Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01794


This item is only available as the following downloads:


Full Text
E------M

-
ANNO DR 1836. QUARTA FREIR

13 DE ABRIL N. 79.

DIARIO DE PERNAMBUCO.
PitRNAmnoco, ha Trt.Di M. F de Faai*
1836.
DAS DA SEMANA.
11 Segunda N. 8. dos Praz. A. dos J. do C. de m.
e de uses, da Ttiezouraria Publica.eClianc.de
t.
12 Terca S. Vctor M. Re. de ni- and. do J.
de O. de t.
13 Quarta S. Hermenelgido M. ses. da Thez. Pub.
14 Quinta S. Tiburcio e V- Re. dem. aud. do J. do
C. d m. e de t-
15 Sexta S. Bjzilissa e A. ses. da Thez. P. aud- do J.
de O* de i. La u. as 4 h. e 38 m da (.
16 Sbado S. Engracia v-m. Re. de ni. e aud. do V. G.
del. em Ulinda.
17 Domingo do Bom Pastor S. Aniceto P. M.
PARTE OFFICIAL.
PERNAMBUCO;
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia 9.
A' Cmara Municipal de Serinhaem,
dizendo-lhe que a falla de renda da inesma
Cmara tem para as despezasdo sea Mu-
nid'pio, como teprezenta, assim como ou-
tias Cmaras, foi pelo Governo levada* o
cnnher-imeiito da Asseitiblea Provincial,
cumurindo que entretanto a mesma C-
mara em virtude do Art. lo, 5 da Lei
de i2 de Agosto de 1834 proponhn os
meios de occorrer s dcsptas do seu Mu-
nicipio.
Ao Administrador Fiscal das O-
bras Publicas, approvando queaoM>s-
Ire Pedreiro da Repartica se t>b >ne o jor-
n.il de 2$3uo rs. ao Meslie Carpinteiro, co-
mo o mesmo Administrador propoem.
AoJuiz de Pnzdo i. De-aricto do
Collecio; dizendo-lhe, que anda nao con-
ten que no dia io do corrente se proceda
a elleica dos Uniciwes da Guarda Nacio-
nal ms sm que seja espacada al segn*
da urdem do Govemo.
Dia ii.
O P rezidente da Provinnia nuctorisado
pelo Coverno de S. M. o- Imperador o
Sr. D. Ptdro 2., por Avivo de 26 de
Fevereiro uVste auno expedido pe Se-
cieaiia de Estado dos Negocios do Impe-
li para reduzr o numero dos Empega-
dos da Bib'ioteca Publica, e do Curso Ju-
rdico de Olinda que na5 forem creados
pr Lei, e bem assim p>ra diminuiros
seos ordemnados, ordemna que 6quem a-
b|idol oOfficial Ajuduiile, o Amanuen-
ce os d<'i"> Guarda^, e hum dos dois ser-
ventes, ficandoo Poiliiro, cojo ordena-
do de 5o$o<>o rs. passar 3oo, e ter
lfCU cargo a deaiinuta es-rripturad da
mesroa Bihleoteca, e hum Servente que
ser Ajudaniti do Porteo, ecujo ordena-
do de 28o$oo is. pasxari a anchoo rs.
O que communico ao Sr. Diector Intiri-
uo do Curso Juiidico para sua inteligen-
cia e elecucaS, devendo os dois E'tipre-
g.dosquesaS conservados recolber os T-
tulos por que ora servera hecretaiia des-
le Govemo para se Ihes passar novo Ti-
tulo, *m que se declare o ordenado que
passa a vencer.
Palacio do Govemo de Pernambuco 11
de Abril de i836. Francisco de Pau-
Ja Cavalcante d'Albuquerque.
Illra. e Exm. Sr. Respondendo
ao oficio de V. Ex. datado em a de Fe-
vireiro p: p: e boje recibido, tenlio de
-
". tdo >gora depende de n mesmoi. da nmn pro-
denla, inodtracao. e energa: continuemos coma
pmiw.amos, e .remo apnntado* com admira-
qo entre at Naijoes mais cultas.
Proclamara da itambla Qarnl da flraai
Siilmcreve-ae a 1000 rs. mensaes pagoaadiantadns
neaia Tjpoprana, e na Praca da Independencia N.
37 e 38 1 onde e receliem conespoiidencia legali-
sadas, e anniiucios : nserindo-i* en> rmtia lemlo
dos propriosassignantes, e rindo asignado*.
CAMBIO.
Abril 13.
XJOndres, 39 l|2 Ds. St por 1 ctd. ou prata a 50
por cento de premio.
Lisboa 50 por o|o premio, por metal, Nom.
Franca 245 -240 Rs. por franco
Rio de Jan. 6 a 7 por cento de premio
Moedas de 6400 ,,600 a ^,,800
400u 7,,000 a 7I00
Pezoa I..440
Premio da prata 50 p. c
>
da Icttras, por mea 1 2 por op>
Cobre 25 por cento de ocsconto
PARTIDA DOS CORK IOS.
OlindaTodos os das ao meio dia.
Goiana, Alhandra, Paraiba, Villa dn Conde, Ma-
manguape, Pilar, Real de S. Joao, Brejo d'Areia.
Ranilla, Pombal, Nora de Souaa, Cidjade do Natal.
Villa* de Goianninha. e Nova da Prineeza, Cidarfe
da Fortaleza, Villas do Aquirs, Monte mor nore-,
Aracat* CascaveK Caninde, Granja, rmperatriz,
S> Bernardo, 5. Joao do Prncipe. Sobrar. Nova d*
lite. Ico, S. Mathens, Reacho do tiangue. S.
Antonio do Jardim, Quexeramnliim. e Parnahiba
Segundas e Sextas feiras ao meio dia por via da
Paraiba. Santo Antao Todas as quintas feiras ao
meio da. Garanhmis, e Bonito nos .lias 10 e 24
de rada mez ao meio da. Floresno dia 13 de
cada mez ao meio dia. Cabo, Serinhaem. Rio For-
mozo. AgoaPreta e Porto Calono9 dia* 1, |I
e 21 d- cada mez. Serinhcem, Rio Pormozo, e A
goa Prcta Seu nudas. Quaria*. e Sextas feiras.
significar a' V. Ex. que sendo de necessi-
dade a abertura de Fontes Art imanas n'esla
Provincia, e na5 sendo possivel obter se
ahi Engenheiros, que as venbatn abrir por
menos de 8,000 Francos, segundo V. Ex.
informa, he V. Ex. auctorUado a contra-
tar com taes Engenheiros por es-es 3,000
Francos, ou por mais, quando por me-
nos nao se resol v;i a vir.
Dos Guarde a V. Ex. Palacio do Go-
verno da Provincia de Pernambuco 11 de
Abril de 1836. Illm. e Exm. Si.
Luiz Miiiiitinlio de Lima Alvares e Silva,
Mini'ho "Encarregado dos Negocios do
Brazil em Franca. Francisco de Paula
Cavalcanti d'Albuquerque.
Continuar-se d.
DIVERSAS REPARTICORNS.
COMMANDO SUPERIOR.
ARTIGOS D'OFFICIO.
Illm. Snr. Tendo eu nado a<> AI fe res Victorino Joze Camt-iro
Monteirn, que se recolhessp a minha or-
dem ao Quartel do Corpo Policial, por o
encontrar a paizana, quando me diriga
a tomar o Commando da Dvizad, que
formou em grande grande Parada no dia
7 do corr ule ; e por ter a ella fallado ;
o que verbdlmente communiquei a V. S.,
oidenando-lhe, que omandasse recolher,
no caso de que elle ainla o nao tivesse eilo;
e constando-me agora, que o mencionado
Alferes na5 se tem recolliid., exijo, que
\. S., iiilm iiKiido-me da cauza di.-o,
passe novimente a dar todas as providen-
cias, para que seja recolliido; d que mandar proceder a Consellio de
Di^cipjina para ojulgar na conformidade
doarl. 20 da Resoluga de aO de Oulu-
bro de i83a, vi-to e.--tar inrurso nos
1. e 4. do art. 85 da Lei de 18 d'Agosto de
1,831.
Dos Guarde a V. S. Quartel do Com-
mamlo Superior das G. N. 9 de Abril de
i836Framisco Jacinto Pereira, Com-
mandante S iperiorIllm. Snr. Manoel
Tboinaz Rodrigues Camptllo, Coronel
Cbefe da a. Leg*5.
