Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01653


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Full Text
XXX. N. 14
SEGUNDA FEIRA 26 DE JUNHO DE 1854.

Por 3 meses adiantados 4,000
Por 3 meses vencidos 4,500.
ENC.VRBEG.VDOS DA SCBSCRIP"
Recife, o pfoprietario M. F. de Paoria; Rio de Ja-
nato, oSr. Joao Pereira Martins; Bahia, o Sr. F.
Duprad ; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donea; ParabJba, o Sr. Gervazi Vctor da Nativi-
dades Natal, "o Sr. Joaquim Ignacio PerejrajAraca-
ty, oSr. Antonio de LemosBraga ; Cear, o Sr. Vi-
ctoriano AugustoBorges; Maranhao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, .o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 26 1/2, 26 3/4 d. por 19
Pars, 360 a 365 rs. por 1 f.
Lisboa, 100 por 100.
Rio de Janeiro, 11/2 a 2 O/o de rebate
Aceces do banco 15 O/o de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
- < da companhia de seguros ao par.
Disconto dejettras a 7 1/2 a 12 0/0
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 289500 a 299000
Moedas de 69400 vraas. 169000
> de 69400 novas. 169000
de 49000 .'.....99000
Pra. Patacoes brasileiros ...... 19930
Peso- columnarios......19930
mexicanos.......19800
PARTIDAS DOS CORBJSIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dis 1 e 15.
Tilla Bella, Boa-Vista, Ex e Orcury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
PREAMAR DE IIO.IE.
Prmeira s 5 horas e 18 minutos da manhaa.
Segunda s 5 horas e 42 minutos da larde.
Tribunal do Commercio, segundas e quintasfeiras.
Relacao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, temas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1 -" vara do civel, segundas e sextas ao meio' dia.
2.' vara do civel', quartas e sabbados ao meio dia.
F.PHEUERIDES.
Junho 4 Quarto crescente a 1 hora, .48 mi-
nutse 48 segundos da manhaa.
10 La cheia asOhoras, 12 minutos e 48
0 segundos da tarde.
17 Quarto minguante aos 5 minrttose
48 segundos da tarde.
25 La nova aos 5 minutos e 48 se-
gundos da tarde.
26 Segunda. Ss.'
ija. S. Laii
i irras. mm.
.S.Zoilo m.
28 Quarto. Jejum -igi|ia) jMo 2
29 Quinta.****odro oPBlo ap. S. Cvro
3? ^S'Mra-; *' ^ciarTae Alpiniina
1 Arf P0 sacerdotedaordem Livita
2 Domingo 4. \iSUac,aa SS. Virgem Maidf
Dos a sua prima b^M. s 0lhon b
*4
^
I.
mtt omcm.
OOVERNO DA PROVINCIA.
Illm. e Rxm. Sr. Communicando V. Exc.
q ue a provincia nao te soffrido alteragAo na sua
trauquilldade, sioto ao mtsroo lempo 1er de narrar
im facto que actualmente impressiona a popularan
dela capital e seus arrabaldcs. *
. i Ero consequencia de mu cupiosas chuvas que,
quasi sem a menor interrupgAo, lera caliido desde
o dia 12 do crranle, appareceu no rio Capibaribe
uma extraordinaria endiente at hoje nunca vista,
segundo as antigs tradigoes.
No dia 21 leudo noticia de que o ro comer va a
transbordar ameagando as planicies do Cachang,
Barbalho, Pools deUcuoa, Arriial, Magdalena, Re- t
medios e oolras, recommendei ao tngenliciro di-
rector das obras publicas, que Iralasse de porcorrer
os diversos pontos accorallidos, providenciando
quaiito fosse oecessario ; e ordene! ao capitao do
porto, que enviaste pequeas embarcagoes do arse-
. nal al o Cachang para transportaren! os respecti-
vos habitantes que necewilassem de soccorro.
Pela inclusa copia da exposigao qoe hontem rece-
bi do director*dasobras publicas*.ver V. Exc. quaes
os estragos qoe vso soffrendo a estrada do Norte eu
pantano de Olinda nos Afronbados e Fragoso; a
estrada do centro ou de Pao d'Allio, no lugar da Pas-
lagern da Magdalena e oulras parles, como no Ca-
chang. cuja ponte pensil su ppOc-sc estar estas ho-
ras desmontada, sem que tenha sido possivel accu-
dir-se, ent razao de se acharem iniundadas todas
as estradas, e ser violenlissima a correte do rio. A
airada da Victoria em diversos lugares inspira gran-
des receios, assim cmo a ponte sobre o ro Jaboaiao
a do Pirapama na estrada do Sul.
Houre nesta cidade o desmoronamenlo de alguus
predios particulares, e de tres arcos interiores' da
nova matriz de S. Jos.
Cora quanlo livesse desde hontem a tarde cessado
a chuva nesja capital, todava nao deixava o rio
de assoberbar-ss em seu leilo ; e pelas 9 horas da
noite comegou a invadir a cidade era alguns lu-
gares mais batios, de modo que das 2 para as 3 ho-
ras da madrugada ( momento dopreamar) achava-
se alagada grande parte della, comprehendendo
mais de motado da freguezia de S. Jos, parte da de
" S. Antonio, e larga extensSo da da Boa-Vista, che-
gtndo a agua em alguns lugares altura de 5 a (i
palmos prestando (Canea navegaran s canoas que
mandei era aaxilio. Tendo conhecimento de lats
oceurrencias, empreguei toda a vigilancia,renovando
mesmo as duas horas da madrugada as ordensja da-
das, expedind novas providcncias,comoa de pdr a
polica ero aclividade para prevenir qualquer des-
mande qoe pdese apparecer, em ronsequeucia romegar a lvoro-gar-se o povo ; e lambem a de fa-
zar com que o inspector do arsenal de marinha, de
aecordo com o director das obras publicas, a quem
incnmbi a direcgao do plano dos roeios a adoptar-
se, prestoste todo o auxilio de gente e barcos s pa-
ngeos mais necesitadas. Felizmente das 3 horas
-----?i*oa1'ToTTryj*^M^^
( I do Urde ) lem deecido progresivamente, do sor-
te queja se acliam descobertas muitas das partes in-
iundadas : mas a cidade anda se acha ilhada e
interceptada a sua contlnunicagAo com o interior, i
excepgo do bairro do Recife pelo isthmo de O-
linda.
Apezar deterem as chovas desde honlom ( como
disse ) cessado, e de ter hoje feilo um bello dia de
. sol, ainda ha recelo do que avulle a eochenle, visto
qoe suppne-se com fundamenlo nAo lerera descido
a* aguas dos afluentes do Capibaribe, e havercm sido
eeraesas chuvas da circumferenriade 15 a 18 leguas.
Pelos dez horas desaprumando, pelo fon; da cor-
renteza, um dos pilares da ponte do Recife occasio-
ou o cabimento de algumas travs do lango que
sobre elle se apoiavajn: a vista de lao inminente rui-
na mandei' prohibir o transito public, permitlindo
aumente passagem a poucas pessoas a p.
Por laes acontecimentos tem-sc espalhado boatos
asustadores, mas exagerados, e tem cunlio de ve-
raciade. Parte dos habitantes dos Remedios, que
durante a noite com tiros e logeles pediam soccor-
ro, jse acham salvos por meio de balsas e janga-
das.
Nao me consta que tenha havido morle alguma ;
e tenho a satisfagao de informar a V. Exc., que
nenhum disturbio tem apparecido etn consequen-
rirdo snecesso, que venlio de noticiar, e sobre o
qual continaarei a dar as providencias que esliVe-
rem a meu alcance.
Deo> guarde V. Exc. Palacio do governo de
Pernambuco 23 de junho de 18511 Illm. e Exm.
Sr. I.aiz Pcdreira de Cunto Ferraz, mioistro e secre-
tario* de estado dos negocios do imperio. Jote Beri-
lo da CmM e fijiirtopresidente da provincia.
LEIN. 349. .
Abteun crdito de 30:0008000 rs., para melho-
rameoltLda cultura e fabrico do assucar, ou qual-
quer oatrq ramo de industria agrcola.
LE N. 350.
Estabetece 8s cnndigOes, segundo as quaes deve-se
proceder ko calgamenlo das roas desta cidade.
LEIN. 351.
Jos Bepto da Conha e Figoeiredo, presidente da
provincia de Pernambuco. Faca saber a todos os
seas habitantes, qoe a atsembla legislativa provin-
cial, svb proposta da cmara municipal da cidade do
Recife, decrelou as seguales posturas addicionaes. ,
Art. 1. Fica prohibida a pralca de se conduzi-
rem cadveres, quer para as igrejas, quer para o ee-
miterio, eUn carros do qualquer natureza, destina-
dos ao uso publico. Por cada urna infraccao pagar
o proprietario da coeheira, ou seu administrador, a
multa do 30t0O0 rs., e o duplo na reiucdeocia.
Art. 2. Quandoes cadveres forera conduzidos
para o ccmilerio em carros fnebres, lirados por ca
vallo, trio estesa passo, e jamis trote-largo, ou
galope.
Os carro de aoompanhamesito seguiro o mesmo.'
Os contraventores sodrerao a mulla d*e O^JOO rs., a
qual ser doplicada as reinydencias.
Art. 3." Fica desde j prohibido o uso dos seguin-
tos jogos:ronda, lasqainet, maiur ponto, dito bau-
cado, le cart, lasca, vispora, gago, banca franceza,
lano de carias como de dados, e quaesquer outros,
qae posto.tenharo denorainafoes diversas,sejamcom
lado de paradas. Os infractores soflrcrau a multa
de 30?W00 rs., e 15 dia de priso, c o duplo de qual-
quer destas prasTnas reincidencias. Os donos de
bolequit e casas de tabolagem, onde se fizer uso
do jogos prohibidos, soffrerao as mesraas penas ci-
ma mencionadas, alm d'aquellas em que incorrem
pelo cdigo do procsso criminal;
Art. 1." 1 icam prohibidos os anteparos de madei-
ra, de Ierro, ou de oulia qualquer materia que se
costnoM colloear as varaudas dos sobrados, toman-
do a visto dos predios laleraes; os existentes serao
retirados logo depois da publicacao da presente 'pos-
tura. Os infractoras pagarn a multa de 10Q000 rs.,
e o duplo ira reincidencia.
Art. 5. O ferro em barra e varos de qualqoer
gTossora, nao poderao ser conduzidos em carro, se-
nao amarrados em feixes sobre cama de palhas. Os
iofraclorea pagaran a multa de 5-" na reincidencia.
Art. 6." licam revogadas as posturas em con-
trario.
alando por lauto a-todas as autoridades a quem o
conhecmeotu c csecur,3o das referidas posturas per-
lencer, que as cumprame fajam cumprir lao inlei-
ramente, como nellas se conlem.O secretario da i
provincia a faja imprimir publicar e correr.
Cidade do Recife de Pernambuco aos 3t do mez
de roaio de 1854; trigsimo terceiro da indepen-
dencia e do imperio. *
L. S. Jote liento da Canha t Figueiredo.
Carla de lei pela quil V. Exc. manda publicar as
presentes posturas addicionaes, que 4 ssserabla le-
gislativa provincial decreton, sobproposlaTda cmara
municipal da cidade do Recife.
Para V. Exc. ver.
Franeifco Ignacio de Torrei Banitira a fez.
Sellada e publicada nesta secretaria da provincia
de Pernambuco aos 31 de roaio de 1854.Joaquim
Pire Machado Portella, ofDcial maior servindo de
ecrctario.
Registrada a A.... do livro 3 de leis .provinciaes.
Secretarla do governo de Pernambuco 31 de maio de
1854.Zoilo Dominguet da Silva.
LEI N. 352.
Jos Benlo da Cunha e Figueiredo, presidente, da
provincia de Pernambuco. Face saber a todos os
seu ltabilanles, que a astembla legislativa provin-
cial, sob proposta da cmara municipal da villa da
Boa-Vista, decrelou as seguidles posturas
Arl. 1. Todos os proprietarios de rasas desla vil-
la, povoarno de Cabrob e Passagem do Joaseiro,
serao obrigados a caar as frentes das ditas casas, e i
fazer calcadas na frente de 4 a 5 palmos de largura.
O contraventor pagar a multa do 109000 rs.
Art. 2." Os negociantes do rio e comboeieros, qoe
entrarcm nesta villa e povoa^Oes do seu termo, com
gneros alimenticios, nao os vendero por atacado,
sem que passe o prazo de 6 horas de estada no mer-
cado.
. O contraventor pagar a multa de 63000 rs., o o
duplo na reincidencia.
Art. 3." Os talhadores de carnes verdes nao
poderao vender quarlns inteifoa, em quanlo hoover
quem queira comprar a relalho. Os contravento-
res pagarao (9000 rs. de multa, co duplo as rein-
cidencias.
Arl. 4. Ficam revogadas as posturas em con-
trario.
Mando por tanto (odas as autoridades a quem o
conhecimento o execo(o das referidas posturas per-
tencer, que as cunvpram e faram cumprir l.lo intei-
ramente como nellas se conlm.O secretario da
provincia as [ara imprimir publicar e correr.
Cidade do Recife de Pernambuco aos 5 de jonho
de 1854; trigsimo terceiro da independencia e do
imperio.'
L. S. Jote Benlo da Cunha e Figueiredo.
Carla de lei pela qual V. Exc. manda publicar as
presenles.posturas, que a assembla legislativa pro-
vincial 'decrelou sob proposla da cmara municipal
da villa da Boa-Vista. '
Para V. Evc. ver.
Franciteo Ignacio de Torre Bandeira a fez.
Sellada e publicada'nesta secretaria da provincia
ile l'emambuco aos 5 dcjuoho de 1854.Jo
Palacio do governo de Pernambuco 21 de juuho de
1854.Jote fenlo da Cunha e Figueiredo.
------- laiyiae n
Expedienta ale dio I9 do janho.
Oflico. Ao Exm. presidente das Alagoas, soli-
citando a expeilirao das convenientes ordens, para
qoe all senfio ponha embararo algum no corle e
emb rque das msdeiras constantes da nota que re-
melle as quaes Jos Germano de Lira, contralou
vender ao director da obra do hospital PedroII.
Communicou-se a administrarlo dos estaDeleciraeo-
tos de caridade.
Dito. Ao Exm. hispo diocesano, remetiendo
por copia o oflico, em que o capello da Iba de
Fernando requisita noves Santos leos para a gro-
ja daquelle presidio,afim de que S- Ex.Rma.d suas
ordens no sentido de ser salisfeila semelhanle requi-
siro.
Dito. Ao inspector da thesouraria de fazenda,
enviando copia do aviso do ministerio da Justina de
18 de maio ultimo, pelo qual se manda pagar ao
bacharel Jos Francisco de Arrnda Cmara, por
conta do crdito concedido para ju-lica de prmeira
instancia, o ordenado que I be competir como juiz
de direito desde aquella data al a em que for elle
em pregado.
Dito. Ao mesmo, devolvendo os papis relati-
vos a pretcncao do bacharel Iunocenco Seraphr.o de
Assis Carvallio, professor de rhethorica do collegio
das artes em Oliuda, e declarando que parece estar
o dito profesior nos lermos de receuer o sen ordena-
do, visto mostrar que por falta absoluta de alumnos
nao linhawbrgacao de comparecer na aula.
Dito. Ao presidente do conselho administrati-
vo, dizendo que pode aquelle conselho comprar no
mercado os objeelos mencionados na relacao que S.
S. remetteu, visto que Icndo-se feilo os ahnuncios
do eslylo nao appareeram concurrentes. Com-
municon-se Ihesouraria de fazenda.
Dito.Ao chele de polica.recommendendo a expe-
dirlo de suas ordens, para que as autoridades poli-
ciaes dosportos do sul desta provncia.coadjuvem ao
secundo lenle da armada, Mauoel Antonio Vital
de Olivcira emcommissaonaquellesporlos.bemcomo
aos respectivos capatazes, caso seja preciso ohrigar
aos proprietarios dos antigos curraes all levantados,
a arrancar os mouroes provenientes dos mesmos cur-
raes. Commiinicou-se ao captao do porto.
DitoAo juiz do civel desla cidade,r'ecommeu-
dando vistajde sua informacio, que proponha pes-
soa iijonea para substituir ao bacharel Fulgencio In-
lanle de Albuquerque e Mello, labelliao vitalicio
do registro geral das hypolhecas nesta capital duran-
te o seu impedimento.
Dito.Ao mesmo, dizendo, visla.de sua informa-
f3o dada acerca do requerimenlo do advogado Ma-
uoel Jos Pereira do Mello contra Manoel Joaquim
Baplsla, que entende haver Smc. obrado regular-
mente, deixando-o continuar a exercer interinamen-
te o olcio de eacrivao do civel desta cidade.
Dito.Ao mesmo, inlcirando-o do ha ver concedi-
do 6 metes de licenra ao escrivao de civel desta ci-
dade. Francisco Jos do Reg para tratar de sua
saude, e rcommendando que proponha pessoa id-
nea para substituir o referido escrivao durante o
seu impedimento.Tambera se communicou ao con-
sclheiro presidente da relarSu.
Dito.Ao{nspector do arsenal de marinha, auto-
risando-o a mandar salisfazer nao s as diversas guias
qu Ihe teem sido aprescnladas pedindo manliiueii-
tus e sobresaleutes para 30 das de viagera, que lem
de fazer o brigue de guerra.Cearente, mas lambem.
urna ambulancia.Inteirou-se a thesouraria de fa-
zenda
MMotjUJo do porto
o recronMsKmari
ey.
Ao promotor publico do Bonito, dizendo G-
Secretaria do governo de Pernambuco 5 de junho de
1854.Joao Dominguet da Silca.
de-pernambuco aos 5 dejuuho dHBSW^, ^f^SSS^S^P^^S&
Pire l>lacliad^>ortMajilBHIinGtWstfVu\Ao*&. Wantlerlcy. -^
^pjajOjflB*""^*''^^ ^ Do.Ao promotor publico doBonilo, dizendo 0-
"* ..... ... .....' Miferilnte.irailo dir havpro 11147 ilp. tlirriln intprinn i!:i-
Veiga, afini de o applicar arte de pharmaca.
Igual communicarao se fez adminislrajao do pa-
trimonia dos orphaos.
DitoAo inspector da (hesouraria provincial,para
que a vist* do competente certificado, mande Smc.
pagar ao arrematante d 2 lan;o da ramilicaco da
estrada do tul, para a villa do Cabo, a importancia
da 2o prestacao, qne elle tem direito por haver fei-
lo dous lerdos das obras do seu contrato.Comniu-
nicou-se ao director das obras publicas.
DitoAo mesmo, dizendo que, coma copia;-^juc
remelle da informaran do commandanlc superior da
guarda nacional de Olinda e Iguarass, responfle ao
oTicio em que Smc. pedia para ser dispensado do
servijo da qualificacSo da mesina guarda nacional, o
escrivao dacollecloriad'aquella cidade.
DitoAo mesmo, approvando a arremalaro fcita
por Simplicio Jos de Mello, dos concerlos da ra-
deia da villa de Garanhuns, com o abate de um por
ecuto nn valor do respectivo nrramenlo ; sendo fia-
dor Manual Joaquim da Silva Brasileiro.
Dito Ao director do lyceu,-dizendo qoe o
alumnos da aula de dezenho esto isntos do exa-
roe de lingua nacional.
. DitoAocommtndanle do corpo de polica, com-
municando haver concedido 15 das de licenra com
vencimentos.ao alferes d'aquelle corpo (iuilhermino
Paes Brrelo.Isual communicarao se fez a the-
souraria. provincia).
DitoA cmara' municipal do Recife,remetiendo,
para que llie d devida execoxo. dous exempla-
redo regulamento decemilero desla cidade.
TorlariaAo agente da companhia das barcas de
vapor, para mandar dar passagem para Macei,
por conta do governo no vapor que se espera do
sul, ao 1 cadete do8batalhao de infartara Rufino
Wollaire Carapclra.Partcipou-se ao Exm. pre-
sidente das Alagoas.
DitaMandando admltir o paisano Bertholino
Correia de Amurim ao servido do ejercito por lem-
po de seis anuos, percebendo alm dos vencimentos
que por lei Ihe competirem, o premio de :100-50:K) rs.
Fizeram-se as necessarias rommunirares.
DilaO presidente da provincia,tendo em vjsla o
que Ihe. represenlou o chefe de polica, ora oflico de
414 do correle sob n. 475, resolve nao s sopprimr
a subdelegara da freguezia de S. Pedro Marlyr da
cidade de Olinda, licuado smente a da S, com todo
o territorio de ambas; mas lambem nomear para
subdelegado e supplenles da mesma, aos cidados
abaixo mencionados:
Para subdelegado.
Bacharel Jos l.ourengo Meirade Vasconcellos.
Supplenles.
1. Manoel Antonio dos Pasaos e Silva.
2. Jos Eustaquio Maciel Monlciro.
3. Salvador Hcnriques de Albuquerque.
i." Jos.de Barros Cavalcanli.
5. Manoel Cavalcanli de Albuquerque.
6. Bernardino de Scena Das.
. Coiumuuicou-se ao referido chefe.
Dita0 presidente da provincia, atlcndendo ao
que Ihe requeren Joao Vieira da Cunha, resolve con-
ceder-lhe perraissao para mandar corlar em Ierras de
seu engenbo, sito no termo de Iguarass e conduzir
paru esta cidade seis paos de secupira, outros tan-
tos de jtahi, visto ser essa raadeira necessaria para
concert de predios que The perleucem na ro Forr
mosa, e por esta occasiao recommenda as aulordudea
locaes que tenham o maior cuidado para que sfnao
commetlam abusos no corle c condurao da referida
madeira.Communicou-so ao inspector do arsenal
de marinha.
._ .. la)IOieiiiji__==j^___
"-----' COKUkXANDtrTjAS HHAS.
gistrada a l.... do livro 3 de leis provinciaes. *&f"!
Parece qne o P'itutiut e o Kiger na poderam soc-
eorrer o Tiger, mas immediaiamenle se communi-
caram com a esquadra, e no dia 10 varias uos e fra-
gatas apresentaram-se diante de Odessa, e enviaram
um parlamentar cidade. Nao sabemos nada a este
respeito no memento em que estamos cscrevemlo,
mas estamos certos de que o almirante tara seras
represalias,
A esquoVa torca parti para as Costas da Circassia
afim de destruir o fortes russos, e esla tarefa, como
a esquadra russa est bem viada, pode ser executado
com lelichlaile. Varios dos nossos prprios uavios
foram enviados para coadjuvar esto Irabalho parti-
cular. J vamos sentindo anciedade pelo-movimento
das forjas Anglo-Franceeas em Varua. Temos al-
gumas uolcas vagas deque nma porrao fb man-
dada para aquelle porto, mas nada realmente he sa-
bido acerca do fado. Um dos nossos correspon-
peutes, se queixa amargamente de que os, generaes
conservem em segrepo a a dislocaban das tropas,
o que provavelmenle ha de causar risa aosvoossos
leitores militares.
Carlas de Widdin dizcm que os Turcos marcha-
ran! de Kalafat com o lira de desembarazar a pa-
quena Wallacbia, e acreditava-se que chegariam
al Bucbareste. Temos repelido historias cere da
entrega de Silislria, em qoe nao, acreditamos ; pelo
ednlrario. damos mais crdito ao boato, de que os
Russos, em razao das chuvas e do estado do terreno,
lem antes afroxado nos seus ataques sobre esta im-
portante fortaleza. Com elfeito, o estado do terre-
no pode ser om poderoso motivo para que o exer-
cilo frunce/ nao se tenha movido. Pode ser lambem
que pfecas de muito peso sejam exigidas para bom-
bardear-se Sebastopol; o as balterias leste cali-
bre; pesando algumas das pecas seis Inundadas, es-
tro agora sendo etobarerdas em Toulon, Marsclha
e Woolwicli, o que talvez nao occorresse antes.
Considerarles polticas pdem causar alguma de-
mora,.
O tratado entre Austria e a Prussia j est pu-
blico, e as suas estpulacOes, posto que invehidas
em perplexidade de linguagem, obrigam jsslas po-
tencias a interferir se o czar persistir na pro-
longada oceupa^flo-dos principados, e a inter-
ferir por va de anuas se elle tentar a passa-
gem do Balkap, 011 incorporar os principados aos do-
minios russos. Posto que linguagem mais ambigua
seja empregada para habilitar el-rej da Prussia a
Iludir, sem violar os lermos do tratado, com todo
(nios pnr,vns que um respeito para com os seus
prprios inleresses o conservar dentro do juslos
l'.nites.
Esta semana espalhou-se por fnda a Europa urna
impressao de que o exercito que actualmente se est
reunindo ao norte da Franca,-be destinado para urna
expedirao Finland. Os Suecos eslao fallando com
energa. A( os seus jornaes commerciaes esto es-
peculando com ama invasilo contra S. Pelersburgo.
Com elleito as cousas eslao mudadas, para que os
Suecos depois de um secuto de desbaratos, mediten)
denodadamente urna expedicao contra a cidade rus-
sa atravez da qual s o czar respira o ar da Euro-
pa n Os Suecos possnem um exercito de 100,000 ho-
mens,e urna esquadra sulllciente ; ludo quanto el-
les parecem temer he, que se, aprsente campanha
e nao terminar a guerra, os Russos, quando chegar o
invern, podein alravessar o golfo de Bothoia sobre
o gelo, e devastar Stockholm. Peusamosque ellos
nao lera razio para receiar este perigo imaginario e
distante ; mas se se unirem a nos de corpo e alma,
nao pensamos que baja estadista algum que duvde
r'estitoir-lhes o seu anligo territorio da Finland, ca
------Jro4usia^efojn^ejlsaJsu^jlJHi^r:
Cerlamenle o czar parece ameacado por urna
lialrucfuet a obtertar o engenheiro encarregado
da demarcarlo da colonia militar de Pimenteirat
ao tul da provincia.
i." Logo que Chegart colonia enlender-se-ha com
odireclor.a quem requislar lodo o auxilio oecessa-
rio para o desmpenho de soa commissio.
2. Tirar dos pontos indicados pelo engenheiro
Cbiisliano Pereira de Azeredo Coutinho, as linbas-
que devem determinar a legua quadrada da colonia
abrindo por ellas urna picada de 25 palmos de lar-
gara, o que dever licar completamente limpa d to
do o mallo, e troncos de arvores, servindo de eslra
da de circuito, iim de poder ser conservada na for-
ma determinada pelo arl. 5 do decreto n. 820 de
1851.
3. Levantar urna planta topographca muito
minuciosa, nao s da'legua assim demarcada, mas da
de lodo b dislriclodesignado pela portara do 1" de
abril deste annn, c organisaraum memorial, em que
sejam notadas a qualidade de cada nina das vegeta-
cues existentes, e a exleuiSo qoe oceupam, assim co-
mo a natureza do terreci, e a que genero de agrk
coltura serao mais apropriados.
4." Levantar urna ptala especial dos armamen-
tos, que convem (ixr-se para as ediicaces da tjo-
voaj.lo dacolonia, que ser na margera do rio Piran-
gi, onde j se acham principiadas as edilicaroes.sup-
pndo que esta povoajao lera 500 fogos. Na organi-
sacao desta planta terem vista os ineios de defeza
para a povoacao iio casa de ser atacada ; e a neces-
sidadede urna prace do (00 palmos em quadro para
excrcicios militares; e que para boa ventilado ne-j
nbum edificio seja construido junio a outro. A po-
voacao dever conter urna capella cora proporjOe
para receber 500 pessoas em occasio de celebrarem-
se os actos religiosos, um quarlcl para 150 praess,
urna casa para o director da colonia, outra para o
ajudaote do director, outra para o capello, um
grande armazem para deposito, o um pequeo edifi-
cio para hospital. Para a coostrucsao de cada um
desses edificios o juntamente da capella, a presentar
urna planta especial enntendo os detalhet precisos.
5. Em lodos os projectos, que formular, procu-
rar ponpar o mais qne for possivel, a deslroicau dos
grandes arvoredos existentes.
C. Dividir cm lotes cada um de 100,150, e 200
brajas em quadro, todo o terreno destinado a cultu-
ra e criaco de aniraaes, designando na planta geral
a applicarao mais conveniente cada um destes
loles.
7. Percorrendo lodo o terreno limitrophc da co-
lonia, demarcar nos limites desta, 8 lotes de Ierre
no de 1,000 bracas cm quadro, apropriado i grandes
estabeltcimeolos de agricultura, designando o que
mais convem a cada un.
8. Examinar o estado de todos os rioi, riachos e
fonlcs de agua existentes no terreno da colonia c
suas visinhanjas, procurando conhecer o volume
d'agu de cada om dessesmananciaes.e propor ludo
quanlo Ihe parecer conveniente para sua conserva-
Co lirando-se delles a maior nlilidade.
9. Esludar e marcar a dirccQSo mais conve-
niente para as estradas de communicarao, qno se de-
vem abrir d'essa colonia para a colonia Leopoldina
as Alagoas, para a povoacao de Panellas, villas do
Bonito e Agua Prcta, e cidade do Rio Formse.
10." Investigando, o-percorrendo quanto for pos-
sivel, os terrenos enmprchendidos entre os ros Ja-
cuipe, Piraugi e Una, eiaraina/ o agenero de agri-
cultura a que so mais apropriados cadanm delles, as
divsoes que convem fazer-se, os mineraes que com
prohabilidade ahi poderao enconlrar-se, a extensao
de maltas, que devem ser conservadas, as estradas
que se devem abrir, para melhor ser aproveilada
toda aquella parle do territorio da provincia.
11, Achando-se o terreno da colonia em nivel
moto superior ao do mar, e situado cm urna raraifi-
carao do valle do rio Una, Convem examinar qae
difflculdades se eocontraio na conslrucco de um
caminbo de ferro com declive continuo desde a col-'
nia al a villa de Barreiros, de maneira poder ef-
fecluar-s os traduiortes nesse caminho polo proprio
peto dos curros sem auxilente machinas de vapor.
12. Durante o lempo destaVtommissao, dar con-
ta de 15em 15 dias, dos trabaln*^06 hoover feitn
o das difficulilades que fr encontrN.ndo' propondo e
requisaudo que Ih for preciso, S
quelI'*dTr!a'rca adiado segunda vez o jury do ter-
mo do Bonito para o dia 21 de selembro prximo
vindouro, e bem assim o de Caruar para 21 de ju-
Iho tambera vindouro.
DitoAo inspector da thesouraria provincial, pa-
ra que vista do competente certificado, mande
Smc. pasar ao arrematante da obra da ponle sobre
o rio Capibaribe a importancia da prmeira prestacao
que elle' tam direito, por (er feito um trro das
obras do seu emirato. Igual acercada importan-
cia da segnndapr8stai;5o a que tem direito 'o arre-
matante do vigsimo lauco da estrada de Pao d'Alho,
e commuuicou-se ludo ao director das obras pu-
blicase
DitoAo mesmo, rcommendando vista da in-
formadlo, que remelle por copia, do director das
obras publicas, que mande effeetnar o pagamento
da segunda prestacao a que tein direito o arrema-
tante'dos colicortos da cadeia da villa do Cabo.
Commncou-se aosupradito director.
DitoA' administra caridade, rcommendando, em visla do parecer da
commissAo de hygiene publica, a fiel observancia dos
respectivos estatuios na parle que diz respeito aos
expuslos externos. Inteirou-se a referida com-
misso.
DitoA' mesma, para indicar o nunaero de ir-
miias da caridade que se deve mandar vr, para se-
rem empregadas nos hospilaes desla .cidade, e com
quecondiijues.
Dito^A' enmara municipal do Recife.Annuindo
ao que em offtcio de 13 do corrente- n. 04 propoem
Vmci. relativamente a um dos meios de providen-
ciar-se sobie o fornecimento de carnes verdes ao po-
vo desla cidade, autoriso essa cmara a mandar
eonstruirtiiais 12 talhos na riheira de S. Jos, e a
fazer com que em cada um dos acougues pblicos
baja disponiveis 8 talhos com balancas e petos para
os criadores quequizerem talhar seos gados.Nesta
data ofliciou-sc a directora da companhia de Bebe-
ribe, para que haja de fazer com que um annel d'a-
gu do encanamento seja levado ao lujar que for
indicado por Vmcs. coto quem se deveella entender.
Fez-ie o oflico de que se trata.
PortaraAo director do arsenal de guerra, para
fornecer ao juiz municipal e delegado do termo do
Bonito, 12 nares de algemas e suas correntes, afim
deserem ulilisadas na conducho de presos.Com-
municou-se ao referido delegado.
DitaMandando admiltir o paisano Roberto Fer-
reira da Costa Sampeio, ao servco do exercito por
espado de seis annos, percebendo alm dos venci-
mentos que por le Ihe competirem, o premio de
30019.Fizeram-se as necessarias communicacoes.
20
Oflico Ao Exm. presidcnle das Alagoas, trans-
mittindo por copia o termo de remessa dos objeelos
3ue seguirama bordo do vapor A'. Salvador, com
estino ao oilavu balalliao de infautaria estacionado
naquella provincia.
Dito Ao Exm. mareclial commandanle das ar-
mas, inleirandn-ode haver expedido as convenientes
ordens, nao s para que no vapor que se espera do
norte, seja S. Exc. transportado para a corte, acora-
panhado de seu ijudanle de ordens o captao Salus-
liano Jeronymo dos Res, e de om soldado seu impe-
dido, e para as Alagoas o aferes Amalin Maya, mas
lambem para que se passem s fespeciivas guias de
soccorrmento. Expediram-se as ordens de que
se traa.
DitoAo mesuio, communicando haver concedi-
do, mas registrada, a liccnca de um mez que solici-
(ou o soldado Jos Cairello Pessoa, para ir ao Rio
Grande do Norte. ,
Dito Ao inspector da thesouraria de fazenda,
Iransmillindo para os convenientes exames,copias das
idas do conselho administrativo datadas de 8e 14
do corrente;
DitoAo mesmo, communicando haver fallecido
nesta cidade no dia 20 de maio ultimo, o alferes
quartel-mcslrc reformado Jos Rogerio Marcel-
lino.
DitoAo mesmo, Iransmillindo por copia o aviso
circular do ministerio da justica de 24 de maio ulti-
mo, dando providencias sobre a contagem das cusas
nos proccssns em que for interessada a fazenda na-
cional. Tumbein se remellen copia do citado aviso
ao cooselbciro presidente da relacjlo ao, juiz dos fe-
los da fazenda, e aos juzes municipaes da provin-
cia. .
DitoAo chefe de potlcia, inlcirando-o de haver
Iransmiltiilo a thesouraria provincial, para serena pa-
gas estando iins termos legaes, as conls que S
remellen, das despezas feilascom o suslciilo-dfl^ire-
sos pobres e fornecimento de luz, as cadeias de Na-
zarelh e Brejo nos mezes de abril e maio ltimos, e
bem assim um recibo lia importancia de 29000 rs.
de ura pequeo concert feto naprimeir das men-
cionadas cadeias.
Dito Ao mesmo, communicando haver expe-
dido as convenientes ordens, nao s ao coiumandante
do corpo de polica para fazer apresenlar a Smc. as
i pravas necessarias para escoltar at a provincia das
* Alagoas o criminoso Manoel (lomes Ventana,
mas tambem ao agente da companhia das barcas de
vpor, afim de fazer transportar para aquella pro-
vincia o referido criminoso e a escolta que o acom-
panhar.Expediram-se as ordens de qae se traa.
Dito Ao director do collegio dos orphaos. in-
leirando-o de haver deferido favoravelmeiile o re-
querimeiilo,m que Mara Ignacia da ConeeieSo Vei-
ga peda se Ihe mandasse entregor o seu filho edu-
ca/ido daquelle collegio, de notne Joaquim l'erreira
Qaartil general 4o eommaudo das armas de
arnambuco ata cidade do Recife, em 22 de
Joaho de 1864.
ORDEM DO DIA N. 106.
O. mareclial de campo commandanle das armas,
em visla de communicacoes recebidas hontem da-
kpresidenca desla provincia, faz eerlo para conheci-
mento da auarnicao, e devido eTeiln. que o over-
no de S. M. o imperador houve por bem, em avisa
de 5 desle mez, conceder passagem, ao Sr. alferes'
do 9." batalhao de infautaria, Joao Pedro Regis pa-
ra o corpo de guarnicao lixa de Minas, e para aquel-
le batalhao ao Sr. alferes do 12. da dita arma, Joa-
quim Jos Pereira Codeen, qae se- acha estudando
na escola militar da corle. ,
O mesmo mareclial le campo d ciencia aos Srs.
commandanle de corpos do aviso circular do mi-
nisterio da guerra de 3 do andante mez em Seguida
-transcripto, para que facem cfTeclivas as di.sposices
que nelle se contera.
Circular.Ro de Janeiro. Ministerio dos nego-
cios da guerra eni 3 de junho > 1854.
Illm. e Exm. Sr.Determinando S/M. o impe-
rador qae s pracas que tiverem acabado o seu lem-
po de servico, o que continuara a servir, nao se
abonera vanlagcns de que ja nao gozem : assjm
o participo V. Ex. para sea conhecimento c pon-
tea)- execurao.
Dos guarde V. Ex..Pedro de Alcntara Bel-
legarde, Sr. presidente' da provincia de Pernam-
buco.
Assgnado. Jote Fernandet dos Santos Pe-
reira.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudante de
onleu^encarregado do dtalhe.
EXTERIOR.
A mensasem da coroa, informando ao parlamento
de que a rainba, em virlude da auloridade de que
he revestida, lenciona convocar e encorporar ama
porcao da milicia, he unacuuscqueucia natural do
passo dado pelo imperador df Franca para formar
um acampamento em Boulogne. I.onge de nutrir-
mos sospeitas contra Luiz Napoleao, lemos para nos
que a concentraran de urna poderosa forja terrestre
ao norte da Franca lera o efleito de fixar o varillan-
te re da Prussia, que nestes ltimos dias tem mani-
festado novos signaes de irresoluc.lo. A cncorpora-
cilo de 15,000 ou 20,000 homens da nossa milicia
poupar um numero igual de tropa de linha, que po-
de ser applcado immediatameiilc ao servir eslrao-
geiro no Bltico ou no Oriente. A experiencia re-
cente mostrar a na$lo que 100,000 homens nao sao
lao fcilmente transportados atravez do ocano, e a
nossa siluacao insular nos protege de qualquer d
sorprezu. Todos os dias vai crescendo actualmente
a alienaran entre a Austria e a Russia. A concen-
trarn dos soldados russos as fronleiras da Transil-
vania e em Bukovina fez que a Austria chamasse
95,000 recrutas, e enviasse grandes massas de tropas]
para repellir os exercilos russos.
Presume-se qne o imperador Francisco Jos tenha
transmiltido urna especie de ultimtum a S. Pelers-
burgo. exigndo nutra vez a evacuacao dos principa-
dos, ese for recusado, cre-se geralmente qua o im-
perador Jos se declarar .iberiamente em favor das
potencias occidenlaes. O estado de desorganisacao
da (recia, odasprovincias seplenlfionaes dos domi-
nios turcos na Europa, lem naturalmente acodera-
do os movimentos da Austria. Nao duvidamos que
ura exercito combinado de oceupaco, composlo de
(ropas ingleza, austraca e franceza, ou, talvez de
austraca e franceza, desaposse virtualmente cl-rei-
Olhodoseu sceptro, e ponha termo a intil carnifi-
cina que o ouro russo tem causado naquella para-
gem. Nao julgainos improvavel que a llesnanha se
una com as potencias occidenlaes, e guarneca Rit-
ma com tropas hcspanliolasHaliviando desl'arle aa
divsoes fraiicezas e auslri.i'cas nos estados romanos.
Tambem nao he improvavel que a independencia de
(iuba seja garantida pela Francae a Inglaterra se*
gundo a aiihcsao da llespaiihu, com tanto que ella
procure abolir o trafico da escravalura as suas colu-
nias. Urna.recente declararao do imperador de
Franca, feita aberlamenle a alguns cidados distin-
tos dos Estados-Unidos, quanto ao profundo ioteres-
se que a Hespanha tem em conservar Cuba ligada a
mfli patria, deve convencer s aatoridades de Was-
hington que a Franca nio ver com indiferenra,
mas at lomar iniciativa, ropedindo a separacaa
de Cuba da Hespanha, o por lauto repetimos o que
ja dissemoslwalgtls mezes, nesta parle.do nosso"
- -Wficos maiores inimigos da paz s.W aqucljes
Jior pslavras ou por actos, licitara om.espirito
sgressao ao povo dos Estados-Unidos a respeito
ite Cuba. Grandes reforcos cstao sendo mandados
de Hespanha para defender ilha.
Peza-nos dizer, que o boato que demos da captu-
ra do Tiger pelos Russos, em Odessa, esto totalmen-
te confirmado. Por alguns dias o boato foi contesta-
do, mas suhscquentes narraedes aulhenlcas confir-
mara o faci. Parece que o Tioer nndava cacada
um navio russo que se refugiara con porto dequa;
rentena, entretanto que o navio de sua mageslade
encalhou na distancia de qualro niilbas-dc Odessa-,
cm Fonlana-Fani. Os soldados russos. cm grande
numero, cercaram-no. O captao Giffard perdeu
urna das pernas, e um guarda marinha ambas as per-
nas, e cinco marinheiros ficarain feridos. Os Russos
liveram dous morios e varios feridos. A final
navio rendeu-se, c duzentos e vinte seis prisioneiro
foram capturados, pelos Russos, Como o navio u3tr
poda ser desembararado toearam-lhe fogo, condu-
zindo os Russos as pecas como um Iropheo Odcasav
confederaran mais formidavel, da qual algumas par-
les-se ao conleularo com status ante qub, mas
cerlamenle h,1o de cortar as garras do nrso russo,
depojando-o das suas provincias remotas. Nos esfo-
meados freetradert temos necessidade de trigo, eas
ricas planicies de Tamboff devem ser franqueadas a
Codo o mando, sobre o roubador principio russo.
a Estes Volees lera muito trigo, levem estes ratos
para all para roercra os seus celleiros.
Parece qu emS. Pelersburgo a guerra se vai tor-
nando; como temos freqncnlemenle predicto, alta-
mente impopular. O conde Nesselrode foi insulta-
do pela populara. Cuitado O. czar he qae mere-
ce ser insultado, e nao o conde, o qual eremos que
inslou com elle para naoempreheuder a guerra. No-
vos tribuios mu pesados sao lancadqs sobre o povo,
e, como acontece ordinariamente, as suas proprie-
daries serao sequeslradas, se nao der o dinbeiro.
Esles actos rigorosos, juntados lerrivel conscripc^io
a. que se est procedendo 00 imperio, russo, devem
(er alguus resultados trgicos dentro d ^>ouco lem-
po. Mcrael, Rigo, I.ibau c Wiudau foram formal-
mente bloqueadas desde 15 do' mez pissado, e pre-
sentemeule Iqbraz os portos superiores e.slejam fe-
chados. CouMra-nos que a fortaleza do Guslaffs-
vocrn, na extemldado suduesle da costa septentrio-
nal do golfo de Finland, fora capturada por Sir
CharlesNapier, que fez 1,500 prisionciros. Ateo
momento em que estamos escrevendo nenhuraa con-
firmajao positiva destas noticias chegoa Inglater-
ra, mas a probabelidadc da oceurrenciu he evidente.
A fortaleza he na ilh de Hango, e nao como diz o
correspondente do Times em Bcrlim, e nao espago
de terreno denominado Hango Udde. Por desgra-
sa dos nossos ltimos mappas do atmrantado, pao
he Robchensalm a estacao da armada russa. Esta-
mos mu atrasados nestas malcras.
Parece que a esquadra franceza vai cafninbado
devagarioho para o theatro da acrAo, indubitavel-
mente prallcando sob ordens deliberadas. Soube-
mos que leve lugar um conselho de ministros no
dia 24 que durou quatro horas, e cre-se geralmente
que o gabinete tomn instantneamente a rcsolurSo
de enviar urna torca terrestre ao Bltico. A Eari-
dice, cora duas naos mais pequeas, e um vapor
trance^, deram vela como m pequeo esquadruo
bb o coramando do capilo Oramaney, para visita-
rem Archangel. Como o Mar Braoco nao he nave-
avel antes de junho, lera o muito lempo sua dis-
posigao. Poderao commetter "lerriveis devaslases
nos pequeos navios que estSo em Archangel. Os
boatos da lomada de Revel e Memel, e das ilhas de
Aland exigem confirmago.
Vollanlo i Grecia, he mui evidente que a sen ten-
a de el-rei Othon est sellada.He provavel que ues-
te momento as autoridades inglezas c francezas te-
nham lomado a alfandega e o governo, e adminis-
tre. os negocios do reino-provisoriamente al que
a questo seja resolvida. Estamos tomando medi-
das eflectivas para varrer os corsarios que vSo co-
megando a cnfeslar as aguas gregas. Dizcm que el-
rci Ollion finalmente conheceu o engao em que es-
lava, c que pretende enviar Kalergis a Paris para
aplainar as difliculdades, mas nao ha prova disto.
Portugal declarou-se formalmente neutral, e fe-
chou os seus portos aos piratas. Estas declaragoes
efn papel n8o s;lo de muito valor. O esquadro
hespanhol de evolugo est-Tundeado nos aurora-
douros de Villa Franca, no golfo de Geuova. Con-
siste em sele navios, tendo 148 pegas e 1567 ho-
mens. O esquadro eslava para vollar para Hespa-
nha.
Continuamos a mandar Vapores de prmeira cas-
se, ccheios de tropa, para o Oriente. O Himalaya
chegou em Queenstown, c cpfiduzira um>regtmenlo
inleiro de cavallnria. O seera! Saint Arnaud, Lord
Ragln, o duque de Cambridge, e grande porcao
de homens eslao agora reunidos era Constantinop'la,
e confiamos que una forga sofllcienje neste mome-
le lenha partido.para Varna. Smpre dissemos que
Sebastopol requera a cooperagao de urna forga ter-
restre, e islo agora he admittido. O general Bara-
gnay d'Hilliers vollou para- coramandar o exercito
francez seplentrional, sob as ordens do imperador.
Os generaes d'Hanlpoul, Baraguay d'Hilliers e Or-
mino foram Horneados ruarechaes de Franca. Deso-
jramos saher que os generaes exilados foram cha-
mados incondicignalmcnte. Corre um boato seme
Iha'ntc.
Esta semana pela mala, da India ti vemos a noti-
cia absurda de nm tratado concluido enlro a Russia,
Persu, Khiva e Bokara. Este tratado foi annuncia-
do com as honras (ypograpbicas. Urna das soas es-
lipiilares he, qun'uni erabaixador da Russia resi-
dir ero Khiva, com dez mH homens parajlcfende-
lo. Todos os prsioneros devem ser solloc plena-
mente indeinnisados. Os editores em Londres en-
goliram estas araras sem dizer urna palavra.
(Huropean Times. I
INTERIOR.
RIO SE JANEIRO.
CARIARA DOS SRS- DEPUTAOOS.
Da 28 d< malo.
Sslas lOhoras e .V> minutos da maullas, feita a cha-
ti e verificando-se achar-se reunido numero
suflicienlcde depulados abre-se a sessao, depois do
que sendo lida e approvada a acia da antecedente, o
1.ecrelriod conla do seguinte expediente:
Um oflieio do ministro da fazenda, dando as in-
fortoares por esla cmara exigidas acerca do reque-
r penlo em que os empregades da caiu de amorli-
sagao, pedem aagmcnlo de seus ordenados. A'
romniissao de pensBes e ordenados, que fez a requi-
slgao.
Um requerimenlo do bacharel Bernardo Teixeira
de Moraes Leile Velfio, pedindo dispensa do lapso
d lempo qae Ihe falla para nataralisar-se.A' cora-
missjo de constiluiro e poderes.
Oulro de Jos Joaquim de Magalhaes, cerreio da_
enmara, pciHinlo a sua aposenladoria com o ordena-
do por inteiro, allendendo-se a ter elle mais de 25
annos de servigo, e o seu estado valetudinario.
A' eommissao de polica.
Outro de Manoel Ignacio Barbosa Lage, pedindo
aulorisacao para se matricular no i." anno do cuCso
medico, que frequenta como ouviote, fazeudo exarae
de philosophia antes doexame do anno. A' eom-
missao de instruego publica.
Achando-se na sala immediata o Sr. Venancio Jo-
s Lisboa, deputado supplenle pelo Rio de Janeiro,
he introduzido comas formalidades do eslyln, presta
juramento e loma assento. -
He apoiado um parecer da eommissao de instruc-
rao publica, para que e "Srelvem varios, pa-
pis'.
Passando-sc a ordero do da, he rejeitdo o pro-
jeclo que manda pagar a Manoel Jos Teixeira Bar-
bosa, a qbantia de 1.50:00090011, importancia da
sentenga por elle oblida contra a fazenda pu-
blica.
Entra em prmeira dscussao. e he approvado
sem debate o seguinte :
,' a Art. nico. Fico pertencendo .cmara muni-
cipal da cidade da Victoria, capital da provincia do
Espirito Santo, q telheiro que oulr'ora servia para
arrecadacAo do dizimo do peixe, fim de eslabele-
cer nelle urna praga de mercado, d
He igualmente approvado em prmeira discnssAo
e sem debate o seguate :
. Art. 1. Fica approvado o privilegio exclusivo
por tempode 20 annos, concedido a Honorio Fran-
cisco Cajdas, pelo decreto de 24 de outubro de 1850,
para por si, ou pdr meio de nma companhia, este-
belecer, e entreter urna linha de mnibus entre a
capital do imperto e a villa de Iguass, na provin-
cia do Rioide Janeiro, segunda as clausulas e eondi-
cOes que com aquelle decreto baixram.
Art. 2. Fica igualmente approvada a condigo
do art. 12 a que se refere o decreto de que trata o
art. antecedente, na parle relativa isengAo da im-
posto das barreiras, que pertence receila geral, bem
como de qu.ilquef orius actualmente decretado pojas
leis em vigor.
11 Art. 3. Ficam revogadas as dbjp'osiroes em con-
trario.
Entra em segunda discusslo o seguinte :
n Arl. 1. Os limites das|provnci3^g^0..aze ,j0
Maranhaosae, os ros^'BoeT AJjtos Grande desde a
muocadura no rio Tocanlidif procurando suas
primeras vertenles at encontrar as do rio Parnahi-
ba ; q,dito rio Tocanlihs desde a foz do Manoel Al-
ves Grande al a do Araguaya, no presidio de Sao
Joao de Aragoaya, co.raprehendidas as ilhas prxi-
mas a margem dircila, e deste ultimo ponto al en-'
conlrar as yertcntcs seplentrionaes do rio Gurupy,
de conformidailccoin o auto de demareaglo celebra-
do em 9 de julbo de 1816, em cumplimento do avi-
se regio de 11 degosto de 1813, e resolngAo de 12
dejunhodeI852.
O Sr. Fleury depois de fazer algumas obserrages
sobre oprojeclo, offerece a segoinle emjpda, a qnal
sendo apoiada entra em discussSo :
Supptiraam-se as palavrascomprehendidas as
ilhas prximas margera direila.S. R. u
O Sr. Serra combalendo a emenda, exprime-se
da maneira seguinte:
Muito poucas coasderacee* farei, e estas versa-j
rao principalmente sobre a emenda offerecida
nobre deputado por Goyaz.
Fclicilo-me, Sr. presidente, por ver qoe a aedi-
da que estamos dscutiodo na parte enencal, mere-
ce complelamenlc o assentimentodo nobre deputado
autor da emenda ; felicito-me disto, porque be o
maior argumento que se poderia apresenlar em fa-
vor da medida ; e, pois, as miuhas consideragftes li-
milar-se-hao ao modo da divisao ou demarcagAo que
resulla da emenda do nobre deputado.
Parece-me que, raui longe de quebrarmos o pomo
de discordia de que falln o nobre deputado, essa
excepgo contida na emenda he que poder crea-lo.
Decidida a queslao da conveniencia da desapnex-
gao de uma parle do territorio da provincia de
Goyaz, pcrgunlo : qual he a divisa mais natural'.'
Existindo ella na natureza .o mais complelamenle
possivel, devemos nos perde-la, desvirlua-la, croan-
do um desvio, ama excepgo '! Seo rio he a divisa]
entre as duas provincias, qual deve ser a. divisa no
rio para a quesiao "das ilhas 1 Parece-me que o eixo
da corrente.. So o ro conslilue, por assim dizer,
um territorio neutro, qual deve serem rigor a divi-
sa eotre as duas provincias, scnAo o meio desse rio,
que he marcado pelo eixo, pela maior,forga da soa
corrate '?
Parece-me, pois, que, ein.attengAo conveniencia
de uma mais uaturale melhor divisao, e maior
simpticdade, o oobre deputado poderia fazer o sacri-
ficio de desistir da soa emenda.
Eu nao quero combate-la de frente ; se o nobre
deputado liga a esta quesiao nma grande importan-
cia e a cmara Ihe prestar seu asseutimento, eu te-
re desubractler-me sem reluctancia, visto, que est
fra de davida a questAo principal; mas fica-me o
pezar de que tis, entrando no exame da questlo,
nao colhamos em resultado todas as vanlagens que
podamos colber para as duas provincias,
mos a obra tao completa
Nemse pode dizer que a inconstancia das corren-
tes do rio, a-randanga do seu leto, tornara necessa-
ria esla declaragan,-ouduvidoso o lmite flxad no
projecto ; porquantu, seemeircumstancias extraor-
dinarias, o rio sabe du seu leito natural uma vez
marcadas as divisas, i questo lie de lempo, de pou-
co lempo, porque elle vol tara aoseu estado normal e
cada provincia conbecer o seu territorio.
Al mesmo pela convetiienca geral pegunlarei
qual das duas provincias pode primeiro tirar provei-
to dessas ilhas, cuWfva-las, povoa-las ? Qual dellas ?
Aquella que esl mais prxima, aquella que tem
mais facitidade na pavegago.e no transporte, ou a
que fica mais afastada, que tem o obstculo de uma
corrente a alravessar 1
Eu offerego nicamente estas consideragOes ao
nobre deputado e enmara, sem querer por modo
algum hostilisar acintemeute a emenda que se acha
em discussAo, i qual com muito pezar terei de negar
o meu voto.
O Sr. Paula Fonseca pronunciando-se em favor
da emenda, diz que de certo lempo a esta parte urna
amhirao insondavcl se lera apoderado dos deputa-
dos pelo Maranhao, qoe ainda em o anno passado,
boa parte de uma provincia do imperio Tora nnoe-
xada ao Maranhao, que agora trala-se d annexar-
Ihe outra grande porg.lo, e que seu* deputado nem
ao menos qucrein conceder que as ilhas do Tocaniins
pertcncara a provincia do. Goyaz.
Depois de declarar que, veudo que o Sr. Fleury,
deputado por Goyao, desejava tAo ponco, e ^que os
depulados pelo .Maranhao nem com esse pouco qne-
riam entrar em transargAo, se resolver a tomar
mui coiiscienciosameule o partido do mais fraco, islo
herda provincia qoe por ora nao linha na cmara se-
no umrepreseatante,' o orador contina da raanei-1
ra seguinte :
Se se lula de prover a necessidade de marcar li-
mites a provincia, qae cstao ,anl0J aD0J em du
vida, como muito bem expeu, nooreco'
deve-se evidentemente volar p emeada ^ nrflr8
deputodo, porque, como bem di e|[e> a c|a(jgo|
do projecto comprehendendo as
la proxim
S.norle;
margens daGoyazdeve trazemo- fuvj(ja;i pal
Alguns Srs. Depulados: Ho ^r/tm ,
ranho ; esta
O Sr. Paui Pode ser, g u
ganado, mas .uos mappas ^. c
mesmo visla de um que existo na cas., -.'
canlins atravessa a provin
o rio Manoc; ude ser
vincias de 1
no-Tocanlin-
e a foz do
Grande e a foz do Uruguaya no p
Joao...
O Sr. Alende* de Almeida : Nao quere,.
Uto!
O Sr. Paula Fonteea : O eetlo he qi
a pruvincia de Goyaz ao lado occidental do rio To
cantins, islo he, per
ou esquerdu prov
reita provi.-
deterraii
(encera
ga multas vezc
mais tralam de
questoes difflc
de ros. Osr;
segund
do a pou
fazer no-,
curso pr
donde r<
dos terrenos que al
que aules ma
E como que
miles de
sua dte
dando-as i provin'
eosdirAo os Oo
ilha est mais
tcnce-nos. D
O Sr. Mendes dr
15o para o lado odiosoy' ^a^aw'"*' ^^^H
BaUWaMal
(endd desta ques,^-
jecto, e jubjOj
cantos.
O nobre
oppoc
represe
quer a
potados nei
em o, -J r<taolaeaLa>eols em a|)or
contra
da ceilag
da principal idea do pro
devia oppr-me
rado deputado e <
ram em um enga:
demna no pr
diseurei
pulado por
odioso
I^^^^^^Hai^aiHiaiHIr^PaSF1"3' o
a qneslAo ou nao
Uto injusta
tlajllBua da tio}oz
onheceu.
1 que se fl-
plpcisc nAu
t-la coni|
arguitlo;
direito qae
zesse a
je pro
governosdas duas capi
mear commi
Portanto, v-se^ue nao ha aqu vonlade delirar
az territorio que I be pertenga, apenas se re-
clama o cumprin. 11 arcagio
fez a contento de a
tanto que o |
1816,e ult: ilie-
ccram o fun
o que tambe
Goyaz pedindo q hao
ilhas qne ell
d Tocan t n-
direito do M
m uma co
demonsl piulili. e
.idiii. -. ;; :r. --- -
se o *
los que se orttois proihnai A .MOrtem .Bu c re>-
qa'
escriptore^--
geral este
principio. Ora.se este principio be reconheqido
por todos os autores que lem tratado desla mileria,
isto hc,quoa divisAo natur.11 e justa he a qoe se..(raga
pelo meio de um rio,v-se claramente que qualquer
porgao delerronoqaeestrver denlro dessa Hnhadi-
vi.soria e as margens do rio, sao dependencias dos
territorios que ficam mais prximos linha de de-
mareagao. Conscguintemnte, se ei den-
lro do do da corrente de um rio. e de qualquer das
margens, essas ilhas devem pertencer aos territorios
a que se acham mais prox
dependencias de taes ter nubao, re-
clamando as ilhas que ficam p relimas margem d-
ruita, nao faz nenhumainjustig.-i .-. Goyaz, porque a '
margem que perle ,e precisa-
mente a esquerdu < ?o todas as ilhas
qoo esliverem prximas margem.esquerra perten-
cerflo a Goyaz, e as oolras qoe. esliverem pro-
ximasa margem direila, com jazAo devem pertencer
ao Maranhao.
Por que razio, sendo um rio limite de duas pro-
vincias, ha de urna s ficar com^todas as ilhas desse '
rio, e a outra intoiramaote despojada -dells'.' Se
todas essas ilhas, que nao passam de 8 ou 9, eslive-
rem na margem esquerda, iiquem embora perlen-
cendo a Goyaz, porque a razio e o direito lh'o" per-
mitiera ; mas.se alauma esliver prxima a margera
direila, nao ha fundamento algum pira deisar de
pertencer ao Maranhao.
Eu nao me importara com a* declararao que est
00 prqjottb a semelhante respeito, qne foi nica- -
rnentconsignada para tomar mais clara ssa divi-
sao de limites, porqu |tou persuadido de que
quando o governo mandasse fazer a demarcagao do
territorio em quesUo, havia de sempre contemplar


DIARIO Dt PERMHBCO, SEGUNDAD11Rft 26 DE JtMHO

lj
cerno parle du territorio do Maranho as ilhaa que
eslivssem prximas sua margem.
Nio vejo porlaolo qual he a injustiga que tetemos
a- provincia de Goyaz aclarando o nosso dirello, li-,
berlando-o do duvidas futuras; pedimos unicmeiv
a encorp6raca daqoellat has que eaUo dentro >o
nosso territorio, da verdadein linlia de dmirwtc/o ;
nio pode haver nada mais justo i natural
Em verdade nao taco quetto pela decla'rac que
a emenda supprime,porque,fiqoe ou nao con*goada
Boprojed^ demarcacjSo futura fcr juslicV0 nMia
direito, rae he pelo que combato; mas t> injusto
dizer-sc que nos queremos mais do qne*quillo a"
que temos direito ; pelo contraria nos n> pretende-
mos senlo o territorio, que he nosso p-' mutuo ac-
eordo dos goveruosde duas provincia Note-te, que
este territorio que reclamaran?, nSf"e oe Goyaz,
provisotiament* unido a etsa povincia por orna
1 delibetayo do govervo lmperUl,/04 Po> tiramos
ou pretendemos tirar di lrrilof Wyaoo, si exigi-
mos que o auto do demarcacSo/"? fo* ''lo a apra-
zimento daa jJuasproviucias,s4auM a 'ei.
Portante, Sr. presidente, conclno declarando
danov,qmtqnhobasUntjnlime0'o <>e meop-
por a esta emenda, aendo,*,80*a Plo honrado
depntado por oyaa; soviHo 'oreado, porque n o
me parece qne-eila estoj"0""0 "'les Jo jus-
to, e de urna bem enter0* "toral demarcacao.
Tinha muiU voatad A01" Pr qualquer emenda
do obre depntado (a hm *0'" mu y ropathia),
nao so pelas sae'j,en*a8*Bu'a*0% eomotam-
bem porque, atade1 ^ Maranhio, desejo e pro-
cura entreter as ^/,0^e, *&* com os filhos da
provincia deG0'e da aM,lner oulr Mtoilrophe
da que represe' "^ mfjwmente nao me he
islo presenten-* P0,s'vel era dasratoesque
acabo de prof i"0"1'*"> qui ao raen dis^
ano, potoQ**da ma" ha a combater, e nem de-
tjafi;toi-ial,te"P0 H *. *"do bem acolhi-
da a pria? *Wnna da projecto.
" O*. a,eo alt, 9e na tem necessidade de
airar oim u0 direito que por ventura tenha a
provine'0 Maranbo ao territorio litigioso, poritso
que eVersuadioo as quesloes de limi-
te Vaaas e 00lri provincias, que
aori/r*""*^*", he que se deve pe*
vg^t o direito antigo, asearlas regias em virtode
?- das/,e5 foram dadas a esta ou aquella provincia
ent* *lte territorio, po'u que o governo precisa
uyzer este exame, de verificar o- direito existente
pa conhec-lo e declara-lo; mas desde qoe a ques-
he levada ao corpo legislativo, entende o orador
ue (admHlido o principio de qne se pode lirarter-
itorio de ama provincia para a oulra) o corpo le-
gislativo nio lem de examinar seoao a conveniencia
oa M ci da encorpora?ao do territorio a
esta 4qr
*'a provincias Ihe roe-
'*" metma consideracao, que por consegainle
lhe he indiferente que esta ouaquelliradquira inaior
nao for vaatajoso ao ser-
O o ulres obeervaejJe e conclae volao-
O Sr. Ferros, pedindo a palavra, exprime-se da
TiMBei
En desejava que os nobres derrotados, que tanto
importancia dao a aasaj ilhas, me dissestem quantas
-**: Oito ou nove.
al a sua populacho ?
noeres deputedos traten uni-
'.entes, ou daquellas que pos-
tulados pelo Maranho
i- dessa materia como eu,
f numero Dio das ilhas <
W"C1 y^o^ulajao....
: J se disse qne oito
aoWsua importancia e po-
^bena'luacJ^:
*. de um direito da provincia
ea diputados nao me pa-
los (permitta-4e-me a expres-
das palavras direito, e direito
ranos. Nao
ireilos, nem
ia para o (aso vertenle.
ao deve preponderar, c,
're depulado pela Baha, he a
lade dos pO-
>. e sea divisao ad-
ampliada, corrigida ou
ncias publicas. {A-
m ser considera-
ue discutem sobre
lativo. RC-
ite deve regular o
vaMdidade do povo que
a seos illuen-
restriagii!
pinados. ) As [>
das como
sen pito
ptinc
haWa
ca dea
sobre esta i
-linda oulra pergn
essas ilhas a qne se refere a emei
prehendidis no auto de demarca^
onrajerto?
w: NSo, por cei
O Sr.
brea dt.
segara;
iiestu de couveuieo-
;iiva da pro-
liberar
tadas:
falla o
o qoe os no-
ifiancar com
jar. o meu
i qual se deve
leuda...
he ananto n
dese-
o Mara-
desejar,
izoes que
Bem sub-
r assups
-si (lente
~V
se he
e nes-
res provinei-
de poder a accao
chegar com
pela provio-
segnir, per-
; e se de Goyaz cxislem
ieveremos seguir
iclpio que em di-
i poder
parece antes que era o caso de decidir-so pelas re-
gfss .geraes de direito e do conveniencia publica^
sem neuhom appello a qualquer outro principio,
Urna ootra proposicao fui emillida que poderia
lambem alhear votos da medida proposta no projecto.
e tornar mate sympalhica a emenda'. Disse-so que
a quesillo era do fraco contra o forte. Alas, sen-
il Iwres, onde o fraco, onde o forte nesle negocio?
Todos quaotos podiam lar interesses pelo lado de
Goyaz foram ouvidos, e lodos eoueordam na alia
conveniencia da annexaco daquellc territorio ao
Maranho. N'essas infonna(oea, nessas consultas,
vejo implcitamente "incluidas ecsasilhas; porque a
nenhum dos informantes, a neuhnma das autorida-
des a qoe so consultou, lembrou por cerlo que fos-
lem conservadM a Goyaz as ilhas que ncam mais
prximas do Maranhao.quando sobre essas ilhas a
quesiao de dreils e de conveniencia publica he lao
applicavel como sobre a margem toda.
Portante supponho que a emenda do nobre depu-
lado de algum modo ge oppde e esses votos unni-
mes, j das autoridades ciVis e ecclesiasticas da sua
provincia, jj de sens representantes censfnitemen-
te. pronunciados em favor da annexaso, que,no
meu modo de ver, conprehende essas ilhas.
O nobre depulado peta Baha apretentou algnmas
outras coBsderades lambem derivadas da conve-
niencia publica para ostentar que o rio devia ex-
clusivamente pertcncer a uina ou, a oulra provincia;
orque, disse elle, a polica do ro Oca assim mais
fcil nao he preciso'para ella aciordo dos daos go-
vernos, podendo smplesmenltum Tazc-la e regla-
la convenientemente.
Oulro nobre depulado pela mesma provincia, que
acaba de sentar-se, respondeu cabalmente a este
ponto, mostrando que nao ha diflicoldade qnanto i
perseguirao e prsao dos criminosos, ou apprehen-
s*> dos contrabandos; o rio nao separar nacOes
estrahhasj mas parles de um mesmo lodo; e se nflo
lem havido accorilo antecpado entre as provincias
que se acham em taes circumstancias, se alguma
cousa resto a fazeiv cabe isso aos governos provin-
ciaes, ou aos poderes geraea\ e nao deve ser causa de
modificarmos a nossa opniao a respeito da conve-
niencia geral. Ser um grande mal qne sobretodos
esses pontos as provincias linlrophes nao se enten-
dam, porquanlo o que- se diz do rio, pode dizer-se
das froiiteirai terrestre. Mas, prevalecendo-me da
argumntacao do nobre depulado, drei qoe mesmo
a melhor polica pede que essas ilhas fiquem per-
lencendo aquella das provincias, que por se aohar
mais prxima puder excrcer mais aec.ao, mais in-
fluencia, cujas autoridades poderem exercer mais vi-
gilancia na prevencao dos crimes, e mais energa na
perseguido dos criminosos.
Pelo mesmo raciocinio do nobre depulado poderia
chegar a concluir que, quaudo o criminoso da pro-
vincia do Maranho conseguir acoutar-se, o que he
mu fcil pela pequea distancia, em urna deesas
ilhas, caso venBajn a perlencer provincia/le Goyaz,
estora sob a proteccao, se tal proteccao pode liaver,'
das autoridades dessa provincia, gozar de inmuni-
dades, nHo seca possi\ol prende-Io.
Esta razao, repito, nao me parece forte, porque,
qnando mullo, revera falla de disposicBo ou provi-
dencia, muito fcil de remediar-se ; roas, se preva-
leeesse, n me servira della em favor da annexa-
co das ilhas ao lado direito, que sobre ellas pode
exerter urna, influencia mais directa, mais efflcaz,
qoahto n polica.
O nobre depntado pelaBaha que falln em Ulti-
mo lugar, pergunlou se alguma dessas provincias
poda azer de roaneira completo e efBcaz a polica
dessas ilhas.
.roigo que a questao nao pode-aerreaorrida ero ab-
soluto ; nao roe atreverei a jiizer qne o Maranho se
pbriga absolutamente a isso; mas relativamente, en-
tendo que o Maranho dispOe de mais meios, que a
maior somma de relacOes qne exislem entre aquella
comarca e a. capital do Maranho explica bcm.a
maipr fecildade"dessa polica, e a maior promplido
de providencias, etc.
fftl.-' tG^SL "^ maior dependencia paraeomo
Maranho, baslai'oilSW ^l* quasijtodos os recur-
sos da Carolina saftanridos doVa%llr8att#*j^O(|e
Goyaz. Ouvi a um dos roeus collegas nm pensad
raeuto que pedirei liceafa cmara para apresen-
lar, nao como nm argumento de forja, mas conio nm
Imeio le tornar a verdade Mais sensivel. Os candi-
datos aos lagares de eleicSo popular da provincia de
Goyaz procnranjjnais apoiar-e, quanlo confarca
da Carolina, as recon>menda;des flue partcm do
do quenas de Goyaz ; quero, dizer, en-
dos.quc as rclacSes com o Maranho sao
ectos. .
O Sr. Saraica : Podem ser mais efllcazes as
de Goyaz._.
Moa Sara: De certo,porque para is-
so basto a dependencia administrativa m que ainda
uella comarca do governo de Goyaz, mas as
rclarSes commerciaes e a maior rapidez nas'commu-
nieaefies sao'pelo lado do Maranho, o que lhe d
preponderancia muito re
* do Paco: Isso j nao he questao.
, O Sr. Lisboa Serrd : Quem pensar um ponco,
senderes, sobre a extensao dos territorios de quasi
todas as provincias do imperio, sobre a impossibili-
dade quasi.abaolato.qaeseda de tirarem ellas pro-
iVeilo de suas vastos superficies em urna poca prxi-
ma, deve dar pouco pes s aecusa^es que se tem
feilo ao Maranho, de querer absorver, usurpar ter-
ritorio alheio. Temos quaoto nos basto, se nao te-
mos<)emis; quasi todas as provincias esto no mes-
mo cato. A questao he pois, como bem se disse,
toda de .conveniencia ; e me parece que nao'he pos-
sivel oppr a conveniencias desto ordem, convenien-
cias publicas, quaesquer outrag eonsideracoes. Se
feaae possi vel, en o afiirnio cmara, por deferencia
deputacao de Goyaz sacrificara todas as minhas
] opiniOes nesta materia.
O Sr. Medet de Almeida : Apoiado.
Nao hvendo mais qaem peta a palavra jalga-se a
materia discutidae pprova-se o arl. 1., sendo re-
jeitoda a emenda do Sr. Padna b'leury.
O seguinle art. 2.*e approvado sem dbale :
Arl. 2. Os mesraos limites lerao as duas dioce-
sesdeGcyaz e'do MaranliSo uaqiielles pontos. >
Entra em 1, discussao o seguinle projecto :
Sfrao processados e julgados no foro do
o que tiverem voltando ao imperio, ou do
qae tinham.aules de sua sabida, qnando fura do im-
perio se conserem, os cidados brasileiros que, es-
tando fora do Brasil, commetleteni :
. i. Crimes contra a independencia, inlegrida-
cle ejignidade da ns;o, e os de falsidade o inoeda
falsa.
2. Crimes particulares contra Brasileiro
raca como da ou-
ieio que a cantara
pelas considerarais de
de ter informari

urces- |
fessa qi
he aais
Ira sob r
deire v
Otidl
gktfa
O Sr. Litboa Srrra : Pouco dire, Sr. presi-
dente; os nobres depulados que me precedram pre-
veniram qoanlo pretenda offerecar censineracao
daci iem ouvida a ronha fe-
daanaclo o nobre depntado por Minas
cata expreslo: ambrao insondayel da provin-
cia do Maranho. Mas, depois do qne se lem
dito, me juico dispensado de responder neste poni
ao nobre depntado': a sua assereflo lem sidoviclo-
riosantente combatida por lodos os oradores que
.dopois delle eiitraram no dbale; esl po bem de
monstrado qoe a questao he pura e simplesmeiito de
conveniencia'publica; c neste caso o nobre depu-
lado me permillr que rerjiUa'cojpptt%mBte toda
a Mea do transado particular***
Nao sei, Sr. presidenle, como em nm'flDMUo
de eraelhantc natureza se possa fazer IransccSes.
ReOBi quefim? para qse nao faja completa-
jaeato o bem ? para que se fac parte do bem -
-*\e te conserve um bocadinho do mal ? Me
posto no 2.'.' Nao vejo que este paragrapho trar
le de oulra cousa senao de crimes afiaofaveis, e lia-
vendo queixa do oiTcndido. E se a illuttrada com-
misslo lev'e cn\ vista comprchender lodos os crimes
particulares, rogo-Ihe que torne, o projecto muito
explcito.
Vamos porem ao i. Nos crimes contra a dig-
nidade da najao (que eu iiho sei bem calcular o que
sejam ) estarao incluidos lodos os do titulo respecti-
vo ;
O Sr. Taques: Veja o cdigo.
O Sr. D. Francisco: Estve folheando, mas
apenas allendi sun inieripcao ou enigraphe. Ago-
ra vejo bem, e conheeo que nao abrange ludo.
Pastemos ao' 2." (L.)
Quera que a Ilustrada ronimisso me assgnasse
a razao por que ha de nicamente asanecao dcsla
le cahir nos crimes particulares afiancavis, e pro-
cedendo queixa ilo oOcndido ?
O Sr,Sigtieira Queiro:: Porq%e nos ou|ros ha
a aecusajao popular. .
O Sr. D. Francisco:Qual lie a parte do projecto
que diz elle ?
O Sr. Siqueira Queiroz : l)iio cdigo do pro-
eesso.
O Sr. D. Frrnvisco : O cdigo do processo nao
pode fallar dos crimes specaes de que trata esto
projecto, isto he, dos crimes commetlidos em palzes
estrangeirs; o cdigo he muito anterior, e somenlc
applicavel aos delictos commetlidos dentro do im-
perio ; e entao, pergunto cu, porque nio se ha d
Iralir lambem dos crimes que no sao afianjaveis t
O crrae de morle, segundo o nosso cdigo, esl in-
cluido nos crimes particulares: ora, eommettdo o
crime de morte em paiz eslrangeiro, e vnoo Bra-
sileiro criminoso para o nosso territorio, hayer ou
nao procedmento judicial contra elle?
O Sr.Magalhaet Castro : Ha.
OSr.D.'Francisco : Aonde diz isto o projec*
lo?
O Sr. Magalhes Castro : No art. 2.
O Sr. D.Francisco: O art. 2. diz isto: Nao
lera lugar, procediment do artigo anterior quanlo
aos que houverem sido processados e julgados no paiz
em qu fiir eommettdo o delicio.
O Sr. MagalhSes Castro: Heno 2.
Sr, D. Francisco: Veja a cmara como as
cousas andam, veja o resultado da precipitorao da
2. discussao Ja o art. 2. que se invocou nao serve I
Bem, vamos ao 2. ; o que diz este paragr*.
pho ? (L.)
O Sr. Siqueira Queiroz: Em verdade nao esl
claro.
OSr. D. Francisco: Posneslas malcras quanto
maior fora clareza, quanlo mafs terminante for a
disposi;ao da le, melhor para.a sua execurao.
O Sr. Siqueira Queiroz: Apoiado.
OSr.D. Francisco :' Eu.porlanto, nao poda
dcixar de pedir estos explicaeOes, e estimarei que
sirva este meu pedido para bem se elucidar urna
materia de tonto alcance, que he sem duvda urna
innovacao no nosso syslcina penal. J declarei que
satUfcitas as informacocs que pero, e allcndidas as
modificasOss que julgo necestarSs, volarci pelo pro-
jecto.
Explique-sc devidameWB o 2. ; estonda ella a'
accao da autoridade e leve a espada da juslira, nao
s nos crimes que a soa leilura parece indicar, mas
lambem nos de bancarrota, homicidio e oUlcos de
igual gravdade.
Aguardo as explicaeOes, que espero serao satisfac-
torias. Pela minlin parte consegu com o pouco que
disse o meo principal fim, que era excitar a discos-
sao.
O Sr. Afagalhet Castro : Sr. presidente, es-
lou realmente sentido de haver pedido a urgencia
que propoz, porque dei occasio a que o nobre de-
potado se visse obrigado a fallar sobre o projecto
tem ter estodado a materia. Nao foi, porm, o pro-
jecto apresenlndo de sbito nem com sorpreza.
O Sr. D. Francisco: Rcferi-me segunda dis-
cussao.
O Sr. MagalhSes Castro : A materia do projec-
to fo ofierecida consideracao dos Srs. deputadiis
desde hontem, quando fo dado para ordem do da.
1kLSr- n- Francisco : Em 1. discussao, em
quessTtrala da uWlu'aUe OU lld ulWdad."""
O Sr. MagalhSes, Castro : A retocad que ha
entre a !.> ea 2." discussao desta materia he intima;
nao sei que os nobres deputados pudessem ealuda-la
para a 1." discussao sem ficarem preparados para a
segunda. Depois, a materia he de lao clara inluieao,
que na 1. discussao niugucm fallou, foi reconheCida
a ncetsidade o ntilidade manifesta do projecto. Nao
Coi por couseguinte apresentada de sbito a questao ;
comlndo sinto haver pedido a urgencia, porque po-
da ter ouvido o nobre depntado combater o projec-
to com oulras razes.
OSr. D. Francisco: Ea declarei que o nao
combata.
0 Sr.Atagalhaes.Castro : Qoal a razao, per-
gunlou o nobre depulado, por que sao mencionados
os crimes contra a independencia, integrdade e dig-
nidade da naran, eos de falsidade e moeda falsa,
com exclsao de muitos ontros crimes 1
O Sr. D. Francisco : Nao disse bso, perguntei
porque nao se comprehendeu o de beltcarrola.
O Sr. MagalhSes Castro : J respondeu-se ao
nobre depulado,que o crime de bancarrota est com-
prehendido no 2.
O Sr. D. Francisco : N3o esl e?pecificada-
mente.
O Sr. MagalhSes Castro : O crime de bancar-
rota he particular, e pois esto incluido no 2.
Enlndn-se que n|o poda continuar o facto de
poderem cidadaos brasileiros, fra do Brasil, atten-
tar contra a integrdade, e independencia do impe-
rio, e apparecrem depois no imperio liyrcs de col-
pa e pena. Es-aqu a raaao porque o legislador
brasileiro, mat avisado, embora larde, considera cri-
minoso o cdadao, posto que em outro paiz, que all
commelter crime de semellianle ordem.
Agora drei como sedeve entender o2.,que allis
he claro com pequea reflexao.
O 2." diz: crimes particulares contra Brasilei-
ro, urna vez qae se d quejxa do onendidn nos afian-
tavis, como se diasessemos os crimes particula-
res, incluidos os afiancavis, havendo queixa do of-
fendido nestes.
Ora, para arredar lodo o escrpulo do nobre de-
pulado en nao duvido consentir, que se possa redgir
de oulra roaneira o paragrapho 2. do projecto, como
acabo de expr, ou de oulra torle ainda mais clara-
mente, se quzcrcm."
OSr. D. Francisco : Eslou muito Htisfet
assim.
O Sr. MagalhSes Castro : Nao se tendo por-
tante combatido o projecto senao pela redaccao.e por
que so pedio algumas explicares*) nobre depulado,
a qnem as lenho dado, parece-me que o projecto es-
ta as circumstancias de ser votado para pastar 3."
dscusssao, e pela simplicidde da impognacao eu
poderia pedir a urgencia para que o projecto nasse
3< discussao.
Nada mais drei, Sr. .presidente* parecendo-roe
que estao arredados os escrpulos do nobre depu-
lado...*
O Si: D'. Francisco : Se nao manda a emenda
cu mando.
O $r. MagalhSes Castro: So manda-la acel-
to-a.
O Sr. presidente : Se nao ha quem pe(a mait
a palavra vou per a.votos.
O Sr. D. Francisco : Pejo a palavra pela or-
dem..
O Sr. presidente : Tora a palavra.
O Sr. D. Francisco: Fallou-se em se mandar
urna emenda ao 2." do art. 1. do projecto, e se
nao fizerem eu mandorei, porque voto pelo pro-
jecto, sim, mas nao quererei que este 2." passe da
roaneira porque est redigido, porquanlo vejo que
' Mas aonde esto essa dis-
afianraves, declarando-se que quanlo a esses nao
pode comecar o processo sem qne haja queixa da
parle do olTendido; mas quanto aos inaliancaveis
nao se dizque seja precito queixa, e porcooseguinto
nao soi para que o nobre depulado1 quer ama emen-
da, visto que o paragrapho poder serredigdo com
mait gosto sim, porm nSo com mais precisSo ; sao
crimes particulares ot crimes de bancarrota e Os de
homicidio, e por serem inaliancaveis tuto he preciso
qoe haja qneixa para se proceder contra os seu'
autores. *
O Sr. D. Francisco :
tinesao t
O Sr. Taques : -r- Isto he mais claro que a lnz
meridiana, portanto nao posso adoptar a emenda do
nobre depulado.
O Sr. Fetreira de Aguiar : Sr. presidenle, eu
creiu ler tolveVcoraprehendido o fim extenso qne
leve a nobre commissao elaborando esse projeelo, e
seto duvda a acompanho em seu grande Densa-
mente, reconhecendo todava que a execucao dessa
le Dea dependeute do oulras medidas, e mesmo de
convencoes e tratados, para que ella possa prodozir
o detejado efieilo. Entretanto, com o estou conven-
cido de sua grande utilidade, nao duvido dar-lhe o
meu voto, pedindo comtudo licenca nobre cora-
mssAo para fazer um reparo, qae me parece summ-
menle atlendivel, o qual consisto em que o art. 1
do projeelo, pela maneira porque se acha redjgido,
talvez nao exprima o verdadeiro pensamento qae a
nobre commissao leve em vista. (L.)
Ve-te, portanto da leilura que acabo de fazer, que
a nobre commissao pretende que tejan processados
e ao mesmo' tempo julgados lodos ot crimes menci-
onados nos 1 e 2; quer sejam ellet allancaveit,
quer, inaliancaveis ; devendo ella perfeitamente sa-
ber que os prmeiros (os crimes adancaveit) podem
ser processados e julgados a revelia, entretanto que
o mesmo nao se pode dar. a respeito dos sgundos,
(dos crimes inaliancaveis). Ora, estoado eu persu-
adido de que a nobre commissao nao qoiz fazer, urna
excepcao odiosa e' desnecessara s regras do nosso
processo criminal, pois que urna sementante altera-
rlo nao era indispeostvel realisacao de seu pensa-
mento, julgo-me obrigado a dizer-lhe que a redac-
cao do art. I do projecto nao he boa, porque auto-
risa qova*intorpretocu que provavelmenle se nao
leve em vistos dar quelle artigo...
O Sr. Taques: Pero a palavra.
O Sr. Ferreira de Aguiar : .... urna vez que
sujeila elle,a processo ejulgamento inmediato os
crimes inaliancaveis, autorisando-se esse julgameate
revelia dos aecutauos, sem audiencia nem defa/a
destes.
Sr. presidente, eu concordo em que crimes da or-
dem dos mencionados no projecto nao devem ficar
impones, embora commetlidos era paiz eslrangeiro;
reconhero mesmo que he necessario haver para ellcs
essa especie de correctivo que por essa lei se applica,
mas lambem nao descubro razao alguma que justifi-
que a preterico das formulas, rque nos faca perder
de vista e desprezaras regras da jurisprudencia cri-
minal admitlida pela nossa legislado, c guardadas a
respeito de todos os crimes, isto he, que os afianca-
vis possam ser processados e julgados revelia dos"
reos por serem crimes menos importantes e por lhes
serem impostas penas menores, nao devendo proco*
der-se por igual theor a respeito dos crimes inafian-
caveis, por serem de urna categora mais importan-
te e por lhe estarem cominadas penas mais severas.
Ora, se he verdade que nenhuma necessidade des-
culpa a derogacao de laes regras, seria sem duvda
urna tyrannia ver se processar e cbndemnar por
crime inafiancjavcl ura individuo que nao foi ouvido
ea quera se nao den occasiao e lempo-para prodo-
zir a sua defeza, e exhibir provase razGes talvez con-
suaso em que estova de que a nobre commissao que
oelaborou nao havia pretendido' infringir as regras
geraes da nossa jurisprudencia criminal ; fazendo
outroim conhecer a convicta que me aisislia, d
gueella (a commissao) aceitara, sen repugnancia e
sem difuculdadet, as brevet reflexOei que flz. por-
que ato jaitas e dignas de terem tomadas em consi-
deracao.
Sr. presidenta, quem ler com palta e calma o art.
tdo projecto que actaalmento te discute, forzosa-
mente ha deconhecer que nelle te acha, sem a me-
nor sombra de duvida.consagrado o prncipiode qne,
lie licito processar e jubjar a revelia lodos os crimet,
ainda mesmo os inafiancaveis, urna vei que os teut
autores estejam fra do imperio e os tenham eommet-
tdo em territorio eslrangeiro.
Crendo eu que a nobre commissao apenas leve em
vista, na disposijo do primeito artigo, estobelcer e
designar de urna maneira precisa o domicilio da cul-
pa ou anles o foro onde deveria responder qualquer
reo por crime que commettesseem paiz eslrangeiro,
nsn posso deixar de protestar contra a redaccao do
mesmo artigo, porque delle vzivelmenle se depre-
hen.de qoe a Ilustre commissao nao prelendeu limi-
tor-se a osse nico pensamento ; eslalundo ao con-
Irario que, alero de ficar designado o domicilio e o
foro do roo, se deveria ter como nova regra, que os
crimes commetlidos por Brasileiros era paii eslran-
geiro, por una excepcao pouco lusceptivel de jusli-
ficar-se, podem ser procesandos e julgados n revelia
dos reos, como claramente resalto da simples leilura
do projecto. (14.)
Ninguem dir que das palavras que acabo de ler,
senao deduza a disposiclo qae veabo de assignalac,
sendo que por isso te torna de indeclnavel necessi-
dade urna mais conveniente redaccao.
Se por ventura nm magistrado, dando execo^ao a
esta lei confrmese acha concebida, tivesse de tomar
conhecimenlo de ama causa qualquer sobre crime
ioaflancavel, tendente a qualquer individuo que se
achasse em paiz eslrangeiro, processasse-o, tubmet-
tesse-o revelia, a julgameulo, este magistrado le-
ria, sem duvda, cumprido o teu dever execulando
religiosamenle a lettra dalei...
Urna toz : Combata o artigo agora.
> Sr. Ferreira de Aguiar :Nao quero comba-
ter o artigo, eslo ao contrario pela sua dontrina,
mat nao,quero que elle exprima um pensamento dif-
ferente daquelle quedirgo a commissao, e que eu
lambem estou disposto.a adoptar.
OSr MagalhSes Castro d um aparte.
O Sr. Ferreira de Aguiar : Entao a Questao
he ontra. Se o nobre membro da commissao nao ad-
milte o meu principio, qne foi aceito poEjOUtro seu
honrado collega, enlao compre qoe discutamos nes-
te terreno...
O Sr. Correa das Ucees : Est provado que o
artigo he ambiguo ; um d-lha um sentido, outro di-
versos.
O Sr. Ferreira de /guiar :, Pelo que vejo, o
nobre depulado membro da commissao entende que
esta lei he urna excepcao s regras do processo esta-
blecidas pela nossa legislarlo criminal, isto he, que
derroga os procelos mandados observar na maneira
de processar e julgar os crimes. v
Urna voz: Est-claro qae n5o, he urna legisla-
cao nova.
O Sr. Ferreira de Aguiar: Perdoe-me, pode
ser urna lcgislacao nova sem comtudo derrogar a8
regras geraes do processo...
O Sr. MagalhSes Castro d nm aparto.
O Sf. Ferreira de Aguiar: Se he assim, desde
j declaro que voto contra o projecto, porque'nao
quero fazer urna excepcao odiosa e desnecessara
legisfVao criminal do paiz, nem quero concorrer pa-
ra' existencia de nma disposicoque vem prejndj-
vincenles de sua innocencia ; porlant-e^eirteao* car tem a monor necessidade direitosqoe esiao g-
nma ver qiie.se d queixa do offenflido nos afiauja-
veis.
a Arl. 2. Nao (era lugar o procedmento do arti-
go anterior quanto aos que houverem sido processa-
dos e julgados no paiz em que for. eommettdo o
delicio.
a Art. 3. Picaro revogadas as disposicOes em con-
trario.
(i Paco da cmara dos depntodos, 20 de majo de
1854. B. A. de M. Taques. J. A. de MagalhSes
Castro. L. A. Barbosa.
<> Sr. MagalhSes Castro pedindo a palavra* pela
ter urgencia para que o projecto entre
.inda discussao e assim se vence.
Bal em segunda discussao 0 artigo i.
cisco depois de pedir o projecto e o
exprime-se da maneira seguinle :
muha parle confesso que fui
rque coutava apenas que em
urna i endenle, como reputo a des-
leproj t3se hoje somenlc a primera dis-
cussao, isto he, nicamente se tratasse da utilidade
ou nao ntilidade do projeelo ; mas entrarmos na se-
gunda! discussao assim lao de repente; termos como"| elle assim vai dar lugar a grandes controversias e du-
que de improvisar sobre um assiimplo 13o grave !...
Aeho-me licra einbaracado ; todava n3o qoero dei-
xar de fazer algupias ponderaefle, tanto "quanto
comportan) os rnens debis recursos.
Desejaria em primeirolugar que a nobre commis-
sao me dissenso os motivos urgentes e especiaos que
leve para formular osle projecto. Motivos pondero-
so! deven haver, que eu'de cerlo respeito, e dados
elles, decididamente votarei pelo projecto, sobre o
qual porem lenho a notar algumas causas quo de-'
mandam maior explcarSo.
Qual a razao por qne neste projeelo, que eu vejo
que quer como que tornar cortos crimes da aleada do
direito das gentes, uSose comprehendeu o crime de.
bancarrota'?
Creio que he sem duvda esteuro dos crimes qpc
mais afleclama sociedade.
O Sr. Taques : Est cmpreliendido ; he cri-
me particular.
O Sr. p, francisco; Na generalidade do d*-

vidas.
'Urna voz :
Ainda lem 3. discussao, e pode ser
emendado nella.
OSr. D, Francisco : Mas ou posso nao estor
aqu, c entao nao quero que o paragrapho passe de
modo que possa admittir duvidas ; adople-se o pro-
jecto, porm hajl muita clareza nelle,
0 Sr. Taques : Euxoncordo com as ideas 'do
oobro'depuladu acerca do 2. do arl. t." dcste pro-
jecto.
Pelo proieclo proposto pela commissao podem ser
processados* e julgados os crimes commetlidos fra
do imperio por um cdadao brasileiro contra outro,
qualquer que seja o crime, nao seadmittind disliuc-
S3o alguma no 2 do projecto que se discute.
Os crimes particulares sabe o nobre depntado que
podem ser afiancavis ou nao afiancavis ; no 2
do projecto nao ha distinccSo a esse respeito: a resv
'lricc> que nelle so eneonira he acerca da maneira
porque deve enmelar o processo quanto aos crimes I quando falle! pe
que se a commissao leve em vistas' retpeitor este
preceito da nossa lcgislacao criminal, e com elle essa
importante sarantia do cdadao brasileiro, deve tra-
tar de apresentar urna emenda qualqer qoe ella
seja a esse artigo, afim de qne possa elle ser devida-
moute comprehendido, porque da maneira porque
se acha redigjdo pode dar lugar a abusos e violen-
cias, qae muito seria para deplorar. Se for prtenlo
emendado o artigo oeste sentido, eu votarei por elle;
dn-fiS^jUtaro^d^ara'desdejjue^tonho de recusr-
lhe o' meu assenlimento.
0"Sr. Taques : Sr. presidente, eu nao me op-
ponho s ideas do honrado depulado pela provincia
de Pernambuco, antes eslou com ellas inteiramente
de accordo ; nao sei porem se ha necessidade de al-
guma emenda no sentido era que elle indicou.
Nao me occorre mesmo qual ser a maneira con-
veniente de fazer ama emenda que tenha por finf|
aclarar o sentido do projeelo, como desoja d nobre
depulado que se faja. Se em oulra occasiao, depois
que eu houver reflectido man sobre este ponto, me
parecer que ha meio, sem urna redaccao que tenha
talvez grandes inconvenientes, de tornar mais claro
o sentido do projecto nesla parle, nao lerei duvida
de offerecer ama emenda a ess respeito. Por ora
nao me occorre a maneira de lomar o projeelo mais
clar neste ponto ;- na minha opinio essa emenda
he mesmo desnecessara.
O projecto tem por fim : t," declarar quaes sao os
crimes commetlidos fra do imperio que serao pu-
niveis pelostribnnaes do paiz. A esse respeito nada
se tinha felo, os crimes commetlidos fora do terri-
torio nacional escapavam justica criminal do im-
perio ; e o projecto lem por Om estobelecer que nao
todos os crime, poiem os erimes particulares e
cortos crimes pblicos commetlidos tora do imperio
possam ser processados c julgados pelos Iribuoaes do
paiz. Adoptado este principio, era preciso estobe-
lecer tambero, Sr. presidente, qual o foro em que
deviam responder os aulorot destes crimes ; e o pro-
jecto eslabalete o foro que elles lera vollaudAo im-
perio ou o que tinham antes de sabir do imperio. Sao
estes os deus pontos sobre que o projecto providen-
cia ; a nenhum outro se refere ; e v pois o nobre
depulado que todas as regras do direito criminal
subsislem a respeito dos delictos de que traa o
projecto.
Nio era possivel que u'uro projecto destes a com-
missao compendiaste todas as disposicOes geraes de
direito criminal. Picara era vigor todas at regras do
processo, as que delerminamu competencia, a forma
e tempo do julgamento, assim como as que sao rela-
tivas as circumstancias justificativas, aggravantes, at-
tenuanles, etc. O art. 1 do projecto s tem por fim
estobelecer qul seja o foro em que devam respon-
der bs reos que, fra do imperio, commcllcrem os do-
lidos de que o projecto trata, e determina que o
foro seja o do domicilio qne tem oa do domicilio
que tinham antes, quando sejam proetsados citan-
do fra do imperio.
Quaoto a serem os procesaos submettidos ao jul-
gamento estando os reos ausentes, he essa urna ques-
tao qde deve ser decidida de accordo com as regras
do nosso processo criminal. O nobre depulado sabe
bellamente que em todos os crimes os reos podem
ser processados e pronunciados embora estejam au-
sentes ; sabe lambem que o julgamento em cortos
casos pode ter lugar embora o n'-o estoja ausente, e
em outros nao ; as regras do nosso cdigo do pro-
cesso torio lugar nessa parto. O principie do Arl. 1"
do projecto tora por fim smente, como j disse, es-
tobelecer qual o foro em que deve ter lagar o julga-
mento dos ros que fra do imperio commetterem os
delictos de que trato o projeelo, o o artigo diz, que
o foro era aquello que ellcs lem ou tinham anles.
. Esta foi a intencao da commissao redgindo o pro-
jecto. Se elle nao est.-'t claro, os honrados depotados
podem oucrecer as emendas que julgarem necessa-
rias. Em minha opniao nao he preciso emenda al-
guma, porque esto lei nao tere de ser execatada por
gente rustica, mas sim por jurisconsultos qae bao de
enlcnde-la de accordo com as regras geraes de di-
reito..
O projeelo nao admiti oulra intelligencia ; nao
srimesmo-ejtijhea formado lorua-lotao claro como
os nobres deputiuTtT'tesejam ; ao menos isso por ora
nao me occorre ; mas nao terei-dsvida em aceitar al-
guma emenda a respeito. O quetto-thjattohe fazer
do arl. i um embroglo em todas ossas expucagSes.
Se em oulra occasiao me occorrer a forma por qoe
se possa tornar o projeelo mais claro* sem inconve-
nientes, nao terei duvida de propo-Io e de solicitar
o apoto dos meus nobres collegas qoe assignram o
projecto.
Lecm-so e apoam-se as seguinles emendas :
a Substitutivo ao 2 2. Crimea parlcnlares
contra Brasileiros. Nos, aOancados, porm, ser ne-
cetsara a qneixa dos oendidoj. S. a B. D.
Francisco.
o Supprima-se do 2, art. i, as palavras urna
vez que se d qneixa dooQendido nos afiancavis.
S. iR,Siqueira Queiroz.
O Sr. Ferreirade Aguiar : Sr. presidente, eu
tanto acredito no bom sonso e espirito do jualja
que presidirn confeccao desle projeelo, que
vez, proleslei logo a per-
ranlidos e de que goza todo o cdadao brasileiro.
Nao posso descubrir a razo por que nm subdito do
imperio, somenlc pelo facto de achar-se em territo-
rio eslrangeiro, deva ter menos direito do qoe a-
quellc que se acha no sea paiz : nao sel porque a-
quelle que tenha eommettdo um crime em paiz es-
lrangeiro, edava ser julgado entre nos, o seja re^
velia, (cando por isso inhibido de poder prodozir as
pravas de sua innocencia, entretanto qoe este prin-
cipio he respeitodo no Brasil, entretanto qoe na nos-
saTcgislacS^KflliMl he isto um domga -,
O Sr. Taques : i')MnJuNvT!i'""de ser julgado,
ser oo toro que designa o projecto.
O Sr. Ferreira de Aguiar : Jse este, com'ffif'-
to, he o iinico objeclo do art, 1. nSote"TuT"*tluvida
em votar pelo projeelo ; mas coma explicacao do
seu nobre collega de commissao, n8o ; porque sao
cousas moilo distnctas, u designar o foro do roo e
autorisar julgamentos 'revelia dos pronuncia-
dos.
O Sr. Siqueira Queiroz : Bedi a palavra, por-
que julguel do meu dever nao deixar passar este
projecto sem fazer alguns reparosNtepOis da explica-
cao que nos.acabou de dar um dos nobres membros
da commissao. Como advogado, tratando ha mui-
tos anuos de qacstes criminaes, me arrepirara as
carnes quando ouvi dizer a om dos nobres membros
da commissao, que o cdadao brasileiro poda ser
processado e sentenciado por este projecto estando fu-
ra do imperio /.
Tamben nSo posso'admittir e explicacao em con-
trario do outro honrado membro da commissao, por-
que, vejo nat palavras do projecto completamente
determinado o contrario, isto be, manifestada a idea
que me horrorsnu, apresentada por nm dos nobre*
membros da commissao, de que o cdadao brasileiro
estando fra do imperio, mesmo sem voltar a elle,
pode ser punido, pode'ser sentenciado, pode ser pro-
cessado !
O artigo diz :- serao processados e julgados no
foro do domicilio que tiverem, voltando ao imperio
(he a hypothese de voltar ao,imperio), ou qoe te-
nham antes da sua sabida, quando fraedo impe-
rio... Logo, estando fra do imperio -pode ser
punido*o cidadSo brasileiro. Ora sera por ventura
legislarlo sustentada hoje que um individuo seja j ul-
gado, seja processado sem ser ouvido, sem ter ama
voz que appareca em seu favor, fra da acjSo da
justica, da jorsdiejao do joiz que o processa, o sen-
tencia ? De corto que nao. Quaudoa nossa le-
gislarao criminal para os crimes commetlidos no nos-
so territorio d garantas, devemos nos tira-las em
relaco aquellos crimes que sao commetlidos fra do
imperio? Creio que au llavera razao nenhuma de
jurisprudencia moderna nesse mesmo artigo, que
sustente semelhanle principio, que lirc loda a ga-
ranta de defeza aos reos que commetterem cerros
crimes forado imperio, e que a d ao reo que com-
melter os mesmos dentro do imperio. Seja portan-
te redigido o art. 1. de maneira que desappareca es-
ta duvida que s permita ser processado o iniciado
estando nesle imperio.
Sr. presidenta, s quera nao lem conhecimenlo do
foro he que nao sabe, quando se trata da defeza de
um reo, que a primera cousa a qu atiende o advo-
gado he lei; se elle podo achar nm fundamento
na lei para servir o roo, sendo criminoso, para o l-
vrar da justo punteao, serve-se delle infaliivclmen-
te, assim como lamben em Reral te o joiz no esti-
ver disposlo a favor da justica do aceitado, quizer
encontrar om fundamento para condemnar o' indivi-
duo que por qualquer motivo nao mereja' as toas
graras, ir procurar na lei fundamento, razao para
o condemnar: entao apparecer por ura lado a in-
jusea do juiz conderanando o innocente, e por ou-
tro a habilidadc do advogado salvando o criminoso
da punicao merecida* Devemos portante tirar das
leis luda c qualquer nbscuridade, c muito principal-
mente as leis criminaes. (Apoiados.)
Creio que ninguem, por pouco qoe saiba da juris-
prudencia em geral, duvida de qne, se ha leis que
devem Irazer toda a clareza, sao as criminaes. Se
pois lie esto um principio exacto, porque a nobre
commissao ha de querer que passe o artigo que ad-
mille a inlerprclacHo que rae horrorisa, e que creio
ha de horrorisr a muita gente, isto lie, que o cda-
dao brasileiro seja processado e punido por crime
conunctllo fora do imperio estando ainda fora do
jrapero.
Asrim, Sr. presidente, se a pobre commissao re-
dgir o artigo por oulra forma, lirar-me este escr-
pulo, nao lerei duvda em votar pelo projeelo ; roas
se a nobre commissao nao apresentar urna redaccao
clara, simples, evidente, quo se nao preste Inler-
pretacao de que o cidado brasileiro qae commelter
crimes foca do imperio pode ser processado e punido'
antes que a este regresse, eu terei de volar contra o
projecto.
Mapdei urna emenda mesa que enlendo vai ti-
rar de alguma sorle as duvidas que excitou lambem
a redaccao nao hem clarado 2 do artigo 1. Em
verdade qoem ler com attencjk este paragrapho,
quem lhe quizef dar urna inlerpretacao jurdica,
concluir que nos crimes inafiancaveis nao ha pro-
cedimento. porque diz o paragrapho primes parti-
culares contra Brasileiros, urna vez que se di quera
do o'endido nos afiancavis. Creio que a eonclu-
s3o jurdica helognos outros nao ha procedmen-
to, e se nao he esta a conclusao jurdica, *ao menos
he urna conclu'iq possivel.
Ora, te nos queremos fazer punir os crimes com-
metlidos fora' do imperio, devemos estobelecer
urna legislarlo que. nio d logar a inlerprelacdes
favoraveit impaoidade. Como um dos membros
da nobre commiuSo notdiz, que ella entenda qoe
com effeito nos crimes inafiancaveis lambem dvia
haver qneixa, procestojulgamento,enlo nio ha ra-
zio para que no 2 continen a ficar as segnini.es
palavras: a orna vez que te d queixa do olTendido
nos afiancavis. a Tiradas estas palavras, desaparece
a duvida; foi por isto que offereci urna emenda
eopprettiva, quo supponho conforme com o pensa-
mento da nobre commiisio que offereceu o projecto.
Concluireirepelindo.que votarei conlra o projec-
to, se a commitslo nao redgir o artigo primeiro do
maneira a tirar lodo o escrpulo que lenho, todas as
duvidas que se lem suscilado,tornando-o claro em
sua* ditposicoes, de harmania com ot principios de
jurisprudencia criminal.
O Sr. Taques : L vai a emenda.
He lida.e apoiada a tegunte emenda :
Supprimam-se as palavrasou)do que tinham
antes de sna sabida, quando tora do imperio te con-
servera B. A. de M. Taques.
O Sr. D. Francisco : Peco a palavra.
O Sr. Presidente :Nao a posso conceder, risto
que o nobre depulado j fallou as duas vezes que o
regiment permjfle.
O Sr, D. Francisco:Erajpara pedy- urna oxplica-
Cao, e mesmo eu s fallei urna vez.
O Sr. Presidente : Daat.
OSr. jfA Francisco:Tenhodemais urna emenda
na mesa e quero oflerecer ootra, porqueacho o -i
muito incompleto. NSo tinha estudado esta materia,
achei-rae do repente obrigado a dizer alguma cousa
sobr* ella; note-se que a primera discussao nunca
he objecto de grande debato, pois que te trato ni-
camente da utilidade em geral do projecto.
O S Presidente:O nobre depntado sabe perfeiW
tameole que como fiscal do regimeolo nSo posto, ani- S
plia-lo Ora.o regiment determina que na segunda
discassSo nfiose posta fallar mais de duas vezes.qual-
querque seja o numero de emendas, e na primera
discussao omaso vez. O Sr. Taquet tambera pedio a
palavra e en lhe fiz a mesma observarlo.
O Sr.D. Francisco : Bem, mandare! simples-
mente a emenda. Quera taber porque a commis-
sao nao comprehendeu nestes crimes os caps. 2o e 3o
do tt. i do cdigo criminal, os crines contra o mo-
uarcha e conlra a constituicao. .Quero mandar urna
emenda para que em lugar de se dizer contra a
integrdade e dgndade da nacao diga-secon-
tra a existencia poltica do imperio....
O Sr. Taques : He persegac,3u de crimes po-'
Uticos que nao pojemos admittir.
O Sr. D. Francisco: Pois ot crimes conlra o
monarcha, os crimes contra a constituicao....
O Sr. Presidente : Eu creio que o debato ser
mais camao na terceira dscossSo, se o projecto l
chegar.
O Sr. D. Ftancisco : Na terceira discussao pos
so estar morto^nVai/i*), e a minha conscienca nao
vai bem tranquilla* nao, nSo quero qoe'pause urna
lei no meo paiz sem que com esta muito fraca>r_d
minulissima porcao de intelligencia, con^^H
qoe a lei seja a melhor possivel.
Urna voz: Apoiado, e urna lei tao importante.
L-se e he apoiada a seguinle emenda do Sr. D.
Francisco.
a 1 Crimes conlra a existencia poltica do im-
perio, s
NSo havendo mais qoem falle, va-te proceder
votaran, que nao se verifica por nao haver casa.
O Sr. Presidente declara encerrada' a discussao,
manda proceder i chamada, da a ordem do dia e
levanta a sesso s duas horas d tarde.
formada com urgencia, de Marianuo Ramos deMcn-
donca e Fabricio Gomes Pedrosa, por si, e como re-
presentantes da sociedade Criadora, qae se propSe a
malar gado para foriieciraento desla cidade, expon-
do a falta de ajooguet pblicos, aonde possam ta-
tuar ai rezas, por te, acharen oa da municipalidade
arrematada* ate o fim de Miembro do corrale au-
no pelos actuae* contratadores, pedindo providen-
ciaste S. Ex., afim de qae o* oito tainos reservados
para os criadores nos acoogue* da Boa-Vsla e Cinco
Ponas, sejam escolbidos pelos peticionarios, ou quo
ot qualro do bairro de Santo. Antonio tejara na ri-
beira do mesmo bairro, visto qae os das Cinco Pon-
las nenhuma vantagtrn offereCem. Hesofvc
qae se informaste 8. Ex., come efectivamente se
fez, que a prelenjao dos peticionarios esta va preve-
nida no parecer qae a caara remeHeu por copia
S. Ex. em 13 do cprrente, sobre o fornecimento do
carnes verdes.
Outro de vereador Viinna, communicando qae,
por se adiar indefluxado, nao poda comparecer a
sesio de hoj*, neto de amanha.Inteiradt.
Ootro do administrador do cemilerio, pedindo que;
a cmara se dirigiste ao Exm. presidente da provin-
cia, afim de obter delle, se foste possivel, que os
africano* livres, ocoopados no serviro daquelle es*
tabelecimenlo, sejam tratado* graluilam*te, qnan-
do doentes, no grande hospital de candado, para
onde nao mandara, nm, qy* ltimamente adoecra
e eslava em toa cata, mas que nesta nao tinha com-
modos para conserva-lo, recelando nma despeza
igual aquella qne se fez no mesmo hospital coca o
tralamento dos dona africanos que l esliveram.
Mandoo-se responder qoe mandaste para o hospital ,
o africano doenta,; e que. quanto ao mait, pastara
a cmara a tomar as providencias, e do resultado
lhe communicaria.
Foi nomeada o Sr. vereador S Pereira pira Ira-
lar com o administrador do hospital obre o melhor
meio de ahi serem tratado* os africanos coro menos
despeza do qae tero sido. Coneedea-se, de eonfor-
midadecon a opinio do advogado da can, a licen-
ca qoe requeren o coronel Jos Ped Velloso da
veira para malar gado criado era suas azendas,
para consumo desta cldadc e seas arrebaldes, veri-
Dcando'se na occariao da matonea a denudada do
ferro com que he marcado dito gado.Neste sen-
tido mandou-se expedir a conveniente ordem ao
fiscal de S. Jos, e dsr setoncia jos.coalratadorcs.
Foram nomeadas novas cominissfles, qne ficarem as-
sim compostos : ediQcaao; Olvcira e Maraede :
polica ; Barata e Gamero : saode ;$!*.' S Perei-
ra e Reg e Mbuquerque: pelieoes; Reg e Ba-
rata. Para os negocios do cemilerio foi Horneado o
Sr. Vianna.
Despacharam-se at petifSesde Joaqun Lopes de
Almeida, do coronel Jos Pedro Velloso da Silveira,
de Manocl Alcxandre de Sonta, de Mara ler
dina da Coeceicao, de Christovap de Santiago do Nas-
cimento ; e levanlou-se a sessfo. Ea Manoet Ferrei-
ra Aceioli aescrevi no impedimento do sfeSrefirrio.
flaroo de Capibaribe, presidente Reg e Albu-
querque. Reg Mamedt Oliveira Si Pe-
reira ^Gametro. ,

PERMBICO.
RECIFE, 2* DE JNHO DE 1854.
AS 6 HORAS DA TARDE.
RETROSPECTO SEMANAL.
---em qnYdY"qae*TT&-JLoo he o tanto mais garri-
do c alegre do kalendario, e todos os aaoJp-cW"
mais, ou menos pompa, he festejado pelo povo,
de todos os lados surgen as cantilenas festivas?/
dansar innocente, as sorles caprichosas, os bolos de-^
licados, e acendem-se as foguciras estridulas, e ve-
Ihos e mancebos, mulheres e meninos applaudem
porfa o ruidoso fogo da China, as pistolas que e.
destazan) em,! cores suavissimat, a bomba que es-
loira assolapada, as rodas rpidas que espadaan
incendios, c chovem o onro luzenle, ai alvas estrel-
las, assim como o raivoso boscap, ora c'.fjrulando
viedento pelas mas, ora raordendo os grupos espa-
voridos, ora dispersndolos em rota algazarra, oral
gastando-so em estrondos fortissimos, como potica-
mente nos descreve talento-peregrino. Comtudo,
foi Iriste.a vespera do nosso querido S. Joao, e o so-
bresalto desenhava-se no semblante de lodos, por-
que parte da semana passada, e parto da semana
presente nao cestn a chuva por inslantes, seropre
teimosa, abundante, esparralhada, zanindo o vente
cana vez mais forte, desmoronando as aguas mullas
casas, engrossando-se os ros por um modo lerrivcl,
trasbordando, alagando, assolando os campos von-
tadel
Acfieia! era a palavra,'tremenda, que se ouvia
hontem de bocea em bocea, e por cerlo que era es-
pectculo digno de lastima esse que apresentavam
algumas roas da cidade convertidas em lagos, e
ver-se om ou oulro navio desgarrado, abalroado,
quebrados os maslros, encalhado, e abatidas alga-
mas casas por Ierra, alguns arcos de igreja desaba-
dos, quati que interceptada a comraunicaeao para o
bairro do Recife, a alfandega fechada, e a corren te
impetuosa do rio eneonlrando-se nos espeques das
pontet, amcacando grandes desastres de momento a
momento.
Nasimmediacesda cidade, nos Remedios, naPas-
sgSm, na Ilha, em Cachang, em muitos outros lu-
gares, o susto e as calamidades eran qnasi as mes-
mas, ou ainda pcor, e casas e muros alaslravam o
chao. A cheia era immensa, muitos caeanhos esta-
vam corlados, a estrada nova deOlinda flcou em mi-
seravel estado, as plautae,es suh'mergidas, os aoi-
maes sobre-nadavam morios va superficie das aguas,'
e por loda a parle as aguas espraiavam-se, amcacan-
do absorver as habtacoes, e durante a noite ouviam-
se os tiros, os foguetes, os gritos pangenles das pes-
soas quebradavam soccorro. Cessou, emfim, o acon-
te do co, por ora as novena n3o desprendem as chu7
vas copiosas, os moradores do campo, qne fugiraro
aterrados, vollam a povoar as suas casa*, e devemos
render grecas fervorosas misericordia de Dos, qne,
na phrate exprestiva de Fr. Luiz de Souza, he senhor
universal, he ludo seo, do seu d, e reparte, como he
servido.
No dia 22chegoa finalmente de Lisboa ao nosso
"porto o formoso vapor D. Mara ti com a rpida
viagem de doze das e algumas horas, nao se con-
tando o tempo da demora nos portos intermedia-
ros, e devendo-se observar, que levara para a
cidade dq Rio de Janeiro o nao pequeo carrega-
mento de 700 pipas de vinho. Era geral o desejo
que tinham muitas pessoas de visitar aquello navio,
porm o mar, que estova moito escrepado, roalo-
grou semelhanles desejos. Segundo as informacoes
de um nosso amigo, que leve a coragem de arros-
trara furia do lempo, e visita-lo, nao desmerece o
D. 'Mara 11 o conccito'geralmcnle formado a ret-
peite da carreira veloz, conslrucco encllenle, ele-
gancia de forma, boa divisao de repartimentos,
sumptuosidade interna, maneiras affaveis da officia-
lidade, promplido e lirapeza de tervico. E, dan-
do os nossos parabeos a companhia Luso-Brasilei-
ra, fazemos os mclbores votos para que se veja
quanto antes os outros vapores, que deven comple-
tar essa nova linha transatlntica.
Morreram durante a semana 36 pessoat: 13 h-
meos, 6 mulheres, 11 prvulos, livres: 2 lameos, 3
mulheres, 1 prvulo, escravos.
Entraran 15 navios e sahiram 11..
Renden a alfandega 17:0.175847.
CMARA MUNICIPAL DO RECITE.
4-> SESSO ORDINARIA DE 16 DE JNHO
DE t$W.
Presidencia do Sr. -baro de Capibarib'.
Presentes os Srs. r. S Pereira, Reg, Mamede,
Oliveira Gamero, faltando con cansa participada
o Sr. Viarna, abrio-sc-a sessao e foi lida eappro-
vadaa acia da auteodenle.
Foi iido o seguinle
} EXPEDIENTE:
l'ma pe|icao,tMadA da presidencia *" f '""
5. SESSO ORDINARIA.DE 17 DE JUNHO
Presidencia do Sr. Barao de Capibaribe.
Prsenles os Srs. Dr. S* Pereira, Reg, Mamad,
iquerque, Oliveira e Gamero, fallando
irlicipada oSr. Vianna, abrio-se a tes-
sao e foi lidae approva.da a acto da antecedente.
O Sr. vereador Reg pedio e obteve licenca pva
retirar-se. Sendo lida umi segunda peticio de Au-
na Gomes Ferreira, solicitando difertoenlo da, pri-
peira," ero qoe pedia esciareciraenlos acerca da"
competencia do exercicio de joiz de f>az, resolveo-
seqoe se oIBeiasse ao advogado d casa, a quem foi
remettida a p'rimeira pelico para informa-la com a
brevidade possivel.
I A cmara resolveu obreslar na cjio da
obra da bomba sobre a Camboa, no logar denomi-
nado Passagem de Sant*Anuas, at qua o advoga-
do intorme tobre o elTeilo que pode ou nao ttirtr
do protesto" feto por parte de D. Marianna Doro-
Ihea Joaquina contra a execucao dessa obra naqoel-
le lugar.Resolveu-se qoe se oflrciasie a advogado
para activar, de toa parta,' o andamento da causa
pendente entre a cmara e Jos da Rocha Piranhos,
e innlilisar qualquer preteocao qne possa ier o mes-
writlraDnoi &trp^itt^S(fmMKf^^ltI9t
a respeito dessa causa. Igual recommendacao mau-
doa-se fazer ao solicitador.
Despacharam-se- as poliches de Chrislo>ao de
Santiago do Nascimenlo, de D. Mara Bernardina
da Conceicao, de Manocl Alexandre de Sooza, da
Maranno Ramot de Medonja e outros, de Manoel
do Nseinjento Valois, de Pedro Ferreira Brandao,
e levantoo-se a sessao. En Manoel Ferreira cdo-
li, odici.nl da secretaria a escrevi no Impedimento
do secretorio. Baro de Capibaribe', presidente,
ViannaMamedeOliveira Gameiro.
REFARTICAO VA POUCXA.
Parte do dia 23 de junho.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exe. que dit
partes hoje rebebidas nesla re jnsla terem
sido presos : ordem d sabdelegoo da freguzia
de S. Jote, o preto forro Jos Francisco da Silva, e
o pardo Joaquim Bernaido Solero, ambos sem de-
claraco do motivo. Communcou-me o eomman-
dante do corpo de polica, que tendo s 2 horas dn
manhSa se, manifestado urna innundacao em parle
desla cidade, fez sabir toda a forja disponivet do
corpo, dividida em diversas palmillas, commanda-
das por ofilcaes, aGm. de manler a ordem e garan-
tir as familias, que procuravam refugiar-se.
Dos guarde V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 23 dejanho de isi.Illm. eExra. Sr.
conselheiro Jos Bento da Cunda e Figueiredo, pre-
sidente da provincia.Luiz (
xeira, chefe de polica da pro,

I
I
DIARIO DE
NO nosso numero de 23 do correnle publicamos os
desastres que as chavas haviam causado al s 5 ho-
rai da larde antecedente ; .hoja coutiuuaremos a
narracao destes desastres, nio s na captol senao
era outros pontos da provincia.
Pela volta de 8 horas da note do. dia 22, as
aguas do Capibaribe eomecaram a transpor o aterro
dos A togados, e as 11 horas algumas roas situadas i
margem do rio e em tugares ba i ios da freguzia d
S. Jos, e depois da de S. Antonio, se foram nnun-
dando successivamente, e se acharan invadidas em
parle ou totalmente, s tres horas da mandila em
cunsequencia da prca-mar.' Todos os moradores das
ras, Augusta, Alccrim, Calderero e algnmas en-
tras qne lhes fiedra contiguas, das Concordia, Flores.
etc., aterrados por estas circumstancias e principal-
mente por noticias dadas pelos apregoadores de ms
novas, que de ordinario apparecem em taes occa-
sies, foram abandonando precipitadamente as res-
pectivas habitafoes, e refugiando-te nos teinplosqiic
a rogos seut foram abertos, onde dirigm fervorosas
preees ao ALTISSIMO.
No bairro da'Boa-Vista, elevando-se as aguas, in-
vadiram ot quintaos das. casas ..do lado do sul do
Atorro, e lambem alagaran) mor parte ila praca.roas
Velha, da Gloria, de S. Goncalo, etc. etc. O cae
que se eslava a cqnslruir na dh-eceo da ponto da
Boa-Visla ao logar denominado Coelhos, soOrea '
butantc, em eonseqoencf das "correrttes qoe neste l
ponto cram moi fortes, por cansa -do pouco espe
entre esta e a margem opposte dorio, onde se acha
fundada a rasa de delencao, que nao recebeu damno
algum, e detle caes urna porcao de duzento* palmos
de comprimenlo foi derribada, assim como outra de
cenlo o cincoenta do caes denominado da Aurora.
No bairro do Becfe feljinicnlc -nada [ ha que la-
mentar. A ponte que une este bairro ao de S. An-r
Ionio, a qual intpirava serios receos de cahir, em'
virtude do desaprumo de um dos pilares, que ainda
rettam da conslrucco dollandeza, e da fraque/a dos
esleiosjmuicarcumidos, ainda se acha em p, de-
vido islo em boa parto a solidez da sua conslrucco.
O Aterro dos Afogados fo arrombado em tres
pontos pela correnle das aguas e em mait doos por
deliberacio das obras publicas, afim de dar etcoa-'
mente agualdo rio. Na Piranga, iujs Remedios, c
no Lacea houve grandes eslregos,eteapaudo os mora-
dores trepados as arvoros. Cahiram muitas casas de
laipa, e no segando deslcs lugares.apehas ficouuma
ou oulra olaria : qoaii todos os inimacs domsticos
perecern, oo podendo ler sido postos a alvo, por
causa da rapidez da invasao que ia sendo fatal aos
respectivos habtenles, dos quaes, segundo afurmam,
morreram dous em consequencia de desabamenlos,
e talvez mais algum que se ignoram.
Pelas margena do Capibaribe e estradas .que v5o
do Recife ao Monteiro, Apipocot, etc. rouilo sof-
>^S


DIARIO DE PERNAMBUCO SEGUNDA FEIRA 26 DE 3UJUNH0 1854.
\

freram algumas casas ; e varios muro cdiiram. A<
estrada da Magdalena ficoa inleiramente innundada,
e e nolam algn eslragos desdo o Chora-Menino
al o Largo da Magdalena. Na ponte do mesmo no-
me a agua cliegou ao estivme das extremidades, e
talvez houvesse expermenlado alguma ruina, a nSo1
ser o cuidad* que houve ib nao deixar accuraular-
e o esleios (roncos de arvores.trazidos pelo rio, e-
lee sido construida ha mu pouco lempo.
A estrada de Bao d'Alho, na exteocao de (ra mil
bracas ficou innundada, e cahiram muilas casas si-
tuadas de tune oulro lado, ficando a estrada arrom-
bada em varios lugares. A ponte pensil do Cachang
apenas soflreii un pouco na sua varanda, em conse-
quencia d urna arvore, que arrojada pelo rio, velo
sobre ella e sem duvida grande mal lhe causa-
ra, a nao sera intrepidei da um individuo, ofllcial
de carpinleiro, cujo notne ignoramos, o qual, lan-
ando-se sobre a ponte com um machado, decolou
os ramos desta arvore, o que Brmiltioqae ella pas-
sasse livremeolc, rallo digno de elogios, e que deve
grangear qualle cidadao urna recompensa da parle
'do governo. Entretanto nota-se ama pequea fenda
em um dos arcos uo muro de encost do lado do
oeste, a qual nao inspira receto algom, ignorndo-
se se he anliga oa moderna. Os aterro das entradas
ponte foram arrombados pelas aguas, ficandodes-
-oberto em um dos pontos parle do alieeree do caes.
Na estrada da Victoria deram-se alguna eslragos
norespectivo leito.o duas bombas foram levadas pelas
agna, em virludedo qae nao ha noticias cireums-
UacMdw da eiaade da Victoria, nem do leus arra-
baldes. A'cerca d estrada do Sol, apenas-consta
que fdra arrombada em don* logares. Os ros Ja-
boatio e Pira paro a encheram extraordinariamente,
ionundando ledas ns vaneas de Moribeca, Cabo, etc.
p qae dea lugar i que todas as lavoaras ficassem
destruidas.
No Poco da Panella e Monteiro lambem cahiram
algumas casas de laipa ; e na Casa-Forte proras sao
as que, construidas de barro, nao cahiram.
O rio Beberibe e oulros, que, represados consli-
luem os pantanos de Olinda, recebendo as aguas da
chava ficaram extraordinariamente cheios, o que
dea lagar ao arrombamcnlo do dique em Ires pon-
tos, nao obstante os esforcos empregados par que
este Cacto senSo realisasae.-
A estrada que vai do Hecife cidade de Olinda
foiMrombada em cinco pontos, Picando por isso in-
lereepBaa'-eWMMlftifacao rQf^ste_Jarto entre as
duas cidade, inlercepcSo qde seria compTelVse'nao
exislisse o islhmo, por quanlo mesmo a estrada de
JoS de Barros se achava inundada. A estrada de
Olinda a Frsgoso foi lambem arrombada em um
ponto, e taes eslragos soffrea em toda a saa exten-
sao, que fleoo inlransiUval para cavallos.
s navios ancorados, desle a ponte do Becife al
* voIU do' Forle do Mallos, impellidos pelas impe-
osas orrenles, qne neste lugar eram exessivas, fo-
ram de encontr uns aos oulros, do que resullou
grandes avaria*. O. navios da praia do Collegio fo-
ram es qae mais soffreram em conseqoencia da es-
trllela do ancoradooro oeste ponto, e ramio mais
sotirenam se nao fossem algamas providencias da
capitana do porto.
Hoje as aguas s% acham moito baixas nos ros: A
eheia deste anno subte cinco palmos cima da grat
ecida cofre nos, r
A capitana do porto, ero cumprimenlo de ordem
quejjailou do Exm. Sr. presidente da provincia,
den desde a noitedodia 22 e no dia 23. do correte,
todas as providencias a se alcance, e cora a maior
presteza tendentes, a eoucorrer, .assim para remoeso
do perico em que se athavam em diucrenlcs parles
desta cidade a vida e a propriedade de muitos indi-
viduos por cansa da repentina e extraordinaria
cheia do Capibaribe; conslando estas prov||enciai
em mandar para a freguezia da Boa-Vista', dispu-
se,3o do engenhoiro *e director das obras publicas, e
das autoridades policiaos, cinco jangadas que fo-
ram postadas no Manguind, Soledade e Chora-Me-
nino, alm de um cscale para servir no lugar dos
AtUiclos, acompanhados rodos estes objeclos de 100
a 120 pessoas da mesma capitana, e do arsenal de
marinha, alim de empregarem-se na eoadjuvacao de
ISo Imprtanle servieo; e para a do S. Jos duas
nutras jangadas com setenta trabajadores.
Quanlo freguezia do Recife limitou-se somente
ao porto, visto que elle nicamente precisava de
providencias; e ests foram consecuentes 6 seguran-
za dos navios surtos no Mosqueiru, ha ven do to-
dos soflrido mais oa menos; e algans estive-
ram no ancoradooro da praia do Collegio em immi-
nenle perigo at as tres horas da lardo do da 23, em
que escrevemos a presente exposieflo.
O vapor portuguex D. Mara II, lendo sahido de
Lisboa no dia>7 do correle, nao adianlou noticia
alguma s que linhamos vindas pete Lusitania.
Srs. Iledactoret. Lendo no snpplemento do
Jornal do Commereio de 12 do correte o tpico
de um discurso pronunciado na assembla.geral le-
gislativa, em sua seesfto de 9 do mesmo mea, pelo
diputado por esta provincia o Sr. bacharel Fran-
cisco Carlos Brahdao, e deprehendendo de suas pa-
lavras que foi intensan sua ferir-me, embora se nao
referisso positivamente a mim, nao posso rfeixar
sem reflexSo as suas assercOes ; porquanto nao sou
do numero daquelies que nao presad a sua reputa-
dlo. Disse o Sr. Brandan que a vaccina em Per-
n^nibuco est em perfeito abandono, e disse mais
que quasi nao lia aqui urna lamina de pus vaccini-
eo, que preste para cousa alguma ; entretanto o no-
bre depulado nao foi mu lo exacto, e en passarei a
prov-lo.
A vaccina em Pernambuco nao est em abando-
no ; ella se pralicn todas as quartos-feiras e sabha-
dos sera inlerrupcao no municipio do Rorife. Se o
Sr. Btindao enlende por abandono a sua interrup-
as tilo entre o municipio da capital e o* dajarovincia, daqudte meZ, pela presidencia em 6 de outdbro do
ao elrt8n-"KitoJis*_J5?do_qr5 repetir o que cu-desoV mesmo i
pector; e em relatorio de 19 de Janeiro ultimo di-
rgido ao Exm. presidente da provincia, copiando
se calculan) os desastres causados porsemelbmte ca> textualmente o que ao Sr. inspector dissera em 9
1^.;j.j_ 1. 1-1... ,1 ;..ll... .1- lu-.it t-~ An i..tk- .)., 4-., f
milito previra e bei Jilo por diversas Vezes, como
moslrfio os documentos a baixo transcriptos; toda-
va posso nflirmar que anda se nao deu occasiao, em
que nao fossem satisfeitas promplamente as reqnisi-
c,es da presidencia, das cmaras municipaes e au-
toridades que sedirigem repariirao ; e o mesmo
posso dizer relativamente aos .particulares..
Desde que previ, que assembla provincial extin-
guira o coscllio geral de salubridade publica, do
qual fui o presidente, -e a que pela lei provincial
n. Ii3 de 21 de maio de 184 acliava-se cucorpora-
da a reparcao da, \accina desta provincia, com-
muniquei aoSr. inspector eral da vaccina do inv-
perio as minlias apprehenroes, pedindo-lhc provi-
dencias ; desde enfo n3o tenho ceado de insistir
por ellas, e ainda o fiz nao s em odicio de 2i de
oatubro do anno passado dirigido ao Sr. Dr. Mano-
ei rio Reg Macedo, senao era meu relalorio de 7
de fevereiro desle auno din'cido ao mesmo Sr. ins-
*
lamidade de quindenios a seis ceios eonlos de res,
'enlre o governo e os particulares. A innunda-
io qae alagoa a* roas desta cidade demonstra a np-
cessidade de se continuaros diversos eaes que da-,
vem cingir os seos tres bairro. A visla do que em
tau oceaiioes se cosluma praliear as Ierras civilissr
das, fora de juslija e eqidade qae a philanlropia
public.1 e do governo procurasse de alguma sorle oc-
correraosprejnios que solTreram as classes po-
bres, abrindo-se urna subscrip^ao para este lim.
Os pobres foram sem duvida. os que mais solTreram,
e por isso se limara credores dos soccorros pu-
blicas. yt ^
Diversos funecionaros pblicos prestaram rele-
vantes aenrieos oesta crise, e bem que nao' saibamos
particularmente o uome de algn, nao deixaremos
de mencionar' que mais se destinguifam os senhores
director das obras publicas, J)r. Jos Mamede Alves
Ferreira, capito do porto, capilao-lenenle Elisiariu
Antonio dos Santos, o comroandanle do corpo de
poUcia Pedro Jos Carneiro Monleiro.
Sdb rubrica governo da provincia cnconlra-
rao os leilores a parte qae deu S. Exc. o Sr. presi-
dente da provincia, ao governo geral pela vapor por-
tugus D. Mara II; eabaixo oQerecemos-lhe a in-
formaejo que nos fornecen um digno ofllcial de ma-
risAa.
Tendo cessado os elleitos da repentina e grande
chefa do rio Capibaribe, que pitt em perigo a vida
a propriedades de muitos individuos residentes em
diversos arrabaldes desla cidade, sendo salvas por
mereeda divina Providencia^ depois pelas promplas
pwvMeiieias dadas para a remocSo, pu to menos a
diasinuleSo em grande parte desses mesmos elleitos,
ojm presentaram um quadro alllrclivo, mesmo nes-
te cidade nos bairros da Boa Visla e San Jos, por
se auppor que seriam no lodo alagados em consequen-
eia de jii isto observar-se em alguma das respectiva
localidades mais prximas ao mencionado rio, va-
mos registrar agora os estrago, com o valor dos ore-
jarte* qae cusaram, devidos a semelhante acconte-
ciruenlo, mas quanlo smenle1 na parte relaliva, e
teme* siencia do qae acerca houve em lodo o litoral
do porto, comprehendido este, e os lugares i belra-
raar dos rios navegaveis deste cidade at pouco a-
dianle da Pssagem da Magdalena.
A'o porto.
As obras para o seo melhoramento nada solTreram,
perm quasi todos os navios surtos no mosqueiro
nao foram isento de avaria, Su estragos do cinlado
para cima de ambos os lados, as proas e popas, em
alguma das suas embarcaces miadas, e bem pouco
nos apparethos e amamcoe. Para serem reparados
fazera-se nacessarios '4:776$, segundo um orcamen-
to ligeiramente confeccionado em visla dos exames
qae se lizenm nos mesmos navios no di 24 do an-
nte raez, locando i cada nm delles as segnnles
qnans j.a: brigue Sagitario, 90JI; brigue D.tnjSo, ;
e Magano, 205; brigae Santa Barbara,
Mafra, 60i brigue Juca, 100; pa-
Jalanle Mara, 8009; patacho muiafuo,
ho Santa Cruz, 1308; patacho Hermina,
. alacho Attrea, 1.50*; na tacho Don de Mar-
?o< Vtt-, patacho Amwade Feliz, 360; escuna Z-<
losaHlSOftj; escuna San Jo*, 2008; escuna foefe-
dajte Feliz, 240; escuna Titania, 16; hiale ar-
gentino Oblgalo, 140; hiale ,Voro Olinda. 70;
/inate Cswro, 60 ; hiate ConeeifSo ie Mara, 60;
' hiate Ineentitel Calharnense, 150 ; lancha Pa-
quete, 30; e lancha Conceifo Flor das Pirtudet,
508000.
Alm dcstes quantias, q>e formara aquella oulra
ja declarada, na qual nao est incluida a da impor-
tancia dos ferros perdidos, porque quasi lodos podm
ser adiado com mal a menos trabalho, deve-se
coalar mais com 6 a 8W| de prejaiio, conforme
um calculo estimado, qu* solTreram os dono da car-
ga de (aseadas existente a bordo do hiale nixncicel
Catharineme, pelo fado de ficar avariada, em gran
de parte quahdo este navio la a pique, sendo salvo
fela prompto soceorro da capitana do porto, e es-
forcos que de mais mais para isloella empregon.
M Capibaribe, i lugares. tf beira-mar delle at
pone Odiante da Pssagem da Magdalena.
Consistirn! os estragos uo desmoronainenlo de 15
bracas da mnralha antiga que guarnece a ra da Au-
rora, isto otn frente pouco amis ou menos da casa
I onde resid/ a Exm. ntarqutza do Recife, e de oulra
tenias da existente, e se denomina Caes do Capiba-
ribe, prxima ao chafariz junio a ponte da Boa-
Vista.
Na volt do Coellio em formar em distancia de 25
a 30 bracas um fundo canal com a largura de 15,
endircitaado mais o leito do rio, e dcix*#ido urna
pequea ilha oa banco de areia onde s nservam
os destroc do objeclos que eslavam ligados so so-
lo destruido pela cheia; e no logar dos Remedios em
lerenx cabido apenas qualro casas de muito poca
importancia-.
Para laiarem-se outras lanas brajas de muralha
nas paragens que deixamos declaradas, calcula-se sfr-
rem precisas nao menos do 15:000, e mais 600 a
800, prelrjidendo-se sulwtitair ou levantar estes
qaalro caas cabidas nos Remedios.
Itio Beberibe e lugares a beira-utr elle al Olinda.
No laito nada soffreu, mas a lagoa que com elle
rommnnica-se destruid a estrada de Olinda em al-
guns lagares desde o Varadouro al mui prximo a
pnle da Tacarnna, por falla de boeiros, ou corles
com pontilhoes que nelladeveriam haver para maior
ou prompla facilidad n* esgoto das aguas,'sendo
qae para ser reparada ajoiza-se tr-se de despender
qosalia de f"~7
DOCIMENTOS.
Illm. Sr,Apenas colisin que a-assembla pro-
vincial resolver, na sessao do anno passado, a, ex-
tincrao do-conselho geral de salubridade publica lu-
go que se. organsasse aqui a commissao de bygiene
publica, lodos os commissarios vaccinadores mu'uici-
paes, que lambem eram delegados desse conselho,
se foram esquecendo de suas obrigacOes, deixan-
do de remclter-me niappas de varrinados; mas de-
pois que a mesma aasemhlca, em sua sessao desle au-
no, resolveu a extrncc3o defiuiliva do dito conselho,
nenliuiii se deu mais ao trabalho de remecr-me
taes mappas. Isto he prova de que se acb suppri-
mida em toda a provincia, excepcao do municipio
da capital, a propagacao da vaccina; e nao marcar-
se ordenado para cada nmdos vaccinadores, nSo se
poder contar com a propagacao.
Reconheco que sou importuno repelindo a V. S.
o que acabo de dizer, mas, devendo communicar to-
da as ocenrrendas, creio qne nenhuma ha-mais im-
portante do que esta. Tomando-a pois V. S. em
consideraco, espero que se dignar de promover a
remoc,ao dos emuaracos que este soffrendo a propa-
gacao da vaccina ; devendo declarar a V. S. que es-
tou persuadido de que a assembla provincial em sua
sessao vindoura n3o 'votar quola para taos- despe-
ras, porqnanjo ella receber a influencia dos depu-
lados que na assembla geral eslao fazendo opposi-
ao governo, os quaes sl os mesmo que na provin-
cial promovern! a cxliurrao do' conselho geral de
salubridade publica, e por consequenca da repart-
co ua vaccina.
l)eo guarde a V. S. Repartirlo da vaccina em
Pernambuco. 8 de agosto de 1853. Illm. Sr. Ja-
cinlho Rodrigues Percira Reis. Inspector geral da
vaccina do imperio.
Illm. Sr. Tendo o govgrno imperial encarrega-
do a V. S. de-inspeccionar a reparticAo de vaccina
desta provincia, e devendo en expor a V. S.' os em-:
baracos cum que lulo*,' no peeso deixar de repetir
o que em unidos j tenho dito ao Sr. inspector ge-
ral da vaccina do imperio, e verbalmcnle refer a
V.S.
Desde muilo exista nesta provincia urna' repar-
licao de vaccina sustentada pelos cobres provinciacs,
e composte de dou facultativos, qne cuidavam da
propagacao do fluido- preservador ; mas sendo sanc-
i'ionada a lei provincial o. 143 de 21 de maio de
1845, passou o conselho geral de salubridade publica
a cuidar dessa propagaran, tendo cada municipio
um ddegado, pelo qne foram desonerados de suas
funcees os dous facultativos, de que fallei, pois que
nao eram doulores em medicina, condicao exigida
por cssa lei ; todava seudo preciso para oceupar-se
o lugar de delegado ter urna carta de formalura ou
de came, nem todos os municipios poderao parti-
cipar das vanlagejis inconlestaveis dessa ainslituieao,
e por isto, em 1848, a assembla provincial adoplou
a lei n. 233 de 9 de setembro dessa anno, pela qual
podiam ser delegados interinos aquellos individuos
que se quizessem sugeilar a exame peranle o conse-
lho sobre materia indicada nas inslrucc&es de 22
de julhe-de 1850, em 15 de julho de 1852, eem9
de maio do anno passado. assm me exprima:
o Etodas sa,provincias exisliaorcparliresdc vacci-
ua,.ou facultativos eucarregados de-propagar o fluido
preservativo, pagos por seus respervos cofres,
qando baixou o decreto n. 461 de 17 de agosto de
1846, e a organisacao do instituto vaccinieo do im-
perio h3o fez mais do que dar a um funecionario,
que "o regulamenlo da mesma dala denominou
commmario varcinador provincial, um ordena-
do variavcl de 300 a 400, segundo a importancia
da provinda, indicando-lhe certas ohrigaeies, que
tinhao, ou deviam'cnmprir d'alu cm diaulc. To-
rtas as provincias continuaram a conservar os seus
funeciouarios, embora percebessem ordenado pelos
cofres geraes, o que, rasoavelmentc fallando, nao se
pode considerar seno copio" urna gralilicacao vis-
ta de sua pequenhez, e por este modo cpnseguia-se
facilitar, e regular mesmo a inoculado e propaga-
eSo; mas, tendo-se nesta provincia.lcom o conselho
geral de salubridade publica, extinguido a reparti-
rn da vaccina, qae lhe fdra annexada pela lei pro-
vincial n. Ii3 de 21 de maio de 1845, achei-me lo-
go cercado de etn~bararos, e a propagacao da tacci-
na foi mterrompida em todos os municipios da
provincia, porque ninguem querservir gratuitamen-
te, sobre ludo qi.ando se vecm individuos que
grandes ordenados percebem pouco fazendo em fa-
vor do estado, e em om paiz, onde os meos de
subsistencia muilo aislara etc. >
Nao he exacto, que nesla provincia quisi n3o ba-
ja ama lamina de pus vacinico, que preste para cou-
sa alguma, como disse o Sr. Brandan; appello para
todos os meus cbllegas, que lem inoculado o fluido
preservativo por mim fprnecido, e appello mesmo
para alguns senhores commissarios vaccinadores de
oulra provincia, n particularmenteilo Maranhao,
que por vezes m'o lem requisilado. Se o Sr.-Bran-
do nao fez mais do qae repetir 'que lhe disse al-
guem mal informado, ou se porque nao observou
bom resollado na inoculadlo pralicada no municipio
de Goianna, quando nelle se achara, segundo aflir-
ma, em dezembro do anno passado, runcluio que to-
da a sement era m, procedeu irrcfleclidamente ;
porquanto, dirigindo-se pessoalmcnle reparcao,
eu lhe faria ver excellentos pstulas vacciniea; .de-
vendo ponderar que, nao .lendo de.mim requisilado
nova sement o Sr. commissario vaccinador daquel-
lo municipio, possosuppor que nao he exacto g que
disse o nohre depulado, pois que, rser verdade, cor-
ra a esse funecionario a obrigacAo de requieiter me-
Ihor semenle, oque n3o fez; sabeudo-se que Dor ve-
zes se altera o fluido preservativo, e nem sempre se
pode contar positivamente sobre seu desenvolvimen-
lo, que contrariara certas modificaees almospheri^
cas. E porque o Sr. Branjlao, vendo que o Sr. com*
missario vaccinador do municipio de Goianna nao
reqnisitava nova e melhor sement, nao aconsdhou
respectiva cmara municipal que o fizeese; e pos-
que,.sendo 13o philanlropico e patriolico, nao requi-
silou-a*
Contrista, he verdade, a lgubre pintura feila pe-
lo Sr. Brandao da epidemia de varila, que reinou
em fin do'anno passado o miinidpio de Goianna,
como em oulros; mas eiu taes circomstancias que
poderte eu fazer, alm do que ti/,'.' Recorrendo ao
'archivo da reparcao apenas encontrei a minuta de
um oflldo meu dirigido ao Exm. presidente da pro-
vincia em 5 de n ovembro do anno passado, anterior
eslada de Sr. BrandrtTo naquelle municipio, qu
fie do llieor seguinle: N. 16. Illm. e Exm.
Sr. Em cumprimenlo do que V. Exc. com urgen-,
cia ordenou-me em ofllco de hoje, remello a V. Exc.
urna bocela contendo laminas |e 6o espillares
com vaccina; e como existe era Goianna o Dr. Jos
Joaquim Firmino, commissario vaccinador daquelle
municipio, este piide inocular a semenle. Se porm
o dilo Firmino np poder preslar-sea isto, lembra-
rei a V. Exc. o r. Candido Jos Casado Lima, ex-
delegado do extinelo conselho geral de salubridade
publica no municipio de Olinda, o qual cm urna
graliflcacjlo poder all exereer as fonecocs de vacci-
nador.-*- Desd entao nao live cnmmunic guma ofllcial relativamente quelte municipio; .de-
vendo eu, vista disto, crer que a inoculadlo da
vaccina remetlida em laminas c /6o copulares fd-
ra seguida de bom resultado; tanto mais que as /-
mfn* remellidas foram as que receta do instituto
vaccinieo (Jo, imperio, acompanhadas do ollicio do
Sr. inspector geral de 10 de outuhro desse anno.
O governo imperial, segundo creio, nao ignora que
a noculacao vacinica se ada interrumpida entre o
municipio da capitel e os da provincia, e conhece
as cansas desSa inlerruprao; porquanto nao bei ces-
sado de expor ao Sr. inspector geral da vaccina do
imperio os embaraces cora qne luto, fazendo-o com
antecedencia eem lempo ^c serem removidos; e
techo sido mais explcito em minhas communica-
cOe* ofllciaes do que o nohre depulado, como pode
verificar recorrendo ao archivo do instituto vaccini-
eo. Admira porm que o Sr. Brandao, fazendo par-
te da assembla provincial de Pernambuco, e conhe-
ceinlo oabandono complete em que se achava a vac-
cina, nao tivesse exposto em marro ou abril deste
anno 6 que observara em Goianna em dezembro do
anno passado, nem me houvesse acensado por causa
desse abandono, tente mais qne Exm. presidente
da provincia em sen relalorio lido i assembla po
dia prmeiro de marro assinise exprima: Assim
que, orservjj-se que o servijo da vaccina nao lem
ido desempenhado com oproetito que fura de de-
sejaf, porque, segundo informa'o commissario vac-
cinador, nao lia no municipios do interior da pro-
vincia quera substitua o* antigs delegados do conse-
lho, urna vez que os commissarios, de que trata o
regulamenlo geral. nao se querem gratuitamente
prestar i propagacao do fluido preservativo. aje-
ria pois para desejar que o Sr. Brandao, lomaudo a
peit a propagado da vaccina e os interesses dajio-
pulacao, expozesse francamente o que operou ain-
terrupcaoda inoculado.- por este modo procedera
man proveitosamente eseria mais explcito, e evita-
ra que eu, recordandu-me de algn antecedentes,
suppozesse que.fallando da vaccina, s leve em visla
fazer recalar sobre mim o descrdito, e vingar-se.
Em minhas slrribuicoes nao est a de dar provi-
dencias tendentes a remover os embararos, que se
?8JlLamJ?i' "llncc,u do conselho geral desalubri-
dadPliublica, nem posso evitar que nas comarcas do
inferior da provincia de cerlos cm cerlos periodos
morram moito individuo victimas da varila: por-
quanto isto succede mesmo em paize onde a inocu-
laran se faz com toda a regularidade, preslando-sc
a ella h populacao, o qihxnao s so n5o da no interior
deste, scnlo no de'Oulras^orovinrtesdo imperio; e o
msi que posso fazer be pfedir providencias, como
provam os documentos. abaixoVaoscriplon, e prova-
rao oulros, se o Sr. llrandao julfir protiso,
Sou, senhores redactores, eet.T\
Dn Joaquim de ACulno Ponteen.
- _Jj3de-jnnho de 1857 I
liSno^^.
Passarido ao conselho geral de salubridade- publi-
ca a reparcao da vaccina, o sendo eu, como presi-
dente, o director ou chefe dessa repartirlo, logo que
foi organisado o instituto vaccinio do imperio, cou-
be-me a honra de ser Horneado commissario vaccina-
dor deste provincia, era virlude do artigo 5." do re-
gulamentp de 17 de agosto de 1846; e posto que pela
'provincial n. 443 supracitada, e pelo regimcnlo
interno do mesmo conselho nao tivesse obngacao de
inocular a vaccina, e podesse furlar-me a esse tra-
balho, todava, sendo essa urna daobrig*c.es dos com-
missarios vaccinadores provinciaes, c reconhecendo
cu qne um s facultativo nao podia bem-propagar o
fluido preservativo, e desempenbar as funecoes que
lhe sao inherentes, apenas nomeado cuidei de ir
cumprindo puntualmente, como hei teito, as obriga-
yOes qae prescreve o regulamenlo de 17 de agosto
ji citado.
Quando na sessao da assembla provincial do an-
no pas-ado se tralava de extinguir o conselho geral
de salubridade publica, mostr'ei, como depulado, os
embararos que urna (al resolucao procurara, e nao
occullei o mal que d'ahi re suppressao da reparcao da vaccina. e por conse-
quenca da propagaban do fluido preservativo, seria
incvitavel, a nBo querer-se desliga-la d conselho,
alim de nao oflrer do mesmo golpe. Nao foi entao
extinelo o conselho definitivamente: reoolveu-se que
o fosso logo que se organisasse nesla provincia a
commissao de hygiene publica, que por cerlo a nao
salvara; todava, .na > obstante continuar elle, s
porque sua durac.no era precaria, lodos os delagados
se tornavam mais' ou menos negligentes, sendo eu
al obligado a pedir a iteiiiisso de um desses fune-
cionaros. De todas estes oceurrencias dei conta.em
lempo ao instituto vaccinieo: e paracendo-me [mr
certas nazes que o conselho nao alravessaria a ses-
sao da asscmblcapi-ovincial do rorrente anuo, pedi
logo providencias, moslraudo o nial que da suppres-
sfio deste se soguera, por quanlo nao me pareca
permillido contar com o servieo de empregados que
uao percebem ordenados on gratificarse, pelo sen
trabalho ; mas ijifeWiuiente al hoje nao se drram
providencias, enlretenloj se aclia ex tinelo o con-
selho, e com sua exlinccao mterrompida a propaga-
cao da vaccina en toda a provincia.
O, regulamenlo de 17 de agoste de 1846 nao de-
signa quanlia alguma para expediente' da reparlicao
da vaccina das provincias de imperio ; nelle nao se
cnconlra disposicao alguma relativamente a'oulros
empregados, como sejam porleiros, amanuenses,
connnoselc, indispensaveisem umarcparlirjio, para
que se possa cumprir ludo quanlo delta se exiee :
nesse regulamenlo nada se diz a respailo de oulros
facultativos que, em capilaes de provincias 13o po-,
pulosas quanto a desla, devem auxiliar os commis-
sarios vaccinadores e subsUlui-los em seus impedi-
mento ; entretantolodos reconhecem que, se ou-
tr'ora a propagajjo*pralicada irregularmcnle e sem
cuidado nas olas das pessoas que demandivam a
inoculatao, condicao espncial para a exaclido dos
mappas cslalisicos, precisava da assistencia de dous
ftcultalivos, crescendo visivelmcnte a po'pulacSo, e
lano exigndo-se dos commissarios provinciaes, nao
he suflicicnlc um s faciitlalivo, pois que anuos tem
havido, em qne spela prjmeira vez foram vaccina-
das 2057 pessoas. fo regulamenlo supracilado nao
se acha designada quola alguma para despeza de ex-
pediente ; entretanto este 03*0 se absorve pouco, pois
que nao se limite unta, peonas e papel, e nao he
possvel que eu. que s percebo a diminute quantia
em 1845, a inscripcao das pessoas vacrinadas em map-^
pas, continuei a faze-la do mesmo modo, quando en-
tre no excrcicio das funcees de commissario pro-
vincial : esses mappas, depois de cheios, sao reunidos
segundo a ordem clironologica,\osidos e collecciona-
do; de sorte que fadl se torna nao s a extraccao
das notas da pessoas que, nao vollaods i reparcao
nos das designados,devem ser multados pela cmara
municipal em virlude de suas postaras, seno qual-
quer invesligarao ; alem de ser essa escriptura^So
pouco dispendiosa, e menos sugeite a engaos. Esses
mappas, lancetas, tubo 'capillareft lamina, chum-
bo, ou zinco em folha ele. eram fornecidos ao cxlinc-
tn ronselho pelos cofres provinciacs ; e como sempre
live o cuidado de poupar o mais possivel, ainda res-
ta nina porcto de cada um desses objeclos; mas, sen-
do constantemente ulilisados, tornar-se-ha preciso
aflnal queeu-os receba de alguma parte ; o que nao
poder ser daquelies cofres, excepto se a assembla
provincial volar quola para laes despezas. Em quan-
lo inslrucries em contrario nSo receber, conlinuarei
a mandar fazer a inscripcao em marTpss, como al
hoje lem sido e me parece preferivel pelas razies
apresentadas; se porm V. 8. entender que he me-
lhor fazer-sen inscripcao em livros, entao se dignar
de obter ordem para que sejam aqui satisfeitas as
despeza, que esse modo de escripluraeao acarreto ;
nao se devendo contar com a coadjuvaco da assem-
bla provincial composla de quasi lodosos individuos
que, na legislatura passado, volaram pera exlinccao
do conselho, sem attenderear ao que en ponderara.
Desdo que principiou a funccionar'o exlinclo con-
selho geral de salubridade publica mandava eu bus-
car de Pars, com autorisarao da presidencia da pro-
vincia e por intermedio de meu correspondente, os
objeclos de que precisava este repartirlo, com o que
s se ,dispendia o que all custevam esses objeclos ;
mas para isto era necessario que eu recebesse com an-
tecedencia a quanlia equivalente ao seu valor, a qual,
remetlida por meio do um saque commercial, era
applicada a esse lim. Essa quanlia, fornecida pela
thesouraria da fazenda provincial, era considerada
como destinada ao expediente do dito conselho ; mas
nao cxislindo este, a nao ser fornecida pelo cofres
gerae, com autorisaco previa, expoem-se este re-
parcao a ficar sem esses objeclos, que senno repro-
dnzem no deposito, c sao indispensaveis. Se o go-
verno ainda me julgar capaz de mandar vir esses ob-
jeclos, prestar-me-hei de boa vontade a essa peque-
a commissao, e creio que nao perder com isto.
A nao marcar-se ordenado ou gralilicacao sunicien-
,le aos commissarios vaccinadores municipaes, nao he
possivel contar com a propagacao do fluido preserva-
dor por toda a provincia, como j por vezes tenho
dilo, e s experiencia vai mostrando : sem a propgam-
elo regular, ter-se-ha de ouvir de lempos a lempos
queixas da populacao do centro, pois que nSo he pro-
vavel que a yodla cesse de persegui-la ; o por esta
razao torno fallar aV. S.da necessidade, que ha, de
promplas providencia relativas a isto. O ordenado
ou gratificarlo ser o incentivo mais poderoso para
que esses funeciouarios se prestem propagacao, pois
que nem ibes he bastante o serem dispensados do ser-
vico da guarda nacional, nem elles me parecern Tao
acce%SrTe>-aosentimentos de phylautrapa que, des-
pertados ngor3T"p9i5em a preenener gratuitamente
obrigaces, que at lid)fiJ3o lem cumprido.
Dos guarde' a V. S. Reparlieflo da vaccina em
Pernambuco, 7 de fevereirp d-1854. Illm. Sr. Ja-
cintho Rodrigues Percira BeisrTstmstor geral da
vaccina do imperio. Dr. Joaquim rf^nflA'on-
seca, commissario vaccinador provincial. "~s^
N.23.Illm. Sr. Acensando a receprao do seu
oflciode 2 do mes passado que acompanliu'os tobos
capillares.com fluido vaccinieo, que dignou-se remet-
ler-mc, sou a dizer V. S. que elle produ zto o me-
lhor resultado possivel.
Dos guarde a V. S. Maranhao 29 de oolabro de
1853. Illm. Sr. Dr. Joaquim d'Aqnino Fonseca,
commissario vaccinador da provincia (te Pernambuco.
Jos Miguel Pereira Cardlo, commissario vacci-
nador do Maranhao.
Illm, Sr.Tendo recebidocom seu oflicio n.'2. de
7 do fevereiro olmo, os dous mappas da vaccinacao
pralicada ne'sa provincia durante o 1. e2. semestre
do anno prximo passado; e tirando inlefrado deque
V. S. refere no mesmo oflicio, e do que expoem no
ile.n. 3,, de 13 de fevereiro, sobre lera vaccina tor-
nado a apresenlar o mesmo vigor de desenvolvimcn-
toque'tinha antes do seu oflicio de 16 de Janeiro:
assim ocoromumeo a V. S. -para seu conhecimento.
e bem assim que no meu ultimo relatorio'apresenta-
do esto anno, expuz a cou>ideraeio do*governo de S.
M. o IMPERADOR o que V. S. expende no seu ci-
tado oflicio de 7 de fevereiro.
Dos guarde a V.S. Rio de Janeiro em 15 de maio
7. Urna dila,"coberla de tena, perlen-
_ cente a Manoet Aulonio Rodrigues Cam-
'i.-^BBk Sr. Dr. Joaquim d'Aqnino Fonseca,' pello, pela quanlia de.
commissario vaccinador da provincia de Pernambu- 8.a l'ma'dila,
por menos fizer, a obra do ajude na Villa Bella da
comarca de Paje de Flores pelo novo ercamente de
4:604600.
A arrematarlo sera feila na forma dosargos24
e 27da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sb as clansfjlas especiaes abaixo copiada.
A*pessoas que se propozerem a'este arremataran
comparecam na sala das sessfics da mesma junta, no
dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretoria da thesouraria provincial de Pernambu-
co 26 de maio de 1854. O secretorio, ,
Antonio Ferreira tTAnnunciacao.
Clausulas especiaes para a arremataco.
1." As obras deste acude serao feitos de conformi-
dade com as plantes e reamente apresentados ap-
provac.ao do Exm. Sr. presidente da provinda, na
importancia de 4:6048600.
2. Estas obras deverSo principiar no prazo de
dous mezes, e serio conclnidos no de dez mezes, a'
contar conforme a lei provincial u. 286.
3." A importancia'desta arrematado ser paga
em (res prestarse da maueira seguinle: a prim'eira
do dous quintes do valor total, quando tiver con-
cluido a mtodo da obra; segunda igual primei-
ra depois de lavrado o termo de recouhecimenlo
provisorio; e a lerceira finalmente de um quinto de-
pois do recebimento definitivo.
4.a O arrematante ser obligado a communicar i
reparcao das obras publicas com antecedencia de
30 dia, o dia fixo em que tem de dar principio
execucao da obras,' assim como trabalhar seguida-
mente durante 15"- dia, alim de qne possa o enge-
nJieiro encarregado da obra, assislir aos primeiros
IrabalhoM
5." Par lado o mais que nao esliver especificado
nas presentes clausulas, segur-se-ha o que determi-
na a lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1854.
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira d*An-
nuncitcSo.
O Iltol. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da resoincao da junte da fa-
zcpda, manda fazer publico, que nos das 26, 27 e
8 do correte peranle a mesma junta, se ha de ar-
rematar a quem -por menos fizer o tornerimcnlo dos
medicamentos e utencilios para a enfermara da ca-
dete deste. cidade, por lempo de um anno, contar do
!. de jnlho prximo vindouro a 30 de junho de
1855.
As pessoas que se propozerem a este arremtelo
comparecam na sala das sesses da mesma junte nos
dias cima declarados, pelo meio dia,- competente-
mente habilitadas, que ah lhe serflo presentes o for-
.mulario e condicoes d'arremaucao.
E para constarse mandouafllxaro presente e.pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 1 i de junho de 1854. O secretorio.
' Antonio Ferreira Annunciaclfo.
O Illm. Sr. inspector, da thcsoiirarte provin-
cial, era cumprimeulo do disposto no arl. 34 da lei
provincial ns 129, manda fazer publico para conhe-
cimento dos credores hypolhecarioa e quaesquer in-
leressados, que as propriedades abaixo declaradas,
sitas na direccao do viResimo tonco da estrada de
Pao d'Alho, foram desapropriadas.c que os respecti-
vos proprielarios tem de serem pagos do que se llies
deve por esto desapropriacao, logo que terminar o
prazo de 15 dias contados da data deste, que he dado
ara as reciamac
a constar se mandou afixar o presente e pu-
blicar pel~8toro por 15 da uccesslvo.
Secretaria dallissoutaria provincial de Pernam-
buco 20 de junho de-^fij^<) secretario,
. Antonio FcrVliHi J AnnunciarOo.
RelacSQ das casas desapropiadas oomigesiino. lan^o
da estrada de Pao d'Alho7*v
1. Cnl casa coberta de tdha, perien-
cenle a Tnomaz de Andrade, pela quan-
lia de. t .
2.* Urna dila coberta de palha, perten-
cenle a Maximiana do Rosario, pela quan-
lia.de............ -2SS0O0
3. Urna dila, dito, perlencentc a Ma-
noel da Hora, pela quanlia de. ... 248000
4. Urna dila, coberta de palha, pertco-
cenle a Maria Soplan, pela quanlia de 20000
5. Urna dita, dila, perlencentc a Joa--
quimJsdeSaq4'Anoa, pete qoanlia de 248000
6. Urna dila, dita, pertencente a Ma-
ria Jos do EsPidlo Santo, pela quan-
lia de. ............
SIL JKNCAIM DE NiVEGAftlO GERAL A
capilao
Badiana
Brasileira
LusitOnia 1, OO
Imperadbr 1,800
Imperatriz 1,80.0
1,700 toneladas
1,100 i.
i
D. Grerti.
H.T.Cox.
i. -Brown.
Vapores nOvos, ajustados para ficarem prom-
ptb em agosto e setembro.
Os vapores desta companhia partirao de Liverpool (al aovo aliso) na carreira de ida no dia I
cada mez, e devem chegar em Pernambuco no dia 20 do mer, seguindo depois de algumas botas para a
Baha, Rio de Janeiro, e o Rio da Praia.
Ha carreita de vnlra partirao do Rio de Janeiro no dia 6 do mez para a Babia, Pernambu
chegarao no dia 12), S. Vicente, Madeira, Lisboa e Liverpool.
Os vapores tem lugar para passageirot de todas as classes a preeos muito commado-
ida e volta leem um abalimeote de 25 por cente, e valem para 12 mezes.
Recebem aqni ooro. praia e miodezas para todos os porto de escala.
Como se tem publicado qae algans dos vapores da corapaohia So liravara
governo inglez, publica-se a seauinle resolucao lomada pela dlreeette no d
Luiilattitke Brasileira no sero tendidos senao eon a eondicSo de serem .
Imperador e o Imperatriz Qsticerem promplos para completaren! a carreir
conjUneSo com o Bahiana.
As mates, os passageiro e a carga destinados para o Rio da Prata prosegairao ao I
vapor La nata, o qnal depois de tocar em Montevideo seguir al Buenos-Ayres.
de Bnenos-Ayresde Volta no dia 19, e de Montevideo no dia 21 do mez. Para fret
esiableeimcntos se deve dirigir s agencias da companhis. Recife 21 da junio de lela^^^^wes da
companhia, Deane Youle & Companhia.
N. B. As carias para qunlqoer porte estrangeiro recebem-se na agencia ; as pj- imperio
srocnle no crrelo,
Rocommenda-se s pessoas qae Irooxerem cartes singela, sejam acorapanhad ievido
porte para evitar demoras, como constantemente est acontecendo, sendo o porte para a Europa 4(1
para o Rio da Piala 500 rs.
Tendo este reparcao lirado do fundo da eo-
IradaTlo canal do porto deste cidadaro casco da bar-,
ca nacional Esperanza, em cujo lagar lera esla em-
barcaco a pique, em conseqaenda dos respectivos
proprielarios, ou consgnatenos o terem abandonado
quando foram intimados para mandaren fazer esse
Irabalho dentro do prazo marcado no regulamento
das capitanas, pelo que em" proveilo desla mesma
repai tirio, j exislem oa objectos abaixo declarados,
manda o Ilim. Sr. capilaoo porte fazer publico que
ser3o elles vendidos em leilao, em tres toles, no dia
27docorrente pelas 11 horas da manhaa no porteo
do arsenal de marinha, sendo os seguintes :
1 tete3 mastros depnho, 1 gurupi, 2 sextos de
gavia.
2 lote2 ancoras de 10 a 11 quinlaes cada urna,
JOj bragas de amarra de ferro em bom uto.
3.lote l poirao de cabos eehapas de ferro, e on-
Iras ferragens pertenceules ao apparelho do so-
bredi 1o na Wa.
Capitana do porto'de Pernambuco 22 de junho de
1854. O secretorio,
Alexandre Rodrigue* dos Anjos.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo em virlude da auto-
risarao do Exm. Sr. presidente da provinda, tem de
comprar os objectos "seguintes r.
Para o oitavo balalhao de infantaria.
I.ivro meslre de 300 folhas 1 ; caldeirss de ferro
batido, para 100-piacas 4.
"fcina- de 1 e 2" classes do arsenal de guerra. _^
ktedos de amarello 4; dilos de pao d'oleo 6; cns-
tdininaW"marello 6 labos.de assoalho de ama-
rello daztlnsaMiditos de*'Uo e loaro duziss .
Silva tem urna carta na tiwaria i
dapraca da Indeper
Acna-s desde
dtalqoa.a requei
reir, mandou pa- diatrict
de S. Jos de
do Reg Barro
quanlia de 4623020'
dias.
Manoel Diai^H
de-se de lodos os ^^H
possivel faze
de sade, c
Ibes os seus servig
pode ser
co. Jacintho Rodrigues Pereira Reis, inspector
geral.
---------*--------
Vaccinacao pralicada "na provincia de Pernambuco
no 1 e 2 semestres de 1853.
Sexo masculino .... 551
i leminino.....63
.
Livres.......547 ,
Eseravos .:#... 467
Ti veram vaccina regular. 605
Sem resallado.....274
. Nao foram observados 135 .
t
* Total : 1014
N. B. No numero de 1014 s figuram os inocula-
dos pela 1 vez ; culrelanlu que se inocula a sement
2" e 3* vez.
rlen-
pela
20-3000
329000
VacriiiBcito pralicada no municipio do 1 de Janeiro a
24 de junho de 1854.
Sexo masculino .... 186
b- feminino. .... 142
Total
348
COMMERCiO.
de 4009 pelo servido aue presto anuualroeiite", dessa
quanlia deduza o diuheiro necessario para seme-
lhante despeza.
Devendo a renumeracao do Iraballio esteren) re-
lacSo com o servieo prestado, e sendo mui diminuto
o ordenado, que percebem os commissionarios vac-.
cinadores provinciaes, requer cm 1850 ao goveruo
imperial qae elevaste esse ordenado de modo, que
fosse igualado ao dos vaccinadores da forte. Emini-
nha pelirio raoslrei a razao que me assUlia, eme
nao esquci de dizer que Pernainbiiro l'orneee cons-
tantemente vaccina a outras provincias do norte, des-
de Alagoas al o Par; mas, nao obstante ser favora-
velmente informada, segundo me consta, a minha,
prctencao, que era a prelenrao de todos os meus
collegas, at hoje consepa-se'o ordenado, labqual'
era na organisacao do Aislilalp. Ucraeustrar aqui
as razOes, que fia para se eleve esse ordenado, seria,
suppor que V. S-, duvida da necessidade da eleva-
ran, e por cerlo uau he este o juizo que faro da in-
lelligcncia e.imparcialiladede V.S.
" Creio pois lersalisfeito ao que me propuz ; e por
isto resumire este minha exposiean. rediizndo-a,
por assim dizer, a proposicOes. Convem qu se d
reparligao da vaccina oulro facultativo, que nos im-
pedimento do commissiouario vaccinador o subsli-
lua, ajullando-o em todo o servieo da repartir ;
que este reparcao, alm do ser fornecida de di-
uheiro necessario para sea expediente, 'lehha um
portero qqe lhe sirva de continuo, e um amanuen-
se; que os commissarios municipaes, emquanto a
assembla provincial nao Ibes designa quola, perce-
bam um ordenado ou gratificaca nunca menos de
cente e cincoenta mil ris nos pequeos mnnicipiose
de duzentosuos municipios populosas, como Olinda,
Goianna, Victoria, Cabo e Rio Formoso; e mlim
que o ordenado dos commissarios vacciuadores de
provincias, cuja capitel seja populosa, como Bahia.
Pernambuco, etc. fique igualado ao dos vaccinado-
res da corte do imperio.
Ueos guarde a V. S. 'Repartidlo da vaccina em
Pernambuco, 24 de onlubro' de 1853. Illm. Sr.
Dr. Manoel do Reg Macedo, cirurgiSo de brigada
graduado.
Illm. Sr. Em cumprimenlo do disposte noS 10
do artigo 21 do regulamenlo de 17 de agosto de 18*6,
remello a V. S. dous mappas estalisticos das pessoas
vacrinadas neste reparlico durante o 1 e 2 semes-
tre do anno findo ; c pouco me cabe dizer a V. S.,
depois de meu ofllcios anteriores.
Durante o anno de 1853 dcscuvolveu-se epidmi-
camente a voriola, mais ou menos intensamente, em
alguns municipios desla provincia, como Nazarelh,
Goianna, Sanln-Aiitao, o agora Rio-Formoso; e como
nesses lugares ou nao exislem commissarios vaccina-
dores, ou se exislem, depois que deixaram de fazer
parte do exlinclo conselho geral de salubridade pu-
blica, nao cumprcm nenhuma das obrigaces im-
postas pete regulamenlo supracilado. apenas tenho
podido remoller smente s autoridades que a requi-
silam, ou s pesso que a pedem ; pronondo eu ao
governo que, fazendo partir para esses municipios
cirurgiOes militare, osencarregue da noeulacjio da-
quelies que ainda n3o se aeham accommetiidos, on
do Iratavnenlo dos queja eslaocm luto coma males-
lia. Ka capital diversos individuos lem sido atacados
por ella, assim como muitos o bao sido pela voriola ;
mas este e aquella afleecao se tem aprescnlado com
caracler benigno.
A reparlico da vaccina, reda-zula a um s fune-
cionario, que he o commissario provincial, nao pode
deixar de tetar com dilculdades ; felizmente meas
incommodosdesaude nao lemsido 13o intensos que,
apezar de forros de minha parle, me impnssibilitem
de propagar avaccina sem inlerrupcao de um dia;
mas \ S. comprebender fcilmente que. alm do
inconveniente, que se pode dar, de inlerrupcao, nao
he razeavel que urna renarcao, sobre que pesam
lautas obrigaces. se limite um s funecionario.
Por autorisacao-do actual presidente desla provincia
contina a prcslar-ne, como portero c continuo, o
antigo servente do exlinclo conselho eral de salu-
bridade publica ; mas era he possivel que un fune-
cionario desla categora satisfar plenamente as obri-
gaces de amanuense, indispensavel neste repartiente,
nem essa autorisarao pode ser permanente, depen-
deqdo ella da vontade dos presidentes, que se suecc-
dem com alguma presteza.
Nao dizendo o regulamenlo de 17 de agoste de
1816 o modo de fazer-se a escripluraeao das reparti-
Cfles de vaccina, e lendo o exlinclo conselho geral de
salubridade publica adoptado, desde a saa inslallarao
PRACA DO RECIFE 25 DE JUNliO DE 1854.
Revista remanal.
Cambios- Sacou-se a 26 4 26 5|8 e 27 d.
por 1 sobre Ldndres. a 365 r.
por fr. sobre Paris, c a 2 por.jj de
rebate sobre o Rio de Janeiro.
Algodao -___j ^s 8ran^6s chuvas e cheia para-
Assucac_________i lisaram inleiramente o commer-
(ci e nada se fez.
Farinha delrgo- Continua a veniler-se de28j>a 30J>
por barrica, linhamos nicamen-
te 350 barricas e 50 saceos, porm
honlem enlrou um carregamenlo
de Philadrlphia ron) .1.500 barri-
cas, e oulra partida de Genova,
com os quaes licou o mercado sup-
prido.
Descont----------Rebaleram-se tetras de 6 a 10 %.
Exislemno porte 52 embarcaces, a Mbef: S ame-
ricanas, 1 argentina, 34 brasileira, 3 francezas, 1
hambiirgueza, 3 hespanholas, 6 inglezas, e 2 porlu-
guezas.
MOVIMENTO DO PORTO.
16SO0O
209000
206000
209000]
24000'
24$000
12J000
la'dita, coberta de palha, pe
cente a Francisco Ahes Xavier,
quanlia de......<-. .
9. Urna dita, dila", pertencente a Ma-
rianna da Hora dos Prazers, pela quan-
lia de......>......
10.a ma dila, dila, periencenle a JoSo
Jos, pela quanlia de. .......
11.a Lina dita, dte, pertencente a Ma-
ria Francisca da Conceican, pela quan-
tia de.............
12.a Unw dila, dila, pertencente a
Francisco de,Oliveira, pela quantia de .
13. Urna dila, dita, pertencente Josa
Jos de Sant'Auna, pela quanlia de. .
14." Umasdila, dita, pertencente a An_-
na Mara do Espirito Santo, pela quan-
lia de......t ... .
Conforme.O secretorio,
Antonio Ferreira da Annunciaeao
A cmara municipal desla cidade,lendo recelado
dn Exm. presidente da provincia cm date de 20 do
corrente, a reforma do regulamenlo itecemiterio pu-
blico, para ser execiitoda ; a qual foi publicada no
jornal official n. 134 de 12 do dito mez; faz publico c
para conhecimenlo de todos, que o referido regula-
menlo se acha em vigor, tao inleiramente como nelle
se contem. Paco da cmara municipal do Recife,
emsessSo extraordinaria de 21 de jnnhoel854.
Bara de Capibaribe, presidente. o impedi-
mento do secretorio, o ofllcial, Manoel Ferreira
Aceto ti. '
Manoel Joaquim da Silva Ribeirn, fiscal da fregue-
sa de Santo Antonio desta cidade ele. ele.
Faro publico pura conhecimenlo devpjcm eonvier,
a disposican ddttMtgo abaixo transcripto, das pos-
tutas municipa em vicor.
TITULO 6.
Arl. 6. Eica prohibido dentro da cidade o uso
de roqueiras, bombas e fogo sollo (buscaps); os in-
fractores serao multados cm 108000 e solTrerao dous
dias de prisao.
A cmara municipal por editaes designara os lu-
gares em qne se possam soltar os buscaps, roqueiras
e bombas de'que trato esto artigo.
E para constar, lavrei o presente, que ser publi-
cado pelo Diario.
Freguezia de Sanio Antonio do Recife 20 de ju-
nho de 1854.O local,
Manoel Joaquim da Silva Ribeiro,
DECLARARES.
Savios entrados no dia 23.
Lisboa, Maueira e S. Vicente15 dias, vapor por-
tuguez D. Mara II, de .600 toneladas,, equi-
page.m 100, commandaulc Jos Thompson. Pas-
saaeiros para esla provincia, Antonio de Aze-
vedo Villareuco, Luiz Jos de S Arjo, D. Ma-
ria da Coneeicao Vieira de f.aslro e A mujo, Jus-
tino da Silva Boa-Viste, Joaquim Jos dos Santos,
Manuel Francisco Ferreira, Antonio Gomes, Jos
Fraucisco Ramos, D. Anua Emilia Brandao Ta-J
vares. Seguio para a Bahia eRio de laaeiro. cuu-j
duzindoos passageiros: Antonio Marques RibeiroH
de Carvalho^ose Mauricio Bilancourl I.acerda,
M. Jos de Avellar, Joao Pinto Dmaso Jnior,
I). Joanna Filip'pa Ramos e sua familia, Antonio
Pi Machado, 'instilo Gonrnlves de Alencar Ne-
pomuceuo.
Bahia6 dias, hiale brasilciro Amelia, de 68. lone-
ladas, meslre Joaquim Jos da Silveira, equipa-
Rcm 7, carga vario gneros; a Kovaes & Compa-
nhia. Passageiros, Theophilo Simolhe, Joaquim
Jos da Silva Castro, Jos Antonio Correa de A-
raujo. Ficou d quarentena por 4 dias.
Ssiiln Helena14 dias, barca insleza Perceverance,
de 237 loneladas, capito F. Thompson, equipa-
geni 9, em lastro ; a Deane Youle & Companhia.
Navios entrados no dia 24.
Pliiladeiphiar3i dias, barca americana Contad, de
347 toneladas, capilao Powell Smack, eqaipagem
14, carga 1,500 barricas com farinha de trigo ; a
llnstreu Rooker & Companhia.
Genova, Barcellona e GrSa-Canaria75 dias, e do
ultimo porto 23,'polaca hespanhola Lince, de 182
ranciadas, capilao Francisco Marialany, equipa-
gem 12, carga farinha de trigo, azeite doce, mas-
sas e mais generes ; a Oliveira & Irroaos.
Navios mhidos no dia 25. ,
Santos pelo AssPolaca brasileira S'ossa Senhora
do Cdrmo, meslre Manuel Jos Marlins, em las-
tro.
llambargoBrigae hamburguez Olio, capilao J. P.
Lasen, carea assucar. Passageiros, JoSo Joaquim
Meyere sua senhora, G. Gaenslcv, Anua Bounian
e sua lidia.
espera raed
licia ; ni9
conhecimi^
o caixei
sua labe
ci forw
Sola curtida, meio 150.
, Div
Maulas de 13a, ou eebertore de papa S
Quem os quizer vender aprsenle
ero caria fechada, na secretoria do conselho
ras do dia 28 do corren le mez.
Secretoria o conselho admioislralis
cimento do arsenal de guerra, 20 dr
JoU de Brila Inglez, coronel presid
do Pereira do Carino Jnior, vgal e secre1
O quarto balalhao d arlljara
contratar para as pracas do mesmo batalhiU
sainte semesti
manteiga, pSe erde.-carne
bacallmo, azeile doce, vinagre, fcijao, fai
rbz e leirlia, cujos gene/o deverjo s
qualidade; as pessoas que se quizerem prr
nece-los, apresenlem suas prppostas
da na secretaria do hataiho il o d beiro n. 28,
te._ Quarlel da cidade de Olinda*-.: afreguezada,
1854.Malinas Fieira de Aguiar, lente ge
LOTE1
Avisa-ie
Hoj
do actor Costa, com o especiaculo j annunciado, e
que foi transferido por motivo de chuva.
Quarta-feira 28 de Junho de 1854.
BENEFICIO DO ACTO*;
Depois de execnlada a simphonia
CVitLO DE BRONZE,
Rcpresenter-c-ha o magnifico vaudeville em 4
aclos
\ w
ED
O.Illm. Sr. iaspclor da thesouraria provin-
da!, cm ciuMprlmento da resolucao da junto da fa-
zefla*r"nie-ma thesouraria, manda fazer publico.
que nos das 26, 27 e 28 do corrente se ha de arre-
matar a quem por meuos lizer, as impressoes dos
trabalhos das diversas eparlices publicas provinci-
acs avalladas em ris, 3:5300000.
A arromalasao ser feila por lempo de um anno, a
contar do 1^' de jolln ptoxirao vindouro ao lim de
junho de 1855.
As pessoas que se propozerem esto arremntocao
comparecam na sala das sessSes da mesma junto nos
dias cima indicados, pelo meio dia, competentemete
habilitadas.
E para constar se mandn aflixar o presento e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 14 de junho de 1854. O secretorio,
1 Antonio Ferreira iVAnnunciaeao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, cm edmprimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 17 do corrente, manda fazer
publico, que no da 27 de julho prximo vindouro,
vai novamente ii-prirca para ser arrematado a quem
Pelo presente annuucio se faz publico, que o
corpo de polica precisa contratar 900 pares de sapa-
tos : as pessoas que se propozerem, deverao compa-
recer no dia 26 do corrente, pelas 10 horas da: ma-
nhaa, na secretariado mesmo corpo, com suas, pro-
postas om carias fechadas e as competentes amos-
Ifas.
Quarlel do corpo de policaSl de jnnho de 1854.
Bpifanio Borges de Menezes Doria, lenle se-
cretario.,.
Conipanliia brasileira de paquetes de
O vapor brasilciro
Imperatriz, comman-
dante o primer len-
le JosL. Noronlia Tor-
rez3o, deve, chegar dos
porto do norte a 26 do corrente, e seguir para o
do sul ujdia seguinle ao da sua entrada : agencia
na ra do Trapiche n. 40, segundo andar.
Administrado do patrimonio dos or-
phaos.
Peranle a administrarlo do patrimonio dos or-
phoos se ha de arrematar a quem por menos fizer o
fomccimeBto dos medicamentos para o collegio do
orphaos por lempo de um anno, que ha de ter prin-
cipio dn 1. de jdlho proxjmo futuro ao Irm de junho
de 1855': as pessoas que se propozarem fazer o di-
to fornecimento podero comparecer na casa das
sesses da mesma administraran nos dias 16, 23 e
30 do corrento mez pelas 12 horas da manhaa.Se-
oretaria da. administraran do patrimonio d^s or-
phaos, 9 de junho de 1854.Antonio Jos de Oli-
veira.
Companhia brasileira de paquetes de
vapor.
Ftea designado d'ora cm diante o din da chegada
dos vapores a este porto, para se engajar a carga ou
encommendas que se poder receber: al o meio-dia
seguinte deverao os remllenles ter acabado osseus
embarques, e a essa hora apresentaro o despachos
na agencia legalmenle formalisados, romo exige o
consulado geral, para a organisacao dos manifest
qae devem arompanhar o paquete. Por carga fica
entendido, ser objeclos sujetes a direilos, e por
encommeudas os pequeo volBmes de prodcelo
nacional. io dia da sabida do paquete smente se
admiltlr passageiros e diuheiro a frele, e nada mais
sem excepeSo alguma at duas horas antes da mar-
cada para a saluda do vapor. Recife, ra do Trapi-
che n. 40, segundo andar, 13 de Janeiro de 1854.
Por ordem do Exm. Sr. presidente da provin-
cia se- faz publico, que esta aberto a matricula da
auto de desenlio do Lyceu. Directora do Lyceu 17
de junho do 1854.O amanuense,
Na prxima audiencia do Illm. Sr. Dr. juiz dos
feitos da fazenda, por execucoes da fazenda provin-
cial, arrematam-se os seguintes bens por terem de-
corrido o pregues do estylo : por venda, a- parte que
tocou a mesma fazenda no sitio da Iravessa do Boi.
que foi da fallecida Rosa Francisca Regadas .para pa-
gamento de sello de heranea cm rs. 2440730 ; idem,
a arraacao c oulros objeclos da loja de alfaiale da ra
Nova, penhorados a Carlos Gellaio avahados por rs.
1500000 ; por arrcndamenlo annuat e pela quantia
de 1250000irs., o sobrado n. 26 das Cinco Ponas,
penhorado a Joflo Joaquim de Figueircdu ; idem, o
sitio di fallecida llosa Francisca Regada, cima de-
clarado, por 2505000 rs.; por venda a casa terrea de
laipa u. 6, ra de Joao Feruandes Vieira por 6O5OOO
rs., penhorada a Joao Evangelista da Cosa o Silva ;
idem, a cass terrea n. 67 na ra do Molocolomb dos
Afogados por 900000 rs., penhorada a Antonio Joa-
quina de Mello: qnem quizer tancar em ditos bens
compreos na sata das audiencias.
Sgiiir-se-Ii
sollo inglez, da usado em figura de
Dar fim ao espectculo a muilo engracada co-
media do Sr. Peona, em <3 actos:
0 IMFICO,
Os i ntervallos dos actos serao preeudiidos com as
seguintes pecas de msica :
jt. Gemma de Virgy. II. Quadrilha brasileira.
III. Mudado Porticci.IV. Batolha deAlmos-
ter.V. Partida do Marioheiro.
O beneficiado escolheu este espectecnlo para po-
der, afllanrar ao respeitavel publico urna bella
escolha, preferiudo-o a. qnalqucr drama novo, que
j'miais poderia ir bem ensaiado, por falto' de lem-
po necessario na concluso da aclual empreza.
Sendo esto a primcira'.'vez que o beneficiado recor-
re a aenerosa proleccao do Uluslrado publico desta
capital, espera d* mesmo seu coslumado acolhi-
men'lo.
Os bilhetos acham-se venda cm casa do bene-
ficiado, ra de Santa Isabel 11. 9, e no dia do es-
pectculo, no esrriplorio do Theairo.
Principiar s 8 horas.
o dia
golo.
listas.
AVISOS MAHITIMOS
eos
dito!
(Veiou.
do me:
assim como
zoareia.
Ha
sendo un
prio para
tar na rw"
- Alij
da ni:
grande e<
por t
na. mejsmu
Aluga-*e
deiro,
commeud
pretenden
rio n. 7.
Para o Para' segu hestes dias a es-
cuna nacional Titania: para o resto
da carga trata-se cora os consignat
Antonio de Alraeida.Gomes & Companhia,
na ra do Trapiche Novo n. 16, segundo
andar.
PARA'.
Escuna Sociedade Feliz, capito e pratico Joa-
quim AntonioGoncalve* Santos, sgue no dia 25 do
corrente: para o resto da carga e passageiros trata-
se com Caelano Cyriaco da C. M. ao lado do Corpo
Sanio, loja n. 25. /
' ABACATV.
Patacho Santa Cruz, segu no dia 30 do cor-
rente, recebe carga e passageiros; Irala-se com Cy-
riaco da C. II., ao lado do Corpo Sanio, teja n.25.
Para Lisboa segu viacem jmprclerivelmenle
at'II do prximo mexde julhp, a barca portngue-
za Gratidao: quem na-mesma quier carregar ou
ir de pssagem, para o que tem superiores commo-
dos, eiitciida-sc com os coosianalarios Thumaz de
Aquino Fonseca &. filh na ra do Vigaro 11. 19
prmeiro andar, ou-com o capito Antonio Alves
Pdrozo, na praca.-
PARAQCEARA,
vai seguir uestes oto das, a escuna S. Jos, per
ter engajado quasi lodo o seu carregamenlo: para o
reste passageiros trala-so na ra da Cruz do Re-
cite n. 33;eni casa detuiz Jos de S Araujo.
LEILO'ES.
LEILAO' DE MASSAS.
Terra-eira, -21 do corrente, as 11 lio-
ras da manlia, no caesdaali'andega, liti-
vea' JfiHao de superiores masas, recen-
temente chegadas a esle porto, que se
venderao por jalqoer preco, e em lotes
a vontade dos compradores.
AVISOS DIVERSOS.
0,Sr, Gamillo Auguxtq Ferreira da
^e e
LSa^Brpre-
commooo.

palos a^
muilo- o
en muito
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
A. 2(1:000^000
Na casa Felit dos quatro cantos da roa do QniV
mado n. 20, eslao venda os mui
Ihetes, meio. quarloS, oiavos e
lotera deSanta Calharina, cuja I
ir pete vapor do dia.'-:
se vende cautelas d
casiao para tirar os 1
OBerece-se ama ama para lodo o servieo
casa excepte engommar, e lambem faz compra-
rua : quem quizer anni:
Guilherme Southall. socio da cata da R
Melln S Companhia, 1 ^e">
soalmente de todas as 1 ja amiude palft
brevdade com que se ra Inglaterra ;
vapor inglez a Severn o faz pelo presente, oflere-
cendo a lodos seu presumo aondo quer que se
achar.
Roga-se a pessoa qae achou 3 denles arliSciaes
engastailo. na frente da loja do Sr. I.ima -barbeiro,
na ruada Cruzes, os queira entregar na mesma, vis-
to nao ervirem para oulra pessoa, que ser recom-
pensado generosam
As pessoa qud compraram o Diario que trpu-
xe o regaiameuto do cemiterio, querendo (roca-lo
pelo mesmo regulamenlo em folheln, pndem man-
dar a livtaria n. (i e 8 da prara da Independencia.
Dcscncaminhou-se urna letlra da quanlia de
6:0209000, aceita em 9 de fevereiru-do corrate an-
V 110, pelo Sr. Salvador de Lucio Cunha, da cidade do
Ico, ao abaixo assignado; e como possa utitisarao
mesmo abaixo assignadn, pois que qualquer tran-
saccao-jM QMHL mesma lellra seja teila, desde ja
protestar pois qne he milla; roga-se prtenlo a qual-
quer pessoa que a lenha adiado, que faca favor fn^
iregar na ra Nova n. 20, que ser recompensado.
./o Precisa-se de um pequeo que se queira *'
car a botica, e que de fiador a saa conducs '
lar na ra Nova n. 53.


Precisa-je de um liom meslre de grammalita
da lingua nacional para encinar a um menina em
casa particular: na rna Nova sobrado u, C9, pri-
meiro andar.
DIARIO OE PERNAMBUCO, SEGUNDA FEIRA 26 OE JUNHO DE 1854."
hf. ''-
t
Na botica da rua larga-do Rosarlo
n. 56, de Kartholomeu F. de Souza, vert-
dem-se pilulas vegetaes verdadeira, arro-
be l'aliecteur verdadeiro, salsa de Sands
verdadeira, vermfugo ingle/, (emvidro)
verdadelro.Vidros de hocc larga com ro-
llia de 1 at 12 librase annunciante af-
nanca a queminteressar possa a veracida-
de dos medicamentos cima, vendidos em
sua botica
HOMEOPATHIA.
0 Dr. Casanova, medico francer., d con-
sullas ledos os dias no scu consultorio
RlADASfRIJZESN.28.
' fo mesmo consultorio acha-se i venda um
grande sortimento de carleiras de lodos os
fk lamanhos por precos commodissimos. ,
5 CIHCO MIL RIS.
ISk 1 carteira com 24 tubos a escolta.
1 tubo grande de globutosavuls. 500
1 dito mediano...... 400
I dilo pequero...... 309 !
\, tica de tintura a escolha 18000
Elementos de homeopalhia 2 voluntes 2."
ediccao..........5000
Palhogenesia dos medicamentos '
brasileirosl volume......29000 M
^ Tratado das molestias venenas
W nafa se tratar a si mesmo. i000
w$$ sssssss $$$
C. STARR &C.
respeilosameote annunciam que no sea extenso es
tabelcciinento em Sanio ^fharo, continua a fabricar
com a maior perfeicao epromplidao.toda a qualidade
de macliinisino para o us da agricultura, navega-
cao -e manufactura, e que para maior coinmodo de
seus numerosos frageles e do publico em geral, tein
iberio em irm dos grandes armazens do Sr. Mesqui-
ta na ra do Brutn, atrai do arsenal de mariuha.
1
m
m

le
DEPOSITO DB MACHINAS
construidas no dito sen eslabelecimcnlu.
senario os compradores um completo sorli-
mento de moendas de canoa, com lodos os melho-
ramentos (alguns iletles novos eoriginacs) de que a
experiencia de muitos annos lem mostrado a neces-
. sdade. Machinas de vapor de baixa e alia presso,
taixas de todo taraauho, lauto batidas como fundidas,
cjrrQS.de mao e ditos para couduzir formas de assu-
car, machinas para moer mandioca, prensas para di-
lo, fornos de ferro batido para farinha, arados de
ierro da mais approvada construeco, fundos para
alambiques, crivos e portas para fonialhas, e urna
nQnidade de obras de ferro, que seria enfadenho
enumerar. No mesmo deposilo existe urna pessoa
intelligenlc c liabililada para rltebcr lods as e-
rommeodas, ele, ele, que os aniiunciaiiles contan-
do comacapacidadedesuas onicinas e machinismo,
* pericia de seos ofliciaes, se comprometiera a fazer
exceular, com a maior prestoufipatfeico, e exacta
conformidade ----, -iiMtTil desenlise ujtojei-
oe que lhe ;
Antonio Agriplno Xavier de Brito'
Dr. em medicina pela aculdade
medica da Bal i a, reside na ra Nova
n. (i7, primeiro andar, onde pode
ser procurado a quaiquer hora para
o exerclciote sna profissuo.
""*:w*aBBeBB
a-rs.e .te urna escrava para o servico
urna casa de pouca familia : na ra do Hospicio 3
casa nova i dircila depoisdepassar o qnarlel.
# DENTISTA FRANCEZ.
$g Paulo (aignoui, estabelecido na ra larga
i'1 Rosario n. 36, segnndo andar, colloca den- $
les com gengivas artificiaos, e dentadura com- &
$ pela, oh parte della, com a presso do ar.
$ Tambem tem para vender agua dentifricedo ag)
Dr. Pierre, e p para denles. Rna. larga do es
% Rosario n. 30 segundo andar. fk
&@3 e @ $@@ &@ .$>
Convida-se pelo prsenle a Jo.io Ferreira Lei-
le, qne-se presume eslar actualmente em Cariri-Ve-
lho, provincia da Baraliiba, filho do velho Pedro
Ferreira I.eite, hroes bem conhecidos na comarca
de Bonito desla provincia, para que venha quanlo
aule satisfazer a quanlia de. rs. 200000, constante
de urna leltra que aceitou no.dia Z de abril do cr-
ranle anno, nesta comarca de Garanhuns, a przo
de 23 das, em favor de quem elle bem sabe : se o
nao lizer com brevidadese far publico todo esse ne-
gocio, que he sobremodo desairoso ao dito Leite.
Precisa-sede urna preta escrava, que czinheo
faca lodo maisservicodeuma casa de pequea fa-
milia, paga-se bem : na ra da Cadeia do Recife
n. 23.
"Ofbaixo assignado por lie por parle de seus
irmaus Honorio Telles Furlado e JoaoTeHes Furia-
do, moradores lodos nesta comarca de Garanhuns,
previnem pelo preseule ao publico desla provincia e
lirailrophes, para qne de nenhuma frma negociem
com a madrasta dos mesmos, a Sra. Mara de San-
ia Anua Leile Furlado, a resucito do dominio de
urna escrava parda, deoome Sabina, quesoacha em
poder da dita senhora, no valor de cuja escrava lem
os annuncianles suas colas-parles, que em inventa-
rio por fallecimento do pai commum, Ibes cnube; e
pira evitarem quaiquer fraude ou pretexto de igno-
rancia, fazem o prsenle. Villa de Garanhuns9 de
unho de 185*.Jo.e Telles Furtado.
puenf precisar alugar um escravo prelo, para
o servicn de casa e ra, c para quaiquer armazem,
capalaxia, trapiche e prensa, diriji-se a quaiquer
hora do da ra da Soledad, logo ao sabir para o
Manguinho, no ailio dos 4 lees, qne achara com
quem tratar.
PASSAPORTE PARA PAIZES ESTRANGEIROS.
Na ruada Cadeia do Recife n. 3, primeiro andar,
_ liram-se pasaportes para os estrangeiros que quize-
rem viaiar dentro e fura do imperio : promette-se
promplidao e commodidade da preco.
Jos Valeiilim da Silva, bem conhecido por
ensinar latim ha. 18 anuos, lembra a quem convier,
Siie asua aula oxisle aberta na ra da Alegra,.na
oa-Visla n. 38, onde recebe por preco commodo
alumnos externos, pensionistas e meios pensionistas,'
dando ptimo Iralamenlo, e lendo oa'pensiouislas
a.vantagem de.alm do lalm.aprenderem tambem o
rraucez sem que seus pas paguem mais cousa alja-
ma por este ensino. O piofessor adverte que elle
lem provisSo passada pelo governo da provincia.
fl

. ICAS OBRAS
' DE OliROr
rabaito assignado, donns da nova loja de
| ourives da ruado Cabugq n. 11, confronte ao
paleo da matriz e raa Nova, frnqueiam ao
PPb'iro em geral um bello e variado sorli-
| mnto de obras de ouro de muilobons gos-
los e preto que n3o desagradarlo a quem
queira comprar ; os mesmos se obrigam por
; quaiquer obra que vendereni a passar urna
l*"ia com responsahilidade, especificando a
SQualidade do odre de 14 ou. 18 quilates, fi-
I cando assini sujeilos por quaiquer riuvidi que
rpparcer.Serajim (Irmao______
AVISO AO COMMERCIO.
Maooel & Villan lem a honra do participar aos
Srs. legislas, que.se achara sempre na sun fabrica,
rea' da Cruz o. 50, um esplendido sortimento de
chapeos de sol para homens e senhoras, lano de
^V>n de panno, os quaes vendem-se era porc,ao
MHTna duzia para cima, e por prejos mdicos.
Blerchans & Commission Agents.
Sunex Street Norti.
Near Erskine Street.
Sydny.
N. S/Wales.
naoat
J. J. PACHECO.
NEW ANDELEGANTDAGERREAN
GALLERY.
rceiro_JhloT; chrjstalo-
allria enriquecida de
.lieos qunilro dourados c
alabastro, primorosas caitas
e lindas cassolelas, alfinetes e
anneis. Tirante relralos qo'er esteja o tempo claro
ou escuro. O respciUvel publico he convidado i vi-
f^ro eslabelecimenlo, embora nao queira retratar-
se : aterro da Boa-Vista n. 4, lercciro andar.
Loterias da provincia.
- O Ihcsoureiro Francisco Antonio d'OIiveira, aviaa
ao respcitavel publico, que acham-se venda os bi-
lliecsda2.parje Ja 5. loleria da matriz da Boa-
visla, na Hiesouraria das loteras desta provincia, na
ra .lo Collegio n. 15 ; na 4>raea da Independencia
iVc ,orln ra do Queimodp loja n.
iu do Sr. Luiz Antonio Pereira, na ra do Livra-
mento botica do Sr. Chagas.ena praca da Boa-Visla
oja de cera do Sr. Pedro Ignacio Baptisla. O mesmo
lliesoureiro, espera a eoadjuvasSo do respaila el pa-
lmeo, e aflirma que no dia 14 de julho correrSo im-
preteriYelmente as rodas da sooredila loloria.
- r~ A .irflor do collegio da Conceicao, fondado
a i-rua de Almas; no sitio da Piedade-, lembra a lu-
das as pessuasque se dignaram escolhe-lo para edu-
cacao de suas rilhai, que no 1. de julho prximo vin-
aouro se abre dilo colfesio, podeudo dous dias an-
tes remeller-seos trastes exigidos pelos estatutos. A
abertura do cottegio se fara das 5 horas da tarde em
liante. As meninas que tiverem de entrar devero"
He acto, anda que lenham de- vollar por
para sois casas.
Jiereza Alexandrina de Souza Bandeira, ,
professora particular de primeiras lellras, cos-^
( turase varios bordados, eslabelece era sua <
9 aula os dous ensinos de grammalica porlu- i
gueza e msica havendo alli mesmo um pia- <
n. desuado ao esludo das aprendizes: a |
qaem convier, dirija-se ao paleo do Paraizo (
segundo andar unido i igreja.

310 PRELADO
OC^aLPAIRlARCHA BE LISBOA
cha ggSSSiA? M bras "'*'*' e sabio JSo' o cardeal p^.
^iSS^^^^^^^^'v^^ relvame servico leltra, patrias,
wendopelacas.i4adeeTS,d^tvirnM,Um e,e.r,p,?r r.ccc"le- que ,an, nmc '^
callo das glorias nacionaes, amor e caldado ^l&J'-"PW^Dcia do assumptos, e pelo fervoroso
Mesmo qaando osticos do sanaue /?? ^ "" ,">? *,.alriol,c e "'lelleclnal.
dejado, oMno obrigaS a empegar nesU ^ TS^'^M l"?" de um Temoso e
leratur, contempornea cm Uto w. "S.i^^^f0,' a 'da de pugintad. IJ
M^u^bnaVrdoricVr^,trr.rrir^^^^ uas ,verea8 provinciasdo
nada, ou corre avulsa erabroclTprTs^esmpida. r^r .rSi 1T,T,.9 qua.' rRnaramn,e foi desl-
a luz em peridicos lilKyaros cuja pTlSe^o,, mS^^n daIa,s,mla corporaco, ou emfim vio
ra?lo de todos os escriplo, na cllecco Sbras^nm^i I" i *U,lr' p8ra a ""Pt eneorpo-
uadas sciencias, que limbrou po\:E,modl m atoS.1 ^* a .caucoa Pr<"P'a acquiesccncia da acade-
illustrado cio, qe te,e a hor.fdem"' Z?pX&"ffi .^J pr0Va de -WSSo pelo
redu^^T^ti^:^^^^^^^
cao principiar peUs-memoriis Wicas^nr'.!a"h.,,ol.08lcos>.e d? ">" "Tos ramos. A publica-
nerentes pontos bhloriXiri^l^alrX?!^,^;^ P"">. Hame o. esludos e ensaios so-
segumtes, se a edicoobliver a a7eUaATauPse IJ.i ag '' Succ<,s"vamenle continuarlo a sabir os
pilri, formando (qnaot "S ??^'lso",ea,ra de mercccr aos cultores I lellras e glorias
caicnlar-se) nma sene de onze a doze tomos de oitavo francez, c 400 pa-
cou^j ^rvTKistto^^ : Rebela da.Sva, e de urna
^ aA^n.-.paraacolIeccao coa?p.elaUo^So1eNorr3^^ 31, primea
Recode cada vo.ume por assignalura......... i9200 rs. forle,
cy&t^H^^ Sda-
trabamos nao scrSo vendidos em separado.
or
IT
LTORIO DOS POBRES.
manhifa al o meio d
Offi
quer mull

nmancas 0 permitiam ^r ao meXo"'"V ""'
SO COipiHO j)0 BR. p. A. LOBO H0SC0Z0.
25
M VEWDE^SE O SEC E :
"voio^e'ntd^ado, eGm L!^' ^'"^ em "rt"? "el *< <
r^^^^SrV^Z^tS^ Ja ^pV^' in',eressa a '^ -^S
^? "teMMto^mwZ tetn^r*'?JT a" PrPcl0Sse wnvencerem da verdade da
eos: mteressa acodos os capitesde" avio nZn%? a r <"'C e"a ,oae dos recursu9 edl-
^,^q^qertae|BdoMnouJM,rilP/Sn, d?,Mr""' ou '"le ler precisan de
_ pen.ve. *. Pe=ut fa^.SJ5H* di,
dis-
SJtOOO
49000
409000
4.59000
500000
09000
1009000
pensil pessoas que q .eVem d'a^lo'csTl0^' P',^,naci,
t'ma careirai e2i tubos "ran,t.rt.r. """""Ulo de medicina .
rio do, tormo, f mberc1nadeer!c.,8SetoOC,"',S,,alCOm ,na,,ual dul>r- '^e odiecten.
' a .cum "* mesmos livros. ............
Dita He 48 com di(o.............
D,.aCd^oM,?CrnfZo.!'nl:ar t ^"'^'-e-.iiur. ndispeusaveis.uescal.a:
Dita de 144 com ditos ....'".............y .
sao^acompauhadas de 6*vidros de lintu'ras" n escolh........
SS'S^ t-~. iWtfc oabalimemodelOOOOrs. em qua,-
^d?4laiS.lU^nen0Spa"a,^a- V..... '
l'nbos grandes avolsos .'.'.''..............'. .' iSJSn
Vidros de n.eiaonCa de linlura .' .' .' "................' I)o0
S5S??^,S^^ mW S5
^. mela Je dauI,crioridade d u. medicamentos ,e"' ma'4 hem "'"^o fisf l nin-
--PU-, qua,quer SS^^.StBLtsfi^^
^nV
Aluga-sc urna prcla, que sabe cozinhar c lavar :
na ra Direila casa n. 23, primeiro andar.' .
Precisa-se alugar urna ama para o servico de
urna so pessoa, paga-se bem, pordelrazda matriz de
Santo Antonio n. 28, primeiro andar..
Mannel ias Fernaudes faz scicnle ao publico,
que pretende relirar-sc desla eidade com sua senho-
ra e urna lilha, para a eidade do Porto, a Ualar de
sua saude, e durante a sua ausencia deixa por seus
procuradores, era primeiro lugar a sen cunhado Fir-
raino Moreira da Cosa, que fica aulorisado para
tratar de todo o gyrode sua casa, alm do qual, fi-
cam mais tres prucuradores com os meamos poderes,
pata na ausencia ou impedimento do dilo sen cunha-
do, licarem encarregados do referido gyro ; assira
como deixa por seusprocuradpres para Iralarem
di quaesquer queslOes judiciaes ao Sr. Dr. Braz
l lorenliuo Hehriques de Souza, e solicitador Flix
Francisco de Souza Masalhaes.
Homceopathia.
CLNICA ESPEtlAL DAS MO- X
LESTIAS NERVOSAS.
Hysteria, epilepsia ou gota co-';
ral, rlieumatismo, gota, paraly- w
sla, defeitos da falla, do ouvido e W
T, dos ollitS, melancola, ceplialalgia ($
0) ou dores de cabera, enchaqueca-, f^
"^ dores e tudo mais que o povo co- M
I nhece pelo nome genrico de ner- &
) voso" (Ai
As molestias nervosas requerem militas ve- ^>
I zes, alm dos medicamentos, o emurego de (Si
I outrus meios, que despertem oo abaiam a 2
sensibilidade. Estes meios possuo en ago- w9
I ra, e os ponbo a disposioao do publico. ^h
Consullas lodos os dias (do graca para os X
pobres), desde sg9 horas da manhaa. al
I as diias da larde, ra de S. Francisco (Man- &
do-Novo, n. 68 A.Dr. Sabino Olegario J?
' iMdgero Pinho.
LOTERA DA MATRIZ DA ROA-VISTA
AOS 10:000s 4:000S E l:000s000 rs.
O cautelista Salusliano de Aquiuo Ferreira avi-
sa ao rcspeitavel publico, que as rodas da mesma lo-
leria, tem osea impreterivel andamento no da 14
le julho do rorrete, em virludedo annuncio publi-
cado no Diario de Pen/ambuco den de junlio n.
131, pelo Ihcsoureiro o Sr. Francisco Antonio de
OMveira. Os seus afortunados bilhetes e cautelas es-
to cxposlos i venda as lojas seguinles: ruada Ca-
deia do Recife n. 45, de Jos Fortunato dos Santos
Porto ; na pracs-da Independencia u. 4, de Fortu-
nato Pereira da Fonscca Bastos, ns. 37 e 39, de An-
tonio Augusto dos Saulos Porto; ra do Queima-
don.44, loja defazendasde Bernardino Jos Mon-
teiro & C. ; ra do l.ivramenlo botica ill Francisco
Antonio das Chagas ; ra doC.ibug.-i Iwtica de Mo-
reira (S Fnguso ; ra Nova n; 16, loja de fazendas
de Jos Luiz Pereira* Filho; Boa-Visla toja de ce-
ra de Pedro Ignacio Baplista. Paga sob sua reapon-
sabilidade os tres premios grandes sem o descont de
8 por rento do imposlo geral.
Bilhetes 11JS000 .
Meios 5J5O0
29800
19300
700
Qaarlos
Decimos
Vigsimos
10:0009000
5:0009000
8
500000
Piclures iaken al Hhis Ett?
nient Warranted loire sa-
rsfactior n. 4, aterrar "da Boa-
Visla.
5 rJ?r\ lo3 Aoaor"> Beztrado^lenezes,
fonad**nmediciuapela faculdadeda Ba-
hujftjnercce seus preslimos ao rcspeitavel pu- (Js*
Tilico dcsta capital, podeudo ser procurado a ~
quaiquer hora em sua casa ra Nova n. 19,
seguudo andar: o mesmo se presla a curar
" gratuitamente aos pobres. .
ATERRO DA BOA-VISTA N. 48.
Aos 10:000^000.
O cautelista da casa da Fama do aterro da Boa-
Visla n. 48, Antonio da Silva Guimaraes, avisa aos
seus freguezes, que tem exposloj venda as suas
afortunadas cautelas da segunda parle da quinta lo-
tera da matriz da Boa-Vista, e espera que dcsta vez
venda a orle grande, como succedeu cora a do l.i-
vramenlo.
Quarlos 25800
Decimos 19300
Vigsimos 700
THESOUBO HOMEOPATHIGO
1 o;
VADE-HEGUl^DO HOMEOPATIIA
DR. S. O. LUDGERO PINHO.
I Ra de 8. Francisco (mundo noto) n. 68 A.
FRAGMENTO DEUMA CARTA.
Foi assasacolliidoe saboreado aqoi oThe-
; souro liomeopathico; os curiosos nao po-
\ dem deixar.de render a V. s. muitos agra-
; decimentos pela publicaran de IKo importante
I obra, a melhor sem duvid nenhuma, das
\ que lem apparecido, etc. etc. etc.
Engeoho Guerra 1. de junho de 1854.
Jote Antonio Pires Falcao.
O abaixo assignado leudo ja escriplo aos
guintes senhores, e nao tendo rercbidoresposla, re-
corre a esle meio para Ibes rogar que, quando vie-
rem a esta praca, queiram entender-se com o abai-
xo assignado, pois he negocio que Ihes interessa.
Sr. Antonio Jos Pereira, -enhor do encenho Souza,
em Agua-PrelaSr. Joao Florentino Cavalcanli de
Albuqoerque.senhor do engenho Jussari.Sr.Fran-
cisco de Amonm Lima, e Jo3o Cavalcanli de Al-
huquerque ; moradores em Sanio Aniao. Sr. An-
tonio Jos Vaz Salgado, morador na Villa do Cabo.
Sr. Jo3o Francisco de Atlayde, morador no Paco
do Camaragibe. Sr. Francisco J_Antuncs, mora-
dor na Gamella da Barra Grande., iernambuco 20
de junho de 1854. J. ,J. Tasso J\
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
ta, rna do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, linas e grossa's, por
precos mais baixos do queemou-
tra quaiquer parte, tanto em por- |
tjoes, como ajretalht), amanendo-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabeleclmnto,
ahrio-se de combinacao com a
maior parteadas casas commerclaes
ingleza8, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, e por
isto oilerecendo elle maiores van-
tagens do qne outixi quaiquer ; o
proprietrio deste importante es-^
tabeleclmento convida a' todos os
-seus patricios, eao publico em ge-
ral, para que venbam (a' bem os
seus nteresses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos &Rolim.
Na ruado Livramento n. 26, lem urna pessoa
que'se propOe a administrar engenlio, por ler disto
bastante ortica, d conliecimeuto de aun conducta,
e mesmo indicar para ser informado das pessoas a
quem lem servido de'lal prolissAo. Na mesma casa
ha urna boa escrava e de oplima conducta para se
vender, de 30 anuos; das 7 as 9 horas da manhaa, e
de 1 hora da tarde em diante.
Maria Joaquina da Silva Mascarenhas roga aos
credores do seu fallecido, marid:'o mjor Luiz An -
Ionio Alves Mascarenhas, se dignen) comparecer em
sua casa, na travssa do Padre n. 4, no dia 30 do
correnle, pelas 10 horas do .lia, para tomrera co-
nhecimento do estado da sua casa e dos bens que lhe
deixou seu finado marido, alirn de deliberarem como
entenderem.
COMPRAS.
Compra-so 400 a 500 lelhas usadas : na ra
Nova n. 1.
Compra-se nm papagaio contrafeito, sendo
mnito bonito e fallador, paga-se bem : na ra das
Triiicheirag n. 50, 2. andar.
Compra-se urna escrava prela, anda moca,
bem parecida, sem molestia uem vicio algum, eque
se venda poralguma outra circunstancia, que siiba
coser, engommar. lavar e cozinhar o diario, e sirva
nra rasa e ma : quem a liver, dirija-se a quaiquer
ra do dia ra da Soled ule. logo ao sahir para o
Manguind, no ailio dol 4 IeOes, que achara com
quem tratar.
Na ra do Trapiche n. 14 primeiro andar, com-
pram-se.acc.oes do banco e da companhia de Be-
bcribe.
Compra-se prata brasileira e hespa-
nhola : na ra da Cadeia do Recife n.
24, loja de cambio.
Compram-seeseravosde ambos os sexos, assim
como recebem-sc para vender era commissao: na ra
Direila u. 3. .
Compra-se effectivlmente hron/e, lalo e co-
bre velho : no deposilo da fundidlo d'Aurera, na
ra do Brum, logo na entrada n. 28,. 8 na raesma
fundirao em S. Amaro.
VENDAS.
.MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companbia
em Santo Amaro, acba-se para vender
moendas de carinas todas de ferro, de um
modello e construccao muito superiores.
ARADOS DE FERRO.
fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acba-se para vender ara-
dos de ferro de '-irior qualidade.
TAIXAS DE FEliRg,^-*^
Na fundicao' d'Aurera ,em Santo
Amaro, e tambem^-no DEPOSITO na
ra do Brum log na entrada, e defron
te do^Ajseal de -Maiinlia ba' sempre
grande sortimento de taiebas tanto
e fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
existem quindastes, para carregar ca-
noas, ou cairos lvres de despeza. Os
pretjos sao'- os mais commodos.
Falitos Irancezes.
Vcndem-sc palitos francezes de hrim de li-
nho e brelanha a 3500, iJWOO; ditos de alpa-
ca prelos c de cores, a SSOOO ditos ile panno
fino prelo e de cores a 14, 16,183000; ludo
de ultima moda bem acabados; na ra No-
va loja de fazendas n. 16 de jse Luiz Perei-
ra & Filho.
Vende-se jima taberui ni ra dosAssoguinho n.
'"..com muito pnuro fundo, quem quizer Comprar
dirija-se a dita taberna que achara com quem tratar.
Vende-se um negro de bonito figura com of-
Ticio de ser muito hom pescador, e ha para lodo
servico no caes do Ramos u. 2 armazem.
Vendem-sc cobertores de alzodan grandes a
640, e pequejios a 560: na rna do Crespo d. 12.
S COBTES DE CUITAS A Jg02(K
Continua-se a vender cortes de chita de co- o*
@ res fixas a seis patacas cada corte: na loja do
@ sobrado araarello nos qualro cantos da ra do
S Qucimado n. 29.
Vendem-se em casa de S. P. Jobns
ton & C, na ra de Senzalla Nova n. 42.
Linbo do Porto superior engarrafado.
Sellins inglezes.
Reloglos de ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
Farello emsaccas de 5 arrobas.
Fornode farinha. *
Candelabros e candieiros brozeado.
Despencel'ra de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em folha para forro.
Cobre de forro.
TYPOGRAPHIA.
Na ru das Flores n. 37 primeiro andar, vende-
se urna typographia nova com todos seus pertences.
Navalbas a contento e tesouras.
Na ra da Cadeia do Recite n. 48, primeiro an-
dar, escriptorio de Augusto C. de Abreu, continu-
am-e a vender a 88000 rs. o par preco fio) as ja
bem conhecidas e afamadas navalbas de barba fcilaa
pelo hbil fabricante que foi premiado na expsito
de Londrsj as quaes alm de duraran extraordina-
namente nao se sentem no rosto na ac^fio de corlar ;
vendem-se com a cohdirao de, nao agradando, pode-
rem os compradores devolve-las al 15 dias depois da
compra, resliluindo-se o importe : na mesma tasa
ha ricas lesoarinhas para unhas feilas pelo mesmo
fabricante.
OITMO VINHO DE COLLARES,
em barris de 7 ero pipa : no escriptorio de Augusto
C. de Abreu, na ra da Cadeia do Recife n. 48, pri-
meiro andar. '
Pianos..
Os amadores da musir acham continuadamente
em casa de Brunti Praeger & Companhia. rna da Cruz
n. 10, um grande sortimento de pianos fortes e fortes
pianos.de difiranles niodellos, boa construcniu e bel-
las vozes, que vendem por mdicos precos; assim co-
mo loda a qualidade de instrumentos para musita.
Vende-se azeite de nabo, clarificado,
proprio para candieiros de mola por ser
muito lino.a l$800rs. a medioa: no ar-
mazem de C. J. Astleydi C, ra do Tra-
piche n. 5.
OLEO DE LTNHACA EM BOTIJAS,
vende-se em a botica de Bartholomeu
Francscr#de Souza, rita larga do Rosario
n 36."
Vende-se manteiga franceza a 400 rs. a libra :
na raa de S. Francisco, esquina do Mundo Novo
n. 68,
~~,iYLe4r!?"*g um bra" balanza de ferro g^aiw
deTooau lo?-^TIioTToTO*AMtomp^!j(iBVa~conclias
c correales de ferro, proprio para quaiquer rmazbm
de assucar ou outros gneros, mais duas canoas de
carreira novas, de 35 palmos de coroprido, dous em-
bonos de cidro e tres paos de louro com 65 palmos
de comprido, proprio* para vergas de navios: os
pretendenles dirijam-se a Antonio Leal de Barros,
na ra do Vigario n. 17.
Vendem-se dnas moradas de casas de taipa, si-
tas na Capulina nova, mnito bem acabadas e novas,
urna muilo propria para negocio, onde j se acha es-
labelecida ums taberna e n outra pai a morada ; ad-
verlindn que sao junlas urna daoulra, e 3o edifica-
das em chaos proprio : para ver, na mesma Capan-
ga a enlender-se com Manoel Sabino da Cosa, e pa-
ra ajuslar, na ra Imperial n.,31.
O 39 A.
Confronte ao Rosario de Santo Antonio vende
em latas e a rea 1 lio novos hiscoitos de Lisboa, a pri-
meira vez viudos a este mercado.
Vende-se para acabar,
ma varea com hem leile: atraz da matriz da Boa
'isla, casa o. 13, por preco commodo.
Na botica central homeopathica, la de S.
Francisco (mondo novo) n: 68 A, vende-se %
por prejo commodissmo onovo manual do
Dr. Jahrtraduzido em porlugaez ; e acom-
@ modado a inlelligcncia do povo.
$* S*@8S@I
SURTES.
O 39 A, confronte ao Bosario em S. Antonio,
vendem-se as mais ricas bailas de estalo para as
noiles de S. Jo3o e S. Pedro qao tem vindo a esta
eidade, c juntamente amendoas a retalho e em fras-
cos.
Vende-se manteiga ingleza nova, para bolos de
S. Antonio eS. Joao, 480 e 640, e cartas de .tri-
ques fortes a 140 : no pateo do Carmo esquina da
ra de Horlas taberna n. 2.
Velas de carnauba.
Vendcm-se caixas de 30 a ,50 libras de superiores
velas de cera de carnauba, fabricadas no Araraty:
no armazem de couro e sola, ra da Cruz n. 15.
inT ln
BrinT IranqaMo branen de paro linbo, muilo en-,
corpado: ua loja da esquina da, ra do Crespo que
volta para a cadeia.
COBERTORES. '
Vendem-se cobertores detapetea 800 rs.,dilos mul-
to urandes a 19400, ditos brancos com.barra d edr a
19280,colchas brancas com'salpicos a 18000 : ua loja
da ra do Crespo n. 6.
BRIM DE PURO LINDO, PROPRIO PARA
MILITARES.
Vende-se brim de linho brinco muilo encornado
a 500 rs. a vara cortes de cueraira elstica a 49000,
pauno azul para fardas de guarda nacional a 3tf000
e 4*000 o covado, dilo prelo para paul a 3J0X),
4&00O e 49300, lencos de seda de 3 ponas, proprios
para senhora botar pelo hombros a 640 cada um, e
muilo miis fazendas era conla; na roa do Crespo,
loja n. 6.
SANDS.
SALSA PARRILHA.
Vicente Jos de Brito, nico agente em Pernam-
buco de B. J. D. Sands, chimico americano, faz pa-
blico que tem chegado a esta praja urna grande por-
cSo de frascos de salsa parrilha de 9ands, que sao
verdadeiramenle falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acautelar os consu-
midores de la precioso talismn, de cahir ueste
encano, tomando as funestas consequencias que
aempre coslumam trazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mito daquelles, que antepoem
seos inicresses aos malea e estragos da humanidade.
Portantp pede, para que o publico se possa livrar
desla fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recen teniente aqui chega-
da; o annunciante. faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na ra- da Conceicao
do Recife n. 61 ; e, alm do reccituario qne acom-
panha cada frasco, tem embaixo da primeira pagina
seu nome impressu, escachar sua firma em ma-
uscrpto sobre o involtorio impresso do mesmo
jracos. a
Vende-se um cabrioiet com sua competente
coberta earreios, ludo quasi novo; assim como 2
cavallos do mesmo j ensillados e mansos : para ver,
na cocheara do Pedro ao p do arsenal de mariuha, e
para Iratir, na ruado Trapiche Novo n. 14, primei-
ro andar.
Ajado* americanos.
""Vendcm-se 111 111 TilWaMIlTni J ni
limamente dos Estados-Unidos, pel barato
preco de 409OOO rs.cada um : na ruadoTra- @ piche n. 8.
Vende-se o sitio da estrada de Parnameirim,
que perlenceu ao finado Luiz de Mello Albuquer-
que 'Pita: a tratar com Antonio Auguslo di Fonse-
ca. na ra do Trapiche armazens n. 7 e 11, gji com
o Dr. Joaquim de Aquino Fonseca, na ra Nova
n. 14.
Vende-so um prelo, bonita figura, proprio pa-
ra lodo o servico : na ra da Cadeia de Santo Anto-
nio n. 9.
SYSTEMA MEDICO
HOLLOWAY.
PIL11AS IIOLIOWAY.
Esle ineslimavel especifico, roimSosto inleiramen-
te de hervas meJicInaes, nao conlem mercurio, oem
oulra alguma substancia delecterea. Benigno i mais
tenra infancia, e compleicSo mais delicada, lie
igualmente prompto e seguro para desarraigar o
mal na compleirao mais robusto; he inliramenlc
innocente em suas opcraeOes e efleitos; pois busca e
remove as doencas de quaiquer especio e grao, por
mais antigs e lenazes que sejam.
Entre milhares de pesoas caradas com esle reme-
dio, maiUs queja eslavam ns pqrlas da morle, per-
severando em seu uso, conseguiram recobrar a sa-
de e torca, depois de haver tentado intilmente,
todos os outros remedios.
As ufis afUiclas nao devem enlregar-se deses-
perarno: facam ura compclenle ensaio dos eflicazes
eiicilos desla assombrosa medicina, e prestes racu-
perarao o beneficio da aade.
Nao se perca tempo em lomar esse remedio para
quaiquer das seguinles eufermidades:
Accidentes epilpticos.
Precisa-se alugar ama escrava.ifiel, que saiha
hem engommar, coser e fazer mais servico de nma
casa de familia, paga-se hem : na ua Direila n. 131,
por cima da botica do Torres.
Q bacharel formado em malhemali-
| cas, Bernardo Pereirado Carmo Jnior, en-
; sina arilhmelica, algebra e geometra, das
, 4 as 5 e meia horas da larde : na ra Nova
1 obrado n. 56.
D. W. Baynon eirurciiio dentista americano
reside na ra do Trapiche Novo 11, 12.
Casa da afericao, na ra das Aguas-
Verdes n. 25.
O aferidor tu scienle, que o prazo marcado pelo
arl. 14 do regiment municipal para pagamento da
revisad, flnalisa-se no da 30 de junho crrante ; fin-
do o qual estao as pessoa interessadas incursas as
mullas imposlas pelo arl. 2 do til. 11 das posturas
muuicipaes.
Necessila-se de urna escrava ou escravo, que
seja bom cozinheire. e que enlenda de lodo pertn-
cenle a cozinha : no. consulado americano n. 4, rna
do Trapiche, ou no armazem de Davis & Compe-
ndia, ruada Cruz 11. 9. '
Precisa-se contratar por emprenta-
da, a construetjto de urna coberta de te-
na, sobre pilares detijolo bu columnas de
ferro, em um terreno murado, na ra de
Santa Rita prjimo a' Ribeha/pertencen-
te a' companhia brasileira de paquetes de
vapor: quem estiver as circunstancias
de fazer este contrato com as necessarias
garantas, queira apresentar sua proposta
com toda a bicvldade, ao agente da dita
companhia : na ruadoTrapiche n. 48 se-
gundo andar, aonde tambem se dar'
quaiquer esclarecimento. *
J. Jane dentista,
contina rezidir na ra Nova, primeiro andar 11.19.
ft*f*:
U r. Sabino Olegario Ludgero Pinho mu-
Ejedou-se para o palacete da ra de S. Francisco
?.! mundo novo) n. 68 A.
5 t &eett$@@
Alporras.
Ampoias.
Areas (mal d").
Aslhma.
Clicas.
Convulses.
Dbilidade ou exlenai-
Cao.
Debilidade ou falla de
torcas para quaiquer
cousa*
Desinleria.
Dor de garganla.
a de barriga.
a nos rins.
Dureza no venlre.
Eofcrmidades no lijado.
veuereas.
Enxaqueca.
H erisipela.
Febre* biliosas.
inlcrmillentes.
de loda especie.
Gola.
lle'morrhoidas.
llvdropjfia.
Ictericia.
liKligesloes.
IuflimmacOes.
Irregularidades da roens-
IruarHo.
Lombrigas de toda espe-
cie.
-Mal-de-pedra.
Manchas na culis.
Obslruccao de venlre.
Phlhsica ou consumpc.lo
pulmonar.
Relfencao'd'ourina.
Rhcumatismo.
Symptomas segandaros.
Temores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
Ultima moda.
Vendem-se corles do calca de casemira de
cores, padrees da ultima moda e por jnai-
lo menor preco do que em outra quaiquer
parle : na loja do sobradu araarello da raa do
Queimado n. 29.
amada Cruz do Recife n. 33 casadeS
Araujo. vende-se esleirs muito nova* de palha do
Aracaty, chapeos de palha, courinho miudo, cera
amarella, dila d carnauba, tudo para liquidar to-
las e por preco muito commodo.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODA'O
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-se O superior panno de algodao
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de escravos : no escriptorio de Novaes &
Companhia, ra do Trapiche n. 54, pri-
meiro andar.
Vendem-se 4 escravos, i mulato de 20 annos,
i moleque de 17 annos, 1 prela lavadeira e ealgom-
madcira,. 1 pteto de 40 annos o 30 travs de pao dar-
co : na roa larga do Rosario n. 25.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons efleitos ja" experimen-1
tados: na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
ha para vend
Cal branca fraiiceza.
Folha de Flandres.
Estanhoem barra.
Cobre de 28 e 30.
Azeite de Colza.
Oleo de linhaca'em latas de 5 galoes.
Champagne, marca A. C.
Oleados para mesas.
Tapetes de laa para forro desalas.
Formas defolha de ferro, pintadas, pai*
fabrica de assucar.
A90 de Milao sortido.
Lonas da Russia. ,
Lazar iras e ca vi notes.
Papel de paquete, inglez.
Brim de vela, da Russia.
Graxa ingleza de' vernz para arreios.
Arreios para m e dous cavallos, guarne-
cidos de prata e de latao
Chicotes e lampeos para carro e cabrioiet.
Couros d.e viaao de lustre para cobertas.
Cabecadas para montara, para senhora.
Esporas de co prateado.
AOS SENHORES DE ENGENHO.*
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-e a venda, em latas de 10
libras, junto om o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bleber di Companhia, lia ra da
Cruz, n. 4.
ESCOCEZDELAA'ESEDA.
Vende-se escocez'de tea e seda de gos-
tos.os mais modernos, proprio para vesti-
dos de senhora : amado Queimado.
***"7^"u WrTTOXongregacao,
amostras deixando penhor.
Vende-se urna rarroca com o sea rmpeteme
boi: quera quirer negociar, dirija-se a raa do Sebo
sobrado araarello.
QUEIJOS E PRBSUNTQS.
Na ra da Cruz do Recif.no armaiemn. 62. de
Antonio Francisco Martin, se vende os mate aepe-
rinrcs queijos londrinos, presunto para fiambre, ul-
timamenle chegado na barca ingiera Vtfa-
LOTERIA DO RIO DE JANEIRO.
; Acham-se a' venda os bilhetes da lote-
ra-A do Hospital de Caridade de Sania
Catliarlna: as listas se esperam pelo vapor
nacional, ou pelo inglez Lusitania :,
Los premios sao pago a distribuirSo das
Vende-se com eavallot ou tem elle um
carro de 4 rodas com 6 tutimlea. muilo
glorie ecom panes uso, e un lilnurv em
-bom eslado : a fallar na praca da Inde-
pendencia n.1e20.
Chumbo.
Vende-sc chumbo em barra e lencol : no arma-
zem de Eduardo U. Wyalt, ra do Tramen* Novo
11. 18.
__------------------- "'"-ico 111,11 .
Vendem-se estas pilulas 110 eslabelecimenlo eral
de Londres n. 244, Strand, e na loja de todos os
bobeanos, drogula9 c oulras pessoas encarroadas
Hespanl,',' "'" i0i A'"erica '} S,"< Hava,>a'"
Vendem-se as hocctinhaia 800. Cada urna dol-
as conten urna mstruccao em portaguea para ex-
plicar o modo de se usar deslaa pilulas.
.J,!!^08"0 ge7' i-'6 em casa uo Sr- S0". P'iarma-
ceutico, na ruada Craz n. 22, em Pernambuco.
Attencao-
Vende-se nicamente para embarcar,
011 para engenho, tima preta de muito
bonita ligura.de M 25 annos de idade,
com as habilidades seguintes: borda o me-
lhor que he possivel, cose, engomma mui-
to bem, faz toda a qualidade de labyrin-
tho, cozinha o diarlo de urna casa, lava
desabao.e brrela, nao tem molestia nem
achaque de qualidade alguma, e na0 tem
vicio nenluuu, o que se afianca ; o moti-
vo da Venda se dita ao comprador : no
Hospicio, sitio da Sra. viuva Cunhan. 6.
Vendem-se no armazcra n. 7. de Jos Joaquim
Pereira da Mello, 110 caes da alfandego, sacras com
superior farinha de mandioca de Sania Caiharina,
que parece da Muribeca. '*fe
Vendem-se na ra do Collegio, loja de ejica-
decnacao n. 8, as obras seguinles : legislacSo por
Bciilham, loaica por Perrard, geometra por'l.egen-
dre, arilhmelica, algebra e geomelria por Lacroii,
ludo em bom uso e por preco commodo.
Ra do Queimado n. 1.
Pecas de brelanha de linho com 6 varal a 29500,
pecas de cambraia lisa, fina, de 6 varas a 3000, di-
las de dilas, um pouco nmis inferiores, a 2*500, len-
co brancos, cercadura de cor, proprios para meni-
nos, a 100 rs. cada um, casemira prela a 4$500 o
corlo de calca, riscados francezes lixos a 120 o cora-
do, chitas dediflerenles pul roes a "110, corles de meias
caiemiras de cores a 23000. casinetas superiores pa-
ra palitos, de padriies mesclados, a 800 rs. o covado,
corles de calca de brim de linho a I56OO cada ora.
cobertores de alsodSo de duas faces a latOO, lencos
de reiie a 1000, ditos bordado a 1*280, chitos (rln.
>o becco do Carioca vende-se arroz de casca
a 39200 a sacca.
Na roa da Guia n. 9, vende-se nm prelo de
meia idade proprio para engenho ou sitio, por j ler
pratica de euiaila : na mesma casa vende-se chapeos
do Araeaty, esleirs e sapatos. .
Vendemrse superiores ame! xas fran-
cezas ja' bem conhecidas pelas psspas do
bom paladar, em latas de 12 libras: na
ra da Cruz n 26, primeiro andar.
. Vendem-se camisas %ancezas com
aberturas de bretanha dedinho e de ma-
dapolao linissimo, por preco commodo :
na ra d Cruz, n. 26, primeiro an-
dar.
Vendem-se aherturas de linho linis-
simo e de madapolao para camisas : na
ruada Cruz n. 26, primeiro andar.
Vende-se superior chocolate fran-
cez.por preco commodo, chegado ultima-
mente: na ra da Cruz n. 26, primeiro
anda.
Na ra da Cruz n. 26, primeiro an-
dar, tem para vender espingardas fran-
cezas, com dous canos, ja' experimentadas
para caca, e vendem-se por quaiquer pre-
co, agradando ao comprador.
yendem-se Kircche e Abissinthe, de
superior qualidade, por preco comrrodo :
a ra da Cruz n. 26, primeiro an-
dar.
Os amantes da boa pitada, sao con-
vidados a comparecer na ra larga do Ro-
sarlo, loja do Cardeal, para comprare a-
preclar a boa pitada do Roteo fran-
cez.
LOTERA DA MATRIZ DA BOA VISTA.
Casa da Esperanca ra do Quei-
mado n. 61.
Nesta casa est a venda om completo sortimento
de cautelas dcsta loleria. cujas rodas andam no dia
14 de julho.
Na serrara do aterro da Boa Vsla n. 21 anda
resta por vender ma porcao de duzia de laboado
de assoalho da amarello reforcado em grossura, com
mais de dous palmos de largura, costados, cosladi-
nhos e forro, taboas com tres palmos de largura pa-
ra baleflo, dila de angelim com 3 1|2 palmos pira
lemede barcacas, assoalho, forro ludo por precos commodos; a elles antes que se aca-
bem. Pia mesma serraaia se dir quem vende a
melade de urna casa terrea na ra Velha do bairro
da Boa Vista, em chaos foreiros, e rende 8 meu-
saes.
Pechincha.
Chapeos de castor brancos e prelos pelo diminuto
preco de 6& cada um: no armazem de Miguel Car-
neiro, rna do Trapiche.
Vendem-se 9 escravos, sendo 3 molecoles de
idade de 14 18 annos, 1 eseravo de meia idade,
unvlilo de bonita figura, una escrava de idade de
18 annos com principios de habilidade, 3 dilas de
todo o servico : na ra Direila n. 3.
Vende-se uianleiga ingleza de superior quali-
dade .1480 rs. a libra : na ra larca do Rosario la-
berna de 4 portas defronle da igreja n. 39.
No primeiro armazem do becco do Goncnhcs
vende-se um bonito crioulu de 26 annos e de ptima
conducta ; das 9 horas is4 da larde.
No aterro da Boa-Visla n.80, vende-se goroma
para emgommar a 80 rs. a libra.
PECHINCHA.
Vende-se urna taberna muito afreguezada pira a
Ierra epara o matlo, na ra da Praia n.44, muilo
propria para urr. principiante, pois tem muilo pon-
eos fundos ; vende-se por o proprielario nao ecos-
sitar : a tratar com Tasso Irmaos.
Vende-se urna batanea romana com lodos os
seas perlcnces, em bom aso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se i ra da Cruz, armazem n.4.
&
Vendem-se relogios de ouro e prala, mal*
barato de que eoi quaiquer outra parte:
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Chapeos pretos francezes
a carij, os melhores e de forma mais elegante que
tem vindo, e outros de diversas qualidades por me-
nos prejo que em oulra parle : na ra da Cadeia do
Recito, n. 17.
Depoeito da fabrica da Todo* oa Santos na Baha.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber &C., na ra
da Cruz n.' 4, atoodaO trancado d'aquella fabrica,
muito proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Vendem-se em casa de Me. Calmonl 4 Com-
panhia, na praca do Corpo Santn.11, o seguinte:
vinho deMarseilleem caixas de 3 a 6 dorias, linhas
em novellos carreteis, bren- era barrica muilo
grandes, ac de mila6 sortido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Raa da
Sensata nova n. 43.
Neste estabelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para enteenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e eoado, de todos os tamauhos, para
dito.
PECHINCHA PARA OS SUS.
, ARMADORES.
-Na loja da ra do Queimado n. 22, vende-sc se-
Uim azul claro de superior qualidade a 500 rs. o
lovado com pequeo loque de mofo, he para acabar.
HE BARATISSIMO.
Corles de brim de cores de puro linho e padre
modernos a lj7o0 rs., assim como grvalas de se'
tim de cores muilo bonitas a 600 r. dilas de chita
a200rs., venham ver para se capacitar, na loja de
Leopoldo da Silva Queiroz, ra do Queimado n. 22.
CHALES DE ALGODAO MIJITO
BONITOS A i.OOO RS.
Quem os vir compra, ai nda que n3o tenha vonla-
de, na loja de Leopoldo da Silva Queiroz, ra do
Queimado n. 22.
Vende-se os Marlyres Pernambucanos: na pra-
Ca da independenciaioja n. 40.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender- diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
scj'am, qudrilhas, valsas, redowas, scho^
tickes; modinhasj tudo moderniss'tmo ,
chegado do Rio de Janeiro.
CHAMPAGNE.
Vende-se vinho de Champagne da bem acreditada
marca Cmela: no armazem de Palo* Ntnh &
Companhia, ra do Trapiche n. 10.
Na ra do Vigario^. 19 primeiro andar, lem pa-
ra vender-sechapeos de castor braiiooW commodo
preco, .
Acanclade Edwim Haw.
Na rna de Apollo rf. 6, armazem do Me. Calmpn
& Companhia, acha-se constantemente bons sorli-
mentos de taixas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas ineliras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para a rmar em- madei-
ra de todos os lamanhos e modelos 6s mais modernos,
machina horisonlal para vapor com forra de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro estanhado
para casa de purgar, por menos preco que os de co-
bre, esco veus para navios, ferro da uecia, e fo-
lhas de flandres ; ludo por barato prora.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiad dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos : na ra do
Trapiche Novo n. 16.
FARINHA DE MAMHOCXT
[ _Vende-se a melhor farinha do mandioca
I que? ha uo mercado, a bordo do brigue naci-
I nal Inca, c da escuna Y.cloza chegada de S.
Caiharina para porces, no que se fari aba-
le empreco: Irata-se com os consignatarios
no escriptorio da ra da Cruzn. 40, primeiro
andar.
N. B. Para maior vanlagem dos comprado-
! res, pdem diricir-se ao Forte do Mallo e
junio ao Irapiche do algodao chamar para
bordo, que se manda logo o bote tern.
~~i9e*SS888S8
Vende-se feijao mulatinho muito
novo em saccas grandes, no armazem de
Jos Joaquim Pereira de Mello.no Caes
d'Alfandega n. 7 a'tratar no mesmo, ou
cetas largas a 210 o cvado7e"oui'ras muit'asfa'zcu- co,u Joaquim Plnheiro Jacome. na tra-
das por barato preco.
Ivessa da J|adre de Dos armazem n. 9.
Velas de.carnauba.
Na ra da Crux n. 15, segundo andar, vendem-se
velas de caruauba, puras e compostas, feilas no Ara-
caty, por menoa preco do que em oulra qnalquer
parle. ^ ^
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do -Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de o a, 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptldao' :
embarcam-se ou carregam-se em tarro
sem despeza ao comprador.
Bichas de Ilamburgo.
No anligo deposilo das bichas de Ilamburgo, ra
estreita do Bosario n. II, vendem-se as melhores bi-.
chas de Ilamburgo aos csnlos e a relalho, e tambem
e alugam por meuo- do que em outra quaiquer
parle.
Vendm-.se -elas enfciladas, o melhor possivel
para haplisados,'^ lanlhem e lomam para enfeilnr,
por preco com"11 : lla rua <1". Livramento n, 36,
loja de cera. i
Deposito de vinh
tagne Chateau>-Ay,
idade, de propriedade do condi
de Mareol,<|jua_da (iz^-do Ke-
cife n. o: este vinho, o melhor |
de toda a champagne vnde-
se a 56(000 rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le-
Gomte Feron & Compantiia. N, B.
. As caixas sao marcadas a logo
Conde de Ma'rcuil e. os rotulo
das garrafas sao azues.
RELOGIOS INGLEZES DE PATEN?
vendem-se por preco commodo : em casa
de Barroca & Castro, na rua da Cadeia do
Recife n. 4.
Na rua da Cadeia do Recife n. C0, arma-
zem de Henrique Gibsn :
veudera-se relogios de ouro de abnele, de paten-
te inglezes, da melhor qualidade e fabricados en
Londres, por preco commodo.
Na rua do Vigario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada receniemente da America.
Vende-se um excellnle carrinho de 4 roda
mui hem construido, em bom estado; est eipoalo na '
raa do Aragao, casa do Sr. Nesma n; C, onde podem
os pretendenles eiamina-lo, e tratar do ajuste com
o mesmo senhor cima, oa na rua da Cruz no Recife
u. 27, armazem.
PAIJTOS DE ALPACA FRANCEZES.
Grande sortimento de palitos de alpaca e de brim:
na ruido Collegio n. *, e ua rua da Cadeia do Reci-
fe n. 17.; vendem-se por preco mallo commodo.
Moinhos de vento
'ombombasde/epuiopara regar horlas e baiial
de capim. na fundicao de D. W. Bowman : na rua
do Brum ns. 6,8 e 10.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barrisde4., 5. e 8.: no armazem da rua
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de.Novaes *& Companhia, na
rua do'Trapichen. 34..
Padaria.
Vende-e orna padaria muilo afreguesida: a (rakir
corn-Tasso & Irmaos. _/
Aos senhores d engenho/
Cobertores escaros de algodao a 800 r'ditos mui-
lo grandes e eneorpados a 19400: na rua do Crespo,
loja da esquina que volta para a Cadeia.
Devoto Christao. V
Sabio a luz a 2.a edcilo do livrinho denominado
Devoto Christao,mais correcto e aerescentado: vnde-
se nicamente na livraria n. 6e 8 da praca ra In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar. \
. Redes acolchoadas, .\
brancas e de cores de um s papno, muilo grandes
de bonf goslo : vendem-se na rua do'Crespo, loja da
esquina que volta para a cadeia.
ESCRAVOS FGIDOS.
Ha 15 das, poueo mais ou menos, denppsre-
cen da povoacao do Monteiro, e lUppOe-se andar
fgido aqu mesmo no Recife. o escravo crioalo de
nome Filippc, de estatura regular, cor prela e um
lauto barrigudo, foi vestido com camisa de madapo-
I-o ja velha, calca azul de caemira osada e aqueta
de riscadmho de edr j um poueo deshelada, porcra
anida nova, chapeo de seda prela, calcado de sap-
toes com um lenco de seda rosa bailante usado: re-
commenda-se pois as autoridades policiie a captu-
ra do reerido escravo, tanto desla eidade comu as
de fora, visto que elle se intitula forro, e bem assim
a qualqner pessoa particular, a quem seVatificara o
seu liabalho. Apprehendido que.seja levem-no a
seu senhor Jos Rodrigues de Mello naquctla povoa-
C'lo, ou a Jos Marianno de Albuqnerque na roa da
Unifto da Boa Vista.
Antonio, moleque, alto hem parecido, cor a
averraelhada, njao congo, rosto comprido e barba- *
do no queiio, pescoco arosso, ps bem fcilos, lendo
o dedo ndex da mao direila aleijado de um lalho, e
Eor isso o Iraz sempre fechado, com lodos os denles,
em ladino, oflicial de pedreiro .e pescador, .levnu
roupa de algodao, e una palhora para resguar-
d.r-se da ehuva; ha loda a probabilidad*de ler sido
seduzidb por alguem; dcsapparecea a 12 d maio *
crrenle pelas 8 horas da manhaa, lendo oblido li-
cenca para levar para S. Antonio urna bandeja com .
roupa : roga-se porlanlo a todas as autoridades e ca-
pilcs de campo, hajarn de o appreheuder e leva-lo
a Antonio Alves Barpoza na rua- de Apollo n. :!(>,
ou em Frira de Tortas na rua dos Uufarapes, oode
se pagarao (odas as despezs.
Fugio na sexla-feira 9 do crranle, as 11 lioras
da manhaa, urna prela crioula de nome Alelindrin,
de idade 18 a 20 annos, he lAia, lem debaito do
lado direilo do queiio tres costuras de laudlas que
se rasgaran), seudo urna deltas mala saliente, foi es-
crava do Sr. padre-mestreCapistranoi quem a pegar
e lev ar i rua do Crespo n. 10, ser gcoerosaraenle re-
compensado.
Desappareceu no dia 15 de Janeiro do corren-
le anno o escravo Jas Cacrfnge, de idade' 10 annos,
pooeu mais ou menos, rom falla de denles na frente, ,
lesliculos crescidos, e cicalrizes as nadegas ; grat .-
lica-se generosamente a quem o levar ao aterro d'a
Boa-Visla u. 47, segundo audar.
Pena, T, M. F. *. TarU. UH4.


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