Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01799


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Full Text
ANiVO DR 1836. TERCA FRIRA
-N.
19 DE ABRIL N. 8.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
Pbrrambcco, Tvr.DB M. P de Fin. 18.%.
bmic
DAS DA SEMANA.
18 Segunda 8. Galdino B. A. dos Js. do C. de m.
c de t. ses. da Tliczouraria Publica, e Chae, de
t.
19 ,Terca S. Hermogenes M. Re- de m. aud. do J.
de O. d t.
20 Ciiiarta S. Ignez de Mont ses. da Thez. Pub.
21 Quinta S. Anselmo Are- Re. dem. aud. do J. do
C. de m. e de t.
52 Sexta S. Sotcr e Caio ses. da Thez. P. aud- do J.
de (). de t.
23 Sbado S. Jorge M. Re. de m. e aud. do V. 6.
, del. i'in Ulinda. Quarto cr. a I h. e 52 m. da m.
25 Domingo Fugidr de N. Sra. S. Piel.
TmIo agora depende de non mesmos, da nossa pru-
dencia, inoderaco, e energia: continuemos com
principiamos, e arremni i>ntadu8 com admira-
cao entre as Nacei inais cuicas.
Proclamado da Atttmblta Oeral do llrnttl
Suhscref-r a 1000 r*. mensses pagos arfiantados
nesia T^uogrufia, e na Praea da Independencia N.
37 e 38 ; onde e recebem correspondencias legali-
sartas, e aununcios i insr'rindo-se este gratis sendo
dos |iro(>riosasignaiite, e rindo assiguado*.
CAMBIO.
Abril 18.
-LiOndrcs. 39 1|2 a 40 Ds. St. por 1 ctd. ou prata
a 50 por Mito de premio.
Lisboa 50 por o|o premio, por metal, Nom.
Franca 245 -240 Rs. por tranco
Rio de Jan. ao par.
Moedas de 64O0 I..WX)
4000 C..8:a 7000
Pezo I ,,440
Premio da prata 50 p. c.
das lettras, por me* 1 2 por ojo /
Cobre 25 por cento de descont
-AHTIOA IHNCOKMKI.
"linda _Todos os diasao meio da.
C.oiana, Alhandra. Paraiba, Villa do Condo Ma
njanguape Pitor, Real de S. Jlo. Brejo d'rei.
V.IUs de fo.anmnha Novada Prinee., Cidad
I 'ef.a' V'"aS ^*.MnnUm.r.B,o,
S r"l rS"& CJan.nd- 0ranJ' ln.pertr,
S. Bernardo, S.Joao do Principe, Sobrar. Novad'
BlHe.T, Ico. S. Mathens. Reachodo ama S
Antonio do Jardm, Qneseramohm. e Whib
- fecundas e Sextas loras ao meio di.i por va da
Caraiba. Santo Antao-Todas asquintu fe i ras a o>
meio da. Garanhuns, e Bonito-nos 0ia> 10 e 24
de adamez aomeio da. Flores-no da 13 de
cada uiez ao meio da. Cabo. Serinhaem. Rio For.
mozo. Agoa Preta e Porto Calvo-nos das 1, II
e 21 d cada mez. Serinhuem, Rio Formozo, eA
goa PretaSegundas. Quarus. e Sextas teira.
PARTE OFFICIAL.

PEaNAMBCO:
Ll 1 PROVINCIAL.
i836. N. i3.
Francisco de Paula Cavalcantijd'Albu-
querque, Presidente da Provincia de Per-
namhuen: Paco saber todos os seus ha-
bitantes, que a Assembla Legislativa Pro-
vim-ial Decretou, e eu sariccionei a Le se-
guidle.
Arl. i.* llavera em rada Comarca lium
Prefeito, cujas allribuices serS : i.fa-
*er prender as pessoas, que o deverem ser
na Coima d- s Leia, e matiter a segu anca
individual dos Habitantes : 2." vigiar sobre
(i rgimen das prises, mandar dissolver
os ajunfmenu-s perigosos, e mandar ron-
dar os Iugai es onde cotivier : 3." mandar
facer coi pus de delicto pelos Olficiaes pa-
ra isso competentes, e mandar dar buscas :
4. exercer as atsiibuuSes de Chile da Po-
lica, que de ora em diante Bcioseqaradas
do Juizde Di rt i lo : 5." fazer execular as
at-nlencas criminaea : 6. applicar na Tur-
ma dasLeis, e das ordena do Presidente da
Provincia, os renditnenlosdestinados pela
Assembla Provincial ao ramo da Admi-
nislracio da Juslica.
Art. 2.* Os Piefeitos nao proferirs
8entencas netn inlgamentos; elles erad
Horneados pelo Presidente da Provinria,
que os pedet remover quando entender,
que assim convem ao ser vico publico.
Art. 3. As listas-dos Odadios para se-
rem Juredos serio organizadas pelo Pre-
leito, lerorrendo os queixosos n'e.-le caso
para o respectivo Concrlho de Jurados. A
leuda animal exigida para e poder ser Ju-
tado fit-a elevada a trencillos mil reis pro-
venientes de agricultura, criacio, bens de
raz, ou Em prego Publico; ou seiscentos
niil i eis provenientes de qualquer oulro ti-
tulo.
Art. 4. Snmenle na cabera da Comarca
se reunir oConcelho de Jurados, supri-
midas as louiirs nos de tuais Termo,
rujos niembrotj pertencerS ao Coucelho
de Jurados da i espeetiva Comarca.
Ait. 5." Em cada buma das Villas ra
becas de Comarca ha ver hum Jub.de Di-'
reito do Civil na cotiforinidade do art. i3
la Disposicao Provisoria acerca da Admi-
nliatio da Ju-lica Civil. A jurisdicio de
t-es Juizes, assim como dos d'esta Cidade,
lirangeia loda aexlensio da respectiva
C.Mtiatca. Ao mesnio Julz de Diteito do
Civil pertencera tambem todas asaitri-
bui'esfll agora exerculas pelos Juizes
dos Unios, que ficio suprimidos.
Ait. fi." AoJJuizde Direito doCrimede
pnmeia lo tancia, altn de conbecer do
lireito as cans.ij da competencia do C*n-
relho dos Jurado-, perlencer tambem :
i. conceders (tancas, que a Lei outhor-
ga em casos crimes: i." jnlgar asconlra-
vencSes das Pot turas Ivlirniripars: 3 pro-
nunciar nos casos, em que at agora pro-
nuncia vio os Juites de Par., dando appel-
lacio como elles dao : 4-.j'dgir oscri-
ni's, em queflentenciavo os Juizes de Paz
assim como os Juizes Municipaes, que 6-
cao suprimidos.
Ari. 7.0 NaT{falla ou impedimento de
qualquer Juiz de Direito |loCiime ou do
Civel deprimeira Instancia, ser elle inle-
1 mente substituido pelo Juiz compa-
nheiro, na Falla d'este por pes.-oa pira isso
nomeada p-lo Presidenle da Provincia, e
na falla de todos estes por hum Advogado
para isno nomeado pelo Preleito.
Ait. 8. Hav r hum Promotor em ca-
da Ccrouca para ofbjar perante os Jura-
dos e Juizes de Direito em lugar dos Pro-
motores dos Termos, que ticao suprimi-
dos. O Promotor oliciai nio s nos ca-
sos crimes masainda nos civeis, que ver-
sareis sobie testamentos', bens dos dnme-
los, auzenles e capellas, enera Curador
Geral dos orpbios, e de quaesquer outraa
pessoas, que nao tenbio a livre adminis-
tracio de seus bi n-.
Ai t- 9. Os Promotores serio nomeados
por tempo de Irez annos pelo Presidenta-
da Provincia d'entre os Barbareis Forma-
dos. O Promotor substituir ao Prefeito,
e ser substituido por pes.-oa, que oPrcfei*
to nomear; rilo podei poim reunir o
xerci'cio de ambos os cargos.
Arl. i0. O Presidenle da Provincia
proveaos OIiciaes, que forem nece>sarios
ao expediente das Repartices cieadas pnr
esla I^ei, marcando-lhes provisoriamente
os vencimenlos, as.-im como os ordenados
aos Prefeitos, Juizes de Direito doCivel e
Promotores ; dependendo p.m da approva-
co da Assembla Provincial, quem na
prxima .-es-io annual submetler o re-
sultado deseos trabalhos este re-peilo.