Illm. Sur. Constando me, que a'guris
individuos dos Corpos dessa Les>ia5 tem
sido presos a 01 dem dos respectivos Com- ,
mandan>es por fallarem a marcha dn dia
7, e ja tem sido sollos; e tendo eu man-
dado prender todos a minha ordero ; ex-
ijo, que V. S. me informe com urgencia,
ecircunstanciadamenle a respeiio. Por
esta oca>ia6 ordeno, que V. S. me reme-
ta urna rellaca de todas as Prapas, que
fillara a marcha, menos as do 4. Bata-
Iha.
Dos Guarde a V. S. Quartel do Com-
mando Superior da G. N. 9 de Abril'de
1836Franrisco Jacinto Pereira, Coin-
mandante SuperiorIllm. Snr. Manoel
Thomat Rodrigues Capello, Coronel Che-
fe da 2. Legia5.
Illm. Snr. Queira V. S. rpmetter-me
com brevidade urna Relaca de todas as
Pragas, que faltara a marcha do dia 7 do
corrente.
DeoGuar,de a V. S. Quartel do Com-
mando Superior das G. N. 9 de Abril de
1835Francisco Jacinto Pereira, Com-
uiandante SupeiiorIllm. Snr. Joze Ben-
to da Costa, Tenente Coronel Cbefe inte-
riao da 1. Ltgia.
Illm. Snr. Consfndo-me por um offi-
cio, que rerebi do Tenente Coronel Com-
mandante do 1. Balalha, que commanda-
Ta interinamente a Legia, datado de 00-
tem, ter passado a V. S. dito Comman-
do por sa adiar prompto; nao posso dei-
xar deeslranbar em V. S. dar parte de
doente, edepiompto sem me commuii
car, como se ao meu conhecimento na5
devessem rbegar esse, e otitros negocios
semelhantes, tornando se assim iluzoria
a minha aurtoridade; e por isso oideno,
que V. me commuriique d'ora cm diante
qwalquer impedimento, que tiver para dei-
xar decommandar a LegtaS, e a quera na
forma da Lei, passa o Commando, para
itjs'u poverno, e regular andamento do
servico.
Dpos Guarde a V. S. Quartel do Com-
mando Superior da G. N. i0 de Abril de
i83fi"Francisco Jacinto Pereira, Coin-
mandant-' Superior--H!m. Snr. Francisco
Joze da Costa, Coronel Chefe de 1. Le-
gi.i5.
Conforme
Joze Jcaquim da Fonceca Capibaribe.
TOLtCIA.
Invio o V. S. o incluzo officio em or:gi-
nal doEfel. Preiidenl- da Provincia, a-
companhaiido outro do Consol de S. M. B.
com una reprtzentacio de John Clemenls
subdito dn me-ma Naci queixando-i-e de
m bilrariedades, eabuzos de poder com el-
le praticados pelo Juil de P.^z do 3 o Ds-
Ircto da Estancia, para que V. S. na con
fuimidadedo i. A't. 376$ a." Art. 74
do Cod. dePioc. ; communicando-me o
resultado para o levar ao conhecimento do
G verno.
Dos Guarde a V. S. Recife 1a de A
bril i836. Ao Promotor Publico. Jo-
aqnim Nuucs Maxado, Cbefe de Policid.
EDlTAL.
Na porta d'Alfandega, e pereute o Ins-
pector da mesma, se ho de arrematar
quem maior piego offererer, no dia 18 do
corrente, das 11 horas em dianle, os g-
neros abaixo declarados, existentes na For-
taleza doBium, aonde poderlo ser vi>toi:
Alfandega de Pernambuco 1 a d'Abril de
1836.
O Inspector interino
Jacotne Ceraldo Maria Lumache de Mello.
Trez Caixc?, com o seguinte.
Huma pm co de cartuxame de adarme 13
ja arruinado.
Huma porco de cartuxame de Arcabs-, '*
laobem arruinado.
Huma purcao de bailas, Lanternetas, e
Cartuxame de Calibre 1 arruinado.
Huma purcao de saquinhos vazios.
Hum barril, contendo 2 arrobas de plvo-
ra, tiobem armiada.
MKKA DAS DIVERSAS RENDAS.
A pauta he a mesma do N.' 7 5.
CORREIO.
0 Btgue de Guerra Nacional Constan-
ca sa para o Rio de Janeiro no dia ao o>
crreme.
A Galera Santa Rita recebe a mala
para Lisboa no dia 14 do corrente o meio*
dia.
Pela Administraco do Correio se fas
publico, que existem quatro cartas se-
guras pertencentes aos Snrs. Joaquim Ma-
noel Carneiro da Cimh 1, Joaquim Felis da
Rosa, Man< el Joze Vieira da Silva, e Joze
Fi tins Maciel Alcanforado : os mesmo*
S nistraco.
ARCN AL DE GUERRA.
O Arcenal de Guerra compra brim pa-
ra carnizas, calcas, e colxes j assim como
paz de ferro, e ac.
As pessoas que taes objeclos tverem
compaiegam 110 mesmo Aicenal para f.atr
seos iiju-tes.
RIO DE JANEIRO. *
As noticias do Rio Grande doSul, que
ultimamente se recebera, devem desa-
lentar os nossos anarquistas, que ja nao
podendo organisar rusgis aqui, e em Mi-
nas, tem appelado para oa desorderos do
Sul, a ver se pela separacu daquella Pro^
NUMERACO INCORRETA


9
2
DIARIO DE
*w+-
PERN AMBCO.
___*___________________________________-

vincia conseguem o desmantelamcnio do.
Imperio, ou para o despot isarem em seus
retallos, ou bO pelo lonco prazer de verem
reproduzdas entre nos as lastimosas sce-
" as dos Estados nosaoa conterrneos. A-
inda bcm que essa boa gente m- cons-
titue a "mxima paite dos Brazi'eiros, e
que ma.'-sa geral dos nossos concidadio,
nem confenrida que nao pode prospe-
rar por meio de doctrinas sediciosas, e
influida por loncos, que nenhum amor
de Patria deixa5 perceber em sua* tenta-
tivas, aperar de que Patiia e Liberdade
lhea andem sempre fro teas capciosos dis-
cursos, repelle ensata nenie as suas pro-
vocacSes, e at se r de seus planos e de su-
as rauteis fadigas. Se fosse preciso pro-
var que o espirito geial Bra.-ilciio de-tpre-
sa os magentos, queoqueiem vergar
execucaS de suas ealouleadas ideas, basta-
ra lembrar o ridiculo, deque esta co-
bertos os principis ebefes e agentes de
tantas rasgas, que aqu, e as Provinci-
a; tem ^amotinado com illuses o poto,
sem nunca conseguir?m o triuropho de
suas arbicoespor muias vizcs.
Deve nolir-se que'tm todas aquellas
Provincias, en que osanarebistas tem si-
do menos influentes, a prosperidade tem
crescido, e he sempre mais prompla e
maisfoite a reacca do povo, quando a
Lei os convida a cortar o mal em suao-
rigem ; lie s pela fiel observancia da Lei
que o Brasil sei feliz, e he s pela reu-
niad de-suas Provincias, segundo, o espi-
rito do Acto Addicionsl, que elle ser
Kacjo forte erespeitado. O Rio Grande
stremeceo ao ouvir o nome de Repblica
sollado de huma Botica ; c seni retirar
as vistas dos Estados seas Visiuhos, sem-
pre ta agitados em nome da democracia,
hoj capa de anrquicos, que se descon-
tentad da liberdade, que possuimos, bia-
dou por suas Auctoiidades Mnicipaes,
pelos cidadios mais grados e mais sensa-
tos, que na5 qupria deixar de perloncer
comiiumha do Imperio, nem abandonar
o sistema Monrquico C. R., composica
politice leconh'ecida de tanta vnlagem aos i
povos, que nelle se arautella os peiigo-
*os excessos das duas formas de governo,
que Ihe servem de extremos. Oufrb qual
quer povo argumentara aos seus amoli-
nado res, para assim proceder, rom as
doulrines de Cicero, com o exemplo da ;
Inglaterra, e raexmo com 13 anuos de
nossa existencia Nacional, so pertuib
da algumas vetes por temeraii >s ambi-
ciosos; mas os Rio Grandenses tem perlo
de casa argumentos bein fortes para res-
pi>nderem com patritico -nao- aos impro-
visadores de Repblica Continentista ; e
se seus ouvidos tem chegado os doloro-
sos ais dos infelizes Paraense*, elles de- \
vem conhectr o que podem esperar des :
ses pangidores de separaca e democra-
cia, que de certo os arrastarao s mestnas
calamidades, se forem ouvidos. Queir6
os Ceoe que a ordem ali de todo se resta-.
be leca, para que se nad diga que fui a he-
roica Provincia do Rio Grande quem deu
romeco ao desmoronamento do Imperio
Braaikir!
