
extremo e perfeitos conheci-
poder ser r.pnveniente-
^Hrios rhinezes nao chega-
- um longo habito
"scnvolvem nos seus d-
oi-nle a scieu-
^^^^^^^Hros c apalpa-
ba aova,
geraesdechipr-
:m mais ilo que confirmar urna opiniao que cu ti-
ha adoptado logo que cheguei Cbiua, isto he,
que o cha mais caro e mais estimado he aquelle
que he colindo as moulanhasl mais elevadas de
Jbking, de rif-Kiniig c de ostras provincias de
que j fallamos; qualquer se convencer mais des-
la verdade se procurar a lista do cha de Mr. Kla-
prolh ; a maior parle dos nomes das localidades
nao sao senao nomes de celebres monlauhas do
paiz; ate lodos commcrcianles de cha do Cautao
saliera muilo bem que o preso de qualquer quali-
dade de cha augmenta semp're na razSo directa da
clevacao do solo em que foi produlida ; nesle fac-
i uola-se aiiida mais urna scmelhanra enlre a
cultora do cha e a da vinha, e he na verdade sin-
gular que ella lenha escapado a attenfao dos via-
ianles que tem visto planlaroes de cha alcm de
Canlao. He portauto mais una circumslncia que
merece ser tomada em consideraran pelos agrno-
mos que lem querido naturalizar a cultura do cha
nos naizes planos, tacs como a Bretanha ou as pla-
nicies de Algier. 0 que se dir na Franca, em Rous-
silou por exemplo, le um proprietario que prclen-
desse obler os vinbos assucarados de Port I caire*
de parreiras plantadas nas planicies de Perpignau 1.
Na memoria, que j citei, leuho fcito conhecer de
um modo explcito quanto possivel s indicaces
principaesda conslituico almospherica da locali-
dade em queslao ; lenlio indicado a romposi;ao do
solo, suas propridades physicas as mais essenciaes e
a nalureza das mineraes e rochas que tenho obser-
vado ; eu me desviara muilo do objeclo principal,
se quizesse tratar aqui de novo desles dclalhes ; a
nica cousa importante a conhecer he a couclusSo
a que clles couduzem. Muitos acredilam, e eu mes-
mo pareca dever concluir aps multiplicadas obser-
vacoes, que o arbusto do cha be urna planto bstan-
le rustica que se accoinmoda perfcilamenle em toda
a especie de solo e mesmo em torras inteiramente
improprias;) toda a cultora ; todava elle d pro-
ductos muito melbores :
!" Nas localidades moulaiihosas.
2. Nos terrenos inclinados, situados na banda de
correntos, porein no hmidos.
3. Em terrenos arenosos ou ligeiramente pedre-
gosos, nao muilo compactos ou torios.
4. Em terrenos provenientes da decoroposirao
de rochas fcldespalhicas ( pegmaliles-gueis-grauil
etc. ).
5.. Emfim em terrenos calcreos carregados de
urna asss forte porjao de hydrata de ferro.
Todas estas coudicSes se acliam reunidas na pro-
vincia de S. Pedro nos suburbios da c.idade de Por-
to-AIegre. A posicao astronmica desta cidade he
quasi exactamente a mesma do que a de Ming-pi
(30 parallelo) que se acha algumas leguas distante
da localidade (Sin-lo-san) onde eu fiz as minhas ob-
servacoes. Seu clima se fdr preciso cilar as obser-
vacoes meteorolgicas de Mr. Izabclle (viagem
Bucnos-Ayres e Porlo-Alegre HKli, e nao se pode
fazer melhorpara a clmatacao e cuitara do cha c a
composicao geolgica de sen terreno, sao exacla-
aquellas que demanda a cultora desta planto ; pois
que se enconlr'a la,conforme Mr. I/abellc Pgmali-
let decoiuposlo junto Argila ferruginosa (pag.
179), terrenos que coolm piuilo guarlzo' (pag.
480) melaxile; especie de gre.r-quarlzoto com
Kaoln,'proveniente da decomposir.ao ilo feldspato
do Pegmalilee do granito (pag. 481). Emfim para
demonstrar ainda mais a semelhanra, basla dizer-se
que se enconlra no sul de toda a vznbnea desta
cidade montes elevados e guarnecidos de valles mui-
lo frescos, oude se deve adiar as disposices e sitios
privilegiados, nos quaes os cultivadores chinezes es-
labelecem de preferencia as snas plaulacOes de cha.
Discurso pronunciado pelo difrtorda quinta nor-
mal de agricultura Don /.uiz Soda de Carioi,
em prttenra do prndenle da repblica do Chile.
Senhorcs Ao concluir o primeiro auno de eslu-
do do curso da agricullura, que so abri dcbaixo de
miulia dircci.ao ueste estabelecmento, Icnho lido a
honra de que o governo se diguou, em sua justa sol-
licitude, iuformar-se dos resudados que se tem po-
dido obler. Em tal circumslancias julgo de meu
dever dar algumas explicacOcs sobre a marcha que
tenho seguido em mus trabalhos, a ra'zao desles
meus pmcedimentos, e indicar os diflcrenles pontos,
para os qnaes pode dirigir-se a aUencao de S. Exc.
para poder melbor apreciar os resultados que se
buscan
. A'agricullura, senhorcs. a grande tonto de todas
as industrias, aquella que sustenta a conservado do
genero humano, nao lem as facilidades que parece
deveriam convir para o prompto seguimento dos
grandes lius aque est desuada.
As oulras industrias basla a capacidade c aclivida-
de do trabalhador, e apenas uecessilan o sabio apoo
das leis, para crear estabelecimeutos e por-sc em
estado de produzir; neslas, ludo depende do traba-
dlo do homem ; a agricultura, ao contrario, alera
d'este Irabalhb, exige primordialmente a eflicaz co-
adjuvarao do trabalhador universal, qne misteriosa-
mente com as forcas ncessanles de que lem dola-
do a nalureza com seus Huidos iuvisiveis, rom os
diversos agentes, que taoadmiravelmente lem rom-
binado para a produceflo, obra sobre a pequea se-
meuteque temos espargido na trra, a transforma
snecessivamente em plantas, e faz produzir seu fruo-
lo, para conceder ao homem as utilidades qne liona
lido em vista. E como o Irabalho. do homem he
nsufllciente, convem guia-lo, illuslia-lo, lorna-lo
mais poderoso pelos contedlos e recursos da scien-
cia, pois que estabelecendo elle urna especie de
uniao de Irabalho com oenle Supremo, mister he
aprender inlerprelar a vontade deste grande artista,'
que nao podara conseguir senao pela apreciacao fie
snas obras e pela observado das leis que tem im-
posto ao oniTerso. D-Bqui M ^^ a ^^^
de estudar a agr^ultura com uma.especialidade que
nao se enconlra nas oulras industrias e fecundadas
sobre o urtoresse do individuo, sobre o estado da
eivilisocao dos povos, e sobre outros incidentes, os
quaes eslo na mao dos hojmem, coordenar e combi-
nar como Ihe convem, stsm elevar mais alto o sea
peusamenlo e sua aliento. A soeiedade le ag-
cullnra fundada ha raucos annos por benemritos
que no Chile, as luzes iu-
02o eram demasiadamen-
A agricultura entre nos
a sciencla estudar os pheuonienos necessarios qne
oflerecem os nossos campos, e prdisposirao dos
proprielarios e dos lavradorcs a multidao d deseo-
bertas, de legras e illrrstrares ulilissimas com que
tem feito florescer a agricullura no veluo mundo e
na America.
Alrevi-me a enearregar-me da satisfarn dos de-
zejos da soeiedade de agricultura, como amigo das
verdadesuleis temos procurado conseguir algura re-
sultado til las nossas vigilias,iulroduzindon'eslc es-
labelecimenlo os principios de um ensino, que logo
prrdesse produzir os seus cfteilos. O estudo rirrums-
tanciado dos proressos artualmento empregados na
agricullura do Chile, me lem dado i conhecer que as
variadas industrias ruraes, consideradas debaixo do
ponto de vista verdadeiramcnlc econmico, devem
ser protegidas como as oulras industrias das cidadcs<
afim de sabir do estado incerto ao que al agora li-
uham estado desgraciadamente condemnHas. Para
consegnir-sc este fin, foi absolutamente necessario
que loihrs os ramos Jas grandes industrias ruraes
fossem representadas ueste eslabelecimento com
aulas demonslrativas correspondentes, que alem de
servirem para a insinircao dos alumnos podessem
immcdialamenle satisfazer aos inleresses geraes de
paiz.
Estas aulas j se acham pela mor parte estabelc-
cfclas, e tenho a salisfacan de afiaucar-vos, senhores,
que temos alcancado, de que algumas dellas pres-
fam importantes serviros ao paiz, Odtras darao em
breve igualmente bous resultados. Por exemplo,
j sahiram do eslabclecimciilo mais de 30,000 plan-
tas, vendidas ou dadas*em rolaran sua qualidade
c aos gastos que o eslabelecimeulo lem lido que fa-
zer para oble-las; estos plaas que ja repartidas por
todas as parles da repblica, sao outros tontos monu-
mentos dajpoca inoilerua, que em rugante desapare-
cerem, bao de mulliplicar-se e assim as varias in-
duslras, rlese o commercio lelao urna nova era de
vida e de actividade. Alguiis agricultores j pediram
sement de nova especie, que se Ibes lem lado; as-
sim em breve nos nossos campos, novas variedades
de trigo, milho, pastos e lambem oulras qualidades
de plantas, ruja cultura de aulc-mao posta em pra-
lica, com bom xito no eslabelecimcnlo, lirika sido
al hoje descuidado no paiz, o arroz que j so cul-
tiva cin grande escala, de tal modo que em menos
de dous a tres annos. o Chito uao necessitar mais
maullar vir lo estrangeiro eslWimporlanle producto.
Ensaiamos numerosas variedades de trigo, para a-
eliar cutre ellas urnas que re-islam a tao nociva cu-
fermidailc chamada polvo, e uos permiltam ao me-
nos duplicar as iiossas colhcilas. Vede aqui, senho-
rcs, a si-da, o raiihaiiin, o linbo, cultivados em
grandes escalas. Urna vez den amadas no paiz, taes
culturas alimeatatao militas industrias, que iieces-
sitando do emprago de grande numero de m<[Hie-
res c filtros, proporcionam familias dos proleta-
rios novos meios de existoacia, que Unto fallam
agora. Temos urna preciosa colleccAo de arvores
frucliferas e vinhas ; e linalmeute tem-se reunido
no trslabclecimcnlovaras especies de animaes, afim
de -cusaiarmos os meios mais econmicos de tirar
proveit de seus productos, e de estabelecer as ou-
lras idnuslras ruraes, cujo conjunclo coroar o re-
snllado final, que a nacao leve c tem em v isla.
Seria demasiado exteuso, apoular lodos os benefi-
cios que esla rnsiiiuicin agrcola j presta e alada
prestar ao. paiz. Basla dizer que as maores des-
pezasquea sua plantaran lem causado, j esUio
compensadas pelo augmento le valor, que esle es-
tabclecimento lem boje, comparado com aquello que
linha, quando a sua lireccao me foi confiada. l)e
mais, esla nstiuiico adquire de da eto da maior
crdito na opiniao publica e no exterior ; pois que,
varios homens Ilustrados e das eorpOrardcs scntt-
licas da Europa, tem darlo a sua appnfvacao ao pla-
uo que se tem seguido na.sua organisacao, e recen-
temeiile enviuu-mc o cnsul geral lo Brasil em no-
me de sen goveruo um cxemplar da flora fluinnen-
, com que o dito goveruo se diguou hourar-me.
O nosso governo, quaudo instituto esla escola de
agricullura, quiz que se formastem n'ella homens,
capazes de deseinpcnhar um lia os deveres de ad-
ministradores ruraes, de cheles asistentes dos traba-
lhos pralicos geraes ou especiaes dos ditlercntcs ra-
mos da industria rural. Porni sendo esla iustilui-
rao ainda nasrcnle, supplico-vos, senhores, de a jul-
garcom alguma indulgencia.
Se temos aggrcgado, de acconlo com -o goveruo,
ramos accessorios de insfruccao para o ensino espe-
cial da agricnltra. he porque taes ramos nao s lem
por si muita imporlanria na pralica da arte a aric-
la, como lambem porque o seu exercicio favorece o
desenvolvimento das facilidades iulellccluaes dos jo-
vens, aos quaes de. oulro modo nao seria possivel
compreheuder muitos tormos e as explicaces que as
acompanham, por mais simples e elementares que
fossem.
Asseguro-vos, senhores, que se me fosse possivel,
cu ainda pedira oulros cursos, para os aggregar
irrslrnrrao ; pois sendo a agricullura urna 'arle, que
se nao pode exercer, nem pur un golpe de geuio,
nem por inspirac,ao espontanea, mas sim com os bons
processos que se adqurcm pelo exercicio da rellexao
e das compara?es. E como poderiam adianlar-se
os alumnos a quem pela ignorancia c escassez de
conhecimeulos faltassem as 'acuidades iulellccluaes ?
Por oulra parle, senhores, se comprchendennos o
|iapel que estes jovens rcpresenlarao na soeiedade,
piando tenham concluido os anuos de esludo e ap-
plicacao pralica, r-ntao se poder compreheuder le
que ninguem como clles lem tonta necessidade da
inslruccao. Com effeilo, estao chamados a melliorar
e......alisar i om seu exemplo a gente pobre do cam-
po, aos quaes se podem desgwadamenle applicar as
]>ala\ ras ilo grande orador Bossiiel:
.1 ignorancia he a enfermlade mai* funesta
da alia, c o que ainda he peior, origina amitos
outros males da alma e do corpu.
