Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01790


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Full Text
ANNOTDK 1836. SEXTA FEIRA
8 DE ABRIL N. 76.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
Pbrhahbvco, m Trr. di M. F de Faria. 1836.
x.i\Sn\i AMANA.
4 Segunda >fc I. Qitava S. Izidoro Are.
5 Terca >fr 2. Git. S. Vicente Ferrer.
6 Quarta S. Marcelino ses. da Thez. Pub.
7 Quinta S. Rpifanco B. M. Annivcrsario da Alidi-
cacao da C. ein S. M. I. e C. o >r I). Pedro II Nao
ha desp. Qnri. m. as 8 h. e 12 m- da t
8 Sexta S. Anuncio B. ses. da Thez. P. aud- do J.
de O. de I.
9 Sallado S. DemetrioRel. de m. e aud. do V. G.
det. em Olinda.
3 Domingo da Paschoella S. Ezcquiel Profeta.
Tudo agora depende de nf raesmos. da nossa pru-
dencia, moderagito. e energa: continenlos cora
principiamos, e aeremos (litados com admira
gao entre as Naques maiscultas.
Proclamado da Jtttmhlta Ona\ do Braiil
SnliscreTe-se a 1000 rs. mensaes pagos adiantados
nesta Tipografa, e na Fraga da Independencia N.
37 e 38 ; onde se receliem correspondencias leRali-
sadas, e aiinuncios ; inserindo-se etes gratis sendo
dos propriosassignantes, e viudo assignados.
CAMBIO.
por
JI/ Ondres, 39 Ds. St por 1 ctd. ou prata a'50
ir cento de premio.
Lisboa 50 por o|o premio, por metal, Nom.
Franca 245-240 Rs. por franco
Hio de Jan. 6a 7 por cento de premio
Moedas de 6400 I2600 a 1^,800
4000 7.,000 a 7I00
Pczos I ,,440
Premio da prata 50 p. c-
das lettras, por mea I 2 por o|o
Cobre 25 por cento de descont
t'AKiM l)< COKTfkldT"
(llinrta _Todos os das ao meio dia.
Go.ana, Alhandra. Paraiba, Villa do Conde Ma-
man-uape Pil.r. Real de S. Joo. Brejo d Areia.
fe-ltaft "J-'j r" V ^C*48 do Natal!
V.l'as de Go.aon inha, e Nora da Prloe-aa, Cidade
da rortaleza. V.lias do Aquirs. Monte mor aovo!
8 ^^"S'V'i C,Mld' (rania- Imperatrla
S. Bernardo S. Joao do Principe, Sobrar. Norad"
BIKe.T, Ico, S. Matheus, cacho d saneuc, S
Antonio do Jardim, Qiiexerainobim. e Parnahiba
->epundas e Sextas feiras ao meio dia por via da
raraiba, Santo Anio- Todas as quintas fn'ras ao
meio da. Garanliuns. e Bonitonos lias 10 e 24
de (ada mea ao meio da. Flores-no dia 13 de
cada mea ao meio dia. Cabo. Serinli.-iem. Uio For.
mozo. AgoaPreta e Porto Calvo-nos dias 1, |l
e 81 de cada nuz. Serinheem, Rio rormozo, c A
gna l'rcla- Segundas. Qnartaa. e Sextas feiras.
PARTE OFFICIAL.
PERNAMBUCO:
ASSEMBLEA PROVINCIAL.
Parecer da Commissa encarregada de
examinar a meusagem, que a esta As-
semblea dirigi o Exm. Piezidente da
Provincia.
A Commissa encarregada de exami-
nar a mensagem, que esta Assemblea
dirigi o Exm. Presidente da Provincia,
na abertura extraordinaria da presente
sessao, concernente ao dficit, que se ob-
serva, no balanco da R Provincial, ebeni assim incumbida de pro-
por as medidas, quejulgar mais flicazes
para de prompto occorrer ao referido
dficit; tem a honra de submeter Ilus-
tre consideraca desta Assemblea o resul-
tado de suas meditace-i respeito deste
imporlant'ssimo assumpto.
Obrigada, rigorosamente, a investigar
os dailos, em que se fundou o Governo da
Provincia para chamar a atlcnca dos seus
Legisladores sobre os embaragns, com
que tem de lutar logo que principie a ter
execuca a Le de 31 de Outubro do an-
no findo, edeaponlar os meis mais ade-
quados para' os remover; a Commissa
talvez devesse limitar o seu trabalho ao
mero exame dos documentos, que lhe fo-
ra5 presentes, e simples indicaca das
medidas exigidas: reconhecendo poretn
quanto importa para inteiro conheci-
niento deste objecto perscrutar as verda-'
deiras cauzas do nosso actual estado i-
nanceiro, e estabelecer a relaga em que
< sie esta com o nosso systema de iroposi-
ca, a Commissa julga de seu rigoroso
dever entrar em algumas consideraces
proprias para ilucidages e apoio da sua
', opioiad, confiando as com franqueza
ponderaca desta Assemblea.
Com eiTeito, supposto a CommisaS re-
ennheca a exiguidade do quadro das ma-
terias tributareis, que coube em partilha
esta, e s de mais Provincias do Imperio,
tii virtude da citada Lei da Diviza das
rendas; com tudo ella nao pode deixar
de estabelecer como hum dogma nesta
materia, queasomma total das rendas da
Provincia seria bastante para desempenh
dos seus encargos sea cazo huma vigilan-
te fiscalisaqa, eexacta arrecadaga trou-
xessem ao Fisco toda a quota, com que
cada contribuinte deve coticorrcr para
geata dos negocios pblicos, segundo o
que se cha estabelecido na nossa Lcgis-
lCaS e Regnlamenlos fimnciaes. A vis-
ta disto he verdaderamente espantos, se
nad deploravel, que subindo a Despeza
desta Provincia a somma de 453:4'4.706
reU., penas sua Receita se eleve
29i:4 i7328 rs., segundo os orea (lientos
presentados a esta Assemblea, resultando
da com paraca 5 destes dous cmputos hu-
ma differenca de 162:007:378 rs., que
conslitue realmente o dficit, o qual nao
podendo ser supprido do i. de Julho em
diante pelo cofre da Receita Geral, por
caducar enta a disposica do artigo 44
da Lei eje 3 de Outubro de i834, instan
teniente reclama huma prompta e bem
cogitada providencia.
Entretanto devendo-seindubitavelraen-
te contar com a reproducca constante de
hum tal phenomeno e todos os seus decor-
rentes efFeitos, ein quanto a Legislatura
da Provincia na6 melhorar o metbodo de
arrecadaca dos seus impostos, estabele-
cer as esiacps precisas para sua exacta fs-
calisaca, systematizar o seu lancameuto,
e calcular com exacen suas incidencias
naturtp.s; a Commissa julga damaissen-
sivel e p.lpit'nte necessidadea promulga-
gao : i. da Lei orgnica de huma The-
touraria Provincial, por onde coria to-
dos os rugocios relativos as financas da
Provincia: i. de huma Lei geral de im-
postos, que regule convenientemente to-
das suas relages, de maneia que a Lei
do Orcamento nao seja se nao a Lei an-
nual de Receita e Despeza. Isto posto,
releva observar, que ainda quando se
possa conseguir nivelar a Receia oreada
com a Despeza eflectiva, huma vez que
subsista o actual syatema de arrecadaca,
hum tal nivelamento nao ser se nao ap-
parente, e nem por isso deixar de haver
hura maior ou menor dilicit antiual : por
quanto sentlo a despeza dos servicos Pro-
vinciaes constante e permanente, e suc-
cedendo pelo contrario, que a entrada de
certas contribuices se reali.se em pocas
indeterminadas, e em periodos as-as re-
motos, necesariamente deve apparecer
hum dficit nos ltimos mezes do auno
financeiro, muitoembora tenha de passar
para o annosubsequente a receita a traza-
da do atino antecedente ; visto que huma
paite desta tem de ficar convertida un
divida activa Provincia), como a experi-
encia o convence. Avista de la < b-i i v.i
cao, patente fe antolha a neces*irlade de
regular a arrecadaga das rendas Provin-
ciaes segundo o principio da proporciona-
lidade na entrada e sahida de fundos ; o
que seguramente nunca se poder conse-
guir em quanto nao se estabelecer hum
certo grao de centralizacio na arrecada-
ca das rendas, nem tam poucoein quan-
to vigorar o malfadado systema das col-
lectorias: systema alias, que, conside-
rado em a generalidade dos seus resultados,
s pode ser applicavel huma Naca, cu-
ja estatistica seja bem conhecida, e cuja
populaca assas condensad*. Por quan-
to comprehendendo os diversos arligosdo
Dizimo e algumas outras contribuices to-
do o territorio da Provincia, e fazendo se
sua respectiva cobranga em todos os pon-
tos da mesma : he forca que alguos dos
funecionarios encarregados da collecta,
.nao temendo huma rigorosa fiscalisaca
as suas operaces, por ser esta completa-
mente impossivel, ou entrem em illicitas
transaeces com os contribuidles, ou se
entregoem condescendencias culposas,
ou em fim seaccovardem pela opposica,
que possa por ventura encontrar, etudo
em prejuizo da Fazenda Provincial, asss
defraudada nesta parte importante das
suas rendas; accrescendo este gravsi-
mo inconveniente a impossibidade, em
que seacha o Corpo Legislativo da Pro-
vincia para poder calcular com justez,
na decretaca desvia Receita, o respectivo
producto de cada ramo das rendas publi-
cas, pela falta de bazes pozitivas, em que
elle deva assentar seus clculos.
Esta simples consideracaS basta para
demonstrar a desvantagem entre nos de
hum tal metbodo, o qual para o futuro
dever limitar-se puramente cobrauca
da Decima predial, da meia siza dos es-
ci'rfvos, e do sello das heranens e legadas
as Cidades e Villas; arrematando-se em
hasla publica as impozices mais eventu-
aes e de mais dill'uil cobranga como seja
o Dizimo de mitineas, o do gado vacum
e cavallar, o imposto das carnes verdes,
os 20 por cento do cnnsummo da agur-
dente &c, sendo indispensavel, que a
arremata-a de taesobjectos seja feita nos
Districtos Municipaes, aonde, e s aonde
se podero encontrar arrematantes, em
quem roncoi rao os devidos requizitos, e
que mais facilidades tenha para superara
opposica alias bem frequente de alguna
Contribuinte do interior.
Huma vez operada esta modificaca,
vizivel, e incontravertivel se torna a super-
fuidade da Meza de Diversas-rendas
mandada criar pelo Decreto Provincial
de 6 de Marco do anno findo; por isso
que destinndose esta Estaca cobranca
destes ltimos impostos, fica inteii men-
le inutilizada pela adopca da medida
p.oposta ; havendo aind.i a consideraca
alias mu poderosa da economa de 20
contosrs., que sefar com a sua legal
suppressn.
Pelo q'ie respeita a ordem e mais carac-
teres das nossas imposige-., a simples ins-
peces dos seus artigos, e o exame do seu
prodorto claramente revelao sua falta de
unifurmidade e coherencia : por quanto
convindo altamente, que as contribuices
de. hum Estado qualquer seja bazeadas
no principio fundamental da exacta reja-
ca dos onus e vantagens sociaes, e na sua
proporcional rep^rtica, sucede entre
0 tribuinte o mais interessado na mantenga
da ordem publica nao he algumas vezes
aquelle que mais concorre para este lim,
ou concorrendo iff bera de supportar ocarregume, que sobre
otttro deveria petar; sendo por outro
lado inconteslitre, que a maior parte das
nossas imposices asentando sobre osea-
pitaes, sao por isso mesmo atacadoras da
nossa industria, e estorvadoras do desen-
volvimento da nossa riqueza publica. Da-
qui resulta a necessidade de uniformizar,
e coordinar o nosso systema de impostos
em ordem de habilitar o Governo Provin-
cial para desempenhar os altos encargos
que a Lei lhe incumbe, e de repartir com
justica os sacrificios, a que sao ob> gados
os membros da Associaca, eas sobeja-
mente indemnizados quando goza das
necesarias garantas, e das vantagens da
sociedade civil. Esupo.sto huma reforma
desla categora nao possa ser executada
dexofre. esem preceder hum pr fundo
e\dme dos dados e noticias que sopara o
futuro podera chegar ao conhecimento
dos Legisladoies da Provincia ; com tudo
talvez mesmo na actual sessa se possa c-
cluir algum trabalho tendente a altenuar,
seria inteiramente corrigir, as defeituosi-
dades do nosso systema de impostos.
Debaixo destes principios, compre Iem-
brar, que havendo entre nos algumas in-
dustrias, quenada contribuem para paga-
mento das nossas despezas, como sejao as
Olariis, os estabelecimentnsde or cultura,
a plantaca rio capim, a extracca da le-
nha, e madeirasde ronstrucca, nasquaes
alias se empreg nao pequeo numero de
escravos ; conveniente talvez s^i^ ^tting-
las por mi de hum.- imposirio n'oavel
e justa sobre os est ravos nellas en 1 pregados}
de maneira que os lavradores deaigola,
do flssucar exportado, e de tod..s os pro-
ductos sugeitos ao Dizimo, assim como
to bem os propietarios de cazas nao sejao
os uniros a contribuir para o Fisco por
meio dos impostos, que boje pago. A-
lem dis-o, escapar tambem nao deve asa-
gacidade dos Legisladores Pernambucanos
o tributar o assucar consumido ras Cida-*
des eVillas; vi>to que, por efeito de
hum previlegio inconcebivel, nada paga
de Dizimo; e aqui cabe observar que sen-
do incabulavel o consumo deste genero,
muito lucroza deve de ser qualquer im-1
p zica, que sobre elle recaia.
l-to feito, compre tambem lembrarf
que muito conveiiien'c seria modificar
o lancaroento de algumas impr sicesexis-
tentes, em ordem de facifat a c< branca
respectiva ; sendo de necessi I if1; ca1 ilal
abolir o imposto da carne verde, e o .sub-
sidio literario, e substituil-os por huma
taxade 9.:000rs. sobiecada boi que entrar
as Villas e Cidades para os matndouros
pblicos, assim como ioi legislado para
o Municipio da Corte era a referida Lei_
de3i de Outubro de 1835.
Quanto porem ao objecto que deve pro-
piamente oceupar a atenca desta As-
semblea, por ser aquelle, que mais recia*
ma huma prompta soluco, a Commissa
entende, que nao podendo deixar de ser
fraca e improlicua qualquer medida com-*
prebeud'da na aleada jucisdiscionai do>



1

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M


2
DA
fi
I
I
Corpo Legislativo daTrovincia, indispen-
savel se faro empregode algum meio ex-
traordiuaiio exigido pela forca das cir-
cunstancias, e accons;lhado pelos dicta-,
mes da prudencia. Na verdade, exislin-
do, como he indubitavel, luim dficit de
maisdecem contos de res, o qual certa-
mente na5 pode ser destruido por meio de
reducgoes, nestecaro impossiveis, e cum-
prindo snppril-oa fim de aplanar os obs
taclos que a admitu-traca da Provincia
encontiar possa em toa marcha, e sendo
por oulro lado, inquestionavel, que os
meios p na prezente circunstancia, 011 sao incom-
pletos ou impraticaveis ; forcozo he, que
oarbit-io, que se houver He adoptar, te-
lilla a precisa efiicacia, muito enibora sua
naturia ttnlia huma etranha derivaca.
Dibaixo deste presoppostp, he evidente,
que ainda quando se quizesse auctorizar o
Governo para emittir apolices at a somma
necessaria, em conformidade do 3 do
Artigo li do Aeto Addicionsl, sem duvi-
da, desta operacao financeira nao se po-
deria auferir o dezejado effeitOj pela ni-
mia, e indispensavel lenteza da sua exe-
cucao pratica, nasrida em grande parte
dos preparativos, e accessorios, que exi-
ge e.te cbjecto.
De mais, produzindo es nossos capita-
cs, no mercado, hum interesse por extre-
mo elevado, romo he geialmente sabido,
e do qual nao Ha exemp'o em Naci al-
guma, quem nao calcula at que ponto
desreria a taxa dos fundos Provincias*, e
o seu depreciamento, independentc mes-
mu da razio de di-cteilito deduzida do es-
tado das nansas renc'.Ts, insiiflkientcs para
as nossas desperas ordinai as, e insuffici'
cntissimospara novos dispendios?
Em fim nao sendo bum imprestimo se
rio hum imposto anticipado, e mal se
concebendo a existencia do primeiro, sem
oestabelecimento do segundo, e de hum
bom sy-tema de amortizaco, a fim de que
dentro de hum pe iodo certo, fique o pj-
iz desonerado de huma div'Ha publica;
salta aos ollioa de todos a necessidade de
impr sobrea Populago na razio da im-
portancia dos juros e amortizaco dos men-
cionados fundos ; oque sern duvida seria
tanto mais gravozo e vexatorio, quantoo
computo de taes juros seiia verdadeira-
mente enorme.
Pelo que respeita aos bilhetes do The-
zouro, de que alguemse possa lemlirar, a
imitaco do que se praliea entre algumas
Naces, e pailicularmcnleem Inglaterra,
para antecipar aReceita de hum, ou ou-
lro rama das rendas publicas; rumpie
reflectir, que no havendo na Provincia
huma Repai tico encarregada exclusiva-
ment- da legia dos nossos negocios finan
ceiros, es n I" ainda as nossas impozice.-
airecadadas, fiscalizadas, e administradas
pela mesma E-tacio por onde coi remo
objeclos relativos a Receta geral do Impe-
rio, mui provavfelmenteaeconticeria, que
hum tal expediente, longe de sanar <
mal, de que se trata, nfofaria se nao ag
graval o, vindo lae-> papis a depreeiar-s-
no mercado muito alem lalvez d<> limite
calculado, em virtude da sua mais ou me
nos remota solucio : se altm das razes
expostas seealabelecer, que hum tal meio
nao se encaminha se nao a itludir a difi-
culdade e nunca a vencel-a, demonstiada
se dever soppor a incongruencia se nio
inezequdii idade df hum tal systema.
A' vista destesprincipio", a Gnmmssi<
naSencontra se n; 5 hura nico meio de
occotreran dficit ero queslao, e vero a
ser auctorizar esta Assemblea ao Go-
verno da Provincia para tirar do Cofre d-
Receita G'ral as quants restrictamente
necesarias para >at sfacc*5 das nossas des-
peras ordinarias, reprez^ntando immedia
lamente ao Governo da unia, eAssem-
semble Geral a cerca deste objecto, e ex-
pondo-Ihes as ponderozissimas raz> s, que
acconselhar.io hum tal passo (alias assas
justificavel, vista das circunstancias, em
que o Governo Provincial fe acha colloca-
do) a lim deque o Poder Legislativo Ge
ral, tomando na devida consideracio o
estado deficiente das nossas rendas, dea
providencias que em sua sabedoria julgar
mais cemsentanecs com os principios de
interesse publico, e de justica destributi-
va, e cure assim de embargar o piogre-se
da eme financeira, que dos aflige j ce-
dendo s nossas acluaes e emergentes pre-
cizes, algumas das rendas com que ave-
tadamente contribuimos p>ra as despezas
geroes da Nacao, e tornando assim a nossa
Receita Provincial nienos parcelaria oin-
sulficiente Para este fim a Commissao
tero a honru de propr a seguinte Reso-
lucaS.
A Assemblea Legislativa Provincial de Per-
namhucu Rezolve :
Art. nico. O Governo da Provincia
fica auctoi izado para tirar do Cofie da
Receita Geral as .-ominas necessarias para
supprir o dficit, que se realizar na Re-
ceita Provincial, at ulterior deliberado
da Assimbla Geral.
Caza da Assemblea Provincial 28 de
Marco de i836.
Dr. Antonio Peregrino Maciel Monttiro.
Jote Ramos d'Oliveira.
Francisco do Reg Bai ros.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente de 6 de Abiil primeiro expe-
diente d'este mei.
Illm. Sr. Tendo sido approvada a
medida, de que lancou ma essa Thezou-
raria, em pregan do na escolha da moeda
de cobre recolhida o Thezoureiro das
Contribucoens Patiicio Joze Rorges, com
a gratificaca tnensal de 150O0 rs., fi-
cando este authorisado para nornear sob
sua mponsabelidade os operarios, que
forem ricce-sarios, vencendo os escolhe-
dores oitocentos res diaiios, e os serven-
tes quatro rentos, conforme foi participa-
do a est<< Presidencia por officio do Minis-
tro e Secretario de Estado dos Negoeios
da Fazenda com data de 22 de Fevereiro
p: p:, eu o paitecipo a V. S. para sua
iriielligcncia.
DeosCuardea V. S. Palacio do Go-
v Francisco de Paula Gavalcanti d'Albu-
querque. Sr. Inspector da Thezoura-
ria JoaGonsalves da Silva.
OJlicio ; Ao Inspector da Thezou-
raria, para enviar com urgencia Secre-
taria do Governo copia authentica do Rt-
gulamento daextincta Inspecca do Assu-
car, e >nais desposicoens a respeito, a fim
de tudo ser pi cente a Assemblea Legisla-
tiva Provincial.
AoCoromandante das Armas, re-
metiendo-Ihe por copia o seguinte Avizo,
para que Ihe dexecui;a.
Illm. eExm. Sr. Convindo fa-
zer-seo assentanienlo geral dos OITiciaes
eefectivos e reformados d<> Exerrito, tent
da 1. Linha, como da 2. a que tem sol-
do ; e na5 bastando, para se poder levar
a effeito este trab.dho com a necesaria
exactida, as Relacoens dos respectivos
orcamentos, por isso que, na5 sendo estes
f. itosem un mesmo dia ern todas as Pro-
vincias, du'xa limitas veres de mencio-
nar os Olliciaes, qu<>, tendo sabido (por
passagero) de humas Provincias antes de
se fazerem os orcamentos, chegaS a outras
quando j elles tero sido remettidoi: De-
termina O Regente em Nome do Impe-
rador, que V. Ex., mandando fazer no
dia i.de Setembro p : f: huma Relaca
dos mencionados Olliiiaes, que ne-se dia
existirero n'e-sa Provincia, ainda que a
t-lh nao perlencaO, com deelaracaS do
motivo por que ah residen!, a remella a
e--ta Secretaria de Estado dos Negocios da
Guerra.
Dos Guarde a V. Ex. Palacio do Rio
de Janeiro em 26 de Fevreiro de i836.
Manoel Sr. Prezidenle da Provincia de Pernam-
buco. .Cump:a >e e Registe-se. pala-
cio do Governo de pernambuco 6 de Abril
de i836. Gavalcanti.
Ao Commandante Superior da G.
N. d'este Municipio, para despencar do
servigo varios individuos do BatalhaS da
Varzea, empregados na Repartic& das
Obras publicas, como o respectivo Chele
requesita.
Ao Inspector da Therouraria, para
cuvindo o procurador Fiscal, e o Admi-
nistrador da Mera das Diversas Rendas,
dar o scu parecer sobre o que tepreiejttl
o Cnsul Americano.
AoChefe da LegiaS d'Olinda, d-
zendo-lhe que para se poderem abrir os
necessarics assentos aos Cornetas de que
tracta o'seu officio, he misler que satisfa
ca o que requesita o Inspector da The-
rouraria.
__Ao Inspector da Therouraria, trans-
meltindo-lhe a ordem o Thezouro Pu-
blico Nacional den.0 16 a n. i9.
DIVERSAS REPARTICOENS.
CMARA MUNICIPAL D'OLINDA.
13.' SessaS Ordinaria de 27 deFeverciro
. de 1836.
Presidencia do Snr. Albuquerque.
Abei ta a Sesso comparerero os Snrs.
Dr. Chagas, Oliveira, Cordim e Xavier;
faltando com cauza os Senhores, Guedes,
Passos, Azevedo, e Raala.
ORDEM do da.
Em prerenca do Procuradov Publico In-
terino Ju-tiniano Baptista de Souza se rae-
teio na urna as Sedulas dos nomes dos
Jurados extrados da Lista geral, oque
assim salisfeito ficou dito Procurador com
huma chave, e o Snr. Prezidente com oa-
tra.
O Snr. Presdante propos que seja pa--
tecipado o Procurador para que at 3 do
seguinte roer baja deaprezentar asclarezas
necessarias as relacoens dos foreiros. a
fim de se poder fazer a soma geral do debi-
to dos ditos Foreiros vi-to queathe o pie*
zente o nao tem feito sob pena de ser ex-
pulso de Procurador por omisso em seus
deveres; e oulro onlatoiio de todas as
Cauzas da Gimis, e o seu estado actual
sob a mesma condico : resolvido na forma
da Proposta.
Propos mais o mesmo Snr. Presidente
que o Administrador das Balancas na pri-
roeira Sesso venha com a sua conta do
trimestre vencido em Derembro p. p. : re-
zolvide a favor da Proposta.
0\Snrs. Dr. Chagas, e Barata, que to-
roaioassento, declararo que fazio re-
paro que dito Administrador at o prezente
no tenlia dado ditas contas.
Houverio varios requCrimenlos de par-
te-, e por dar a hora o Snr. Prezidente
houve a Ses-ao por feixada, e fiz esta acta
em que assipnaro : en Manoel da Motta
Silveirn, Secretario da Caro a mar a esc re-
vi. Albuquerque, P.; Oliveira, Car-
dira, Barata, Dr. Chagas, Xivier.
JITJZODF. PAZ DO PRIMEIRO DISTRITO DO
COLLHGlO.
Illust. e Excel. Sur. Tendo neste mo-
men,to 1 ecebido hum cilicio de V. Ex. no
qual diz que convin tiansferir para oulro
dia a eleicio annunciada por mira para a-
mauhi, dos OITiciaes dasG. N. desta Fre-
guesia; acabo deoiliciar nesle sentido ao
Commandante Superior das mesmas, pe-
dinlo-lhe, que dsuasordens, afimdeter
efleito a refeiida eleir no dia iO do cor-
rile, ficaudp assim cumprida a determi-
nac,o de V. Ex. a quem Dos guarde.
Recife7 de Abril de lc36. Illust. e Ex-
cel. Snr. Francisco de Paula Cavalcanti de
Albuquerque, Prezidente da Provincia.
Joze Tavares Gomes da Fonceca, Juiz de
Paz do Collcio.
MEZA DAS DIVERSAS RENDAS.
A paula he a mesma do IV.0 5.
OBRAS PUBLICAS.
Os Carpinteiros, Carpiras, Canteiros,
Pedreiros, e Serventes, que quirerem tra-
balhar as Obras Publicas, ficando izen-
tos do recrutamenlo para Tropa de 1.*
Linha, do set vico activo das Guardas Na-
cionaes, e ginhando, os Carpinteiros tan-
to quanto se paga no Arsenal de Marinha,
e todos os mais o mesmo que se paga nas
fibras particulares : dirija-se cara da
Repartica das mesmas Obras na ra d0
Collegio das 9 horas, t as duas da taide
pira larer os ajustes.
Inspecca Geral das Obras Publicas
26 de Marco de 1836.
Antonio Carneirn Lea6
Inspector Geral interino.
INTERIOR.
Continuado do N. antecedente.
Illust. Snr. Nao sendo necessaiia a
forca debaixo do commando de V. S. que
vero para esta Provincia, emeonsequen-
c'a de reqoiliofo do Presidente noraeado,
Jore de Araujo Ribeiro, ordeno a V. S.
que regresse com a mesma forca para a
Provincia deS. Calharioa, a cujo Presi-
dente nesla data officio a respeito.
Dos guarde a V. S. Porto Alegre, 17
de Fevr.- de i836. Aroerico Cabral de
Mello, Vice-Presidente. Snr. Tenente
Coronel commandante do 2.0 corpo deAr*
tilheria dePosigio.
Illust. Snr. ConsTando-me que
V. S. marcha para esta Provincia com pe-
queas forcas, que requiitou o cidado
Jore de Araujo Ribeiro, para hostilizar a
seus habitantes, jogoa V. S. tenha a bon-
dade de reflectir hum pouco sobre o passo
precipitado que vai dar, e depois que liver
ouvido a voz da razio e da prudencia, es-
pero que volle com as ditas forcas para S.
Catharina de onde veio ; pois o contrario
procedimenio comprometiera gravemente
a seguranga e tranquilidade dos habitantes
de huma Provincia irrn, amiga, e vist-
nha, coro quem alias nos desejamos viver
amis ptrleita harmona. Se porm V.
S. tenaz emseu proposito continuar a disa
marcha, cont certo que a nio poder fa-
rer livi emente, sem pisar primeiro sobre
os cadveres dos bravos que me acotnpa-
nbo.
Dos guarde a V. S. muhos annos. Cam
po em marcha, ero i7 de Fevereiro de
1836. Illust. Snr. Commandante da fa-
ca de S. Catharina em marcha para esta
Provincia. Oiiofre Pires da Silva Couto,
Coronel Chtfe de legiao.
Santa Catharina.
Plust. e Excel. Snr-----Tendo recebido
o officio de V. Ex. datado a 17 docorrente.
cumpieme responder a V. Ex. com fran-
queza, que ainda nao live nem tenho or-
dem para entrar no territorio dessa Provin-
cia ; que a minha commissao se limita a fa-
zer re peilar a nossa externa, e oppr-me
a qualquer aggressio que se pretenda fazer-
nos : p.ara ao co que em hreve tenfaamos
a certera de que estabelecida a paz e a uniio
entre os nossos comprovincianos, todisse
pretil o a jurar decoraco a invioldbilidade
da constituigo que nos rege, e por conse-
quencia a consolidaco da integ idade do
Imperio ; praza ao co q-ie a V. Ex. toque a
honrosa e lisongeira trela de conciliar os
espirilos divergentes, chama-Ios concor-
dia, e finalmente apagar de todo a dissenco
intestina que infelizmente perturba a tran-
quillidade dessa bella Provincia : estes sao
os sentimentos que profe.sa hum filhoseu,
que sabera smpre com decisio e firmeza
p rjoro seu bemao bem da Patria.
Dos guarde a V. Es. Villa da Lagu-
na, 24 deFeverairo de i856. Illust. e
Excel. Snr. Presidente Aroerico Cabral de
Mello. Henriqoe Marques de Oliveira
Lisboa, Tenente Coronel Commandante
do a." corpo de Artilheria de Posicio da
priineira linha.
Illm. Sr. Recebi o officio de V. S.
datado a 17 do crtente, a que respondo
que natural dessa Proviucia, e exacto obser-
vador da constituico e mais leis que nos
regem, nada ambiciono tanto como ver
mantida a integridade do Imperio, e susten-
tada a harmona e a concordia que devem
reinar entre as suas Provincias, entre os
iiiem bros de bum s corpo ou individuos de
huma mesma familia. Nunca Ambicione?



DIARIO DEPERNAMBUCO.
(Do Jornal do Commercio.)
P. S.
O Dia 7 d'Abril de 1836 fulgi etn Per-
riambuco, se nao com aquelle phosphoro,
que os paitidos commonico nimios vezes
as Festas Narionaas, ao menos com o brilho
da trenquilidade, e no meio das bencft de
lodos os Brasileos. He impossivel escu-
recer a gloria deste Dia Recordar, que
nelletevesua Assenco ao Tlirono Imperi-
al o primeiro Monarcha Brasileiro nato;
lembrar, que n'esse Dia salvou-se a Mo-
narchia, a Constituico, a uoidade Brasi-
lera ; far perpetuamente a sua apo'ogia
indepewdente de qualquer oulra concide-
raco. Es'e Dia Per,ence esclusivamente
aoSnr. D. Pedro 2
Na vespera illaminarao-se vanas cazas,
o Palacio doGovernc, asEstaces Publi-
cas os Quartelamentos, e Piacas d'armas.:
aomanhecer do Dia 7 huma salva de ar-
lilheria desperlou todos os Pernambucanos,
os chamou as armas os tres Batalhes
deG N. da Cidade, os dous de linha, sob
oconimando do Coronel F. J. P. Com-
mandante S. 5 formar..5-se em grande pa-
rada na Praca da Boa-Vista d'onde desfi-
lado para Ra do Collegio, lugar ordi-
nario do cortejo. S. Ex. o Sr. Presi--
denle, oExra. Sr. Bispo, Sr. Comman-
danle das Armas, ea mor parte das Au-
toridades, concorrerso ao Palacio, e de-
poii das descargas do estillo correspondidas
pelas Fortalezas, o Sr. Commandante das
Armas, veio dar frente da Div.zaS 09
vivas do costume : a S. M. I. Con! 11 o-
ica5, a Assemb. G. O Commandante S.
deoosseus: aoExm. Regente, aoEm.
Presidente, aoC. das Armas, e a Tropa
Pernamburana: marcharaSem oontinen-
cia e recolhera-se quaiteis. A noite
hove mais abundancia de illurainacao.
Houve Tbeatro, e a concorrenoia foi as-
pas huida. Osdetalhes da pessa vera5 os
leitores do avizo do Theatro. Nova sal-
vas-6 horas da tarde, illuminacaS as
PraQasde Guerra, geral contentamento de
todos os Pernambucanos finalizou o Da
Nacional de 7 de Abril.
sabido a 3 de Dezembro ; mas a sua sabida
nada bavia all occorrido de novo, nem se
tiriha ainda recebido noticias do Para a
respeito do successo da expedico.
entrar em guerra civil emqualquer de nos- Brigue TravelleY, Capito Parrot, tendo
sas provincias, emuito menos ambiciona-
ra sendo a do Rio Granbe do Sul o Thea-
tro delta ; so o meu rigoroso dever me fa-
ria chegar o sacrificio de combater aquel-
es mesmo com qoem desejo unir-me, como
pur sesea tenho feito para debillar exter-
nos inimigos : no rerebi porm ordem jle
entrar nesses territorio, como V. S. Stipoe,
etiuha a esp^ranea de que i paz, a tran-
quillidade, e a ordem sejo establecidas em
toda a nossa bella Provincia, >em ingeren-
cia de alguma forca estrauha.
Dos guarde aV.S. Villa da Laguna,
a4 deFevereiro de 1836. IUu-t. Snr.
Onofre Pires da Silveira Cont, Coronel
.Chele de lrgio. Benrique Marques de
Oliveira Lisboa, Temnte Coronel Com-
mandante do 2.? corpa de Ai tilheria de Po
sico^da primeira linha.
da Fonceca em que fasendo saber ao publi- I ercer esse direito visto que de Subdito Por
EXTERIOR.
NaGazeta de Londres, de Terca feira 26
de Janeiro, le-se o seguinle :
Ministerio dos Estrangeiros, a3 de Ja-
neiro.
Foi noticiado ao primeiro Secretario
d'Estado dos Negocios Estrangeiros deS.
M. pelo Minitro Brazileiro junto a esta
Corte, que o Regente, em nome do im-
perador do Brazil, tinha declarado em es-
tado de bloqueio os porlos da Provincia in-
surgente do Grao Para.
VAIUAS NQIICIAS.
Londres.
Quarta feira 27 de Janeiro de i836.
Chegou esta tarde dePernambuco, o
O ultimo Bario Teixeira de Sampaio,
ex-Consul Geral Portuguez, que morreo
ha poucos das na sna residencia da ra
d'Alberaarle, deixou urna riqueza immen-
s;i, que destribuio entre osseus prenles,
e amigos. A sua fortuna n'este paiz diz-te
montar a cima de 180,000 libras, e no con-
tinente suppoe_se exceder a 400,000 libras.
O fallescido, e seu ultimo irmo, creado
Conde de Pav0a, fizerio a sua vasta fortu-
na, ca'laclando na Penisula para o ex-
ercito Ingle, em 1808. O Conde, ao
tempo de sua mor te, era um dos bomens
mais ricos da Europa.
Tem vindo cartas do Rio de Janeiro at
lA deNovembro, mas ostra cttnteudn nao
importante. O paiz estava tranquillo.
O preco do cambio sobre Inglaterra era de
40 a /.', 1 e o do fundo local era de 90 a 74
co, que neqhuraa parte tem na repiesen-
taco, que.!gunscidados pretendera en-
deressar a Assembla Legislativa Prouinci-
al, promette ao mesmo tempo que como
au^toridade Policial gabera sustentar a or-
dem publici, se for alterada, ao que se res-
ponde, primeiro, que o publico, j est in-
teiwdo de que o Snr. Tavares no tem
parte alguma nesta lepresentaco : Segun-
do que nenhum receio haja, de que a or-
dem publica seja alterada ; por quanto es-
ta reunio, que tem do se effectuar he 0-
nicainente paraofim de dirigir buma pe-
tico a Assemb'a Legislativa Provincial o
que na verdade he hum acto legal a face do
30 do art. 179 da Constituico ; por tan-
to sendo este acto o exercicio.de hum Di
reilo perfeito outorgado por Lei, fijue o
publico certo tambem, que neste exerci-
cio nao appai era excesso algum criminoso.
Antonio Joze Fernandes Nobre.
tuguez me acho repentinamente tiaosfor-
mado em Cidado Brasileiro.
Sou Snrs. Redactores
Seu altencioso Criado.
Joza de Souza Moreira.'
Tem-se rerebido gazetas de Buenos-Ay-
res at 8 de Novembro. Mariano Lozano,
membioda Legislatura, e jujt do Tribu-
nal de Commercio, foi eleito Governador
de Cordoza pela caza dos Reprezentantes
d'aquella provincia. As pessoas suspeitas
de ter tido parte na moi te do General Qui-
roga ebegara a Buenos-Ayres, debaixo
de -urna escolta militar, para soffrerem o
seu processo por aquello crime. Tinha
apparecido um decreto de Mariano, Bispo
de Buenos-Ayres, em conseqneucia, diz
elle, das nfraeces do- Caones da Igreja
por muitas pessoas do Clero. Ellecontm
12 rticos, particulariza o traje que deve
ser uzado pelo Clero, prohibe- de mon-
tar a cavallo, excepto para o fim de ad-
ministrar os Sacramentos, ou no exer-
ccio de a'gum dever eccleziustico. Por
um documento official sob a a-sigiistura
do Governador, parece que no i. deOu-
tubro os bilhetes do Guverno em rircula-
ca monlava5 a 86,200,000; em Outu-
bro sairad outios na somma de $20i,5oo,
com o interesse de 1 por cento ao mez,
fazendo um total de bilhetes existentes f-
ra $6,4oi,3o.o; mas anteriormente ao
1. de Novembro se bavia remido
teresse, demaneira que os crditos do G r
vitiio em circulacad n'aquelle dia eiad
55,959,400. O negocio continuava co-
mo de costume, e o paiz estava inteira-
mente tranquillo. O !preco de cambio
sobre Inglaterra era 6 3/4 d'., e dobres
I20 ip a 121.
*%. **.**
O Tribunal de Commercio de Montevi-
deo baria publicado urna ordem a respeito
da maneira com que as letras de cambio
deviao para o futuro ser neg< c adas, e pro-
bibindo a todas as pessoas, excepto os cor-
letores juramentados, de tratar o negocio
de corretagetn, para prevenir, dizem,
consequencias falaessemelhantesaoqueoc-
correo em Buenos-Ayres, da circulaco de
letras falsificadas.
Urna grande reforma se bavia operado
nos vestidos, e Irages das Senhor.is de Mon-
tevideo, pelo uzo geral de chapeos Ingle-
zes em lugar dos pentes altos, e mantillas.
Muitas das Senhoras que tinbo posto a
moda, havio sido recebidas mui framen-
te pelo Clero, ealgumas at tinbo sido
lancadas fora dasigrejas, considerndose
a nova moda como um insulto religio.
(The Times.)
CORRESPONDENCIAS.
Snrs. Redactores.
Sendo eu Subdito Portuguez, natural
da Fregue/.ia de Villa Frescairilia, Cora-
marca de Barcellos sahi da roinha Pitu'a
pela piitneira vez em 12 de Julho do an-
uo de 1827 e cheguei a esla Cidade em 11
de Agosto do mesmo anno. fc' inaubita-
vel pois, que me nao pertence de modo al-
gum o sagrado direito deCidadio Brasi-
lejro.
Como porem de Portuguez que sou re-
pentinamente me ache transformado em Ci-
dado Brasileiro por grapa do Concelho de
Qualificaco do meo B.iirro, e avisado pa-
ra volar na Eleico dos Officiaes da Guar.
da Nacional, pergunto aos Snrs. R. dado-
res se deva ou nio votar, e se o o meo voto
deve ou nao ser valio-o. Na minha hu-
milde opiniao entendoque o nao devo fa
7ev. poi que seria offendero direito de dit-
as Naces pelo que estou resignado a sof-
Irer o que der o capricho e a sorte; no en-
tinto dezejo que neste ponto os Sis. Redac-
tores hnjio de rae esclarecer. I'.u ulgava,
que a correspondencia do Snr. Amigo da
Verdade, inserta no seo Diario n. /%, me
live>se liyrado destes embaracos, mas
em fim enganei-me, porque o tal Amigo
tiohem eng^nou o Publico, visto que co-
mo eu forio qualifcados muitos, outros
Portugueses que elle nao deseja jamis ver
com as armas na mo para as 0*0 voltarem
contra a Liberdade da Naco que Ibas con-
fiasse, ao primeiro ensejo. Da minha par-
te estou 1 esolvido a nao concirrer para to
odiosa suspeita, e oxalque os meus patri-
cios estives-em na mesma resoluco apre-
zentando pelo seo Diario as suas reclama-
ces para mosti ar nao .-<) a injuslica, mas
a m fe f-ilcidade do que avansou o Snr.
Amigo da Verdade.
No pertenco ao Regresso nem ao Pro
gresso, advogo somente a minha causa
que de bum pobre Caixeiro como o seo
AGRICULTURA.
A Hygiena. do Boy.
Extrahido do tratado em Francs das ea-
fermidades dos gados, por Mr. Dla- .
guette. .
(Contiauaco do N. antecedente.)
Das raizes.
Uza-se de um grande numero de raizes,
para o sustento dos gados, eem geral ellas
subministran! um alimento sadio, e mui a-
bundante em materia nutritiva.
Acenouro, daucus carotta, he apeteci-
da por ("dos os auimaes : ella contera um
sueco mui sacarino, e he bastante saudavel,
de sorte. oue restabelece os arimaes debi-
litados, em consequencia de longas enfer-
midades j fiz-se desta raiz grande uso as
Cidades, em que se d com muitos pro-
veitos; nooutono aoscavallos, que can-
caram no estio. O nabo bras&ica napus he
refrigerante, e cotitem muita agua deve-
getaco.
A pastinaca, pastinaca sativa, posto que
seja muilo bom alimento e levemente t-
nico, com ludo, pelo seo cheiro particu-
lar, alguns aniraaes Ihe tem repugnan-
cia.
Abatata, solanum tuberosa. Esta raiz
tubcio-a, foi o donativo mais precioso, que
America fezaoantigocontinente. Em ge
ral'todos os animaes domsticos gostam
della, tanto crua, como cosida, e sendo
crua deve-se-lhe dar cortada em talha-
das. (1)
A batata ca valha, helianthus tuberosus.
Cultiva-se com muito proveito esta planta,
porque as suas nzcs, que cosidas tem o
sabor de alcaxofra, he excellente alimen-
to para os carneiros; ella tem tambera a *
vantagem de dar em Ierras de qualidade
mediocre.
A bataravia campestre, bella cicla altisr
sima, a bataravia, bella vulgaris rubra.
Estas raizes cnltivam-se em grande parte
para a sustentaco dos gados, esobre tudo
das vaccas leiteiras, as visinhancas das
grandes Cidades, e dio alm disto urna co?
Iheita muito abundante.
Pode-se tambera cultivar com vantagem
a couve rbano, brassica olercea gongilo-
des, a couve nabo, brassi apo brassica;
todas estas raizes do-se em terreno de qua-
lidade mediocre.
Continuar se-.
Venerador e criado atiento
Joze Brandao da Rocha.
snrs. Redactles.
Snrs. Redactoes.
Li no Diario de Quinta feira 7 de Abril
buma carta do Sor, Joze Tavares Gomes
Sou Poituguez, e appre*entei-me com
os- meus documentos ao Conselho de Quali-
ficaco que assim o comprovavio, aos
quaes elle prestou pouca f, disen lo-me
que eu devia servir que seria qualific.ido.
Ju'guei pindn te no produsir rases, mes-
mo porque nio terio a condescendencia
de aceita-las, mea sempre fiquei persua-
d do que o Conselho afina! me riscaria,
raelbor informado pr ser a nnha quali-
dade de Estrangeiro incompativel com o
ser vico das Guardas Nacionaes, que no
admittem as Ras fileiras aeno Cidados
Brasileiros. Quando pois vi a arenga do
Snr. Amigo da Verdade exarada no seu
Diario n. 74 "* deixei de aatiafaser-me
por ver que no tinbo sido Iludidas as nii-
nhas esperanc/CB, mas oh contrariedadeda
sorte hotitem mesmo fui chamado para
?otar as Eleices da Guarda Nacional. A-
cho-me pois Snrs. Redactores em grande
embaraco, em exercer hum direito que por
nenhuma forma me compete, e por isso
deseiava com instancia qne tiveser.i a bon-
dade de escUrecer-me se devo ou nao
PROSPECTO
De um novo pciiodico, que vai saii d luz
na Typ. Fidedigna.
Sara luz at o meiado do corrente
mez d'AbrilO Despertador da Unio, e
da Ordem. Ahi pertende o seu redactor
mostrar spirito da um veidadeiro amigo
da seguranca, etrawquilidade de seus con-
cidados. O temor de perder a aeico de
alguma authoridade caprixoza, ou de me-
recer o odiod'algum poltico incendiario,
no ter em seu animo o menor dominio.
As justas queixas, e reclamaces do p-
voBiaaileiro, erespeitosas indica^oe-i, que
ao redactor pai ecerera proprias remedi-
ar seu* males, faio o principal obj'ecto
desse novo peridico, cujo carcter por a-
gora fica descripo.
No serecebem assign&turaa para o Dei-
pertador ; seus n.- achar-se-bf o venda
(1) Na noasa Pro7ncia poder-se-hia
talvex com igual vantagem substituir-sa
esta raa a dos nhames.
(Do Redactor do Jornal da Sociedade de
Agricultura, Commercio e Industria da
Provincia da Babia.)

r
I y
I


*
DIARIO DE PERNAMBCO,
nos lugires, e pelo preco que serio marca-
r dos.
AVIZOS PARTICULARES.
O Reverendo Sur. a quetn o Vigario d
Santo Antonio impreslou o anuo passado
a sua Emola camezim bordada de oiro,
queira ler a bondaile de Iba restituir cora
brevidade, pois d'ella precisa presentemen-
te ; e qaando tornar a precisar, se lhe tor-
nar a im prestar.
|rj^ Faz sescienteaoSnr. Joo Caeta-
no de Albuquerque que comprou o sitio
em a Cruz de Almas liaja quanto antes tra-
tar da Escritura, isto Ibe adverte ura in-
teresado na mesma.
^t^ Quein precisar de urna ama ca-
paz para servico de casa de um bomein
solteiro, cosinha o diario, e engoma : na
ra das Aguas verdes na carreira das Bem-
aveuturaucas D. 2.
^r^T Quem precisar de um cidado
Brasileiro para caixeiro, (unto do porta a
dentro, como fora de casa, nao s para co-
brancas, como para escrituraco, dirija-se
a ruados Martirios, no sobrado junto a I-
greja D. 1, do i." e 2.*andar.
%C^ Roga-se ao Sur. Thesoureiro da
Lotera que nao pague a pessoa alguma
se i n ser os proprios donos qualquer sorte
que tenlia sabido em doia Bilhetesque tem
as costas asassignaluias dos meMiios Tho-
maz Joie da Silva Gusmo, e Jocob cujos
Dilbetes desencamiuhario-se sem que se te
nlia tomado nota dos nmeros.
venda que tenba pratica da mesma, e d
fiador a sua conducta, na entrada da i na
do Rangel D. 39.
H!^ Precisa-se de um padeiro que se-
ja capaz e queira ir para o Mallo nao
muito'longeda praca, dirija-se a Piaca da
Boa-vista Botica D. 16.
H& Umasenbora de bons costumes,
propoem-se a ensinar meninas, a ler, es-
-.rever,- contar, coser, lavn intar, bordar,
tudo quanto pode aperfe9oar a urna me-
* nina : os Pais, e miis, que se q ti seren u-
tilisardoseopreslimo, dirijio-.-e a ra do
uldeireiro D. ti, que la acharad com quem
tractar, e por preco commodo.
flG^ Do poder do abaixo assignado se
cstraviou um Bilhete do theor seguinte
S"r. Botos mande araanbi receber DBsta
prensa 114$965 reis em sedullas queaqui
deixou Joze dos Santos e Si'va. Retife23
de Marco de 1836.Joquim JozeFerrei-
ra. Roga o annunciante a pessoa que o a-
L-bou lbo queira mandar entregar, visto que
o dito Sur. Ferreita j e.-t sciente de o
nao pagar a pessoa a'gurua.
Francisco Xavier Martins Bastos.
Jjy Precisa-se de um feitor que en-
terla de larangeiras, e ortalices : quem es-
tiver nestas circunstancias, dirija-se a es-
quina da praciuba do Burgos Porice de Len.
$^ No da 3 de Abril as 8 horas da noi-
teapareceoemminha casa urna molata ve-
Iba de nome Bartolesa que diz ser do Sur.
Joiolpolilo morado1* no termo do Limoei-
ro emseu sitio Bardo de Velho, pedindo
que a comprasse, e para que ella nao t!e->a-
pureeesse recolbi a em rainha ca:-a, e por
f jila de portadores para est<" lugar ta^o es-
te aununcio para que cheque a noticia ao
dito seu sennor para vir ou mandar con-
dusi-la, esendo a queira vender por preco
rasoav I, avista da sua idade e estado em
queseacba a comprareis litando o dito
seo senbor certo que por nada se re^ponsa
bilis*, e quanto antes mande por ella na
ra do Rangel D. 30, segundo andar.
Francisco Mena de S^uza.
D-se 4ooUooo rs., a premio de
2 por rento ao mez, com boas firmas, ad-
verte-se que he era prata a raza de 1,200
o pataca, quem percizar dirija-se a ra
doCollegio, onde mora o Tenente Coro-
na Manoel Cavalcanti, no i." andar que
se dir quem osd.
jy Qualquer pessoa que se quizer
propor a cozinhar o diario de urna caza
de pequea familia, dirija-se a venda da
esquina da ra do Fagundes, que acha-
ra com quem tractar.
Preciza.se de ama ama de caza,
Troca-se prata por bom cobre
manado a quatio patacas e ms vintens o
pataca: na venda da ra Nova junto a
ponte D. 36.
I Jjcy" Dezeja-se fallar ao Sr. Joaquim
de Amorini Lima, ou a quem as suas ve-
z-es tizer, e como se ignora a sua moradia,
queira aonuncUr para ser procurado, a
negocio do seu iuteresse.
jrjr Perciza se de hum escravo que
8 allugar : dirija-se a ra Direita I'adeira
(j. 33, quesefai todo o ajuste.
que saiba cozinhar o diario de urna caza,
e engoma lizo : na ra da Conceica D.
3o.
fcy Percwa-se de um homem, que
queira entrar no terco dos ganbos da mes-
ma venda, edoranxoda mesma caza, q
do fiador a que toma conta : na ra da
Conceitja D. 3o.
NAVIOS A CARGA.
Para a Babia.
Atb odia i3 do correnle impreterivel-
mente a Sumaca Gentil Americana, Capi-
to Luiz Gomes de Figueredo ; quem qui-
zer I i i de passagem dirija-se ao lado do
Corpo Santo loja de ferragem n. 69, ou ao
dito Capillo.
COMPRAS.
Uma boa cabra (bixo) que seja boa lei-
leira, e nao se olba ao preco : na ra da
Cruz n. 11.
?Jty Uma molatinha, ou pretinha de
8 a 10 anuos pouco mais ou menos : ao lado
da matriz do Corpo Santo n. 69, na loja
de ferragem.
f^ Um cavallo para carga q*\ie esteja
em boas carnes: na ra Direita D. 34, ou
anntincie.
Uy Un, oudois pretos bons, que en-
tend > do servico de padeiro, sendo bem
robustos : na ra da S iizalla velba em ca
za de Manoel Ignacio do Nascimento, e
tambera se alugo dois, ou trez pretos pa-
ra o mesmo servico.
JL3T" OFolhelode Medicina composto
por M.r Lerry, anda sendo em mo es-
tado, na venda da ra Nova junto a pon-
te D. 36.
LEILAO.
No armasem de Jos Lus GoncaWes
prximo ao arco da Conceco faz-se le>-
lo de nmi porco-de rollos de fumo do
Rio de Janeiro que sei a inlallivelmente ar
rematado por cinta de quem pertencer boje
8 de Abril, as 10 horas da manh.
VENDAS.
Uma negra de nacao Angola.de 16 a i7
boa cosinheira, e engnnadeira : na ra
cstreila do Rosario D. 16.
$31* C"bre pira obras de caldeiteiro,
e para forro de navios- vende-se em por-
chs grandes e pequeas, p urna porco de
vidros para vidrapas de diferenles tama-
itos : na ra da cruz n. 11.
\fjf 6 travs de camassari de Caronxa
de 4\ palmos cada urna : na ra do Rosa-
rio ao pe! da Botica de Joo Pereira.
fcJP* Uma preta de angola de 40 annos,
sabe cosnbar, lavar de sabao e varrella, e
muito abil para todo >er\ico de ra, pnr
prego commodo. Outra dita crila de i9
a ao annos, bonita ligua, engoma bem,
cose xo, boa rendeira, cosinheira, e mui-
to abil para para todo o servico : na ra da
Alegra na quarta casa do beco que volta
para a mesma ra.
jr^P Urna escrava do gento de Angola
moca, e sem vicio, e que sabe lavar roupa:
no beco da Trempe segunda casa do lado
esquerdo entrando pela ra do Mondego.
tem gosto de criar passaros: na ra do
Collegio por cima da Botica primeiro an-
dar. .
iry Uma volta de euro coro brincos c
pulceira de filagran nova : no atierro da
Boa-vista D. 16.
ypf Uma negrinha com idade de seis
annos, sem molestia alguma : na ra do
Aragio D. 18.
fr-y Uma casa terrea, de pedra e cal,
com um grande quintal com muitas arvo-
res de fructo, sita na ra do Bom Successo,
em 01 inda: a fallar com Emygdio Jos Pe-
reir Guerra, na ra da cadeia velha n. 46.
Uma porcio desaldo Ass, e uma por-
co de palha: na ra d'Alfandega velha,
N.5.
fcy Um globo terrestre de 5 palmos e
meio de Dimetro: na Praca da Indepen-
dencia loje de livroi N. 37 e 38.
flP- A venda as 5 Pontas, N. l, na
esquina que volta para 09 Martirios, ecom
poucos fundos: na ra doRozario eslreita,
D.28.
^ry Sal do Ass : abordo do Hlate S.
Antonio Flor do Brazil, ancorado no Forte
do malta, ou noarmazem da ra das Cru-
ces, D. 9.
$y Um cavallo muito manco com su-
friveis andares proprio para Senhora : na
ra do Crespo, luje D. 1 a.
fcy RapPrinceza da Baha, e A rea
preta, e diveipas fazendas tudo por preco
cmodo, e diuhero Imperial : na e-quina
da ra do Livramenlo, loje de Burgas Pli-
ce de Len.
jry Saccas de arroz branco, barris de
vinhodafigueira, do porto, branco, fei-
toria, echampanha, raanteiga superios,
azeitona, prezunto de lamego, serveja, a-
goardente de ans, azeitona doce, e vina-
gre, tudo por pt eco cmodo : na venca da
ra dos Quarteis, 0. 2.
$ty Um negro masso, cozinba comas-
seio o, commun d'uma caza, e ptimo ser-
vente para trabalbos de sitio : no Escrip-
torio da Companhia a fallar com o Guarda-
livros.
^y Uma negra de 18 annos, engo-
madeira, cozinbeira, cozechio, e ensaboa
muito bem : na ra Direita, i. andar do
sobrado do beco do Scrigado.
?y Uma morada de caza nova, de pe-
draecal, cita na C'idade d'Olind.i, esqui-
na que vira da ra do Bom-fira para a S :
na esquina do Bam-fim, caza de Francis-
co Antonio de Brito, N. i4
*ry Vinho tinto de superior qualidade
a 960 rs. a ranada e I2O a garrafa, de Lis-
boa PRR 128O a caada e 160 a garrafa,
gtaxa N. 97 a HOrs. o baila, e todos os
mais efeitos em conta : na ra Direita, ven-
da D. i9, ao p da do defumo Joze Lou-
renco.
%cy Ura negro mosco, bom canoeiro, e
serrador : na ra Nova, D. 34-
?jTjr* Uma canoa d'um s pay d'ama-
rello que carrega 5 calxas : no palio do
Hospital, D. 21.
^CJ^ Uma espada bainha de ferro por
preco cmodo : na venda da esquina do
Assouguinbo, N.o,.
*j3P* Una cama desolteira, de Jaca-
randa, nova, por preco cmodo : no pa-
tio do Carino, loje de marcineiro, D. la.
|Ep" Uma escrava mossa, que faz todo
o servico interno d'uma caza : no Mundo
novo, caes do Maxado, D. \t.
%W Uma porco de sra de carnauba :
na mesma caza.
C^f* Folinhas de porta, de AI-
gibeira, e de Padre, para o pr-
senle atino de 1836, por pre^o
commodo, na Praca da Indepen-
dencia, loja de Livros N. 37 e
.38, e na ra da Madre de Dos
venaa que l'oi do Rezende.
PER DAS.
Ficaro, por esqnecimento no porto do
vatadouto deOnda trez li vi os, sendo um
diccionario, e uma selecta, Malinos, e j u-
sados, e uma Arle Francesa de Lomon no-
va, porem com a capa de fora j desprega-
da pelas costas: quem os archar dilija se
ao cobicalo da Livraria, que receber seo
adiado.
FURTO.
Desapareceo (e jnlga-se ter sido furtado
para embarcar) no dia 27 de Marco um
moleque que representa ter de 18 a ao an-
nos de idade, com os signaes seguintes:
cahja de ganga azul clara, camisa de algo-
dio, cara redonda, e bem preta, naris cha-
to, estatura ordinaria1, com uma marca de
ferida na perna direita, pez grandes, per-
nas cumplidas, corpo curto, quando anda
embalaiiQa-se que parece lhe pesa os pez,
quando falla sempre rindo-sej escravo
de Joo Baptista de Souza com loja de ou-
rives no atierro da Boa-vista que recom-
pensar cora generosidade.
ESCRAVOS FGIDOS.
Francisco, naco Angola, poral-
( un lia Francisco Catanga, alto e grosso do
corpo, peinas finas, bem feito, cor bem
prrta, ponta de barha, orelhas pequeas
e muito unidas a cabeca, tem nocaxasso
do lado direito abaixoda orelha, hum pe-
queo cartnso levantado da pelle, e ontro
da mesma natureza mais(abaixo, a unba
do dedo gtande d'um dos ps xxa, muito
ladino, e bem falante ; fgido no da 3 do
corrente, as 8 horas da noite, com carniza
e sit otila de pao delinbo de trra : o
tanque d'agoa junto ao Theatro.
^3^ Joze, naco gabo, alto e seco do
cerpo, cor fulla, peis apalbeitados e cora
muito bicho, cara redonda, o dente supe-
rior do queixo decimaacangullado, e ou-
tro quebrado, falla bem e muito descanca-
da, i4 annos de idade, e sem barba ; f-
gido no dia 3 do corrente : seo Sur. Joze
Francisco Eira.
%3J" No dia 25 de Marco p. p. fugio
ura negro por nome Joaquim TVIopambi-
que; tem os signaes seguintes : alto, grocu-
ra proporcionada, tem um calumbo na
testa, beiyos grandes, e os dentes da fren-
te bastantes rasos, peras comprida, e os
pez grandes e rouilo largos : os aprehen-
dedores levem-no ao Forte do Mallos na
Prensa de Antonio Joze pereira de Men-
donca, que sero recompensados genero-
zamente.
Taboas das mares cheias no Pono de
Pernambuco*
18Segunda .-3
-19 T:, 20-Q:' 1 i-0.
^21-Q: -
22 S: 43 S:: ~2i- D: ES
- 7h. 18
-8-6
- 8-5*
- 942
- 10-30
- 11 18
- 12 6
m
Tarde
Manh
NOTICIAS MA RITMAS.
Navio entrado no dia 7.
ARACAT1'; 19 dias; S. Felicidade,
M. Joze Rodrigues : varios gneros : J.
Chri.-.ostomo de Oliveira. Ton. 62. Pas-
sageiros 4.
Sahidns no mesmo dia.
RIO F0RM0ZO; S. S, Jos Viajante,
M. llenrique Cimeiro de Alraeida: lastro.
Passageiros' 1.
GOIANNA; B. Escuna Ing. Lady Sa-
rad MaillanJ, M. JeorgeMelfont : lastro.
Obsc vaces.
Fez-se de v Austraca Ares, a qual segu para Trieste
carregada com varios gneros.
ERRATA.
No Diario N. 74 na ultima pala va do
nnuncio de Antonio Dias da Silva Cardial,
em lugar de escritura, leia-se escravos.
PBN, KA TlP. IX) DARIO. I56,


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