(Fluminense n. al.)
NOSSA F POLTICA.
Os quedizem o governo Republica-
no hi o melhor goverao do mundo, po-
rem nos nao estamos anda preparados
para iie dizem ao mesmo tempo ama
tdlsidade, urna psrvoice, e urna eoutradic-
C&; tica pois provado no antecedente,
numero, que be falsa a bondade do gover-
ao popular como lypo de lodos os gover-
nos, porque tem sido em lodos os tm-
pos excepco da regia geral, que he o
governo monarchico, tanto assim que
nunca houve Repblica, que nao fosse
degeneracadaquelle principio; passemos
agora provar, que alem de avancarem
urna falsidade, dizem urna parvoice. Esta
oraca o governo Republicano, be o mr-
Uior goverao domando conten urna i-
dea abstracta sem sigoificaca algoma, por
qoo governo republicano abraoge infini-
da de de formas, desde a Monarqua elec-
tiva at a mais absoluta democracia,
com lodaa aa formas intermedias, como
atoertcia, ol*uarqua, Uoiocracia, &c.
isto he, desde a tirana de Peride?, bu
de Mario e Cinna, at o despoisdao do
Senado de Venesa, ou dos Comicios Ro-
manos. Atenas e Esparta fioreseeraS com
formas republicanas, U oppostas entre si
ea6 diatinctas^m sue natnreza como o
sa5 hoje os Governos da Russ:a, e de In-
glaterra ; iro entretanto, qual duquesas
duas formas de governo he a melhor por
essencia ? Aainda mais, os E. U. tem pros-
perado com a sua actual forma de gover-
no, e Venesa marchan japdamente na
rarreia da gloria e das riquezas poi rnu-
tos teculoa cosa um governo lambern re-
publicano, por. m de forma i nte rameo te
oposta, etam baibara, qne ainda hje
horrori a 1er a sua historia ; pergunlamoa
agora, qual destas duas formas de gover-
no be? a melhor por essencia ? Logos que
flzcm, que o Governo Republicano lie o
melhor governo do mundo, dizem urna
parvoice, porque nada dizem, ou nada
significa a sua fraze, que pode entender-
se de mil modos, dosmintindo aqnillo
mesmo, qUc elles desejaria provar. Pas-
semos agora mostrar, que eses fingidos
Republicanos, alem de parvos e sandeos,
se conlradizem roiseravej.uentefstatuindo,
que o governo Republicano he o melhor
governo do mundo, poretn que nn5 esta-
mos ainda preparados para elle ; das du-
as urna, ou exisle urna lorma absoluta de
governo, que he a melhor de todas por
excellenrut, oomo querem inculcar os
nossos Republicanos, ou nao existe tal
orma absoluta, e apenas a boudade dos
governos he relativa, como a bondade de
'odas as mitras leis; no priroeiro caso na6
ha conlradicca5 mais ordinaria nemgros-
seira que sopor, que existe um Povo in-
capaz de adoptar a melhor forma de go-
verno para sugeilar-se um mo governo
por propra conviccaS ; em cojo caso mu-
to devemos agradecer estes nossos publi-
cistas de meia cara, qurt nos supe ta6
iiientecaptos; e no .segundo, como suc
cede verdadeiramente,,proVaelles a ma-
or ignorancia dps principios mais triviaes
do direit publico, porque nem se le rubra 5
ao renos de que had ha Povo, que nao
possa ter o melhor governo po>sivel, ero
itlac- af suas necesidades, osos e costu-
mea, e.aua capacidade moral; servindo-
se do principio de conveniencia, que he
a base de iodos os governos, segundo a
mxima de Soln : nao t ss melhores
leis, porem fiz aquellas qae mais convinha
aos Attilienses.
Do que acabamos de dizer se deduzem ,
duas consequencias hem nota veis : a i. he
que somos Monarquistas por principios I
e por pura roovinccaS ; a 2. que no Bra-
sil nad ha Republicano de boa f, nem o
pode haver d- pois do que es' passando
no posso Continente e aos nessos olho*.
Os que se inlulao taes, ou aquelles qne
cada- passo nos smeaca5 rom a forma re-
publicana, sao un verdadeiros trapassei-
ros, que nos vend m gto por lebre, ou
pescadores do alto, que e-t5 mira da
primeira garoupa, que se aptesenta para
deilar-lhe ar-zol; assim he que somos
aroeacados cada instante com esse flagelo
por aquelles mesmos que fingem teme-lo ;
outros nos embutem suas proprias ideas,
com osedicoestrbiiho da opniaS publi-
ca ; outros nos falla dos E>lados- Unidos
e da sua crescente prosperidade ; outros
oos apregoa6 as belezas das elei^oes popu-
lares, de Ghefes electivos, de Jurados,
de Justicasde Paz, edo diabo que os car-
regue, ao mesmo lempo que de um extre-
mo o outro do Brasil se ouvem as ira
precaces do Povo entre os alaridos da
guerra civil. Si os Brasileos nad se re
unem em volta do'Prono ; si a Monarqua
com todo o sea explendor nao be vigoro-
samente sustentada poi nos, he inister
perder a ultima esperance de vida, e a-
bandonarmos para sempre esta trra de
maldic-a.
{Raio de Jpiter n." a.)
ARTIGO COMMUNlC ADO.
i i ..... "..i >i i
^
Conl inuatio do Artigo
Tolerancia.
Seja o (jueior nao nos abalancemos
pronunciar s-bi.- os juizos de Dos ao som
das afleiedes humanas : peguemo-nosiu-
variavelmeni.i ao que elle se dignou ieve-
lar- nos a esse respeitn, creudo firmemen-
te, que o Pai de familia no pedir ronla a
seus ser vos, se nao do que Ihes houver con-
fiado: que assim na morada das vingaucas
Divinas, como na das recompensas llavera
amitos lugares, de.-oite que ali as penas
serio tiobem proporcionadas, que ninguem
ha de sofrer mais, do que houver mereci-
do ; e que no grande da da manifc-iacao
os mesmos reprobos recoiibecer a justica
dasentenca, que os condemnoo : final-
mente a que temos a felicidade deconhe-
ccra vertadeira Religiio, envidemos todos
os nossos durillo* em cumprirrom os nos-
sos devere-, sem que nos avexeroos em
ind^gaces tioiuuleis, cono temerarias
airca dos Povos, a qnem Dos no conce
deoo beneficio da Revlaoio.
Tinha eu escripto estas cousas nnte"que
me chegtsse aoconhecimento a In>traccfo
Pasloial do Sr. de la Luzerne antigo Bispo
de Langi-cs a respeilo da Revelaclo. Tive
asatisfacod' encontrar nestaobra os prin-
cipios, que acbo d' expor ; e folgo d' es-
tudar-mc na authoridade d'hum Prelado,
que por suas virtudes, luzes, e raros talen-
tos honra a Igreja de Franca, e o Episcopa-
do. Nf3s desa pro vamos e?sa mxima,
que o incrdulo tinge imputar nossa cren-
ca, isto he; que Dos entrega s chamas
eternas a os que nSoconseguirio conbecer
a Religi, e des. fiamos altamente a quan-
tos nosas.-a quer nos Livrcs Santos, quecontm a oos-
sadoutiina, qaer em os decretos da Igreja,
qae a interpretan, o mais leve vestigio dis-
80. *
Eis o dogma ensnado pelo Divino
Mestie, transmitlido por nossos pai?, e de-
finido por no-sb pas Ninguem entra j
no ceo >e nao pela Igreja, e na Igreja t pe-
lo Baplismo se entra. Por isso 03 que se no
apprcsentarem, munidosdeste scellosagra-
d, nao serao admittdos felicidade do
Pario; por que deste os exclue o peccado,
de que nascem contaminados : mas onde
fecbo o incrdulo a as< rco de q.' esse pec-
cado, qae ellos no comellYio pessoa!-
mente,os levar a os tormentos do inferno ?