O verdadeiro progresso la agricultura lo paiz,
est, segundo eremos inlrmamente ligarlo morali-
sacAo desto pobre gente do campo, submettida des-
de oseu nascimenlo rulinase prcoccupa;fies que
as fzem descuidar-sc las regras da razao, da ver-
dade e ainda la bygiene. Porm os alumnos que
sahirem desta escola, devendo 1er com aquella gen-
te rcla;oes diarias, presenciando lodos os seus Ira-
balhos, virAo a inculcar n'cllas por sen exemplo c
sua persuasSo, fundamentos prmordiaes de mora-
lidade e de melhorameulos materiacs ; e assim se
realisar o Om que a sahedoria do governo leve cm
visto.
Os ramos accessorios de iiiHtrurcao*)mplantorla
nesle eslabclecimenlo para o curso completo da a-
gricultura tbeorico-pralica, sao menos do que os
que ua Erirona cursam jovens la mesma cndilo
nos estabclecimeiilos desta ordem. Nola-sc lain-
bem que o curso iuleiro naa pastar de 4 annos
em razao da necessidade que se tem no paiz de jo-
vens capazes para dirigirem as cxploraces agr-
colas. Porm nas causas successiyas ser preciso,
nao smenle prolongar um pouco o lempo que os
alumnos deveni permanecer no estabelecimeiilo pa-
ra inslruir-se. como lambem augmentar progressi-
v ament os ramos de' apreudizagem, propongo
le ini|iortaiicia quo esta instituicAo lomar.
Os resultados oblidos na escola uesle primeiro
auno sao venladeramenle notaveis na maior par-
e dos alumnos: ligo para a maior parte: pois
quer que seja a figura que terina o terreno. Este
ramo tora no (atoro maior desenvolvimento para
dispflr os alumnos para as diversas e importantes
operarles qne estao chamados a escrutar nos cam-
pos, abertura c dircccSo dos canees, j para a justa
rcparticAo dos bens de berannr. e finalmente para a
distribuirlo proporcional das'lavrat ruraes. A grarn-
roalica nacional, entinada de um modo pratiro, isto
he, corrigindo os abusos vulgares da falla e acost-
mando os alumuos expressso clara c completa do
peusamenlo, he um trabalho longo e vagaroso, por
cujo motivo eu julguei opporluno dar desde logo
priucipio a esto curso. A inslrurrao moral e reli-
gmsa que tem de formar a conscicucia do alumno e
fundar bases solidas em seus coslumes, he para
sempre e de grave importancia, para que nao lenha
figurarlo lambem desde logo no quadro do nosso
Irahallin.
Nos dclalhes que terei a Ihonra de aprescular ao
governo, eu consignare i o resudado parcial dos es-
ludos.
Em iiuanlo aos professores e empregados que me
lem acompanliado, tonto na inslruccao propriamen-
te dito, como jros trabalhos da organisacao do esla-
l>elecimenlo, tenho asalisfacAo, senhores, de os re-
conhecer dignos da graliilao geral; pois que lem
contribuido rada uin em sua posicao para o resul-
tado oblido, tanto quauto lite tem sido possivel, a-
pezar das difliculdades que alguns lem experimeui
tarn por ter cliegado ha pouco ao paiz.
Nao esqueceremos de manifestar o nosso reco-
uherimenlo ao governo, niormcnlc porque, leudo
uos fallado esle auno parte dos fundos indispeisa-
veis para a continuarlo dos trabalhos e manutenido
rio eslabelecimcnlo, nostem supprido com o queera
necessario, ainda que por falla de lempo s cama-
ras legislativas nao se tiuham podido oceupar l'esle
objeclo. Este auxilio efieclivo he um apoio podero-
so que o governo prestou a esla nsliiuirao, desde
que en a dirijo; c por conseguinto estamos conven-
cidos, quesc lignar. conlinuar a pmtege-la efllcaz-
inenle, para a reali-arao dos ramos que ainda fal-
lam, segundo o plano approvado pelo governo, co-
mo sAo, a escola veterinaria e das industrias agrco-
las, que o estarlo da inslruccao reclama imperiosa-
mente. Pela mesma razao tambem se torna mistr
mais evlensao de terreno, para que possam fcil-
mente funcrionar as diOcrcntes escolas de demous-
Iragto, segundo o plano assignalado.
Dcixo o mais a inspeccao pralica, ao crilcro de V.
Ex. e dos honrados senhores que se acham prsen-
les. Crco, senhores, que vos dignareis lomar ero
ronte os obstculos que deviam ser veucidos para se
levar ao fim urna empreza IAo vasto e lAo importan-
te, como a que temos aceitado. Tenho comeado
a minha larefa uo meto de um deserto de ideas a
respeito da direceo que se devia dar a este estabe-
tocimciito; era mistor lera visto penetrante de um
estadista, para comprehender perfeilameule o prin-
cipal ponto, para oude se devem dirigir os estorbos
la agricultura chilena em suas relacOes induslriaes
c commerciaos com os oulros ramos de produccao
do mesmo paiz e do estrangeiro; era mislr ter
um conliecimento cabale muito extenso do seu esta-
do actual, de seus coslumes, de suas neressidades,
de seus embarazse conveniencias ; era mislr de
arhar-sc em estado de conhecer os caminhos mais
recios, por onde essas iuduslrias chegasseul o mais
depressa possivel ao seu desenvolvmculo.
Nao eslava era minhas torcas, nem ao meu alcan-
c ludo isto ; Uto pouco nao pude contar com o au-
xilio de oulras pessoas, que se actiasscm uo caso de.
pbrler ajudar-me n'cslas penosas e graves invcliga-
efies. Se tenho cqmmellido erros no desempenho do
carso com qne foi honrado, creio que sou merecedor
de indulgencia. Tenho contribublo com o que pu-
de, com urna applicurao e perseveranra ao trabalho
a toda hora e lorio o momento ; com os pequeos
fundos metodices lo meu peculio, com Os quaes
podia coadjuvar o Irabalho, sem esperar os paga-
mentos lo thesouro publico. Tenho posto mao nos
Irahalhos coi poraes. dando cora isso dirercao e ex-
emplo ; ao mesmo lempo, tenho emprchendido- um
texto theorico de agricultura.. Todo o amor c en-
Ih usiasmo pela arte de que meu coracao he suscep-
livel tem servido para formar o eslabelecimento
que est a meu cargo. Se entre os casos que mar-
rara o destino do homem aparecerse um que me
obrigasse a separar-me deste eslabelecimeulo, ape-
lar de una dor inexplicavel que de mim se apode-
raste, seja-me permitlido dizer, que qualquer que
fosse a pessoa a quem locasse por sorle dirigir esto
importante instituirlo,afim deque d os ltimos re-
sultarlos que se esperara, ella nada far sem a coad-
juvaco e apoio moral do governo. Todava ucees-
sita-se de mais alguma cousa; he preciso que lenha
bastante paciencia para esperar os resallados do
futuro, nao sendo dado a ninguem accclerar o cur-
so da nalureza, seu collaborador iudispensavel ; he
preciso qne lenha o apoio dos cidadAos Ilustrados c
respeilav eis, que comprehendeudo os Gns a que es
te eslabelecimento se dirige, os eslirauleni e promo-
vam pelos poderosos meios que estao cm- suas raaos.
Pelo que me diz respeito, .levo agradecer a parte
que me (ocou d'eslcs favores, c Icnho por recom-
pensa de meus esforensa couscieucia de que nao
tenho deixado d fazer cousa alguma de quanto pu-
de para merece-Ib. ,,
(auxiliador da Industria nacional.)
COMMERCIO.
PRACA 1)0 RECIFE 1. DEMARCO AS 3
HORAS DA TARDE.
CotacOcs officiaes.
Assucar masca vado cscolhidoa ISTiO pur arroba.
ALFANDEA.
Kcudiracnto do dia 1......7:029Si76
Descarregam hoje 2 de mareo.
Briguc americanoAnglo fiaxonbacthao e mer-
caderas.
Barca americanaDavid I/>psleyfarinha de Irigo.
Brigue sardoItimachdiversos gneros.
Importacao .
Brigne anicrirano Anqlo Saxon, vindo de lloston,
consignado a Deane Voule & Companhia, manifes-
lou o seguinle:23 barrs carne, 25 caixas velas, 25
fardos cravos, 400 barricas bacalho, 35 caixas Igo-
daoznho, 773 barricas farinha, 30.000 ns de taima-
do, 29 caixas clui ; aos mesmos consignatarios.
Hiato S. Joao, vindo do Assu, consignado ao mes-
Ire, manifestou o seguinle :170 alqueires de sal,
400 molhos pallia le carnauba ; ao mestre.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo lo dia 1.......2:3305986
UIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1....... 660628
Exportacao .
Rio de Janeiro, brigue nacional Recife, de 226 to-
neladas, conilu/.io o seguinle :2 caixas fazendas,
143 ditas amei vas, 160 ditas patsas, 10 saceos cera
de carnauba, 1 caia espauadores, 7 barricas cera
amarella, 2 caixozinhos velas de carnauba, 3,870
alqueires sal, 4,505 meios vaquetas, 21 saccas algo-]
do. H
Rio Grande do Sul, patacho nacional Doiw de
Marco, de 109 toneladas, conduzio o seguinle :575
barricas e 170 meias ditas com 5.107 arrobas e 16 li-
bras de assucar, 100 barrilinhos com 600 libras de
doce de calda, 1,600 cocos seceos.-
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES J)E PERNAMBUCO.
Rendimenlo do da 1.......t-4723G>7
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia 1. ..... 123}015
MOVEHENTO DO PORTO



dewrmr que na Franca s-1 era iwiesineule^ralica, o aimla nao nha vindo
he fcil couceber-sc que he uaposstiel a toilospos-
siiir iguaes attitudes, lenrlo cada um raclhores dis-
posices para esta ou aquella cultora : porm lemos
intentado favorecer tacs inclinaces, sem descuidar
por isso o Irabalho praliro, que serve le base geral
ao ensino.
Pelo que diz respeito ao ensino da agricullura,
ronejuiram-se os principios elementares da consti-
(uirAo, composicao e analyse dos terrenos, plantas
e suas parles. 0 osino dos anuos prximos lera
por objeclo priuripal a applicacAo das Ibeoriasex-
postas no primeiro anuo. Ao eusino da agricullu-
ra, que he a base fundamental dos estiidos que se
fazem ueste estahelecimenlo, se tem jnnlado os ra-
mos acessorios de'arithmetfca, geomelria e gram-
maca nacional. A arilhmelica be um dos pontos
ioafiapensaveis para individuos que se preparam a
W administradores re um estobelerimeuto indus-
trial. Um dos melhoramenlos que o paiz vai ob-
ler deste estahelecimenlo, he preparar pessoas
competentes para por cm ordem a conlabilidade
das fazendas, base nica de acert e regularisacro
em toda a empreza que tem por fim crear e produ-
zir valores. Tenho-mc empenhado em fazer estu-
dar os alumnos este ramo, nao obstante as dfficul-
dades de lodb o genero, que fienree a orgauisarjlo
de um eslabelecimento novo; porque nos annos se-
guintes devem ser ensillados os- ramos de conlabili-
dade e administrarlo, para o que era preciso pre-
parar os alumnos desde logo. A geomelria pratica
lambem tem sido actual objecto dos nossos traba-
lhos ; porque no auno prximo ha de ensinar-se
aos alumnos a calcular o producto que rende cada
extensAo de Ierra applicada diversa cultura : e
para isso precisan) saber medir esta eitensao, qual-
A'aeo entrados no dia i.
Maceiri-30 horas, barca ingleza Prospero, capiao
John Ion id, carga assucar ; a Jame Crabtree g
Companhia. Veio receber ordens e seguo para Li-
verpool.
Ballimore43 dias, hiato americano Meleor, de 222
toneladas, captao H. L. Slurges, eqopagem 8,
carga larinha dt trigo e mais geuqcos; a Me. Cal-
moni t Companhiai Seguio para o Rio de Ja-
neiro.
Baha13 lias, crvela braslera llerthioga, com-
mandanle o capilo de mar e guerra Joao Maria
Vandenckol.
Barcelona e Malaga85 das, e do ulimo porto 35,
escuna hespanhnla Prisca. de 172 toneladas, ca-
pilAo Pedro Antonio Millet, eqaipagem 11, carga
vinho e mais gneros ; a Arala Brvan.
A'aeio tahido no mesmo dia.
TriesteBrigue sardo El Plata, capito I.uiSardi,
carga assucar.
~y^
EDITAES.
-* O Illro. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
em cumplimento da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda fazer publico, que no dia 2 de
marco prximo vindouro, vai novamente a praca
para ser arrematado a quem por menos fizer pranle
a junta da fazenda da mesma Ihesouraria, a obra do
melhoramento do rio Goianna, avadada em reis
50:6009000.
A arrcmaUco ser reta na Turma dos artieos 24
e 27 da lei provincial n." 286 de 17 de miio de 1851,
e sobas clausulas especiaes abaixo copisdas.
As pessoas qu se propozerem a esta nrremalacSo
compareram na sala das aessiies la mesma junta uo
dia rima declarado, pela meio dia,compelaolfraeii-
te habilitadas.
E para constar se mandou afllxar o presente, e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernamba-
co 1. do fevereiro de 1854. O secretorio,
tntonio Ferreira d'Annunciacuo.
