Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01654


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Full Text
AJINO XIX. 14b.
Por 3'meze adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4; 500
\
ENCARREGADOS DA -SUBSCRIPCAO'.
Uocie, o proprietario M. F. de Faria; Rio do Ja-
neiro, oSr. Joso Pereira Martins; Babia, o Sr. F.
Dupmd; tfaeei, oSr. Joaauim Bernardo de Men-
ilonca : Parahiha, o Sr. Gerv.azio Vctor da Natlvi-
dade; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ty, o9r. Antonio de Lemos Braga ; Cear, o Sr. Vi-
ctoriano AtigustoBorpes; Maranliao.D Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, of. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 86 1/2, 26 3/4 d. por 1$
Paris, 360 a 365 rs. por 1 f.
- Lisboa, 100 por 100.
"Rio'de Janeiro, 1 1/*b2 O/o de rebate.'
Aceces do banco 15 O/o de premio.
da' compnhia de Boberibe ao par.
da compnhia de seguros ao par.
Discomo de lettras a 7 1/2 a 12 0/0
METAES.
Oro. Oncas hespanholas. 2*8500 i 29*000
Moedas de 6JS400 Velhas. .! 16^000
de 68400 novas. -
deWfOOO.
Prata.Patacoeibrasileiros ....
Peso columnarios.....
mexicanos......
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Carnari, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15. '
Vijia Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira s 6 horas e G minutos da manhaa.
Segunda s 6 horas e 3.0 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundos e qnintasfeiras. Junho
Relacao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1. vara do civel, segundas e sexta ao meio da.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio d.ia.
EMBRIDES.
4 Qtrarto crescente a 1 hora, 48 mi-
nutos e 48 segundos da manhaa.
10 La cheia as 9 horas, 12 minutos e 48
segundos da tarde.
17 Quarto minguante aos 5 minntose
48 segundos da tarde.
25 La nova aos 8 minutos e 48 se-
gundos da tarde. -
D\as \na.
2G Segunda. Ss. Joao'c Paulon
27 Terca. S. Ladislao re ; S. Zoilo, m.
28 Quarta. Jejum (Vigilia) S. Leao 2 p.
29 Quinta.Sj5 30 Sexta. S. Marcial b.; Ss. Lueianae Alpinizna
1 Sabbado..S. Aaro 1. sacerdtedordem Livita
2 Domingo 4. Visitado.da SS. Virgem Mai de
Dos a sua prima S. Isabel. S. Othon
j------------ ,

PiBTE 0FF1C1AL.
GOVEHTO DA PROVINCIA.
Constando-meque a extraordinaria edeia db rio
Capibaribe, proveniente das roposissiraas chavas
que tem cabido noslesS dias. tem alagado lodos os
terrenos haixos, eposto em perigo aos seus habitan-
tes, funvSm que Vmc. mande algumas cmharcac5cs
pequeafe arenal prestir soccorro a quein d'elle
iicreasiUr al o lugar do Cncdang.
.Palacio do governo de Pernimhuco 22 de junho
de 18*.Jos liento da Cunha e Figueiredo.Sr.
capiUn do porto dcsta-cidado.
3 ScccauPicando seiente doqne mo comrauni-
ca Vmc. em sen oflicio de hoje sol n. *,)*., respeito
da lamcnUiveis oceurrencas ocrasionadas pela cheia
produzida pela extraordinaria chuva desles ltimos
das, Icnlio a dij-er-lhe em resposla, qae o auloriso
emprecar todas a medidas ao sen alcance, flr do-
vitar o mal que anda. possa provir da referida
clteia.
Dos guardes Vmc. Palacio do governo de rer-
uambuco 22 de junho do 1854.Jos Denlo da Cu-
nha *. Fifueiredo.Sr. director das obras publicas.
Illm. e Exin. Sr.Constan horas da madrugada,que em consequeacia da grande
cheia do rio Capibaribe, que cometa a invadir a ci-
dad, vai-se desenvolvendo alguma agilacao na po-
pularao, cuaipre que V. Exc. especa sitas orilens,
para que, nJo i eslrjam os corpos prevenidos em
eos uarlcis, como prompLM a arxuilir qualquer
roqujsir,ao das autoridad *fim de occorrer s even^
|^^^HaUUie_app-recerem.
guan* a V. Exc. Palacio do governo de Per-
nambnro 23 de junho de 185.Jos Beato da Cu-
nlta e Fiiteiredo.Sr. marecliai commandanlc das
armas.
Compre que Vmc. com os meios de que poder
dispr rom nenio c raimas, trate de, cntendendo-se
com o director das obras publicas, providenciar do
melhor modo- sobre m meios do occorrer s uccessi-
dade* que forcm apparecendq em consequencia da
cheia do Capibaribe,'que comer a invadir a cidade.
Sr. coronel Manoel Muniz Tavares, como est por
le determinado.
Fa
Dees guarde a Vmc. Palacio-do governo de Per-
nambaco23dejonhode 1854.Jos/lento da Cu-
nta e Fipuindo.Sr. capilao do porto.
Cumpie que Vmc. com loda a brevidade, eiiten-
dendo-ic com o director das obras publicas, ponha
a disposirao do mesmo noso os f>ra;as de artfices,
que Ibreiii ncrcssarias, mas tambefn quaesquer ou|
Iros nios de que poder Uispor alim de occorrer j^
eventualidades que foram apparecetidu, cm eonse-
quenria da grande cheia do Capibaribe,
Dos guarde a Vmc. Palacio do governo de Par-
nambaro 23 de junho de 1854.Jos lento da Cu-
nta e Fifueiredo.Sr. director do arsenal de guerra.
1" SecVao.Inteirado pelo oflicio que Vmc. me
' dirieo hntem sob n. 143, de ter ido a costa moa
das bois. ee serviam debalisa as barras deste por-
, lo, e outra a pique, techo a diaer-lhe om resposla,
qae o auloriso a mandar substituir as mencionadas
beta*.'
"Deasgoanjea Vmc. Palacio do governo de Per-
nambuco 23 dejando de 1854.Jos fenlo da Cu-
nha e Fifkeiredo.Sr. Capilo do porto.
'altara ao mou dever, se nesla occasiao olvidaste
a importante euadjivacilo que, durante o meu rom-
mando, recebi dos Srs. cliefes dos corpos.'ds esta-
^Oes mililaresf c dos commandantes de fortalezas :
emvirtude delta o serviro se Tez com a promplidno
e regularidad convonientes, e en Ihes aaradoco
rordealmcnle a dedicarlo com que se empregam no
servico nacional. .
Devo lambem nao esqnecer-me da cooperacao que
livedos Srs. olllciws empreados no quartel gene-
ral, com espocialidadn do Sr. capilao secretario,
Francisco Camello Pcssoa de I.accrda ; seus. servi-
ros me foram proficuos, porque me babilitaram a
expedir com ponrulidado as ordens concerneqies
ao servico, e a sercm devidanientc eaeculadas :
siguiOco-lhes |ior lano os meus louvores, e com el-
le* a minliagralidito.
Cont que o meu digno snecessor encontrar, ro-
mo em ftolras ocasioes, o necessarin apoio do Srs.
commandantes de corpos, e de lodo* os ofliciaes
militares desla guaruicao, dos quacs me despero.
Dos habitantes desla provincia recobA decisivas
provas de estima ; verifique^ por mim wmo o
bem merecidoconceilo de que gozani o rs. Per-
namburanos em (oda a 'parle, e ao reirar-i,,e, levo
comigo gratas recordarlos que o lempo jamis apa-
gara : aceitem pois esta minha si'.cera declarado
como4eslemiiiihutdi) aprerjo em que os lerdio; con-
junlamrnlc as nmhas saudaefies de despedida.
Cinformc.Bandido Leal Ft'rreira. de
ordens tcarregado doTJenUie^___--___
2. OR)E.*'DO DA N. 108.
l'ela quarta'ver a lei collocou-me no interino
command.o da* armas desla provincia, o qual deixa
de er cxcrddo pelo Exm. Sr. marocha! de campo
Jos Fernandes dos Sanios.Pereira. que regresa
aiiianhaa corle com permisso do governo ; pela
quarla vez solicito dos Srs. commandantes de cor-
pon, de fortalezas, chefes de estate* militares, e
da briosa odicialnlade desta guarnico, o ipoio de
qite mnilo n.ecessilo para desempeubar as miulias
fiincciies com ulilidadedo servido : espero por tan
to que osle meu pedido ser como das mais vezes
bem acolhido'b sajisfeilo.
As ordem dadas pelo mesmo Exm. Sr. marcchal
decampe, rontinuain cm seu inleiro vigor.
O Sr. major Joaqnim Rodrigues Cnelho Kelly
passa .i commandar o 2. halalho de infaularia. "
ConfotmcCandido Leal Ferreira, ajndaolc de
ordens CfVarrogado do detalhe.
___*__2_____1.__ ____________
EXTERIOR.
cada vez mais o esplendor dolhrono constitucional,'
e a prosperidade e gloriada narSo; mnilo penoso se-
ria por cerlo a vossa magestade o sacrificio, da sau-
dosa separado e ausencia de seos augustos flhps,
to charos, tso cxlrcmosamenleaunarlos. Porm, vos-
sa magestade fax de bom grado este sacrificio, bem
cerlo das muitas, grandes, e preciosas vanlagens, que
p tbrono e a naco hito de colher da viaacm que vao
fazer pelas corles e nacies estraigeiras el-rei D. Pe-
dro quinto, e sua alteza real o serenissimo infante
D. I.uiz.
As lazos, virtudes, e nclitos lotes destes augus-
tos principes, esperanra odiliciafda patria, ja* Uto
resplandecejiles, veneradas e admiradas, hao de por
cerlo recciier nesla viagem um augmento e cumulo
de perfeicao, que, conciliando-lhes o amor e justa
venercao geral; assegnre a Col tiiiuaro do esplen-
dor e gloria de nosso Ihrono e dinasta constitucio-
nal ; c, prnmovendo lodosos possiveis melhorameti-
tos, concorra poderosa e enTcawiente para a maior
prosperidade e gloria da nar.3o porlugueca.
A cmara dos pares altamente aprecia tao illus-
trada e generosa rcsc-lugao de.'"vossa magestade ; e
ueste dia d solemne despedida vem aos ps do Ihrono
repeler a reverente e pura homenagem de seu agra-
decimeno, fidelidade, amor. ea dedicacao; e cx-
pressar os fervorosos vdjos. Jirige ao Todo j*qde-
roso, para qqe oTaugustos viajantes, colhidos
os desojados fruelos de sua viagem, vnltem saote

/\
Expedieoi de 0a 31 de Jnnho.
Offlcio -- AoExm. marechal commandanlc das
arma*, traamiltindo por copia, o aviso da repar-
tiro da gnerra (Je 5 do corrcnle.do qual consta ter-
se concedido passagem para ocorpoda guaruicao fi-
la de Minas, ao alteres do nono balalto do iofania-
ria, Joao Peflro Regis, e para esle baialhSoao .dfe-
r** do 12.s(da mesma arma, Joaquim Jas Pereira
Cadeco, alumno da escola militar.Communicuu-sc
thesouraria de fazenda.
DitoAo mesmo, dizendo que, para poder enm-
prir o disposto no aviso que remelle por copia expedi-
do pela reparti{o da guerra em 5 do corrente, faz-s*
preciso que S. Exc. remella secretaria da presi-
dencia, osmappas nominaes dos doenles tratados no
hospital rigimenlal desla provincia, nos mezes de
novembro do anno prximo passaifo em dianle,
bem assim o mappa nicnsal, semanal e diario do ci-
tado mez de*Hyemhro.
DitoAo mesmo, remetiendo copia do aviso do
ministerio ata guerra de'16 de maiojillimo, recom-
mendainlo que lenha baixa do servido do exereilo, o
-iqldadt) do nonu balalbau de infamara, Ignacio de
Andrade Pereira..Ignal arerrado aviso de" do cor-
rente, mandando dar baixa ao soldado da comp-
nhia xa de eavallaria desla provincia, Joao Jos dos
Pastos, virio ter finalisado o prazo do seu eirgaja-
meato.
Dilo Ao mesmo, recommendando aexpeilisan de
snas ordens, para que o lente Jos Antonio Fer
reirj AdriSo, pague qoanlo antes vista da nota que
remelle por copia, a importancia dos emolumentos
correspondentes a passagem que, por aviso do minis-
terio da guerra de 1.0 do conrenle. he foi concedida
do nono batalho de infaularia para o stimo da
mesma arma;Ofllciou-se neste sentido ao inspector
dalhesouraria do fazenda.
Dito Ao mesmo, commnnicando que, segundo
ronsra do aviso que remelle por copia expedida polo
ministerio da^guecr* em 3do corronle, foi determi-
nado que as pracas qaC livercm acabado o seu lem-
po de servico, e que caotipuam a servir, nao se abo-1
ncm vanlagens deque ja nao gozem.
Dito-r-Ao inspector da thesouraria de fazenda, de-
elaraitdoque, por decreto de 3 do corrente, segando
ronstou de aviso da repartirlo da marinha em 6 do
rorrenle, foi exonerado Jos Faustino Porlo, do lu-
gar de pati'o-mr do porto desla provincia, c no-
meado pralicu-miir da costa e d referido porlo, na
ile do regulamenlo de 28 de fnvereiro ul-
timo, devendo o agraciado pagar na estacan compe-
tente*! quantia musanle da unta que remelle por
copia. OMeiou-se neste sentido au capitn do por-
to < inspector do arsenal de marinha.
Hilo Ao mesmo, rommunicando que, segundo
foi declarado'cm aviso do ministerio do imperio de
3 do corrente, mandou-sc abonar no Ihesburo nacio-
nal ao ilepiilado por esta provincia, Augusto Fre-
derico de OJivcira, a quanlia de 6003000 rs., impor-
tancia da ajuirade cusa de ida a volta que lhe com-
pele na segunda sessSo da nona legislatura.
BiloAo mesmo, commnnicando que, por decreto
de 3 do corrente, segando eonslou de aviso da repar-
lijao da iiMrnha de 6 do mesmo mez, fora nomeado
Jos aj Sitya Neves par o. lugar de patrao-imir do
porto desta provincia.Igual cominunic,ao foi fci-
la ao inspector do arsenal de marinha e capilao do
porto.
Dtto-^Ao cbercjde polica, dizendo que pode man-
dar fazer o foriiecimeqto de luz o agua as guardas
das riheiras das freguezias de S. Jos c Boa-Vista,
enviando a competente ronl'a, alim de ser salisfcila
pela thesouraria provincial.
DitoAo director do arsenal i)e guerra, para man-
dar recolher aquello arsenal o africano livro Fran-
cisco. IJ, qq/ se ada empregadu no servijo do colle-
gia dos orphaos, mandando para o substituir o de
nmne Manoel I.
. DiloAo rommandanle superior da guarda nacio-
nal do municipio do Recite, para mandar dispensar
do serviQo da mesma guarda nacional os inspectores
de qnarteirSo da freguetta de S. Antonio. I.onrcnco
da Silva Pimontel, Francisco Comes Castellao e
Marcelino Prudencio Machado.Commuqicou-sc ao
herede poliria.
Dito A' cmara monicipaldqJtecife, dizendo
que.com a necesaria prcstezrt mand reparar as mi-
nas da estrada da Ponte de Uchoa.
ParlariaAo agente da compnhia das barcas de
vapor, para mandar dar urna passagem de estado
para o Cear, no vapor que so espera do sul. ou na
falla no que se seguir, ao bacharcl Chi isloviio de liar-
ros i.iiqa Monlcrazo.
Drlar-O presidente da provincia, tendo em vista
aviso expedido pela secretaria de estado dos nego-
cios da marinha em 18 de maio ultimo, do qual cons-
te haverS. M. o Imperador concedido'na mesma
dala a-Manoel Joaquim da Silva Ribeiro.licenca para
enriar na provincia das Alagns c Iransporlar para
esta capital,1 dnzentas duzias de pranchdes de ama-
relio e cem canoas da mesma madeira, cuja compra
nao pode elle edectuar nesta'provincia, recommen-
da autoridades aquem competir, que n5o ponham
impedimento algum a conduccjlo de semcllianle ma-
deira o canoas, evitando porm que porSKmelbanle
acrario se decm abusos. Communicou-se ao ins-
pector do'arseual de marinha.
. Do'Afominj-Cnronfcteilranscrovcroos o seguinle
extracto d urna conrmunicaro oflicial do doulor
Birth, confendo os delalhes da dcscoberla que fez
no interior d'frica, de um magnifico rio maiscon-
sideravel que o Xiger, e que allravessa o reino d'A-
damana, o mais frtil e o mais bello de todos o>
paizes d'Africa central, visitados pelo doulor Barlh.
Depois de umi viagem de dezc mezes, alravez do
grande deserto, no mco de pergos sem numero, o
doulor Birlh foi o primeiro dos Ires viajantes envi^
ados pelo governo iuglez, que chegon ao-lago Tsad.
Em consccpiencia do'falfecimento de Mr. Riclfllrd-
son, cliefe da expi'dicao, cncontnm loda a empreza
em uYn.cofhplclo oslado de desnrganisajo. Comlu-
d lal era a su* indomavel energa, que conseguio
urna suflieienle somma d'Vizir Borno, rcsolven-
do-sc penetrar s na direccao do sul para chegar
a Adamana, que llie haviam representado como o
mais bello pniz d'Africa ceutcal., A 29 do maiode
1851, patlio do Kuka, e depois de quinee dias de
jornada, alravez de llornou, c dos paites habitados
por HiirOcs indepenilenles, na dislanett de Kuka de
155 milhas geograplcas em linda recta, chegon a
Uba,. ponto que Mermis ao norte da Adamana, ex-
actamente situado na mesma laliiudc que o celebre
monte Mindiz, visto pclu major Danham.
Desde esto ponto, diz o doulor Barlh, todo o paiz
ao sul eslava coberlo de ricas, paslagcns, e cheio de
numerosus rebatidos de aniuiacs perlenceiiles aos
Fellalahs. 'A alhtnosphera eslava enlao muilo fcesca,
o ceo cherlo de nuvens durante a maior parte do
dia, ens tempestades tinliam lugar quasi diariamen-
te. O paiz aprsenla a mais bella apparencia. As
barracas dos habitantes sao construidas com mais so^
lidez do qne na reguo septentrional porquo a eslarao chuvosa dura sele mezes em Ada-
mana. 'A popularlo do paiz he cousideravel; en-
contram-se cidades de qiiatro em qoatro horas de
marcha, rom villas nos intetvallot exclusivamente
habitadas polos escravos dos Folala!. Os escravos
fazem lodo a Iraballio, e cada Fellalahs, te ao mais
pobre, possne pelo menos dous ai qulro escravos-
Em ncnlium paiz do mundo, a escravidfio est
tao espalhada '; os escravos e s aniniaes. sao consi-
derados romo a base da riqueza dos iKibilantes.
O ebefe do paiz tem urna multido innumeravcl
dcslas pobres crealuras. Todava, exportam-se pou-
cos escravos d'.Adamana, excepcao dos da tribu de
Dama, a leste d'Yola, capital do reino, -porque n3o
Lsc enco/ilram fcilmente no mercado de Soudan, em
consequencia da grande mortaMdadc que os disima
quandu saliem do seu paiz monlanlioso. No enrre-
ianto, os escravos assim com o marfim formam os
prinripaes artigosde commercio. O marfim li ex-
tremamente barato em Adamana, cm consequencia
do grande numero de depilantes. Em Baya, a deze
das'ife marcha d'Yola, cnconlram-sc elephaitUs em
quanlidade anda mais cousideravel. Os principacs
artigos de importarao sao, entre oulros, as perolas
de vidro o do sal. As conchas nao leem valor neste
paiz ; os meios de Iransacro corrente consistem em
cinlas estrellas de algodfi grosseiro a qu chamam
gabbega.
Odia mais notavel de lodosas minhas viagens em
frica, oi a 1'8 de junho, em q,uo ehegamos ao rio
Benuc, ajim ponto chamado Taepe, onde se rene
o rio Faro % Depois da minha partida da Europa,
nunca*hava visto um rio lao cousideravel ncm t8o
poderoso. O Ueim-, mais considtyavel dos dous, tem meia millia de lar-
gura e nove ps e um quarlo de profundidade na
direccao m que o atIavessamos. Quando voltamos
onze dias depois,"havja. subido p e meio ; Faro
salvos, telizes c gloriosos palriPc ao seio da rfal
familia, que solicitas e saqdosas assim os"csperan
Digne-se vossa magestade aceitar benignamajte
estes sinceros votos da cmara dos pares, e concejler-
nos o honra de beijarmos reverentes as reaes mos.
G., Cardeal Palriarcha, presidente.
Resposla de sua magestade.
Agradcro a cmara dos dignos pares do relio a
expressao dos seus sentimento* pela pcssoa de ctrei
o scnlinr D. Pedro quinto, e no senhor infanle|)u-
que do Porto, meus muilo amados e presados fihbs,
no momento da sua sabida deste reino.
Da viagem de sua magestade resultara de cvto o
augmento da insirucejio, indispensavel ,ao excicicio
das alias fungues de reinar.
Os seus subditos bem dirao um dia este sa-rifi-
rio, que me'u augusto'filho e eu faze'mos parajjem
e felicidadede um povo, merecedor dos maiore des-
velos dos seus monarchas.
A cmara das dignos pares do reino sem divida
aprecia o justo valor e importancia de urna riiolu-
cao, que tem por nico objeclo estrellar cad vez
mais os lasos, quounem a nacao ao' Ihrono cinsti-
tucional.
COHKANDO DAS ARMAS.
i> armas da
Permaaabaea na cldade do Keclfe, em 26 da
Jaakadel854.
ORDEM DO DIA N. 107.
Allendendo S. M. o imperador no ineu estado de
gande, houvc por bem permitlir, por aviso do rhi-
nislerio da guerra de 27 de maio prximo IJodo, o
meu regresso corle, e do meu ajudanle de ordens
de pcssoa o Sr. capilao Salustiano Jernimo dos
. Res.
Nao sn tendo designado queni .levia substiloir-mg
no e^nprego de cmnmnndanli' das armas desla pro-
vincia, eliavenih/de efTecluar amanlia o meu re-
gresso, entrego nsla dala o coiumnudo ao Illm,
Discur.'d do prenidenU da cmara,dos senhoret de-
butados da arilo portuguesa.
Senhor! Neste dia destinado por vossa* ma csla-
de a accitacio dos votos, quecos Portuguezes Szein
pela prospera viagem de sua magestade el-rei o se-
nhor D. Pedro quinto, c sua.alteza o senhor iifante
Duque do Porto, nSo poda a cmara dos, delata-
dos da nacao portugueza deixar de concorr'r a ex-
primir os seus. "I
A cmara avala com.toda a nacao o incindivel
esmero, com que el-rei o senhor D. Pedro quinto,' e
todos os .principes seus irnKIos, leem sido educados.
Ella sabe quanlo a.yossa magestade se deve pir este
beneficio nacional; o convencida est tambtm do
immenso proveilo que resultar a sua magesade, e
no paiz da sua viagem a algumas cortes da Riropa,
comofim de adquirir oquelle completo apefeicoa-
menlo', que s desle modo se pode alcancar.
Senhor I \ cmara nn ilac^nnlto no, he a de repellirem os inimigos que os querem tor-
ear a entrar na rebelliao.
Aprcssai-vos por lano a fazer o que se vos acon-
selha m alteucn s vossa? familias, e prosperidade
da vossa patria.
Dada em Arla aos 25 de abril de 1854.Fuad.n
ITimesJ
(dem.) '
O TRATADO DE A1.I4ANCA OFFENSIVA E DE-
J-ENSIVA ENTRE A AUSTRIA E A PRUS-
SIA.
Sua M. o imperador d'Austria, e S. M. o rci da
Prussia, vendo com profundo desgosto a infrutuosi-
dade dos estorbos que fi/.eram al hoje para preve-
nir a explosaode urna guerra entre a ltussia, de um
lado, a Turqua, a Franca e a Cra-Brelanha de ou-
Iro, rccordaiido-se das obrigaci/es rooracs que con-
irahram com as assignaluras assenladas cm nome
das duas potenciad (a Austria e a Prussia) no proto-
colo de Vienna ; tomando em consideracao o desen-
volvimenlo das medidas militares cada vez mais ex-
tensas, lomadas pelas dnas partes belligerantes, e os
prrigos que dcljas_resullam para a paz da Europa :
convencig*s deniic^WrVmce ii Allemanh'a lao estrei-
tamenta-unida aosseus esladosd,e*9 .-i'*0!"'principio desla guerra, para prevenir iTT^fu-
idos lodos* ""^ 'i"c ni0 P0<,e^',, deixar de ser fatal ao bem es-
lar geral da Europa, resolvern! unir-so, emqaanlo
durar a guerra ateada entre a Russia de um lado, a
Turquiq, a Franca o a Craa-Brelanha do' oulro, por
urna allianca Dcnsiva e defensiva, e nomearam seus
plenipotenciarios para regular as condires yu con-
ctoir esla allianca, qs seguinles :
*S. M. o imperador d*Austria :
o O seh actual consclhcro' inlimo, c quarlel-mes?
Ire-gencral doxcrcilo, o general Henri, barao* de
Ues, commndador da ordem austraca de Mara
Thereza, gro-cruzda ordem austraca de Leopoldo,
cavalleiro da ordem prussiana da Aguia Negra,'ele,
ele
11 E o seu conselheiro inlimo actual, o camarista
Frederico, conde de Thnn- llohcmstein, gro-cruz
da onlem austraca de Leopoldo, e cavalleiro da or-
dem prussiana da Aguia Vermelha, sen epviado ex-
traordinario, e ministro plenipotenciario junio ao
Vei da Prussia.
a ES.M.0 rei da Prussia :
Ao seu ministro presidente do consellto, e minis-
tro dos negocios eslrangeiros. Othon Tbeodoro, barflo
de ManteuObl, cavalleiro da ordem prussiana da A-
guia Vermelha de primeira classe, ornada de toldas,
sreplro e cora, gro-cruz da ordem austriaca de
Sanfc Estevao ; j*\> h
a Os qnaes depois de so haverem cinaawiam'idn
e trocado seus plenos poderes eofteatitaraaj-nns se>-
guinles pontos :
o Arl. 1. S. M. I. R. c npariadica, c S. M. el rei
da. Prussia', garantem-se reciprocamente a posse dos
seus territorios allcmaes enfio aliemes, desorle que
algum nlaquo dirigido contra o territorio de qul-
qjier dcllcs venha donde vier ser conside-
rado como urna empreza hostil dirigida contra o ter-
ritorio do oulro. -
Art. 2. Ao mesmo lempo as altas partes contra-
tantes se consideran! como obrigadas a proteger os
direilos da Allemanha contra loda a especie de Uros,
e se olliam como obrigadas a urna defeza cominom
contra qualquer ataque feilo a algama parte do seu
territorio, anda no caso de croa dellas, por conse-
quencia do accordo com a outra, sa vir forrada, a
passar a aceao para proteger os inleresses alie-
mes. '
o No caso cima especificado, e quando chegue o
de se prestar o promellido soccorro, prover-se-da por
firaria^ imposRihililado de comprorheter-se na guerra.
A menor ceremonia' ser observada, tratando com o
su digno collega,'o mais audaz e justo satrap em
Montenegro.
Todava a polilira da Austria, al o momento pre-
sente, he mysleriosa e quasi indecisa.
Oincrivel boato de que o ministro russo cm Vien-
na assentio ara termos de neutralidad imaginados
pelo conde Buol, de acord Com lord Westmore-
iand e M. de Bourqueney, he indubilavelmenlefun-
dado na incerteza geral que prevalece quanlo ao
curso actual das negoeia?6es. So os mai ardenles
especuladores tem acreditado na linguagem vaga e
convencional em que o ministerio ausCriacn,de quan-
do em quando, icm expressado a sua boa vontade s
potencias occidenlaes. He porque os inleresses do
imperio estn profundamente empendadqs em man-
ter a independencia da Turqua, que de razoavel an-
tedpar a cooperario da corte de Vienna." As ne-
gociacOcsa este respeitofalvez provem tr sido me-
ramente decorosas formalidades; porque a ultima
deersiio do (pverno auslriaco depender do "^rogres.-
so -dos acontecimenlos, e especialmente das provas
que agora tem sido dadas, de que os adiados sao ca-
pares e desejam reforrar as suas justes exigencias.
No ha grao de lemeridade que nao possa serpro-
duzido mi occasiao, por timidez e enfermidade de
designio ; com Indo, nao se deve ter serios receiosda
finieran da Prussia com o ipimigo. Sem embargo
dos sophismasdos cortezaos, el-rei deve conhecer e
sentir que incorre no desprezo da Europa, e na tris-
te indignacao desspus propnos subditos. Posto que
o generaljfoni se ache demittido, nao deixa de ser
verdade*que a uniab com a* Rossia fora um acto de
paffifjiMiif?,lyj;rsalmenle detestado pela nacao. O
cxercflo provaveinte continuara a obedecer nsor-
deiis que podesse recfeK^! mas a guerra he:Sem es-
ptfranra quando he jo mes^Jo lempo impoltica e
Senhor A cmara nao desconhecendo o rande
sacrificio, que a vossa magestade custe sep rar-se
por algum lempo de seus augustos filhes, q e ex-
Iremosameiilc preza e ama, considera-o com nova (*'"1 (ie umi' "P60'3' convenci, a qual ser conside-
lem 60 milhas do Largura, c Ifuha tres ps do pro-
fundidade, que quando voltamos havia subido a sele
ps c meio. Os dous rios sao dc'forte corrente, e
vao lancar-se a oeste em Koswara (Niger). Alra-
vessamos Beini. cm barcos abortos em troncos de
aresele 2a 35 pes de comprimento, de um a
um pe c meio" de largura ; passamra Faro a vau, o
que mo podia fazer-se sem dilUculdade cm ''conse-
quencia da rapidez da corrente. Diz-sc que o Be-
nu loma a sua origen* a nove dias de jornada de
Yola, na direcrao sudoeste, e Faro a.set das de dis-
tancia dcaini rochedo chamado Labul.
Durante a cslaeao dqs eduvas, o paiz de innonda-
do em urna grande extenso pelos dous rios, que che-
gam ao nivel mais elevado no fim dejuldo, perma-
necendo ueste nivel por esparo de quarenla dias, al
ao primciro/lc srtembro cm que as aguas comecam
a diminuir. Os dous rios estam.cheios'de crocodi-
los, c o Benu diz-se que contem ouro. Depois de
haver pastado estes rios com alguma difilculdade
para os camellos, alravcssamos depois algumas ter-
cas pantanosas, c una magaiuca cidade extrema-
mente povoada, para chegarmos a Yola, a capital,
no da 22 de juilio.
Em outra commonicacao o dootor Barlh declara
que o rio Iteoii se eleva durante a eslacao chuvosa
a urna altura de 30 a 40 ps.
<. ( Jornal do Commercio.de.I.isha. )
ou mais urna divida da na$io a vossa martetade,
que sse empenha em felicita-la, que mis qie ludo
deseja o seu bem eslar no gozo de instituirles que
assegurcm a prosperidade a liberdade dos povos.
Digne-se, |*ois, vossa magestade de acjiar o
votos de amor flealdade, que a cmara do depn-
ladas julgfiu dever hojo renovar-lhe na preenca de
el-rei o senhor D.Pedro quinto, c a sincenjexpres-
sao do ardenle desejo, que ellalem que su, mages-
tade e alteza vollem aos bracos de seu cxiclso pai.
e ao seto da nacao, que tente os ama, adecuados c
protegidos pela Divina Providencia.
Resposta de sua magestade.
A cmara dos senderes depulados da lario por-
Ingucza me penhra, assim como a el-rei ( sendor
1). Pedro quinto, e ao .senhor infante loque do
Porto, pelas provas qne nos da do sen aflecne adhe-
sSo ao rei constitucional,,e i real familia.
O doloroso sacrificio, que faro efazem ncus cha-
cos e prezados fillios separndole dos mes bracos,
nos consideramos ulil para a nacao, que eve ter a
sua frente um monarcha Ilustrado, que |ossa ava-
liar o mrito de um povo,'modelo de fcaldade.e
amor aos seus soberanos, e promover pq- lodos os
modos a "sua felicdade. (MeB1 1
------"^------
Arla 38 de abril. ,
Circular de S. Exc. Fuad EDendi aos(habitantes
dos varios dislriclos:
O commissario plenipotenciario de S. M.' impe-
rial irsultao no Epiro e Tbessalia ao muilrreveren-
do clero, primazes, e em geral a lodos os chrislfls
habitantes do dislriclo.
Fazemos saber em como Pela, baluarl. de pes-
soas mal intencionadas, que havcndoenlra o ltima-
mente neslas trras, perturbarama tran uillidade
dos habtenles, j nao existe.
Foi hoje destruido em nma hora pelo alor das
tropas imperiae,^ e aquelles individuos, sipra men-
cionados, que po'deram evadir-se, fagram ?ara o la-
gar d'onde haviam sabido.
o Por tanto exhorto aos habitantes das ale j
havendo sido illgdidos por aquelles dome s, toma-
rara parte na insurreijaouns palo temoi das auto-'
ridades, e oulros compellidos pelos subte ados, ou
infinidos pelos.seus mos conscldos, conde edo ago-
ra a sorte de Peta, cutrem em si, e medit m na po-
sicao em que se acham, afim de volterem 8 caminho
da legatidadc.
Vos qne reccies a severidade das ai loridades,
desterrar todo o temor dos vossos coracoe ; vos que
fosles forrados, recorrei ao auxilio das fr cas imp-
rtaos; e vos que esperis anda realisar as, ossasvaas
espcranQas, pensai seriamente ; e conlempjai os ma-
te que altrahirieis sobro vos. N'uma pa ivra, vs-J
iodos qu% haveis tido parte no mnvimento 1 usurrec-
cionario escutai a voz paternal que vos chai 1 a abra-
sar a paz, a tranquillidade a prosprida K e dai-
vos pressa em pedir o perdao que eslamo* romptog
a dar-vos, por ludo o que haveis feito, qi volun-
taria, como involuntariamente.
Nos vos dimos o periodo de urna sen a, den^
(ro do qual devereis enviar-nos duas pesao H de.cada
aldeia, para preslarem a sua submissilo ; Sgoverno
imperial, eslai ccrlos que eu e todas as a
Discurso do presdeme da cantara dos dignos pares
doreinoasuaihgesad el-rei regente, por fie-
cnsiad da despedida a tua magestade el-rei o se-
nhor D. I'edro quinto, e Msua alteza o senhor
infante Duque do Porto. "V
Si'iibor Se no real rorac.aodeVyoss.i magestade
nao prodiiniinsse ciuisiauteinerile /Vsl" e magnifi-
c cinpcnho de assegurar, promover >" auginenlar
.oridades
civil e militares, vos receberemos com aqu Ra bene-
ia com a
oberano.
volencia o clemencia oue estro em harmo
suprema vontade do nosso clcmcnlissmo
e gozareis, com plena Iranquillidado e seg4ranaj os
fruelos da obediencia e submisso ao
goVerno.
' Mas se no futuro, algumas aldeias dedog.iecen.
do a esla nossa intimasao, permaneccrem na fjngur.
reicao, nesse caso achar-me-dei na triste 11
de adoptar medida* que sero seguidas de
males.
11 A nielhnr prova, que os hallarrles
Poilersodr da suasubuiiss.to e lde)i(|adJ
li'gitimo
be* dad*
-mimensos
tis atueias
aof.'pver-
radji parle do presente tratado.
wArl.3. Para dar s condir.es da allianca oficnsiva
j defensiva lala a garanta eloda a torca necessara,
compromctlem-se as duas' grandes potencias alte-
rosas a Sustentar, em caso de uecessidade, urna parte
das suas forjas em cmplelo p,de gnerra, na po-
cas e sotr* os pontos qne uUeriormente'se fixarem,
combinando sobre a extensao destas torcas, no mo-
mento que se bao de por em actividade, e o "mudo
porque se prbverao seu eslabelecimetilo nos pontos
indicados.
Arl. 4. As altes partes canlratanles convida-
ran todos os estados da runfederarao a accederem
ao prsenle tratado, fnzendo-lh.es observar que as 0-
brigasoes,federaes previstas pela acta final do co/i-
gresso de Vienna, se entendern para aquelles que
accedan s eslipulares saneciooadas peloaclual tra-
tado. .
, o Art. 5. Era quanlo durar o presente, tratado,
nem urna, nem ontra das altas parres controlantes,
poder concluir contra outra qualquer potencia ,
allianca que nao esteja em perfeitu' accordo com as
bases estabelccidas no presente tratado.
Art. (i. A presente conveneao, penasscja pos-
sivel, ser reciprocamente communicada de liarle a
parir,, para receber a ralilicaro dos dous sobera-
nos.
Feilo ero Berlm a 20 de abril de 1854.
Assignado*.Bario Othon Theodoro Mantenf-
fel Henrique, baro de lies* Frederico
Thun. (Imprenta e Lei.)
1 aaaj! (f BJH
* LONDRES
15 de maio de 1854.
A intentada oceuparao da Grecia pelas I ropas frnn-
eezas provavelmenla ser reputada o mais simples
modo de por lermodivcrsao,que acorte dcAthriias
conseguio efTecluar em favor do inimigo commiini.
Fora mui inconveniente 'declarar guerra ao pequeo
estado que tcmcausado tamanha perlurhasao ; nem
he desejavel qne as tropas (urcas sejam emprega-
das em urna conlcstaco que, ob alguns respilos,
se asscmclharia a urna guerra civil. A guarnicto
frauceza los dominios de el-rei Olho provavelmcn-
le pode ser til como deposito ou reserva ao exereilo
alliadona sede das hostilidades, ao passo que efli-
cazmente se oppor a pirtica cooperario prestada
pelos tiregos aos insurgentes. A rebelliao no Epiro
e na Tbessalia,' j mal succedida, ser suflbeada,
estancando-sc a nica1 fonlo que a pode alimentar ;
e as varias rafas e os dill'erenles partidos uo Oriente,
que *em leem jornaes ncm notas diplomticas, p-
de.m icr vanlajosame.nle illtislrados quanto as con-
sequencias que provavclmente resultaran da hoslili-
dade s potencias occidenlaes.
Os arr.injos futuros que devem ser felos quanlo
ao reino grego.requerem roeditarao ; mas eo clrrei
Olho c os seus conselheiros anda consarvam alguns
restos de prudencia, se arrependerao dos compro;
missos (joe estabeleceram com a Rnssia. Existe tet-
ve algama verdade involuntaria na qeclaracao dos
seus ministros, que sao incapazes de censurar 03 ac-
tos malignos que primitivamente animaram.. Os
avenlureims que eslao pelejando dentro do lercilo-
ro turco podem ser perigosos,' se forem revocados,-c
o governo grego npnca foi i-apaz de estahelefer a
supremaca da le dentro dos seus prnprios domi-
minios. A inlervenjao estranjeirn" ser um peuhor,
nto contra a actual Rucrra, romo contra o resen-
mentodos subditos lurbulenlos; ao passo quk a
contradieco praliea que for dada s olllciaes fifci-
dades respectivas conivencia da Fransa c da In-
glaterra nos actos dos insurgentes.nSo alfeclar o-ca-
rcter de urna corte professionalmente falaz. Quan-
lo humiliaro da submissao 'obrigada aos dicla-
mes eslrangeiros, o governo de Athenas nao .tem
outra alternativa seoao aceita-la como um .mal
iiievilavel. -
A conclusao da difliculdade grega remover urna
fontc de dissensaio- possivel cora as patencias alle-
maas. As relaces da dy'nastia hellenca com a Ita-
viera, em vrtude de consideraces possodes, podem
exercer alguma influencia em Vienna; e urna dis-
cussao desagradavel poderia ler lugar, se fosse no
rtsaarin por lim ao arranjo que foi lao mal succedi-
iln. Nao ha dnvida que a Auslra.ronsidpi'a rom
despra/er os luovimenlos revolucionarios que a in-
triga russa tem provocado denlro dosdominiosjar-
*v *
e jjo
odiosa. Se a Prussia se oppozessr1 s polencias.cci-
denlaes na presente contenda, ainfl^yropathisaria
com o inimigo nacional, e desejaria o" urna alliado detestado. Na guerra do Seto' A'inps,
quando urna dama real e um ministr corrup\'S
comprometleramSlSTinsa em urna guerra sem mo-
tivo com a Prussia, era moda na sociedade parisien-
se fazer volo|, pelo Iriumpdo de Frederico Grande ;
e seSelliarftoaBiiliinento prevalecera em Berlim. se
fosse possivel que a avessa corle rmdesso arrastrar o
paiz a hoslilidMcs com a Inglaterra. O" herdeiro
presumplivo corfia lera prestado grande servido
nasopdr via da sua opposicao presente plilica de
el-rei; o onlrelanlo hesitara cm continuar os crimes
c loucurasque sao aberlamenleoppostos, nJo s aos
inleresses da Prussia, mas as convieces do futuro
soberano.
A posirao do harao Manlculfcl he ambigua. Um
primeiro ministro inclez, cm lacs rircumslancias,
desde muo que leria resignado, sean (ivesse parte
na plilica da corte ; todava fora injusto julgar o
comportamenlo de um ministro continental em
comparacaorotfos precedentes dos governos consti-
lueionaes. .Durante (odo o correr.das ncgociatfles,
a linguagem do ministro prussiano foi uniforme-
mente franca e decidida. Nao houve diplmate que
mais claramente denunciarse o procelimento da
Russia, ou approvassede uma'maiieira mais distinc-
la a linguagucm empregada pela Inglaterra e a
Franca ; leoflel lenha sido sincero as suas dcclararfles, e
qdc aind nulra as mesmasopiniOcs. Presenlemcn-
pfedao-se motivos justos que prohibam a formaco
possivel de uingabinele totalmente devolado Rus-
sia ; masacra brevemente necessario escolher entre
a resistencia-corle e o ahaudono.trairuciro dos in-
leresses rio paiz. Parece ler sido esperado que o pri-
meiro ministro reeusasse assignar a dernissSo do seu
collega, o genera] iioiiin, e a facrao.anli-nacional
eslava preparada, e^n tal caso, a nomear um sucecs-
sor mas", posto que o ministro inesperadamente se
mostrasse condesccndcntc, a sua continuada submis-
sao influencia qae prevalece parece ser retratada
duviilosa.
Nao ha noticias definitivas do theatru (la guerra
no Danubio. Comoacouteceu em Kalfal, he possi-
vel-que o inimigo se retire da sua actual posicao
anreacadora sem aventurar nm ataque. Entretanto,
a demora de lodos os dias torna menos provavel que
Silislria se renda antes que os alliadosapparecam no
campo. O commandanlc em chefe turco, com o
poderoso exereilo, se ada na visindanra immcdiala
4aquello lugar, c a gurnic del'endr sen posto al
a ultima extremidades Se a fortaleza poder sus-
tentarle poj mais seis semanas, o principe PasUiewi-
Ich ou deve renunciar a esperanza de loma-I.., ou
preparar para arriscar urna batelha com os adiados;
e anda quatido urna fortaleza aosnl do Danubio tora intil ao, inva-
sor, senaa se julgasse bastante forte para inaiitcr a
sua posicao naflkjtearia. Em sumina, parece mais
pro*vavel que wBtsgos tenlcm urna campanha de-
fensiva, com aipM lo Prnth. 011 rom awlo,Sereth,
como o seu limitejinrtferno. Todava, todas as con-
jc-cluras qnauloaofuturo sao necessariamenle vagas ;
e apenas de cerlo que a demora deve tornar-se cm
vanlagem dos belligerantes que eslao presente-
mente tratando do complemento dos seos armamen-
tos. (Morning Chronicle.)
lindas, c com ella j se sabe a virulencia-dos ataques
de todos aquelles a quem as verdades nao agradam.
Si que lenbo sido iuexoravel, como j lhe disse
urna vez, sou sectario da escolade David, que s pjn-
lava.o n. Os lamentos do Pedro, do Braga, do1
Inopes, e at me parece que do Exm. presidente,pes-
soas esses que j passaram ou passam air.da como 'os
autores dessas lindas, alias indignas de tamanha
honrasempre foram surdos ante o mea egosmo de
querer aules, que oulros soflram do que eu.E,
alianso-lhe que, nao obstante lodos os couces da bi-
edaria nslreliada, continuarci sempre firme na sella,
de chicote em punho, e de assicales afiados tnge-
los como melhor poder, com essa pouca praliea, que
tenho da grande arte de picara.
Quanlo s remessas, julgo que rienhuma queia
poiler ler d mim : anda nao lhe fall i nm vapor
spqoer-.-nezar mesmo das clicas em que por va-
rias ,vJf3e feudo achado, como agora, sem nada
ter di- nCias para cncher nma tolda de papel. Es-
sa ponlualidade de minha parte nunca Heixnr' de
continuar. Para um indijMuo como eu, que n3o
obra aSsalariado, creio que esa* procediment* deve
merecer, que em suas orasoes, Vmc. merecommen-
rie ao sanfb do sua melhor devo(ao: servir isso ao
menos para compensar o* gaidos da bichara d que
cima lhe falle).
Feita a laia de exordio, essa commemoraro ao 2
auno de minlia existencia epistolar, permute que co-,
mo dizcm os escolares, e entre na materia.
A adminislrasao da provinda continua entregue
aos cuidados do Exm. brigadeiro Magalhes, o qual
como Vmc. nao ignora, possuindo immeosa expe-
rjencia dos negocios -pblicos e dotado de summa
rfyljdadc, va i marchando ptimamente sem dar
menor ffljporlaucia vosria periodiqueira dos pas-
quins'do Canjza Marianni.
J que lhe faltoSoesse hroe devo dizcr-liie, que
consja gerlmenle a siJaVelirada para a corte. 'O la-
boqueado de quintas senatoefisifiodem Ir
so enfaslfido da monotona que occrcaTiT
ar. Lerabra
ancana nar
INTERIOR.
PARA'.
19 de janbo. -
- A nossa Ierra val n'ura progresso espantoso de
commercio, e de riqueza impedido pela borracha. A
avidez de acquisjCes e de riqueza, que esta nova Ca-
lifornia tem dispertado, be tal qae ja comees ludo
abandonar suas profissOes, e vida habitual sera exr
cepluar fazendeiros de gado, e de engenhos de assu-
car e agurdente, Uvradore*cslabelecidos, e al la
vai o Dr. Aguiar lambem cotbcr lete, c ouro da se-
ringa.
mesmo livrar-se das citacoei importunas de seas
credores, esl disposlo a fazpr ossa viagem, ainda|
mesmo sob o pretorio de sna apusenlidoria !! O que
Ihe posso afianrar, de que a retirada desse hornero
anda mesmo quando temporaria; desse
quam 9 Timn apenas pode piular-llie a
orclda, deve Irazer um bem real ,-i pros
como as eaveiras de burro de que nos fall
Idas, he elle a causa, o motor de todos o-
pezamlHibre a nossa populajao, de'algu"
lalhada de intrigas, mentiras o disseneftlt. Oaandr^
cteg|}ir_ aquella occasiao terei sem du
dcdrcar-Jdc um soneto, vcrdaddr:
5o' do Vai-te fera eru
Dr. O. Marliado, como ja lhe disse i*jT
acha-su livre de per
em sua "convalescenra.
chcara do Exm. Sr. hrigaaetn ----------
tem por permissao dos mdicos, voo de
cidado para a casa do"Sr. lente coronel Jos Joa-
quim Berforti d'onda vio a prodssao de Cor
Chrislij a qual na forma do costume esleve sftlri-
velmcntc esplendida, se bem que nimia despida do
S. Jorge, e de lodo o seu estado maior.. Nao sei quan-
do a nossa cmara municipal fara desenterrar de um
dos armarios da Sania Casa, o corpo d'aquelle res-
peitavel sanio, para rcuni-fti i cabet-aque exisi
caixada n'um corpo eslranbo de santo, l na ex-or-
dem terceira de S. Antonio!
J qiie lhe fallejesse ultimo sanio, compre luzer-
II que este anuo foj elle pooco festejado petos
dores dos buscaps, e de entros.i que taes tormen
dos nossos ouvidos. Bem fizeram os nossos fr
que encarando a queslo pelo lado 13o smente da
devosao do santo, e da barriga solemnisaram o
meiro com urna pomposa tos
urna commesaina lio firla e s
mente os annaes de Vitelo nos dacligucira memoria
Isso he que he servir a Dos, a si,e ao prximo!!
A nossa assembla trata actualmente daafi* discus-
sao da lei do orramenlo. Nao deixa entre os seus
membros de haver sua tal ou qual opposicflo, sem
duvida nicamente devida ao espirito que os ani-
ma em prol da provincia; all nao ha nada que saja
pessoal: nada de injuriase calumnias como no tem-'
po'da Estrella. A opposicu legal, aquella que
nsce de urna intdligencia esclarecida e de um co-
rajo patriota, he at ama condijao essencial no
nosso governo reprcsenlalivo,
Smente dos embates das nuvens. nascem os raios,!
a luz, que he provcosn, do mesmo, modo que da
opposirao, da discusso deve nascer a verdade, essa
outra lnz, que he to precisa, to universal Como a
optra. Tudo isso sao principios mui comesinhos, que
todo c qualquer rapazola nao ignora ; masque fin- /nos evelusiv
ge ignorar asocia do Bgfaniorte.para em tudo deseo"
brir motivos deaclntosa opposicao,lhemas para pales-
tras e materia de enchime/nlo das suas columnas.as
quae* sao verdaderas lingncas pela' variedade de
ingredientes, que aellas encaixa o grao cozioheirq.
da ordem estrellada : nellas se condece, desde as
No cathecismo loaco da moddad, importa isso .0
mesmo, que o dizer das outra* erasde um jaden!!
QBl eu sou, qaal seras : he a minha nica conso-
la cao.
Concillamos com o rehdiraenlo da nossa alfindega
em lodo o me ltimamente findo, que foi de.......
8&943M45.
P. S.Poubc agora me*n i de
abril, no Hiacbao, Francisco Pereira da Silva fora
assassinado por. um escravo de nome Loureoso, per-
(encenle a Francisco Mariann
Carolina, e por mandado de 1
deSiqueira. Tanteo mand
rio acham-sc presos.
No lugar Quarteis, no Ieali
ama prela prtencente a -Jaci
Ignora-
No
Narciso do9 Res, que com ell
AduPs capturado Coila B
linl\p e*Ihe
de Flix Xavier, succedida h;
' l'XX
Thereilc
SHpimario.-rlm o
Oeirense era rciatao ai
desla capital, da Pr:
. Maioi-;^J
polmicas pela Par
bla 1
Principlap
redactor
corresponden
Certamente 1
vimos impr
Jemos crcr qe se 1 i
qae ot-^*ta_? Vmc.
certnmente o hu o..;nterr
compadre do MaranhaV, -
regraneatog do dito re
nos ca~az
soal. Nessa
lidadee me
para o pnbli
dade, por lo
ciada. Diziamos qa
dido pessimaraenl.:
sino por nome Venancio Jos de SoUza, d
lhe havia encomm
ras, protector des
mente, tornamos a repetir, ou roelhor, com nenho-
ma moralidade, porque S. S.para defender a Ve-
-e da acertada mudan-
r. Dr.
1urna especie de jago, como se cutre o eri-
VenancKve esses outros fados houwesse al-
gor i 1.1 ;;3oltim homem cavalleiro, como querera
.do redactor,' de respeiar aquello
Daqui a alta de lodos ogpxKos, e (o que he mais
sensivel) dos vivcrcs.sobretiupjpara os pobres empre-
gados pblicos, que nao podera pedir pelos seus sej- ^de^;^
imiHi, Tinelo i-I_ r
vicos mais do que a lei Ibes tem marcado. Desta ri-
queza prodiizida tefn tido o nosso povo seringuciro
um grande augmento de gozos o de commoilidades,
qae nao passa delle, ouque he { bem dizer) momen-
tneo ; porque comom presante, paios, excellenles
queijos, ptima manleiga de vacca ; bebem finos li-
cores, exquisitos vinho, e boa cerveja ; veslem ca-
semira, linho, laa, seda etc., etc., tudo l mesmo
nos seringaes, onde o commercio. e a regatagem os
vai refrescar, c saciar em troco da seringa que fa-
zem, e vendem nominalmenle por 30*} rs., e mais ;
porm pagos, ou trocados com esses gneros de pro-
cos altissimose fraudulentos, fica reduzido muilo
haixo; mas, quando vollam para suas casas, nada
teem alm do vestuario que Irazcm ele.
Temo thesouro provincial e geral, um locro real
e extraordinario, o dos gneros impbrlados e expor-
tados ; de maneira que o provincial tem 200 cont*
em- reserva do resto de suas despezas", e de dia em
dia s augmente ; e a thesouraria geral lera constan-
temente 100c tantos contos de saldo de despezas, que
alias estilo muilo accrcscidas com as da provinciado
Amazonas, com as embarcarfies e vapores de guerra,
Iropa de trra, saques para Londres quasi diario, re-
messas de contos de reu em ledos s vapores para o
Rio etc., etc.
Tem emilm um lucro immenso a gente do com-
mercio, sobretodo cerlos negociantes bous especula-
dores, que eslo riquissimos ; porque outros se tem
perdido nella rom semellianles especalacoes.
A nao correr aaoVa para aqui aemigrajao geral.
nao sei como o governo poder allrahi-la mais r-
pida, e efllcazmente.
Basta, ate oulra vez etc. (Cartaparticular.)
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
MAKANUO.
S. Iiuiz 17 de junho.
Comccarci tembrando-lha que boje inleiram dous
annos. qne annuindo ao seu convite, lomei sobre
meus hombros a larefa.de ser o seu correspondente
nesfi provincia. Eni minha consciencia possoafian-
cr-Ihe que al boje s lhe he narrado a verdado e
s a verdade, muito emboca ess.1 me baja rustado
algumas dentada, de certos leprososo qae sempre
considere"! como os ossos do olllcio, ou como a
por ira da estrada. Oque me vale porm he, que
oulros que nao tu, em razSo do inasico veo ilnano-
nvmo, hao acarretado a responsabilidade deslas
lidia, al as entradas e sabidas, com os (eos respec-
tivos mmfestost das nossas canoas e botes do inte-
rior !
Continuando a fallar sobre a assembli, direi, qae
ella oceupa-sc lambem no projedo de reforma de
seu regiment, e que j approvou em primeira dis-
cusso o projecto que approva o* contratos de estra-
das celebrados pelo governo provincial, cora, os d-
dadaoi" Raymupdo Jos Ferreira Valle e Ignacio
Pedro QOadros.
Brevemente teremos de ver tratir-se da.reforma
da nossa inslrucran publica, segundo um ligeiro pro-
jecto apresentado honlem, pelo deputado Dr. rabio.
Discute-se tambem a forsa policial, e brevemente,
segundo rae contam, leremos de ouvir interessa'nles
discasscs sobre nm emprestimo, que a nossa ai
blca pretende contralor, a cxemplo das oulraspro;
viudas saas irmaas. Agurdomo-nos para a*occa-
siao competente.
A tranqnillidade publica e seguranca individual
conlinuam sem alteracao ajrama
O vapor Caxiense, acaba de chegV do interiorj,
4razendo-no* alguns sentenciadoseycrutas.
Foi geralmente ap/raudido o despacho do Dr. Car-
valhojuiz munidjfel de Caxas para juiz de dircilo
de urna das comarcas da provincia das Alagos.
Para aquelja vaga j foi nomeado o Dr. Thome de
Castro Madeira, o qnal, segundo roe c*ns.la, he um
moco de reconhecida prudencia ,e precisa energa.
O theatro continan ser as delicias do nosso res-
peilaveh aonde brilba a insigne artista Mncela
Lucc. Cmo estaseohora linda de se retirar, ape-
nas concluido o seu contrato, que foi de dous me-
zes, urna comraissao do mesrao respeilavcl publico,
se llioapresentou, roganao-lhe a prorogas-flo do sea
conlralo, por mats alguns mezes. A ^usfre artista
fannuio tao juila exigencia ; c segundo me consta.
val ser aberta urna subscripsao para reforcar o sen1
ordenado com mais 2009 mousaes : ao todo andar
por 700?.
' AmanhaaIk o dia do seu hcneficio.a segundosediz,
tem de haver moscas por Brames e mosquitos por
cordasl Ha mais de vinte das, que nao existe nm
s bihcrc, mesmo da geral, em dsponihlidade !....
Este sea criado, que f)3o foiconlemplado com um
bilhetinho, ter lalvez de narcar-lhe o ospeclaclo,
por ouvir dizer.
t'rande nial; lia n-verdaile, ler a gente urna en-
jugada calva ; haver Muida alguns degraos mais na
curt cada da existencia I ser emfim'nm vilho! I
' ao raesqai-
fazer. O
i nd plmenle
daquelle senhor; 1 - tanto amor ao
ex-prerideote, gomo* lio.i grato aos
os, que fez
demos deixar de. dizer em
vras, ptii
sin.cets
estes roz
rada as colon 0 jornal a
-"arco, qae
Em seguii

pasqun* de
nosso compar
vea-esl mais farir-
rnoo chaman
ha nada mais
lado nesse folHcuiario, que eHe
djge I.... NS6 ha mrito q
nao ha fado que nao sej.
nesse petournho !... Arr
a constan le phraseologia de que
seus eseriplos, que respiram cm
Ucencia, a calumnia, a mentira
Sao suas victimas o nosso
reir de Carvalho,, Exn
Machado, alguns en
e finalmente ludo c
intellig
Deven*
lecepso, quej
tvo de viagem;
porqui s he acoinpanhado por om grande
cortejo de indiaposigoes, vive com urna mSo adian-
to e oulra airas, he aborrecido at mesmo daquelles.
que ainda ha bem pouco o adutayarn, a iocensavam
seus desvarios e dosconcliavos.... He mtiilo'lrsle ver,
aquello escriplor depois de Uo tonga ausencia,
em vez de dispor alguns elementos para Ilus-
trar e rhoralisar seus habitantes, s Ibas lenha fei-
to males com a imprensa, de que to mi uso- tem
frito, col locando o seu jornal na esleir de oulros
pelourinlios, onde cada dia se acoula a I.....uda-'
do, a virtade .o mrito I
Ora bem, depois do cavaco que acabrnosle dar,
lie julo que oassemos ao que mais serve, (i resu-
mo de alguma* sessOes j 1 o primeiro
lugar. Comecemospela-sesgan api-
lal, que eneerrou-se qp dia 18 do. corrente.
Entrram em julgamento 8 procesaos, seto de cri-
morte, eum de ferimentc* graves, Dous reos
apenas coudemnados^um a gales perp-
tuag, e oulro i'ioilo annos d prisao, para qae nao
coutine a dar facadinhas amorosas I Todos os mais
foram absolvidos, appellando promotor de dous
jubjamentos'por falta de formulas sulistanciaes do
processo. Como haviamos*preristo em nossa ulti-
ma, foi absolvido Simplicio da Costa Rabcllo, pro-
cessado porque leve o mo goslo do casar-se com
urna vi uva rica !
Em Principe Imperial abrio-se o.jnry em 25 de
abril, e encerrou-se 2 do corrente, sendo submet-
ldos a julgamento nove processos' sendo dous de
tentativa de morle, um de oflensa phisira, eos mais
|ior lerem com o sen prprio pnnho escripto o pas-
saporle de alguns infelzes para oulra melhor vida.
Dos 11 criminosos envolvidos uestes prooessos,
/
\


uiwmu ut rtnmimttu, iuqjrv.a.1 i ut jumu ut im.
dous. ,'oratn condemnados i morte, un a id attnos de
prisco com Irahalho, oulre ntialru anuos do priso,
l>in absolvido com appollacr da parto qnciiosa por
crime de tentativa de morle; dons aceitadas doof-
fensas physicas foram absoMdo, e nao lioaveram
delles appcllarao: Qnal/iunUv ddxaram de respon-
der ao jury qoatro por estrategia do padre uii
Lopes.Tcixeira, oonfietdo om Pruc\.-Tfiipcral por
padre Veneno.
Os dous condemnados -pena ullii foram Fran-
aisoo Thomax de Aquiuo o piaroThiaz de quuo,
quo assass iuarnm i uro rmSo. Os Iro ssasslnos,
nadarla o entreunte .-TSvas*' fn,U? T
cUc Bo lolo que no uubcssc qW-f* Pd'a azCT
canal por qualro coulosdei. tT1 awda ,re-
aMenoia.ttiandJriamos o engoi.lu ",,ro Lsmpos ,l"nilr
onladaobra, dirig-la e conclrf'"13 Com a l,0"ivcl
perfeicfo, ranto mais quanto U eraa obra uma da"
quella, que merecen ser (aiJP debUo da directa*
de un homem protetsionL[
En Principo Imperial/^01" naviao ltimamente
algunas cliuva; a fume pJn vaUlesapparecendo: nes-
(e municipio estamos j'-m vwfl0, Ncsl cidado tem
havid alguna rouboj*' e espaneamoiilos, de qne sao
t
que nao respondern ao jury por/'rulesias do paJ "SIS-*'*' *w~S de primoira liulia e de polica !
dre Luiz Lopes sao seus prenles amigo, ^sflcr: Devenios eouretsar-lhcqUe,lia muilu, que a (ropa se
aeha indisciplinada, o que sonao liouver algum ri-
gor eslamos mal, porque cnlinarao os desalios da
Pedro Bibeiro Mello, owlemnao-BUI7e a 23 de
abril de 1852, Francisco Irineo Pessoa, aecusade
pela morle de Ignacio da Silveira Gadellui, e os fa-
mosos assassino de Jos do Paiva Bezerra, de nomes
Jos Soarea das Climas e Cosme Vieira do Espirito
Sanio, que e'an 1852 foram c,ondcmnados gales per
peinas, e ais boje nao ppderam responder ao jury no
Priucipe Imperial, porque tratara de etnpregar lo-
dosos roclos, afim de conseguiris Ir responder em
Marvao, Olido esperam, ser absolvido, e assim os
i dous jirimciros!! J llie distemos uma ve* o que
era o jury de Marvao, e o escndalo com que =tfo al-
l absolvidos reos dos mais horrorosos crimesl 1
A sessao judiclaria de Campo-malor, que abrio-se
no dia 22 do corren!; foi muito lacnica, pois ape-
nas houveram dous procesaos-para entrar em juffti-
mciilo. O criminoso ^de morte Pedro Pereira Mari-
nan foi absolvido, porque a defeza provou que este
individuo no lempo, era que dizem ler commeltido o
efime, linha apenas 11 annos de idade.
No da 23 entrou, em julgamento Clemente Lopes
e Silva, acensado por furto de gado, sendo autor
seu primo Eslevao Lopes Castello Branco. Este se-
gundo fe foi tambera absolvido ;. porm a parte ac-
ensadora appellou. JS Dada mais acerca da sessao ju-
dicaria de Campe-Maior.
Nao acreditara Vmc. que nm namorico, acotnpa-
nhado de um rapto, teuba sido capaz jde anarcliisar
um municipio ? e de por era movimento o paiz ofll-
cal Pois he verdade, o csu he recent, e succedi-
do no municipio das Barras: passamos a nrra-
lo com alguna promenores, e era presenca de uma
cari* que hojerecebemos, que nos escreveu uro ami-
^^^ip, que mora para essas puragens, e que est bem
^T. lardo acoDlecimenlo.
*J Na roauliaa do dia 15 do correle foi depositada
em casa do Sr. Joaqnim Ferreirade Mello, ni fpen-.
parle daqueltos. qum se ada confiada a guarda da
vida e propriedade do cdadao, o que he summa-
mciile horrivel !
Arremalamosesla com o dizer-lhe.quea assemblea
provincial, quo tinha deabrir-seamanbaa, foi adiada
para o 1" de julho.
Adeos. Disponha da vdhlade de quem llie deseja
muila ventura, dinheroesaudc.'elc.
KIO GRANDE SO NORTE.
Natal 14 de junho..
Sao lanas as fallas era que lnho incorrido para
com Vmc. que ja me nao. animo mais a pedir-lhe
desculpa : mas o que quer que eu llio peca 1 Bem
sabe que o pobre anda sempre a mreee do rico, o
escravo do Sr., o inferior do superior, o assim por
diante : faz um mez quo lhe nao escrevo ; .mas por
que ? Por que foi-mc mislcr acompanhar a um a-
migo que segua at a Nova Crgz, e com qocm li-
nha en negocios, queaqui nao podamos concjjr; e
mis veloz que o rio d'aqui parli.em borri corsel.cl
del com os ossos por lodo sse lempo quo level sem
Un; dar noticias nimbas; nao defraudo porm de.ler
stias, porque seu Diario, qual um oulro judeo er-
rante corre todo eje mundo de Dos; assim pois l
mesmo emNovgCrnz fui obsci|uiado edm alguns, e
"ire ellesconT^n. 103 quedeparei coro urna das
minhas nllirtias jjssivas, e uma correspondencia do
nosso D. Qusote"moderno : oh I que peca nao he a
tal correspondencia -Eu bem quizera que c"-> pas-
asse desapercebida p6+ que eH he drgua c de
seu autor, quo porcdnsequencla nao acredila j nem
desacredita a pessoa alguma ; mas levando eu nella
bous colas, parece-me qne nao devo defraude azo-
nagar .cateo( que sem peijo me procura molestar,
o^jae eslou certomepermillir quefaca roesmo nes-
Cruz pouco dislanto da villa des Bar-t (sfmessiva, pois que por causa do ohTcio no t'mou
"- "1 Magdalena de Jesu, filha de J

^HTf
to o Mlo escreveu ao sai da moca c
luim Jos nabello de^aujo, parlicipan-
enrsua casa se acliav depositada su a (1-
qe dessem saas ordsns gofcl* pelas
loras da manida. Torara^eslea^^^HttlelIo,
:iJrou fran-
ique os
omcnlu em que o
atfvam de porsun-
lamilia constrna-
la casa um^giupo de 18 ho-
mens arsBa.ds^*acaniarles c tWana 10 'do faeOes e
meados por aquinjJos do He-
r, Icnenle-roroiiel Jos Aj
'jor Joao Baptisi
. de lomarem a mocil,, porque
iam consentir que il
jcabra !
^rref
Hess* ^m
,-j, fl ie denles Hqnelle hers ; pelo que sem mais ca-
raujo, rapta-' por seu lio Jos Fer- vac vou a'o gigante, ese Dos quizer, pretendo com
snas proprias armas torna-lo miej-oscopicot
Diz o homem.em sua correspondencia,que' um
correspondente anonjrno tem procurado ferir sda
reputacao desconeciluando-o mairgnameBl.allefando
a veru>de, e desnaturando os factos : eis o que me
molesta, e qne rae empresta o correspondente,, por
que nunca o quz deseonceltoar, e se algumas d
soas gentilezas Ihe'lenho narrado, he por que s
selornam aqui laopubllcs.e Uo sabidas que ea
naopossodejiar quellas fiquem mAq-aecinie,,,,,,
sera rallar ao qne lhe promet^ ajamos porm o
qne a Ul respeito lhe tenh^Ho, e se he'ou nao o
que o .mesmo utrjkrorrespondencia innocente-
fZte, re'peo cora sua propria penna : antes disso
porm vejamos anda dlguns pedar.os d'aqartja obra:
Cumpre-me pois responder a esse medpnimigo
embotado, amigo das Irevis; o portante felo seu
mesmojornal me faro favor de publicar a prsenle,
para-que o publico me pessa ju|gareom/v/i'f'a, e
apVeelar os motivos, qae movem essa penna parcial.
e inventora. Qne se pjibrRasse no ser! masmo
Diar\o essa correspondencia, muito esmei eu, por
que com mais segorauca me vcio a mao ; e anda
mais estimei que seu autor invocjisse o juizo to pu-
blico, e Ihe^fedissc just^l, porque eslou certo qne
mr, e tambera a mm, a quem o cor-
|nle-mao quer emprestar motivos Jar-
Kaes diz ser eu levado quando narro
por certo qoe lombra-'a poneos
Tovincia nma camarilha, que a quer
^ la e excltivamtnl, e porjuo em
mimlem Wlconlrado obstculos, guerrea-mo com
furor, o velania : a ella se acha ligarlo o nolire cor-
respondente, a Eis ao que se chama fanfarro, pre-
s umido.
Ora, a que chama este Sr. correspondente cama-
pnio
,opes7Co" o iim
iiam elles, que nao
Trenla cassssc cora um
r mora, e qne a
os podacos! \
lamento realisado teas
sno eocontrassem
a energa precisa. O grupo
'.uta para a retirada pelas pacifl-
rndenlcs per>uasnes do pai e to da moga,
lo esse gru pora Oulro, leudo sua
Joaquim loiv,do liego (lainbem irinao,do ?ap-
tor!> enlSo iiiveslea reunidos de nov
Mello, quo i hre-shir toda a,*un energa,
ra disUnaia a gr*>o armado,
^^HUe BApunfa de :ii pessoas, que s depois das
larde resolvtram retirarse para
no lngar Peixe ficando anda emea-
Mello a mora e seu pai, que continuou per-
la voilar ao scio/de sua familia, porm em
! Considerando o Mello, que, oonservndo-se
fazendn podia ver'aida essa casa aggrdjdl por ri"'a? Sem duyida que amaior parle do partido
fcn> armados da gflnte do Pefre, d quem he ni- '"or'ta, que nao qftte apoiar a sua candidatura por
#
jando evitar cpnsequen/ias funestas veio
I^^M. villa, aVompanfiado-tla moi;a, com o fiai de
la depositar judicialmente : o que feilo, Iralou
o Mello, coro consenlimenlo do pai da roo;*, de dar
ospasses precisos para a dispensadas sujekinhos,
que coro Uvor de Dos se querem casar. Quando
as ceusiis pereciam ja estar acalmadas, eis qne so-
b.revem novo aguareiro deslacamento da villa,
. comii o alferes de polica Monleiro poo-
en rere** cato do dplitario Mello, a qnem o es-
itricio le um mandado rio juz mu-
i't a entrega da mocil ti seus peis;
a occasjBo he lirada forca dtreasa em que se
va.
Nes| oecasrao approjimou-se do thealro do acori-
egad V polica, quer faier cessar
dide e selvstj j, porm o commandanle da
forca j nari s,- e passa i insultar ab dele-
.i ponto de'querer dar-lhc com'una bengala,
nao cooseguindo cshordoa-lo por hwer n tempo'
acudido o Melle.
nd&nte foi preso pelo delegado em nomo
da prwil*rci. Nesse pflcaram as cousas;as Bar-
ras:o Mello e-o dele. ca chegaram boje
'esta cidade. com: lo defUcamento j
Stn rendido,e esperamos, que como esla providencia o
%\m. Sr. | u Iras enrgicas e acer-
tadas n*di. o monicipio das Barras i
sen estado noi
Tamben) pozerahr-scem lula no monicipio da Par-
nahiba o juii mohicipal Dr. Simplicio Hemcleriq
Lopes e outras polancias da lerri-
loda cssjt fulricada foi fazer
mma buiTaeiieira o Dr. Machado, e ser por isso sus-
penso-do exrcicio por entrica dojoizde direito,
ara'a relarao, e sem dar mais ca-
archa para o Maranho, e croio qne
ver anda um pouco de
sejiso prudencial nao vollr para a Parnahiba, onde
nao pode nunca mais viver pelasmuilas indsposicSes
que leve a habilidade rte adqueri
esla provincia; e se estes poden ser cliamados de ca-
marilha, o que se dir dos quatro aclitos qne cer-
cam a S. S. 7 Quacs as violencias, e exclusivismo
desses a quem chama do camarillui 1 Por ventara
nenhum delles j praticon o que cerlo juiz munici-
pal 1 na cidadp da Imperalrz +1 Mas nao quize-
ram ccuicorrer pafa a cecfio o correspondente,
ergo, sao esclnsivistas, sao violentos.
Que lgica de chupeta I Como sabe o correspon-
dente que cu me acho ligado a essa camarilha ?En-
lao sabe quem eu sou'? Que finura de rapaz, qi
conhece os anonymos c amigos das Irevas E de-
pois que cachoera poltica no he S: S., que a mao-
ria da provincia sobre elle esharra, e ainda> so n3o
quebrou 1 Deizo aqui as palacdadas do correspon-
dente, e o#companharei na historia da execueo da
thosouraria provincial, de que lhe dei noticia, c quo
tanto molejtou ao quefroso correspondente, que diz
ser um eonplexode perseguicoes que deveria encher
de vergonha aos teas adversarios 1 Que nome
tem isto ? Bu nao encontr um que se possa dar.
Eu lhe disso em uma das minhas, qne, a thesou-
'rarhi provincial eslava execatando o' Dr. Amaro por
-6:90aSirit que lhe devia de dizimos de gados, qne
havia arrematado, e que jior isso j lhe tinha feilo
tequestro, embargo, ou cousa qoe o valha em um
escravo: o Dr. nfaro Bezerrawm sua corresponden-
cia confetsa, que nao arremalou, mas que foi socio
comoulros, que nSo assignou os termos d'arremala
cao, nao asshznou flanea, porm assignou letlras;
isto foi o que cu lhe narrei, e elle o coufessa, como
pMis eu o quero calumniar, como sou inventor, como
allerei a verdade? Nao eslou cuerameu direito
dizendo, qne o l)r. he quem me quer calumniar, e
invocando iarabem o jnizo do publico a quem ser
elle favoravel 1
datfe.
Vejamos anda quem faltou ver-
Dizo Dr.qnc assignou letlras qne s o obrigam pa-
ra com sens ocios, e nao para com a lliesouraria :
digo cu, he falso, porque pn vi em mao do e"scriv3o
Bocha, lollras sacadas pela lliesouraria, e acceilas
pelo Dr. Amaro e muito breve lhe remetterei a ccr-
. em armisticio com o liacamarle ; a qnin-a (Jil0 ellas
V
na lie A. .icios sanguinarios; o permit-
i|ile esla siluasao continu sem interrnp-
So. Apenas sabe>jios do um fado succedido no dio
de correnleno termo de Jrumenba. Nessedia as-
sassinaram, nao sabemos qocm, Luiz de Christo e
Souza com um tiro na testa, duas facadas no peseod
eoutraacost-ella. A polica esli empenluula env
descubrir o assassioo, e eremos que ella conseguir
caplura-lo, y,orque a palela desta provincia faz mi-
lagres, o principalmente te considerarroos que nos-
a he ama das mais atrasadas cm cirilisa-
eoi qaasi forca-alguma, e possuo iftn vasto
i tegua* de exlensao. A nos-
i facto-acabante dar-se
; nosso dito. Em 1852 toi
o Riacho do
Sangu la Cachoera no Cear,,onde eslava
coaiei 'irpatuai, Francisco 'Pinheiro
de M' ii brbaramente a tr*i colea-
dos m'enorr- i vez evadido 8a prisSo foi cap-
turado no dia 5 do correle na fazluda'jVaadnyu,
do coronel Jacob, do termo de Campo-maior. Um
amigo de Campo-maior no* conta a pristo desse cri-
minoso pelo seguale modo. No da 5 depoi/do
meio-dia, estando m sua janella o Dr. Raynmndo'
Antonio de Carvalhq,um cavalleiro lho enlregou
uma caria, em que lb dziam que o-criminoso Joa-
qaim Pinheiro de Mello naqUelle dia se passiiria da
f.iienda Abelheira (tora S. Domingos, do coronel
Jacob, exilia naquellajtora estara descansando na
fazenda Mandinga, etc. Nao se achava o delegado
de polica na villa, c nao obstante estar o Dr. Csrva-
llio uo ejercicio de juiz de direito inierlno da comar-
ca, despidi dons soldadas cavallo cm procura do
criminoso, que foi capturado e recolbido cadein,
onde confessou, qoe'desde Janeiro que eslava resi-
Uindo na Jbelhcirn I Louvores pois ao digno juiz mu-
nicipal Dr. lia; mundo Antonio de Carvalho, que
em Campo-manir, na quatidade de delegado de po-
lica tem sabido dar cabo da rara bacamarleira.
Nao nos engaamos, quando lhe dissemos, que o
canal do Iguaruss nao seria feilo pelo piaco da ar-
remilarao ; o emprezario acaba de pedir mais rs.
-:0M>>0l)O. dando,nao 'sabemos que razes de cali di;
esquadn, par juslilirar o seu pedido. Se eslivease
em uossas. ntaos nao dara o: tari dous contos de n,
s~*
para prorar quanto lovo dito, e depois o
publico, que"Iance sobre a face do quem o merecer
o ferrete de..... conclua quem quizer, e contra quem
justo for. AIem disto dado por hypolhose, qoe n
Dr. Amaro nao fosse'o arrematante, o que nao con-
cedo porque vi o contraro, bem sabe o Dr. ou ao
menos devo saber, porque tem uma carta, qne para
com a fazenda 13o brigado he o arrematante'como
os seus fiadores e socios anda particulares, ou quem
com estes contratou, pois que (he de le) a fazenda
sempre entra com sua ileocao liquida, e fundada ;
sendo pois o Dr. socio como quer, e sendo execulado
pela izenda, osla ella em seu direilo, e ri3o se podo
riossa quesulo ; pois que nliguem acreditari que o
inspector Jeja um feiticeiro tal que traustomasse to.
dosos termos de arrematadlo,.e al, oh meu Dos
cornos* esereve isto I as lettras tacadas petos socios
Diz mais o Dr. que nunca negou o debito,-e que
eu uesla parle fui inexacto ; eu lhe affirmo que dos
aulos da execurao consla sua negativa, a cidade de
S. Jos lie teslemunua de quo S. S. por la dizia na-
da dever a fazenda, o cm lempo provarei melhor
csa parle.
Um Irerho da correspondencia do Dr. he para mira
enigmtico, nao sei mesmo o que nello qlicr dizer,
porque principia com ares de consclliciro, e acaba
cornos seus lugares communs que nnnea dcixa de
caprichos, e pi'i|uennas vingancas. Dar-sc-lm a
caso qne o Dr. se persuada, que cu sou o Dr. Ha-
llullo !... Bom.a mulliplicacao do meu individuo
nao mo incommoda ; mas dadoj caso quo assim te-
ja, que oflensa lem aquolle Dr. de S.. S. que teja
preciso vlngar-te na qualidade de juiz ? A trra he
mui pequea, e eu nao me consta "que S. S. hou-
vesse ofleudido ao Dr. Rabcllo por forma, que o ce-
g.;isse, c que csqucccudo ^posifao de juiz dalla seJ
servissepara tomar uma vnganca ; tem duvidaque
Dr. correspondente affeilo como est ero fallar
em vingnncas, e perseguirles entende que nao ce-
der as suas exageradas pretcnoucs he persegul-lo :
he um phaulasma que nao deixa. Dr., he igual
a dirs outras palavras, que mao grado do Dr. sem-
pre lhe cscapam dos labios meus documentosI
O* dor I
Um oulro factoque tambem lhe nolicjei o confirma
o Dr. e he o ler elle denunciado do Dr. Jernimo
na qualidade de inspector, ao qup somcnle acres-
ceulei, qne por militas fallas que houvesscm na llie-
souraria, isso nao desobrigava ao Dr. Amaro do que
lhe era devedor, e por isso, meu- Dos, bocea que tal
dhsesle 1-ficou ohomem mat comigo ; he uma sem
rozan ; o faci foi publico, cu Basta de cavaco ao Dr. Amaro Carneiro Bezerra
Cavalcant.
, llunlcmaqui;.negaram ot presos que foram res-
ponder ao jury em Gnianinha, mat ainda nada sei
do que por l se passou, porque ainda mo me cn-
contrei cuna nenhum dos meus indagadores ; sei po-
rm que vieram quasi todos os presos que foram,
pelo que oif foram condemnados, ou appcllauos,' o
quesera mais provnvel cm vista da pouca'couscien-
cla dos nossos juizes de faci.
Felizmente j.i lhe possu diier qne como carne
gord a 6 patacas a arroba, e quando Dos quer a 5.
O invern lem sido rigoroso,
As febres ji deiurain a villa do Exlrcmo, porm
estaoacaslclladas ua Boceada Malla.
O mais continua sem novdade.
- 21 _
Depois de minha chegada de Nova Cruzja lhe es-
crevi, porm anda nao* tinha sabido pelo iiudo"
rczultado do jury de Goianinha porfue os musoa-
ledoret sao pouco diligentes1..UT0 me Iransmiliram
com proroplidao o reamado de suas explorarse*:
ah que se pillio Jjfuio ricansavel Merelcs do seu
correspondenlf ,fa Parahiba, eu lho prometeria di-
zer ernfcBipo muila cousa que as vezes as venho a
^''ur "quando j tem -proscripto: pude obler do meu
amigo Bocha as scguihles noticias:
Foram sulimetliilot ao jury cm Goianinha o p^>-
cesso monstro das mortcs havidas nojKeMadosfluc
"'aquella villa guardavara auus presos, c que bar-
baridade d certas personagens que Wao ainda do-
minavam pelo terror do bacamarle, emprchendeu
lira-los'do poder dajuslica, por meio do ferro lio-
mecida; digo processo mohatro porque conlnha elle
uns poneos de correos, mas leudo mullos dctleS sido
j em outra poca absolvidos reslava o celebre Bei-
ju, c Jpao Nunes,.cstc ultimo he o mesmo que foi
o ass,issino,do infeliz presidente Bibeiro; o primeiro
foi absolvido, mas o Dr. juiz de direito interino nao
podendo appcllar porque nao havia inrelizmenle
provas no processo, que tinha sido riinilo mal orga-
nisadu; passou orco a dsposirao do Dr. chefe de
polica, -porque sobre elle recahem suspeilas de ou-
tros muilos criines; Joao p{unes porm nao pode ser
julgado, porque leudo o advogado recusado a 10
jurados, b o promotor 12 corrt os impedimentos ha-
vidos entre os sorteados, esgotou-se a urna, foi trans-
ferido o julgaraqnlo para oulra sessao. Por essa oc-
casiao dizcm que o advbgndo que era o Jiomem dos
preleslos e documentos, quero dizer, o Dr. Amaro,
proleslnu contra a dccis3o do Dr. juiz de direilo por
que dizia elle ter liavido abuso lias recsaces, c que
por isso devia-se proceder novo soreio; mas o Dr.
Kabello, que muito conhece as escapatorias do advo-
cado, nao esleve' por nada, esat*fe-lo somente com
o mandar lomar por termo seu protesto, e contra
H-olesto do promotor qne se nao quiz com os funda-
mcnlo^nexalos do protesto do advogado. Eu qui-
zera que essea meus Srs. me dlssessem cm que ds-'
posicjto de'lei se fuudam laesprotestos; pois que en
be verdade que pouco entendido sou na materia, nao
reconheco protestos legaes alm dos de lettra, mar-
timos, o os commcrciaes; sao quixoladas. Tambem
era romprehendido naqiieUe processo o facaiihndo
Antonio Francisco de Mello Bacaaiarte, que pelo no-
me nao perca, e para com. quem foi o jury mais cons-
ciencioso pois que apenas'lhe deram galsperpeluas
Jos Gomes aecusado |Hir 'crime do morle foi mi-
moseado com 12 annos de pr is3o cam trabalho. Ma-
noel Joaquim Limoeiro aecusado pelo crime d'uso
d'arma%, e sendo absolvido o juiz porm appellou :
Pedro Barbosa da Silva, acensadojMRrime de mor-
le, lambem foi condenado a cGjBrMe prisao Com
trabalho Cosme Jns crimes de feriraenlos gravea em dm leve a pena de
4 annos o meio, e em. oulro 8 anuos, e multa cor-
respondente a metade do tempo: Fclippc Jos Fran-
cisco aecusado de (eplativa de morle, ilcou dolido.
para o recrutamento: Sebastian Jos Meireles, crime
de morle, fdl absolvido porque provou haver, morlo
a jim individuo, a quera pilhara em adulterio com
sua mulher, e que alm diso o ferira raS'emente
com uma puuhalada: Jos dos Santos Marques Bego
aecusado por tentativa de morte, c por morle foi ab-*|
solvdo em ambos os, protestos, e de ambos appellou
o Dr. juiz de direilo ; osle individuo lie o proprio
que assasiunu no infeliz Joao Alves Via una cm Cam-
pia Grande; empenhos desaa provincia invadiram o
tribunal,eporissoconsegtlieaabsolvicao masfelizmen-
tcelles nao poderam penetrar at aoDr. juiz de direilo
e a jusli^a Iriumpliou! Joaquim Jos de Santa-Auna
cumplicidade de tentativa de morte foi absolvido :
Guilborme Kibciro da Cosa aecusado por haver
morlo a sua propria mulher, condenado morle:
Francisco Flix da Suva perjuro absolvido; estes fo-
ram os resultados dos trabalbos do jury que durou
14 dias de sessao; pra aos Ceos que sempre podes-
temos obler taes resultados; porque entao creio fir-
memente aulado'muito na carreira da civilisarao eis por que
dizia eu cm uma das minhas que muito coufiava na
energa, e reclidao do Dr. Babello por que agora
medz o Bocha as difleuldades qne enconlrou aquel-
lo Dr. para reunir o jury,'esperando 7 dias depois
do marcado para' a rcuuiao do' tribunal em uma
estacSo invernosa e por caminhos iulrauzilaveis, e
saliendo resistir todos os planos que se emprehen-
ilcu para absolvicao dos devorsos criminosos cm que
nada se popon al mesmo uma fuga gnr.il, que te
teri conseguido se ero lempo o Dr. nao fosse
avisado por um amigo ie nao livesse cm seu auxilio
a actividade o zelo do alteres Urbano Fcrnandes
Barros que commandava forja; pois quando acu-
dio-se jase cnconlraram asgargallieiras quebradas c
chaves d'osso para nbrrem oscadados; a Provi-
dencia desta vez veln-sobre asorlede lodos, nao se
den ascenu de 18501
com
aqui
mos em que se nao abra a ultima sessao do jury
em um auno.
Na.ultima que em um distes dias lho escrevi, es-
queci-me dizer-lhe, que lie uma conga bem dilicil*j
uesta minha tefra, o ser-so seu correspondente ;
porque este deve eslaasob as pela de quanlos lhe
quizerem dilar o estylo, o as palavras de que se
deve tervir" para lhe oscrever! Ja nao admiro que
o amavel collega do liberal quoir torcer minhas
palavras, quelra mesmo lhe emprestar sentido qoe
ellas nao podem ler senao em uma mente escande-
cida pelo estado febril de desespero'em que so v;
admiro, e muito admiro, que huuvcste quem to-
masse com* uma alusao as poucas palavras que di-
rige em rasposla.a outras doseu,correspoudente-da
Paralaba Ora, eis o que [se chama querer o camel-
lo passar por agula 1
Quem poera descubrir uma alusao, que nao seja
ao correspondente da Parahiba, nestas palavras__
principalmente dous brilhanles negros vi eu, que se
me pilhassem nos meus 25 annos, me leriaireom-
pensado a massada ; pois que com quanto nao fes-
sera iguaes aos que magnetisram ao nosso amigo
da Parahiba, e quo rae dcixou o trabalho deadvi-
oliar que as Nyades de certo rio,lambem visitramos
passos, todava eram scinlilanles : eis pois de iue
se tem tirado alias conclusOcs contra este sen cria-
do, -personificado em outro cujn ; mas eu que nao
escrevo para as caberas que criam tae luses,
pouco me incommudo, que se empreshrsla ou a-
queUa.sgnificacaos minhas palavras, lano mais
qaanta eslou seguro de que em minha ronsciencia
l ellas nao offendi a ninguem. O que se quer
Jig quo fique, na phrase de crlo amigo a bor-
do do mesmo barco, e que fra nao respire nada dj
qne aqui se passa; emfim aqui ama-sc ao silencio
Sr. nao. pois nao ha de ser assim cmquanto Dos me
der vida, e saude; e Vmc. flzer pastar pelo seas ly-
pos quanto lhe eu escrever.
Tambara muito se agaslaram com a descripraoque
lhe fiz do nosso elegaute thealro Queriara que eu
dissess* que linhamos aqui um S.Isabel, um'S. Ja-
nuario,S. Pedro d'Alcanlara, ou talvez o S. Carlos
da Despatilla 1 He ser muilo pretencioso At
nao quer Vrac. ve onde chega a filaucia dos
Iheatristas? Dizem que no da 7, de setembro ha-
ver uma explendlda reprcsenlarao dramtica no
tal S. Isabel, ou como em direito melhor nome haja,
para a qual se nao convidar cerlos e determiuados
individuos ; porque uns sobre elles chem suspeilas
de seren alguns doseus,outroj^wjnue com elles
tem reJates : eis tldj^!i^"tfossocSam^'1e cvili-
'S^p e| jleijxfe cscrevr, porque fallei em unsolhos n. '^ros,
porgue nao gostei do thealro, porque lhe digo o qne
por aqui se faz, c se falla I O que sera te eu dis-
sesse tudo que publicamente aqui se falla '! Se en
lhe contasse uma historia do um conlrabando apre-
hendido por om guarda d'alfandega. recolbido a
casa do guarda, e delta lirado, nao sei por quem,
por ordem nao sei de quem, e qpc por essa razao se
trocaram nota's diplomticas nao sei' entre que po-
tencias, o que se nao Siria de mm? Mas eu s
cont islo a Vmc. porque conheco que he pessoa de
aqui para nos ; se porem cahir isso no bica dos
seus compositores, va feilo ; porque tambem elles s
conversar cora os typos, e estes fallam menjos do
que certo rbula domen conhecirnen tu.
Estoja val um pouco longa : saude e l'argent.
--

no<
Ainda resta o jury da villa di Extremos, queme
do l)r. Amaro, ssmnd hornera feiticeiro que lie o tal nspeetor, e o Dr. A-
soube de todas es(asmndlcs, falsificnroes,
procedeucriminalmenle conVa o inspector;
(ue homem generoso, que se conlenbju com o de-
nunciar o estado de atrazo da escripturaro da tbe-
sonraria!
J^'t v pota Vmc, qne ludo quanto lhe disso esL-r
confirmado peto Dr. em sua correspondencia, e que
por isso nao fallei a verdade. Nao entro na aprc-
cnclto da boa, ou m fo como p-ocede o Dr. para
com a lliesourina, pois de suas palavras tirem a il-
lajlo queqnzerein, o nem-sei tambem dos escn-
dalos, dos irideferimeulos de snas TielisOes ao Dr.
Rabello, sai smente que este negou ao Dr. Amaro
Ufe maudar entregar o escravo cmquanto'iiao das-
se depositario idneo, c logo qoe isto foi satisfeito
foi posto cm liberdade o escravo ; se isto he prete-
rioao de direilo nao spi; bem como lambem ou^
fallar nesse aggravo, nao 6ei se elle "est parado,
ou se j seguio, mas no caso de estar parado, por
quo nao .requeren o Dr. contra o procurador fiscal ?
nu querer que o juiz sajasen .solicitador de causas?
lie ser muilo pretencioso Finalmente nao pode
encobrir o Dr. a razOu'de quesa que lem conlra
mim, c \cm n ser o ter cu levado ao dominio do pu-
blico o que, segundo seu entender, s devia ser dis-
cutido iins tribunal'.;, como se o que est pctuleiitc
d-i tiiliuu ie- nao est na dominio do publica !
i*'
suppouho j ser presidido pelp juiz de direito effec-
livo o Dr. Lobo, que dizem breve aqui estar.
Eu desejo sempre fugir de locar em negocios que
correm por conta d'outros, mas as vezes nao posso
defrar de clamar contra certas cousas: eis por ex-
emplo a grande extene.o que lem esla comarca, c
coulcndo G termos as distancias de 1(i, e 20 leguas
u sol, eao norte, nao pode deflhir de trazer gran-
des inconvenientes na mareha dos negocios pbli-
cos. Desde o dia > de Janeiro que lev lugar nes-
ta cidade a prmeira sessao do jury no dorreute an-
no, c desde entao que p juiz de direilo anda em
perigrnacao por aqui, e por all, e linda nao con-
cluio a primoira sessiio em toda a comarca, no en-
tanlo, que nao abri correi?ao, porque sendo inte-
rino nao pod faze-lo, c ja estamos no meio do an-
uo ; be pois evidente que a assemblea provincial
nao lem lomado na devida considera<;no essa mate-
ria que exrlusivameutc lhe perlcnce : atlendam
pois a essa ma divisao os novos depulados, rcme-
diem este mal; esta comarca da duas mullo grandes,
se dividrcm os termos de S. Jos, Goiauinha, S.
-Denlo, Villa Flor, formando uma segunda comarca,
PARAHIBA:
BXaBunfuaae 18 do junho.
Temos estado alguus momentos destes dias bastan-
temente presumidos e fatuos ; primeiramenlc, por-
que algueui nos lem feito o favor de conceder-nos
o dom da ubiquidade ; em segundo lugar, porque
nos considerara algumas entidades, serlsiveis da nos-
sa trra.
E na verdade ; cusla-sen comprehender como da-
mos noticias tao promplas de duas localidades 13o
distantes 1 .
lie isto sem duvida um enigma, para cuja dicifra-
cao precisarse de um genio especial, de uma' agu-
deza de Newton E o que dissemos nos de mais
que nao nos possa ser attribuido a nos rsticos da
roca, homens da esteva do arado? Por ventora o
scalo das locomotivas, dos gazes, da eleclricidflc,
do magnetismo,-dos vapores, da homeopathia, e tan-
tas outras invences mageslosas que enobreeera a es-
pecie humana, tem retrogadadu algum passo-desfe
caminho progressivo, cujo termo se acha marcado
pelo destino? Que nivelaraenlo.quc ponto de contacto
enconlra-se entre o nosso procedimento c o daqucl-
lcs a qnem do a plernidadedos nossos escrptos? Es-
tis engaados, metes amabelissimos : nao temos o
dom da ubiquidade, porque elle repugna com a Bos-
ta natnreza ; nem 13o pouco somos aquellcs a quom
fulminis 13o injustamente.
Queris saber qnem nos somos ? ei-los : somos a-
quelles quo tomamos a tarefa de relatar, commenfar
e emitfir o noss alvitre sobre as diversas oceurren-
cias, ideas e principios que assaltarem o nosso espi-
rito, excitarem a nossa rtiriosdade, e Irpuxerem al-
gumaulilidade; somos aquellcs que eslamos disposlos
a|affronlar os embates dos ambiciosos, zoilos e maldi-
zentes; e sustentar cm termos precisos e convenien-
tes toda discussao franca e sincera ; somos aquelles,
que respeitadores, nao escrevemos com subterfugios
e com intencoes de inquinar reputarles alheias ; so-'
mos aquelles, emfim, que, para realisar o nosso pro-
posito, depomos considerares de todo genero, abdi-
camos as bas grnras, e tomamos como norte, como
bussola a verdade, a Justina, a razao, er urna pa-
lavra, o dever.
Se n3o eslais salisfelos, recorrei a hermenutica
carbonaria, coja tendencia expansiva, cuja forja
elasleria se prestar sem duvida atonclusao a que se
inclitiam es vossos instiuclos. O corajao rhano,
oBserva madama de Stael, absorve os sons puros qu6
parecem ensinar a dcscobrir o segretio do%Creador,
o misterio 6 a successao dos factos da vida humana.
RcIDel sobre este pensamenlo sublime e faei a de-
vida npplfcncao%
Observando sobre a nossa municipalidade, deve-
mos convir para logo, que a sua instituirn 8cha-se
geralmente falseada entre nos, e tem chegado por
assim dizer ao apogeo do d.iscredlto ; sbndo por de
mais sabfdas at diversas cansas que convergen! para
isto. Este poder, reconhecido de dala immeraorial,
que nao he crealura da le, mas que existe pelos
rigorosos principios do sociabilidade, com gemios
natureza humana, como diz nm publicista, e debat-
i de cuja sombra tutelar os homens se devem ret,
nir para o bem commum, acha-se em nosso paz a
brajos com a^naior decadencia: a nossa cmara
municipal sofrrct>or seu turno dos males indemicos
a taes corporales.
Sabemos perfeitamentc,quc a deficiencia de meios
concorte'para este oslado de displicencia da nossa
municipalidade, mas cnlrclanto forca he reconhe-
cer tambem, que uma vonlade decidida, unida ao
louvavel desejo de ser til aos seus municipes, tea
sobrepujado a esle inimigo poderoso de lodo o pro-
gresso, removerido cm parle as consequencias resul-
tantes de sua poderosa aceito : nao poder-so-hia, por
cxemplo, mandar construir sem capilaes, caes, pra-
eas, pontea, calcadas, queduclos, chafarizes, cemi-
lerios, estradas ele. etc. ele, porem no xercicio
das soas ailrjjjnirrics poderia a uossa municipalida-,
de curar de inleressses mui rcaes a prol dos seus
municipes, sem ser preciso o croprego de grandes
numerarias: a limpeza, desempachamento das ras,
e ludo que pode concorrer para o accio e salubrida"
de publica, a designa<;3o do logares pira driositos
dos gados para o consumo, para o raatdouro, para I
as salgadeiras ; a activa vigilancia para que animaos
prejudciaes nao vagnem cm manadas pelas ras;
para que estes negociantes agiotas nao falsifiquem os
seus gneros, propinando muitas vezes ao povo ma-
terias corrosivas, e Indo o mais que longo seria e-
numerar, imft nao pode escapar mais rnde inlcl-
ligencia, sao sem duvida beneficios do maior [icso,
e que nao demandara grande quantidado pecuniaria,
por uro .cdigo de postaras que minuciosamente sa-
tisfaca, e preveja a todis as necessidades do sesvico
publico. ,
Lancemos uma ligeira vista ~no nosso municipio^
e vejamos que aspecto elle nos offerece com rela-
rao as suas necessidades peculiares : salubridade
publica, esta condii;ao ncessnria a existencia, este
elemeulo indispensa|el a vitalidade humana acha-te
entre mis era completo abandono ; pocos de infec-
coes que exalam ares mephtticos e corrompem a pu-
reza da nlmosphera cncoiitram-ee em todos os n-
gulos da villa ; n'ella vemos, que um pequeo re-
galo que coila a principal ra, osla inlciramente
obstruido de (inmundicias, que vo-se accomulando
as diversas tortuosidades do seu curso; as salgadei-
Icmos no meio da villa, ea que dao o nomo de
pqntc, acha-sc cm estado do amcacar perigo aos que
por ella Iransilam : 'continuadas correras de caval-
leros precipitam-se- furiosamente- 'pelas ras mais
publicas sem o menor bice : negociaQSes leoninas
verdadeiras ladroelras fazem alguns ousados btifari-
nheiros, comprando clandenfinamenle os furtos das
fabricas,losengenhos, para o que conservara as ven.
das nberlas al alia noilc : a nota edificacao, nao
sendo fcilH segundo as regrat da arle, neta se quer
allcndc-so a uniformidade^oi deve haver para sen
aformoseamento: emfim o nosso municipio experi-
menta a mais saliente falla de un corpo de posturas
que atienda a* suas necesidades mais palpilanlet.
A nossn cmara municipal^ composta em geral, de
algumas daa uossat UoslracOes, de cidadaos distinc-
tos m .cujos coracBes palpitam sentimentos
generosos* tendo rj devida aprecarao o quanto vei-
mos de dfcer, allcnder aos justos reejamos que fa-
zemos, riroporcionanOo aos teut municipes lodos
os beiielifiot^de qu elle se tornam carecedores
diguos. i
oh choamus nossas voze reclamando pela
laradeja desla villa, he esta uma obra de
llanta urgencia, e de cuja indeclitwvcl necessidade
nos achanjps o profundamente convencidos, qne
eslamos disposlos a'levar tcmclhahle cruz ao calva-
rio, quaesque^mie sejam os espinhos qne nos ame-
acem pendrar : lalvez que algum duende nos per-
siga nesle nosso proposito ; pacicuci: estaremos no
seu dominio, comprimo o fado. Na sessao tran-
sada da assemblea provineiJl, como sabemos, fo
em prejeelo especial decretada a factura "d'aquella
obra ; o Exm. Sr. Dr. Bandera, zeloso cumpridor
das lcis, como era, logo que o cofre abundou em al-,
gum diiiheiro, moslrou sffreguidao em mandar rea-^
lita-la ; infelizmenlf para nos, para' a provincia foi
aquella admiuisIrailbT arrancado d'entre rts, e en-
torpecidos o seus planos de melhoramentos; cons-
tando-nos, que quaoilo relirou-se, moslrou desgoslo
por n5o poder ter Hado comoco a mtncibnad^ ea-
deia, dizendo qne o seu successor, qne resida netle
lermo lomara lodo lUeresseem mandar eonstrui-la:
na verdade, o Exm. Sr.Dr. Flavio, que he domicilia-
rio ueste nosso mun'lipib, e que assim conhece mal
de perlo da carencia que temos de nma cadeia, cer-
tamenlc que nao se jurtar de allender. e remediar,
nos dias da sua adtnJnUiracao, a esta Uo prejudicial
fatelidade. \
A falla de cadeias segura e nao guardadas, disseo
nosso honrado ministro da juslija, he um elemento
de impundade ; os esforcosempregados pela polica
para captura dos criminosos, diz elle, ficato, mallo-
grados pela fticilidadi evaao.
^o^w-jliiij^e,,,. p^elaro cidadao-daHaTurf
al 'soluta de. cadeias f
Ficarqjs de sobriiviso, e promcltemos cora toda a'
justara e imparciludade dirigir nossasobservaoOes,
segundo tambem a direceito que derem a esle ne-
gocio.
Fi adiada sess.ln do jury de lodo correte pa-
ra d l.o de julho, pelo Dr. juiz da dircla interino
Sebislao do Bego Barros de Lacerda : o legistas
da trra esligmalisaram scmelbante procedimento,
pela Cadencia de competencia do respectivo joiz,
mastquanto a nos sem razao, avista, alem do mais,
do imperioso principio quo impomibilia nenite-
netr. Querer rennir o jnry nesle lempo, quando
a ai ias piuviacs, cahindo a jorros, irapedem a me-
nor'
vir le
rnada, quando os mesmos presono poderiam
capital, onde se achara ; quando onlros
muitbs obstculos se oQerecem, seria um absurdo in-
qual flcavel: applaudindo o ato .daqueHe honrado
e inl -gro magistrado, consinta elle que llie digamos,
nos parece de pouco effeito, sem a menor
uidade o adiamento para termo Uto breve,
ue as raides que rnedilaram e aconselharam
^apparecerao cora, tanto acodnmenlo, ao con-
lie de presumir que ellas continen!, e se acfia-
berlura do jary na mesma contiugencia. na
qne
profi
pois
naoi
Irarl
r a
quet
D,'
viou
lhe,
mcsi a impossibilidade qoo da prmeira vez. Dos
que as nossas previscs sejam Iludidas. *
Temessa noticias legislativas que nos en-
i nosso' indefectivel Coco, passamos a narrar-
irincipanilo pejos seguintes preludios, dos
qoaes1 recommendaraos-lhe segredo, vislo que a a-
qulle
O.
ordei
losso amigo se faz misler.
jrdozo se acha atacado dospleeh, porque o seu
do nao foi elevado a cathegoria do dos bispos;
acon|liccndo senielbanle cataslrop'ie cm razan de
ter c| e enlrtler com elles reanles epistolares : he na
verdade crime de tese reverente. Alguns dignisri-
mos, 'iaquelles por cerlo que nao sao. a aguias que
esvocim c ahrilhanlam o primoroso recinto, visan
com semblante carregado a estas duas -entidades
notiriaja*, porque ellas leem tido a filaucia de nao
especitf arcm a benemerencia de que sao dotado
estes tiritos especiaes.e 09 seas feitos, digno de
Serem levados tas cem tubas da fama a ambos os he-
msphf-ios : porem diz o Coco; andar por traz
dos riosteiros com meiericos, envenenando cent-
menloT e expresses alheias, delurpatulo fados ave-
riguada ; apresenlar-se como martyr de phanlas-
ticas ctumnias, inycclerando aos que nenhuma con-
siderarlo lhe prestara, ede quem nem de leve sao
lembrajos ; andar, emfim, iniciado nos negocios de
tsembl a como credo em Plalo, e com uma vrsa-
lilidaderassombrosa, nao sao factos que devam ser
assignafdos, antes ao contrario, revelando elles a'
fraquez, a que est sujeta a mizera humanidade,
manda ai aridade chrstaa que devam ser esqneci-
dos e pfdoados : nao dsvendo taes dignsimos
ronlinualim com as suas eslurdias, pois do contra-
rio quarl quer que sejam as densas niivcus que se
levqnlard i, amcnc,an'do com os granisos c raios da
sua furidquaes quer que sejam os roncos das tem-
pestades,, ujas ondas estrepitosas se agilem pergo-
sas sobre\, elle ter a necessaria coragem, a ener-
ga prci pira arranar o veo e tornar diaphano o
quadro d impudencias, qne envolve. o sordo mys-
jtensoes. si nutras. Desla vez o nosso Coco
de homem, oslenlou at ama eloquencia
" vejamos o mais.
^oceupadoa assemblea com a crearao de
deiras para a iu'slrncrao primaria, e ou-
as concernentes a Uto imprtanle ramo do
ilico ; observando desl'arte o luminoso
pensamcr proclamado' pela insigne Lycurgo :
Cducatio des enfanls el'ail la plus importante af-
faire du i' /Ulaleur : Promover, favorecer e der-
ramar a slructa publica, torna-la ao alcance de
todos, Jii'.Jriucpio Uto humanitario quao religioso
he boje r m axioma entre as nacoes civilisadas. O
homem, |er moral e intelligeule, ligado a deveres c
obrigasji, seu espiritoprecisa de certo grao He cul-
tura pan qne bem conheca e cumpra aquelles de-
veres ; c Hura que deve abranger os conhecimenlos
que silo i idispensaveis para o desenvolv ment das
facilidad ;, cojos germen nelle se arham implanta-
uo ; ensino elementar satisfaz esta nobro mis-
sao.
ferio de
den sigua
atit gene
Tcm-st
diversas <
tras med
servico p
como a nica capaz de melhorar o
nosso man estado do divisao judiciaria, e do contra-
rio tere mos de quando em ver de ver Oareni ler-
Bcando a capital, Tauro,, S. Gouealo e Extremo^ ras invaden, a, principis ras; o matadouro pu-
formando a prmeira, creio qne niuauem contes- blico, sobre nao terlrtgar certo, quasi que o arbitrio
tara essa divisao como a nica caoaz de melborar n .. i ... ~.______t_____________- .._j-i
o leva para os menos azados ;os gneros siio endirei-
lados emfim innmeras 5o as fontes que prejudi-
eam-a hysiene pnbljia : nma pequea estiva qne
todos : o parecer da illustrc coramissaode instruc-
ac publica, que por dcAerencia e gralidao alao hon-
rados raerabros, aqui esculpimos integralmente, dis-
pensam-nos *e mais observarrs :
a A commssao do inslruecao pubh'ca, compene-
tradada palrtante necessidade do dlflundir pela pro-
vincia a inslruccao elementar, como o mais seguro
meio, o vehculo mal convinhavel eapropriadopara
fncarainhar as diversa classes dasocietlade ao fin a
que possam dirigir as sua aspracOes, recnhecendo,
que sendo a educacjto um bem real, que tende em
toda proficudade para desenvolver a Inlelligencia,
aclarar a razao e formar o coracao da mocidade. e
que assim he um elemento de ordem e de moralida-
de publica, que nao poda ter esquerido sem grave
prejnizo dos inleresses geraes ; considerando, que a
povoacao de Arassag, pela sua crescida popularlo,
psito e mais ti re umslanria* peculiares acha-se em
estado de merecer a concessBo de urna cadeira d'a-
quelle entino, 1ie de parecer que e adopte a idea
da restaurado da referida cadeira* na povoa;o de
Arassag da villa Mamnguape. Sala das commis-
toe, 2-5 de maio de 1851. Antonio Carlos de Al-*
meida e Albuquergue, Ane'zlo Salatiel Carneiro da
Cunha, Manoel Porfirio Aranha. b
Passou como le e foi sanecitnado nmjirojeclo de
aposenladorias dos empregados provinciaes, no qual,
a juslica. congracada confo inlcresse publico, pre-
sidio a semelhaute acto, lie este o pjemio do bom
servidot, que zeloso e sempre prestiroso, encaneci-
do e sem recursos encentra do poder publico: he o
estimulo, o incentivo mais vivaz qde acorocoaa
aquelles, que s dcdicam.a carreira lao.distlncla.
Nos felicitamos, pois, pela adqpriA de nma Iei de
que tanto precisavamos, e damos parahens aos hon-
rados empregados provinciaes.
Corre natural e suavemente o? turnos da discus-
sao um projecto "de utilidade, transcendente e fle
alcanca.e vista, animadoras para a agricultura, o
qual habilita ao governo para empregar a importan-
cia, que resultar da arrecadatao de om por cenlo
sobre o assucar, para memorar o processo do planto
e fabrico desse importante ramo da nossa industri :
renovar natralisar as sementes da calina, do algodao
e de outras especies, que maiores vanlagens ofTere-
cam^tmiKarigar cnUc os nossos agricultores o uso
do^nVtuflfctos appropriados, os que abundan em
piizes InUMo na carreira do progresso ; melho-
rar a ruca dosV'iimaes; fazer correr pelas raaos dos
agricultores livrvs elementares, que os levera*p co-
nliecimenlo dos necios do auferireqi das forcas* pro-
ducliva os lucros possive's i,ao as ldcascnpltae,que
lcns' riqnad projeels^-Tte-ftnri,! impor-
tancia e magnilude o consideramos, qne nao pe -
mos dispeusar-aos de especificar o nomedo seu pr.n-
cipal autor, como nm verdadeiro padreo da sua
gloria, do Sr. padre Francisco Piulo F-essoa, desse
carcter nobre e sisudo, desse espirito illuslrailo c
generoso. Por lamanho beneficio, toda a provincia,
e particularmente os seus collegas agricultores lhe
renderao sincera homenagem e eterna gralidao. j
De nao somenos importancia Irala-se de um pro-
jeelo, queautorisaao noso prsidenle a entrar em
ajusles com o dessa proMuca, sobre p melhor meio
de arrecadar os nossos^ direitus ahi, sem o horrivel
grvame que loflrem os nosjs agricullores do assu-
car, pagando duplo tr'ulo ; a esta provincia na
occasiao da importnrao, (ornando a pagara essa ex-
portacao, como se fora genero da sua propria ,iro-
duego. Ninguem ignora dos esforeps infrncliferos
que lem feito algumas administrabais para alliviar
os nossos agricultores de Uto pesado onus ; ludo tem
sido baldado. Essa provincia relutava ern acceder
a nossas supplicas, lalvez pelos enlraves qne se an-
lolliavam a realisat-30 dquatqucr convenio.
SolTrcndo os nossos gneros desta maneira, tortu-
rado por outras muitas alcavelas, nao podem enirar
em compelencia no mercado do Becifc, por causa
das espoliac.ees que solTrem ; este fado preoecupon
e chamou a allenco do publico. Ilustrado ; e in-
felizmente hoje he liquido que a nossa uniea ancora
de salvacSo, o nosso salcaterio he esto decantado
convenio, em cujas c^perancas nos embalamos. S.
JEiC. o Sr. Dr. Bandera, reconliecendo a' cxlorsao
que expernentam os. nossos agricultores,' iijico
"queda idea, e pedio nulorsacao para entrar em
qualqner convencao a este retpeilo." Dea queira
acolher e abenroar tao justo designio.
- Foi adoptado um projeclo, decrelando uma qno-
ta para o reparos da matriz da fregnezia de Calia-
ceiras ; grabas os perscvcratiles esforros do deputa-
do padre Beoovato Pereira Tejo, desle rabeo, enjo
zelo religioso ressorabra cm lodos os seus arios, des-
te sacerdote modelo, q*je tanto tem sabido compre-
hender e exercitor as maravillosas douttinas do
christianismo. Entre os edificios pblicos merece,
sem contradicrao, o mais particular cuidado.'aquel-
les que sao desuados para a celebradlo do cufio
divino:almejamos, por de lodo nosso cofacao,
que a nossa assemblea nao se desuse desse pensa-
menlo pi e chrisiao. .
A proposito-do padre Tejo, devemos reslabelcccr
a verdade de um fado,.que se acha por agora no
nosso dominio ; tacto que a leriaudade, lalvez de
combnacao com a m f, Irouxa ao conhecimento do
publico, todo desfigurado, todo afeiado : quere-
mos fallar da increparlo que fez um dos seus cor-
respondentes da cidade, acoimaudo ao padre Tejo
de falla de reverencia ao Sanlissimo, que havia sabi-
do em forma de viatico.
He sem duvida pira'lamentar, que laucc-so mao
da penna e venlia irrogar-se urna injuria Uto atroz,
Ulo injusta contra urna pessoa, que era toda sua vi-
da tem-se tornado digna da estima c respeito do lo-
dos ; de um ministro do altar, digno da sua nobrL
rassao : he para lamentar, repetimos, qne se procu-
re lio fcilmente baratear crditos bem firmados,
repnlacfics illibadas. Aconleceu na verdade o fado,
mas de que maneira ? Mola o padre Tejo do con-
vento de S. Francisco, ondo resida, e salando de
encontr e dcsapercehido o padre que conduzia o
Sanlissimo, elle o encarou (por impossibilidade ab-
mero, abrio-se a sessao e foi lida c approvada a ac-
ia da antecedente.
Foi lido o seguinle
EXPEDIENTE. >..
Uai ofiicio do Exm. presidente da provincia, cou-
cedendoaaulorsai;aoque a cmara lhe pedio, para
levantar um telheiro sobre O mercado publico do
pefre, afim de preservar esle genero do ardores do
sol.A' esmmitsao de edificacao para, de aecordo
com o eugeobeiro cerdeador, asseular na obra que
e deve fazer, fazeudo o mesmo engenheiro o orja-
menlo.
Outro do engenheiro cordeador, ptrtidpando que,
era viflude do despacho desta amara exarado ta pe-
ticao de Candido Thotnaz Pereira Dalra, tinha feilo
o nivelamcnfo do terreno* sobre quo deve construir-
te o mitadouro publico, de conformidade eom a ret-
pecUva planU e plano, tendo com este trabalho dis-
pendido a quanlia de 37S280Interada, e decli-
rou-se tato mesmo por deoacho na pellejo ..do dilo
Dntra, resolrendo-.se qne, c puMicatiem ediUes'an-
nuncando praeas era lodo o diade elb, par ar-
rematacao dessa obra.
Outro do fiscal de S. Jas,', communieando ler
mandado lapar Os vaos das porta d casa cabida da
ruadas Agua-Verdes, e"dispendido cwn isto a.
quanlia d *, que dera ao pedreiro Candido Fran- /
cisco Gome.Interada e matidoo-ae passar man-
dado. ,
Oulra do memo, remetiendo o#mappa do gado
morlo para consumo desta ddade, na semana de
t2 18do crreme (566rete) inclusive 40 pelos
particulares,Qoe se archivaste.
A' rquerimento do Sr. Gameiro, reaolveu-saqoe
se orQciaaw ao Exm. prsidenle da proricia, fa-
zendo-lhe ver o mo estado em que seach a estra-
da da Ponle de Ucha, que mesmo a cavallo nao se
pode transitar por ella, afim de S. Etc. providenciar
sobre o seu melhorauento.
Mandou-* ofBciar ao Sr. vereader S Pereira.para
apresenlar o resultado, do exame, que com o Dr.
Jlo Fcrreira da Suva e engenheiro cordeador, Ccz
Bas padarias existentes tiesta cidade, em agosto do
Snno passado, afim de poder a cmara resolver sobre
esle objecto de ulilidade poblica.
Mandou-so ao dvogado para informar, um oficio
do procurador, que eslava .adiado, communieando
que o Barao de Cimbre Uie pedir pela can da ra
do Pire, quejen de ser dtapropriada* a quanlia
de 2:0009 a vfrta "a a prazo com o juro de 5 por
cenlo.
Dcspacliara.m-o as pe|ses de Antonio Pereira
Farias, Albino de Jess Baadilra, de Candido Tho-
maz Pereira Dnlra, e lejnui- war.
Eu iffanoci'FerTSTra AccIeliT^oilBiaTTRrg^aUrii
a escrevi no impedimento do secretario.Barao de
Capibaribe, presidente. Vianna. Gqnuro.
llego.Barata U'Almeida.
------- lliaill -----
HEJ?AKTigAO DA POLICA.
Parte do dia 36 de junho.
Illm.e Exm. Sr.Participo a V. Exc.qoe,da,
les dos dias 24, 25 e boje recebraas tiesta repartir
consta terem sido presos: ordem do delegadoup-
plenle do 1 dislrido desle termo, o pardo An-
tonio do Espirito. Santo e o prelo Euslaquie ambos
sem declaracao do^molivo, e Jos Bibeiro 4c Sania
lona, pare correccao ; a ordem do subdelegado
raguezia deS. Fr. Pedro Go ncalves, uni mal
i.i^lez, por ebrio, prelo escravo Joaqnim, por
hriga; i-deiu do subdelegado da fregueziade
Sanio Antonio, o preto Alexandre. uma mulher que
recusou dar o nome, Ignacio Francisco das Ghaga,
a preU escravo darda eThereza de Ul, todas sem
declaracao do motivo ; a ordem do uMelegado da
freguezia de S. Jos, os proles Luiz, llosa. Luiz Hi-
plito, c o pardo Francisco Eduardo Camello, lodos
para correccao, Fraaeisco Antonio da Crnz, para
averiguarles pdiciaes e o preto Antalo por brlg.i ;
e do subdelegado da fregueiia da Boa-Vista, Joa-
qnim Jos de Santa, Arina, por insultos^ Manoel
Quirno da EncarnacSo para correccao, Cosme' Jos
dos Beis Alcntara, por inselto, e o prelo escrav.o
Jo3o por andar fgido.
Dos guard V. Exc. Secretara da polida de
Pcrnambuco 36 dejonho dei85t__Illm. eExm.Sr.
cohselheiro Jut Benlo da Cunlia e Figeiredo, pr-
sidenle da provincia^-Luit Carlos de Paiva Tei-
xeira, chefe de polica da provincia.
Contrato das carnes verdes.
Relarao das pessoas que malaram rezr, mediante
a multa de 103000 rs.por cbeca. na conformi-
dade do arl. 9 do contrato das carnes verdes, e
resolucUo da presidencia de 31 de de-embro do
anno prximo pastado, sendo dita multas dotdias
19 a 25 do correntc mez de junho de 1854.
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A
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Total.
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Si
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Bccom aendando ao reconhecimcnlo publico a-
allenrao ue lem merecido da assemblea, a inslruc-
cao da tu iSa mocidade; fleurde la nalion, na ex-
pressao d l'enelon.; nao podemos deixar de re-
clamar pi o melhorraenlo da inslruccao secundaria,
que par. i mais incompleta, n3o offerece os benefi-
cios que 1'ella devemos esperar : considerando
como par; do ensino secundario as escolas indus-
Iriaes, cu.i positivos e variados conhecimentos exi-
gem prclc roes especiaes, nasquacscom tanto apro-
veitamenu;,, se tem avanlajado a tiacoes cultas, dsi-
prendend -se d'esse espirito de rolina, quclie hoje
um dos O, ellos queamosquinha e acabrunha o nos-
so progre ,o ; considerando ntransirao dulorosa por-'
que have uqS de passar cora a terrivcl crise agrcola,
motivada neladeflcieiicia de bracos, a qoal pode ser
attenuad: ^r?slcs e oulros meios preventivos, im-
ploramos ein favor da creacao de escolas, ondea nos-
sa morid, ]e, em fontes puras, posta ir exercitar-se
com todc proveilo as prolissOcs industriaes, com
real inlet ?ssc da riqueza publica e particular dos ci-
dadaos :- -sabemos, que at nossas (naneas u.lo com-
portamji dores dispendios com este ramo do servi-
co publie mas para nos he tamben fora de duvida
que a nu ma cifra que lhe lio destinada, poderia ser
applicadjcom superiores vanlagens, se uma pruden-
e scleccJi das materias do ensino fosse adoptada,
mos s de tleralos ; o paiz precisa tam-
iinens industrioso, que llie proporcione a
Corea, gozos de todo genero; precisa da
do trabalho material sob todas as sua Cor-
Nao prcr
bem de I
riqueza,,
industria
mas, des.' poder colossai de uma maravilhosa fe-
cundidad )(iCsse poder, como diz Chcvalier, que
favorecei lo as mais nobro e doces inclinacOe do
genero h mano, iraz aps do seu bem-eslar, a sua
dignidad e liberdade.
*pi aP csenlado um projeclo creando uma cadei-
ra de in< -uccao primaria na povoacao de Arassag
d> V
soluta ) sem a devida*re,vcrciica, porm iconlinen-
li proslrou-se no meio da rna : isto he mui diffe-
rente do que querer dar a entender que houve pro-
posito e intencao.
Ao depois temo padre Tejo.algum acto em toda
a sfla vida, que autorise se quer a semclhantc sus-
peita ? nao Sr. correspondente; fostes precipitado,
fosles pouco sincero cm querer apresenlar aos olhos
do mundo um sacerdote dislincio, ,nm homem de
qttalidades superiores, como o simulacro desles fi7
llios degenerados da Craquezn humana : recorrei,
pois, ao prelo, pedi rcmiss3o do vosso peccado ao
padre Benovalo Pereira Tejo, que elle coq resigna-
rao evanglica saber desculpar o vosso procedimen-
to. Dispensen esla digres^o, filha do amor que
tribuamos a verdade.
Os nossos dignissimos, cm geral, parece, que no
sao dos mais amigos do l'argent, para dar-llie a de-
vida applicacao : prognoslica-se uma bancarrota no
nosso desvalido cofre, a vista do eshanj&meuto, quo
a largos torvos acha-se em almoeda a quem mais
quizer receber.
Agmentos e mais iiugmenlos do ordenados em
todas as reparlic,oes : o inspector das divciaas reti-
das ficou com 1:6009000 rs, os lentes com 1:00055000
e ludo mais em proportjao : estradas, pontes, car
acias, assudet, matrizes, emltn o material da pro-,
vincias Um indi poucos padrinhos. ..... ape-
nas lcis, verdadeiras leltras moras. *
D'oolravez moslraremos, que a scencia fiuancei-
ra fez uma modesta retirada do illustrc recinto, e se
bem anda, acha-sc na Australia em procura de al-
gum sudorfico, que a alenlc, al que antros palmei-
rosa cncaminhni assuas verdadeiras vias. ,
Temos olhado at boje pelo lado dos bens, volle-
mos o avetso, o consideremos os males.
Estamos quasi no ("un da cssao legislativa, e pare-
ce-nos, que muilos projcclinhot, da reincssa da Co-
chiirhina, serosubmergidos as regios dos limbos
e assim leremos par aqui lambem a nossa maton-
ea dosinnocenles I ccromonia praticada ua In-
glaterra, que consiste, no enterro dos projeclos
que viudo a luz no principio da sessao, vollam a a-
quellas regioes. )
J vai esta baslnnlenicnto longa, pelo que aqui
Taco ponto, rogaudo-lbc o obsequio de a mandar im-
primir, de maneira que possa seguir para o sul no
vapor de25do.correnlo, pois interessamos dar no-
ticias na corle aos nossos amigos, a quem pedimos
encarecidamente, que prnenrem tirar a nossa infeliz
provincia d estado critico e lainenlavcl em que se
acha. o ordeiro.
PERNAflBtCO.
CMARA MUariGIPAL DO RECIPE.
6-> SESSAO 0B>1NARIA DE 18 DE JUNHO
DE 1854.
Presiden^" <',) ''' barao de Capibaribe.
Prsenles niSt"1- Vianna, Mimede, Ollveira cGa-
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DIARIO DE PERMBUC0.
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' Pelo vapor mperatriz, chegado hontem dos por-
to do norte, recebemos gazetas de Piauhi aliISde
maio, do Para al 13 do correle, do Maranhao nl
17, do Cear "al 17, e carias dos nossos correspon-
dentes do Maranhao, Piauhi, c Rio Grande do Nor-
te, que vao estradas em lugar competente}
Contrnuam aquellas provincias a gozar o songo
do costume, c uarram os nossos correspondentes as
noticias dignas de moncho particular.
Na livemos nossa correspondencia da Parahiba,
porm vimos uma carta escripia no dia 21 do cor-
.rente pelas 9 horas da manhaa, qne diz o seguinle :
Uonlcm c hoje nao tem chuvido, purera desde
o 1 do correnle at 22 que chove sem cessar, o que
lem causado grande desasir, cahindo a casa dn
mercado, parle da cadeia nova e algumas oulras
particulares; em fin he uma calamlade.
O Sr.marcchal de campo Jos Fcrnandes dosSau-
to Pereira,fczhonlem entregado commando das ar-
mas desta provincia ao Sr. coronel Manoel Mtitiiz
Tavares, que pela qoarta vel se acha delle Inves-
lldo.
Desde os dias 23 at 25 .as chuval haviam -parado
complelamenle.ina depois de 8 horas da noilc do dia
23al2 horasdalardedodia2fitOTnarama cahir qua-
si continuadamente com grande abundancia. Entre-
tanto alea hora ( 7 d noile ) em que estamos cscre-
vehdo estas linha cessaram lolalmcnle.
Em consequencia da repetirao da chova, e das cn-
xorradas que descera das nascencas do Capibaribe, o
rio lem aprcsenlado maior volumerl'agua ;-raas esla
circunislincia lodn nalural nao deve inspirar serios'
reccios, todava algumas familias de varios arrabal-
des ainda alcrrorlsadas pela inuudaco da noilo de
23, e lem rclirado para a cidade.
Do Bom Jardim, 21 leguas distante da rapilal, li-
vemos boje dm portador, o qual nos asevera quena
queda localfdade a cncfftnle dos ros, alm da des- .
truicao da lavouras, iicahum oulro desasir havia
causado. Esle mesmo portador, ao descer daquellc
lugar para esla capital pela estrada do Bezonro, diz
igualmente, que a cheia tambem sefez sentir na villa
de Po-d'Albo, tmas que bponas l havia derribado
qualro pequeas casas; c que por (oda a estrada,
desde a povoacao do Bom Jardim ale os arredore
deslaciddenrnnlrra ruinase eyavaroes.
Consta-mis qne o Sr. presidente na, provincia, em


,
'<*.*
DIARIO D^ PEBMMBUCO TERE* FEIR 27 DE JUNHO DE 1854.
cebsequencia do lame rilare I estado que ficaram re-
dolidas ligninas familia pobres pelas devastadles da
cheii, Romeara varias commisses de cdadaos dis-
linctospara comprare distribuir vverese algum di-
nheiro pobreza.
Leutamos S. Eic. nao su por to philanlroptea
inspirado, gome tamliom pela escolba dos membros
de laes commissoei. Segundo snmosinformados, sao
composlas dita* commissoes da maneira seguiule :
Pera o Poco da Panella, os Sr. Kevd. vig. Francisco
' Lei de Carvalho, Dr. Jos Bernardo Galvao Alcan-
forado, Jos Camello do Reg Barros e I.uiz do Reg
'Barro, e para as fregoetia dos Afosados e Vanea,
os Srs. Rcvd. vigario Feliciano Pereira de Lira, sub-
delegado DelGoo Gonrahres Pereira Lima e Francisco
< Joaquina fachado.
Consla-nos maia que, em a tioile do dia 23, alguns
vadios andaram apregoar em altas vozes pelas mas
desta cidade urna nova innundarao, augmentando
, desl'arte os sustos dar populacSo, jalao amedrantada.
Fra conveniente que a polica:temasso algunia me-
dida, afim qu taes scenas se nao reprodnzissem.
"do --------------
(MMCADO.
O vapor que boj sabe, em demanda tos putos
do sol, leva a seu bario o Exm. marechal decam-
po Jos Fereaudes dos Santos Pereira, ex-comman-
danle das armas neala provi neil.
O Ilustre pasttgeiro, no curio periodo em que es-
tove encarregado de semclhantc commando, se hou-
ve l*o bem, que pode captar unkerescido numero do
sinceras aficic,oes dos Iramens 4* todas as clisies e de
todas is profisscs.
A consideraoao que gozaoEim. Sr. mareehal Fr-
iandes entre os'sena companherus d'armas, nao lie
inferior a aquella que llie prstete os que tecina dic-
ta ile commonica-lo; pois.accessivel seaapre aquel-
es que, j comofunccionara>publkv, ja como parti-
cular, o proruram, nunca se furlou em dispensar a
bondade do tino trato que he pecoliar a quem s
considera obrigado, no exercicio de soes faeuldades,
" i respeilar a justa efiiciencia dn esphera alheia.
A bem do servido publico, teve S. Etc. de aceitar
missHo lio honrosa, como a de que foi dispensado, a
instancia soa, e dt deixar na provincia de S. Pedro
do Snl a Exm. familia, naesperanca de tornar, pa-
ra junto de t3o charos objectos, o mais breve que
Ihe fosse possivel, mas, demorada a mndanca, succe-
deu fosse S. Exc. accommeltido por enfermidade
Uo agnda, que os scus preciosos das esliveram em
grande perlgo, e, a nao ser a pericia dos facultativos
que o medicaran, soccorridos pela Providencia Di-
vina, por certo leamos de lamentar o passameoto
m bravo do excrcilo brasileiro, de um cidadao
prestante e do um amigo sincero o devolado.
Dorante a enfermidade foi S. Exc. visitado, ou
antes, era visitado, por numeroso concurso de pes-
aos* que, cuidadosas, boscavam indagar do eslado do
mal, e assim lbgrou,em semelhanle conjonctura,pro-
vas do arto aprecocm que os Pernarobocanos teem
as sublimes qualidades que o oestingiiem.'
O -Sr. eapilSo Sduslimo Jeronymo dos Res, que
velo* juntamente com S. Etc., de quem he genro,
paraexercer funccSesproprias de sua nobre profis-
sao, merece igualmente que o mencionemos ; pois
tivemos a dieta de communica-lo com alguma inllmi-
dade, e occasiao par conhecermos as boas, qualida-
des que o ornam. e assim formarmos umjuizo mui
to vanlajoso da soa senhorla, de quem nos eonfssa-
mos amigo sincero e devotado.
Fazemos votos para que os dislinctos passageiros
chaguem ao porto de seus destinos, encnnlrem ma-
res bonanzosos, e, no gozo da mais perfeila sade, as
Exra.*s familias, as quaes apresentamos os nossos
sinceros protestos do considerado e respeilo.
_______ g.*.S.* .
CORRESPONDENCIA.
Sn. Redactores. Tendo lidosa biographia, que
o Illm. Sr. Dr. Jos Jiwqoim de Moraes Sarment
stdignou fazer s cintas do seu Ilustre collega, o G-
nM
sim : Neste menino, que foi mordido por urna ca-
dclla damnada, j se cometam a desenvolver os ef-
feitos do mal; nao podendosed" mais slvalo, visto
como as unturas mercuriaes, alm de nao serem
infalliveis, o progresso da molestia ja nao d lempo
para lhe serem applicadas ; ah lh'o remello, para
ver se o seu afamado remedio o salvar, p que se
de Tacto acontecer, protesto acredita-lo aonde'quer
que me adiar. A familia receben o menino, tra-
tou-o, e salvou-o: equal nao foi a admiracao da-
quelle habilissimo medico, qnando vio o menino
sao o salvo ? 11 Eniao pedio ao pai do menino, que
sempre que viesse a capital, lhe lizesse o favor de
ir dar noticias do filho, como quem ainda duvidava-
do milagro, (como elle lhe cbamou) o que foi res-
trictamente cumprido por aquello grato camponez,
em quanlo viveu aquella doutar. Se fossemos a re-
ferir fados destes, nao teamos para isso espaco.
Nao duYidamos que nao sendo tomado o nosso reme-
dio, conforme o preservemos, ou bavendo que-
bramento il resguardo, elle possa falhar, e
por isso laiposjjasscntado nao tratar nioguem,
senao dvUaixp ^Jas nossas vistas. Nao costumamos
annuiirir ,as nossas pillas ; porque nao nos mere-
cendo conceilo algum (oda essa alluvio de pilulas
e outras, iioposluras,. que a avidez suggerc, e com
que vem as aoisas folhas diarias innundadas, enten-
demos que o mesuio se pode dizer de nos ; e como
Pernambtico todo nao ignora, quo somos senhores
desse remedio, e que o applicamos, sempre com fe-
liz exilu, coiitontamo-uos com islo. Nao temos ex-
poslo yenda pelas differenles partes do mundo, as
nossas plalas, por eslarmos convencidos de que el-
las, passando "certo espaco de lempo, perdem a sua
torca, cdeixam de producir efl'eilo.
A insersio destas mal trasudas liabas, Srs. Re-
dactores, no seu eslimaval jornal, para esclareci-
mento do respeilavcl .pebliro, muito obrigar a
tjnem tem a honra de ser De Vmcs. aliento vene-
rador o criado Um da familia.
PIBL1CACA0 A PEDIDO.
lo Sr. Dr. Jos Eustaquio Gomes; qu Dos te-
nha em gloria, e que vem publicada no seu jornal
de 30 do* mez prximo' lindo, deparei, no mein do
ealhalogo, ou descrco, que a mesma biographia
conim, das sciencias medlco-cirurgicas com que
aquella sabio* finado legara posloridade, com urna
receita para os-mordidoa-por animan damnados, a
qual, diz o Ilustrado Sr. Dr. Sarment, que pela
analoga da composicao, que deve ler (conforme lhe
J^^LjjgsjT^juo urna familia coi
como que enrf gTC(To^lWS^My^MjjlllPrrao be,
me apresso em declarar ao rcspeiTavel^publico, para
conbccimenlo de-quem interessar, que csse reme-
dio do finado Sr. Dr. Gomes nao be o mesmo, que
a tal familia coayerva, e appliea sempre com reliz
saccano; c islo j ha mais de 50 annos, a datar des-
de o lempo do primeiro potsuidor, de quem passon
depois familia. Primeiramenle ; 'porque, se fos-
ee o mesmo remedio, aquclle finado Dr. o teria pos-
to em uso, e nao remetleria, como fazia, para essa
familia tratar todos os mordidos, que o procuravam,
como muitos destes podero attestar. Em segando
logar; porque, o remedio constante da receita do
finado Dr. Gomes, ora publicado pelo Sr. Dr. Sar-
ment, consiste em nma colher de sopa de triaca
magna em p, oulra dita de quina do Per, mistu-
rada eora urna pilada de mercurio doce, as Ires
q artas parles de urna chicara de vinho branco, pa-
ra se beber pela maohla e i lard.: dieta absoluta.
O remedio porm de que a tal familia faz segre-
do, alm de mo con ter nenluim desses agentes a-
ponfados, porm sim ootros muito differentes, he
preparado e lomado em plalas, e nunca em lqui-
dos de qoalidade alguma, mrmenle os espirituo-
sas ; e s as enancas, que pela sua lenra idade nao
podem oa nao sabem tomar as pilulas, he que se
dio estas desfeitas em mel de assucar branco. Pe-
' que dito Oca he mais que evidente, que os dous
remedios, de que se trata, ditlcrem inleiramenle
m do outro ; o he muilo de crer, que o finido Sr.
Dr. GOmes, sendo 13o grande pralico observador,
como era, eo Sr. Dr. Sarment o reconhece, lives
so alguma y*z experimentado a sua receita, a qual
lando ficado em esquecimenlo, como eslava,' pro-
va cxhuberanlemcnle que dalla nao lrou resalla-
do algum favoravel, como aconteceu com o finado
cirurgifto Manoel Bernardino, que tambem sabia es-
Nila d Sr. Dr. Gomes, apresenlada agora pelo
Sr. Dr. Sarment, suppondo tambem aquella Sr.
Manoel Bernardino ser a mesma que a tal familia
eonterva c.aconfecondo tet sido mordido por um
do daanado um escravo do Sr. Canuto, morador
* Afogados, veio este ler-e com o Sr. Manoel
Bernardino para tratar do edravo. O Sr. Manoel
Bernardino deu-lhe o tal remedio ; porque esta his-
teria, de triago, quina e mercurio tomados em vi-
nho, he jamis antiga, cprovem ella de algumas
peasoas, que enlretiverarn relac,des de amisade com
o fiaado eirurgio Joaqaim Jos da Fonseca, pr-
meir pMsoidor do remedio, que hoje sua familia
serva, gabarsm-sc de que este Ihes cnsinra, e o
apresentam per varias formas, quando aqoelle Fon-
isoa propria mulber vo ensinou, a qual
por am leve descuido lh'o pede apanhar pojs
Hit preparava as suas pilulas com tanto coidadac
Ceta da familia, que mais nao era possivel : co-
m)ois oausinaria.aoseslranhostl O resulUdo
pois, da cura doSr.Manoel Bernardino foldecla-
.m mal no escravo do Sr. Canuto c morrer :
Sr. Canato ja nao exisle ; mas existe sua familia
para aitettar esla verdade ; e talvez fosse esta urna
razes pela qu.l o finado Sr. Dr. Gomes nunca
o do seu remedio, por ler conbecdo a impro-
Hdade dclle. Agora compare-se este fado, que
si de referir, com o acontecido com o escravo.
do Sr. Lniz Gomes Ferreira, e de qoe foi testemu-
o mesmo Sr. Dr. Sarment, e com ootros em
cas circumstaneias, como bem am homem mo-
or1 na villa de Iguarass, o qual, depois de se lho
ledarado. o mal, foi salvo po'r essa familia
'teu remedio, e quem goiou este homem para
imilla trata-lo. foi o finado Sr. J03o Cavalcan-
rietario do eagenho Monjope, |)a ja mais
os, pelo que, so ja nao existe esse iomem
dt i xistir ptssoas de sua familia, para atista-
le a verdade.
No lempo do finado Dr. Malinas Carntiru T.eno,
*o do Sr. Paula Carnerro I.eao, um outro caso
igar, acoolecido com um menino, filho de
dos nossos matulos do interior da provincia,
Itndo sido mordido por urna cadclla, que sof-
fria do mal, no fim d.alguns mezes comerou a sen-
que d'pal/apczar de ser rustico, conhe-
sra.'e cuidou de trazer o filho ao
i *tf tratar; mas o Dr. conhe-
lidarte ffe, o fazer, no estado em
qut seachava o menino," mandou-o | tal familia
*tt ma carta, qte pouoo mms oa me dkia av
Scnbor.Qsabaixo assisados, entregaram no dia
2 do fevereiro do corrente anno.ao ministro de V. M.
na repartirlo dos negocios eslrangciros,uma represen-
laco firmada por 1147 subditos de V. M., negocian-
tes, coinmerciantes, proprietarios, e outros oceupa-
dos em commercio, residentes la cidade de Pernam-
buco, imperio do Brasil, na qual pediam a remojo
do cnsul porluguez Joaquim Baplisla Moreira. c do
vice-consul Miguel Jos Alves, pelos ponderosos
motivos allegados e comprovados na mesma repre-
sentadlo.
O ministro de V. M. acolhendo honrosamente es-
ta sopplica, proinclteu manda logo proceder s
uecessariasinformac6espara fazer juslira aos suppli-
canles. r
Inlerpellado na cmara dos Srs. depulados o go-
verno de V. M., resolutamente declarou pela secre-
taria de estado dos negocios do reino em sessao de 13
do marco do correle auno, e pela dos estrangeiros
em sessao de 27 do mesmo mez e anno, que se o cn-
sul fosse culpado das impulacoes que se lhe faziani,
seria nao s demittdo, mas responsavel segundo a
lei, para o que tinlia sido mandado ouvir.
Consta aos supplicantes que j chegou de Pcrnam-
buco a resposla oflical do cnsul, pelo que veem re-
verentemente rogar a V. M. o despacho daquella re-
presenteco:
E porque bou ve qnem ousasse inculcar, qne. as
assignaluras da referida representacilo nao eram to-
das aulhenticas, nem de pessoas con heridas e eslabe-
lecidas, os abaizo assignados, procuradores dos sig-
natarios, offendidos no seu carcter por tal imputa-
cao, que se fosse verdadeira, ellos, como homensque
houvessem commettido semcihanle fraude, seriam
indignos de ser altcnddos por V. M. mandaram lo-
go a Pernamhaco buscar am documento irrefraga-
vel, qual o quo oflerccctn sob o n. i que he urna
certidao do tabelliao daquella cidade, Francisco do
Sales da Costa Monteiro, o qual ratifica que reco-
nhecera todas as firmas contidas na mencionada re-
presentacao, c que nao rubricara falla alguma que
nao eslivesse preenchida com asignaturas.
Este documento, que os abaixo assignados rogam
a V. M. hajapor bem mandar juntar dita repre-
sentacao, para n aathenticar, deslroe radicalmente
a odiosa irapiiteeao de ella ler asStgrrioT's rppot
tas.
Igual junrcao re~quere>t(s supplicantes dos docn-
inrnln i |||Mi,iiji acocs, os eslraviosque sa commeUem no con-
sulado de Pernambuco, na arrecadacao c Hquidacao
das herancas dps subditos portugueses que all fallc-
com abinleilato, ou com herdeiros auseules. E eis
aqiii a demonslracao.No offlcio n. 52%e 1852, da-
quelle cnsul, publicado no Diario do Gocerno de
2tde abril prximo pretrito, participa ella ao go-
verno porluguez, que a heranca de Manoel Rodri-
gues^ Costa, montaa a 50:0008000 rs. : na nota qoe
acompauhouoofficio n. 36, publicada no mesmo
Qiario tiuha posto 60.-0005000 rs. : na cerlidao que
os sapplicantes agora apreseutam (doc. n. 2) original
do mesmo cnsul, he esla somma elevada a rs.
72-956$ 179 1 E finalmente, pela certidao jnula (doc.
n. 3) cxlrahida dos autos de sequestro fcito nos bens
do referido Manoel Rodrigues Costa, pelo juizo dos
orphaos e ausentes do lermoda cidade do Recife, cer-
lidao aulhenlicada pelo mesmo cnsul, consta o se-
gunte : Tersdo liquidqda pelo referido cnsul, em
dinbero 57:91 9209 rs. ; e em dividas aclivas rs.
59:121452, pelo que se v, que o acervo desta
heranca foi de 117-0309661 rs. almdc 3 predios
urbanos.
. Igualdesencontro de sommas se ohserva'a respei-
lo do espolio de Antonio Jos de Mallos, que no Di-
ario vem apenas 100 rs. quando a cerlidao junte do
mesmo juizo dos ausentes, prova que a heranca he
de 5i7680 rs.
A nota do cnsul inserte no mesmo Diario, diz que
a heranca de Sebastiao Jos Coelho do Rosarlo im-
porte em 1:0009 rs. ; a mesma cerlidao dos autos de
arrecadacao moslra que foi de 1:2503 rs.
Tambem pete mesma cerlidao vemos, que vindo
entre os nomes dos portuguezes fallecidos naquella
provincl*b d Antonio Ferreira da Silva, tel nome
se omillo na ola publicada no Diario ja citado.
Tudo islo, real senhor, causa escndalo, e levauta
queixumt entro os subditos do V. M. naqullas Ier-
ras, vendo que a atilodade que deve fiscalisar os
seus bens, quando elles fallecerem, para os entregar
fielmente aos seus herdeiros, sao asim desbara-
tados, e depreciados, como aconteceu na almocda
dos escravos que por seu bito deixou o subdito por-
tuguez Joo Rodrigues Naves, pois em resultado de
ler o cnsul aberlo a praca antes da hora annuncia-
da, foram todos os escravos vendidos, evceplo nm, a
500J}. rs. quando o corretor Veira dt Souza.
por urna dcclaracao que foi publicada nos jornacs,
asseverou que tinham ordem para laucar nelles at
8009 rs., por serem de aflictos que eram muito pro-
curados.
Ira nac.no, cuja autoridado consular lhes d a protec-
53o, auxilio o honra, que nSo acban desgraciada-
mente no do seu paiz natal-
Real senhor 1 Quando lao grande numero de lio-
mena, ha tantos annos resideules a cstabelecidos em
Pernambuco, sem nunca se terem querido nalurali-
sar, chegam ao extremo de se verem toreados o rene-
gar a patria gloriosa que os vio nascer, mui pode-
roso he o molivo que os lauca em to desesperada
lesolucao. Assim reputam Os signatarios, o nao te-
rem quem lhes tutele as suas pessoas e bens, em Ier-
ra estranba, posto que amiga e hospitalera, como
para elles lem sido a provincia de Pernambuco.
A superior intellfgencia, o paternal eoracao de
V. M., avaliarao bem a agona que devero sentir
tantos portuguezes, que se gloriam deste honrado
nome, ao terem do declarar que seriam obrigados a
acolber-se a oulra baodeira, sem ser a das quinas,
porque nao achavam prnlccco na da sua palria!
O procedimento do cnsul de Pernambuco, por
occasiao da chegada do patacho Arrogante, aquella
porto, foi quo mais exacerbou as anlipalbias dos sub-
ditos de V. M. all cstabelecidos, contra elle. E so-
bretodo, a publicara.) fcito no Diario do Governo
de 24 de abril, onde se le um offlcio daquolle fiinc-
cionario, dirigido ao digno presidente da provincia
de Pernambuco, (requisicao que foi nobremenle dcs-
allendida) pedindo-lhe documentos para querellar
dos portuguezes, que inlercederam pelos infelzes
emigrados aeprianos, que am violentados e tyranni-
sados naquelle navio, veio por o remalle ao proces-
so, j to abundante de documentos, que pela im-
prensa e no parlamento se lem instaurado, contra o
cnsul de V. M., na cidade de Pernambuco.'
V. M. cuja magnanimidade 4? tutelar soliciludc
peto bem estar dos portuguezes, lhe tem grangeado
o cordeal affecto c amor dos seus povos, ha de ben-
volamente atleudcr a todas estas ponderares e.quei-
xas dos supplicantes, que igualmente sao e se prc-
zam ser subditos de V. M., e que nao meaos, que os
do reino o veoeram lealmcnte.
Os abaixo assignados, como procuradores enviados
a esta capital pelos portuguezes resideules em Per-
nambuco, sollicilam um despacho definitivo ; por
quanlo estando aqu ha mezes e promove-lo, dese-
jam dar aos seus commillentcs urna soluco official
das diligencias que incesantemente lem empregado
junto dos ministros de V. M.
P. a V. M. o deterimenlo das supplicas que reve-
rentemente tem levado a V. real presenta. E. R. M.
Francifco Jos de Magalhae* nanos.Francisco
Fernanda Thoma:, como procuradores.
cento
'
enha de achas grandes.
n pequeas,
1 toros..........J.
1 ychas de_ amarello'dc 2 costado..
- d~ louro........i. .
f ido de amarello de 35 a 40 p. le
ce 2 K a 3 de 1
de dito usuaes. .
Ce adinho de dito. .
So. lio de dito......
Foco de dito.......
Cdslado de louro. ...
Csladinho de dito. .
Soalho de dito......
Forro d dito.......
, cedro......
Toros de tatajuba.......... quintal
Varas de parreira.......... ,-duzla
d ag ui I badas .........
quiris. .......,..*,
1JJ600
.. 600
9S000
urna I29OOO
79OOO
209000
109000
89000
69000
3S500
6*000
59200
39200
292OO
3J0D0
19280
19280
19600
5%0
Em obras rodas de sicupira para car os. par 4O9OOO
IC9OOO
9210
2}O0O
9640
69000
9800
39800
9320
29100
69000
9190
199000
29500
9210
9090
9160
eixos o # 11 i)
Melaco...............-caada
Milh...............Ilqueire
Pedra de amolar........., .. urna
filtrar. 1.......
n rebolos...........
Ponas do boi............; ccnlo
Piassaba...............inolho
Sola ou vaqueta .... P ..... 1, meio
'I
Sebo em rama .......
I'elles de carneiro.........i urna
Salsa parrilha............L @.
Tapioca .............. I b
Unbas de boi...........1.1 centlo
Sabio......._.........[ 'n
Esleirs de perperi.......... urna
Vinagre pipa..........
Caberas de cachimbo) de barro.
309000
milheiro 59000
MOVEVIZNTO DO PORTO.
cares em que se possam soltar os buscaps, roqueiras
e bmbasele que trate este artigo.
E para constar, lavrei o presente, que ser publi-
cado pelo Diario.
Freguezia de Sanio Antonio do Recito 20 de ju-
nho de 1854.O fiscal,
Manoel Joaquim da Silva Ribeiro.
BECLARACO ES.
COMMERCIO.
ritACA DO RECIFE 26 DE JUNHO AS 3
HORAS DA TARDE.
Cotonees officiaes.
Descont de leltras de 30 das7 % ao anno.
Dilo de ditas de 6 e 7 mezes71)2 % ao anno.
Cambio sobre o Rio de Janeiro2 % de rebate.
AI.FANDEGA.
Rendimcnlo do dial a 22 166:1099675
dem do dia 26 ...... 4:0809381
170:1909059
Natos entrados no fa 26. ,
Para e portes intermedios12dial 7 horas, vapor
Imperan i:, commandante o prrnciro-lenente Jo-
s Leopoldo de Noronha Trralo. Passageiros
para esla provincia, Antonio vres de l.acerda
Cbcrmont e 1 escravo, Joaquim da Silva Sanios,
I vo Francisco Linhares, Joaquii>*H'onscca Bar-
bosa, lente I.uiz de Franca no (>rvalho o 1 fi-
lho, Fernando de Cerqueira Csrvalbo e 1 escra-
vo, Domingos Iicnqucs de Ollteira, 4 jangadei-
ros Manoel Antonio, Francisco Jos, Manoel Mar-
ques e Gcraldo, I.uiz Jos de Oliveira Maia, Jo3o
Francisco de Carvalho, I.uiz Binto de Oliveira,
segundo sargento Jos Virginio de I.cmos, a 4 es-
cravos a entregar. Scgucm paraosul : segundo-
tenente da armada segundo cirurgiao Dr. Eduardo
da Silva Uliveira, scguudo-tcnenteda armada Ma-
noel Joaquim de Castro, altores .reformado Leo-
poldo da. Fonseca Galvao, I). Mc'rana Torres e
Albuquerque, 2 filhas e 15 escravos, alteres Jos
Francisco da Costa, primeiro cadete Joaquim da
Guerra Pastos, Jos do Pontos Fernandos Vieira,
4 jangadeiros Raymundo, Pedro, Marliniano e
Ignacio, 1 meslre da armada, 1 ei-praca do exer-
cilo, 21 pracas para o exercilo, 2 ditas para a ma-
ntilla, reverendo Fr. Jezuinu da ConceicSo e 36
escravos a entregar.
As malas que tem de
couduzir o vapor brAsi-
Iciro Imperatriz para
os porlos do sul, princi-
piam-se a fechar boje
as II horas do dia ; as correspondencias que viarem
depois dessa hora pgaro o porte duplo.
Real compartira de paquetes inglezes a
vapor.
No dia 1. de julho es
pera-sc da Europa m
dos vapores da compa-
nhio, o qual depois da
demora do coslume se-
guir para o sul : para passageiros, trata-se com os
agentes Adamson Howie j Companhia, ra do Tra-
iche Novo n. 42,
'assagem para a Baha 25 palacSes mexicanos,
brasileiros ou hespanhes.
Para o Rio de Janeiro 50.
ii Para Montevideo 110.
Para Bueuos-Ayrcs 120.
Administracao do patrimonio do or-
phaos.
Pcrante a administracao do patrimonio dos or-
'hoos se ha de arrematar a quem por menos li/.cr o
urnecimcuto dos medicamentos para o collegio dos
orphaos por lempo de um anno, que ha de ler prin-
cipio do 1. de julho prximo futuro ao fim de juuho
de 1855; as pessoas que se propozarcm fazer o di-
to foruccimento poderlo comparecer na casa- das
sesses da mesma administrarlo nos das 16, 23 e
30 do corrente mez pelas 12 horas da manhla.6
crelaria da administracao do patrimonio dos or-
phlos, 9 dejunho de 1854.Antonio Jos de Oli-
veira.
Companhia braileia de paquetes de
vapor.
Fica designado Tora era diante o dia da chegada
dos vapores a este porto, para sa engajar a carga 011
encommendasque se poder receber: at o raeo-dia
seguinle deverao os roinellenles ler acabado os seus
embarques, c a essa hora apresentaro os despachos
na agencia legalmenle formalisados, como exige o
consulado geral, para a organisac.no dos manitestos
EDITAES.
Desearregam hoje 27dejunho.
Barca ingleza Philomercadpas.
Barca americanaConradfattnlia e pimenta.
Iliate brasileiro.tmeliafumo e charutos.
Garopeira nacionalLicracaodem.
Importacao'.
Iliate nacional Amelia, vindo da Baha, consigna-
do a NovaesiV C manifeslou o seguinle:.
1 caixa rap, 1 caixa fazendas de seda, 1 dita filas,
163 saccascaf, 82 fardos fumo, 13 caixOes,' 2 paco-
les-e 3,711 caixas charutos, 8 sacras el 1|2barrica
cola, 2 duzia's da raderas de Jacaranda, 1 barrica
jarros e quarlinhas. 1 dila cacao; a ordem.
3 caixas corlas de veslidos,U dila ditos de rlleles,,
1 embrulho amostras; a Schfleillim & C.
7 c4ixas lecidos de algodao ; a Guilhcrme da Sil-
va Guimaracs.
3 quartolas lirio florentino, 8 pipas fumo, 1 caixa
charutos, 2 la las tabaco em p; a Mearon & C.
i caixa molas para pasta ; F. C. da Silva.
2 caixos charutos ; a Antonio de Almeida Go-
mes & C.
2l8caixas.cbarulos; a Domingos Alvos Mathcus.
2 caixdcs e 650 caixas charutos: a M. A. Silv*.
Vtpor'braslciro Imperatriz, commandante Jos
Leopoldo de Noronha Torrezno, consignado ao agen-
te, manisfeslou o teguinte :
1 fardoc 3 caixas ; a ordcui.
l 1 encapado a Joaquim Martinho C. Corrori1J.cai-.
sao.; 1 I mi at npinii Rodrigues '
1 caixa; a Viclor Gonalves-Torrcs.
1 caixa; a.Marcellino Jos Anluues.
1 embrulho; a Jos dos Santos Nev.
1 embrulho; a Miguel Jos Alves.
1 embrulho; a I. II. Gansley.
1 caixa ; a Xislo Vieira Coelho.
1 caixa; a Antonio Raymundo.
1 encapado;_ a Joaquim Mondes Jnior.
1 barril; a Gouvca 1 barril ; a Joaquim da Silva Castro.
1 caxolc; a ordem.
Vapor porluguez D. Maa II, commandante o
primeiro lente Jos Tmpson, manifeslou o se-
guinle:
1 encapado, cora galao e fio de ouro; a Antonio
Joaquim Panasco.
I cala com roupa do aso; a Joaa Lci'e Pila. Or-
tigueira.
1 encapada com semenlcs; a Jos Joaquim Bran-
dao.
3 oaixas mudezas
Filho.
CONSOLADO GERAL.
Rendimenlododial a 22.....21:9189396
Idera,dodia26........ 1239615
que devem acompanliar o paquete. Por carga fica
entendido, ser os ohieclos sujeitos a direilos, e por
encommendas os nquenos volumes de prodcelo
nacional. No dia da sabida do paquete smente se
admiltir passagoiroe dinhero a frete, e nada mais
sem exceprao alguma atsduas horas antes da mar-
cada para a sabida do vapor. Recife, ra do Trapi-
che n. 40, segundo andar, 13 de Janeiro de 1854.
Por ordem do Exm. Sr. presidente da provin-
cia se faz publico, que est aborta a matricula da
aula de desenlio do Lyceu. Directora do Lyceu 17
de junho do 1854.O amanuense,
Temi esla rcparlicio lirado do fundo da en-
trada do canal do porto desfa cidade o casco da bar-
ca nacional Fsperanca, em cojo lugar tora esla em
barcario a pique, em consequencia dos respectivos
proprietarios, ou consignalarios o lerem abandonado
quando foram intimados para mandaren fazer esse
trabalho dentro do prazo marcado no regulamento
das capitanas, pelo que em' proveilo desta mosma
repartirlo, j existen) os objectos abaixo declarados,
manda 'o Illm. Sr. captao do porto fazer publico que
serao elles vendidos em lelao, em Ires lotes, no dia
27 do corrente pelas II horas da manbaa no por 13o
do arsenal de marin'ia, sendo os segtiintes: *
1 lote3 mslros de pioln, 1 gurups, 2 sextos, de
gavia.
2 loto2 ancoras de 10 a 11 quintaos cada urna,
105 bracas de amarra de ferro em bom uso.
3o lote1 poica de cabos e chapas de ferro, o ou
Iras ferragens perleiicentes ao apparelho do so
bredito novia.
Capitana do porto de Pernamhaco22 dejunho de
1854. O secretario,
/ Atexandre Rodrigues dos Anjot,
Conselho administrativo.
O conselho administrativo era virtudeda auto-
risacao do E\m. Sr. presidente da provincia, lem de
comprar os objectos seguales :
Para o otavo hatalhao de infantaria.
Livro meslre de 300 folhas 1 ; caldeiris de ferro
batido, para 100 pracas 4.
(Miua de 1 e 2a classrs do arsenal de guerra.
Costados de amarello 4; dilos de pao d'oleo6; cns-
ladinhos de amarello 6 ; taboas de asssalho de ama-
rello duzias 4 ; ditas de dilo de louro duzias 4.
Quinte classe.
Sola curtida, motos 150.
Diversos balsIhSes.
Mantas de laa, ou cobertores de papa 271.'
Quem os quizer vender aprsente as suas propostas
em caria fechada, na secretoria do conselho as 10 ho-
ras do dia 28 do corrente mez..
Secretaria do conselho administrativo para forne-
cmeuto do arsenal de guerra, 20 de junho de 1854
'Jos de Brita Inglez, coronel presidente.Bernar-
do Pereira do Carmo Jnior, vogal e secretorio^
Jos Rodrigues Pereira, el de 3009000 d Sr. Can-
dido Alberto Sodr da Molla. O annuncianle roga
particularmente a qnantos tiverem conheeimento do
presente, o grande obsequio de se intaressarem pelo
descnbriraenlo do mencionado roubo. contando a
pessoo que descobrir pose, com a gratiftcafSo estipu-
lada, e inviolavel segredo. '
Aluga-seoterceiro andar do sobra-
do n. 41 da ra estreta do Rosario, muito
fresco, com sotocontendo militas accom-
modacoes para numerosa familia, e mi-
rante com excellente vista, por preco
commodo : a fallar no primeiro andar do
mesmo sobrado, ou defronte ao de n. 32
A, segundo andar.
SYSTEMA MEDICO
HOLLOWAY.
PILULAS HOLLOWAY.
Este ineslimavel especifico, composlo inteinman-
te de hervas medicinacs, nao contm mercurio, ntm
oulra alguma substancia delecten;. Benigno i mais
teora infancia, e compleicio mal delicada, he
igualmente promplo e seguro para desarraigar o
mal na complecao mais robaste; he inleiramcnto
innocente em suas operacoes e effeilos; pois busca e
remove as doencas de qualquer especie e grao, por
mais antigs e tenazes que sejam. '
Enlre militares de pessoas curadas com este reme-
dio, muites queja estavam as porta da morle, per-
severando em seu uso, consegutram recobrar a sa-
de e torcas, depois de haver tentado intilmente,
lodos os ootros remedios.
As mais afflietes nao devem entregar- dtes-
peracao: fajara um competente ensato dos eftlcases
eITcilos desta assombrosa medicioa, e prestes recu-
perarlo o beneficio da sade.
NSo se perca lempo era lomar este remedio para
qualqner das seguinle enfermidades:
Accidentes epilpticos.
O Illm. Sr. inspector da thesouraa provin-
cial, am cumpmcnto da resoluco da junte da fa-
zeuda da mesma thesouraa, manda fazer publico,
que.nos das 26, 27 e 28 do corrente se ha de arre-
malar a quem por menos fizer, as impressoes dos
Irabalhos das diversas repartieres publicas provinci-
aes avalladas em ris, 3:5009000.
A arrematado ser feila por lempo de um anno, a
contar do 1.* de julho prximo vindoaro ao fim de
junho de 1855.
As pessoas .que se propozercm esla arrcmalacao
comparecam na sala das sesses da mesma junte nos
das cima indicados, pelo meio dia, competentemele
liamlitedas.
E para constar se mandn aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraa provincial -de Pernam-
buco 14 de junho de 1854. O secretorio,
Antonio Ferreira t Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraa provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exn"., Sr. pres-
deme da provincia de 17 do correrle, manda fazer
publico,-que no dia 27 de julho prox.mo yindourn,
vai nnvamenle praca para ser arrematado a quera
por menos fizar, a obra do acude a Villa Dallada
comarca de l'aje de Flores pelo novo orr.imenlo de
:60i5600. i ( \
. Aai-rematacao sera feila na terina dosSrticos24
c 27da lei provincial n. 286 de 17de maio\de 1851,
e sb as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a.esla arieifliatuc;ao
. SIL AMICM DE N\EG4\0' GERAL A VAPOR.
Baliiana 1,700 toneladas
Brasileira 1,100
Lusitania 1,100
Imperador 1,800
Imperatriz 1,800



captao

Alporcas.
Arapotes.
Ateai (mal d').
Aslhma.
Clicas.
Convulsoes.
Debilidade ou exlenua-
cao.
Debilidade ou falte de
torcas para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor de garganta.
A de barriga.
nos rins.
Dureza no venlre.
Enfermidades no ligado.
ci venreas.
Enxaqueca. K
Herysipela.
Pebres biliosas.
(i intermitientes.
de teda especie.
Cote.
Ilemorrhoidas.
Hydropisia.
Ictericia.
IndigeslOes.
Inflamma {Oes-
Irregularidades da mens-
Iruario.
Lombrigas de toda espe-
cie.
Mal-dt-pedra.
Mnnchas na culis.
Obslrucjao de venlre.
Phthisica ou consumptao
pulmonar.
Relenco d'ourina.
Rhenmatismo.
Symploma segundarios.
Temores-
Tico doloroso.
Ulceras;
Venreo (mal).
ma julula, no
->n etonie-
a T. de Aquino Fonseca &
22:0429011
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlododial a 26.....'. 2:3819173
Exportacao".
Nanles, brigue francez Charles Adnlphe, de 324
toneladas, conduzio o seguinle :5,318 saceos com
26,5110 arrobas de assucar.
UECEBEDOH1A DE RENDAS INTERNAS E-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 26......4619092
CONSULADO PROVINCIAL
Rendimento do da 1 a 22
dem do da 26 .
31:9709896
1:6029309
33:5738205
H*
PAUTA
Sonhor, esla flucldarnn de sommas do montante
das bcranr.a-, que o cnsul da Pernambuco cosluma
fazer, causa alir do damno que resulta i sua repu-
tacao como autoridado fiscal, outro nao menor aos
herdeiros que os fallecidos deixam em Portugal, por
que sendo, como costumam ser, publicadas no Diario
do Gocerno para conheeimento dos intcressados, ha
por laes sommas que se costumam vender as Iteran-
cas, ou fazer outras seraelhantes ransnecocs. porque
a longilude, mora e despezas previas que henecessa-
rio fezer para haver as herancas obriga os herdeiros,
pela maor parte pobres, a vende-las de anlemAo, o
para islo ha logo quera lhes faja propostas, e al
agentes do proprio consulado teem entrado nestas
negociarles.
Ora, como as sommas que o cnsul annunca, sao
quasi sempre muito inferiores b producto dos espo-
los, os herdeiros ficam tesados as vendas quo sao
obrigados a fazer, guiando-se pelas publicar-Oes e an-
imnos, que o cnsul manda para Portugal. /~
Os supplcanles pedem fervorosamente a \J M.,
qae luja de dar promplo remedio a estes extflrsOes,
que soffrem os subditos portuguezes, em proveilo de
especuladores avaros e fraudulentos, conuSjie de
noloriedade publica, tanto em Portugal cumo too
Brasil.
Por ultimo sapplicam os abaixo assignados a V.
Mi, se digna lambem mandar juntar j4 citada re-
prcsenlacao, o documento annexo sob n. 4, quo ha
pouco lhes foi enviado de Pernambuco, o qual lie
asignado por trezentos e sete subditos de V. M. re-
sidentes naquella cidade, com a designac,ao dos seus
'mstense residencias, tudo reconocido por tabel-
liao publico, no qual papel ellos declaram com ma-
go, que se o consol Joaquim Baplisla Morek-a, e
sea chanceller continuaren! a ter aatoridade obre
elles, wr-se-hao Toreados a fazer-se suMilos de>. ou-1 tiiugibre
dos precos torrentes do assucar, algodao', e mais
gneros do paiz, que se dcspaiham na mesa do
consulado de Pernambuco, na semana de 26
dejunho a i de Julhode 1851^
Assucarcmcaixasbrauco 1.a qualidad (8) )700
2.o 29300
n mase........ 19900
' bar. esac. branco....... 29600
rnascavado. .... 19900
> refinado,........... 39200
Algodao em pluma de 1. qualidad 69000
a 2. 59600
o\ 59200
em cari'ico .......... 19.500
Espirito de agurdente.......caada 9700
Agurdenle cachara '...... 9300
de caima'....... a 9400
reslilada. ....... 9300
Geucbra. ............. 9480
.................botija 9220
Licor ..............caada 9180
..........'.....garrafa 9220
Arroz pilado duas arrollas, um alqueire 59000
ji em casca........... o I9OOO
Azeite de mamona. .......caada 9880
D.mendoime de coco. o 19280
a de prive......... s
Cara 11...............
Aves araras. .'.........urna 109000
papagaios...........um 3000
Bolachas.............
Biscoilos.........., ,
Caf bom...........,
d reslolho.........'.
com casca.........
moido...........
Carne secca...........
Cocos com casca .......
Charutos bons. ._.......,
ordinarios.......
b regala c primor ,
Cera de carnauba...... .
b em velas.........,
Cobre novo mo d'obra. ...
Couros de boi salgados. ...*.,
espixados.......,
.
B
1)
B
B
B
B
rento
o
B
verdes
o de onca .....'.......
b b de cabra curtidos...... b
Doce de calda.............b
b goiaba............
B serr .............. b
b jalea. .............. b
Estopa nacional........... (>
b estrangeira, mo d'obra. o
Espanadores grandes..........um
b pequeos..........
Farinha de mandioca.......alqueire
b 11 milho.......... )
B B aramia......... b
Feijo...............alqueire
Fumo bom............. @
n .ordinario ...........
b em folha bom ...,'.....
s j> b ordinario...... b
b i> b reslolho....... b
Ipecacuanha............
Uomma..............alqueire
.....t
5120
79680
9800
49OOO
39600
69IOO
39800
2*560
19200
9600
29200
(9500
89000
9160
9180
9190
9090
159000
9190
9160
9100
9320
19280
I9OOO
29000
19000
2j>SO0
29500
69OOO
49800
79000
39OOO
89000
49OOO
39OOO
329000
3OO
1*0U
comparecam oa sala das sesses de
lia cima declarado, palo meio
manta habilitadas.
E para constar se mandn, afili;
blirar pelo Diario.'
Secretara da thesouraa prc,,!
- ""BrJ.iiiP'i u-M*"
' Mloto Ferreira d'.mnunciacao.
Clausulas especiaes para a aj-ramafafio.
1. As obra deste acudo serio fi ls de conformi-
dade com as plaase orramcnlo c presentados n ap-
provacao do Exm. Sr. presidente da provincia, na
importencia de 4:6019600.
2. Estas obras deverao princ piar no prazo de
dous mezes, e serao concluidos "> de dez mezes, a
conlar conforme a lei provincial, 286,
3." A importancia desta arrenl"toCao er*. PaSa
em Ires preslaroes da maneira seguinJe: a primeira
dos dous quintos do valor total, quando liver con-
cluido a melado da obra.; a segu oa igual primei-
ra depois de lavrado o termo o1 > reconhecimcnlo
provisorio; e a terceira fiualmenli t um quinto de-
pois do reccbimenlo definitiva.
i." O arrematante ser abrigado commumear a
repartirlo das obras publicas coi n antecedencia de
30 das, o dia-ixo em que tem r't dar principio ir
executao das obras, assim como '.rabalhara segulda-
menle durante 15 das, alim d q' poss o enge-
nheiro encarregado da obra, as i'i'f a'w pnmeirbs
Irabalhos.
5. Para todo o mais qne nac ptiver especificado
as presentes clausu las. segur-s )- o que determi-
na a lei provincial n. 286 de 11 d rnaio de 1854^
Conforme.O secretario, Am J*o Ferreira aAn-
nunciaro.
O Illm. Sr. inspector da ihesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da resol'0 a junte da te-
zenda, manda fazer publico, qu e nos dias 26,27 e
8 do corrente perante a mesm.;i junte, se ha de ar-
rematar a quem por menos Baef o foruccimento dos
medicamentos e utencilios para I a enfermara da ca-
deia deste cidade, por lempo de 11 anno, contar do
! dcjnlho prximo vindourr, 30 de junho de
1855.
As pessoas que se propozerenv esto arrcmalacao
comparecam na sala das sessoed da raesma junta nos
das cima declardos, pelo meHo da, competente-
mente habilitadas, que ah lhe 5. 'rao presentes o for-
mulario c condiciSes d'arremala
E para constar se mandou all
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraa pn
buco }4 dejunho de 1854. O
Antonio Ferrei,
O Illm. Sr.. inspector da
cal. am cumprimenlo do dsposi
provincial n. 129, manda fazer ,
cimenlo dos credores hypolhccaric
teressados, que as propriedades ab.
sitas na direccao do vigsimo Janri
Po d'Allio, foram desapropriadas.e q
vos proprietarios lera de serem pagos
deve por esta desapropriacSo, logo q
prazo de .15 dias contados da data dcsl
para as reclama(oes.
E para couslar se mandou afraar oj resenle e pa-
blicar pelo Diario por 15 dias su"ccessi l",
Secretaria da Ihesouraria provincial ;'c Pernam-
buco 20 do junho d 1854.O secreta '>>
Antonio Ferreira da An lunciacao.
llelacao das casas desapropadas no vi. psimo lanep
da estrada de Pao d'Alho.
1." Urna casa robera de tellia, pertci '-
cenlc a Thomaz de Andrade, pela quai '"
ta de............
2. Urna dila coberta de palha, pcrle
cente a Maximiana do Rosario, pelaqua
tia de............
3.' Urna dila, dita, pertenecida a M
noel da Hora, pela qaanlia do..
4.a Urna dita, coberta de palha, penal-
cente a Mara Sophia, pela quantia de .
5. Urna dila, dila, perlenceule a Joa-
quim Jos de Sanl'Anna, pela qunlia de
6.a Urna dita, dita, perlenceule a Ma-
ra Jos do Espirite Santo, pela qaan-
lia de. .............
7. Urna dte, coberta do lelha, perlen-
ceule a Manoel Autonio Rodrigues Cam-
pcllo, pela quantia. de.......
'8." l'ma dila, coberta de palha, perten-
cente a Francisco Alves Xavier, pela
quantia de............
9.' Urna dila, dita, pertencente a Ma-
rianii'i da llora dos Prazeres, pela quan-
tia de.....'. .... .
10.a Urna dita, dila, pertencente a Joiiu
Jos, pela quanlia de........
11." L'ma dila, dito, pertencente a Ma-
a Francisca da Conceican, pela quan-
tia de. .........
12.a 1,'nia dita, dita, pertencente a
Francisco de Oliveira, pala quautia de .
13.a Unta dita, dila, pertencente a Jlo
Jos de Sanl'Anna, pola quantia de. .
14.a l'nia dila, dte, pertencente a Au-
na Mara do Espirite Sanio,'pela quan-
tia de.............
Conforme.O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciacao
Manoel Joaquim-da Silva Ribeiro, fiscal da frage-,
zia de Santo Antonio desta cidade etc. etc.
Fncu publico para conheeimento de quem conver,
a disposico do artigo abaixo transcripto, das pos-
turas municipaes em vigor.
TITULO 6.
. Ait. 6." Fica prohibido dentro da cidade o uso
de roqueiras, bombas e fogo sollo (buscaps); os in-
fractores serao multados em IO9OOO e soflrerao dous
das de prisao.
A cmara municipal por euitaea designara os lu-
D. Greeu-
H. T. Cox.
J. Brown.
Vapores novos, ajustados para irjarcm prom-
ptos em agosto e setembro.
Qs vapores desta companhia parlirao de Liverpool (al novo aviso) na carreira de ida no dia i.de
cada mez, e devem chegar em Pernambuco no dia 28 do mez, segundo depois de algumas Horas para a
Baha, Rio de Janeiro, e o Rio da Prata. ';,'" ,. / j
Na carrea de volla parlirao do Rio de Janeiro no dia 6 do mez para a Baha, Pernambuco, (a
chegaro no dia 12), S. Vicente, Madeira, Lisboa e Liverpool. .
Os vapores lem lugar para passageiros de todas as classes a presos muito commodos, e C4 oi*x
ida-e volla leem um abatimenlo de 25 por cenlo, e valcra para 12 mezes.
Recebcm aqui ooro, prala e miudezas para lodos os porlos de escala.
Como se lem publicado que alguns dos vapores da companhia se travam daicajrSra para servido do
governo inglrz, publica-se a seguinle resoluco lomada pete direccao no dia^af} de maio : O vapores
Lusitania e Brasileira nao serao vendidos senao com a condico de serem emente entregues quando o
Imperador eo Imperatriz testiverem promptos para completaren a carrera com vapores maiores, em
coniunrao com o Bahiana. .
. As' malas, os passageiros c a carga destinados para o Rio daPral? proseguirlo ao Ro de Janeiro pelo
vapor La Plata, o qual depois de tocar em Montevideo seguirtv-alo Buenos-Ayrcs. O La Plata parlir
de Bucnos-Avrcs de volla no dia 19, e de Monleyjde-j^d eslabelecimenlns se deve dirigir s agoiitiaTlaicumpauhia. Recito 21 de junho do 1854.Os agentes da
companMajDmjJfoule & Comjiatihia.
; rLjilWPrjWtaspaTa-qjJilhriicrporto estrangeiro recebem-se na agencia ; as para Os portos do imperio
so*(T no rorreio. v ... 1 -i
. Recommcnda-se s pessoas que Irouxerem carta singelas, -sejam acompanhadas logo com seti devido
1 porto para evitar deploras, como constantemente est aconlecendo, sendo o porte para a Eoropa 400 rs., e
para o Rio da Plata 500 rs. ^^________
AVISOS DIVERSOS.
Quarta-feira 28 de Junho de 1854.
' BENEFICIO B ACTOR
aiaasn asaa' Siaas-
Dcpois de executeda a simphonia
CAVALLO DE BRONZE,
Representar-ee-ha o magnifico vaudeville em
actos
a mm&
Seguir-sc-ha pelo Sr. Jos De-Vecchy, o
sollo inglez, dansado em figura de
bello
Dar fim ao espectculo a muito engracada co-
media do Sr. Penna, em 3 actos:
iresenle e pu-
.1 de Pernam-
tario,
nnunciaciio.
uraria provin-
arl. 34 da lei
o paraconhe-
quaesquer in-
u declaradas,
da estrada de
e os respedi-
lo que se Ibes
te terminar o
, que he dado
Os intervallos dos actos scio preerrehidos com as
seguintes pecas de msica :
* I. Gemma de Vinry.II. Quadrilha brasileira.
III. Muda de Porcci.IV. Balalha de Almos-
ter.V. Partida do Marinheiro.
O beneficiado escolheu esto espectculo para po-
der afn.anr.ar ao respeilavel publico uina bella
esculla, pfcferiudo-o a qualquer drama novo, que
jamis poderia ir bem ensaiado, por falla de lem-
po necessario na conclusao d,a actual empreza.
Sendo este a primeira vez que o beneficiado recor-
re a generosa proleceao do illustrado publico desta
capital, espera do mesmo- seu coslumado acolbi-
mento.
Os bilheles acham-se venda am casa do bene-
ficiado, ra de Santa Isabel 11. 9, e no da do es-
pectculo, no escriptorio do Thcalro.
Principiar, is 8 horas.
AVISOS martimos.
305000
219000
219000
20000
2S000
20000
329000
W00
Para o Rio de Janeiro sali al o dia 2 de ju-
Jho, o brigue nacional Sagitario, de primeira mar
cha, para o restante da carga, passageiros a escravos
trala-se com o consignatario Mandel Francisco da
Silva Carrito ; na ra do Collegio n. 17, segundo
andar, ou com o captao a bordo,
ARACATV.
Patacho Sania Cruz, segu no da 30 do cr-
rante, recebe carga e passageiros; trata-sc cm Cy-
riaco da C. M., ao lado do Corno Santo, toja n. 25.
Para Lisboa seguc viagem impreterivelmehle
al II do prximo mez de julho, a barca porlugue-
za Gralido: quem na mesma quizer carregar ou
ir de passagera, para o que tem superiores commo-
dos, enlenda-so com os consgnatenos Thomaz de
Aquino Fonseca & Filho na ra do Vigario u. 19
primeiro andar, ou com o captao Antonio Alves
Pcdrozo, na praca.
PARA O CEARA.
vai seguir netes oilo das, a escuna .1. Jos, por
lar engajado quasi todo o seu carregamcnlo: para o
resto e passageiros trala-se na ra da Cruz do Re-
cite n. 33.em casa de Luiz Jos de Sa Araujo.
LEILO'ES.
L 0
*
2t 0000
20 50QO
2i80&>
\
LEILACVDEMASSAS.
Terf^a-feira, 27 do corrente, as 11 ho-
ras da manliaa, no caesdaalfandega, lia-
vera' leilo de superiores massas, recen-
tementc chegadas a este porto, que se
venderao por qualquer preco, e em lotes
a vontadedos compradores.
, Sexla-fera, 30 do corrente, as 10 1|2 horas da
Tnianhaa, o agente Viclor far lcilao 110 seu arroa-
12800 0 em, ra da Cruz n. 25, de grande sorlimento de
obras di-marcinciria de dilterenlcs qualidades, no-
vas e usadas, 1 lavatorio e 1 pa de pedra marrnore,
ubta do Potlo, chapelinas de seda do melhor gosto
para senhora, diversas obras de prala de lei, charu-
tos da Baha da superior qualidad, e oulros muilos
objectos que e-tarao mostr no dia do lolo.
Qaiuta feira, 29 do corrale, o agente Borja
, 'ara leilao am seu armazem, ra do Collegio n. 14,
a s 10 hora em ponto, e grande e vaado,sortimen-
t > de obras de marcineiria, novas e usadas, varios
u- tencilios He casa, e oulros muilos objectos, quo s
r, 'm a viste se pode apreciar, os quaes estarn amos-
I, a no mesmo armazem.
O abaixo assignado previno a aquelles que li-
verem lido o Diario de Pernambuco n. 141 de 21 de
junho corrente, que vai asar dos mcios e recursos
que a lei lhe faculta, para responsabilizar o autor do
eseiipto, que nesse Diario apparece, eem que se
pretende ferir a sua repulacao. Recife 27 dejunho
de 1854.Marliniano da Rocha Bastos.
Auscntou-se a escrava crioula, de nomo Ve-
rnica, idade 23 annos, com os signaes seguintes:
alte, corpo retereadn, cor prala, tem lodos os den-
les, porm com desigualdadc, c amolgados us de ci-
ma por queda que diz ter levado, urna pequea be-
lidno olho esquerdo.beico inferior um tanto salien-
te, lera um signal de lalho ou queimadura em unj
dos bracos ; levou panno da Coste usado, tres vel-
lidos de*chita, sendo nm amarello e dous quasi tran-
cos por desbolados, urna saia de chite roa e dous
cabesoes, sendo nm de cassa de ristras e cetro de
madapolao com babado no lalho. Esla escrava di
ter vndo.do Pombal na Parahida, e foi aqui vendida
por Jos Mara Navarro, no da 16 do correle roe
e nno : quem a apprehcnder ou della liver noticia,
dirija-so ao aterro da Boa-Viste h. 19, ou caes da
Alfandega, armazem n 5, que se gratificar*.
Em additamenlo ao annuncio publicado.no
Diario n. 129 o 13tceica. de urna lettra de 4:0009
rs., qne se fingia eslar firmada pela abaixo assigna-
da, declara que o annuncio se refere quer a lellrase
bir d 4:0009000, quer de outra qualquer quantia,
visto que nao tem certeza de que valor seja a lettra
que lho consta gyrar em seu nome falsamente. Re-
cife 26 de junho de 1854.
Leopoldina Mara da Costa Kruger.
Quem precisar de um homem para nadara, o
qual tem bastante pratica, para forneiro ou para
masseira, dirija-se -rua doCabug n. 2, que acha-
r com quem tratar.
Perdeu-se na madrugada de 23 do corrente, a
urna hora, um cachorro de raja estrangeira, muito
novo, cor prela, fucinhocompdo, orelhat grandes,
aherto,T>ela Trente de pardo at o Abo ; perdeu-se
na occasiao em que urna familia fuga da cheia que
innundava a rna Augusta: qaem o aehou leve-o
mesma ra n. 40, que ser* generosamente recom-
pensado.
.Aluga-se o Iprimeiro andar do sobrado n. 22
da ra larga do Rosario, onde morou o Dr. Firmo,
o qual tem mnilos commodos : quem pretender ir
morar nelle, dirija-se tratar na teja por baixo do
mesmo sobrado.
O marechal de campo Jos Fcrnandes dos San-
tos Pereira, e sen genro o captao Saluslano Jero-
nymo dos Reis, nao podendo, peto seu eslado de
saode, nem lempo, e rapjdez de sua partida, despe-
direm-se pessoalmenle ue lodas-aa pessoas que os
hunraram com sua amizade c obsequios, o fazcm pe-
to presente, reiterando os seus protestos de gratidao,
c offerecendo seas servidos no Ro de Janeiro para
onde segoera; deixando com saudade esta provincia
lao hospitalera.
SO'CONSCIENCIA.
Perdeu-se desde a loja da onrives, junto a igreja
do Rosario, seguindo-se em frente da greja-, entran-
do no becco do Rosario, ra do Fogo, pateo de S.
Pedro, ra das Aguas-Verdes, at a Iravessa da casa
do Joo Patriota, volteado ah pelo becco dos Pee- <
cados Mortees, roa Direila, ra do Livramento, ra I
do Queimado, praca da Independencia, ra dos
Qunrlais e paleo do Hospital, 2 trancelins de ouro
verdadeiro, sendo um delles felo aqui e pesando,
iViouco mais ou menos, 15 oilavas, e ontro obra por-
tugueza, pesando mais ou menos 7 a 8 oilavas:
quem os aehou, querendo-os restituir,* poder le-
var coclwira de carros fnebres, qd se dr de
gralificaco melade do seu valor intrnseco.
, O abaixo assignado, novaracnte declara palo
presente, que a teltra que annunciou no Diario
de Pernambuco ns. 1*2, 143 e 144, ter-se-lhe destif-
caminhado, he de 620S000e nao de 6:0205000, como
declaram ditos annuucos, o por ser erro typogra-
phico, faz a presente declarasao.
Jodo Femandes Prente Vianna.
Quem precisar de urna ama para o service de
urna casa, dirija-se ra da Glora n. 37.
ROUBO.
5008000 de gmtficacao.
Francisco Jos Leite gratifica com 5O03O0O a pes-
soa que descobrir o ronbo praticado em sua taberna,
na ra do Collegio n. 12, na noilc de 22 para 23 do
crranle junho, e dcscuherto e nao adquirida toda a
quantia, dar a gralicacflo em relacao ao que se ad-
quirir, prometiendo o annuncianle guardar todo o
segredo a respeilo para com a pessna descubridora.
As autoridades policiaes compclcolcs estao informa-
das das minuciosidades do roubo, e o annuncianle
espera medidas enrgicas que eslao a alcance da po-
lica ; mas para que -tal acontocimeiilo cheque ao
conlicciniculo do todos, e possa mais fcilmente
acbar-se a oiigem, passa o annuncianle aexpo-!o.
Na manbaa do mencionado da^ao levantarem-sc
os caixeiros encontraram aberta urna das portas da
sua taberna referida, e.sorprcbendidos por esse indi-
cio foram ao escriptorio onde encontraram arromba-
da a carleira que conynha dinhero : immediata-
menle chamaram o annuncianle, e este veriflcon
ac)iar-s roubado na quautia de 3:5029060, sendo
1:780>-280 no seguinle dulieiro ; 2 olas de 5009i
2 de 2009000.1 de IOO5OOO, e 1569000 em notas de
509000 para baixo, 2 oncas hesparmolas, 3 a 4 moe-
das de 99000, e algumas de I69OOO, meia libra ster-
lina ou meio soberano, e prata brasileira, hespanbo-
la e mexicana ; e 1:71800 nos seguintes vales :
I de 1:0009000 a vencer-se em julho vndouro, do
Sn, Oliveira Irmos fj C, t dito de 4219800 do Sr
Vendem-se estas plala* no estabetecimento geral
de Londres, n. 244, Slrand, e na loja de todos o
boticarios, droguistas e,ontras pessoas encarregadas
de sua venda em toda a America do Snl, Havinie
Ilespanha.
Vendem-se a bocelnhas a 800. Cada%ma dal-
las contm urna inslrucc,ao em porluguez para ex-
plicar o modo de se usar destes plalas.
O deposite geral be em casa do Sr. Soum, pbarma-
ceulico, na ra da Cruz n. 22, em Pernambuco.
ROB LAFFECTECR.
"-rico autorisado pordecSo do conselho rt
e decreto imperial.
Os medico 06 hospitees recommendam o arrobe
Laffecteuv, eomol^ niMala1ade pelo go-
verno e pela Rat Soca8P^c de Medicina. Este me-
dicamento d'um gosto agS^?1' fa' } ,onli!r
em secreto, est em aso na mSfSfcWS?1 d
de 60 annos; cura radicalmente cm 1 ^
com pouca despeta, tem mercurio, a* afieaedes *d*
pelle, impingens, as eonseqoencias das. sarnas,' ul-
ceras, e o accidentes dos partos, da idade critica e
da acrimonia hereditaria dos humores ; convem aos
catharros, da bexiga, as conlraccBes, e i fraqueza
dos orgaos, precedida do abuso da ingeecOes ou de
sondas. Como anl-syphililico, o arrobe cura erh
pouco lempo os fluxos recentes ou rebeldes, que vol-
vem incessantes sem consequencia do eraprego da eo-
palba, da cubeba, ou das iujeccOcs que -represen-
tara o virus sem neulralisa-lo. O arrobe Laffectenv
he especialmente recommeodado costra as doencas
inveteradas ou rebeldes ao mercurio e ao iodurelo
de potasio.. Vende-se em Lisboa, na botica de Rara
ral, e de Antonio Feliciano Alves de Azcvedo, pra-
ca de l. Pedro n. 88, onde acaba de chegar urna
grande poreo de garrafas grandes e pequeas, via-
das directamente de Pars, de casa do Sr. Boy vean,
Laffecteuv 12, ru Richey Paris. Os" formularios
dam-sc grat,s em casa do agente Silva, na praca de
D. Pedro n. 82. No Porto, em casa de. Joaqaim
Araujo; na Babia, Lima <5 Irmos; em Pernam-
buco, Soum; Rio de Janeiro, Rocha Filho, e
Moreira, loja de drogas; Villa-Nova, Joito Pereir
de Magales Leite; Rio-Grande, Francisco de Pea-
la Cont &(,.
ANTIGDIDADB E SUPERIORIDAD*
DA
SALSA PARRILHA DE BRISOL
sobre
A SALSA PARRILHA M SANDS.
Attencao' ,
A SALSA PARRILHA DE BRISTOL data do
de 1832, e tem constantemente 'mantido a sua re-
putarao sem neceasidade de recorrer a pomposos
annuucios, de que as preparacocs de mrito podem
dispensar-se. O successo di Dr. BRISTOL tem
provocado infinitas invejas, e, entre outras, as dos
Srs. A. R. D. Sands, de Nelr-York, preparadores
e proprietarios da salsa parrilha ceuheeida pelo no
me de Sands. ,
Esles senhores solicitaram a agencia de Saha'par-
rilha 'de Brislol, e'como nao e podessem obter, fa-
bricaram urna imitafao de Bristul.
Eis-aqai a carta que os Srs. A. R. D. Sands es-
creverara ao Dr. Brislol no dia 20 de abril de 1842
e que se acha em nosso poder:
Sr. Dr. C. C. Bristol.
Bfalo, &c.
Nosso apreciavel senhor.
Em loilo o anno pnssado temos vendido cuanti-
dades cousideraveis do extracto de Salsa parrilha de
Vmc, e pelo que ouvimos dizer de suas virtudes
aquelles qne a tem usado, julgamos que a venda da
dita medicina se augmentar muitisHmo. Se Vmc.
quizer fazer um convenio comnosro, eremos que
nos resultara muite vantagem, tanto a nos como a
Vmc. Temos muito prazer que Vmc. nos responda
sobre este assumpto, e se Vmc. vier a este cidade
daqui a om mez, ou cousa semclhantc, terramos
muite prazer ero o verem nossa botica, roa de Ful-
ton, n.79.
Ficam s ordens de Vmc. seus segaros servidores.
(Assignados) A. R. D. SaNDS.
CONCLUSAO'.
1. A antignidade da salsa parrilha de Bristol he
claramente provada, pois que ella data desde 1832,
e que a de Sands s apparcceu cm I842, poca na
qual este droguista nao pode obter a agencia do Dr.
2. A superioridade da salsa parrilha de Brislol
he inconlestevel; pois que nao obstante coBeer-
rencia da de Sands, e de ama poroto de oulras pre-
paracoes, ella tem mantido a sua repulaco em qua-
si toda a America.
As numerosas experiencias fritas cera o aso da
salsa parrilha em todas as enfermidades originadas
pela impureza dosangue, eo bom xito obtido nes-
ta corte pelo Illm. Sr. Dr. Sigaud, presidente da
academia imperial de medicina, pelo illustrado Sr.
Dr. Antonio Jos Pcixolo em sua clnica, e em sua
afamada casa de saude na Gamboa, pelo Illm. Sr.
Dr. Saturnino de Oliveira, medico do exercilo, e
por varios outros mdicos, permiltcm hoje de pro-
clamar altamente as virtudes efftcezes da salsa para
rilha de Bristol vende-e a 59000 o vidro.
O deposito deste salsa mudou-se para botic-
franceza da roa da Cruz, em frente ao chafarte.
Aluga-se o sitio denominado Maugabeira, com
urna boa cas de sobrado, e um rica cacimba d'gua
de beber, confronte ao jardim Botanice: qnem o
pretender dirija-se a ra larga,do Rosario botica
n. 42. .
Aluga-se o primeiro andar da casa
da'rua do Vigario n. 5, -proprio para um
grande escriptorio ou morada de familia
por ter muito bons commodos : a 'tiatar
na mesma ra n. 7.
Vende-se feijo mulatinho muito
novo em saccas grandes, no armazem de
Jos Joaquim Pereira de Mello, no Caes
d'Alfandega n. 7 a' tratar no mesmo, ou
com Joaquim Pinheiro Jacome. na tra-
vesea da Madre de Dos armazem n. 9.
RELOGIOS INGLEZES DE PATENTE :
vendem-se por preco commodo : em casa
de Barroca & Castr, na ra da Cadeado
Recife n. 4. *. _.
FARINHA DE MANDIOCA
muite- superior e em saccas de 2 lf2 al-
queire* por preco commodo: trata-se1 na
ra do Amorim n. 54, armazem de Ma-
chado & Pinheiro, ou.na ra do Vigario
n 19, segundo anda* escriptorio dos
^vxios. *
I
A
i


I
-** "*mw "
DIARIO OE
Aluga-ae urna preta, que sabe cozinhar e -lavar :
na roa Direila casa n. 23, primeiro andar.
Precisa-so alugar urna ama para n servico de
urna so pessoa, paRa-se bem, por delraz da matriz do
Santo Anlonin n. 28, primeiro audar.
Na botica da ra larga do' liosario
n. 6, de Bartholomeu F. de Souza, ven*
dem-se pilulas vgetaes verdadeira, arro-
lle l'affecteui verdadeiro, salsa de Sands
verdadeira, vermfugo ingle/, (emvidro)
verdadeiro.vidros de bocea larga com ro-
Iha de 1 ot 12 libras. O annunciante af-
fianra a queininteressarpossa a veracida-
de dos medicamentos cima, vendidos cm
sua botica
I
HOMEOPATHIA. <
0 Dr. Casanova, medico francez, d;i con-
sullas lodos os das no seu consultorio
Rl\ DAS TOES 08.
No mesrao consultorio acha-se venda um J
grande sortimento de carleiras 'de todos os I
tamaitos por presos coramodissimos. i
CINCO MIL RIS.
1 carteira com 21 tubo a esculla. i
i tubo grande de globulosavuls. 500 J
1 dilo mediano...... 400 a
1 dilo pequeo...... 300 *
W onca de tintura a escolha 15)000 "
Elementos de homeopalhia 2 voluntes 2.
edicto...........-jjfloo J
Palhogenesii dos medicamentos I
brasileirosl volume. ..... 2^000
Tratado das molestias veneriax
para se tratar a si mesmo.
. C. STARR &C.
respei tusamente annunciam que no sen extenso- es
tabelecimenlo em Santo Amaro, continua a-fabricar
com a maior perfeico e promplido,toda a qualidade
de macbinismo pan o "uso da agricultura, navega-
rn e manufactura, e que para maior commodo de
seus numerosos freguezes e do publico em geral, iem
aborto em um dos grandes armazens do Sr. Mosqui-
ta na na do Brum, atraz do arsenal de mariuha.
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no diloscu estabelecimento.
-Mli acharao os compradores um completo sorti-
mento de moendas de canoa, com todos os mellio-
ramentos (alguna delles novos eorginaes) de que a
experkDcia de mnitos annqstem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor debaixae alta pressao,
tanas de todo tamanlio, tanto batidas como fundidas,
carros de mao e ditos para conduzir formas de assn-
ear, machinas para moer mandioca, prensas para di-
to. Tornos de ferro balido pata farinba, arados de
ln0iJ* raa's aPProvada ronslrucrao, fundos para
alambiques, erivos e portas para fornalhas, e urna
inlinidadfl de obras de ferro, que seria enadonho
enumerar. No mesmo deposito existe urna pessoa
inteiligcnte e habilitada para receber todas as en-
oommendas, etc., etc., que os'annunciantes conlan-
toeom acapacidadede suas oHcipas e macbinismo,
pericia de seus ofticiaes, se compromctlcm a fazer
cxecular, cora a maior presteza, perfeico, b exacta
eonlormidade com os modelos ou descob s. a insirnr
e que Ihe forcm fornecidas.
Antonio Agripino Xavier de Brito
i Dr. em medicina pela aculdade
I medica da Babia, reside na ra Nova
* n. 67, primeiro andar, onde pode -
g ser procurado a qualquer bora para
3 o exercicio de sua proissSo.
Precisii-se de um escrava para o sen ico urna casa de pouea familia : na ra do llospicio 3
casa nova direila depois de passar o qnarlel.
DENTISTA IRANCEZ. ww**-g
$) Paulo Gaignout, estabelecido na ra larca 6
9 do Rosario n. 3C, segundo andar, colloca den- A
$ les com geigivasurlificiaes, e dentadura com- S
$ pleta, ou parte della, com a pressao do ar.
-& Tambera lem para vender agua denlifricedo Z
3 Dr. Pierrc, o po para denles. Rna larca do as
$ Rosario n. 36 segundo andar.
donns da nova loja de
>ug n. 11, confronte ao
matriz e ra Nova, frauquciam ao
publico em geral um bello e variado sorli-
ment de obras de ouro de muilobons gos- ,
los e presos que nao desagradarlo quem -
W queira comprar { os mesmos se obrigam por
qualquer obra que venderera a passar orna
conla com responsibilidade, especificando a
^, qualidade do ouro de 14 ou 18 quilates, fi-
I cando assim sujeilos por qualquer duvida que .
.Serafim 6 Irmao.
AVISO AO COMMERCIO.
Hanoel & Villan tem a honra de participar aos
Sts. logisla?, que se achara semprc niv sna fabrica,
ra d Cruz o. 50, um esplendido sortimento de
chapeos de sol para hornera e senhnras, lano de
seda como de panno, os quaes vendem-so em porgao
de urna duzia para cima, epor presos mdicos.
North RutFerfbrd & Wtlson gg
Merchans & Commission Agente.
Sussex Street Nortli.
I Near Erskine Street.
%m*m Ns'vv"e,'
- ConYida-se pelo presente a Jo3o Ferreira I.ei-
te, que se presume estar actualmente em Cariri-Ve-
II10, provincia-da Parahiba, filbo do velho Pedro
Ferreira Leile, hroes bem condecidos na comarca
de Bonito desla provincia, para que venha quanto
antes satisfazcr a quantia de rs. 2008000, conslanle
de nma le Ira que aceitou no dia 7 de abril do cor-
rente-annn, nesla comarca de Garanhuns, a prazo
de 23 das, em favor de quem elle bem sabe : se o
nao fuer cora brevidade se far publico lodo esse ne-
gocio, que he sobremodo desairoso ao dito Leite.
Prccisa-se de urna preta escrava, que cozinh o
faga lodo mais servico de orna casa de pequea fa-
milia, paga-se bem: na ra da.Cadeia do Rccife
n. 23.
O nbaixo assignado por si e por parle de.seus
irmaos Honorio Telles Furlado e Joo Telles Furla-
do, moradores todos nesla comarca de Garanhuns,
previncm pelo prsenle ao publico desla provincia e
imilrophes, para que de nenliuma forma negociem
com a madrasta dos mesmos, a Sra. Mara de San-
ta^Anna Leile 'Furtado, a respeilo do dominio de
urna escrava parda, denome Sabina, que se ada era
poder da dila senhora, 110 valor de cuja escrava tem
os annuncianles suas cotas-parles, que em inventa-
rio por fallecimenlo do pai conunum, llies rnube; e
pa evilarcra qualquer fraude ou pretexto de igno-
rancia, fazem o prsenle. Villa de Garanhons 9 de
unho do 1851.Jote Tellet Furtado.
Quem precisar alugar om escravo prelo, para
o servico de casa e roa, o para qualquer armazem,
capalazia, trapiche e prensa, dirija-sc a qualquer
hora do dia ra da Suled.-ftle, logo ao sabir para o
Manciiinho, no sitio dos 4 leOes, que achara com
quem tratar.
PASSAPORTE PARA PAKES ESTRANGEIROS.
Na ruada Cadea doRecie n. 3, primeiro andar,
tiram-se pana portes para os estraneeiros que quize-
rcn viajar denlro e fra do imperio : promelle-se
promplidao e commodidade de prero.
Jos Valenlim da Silva, bem conhecido por
ciuinar lalim ha 18 aunos, lembra a quem convier,
Sue a sua aula existe aberla na ra da Alegra, na
oa-Visla n. 38, onde recebe por preco confmodo
alumnos externos, pensionistas e meios pensionistas,
dando ptimo tralamento, e tendo os pensionistas
a vanlagem de.alm do latim.aprendcrem lambem o
rancez sem que seus pais paguem mais eousa alga-
ma por esto ensino. O professor adverle que elle
lem provisao passada pelo governo da provincia.
J. J. PACHECO.
NEW ANDELEGANTDAGERREAN
GALLERY.
Piclures laken al this Esla-
blishmcnl Warranled to give'sa-
lisfaclion, n. 4, aterro da Boa-
Visla, lerceiro floor, chryslalo-
Ij'l'o. Gallera enriquecida de
magnficos quadros dourados e
de alabastro, primorosas eaixas
e lindas cassoletas, alfmetes c
anneis. Tiram-se retratos quer esleja o lempo claro
- O respeilavl publico he convidado i \i-
lecimento, embora nao queira relratar-
s^Boa-Visla n. 4, lerceiro andar.
Lotefias da provincia.
O Ihcsoureiro Franchn,Antonio d'Oliveira, avisa
ao respeilavl publico, qu>"cham-se venda os b-
lhetesda2." parle da 5. llcua da matriz da Boa-
Visla, na (hesouraria das lulcrias-4ila provincia, na
roa do Collegio o. 15 ; na praca dajndepcndencia
loja do Sr. Fortnalo, na ra do Qurinpdo loja o.
10 do Sr. Luiz Antonio Pereira, na ra b-Livra-
menlo botica do Sr. Chagas, e na praca da Boa-VWA
loja de cera do Sr. Pedro Ignacio Baptista. O mesrao
ihcsoureiro, espera a coaJjuvac.Tio do respeilavl pu-
blico, e afBrma que no dia 14 de julho corr'erao im-
preterivelmenle as rodas da sobredt loloria.
. ~ A direclora do collegio da Conceicfto, fundado
a Cruz de Almas, no silio'da Picdade, lembra a to-
das as pessoasque se dignaram escolhe-lo para edu-
cacao Je suas filhas, que no 1. de julho prximo vin*-
douro se abre dito collegio, podendo dous das an-
tes remcllcr-se os trastes exigidos pelos estatuios. A
abertura do collegio se far das 5 horas da tarde cm
dianle. As meninas que liverera de entrar deverflo
assislir a este aclo, ainda que tenham de vollar por.
algum lempo para suas casas.
Roga-se a pessoa que achou 3 denles arlificiaes
engastailos, na frente da loja do Sr. I.ima barbeiro,
11a ra da Cruzes, os queira entregar na mesma, vis-
to nao servirem para ouira pessoa, que ser recom-
pensado generosamente.
Acha-se desde o dia 13 do correnlo aluzado o
edilal quea requerimenlo de Manocl de Souza Pa-
rtir, mandou passar o Sr. juiz de paz do dislricto
de S. Jos desla cidade, conlra Manoel de Rcsan.le
do Reg Barros, para conciliarem-se sobre o paga-
mento da'quantia de 4628020 rs., com o prazo de 15
das.
Manoel Dias Fcrnandes, pelo presente, despe-
de-se de lodos os seus amigos, visto nao Ihe ler sido
possiyel faze-lo pessoalmenle, nao s pelo seu estado
de sade, como pelas suas oceupacaes, e orferece-
Ihes os seos servicos ua cidade do Porlo, onde ibes
pode ser mil.
TRQA FEIR
JUNHO DE 1854.
Homoeopathia.
m CLNICA ESPECIAL DAS MO- (A
S LESTIAS NERVOSAS.
A Hysteria, epilepsia ou gota ce- 2
T ral, rbeumatismo, gota, paraly- w
W sia, defeitos da falla, do ouvido e
dos olhos, melancola, cephalalgia <$
(9 ou dores de cabera, encbaqueca, (&
gty dores e tudo mais que o povo ce- (A
'lece pelo nome genrico de ner- a
isn. **y
7 nl
/A VOSO.
jS As molestias nervosas requeren) militas ve-
W* *es, alm dos medicamentos, o emprego de
* oulros meios, que desperlem ou abatam a
W seusibilidade. Estes meios possuo ou ago-
^ ra, e os ponho a disposicao do publico.
* Consullas lodos os dias (de graca para Js
W pobres), desde as 9 horas da manhaa, al
(M as dnas da larde, ra de S. Francisco (Mnn-
j. do-Novo, n. 68 A.Dr. Sabino Oleqario
Ludgero Pinho.
LOTERA DA MATRIZ DA BOA-VISTA
AOS 10:0005 4:000$ E liOOOjOOO rs.
O caulelista Salusriano de Aqoiuo Ferreira avi-
sa ao rcspeitavel poblico, que as rodas da mesma lo-
tera, lem o seu imprelerivel ai,llmenlo no dia 14
de julho do correte, em virludedo annuncio publi-
cado no Diario de Pernambuco de 8 de juuho n.
131, pelo thesoureiro o Sr. Francisco Anlonio de
Oliveira. Os seus afortunados bilhetes e cntelas es-
tao exposlos i venda as lojas segninles: roa da Ca-
dea do Recife n. 45, de Jos Fortunato dos Sanios
Porlo ; na praca da Independencia n. 4, de Fortu-
nato Pereira da Fonseca Bastos, ns. 37 e 39, de An-
(onio-Augusto dos Santos Porlo ; ra do Queima-
. "" **A lo^a dc fazenua9 ue Bcrnardino Jos Mon-
leiro & C.; ra do Livramenlo botica de Francisco
Antonio das Chagas ; roa do Cibug botica de Mo-
rcira & Fragoso ; rna Nova n. 16, loja de fazendas
de Jos l.uiz Pereira & Fllho ; Boa-Visla loja de ce
ra de Pedro Ignacio Baptista. Paga sob sua respon-
sabilidade os tres premios grandes sem o descont de
8 por cenlo do imposto geral.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO- J
|Vos 20:000{000 '
Na cisa Feli doa qualro cantos da ra do 0' L
mado n. 20, esta venda os milito afortunad!
Hieles, meios, qurlos, oilavos e vigsimos da qi a
lotera deSanlajCalharina, cuja lista suppOe-se e
vira pelo vapor0 dia 30 ; be esta a ultima vez ib
se vende caulelk do Rio, portanlo aproveilcm ; ie-
casio para tirados bous premios. J
ChristiaurK- Irmo com fabrica e loja de -
peos na ra Nf a n. 44, leein a honra de avisar ao
respeilavl pubtoo.em parlicular aos seus freguezs-
que rcceberamjela barca franceza Jote, ultimaroen,
te chegada do qavre, urna nova factura de chapeas
de castor Jtranqk ainda nao apparecidus em Per-
nambuco, comdjsejam:castor rapado (Ihibet) braucoi.
ditos brancos con pello (argenli), ditos castor prelo...
(Teloiirs Zephi,, ditos sem pello molle copa baixa
do melhor gosb possiveh porserem muito leves,
aniin como outs muitas qualidades,pdr prejos ru-
zoaveis.
Ha para alugar dous bons escravos,
sendo um ptimo canoeiro, e outropro-
prio para qi/alquer servico de casa: a tra-
tar na ra <> Vigario n. 7.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Avisa-se a respdtavel publico, que as
cautelas da lotera qaarta do hospital de
Santa Catharina, s se podem vender ate'
o dia 30 do brrente mez (sexta-feira); as
pessoas que clesejarem comprar o devem
fazer ate esie dia ; os premios serao pa-
gos logo que se fizer a distribuirlo das
listas.
Candido Moreirada Costa faz scienle ao cor-
pode coinroercio, que elle relira-sc para Europa a
tratar ele sua samle, e deixa por seus procuradores,
cm primeiro lugar seu mano Firmino Moreira da
Costa, que fica jinlorisado a Iralar do gyro de
seu negocio, em secundo,lugar Joaquim Filippe da
Cosa, em lerceiro lugar Antonio de S Lopes Fer-
oandes.
Quem quizer fazer negocio com a loja de bir-
hciro n. 28>4ila na ra estrella do Rosario, bem
afreguezada, nirrjl-se mesma.
Precisa-se duraa ama para casa do pequea
familia, que saib cozinhar e engommar, e seja
prompla c disposla lodo o scrviro que se olerecer
de portas dentro : na roa do Hospicio n. 34.
Precsa-sc de urna ama cora leite: na ra da
Seozala Nova n. 30.
Bi I heles
Meios
(J liarlos
Decimos
Vigsimos
118000
595OO
28800
1$300
700
10:0008000
5:0008000
2:5008000
1:0008000
5008000
* ODr. Joao Honorio Bczerra de Menezes, #
9 formado em medicina pela facoldade da Ba- m
hia, oflerece seus preslimos ao respeilavl pu- a
9 bheo desta capital, podendo ser procurado a
& qualquer hora em sua casa ra Nova n. 19,
Mi segundo andar: o mesmo se presta a curar
"* gratuitamente aos pobres.
ATERRO DA BOA-VISTA N. 48.'
. Aos 10:000$000.
O eautolista da casa da Fama do alerro da Boa-
Vista n. 48, Antonio.da Silva Gnimaraes, avisa aos
seus freguezes, que lem exposlo a venda as suas
afortunadas cautelas da segunda parle da quinta lo-
tera da malriz da Boa-Visla, e espera que desla vez
venda a sorle grande, como succedeu com a do Li-
vramenlo.
Quartos 28800
. Decimos 19300
Vigsimos 700
D. Threza Alexandrina de Souza Baudeira, @
professora particular de primeiras ledras, eos-
turas e varios bordados, eslabelcce em sua @
W aula os dous ensiuos de grammatica portu-
V gueza e niusica liavendo all mesmo um pa- @
tj) no desuado ao esludo das aprendizes: a %
A quem convier, dirija-se ao pateo do Paraizo
A segund andar unido a isreja. A
^$@iit:@@a)@@@
OBRAS COIHPlilTAli
VIRTUOSO E SABIO PRELADO
0 CARDEA1 PATRIARCHA DE LISBOA

- "<< sua vida patritica e intellcclual.
saner Humano, baslana para Ihe esperlar o zeln, e redobrar
1 gralidao e sa
esla edicao o:
iilercssanles composicoes, l'racadis" as diversas provincias do
reduzir a tres classes '
inisccllaneascompo
ernfim detrabalhos ai
i^^l^^}?IAmJ .? d Porlugal. 'Successivan
"oricinai,-Moranrfr^r '""^t mMfr'"^ que *rnasvialidades podemos
Xd7n iciafe^rJ '0r^Ll^
K^lP^^i,!^.e^ia8^. "o^phica lpor.uguezes,e
publica-
saios so-
a sabir os
coiiciss
Sn r ** a e.d'C,0 0|>liver a "''a?30 que so lisonjear de
painaa, formando (quaut- -
ginas de texto cada lomo.
',E^!r,H^ A- Rebello la Silva, e d
W^ ?i!>nC(0 Prfl?d' feila P'-'-'^ilor Anlonio Correia Cahleira. '
gni para a tlleccao completa no escriplorio de Novaes & C, ra do Trapiche n.. 34, primei-
aSKo1" Md5 ,0lUnre Pr "^nalnra...... ,8200 r,'. rortes.
rio vendidos em separado.
CONSULTORIO
25 BA OO GOJLIafiCIZQ I AXffBAB 2S
m tmmn do dr. p. a. lodo boscozo.
25 RA DO OLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
,vlm0eT,,tdernado; eGm d"^' ,radU"d < ssma: inleres-a a todos os sen ",Teifde ^ BeiZ e'hzeiulo r P P QS fS 0"vn.Mrem a. verdade da
eos: ioteressa a lodos os capites de"navio !Z S Ji pC eSli, lone dos ^corsos dos medi-
acudir a qualquer incommide,Zl, 0u dTseus .rila ^iuLT* T ,U ""'? ? !er ,prccisiU' de
.cias.quenem.empreVoder^S^
J^ffss^r^S^ :Lr?i8aa,mcB,eu, s ^5
''r^atnSau: ES'CrUrga' /o'. Pharraaria elc.,W.: Wa nidis-' "^
lI^ri.ira,uP)^ff q.eremil''-se ao esludo de medicina.........
""^d^'rmts rZd;itee,;cn.,lrc,'risua,cora o"doDr-,a,,r e 0i,:cin*
Dita de 36 cora os mesmos livros. '. [.............* '
Dita ''p. 48 com os di Ins.
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Dila de 144 com ditos ....."."'""'"'..........
. Estas sao acompanhadas de 6 vidro's de tinturas'.i cscolh..........
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SeS48ddit1os.,UbU' ^UenOSI"'ra WWr,.
60801)0
1008000
THESOTJKO HOMEOPATHICO
OD
YAHErHEClJH DO HOIEOPATHA
PELO
DR. S. O: LUUGEaOjI^HO.
Ra de S. Francisco (mundo noto) *7\
FRAGMENTO DE O A CABTA.
Foi assas acolhido e saboreado aqu oThe-
souro Uomeopalhio; ns curiosos nao po-
dein deixar de render a V. S. inuitos agr- &
decimentos pola pubUaa2aic4aoimp3r!ate-ji
obra, a melhor sem du\ida nenliuma, das
que lem apparecido, etc. ele. ele.
Engenho Guerra 1. de junho de 1854.
' Jos .lnlonin Pire' Falciio.
O abaizo assignado tendo ja escriplo aos se-
guinles seqhores, e nao lendo recebidorcsposla, re-
corre a esle meio para Ibes rogar que, quando vic-
rem a esta praja, queiram enlender-se com o abai-
xo assignado, pois he negocio que lhes inlcressa.
Sr. Autouio Jos Pereira, senhor do engenho Souza,
em Agua-Preta:Sr. Joao Florentino Cavalcanti de
Albuquerque.seiihor do ensenho Jussar.Sr.Fran-
cisco de Amorim Lima, eJoSo Cavalcanti de Al-
buquerque ; moradores era Sanio Aniao. Sr. An-
lonio Jos Yaz Salgado, morador na Villa do Cabo.
Sr. Joao Francisco de Allavde, morador no Paco
de Camaragibe. Sr. Francisco J. Anlunes, mora-
dor na Gamella da Barra Grande. Pernambuco 20
de jonho de 1854. J. J. Tasto Jnior.
COMPRAS.
-7 Compra-so 400 a 500 lellias usadas : na ra
Nova n. 1.
Compra-s nma escrava prela, ainda moca,
bem parecida, sem molestia nem vicio algum, e que
se. venda poralguma outra circumslancia, que stiba
coser, eugommir. lavar e cozinhar o diario, c sirva
para casa c na: quem a liver, dirija-se a qualquer
hora do dia .-i roa da Soledaric, logo ao sahir para o
Manguind, no silio dos 4 Ie6es, que achara com
quem tratar.
Compra-sepratabrasileirae hespa-
nhola : na na da Cadef do Recife n.
24, loja de cambio.
Compram.se escravos de ambos os sexos, assim
como recebem-se para vender em comraissao: na ra
Dircita n. 3.
Compra-so eBccIvameule brunze, lalao e co-
bre velho : no deposito da fnndirao tf Aurora, na
fu do Brum, logo na entrada n. 28, e na mesma
fundirao em S. Amaro.
VenJe-se fio dc sapaleiro, bonv: enl casa deS.
P. Joluibion Compauhia, ra da Sensata Novo
n.42.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
ra do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Marinlia ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, guandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
e\istem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
presos sao' os mais commodos.
Vcndem-se iio armazem n. 7,de Jos Joaquim
Pcreirasde Mello, no caes da alfandega, saccas com
superior fariiilia de mandioca de Santa Catharina
que parece da Muribeca.
Vendem-se na ra do Collegio, loja de enca-
dcrjiacSo n. 8, as obras segninles : legislado por
Benlham, lgica por Perrard, geometra por l.esen-
dre; arithmelica, algebra e geometra por Lacroi,
tudo em bom uso e por prero commodo.
Ra do Queimado n. 1.
Pecas de brelanha de linho com 6 varas a 28500,
pecas de cambraia lisa, fina, de 6 varas a 3*000, di-
las de ditas, um pouco mais inferiores, a 28500, len-
cos blancos, cercadura de edr, proprios para meni-
uos, a 100 r. cada um, casemira prela a 4$500 o
corte de calca, rscados francezes Titos a 120 o cova-
do, chitas de diHerentes padroes a 140,cortes demeias
casemiras de cores a 28000, casinetas superiores pa-
ra palitos, de padroes mesclados, a 800 rs. o covado,
cortes de calca de brim de linho a 18600 cada um,
cobertores de algodao de duas faces a 18200, lencos
de rede a 18000. ditos bordados a 18280, chitas Tran-
cezas largas a 240 o covado, e oulras muitas fazen-
das por barato preco.
Attenqao.
Vende-se tnicamente para embarcar,
ou para engenho, urna preta de muito
bonita figura, de i a 25 annos de idade,
com as habilidades seguintes: borda o me-
lhor que lie possivl, cose, engomma mui-
to bem, faz toda a qualidade de labyrn-
.tho, cozinha o diario de urna casa, lava
de sabio e brrela, nao tem molestia nem
achaque de qualidade alguma, e nao tem
vicio nenhum, o que se alianca ; o moti-
vo da venda se dir ao comprador : no
Hospicio, sitio da Sra. viuva Cunhan. G.
Palitos trancezes. }g
Vendem-se palitos francezes de brim de Ii-
nho e brelanha a 38500,48000; ditos de alpa-
ca prelos o de cores, a 8gO00 ditos de panno
fino pelo e de cores a 14, 16. 18g000; todo
de ultima moda e bem acabados; na rna No-
va loja de fazendas n. 16 de Jos Luiz Perei-
ra & Filho.
VENDAS
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
' tas, rna do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-.
tra qualquer parte, tanto em por-
cOes, como a retalho, ailiancando-
se' aos compradores un s preco
para todos : este cstabeleciment
ahiic-se d combinacao com a
maior parte das casas coramerciaes
iriglezas, francezas, allemaas e suis-
as,para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, e por
isto oferecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste- importante es-
tabelecimento convida a'todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de.
Antonio Luiz dos Santos & Rol im.
Precsa-se alugar urna escrava, fiel, que saiba
bem engommar, coser e fazer mais servico dc una
casa ile familia, paga-se bem : na sua Direila o. 131,
por cima da botica do Torres.
O hachare 1 formado em mathemali- >
cas, Bernardo Pereira do Carino Jnior, en- *
sina arithmelica, algebra e geometra, das @
4 is e mcia horas da larde : na ra Nova ^b.
sobrado n. 56. 39
88000
168000
18000
28000
Tubo grandes avolsos .'.',."'""...............
Vidros .le meia onca de tintura ..'.'.['"''............
*u" *sV* t^^^S^^^ ma,s "em mm"i", "05,,,ele "iu-
D. W. Baynon cirursio dentista americano
reside na ra do Trapiche Novo n, 12.
Casa da afericao, na ra das Aguas-
Verdes n. 25.
O aferidor faz scienle, que o prazo marrado peio
arl. 14 do regiment municipal para pagamento da
revisao, finalisa-se no dia 30 de5juuho crrenle ; fin-
do o qual eslAo as pessoas interessadas ncursas as
mullas imposlas pelo art. 2" do til. 11 das posturas
municjpaes.
? Necessil.i-se de urna escrava ou escravo, que
seja bom cozinheiro, e que enlenda dc ludo perlen-
cenle a cozinha : no consulado americano n. 4, rna
do Trapiche, u no armazem de Davis & Com pa-
nilla, ruada Cruz n. 9.
Precisa-se contrapar por efnpreita-
da, aconstrucrao de urna cobrta de-te-
llia, sobre pilares de fijlo ou columnas de
Ierro, em um terreno murado., na ra de
Santa Rita prximo a' Ribeira.pertenccn-
te a' companhia brasileira de paquetes de
vapor: quem estiver as circumstanews
de fazer este contrato coni as necessarias
garantas, queira apresentar sua proposla
com toda a brevidade ao agente da d$
companhia : na ra do Trapiche n. 40 se-
gundo andar, aonde tambem se dar'
qualquer esclarecimnto. _
J. Jane dentista,
contina rezidir a ra Nova, primeiro andar n.lf (-
seRe@e: @@<$s@
K Dr. Sabino Olegario l.udgero Pinho mu-
}f dou-se para o palacete di i ua de S. Francisco S
& 'mundo novo) n. 68 A. S
2* i **s*t*att3##* |
MECHANISMO PARA ERGE
NHO.
iA FD'DICAO' EFtMODEXuEMlEIRO
DAVID >V. B0H1AN NA BA DO BBIM,
, PASSASDOOCHAFABIZ,
ha sempre itm grande sortimento dos seguintes ob-
jectos de medhanismos proprios para engenhos, a sa-
ber : moehiiisi e meias moendas da mais moderna
conslruccac; l\ai\as de ferro fundido e batido, de
superior/ qialidaute, e de todos os tamaitos ; rodas
dentadas pjra agita ou animaos, de todas as propor-
5<5es ; arijos e boceas de forualha e registros de boei-
ro, agiiiliicics.broiizes parafusos e cavilhoes, moinhos
dmaudioca, etc. ele.
A MISMA FUNDIDO'
e eiecutam toda'as eiicuiiimendas .com a superiori-
-"--": ie com a dvida presteza e com mo-
ras Nova n. 8, urna gran-
de de anneis-de ouro, e de
"uacs se trocam pela di-
dad.ej Iconh
di' tade '-
bocea do cc'fre.
-pagm-
A occasiao mah
opporluna nao poda ser; pois a
approximasao do! a de s. Juii0eS. Pedro,' dias
em que se costura imfaMr presellleSi balera a poI.
ta, c os amaines d, am prcceilo lo anligo nao se
devera furlaren.tamfri.iS, visto que com a mdica
quanlia de 28000 pdem salisfaze-lo c se livra-
rem do deveraqo. seacham obrigados.
ODHMa INCOMPARAVEL.
H UTO 1I0LLOWAY.
Alilhares de ind auos 0 ludas ag Da,6es portem
leslemuuharas virl ue8 jeslc remedio incomparavel,
que e provar, era ca80 jiecessario, que, pelo uso
delleflzeram, lem s ucorpoemembrosiuteiraracnle
saos, depois de hav .r empregado inulmenteoutros
tratamcnlos.Cada p .^a poder-se-haconvencerdessas
cuiasmaravilhosasLeaieiluradosperiodicosqueliras
relatara todos os di s |,a mui(os almus. e \ major
par e dellas sfio tao sorprendentes que admiram os
mdicos mais colebr 3. Q,lallias pe8soas reCobrarain
com este soberano r !medio o uso de seus bracos e
nemas, depois de te. permanecido longo lempo nos
hospilaes, onde devi ,m soirrer a ampuUco! Dellas
ha muitas que havj,d0 deixailo esses asylps de pa-
decimento, para se aao submellercm a essa operaeflo
dolorosa, foram cUrauas completamente, mediante
o uso desse precioso reraedio. Algumas das laes pes-
soas, na efusao de .eu reconhecrmenlo, declararam
,en jucos diaule do lord corregedor,
os, alim de mais autenticarcra
e oulros ua
sua ailirmath
Niuguem d
tivesse bastai
consl.-iiilemeii!
to que necessi
ro sera prova
O ungueal
Alporcas.
Cambras.
Callos. ,
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cih ,ri|_
, das cos lS-'
os me nb'roj.
Hnfermidadi ,j cu(s em
caria do estado de sua sande se
lianca para cnsaiar esle remedio
uindo algum lempo o tratamen-
i natureza do mal, cujo fesulla-
ulestavelmcnle: Que tudo cura!
uiit mais particularmente nos
eguinles casos.
malriz.
Lepra.
Males das,punas.
dos peitos.
- dc olhos.
Mordeduras dc reptis.
Picaduras de mosquitos.
Pulmes.'
Queimailelas.
Vende-se uro prelo, bonita figura, proprio pa-
ra todo n serviro : na roa da Cadeia de Santo Anto-
nio n. 9.
CORTES DE CHITAS A 18020. %
0 Continaa-aa a vender cortes de chita de co-
fp res fizas a seis patacas cada corle: na loja.do
gp sobrado amarello nos qualro cantos da ra do
Si Queimado n. 29.
Velas de carnauba.
Vendem-se raizas de 30a 50 libras de superiores
velas de cera de carnauba, fabricadas no Aracaly:
no armazem de couro e sola, ra da Cruz o. 15.
i 500 RS. A VARA.
Brim trancado branco de puro linho, muito cn-
corpado : na loja da esquina da ra do Crespo que
volta para a cadeia.
COBERTORES.
Vendem-se cobertores detapele a 800 rs., ditos mul-
lo grandes a 18100, ditos brancos com barra de cor a
18280,colchas brancas com salpicos a 18000 : na loja
da ra do Crespo n. 6.
BRIM DE PURO LINHO. PROPRIO PARA
MILITARES.
Vende-se brim de linho branco muilo cncorpado
a 500 rs. a vara, cortes de casemira elstica a 48000,
pauno azul para fardas de guarda nacional a 38000
e 48000 o covado, dito prelo para palitos a 38000,
48000 e 48500, lenrosde seda de 3 ponas, proprios
para senhora botar pelos hombros a 640 cada um, e
muilo mais telendas em conla; na roa do Crespo,
loja n. 6.
SANDS. *
SALSA PABBILUA.
Vicente Jos de Brilo, nico agente em Pernam-
buco de B. J. 1). Sands, chimico americano, faz pu-
blico que lem chegado a esta praja nma grande por-
cao de frascos de salsa parrilha de Sands, que sao
verdadeiramenle falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem cautelar os consu-
midores de tao precioso talismn, de cahh- nesie
engao, lomando as funestas conaequencias que
sembr coslnmam lra*r os medicamenlos falsifica-
dos e elaborados pela mao daqneUes, que antepoem
seus interesaos ao males e estrados da humanidade.
I ortanto pede, para que o publico se possa livrar
desta fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recentemente aqni chega-
da ; o annunciante faz ver que a verdadeira se ven-
-de nicamente em sua botica, na ra la Conceicao
do Recife n. 61 ; e, alm do receituario qne acom-
panha cada frasco, lem embaiio da primeira pagina
sen nome impressu, e se achara sua firma em ma-
nuscripto sobre o invollorio impresso do mesmo
jracos.
Vende-se um cabrioiet com sua competente
coberla e arreios, ludo qaasi novo ; assim como 2
cavados do mesmo j ensinados e mansos : para ver,
na cocheira do Pedro ao p do arsenal de marinha, e
para tratar, na ra do Trapiche Novo n. 14, primei-
ro- andar.
' Vendem-sc cobertores de algodao grandes a
640, e pequeos a 560: na ra do Crespo.n. 12.
Vendem-sc em casa de S. P. Jolins
ton & C, na ra de Senzalla Nova n. 42.
Linho do Port superior engarrafado.
Sellins iglezes.
Relogios de ouro" patente inglez.
Chicotes de carro.
Farello em saccas de 5 arrobas.
Fornosde farinla.
Candelabros e candieiros" bronceados.
Oespenceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em folha para forro.
Cobre de forro.
TYPOGRAPHIA.
Na ra das Flores n. 37 primeiro andar, vnde-
se urna Ivpographia nova com lodos seus perlences.
Navalhas a contento e tesoras-
Na ra da Cadeia db Recife n. 48, primeiro an-
dar, escriplorio de Augusto C. de Abrcu, conlinu-
ain-se a vender a 88000 rs. o par preco fino) as ja
bem conhecidas e afamadas navalhas de barba feilas
pelo hbil' fabricante que foi premiado na exposirao
de Londres, as quaes alm de durarem mxlraordia-
riamenlc na se sentem no rosto.na aceito de corlar ;
vendem-se com a condico dc, nao agradando, pode-
rem os compradores devolve-las al 15 dias depois da
compra, resliluindo-se o imporle : na mesma casa
ha ricas tesouriohas para uufias feitas pelo mesmo
rabri^ajite.
----' OPTSnrv^rK^Oft^OET^rteSr-
em barris de 7 em pipa : no escriplorio-de Augusto
C. de Abren, na ra da Cadeia do Recife n. 48, pri-
meiro andar.
Pianos.
Os amadores da msica acham continuadamente
cm casa de Brunu Praeger Companhia. ruada Cruz
n. 10, um grande sortimento de pianos fortes e fortes
pianof,de difiranles modellos, boa construccau e bel-
las vozes, que venden) por mdicos precos; assim co-
mo toda a qualidade de instrumentos para msica.
Vende-se azeite de nabo clarificado,
proprio para candieiros de mola por ser
muito fino, a lj800 rs. a medida: no ar-
mazem de C J. Astley & C, ra do Tra-
piche n. 5.
, OLEO DE LINHACA EM BOTIJAS,
vende-se em a botica de Bartholomeu
Francisco de Souza, ra larga do Rosario
n. 56.
O 39 A.
Confronte ao Rosario de Santo Anlonio vende
em Jalas c a rclalho novos biscoitos de Lisboa, a pri-
meira vez \ huios a esle mercado.
Na botica central homeopalhica, ra de S.
Francisco (mundo novo) n. 68 A, vende-se
por preco commodissimo onovo manual do
9 Dr. JalirIraduzido em porlugbez; e accom-
t modado a ihtelligcncia do povo.
tt @-f 3 @ @
SORTES.
O 39 A, confronte ao Rosario em S. Antonio,
vendem-se as mais ricas bailas de* estalo para as
noites de S. Joao e S. Pedro que lem vindo a esta
cidade, e juntamente amendoas a retalho e em, fras-
cos.
Sarna.
Supurac.0es ptridas.
Tnilia, em qualquer parle
que seja
do figado.
das arliculacSes.
Veas torcidas, ounodadas
uas pernas.
geral. i" v
Enfermidad, d> anus.
Erupcoes es r,rbulicas.
Fstulas no (ibdomen. H^ =.jo.
Irialdadooi.'faUeUe ca- Tremor de ervos.
lor as e siremidades. Ulceras ua bocea,
rneiras.
Gensivos e/jcaldadas.
inchaeoesJ
lnfiaiiimuqfio do Ogado.
v~. j vendc-J/le este ungento no eslabclcciraenlo geral
doLondrdJ,,, 244, Strand, e na loja do lodos os boti-
carios, diquistas e oulras pessoas enrarregadas de
sua veml -4 Cm toda a America do Sul, Havana c
Hespanl ..
As b< Mas vendem-sc a 330, 800 e 18300 rs. Ca
da hoce ha conten urna instrucrao cm portoguez
para e- ^ciear o modo de fazer uso desle ungucnlo.
" <' nosito geral he cm casa do Sr. Souin, phar-
maca ,co, na ra da Cruz, n. 22, em Pernambuco.
ende-se urna mulalinha de t* anuos dc idade
o de liyuda figura, propria para casa de familia: na
ra Du eila n. 82, padaria.
^ ende-se um prelo dc elegante figura: na ra
* zal Nova n. 3.
Ao barato,
ra Nova n. 52, loja c fabrica dc chapeos de
Mura Jos de Castro Azevedo, vendem-se as
las abaim> mencionadas, e oulras muitas que
enlreuues sem receio do menor lucro que por
forcm eflorecidas: boi-zeguins iglezes para se-
n" ra a 28500. snalos ditos dc duraque para senho-
J*f 18000, dilosde bezerro franrez para homem a
'" HX), ditos de panno para senhora a 320, um rico
. u/.inhu com 12 frascos do extracto proprio para os
.......a 28800, camisas de meia para homem a
<20, cxcelleiilcs bonetes de ideado dc seda a 800 rs.,
bicos de puro linho para [albos de vestidos a 500 rs.
a vara, 4 novcllos de liaba de cores por 20 rs., urna
d uzia dc (trampas para cabello por 10 rs.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
etn -Santo Amaro, acha-se* para vender
moendas de caimas todas de ferro, de um
modello e construccao muito superiores.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. A C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dot de ferro de ""*vior aualidade.
DI |
fai. J
sel? ,.
ellas fc
ltima moda.
|j| Vendem-se cortes de calca de casemira de
jg> cores, padroes da ultima moda e por mui-
S to menor preco do que em ontra qualquer
|jjs parle : na loja do sobrado amarello da ra do
JS Queimado n. 29.
Vendem-se superiores ameixas fran-
cezas ja' bem conhecidas pelas pessoas do
bom paladar, em latas de 12 libras : na
ra da Cruz n 26, primeiro andar.
Vendem-se camisas francezas fcom
aberturas de bretanha de linho e'de ma-
dapolo finissirrlo, por preco commodo
na ra da Cruz n. 26, primeiro an-
dar.
Vendem-sc aberturas de linho finis-
simo e de madaplao para camisas : na
ruada Cruz n. 2(L primeiro andar.
Vende-se superior chocolate fran-
cez.por precojcommodo, chegado ultima-
mente: na ra da Cruz n. 26, primeiro
anda.
Na ra da Cruz n. 26, primeiro an-
dar, tem para vender espingardas fran-
cezas, com dous canos, ja' experimentadas
para caca, e vendem-se por qualquer pre-
co, agradando ao comprador.
Vendem-se Kircche e Abissiiithe, de
superior qualidade, por preco commodo :
a ra da "
dar.
na ra da Cruz n. 26, primeiro an-
Os amantes da boa pitada, sao con-
vidados a comparecer na ra larga do Ro-
sario, loja doCardeal, para comprare a-
preciar a boa pitada do Rolao ran-
cez.
LOTERA DA MATRIZ DA BOA VISTA.
Casa da Esperanza ra do Quei-
mado n. 61.
Nesla casa est a venda om completo sortimento
de cautelas desla lotera, cujas rodas andam no dia
14 do julho.
No primeiro armazem do becco do Goncalves
vende-se um bonito crioulo de 26 annos e de ptima
conducta ; das 9 hora as 4 da larde.
No- aterro da Boa-Visla n.80, vende-se gomma
para cmgommar a 80 rs. a libra.
PECIIINCHA.
Vende-se urna taberna muito afreguezadn para a
Ierra e para o mallo, na na da Praia n.44, muilo
propria para um principiante, pois lem muito pon-
eos fuudns ; vende-se por o proprictario nao ueces-
silar : a Irlar com Tasso limaos.
Vende-se urna balanra romana com Indos os
seus perlences, cm bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, djrija,-ao ra da Cruz, armazem u. 4.
Arados americanos.
_ Vendem-se arados americanos chegados u-
limameute dps Estados-Unidos, pelo barato
preco de 408000 rs. cada um : na ra do Tra-
piche n. 8.
Vende-se o sitio da estraSa de Parnaraerrim
que perlencen ao finado Luiz deMdfoAImm,-
que Pila: a trrtar com Anlonio Ang0 d.J&
ca. na ra do Trapiche armazens n.7ell, ou m
o Dr. Joaquim de Aquino Fonseca, na roa Nova
Na rna da Cruz do Recite n. 33 casa deS
Araujo. vende-se esleirs muito novas de pal ha do
roorinhos miudos, cera
todo pera liquidar eon-
ISTIR
PICHEIU, .
Aracaiv, chapeo* de |
amarcl'ia, dila de c
ta* e por pr^^^^
NO
EC0MPAHA7____________
ha para vender oTegj
Cal branca franceza. *
Folha de Flandres.
Estahoem barra.
Cobre de 28 e 30.
Azeite de Colza. #
Oleo de linhaqa em latas de 5 galoos. .
Champagne, marca A. C.
Oleados para mesas.
Tapetes de laa para forro desalas.
Formas de folha de ferro, pintadas, para
fabrica deassucar.
Ac de Milao sortido.
Lonas da Russia.
Lazariras e clavinotes.
Papel de paquete, inglez.
Brim de vela, da Russia.
Graxa ingleza deverniz para arreios.
Arreios para um e dous cavallos, guarne-
ci dos de prata e de latao
Chicotes e lampeoes para carro e cabrioiet.
Couros de viado.de lustre para cobertas.
Cabeca das para montara, para senhora.
Esporas de ac/) prateado.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas hollandezas, com gran-
vantagem-para o melhoramento M

i
de
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODAO
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-se o superior panno de algodao
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de escravos : no escriptorio de Novaes &
Companhia, rna do Trapiche n. 34, pri-
meiro andar.
Vendem-se 4 escravos, 1 mulato de 20 annos.
1 moleque de 17 annos, 1 preta lavadeira e engom-
madeira, 1 prelo de 40 annos e 30 travs de pao dar-
co : ua ra larga do Rosario n. 25.
POTASSA BRASILEHtA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che- j
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bohs effeitos ja' experimen- '
tados: na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron & |
Companhia.
assucar, acha-se a Venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, m casa de
N. O. Bieber d Companliia, a ra da
Cruz, n. 4.
ESCOCEZDELAA'ESEDA.
Vende-se escocez de laa e seda de gos-
tos.os mais modernos, proprio para vesti-
dos de senhora : na.rua do Queimado n.
08 em. frente do becco da Cogregacao,
e da-se amostras deixando penhor.
Vende-se urna carroca com o. sea competente
boi: quem,quizcr negociar, drija-*e a ra da Sebo
sobrado amarello.
QUEIJOSE PRESUNTOS.
Ka rna da Cruz do Recife no armazem n. 62. de
Anlonio Francisco Matliiu, se Vende os mais supe-
riores queijos londrinos, presuntos para fiambre, l-
timamente chegados na barca ingleza l'mlva-
raito:
LOTERA DO RIO DE JANEIRQ.
Achararse' a' venda os bilhetes da lote-
ria^4-do Hospital de Garidade de Santa
Catliarinar as listas se espejam pel vapor
nacional, bu pelo inglez te Lusitania
os premios sao pagos a distribuirao das
listas.
Vende-se com cavallos on sem elles um
carro de 4 rodas com 6 assenlos, aauilo
forte e com pouco. uso, e am lilbury cm
"bom estado : a fallar na praca da Inde-
pendencia n. 18 e 20.
Chumbo.
Vende-se chumbo em barra e lencol : n arma-
zem d- Eduardo H. Wyalt, roa do Trapiche Novo
n. 18.
ik
Vendem-se relogios de ouro e prata, mais
barato de que em qualquer ouira parte :
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Chapeos pretos francezes -
a carij, osmelhorcs e'de forma m&is elegante que
tem vindo, e oulros de diversas qualidades por me-
nos preco que em ouira parte : na.rua da.Cadeia do
Recife, n. 17. ~-i
Bepoutosda fabrica de Todo* o* Santas na Babia.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber & C.-; na ra,
da Cruz n. 4, algodaS trancado d'aquclla fabrica,'
muilo proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por prego commodo.
Vendem-seem casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na praca do Corpo Santn. 11, o seguidle:
vinho de Marseilleem eaixas de 3 a 6 duzias, linhas
em novellus ecarroleis, breu em barricas muito
grandes, ago de mila sortido, ferro inglez. .
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Roa da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen--
das e meias moendas para cngeitho, ma-
chinas de vapor, e taixas de fen(o batido
coado, de todos os tamauhos, para
dito.
PECHIKCHA PARA-OS SRS.
' AMADORES.
ha loja da ra do Queimado n. 22, vende-se se-
lim azul claro de superior qualidade a 00 rs. o
covado cora pequeo loque de mofo, he para acabar.
HE BARATiSSIHO.
Corles de brim de cores de puro linho c padroe
modernos, a 15750 rs., assim como grvalas de se"
(im de cores muito bonitas a 600 rs. ditas de chita
a 200 rs., venham ver para se capacitar, na loja de
Leopoldo da Silva Queiroz, ra do Queimado n. 22.
CUALES DE ALGODA0.MIITO
BONITOS A 1,000 RS
Quem os vir compra, ainda que nao lenba vonla-
ile, na loja de Leopoldo da Silva Queira/, ra do
Queimado n. 22.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, sclio-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro, i
Na ra do Vigario n. 19 primeiro andar, lem pa-
ra vender-se chapeos de castor branco por commodo
preco,
tasela Edwln Maw.
Na roa de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon
& Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
raenlos de laixas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inliras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, ele, ditas para armar em madei-
ra de lodosos tamanhqse modelos osmaismodeiuos,
machina horisontal para vapor com forra de
| Deposito de Vinho <
agne Chateau-Ay; primea
t dade, de propriedade do cndt
[ de Mareuil, ra d Cruz do Re-J
cife n. 20: este vinho, o melhor"
I de toda a champagne vende- |
l^se a oi'OOO rs. cada caixa,- adia-
se nicamente em tasa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N
As eaixas sao marcadas a fo
ndc deMaj'cuH -^r-*i^^B
ralas sao
Na ni
zem de Henriqoe Gifcson :
vendem-se relogios de ouro de sabonetr
te iglezes, da melhor qualidade e fabr
Londres, por preco commodo.
Na ra do Vigario n. 19 primeiro andar, lem
venda a .superior Cabella para forro dettlun* che-
gada recntenteme da America.
Vende-se um eicellenle carrinho da 4 roda*
mui bem construido, embom estado; asta espala na
roa do Aragno, casa do Sr. Nesme a. 6. ande podem
os prcteudenles eamina-lo, e lr*l*r do ajmle com
o mesmo senhor cima, oa na roa da Cruz ao Recif*
n. 27, armazem.
PAUTO'S DE ALPACA FtANCEZES.
Grande aorlimento de palito
na ra do Collegio n. 4, e ni ra dar Cade
fe n. 17 ; vendem-se por preco muito commodo
Moinhos de vento
'ombombasderepuxopara regar borlase haijj
decapim, na fundicao de D. W. Bowman : ni"1
do Brum ns. 6,8 e 10.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinlio do Porksv [
barris de 4., 5..c 8.: no armazem da
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar
escriptorio de Novaes & Companhia, na
ra do Trapichen..34.
Padaria.
Vendc-se urna padaria muilo afreguezada: traUr
com Tasso & Irmaos.
Aos senhores de engenho.
Cobertore* escores de algodao a 800Y*., dito*aaui-
lo grandes e encorpados a 19400 : na roa do Crespo,
loja da esquina que volta para a Cadeia.
Devoto Chi istao.
Sabio a luz a 2.* edjo do livrinho denominado
Devoto ChrisUo.mais correcto e acreseeb'udo: vnde-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada exeroplar.
Redes: acolchoadas,
brancas e de cores de nm s panno, mallo grandes e
de bom goslo : vend/m-se na ru do Crespo, loja 'da
esquina que^olla para cadeia.
E3CBAVOS FGIDOS.
'
Ha 15 dias, pouco mais ou menos, desappare-
cen da povoacao do Monleiro, e Uppoe-se andar
fuuido aqu mesmo no Recife, o escravo crioulo de
nome Filippe, de estatura regular, cor prela e um
lauto barrigudo, foi veslido.com camisa de madapo-
l'o j vclha, cali;* azul de casemira asada e jaquel*
de riscadinho de cor j nm pouco desbolada, porm
mi iui>n uc alinda-uova, chapeo de seda preta, calca
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro estauliado iGes com um lenco de seda rota bastante usado: re-
Cara casa de purgar, por menos prcc,o que os de co-
re, esco ven* para navios, ferro da Succia, e fo-
lha,s de flandres ; tudo por barato preco.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos : na rita do
Trapiche Novo n. 16.
Velas de carnauba. '
Na ra da Cruz n. 15, segundo andar, vendem-se"
velas de carnauba, puras e cmaoslas, feilas no Ara-
caly, por menos preco do que em ouira qualquer
parle.
Tabeas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bo'wmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-sc a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Bichas de Hamburgo.
No inligo deposito das bichas de Hamburgo, ra
estreila do Rosario n. 11, vendem-se as melhores bi-
chas de Hamburgo aos ceios e a retalho, e lambem
se alugam |>or menos do que era ouira qualquer
parle. *
Vendem-se velas enfeladas, o melhor possivl
paro bajilisados, e lambem por preco commodo : na ra do Livramenlo n, 36,
loja de cera. I
cninmenda-se- pois as autoridades policJaes a captu-
ra do referido escravo, lano desla cidade copo s
de fra, visto que ellese intitula forro, e bejrrassim
a qualqner pessoa particular, aquem( gratificar o
seu trahalho.. Appreheudido que ja levem-no a
seu senhor Jos Rodrigues de Mello naquella pova-
Cflo. ou a Jos Marianoo de Alauquerqua na roa da
Uni.lo da Boa Vista.
Antonio,-maleqne, >U be*t parecido, cor
avermelhada, naci congo, rosto comprido e barba-
do no queixo, pescoro srosso, ps bem fcitos, tendo
o dedo ndex da mi direila aleijado de um lalho.e
porisso o Iraz sempre fechado, com lodos os denles,
bem ladino, ofllcial de pedreiro e pescad
roupa de algodo, e urna palhoca para n
d sedozido por alguem; desappareceu a 12 d maio
corrcnle pelas8 horas da mandila, tendo oblido li-
cenca para levar para S. Antonio urna handeija com
roupa roga-se portanlo a todas a* autoridades e ca-
pules de campo, hajam de o apprhender e leta-lo
a Anlo",'0 Alvs Barboza na ra de Apollo n. 30,
ou em I'ora de Portas na ra dos uararapes, onde
se pagario todas as despezas.
Fugio na sexla-feira 9 do-corrente, a II
da manhaa, urna prela crioula de nome Alexanu
de idado 18 a 20 annos, he baixa,,lera debaixodo
ludo direilo do queixo .tres costuras de filndolas que
se rasgaram, sendo urna dellas mais saliente, foi es-
crava do Sr. padre-mesire Capistrano: quera a pegar
e levar ra do Crespo n. 10, sej generosamente re-
compensado. .
Desappareceu no dia 15 de Janeiro do crran-
le auno o escravo Jos Cacuncc,* He idade 40 anuos,
pouco mais ou menos, com falla de deales o a-titule,
testculos crescidos, e cicijjizes lias uiujoas grali-
fica-se geiiFros.iinenle a (fliam o levar ao alerro da
Boa-Visla n. 47, seguadl andar.
rarm.-Tn,4aM.r, mTuU.-tulT
J*fr*
r
\
aV I


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