Nio he Dos bastantemente podeiso para
Ihes subministrar huma sorle, que os pre-
serve da infelicidade ? Jii C'hristo s a
respailo do Apostlo prfido, qoe odevia
atraiQoar, disse, que melhor Ihe ra o no
haver nascido. Mas o que ser desaa mqlti-
do de innocentes, a quem Dos nZo admi
ttio ao Sacramento da Regenercio ? O que
ser de tantos homens de todos, os seculos,
que bavendo ignorado as leis positivas,
conformar) se a os preceitos naturaes,
qae Ibes subministra va a sa ras! o ? No
a pi ouve a Dos o instruir-nos a este propo-
sito ; e como quer que a Revlacio nos or-
dena crer h que ella ensin, devemos res-
peitaroq.' dexou na'obscaridade. Temos
slm o direito de jlgar, quessas creatinas
nio culpadas, isto he ; que nio tem outra
culpa mais, do que o peccado oiiginal, tem
de ser fetites no catado, que Ihs marcoa
bum Deoscliio de bondade : liedle jos-
lo; edequalquer maneira que trete as
suaacreatnrs, jamis cometiera iojustica.
Eis o que cnsiua a f, e nisto para qna-
se todos osJDottores Catholicos, conforme
a eates piinc'pioi,* estabelerem, qae a ig-
norancia, que elles charolo inveocivel, da
verdeira Religiio, justifica peraote Dos a
aquelles, que nio infriogem a lei naeural.
Em que consiste porm essa ignorancia iq-
veucivel; o que he, que a faz tal, em que
Rrau deve estar para excusar o erro, s
Dos sabe, e julgar em sua sahedoria, e o
esperamos da sua misericordia.
Tornemos ao pbilosopho de Genebra,
que prelendV; qae huma Religiio intole-
rante nos imp<6e o di Ver de aborrecer, e
perseguir a os heterodoxos. As relaces,
que a Religiio estabelece entre Dos, e o
hornero, bao de vem de ser confundidas
des, e qnalidades moraes, sejio alias quue9
foiem os seus sen tmenlos em materia de
Religiio.
He hem pouco digno de hum philosopho
imputara huma Religiio, que nio rep~
ra, se nio indulgencia, e caridade os des-
variosde hura zelo atrabiliario, qae s ca-
be nesses genios violentos, qae o mesmo
Cbristianismo nio pde adocar. De mais
como nio vio Rousseau, que essa seta dis-
parada contra o Cbristianismo, fere igual-
m>nte a Religiio Natural, que nao pode.
admellir huma vida futura sem punir os
ta nsgressures de seos preceitos ? Quere-t
r Rousseau que ao homem de bem corra
obrigacio tle aborrecer, e perseguir os ma^
us?
Com a mesma inconsequeocia be, que
os Protestan1*8 acrusio de ci ueldade a I-
greja Catholi0* ao mesmo pasto que cx-
claem da salv?io Pelo menos a os pagaos,
a os'Mahometano-V e quantos oiocreem
em Jcsu Cbris'0- Fallemos averdade: a
irrtaTei'ancia he propra de todas as Religi-
es, masheesse"na' f Religiio Revelada,-
porque de queserTn'a a Revela9o se sem.
ella qualqoer ao podesse salvar, se fosse
permittido a qualquer subtrabir-se sua
lur., e preceitos? Entre as commuuhes
Christs humas reslring- m a tolerancia, ou-
tras aextendem de maneira que para deci-
dir este ponto releva examinai o fundo da
dontria. Se a Igreja Qatnolica ho a un.
ca, que h conservado a f em toda a sua
integridade, os Sacramentos, e o ministe-
rio de Jesu Cbristo; loca-lhe sem duvida o
direito de dizer com elle Aquille que
no crer ser condemnado Finalml.'" an-
da precindindo de todo o exame qt. a,o fun-
do da doutrina, fra mui fcil mostrar, q.'
a rigidez da intolerancia Religiosa nio in-
dos prejuzo legitimo contra urna Religiio.
Mas (acrescenu os phil(srphos) quem
h b, que'possa conciliar com as ideas de
justica, e bondade de D^'os essas penas e-
ternts r^se vadas para culpas de bm mo-
mento? Qoesta imprudente; cuja so-
lucao exigira conhecimentos, que nos fal-
ia : falso, e perigoso modo de racioci-
nar ; porque leva a jw'gar dos decretos
Divinos segundo H nossas fracas concep-
coes. O dogma da e temida de das penas,
e hem assim ludo, que tem alguma rela-
<;a5 com o infinito, he superior rasa6 ;
e riso dever esta submelter-se, sendo nos
elle ensnado por huma ReligiaS, cnj4
venliide as-enta em provas ineontestaveis?
E nem se pode deduzir d'ahi objeca con-
tra o Christiansmo, em quanto se na5
percebr, e mostrar evidente coutrdic-
caSentrea idea de penas eternas, e a idea
intera, e adequsda dos atributos da Di-
vindade : isto posto sem que pretenda es-
clarecer ludo quanto h d\>bscuro, e in-
comprebensivel em o dogma da i temida-
de das penas, farei algumas reflex5es, as
quaes pelo menos parecem me provar,
qne esledogma nao est era opposi'9a5 ma-
nifesla com a justica Divina.
Primeirameiramente a eternidade das
penas para os reprobos, a t-Tiiidade das recompensas para os esco-
lldos he huma consequenci da naturez
d'alma, a quem Dos creou inmortal, e
cuja sorle quiz, dependesse do uso, que
ella fize--se da sua liberdade. A alma no
momento da morte irrerogaveloente fixa,
o estado de justica, 014 de peccado, con-
serva por toda a sua doraca as suas ulti-
mas affeices, e permanece por toda a e-
lernidade amiga de Dos, ou escrava do
vicio. O peccado dos reprobos nunca se
expa, assim como nunca se acaba a justi-
ca dos escolbidos : deve pois ser desgrnca-
da a alma do mtu, em quanto existe, e
esta por sua natureza tem d'existir eter-
namente. O crimo de hum momento,
qae na5 foi reparado pela penitencia, tor-
nou-se hum crime eterno ; e como quer
que seja da ordem do governo estabeleci-
do por a vida futura, que a deagraca seja
ioseparavel do crime, deve ser eterna a
com aquellas, que entre oscidados esta- pena, assim como o he o crime. Alem
belecem a lei natural, eas leis civiz. Os-J disto para por termo ao .suplicio dos re-
homens no commercib da vida nio podem
pedir conta de suas opinies, se Dio qua-
do estas Uiteressio ordem aaaiay.' Elles
devem deixar para Des u,|''T> de lodo
quanto pertence unicamei 'em so-
brenatural. Qualquer dosi de e
justica basta para presarmos, eamarraos
aquelles, em quem descobrimoa as viriu-
probos seria mister, qjue Dos os conver-
lesse, ou anniquilasse: e quem ousar
afirmar, que a justica, e sabedoi'ia Divina
permitiera, e com maior rasad exigern
boma, ou outra cOusa ?
Em segundo lugar as penas dos repro-
vados na6 sao em grande parle, se na5 hu-
ma consequenci natural da vida, que el-


DIARIO D $ P, ER W A M B U C Q.
levra no mundo ; porque a alma do
i epi'i bo pasa- morada das vingancas
eternas cuinos affeclos desregrado, a que
se ella entregou durante vida. Ella nao
iiode amar, se nao O que al enla ainou,
isto ; oc. upa-a toda ambicaS, a cobi-
ca, a voluptuosidade, eo odio. Essesaf-
feclos,cu jos obiectos j na5 existem, es
ses desejos impotentes saS buril suplicio,
'de que potie fazer alguma idea aquelle que
imagina o que sufre hum borne ni agitado
de huma paixsd vilenla, que nao pode
satisfazei. O mau Iraz o seu inferno em
si mesmo, e be punido por ende pe< cou.
Perqiirc peccat quis per nace toique-
tur Os tormentos, que os devoran sao
menos hum castigo inflingido por huma
vohtade particular, e arbitraria, do que
huma consiqui-ncia necessaria da oidcm
establecida pela sabedoria Divina.
Continuar se-q.
1 i g=?
CORRESPONDENCIA.
V
w
Snrs. Redactores.
De novo recorro aoseu bem conseituado
Diario a fim de relorquir as injustas bra-
vatas do Jornal Ccnstituico e Pedio 2.0,
e se ni me apartar da decencia que deve--
oos guardar em no-sas publicas reflexes
Continuo as.usltut-r ludo quinto avancei
ni > ei 1 Diario de .<..'! do pastado. Ali nao
,tive nutro fin) mais do que defender a mi-
nha Provincia aecuzada injusta e ouzada-
mentc por aquel le Redactor. Tocando nos
principaes pontos de sua aecuzacio dice-
inos que a Babia nao era indiflerenle aos
lales do Para por .-so que tinha enviado
em sua defeca o socorro que Ibe foi possi-
vi'l, e que si nao tinha mandado maior h.
de tropa foi porque se achava a Capital a-
meacada por huma insurreicio; mostrei
por fictos Bahianhos platicados j em 17 e
,em ar, j em fim em %t] e em outras pocas
que a r.hia nao tinha egosmo ; defend a
mcus Patricios apelidados pelo Redactor de
invasores do Para se li.vre estivesse dos T-
picos, c se tratfsse de orcupar seus luga-
res : publique a franqueza propria, e bem
conhet ida do genio Baha o no; e finalmen-
te o entusiasmo, e amor verdad., iro que
consagro a miuba Provincia instou-me
(nio Ion de proposito) q.ue a invocaste,
terminando de.-te modo aquella correspon-
dencia. Por.'m diz o Redactor que com is-
90 nao fizoutra cousa mais do que deca
,mar longo lempo, ,e sem ao menos defen-
der a cauza terminei a tarefa com huma n-
voracu sem lembrar-me que nao eslava
o.mpcnclo alguma Ode para o dia 2 de Ju
Iho Fiat voluntas suaO Publico im-
parcial que ajuize. Entregando ao despre-
cio as atacantes palavras de que sei vio-se o
Redactor em sua reposta, propria de suas
excellentes qualdrdes, rebatere.mos algu-
maa falcidadea cem que nos mimosa. A
heru conbecida Lgica do Redactor esme-
1 ou-se bastante na interpretara.) as miabas
palavras quando comparando eu o estado
da Babia com o de Pernambuco dice que si
Pernambuco maridou 0oo homens (e po-
dia expedir mais) foi porque hum .cem n.
de mendicantes e disvallidos entulhio as
suas pracas e&c. conclundo o Redacto-
que com isso quiz en dizer que tot4? ex per
dicoqued'aqui marchou para o Para ,foi
composta de desvallidos e mendigos. Pou-
co nos importara esta falca jnterpretracio
do Redactor si com isso nio offendessemos
a algnns briozos Militares que de bom gra-
do oflerecerlo-se para aquella expedicio ;
epor isso curnpi e-nos explicar o que di-
cemos. Dicemos huma vrdade, sim, que
si Pernambuco ex pedio 5oo hmeos (e po-
da expedir milhares) foi porque hum cem
n. de disvallidos e mendigos entulhio as
auas pracas, o que poneramos melbor a-
fiimarcom oteslemunho do Juis de Paz
que sao os proprios que dizem nio Ibes me-
iecer|o atleatedo de conduela quazi todos
os que compozei 0 a expedicio ; e nestas
circunstancias quaes serio ellea ? A ex-
periencia cotidianna confirma a minha pro-
policio. Pernambuco infelizmente he hum
Tbeatro de robos, de assassinos, de inju-
rias s Ancthoridades e &c. &c. e por isso
fcil era por ineio de hum recratameoto a-
chr-se maior n. do que na Baha ; eis o
sentido das nossas palavras, e nio estamos
poli- isso em contradicio, como ignorante-
mente diz o Redactor. Mas, continua o
tdtyKedactor, dicend que poda detroir o
pretexto a que recorr de naorrejcio com
a falla do E\e. Marcelino de Britp As-
sembla Provincial. Com, efleito, assisti-
mos (afolla doExceJ. Presidente, e dice
que nio ha va aquella pccas\io suspeitas
de insurreicio e fe. Pm m anda que is-
so dictase o Excel. Prezidente segu-se que
nao poderiio aparecer tprs. os insurgentes,
quando ppeos das liohin mostrado os
sfusatro7.es designios? deyeria a Baha
privar-.-c dos poucos militares que ali see-
ha vio vendo-sp apope atacada por a-
quella poreo de feras ? Mas, diz o Re-
dactor, de vena em laes cazos recorrerle
a engjmenlos ; liouve hum recrutamen-
to al ifidisiinrto, e pouca gente achou-se
no cjiso de forcacamente sugeitarem-se
expedicio. Continua o R. atribuindo o
roiaeravel Provincialismo que p.itenlea em
suas ornadas palavras do i. n. aosCur-
istas,' e Lentes Sabanos. Falcidade sem
limites! Oinsanno e infame Provincia-
lismo mamfeMado desde 17 he atribuido
pelo ouzado R. nos Acadmicos e Lentes
Bohianos. Nao foi So estes es introducto-
res det.t peste n'Acadcmia, ja o incontra-
rio, a poni de ser por elle assa^smado
urn Bahiano, e injuriados oulros por infa-
mes R s de Polica, que a despeito das
Leis, e Aucthoridades achio-so formados,
e zombando vvem da prudencia nossa. Qs
Lentes Bahianos ja mais patetiliarfo simi-
Ihante bairrismo, e pelo contraro desde a
abertura d'Academia mostrarlo-se sempre
indiferentes prestndose a bem daquelles,
Esludaules que rneiccio 'suas aitencoens,
e ale luiji; protegem, e imploilo a favor d
algunsj diga-o o Snr. Lupes Netto qaes
os exforcos prestrados pelo Dr. Autran
Lente Bahiano aseo favor (a quem tulve^
deva a sua plena approvacio do 4 anno)
sendo alias reprovado por seos Patricio.'.
Ootros, eigdaesexeraplos podiriamos pi-
lar para piova do que dizemos, poiem
basla.
!Vao podemos deixar de abater a ousadia
do R. queatieveo-se a avanzar, que a re-
gra geral dos Em pregados Bahianos em Per-
nambuco sao ignorante, e prevaricado-
res I o Publico imparcial Fernambucanq
saber dar o devido apreco as palavras, e
pessoas do R. Em lodos os tempos feliz-
menlo prehencheiio bem os seus Empre-
gos os R diianos em Pernambuco ; recor-
ra-sc mmoiia, eachar-se-haque no lem-
po em qu.e Prezidio o honrado Pinhe^ro
Pernambuco, e quazi lodos os seos logares
crio prehepehidos por Bahianos fui ent.io
qne gozou de hnma paz eslavel, de segu-
-anca individual os seos habitantes tic.pee.
e boje mesmo apona o R. um fado que
deponba da honra, enrobidade dos Em
pregados Bahianos en) Pernambuco. Res-
ta nos responder aos dous erros de Grama
tita apontados pelo R. islo que recor-
ra ao original, que na Tipografa existe, e
ver, que sao desla os erros, enio doauc-
lor da correspondencia ; e recorrendo
Historia achara Argos antiga Gidade d'A-
chaia releer pelos Hroes deque foi Patria
c $cc. Declaramos em fim que nio con-
t miraremos a dar palha ao tal R. pois islo
de.-ejar a fim de le: cora quesupra o seo
atacante Jornal.
F. S. F.
Snrs. Redactores.
Chegue a esta Cidade pela piimcira
vez, ,em Agosto de i8a7 com Passaporte
Regio, Ja Serensima Si a. Infanta D.
Izabel Mara ; enta6 Regente de Portu-
gal em Nome do Senhor D. P.droIV, de
sempre saudosa Memoria. Ardes dessa -
poca, nunca tinha vindo ao Brazil nem
jamis sahid de minha Patria.
