Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01789


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Full Text
T
c
I
ANNOIQR 1836. QUINTA FEIRA
7 DE ABRIL N. 75.
DIARIO DE PEftNAMBUCO.
Pbrkambdoo, na Tr r. de M. F de Faria 1836.
xaASnAiAMANA .
4 Segunda >%c 1. Qilava S'lzidoro Are.
r> Terca >f< 2. Git. S. Vicentc^Fcrrcr.
<> Quarta S. Marcelino ses. Ha' Thez. Pub.
7 Quinta S. Epifineo B. M. Annivcrsario da Alxli-
cacao da G. era S. M. I. e C. o >r I). Pedn) II Nao
ha desp". Qri. m. as 8 h. e 12 m- da t.
8 Sexta 6. Amancio B. st-s. da Thez. P. aud. do J
de () de l.
9 Sbado S. DemetrioRe!. de m. c aud. do V. G.
det. em Dunda.
3 Domingo da Paschoella S. Ezequicl Profeta.
Tudo agora depende de nos meamos, da nossa pro
dencia. uioiteraco, e energa: continuemos coma
principiamos, e seremos apuntado cora admira-
cao entre as Nacoes mais cultas.
Pruclamai.o da Atttmbltn Geral do Smil
Suliscrere-se .i 1000 rs. monsaes pagos adlaaladot
nr-i.i I' i |i,ij i ana, e na Praca da linlependencia V.
37 e 3 ; onde se recebein correspondencias legati-
sartas, e aiinuno'os : iitscrnido-se eatpa g-ratia leudo
dos |iroprioissi^iianli:s, e viudo assignado.
CAMBIO.
Marro 31.
-LiOndres, SO IH St. por 1.. cd. ou prata a'50
por cento de (tremi.
Lisboa 50 por o|o premio, por metal, Nom.
Frauda '245 -240 Rs. por tramo
Rio de Jan. 6a 7 por cento de premio
Mocita, ue (,.400 12..000 a i"800
4.,(MX) 7..0Mla 700
P Premio da prata 50 p. o-
.. das- lottras. por meV I 2 por o|0
(.obre 25 por cento ue aesCOOtO
'3BtaaesmtissmaEmfBBWSKammB^a
* KTI DA IJM;OKKKIOr
Ulinda -Todos, os dias ao meio da.
Coiana, Albandra Paraiba. Villa do Conde, Ma-
nai.suape Ciar, Real de S. Joo. Breio d'ArVia.
V.IUsde Go.anninba. e Novada Prineeia, Cidade
da hortaleza, Villa, do Aquiras, Monte mor novo!
> Htmardo S. Joaodo Prncipe, Sobrar. Novad'
We.v. Ico, S. Matheus. Reachodo anirue. S.
Antonio do Jardim, Quexeramohim. e Parnahiba
secundas e Sextas leiras ao meio dia por va da
t ara.ha. Santo Antiio- Todas as quinas (Viras o
meio .lia. Garanbuns, e Bonito-nos dias 10 e 24
deada meiaomaio da. Flores-no dia ISde
cada me* ao meio dia. Cabo. Serinhaem. Rio For--
mono, AjT/oa ''reta e Porto Calvo- nos dias 1, |1
e 21 d cada mes* Serinhaem, Rio Formozo, e A
goa 1'reU Segunda-. Quartaa. c Sextas leiras.
I9OO 2U100
CAMAUA MUNICIPAL D'OLINDA.
12.* Sessao Ordinaria de 24 deFeverciro
de. 183 6.
Presidencia do Snr. Albuquerque.
Aberta a Sesso com parecer So osSnrs.
I)r. Chagas, Oliveira, Barata, e Corditn 5
iallando com cauxa os Senliores, Guedcs,
Passos, Azevedo, e Xavier.
O Secretario dando conta do expediente
mencionou os .seguidles ollicios.
1- Utn do Excel. Sf. P.ezidente ordenan-
do que a Cmara propunha a hiim Cidado
tapas e inteligente para agencia do Correio
desta Cidade : inteitada ; e logo nomeou a
Francisco da Costa Teixeira morador na
ra de S. iVn'o.
Ootro Officio do Juz de Par do 8 o Dis-
tricto Joaquim M< -ndes da Ctinha Awe-
do partecipatido, {que sendo Humeado Ca-
pito da G>mpanliia de G. N. de seu Uis-
trelo, que elle renunciava dilo Posto; fa-
zendoopso do Caigo deJuiz de Paz que
exercia emdto Districto: |QI< cada.
A Cmara reZolveo que visto elle fizer
opsao do carpo deJuiz de Paz nao devea
aceitar a Elleico p.ua Capil" na fot roa do
Art. 11 daLei de 18 de Agosto de 1831,
por tanto deve fazernova Eleico para di-
lo Po^to.
A mesma rezolveo nomear huma Com-
missSo para Inspecionar a.sE>colas de pri-
meiras Letras, e logo notne.uo aosSnra.
J)r. Ghagas, e Azevedo, e que selhes olli-
ciarse para suas inteligencias.
NeslaSessoo Procurador aprezentou as
Contas do trimestre lindo em Dertembro p.
p. a qual fui remetida a Commisso dos
Su) s. Xavier, eGuides.
llouvero varios requetimentos de par-
tes, e por dar a hora o Snr. Prezidente
111 mi ve a Ses-ao por feixada, e fz e^ta acia
em que assignaio : en Manuel da Pvlolta
Silveira, Secretario da Camamara a escre-
vi. Albuquerque, P.; Oliveira, Car-
dim, Barata, Dr. Chagas.
1200 Dito M. ) i.'st.' iU4oo
11 1300
1000 vclhoja.* ,, 1U200
1UC00
I500
I400
Algodo em pluma 7LJ300
Monteiro, Administrador.
Manoel Guiicahesda Silva.
CORREIO.
O D {Jlie 3. Juc Ti UllfiUlle Jt; flilf
C-pilao Joo G'incalve.s Koclia sai pata
Lisboa no da i3 do correte.
OP.qiiete Nacional Leopoldina.de
que Coinniandarite o 2.0 Tem-nte Vrai\-
cisco Cmdido de r.asii't e Menez^s, paite
deste Porto para o do Rio de Janeiro, lo-
cando nos de Macei, e Baha rio dia 15 do
corrente : quem no mesmo tpii-er catre-
gar, ou ir de passagem dirjase a e.ta Ad-
mitiisliMoio ; rettbendi-e carga at o
dia i3 em rasfo da conferencia, que liad?
proc dt-r a Mesa das Diversas Rendas. As
mallas tas cartas feixo-se na Vrapers logo
depois das 9 horas da noile.
ARCFMAL DEMARIMIA.
O Arsenal de IMarinha precisa comprar
osseguintes gneros : 12 arrobas de baca*
Ihoj 6 arrobas de arroz, 6 ditas de loor i-
nlio, 11 ditas de assucar, 6 ditas de cal,
ioalqueires de feijio, pela medida antiga,
e 5000 era vos de barricas : quem os I i ver
para vender pode dirigirse a casa da Ins-
peccio do me.smo Arsenal no dia 8 do cor-
rente para tractar do ajuste com o respec-
tivo Inspector. Arsenal de Marinlia 6 de
Abril de 1836.
Antonio Pedro de Carvalho
Inspector do Arsenal.'
certo da Ponte de Motocolomb, queira
dirigir-se ;'t| Repartico das mesnas Obi as
na ra doCollegio, afim de dar alguna ea-
clatecimentos sobre as obras d'.iquella Pon-
te.
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
No dia 9 do corrente, largon deste porto
para o du Rio Grande a Expedtca, que
.'<; fr i-no Cculi al daljui llirt,;iji uOcHa
Provincia, Constante de tres Vasos de
Guerra e hum Transporte em que va5
400 Praca*, Capadores e Artilheiros, i
pecas de 6, e 2 abuz-s com todos os seus
complenles petrexos, e armamento pio-
prio para Cavallara. E-ta tropa Com-
mandada pelo Biigadeiro Antonio Elisia*
ro de Miranda e tirito, vai ser incorpora-
da em Santos com mais lOO Pracas, que
ja tero descido de S. Paulo. Estes Cr-
eadores peitencentes ao Bitalho N. 1 de
que be Chele o Coronel Jia ChrisoMo-
ruo, emhrcou aqui com grande enthu.--
asmo, e boa vontade. Consta-nos, que
em ledo o ternpo, queesteve no Depozito
da Praa Ver niel ha exercitandose, ne-
nbutn dos soldados deo o m.iis pequeno
motivo de quexa sos seas OQciaes, u os
moradores da visinbanaa; que der* to-
das as demon-lraces de alegra, quando
se Ibes declarara a ordem do en bu que,
eque nenhuiii s fdlou a esse acto.
(Correio Offidal.)
Rio-Crandense a pr-se em campo he
beni diverso do de enta. Trata-se de
salvar o Continente dos borrles da anar-
qua; trala-se de sustentar a inlegridade
do Imperio, e a Monarchia Constitucional,
e ta caros objectos devem merecer sera
duvida asnossas maiores sollicitudes. Nao
trepidis pois hum momento, mostrai aos
vossos irtuos do resto do Brazil, que sois
ainda aquelles mesmos Rio-Grandenses
em ettjos peilos jamis coube deslealda-
de, nem tam pouco rancorosas vinga'n-
cas.
Viva a Uniio Brazileira! Vivi os Rio-
Granden.ses livres defensores da Unido
Joze deAraujo Ribeiro.
Commando das Armas.
MEZA DAS DIVERSAS RENDAS.
Pauta do precocorrente dos gneros pelo
qual se azem os despachos do assucar e
altjodo na Meza das Diversas Rendas
d'esta Provincia de Pernambuco na se-
mana de G a i3 de Abril t' 1836.
Velbo Qovo
1100 As. B. pi.'sorte 2150 2U350
^2.*,, 1U925 2i25
900 Tclho)3.' ,, I625 1825
OBRAS PUBLICAS.
Os Carpinteiros, Carpirtis, Canteiros,
Pedreros, e Srvenles, que quizerem tta-
balbar as Obras Publicas, ficando izen-
los do recrutamento para Tropa de 1.*
Linha, do servico activo das Guardas Na
cionaes, e ganhando, os Carpioleiros lan-
o quanto se paga no Arsenal de Mari ti lia,
e todos os mais o mesmo que se paga as
obras particulares : dirija-se c.-za da
llepartca das mesmas Obras na rua do
Collegio das 9 horas, te" as duas da tarde
para lazer os ajustes.
Inspecca Geral das Obras Publicas
26 de Marco de 1836.
Antonio Carneiro Le6,
Inspector Geral interino.
tj:^ O Inspector Geral interino das 0-
bras Publicas roga ao Sur. Francisco Joze
Germano d'Agmar, que arrematou o con-
S. PEDRO DOSUL.
Pioclamaca.
Habitantes do Municipio de Pelotas,
Piratinim e Jagoaiio.Acabo de ser it
formado, que oTenenle Coronel Joa da
Silva Tavares, entrara no nosso territo-
rio com alguma gente, por Ihe constar
queo partido desorganisador, contra quem
lodos nos conspiramos, inlentava republi-
canisar esta Provincia, e separa-la da c-
munlid Brazileira. Ainda que eu lamen-
te esta occotrencia por conhecer a indis
posica5 que existe contra o mesmo Te-
nenie Coronel, que empunhou as armas
contra arevoluca; com tudo nao posso
deizar deprevenir-vos, que naparticipa-
ga5 que me dirigi, elle protesta respettar
a revoluga, esquecer vingancas, e pro-
curar a reconciIiacaS.
Concidadaos O vosso valore patriotis-
mo lem sido mais de huma vez provado,
e he de hum peilo forte e generoso esque-
cer passadas rivalidades : tranquillisai-
vos.
O motivo qua move hoje esto bravo
Illm. e Exm. Snr.Constando me que
All'onso Corle Real, promova reunies
em S. Gabriel, com o fito de picar-me a
retaguarda, na minha marcha para Porto
Abgre, fie contraroarchar huma forca no
dia 2 do corrente, que saio do passo do
Bossoroca em S. Sepe, a qual com sua
m.rha mais que foroada foi amanhecer
em S. Gab iel: porem Affunao. nao poden-
do reunir mais do que 2O pies desaco-
rocoou, e nesta mesma noite se havia re-
tirado para Porto Alegre. Para ali mar-
cho hoje mesmo fazendo junccaS com
400 horneas, que se me vem reunir dos
dislrictos da Boca do Moute e Cruz-Alta-
Advirto a V. Exc, que continua o Coro-
nel de Legiio Gabriel Gomes Lisboa, com
deposito de reunies que se fazem no mes-
mo poni de Santa Mara, e na Boca do
Monte; assim liobem tenro activado as
reui.ies em Bage*; e do Municipio de A-
legrele, mando vir oTenenle Coronel Jo-
ze Antonio Marlins, Commandanle da-
quella fronteira, e o Major da Guarda Na-
tional com o resto das pracas daquelle
Corpo e mais Cidados, que poss.i pegar
em aunas, a oceupar o ponto de S. Ga-
btitl, afim de obstar que se facad ali no-
vas reunies de facciosos. Os Oficiaes
que meacompanha, constantes da rea-
cao inclusa, sao cheios de merecimentos
e dignos doslouvorea de V. Exc.
Dos Guarde a V. Exc. Quattel do
Commando interino das Armas em Vaca-
cahy, 4 deFevereiro de 1836.Illm. e
Exm. Sur. Joze de Araujo Ribeiro, Pre-
sidente da Prorucia,Bento Manuel Ri-
beiro.
Villa da Cruz-Alta.
Illm. e Exm. Snr.-A Cmara Munici-
pal da Villa do Espirito Santo da Cruz-
Alta, em sessao extraordinaria de hoje
tem a honra de aecusar recebido o oflicio


<^f
J
I
DA
o
DE PEHAM B U
L de V. Exc. de i5 dop. p. mex, assim co-
mo oa exemplarea da proclsmscad de V.
Exe. Esta Cmara, Snr., com o maior
jubilo recebeu ta6 faustos noticia: ella
ncs tirou dos temores que nos sobresalta-
va5 a vM ificer-s* a voha de V. Exc. para
si Corte, que sem du'ida seria a ruina to-
tal desta bella Provincia, da qual amaio-
Ta se declara contra os anarquistas, que
pretendem mudar actual forma de Go-
verno, a que devemosa lecidade queg";
zsmos. Digne-se pois V. Exc. por-e n
fi ente da heroica patria que o \ io nascer.
Os Cruz-Altenses, Snr., animados do ver-
dadeiro espirito nacional e Rio-Gra men-
se, nao duvidao hum momento sacrificar
suas vidas, bens, e os mais caros objectos
era prol da m&i querida; he neste senti-
do, Exm. Snr., que todas as autoridades
deste Municipio tero com o maior disvelo
feito a reamad da Guarda Nacional, a
qual se acha em marcha a encorpoiar se
coan o benemrito Corouel Bento Mano-
si Ribeiro, cujo numero monta a 500,
f*m fallar dos que podero depois seguir.
Ws6 varille V. Exc. huro s instante em
salvar sta bella parte do Brasil, e qoal
V. Exc. se acha lio furtemente ligado.
Os Comprovincianos de V. Exc. estad
rmes em morrer, antes do que ver tu-
umphar huma borda de anarquistas, que
quer precipitar-nos era os males dos esta-
dos visinhos. Eis Sr., os nobres senti-
mentos desU Cmara, e de todo o Muni-
cipio da Cruz-Alta.
Dos Guarde a V. Exc. Pago da Ca-
ara Municipal da Villa da Cruz-Alta, era
sess-.i extraordinai ia de 4 de Fevereiro de
i836.--Illm. eExm. Sor. Dr. JozedeA-
raujo Ribeiro, Presidente da Provincia.--
Vidal Jos do Pilar, Atanagildo Pinto
Martins, Francisco das Cbagas do Ama-
ral Pontoura, Joio Gun Catelanch, Anto-
io Joze do A mar 1.
Rio Grande, 16 de Fevereiro.
Vimos cartis de Quarahim. que notici-
t ifo estar j. "VIen(t! Coronel Caldern
testa do 3. corpo de i. Lo ha, e Guar-
da Nacional do Municipio de Algrete ;
cuja torga deve brevemente reunir-se ao
Exm. Commandante das Armas, que se-
cundo o seo ultimo oficio est em marcha
para a capital.
(Liberal Rio Grandense.)
Presidencia da Provincia.
Sars. da Assemblea Legislativa da Pro-
vincia.
Usando do direito que me compete a
vista do pargrafo i do art. 24 da Lei
das Reformas Constitucionaes, resolv en-
cerrar a vossa presente sess-5 extraordi-
naria por assim o exigir o bem da Pro-
vincia ; o que vos commonico para qae
tenhaes por terminada a mesma sess^.
Dos vos guarde muitos aonos. Cidade
de Pelodas sos i5 de Fevereiro de i836
Joze de Araujo Ribeiro.
Rio Grande, 20 de P evereiro.
Appareceu forca dos insurgentes em
Camacuan e Estrello ; mas para os repel-
lir seacbadpromptoscom numerosas fot-
cas os valentes Tenente Coronel Silva
Tavares, Major Paulo Alano, Captes
Mancarredo eProcopio; eat ltimamen-
te consta que o Coronel Albano de Oii-
veira se dirige do Estado-Oriental para es-
ta Provincia testa de grande numero de
Brazileiros ali resideutes, que se destinad
a defender a integridade do Imperio esuas
insttuedes. Consta igualmente, que de
Santa Cathariaa aegue para esta hum cor-
po de artilheria ; e do Rio de Janeiro es-
peradse dous Brigu. s de guerra, com mu-
nieds, e gente de infaotaria.
(Mercantil do Rio Grande..}

Proclamaos.
ftio-Grandenses J os inimigos rrre-
onafei* do Cosiinenie, aquelles que
jurarlo perdel-o pajra sempre, caneara
de constranger-e, e empunhad as arma*
contra o Governo legal, e contra oapro-
puguadores da ordem e de nossaa insttu-
edes. Nad tendo forca physica sufficien-
te para resiatircm ao espirito publico da
Provincia, velera-se da violencia pava
constranger a entrar as suas fileiraa a
(plantos encontrad de qualquer cliaVe ou
condicad que sejad; ntd tendo forca
moral para dirigirem os nimos da mal-
oria da populacad para o seu desastroso
fystema, valera-se das armas do tenor, da
intriga, e engaos para conter s timo-
ratos, fascinar os incautos, e faze-los ca-
hir as suas aidilosas citadas. Compatri-
otas Nao vos deixeis Iludir; cerrai os
ouvides a qoantos embustes e calumnias
vos pregaren) esses liomens mal intencio-
nados ; escutai s os brados da rasad e da
iustica proferidos por todos os homens de
bem, e por aquello que nascido entre vos,
e t por amor de vos onerado com a pe-
nosa tarefa de presidir a Provincia em
to arduas circunstancias, a nada mais as-
pira do que a vossa verdadeira e perma-
nente felicidade.
Rio-Grandenses.' Vos tendes sido teste-
munhas dos mens esforcos conciliadores,
e do quanto os inim'gos da nossa paz tem
delles escarnecido, procurando sempre
disfarcar com especiosas citaces de leis,
que elles atropellad a cada momento, sua
arteira e criminosa conducta : vede tam-
bera agora quanto todos os seos actoses-
t6era opposico com a sua lingtfagern, e
com essas me>mas leis que elles invocad
como por escarneo; e decid se nad he j
tempo derepellir suas nd provocadas ag-
eresssdes e de descarregar sobre elles a
espada da Justica para vingar tantos ultra-
jes feitos lei e humanidade.
Ouando me reo usa rao pos'e da Pre-
sidencia na Capital, rerorrerad eses ho
mens engaosos ao subterfugio do 3 do
artigo 155 do Cdigo Criminal, que per-
nvtte demorar a execucad de huma on' n
ou requisico pata repiementar acceca d^l-
la. quando d'ahi se devio Brudentemente
recetar graves males, que o superior ou ie-
quisitante no tivesse podido preve : mas
isto nao fui mais que huma ridicula evasi-
va ; porque evidentemente nao se trata a-
qui de ordem ou requi-tigo, mas de dar
cumplimento ahuma lei, que manda a
Assemblea Provincial, quamlo reunida,
dar posse ao Presidente da Provincia ; a-
lmdeque, que graves males se poderiio
prudentemente receiar da posse de hum
Presidente, privado ahsolutameuto de to
da a forca physica, e nicamente apoiaco
na confianca que de seus Comprovincianos,
sperava merecer como hum de seus re-
presentantes ? Aquelle pas>o da A^e'"-
bla, longe pois, de tep fundamento em
al^uma lei, e de ser fi'ho de prudentes v-
celos, nao f*i seno hura passo extra-legal
eanarchico, huma artimanba dos inimi-
gos da nos-a prosperidade para chegarem
aosseus ambiciosos designios: e como a
p-rpetraco de hum crtme arrasta sempre
a outros crimes, nio poda deixar a A sem-
hla Provincial de preciptar-se em novos
excelsos, e decommetter novas violacdes
das suas marcadas attrihnicdcs. Protesta
contra a posse que por justificados motivos,
como j vos declarei, tomei na Cmara
Municipal desta Cidade, convidando-me,
mai como hum'ro do que como o primei-
ro Magstado da Provincia, a ir ratificar a
mesrna posse na Capital, e receosa anda
que eu fosse oceupar hum lugar qae ella
de^eja franco, aecusa-me logo perante o
Governo de S. M. I. de violar a lei das m-
nhas atlrihuiges, e trahidoramente resol ve
mettar-meem processo, oppondo desta arte
todos os dias novos obstculos as mnhas
ntenedes pacificadoras : e a final nao con-
tente com todos estes desatinos, esem re-
flectir que a tres deste mex pedio ao mes-
roo Governo-medidaa enrgicas e salutares
a bem da tranquilldade da Provincia, sem
esperar por ellas, e como lardando-lhe o
momento de ver comumroadosseus ique
planos, concita o povo rebellifio ; sem au-
torisaco e contra a expreasa disposigio da
lei convoclo-se Guardas Nacionaes, pondo-
os era movimento contra a cidadese villas
da Provincia que reconhecro a rumba au-
toridade, e que nugnio pela Constituicio
e integridade do Imperio ; oxcitio rapia
e 4 carnsgera as classes mais viciosas da so-
cedade, espalhando listas das J'otimas que
devem sar immoladas sua fero-idade, e
derramando assim o terror e a consternacao
-no seio das familias que fogem espavoridas,
deixando ermas s casas para virero se retu-
eiar as eidbarcacoes, ou longe dos lugares
on* 5#Trlo a pi imeira vez, carpir a-sua
desdada sorte, e mendigar hum asyio
qafXio poderlo encontrar entre os seus .
Ewaqrfi, concidados, os homens que a
cada passo vos falli de leis, de justica, e
de patriotismo, e que querem decidir de
rosaos destinos; eisaqoias vantageosdessa.
chimerico systema republicano que elle
tanto ^abo, e com qne tem sedutidoa al-
guns inexpertos amigos das innovares .
Onde, a nio ser nocodigo dos anarquistas
encontrario elles autorisacio para tantos
excesos e attentados, para tantos arlos de
verdadeira barba, idade? Onde od.reito
Assemblea Provincial de qaihficar e de se
oppr aos actos do Presidente da Provinci-
* ella que lbe be subordinad, e que pn-
meira que ninguem deve dar o exemplo de
espeiiar as leis e osseusdepesitanosr'
Concidados! Os planos dos tmmigos
irreconciliaveis da nossa patria esiSo mais
que patentes ; essa tenaz opposico que el-
les faiem, nio he ao lugar da mmha pose,
a essa mera formalidade, he ao delegado do
Governo central que elles nio querem ma-
is reconhecer, para separar a Provincia da
communbo Brazileira, ou antes para a abis-
maren nos horrores da guerra civil; perde-
iem-naem huma palavr. E consenti-lo-
heis, vos Rio-Grandenses? Nioposso acre-
dita- lo: os preludios do destino que vos es-
pera, eatio diante dos vossos olhos ; e nao
he possivel que qosndo sn trata das vosa as
vidas, do repousoe honra de vossas familias,
da conservaco das vossas fortunas e da glo-
ria da vos-a patria, permanecais em crimi-
nosa indiffeienga adormecidos borda do
abysmo. Nem espero que vos deixeis alguna
de vos illudir com a idea de que nao estis
comprometidos ; os que no o e9to hoje,
strd no outro dia, pois qne a sede do man
i j___:_____u :..^^....,1 Sr au rs
. .---- ,-- ,^ r
do e das riquezas he insaciavel. SO nao es-
toconiprometlidos os nie nada tem > per.
der, e s esses nada tem a defender. \o*
que nio estis as mesnias circunstancias,
corris resistir aggressio no provocada,
corre! a salvar a patria,que a causa da hon-
ra e da legalidade ha de cedo ou tarde Iri-
umphar. Viva a Integridade do Imperio !
Viva a Constituigio reformada Viva o Se
nh-r Pedro II Viva o Exm. Regente
o Sr. Diogo Antonio Feij Vivi osRio-
Grandenses sustentadores da uoiao !
Rio Grande, aos aa de Fevereiro de
i836.
Jos de Arsujo Ribeiro.
Continuar-se .
ARTIGO COMMNICADO.
Continua^o do Artigo
Tolerancia.
As contradiedes nada custavio a Rousse-
au. Elte reconhece altamente no seu Emi-
lio a saudavel iufluencia do Chriatianimo
sobre os costumes, e polica das Nac8e> mo-
dernas ; ao me8mo passo que no contracto
Social pinta cora as mais nifgras cores o
Christiansmo : elle appresenta o dogma
da intolerancia reiigioa, como o principio,
e cau*a necessaria de todos os crimes justa-
mente reprehendidos intolerancia perse-
guidora. Enganio-se (diz elle) a ineu
ver os que destinguem a intolerancio civil
da religioso; porquo he impossirel, que
vivarnos em paz com aquelles, que jolga-
mos condemnados; p.*p" nio os aborrecer,
seria aborrecer a Dos, que os pune; pelo
que releva, ou convertelos, ou atormn-
talos.
Primeramente a Religue Chrsti nio
nos manda crer, que vivemos com homens
condemnados; por isso que ella, ensinan-
do-nos a julgai das doctrinas, prohibe-
nos o julgar aspessoas. Ella pelo contra-
ro nos ordena nio s a desejar, se no
a esperar ao mesmo lempo a sal vacio'de
nossos irruios ; a adorar os juicos de Dos
a respeito dos finados; mas nones julgar,
nem anticipar a sentenca de condemna-
ci, que s depoia da roorte tem de ser m*
posta, crendo, que niogoem ser punido
porerros invenciveis: ella nos ordena em
fim, que trabalbemos pela nossa sal vacio,
fazendobem a todos, at aos mesmos in-
fieis, exemplo de nossoj Pal Celeste*,
que fax lutir o seu sol aaaim s-jbre os bous,
como sobre os maus. >
A Religo Caiholics ensma, que lora ds
Igieja nio h salva^io : mas ella tambem
ensina, que podem alguns pertencer l-
rreja sem estarem na sua eommunhio exte-
rior. Todos os Theologos, depois de S.
Agostinhoreconhecem, que a Igreja tem
filhosencobertosem ssseytas separadas da
unidade.
A grasa do Baptismo, que salva os meni-
nos em as coramunhdes heterodoxas, no
ser desaproveitada pelos adultos, que nel-
las conservio de hoa f os prejuzos inven-
civeis da educacao, e.huma ignorancia in-
vencivel. Naodevemos ter por hereges
(diz S. Agostinho) a os que detendem sem
pertinacia bum sentimento mau, e falso,
mormente se elles o nio inventaro por a*
trevida presumpco ; porm sim recebe-
rio-o de seus pais seduzidos, e cabidos em
erro ; e se desveladamente busco a verda-
de, proroptos a corrgir-se, apenas a en-
contiem. Suponhamos, que hum hornera
he da opinio de Pholno relatiyament a
Sesu Chrislo, crendo, que esta na La-
tholica: anda assim eu o nao chamare!
berege, excepto, se depois de instruido,
elle preferir o resistir a fCalhohca a re-
nunciar a opiniio, que hav.a abraca*
do.
S*lviano tambem reconhece cm alguns
berege?, anda entre os Alanos, a excusa
de boa f. e ignorancia invencivel. Es-
tes barbaros (diz elle fallando a respeito
dos Godos, Vndalo-) a quem os Ananos
h vio levado o Chrislianismo, no sabero,
se no o que seus mesties Ibes ensinaro :
elles sio he. eges sem o saber ; er.io sim,
mas de boa f, e o seu mesmo erro, longe
de provir de hum sentimento de odio, cu
despiezo D.vindade, t parle do culto,
peloqu-l julgo. a devem honrar. Deque
roaneira i>ois serio ponidos deste erro em
o da de Jui/o ? Kingttcm o pode saber,
se nio o Soberano Juiz. Qualuer pro
hoc falsaj opinionis erroie in die judicii
pnniendi sintnullus potest s'cre, nisi ju-
dex. DeGulern. D.. Ifb. 5.'
O ceno he, que algieju (oit Nicole)
leconhecendo verdadero o Baptismo das
Sociedades herticas, e seismatcan, quan-
do o adrainistros-gundo a forma prescrip-
ta pelo Evangelho, reconhece umbem
por verdadeiros membros do seu corpo a
todos os meninos Baptisadcs pelos hereges,
que no adheririo aosesma, eberesia por
sua vontade ; porque ella foi quem os ge-
ron, suppoto que pelo ministerio d estas
Sociedades separadas..... Por tanto an-
da que esses meninos sejo Baplisados, e
educados nessas sociedades herticas, no
>io parte dessas sociedades ; por isso oue
dcllas nio paiticipio em virtude d'escolha
Solunlaria, elvie, e sempre pertencem a
verdadeira Igreja, huma vez que nio abra-
cario o scsma, e beresa comconhecimen-
to, e liberdade. Acre ee qne, come psrs
perderem a greca, tornarem-se hereges, e
criminosos os meninos por esta justifica-
dos, he mister, que o tenhio feito por hu-
ma adheso livre aoscisma, accompanha-
da de huma instruccio sufficiente ; he cou-
sa mui dfificil determinar precisamente
quando isto acontece ; e es porque diver-
so Theologos, que derio demasiada liber-
dade ao seu espirito em decidir as cousas
obscuras, reconhecem em as scekas her-
ticas, e scys.naticasinuumersves pessoss,
que no sio, como elles dizem, senlo ma-
terialmente seysmaticas, ato he ; nio sio
culpados de heresia, nem seysma formal
sb pretexto de que estio em ignorancia in-
vencivel acerca da verdadeira Igreja, ou
d'algum erro condemnsdo..... He pon
verdade, que segundo todos os Theologos
Catholicos b grande numero de membros
vivos, e verdadeiros filhos da Igreja em ss
comraunbdes separadas della pois que h
tempre muitos meninos, que compde hu-
ma parte mu consideravel d'essas com-
munhdes, e entre oa meamos adultos po-
dlos- havar, se bem que a Igreja o
nio tenba por taes; porque oa nio co>
nheee.
Fcil me fra multiplicar as citaces i
II
n iwc i


v

DIARIO DE PRNAMBUCO.
**
un-
porern nada me parece tnais asado para
mostrar a ddutrina da ireja a eate respei-
to, do que os principios desenvolvidos pe-
la Sorbodi em a sua censura do Emilio.
Nao se deve diser o mesmo das comunh-
es separadas da Igreja Catholica; porque
'oa fdctos, que Ibes pertencecn basti para
> t lser abandonar. Verdade he, que taes
lacios nio seo conheeidos de quantos est
nessas comunlies, visto qu esse conheci-
rnento at he mposivel dar-se nos meni-
nos ali baptizados, e que ainda nao tem
chegdo ao uso de rasio, assim como em
inultos ediotas, que nells virem, cujo
numaro s Dos conhece. Todos estes
j,jo participio nem da heresia, nem do
eystna, esio excusa veis por sua ignoran-
cia invencivl do estado das cousas, pelo
que n* devero ser considerados como se-
parados da Igreja, lora da qual n0 h sal-
vacio. Como pois esses meninos ngo per-
diio a gragarecibida no Baptisro0 ndu-
bit-ivelmente pe tencem alraa da Igrej
hlo,h0; eso-lhe unidos pela f? PSpe-
ranca, ecaridadehabitaaes. O ediotas,
e, ignorantes dessa naturesa ben> podem
tpr conservado a roesma grac,a : podem em
muitas de>sascomunh6esser ins,rudos ero
certas verdades de f, que nenas se conser.
ygo, e basti para a alvaco absortamen-
te 5 podem tau.bem com oauxjiio da Di-
vina graca passar huma vida pur^ e nn0.
cent* ; porqu Dos nio lhes raputa os
erros, a que esli aferrados pt>r ignorancia
invencivl ; pelo que podem deste modo
pe tencer alma da Igi cja, e ter fe', espe-
lunca, e caridade : finalmente todos esses
meninos, eedioias Igreja Cathohca de-
vem a sua salva<}0, sem conhecerem a
mesraa Igreja ; por isso que della he que
piovem essasveidadessaudaVeii, assim co-
mo o Baptismo, qe essas scetig conserva-
rao apesar da separacio. j/aes individuos
vecebeiio-os inmediatamente lessas acei-
tas; mas ellas os verlo da Igreja, a quem
J. cokfiou a tdoiinistracg0 aos Sacra-
mentos, e o deposilo da f,i#
A respeito porem dos infieis, a qupm
nio loi annuncido o Evan{relho, devemos
crer, primeiranit-nte qoe Dos na profun-
desa de seos concelhos Ibes h preparado
meios su lucientes de sal vacio ; pois que a
Escriptura em termos formaes nos ensint,
que Di os quer a salvaco de t-dos os ho-
inens. Quaessejo porem esses meios : co-
mo applicados, qual a sua naturesa; e qual
oeffeitodas grabas oflerecidas ao entend-
menlo, e a vunlade d'aquelUs. que ate*
nom conbeccm o nome do Salvador; he.>
que ignoramos: conlentar-nos-hemos pois
de diser com Bussuet que tirando aos
infieis, que nunca ouviro fallar dt> Evan-
seibo, a graca immediatamente necessaria
para crer, nada embarga, que se Ihe con-
ceda aquella precisa para estabelecer emse-
us coraces preparativo mais remotos, dos
quaes usando elles, como devcm, Dos lhes
Vscobrir em os thesourosda suasciencia,
e bondade meios de os levar gradualmente
ao ronhecimenloda verdade.
Em segundo lugar o Apostlo S. Paulo
nosensina, que Dos ha de julgar a esses
infieis, nosegund* o Evangelho, que el-
les nio poderlo couhecer; mas pela Lei
Natural, gravada, em seoscoracdes, e pro-
-mulgada pela voi da propria consciencia.
He verdade, qe elles nio tem d'entrar no
Beino dos eos, que nio pode ser aberlo,
se nio pelo Baptismo, e em JeiuChristo:
roas nada nos obriga a crer, que elles bao
de ser condemnados a tormentos eternos,
e prebencherem os deveres da piedade,
4a Justina, e temperancia medida das lu-
*es, e gracas, que fcouverem recebido. E
porque nio extenderemos aos infieis vir-
tuosos o que Tbeologos mui ortbodoxos
ensino a respeito dos meninos que mor-
remsem Baptismo? O peccado original
no santir de Santo Thoroaz nio hecondem-
nado pena de senso : elle s excLe da
visio inluitiva de Dos, que he hum dom
gratuito, sobre-natural.
Continuase- .
aSM
O Jornal qoe impropriamente se deno-
mina. Coaituiclo Pedro j a-
prezentou sette nmeros ; em todos se
descobre espirito revolucionario, grande
falta de boa f, e odio implacavel Pessoa
do Exm. 5r. Prezidenie Francisco de
Paula Cavalranti de Albuquerque. De-
clamacoen* vagas destituidas de fictos, ou
repelicio d'aquelles, cuja justeca tem sido
demonstrada com evidencia mathematica
pelas folhas Monarchicas \ eis o objecto
que tem quaze enchido as paginas d'ostes
sette nmeros ; tio bem n9 nio temos
escapado a mordacidade de alguna de se-
os correcqondentes : appliqae-se porem a
ludo is'to-o Escarpello de rigorosa analize,
rombine-se os factos, reflicta-se no modo
deexpUos, e no9 argumentos {si taes se
' podem chamar o que all se l) que pro-
duzem, e ver-se-ha que nada h de solido,
que ludo sio arlemanha?. Mas nao sena
occiosoperder o tempo rom esta analize?
S;m, ella importara o mesmo, ou, por
ouira, daria o mesmo resultado, que se
nos dessemos ao occi"so I rabal bo de de-
monstrar, que o todo he roaior que as su-
as partes separadas ; que os tres ngulos
de oro triangulo lo iguaes a dois ngulos
rectos ; que a diagonal do paralalegrarao
o hiparte igualmente ; quep Sol aquece ;
que a agoa he uro fluido ; qne a faccio
C'himanga-Marreca he a cauza nica
de todos os males que o Brazil tem sofrido,
e vofre desde o 7 de Abril de i83f, q,,e
ella s enlutou ; ou finalmente outra qual
quer materia, que, como estas, s he conhecidnpor algum idiota; todava ex-
abundanli digamos olguma couza sobre o
que Des dii les 7 nmeros pai ece mais sal
ente.
Teimam ns homen do Jornal em osten-
tar qne a mai rh de Pernarobuco nao de-
zeja one a Assemble'a Geral snpra a Idade
que A Princeza Imperial a Sra. D. Janu-
aria carece, par ser Regente do Imperio,
segundo a Constilu'co; e n'esta teima nos
pergiintaro onde consultamos a maioria da
Provincia para affirmarmos isto, si anda-
mos de caza em caza, si ouvmos os Co-
merciantes, os Agricultores &c. &c. ?
Ainda ouei as duas priroeiras rolum
as do Diario n 46 de 27 de Fevereiio
p: p: urna idea exacta demos do modo e
meio por que adquerimos essa cerleza ;
com tudo agora vamos satisfacer osea ni pi-
ena do progret-sismo revolnrinnario. e
dar-'hes campo largo para se espicharen!,
Publiouero os Srs. Progressistas os nomos
dos Negociantes, Agricultores, Gfficiaes
Militares &c. que nio dezejaro da manei
ra exposta, que S. A. I. seja Regente;
que nos nos compiomeltemos, sob pala-
vra de honra, a lhes aprezentar sempre o
duplo de nomes das pessoas que dezejam ar-
dentemente(advirta-sesem ser por meio
derusga, essemeio he exclusivo da gente
do progresan ; o seu a sen dono) a Regen
ciadeS. A. I., assegurando que nao lhes
have tos de aprezentar urna carta de no-
roes desconhecidos, e pelo contrario publi
carenaos os de pessoas abastadas, que tem
familia e bens, em lira nomes de Cidadlos,
cujaindustiia honestado alguma manira
produz, e que por tanto tendo interesses
solidos a defender, dez*jam segnranca de
propriedade, e p'ssoal, que he o nico
fim para que vivemos em Sociedode. A
liherdade poltica, que tem sua bze na
civil, nao he o fim da Sociedade; he s^m
um dos meios para se adquerir esse fim,
isto he a fejicidade decada individuo; lo-
go em um pair., como no Brazil, onde o
eicesso de liberdade poltica nos arreda do
fim social, elle deve repedar em suas Ins-
tilucoens tanto qnanlo seja precizo pra
pl-asem harmona com o estado de illus-
traco, ecostumes deseu Povo.
Tem-se cansado tio bem os Srs. do fro-
gresso revolucionario com as feslas de
11 de Marco ; nio podem ainda sofrer o
effeito do desengao que n'esse da Ibes
deu o Povo da Cidadt !
Ecomo nio podem oceultar o seu des-
gosto, esmincam o numero de luminarias,
negam o enthusiasmo do Povo. adulterara!
factos puWicisaimos, contradizem se, em
fim roostram sua alienacio mental Coi-
ta los Tornemos com tudo a diser duas
palavras sobre a feata, j qua os homens
a isto nos ohrigam.
Apezar de haverem individuos do pro-
gresao, que na porta da Igreja Matriz de
S. Antonio andavam a persuadir aos que
vinham a feata, que nio entrassem na I-
greja, como intentaram capacitar a dois
Senhores Officiaes dos Corpos pagos, que
lhes deram, como honrados e indepeo-
dentes, urna rcsposU deciziva, ainda as-
si m hada conseguirn! Mas de 7oo Cida-
dios ricamente vestidos, com prazer e
enthusiasmo, poucas vezes aparecido, a-
p'mharara o Templo Eis o que mais que
todo d urna idea exacta da opino pu-
blica, e tanto mais da, quanto os homens
do progresso haviara e.-bolado-se para n-
cutir no Povo o terror, e o su&to com no-
ticias de rusga, e ameapas. Nao foram
pois meiaduziade aventureiros sem fami-
lia, enmbens, que se reuniram no Tem-
plo ; toi >m um numeroso concurso de
Cidadios uteis, que, confiadea na lialda-
de, e energia do Eim. Sr. Prezidente,
pro\ araro ds manera a rrais convincente
o seu enihusiasmo pela Augusta Pessoa
Objecto da festa, a despeito das bravatas
do progressismo, que teve seu ultimo de-
sengao nofaiistozo, e Augusto da i5 de
Marco, Anniversario do Juramento da
Constituirlo.
Diz um artigo do Jornal qne combate-
mos, que nem um objecto por mais elle-
vado que fosse, ainda nos nao merecen
tantos elogios, como O das festas de 11 ;
o 'ilustrado Escriptor esquereu-se, ou
n5 leu os nossos, ernbora mal deduzdos,
arligos inxerdos no eXtincto Diario da
Administraca obre a Monarchia, e mor-
mente quandoS. M. o Imperador Sr. D.
Pedro 2o estave grvpment" enfermo em
183.3; recorra o Illustrado Escriptor a
pssss prcas que outra dea far. As ibeo-
'ias democrticas nos fascinaram em noss
iiventude ; mas hoje a experiencia, fa-
?endo desenvolver os principios bebidos
com a san educacaS que recebemos de nos-
so Piogenitor(Constitucional ainda antes
de ha ver Cnnst itnicao) temos reconhecido
nosso engao, assim como reconheepmos
qoam cegament*" nos engaamos, e fomos
Iludido te t834 sobre os homens do 7 de
Abril. Nao pode amaro Monarcha. quem
nao perde ocrazi5 de redicularizar a Mo-
narchia; asm r"itio na5 pode ser ver-
dadeiro ChristaS Romano, quem preten-
de nma reforma no Clero contraria as Leis
dalgrpja. e quem sendo Sacerdote pro-
poem em Asamblea que se ampare o Su ro-
mo Poniifirp. eomn fez o Exm. Rpcente
o Sr. PadreDiogo Amonio Feij. J>a-se
o Diario n." 70 de a9 d< Marco, p'g'na
S.a, columna 4 ', nota 3.', que acaba no
fim da pr'tneira columna da pag. 4.*, e
ver fe-ha que raza temos. Dezejamos
pois que S. A. I. spj Regpnte do Im-
perio, por que nos parece, e a todo Bra-
zil, en a vontade foi burlada pelos EUeiln-
rp de Vlines, (1) que a Regencia do Sr.
Padre Feij he perigoza a RelgiaS, e por
tanto a Monarchia; mas nao dezejamos
rnsgas, aspiramos somente que S. Ex.
desea do Mando em consequencia de urna
Lei, assim comosubiu em vil tule de ou-
tra, sem que com isto se fira a Constitui-
Q8, cojo 4 do Artigo 179 be a garanta
que temos para expor nossos pensamentos
com Unta franqueza, sem rebuco, e tao
bem sem que ninguem nos peca. Somos,
gracas ao nosso genio, mui independenle;
exprimimos o que sentimos fira os interes-
ses particulares qne ferir. Qatado cen-
suramos a digna oppozica de 1834 nin-
guero nos ptdiu ; estavamo porem per-
suadido que ella careca de razao, e que o
partido contrario a tinha de sobejo, e sto
era bastante para nos pronunciar ; mas
boje provaa inconteslaveis, a experiencia
de 4 anno', as desgracas da Patria nosad-
vertiram de nosso erro, eque, sem o que-
remos, cavramos a sepultura do Brazil
oda Monarchia, seguimos por tantoca-
minho diverso. A pertinacia no erro,
nao se pode chamar firmeza de carcter:
as nossas ideas safi ta6 muda veis, nomo o
nosso fizico; oa objectos que na5 ofFere-
cem uma evidencia incoateatavel, bem po
diamoaontemencaral-ospor urna face, e
hoje por outra que nos era desconhecida,
e que veio aclarar nossaa idees, sem que se
po-sa concluir d'ossa mndansa, ulha da
meatra experiencia, ae nao boa aia-
ceridade.
Perguntao Jornal, cuja doutrina re-
futamos : seaocazo o Sr. Depilado Hol-
landa Cavalcanti tiresse ficado o tiegenle,
decejariamos nos que elle fossa logo substi-
tuido pela Regencia da Princesa ? Res-
pondemos : sim ; ernbora o Sr. Hollanda

(1) Lea-se o Diario n.8 46, que aqui
citamos.
Cavalcanti nunca fosse desafecto a Monar-
chia ; ernbora quaodo dignamente foi Mi-
nistro de Estado, nao tiveasem apparecido
os factos, e massacres que tiveram logar
durante o Ministerio do Exm. Sr Feij}.
embora nao seja propenda golpea da Es-
tado, como dizem que he o Exm. actual.
Reg nte ; embora minea tivesse emitlid
ideas contrarias a RelgiaS do Paia, reco-
nhecda ate pejo mesoio impo VolUire,
como poderoso fieio, e Paladio da eatabe-
lidadedas Nacoens ; embora em fim fosse
o Regente um Anjo ; nem uma d'estas
ponderosas circunstancias seriara eapases.
para nos obligar a deixar de pugna, co-
mo pugnamos, para uue mais na6 hajam
elleicoens de Rigente, a fim de arredar-
mus do Brazil os males que ameafaranaa
Mon;iri hi.i, c a Integridade do Imperio
na passada eMei<;a5. He mister tirar
ambgerisa esperanca de ga'garera o su-
premo Mando, he mister qua e>te na& se-
ja versa*'!: somos Monarchista, coope-
ramos para que a Monarchia se consolide ;
na5nosemporla pois cora as pasosa; e
menos somos adulador como urbanamen-
te se nos chama no numero 7 do Jornal
que mpusmamos por que dicemoa que
as Provincias que a5 socuorreram o Pa-
ra s oque Ihe falta he Coverno, que d
impulso ao seu Patriotismo, como Per-
namburo tem. Oc os firmamo-noaem
factos, que todos de Pernambuco saben ;
dicemos por tanto uma verdade e Ate-
mos jnstica : a isto se chama infame adu-
laca! NVste cazo: quo nome devera
ter aquello qua mrma que Pernambuco
onvindo a vos do Regenle (he do ara. Sr.
Feij de quem fallou) soccorreu cjn dt-
nheiro, e Soldados o Par, quando isto se
deliberou antes delleser argente do Bra-
zil, ealem d'isso antes de ebegarem a Cor-
te as noticias da precieaS d astM aoacor-
ros? Baptize-o o numero 2 do Jornal
Constituic, e Pedro a." ....
N. B. S.mos Oillcial da 1. L:nha, a
notaa srte particular depende por tanto
do Govemo Geral. Somos caaodo, te-
mo- familia, que se mmtem con Dla#
to do nosso trabalho, porque o aoldo> naO
chega : ora si tivesaemoa ospirito dula- %
dor, a quem deveria-mos adular?. .. Co-
rnos sim de um carcter independen,
apezaide nos ter cabido na partilhe doa
defeitos da frgil humanidade uma grande
parte, todava na5 receiamoa qua se moa
provea crimes, e nem mesmo faltas, que
noainfamem, j como Militar, e j efMo
particular ; muita boa f, siucer idade,
isso sim: em fim combatemoa dea( nao
nos emporta com os donoa d'ellw ; de-
monstramos os defeitos d partido que nao
segumos mostramos seus crimea, auas
atrocidades; mas respeitimoa o hornera,
em particular. Do homem qu nao pen-
sa como nos, tomado isoladroente, nao
somos inimigo, somos somente daa sua
ideas, que nao se conformara com as nos-
aas ; mas aquelle que ataca a honra, a re-
putaca ; esse he um malvado intoleran-
te, que se serve da Irr.prensa para provar
que hf um malcreado, albeio inteiranaen-
tea cvilizaca, a honra : esse ente deve
ser banido de todos 03 partidos, cujo
Membros nao tenham em pouco a honra.
Si queremos a felicidada da Brasil, mora-
lizimo O.
Os factos, as exactas observacoens, e
experiencasa o apoio firme e seguro
em que deve firmar-se aquelle que pre-
tende analizar o andamento politieo^dos
partidos, o carcter d'estea, e seus ns,
e nao em raciocinios iliuaorios, baaeados
em especiosas theorias, ou factos destaca-
dos, quo ordinariamente sao principios
engaosos, ptimos para corollaros phi-
losopbcos, que uaergulham as Socieda-
des eiu mil erros. Na se poda pois em
verdade conhecer melhor a naturesa da
oouzaade um paiz, como particularisando
os tactos, e homens: u (a) quand* a
(j) Oeiasmos em silencio a analise dos
homens, emisora treessamos ao descr-
so o azioma que raftrimoa, a qua na5 he
no-so. Mad s atstsma que temo adop-
tado de s comaler idea, e nao noaem-
fiortar con os Joos d'ellas, nos parir
d'essa analize, maata ban> por qu ella
hedesnecessaria para a quesead psezente:
os homens do prograss rerclucroasrio saS
bem ooobecidos, isto b abanto bsjU f
i .<
1
i I


m?
^T

.
DIARIO DE ERNAMBUCO.
I
I verdade toca estes dois objectos, todos 09
I artefactos, a caballa, e os sofismas se aba-
\' tem, se esvaecem, e somem-se ; finde-
| mos por tanlo este nosso artigo refutando
I Juas objecoens que os refalsados inimigos
Monarchia em um Jornal que, como
f ditemos, impropriamente tem o nome
! Augusto da Constitnicao, e do Mona relia,
atiram contra aquelles que sempre viram
ri Throno a anchora da GonstituicaS.
Cade resposta qoe critica subministra a
historia dos enfatuados regeneradores do
Brazil ("obra que a continuar, como que-
rem os Progresistas {3) o submergir)
contra o maxiavelismod'elles, he un gol-
pe ruinozo : isto he sem controversia ef
Jeito da verdade ; ella um dia chegar aos
ouvidos da Naca.
1.' Arguiga.
Os RegressUtas na5 querem s refor-
mas, querem sim realizar os projeclos da
decantada columna ; ellessaS ta disimu-
lados como aquelles; os Columnas jamis
h diceram que nao queriam a Constiluiga,
pelo contrario muilas vezes llie fizerain
encomios, eeramesmo por seus tiansmi-
ics, que almeja vam chegar aos seus iins
le absolutismo: proa d'isto Alguus
d'eeus proprios Socios denunciaran! tora
estef. planos.
ResposU.
A denuncia nao fez prova convincente,
inda mesmo contra a Columna, porque
faltaram os fictos, durante o periodo de
sua existencia ; 'mni'o menos a produz
contra os actuaes amigos da Monarchia,
por ser una Macad calumniosa, lillia do
odio dos partidos. Ser amigo da Monar-
chia, nao lie ser ronza sinnima de abso-
lutismo-, sosloucos, (como o Republi-
cano Federativo) s os detnssjogos (como
o Jornal que combatemos) ousat aflir-
L mal o antea populaca stulta. Pelo con-
trario aer inimigo do Imperador he 6er
republicano, e ser republicano he ser ini-
migo da Constituirn. Quem conspirou
C onira o Imperador, conspirou i-ontra a
ConstituicaO ; quera antes do dia 7 de A-
liril de i83i dizia soqueemos Consti-
luica, e Pedro i., e n'esse di* nao
qniz maiso Imperailor, tabem neo que-
ria-M Conslituica, e da mesma iormajo-
ga hoje com a Constitnicao, e Pedro 2."
Quein salvou a Cbnstituicn, salvando o
Throno na Pesaos do Senhor D. Pedro
2% oio Imperador : quein em Nome da
Librdade ultrajava a Pessoa do Impe-
rante, para dar garrote a Monarchia, s
ns mesmissimos, quesolapam boje a Mo-
narchia em Nome do Progesso: sao os
qnecorisentiam na unidade Monarrhica
em 1831, para depois progresivamente a
fraccionaren) em 12 de Ago.-.to de i834-
(4) Que prova ta estupenda do espirito
d progresso Que repetidos tactos de-
poem contra a tata dos revolucionarios,
aioPovo tivesse meditado!... Mas me-
ditar anda, e ver a honra de que lado
fica. A boma he o inis precioso de to-
dos os bens sociaes, e o partido mata hon-
tado tem solido fundamento para a con-
fiauea ge ral.
2.* A'guica.
Os Regressistas mostram ao Brazil coro
negra impostura para Regente orna cri
rtli-m d'isso a sua total nullidade em po
Jitica, be a melhor refutaca dos pr incipi"
. o qoe proclamam.
(3) Lase o Velho Pernambuc0 n. 5,
que atlirma haverem homens que estad
*-narregados de conlinuarem a regenera-
Cao. O-ideiriao lira/.il paral' si nao a-
rorda-se de seu letargo, como acordou.. .
Misericordia Em breve seria riscado da
Lsfa das Nacoens, ou seria redundo a Ier-
ro, s..'b urna Dictadura, como est Bue-
no A y res.
(4) Km i85r pugnamos por urna Re-
bu ni C'-nstifuoionai, lea-se o Diario de
Pernambuco d'esae tempo a signada por
nos, mas nao ten do ella sai lo, romo es-
pera vamos segundo as necesidades Pu
1>1 cas e o istado da Naca sencuramos seus
authores em i835(lea-seo Diario da Ad-
ininintraca n. 49 d'esse anno) na5 ser
P'T tanto notavel que continuemos a nao
f impatizar com a sua impe foicao.
anca, incaps de se reger a si mesms, f
para que o podero venha a cahtr as mos
de 4, ou 5 individuos, que capitaneamo
bando servil &. Se.
Resposta.
Em verdade a Regencia da Sra. Prin-
cesa Imperial, sobos auspicios, e direc-
ca dos rnesmos revolucionarios de 7 de
Abril seria zero, e urna palhacaria : por
esta nica raza5 foi zero a Regencia da re-
voluca, a Regencia da Constituica, a
Regencia da Reforma, nao obstante serem
estas de veteranos de 4o a 60 annos. Mas
a Regencia da Sra. Princesa Impeiial sob
a direcca do partido honrado, que sem-
pre foi fiel a C'-nslituIca, por que nunca
fui tiaidor ao Imperador ; que nunca foi
inimigo do Brazil, porque foi quem tra-
balhou na sua Independencia que nunca
f.i irreligioso, porque nunca contou en-
tre os seus. Reformadores do Clero, eda
dissiplina da Igreja ; nao ser nertamente
urna Regencia sem Ministerio, ou Regen-
cia sob a qual nroftns homens honrados
epugnam ser Ministros de Estado, Re-
gencia em fim que na5 amnistyar palma-
loadas. Mais urna ampliBcaca, e con-
cluamos o artigo, que i est extenijo
bastante. A probidade integial dos indi-
viduos influentes de qualqerum partido,
ser sempre o Paladio da sua repotaca,
independente da capacidade, ou iocapaci-
dade do Ch^fe : este raciocinio sofre algu-
ma excepca quando apparecem Chefes tao
talentozos como Napolia5. SJja por ,anJ
lo ps'a verdade incontestavel a convo'-acao
de todos os Brazileiros probos, leaes, p*"
cificos. que tem Patria, que tem urna Es-
posa, Ribos, amigos, honra, Beliga5 pa-
ra darem a sua confianca reciproca na
salvaca do Throno.
Gnu
PROSPECTO
De um novo peridico, que vai saii d luz
na Trp. Fidedigna.
Si"rn luz at o melado do ron-ente
W7. d'Abril O Despertador da Unio, e
da Oidem. Ahi pe leude o sen redactor
mostrar spiito de um verdadi 10 qmigo
da sega ranea, etrai-iqul;dade de seus con-
ciiladSos. O tem ir de perder a afleiiio de
a'gum pnlilico in endiaiio, nao tei em
sen animo o meror dominio.
AsjaMaa queias, e reclamaces do po
vo Ba-ileiro, e respeitos.is ndicacSe-, que
ao redad' r paiecerem proprias remedi-
ar seus males, laiso o principal objecto
dessp novo peii'dico, cujo carcter por a-
gira Gca de-cripo.
Nao serecebem assignaturas para o Des-
pertador : sefis n.0' a< liar-se-hin venda
nos Jugare, ep;-lopieco que serio matea-
dos.
ANNUNCIO.
Hoje sahio a terceira remessa do Mes-
quiiinha, contendo Guisas, que^io de in-
fillivelmente dar no goto a mu ta gente.
A sua troca por dinheiro he nos lugares ja
publicados.
Ifjf* Den a luz um Peridico intitula-
do o Indgena, que tem por fim sustentar
o estado actual dascousasdo Brasil comba-
tendo os partidos em os .-eos xtremos. Sa-
hir por ora urna vez na semana as quin-
tas feiras, e vendt-se na Tipografa da ra
Direita, e na Bot-viita no armdsem do Sr.
Aleixo, preco quarenta res. Logo que sa-
bir o segundo n. sera entio distribuido
pelos assigiiantes.
AVIZU8 PARTICULARES.
Todo o verdadeiro Patriota amigo da
Liberdade do seu Paiz na rnanh do dia 8
docoraente roez pelas nove horas do dia
deve apresentar-se na Igreja de S. Francia
co desarmado para assignar hum lequeri-
mento o qual deve ser aprsentelo As-
sembla Provincial em nome do Povo pelo
Juiz de Paz daquelle Destricto para o hm
de requerer-so contra o Monstruoso Projeo-
to que nada menos importa do que escravi-
zar esta Provincia com a criacio de Prefei-
tos, e abolicio das Authoridades Legtima-
mente criadas pela Assembl Legislativa do
Imperio.
yy Precisa-se alugar urna preta cap-
tiva, que efitenda do servico necessario
a urna casa de pequea familia, e que seja
amoroso a meninos: quera a tver e quiser
alugar annuncie, ou dirija-se a esta Tipo-
grafiaque ahi se Ihe dir quema pretende.
Na noite do dia 3l"de Mai-90
-co para
o 1. d'Abril fugiro de bo'rdo do Brigue
Sardo Pylade e Orestes ancorado na praia
do collegio dois mocos pertencentes tripu-
lac.o do mesmo de nome Guolamo Bixio, e
Lourenco Raimundo ambos subditos Sar-
dos, por tanto roga-se a todas as pessoas
que souberem dos mesmos quer* infor-
mar no Vice-Consulado Sardo ou ao Capi-
tioGhirardello, que promette urna grati-
ficado de 50,000 rea a quera Ihos entregar
ou der informaces que possio conducir a
aprehenso dos mesmos, e protesta uzarde
todo o rigor da lei contra as pessoas que os
ocrullarem, acusta dos quaes devero os
fgidos regressara sua patria, e faz-se es-
te avisoafim dequeninguem se pissa cha-
mar a ignorancia.
fc3^ Os Adriministradorea da casa fa-
lida de Smith & Lancaster, participio aos
Snrs. credores da mesma casi, que se faz
precisa a reunio de todos na mesma casa
no dia 8 docon-ente sexta feita as dez lio.
ras da manhi para tractar-se de objectos
pertpncentes a mesma Administraoo e aos
mesmos Snrs.
NAVIOS A CARGA.
Para Ainsierdam.
S .Tur viagem at a Baica Hol'andeza Fevaau, Capitn Drie -
tci-,
P.ua Genova.
\"& S 'go'" viaqem al<: o dia 20 do ror-
rent o Br'giie Sudo Pylades e Orate*,
Cipito Ghirardidlo : quem nos me-unos
(|ui-er can ejjae 011 ir d<> pa.ss niein, dirija-
se ao consignatario A. S'-hramm.
Para Li.-boa.
%.y Si"gueo mais breve possivel o Rri-
g ie Brasil* iro LJriio ; quem no m- sino
quiser carregar, ou ir de passagem, para o
pue 'em excellenles commodos, dirija se ao
Capito do mesmo Antonio Joze dos Reys.
Para o Havre.
HW A Barca Franceza Genie, Capito
Recou's sahirS para aquelle porto por lo-
do mez d'Abril por fer a sua carga promp-
ta : quem quiser ir de passagem para o
que tem encllenles commodos, dn ija-se
ao Fscriptorio dos Consignatarios Lenoir
Besuchet & Puget, ra da Cruz n. 5.
Para Lisboa
9 O Navio Nova Aurora, e sahir
no fim do crreme mz : quem nelle qui-
ser carregar dirija-se casa de Viuva Costa
& Filhos, ouao Capito Joz Joaquim Di-
as dos Prazeres.
VENDAS.
Umacazinha de taipa com entulho de
pedra e morarn de e>iaca, no lugar do at-
ierro dos A fugados, do lado esquerdo con-
Ironte a casa do falescido Pedro Umbelino:
duras da Igreja le Santa Rita nova casa da^
esquina que mora seu proprietaro Ber-
nardo Bundeira.
U^ Urna tartaruga de pente : na mes-
ma casa cima.
%#" Uma negra, que cosinba e lava
bem, e engoma solrivel, muito deligente
e aceiada : ni ra dos Qnarteis sobrado,
grades de ferro jantoao Qoartel da Pjiicia.
Uma cruz de. brilhanteb obra mu
rica, para o peito de Senhora, um jogo de
mesas de salla, uma mesa de Jacaranda, ti-
ma batanea com correles de ferro pro-,
pria para armasen), pesa 3 a 4 qnintaes por
banda, caixes para encaixar assucar, tu-
do por precocommodo: na ra Novado
porto das canoas, no segundo andar da casa,
de Domingos Jos Martina Viero.
3- Folinlias de porta, de Al-
gibeira, e de Padre, para o pre-
sente anno de 1836, por preep
commodo, na Pra dencia, loja de Livros N. 37 e
38, e na ra da Madre de Dos
venaa que foi do Rezende.
PERDAS.
Perdeo-se no dia 4 do correte trez se-
dulas importando em cincoenta e seis mil
reis: a pessoa que asacbar e quiser resti-
tuir, dirija-se acarmasem de macames da
ra Vigario n. 6 que se Ihe gratificar com
metade da dita quantia.
ACIIADOS.
Quem perdeu urna moeda de ouro, v
na ra de S. Goncallo na casa do ourives,
que daudu es signaes Ihe ser entregue.
^Qy Achou"-se urna xave. Terca fiira
5 do corrente, no Mondego perto da noite,
que pelo seu tamanhoe feitio parece ser de
loja, ou poito; quem for seu dono dan-
do os signaes certos se Ihe entregar, na
B .avista D. 9, na casa de JN:colii Tolen-
tiuo Pinto.
Taboas das mares t luas no Pono da
Pernambuco.
Tarde
Manhi
1ceguncii S - 7t 1. 18 m
-19-T:. 3 - 8 - 6
20-Q:----- c - 8 -5*
-S21-Q: J - >- ra 11
gai8:-r-- -10. -30
23 S:-1 -X - 11- -18
2D:- 0 - 12- - 6 w
NOTICIAS WA RITIMAS.
Navio entrado no dia 6.
AR^CATYpf.loASSU'5 16 lias; S.
S. JozePalafoz, m. Ignacio Marques: sal:
Luiz Eloy Duro. Ton. 76.
Com este Diario de.stribue-as
hojeo N. 8 do Peridico Consti-
tui^Sj) e Pedro Segundo.
CORRESPONDENCIA.
Snrs. Redactores-Coostando-me agora,
que ufo nove horas da noute, que no Dia-
rio, que Vmcs. hode publicar amanh
appar.cer hum annuncio, no qual se
oiz, que eu na qualidade de Juiz de Paz
deste |. Di.,tricto do Collegio heide ap-
preentar a Aesemblea Legislativa Provii.-
cial, burra representaca, niosei sobre que,
que pretendem fazer osCidados, que se
bao de reunir no convento de S. Fiancis-
co, oque d a entender qne eu de algu-
ma maneira entrevenho nesse ajuntamen-
lo, e aconselhei que se elle fzesse; pec,u<
a Vmcs., que no mesmo diario de auia-
nhi publiquem esta minha carta pela qual
faco saber a toda a Provincia, que ne
nhuma parte tive, tenho, e nem terei em
semelhante acto ; pudendo aseverar, qua
se por qualquer modo (oque nao he de
esperar) a ordem publica for alterada, eu
como Autboridade Policial saberei susten-
tar, a Ley, a Ordem, e as Authoridades
legtimamente constituidas. Ra do Col-
legio 6 de Abril de 1836.
Joze Tuvares Goacyda Fon o eca.
pen. na Tir. dodirio! j836;~
M*


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