Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01829


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Full Text
num i fin
tTJNQ OK 1836. TERgA FEIRA


28 DE JUNHO N. J37.
PiHUmnoc, Tvp. i> M. F. de FaaiA. I8S61
das da semana.
n Sepinda 8. Ladislao! Aud. dos Juizs. do Cr. de
m. t de t. ses. da Tliczourana Publica c
Chae, de t.
38 Terca S. Leao 2. P. jej. Re- de m- aud. do J.
Hr O de t. Icli ao, 54 m. da m.
$9 tlucrta + S.Ted.o c S. Paulo Ap.
JO Quinta ? Mnrcal B. Bel. dcm. aud. do J. do
C. de ni. e Ci.inc He t- i
I Sexta S. 1 de Jnlho S. Theodoroses. da Th. P. aud-
do J. de O- He t.
Sbado S.VisilacaS de N. S. Rcl.de m. e aud.
do V. G. de em Olinda.
3 Domingo S. Jacinto-
Tt-do agora depende e nos meamoi da noul pru
ilrncu. niorlera<;ao. e energa .-continuemos cora
principiamos, e erenio aponiados com admira-
cao ntre aa Naques mai culta*.
Proclamar da J$$tmbla Otra! l Srat'l
al>creve-*e a lOOOrs. mensaes pagos adiantados
nenia T.vpograa. ra das Cnizes D. .'i, e na Pra-
Ca da Independencia N. 37 e S8 : onde ie reeelieiu
correspondencia legalisaa. e anuuiiciosi inserin-
do i- ente* crt sendo dos proprios auignuiites.
a indo sigilados.
CAMBIOS.
Junho 27.
JL*" Ond re 37 D St. poi 1 Ctd. ou prata a 50
por cento de premio.
Lisboa ">5 por o|o premio, por metal, Xom.
Franca '260 -255 Bs. por trinco
lo de Jan. 6 p. c- de prem.
Mondas de..,400 I3..200 I3400
4000 T..O(K)a7200
Pezo* I ,,440 9
Premio da prata 50 p. c-
das lettras, por mez I 1 por o|
Cobre 25 por cento de descont
INTERIOR
TRATADO-DE COvlMERCIO
Entre o Brazil e Portugal, apreten-
tad pelo Govetno de S. M. I. a
opprovaco da Assemblea Geral
Legislativa.
EmNomedaSantissima e Indivisivel
Tridsde.
Sua Mageslade o Imperador do Bra7.1l,
representado p lo Regente ero aeu Augui
toNome, eSua Mageslade Fidelissim a
R..inha de Portugal e Algaives, querco-
do rousolidar as releces polilicas ext-ntes
entre as duas Coros, promover e am-
pliar as da Navegacio e Commerno ea
mutua vantagem de ambos os Estados, e
reciprocamenie deseo respectivo subdi-
tos, na intenrjo desCT-onseguirem o-fifis
qu setivera em vista rom a ratificado
do Tratado concluido eassignado aos 29
de Agoto de 1825, acordar,6 em facer o
presante Tratado de NavegaeaS e Com-
mercio; e para este lim nomeara para
eus Plenipotenciarios, a saber:
So Magesiade o Imperador do Brazil,
ailllm. eExc. Snr. Jce Ignacio Borges,
S nador do Imperio, Marechal de Cam-
po, Coromendador da oidem de Curalo*
Cavalleiro da Ordem da ConceicaS, Mi-
nistro eSecr.taiiodeEtado dos Negoci-
os do Imperio, e interinamente dos E-
traogeiros; e Sua Mageslade Fidelisdma,
o Sor. Joaquim Antonio de Magalhies, do
Seu Conselho. Pidalgo da Sua Real Casa,
Membio do Supremo Ti ibunal de Justi-
na, Ministro d'Estado Honorario, Dipu-
tado Corles da NacaS Portuguesa, C
mandador na OrdPfc de N. S. da Coocci-
cao de Villa Vicos, e Enviado Extraor-
dinario e Btlinistro Plenipotenciario de Sua
Dita Msgesiade junto a Sua Mage.-tade o
Imperador do Brazil : os quaes depois de
terem trocado os seos plenos Poderes
que ora echado c-n boa e devida for-
ma, convierto aoaartigo seguintes:
Art. 1. Haver amizade perpetua e paz
constante entre S. M. o Imperador do
Brasil. S. M. Fidelissima a Raiuha de
PortuzM e Algarves, e entre os subditos
respectivo sem excepcio Jguma.
Art. 2. As Altas Parles Gontrai tintes
convierto em conceder os meamos favo-
res, honras, privilegios, e isencesade di
reiloseimpostos aos embajadores, Minis-
tros, e Agente acieditados em su3 res-
nectivas Coi tes. com as fomalidades do es-
tilo, conforme o Direito Publico Univer-
sal e das Gentee com a mais perfeita reci
procidade.
Art. 5. Cada buma das Altai Paite
Contrartantes exercitar o direito rec-
proco de norrear. Cnsules e Vice Consu
le, annde elles sej6 ou possa5 vir a ser
precisas em beneficio do eu comroercio.
Os Cnsules de qual quer clase que uj-
leu Jo sido devidametite nomeados pelo
seus respectivos Soberano, nao eutrar
no exercicio de suas fuucces sem previ
approvaca do Soberano, tra cojo territo-
rio hSo de residir. Elles serS recebidos
e admitidos mi hum e outro paiz, com a
mais perfeit reciprooidade dos privilegios
e regalias, que sao compativeis rom assu
obrigac6es, dando-se-lh tod a pro-
teccaS das Leis, em quanto a ellas obedece*
rm.
Art. 4. O Consoles e Vice-Consules,
sendo procuradores natoi dos subditos de
seus respectivos Soberanos, exercitar
nos lugares da Ma residencia a autoridade
I de arbitros as du vidas que nascerem en-
Je os Subdito, Mestres, e TripuUcSe
Vos Navios de suas respectivas Naces ; in-
tervindo nisso as Autoridades loca" se-
ment quando a tranqoilidade o exigir,
ou asparles o requererem ; e bem assim,
alem dos actos de jtni^diccao voluntan,
administrars, em beneficio dos legitimes
herdeirose dosrredoirs beranca, a pro-
priedade dos Subditos de sua NacaS que
morrerem intestados, segundo a IfgslacaS
do paiz em que reidirem. Nenbumacto
de jurisdicca contenciosa poder ser in-
tentado, senao peranie os Tribunas, e de-
cidido pelas jusiirae do piiz, onde asdu-
vidas que os originaren), tenba occorri
do.
Art. 5. Concordaran as Altas Paites
Contrallantes em que seus resporliv >&
subdiios goiem em lodos os seu territo-
rio, quanto s suds pessoas, da mais per
feita e ampia segmanca, edoa meimosdi-
reitos, favores e iseneSes, que . rero concedido Naca mais f.voiei ida,
de vendo ser man idos nos mesmns pelo
modo que se contem as esti|u!aijs que
existem ou exislirem com essa Nac qoaes se haS aqui por entendidas, romo
94 de todas o ca la buma dellus se fizesse
i'xpres.1 mensaS, em quanto pacificamen-
te obedecei em s Leis do l'aiz.
Art. 6. Se bouvec quebra de amieade,
ou rompimenlo entre os dous paizes ( <
que Dees uaS permita ), ente rompimen-
t> nunca se lepniai existir, sena depo-
is do cbauamento ou partid dos seus
respectivo Agentes Diplomticos.
Art. 7. Os individuos acensados de al-
ta traicaS, fdlsidade, falsificaca de mo-
eda, ou de papel qne a represente, nos
Estado de qualquer das Altas Partes C-
tractante, 11.5 serio admitlidos, nem re-
caberS proteccaS nos territorios respec-
tivos, pjdendo ser mandado saliir para
fjri dos mwmos, logo que eisim srji edrh
peteatemenle requerido.
Art. 8. Ha veri reciproca liberdtde de
commerco enavegacaS entre o subditos
das Altas Partes Coatraotautes, em navi-
os de ambas as naces, e ero todos e quaes
quer por tos, cidades e territorios perten-
cenes s mesmas Altas Partes contrae-
tante$, excepte. aqnejle* que fclo vedados
a qualquer Naci eotran^vir, tnlenden-
do-se com ludo, que, huma vee que sejio
ahertos ao coromercio de qualquer outra
Naca, ficaro desde logo franquiadosaos
subditos da Altas Partes Contractantes,
assim e da roesma foima, como se fosse
aqu expressamente eolipulado. O-- subdi-
tos das Altas Partes Contractantes pode-
rS oetes termos entrar com seus navios
em todos os portos, bahias, enseadas, e
8urgedouros dos territorios pertenrentes
a cada huma das Al a< Partes Contractan-
tes; descarregar abi toda, ou paite desu-
as mercado' ia?, carregal-as e reexprtal-
as, (ando se-lhes despacho para coasumo
somente sonde houverem Alfaodegss, ou
outras FL-'aces fiscacs. Podero esidir,
allug.ir casas e arroazens, viajar, com-
mercar, abrir lojas, transportar |ene-
rof| metaes e snoeda, e manejar o 1fo
inleresses, sem empregar correctores pa-
ra este fia, podendo laze-lo por si, ou
seos agentes e caixeiio", como melhor Ihrs
parecer.
Fica porem entendido, que o commer-
co costeiro ou de cabotagem naS he com-
prebeniido neste artigo, por isso que cS-
linua a icar esclu-ivamente pertencendo
acida huma das duas Naces, conforme
as suas r.'^pef ti vas I :*.
Art. 9. Os navios e embarcc5es dos
subditos de cada huma das Altas Paites
Contiacldntes, uio pagarS no* portos e
.ncoradouros da ostra, a titulo de taiol,
tonellageni, ouporoulro qualquer modo
dfsig'iado, ou ti os ou maiorea direilos, do
que- aquelles que sao ou vierem a ser pa-
gos pelos navios nacionaes. Sera consi-
der que iorem po.^suidas, registuda e navega-
das segando aa leisdo Lnpe io do Brazil;
e serio considerados navios PeUuguezes
aquelles que forero poasuidos, registados
e naveg Art. iO. Todos os genero, mercado-
rias e arligos, qiaesqutr que s pn diu'tio, manutaciura e indn.-tri, dos
subditos e territorios de Su Maget.tade
Fidelsima, importados directamenlr,
assim de seus portos da Europa, como de
suas Colonias, abordo de navios Brazilei-
ros ou Portugueses, sendo consignados a
quem quer quefor, e despachados pjra
consomo no Brazil, pagr a ter?a par-
te menos dos direito de entrada, que ac-
luajdacgte p^g ou vier gagr a N95
PARTIDA DOS CORHRIOS.
OlindaTodos o dias ao meto da.
Goiana, Alliandra. Parailia. Villa do Conde, Ma-
maii^uape. Filar, Real de S. Joao. Orejo d'Arria.
RaiHha, Pomlial. Noa de Soii'aa. Cidade do Natal,
Vil'as de Ooiaiininha. e Noa da Pmieeza, Cidade
da Fortaleza. Villas do Aquirs. Monn- mor novo,
Ararat. Cascarel. Canind, Oranja, Imperairi.
S- Berpardo, S. Joao do Principe. Sobrar. Novad'
K'.t v. Ico. S. Matliea, Rcachodo sangue. S
Antonio do Jardiiu, Queteramoliim. e Parnahili
Segundas e Sextas fe iras ao meio da por va da
Paraiba. Santo Antao- Todas as quintas feirasao
meio da. Garanliuns, e Bonitonos dias 10 e 24
de rada mea ao ineio di. Flores110 dia 1S de
cada mez ao meio dia. Cabo. Serinliaem. Rio For-
mono, e Porto Cairo-nos dia 1, II.c 21 de cade
mez-______________________________.
mais favorecida, conforme o valor que
Iheshe dado nasputs das avaliacSe*, as
quaes serio publicadas em todos os Por-
tos do Imperio, onde ba ou houver Alf.n-
depas.
Art. 11. Todos os gneros, mercadoria
e artigos quaes quer que sejaS, da pro-
duccaS manufictura e industria dos aob-
ditos e tenilorios deSua Magestade Impe-
rial, importados directamente de quaes
quer portos pertencentes ao Imperio do
Brazil, abordo de -navios Brazileiros eu
Portugueses, sendo consigoados a quein
quer que for, e despachados para consu-
mo, pag." jG aa Portgl e seus domi-
nios a Urca parte menos nos direitos do
entrada que actualmente paga ou vier a
pagar a Naga mais favorecida, confor--
me o valor que lites he dado as paulas das
avaliaces das Alfandegas, as quaes serio
publicadas em todos os poi los dos domi-
nios Portuguezes, onda ha ou ouver Alfi-
digas.
Fica entendido porem, que, se hou-
ver alguma diminuica de direitos nos
gneros despachados para consumo nos
portos e Estados das Atlas Partes contrac-
tantes, concedida qualquer outra na-
caS, se cntende igualmente concedida ao*
subditos das Altas Parles Conlractantes,
sem embargo do favor concedido no pre-
sente Tratado.
Art. i a. Todas as vezes que algunsdos
gneros importados nos territorios dan
Duas Altas Parles Contractanles nao tiver
as paulas das respectivas Alfandegas va-,
lor determinado, e se quizer despachar ^P
para consummo, far-se-ha este despacho
na Alfandega, septiado a declaragaS do
seu valor assigoada pelo impoitador;
mas, no caso em que os Ofliciaes da.Al-
fandega, encirregados da peicepcaS dos
direitos entendi que tal avaliacaS nio he
igual ao valor dos genero-, poderS to*-
mar os objectos assim avallados, pagando
o importador dez por cento, sobre a a-
valiacaS dentro do prato de 15 di*s, -
tados do 1. da detencaS, e rtstiiuindo os
direitos pagos.
Art. i3. Exci'plua-se da liberdadede
commerriar aqu estipulada todo* os g-
neros e mercadorias, de que as Duas Al-
tas Paites Contraclantei reserva o mono-
polio exclusive, os quaes naS serlo des-
pachados, nem raesmo admiltids des-
rga soaf pena de appreheno e seques-
tro a requerimenlo de qualquer dos agen.
I s do Governo da mco oendida pela
transgressaS deste artigo. Se com tudo
algn dotes rtigos vier a e-r objeclo
de commerecio livre, ser prm:tlido
tos subditos de cada huma das Alta ,
Paites Contrartantes fazer trafico dellea
to livrcmeiite, como os subdito naci,
uaes.
/


a.
9
rmii
DIARIO
i
M
PKRNAMBCO.
'- ""'" <\ i
Art. 14. Ser perBfilido tos Cnsu-
les de cada huma das Altas Partes Con-
tractantes fazerem representaces quao-
do se achar excesivamente ataludo qual-
quer artigo |comprehendido na pautas,
as quaes represen tac5?s ser6 tomadas em
considerado, e resolvidaa com a maior
hrevidade possivel sm que todava fique
suspenso o expediente do despacho dos
mes vos gneros, nem a disposicao do
rt. i a do presente tratado.
Ait. 15. 3 subditos de cada huma
das Altas Partes Contractantes, dentro
dos territorios huma da outra ter h-
berdade de commerfiiar com outras na-
c6es, em todo e qualquer enero o mer-
cadoria menos quando slguma das Al-
tas Partes Contractantes ti ver guerra com
alguna dessas nac,oes por quaoto nesse
caso era vedado aos referidos subditos das
roesmas Altas Partes Contractantes a en-
trsda em portos e tugares, que se acha-
rem bloqueados ou sitiados por mar ou
por trra.
Art. 16. No caso em qwequalquer das
AlUs Partes Contractantes venha a de-
clarar a guerra outra Naci he prohi-
bida aos subditos da Naci que ficar em
paz, coromeiciar com a ioimiga da sua
Alliada em artigos reputados coutrabando
de guerra como sio pecas moi tet-
ros, espingardas, pistolas, granadas,
plvora, salitre, balas, chucos, espadas,
alabardas, carretas, talabartes, selin- ,
aimios, e todos e quaesquer iiisLiuinen-
tos fabricados para uso da guerra.
Art. 17 Poder os subditos de caos
huma das Altas Parles Contractantes ser
aasignantes das respectivas Aifandegas com
as meneas oonditfese seguranea concedi-
das aos nscionaes.