Clausulas especiaes para arremataeao.
1.x As obras do melhoramento do rio Goianna,
fute-Ido de conformidad com o orcaraento.plaotaj
perlis, approvados pela directora e em contedlo,
apresenlados a apnrotacJo do Exm. Sr. presidenla
da provincia, na Importancia de 50:6009 rs.
2. 0 arremalanle rlar principio as oirs no pra-
zo de 3 mezes, e as concluir uo de 3 annos, ambos
contados pela forma do artigo 31 da lei n. 286.
3." Durante a execucao dos trabalhos o arrema-
tante ser obrigadu a proporcionar transito as canoa
e barcacas, ou pelo canal novo, ou pelo leito aclual
do rio.
4.> O arremalanle seguir na cxccuco das obras
a ordem do Irabalho qne Hie for determinado pelo
engenheiro.
J.a O arremalanle ser obrigado a apresenlar no
fim do l." anno, ao menos, a quarlarparle das obras
prompla, e outro lano no fim do 2. auno, e fallan-
do a qualquer destas condirOes pagar urna mulla
de 1 cont de rs.
Conforme. O secretario,
Antonio Ferreira O lilm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,'
em cvmprimenlo da resoluto la junta da fazenda,
manda fazer publico, que no dia 23 de marc pr-
ximo vindouro, perante a junto da fazenda da mes-
ma Ihesouraria, vai novamente a praca, para se
arrematada a quem por menos fizer a obra dos
concert* da cadea da villa do Cabo, avadada em
8258000 rs.
A arremataeao ser feita na forma los artigos
24 c 27 da lei proviucial n. 286 de 17 de raaio de
1851 e -oh as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a sta arrema [aran
compareram na sato das sesses da mesma junto no
dia cima declarado, pejo meto dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou afiliar aprsenle o
publicar pelo Diario.
Secretoria da Ihesouraria provincial de Peruam-
buco 21 de fevereiro de 1854.O secretorio, An-
tonio Ferreira CAnnunciac So.
Clausulas especiaes para a arrematarao.
1. Os concerlos da cadeia da villa io Cabo far-sts-
hao de conformidade com o orea rae uto approvado
pela directora em consel lio." o apresen lado appro-
vacAo do Exm. presidente da provincia na impor-
aucia de 825#00 rs. .
2." O arremalanle dar principio a obra no prazo
de quinze das, e devera rnurliii-Ia no de Ires me-
zes, ambos contados de conformidade com oarl. 31
da lei n. 286.
3." O arremalanle seguir na execucao tudo o que
lhc for prescripto pelo engenheiro respeclivo nao s
para boa cxecui-ao do trabalho como em ordem' de
nao inutiiisar ao mesmo lempo para o servico pu-
blico todas as partes do edificio.
4.a O pagamento da importancia da arremataeao
verificar-sc-ha em duas presiaces iguaes: a primei-
ra depoLs de feitos dous tercos da obra, e a segun-
da depois de lavrado o tormo de recobimento.
5." Nao liaver prazo de responsabilidade.
6." Para ludo o que uo ijah i determinado
nas presentes clausulas nem no orrameulo, seguir-
se-ha o que dspoe na lei u. 286. Conforme. o
secretorio Antonio Ferreira d'Annunciaco.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provinci-
al, em comprimen lo da ordem doExm.Sr. presiden-
te da provincia, manda fazer publico, que uo dia 2
de marco prximo viudouro, vai novamente a praca
para ser arrematado a quem por menos fizer, perante
a junta da fazenda da mesma theteuraria, a obra do
acode da puvoacan. de Bezerros, avadada em reis
3*449500.
A arremataeao ser* feto na forma dos artigos 24
e 27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremataeao,
compareram na sala das sessdes da mesma junta no
dia cima declarado, pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandn afiliar o presento, e pu-
blicar pelo Diario.
Secar)3jia da Ihesouraria provincial de Pernambu
co 1. de fevereiro de 1854. O secretario.
Antonio Ferreira itAnnunciaeSo.
Clausulas especiaes para a arremataeao.
li As obras deste acude serio feitas de conformi-
dade com a planta e orcamento approvados pela di-
rectora cm couselho, e apresenlados a approvacao
do Exm. Sr. presidente da provincia, importando em
3:844*500 rs;
2." O arremalanle dar coraeeo as obras no prazo
de 30 das, e terminar no de 6 mezes, Contados se-
gundo o artigo 31 da lei n." 286.
3.' O pagamento da importancia da arremataeao
ser dividido em 3 parles, sendo urna do valor de
dous quintos, quando hoover feilb raetade da obra,
outra-igual a i.' quando a entregar provisoriamente,
e a 3.a de um quinto depois de nm anno na occasio
da entrega definitiva.
4. Para lado o mais que nao esliver especificada
nas presentes clausulas, seguir-se-ha o que determi-
na a lei n. 286.'
Conforme. O secretorio,
Antonia Ferreira d'Annunciaco.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, cm cumplimento da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, de 23 lo crrenle, manda fa-
zer publico, que uos dias 21, 22 e 23 de marco pr-
ximo vindouro, perante a junto da fazenda da mes-
ma Ihesouraria, se ha de arrematar quem por
meuos fizer a obra do aerle ua povoa;Ao de Sal-
gueiro, avadada cm 2:5303000 reis.
A ai rematarn >-r feito ua forma dos artigoss
24 e 27 da lei provincial n. 286, de 17 de maio de
1851, e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esto arremalacao
comparecam na saladas sessdes da mesma junta no
dias cima declarados, peto meio dia, competente-
mente habelit arlas.
E para constar se mandou afiliar o presente, e
publicar pelo Diario.
Secretoria da Ihesouraria provincial, de Pernam-
buco, 27 de fevereiro de 1854. O secretario,..tn-
tonio Ferreira Clausulas especiaes para arremataran.
1. As obras lisie acude serao feilas le confor-
midade com as plantos e orrameulo apresenlados a
approvacao do Exm. Sr. presidente da provincia, na
importancia de 2:5009000 reis.
2.a Estas obras deverao principiar no prazo de
dous mezes, o sern concluidas uo de dez mezes a
contar conforme a lei provincial n. 286.
3.-1 A importancia desto arremalacao ser paga
cm tres presta;6es da niaueira seguinle : 1., los
dous quintos do valor total, quando livor conclui-
do a nielarle da obra: a 2. igual a primeira, de-
pois de lavrado o termo de recebimento proviso-
rio : a 3., finalmente de um quinto depois do re-
cebimento definitivo.
i.' O arrematante ser obrigado a cotniuuniear a
repartirlo las obras publicas com antecedencia de
Irinta dias, o da fixo em que lem do dar principio
a execucao das obras, assim como Irahalhac se
unidamente durante quinze dias fim de que posta
o engenheiro encarregado da obra assislir os pri-
ineiros trabalhos.
5.' Para ludo p mais que nao esliver especificado
nas presentes clausulas seguir-se-ha o que dispe a
lei n. 286. Conforme. O secretario, Antonio Fer-
reira d'Aiinuneiaeiio.
O Illm. Sr. inspector da thesouria provincial,
em ruin primen lo la ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda fazer publico, que no lia 9
de marco prximo vindouro, vai novamente a praca
para ser arrematado a quem por menos fizcr.perau-
te a junta da fazenda da mesma lliesouraria a obra
do acude de Paje de Flores, avadada em 3:19SO00
rs.
A arremalacao ser Teita na forma dos arts. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clusulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que s propozerem a esta arremalacao
comparecam na sala das sessoes da mesma"junla no
dia cima declarado, peto meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou afliiar o presente e
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincia>tRrpcriiain-
buco, 3 de fevereiro de IS^l^tt^cretario, ^iro-
nio Ferreira da Ann
CUtMpulps^tpecincs para a arremataeao.
i.^A*Jbras do acode de Paje de Flores serao
le conformidade com as plantas c ornamento
apresenlados a approvacao doEim. Sr. presidente
da provincia na importancia $ 3:1909000 ria.
2, Estas obras deverao principiar no proo de
ious mezes, e serao couclajdas no de dez mezes
contar conformo a lei provIaVoid n. 286. i|ttj
3. A importancia desta arrajnatorao seni fi1'
emires prcstac>es da mancira scgirBl: a pHmeira
dos dous quintos do valor da arrematara. <
(iver concluido a metode da obra: a segr
le lavrado o
ini-nl a lerceira fuialn.
nclito delira
4." ule sera o!
a repa obras publ
de tris lia fio em pie tem I
ripios das obras, assim como trah
seguidamente durante quinze dias, aum de quepos-
"a o engenheiro encarregado da obr assislir aos
primeiros trabalhos.
5.' Para tudo o mais qne nSo esliver especificado
nas presentes clausulas soguir-se-Ira o que determi-
na a lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1853.
0serretorio,' Antonio Ferreira da Annunciarao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesooraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Em. Sr. pre-
sdeme da.provincia, de 6 do correnle, manda fazer
publico, que nos dias 7, 8e9de marco prximo
vindouro, perante a jauta da fazenda da mesma Ihe-
souraria, se I de arrematar a quem por menos fizer
a obra do 4- lanco da ramificaciio da estrada do Sul
para o Cabo, avadada em 29:2688.
A arremalacao ser feita na forma dos arts. 24 e 27
da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851, esob
as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalacgo
comparesam na sala das sessoes da mesma junto nos
dias cima declarados, pelo meio dia, competerile-
menle habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o presente e pu-
bliear pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 8 de fevereiro de 1854__O secretario.
Antonio Ferreira (TAimunciaeo.
Clausulas especiaes para a arremataeao.
1.a As obras do V lanco da ramificacao da estrada
do Cabo, far-se-ho de conformidade com a planto,
perfis e jnais riscos approvados pela directora em
contedlo e apresenlados a approvacao da Exm. pre-
sidente, na importoncjia de 29:268.
2." O arrematante dar principio as obrat no prazo
de um mez, e dever conclui-las no da dezmis me-
zes, ambos contados na forma do art. 31 da lei pro-
vincial n. 286.
3.a O pagameulo da importancia da arrematarlo
realisar-se-ha cm quatro preslacoes iguaes a .
depois de feito o primeiro terco das obras ; a 2." de-
poit de concluido o segundo terco; a 3. na ocCa-
sio da entrega provisoria ;ea4.'depois do recebi-
mento definitivo oqual dever vericar-se um anno
depois do recebimento provisorio.
4.* Seis mezes depois de principiadas as obras de-
verao arrematante proporcionar transito ao publico
em toda extencAo do lanco.
5.a Para ludo o qne nao se adiar determinado
nas presentes clausulas nem no orcamento, seguir-
se-ha o qoe dispe a respeito a lei provincial n. 286.
Conforme.0 secretorio, Antonio Ferreira An-
nunclacao.
O Dr. Custodio Manoel da Suca GuimarSet, juiz
de direito da primeira cara do cicelnesta cidade
doHecifedePernambuco,por S. M. I. e Cons-
titucional o Sr.D. Pedro I, que Dos guarde,
etc.
Fao saber aosqueo prsenle edilal virem, e delle
noticia liverem, que no dia 27 de mar;o prximo
seguinle se bao de arrematar por venda, quem mais
dr, em praca publica desle juizo, que lera logar na
casa das audiencias, depois de meio dia, com asis-
tencia do Dr. promotor publico deste termo, as pro-
priedades denominadas Pitonga e Tabatinga, sitas
na fregueza da villa de Iguarass, perlencenlet ao
patrimonio dasrecolhidas do convento do Santissimo
Coracao de Jess daquella villa, cuja arrematacofoi
requerida pelas mesmas recodadas em virtude da t-
cenca que obtiveram de S. M. I. por aviso de 10 de
uovembro de !853,do Exm. ministro da juslira; para
o produelo da arremalacao ser depositado na Ihesou-
raria desla provincia at ser convertido em apolices
da divida publica. A propriedade Pilanga em atten-
eflo as destruicOes qne lem soDriilo suas matas, e a
qualidade da maior parte das torras, avadadas por
10:0009000 de rs.; e a propriedade Tabalinga por
seren urna estrada qne offerece muita vantagem,com
um riacho permanente, e urna casa de iaipa coberto
de tedias, ainda nova, avadada por 1:0009000 ; sen-
do a siza paga, a cusa do arrematante.
E para qne chegue a noticia de todos, mandei pas-
tar edilaes que serrn publicados por 30 dias no jornal
de maior circularlo, e aullados nos lugares pbli-
cos.
Dado e pastado nesla cidade do Recito de l'ernam-
buco, aos 13 de fevereiro de 1851.Eu Manoel Joa-
qun) Baplisla, escrivo interino o subscrevi.
Custodio Manoel da .Silva Gwmaraa.
Antonio Cooli
de Melle
D. Gonealo d'Athaiaa
D. Rodriffl
S:JS;
- 0* nilci.iiii do a]h
Para a Baiiia sej
veleiro Iiiate nacional
Jote Severo Moreira J
carga o pasageiro
signatario A- de
panhia, na ra
primeiro andar.
Para o Rio de Janetrl
amaior brevidade possivt
de sen carregamenl'
Valente, do qual
N. de Araujo :
carregar, emba ca
de passagem, para o q
modos, dirija-se ao capital
commerciof-ou a N'ovaes &
Trapichen.'54.
Para
Segae com brevidade a i
ga a frele.e passagiros;
co do C. M. ao lar
mes o. 25.
