Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01804


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Full Text
ANNO DE 1836. SEGUNDA FEIRA
25 DE ABRIL N. 90
DIARIO DE PEKNAMBUCO.

Pbraubooo, ha Tvr. di M. P de Pabia. 1836.
DUS DA SEMANA.
95 Segunda 8. Marcos Ev. A. dos Js. do C. de m.
e de t. ses. da Tliezouraria l'ulilica. e Clianc. de
26 Terca S. PedrJ de Ratcs Re. de m- aud. do J-
27 Quarta S. Tertuliano B. ses. da Thez. Pub.
28 Quinta S. Vital M. Re. dcm. aud. do J. do
C de m. e de t-
29 Sexta S. Pedro M- ses. da Thez. P. aud. do J.
30 Salado S. Catharina Re. de m. e aud. do V. G.
det. em Olinda. L. ch. as 10 h. 40 m. da L
1 Domingo Primeiro de Maio A Matcrnidade de N.
Sru.
PARTE OPFICIAL.
PERNAMBUCO;
ASSEMBLEA PROVINCIAL.
Acta 9. da Sess- ordinaria da Assemblea
Provincial de Peinambuco aosl8deA-
brfl de 1836.
Presidencia do Sr. Dezembargador Ma-
ciel Monteiro.
E-tando presentes 26 Snrs. Deputados
e faltando os Snra. Dr. Pedro Cavalcanti,
Moraes Ancora, Ramos, Dr. Urbano, Dr.
Baptista, Francisco deCarvalho, Mano-
el Cavalcanti, Dr. Peixoto de Brito, Re-
g Barros o Sur. Presidente decWouaber-
ta a Sessa.
OSnr. 1. Secretario mencionou huma
repre deCaridade, que foi remetida a Com. de
Petices.
Um officio da Gamara de Serinhaem in-
cluindo asua conta de Receita e Despeza
do ullimo anuo : Coro, decontas das Ca-
llaras.
Fez-se a a. leitura do Projeoto, que cria
m.iis huma Vara do Civel para esta Cida-
de, edeliberou a Assemblea, que era ob-
jeclo dedeliberaca.
OSnr. Brito fezosegninterequerimen-
toque se saiba, pelos transmites lesjaes,
da Administraca dos hospitaes de CHrida-
de o quaniilativo das ditid -s activas, e os
lomes dosDevedoreseonr. Rio eir de
Carvalho este outro como emenda, que
e peca rom urgencia assim as cuntas an-
viiies da Admiuistraca dos lio-pitaes, to-
no huma conta correte de lodo estado
da Adminislraca dos O fos-e po-tos am-
bos en discussa, votou-se pelo ullimo fi
cando prejndicado o primero.
OSm. Moraes Ancoia requereo se ex-
ija oOrcamento impresso na foima de-
terminada em Lei, e resolveo-se be uzea-
se a exigencia pedida.
O Sur. Peie'irt de Brito iequereo-- que
se convide a Coninii-w de Lrgislaea para
apiezentar hum Projecto de Lei em cun-
primenlo ao ait. 10 li do Acto Addi. i-
onal da Iv forma solue os cazos, e a forma,
poique podei o l'residente da Provincia
uomear, Impender, e ainda roesmo de-
lirosEmpregados Piovinciaes, e assim
i deliberado.
Leo-se o parecer da Commissa de Ins-
ueca Publica nd. leruido- a per'enca
e Mi noel Francisco Coelho de Lemos
ra criar-se huma eadfira de Lalim na
luiaica de Nazatelh paia a ella se>p-
r o supplicante, ereol\eo-se na forma
parecer.
A mesma Commissa foi de parecer, <-\
r pediaMn u Caara de Suiuh.en as m-
T.1TJI
Tido agora depende de nos meamos, danossa pru
denc. inoderacao, e enerfria I continenlos com
principiamos, e .-remo, npnntido com admira-
Proclamado da Jttemblea Geral do Bratil
Sul.screve.se a 1000 rs. mensaes pagos adiantados
nesta Ttpogreoa, e na Praca da Independencia S.
37 e 38 ; oi.de se recehem correspondencia lepali-
sarfas, e an.iuncios; iii-seniido-e e'e r elido
dos uroprusassignantes, e viudo signado.
sesou motivos porque a Gadeira de pri-
meiras letras daquella Villa nao prehenche
os fins da sna cuacad, como ella havia dito
as suas informaces; e posto em discus-
sa5, resol veo be como ha va propoalo a C-
roissa.
Tamhem fo provado o parecer da
mema Commissa sobre a exigencia da
Cmara de Garanhuns para a conservaca
das cadeiras de primen as letras daquella
Villa, edeAgoas Bellas, equanto a cria
cao de huma de latirn, e duas mais de pri-
meiras letras por ho>a nao tinha lugar; e
que quanto a reclamaca de Patrimonio
fb.-sem os papis a Commissa de Propos-
tas.
A mesma Commissa foi de parecer, que
se nao criassem as cadeiras de primeiras
letras para ineninoi e meninas, que pede
a Cmara doLimoeiro pra diversos luga-
res daquella Comarca, e posto o parecer
em discussa, reaolveo-se, se nao crias
seno toW cadeiras.
O Parecer da m"-roa Commissa para
que o honorario do Substidito das Cadei-
ras de primeiras letras desta Cidade s)a
450$reis, posto em discussa, requereo
oSnr. Pereira de Bulo, que se adiasse o
parecer em questa at que se termine n
Lfi do O 9mento, e posto em discu sao,
resol veo a Assen.blea que licjsse opan-
cer adiado.
O parecer da Commissa dos Negocios
F/-cle>iastico-<, para se conceder licenca a
ordem Carmeliti de U Cidade, par re-
ceher 30 Novicos, i>o-to em discussa, foi
adiado por ter o Snr. Dr. B-ito pedido a
palavra para se oppor.
O m.smo Snr. Deputado Brito tez o
seetiiine requeiimento que se peca ao
Reverendo' Priur dos Carmelitas huma cer-
lida dos bens deraiz, que possuia, e os
que tera sido ahenados desde que foi Pii-
(.r o Padre Mestre IVlanoel do Mon'^ Gar-
niello ; e os que agora s- pos-nidos, e o
seu rendimenlo. Outro sim que numero
de Religiosos existen, eo dos cor;ventos
e linfa a discussa resolveo-se, se pedis-
sem osesclaierimentos, que queromesmo
Sr. D putado.
OSnr. P.e-idente deopara ordem do
dia a contimiaQa da de boje, e pareceres
deConmii ssa, e lev. is de dua> horas da tarde.
Thomaz Antonio Maciel Monteiro
. Presdeme.
Laurentino Antonio Moris de Carvaliio,
i. Secretaiio.
Luiz Rodrigues Selte,
2. Secrelariu.
CAMBIO.
Abril 22.
JLiOndres, 39 l|2 Os. St, po I ctd. ou prata
a 50 por cento de premio.
Lisboa 50 por o|o premio, por metal, Nom.
Franca 245 -240 Ks. por O-anco
Rio de Jan. ao par.
Moedas de 6..400 1^.800
4000 6..8'H)a70OU
Pesos l4W
Premio da prata 50 p. c-
,. da* lettram por me 1 2poro|
Cobre 25 porceiilo de descont
iMKI'lltA IIIIMIMIIIKIUS.
( H un i .Tintos os das ao meio dia.
Goiana, Alhandra. I'arailia, Villa do Conde, H
ni.iii^.,1;>,-. f.lar, Heal de S. Joo. Hrejo d'Are^
Hainlia, Pombal. Novar ac Son/a. Cidade do Na'
Villas de Goianiiiiit.a, e Novada Prineeza, Cidade
da Fonaleza. Villa* do Anuirs. Mtate mor novo,
Araeaty Cascavel. (aniid. Granja, lmperatri/
S- Bernardo, S. Joo do Principe, Sobrar, Novau
El Rey. Ico, 8. Mail'-n. Kcachodo tanque, S
Amonio rio Jardim, Quexeramohim. e Parnahib:.
Secundas e Sexlas fe i ras ao meio dia por via d.?
l'araiha. Santo A litioToda* as quin'i l'eirasno
meloda. Garanhuns. e Bonito nos .lias 10 e 24
de rada dtec'ao meio da. Floresno dia 1.1 de
rada mes ao meio dia- Cali. SithIihc ni. Itio For-
mozo. /\roa Preta e Porto Calvo nos das 1, 11
e 21 d-cada mez- Serinhaem, Rio rormozo, e A
na l'rela Seg-unria. Quaru-. e Sexta* le i ras.
iTrTig~T""M"uimmi
EXPEDIENTE D'ASSEMBI-EA.
lllm. Sai*. A Assemble* l>jUTi
Provincial, tendo nomeado ao 2. Official
da sua Secretaria Rufino Jote Corris de
Almeida OIicial Maior da mesma com o
ordenado .animal de seis ceios mil res :
manda assim communical-o V. S. para
levar aoronhecimento de S. Exc. o Snr.
Presidente, fim dse foser a necesaria
participaca The.'ouraria.
Dos Guarde a V. S. S'cetaiia da As-
semblea Leg;slativa Provincial de Per-
nambuco aO de Abril de 186Ulm. Sr.
Vicente Tliomaz Pires de Ftgueredo Ca-
rnario, Secretario da Proviocia. Lau-
rentino Antonio Moreira de Carvalho i.
Secretario.
Illm. Snr. Foi presente a Assemblea
Legislativa Provincial, um ollioio da C-
mara Municipal da Villa de Itamarac res-
ponderlo em 18 de Maio do ftnno p. p. a
exigencia por esta Assemblea feita, relati-
vamente as Cadeiras de primeiras letras
do seu Municipio; a qual repiewnta a
necessidade de se conservar as que jaex-
stem, assim como tambera da creaca de
outras. Resol veo a mesma Assemblea,
d pois' de ser ouvida a respectiva Commis-
8 que se levasse ao conhecimento da
it-f'e'i d Camna, que, em quanto se nao
organisar a Lei Reeulamenlar dos Estu-
dos, e nao se fuer a Lei do Orcaroento Pro-
vincial nao pode ser tomada deliberaca
alguma sobre novas creacesde Cadeiras;
devendo seren conservadas as exigentes.
O que V. S. far presente ao Exm. Sr.
Presidente da Provincia para dar as COO*
\enienteaor9ens tespeito.
Dos Guarde a V. S. Secretaria da As-
semblea [pgblalivj Provincial de Per-
namhuc, aO de Abril de l836-Snr. Vi-
cente Thomai Pires de Pigueredo Caroar-
go, Secretario da ProvinciaLaurentino
Antonio Moreira dt Carvalho, Primtiro
Secietario.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia 20.
A' Cmara dVsta Cidade para tomar o
Ifiramento, segundo despoem o Art. 14
d..sl.iSln'CO.n- para eXHCiica do Cdigo
do Proces-o criminal o Bacharel J>>o
Mari:'de Mo-nes, n->me*do Promotor Pu-
blico, pelo PielViio Ii.lirino uVsta Com-
niaica.
__ A' a B >nilo ; oizendo-lhe que a
Assemblea L-g-slaliva Provincial a qual
foi pre/eote a repreieniaca da mesma
em que india a creca de urna Gadeira
de i.'M-elias praa Povoaca do Crava-
t e oulra de Gramtica Latina para a
Villa do Bonito ; resoUeu que se Ihe res
pondesse, que qu-nto a primeira a Assem-
ble tomar em onsider..c'0 qmndose or-
ganizar a Le r.egulimeqlai; das Aulas me-
nores; e que quanto a 2.*, que m J-en-
do tal cadeira perteucer a in.-truca pri
uiaria, nao he necessaria a sua criapa.
Poita.ia; Ao Director do Arsenal
de Guerra, para entregar ao Administra-
dor Fiscal das Obras Publicas todos >)sob-
jectos que perten.ciam a antig Iuspecca
de taes obras, e que pela sua ext'inca pas-
saram a caigo do mencionado Arsenal, re-
metiendo a Secretaria do Goverue urna
lehcados objeclos que entregar, e d"8
que houver consumida.
Outro sim para informar que destino
tiveram a05 lages de Lisboa, que f'or.im
entregues ao Arsenal, e que consta nao
exislirem.
Illm. Sr. S. Ex. o Sr. Presi-
dente tendo mandado orear pelo Inspector
/ral liitirino das Obras Publicas a uespe-
za que aeria necessai ia fazer se com o con-
cert das cazas da Cadtia d'esta Cidade, e
assim como por'quanlo poderia serem el-
las vendidas no cazo de se assim resolver
em conformidade da pi oposta da Cmara
Municipal; ordena que eu remetta a V.
S. essesorcamentos para tobreelles a As-
semblea Piovincial tomar alguma delibe-
raca.
Dos Guarde a V. S. Secretaiia da Pro-
vincia de Peinambuco 20 de Abril de
1836. Sr. Laurentino Antonio Mo-
reira de Carvalho, Secretario da A-sem-
ble Piovincial. Vicente Thomaz Pi-
res de Pigueredo Camargo, Secreta! io da
Provincia.
Da Si.
Resp ndendo ao oflieio d'essa C-
mara datado de hontem, cumpre dizer-
Ibe que deve para cuniprir a ordem d'este
Governo expedida em i2 do coirenteexe-
flir dos extim los Juizes de Paz o resultada
dos tiabaltios dos Consclhos de Qualilica-
c- du G queem viitu'le do art go 3a
deveiia ter .sido remedido Cmara, e
s> m o que n5 se podeiia proceder ellei-
r os officiies, que era depen ieiite da
reparticafi que polo me.-mo artigo citado
compete ser feita ,elas Cmaras.
Te s Guarde a Vms. Palacio doCover-
no de Pernan bino 2i de Abril de 1836
PranciscodeP. qUe, Srs. Pretidente e Membros d.t
Cmara Municipal d< Rerife
__ O artigo i t da L*i Provincial de
14 do rente claramente diz que lira
suprimidos os Ju-zes de Paz d<.s e.stri-
clo-, bavendo hum em cada Parochia ;
a vista do que iieuhuma dinida resUqoe
tem cessado toda a .-ua jurisdica couio Ju-
iz de P^z desse Deslricto. He o que cum-
pre dizer respoudendo o seu oincio de
non tem.
Peos Gairdc a Vn>. Palacio do C*j-
I


^^^^^mm^mm
^^v
DIARIO DE PERNAMftCO.
V
tta
verao de Ptrnamhueo al de Abril de 18313
Francisco de Paula Cavalcanti de Al-
buq lerque. Sr. Joze Felis de Son-
es, Ex Jliiz de Paz do] 3.e Destricto do
Oarmo.
Oflicio ; A' Cmara Municipal de Gpi-
aoa remetiendo-lhe, paia sua inteligen-
cia, a copia do Parecer da Commissa de
Estatslica, appi ovado pela Assemblea Le-
gislativa Provincial.
Ao Inspector do Arsenal de Mari-
nha dizendo-lhe, que visto achar-se n-
teirameute arruina a carne secca de que
trata o en officio de aO do conente, eon-
vem Governo em que te proceda a con-
sumo, cura as fJimalidadesdo estv'<>
A' Cmara da Villa de Itamai ac,
enviando-lhe a copia do officio do Secre-
tario da Assemblea Legislativa Provincial,
declarando resoluca que a misma \w
blea toinou sobre as Cadtiras de Priraeiras
Le ras da roesroa Villa.
Ao Doutor Jernimo Villela de Cas-
tro Ti vares, Promotor da Comarca do
Bonito, dizendo-lhe que nao pode ter lu-
gar a reque-ca que fez de uo ordenan-
za a cavallo para o acompanhar ao lugar
de seu destino, por que o Corpo Policial
nao foi creado para esse lim.
= Ao Inspector da Thezouraria, par-
ticipando- he para sua intelligencia, que
Rufino Joze Correii de Almeida Oilieid
da Secretaria da Assemblea Provincial, foi
prvido no lugar de 1. Olfcial da mes-
ma Secretaria rom o ordenado anuual de
600$000 rs.
DIVERSAS REPARTICOENS.
J1ZO MUNICIPAL D'OLINDA.
Illm. Sr. Na5 tendo havido occa-
sia5 de se dar execuca ao objecto do of-
ficio incluso do Exm. Sr. Presidente da
Provincia dattadodei2 do conente, por
se ter seguido logo a extineca dos Juizos
Municipaes, transmiti por isso a V. S.
o isesmo oflicio com todos os papis, que
Ibe sao relativos, por tocar h<>je a V. S.
a execuca do en centendo. Aprovt jto a
occazia para dirigir a V. S. os meus pro-
testos de consideracao e estima.
Dos Guarde a V. S. muitos annos.
Olinda aO de Abril de ifi36. Illm. Sr.
Doutor Martiniano da Rocha Raslos Juiz
de Di rcito di i Civel da Comarca do Recfp.
Doutor Lourenco Trigo de Loureiro,
Ex-Juiz Municipal de Olinda.
axfandega;
A ar-rematacaS dos objectos declarado
noEdital de la do correle existentes na
Fortaleza do firum, fica transferida para
o da 25 d'este miz, e quando nao haja
Licitantes se mandar proceder o Consumo
dos indicados genero--.
AlFandega de Pernambuco ai de Abril
de 1836.
O Inspector interino
Jacome G erardo MariaLumache de Mello.
:53
MEZA DASDIVEsRSAS RENDAS.
A paula he a mesma do jV.# 75.
ARCN AL DE MARI.MI A.
O Arsenal de Marinha, precisa comprar,
cito alqoeires de fejio, do anligo padiio.
Arenal de Marnh* a3 de Abril de 1836.
Antonio Pedro de Carvalbo
Inspector do Arsenal.
COR re 10.
O Brigne Portugus Orato de que Ca
pita* Joa AfTonco tai para S. Miguel no j
O Brigue Mrquez rerebe- a m>illa o
Rio de Janeiro hoje (a5) as 5 horas da
tarde.
Continuaran da lista nominar das cartas
a que se refere o Aviso ja publicado em
o numero 88 d'este Diario.
Martinho Silva Costa 1
Marcelino Mrtires Silva-
Miguel Borges Santos A
Affoneo 1
<( Jo/e Riheiro
Manoel Antonio Andrade
Barros
Goncalves
Cossei'O Verdigo M
Cabial
Cordeiro Reg
Fernandes Espirito Santo M
Guedes )>
Francisco Bandeira
" Fri.s
Silva
Lavra
<( Passo ))
PaxeroR.
Ramos
Goncalves Ferreira Maa
Jacinto Pereira )>
Joaquim Baptisla 2
Costa Oliveir.i 1
<( ( Vieira 2
Contnuar-se-.
RIO GRANDE DOSUL.
Parece as i.ircunstancias actuaos ine-
vilav.l a guerra civil na Provincia do Ro
Grande. O Presidente calculando com
prudencia os recursos da Provincia, seu
espirito, os resultados da guerra, tentou
09 meios de paz e concliacaS. O Gorer-
no Geral approvou e promoveo as medi-
das que evitando effusa desangoe, dimi-
nuisse os odios, modilira-.se af vingancas,
e pouco a pouco restituisse a tranquilli la-
de e seguranca publica n'huma das mais
interesantes Provincias do Sol do Impe-
rio, oque ha annos acha-se abalada em
atas fundamentos. O honrado e corajoso
Bento Manoel, aaais que ninguem conhe-
cedor do estado daquelle paiz, lera pro
curado contemporizar, na esperanza de
reunir em torno doGoverno leg.il ruior
numero de Cidtdos, e dar o espaco uc-
ee rio aos sediciosos para abrir, m os o-
Ilios, e tremerem vista do abystno em
queva precipitar a Provincia com ta5
desarasoada contumacia. De paite apar-
te receios mais ou menos fundados emha-
racara o feliz xito da Amnista : sua ar-
ca nao pode compItar-se. A enfermi-
dade do Presidente, instancias de varias
Villas e Cidades, que inquietas suspira-
rse pela posse da Auth'iidade legal : a-
visse suspeit^sde malograrle residen-
cia do primeiro Magistrado em Porto Ale-
gre, foco dos sediccio-os a quem o criine
nao dava logara consderarem-seseguros:
s lostrucces do Cocerno Central que
prohibia ao Presidente comprometter sua
Authoridade collocando-se em po-ica ar-
riscada, e authorsando-o a tomar posse
em o Rio Grande, que em tal caso devera
reputar-se Capital da Provincia pela sua
residencia milla, e occupacaS de Porto A-
legre pelos sediciosos, que riera depunha
as armas, deo logar a novos receios, e
pr> textos a se armirem os partidos.
O Presidente reconheceo enta5 que de-
veri recorrer a sorte das armas; pedio
Barcas de guerra emunica, que pronta
mente Re fora5 enviados 5 e apena- julgou
que o auxilio de alguma forca sefariain
di"peusavel, embarca rio d> sta Corte 400
homens com munico, armamento, ar-
tilhera e 25 con tos em prala. De Santa
Catarina marrhou para Laguna o Corpo
de Artilheria ali estacionado, ede S.Pau-
lo mandn-.'e embarcar iOO pracas de
Tropa de 1. Linha, das aproximaces do
Rio Givnde a Guarda Nacional, que fus-
se po.s.-ivel partir com bievidade.
Desta franca e leal exposiea segue-se
queoGoverno Central e >eu Delegado in-
tentaras a principio com prudencia ter-
minar a sedicca, evitar a guerra civil e
ficus horriveis estragos; que esta demora
deo lugir a licarmos senhores do Porto,
a rcunir-se a gente amiga da ordero e da
legalidade, eaconcertarem-se planos com
.os visinhos e providenciar se o soccoi ro
que foi dado, e que sem cessar hir cres-
cendo proporcaS das urgencias que se a-
presentarem, e das requizices quesefize-
rem : que hoje seja qual for o resultado
da guerra dever-se ha tudo attiibuir
sorte das cousas humanas, sera que o Co-
no d maneira alguma se tome respon-
sav.l delle.
Os homens sensatos reconhecra nesla
conduela do Gov.rno pruderni., amor da
humanidade verdadeiro calculo sbreos
intereses do Estado.
Sem negarmos a summa actividade do
Exm. Ministro da Maiinha, e seu zello
decidido pe!a causa publica, devp se fa-
zer justica aoFxm. Mini-tro da Guerra,
por cuja Repartica se fez a expedicaooom
toda a rapidez possivel, ebem as>im a pr6-
tiGcaca dos vasos de guerra, queja esta va
assazadiantads, quando o Sr. Maciel se
encarregeu da Pasta da Marinha.
A v-i dade he que o Ministerio he homo-
gneo em honradez e sentimentos patrio-
ticos, anda que ne-te ou naquelle Minis-
tro se descubra maior, ou menor energa
e actividade.
Os inimigos da ordem que sao os do Co-
verno continuem em trela, que breve
receberaS a recompensa, estando ja bem
conhecidos por sua immoralidade e fins
siuistros em suas maledicencias.
(Do Correio Oficial n. 68)
A Monarqua necessaria no Brasil ?
rado da Nacaocom o privilegio da invio-
lab.liiide, m.s responcave| oas pessoas de
seus ftiiDifros, sem o concurso dos qo,es
tambera nada Jpode. Doissfo os grnZ
bens que resultio ao Brazil desta DEMA
CRACIA MONRQUICA.!, o,^
do Governo pela perpetuidade do stu Dl
meiro Mag.strado, que suppe-88 ,T "
sempre na Dynaatia Imperante, removen
do_se assira >s tentativas dos ambicioso/
s intrigas dos pretendentes e as cunvulss'
es insenaraveis daseleices, princip.,|men*
te em Estados novos, ondeas capacidad."
e*ta5 occnltas ou ainda nao desenvolvida
a.
s
as
melhor
* as notabelidades falli
garanta dos negocios pblicos ; porquanto
o Monarca tem um interesse immediatona
tranquillidade .e seguranca doscidadaos
na prosperidade do Estado, do qua| Elle
e sua Familia oceupa o primeiro lugar de
que tira vantagens consideraves, cujo atra-
zaraento e ruina envolve tambera a sua
dos seus. Isto deve acontecer era regra
geral, quando o Magistrado Supremo, sen-
do temporario, nao tem nem pode tr o
mesmo zelo e inleresse que tem o perpetuo,
exceptse o patriotismo toma o lugar d''
aquelles oulroa motivos ; mas quanto ra-
ro encontrl-o, principalmente em Estados
novos e mal organisados Todos enchein
aboca|d'esle nomesag.ado, mas os cora-
ces de quasi lodos esses patrilas palpito
de paixes condemnadas pelo mesmo pa-
triotismo, que a toda a hora elles invocan.
Conservemos pois a Monarqua por estes
dois grandes motivos. Cerquemos o nesso
Primeiro Magistrado de honra, de o*ten-
taca e de glora, pos o Punuiro Re-
presentante da Naco ; mas nao sejamos
prdigos das Rendas Publicas. Teodo El-
le quintas, palacios e escravos, s- ja o Ci-
dado de maior renda no Impeiio ; seja
Prevemos j a ndignaco com que este inteiramenle independente da fortuna a-
* M I I f~\ I >
artigo ser iido pelos nos>os monarquistas,
monaiquistas porm que so armo da Mo-
narqua os abusos com que os fofos ambici-
osos aspiran dominar, 011 pelo menos tor-
naiem-se superiores dos que em talentos,
capacidade e p t riol ismo milito os excedem.
Como nao esc vemos para esta casta degen-
te e sim para a massa pensante do Brasi",
pouco nos ati-mor-ao su as iras.
Se por Vlonquia enteremos o q' sempre
e entend"'!, isto -, a ptenitude do poder
em um homem, s os barbaros e a Sima
Allianca a sustentan e defendein hoje. Se
porm a Monarqua temperada a que se
appelece para o Brasil, d rem-s ; 1.
que ella nao existe entre nos ; a. que a
Monarqua actual do Brasil, a que nos
oonvm, contanto que d'ella se removi
ainda certos inconvinientes, que, pouco
sentidos agora, para o futuro a fat io abore-
c i .'a. Dizemos que a monarqua temperada
nao existe entre nos, poique o Monarca
do Brasil pela Constituici foi privads in-
teiramenle do exerccio do poder Judicial,
que nem ao menos u exercita por meo de
seus Delegados amoviveis sua vontade,
quando negligentes ou prevaricadores.
Foi privado do Velo absoluto ; do que
resulta deixar desee moitas vezes Legisla-
dor, e vr-se ohrigado a fazer ejecutar Ieis
em que elle nio leve parle. O mesmo Po-
der Exacutivo llie tem sido bastantemente
coaictado. Muitos sao os em pregados em
cuja nomeaca elle nio intevm de maneira
a'guma. Todos os actos municipaes sao da-
dos execucio sem a menor ingerencia dos
seus Agentes ; e estes mesmos, exepcio
dos Ministros de Estado, Presidentes de
provincia e Diplmalas, e alguns poucos
mais, nad podem ser demitlidos por elle ;
e ao Poder Judicial independente a quem
as leis tm dado semelliante attrihuipio.
Avista d'isto, quem se atrever a dizerque
o Brazil gorvernado monrquicamen-
te ?! Conpare-se o nosso Gorverno com
o dos E.tados Unidos, e conhecer-se ha
que, no essencial, sa5 ambos os Estados
gorvernados pelo mesmo -systema, e que
a maior differenca emo nome e em certas
exterioridades de nenbuma importancia pa-
ra a Causa Publica.
Para q' houvesse Monarqua temperada
no Brasil, cumpria q' o Monarca fosse inves-
tido dos tres Poderes Polticos que formio
o Governo, posto que nao 'em luda a sua
plenitude, porem sujetos as modifiiods
que a Conslituic.'i prescrevtsse : como
porm assim nio acontece, evindente que
o Imperador smente o primeiro Magis-
'heia. Carregue embora a Naci com o pe-
so da Dotagio a toda a Dynastia, seja qUa|
(r sua extensio ; mas nada de prodigali-
dade, nada de excsso. Tudo quanto se
dispender com a Familia Imperial alm
do necessario p.* tratar-se con urna decen-
cia tal, quesohrisia familia mais abasta-
da do Brasil, querer que os Brasileros
se lembrem que os Estados-Unidos sao me.
Ihor governados que nos, que possem
mais dois tercos de populacio ; nada devem-
que tem innumeraveis cannaes, estradas
de ferro, milhares, de carros e barcos de
vapor ; finalmente urna riqueza ncompa-
ravel nossa : entretanto dispendem com
o sen Primeiro Magistrado 50 mil cruzarlos
annunei, qu^ndojns s com o Monarca a-
inda menino gastamos 500 O Bra-il de-
ve concorrer para as Desposas Publicas
mas nio escravo para entregar seus bens
para srera consumidos no luxo edisperdi-
co dos Grandes.
Conserve-se a Monarqua n< o repeti-
mos, ella nos convm, ella nos necessa-
ria ; mas seja despida [das formas deque se
revesta quando ei a absoluta. Nossos olhos
nio podem mais aupporlar essas Condeco-
rar.Ses, est Titu'os que rarissima vez fo-
lio o premio deservcos prestados Patria,
e que por isso hoje nio representan mais do
que fatuidad*. Para que servem Condece
races e Ttulos sem privilegio, sem vncu-
los ? Sao vis exterioridades, quespresto
para suscitar tri-tes e odiosas recordace*.
A vaidade as sollicitou sempre ; mas o ver-
dadeiro mrito ssdesdenbou ou recelfc.
com indifferenca. O abuso frequente na
partlha de taes honras, as toinou insuffici-
entes para estimular o cidrdio a bem servir
a sua patria. Nio digamos mais. P01 tan-
to Monarqua barata e destituida deappara*
los supeifuloa, pesados e odiosos Naci,
eis a urgente necessidade do Brasil. Quem
a quizer ver acabada brevemente forceje
por conse vl-a com seus inconvenientes,
inculque-a demasiadamente, faca imperca-
ces conti a as repblicas, e ella caira quan-
do menos conveoha prosperidade publi-
ca.
Se entre os Brasileiros ha alguns que sin*
ceramenie preierem, no eatado actual, a
Repblica, nio se incommodem, pois es
tamos com Ella Regencia de um electiva
p la Naci, temporaria, sem Veto, sem
direito de dissolver a Cmara dos Deputa-
dos, sera poder conferir Condecoraces,
Ttulos, &c, sem poder concluir Trata-
dos, fazer a Guerra sem consentimento da
Assembla, alguna coisa meos que o
L


Presidente dos Esladoi-Unidos. De Monar-
qua t temoso nome. Oitoou nove anuos
nos dio dados pai-a experiencia -, e nos esta-
mos persuadidos que ella convencer aos
Brasileros da necessidade de Monarca, mas
para os dois fins que aponamos, urna
vz qoe seja a Monarqua reduiida ao que
tlee ser p desempenho somente d es-
ses rnesmos fins.
(Do Justiceiro N. 17 de5 de Marco de
1835 ) (*)
ARTIGO COMMUNICADO.
Gontinuacio do Artigo
Tolerancia.
0 Imperadores mais zelosos contra a
iJoldtii.. limita.80-sea prohibir certas pra-
ticas, no qucmavio do direito, que bes
dava a soberaaia iobre o exercino publico
da Religio em es seus Estados. Elles nunca
emprehende.So forcar o, seus subditos a
profissio duChrisani^mo. Prudencio diz
em osen Poema contra Symmaco, que a le
deJ C. abraga-se livre, esem constran-
gimento, acrescentando, que a profissio
do paganismo a ninguem execlue das hon-
,as, e cargos pblicos, ecita para exera-
plo o mesmo Symmaco, elevado pelo Im-
perador Valentiniauo dignidade de cn-
sul. .,,. r .
A sceita dos Priscilliamstastoi a primei-
ra contra a qual arroou-se da espada o bra-
Co'secular, e a Igreja assa. teatemunhou
nesse tempo quam longe eslava do espirito
de perseguicio. O Papa S.ncio, eosmais
Santos Prelados do Occidente repiovaro
o rigor empregado contra aquelles, de roa-
nena que os B pos Ilbacio, e Idacio, que
baviio tornando denunciantes desses he-
regesem presenca dos Magistrados foro
comdennados no Concilio deMiloem 3gO,
eno deTurin em 401. Sn'o Ambrozo
constantemente recusou admittilos sua
communbo, eS. Marlinho Meve dearre
pender-*e em quauto existi por baver
ommunicado huma st> vez com elles para
salvar a vida a dous innocentes, a quem o
lyiaiinoJMaximo quera mandar assassinar.
Theodoro Bis,po de Synnade p.e.-eguio
afincadamente a os-ectarios de Macedonio:
mas nisto ( acretcenta o Historiador Scra-
tes) nao proceda por zelo da verdadeira,
F, netn de conformidade com os principi-
os da Igreja ortbodoxa, que tio cocuma
perseguir.
Santo Agostinho, escrevendo a hura
Procnsul d'Africa, para I he pedir, nao
punisse de morte aos Dnatelas, condue
a sua enra com estas palavra. bem notaveis.
Portnaior que seja o mil, que se pre-
tende, seja largado por mo, e o bem, que
se deseja, haja de ser abracado, he hum
trabalho mais oneroso, que til o con>tran
reta vez d'instruir. a Maltractem-vos
( dizia este Santo Doutor a os Manicheos )
aqueJIes, que oo sabem quauto custa a
qualquer achar a verdade e acautelar-e do
r,rq. Maltratem-,vos os que ignorio quan-
to he raro, e diffic.il, que a serenidade de
hura espirito religioso dUsipeas trevas da
carne, e da imaginac.*. Maltractem-vos
aquelles, que desconhecem com quanta
fndiga se leva ao cabo o curar os ollios do
honfem interior, por quantos suspiros, e
gemidos e alcauca o conhwcer algumas das
verdades, que tem por obejeclo a Dos.
Maltractem-vos finalmente aquelles, que
nunca ebegario a cahir em rrosemelhan-
te ao que vos lanceo em rosto.
Verdade he, que vista dos execessos
monstruoso, em que se lanci o os Dona-
listas, que sobre o nome de CirconceliSes
ero menos hereges, que assas>inos, pare-
ce, que mudou de opinio Santo Agosti-
nho por que em seus ltimos escriptos
cha'-se principios prmeo f .voraveis tole-
rancia : mas o Santo Doutor nao punha por
diante esses novos principios, se nio para
justificar os decretos dos Imperadores cou-
U huma sceita fantica, nao menos mmi-
ca da sociedade, que da Igreja. Lile apel-
lava p' severidade, das leis, nao a respe-
to do erro, se nao a respeito do cr.roe: em
verdade todos os seus escriptos regirlo do-
cura, e sensibilidad; e a famosa con f eren-
cia de Carthago prova at onde levava elle
amoderacio, eCaridade Chiwt..
, Cumpre chamar ao Chns.ian.smo os
infieis pela docura ( escrev.a o Papa 8.
Gregorio Magno, hum Bispo de Terrac.-
na, que pe. segu* a os Judeos J ; e nunca
os desviar pelo terror, eaimacas : eem
huma Carta a os Bi.pos de Ar es e Marse-
lha, tractando tambera dos Judeos, diz .
he mister, que nos contentemos com pre-
Rar, afim dos esclarecer, econverter
Nova, emui extranha manen a de pregar
he essa { escrevia o fcesmo Santo Pont.hce
a o Patriarca de Constant.nopla ) de que. e
ordenar a F pelos suppl.c.os Nova el
inaudita est sta pr*d.cat.o, qumverbeu-
busexifiit fidem. ,
Hum Concilio de Toledo, celebrado em
633 ordena, que ninguem se,a forcado a
professar a F, a qual.deve ser abracada
Voluntariamente, e por persuasao. tste
Canon fui inserido em o O.re.to Cannico,
e Isidoro de Sevilh a.prebende ao Re fsi-
sebut por haver usado de violencia em vez
d. pre7ua,o para converter os Judeos ao
Ch.istianismo. E.te P.incipe tmha zelo
( dizia elle ) ; mas o seu zelo nao era alus-
trado Almulationem quidem Dei babuit,
sed nonsecundum scentiam.
Nao ignoro quam frequentes, e crueis
preseguices sofrerio os Judeos em todos os
Estados da Europa ; verdade he, que algu-
mas vezes <*Hes as provocro por sua insa-
ciavel avidez, e m f em o Commercio :
masoutras vezes ( cumpre confessar ) Cluis-
laos, tomados de humzeloto ceg, quan-
to brbaro, entenderlo, obdecio so.dens
do Ceo, e concorrio para a sua v.nganc*
com perseguir a essa N-eo deegracada.
A Igreia porem sempre delestou es-ses furo-
res populares; e p..r mais de huma vez os
Judeos nao enco.itr.io guarida, e acco hi-
mento, se nio entre os seus Ministros. V10-
se hum S. Bernardo voar Alemanha para
combater hum Monje apitata, que pre-
gando sem mUsio a cruzada, excitava os
Povo* aqueseestreassem com a m^tanca
dos Judeos. P^lo meio doseculo 14 toda a
Europa foi devastada por huma peste horri-
vel : accusavSo a os Judeos do haverem em-
venenado os pocos, e fontes, e por toda a
parte os perseguiio, edegolavo desapie-
dad..mente. O Papa Clemente 6. I01 o
nico, que levantou a voz em favor dessas
victimas infelizesda ignorancia, e prejuizos
do seu seclo. Em huno primeira Bulla de
4 de Julho de 1348 prohibi a todo o Chris-
tio o forcar os Judeos a receberem o Baptis-
mo, o impr-lhes crimes, de que nao erio
culpados, a tentar contra a sua vida, e
bens, finalmente o exercer contra elles
violencia alguma sem ordem, e sentencia
de Jai. legitimo. Em huma segunda Uulla
de 26 de Septerob.o s^guinle desonera o
Judeoi de to respeito do crime, que Ues emputavo,
mandando, que os Bisdos e ommungas-
sem a quantos ousas em inquitalos de qual-
quer maneira.
Continua-se-a.
mendigos, ou cono amigamente o Passos-
nas sextas feiras Ora mu'.to custo pu
de romper por entre elle,, pela estreilu-
ra da esc.da, sobi, e quando cbeguei em
cima foi esbaforido ; d. i me com urna
senlinella, ainda mais admirado fiquei,
deregi-me ao P01 teiro o que quei ia aquil-
lo dizer ? re>pondeo-me, sa5 providenci-
as do Sr. Administrador, determinou a
mim, e a sentinella, que na5 deixa-se en-
trar mais para dentro os Seroulas, e que
eu aqui raesmo os despachase, e recebi-u
o Sello dos seus despachos ; bravos di,-
se eu comigo, ser isto effeito da Cartinha
que deregi aos Redactores do Diario? as-
sim paresse, porem caluda !!! encami-
nliei-me ao Administrador, entregue! Ihe
os mais papis, e confer a minlia Embai-
cara5, eisse nao quando ouco buma gran-
de bulha, e o que havia de ser ? um po-
bre Canueiro cortadinbo que rebolio da
escada abaixo, que nao si como ?e nao
espedacou, e dizem-me que j nao a
primeira vez, estou vendo o dia quealgum
v na paviola. Agoia Srs. Redactores,
fico na especlativa se tambem chegar as
maSsdoExm. Sr. Presidente a tal car-
tinha, e se dar as providencias, islo ,
em remover aquelles infelices Empregados
para a indicada Caza, apezar que depois
da publ.caca da referida Cartinha, tenho
ouvi lo dizer, que na Madre de Dos tem
muiro bons Saloens, porem meus caros
Srs. sempre Caza que tem Santos, e de-
fundos e eu sou muito medrozo de cou-
tas do cutro mundo, e deste nao pouco! !
mas como so vou ali conferir o meu Navio,
pouco me importa ser all, ou acola ; em
fim seja ubma Caza mais decente do que
aquella com commodo suficientes para
os Empregados, que coitadinhos como
viventes as vezes acontesse (com o devido
respeito) querem fazer alguma operaqaS da
natureza, ei-los acorrer para o, trapiches,
fatigados amaiellos, por j terem sufrido
alguna minutos como eu os ttn.o encon-
t.ado; ora isto mais que mize.ia! !1
A deus Srs. Redactles, at ou'ia vez,
queeu de tudo Ibe irei partecipando, e
crei.-me.
Seu Venerador e Creado.
O Despachante da 5 oras.
Snrs. Redactores.
CORRESPONDENCIAS.
(*) Deste Justiceiro, era primeiro Reda
c,tor.oEx.-!Sr. Feijo
Snrs. Redactores.
Alvissaras alvssara? !! eis-me aqui ou-
tra vez aos seus pez a encommoda-los 1 po-
rem jcom algum prazer, eu lhe digo?
Dirijindo-me a Meza das Diversas Rendas,
seriaS duas oras e meia pouco mais ou
menos, confe.ir a minha Embarcaca,
fiquei estupefacto, ao chegar aporta da
escada, com o concurso de pvo que all
estava de toda a classe, uns em mangas de
carniza, muito porcos, e melados, com os
macatrozes alcatrozados, outros descalcos
que com a lama que tinha* nos pez, pa-
recia estar de Bruzequin, outros iinal-
mente de siroulas com os lacs badamecos
ao vai, evem (para ella) ah Illm. Sr.
Prefeito, agora ? Pulicia nelles P nao
estamos mais no tempo d'arupemas as
Portas? era fim Srs. Redactores pare-
ceo-meser Caza d'algum Testamenleiro
quando tem de cumprir legados; como
(j l vai disso) d/esmolUs aos desgrasados (
Do pobre Pernambuco qua pouco caso
se lar. das suasqueixas Em va5 sofre pre-
juizosincalculaveiscoma falta de p.omp-
to expediente da Meza de Diversas Ren-
da.'. O-Empregados daquella Reparticao
trabalha, le verdade, qoanto podem,
mas como podera contentar tantos per-
tendentes, se seu n.he tao limitado, que
na5 abrangeosaffocres ? Patente he i^to,
e bem sabido de quem pode, a remediar
o mal, e todava na5.-pparecem pruden-
cias. As Autboridades tem semp e hum
c..freprenhede desculpas, e o couiraer-
cio, que he na considerarlo de muitos,
hum orpo de ambiciosos, composto em
parledeestrangeiros, queana5 sedarem
por contentes tem a barra aberta para se
irem on le melhor Ihesconvenbao, solrao,
calem-se, que nao fazem falta.
Nao serei eu nunca que de ouvidos a in-
triga; quesensure sobre falcas arguices,
de pessoa, ou pessoas inculpadas d'huma*
Repartido inteiri ; Reparlica contra a
qual o communicado nunca levantou a
voz Reparlica a mais sobre-erregada,
e me'nos gratificada, cujos principaes Em-
nrei-ados, a nao comerem, e dormirem
na ^tufa que lhes serve no |T.ihunal, nao
podera p.ebencber suasobrig<;5es a con-
tento de todos, sem com tudo se Ibe ter
noUdo at boje falta alguma. Eis o que
eu chamo intereza, e prudeucia adminis-
trativa. ....
Rogo-lhes Srs. Redactores dar publici-
dade a estasquatro linhas, feitas depois por
hum, que esperou tres das por seu despa-
cho da Meza de Diversas R. e que sempre
achoupiomptos Jos Empregados da
3m
er se ronlc'm as teguintas noticias de Nat-
chitoches em data de 7 de Novtmbro.
Isaac Pakem ebega neste instante de Te-
xas, com a noticia que o General Mexica-
no Coss desembarcou com 400 homns,
na inlenca de junttr os 700 de tropas fe-
deraes, estacionadas em Santo Antonio de
Bexer, e marchar depo;s contra os habi-
tantes de Texas. Elle publicou huma
prcelaroaca, em que declarava vir para
receber os tributos, eslabelecer hum Go-
verno Militar, e confiscar os bens dos re-
beldes. O recurso s armas he inevitaveL
O General Hurton escrevede Santo Agos-
tinho, em Texas, para annunciar aos ha-
bitantes que he impos^vel evitar a guerra
paradefender seus diritoS e suss nstltui-
<;5es. Os voluntarios dos Estados Unidos,
que quizerem juntar-se a seus irmios, re-
ceberao em recompensa de seus servjcos
largas concepc.5es de terrenos. Nos temos
milhes de acres de excellentes trras sem
cultura nem dono. Corra cada hm com
huma b-a davina e cera cartuxos. Nosso
grito de guerra he: Liberdade ou Morte!
Nossos principios : viva a Constitu^ao 1
Abaixo o Usurpador 1
Nao se duvida que os Cidados dos as-
tados Unidos correspondas a este appello
de seus irmios de Texas. Todos os arra-
pos dos Covernos Livres e Republicanos
8a5 convidados a reunirse esta noite as seto
horas e meia p.ra tomir em consideracarj
a situacaS de seus Compatriotos de TexaS.
As hostilidades; que esta acontecendo
entre a Provincia de Texas e o Governo
Mexicano, ameaca de envolver os Estados
Unidos era huma guerra com aquelle Uo-
veri.o. Muitos Anglo-Ame-icanos tem dei-
xadoo seu paiz para hirem para a Provin-
cia de Texas, onde trabalha ha algum
temqo para solar esta Provincia do
Governo centrol, e un.-la aos Estados
Unidos. Os colonos tirara grandes van-
tagens desta combinaca; entretanto os
m.ios que se tem empregado, ou os que
seria mais convenientes sao sugeitosa dis-
cussaS. Alguns jornaes de NeW-York
examinando a quest. da incorporaQad
debaixo da considerarlo da escravatura,
denuuciao este projeclo como tendente,
augmentar o trafico dos negros, e como
devendp em consequencia augmentar os
embaracos do Governo dos Estados Uni-
dos. E,ta objeccao he seria : entretanto
como se enviara armas e volntanos aos
colonos de Texns, be evidente que a sua
causa n8 he impopular, qualquer que se-
ja de resto o projecto do Goveno .res-
peito desta ii.coi poraqa. _
Os jornaes de Caraca., vao ate 5 de No-
vembro. Na5 se trata sena de submissaS
aos Cheles militares, que tomarao partido
na ultima insuneica, e do restabelec-
mento da ordem nosdistnctos onde seaclia
pertu.bada. Sir Robe. tKer Porter leve
huma entrevista com o Secretario de Es-
tado dos Negocios Estrangeiros, e lhe com-
ojunicou a Caira que o acreditava em qua-
lidade de Agente Britanrnco junto do go-
verno de Venezuela, e logo depois foi a-
presentado ao Prndente da Repblica.
(Correio Francez.)
Publicaco Literaria.
Sabio a luz om Compendio de Geome-
tra Pratica, proprio para o uso das Aulas
primarias, por S. H. d'Albuquerque, Pro-
Fessor Publico de Primeir.s Letras da Fre-
guezia de S. Pedro na. t.r daC.dade d OH
da, e.cha-sea venda na Iota de l.vros d.
praca da Independencia n. 37 e33.
ANNUNCIOS.
Coro toda a certeza sahio hontem a Pon-
te N. 5, eacha-se nos lugares ja .Dnoucia-
dos.
EXTERIOR.
Em hora dos Ns.do New YoikCouii-
AV1ZOS PARTICULARES.
O Bacbarel Joio Maria de Moraes f
saber ao Publico que est servindo inter-
namente o lugar de Promotor Publico des-
ta Cmate. doRecife, e que o luflar de


r
DIARIO DE PERNAMBUCO.
i
s
sua re-i lenria he as casas D. 5 beco do
reixe Frito. Bairro de Santo Antonio, a.,
e 3.* andar.
H&* Os Administradores da casa falida
de Smith & Lmcaster pertendem faser uin
devidendo, e por foto pedem aos Sms. cie-
dorc queiro a presentar-se coma proras
ou tituiloa de suas dividas para lerem con-
feridos, e proceder-se ao devidendo, o
/je D-se 700$ res a juros, com se-
guranza a contento : quem os pertender
annuncie.
jje" No dia 26 de Marco do corrente
anno falesceo naCidade do Natal abintes-
tado o Reverendo Padre Fraiici.-co Dioni-
sio da Can ha : os seus bens foro imme-
diatamente sequestrados peloJuizode Au-
| xentes; o q'<- se participa os seu- herdei-
ros para se habilitaren) competentemente ;
e -e qoisciem noticiaba ese respeito mais
1 ciirnosiancia .' se Ihes darlo na ra do
Livram^nto, Iddo direito, 1. andar do
sobrado l>. i3.
r^ Na na do Flor, ntina, primeira
casa de J. >|o Zurrick, indo-se para a ma-
r, d-se 2:000$ reis po de seis mezes, at iim anno, a premio
de a poi cenloao mez, sendo as letras in-
| docada por duas firmas a cpenlo do an-
nunriante.
*y Sondo taja alguin Europeo ro>s-
so, que se queira r emprear nos Cei toetis
de Pi'ja, com interesse suflicieuie procu-
re ao annuncianle etn Olihda nos qu.Uro
cantos casa de Antonio Gomes Leal, istoa-
io dia a5 deste roez.
jry* Domingos Ferreira Jorge faz sc-
ente a D. Franci-ca de Paula Mavignier
que no prazo de- i5 das queira vir Liaros
penliorts que Ihe empenhou desde o auno
de 1828, por poucos tempos, e se achia a-
i o anno de 1836, e nao vindo tirar ues-
te praso, nio ter diieilo nenhum de os
tirar maio, coja Senhora se acha morando
cni Santa Atina.
jrjr Quem quiser 750$ reis na Ilha
de S. Miguel, pa os d*r aqu, annun-
cie por este Diario para ser procurado, ou
dirjale a ra dos Quarleis D. 1.
jy Qualquer senlior de Eng-nho que
preci-ar de uo bom< m casado com poucl
familia, oqual se offerece para encinar a
]er, escrever, contar, e gramtica Portu-
guesa, o qual tem bastante pialica de 119
sitiar: annuncie a morada para ser procu-
rado.
jy Quem precisar de un honirm ca-
paz para eosnar primeiras letras com per-
juicio lora desta prca; annuncie, ou diri-
ja-se ao atierro da Ho.i-v.sta loja de roiu-
de-as junto uo Abreii que se dir quem
perteude.
/y* Precisase de orna mulher, para
ensignar a Ur, e escrever, a urna menina,
fura desta rr.Q", a pessoa que quiser dri-
ja-se a rila d Ainoiim no Recite 11. 111, ou
annuncie a sua morada para ser pi acura-
da, a tra.tai-.-e do .juste. P&*&>
X2F*" Marca-se roana com pe f. icio, de
todas as q-ialiJade* de letras, por 10 reis
cada letra : na rua do Ainorim n. 111.
C^>* Aluga-se urna Casa Ierre* no Bair-
ro de Sanio Amonio, uu.no da Boa-vista,
cjue tenha alguris con modos, e que nao
tgeeda o seu logue! de 7 a 8$('00 res
ueusaes; annuncie.
%cy* Quem tiver urna morada de casa
de dois andares em qualquer rua 110 Reci-
Te : annuncie par. ser procurado.
U-V Precisa-sede un leitor, que en
tenda de 01 la, e do mais servico de um si-
lio: quem se adiar rieslas rirrurist.ncias
procure a Joaquim Elias de m iura na 1 ua
do Hospicio sobrado de Francisco Pedro
Soar. s 15 ando.
/^" O Sur. Vasconcellos queira conti-
r.Mt da mam ira que piiucipiou para ed-
querra fugutsia dos moradotesda M nela, pois u pao picsentemente est qua>e .
em ameadedo (amauhoque liaba ao piitti
.signados, desejando dar corita dos actos
de sua Administiaco, por acabarem de
liquidar olijectos, qu.-ais-u se oppunho,
convidaoa todos os Sis. Credores mesma
casa, para compaiecerem impreter vel-
mente 110 dia ultimo do crrente meZ d'A-
bril, peLs 10 horas da manhi, na rua da
Cruz n. 39.
Rita de Almeida Cos-ta.
Joaquim de S'mza Pinto.
Fi ancisco de Paula Pires Ramos.
W Quem precisar de una mulher
de id.de para o servgo de urna casa, di-
rija-.-e a rua Nova loja n. 23.
3" He a ten-tira vez que por este Da-
1 io he tem pedido ao Sr. Fiscal do Bairo de
de Santo Antonio, a reniOQo das madeiras
que .visteen no beco do Theatro pelos mo-
tivos que se Ihe expenderio no Diario de 6
do con ente N. 74 e menino pelas ras nao
seiem Arma-en> de paaticular algum espe-
ra-se pois que este ttreeiro peditoiio mere-
c<* alguma ccncidrraco da parle'do Sr.
Fi-cal alim de evitar a repetipo de annuu-
r.oa que tanto o devem chocar na qualidade
d? f-mpieg.ido publico.
NAVIOS A CARGA.
Para a B.lna.
Segu vagem com toda a brevidade o
Pataxo Brasileiro Fez Aurora, Capito
Joo Jozeda Silva : quem r carregar ou ir de passagem, dirija-se ao
m-smo Cipito, ou ao consignatario Ma-
nuel Juaquiu Ramos e Silta.
ARREMATA CAO.
s
O abaixo assignado Escrivo da execu-
cSo de Amaro Feruandes Gama contra D.
rsula dasVirgeus faz pubii.o que no dia
Terga ieii;a 26 do curente se hade arre-
matar de renda mu murada de casa de
dois andares to Bairro da Bo.-vi-ta pela-4
horas da larde uapiac do Juiz du Crime
Joaquun Nunes Machado, largo da Ma-
trit do Sacramento o'este Rairru de Santo
Antonio.
Joze Francisco de Souza Magalhaens.
%^ Arrenda-se annualmente urna ca-
sa na rua du Roat io 'a'^a D. 7. perlen-
cente a Viuva e filhos de 6nado Francisco
dos Reis: a- peiwoaae quern rpDTer a dita
casa compareio no dia 2 5 do cor; > rite roez
de Abril as 4 bocas da larde, em casa du
Doutor Juiz do Civel na rua Nova.
\
COMPRAS.
Um escravo a Irepapador de coqueiroo
que na s/ja bebado : na rua do Hospicio
sobrado de Francisco PedioSaar.s Bran-
dio.
WT* Urna pela de meia idade, s-m
viciu lien mo'eslia: na na du Pires D. /i.
*y Um Tratau d'Agricultura ^er.,1
emPot tuguez, ou Fram-ea com tanto, que
sejaeiy 1 ou poucos vulumes : annuncie.
rST" Um negiosendo fiel e sem vicio
nem achaques, p-r, o nervio de urna ca-
sa, anda sendo de idade : annunci-.
3T Um livro do joj.o de vollar. te : na
nada Alegra em ca,a de Frano.sco Ro-
drigues de Mour.i.
TO- P.cas dn G^OO por 12&500 ieis.-
quema tiver amiuocie.
i-ipio ; assim como deve mand i- pao que
^il-va a todos, e nao ha\er preferencia pa-
ra uns, e Ou'iro's fctrem com no na bo-
fcca, eo que mais cusa he, pas?ar-e pela
poita de uns para se levar Sur. Fulano
mam adianle. Se continuar da mesma m-
neira. breve icai sem fregueses pois as-
im Ihe afirma, qem tiooem tem
Cavallo e canastraf.
^9" O Administradores a casa du
iaIecido Josc Frinii;co da Cjita abvixo
VENDVS.
Urna cama de solteiro, de Jacaranda,
por^re'5.1 cummodu : na tenda dema.-
ciniro do p.ieo do Carruo ao virar p.n
d t.'.il: bu t l). I 2.
&&- Uoaa espada, bainha de ferro por
pieco c-'romodo : ra veuda da esquinados
A.-8 Miguiuhos D. 9.
_ S^ Maguurii l.txicum, e o Mestre da
vila: na .u-i doQueimado loii de ferra-
g m D. 2. J
1f3" Urna padana cum todos os perten-
ec : ui ua Nota loja u. 23.
.
Por prego commodo em pequeas
ou grandes qdantidades pez de cafeiros pa-
1a smente ja com dois annos de nascidos :
em. parnamerim sitio defronte do Padre
Alexundre Bernardino.
yjp Urna escrava crila de 18 annos,
bonita fgura, cese bem, engoma liso, co-
sinlia o diario de una casa, veste sofrivel-
mente urna senhora, e ptima momban-
d ; na rua dos Quarleis D. 4 se dir quem
vende.
Y9" Uina escrava moga de bonita fi-
gura, cosinha bem o diario, engoma liso,
boa lavadeira, e vendedeira : na rua Velha
veuda da esquina do beco que volta para
a campia D. 3i.
X&- Urna porcao de tabaco de p da
Caxoeira da B.hia de muilo superior qua-
lidade : na rua Direita venda que voha pa*
ra o beco da penlia D. 8.
Ijry F.ll'ectivarnente em casa de Ponrhet
reres &Comp. na rua Nova D. 5 e 6 os
sesuinles livros: Collecco de obras ma-
conicas publicadas no Rio de Janeiro por
R. Ogier, Recreajo moral e scient fica,
ou bibilioteca dajuventude, Elementos de
Lgica por Joze Saturnino da Costa Pe-
reira, C-tecismu de economa poltica por
Joo Bipii-ta Sy, adopUdo para os cur-
sosJuridicos de S. Paulo e Olluda, Diccio-
nario, porttil dasatribuices dos Juizes de
Paz, Poezias de Antonio Jos de Araujo, Ma-
nual da Typographia Biasiliensj, o Mes-
Ire de danc ou collecco de contradaners
Franre-as e Bi asiUiras, Regu'ador dos Jui-
zes de Paz, Guia dos Jurados, Mod-llo de
lodos os termos para os Juises de Paz, li-
vros em branco do todos os tamanhos, co-
nheeimentos, Lr-tra<*, &c.
ajey Uiiia cadeira de ai ruar, pouco
chegnda da Bdia : na rua do crespo luja
de Pinto Bndeira.
fc3> Um piano forte por prego com-
moJu: nu beco da Flurentina terceira casa
nova de Jou Zurrick.
y U'iia venda na rua du Raugel D.
9; na memia.
Hy* 5 mil olhos de palha de carnauba,
e b>Uxas paitdas por prego commodo:
na p uJaria da rua de N. S. do Terco D.
ai.
VJP Urna porco de taboado de ama-
relio em tahuas de costddinlio, e assoaluO:
na rua do Co'legio sobrado D. 7, 2. andar.
|0P Uma vacca paiida de punco, boa
leiteira, > muilo nova : na mesma casa.
}(&* Um negro cora 22 anuos de ida-
de, sofivel cozinlieiro, e muilo sadio .'
nesta Typugraa, se dir quem vende
(^ Fulitiltas de porta, de Al-
glbelra, e de Padre, para o pr-
senle anuo de 1835, por prec,o
commodo, na Prac^a da Indepen-
dencia, loja de Livros N. 37 e
."38, e na roa da Madre de i'os
venaa que foi do Rezende.
ARRENDAMENTO.
Arrenda-se urna grande casa acabada de
prximo, com cinco qnartos, saiizalla pa.
ra pietos, pintada, e eotir mais alyuns ai-
ranjoa, pruprios para uma grande familia,
no lugar do Manguinbo defionte da casa
de D. Luriana : os perlendeotes enteu-
dHr.$nrhlo, com Lourenco Justiniano de
Siqueitrt, moirdor ao p da ponte do mes-
mo Manguinlio, paea tractar-ae do preco
'niiu.il.
d, com os signaes seguintes : alto corp0-
lento, representa ter mais de 45 annos,
barbado so pelo queixo, e buco, um Un-
to descarnado da cara, aleijado de um do,
pez, leudo este cortado pelo peito po,.
soque nao tem dedos, e nocouto deste
tem huma ferida quase feixada, e nutra Z
meio da perna, sendo essa maior e mais an
tiga, e a perna est ms3 grossa que a ou.
ira : este negro levou calsa e camisa d'es-
topa, e chapeo de palha ; d-se urna suffi.
dente gratificsco (nunca menos de 35 H
res) correspondente ao lugar em que r
eneentr.de1, a quem o pegar, e entregar
na rua dosQua, te.s D. 4 e 5 ; assim como
se protesta proceder na forme da Lei, con
tra quem o (iver em seo poder.
fcT. Torna-se a lembrar o annuncio,
falo mi o Diario de 8 do presente mez de
Abril n. 76, arenovagn.domesmoannun.
no emodelG dito r,.83,eneste presente,
a cercado preto Francisco poralcunlia Ca-
lungs cujos signaes que o dito lem, e mes-
moalgumas noticias a respeim, em ditos
Danos se achao expendidas es, pede o
maior cu.dado s Au.hor.dades lce.ca del-
e por ser o mesmo muilo capaz de Mu-
ludir com s maior facilidade.
tathar.na, n-gra da Costa, fugio
apertodeoito meses: era vendedeira de
iructas, eorlalicesno Recife, tem os se-
gu.rites signaes; risco ,,o rosto infeites da
sua nacSo, labas de denles na frente, altu-
ra regular, chefdocorpo, cara redonda,
arrisonho; consta que an(Ja TeDd d
canquilhanasp.UNactuba, e Patos, e ca-
zo se inculque por forra pois mui.o ladi-
na pode esda cer esta falsj Jade o Sur. Ju-
iz de Paz dos Patios, a qt/em e||a r ou
a curoprasse : 0< aprehenaedores levem-
a Amonio C.rdoso Qoeiroz Kuncecaao
Pedo largo da j,anta Cruz na Boa-vista,
waugranlicadosalem duque por direito
Ibe competir. .
^^ Em 12 do corrente fugio um ne-'
gro, por i.ome Juse, de naci congo, com
os signaes aeguinles: estatua regular, se-
g de un. olho, lem pouca ba.ba, e e>ta
O pelo queuo : f,i com u cabello grande,
tem os pez um tanto esfuracados de bixoe ;
levo,, camisa e siruula de algodiosoi- : es!
te negro j fj vendedor de pi p,ra os lu-
gares de AH.-tos, Cruz d'Almas, e Casa-
Forte ; e boje he padeiro: d->e uma ge-
nerosa giatificacio a quem o pegar, e en-
tregar na rua dos Quarteis padarias|D. 4 e
O
Taboas das mares chern* no Pono de
Pernambuco.
FURTO.
Disencaminliou-se ama colber de piala
grande as Jet ras R(F C enlacadas urnas as
nutres: a pessoa a quem fu- uTerecida,
faia f v.rdea tomar, pois foi furlada. e
anriuiiii.ii para se pioimar, e casoal.'ui m
s iba da mesma parle, ipaudo Ose Ihe gra-
tifcala.
10 Segunda
11T:= S
.a-6:, I
iS-Q: j
J4_S:= -
15>:------
16..D: J
Oh.30 m
I-18 .
2- 6
2-54
3-42
4 30
5-42

11
i Tarde.
NOIICIA8 martimas. $
Navios entrados no dia 23.
ESCRAVS FGIDOS.
Em
BOSTON; 4a dias; B. Aror. Spartam,
Cn- O. G. Stamwood : varios gneros:
Fo.,ter. Ton. i79.
HIO G. do NORTE; n dias; Hiate
Feliz Perriambucauo, M. J,.0 Pereia
Brum : algodie, coures: a F. X. Par-
delha.-. Ton. i7.
Saludo no 'mesmo dia.
BAUCELONA ; Eo. E-p.nhuf. Romo-
zifa, m. Ruijue Aosina : al^cdo, e couros.
ERRATAS.
No pre?o corrente deSabbido, cambio
sobre Londres, em lugar de 39 a 40 e mtiu
lea-se 39 a 39 e aeio.
a.
L
lodeFevereiro passado fugio um
egro, pui uumLrauci4co?nacao(Jabuu. ^ M lir, ^p. Jo36.


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