Art. 18. Todos os genrese mercado*
ras exportados directamente do territo-
rio de huma das Altas Paites Contractan-
tes para o da outra, serlo accompanba-
dos d atestadas orignaes asMgnatfos
pelas competentes oflicaes da AMandpge
do porto do embarque sendo os ate-
tados de cada Bati progresivamente nu-
merado* e unidos cem o sello offnial da
mema Alindega ao manifest que de-
ber ser ju.ado parante os re-pactrvos
Cnsules ou saos legtimos Delegados pa
raludo eer apretinado na Aandega do
porto da entrada. No caso de se terrfi-
ca r algoroa fraude nos gneros ou mer-
eadorias de que taVfalla neste artigo pof se
haverem conduiido abordo de navios
BrasJleiroe ou Portugueses generes ou
marcadorias estrangeires em ver de na-
cionaes, a'.m da penas incon idas pelos
implicados em tal fraude como roubi-
doies dos direilos e rendaajUcionaes, a
embarcaco respectiva ser ealfiscada.
Art. 19. Em Cliso de naufragio de navi-
os de guerra ou mercantes de qiulquer
dos dous Estados, as autoridades e habi-
tantes do pea prestars convenientemen-
te todos os soccorros possiveU unto pa-
ra asalvacio das pessoas e effetos, como
para seguranca, cuidado e entrega dos ar-
i tigos salvados que nao pag.-r5 diieiio
algam excepto se forera despacha-Jos pa-
ra consuriwno. .
Art. 9o. As Altas Partes Contractan-
tes convm em que as estipnlacoes con-
tidas no presente Ti atado tenhao vigor
de-de a troca das ratificaces at ao fin do
anno de i84a e continuars at que
huma das Alia Paite Con trseta ni es de-
nuncie outra ser chegado o fitn deste
prazo.
Ait. ar. As ralificacSes do presente
Tratado feita* pelas dus Altas Partes
Cont'actantis, ***rao liocadas dentro ilp
'apago de 8 mese depois da app^ovacio
das Cmaras Legi-atias do Brazil, ou
oais breve ainda se possivel fr.
Em testeinonho do que nos os Pleni-
potenciarios de S. M. o Imperador do
Brasil representado pelo Rgeme em ten
augusto nome e deS. M. F;d-Iissima ,
em virtude dos n---ssO plenos poderes as-
signamos o presente Trta<1o com os nos-
sos pu.thos, e Ihe filemos par o sello das
Dossas armas. ...
f(IIO US tUHUC U ./ (un XI f >/
1 i9 diasdo mez de Mao do anuo do as-
cimento de nosso Senh >r Jesu Cbriito de
jg36.__Jos Ignacio Borges. Joaquim
Aotono de Magalhies
PARTE OFFCIAL.
RNABMUCO.
LE provincial.
i836N.a5.
Francisco de Paula Cavalcante de Albu
querque. Piesidente da Provincia de Per-
nambuco : Faco saber a todos os seos Habi-
tantes, que a Asamblea Legislativa Pro-
vincial Decretou e eu sanecionei a Le se-
guinte.
rtico i.* A Forca Policial da Provin-
cia de Pernambuco para o anno que tem
de correr do1.de Julho de i836 ao ulti-
mo de Junho de 1837, constar de qui-
nhentas e otenta e oilo pracas, formando
um Corpo, composto de um Estado maior,
e menor, trez Companhias de Infantaria,
e urna de Cavallai ia do modo seguiute.
. i.# Estado Maior e Menor.
Commandaiite Gota-i *............
Aldante. ........................
Secretaiio, com graduaca de 3." Co-
mandante*. ....................
Quartel Mestre, com graduaca5 dita
Cirurgi5 Mor...................
Ciiurgia Ajudanle...............
i. Gpf
2. "bi
,." 2. ComposicaS de cada Companhia
delnfantaris.
1." Commundante............., t
3. Comnnridinle.............. I
5.* Commandante.............. 1
] .* Sargento................... 1
?." Sargentos................. 6
Forrel....................... 1
Cabos d'esquadra.........'.*.... 10
CoYneWs.......................
Soldados,-----................ 4o
i3
Para as tres Companbias....... i<''
.* 3.* ComposicaO da Companhia de
Cavsllarif.
Hon-.ens Cavallos
immandtnt*........ 1 1
omroamlan iu........ 1 1
3.* Commandante....... 1 1
1 .* Sargento........... 1 I
." Sargen'O'.......... 1 S
Forrel................ 1 1
C .bos dV-qidra........ 4 4
Cl-rins......'.......... 2
Soldados....*.......... 80 76
----- -----
* 93 89
Ait. 5.8 Osvenoimentog d e pracas de Pret deste Corpo sao compre-
hsndidos nos Sidos, e forrageua maica-
ds na seguinte Tabella.
Commandanto Geral....... iOO$000
Aldante................. u^OOO
Ciruigu Mor............ 50,5)000
CirurgiaS Aju.tanie........ 30 Secutarle................- 4o<&ooo
Quartel Meslre............ 40jJ)000
i." Com maridantes........ 60)000
1.- Comraandantes____'.... 50$000
S.* Commandanles......... -40 233000
2a^)000
31^000
20000
aO&OOO
19^000
19-ftOOO
18^)000
e )Ca>allaria. .
' Sa,6eHt5d,)Ifantaria..
. c a )Cayll-ria. :
3.' Sargentos de(.
6 Jln antai ia. .
Cabo) de.
_ )'."avrtllarii.
Forneis de.....(T f ., .
Jlnlaiita'ia. ,
)Cavallnia. .
)Infantaria..
Clai a................... 17.75OOO
Cornetas................. 16<5)0OO
Soldados de Cavallaria....... 17&000
Soldados de Inf. ntaria...... i6v000
Ait. 3. Todos os Offieiaes do Corpo,
exceptuando o Stcrelario, o Quartel Mca-
ire, o Ciriirga5!Hi\ e o (3i(iirg6 Aci-
dante, vencei8 urna f.n,)geni paga s-
gundo o orcaroento siroe-.tral das oria-
gun dns Oflii-.iaaa ) Exercito : ao ton-
ir.andante Geral abonai -se-ha5 duas for-
rajees.
Ait. 4." Para esdi csvallo do Estado
efFeolivoua Companhia de Cavallaria, ex-
cepto oa dos Ofiicites de.:ld, &e abonar
12^000 res por roer.
Art. 5. Af todass PraCas de Pret se
abonar annbslmente a quantia de a5^JJ
rs. para um faldamento, e a de i0$ rs.
de dous em dous annos para um capote.
Art. 6. O Governo far as despezas
necessarias na forma das Tabellas dos Cor-
pos do Eiercito, para o armamento, equi-
pamento, e aqartelamento deste Cdrpo.
Art. 7.0 O Corpo Policial t-eri exclusi-
vamente empregado na Polica, em auxi-
ac as Justicas, msnter a boa ordem, e se-
guranca publica.
Art. 8.# OSoldados, Cornetas, e Of-
ficisc* Inferiores srao engajados por dou
anuos, nao sendo ademittido Cidad^o al-
gum ao engiameoto, mm que aprsent
iiiformaca da Aulhoridade Policial do lu-
gar, em que ididir, em "abono da sua
probidade, eronducU.
Art. 9 O- que se comportaren mal no
Corpo sera5 dmiilidose alistados nesCoi-
posdo nha, Exceptna se os OITiciaes,
eosqueesta isentos pela Lei do recruia-
mento,
Art. 10 Os Poslos de Officiaes nestfl^
Corpo sera5 preenchidos pelos Ofiiciaes
exislentes, altendendo siiasantgrjid.idea,
e graduacSes pelos- Olfiiaes de 1.' Ltnha,
qoe tenh.6 aactividade, e mas partes ne-
cesssiias, devendo nelleoccupar os Pos-
tos onrrtspondentes, ou os immediatos su-
prore-aos de suas Patentes : pelos Ofii-
riaes Iufeiiores do mesmo Corpo, ou por
Patanos de conv^nienie merecimenlo.
rt. il. Os Oineiaes do Exercito em-
pregftdts neste Corpo venee8, alem do
sold, na grat'ficacao gwal ao ezcesso cor-
r spondente na Tabtlla do Ait. a.* sobre
o da sua Patente.
Art. 13. O Presidente da Provincia
poder dimiltir okOfficiaes Hesle Corpo,
quando o erigir o bem do publico servico.
-Art. i3. A antiguidade dos Oflriats
regular-se-b como n- s d"e mas Carpos.
Art. i4- O Presidente da Proiincia
far destacar para cada Comarca fora de Cidade de vinte trinla Pracas. Em qui-
to porem o Corp. nao e^ti'ver completo,
oa n i-ej* possivel destacar, poder man-
dar enj r as Comarcas inte homens, que
de vers ser empreados na respectiva po-
lica com os encimemos de Soldado Po-
licial, sendo conservados em quanto betn
servirem.
Art. 15.* Os engajados as Coromar-
ras, na forma do art. antecedente, seu"
eommandados por nm Sdrf,ento, e
Cabo do Corpo Policial, que o Presid _
te da Provincia f.ir d -atacar para cada
Comarca.
Ait, :6. Toda a despera as Comar-
cas com o quarlel, lu, agua, e arnit*-
n.enlo dos en..jad >s ser feita pulas Reti-
das da Provincia.
Art. 17.* Para as de-p'-zas do aeloal
Hospital do Corpo di-stinaio o seguidle :
!. tier quintos dos sidos das Pracas em
tralamenio: s.* os meios sidos, quefa
tirarem s Pracas, que estverem cuih-
pn'ndo Renlnra : 3.* os toldos dos in-
dividuos de Piet, nue obtiverem lcen-
cas rcgistiadas : 4." as sobras da Caixa
d'admintraca do Corpo ; fiandoo Go
verno authorisado im>nd. di despeza, se todava as quotas acim de-
signadas iK' foiem suficientes para nia-
nutencaS do Hospital.
Ait. 18.* Todas as Pracas de Pret se-
rn tratadas, quando do.ntcs, no Hospi-
tal do Corpo, onde se observar o mesmo
Relmenlo dos Hospitaes Regiineotaes dos
Gorposdo rCxeici'o.
Art. i9. O G-'Virno da Provincia f r o Regulamenlo, quejulgar convenien-
te b<-aordem do servio, e disciplina
do Coi po, o qu-l ii servind", em q Lin-
io nad for subraeitido approvaca da
Afsemb'es L^gi-lativa Provincial
Art. 3O.0 Fie.-6 1 evoga-as uesta Provin-
cia todas as Leis, e disposigdes em coatia-
rio.
M 11 i o por tanto a todas as Auctoridades
s quotu o coubeciinenlo,^eexecucio da re-
ferida Lei pertencer, que a cumprio,
e tdeo cumplir to inltirameute, como
nella se conten. O Secretario desta Pro-
vincia a faca imprimir pobc^r, e correr.
Cidade do Recife ;de Pernambuco )aos se-
de Junho de mil oito cent ose trinta e
r, Dei uno quinto da Independencia e do
Imperio.
L. S.
mar-
i-,
Francisco de Paula Cavalcanti de Albu-
querque.
Carta de Lei pela qtial V. '.x. manda
eiecotar o Decreto da Assembla Legisla-
tiva Provincial que hoove por bem sonre.
onar que marca a ,Forca, e vencmenlo,
quedtfe lee o Corpo Policial noanno que
hade decorrer do i. da Julho de i836 ao
uitiiEode Junho de i837 na forma cima,
declarada.
Pera V. E*. Ver.
Francisco Xavier e Silea fez^.
Regi-lada a fl 55 oL. !. d L-is Pro-
rinctaes. Secretaria da Provincia de Pei-
nambuco 9 de Junho de i836.
Francisco Xavier e Silva,
Foi sellada, e publicada esta Lei na Se-
cretara da Provincia de Pernambuco em (i
deJunhode 1836.
Vicente Tbotnaz Piresjde Figueredo
Camargo.
GOVERNO OA FROVisCI*.
Expediente do da 23. *
Fort5 entregues a este Governo os seos
officios de 5 de Abiil, e 15 de Ma'o d'este
anno, vindos pela Daha, que* V. S. fes
arriscar a cortea das tolas para vir dar
parle da tirita da majlirnenlKs, que sofra
essa Ilha, ou os seus habitantes. Felis-
mente ebegorad os conductores da telenda
B'I-a, tt ndo arribado na Povoaqa da
Po Formo/o P ovimia do Rio Crande
do Norte, onde a d ;ixai-.. Immediata*
mente exped as convenientes ordens pa-
ra se apromptar, e Ihe ser rcaettido todo
quanto requ>si mente pedido : e pelos olli'. ios do l.n*pe-
ctor daiTbezooraria, ed CommandaiUe
das Armas tei conliet imenl do que con-
duK a Sumaca Lsupentina, que deve vol*
tai carregad.i de pedra. JNa foi possjvel
fa.er ir n'sia oc-aiia Ca pelad para tubs-
1 luir ao que ai.i .ola Fr. Manuel de S.
FelisdeCantahce, de cuja irregularidade
de conducta V. S se queixa : breve la-
rei expedir 1 mi ar%ac-6, a qu 1 levar ai
de mais providencias txe^idss, e que a e.i-
tn i'na do lempo nao penm-ttiu agora
mandar. Va6 alguns degiedadoa reme-
tidos pilo Pieleilo da Comaica, aiompa*
nbados da con peten le Guia, Recommen*
do-lbe cuidado e relio na plautaca oa
maniinT-nlos, e em conservar a guarni-
cidetods a Ilha em disciplina, suOordi-
nao, e ot dein.
Deo Guarde a V. S, Pal-icio do Go-
verno de Peiuambucu a3 de Juuho de
i836. Fraacisco de Paula Cavalcanti de
Alboquerque. Snr. Coionel Aleixo Jo-
7e d'Oliveira, Commandaote dm Ilha de
Fernando.
F. S. Deve faier ca regar a pedia, que
a HiimaM tem de tazer, com (oda a lue-
>idade.
iContinuar-se-ha )
lVBhAS REPARTIGOKNS.
MBZA DAS DIVERSAS RI.NUAS.
A pauta he a metma do N.' 110.
CORRBIO.
O Hiate Valente Periiambucno rcibs
a mala para o Ccar no da 3 d'Agosto_ pe*
l.s l{ horas da larde.
OBRAS PUBLICAS.
Nos das i3, 15, e 18 do prximo iH
turo Julho lera iugar a airemalaca dd
concert da estrada do Mangojnho. Os I11
.
^ MELHOR EXEM


U*J
mNW
D I A R l O 1) E PERNAMBCO,
rtanles drj Pahlicas nos ditos das do meio dia at as
5 horas da tarde, habilitados rom fiadores
idneo*.
Iospeccs das Obras Publicas a5 de
Junho de i836,
Moraes Ancora.
EXTERIOR.
Par, 8 de Mareo.
SOBRE O BRAtIL.
(Carla ao redactor di Jourbal du Com-
merce.)
O artigo qoe apparereo em vosso n. d
0 de Feveriio, dehoixo do titulo 0
Biaz'l e d-a -en novo Regente, be mui no-
tVel qiran'c exaclida de huma pane
d.'S hsei'vacSc que aprsenla, psre que
se deixede reclibvar o i'ie elle eonlm de
inexacto em outeas, romo por exeronlo o
arinuncioda de. ominida misa8 confiada
n Marques' de Barbacen* para engajar
6.000 voluntarios. As nnticss offiviaes,
tend-mia da opmia publica, as dispo-
sicesda Cmara do* Deputados. que no-
m5 bein conhecdas, corlrorda entre si
para qiese deva negir crdito a hum bo-
ato, alero dis>o ta vago, que nos admira-
mos' de que lenha adiado acolhmen'o em
hum Mitigo la conscienrioso. O BimziI
fe* 1' tristes e dispendiosas experiencias
cntii o^rnprf g" de voluntario tslrangti-
roa romo colonos, e obre ludo cono sol-
dado*, que nos paiec nipossivel qu<* o
Governo, pense mi comeca-las outra vee,
e muile mais mpossil que a Cmara d>s
Deputadoa vote as soiiimas considerareis-
que ellas ea.gm. Podeiiamos dar ni
ros os detalbes sobre os lamentaveis r*>sul-
tado qye tero lulo, edevia ter no Brail
todoessea engajamentos; mas a materia
nosltvau'a nui longo do nosso assumpto :
contentar-nos-hemos pois rom dtzer, eoa
pimeilo des Brasileos dos Europeos
l'ceptiveis oV: s de,i*arero. svdostr pela
perspectiva desls expedioa, que ella po-
de ser concebida, ao menos *eriamenfe,
pelo Goterno ; por qnanto, qoando mes-
motila fosse dehco'pnvel, causara pro-
vavelmente a perda da A'lmni ti; c.i que
a livesseordi nedo, e iufallivelmi rite des-
giaca dos que fuessera parle da mesma.
expedica.
Pis pensamos tamboi qoe se posss di-
ver que se e-pera ver reslisar-ar sm
obstculos, debaiso dos auspicios do no-
-o Regente, o casamento dos padres, are-
forma do clero, a independencia da Ig-eja
Branleira, devs favoritas petas quaes elle
tero alburnos veres descdo arena da po-
]emi a ideade Feij, padre e idadafi ; mas
como Bf.fieule tentar elle Lsze-(M preva-
lecer ? Fre do Governo ple emitlilas
e sustenta-lus ; mas canegado da tespon-
aahhdade gove nativa, com huma aulori-
dade limitada em su* dorac-5 a qualro s.n-
noseem seu exerrciopeU l cia, em frente de huma Cama-a eltcta
ciosa d fiia uum zia, de huma opp.o-
pc* pulenta, das Provincias apenas li-
gadas ao entro pohlicu, dus da-qnaes
se arha ainda em irisurieica, de huma
pouulac. igne'ante supersticiosa, por o-
ra ajw' tiauqi i'l*tm materia de ivhgiaS,
poffj^i mii suscep'ivel de ser fanatizada,
como o lem proV.d-'revol^sparc!es, em
que o lan*li-in tei leitc f^i grande pa-
pel ; ousaiaelle pr.vjr huro systemr t5
completo de iimovaces religim-a- ? E se
ous.ir laze lo (pois conlia a opiu5 ainda
do autor do ai ligo, re onhteemos antes em
Feii hutu gtnio trn*cendente, firtil em
eoilCepcqVa atrevidas e espontaneas, do
que humj'iito recto, e vislas sj, de qoe
fntrsndo nao he de.-provido) espera a'guero
que elle reali-e sera obstculo hum pro-
iecto ta audaz i3 Seria >o conhecer mu
mal o espirito dos padres, e o poder dos
ptejuiuos. Em verdade a allitude da
Corte de Roma para ooru o Biazil he beru
cap^ds rofe^er hum sc^ma. Roma
ol)stinand)-S en applicar mas formulas
" inflVjciteil a ludo quanto reronhece a su
jur-dicca5, s.m atlencaS as cirrunstanr
ca uiatwiaes, e ao espirita dos povoi
dosgovemo% tem muitas tet's deixando
fugix bellos (lores da su trplice coroa ;
mas'su irilluencia tem arguma eousa de
Ia5 vivar, que, antea de combate-la, he j
neoessario segurar bem resultados vanta- j
josos. Fe j estara em boa pos'icafl' para .
fallar em separaca, lenio a denegac (
das bullas a hum Bispo notoeado pelo Go-
verno ferido profundamente o orgolho
nacional ; maa onda eslo os apostlos
para abracaren! e propagareis a reforu a ?
O clero pouco numeroso, relaxado,
sua vontade, sem influencia o sem que-
rer lela deixando ir a ( rom a correo- .
te dos hbitos apegando-se ao Evange-
Uto e ao nico ponto de moral" qoe pre-
ga a tolerancia e acaridade, nao se des-
pertara nem recuperara eu imperio
antes abafado do que exlisvlo senao di
rigindo-.-e.aoa prejnizo lr.idicipnaes e a
civuca f ni'ai-.adas: hum sTJtie lalUsse
neste sentido e nos conlrecemos moitos
que estao pronplos a ciliar os fua rins ,
e a hucaiem-.se no onipo lera maior
autoridddr, do quOTodon os qoe por con-
vii ci o u pelo ?t ti activo do casamento
legal e das dignidades se pronuncias-
sem pelas iniiova(,5es. Em pie hender a re-
forma seria pois arriscar que entre as
Provincias se accendessem os braiic'es
das discordias relig^as, qoe Iranio ce-
do cu tarde a dissnlucio do vasto im-
perio Brazileiro,, di>so!i.cio que nenhum
outro inleresse dos parece rapaz de pro-
duiir a pesar dos movimeiitos excntri-
cos da diversas Provincias, havendoasa-
bedora da reforma ronslituci' nal ,JjPe'
rada pela legislatora destruido todos os
motivo rezes. q.uaelas podeaaem lar pa-
ra d" ejaiem asna independencia.
Seja nos permiitino entrar roa alpuns
del al1-es a espeito dtsla reforma que ,
.ni uossa opinio, no tem attr.ahido.-uf-
(icientemeuie a atiencio da Europa ? ab-
sorvda, como eU, pelo antegdnismp
dos dous principios que a dividem. A
Nicao Brazileira apenas amancipad do
jui^o colonial, i-i dola com boma
Constituido improvisada por sen primn-
roImperad r, D. Pedro; mas a pes*r
deaia Con.-tiluicio que Ihe'.devra seivir
de salva-gualda eterna, D. Pedro, por
huma seri de faltas capilaes rio-as obi i-
eleitoresdo Imperio, lb ioTestido da
suprema magistratura.
Era lempo : s, anliga. Regencia araba va
por si mesma hum membro ibavia bn-
donado o seu poeto', outro acabi.va de
morrer o nico que restara achava-se
rodeado de hum Miuislfeiio deploravel ;
o Governo eslava amparado de huma in-
minente di.solnc.io da quai os ocouie. i-
menlos do Para e do Ria Grande nao eiio
ni ais do que o preludio : mas deve a'cen-
sura de lanas fallas e miserias pesar so-
bre a Regencia? Ciemos que o autor do
artigo foj mais do que severo para com
ella e qoe alirbuindo-lhe todos os
mos effeilos da fus adminrstraco no
i he levou em conla nem a* dilTn uldades
da sua posiejio nem as condi^es com
que ella tinha sido creada- Com effeilo ,
rni qoanto reinos D. Pedro I, o Peder
F.xeculivo leve toda a preponderancia
que poda desejar ; longo-tempo dictador
de faelo elle hio comecou a contar com
oPoler Legislativo, senio oo momento
em que a dilaptaclo dos recursos do Es-
tado e as ms con-equencias de huma
adininistracao tio oigi.lhosa cemo inep-
ta produzindo todos os s> us fructos,
mostravao, em hum futuro pomo re-
nrolo a Iwinca-rota e a anrchia. D. Pe-
dro abdicando, desembaracou-se do
lardo dota respd||bilidade que caire-
gou toda sobre o Poder Legislativo, ou
antes sobre a Caivaja electiva. Senho-
ra, 6 este cusi da prepondeiauca politi*
ca eii nfturj que ella fpsse ciosa de
conserva-!a e a esco'ha mesmo dos tres
inleiramertte destituido de conbecimentos
positivo ende farcoes acbio em
pre-ic<, onde mil intrigascruzio as dia-
cus,a obre oa. iiUeresaes de dstalhes
onde a vonUde, formul'Oa presas mul-
ta* vze, co contradice com as a$a dou-
t.inas, devuserv,r,Brada por bam.ror*
popolli.o de valas oppostas confiad
..ro aua ex.coci a Ministros mullas vetes
inhaneis e malvolos e ajiplicsilf por ad-
mijiislia desconieutes, insubordinadas quaea as
ligadas ao Brasil por hum syalema de g
vernativo da natmeza daquelle queevwHa
em Portugal anteada revolucio Constitu-
cional : decerto a travs de tapias diHi-
culdadvs he hum milagre que o Governo
do lirazil lenha podido marchar eu
mesmo sustentar-se; mas qoands os prin-
cipios geraes esli bem postos he impos-
sivel que a pesar de todas as diEficulds*;
des, as consequencias geiSes nio sejio
boas ;. e a Cambra electiva antes da sua
grande obra da reforma toba adoptado
ja alguns principios fundamenlaes, de
que noqu z ou pode desviar se e que
paraly-aio o mo effeito das cau-a de.v
Iructivas, Jque amea^avio o edificio ao^
cal. ,
Continuar -eso*
Carta*
;eu
gados abdicar. A A^sembla Legi-l*lva
Segundo o texto da Constituirlo elegei
Ir Regentes sos quaes foi eoiifisno o
fxercicic daautoiidade suprema duran-
te a nienoridado do filho ; mss depressa
se conhereu que esta Regencia tiicepha-,
la centro de httm poder unitario cuja
ai-eao eslava j paralysada pelas, enormes
fistancia's das Provincias ssm r/ommnm-
caces pelo peso e a complicaci das for-
mulas admiriistiativas e pela incapacds-
de dos agentes enrontrava huro novo es-
colhu na multiplicid .de de scus membros,
podia apenas conservar hum fantasma de
represenlaciogovernativa, eque, se de-
prefsa se nao uunha ordem a isto todas
as Prviucias do Jfnperio fatigadas de
hipo jogo qoe nada poda sobre o seu bem
estar eo.-eu desenvolvimento aos quaes
pelo contrario oppunha hum ohstacolo
inbiipr-ravi-l ttmiariio a iniciativa para
remediaren nsoladamente e cada huma
sua maneirs hum estado de couss
lio pernicioso. Besolveu-se pois huma re-
forma do pacto fundamental, na qnal,
dando-se maior energa ao centro vital
do Imperio, se concedesse aos centros se-
cundarios ras Provincias toda a amplilu-
de deaecio exigida por seas inleresse* es-
peciaes. O piocpio unitario j consa-
grado pela Consiitmcio.na pessoa do Mo-
n,rcha, foi applicado Regencia, da
uual huma longa minoridade^fazia huma
especie de vacuo e o principio federati-
vo s Provincias qst -btinhio, dehaixo
de bom modo homogneo *m liarm mi
com a lrma constitutiva de todo o corpo
poltico tanta e maior lilverdade de ac-
cao para a manulencio de seos interes-es
particulares, do que na exagerado dsa
soas vistas ella* podeiiin exigir.
A mesma sabedora que liana presidi-
do concepcio dest reru a pr.aidio a
sua realisar;io. Nenbuma das picraucSes,
neuhuma das formalidades queiidas pe.
Constituigio para as pocas de revisas
(oi. omittida e d.baixo dest- garanlia de
st'beriona e de legalidade Diogo Antonio
l'tij, eleito Rigente wpioo per todos, os
!
Regentes indicou suflcieotemenle o sea
penssmento : ella n se dirigi s capa-
cidades,, mas elegea com rara sagacidade
tres hoipene que nao fossem ero suas mios
iiihb do que instrumentos docais; para
ainda se assegurar disto, restringi de ma-
neira eslraiiha, por huma lei espacial ,
as atirihuicOes soberanas que Ibes confia-
va. Esta precaucio era talves niitil !
non- a a Regencia, deu hum passu fra das
in-pi^;* da Cmara. A escolha de
seus Ministros foi sempre indicada pela
" aioiia, lods* as veies que a mairia
qflf indicar-llie buuia escolha e seus
Mmistr'os tivero sempie caria branca
ara a. gerencia dos negocios. Os erroi
ja adminislraro que, cumpre d* lo ,
forio groeseiroa e numei osos ^ devem li-
car todo* a cargo dos Ministros ou antes
da Camai4 de que erto lirados e que Ihes
diclava a k. A Regencia pois estafla
de rausa. Ella remou, mas nio gsvsr-
nou em toda a plenitude do sentido
,;o' esls mxima pode ter. Ora he de-
bati desU mxima que ella linh sido
elei'a e nunca mandatario algjafrn foi rnai.^
fiel ao seu mandal >.
Em sua conducta privada os Regenle*
furto modestos probo e dignos e lio
concordes quanto a fraqueza humana
p le permittir i nenhum escndalo ne-
nhum f.vor, nenhuma vinganca > essoal
fes necessaria a sua irrespousabiidade:
sempre dentro da logalidade roe^roo no
meio dos motins e d'.baixo dos pu-
nhaes, nenhum aclo sanguinario man-
ehod sua magistratura cuja excessiva
ionganimdade me.ecea censura: final-
minte as ciies mais vielentas nio de-
sespera! io da sal vacio da patria, e hv-
rio at a 6m o peso de huma dignida Je
pouro dgna de ser nvejad. De cer.to
,.,a isto Uldlo s graldio naciuna!, ea
n^co se mostiou disso convenrWa vo-
lando loto publico aquelle d-e* bs* Re*
gentes que pagua o tributo i naturew,
e .ecompeosas aos que Ibes s.b.eviv.ao.
P.recer talvee extraordinario qoe,
depoi* de bsennos rendido tanwiha lio
menagem profunda sabe loria da Cam-i-
ia electiva em sua conducta poltica e
obre tudo nesse grande acto de refirma ,
a mais racin.1 mais vasta e a mai* pe-
cifica que jamis novo algum ei-cutou
sobre o seu pacto fuildamer tl, facemos
pesar sobre a mesma Cmara a censura
das faltas de huma adminislracotio tmi-
da % lio mesquiuha, tao incoherente,
quanto be possivel corueber-se.; Este
contraste parece repugnante, entreunto
elle be real. Para eiphralo hasta lembrar
-nio hum cs:"o poKlir* numeroso he
inhbil para govtroar, qutlqiietqae seja
o numero das capacidades qqe em ai en-
cerr. Fi^are-se huui eorpo poltico qua!
OutraJCarta quo em aplaato a Pessa
que no dia 2 de Julhoem obzequiojaoa A-
caderoicos Bahianos e reprezeota no
'Vatro de Perntn.buco pela Indepen-
dencia da Babia deiigio a seu aolhor o
Sr. Serqueira natural da quella Cidade.
Apesarqae vos me confiaes rneu crO
smgo he digna da vossas pessa e da mi-
rilla admiracio. Seguro do vosso merec*
ment vos nio temis expola a uoivmuI
sensura. Esls nobre confianija Ulvea^m
ssuaoriqem no epnhecimento que leudes
da siiperoridade dos vosos taleulos.
Eu teuho huma orgauizaijo seucivel
sosefl'.ilosda Poezia tlo deva ea isso
iMuiiri! Estas duas arles tem entre M
tanta analoga quanto hums parece de-
pender da Outra. Os Cbefes de Obra do
otlebre Metestazi'o parece recebiio nova
alma da pena do Mustie Jomeli! Ma* sen-
tir ,, nio he saber julgar : He preeizo co-
nbecimentos que so poden adquiir o es-
ludo e a arle ; e a Poezia he lio delica-
da Com ludo es vos digo as observacss
que fiz lendo a vosss Peca: Sera talves
hum praser para todos aqueles que amao
a sua Patria o seu Paiz. AJhomenagetn
que rendemos virtu'ie nio ht so huma
justa recompensa ao. raeiecmento, mss
hum estimulo para emulaco das grandes
almas. Os gregos os Romanos propu-
uho ca Soeos como modelos de virtude,
os Scrates, osCatoelis. Que virtude* njo
excitavio estes exemplos as lagrimas
que lata derramar o fim Iragico destes
giaod'8 bomens eiio bem indeniza as
por lio apreciaseis licoens. Quanto;he
, doce chorar assm As naces modernas
nio fazem mais que imitar es es povos ce-
Ub es, mas etta mitacao tervil nos ha
til, ou perniciosa? lalvcsque i-to nio
eja hum Problema a decedi Mas esta
iiscuaso nio he par este lagsr. A dife-
rente doa lemp >s lugares, custumes,
opinioen, dexao bein entrever o que eu
quero explicar.
lie huma coma nolavel qus a Poezia e
oTheatro, sejio conhecidos entre os po-
vos manos odlos ; descobertas destas
iillrtsslvi..geas feita| ao redor do mundo
provao Sinda o que eu avanzo. Poves
sem communicacio habitando Ibas ,
que humimensa mar divide, sabidos a*
penssdo primeco estado da naturess. Su-
ra taire quo todos os povos no mesmo es-
tado de sociedade i as mesmas circuns-
tancia tenhio a* mesmas ideiss ? He o
queou naosei diier. Ma* mea raro ami-
go discorramca hum pouco : Quaes sio
os hroes das ,uas Tragedia ? Serao os
Cezaies ? Os Alexandrt de que elles ig-
uorio atbe a Patria e a existencia ?.
Quaes os seus nvdetios? O* Cmnehos ,
o* Racine, ? Que licio nos da este exeas-
plol Emquaoto o genio Creador ^dea/es
povos edeuvolve por seo* propnonox-
lorcos dibaxando com aeus toaoos pm-
[ cei as Virtudes 4os seus C-ap*:
IPLAR ENCONTRADO


.DIARIO DE Pfc R N A M B U t C.
^^^

trilas modeltos mais excitantes, qu.uito
menos exlrsnhos copiando tu Jo Jo 01 igi
nal da aatureza.... Nos misera veis Je
nos. Iflo temos huma f peca, hum s
compatriota que nos seja proposto come
modello de virtueV. A ridicula man i* de
huma iroticfoservil f.s estril, e ioFec U' -
do o Geoio que a na tures non prodiga.
Copiamos At os nomes Jos hroes : adop-
tamos huma poezia, huma msica estran-
geira, cuja agoa ignoramos que nio con-
vem tal vesasnossas sensacoens, despieza-
tnosos ohjectoaqoea naturesa nos apresen*
ta, desconhecemps mesmo a nossa historia
natural para adoptar a dos pases estran-
geiros que nunca vimos. Ms meu caro
amigo nio be aqu o lugar de hum deser-
tado : eu quero di ser nisto que \* ois
o primeiro que tomis a empresa de cosa-
por huma Tragedia no eu original, cuja
ntateria he o primeiro acootecimento da
nossa historia. A descoberta do Brasil fas
huma poca to conhcida na hislor.a mo
Jerna, Ifointeressante, nio sdig a Por-
tugal, e a Europa, mas a todas Nacoens
e a todas as partes do Mundo, que vos nao
pbdieis por multas circunstancias, escolber
milhor o vosso as-umpto.
O feliz acaso que trouxea estas Regioens
o primeiro descubridor, seria sem conse-
quencia, se Catlierina Alteres nioauxilias-
ae ss*Mempreza. As Semycarnes que o
muirlo admira nio merecerlo tanto. E -
la herona mostrando ao mundo huma sur-
uca inexaurivel de iiqueza abri na sua Pa-
tria a porta ao Evangelho. Que feliz re-
compensa Este be o Tronco Genealgico
da (Ilustre Casa da Torre, a cojo Cheleo-
fereceisa vossa Obra. Tudo aqui he gran-
de*! Por justificar mais a vosss escolha
permet-me esta observacio. No Bra-il
nio h casa cu jo tronco seja mais fecund'J
Cuja.origem seja mais nobre, neiu solid.
matjtje tao rica : dons que de ordinario se
abusa. Com tudo a humanidade destes
Sur, se fas sentir todos os das sobre mil
individuos que ella faz felices, sem faser
outros desgranados. Esta ronfieio he po-
blica, e tanto mais notareL quanto se ob-
serva. Que a populaca besempre anima-
da contra a grandes ; cu jo fausto e luxo
parece insultar sua miseria. Injustamen-
te s vises crem seus oprecores aqoellel
quelhe derramio oa beneficios. Assim
esta unanimidade de votos be o maior elo-
gio que se pode faser a estes Snrs.: e esta
observacio da aninha pena com tanta in-
diferente I
Eu estimarei meo caro amigo, que a vos-
sa Obi a ten ha o acolbimeolo, que ella
merece, queo vosso exemplo estimule a-
aquelles que se sentem com forcas para se-
guii vos. Quanto a mim o meu dever be
admirar-ros.
Vosso eficaz amigo.
Carlos Antonio de S rquela.
THEATR do REC1FE.
Quarta feira a9 de Junho da de galla
ao Augusto Nome de S. S. I. C. o Sr.
D. Pedro 2." Imperador do Brazil, Deli-
cia dos Brazileiros.
Peprezentar-se-ha hum insigne e sum-
ptuoio Drama Alegrico apropriado ao
assumpto do Dia oqual findara com a
aprtelo da Augusta Effige peraote a qual
se cantar o Hymno Patritico do Brazil.
No fim Jo Drama a Oeitnre Fradia vo-
l. Seguir-e-h a represen tacao d mui-
to excellen'e Peca Pedro i. Imperador
e Autocrator de todas as Rsjciai osjb Es-
crava de Marierobourg. Esta^raoi (al
Pee ser decorada era todo o seu Esplen-
dor de tropas, Muzica Melitar, e mais
qumitos que pede seu auth <>a Antonio Xa-
vier. Os intervalos serio prchenchidos de
exce lentes Arias : rematando todo o ex-
pectaculo com o beli m > Pantomimo
- Os Moleiros. OEnipiezario tindo de
festejar este dia de jubilo geral para o Bra-
zil assim como o 2 de Julho para a Pro-
vincia da Babia e mu prucjpalmenie
paraos Benemritos Bahianos aqu rezi-.
denles ; o dia 4 P*1 os nossos irmios os
bravos Americanos do Noi te, e finalmen-
te od:3 9p2r" o* !!cto* dt-f#nfjO',es da
irte Portogueza se esmera o possivel
>a que e-tes expectaculos se tornem di-
nas, do briihanla assumpto a que siodiii-
fydoa asa particular a cads luwna deltas
Natos que partilhio os nossos Censtitu-
cionaes senlimento. L Convida por e>ta a
todas as sonoridades e principalmente
aos Sisnei Oliudences.
Principiar as horas do costume.
aaaai
AV1ZOS PARTICULARES.
^ O Snr. Bernardo Jos Martins queira
dirigir-se a rus do Vgario n. 32,1. andar
casa de Manoel Duarte PoJrigues, para se
llie entregar omcaxnte que do Marauhio
paia elle condu-iu o Hiate Nympha, av^ta
do competente coohecimente que de?e ter
em seu poder.
V9* Quemannuncioo no Diario de Sab-
bado querer ensignar em casas particula-
res gramtica latina, dirija-se a ra do Co-
legio D. 5, i.# andar por .sima da Botica.
9 Aluga se orna casa terrea ou sobra-
do em um dos tras Bairros, annuncie.
jflP> O Snr. Antonio Marlius Pimen-
tel, queira aparecer no sobrado n. 44 da
ra da Cadea do Recife, pasa tratar de
negocios de seu interease, por recomenda-
co do Rio de Janeiro.
ty Precisa-se de 200$ reis a premio,
poi lempo de um anno, dando se fu mi,
ou hipoteca em um predjane&ta Praga : an-
nuncie.
JH?" Troca-se por urna criolinha, ou
muUtinba que tenba 8 ou io snnos de i-
dde, capaz de ser edueada eni costuras u-
ma negra de Angola com 22 a a4 annos, sa-
be comprar, cosinhar o diario de urna ca-
za, e vender na ra: a quem convier es-
ta troca annuncie.
*#V Jos Cava Icen te de Carvalho che-
gado a pouco de Cimbies qoer fallar ao
Snr. Alferes Joio Francisco que ouu'ora
estere na fasenda do Taca perteneento a
Jlo Cvalerite de Albiiquerquerque : as
5 Pon tas casa de Jos Rodrigues, gapatei-
ro.
^ Precisa-se de 100$ reis a juros de
dois por cenfo com hipoteca em urna es-
crava: annuncie.
jf^ Alugio-se pretos serventes Jra
trabalhar na Ca punga, o d-se 4O0*reis
diarios dando almoco, e jantar; e 5ao a
coca ; a fallar com jW Cario* Te-xeira Oo
altano da Boa.vista D. 5, ou na misma Ca-
punga com Antonio Luis Vi ira.
ir^r Qaem aoounriou querer urna por-
cao de peile de peixe-boi, dirija se a esta
Typografia qOe se dir quem vende.
Vfr* Preci.-a-ss fallar com o Snr. An-
tonio Soares Je Mello, de profissio Latu-
eiro fundidor natural da Fregtiesia d.
FRETA-SE
Para Montevideo o Brgue Inocente a* a-
hiroom brevidsde, demoito boa marcha,
forrado de cobre ; tem metade de sus cai-
ga Iprompla : q .em nelle quiser canegar
dirija se ao Capitio abordo, fundiado de-
fronte do Trapixe da Companbia, e na
Pracas as horas Jocostume, ou na roa J >
Viga r ion. 12.
ARRF.MATA$AO.
No dia 7 de Jolho pelo Juiz do Girel da
a.* vara na na Nova as quairo horas da
tarde, vai em praca por arrendamento an-
nu jI uma casa Ja sobrado sita na roa Di-
reita destaCidade D. 53 (na qual mora o
consenhor Luiz Jos de Ssmpaio,)(a re-
quermento do consenhor Caetano Pinto
de Veras) com dois andares, solio e mi-
r-nte, tendofente paca a ra Direita, e
Agoas verdes, quemapertender compre-
la as horas assima marcadas, no acto da
mesma ai rematacio.
COMPRAS.
A obra de Economa poltica de J. R.
M'culloch, ern Inglez i quem a ti ver, an-
da mesmo usada : annuncie.
O Guarda-livros moderno, em
V ose : quem tver annuncie.
PERDAS.
Perdeo-se na noite do da 23 desde
doCollegioate oMangoinbo, um o.P?
argolas cornicopia de diamante, com ...
competentecaixa; quemas tveraxado
quiser restituir drija-se a mesma ru.'n
ii primeiro andar, quesai recompensa'
ACIIADOS.
Quem perdeo uma caixa de tabaco da
prata com urna 6rma, dirija-se
Cabogi loja D. iS.
a ra da
ARRENDAMENTO.
tlT Aireoda-se por tree ou mais anno,
um sitio perto da rovoacio de Beberibe
em nma grande varzea, fresco, ou ,|-e '
dicoebom pasto caps, de sustentar an-
nualmenteSOcabecasde gado, par, cjo
fim so precisa de elgum tracto e urna D
quena cerca : os pe. tendentes di.jio-i a
ra da Sensall. nova N. a5, 2 obrado de
manha ate as Churas, e das da. at a, 4
da tarde.
LEILAO.
Me. Calmont 8c Comp. fasem leilfo bo-
je Tei (a feira 28 do cor rente pelas io ho-
rs da manbi de fasendas limpas e a vai ia-
das: na ra da Cruv. n. i i.
VENDAS.
Sanl% Msjjp de Maurellas, no Reino de
Portogalj^i filho de Custodio Teixeira
Mendes, o qual ja estere no Ro de Janeiro
aoude chegou em i21 e como cous a
ter-*e mudado para esta provincia, e nio
se taiba do logar de sua morada, faz-se o
presente annuncio para que se dirija a ra
do QiK'mado D. 16, ou annuncie para ser
procurado.
%^* Quem tver e quiser alngar uma
canoa aberla, que pegue em 500 a 600 ii-
jollos dealvenaria ; annuncie a sua mora-
da para sa tractar do negocio.
- Va?- A pe-sxoa que annunciou no Dia-
rio n. 134 dr Quinta feira a3 do correte,
querer fallar Christovio de Hollanda Ca-
valcante, ou ao seu bastante Procurad r
n'est* rraca, pode dirigirse ao abaixo as-
Mgnarlofta ra da Conceicio da Boa-vista
das 5 horas da tarde em diant'', islo ro
paso de ser o w fic'io iel 1 io do Engenbo iiarrecas, por isso que be
o seu bdstsnte procurador
Antonio de Hollanda Cavalcante c'e AI-
buquerqoe.
NAVIOS A CARGA.
Para o Acarai com escalla pelo Cear
S.gueviagem a Sumaca S. Jos Vence-
dor: quemnella qoiser carregar ou ir de
passagem dirija-se abordo da mesma, fun-
diada deironte da Lingoeta, ou na ra do
Padre Floiiano n. i7.
Uma escrava mossa, sem "vicio, nem
molestia: na ra ftova .* andar do so-
brado junto a botica do pinto.
^fW Uma venda com poneos fundos, e
c'mmodo para pequea fnmilia, na 10a
do Cotovello D. 25 e nos quatro cantos ven-
da que fas eaqnina para S. Gonclo, e
Gloria, d-se boa moeda de cobre porfe-
dula.
flkr Um carro de quatro rodas para-J
cavalloa, e.quasn todo feto de novo, e benf
construido: a fallar com Jos Carlos Tei-
xen no atierro da Roa-vista D. 5.
K^^ Duas ts-ravas uma com muito
bom leite para criar, eoutra de meia ida-
de pro pa para o seivco de casa : na roa
do muro da penha D. i7.
jy 6 dnsias e meia de garrafas vasas,
um garrafio em bom uso, tudo por pre-
cocommodo: strss da Matriz de Santo
Antonio D. 3.
WP* Um moleque crilo de 10 a ia an
nos, sado, e de bonita figura : na praca da
Boa vi,la Bola D. 16.
W* Um ravallo muito 'novo, anda
bem at meio: na ra das Trnxeiras D.
i3.
/3kr* Uma npgra crila de 40 e tantos
annoi, kca engomadeira, lava^ ecsinha;
na ra da cadeia loj de fasenaas n. 36.
ly* Urna cabra: na mesma loja arim".
iq^ Na casa da esquina do Cu (iba Gu;-
maraens emdireccio ao palacete oode fina-
lisa o beco do Peixoto vende-se a retalho
edectivamenle tijolloj de Jadrilho, tara,
ment, t> Ibas, cal, A.
Wa?" Um tiolio em bom uso, de boas
voses, eromsuacaixa, por prego com mo-
do : n.t. Typografia.
^9~_ Uaa esc ava de meia dade sadia
ssm vicios, lava de sabio, e sabe vender
cosinhar o diario de uma ca-a : na mesma
Ty>oi!rfia e dir quem vende.
JJp Uma sera vi de naci conga, da-
de pouco mais ou menos 30 annos, a qual
coMiiha o diario d ams c sa', engoma su,
Uva de sabio, e boa vendedeira: na ra
por detras dos Martirios D. 29.
ESCRAVOS FGIDOS.
Fugio do abaixo assignado no da S.bba-
dy 35 de Junho um seoescravo de nome
Framneo naci {C.9ange, representa ter
de ,dade 30 e tontos snnos, com os signaes
wguiates: estatu,* regular, bostan.e se-
codocorpo, cara follar, e um tanto opado
do rosto, e com alguroaa marcas de bexia
pelo rosJo, pequea com muito pouca ba?-
b, vista um tanto espantada, peZ, e mi,'
pe,,unaa,nanxxoto, e:em de mais urna
brexa oacabtca de p0ueo de uma queda
que levou; fug.o ve.hdo com <*L de
brisa ja velha, erla, e camisa de alodio-
uho, ex.peodepalha: osap^hendedo-
reslevem a ra Direita a. andar dp so-
brado D. ia por >0Jd de uma p.d.r.a que
serabe.u recompensado do seu trabalho.
Jcje F mandes d Ci ur.
Taboat das mare chatas no Porto do
Pernambuco.
?} 4 Segunda
5 .5-T:
16-:
7-Q:
i8~S:
5 19S:
20 D:
o
33
- 5h .4a m
- 6 -30 .
- 7-* -18
- 8- - 6
- 8. -54
- 9- -4a a
- 10- 03
Tarda

NOTICIAS MARITIir\S.
Navio entrado no -da 4.
RIO dd JANEIRO;.,3 das; B.S.rdo
H.pocnte, Cap. Leonardo Cania*: las-
tro. Ton. 243. Paaisgero 1. W
Da a5.
DITO DITO; 14 das ; B. Escuna astil,
des, Cap. Joio Ignacio Ferreira : varios
gmeros. Ton. i36. Passageiro 1.
SANTOS; aSdias; B. Cacique, Cap.
Anlonio Carueiro Lisboa : varios gneros;
Elias Baptista da Silva. Ton. 197 Pas-
s igeiros 5.
Sabidos riQ dia 24.
LIVERPOOL, fkloAIUCATI; Pat
log. Betsiy, C"p. Andens: lastro.
ILHAdk FERNANDO; S. Laurent-
n, Com. o a. Teen te Aguiar : condut
farnha da Naci.
FUf. DA TIF., I>E M. F. DE PaRU. lHJb.
w
MELHOR EXEMPLAR ENC0I


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