PARA O r
Segu coi
veleiro brigue brasile
por ter quasi todo o ca
to, quem nomesr
resto, ir de passagem
vos a frete: eateO^^H
s Ezequiel Gon
com o consigna
Jnior, na ra" do Trs
'
o hiato Ligeiro a tote da
modo : quem o P*^^^|
n. 5.
Hoje 2 de
de Janeiro, o muit:
o rj nal spode receber i
gem, para cujo fim trata
natario Manoel Frai'
rita do Collegio i
T.FII
DECLARA^OBS.
BANCO DE PERNAMBUCO.
Oconselho de direccao'convida aos se-
nhores accionistas do banco de Pernam-
btteo a realisarem de la 51 de marco do
crtente anno, mais 20 por 100 sobre o
numero de acedes com que tem de icar,
para levar a elfeito o complemento ao ca-
pital do banco de dous mil contos de reis,
conforme a resoluco tomada pela assem-
bla geral de 26 de setembro ultimo.
Banco de Pernambuco 11 de fevereiro de
1854.O secretario do comelho de direo
^o.Joao Ignacio de Meei.ros Reg.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria de fazen-
da manda fazer publico que a segunda pra;a pira a
arremalacao das Ierras, maleriaes e mais perlenees
da capella vaga de Nossa Senhora do Soccorro, sita
no engenlio deste nome na fregueza de Santo Ama-
ro de Japoatao, ter lugar no dia 2 de marco pro-
limo vindouro, e a lerceira e nltima no dia 7 do
mesmo mez: os licitantes deverao pois comparecer
nos referidos lias as 11 horas e meia da manhaa no
lugar do cottume. Secretaria -da Ihesouraria de fa-
zenda le Pernambuco 22 de fevereiro le 1854.O
oflicial maior, Emilio Xavier Sobretra de Mello.
Real companhia de paquetes ingleses
a vapor.
No dia 3 de marjo es-
pera-se da Europa um
dos vapores da compa-
nhia real, o qual depois
da demora do cosiume
seguir para os portos do sul; para passagiros traa-
se com os agentes Adamson Howie i Companhia,
roa do Trapiche Novo n. 42.
Passagem para Baha 25 palacoes
. a Rio de Janeiro 50
Montevideo 110
Bueuos-Avres 120
Pela subdelegada da 'fregueza da Boa-Vista,
termo do Recife, se faz publico, que foi encontrado
pelas patrulhas que rondavam na noite lo dia 21 do
crrante, um quarlo alasao: quem se julgar com di-
rcilo ao mesmo, comprela nesta subdelegada aonde
lera de dar ossignaes certos.
Pela subdelegada da fregueza da Boa-Visla,
tormo do Recife, se faz publico, qne se acha racolhi-
do cadeia desta cidade, dasde 2o de nnveranro de
1853. o prelo Patricio, o qual diz ser escravo de Gas-
par Mauricio : quem se julgar com dlreilo ao mes-
mo, compareca nesla subdelegada aonde dever apre-
senlar os competentes iitulos.
O arsenal le maainha compra pregos de cobre
le costado e de forro de diversas pollegadas, ferro an-
sio, lito da Suecia e ioglcz em vergalhao,. barras de
diflerenlet pollegadas e varocs de cobre para cavilhas
le Ga lt)|8 : as pessoas a quem convier a venda le
'taes nbjeotos, comparecam nesla secretaria no dia 6!
de marco vindouro, com as suas proposlas. Secreta-
ria da inspeccao do arsenal de marinha de Pernam-
buco 26 de fevereiro de 1854.No impedimento to
secretorio, Manoel Ambrosio da Conceicao Padilka.
O Dr. Luiz Carlosde Paiva Teixeira, juiz de di-
reto chefe de polica e auditor de marinha, d au-
diencia de marinha nas segundas e qnartas-feras,
na secretoria de po*ici.
O.Illm. Sr, contador da Ihesouraria provincial,
no impedimento do inspector da mesma Ihesouraria,
manda fazer publico, qne do dia 3 do correnle por
iliante, pagam-se os ordenados e mais despezas pro-
vinciaes vencidas al o lim le fevereiro prximo
lindo. Secretoria da Ihesouraria provincial de Per-
nambuco 1. de mareo de 185i. O secretorio, An-
tonio Ferreira Oconselho de qualificaco da fregueza de S.
Fr. Pedro tioncalves do Bedfej principia a. toa se-
gunda reunio no dia 13 d correnle pelas9"
manhaa em dianle ; quem pois sa julgar
a fazer qualquer reclamaco, piiihiipaaaniii ai mu
seu requerimenlo, ou pcaoalmaataTSa groja do Cor*
S Santo, no referido rdar^lecife 1." de marco de
54.Jos .Gomeff4Sgg[ Jnior, 1. tenente secre-
tario.
TRO DE APOLLO.
BENEFICI Di
Bernardmo de Sena.
SABBAD 4 DE MARC DE 185-
Subir i seana o muita applaadido drama em 3
acias, produccao do insigne dramaturgo o Sr. Man-
des l.eal Jnior, qoe lem por titulo,
D. IJA DALEMAST1W.
_ 'er*
Braz PeM_
Uiiarlc
O ganeral Leraot .
Jote Flix ...
Amalia .
Joaquina. .
lie este o di veri i me
apreseutar u
costomada _1
Principiar
O beneficia!
padecimenl
e violeulo PsH^^^^H
collega o Sr. Dioaj^^^H
para que esto por ^^H
que elle de muilo be
companheiro, a cujo W
agradece.
O Sr. Antonio .
cendo ja (bem Con
thealro de Santa Isabel,
beneficiado represe
. 0 resto dos camarajes
em casa do beneficiado, u
C, visto qoe os seos pade
poder andar.
AVISOS Mi

bom mi
chimbos hamburgueses
nBerecido, 1 rico carro i
dia em ponto ir tamb.
vas, 2 pretos e 1 m
peo de palha dan
serie entregues pelo maior r-r
Leilaodevix)
Hoje 2-haver leilao de II
co de superior qualidade
mito depreco, as 10 eras di
porta da atfandega.
AVISOS
A pessoa que na nok>
sado, no baile mascarado
Santa-Isabel, tirou do pese*
cara um cordo de ouro c
so, mande-o levar na pnrr
dencin. 14, do contrario
seu nome, o que nao se faz
julgar cassuada.
Jos' Soares de Aie ved
lingua frauceza no
sua nova residencia, ra !
n. 2K, terceiro a<^^|
torica e potica, e
historia. Pode ser
uteis, desde as 7 a]
nhaa ; e de tarde a
Precisa-se ala
costumes, quesaiba o
o servico interno de u^
familia ; paga-se "
dar : dirija-se a ru
28, por cima do armazem
ceiro andar-'
No dia 26 do corrento iaadraj
do abaixo assignado o ser
com 17 para 18 annos de i
e pes grandes, as peraas
chaman qnebramangoe.
quenos, rosto redor
orelhas pequeas, nariz ra^^^l
regaeado para dais : aa^^H
perial, qu ser pago de saaj^l
abaixo assignado roga a q
faca prender.Antonio
Precita-ae alugar21
maneosda ra dos (j
Ainda.se prcri
brado n. 8, d orna arel!
todo servico de casa qu
mo sobrado.
Acha sedesencan.
oeiros, na estrada d Poi
la azeitona, com un
poder manda-U entrega
oblcr recompensa ou race
- Sa possede quem se
cinto t reis cada ama, >
do,a favor de Amaro Jo!
pra qoe fes do en sen lio Timb,.
mo de niaio do corrento anno 1^
rebsler a nm por cento m
ao Sr. Manoel Ignsdo de I
mercio n.H, escriptorio.
rentino Gomf
Vende-se au cavado de el
sella, he em
briolel, tem U
procura em
novo,
sendo a pestj
os diasi
oaqnini
de commcrl
j| melii
ir deba
Permnagens.
AQobso Anues. .
1). Antonio de Portugal
Actores.
Sr. Amodo.
n Bezerra.
segon^vara, tem de rea
lido Beato Joaquim Corl
da verficacao dos crdito
dores; visto como senio
tam consignadas.
Quem precisar le um a
rija-se a ra do Cordoni? i
O Cosmotjolita.
Sidiio hoje o > 12, e acha-se a venda na ra tfo
Cfqa toja do Sr. Antonio Donungaes.


DIARIO OE PERMMBUCO QUINTA FEIBA 2 OEMARQO OE I8M.
lio 5. tj uno do
Isa aos-Srs. acadmicos
os se u iE 1 e m wQnHSeo'
imprimiodo na typograpliia
V: .
ver
(.onzaga v^^^^^^Hos da l'ratica do Pro
cesto,, e as i do Oiteilo Civil Brasileiro,
ndns bara-
_,r ollegion.2,
vende-se irai completo sortimento
azendas, linas e grossas, por
i mais baixos do qufe em o-
| alquer parte, tanto em por-
no a retalho, affiancandc-
ao compradores um s preqo
para todos : este estabeleoimento
irio-se de combinara o com a
i* parte das casas commerciaes'
jlezasirancezas, allemaas e suis-
sas, para tender fazendas mais em
["conta do que se tem-vendido, por
fisto offerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietario deste importante es-
[ tabelecimento convida a' todos os
|S patricios, e ao publico em ge-
, para que venham (a' bem dos
interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
i n. 2, de
i Lu?, dos Santos & Kolim,
i-se o sobrado grande da Magdalena,
ra em frente da estrada nova, o qual
)ccupar at o dial, de marro : a tratar
Boa-Vista n. 15, ou na ra do Collegio
o. 9, com Adriano Xavier Pereira de Brilo.
Bichas.
In-


e bichas: na praca da
nfronte a ra das Cruzes u. 10.
lo arrendamenlo de um engeulio de
e corrente.dishtntedo Kecife 5 leguas,
lica menos de meia de bom caminho,
garem os carros decavallos at a casa
ida, com boas e suflicienles Ierras de canna,
i, milho, feijao, arroz, caf, etc. etc., muito
m roda do engenho, dous bons cercados de
baa, bem Ceita e nova casa e vivendu de
a envidraba, com alpeudrff de columnas
do ferro, muito fresca, e com ale-
le vista ; casas de engenho, caldeira,
(tufa, e estribara, ludo de pedra e
w os seus perleuces, e em moilo bom es-
le czalas para os pretos, casa de fari-
o uecessario ; eicellenle hanho
casintia apropriada, maltas virgens
^^( la com arvoras fructferas, inclusive
lie eoqueiros ; bons sitios de lavrado-
i cannas sao de muito bom assucar, e
ndimenlo. Vendem-se as canoas novas,
ecavallar : os preleiidenles dirijam-se
loresla de S. Amaro de Jaboatao a'lralar
com o proprielario.
i eidade para a de Goianna Manoel
Goui-alves de Albuquerque e-Silva, perdeu entre
llabalinga e a laboleiro da Maugabeira.uma carleira
(000 rs.; e porque todo%se di-
nheiro eslava m sedulas de 3008, 200 e 1009 rs.,
I descobrir-se quem o acboo, no caso de appa-
deslrocaodo sedufas desles valores, sein
reoes de as possuir: pelo que oflerece o re-
anlia de 1.-0003000 rs. a quem llie resli-
a quantia ; a de 500JOOO rs. a quem de-
je pessoa que achou-a, e se possa rehaver o
o, prometiendo igualmente segredo inviolavcl
issiui o exigirem : quem, pois, li-.er noticia
wdo, dirija-se naqaella eidade, i na do Am-
e nesla, ao aterro da Boa-Vista n. 47, se-
gando andar, e n. 60.
loja do sobrado da' ra Collegio do
armrcao nova, propria para taberna : a
ja do sobrado amarello da na do Quei-
i. 29.
JSr. Manoel Lourenro Machado da Rocha, eo-
Bidor, que assignou este Diario para o Sr. v-
Mauoel Vicente de Araujo. venlia a esla lypo-
r i para solver mesma assignatura, vislo que o
vigario diz que nada fem com isso.
HOMEOPATA.
. Casanuva eonlma a dar consullas todos o
das no seu consultorio, ra do Trapiche n. 11.
ATTENCAO, UNCO DEPOSITO NESTA
CIDADE.
aignoo, dentista receben agua denti-
rre, esla agua conhecida como a me-
apparecido, (e lera muirs elogios o
a propriedade de conservar a bocea
cheiro* i? {preservar das dores de denles: tira o
goal de lavel me di em eral o cliaruto, al-
a u um copo d agua sao suflicien-
se achara p dentirrce encllente para
5o do dentea : na ra larga do Rosario
u. 36, segundo andar.
J. Jane,Dentista,
ssidir na roa Nova, primeiro andar n. 19.
Sr. Ricardo Dias Ferraba tem urna caria
na prac,a da Iudepeudencia, ns. 6 e 8.
IRA DORIO DE JANEIRO.
Aos 20:000,000 de rs.
um resto de billietes
eria stima do Estado Sanitario, cu-
ja listas se espera ru boje do Rio de Janei-
ro pelo vapor L'A venir: os premios serao
pagL
Oflerece-se uiua rapaz porluguet idade 18 ali-
ara caixeiro de taberna ou de < padaria, que de
jieni bstanle pralica, un para.amassador de que
ia j eilteude alguna cousa e dar lempo emquantn
aprenda.'ot para lomar conla de urna rarruagein de
ra : queroquizer dirija-si'a rua de S. Hnralo, ta-
berna n. 20, que dar liador a sua condula*.
Precisase de um Doin'eoziuheiro, no bolequim
! da ra lans do Rosario .S7: arralar nomesmo coui
, sen proprie!
Joao Henriques da Silva avisa aos
foreiros dos engenhos Queimadas, Jun-
diabi e Seria d'Agua, sitos na ribeira de
Una que comprpu a propriedade ou do-
minio directo destes engenhos a Joao
Francisco Paes Barreto, e a ua mulher
D. Candida Rosa Paes Barreto, e que por
isso a elle compete receber os loros ven-
cidos do corrente anno, e os'que ja' len-
do sido vencidos ainda nao foram pagos
na conformidade daescriptura. Recife22
de fevereiro de 1854.
Quem quizer banbar-se em urna e.\-
cellente gamela de amarello, que leva de
5 a 6 baldes d'agua, propria para qual-
quer pessoa de estatura'regular, dirija-se
a ra estreita do Rosario, padaria n. 13,
que com qualquer 6,000 rs. a adquirir'.
Lava-se e engomma-se roupa com perfeicao :
na ra da Moeda n. 7, segundo andar.
DINHEIRO
Conlinua-se a dar riinheir a juros com peiihores de
oro : na ra estreila do Rosario n. 7.
Pede-se ao Sr. I. Mendes, haja de declarar por
esle Diario a sua residencia para se tratar do negocio
de que falla em seos auniincios publicados em varios
nmeros desle jornal, pois a pessoa encarregada pelo
Sr. I)r. Luiz Ignacio Leopoldo d'Albuquerque Ma-
ranho, de ultimar esse negocio, o lem por diversas
vezes procurado, e nao o tero podido encontrar uem
adiar qoem dellelhed noticia.
Boaventura Jos de Castro Azevedo, co(m
fabrica de chapeos na vua Nova n. 52,
junto a casa da illustrissima cmara
municipal.
Tem a honra de participar an respeilavel publico,
par|icularmenle aos seus amigos e frezuezes que se
aclia munido de um esplendido sorlimeuto de cha-
peos e bonetes de ludas as qnalidades, lano para hu-
mera como para senhoras e meninos que esla vuden-
do lano em porc,0es como a relallio, por muilo me-
nos preco do que em oulra qualquer parle, e na mes-
ma casa recebe-se, toda e qualquer encommenda c
concerlos de obras tendentes a sua arle que alera da
commodidade dos presos ejecutar com todo o aceio
e promplidao de modo que o freguez nao lera nada a
desejar; e para mais commodidade de algumas pessoas
que pelos seus afazeres ojio podem fazr compras
)PATHIA.
DAS CRUZES N. 28.
io professor homopath-
n-se i venda por
ICO MIL RIS.
wcom 24 medicamentos.
^^ps.....59OOO
brande sorlimento de carleiras e caixas
os oa lmannos por precos commo-
lubo d glbulos avulsos 500
1 frasco de > onja de Imtura a
escolha '.........19000
HADO RIO DE JANEIRO.
20:000,000.
Na c. los quatro cantos da ra
20, existe urna pequea
ilietes, meios, quartos, oita-
vos e vigsimos da stima lotera do Estado
Sanitario, cuja lista cliega at odia 27 no
fniri a elles, se qtierem tirar
fao Nepnmiicano Ferreira de MelIoL
sagera de Olindn, lem urna caria na
la pracit da Independencia.
abrir no dia 6 de marro um cur-
a, em sua nova residencia, ra
iroanilar. Os eiercicios lero
e meia da lard as segundat.quar-
tas e seilas-feirus.
Ultimo gosto.
Osabais assigSados, donoadanovaloja deo urives
da rus 'Cabugii n. 11, confronte ao pateodfcma-
' trize ra Nova, franqneiamao publico em geralum
bello variado sorlimento de obras de miro de mui-
ipie nao desagratlaraVa quem
qeir smos se obrigam por qualquer
obra^^^^^^^Hfessr ama conla rom respon-
-abi^^^^Hkir i a qnalidade do ouro de 14
ou 18 quilate*. asaim ujeilos por qualquer
cer.Setvfim& Irmto.
indee muito fresco primeiro an-
dar do a(M>n4d tres andares da prara da Boa-Vil-
la com freU pslhki praca e para a ra do.AragSo,
cootando duas4ran(fe* ^alas e ele quarlos grandes
queacommoda qualquer RroaitU; quem pretender,
nV^7.
Isbellia. |u mudnN? carjorio
qHospilal do Paraizo para a ra, efreila
na Iota da casa do IHm. Sr. A. J>
l'er. O publico ser servido
iipiidao, deainteresse e leal-
pre^o as pai
Joao Hapl
encommendas de dia, acha-se o estabelecimenlo a-
berlo, das 6 horas da marhaa at as 9da uoile, e
pera que as mesnias pessoas o honrem com as snas
mui agradaveis presentas.
O abaixo assignado, "que por esparo de 12 an-
nos servio de escrevenle no carlorio do finado label-
liao Guilherme Patricio, e conlinoou com o actual
uterino Sr. Porlocarreiro, lendo certeza de que o Sr.
Francisco Baplista de Almeida, tabelliao noraeado
dispensaya seus servidos, acaba de eslabelecer-se com
urna loja de calcado, sola e couros de diversas qua-
lidades, na roa do I.ivramenlo n. II ; e convida os
seus anligos amigos do foro nao s para freguezes do
seu dovo estabelecimenlo, como para llies continua-
ren) a confiar qoalquer escripia forense, o que far
cora a presteza e lidelidade ja conhecidas. Ofierecc-
se igualmente para fazer qualquer leslamento, do que
lem asss pratica, e os precisos conhecimeulos da le-
gislarlo a respeilo.
Pedro Alexaudrino Rodrigue Lins.
Precisa-sede urna pessoa de lOalCannosde
idade, 'para caiseiro de taberna ; na ra do Pilar
n.141.
ATTENQAO-.
A loja de calcado, sola e couros da ra do I.ivra-
menlo n. 11. pertencente hoje a Pedro Alexaudrino
Rodrigues I.ius, acha-se com bom sorlimento de cal-
cado, sola, couros de lustre,e de unirs qualidades,
marroquim etc., e vende por mdico prejo os sobre-
dilosgneros; a elles, freguezes.'
O abaixo assignado declara que deixoude ven-
der agurdenle de producen brasileira, na sua ta-
berna n. 129, ra de S. Miguel, desde o l. de Janei-
ro do concille auno.Antonio Baplista Ferreira'.
Na ruadnsMarlyrins n. 14, se dir quem lem
para vender dous ricos aderecos modernos, e mais
varias obras de ouro, ludo de lei e por preco com-
modo.
Domingos Jos da Costa pelo pre-
sent declara, que tem dissblvido amiga-
velmente a sociedade cllectiva que tinha
com o Sr. AU'onso Pedrosb do Amara)
Brandao, em sua loja de miude/.as. sita na
ra de ja' o mesmoSr. Pedroso nada mais tem
com a gerencia de dita loja, bem como
com, os dbitos qur activos qur passi-
vos, contrabidos 11a constancia da mesma
sociedade. Outro sim declara, que lica so-
lidariamente responsavel para com os di-
versos crdores de dita loja, sem que o
mesmo Sr. Brandao possa ser em lempo
algm obrigado a pagar nenbum dos d-
bitos contrabidos sOb a lirma Pedroso &
Costa. %
Vicente Ferreira da Costa, eommerciante nesla
praca, participa ao carpo de commercio era geni, que
nesla dala, 1. de marco de 1854,lera dado sociedade
em sua casa eommercial ao Sr..Antonio Jos da Sil-
va, e esta continuar debaixo da firma de Vicente
Ferreira da Cosa & Companhia.
Precisa-se de urna negra para lodo servico de
casa ; na rna Nova n. 41, primeiro andar.
Joao Pedro Vogeley, fabricante Je pianos,afina
e concerta com loda a perfeico, leudo chozado re-
cenlemenle dos porjns da Europa, de visitar as roe-
lhores fabricas de pianos, e lendo ganho aellas lodos
os conhecimeulos e pralica de conslrucees de moder-
nos pianos, oflerece o seu presumo ao respeilavel pu-
blico para qualquer concert c aliuacoes com lodo o
esmero, tendo toda a certeza que nada ficar a dese-
jar, lano em brevidade como em mdico preco ; ua
ra Nova n. 41, primeiro andar.
Gabinete portuguez de leitura.
Os Srs. associados queiram restituir os livros em
seu poder com excesso do prazo de leilura. para o
que esl marcado o prazode8dias. Recife 1. de mar-
jo de 1854.Joao Q. de Aguilar, 1. secretario.
AO PUBLICO.
O annuncio inserlo no Diario de Pcrnambuco ns.
43 e sezuinles de fevereiro prximo passado, pelo
Sr. Francisco da Prado, nio se enlende com o Sr.
Joaquim Rumio Scabra de Helio, da eidade do Na-
tal, poisassim odeclarou o niesrao Sr. Prado, peran-
ie oSr. Dr. subdelegado da freguezia de Santo An-
tonio, pois o Sr. Roroo lhe merece loda a couside-
racSo.
O Sr. que ahnunciou hontem nesla folha, que
deseja saber aonde he a morada do J. Mendes, faca
favor de chegar i ra Nova 11. 41, primeiro andar.
Agradece-se ao Sr. Miguel Esleves Alves, mes-
Ira armador desla provincia, subdito porluzuez, pelo
grande gosto que leve de desempenhar na armara
do funeral de sua mtgeslade a senhora 1). Mara II
rainha de Portugal, porque ua verdade em Pernam-
buco fo a primeira, e honre seja feila ao Sr. Mi-
gnel Esteves Alves.'m e amigo.
Joaquim Manoel do Medeiros comprou m'eio
bilhele da stima lotera do Estado Sanitario n. 4888
para o Sr. Candido Uladislo Cordeiro Mergulhao,
morador na comarca do Brejo da Madre de Dos.
oga-se ao Sr. que. tem por duas vezes ido a
eidade 1I0 Rio-Formoso com negocio, e' que na se-
gunda-feira, 27 do correle, alugra um cavallo pa-
ra vir para esla eidade e'dizendo ao dono do cavallo
que esperava por elle as Cinco Ponas, e como nao
tenha sido encontrado enera dclle selenita lido noti-
cia, por uso flzcseopresenle anniinrio.alim de decla-
rar a sua morada para ser entregue do'seu cavallo,
ou dirija-se a Capunga no sitio do Sr. Carneirinho,
a fallar com J0S0 Lopes de Castro, a quem poder fa-
Vende-se um mulatinlib com 13 aonos.umajcrion-
linha com 6 para" annos. urna dlla com 24, una com
20, oulra com22, urna dita-com 35, e urna filha mu-
lalmha muir galante, com 4 annos, um crino lo al-
faiale e carniceiro com 22, bonita figura, um dilo com
30, zanliador : na ra da Senzala Velha n. 70, se-
gundo e tercoiro andar, se dir quem vende.
Vende-sc rap de Lisboa o mais novo do mercado
a 39000 por falla de troco: ua 1 ua da Senzalla Ve-
Iha. n.7, segando e lerceiro and a r.
" ifj'^1jraT*arr?sar.'g
Guarda naciona
' Fortunato Correia de Menezes, com loja
de cirgueiro na praca da Independencia n.
17, lem para vender boas espadas de melal
principe com coros e sem ella, chapeos ar-
mados a moderna, barretinas, dragonas, ban-
das de franjas de ouro e de relroz, telins bran-
cos e prelos, e ludoo mais quajie preciso pa-
ra os uniformes dos Srs.ofliciae?; por preru o
mais commodopossivel.________
IKKJ^tlgJgfeSiB^^B
Saccas com farinha.
Vendera-se saccas com farinha da Ierra boa : na
na da Cadeiado Recife, as lujas 11.13 e 18,por pro-
co commodo.
Vendem-se duas casas terreas si (as na roa do Jas-
mim, na Boa Visla, alraz de S. oncalo n. 7 e 9, com
Siiintal e cacimba, chaos proprios : a Iralar no aterro
a Boa Vissa casa n. 65.
Vende-se um cavallo de carro, de cabriole!, e de
sella, he em tudo muito bom, principalmente de ca-
briole!, lem todas as excellenles qualidades que se pro-
cura em um animal por ser muilo manso, muilo uo-
Vo, muilo manteudo, muito grande e bonilo, e sendo
a pessoa conhecida d-se para experimentar os dias
que quizer : na estribara de Augusto Aicher na
ra da liiiia.
Vende-se um apparelho para fazer gaz e ensilla-
se a fazr a quera o comprar : na Iravessa da Concor-
dia 11. 19.
Vendem-se na ra Nova loja n. 2, casacas de
panno (prelo...........lOSOOO
Dilasde cores..........1O5O00
Sobrtcasacas de panno decores....., lgOOO
Ditas prelo ..... 128000
Vende-se a coeheira da ra da Cadeia n. 23: a
trajar na ra da Praia armazem n. 35.
Vendem-se 10 escravos, sendo.:! de meia idade,
nm driles bom canoeiro.e li ditos mocos com algumas
habilidades : na ra Direito n. 3.
TABERNA.
Vende-sc a taberna do aterro da Boa-Vista n. 49, a
qiiil tem urna bonita e eleganle armacao e bem afre-
guezada para a Ierra o alugnel lie baralissimo e lem
poucos fundos; o motho por que s vende lio por seu
dono ser-lhe impossivel continuar ; por isso se faz
lodo e qualquer negocio que se oBereca, e al mesmo
se vende s a armaran como traspasso da chave, pois
esla muilo propria para oulro qualquer negocio sem
ser taberna : a Iralar na mesma com Antonio de Al-
meida Brandao eSouza.
Vendem-se 3 negrinhas muilo lindas de 6, 8 e
10 annos, todas irmaes. propriaspara se educarem :
na ra larga do Rosario n. 18, primeiro andar.
Vende-sel negrinha de6 annose 1 moleque de
8, ambos muito lindos, 1 negra de 28 annos que en-
gomma ecozinha bem, I dita quilandeira e lavadei-
ra, 1 molern peca de 20 anuos, de boa conduela. 1
dir de 22 annos por 4509000 rs. por estar com prin-
cipio de frialdade, e todos por preco em conta ; na
ra Direila n. 66.
Vende-se urna escrava muilo forle e sadla, de
idade 25 annos, que engomma bem e coziuha, por
prec razoavel; na ra do Queimadu n. 14, loja.
Vendem-se saccas de farinha de mandioca de
S. Malheus, viudas da Baha, por 5&500 rs. a.sacca :
na ra da Praia, armazem junto ao do boi.
ROB LAFFECTER.
O nico autorimdn por deeUBo do conselho rea
e decreto imperial.
Os mdicos doskpspilaes recomniendam o arrobe
LafTecleuv, como sendo o nico autorisado pelo go-
verno e pela Reat Sociedade de Medicina. ste me-
dicamento d'um gosto agradavel. e fcil a tomar
em secreto, est em uso na maruh real desde mais
de 60 anuos; cura radicalmente em pomo lempo,
com pouca despeza, sera mercurio, as adecenes da
pul le, impingens, as cousequencias das sarnas, ul-
ceras, e ns accidentes dos parios, da idade crilica e
da acrimonia hereditaria dos humores; conven) aos
eatharros. da bexiga, as coulracces, e fraqueza
dos orgSos, precedida do abuso das ingecc,es ou de
sondas. Como anli-syphilitico, o arrobe cura em
pouco lempo os fluxos rcenles ou rebeldes, que vol-
.vem incestantes sem cousequeucia do emprego da co-
paiba, da cubeba, ou das iujecc,6es que represen-
tara o virus sem neutralisa-lo. O' arrobe l.all'octeuv
he especialmente recommendado contra as doeiicas
inveteradas 011 rebeldes ao mercurio e ao iodurto
de potasio. Vende-se em Lisboa, na bolica de Bar-
ral, c de Anluuio Feliciano Alves de Azevedo, pra-
ca de D. Pedro n. 88, onde acaba de chegar urna
grande porcSo de garrafas grandes e pequeas, viu-
das directamente de Pars, de casa do Sr. Boyveau-
LalTecteuv 12, ru Richev .i Pars. Os formularios
dam-sc gratis em casa do agente Silva, na praca de
D. Pedro n. 82. No Porlo, em casa de Joaquim
Araujo; na Bahia, Lima & 1 mijos; em Pernam-
buco, Soum; Rio de Janeiro, Rocha & Filhos, el
Moreira, loja de drogas; Villa-Nova. Joao Pereira
de Magales Leite; Rio-Grande, Francisco de Pan-
,a Cooto & C.
Palitos frncezes de brimdelinbo,
alpaca,e panno lino.
a Vendem-se palitos frncezes de brim de li- %
, nho e bretanha a 39 e 49000 rs., ditos de al- S
pacapreta e de cores a 8 e IOjju rs.. dilos w
de panno fino prlo a 15, 189 e 209000 rs.; a
elles, que i visla do preco e superioridade da
& fazenda, ninguem deixar de comprar ; na
ra Nova, loja n. 16, de Jos Luiz Pereira &
Vende-se s boa em pequeas e grande* par-
tida, cera d carnauba primeira sorte, pelles de ca-
bra de diversas pregos,esleir* de pama de carnauba
e peonas de ema : na rUa da Cadeia do Recife n. 49,
primeiro andar.
Calcados frncezes de todas as qualidades.
Rorzegoins, sapatues, spalos de lustre de entrada
liaixa com sallo e sem elle, botius e sapales de be-
zerro lano para lioniem como para menino, e um
completo sorlimeiilo de cslradus tanlo para homem
como para meninose meninas, ludo chegadn ullima-
nienle e por preco muilo commodo. aflm de se apu-
rar dinheiro ; 110 alerrO da Boa-Visla, loja defrenle
da boneca.
Calcado a 720, 800, 2,000 e 3,000 rs.,.
no aterro da Boa-Vista, loja defronte
da boneca.
Troca-se por sedulas ainda mesmo velhas um no-
vo e completo sorlimento dos bem conhecidos sapa-
ISes do Aracaty a 700, 800, etc., botins a 29000 rs.,
e sapales de lustre da Bahia a 39000 rs., assim co-
mo um huno e rompilo sorlimento de calcados frn-
cezes d todas as qualidades, tanto para homem co-
mo para senhora, meninos e meninas, e um comple-
to sorlimeulo de perfumaras, ludo por preco muilo
commodo, aflm de se apurar dinheiro.
Vende-se urna loja de fazendas em bom local:
nesla tvpographia se dir quem vende.
Sepouto -im tUtioa de Todo* o luln na
..Vande-se, emeasa deN. O. Bieber &C, n
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aqnella fa'
muilo proprin para saceos de assucar e roupa de
cravos, por preco commodo.
Na ra do Vigario n. 19, primBiro andar, hj
K ado de Lisboa prentemen^^_
-eguiute: sacras de farello f^H
novo, cera em grume e em velas com bom sorll-
raento de superior qualidade, mercurio duce e cal
de Lisboa era pedra, novissimal
Os mais ricos e mais modernos cha-
peos de senhora* se enconlram sempre
na loja de madama Theard, por um prec
I mais razovel de que em qualquer oulra
parle.
'SUPERIORIDADE
>A

1ISTOL
IS.
Para a guarda nacional.
f Vende-se panno fino aznl superior, para far-
das da guarda nacional a 3# e 49OOO m. o co-
m vado: na roa Nova, loja n. 16, de Jos Luiz #
Pereira & Filho.
&8S3:S3$@$
Vende-se a taberna n. 2 da ra da matriz da
Boa-\ isla, com quinhentos e lanos mil reis de ru-
aos, e em muilo bom local por ter fren te para duas
ras : os preleudentes dirijam-se roa do Cabuu, lo-
ja n. 3. ^
Vende-se na loja n. 10 dame da Cadeia do Re-
cife, saccas de milho em porran, e a vonlade do com-
prador.
Na botica da rua larga do Bosario
ii. 56, de Bartliolomeu F. de Souza, ven-
dem-se pilulas vegetaes verdadeiras, arro-
be l'aircteur verdadeiro, salsa de Sands
verdadeira, vermfugo inglez (em vidro)
verdadeiro,vidros de bocea larga comro-
Iha de 1 at 12 libras. O annunciante af-
fianca a jiieminteressar possa a ver*cida-
de dos medicamentos cima, vendidos
sua Jntica.
Vende-se a taberna da rua eslreila do Rosario
n. 10, com poucos fundo e bem afreguezada para a
ierra ; o motivo de se vender he ler morrido a quera
ella perlencia ; quem a prelender, dirija-se confron-
te a Madre de Dos n. 22.
H Vendem-se velas de cera de carnauba pura de
muilo superior qualidade ; na rua da Cadeia do
Recife n. 49, primeiro andar.
Excellente petisco-
Vendem-se ovas do serliio muilo frescaes e moilo
baralo : na rua do Queimado, loja n. 14.
Vendem-se relogios de ouro e prata, mais
baralo de que em qualquer oulra parle :
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Na rua do Crespo, loja ama relia n. 4,de
Antonio.Francisco Pereira.
Recebe por lodosos vapores viudos de Pars, luvas
de pellica de Jovin, lano para homem, como para
senhora: pteco lixo 29000 rs. cada par.
CHAMPAGNE
o melbor tpieba no mercado e por preco
commodo : na rua do Vigario, n'. 19, se-
gundo andar, escriptorio de Machado &
Pi nheiro.
Na rua do Oueimado n. 46, loja de Bezerra &
Moreira, ha para vender um esplendido sorlimento
de panno prelos caserairas de varios precos equa-
lidades, e lambem corles de colleles decasemira pre-
la bordados, dilos de gorgurSo prelo de seda borda-
dosajfazenda muilo moderna, chapeos acarij. dilos
com aba eslreila, dos melliores aue ha no mercado,
e promeltem vender por prernsmnilocomraodos.
Chapeos pretos frncezes
a carij, os melliores e de forma mais eleganle que
lem vindo, e oulros de diversas qualidades por me-
110 preco que em oulra parle : ua rua da Cadeia do
Recife, n. 17.
Na roa da Cruz n. 13, segundo andar, vendem-
se por precaw commodo. saccas grande* com feijao
muilo novo, ditas rom soturna, e velas de carnauba,
puras e compostas.
Vendem-se em casa de Me. Calmont & ComA
panhia, na praca do Corpo Sanio. II. o seguinle:
vinho de Marseilleem caixas de 3 a 6 duzias, liuhas
em novellos e cairelis, bren em barricas muir
grandes, ac de milaosorlido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
Ver ura' completo sorlimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e tai xas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
AOS SENHOBES DE ENGENHO.
O arcano da invenca' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e holiandeas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz, n. 4.
SANDS.
SALSA PABRILHA.
Vicente Jos de Brilo, nico agente em Pcrnam-
buco de B. J. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que lem chegado a esta praca uma grande por-
cao de frascos de salsa parrilha de Sands, que sao
verdadeiramente falsificados, e preparados no-Bio
de Janeiro, pelo que se devem acaulelar os consu-
midores de lito precioso talismn, de cahir ueste
engao, tomando as funestas cqnseqencias que
sempre coslumam Irazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mao daquelles, que antepoem
seus interesses aos males e estragos da humanidade.
Portanto pede, para que o publico se possa linar
desta fraude e disliugua a verdadeira salsa parrilha
de nicamente em sua bolica, na ruada Couceicflo
panha cada frasco, lem embaixo da primeira pagina
seu nome impresso, e se achara sua firma em ma-
nuscrpto sobre o involtorio impresso do mesmo
traeos. -
beleeimenlo de feito movido por machina de
na rua do Brum passando o chafaiiz, ronlin
eflectivo exercicio, ese acha completamente montado
com apparelhos da primeira qualidade para a per-
feila ronfeecaO das maiores pe?as de machinisrao.
Habilitado para empreheuder quaesquer obras da
sua arle, David William Bowman, deseja mais par-
ticularmente chamar a allencaO publica para as se-
guintes, por ter deltas grande sorlimeuto ja' promp-
to, em deposito na mesma fundicao, as quaes- cons-
truidas em sua fabrica podem competir com as fabri-
cadas em paiz eslrangeiro, tanto em preco como em
qualidade de materias primas e ma de obra, a
salier:
Machinas de vapor da roelhor cnnstrucaS.
Moendas de canna para engenhos de todos os ta-
maitos, movidas a vapor por agua, ouanimaes.
Rodas de agua, moinlios de vento eserras.
Manejos independentes paracavallos.
Rodas dentadas.
AguilhSes, bronzes e chnmaeeiras.
Cavilhoes e parafusos de todos os tamanhos.
Taixas, paroes, crivos e bocas de fornalha.
Muinhos de mandioca, movidos a ma ou porani-
maes, e prensas para a dita.
Chapas de fogad e fornos de farinha.
Canos de ferro, torneiras de ferro e de bronze.
Bombas para cacimba e de repuxo, movidas a
maO, por animaes ou vento. I
Guindastes, guinchse macacos.
Prensas hidrulicas ede parafuso.
Ferragens para navios, carros e obras publicas. -
Columnas, varandas, grades e portoes.
Prensas de copiar cartas e sellar.
Camas, carros de maOe arados de ferro, etc., etc.
Alm da superioridade das suas obras, ja' geral-
mente reconhecida, David William Bowmau garante
a mais exacta con Tormidade romos moldes e dese-
nhos remetlidos pelos senhores que se dignarem de
fazer-lhe encommendas, aproveitando a occasiaO pa-
ra agradecer aos seus numerosos amigos e freguezes
a preferencia com que tem sido por elles honrado,
e assegura-lhes que nadpoupara esforzse diligen-
cias para continuar a merecer a sua conlianc.
Na rua da Cruz n. 15, segando andar, ven
dem-se 1 <9 pares de coturnos de couro de lustre
400 dilos braucos e 50 dilos de botins; ludo por
preco commodo.
petos
^Htii podem
^TOI. (en
is dos
1 dore*
sherida pelo no-
Kt
1 imiracuo oe ora
Vendem-se relogios de ouro, pa
ten-te inglez, por commodo pre-
co: na rua da Cruz n. 20, casa de
L. Leconle Ferou & Companhia.
Filho.
PARA A QUARESMA.
Vendem-se luvas de seda prela para homem e se"
nhora, lambem meias de seda prela para senhoras,
ludo de muir superior qualidade; e recebido pelo
ultimo navio de Inglaterra : no armazem de Eduar-
do H. Wyatl, rua do Trapiche Novo 11. 18.
Na rna da Senzala Velha 11. 96, padaria, ven-
de-se um escravo bom Irabalhador de masseira,mo(o
e de boa conduela, o que se iHianca ; o motivo da
venda se dir ao comprador.
NAVALHAS A CONTENTO.
Chegaram ltimamente navalhas
de barba, superiores a todas quan-
tasat agora se ten? fabricado, por
serem de aro tao fino e de tal tem-
pera,que alm de durarem extraor-
dinariamente, nao se sentem no
-osto na aco de cortar ; sao feitas
pelo hbil fabricante de cutileria
que merecen p premio na exposi-
cao de Londres, e nao agradando
pdem os compradores devolve-las
at 15 dias depois da compra, e se
Ibes restituir o importe.
Vende-se cada estojo de duas na-
valhas por 8000 rs., preco fixo
no escriptorio de Augusto C. de
Abreu, na rua da Cadeia do Recife
48.
Os mais ricos e mais modernos chapeos de
seda c de palha para senhoras, se enconlram
sempre na loja de modas de madaine Milln-
chau, no alerro da Boa-Visla o. 1, por nm pre-
co mais razoavel do que em oulra qualquer
parte.
milia
" loros Obre penhores de
J
mu- 1
da roa de S. Francisco
saesS
Fdo silio dos Srs. Carheiros
ehoa. duas vaccis paridas,
^^bfatr prela azeilona, e a
(es que as apprehender, e ai
> luEr, ser recompensada, ou se
talhu
1 ama paracaia de ponca la-
na rp das Trincheiras n. 50, segando aodar.
zer entrega do dilo cavallo e o importa do alugucl.
Desappareceu ha 12 dias do poder no abaixo
assignado nm escravo de nome Severino, crioulo, de
idade de 30 annos, pouco mais ou menos, levando
camisa e calca de panno couro, jaquela de panno
azul, alm da camisa de ritcadinho, o calca de la
que levou romsigo, com os signaes seguintes: Talla
de denles na frente, rosto comprido, bastante pacho-
la, lem o euslume decantar; foi vislo na povoaco
de Muribera e eidade da Victoria, he filho de Vaje
de Flores, provavelmenle lera seguido para esse lu-
gar : roga-se as autoridades, e capifaes de campo de
o apprehender e mandar conduzir a bolica, na rua
Direila n. 88, que ser recompensado.
Jos da Rocha Paranhos.
O 39 A,
confronte ao Rosario de Sanio Antonio, avisa ao res-
peilavel publico, que alem dos biscoilos inglezes e
frncezes, constantemente se enconlrar vinle e lan-
as qualidades de bolinhos para cha, cavacas e pao-
de-I turrado, .chocolate, miscelania, paslilhas, entre
estas oslela-pimenla, imendoas e confeitos, ricas
caixinhaspara os mesmus, chocolatas dillcrenles, lu-
do em porffio e a retalho, e o melhor de todos 09 do-
ces que se afllanca a qualidade, preco fixo he seu
coslumo.
Vende-se setim prelo lavrado, de muilo bom
oslo, para vestidos, a 23800 o covado : na rua do
Crespo, loja da esquina que volla para a cadeia.
Vende-se um deposito de assucar com poneos
fundos, proprio para quem quizer principiar; tam-
bera se vende smente a armacao ; no paleo do Ter-
co n. 13.
Vende-se cera de carnauba ; no armazem de
lasso Irmaos.
Vendem-se sapatoes de bezerro fran-
cez a 5#000, sapatos de lustre para me-
nina, a800 rs., tmancos do Porto a2-i0
rs. ^_na Praca da Independencia, loja
n. 5o.
Vend-te uma armacao nova, em
ponto pequeo, servindo para qualquer
negocio : na travessa da rua do Queima-
do, a tratar na Praca da Independencia,
loja n. 5o.
Guarda-roupa.
Vende-se um guarda-roupa do amarello vinhalico,
obra muilo bem feila; na rua do Hospicio, silio pas-
sando a casa do fallecido Arcenio.
COMPRAS.
Coropraro-se escravos de ambos os sexos de 10 a
para dentro e fra da provincia, lendo boas
ngufip|igam-9e bem; na rua Direila n. 66.
.CfimprVia^o Diarto de ns. 1 a 15 de marco
de 189: no aterro^Boa Visla n. 60.
Compram-6e*~~Tjs*QS a peso : no ar-
mazem da illuminacao,' o. caes do Ba-
os, travessa do Carioca.
VENDAS
Novo telegrapho:
Vende-se olroleiro do novo teletrrapho que prnci-
piou a ler andamento no dia 29 do corrente, a 240 rs.
cada um ; na livraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
VeJe-se urna flauta de bano de 5 chaves, ap-
parelhada de prata, e um methodo complejo para
flauta porT. Berbiguier : na rua do Eucanlamenlo,
armazem n. 11.
*' '" *' m '%*
No paleo do Carmo, taberna 11.1. vende-se ce-
ra para limas de cheiro a 960 rs. a libra, e alelria
muir boa a 240.
. Vende-se o sobrado de dous anda-
res e sotao da rua de Apollo n. 9, bem
como o dito de um andar da rua da Guia
n. 44 : a tratar na rua do Collegio n. 2,
segundo andar.
A 58000 RS. A PECA.
Na loja de Gumaraes Henriques, rua do Crespo
11.5, vendem-se chitas de cores escuras, com um rs.
queno loque de mofo, pelo baralo preco de SSOOOpe-
a peca, com 38 covdos.
Velas de carnauba.
Vendem-se caixinhas com superior velas de cera de
carnauba pura, fabricadas no Aracaty. e por commo-
do preco; na rua da Crnz,.armazerr, "de couros e sola
n. 15. 1
Cera de carnauba.
Vende-se em poreSo e a retalho : na rua da Cruz,
armazem de ecuros e sola 11. 15,
->' l.egilima sarja hespanhola da melhor quali- $g
29 dade que aqu lem vindo. dita um pouco mais
ti a baixo, setim prelo para vestidos,eiirles de se-
@ da prela lavrada para vestidos, fazenda supe-
_ rior, veludo prelo, chales e mantas de fil de _
g seda bordados, roraeiras de retroz prelo lam- *
* bem bordadas, meias de seda prela de peso, W
tanlo para homem como para senhora, e ou-
fl> Iras muilas fazendas propriaspara o lempo da
quaresma ; na rua do Queimado n. 46, loja @
'"* de Bezerra & Moreira.
3
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, vielao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, schc-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio ite Janeiro.
Charutos de Havana.
Vendem-se verdadeiros charutos de Havana por
preco muilo commado : na ruada Cruz, armazem
11. 4.
POTASSA E CAL.
Vende-se potassa da Kussi e America-
na, superiores, e cal virgem de Lisboa,
tudo pot preco mais commodo que em
outra qualquer parte : na rua do Trapi-
che p. lo', armazem de Bastos Irmaos.
Com toque de a varia.
'Madapolao largo a 39200 a pe?a : na rna do Cres-
po, loja da esquina que volla para a Cadeia.
Grande sorlimento de rlleles de fuslao supe-
rior, por diminuto preco ; palitos de brim liso cen-
tralizado de (odas as qualidades c precos ; pequeas
malas de couro. proprias para viagem ; ricas abutu-
aduras para collele, tudo mais barato que era oulra
qualquer jiarle : na rna do Collegio n. 4, e rua da
Cadeia do Recife n. 17.
Muitu attenijao.
Cassas de quadros muir largas com 12 jardas a
29400 a peca, corles de ganga amarella de quadros
muilo lindos a 19500, corles d vestido de cambraia
de cor com 6 1)2 varas, milo larga, a 2Jf800, dilos
com81i2 varas a 35OOO rs., corles de meiacasemira
para calca a 39000 rs., e oulras militas fazendas por
preco commodo : na rua do Crespo, loja da esquina
que volla para a Cadeia.
Vende-semuauesra, crionla, de20annos, ede
bonita figura ; na rna do Queimado n. 44.
PARA AQUARESMA.
Um lindo e variado sortiment de fazen-
das pretas e de todas as qualidades.
Panno fino prelo a 39000. 39200, 49500. 59500 e
65000 rs., dito azul a 29800. 39200 e 49000 rs.. dir
verde r 29800, 39600, 49500 e 59OOO rs. o covado,
casemira prela eufeslada a 59500 o corle, dita fran-
ceza muito lina c elstica a 79500,89000 e 9JO0O rs.,
selim prelo maco muilo superior a 39200, 49OOO c
59500 o covado, merino prelo muilo bom a 39200 o
covado, sarja prela ninito boa a 291KI0 rs. o covado.
dita hespanhola a 29600 o covado, veos pretos de fil
de linlio, lavrados, muito grandes, fil trelo lavrado
a 480 a vara, e oulras muilas fazenda* de bom goslo;
na rua do Crespo, loja da esquina que volla para a
Cadei .
Na rua do Trapiche n. 14, primeiro andar
vende-se o seguinle :pasta' de lyrio florentino, o
melhor arligo que se ennhece para [impar os denles,
branquece-os e fortificar asgeugivas, deixando bom
goslo na bocea e agradavel cheiro; agua de niel
para os cabellos, limpa a caspa, e d-lhe mgico^
lustre; agua de penlas, esle mgico cosmtico para
sarar sardas, rugas, embellezar o rosto, assim co-
mo a tintura imperial do Dr. Brown, esta prepara-
cao faz s cabellos rnivosnu brancos.completamenle,
pretos e macios, sem damno dos mesmos, ludo por
precos commodos.
Vendem-se lonas, briuzao, brinse meias lo-
nas da Kussia : no armazem de N. O. Bieber &
Companhia, na rua da Cruz n. 4..
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de o a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarca m-se ou carregam-se em carro
tem despeza ao comprador-.
Moinhosde vento
'omhomliasilerepuxn para regar hortase bixas
decapim. na fundicao de D. W. Bowman: na rua
doBiunius;6.8elO.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barr8de4., 5. e 8.:' no armazem da rua
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes & Companhia, na
rua do Trapichen. 34.
Padaria.
Vende-se uma padaria muilo afreguezada: a Iralar
com Tasso & Irmaos.
Aos senhores de engenho.
Cobertores escuro* de algodao a 800 rs., dilos mui-
r grandes e encorpados a 19400 : na rua do Crespo,
loja da esquina que volla para a Cadeia.
Vende-se farinha de mandioca mui-
to superior, em saccas, e chegada recente-
mente : no armazem de Machado & P-
nheiro, na rua do Amorim n. 54, ou a
tratar no escriptorio dos mesmos, ua rua
do Vigario n. 19, segundo andar.
COM PEQUEO TOQUE DE AVAR1A.
r-'o.
ietarios]
ands.
JEste senhora

bricaram nina L_
Eis-aqui a carta que' *^^^L
ereveram ao Dr. Brslol no di
e qu se acha em n'osso poder:
Sr, D
Bfalo, &c.
Nosso apreciavel senhor.
Ero lodo o anno passado temos
dadet consideraveis do extrae
Vme, e pelo que onvimos d
quelles que a tem usado, ju.
dita medicina se augmentar 1
quizer tazer um conteni
nos resultara muila vantagem.!
Vine. Temo muilo prazer que V
sobre esle. assumpr, e se V
daqui a um mez, ou cousa sem
muir prazer em o ver era nossa bol
ton, n.79.
Ficam as ordena de Vmc. seu* segares 1
(Assianados) A. R. D. S^^B
CONCLUSAO'.
1. c A antiguidade da salsa parrilha de !
claramente provada, pois que ella data
e que a de &ands s appareceu em 18*2,
Sual esle droguista nao pode obter a agencia do Dr.
listel.
2. A superioridade da salsa parrilha da
he inconlestavel; pois que nio obstante
renCia da de Sands, e de uma porfi de~
pararoes, ella temmanlidoasua repulacSi
si toda a America.
As numerosas experiencias feitas cem o
salsa parrilha em todas as enfcrinid
pela impureza do sangue, e o bom exir 1
la corte pelo IHm. Sr.. Dr. Sizaud,
academia imperial de medicina, pelo II
Dr. Antonio Jos Peixolo em.sua clini
afamada casa de saude na Uamboa,
Dr. Saturnino de Oliveira, medico do
por varios outros mdicos, permit
clamar altamente as virtudes eflicaz para
rilha de Bristol vende-se a 58000 o vidro.
O deposito desta salsa mudou-se para a bolic-
frauceza da roa da Cruz, em frente ao chafariz.
Oleo de linhaca em botija.
Vende-se ua bolica de Barlholoi! -. na rua larga do Rosario b. :k.
s
y
FUNDICAO DAUBOBj
Na fundido d'Aurora acha-se ^^H
completo sorlimento de machinas de v
d'alla como de baixa pressao de modeli
approvados. Tambera se apromptam d
da de qualquer forma que se possam i
maior presteza. Habis omciaes so
para as ir asseutar, e os fabricante* c<
cosime ahanfam o perfeito Irabalbo deltas
ponsabilisam por qualqner defeilo que
apparecer durante a primeira satra.
as de vapor construidas esle estabais
eslado em constante servico ue
eat 16 annos, e apenas tem exigid
cantes reparos, e algumas al
te, arcresceudo que o consumir*
mui ucousideravel. Os senl
e oulras quaesquer pessoas que
chinismo sao respeitosamenle c
estabelecimenlo em Santo Amaro.
Vende-se o engenho Limeirinr
geni do Tracunliaem, com 600 b|
uma legua de funda, com as lobrl
das novas, eoplima moenda, con
com 2 carros e 4quarlos podem moer
o que he de grande vantagem para.ui
He de ptimo assucar e de boa pro*!^
canna como de leguraes : vende-se e
nheiro visla. e o maiaj^^^^H
poder conveucionar :
engenho Taraatape de
Pianos?
Os amadores da msica acham
em casa de Brunn Preger &Com J
11. 10, um grande sorlimento de
pianos,de dillereules modellos,
las vozes, que vendem por mdicos pre?
mo toda a qualidade de instrumentos |
ESCRAVOS FGIDO!
AIgod3odesaceo,esicupira milito encorpado a 100,
120, e 140 a jarda: nn rua do Crespo loja da esqui-
na que volta para a Cadeia.
MI ILTORIO l.0MK0r\Tl.i<:0
do
DR. P.A.LOBO N0SC0Z0.
Vende-se a melhor de todas as obras de medicina
nomopalhica t^" O NOVO MANCA!. DO DR.
J.VHli a~-S tradnzido em pnrtu;zuez pelo Dr.P.
A. Lobo Moscozo, contando um accrescimo de im-
portantes explicares sobre a applicacao das dses, a
dieta, ele, le. pelo Iraduclnr : quatro voluines en-
cadernados em dous 205000
Diccionario dos termos de medicina, cirurgia, ana-
toma, pbarmacia, ele. pelo Dr. Moscozo: encader-
nado 451OOO
Uma carleira de24 medicamentos cora dous fras-
eos de linduras indispaauveis 4U90OO
Dita de 1(6 T. ...... 458000'
Dite. "' 48'......... 508000
Uma de 60 tubos rom 6 frascos de linduras.' 600O0
Dita de 144 com 6 ditos......1000000
Cada carleira he acompanhada de um exemplar
das duas obras cima mencionadas.
Carteiras de 24 tubos pequeos para algi-
beira ........... 89000
Ditas de 48 ditos ....:.... .168000
Tubo* avulsos de glbulos..... 18000
Frasco* de meronca de lindura 28000
Ha lambem para vender grande quantidade de
tubos de cryslal muir fino, asios e de diversos ta-
manhos.
A superioridade desles medicaraeiiloMtataboje por
lodos reconhecida, e por isso dispensa ilirntni" 11
N. B, Os senhores que assignaram oucompr.iram
obra do JA11R, antas de publicado o 4- volume, p
dem mandar recebeale, que ser entregue sera
augmento depreco. ^ *
Asnclade Edwln M.
Na rna de A pollo n. 6, armazem de Me. Calmon
& Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
mentos de taixas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas ineliras lodas de ferro pa-
ra animaes, asoa, ele, ditas para ;\ miar em lliadei-
ra de lodos os lanianiose minelos os mais modernos,
machina horisoulal para vapor com forca de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslnhado
Cara casa de purgar, por menos preco que os do co-
re, esco vens para navios, ferro da Suecia, e fo-
1 has de flaudres"; ludo por baralo preco.
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, arm
/.em deHenrique Cibson,
vendem-se relogios de ouro de saboneta/ de patente
inglez, da melhor qualidade, e fabricados em l.on-
d res, por preco commodo.
POTASSA.
No anligo deposito da rua da Cadeia do Recife ,
armazem n. 12, ha para vender muir nova potassa
da Russia, americana e brasileira, em pequeos bar-
ris de 4 arrobas; a boa qualidade e precos mais ba -
ralos do que em oulra qualquer parle, se afflanram
aos que precisarcm comprar. No mesmo deposito
lambem lia barris com cal de Lisboa em pedra, pr-
ximamente chegados.
Q Vende-se a verdadeira salsa parri-
lha de Sands: na botica francaza, da rua
da Cruz, em frente Ao chafariz.
VINHO CHAMPAGNE. ^
Superior vinho de Bordeaux engarra-
fado ; vende-se em casa de Schaflieitlin
& Companhia, rua da Cruz n. 58.
Vendem-se na rua da Cruz n. 15, segundo
andar, boas obras de labynnlho feitas no Aracaty,
constando de loalhas, lencos, coeiros, rodas de
saia,etc.
FARINHA DE TRIESTE.
Primeira qualidade.
Tasso Irmaos avisara aos seus freguezes, que lem
para vender farinha de talgo chegada ltimamente
de Trieste, sendo a nica nova que daquella proee-
~'~ exista no merrado.
Iem-e pianos fortes de superior qnalida
deT fabTMbrs pelo melliur autor hambureuc: i.a
roa da CroX- 4.
POTASSA BRASILEIRA-
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro,, che-
gada recientemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seusafcons ell'eitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Lecohte Feron &
Companhia.
Q Deposito de vinho de cham-
^ pngne Chateau-Ay, primeira qua-
J) lidade, de propriedade do condi
tk de Mareuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
r de oda a champagne vende-
i se a 56$000;rs. cada caiva, adia-
se nicamente em casa de L. Le-
t comte Feron & Companhia. N. B.
t As caixas sao marcadas a fogo
) Conde de Mareuil e os rtulos
i das garrafas sao azues.
Vendem-se cobertores de algodao grandes a 610
rs. e pequeos a 560 rs. : na rua do Crespo nume-
ro 12.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos : na rua do
Trapiche Novo n. 16.
TAIXAS DE FERRO. .
Na fundicao' d'Aiirora em Santo
aro, e tambero no DEPOSITO na
do Rrum logo na entrada, e defron-
te (fe Arsenal de Marinhu ha' sempre
nm ptande sortimento de laiclias tanto
de falriea nacional como estrangeira,
batidasv^i*dta7is, "grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e erh ambos os logares
existem quindastes, pta carregar ca-
noas, ou carros livres despeza. Os
prec,os sao' os mais comiflKlos.
Vende-se um grande sitio naesIradjMos Afili-
los, quasi dcfrouleda igreja, o qual lem muilas ar-
vores de fruclas. Ierras de planlai.Oes, ba
capim, e casa de vivenda, com bastantes
dos: quem o prelender dirija-se ao mesmo
enlender-se com o Sr. Antonio Manoel de M<
Mosquita l'imeulel, ou a rua do Crespo 11. Ij-,,
escriptorio do padre Antonio da Cunda e Figuei-
reilo.
Na rua do Trapiche, 11. 11, ven-
de-se cerveja de superior qualidade, em
gigos dedu/ia ; por preco commodo.
Vende-se em casa de S. P. Jonh-
ton <5i Companhia, na rua da Senzala Nos
va u. 42.
Vinho do Porto, superior qualidade, en-
garrafado.
Vinho Chery, em barris de quarto.
Sellins para montara, de homem e se-
nhora.
Vaquetas delustrepara coberta de carros.
Relogios de uro patente in
para
imo-
Na rua do Vigario 11.19. primeiro andar, lem
venda a superior flanella para forro descllius, che-
gada recenlemenle da America.
NO ARMAZEM DE C.J.ASTLEY
EC01FAKI.IA; RU4 DO TRAPICHE S .
ha para vender o seguinte : ,
Bataneas decimaes de 600 libras.
Oleo de linhaca em latas de 5 galues.
Champagne, marca A. C.
Oleados para mesas.
Tapetes de laa para forro desalas.
Copos e calix ce vidro ordinario.
Formas delolha de ferro, pintadas, para
fabrica de assucar.
Palha da India para empalhar.
A^o de Milao sortido.
Carne devacca em sulmoura. '
Lonas da Russia.
Espingardas de a^.
Lazarinas e elavinotes.
Papel de paquete, ingle/..
Lato em folha.
Brim de vela, da Russia.
Cabos de linlio da Russia, primeira qua-
lidade.
Cemento de Hamburgo (novo).
Relogios de ouro, sabonete, patente in-
8lez-. .
Graxa ingleza de verniz para arreos.
Arreios para um e dous cavallos, guarne-
cidos de praia ede lato
Chicles c lampeiespara carro e cabrolet.
Couros de viaclo de lustre para cobrtas.
Cabecadas para montara, para senhora.
Esporas de ac prateado.
Couro de lustre
de boa qualidade; vende-se por menos do qne em
oulra qualquer parle para liquidar muas: na rua da
Cruz n. 10.
Obras de ouro,
como sejam: aderecos e meios dilos, braceletes, brin-
cos, allineles, boloes, anneis. correntes para reloaios,
ele. ele, domis moderno goslo : vendem-se na rua
a Cruz n/(>, casa de Brunn Praeger & Companhia.
i VMOENDAS SUPERIORES.
-k fundicac de C. Starr & Companhia
em Santo Anfero, acha-se para vender
moendas de candas todas de ferro, de um
modello e constrsccao muito superiores.
ARADOSU)E FERRO,
fundicao' dk C. Starr. & C. em
Amaro acha-f e para vender ara-
Na
Satto
dos de ferro
de superior qualidade.
Vinho Bo\deau\.
Brunn Praeger & Compartfri. rua da Cruz u. 10,
receberam ullimamente 81. jwene M. margol, em
caitas de uma dazla, que se recfe,n,"""i"" I101" sui"
Iwas qualidades.
Ainda esli fgido o prelo vellio d(
nediclo, de na^o Angula, que foi do SrJ
polica Mantel Antonio Martina Pereira, |
tem os signaes seguintes :estatura regu|
do do corpo, idade 70 annos, odos peque
moco, e falla Iremula, foi comprado pelo]
em Rio-r'ormoso; ha loda probabilidade |
ja emdila comal ca, inlilulando-se forroj
esmolas para se sustentar, por ser 111
roga-se portanlo as autoridades dessa comj
Ifles de campo de n mandarero appreheni
le-ta para esta praca a seu senhor o
do Joaquim Pereira Xavier de OJI'. _,
rua Uireila, sobrado n. 64, segundo _
gari loda a despeza que se. houver feil
transporte.
Do silio das ltoseiras do major Ji
de Moura, desappareceu no dia 27 di
fevereiro do corrente auno, o seu eacrat__
la-feira, mo ofllcial de sapaleiro, com o
goinles : estatura mediara, crtala,
chalo e grosso na pona, moilo brnta
de cara, e principia a barbar, te
calosas de apartar a linha do officio da> 'i1
discpulo do mestre Vicenta ; quem o
soober. dirija-se ao dilo sitio que ser
pensado.
Nodia*27do correle, desapparej
do abaijoassignado uma prela '
Cecilia.represenla ler 35 annos
ealalura regular, pes largos ecli .
ra dentro, levou vestido de chita]
roga-se a qualquer pessoa ou
delta liver noticia ou a pegar I
senhor, no alerro da Boa-visla,
Pires, quesera generosamente
Joaquim _
Da povoaco de Beberbe desapp^
26 do corrale nm escravo de nome I
idade 25 anuos, sem barba, de poui
cheio do corpo, levou chapeo de
lor de lisia, e montado em um cavallo ,1
o apprehender, pode leva-lo icasa dJ
da Silva (juiroaraes, na fu do-,
Beberibe, em casa de aeo senhetyq
pensado.
50,000 i.
Desappareceu ha qnalro mezes do poder 1
assignado, um seu escravo de nome Ven
lo, de 30 annos de idade, pouco mais ou 1
lalura regular, olhos grandes, ps largo*
denles alvos e sadios, sem ter sigoal de ler
gado, moderado no fallar, purm ladino e dse
racado. e bem suissado : roga-se a qualq
ou capilaes de campo que o pegarem, levarem ai
genho novo detioil, comarca de Pao d'Alhi
rua de Apollo n. 2, ao Sr. Jos da Silv
recebera jOOO rs. de graliflraeio. I uppOe-se ler
ido para os logare do Cabo onde ja foi
Joaquim do Reg farros Ptrea.
Esla fgido desde o dia 18 de feveri o prelo
Manoel, crioulo, de idade 90 annos, hay ano do
corpo, com marcas de beiigas no r fallas de
denles na parle superior; dese^^H 'm para o
Cabo: roga-se a quem o pegar 00 o (fa,,
dirija-se 1 rua do Brum n. 28, fabrica de a
que ser recompensado. -
Na uoile do dia 21 do corrente mez de fevereiro
desappareceu um-moleque.-erionlo, di
de 13 a 14 annos, levando camisa e caica
azul, com os signaes seguintes :cor fula, > do
corpo, n'uma das orelhas lirado um taco, he c
to barrigudo e beslunr, e lera a falla desea
suppOe-se estar furlado ou desnorleado, em razio de
ser do malo ; roga-se pois as autoridades, capilaes de
campo .011 compradores de escravos, o favor dt man-
dar levar o dilo moleque na rua ile Santa Rita 11.
52, onde se pagaro as desperas e graiilicarao, cu-
forme fr a entrega.
1 "iO.S'000 rs. de gratificar;
A quem apprehender o pardo Marcelino, .de idade
pouco mais ou menos 10 annos, algum la*
estatura recular, bstanle barba, rom i
ridas as peritas. He natural de Pe
lende alguma cousa de fabricar assucar;
de atraate. Esle escravo fui de JoaquiT
Cruz, ehoje hede Joaquim l.uizPerei
rador no lugar denominado Babia Formosa, Ierran
da eidade de Cabo Fri. No caso de dflo escravo ser
apprehendido para o lado do norle, por ler ja sitio
vislo Hornear chamado Ilabapuana, que lica an mir-
le de Campos, ser remellido para o Kio de Janeiro
a entregar ao Sr. Bernardo Alves Correa de Sa, na
rua de S. Pedro n. 2 I), o qual esl autorisado pan
o receber, e pagar loda e ajuab :l qUC jj {,_
ca a tal respeilo, ou a seu senhor,
indicado, e nesla ci
Ir mao, na rua da Cr
Desappareceu, indi
boleiro, no dia lodo con
me Anna, allura re.
de denles; pely que
ura pouco eres'1
mos dos ps vAfos para Iraz, le
em nm ou ambas as perias, rep
do que tem pela falta dos den
chita e paiino da Coala,
e por ho'pde ser peRa
estar acnilada por algo
com lodo forca da
certa delta, reced
uhor, no seu -
dalena, primeira J^^^H
*
Pfim.tTi.ato7H.tr, daFarta-U


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