Ait. 11. Em cada Parochia haver
bum Juiz de Paz, ficand dos outros Disti icios. O* juizes de Paz
seri Iritos por quatro alios da forma em
que seelegem os Vereadores das Comarcas.
0 ( idadio que olitiver maior numero de
votes ser Juiz de Paz ; os inmediatos em
votos seiio Snpplentes. Fica suprimida
toda a jurisdicio ds Juizes de Paz, que
nio for pertencenle conciliaces, eleic-
es, e ul^amentos das causas civeis al a
quanlia de cinr.oenta mitris.
Art. u.0 O Prefe*) nomear bum No-
tario para rada hum dos lugares da Comar-
ca, onde for conveniente, e Ihes designa-
r merinamente os Distrc'os dependen-
do porm da approvacio da Assembla
Provincial, quem na prxima sessio an-
nual subtneltei por intermedio do Presi-
dente da Provincia o resultado d'esse ta-
balho.
Art. 13." Ao NoUrio competii fazer
corpos de delicto directos, vistorias, tes-
tamentos, reconhecimentos, inventnos,
inquii icues, e quaesquer outras escriptu-
rason autos crimes ou civeis, que a neres-
sidade exigir, ou Ibe for mandado pelo
Preleito ou pelos Juizes de Direito depri-
meira Instamii.
Arl. 14 O-Notario nao proferir de-
cisio alguma ; mas os corpos de delicto,
vesloriase quaesquer ontroi autos crimes
ou civeis letrado* por elle lerio vi^or mes-
mo sem assistencia do Juiz, com tanto que
aejio as-i nados por duas testemuuhas em
lugar do Juiz, alm dos peritos ou outras
pessoas exigidas para sua validarle. Os
Not^i i<>8 perceber os emolumentos mar- j Antonino Joze de Miranda Falcio a i'ez.
cado- para os Tabelifes.
seis, dcimo quinto da Independencia e do
Imperio.
Francisco de Paula Cavalcint d'Albu-
qtierque.
Carta de Lei pela qual V. Ex. manda
executar a Resoluclo da Assembla Legis-
lativa Provincial, que houve por bem san-
cionar, sobre a nova orgaobacio da Ad-
m'mistragio Policial, e outrosobjectos, tu.
do na forma cima declarada.
ParaV. Ex. *er.
Arl. i5. Ficio suprimidos oslnsppc-
tores de Quarleirio. Os E zes de Paz ficio inhibidos de escrever ac-
tos da competencia dos Notarios.
Ait. 16 Haver em cada Parochia bum
Sub-Prefeito9em vencimento de ordenado,
nem emolumento nomeado pelo Prefeito
d'entre osCidadios residentes na Parochia.
O-Siib-Prefeilos ex-rutai as ordens do
Prefeito, espoder prender nrdemdo
Prefeito, quem remellersem demora os
presos. AoSub-Prefeito firio immediala-
mente subordinados osCidadios, que nio
furem Guardas Nacionaes.
Art. 17." A Forca Policial, e a Guarda
Nacional serio subordinadas ao Prefeito.
Elle dar Inslrucc s a os Sub-Pieli ilos,
e aos Notarios, e pora algoni Soldados da
Forca Policial ou da Guarda Nacional
disposicio dos Notarios, ou doaSub-Pre
feitos, (juan'lo a necessidade o exigir para
o desemp' nho de qualquer diligencia.
Art. 18. Os Olficiaes Superiores dos
Batalhesda Guarda Nacional ferio nome
ados pelo Presidente da Provincia d'entre
os habitantes da Comarca nafoima em que
o sio os Cbefs de Legiio. Os Olliciaes
nibalternosseiio semelliarilemente Horne-
ados pelo Presidente da Provincia sobre
pi oposia d<> Commandffite do respectivo
Batidhio. O- Olficiaes Inferiores serio no-
meados pelo Commandante do IJatalho,
sendo os das Comp.inhias sobre ptopo.i(a
do Commandante da C>mpanhia,
Ait. 19. O Guardas Nacionaes serio
qtialilicados pelo Gommandante'do respec-
tivo Batalliorom recurso ao Prefeito da
Comarca. Ficio abolidos oConcelho de
Qualificacio, eoJuiy de Revista da Guar-
da Nacional.
Art. 90." Ficcio derrogadas n'esta Pro-
vincia as Leis e Diaposicdes emccntia-
rio.
Mando por tanto todas as Auclorida-
des, quem o conbecimenlo e execucio da
referida Lei perlencer, que a cumprio, e
faci cumplir lio inteirarnente como Hel-
ia se contera. O Secretario d'esta Provin-
cia a faca impiimir, publicar, e correr, j
Cidade do Recife de Per na m bur aos qua- I
tone de Abril de mil oito centos e trila c '
Regislada a fl. \f do Lirro i. de Lea
Provinciaes. Secretaria da Provincij da
Pernatrbuco 16 de Abril de 1836.
Antonino Joze de Mirando Falcio.'
Foi publicada e sellada esta Lei na Se-
cretaria da Provincia de Pernambuco em
16 de Abril de 1836.
Vicente Tliomaz Pires de Figueredo Ca-
ma rgo.
O Presidente da Provincia em virlude
da auctorisacio, que pelo arl. 24 6\." da
Carla de Lei de t2 de Agosto de i834 Iba
fui concedida, ecumprindo o arl. 10 da
Lei Provincial de 14 de Abril d'este auno,
ordena, que na sua execucio se observeut
as seguales
INSTRUCES.
Ait. i Os Escrivies, que servil2o pe-
anle os Juizes dos Orpbios, passard a es-
crever perante os Juizes do Civel na cabe-
ra da respectiva Comarca ; porm so men-
te esereverS ms objectos, que ptriencii<
aos Ju zes dos Orpbios do Termo, onde el-
les serviio.
Art. a. Os Escrivies que serviio pe-
.inteos Jui/cs Municipaes, passar a es-
nver perante os Juizes do Crime, e do
Civl na Cadeca da respectiva Comarca,
poim sescrever nos processos perlen-
cenles ao Termo, em que elles serviio.
Arl. 3.* Quando v.-gar qualquer dot
Oieios de Escrivies cuna d< clarados nio
ser prvido sem previa informacJo sobre
a conveniencia de se reunir a ou tro dos 01"-
ficios da nusma natureza.
Art. 4. Haver na Comarcado Recifa
bum Secretario, hum Ofllcial da Secrela-
11a, e hum Amanuense, encarregadoa do
expediente doPiefeilo, e as outras Co-
marcas haver snmenle o Amanuense.
Arl. 5. Na Comarca do Recife Pre-
feito vencei hum cotilo eoito centos mil
reis de ordenado, e seis ceios rail reis da
gralificacio: oPromulor htiiu corito edu
zentos mil reis de ordenado : o Secretario

I
NUMFRACAO INCORRETA


DIARIO
D E P
*
ERMAMRC O.
da Prefeitora vencer de ordenado oito ce-
ios mil reis, oOdicial da Secretaria quatro
centos mil reis, e o Amanuense ti senlos
mil reis.
Art. 6. as outras Comarcas o Prefcito
vencer hum cont e duzentos mil reis de
ordenado, e qualrocentos mil reis de grati-
icacio : o Juiz de Direito do civel hum
cont de reis : o Promotor oito centos mil
reis : e o Amanuense da Piel'itura quatio
centos mil reis.
Art. 7.0 Quando em qualquer das Co-
marcar o Promotor substituir ao Prefeito,
vencer este a gratificaco, que ser n'esse
caso percibida por aquelle que estiver em
exeicicio das funcies de Prefeito.
Ait. 8." Km nenhum caso o Prefeito
vencea emolumentos : e os Juizes do Cri-
me ou o Civel nao perceber cusas ti-
tulo de estada ou caminho, quando sahi-
rem da calxea da Comarca.
Art. 9. as Parochias coro pretendidas
palo terretoiio de duas ou mas Comarca
llavera tantos Juizes de Paz e Sub Peifei-
Is, quautas loreni as Comarcas, por on-
de a Paroohia se extender.
Art. 10. Publicadas as presents Ins-
trurcts proceder-se-ha logo cleicao dos
Juizes de Paz as Paiochias, os quars dn-
raia o lempo somente, que ainda falta
para completar o quatiienuio das acluaes
Camaras Muidores na forma do ari. i3
do Cdigo do Piocesso Criminal.
Art. i.' As Cmaras Municipse^ mar-
carao o dia para a eleico dos Juizes de I'../.,
eofaro publicar para que chegue ao co
nhecimuito de quem pertencer. As elei-
cesem cada Paiocha sero presididas por
lium Vereador na forma doart. 3." doLc
cielo de 28 de Junho de IJ30, ese farSo
na conforuiidade das Lei, que regulo si-
mi'.hantes eleices.
Art. 12. VoUira as eleices de Juizes
de Paz as pessoas que podem votar as elei-
ces dos Vtieadores. Cada votante entre-
gar huma lista coiitendo dous nomes, dos
quaes o que obtiver inaior numero de vo-
tos ser Juiz de Paz.
Ait. 13.. Os Notarios nao podero ac-
rumular o exeicicio de Escrives dos Jui-
zosde primeira Instancia, nem dos Juizos
de Paz.
Palacio do llover ho dePernamhnco 16
de Abiil de i85.
Francisco de Paula Cavalcantede Albq.p
ASSEMBLEA PROVINCIAL.
Acta da 5. Sessa ordinaria da? Assemblea
Provincial de Pemambuco aot> 13 de A-
bril de i836.
Presidencia do Sr. Dezembargador Ma-
ciel Montero.
Fora prsenles 51 Senhores Oepula
doa e faltaraS os 5m s. Fraucisco de'ar-
valho, e Dr. Gomes.
OSnr. Presidente declarou aberla a ses*
sao.
O Snr. 1. Secretario deo corita do ex-
pediente, que constou de hum olhioda
Cmara de Goianna incluindo as suascon-
las do auno findo, e propondo meios para
ter patrimonio, que fora as le peclivas
Commisses.
TCarubem o resto de hum officio da Ca-
iii.ua dcFloiescom dousabaixo a.ssigiu-
lo-, que se reine!Lerad a Conimissao de
propoatas das Cmaras.
Mencionou maishum requerimento de
Fernando Francisco da Silva, em <|ue pe-
de ser despachado para o lugar de por
leiro desta Assemblea, loi remetido a Cono.
t Justica Civil.
Finalmente dous requerimentos de An
tono Pedro dos Santos, e Luiz Antonio da
za pedindo para serem examinados de
Phai uaacia perantea ('amara desta Cidade;
(ira. de Saude Publica.
O mesmo Snr. Secretario declarou ter
Snr. Deputado barata dado parte de eu-
ummadado.
O Snr. Dr. Brito pedio se declararse,
,ue na sessa de huntem votara contra o
Ji ojelo, que cria ospiefeilos.
O mesmo Snr. Depulado requeren, que
e pedissem infoimaces ao Exm. Presi-
ieote da Provincia, se o numero de Re-
rutas, que ella deve dar em virtude do
Jecreto de 2 de Noreiubro de 1835 a es-
t completo, e ca.zo naesleja, qual o n.
que falta.
Fcz-se a primeira leitura do projecto,
que cria huma Parorhia a CapellaCura-
da de N. Snra. da Paz na Povoaca dos
Aflogados.
Leo se o parecer do Snr. 1. Secretario
sobre a pretenca de Rufino Joze Correia
de Almeida, e a Assemblea resol veo na
conormidade do mesmo parecer, que o
Supplicante fosse piovido no lugar de 1.
Ollicial da Secretaria para o servir Como
ordenado de seis centos mil. reis anuuaes, e
em quanlo bem sei vis-e.
Entrou em di.-cussa o Cap. 8. do Re-
giment intern, que foi aprovado com
as seguidles emendasNo art. 65 sopri-
ma-se as palavrasou o 2. Secretario,
que a deve ler, nao tiver ainda chegado
Alorats Ancora-
Art. 78. Em lugar de-doze na tercena
-diga-se-ciio na terctiia-Moraes Anco-
ra.
Era na aoait. 78. Aproposica de a
diainento ser recebida como emenda.
discutid juntamente com a materia, e no
tm da di.-cussa votada antes da materia
-Luiz Cav.ilcanti.
Art. 83. S.jpriraa se as palavras-Pa
ra se guardar a ordem, e evitar-se a dis-
puta de p-efereneia-Em Jugar de-mn dos
Secretai s-diga-se o pi ianiro Secretario
-IVIoraes Ancora.
Art. addilivo ao Cap. 8 para ser col
cadoaonde convier. Art. A acta deve con
ter em rezumo a historia ful e exar ta d>
ludo oque se fez na se.-sa6 ; mencin an-
do o expediente, as eoriclu-os dos parece
res deCommsses qUeforem lidos, os re-
querimentos ou propostas dos Deputados,
ou Commi-ses, s> ja ou nao pprovada-;
osartigos dos proje. tos em di.-cus-.ao, e to
das as emendas a elles feitas. Tamb'.ro s>
far na acta declaiae.a donumero de De-
putados, que votaran pro, econtiaasma
lerias sugetlas; e q oandb a votac5 Tur
nominal sedeclaiaia os nomes dos que vo-
taia pi, econ'ra. Salva a rdacc-Mo-
raes Ancora. (Esta menos o 11. de votos
pi, e contra).
Sendo recitadas as segrales :
Ao art. 58. Suprimas^ no fim o mem-
bro, que diz- ou determinando Gama.
Ari. additivo entre osartigos 79 e 80.
llro mesmo negocio nao podei ser adia-
do na mesma sessa animal por nais de
duas vezes ; e nenhum adiamento excde-
la oprazo de i5 dias, salvo se depeudei
de inlbrma(,es cuja remosa exceda este
prazo. Salva a Redaccu. -Moraes Anco-
ra.
Ao art. 86. Acrresrentese 5. Para
pedir adiamento do negocio sugeitb na
foima do ai I. 77: 6. Para p-^dir a prefe-
ter.cia para algurn negocio Moraes An-
cora.
Ao Cp. 8. Art. additivo -Quando o
Deputado, que sliver Lllando abeirar
da ordem, e principios estabelecidos no
art. 86, o Presidente o advertir, e ch-
mala aquesta prionia e segunda vez, e
Ihe retirar a patarra, se o Deputa lo con-
tinuar a Lill.ir fora da ordem. Salva a
Iiedacca5. Moraes Ancora.
Art. substitutivo ao art. 88. Dula a
hora de (iadar a sessao, o Prtsidente rom
os Secretarios examinando as materias e
projectos, qu>: houvtrem na caza dar a or-
dem dodiaseguinte, observando alem do
disposto em vurios arligos deste Rgimen
(o, o seguidle. : 1. Asniateiias sera5 da
das para ordem do dia pela ordem crono-
lgica da Ma api eseiit.ica, estando im-
presas ou hav-endo sido di pensada a im-
piessa: 2. Osnegoeios, queentrarem em
disciis-a scra dados todos os dias sem
inien up.-ii para ordem do dia at final
voiaca: 5. Estas disposices, s deixa-
r de ser obs evadas : I. qoando por vo-
taca for vencida a urgencia, ou a prefe-
tencia dealgum dttei minado negocio na
forma do-os. ... 2. (piando se vencer
o adiamento dealguma materia na fuma
dos artigfts. .. neste cazo, poiera, entra-
r em 1. lugar em discus-a, a materia a-
diada, no dia prazado. Salva a Cedac^a
Moraes Ancora.
Art. bubslitutivoao art. 89. Qualquer
Deputadu pode pedir a prele encia, e mes-
mo a urgencia para que alguma materia
seja da la para ordeQ do dil observn-
O-kB todava o disposto no art.... Salva
a Redacca.--Moraes Ancora.
Os Caps. 9 e 10 fora5 apiovados. O 11
Cap. foi aprovado com as emendas seguin-
les:
Supiima-se no art. 121 -Mas osPijo-
tos at o fimPeixoto de Brito.
Aoart. i25. Em lugar deseis Depu-
tados-diga-se trez Deputados Moiaes
Ancora.
Ait. substitutivo aoarl. I28. Resolv'
do, que o projecto passe a 3. discusse
seia5 iropressas as emendas lecehidas para
com ellas entrarem em discussaS. S.-ha a
Rerlacca. -Moiaes Ancora.
O Cap. 12 foi aprovado com a segrale
emenda :
AoCap. i2. Todas as vezes, que par-
vei icaca das vct4c5(f for rnisler contar
os votos, os Secretarios o farad em p. 00
assentadoj conforme houterm votado
Lopes Gama.
Os Caps. 15, e 14 fora5 aprovdov
O Cap. 15 aprovou-se com as emendas se-
guinles :
Sipiimase no art. 181-das palavras1
nem hum al ofim.-Ptixoio de Biito.
Art. i83. Fique o art. at onde diz
- os motivos, que tiver, e suprima se 1
ieslo--I,opes Gama.
Aoait- 19i-. Suprima-se as palavras--
dentro do ed ficio- Em lugar das palavias
--dentro de 24 horas-- dgase- inmedia-
tamente- Muraes Ancora.
Foi lida a redacca do Projecto n. i,e
sendo aprovado o Sur. Pre-idenle noine-
<>u a Coiums-a, que deve apresenlaro
authografo ao Exm. presidente da Pro-
vincia, sendo os uomeados os Snrs. Pei-
xoto de Brilo, Lourenco Bezerra, e Tel
les.
O Cap. 16 estando em discussa, foi
aijado pela hora.
O Sm. Presidente deo para ordem do
dia continuacafi da 2. discussa do Regi-
ment, Projectos dasCommis oes scbeos
objeclos da Mensagem doGoverno na a-
bertura da Se-sao i xtiaoi diara, e os
Proj.ct is iis. 5 e 53, e levaniou a Sessa
depos o'e 2 horas da tarde.
Thomaz Antonio Maciel Monteiro,
Presidente.
Laurchtino Antonio Morena de Carvalhr,
1. Secretai o.
Luiz Rodrigues Selle,
2. Societario.
EXPEDIENTE D ASSEMBLEA.
IHm. Snr.Tendo a Assemblea Legis-
lativa Provincial em SesaaS de hoje no-
meado una Deputaca, para levar ao
Exh). Sm. Presidente da Provincia hum
Decielo, que tem d''ser sanecionado : as-
sini o communieo a V. S. para que, fa-
z n lo-o constar a S. Exc, digoe-.-e elle
marcar o dia, e hora, em que pode rt-
ceber a re rida Deputic5.
Dec 3 Guarde a V. S. Secreta! ia da As
semblea Legislativa Provincial de Pcrnam-
buco i3 de Abril de i836. lllm. Snr.
V. T. P. de F. Camargo, Secretai io d^
Provincia.Laurentino Antonio Moreira
de Carvalho 1. Secretario.
Comarca delVazarelh-Fernando AlWrt
de Mello. 9
Commarca do BotutoBr. Jernimo Vil.
Jela de Castro Ta-
. .. vares.
Comarca de S. Anta6=JoaqUm J0rge doj
Santos.
Commarca de Paja-Manoel dos PaS,of
r- T. '*-'ptista.
Comarca doLimoeiro-Ant..niod Assiim, I
p r- p?u5 {'*,b al-
. *aaC1IOJd,, Coverno ^ Pernambuco ,8
de Abril de 1836.
Franci.-co-de Paula Caraleaoli d'AIbu,,..
(Conlinuai-se-h.)
N* obstante serem alguira^ das persas
que tgo.a iranM revemos, de dacta anl,i.
or s que publicamos em o n. de orile,n
como cada huma contera hum fado, bu'
ina circitnslancid particular, que.cararte.
rizaos levolucionaiios do Rio Crande, e
pintao o mi/ero oslado daqudla grande
provincia, bom he l'azer notas aos lioso
Concidadis todos os tr.s^os desse quadio
horroroso Que elles o medilem, 4sede-
sengaueml f'.scallar homens, arrancar
Ihe o coraca, berber-lhe o satigup tal
he a filantiopia dos liberaliisimos' Repu-
blicanos do Brazil Infames monsirosl
Queultage memoria Jevvaciling-tbou, de Bolvar ... piT.
iiambucanos em Abril de i83a j cutre
nos se cor tai a orelhas, e se 211 pava o san-
gue ; veljai sobre vos, sobie v lias : coadjuvai as medidas do Gove.nou
seremos salvos."
GOVERNO DA PROVlBClA.
Expediente do dia 17.
Pela Secretaria d'esla Provincia se pas-
saraS Provisoensde Promotor Publico em
Conformidade da Lei Provincial de 1 Gil-
Abril d'esle anuo e Instrucoens respecti-
vas aos liacha 1 os abaixo declarados, e pa-
ra as Commai cas seguiutes.
Commarca do RecifeJoze Thoms Na-
buco d'Aiaujo J-
nior.
Commarca de GoianaClemente Joze Fer-
reira da Costa.
Commarca do Rio F. Herculano Gonsal-
ves d Rocha.
Commarca do firejo Joze Bandeira da
Mello.
S. PLDRO DOSUL.
rnoCLAMACAS.
Concidadas A Diviua Providenria
perroillio que fosse d.scoherlo o plano dos
perver-es. Com o prelexio de sustentar a
r^-voluc-de 2o deSetembro, elles tenla
imi,:-vos o feneojugo da Dictadura. O
General Lavalleja, eo Dictador Rozas au-
xilia esta atroz pe Ti.lia : o desleal Pauli-
no Fon leu 1 a foi o emisMi-io em anegado
de tramar com elles. J seus agentes ap-
piecem por Enlre-Rios ; j o Major Pai-
des foi preso em Sand, vin to com cum-
uiunicacspara o Coronel Bento Gon?al-
ves.
Aleila Concidada5s! Nao vos dexi is
Iludir pelas engaadoras palavras dos pe-
versos. Se elles vos fdlarem em sustentar
-gloriosa revoluca de 20 de Selembro,
d z- i Ibes que para ella ser gloriosa
devia acabar, como com efleilo'acahou pa-
ja noy, desde que (hegou o Exm. Sr.
Presidente. Do dia 9 de Dezembro, era
que a Assemblea Piovincia', com desdou-
ro da revoluca e raanifesla transgiessa de
-eus poderes, negou a posse ao mesmo
Exm. Se, dse dia em diante cumecou
a anarchia, e nao j a revoluca, a qual
listamente nesse dia deveria terminar. El-
les vos falla no respeito aos direitosdo
liomem, elodavia com barbara crueza as-
sassina o desgracado Coronel Vicente, fi-
Ihoe com'panheiros. FallaQ no respei-
to devdo prop iedade do cidada, e to-
dava com o maior disraramento e arro-
gancia rouba e saquea a casa do Briga-
leiro Gaspar e de outros. Falla em li-
berdade, e todav'a deciela morte para
quem nao pensa como elles. Falla em
iuteireza e honradez, e lodavia dilapida
os dinheiros pblicos : e coratneltem ver-
gonbosamente exloises aos paiticulares.
1)111 lim, sempre com as leis na boca, e a
maldade no coraqa exercem as lirannhas
perseguicts, nos lugares onde domii.a.
cm e.-pecialidade era Porto Alegie. J
vedes pos, que suas obras sao o conlraiij
de suas insinuantes palavras e pioclaina-
ces, e porlanto cerrando os ouvidos a se-
us palavreados e prfidas suggesies, cor-
ramos s armas para su.-t< nlar as institu"
toes juradas, a Constiluices juradas, a
Constituica leformada. Nao consinta-
ruo, biiotos Rio-G.iaiidenses, que, de


DIARIO D U fc |> N A M 15 C O.
____.___---- ____________________________ --.......--- ..--- r '_________

sobris ruinas da Monarrhia Conslitucio-
onal .se alte o trono sanguinolento de hum
Dictador. Posterga! caprichos ambicio-
sos, e riurrei as invenriveis columnas de
vo*s*rm-5s amantes da ordem e tranqui-
lidade de Provincia. O experimentad. Te-
nente Coronel Mtdeiros, Commandando
a ivisada direita entra por Bag, o bra-
vo Coronel de Legia Gabriel Gomes, rom
a Di.isada esquerra enli'd pela Cachoei-
ra, Rio Tardo e Tiiurapho. O vosso ..-
injgo companheiro, lujo conimandante
intetno das Armas eolia pelo centro;
ero quanto oMajor Alano, coro na 6eis do
Municipio de S. Antonio, e a Infantera
(que de S. Calliarina entra pelas Torres)
pe sitio Cidade de Furto Alegre, alvo
de todos n-, porque lie o fcco dos ambi-
ciosos, e o ass> nt<> do Dictador.
Compaliiotas 1 Abandnalo terror p-
nico : imitai o proredimento generoso de
vssos bra\os e leaes maos dos Munici-
pios da Cruz Alta, S. oija e Alegiete,
que deixando seus cuidados domsticos,
rorrtm presurosos a regar a arvore da li-
berdade, per.-eiva a Provincia do terror
da Dictadura, e conserva la gloriosa rio
firm-menlo brazibiio. Viva a Religia.'
Viva a Constituirlo ttformada! Viva S.
M. I. e C- o Senlror D. Pedro II! Vi-
vid os V Jemes deferaoies da honra, glo-
ria liberdade da Provincia !
Campo em S. Rafael, i5 de Fevereiro
de lfiBo. liento Manuel Ribeiro.
fVo Giande, -2 de Margo.
O Cter de guerra Minuano, que se a-
chava na Lagqa-miiim, e que resistindo,
as ordens doExm. Presidente da Provin-
cia, nasehvia recoihido a e-le porto,
fui atacado pelo hiate de guei i a Ocano,
quedesta cidade fui mandado para appie
hende-lo, e ficou submergido, f'allecmdo
18 pessoas do cter e ficaudo i4 pasione-
ros ; e do biate moueu hum preto, e fi-
cou hum marinheiro fi-rido.
(Liberal.)
sordeiros que se acho no Rio Grande, Nor-
te, e Pellas, como tambero para pacificar
esses lugares, cliarnando-os a ordem.
I)eos Guarde a V. S. 18 de Fevereiro
de i856. Amerio Cabial de Mello.
Illrn. Sr. Bcnto Concalves da Silva.
ere hum B ge Americano, trasudo a I tos coritos de moeda do cobre (
sen bordo o Cnsul da mesma naca. O na Thesouraria para pagar aos larrouni- !
pralico que conduzia este Brigue foi a bor- | Ibas, ohrigaudo aos negociantes e proprie- 1
, 4 de Marco.
A maioria dos habitantes lieos e indus-
triosos da Cidade de Pelotas, abandona-
rse seus. domicilios, para se liviarun do
ferro e f"g" dos ferozes anarrhi*tas, que
se apniximava cidade. Dezoilo hiates
viera em hum s dia, e lodos carrogados
de familias, a maior parle dasquaes ainda
se conservaos bordo, por nao haver casas
de aluguel Gausa-nos dr ver-se estas iri -
tes familia*, lora de seus domicilios, pri-
vadas de todos aquelles lecursos que lhes
su5 indisptnsavel, edoscomm-^dos da, i
Os anarchiUs commeltem toda a ca*ta
de desatinos; nos lugares por onde passad;
roubb.a-sas.-io. 5 e estuprad Quaudo p.r
infclicidade Ihe cabe as ganas hum de-
fensor da unia, tiles entio do pato a sna
ferocidade. O infeliz 'Pnente Silva Bar*
boa, supiehendido por esses canmbats,
soffreu os maiores tormentos que podiio
inventar tais monstros ; aceito pelas cos-
tas, elles arrancaio Ihe o coraco e beb*
ro-lhe o sangue .' .... Auarchislas f.
rozes soi* vos c smente vos os inimigos
,4e nossa liberdade, os tyrannos e nppres-
soies desla bella porco do Imperio. O
.sangue que impunemente haveis derrama-
do brada ao co vinganca A causa da u-
no ha de cedo oti tarde triomphir ;
entoa justica vingar tantas insolencias
que haveis platicado contra os dii eitos do
hornero.
(Mercantil.)
Illm. Sr. Ttiido eu no da 16 do
correte, tomado posse da Vice-Presiden
cia da Provincia, t m razio de se ter ne-
gado o Dr. Jos de Arauj Ribeiro ao cha-
mamento da Assembla Provincial, cum-
pre-me prevenir d'i.-lo a V. S., accrescen-
tando que, por deliberacao da mesma As-
sembl-, t.upehd na dala de hoje aoCo-
rnel Rento Maiioel Ribeiro do coonnari-
do interino d^s Armas e nomei para o
substituir io Major Joo Mauoel de Lima
e Silva.
Como V. S, se acha em campo com as
Guardas Narionaes de todos os Municipios,
eu espeio que V. S. tome toda* as medi-
das nao s para dispersar os rebeldes e de-
Illm. Sr. Competentemente aulori-
sado pelo Exc. Sr. Vice-Presidente da
Provincia, por oflicio de iS do rorrete
cuja copia incluo, a tomar todas as medi-
da-, nao s paia dispersar todos os r-bel-
des e desordeiros que se acho nesa, Pe-
lotas, e Norte, corno tambem para pacifi-
car esses lugares cbaroaiulo-os ordiiri,
curr pip-me o dever intimar a VV. SS. se
sirvi immedialament" reconhecer e fa-
>er rreonlieccr no "U Municipio ,-, leg'1'-
ma autoridade do F.xc. Sr. Dr, AmenC
Cabial de Mello, nao dando lugar rorno
espero a que pii faca uso das amia, : e He"
('e ja fago a VV. SS. re.*pon*aveis pran'e
o Co, o Braril e o Governo de S. M. I-
do sangue que >e deiramar e dos piale3
que posso provir de huma ci miosa re-
sistencia.
De cha no Piatii'im Grande 9.8 de Fevereiro
dei836. Illms. Srs. Presidente e ma-
is Vereadores da Cmara Municipsl da Ci-
dad,. do Rio Grande. Berilo Goncalvcs
da Silva, Coionel Commandante supe ior
das Guardas Naci<>naes.
Illm. Sr. Foi prsenle Cmara
Municipal desla Tirlade o offirio de 28 do
passado, em que V. S. Ihe intima que rf-
Cohbeca e faca reconherer no -en Munici-
pio a autrnidade do Vce-Presidente o Dr.
Aroeiico C'hral de Mello : a mesma Cma-
ra
nao obstante nao considerar V. S re-
vestido do emprego q_ne se arroga, e no
ser V. S. o vehicu'o por ende deve cons-
tar a posse de qualquer auioiidade, resol-
veu unnimemente resnonrler-lhe: que
estando reconlxcido no sen Municipio, e
ni maioria da Provincia o F.xm. Sr. Dr.
Jos c!e Arauio Ribeiro, como legiiimo
Presidente delta, nao pJp, nem deve por
sso recoriliecer o intruso Vice-Presidente,
deqneV. S. Ihe falla ; nem V. S. pde-
la jamis conseguir tal reconhecimenlo,
porque ser mi ficil a es-la Cmara, e
maioria do h>bitanles desla Cidade, dei-
xarem-se e.-mi"gar debaixo das suas ruinas,
011 abndonarem os lares que os asil, do
queentregarem s senba e furor, com
que se apresenta os anarchislas.
Esta Cmara nao he a qu ha de ser
re-ponsavel pelos males que tem ja occor-
rido, e vao occorrer, poique delles e pi in-
cipdrneote do sangue Brazileiro que se
derramar, ser V. S. o principal causa-
dor, eo nico responsavel perante Dos
e o Mundo. Nao he iiesta Cidade, e na
de Pelotas, que V. S. deve procurar 03
revoltosos a que alinde ; na5 be. a Cid;--
das inermes que V. S. deve ameacar com
o uso d.s armas ; na Comaica de Misses,
ras leaes e valorosas columnas, que mai-
cba debiixo das ordens do honrado e bri-
oso Commandante das Armas, o Exm.
Coronel Ben'o Manoel Ribeiro, he onde
V. S. deve ir dar provas da forca phy-
sica p Moral do sen partido, e dos homens
Iludidos que o arompanhaS.
Mas esta Cmara nao desesperou intei-
rameniede que V. S. inspirado pelo ver-
dadero amor da Patria, se afasle da estra-
da do crime, a que o tem conducido o g(-
niodo mal ; ainda he lempo de V. S. re-
cuar do pi e ipicio em que se quer abismar:
a Cmara o invita em norae da Patria, e
da Liberdade Nao en*urdepa V. S. aos
grilosda sua propria consciencia Atien-
da aos clamores d' duzentos mil hubitan-
tps NaSseja V. S. a causa de se lancar
as voragens d'anarchia a inais bella pur-
ea 5 do Imperio de Santa Cruz : a raza,
a justica, ea bum..nidde Ihe eslaalla-
men'e leclamando.
Paco da Cmara Municipal do Rio Gra-
de em sessaS extraordinaria, a de Marco
de 1836. Illm. Sr. Coionel Berilo
Goncalves da Silva. Joa5 da Costa
Guiarte, Manoel Nunes 'ires, Antonio
Teixeira de Magalbies, Miguel da Cuuba
Pereira, JosLuiz Augusto da Silva., An-
selmo Jos Pe eir.
(id.)
Rio Grande, 4 de Margo.
Em 29 do passado chegou de Por lo Ale-
do dotBrigiie Barca denunciar ao Cojn-
mandante d^niesmo quee*li?era5 retidos
pro P.>r'o Alegre 5 dias, e 3 na Ilapui, pa-
ra que na5 sahissem para a Lagoa antes de
dons hiates careliados de arui.itiiento que
sediiigia para Pellas a desear regar o ar-
mamento na charqueada de Domintios Jo-
s de Almcida para ai mar a escravaluia da
cosa de Pellas qe pudessem seducir ;
e por, unir-se ao Cter que audava na La-
roa-Miiim, por ordem d<-Dictador Bento
Gfngalvps. e proteger passagem dos re-
voIuri(inari''S para este lado. DiSse mais
0 prt:ro. quequando passou na barra de
S. G( ncab>, ees j tinha lomado hum
biate, e .- esppravaS vento pua entra-
1 em. Qual i\-o f o no-so suslo e terror,
pois que nao a Barca d. vapor stava no
porlo de Pelotas como bun hiate situado
em guerra que o Presidente tinha manda-
do a tomar o Cter que ficou submeigido
como ver pelas gazelas.
O Presidenle mandou logo avisos para
Ierra, para a barca e hiate, bem como hu-
ma pequea forca que mal poda dispen-
sar, mandou armar a toda a pressa hum
hiate ehum patacho que sahir-5 lego no
ulrodia para a barra de S. GuDCalq.
Purera o Commandante do Patacho dei-
xo.i uftir pela Lagoa os hiates inimigos.
dppni'sde Ihis largare- buir tnoKa ta
grande distancia que nao podia chegar.
No dia 29 do passado, correu a noticia
de que lpb8 pas*ado para este lado, no
passodasPedras, 50 homens do Dictador
B. nto Goncalves. Eis que cl.eg. 5 ho-
mens armados de davinas, pistolas, espt-
das et"-. rom hum officio de Bento Gon-
galves, para que o Presidente se retuasse,
fnzendo anles reconhecer para Presidente
da Provincia ao Americo Cabral de Mello,
mandando depr as armas a"S tidada da
legalidade quanto antes, abas marchara
com todas as forc-as sua di-posicao sobie
este ponto, e nao daria quaitil a pessoa
a'gnma. Iguaes oflicios 'az'aS para o
Presidente da Cmara e Jo'* Municipal
nao > desla cidade, como da de Pelota*,
e Villa d0 No. te. Ignoro a resposU ; so
se que noiU fora presos todos e no ou-
tro dia sollo o capitd. com flanea. Este
anda proclamando que Bento Goncalves
l"m 18OO homens, e que Benio Manoil a-
lm de ter pouca cente, na5 traballia ma-
is do que de acord com Bento Goncalves
(o que duvido) ; que nunca se bal-"!' con-
tra o Di. tador ; que efe lem prometlido
o saqu de Peb.ias, Rio Grande e Norte;
que afiancou esla promessa com a bua ca-
beca. .
Ante honteme hnnlem chegra *a "'"
tes de Pelotas carregados de familias ....
Tem se por .. 1 i commellido toda a especie
de atrocidades, roubos, as-assinis, estu-
pros, etc. !...
(Carta particular )
tartos a trocar o cobre por prata para me-
Ihor poder carregar-se para a campanha.
Contiuuava a prender-se todos aquelles
que se torntil) su-pi-itos de serem aman-
tes do governo central e do Sur. D. Pt>
dr<> 11.
O* assassinos, os roubos, e eslupio, eis
as noticias que todos os dias recebemos,
bem romo de termo* de ser passados espa-
da, se.m exceptuar as mesrjj..s enancas doa
oaiamunis, nome que dio aos legitimis-
ta*......
(id.)
Continuarse-d.
(Co Jornal do Cornmerciu de 21 de Margo)
DIVERSAS REPARTICOKNS.
MEZA DAS DIVERSAS RENDAS.
A paula he a mesma do N." 75.
OBRAS PUBLICAS.
A reparticio das Oluas Publicas, preci-
za comprar diariamente carne frenoa para
SUalentacJo do* prezos, que voluntaria-
mente, tiabalbo na drta 1!. par h o : as
pessoas que quizerem fazer dito forneci-
cimenlo diario, podem concorrer na caz
da dita Repai tico, na ra do Collegio, no
da 20 do curenle Abiil, para se tratar dp
negocio, e lomar-se a quero, por menor
preco o fizer.
TUBLlCACAO A PEDIDO.
i'ubf. Sur. Bento Joze Fernandes Barros.
7 d: Marco.
Hontero pella 4|lioras damanhl appare-
ci o os anarchi-taa as fronteiras das bata-,
riasdo Norte, distancia qua.* deliro de
peca, em numero de aOO homens armados
de Uosa, davinas, pistolas, etc. trazendo
bnndeiras encarnadas, e s duas banderas
imperiaes. I*lo,he para|illudir, pois queja
foi vista a bandeira republicana por 4 trns-
fugos ; bem como em Porto Aleaie, once
appareceu n' hum baile huma farrupilha
com e-sa bandeira ao tiracolo. A bandeira
tepubcan he tricolor, com campo bran-
00no canteo, e lendo pintadocanpo hum
boi, hum roncho na accio de o lacar, ea
arvoie da herva mate aojlado. O sediciosos
forma' So-se ev linha frente das halerias-
e fiseio al/umas manobras e evolnces.
Alirario-lbes as bateras e o Brigne Barca,
mas pela milita distancia, apenas Ihe mata-
rao dous homens. O inim'go eleituou
diversas correras, romo querendo atacar
os ir.-/, fu-tes, at s 5 horas da tarde, e de-
pois retirou-se.
Depois das 5 horas, chpgou hum hiate
de Porte Alegre queda a noticia de que a
Assembla tinha suspendido as garantas
por lempo de dous roezes, dep >s deu-se
por dissolvida, leudo antes laucado mi
dos cofrej naciopaes, e dos seiscentos e \.ai
Tendo de justificar-mepara com o Pu-
blico da calumnia, qne roe levantou Feli-
ianno Joaijuim dos Santos em dizer que
em meo puderexistem qui 11 lientos mil re-
s pertencentes a extinta rouzica do Corpq
dos discoiilp-, que se izero aos individu-
os d'elle ; son a rogar a V. S. pela convic-
cio em (|ue sempre esteve o seo carcter
que em teropo algum faltar a verdade,
mxime em casos laes que se trata de justi-
ficar um injustamente calumniado, se sir-
va d./ur-me quando Inspector elleito da
mu/.ica de quem recebia osdinheiros pa-
ra p iganiento dos muzicos j seera5 ou nao
as momas quanlias, que discontava os
Commandantes dasCompanhias seeu in-
tervinba ueste negocio, islo se por mi?
riba mo passava esses dinheiros, ou se
como Commandante do Corpo l'azia demo-
rar a enlrega debes a V. S., se nos fui pos-
* vel dos discoutos lutos nos sidos para
pagamento dos muzicos pagar-se lhes o
que se Ibes devia de atracados, o que hi-
a vencendo, e satisfazermos a Thezoura**
ria da Provincia os q-ainhentos mil reis
que o dito Feliciano Joaqum dos Santos
receben para destribuir pelos muzicos o-
bi igindo-se a sati>fazer a Phezouraria do
que ganhav;, o* muzicos de seus contractos
cora o Corpo ; e finalmente se avista dos
assentosde V.S- podei dizer meqoanlo se
ficou a dever a muzica, e lembro a V. 8.,
que estando nos era Jacuipe o Contrames-
Ir della Pedro Nolasco Baplista recebeo *
do Quartel Mestre, por ordem doCapit-
Manoel Florencio Alves de Moraes, que
ficou Commandando o Contingente do
Corpo nesla P raca a quaulia de I27$470
reis como con*ta deseu recibo dos descon-
tos que se ficou fazendo aos desertados do
Panellas.
Queir V. S. disculpar roe este traba-
Ibo, que Ihe vou dar, roubando-lhe assim
o lempo a seus alazeres; porera a necessi-
dade de que aparee* a verdade a isto me
conslrange entre taulo Pde V. 6. em
qualquer tempo diii/'.ir-me seus pressei-
tos, que acbar-me ha sempre promptoj
pra cumprilos, pois que com toda a es-
tima e cousiderasasou^De Vt 5. Amigg


j) I A R I O DE NRNAMBUCO.
flectuoso e servidorFrancisco A. deS
[ I', i i reto.
Recife i3 de Abril de 1836.


ANNUNCIO.
Tendo a Thesouraria desla rrovincia
le ,faser nme.-sa de letras para Londres,
manda o IHilt. Insperlor da Fasenda con-
* i Jar ao> Surs. Negociantes naciones e es-
liangeiros, que a esta Iransacco sts propo-
nliio para que liajo de comparecer na .'al-
ia lasses-es da mesma Thesouraria nos
dial 18, ao, eaado corrente mez afim de
luclar-se lio ajuste.
Secretaria d.t Thesonraii* de Pe nam-
bira 14 de Alnil de 1836.
Joaqoim Francisco Bastos,
Ollicial Maior.
THEATRO.
Quaita feira no do corren le se repre-
senta a grande PegaOh PortufuctM ern
Aipel, que tanto agradou no dia de Annos
da Senhoi a D. Mai a 2.' e excellentes pe-
vas le Mur.ica, e o pantomimo doSaldado
e o Frade.
AV1ZOS PARTICULARES.
Pertende-se um hornero que intenda de
plantacio que se pr>>ponha por si mesmo
ao seniro d'enxada ; prefere se um natu-
ral das Hhas ou de Portugal : aquem con-
vier dirija-sea ra Nova armasem de lou-
ca fina D. 12.
jry Piecisa-se deum hornera, ou irni-
Iher, para cosinhar, e comprar o neressa-
rio de cosinha, era Olinda ra do Xavier
de Santa Roza, ou no Recife iii.i do Quei-
inadoloja deferrag-m n. 30.
a/y Acha-se na Fortaleza do Brum
* um rabaninho por neme Bernardo de 8
pura 9 annos, i ujoperleiice a Joio Anto-
nio Cavalcante morador no pocinho ca.sa
l). 12, este pertence por ter dado sua m i
rom consentimento do Snr. Antonio Car-
neiro .Machado quando foi C >ramandante
daquelU Forca da Alagoa dos (i iios, e a-
visia disto de su por que o Sur. Comman-
dante nao le a duvida de entiegar a quera
u procurar.
tJT^r* Tendo-se entregado no Rio de
Janeiro ao Sur. M.moel Amonio Lindares
pie disae-ser contra-meatre do Brigue O-
ro'/.imbo, um caiiole pequeo com vaiia.s
causas, entre ellas urna ptente para enti e
garaCaetano Luiz Feneira, acontece nao
ler viudo o Snr. M.moel Antonio L libares
como diz O'Sur. Capitio, ter lirado no Rio;
e como ao litar da AI lamiera se ai hasse o
raixote desplegado e fallando a patente,
tendo-se o recibo do S'ir. Lindares, de a
ler rerebido, e o Snr. Capitio diz que nlo
sabedisso, julga-se que ella fosse desmea-
minhada de bordo do dito B gue, por is-n
i oga-se por milito favor a quem a tivr a-
hado a queira entregar na ra. Nova D. 9,
que ser bem recompensado.
^ Aluga-se um prelo que neja fiel,
saiba comprar, e fa.ser todo ornis servico
rt'-uma cas de familia, epioraete-se dar
hom Iradamente, pagando-se diaiiimen-
ie 3no res por ser um servido sem risco,
cojo o de srvenle de pedreiro ice. ;
qoem o ti ver e I he convenhi, annnncie,
o dirija-se a ra da Guia casa n. i3, se-
ndo andar.
_WT Aluga-se urna casa, (^endo d'um
m> andar niclhoi) as principis ras do
R lirio de Santo Antonio, que nao exceda
le i50a ibOj^reis: quem a tiver dirija-
se a mesma-casa cima.
f^P Precisase de urna pessoa, que se
queia prupr ir em cnmp*nbu n'um mas-
ate para o malto tender (senda, ptgan-
lo seo sen .salario mensalmenie, dirija-se
a Praga da Roa-vista Botica D. 10, que se
dir quem pretende.
Qp Quem precisar de urna cri'a for-
ra para lodo o servico tacto para ra, co-
ro.' par* casa, a qua! j livre e desempe-
did.i, ea lem servido, e di fiador asna
t-i-nJucW; quem a pretender dirijas a
ra d'Agua verde loa D. 16, lado do nan-
cete a tradar do ajuste.
IfV O Racharel Casimiro de Sena Ma-
dureira, Alvogado nesta Cidade, ti-m mu-
dado sua residencia para a roa das *Ti met-
ras, casa D. 24, onde as pessoas, que Ihe
quiserem incumbir alguma causa, o pode-
r6 procurar.
fj^ A Senhora D. Genovefa Francisca
de Moura, e a S-mhora I). Maria Rosa
d'Assumpco roandem receber duas caitas
viudas da Provincia das Alagoas na ra do
Livramento lado direito D. i3, ou decla-
ren suas moradas para se Ihes mandar en-
tregar.
IT^P* O abaixo assignado faz sciente ao
respeila\el publico que vai fa-er urna via-
gem a Cidade do Porto, e fica fasendo suas
venes em seu negocio, Paulo Joze de Al-
meidd.
Manoel Joze d'Almeida Costa.
fcy Qtialquer raulber, teja qual for a
sua qualidade (com tanto que tenha buis
cotumes, seja livre de iodo e qualquer
trambollio, e que nao lenln ainda corr
outras casas ) que esteja as circunstancias
de querer faser companhia urna pequea
familia, (trez pessoas) com a condicio de
Ihe prestar o g'i'vigo ordinario, constanta
de cosinha, algum engomado, e out rosar-
ratijos pertcn entes ; annuncie a sua mo-
rada para ser procurada, e para cora a vis-
la trartar-se melhordas condicoes.
%Tff O. Surs., a quem o abaixo asig-
nado impresin os spgninles livros : i.'e
2." volume de Filangieri, Sciencia da Le-
gislaco Mrleos. Manual Diplomtico,
ea Constiluico, e Cdigos Criminal, e do
Processo commentados, queirio faser o oh-
zequio de os restituir, pois o -baixo assig-
nado presentemente piecisa de taes livros.
Antonio Jos* Alfonso Guimaraens Jnior.
P ecisa-se de urna mulher que
queira andar coro urna pela vendendo fa-
sendas, pagando-se a mez on por semana ;
na ra do Rangel do lado do nasente so-
brado em que mora Joaquim Jos Ferreira
n. ij.
COMPRAS.
Um moleque denagio, com 1 { a 16 an-
nos, age de bonita figura, sni vicio*
nem achaques: na ra Nova defionte do
oito da Matriz loja D. 4.
VENDAS.
O Bi igue N. Genera! Cmara de
140 mrieladas, e de superior marcha, de
inuilo bous arranjos, e bem aparelhado
de seus perlences ; decide ;-e desla ven la
di litro emtiez das. Sudosos qiiaes se des-
titua ao porto do Ri<> de Janeiro, trata se
a bordo do rele ido litigue lundiado no
Forte do Mattos.
\W Um piano forte por preco c< 111-
modo : no been da Florentina lerceira casa
nova de Joo Zurrirk.
Ifjp- 1 escravode bonita figura, moco, e
proprio para lodo M)rVico : junto a ponte
da Boa-vista D. 36.
'-^T" Uma negra moca com duas crias;
urna de 8 annos, e oulra le 9 rnezes, e
tambem se Vende mi com a cria menor ; sa-
be vender na 111a, co.sinh o ordinario e
engoma : na ra o'Aurora lec-eira casa
terrea indo da ponte 011 na ra Nova arma-
sem de louc.i fina l). ia
ViP" Diaitantate capim le p'anla cid
bons h-i.xes, a 120 ieis ; na venda da iu.i
Nova junto a ponte I). 56.
L Y9~ Superiores panos linos e nrjin-l
Irios, sarjas de seda pie'i vestidos de fil de
^iuilio, dito, de catnb'.aias liordados neos,
hales e leusos de H > garca le sedas, de
cores, cassas lisas linas, madapoloens pa-
tente, chamal.itea de seda, biim transado
de linho puro, e nutras muilas fasendas e
por preijos commodos : na loja de Firmia-
no Jos Rodrigues Ferreira na riM do
Ouemiado D. 2.
Um escravo proprio para qu.il-
-k.
quer servico, rootjo o robusto : na rrari-
iiha do Livramento loja 26.
^py Queijos londi nos muilo frescos,
serveja branca preta em barricas e a re-
talbo, vinhos de todas as qualidades, ci-
dra, agoardente de Franca, tinta de todas
as coi es, spermacete cebo de Hollanda em
caixas, e a retalbo, cabos de como, meios
desolla, lonas inglesas, toucinho de Irlan-
da, chapeos de palba, charutos superios,
sedli'z, lijollos de limpar facas, aseite de
peixe broxas de piular, roupas feitas para
marinheiiMS, conservas de todas as quali-
dades, salmo em latas, garrafinbas com
mlbos para peixe e carne, carnes com
verduras prompta em latas, agoa-raz, ca-
fe! em sacas, e a retalho, manteiga em
harriz e a relalho. ludo por preco cora-
modo : na ra d'Alfandega velha arma-
te m n. 3.
\r^r* Umamolatinha de 11 annos, en-
goma, etem principios de costura, e um
mo'eqoe de 7 annos: naiua do muro da
penba D. i9.
iJ*" Para fora da provincia um escra-
vo de 18 a 20 annos, robusto e bonita fi-
gura, propiio para todo o servico e prin-
cipalmente para Engenho de que tempra-
nea : no Forte do Mallos n. 9.
%^ No atierro dos A (Togados um ter-
reno com 25 palmos, e 280 de fundo, jun-
to ao sitio de Luiz Pereira de Faria : na
ra Direita em uma loja em que se vende
tabaco defronte do beco do Serigado.
VJP Colleces do Carapuceiro comple-
tas, encadernadas e desencadernada con-
tendo todos trez vol. em nm s livros na
Typ. Fidedigna achara a venda, e tobem
em Olinda em casa do deslribuidor do Dia-
rio na rua do Bombn.
t^T Uma rasa terrea no milhor lugar
da Praca da Boa-vista, coro quintal mura-
do, cacimba &c. : na rua da Cadeia do
Recife na l.-ja do Sor. Caetano Jos de Si-
queira, se dir quera vende.
*ty Farinha da torra a seis patacas o
alqueire, medida velha, agua das caldas da
Raiuha, e doce de calda, e todos os mai
gneros de venda por muilo mdico pre-
co ." na Praca da Boa-vista, junto la Botica
do Braulio.
fcy* O Nacional de Lisboa a 20 reis a
I.illia : na mesma casa cima.
IflP Um moleque de naci Rebollo, de
18 annos, bom canoeiro, ecamaroeiro, e
bonito, sem arbque algum: na rua da
Praia adiante da Rib ira sob.iadinho n. 10.;
H-9 Rom aseiie de carrapato, a circo
patacas a caada, e juntamente toucinho
das llhas, de moura, e de umeiro : na mes-
ma casa cima.
*P 20 oitavas de ouro velho, 24-5 de
prata, 35 taboas de loiro entrando onze
de amarello com 14 palmos de cumplido, e
um e meibde largo: na praca da Roa-vista
venda D. 7.
tr^P* Uma negra, lava, e engoma per-
leramente; quitandeira, e muilo fi-l j a
vista do comprador se lira os motivos por
que se vende: 110 principio da rua lo Hos-
picio qiurla casa terrea de vidraga do lado
esquerdo.
jr^P* Uma preta moca, sem virio, e
era molestia, labe cosinhar, engomar,
lavar, e coser : no beco da Pule sobrado
D. 1.
%9 Um moleque de i5 pira 16 annos
bonita figura, e sem vicio, e Ollicial de
Sapateiro: uaiua da Cruz Armazein u.
3.
*ty I'ilulas vi rdadeiras de familia.
'I'arnancos p e >..* sn te, Rap Princesa da Babia mui-
lo fresca! a bules e retalko, Xoliriasoa de
Lisboa, Rameas com eix Coa IbtiCM e M txado.s, do Porto, Mar-
mellada em bocel as, Baniz com. vmlio
de PRR : na rua do Vigario N. i4, Ar-
mazem do Maxado.
G^l* Fulinhas de porta, (1p Al-
ffibtflfa, e de Padre, para o pr-
senle anuo de 1836, por preco
eoiiitnoilo, na I'ra^a da Indepen-
dencia, loja de Livros N. 37 e
.'38, e na rita da Madre de Dos
venc.a que foi do Rezende.
ALUUUKlh.
Aluga se o sobrado da rua do Collcgio
aonde mornu o Coronel M inoel Cavalcan-
te, e tambem se aluga o armasem : na
rua da Madre de Dos loja n. ia.
ARRENDAMENTO.
Arrenda-se uro sitio na Caza Forte prin-
cipio da estrada do Arraial, com boa casa
de vi venda, arvoies de fiucta*, e trras
proprias para plantacoens: na luado Col-
iegio D. 3.
ESCRAVOS FGIDOS.
5" Eeperanja, mulata, 35 a 40 annos, o-
Ibos pardos, cabello quasi liso, clara do
rosto, sem denles no queixo de sima, ei
ou 3 no queixo de baixo, peitos peque-
nos, boa estatura, (da qual teve-se noticia
qaeexisiia dentro do Retife, como forra)
fugio a 8 para 9 annos, e talvez at j es-
teja com algumas crias. Manoel, naco
Angola, quando fugio 9 pira 10 annos
lera 16deidade, com officio de sapateiro,
enio aponlava-lhe a barba, por meio de
bastantes espinhas que linlia na me m 1
barba, olho pardos, grandes e a flor do
rotto, parecendo quererem saltar fora,
rosto puxado ; assim como o beico de bai-
xo, estatura naquelle lempo media, e pez
grandes. Pedro, naci (1 .ngo, 33 annos,
pouco mais ou menos, estatura pequea,
rusto redondo, olhos pardos, sendo mais
vermelho o alvo do olho do que branco,
sem denles no queixo de sima, no alto da
eabega o cabello comido, parecendo cal-
vo; poremesta falta procedida de carre-
jar a cabeca, pez pequeos; fugio 8
para 9 annos: os apreheudedures de'stes
trez escravos cima apuntados poderd le-
var a rua Nova da Cidade de Olinda no
sobrado grande, adiante da Igreja da Mi-
seiicordie, onde recelarn suas lo vas.
%~9 Joaquim, crilo, de iA annos, al-
Inra regular, cor fulla, sera barba, lem
na cabeca uma coroa de carregar pezo,
muito ladino; fgido no dia i9 de Marco
p. p. e foi visto na freguezia de Mu ribera
Irabalhando em um arr balde, e dice que
seo senhor o tinha vendido: o* aprehen-
dedores levem-no ao Jhz de paz daquelle
Destricto, eseo senhor gratifi ara com 302i
reis.
^^ |Jose, crilo, estatura alta, corpo
em proporco, sem barba, bracos hantan-
tes giotos cor fulla, pernas um pouco ar-
quiadas ; fgido na noile do dia 8 do cr-
lenle, com calsa de brim pardo, e camisa
branca, e alem do vestuario levou comsigo
diversas pepas le roupa, e chapeos : estees-
cravo filho do lugar Terra (Juca |na fre-
guezia deS. Bento en* Porto Calvo, onde
lem patentes, e desconlia-se biria para o
mes nao lugar por mar em uma jangada
que no dia seguinteao da fui>a, sahio para
ali: os aprehendedores O podero lavar a
rua la Cruz n. 28 a Rosa & Irmo, que se-
rio generosamente gratificados.
^^cy* Luiz, crilo, 18 annos, alio, se-
c>, muito pernudo, pes gcaniles e grossos,
tem ums marca de fstula no queixo, e
cor um tanto fula ; fgido da propriedade
Garapuziho cita no F.ngenhoGarspu per-
lo da Villa do Cabo : aseo Snr. Antonio de
Bairros Wanderli y na mencionada propij*
edade, e u'esla t.idade a Joio Rufino da
Silva R irnos, na rua das Cruzes junto ao
L)r. Metra.
HV Marc-ilina, crila, 5 2 nnnns, cor
fulla, de bom coi po, e boa altura, peitos
gratules, e pes nielo apalhetados ; figido
da mesiut p'opriedade : os meamos lu-
gares cima ind irados.
Taboas das mares cheias. no Porto de
Pernambuco.
5 Segunda S 6h. 5 m^
I 7-41 ,
8-30 .
- 4-T:
J 5-Q:
-S -^>=
m
7-S:-
8S:i
D:-5r
- 9 i8
4 -01 6
2 10-54
11- 4a
Manli
riN. KA TlP. nOUlAKIO. |8.>6.


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