Q Senhor J. B. Moreira, que me co-
eceo no Porto alesse tempo; porque
rpo do Commercio d'a-
reconheceo immediata-
roe appresentei, na que-
da Nat;a5 Portugueza,
ito; e anda bem me
lembra que ao enliegar-lhe o meu Pasa-
porte, para me passai 1 habilitaca de >ub-
fazia parte d
quella ~
mente q
lidade dr-"1
da qcfci
V T ^ ^. Z. W :
dito Portuguez, elle me disse Era Vm-
hum d'aquelles 'que independente do docu-
mento, que me apresenta, eu naS tinba
escrpulo algum de o reconhecer Subdito
de S. M,. Ridelissima, porque o conheco
muiht-m Deixei pois o Passaporte
no Consulado como me cumprja, e nos
diversos Conselhos de Qualicai;'io que
tem hayido, e aos quaes tenho sido cha-
mado, tenho sempre apresenlado a minha
Papeleta (para mim) legal hablitaeio, que
sempre tem sido respeitada ha vendo huma
notavel circunstancia, que antes de me
haver habilitado no Consulado da minha
Naci, sendo chamado ao Conselho a qne
presidia o Ser^hor Jlo Arcenio Barbosa)
annos passados) ao aprezenlar-lhe o meu
Passaporte, para a veiiguaeio da minha
Naeioualidade me foi por elle declarado
que nada tinha com aquelle documento,
e sim com o do meu respectivo Cnsul.
O Senhor Jcio Manoel Pereira de A-
breu, quando o anno passado presidio ao
Conselho, tamb. m, nao attendia pelo que
pertenre aos Pottuguezes a outros docu-
mentos ; e o mesmo me consta praticaraS
sempre os outros Conselhos de Quslifca-
ca.
Quaudo agota me aprezentei ao do meu
Barro, presidido pelo Senhor Tavares,
pensei nao encontrar uenhum embaraco 5
roas nao acontecen arsim, porque me foi
dito, que o documento que eu apresenta-
va (a Imbililaco do Cnsul) nada vala !
Eu que hayia sido dispensado pelos ante-
riores Conselhos, nao deixei de me admi-
rar de aemelhante procedimento, mas
conheetndo que razes nio adubosopas,
e que era mais prudente retirar-me assirn
o fu ; convencido porem que o Conselho
110 qual (mliio voto muitas pessoas inte-
gerriraas jamis procederiio com levesa
em materia de (anta grvida de. Ouvi
diser uepois tambera a pessoas de provado
crdito, que no ultimo dia de Conselho se
hatia dicjdidq que fossem iluminados to-
dos os que perante elle haviio declarado,
oti apresen lado serem Subditos Portugue-
Zes, seraexcepca, o que depois foi cor-
roborado cora a correspondencia do .Ami-
go da Verdade transcripta no sen Diai io
n. 7 i )> por isso lauto maior tem sido
a minha eslranheza quando inesperada-
mente sou avisado para comparecer como
Guarda Nacional para reconhecer os vo-
ltios QHciaes, e eteiejo dos nyol l Muitas
reflexes podeiia eu agora produzir sobre
ertefacto, mas nio quero Srs. Redacto-
res buzar da sua paciencia, nem que me
posso ex probar de austero contra os Exe-
cutores das Leis do Paiz em que viv, ie
de quem retebo hospitalidade 5 e por is-
so me lim i t re smente a fazer-thes as
segunles perguntas. Devo eo o,u nio vo-
tar na Elleican das Guardas Naconaes ?
E semelbante procedimento commigo ba-
tido, econi muilos outros Porluguezes
con.-entaneti com a* Leis do Paiz 7 A sua
.respoata muilo obrigar ao seu.
4,ttento Servo.
Julo Amonio Martina Novaes.
.
rUHLlCACA A PEDIDO.
PAIUHIIU DO HOETB.
Extracta de Coi tai.
Consta por ci, que o Regei
mandou o Mrquez de Barbacrnt
Irlandezes para formara sua Gai
ptficiaes, e bons soldados, tanto
les;' cmo boas (uvas para o Ei.
lera similhante gente provado o *
eque o ^x-Imperador muit mi
abandonar o Brasil u taea Liberaos,
rata va em segundo lugar ; he j
vez, que esta provincia ellege e
velho para Senador, e agora e*
que'seja tirado pelo FeijrJ; aind
Exaltados tem mais motivos de arr irem-
se dos Chimangos do que dos Car
e a p-.'ova he o mesmo Barata, que
lora osCaramurps, estara cump ni
Cadeis, por toda a vida, a NMnra, quo
Ibe dava s Chimangos. Vei
Exaltados nesse espelho, e una.-. de co-
raca com os honrados, que querera a
ConstiluicaS, e a queda absoluta da calila
Chimanga. UiadMM dizer oqu liapor
l a respeitu da D. Januaria ; qi.
isso .'! os meus Republicanos <
candaran de aturar u8 escravos do Aurora,
seja sincero &c. O Cbimango Nuues VJa
diado, ru vcyi porque est mar ;o, e l-
zico, como um bcalho : qu e.-
esta Parece, que querem que Brazil
se pon I ia todo em roncee va de vil
Onde vai islo parar ? &c.
(Do Consequ ie.)
l-K*?-^
CONSULADO DE PORTUGAI
Os Credores-do fallescido Vicei
da Seria, sao convidados para coi ;
rem na Chancellara do Consulad
tugal at o dia i5 do corrente cor.
respectivos crditos competenlem
tificados, afim de coro pro vaiem
que tem ao producto do espolio d- d .l -
lecido.
Consulado de Portugal em Per
aos 12 de Abril de i836.
Joaquin Bautista
Cnsul.
9
VARIEDADES.
1 ": 1 l
Sobre a palayt Saceo.
Joa liorofius, autor Brabanconense a-
peilidado Becanus, pretende em suas Ori-
gines anlverpiana?, que o idioma do seu
payzeca o mesmo que no Paraso tenestro
falla va AdaS. Em 011 tro lugar diz inge
nuamenle, que sea plvora saceo he cai-
mua maior parte das Nnguas, (como
Sakkos em grego, Saccus em latim, Sakk
em golhico, Sao em anglo-saxaS, Sac,k
em allemaS, em inglez, em dinamarquez,
em RelgOi Saceo em italiano e portuguez,
saco em espanhol, sac em fraricez, Sak
em hebraico, em caldeo e .turco, Sac em
cltico, Sach em lenta, Se, dr, V,) a
rizaS he mu simples: he porque, na
hora da confsaS das lnguas, ao abando
nar a torre de Babel, ningueai se esque-
ceo de carregar seu Saceo.
Commentadores mu persuadidos da
anligudadede suas linguas fazem-as re-
moniar 01 igciu do mando.
AVI^O.
Os credores do defunlo Aug; to
maire so convidados de mane.;
ber os importes das suas conlas n< ias I T>,
1^, e 15 do corrente mez das ito horas
para o meio dia na casado Texta.i
ra da Cruz n. 60.
ANNUNCiOS.
Vai sabir o BATUQUE, com b hfl
de todos os tamaohos, foi ha que
nos inspida que o Mosquita Junio ,< uip-
il em lypos mais miudos, melh r
e mais barata: vender-se-h 20 rei. Quem deixara de com dqis
batuques por um vntem? Toe
do os coropr ai ; at o Dr. Man> \
des, e sen mano Jo&o Manoel '. < > lia-
toque nio tem, nem quer ter as
porque ser redigido por um Jutz da Paz
Candeia.
%3T* Saio oie pela 2.* vez a I
Roa-vista com aquelle r de corp ;) >.
nio quer a cousa. A sua actual
ci nao parece se nio de gente 1 lego
sendo assirn, romo de fado o,
duvida, de que o seu merecimn e tor-
na intallirel; e por isso mu jut o
le vio dar o bom da em Girada,
Amparo cacado Destribuidor do Diario i
e neste Recite, naTyp. Fidedigri.i 1
Flores'; e na Praca' da' Indepe di ni m .
sdir para a ra do Quartl loja do 1 inqua-
dernador.
T
AVIZOS PARTCULA b bs.


i
As pessoas, quem dever Jo&u l
'toba,.
4 o Moreira de Carvalbo, queirt apajaacet


DIARIO DE PER N A M BUCO.
cora seos crditos, o letras na casa do a-
baixo assignado at odia ai do crrente,
cun a pena de que nao comparecendo al
ind do difo pudendo aparecerem ainda as pes-
abas, cotos dbitos nao eslejio ainda venci-
dos.
Manoel Anac, to Moreira de Carvalho.
frj Quera qniser urna ama para todo
o servieo de casa de portas para dentro, di-
i ija-se a ru do Fogo L). a i.
SCy Carlos Van Nes profesor da Lin*
C>a ln<;leza do Liceo adtnitte trez disc-
pulos que queirio aprender a lingoa Fran-
ceza, ou Espanhola em suas rasos as ho-
ras de dez as orne e das onze a<> roeio da e
deumaasduas da tarde, uiosSnrs. Es-
trang-iros que queirao aprender a Lingoa
l'oituguesa, dirijo-se a casa da sua m nada
na roa de S. Francisco dtfr.nte do beco
do Theatro.
py Dezaja-se fallar com o Snr. Filip
pe de Albuquerqie Monte Negro, queira
mnunciar a sua morada para ser procura-
de.
tfj^ Quem preciar de uin hornero pa-
ra Admini-traco de Kngenho ou sitio que
enleuile bem de todo o sei vico do campo
pi inoipalmente de F.ngenho, p>is tem tabu-
lado, o qual offerece fiador a Ma conduc-
ta, e coohermiento de tu* pessoa ; difja-
ne '.a A fugados em ca.-a do Juiz de Paz
3 ufo da Costa Biserra.
V3P" A Mt-za regadora da Irmandadedo
Patriaren S. Joze da Ribeira Mor dista C-
dode de Pernamburo participa aossenslr-
wloi ; dosqualro (IficiOft, como bem car-
pira, pedreir, marcineiro e tanoeiro, que
ii.. da Domingo i7 do rorrenta pelas 10
hora* da ro.uihi qmirao comparecer na
ditos Irmios, no Consistorio da mesma I-
oreja para aprovaci geral do novo com-
prieso para o mellvramento, e bom r< gi-
men da msma confiara.
^y O abaixo assignado faz sciente ao
Tespeit.ivel publico que leudo em sen poder
uin molatinho de nome Felipe, cojo milla-
linho cativo do Snr. Francisco da Roxa
Vnderleiabordo Engenho Porto Calvo,
etomo o dito molatinho fugia no dia 30
dopassado, e abanto assignado esta res-
i)ou-a*! por eile portar recibido da mfo
4j S.r. Tlioroai Jote de Gnsmo por um
papal de Iratb, e como o abaixo asignado
?l>e por ouvir diser que O dito molatinho
t-.l em poder do me^o Sor. Vandeilei, e
por i-so faz o presente annunciojpara licar
desobrigado.
Thotxaz Francisco Per ira.
fcry Domingos Rodi igues do Pjso ten
do de se rtliiar paia a Europa, e tendo an-
tude tender quatro .casa terreas j mtasao
j-eo sino do Monteiro, sendo tres das mi-
ihor-s na Irente e una do fundo do mes-
iiio Mlio, cada urna com xeu quintal mina-
do com sabida pra o rio, e tambero vende
o dito sitio lodo murado, e rom boa ra>a
dfvivenda e senzol* para pretos, e umitas
ai torea de fruta : quem pe tender dii ija-se
f, ru* da'Guia ri. 16.
j-gr O abaixo asignado declara so
publico que comprou ao falescsdo Fran-
isi o Xavier dos Santos urna parte ra na Barra do Rio Formiwi, e como he
.gi-llie a noticia que os genios do fallesodo
nao estio sat sleitos, o allano as.lignado
pariiripaque tiagio o seu diribeiro, e pausa-
r noa Escriptuirf, e o mesiiio participa
ao S tr. Ignacio de Castro Lius morador na
jut-sma B.ura do Rio rorroovo para queeiu
tentpo algum dhto iiie ci ilicarem.
M.i noel Jone tjT^T* Domingos Rodrigues lo Pas-o leu-
do le se retirar para a Europa a (rodar da
ua saud-, e corno seja ou devir despe-
dirle de lodos o-, eos amigos, e como o
nao po sa I.im-c p -usual por incorivenit-n'e
da sua motes ta, u la/, por Cate Diaiio, por
cojo iiiulivo roga a. tddos os Sois, o des
luipt-m na certcia Je q e r-ern revlhe ser
graio.
|ty Q ro que sabe ler csciever e contar, pra cai-
x bo le rua, loja, ou de cutio qu.ilqui-r
emprego, o qoal da fiador a sua conduela,
dinja-se a roa do Jaidiin D. 18.
}fj^ A pe-soa que amone ou no Diario
N. 7 quei er romp ar um piano quei endo
mu de muito boa quaiidade, e em mnito
bom uso, procure na ra da cadeiu a Juo
Nepomuceuo Bjrroso que ten um.pan
%eudr.
Quem quiser dar diariamente ca-
pim para um cavallo, resolvendo-se justar
por prec.o commodo por ser durente o in-
vern, dirija-se a ra do Aragio a fallar
com o sapateiro que mora por baixo da casa
doGusmo.
/^ Quem quiser dar p,00$ reis a pre-
mio de um e-meio por rento ao mez, pelo
espago de um anuo, cora se^uranca, an-
uuiuiesua morada para ser piorura %^ Segunda vez se roga ao Sjnhor
Fiscal do Bairro de Sanio Antonio o obze-
qnio de mandar retirar urna porfo de
madeira que se acha no Beco do Theatro,
pelos mol vos que ja se publicarao no Diario
de Rabilado do coi rente n. 74-
'kjc^r* A pessoa que anrmnciou querer
comprar urna obra de Larraga, dirija sea
ra Nova D. 5 e 6, ou annuncie a sua mo-
rada.
NAVIO A FRETE.
Freta-se para qualquer Porto do Impe-
rio o rouio velleiro Hiate Smlo Antonio
Flor do Brasil que se acha ancorado no
Forte doMattos; os prelendenles diiijo-
be a ma das Cruzes D. 9.
COMPRAS.
ma morada de casa terrea no Bairro da
Boa-vista sendo na ras seguinles na ra
da Cmceicjo, ra Velha, na da G'nria,
e Aragio, que nao exreda de OO a G00$
rei- : quem a tiver annuncie, ou diriia-se
ao Forte do Mattos prenca de Silva & C.
LEILAO.
O leilin annunciado para o dia 8 docor-
rente no armasem le Jo/e Luiz Gmcalves
jor.to ao arco da Conceicio de urna porgio
de fumo e tourinbo nao tt'vn lugar pur in-
conveniente, o que ter boje no sitio men-
cionadn cima.
VENDAS.
Derlara^o dos Dreitos, e Peyeres do
Huilln, e do Cid nbeiro Ferreira : na Praca da Independen-
cia loja de livros N. 37 e 3H.
fc-TJ- Urna flauta de 8 haves com o s^o
competente methodo, urna cadeirinlia em
bom uzo toda envidracada, nnspoucosde
<|uarlttos de diferentes auctore-, pira
fliula, ii bera, viob ta e violonrello", e p<>r
toda esta semana chapeos para S^nliora,
lonca-, tmbuites, coifas, mmuras rami-
-otas & ludo chegado prximamente pe-
h Barca Geuie : na loja de Alpbonse St
MUrln na ra Nova.
*y Urna escrava de 30 anno pouro
m;us oo menos, f,,/, lodti o srvic,o de urna
i asa, vende na ra, lava rnnpa ; c um es-
clavo de meia i ladi- piO|)i>> paia um sitio
por esia acosiumado em mallo; na ra
dos Martirios sobrado D. 4.
jry Urna eada rom pones fundos
no l>eco do poi lo das canias propria para
qual ner principiante : no arma-eiii de
irast.s ileiia/. doCurp J3r" Um preto da costa de a8 annos,
p op io par.t todo servico : na ra da S.-n
/.ala n. 9
*&* Por prego commodo, chapeos de
rbil l>oa qoalidaHe: na Praga da Iudepen-
demia I |a D. ^0.
^JT* Urna n Miua, de ai anuos, e muito sadia, bonita
figura, boa quit nleim, e de lodo serv
<;, ven lc-e a djitlieiro, ou Iroca se por um
ne&moco eaadio: na lujada Praca da
Uoion. 20, ou na Boa-vista beco do Ve-
ras.
*y Urna padara d<-fronte da Santa
Cruz da Bja vista: na ra da Cruz n. 16.
^fj^ Um forte piano, novo, e de mnito
bonito modelo : na ra Nova D. 5 e6.
W Diariamente capim de planta em
bons f ixes a i20 reis: na venda da ra
iNuva junto poute D. 36.
Um cavallo .* na ra da Cruz n. 4
Para fora da Cidade urna crila de
23a24anoos, cosinba o diario de urna
casa,engoma liso, ensahoa, lava de vare-
la, de bonita figura, e muito pasante : no
principio do atierro dos AEFogados quarta
casa do Cunlia.
yy Poses Parisienses Purgativos, an-
li-syphiliticos, anli-dartrosos, e aoti bi-
liosos. Estes poses obtera una gran-
de celebridade em toda a Europa, e os se-
us successos maravilhosos de cada dia Ibes
mcrecem urna approvaca geral, o que
prova que nenhuma preparacao gosa de
propriedades ta eminentemente depura-
tivas.
O' poses paiisiensessao o verdadeiro es-
pecifico as molestias segredas, recentes
ou inveteradas. Como depurativos do
sanguesa da cnaior efllcacia em todas as
'mole.-tias entretidas por um virus qual
quer, quaes as enfeimidades da pelle, as
empigens, as sarnas antigs ou repercuti-
das, as dores i biunalis.mees-, as afleicoens
escorbticas e escrofulosas, tm fim em to-
da acrimonia do snngue annunciada por
comiihoens, calores, nodoas amarellas e
vermclhas, hemoCidas, p:egos, pstulas
no rosto, aphtcs, ulceras na boca ou den-
tro da gai garita, rr livida do rosto, olhcs
avermelbados, flnoces brancos, humor
melanclico, plidas cores, altaquis de
ervos, idade criiica, d. uso permanente destes poses enlretem a
frescura lo ro^to, ea liberdade do ventre.
Vc-se segundo o expuslo que acabamisde
fazerque estes poses'sao utillissimos em
mui'as ffecces acrimoniosas, deslasqne
na5 tem um carcter suspecto, e de ruis
s5 reconhecidos como um dus mais pode-
rosos anli-biliosos.
O modo de usar delta he muito simples;
loma-s um papel que se poem leotro
d'um luile ; derrama-se nelle tres chicaras
Pagua fervente ; deiza-se fazer a infusaS
como para o cha. Quando ficar resfria-
da, cna-se. Bebe-se urna chicara desta
inlusa antes de se deitar, outro ao levan-
tar, ea ultima urna hora e meia ao lepois
do almoco. Cniinua-se assim durante
quinze a vinle dia-, e at Irinta lias con-
sfcnli.-o- se or a molestia ou infirmidade
ant'ga. Porn quando urna pes oa t. m
simplesmenle um embiraco gstrico, bas
ta uso de dous des papis.
Estes pozes i-a conlendo w nhiima pre-
]) MMcii iiiariMii i .1, o resguardo he fcil a
observar ; abstem se de comidas salgadas ;
o leile e os farinliosos Ihes sao preferidos ;
elles ni iriteiropem de poder sitar: na
Botica d i i'lll los quirti> D. 3.
*X^ Um moleque offictal o'rlfaiate : na
Fab ira do Fundi.
fcja* Ai roz com casca, por preco c-
modo: na ra das Cruzvs, D. 9. '
G^l" Foliitlias de porta, dp Al-
gibeira, e de Padre, para o pre-
sente auno de 1836, por prec;o
commodo, na Praca da Indepen-
dencia, loja de Livros N. 37 e
.38, e na na da Madre de Dos
venaa que foi do Rezende.
PERDAS.
Desapaieceo no dia 0. do correte um
menino por iiome Bernardo, de idadd h-
9 a io anuos, hiodo ompiar carne:
|uem l'eUe souher annuncie.
3^" Fu ar'., por es|oecimento no
porto do V'aradouro d'Olinda t es livros,
sendo um diccionario, e urna selecta Lili
nos, e ja usados, e urna Arte Franceza de
Lhomorid tova, poremcoin a capa de fo-
ia jj ilesiregada pelas cos'as quem os a-
har dirija-se ao Seminal io, cubculo a
Li raria, |(jue eceler o seu ai bailo, ou
.muinicie pai a ser pioiurado.
ESCRAVOS FGIDOS.
Na noite do dia 10 de Abril pelas 7 ho-
ras da manha fugio um prcto crilo de da-
de 19 annos, de boa estatura, cor alguma
ooisa fulla, peilos; largos, pernas seccas e
pez e mos grandes, lera um talho no ros- '
lo do lado direito levando no p orna rgo-
la da parte diieita, euma dita no pescoco
s-ihio com calsa preta de lila trancada eca-
misa de linho azul levando mais roupa : os
aprehendedores levem-no a ra Nova ao
p da ponte D. 36, que sei o generosamen-
te recompensados.
^ry No dia 26 do passado fugio arn
molatinho de i4a 16 annos piuco rna]
ou menos, com ossignaes seguintes: cor
de canella, cabello caxiado, baixo e refor.
cado, calsa e camisa de brim bianco, e l.
bem levou urna camisa de riscado azul,.
chapeo da baeta ; ('^natural de Goiana, e
foi seo senhor Joo Domingues Pereira
morador na dita Villa que o vendeoa Anto.
nio Joze de Maualhaens Bastos, e este a
Jernimo Joze Bustorfe: os aprehende-
dores levem-no a qualquer dos dois u|t.
niosSiirs. moradores na ra do Queiroado
na casa amarella, e na medala pelo que
serio bem recompensados.
tE^r* No dia 6 do correte fugio um ne-
gro, por nome Manoel [de Naci Cabinda,
que representa ter 25 annos de idade, com
signaes aeguintes: bastante baixo e o
corpo gioQo ; levou calsa de algodio da
trra, ecamisa de algodio entrancado; os
s;gnaes mais visiveis um ferro no pesco-
co, e tem de menos os dedos polegues de
ambas as mos : os apielieudedores levem-
ri<> ao Iargi do Corpo Santo a casa do Sur.
IM. mede primeiro andar, que sero gene-
osamente recompensados.
S^ lliim negro, crilo, idade de ao
anuos, estatura ordinaria, rosto cumprido,
tem falla de alguns denles, e bem conhe-
ci.lo por uma sicatriz de urna fstula que
te ve na cara do lado e.squerdo 5 esle e
cravo cosinheiro e foi pone. comprado
manoel Francisco Al ves da Silva, chama-
se Silvestre : quem o pegar e levar seu
senhor Luiz Gomes Ferreira no VIondego,
alemdoachido receber mais 20$ reis de
gralifieaco.
^cy Luiz, crilo, 18 annos, alto, se-
co, muito pernudo, pes grandes e grossos,
tem uma marca de fstula no queixo, e
cor um tanto fula ; fogidoda propiiedade
Garapnzinho rila no F.ngenho Garapu pec-
io da Villa do Cabo: seo Snr. Antonio if;
Bairros Wanderhy na mencionada propii-
edade. e n'esla (.idade a Joo Ilulin > da
Silva Ramos, na ra das Cruzes junto ao
Dr. M.ira.
try* Marcalina, cu'la, 22 annos, cor
fulla, de bom coi po, e boa altura, peitos
grandes, e pes rneio apalbetados ; f igido
da mesm 1 propriedade : os meamos tu-
gues cima indicados.
X9* Juo, naco benguella, ceg do o-
Iho direio, estatura menos de ordinaria,
com alguma falta de deules, um Pulcode
braco mais grosso que outro, mal feito de
pose guando anda bota os calcanhares nara
oslados: ra do Colegio a andar da
caza do Tenante Coronel Manoel Caval-
canti.
Taboas das mares cheias ri Porto de
Pernambuco.
26 -Segunda 0!i.5 m
25T:s s 1 -42
27Q:----1 c a. - a 30 >i
J:28 ^Q:----, ^ - 3 i8 11
, 29 -S:----- a -c 4-6
3 1 -S:----- a - 5 -18 11
2 n 0 rr - 6- 6 u
i Manli
NOTIClA8MARITIM\S. i
Navio entrado no dia 12.
BAHA 12 i-s; Pataxo Felis Auro-
ra, M. Joo Joze da Silva : varios gneros:
m. J. fiarnos e Silva. Ton. 167. Pas-
sogeiros 7.
Sahidos no mesmo dia.
FALMOUTH ; B. I,.g. Tetina, |m. J.
B. Gdl : varios gneros.
Obset
vacoes.
Fundiou noLameiro um Briguc Ame-
ricano.
^BBMMIHMnaHMMHal
PEM, NA TlP. 1)0 DIARIO. j(Jj6,
h


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EEBPI812O_8Q992X INGEST_TIME 2013-03-27T16:50:19Z PACKAGE AA00011611_01794
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES