Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01831


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Full Text

AflNOimr" N. 4S.
a -----------
Por 8 c atados 4.00
CUARTA FFIRA I
ENCARREGADOS DA SMlSt;niP<:\0'.
Reeife, 6 pWprielario M. F. de Faria; Rio do Ja-
neiro, o Sr. JoaoPereira Marlins; Bahia, o Sr. F.
Uuprad ; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donca; Parahiba, o Sr. Jos Rodrigues da Cosa; Na-
tal, oSr. Joaquim Ignacio Pereira; Aracaty, o Sr.
le Lemas Braga; Cear, o Sr. Victoriano
AugustoBorges; Maranhao. o Sr. Joaquim Marques
Rodrigan Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 28 1/* a 28 3/8 d. por 1?00
Pars, 340 a 345 rs. por 1 f.
a Lisboa, 95 por cento.
Rio de Janeiro, a 2 por O/o de rebate.
AccOes do banco 10 O/o de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Hisconto de leuras de 11 a 12 de rebate.

METAES.
Ouro. ticas hespanholas. 2855300 a 2955000
Moedas de 65*400 velhas. 1(19000
de 655400 novas. 1655000
de 455000...... 955000
Prata. Pa taces brasileiros..... 155930
Pesos columnarios. ...*..' 155930
mexicanos ..;... 155800
PARTIDAS DOS COBREIOS.
Olinda, lodos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28
Goiama e Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, c Natal, as quintas feiras.
- PREAMAR DE HOJE.
Pnmeira as 6 horas e 6 minutos da manhaa.
Segunda as 6 horas c 30 minutos da tarde.
EXTERIOR.
Trasladado' das reliquias de
Santa-Theudosia
Benao lolemne das reliquias de Sanla-Theudosia.
i-feira 11 de oulubro, pelas dez hons da ma-
leve lagar o solemne reconheciroento das re-
liquias de S. Theudosia, na prend de Sua Em-
a e cardeil arcebispo da Reims, o Sr. hispo
de Amiens, o Sr. hispo de Poters, varios prelados
do Capitulo de Nolre Dame e de graride numero de
eclesisticos,
> cardesi arcebispo sentou-se, lendo a sua direila
le Poitiers, e i esquerda Mgr. de Salinis, o
bispo Amiens, o Abb Graval, o dejo de Picquigni,
depuladn do clero, e o condedo Escalopier, diputa-
do dos ne9,' para condtizir de Par a A mieos ai
liquias qne anteriormente baviam trazdo
de Genova, e dirigi ao senhor bispo de Amiens o
discurso segiiite :
O Abb Graval, deo de Picquigny :
ior.Bemavenlurado neja o Dos de loda a
que concede i V. Exc. o enmprimento dos
f ardenles drsejos, pois que o corpo de San-
sala toca ueste momento o solo que vio o
Intento, e torna apparecer enlre nos depois
:e secutas, decorado cum a aureolados San-
tos e a palma dos Martyre* !
oh rolaros dirao, qne nesles lempos dif-
elado, Ilustr por sua piedade, pelo
i toa instruccio, depois de ha ver Te-
lado os lacns de amor que Onem o clero
m supremo ponlilice, ten> imprim
)bca gloriosa, euriqueccuilu.-i'siia
o thesonpTque temos a singular
MtrSifagradas mos. Osan-
Amiens dirao tanibem qne as an-
de Sauta-Theiidosa, marlyr, esteve
rnenlos em o tmulo do nosso primei-
s marlyr, eque Coi deste veneras*! sanc-
> que vieram triumphahlemenle cercadas por
i que llamis Ilustre pertencenle igreja em
;a e n.-w naroes vizinhas. por entre os spplausos
dadme do povo, para ir repoosar finalmente sob
is abobadas da esplendida calhedral que o
mundo admira. 1
melle lagar. Kmla-Thendosa, restituida, i
veoeraeSo, derramar solire cidade epis-
obre lodo o paiz as suas grabas e favo-
retaoveri para longe de nos as calamidades e
lera em nono favor a preservado da f
1 ella derramou o seu generoso sangue
enhor. ella pedir a Dos que estenda os das
lie., que lie a nova gloria assim como o nos-
so anudo pastor e p'a.
la Escalopier enlo fallo da maneira se-
gointe :
WihoT.Odeao de Picquigny se dirigi a V.
i neme do clero da diocese de V. Exc. ; per-
in Umbem, em nome dos fiis, approximar-me
le V.'Exc. coma homenagem de urna gralidilo de
que mas posso ser fraco interprete. Se, semelhan-
>ervadnr de un navio que descobre uro pon
soso n'ama (erra distante, fui bstanle feliz
da assigiialar V. Exc, a exislencia de um Ihesou-
ro. que a "Vossa Exc. senhor, i sua solicitHde,
ao peculiar anecio, lao razoavel e lao especial, que
V. Exc. e i sua sanldade Pi IX, devemos
pnaa do corpo precioso de Sahta-Thendosit e o
que o aguarda.. Ella lem as nossas suppli-
lamoteseu lomule: participamos com o
mt, que V. Exc, lem feilo em nossofa-
vor, fez Umbem em favor da marlyr de Amiens :
divida do seu paiz, invocando todas as
> da Dos sobre o nosso Ilustre e veneravel
peaUfi
Saliuis responden da maneira miis grata
aeat rados deputados. Depois de ler referido o
ibos (iiiham feilo, indo em busca das reliquias
da illotlre nativa de Amieus, e lendo-lhes dirigido
o encomios que elle ao justamente merecen). S.
larou, que o dia em que as reliquias de
leadosia foram trasidas para o seu paiz era
o ma* gloriase da sua vida ; dirigi em nome do
H agradec me n tos a M. de Escalopier. o
desconecto o precioso thesouro de que
os posse. foi de alguma sorle o inspra-
le nunifeslacao religiosa', que (era lugar
teda de amanilla. He particularmente,
i S. Exc. a sua eminencia o cardeal
Reims que devemos poder oblcr esle
o, porque, indo i Roma. S. Exc. levou ao
lo Padre em conselho urna obra daquelle emi-
ti, pela qual o soberano ponlilice Ihe
a sua eslima em termos que nao repeli
i de oflender a modestia deste illuslre car-
rcebispo enlo exprimi a toda a assem-
icidade, tomando parle na grande testa
reparada para amanha. SO alguma im-
ihysira, disse elle, me impedira de
lano desejava assistir a aquella ceremo-
er occasiao para renovar solemnemenlt
asi sania igreja calholica ; que
SOS, disforcados sob diversas formas,
procoravam destruir.
sque as reliquias eslavam encerradas
l sobra ama mesa dianle dos bispos, os
fna, cortando o cordao de seda encar-
rjava-a, cebarla com varios sellos, e
lia Aurelia Theudosia, restituidas ao seu
FOLHETIM.
^kreSDEL(WELACIO.(*)
{r Asaaalaa Achara.)
?
I
L'H QI ADRO.
(Continuar rm.i
Entilo'.' repeli Sr. de Flize apens ficou s
coa Mr. de Vanvilliers.
Ah mea cbaro, leiibo ms noticias que dar-lbe.
principe nao quer '.'
Justamente.
Mas um deses dial Ue nfferereu-me *em mil
franca* em que e.a Ihe pediste.
He que oulro dia o senhor no prarisVa.
Que! elle recusa esses mil luizw?
Oh lian elle desculpa-se..... Diz que nao os
lem, e nada mais.
Que traante! exclamoa Mr. de tlizefSeu prin-
rine, mea charo, lem um coracao deparlo,
Esa he boa! lem um coraran de t ircumsiinr8.
Elle:
Eu o vi larsar bilheles de mil francos a cada
ptibaru : mas anlao Iralava com urna dansarina.
Ah coila.la quanlo a laslimu !
Agora quo prclcndo o senhor fazei ?
. de pensar nisso..... A noite da conselho,
acreastnlou elle rindo.
e madama do Mon-
jheax; le f.haramande, e ma-
romances no piano,
tna\... is chegou-se para ella.
Helena em voz breve, e
^Ti^Bld"... Teejto medo deque nos
o cqnde foT
Idccer, e ilrixou
tecla; Bp um acror-
paiz, foram expostas vista do povo de Amiens, que
ancioso as contemplou. Anteriormente a islo, lera-
so o acto pelo qual o Sr. bispo de Porphyrium, que
havia recebido as reliquias em Roma, em verifica-
tfo da authenlicidade do processo verbal, fizera em
Genova na occasiao de restituir as reliquias de Sania
Theudosia ao Sr. bispo de Amiens, por Mgr. Palla*
vicino, em Iroca das de San-Vialor, e com urna nota
indicativa (testas reliquias, feila por Mgr. Palla-
vicino.
Todas as pessoas presentes foram admillidas a eon-
lemplar a reliquias e o vaso de vidro linio com o
sangue da marlyr, e a tocar nos objeclos da devojo.
O marmore que encerra o nome da santa e a indica-
cao do seu scula, NAT. AMB1ANA, foi lambem
expostn .i contemplado de lodos.
Depois de urna hora pouco mais oaynenos em pre-
gada na conteniplacao das reliquias da nossa illuslre
compatriota, a caixa foi fechada e sellada de novo, e
envolvida com um veo. Depois da partida dos pre-
ladas, foi exposta i veneraran dos fiis na igreja de
Santo-Acheul, do tmulo de San-Firmino.
He escsado dizermos quam bella e affectuosa foi
esta ceremonia na sua magestosa simplicidade. Os
ssos de Santa-Tlicudosia offerecidos a dmjsa?)a,de ''
lodo, 10o perlo da aboban* em ^ue^Pmsm os dV -*r
nosso grande apostlo San-Firmino, profundamente
commoveram o coracao. e perm'Hiram que experi-
mentasse um desles senlimenlos de alegra e de res-
peilo, que s as ceremonias caliolicas inspiram.
Pela manhaa nnna depntaf-o do clero de loda a dio-
tese se apresculcMatBajfjW-to episcopal pata olt'ere-
cer >iMep^Saf* ,^>a cruz de prata.. A depula-
oi receblda e^fesenca de suas eminencias os
cardeaes, de Suas Excs. os arceUispos e bispos, e de
numerosos hospedes convidados, padres e seculares,
que enchiam os saines do palacio.
O reitor de San-Remy fallan em favor dos seas ir-
m5os, e no seu discurso recorduu as principaes ac-
ides que linham ailornado o episcopado de Mgr. de
Salinis durante .os quatro anuos que se passaram de-
pois que se encarregou da vasta diocese de Amiens.
Falln nos esforc* que o bispo linda feito para aug-
mentar o zelo de um clero tilo fiel s recras de disci-
plina ; para reslabclecer a lilhurgia romana, qne*s-
tabelecia 13o perfeila harmona entre as suas supp|i-
cas e as snpplicas da igreja universal ; fallou acerca
daVeuniao do concilio provincial de Rheiros, e dos
Synodos qne liveram lugar em consequencia disto ;
sobre a visita do bispo ao tmulo dos apestlos, e a
sua lisongcira recep^ao pelo soberano pontfice; fi-
nalmente, fallou em elle ter obtido e coiiduzido as
reliquias de Sanla-Thcudosia, esta santa nativa de
Amiens. a qual, ha quinze serulos, apresentou dian-
le dos t\ ramos o generoso lesteiminho do seu san-
gue. Taes foram os memor.-iveisfeitos que Ihe inspi-
raran! a idea de presenlcar a S. Exc. com um cajad
pastoral. Inscrcveu-se a historia das suas acrOes em
Amiens, e conlm as aulhenlicas reliquias de S. Pi
Ve deS. Theudosia.
A cruz foi feila por M. Froment-Marice, c he
una obra-iima deste artista. Eis-aqui ainscrip-
c3o :
o D. p. reverendissimo Antonio de Salni Cleros
Amhian.enss dono dedil pro rebus in augmehlum
religiouis lene getlit, grali animi monumenlum.
Conciltum Ambiancnse primm. Liturgia Romana
remiurata. Synodi diaceani relebratio restitua.
Iterad tintina apottolorum protidenter incephtm
el feticittime peractum. Corpiu B. Theudosia:
gucesiRim telalumque diei'2 ortobrit, itj3. Epitco-
palmprretulit noUri quarti.
A conferencia de San Vicente de Paulo de Nossa
Senhnra de Amiens, na sesso de segunda-feira, 10,
decidi que se lizesse ama extraordinaria distribai-
cfto de comida com todas as familias indigentes que
awistiram nojdia da Irasladaco das reliquias de San-
ta Theudosia. '
Oulubro 12.
Desde pela manida sedo a cidade lornnu-se festi-
va. Mulliuocs de pessoas enchiam as ras, mas gran-
de i uquielaeao opprimia o espirito de lodos. O lem-
po era mo, em consequencia da chava que.cahia.
Comludo. de lodos 'as lados o povo se poz em movi-
meulo, e sem embargo da mi estaro o numer que
concorreu afestividad fui immenso. Sania Theu-
dosia (diziam os concorrenles) boje operar c sen
primero milagre, e teremos um sol brilhantc. Esta
confian-a n.1o foi Iludida.' A chuva cessou depois
de meio-dia. A procissao se organisou cora perfeila
ordem, e observou-se que o sol appareceu no mesmo
momcnlo em que o carro que conduzia as reliquias
de Sania Theudosia se poz em movimenlo.
Os nomes dos principes da igreja cuja presen-a da-
va esplendora esta ceremonia eram os seguales:
Suas eminencias os cardeaes Wreman. arcebspo
de W eslmnsler. Goussel. arcebUpo de Rheiras; e
Morlol, arcebispo de Tours.
SuasgrarS os areebispos de Dubliu, Tuam, Bogo-
la, Sens, Cambrai e Hab; Ion.
Suas excelencias os bispos de Mans, Soissons,
Beauvais, Arras, Poliers, Angoulme, Versailles,
Bruges, tihenl, lonrnai, Namur. Genebra e l.ausan-
ua, Autum, Guadaloupe, Tahiti, Siam, Mgr. Dapu-
ch, ullimo bispo de Algers, o bispo de Adras, a o
bispo de Amiens.
Mgr. Vecchotli, encarregado de negocios da Santa
S.
Mgr. Lacrois, Mgr. Caire, Mgr. Hlanquarl de 1^-
motle, Mgr. Seart, prelados romanos.
O abbade mitrado dos Benedictinos de Munich e
o relor das escolas da abbadia de Ensiedlen chega-
Bem eis minha mulher interpretando algnm
nocturno sentimental, disse Jorge; a msica tem si-
da bem fnnebre esle anno!...
O principe fallon-me esta noite dos mil Inizes
que empreslou-me, dovo pagados nesles tres dias,
murmuren o conde ao ouvido de Helena.
Ah! meo Dos! disseella.
Nao se afflja, lornou elle ; vendendo ludo o
que me resta, farei essa somma, e dppois...
E depois? repeli madama de Flize com voz
moribunila.
Vossi lem soflrido moilo por mim; n,1o solfre-
r mais, repoudpii o ronde iiludindo a pergunla.
Helena inlericoii-se contra a hnrrivel rmoco que
alacava-lbe a garganta. Seus olhos eslavam seceos,
seus labios ridos.
Ella tocou machinalmeiile um relornelln brilhan-
te, < iiielinoii-se sobre o piano para que nao, vissem
a perturbaran de suas ferfies. ,
Alii! eis o que parece barcarolla! interrnmpeu
Mr. de Flize. He de Monpou o que voss est to-
cando-;
He.a Saltarelle de Kossini, respondeu Mr. de
Vauvilliers vollando-se para Jorge.
Que coragem tem vast eolio 1 Sinlo-me mais
mora do que viva, lornou Hejctia baixnho encaran-
do o conde.
A coragem de quem ja lomou seu partido.
Oura-mo. Armaod, coutiuunu madama de Fli-
ZS, he preciso sabir de nina posirilo 1.1o lerrvel; nao
deesilj^ada antes de ter-mc visto, nada, entend?"
E
A fehro luztkno olhar de Helena. Mr. de Vau-
villiers n,1orespm*u nada, mas indinou-se como
um homem que ceilaa]tuma vonlado superior.
Mr; de Flize tomou?^,'eil-'3la i o Chapeo.
Val Mr? perguniinu-ll|eMr. de Charamande.
Vo'i uo club animJC **r- de Mmichenol.
Ah sm, para a fanTI'-- partida exclamou Ca-
rolina. O senhor exereel funrcOes de teneute-
geral?
Nao exerco as func-i"'-" accinnisla rom Mr.
de Vauvilliert. que lambe n 'le ao menos se per-
der, quero saber como per.001" A balalha be em cin-
co roMe, c dar ler cunw'8''0 da horas.
Entilo v logo! me.'- marido pode limito bem
ler perdido sem o sei
Voase nao vem./Armand* ilisse Jorge.
Arnund saudou rq/adama de Filie, segulo a Jorge,
des no mesmo dia da ceremonia, no momento em
que a procissao ja deixando o grande seminario.
M. Uuquesnay, deo do capitulo de Santa Geno-
veva e varios dos membros do capitulo, lambem as-
sistiram a procissao. O numero dos ecclesiaslicos
em Amiens foi avahado em 1,200 ou 1,300. Mu tos
vieram de dioceses mu distantes.
O imperador e a imperatriz deviam virdeCom-
piegne para assistir a trasladarlo das reliquias de
Santa Theudosia. Comludo, era consequencia da ren-
nao do conselho de ministros, s poderara dexar
Paris depois de meio-da do dia l; (odavia, o impe-
rador nilo quiz que esta occasiao se passasse sem dar
um novo (estemunho de sympalhia ao bispo de A-
miens. O Moniteur annuncia qne Mgr. de Salinis
e o abb Gcrbel, autor da bella nolicjacetca de San-
ta Theudosia, foram nomeados, o primero odicial, o
segando cavalleiro da legifl'o de honra.
I
Decoraran da cidade.
Um da antes, Amiens assamira urna apparencia
festiva; carrnagens carregarjas d6 povo chegavam de
todas as partes; cada tren Irazia para dentro das
mural has immenso numero de viajantes; dissereis
peregrinos, que vinham a'ssislr sgrandes manifes-
taoes calhplicas que Amiens exhibir i Franca e
Ceja.
Asmas pelas quaes a* procissSo dovia passar ba-
viam sido ornadas Hesde a manhaa, e a chuva que
enISo cahia, nSointerrompeu por um i oslante as pre-
pararoes qne se raziara em lodos os lados. Era mis-
ler ver a decorasSo das nossas ras para formar-se
idea do aspecto apresenlado pela cidade de Amiens
no dia da entrada da marlyr. que. havendo-aHeixa-
do. sendo entao smente urna fraca mulher, ha quin-
ze secu|os, voltava hoje loda esplendida de gloria.
A decoraco da capella do grande seminario deve
primero lixar a nossa adenco. O cero est lodo
Torrado de encamado, e a Inz do da ahi nao pode
penetrar; milhares de velas ahi derrama.m a luz que.
sempre se musir sombra e cor.de sangue quando
alguema ve.chegar da luz do dia. No extremo est
om calvario sobre nm rochedo; he dianle da ima-
gem de Dos, raorrendo por todos os homens que a
urna da marlyr que morrea por Dos fui depositada.
Na parle mais baxa da igreja, as paredes, obser-
vamos pinturas, representando as catacumbas. Todo
o aspecto desta capella, d'csl'arle decorada, he ma-
gesloso e inspira recordacoes. Era primero lugar,
as pinturas que nos lapresentam os sepulcros dos
primerosmarlyres; depois no coro pintado de ver-
melho, c alumiado c,om innumeraveis velas; e no
fim a urna da nova santa. Onde existe peilo chris-
Uo. que nao tenha sido profundamente abalado ao
ver este espectculo Assim pela manhaa .a multi-
dao era tal qne foi mister fechar as.portas pela volla
das nove horas para so poder concluir as prepara-
res.
Toda a fachada #a igreja de SanCAnna eslava for-
rada com (apecarias brancas e vermelbaS e cora gri
naldas de verdura, havia em cada lado da estrada
duas plataformas destinadas a receber meninas vesti-
das de branco, que espalhavam dores medida que
a procissao passava, algumas das quaes vestidas de
anjo, levavam as nscripc.es seguintes. a' direila,
no lado do seminario:
Ha-cetlqua-ce'tit de tribulationemagna.
A' esquerda :
Ideo cornala palmam possidal.
E oulras tomadas aoepilaphio da santa.'Eslas pla-
taformas estovara .adornadas com dous maslros de
verdura, mui altos.e coroados com banderolas zoes;
as decoraces que acompanlmvam explicavam o sen-
lido das inscrip<;i->es; caminhando-se para o semina-
rio, viam-se maslros cobertos de verdura.e sustentan-
do grinaldas semelhaules que eram atadas amas s
nutras; esla verdura nnirorme exprima a raagoa
causada pelas tri bularles. No lado da cidade, a de-
coraco da plataforma era magnifica, e composta da
llores de toda* especie, emblema dos prazeres celes-
tes e das recoroiiensas eternas.", He jaslo render a
M. Aubert, ecclesiastico da parochia de Sant'Anna, o
tribulo de louvor de que he digne por ler concebido e
execulado esla decbracao magnifica.
Na tachada da igreja de San l'Ama, acerca de que
j fallamos, eslavam estas palavras: Santa Theu-
dosia, protege-nos.
A' porta de Noyon havia um arco de triumpho
enm Irea prticos, levantado pela parochia de Nossa
Senhora; a decoracSo era branca, cor da innocencia,
com as Ires arcadas interiores, com as hombreiras e
os ladoscobertoscum verdura; cima das duas arca-
das laleraes eslavam inscriptas, n'uma o Innocenli,
e na oulra Uarlyr.
Toda a Tachada eslava adornada com cariuchos re-
dondos, presentando as ledras iniciaes do nome da,
sania, para quem esla esplendida decoraco fura pre-
parada.
No cimo deste arco monumental est urna gallera
de verdura, ornada com lapecerias vermelhas, salpi-
cada de bandeirasde todas as cores, conleodo as ini-
ciativas do nome da sania ; e em cima flucta um
mmenso estndar le vermclho e branco, com eslas
palavras: 'Iheudosiai Ambiani concicei. Toda esla
decorarlo faz muU honra ao tlenlo c zelo de MM.
Delplanquee Vion, administradores de Nssa Senho-
ra, sb cuja direefao foi eiecutada.
No meio da prica Perigord levao(ou-se um ira-
menso arco de triumpho, no eslylo ogival, rosta
dos parochianos dc.San Remy e de Nossa Senhora,
sob a direceao de MM. Jourdain, Canon de Nossa
Senhora e I.efevre, curas de San Remy. Este arco
de triumpho representava nos seos duus lados urna
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e qnintsfciras.
Relaco, tercas feiras c sabbados. '
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas,
l.'vara docivcl, segundase sextas ao meio dia.
2." vara do civel, quartas o sabbados oo*mip dia.
e ao cabo de um rainulo o rodar de urna carruagem
relinio na ra Blanche.
Pois bem! disse Carolina, imitemos oossos ma-
nilos, e (acarnos em casa o que elle fazem no club.
Senhor marquez, acrescenlou ella dirigindo-se a Mr.
de Charamande, eu o desafio.
Purtn somos s tres 1 observou o velho.
Nao importa, respondeu a amavel mulher.
Madama deJu'onchenot, que quera a lodn o cusi
distrahiraaHRicandeMr.de Charamande, o qual
por fim poderareparar na agitaco e palldez da fi-
nia, foi hera succedda. Essa greca de urna mulher
noca e formosa, que penrava em seu diverlimento
lisongenn o velho, o qual assen(i>n--i> mesa de jo-
go. e rasgn u envoltorio das carias cheio de alegra.
Madama de l-Jju Lptava com sen peusamenlo para
forra-lo n applirW-se as combinai-oes do whist; seus
ervos eslavam horrivelmenle estirados, suas faces
abrazadas e suas maos fcias.
Madama de Monchennl oarecia lonca de alegra.
A' meia-noile Mr. de Charamande, lendo ganho
tres lentos', relirou-se deixando Carolina com a
filha.
Eis a hora dos segredos, Ihe disse ella mostran-
do o relngio com o dedo, o senhor vai, eu (ico.
A hura dos segredos, ou dos velhacos? respon-
deu o marquez beijando a Ironle'da filha.
Apenas o pa passou a porta do salao, madama de
Ib/e leve um ataque de ervos, e cahio sobre a pol-
trona. '
Carolina lomou-a nos bracos, e desatacou-lhe os
clcheles do vestido.
OpeilodeHeleua palpilava violentamente, ella
linha as maos mais fras que o marmore. e os labios
branros. Eslava sulTocada ; emfim um diluvio de la-
grimas allivinu-a. e escarniendo a caliera entre os
bracos de Carolina, exclamou :
Meu Dos quanto sotl'ro! tende piedade de
raim!
II
O INTERIOR DE UMA ACTRIZ QUE ESTREA.
Entretanto Mr. de Flizee Mr. de Vauvilliers che-'
garam ao club, e acabaran) o whist internacional na
primeara partida. Cada um dos parceiros linha ga-
nho um roble, e as probabilidades eram iguaes.
Os dous mancebos msluraram-se enire os curio-
sos, a passaram quasi um quarto d'bnra vendo as
cartas raiiirem silenciosamente na mesa, onde lata-
va a gloria dos duus pavos.
.-*^*^r > -r. ^ aaa I -^*7s^*a|
mui alia porta ogival, acompanhada por duas arca-
das semelhaules; as cores erara brancas e vermelhns,
o arco eslava malisado de estrellas e feslOes de mus-
gos e flores completavam as decorac,Oes; nos dous
lados viam-se sobre o vrtice da ogiva a redoma, o
machado, a palma, e a corea da marlyr, e nos qua-
tro ngulos graudes banderas (lucluavam, mostran-
do eslas inser pees:
Tcnemuiianguinemtriumphalem.
Colltgimssanguinem qui tctlit en pauionit.
' Sanetit marlyribu talit est gloria triun'pho-
rum.n
Sanctis marlyribus phiala in lepulturu cata-
ciimbarum.a
Enlre as duas fachadas haviam algumas platafor-
mas destinadas para os meninos que eslavam collo-
eados all para lancarem flores na occasiao em que a
procissao passasse.
N'uma palavra, o arco triumphal da praca Peri-
gord era um dos mais lcitos,e cerlameiile'o dasmaio"
res proporees de lodos os que temos admirado.
Urna nica idea era conlidanas decuracoes das ras
da parochia de S. Jacques,,e est| idea era a home-
nagem paga por loda a parochia Sania Theudosia;
urna parochia he composla do clero, dos homens, das
mulberes, e dos meninos; os quatro lados dos dous
arcos de triumpho que admiramos na ra Gressel ex.
prime, por tanto, a homenagem destas quatro partes
da parochia. Mas para descreve-las com exaclidao,
fora uielhur dzer que esla engenhosa decoraco foi
devida ao plano do Abb Voclin, rura da parochia.
A' entrada da ra Gressel eslo dous obeliscos,ca-
da um cordado com cruzes douradas, e lendo esla
inscripcan na base :
Ba-ultabunt Domino otia humiliala, n priraei-
ra saudsro dirigida illuslre Marlyr de Amiens
por toda a parochia deSan-Jacqoes. Depois, em am-
bos os lados da roa, haviam maslros com banderas
brancas, ornados com cruzes de prala c com escde-
les da figura de Santa Theudosia cercadoe com pal-
mas.
O primero arco de triumpho, collorido junio do
armazem das Pompes, ra Gressel, lem duas frentes.
A primeira que deila para a ra Delambre, fni deco-
rada pelo clero. A decorarao he de velludo encama-
do, cbm franjas de ouro. O encarnado cor de mar-
lyrio, lembrava aos sacerdotes que he do seu dever
sacrificar as suas vidas pelo rebanho confiado aos seus
cuidados.
Por tanto o emblema desta fachada he o da Mar-
lyr cujos symbolos vemos no sino, composto da redo-
ma, das palmas, das algeroas, do punho do alfange,
e lemos esta inscripcao: a Marlyri Thtudotim
in patriam redeunt, parochia; Sancti Jacohi eterus.
(A' Blartyr Theudosia, ao vollar para a palria.o clero
da parochia de San-Jacob.)
A fachada que olha para a igreja de San-Jacqes
mostra a homenagem de todps os homens da paro-
chia ; a decoraco he composla fe velludo verde, com
franjas de ouro. O emblema he a forca rendendo
homenagem braudura, representada por um leao
deitndo ao pe de um cordeiro, com esta inscripcao :
Benignissimw THeudosiiv parochia Sancti Jacobi
ciri incala: (A muilo benigna Theudosia, os habi-
tante! do sexo masculino de San-Jacob.)
O segundo arco de triumpho tambera tem dous
lados, e est situado na exlremidade da na Gressel,
nao longe do chafariz de San-Jacques.
A primeira fachada, a homenagem das mulberes
da parochia sua Ilustre compatriota, he.rema|ada
pela estatua de Santa Theudosia, col locada na frenle.
Onze a doze mil flores estao abrindo n'um chao bran-
co, e o mnsgo que guarnece a fachada, e represen-
tara coreas e pastilhas. I,-se ahi a inscripcao se-
guintc :/compora6i'fi femina: parochia; Sancti Ja-
cobi mulieret incolat. ( A ncomparavcl mulher, as
mulheres da parochia de San-JaMb.)
A outra fachada erigida pela moeidade da paro-
chia, he decorada de verdura, mnsgo, hera, buxo, ha
sido feila pela gente moca, e oirerece um mui lindo
aspeco ; o emblema lie o lirio da innocencia enri-
quecido com curdas de paz, era fundo moilo azul,
cora esla inscripcao : Innocentiisimac- Theudo-
rim parochia- Sancti Jacobijuventue. ( A muilo in-
nocente Theudosia, a moeidade da parochia de San-
Jacob.) Todos os arcos de triampho sao rematados
com una cruz de verdura.
Maslros semelhantes aos que j temos mencionado
cunlinuam desde esle arco de triumpho al a exlre-
midade da parochia.
Na passagem da ma de San-Jacques para a prara
de San-Firmino, orna magnifica cpula de verdura
eslava suspensa no ar, com tirantes de velludo verde
e de paii&o branco alados aos maslos, he a corda of-
ferecida i Sania Theudosia na exlremidade da paro-
chia.
Esla decoraco magnifica, cuja idea pertenco ao
Abb Voclin, foi executada cusa e pelos ardenles
cuidados dos habitantes da parochia; louvores sejam
dados ao zelo inexgolavel do reilor de Jacques, o
qual relor, durante quatro domingos consecutivos,
excitou no espirito dos seus parochianos a devorao de
Santa Theudosia, que ahi reina umversalmente. As
dadivas dos ricos e as ouertas dos pobres contribui-
ram para esta sublime imjnireslacao calholica, que
ser urna nova gloria parea parochia de San-Jac-
ques, para o seu veneravel pastor, e. para o sacerdo-
te nao menos instruido do que zelos que conceben
o desenho.
Na oulra exlremidade da praca de San-Firmuo
via-se nm magnifico arco de triumpho de verdura,
adornado com flores. O plano respectivo, erigido
SS.
, Marco 6 Quarto crescenle asi horas,- i I minu-
tos e 48 segundos da laade.
' 14 I.ua cheia as 4- born, 14 minutse
48 segundos da larde.
21 Quarto minguanle as 3 horas 43
minntos e 48 segundos' da tarde.
" 28 La nova as-2 horas, 20 minutos e
48 segundos da tarde.
2J Segunda. Ss.
28 Terca. S. 1
1 Quarta. de Cii
2 Quint. Ss.. Joviao
3 Sexta. Ss. Eme**
4 Sabbado. Ss. Ca
5 Domingo. 1.' da (3
in Laierano I
Emfim a victoria pronunciou-se em favor de Mr.
de Monchenol, cujo jogo hbil forca de lemerida-
de decidi da balalha, nm instante compromejlida
pela alta de sen tenenle-geral.
He urna partida ganha apona de baionela!
disse om velho jogador enlhusiasmado.
Quercem luizes pela sua entrada? Ponho-me
em seu lugar, disse a Mr. de Flize um bello mancebo
chamado Adriano Bousonville.
N.lo, meu charo, lerei ludo ou nada, respondeu
Mr. de Flize. ^
Indas assor(es de aposlas eslabeleceram-se em
Inrno da mesa, bem como em lomo da tribuna do
club nos di de corridas, e ped'ram Mniicbeiiol ..
premio.
I.ord Slone ollerecia gravemente aceitar todo o
quo propozessem; mas como as probabilidades nao
eram iguaes, os aposladores repelliram suas of-
frlas.
Alguns quo o medo havia ganho abandonaran! o
Ierro de sua eulrada para lercm o direlo de se rcli-
rarem.
O inglez lomou o resto por sua conla.
Quando a segunda partida ia comejar, Mr. de Fli-
ze tomoo o braco de Mr. de Vauvilliers, e disse-
Ihe:
Vamos casa de Faustioa ?
Eu e que fare l ?
Has de ajudar-me a passar o primero quarto
Ahora.
Engana-se; com o senhor s, ella se agaslar,
com dous chorar.
O chuvisco abale o grande vento, tornou Jorge
puxando JMr. de Vauvilliers.
O coup de Mr. de Flize parou no fim de alguns
minutos (liante da porta de urna casa da ra da Ar-
cadia, onde Fausliua tnha sen aposento.
Esse aposento era situado to segando andar d
una casa nova ile varandas ; u porta principal eu-
veriiisaua e guarnecida de grandes argolas passadas
na goela de leocs de brome dava para um vestbulo
assoalhado para amortizar o rodar das carriiagens ;
as paredes laleraes em estuque brilhavam, e a abo-
bada linha enfeles dnurados c coloridos no goslo do
renascimento. A escada do carvalhu elegaule e es-
vella careca de largura, romo quasi todas as oseadas
das rasas novas de Pars, ande a eareslia dos Ierre;,
nos obriga o srchileclos a eomomisar o espa'
le moravW
lina, os vizitadores piavam, um lapele deftgeado:
segundo o desenho de M. Mazenod, he um prtico
golhico ; no cimo da Tachada est urna rosa da Bor-
onha ; r urna cruz, cuja sumidade lem urna eleva-
cao de 15 melros, cora este monumento real, cujo
aspecto lem urna simplicidade graciosa ; em cada la-
do pequeifas torres, abertas no meio, cercam as esla-
(uas de San-Firmino e de San-Germano, ambos p.v
droeiros da parochia de San-Germano, a qual erigi
este arco triumphal. Os dous bispos, parecem estar
rollocados all para abenc/jar as reliquias Sauta Ten-
dosia ao entrar na parochia de San-Germano. Fora-
mos injustos se privassemos n Abb Berln, cura (tes-
ta parochia, dos encomios que elle lao justamente
merecf pelo zeloe gosto exquisito de que deu prova,
dirgindoa construirn deste arco de trinmpliu.
Na presa de San-Martn, nina cpula vermeifia
salpicada de estrella de ouro eslava suspensa de dous
maslros mui altos de verdura ; liras de panno encar-
nado caluam desta cpula e ficavam presas autravez
em oito maslros,decorados com grinaldas de verdura
sobre chao branco, e com banderas vermelhas e
brancas.'
Chogamos agora calhedral ; urna immensa ban-
deira vermelha o branca fluclua no vrtice da torre,
e annuncia qne ahi honramos naquelle momento
omaMartvr cuja vida he um modcllo de innocen.
ca.
No interior urna quantidade nnumeravel de flam-
mulas vermelhas e brancas ornadas com estrellas
de ouro pendem do lecto arqueado. Na nave, ban-
deras dasmesmas cores estavam suspensas das colum-
nas ale o meio dos arcos lateres. I.-se as pala-
vras segnintes:- A' Santa Theudosia, e os nomes
das principaes cidades da diocese.
O sanctuario eslava magnficamente decorado, as
lapejaras de velludo encarnado e de eslofos braucos
bordados a ourd. decoravam as frentes das galeras
superiores, as quaes eslavam pintadas imL-icao de
urna tapecaria de diflerenles cores, assim como gri-
naldas de verdura, que erara continuadas por lodo o
edificio'.
Depois de termos descriplo do mellior modo que
nos foi possivel, as decorac/>es executada sob a di-
receao dos ecclesiaslicos de cada parochia, chogamos
agora aquellas preparadas por individuos particula-
res, que nao sao menos bellas, e nao apreseniam dis-
paridade com os magnficos arcos de triumpho de que
j lemos fallado.
Todas "as mas por onde o prestito devia passar es-
lavam magnficamente ornadas; grinaldas de llores e
de verdura, magnificas lancearas, pannos' encarna-
dos decorando todas as Trentes ; liam-se numerosas
inseripees. Podemos copiar smente urna na ra do
grande suburbio de Novou ; era concebida nos se-
guintes termos: Tu gloria Jerutalem, tu liono-
ri/icenlia pipuli no/trl. Ora pro nobit snela
Theudosia. Nao Hornearnos ninguenv parque .fura
necessaro nomear a todos.
A redoma, os emblemas da marlyr, e banderas
brancas e encarnadas, eram vistas de lodosos lados.
Na ra de Noyoy alguem leve a engenhosa idea de
collocar sobre as tapetaras os retratos dos cinco bis-
pos de Amiens, predecessores de Mgr. de Salinis. Na
entrada da ra de llenrique IV urna cora eslava
suspensa nos ares, e duas tiras de estofo branco des-
cm, e as oulras duas ponas estavam presas s duas
halustradas do est\lo ogival, fazendo muilo bom ef-
feilo. Na ma Delambre um immenso estandarte
branco, com urna cruz vermelha, penda de duas ca-
sas no meio da ra. Grande parte da ma S. Marlin
eslava robera de grinaldas de verduras. Coras de
flores e de verdura estavam pendentes de muitos lu-
gares.
as ras por onde o prestito nao passava, a cida-
de mostrava todava urna apparencia festiva. Gran-
de numero de rasns eslavam ornadas com grinaldas de
flores, com banderas das cores da pureza e do mar-
tyro, branco e vermclho. *
Paramos aqu, nao porque nosfallem assumplos da
descripeo, mas porque a nossa noticia lomara urna
excessva exleoso, c passamos a descrever a ceremo-
nia da trasladado.
II
TrasladdrSo das reliqnyts.
Na quarla-feira, 12, as reliquias depositadas na
urna de madeira dourada, foram condozids em pro-
cissao de S. Acheul capella do grande seminario,
onde foram depositadas e expostas venerarao dos
fiis pela volla de nove horas da manhaa, sendo ne-
cessaro fechar-se as portas ale aquella lempo, afim
de concluir-se as preparacoes, em consequencia do
mui grande concurso de povo ; e os padres permane-
cern! continuamente em orarao dianle do santo cor-
po at a hora da trasladaran.
Ao meio-da as diflerenles procisses que deviam
compor o cortejo triumplial de Aurelia Theudosia
comecaram a reunir-se i entrada do seminario, e fo-
ram enllocadas pelos mestres de ceremonias na posi-
cao que cada urna devia oceupar, ao passo que os
prelados se d irigiam em carrnagens no seminario para
ahi se revestirem com os ornamentos pontificios. Pela
volla de duas horas a procissao cometn a muver-se
quasi na ordem indicada no programma, e na ordem
segainle :
Um peloto de cavallaria e nm destacamento de
tropa de linha dirigiam a procissao. Entao vinham
urna a pus outra, as procisses dos quatro arciprestes
de Doullens, Montdidier, Perenne c Abbevlle ; es-
tas quatro procisses eram compostas da maneira se-
guinle :Os Swiss, urna banda de msica, a cruz,
meninos conduzindo banderolas, as quaes estavam
inscriptos os nomes das parecidas sob a jnrisdicao do
verdes e encarnados preso nos degros por \arinhas
de cobre dourado.
Urna grande cortina de seda pendia da porta par-
tida, que'apresenlava-se direila da escada, e no
meio dessa^oi la via-se urna dessas pequeas fecha-
duras brilhanles, que a coramodidade fez adoptar, e
cujas molas d'aco jogam ao esbirro de urna chave
imperceplivel\
Mr. de Flize bem linha na algibeira a chave dessa
fechadura; mas puxou o cordao da rampainha, e es-
peaou que vessem abrir.
A senhora est em casa? pergunlou eileo
criado qne apresenloii-se.
Esl no quarto, respondeu o criado, palifesi-
nho, que moslrava ao fallar denles alvos romo os de
um galo.
Mr. de Flize prcredendo a Mr. de Vauvilliers a|H-
vessou a antecmara e o salan, toreen o bolo de
crysUl de urna porta branca de rombos dourados, e
entrn na alcova de Faustina.
A don-a desse pequeo templo, como se loria dito
no lempo de Mr. Doral, eslava assenlada junio do
fogo com um In ro na mao.
Sua cabeca vollada para a porta mostrava aos vizi-
tadores um semillante, no qual o franzir de duas so-
hrancelhas puntudas eseparadas como duas laminas
de caivete, o geito da bocea e o incliar das ventas
teslemunliavain bastante a impaciencia de Fausliua.
Ella ntirou o lvro sobre urna mesa, esaltouem
pe, dzendo:
Ah 1 esperava-o s cinco horas, e sao onze Se
corre como seus cavallos, meu charo, acautlense que
ser excedido.
Oh respondeu Jorge tomando a mao de Faus-
tina para beja-la, isso be apenas um epigramma,
Fausliua esl de bom humor.
Esla hincn por cima dos hombros de Mr. de Fli-
ze um olhar rpido a Mr. de Vauvilliers, o qual aba-
nou a cabeca.
F'anstina mordeu os beicos, os quaes cran>
de um bello contorno, mas nm lanlojjafflaos, e per-
gunlou repentinamente:
E meu enfeite ?
Mr. de Flize nada respondeu.
Esto? Jc-rnOu ella.
_i?lMentura j nao oleras, se en otivesse?
ileu Mr. de Flize passandn o braco pela cintu-
ra de Faustina para altralii-la a si.
Mas ella escorregoii-lhe, romo iima cobra,' das
raos, e pondo-se em p dianle de Mr, de Flize com
arcipreste e do padrociro de cada parochia, os meni-
nos do coro e os ecclesiaslicos, a maioria 'delles'de ca-
pa. No meio das alas iam banderas e urna famosa
reliquia por cada arripreslado,. c a estatua do pa-
droeiroda igreja arciprestal.
Estas estatuas, obra do Abb Dumonl, _cnra e deo
de Albert, eram conduzidas por mancebos vestidos
de tnicas azues e com chapeos de palha enfeilado
com filas ; no pedestal se lam os nomes de lodos os
dcados, tinham quasi quatro melros e trinte e tres
centmetros de altura, e represenavampor Doul-
lens, a bemavenlurada virgem ; por Montdidier, S.
Pedro ; e por Peron. S. JoHo Baplista. A estatua
de S. Wulfran, por Abbevlle, foi posla n'um pedes-
tal de quatro faces, em cada um dos quaes eram re-
presenlados em pintura, o padroeiro de urna dasqua-
tro parecidas de Abbevlle; eslas quatro pinturas
eram mui ricamente executadas ; a estatua com o
pedestal he de seis metro* de altura.
arcpresiadode Amiens consista de seis procis-
soes: A primeira era a do hospicio geral de S. Car-
los ; era bello ver todos os meninos pobres e os velbos
vir assistir a trasladaco das reliquias de urna sania
queoblivera de Dos psra elles, para ns a greca de
bem vver, e para oulros a de bem morrer. As reli-
quias deS. Vicente de Paulo eram conduzidas no
meio das alas por dito clrigos de roquete ; enlo vi-
nham cinco outras procisses compostas do clero dos
dcados do arciprestdo e das ciuco parochias de
Amiens, segundo o programma.
Urna banda de msica preceda as procisses de
S. Remy, S. Germano e S. Jacques ; as alas eram
formadas por mancebos, conduzindo o estandarte das
communas, os discpulos das escolas pagas pelos par-
ticulares, dolyceu, os meninos do coro eos ecclesias-
licos ; e as urnas, eram conduzidas no meio das
actas.
Urna banda de msica vinha diante da eslatna de
S. F irmino, primero bispo de Amieus; o sanio bispo
ia representado em (rajos pontificios, com o crucfixo
na m3o; o porta totalmente natural; o pedestal com
cinco faces, representando em cinco pinturas mag-
nficamente executadas e rematada com banderas, os
padroeiros das parochias de Amiens. Esla eslalua,
cuja altura era de 6 metros e 66 c, era conduzida
por operarios de blusas zoes e de chapeos de palha;
era escollado por nm destacamento de arlilheitos, e
preceda as procisses de S. Lobo e deN.S., compos-
tas semelhantes s precedentes.
L'jumamente vinha a processo do Cabido, que era
como o ramalheleda fesla ; era composla da.'maneira
seguintc :
Na frente dos tambores e das bandas de musicasda
guarda nacional e da tropa de linha, urna cruz do
Cabido ; as religiosas sem claustro, islo be, rreiras'do
sagrado coracao de Mara, as irrogas da esperanca, as
freirs da immaeuladacnrepco, s muas da santa
familia em o numero de 13, pduco mais ou menos;
as irmas da providencia, lambem em grande nume-
ro, e as irmas da caridade; quasi em o numero de
ojenla.
. O espectculo destas piedosas mulheres, que sao to-
das consagradas ou aos cuidados das-molestias uu da
educarlo da moeidade, o semblante 15o modesto e
to piedoso, excilavamo recolhimento da alma. To-
das formavam quatro alas; eram acompaohadas pe-
los irmos da doutrina chrisla. pelos discpulos do
grande seminario, e pelos sacerdotes das outras dio-
ceses ; os Bvd. frailes Franciscanos, inclusive o frada
Areso, provincial commissario, vinham depois. Apoz
cllesosuperiorgeral dos irmos da doutrina chrisla,
os padres do Espirito Santo e do sagrado coracao de
Mara, os rvd. padres jesutas, e os padres da raisso.
ltimamente viam-se os conegos e os vigarios ge-
raes das diflerenles dioceses. Notamos a loga e o man-
to vilete dos conegos de Westminster,' a mozelta
adornada cora pello de arminho, e a cruz pectoral
dos conegos de Cambrai, e grande numero de oulros.
E finalmente, vinham os conegos da calhedral, re-
vestidas com as decoradles que Ibes foram concedidas
pelo papa, suspensas por ama fita larga vilete: en-
tre as atas seobservavam as banderas do Cabido ; a
estatua de S. Domfce, conego de Amiens, collocada
sobre um pedestal, ero que lemos os nomes segrales:
a Sociedade de S. Vicente de Paulo,Religiosos
franciscanos,Companhia de Jess.Padres de S.
Lzaro.Missionarios do Espirito Santo. Esta esta-
tua era'evada pelos meninos das Ir.opasem uniforme,
e por mancebos nos Irsjos que cima descrevemos:
era acompanhada pela soberba urna do seclo XIII,
que eucerrava as reliquias de S. Firmino Mrtir, com
a cabeca de S. Joo Baplista, e pelo marmore do t-
mulo de S. Theudosia, .conduzida n'uma paviota com
ama palma e um machadoemblemas da Martvr.
Foi nesle lugar que comerou a escolta de honra de
proesiso, composla de guardas naconaes e de tropa
de linha.
Finalmente appareceu o magnifica carro dourado,
queievavass- preciosas reliquias de S. Thendosia;
era precedido pelo Ab|ic Graval e o conde do Escalo-
pier, levando cada um urna palma na mao. em signa!
daallinidade que (em com a illuslre marlyr deAmiens,
e de quem um' Imimava a existencia ao bbpo de
Amiens, e ambos foram em busca deltas.
Somos obrigados a abandonar a empreza de des-
crevermos o carro tryumphante de S. Theudosia.
Aqui a penna' he impotente ; s pintor poderia dar
a jmagom desta obrajera um pedestal octagonal viam-
se cm cada lado os nomes dos bispos de Amiens ; e na
frente o epitaphio da santa ; em cima doze estatuas
representando os santos principaes da diocese, inclu-
sive S. Theudosia^ com seu epitaphio aos ps; mais
cima um edil
columnas. Sobre cada urna ai
denm dos seis bispos canoni
debaixo desle edificio qi
Thendosia ; era cima esla est;
dos santos e dos mrtires ; sos!
orna das maos, e calende
lecto sobre a urna da sa
A altura total deste monumento
c.; he todo dourad, e de
ramenle encantad
A pos da urna de Santa-Ttiea
de Amiens, conduzindo urna cruz magn
foi nITerecida pelo clero da sua diocese ;
direila Mgr. Vecchiolli, encarr
Sania Se junto ao governo Trauc
Mgr. Caire, prolom
Amiens ; Mgr. Blar.
apostlico e vigario geral de A-
prelado romano e clrigo nac
tolos os bispos convidado-
Os bispos de Adras, Arras, Aofaal
Blgica ), Beauvais, Gii
Soissons, Namur ( Belgi
Lauvanne e Genebra (Sai:
Siaro, vigario apostlico de Ti
de Algers;
Suas gratas os arcebi-
Bahylon, Tuam (Irlanda \
bispo de Dublin, primaz
Suas eminencias os can!
Tours; Wiseman, areebis
trra ); Goussel, arcebispo de J
. Todos estes prelados de vi
vara as nnomeraveis mol
da cidade de Amiens, que
immenso concurso dos e
todas as partes.
O prefeito do Somrae e grad
naros e ofliciaes de uniforme
cisso.
Notamos lambem grande; n
distraern. Nomearenios|Ladj
hly, Messrs. WhebU e
Mouteith, de Cartaris ( Mri
de sua eminencia o c
ne; Irma do chan
rard, Mr. Mrs. Bell.
Jegarl e Daughleis, Mr
Em o numero dos "sB^^H
moso cavalleiro Xuluetai t
llespanba.eMme. d
zia o trem de sua eminei
eminencia era alm
Searle, e os Rev. I^^^H
A maioria dos ecclcsi
dava procissao um verda
lhoo.
Entre as urnas levad..
deS. Vnlfran, de Abbe-.
Loguen, de Montdidier
Remy de Amiens i
bellas. J menciname
cenle de Pialo, e da
Os convidados do luu
bet, longe de enrislece
ter sem o qual as ale
ua vista para a festa ele
immorlalidade. n O prestito se^an
da palo programma ao son
rochias successivamnle ordeit
Theudosia approxiruoi:
grande de vinte e duas mil
bon com grande estreo-i
cidade de Amiens a
A! 3 horas o pr
do grande prtico da ea!
va explndidamenle, deslombrand|
dos, e, depois dequarenla r
torre do sal, o corpo de
que a f dos seus d
los para hoje servir con|
te liga de urna mane
da Cidade Eterna I
. As preciosas reliquii
Inario, c depois do Te DeuiK,
deul Wiseman dirigi a
cercava nm disenrso qi
que a roaguilude do ,
lustre oradof requei
A benciio solemne da
mensa assembla, a cerc
aquello dia, e imprimi na-ahaa. dalMn
(adores urna lembram;;.
A nossa magnifica gre
suas arcadas ama assembla tac
mos exclamar com o bispo de
locuto desta manhaa, Cid
pas foram providentes, porqil
vantado esla igreja estupenda
os teus magistrados ten
para a fesla de boje
acidada todaIransfoafc
No dia seguate.a
cercadas conao com ama
estatuas dosdinerentes {sanios
picas, foram suspensas aoar sobre q altar-mr ; es-
ta decoraco ofierecia o mais bello especlacnlo que
se pode ver.
Se dissessemos que todas estas estatuas
tes carros Iriumphantes, e o re:
a obra de om nico homem, toda a gente
com.espanto ; ecom ludo sor
os bracos cruzados, exclamon com o ar de Berlram
fallando a Rambaud:
r Eis o que chama-sc um genlilhomem !
Dizendo estas palavras, Faustina eslava tao cmi-
camente grave, que os dous mancebos derara urna
gargalhadl.
Ella nao pode dexar de imla-ls, e o quarto de
hora que Mr. de Flize tema passou-se sem teni-
pcslade.
Quando applacou-se n alegra de todos, F'anstina
quiz recobrar sua colera; mas tnha rido: eslava
desarmada.
Oh! disse ella, diverlimn-nos com as bagatelas
do espirito, e nein ao menos lenho um diamante para
consolar minha tristeza!
lano mellior, respondeu Jorge; se nio lem
nenhiira hoje, lera dous amanha.
Entao faria bem esperar ateos nvenla annos;
porque na vespera de minha morle lera cestos
cheios delles!
Eia. meu charo Armand, falle-lbe, disse Mr.
de Flize.
Nao quero que me fallera, quero que me pro-
vem! exclamen Faustina. indas as suas palavras,
meiis senhores, nao valem urna pedra... fina! Sabe
que minha phaiilasiacrnsceu altura de urna paixao !
Toda a noite e lodo o dia (enbo-mc enfeilado em
imaginaran com essas venturosas joias; eu deslum-
hra va do alto de um enmarle urna orchestra de dan-
dys brilhanles, fazia duas rivaes morrerem de des-
peilo, era piolada para o prximo salSo, p-"
cm camnrins edificados em sonhes, estaval^llpfendi-
da como um pav3o de taque aberlp^fcCTia quasi mi-
nha primeira reprasenlatao
Irra disse Jor
E agora vjatffa'z-raecahic da varanda dmeos
sonhos mv^fsfea da realidade! Cm inglez, que esl
apenjffflolo dias em Paris, lord Slone, deu um
reto a una choiyphea, que tem figura de prega
pernas deverruina, e Vmc., que reside no segundo
dislricl ha trinla e qualro annos, e no dcimo ler-
ceiro ha quioze mezes...
Ha dezoilo, interrorapcu Jorge. .
Deixa-me huinilhar por todas as miabas ami-
gas, as quas esmagam-me a golpes de ruhins e de
esmeraldas... Tenho direilos anligudade.J'eja!
exclamon ella apartando os labios, deseo;-
briram duas ordens de denles nivosa brilhanles.
O relmpago desses* denles magnificas fascinou a
Jorge, eelledisse:

.Voss ter amanbaa
Amanbaa? lornou Faus! p4e
incredulidade, amauh he r
nunca !
A's vezes he o synonimc
Enlo preliro o synonim
He nveia-note, respondeu Jor
relogn, be Urna hora neutra: muito
boje, muito cedo para ser aman i
Se he sn,por isso vou adan
lero sua vonlade, eiclamoi
no mostrador.
Nao rsse relogio a
vm, eousa rara !
Pois bem, lornou ella, assigot
Hiele.
' Se amanha o enfeite nfi
s, voss me devera os juros delta.
-Qua?
Um bracelete pelo primero dia de.-*
um alfinete pelo segando, urnas-ai
c'eiro, um annel pelo quarto.
E assim suecessiprni
do adereto?
Prciisamernle.
Huma joia por cada vio
Calcula divinamente
Sem duvida.
Entao d-me a ma
Ei-la.
Ponho seu tratado
mand, e amnislio-o. disse Faustina solemn
como roadamesella Rachel em Andron
Os dous manee im-se para s;
lina eslendeu a m.
porta exiei aposento.
Jorge! disse ellaprendendo o deoo-
como para enviar-Ihe um beiji
Oque ha anda? pergunmu Mr. de Flize vol-
laudo a cabera para Fausl
Esqueta-me... en gaharei'nsso'.
E lanraudo-lhe o beijo rom um sorriso, que des-
lnmbrou s olhos de Jorge, ella desappareceu por
irs da porta
Pois bem! \ lo a escada, em-
pregarei 03 grandes ii
iar-se-ha.)



