Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01826


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Full Text
BtfB
ANNO ft 1836. QUINTA PK1IIA
23 DE JUNHO N. 134.
Per na* hoco. Tvr. oh M. P. d* Ptai*. 18.16.
DAS da semana.
20 S-Riincte 8: Silverio. P. M- A. do* Js. dr> Cr. de
di. di- i. tes. da Tliezouraria Puhlica e
Qlianc. de
*l Terca S Luiz Rnazaga H<-l- de m. aud. do J.
. de (>. d i. Qnart. cr. ai 4 h. e So m. da m.
'J Ciuaru .Paulino B.nea, da Tin; ".
23 Cininla Jej. S*. Jo io 8ac. Re. dcm. aud. do J. do
C. de ni. Chae de t-
2t Scxtc if< N'asciui.nto de S. Joao Baptista.
65 Sahadn S. Guilhcrmc Ab. Re. de m. e aud.
do V.G. de t em r nimia.
26 Domingo A Purera do N. Snra.
Ti.do agora depende e nos me*mo* dunnia pru
ilenc. modaraqio e tnerifia'c.oiitinunuineooiw
principiamos, e eremoii apontadn com admira-
ijio entre aa NacSes mai*cultas.
Procl'imurhm dn Attemblta Grral i Bri_l
Snlih(;reee a 10(10r. mensaen pan* adinntadoi
nesla Ttpog rafia, e*na Praea da liiiiepeiiileueia N.
37 e .18 oude e receliem r.orreipondvii<:in leplili-
n.'idas. e anuuno!"-*: iimeridoit ewifa gruifg vendo
film |iro|>riiic4>Hin-vii(ea. e tiudoaH*)Tado,
CAMBIOS.
Junho 22.
JLiOndres 37 D. S. poi 1 ctd. ou prata a 50
por cento d premio,
Lisboa 65 por o|o pr<*aJo. por metal, Nora.
Franca 260 -255 !Js. por tranco
Rio de Jan. 6 |>. c- de prcm.
Moertas ile C..400 I3..2(0 I3400
4..000 7..OJ0a72
Pezos I ,,440
Premio da prata 50 p. c
da< tettrn*, por me* I 2 por o\0
Cobre 25 por cento de uescouto
PARTIDA DOS CORRKIOS.
Olinda_ToiloK os dias ao meio da. *
Goiada, Alhandra. Paraiba. Villa do funde, Ma-
manguape, Pilar, Real de S. Joao, Brejo d'Areia,
Raiuha, Poinlial. Nova de. Soma, Cidude do Natal,
Villas de Goianuinha, e Nova da Prineeza, Cidade
da Fortaleza, Villas do Aquirs, Monte mor novo,
Aracatv, Gascarel. Canind, Granja, Imperatriz,
S- Bernardo, S. Joao do Principe, Sobrar, Novad'
ElRc.r, Ico, S. MatheiK. Reachodo nangue, S
Antonio do Jardim, Qucxeramoliim. e Parnahlba
Segunda e Sextas le tas ao meio da por ra da
Paraiba. Santo Antao Todas as qiD'is fciras ao
meio da. Garaiiniins. c Bonito nos dias 10 p 51
de ada niex ao meio di Floresrio da 13 de
cada mez ao meio da- Cabo. Serinbaein. Rio For.
mozo, c Porto Calvo nos 'me*-____________________
4
tlJ-L___-
PARTE OFFICIAL.
tSmti
RIO DE JANEIRO.
ASSF.MBI.Ei GlRAL LEGISLATIVA*
CMARA DOS DKPTADOS.
ContinuagaS da SessaS do da 10 da
Maiode 1836.
Continua a dicroiter oinda Joamente
pebre a materia, mostrando que > direilo
deroefirm-r os Rispos s ao Pontifica
irop te, e que elle o cieen ei todo-
s lempos, quer por i\ imcnerliaiameritc,
quer por seus Delegado', e Vicarios ; t|U*j
i.-a nansa qunlidade que os Metropolitas
exercra en lg"m tetnpo gemelhante
dircito. Conclue daht o urador que he
b prerogaliv de Pontfice a respailo da
,-nivfirmaca do. Bispo* lium artigo de dis-
ciplina geral, que nao p Je cr derogad
0(1 alterado p >r huma Assembl. poltica.
O orador mostia mais a imp' ssiniliJade
ointiflicuHade extrema de hum enoeil
neral, e a incompetencia de h'tm nacional
para arevogaca da di-ciplina em vigor,
.ron* lile lespondendo a almimas obier-
vai 5e- ou tpicos do dr curso do Sr. Cftr-
uriro Le 5.
O Sr. Pa'lre Climaco declara que pre-
tenda guat dar siuncio nesla discussa, e
rontenlar-se com 8eu TolQ symbolico, po-
Tm vendoe-leniter-.se a dfscussafl ; e pres-
tintitid') que .se confune o poliltcu coro
o teligio'O, o rrel'Com o cannico, ju'g-t
do seu dever romper o temo--, e (lefeti'ler
principios que sendo sustentculos da u-
lidade da Igreja, e por iso apjio dj re-
\ gisS do Estado, deven servir lamben; de
sustentculos ordem publica,
Entrando na materia, diz que j"lga in-
di-pensavel tocar sobre ties quesi5<:s ini-
poitanlisairnaa : i. se o di.e to que t. ro
o P-.pa de confirmar ofl Bpos ence>i em
aiodirijlo de n5 confirmar? 2.* S: o
ficto de n:-6 confirmai-se tal ou tal indi-
viduo presentado, f !e oca>onar per-
lunac5us na ordem publica do Estado que
f i api-tsentac 5 ? 3. ** Se os estados ca-
tlr.lieos podem tomar medidas conira a
disciplina geral da Igreja, seco iiiterven-
cado Primado ?
Quanto ao Piimado de jurisditjaS e or
dem que compele ao chele da Igreja, jui-
ca que a Camal a oilhodexa como lie, nao
ousar olvidtr huro principio, tem o qual
rnnosivel seria manter-se a unidade (\<\
lutria*; isto he pois huma proposicaS de-
monstrada.
Antes de entrar as queslSes que pre-
tende desenvolver, rende gra?as a.s mern-
bros da cas* que ta5 sabiamente lallmS
natnateiia, e especialnienle ao Bxm. Me-
tropolitano do Rrazil, que (dis o oradoi)
podendo aproveitar esta orcssia de aug-
nunti- o circulo de suas atlribuices, em-
pregou antesseus abalizados ronhccimeii'
tos pata sustentara verdad-, e aprestntu-
la no seu zenitli.
Principiando a tratar da piimtma ques-
if.5, siihlenta que no direit do Primado
de confirmar os BUqo-, se contm o de
na5 ronfirmnV : porque no exercicio de
confirmar o^ 15 ^ios, indispensavel he que
tquel'e a i|Ueni compete esta confiripaca,
i s'lj/l c.i hum juizo critico sobre o indi
viddo apie-enlado, a fim de recotihecer se
nelle roncorrem os requisitos pelas leis ec-
cL-siasticis exigi.tos para ser elevado ao mi-
nisterio episcopal; e essini se for desfavo-
lavel ao apns-ntado o nsulUdo destt* ju-
izo, impossivel .-< loi na a coulirmica.
O o ador pa.ssa dep is a respoilder a
hum Musir D^putdo que firma-se no ar-
"t ^o 102 2 ra Ci'istiiuic para eslender
o direilo do Gojreruo altn da apte.-enla-
^. ass m iutet pielatnlo a palavra nome-
ar da Con-iMiica5. Diz que e^la palavra
em nada p le prejuilica' o diteito do Pri-
mado de confirmar, direilo exercido ha
qilasi 6 s(culos p' lo cliefe da Igrej univer-
sal, coufirmadu pelo Concilio de Ti cuto, e
a que <, Brazil, hu la depois de Con.siitu. i
ou..!, tinba acq .itscido; pois que d pois
da Con tituica le ni noine. do Bispos, cuja
i onfirmscd tem sollii iiadu da Santa Se,
t> di-lla rec. b do-, e esta opinia lie lantn
inais fttoravel ao dinilo de confimaca
do Pi imado, quanto a MU do Tiono o
vcotiheceu, ilizendo que Sua Santidad
ohed-cera a sua consticncia.
O orado/ continuando no sea di-.rur.io
diz que, por este d reilo ser dos ac. iden-
tac's, nein por leso se poda di/.er que nao
razia parle da (litcitjlitia geial da Igreja, e
dexar por isso de ser exerci lo sen
ijtiebra da sua unidade, po. ren'ca entre dir ios e-senciae^ eaccid.uta-
es do Primado nsda muda a naiureza des-
tes diie.Lus ; pois que s se funda em
serem <> pr im-iros exercido pelo chele da
Igreja Universal desde seu principio, e os
ouli-os en1 viitudede leis e clesiasticas que
$. lizera no curso dos lempos ; mas io^
dos se encaminh. a manier a unidade da
Igreja, verdadeiro fim do Piimado.
Conrorda o orador que o direilo de con-
fiimci5 os Bi-pos fin bumrdas aHiibui-
t;.6ea dos Metropohloiiu), ue^Jc os primei-
ros sceulos da lreja, al quasi o secuta
XIV; mas que a Igreja, com diieito de
legislar, pie, pelos concilios ecumnicos,
estahelecer leisquando ju'gar conveniente
que se revoguem as preexistentes e eslabe-
lecaS novos artigosde di>c-plina geral, di-
reilo que competo ao Chefe da Igrvj C-
Itiolica, nos intervallos em que se nao re-
nen os concilios ecumnicos, e quando
a net-essdade de f*/.er qualquer allciac
assim o exigir para a conservaca da ujji-
dode. Concluo pois disto que a pratica
dos primeiros seculos e ate" estabelecida pe-
lo Canon do concilio de Nicea, nain-
volve difficuldade alguma em ler sido ie-
vogada.
Passando a segunda demonstraca, diz
que se per-uadeque a recusa de confirmar
a a presentarlo de tal ou tal individuo,
exercida pelo chefe da sociedade eclesis-
tica, .lijos i,^,e-nea rtlail Ir'eadoa com o.
interesses dos Estados (?alholicoa, na5 of
fende a 'iia polilica externa ou interna ;
porque julga que a huma naca era indif-
ferenle que seja chefe de qualquer igreja
particular este ou aquelle individuo, rom
tanto que elle tenha as qualidadts necesa-
rias para o bom desempenhr das fondces
do seu ministerio: nao ofiende a sua po-
1 .tica externa, porque is outras nace na-
da imp'ii t.t Itmna semelhante recua, re-
ou-a que na5 ha milito foi f*ta a hum n-
dividtio apresentado pela Franca, e a do
us presentados pela A'iemanha, cujas
el.ices f.iia refnrmadas pilo governo,
sem a menor alleracaS da ordem publica.
Emitlirido estj opinia. e orador declara
que nao pretende com ella convidar ao go-
verno a lazer huma nova eleica ; pois
que reconhecia toda a espacidade do indi-
viduo apretetilado : s des> ja que n of-
feeca occas^ de se separar o Brazil da
unidade catholica ; e que se empreguem
todas as medidas blandas que mostrem a.
jiislica da eleica do governo, que desla-
ca qualquer intiiga contra o individuo a-
pre-enlado, e consiga sem quebra da^di-
gairijide nacional, "s boas gracas do Pri
ma/da Igreja Calholica.
O orador paaaa a observar que nao se
devem confundir n?gocios diplomticos
com negocios relicio-o, porque alias as
consequencias sera in fundadas e absur-
da. Considerando o Pontifico j como
Cbefed Igreja Universal, j como Impe-
rante de huma N.'ca, julga nao dever-.se
confundir aquillo que elle obra em virtu-
de dos diieitoida primeira dignidade, rom
o que obra em virlude da segunda. Con-
cordaque haveria ra/a5 era na5 cortde.s-
cender com o Puntifice quando elle se in-
geriaae, como Rei de Roma, nos nossos
negocios polticos; mas que no que obra
em vii lude do seus diteilo.sde Primaz, d-
te ser respeitado por todo o catholico,
porquedo contrario se rompern os lacos
da unidade, sm>;ir horrivris schismas, e
perlurbar-se-ha a Iranquillidade publica.
Quando o Sr. Assis Mascarenhas que
na sessi antecedente, respondendo ao Sr.
Vasconcellos, pretenden concluir que con-
tra o Brasil ua podia occorrer o memo
que acontecen na .Inglaterra no reinad
de Henrique VIII por nao ser a bypothes6
occorrente semelh.mte aquella, o orado1*
pensa que o nosso caso pode ter os mesmo*
effeitos. Hemique VIII nao consegaio
do Papa aannullacaS do .-eu piroeiro ca-
samento para dar pasto s suas desordena-
das paixes. Separou-se da Igreja Roma-
na econstituio huma Igreja separada;, e o
Brazil nao condescendendo cora o Pontfi-
ce no caso de nao confirmar os individuos
(presentados viola a disciplina goral e mar-
cha a passosagigantados para o chisma.
Finalmente o oiudor declara que na5
roconbece a Assembla Geal investida das
prerogativas dos concilios ecumnicos, e
por isso elle nao se julga autorisado a pro*
por medida a'guma par em materia de
Religia dexar de procurar os recursos de
Roma, como indica a Ma do trono e
que est persuadido que, quando algunia
refrrna henecessaria em qualquer le de
disciplina geral em qu. orbe catholico, he indispensavel recor-
rern chefe da Igreja, o qual reunindo o
Concilio ecumnico, ou legislando provi-
soriamente, podei remediar a essa ne*
cessidade. Vota por tanto pelo periodo do
voto de grapas em discussa.
Annunciando-se a chegada do Sr. Mi-
nistro da Juslica, o Presidente declara a-
diada a discussa- Sendo o Sr. Ministro
introduziuo com as formalidades do Bal lo,
toma assento esquerd do 4. Secretario,
e l o Relatorio da repartqa a seu cargo.
Finda lifitura, retira-se ; e continua a
disrusaa adiada.
OSr. Ass's Mascarenhas declara nenhu-
ma4enca ler de fallar inais na maleria,
havend j emitlido o seu voto na antece-
dente sess ; entretanto, viita do que
disseoS'. Climaco, julga dever dize." que
nenhma anlogia encontra entre as cir-
cunslancias.do Brazil e as da Inglaterra no
tem)o de Henrique VIII. Da parte deste
h .uvea maior imprudencia, em quanto o
Governo do Brazil se houve de huma ma-
neira totalmente opposta. Pensa que nen-
liuma consequencia Funesta pode vir ao
Pnazil por esta occorrencia com a corle
de Roma ; e que nada ha que nos faca te-
mer a here-ia.
Dada a hora, o Presidente declara adia
da a discussa, niaica a mema ordem do
dia para a seguintesessao, e levanta u es-
so pelas duas horas da tarde.
/
:
Cmara dos Senadores.
Sr-ssio de 11 de Maio.
Vire-Presidencis do S--, Conde de Valenca.
A' hora do rostume nao se acha na sala
o Presidente, ntm o Vice-Presidfnte: o
MUTILADO
i
>


DIARIO
D E P E R NAMBCO.
m
i. Secretario tomas Piesidencia, e baven-
do numero sufficiente de Senadores, de-
clara aberta a sessa : a acta da antece-
dente ha lida, e approvada.
Ordem dp da.
Entra em 9. discussio a resoluco se-
grate.
A Assembea Geral Legislan v resol-
ve;
c Art. 1. A antoi sacio concedida no
ait. a. da lei de26 de Agosto do piestri-
te anno, para aspromoces no Coi pode
Engenheiros, fica extensiva para os pos-
tos de Major, Tenente Coi onel, e Coro-
nel.
Art. 1. Os Capites, Msjores e Te-
ntles Coronis, que bou verem de ser pro-
movidos, dever ter alem dos mais > qui-
stos exigidos por lei, seis innos de tffecti-
, vo servic-o nos actuaes posto..
Pacq da Cmara dos Dt-putulos, 28
de Setemhro de 183$.-Conde de Lages.
Jote Satn uino d* Costa Perera. Jote
Ignacio Borges.
He approvada, e passa ultima discus-
sio.
Entra em discussio a resposla Falla
do Trono. A requerimento do Sr. Rodri-
gues de Carvalho, o voto de grapas se dis-
cute por periodos, e principia # pelo se-
gu rite:
Senhor.- Orgios 6eis dos puros sen-
mentos do Senada, nos somos enviidos
para de sua parte significarmos a V. INI.
I., quinto elle se congratula com V- M.
I. pela reon ioda Assemblea Geral legis-
lativa, na firme conyicco de que o Re-
gente, em Nome de V. MT I. propondo as
medidas que o estado da Naci reclama,
coadyuvando e farendo executar as qqe
decretar o Corpo Legislativo, dis-ipai os
males que pos opprimem, e preenclier fe-
lizmente as espe ancas que a mesma Na-
ci concebeu, quando por seo voto o pie-
feio para temporariamente reger o Impe-
rio na minoridade de V. M. }.
O Star. Saturnino, pela ordem, para
sua illnstraca, pede que se maride, impri-
Piir.
Q Presidente observa ao nobre Senador
que se mandaiio tirar copias quefora dis-
tribaidas na cata para suplir a impressa,
em copsequencia desta nao poder ter lu-
gar segundo a ortica da casa.
O Sur- Paula Souja declara confor-
mar-se com a douirina do tpico, tendo
a faaer huma pequea emenda de re-
dcelo, qual a de em vez dse diier- em
nome de V. \l. I., propondo as medidas
que o estado Ha nnga re lama--dizer se
. m Nome de V. M. I., fazendo propor,
etc.; porque o Regerjte no ob>a 3 qoem
i {enj ivo he o Qo ver no, eos 01 gios djel-
le slo os respectivos Ministros.
A emenda he apoiada e entra era da
cu*sio.
O Mrquez de Cara vallas diz que vota
pela emenda com quanto esteja conven-
pido de que ella nao he n'ecessaria, porque
anda que aConstijLujco djz que perlence
ao Poder Executi vo o exeicvr por qual-
qual dosseus Ministros a attribuicio de
I apresenlar as Cmaras as proposepes que
\he compelgm para a*frmaca5 das leu;
todava i< Podar *xecuti%p sendo delega-
do pela Consttiico ao Imperador, elle
he que he o Chefe desse Poder ; nas com
todo nunca elle exeice cousa alguma sera
que seja por intermedio dos Mini-tros,
em nome do {'operador ; e a Comras-
siQ.com a phrasealogia que aprsenla, nao
quer dizer que o rugenle he quero ha de
vir p.rpor -. Camarn medidas que jal
g.r necesarias.
Dase por discutido o prirnejro tpico,
h\posto votado salva a emenda, e ap-
pi ovado, bem como a emenda.
Entra em discussa o segundo tpico.
MyUo se compras o Senado com V.
M. I. pela qemmunicacio da boa ntelli-
gencia e harmonio, que subsiste entre es-
je Iiqperio, ,e asPot^pcjis amigas.
a He com ludo dol ji o.o para o Senado
saber, que a melindrosa consci< nci de
Sua Santidade Ibe n*p consenle confirmar
_ ---,--r.t-,mmr\ Ait Iti'arn nar **sl Oinrp*.
9 my v.v,.._T_-, _.----r ,. -- -
Todava a certeza que V. M. I. d de
que conlinO5 as rel-ces anugaveis rom
Ce re de Roma, o respeito e obediencia
VpaY. M. I. prttesia (romo erada e.-pe j
rar) ao Santo Padre, como chefe visivel
da Igreja Universal, dad ao Senado bem
lundadas esperancas, de que a prudencia
e a sabedor ia de V. M. I. anda arhari
suaves meios que, sera mingoa da digni-
dade da Naci, conciliar esta discordi-
cia, dispensando se asaim o Senado de
propor por agpra medidas tflicaies para
sustentar o decoro e direitos do Trono de
V. M. I
O Sr. J0E0 Evangelista declara desejar
se Ihe faca explicaca de duas palavt as que
araba deouiir: a primeira he a palavra
-melindrosa- referindo-se consciencia
de ra Santidade, por que na5 entende
qual he a sua aignicacfo, pois ella he su-
geita a muitos equvocos, e parece que sua
Santidade, obrando segundo as regrss es-
tabelecidsa pelos Caones, nao he capas
de obrar se nio com pura e meditada ra*
z. e si consciencia. A segunda palavra.
de que pede explicaca he por agora-,
quando diz-.-D-pensando-se assim o Se*
nado de propor, por agora, medidas ef-
ficazes para sustentar o decoro e direitos
do Trono de S. M. i. O nobre orador
observa que esta phraseologia parece hu-
ma promessa ameaca/ora de que para o
futuro se poi hum fieio ao incalculado
melindre de sua Santidade; e ja que nao
pode ter, nem^ver huma copia desta des-
ta resposta para sobre ella poder discor-
1er, pede a explcacio das citadas pila-
vras.
OSnr. Rodrigues de Ca valho responde
ao antecedente orador, ediz que sobre a
si^nifienca da priAtei'a palavra remetle-o
para o Diccionario de Moraes ; e sobre
por agora,- combine tal palavra com as
antecedentes de que por ora a Awmb'ea
nio tern nada que deliberara tal respailo,
pyrque espera que o Gpverno com suaves
meios e com prudencia, todo cpnsiguir;
oeporreado porem motivos em contrario,
o Senado deliberar como entender em
sua sabedorin. Observe finalmente o no-
bre orador, que restando anda recursos
ao Goyerno, con y( ni que o Senado, por
emquant, nao entre na discussio das
rates que lem a sua Santidade, como
chefe da Igreja, p -ra assim proceder, e o
Govarno para instar.
O Snr. Saturnino depiara pouco ter a
di/er pelas raies ja expendidas de nao
poder entrar a fundo nesta discussio:
insiste na explicaca da paL.vra melin-
droza- pedida por oufro nobre Senador:
observa que o nobre Senador relator da
Commissa-, respondepdo ao que pedio a
explicaca, o remelle para pDiccionaiio
de Morsas. O nobre orador nota q.uaeo
OS significados que ali encontra, e nenluiro
acha digno de ser eropregado em hum
ponto que se ref re primeira ao'oridade
da Igreja; simplesmenle encontra o de
significar a palavra melindrosa, hornero
faril em se suppor offem'ido, como a-
(uelle que cora menos ull'ensa da pessoa
a quera se dirige pode ser empregado, se
bem que indecente em razio qualidade
elevada da pessoa a que a Ilude.
O nobre Senador manda emenda m
sa suppiimindo a mesma palavra melin-
diosa, he apoiada, entra em discussio, e
depos de algum debate be approv^do o t-
pico tslqtial, ena passa a emenda.
Entrio em discussio por sua ordem, e
siosapprovado8 os seguintes tpico-.
f Tambera v o Seriadlo com a mais en-
tranhayel dor o qqdro dos horrores Do*
metlidos ras {Provincias do Para, e de
S. Pedro do Rio Grande do Sul, produc-
to funesto do despresp dos vnculos sociaes
etc. etc. etc.
Mgito confia, pSenado que a Assem-
blea Geral Legislativa levantar d ques
desobediencia e a impunidade ; pois he
forcoso reconherer que as paixess e
sopeiap por \e\s repr. s ivs e sua fiel exe-
> uca, quando os honitns pela revolpca
dos lempos, o.u pela devas-idr dos ros-
turne-', nap respeilio os pieceiloa da Reh-
gia, e nao seguem os dictamts da moral
etc. etc. etc.
He mu lisopgeiro para o Senado a
mamfeslaci deque o nosso cox>mercio
prospera, pelo augmento progresivo de
nosKOS productos. as>im romo QffiftSfgg;
das sal fazem as detpezas public-s-etc.
ele. te.
Com tlf s snxilios, ocpmmercipdar
vida novas especuiaces, o anqueza pu-
blica se elevar aquel le grao a que a nata-
reza liberalmente nos convida.
O Senado muito convencido de que
o nosso exercto precisa ser reorganixado,
a marinha melhorada, promover, quan-
to estiver no circulo de suasattriboices,
novas providencias que planteen e firmen
a disciplina etc. etc. ele.
O Senado examinar com judicoso
escrpulo asleis provirfciaes, empregando
todo o esmero a que com suas decis s nao
sofra m'ingoa de providencias as necessi-
dadea locaes, nem o desejo natural de en-
sanxar autoridade, ipeurte ou alargue as
raas tracadas pelo acto adddiciopsl. A
trela be espiobosa, porem mais ser a
cora dos males que provierem da indeci-
so.
O Senado vera com r> fleclida alten-
cao os re la torios dos Ministros das dife-
rentes repartices, e aexposica das ne-
cessidades publicas, assim como a indica-
cao dos meios aptos para as remover etc.
etc. ir.
A final passa a resposta ultima diseus-
sa.
Estando chegada 9 hora, o Presidente
declara que a ordem do da para a sessa
de 13 do correte he a discossa de pare-
ceres nao impressos, trabadlos de Com*
misses, e levanta a sessa.
m
mmmm
PERNABMCO.
ASSEMBLEA PROVINCIAU
Acta 45. da Srss ordinaria da Anscrnhlea
Provincial de Pernaijibuco aos ti de
Junho dt i836.
PTfisidenpifl do Sr. Dezembargador Mtf-
ciel Monteiro.
Feita a chamada ss horas do costme,
arhario-se presentes 30 Snrs. Depulados.
O Snr. Presideote declarou aberta a
Ses|o.
Foi lida e approvada avacta da Sessio
antecedente.
O Sor. Prrsidmte, leudo se ho/e com-
pletado os dous metes, declarou encerra-
da a Ses-io ordinaria do prsenle anno,
depos que fui lida e approvada a presente
acts.
Tiloma Antonio Macial Montro.
Presidente.
Laurcntipo Antonio Morpiro de Carvalho.
i. Secreaiio.
Luir. Rodrigues Sette,
2. Secretario.
Expediente da isseinhlen.
Pnilm. Snr. Tendo a Assemblea Legis-
lativa Provincial approvado as Posturas
das Cmaras Munipipaes das ViJIas dp Ca-
bo, e Brejo da Madie efe Dos, coro as al-
teraies, e reformas, que aenesma Assem-
blea parecerse convenientes : manda re-
meitel-as a V. S. para fazel-as prsenle
ao Exm. Snr. Prudente da Provincia,
a fim do mesmo Exm. Snr. dar asrdeos
pecessarias paraserem enviadas as menci-
onadas Cmaras.
Dos G"rde a V. S, Secretara da As-
semblea Legi-latvs Provincial de Per-
nambuco 14 de Junho de 18.16-Iilm.Sr.
V. T. P. de F. Camargo, Ser retalio a
ProvinciaLaurenlino \nlonio Moiejra
de Carvalho, j. Secretario.
Vid. Ihe ti ver ordenado em virtude *d?st0
officio, mandar pelo Arsenal desmanchar
e tirar as referidas Erabarcacoens a cu^ta
de seus donos. Outro sm faca Vm. exe-
cutar as desposceens do Regiment de i7
de Marco de 1674 a respeito da conserra-
ca do P01 to, e dos meios de se elle nao
entopir. He quanto me cumpre] dizer
respondendoao officio, no qual reprezen-
ton sobre estes objectos.
Dos Guarde a Vm. Palacio do Gover-
no de Pernamburo 21 de Junho de 1836
Francisco de Paula Cavalcant d'Albuquer.
que.Snr. Inspector do Arsenal de Ma-
rraba Antonio Pedro de Carvalho.
Remetiendo a Vm. por copia o A vzo,
que pela Secretaria d'>tado dos Negocios
da Justca mefo derigido em 26 do pas-
sa do Maio, cumprocom o que no me-mo
Avizo se me ordenou ; e lera selle Vm.
a resposta do oflitio que encaminhou a
mencionada Seci etaria em 13 de Setem-
bro do anno pretrito.
Dos Guarde a Vm. Palacio do Gover-
nodePemambuco 21 de Junho de 1836__
Francisco de Paula Cavalcant d'Albu-
querque.Snr. Juiz de Direito da i.' Va-
ra d'esta Commarc .
Pira qoe possa este Governo providen-
ciar fobreoque V. S. reprezenta em seu
offipio de ly do prezmte, e a cerca das
pessoas inteligentes para derigrem, e v-
giaremos trabalbos jde cada Empreitada,
Fisto que nao existem para i>so Ofiicaes
Erigenbeiros, e ta sobre a nomeaea da
Inspectores para taes Empresas, exijoque
V. S, informe qoantaspessoas s6 neces-
saras pata e.^tes fins, quaes aa que julga
com aptda, equanto devera vencer.
Deoa Guarde a V. S. Palacio do Ge
verno de Peinambuco al de Junho da
1836.Francisco de Paula Cavalcanti de
Albuquerqtie.Snr. Inspector Geral daa
Obras Publicas.
Continuar -esd.
m~
DIVERSAS REPART1C0ENS.
GOVERNO DA PROVlMCJ*.
Expediente do dia H.
MapdeVm. intimar aos donos das Fm-
barragoens velhasquefe acha encalhadas
nssPraasdo Porlo, e Ros d'esta. Capi-
tal, queas faca com brevidade desman-
char, ou tirar de taes lugare, *ero que
deisem vestigio slgam, a firn de yed-.
que se formem coroas, que tap prejudici-
aes *c ao mesmo Porto, marcando-Ibes
Vm. para J0 bwm praso rasoavel, 6ndo
o qual, ena tepdo e{ea cumprrdo o que
EDfTAL.
Manoel do Nascimento da Costa Monteirp,
IVfajyr Reformado de 1. Liaba, e Pre
feiio d'esta Com marca, por S, M." L
eC, que De*s Cuarde, &c.
Faco saber todos os habitantes das
Fr. guezis d'esta Cdade, que, sendo pro*
hibdo pelo ^doTit, 8. das Posturas
da Cmara Municipal da mesma Cdade o
uso dos fogos sobos, sob pena de seiero
multados os lransgressres na quantia.de
<00Q rs. ; est em vigor essa dspoicio,
sendo, alm d'ella, piesos, e recolbdoa
Cadeia iodos os que forera encontrados
em flagrante, para seren processadps, *
punidos, pelo criuie de desobediencia ia
ordens 1- gies.
I', para que "hegue ao conbecimentoda
todos, mapdei publicar pela Impiensuo
prsenle, por mira assigosdo. R\etilea,a
de Junho de 1856,.'
Manoel dp Nascimento da Costa Montairo.
:mm
MBZA DA&DIVr.KSAS RENDAS).
A |WMf Ae a metma do N. do.
CORHEIO.
A Escuna Mucuripe sai para o Ceay,
com escalla pelo Acarar no dia lp*o
corrente.
g-flr. Conlinuac6,o do -^rtigo
Omnipatencia dp Jury.
,jss c.Kng.icso mpes-s ac jriu uo
pi pensaren! as ronsequencias da sua
declara^io he impralcavel fdixem os par-
rialstaa da omnipotencia); por quanto ha
in>po**Mfl, qnefor intre o Veo qnje se


DIARIO
|>
pebMambuco,
quer Ungir em seus olhos, elles no bru-
xtleem par do ciime a pena de qoe es*
t ameapado o reo, e nio se forrera a t>r-
nar-se solidarios dos rigores da le. Mas
uestes casos sirva esses rigores de os tur
nar maisescrupulosos em formar a sua
con viccto contra o accusado, em exami-
nar cosa mais cuidado aa circunstancias,
que excuso, ou allenuo o crime, ou ex-
cluem a intenca criminosa : isso enten-
o eu -, porque o exame deve ser tanto
rnais escrupuloso, quanto mais grare po-
de ser osea resultado : purera crer-se hum
juiz solidario dos rigores da lei por haver
declaradoaconvicqio.de humecto, que
ella pone seferamente, desmentir a pro-
pria couvicc.Io sob pretexto de acbar a le
excesivamente dura, he bom erro, que
desorganisa a jusfca criminal, e cujas
conaequencias podem ferir, e paralysar
todas as'eis.
Com effeito a admittir-se, que se pode
inflingir, iludir, ou empecer a execu-
cio de huma lei; porque se julga injusta,
ou demasiadamente rigorosa, nio haver
rnais regra, nem obediencia, nem lei al-
guma, que se na5 deixe por mo a tilulo
deque parece rh. Nos nao chegamos a
tanto, (lir-roe-a) nem admittimos tal ab-
surdo: .'aoJory cabe o poder de tor-
nar inutU a lei criminal, recusando e'n-
t egir-lhe o accusado, que elle ero su'al-
ma, e contcieneia reconhece culpado, mas
que te1 ia de ser pun Jo em demasa.
Digi-me porem, quem deo tal poder
ao jury ? A lei de certo, que nao ; poique
t o consumi juiz da existencia, ou nad
fii-ieocia da crianinalidade. Provira tal
poder da repugnancia, que sent em ver,
que huma pena exressivamente rigorosa
tem deseguir-se sua declarado? Na-
te cato a repugnancia Tem a ser a sua re-
g a ; ese a repugnancia he motivo para se
embaracar a execucafl das leis, esse m< t-
vo he igualmente legitimo para todo a-
qoelle Juiz, que a semir a respeito desla,
ou d'aquella lei da mesms sorte que para
os Jurados. Mas n5 ha justo, que os
de veres ceJaS repugnancias; eos jura-
dos, como ja disse, nao S3 mais respon-
savr is pilos rigores da le, do que os Ma-
gistrado*, que a applica, ou os Milita-
ren, que servera em huma guerra, que Ibes
pare-e injusta.
Reclame-se embora contra aseveridade
das lei, peca-se, que seja mitigada: ns-
to convenho eu: mas antes de ocnse-
guir he anarqua recusar-se ou embaracar
a sua execuca ; e por isso mesmoque os
'jurados tem grande pendor para medir a
pena, e sufocar a p-opiia conviccio em
odio ilella, he que compre refrealo em ve*
de o favorecer, dizendo-be, que sao om-
nipotentes. Sem duvda queHes o sio, as-
sim como todos nos na liberdede deopioi-
lo, e no modo d'enc arar o Fado submelti-
doao seu exorne: que elles teobo pormo
odt-r de o declarar innocente, ou crimino-
ao pioporcio, que a pena, Ihe parecer
excessiva, ou proporcionada, he o que
nio posso comprehmder : a opppsido as
leis nio he certameiUe o meio licito de soli-
citar a sua reforma.
Em verdade a infraccio, e inexecusio
das leis pode ser prova de que nao convrn
aos costumea, e estado da aociedade, e ad-
?erle ao Legislador gara as abrogar, ou
modificar; mas nem por Uso he menos il-
cita a sua iiiftaccioj pe" que ero vez de
d;er, que esta che de direiio aos inf ado-
re, melhor ra chmalos ohedienca df-
y\a lei **jfc pena de cahir ero desor-
dem, eanaiquia, Dura edita lex seri-
la est. Eis o / i eleve dzer-lhes com os
ntigos juris consultos Romanos, e os de
odas as Nscsfcivilissda. He mister fi-
nalmente repetir ai* jurados os termos da
inctrucdo escripia em grandes caracteres
na sna cmara, em yet dea pgr por hu-
ma falsa, a perigosa theona de orompeten-
He possivel, que alguna jurados presta-
do em preferir a respeito da penalidade a
pa opiniio da lei, sub ti(undo mi ao
pelo menos tal abuso nio deye ser consagra-
do. O remedio he adoear o Cpdigo penal,
ja tnujto menos rigoroso, que as lei cnmi
. j __iiitAm o ,nriwoiio o en-
Iiaes uo *M*K*"g'":" s e*P\
sejo par aventurar algumas dasaceica
das reformas, que se podem faier.
$Jo f.rctrej da pena de morte por q
a pesar dos brilhsntes, e repelidos ataques
de Beccaris, e seos discpulos, recentemen-
te renovados com muitissimo talento, a mor
parte dos governos ainda nio ousou dispen-
sar essa pena. A sua supressio, ou conser -
vac,o trenos depende, amen ver, de prin-
cipios abstractos, do que da questio, se el-
la be, ou do necessaria. Nio etou pelo
argumento dos que disjem, que a aociedade
nio pode dispor da vida, que s de Dos re*
Cebemos ; por quanto nio podara tambero
di-por da liberdade, que com a vida igual-
mente nos foi dada por Dos, pelo que a pe-
na de pristo perpetua uio seria mais legiti-
ma, que a pena de moite. A aociedade
tem o direito de se defender, como qual-
quer individuo, e mais do que qual quer
individuo, cuja tutella, e direitos ella ex-
erce e para se defender he, que ella fere
de morte aoa que Ihe declario guerra, e
compromettem gravemente a aegnranca
publica. Se a precsio da propria defeza,
e de previnir por exempios severos ataques
pergosos nia exije, que se chegoe pena
de morte, se este cast'go supremo pode ser
suficientemente substituido, deve sem du-
vida suprimir-se. Mas ainda nio est suf-
ficientemente provado, que a ameaca da
morte nio seja o meio maiseflicaz decon-
ter os malfeiloies, e de Ibes embargar o
passo no caminho do crime; assim como
que a sociedade i embaracada de huma
multidio de criminosos, que j tem passa-
do pelas penas sem se coriigirem, airla
poss-a su portar aquel le, qoeseio mancha-
do de sangue com premeditacio, seguri-
dade. Em quanto pois nio apparerer ess
prova, con.se var-se- a pena de morte, co-
mo hum triste, mas necessario remedio,
cujaapplicado enmure pelo menos poupar
quan'o he posMvel al hoje..
Por que rasio, por ex, nio se acaba com
a pena de morte p*ra os crimes de moeda
fal-s, de fingimento dos sellos do Estado,
al de roubo com as sino circunstancias
aggrsvantes, de sonegados de objectos rou-
bados por crime, da reo nio haja partici-
pado, Y. &. ? Em todo estes ca'os o ju-
rado, que nio declara a sua convjccio; por
que a pena Ihe parece exressiva. sem duv.
da comelte huma falla ; e nio se Ihe dev-
ra lirar eslsoccasiio, nominando huma pe-
na mais proporcionada ao delicio ?
Amigamente o crime de moeda fla er
unido rom niio cortada. A iroprefeido
da moeda, que faciltava falciBcacio, a
necesidade, em que se viio de se defender
tantos Condes, e Duques, cunhavio molda
cm seus pequeos E'tadns, hecesidade,
de que particip.ivio os nossos meamos Res,
torneados de feudatarios muitas vezes de-
sobedientes e revoltosos dedo aso aos
decretos mais que severos de Childerico
5. de Luii o Benigno, e de Carlos o
Calvo. poca houve, em que os falsos
mnedelros erio lancadns ao mar enfar-
delados em hum saco de.couro de p'rce-
ria com hum gato, huma cobra e hom
gallo. S. Lniz aboli ei>se siipplicio atroz ,
e condemnou os falsos moedeiros frca
do me-mo modo que aos ladres pblicos.
E.-ta pena passou par as leis modernas, e
o Cdigo Criminal conservou-a contra os
falsos moedeiros n5 obstante havela ti-
rado a respeito dos ladidcs em amitos ca-
so?.
Quem concidera ss dffiruldales, que
deve d'encontraro falso moedeiro na-per-
feica6 da nn.ssa moeda quem atienta prra
a f..clidde.em o descoh ir, e mbargar-
Ihe os effeilos e o pouco prejuizo que
pode cansar ao Estado e ao crdito pu-
blico pelo psqueno numeio de moda* ,
que se podem e'spalhar, convence-se, que
nenhum perigo havera em adoear a seve-
ridadeda lei Ero os E-tados Unidos eliroi-
aou-se ltimamente da clas-e dos crimes
a moeda falsa, Picando tao somente como
delicto.
Talvez a'goera d'g^, que o f..lso moe-
deiro comelte hum crime de lesa-M-tges
tade ; parque usurpa o direito do Sobe-
rano. He singular usuipaca a que se co-
melte as trevas, com grio temor, e sem
graves consequencias l Mas altera a con-
fianca 'sAcirculaeiS monetaria, e por isso
he queWpune. A questa poiero est ero
saber, se ess usurpaca8 luniva, se e-sa
olTensafeil confi.nqa publie* sa5 dig-
nas de morte ; >e lauta sereridade se f*a
mister se ella finalmente n*8 tras a sua
eii@m dasanligas. legisIaeOes, t<6 prodi-
gas em suplicios, o tormentos. Quem
pode ver de sangue fri condemnar mor-
te bum desgracado, que para adquirir pi
doirou, ou prateou algumas moedas de
cobre, ou aquella que Ulu lido pela ap-
parencia de huma moeda falsa, que elle
ao depois reooobeceo tal, procurou li-
vrar se da peda, que Ihe ella causa, tris-
mittindo-a a outrem ? Embora se asseme-
Ihe o F.brico, e dist-ibnica de moeda fal-
sa a bum roubo qualificado ; mas nao se
derrame sangue por hum crime raro, di-
flicil decometter, e que entra naclassed;
aquellos, que em sua execucao (a5 neces-
sariamente restricta causa prosperidade
publica, e privada o menor prejuiso pos-
sivel.
Continuar-semd
m
ARTIGO COMMUNICADO.

No ha nada mais divertido, nem mais
cmico do q'ouvir cerlos pacholas, secta-
rios do Rei fugio, e por concomitancia do
seu digno To, o facanhoso D. Carlos, fa-
serem a pintura do estado presente, e fu-
turo dos negocios da Piniu-ula, eespalha-
rem as mais absurdas noticias, que elles
forjio, eiiiventio, segundo as suasideias,
eaguli&simos ingenhos. Segundn que
disem os mais abdicados dess irrscionaes,
D. Miguel, ou o Re fugio, hava estado
em Pariz, de donde sahira em direitu a
para o quarlelGeneial d* D.Carlos. Es.
ta noticia asseverou hum doiOrculos dt-s-
tps tatambas a havia lido em huma lulha
daquell* Capital. Nio se sabe anda se a
folhahedecouve, ou de rep-lho. He j
publica, e notoria era toda a Europa a fu-
ga de Roma do Rei chegou, desse novo D.
Qiixotedo nosso Secuto, em consequen
ca do ab .rninavel escndalo por elle au alt-
eado n Igreja do Vaticano, aonde sem
respeilar o Sagrado do Templo, nem a
Santidade du acto a que acsisiia, pertend' u
requestar a espoza de hum Principe Italia-
no, o qual o mandou desafiar para hum
duello, que elle nio aceitou por indigno,
e cobarde, e procurou com a foga e^capar
aojusto castigo do seu crime Ora como
nenhum Perio lco da Europa inlcou /t
agora o lugar p'onleelle fugio.Julvez j.'q' o
tal Quxote o ocultasse muilo de proposi-
to, recelando a perseguido do seu adversa-
rio ; tem espalhado os Vligeis que o seu
hroe passandoa Pariz, aonde, ja se sabe,
foi remito bem recebido do sen amigo Luis
Flippe, e dirigi immediataroenle. eem
direilura aoquarlelGeneral da D. Carlos.
Risum teneatis amci?
Nio be menos publico, e sabido que o
Rei'fugio. assim cvmo he huno dosmaiores
Tvranos do prsenle Ser ulo, tiobem exce-
dea todos em vileza, e cobarda ; senio d-
gio os seos Sectai os quaes as fa elle praticadas durante temps da sua u-
rnrp.co. leudo sua disposigio mais de
oilentamil homens e todos os recursos de
Portugal ? O que vimos foi D. Pedro com
hum punhado d* bravos zombar das suas
foreas, vence-I^ e derroia-las, e afinal
vimos o Rei chegou tomarse em Rei fugio,
embarcar emSinescnberto de maliices e
de pedradas, acompanbado da execrado
de lodos os bons, e verdadeiros Port ugueses.
E sera hum cobarde deste lote, qu* > se
destinguio em Portugal como sofrivel tou-
riador, e per-egnidor de caens, em quem
dava boidoada em alma, nem conciencia,
o que lefia animo de se hir meter no q 'ar-
tel de D. Carlos, aonde elle nio se pode jal-
ear seguro? Mas concedamos de barato,
pirque posto nio seja provavel, nio he
rom tudo impossivel, que o Re lugo esle-
a no qurn tel de D. Carlos. Que vania-
gero poledisso tirr o usurpador, eiebel-
de D. Caih's ou o mesmo D. Migel ? Te-
r este agora miis recursos, e mai-res ex-
ercitos que leve qoando di' lava a I*y era
Portugal ? Ou ter o governo da Rainha
D. Mara 4.* menos meios do que tinha
seu Aoausto P-y, quandn cercado no Por-
to ? Terio j morrido todos esses grande
Generaes, e tases bravos Officiaes e Sidas
dos, que vencerio, e deslruirio esses for-
midaveis Exercitos do Usurpador ? N>
certaroente. Entio nenhum cuidado po-
de dar aos roriugueses 5iiV5 cstsds (;e
for certa) do abjecto D. Miguel na Navar-
ra, em comptnhia do su digno Tie, a
cujo otarn elle fo assistir. Ma*, di
os Migeis, Lua Fihppe j dice, que no
quera mais intervir directa, ou induecU-
mente nos negocios da Pinin-sula, o que>tra
dozido em hom Portuguez, quer dter,
que LuisFilppcaewp*"-0" da quadrupla
allanca. Ora he preciso ser Migue isla,
o que hoje he anda peior que Sebaatians-
ta, para acreditar que Luis: FdippC O
seu governo, se havia assim separar da
quadrupla allanca, e dar com este passo
huma prova evidente de proteger, ainda
que indirectamente, a causa do absolut,!'
mo. Que responderiio os Ministro de Lu-
is F.lippe s Cmaras, eNaclo France-
za, que justamente desconfiada de hum
procedimento desta monta os chamarse a
juiso? Nio deveria o R^jgps Fiancezes
recear que-a sua snrte podesje vr a ser a dev
Carlos X, se a Nado se persuadase, ou
mesmo desconfiasse que elle protegendo o
drspoti-mo na Hespanha, o quena tam-
bem esiabelecer em Franca. He pois evi-
dente que a nolca espalbada pelos Mgeu
nio (6 be falsa, e mentirosa, como he hum
attaqoe feito Constitucinnalidade e bom
e bom senso de Luiz-Felipne. Dizem mais
os nossos Migeis que o Rei d'Inglalerra j
est arrepentido de proteger a cauza da
Rainha, que as trepas Inglesa}*, e Fiau-
cezas, hum*embarcado, eonfras se uni-
do a D. Cailos; que do Exercjto auxili-
ar Portuguez, j huma parte se Ihe uno>
equea Rainha reenviara a ouha parle
por serem ladies, e do partido Mguelis-
la. Mas o que vemos nos nos Peridicos
da Europa a respeito das Tropas France-
zas e Inglesas!? Vemos a Inglaterra conti-
nuara enviar para Hespanha Tropas e mu-
nic5-s de guerra, e o Comroandante da
Esquadrs Ingleza declarar que tinha or-
dera pozitiva do seu Governo para coadji-
varos movimenios dos Exeicitos da Rai-
nha, e vemos o Governo Fraocez da sea
paite dar todas as ordena, e providencias
tendentes ao mesmo fim. Em quanto;So
Execlo Purluguez, que leva ordem de
marchar em auxilio da Rainha d'Hespa-
nha, vemos que elle se tem comportado
com o valor, honra, e desriplina, que
tanto o c'racteii/.a. Nio snccedeu po-
lem assiroa le-pilo d'laguns Po.tuguezes,
que era Lisboa Setubal &c. for5 engaja-
dos para o servco da Rainha d'Hespanhs,
em cujo n.'entiiio, comoee julga, inul-
tos Migueli'stas ; o* quaes embarcando em
Lisboa pare a l'atalonha, all dera pro-
vas do que eia, j roupandQ, e j dezer-
taodo para os Carlistas, o que obrigou ao
General Mina a reembarcar huma parle
d'elles para Portugal. Isto sao factos de
que dio publico testemunho os Peridicos
mais acreditados da Europa, e nio sio fo-
Ihas Francesas que finge haver lido, quem
nem Portugus sabe lr. E quando al-
guem, que nio quer engolir araras, lein-
hrs a algum desies hypocritas, o que diz
a esle respeito o Diario de Pernsmbuco,
pergunta-se-lhe en lio qusoto subscreve
ao Costa velho para msndar transcrever es-
sas noticias no mesmo Diario? Mizersveis
calumniadora*, que nem mesmo geito tem
para calumniarem Nio veem estes bo-
bos, que alera do velho Gesta nio ter es-
se modo de vida, do qual nio preciza,
quando traduz qu>lquer artigo, ou seja,
das Folhaa Francesas, ou Inglesa, para
o Diario nota a data, e o Peridico do.
donde as traduz, cujos Peridicos exis-
tem nesta Praga, d"S quaes se pode, ver,
se o artigo existe, ou fo alt-rado peje tra-
ductor ? por tanto outra v*z cabe respon-
der Risum lema i is amici ?
VARIEDADE.
iNGL.iTEsRA. DlGNIDJ>EDO fl/RY.
Ein I785, no crcuit .noroesteda Ir-
lauda ; huma cauza dispe lava vivamente
a atiendo publica por apreseniar em
confino os dois grandes nteresses d'ariio-
craeia e da democracia. Hum ftdalgo ,
senhor directo do fundo d^hurnas Ierras ,
mova hum pleito contra bum seu foreirt,
probo mais polaco favorecido da fortuna *
por pancadas e ferinentos graves qu%
d'ellc lioba rerebide. E*t* fetimenlos -
rem o reo nio os havia frito senio para
se oppor ao rapio de sua filba nica Uu-
MUTILADO


DIARIO
.....
\sndo com excessp o apetitosos guiados de
visdos e tales e os generosos viohos de
Frailga qtie se Ibes havia prodigalisado.
Qnaudo o pobre liomein |eriiou-se no
dajovem que por sua desgraca havia-
incendido os Ilegtimos dezepis le seu se-
nhoriio Nc soraente os Olficiae* do au-
ditiiio, ojuiz, como lambemos advoga-
dos finita todos na vespera jantado no
palacete do pai do accusador e todos ti-
nhio sabido do banquete alegres, exal-
bum Scrag.^s e huni JtflVies. ( o auditoiio
d sioaes de impaciencia.)
Permil'i Milord eu nao sou se nao
hi.m bomem simples iras sou cidado
qu livre nasci p'esle reino de l< landa ,
sou memoro da Constituido, e n'esle mo-
mciito ainda mais sou poisaqui repre-
sento-a lida' inteira. Reclamo por tanto
para mim e meus colegas do jury, a li-
berdade da p:favra. Se m'a negarem n'es-
ta Salla, f\x tomaiei atiie o povo na
tambourete dos accusados, o autor(a pj.-I porta d'eU pretor e la explicar o
tecivil) apaieceo, iuron la verdade del motivo que me obnga a dizer publica-
todos e de rada bum dos Tactos expend- [ mente na ra o'meu livre penssmento ,
dos na sua queixa e logo ropnJeo ao } ea razio porque foi-mp ifdado comniu-
coutra interrogatorio do jtny compos'o nieal-o rie-le recinto. ( O audiioiio toma
de probos mercadons e respeitaveis ag i-
cn I lores. Nosso pobre bomem Tillo de
icios, uio tinba acbado bum defensor
que adrogasse sua causa : ;>p.esentou pois ,
elle iresmo sua defesa; nio recorreo na
ginaco dos jurados nao invocou seno
.-eu juizo e bom senso. El es o d nao culpado.
O auditorio comia-se de raiva ( he a
exprosio ingleza ) mas as galenas fize-
j ao retiir numerosos aplausos. O Juiz
mandn que voltasse outra vez o Jury
par* a Salla de suas conferencias e <|ue
Je novo exaiuiriasse a causa acnscenUin-
do mui^e admirava qu'elles tivessem
tido a impudencia de proferir huma deci-
-'.5o tac infame. O jury i>tirou-se e vol-
tou no i ir d'hum qnario de hora ; eolio
seo presidente agricultor veneravel pr
auas virtudes e idade enderossou ao Juiz
o discurso seguirne :
Milord obedecendo v"sa ordem ,
segunda ser. nos retiramos e de novo exa-
minamos o proresso ; mas como nao a-
ha-sernos razio a'guma para adorar 011
mudar nsso primen o vc-rdict, us-to r*
y timos nos meamos termos : NAO' O
ACUSADO NAO' HE CULPADO.
Oiiviraos a extraordinaria lingungem de
V. >. mas nao julgamos que n,s-la pu-
pease enderessarcom justica. Verdadeh',
Milord que tomados individualmente #
considerados em relacio as oossaa pai li-
ndares capacidades nao pascamos deho-
meris simples sera itnpoitaucia social ou
polilira ; e debaixo d'este poni de vista
j< cao reclamamos oulras att< nres, se-
iia-o aquellas que se nao podem titear in-
dividuos de humilde m, honrada clssse.
Todaia Milord aqui reunidos e for-
nnndo lium jury, laosnos he licito dn-
conheeer a grande e constitucional impor
tanria das fuocc,5ss que prehenchein-->s;
conbecemos Aiilord # que, cmodos,
tos nos ach.wnos aqui em viitnde da 1-i e
da constituico ; que formamos hum'tri-
hunal imparcial ealabelecendo para jul-
gar, nao somente entre o rei e seus sub-
ditos porem aindamis, visto que pe
f t Coria da Conslituico citam s investido-i
da uiaioi conlianca pois formamos co-
mo jury o nico baluarie do povo contra
qualquer influencia, piejuizo, co'er.i ou
coi-iupeo possivel do juiz e do auditorio.
Milord, encontrndolos Tora d'este re
enlo, talvez propononasse meu re.-p,io
iis vossas virtudes privadas 5 mas a-;ui ,
vossa individudlidade desaparece mi-us
ullios debaixo da toga e nada mais con-
tadero seno vos^a conducta de hornero
publico.
O jury n'esle proesso Milord, nao
tem a prtsompcao de >e fjrrar ao respu't >
que vos deve,e muito menos ae lembra
de insultar-vos; nos vos tiiluitamos aquel-
Ja consideraclo qu'hum liihurial deve ter
para outro i so no interese da honra de
mntios.
O juiy, Milord nao aecuzou nem o
auditoiio de culiaveis influencias de cor-
i'tipco, colera ou tyiania. Nao, nsenn-
ftideramos o tribunal como o orgo da roi-
lericordi.r e da justica real como o Su-
rtuario da honra e ia verdade. Todava ,
Milord, nao podemos faztr desapareier
dn tiossa mem >ria aquillo que lemos n'a-
quelles me-mos lirri-s era que nos erisio-
lo 1er ; a lerahrancas da infancia per-
dem-se diliicilrnente puras receher-mos
qaando no-.a mente esl no seu primeiro
lesenvolvimento. Lembranio-nos pois
a aiiitude rl'lmma Itroci silenciosa. )
Digo, Milord, que nada temos com
vosso cuacier p> irado;,, aquj de vos so
conh cemus o jui/. e como t-d nosso
respeilo vos sta assegurudo. Em i
deveis .coiihecer. hmn jury e como tal,
temos direito de vossa paite huno reci-
proco respeilo pois que nio conhecemns
liomem a'gum (|uaesquer qu sejo seus
titulos ou sua linliagem que poo im-
punem^ote proferir huin insulto gratuito
contra liuin tribunal quem confloii a
Con-liluicio os mais nobres ecaros privi-
legios. Digo poi, Milord, que aqui es-
gamos de ser individuos para revistir-mos
o Sagrado carcter d'um jury eque W-
tariamos Coiist Inicio do page, se deixas-
-enios df frzer tributar nos>as funeces o
respailo q'e lodo.i deven ter para essa
mi'-im Constituico.
Antes de lomar-mos ai-sento sobre estes
bancos juramos perante Dos e os ho-
inens, de dar-mos nosso verdicl segn
do nos sas luzeS, e conforme a impressio dos de-
lialfs. Noss consciencias nos dizem que
temos prelienehid.o e^tedever solemne co-
mo !ioi*ens d*1 probidade. Se o< nos en-
gaamos, d'isso seremos ve ponsaveis ,
nao V. S. nem ao Auditorio nem ao
Rei, mas eir huni poder mais elevado ,
ao nico juiz que jimais se Iludo, ao Juiz
dos ju'*"s. o Rei dos reis. Teoho di-
to .- NAO', O ACUSADO NAO'TEM
CRIMIN\LIDADE. ,.
O auditorio coleve-s! mudo c s:Ienc-
O'O ; bum longo murmurio de mu p: esa
e admir*co c'.rculou as gJ^rias tribunas
publicas. O pobre reo fu ab;lvdo.
A historia, que propaga lanos rime*
imitis nio onse vou o d'- ste digno che-
fe do jury do noroeste da Irlanda em
i785.
AYIZOS PARTICULARES.
Afim de de-enganar ous incaulo", e nio
im-uo- ^os nial mlencionados, iogo-lhe
Sois. Redactles sesicio declarar ao p
desle. se a Ciriespoidcncia insera n> jen
D>ai io n. 133 a-signada com o Mippostono-
me d- espn iiador, he ou nao do abaixo
a-signado, tanto pela letra como na .^sig-
natura, outrsim fago ccr#| ao lespeiU-
vil publico, que nao me occpo cni < oi-
respo'odenois, e se s'gamas irver de lser,
serio' sempre .^signadas com o raen iiome,
rom.' I -ilio d cosume.
Ca-tao Pinto de Veras.
OSo'. Veras nao (cm parle alguma
na coi rtspoudencia do Espivitador.
Os Redactoits.
t' i-
HV Despjd-i-p fallar au Sur. Ci istovio
d'Olanda Cvalo me, ou a seu bastante
procurador nesta Cidade ; queirio anmn
ciar por eMt Diai ii> para ser po uradog.
^r3r* Rt-b.ile se hilhete* do Eiario a
vencer, com un descont favoravel : quem
os liver e quii' descontar, drija-se a
praca da Independencia lo ja n. 20, que l
S d:i quero Uz o ngocio.
%& OjSius. Joze Ignacio Pereia, e
Mam.el de MeJeiros, (|ue rio aniuinciar
saail moradas por este Diario paia se
llies fallar a negocio de seus inleresses.
x.-
MtC!S-" '*
na
m i iL.
"ue os re- e as i.??? >>*o corr > nos
mAis falliv.is, quetyran->s .-e tem a.ss-n- fdrra para ama de casa, que engoma, cose,
i tado sobre os ttono e que essa cadeira ensaboa, cosinlia, e faz todo o servico de
que oceupaes, essa cadeira de real mefi,
tero sido proslitoida por huni Tiessilian ,
una ama, dirija-se a n.a d"S Quii tfis ul-
timo sobrado de trez andares.
Quem annunciou querer comprar
alguma inorada decaa terrea em Santo
Antonio ou Boa-vista, querendo urna na
Soledade, diiija-sea ra daCuia n. 59, 1.
andar.
fcy Quem annunciou querer comprar
un manicorde desconcertado, anda que-
rendo dirija se'a ra Velha venda n. 3i.
|ry Precisa-sed! um caixeno quete-
nba ii a 12 aiinos, equeenlenda de ven-
da : na 1 na Velha venda n. 3i.
tfjr" Precisa-se d'um bomem, que sai-
ha, e qu> ira ensignar a musios, e lingoa
FratiCeza, no Engenho d'Anoa-Fia, dic-
tante d'esta Cidade 7 legas ; a pe.-soa que
a isto se qneira propr dirija-se ao Recife
ra da Cadt-i 1 Botica 11. 4, das horas da roa-
nhasio, ou anuuncie sua morada para
ser procurada.
%C2^ Quem precisar de urna mulber pa-
ama de n.aa de bomem solieiro >u viu'o, e
mesmo para tornar sentido a algum sil O,
ou acempanhar algumi pes.-oa para fora da
trra, dirija-se ao pateo da Ribeira n. 5.
W Quem annunciou querer comprar
um elim com coldres em ))>>m uso, sen-
da qutira smente os coldres, dirija-se a
ra da praia em aserrara que fui de An-
tonio Rehtlio, e onde achata laohem um
V-go de pistolas dos meslos co'.dre.
V3^ O Snr. Antonio Caiueiio Libo,
queirs se dirigir a ruado Crespo, loja D. 2
paia receber urna carta viuda do Ceitao.
f3^ Piecisa-se de duis caixeii 01 para
venda as 5 ponas, diiijo-se a tasa de
Joze'Joaqui/u Tavarts ao p du beca do
marisco oarharri para contratar-se.
%.#- Quem tempes anniinciou'querer
fallar a Joze Doniingues Monte-Negro, di-
rija-se a ra Nova em casa do Doutor Pau-
la.
k.& Na ra por detraz dos Maj tirios ca-
za D. 1 h urna mulher de bous costumes
que seoflerece a sei vir de ama de urna casa
de bomem solieiro ou de pequea familia.
%T^* OSnr. Capitao [Joaquim Manoel
de O veira vindo a pouco da Atalaja para
o Rec, ou O.inda, qm-ira annunciar a
sua 111 < i-ad, para ser procurado, pon se
pretende fallar Ihe.
l 1 ios casa de trf 2 portas da rotulas vj
a toda ho. adodia Verde'.
OP* Urna caixa de msica na m
casa cima. mes^
WT Urna venda com poneos fundo.
propr.a para qualquer p.ncipante no "s
co do porto das canoas : na mesma.
FURTO.
D
casa
esapareceo no di. 1? do aon-ent. da
do.infra.,6nado um relujo d, palen4
le Inglez, fabrica, cherta, Ci,lx.( *
nao l.sa, alguma cousa Rronde. r *
bem; feto pelu autor LelherUd Dar,
com on.-x.706den.ro da caixa,,tendo
presa, por urna fra p velha du., xave7
sendo urna da servenlia do mesmo eloio!
de metal amarelo; e outra de fejro de o ,
cad.ado : roga-se a pesso. a quem fcr 0fle.
rec.do, ou delle tiver noticia, dir.ja-se a
casa ao lado direito da Igreja dos Marti-
r.-.s.ouannuncie, que se. generosamen-
te recompensada.
AntonioLeitedePiiho.
ESCRA VOS FGIDOS.
Francisco Cassange, eslalur. ordinaria
con, peroa direila cambia pan. dentro
eracamai-oe.ro, fugidoa 31 da M.0 u||-
mo com camisas dealgodioe baet. verme-
Iha ; temsfdoMsto em pecaras decanta-
rlo 1,0 mundo novo : quenj 0 ,plnendri.
b?vara a cas. do Medico Brito no alieno d,
Bo..-vi,ta, e receberi a competente gr.ii-
licacao.
NAVIOS A CARGA.
Para New Yorck.
Podei receber alguma carga a frete a
Clera Maudarim, f.'apiiu Ogood a sabir
al o fiii do curente: qui-m rn lia qoisel*
crre^ai dirija-^e -o sej consgnala.o A.
Scliramm.
COMPRAS.
Fscravos niossos e ri bustos: no tleno
da Uoa-isla tisa do Medico liiito.
Tc3r* Urna Aile Ingle/a de J.k e um
Telemaco Ingle/.: n<> Seu.iriari > de O'idaj
Cubculo n. 3, junio a padre Mestre Rei-'
loe, ou annuncio.
r3P* Um piano ainla que seja usado,
sen lo por preco couirnodo : annunc .
t^y Urna davina de e-p ^ta, um ja-
q", urna cal-a de pano, e um selim In-
gliz, ludo un bom uso: quem tict-r anun-
cie.
VENDAS.
Livi os de Sorles divertidas para noe de
S Joio : na praca d'< Uniao loja de livros
N. 57 e 58 a preco de 640.
$r3* C'>rdis boidoeus psia violo : na
rui Nova loja de rrapem 18.
iy Urna bi a de Virgilio, em bom u j
zo : quem perteuder annun>i>>, [
S^fr Urna pieta de 20 anuos, bonita fi-
guia, sebe Cosinhar, engomar, coser, e
lodo o aervigo de una casa, ludo cun per-
fe icio : na ra do Foco D. 1 1. (/
\^y Um bom cavaiio, ou se f^z troca
por otro : ja i d ui 9aQUHa venia casa
i). 42.
^r^p Un realejo grande, e um dito ma-
is pequeo, ambo rom boas vozes e p< x
picfo cooimodo : atiaz da Iieji dos Mar-
Antonia de nafo Congo, estatu-
ra o. diara e secca do corpo, com urna
costura no nariz, e falta de denles adan.*
dapartedesmia- levou vestido de chama-
lote cor de caf j desbol.do, e pao da'
costa, a qual venda de manhi mel, e da
arde aze.ie ; julga-se andar por Beberibe;
quem a apreheoder leve-a atrax dos M.r-
iirio D. iO, quesera recompensado.
Taboas das mares cheias no Pono de
Pernambuco.
7Segunda
8T:
3 9-Q:
^iO-Q:
11S:-
128:-
" i3 D;
9
- nh .4* m
- 0 30
- 1^ 18
- 2 - - 6 t
- 2- -54 a
- 3- Ai N
- 4- 03
Man.
No-iiciAaiKARinana. '
Navio entrado no dia ai.
SANTOS ; 26 diaS B. Ma^ian,, Cap.
Joao Antonio da Silva : vario*gneros : a
Elias Bapt.sla. Ton. 271.
Dia
'ii.
PARAHIBA; 8 das; B. Escuna Dos
Amigos, Cap. Manoel remira de S : le-
nha. Ton. iO. P.ssageiros 2.
Navios sahidos no dia 11.
LISBOA ; Galera Nova Jbrora, Cap.
Jo?e Juaquim Dias dos Prazeres : varios
gneros. Passageiro J.
GOIANNA; Hiale Santo Antonio Flor
do Brasil, VI. Joaquim Marques pires : va-
rios genero--. I
Dia 22.
BOSTON; B. \akr. Gaielle, Cap. C.
L. / -poli : assiicar.
irO} B. Amr. Alale, Cp. Wm.
Hall: asaltear.
S. MATnUS; S. Aurora, ai. Tbeo-
lonio Joze Ferreim : s.d, c ce uros.
FN. NA TlP., DO DIARIO 1836.
MUTILADO


Full Text
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