Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01796


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Full Text
-
V
ANNO DK 1836.
SEXTA FEIRA
15 DE ABRIL N. 81.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
Pbritamiidco, ha Tvp. di M. F de Paria. 18S6.
DAS DA SEMANA.
11 SeRiinda N. 8. dos Pa*. A. dos Ja. do C. de m.
e de l. te*, da Tliezoururia 1'nlilu ,t. e Chae, de
I.
l Terca S. VictorJ'IM.JRllel. de m. and. do J.
de O. d t.
IS Uuarta S. Ilermenclgido M. sen. da Thez. Puh.
14 Quinta S. Tilmrcio e V- Re. dem. aud. do. J. do
C. de m. e de t.
15 Sexta S. Hizilissa c A. es. da Thez. P. aud. do J.
de < > de t. La ii. as 4 h. e 38 ni. da (.
16 Sbado .>. Kngracia v-m. Re. de ni. e aud. do V. G.
det. ein Ulinda.
17 Domingo do Bom Pastor S. Aniceto P. M.

Ttdo acora depende de nos meninos, da nosaa prn
denota, motierapito, e energa: conmutemos coina
priiicipiaiiios, e tirmni apnntadoR com admira,
pao entre as Naques niais cultas.
Proctamafio da Jtiemblea Gernl da Bratil
Snlmcrere-se a lOOOrs. mensaes pago* adiantados
nesla Tvpogralla, e na Prapa da Independencia N.
37 e 38 : onde e receliem correspondencia* lepnli-
sadas, S annuiiciosi inseriiido-p ele emtis leudo
dos propriosassiguantes, e viudo assignados.
CAMBIO.
Abril 14.
JLiOndrcs S l|2 a 40 Ds. St. por 1 cd. on prata
a 50 por cento de premio.
I.islioa 50 por o|o premio, por metal, Ndin.
Franca 245 -240 Bs. por franco
Rio de Jan. a<> par.
Moedas de B.,400 i <..s 4000 0..8a0a 7000
Pczos I ,,440
Premio da prata 50 p. c
da ledra-, por me* 1 2 por o|o
Colirc 25 por cento de descont
PARTIDA ni COKKKIOS.
Ohnda_Todos os dia* no meio da.
(oiana. Alliandra, Parailia, Villa do Conde, Ma-
maiiKnape, Pilar, Real de S. Joo. Brejo rt Area.
Ramlia. Pnmlial, Nora de Soasa, Cidade do Natal.
VMas de (oianninha. e Novada Prineeita, Cidade
da Fortaleza, Villas do Aquirs, Monte mor novo,
Araeatv, CascaveU Canind, (iranja, Imperatrii,
S. Bernardo, S. Joo do Principe, Sobrar, Nova d'
Ellter, Ico, S. Matheus, Reaehodo anjrnc. S.
Antonio do JarH.nn, Qiiexeramohim. e Pumahiba
Segundas c Sextas leiras ao meio da por via da
Parailia. Santo Antao Todas as quintas fritas >
meio da. (aranhuus, e Bonito nos tlias 10 e 24
de tada mez ao meio di*. Floresno dia 13 de
cada mez ao meio dia. Cabo. Seriubaem, Rio Fnr.
mo/o. Agn Preta e Porto Calvo nos das I, II
e 21 d" cada mez- Serinhaem, Rio ronnozo, eA
gnu PrelaSecundas. Quitrn, e Sextas leiraa.
PARTE OFFICIAL.
PERNAMBUCO;
GOVERNO DA PROVlMClA,
Expediente do dia i2.
Officio ; Ao Vice-Gonsul de Wtemberg,
era res posta ao seu ollieio da data d'este
t>ignficarido-lhe, que a nom- aca que el-
le fez na pessoa de Joze Marques Braga
para o substituir as respectivas fonpoens
ile Vice Cnsul de S. M. o Rei de Wtem-
berg em quanto vai a Europa, meieceu
a approvapa do Governo Provincial en
tretanto somenteque se procura a do Go-
verno de S. Magestade o Imperador do
Grcil ; e que poile mandar receber Ps-
aaporte que pede na Secretaria do Cover-
1X1.
-* Ao Inspector do Arsenal de Man-
tilla ; dizendo-lhe que em cumplimento
do (|ue o Regetile ein Nome do Imperador
Determinou em Avizo de aO de Feveieiio
d'este anuo expedido pela Secretaria da
Marraba, compre que elle Inspector re-
mella Secretara do Governo para ser
enviada aquella no principio de cada mez
(le Janeiro p: p: em diaute) ama relia.
a circunstanciada de todas as despezas
feias no mez precedente por conta da
Reparlipa de Marinha.
Ao mesmo ; dizendo, que visto o
m.ui otado do Paquete Constanpa verifi-
cado pela Mestransa do Aratnal que o jol-
ii* incap-s de continuar no servido, o dito
Inspector mande-lbe fazer aquelles repa-
ios necessarios para poder seguir em di-
i titara Corle.
Ao Commandante do Paquete Cons-
Unca, acenlificarido-o que o dito Paque-
le i>i julgado incapaz de continuar na na-
vegafatSdo Norte, e |ue se Ihe va fazer
pl pi erizos repuos sfim de seguir em di
reliara para o Rio de Janeiro.
__ Ao Juiz Municipal da Cidade d'Olin-
]a i"' metiendo lite un olliiio do Gover-
nadordo Rispado, e mais papis a He a-
iicxos sobre o* reparo^ de que precisa a
MaliizdeS. Pedio Mrtir, a fim rf> pro-
ceder M deligeiicas (pie inculca o Proco-
idor vi-cal em sua nlormaca que Ib i
trtbem inclusa ll'etil.
__ Ao Juiz de Direilo da Villa do Rio
loitoozo, em re-posta aoc u ollieio de 2o
je Marco p: p: dizendo-lhe me o Gover-
no iid pode constranner os Esciivaens dos
Juiz Villa, eda de J>eienhem a iietu escrever
un expediente da Polica, onde ha um l'.s-
rj'ivaO para ilo destinado ; reservando p-
ra occazia mais opportuna a reupoata do
inais de <|ue trac I a o mencionado cilicio.
__ Ao mesmo, dizendo-lhe que o ai ren-
d.ii. nlo do Trapa que serve de Qaar-
tel ao destacamento Policial deve ser pago
pela Tiiezouraria ; porem a despe/a que
no rne-mo se fizer com agoa e luz deve aer
satisfeila pela Cmara Municipal.
Ao mesmo, authorisando o para no-
mear pessoa capaz que ae enca regu do
sustento dos presos pobres de Ju->tica de
sua Commarca na Villa deSerenhaem, on-
de devem entrar em julgimenio, segundo
repiezenta em seu ollieio de ?.3 de Marco
p: p:, e que depois de legalizad* a des-
pez, rubricada pelo mesmo Chele de Po-
lica, ser paga pela Tiiezouraria da Pro-
vincia.
A Juiz de Direito da Villa de Goi
ana ; dizendo-lhe que a medida por lie
lomada de fazer retirar jura a mesma Vil-
la o destacamento Policial que se achava
em Timhauba, deixando i n'fisle ultimo
lugar 9 Soldados, e uui Cabo, merece a
approvactdo Governo Provincial, que
em conseqiieucia expediu ordein para que
o destacamento que Cor tendero primeiro
seja augmentado, a fim de que cheguese-
gundo este novo dctallie.
Portara ; Ao Inspector do Arse-
nal de Marinha, para entregar ao Com-
man em branco para nelles fazer o lansamento
das entradas e sabidas das embarcac< Ao Commandante da Escur>a Vito-
ria, para receber os livros mencionados
na piecedenle Portara, e applical-os ao
fim n'tdla mencionado.
Ao Director do Arsenal de Guerra,
para mandar fazer o reparo que preciza a
Aula do Ensino mutuo ; mas de tal sorle
que ua5 prive o haver lica5, entendemlo-
se para esle fim com o Profes-or re^pect
vo Manuel Carueirode Souza Lacerda.
PARA'.
XRTrGOS D OFFICIO.
Illm. eExm. Sur.S- por bum lado
lotilio a satisfa<; Exc. o resultad j do ataque feit<> ais ca-
lanos da Povuacad d<*Colares pela vanlrt-
peni (|ue delle tirara a Tropa*, romo
V. I'.nc. vei da jmtH do Major iMatu-el
Moni'. Tavarea Oommandanie do 2 Bi-
talba junta por copia, por ouiro lado
lenho despraaer em eoiorminicar \'. Ekc,
que hontem a bum; hora da larde lale-
ceo nesta liba o CaptaS Francisco Igna-
cio Riheiro Rutila, do ferimento une so-
IVeo, e que peiigoao se acha o Capi'aO
Manoel Joaiftiiin Paes Sarment, por lar
aballa varado parte superior do temo,
e derramado porca da medulla ta oc-
casia eiu pie se Ihe tirou a baila. O Ca-
pila Muraos timb.-m le ido rom bum
caroco decliumbo na boiga nao lem pe-
lio, eo Alteres de G. N. da Viga nao
si-i qual fot o seu Ici-im* nlo.
Anterior a esta deligencia, se fizera du-
as na PovoacaS de Porto Salvo, duas le-
eoas disrante da Villa da Viga, nforman-
do-me o Major Francisco Sergio de O-
lvrra Commandante das Forcas da Viga,
que asnos-as Tropas sempre desalojaras
os rebeldes com o leve ferimento de dous
Soldados do 1. I tata I bao, bum da Compa-
nhia de Artilhera, 2 paisanos gravemen-
te, e o Tenente Antonio Fertlande de An-
drade contuso na cabeca com do'us Crn-
eos le cbiinib >, perdendo elles oilo mor-
ios, ealguns feridos.
A guerra do* cbenos no Para difere
nicamente em serena as Tropas traus-
poitadas por mar, em quanto, em qtian-
to na dos cabanos de Pernambtico fra5
transportadas por trra, eos vveres con-
ducidos em cavallos, sendo em tudo o
mais a mesmissima ; e se outra dircrcaS
nao se Ihe der, inuiU genle perderemos
cem utilidade.
Aqu paga-se a novalice neste genero de
guerra, como se pagou em Pernambuco,
ede minha parte r me compre obedecer
sordens que de bordo da Fragata Cam-
pista me dirige o Exm. Snr. Presidente
da Provincia.
Quanto venbo de referir, sirva-se V.
Eio. communicar ao Exm. Sur. Presi-
dente dessa Provincia, og^ndo-lhe que
se nao esquepa da Tropa de Pernambuco
que fez marchar para o Para.
Dos Guarde eV.Exc. Quartel do Co-
mando da Bridada de Pernambuco na I-
Iha de Cotijuba da Provincia do Para 25
de Fevereiio de i83G.Illm. e Exm. Sr.
lote da Costa Rabello Reg Montero Co-
mandante das Armas da Provincia de Per-
rumbucoJoiiquim Joze Luiz de Sauza,
Commandante da Di gdda.
Illm. Snr.Tenho a partecipar a
V. S. os resultados da exploracad feita na
Povoac5 de Colares pelo Balalba do
meu Commando, e forca que marchou da
Villa da Vg'a.
Em conlormidade das ordens do Exm.
Snr. Presidente deraS fundo as embar-
cacoes de transporte em frente da Povo-
aan pela maubi do da 19, immediato a.
ein (loe putira, e como nao se livesse
encootiado a Bsrana Ri-> da Prata, com
o Ca pilad de Fiagala Haydem, preciso
liii loi n/r a alevantar ferio na mar da
madruga'ta de %0 em direcca Villa da
Vtffia, Minpoudo ter p<>r ali havido algum
ioc.iiveniente, que causarse a demora d'
aquella F.scuna ; porem logo ao ano.mhe-
cor a avistamos fundiada pouro abaixo
de Colares, e com o signal que fez. a se
guira os mais lransporie.se lornara todos
a fundiar defi-onte da Povoaca em alcan-
ce de Artilhera.
Seguinde em tudo s instrueces do
Exm? Snr. Presidenle pas-ti abordo da-
quella Escuna pira enlenderme coro o
Capila de Fragata, e por elle tne foi com-
municado que a gente da Villa da Viga
que devia proteger por tena o meu des-
embarque, se havia por em marcha na
noute daquelle mesmo dia 7.0, para ao a-
manhecer o dia ai bater o inimigo de re-
taguarda, em caja occasia5 devia eu fazer
o desembarque, e ambas a forcas o per-
segmieiri. e que no < ntanto devia elle
com Artilhera das enibarcaces r cha-
mando a altenca do* lebeldes ( que coin
a nossa presenca levantaran huma handei-
ra branca, e encarnada, e depois do pri-
meiro tiro de pepa a abaixara, tiraran a
ametade branca, e deixarad a encarnada)
a fim de que a Tropa da retaguarda poder-
se livreitienfe, esem ser apercebida des- ,
embarcar. Todo oresiod'esse dia obser-
vou-.sc mu i tos mu unen tos dos facciosos,
fasendo trincheir'as de areia, postando
g'ienilhi', e nos dirigndo bistante insul-
tos, que nao podamos entender pela dis-
tancia. Ao amarillecer do dia 11 que es-
peraea-se ouvr o fogo pela retaguarda,
se observo pela punta do lado esqnerdo
da Povoaca, que alguna Igarits andava5
vella, e hum escaler que para as em-
barcapes se diiigio, trasia seu b .ido o
Capita5 Francisco Ignacio Ribeiro Roma,
que partecipou na6 ter podido desembar\
car no lugar que Ihe foi determinada pelo1,
muito fogo que os rebeldes Ihe fizera de '
trra, e pedido se Ihe fornecemte huma em-
barc'aca5 com artilhera para Ihe proteger
o desembarque (nao nw lugar marcado)
na ponta esquerda de Colares onde se a-
chava, e Ihe sendo fornecido o que peda,
ordene! o meu desemboque; porem naS
me foi possivel conseguir, por correr omi-
to a mat de vasante, ficando por isso
transferido para o aeguinte dia. Continu-
ava o inimigo a tomar a defensiva, mitifi-
cando com gente diffei entes guerrilhas na
b> ira da costa, eisto den motivo a que de-
pois dealgunias reftexes de alguna Olfi-
ciaos sobre o modo que se deveria dar o
desembarque, sem mtior sacrificio da
tropa, eCapitad Joa Francisco de Mello
me projjuzesse sedeveii. dar o desembar-
que pelo lado dreito da Povoaca pelo
que se nao ob-ervava audarem os rebeldes,
e depois de consultado hum bom guia,
que se acbava bordo da Escuna Rio da
Prata, < ni outro temjio morador ik'aqtielle
lugar, julgnei conteniente fei desera-
barrar pala meia noite rom dito Cupita
Mello, e os ('apilis Vicente de Mraes
M lio, e Manoel Joaqtiitn Paes Sarment,
o B*talha do meu Commando pie sea-
thava com nO pracas o 40 paisanos d
Tatuiica por aquelle lado, liO, de 200
da forpa da Viga pi-loesquerdo as nnsmas.
horas para ao amanherer do dia cercaren
o inimigo, em quanto en desembarcava
com 30 liomens da Companba de Cava-'
laria da Corte, et que nslava la gente
da Vigia Commandada pelo C.pita Ro-
ma.
Padas estas dtteruiiiwfuts, srguio-ie t
MIIMFRACO INCORRETA


-
)
-i
cxecuca poreni nao foi possivel sabir ps
a a contento, porque o amarillecer do (lia
2a he (jue se pule conseguir todoodesem-
arqoe, sendo o do B mando pelas 5 horas sem hum l tiro, e
'a gente da Viga pella (j e raeia, sofien-
fVo fogo, e ferimenlo. Pelas mesmas li-
las rompeo o fogo pula retaguarda o ti^ta-
^ha do mou Cumulando, e como ja esli-
^essen: ambas es loicas em activo logo com
0| rebeldes, dei o dpsemlurque peU fr n
e com o men Estad maior, e a orea que
"ima iudquei; e lano por este lugar,
'ido pelos lados fizeia osnb.lJes obs-
nada resistencia ; porem ero menes de hu*
na hora se vira obrigadosa ceder ocam-
| t aos nossos valoroso*, deixando sobre
!e seis moitos, eUntos vestgosdesan-
'e, que snpponbo terem perdido entro
mo, a!em de muihs laidos, ^porque
disen ler observado de bordo entre elles
anta confusao que lalvez a maior parte
scopasse por se suppor serem os nossos
>-isanos.
Com bastante magoa rtfiro a V. S. a
norte detrez valerosos Soldados, dois do
?atalho do meu Commando, e hum da
-'.-..diaria daCortr; e os grave) ferimen-
os dos hr>ivosCapites Francisco Ignacio
tibeiro Roma do 1. Batalha, ftanoel Jo-
aquim Paes Sarment, e Vicente deMo
raea Mello do meo Commando, de hum
QUlcial de G. N. da Vigia, de 1 Cabo, e
5 Soldados da Brigada de Marinha, 2
Sddados deCavallaria da Corte, alem de
i3 de difieren tes Corpo, cojos ferimen-
los nao sendo graves, todava se podem
tornar Dengosos, e alguns eor,tusos, e
iodo este prejuizo foi occas:otiado pela
demora do desembarque da gente du Vi-
gia.
Oinimigo apercebido pela estada da
Tropa soa frente, quatro das, leve lem-
po de'occultar, e taires embarcar om al-
gurn ponto do Rio, alguma cousa, nao obs-
tante achara-se 6 armas gros-as do ad.
17, e 5 linas la>arin.s desconcertadas, o-
ina lormidav.d tenda de ferrero, A batel-
<*,ie, multo (bombo em lenco!, algumas
balas, e muito bastardo, 2 pecas de cali-
bre hum com alguma monc>5 piopria,
huma granada 105 carluxos embalados de
d. Ij, 4 libras de plvora soita cm diffe
rentes rrparlites, e toda ella m plvo-
ra, asina como a do crlusme, e ludo
ftt couduzir, menos huma das pecas que
vendo ciavada pelos nossos soldados a dei-
lara no mato, e perdera o lu^ar quando
a PorS procurar. Alguns I garitea que
hvirf se condu/iraS, e os que se nao po-
de fir. quemar, e cortar a maxalo a lim
delhesnaO ser til. As Imagens, e mais
pertencea da Igreja od nei fussem entre-
gues pelo Alleies Sebastia Antonio do Re-
g Barros ao Reverendo l'arocho da Vil-
la da Viga, para que nao acontecesse
nn mmha letirada, e sem que cu fos-e sa
j?dor, ser roubado algum dellea por sl-
t;um mal intencionado, que quase sempre
oo'sturna apparecer.
Ac!i3-se presos a ordem do Exm. Snr.
Presidente o Soldado de Ca vahara da Cor-
te Mximo da ("osla, e os paizanos d 1 Vi-
gia Manoel Bento dos San tos, |Francisco
Joze Goncalves, e Domingos d. a Nevos
por incendiaren] algumas caza-, contra
as ordena do mesmo Exm. Snr.
Dos Guarde a V. S Qoartel do Co-
mando do 2. Batalha da Brgida He Per-
nambuco, na liba de Cotjuba da Ti ovin-
.ia do Para 24 de Fevereiro de 1836--
Ilm. Snr. Joaquina Joze Luiz de Scuza,
Gommandanle da B: igadaManoel Mo-
ni* Tava e Major Commandaiile do a.
Batainao.
Contorne
Ernesto Fmliano de .Vedeiros.
Ajudante de Campo.
DIARIO P E P E M A MBC O.
lando com causa osSnrs. Passos, Gufdes,
Di. CliBgas, eAzevedo.
O Secretario dando conla do expediente
mencionou osseguintes oticios.
Un do Excel. Presidenie da Provincia,
ordenando .-e Ihe remeta huma copia da d-
Vzio dos Districtoa d respl." das Juntas de Pas quant >s ha, e em
que lugar fa/.em a sna reunifio ; inteirada,
eque se remeteate hum impreaso da dita
divizo aonile constava tudo quaulo exige
saber o nu sino Govcrno.
Ootro do memo, para que a Cmara
lhe informe quantas Cadenas de primeiras
Letras cyistem ro Municipio de hum, e
oulrospxo, que n." tem de Alumnos, eos
seus adisnlamenlos ; inteirada, e que se
informaste ao mesmo Goveinocomo exige
saber.
Outro do lua de Pas do 6: D. remet-
iendo a L. dos G. N. qualficados cm seu
D, contendo 0 n." de G. N. para o servi-
co ordinario de 82, e de rezer.a aa ; 111-
tiirada, e (pie firasse sohsistindo a mesma
Companha ja criada em dito Dislricto.
Outro do Premotor Publico parleci-
pando a Cmara anda continuar o sen im-
pedimento; a Cmara rezolveo que conii-
nuas.se a sei vir o mesmo que se achava ju-
ramentado para servir interinamente.
Outro do Juia de Pas do 7.0 U. do P050
da panella propondo para Iu.-pector de
Ouarleiio ao Cidailo Antonio Aires Vel-
lozo Jnior, aprovado, e (pie toase cha-
mado para prestar ocompslente Jurami n-
to na primeira Sesso. *
Outro do Administrador d6 B illancas J*
Antonio da Silva partecipando, que o mo-
tivo de ja nao ter dado conla do trimestre
p. p. tem sido por falla de arrtcadaco, a-
p z-41'deler pioposlo os meios necessarios,
e que no caso de se querer tomar coritas do
ai recadado se ihe destine dia para i.-sc ; a
Cmara rezolveo, que se Ihe ollicias->c pa-
ra ativar dita anecadacao, e (pie tivesse di-
tas coritas promplas para asaprezentar na
primeira reunio prxima m guile, nao --
do trimestre pa-sado romo cloque se ven-
cer nesse lempo da reunio.
Rezolveo que por impedimento do Snr.
Vereador Dr. ("hagas, por se axar de De-
putado iia Assembld Provincial se cha-
m.isse o imidialo em votos que era o Sur.
Joo Bap-ta Manguind lenielendo-se-lbe
a copia da prezeule rezolucfo-, e a copi.:
da apueco dos vostos a ihe seu nume-
ro.
Rezolveo mais, que por impedimenio
do Sor. Barros Falciose cbamasse o Reve-
rendo CidadoJoio Joze Pereira vislodilo
Snr. Fa'cio, te adiar com licenca de 3 me-
zes, remettendo-se-llie a copia da prezeule
rezoluco, ea copia da apur^co dos votos
aihe seu n. para tomar asento na primeira
Sesso de 21 do corren'ie.
llouverio varios requei imenlos de par-
tes, e por dar ahora o Snr. Presidente
houve a Ses>o por feixada, e li/. esta acta
em que as^i}Jnalo : eu Manoel da Moita
Siheira, .Secretario da Camamaru a earre-
v. Albuqin-rque, P.; Oliveira, Car-
dim, Barata, Xavier.
DINRIO DE PKRNAMBUCO.
D'algum lempo a esta parle, o Comer-
cio sofre hum grande vtxame pela demora
dos eapaxos de es por lacio na mesa das
Diversas Rendas, sendo I res (has o menor
piazo finque se elles poden realizar : lii-
zendo justica a lotalidade dos empregadi.s
daquella reparlicfo, nao podemos rieixar
de lamentar esta diliculdade, que alm de
<.(Tender ao Comercio, reverten mal sobie
a popiilagao, por i-so que o especulador
leudo demorado o seu nav'o mais 8 a 1O
das do que o ordinario, pede maior fele,
ou soprtcarrega esse excelso de di.-pezas
nos geneos, e linio 1 m lim recahe sobre o
consumni Hileres-e e justica, que o Snr. Administra-
dor d conia ao Excel. Snr. Prez ideo te
da Provincia da falta de empregados para
n prompto expediente, a lim do mtsmo
Excel.Snr. nomear alguns dos empiega-
dos avulcos para suprir huma urgente ne-
cessidade.
Hyy^iPi
i\Ti:()K.
Sem prt tender inculrar-me amigo da
adiial Adminislraco; eu dse ja ra ver el-
la desenvolver aquella actmdadee energa^
que outr'ora se notoii no seu digno Chefe ;
ninguem desconhece a extrema necessida-
de que lem o Brazil, de hum Governo vi-
goroso e forte, que impouha gente insen-
sata, e ambiciosa que -e nutre de coni-
moe'S e desordens. Da insubordinaco,
falta de respejlo as autoridades, e despre-
so da Lei, tem resultado ver-se ha tantos
lempos o cidado pacilico, em alguma
Provincia, victima da mais feroz anarebia,
e hum Governo fiaco loma-seo protector
desta, anda quando a melhor boa fe e jus-
tica preside seus actos.
'Pendo lido, e ouvido arrea censuras ao
Governo, ja sobre a demora e insignifi-
cancia de soccorros ao infeliz Para, j so-
bre a amnista, e-falla de remessa de for-
oSapara o Rio Grande, espera va todos os
dias ver as folhas do Govt-rno a sna jus-
tifica co ; finalmente, da narracSo viuda
noCorreioOfilcialn. il, ronvenci>mede
(jue o Coverno tem a este respeito, feilo
mis do que era dr esperar vista dos re-
cursos sua disposico. Na verdade, man-
dar em soccorro do Para hum Presidente
de Horneada e crdito militar, huma es-
quadrilha composta de 7 vasos, com 818
pracas, munirn de boca, e sobrecellente
no valor de i00:000$ooo ria, munida
de guerra no valor de 80.000^000 rs., a-
lm deJO.000^000 V*. em caixa ; orde-
ME/.A DAS DIVERSAS RENDAS.
A paula he a mesma do A. 75.
CORREIO.
O Brgue S. J< ze Triunfante recebe a
malla para I.-boa no dia 1G do con ente
ao meio dia.
^ O Patacho Brlla Amisade, de que
CaptioJoze Sjaies de Paiva, sai para o
Rio de Janeiro, no dia S3 do coi rente.
DIVERSAS REPARTJCOENS.
CMARA MUNICIPAL DOLINDA.
14-" Sessao Ordinaria de 11 de Marco.
de 1836.
Presidencia do Snr. Albuquerque.
Aborta a Sesso cooiparecero osSnrs.
Oliveira, Xavier, Bsala, e Cordial; tal-
ARCENAL DE Gl>ERRA.
O Arcenal de Guerra compra brim pa-
ra carnizas, calcas, ecolxes ; assim como
paz de ferro, e ago.
As pessoas que laes objeclos tiverem
comparecam 110 mesmo Arcenal pira fazer
eos ajustes.
nar s Provincias do Norte a remessa de
tropea, constando ter j partido, emeon-
sequencia de tas orden*, perto de 800
pracas; mandar engajar em Inglaterra
TiOO marinheiros, oigniisando-se huma
E-quadrilha, propn'a para neve^ar o A-
mazoias e seus confluentes, de 17 vasos
sendo destesS de vapor, alm de 2 lan-
chas a provade fusil, que se mandn ir
dos Estados Unidos, bem como *8 pro-
videnciae dadas para que jamis ali se sof-
frad na lallas de vveres, que tanto estra
go li-m causado a 1 o s 1 gente ; e tudo islo
em menos d.' dous me7.es depois da Re-
geneado patrila Feij, he na veraade
muito fazer ; e s a perversidad^, ou a
ignorancia he que 1 Je pnduzir as cenan
ras e datribes, com que se lem querido
macular a adminislraca.
Sabem lodos que o Rio nao (em tropa
disponvel, e (jue se as Provincias manda-
ren! o contingente que Ibes fo orde-
do, achar-se-ha o Sr. Andreas em pou-
co tempooom huma Corea capaz de restau-
rar o Para, e fazer ahi respetar a Lei, e
a Autoridde Imperial.
Neuhum homem de boa f esensocom-
mum, talando ao laclo da desgracada his-
toiia do Rio Grande, e das razes expen-
didas na folha offici'al, podar deixar de
reconbeeer a conveniencia e poltica da
amnista concedida aquella Provincia !
O ex Presidente Braga, tendo os co-
fres pblicos saturados de dinheiro, se-
nbor do porto e da e-quadrilha que o pro-
tega, do armamento e inunica, cercado
de seus prenles, amigos e devotos, e an-
da mais do prestigio que lije dar a Lega.-
. lidade, e a justica de sua conduela .m,t
affirmaS os seus affeicoadoa)} General
Brrelo commandando a (ropa reguldr .
val, nte Silva Tarares, e outros CommaJ
dan I es das Guardas Nacionaes, SOatenUn"
do causa da lei, f,.ge, fazendo comsi,,
(|iianlasoquizera acompauhai-, deiXa,.
do a Provincia, ealo porlo entregue a,*
sediciosos \U
Cm taes circunstancias que aproveit
nao OOhomens (quando o Governo "
continente os pudesse arranjar), ,an, ,
vezes reclamados pelos emigrados ? Cer
lamente sertiriaS para excitar o alarm
na Piovincia, obrigando os comp.om,-,.
tidosa liatarem seimenle de sua pl0.
pria seguranca, estes procurara desla.
zerae de seus verdaderos ou suppost,,,
mmigoa, e difiiculianV., talvez pa,a
sempre, o lomar a Provincia para a asau-
riacaS brazileira. Eis as tristes Cnnsequeo.
cas que de vera 5 seguir.ee de la mpru".
dente exigencia quando atlendido Toase.
Segne-seposquea marcha do Gover-
uo na5 preparando.se para o combate, us
enta sera muito desigual, e enviandou-
nicamentn hum Presidente, nao suspeilo
filbo da Provincia, e bem concrituado
offerecendo amnista a lodos em restni*
cao, era a nica capaz de desarmar osee,
dioioeoa e compromeltidos, e de ligaros
homens de bem, de ambos os partidos
duenacoDservassem vistas occultas nem
fins ainiatroa. Quem negara que taes f0,
rao os resultado-, da amnista ? E que ella
leria produzido todos os seussalutires eftii-
los, seoS:-. AiaujoRibeiro, ouvindo me-
nos os queixosos, fosse, romo era do seu
dever, tomar posse peanle a Assembla
j amnistiada P Estamos convencidos de
que lodas as desgranas que sobrevierem
Provincia do Rio Grande, devem ser im-
putadas, hoje, aos vencidos, aos quea-
bandonra a principio a causa da legali-
dade, e que respirando vinganea (romo
be natural), procura rao inspirar ao resi-
dente susto e desconfianzas, o pouco fun-
dadas, depoisdaaceilaci da amnista, e
convite da Assembla Provincial, para qil8
foa*e elle tomar posse a Porto Alegre.
Todos os actos subsequentes a esta recusa
e a illegal posse no Rio Grande, si5 insus-
lentave.s da parte do Presidenie, ense-
ria desculpavel, quando na Capital e
conl.niiasse a recusa-la. Como criminar
poia huma Assembl.'a, que, devendo vi-
giar na guarda e observancia das Lea ex
ge a exeeuca destas, e reprova e re]ate a
actos contra, ,os a ellas? Como criminar
asauthor.dadesdo Pu, to Alegre, quando
Clamad contra as consequencas da posse
llega do Presidente, e crimiria aquellea
queobedecem ames de legiiimamente em-
possado da Provincia? Como deixara de
temer deauspeitar do Presidente, que
aposentando a amnista por hum lado,
arma por outro os cdadas para combater
os amnist-ados ?
Qaa i.nl n, ser ver justificada a con-
ducta do Sr. AiaujoRibeiro, em lodo es.
te desgranado negocio, paiwqiie nao pese
sohre elle la graves impulaces ..
Oorsonle poltico do Sui oflerece no
lim de ludo hum medonho aspecto a DO*-
sas vistas; no entandq, o Governo tem
ordenado expedigad de forcas de diffe ren-
tes pontos para aquella Provincia, ignora-
mos porin qual seja o fim ; assim a folha
do Governo esclareca o publico a respeilo
com oque evitar os variados juzosque
cada hum forma, as inverices, improvi-
s is, e as fingidas suspeilas dos que de lu-
do se aproveitaparalevarem a seus fins
seus depravados planos de subversa, e
ruina deste abencoado paiz.
(Do Jornal do Commercio n. 56.)
FEIJO' EH. CAVALCANT.
A reforma d art. iv.3 da Constilucn
foi urna alarma para o Brazil, porque
chamou postos todos os partidos ; mais
ou menos iamos andando, e nqutiie que
mais desejava urna mudanca, conlentavj-
se com a esperanca de ver desenvoher
as (acuidades moraes do Imperador, e de
que elle podesse aos seus \4 anuos merecer
do poder legislativo urna dispensayaS d
id^ie para comecar a reinar por ti, e


TT


DIARIO D 12 r E R N A M R U C O.
8
>> miim iimiimrii;/tirMmT,wm?aaroC
rVrr.cdiar os males de una Regencia sern
crdito emu prestigio. Porem urna re-
voluca na o<-dem poltica te conseqoen-
te, como a da reformada Regencia trine,
para substtuil-a por um s homem, de-
va excitar niniianlenle o interesse de
todos os partidos, e produzir tahrea una
crize violenta, si o nosso Fovofosse gen-
te de armas levar ; mas, grapas Deus!
b5 somos ta BWOteWptos que nos dislri-
penios por causa de urna eb-ico, que por
fim n-5 redonda seria ern pioveilode
niea du.-ia de maneos. Finalnente tri-
unfou, como era de esperar, o partido em
mando, e rolocou-se nos degros do Thro-
r,o o homem das simpatas desse partida
Destacadamente o partido carainur nao
teve a prudencia de c.der de scos capri-
chos ; eem lugar de oppor ao candidato
c|,manOiim homem, que reuniese lo
das s qualidades moris, que este neo
pos-uia, apre enlou em revendila oulro
tachado dbs mesroos deli'os, que impu-
gnara em seo contrario, is'o he, carcter
ferreriho eeslurrado. Nste caso he mili-
to de supor, que nem o Sr. Feij, e rem
o Sr. Cavalcanti fura nossos candidatos;
porque vamos em ambos tiles os candida-
tos de um partido, e em nenhum oran
didato da Naca. Cada paitido trabalha-
va por elevar o sen candidato, e todos
Ihe enviamos as mesmas razes; todos e-
levavaas nuvensas quididades individu-
aes dos seus escolhidos, todos distad que
nao era por espirito de partido, ms siin
por inte, esse publ co, que de va ser ele-
vado tal ou qual Regencia, porque no
estado em que se achava o paiz era mister
< muila tneig;a, forca de animo, nflexi-
bilidade nexoravel, probidade, honra-
dez, limpe/a de mas, &r. ; em fim as
mesmas condeces servia para um e pa-j
ra outro, e ambos os partidos as atribuiaS
esrlnsivaroente ao 8e<> candidato; poim
ni'jssempe upusem< so contrario de Indo
asto, e jugamos urna calamidade publica
victoria de qualquer dos dous paitidos ;
assim succedeo, e queira Deus que o* nos-
sos pronsticos na6 se verifiquem. As
nossas ideas fora sempre outras; porem
a poca >ia permitia desenvolvel-as, por
que nao tinhamos ainda o sufragio do Po-
der legislativo nosso favor, e nos nada
querernos que nao seja pelas vas legaes;
agora pois que a occasia nos he favoravel,
estamos resolvdos dar conieco nossa
trela, para ver si podemos remediar to-
das as faltase todos os erros, at hoje co-
metidos, pela ignorancia e pela m f de
una facca5, que se tem enriquecido cus
ta da credulidade do Poo. Em um dos
seguintes nmeros encelaremos a quistao.
(PublicacK pedido.) I
(Do Raio de Jpiter.)
P' lo qual obra o figo, em s nosso* orgios:
mas nao nos diz olivante!lio al que grau
se eleva csMi dor, e s podemos asseverar,
que as penas sao diferentes secundo a dif-
ferenca dos dimes. Na regio dos tor-
mentos, assim coir-o na morada da felici-
dade (jodiccmos) exi-tem mu'tos deara
us ; e se a bondad? de D >os leva as recom-
pensas s!em do mrito, nio pcrmitle a sua
justica, que o castigo exceda ao crime.
J. C. fallando de Judas, que odevia a-
traicoar, declara, qe molhor 1hefora o
nohaver nascido; sobre oque ob-erva
S. Agoslinbo, que estudelo niodeveap-
pluar-se a lodos cs percadores-, se nao lio
somente aosmais criminosos, eimpios.
A ultima reOe.\o, qne re polle applCar
igualmente as-im ao rl.,f>ma da eternjdade
das penas, corno intolerancia religiosa,
he, que a nossa sensibilidad nos lude,
quando coma,llamos acerca de objetos de
lal natureza.; p. rque ella s nos fu dada
paia nosdingir-mng a mpplo dos nosSos
leo elhantes ; e he bum manifest sofisma
' hnma especie de medida entre
o Creadoi
.i e arrea tura.
Falta-nos considerar a intolerancia Re-
hgiosa relativamente Sociedade. A in-
te lerancu Raligi08a S(', sp tornara periposa
a Sodedade, 8e eMivesse unida a dogma,
locumpatmiscom a ordem publica : mas
o Cbristianismo em geral, e particular-
mente a BeJigiio Catholica nada ensinao,
que dos pnncipios de todo o bom goVerno
se nao enderece a estreitar os lacos da So-
ciedade civil. He verdade, qUeaIrea
Catholica atribue-se hnma auctoridade
suprema independente de todo o Po ler hu-
mano, donde con-lui.So algnns philoso-
phos, quealgreja he rival, einimiga nata
do Litado.
IVao lie este o lugar de prov3r, qne a I-
gre|a, formando qne rts PubM'-' '"ao huma Sociedade pereita, isto he ;
burra Sociedade, que acha em si mesma
quanio he necessario para a sua conserva*
?a9 ; nao pode pre-in'Hr de huma ancto-
r'dade, emaq:ai nenhuma sociedade po-
"egovernar-se, emanter-se: que etsa au-
ARTIGO COMMUNICADO.
Continuaco do Artigo
Tolerancia.
Tal be com effeito a natureza, tal a ar-
ro propria da virtude, e do vicio, que
devem produzir, aquella a felicidade, este
a desgra9a do homem. N'esta mesma vi-
da he notavel esta influencia, nao ob-tante
a malia dos homens, e os acdenles da for-
tuna, que muitas vezes invertem os ins da
natureza: mas na vida futura, onde a
fortuna, e os homens nada podem, a vir-
tuie, c o vicio desenvolvein toda a sua fv-
cundidade.
A esta primero suplicio, que torna a to-
dos os reprobos outros tantos Tntalos, e
Ixions, acresce a iroagem sempre prsen-
le ao sen espirito da felicidade intllavel.
que por culpa sua perdern; a recordaco
dolorosa de seus ci unes, eesses remorsos
crueis, que tiobem pinta J. C. na figura
de hum verme, que nunca morre._ Todas
estas penas nascein do pecado, e sao fructo
,eu; enesta ordem decomisas nada deseo-
bre a raio, que Ihe nao panga di^no da
sabedoria, jusiica, e s&nclidade do Ente
Supremo.
Ern terceirolugar o Evangelho nos en-
sina, que os reprobos sobr'essas penis in-
tellectuaes sofiem tormentos, que os im-
nreasQiiio de hum modu anlogo aquelle, [ uos.
rtoridade deve ser soberana em sen gene-
ro e independente do poder civil: por-
que sendo a ReligiV feila para todos os
lempos, paizes, e governos, nio deve ser
sugeita as foimas muitas vezrs onpistas, o
sempre valiereis das constituicoes politi-
zas: que tendo j>or destino o sanctifidir
OS homens ainda sob os governos, que a
desconhecem, ou perspgoem ; nao pode
tirar as suas leis, e polica de-ses goverrtos
inraigos; finalmente havendo recebido de
J. C. .i sua f, a sua moral, o seo minis-
terio, b delle recebe'a aucloridade neces-
saria para governar asconsciencias, a con
servar a pureza, e unidade deseu ensino
Mas suppondo soberana a seu modo, co-
mo deve de ser, a auctor'dade daTf>reja,
e de todo independente do poder civil, di-
go, que nunca pode tornu-sesua inimiga,
ou rival por ser essencialmente distincta,
lauto no Mu fim, cobjectos, que Ihe sao
Sbmeltidos, como nos meios, de que tan-
ca mo para f ,zer-se obedecida.
O poder tem por fim a paz, e proppr-
dade da sociedade poltica. O poder Ec-
clesiastico, extranho a os interesses tem-
poraes, conduz o homem felicidad! da
outra vida. G primero exerce o seu im-
perio sobre as prosperidades, peso*. e
acedes a fim de os dirigir ao bem dn Esta-
do : a segunda nio manda, se nao cons-
ciencia : as propriedades nio sao da sua
jurisdigo, seuio indirectamente, em quan-
to he interprete da jusiica natural. Elle
nao tem direto sobre as acc,6as, sa nao p3-
ra vedar os crimes, que podem pertuibar
o reposo da sociedade ; para mandar ero
nome de Dos tudu qu.mlo manda a le ci-
vil em nome do Soberano ; para prescre-
ver actos religiosos, quenada tem le con-
trario a os deveres do cidado. Hum faz-
s' obedecido pela forca, o o itro nao co-
nhece, se nao os caminhos do persuasio.
Todas as penas da Igreja sao de huma or-
dem espiritual, e nio tocio nem na vida,
nem na liberdade, nemnosbens; porque
eu nio metoem conta essa jurisdico pro-
pria, eesiencia!, que a Igreja recebe do
seu Divino Fundador, a qual nio se deve
confundir rom aquella jurisdico accesso-
ria, e d'empieatimo, que ella recebeo da
lberalidade,' e sua poltica dos Sobera-
Cada bnm dos dous poderes, as-im pela
mesroa MlOreBa dascousas, como pels sua
nsiiiuico, est encerrado em limilss, fo-
ra dos quaes lie millo o seu poder. A Igre-
ja nao pode estatuir sobre oque peilence
ao estado civil das pessoac, o governo so-
bre o que toca ao estado espiritual : em
virtnde pnrm debnmi confederaco entre
a Igreja, e o Coverno, a primeira exerce
em os Enfados Tatholicos huma jurisdico
temporal, e o Governo goza de granne au-
cloridade na Igreja. As inmunidades dos
Clrigos, as penas cviz anexas a certas le-
is Eccle^asticas, n apanto do processo e o
oso da forca coprcitiva em certas diligen-
cias, e execuces, sao concesses do Go-
verno. assim como he concps da Igreja
nd'rritode- sppresentar os Bspov) eoutroS
beneficios importantes.
Em duas palvrasa aucloridade E'cles-
aslica, e a secular sao dous poderes hetero-
pn,os, que nunca se podem encontrar e
combaler, execepto se a le civil mandar
expressamente o qne prohibe a Rebgiio, ou
vire versi. Mas ne^te caso a lei civil seria in-
ju-la. e contraria nao s a os rJireitos da
eonscienca, romo tambem ao verdade r i
intei esse da So iedade, o quol he insepara-
vel do respeito Ri^io. B-m sei, que a
ignorancia, e a ambicio tem mu las vezee
'estocado os limites, que sepao os dous
podares: mas e-s*s limites elio marrados
no Evangelho, onde J. C. declara, que se
deve dar a Ce*ar, ato he ; so poder eslube-
licdo, oque perlence a Cesar; que o seu
reino nao he desle mundo; pois elle nem
tem poder para repartir huma heranca en-
tre dous irmos. Elles forio conhecidos, e
reverenciados de toda a Antiguidade Eccle-
siastica, sempre defendidos pela Igreja gal-
lcana. e inconcusamente Armandos pela
cebbre declaracio de 1682.
Ped-* pois a equidade. que para ju'gar a
Religo Catholica se consu'tem os seus
rrincip'os. e nio o abuo, que della tem
feilo as paixcS humanas ; e pelos principi-
os da doutrinaCatholica nunca podea auto-
ridatp da Igr legitima autliondada do governo ; por
qnanlo seja qual fora lorma desle, o poder
Ecclesa -lco alenta os desenbo, e foi tinca a
deveres da moral. Mas se a Religilo pros-
creve os erros ^ porque ella be verdade ;
ensiia-nos a supportar a os que errlo ;
porque be candade ; e longe de armar
contra elles o poder secular, conltn a in-
tolerancia civil em os limites, que as le-
gras de huma sabia adminis!raco Ihe pres-
cievem.
Continuar- s&-.
VARIEDADES PlOVlNCIANAS l
Cunstituisa e Pedro 2.0, n." 10.
Insina a nossa Consliluica neArt. 179
14 que o motivo de preferencia para os
cargos pblicos, civis, polticos ou milita-
res deve ser bazeada nos talentos, e virtu-
des ; mas o Sr. Paula Cavalcaiiti despre-
sa aquelles ta essenciaes requisitos, e jul-
ga que outros nao podem ser mais valio-
sos que os lacos do sangne, e afenidade,
que prendero algum individuo a Sua Ex.
Os fados patentea o incomiirthensivel
ABUSO que S. Es, tem feito da
INFRACCAO' .jC* d'este artigo l
^W A Consltuica confere ao Cida-
da5 o sagrado direilo de peticaS. S. Ex.
superior a Consltuica DERRANCA se-
melhante garanta! ^t4 Den-anear
garantas !!!... Recipel
Com que direilo em fim prohibi S.
Ex. a Cmara Municipal que a nomeaca
para Inspectores de quarteira recatiisse
sobre guardas Nacionaes, quando pelo
Ait. 17 do Cdigo do Processo Criminal,
elles sa5 despensos inda mesmo do servico
de primeira liuba ?
AVIZO.
De 4 de Maio de i853.
Para que na Nomeaca dos Inspectores
de Ourti-iies se prefira os Cidadas que
pela .-u.i idade, ou quaesquer outras cir-
cunstancias; tiverm sido dispensados do
acca-o do poder civil, imprimir.doem aslris I erv.coaclio da Guard-Nacional, ealis-
politcasocar.cler, esanecio das leis .elig- ;'dos"a 'erva della, a fim de se nao
_ destale
osas.
A'gnns Publicistas nrosrrevem a Religio
Catbohca ; por que limita a aucloridade do
geverno, so mesmo pas-'o que a mi parte
dos incrdulos assaeio-llie a pecha de ser el
la o ma's firme sustentculo da tyrct.nia :
mas nos, til-ando argumento deses mesrans
reproches contradictorio4, concluimos, q.
he LMialmente dvoravel as-ias liberdade
dos Pavos, comoauctoridade dosgover-
*os, nao s pela sua moral, cuja pralica
universal asseguraiia infallivelmenle a paz,
e pro-pe idade dos imperios, como tam-
bem pela SOS conslilnicio, a qual elevando-
a sobre as insiiluices huinarns, ensina
a osgovernos mas absolutos, que h hu-
ma ordem de cousas, em a qual nao pode
melter a mi todo o seu poder.
Em toda a parle onde se reeonliece huma
Religo pob'ca, he misler necessariamen
teadmttir huma aucloridade espiritual; e
quando a instituido Divina, easua uni-
versalidade, que he hum dos caracteie-s da
verdadeira Religo, nio colocasstm e-sa
suctoridade fra da sociedade civil, exigu ia
a propria liberdade dos Povos, que ella
nio andas-e mseparawlmeute unida a o po-
der secular; porque o despotismo destru-
ir-se-ia a si mesmo, se a opniia onoie-
freasse. A Religilo Musulmana, apezarde
absurda, como he, todava corrige, se-
gundo a observado de Mostesqnimeu, al-
gum lano o governo Turco ; e a Inglater-
ia muitodvera temer a sua propria lber-
d.ide, se dilTeientes causas nio fossem tor-
nando gradualmente nulU a aucloridade,
que pareee'outorgar a o seu Re o caracler
de cabeca da Igreja.
O que tenho diclo da intolerancia Reli-
giosa basta para justificar o Christams-
mo, e particularmente a Igreja Catholica
de lepiothcs s fundados em huma falsa
interpretado da sua doutrina, E*ta into-
lerancia, circunscripta na esfera da ordem
espiritual, he hum dos caracleresjda verda-
deira Religue, com a qnal nio he menos
incorapatver o erro, que o vicio, e que
nossubninitra meios tocertos para dis-
tinguir a verdade, como para conliecer os
.ir com taes nomeaces a furca das
mesmas Guardas.
(Rapar11046 da Jusiica.)
Breve pergunta
Ao Sor. ex Captio do Corpo Municipal
Feliciano Joaquim dos Sanios, que nunca
leve modo do artigo lOda Lei Provincial de
6 de Junho de i835, poique razio em
quanto foi do mesmo Corpo nio foi albulo,
e nio levou ao conhecimento do publico,
e do Coverno a ladroeira fe i la pelodigns-
simo Senhor S Brrelo da quantia de
500^3 re., que puhlcou pela sua carta in>
*erta no Diario 77.
Oulra perguDtinha.
Porque o referido Snr. ex Captio (que
raiva do ex ) apesar de nunca ter medo
do artigo 10 da Lei Provincial de6 de Ju-
nho de 1835 andou com tantoesq .eciuien*
lo, e dancas de 1 ato a respeito da presta-
co de loica, que contra ordem do Go-
verno deu o Juiz de Paz do i. Districto
do Colegio ?
A vista do ezposto e dos ca vacos que por
ah tem dado o Snr. ex Captio, conclle-
se, que o Snr. ex. tenha medo do art. iO,
elazia-llie muitoarranjo o Postinho pe-
zar do Engenho, emeio, toda-va espera
se as respostas.
V

THEATRO.
a
Domingo 17 se representa urna moito
insigne e conceiluosa Peca denominada
Os Monstros de Micenas Os entervalloe
serio prehenchidos de belissimss Pecas de
Muzica, cantando-seoDuetoBarra de Va-
por e lindando o Expectaf ulo com a jacoae


DIARIO DE PERNAMBUCO.
4iqnA criada Rethorica. Principiar
*> 8 horas.
AVKO.
Brevemente se hio de affixar Editaes de
"Concurso s Freguezias vagas desta Dioce-
ze. Palacio da Soledade 14 de Abril de
*836.
O P.c Francisco Joze Tavares da Gama.
Secretario de S. Exc. R*".
Qualquer Sr. Portuguez, o u Br &- las direito publico constitucional; Poezias
ANN UNCI.

Tendo a Tbesouraria desta Provincia de
fax-T remessa de letras pata Londres, o II-
lulri.-simo -Inspector da Fasenda manda
convidaraos Surs. Negociantes Nacionaes
e estrangeiros, que a esta transaceo se
proponbio^ara que hajiode comparecer
ta salla das Sesses da mesma Tbesouraria
nos das 18, so, e 22 do crrente mez a-
fim de l rae tai- se do ajuste. Secretaria da
Thesnuraria Je Pernambuco 14 de Abril
de 1836.
Joaquim Francisco Bastos,
Official Maior.
iJaxa
Publicaco Literaria
Sabio a luz um Compendio de Geome-
>i i.> Piatica, pt ciprio para o uso das Aulas
(lunarias, por S. H. d'Albuquerque, Pro-
|eor Publico de Primeiras Letras da-Fre-
guezid de S. Pedro Marlyrda Cidade d'O-
bnda, e acha-ae a venda na toja de livt os
da Praga da Independencia n. 3j, e 38.
............ i
AVISOS PARTICULARES.
O Esn-ivio de Paz de 3." Destricto da
'balancia da -Fregueria da Boa-vi>ta,*faz
m iente ao respeiuvel publico, que tendo
..-,11(1(1 o seu impedimento, -seirha noex-
rricio do seu empfego, e que por ibso o
pudein procurar as pessoas que tiverem
u: goeio naque-He. Juizo, em a casa D. 30 na
rua do Cotu vello.
ff^ Precisa-se de 200$ res a juros
nro.pt emio de dois por rento ao mez, dan-
-.1 t-se firma, ou penhores : no pateo da
Santa Cruz venda D. 3.
^cj^ Prnpe-se a ensinar as primeiras
b'lras, e diversas costuras a meninas por
.'!> eco cmodo : Indas as pess>as quequi-
wifin ulilisar do seu presumo dirija-se a
rvu do uiv.u do Livrameuto L). -\.
WW as 5 ponas U. 17 precisa-se de
um bom 01 laleirn, e se lhe oflerece 11$
iei meusaes, dando fiador a sita conduela:
qiieiu esliver nesias circunstancias dirija*
wM lugar indicado, adveite se que pele-
1 e-sea uni-Poi tugues.
*y* A.pes>oa rjue se prnpe a entinar
diversas -('acuidades em alguin lug*r do
rnatio, roul< rme annum-inn pelo Diario,
dirijas e rua larga do Rosario D. (i.
y Da rua do Crespo D. 7 Ova. Da re-
cen utn pequeo PotlttgueZ, de idade 11
.autos, estatua haix.i, coro urnas sarnas
pelo rosto, levando vestido urna camisa de
pao de Indio *.- nUspeiis.irio libado, e cal-
ta de patio ; a pe.vso.i qu<- o I ver em Ceta
o-pt>d*rn levar a mesma rusa.
^ry PrecM se-lugar liana escrava, a
qiMAtu se pagara CUiU geiierosidade, que sai-
h. l-er o mi vii;o de nina rasa d pequea
lamilla : na rua doNogucira D. 1 > no la-
to do sol.
i
a dois por rento ao
aununeie.
0 I'im-hI (lo Rorro d > Rerile par
Jirpa 40 respt*ilav<| publico, que leru nni-
lad a su rmilleticia par.. R 111.4 da Set./.ll-
1a ifttffp I "andar do vibrado 11 5(5.
XJT Ouetit quiser maridar criar algiun
menino ; dirija-se a rua aliaz do tumo da
i'inha D. 16.
%9~ Necessita-se saber onde mora o
lie vn elido Sin Joio Jo/e de Mcdeiros pi-
ra w Ihe entregar urna carta, que da Villa
te Flore*, Ihe dirigi sen na n Je* de
Mella iros Sd tw Snior; e por 'suMiva.sc
o Sur. Reverendo de annunriar a sua roo-
r'Jfl pira ser procurado.
suturo sol leo, que precisar d'uraa ama de
casa-, mulher Juanea, para todo o servico
de portas para dentro ; procure as 5 pon-
tas, na casa D. 35, lado direito.
V3T" A pessoa, que se propoem a ensi-
nar I,.ilm,Franrez, Retborica, &c. e pri-
meiras letras fora desta .Praga ; queira di-
rigirse no dia 16 do coi rente, a rua Di-
rrla sobrado D. 30 de manila, ou a tarde,
que achara com quem tractar.
NAVIOS A CARGA.
Para o Cear com escalla pelo Ass.
Segu viagem a Sumaca Beija Flor, de
que Mestre Jaze Honorato dos Santos:
quem nellaquiser carregar, ou ir de passa-
gera dirija-se ao Proprietario Manoel Jos
Xalaca morador no Porto das canoas.
Para o Rio de Janeiro
t-V Segu viagem no dia ti do cor-
rente o Brigue Nacional Mrquez : quem
110 mesmo quiser carregar ou ir de pussa-
gem dirija-se a Guadino Agostinho de Bar-
ros, Pracinha doCorpo Santo D. 67.
Para o mesmo Porto
|ry Segu viagem com toda brevidade
O'Pataxo Nacional Bella Amisade de que
Mestre Joze Sores de paiva : quem no
mesmo qui.ser carregar ou ir de passagem
dlija-te ao Escriptorio de Gaudino Agos-
tinho de Barros atraz do Corpo Santo D.
67, ou ao Mestre a bordo.
Para o Rio Grande do Sul.
muito vdleiro Bergantim S. Joio Bp.
tista, Capillo Antonio Cardoso Ayres, sa-
hiifl impreterivelmeote no dia 16 d<* cor-
rele niez.
COMPRAS.
Dois oaxorroa de filia, nn atreve gados
anda pequeos : na rua da Alegra ero c-
sa de Francisco Rodrigues Moma, das 6
as>8 e meia horas da manh, e de urna ho
u as 3 e nieia da larde.
WUm relogio de meza : na mesma
casa.
fcaV" A obra de Lobo, ? alguns outros
livrosde Direito em portugus; j uza-
dos : na mesma casa cima, ou annuncie.
%W Um zexeo bom cantador e outros
paca ros por pregos com modos : na mesma
casa.
I V^ A obra Diccionario Medico-patri-
Ico. por Joio Lopes Cardoso Micbado ; e o
Entftmei de Manoel Mendes; annuncie.
fcy* Um forte piano de armadlo de
boas voses, e novo: amiuiirie asuamo-
rada.
tlffHf
i I 1 II
recisa -se de -iAO^ re* por rinco
nez rom boa
VENDAS.
Um piano j uado, por pt pgo enromo-
do: na Typ. deste Da lio, se oii quem
vende.
VSr- Urna Litngraphiu cuopleta chega.
da ultim.menie de Inglaterra : quem per-
tend r tinnunrie.
*t9m Dm negro moco, ranneiro prnprio
n-a todo serviio : na loja (ta rua do Ca-
nuca D. 7.
f3* ""a escrava crila boa rosinbeira,
e etigoin ideira e fit* do.es, e tima rool.li-
ulta de |-2 anuos ci-e, e ensuau liso: n.,
1 u.i il<> muro da penda D. 17.
*f3^ Bolina de Li-boa par pn^o rom
modo: iu rua doO.ieimado D. 3.
n^ Bnibunaquedroit nMiurel, el pn-
bic i Fnlol l'.spiit du droil ; Racial ia tlp-
litis et pe i nos ; Pascoal J. de. M. direito ci-
vil patrio; Dore de Rnetlieoria d. s loia
MCMioa; Ds^urso juridi.o-tcoriomico-po-
liluo; por Doiuitigos Nun.s d'Oliv. ira ;
Pereira eSonsa primeiras buhas sobre o
processo c, iminal ; Silvestre Piii-iro cours
de droit intei ne el exlerne j L. Riilly trac
tata vera rebeionc ; B.ba sacra; t. Sj-
deNicolu Tolentino ; Arte Francesa por
Mr. L'Homond ; e um Lacaille : em Olin-
da ladeira do Varadouro 11. 1 r.
jp^P> Um novo methodo de flauta o ma-
is moderno possivel para duas flautas ; u-
idi flauta d'Chano, e um bicudo muito
cantador: na mesma casa cima.
%Jgf Umsilio no lugar do Jang com
~mais de 800 pez de coqueiros, bastante tr-
ra de plantaco, e mattas de tirar lenba ;
trez quartus do servigo qnotidiano, urna
vacca prenhe ; tendo um excellente lugar
para currar de peixe, por prego commo-
do, e mesmo troca-se poralgtima proprie-
dade na Praga de igual valor: na mesma
casa cima.
U-aT Um terreno com alicerce na rua
do Palacete : as 5 ponas deironte da For-
talesa sobrado da e-quina.
%^ Urna loja de fasendas com poucos
fundos as 5 Pontas D. 10.
jrJr" Chapeos de sol de seda, eqtiadros
de bom gosto, e Polvo secco rhegado lti-
mamente de Lisboa : na rua do Rosario pa-
dariaD. 17.
IQr* Um mui bonito cavallo desella, e
famoso pata um carriuho: na rua da Flo-
rentina casa confronte a del). 10.
%cy Agua das caldas da Bainha, doce
de calda, e marmelada, todo chegado pr-
ximamente de Lisboa ; fatinlia da Ierra a
seis.patacas o alqueire medida velha : na
praga da Boa-vista venda junto da Botica
do Braulio.
%fy* Um escravo de ai anuos, boa fi-
gura, sem vicios riem axaques : na rua do
R ngel sobrado D. 30 de lio ule da casa das
Diversas Rendas.
jfl^ Gaiolas de rame de muito bom
gosto : atraz da Matriz da Boa-vista n. 10
a diieita viudo da Praga.
%G^ 100 palmos de trra no atierro dos
Aflbgadas, de propnedade do lado da ma-
t pequea, com fundos at a baixa ma-
do capibaribe, que fir'o confronte ao Coe-
llio: na rua d'Aguas verdes sobrado D. 20.
13^ Pianos de boa qualidade e bem ar-
mados, por prego romtnndo, uttimamen-
to erogada : na rua do Queimado D. 4.
|ft^ Um cavab'o mellado, calsado dos
quatro pez, dinas pelas, tem pago e car-
rego, eesquipa, ebonita figura, est des-
carnado em rasio de algumas viagens: na
rua das Cruzes venda D. i4-
Iry" Um moleque de 12 para i4 annos,
sem vicio algum, muito ag I; na rua da
Florentina casa terrea D. 9 romo quem en-
tra para as rasas de Joio Zurrir k..
JC^" 2000 alqueires de sal do Ass a
60, e 35000 palhas de carn. !>a 480;
na rua da AHaudega velha n. 5.
Wk>* Urna escrava de naci, engoma
perfeitamenle, cosinha muito bem, cose
chao, e lava rom aceto, nao se.vende por
achaques: na rua Direila sobrado do beco
do S-rigado, primeiro andar.
fc^ Urna preta moga, com principio
de coser, e engoma liso, e lava ae sabao :
ao entiar da la do Rangol sobrado D. 37,
piimeiroaudar.
y Unta porcodeaseiledecaiTapato:
na rua do Fago lides D. 8, primeiro and ir.
fsy Urna espada propria para Oflieial
deMarinba, com guarnigao bem dourada,
e ohra boa, por prego rommodo : ni rua
Novaollicitia do Sur. A lour.
(p" FoIiiIihs de porta, (le Al-
gye'im, o de Padre, pata o pre-
sente anuo de 1836, por preeo
commodo, na Pra^a da Indepen-
dencia, loja de LivreiH N. 37 e
38, e na rua da Madre de Dos
venua que fui do Bezende.
ALUCUFLS.
Quero pe tender alugar urna cano Je
car..ira, que p.ga b. ni" 1 a pessoas, se po-
-ra dirigir, a Ol.nd.., Ude.ra da b.ca de
S. Pedro, a su luda n. 30.
. W** Alugi-seuin esrravo para pada-
na que sal.e amaga. fiser oulros -ervicos
perUocenle. IOv.Sllia a lua dy q0( j(na
do loja D. 7.
ESC I? A VOS FGIDOS.
Sebastiio, crilo, comosaignaesseguin.
te*: representa ter 22 annos, altura regu-
lar; cor nao moito preta; olhos grandes
sem barba ; peritas finas, pez apalhetados
o u xa tos, por ler tido bixos, em um dos
pez tem do lado de fora urna marcare-
quena de ferida antiga ; c oficial de sapa,
teiro, e tem as mios signaes de calos,, de
pu\ir linha ; quando falla tem torpocoa
na falla, eas veses gaguja ; levou aqueta
de pao asul, calsas de riscadinho, e de
brim'chapeo preto de pedo, e camisa d
algodo fino; fugi Joino dia 26 de Margo :
os a p rehn dedo res levem-no a rua dos
Quarleis D. 3, por sima da Botica France-
za no 2.' andar, que tero ao^JJ res de gra-
tiflcaco.
yf^ Ao amanhecer do da i8dopassa.
do fugio doabaixo assignado, um escrava
crilo, de home Matheos, com os signaes
seguintes : alto, com falta de denles 11*
frente, urna velideem um olho, represen-
ta ter 30 annos, toca muito bem viola, e
explica-se bem no fallar; levou vestido
camisa e siloula de algodo, e mais roupa
que carregou de outros parceiros, e tam-
bem urna davina francesa; nio a primei-
ra vez que o dito escravo tem fgido, e a-
coita-se no lugar denominado Luca, tau*-
bem j esteve no Engeuho do Snr. Francis-
co deCarvalho : os apiebendedores levem-
no ao abaixo assignado, que recompensa-
r ; assim como protesta contra qualquer
pessoa que o ti ver em seu poder, por qual-
quer protesto que seja.
Jos Mariad'Amorim.
^K9" Joze, Loanda, baixo grosao, cara
chata, olhos pequeos, pez largos, camisa
e calr/as de estopa; quando falla, parece
estar chorendo : escravo do Seminario
d'Olinda, est fgido pert- d'um mez,
foi visto em Beberibe, e ao depois para as
bandas de Nazaretb. Roga-seaos Snrs.
Juizes de Paz, Capities de Campo, e quaes-
quer outras pea^oas deste officio, que o pe-
guetn, levem-no, oa roandem-no levar ao
Reverendo Reitor do mesmo Seminario, o
serio os portadores generosamente recom-
pensados.
, %ry Antonio, naci Angolla, ter %S
annos de idade, sem barba, olhos espanta-
dos, estatura mediana, pernas grocas, pez
grandes, tem umasicatriz de espada sobre a
cabega : os apiebendores levem-no a rua
do Rosario no B itequnn da porta larga*
que serio recompensados com 100$ roa,
e tanihem se ve .lea por 300$ res.
Va^ Miguel de naci rebollo, estatura
ra e cor regular, repiementa ler 24 a 38
annos de idade, cara redonda, cabega pn-
xada atraz, com o < mitigo um tanto gran,
de, quando anda os pagos sio miudos, o
parece putar de urna perita, bem fallante,
representa ser crilo, levou veslido calsa
de bi im b anco, camisa de algodio, cha-
peo branco j vellto." os aprehendailore
levem-no a Seu senbor Luiz Pereiru de F<-
rias, na rua das Cruzes D. 9, quem setao
recompensados com 0$ res.
Taboas das mares chnas no Pono de
Pernambuco.
26Segunda i 0h.5t m\
-*25 T:9 | i-42 .j
*j 9.7 Q:1 28 _^:, S. 2-30 1
- 3i8 9 \1\Ianl1i
29-S:----1 4 6 1
| l -*:_ , 5_, 1
2-D:-^S 6- 6 a /
noticias 1*a iirnif\s. fj
Navio entrado no dia i3.
RIO DB JANEIRO; 2a das; R. pauli-
na, Cap. J0S0 Crovao: lastro. Ton. 240.
Saludo no mesmo dia.
PXRAHIPA ; B. Porluguez Rio Douio,
M. Joio Joze de Vasconcellos Sonsa: las-
Ito. Pa
ssageiros j e7 csrravos.
PBX, KA TlP, UO DIARIO. j{*5C,


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