cubrirem laes aventureiroaeom a sua bandeira, ero
Uniao Americana mesme na bypotbese de occulla
lamente presta* en assenso a semelhanle
loderiaqi lomar a peito asua causa, e
julgi?se eendidos" pelo procedimenl'o das autorida-
des brasileiras. O Per nao o feria, porque saberia
que a tua bandeira arvorada loa, e sen as condi-
C.8es neeeatnrie para nadonalisar a expedcSo, nao
era mais qae urna capa para dar pirataria appa-
rencias de eroprea licita ; alm deque depois do
decrelo do sen governo de 15 de abril do anno pas-
tado, que corre impresso, nao te pode eilajatgar
comdireito mullo liquido i navegajao do Amazona
a parle propria do Brasil, e tanto que oa seu pe-
ale. Mencionaremos a decorado da casa da quenos vapores que ha ponco subiram eile rio obli-
,K Sagrado* Coracio. ra do Lobo ; a de | veram anles para isso urna liceni; especial do gover-
i deS. lni, em urna das qoacs^ no brnsileiro, segundo o ouvimos do metm com-
namianle de um delles, nao sendo wr tanto a, toa
viagem pelas aguas do"
"''. !'.omes das
Je aa* derau fef|a,
ligada a di resta de 19 de
ra inddevel. A extrema mo-
l. Duraonl se oflender ialvea eom estas
maJ sen pura e simples verdaie se asse-
om magnifico elogio, culpa lie ua, e nSo
-lava qiiasi geralmente iiiumi-
edeat'arlB anda, lava a pro* da f* dos seus
vras : Amiens llie deu um berro,
m lliroiio ; a das Senlio-
o, ra S. Kurcien ; do sodc potli-
da igreja de S. Remy, e cima de
- do arcebisMdu.
cblsposre bipo vieron deitar
iltides que obslruiam a entrada do
il, e os repelido vivas provaram
aa adIUtio do povo de Amiens [i f dos seus
i respeilo jos principes da igreja..
14a bencao i mullido enlrau nos saines,
loa, para verem os Ilustre hospedes de
Mgr.deSaHni.
A ceremonia de 18 de outubro deixoo em todos os
-es nina impressao indetevel, e cortamente a
a nao ha de' desapparecer coro a pre-
5. Theodosia vivera sempre na ter-
erar a nossa eidade, em quanto du-
eural. Kara a gloria da nossa eidade
jora n do veneravel ponliGce,
Tornando apparente a fe dos
Amieas, despertar fervor em inuilus
sal sera ooffeito mais delicioso da ce-
a.qoe i iua volla nao le'ria sido una
phante, qar para ella, qur para nos, se
na de ludo, o triumpbo de Dos
a*. fTablet.l
Saina ella, distinguir os son feativaes, c um pou-
co livres. das soleuiuidade mundanas do canto se-
vero e respeiloso, com que se deve encaminhar as
preces ao Altissimo.
Nada mais ha de novo, que merec,a as honras de
urna especial menco.
Saude, e ludo quanto he bom Ihe despjo, c que
bastante penitencia pela quaresma em descont
seus neceados, diverlndo-*e aute* testante com a
bella macherala, do que Ihe tenhn oveja, vislo
So poder fazer ontro lauto como desejo.
DIARIO OE PERNAMBUCO QUAATA FEIM
PERMMRCO.
IHTERIOR.
o'de New York.
liada acreditar seriamente que os
ilados-linidos leveni a efleito a
11 prepararle em New-York com
do Amazonas. Se por um lado vc-
jrelos americano gemerem sob
e fbulas, com que os seus narrado-
| escaldada, Tazando da baca do
o de encantamento e maravi-
cubca dos proletarios doseu paiz ;
le algans dos hroes escapo bella fa-
cn seus nevos adeptos, bem po-
a empreta que seus comparsas
aa mtsmorras e pelo arcabuz; por
i e Uo obvias deven ser aos pro-
ra de tal manobra, as difflcol-
asua realisacao, e tanto con-
inlinuacao do boreitaoso com que n
negou a arjprnvar a expedcao
JMBfo nao virmos em nos-
e ee-'projecta contra o Amazonas
biro crdito. Temos anda urna
com quanto o. escriplor do jornal
la* a quero ha dias respondemos, e
collegas na imprensa americana,
eilo, e appeIlac,So tonca bruta,
o Brasil nanea abrir o Amazonas
-angeiro, hecomtudo cerlo que de
ie tem espalhado entre niis a no-
ser extranha aos cidadlos da
o seo governo e o imperio lem-
e aberturas sobre esse assumplo.
a navegaeo du Amazonas nao
igora de unta negociarao pen-
is, parece-nosquecaminha para ahi.
tandas he do proprio interesse
ifar e nullilicar qualquer len-
te do seus aventuremos em relajo ao
s servira para prejudirar as suis
he verdade que em New York se
orna ocledade intitulada de vapo-
I" Amazonas, com, seos estatuios
r j.i comprado ao qnal se pz
i qual, e que ficava a partir para
lo dias deste mez, e nao nos con-'
io americano tomasse alguma medida
plente a ana reprovac.ao a tal in-
i de impcdi-lo. Como te explica
v;i 1 to laca tactos quando eram
'. quando cada vez pareca mais
roe da America do Norte se
pelo menos forja das
desejariam obler mesnio cus-
l lei das nacoes? Das
13o fallada expediento nflo passa
um pessimo estratagema,
cana procara abreviar pela
icdo a conclusao de um negocio que
ade de lempo e de reftexao ; ou
itureiros pondo-nos na mesma es-
) Mxico, e abaixo de Cuba, jul-
dispenser o concurso do seo gover-
iho parja, oque nao devera demorar
alifornia Amazoniense. Po-
mos a primeira explicac,ao, seria
um errodemasiadamenle crasso,
cano: oflender-se os bros
elle tem de mais intimo e mais
(ores, qae s a gympathia e a
offerecer e garantir convc-
i absurdo ; e para aceitarmos
a menos necessario suppor a
cia, a mais rematada loucura
reros americano, aos quaes tu-
a bosta da especularo nier-
ueohuma dessas explieacAes
Sara porque o vapor que se desli-
i a bandeira peruana. O
B*ese parte nesse manejo,
le metler-qo medo, insinuara o
a bandeira, e os aventoreiros que
H eallvessemlao seguros da noi-
n a gasconhada completa, e nao
Igar-ae sob o pavilbaa de urna nnjao
Jilo mais do que a sua,
lo aloj disso aa glorias de successo as cores
poii, muilo embora nesse
arao-los um mero resul-
momento de soffreguidao e in-
ricadores, que abortar: Caco
ves de oa (orna,
retn, que por ama dessas obce-
el a cabecj liumaia*.ain-
incturas para as qoaes bas-
aommum ; e por um des-
ts de qae tantos exein-
i inlknas e ignobeis da so-
ibosleiros americanos ebe-
com a intcncAo de entrar e pa-
iipponhamos mesnio que seu
gordas a tal respeilo e que at
I ataur cultas, e qne a li-
le nte, e poni-
i vez dos seus
n luzildeCuba ;
leixassem defa-
er-lhes urna opposQo
proprio fundo, e margens
^^^^Harna amda awim o-exilo da
se aventureiros f En-
mn e onde se
ria necessario,
.''HeVules.
iiiipeno urna consequencia do
tratado celebudn com elle ero oulubro de 1851,
nem podendo serjnvocado como nm precedente. Os
Estados-Unidos iao o fariam tambem porque seria
isso urn escndalo, seria tornar-se sem motivo algom
cmplice em ama violencia enorme contra ama na-
cao amiga, e peraule a qual, nao exgotra anda os
meios pacficos de conseguir o que um baoJo de sal-
teadores pretenda obler por um golpe de mao tao
audaz quanto estulto.
Heditsm, pois, bem os avenlnreiros norle-ameri-
canos as eventualidades da empreza em que estao
promptos a emharcar-se, se anda for lempo disso,
e reflielam que alcm de nao ser nem dointeresse,
nem proprio da moraldade do seu paiz idenlificar-e
com a sua causa, ha em lodo o caso entre as suas e
as nossas fronteiras muitas centenas de leguas, e nao
estamos nos felizmente a enhir de podres como os
seus vzinhos do Mxico. Ser ludo sto ignorado
em New York ? tevar-se-ha, nao obstante, a eueito
essa visita que se nos annuncia ? duvidamo-lo anda
nma vez, esperemos. (Treze de Maio.)
iBtajtsi^
CORRESPONDENCIA SO DIARIO SE
PERNAMBUCO.
Farabiba 34 de ferereiro de 1854.
Tor mais de urna vez enhotido adslincla honra
le dzer-Uic, que he a nossa municipalidade a cou-
sa mais importante que temos presentemente, que
he, direi agora, o nosso cosmorama, musen, theap-o,
eaaUMot, gymnasio, ou como mellior for, no
qual os ociosos vao. pastar dnas'lioras de alegrao,
e rir a baudeiras despregadas ; perianto nao eslra-
nhar.i.que continu a principiar minhas missivas
pelas notirias daquella importante corporajao, cu-
ja minora tem adquirido sobejos ttulos n gra-
lidao da patria e eterno renomc, com o seu chefe
visivel, a quem acato profundo respeto por sceulos
sem lira.
Parecer-Ilie-liao massadas ininhas insistencias so-
bre taes negocios, que ahi nenhum interesse tem,
mas perdoe-mc, se assim he, e cousinta que Ihe di-
gaque algum prove lo ha em por uo olho da ra
taesoceurrencias, porque podem servir de cxemplo
e modello algnmas cmaras, que possam julgar-e
lanihein com direitp de oscolhcr os procuradores do
povo, fazendo assim o negocio mais limpamente, do
que com as caballas, asquaes nao poucas veces chei-
ram a cliouriras.
Esperava que ndala de minha ultima missivase
fizesse a acta da eterna e celebrrima apuraran dos
depu lados provnciaes: mas o Sr. presidente nesse
dia nao quiz apparecer, |>ciisando que succederia,
romo de oulras vezes, nAo haver casa, e assim per-
der-se mais um da; o immediato, porm, que nao
quiz mais ter condescendencias, reuni a cmara,
e, nao euconlrando as chaves da urna, por delibera-
CSo da mesma cmara, arrombon-a para tirar as
artas, que nella estavam.
Entao encoulraram-sc (mizeria das mizerias!!!!)
nomes, que de Jos passaram a ser Joao, por arles
de artigues btrloguet, dexando bem vsiveis a df-
ferenca da tintii", e grosseria nlguns Joaquin, magros e mjrrados, inlroduzidos
em breve entro um Claudiauo c um Bezerra, assim
a pianera de arbusto parsita entre dous troncos se-
culares. "
Como foram feitas cssas mistilicac,vs ningnem o
sabe, mas o yenladeiro le que ellas foram vistas,
apreciadas c applauddas por muta gente que tem
bous ol i os.
Ncssas verificarnos'passou-sc o dia, o no voulro
aprcsenlou-sc o Sr.'presidente, bem agastadiuho
por Ihe haverem anerto a urna mgica, que troca c
enlaU nomes. Nesse dia, no qual elle quiz, por
lembranca de urna solida cabeca, declarar na acta
qne a urna miraculosa' fora arrumbada, e uegou a
palavra aos que votavam coutra, findou-sc a apura-
cao, perdendo alicuns dos nomes trocados no lal jo-
gunho, e entre estes um a quem pode ser applica-
do o rifaovoltou-sp o feitico contra o feiliceiro.
He indsivcl o interesse que (omou a populajao
nessa quesUo, e o quanto estigmatbava o procedi-
menlodoantor das..... que Unto-a irrtava. A
reprovaeflo era geral enwmbos os partidos, 'e nin-
gnem ia a cmara, que jffiesse conservar-*e de ani-
mo tranquillo.
Era para irritar o animo mais Hcagmalico o ver
o 8r. presidente negar-se a por em discussao cer-
tas iiidagaces de algnns camaristas, a dar a pala-
vra quelles, que entenda nao devoren fallar, c a
iwrtir con ounlro pedras na mao.com quelles ou-
jros, que respngavam contra suas arbitrarias dcl-
beraroes. Finaimente um 'raUo cnleudeu de fazer
um soneto sobre esse assumiilo.
J se findou felizmente,
epbis de trabalho insano,
Servijo mais que humano
De apurar tanta gente.
Da cnm'ra o presidente.
Esse seuhor Claudiano.
Pcnetrou profundo arcano
escobrio do covAo o denle.
Ensinoo como se pode, >
Amda sem se* volado
Por artes do negro bode.
Ser um homem depnlado.
Logo que os outros engodo.
Sendo um ponco descarado.
Os tknggt vAo continuando nacificamenle," e#e
teem desfcilo alguma pelle, essaUravala nao chegou
anda ao raen couhccimciito, se bem qne o Mereles
anda muito ocenpad com os negocios da cmara,
e quando Ihe pergunlo por alguma cousa, respnde-
me sempre com operaeoes, indicaciies, actas e au-
Iheiiticas.
As chavas v8o esrassas, c o calor cada vez mais
insupportavel, se hepossivei. Andamos em urna
continua estufa, e se o espirito sahe pela transpira-
coi tenho perdido duas boas tercas parles delle
emsudoriilcos. As molestias conliniiam, e'nao sci
quando as senhoras parcas nos darao armisticio.
Estamos em vesperas de entrado, e para termos
a mascarada, de que no auno passdo Ihe de no-
ticia, da rcpresciitac,Ao burlesca das facanhas de
Carlos Maauo, ek seasrlozc pares, que s boje fos-
sem vivos levariam a azurrague os hislrioes, que os
earicaluram. Se occorrer alguma scena nimamen-
(e cmica comiiiunicar-llic-hei por dcsfaslo.
Esperamos una hoa procissao de rinza, para o
que ja estao os andores complelamentc ataviados,
e encarnados de novo. Naosei se se apresenlarAo o
tyranno de Marrocos, Adao e Eva, o senhor da-
bo, e a reifadora inorte. Se nao figurarem creia-me
que nao he por falla de quem os represente, e lal-
sci seja para evitar emularfio entre os habili-
tados.
ASSEKBaVEA LEaiSLATTVA
PROVINCIAI..
2.i acttao' preparatoria a 28 da favarelr
d. 1854.
A'stl l|4damanhaa feita a chamada verifica-se
estarem presentes 21 senhores deputados.
<0 Sr. Presidente declara aberla a sessao.
O Sr. 2.o Secretario 16 a acta da sessao anterior,
que he approvada.
O Sr. 1. Secretario IB o scgainlc
PARECER.
A commissao nomcada para verificar os poderes
dos deputados, cujo^ diplomas Ihe foram entregues,
vera hoje, em desempenho doseu encargo, submelter
ao conhecmento da assembla o resnllado do exame
,a que sobre ellesprocedeu.
De posse a commissao das aulhenticas das actas do8
collegios eleloraes da provincia, existentes na secre-
taria da assembla e servindo-se para supprir a falla
dos colleaios de Aguas Bellas, Iguarass, Lirooeiro.e
Boa-Vista, anda nao recebidas, das authenlicas que
se-achavam no archivo da secretaria da cmara mu-
nicipal desta eidade, alternamente examinou a apu-
rajo geral feita pela mesma cmara, e reconheceu
que havia exaclidao na mencionada apuragao de con-
formidade com a qual se expediram os diplomas su-
jeilos aoseu conhecimento.e verificou mais que, com
a conveniente regularidade, se preceden a eleicao
em lodn a provincia, tendo apenas a notar a falta
que se deu no cpllegio de Cabrobo, cajos eleitores
deixaram de se reunir. He porlanlo a commissao
deparecer, que se considerem validos os diploma
qne examinou e que sejam declarados roembros da
assembla provincial os senhores: Pedro Francis-
de Panla Cavalcanli de Albtiquerque, padre Leonar-
do AnluneS de Meira llenriqnes, Antonio Epami-
nondas de Mello, Francisco C-irln* Brandas, Anto-
nio dos Santos deSiqueira Caavlcanli, Sebastiaodo
Reg Bairos de Lacerda, Vicente Ferreira deSi-
queira VarejSo, Francisco Xavier Paes Brrelo, .Jo-
s Pedro da Silva. Joaqun Pinto de Campos, Apri-
gio Jastioianno da Silva Gnimares, Caetano Xa-
vier Pereira deBrito, Manoel Joaquim Carneiro da
Cunha, Antonio Jos de Oliveira, Luiz Filippe de
Souza LeAo, Francisco Raphael de Mello Reg, Joao
Francisco da Silva Braga, Joao Jos Ferreira da A-
guiar, Cosme de S Pereira, Jos Maria Moscoso da
Vega Pessoa, Francisco, da Costa Gomes, Jeronymo
Marliniann Figueira de Mello, "Theodoro Macliado
Freir Pereira da Silva e Manoel Jos da Silva
Neiva.
Sala das commisses 28 de fevereiro de 1854.
Manoel Clemenlino. Barros Barreta. Souza
Cafcalho.
Nao havendo quem faca observares sobre o pare-
cer, he submetlido i volaran e approvado.
He igualmente lido e tambem approvado o se-
gninte parecer:
A commissao encarregada de verificar os poderes
dos senhores Drs. Antonio Avives de Souza Carvalbo,
Manoel Clemenlino Carneiro da Cunha c Fraucisco
do Reg Barros Brrelo, tendo presentes os respecti-
vo diplomas e examinando-os de combinacao com as
actas parciaes dos difterentes-collegios eleloraes des-
ta provincia, ecom a appuracAo geral fcilajiela c-
mara municipal dcsla eidade, cnnhcceu que os dito
senhores oblivcram o numero de votos consignados
em seus iliplomas a .iber o primeiro 81)0 ; o segun-
do 573 eo terceiro 482 votos: pelo que entende que
deven ser considerados legtimos deputados provn-
ciaes.
Sala das commisses da assembla legislativa pro-
vincial de Pernambuco 28 de fevereiro de 1854.
Pi/io de Campos.Padre Varejio.Meira llenri-
quei.
O Sr. Prtsitenle declara deputados os senhores
mencionados nos dous pareceres, e levantou-se ases-
sao a meia hora depois do meio-dia.
Contrato das carnes verdes.
felacio das pesios atte malaram rezes, mediante
a multa de IO$000 rar. por cabeca, na conformi-
dade do arl. SV do contrato das carnes verdes, e
resolvrao da presidencia de 21 de dezembro do
anno prximo passado, sendo ditas mullas dos
dias 20 a 26 de fecereiro do corrale anno.
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ARCO Di I
co mais de urna legua, Pedro Jet
Santo, condecido por Pedro Cabelo,indigiua6como
assastino do infeliz Fidl. O publico respiren por as-
sim dixer......; mas tente-te qna moito falta
ainda juslija e aos reclamo* da sociedade.
Aquella diligencia importante foi eneclusdapelo
Sr. Antonio de Moraes Gome Ferreira, subdelegado
da Boa-Vista. A aclivldade e o zelo d'esse diitii.cto
cidadio j se haviam manifeslado d'esde o primeiro
da do ten exercicio na subdelegacia, por vario ac-
to de qae (vemos noticia ; mas o servico que elle
acaba agora de prestar, prendondo o referido indi-
fiado ; cobre de honra o sen nome. Nos Ihe Irib-
lames, como orgAo do publico, os elogios e o reconhe-
cimento qne merece.
A polica conlinua solicita a proceder s investi-
garjSes necesiarias ao descubrimenlo da inteira ver-
dade. e nutrimos a grata etperaora de que ella enr-
ponder plenamente ajusta .expectativa da sociedade
n'esta conjunctura eminente. Que a Providencia goie
os seus pastos, e os liomens saherao appreciar o seu
comportamento, rendendo-lhe ot devido* louvores.
COHHUICADO.
rada no
mo de-'
^^^B de fn-
^^^Hbaixio
ie lanas
has us peque-.
.las m
'PIasaoi
'iverli.'
Fafta-ae tambem cm que teremos urna soflrivci
semana sania, para oque j se (em promovido urna
subscripcao entre ns habitantes da capital, c mais
visinlios do interior. Eu estou summamente satis-
feito.porqHp Idilio um inilirivel prazer cin assis-
tir aos' respeitaveis c'mageslosos actos d'aquella
temaaa de recoi-dacito do maior lieroimno, do ta-
imis sublime e complete qae o inundo
[ciado.
\quelles -tantos saniosos, aquellas ceremonias
ti aproprindas, -tWu^un poder sobre o meu es-
dcixaiii divagar livrenaeilte en un doce
pirito, que o arrebalam a*~mi mundo descouheci-
de, i
pensar, do qual apenas despert, socoflservo urna
recorda^ao de saudade.
Sempre amei os actos' simi-trislcs. e saudosos, e
entre todos os que mais me dominam sao quelles.
os queira qae a msica se nao esqueca de suas
notas maaeslosas e saudaveis, proprias do, templo,
das quaes os antigs nos deixaram ptimas collec-
Hfep nosroaba a parte mais importante, dos
as earridires e ueda50s.de ouropel, de
. JHW,Be *1- fa^lldo uso aiud'* occasigo IrisUssima
publica do Per no caso de se I dos funeraes.

HSFARTIgAO' DA POLICA
Pane do dia 28 de fevereiro.
lllm. eExm.Sr.Participo a V. xc. quedas
partes hoje recebidas nesla reparlic^o, consta terem
tido presos: i minha ordem, o pardo Jos Francisco
de Souza, para averigua<;oet policiae; ordem do
juiz municipal da 1. vara, Ricardo da Costa Sera-
fn, per estar condemnado ; ordem do subdelegado
da fregueza de S. Trci Pedro Goncalves, a parda
Alexamjrina Mara da Conceic.au, sem declaradlo do
motivo, o pardo Pedro, cscravo de Bartholomeu
Rodrigue Machado, por andar fgido, e Jorge Gui-
llicrme, por furto ; a ordem do subdelegado da fre-
guezia da Boa-Vitta, Jos Benedicto, por briga.
. Tenho a satisfacSo de participar ainda a V. Exc.
que hontem pelas 2 horas da tarde foi preso no lu-
gar denominado Torre, Pedro Jos do Espiri lo Sanio,
conhecido por Pedro Caboclo, indiciado como astas-
sino de Fernando Antonio Fidi, sua mulher Euge-
nia Maria do Amparo foi igualmente presa, e bem
assim um seu sobrinho de nome Antonio de lal, os
quaes lodos se achain rerolhidos a cadeia desta ci-
Continua preso no qu-iriel de polica Francisco
Alves de Moraes Pires, contra quem procedem gra-
vas ac.cusac.des como mandanted'aquelleassatsinato e
autor do. tiro dado em junho do auno prximo pas-
sado no infeliz Fidi, ao sabir do Iheatro. Todos
menus Antonio de tal,ja tem sido interrogados e hoje
serto acareados. ^ polica conlinua ineansavel e
prudente as averiguacOes c diligencias necessarias,
que a conduzam a conhecer os verdadeirog culpados
que por ventura tivessem parte n'aquella mmle, es-
perando brevemente ultimar o retpectivo procetso e
eolaoclrcumtlanciadamenteexpor todo ooccorrido
a V. Exc.
Dos guarde a V. Exc. Secretara da polica de
Peruioibuco 28 de fevereiro de 1854.Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Benlo da Cunha e Figueiredo,
presidente da provincia. uiz Carlos de Paica
Teixeira, chefe de polica da provincia.
DE PERNAWBLCO.
Hoje depois do meio dia lera logar a abertura da
assembla provincial.
No dia 27 do passado, tarde, foi capturado, no
lagar denominado Torre, distante desta eidade pon-
Nao' he terrivel a asarte pela ida ante se acaba,
Seuao' pela eteralaaa* ara* coaaeca.
Memento homo quia pulcis es, et
inpulcerem reterteres.
Com estas palavras enrgicas e vehemente, pro-
nunciod Dos a sentenca irrevogavel contra o pri-
meiro homem desobediente, e Iransgressor do pre-
ceilo divinolembra-le que s p, e que te has de
(ornar em p.
Lei terrivel promulgada pelo Dos das mizericor-
dias, como em premio dos delictos perpetrados pelo
infeliz progenitor da humancenle' Lei inexhora-
vel, sentenca definitiva que ser restricta, e irremis-
sivelmente cumprda pelos descendentes do infractor
Adao.
Com elTeilo, da ainbicao do saber procedeu o pec-
cado, e do neceado orgiuou-sc a ruinado genero
humano.
Querer o homem frgil encerrar no seu nada, ou
perscrular os Ihesouros da Omnipotencia Divina !
Supina ignorancia, requintado atrevimeuto!!
O primeiro peccador ainda que com sciencia infu-
sa creado, foi na trra tambem o primeiro fraco e
ignaro : peccande cahio Adao em crassissimas igno-
rancias ; imaginon que poda chegar a saber quan lo
Dos sabe; leve convieco de que o pai da mentira
Ihe fallava a linguagem da verdade, convenceu-s
que para atalhar os seus argumentos, Ihe prohibir
Dos o pomo qae hava especialisado no ameno e de-
licioso Edein. Assim pois embaido come, infringe
o preceilo, rebela-sc contra o seu Creador, e deste
diafalalqueaigooraociaintrodjizira.no mundo a
culpa, nao houve homem feliz no globo lerretlre. Es-
la catastrophe terrivel foi infallivel precursora de
tantos infortunios, mizerias e desgranas qne opporln-
namenle deveriam aterrar a hnrnanidade. Urna sen-
tenca he logo lavrada pelo Omnipotente em castigo
de um crime atroz e revollanlea trra diz, o Se-
nhor, le produzir espinhos e abrolhos para le affli-
girera; leras por sustento as hervas da mesma Ierra ;
comineras o pao no suor doteo rosto, al que tornes
na Ierra da qual fosle tomado, porque es p, e em p
te has de lorpar... doee recerlaris in terram de
qua sumplm s; quia pulcis s, et in pulcerem re-
verlerii.{\).
Tremenda sentenca que pastara em heranca a to-
dos os detcendentes do primeiro prevaricador Tr-
bulo terrivel que irremissvelmente tem de pagar lo-
do o viador!
O homem logo que nasce, logo que desprende os
olhos depara com o aur-anilado manto; os objectos
que v, Indo o que descobre sao indicativos do qae
tem justamente de passar e solTrer, sao figuras pre-
cursoras da sua ruina e dissolncao; o primeiro passo
que elle d na vida, he tambem o primeiro passo
que o leva para a sepultura, diz o erudita Mastillon.
He por itto qne o Momeo penitente (2) assevera
que a vida do homem he urna continuada guerra
prolongada tentativa tobre a Ierra, mitilia est tila
hominis super terram,^O ar que o homem respira
evapora-sc, o alinhamnlo que loma mais o arruina-
a Ierra que o sustenta exhala do seu interior he,
diondosvaporesqueodestroem; o mesmo homem
anda sempre cm continua agitado at que fenece, e
vai ao sepulcro.
As idades diversas sao como hras successOes de
differenles idades, e cada instante leva com sigo urna
parte da sua dura3oe vilalidade; o momento em
que elle talla est longe e |separado dos seus dias,
morre astm pouco a pouco, e sendo elle um aggre-
gado de barro pelos mixtos de que se compile, arrui-
nado que seja um sorgao, desmantela-se a machina,
ludo se dissolve, se loma no p e cinza de qne era.
Os nossosaiioos nao sao mais qne nm sonho da nni-
le, dizja mui eloqoeolemente o illuslre hispo de Cler-
mont(3}. Sonhais que tendea vivido, aqui est todo
o que vos resta, lodo esle intervalo que leudes pas-
sado desde o vosso nascimento al hoje, nao he mais
do que nm rpido liro' que a penat vitles passar.
rouf cet intrcalle qui s'est coute depuis votre
naissancejurqu'aujour d'hui, ce n'est gu'un traite
rapide qu'a piene casate: cu passer.
He forcoso morrer 1 o grande, o pequeo, o" rico e
potentado da Ierra, he respeilado pelos litlos, pela
brilhaule poscao em que se acha ; a morle porm,
esse anjo extermnador dos vvenles, armado da foi-
ce voraz, nenhuma homenagem, nenhuma deferen-
cia Ihe presta: hoje ese hroe adornado de seo bra-
soas e foros, recebe do subdito humilde honraa e vas-
salagens que Ihe sao devidas, no mesmo instante elle
asreudemaissolemnemeule io principe do sepul-
cro, a morle; so agora impereza e slenla sobre os
outros liomens, dahi a pouco sobr'elle soberanta a
iuexhoravel parca. Se lodos, na phrase do profela
re, na elevacao em que Dos os ha constituido, sao
deoses e filhos excelsos na trra; Dii estis, et filii
excelsi omites, com ludo morrerao como os filhos
dos liomens, torna-se-hlo ao nada de que sahirame
darao de ludo severas conlas quando forem* chama-
do pelo supremo julgador, Senhor dos ventos e dos
mares: i autem sicut nomines moriemini (4). A
gloria e magnificencia que nelles luziam; seu nome
respeiloso que reperculia de nma aonlra nacao, lu-
do desappareceu, se acabou para sempre tfdelles nao
"esta mais que o mesmoa que estao reduzidusos mais
abatidos doshomens.ossos, vermes, cinzas, p e nada!
Os prncipes e grandes da Ierra s se distinguen
em quanlo tem vida. Que he feilo pois de um Ale-
xandre, Cezr, Pompeo, Alarico, vencedores allivot,
conquistadores vehementes? Que he feilo de nm Tu-
rena, Vlars, Cucule, generaes intrpidos, guerrei-
ros impvidos? Que he feilo dos Augsstos, Clau-
dios, Tilos. Trajnnos, monarchas magnnimos, sobe-
ranos perspicazes e dislinctos? onde esl essa cohor-
te de cnsules romanos, capilaes famozos, que desde
o capitolio mandavam o mundo, e tao enrgicos fo-
ram colaboradores e participes de tantas glorias e en-
comjps?!
Queris saber o rnndelles!- Enlrai'no cemlario,
nesse sitio umbroso e opaco, passai respeiloso por
essasiroagens de consternaran e de lulo; alravetta;
por deba 1x0 desses cyprestes,.chores, dessas arvores
lgubres; passai alm dessas saudadet e perpetual,
estos emblemas de dore meladeolia, abr a porta se-
pulcral, levanta! a lousa fr. qae cobre esse8 spoMn.
tos mosluarios, ah! o que vedes crneos hediondos,
rehquat ptridas da Iramanidade. ridos ossos, cor-
ruplatearnes, que mal se percebe, he justamente o
que resta destes, peisonagens, envoltes cm negras
sombras do p.
Nesla roedonha morlalba, nesle monlao de trias
cinzas, estao as do rico comas do pobre, do grande
com a do pequeo, do monarcha com as do vassallo;
do sacerdote com as do leigo, as do senhor com as
doescravo, todas confundidas e promiscuamente de-
positadas nesse tuajkilo pavoroso. Ahi estao sem du-
vida, os restos inanimados dos vossos pais, amigos, e
bem feUores, i-de abraca-loa, vede, e eis ah o .que
sao, eaqueeslaorcduzido, monte de pulrefaco,
lodo horrivel, srdido barro, vil p, hediondas cin-
lzas,s3o o queja foram.... nada !
Deceno, todos na nascemos para morrer, e lodos
atorremos para ressuscilar; para nascer antes de er,
foi misler progenitores que not gerassem; porm pa-
ra renatcer ou ressuscilarmos, o mesmo p e cinza em
que se corrompeu e desfez o corpo, sao os pais de
que haremos de lomar e ser gerados. I'utredini di-
xi:Pater meus e, mafer mea et sror mea, ver-
mibus (5),
O sepulcro por tanto reduz a p todos os estados,
potentados, eminencia, nao ha dislinccSo entre as
cinzas do rice, do pobre, do nobr, do plebco, do
re, do vassallo, do general, do soldado. O' eximio
Dr. Sanio Astoslinlio convicio sobre maneira desta
verdade, dizia: abre aquellas sepulturas e vede qual
he all o senhor, e qual o iervo, qual he all o pobre
e qual o rico ; distingu se podis, all o valente do
fraco, o fo'rmoso do feio, orei cornado de onro, do
wravo de Argel carregado de ferrosfeipkesepul-
cro el vide, quis dominus, quu tertus, quispauper,
quit dices f discerne si potes; regem a tinelo, fer-
tem debili, pulchrum deformil
Que ven pois a sroslas honras vis, es|es (lulos
caducos, brasoes e foros ficticios, estas lidalguias
chimeneas que o mundo not aprsenla ? Qse vem
aserestesatlrativos, estes engodos transitorios que
nos eleva 111 e sorprenden? Nao tero um barro
envernitada, urna Ierra corada, um limo brilhante '.'
Desenganai-vo, descei a esse lugar sombro, a essa
solitude medonha, e acharis maisque realidade.
Tudo que vive nesla vida, nao he o que he, he. o
qae fot, he tornar a ser na morle o p que foi no nas-
cimeolo, he tornar a er na sepultura o p qne foi
no campo da'masceno, doee retestaris in trra de
qua sumptus es, quiapulcis ts, et in pulcerem re-
testeris. (6)
Se se pergeniar que he feilo de urna Jesabel Uo
vadosa de soa beleza, que s "dispnnha novas con-
quistas, que linha um sequilo formidavel de adora-
dores, que captivava lodos os coracOes? que he feilo
della, onde exitle hoje ui quwso est? Entro no teu
palacio, corro todat at talas, encontr ainda os teut
movis to esquitilot, os seus enfeilos to apurados,
ainda diviso a mullilude de criados que a rodearan!,
aonde pois esl ella, ubi quwso eslt Ah urna voz
trmula e balbuciente falla, que pouco se percebe :
morreu! j he subdita do imperio dos morios, aca-
bou-te o incens, cabio o dolo do aliar, e poosou no
tmulo, corro l, descubro o mausoleo toberbo: mat
com que deparo, o que vejo? nao preslo alteocao
porque um vapor inteiramente ptrido e terrivel ex-
hala desta campa: em balde te applicam os mait ra-
ras aromas. 04 mais esquisitos perfumes, odorferos
incensos, balsamo* conservadores para inhibrem a
dissolucao; qui quati puedo consumendus sum.
Deixaisim, deixai.essas pedras sepulcracs, esses
mausoleos soberbos, essas urnas tumplupsas "clreum-
dadat dechoret e perdetaaa J,vlsilai aecuradamente
outros lugares dessa opaeidade, deste tombrio pala-
cio dot que feneceram, obaervai esla medonha e pa-
vorosa mortualha ; que esqueleto he este que se pro-
pe a vossa vista sem coroa, ,em tceplro? o epitafio
lucidamente dizaqui jaz Alejandre, rei egregi
qu cadver he este oulroque adiaoteve
aa, tem cruz, e tem ornato ? a pigraplic aflirma
aqui jaz Julio, Pontfice magno.
Pemerai mait adianto, e veris com espanto restos
sem vida, mirrados e carcomidos, mitras enlutadas,
sceptros quebrados, espadas tem copos, armas e bra-
zes cobertos de negro crep,circulados de grinaldas,
de perpetuas e saudades, ludo emfim se reduzio a
cinza e pq, e promiscuamentedorme o snmno eterno:
ecce in pulcerem dormiam;
Acabon, tudo passou qual a (orrente que do cume
da montanha se despenda com ruido, corre alguns
eipac.os, e nfima se ahsorve as profundas, e tene-
brosas voragens; ou como o p que o fogoso ginete
em veloz carreira ergue da lesra, c depressa desap-
parece.
De feilo, a nossa vida, como te exprimeo douto pa-
dre Antonio. Vieira, nao he mais que um circulo que
fazemos de p, a p, do p que Tomos, ao p que lle-
vemos de ser ; uns fazem o circulo maior, oulros
menor, oulros mait pequeos, outros mnimos. Se-
gundo exclama o Santo Job, a nossa vida he um ven-
to ; vtnlus est tita mea ; este vento acouta o p, le-
vanla-o, e eis os vvenles, accalmado o vento, cabe o
po, e eis os morios; logo he evidente que nos, que
vivemos 110 mundo, somos p erguido, o morios po-
rm sao p abatido: os vivos sao p que anda, que
percorre muitos lugares, os morios sao p que jaz. Os
vivos, continua o padre Vieira, sao p, os morios sao
p ; os vivos, p levantado ; os morios p cabido;
os vivos p com vento, e por isto vaos, os morios p
sem vento o por isto sem vaidada. A morle portento
como y jugadora de todos os aggravos, quebra c esmi-
galha nao s os sceplros dos res como os cajadosdos
pastores; to poucos e candados os dias do homem,
exclama o paciente Momeo, (7) elles passam como a
flor que abre, e para logo mnreha, passam como a
sombra que nunca para : semellianle a urna nuvera
qne foge e desapparece, o homem assim desee ao im-
perio das sombras e nao volla mais a casa onde mo-
rava, nem torna mais ver os lugares onde habita va.
Abrem-se as portas da morte, o homem entra na mo-
rada da destruicao'e urna sempilerndade he todo, e
nico bem que tem a usofrnir. Infalllivcl transicao,
quanlo s tremenda !
Mas qual seja esse da, essa hora terrivel, do irre-
missivel passamenlo, a morte este apanagio de lodo,
os vvenles ? eis e n gordio,nsciii> diem, eque ho-
tam\ Talvcz qae terminareis vossos dat as sumptuo-
sas mesas, no motim de urna festivdade cornados de
rosas; quic-no adormecimento dosomno como Sizara
Uolofernes; entra as ondas como Fara; como Arao
junto an altar; ao p do templo como Helia, n leito
como Ballhazar ; no monte como Moy'ses, ou como
Sal na balalha: o cerlo,e infallivel he qne necessa-
riamenle baves de morrer ; moriera, tu, et non vi-
ves. O evangelista sagrado aflirma comjndeleveis ca-
racteres, que nao s nao sabeit o da nem a liosa da
vossa transicao, como ainda se eftecluar quando me-
nos o esp'erardes; quia qua hora non putatis (9)
Tambem deveis eslar convencidos, que um dia ha-
veit de vot apretentar dianle do tribunal divino por-
que he cerlo que o nosso Redemplor vive, e que no
da ultimo haveis de ressuscilar da Ierra ; que ha-
veis de ser revestido desta mesma pelle; veris o vos-
so Dos com a vossa propria carne; ve-lo-heis mesmo,
e nao oulro, e o contemplareis com os vossos proprios
olhos, e esta ser vossa esperanza que reinara sempre
em vosso roracao;9) Scio enim quod fedemptor meus
vicit, et in nocissimo die de Ierra surreclurus sum ;
el rursum circumdabor pille mea, et in carne mea
tidebo Deum meum.
J oueo dobrarem os sinos en tom lugubro ; eo
esmorece- encho-me de pavor; a peona cabe da mo;
urna rerordacao da sempilernidade me desperla ; j
melanclico me dirijo ao santuario, e ahi respeiloso
vejos ministros do Senhor recitarem psalmos peni-
tencies, oracfies funreas: logo depois um Melchise-
dec v enerando,eom paramentos luclifcrot, benze urna
pnrro de cinza, e principia deitar igual e indislinc-
lamenle aa cabeca de todos; eu tambem a elle me di.
rijo com os mais fiis, recebo na testa um cruz des-
ta cinza, e perecbo que o ministro de Dos acompa-
nha essa accao pavorosa com as palavras : Umbra-
le homem qne-s p, e que para p has de vollar.
Memento homo quia pulcis es, el in pulcerem recer-
teris, M. C.
.ocessado. No entanlo, ett p
vel publico que tnspenda tea jo
do ehronista seje cunfundi
Por ora rontinla-se e:
Francisco Cara i
Illm. Sr. Francisco Cavalcanli da
Acabo de receber sun carta de(> -. na
qual pede-me que d um esclarecimend
qoem he o Francisco Cavalcanli de Albuqerqoe, de
quem falla urna correspondencia aisignada por tnim,
e inserida no Diario de Pernambuco, no da 14 de
dezembro du bnnn prximo passado, too por tanto a
dizer-lhe que Francisco Cavalcanli de Albqnerqne,
de quem falta dila correspondencia, he de urna fami-
lia que ha lempo inorava na provincia do Rio
Grande do Norte, o mesmo Cavalcanli he filho do
fallecido Christovao do lal Cavalcanli, e 3o ana pou-
cos de manos; de. alguna tei donme, bem como,
Antonio Cavalcanli, Manoel Cavalcanli, e ontro de
nome Torquato; esle Francisco Cavalcanli veio pa-
ra esla p'uvoacao ha mais de dous annos, e j eslaudo
aqui quelles, engrossou a companhia dot ladrees de
cavallos, qne nao lem numero us roubos ; felizmente
esla quadrilha ja naoexisle aqui,porm ficarammui-
ls de seus socios, todava desde 20 de setembro do
anno prximo passado qne enlreiem lula com esla
casta de gente, paroo aqui o torio de cavallos, como
seja esla gente muito feliz, foram sollos don ladrees,
e aqui andero de publico; Unta proteccao tem esla
qualidade do gente!.... O mencionado Cavalcanli de
quem tenho fallado he casado com urna senbora por
nome Luiza, lem filhos e possue alguns osera vos, de
geralmente cenheeido por Iadrao de cavallos e eacra-
vos, e aqui morou sempre dando sempre exercicio a
seu genio sem soffrer incommodo ; roudou-se depois
queeu o quiz segurar. A visla do que nada tema cor-
respondencia com Vine, na parte que me queixo so-
bres forfo de meut cavallos, conde lamhem a Vm.
por ter aqui vindo com gados, e nada me consta a
eu respeilo, parece-me ler respondido conforme sua
exigencia.
Estimo goze boa saude extensiva a sua familia,por
quanlo sou de Vmc. servo e criado,
FrfsfcUco Anloriio daSilca tlente.
Srs. Redactores.Fallara ao mais sagrado dos
deveres do homem a gratido, te ao detpedir-me
desta briosa provincia de Pernambuco, onde hei re-
sidido por mais de quatro annos e nella recebido apre-
cavesteslemuohos de consideracao e estitna.qur par-
ularmente, qur da imprensa, eu do alto desta nao
_bem toda.a extencoo do meu reconde-
cimento e respeilo a essas'dislnctat pessoat qne lan-
o me bao honrado, a cujas benvolas, quaut gra-
ciosa altencoes, en, cerlo, nao me reputara com di-
reilo. E, pois, Sr. redactores, queiram imprimir em
seu conceiluadojornaaa|ia tigera, mas ingenua de-
claracao do quanlo soupVnhorado e aobromodo sau-
doso, despedindo-me .desseVfiaaaaaUajuenhores, cu-
jos nomes receio mencionar,\ nao"
modestia, e aos quaes no enlab ou'sagro os rS
sinceros e vivos agradecimetos com a seguranca da
minha dedicaco.
Todava ligado por obriganOesmais particulares, e
servijos que nao posso dar o verdadeiro valor, ao
meu presiente amigo e correspondente, o Illm. Sr.
Francisco Joao de Barros, nao pude resistir ao dese-
jo de fazer aqui menco especial da sua preslabili-
dade para comigu.suat delicadas maueiras, e da bel-
las e dislncUsqualidades de sua Exm. familia, de
quem sao tantos os obsequios que hei recebido, que
em.retriboico de finezas taes, apenas lhes posso offe-
recer o peulior, posto que fraco, porem sincero; da.
mait pura e constante gratido.
Com a publicaco destas mal tracadas lindas mui-
lo odrigarao Vmcs. o sen respeiladure obrigado
Caetano tcente de Almeida Jnior.
Recife 28 de fevereiro de 1854.
"i "
pea* 10 a
milho qne
es duros c
o* precoz
i inultoaaaaaaB
com
seu
AGRICIJLTIM.
(1) Genis, cap. 3 v. 18, 19.
(2) Job. cap. 7 v. 1."
A3) OEuvres de Mastillon, Serm, surlaraotl,
l^Psalm. 81.
(5) Job cap, 47, v. 14.
CORRESPONDENCIAS.
Atraz dos apedrejados correm as pedras.
Senhores redactores.Ainda bem nao se linha
apagado da memoria dos leitores a tubttancia da cor-
respondencia de Francisco Antonio da Silva Valen le.
inserta no Diario n. 282 de 14 de dezembro do anno
prximo passado, em que menciona romo co- reo no
furto desens cavallos, um Francisco Cavalcanli de
Albiiquerque, que alguein, pela bomonimia, quiz
suppor que era-eu, quando o rorreio Viclorense, a.
proveitando-se do meu nforiunloJaKciii preoecupar
os nimos, indigilnndo-me romo Iadrao de esrravos
iio.commuuiciidi), datado de 5 do correle, e que por
tal eslava preso, lie muilo para sentir que o autor
de to bello annuncio nao seja pelo menos.o meu ac-
cusadnr no tribunal competente ; porque entao leria
de mostrar coro urna jurisprudencia Inda nova, e s
delle, que he ladnlo aquello a quam um cscravo
albeio, fgido do seu senhor, procura para n cora-
prar e heeontlanlementc Ira/ido em publico Foi
isto o que cscapou, ou n,1o quiz narrar o celebre cor-
reio que, qual corsario da renutacao alheia, destral-
dando as velas de ten genio insidioso,veio meller-me
a pique, amesqninhndo mais a minha triste situa-
(3o. Com a resposta junta me justifico de qne nao se
entende comigo, e nem te roe pode imputar a coni-
vencia no furto dos cavallos do Sr. Valente; por que
basta atlenderque esse Francisco Cavalcanli de Al-
buquerque he casado,' eesle conserva-se ainda sol-
leiro. E assim como trinmpho de Uo vil calumnia,
espero lavar-me e purificar-me da nodoa do furto do
escravo Manoel; emprazo desde ja para o meu jul-
gamenlo o crrelo Viclorense, e a quem, como elle,
penja a respeilo do fado por que fui preso, e estou
MEMORIA SOBRE O CULTIVO DO MILHO
. NO MXICO.
Continuar-o do numero antecedente.)
IV.
Especies e cortedades do milho.
Os botnicos ainda nao 'estao de accordo sobre o
numer das especies que coustiluem o genero mi-
lho ; parece que a mor parle (em considerado por
especies o que nao sao mais do que variedades. Mr.
Malh. Bonafons que escreveu um artigo muito in
Icrcssante sobre n milito na Encvclopedia da agri-
cultura pralica dislinguiu quatro especies, que de-
nomina e caraclerisa da maneira seguinte : primei-
ra especie, Zea Mait Lin, cujas follias sao inteiajs ;
segunda especie, Zea Caragua do Molina, eujas
folhas sao dentadas ; lerceira especie, Zea tarta,
cujas folhas sao avelludadas ; quarta especie. Zea
critrolepis, cujos graos sao comprimidos e as es-
pigas rouxas. Assegura ter cultivado estas diferen-
tes especies, cujos caracteres, segundo, diz, nao se
alteran jamis a ponto de se tornaren desconheci-
das. Mr. Thcbeaud de Bernaud, que recntemcii-
te se tem oceupado em esludar a fundo a organi-
saco do milho e seu cultivo, nao distingue mais
do que duas especies ; o milho corunium ou Zea
maz, c o milho cujo* graos estao cobertos.com una
pe lienta esedenomna Zea cripetosprma ilc nrigem
de Paraguay. Altcndemos a est opiniao que nos
parece mu segura, e (levemos crr que todas as
dinerentes scmenles de milho que cultivamos no
Mxico, nao sao seiian variedades mais ou menos
constantes de urna s especie, e que todas pelo
mesmo roolivo sao susceptiveis a degenerar e 1011-
fundir-se, segundo o cultivo, clima e outras cir-
cumslancias. Os nossus agricultores rrera geral-
mente qae ha uiua differenca especfica, entre o
milho que chamam alto ou do reg. Parece-nos
que eslas duas variedades de milho nao se distin-
guen) por caracteres essenciaes, e que em muitos
casos pdem confundir-se. Examinaremos as varie-
dades do milho que se tem adiado mais nolaveis
na Europa, comparando-as cota outras do nosso
paiz, idnticas ou mui anlogas aquellas, c farcinos
algnmas raflexcs sobre os mcios mais a proposito
para conservar sem degenerado as variedades mais
recommendaveis. Cm obstculo, porm, se nos a-
preseuta para escrever com dareza sobro este pon-
to, e lieadiversidadede nomes rom que as varieda-
des do milito sao conhectdai nos differenles punios
da repblica.
Milho de espiga* ramosas.Em terrenos aduba-
dos com abundancia, e quando so lera feito a se-
menteira debaixo de ctrcurosfnncias favoraveis, sur-
cede geralmente, e produz espigas ramosas. Esla
variedade passagcra, ouuielhor, esla variedade que
n3o apparec sempre por mais que se cuide de se-,
meiar separadamente os graos da espiga, n3o 1ic ra-
ra em Piemonte, onde o cultivo do milho he muilo
extenso, e j foi observado duas vezes cm Paris em
1817, e em 1832. (I)
No Mxico v-sefrequeuleraente fructificar asesp-
gas do milho en annos muilo chuvosos, ou quando
a planta foi regada abundantemente, anda que o
terreno nao sorche muito adubado, o que se faz ra-
ras vezes entre nos.
Milho de galinhas.Nome' que se d vulgar-
mente a una variedade precoce gue scr.ve niarivi-
lhosaincnte para crear aquellas aves ; seus graos
sao mui pequeos e mui duros; a espiga lem de 1 i
a 18 lindas de graos, a sua cor varia, sendo mais
frcquenlc a branca 011 amarclla. He o Kuk
das regios meridonaes da Hungra.
Nao seise se cultiva no Mxico ofa variedade
de mildo, cuja introdcelo seria jrtui til.
Milho manchado. Variacao na cor dos graos,
apezar que a sement nao proveo senao de graos
brancos, amarellos e ruxos. O milho manchado ou
cbine, como muitos o chamam, raras vezes he de
todo amarclto, ruxo, azul, cor de violeta, ou ne-
gro.
No departamento de lalisco se rulli,va esle milho.
A' esla variedade perlence aquella que nos conhe-,
cemos debaixo do nome milho pintado, cujo grao
geralmeute he azul. He urna daa variedades mait
fecundas que cultivamos.
Milho branca.Variedade mui pruductWa
d una fariuha doce e lina, e que convertida em
massa forma bom pao. He principalmente cultiy
da para forragem em alguns departamentos ? < aii-
mento mais essencial dos li.omeut em agjgraude
numero de localidades, prucipalmeiafnos liaixos
Pyrinos.
Creio que este milho se -cultive em Ierra seccas
e com dvfferentes nomes em Jmilos pontos da rep-
blica.e principalmente no departamento de lalisco.
'(6) Geni..
(7) Job ca
(Si'
r
cap. 3 v. 19.
1.14, v. 2.
S. Malb.cap. 25, v. 13 ; S.'Laccap. 12, y, 40.
Job cap. 19, v. 25, 26-
Milho depadeiro. E
conlan oito lindas de
variedades mais inferioi
Mica.
Milho p6r de fariuha.
co, seus graos sSo gr
disposlos em oito linhas.
(1) Mr. Thiebeaud de Berril
vaceee.
ia espiga pequea se
grossos. He urna das
se collivam na repu-
ariedade de milho bran
com feudas no Bieio, e
i de sua fa-
Milho
teste milho _
lie h.'isl.-nj^^^^H__
meio iia:^^^^^^H^H
atas vezes du
da espiga d.
tallo menos a
esta qualiU;;-
15$ mais do que o milho
Ignoro com qae nome se' coil
esta variedades.
Milho pedradt fusil. No1
extravagante, imposto urna va
d espigas brancas ou amarelli
brilhante, disposlos em ilo lin
do que o milho das gallinhas.
No nosso paiz ha variedades
esta, nolaveis pela dureza de teas graos, por
brilho e transparencia.
-Milho precoz.Se levemos adoptar a opiniao de
Kahn, esta variedade nao he senao ama deg
lo mildo ordinario, causada pela toa
rae do meio da para o norte ; \<
que elle existe e que nos veio dos ros de <
onde he ruUivada>debaixo do nome Qut*
he recolhidn dous annos depois de semeia
nossus dcpartaineulos do meio dia esta 1
produz duas colheilas por anno, e substitu
smente not departamentos de norte
uario, qne floretee tarde e muitas vezes he
dido pelo invento antes de seu madureciax
Nao sci como se pode chamar 'precof um
que te colhc dous anuos depois de seme
como esle inillio traiisptanlado para Franca da aa-
quelle paiz duas colheilas. Creio que lia aqui um
cugano e que em lugar de dous annos se deve hir
dous inezes. Karece-ine que no nosso paiz nao se
condece esla variedade.
Milho quarenteno.Em 1785 elogiou Kosier n
milho quarenleuo, como se Ihe maudjva .
asseverava que o milho cresria e madnrava
paco de quarenla dias. Durante a minha residencia
decennal as diversas comarcas da Pennsula (da
Italia ), tenho verificado que a sua vegclajao dura
tres inezes inteiros, e que nao he seuao ama subva-
ricilade do mildo precoz, semeiado para segunda co~
Iheila. A sua vegetacao depende da ioDuencia
mospherica e da es(ac,ao; e com efleito dorante al-
guns annos tenho-o v isto percorrer as suas difieren-
tes pbases em 10 dias, mas commummente era 60 e
algnmas vezes em 70 das. He preferido par
gem de aumues ao milho ordinario, como in
coz, mais tenro e porque conten muitos lalloei
darios que augmenlam a nutrirn. Tem a vi
de poder pastar sem regos nos bons ten
departamentos mais temperados. Tal vez he a
riedade a mesma que mais se lem generaln
Mxico debaixo do nome milho trems. He 1
que se semeia secco em quasi toda repubu
ta maior quanlidade de millio que aun|
precoz se couli
nome oWTe colorati
Ignoro porm se se\aJva na repti
milho que percorre todos ps^
cao em quarenla dias.
Milho de Siria*Em 1801 se Ira
pedicao para Egypcia um milho i
nano de Siria. Esta variedade tem I
dos cultivadores, porqtte oceupa o 1
lempo do que o milho ordinario, se
do muito nos departamentos do norte,
ca mui pequea quando apenas miro
Franca, se- lem aperfeicado lepoi-
igualar quasi ao milho commani. -
Milho tardo. Variedad mais. vigor^
fecunda c mais geralmeute cultivada ; s
bondade do terreno, o cultivo e a cxposic.34
los mais ou menos altos.
Esle milho he aquello que se condece 1
ca pelo nome de Afai; del riego, lie
mais fecundo. Bem cultivado lem e|
urna colheila de OO por 1. He o 1
semeia cm regos as maiores fazcuuad
meulos de Potos, Zcatctas, Durane]
eslranha que nao se leuda generalisad
ras clin vosas de lalisco. Creio qoe^^^^H
Iho que se semeia mais nos arredores do
Todas as espees e variedades do oiiaW
igualmente uteis, segundo o. clima, a qual
terreno c demais crcnmslancias que inj
cultivo. De todas as variedades que se
urnas se recommeudam por.sua prec
por sua fecuudidade, oulras por
cultivo em Ierras seccas. O talen!
consiste, en escollier e conservar a t^^^H
proposito para o clima e qualidade do tem
que, se cultive. Em geral ser mais fadl a
nos paizes calidos ou temperados, as varier
mildo dos paizes frios, porm a constancia t
mero 110 cultivo conseguirse -tambero aclimatar em
regics frias o milho J|s trras calidas e
das. Para evitar que a variedade escomida o
re, li preciso evitar de njo a semeiar m
rom mitras variedades, 011 mui perlo dd'
liouv essein no paiz sociedades agrarias qae e
lassem e premiassem as experiencias ulei, 1
conseguiriam algnma indemnisacao jior el
dera procurar tenias as especies e v ariedades conde-
cidas do milho, scineia-las en, differenles
debaixo de differenles climas, e cxposi;0cs,. notar em
un registro todos os dias as rirrumslaurias mai-
lientos de sua vegetacao, avahar e comp4
productos respectivos, c repetir c combinar
los maneiras eslas experiencias. Assim se t
tro de poucos anuos um perfeito ci
variedades de milho que mais conviiihai
ma ou qualidade de Ierras, e das m.li
exige seu cultivo. ,(2)
V.
l'cgelacoo do milho. Circumstanrii
Jiras que a acceleram ou re*
dades do milito. Insectos q
O milho sjlvestre, ou como se 1
mostrenco, que s nasce e crcscc
gum, he una planta rum, pequea em ti
suas ifinienses. rujo tallo ou canna sel
folhas mui unidas entre si. e cojas flores
geralmente e nao dao senao um fruclo mi
no e dcspreaivcl ; porm, ruKivado o mi
adquire um grande lesenvohinienlo e muita
dosidade e belleza.
He urna planta que sahindo do estado |
lem mclhorado extraordinariamente.peto |
porm lem grande projiensao a degenen
sanlcmenle, c degenera realmente de um modo
progressivo proporcSo que te abandone o seu
culUVo.
O mildo de nina planta annual, isto he, que em
um periodo que jamis passa de un eino, e man
sempre edega o este periodo, nasce, cresce, froc-
lilica, e morro. Sua \ euctacSo de mais ou menos
prolongada, mais mi ineuos rpida, 1 a va-
ri edades las tenientes^ as circunstancias meleoro-
logcas a que esd sugeilo o sen cultivo, t
1110 de sua vida vegetal se pude Gxar era x
zes c o mnimo em (res iuczcs ou quareati
<>s periixlos mais no'.rres da vegetacao do millni,
sAo osseguinlcs :.l.o, desde que camera agermi-
nacao at que a plaa aprsenle i folhas lat
bem desenvolvidas ; 2o, desde esse poni al que
os apparalos floreaos da espiga e la bandeir
fazem*uolar pelos vultos que formaiu, lodavi.
volvidas ainda nas folhas ; 3.", desde que as llores
se apresen tan ja desrobertas at qae se acha 1
teiramentc*desenvolvidas: *., o lempo em que
se eflerltM a fecundacSo : e .>.". a maduris do.
graos.
Os graos do milho, preservados lo calor, da
duinilaile. e los idtccto^eonscrvam por muilo
lempo # sua faculdaileiaerininativa, ese lem
to germinar, graos-itp milito 10 a 1.
de colhidos. Sin obstante, a germina;
sement pcrf^ilamentc arondicinnada, sera sempre
tanto mais rpida, quanlo mais reienlemen
nha sido olhida. l:m cerlo rao de calor e humi-
llado, he/neceaanrio para a germinaran de rada se-
ment; nao concorrendo estas dirs drcun*tancias.
lde retardar a sua germinacau, iiiesmo dehaivo Ierra. Nao ser eslranho poi
meiado em. urna Ierra
do a eslaraq. he fra, pinna 1
nascer, al que o calor e a niera
a sua germiuacao. Notaren:
que o milho raras ve/
ainda esl na espiga n
la ; e quando aconlcca de se ver 0-
tenham germiuado, geralmente I
ga cahio sobre Ierra hmida. U,
lelo urna espiga, principalmente

9>\


-.
he n auterdeatas



ueas Atamn disu-
mente deqn ...i o U.< liosas qual id:
lemalteco, qae nos proporemos a s
olher novas observaces para eci
nographia do milho, ebra que, segamlo er
ser de utilidade nara a renublca.
k


DIARIO OE
longitf^M^
e* ,* estro*fr mais a
man h fdeiras dos gi
Mo pon.; : herida .
chegae i -. I ia que s
so tambero i espiga qm
ment este levantada con;
loria coiu qui
leiras
OIU|
.So descohertn-
.wilo para que a chu-
eslii eiposte no perio-
i pelo eanaes qt;
a humidade.
meaawe .graos, c
uenaen. Por nr
,nles de aro amadureci-
liraecao par o tallo, se

<
'-N

I
separa elle e se iuclin/ i proporoiio que a mad-
rela se abrev a; c assi permitle que a agua se
dcslise rom mais facilidje. Sem estas precauroo
sabiamente adoptadas pela nalureta, o |lho hu-
medecido, quando anda sepela na espiga adheri-
da plante, germinara antes da colheila pela ac-
to do calor e da humillado a que esl exposto.
Quando o calor e a hnmidade do terreno em que
se tem emeiado qnalquer sement nao sao suflici-
eute para a aeirmiuacSa, a sement comeca a in-
llaramar-sc, dceompOc-se chimicamente a sua sub-
e o germen, que liseirauu-nte se tinha
desenvolvido, morre. Isto succede frequenternen-
o millio, quando por necessidade ou inei-
a he semeiado em um terreno mu pouco
humedecido.
larmente observa-se que os graos que nas-
cem n&'basc e na pona da espiga nao tcm o ger-
men Mo perfeilaraente formado, como os demais;
smpre menas quaulidade dquella subs-
tancia farinhosa que a nalurcza deslinou para a pri-
meira niilricjlo da planta.
c,*o do milho. romo de qnalquer onlra
se pode accelcrar artificialmente ate un
corto ponto, porem no su estado natural em um
terreno conveniente e em circunstancias nieteoro-
i. favofaveis sua veaetacilo, o milho diosa
lo das de semeiado ao primeiro grao de sua
aerroinac^o, quo be aquelle era que aprsenla as
quatro folhas laleraes bem desenvolvidas. Obscr-
vando-se um grao germinado nesle estado, j-
se como o cotiledneo ou follia semiual do mi-
lho toma a forma de um alcatraz, dentro da qual
sabe a plumada ou plantinlia nascente. Tambem
serva no mesmo de que maneira conieeam a
tar-se a radculas do millio que sao' lano mais
nvolvMas (planto mais adiaulado esl o perio-
do-da germinado.
Durante o primeiro periodo de sua vegelacao, a
Jo-railho he demasiadamenlc lenra e quebra-
rte segundo periodo a plaa adquirc com
erca parte de sua elevaran natural, lainbcm
ntais vigor. He enBo tambera quando mais
dem a desenvlver-se as raizes que o.iuillm
arroja m redor da planta.
eiro periodo da vegetarlo do milho he o da
lea ; he.notavel pelo apparerimcnlo dos
don apparatos floreaes, a bandeira de todo desco-
e a espiga anda muifb lenra, que smenle se
re pelos eslilos qnc appareceni em forma de
"ivos, broncos ou rosos ; quando o milho
ka em circumstaucias favoraveis i sua ve-
i seja por falla do cultivo on pela estcrilida-
cno, eiiUo cresce milita a bandeira, e suas
lesenvolvem rauto antes do que os eslilos
M da espiga tenham sahido das folhas com
pus acham cohertos.
lo periodo he o mais crilico, porque nelle
s eflectua a fecuudacao ; as dores se tem
oado, e chegado o momento conveniente,
m as anteras o polen; o os ovarios da espiga
iitdam, se seus eslilos j eslao descobertos ;
!, se anda estao inleiramentc cobertos, a fe-
adacao nao se ctTectua, e por conseguiute nao
fortifica a planta do milho. Isto mesmo succede
lo nm venlo forte; urna chuya ou oulro cuello
lgico fazem abortar as llores, ou quando
asivo calor as dessecra. He pois no periodo
iidacao, que o milito necessta mais daquellc
Je calor ehmidade, da qual depende a belle-
la planta. He no periodo da soa fe-
), quando a plaa osla desenvolvida, mais
ccule.nla. Loso que a fecundaran est eflec-
a, o lilhote ou a espiga, al enla niuilo unida
la planta, se separa della couservando-se
le pendente por sua base. No momento de
ir-ee o lilliole, se ouve um ruido, seja )ior-
se pode ouvir de dia, seja porque a fecun-
dado, auxiliada pelo sereno e a frescura, geralmen-
te lea logar de uoile. Passada a fecundarlo, co-
liga a engrosar, e os cabellos ou eslilos
al enUo fleiiteis, lustrosos e sedenhos, comecain
i seccar e ennegrecer, tostados pelo sol.
negado ao periodo da madure/a. a planta j nao
he t jsceptivel de adquirir raas desenvolvimenlo ;
a sua acrao vital se dirige entao para o aper-
oamenlo dos graos; be nelle que concontra en-
a maior parte do sneco meloso que antes se acha-
ta tallo, e modificaodo-*c cliiinicamenle este sue-
co, couveVle-se em urna substancia leilosa, da qual
se forma depois a materia farinhosa do grao. Quan-
do a caona do milito nao tem fortificado, conserva
a sua dojura al seccar, porque nao tcm espiga ; em
cujos graos eonecntreo sueco assucarado.
e da pona da caima do milho, depois da
fecaada<;o, acedera a madureza dos graos ; porem
iulerrompeudo por algum teuipo o curso da vegela-
C*o, e privando a piauta de muilas folhas. que sao
verdadeiros orgSos de nnlricao, he provavel que
aquelle orte dtotimia os productos do milbo nola-
velmcnle.
Nao succede o mesmo com o corle das canoas que
rodeiama planta, ou os fillios della que nao tem
fructificado, ou cujo fruclo he muito escasso; o corle
lestes tallos faz que as raizes ronceulrem a sua ac-
fato acedera indubilavelmeolc a madureza dos graos
e augmenta o sen producto copiosauleute.
A' proporrao que os graos endurecem. ennegre-
cabellos, a espiga se inclina para liaixo, a
engrossa c loma amarclla, perde a sua tle-
xibilidade e secca no lim ; porem, quaudo ja parece
inleiramenle secca, conserva todava um sueco, que
e evapora pela ac'rao do sol, A fumaria, que de-
misa a planta, aperfeicca a madureza do fruclo.
onuuca tica perfeilameulc maduro, sena
ido exposlo anles da rolhelta por al-
lempo acrao da fumaria (3j
fertilidades ou accidenta do milito. Durante
vegelacao. fica o milho exposlo varias en-
nidades e accidentes, que fazem notavelmentc
inair os seus productos. Eslas enfermidades se
i reduzir s seguinles: !.', a hydropisia ; !.>.
; 3.". o carho ; 4., a s|wuja. Sal>v-se
que ol liortelaos,, para einbranqueccrem alnu-
ma planta laes como o rcpolhu e a alface, pri-
vam-Mda lqz, cobrindo-as com as folhas exterio-
res, ou guardando-as. por alcutn lempo em um
uro. Esle branqnecimenlo eslranho,' que
r aos vegelaes o sen verdor natural, c os
i mullo Miceulenlos be urna verdadeira cuer-
le qoe ataca as plantas todas as vezes que s.lo
a luz, e principalmente quando se acbain
era nm lugar escuro. Chamamos a esta enfermida-
de hjdropsia. em falta .le oulro nome mais pro-
: he a mesma mf.lesla que os Francczcs
ni liolemenl. O milbo padece desla molestia,
quando a plaa recibe pouca luz, seja porque fui
semejada muito amontoado, seja porque cresce em'
lugar muilo sombro, ou porque o lempo lenba en-
tallo *>mbrio c nebuloso durante muilos .lias. O
milbo assiin adoenlado lauca muilos tallos; porm
est paludo, a sua rauna desabrida c da mui poneos
grto.
A rachiti he urna especie de consumpciio que
sofre o milho, quando tem sido semeiado em Ierra
estril, quaudo depois de semeiado lem oslado ex-
poslo .uina temperatura constantemente hmida e
fria, ou quando o milho que se semeion foi de m
"Ultdade. A ranna he entfio delgada e a espisa a-
penatem algnns gritos.
rho. be urna especie de excrescencia vegetal
e carbonosa, que nasce as espigas c faz abortar as
flore; Parece que resulla, como as excrescencias
de oatras plantas. Jas piradas dos insectos ; o suc-
.*os ||pnlos irritados, e um alio grao de
calor e hnmidade deseiivuivem esla molestia.
Vais etminum lie, loilavia, a spouja ; lie esla
urna p seminal se Ca no milho c prin-
iiw. formaudo-se nella a parsita,
erolenla, que se d nesle
la parsita causa damuos
em grande qoantidade o
guando traannos do cultivo
^af adoplaveis para evitar es-
diminuir os seus raaos resul-
Imectos. O principal insecto, que ataca o mi-
,0< '' l haiulon, ou verme turco, que
.izes da piauta, nao as abandona
depoiwde navetas destruido inleiramenle. A-
nmbem os tallos e a espiga, cujos gritos devo-
ra. -H holvcl que se eurontram vermes do mesmo
genero na caona de assucar e nos oulros gram-
neos.
j O grille talpa, depura (ainbem as raizes do mi-
lbo.
cham
iue sen
W^M
a* jiasce erore-
r quando
vida, he
della.
itoes interes-
Tenho-as man-
grienllura.
nilidula arala de Lalreille, causa esla plan-
la muilos clamaos.
.1 phalmna forticati*, pe os seus vulos nos tal-
los do milho, c penetra na [llanta para devora-la uo
interior.
Rerenlcmenlc se tem descoberlo outro inseclo ,
todava mui poiico conhec'ido e que prejudica mui-
lo o milho. Tcm-sc-lhe lado o nome de .Vocoo
sese.
Manireslaremos em outro lugar, porque mcios se
pode diminuir e exterminar esles insectos (3'.
vr.
Clima, terreno e adubos que concern ao milico
do milho.
lim clima quenle e hmido he o que mais con-
vem ao milho, para que a sua vegelacao seja rpi-
da e vigorosa, e para quo sen fruclo seja abundaii-
le. Esla planta podo supporlar um grao de calor
muilo elevado ; porem he muilo scusivcl ao fri ;
prospera debaixo do clima da Jehade Cuba de Haili
e oulros mui qucu/es ; porem nao rhega a madure-
cer iios paizes septe'nlrionaes de Europa. Anda nos
departamentos do norte da repblica, perdem-se
muilos annos semenleiras de milbo pelas geladas
lardias da primavera e pelas nevos e gelos do ou-
tono.
A clima de pedra causa bastantes dainos ao
milbo, por que relenla suas folhas.
Os grandes venios deslrocam o milbo e o dosen-
raizam quando nao esl bem enraizado. O Sr. l-
zate crft que o milhu era primitivamente urna plan-
la aquatica ; pelo menos he cerlo que exige bstan-
le humidade, e quo sua orgauisacao be a mais pro-
pria para alisone-la e rele-la por muito lempo : sua
ranna be Iraspassada^jor tubos lonailudinaes, e suas
folhas, como j temosWto. lem nina forma e oraa-
nisacao a mais adequada para bsorver a humida-
de almospherica. O milbo pois nao pode supporlar
una Grande secca, e quaudo chega a resislir-lbc,
sem inorrcr. ao menos dimiiiuc nolavelmente o seu
producto. Nao obstante, urna excessiva humidade
prejudica o milho e perlurlia a sua veselarao. Mui-
lo diferente do arroz c oulros gramneos qne, por
assiin dizer, necessilain de estar continuadamente
submcrgjdosdeulro dagua, o milho requer humi-
dade, porem urna humidade que csleja-se evaporan-
do conslanleinn te, e-colliendo nova humidade pura
de novo evaporar ; porislo vanos que as semenlei-
ras do milbo prosperan! quasdn as ebuvas sao fre-
quentes de noile c seguidas dj; um sol ardenle du-
rante o dia.
Reuuem-se. pois, lodas as circumslancias mele-
rcologicas que favoreccem e aceleran! a vegetarlo
do milho, quaudo o clima lie calido, ou ao menos
temperado ; quando em um clima temperado a es-
lcao esl. a proposito por ler passado o fri do in-
vena, ou a dcslemperanca que Ihc segu ; quando
em um clima quentc as semenleiras esUlo xposlas
a um tenlo fresco ; c em um clima fro, quando
eslao acobcrladas dos-venios que fouimumniente
trazem os uelos ; quando os serenos, ou melbor as
chuvas, sao abundantes, |iorem, iliernadas de calor
ou ventos frescos qne acrcleram a evaporaeao. Pelo
contrario se combinam todas as circumslancias qu
pe lurhain c relardam a vegelacao do milho, mor-
inenle quando o clima he antes Tro do que lempe-
quando a estacan que segu ao invern be
rado
deslemperada ; quaudo nos climas frios as semen-
leiras eslao xposlas aos ventos do sul ou.do norlc;
quaudo os serenos sao peuco abuiidanlcs c as chu-
vas escassas ou (.ardas; e monneule quaudo falla
ao milho humidade 'dorante periodo da fecun-
dacao e lambeni quando a humidade be excessiva, o
lempo sereno c nebuloso c prematuros os gelos e
neves do invern.
O bomem nao pode dirigir sua voulade a acrao
dos meteoros, porem pode al cerlo poulo modifi-
car a sna intluencia e evitar os estragos que muitas
vezes causam. ,
que seja ferlil, fundo, bem lavrado c sudicienlemen-
te limpo convem ao milho ; nao obstante progride
melbor nos terrenos ligeiros e hmidos do que nos
oulros.
Mr. nfarquez ile Bcaucoul diz que o milho re-
quer urna Ierra fresca, porem. nao fria ncm tunda ;
o excosso de humidade empallidece a plaa c im-
pede sua fecundacao, c o excesso contrario produ
o mesmo eeilo. Elle pensa que o lerreuo mais
vanlajosamenlc siluado he aquelle que se acba i pes
cima das aguas sublerraueas. En tcidio visto plan-
lar o milho em Carolina, em areia quas pura ; as
rilioiras de Saona, em arcias mu compactas ; nos at-
racables de Coruna, as rendas |dc rochas cryslosas
e granticas, e em todos estes lugares dar copiosas
cplheitas. Pode-se tambem naturalisa-lo em terre-
nos pedregosos. Os terrenos arenosos silo os que
convem mais ; os ses productos sao melhorcs em
qualidadc, porem, inreriores em quanlidade. Era
nma torra demasiadamente frtil, o milho produz
um tallo robusto, folhas compri'das c largas, muilos
talfos c poueas espigas, c eslas conlem mesmo urna
pequea quanlidade de graos geralmeule rxos, e
por coiiseguiule de urna qualidadc mediana e infe-
rior. 'Asierras argilosas convem pouco ao cultivo
do milho; ellas sao, eu mui Trias, ou mui hmidas
ou secras. Esja qualidadc de Ierras conserva muilo
lempo mesmo al ao lim da' primavera, o fri e a
humidade do invern; e quando lem sido esquen-
ladas pelo sol, tornam-sc seccas e ridas (6). O mi-
lho vegeta muilo bem nos terrenos de bosques ha
pouco derribados, onde o trigo nao prospera por
causa da superabundancia de nnlricao que esles ter-
renos lem, o que fazem abor^r as flores eopodre-
cer a piauta. .V-se, aa Amerita, lerreuus Uo sec-
os e nflros que parecem improdHcvoi, c, nao
obstante, produzem bem o milho.
Tal he a doulriua de Mr. Duchcsne em seu Ira-
lado do milho, sobre o terreno que ronvom ao cul-
tivo desla planta. Esla doulrina conlem observa-
cues importantes, porem muilo pouco anal.Micas, e
por conseguinte muito obscuras. Vejamos se he
possivel anah'sar com alguma exaclidao esla male-
tera.
Acordarnos que o milho produz em toda a espe-
cie de terrenos, como o vemos diariamente na re-
pblica ; |Kircm he impossivcl sustentar que toda a
qnalidade de terrenos seja de lal maneira apropia-
da ao cultivo desla piauta, qne nao haja urna mui
grande diOcrcnca em seus producios, segundo a qua-
lidadc do terreno em que se cultiva.
Qualro sao as principacs especies de terrenos que
cultivamos oralmente ; terrenos calcreos, terrenos
argilosos, terrenos arcnosos'e Ierra vegetal. Qual
lestes qualro especies he mais apropriada para o
Stritivo do milho 1 Estamos convencidos que as rai-
zes de milho por serem debis,.pequeas esuperli-
riaes nao podem desenvolver-se em urna trra du-
ra, ou cujas partcula tem entre si mnita adheren-
cia. Um terreno demasiado movedco, formado do
parlirulas mui divididas e incoherenles entre si, nao
podo convir a urna plaa, que pela pequenez de
sua raii.es, c pelo ponco que se aprofundam na Ier-
ra, esl muilo exposla a ser desenraisada pelos ven-
tes. Por oulro lado, sendo o milho urna plante que
exige humidade, porem, nao humidade constante c
excessiva, nao pode Ihe convir nm terreno semprc
hmido e lodoso, ncm aquelle que nao pode con-
servar a humidade por algum lempo. Sondo tam-
bera preciso bm um bom melhodo de cultivo, que
a caima de milho seja cohorte de Ierra al urna cer-
ta allur, nao convem ao cultive desla plante urna
Ierra delgada e muilo movedica. Igualmente deve-
se notar; que o milho he una daquellas plaulas qne
mais eslerilisam a Ierra em que be cultivada ; exige
pois uuia trra que nao seja estril, ou cuja tertili-
dade se renova com os adubos convenientes.
Os terreuos argilosos, calcreos c areuosos. po-
dem ler culresi lanas cjhlmiacoes. quo sera mui-
lo extenso enumera-las. Se pode comludo julsar
do cultivo do milho pelos principios que cima te-
mos lixado, leudo presento ao mesa lempo que os
terrenos em que predomimvuolavclmenle o cal, nao
podem ser apropriados para este cultivo, que Uo
(Kiuco o silo os terrenos Botamente; argilosos, ou a-
quolles em que'a argila ou barra lem lal consisten-
cia e leuacidadc, que as raizes do milho nao podem
dcscnvolver-sc ; assiin como os perfeitamente are-
nosos, que nao tem. bstenle consistencia. A Ierra
vegetal, ou aquella especie de Ierra esponjosa, ne-
1?ra e hmida, que se tem formado pela desorganisa-
caojdas plantes e substancias animaes decomposlas,
he o lerreuo mais conveniente para o < ullivo do mi-
lho e para o de tolos os cesoacs. Para aproveilar
este tena 13o eminentemente frtil, be que se tem
reito na nossa Ierra derribadas tao extensas. Nao
heestramio, que na Europa, cuja lena, nunca be
tao fecunda como a nossa, os terrenos recem-derri-
bados, sejam os mais, apropriados para o cultivo,do
milho. Na republica be geralmeule necessaro que
em semelhanles terrenos arcedla sementeira do
milbo q cultivo de onlra plante, tees como a pimcii-
ta ou a. cevada.' Seinciando o milho em Ierra qu'e
se acaba de derribar, lorna-se a sua vegelacao tao
extraordinaria, qnc o milbo adquirc una grande
elevacan, produz muilas folhas ; porem mui pencos
graos.
Depois da tena vegetal, o terreno* mais apropria-
dos para o cultivo do milho, he oterrreno argiloso
misturado com grande quanlidade de arela. I na
grande parle dos terrenos em que* se cultiva o. mi-
lho na republica lie desla qualidadc. A argila roxa
he para isso preforivel.
As tenas arenosas quando eslao misturadas com
bastante quanlidade de argila ou barro, para dar
consistencia ao lencuo sao igualmente adequadas
para o cultivo dquella plante ; sao preferives es-
les terrenos quando se acham boira rios, os quaes
coslumam transbordar pelas endintese entilo co-
brem as tenas com urna especie de Iodo que
augmenta a sua ferllidadc extraordinariamente.
Todo o terreno, por frtil que sej, chega a csle-
rilisar-se iiilerameulc, miando por muiis annos
seguidos se cultiva nelle una plaa la o exigente co-
mo a milho (7) Dabi resulla a necessidade de adu-
bar os lenos destinados a este cultivo, e de-alterar
ncllct o cultivo do milho com o de ou tras plantas
qne nao lem neiihuma analoga rom elle. Poneos
adubos se lem experimentado at agora as tenas
desuadas ao cultivo do milho ; porem nao ha du-
vida qoe se fertilisam extraordinariamente com o cs-
lrnme.(do gado vacm, lanar, cabrum e cavallar.
Cieio que de todos os paizes em que se altiva o
milbo, lie somonte no Mxico onde nao se faz uso
geral e constante dos estreos para fertilisar a
.Ierra (8)., ( auxiliador da Industria Sopona].)
E^pBUCC
QUMTA EEIRA
"
I OE MARCO OE 1854..
deMhos, 1 caixa com 1 estatua, lSharriscaslanhas,
610 caixas frutes em calda, O dilas ditas em espirito,,
dilos amendoas, 10 ditas gua ile rosa, i ditas sa-'
lamo, *i qu" rasco conserva em lma-
te; aos mismos ron
Burea nacional Matild:, vinda dnBio de Janeiro,,
oada a Manoel Alves Guena Jnior, njani
feslou oseguinte;
ll,i~9arrobas decarne, 20 banicas selio derre-
tido, 125 arrobas de araxa em bexigas, 60 coros sec-
eos. 2,009 resteas ceblas; ao mesmo consignatario
Escuna americana lyvideoard, vinda de Ballimo-
r, consignada a Henr.y Fursler & C, manifeslou o
segiiiute:
100 barricas bacalho, 110 baiTilinhns baubn de
poico, 50 fardos panno de ateodao. 50 banis peixe,
20 ditos espirite de terebenlina, 1,140 barricas faril
nha de trigo, e 50 mcias ditas dita : us tnesmos con-
signatarios.
Vapor nacional Imperatriz, vlndo dos portes do
norte, cousignadd a agencia, manifeslou oseguinle :
20 barris manleiga ; a N. O. Bieber & C.
1 caixao cariaco; a 11. C.ibson.
i dilos dilo; a Jos Joaquim.Das Pereira.,
1 caixole; a Jos dos Santos Neves.
CONSULADO OEBAL.
Rendimenlo do dia 1 a 27......59:4929:185
dem do dia 28....... 2:4283oWI
(1:9208688
DIVERSAS PBOVINC1AS.
Rendimenlo do da 1 a 27......G:I99J487
Id erado dia 28.........166590
6:3631975
> L m cslraneciro instruido pirblicou em Yuca-
ten urna memoria sobre a conservadlo do mi Hu
que cu mande! reimprimir no Bole'lim d'Aarcul-
tura. Desla memoria lenho lirado as sezuinies ob-
servacocsrelalivas ao Gnrrojo caos dainos que
este insecto (gusa ao milbo. Q Gorgojo, que be o
mais oommum e o maior inserto que ateca o milho,
permanece em certa especie de embolamenlo, que
Itio impede de reproduzr-se debaixo de urna tem-
peratura de 8 a 9 graos o. as lavras nao podem liro
lar ciiiquauto o calor nao sobe a 15 unios. Entao a
niultiplcac;ao faz rormidaveis piouressos. Est de-
monstrado que, em menos do cinco niezes, um par
ile^tes animaes chega a produzir para mais de 6000
individuos : porque desde o momento da forniaiflo
ate aquello em que o insecto apparec debaixo da
lorm.-rde um Oorgijo, apenas percorrem 4-> dias ,
e anida que este auimalsnbo nao se nutre de te-
idla d.. iilbo. senao depois de ler chegado ao este-
do de um insecto perfeito, assiin mesmo desenvol-
vido causa menos prejuizo ilo que a sua lavra. De
oufyo lado esl elle debaixo da le coinmum e im-
niiitevql dos insectos ; isto lie, de nopref logo que
lem chegado ao seu perfeito dcsonvolviinciilo.
Se por aquiQ que acabe de dizer he' evidente
que be quasi impossivel o impedir a procreacao do
Gorgojo as cavas subterrneas, cuja temperatura
lie semprc superior a 15 graos ; devemos por isso
limitar-nos a empregar os mcios de destruir este
inseclo antes de sua rcnuiSo generativa, ou a n-
niquilar as lavras ou germens que piidom existir no
milho, antes de e guardar as cavas. Varias expe-
riencias lem mostrado, que hasta na Europa um
calor sbito de 19 a 20 eraos para malar o Gorqo-
jo. Repelida por niim este experiencia aqu nao
tem dado o mesmo resollado. Aiuda mais, tenlio es-
tendido o milho sobre una rea ou superlirie plana
desde as 11 horas da inanbaa al s l da larde'
mostrando** tliermomelrn 55 a 56 graos, o smentc
lenho encontrado um numero pequeo de insertos
suflbeados por este excessvo calcir, porm quasi
todos tiuham fngido, e os que. permanecan) vivos
parecam urnximns morrer. rara completar esla
operacao'vT-me obrigadb a expor os araos segunda
vez a acrao do calor. O germen bu as lavras aloja-
das entre a epiderine e a substancia farinhosa do
milho nao linliaiii sido destruidas, porque oslas nao
succiimhni senao por um calor de 60 a 70 graos ;
no entente linnara soffrldo muito, e se, nesle esta-
> losseni submenrida em caz acido carbnico le-
nam morndo infalivelmente.
Gor3ojo do milho, que lem fcilo lanos cslca-
temus' p :,,i," l",P,n ,lu,*Ji' wUumte acoque
aZa VoVr,"r0|'a" tmm'e co,lss,e m^S Car-
calor de 55 a 66 araos?
RENDIMENTO I.v MESA DO CONSULADO
NO ME/. DE FEVEREIRO DE 1854.
Consulado de 5 jior eeulo. 57:I71698 '
Ancoragcra.........2:l66ft9fKI
Direilos de 15 por cenlo 39750
Dreilos de 5 por cenlo.. 6323500
Expediente das capaiazias. 7238290
Mullas............30S00
Sellos............1:1835310
Emolumentos de ccrlidcs. 99240
37:l7rS698
4:7189990
, nirersas prorintiae.
Dizimo do alsodao e oulros
gcneroS do Rio Gradu do
, Korle............438261
Dilo dito dito dito da Para-
Jiiba.. .......... 870?S325
Dito do lussucar c oulros ge-
eros da dita........1:0559081
Dito dito dilo dilo do Rio
61.9208688
tirando do Norte. .
Dilo dte das Alagoas.
Depsitos sabidos.
Ditos existentes. .
. 1738817
.4:2238187
6:3658977
68:2868665
1708669
1:3208001
GOMMERCIO.
ALFANDEGA.
Rendimenlo do dia 1 a 27, .
dem do dia 28 .
. 308:4148822
. 7:1219749
315:5368571
Deicarregam hoje 1. de fecereiro. '
larca americanaDe.farinba de trigo c bolacha.
Brigue americanojnglo Saxondem.
Patacho americano trindtearddiversos gneros.
Brigue sardonimachidem.
RENDIMENTO DO MEZ DE FEVEREIRO
, DE 1854.
Rendimenlo lolal ........
Resliluiecs............
315:5368571
1308561
Rs. 315:5068010
Direilos de consumo..........
Dilos de 1 por cenlo darpexpbrtaco
para os porlos oslranooiros. ,.". .
Ditos dilo para os porlos do imperio. .
Expediente de 5 por cont dos cencos
com caria de ania..........
Dilo de 4|2 por c. dos gneros do piz".
Dte d 1 1|2 por r. dos gneros livres.
Armazenagem de I por cenlo das mer-
caduras. ....... ......
Hila dila da plvora.........]
Premio de 1|2 por cenlo dos assgnadils
Multes calculadas nos despachos. .
Ditas diversas.........
seiitixo............; .;;
'tenlos dos despachantes geracs .' .' .'
l'oilio dos lilulos dos lliesinos, dos cai-
xciros despachantes, &c.......
'Emolumentos de ccrlidcs. ......
Rs.
..Y" tegitintet especies.
D'ubeir......ll7-,l96Nr<7
Assjgnados 198:2098923
Deporlo.
Em llalauco no ullimo do.
Janeiro p. p.......
Entrados no correule mez
307:5758635
3i:i87
1848845
527848.3
6938377
428235
1:6618443
518990
3:8865'. 60
3188715
2108900
368960
1258000
48800
198680
itr.
4068010
38:2268912
7KW88990
Sabidos. '..........
Existentes..........
Afila xcguiites especien.
'"'heiro..... 1:5788410
'Piras......39:1078692
45:3158932
4:6298830
40:6868102
Vucantan resiste
He pieressario a-
.. f'1 qu5 rPS,sU' ><"< '-alor lao'snbdte nu,. m^
mi lao'snbidite q
mai, do qu'e nm tonSl^lo! 2^*
estou de que a immcrsgcMo. milluTem !w ac,
carbnico he o mete ^f^^p7 destr
ao sol. en me atrevo,^3 n miln0
"-. ""
como
10 em uaz acido
mente esta submersSo depeis de ler euost?. ^
ao sol, en me atrevo a repetir aue ,?
se qneira guardar o mSne dewm f emm,e
mente chas deste gTi.n^^ ^ZZ^X
laso milho ; porque este, osecu, necessite de mni
pony, ar para respirar, he tadl^Srrt Priv"te
ate desla pequea quanlidade pnra-10
i raWos ^ s lCTren08 '"enlos e lw-
AlfandcgadePeniaubiico 28 O cscri vao,
Faustino Jos ilot anioi.
Importacao
Brgq ameranu J3cn-;d l.cpoh/. vfindo de Phila-
lelpluairoiKiAdoaMatl'ieus Au-tin & C, mau-
leslou o seguinte :
l.tObarricas terinrurite trin. 301) Imriquinhas
hnliicluniia, t cana com 2 machinas; aos meamos
consignatarios.
harriquinhas
1,500 barricas farinba de trigo, 232
Dolacliiiilia ; a Rustran Rooker c\ C.
I caivas oleo ; a Deane Yoole i '.
Brigue sardo Rimar, vindd do Ge oova Tarrago
oseS viuvaAmorim l'lho, manifeslou
970 canas ni.issas, 3 dilas .litas linas. 50 calxinhas
iP-?cl reeh,r"ll'- furtos e S* caix.s dilo hran-
co, 30 fardinhos dito ordinario. 10 Mm dilo azul,
la barr alpiste, 4 caixasman, 176 |npas e 10 meiatf
dilas vinhn tinto. 1 caixa penlc s de marfira. 2 dilas
auosue chifre, 1 dte palitos d a alpaca, 2,000 resleas
w) Desla ventado inconl eslavel temos as mais
evidentes proras nesle paiz. onde os memores ter-
renos j estao tao estragado <, que muito pouco ou
nada produzem ; os nossos igiicuilores, porem, por
maisque lhes aconselhemos os adubos para ferlilisa-
rem os terrenos, por mais que a praca Ibes haja
demonstrado que a Ierra 11 ecessita de alimentos pa-
ra 1 cooperar suas tercas perdidas pela sementeira,
permanecen! comludo n a antiga rnlina, prcferjndo
destruir novo terrenos mies, do que beneficiar a-
quelles que j se acham lavrados, c nos quaes rom'
poueas despezas e trahal hos cnnscguirjom os inesmos
resultados.
(8) O autor cerlam- anie ienorava que igual roli-
o se acha em usoon |re. 'Sota & rto-fi\
Mesa do consulado del'crnamhuco, 28 de fevereiro
ro de 1854. () cscrivao.
Jacome Gerardo Mara /.iimachi de Mello.
Exportacao .
Trieste, brigue inglez Glaucui, de 381 toneladas,
condumio o seguinte :5,000 saceos com 25,000 ar-
robas de assucar.
dem, brigue sardo El Plata, de 306 toneladas,
condozio a seeuinte :2,828 saceos core 14,140 ar-
robas de assucar.
Parahiba, biate nacional Exallacao, de 37 tone-
ladas, conduzio o seguinte :487 voluntes gneros
eslraugeiros, 2dilos laboas, 1 caixa bilros e lornei-
ras.
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBCO.
Rendimenlo do dia 28.......1:0998350
RENDIMENTO DA RECEBEDORIA DE REN-
DAS INTERNAS CERAES DE PERNAMB-
CO DO MEZ DE FEVEREIRO DE 1854.
Renda dos proprios narionaes. .
Foros de. lenos de mariuha. .
Ladennos....... .
Sizn dos bens de raiz......
Dcima addicinnal -das corporaces
de inao mrta.....* .
Direilos novo e vclbos e de chan-
cellara *.......
Dirima da dita........
Matriculas do curso jurdico e cartas
de hachareis .......
Mullas por infraccoesiln rosillamente
Sello do papel lxo, o proporcional .
Premio dos depsitos pblicos. ..
Emolumentos .
Imposto sobre tejas e casas de des-
conlos. 1.....
Dilo sobre casas de movis, roupas,
ele, fabricadas em paiz estran-
geir ..........
Dilo sobre barcos do interior. .
Dilo de 8 por cento dos premios das
loteras .........
Taxa de escravos.......
Reposices e resliluices. ..
Salario de Africanos livres. .
1008000
688301
28-7000
2:9148500
430*290
I:3l6.r092
5159664
5:1688000
158672
4:3898245
38181
3518800
5:0288239
2008000
489000
1808000
1528000
58000
318920
21:5188904
Reccbcdoria 28 dejfevereiro de 1X51.No impe-
dimento do cscrivao, ./oiio Rodrigues de Miranda.
CONSULADO PB0VTNCIAI..
Rendimeuto do dia J afi7 .' 45:32S895
dem do dia 28........ 1:5548739
47:1878634
RENDIMENTO DA MESA DO CONSULADO
PROVINCIAL DO MEZ DE FEVEREIRO DE
1854. 4
Direilos de exportarlo de 3 por cenlo..
Dilos de 5 por cenlo....... .
Capalazia......."..'.,
Decima dos predios urbanos. ". .
Meiasiza dos escravos......
Notos e vellio direilos. ..'. .
Escravos despachados. '. .
Sello de herancas..... .
Imposto Se 3 por cento de diversos es-
tebeterimenlos. ... .." .
Dito de 20 por cento do ci insumo de
agurdente. : .....
Malrcula das aulas' de iust ruerno su-
perior........'.
Mullan..........
Juros. ._ ._ .' .
Cusas. ........
Passporles de polica.....
30:5788684
6:2268413
2668210
3:5128219
1:5049700
178*499
2:0008000
2:3658216
2078240
198-200
225|000
828896
18687
168010
38600
- -, v 47:1878634
Mesa do consolado provincial 28 de fevereiro de
1851.O segundo cjcripturario.
Miz MOyiMENTO DO PORTO.
.Katio entrado no dia 28.
Assii13 dias, biate brasileiro S. Joiio. de 44 tone-
ladas, meslre Jos Antonio Femandes, equipasen!
6. eria sal ; ao mestre. Passageiro, Joao Pinto
de Campos.
.Vacio* saliiilos no m etmn dia.
Ro de Janeiro n porlos inlcrmei liosVapor brasitei-
re Imperatrts, commamlanln o Llnente Joa-
quim Salom Ramos de Azevedo. Passageiros pa-
ra Maceiri, Joaquim de Azev ido Vilarauco. Ale-
xandre Ferreira Comes: Para a Bahi, Manoel
Francisco Teixcira, Dr. Cael ano Vicente de Al-
enla Jnior e 3 escravos. Joan Rbeiro Brilo,
Elisimlielh I.uiz.-i, menor. Aiitonin Francisco das
Nevos, Alfonso Pedroso do A maral Brandan, De-
termino ConeiadeOIiveira Andrade e 1 escravo.
Joao Xavier Faustino de P.arros- para o Rio de
Janeiro, Joaquim Feliciano Pinto de Almeida Cas-
tro, Joao Luiz Pinto 01 sua senhora, o sentenciado
l.udovino Jo' de Soza. .'-collado >|iui- Ires poli-
ca es. Bernardino RibeiroCoelho, Bernardo Jos
Alfonso, o Dr. Frederwo Augusto Pamplona, Ma-
noel Alves Barboza, > ex-soldado Joliao'Antonio
Mara de Moura, o D. Mari da Conceisao Borges,
/ lilbus, 6 ci indos ed-mis menores.
Trieste Brigue inglez: Glanciu, rapilao R. Do-
can, carga assucar. %
Parahiba Hiale brasi leiro ExalacUo, mestre Eus-
taquio Meudes da Sil.va. carga varios gneros.
EDITAES.
O Illm. Sr. insppiclor da lliesnuraria provincial,
em imprmente da o rdem do Ex:n. Sr. presidente
da provincia, mauda f.zer publico, que no dia 2 de
marco pro-.imo vindonro, vai par er arremaladfa nuem por menos fi/.or peranle
a junta da fazenda da mesma Ibesnuraria, a obra do
mcllioramenlo do rio oianna, ovaliada em reis
|M:6008000.
A arrematecao sera i'eila na forma dos arligos 21
e 27 da lei provincial n .0 2KG da 17 do maio de 18.51,
e sob as clausulas espec aes abawo copiadas.
Aspessoasgnc se propozerem a esla arrematacao,
cnmparecam na sala da 1 sessoes da'mesma* j"ftnla 110
dia cima declarado, pulo meio dia,competentemen-
te liaVdiladas.
E para constar se mandou anisar o presente, e pu-
blicar pete Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial do Pernambu-
co 1. de fevereiro de 185 I. O secretario,
Antonio Ft rrera ffAnnuncidc.So.
Clausulas etpeciatupara arrematacao.
{. As obras do melh oramente do rn, Goianna,
far-se-bao de conformla de com o orramente.plantes
pertis, approvados pela direrloriie em conselho, e
apresenlados a approvaci io do Em. Sr. presjjMle1
da provincia, na importe cisiarde*"60O8 rs.
2.a O arremtenle dar principio as obras noprat
ao do.3 mezas,, e as conc luir no de 3 annos,<-v^
contados pela forma do 1 irligo U*v*k
,^^"..-***WUii dos irab"'
tanta ser obrigado a proporcionar Iransilo as candas
e bareatas,- ou pete canal novo, ou pete lelto actual
de rio.
4. O arrematante seguir na ctecocSo das obras
a ordem do trabalho que Ihf for determinado pelo
engenbeiro.
5. O arrematante ser obrigado a apresen I
fim do 1." anno, ao menos, a quarla pacte das obras
prompta, e oulro tanto no fin
do a qualquer dessas.coudicOes pagar urna mulla
de 1 cont de rs.
Conforme. O secretario,
Antonio Ferreira O Ulm. Sr. inspector da liesouraria provincial,
em cumprimenlo da resolucao da junte da fazenda,
manda fazer publico, que no dia 23 de marco pr-
ximo vindonro, pcranle'a junte da fazcOd da mes-
ma Ihesouraria, vai novamcnlc a prac,.a, para ser
arrematada a quem por menos fizer a obra* dos
eoncerlos da cadea da villa'do Cabo, avallada em
8258000 rs.
A anemateoao ser fcila na forma dos arligos
24 e 27 da le provincial n. 286 de 17 de maio de
1851 esob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematecao
comparceam na sala das sessOcs da mesma junte "no
dia cima declarado, pelo meio da, compctenlc*
mente habilitadas.
E para constar se mandn affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secrelaria da Ihesouraria provincial de Pemam-
buco 21 de fevereiro de 1854.O secretario, An-
tonio Ferreira tC Annunciacfio.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
1. Os eoncerlos da cadeia da v illa do Cabo far-sc-
liilo de conformidade com o eramente approvado
pela directora em conseibo, e apresefiladn ,- appro-
vacao do Exm. presidente da provincia na uipor-
ancia de 8258000 rs.
. 2." O arremtenle dar principio a obra no prazo
do qunze ilias, c dever courlui-la no de tres nie-
zes, ambos contados de conformidade com oart. 31
da le n. 286.
3." O arremtenle seguir na exerurao ludo o que
Ihc rorfircscriplo pelo engenheini rcspeclivo'nao s
para boaexecucjlo do trabalho como cni ordem do
nao iiiiilili-ar 10 mesmo lempo para o serviro pu-
blico lodas as parles do edificio.
4. O pagamento da importancia da arrematecao
vcrificar-se-ha em tinas prestacocs iiuacs: a primei-
ra depois de feilos dous tercos da obra, e a segun-
da depois de lavrado 6 termo de*ecebimenlo.
.">." Nao haver prazo de respotaahilidde.
6." Para ludo o que nao se acha determinado
as prsenles clausulas ncm uo orcaincnto, seguir-
se-dia o que dispoc na le n. 286. Conforme.
secretario Antonio Ferreira t'Annunciaro.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provinci-
al, om cumprimenlo da ordem duExm.Sr. presiden-
te da provincia, manda fazer publico, queno dia 2
de marro prximo vindouro, vai novamenle a praga
para ser anemalado a qnem'por menos fizer, peranle
a junta da fazenda da mesma Ihesouraria,. a obra do
acude da povoacao de Bezerros, avallada em res
3:8i'i500.
A anemalacao ser fete na forma dos arligos 24
e 27 da lei provincial n." 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessuas qne se propozerem a esla anemalacao,
compare;am na sala dassesses da mesma junte no
dia cima declarado, pelo meio da, competentemen-
te habilitadas.
E para conslar se mandou afiliar o presente, e pu-
blicar pelo Diario.
Secar)3Jia da Ihesouraria provincial de Pernamba-
co 1. de fevereiro de 1854. O secretario.
Antonio Fcrfcira tr.lnnunciucao.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
1. As obras deste acude sero fritas de conformi-
dade com a plante e orcamenlo approvados pela di-
rectora em conselho, e apresentados a approvaco
do Exm. .Sr. prcsidenle'da provincia, importando em
DECLARAgO'ES.
3:8148-500 rs.
2. O arrematante dar comcoas obras no prazo
de 30 dias, e terminar no- de 6 me/.es, contados se-
gunda o artigo 31 da lei n. 286.
3. O pagamento da importancia da arrematacao
ser dividido em 3 partes, sendo urna do. valor de
dous quintos, quando honver feito roetade da obra,
oulra igual a 1. qnando'aentregar provisoriamente,
e a 3. de om quinto depois de om anno na occisiSo
da entrega definitiva.
4. Para Indo o mais qne nao estiver especificada
as presentes clausula, seguir-se-ha o que determi-
na a lei n. 286.
' Conforme. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annuhciacao.
" O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, de 6 to corrente, manda fazer
publico, que nos das 7, 8e9de mar^o prximo
vindonro, peranle a junta da fazenda da mesma the-
souraria, se ha de arrematar a quem por menos fizer
a obra do 4- lango da ramilicacao da estrada do Sul
para o Cabo, avallada em29:268.
A anemalacao ser foita na forma dos arls. 21 e 27
da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851, esob
as clausulas especiaes abaiio copiadas.
As pessoas qoe se propozerem a esla arrematacao
coraparecam na sala das sesses da mesma junte nos
dias cima declarado, peto meio di* competente-
mente habituadas.
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da Ihesouraria provincial de Petnara-
bnco 8 de fevereiro de 1854.O secretario.
Antonio Ferreira ".anunciaran.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
1." Asobrasdo 4- tengo da ramilicacao da estrada
do Cabo, ter-se-bo de conformidade coma planta,
perfis e mais riscos approvad os pela directora em
conselho c apresentados a app-rovaco do Exm. pre-
sidente, na importancia de 29:2688.
2>) O arrema tan le dar pri ncpio as obras no prazo
de um mez, e dever conclu-las no do dezeses me-
zes, ambos ceulados na forma do art. 31 da le pro-
vincial n. 286.
3." O pasamento da importancia da arrematacao
realisar-se-lia em quatro prestecoes iguaes i a I."
depois de feito o primeiro terco das obras ; a 2. de-
pois de concluido o segundo terco ; a 3." na occa-
sio da entrega provisoria ; e a 4." depois do recebi-
mento definitivo o qual dcvtir verificar-se um anuo
depois do rerebimeulo provisorio.
4.' Seis mezes depois d principiadas as obras de-
ver o. arrematante proporcionar transite ao publico
em luda exloncao do lanco.
5. Para ludo o quo nao se adiar determinado
as presentes clausulas era no ornamento, seguir-
se-ha o que dspe a respeilo a lei provincial n. 286.
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira nunciacao.
O Dr. Custodio Manoel da Silca Guimaraes, juiz
de direito da primeira tara do cicelnesta cidade
do Recife de Pernambuco, por S. M. I. e Cons-
titucional o Sr. D. Pedro II, que Dos guarde,
etc.
aco saber aosqueo prsenle editei virem. e dell
nolicia liverem, que no dia 27 de margo prximo
seguinte se hio de arri-.nriter por venda,a quem mais
dr, m praja publica deste juizo, que lera lugar na
casa das audiencias, depois de mete dia, com assis-
lencia do Dr. promotor publico deste termo, as pro-
priedades denominadas Pitanga e Tabalinsa, sites
na freguezia da villa de Iguarassu, pertencentes ao
patrimonio das rccolbidas do convento o Sanlissimo
Cancn requerida pelas mesuias recolhidas era virtude Ha li-
eenca qoe obliveram do S. M. I. por avisode 10 lie
prara novmnbro do 1853,dn Exm. ministro da jiisliea; para
o .producto da arremtelo ser depositadtjva Ihesou-
raria denla provincia ate ser convetlido om Xpoltees
da divida publica. A propriedade Pilonga em allen-
cao as doslruicoes qne lem snll'rido suas malas, o a
qualidaileda maior parte das Ierras, avalladas por
lO-.OOOJilOO de rs.; e a propriedade Tabatinga por
serem ui na estrada que offerecemuila vantagem.com
um riacho permanente, e um casa de teipa coberta
'le telba', anda nova, avallada por 1:0008000 ; sen-
do a szi paga a cusa do arremtente.
Epara qnechegiie a noticia de lodo, mande! pas-
sar edite es que serao publicados por 30 dias no jornal
de maior rirculaco, e afiisadoa nos lugares pbli-
cos.
Dado e passado nesta cidado do Recife de Pernam-
buco, aos 13 da fevereiro de 1854.Eu Manoel Joa-
qnim Biiptiste, escrivao interino o subscrevi.
Custodio Manoel da Silla Gui
tAS/r*,
marcovi ndouroterilugaroeiarnjj^geograplHa alero
jjjgteMim. no^ia*1erJiM(l7oa8g(.omeu.jai alem
, 110 dJjt^-Stem do de francez ter lugar
O secrelario interino far affixar
gares do eslylo e publicar pela imprensa,
de registrado. Faculdade d*direilo cle fevereiro de 1854.O director interino,
p aremit^i Aim'-a fo* CotVm.
BANCO DE:TRAMBUCO
Ocnslho de direcr3(HaBC\vidaK e-
nhores accionistas do ban lam-
buco a realisaretn de 15 a 1 de mareo do
ente anno, mi
numero de i
pitu
conforme a resolucao ti
tea geral de 26 de
Banco de Pernambuco 11 defeve
1854.O secretario do cdnselho de di
cao.Joao Ignacio de Jtedeiros Reg.
Pela conladoria da cantara municipal desla ci-
dade, se faz publico qne do primeiro ao ullimo de
marco, prximo teluro, se far a anecadarJo, boc-
ea do .cofre, de imposto municipal sobre eslabeleei-
menlos, tirando sujeiles a mulla de 3 *| us qu o Dio
Gzerem no mencionado prazo.No impedimento do
contador.O anianuense,f rancisco Canuto da Boa-
viageni.
De ordem do Exm. Sr. director geyl da ins-
Iruce.-ao publica, fajo saber quem ronver, qoeo
Exm. Sr. presidente da provincia, em proposte de 13
do correle, creara tima cadeira de iiistrucrao ete-
mentar do primeiro grao, na freguezia de Alagila de
Baixo ; a qual esl em concurso com o prazo de 70
dias contados da data deste; Directora geral 17 de
evereiro de 1854.O amanuense archivista.
Candido Eustaquio Cesar 4c Mello.
O arsenal de mariuha compra os seguales ob-
jeclos: pregos do cobre para- forro, vistas de ossb,
agua-raz. oleo d lindara, linda de barca, varos de
teo de 4|8 e 3|8. terro em 101150! dtn.lia 8, verga
de cobre de ',, a 2|8. varqes de dito sorlidos, tinta
preta, dita branca, lana ingleza estrella de n. la 5,
cabo de lindo de 3|4a 4 polegadas, arcos de ferro pa-
ra bandejas, barris e pipas, raspas de feno, chumbo
em barra, lateas de bomba de ferro, sebo em pao,
ps de ferro, prego rpaes da lena, dilos grandes de
batel, azeile doce, ou de coco, e alcalrilo. As pes-
soas a qnem convier aveuda de semelhanles otijeelos
comparceam nenia secretaria no 1. de marco ao meio
dia com as suas prnposlas. Secretaria, da JAspeceao
do arsenal-de mariuha de Pernambuco 21 de feverei-
ro de 1854.No impedimento do secretario, '
Manoel Ambrosio da Con'ceirSo l'adilha.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria de fazen-
da manda fazer publico que a segunda prara p^ra a
arrematado das ierras, materiaes e mais pertences
da capella vaea de Nossa Senhora do Soccorro, site
no engonlio desle nome na freguezia de Santo Ama-
ro de Jaboaiao, lera lugar no dia 2 de marco pr-
ximo vindonro, o a lerceira ultima no dia 7 do
mesmo mez: os licitantes deverao pois comparecer
nos referidos dias.as 11 horas e moia da maubaa no
lugar do costme. Secrelaria da Ihesouraria de fa-
zenda da Pernamliuco 22 de fevereiro de 1854.O
ollicial maior, Emilio atier Sobrejra Ve Mello.
Real companhia de paquetes inglezes
a vapor.
No dia 3 de mareo es-
pera-se da Europa um
dos vapores da compa-
nhia real, o qual depois
da demora do coslume
seguir para os porlos do sul; para passageiros trte-
se com 05 agentes Adamson liowie & Companhia,
roa do Trapiche Novo n. 42.
Passageni para Babia 25 palacoes
Rio de Janeiro 50
o Montevideo 110
Buenos-Ayres 120
Pela subdelegara da freguezia da Boa-Vista,
termo do Becife, se faz publico, quo foi encontrado
pelas patrulhas que rondavam na noile do dia 21 do
corrente, um quarlo alaso : quem se julaar com di-
reito ao mesmo. comprela nesta subdelegara aonde
lera de dar os signaes cerlo.
Pete subdelegara da freguezia da Boa-Visla,
termo do Becife, se faz publico, qoe se acha recolhi-
do a cadeia deste cidade, desde 25 de nove-robra de
1853, o prelo Patricio, o qual diz ser escravo de Gas-
par Mauricio : quem se jatear com direito a mes-
mo. compareca nesla subdelegara aonde dever apre-
senlar os competentes iilulos.
O arsenal de marinha compra prego* de cobre
de costado e de fono de diversas pullejadas, feno a-
ilo, dilo da Suecia e inglez em vergalhao, barras de
diflcrenles pollegadasc vares de cobre para caVillia
de 6 a 10|8 : as pessoas a quem convier a venda de
tees objecin, comparceam nesta secrelaria no dia t
de marco vindouro, com as sdas propos/as. Secreta-
ria da nspeccao do arsenal de marinha de Pernam-
buco 26 de fevereiro de 1854.No impertinente do
secretario. Manoel Ambrosio da CarjfeirBn'Pdilha.
t) Dr. I.uiz Carlos de Pava Tehera; jnij de di-
reito chete de polica e auditor de marinha, d au-
diencia de marinha na' segundas e qoartas-feiras,
na secrelaria de polica.
o hirte Ligtiro
bom f
der.
No di .'|
venrlo do asej
ler do consula
blica, por conl
caixas marca si
de seda
francez '
acham em i.
10 hor da manlis?,_ -.
na roa Nova 1
narca c.
zes, 1 1
bom estado, v
chimbos hambur.
nlterecido. I
dia em ponto ir tamben
vas, apretase 1 mi
peo de palha de ir i
sero enleegues pelo mai
AVISOS DIV
:--i>-1-.-, ta 4k
THEATRO DE AFOLLO.
BENEFICIO DO ACTOR
Bernardino de Sena.
SABBADO i DE HR0 DE i 834.
Subir srena o muilo applandido drama em 3
aclos, pro 11ucrao do insigne dramaturgo o Sr. Men-
des Leal Jnior, que tem por titulo,
D. MARA DALEDiCASTRO.
Actores.
Sr. Amodo.
Bezena,
Beueficiado.
Mendes.
Pinte.
>i Santa Rosa.
Pereira.
1). tirabriella.
Orsal.
Atol
Personagcns.
Alfonso Anuos. '. .
D. Antonio de Portugal
Antonio Conti......
I). Francisco de Mello .
D. Concalo d'Alhaide .
D. Bodrigo a.
D. Nuno da Cunha W.
D. Mara d'Alencastro .
I.oura a italiana .
0 intervalo do segundo ao terceiro acto, ser
prelienchidn de cantera pelo Sr. Hiheiro.
DENOMINADO DOS ACTOS.
!.< Fortuna ou patbulo. 2." Carta por carta. 3.
Peccadoe justica.
Terminar "o espectculo, com a graciosa e linda
comedia em 1 aclo, de Sr. Garre!, que tem por ti-
tulo,
FALLAR VERDADE A MENTIR.
Na qual o Sr. Ribeiro deserapenbar qualro dille-
rentes caracteres.
Personegeas. Actores.
Braz Pereira........ Sr. Coimbra.
DuarteGuedes........ Mende.
O general Lemos......,> Coila.
Jos Flix........ Bibeiro.
Amalia......... 1). Orsal.
Joaquina. .......... Amalia.
lie este o diverlimeulo qne o bcncliciadn lem para
apresenlarao respeilavel publico, dequem espera a
coslumada prolecrao.
Principiar as huras do coslume.
O beneficiado achaudn-se nipnssibililado por seus
padecimentos physicos de Irabalbar em scona no dif-
liclle vilenlo papel de Antonio Conti. pedio ao seo
collega o Sr. Dionizio Francisco das Cbaeas Soares,
para qoe este por obsequio o foss. representar: ao
que elle de mallo bom grado se preslou como bom
companlieirn, e cujo favor o beneficiado desde j Ihe
gradece.
O Sr. Antonio Jos Duarle Coimbra nao perten-
cendo j (bem como o Sr. Dionizio'' a companhia do
lliealro de Sania Isabel, vai tambero por obsequio o
beneficiado representar no drama e na comedia.
O restados camaroteseearteiras acba-se a venda
em casa do beneficiado, na ra do Mundo Novo n. 3
C, viste que os seus padecimentos o impossibililam de
poder andar.
AVISOS MARTIMOS.
Para a Baha,
segu em poucos dias a veleira sumaca llortencia:
para o resto da carga trate-so com seu consignatario
Domingos Alves Mtheus, na na da Cruz 11. 54.
Para a Bahia,
secne com brevir de a veleira garopeira Licrar.o :
para o resto da' carga tratarse Com seu consignatario
Domingos Alves.Malheus, na ra da Cruz 11. 54.
. Para a Bahia segu com prestezas
veleiro llialc nacional Fortuna, capitao
Jos Severo Mreira Rio para o resto da
carga ou paisageiro, trata-se com qs con-
signatario A. de Almeida Gomes 4 Com-
panhia, na ra da Cadeia do Recife n. 'i7.
Anda esl fug
nediclo, de nacao,
polica Manoel
tem os sianaeni,
do do corpo, ida
moco, e falla trem
em Rio-Form
ja em dita romaica, ii
esmolas para se suslenla|
roga-se portanlo as auir
laes de campo de o mal
le-lo para esta prar
do Joaquim Pereir
ra Dircita, sobrado n. 61
sar toda a despeza qoe aj
transporte.
- Da povoa;3o de BeJJ
26 do frrenle um
idade 25 annos, sen
clieio do corpo, le\
lor de lala, 1 iiiimliite
o apprebender, p
da Silva (iuimara
Beberibe, em casi
pensado.
Do silio da Roseiraj
'de Moura, desapparecen |
fevereiro do correr
la-feira, miootl
guiles : eslalur
chato egrossoiut p
de cara, prncipe
calosas de aper
drsrpuln do ni
soober, dirija-so ao
pensado.
Precisa-se de
casa ; na ra Nova
Joao Pedro Vi
e concerla com ledj
conteniente dos
lliores fabricas
os conhecinie
nos pianos, oflerecl
blico para qnalqaej
esmero, lendo toda
jar, lano em brevii
ra Nova n. 41.
Vicente Fl
prafa, panicipa
nesta dala, 1. de mi
em soa casa commere
va, eesla conlinu
Ferreira da Costa t
Domingos JrJ
sent declara, cjue
velmente a soceda(
com o Sr. Atlons!
Braudao, em sita lo|_
ra do Queimado de
deja' o mesmo Sr.
com a gerencia
com os debito <
vos, contrahidos na
sociedade.- Out
lidarimente n
verso credores
mesmo Sr. Brandabl
algum obrigado
hito contrahidos se
Costa.
O absixo asaignado declar
der agurdente de praj^^H
berna n.,129, roa de S. M
ro do crtente anno.
Na riadocMarlvri
para vender dous ricos
trias obras de on
modo.
Precisa-se de urna pessos
idade, para caiseiro de Ufaai
n.141.
aitSM
A toja de calcado
mente n. II, pertencente
Rodrigues Lio, ch-se com!
Sado, sola, couros de lustre,!
marroqnim etc., e vende por
dilos gneros; a elle, freguez|
t) abaiso assigna;
nos servio de escrevente nc
liaoGuilherroe Palr
interino Sr. Portecarr *
Francisco Baplsla de
dispensava sensser
urna loja de calcade^^^H
lidades, na ra do I.m
seus anligos amigo-
sen novo eslabelecimen
rem a confiar qualquer
com a presteza e lidolidade jl
so igualmente para fazer qualqu
lem assis pralica, e os precisos
gislajo a respeilo.
Pedrt Alexaudrini
Boa'ventura Jos de Cati
iabrica de chapeos na |
junto a casa da iltui|
municipal.
Tem a honraAte partir
particularmente aos spn
acba manido de m cvpl__
pcos e bonete; de todas as qu
mem como pan senhoras e
ilo lano em porcOes qgme a
ico do qoe
1 recebe-sj^H^^^^I
eoncerlos de/^^T
commndidade
e pmmptitlao de
qne pelos seus afazi
eucommendas de
borlo, das ti
(iera que as inesm;
mui aeradaveis pres
Pede-se ao
esle Diario soa n
de que falla om seosannuncfos poM
nnmoros desle jornal, pois p
Sr. Dr. I.uiz Ignacio. Lenpoln
i ranho, de ultimar esse negoci, ejp
e nao o tem pn M-
I a Pedro AM
a 1 zei^^^^^^H
de da. n.rinoit n
esmas
primeiro andar.
Para o Itio de Janeiro, vai sal ir com eharqrifcm defielj
a maior brevidade possivel, por ler parle
de Seu carregamento, o patacho nacional
>< Valente, do qual he capitao Francisco
\. deAraujo : piem no mesmo'[tiizer
carregar, emba car escravos a fete 011 ir
de passag^em, para o que tem bous com-
modos, dtrja-se ao capitao na praca ido
commercio, ou a Novaes i. C na rua di
Trapichen. 34.
Para a Bahi
Segu com brevjdade
ga a frele. a |
co do C. M.
mes n.
el, recebe ear-
j-se com Csolano Cyria-
Corpo Santo, teja de massa-
Precia-se d
milia : na rua da-
Caetana l.eepo|
barca |
mes, ,\n
na rua d M
ilrp-i
PABA O RIO DE JANEIRO.
Segu com toda a brevidadeq muito
veleiro brigue brasileiro DousAmigos,
por terquai todo o carregamentqpromp-
to, quem no mesmo quuer carregar 6
resto, ir depatsagem ou em hartar
rete: cntenda capirSoJo-
i niel Gomes da iPf-aca, ou
com o consignatario Manoel Alves Guerra
Jnior, na rua do TpapicBe \\
odtej
do abaisoassh
estator;
roea-e a q
deDa liverr-
-'1 a 'ihald^B|^H fia para qua
qiter pessoa di
a rua eetreita c
quecomqualqi
Prei';
na ollicina de'amai
toi n. 16.


r'..,"-J
MtaMtt^,- -x.
DIARIO DE PERNAMBUCO
QUART* FElfiA
i
DE NARCO
OE. 1854.
> dMMTar -anco
tnpj^HB
eu prest- l
IJIIPpoiiros diis que (em |
rao liraclos com
i que se pode dese-
o ha retratos mostra
erem examinar, e es-
a nitiida al as 4 r*~
adeir do 5." anno do curso ju-
M|^ Olinda, mm aos Srs. acadmicos quii
untas iias prelecres no annq correnlc
Elementos de Economa
imprimindo na lyposraphia
ein cuja Iterara
estabe" ra do Col legio, podem deiiar os seus
nomes e moradas. No mesmo.lugar pode.snbscrc-
ver mais quera quizer, sendo o preco da subscrip-
ojcasiao da entrega da obra.
da em casa do Sr. Luis Jos
? oa elemento da Pralica doVro-
de Direilo Civil Brasileiro,
fcJBLICO.
fazendas bara-
o Coflegio n. 2,
im completo sortimefifo
Eazendas', fina e grossas, por
mais baixos do que emou-
! tea qualquer parte, tanto em por-
cOe, como a retalho, ailiancando-
|*-e aos compradores um s preco
1 ste estabelecimento
combinacao com a
e das casas commerciaes
'.m, allemas e suis-
fazendas mig em
tem vendido, e por
cendo elle maiores van-
,nue utro qualquer ; o
o deste importante es-
tmente convida a' todos os
ricios, e ao publico em ge-
enliam (a'beindos
) comprar fazendas
i'inazem da ra do
.de
dos Sanios & Rolim.
i' sobrado grande da Magdalena,
a em frente da estrada nova, o qual
r al o dia 1. de marco : a tratar
Vistan.45, ou na ra do CoIIegio
B. % Javier Pereira de Frito.
Bichas.
bichas : na praca da In-
le a ra das Cruzes d. 10.
menlo de um ciigenho de
ile.dislanledo Kecife 5 leguas,
publica menos Je meia de bom raminho,
arein os carros de cavallos l a casa
boas e saliicienles Ierras de canna,
u, arroz, cafe, etc. ele., inuilo
lo engenho, dous bons cercados de
iei)i feita e nova casa de vi venda de
i alpendre de columnas
fcrrn, muilo fresca,* com ale-
de engenho, caideira,
estribara, tudo de pedra c
I seo* perleoces, e em muito bom es-
nzalas para os pretos, casa de fari-
necetsario ; excellenle hanlio
i apropriada, maltas virgens
urla com arvoras fructferas, inclusive
___de coqueiros; bons sitios de lavrado-
>s sao de muito bom assucar, c
ment. Vendem-se as cannas novas,
avallar : os prelendenles dirijam-se
a de S. Amaro de Jaboalo a tratar
P^P^H,' para a de oianna Manoel
P^P^Krqne e Silva, perdeu entre
da Manganeara, urna carteira
roelM DO rs.; porque lodo esse di-
luas de 500, 200$ e 100$ rs.,
qocni o acliou, no caso de appa-
edulas destes valares, sem
: pelo que oflerece o re-
MOOOrs. a quem Ihe resti-
a de OOSOOOrs. a quem de-
cliou-a, e se possa rehaver o
fulmente segredo inviolavel
em, pois, tiver noticia
i naquella cidade. ra do Am-
o da Boa-Vista n. 47, e-
rremataaio de propjidades do r
ment de-jjffp.raraKs.
BssiStiadOg^Dniu procurador e admiuis-
inVKo rerolhiinenlo das freirs do
^nlesi da villa de Iguarass, fax ta-j
her que no da 27 Imn do ser arreiu venda em praca do jui-,
j civol da p idade do Kecife, 2
de Ierras, silos nfrei|bxia daquell
do 6 primeiii' dei Pitanga, da c
mostrara da escriplura
|com n i de taipa e leda,
terreno enterra ptimos.ualHbdes e oflerece a vanla
geni d se poder li mallo ponto pois
^juel em bailas ex ,rio de excellenle
agua, grande cercado p; s, bons altos para
ni mallas para o Fabrico do engenho o al
Kr e vender madeira constantemente, e serrar ta-
e demais est na distancia de 2 leguas dvilla
onde ha ptimo porto de embarqne. alm das de-
mais commodidades da vida. O segundo sitio, conde-
cido por .Tabatinga das freirs, he silo cima da po-
voaeaodeTobalinga,meia legua distante da villa; iem
tasa do vivenjla na beira da estrada real para t'iian-
n, cortada ptlo rio Tabatinga de finissima agua,
com oplimaajbaixns para canna e capim, os altos fer-
tilissimos para roja, millio. feijao, lambem com bel-
lo cercado para criar vaccas para vender-se leile na
villa como te cosluma. O primeiro foi avaliado judi-
cialmente em 10:0(108000, e o segundo 1:0)0*000,
|>elos avaliadores os Illms. Srs. coronel Manuel Tho-
maz Rodrigues Ca'mpello. e capilo Manoel Caval-
canti de Albuquerque I.ins proprielarios dos enge-
niios Cumbe e Mussupinho, para cuja venda obli-
veram as recolhidas, lii-enra imperial. Quem pois os
quixer arrematar comprela por si ouseus procura-
dores no indicado dia : e se antecedentemente os
quixerem ver e percorrer dirijam-se a villa de Igua-
rass a fallar1 com o ahaixo assignado, ou o capitn
Francisco das Cliagas Ferreira Puro, e o escrivo
Adolpho Manoel Camello de Mello c Araujo que
apresenlarao as cseripluras e edm ellas mostrarlo os
sitios. Recife 13 de fevereirode 1854.O padre Flo-
rencio Xavier .Diai de Albuquerqur.
Aloga-seo grandee muito fresco primetro an-
dar do sobrado de tres andares da prara da Boa-Vis-
Ui com frente para a praca e para a ra do Arago,
couiendo duas grandes salas e sete quarlos grandes
que acommoda qualquer familia ; quem' pretender,
dirija-se ao armazem da ra Nova n. 67.
O labelliao abaixo assignado mudou o cartorio
do patea do'Hospital do Paraizo para a ru estrella
do Rosario n. :!.">, n* loja da casa do Illni. Sr. A. J.
Huarte, vice-consul do Per. O publico ser servido
nesle carlorio com promplido, dade, sem imposi<;0o de prec,o as parles.
Joao Baplitta de Si.
i. Chardon, bacharel em bellas letlras. Dr. em
direilo formado na universidade de Paris, ensilla em
sua casa, ra das Flores n.'37, primeiro andar do so-
brado que faz a quinada ra das Flores com a ra da
Concordia, a ler, escrever, Iraduzir e fallar correcta-
mente a lingua franceza, e tambem da lices particu-
lares em casa de familia.
A historia de Portugal, descripro da cidade do
Porto, Ruleiro terrestre de Portugal, Poslilla do cora-
niercio, atlas moderno, laboada curiosa, elementos
dearitlimelica, Lisboa reedificada, grammatica fran-
ceza, lices de melapbisica, casamento por s^mpa-
Ihia, scienci das sombras relativas ao desenlio. o
Evangelho em Iriumpho,genio do clirislianismo, col-
lec^ao dos mellioressermes, a vida de Nossa Senho-
ra, e nutras umitas obras que deixa-se de aiiuunciar
tanto sagradas como profanas, que tudo se vender
por muito pouco diulieiro : na roa da Penlia n. 33,
primeiro andar.
Oflertce-se urna ama para cozinhar, lavar de sa-
bo, ou reger urna casa : na ra de Sania Thereza
n. 19.
OTAS DO SERTA.
Vende-se sola boa em pequeas e grandes par-
I tilias, cera de carnauba primeira sorle, pelles de ca-
Vendem-se muilo frescaes uvas do serlao. proprias: brn de diverse* precos.esleiras de palha pilra os dias de precello, e sendo loje qarla-feira de j pniias de ema : na ra da Cadeia do llecjfe n. 49,
cinzn. muito se a preciar tste excellenle pelisco : na l primeiro andar.
Pernambuco Britisb Clerks Provident
Association.
The pavmonis due on Isl March ill be received
on Dial day between I lie honrs o I 5 and 6 P M, at
tlie Booms nf the Presiden! of the Association n. 11,
praja do Corpo Sanio.T/mmos Blakeley, lion. Se-
crelary. .
Os aliiixo assignados Tazem scienle a Indos os
seus raedores e devedores das lojas da ra do l'.abu-
v;i n. 2 C e '2 que perlenciam ao seu pre/ado so-
gru e socio Jos de Souza Garca, que lendo eHe fal-
lecido em 13 de fevereiro do corrate, pretenden! os
niesmos abaixo assignados continuar com o mesmo
negocio debaixo da firma de Joaquim Marlins da
ra do Qucimado, luja u. 14.
Vendem-se 3 negrinhas muilo lindas de ti, S e
iiios, Indas'rmaes. propri educaren!:
ama larga do Rosarion. 18, primeiro.andar.
Vende-se I.MJwinha de' moleque de
8, ambos muito liWos, I negra de 28 anuos que rn-
gomma eco. I dila qnilandcira e lavadei-
ra,1 molec M anuos, de boa conducta. 1
dito de 22annns por450JOOO rs. por estar enm prin-
cipio de friaWade, e todos por piejo em couta ; na
roa Direita n. 86.
Vende-se urna escrava mullo forteesadta.de
idade 25 annoa, que engomma heme coziulia. por
preco razoavel; na ra doQseimado b. 14, loja.
Vendem-se saccas d farinha ir mandioca de
S. Malheus. viudas da Baha, por 5*501) rs. a sacca :
na ra da Praia, armazem junto ao do boi.
ROB LAFFECTEUR.
O nico aulorimdo por decisao do conselho rea
e decreto imperial.
Os mdicos dos hospitaes recomurendam o arrobe
LaBecteuv, romo sendo o nico aulorisado pelo go-
vernoe pela Real Sociedade de Medicina. ste me-
dicamento d'um gosto agradavel, e fcil a lomar
em secreto, est em oso na marinha real desde mais
de 60 aonos; cura radicalmente em pouco lempo,
com pouca despeza, sem mercurio, as alTeccOes da
pelle, impingeos, as consequencias das sarnas, ul-
ceras, c os accidentes dos parios, da dade critica e
da acrimonia hereditaria dos humores; convem aos
catharros, da bexiga, as conlracres, e fraqueza
dos orgaus, precedida do abuso das iugeertos ou de
sondas. Como anti-syphilitico, o arrobe cara era
pouco lempo os fluxos recentes ou rebeldes, que vol-
vem inccssanles sem consequencia do emprego da co-
naiba, da cQbeba, ou das iujecroes que represin-
lam o virus sem neotralisa-lo. O arrobe l.alleiieuv
he especialmente recommendado contra as doenc,as
inveteradas ou rebeldes ao mercurio e ao iodurlo
de potasio. Vende-se em Lisboa, na botica de Bar-
ral, e de AnUmo Feliciano Alvcs de Azevedu, pra-
ca de D. Pedro n. 88. onde acaba de cliegar urna
grande ponao de garrafas grandes e pequcuas, v'in-
das directamente de Paris", de casa do Sr. Boyveau-
LatTecteuv 12, ru Richev Paris. Os formularios
dam-sc gratis em casa do agente Silva, na praca de
D. Pedro n. 82. No Porto, em casa de Joaquim
Araujo; na Babia, Lima & limaos; em Pernam-
buco, Soum; Rio de Janeiro, Rocha & Filhos, el
Moreira, loja de drogas: Villa-Nova. Joao Pereira
de Magales Leile; Kio-tirunde, Francisco de Pan-
ja Couto & C
Palitstrncezesdebriradelinho,
alpaca e panno fino. J|
\endem-se palits francezes de hrim deli-
g nho e breluha a :fe e 48000 rs., <|ius de al- &
pacaprela e de cores a 8 e 10Q006 rs., ditos
de panno lino prelo a 15, 18 e 20000 rs.; a ;
tS elles, que i vista do preco e snperioridade da
fazenda, ninguem deixar de comprar : na *
@ run Nova, loja n. 16, de Jos l.uiz Pereira A
Filho. *
@@$
PARA A QUARESMA.
Vendem-se Invas de seda prcta para homem e se-
nhora, lambem meias de seda preta para senhoras,
ludo de muito superior quaiidade, e recebido pelo
ultimo navio de Inglaterra : no armazem de Eduar-
do H. Wyall, ra do Trapiche Novo n. 18.
Vende-se um alambique de cubre com os seus
accessorios, com pouco uso e por preco commodo :
quem pretender, dirja-se ra Direita n. 81. loja
de uurives.
Na ra daScnzala Vclha n. 96, padaria, ven-
dr-se um escravo bom Irabalhador de uiasseira.inoro
e de boa conduela, o que se allianra : o molivu da
venda se dir ao comprador.
(jadeados francezes de ludas as qualidades.
Hor/ ipalB, sapatos de lustre de entrada
hai\af|^^^^^^^Bii,m elle. le be-
o um
cumple
romo para meninos e meninas, ludo cliegadn nllima-
menle e por prejo muito rommodo, afim de se apu-
rar dinhriro ;' no aterro da Boa-Vista, loja defronlc
da boneea.
Calcado a 720, 800, 2,000 eXwO rs.,"
no aterro da Boa-Vistn, loja del'ronte
da boneea.
Troca-se por sedulas anda niesm velhas um no-
vo e completo sorlimenlo dos bem conhecidos sapa-
les do Aracsly a 700. 800. etc., botins a 2^000 rs.,
e sapaldes de lustre da Babia a 30 mo unyiovoe completo sorlimenlo de calcados fran-
cezes de todis es qualidades, lano para homem co-
mo para senhora, meninos e meninas, e um comple-
to sorlimenlo de perfumaras, ludo por preco muilo
commodo, alim de se apurar diuheiro.
Vende-se urna loja de fazeudas em bom local:
nesla lypograpliia se dir quem vende.
Sepulto da fabrica df Todos mIuimu Babia.
Vende-se, em casa di N. O. Bieber A
da Cruz n. 4, algodjio trancado d'aqnella fcbrii
muiloproprioparasaccosdeassucar e roupa de
'cravos, por pre<;o commodo..
Na na do Vgario n. 19, primeiro andar, h
para vender, ehegario de Lisboa presentemente pe
e farello muij
novo, ce oni bom JUI
mercurio doce e
^^^Ima.
Para a guarda nacional.
Vende-se panno fino azul superior, para far-
das da guarda nacional a 3,(1 e l.jOOO rs. o co-
vado i. na ra Nova, loja n. 10, de Jos Luiz
3* Pereira & Fillio. @
M
de Lisl
Os mais ricos e mais modernos cha-)
peo de senhoras se enconlram sempre]
[ na loja de madama Theard, por um preot^
I mais razovel de que em qualquer uutrC
parle.
'leBiJBi , liniiadaruenlc da Cruz ofwles ic-iie.-
ityxv; 'm cu-
u meatw
ipmir
Os mais ricos e mais modernos chapeos de _
@ seda e de pallia para senhoras, se enconlram g
sempre na loja de modas de madame Millo- @
@ cliau, no aterrada Boa-Vislau. 1, porum pre- @
^ co mais razoavel do que em oulra qualauer ^
P""C. K
9@ @@@5'@
O 39 A,
negocio ucii,ii\ aa urina ue Jliliiiiii .uartuis un _,__. ., ,~ ...
Silva & Companhia, sendo.i co.npanhiaa sn preza- n.f''leao.I105""0 e "! Anlon.o, avisa ao res-
peitavel publico, que alem dos biscoilos ingle/es e
francezes. constantemente se encontrar vnle e tan-
tas qualidades de bolinhos para cha, cavaras e pan-
de-l torrado, chocolate, miscetania, paslilhas, entre
estas ostelila-pineula. amendoas e confeilos, ricas
caixinhasparaos mesmos, chocolates diflerenles. lu-
seralico^adre S^Fr.nciscodesta cidade. faz publico. do em porfo e a ret.lho, c o melhor de lodos os do-
da sogra 1). IJuileria Mara-de Jess por assim liave*
rem convenciouado. Recife 25 de fevereiro de 1851.
Joaquim Marlins da Silca, Quitea Mara de Je-
0.serrelario da veneravel ordem lerceira do

Vende-se a taberna n, 2 da ra da matriz da
Boa-Vista, com quindenios e tantos mil reis de fun-
dos, e em omito bom local por ler frente para dnas
ras: os prelendenles dirijam-se i ra do Cabug, lo-
ja o. 3.
Venderse na loja n. 10 da ruc da Cadeia do Re-
cife, saccas de mi Ido em por^ilo, c a voutade do com-
piador.
Na botica da ra larga do Rosario
n. 36, de Bartholometi F. de Souza, ven-
dem-se pilulas vegetaes verdadeiras, arro-
be l'aflecteur verdadeiro, salsa de Sands
verdadeira, vermfugo ingle/, (em vidro)
verdadeiro-,vidros de bocea larga cpm rej-
illa de 1 at 12 libras. O annunciante al-
fanca a quem interessar pssa a veracida-
de dos medicamentos cima; vendidos em
sua botica.
\'ende-se a taberna da ra estreila do Rosario
n. 10. com poucos fundos e bem afreguezada para a
Ierra ; o motivo de se veuder he ter morrido a quera
ella perlencia ; quem a pretender, dirija-ee confron-
te a Madre de lieos n. 22.
Gomnia.
Vendeni-sc saccas com muilo nlva goinma para
goniniar e fazer bollinhos : Na ra do Queimado,
loja n. I'i.
Escellente petisco.
Vendem-se ovas do serto muito frescaes c mnito
barato : na ra do Queimndo, loja n. 14.
Vendem-se relogios de oro e prata, mais
barato de que em qualquer oulra parte :
_ na praca da Independencia n. 18 e 20.
Na ra do Crespo, loj amarella n. 4,de
Antonio'Francisco Pereira.
Recebe por lodos os vapores v indos de Patis, luvas
de pellica de Jovin, tanto para homem, como para
sendora: prejo lixo 29000 rs. cada pac
CHAMPAGNE
o melhor <|ueha no mercado e por prero
commodo : na ra do Vgario, n. 19, se-
gundo andar, escriptorio de Machado &
Pinheiro. *
Na ra do Qaeimado n. 46, loja de Bezerra &
Moreira, ha para vender um esplendido sorlimenlo
de pannos pretos e casemiras de varios precos equa-
lidadcs, e lambem corles de rlleles decasemira pre-
la bordados, ditos de gorguro prelo de seda borda-
do, fazeuda muilo moderna, chapeos a carij. ditos
com aba estrella, dos melhores aue ha no mercado,
e prometiera vender por precos mnito enmmodos.
Chapeos pretos fraAcezes
a carg, os melhores e de forma mais elegante que
tem viudo, e outrus de diversas qaalidades por me-
nos preco que em oulra parle : na ra da Cadeia do
Recife. n. 17^
Na roa da Cruz n. 15, segundo andar, vende
se por preco commodo, saccas grandes com feiiSo
muito novo, dilas com gomma, e velas de carnauba,
puras e compostas.
Vendem-se em casa de Mc- Calmont & Com-
panhia, na praca do Corno Santn. 11, o seguinte:
vinho de Marseilleem caixas de 3 a 6 duzias, Iinhas
em novellos ecarreleis, hreu em barricas muito
grandes, aro de inila surtido, ferroinglez.'
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua *a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor i e taixas de Ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da inven^ao' do Dr.' Eduar-
do Stolle em Berlin, em pregado as co-
lonias inglesas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma porU>gue/., .em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
' 'SANDS.
SALSA PABRILHA.
Vicente Jos de Brilo, nico agente em Pernam-
buco de R. J. I'. Sands, chimico americano', faz pu-
blico que tem chegado a esta praca urna grande por-
eo de frascos de salsa parrilha de Sands, que silo
verdadeira mente falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, peto que se devem acaulelar os Consu-
midores de lo precioso talismn, de cahir nesle
engao, lomando as funestas consequencias que
sempre eostninan tra/er os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mao daquelles, que antepocm
seus inlcresscs aos males e eslragqs da bumanidade.
Porlanlo pede, para que o publico se possa livrar
desla fraude e dis(iugua*a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recenlemente aqni chega-
da ; o annunciante faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na ra da Concejero
do Recife n. til ; e, alm do receluaro que acom-
panha cada frasco, tem embaixo da primeira pagina
seu* noine impressxr, e se achar sua firma em mar
nusc-ipto sobre o involiorio impresso do mesmo
fracos.
annqncf)
helecimenlo
na ra do llrum passando -o chafai i
efl'ectivo ejercicio, esc aehacompletameri
com apparellios da primeira quaiidade para per-
feita confceca das maiores pecas de rtiacbinn
Habilitado para emprehender quaesquer obras da
ua arte. David William Bpwman, deseja wa par-
ticularmente chamar a attancao publica para as se-
guintfs, por ler dolas grande sorlimenlo ja' promp-
lo, em deposito na mesma fundicao, as quaes cons-
truidas em sua fabrica podem competir com as fabri-
cadas em paiz eslrangeiro, tanto em pree,o como em
quaiidade de materias primas e mas de obra, a
saber:
Machinas de vapor da melhor construcafi.
> Moendas de canna para engullios de lodos os la-
mandos, movidas a vapor por agua, ouauimaes.
Rodas de agua, moinhos de vento e serras.
Manejos independentes para cavallos.
Rodas dentadas.
Aguillioes, bronzes e chumaceiras.
Cavilhfies e parafusos de todos os lamanlios.
Taixas, paroee, crivos e bocas de fornalha.
Moinhos de mandioca, movido?* mas ou poraui-
maes, e prensas para a dita.
Chapas de fcgao e fornos de farinha.
Canos de ferro, lorueiras de ferro e de bronze.
Bombas para cacimba e de repuxo, movidas a
mao. per auiniaes nu vento.
Uuindasles, guinchos e macacos.
Prensas hidrulicas ede parafuso.
Ferragens para nav ios, carros e obras publicas.
Columnas, varandas, grades e portOes.
Prensa* de copiar cartas e sellar.
Camas, carros de inaOe arados de ferro, etc., ele.
Alm da superior i dade das sua obras, ja' eral-
mente recondecida. David William Bowman garante
a mais exacta con l'onnidade coraos moldes e dese-
nhos remellidns pelos senhores que se dignarem de
fazer-lhe encommeudas, aproveitando a occasia pa-
ra agradecer aos seus numerosos amigos e freguezes
a preferencia com que tem sido por elles honrado,
e asse'juia-llies qu nad poupara esforcose diligen-
cias para continuar a merecer a sua conliaiica.
Na roa da Cruz n. 13,' segundo andar, ven
dem-se 179 pares de coturnos de couro de lastre
400 ditos brancos e 50 ditos de botins; todo por
pre(o commodo.
Na ra do Trapiche n. i l, primeiro andar
vende-se o seguinte :pasta de Ijrio florentino, o
melhor arligoque se ennhece para limpar os denles,
brauqoece-Os e forlificar as gengivas. deixamlo- hora
goslo na bocea e agradavel chefro; agua de niel
para os cabellos, limpa
lustre ; agua de perolas,
sobrado da ra CoIIegio do
uva, propria para taberna : a
ira jo amarcllo da ra do Quei-
*1 Lourenco Machado da Rocha, en-
rader Miguou esle Diario para o Sr. vi-
ariJ e Araujo. venda a esta tvpo-
nalura, visto que o
Sr. vgario diz que nada tem com isso.
HOMEOPATHTA.
i a dar consultas todos o
dias i ra do Trapiche u. 14.
DEPOSITO NESTA
ADE.
enlista, receben agua denli-
;, esta agua condecida como a me-
e tem muitos elogios o
iedad de conservar a bocea.
ias dores de denles: Un o
aue di em geral o charolo, ai-
copo d'agua sao sufflcien-
deutiTrice excellenle para
i denles : na ra larga do Rosario
me,Dentista,
a Nova, primeiro andar o. 19.
i Dias Ferreira lero urna caria
api tieia, ds. 6 e8.
IORIO DE JANEIRO.
000,000 de i*.
i resto de bilhetes
a do Estado Sanitario, cu-
iui boje do Rio de Janei-
premios serao
esmas listas.
de ordem da mesa regedora, que a procissao de cinza
que tem de ser es posta i visla dos fiis no dia 1." de
marco prximo vindouro, transitara pelas rnas se-
grales :Cadeia, CoIIegio. paleo da mesmo, traves-
sado Rosario, ra larga do Rosario, Cabug, ra No-
ra, ponte da mesinu, alerro da Boa-Visla, praca da
mesma, ra do Aragao, paleo de Santa Cruz, ra
Yelda, oitao da matriz, aterro da Boa-Visla, ponte
da mesms, ra das Flores, Cmnhoa do Carmo, paleo
do mesmo, ra de Hortas, (ravessa dos .Martvrins,
pateo do Terco, ra Direila, ra do Livramento, ra
do Qaeimado, roa das Cruzes,' e se recolher a igre-
ja ; pelo que roga aos] moradores das mencionadas
nas, tenham a hondade de oniai era suas varandas,
e de mandarem limpar a testada da ra de suas ca-
sas para facilitar o trnsito da referida procissao com
a decencia que o acto exige.
UMA LEMBRANCA.
Roga-se aos Srs. M. 1). M. e M. S. P. B que te-
nham a bondade de ir a ra de Apollo ao caixeiro
que nao ignorara, pagarem a ridicula quantia que
devem, do contrario passarao pelo dissabor de ve-
rem seus nomes por extenso neste Diario, e junta-
mente a quantia e o lempjjfcue devem.
Dilo-se 3009000 rs. a aros sobre pehhores de
ouro ; na ra Direita n. 127, se dir quem d.
O Sr. Joo Hamillon leuda a bondade de vir
pagar ao abaixo assignado a quanlia que nao ignora
lio prazo de tres dias,lindos os quaes ser juslieado.
Jote Cario ferreira.
Na roa das Aguas Verdes'n. 70, -primeiro an-
dar, appareeeu um papagtrio : quem fr seu dono,
dirja-se mesnia casa, que dando alguns signaes,
the ser restituido.
O bacharel Manoel Filippe da Fonseca Candi,
seasagna d'ora em danle Manoel Filippe da Fon-
sera.
0
^tTHIA
ZES N.' 28.
r liumcupalli
< venda por
IL RES.
medicamentos.
59000
timenlo de carleiras e caixas
iis por precos commo-
lisos .
intura
\a
RO DE JANEIRO..
0.
rantos da ra
una pequea
(uaiios. oila-
ia ioteria do Esta do
achega ate o dia 27 rio
rem tirar
de
Mello^
irla na
O Dr. Sabino Olegario Ludgero Piuho nin-
doa-se para o palacete da ra de S. Francisco
(mondo novo) n. 6eJA.
ees que se afflanca a quaiidade, preco fixo he seu
costume.
Vende-se setim prelo lavrado, de malo bom
gosto, para vestidos, a 28800 o covado: na ra doJ
Crespo, loja da'esquina que'volla para a cadeia.
Vende-se urna canoa aberla de carreira, em
muito bom estado, e por preco commodo, assim como
um prelo canoeiro e serrador : os prelendenles, diri-
jam-se ra do Cabug, loja n. 18.
Vende-se urna preta da Costa, de idade de 20
anuos, propria para servieo de la, sabendo engon>
mar, cozinhar, lavar de saliao ebarrella, e lodo o ser-
vico.de casa: a tratar na estrada de Joao de Barros,
quina do Olho do Boi, confronte o sitio denominado
a Cscala.
Vender um deposito de assucar com poucos
fundos, proprio para quem qui/.er principiar; lam-
bem se vende smenle a armacao ; uo pateo de Ter-
co n. 11&
Veflde-se cera de carnauba ; no armazem de
Tasso Irmaos.
Vendem-se sapates debezerio frari-
cez a 3S000, sapato de lustre para me-
nina, a800 rs., tamancos do Porto a 240
rs.: na Praca da Independencia, loja
n. 3o.
Vende-se urna armacao nova, em
ponto pequeo, servindo para qualquer
negocio-: na travessa da ra do Queiraa-
do, a tratar na Prara da Independencia,
loja n. 3.1.
Guarda-roupa.
Vende-se um guarda-roupa de amarello vinhalco,
obra mnito bem feita ; na roa do Hospicio, sitio pas-
sando a casa do fallecido Arceoio.
Desencaminharara-se do sitio dos Srs. Carneiros,
na estrada da ponte de tlchoa. duas vaccas paridas,
ambas novas, sendo urna de cor preta azetona, e a
outra amarella: a pessoa, que as apprehender, e as
entregar nosobredito lugar, ser recompensada, ou se
Ide agradecer o trabalho.
Offerece-se urna rapaz porlugucz idade 18 an-
uos para caixeiro de taberna ou de padaria, que de
lado tem bastante pralica, on para amassador de que
i enlende alguma cousa e dar lempo emquaulo
aprenda, ou para lomar conla de urna carruagem de
ra : quem quizor dirija-seja ra de S. oncalo, ta-
berna n. 25, que dar fiador a sua coiujula.
. Precisa-se de um bom cozinlieiro, no bolequim
da roa larga do H osario n.27: a tratar no mesmo com
sen proprietario.
Joao llenriques da 'Silva avisa aos
foreiixis 'dos engeuhos Queimadas, J un-
diahi e Serra d'Agua, sitos na riheirade
Una quecomprou a propriedade ou do-
minio dilecto destes engenhos a Joao
Francisco Paes Barrete, e a sua mulher
D. Candida Rosa Paes Barrete, e que por
isso a elle compete receber os foros ven-
i cidos do corrente anno, e os que ja' ten-
do sido vencidos anda nao l'oram pagos
na eontormidade dafscriptr.ra. Recife22
de fevereiro de 185i.
COMPRAS.
Compram-se escravos de amBosos sexos de ltra
O anuos, para dentro efra >'la iiioviueia, endu boas
.figuras uagaiu-se dem ; na ra Direila n. lili.
Compram-se ossos a peso : no ar-
mazem da illuminacao, no caes do Ra-
mos, travessa do Carioca.
Na ra do Crespo n. 10, segundo andar, com-
pra-se urna escrava que seja de lxta.conducla, e en-
enda bem de coziuha, engommado e costura.
Compra-se, em segunda mo o diccionario de
Moraes da ultima ediccilo, e que esleja em domes-
lado ; na ra do Crespo o. 23.
do
DR. P. A. LOBO N0SG0Z0: v
Vende-se a rneldor de todas as obras do medicina
riomopalhca ay O AOVO MANUAL DO DR.
JAHR ^a Iraduzido em porluguez pelo Dr. P.
A. Lodo Moscozo, coate/ido um accresc'yno de im-
portantes explicacOes sobre a applicaro das do-es. a
dieta, ele, etc. pelo traductor : qatro volumesen-
cadernados em dous 20J000
Diccionario dos termos de medicina, cirurgia, ana-
lomia, pharmacia, etc. pelo Dr. Moscozo: encader-
nado 4.^000
Urna carteira de 2 medicamentos com dous fras-
cos de lindaras iudispensaveis ..OjOOO
DHa de 36 .'.........<}S9000
Dila, i'e 18.........500000
IJmadet0luboscom6 frascos deliiicluras. OjjOOO
Dita de J44 com 6 ditos ...... 1008000
Cada carteira he acompanhada de un exemplar
das duas obras cima mencionadas.
Carleiras de 24 tubos pequeos para algi-
beira........... sjjooo
Dilas de 48 ditos.......... ltfeOOO
Tubos avulsos de glbulos..... 19000
Frascos de meiaonca de lindura ... 3)000
lia tambem para vender grande quanlidade de
tobos de crjslal muilo lino, vastes e de diversos te-
mando*.
.\ snperioridade destes medicameulos est hojo por
lodos reconhecida, e por isso dispensa elogios. ,
N, R. Os senhores qu assignoramou compraran! a
odra do JAHR, antes de publicado o 4- volunte, p-
dem mandar receber este, que ser entregue stm
augmente de preco.
Vende-se o engenho Limeirinha, situado a mar-
geni do Tracunhaem, com fiOO bracas de testada c
urna legua de fundo, rom as obras mais precisas, to-
das novas, eptima ninenda, rom bons partidos que
com -2 carros e 4quarlos podem moer Mr ->,(MI pa
o que he de grande vantagem jara um principiante.
He de ptimo assucar e de boa producc.ii>, lano de
canna como de legumes : vende-se com' algum di-
uheiro vista, e o mais a pagamento conforme se
poder convencionar : os prelendenles dirijam-se ao
ge ii ho Tamalape de Flores.
SALSA PARRILHA.
DE
NAYALHAS CONTENTO:
Chegaram ltimamente navalbas
de barha. superiores a todas quan-
tas ate agora se ten? fabricado, por
serem de aro tao fino e de tal tem-
pera, (jue alm de durarem. extraor-
dinariamente, nao se sntem no
rosto na accO de cortar ; saofeitas
pelo hbil fabricante de cutileria
(pie mereceu o premio na exposi-
I pdem os compradores.devolve-las
ate 15 dias depois da.compra, e se
lhes restituir o importe.
Vende-se rada estojo de duas na-
valhas por KjjOOO rs., prei;o fixo :
no escriptorio de augusto C. de
Abren, na ra da CadUa do Recife
n. W.

Vendem-serelogiosdeouro, pa
ten-te ingle/., por commodo pre-
co: na ra da Cruzn. 20, casa de
L. Leconte Feron & Companhia.
parrilha de
ludes
Mal
S^FvDS.
SALSJ I RniTA j
de 183;
: qne as j
dispensa/-e.. 0 suc
provocado Hifinit,
Srs. A R. 1). San
e proprieiarios da salsa parrii
me de Sands.
Estes senhores solicitaram a agen
rilha deBrislol, e'eorao nao o podessem
bricaram urna imitetcao de Bri
Eis-aqui a caria que os Srs, A.
ereveram ao Dr. Bristol no dia 20 de
e que se acha em nosso poder:
Bfalo, c.
Nosso apreciavel senlior.
Em lode o anno pausado temol
dada ronsideraveis do extrad!
Vine., e pelo que onvimos di:
quelles que a tem usado, juf
dila medicina seaugmeniar
quizer fazer um nuient'o
nos resulteria muita vantagem,
Vmc. Temos muilo prazer que
sobre esle assumpto, e se Vine
daqui. a um mez, ou cousa semel!
muilo prazer em overem nosse blica, rm
ton, n.79.
Ficam as ordena de Vine, seus segur dores.
(Assignados) A. R. i
CONCLUSAO'.
1.c A anlignidade da salsa parrilha de Bri*
claramente provadi, pois que ella data, deedi
eque a de Sands s appareeeu em. 1842,, f
qual este droguista nao pode obter a
Bristol.
2. A superioridade da salsa parrilha de Bnslnl
lie incontestavel; pois que nao obsiante a concur-
rencia da de Sands, e de ama |x>rcio de outras pre-
paracoes, ella lem manlido a sua reputacao em qua-
si toda a America.
As numerosas experiencias feilas cem o oso ds
salsa parrilha em todas as enfermidades originadas
pela impureza do sangae, e o bom xito
la corle pelo Illm. Sr. Dr. Sigaud,
academia imperial de medicina
Dr. Antonio Jos Pcixolo em -
afamada casa de saude ni Gamboa, pe
Dr. Saturnino de Oliveira, medien _i

a caspa, e d-lhe mgico | por varios oulros mdicos, peraiittcm,b
esle mgico cosmtico para [ clamar allamenle as virtudes cITieazes eT
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro indar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, vio!ao e IIaula, como
sejam, quadrilhas, valsas, redoyvas, scho-
tickes, modinhas tudo rnodernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
. Charutos de Havana.
Vendem-se verdadeiros charutos de Havana por
preco muilo commado : na ruada Cruz, armazem
n. 4.
POTASSA E CAL.
Ven(le-se potassa da, Russia e America-
na, superiores, e cal virgem de Lisboa,
| tudo por preco mais cpmmodo que em
outra qualquer parte : na ra do Trapi-
chen. 15, aqmazem de Bastos limaos.
Com toque de avaria.
Madupoliio largo a38200 a pera : na ra do Cres-
po, Joja da esquina que volln para a Cadeia.
Grande sorlimenlo de collctes de fusteo supe-
rior, por diminuto preco ;_palitos de drim liso een-
Irancado de loda as qualidades e precos ; pequeas
malas de couro. proprias para viagem ; ricas abulu-
' aduras para edtete, tudo mais barato que em oulra
qualquer parle : na ra do CoIIegio n. 4, e ra da
Cadeia do Recife n. 17.
Muita attencao.
Cassas de quadros muilo largas com 12 jardas a
28400 a peca, curies de ganga amarella (te quadros
. muilo lindos a 18500, corles lo vestido de cambraia
i de cor com t 1|2 varas, muito larga, a 28800, ditos
l com8i|2 varas a 38000rs., corles de meiacasemira
para calca a 38000-rs., e outras muilas fazendas por
preco commodo : ua ra do Crespo, loja da esquina
que volia para a Cadeia.
Ao barato.
Na ra do Crespo n. 5, ha um completo sorlimenlo
de loalhas e guardanapos do Porto, pelos precos se-
grales: suardanapos a 28000 a duzia. loalhas gran-
des a 48>">00 cada'uma. ditas regulares a 38000, ditas
mais pequeas a 38200.
Vendem-se no engenho Tapera, freguezia de
Jaboalo. bois mansos e carroras para um boi. No
mencionado engenho apparereram ha dias duas pol-
dras com os ferros P B : quem se julgar com direito
a ellas, dirija-se ao dito lugar.
Vende-se una negra, chonte, de 20 annos, de
bonita figura ; na ra do Queimadon. 44. .
PARA A QUARESMA.
Um lido e variado "Sortimento de fazen-
das pretas e de todas as qualidades.
Panno lino pret a 38000. :I8200. 4500,' 5&500 e
1)5000 rs dito azul a 2S800, 38200 e 4800 rs., dilo
sarar sardas, rugas, e dnibrllezar o rosto, assim co-
mo a tintura irnpcriatao Dr. Brown, esta prepara-
Cao faz os cabellos ruiwsnu brdneos.completameule,
prelos e macios, sem damno dos niesmos, Indo por
precos commodos.
Vendem-se lonas, brinza, brins c meias lo-
as da Russia : no armazem de N. O. Bieber &j
Companhia, na ra da Cruz n. .
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D.
Bowmann, na ra do Brum, passa
do o chafariz continua haver
completo sortim.ento de taixas de ferr
fundido e batido de 3 a 8 pahnos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcain-se. ou canegam-se em carro
sem despeza ao comprador. >
Moinhos de vento
eombombasde repuxo para regar borlase baixas
decapim, nafuudicade D. W. Bowmau: na ra
do Brum ns. t. 8 e 10.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barrisde4., 3. e 8.: no armazem da ra
do Azeite de Peixe n. 14, ou-a tratar,na
escriptorio de Novaes & Companhia,. na
ra do Trapichen. 34- ,.
Padaria.
Vende-se una padaria muilo afreguezada: a Iralar
cora Tasso & Irmaos.
Aos'senhores de engenho.
Cobertores escuras de algodoa 800 rs., ditos mui-
lo grandes e encordados a 18100 : na ra do Crespo,
loja da esquina que vorla para a Cadeia.
Vende-se farinha de mandioca mui-
to supei'ior, em saccas, e chegada recente-
mente : no armazem de Machado & Pi-
nheiro, na ra do Amorim n. 54, ou a
tratar no escriptorio dos mesmos na ra
do Vigarion. 11), segundo andar.
COM PEQUEO TOQUE DE AVARIA.
AlgodHndesucco.esicupir.imuiloencorpado a 100,
120, e 140 janla: na ra do Crespo loja da esqui-
na que volla para a Cadeia.
rilha de Bristol vende-se a 58000
O deposite deste sala
franceza da ra da <'
No paleo do Carmo, taberna n. 1, vende-se ce-
ra para limas de cheiro 060 rs. a libra, e alclria
muilo boa a 240.
Vende-se .'o sobrado de dous anda-
res esotao da ra de Apollo n. 9, bem
como o dito de um indar da ra da Guia
n. 44 : a tratar na ra do CoIIegio n. 21,
segundo andar.
A 38000 RS. A PECA.
Na loja de l mimantes & 11 e iiriquus. ra do Crespo
n. 5, vendem-se chitas de cores escuras, com um rs.
queno toque de mofo,'pelo barato prerjo de SjOOOpe-
a peca, com 38 cavados.
Velas de carnauba.
Vendem-se caixinhas com superior velas de cera de
carnauba pura, fabricadas no Aracalv. e por commo-
do preco; na ra da Cruz, armazem de couros e sola
n. 15.
Ceta de carnauba. -verde a 28800, 38000, 48500e JOOO rs. o covado,
Vende-se em pon-So e o retalho : na ra da Cruz, casemira preta entestada a 58500 o corte, dila fran-
armazem de couros e sola n. 15, :ca muito lina e elasuca a 73500, Sjooo e 98000 r
_ i } selim prelo macao muilo superior a 38200,48000 e
*@Stff@Si;ag558 I! 58500o covado, merino prelo muilo bom a 38200 o
?>
VENDAS
Novotelegraplio.
olroleiro do uovo.telegrspho.que princi-
enjo no dia 29 du corrente, a 240 rs.
na livraria .0 e 8 da praca da lndepen-
iiiao-
(Jue lem bamnle
;a ra tdi Vigario,
iar4e, am pa-
doaps urna corren-
i e quizer restilui-
que ser recom-
Precim-se de u boleiro para cocheira de car
ros fatwbres: no paleo do UospiUl o. 10.
> enoe-se a lauerna uo i
BoJ&mU ii. 49, a
i e eieginle armacao e bem a,
guezada para a Ierra, oaluguel be baratissimo e
ED fundos; o motivo por que se vende de por seu
no ser-lde iropossivel continuar ; por issi
lodo e qualquer negocio que se offereci, e al mesmo!
se vende s i armaran como Iraspasso da chaye, pois
est muito propria para onlro qualquer negocio sem
ser taberna : a tratar na mesma com Antonio de Al-
ineida Brandao e Souza.
Ven8e-e um flauta de bano de 5 chaves, an-
parelbada de pral'a, e i-.in methodo compleio para
flauta por T. Berbigeier : na ra do Encantamento,
armazem n. 11.
As numerosas experiencias feilas com o uso da
alsa parrilha em todas as enfermidades, originadas
pela impureza dd sangue, e o bom evito olilido na
corle pelo Illm. Sr. Dr. Sigaud, presidente da aca-
demia imperial de medicina, pelo Ilustrado Sr. Dr,
Antonio-Jos Peixolo em sua dioica, e em sua afa-
mada casa de saude na Gamboa, pelo Illm. Sr. Dr.
Saturnino de Oliveira, medico do exerrilu Jb por va-
rios oulros mdicos, permittein boje de proclama
altamente as virtudes elucazes da ,
.' SALSA PARRILHA
de
BRISTOL.
ola.Cada garrafa contem duas liljras deliqui-
kiLa 'ataa parrilha de Bristol he garantida como
pramei.le vegetal sem mercurio, iodo, polassium.
'Q deposito">desta salsa mudou-se para a botica
franceza da ra da~t&uz, era frente ao chafariz.
AVISO T+slDICO.
Legitima sarja liespanhola da iiielhor quali- $
Jg dade que aqui lem viud. dila un pouco mais
a baixo, setim prel o para veslidos.corles de se- f
@ da preta lavrada para vestidos, fazeuda supe-
_ .rior, veludo prelo, chales e mantas de fil de _
* seda bordados, romeiras de relroz prelo tara-
bem bordadas, m eias de. seda prela de peso, j
tanto para homem como para senhora, e ou-
9 Iras muilas fazendas proprias para o lempa da C-:C
9 quaresnia ; na ron do Queimado n. 46, loja
de Bezerra i Moreira. @
@]S@:@@@ @S
Agencia de Edwln Ww.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmen
A Companhia. acha-se constantemente bons sorti-
mentos de taixas de ferro rondo e balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas i ni ;l iras" todas de ferro pa-
ra animaes.agoa, etc., dila* Jara a rmih\em madei- (O mazem de L.
ra de lodos os lmannos c modelos osin:i">iNjdem||i|, Jk /
machina liovisoulal para v ipor cora forra de
4 cavallos, cocos, passadei ias de ferro estanhado
para casa de purgar, por mi ;uos preco que os de co-
bre, escoleos para navios ferro da Suecia, e fo-
I has de (landres ; tudo por I jarato preco.
Na ra da Cadeia do R ecife n. CO, arma -
zem deHenriq ue Gibsou,
vendem-se relogios de ouro d e swbonele, de palelo
iiislw, da melhor qualidatle,
dres, por-prec,o commodo.
covado, sarja prela muilo boa a 28000 rs. o covado,
dita despalillla a 28610 o covado, veos pretos de fil
de lindo, durados, muilo grandes, fil prelo lavrado
a 480 a vara, e oulras multas fazenda- de bom gosto;
na ra do Crespo, loja da esquina que volla para a
Cade! .
Deposito de vinlio de cbam
pagne Chateau-Ay, primeira qua-
iidade, de propriedade do, condi
de Mareuil, ra da Cruz do Re-
cile n. 20: este vinbo, o melhor'
de toda a champagne vender-
se a ri.sOOO -s. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le-
comte Ferou &' Companhia. N. B.
As caixas sap marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rotulo
das garrafas sao a/.ues.
respeilosamnle annuii
tabelecimento em Santl
com a maior perfeicfte promi
de machiuismo para o uso da i
rao e mauufaelura, e que pira
seus numerosos freguezes e doapublico
aberto em um dos grandes armazem dq
la na ra do Brum, atrs do arsenal
um
DEPOSITO DE MACHN^
construidas no dilo seu esladeleciineuto
All acdaro os compradonv
mente de moendas de canna,
ramenlos (alguns delles novos corigim
experiencia de muitos annos tem most|
sidade. Machinas de vapor de baixa e
laixas de todo lamanho, tente batidas t
carros de mao e dilos para conduzir (W
car, machinas para moer mandioca,
lo, fornos de ferro batido para
ferro da mais approvada consln
alambiques, crivos e portas para fon
infinidade de obras de ferro, que
enumerar. No mesmo deposito existe um
inlelligenle e habilitada para receber U
commendas, etc., etc., que os annu
do com a capacidadede suas offieraas
e pericia- de seus ofliciaes, se coinprometteui
execular, com a maior prstela, perfcieo,
conformidade com os modelos ondeseulius, e
Ces que lhe forera foruecidas*
Vende-se em casa de S. P.
ton & Companhia, na ra da Sen/
va n. 42.
Vinho do Port, superior qualida
garrafado.
Vinho Qiery, em barris de quario
Sellins para montara, de 1
nhora.
Vaquetasdelusti-e pai-a cobevta de
Relogios de uro patente inglez.
Oleo de linhaca em lwtijas.
Vende-se na botica de Barthotemu fvd
na ra larga do Rosario n. 36.
FIAMBRE.
Na ra da Aurora, junto a rnndicii, '
presuntos para fiambre, garrafas com cid'rj
limonada.
~ESCHAVOS FD
^*|
Desappareceu no dia 92 _
.que cric-ufo de nome Manoel.de i!
co mais on menos, bastante feio,
la, que lie nm pouco fanhosa.e
camisa de riscado de algodao: q
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, tem .
venda a superior flanella para forro dcsellius, che- leve-o a ra de Apollo n. 20,
sera generosamente gratificado.
50,000 rs.
POTASSA BRASILE1RA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recenternente, recommeu-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons eileitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
Leoonte Feron &
lompanhia.
Vendem-se rolierforc de algodao grandes a 640
rs. c pequeuos a 560 rs. : na ra do Crespo nume-
ro 12.
Vendem-se pregos americanos, em
gada recenlemente da America.
NO ARMAZEM DE C.J.ASTLEY
ECOMPAMIA; Mi DO TRAPICHE Ki 3,
ha para vender o seguinte :
Bahinras decimaes de 600 libras.
Oleo de linhaca em latas de 5 galoes.
Champagne, marca A. C.
Oleados para mesas.
Tapetes ele laa para forro desalas.
Copos e calix d vidro ordinario.
Furniasdeolha de ferro, pintadas, 'para
fabrica de assucar.
Palha da India para cmpalhar.
Ac;o de Milito sqrtido.
Carne devacca em salmoura.
Lonas da Russia.
Espingardas de cac,a.
La/.arinas e clavinotes.
Papel de paquete, inglez.
I.aly em lili lia.
Brim de vela*, da Rtlssia.
Callos de linhp da Kussia, primeira i|ii.i-
lidade. -
Cemento dellamburgo (novo).
Relogios de ouro, sabonete, patente iri-
glez.
JVTASSA.
silo-ila ra la Cadei
.No anligo deposito- da rua la Cadeia do Recife,
armazem n. 12, ha para veud cr muilo nova potassa
da Kussia, americana ebrasili nra.eni pequeos bar-
ris de 4-arrobas; a boa qualid,ade e precos mais ba-
ratos do que em outra qualqi cr parle, se aflianeam
aos que precisarem comprar j*io mesmo depusiMt
lambem ha barris com cal de Lisboa em pedra, pr-
ximamente chegsdos,
Vende-se TFverd.ideir salsa parri-
de Sands: na botic a francaea,, da rua
A segunda edicto dos
Heos do fOro civil, mais bem corrig
da, nao s a respeito do que allerou a li
ma, como acerca dos despachos, iuterloculorias
finilivas dc julgdores ; ohra essa lo inlerossante~"-^_^
aos principianle em pratica que lhes servir de fio (feTtirMM
I onduclor : na praca da liideeudeacia n.6 e8. rua da i
da Cruz, em frente a o chafariz-
VINHO CHAMPAGNE.
Superior vinho de Iordeaux engarra-
fado ; vende-se e* casa de Schaheitlin
& Companhia, rua da Cruz n.o8.
Vendem-se na rua d a Cruz n. 1.,, segundo
andar, boas obras de labyriitho feilas uo Aractty,
conslaiido de loalhas, lencos,'' coeiros, rodas de
sai, ele.
TARlNHA D)2 TRIESTE.
Primeira quaiidade.
eleraenlos paraT"'i-TassoIrmaos avisam aos seus freguezes, que tem
r^^t^nta- PaI vender farhrli de lr;;o chegada ullimarneule
isentlo a unir n uva que daquella proce-
mercado.
em-se piar
4.
i barris, pi'opribs para barricas dl
e fabricados ein l.on- ra", e av.jiade de/.neo, stipe
ilade, por precos commodos
Trapiche Novo n. 16. V
TAIXAS DE FERRO. v
Na fundicao' d'Aurora em 'Sa
Amaro, e ta'mbcm na DEPOSITO
rua do Brum logo ira entrada, e defron
te do Arsenal de Maiinha ha' sempn
I um grande ^ortiirfehto de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,-
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundaii ; e em ambos, os logares
existem quindvstes, para cari-egar ca-
noas, ou carro.v livres de despeza. Os
precos sao' os mais commodos.
Vende-se umgrandesitio naeslrada dos Aduc-
ios, quasi defroole'da igreja, o qual lem rauitas ai-
\ores de frtelas. Ierra' i de planlaces, baixa pira
capim, e casa de viveuda, com bastantes comino-
dos : quem o pretender dirija-se no mesmo silio a
enlender-se com o Sr. Antonio Manuel de Moraes
Mesquila Pimentel, ou v rua do Crespo n. 13, no
escriptorio do padre Aiuonio da Cunda e Figuei-
redo.
Na rita do Trapiche, n. 11, ven-
de-se cervej a de superior quaiidade, em
gigosdeihjzia ; .por precio commodo.
Vendem-se velas de c ira de carnauba pura de
muito superior quaiidade ; na rua da .Cadeia do
Kecife n. I, primeiro andar.'
assit- ''"axa ingleza de verniz para aweios
.?>';.A'fiuali- Al-rcios para uin-e dous cavallos, guarne- -"dasas pernas. He natural de Pera
leiIOl v quaii | i ii.-. leude alguma cousa de fabricar assucar,
: na Cua do! 'idos deprataede latan de alfaiale. Esleescrevoforde Jiqium
\ Lhicotese lainpeies para carro e^abnolet. Cruz, e lioje he de Joaquim l.uizPere
-fortes de superior qnalida
llio/ autor haiiiburgt'oz na
Couros de viado de lustre para cohertas.
Cabecadaspaia montara, para senhora.
I'spciras de ac prateado.
Couro de lustre
boa quaiidade; vende-se por menos do que em
itra qualquer .parle para liquidar cotilas : na rua da
ii.IO.
Obras de ouro,
como sli": aderecos cWios ditos, braceletes, brin-
cos, alliirVf no'es. aunis, cnrrenles para relogios,
ele. ele., doS'na's moderiio aoslo : vendem-se na rua
da Cruz n. 1. casadeRrunn Praeger & Companbia.
MOENDAS SPERIOBES.
Na fundicaoile C. Starr & Cbrapanhia
em Santo AmaiW acha-se para vender
moendas de cannas?dasde ferro, de um
muito superiores.
modello e consti-uo
ARADOS
Na fundicao"
Santo Amaro acha>
dos de ferro de su
Vinho Bo
Brunn Praeger & Comp...
Xeram ullmmenle SI. J
j ile nina duzia. que se
Bous i|uali,dadcs,
FEBRO.
. Starr. har vendei\ara-
ior <|ualidade.
flux.
rua da Cruz n. 10,
e M. margo!, em
iin pur suas
Desappareceu ha qua|ro mezes do
assignado, um seu escravo de n'ome L
lo, de 30 annos de idade, pouco maW
(atura regular, ollios grandes, M ImtVc
denles alvos e sadios, sem ler signi'l de I
gado, moderado no fallar, porm ladino e -K
rarado. e bera snissado : roga-se a qualquer
nu capiles de campo que o pegarem, levarem ac
genlto novo delioila, comarca de Pao d'AH
rua de Apollo n. 2, ao Sr. Jos da Silva
receber 5OSO00 rs. de gralifrearjo. Sup
ido para os lugares do Cabo onde je foi urna v
Joaquim do llego Barrot Pesaos.
Est fgido desde o dia. 18 |te I preto
Manoel, crioulo, de idade 30 ai;
corpo, con!marcas de bexigas "JJg
denles na parte superior; descoulia-se ler ido para e
Cabo: roga-se a quem q pegar ou delle der noticia,
dirija-se a rua do Brum n. 28, fabrica de eldeireiro,
que ser recompensado.
Na ooile do dia 21 do corrente mei de fevereiro
desappareceu um moleque, crioulo, de nome Joflo,
de 13 a I i anuos, levando camisa e cale* de algodao'
azul, com os signaes segrales:r fula, cheiq do
corpo, n'uma das oreldas lirado um teco, he nm tan-
to barrigudo e beslunte, e lem a falla descansada ;
suppoe-se eslar forlado ou desnorteado, e
ser ilo malo ; roga-se pois as autoridades, rapites de
rainuu uu compradures de escravos, o favor i i mau-
llar levar o dito moleque na rua de Sania Rila n.
'>, onde se pagano as despezas o gratificar,*)), -con-
forme fir a entrega.
OSO rs. de gtatilicaco.
A quem apprehender.o pardo Marcelino, de idade
pouco mais ou menos 40 anuos, algum lano
estatura regular, bastante barba, com signaes de fl
een-
e du efficte
-Marque, Nones, mo-
rador no lugar denominado Baha l'ormosa, termo
da cidade de Cabo Fri. No cato de dito escravo ser '
apprehendido para o lado do norte, por ter ja sido
visto no lugar chamado llabapuana, uor,
le tle Campos, ser remet ido para o
a entregar aoSr. Bernardo Aive
rua de S. Pedro n. 2 l>, o qual ests para
o receher, e pagar toda e qualquer despeza jue se la'-'
ra a tal respeito, ou a sen senlior, no lugar cima
indicado, e nesla cidade de Pernambuco a Amorim
lrniao, na rua da Cruz u. 3.
Ilesappaiereu. indo vender frrrtes em um ta-
boleiro, no dia iodo corrente, a prela, crioul, de no-
me Anua, altura regular, macra, com grande falta'
de denles, pete que lem s venir
um pouco cresc"do, sem eslaliprenli
mos dos ps virados para traz, lem i
em urna ou ambas as peritas, reprc-
do que lem pera falla dos de
chita e panno d Costa, gostn muito i
e por isso pde ser pegada em
estar aceitada por alcuein, contra quti
com teda terca da lei : quem a pegar!
cerla della. receber 205000 rs. do I
nitor, no seu sitio ua estrada nova, <;
dalcua, primeiracpsa azul.
Este fgido' desde a no
mez. o preto crioulo, i!
regular, cheio do corpr
quatro denles nfrenle
pegar leve a fabrica le calderera
->, que ser recompensado.
Ftm.iTf. ttt K, r. te rrla,- 18M,


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