Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01828


This item is only available as the following downloads:


Full Text
ANNO DK 1836. SEGUNDA FFJRA
27 F JUNHON. 136.
Prrnamroco. *' Tvr. un M. F. de Paia. 1836-
das da semana.
" m. e de t. ses. da Ttesourata Publica e
Chae, de t. ...". i i i
?8 Terca S. Leo 2. P- j y Bel- de m. aud. do J.
,le de t. L. ch a"- 54 m. da m.
29 Qii.rta iff S- Pedio e S. Paulo Ap.
30 Quinta S. Marcal B. Re. dem. aud. do J. do
C. de m. e Chae de t-
1 Sexta 9. 1. de Julho S. Theodoroses. da Tli. f. and.
'.1o J. de O-de U ,
Sbado ViwiacaS de'N. S. Rel.de m. c aud.
do V. G. de t. em (Miada,
3 Domingo S. Jacinto'
Ttdo aeora depende e nos meamos da nossa pru
denota, mo.U.racao. e eiierpia continuemos "mi.
principiamos, e ireniAi (...nado* en ni admira-
cao entre as Naques mais cultas.
Proc/amof da Jjttnlta Oeral m Bmtit
Sahtcreve-M a lOOOr. mefttaei i'agos adiantadns
tiesta Typograna. ra das Cruzes D. 3, e na Pra-
C.a da Independencia N. 31 e 3a : onde se receben.
correspond acias lefralisaasa,e innancioii insera-
do -e este erati sendo dos proprios assip;nanles,
r. viudo ai|rado.
PARTE OFFICIAL.
RIO DE JANEIRO.
DECRETOS.
Designando expres>ampntea Constitu-
cio do Imperio, no pangrapho primtiro
doartio cento edous, o lia tres de Ju-
nho Hoanno teictiro de cada huma das
Legislatura, para convocarlo da nova
Assemblea Geral ordinaria: O Regente,
em nome do Imperador o Senhor D. Pe-
dro II, ha por hem convocar a mesma
Assemb'ea, procudefido-se s>rji,esia rjm.s
leic6sdos Deputados daeW,rentes Pro-
vincas Do forma das iosiruct?* que as
regulio. Joie Ignacio Borges, Mim tro
e S- Imperio, o Uriha assim enlendd) e faga
executar com os despachos necessai os.
Palacio do Rio de Janeiro, ero tres de
Juuhu de mil oilo rentos e tiiflta e seis,
dcimo quinto da JndVpi n encia e do Ijn
perio.--Uiogo Antonio Feij. Jore Igna
no Uorges.
O Regente erri nome do Imperador
oS-Jilior D.' Pedro II, ha po- bt-m acei-
tar ademisso qe dea o M.recital de
Campo Joze Ignacio Bor'gfS, do cargo de
Ministra e Secretario deEtado dos Ne-
gocio do Imperio. Paco, sele de Jambo
de i83ii, dcimo quinto tia ln$ep< uden-
cia e do Imperio.* Diogo Antonio Fei-
j.Manuel do Nascimenlo Cstio e Silva.
OSr. Antonio Paulino Limpo de A-
breu, dtixou a Pasta da Juiica, e paasou
tomar Cunta da dos Negocios B-traogeiros,
fi-i substituido naqu. lia pelo Sor. Gusta-
vo Adolfo de Aguilar Paoloj., que acaba
deser reintegrado no seu Jugar de Detem-
bar^ador da Relaco dePorn*mbuco.
(Jornal do Cororoercio )
rtEtnsrs
S. PEDRO no SU1.
Ulm. eExm. Sor.--Tenho multaiafts<
faci deannunciar a V. Exc. que hon-
tem e boje consegu duas victorias com-
pletas sobrs o inimigo.
Estando acampado em Pi.atinirn, no
P8M do Acampamento, e sendo infor-
mado da forca 'anaichica que oceupavaa
cidade de Pelotas, constando de tonca
cavallaria, fe de 7O a 80 ncadores, ha pou-
co chafados d Rio de Janeiro, marchei
frente de 600 bravos, em a noite de 6 do
coi rente, cora dirercio esta cidade; ao
amaniecer do dia scgumtnte smrprehf adt-
a, obligando o inimigo a refugi.ir-se no
sobrado do ciJa lio Ribas, e a por-e
na defensiva, at que s 3 horas e meia da
tarde foi BoiistraMdo a depor as arm3s,
como vei da capitlaclo i respesta jun-
ta. Toda afora fnou prisioteira, en-
trando neslo numero o Mejor Comman-
dante Man. I Marques deS-uia, Capi-
llo Lopes, TenenteMota, e Al fe res Vctor,
MoVaeS, e Ltti* Manoel ; a> escurecer ie-
tirei me a Sama B.ri>cra, ^..bie os po-
1 reros, de M noel Alves. Hoie, pelas 6
oras da maihf. appareceu na cidsfde o
Coronel Albano de Oliveira B', fon-
te de sua div'sio, e depois de hum vo
fugo dentro della, foi empellido por
raigas a relirar-se at a rost de S. Gun
calo, onde len't'ti repassar, apad'o pelo
f(go das canhoneiras, o que MU p6de eon
eguir pelos repetidos ataques que s ffreu.
En p s O assegurai a V. Exc. qneindi-
visiq do Coronel lbum ( ex~epcio'e
16 homens, rrai, oh menos) o que nao 6-
cou prioneiru foi morto, e huma na-
rneos parte delles afogaoos no rio, ou
de selancaraS oaesquadiSes inimigos, a-
terrorisidos rio vivo fugo e'des corlanlfs
espadas dos Iivies, qoe uio cessvao de
arrojar a oaorte p r enti e *- pavidas hlei-
r.s dos anerchisUs. Eo oavuliado nun e-
10 d prisioneiros, cdtio-se o refeMo
Qoi'uo'el A'bjn.i, v o Tenante J 5> Ma-
chado daSilveia ,Muitia munic'5cs de
guevf'i, e grande numero de armam ni s
ii.-.uo em nosso poder, arnado em depo
silo, slem de lodo qne exilia etn jioler
dos morto- e prisioneiros No triuinpbo
de hont-m nem huma i gola dt sangiie
f i derramada, tanto tJa noi^a romo da
paite lo inin igo; e no le hj^. nica-
mente 5 dos noss >s perderlo a vid^, e i0
licaia feridos. Por e*te'i lad^ nao existe
pre.enteiiiente nenljnina forca inimiga ;
asquehavio lem sido batidas c.m d -
cidida v..niag'Mti, apiis)iidas e de-it.o-
gadas. Amaohi pretendo mandar passar
200 homens aunando do Lapitio Cie-
cemio a S. Go::c^lo, para ir por em a-
pertado Mt'p a Cilrd- d> Rio Grande.
Remello a V. Ese. 1a documentos in-
cluso-, que torio interceptados bou te m do
inimigo. Rogo a V. Exc. que se siria co-
municar todo* eates succes-os ao Coronel
Ouofre Pires da Silveira Canto, inimedi-
atameate jue este reetber, assim co.no
d-los ao prelo..
Dos Guarde a V. Exc. Quartel do
commando das ai mas vista da c ale de
Pelotas, 8 de Ab-il de 836.-Ulm. e
Gxdj. bnr. Dr. Mmiano Pereiira R bei-
CAMR10S.
Junho 25.
J-iOudres 37 ) ?t. poi l c por cento de premio.
Lisboa por ojo premio, por metal, Noca.
Franca460 --55 lis. por frinco
ltiode Jan. 6 p. o de prcm.
Moeriai ^ie 6400 3..'-') t.%.400
4000 :..OWa72p
Peso 1-4*0
Premio da prata 50 p. c
dns lettras, por mea t 2poro|
Cobre 25 por cento de descont
partida nos COUIIRIOS.
OlindaTodos os diasaomeio da.
Goiana, Alliandra. Puraiba, Via do Conde, Ma-
nanruape, fiar. Real de S. JoSo. Brejo dArea.
Rainba, I'ombal, Nova da Sonaa. Cidade do V****,
Villas de Goianninha, e Nova da Prineeza, Cidade
da Fortaleza, Villas do Aquirs. Monte mor novo,
Aracitv, Cascavel. Cauind, Granja, Imperatnz.
S. Bernardo, S. Joao do Principe, Sobrar. Notad
Elltev. Ico, S. Matheo, llcaeho do saneue. h
Antonio doJardim, Quexeramobim. e Parnahibe
- Secundas 8 Sextas feira ao meio Paraiba. Santo Anuo-Todas ai quintil ;irasa<>
meio da. Garanbuns, e onito-nos das 10 e 24
de adames so mio ta Flores-no da is de
cada mes ao meio dia. Cali. Serinbacm Hjo For-
mozo, e Porto Calvo- nos das 1, M.e2l de cade
mes.
ro, Vce-Presdente da ProvinciaJ-o
Manoel de Lima e Silva, Gommaiidante
interino das armas.
Capitulaco.
A forga que tenlio a honra de comman-
dar, quereudo evitar a effuo de sanguc
de seus compatriotas, que nece-sariamen-
te correi se nio Iheadmittirem huma ca-
pitulaco honroa, declara que depor a^
armas seo Conimandante das forcas que
nos sitia, garantir asvidis e todas as mais
ronsilera'i-s, com que entie pvos civi-
li-ados secstumo tratar os presione.ros j
p ot'.'sta'ido, no caso Je se Ihe negarem
ts'a> COildcOes, nao a< abandonar se nio
quando lenlio exh dado o ultimo suspiro,
pois que preiio man a b >nra que a vida
8et e|i,,Manuel Marque de ou?a, Ma
jor Commandanle Militar da cidade de
Pelotas.
Rrsposla.
O Qpinmaridinte da forca sitante da ci-
dadi* de Pe "i as, desciendo evitar a i-io dV sangoe brazileiro, q e oipreteii-
velin'cntd haveria, se a foroa sitiada nao
depu/.esse os armas 5 declara oue sos mi-
lit si ,,..) n r. nti las as vidas e todas as mais
Conside a^-s, rom que entre povos civi
lita-Jos h'; costme Iralasve ospiiione-
ros, > ato em toda a ana plenitu le desda
o m mei.to em que ellsdepazerem asar-
m.s. Cdade tf Pe .'a-, 7 e A' ni de#
|836.- Jola Manoel da I/mt e Silva, C-
maud.nte interino das Armas.
Iroclamacoes.
Ilabitaates du Colonia Je S. .eopild; !
6 immigoj internos detta Provincia, os
que nella ajjpendeii o lacho di guerra
civil, e 'atn arruinado o sea comercio
ea vo.-.a industria, fossedoiem para pe*
pr era armas em.fceo iavor, qu rendo fa-
zer-v s lobem instrumento de seus ex*
ecrandos ciim-s e de v,.ss propria rui-
na. Fechai os (.vidos a seus engaos
e.sidiicce-j dsconltecei as ii.tnuas ai-
loilds pie, contra a ki e s por meio
da forea e terror, dom;nio boje a capi'al
da Provioci* S ese jamis lanoardes mo
djasarm.as, seja para .sustentar o Goveino
lepitimo, eo trono d > innocente* neto 'o
venerando Francisco 1. De-i'aite vos tor-
nareis citdores da connanca do Governo
que vos protege e das bencioS de VOSsa Pa
tria adoptiva. Viva a Naci Bratileia!
Viv.i a Con.stiuiiiio reformada Viva o
Snr. 1). Pedro Ii V.va a Independencia
da Impetio' Via5 o pacificoi e inius-
tiiooi Colonos! Rio Grande, 25 de Mar-
co de i836.Joze de Araujo fiibeiro.

Habitantes da Colonia de S. Leopoldo,
n.eus pairicioa! O verdugo de seos com-
palriotast oexecravel tirando que pro-
olaflBOU guana sanguinolena aos seus ir-
mos, o p.otector e amigo dos prfidos
que vos armar.5 para a vossa propria
tiestiuicao, occullame.nte \o> convida
rebellio contra autoridades que sempre
respeitara os vossos direitos, eainda ho-
ie promovem o vosso hem esta*- .' Com-
patiiota-! Paestai ou'idos aos brados do
lioman que, ron tarriticio de sua vida
e deseu. mterestes, vo-piegon a doutri-
na da verdade e cooperario para que a
pOputacio allem hospedada ne.-fa bella
Provincia escipisse do co que hum par-
t o d- geniado eahorie ido vo>arm lemhra-vos da Itirtaovssernas do ai do
Janeiro, da eslagnaci do convnercio cau-
sada pelo Cxp-ichoab minavel do hornera
<|ue, pela mu ii.llA da capital para a Ci-
dade d" Rio Gran Je, pret-ude acabar de
huma vez com a vosa prosperida.de,
lercbai vos finalmente dos embusten, das
calumnias e dos 11 entilas espalhadaa pelos
sertarioa do Presidente da faccio anti-na-
cional para arrestar vos a huma ruina
inevitiv-.-1.1.Colonos d-- S. Leopoldo! Fe-
chai os ouvidos sardiloras m-inua;es do
hornero que vod rigi a proclamacio a-
cima transcripta, repeila asautoridadea
da Capital que s credoras da vosa *s-
tiun, da tos-a gi ai o; e se jamis lan-
card s mi das armas s>j> para susten-
tar o partido uacoiiai, i|ue nunca com-
prom- tteu vosm existencia, qae sempre
*os tratrou rom magoimidar, rque
nunca vos aviltcti, compiando os ossosl
bracos para defender huma cauta prole-
i>ida p la liberdade, pela jostica e pela
b n.os dos homens livres do universo in-
teiro,Mens c ros pa trivios.! He a ulti-
ma vez qoe vos fallo ; de air.auli em di-
aule uno a uunha sorte irrevogavemv Ota
dostjiie ce/Mi denodo delendein os seus
mais sagrados tlireit.s, e adoptando a pa-
tiia r|ue in acoiheu. e os princi; ios do
partido que traball'.a pela feliridde da
PiOVocia, me resta convidar-vos a se-
guir o mea exemplo, e uuir-vos sos 1-
vre*. Colonos de S. Leopoldo! Esetitai
pela ultima ver a minlu dbil voi : a vos-
sa pruaperidade e asistencia tst6 srguras,
se identificis os vossos interessescom o do
partido nacional. Viio os homciis que
uonca enganaio a>sC> loaos de S Leo-
poldo Viva o pu-lido liberal! Viva a
hbeidade e o* homens litres do univeiso
mi- ro. Poi lo alegre i4 de Abril de 1836.
..ll-;i mauuo ji; baicb.


maemm
DIARIO DE PERNAJHBUCO.
Porlo Alegre, i5 de Abiil.
No da l, s 8 horas da noite, fo o
Exm. Sr. Vice-Presidente informado de
que huma quadrilha de faccioso, rom-
mandados por Juca Orives, pretenda ata-
car a cidade, a fim de ser recoiiherHo co -
mo Presidente o Sr. Jos de Araujo R-
beiro; e sorprehendendo, em Santo An-
tonio da Palmilla, ao Juiz de Paz o patri-
ota DelfinoHenriques de Carvalho e va-
rios outros, havia assas-inado buibara e
atroeraenteo valente Capita Pdro Pau-
lo Monteiro. Com esta noticia tocou-se a
rebate, e foi tal ;i a (fluencia dos livres, que
immedialamente forao guarnecidos todo*
os pontos porondese desconliou pudessem
os facciosos penetrar. A pesar destas e ou-
tras providencia., os facciosos, estando
certos de acharen) apoio dentro da cidade,
so alrevcra, no da 12, s 10 horas da
raanh, a acommetter-oos ; mas achra-
se ios, e tivera de ver qua difiere o va-
lor do homem livre, do hornera que de-
fende a honra e a liberdade, ao do vil mer-
cenario que, sem lei e .-ora fin poltico, se
ven ie para derramar o sangue de seus pa-
tricios "Ao momento em que os facciosos
avancra, contando cuo a preza, fura5
Tecebidos corn mtmlhi e hala il fu tila ra,
deixando as ras da Olera chotas de mor-
ios, e toda salpicada le sangue, e em me-
nos de hura quarto de hora, aquelles mes-
mos que .ameacava levar ludo a la90
e rebenque, a ajoeados implora van o
.perdi : e affumavaS teiem sido i Iludi-
dos !
( 19 de Abril.
J chegra a esta cidade os offioiaes do
BatalbiS de Cacadures n. 1, viudos do
Rio de Jantiro, os quaes ha via cahido pri-
sioneiros nos das 7 e 8 de Abril, era Pe-
lotas : alguns dellessd bern conhecilos,
e U>m amigos entre aquelles me-m^s que
era pintados como salteadoies, etc. etc.
Muito nos alegramos de que esies Sis. of-
firiaes tenlia experimentado o contrario
doque lite vaticina\a5 os coaaprom ttiJos
na revoluca ; porque, m medindo tiles as
suas accSes pelas de seus adversarios, di-
zia, que tudo quanto rabia prisionero
era estrangulado. OsRio-Grandenses in-
da naS perdia os humanos senliraen-
tos : sabem differencar o culpado do inno-
renle, e nem almeja derraaar o sangue
de seus pi oprios irinas.
Acabas de megar pai ticpaces of-
fniaesdo Exm. Sr. Coronel Beato Gon-
calves, deque (ora completamente desiro-
cada a forga do-, facciosos que se aihiv.
em frente deS. Leopoldo !
26 de Ab. i.
Acaba dechegar parlicipaces offioiaes
da briosa columna do Noite, comm-sri lu-
da pelo valente Coroiu-I Ouofre Pire-, .de
que f a destrocada a forra dos Facciosos ao
mando do fftcinoroso Jui a (Jurives, e que
ficia prisioneiros 250 h-noeii", alera da
cavalhada, das duas, pecas de Artilheria,
mun ces, etc. etc.; e morios 30 e t.-nh 3
entrando oeste numero o CapiuS Fran-
cisco Pinto Baudeira, Joaquim Barccllos,
Juiz de Pat da Costa de Miraguaia, Jos
Joaijuira Fcneira, Gs-
lomo Salaar, e Jos Caelano, Escriva
do Juizo de Paz de Miraguaia, e da parte
da nossa columna moi ici a 4. e feiaos
4: Nnibem !oi. 5 retomados da ma d i-
aes malvados o Teoente Coron 1 P<-dro
Pinto, o Juir de Paz Jo teiro, Fehsberto Henriques de Cavalho,
e seu irma Colodoveo, e oatrol mu los.
(Mensageiro.)
supplicar a V. Er. baja de cooperar para
que o commercio, a paz e a harmona re-
,ne entre estas duaa Provincias, que cad
vez roais se estreitem os lacos da amizade,
se he po-svrl. Eisas instruccSes que te-
n'io do Ilim. o Es. Sr. Vice-Presidente
l)r. Marciano Pereira Ribeiro.
Ostriumphos huns apnz d'"iitro9, que
tem ga-nho as armas liberaos desde o glo-
rioso dia' 7 do correte, cono V. Ex. ve-
i do balletm junto, annunria que bre-
vemente licar a Provincia apaciguada.
Tenho a satisfacaS de offerecer a V. Er.
os meus respeito*.
Dos guarde a V. Fx. Ponto das Tor-
res, 28 de Abril de i836. Illoo. e Exm.
Sr. Presidente da Provincia de Santa
Catliarim. Jos AI ves de Moraes.
* (Do Jornal do Commercio.]*
TROCL-MHACO*.
TORRES.
Ilhn. e Exm. Sr. He de meu de-
ver fazer 8-ieote V. Ex., que sendo a-
n toado, e tomado e.-te ponto por huma
porei5 de homens que, para mi pos-a rem
ao Dr. A'aujo, s es'palhava a anarchia
e o terror, roubnudoe destrocando os lu-
gares por onde pasav*, boje se acha res-
taurad j pela* arniai l.beiaes ; e essa fa-
ci succambda com o peso das c p idas
dos Rio-Giaadensealivres. fiesta-me pota
Biinsos cimaradas d.i divis.i de meu
immediato mando A moral be a base da
felicidade publica e privada, e nos, qae
temos por norte estes abiertos sagrados,"
nos curopre o dever de suslenM-la.
As e-padas dos livres nao smente devero
ser terriveis aos vis satelltes da retrogia-
dacaS, mas tarribeni devem cahir inexora-
veissobre os malvados e perpetradores de
dimes. Desgraciadamente, horneas des-
natoralisados e perversos accropanhvao a
vossa honrada columna ; e tem procara*
do laucar sobre ella o raais infame balda.
Vos havieis presenciado seus crimes, ea
justica tem feito ouvir sua voz por vossa
mesma boca, pedindo hum castigo exem-
plar: sim, cima rada., esse aast'go qoe
haveii. presenciado, era exigido pela vos-
sa honra, pelas bis ofTendidas e pela gra-
vidade dos crimes. Era forcoso separar
de nos esses membros corrompidos da So-
riedade, e esses perversos aco-lumados ao
delicio, ejajusMca esl satisfeita. Sir-
va seu depluravel fim d- rxemploaos per-
versos, sirva de desmentido aos calumni-
adores das arma-, beraes, e sirva final-
mente pira patentear aos nossos concida-
das Iludidos, qoe a mais severa v'ntude
reina na columna dos livres : e vos, vir-
tuosos patricios, que, mal faiorecidos de
bens da fortuna, em servico da patria sof-
freis toda ciaste de privaces com huma
resignacao diaria de admiraca, recebei os
encomios devidos a vossa honrosa pobre-
za, ella nao fiear sem premio, en vo-lo >G-
anco ora notneda no>sa cara patria*: conli-
nuai a mostrar-vos seus dignos filhos, eos
orgolhosos aristcratas que abumlaS as
fileiras de nossos communsininiigosconbe-
cerS que a virtude, fugin lo dos sump-
tuosos palacios, se refugia n*s humiHes
cabanas, enoseioda parte mais laborio-
sa dasociedad| assim calar a mordaci-
dadedos infames retrogrado. Constan-
cia, valor e moralidade, e salva ser a pa-
tria. Cobei t'isent'. de heneaos volvereis
a vossas familias, e saliereis inspirar !hes o
amor da viitudee oaborrer-iment ao cri-
roe. Viva a li'-e dade .' Viva a lonslttui-
caS reformada Viva o nossn Joven Mo-
uarcha ('onstiluciona! o Sr. D. Pedro II !
Evivars honrados Rio Grandenscs, fil-
mes -ustenUdoies do glorj so dia vintede
Setemhro Campo em marcha, no Passo
RariTto, 24 de Morco de 1836 Bento
Goncalvesda Silva.
Compatriota*! Q ando huma fac-
co leanla-e com as armas na mi con-
tra os interesses tiais vilaes de hum Es-
tado e violacio das leis corre o ti ilhn
dos despotas, e pretende su {Tocar con a
foca todo o principio de liberdade, e ar-
rogar-sea privativa de dominc-co : he in-
questionavel e 1 igoioso deverde todos os
cidados re lobrar seus esforijos e resistir
com as armas a seus criminosos ataques :
eis compatriotas o estado de nossa cara
patria; eis o deer em |oe fot achais de
concorrer sera dislinrcio susteulaci da
lei e da liberdade. Fs a faceto orgullms,
vencida no memorav. 1 dia 2o.de Sele.n-
bio, levantou novamente o clo con-
tando por auxiliares o genio vin<;ativ.> o
obstina lo do Dr. Jos de Araujo Riheifo,
e a traico do Coronel Bento Mnoel ; e
buraa serie de ciinics tem seguido a poca
de sua tppai icio. Vedes violadas as re-
formas constitucionae, insultada e deso-
bedecida a nossa Repifsentacio Provinci-
al ; na cidade do Rio Grande sede do ter-
rorismo gemer debaixo do peso de duas
prises e sem forma de p; oro-so hum
grande numero de nossos concidadios ,
pelo nico crime de pertencer ao partido
nacional : vedes interrompi-lo o commer-
cio vnfis'os campos inculto.*, e,bracos
industriosos roubados para sustentar huma
guerra fratricida : periuittireis que dure
ainda e com huma vergnnhosa inarco ?
Consentiris que se cimente o trono da re-
trogradacio pira ter pois que deplorar ,
ainda que larde, de nao haver concorri-
do defenso de vossos roais caros interes-
ses ? Nao: os Rio-Grandenses amio a li-
berdade respeiloas bis, e sabom sacri-
ficar o seu repouso a oheolos_tio dignos
de sua veneracio. A's armas pois brio-
sos habitantes das comarcas do Rio Pardo,
e Porto Alegre ,s armas! voai a dividir
com os bravos, que se acho frente dos
rebeldes, a glorij de ter purgado o con-
tinente desses nov'os Cabanos e ter rolo
c sccplro d"> terrorismo : sob.as bandeiras
das leis e da liberdade jamis seris venci-
dos. Em vio os nossos comiruns nimi-
gos psgnlo seus ltimos recursos, elles
serio vencidos pela constancia, valor ede-
cidido patriotismo d*a dignos filhos do con-
tinente Viva s lilierdadi Viva a Consti-
tnicio reformada Viva o nosso Joven
Monarcha Constitucional o Sr. D. Pedro
II E vivi os briosos Rio-Grand^nses ,
firmes sustentadores do glorioso dia 2o de
Setembro !
Campo volante, em Santa Maria a9
de Marc.o de i836. Beuto Goncalves da
Sdva.
Compatriotas Antes que hum fa-
tal destino vosarraste a medir vossas '-spa-
das-Com aquellas dos pat'iotas Rio Gran-
denses que c >mbatem em defeza iiaa leis
e liberdades patrias esculai avoz de hum
soldado que deplora a regoera que vos
rnnduza estas plagas como inimigos : nio
fa'lo a fnC'S esirangeiras ,'e nem a vis sa-
tellites de hum tyano, mas sim a filhos
da trra de Santa Croe, e a cidados de
hum estado livre; e nenbuma dutida me
cabe que sabendo presar a gloria do no-
me Brazeiro logo que conhecais a ver-
dade nio consentiris em servir de ins-
trumemo aos ncobeitos inimigos da pros-
peridade de nossa patria commum e
ins'iciav 1 ambicio de hum pequeo nu-
mero de patricios degeneados. Compa-
triotas Ni) he punhado de revoltosos e
anarebicos aquelUs contra quem vos
mandan a combater ; be a grande maio-
lia desta Provincia composta de livres ci-
dados que di pois de ter s iffrido por
muilo lempo toda a cl^sse de despo-ismo
evexanres, exercidos por huma facr,i<>
anti-nacional eretrograda, qi.e tinba inva-
dido o poder, e dep >s de ter f-ifocbe-
garseus qu-i\umes aos psdo Trono de
nos o joven Monarcha e feito resoar todo
o Rrazil de seus justos clamores recorreu
s armas para recobrar suas liberdades e
ergoer novaminle o iuperio da lei. Ven-
cemos no memoiavel viole de Setemhro
a essa indmita fcelo e dep 'is da victo-
ria nada mais aspirando que gozar das
vantagens da nossa forma de govorno na
paz e urjlfo bra/.ibira>, estavamos prom-
ptos a depr no sas armas e nos o- Ion-
ios cvicos as maos de hum dele^ido do
Gaverno Central quesouhesse fazer jus-
tic,a aos motivos que nos armn : vis es-
peranca Os iiifluentrs fac iosos se de dortiinacio e unganca (jue se haviio
refugiad na Capital do Imperio, urdirn
njvas tramas, e ohliver que em lu-
gar de hum diul mata pacificador( nos
fosse enviado bu n genio Un blenlo e a
narchco para que se arvorasse chofe do
paili.lo vencido, esusientsse seus nte-
resses contra o bem geuil. Nio Ihe falla-
rio pretextos de reaccio e se dispertar
os fantasmas de repblica e d snembra-
cio desta Provinca da uniio brazileira ,
inculpando da execucio (lestes projectos
aos Rio Grandenses que e tinhio armado
smente contra o bsus do poder. A
anarchia assomou na tena que antes da
ebegada do Dr. Araujo Ribeiro gozara da
mais completa tranquillldade ; se iavoreceu
a revolu de2i de Janeiro do correle; se
semeou a discordia entre cidadios do mi
mo credo poltico ; as deliberaces dos es-
coUiidos do povo forio tratadas tora me-
noscabo iri^jjncidas foranas leis de 6 de
Outubro deT828 de 3 de Uutnbro de
i834 eo Acto Addicional das Reformas
Conslilucionaes ; se dosenvolveu o plano
de novas e crois perserjui^des con Ira os
cididios distin^ndos por sen patiiotismo-
apparecro era campo os chefes retrgra-
dos, e infelizmente comeo^p a correr o
sangue brazeiro. Em vo sollicit'a a nos.
sa Assembla Provincial recorreo a no-
vos protestos, e novas repre-entaces ao
Trono Augusto; longe de ser moa a Hen-
didos pelos encarregados da suprema di-
reccio dos negocios -pblicos as nossas
vor.es de concordia e juslica foro rospon-
didas com o grito deguena remetlendj
foicase auxilios para fomenli-ld e des-
truir cidados com cidados.
Eis, compatriotas, em resumo o verda.
deiro estado do Continente : ps as razos
pelas quaes juramos nio depr as armas
senio depoisdeter liberdade a patria des-
sa farijio que novamente intenta levan-
tar seu imperio no m< io do luiras e san-
gue. Quaes sio pois os crimes dos Hio-
Grandenes ? Amar a liberdade E vos
nio a amis vos que tarabem roncoms-
les queda do lyranno Pedro 1 ? Odi-
ar a farco retrograda Nao , \i
tambem os autores do velo absoluto o*
membros da S'>ciedade Militar e os sin-
guinaiios do Cear e Marauhio ? Un-
nimes pois em sentimenjoscomnosco po-
dereis de livres cidadios transformar vos
nesta Provincia ihstrumenlos da lyran-
nia ?
Coropatrioias Antes de desembainhar
vossas espadas olhai para aquellos que 10-
deio o Dr. Araujo Ribeirc e veris seo
circulo compo-to pela nuior parte de ho-
mens que nao virio a luz no S do Ameri-
cano e que a sen pezar ncaitio os pro-
gressos dos filhos do Brasil ; veris reuni-
dos os abjectos escravos desse Principe que
atraicoon a cansa americana conbecereis
os que enlo jurarn o vtlo absoluto, as-
sim como aquelles que figurrao na odiada
So'i-dade Militar que se propunba for-
jar novas cadeas nossa patiia; e estes
podrn r-ontirmar a illudi -vos com os
pomposos ttulos de legalidade legitimi.a-
de e trono? Nio ha tyiam.o que nao use
deltas phrases para adormecer os povos,
e faze-los servir a seos caprichos! Nos
tambera re-peitamos essea uomes sagrados,
em quanto concordaren! com a bbu-darle
e a Constiluici que juramos. Vos que ,
por eerlo sois orgulhosas de ser livres
e Conslilucionaes nao podis sem fa-
zer vos criminosos equebrar voseo jura-
menlo, sustentar a illegitima auloridade
do Dr. Araujo Ribeiro que tem violado
as mrsmas leis que pretexta .sustentar.
Compatiio'as Livrai-vos de futuros
rernorsos lancai longe de vos humas ar-
mas que a patria vos coufiou para a sua
felicidade, e nio para verter sangue de
irmos ; p">r outra pute, que esperanca
vos anima? De subj"gar-nos ? Jamis.
He parthi deloJosos Brazileiros a cora-
gem eo valor, mas redobro estas qu.-
lidades naquelles que pebjao enlhuaiai-
roados no sagrado fogo da liberdade. Os
Rio Grandenses livres sero invenciveis,
pois a sua causa he a da razio o justira ,
' jamis ces-ar de bradar 1 Via a l-
ber lade Viva a Coiistituicio Reforma-
da Vivd o nosso jpven Monarca Consti-
tucional oSenhor D. Pedio 11! Viva o
dia vlnte d* Srlemhro .' E viva a uriio de
todos o Bi arileiros Ivres !
Campo Vol*uie 2 de Abril de 1836.
Bento G-ncalvesda Silva.
( Mensageiro. )
Concidadios! homen3 perversos ,
acuberiados rom o manto augusto da lei
e da Justica ,^os fascinrio com talar-
te, que atropelando vassos mais sagrados
deveies, vos guiaro ao campo da infa-
mia e do crime. Promovendo a mais de-
sasiios* gueira civil elle* querio qi-
nai' si>b e os tmulos de seu* compatrio-
tas. V> .>s vistes bontero e hoja suecum-
birem aos golpes das espadas dos livres;
dezeseis fugirens etpavoridoi parasalw-
rem a vil fuga suas vidas ciimiiusas,
MELHOR EXEM


Dt A R I O DE PERMAMBCO
tfestes das de horror e luto para os co-
jacos verdaderamente Rio-Graudenses ,
tos vistes janeada a trra de golpeados
Tiumbros braJar vngouca contra e>ses
prfidos, qua vos iraruolario a suaambi-
cio e capricho.
Victimas tristes da raais atroz perfidia ,
?s deveis bemdizer vossos irmos vence-
dores. Hje, amestrtdos na eacola dessa
desgracada mas neoessaria experiencia ;
lidie que se acba roto o delgado veo que
vos vendiva o* olhos; boje certamente
ja haveis cenhecer o tropel de calamida-
des e de horrores, a que vos arrastavio
os malvados. Anda be tempo Concda-
ilns, de lavardes tos.1 a infamia, seou-
vinii" a voz de vos so compatriota e ami-
go, abandonardes por huma voz as filei-
ras da anarchia, e virdes apre>entar-vos
s Jorcas dos llvres ou ao menos se vos
reliiardes para vossa habitaedes a curar
de voseos interesses. Se porm tenazes
persists na estrada dos de-.vzrios'e do cri-
rne, ento contai seguros com a mais r-
go r< sa puniejio, ptis a espada da juslica
es' suspensa sobre ro-sas ca becas. Esco-
lhei roncidadios, e po'ipai-me a dolo-
rosa BPcessiilade de aulla oulia vez guiar-
os valwrosos bracos dos Rio-Grandenses li-
yies a dissipaicn c:abecs, |que apesar
de criminosas com tudo so de ir mos. -
Viva a liberdade .' Viva a Constituir, io
reformada Viva o nosso Joven Monar-
cha Constitaciooal o Sen'hor D. Pedro
]I .' Viva o 'Kegeiate do Imperio E vi-
vi os sustentadores de 20 deSelembro ,
amigos d.t finito Brasilea. Campo a
vista da Cidade de Pelotas 8 de Abril
de 1836. Jrio Manoel de Lima e Silva,
Commandante i ntenho das Armas.
N. B. NesU proelama.cio S. Exa. pa-
rarodia culra co traidor Benlo Manoel ,
Paco do Rozarlo-.
Bravos da divtfo da esquerda I Du-
as vezes vos hei cotiduzido ao campo da
lumia, e outras ta'nl*s vezes a votfsi bra-
vura marcial f louros pelo arijo da victoria como em
muitas occasdes ha swccedido quando gui-
ados por vot.sos veteranos e bravos Olu-
ciacs.
O quinhio da gloria que'partilho he
sobiemaneira diminuto em parallelo do
que ju.-tam-ente vos toca ; vos e aos
voi-sos va lentes Olliciaes se deve princi-
palmente o feliz xito de semelbantes em-
piezas; e < u tenho-todo o jus de esperar
que novos e. mais completos triumpbos
hio de redo pitear, vossa gloria e os louros
que j pen dado em .o solida esperanca eu parto
nste momento paia a capital da Provin-
cia a lina de Irazer o 8. baialbo de Ca-
cadoros o 1. hatalhio de (lacadores, o
i. corpo de Aitilheria acavallo e fazer
rnaichar |^ar as aguas da lagoa dos Patos
nossa forte esquadnlba. No enUnto eu
me despeco de vos deixando em meu
lugar o benemrito e mui di-tincto Coro
nel Ntto, em quera superabundo todas
as qiialidade.s que caracierfco hum rom
cabo de guerra e hum eximio patriota. A
minhademoia he de poucos dias; e eu
seiei piompto em acompnhar-vos em
vosiss novas lidas. Campo vista da
Cidade de P< Iotas 9 de Abril de i36. -
Juio Manoel de Lima e Silva Com-
iiiiidanie interino das Armas.
Briosos habitantes do Povo Novo .'
Mais ainda ditas vezes os louros da victo-
ria adornio a. frente des Rio-Grandenses
livres, aprisionar. Jo -e hontem toda a in-
f'.uteria que ocoupara a Cidade de Pelo-
tas e destrocando-se completamente bo-
je a divisioi commandada peio Coronel
Alban-i de Oliveira Bueno, que fi lam-
bein prisioaeiro, e morios os seus Ulfi-
ciaes que escaparlo de ter igual sorte. A
nossa obra muito avancou com seme-
lbantes triumpbos ; e p^ra que seja com-
pletada com a brevidade que convm
prospeii'iade de nossa Provincia e ao so-
ct-go e be m estar de nossos coricidadios ,
fot se mi.iier i[ue iodos os patriota! defen-
sores da gloria do a0 de Siembro mar-
chao scni peda de tempo a encorporar-se
coro a ferca de meu mando. Sim com-
patriota;,, vai ao meu alcance, vinJe
partilhar comigo e com os bravos que se-
guem y o renome e a gloria de libeitar-
mo's nossa patria das garras da tyrannia
e da prepotencia evpellindo de sea aben-
coado solo o sanguinario e malvado Araujo
Ribeiro. Estava victoria be certa e no
enfanto que a- Deosa que a preside nio
apparece de novo entre nos, para nos
adornar com suas palmas repet comi-
go : Viva n Senbor D< Pedro II Viva
o Regente do Imperio Viva o dio aO de
Setembro e Vivi os livres habitantes do
Povo Novo Acampamento vhta da Ci-
dade Pelotas 8 de Abril de i836.
Joo Manoel de Lima e Silva Cummau-
daate interino das Armas.
C Continentisti. )
GOVERNO DA PROVINCIA.
Cont. do Expediente do dia 21.
Officio ; A' Cmara Municipal d\sa
Cidade, remtltendo-lbe por copia, para
sua sciencia e execuc^S o Avizo Imperial
hegu:nie.
ARTIGO D'oFFICIO.
Illro. e Exm. Snr. Sendo presente
ao Regente em Nomedo Imperador o ofli-
cio de 13 de Setembro do anno pretrito
em que o JuiZ de Diieito dVssa Commar-
ca, expondu ter a respectiva Cmara Mu-
nicipal recusado fazer extiairda urna dos
Jurados novos Juizes de Facto, afim de
poder o Jury trabalhar, como Ihe ha va
equisitado em consequencia de se nao te-
rem reunido,* por qualro dias seguidos,
nem o menos os dotis tercos indispensa-
veisde Juizes ; pede se lhe declare o que
deve fazer quando a mesma Cmara, a
quem novamente officiia, insista em
nao cumprir a sua rtr.ueMca : 0 mesrao
Regente manda declarar V. Ex., que o
Juizde Dirr^o piocedeu regolarmente em
levantar a S-'-sa do Jury convocado, por
terem bido enifioies, as providencias do
artgos5i5e320 do Cdigo do Processo
Criminal, e ru havr oulfO parldb a to-
mar, que nao fosse da con*ocac de no-
vo Wyt u* termos propostos pelo n.e-
mo Juiz ; que V. Ex. ordene por tanto
a Cmara Municipal dessa Cidade, que
.satisfara a requisica do Ju'l de Dirtito 5 e
que a e*le se communiiue esta ordem em
resoo>ta ao seu mencionado oflicio.
Dos Guarde a V. Ex. Palacio do Rio
de Janeiro em 26 de Maio de 1836.An-
lonio Limpo de AWo. Snr. Presiden-
te da Provincia de Pernambuco.Curn-
pra-se e registe-se. Palacio do'Govrrno
ds Pernambuco 21 de Julho de l836.
Cavalcante.
Dia 2a.
Officio ; Ao Commandante Superior
da G. N. d'este Municipio para mandar
de-pencar do *ervico os Guardas do 3." Ba-
talha Francisco Xa\er da Silva Mendon-
ca, Francisco Caetano Pereira Guima-
rans, eJoaquim Bernardo de MeWdonca,
nomeados Commissarios de Polica, como
informa o Prefeito respectivo e para in-
for mar porque raza ainda na5 ib rain des-
pensados os Guardas d< 2.* Batalha que
ta b*m foram nomeados Commissarios
de Polica, e a respeito dos quaes repre-
senta o Prefeito.
Ao Inspector da Thezouraria, para
enlregjr ao Administrador Fiscal das O-
bras Publicas a (jiiantia de r:OoOjJ> rs.
qne as anteriores Leis do orQamenlo ap-
plicaram para os ensaios dos estabeleci-
mentos das Fonles Artesianas, visto que
lenJoaqui chegado mu Ininlieiro de ln-
-glateria, por convite do Gove no Impe-
rial, ass practico na roustrucea t aber-
tura de ta-s Footes, necessario he dar a
aquelle dinheiro a applicacaS que lhe foi
decretada.
Ao mi'.smo para entregar a desposi-
ij.i da Cmara de Goiana a quantia de
o:a97.;G63 rs.; de Nazmcth a de
10:000^000 rs. ; de Limoeiro a d
I2:3u45000rs.; do Bonito a de 58Got>40
is. j a doBrejoa de 6:462^000 rs., pa-
ra as obras novas concert e reparo das
espectivas Cadeias, quaritias estasque io-
ratn arbitradas pelo Guverno e que deten)
a?r entregues dentro do idull anoo finin-
ceiro.
A mesmo para informar ai o tri-
buto de 400 rs. em cada caixa de Assu-
car, imposto pela carta de 6 de Marco de
I694 ainda se arrecada pela mesraa Tbe-
zoararia. Si pela affirmativa, qual a cla-
ciGcar;a6 d'esta receita ; e si pela negativa
desde quando dexou de ser arrecadado.
Ao mesrao, para mandar abonar
Repartica das Obras Publicas a quantia
374$i40 t. para concert da cazinha da
Cadeia, incluindo esta quantia na cota
destinada para o sustento dos prezos po-
bres.*
Portara ; Ao Administrador Fifcal das
Obras Publicas, para receber a quantia de
que tracta o precedente officio.
Officio; Ao Prefeito d'esta Comarca,
dizendo Iheq' o Art. i3 (a) da Le Provin-
cial que trata dos Notarios, de seus deve-
res, e competencias he tao claro, e ex-
presso que nao admitte duvidas, nem exi-
ge explicacoens, eque consequentemente
nao tem lugar dar Instrucoens sobre sua
indiligencia como pediram os 3 Notarios
d'esta Cidade, cuja repreientaca o mes-
mo Prefeito envin no Coverno..
Ao CommanOanle do Corpo Polici-
al, dizendolhe, que a requesieja que fez
ao Govemo para otcorrer as despezas do
Hospital do mesmo Corpo est satsfeita
com o Art. 17 da Le Provincial de 9 do
coi rente, mas quanto aos serventes devem
ser estes pracas'do Gorpo.
Ao Director do Liceo para informar
sobre o laclo acontecido entre dois Estu-
danlesda Aula de Inglez e Fraocez que
brigaram, nsultando o ferimento de urn
como reprezeulou o respeclivu Professor.
A' Cmara da Villa de Goiana," di-
zendo-lhe ; que para o obra da Cadeia da
mesma Villa o Governo maicou a quantia
de 6:^97^5)663 rs., e advertindo-a esta
quantia, que deve quanto antes mandar
receber, sr r exclusivamente empregada
na obra- da Cadeia, e que d'tlla mui res-
trictas coritas se lomaran, e pela qual fica
lesponsavel a ('amara, e cada um Se seus
Membros em particular, devendo mensal-
mente ser remettida ao Governo urna con-
ta da quantia que for despendida em cada
mez.
A'o Cmaras de Nazarelh, Limoeiro,
Bonito, e Brejo, seofficioii mesmo senti-
do, (recusando a quantia que a cada urna
foi arbitrada, como >e v do officio deregi-
do ndala d'este ao Iospector da Thezou-
raria. v
Portara ; Ao Inspector Geral das O-
bras Publicas, para mandar concertar a
cu/inha da Cadeia, segundo o orcamento
por elle aprezentado, recebendo da The-
zouraria a soma oreada.
Ao mesmo, para mandar examinar,
efa/er os concerlos indespen aveis na es
tj-ada de Jaboalad pelo 'Pnenle Antonio
Carneiro Lea.
Ao Adminttrador Fiscal r'is Obras
Publicas para receber da Thezouraria a
quantia de 12:000^000 rs. que pelas Leis
dos 01 camentos anteriores foi applcada pa-
ra a factura das Fontes Arlezianas, e d'ella
r satisaiendo as despezas que com a sua
consliucaS houver de fazer o Ingenheiro
Thoms VVool chegado de Inglaterra, e
engajamento por ordem do Governo Im-
perial para a abertura de tae3 fonles.
-- Ao meara o para fazer apromptar u-
rna caza com a conveniente decencia para
servir de Quartel ao Ingenheiro Tbomas
Vool chegado de Inglaterra, e engajado
r ordem do Governo Imperial para cons-
iir n'esta Provincia Fontes Artetianas,
visU ter entrado no contracto a condicao
de se Ibe dar caza, e ser aoccorrido de Me-
dico e Botica em occaziaC de enfermidade,
na5 proveniente de irtegalsridade pessoal,
soccorros estes que o dito Administrador
Fiscal prestar quando bouver rjecessida-
deseiigindf-se acondiga.
DIVERSAS REPARTICOENS.
(i) Art. 13 Ao Notario competir fa-
gec corpas de d.licto direc'os, vestorias,
testamentos, rtconhecimentos, inventa-
, os, inquirQOens, e quaes quer outrases-
cripturas, ou auctos crioies, ou cives,
que a necessidade exegir, ou lhe for man-
dado pelo Prefiito, ou pelos Jue de Di-
reito de primeca Instancia.
Art. 14- O Notario na proferir de-
ciza alcuma; mas os Corpus de delcto,
vt-siori-s, e qrraes quer outros aulos cri-
ni'Sj ouciveis lavrados por elle teia5 vi-
gormt-smosem assistencia de Juiz, c>m
tanto quesejainassignadospor 2 testemu-
nbas em lugar do Juiz, alem dos'peritos,
ou oatras pessoas exegidas para sua vali-
dade. Os Notarios pereherad os emale-
mcnloa marcados paca os Tabelliaens.
MBZA DA9DIVERSAS RENDA8,
A paula he a mesma do iV.* 120.
OBRAS PUBLICAS.
Nos das i3, 15, e 18 do prximo fu-
turo Julho ter lugar a arremataca do
concert da estrada do Manguinho. O li-
citantes dirija sea Reparlica das Obras
Pullrt-as nos ditos dias do meio da at as
2 horas da tarde, habilitados com fiadores
idneos.
inspecca das Obras Publicas' 25 de
Junbo de i836.
Moraes Ancora.
L -'. :'

OORREIO.
O Brgue Comercio de que CapitaS
Manoel Marciano Ferreira sai para o Ma-
r nlia no da 4 de Julho.
Publicacad pedido.
Copia. lllm. e E*m- Snr. Dir
.los Lopes, Pratico dos Barras d'este
Porto de Pernambuco, qup tendo d'acom-
panhar suas enieadus paraLi-boa por se
acharem molestas : por isso Pede a V.
Exa. seja servido conceder-lhe hum anno
de lcenca para o fim requerido E re-
ceber merc. ( 1. Despacho,) Infor-
me o Sn. Intendente da Marinha ouvin-
do o Paliio mor. Palacio do Governo de
Pernambuco 24 de Maio de i83i. --Pi-
nheiro ( Informaco do Patrio mor.
lllm. Snr. Intendente da Marinba Em
curaprimento a responder ao requermen-
to do Pralico Jos Lopes tenho a informar
a V. S. que o Suplicante se lhe faz preciso
acompanhar suas oteadas para Alcassaria
de Lisboa e por isso no se m'oferece du-
vid.i a'guma sobre a licenga que pede o
Suplicante, he o que tenho a informar
V. S., que mandar o que for servido.
Recie 8 de Juoho de l83l. No impe-
dimentj do Patio mor -- Joaquim Po-
driguea d'Almeida Sota Patrio-mor.
(Informaco do Intendente) lllm. e Exm.
Snr. Avista da informaco do Sota Pa-
trio-mor quem mandei informar em
virtude de molestia do Patiio-mor pa-
rece-me conforme ?ua pretencio. V. Exa.
porem mandara o que mais justo for. In-
tendencia da Marinha em 11 de Juoho de
i83i. Antonio Pedro de Carvalho ,'
Capillo 'Pnenle, e Intendente da Mari-
nha -- ( 2. Despacho ) Avista das infor-
macGes concedo a licenca que pede. Pa-
lacio do Governo de Pernambuco 11 de
Junhode 1831. Pinheiro. Conforme.
Alexandre Rodrigues dos Aojos Secreta-
rio do Arsenal.
na *-^
VARIEDADE.
Cerlo Cavalheiro que aspirava a ser Di-
putado, entrou na loja de um capateiro,
com um ar muito fagueiro j perguntou-
Ihe este com ai sombro : Que negocio te-
mos ? Respondeo o Cavalheiro mui hu-
mildemente : Venho pedir a Vrac. bum pe-
queo obzequio, que espero me fai : tal-
ta-me um voto para ser tlleito Deputado
se Vmc. rae desse o seu licar-lbe-ha su-
mamente agradecido. Oh esse que '
o negocio? 1 espondeo o capateiro : se mi-
se V. S., e vamos politicar por um pouco^
1PLAR ENCONTRADO


T
M
.
DIARIO DE PE R N A M B l) fi O.
paraeufaser a miohaidcia dasua capaci-
,. V. S. hadeprovavelroente gostar
deseiveja? Pois aqui timos nieiacana*
da, queencedei, acabtla-be-mos de meias^
Vamosaisso, I vaihumcopo, biba a mi-
i) ha can de, que en lhe faco a lazao. Que
duvida lia nissoV resp m leo o Cavalhei-
ro; e comecou a beber; mas fasendo-lhe
cara. Omeu amigo liobetn bade fumar;
porque cu n o posso passarsema.minba fu-
maba sobre a bebida,. Sim Suft, re?pan-
deo o candidato tomando i charuto da
mo do capateiro... com bull ar moi
grosseiio (proprio de tal gente) depois ,
de dar o ciai i o ac novo carnerada, aceen-
de no deste o seu ; e comeca o boro capa-
teiro a fallar Mage>traltuenie em Publica
com, o seu pe tendete, o qual e-cutava at-
tcnta e humildemente disendo aludo que
sim, dando rasio ssabias reflexoensdo
Snr. Me^trecapateiro; Ls'e prem queso
ti veri (ni vistas mangar com o Candidato,
quando lhe paxecro suficiente a cassuada,
despedio-o sem mais ceremonia, dUendo-
Ihe: V com Dos, meuSnr. ,e nao con-
t com o meu voto, pois sei faier d'elle o
devid<> apreco paia o nao dar a um bomem
que pe leude tievar-se fazetido baxezas.
(Da moral em accio.)
CAMBIOS. '
Rio de Janeiro 8 de Junho de 1836.
I
Lnndre........... 5o 74 a 7
Parir.............. vQ
Hainburgo......... 446 a 450
Ouro em barras..... 85 a 88 p. c. pre.
Dobres Hespanhes. 23$80O
Pesos.............. 1&450
Moedas de 6400... 13&60O
de 4000 .. 6&700
Prata............. 46 a 46 '/,
Cobre moeda de 80 rs. i2 ai4 pe. de des.
ApolicesdeO pe, juro 90 p. c.
(Do Jornaljdo Commercio.)
*.i
AVIZOS PARTICULARES.
O correio part'colar do Ceara e A.aca-
ti, deve chegar a esta Cidadv n >s das 29
de cada mea, e voltar ao Iim de 4o horas,
os asignantes do memo correio poderao
procurar as cartas no referido da e botar
as que liverem de e.-crevir no pr.*so lam
bfm marrado, em casa de Joze Antonio
Basto na ra Ha Cadeia do Recife prtuiei-
to andar, n. 48.
%ty Quem precisar de um* aun <
bom e bstanle hite, diiija-se a ma das
Tiinxeiras D. i5.
VLfP1 Precita-se de uro cosiuheiro e dns
serventes pira o Hospital do C.-rpo Po-
licial ; que sejio livre,: qiem esliver ne>'
tascircunatancias dir.ja-se a Sec.eana do
Hie.-mo Corpo, das 10 horas ao meto di .
fc4P Quem annuucjou querer uma ca-
za no Bairro da'Boa-vista, agradando-Ib-
urna r-o lugar do Coelho ao p da Olai de
Miguel Carneiro,acabada de pouco, ecom
melhor isla e commodcs; dirija-se a ra
"do Crespo D. ia. -
tpy Acha-seuma caita viuda do Cea-
r para o Sur. Mananto dos liis Espndo-
la ; na ra Direita D. 38.
H3^ Precisa sed'um bomem, que s--
ba, e quiira ensignar a msica, e Jingo*
Franceza, no Engenlio d'An'.a-Fia, di-
tcinte d esta Cidade 7 legras ; a pessoa que
aisto sequeira propr dirj.i-ae ao Recife
ra da Cadi i. Botica n. 4, Has lloras da ma-
nila as io, ou annuncie sua moraJa para
ser procurad i.
yCW Qucm quiser rtbater bilhetes do
Erai io a um pur cento ao mez dirjase a
fu do Encantamento armasen' de 1110 ha
dos por baixo do sobrado do Reverendo
"Vgaiio do'Recife se llie dir quem os re-
bate.
%JF* Quem axou orna sedula de 100^
reis na treinpeat o largo do Collegio, e
lhe docv a consciencia a entregar a Mano-
el Jos de Castro Araujo morador na trem-
13F* Q'iem puecisar de urna mulher
para todo o servido tanto! de casa como de
ra, diiija-sea ra do asougoenovo D. 8.
3P" Quemannunciod querer comprar
um piano, chara o mesmp tanto novo, co-
mo urado-na ra da Cruz D. i7.
tC9* llamis de a annos foi entregue ao
Juiz de Paz desta Villa de S. Joio no' Rio
de Janeiro, e recolbido a cadeia, e depois
entregue ao Jui/.o de Ausentes um pardo
claro de estatrra ordinaria, que diz se cha-
mar Simplicio, 6II10 de'Estevo, e Anna
pardo?, casado com I/abel, todos escravos
de Ignacio Al ves Muribeca, hopiem blan-
co, negociante de godos,' morador na 1-
lha de Ilamarac, distante 4 leguas da
Capital o'e Pernambuco, e diz elle, que
viera alugado como mai iuheiro para o Rio
de Janeiro, e que dali fugira : mostra ter
mais de 30 anuos, e anda se a cha na ca-
deia.
Faz-se todo e qua'quer arranjo
pertencente a arte de livreii o : na loja do
en .dei nador 1'rac.a da Independencia
D. 26 e tambem se vendem livros em
brnro de diferentts tam. nbo.-i cartas de
Syliabas em manunripto &.-. assevera-se
que bao de fien em saiitUfrilos (auto no
preco como as obras.
COMPRAS.
Uma meza de antar uzada, embora nao
si-ja mnito grande : qem tiver annuncie.
flCJr* Um corrame 'fe lostio era bum
estado: na ra do Livrntenlo venda da
e-quina do becodo radi I). 1.
t3P* Meia duzia de cadeiras de pali-
nlia ou de outra qualidade: nesta Typ.
.-e dir qunn as pe (ende.
Jflp* Urna escrava que .'pja hbil pi-
ra qua'quer servico de urna caa, e q*M
nao tenlia vicios neo achaques, ou tio-
ca-se por um moleque de bons co^umej
o ((lid he pescador e teni botante gtito
para servir em qualquer cfficio: anun-
cie.
VENDAS.
llosuio na ra Direita.
%W Uma cabra com uma leitecslurnada a criar menino, e zus de pou.lios: na ra Direitt D. 3a.
TgZy" Um la, anida moca, para o serveo de cam
po, pur est.r costumada a- ist-> : na ra
JNotaU. 3-, seili'aqueni vende.
rjr N.Trp. F.de-.ign*, ma dn Fio.
es D. 17, em loj 1 do Sur. Cadozo Aires,
ru 1 ..a Cadena do R c fe acbo se a renda
por tan'o, < u m.is com modo p>eco que
em-oq*aqoa!.):er^arWi os s< g .int.s lm-
pr.s.o.s. v ul..ria das das Deo/.-s, o E-
roismo da S.-nho n>. o Bom bomem Ricar-
dj, o T. itaii.enio T., e preserv,livn da
Cl ol ra cspasniodioa, elementos de Moral,
Litrode 100 bilhetes pira qua.itlas de ro-
bre, CilhtcismodeDoutiii.a Chivata, Ta-
boada de unidades unida de Fii<-gor*-,
encadrruadafi, dita desomiy, dita de mu-
tipcaeo,' paut..s de difl.'ren'es \aretv,
partas de cylabaa, orado do M me Sna-
te, Noven* de Santa Anua toda ero verso
otaves- u'ilissimas, e dignas d'um \ei Ja-
dtnoClirislao, Telgrafo de bu 'yiras, re-
ica do Tay.-yi, Apudaias, Piocara^des
bistantes, Danos maticos, B Ihebs em
:ranco, de diversa ere-, e cm difieren-
t tarjas, pnprios p-^ra o uso das Boiicas,
dilos de di veaos vmho-, e licores, com
d.versos lamanhos, e lujas, cau.is de cor,,
vite pai'a Arijos, defini-, oliicio de cor-
po presente e seplimo da, de dveisus
goatus, e tamaitos, bilhetes desi rveja pre-
la, ditos d'agoa de cologi.ia, let.as, conlie-
imentos, e mui:os out ot impressos que
d.ixao de ser aqu publ cados.
fJT" Um moleque de !8 annes c idade,
ge Bairro da Boa-vista, que do mesnjo re-I bonia 6gura propiio para pagem, ou
cebera generosa recompensa. | outxo qualquer seirifo, por ser .muito iov
2 escr.ivds mnito hon, r. bustos, e sa-
dios : na roa de H rtas i). 45.
IT^ Uma escrava do gento d<: Angola,
de 25 a 50 inio-; propria pan todo o ser- f'pertdas d<- seda lavrada, litas de to.a's as
veo de casa ; e vende-se por prpciso : n
c.<>a da Viuva de Francisco Carneiro do
lu lo : na ra do Collegio D. 10, primei-
ro andar.
|ry Um escravo mosso de bonita igu-
gnra, abil para todo o servico, assiin co-
mo uma escrava, e por preco commodb :
na ra do Queimado L). 15.
1f9* Muito bons relojos de ouro da
Suissa, por preco commodo: na ruado
QneuLudo loja de ferr V^ Uma esciava da Costa j de idade
por preco commodo: na 1 ua do Aragio
D. 37.
^jr Um negro de bjnta figura e sem
vicies, e uma negra moca : na casa de
Antonio Jo/e de Magalbaeris Basto, ruado
Queimado D. 15.
$3T* Uniquartu capado mnito novo,
e um selim com inuito pouco u/.o : no pa-
teo de S. Pedro lado esquerdo D. 6.
t^^ UroaGramtica rortugueza, Com-
pendio de Gramtica Latina e Portuguesa,
"e 1 l..mo decbela, um rhedro, um
ito Lirio, 1. e 2. tomo de Horacio, e
um Diccionario Vi -gnun Lexicn, ludo
em bom uzo e por preco commodo : na 1 ua
do Fagundes loja do*< brado D. 10.
t*?* Um batello que cariega 4 pessoas
com velhs e remo paragovernar : na mes-
ma casa cima.
^2^ 3 scravos padeiros, um moleque
crilo de 18 anuos, um dito forneiro que
entende de Iodos as macas, e um de Ango-
la que trabalha de raaceira, epropn'o pa-
ra outro qualquer servico: as 5 romas
pad^ria D. 20.
K3J* Para fora da tetra uroa molata,
cos'uieira, engomadeira, cosinheira, eou-
Iras mutaf habilidades, de 18 annos pou-
co mais 00 menos: na ra do Rosario lar-
ga sobrado D. 6, segur-do andar.
tfcjr* Uii3 venda, .coito boa, com gil-
dej commodo para familia,' com os fun-
dos, que convier ao comprador: na ra
das 5 Ponas 48.
fy Um jaque* de p>no fino paraoffi-
cia1 das Guardas N- itnaes uma caz>cade
pao piel. fino paia mi nr/o > seis a'nnosi
na esquina da pracinba do Liviannlo lo
ja de Burgos ponce de Len.
3* Pe'lede Peixe-boi : na mesma lo-
ja do Bui>os.
*3* Uma nigra mossa. bonita figura,
engoma, vose, fas renda, e. lava de abl,
sem vicio nem achaques; na Pracioha do
Livramciito I ja D. ao.
r Na casa e Ponche! Fre es & Q. ,
ra Nova n. 5 vende-se em po.cocns,
ar-talho, a pcasoou .1 diniuio, sttu.s, f,-
ALUGUEIS.
Alugase uma casa terrea com bastante.
commodosna 1 ua da Florentina
P'ioie.
ra nova de Joio Zurrickj na ruado Ci
po D. 11 2. andar.
es-
qualuiadia de*inl, de arca laig seeslrei-
us, de selim labradas pifa cinto de meni-
no, chapeos de sol de sedn, p tiles de tar
taruga, de b.L'ia, p nt sdc ..hr.af.s com
flores, i-css r.-valas de s. iim, ditas de
cont en'erhisado para militare-, di'asde
cabello para bomem, e menino, bicos.
n nl'S, xales, ve lides, l-nsos de I.ez pon-
1*9 de fil de linbo, |e, k s, calice.s, re-
t oz hance/.-upeii r, surtido ce. ore-, es
pelhos g!andeS e p quenos &:. &c, &.
Licorsup^ifino de Bordeaux a 8-^ res a
duzia, ma.slai.la aiomalica, sement de
montarda emporenens, Ouem libre, clum.
P gaemrf^u.ia, ou n r tlho, gi^o>e mei-
os,gigode^arr*|as inglezas p-ju-na^, in-
do poi precocom.1.0ilo, pata lin.-acude
negocio. Os li.esmos Ponchet & Comp.
aviso pela ult.ro.. vez ao- Sm>. que a n.e-
/s, e annos, lem penbores na dili c-sa
qu.i.o tial-os, nes>-8 tSdiaSj p,j, ra '
tendifoK, para ,-eu pijam nto.
V35? Tres-ntas |itir<(S de '.inniino,
erol)arii-do de superior qu.m'dade piom.'
pt.. para o.ni)..que; na ra do Rozail'o
esiiua a4 prim ir,, andar.
*y Os nu.eros do gansenho pol-
tico desde o primeiro num.-roat* o.juar-
10; cwj be ptimo pa.as.rvi, de bom
espe lio qua!qu.i garumho ; assim eo '
mo ver no q Mito riunno o liorn de-
s ni|)enln> dos laess"" hiabos n ve-pe-
ra de i. Jlo: ne-taTyp. na Praca da
Independen la Lja n. 3jr e 38 e na
caa do Le-tribu Jor do Oiarj em Olin-
da.
%SP" Vinho Madeira seca, e Marvasia,
tudo de superior qualidade, em onarfol-
I**, eem caixas engarrafado: na ra da
Craz n. 39.
ESCRA VOS FUGIDOS.
Nodia7do forreuta Junho fgio um
molato de nome Luz, de 22 annos, poilCa
barba, cor alaraojada, boa estatura, eco
cabello p chambo leva chapeo de palha'
eal-a de ganga azul, jaquela esbranquical
da : quem o p gar o leve ao logar do Cru-
angia Francisco Rariios Fe. reir, conhe-
cido vulga. mente por Fecteza, que serio
bemncompensados do seo trabalho. cuio
mulatolo.de Vicente fiemardino'dv S uza
quee teveem Tapi.tma eneioandu me-
nina s.
r*- 25^000 res ios Snrs. Capl.cns
decampo, oo qualqu. r outra pesso, que
I ude.-apanhar otra escrava de naci pUP
noroelsal.el, de idade 28a 3o annos- f-
gida desde a ve pora d? fVsta do anno p. p
com differeole vestidos d^ xita, e pao d
costa com mtame as pona,-, dita escra-
va foi comprada em Novembro do dituan-
niaoSiv. Manoel Pe.ei.a de Castro rom
loja de fuiileiro na 1 ua lVova, e lem os si(r.
naesseguintes: s dedo.i mei.d nhosd'am-
biscspezcom Lita, ums sioatn'ies uaj
costas, que parecem ter sido fendas de as.
souls. cor mnito p,eta, idho vivos, limi-
to ladina, equanduanda cartega alguma
cousa do lado esqueYdo, j foi vista em
Santo *maro, Boa-v3|i. V/anguinho, a
ultimiitnenleem Ponte deUxoa, aonde se
suppoube estar acoituda com outro n.gro
de sitio; e ella intitula-,e de forra ; por
tanto quem a puder agarrar, e Irazel-a ao
seu Iffjitimo Sor. na ra d Cruz D. ;8. 2
id ir lhe ser entregue a prometida grati-
ficaco.
He- Ama.o de Naci Mo sambique ,
esla-ura r.gular, abaixo das fontes ten
huma imlha de fugo, co.B as mios*bas-
tante c*llejadai e ahUiaas, fugio
da 2a do cor. ente de Bordo da Sun:
Aurora levando carniza e calca de bri
suj .s de alcatrffo he hem coahseido e.
lora de Portas por ler ci io de J,,0 Anto-
nio Pescador e com.o mesmo exercico
ueste of 10 8 annos os apcebendedorea
levem o em ca/.a de Sanios I5ag1 rU4 ja
Moeda, quesera bem recompencado.
no
maca
m
ni
Tahoas das mares chetas no Pono de
Pernambuco.
i4
Segunda 5 5(,. ^a
1 6-30
7 18
. 8- 6
- 8-54
e 9-42
tt 10- 03
1*1
X
N
I
M
)
T.trde
ERRABAS.
No Dlar.N. i33-LeProvinri,|, {,?
Ordenado dos Paruchosleia-se 300^J is.
e nio trota mil reis.
No N. i35, pag. 5 linba 1 da corres-
pondencia transe. ipU nal.'eolumua, em
lugar deassuada, lea serevista..
A VIZ'J.
Esta Typogra.fia achare reuni-
d;i oiiim do meslo proprietario,
na roa das Cruzea do Bsirro de
S.tnto Antonio D, 3; onde o-, Si?.
Subscriptores e mais pessoas intc-
ressadas deba olna, podem rente*
(er seus annuntios etc.
N
bs. na tip., de M. F. ve Faiua. 1836.

MELHOR EX


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EPP3R0G0Z_DOT4D2 INGEST_TIME 2013-03-27T16:53:50Z PACKAGE AA00011611_01828
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES