Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01652


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Full Text
ENCARREGADOS DA SUBSCR1PCAO'.
Recife, o proprieUrio M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joio Pereira Martins; Baha, o Sr. F.
Dapred; Macei, oSr. Joaquim Bernardo de Men-
donca; Parahiba, o Sr. Gervazio Viclor da Nativi-
dade; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ty, o Sr. Antonio de Lemos Braga ; Cear, o Sr. Vi-
ctoriano AugustoBorges; Maranhao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 26 1/2, 26 3/4 d. por 19
Pars, 360 a 365 rs. por 1 f.
Lisboa, 100,porl00..
Rio de Janeiro, 11/2 a 2 O/o de rebate.
Aceces do banco 15 O/o de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras a 7 1/2 a 12 0/0
METAES.
Ouro. On$as hespanholas. 28*9500 a 29*000
Moedas de 6*400 velhas. 16*000
de 6*400 novas. 16*000
de 4*000......9*000
Prata. Pataeoes brasileiros.....1*930
Peso columnarios......1*930
- mexicanos.......19800
PARTIDAS DOS CORREIOS. ." W
Olinda, todos os das.
Ganiar, Bonito e Garanhuns posdias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feirai.
PREAMAR DE HOJK.
Primeira s 2 horas e 54 minutos da tarde.
Segunda as 3 horas e 18 minutos & manhaa.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e quintasfeiras.
Relacao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo do Orphaos, segundas e quintas s 10 horas,
l.'varadocivel, segundase sextas aomeiodia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPnEMERIDES..
Junlio \ Quarto ereseente a 1 hora, 48 mi-
nutos e 48 segundos da manhaa.
10 La cheia as 9 horas, 12 minutos e 48
segundos da tarde.
17 Quarto minguante aos 5 minutse
48 segundos da tarde.
25 La nova aos 5 minutos e 48 se-
gundos da tarde.
DAS da semana.
19 Segunda. S. Juliana deFalcnieri v.
20 Terca. S. Silverio p. m.; S. Selvino m.
21 Quarta, S. Luiz Gonzaga ; S Albano.
22 Quinta. S. Paulino b. ; S. Niceas b.
23 Sexta. Jejum (Vigilia) O SS. Congas daJezus.
24 Sabbado. jft$? Sascimenlo de S. JoioBaptista.
25 Domingo 3. A Pureza da SS. Yirgem Mi de
Dos ; S. Guilberme ab. S. Febronia v.
i.
'A
i*
.
\.
4
.'. viata.
1 *-
PARTE OFFICIAL.
GOVERfSODA PBOVINGIA.
ExaaWe de da 16 de Jatao.
OfrMoAo Exm. marcchal comroandante das ar-
m, para que com sua informaran habilite a presi-
dencia a salisfazer oque Ihe'foi determinado no
aviao que remelle por copia, a que acomp anha um
reqaerimenlo de Mafalda da Poreiuncula Pimenlel,
pedindo beixa do servijo para seu (libo Joaquim das
Clugat Pimentel, 2 sargento do 2 batalhao de in-
laetaria.
DiloAo mesmo, recommendando a exped jan de
suas ordeni, para que o tenente Antonio Cabra! de
Mello Leoncio pague quanto antes vista da ola
que remelle por copia, a importancia dos emolumen-
tos correspondentes a passagem que, por aviso do 1
de correte, Ihe foi concedida, do 2o batalhao de in-
fcntaria para o 4 da roesma arma.Offlciou-se nes-
te sentido i thesonraria de fazenda.
DitaAo mesmo, (raiismitlindo por copia o aviso
da repartijJo da guerra de 20 de maio ultimo, do
qaat consta haver-se prorogado por uro mez, a li-
ceaeacom qne se arha na provincia de Sergipe o ca-
pillo do 2 batalhao de arlilharia a p, Joan Caries
de Villagram Cabrita.Commonicou-se lliesoura-
ria da fazenda.
DitoAo memo, para mandar postar em frenleda
reja da Congregacojio dia 18 do correnle, as 9
horas da rainbaa, urna goarda de honra para nssislir
a testa de Santo Antonio que (era logar na mesma
igrrjH, derendo a referida guarda dar as descargas
do etlylo.Ofliciou-so ao director do arsenal de
guerra para fornecer o cartuxame preciso mediante
a competente indemnitajao.
DiloAo mesmo, inleirando-o de haver, de con-
formidade com a suainforraajo,deferido o requeri-
mento, em que Joaquim Antonio Rodrigues pede li-
canca pira comprara Joan na Maria das NevesTei-
xeir, pela qaanlia de 400$00(Vrs., o dominio ulil de
m terreno de nurinha sito na ra do Bnnn.
DiloAo jaiz relator da junla de justca, Irausmil-
tindo, para ser relatado em sessao da mesma junta, o
ruiuttu do soldado do 2batalhao de infantara.Ma-
iwel Gaodeocio.Parlicipoo-se ao Exm. marcchal
i nauitndanle das armas.
DitoAo ehefc de polica, recommendando que, i
vista do oflicio qne remette por copia do director das
pablica*, d Smc. as providencias que estiverem
i alcance, afim de que os conductores do gado
qne paU ni* immediajes da estrada dos Remedios
para os Afngados o levem de maneira, qne nao dele-
riere a mencionada estrada.
DitaAo ebefe de polica, inleirando-o de haver
espedido ordeas nao so ao commandante do corpo
da pelicia para mandar fornecer o desertor do cor-
pa de polica da Parahiba, Jos Nunes de Lima, as
rejes aacejaras para sea iasten(o,e prestar a Smc.
peajes que forem precisas para .escoltar o referi-
do daaarlaraM aquella provincia, no vapor que se
capera do sal, mat tarabem ao agente da companhia
uetet o> vapor, afim de dar passagem ao rae*-
desertor e as sobredilas pravas.Expediram-se
asordens deque se traa.
DiloAo abbadedo mosleiro de S. Bento em
Olinda, commiroicando que, segundo conslou de par-
lidpajao da secretaria do ministerio da jnrtija de 20
de maio ullimo, foi prorogada por mais dous an nos a
Ikeoca concedida a Fre Francisco de Sania Manan-
ta Daarte, monge benedictino do Mosleiro da Para!
hiba, para residir fora do claustro.
DiloAo inspector do arsenal de marinha, en-
viando por copia o aviso da repartija da marinha
de 18 de abril ullimo, mandando limitar qoanlia
de 12 conloa de ris, o crdito que por oulro aviso
de 4 do mesmo mea, se lulorison a disprender com
aa obras do melhoramento do porte na presente
eiercicio.
DiloAo mesmo, para mandar fornecer ^ com-
mandante da estaclo naval, os objeclos afenciona-
dos na Raa que remelle em duplica la.Caaimuni-
cou-ae ao referido commandante.
DitoAo director das obras publicas, concedendo
a autorisajo que Smc.pedio, para dspendera quan-
lia de 249000 rs., pouco mais ou menos, com algnns
reparos de que precita o caljamenlo da ponte da
Boa-Visla.Communicou-se i thasouraria provin-
cial.
iloAo director do arsenal de guerra, para fa-
tcoiher aquelle arsenal o africano livre de no-
|iiim, que se acha bastante doenle, e Ihe ser
lo apresenlar pelo jair dos feilos da fazenda.
Communicou-se a este.
DitoAo inspector da thesonraria provincial, pa-
ra aundar adianlar ao Ihesoureiro pagador des obras
licas mais 2:0005 rs., para a obra da casa de de-
tenrao, vislo nio ter sido sullicienle n quanlia pedi-
correnle mez para a mencionada obra, segun-
de declarou o director d'aquella repartijao.Com-
municoii-se a esle.
DitoAo mesmo, recommendando que mande
adianlar ao Ihesoureiro pagador das obras publicas a
qoaatia de800 rs., para pagamento das pedras ulti-
mamente ex trabillas da lilla de Sanio Aleixo, para o
as
ralcamenlo das ras desta cidade.Communicou-se
ao director d'aquella reparlio.
DiloAo mesmo, recommendando a expedijao de
suas orden* para que no cofre d'aquella Ihcsouraria
leja recebida a quanlia de 50tXX) rs., que existe em
poder do Ihesoureiro pagador das obras publicas,
proveniente de varios objeclos que pertencendo a
obra da estrada dS Victoria, foram vendidos a Fran-
cisco Firmno Cavalcanli de Albuquerqoe. Com-
municou-se ao director d'aquella reparticao.
17
OflicioAoExm. presidente de Sergipe, aecusando
a recepjo do relalorio com qne fora entregue a S.
Exc. aadministrajao d'aquella provincia.
DiloAo Exm. manchal commandante das ar-
mas, iransmillindo por copia ao oflicio cm que o Exm-
presidente da Babia participou, que das pragas re-
metlidas no vapor San-Salvador, para a companhia
de invlidos, nao chegaram naquella provincia o S.
sargento Reinaldo da Silva Villas-Boas, c os soldados
Joaquim Alves, e Bernardino de Souia, lendo-se os-
le ultimo laucado ao mar na viagem.
DitoAo mesmo, para que tendo em vista o que
expoz o director do arsenal de guerra ho oflicio que
remelle, emilla S. Exc. a ana opiniao acerca do for-
neciment das barras de madeira,mencionadas no pe-
dido que lambem remelle do commandante da forta-
leza do Brum.
DitoAo inspector da thesonraria de fazenda,
Iransmilindo por copia o decreto n. 1338 de 28 de
fevereiro nltimo, que fixa os vencmenlos eos mem-
bros das commissOes de hygiene publica,e dos prove-
dores de sande pblica.
DitoAo mesmo, enviando copia do aviso, da re-
particao da guerra de 29 de abril ullimo, no qual se
determina que S. S. ministre as informaroes exigi-.
das em outro aviso de 10 de novembro do annb pr-
ximo udo, a respeilo do alcance do coronel Jos
Vicente de AmorimBezerra, para com a caixa do 4.
batalhao de arlilharia a p de que foi commandante.
DitoAo juiz relator da junta dejuslica, Irans-
mitlindo.para ser relatado cmsessaoda mesma junta,
o processo verbal do soldado do 9. batalhao de in-
fanlaria Jacintho dos Passos Guedes.Parlicipou-se
ao Exm. marechal commandante das armas.
DitoAo inspector do arsenal de marinha, remet-
iendo por copia o avis de 17 de maio ullimo, e a
nota a oue se refere o mesmo aviso, no qual o Exm.
Sr. ministro da marinha declara quaes as providen-
cias dadas.afim de ser augmentado o'crediso abertoa
esta provincia para as despezas da verba-hospitaes
no presente exercicio, e de haver qoota para as da
rubrica-Tobrasda repartido da marinha.Fizeram-
se as necessarias conimunicacScs a respeilo.
DiloAo mesmo, recommendando que.mande
fazer os concert* de qua necessilarn canoa de trans-
porle da fortaleza do Ilamarac, logo que Ihe fdr
aprcscnlada por parle do marechal commandante
das armas, remoliendo a competente conta, afim de
er paga.Parlicipou-se ao referido marechal.
Dilo Ao mesmo, approvando a del i berai.no que
Smc. tmnnn.de mandar salisfazer'as guias de manli-
mcnlos para 'M> das de viagem,'c oulros objeclos no-,
censiirios eo hrigne ewnna Legatidadr.
Dito-^-Ao capito do porto, remetiendo copia do
aviso da reparticao da marinha de 2 do correnle,
para que Smc. lendo em vista o que nelle se deter-
mina, c allcndendo a loda a economa possivel. en-
vi com brevidade um orcamenlo das despezas fa-
zer, em consequencia do disposto nos artigos 32 e
37 do regulamenlo de 28 de feverciro nllimo, indi-
cando as embarcnrOes o objeclos indispensavejs para
dar-se comeco i exccuc.io d citado regnlamenlo.
DiloAo juiz de direito da primeira vara cri-
me. Conslando-me ler havillo ja decsiio no proces-
so que pelo, juiz municipal da" primeira vara, se ins-
taurou por ocrasian do apparecimenlo de algamas
sadulas roas de falsas ; compre que Vmc. faja apresentar o sobre-
dito processo na thesonraria da fazenda, fim de em
sna presenra proceder-sc a am rigoroso exame sobre
os caracteres e legilimidade das mencionadas dulas,
declarando-so lodos ossignaes, que as fjossam fazer
bfem conhecidas, e depois de manda-las rubricar no
verso pelas pessoas que inlervicrem no exame, e de
deixar ficar us autos urna copia d termo do mesmo
exame, as mande desenlranhar dos autos com as ne-
cessarias declararles, e entregar ao inspector da Ihc-
souraria,alim deserem rcmellidasjiara o Ihesouro pu-
blico nacional : o que ludo Ihe hei por mui recom-
mendado.Remetteu-se copia do oflicio cima llie-
onnria de fazenda.
DilAo commandante do presidio de Fernando,
declarando que deve Smc. anviar para esta capital
na primeira opportunidade, afim de se recolherem
aos coros a que pertencem as 42 pra jas qne achando
se naquejlc presidiocumprindosentenja, foram com-
prehendidas no indulto de 25 de feverelro ultimo.
Communicou-se ao Etm. marechal commandante
das armas.
Dito Ao inspector da thesonraria provincial, ap-
provando a deliberarlo qne Smc. tomn, de mandar
qoc os imposto* dos municipios da Boa-Vista e Ex,
sejam arrecidados por administrado, vislo que por
falla de lempo nao podem elles ir i praja pela lercel-
ra vez.
DiloAn mosmo, dizendo que pode Smc. aceitar
a quanlia de 515000 rs., que offereceu o hachare!
Jos dos Santos Kunet.de 01 iveira, pelas madeira*
qne lein de entregar o arrematante-da obra da ponte
da Magdalena. j
DiloA cmara municipal do Recife, concedendo
a autorisajao que pedio, para mandar levantar um
telheiro sobr mercado desta ciddde, afim de que ai
peixe exposto i Venda para o consumo nao esteja so-
jeito aos ardores do sol.
DiloA cmara municipal do Rio Formoso, re-,
commendando que,i hem do servijn publico,ponha a
disposirao do juiz de direito Joo Baplista Gon jal-
ves Campos, a casa da* sesses daquella cmara,
lim de que possa elle residir all em quaolo nao
achar outra para onde se paite.
PortaraDemiltindo de conformidade com a pro-
posta do chefe de poli ca,o 1. 2. 3- e 6. snpplen-
les do subdelegado da freguezia de Pedras de Fogo
e I tamb do termo de Goianna, e nomeando nao s
para os referidos lugares, mas lambem para o de i.
supplente que se acha vago, aos cidadaos abaixode-
clarados':
1. R3j mundo de A mujo Lima,
2. Manoel Jos Fiuza Lima.
3. Virginio Comes Feilosa.
4. Jlo Alves de Carvalho.
6. Joaquim Jos Gomes.
' Communicou-se ao referido chore. .
-DilaNomeando, de conformidade com a proposla
do cHefe de polica, para os cargos de supplenles do
delegado do termo de Olinda os cidadaos abaixo de-
clarados, ficando exonerado dos referidos'cargos o
dootor Nuno Ayqae de Atvetlos Annes de Brilo In-
glez, c o bacharel Abilio Jos Tavarcs da Silva,
1. Bacharel JosLohirenjo Meira de Vasconcellot.
2. Manoel Antonio dos Bastos e Silva.
3. Bacharel Jo3o Cavalcanli de Alboquerqnc. '
4. JoSo Baplista da Silva Manguind. ,
5. Boaveulura de Mello Castello Branco.
G. Joao da Cruz Fernandos de Souza.
Communicou-se ao referido chefe.
la
FOLHETIM.
8 FAD.4.' (*)
-aa,i..
PR LOrBENf.O P1CHAT.
y. .
( Conlinuarao)
Urna(aia-m linha-me condemnao a
permanecer, debati desta figura, al
que urna mora formoia consentiste em
despotar-me, e tt'nha-me probido moj
trar mea espirito.
(,La Bellc et la Bele.)
Fredericoeslavasosinho. Antonio acaba vade sabir
a sea pedido para ir saber nlicias de Chcnoise. O
ronde Roberto cnlrou o annunciou-se. O mancebo
nao coohecia o lio de Brunisscnde.
Senhar, dssc-llie o commandante emharajadn
o que dava, sei quein he^ e a historia de seu
arte de minha irma madama de Mur-
viefl venho saber noticias suas.
oe confoso com que foram pronun-
Mas palavr, uao'escapou a Frederico.
abrigado, senhor, e lambem ina-
l de Murvieil p mmba sorle. Tivo apenu o b'rajo ferido, tsso n3o se-
r nada. Mr. Chcnoise q0e he aeu amigo foi mais
Infeliz do que en, minhV Wpada alravessou-lhe o
corpo, e mandci agora a casa dellc
O condeRoberto desgosloso calo-se, e Frederi-
co accrescentou :
Folio de v-Io, senhor ; porqne |euho algu-
maa axplicajoes que dar-lhe.
. ter feito meuidever; porm jei quc minha
conduca pode ser julgada se\eramen|e Todava
nao lenl.a cuidado, comprehenderei me papel al
ao flm; idepoit de ler livrado sua cas d, pregenja
de uta mizeravel, livra-la-hei da de um itijz si
qne nao davo mais apretenlar-meem cata a snho-
ra ana irma. O acaso e pequeos serviros ari_
ram-me em oulro lempo o salSo de madama de
Marvieil, e acho-me largamente recompensado do
pouco que fu pelo bom acolhimento que ahi sempre
recen). Meu nome, minha posijilo, e os aconieci-
mentos recentes lancam-me em oulro mundo, e mi-
nha humilde dignldade pestoat poderia soll'rer com
alleneSes qoc me seriam concedidas por compla-
cencia. '
O jnane.rbo pronunftou citas ptlavra.t com ama
fren altiva, e levemente irnica. Mr. de I'aulinhes
a_____cil,_______I________,____, ____
Vida Ditrio a.'ii,' ,
vio-se adevinhado ; o notario responda ao que elle
ii.lo linha dilo. O commandante encarou Frederico,
paludo e fatigado, c-foi impressiouado pela nobre
tristeza de sen semblante.
Nao esperava menos do senhor, responden sec-
camenle o conde Roberto.
Nao quero deixar nenliuma duvida emtcu
espirito, senhor conde, e resta-me Iralar de mn
ponto delicado. Minha conduela para com sua so-
liriiiha foi sempre digna e respeitosa, e eu nao qiiiz
fazer um jogode ternura de ludo islo. Os scnlimcn-
los de meu corajao, sejam quaes forem, tem per-
manecido, e permaiiccerao occullos. Apoio esla de-
rlarajao cm minha honra, e nao quero que ningbcm
duvide dola. '
Dizendo estas palavras, Frederico levanton-se, e
acabou.de perturbar as ideas de Mr. de I'aulinhes.
Mr. Finque!, recebo spa promessa e agradejo-
Ibc. P/rmilla-me que aperle-lhe a sniao. Minha ir-
maa saber com prazer que sua ferida he leve.
Recitando essas inspidas formulas de pulidez, o
commandante chegou-se ao mancebo, estendcu-lhe
a man com proleccao, aperlou a delle de urna ma-
neira afleclada, c sen lio dedos inertes, sem pres-
sao, e sem sympatla. la tahir quaudo Antonio Ble-
ru entrn.
Enlflu '! pcrgunlou-lhe Frederico.
Elle vomita saugue, e nao pude anda fallar.
Os mdicos perdem asesperanjas, responden o ar-
tista sem ver a Mr. de I'aulinhes.
Depois de ler fallado, elle saudou-o, e o conde
Roberto deseen.
Esse lambem dcseja-le mal'! lornoii Antonio
em tom de jovialidade seria. .
Ah meu amigo, Chcnoise est vingado 1 Esse
homem que sabio agora Iraspassou-me o corajao rom
sua polidez.. lie o lo do Brunisseode, um d'esapie-
dado gcnUlhomcm que pensara de bom grado que
furloi-llie niinlia coragem e minha honra.
Quem he Brunissende ? he alguma princeza
ran'aslica, alguma herona maravilhosa '.'
izes a verdade. Cvilado lenlio-lc nccullado
esla hisioria, hei d conlar-l'a, e vers que he um
triste ronlo de fadas !
Vollando casa da irmaa, Mr. de Pauliiihet den
alegremente nlicias de Frederico a Brunisscnde, e
suainn.la.
He um rapaz corajoso dsse elle, quasi qne
mala o pobre Chennisc.
m instante depois, quando a moja retirou.se, el-
le accrescentou dirUimto-se madama deMurvieil:
Convm eaaar minha sobrioha quanto antes.
Fallou-se do duelo em todo Pars, e a opiniao
coromum s lev um phrase : Merece bem oquo
Ihe sucrcdeii x Os aennterimentos polticos absor-
*eram esse boato, e nem houve perseguije* : a at-
lenjao publica eslava em outra parle. Chenoise
morreu depois de oilo dias de rmenlos. Seme-
EXTERIOR.
(1) O seguinle officio sobre asoperajes contra O-
dessa foi dirigido e publicado nos jornes:
k Cidade de Pars na baha de Odessa em 24 de
abril de 18.54.
Sr. ministro.J live a honra de informar a V.
Exc. pelo meo despacho telegraphico de 16 do cor-
rele, que as dnns esquadras se haviam dirigido de
Kayarna a Odessa para exigir urna reparajao das au-
toridades desta cidade a respeilo da inqualificavel
aggrcsslo que as bateras do porto tinham exercido
com ama fr'asata e urna embarcajo ingleza que le-
vaVam o.pavilhao parlamentar.
n Depois de- tres dias de feliz viagem, os nosss
navios ancoraran! em 20 de abril a tres milhas a es-
le de Odessa, cuja, baha he pouco accessivel s es-
quadras.
Em 21 de abril enlregoa ao almirante Dundas
urna fragata a vapor ingleza com urna carta datada
de 14, dirigida pelo general barao deOlen-Sa'cken,
ajudanle de Campo do imperador Nicolao! e gover-
nador geral de Odessa. A copia vai junta sb n. 1.
(i I.endo-a conbecer V. Exc. que esle general
adoplaia para sua rtefeza nm systema de negativas
contrario ao que sabamos, nSo s pela bocea do ca-
pitao e ofticiaes da fragata ffendida (documento n.
12), mas lambem pelos barcos mercantes ancorados
em Odessa.
Nao nos restava oulro meio senao intimar ca-
thegoricamenlc o governador Oslcn-Sacken que qos
desse, dentro de algumas horas, salisfajao pelo
procedimento que linha lido com um navio das es-
quadras combinadas. Adjunta remello sob n. 3 a
carta collecliva que o almirante Dundas e en Ihe en-
viamos em 21 de abril em forma de ultimtum.
n Por outra parte, deviamos preparar-nos para as
eventualidades de, um ataque que devia verificar-se
no dia seguinle pela manhaa contra o porto imperial
de Odessa, e ludo quanto encerrava, se a nossa inli-
majao Ikasse sem resposla antes de por o sol.
Nao poda cnlrar em nosso pensamento o fazer
o mais pequeo mala cidade, nem a sen porto com-
mercial, onde haviam muitos navios de todas as na-
jes marilima*. .
a O delegado do imperador da Russia era o nico
culpado de um altcntado contra o direito das gentes;
pnrtanto, o almirante Dundas e en ti olamos resol
vido atacar c destruir s o porto imperial de Odessa,
os armazens e navio* que linha, e as bateras que os
prolegiam com os sens fogos.
Para conseguir esle resultado julgamos que nao
deviamos empregar mais do que os*vasos a vapor,
especialmente cinco fragatas inglezas e Ires fraqee-
zas, que me ficaram momenfaneamente desde que as
oulras fragatas a vapor da nossa esquadra se oceu-
pam, por ordem do governo, no transporte de tropas
de Argel para GallipolK
a Nao tendo recebido resposla alguma no dia 21
de abril pela noile, resolvea-se o ataque para o dia
seguinle. Em consequencia das combinajes que o
almirante Dunda* e eu linhamos adoptado, as duas
fragatas francezas o atiban, capilao Herbinghen, o
Descartes, capilao Dnrrican, anidas duat inglezas
o Tiger, capilao Gilard, e o Sampson, capilao Jo-
ne, o mais anligo desla divisio, chegaram as seis da
manhaa, a curia distancia da batera do porto impe-
rial, que Ibes disparou o primeirotiro; as fragatas
correspondern! vivamente; mas sendo n calibre dos
nossos raiihoes mais forte que o dos seut, eram tam-
ben! mais certeiras as pontana; no enlanto que se
empenha esta lula, o barco inglezo Sinigual anco-
ra com a crvela a vapor o Highifer no limite ex-
(1) Bem que ja tenhamos dado circumslancada-
mente a noticia do bombardeamenlo de Odessa, to-
dava julgamos que os leitoret lerao com interesse
a parte official desle feilo de armas.
tremo do alcance da arlilharia das baleras, nao para
tomar parte no combate, mas .para servir de ponto
de apoio s frasatas.
a No mesmo instante a fragata a vapor ftanreza
o Mogador, capilao Vally.outraiugleza, a Terrible,
capilao Clevesly, o Furioso, qjeliao I.oring, e. a Re-
tribution, capilSo DrummoDd, tproximam-se ao lu-
gar da aceito para lomar parlohella, quando os al-
mirantes deram o sienal.
a Havia hora e meia que dkava o fogo, quando
a fragata Vauban recebeu tres balas incendiaras,
urna que Ihe despedajou alguni raios das suas rodas,
e as que Ihe incendiaran! o interior de um costado.
Pozeram-se as bombas era aejio para apagar o in-
cendio, mas intilmente. O capitSo de fragata cor-
de Boucl-WSillaumez, chefe di utado-maior da es-
quadra, an qual havia dado ordem que eslivesse a
bordo do Calda, para seguir n'aqaelle ponto todas
as phases da aejao, e avisar lo, caso urgente, chc-
gon n'aqaelle momento ao Vauban e mandn ao
commandante, que se retiraste- momentneamente
do thealro da acjo, e fosse poslar-sc no meio da*
esquadras para receber os neeessariossoccorros.
Pouco lempo depois a segunda divisa, dequa-
tro fragatas a vapor, receben ordem de vir sustentar
as Ires primeirs, a qne comejaram a effcluar com
vigor as dez e meia. Os obuaes das sele fragatas
despediam orna chuva de bali% sobre a balera 'do
porto imperial, e sobre os armazens c navios nos
quaes principia a manifeslar-se symptomas de incen-
dio forte. i
- n As baleras eslabelecidas as alturas de Odessa
unem os seos fogos aos do porto imperial. Nao Ion-
ge das fragatas seis chalupas inglezas approximam-se
do porlo na parte N. O. do molhe onde o inimigo
n3o eslabelecen arlilharia, e lnnjam fogueles con-
greve com bom xito.
An meio-dia, o Vauban, qoe j linha apagado o
fogo, deixou as esquadras para te unir as outras Tra-
alas que rivalisam em ardor habilidade nos sens
tiros, e.lambem acrvela a vapor Catn loma par-
le momentneamente na aejao.
A' urna declara-se o incendio nos armazens e
quarlcs do porto, cujos ledos caliem a impulso das
chammas. (juasi ao mesmo lempo va o paiol des-
la balera aos gritos de viva o imperador\I dados
pelos Francezcs e dos hourra* soltados pelo In-
glezes. ,
o A obra d destru jno mafcha rpidamente com
os redobrados tiros das fragatas, que se aproveitam
da desorden! occasionada em Ierra pela explnsan do
paiol, para avanjarem um poico. mais e destruir
nns quiuze barcos pequeos roscos encerrados all.
Como se approximam lambem das bateras do porto
de commercio, as boceas de fogo desle. porlo. que ti-
nham censado am momento, eomejam novamenle
um fogo bastante vivo,' ao qual se jnntou o dos raor-
leiros rstabelccdos as alturas de Odessa.
a Masas fragatas nem por isso acceleram menos a
sna obra de destroijao, e rivalisam em manobrar #
canhone.Tr j combalendo sobre ancora, j a vapor.
N'om circulo cada vez mais estreilo, no qual se mo-
vem nove barcos a vapor, nao s nota1 uma*manobra
falsa. Um instante muda de direejao o foaojior
parte destas fragatas, para ohrigar a retirar-sc urna
balera de rampanha que o inimigo linha cs'.ahel-
cido direila na praia, a qual ehaviam approxima
do as chalupas. <
a As quatroj esla batera djrrolada pelee obuzes
das fragatas, recOncenlra-se no interior, depois de
ler sido causando incendio que os sens obuzes promo-
vem n'algumas casas de urna aldeiazitiha; todos os
nbsJos Uros se dirgem enISo contra os barcos russos
que se achara no porto, e que nao tardam a ser de-
vorados pelas chammas. Em resumo, a deslruijao
desle porto he complela, e sera igoal a da cidade,
sedesemos esse signal esquadra ; mas lendn con-
secoido o fim que nos proptinaamos, demos pelo
contrario o s anal de costar-a U*%m
a T.al he, senhor ministro, o castigo que julgamos
dever inflingir, nao a cidade, mas s autoridades mi-
litares de Odessa, pelo atlentadode que eram culpa'
das para com as nossa* cnbarcajes que levavam o
pavilhao parlamentar. Nem os 30,000 homens da
guarn jao de Odessa, nem os 70 canhes da sua for-
taleza e baleras, poderam preservar o porlo impe-
rial do desastre que Ihe tinhamos reservado, ao en-
viar all a* nossas fragatas a vapor.
Observamos, nao sem assombro, qut n5o ondea-
vao pavilhao rusto, nem as hateras, nem nos es-
tahelecimenlos, nem nos navios do porlo* quando ti-
nhamos os nossos sollos ao vento. Sementante es-
quecimenlo das regra* militares nao se pode allri-
buir senao desordem que reinava na cidade desde
o cornejo do ataque.
(i A perda do inimigo, em homens de'via ser con-
sideravel, por causa das explosoes e dos incendio*.
A bordo dos barcos a vapor sao nullas, anda que o
Descartes recebeu cinco balas, e o P'auba o Aza-
gador, cada um quatro. A primeira destasduas
fragata* tem a lamentar a perda de dous homens, e
as feridas de outros dous, em consequencia da a varia
em urna das suas. pecas.
Abordo das fragatas inglezas a perda reduzio
se a um morto e dez feridos.
Esle resnllado altala safflcienlemenle a supe-
rioridade do calibre e do liro da arlilharia das nos-
sas fragatas sobro n do inimigo j^e se a arte suprema
da guerra consiste em fazer muilo damno, sem o re-
ceber, nunca como nesla occasiao tal mxima rece-
beu mais complela applicajao.
Accrescenlarei que muitos navios merctnles se
aproveitaram da desordem occasionada pelo ataque,
para sabirem do porto do commercio, e com espe-
cialidadedoat francezcs que eram os nicos que alf
linhamos detidos.
Hontem 23 anda ardiam os estabelecimenlo* do
porlo imperial. A crvela Jury' capilaoTalhana,
na qual enviei o meu ajudanle de campo ao lenle
Garnault, recebeu ordem de ir averiguar os damnos
occasionados no porto.
a Vio qae todos os barcos, excepto dous ou Ires,
tinham sido queimados; qae nao exista a batera
que eslava no extremo do molhe, e quc'os eslabele-
cimentos do almirantado estavam completamente
destruidos. Neslaexcursao o Jury disparou algnns
tiros sobre o ponto da praia onde te havia etlabele-
cido a balera de campanlia, e onde se estavam fa-
zendo lgumas obras de trra. Algn* obreiros
inorreram, e os outros fugiram.
a N9o cilarei iienhum homem, Etm. Sr., porque
lodos cumprirara com o seu dever: o atdor e o en-
Ihante accidente oceupou a rcuniao de madama de
Murvieil alguns mexet. Frederico desapparerra, e
lieara o velbo marque/, de Seuevois. Catechisavam
Brunissende para que ella acetasse as homenagens
desse ridiculo velho. A mai empregava nisso a obs-
tnajo de urna 'idea religiosa, e o conde Roberto
pregava de sua'parte, ora "com a hrulalidade do sol-
dado, ora com a autoridade de um chefe de raja.
Brunissende calava-se, cmpallideca, cmmagrecia
c chorava. Os olhos desse anjo snppliciado fundi-
am-se de dor. Dos era contra ella, seu nome, sua
familia lambem. Os vestidos pcndiam-lhe triste-
mente, a dor deslruia-lhe os caslos segredot da
belleza. O velho marquez adejava em lorno del la
todas as nuiles, c como um se.lvagem qaedansa.em
roda do prisoneiro, pareca grotesco e cruel.
Madama de Murvieil nao via nada, nem as faces
descarnadas, nem os olhos espantados das manhaas,
nem a docilidade automtica da pobre resignada, a
qual obedeca machinalmenle. aos hbitos da casa ;
porm cuja firmeza reappareceria logo que Irala-
ya-se de casamento. Madama de Murvieil dedicada
vonlade do irniao nao assustava.se com as mudan-
cas rpidas sobrevndas na saude da filha. Quanto
ao conde Roberto, elle exercia nessa circumstancia
a mais terrivel facnldade de seu espirito, a obsti-
naran.
Frederico nao tnhi lido a forra de deixar a casa ;
porm nao apparecia nunca. Passava o* dias na of-
liciua de Antonio, I raba Iba mo com ardor junio- do
amigo ; o qual ouvia pacientemente aa lamentajcs
do pobre amante. A nica dislraccao de Frederico
consista, em ver de lempos em lempos Brunissende
pastar com a mai, e contemplar aquella sombra. Sa-
bia da vida terrivel que Ihe davam, chorava por ti-
la, e chorava por si. Milas vezes estas lagrimat,
bem como amargos orvalhos, afogam'e levam as
flores, arrancara a Ierra vegetal das brandas ladei-
ras e s dcixam ao corajao um tufo etleril ; oulras
vezes porm estas ebuvas pacientes dasdolorosas
tempestades fecundam o roenede.
Os dias de fevereiro de18W approximavam-se, e
o conde de I'aulinhes va com rancorosa alegra aba-
lar-se o throno do velho rei. Prevenido por opiuioes
pessoaes, elle julsava mal o que ia pasaar-se. Para
elle Dos inlervinba e conceda represalias aos ven-
cidos de 1830. Segua a aglajo dopaiz, e s com-
prehendia possivel o Irumpho de sua opiniao : um
povo inleiro em um impulso de arrcpendimenlo di-
vino ia lomara chamar sens reis legitimo*. Quanto
repblica c Liberdade, elle' as cousiderava fa-
ria* passageiras, salamandras qne v vera no sangue
das insurrejOes, phantasmas que passam no fumo
dos combates. A paixao apagava nelle o sentimenlo
da realidad?.
V revolucao comeroii e o conde Roberto esqneceu-
do-sede que era soidado.e que seu dever o chama va
para oulra parle, percorreu at ras como am lou-
Ihnsiasmo de lodos era extremado. V. Exc. me per-
miltir com ludo que Ihe prnponha reba/xa extraor-
dinaria para os soldados, e algumas condecoraroe*.
Com ornis profundo respeilo ele O vice-
almirante commandante em chefe da esquadra do
Medilerraneo. Hemelin.
Documento n. 1. Copia da caria dirigida ao
vicealmirante Dundas pelo barao de Oslen-Saeken.
a Odessa, 11 de abril. O ajudanle de campo
general, barao de Osien-Sacken, julga do seu dever
manifestar ao almirante Dunda* suasorprezi ao ou-
vr assegurar, que do porlo de Odessa se fez foso
fragata o Furioso, que trazia pavilhao parlamentar.
A rhegada do furioso aliravam-se 2 tiros sem
bala, e entao ijou o seu pavilhao nacional, e dele-
ve-se fora do alcance da batera; nesse momento en-
viou urna lancha com o pavilhao hraoco em direejao
do molhe, onde foi recebida pelo oOirial de servijo,
qae a pergunta do official inslez respondeu que o
cnsul da Inglaterra j havia sabido de Odessa.
a Sem mais explicajes a lancha voltou a enca-
minhar-se para o navio ; masquando iaa chegar jun-
to i fragata, adianlou-se esta em direejao ao molhe,
deixando a lancha sua esquerda, approxmou-se a
tiro de ranhao das hateras. Entao o commandante
da balera do molhe, fiel ordem de impedir que se
approxme qualquer navio de guerra inimigo julgou
que devia fazer fogo, nao ao parlamentario que li-
nha sido resptitado at ao fim de soa missn, porm
a emharcajflo inimiga qne se approximava trra,
depois de receber a insinuajao para se deler, com os
dous tiros sem bala.
v Esta simples exposij3o dos fados, tal como ful
referida ao imperador, deve destruir por si mesma
a supposijo por oulra parle inadmissivel, de que nos
portos russos nao se respeita o pavilhao parlamentar,
cuja inviolabilidade est garantida pelas leis com-
muns em todas as nares civlisadas.O barao de
Ostem-Sacken.
Documento .2.Cariado capilao doFurious.
a A bordo do Furious, em frente de Odessa; 21
de aftri'l de 1854.Almirante : li com todo o cuida-
do-a carta do invernador geral de Odessa relativa ao
fogo que fizeram as bateras da praja ao pavilhao par-
lamentar, no sabbado 8 de abril.
O sen conleudo he inleiramente falso.,: chc-
guei a Odessa s 5 e 50 minutos da manhaf. A 4
oo 5 milhas de distancia se iraram a bandeira in-
gjeza e o pavilhao parlamentar.
a Aos "20 minulos depois se aliraram os dous tiros
sem bala. / ,
ii Considerando estes tiros edmo am convile para
nao seaoir avante, detive-me immcdialaraenle.
Desde ete momento al volt* da lancha
aarodas nao deram nem urna s volla, e smente se
deslisava um pouco o barco em consequencia de
umt brisa suave do nordeste, que soprava da 'parle
da Ierra.'
ci Tive cuidado de absler-mc de qualquer mano-
bra que moslrasse da minha parle a menor intenjao
hostil.
Aliraram-sc 7 (iros : o primeiro ia dirigido
lanja, que eslava entao a urna*milba da praia, e a
bala caho a urnas sessenla jardas delta, que eslava
em linha recia da batera.
a Os outrot iam dirigidosj lancha, j ao barco.
O lente Alexandre, quando chegou ao molhe,
pedio qne Ihe deixassem ver o cnsul inilez : res-
ponderam-lhe que nao eslava ; que era mui cedo ;
que iam mandar chamar o capitn do porto, e que
volvetse para o navio. Pergunlou st eslava all o
cnsul inilez. Respondeu-lhe o official da guarda
que se linha ido embora ; e orna pessoa que alli|fazia
de interprete inslez, disse qne nao Ihe era permillido
dizer mais nada.
Durante esle lempo flucluavam a bandeira in-
gleza e o pavilhao parlamentar no barco e na lan-
cha.
Islo mesmo podero drer o official da guar-
da, e-maehmista em eliafe, e lados oa -d embar-
cajo.
a Son etc.fVilliam Loiting, capilao. a
Documento n. 3. Carta dos tice-almirantes ao
bardo.
Dianle de Odessa.Ql de abril de 1851.Sr. go-
vernador. Altendendo a que a carta de V. Exc. de
14 de abril, que nos foi entregue esla manhaa, nao
conlm mais do que manifestajcs errneas para
justificar a inqualificavel aggressaode que as auto-
ridades de Odessa se tornaram culpadas para com
urna fragata c a sua lancha que levavam o pavilhao
parlamentar :
a Considerando que, apezar do pavilhao, as bale-
ras aliraram varios liros, j fragata, j lancha
no momento em que acabava de separar-se do mo-
lhe, onde linha chegadn com confian ja :
a Os dous v ice-almirantes das esquadras combina-
das se julsam com direito a exigir urna reparajo
de V. Exc.
a Em toa consequencia todos os barcos inglezes,
franeezes e russos, que actualmente se encontrara
junio das bateras de Odessa, deverSo ser entregues
s esquadras combinadas.
Se ao por o sol nao liverem recebido resposla,
ou recebendo-a for negativa, ver-se-hao obrigados a
recorrer forja para vingar o pavilhao de urna daa
esquadras, do insulto que se Ihe fez, anda que os
ioleresses da homaoidade os obrguem a adoptar
com scnlimcnto orna resolujao extrema, coja res-
ponsabilidade recabe sobre aquelle de quem proveio
a falla.
Somos etc.HamcUn-Dundat.
Tambera o governo nglcz publcou a parcipajo
do almirante Dundas. Menos extensa que esla, con
corda com tudo em lodos os pontos com ella.
(Imprensa e Ltt.)
co, como nm Iluminado. Viva orna vida apoca-
lptica. Fizeram-se as trincheiratc as calcadas pa-
reciam-lhe ser essas colimas bblicas que saltara co-
mo arietes. Elle vagava em Pars procurando as
mullidOesevido de batalha.
Vestido burguesa, o conde passou pela guarda
do Palais-Royal Todos gritavam, e elle julgou on-
vir gritar: Viva o rei 1 A illnsao embriagava-o, lan-
jou-se com um lenjo branco na mao e repeli : V"
va o rei!
Urna descarga parti, e elle cabio transpassado
por Ir* balas.
Alguns homens do povo transportaram-no para a
ra de Vaugirard, oude duas mulbereslagrimosas re-
ceberam o ferido. Frederico que nao satura esse*
das para proleger Brunisscnde e a mai, deseen ao
alarido e tumulto que fez esta volla, para informar-
se do que havia.
He mu martyr da boa causa qne trazemos! Um
anligo militar que eslava comnoseol E mil ncpli-
cajOea desse genero foram-lbe dadas. A mullido
dsspou-se e Frederico enlrou em casa das visi-
nhas.
He o senhor conde que trarisportaram morlo,
-dsse a criada. O mancebo sabio dizendo somenle:
Ja volto.
-Mr. de I'aulinhes foi cstendidn em um leilo sem
sentidos, e sem soccorro. A irmaa e a sobrio lia cho-
ravam aniquiladas. Um medico cnlrou oude esla-
va o ferido sem ser inlroduzido, sondou as feridas,
lirou as balas, e fez um curativo. As duas mulhc-
res immoveis dcixavam-noobrsr sem nada cosipre-
henderem.
Rcpouso silencio dsse o desconhecido. Se
recobrar os sentidos, nao o fajam fallar. Voltare
esla noile.
F'rederico que esperava o medico porta, norsun-
lou-lhe:
Entilo, que puosa t
Muilo mal, elle morrer amanhaa.
Madama de Murvieil assentou-se cabecera do
innao. A criada ia e vinha.
Vmc, ho que foi chamar o medico ? pergun-
lou-lhe Brnissende. "
_ Nao, seuhora, elle vcio sosinho, Quando sa-
bio vi-o^conversar com o visinho, o qual pareca cs-
preita-lo.
Sempre o mesmo 1 sempre bom dsse com-,
sigo a moja.
Durante doot ou tret dias o medico appareceu de'
manhaa e de noile. O oslado do ferido aggravava-
se, e madama de Murvieil endoudecia. Brunis-
sende paluda, desidia e choreta, trntava o to e a
ma. O delirio linha-se apoderado do doenle, e na
noile do segundo dia o rirurgao rhamou a moja
parle e disse-lhe :
Convm preparar sua mai para am griud gol-
fe, ero pouc.is horas elle estar morlo. A tcoliora
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
CMARA DOS SRS DEPUTADOS-
Dia 22 de maio.
Pelas 1(1 liaras e 55 minulos da manhaa. feita a
chamada e achando-se presente numero saffcientc
de membros, abre-se a sessao, depois do que be lida
e approvada a acta da antecedente. '
Em seguida sao tambera lidos e approvados os se-
guales pareceres.
nao pode ficar assim sosinha, deve chamar para
jnnto de si alguns prenles on amigos !
Nao lenho ningucm, senhor, respondeu a mo-
ra pensando era Frederico.
O medico chegou-se a Mr. do Paulinhes, o qual
vollando-sc para elle com os olhos espantados, e a-
nimadot pela febre, pergunlou :
- Ja ncabaram ? O governo... o re...
' Sim, sim,.tudo est terminado, Iranqujlli-
sc-se!
E o re... o rei... ,
Parti ; proclamaram a Repnblica 1
Ah ali dsse o conde Roberto desalando a
rir, ah ah!...
A 'ultima desta* cxrlamajOes foi sen ullimo sus-
piro. O pobre gentilhomem morreu conlente e le-
vando urna illusao suprema. Paz aos qne morrem
assm em urna crenja inveterada. O sangue vende-
ano affluira-lhe ao corajao e o suflocra.
As duas mulheres assi,lidas de duas irmaas de ca-
ndado vigiaram o defunto. Frederico oceupou-se
das tristes particularidades do enterro, a ceremonia
foi secreta, ninguem foi advertido. Madama de Mur-
vieil e a filha retiradas a um quarto. nada viran.
Brunissende sentio a honda de de F'rederico uestes
preparativos, coufiou nelle e tralon da mi a qual
nao conservava nem forja nem juizo.
O corpo d Mr. de Paulinhes foi acompanhado so-
menle por duas pessoas, Floquel o Antonio Bleru.
U artista quiz philosophar no caminho ; porem o a-
migo impoz-lhe silencio dizendo-lhc :
Brunissende chora
Assim os dons mancebos acompanhavam mudos c
recolhido* esse nobre cadver.
Frederico, disse Antonio quando volla vara, nao
lo parece que-o velho mundo va-se ? Es-a balas
perdidas em urna revolucao que vao ferir os ullimos
preconceitos cm urna alma generosa, esse enterro
sem acompauhamento, e tendo por missaa acclama-
jao de um povo cm triumpho !
Vollando ca*a Frederico informou-se, c souhe
que muitos amigos liiiham ido visitar as duas inu-
lliercs. Nao quiz apresentar-se e subi para seu
quarto.
Pelo meio da ouvo baler/i porta, abrio-a, e en-
conlrou Brunisscnde. julgou ver a sombra de sua
bem amada,
Minha mai dcsfja agradecer-lhc, senhor! mur-
niurou urna voz branda e trale. A viso desappa-
receu, e o mancebo seguio-a sem ousar proferir
urna palavra.
Madama de Murvieil levanlou-se "quando appa-
receu Frederico, lomou-lhe as infios e apertou-a*
com respeilo.
i- Obrgada, obligada, diste em voz baixa, e tor-
nando a eahir assenlada desfez-se em lagrimas.
Um longo silencio tuccedeu a esla effusao, Fre-
derico chorava e Iremia. A moja era p cora os olhos
a A commissao de pensoes e ordenados, a quem
foi presente o requermenlo de D. Liberata Ferrei-
ra Rosa, viuva do fallecido JoSo Ignacio da Conrei-
jo Rosa, no qual pede a merc de urna penjo cm
remunerajAo dos serviros prcsladot por ten marido
no lugar de administrador dot correiosda provin-
cia do Maranhao, he de parecer que seja indeferida
a sna pretenjo, vislo qoe ao governo compete a
iniciativa na enneessao de nm semelhante favor.
Pajo da cmara dos deputados, 22 de maio de
1851. D. Francisco. Gomes Ribeiro. J. K.
del*. S. Lobato.
A commissao de marinha e guerra, a quem foi
prsenle o requerimcnlo do major graduado Joa*
Homem liuedo l'orlilba, pedind melboramenlo Jie
de reforma, li e parecer que te pejam ao governo
informaroes a respeilo.
,1'ajo da cmara dos depnlados, 22 de maio de
1854. A. C. Sera Pereira. da Silva.
A commissao de marinha e guerra, para poder
dar o seu parecer sobre requerimcnlo em que o
lenle do estado-maior da 2a casse Luiz de Beaa-
repaire Kohau pede passagem para a arma de in-
fantera, reqner que a reapeito se pejam informa-
jOes ao governo.'
Pajo da cmara dos denotados, em 22 de maio
de 1854. A. C. Sera. Pereira da Silva.
Ficou adiado, por ler pedido a palavra o Sr. Fer-
reira de Agur, o seguinle parecer :
Foi presente commissao de constituirn e po-
deres a petijo de Cario* Jansen, natural di Prus-
tia e actualmente 2 sargento do 4 batalhao de
infanlaria,- engajado desde 13 de.junho de 1851 pa-
ra servir no imperio, em a qual pede a esta angos-
ta cmara a graja de dispcnsar-llic o lempo que Ihe
falta para* poder naturalsar-se cidadao hrasileiro ;
e a mesma commissao, altendendo que o tupplican-
te_iilo tem pruvado nenhum dos riquisilos exigidos
pelo artig 1 da le de 23 de oolupro de 1832 pa-
ra poder, merecer carta de naturalsajao, he de pa-
recer que teja indeferida a pelenjao do suppli-
canle.
o Pajo da cmara dos deputados; 21 de maio de
1854. Figueira de Mello.Jos Antonio Sa-
rn-a.
Sao jolgados objecto de deliberajao os segoinles:
Foi presente i commissao de contlitaijlo e po-
deres a pelicao em que'Manoel Francisco Ribeiro de
Abreu, subdito portaguez,arequer assembla ge-
ral legislativa do imperio a graea de dispcnsar-lhe o
espajo dj^3 rudos que anda Ihe faltam, na forma
do tI.KJ, 4 da le de 23 de outjjbro de 1832,.afim
de poder obter do governo caria deiialaralisajao de
cidadao hrasileiro; e a mesma commissao, alten-
dendo que o siippliciuile tem satisfeilo a lodos os
requisitos exigidos^ .pela le infra-indcda; que
desdb fins de 18W fez a declaraban exigida pelo
3. do mesmo artigo, considorada peto governo sem
cffoito por nao ler sido lavrada no livro competente;
c finalmente que o supplicanlc tem sido ulil ao im-
perio pelos estabclccimentos de industria agrenla e
mineira que dirige como prnprictario no municipio
da cidade de abar, pro\ iuca dp Minas Geraes, he
de parecer que se delira favorayelmenlc a prclenrao
do supplicanlc, e para esse fim offerece o seguinle
projeclo de resolncao :
A astambla geral legislativa do imperio re-
solve :
' Arigo nico. O governo (lea aulorisado a con-
ceder caria de natural isa jao de cidadao hrasileiro a
Manoel Francisco Ribeiro de Abreu, subdilo por-
luguez, estabelecido na provincia de Minas Geraes,
ficando para esse fim dispensado o lapso de lempo
exigido pela le de 23 de putubro de 1832.
o Pajo da cmara dos depnlados, 21 de maio de
1851. Figueira de Mello. J. A. Saraiva.
a Foi prsenle commissao de constituijao e po-
deres o rcquerimenlo do r. Carlos Pelrosi, natural
do grao-ducado de Meklemhurg-Slrelilz, c actual-
mente admniltido ao servijo do exercito do im-
perio na qualidade de cirurgiao ajudanle, por de-
creto de 15 de setembro de 1851, no qual pede
assembla geral legislativa do imperio a graja de
dispensar o lempo qae Ihe resta para poder preen-
cher o przo que Ihe resla, na forma do art. 1. 4.
da le de -23 de oulubro de 1832; e a mesma com-
missao, altendendo qne o sapplicante tem cm tudo
o mais satisfeilo os requisitos exigidos pela referida
lei; e que "sendo um estrabgeiro til ao imperio
pelot seus conhecimentos professionaes, j Ihe tem
prestado servijos desde a poca sapra-indicada, he
de parecer que se deve deferir favoravelmenle
prelenjao do supplicante, e para este fim offerece a
conciderajao desta augusta cmara o seguinla pro-
jeclo de resolujao:
ii A assembla geral legislativa resolve -
o Arl. 1. O governo fica aulorisado a conceder
carta de naturalsajao 3e cidadao hrasileiro a Carlos
Petrosi, natural do grao-ducado de Meklemburg-
Slreltz, e actualmente admiliidoao servijo do exer-
cito hrasileiro na qualidade de cirurgiao ajAdanle
ficando para este fim dispensado o lapso.de lempo
exigido pela lei de 23 de oulubro de 1835.
- 1854. Figueira de Mello. J. A. Saraiva.
Passando-so a ordem do dia, procede-se a vola-
j3o dos artigos addilivos coja discussao Ocou encer-
rada na sessao antecedente, approvaudo as pen-
sOes concedidas a Rodrigo Lopes da Cnnha Menezes
e 'visco'ndetsa da.Lagaa. A primeira he appro-
vada por 53 votos centra 7, e a segunda por 32 vo-
tos contra 25.
0 1. Secretario l um officio do Sr. Eosebio de
Quciroz, participando que nao pode continuar a
fazer parle desla cmara por ter tomado asiento no
senado. A' commissao de constituijao e poderea-
O Sr. J. Rocha manda o mesa a seguinle Indi-
cajo, que vai com urgencia commissao de contti-
tuijao e poderet:
ii Estando incompleta a depotajo do Rio de Ja-
MMk| qne te chame o 1. snpplente i Sr. Ve-
panrio Jos Lisboa, para lomar astelo. /. /.' da
Rocha, a
Ho epprovado sem debate em 1. discotso e se-
guinle :
i Arl. 1. Fica creado o Iqgar de substituto do se-
cretario da capitana do porto da corte e provincia
do Ro de Janeiro, qae percebern o ordenado an-
oual de oilocentos rail ris.
Art. 2. O governo marcar em regulamenlo o
modo por que devem fnedonar estes empregados'
e sua* respectivas atlribuijaes.
o Pajo da cmara dos depulados, nm 17 de ju-
nho de 1853. Gomes Ribeiro.'
Enlra em l. dtcutwao e he approvado tem de-
bate o seguinle :
Art. nico. Concede-te ao roonle-pio geral dot
servidores do Estado o usofruclo do propjio nacional
sito na travesea das Bellas-Artes,- onde aclaalmente
te pagara at penses do mesmo monte-pio derogadas
at leit em contrario. ,
Rio de Janeiro, 19 de agosto de 1853.. ier-
ra.Ribeiro
O Sr. Gomes Ribeiro requer que o projeclo entre
logo em 2. discussao.
Assim se vence, e o projeclo he approvado en 2.
discussao.
He approvado em 2. discussao o seguinle: >
Art. nico.O governo fica aulorisado a aug-
mentar os ordenados dos correios das secretarias de
eslado com 2O0SO00 mais cada, um. Ficando reho-
gadas para este lim quaesquer leit e disposi jes em
contrario. *
ir Pajo da cmara dos deputados* 26 de julho de
1853.Gomes Ribeirp.Meadonca C. B.
A requerimenlo. do Sr. Oliveira Bello tem urna s
ditcassao o segorile projeclo, que he aprovado por .
35 votos contra 22:
. a Art. nico. O governo fica aulorisado a pagar ao
general Francisco Jos de Souza Soarea da Andrea
a qua ntia de 3:4853266 de vencimentot que Ihe com-
petam como commandante do exercito na provin-
cia do Rio Grande do Sul, revogadat quasquer dispo-
jes em contrario.
a Pajo da'cmara dos depnlados, em 19 da julho
de 1853./. M. Wandtrley.Silva Ferraz__F.
Paula Santos.
Entra em 1. discussao o teguinte:
ii Aat. nnico. O governo he aulorisado a mandar
pagar ao Dr. Jlo Baplista'dos Anjos, abrimlo-te-
lhe o competente crdito, ns vencimentot a qae o
mesmo iftulor tiver direito cm'virtude da* licenjas
que obleve para trabar de toa saijde na Europa nos
annot d 1841 e 1842. f
o Pajo da camaradosdepntadot,em 6 de agostode
t853.Candido Mendas de Alifteida.Jos Antonio
de Magalhats Castro.J, M. Figueira de Mello,
vencido.
Depois de fallarem os Srs. Gomes Ribeiro, Pabla
Candido e Candido Borges, o 1. e 3. pedindo expli-
cajes aos membros da commissao o 2. defendendo a
resulqsao o Sr. Ferraz objjendo a palavra exprme-
se da maneira seguinle: *
O Sr. Fcrraz-.Eu pedirei casa toda a attenjao
sobre materias desla ordem; entendo qne o corpo
legislativo deve eslabelccer regras geraes, e qae a
applicajao nao Ihe compete, Deve eslabelccer regra*
geraes que definam os'dreitot e deveres de cada in-
dividuo, masa applicajao destas regras nao perlenee
ao poder legislativo, e sim ao administrativo, on ao
Judiciario. O projeclo' qae csl em discussao ainda
flue seja fundado em juslija viola esse granda pre-
eeilo, a o preceito constitucional da independencia
dqs poderes polticos. O que te quer, tenhores?
Declara-se que F. deve receber tal ordenado; te. a
lei Ihe falha, a commissao que offereja nm projeclo
genrico que regale a materia, mas nao determine
que F. tem direito a este ou aquelle vencimenlo.
(Apoiados.)
Quando fallo sobre esla materia desejo qne a c-
mara se compenetre da necessidade deeslabelecerem-
e regras sobre a competencia da liquidajAo, reco-
uheciraento e pagameqlo das dividas pastivat da Si-
tado. A lei do orjamento de 1845- eslabelecen que
Indo quanto fosse divida proveniente de fornecimen-
to ao exercito e marinha deve ser julgado pelo po-
der execulivo com recurso ao c,ouselho de estado '
A lei do conselho de eslado d a esta cornorajSo o
conhecimento de todat as questes sobre indemnisa-
jOc*.
Em todos os paites normalmente organittdoto re-
conhecimenlo das dividas passivas do Salador e de
seceos nao assemelhava-se mais a urna pessoa viva. O
quarto mal esclarecido, a roupa nrela, e a dessrdem
que ahi reinava ludo pareca sinislro. Madama de
Murvieil.denois doesforjo qne acabava defazer.per-
manecia subraergida na afflijSo, com a cabeja en-
tre as mos. "Floquet pensou no conde Roberto,
imagmou t alma delle vagando nessa habilajao e
censnrandd-lhe sua presenja. Brunissende no meio
da dor experimenlava urna alegra penivel tornando
a ver o amante. Era a ninrle quera lho trazia pe-
la mao ; porem ao menos elle Ihe era restituido.
Vises seplcraes alravessavam-lhe o espirito, c essa
idea de reuniao sor,ria-lhe obstinadamente no cora-
jao. Sua vida restabetelecia-se por urna reaejao ar-
denle. Opprimida por urna vontade firme em sua
paciencia, fatigada de implorar a Dos que cha-
maste para ti, perseguida pelos morios cegos da lou-
cura. ella sentia-se repentinamente livre, o esta*
scenas de morle, e de lulo naopodiam deixar de.pa-
rccerem-lhe mais alegres que seut sonhot.
Como Julieta, ella tornava a acbar o amante so-
bre a lousa de um tmulo, esua paixao era lao cas-
ta, tao purificada pela dor, lao affeita s imngens si-
nislra* e desesperadas, que ella nao julga va que fos-
se urna profanajao deixar fallar a alma.
Frederico, voss nao se apartar mais de nos,
agora que estamos sos, nao he'!
Brunissende pronunciou estas palavras com urna
audacia prophetica. O mancebo inclinou-se, tomn a
mao longa e descarnada da amante, e querendo dar-
lhe um beijo, s derramoa lagrimas.
Sempre jamis murmarou elle, as duas pa-
lavras qoeexprimem o mesmo pensamento.
Minha mai quer ir igreja. Pode-se sahir sem
pergo ?
Tudo est tranquillo, senhora. Eu at acompa-
nharei. -
E qne tem-se feito ? onde foi ferido meu to ?
F'rederico con Ion o que sabia.
Cuitado disse Brunisscnde, urna revolujao
e val la -II ic as ideas, oulra lirn-lhea vida. Voss per-
doou-lhc, n3o he assim Frcdericn'
A dor da moja acliava-se crislalisada, ella fallava
de hontem como de um lempo remoto. Urna sere-
uidade cruel quo nao era iiidi(Terenra,illuminava-lhe
o semblante. Frederico ajoclhou dianle dessa san-
tidade implacavel e dsse :
Brunissende eu amei-a sempre.
Eu o sabia, meu amigo.
Madamade Murvieilasssria immoyel emuda a es-
sa sceua, na qual nao havia galanlaria nem poltica.
As almas tinham lomado o lugar dos corpos, e con-
versavam entre si.
Frederico lornou-se o chefe dessa familia. A for-
luna das duas mulheres achou-se atacada pela revo-
lucao de fevereiro, o dinheiro que eslava em casa de
umbanqueiro foi coniprouiettido,|e o anligo escreven-
le s recplbeu urna parle. Madama de Murvieil refu-
giada cm Dos nao deixava ai igrejat, e permaneca
indiflerenlo s cousas desle mundo. esta vida de
irmao e irmaa, Brunissende nchavarte contente. A
mai emmagrecia e deperecia, e s orajes acresceu-
lou jejuns occopada de expiajcs inuteis. Eslava
mortatmente ferids.
A mortc alscou-a nma larde em San-Sulpicio, em
urna cadeira, onde passra a manhaa de joelhos.
Transporlaram-na fra. Ella fallou em convento e
co, ficou dous dias em urna bealilude asctica, e
morreu no meio de um desfallecimento. Frederico
e Brunissende choraram-na. Ella os tinha deixado
sem despedida nem pezar. Os amores' divinos so
egoittas, e o co que nao reparte jamis, toma osco-
rajOes inleiros.
No dia seguinle ao do enterro da mai, a moja
mostrou ao amigo a caria que o tio Roberto lbe es-
crevera, e que Iranscrevemos no cornejo desla his-
toria, poz um dedo obre as palavra* do pai: O* lem-
pos scraodiulceit, minha filha, honra leu nome, e
enfprega bem le^u corajao.
Frederico, eu o lenho escollado e mea pal fl-
car contente !
O mancebo apertou-a nos brajos e respondefa-lhe:
Sers feliz, Brunissende I
Os preparativos de ama feliddade sao tristes para
contar-se ,-por isso pararemos aqu. Asmis bel-
las flores crescem sobre deslrojos : elles .foram fe-
lizes.
Frederico foi urna manhaa casa de Antonio para
envia-lo sua familia desempenhar nma missao. O
artista era republicano, e seu espirito araava ot sym-
bolos.
Bem vs, diise elle ao amigo, o velh mundo
vai-se, ludo o que he estril morre. A moddade, a
belleza, a virtude, a honra, snecedem s idea* mor-
as. Tent talento, coragem, es o futuro, achaste
urna mulhej, es a vida.
Quando sahiam, pai Filippe, o velbo meslre de
armas, saudou-os.
Senhor Frederico, d-mo urna'palavra por fa-
vor. O senhor sabe que meu anligo discpulo P.
Chenoise,que nao se conlenlara com as minha* lijes
edirigira-sc aos grandes metlres para ler elegancia,
foi-morlo. Que Ihe linha eu dito 1
Antonio e seu amigo sorriram. Quando chegaram
ra de Vaugirard, Brunisscnde eslava nojardim
meditando exposla a um fro raio de sol.
Tu a vs, dsse Frederico, nao a iacommode-
mos, ella le conhece.
Parte e volla logo.
Os amigossepararara-sc.
Procura nma flor, minha querida? Deixe-me
dir-lhe urna.
E tirando do pelo urna mrgarida murchn, Fre-
derico acrescentoa :
He a flor que lorna agente iavencirel.
FIM.






toa legiiiraidade e liquidacao, compete ao poder ad-
ministrativo, e o governo depoii de sui decisfio re-
conhecendo su a Iegilimidade, etc., apresenla-ee pe-
ranle a cmara pedindo fundos para satiafaz-laa, on
eolv-laa.
Tamo-nos arrogado atlriunicao de estatuir discus-
aoea sobre nomes, sobre a applicasM da le, o que
nSo nos pertence;eonaderamo-nos urna instancia su.
perior para o conheciroerito dasdecsoes administra-
tivas, o que he contrario constitusao-e a lodos os
principios de organisajao do tyslema representativo.
Bttabelecamot a ragra geral; o poder administra-
tivo oo o judiciario faca a sua applicas&c, e nao es-
tejamos aqui todo* os dias sujeitos as solicitagoes e
taportanacOes por taes materias; acabemos com es-
tas cbicanices que diariamente apparcem e que.es-
tito todos os dias molestando-nos; o poder adminis-
trativo que compra seo dever.
Tomam parte na disrussao varios oulroa deputa-
dos, una combatendo-a, oulros defendendo-a, de-
pois do que ha lida e apoiada a seguidle emenda do
Sr. Atbuquerque. a Requoiro que se devolvam ao
invena todo os papis relativos i reclaniacao dd
pagamento que fea o sopplicante ; que verificado o
sen direito e liquidada a divida, a mande pagar era
virtade da autoritario que Ihe foi conferida para'
mandar pagar dividas de exerricios lindos S. a R.
O Sr. Mendes de Almelda combate a emenda a
qual he ostentada pelo sen autor.
O Sr. Ribeiro da Luz prononcia-se lanhem con-
tra a emenda, e coocloe requerendo que o negocio
voltea commissao.
Este reqnerlmenlo, sendo apoiado, entra em dis-
cuti e be por fin approvado, tendo fallado contra
elle o Sr. Paula Candido.
He approvado sem debate o seguinle parecer :
A commissao de poderes, a quem foi presente a
h'idicafao do Sr. Justiniano Jos da Roclia para o
fim de te dar'assento ao Sr. Venancio Jos Lisboa
na qualidade de sopplente a qoem compete substi-
tuir o Sr. deputado Diego Teixeira de Macedo, a-
I

tos a raais ligcira declaraco a talrespeito ; e nao he
natural, senhores, que se qualquer delles pretendes-
se ser indemnisado Ihe escapaste a mensao de lo
importante somma na occasiao em que dispunham
de seus bens, c faziara solemne declaraco de sua
ultima vontade.
lia anda em favor da faienda a considerac.io,que
nao lie para desprezar. de que a proprio pelcioua-
rio Manoel Jos Teiieira Barbota procedendo a in-
ventarlo dos bens de sen fallecido lio, o segundo
llar boza, nenhuma mencio fez nellede uina qoanlia
que, avultada como he, nao se pode presumir ficas-
se em olvido. Cumpre nolar mais que o segundo
Barboza instituindo o peticionario sen universal her-
deiro, diz apenas que o ser deseas bens do raz e
movis ; e nem urna s palavra a respeito de divi-
das, e nem ainda da quantia em questao de........
150:7329450.
Do eiposto resalla que a inlencao dos credores
originarios, a do proprio instituidor do peticionario
como.sen herdeiro, nao foi oulra senao nunca exi-
gir indemnisarSo ou satisfaco alguma dessa somma
que, des'eobcrta por um escravo, fura applicada
manutengo das forcas legaes e despezas da guerra
a prol da independencia. {Apoiadas.)
O que venho de dizer, Sr. presidente, tem em
sen apoioovoto mui valioso de difieren les membros
dos Iribunaes do paiz que tiveram de couhecer e jul-
gnr etsa questao ; tendo a fazenda publica sentenr-a
contra na primeira instancia, foi ella appeliada paja
a relapso da Babia; e accordao que sustenlou e
confirmou a dita sentenca foi embargado, e um ou-
tro condemnou a fazenda ; inlerpz-se o recurso de
revista ; no tribunal supremo da jaslice se jnlgou
haver-se feito injustica notoria i fazenda nacional,
quo a final foi eondemnada pela Harao da corle, de-
signada para o julgamento ; mas cm todos esses Iri-
bunaes leve a fazenda 14 votos em seu favor, e a
parle tmente 11...
Urna loz: Mas iato foi em differenles ocea-
chandojun semelhanle pedido conforme s acias da 'sies.
eleicio da provincia do Rio de Janeiro, he de pare-
cer qne seja o Sr. Venancio Jos Lisboa admittido a
prestar juramento *e tomar assenlo.
Paco da cmara dos depulados, 22 de roaio de
185*. J. A. de MirandaJ. A. Saraiva. '
Entra em discustao o seguinle :
Artigo nnico. O governo fica autorisado a pa~
gar a Manoel Jos< Teiieira Barboza a quanlia de
150:732*450 importancia da sentenca que obleve
contra a fazenda publica, para o que poder laucar
mao das sobras da receila do anno em qne te verifi-
car o pagamento, ou emitlir apolices pelo preco do
mercado.
Revogadas quaesquer disposigoes em contraro.
Pac.o da. cmara dos depulados, 18 de agosto de
1853J.M. tVanderliy. F. P. Santos,~ Sil-
va Ferraz.
O Sr. Paulo dos Santos requer a leitura do pa-
recer da commissao qne precede o projecto e he se-
litfelo.
O Sr. Henriques pedindo a palavra exprime-* da
roaneira seguinle :
Sr. presidente, tenho escrpulos de prestar o meu
voto ao projecto em discussio... f Apoiado.)
Urna voz: Depois de' urna senlen;a t!
O Sr. Henriques: Esses escrnpalosassentam na
persuasao em que estou de qne nao s houve re-
nuncia e desistencia tacita dos credores origina-
rios da fazenda nacional ao pagamento pedido dos
150:7329500, como tambero de que essa divida est
ptoetripla. (Apoiados..)
Vamos ao primeiro ponto. Notare primeiro que
ludo, Sr. presidente, a circumslAicia, que alias nao
mo pede deia'r de ter bem apreciada, de basear-se
a reclamar.ao de que se trata, e a qne jnlgou dever
attender a nobre commissao de fazenda, na impor-
tante quantia de 150:7329450, na simples declaraso
onvirdo parecer, forca de ameacase violencia ;
de um escravo, qne, como a Cmara toda sabe, nao
pododepdr em juizo, e cujas declarares por isso
mesmo iicnhum valor podem ter em direito. (Apoia-
do.) Alm disto, o 1. Barboza, de nome Jos Tci-
Xira sobreviveu por longo lempo a deseo berta des-
se dinheir, e sua applicajao 'ao pagamento dos
toldos mais despezas com -as forcas que na Baha
militaram a prol da independencia ; e nenhuma der
claraco, nenhuma exigencia, nenhuma reclamado
fez em todo o decurso de sua vida, quer peranle a
'hesouraria da Baha, quer parante o lliesouro, quer
anteo governo, quer finalmente ante o corpo legsr
lalivo acerca detse dinheiro ; antes eslon particular-
mente informado de que, vindo assim esse 1. Bar-
bota, como o 2. ToSo Teixeira. Barboza depois da
pacificacao da Baha, e coiiclasao da guerra da inde-
pendencia, a esta corle, e procurando bcjarem a
mo aS. M. o Imperador o Sr. D. Pedro 1, este lhes
dissera que estava ao faci dos servicos relevantes
qaeelles haviam prestado causa da independencia^
assim como dos prejnizos que por essa occasiao ha-
viam soffrido ; ao que os dous Barhozas responde-
rn!, que eram contentes e salisfeitos cem a oppnrtu-
nidade que tiveram de peder palenlear sua adhesgo
causa da independencia e de S. M. Imperial ;
que nenhuns prejuizos haviam solTrido, e quando os
wflressem, estavam pagos e satisfeitos...
Um Sr. Deputado : laso contla de documen-
to ?
O Sr. Henriques Acabo de dizer que itso
consiou-me por infarmaces particulares: se consta
de documentos nao sei, porque nao pude examinar
todo o procesao...
A mesmtx toa E estas InformacSes poderSo ser-
(fSr. Henriques: Ouca o reato. Em conse-
quencia do que e pastara nesta entrevisla, infor-
maram-me lamben que p mesmo Sr. D. Pedro I
ordenara que esses senhores fossem condecorados ca-
da um com a commenda do Cruzeiro.
O Sr. Jamen do Paco: Nao ha commenda do
Cruzeiro, s ha oIBchlalo.
O Sr. Henriques: Nao tenho feito esludo da
denominado e classificacao de todas as condecra-
teos : mas he isso questao de nome; o qne se me as-*
segurou foi que o Sr. 1). Pedro I por esse rasgo de
generosidade oe mandara condecorar. (Apoiados.)
O que he cerlo, porm, he que o governo imperial
. deaejando ter conhecimento peefeito da resolnco
dos dous Barbozat a tal respeito, ordenara ao Sr. ha-
rto dos Fiaes, pestoa mulo contienda e muito dis-
tincta, jt por snas qualidades pessoaes, j por sua
posicfo social, c j emfim por seus relevantes servi-
cot prestados ao paiz em differenles commissoes
apoiados repetidos) que se entendesse com os Bar-
bozat; o barao dera para este fim commissao a um
advogado, o qual foi ter ao engeoho, on prnpriedade
dos Barbotas, e com estes tratou acerca da impor-
tancia de que poderam ser credores da fazenda na-
cional; e a resposta foi dada ao governo da Baha,
da coja tecrelaria consta qne se extraviara...
Urna voz: Entao era boa,
O Sr. Henriques: Em consequencia deste ex-
travio nao pode ella documentar a defeza da fazendt
n processo coutra esta intentado por Manoel Jos
Teixeira Barboza, herdeiro do segundo dos referidos
Barbozat; mas o sen contexto, as intencOes desses
dous credores originarios, se conhece de urna caria
que de seu proprio punho dirigir o dito Sr. barao
enresposta ao desembargador procuradar da cora.
En vou l-la (t.) Vio a cmara que os Barbozas
. declararan! ignorar a importancia adiada; que del-
le ouviram differenles pessoas, e o proprio Sr. ba-
rio, que neobuma satisfaco ou pagamento que-
riam.. Ora, so os Barbotas frelcndessem haver in-
O Sr. Heliriques : Sirrt; no primeiro accor-
dao foi sustentada a sentenca proferida em primeira
instancia por tres votos contra dous a favor da fa-
zenda ; no segundo se deu quasi o mesmo, accres-
cendo que dous desembargadores divergirn!, enlen-
dendo que a satisfajao por parte da fazenda devia-sc
eslender, nao quantia de 150:0009, mas apenas
quanlia de 85,1559400 ; deste segundo accordao se
inlcrpz recurso de revista para o supremo tribunal
de justica ; e neste se resolveu, pelo voto de novo
desembargadores contra dous, qne tioha lugar a re-
vista pela injustica notoria fela fazenda de des-
prezar-se t'n limine a opposic.o da fazenda, repre-
sentada pelo procurador da corda nos embargos,
que pediam a reforma do primeiro accordJo e da
senlenoa da primeira instancia, porque elles conl-
nham materia que, bem examinada, deveria dar
em rpfultado a absolvicao da fazenda. Eu von ler.
Esle accordao foi tomado, como disse, por nove
membros do supremo tribunal de justica conlra
dous. Es-a deciso porm nao aproveitou fazenda
nacional, porque na relacn da corte foi ella eon-
demnada ; 14 votos foram vencidos por 11 ; e o tri-
bunal supremo de justica igualmente vencido por
outro, que Ihe he inferior. Sct bem, Sr. presiden,
te, que a final est a fazenda competente e legtima-
mente eondemnada ; c lie escorada nessa condem-
natao quo a parte pede assembla geral,o seu pa-
gamento ; mas sei tambem, e a cmara toda sabe,
que i'su s nao he bastante. ,
As cmaras legislativas, a aseembla geral tem o
direito de apreciar essa questao, de averiguar e re-
conhecer se o pagamento pedido he de justica. Os
dinheiros de que se trata foram applicados, como
declara a nobre commissao de fazenda e consta dos
autos, ao pagamento da tropa c unirs despezas da
guerra, e o art. 3,da lei de 24 de oulubr de 1832
determina o seguinle : que nao ser inscripta e
nem paga divida alguma que respeite a perdasde
particulares por motivo de guerra interna ou exter-
na sem aulorisarao da assembla coral.
Daqui eu nenhuma oulra illacao deduzo sean
que a assembla geral se quiz considerar juiz neslas
queslOesdc aita importancia, e de grandes prejuizos
para os cofres pblicos ; que ella se quiz reservar o
direito de bem aprecia-las e medita-las, e resolver a
final como em sua sabedoria- entender que he de jus-
tica, servlndo os processos de meros documentos.
Essa disposiclo foi ha pouco em parte sustentada
pelo art. 9 da lei n. 599 de 16 de'setembro de 1850,
que declara as deipezas extraordinarias occasionadas
pelas rebellines que tiverem lugar as provincias,de-
pendentes em seu pagamento de fundos votados pela
corpo legislativo.
V pois a cmara que est ella em seu direito exa-
minando e revendo todo esse negocio; e que a de-
ciso do poder judiciario nao pode servir de emba-
race a qualquer resoluc,ao em sentido contrario.
Eu disse, Sr. presidente, qne os mens escrpulos
se fundavam : 1., em que eu me persuada ter lia
vido renuncia c desistencia, ao menos tacita,dos ori-
ginarios credqres da fazenda ao pagamento de que
se trata ; e em 2 lugar na prescripeSo : moslrei
j a primeira parle ; vou entrar na segunda.
O procurador fiscal da theaouraria da Bahia foi
citado a requerimento de Barboza aos 14 de setem-
bro de 1837, em virtade do despacho do juiz com-
petente de 12 do mesmo mez e anno ; e a accSo foi
acensada em audiencia, como todo se v dos autos,
aos 16 do mesmo mez e anno. Ora, no anno de 1837
vogav.ra disposicao do capitulo 209 das erdenancas
c regiment da fazenda de 17 de ouluhro de 1516 ;
nao s porque nao consta que-fosse alterada, como
porque a lei de 20 de oulubro de 182-1 deca raudo
a legislarlo que depois da sabida de el-rei o Sr. D.
Joao VI para Portugal devia ficar vigorando entre
nos, a comprehendeu mui explcitamente quando
delerminou que, art. 1, ficavam em vigor no Bra-
sil as ordenaces, leis, regimentos, alvars, decretos
rcsolucOcs promulgadas pelos reis de Portugal, e
pelas quaes o Brasil se governara al 25 de abril de
1821, em qne el-rei se a usen ton desta corle.
Mandando portadlo esta disposicao da lei de 20
de oulubro de 1823 que flcassem subsistindo cm vi-
gor entre nos as ordenarGes e leis portuguesas, fa-
zendo explcita menc,ao dos regimentos, expressao
qne comprehende incontestavclraenle os regimentos
de fazenda, he obvio que o capitulo 209 do regi-
ment da fazenda, que estabeleceu 5 anuos para a
prescripsao das dividas passivas da fazenda nacio-
nal, eslara em vigor ao lempo, em que a aejao de
que se trata foi intentada conlra a fazenda nacional;
e tanto he isto exacto, que o art. 20 do decreto de
20 de fevereiro de 180, n. 41, quecreou o ayttema
de exercicios, declara que o citado'captulo 209 nao
havia sido revogado, e manda que continu a aer
observado entre nos. Ora, acabando como acabou a
lula da independencia em 2 de julho de 1323, poca
anteriormente qual se havia adiado e applicado is
despezas da guerra esse dinheiro, e verificando-se a
cita cao do procurador da fazenda para o seu paga-
mento em selembro de 1837, havia decorrido muito
c muito mais de 5 anuos: 1 annos. Entendo por-
tadlo que a aec,3o eslava prescripta, e que a fazen-
da nacional nao poda de maneara alguma ser eon-
demnada a pagar a enorme somma de 150:000O00.
Por estas cuusideraces, Sr. presidente, eu escru-
pulizo mui'seriamente votar pelo projecto, e conlra
a fazenda nacional: indicios os mais vehementes, ou
antes prava, ha da renuncia dos originarios credores;
a fazenda leve em seu apoio um numero de votos
d'cntre os joizes superior aos da parle; e cmquanto
demniaaco, no era natural: 1.', que soubestem L,ao rorpo*,,n,0 zUior esclarecido ela disiussao
perfeitamenle a importancia da divida: 2.,

que
miando e nao soubessem procurassem haver o> do-
cumerflos e provas precisas, e Iratassem de" promo-
ver urna satisfaco como que lembrada pelo governo?
Bir-te-ha talvez qae cartas particulares nao po-
dem fazer prova ; mas nesse cato recorrer! ao jura-
nenio do mesmo Sr. bario dos Fiaes, que consta
do* autos. Peco cmara se digae attender sua
leitura. {t.) Temos pois que, referindo-*e o barao
rateo depounento ,i carta que dirigir ao desem-
bargador procurador da cora, tem esta o preciso va-
lor f : faz prova em juizo ; o ninguem, Sr. pre-
sidente, me persuado haver que, conhecendo o Sr.
bario dos Fito, deixe de suppor exacto e verdadeiro
ludo quanto elle referi: ao menos eu acredito que
a toa declararno ter.i todo o merecimento e forra
rnate a cmara dos Srs. depulados. (Apoiados.)
As primeio Barboza tobrevivfu o segando '.Veste
mesmo at o terapo de sua morle em 1836,13 annos
depois que lerminou a lula da independencia, o que
leve lugar, se nao me falla a memoria, em 2 de ju-
lho de 1823, nenhuma reclamacao fez a respeito de
Mmerhaale divida, sem duvida porque seas inleo-
rOes foramsempre as que constara d carta. Ala-
do isto aceresce ainda, que nem um nem outro dos
dous Btrboiai referidos fizeram em seus leslamen-
varei anles contra o projecto do que a favor,
O Sr. Ferraz : Sr. presidente, cu me acho as-
signado neste parecer, de que foi relator o meu no-
bre amigo e collega 0 Sr.Wanderley. Elle foi o
cncarregado de examinar o processo, e nos oulros
membros da commissao, pela foque elle nos mere-
ce, Ihe demos um voto inlcirainciilc confidencial.
(Apoiados.) Mas daqui nao se segu qne eu nao
possa defender o parecer. Eu o acho fundado, e
cmquanto provas cm contrario nao apparecerem,
u<> posso de ma ne ir a alguma apar tar-me desuacou-
cluso.
Senhores, ninguem contesta que o poder legislati-
vo se acha por urna le especial (perd traa das prescripcOes, onde faz depender taes ques-
ICies do processo judiciario.
Tambem nao occullarei cmara que nesta parle
o nosso direito he intciramenlecontradictorio. Pela
le do ornamento de 1845 a materia de liquidacao e
pagamento de dividas passivas do estado provenien-
tes de forneciinciilos feitos s diversas repartieses,
lie da competencia do poder administrativo, com re-
curso para o conselho de estado. Assim tambem a
materia de indemnisacOespela lei que creou o con-
selliode estado ; no prsenle caso, porm, me parece
em parte da competencia do poder1 judiciario, porque
importa a reslitaic8o de- valores sabtrahidos do do-
minio do uro particular
Mas deixando toda a liberdade i cmara, vejo-me
na necessidade de locar n'um ponto, e combaler o
meu nobre amigo c collega na parte que diz respeito
prescriptiio.
As razoes expendidas pelo meu nobre amigo, sua
opinio, seriam dignas do adoplar-se e seguir-se se
nao houvcsse urna lei, a do orcamento de 1841, qae
diz: t Desta dala em diante Dcam em vigor osarls.
209 e 210 do regiment da fazenda a respeito das
prescripcOes. E tambem o meu nobre amigo sabe
que todas as leis posteriores, todos os regulamenlos
do governo se basam sobre a disposicao da le de
1841. Eualerei cmara. ;
Do l.o de Janeiro de 1843 em diante nao lera
t mais lugar inscrpcao alguma da divida passiva
fluctnante, mandada fundar pela lei de 15 de no-
ce vembro de 1827, excepto daquellas que nessa
a poca ae acharem em liquidacao ou pendercm de
a processo judicial, ficando inleramente prescrip-
u tas, etc. o
E neste caso se acha a presente, visto que leudo
comecado em 1837, cm 1841 eslava pendente do pro-
cesso judicial, Continuemos na leitura do artigo :
Da mesma data em diante (1." de Janeiro de 1843)
ficam em vigor os artt. 209 e 210 do regiment
da fazenda, assim pelo que respaila divida pas-
'< siva posterior a 1826, existenle al boje, e divida
fulura; como pelo que respeila a'toda a divida da
ncelo.
Ora, sta nessa poca estava pendente de processo
judiciario, porque o processo comecou, como dase,
em 1837, como o nobre deputado fez ver....
O Sr. Henriques : Ja esvava prescrpto.
O Sr. Ferraz : Quando a forca. dessa prescrip-
cio Valetta conforme o regiment da fazenda, esta
le loria excluido esle caso, prorogando o lempo a seu
respeilo : a \ excepgo daquellas que penderem de
processo judicial, ficarao prescriptas, etc.
Por consequencia ja se v que nesta parte o nobre
deputado nao tem razio.
Nao tem razao ainda i vista do contexto da ultima
parte detse artigo : a Desta data em .liante ficam em
vigor os arls, 209 e 210 do regiment da fazenda a
respeilo das prescripcOes. Logo al essa poca es-
tes arligos nao estavam em vigor.
Foi um erro do legislador, digamos assim, se o le-
gislador pode errar ; mas nao se segu que os arts.
209 e 210,eram que se fundn a argumentado do no-
bre deputado, eslivessem em vigor ; porque, apelar
das jurdicas razes do nobre deputado, diz urna lei:
a Desta data em dianle ficam em vigor os arts, 209
e 210; logo al essa poca' nao eslavam em vigor,
conforme'essa le, os arUV 209 e 210." Eu confessp,
opino como o nobre depilado; mas a lei me diz*:
Nao leudes razao.
Senhores, era um erro ; considerou-se qne a lei
linha cabido em d>snso, e depois vci o decreto que
o nobre deputado citou e declaran que ella nao esla-
va em desuso ; mas o legislador vio que esse decre-
to nao era regular.
O Sr. Henriques : Isto foi dito ex>-abundan-
cia.
O Sr. Ferraz Era ministro da fazenda um dos
nossos mais habis e celebres financeiros e juriscon-
sultos, o Sr. visconde de branles; por consequen-
cia nao era possivel quo elle tivesse adoptado essa
dsposirao, se acaso entendesse o governo e o llie-
souro que os arls,209e 210, aperar do decreto cita-
do pelo nobre deputado, estavam em vigor.
Em ver.laiie todos os Iribunaes consideravam em
desuso taes arls. e regulavam a materia pela lei da
preter prio commum. *
J v pois a cmara qae nesta parle o parecer da
commissao nao pode ser combatido.
Agora Senhores, a de.-laracao do Sr. Luiz de Araujo Bas-
tos cm regra(eu fajo aqui a defeza dos Iribunaes
que intervieram no jiilsamenlo desta causa) rilo po-
de em juizo ser admittida para contestar e inutlisar
o direito de re-tiluicao e satisfaco que tnham os
antecessores das pessoas, queliojc pedem o pagamen-
to dessa quanlia pelo facto de se ler tirado a proprie-
dade de Barboza.
O 'Sr. Henriques: Por declaraco de nm es-
cravo. v
O Sr. Ferraz : Seja de quem fr.
O Sr. Henriques : Nao tem forca jurdica.
'* O Sr. Ferraz : Seja declaraco de qnem fr.
O facto da tirada e aproveitamento do dinheiro. a-
Ibeio impOe a obrigac,ao por direito divino e natural
inconleslavcl de restituir e indemnisar, ou seja feila
a denuncia por um escravo, ou seja por denuncia de
qualquer individuo livre. Nao ha lei divina ou hu-
mana que d o direito de dar-se busca n'uma casa
para tirar a fortuna alheia ; ninguem tem o direito
de locuplelar-se com fazenda alheia.
O estado excepcional em que se achava entao a
causa publica pode colorar esle facto; facto commet-
lido ou praticado por um individuo sem autorisacilo
do governo em urna poca de guerra, em urna po-
ca toda excepcional. Logo, pois, da parte daquelles
que se aprovetam de nm objeelo alheio corre aobri-
gacao de indemnisarao, de restiluicao, ou saja esse
facto efleilo da denuncia de um escravo, u teja ef-
feilo de qualquer oulra fonte a mais pura possi-
vel.
Portante, senhores, em direito.divino, natural e
positivo, a restiluicao lie de justica. e cumpre ser
feila. Vamos agora ver se houve cessao.
He urna Iradiccio emminha provincia essa cessao;
mas eu como julgador podere dizer que ella exis-
ti quando nao ha documento que a prove 7 Ser
pela ausencia do pedido qne devenios deduzir a ees-;
sao da parte, e por consequencia o direito da fazenda
publica? Pois porque no testameuto dessa pestoa
nao se menciona este faelo, segue-se que o direito es-
teja perdido, que haja ama renuncia desle direito ?
As renuncias a desistencias de direitos nao se pre-
sumen), nao se provam por esta forma ; he preciso
una prova "anillentica, urna prova escripia. Sao
eslat as rearas que tenho bebido na legislarlo do
meu paiz, e uo s na legislaran do .meu paiz, mat
na legislarao de todo o mundo.
u pois, levado da Iradicjlo que existe na mnha
provincia, podera argumentar como o nobre depa-
tado*; e se fra jurado talvez me decidiste como o
nobre deputado ; mas membro do urna commissao,
examinando os papis e julgalnentos, hateado sobre
taes factos e disposices'do direito, o que pollera fa-
zer ? Havia de dar um parecer afiirmativo, appro-
valivo.
Ora, quando o Sr. barao dos Fiaes na qualidade
de delegado do governo, juiz creio eu que era, di-
rigio-se a Barbozas nao podera exigir urna declara-
cao por escripto dessa sua renuncia ?...
Urna voz : Dcsapparcceu.
0 Sr. Ferraz : Senhores, nao aproveita aos qfle
dormera o beneficia do direito. Mas donde tiramos
o facto da subtraciio desse documento da secretaria
do governo ? Pois seria elle de tao pequea monta
que nao fosso'mediatamente transcripto, registrado;
laucado mesmo em um livro de notas Era de tao
pequea importancia que esse mesmo magistrado
nao promoverse com o seu conselho esta Iranscrp-
cio, e deixasse ludo merc de tradicOes, que sem-
pre sao vagan, inflis, e passngeiras, o militas vetes
funestas'! E neste caso direi como he que o
magistrado podera dar um julgamento, nm voto de
maneira contraria Era preciso recorrer a nutras
bases, como creio que recorrern! esss ontros se-
nhores. E direi tambem que muilas Vezes os ma-
gistrados, pelo fado de se considerar a fazenda publi-
ca sempre como menor, na elasse daspessoas que
precisam de luidla, de proteceo, sao favoraveis no
sej julgamento aos negocios da fazenda publica.
lie astim que sou obrigado aclassificar a decsio
lo supremo tribunal de justica.
PIMO OE PERMmB C0>SEXTJl FEIRA 23 OE J
palvfaS S
DE 1884.
^3
as paiavrWTi omi^gjo ?Nao, desejo que a
mar invesligik. szamine-^mie negocio, proceda c
bastante prudencia (apoiaaot,^WoVnois deste as-
me estou persuadido e convencido\^ne\juslca i
de Iriumphar, qualquer qne seja OMf]tS.olb*-
leja,
Sao estas as razdes que me fizeram levantar para
sustentar parecer em que me acho assignado, e
que he obra de ara amigo em que muito confio.
OSr. Henriques : Sr. presidente, eu intistirei
na procedencia dos argumentos que expend relati-
vos prescripsao apezar do respeilo que tributo i
luzes do nobre deputado. Na fazenda nao era -
nhecda outra disposicao a respeilo da presen'
quer dat dividas aclivas, quer das passivas, ten.
captulos 209 e 210 do regiment que ha pouco c.
lei; se em algunas tbesourarias se proceda diversa-
mente be porque estas dsposi(Oes Ihe eram eslra-
nhas ; mas dessas duvidas e regularidades dadas a
lal respeilo era urna oulra rep.irlic.ao fiscal, nao se
pode argumentar contra a nao existencia da citada
disposicao. .Talvez ellas molivassem a nlroduce,5o
no referido decreto de 20 de fevereiro de 1840, que
leve s por fim systemalisar a escripturacio da fa-
zenda do sohredilo arl. 20 ; declarando que, no es-
tando expressamente retogado o cap. 209 das orde-
nanzas de fazendade 17 de outubro de 1516, ser
elle guardado em todas as suas partes a respeito
das dividas patt'oas do estado que tiverem mais de
cinco annos.
Quando, porm, este art. 20 do decreto de 20 de
fevereiro,nao eiis(itse,ainda assim nao te poda argu-
mentar contra a Rrea e efleitos do citado cap. 209
face do art. 1 da Id de 20 de oulubro de 1823, que
declara em vigor os regimentos expedidos pelos
reis de Portugal al a poca da tahida do Sr. D.
Joao VI.
Se, pois, como muito bemilisse o decreto de 20 de
fevereiro de 1840, o capitulo 209 nao eslava revoga-
do ; se elle, portanlt, exista em vigor, o lempo em
que te inlenlon a acfAo conlra a fazenda, a conse-
quencia lgica "que eu tiro be, que a divida estava
prescripta a favor da fazenda.
'O nobre depotado argumenlou com o art. 20 da
lei de 30 de novembro de 1841 ; mas o nobre depu-
tado leni bstanle capacidade e perspicacia para re-
conhocer que a disposicao desse artigo uenhuma al-
terarlo poda produzir, c abe mui lo'bem, que p-
ticamente nunca produzo sobre o disposlo no de-
creto de 20 de fevereiro dn anno anterior. A lei de
1841 repeli o que dispoz o decreto de 20 de feve-
reiro, no intuito nnico de Ihe dar mais forca ; leudo
de eslabelecerregras fixase u varia veis que pozessem
termo irregularidade ecoofasaoque se da va na i ns-
crptao da divida publica, determinada pela lei de
15 de novembro de 1827 ; ella enlcndeu conve-
niente declarar qual a prescripsao a que eslavam su-
jellas as dividas activas, como as passivas da fazenda
nacional; he essa nessa parle ama disposicao ex-
abundantia, he urna mera repeticao do qae eslava
disposto e ordenado. Ainda ha ponco li a disposi-
cao do arl. 6 da lei de 16 de setembro de 1850, cujo
final he em parle urna repelicjio do disposlo no art.
31 de 24 de outubro de 1832 ; repeli(es semelhan-
let se encontrara a cada patso na legislacao antiga e
moderna. <
Portanto, o final do artigo 20 da lei de 30 de no-
vembro, as palavras da mesma data em diante, is-
to he, do 1. de Janeiro de 1843 em dianle, ficam
em vigor os captulos 209 e 210 do regiment da
fazenda, assim pelo que resp'eita a divida passiva
posterior ao dhno de 1826, enstenle athoje, e a
divida futura, como pelo que pertence atoda a di-
vida .activa da nacflo, nao tem essa forca, que o no-
bre deputado Ihe empresta ; nem dahi se pode de-
duzir que os referidos captulos nao vigorassem an-
teriormente.
O Sr.ferritz : Mat atienda que a lei he su-
perior ao decreto.
O Sr. Henriques : Rcconheco ; mas quando a
lei nao revoga o decreto, a disposicao desle subsiste:
atienda o nobre deputado que o arl. 20 da le-de 30
denovemhro. leve pjir fim smente regular odisposlo
no arl.1 1 .dalei de 15 de novembro de 1827,a qual
aulorisava apenas a inscrpcao da divfda publica an-
terior a 1826, declarando que do l.o de Janeiro de
1843 cessaria etsa inscripcao ; e porque vista das
irregularidades notadas a respeito dessa divida atra-
zada, convinha prover sobre o fuluro, a lei de 30 de
novembro de 1841,. estabeleceu que a divida futura
ficava subordinada s disposicts dos captulos209 e
210 do regiment de fazenda, dando um espaco que
Ihe pareceu razoavel para sciencia dos credores.
Procedendo assim, ao mesmo tempO que regularisou
e tyttematsou a inscripcflo da divida passiva a car-
go dat differenles thesoorariat e do thesouro nacio-
nal, garanti o direito dos particulares, credores da
fazenda. Parece-me, pois, que a prescripsao he man-
festa, c nenfcum o direito de pretndeme ao paga-
mento do projecto ; e te os Barbosas tivessem inl?n-
tio de reclama-ln do.lhesouro, nao he natural qne
o fizessem desde 1827 em que foi garantida a divida
pnblica anterior al826,alque falleceram ? Parece-
me qne nao pode haver duvida a tal respeilo.
Senhores, en tenbo ainda convicio de qne a divi-
da de que se trata, tem contra si os argumentos qne
expend, quer deduzi Jos da renuncia tacita, quer da
prescripsao ; emuito me anima e alenta a respeito
de quanto expend a maneira porque o nobre de-
putado concluio o seu discurto. O nobre deputado
vacilla ainda, e varilla em duvida-; porque, recto
como he, julo julga provado odireilo do pretndeme,
e nem a obligaran i restiluicao por parle da fazen-
da. Isso para mim ha mui lisongeiro ; e mais dis-
poslo estou, portadlo, a votar contra o projecto, em
quanto nao for esclarecido o convencido acerca do
direito que a parle se arroga. Cumpro assim um de-
ver duplo, como empregado de fazenda, e como re-
presentante da nacao.
. Julga-se a materia snflicienlemenle discutida, e
nao se vota por verificar-se nao haver numero le-
gal. .
O 1. Secretario faz a chamada tegundo o regi-
ment, e depois de se haver dadoa ordem do dia,
levanla-se a sessao as 2 horas e 45 minutos da
tarde.
--------M--------
era o Dr. Manoel Jos da Silva Neiva um magis-
trado probo, inlelligente, e de mais a mais afavel e
mui corlez. O Sr. Dr. Nejva entrn com o p di-
reito uas Alagoas, isto he, chegon em urna quadra
era que sua presenca era sobremaneira apetecida,
alm disso acliou o lerrcoo j arroleado e preparado
pelo seu mui digno antecessor o Sr. Dr. Paes Brre-
lo: nao queremos com itso dizer que o Sr. Dr. Nei-
va nada mais tem a fazer tenSo cruzar os lirajot e
laisser aller es affaires; aa herva nociv.aa eas
grandes raizet de dtlelerias (roncos uascera espon-
tneamente com rapidez e brotam com mais forra
quando o diligente agricultor desampara a lavour,
embora preparada: o Sr. Dr. Neiva ainda lera bat-
ante a fazer, ainda tem que mondar muilot juios,
qno extirpar moitos tcot malficos, se quizer ver
medrar a cera ainda ienra, se pretender culher sa-
zonadbs froclot. Praza a Dos que nao desacorocoe
em seu afanoso Irabalbo, e nao consinta entbiarem-
; aa enrgicas medidat lomadas pelo mu Ilustrado
adminislrador desta provincia Dr. Jos Antonio Sa-
raiva, de saudosissima recordasAo, mui efflcazmenle
coadjuYado pelo seu activissimo cliefe de polica,
para reprimir o crime e garantir a vida e proprie-
dade do cidadao. Louvores ao governo imperial,
qae, eorapeuetrando-se da ioconlestavel verdade
que nada seremos emquanto nao deixar de estar a
vida de nossos cidadaos merc da faca do baca-
marte do capanga, tem reeommendado aos seas de-
legados que empreguem loda a actiitdade, diligen-
cia e zelo nesse nobre empeuho 1 .Gloria aos Ilus-
tres administradores que lem envidado teusesforsos
para satisfactoriamente cumprir aquelle benfico,
mndalo! Honra finalmente as autoridades policiaes,
que tem prestado leal e effieaz coadjuvac.ie para al-
c.anc,armos um futuro mais lisongeiro para este fr-
til e abencoado paiz, pela Providencia destinado a
representar importanto papel entre as mais cultas
naces.
Mas onde me leva a penna 1 Cera mil mi-
Ihdes de perdes, Sr. correspondente, Ihe pe-
a: ia-me excedendo, e dando vela por asso-
erbados ocanos, ia entrando em Bn mar osado
de abrolhos onde infallivelmenle snssobraria um
liomo pillo comoeu; por isso pedindo-lhe. oulra
saimiulgeniiam, absolvilionemetremissionem au-
dacia velloh remar na mnha pirga nesle placido
ribeirinlio :.ia-lbe dizendo quenada havia digno
U mensao respeilo da seguraba individual quan-
lo me veio o demo fazer aquellas ccegas. Vade
'etro, Satanaz! Figas, pdepalol Vai-para a
ireiat aaritat'
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DS
PERNAMBUCO.
Mcele' 17 do jnako.
qne eu diga tambem ama lei excepcional) encarre-
edo de apreciar e examinar todas as questoes que
originaren! desta materia, anda quaudo sobre el-J__^^Wl?o>c?mo nagislrado leria muila duvida de
las baja decisSo judiciaria passada em julgado ; por
isto desejo que a cmara ventile e examine bem esta
questao...
O Sr. Henriques: Apoiado.
O Sr. Ferros: Mas, oomo membro da cora-
missao, en nao poda deixar de respeitar o julgado.
Eu direi tambem cmara que alguna lei existe
que parece querer dar toda a forca a julganentot
law; he a lei do orsamenlo de 1841, na parte que
negar o direito da parte ; como membro da commis-
sao nao podara deixar de reconhecer este direito ;
como jurado nao sei o que faj-ia ; havia de averi-
guar bem, de examinar se a fonte da Iradirjo era
pura, para dar o meu -voto consciencioso.
Se pois, conforme a lei de 1841, a divida nao est
prescripta, se a respeito do facto du-se isto, eu en-
tendo que a commissao proceden bem. Mas deve-
rei eu dizer cmara dos Srs. depulados qne Tole
Foi tal a presta'com qne rabisquei a inioha ulti-
ma carta de 12 do correle, que etqueci-me de dous
pontos imporlanlissimos: a hvgiene publica, e a
seguransa individual; he bem pois que encele hoje
esla por acuelles dous assurnplos. A sapienlissima
junta medica, cujos membros linham de emitlir o
seu juizo acerca dos cinco qusitos de que Ihe fal-
lece indicar medidas preventivas qae esconjuras-
sem o genio da deslruico que, qual negro (ou ama-
relio) abulre esvoacava por sobre esla cidade, em-
polcando ma on oulra presa, fez sua segunda con-
ferencia uo dia 5 do correle, e toda a junta una
voce et unnime declarou que lavamos sol o
reinado da tremenda febre amarella'.Terruitur-
bem, terruit gentes graves ne rediret annus quin-
quaginta. A'visla da lerrivel manifestarao orc-
nou o Exm. Sr. vice presidente a cmara municipal,
que fizesse rigorosamente execular as medidas pre-
ventivas indicadas pelos mdicos saber: 1. lim-
peza das ras e esgolo das aguas encharcadas. 2.
remocao do lixo-e immniidicie do centro da cidade.
3." inliamasBo de todos os animaes que pereces-
sem incognitis causts. 4." correisao rigorosa nos
depsitos de carne secca, bacalho e mais gneros
alimenticios sujeitos corrupto. 5." fisralisacao
escrupulosa sobre o gado destinado ao consumo pu-
blico. 6.a probibirao de enterras com pompas, e
privaran absoluta de dobres de sinos por fallecimen-
to de qualquer individuo. 7.a finalmente suspenso
' do laque de chamada de irmaos que acompanham o'
viatic.
Por mais que procursse o Marcos e o Manoel An-
tonio pelos eslerqailinios, charcos, tabernas, arma-
zens, curral, enterras e torres, ainda n8o os loLri-
guei, nem lhes pude puxar pelas linguas; por isso
nao posso dizer-lhe se a cmara, na forma do ten cos-
tume, alirou para o archivo o offico presidencial e
continua em seu dolec far niente ou (para fallar
em lingangem inussu Imana, que grassa a turco-ma-
na, em delicioso kief no seu magnifico Kiosque.
No entonto do zelo, cuidado e estrela observancia
daquellas medidas podiam depender, as nossas vidas;
digopodiam, Sr. correspondenlc, para que Vmc.
nao julcue que ji estamos semlu dizimados: merc
de Dos, por ora s apparecc um ou oulro caso fa-
tal, e alguns dos mais acreditados mdicos da capi-
tal nos asseguram que ellas deapparccerao com a
cessaeao das chavas: os argos lhes fallera pelas boc-
eas I Pude ler no Tempo o parecer emillido pelo Dr.
Jos JoaquimJ?irrainoem resposla aos qusitos da
vico presidencia, e em verdade Ihe digo que den-
me nogolo aquello Irabalbo: j sabamos que o Dr.
Firmino era mui bom medico, mas gnoravamos
que possnia elle lanta Ilustraran e litteratura.
Ha muito que nao Ihe tenho tocado na seguransa
individual: pego-llie qu nao anlecipe mos juizos
desse meu silencio; pois se me tendo calado he
porque nada tem oceurrido a lal respeilo digno de
mensao.
O Mello Vaseuncellos, com quem lenho ltima-
mente conversado, moalra-se agora salisfeito por le-
ren cetsado as interinidades, e parare mui contente
com o sen ehefe, diste-ma illt que no sen entender
areias gardas!
Em paz rom a mluha consciencia depois deste
exorcismo debaixo de lodo o preccito, dir-lbe-hei
agora o mai chmenle pussivel.que nRo foram bal-
dados os esforcos do Sr. Saraiva e Paet Brrelo, o
resultado he maravilhoso! Passon>se un- trimestre
linleiro tem haver um homicidio nesla provincia III
Com efleto, Sr. correspondente, quera eslava acos-
lumndo a ver lodos os inezes urna avultada lisia de
assassinatos, homicidios, ferimenlos, roubos e po-
tras facanhas de igual jaez conlra' a vida a proprie-
dade, lica cradavclmenle sorprendido quando no
fim de 90 dias nao lem a mencionar nem nm as-
sassioato, nem ao menos um desses attenlados que
bradam aoscos! Ser pqrventura esse feliz resalla-
do devido ao mero acaso! Por sem duvida qae ingra-
tos serame mil vezes desagradecidos os que assim
pensassem. Nao ser mais lgico e concludente allri-
bui-lo s medidas errrpregadas e s providencias to-
madas? Impole-o quem quizer ao ceg acaso, qne
nos em nome dos bns e gratos Alagoanos na cet-
sareraos de dar os agradecimentos a quera de direito
competem..
, O vapor ullimo (rouie a noticia infausta para es-
ta provincia de que te ochava ella privada de sea
Ilustrado presidente. O governo imperial apre-
ciando os relevantes servisos prestados pelo Sr. Sa-
raiva, e reconhecendo o tjno administrativo de qae
he dolado, ucumbio-o de- mais difiicil larefa,de
ir administrar a provincia de S. Paulo.Enlrisle-
cerao-nos por una parte, e alegramo-nos pela ou-
tra*: enlrisleccmo-nos pela privarlo de lo Ilustra-
do administrador; alegrrao-nos por ver a coufianca
nelle depositada pelo governo imperial e o-conceilo
que Ihe merece. Com efleilo, ardua he a larefa, mas
nao a julgamos superior s forcas do Sr. Saraiva, e
temos f robusta em que all anda elle colher* no-
vo ramo llorido e vicuso, que unido aos que gran-
geou em Piauhy e Alagoas comporao sua vrente.
palma administrativa.
Pelo supramenciouadn vapor tamben soabraos
qae iamos ficar privados de um bom chefe de repar-
ticao, quero fallar do honrado, inlelligcnle e mui
zeloso inspector da thesouraria de fazenda, Jote
Joaquim de Almeida Amisaul, que fui removido
para o Ro Grande do Sul. Bstanle razao tem os
meus patricios, quando dizem que oque he bom nao
vem para as Alagoas e te por engao algum vera
por ccrlo que nao dura-: com efleilo parece que en-
tre as demait provincias serve Alagoas, como de pro-
vansa ( da mesma forma que no ministerio a pasta
da inarinha ) logo queenxergam geito no individuo,
zas V para oulra que Vmc. ahi nao est bem :
ora da-se urna detlas? Eslou bem cerlo que o bem
do Cmara ha de c voltar e permanecer per omnia
scula ; esses sim, esses esiao ptimos para as Ala-
goas. Ah I se cu fosse.... mas, psio 1.... caluda....;
pela bocea morra o pcxe, e meu defuulo ave ( que
Dos* baja) sempre me dizia que por calado nin-
guem jamis se perdeu : vamos remando a piroga
com o Cmara e oulros quejandos.
O Exm. Sr. vice-presidente vai proseguindo ad-
miravelmente em sua marcha administrativa. A op-
posiclfo contina a render-lhe os merecidos enco-
mios ; de maneira que por essa parle navegamos em
piar de rosas ; pois se a opposiso, lAo difiicil de
contentar, d-se porsalisfeila com a Ilustrada ad-
ministrarn do Exm. Sr. Dr. Roberto, quanto mais
nps qne sempre apreciamos as eximias qualidades e
illuslrar.lo de lo dislincto Alagoano. a quem consi-
deramos como oprololvpo da honradez e probida-
de, e cujos orlhodoxot principios polticos sao bem
manifeslos Al agora nSo ha cabal certeza respai-
lo de qoem seja o novo presidente nomeado para
esla provincia ; urna caria porm de Pedro Paulo
allirma que he o Dr. Paes Barrete. Dcos no-lo tra-
ga em paz e salvamento ; pois eese lem perfeito co-
nhecimento das cousas, individualidades estado da
provincia, e todos Ihe vaticinara ptima adminis-
traran.
lia muito que nao Ihe digo palavra respeilo da
iuslrucro publica ; nao v Vmc. suppor que, ( co-
mo um Ilustre membro da assembla provincial,que
em plena sessao declarou volar contra a instrueso
pnblica ), teja eu tambem inimigo delta : se lenho
estado calado he porque esperava ver o lycu con-
vertido em Intrnalo, na conformidade da lei pro-
vincial n. 235 de 10 de abril ullimo, e cerno at
agora anda se nao operou aquella melamorphose
nao lenho oulro remedio senao oceupar-me ainda
do velhoe moribundo lyccu. Tendo seguido para a
corle o director geral da instruccRn publica (que ac-
cumulla tambem as funcsOes de director do lycu )
Jos Corra da Silva Tilra a lomar assenlo na c-
mara quatriennal, passou a ler exercicio na forma
do regularr.entn o vice-direclor Dr.Manoel Loarenco
da Silveira. O Sr. Tilra esforsou-se quanto pode
para melhorar esle ramo do serviso' publico Iraha-
Ih.indn, segundo nos consla, com muito afn : o Dr.
Silveira lem continuado cum basllnle fervor neste
empenho ; a larefa he bem ingrata, porm vista
dos boos desejos que manifeslam e do axioma lati-
nolabor vincil omnia, iie muito de esperar que
quando nao allinjam ao aperfeisoamenlo, ao menos
alcancem um melhorameiito saiisfaclorio : urna das
grandes difilculdades com que lutam, he o ponco
amor que alguns profetsores demonstran no exerci-
cio do sen magisterio.
Pastando urna (arde dettas pelo lycu vi o Macha-
do mandando fazer urna planlas-lo de capim : acos-
tei-me ao nclito porteiro edei-lhe as bat tardes
Entao como vai de saude, amigo Machado ? Ora,
meu senhor, deixe-me, que eslou com um catarr.io,
qne,.. aqui, para dar urna prova mais que exube-
rante do seu padecer, principiou o Machapo a lossir,
que pareca ler o demo alravesaado na garganta) :
esperei que Ihe passasse a lossc, e'retorqui-lhe
Porque nao pede Vmc. o Porto ou ao Babia algum
cha, ou tisana '! Para que est exposto a este ar
fri 1Eslh mandando plantar aquelle capimzinho
para nos, respondeu-me elle.Tibi, acud cu logo :
nos como, amigo Machado '.'Nos, quero dizer, pa-
ra mim e para os Srs. profesores Aqui n3o pode
mais susler-nic, larguei-lhe mesmo na venia urna
gargalhaila homrica ; mas teniendo qne elle des-
confiaste, despedi-mc s carreras. vindo pela roa
apertando as! ilhargat com a lembraiica do espiri-
tuoso Machado qne he o melhor dos porleiros, pas-
tados, presntete talvez futuros. Oh I seos profet-
sores soubessem de oulras zeribandas que aquelle I
pombjnho sem fl lhes passa I Felizmenle para
tiles nao eram da opiniao do Machado os ex-pres-
denles Agolar, Jos Bcnlo, e Saraiva, que se per-
suadiam que no lyceu haviam bons professores e al'
alguns delles mu .Ilustrados : nenhum por cerlo he
digno ou merecedor do presente que lhes preparava
o bom Machado. Vale.
N. B.'Pelo primeiro portador seguro que Vmc.
tiver, mande dizer ao collega correspondente da Pa-
rahiba. que a tremenda sva que elle deu no Silve-
rio, no Diario de 89 do pastado, causou aqui sen-
sarn : uns costaran! e applaudiram como sempre
acontece quando vemos um amigo bem cscovado ;
oulros pnrein. e estes em mui pequeo numero ) (I-
earem comcudo candelas de sebo.
que Ihe hei de dizer em outra occasiao, porque to
cousas de tal quilate que necessila-se estar prepara-
do de aolemo para as ouvir. e mesmo porque ainda
eslou espera de cerls resultados, que julgo infalli-
veis; nao ha duvida, que as vezes adiniltidos certos
principios sobre alguns fados, pode-se a prior!,
como dizia o meu meslre de pliilosophia, saber quaes
to at consequenclaa : he por itso que ja fallo assim,
vendo que os meut clculos nao bao de falhar. Eu
Ihe lambrarei isto quando ehegar a occasiao oppor-
luua ; por ora vo at novidadet que eslo em dia
nesla cidade.
Em um desles dias cerlo moso d'aqui escreveu una
cartinha urna bella, seguramente solicilaiido-a para
catar ; infelizmente a caria foi cahir nit maot de
um (o da joven, b qual recebendea responden fin-
gidamente por sua tobrinba, emprazando o infeliz
namorado para fallar-llie noite ne poriao. Foram
esperadas estas horas com anciaa, como he de sup-
por. Chegado o momento feliz, eis que val o Adonis
todo lepido para o lugar da Cruz de Almas, onde
mora a saa idolatrada. Qae pirrases assucaradas e
mdliOuat nao ira elle etiudando para drgr-lhe ?
Como balera ligeiroo seu corasaoaoavisla-la? Com
efleilo, ja l eslava a moga, qae o esperava, eque o
fez entrar para o quintal, passapdo a chave no por-
tan, e quaudo o pabre namorado esperava algara mi-
mo de meiguices e ternuras, eit que a fingida mota,
que nao era oulra pessoa senao o tal prente que li-
nha recebido a caria e que eslava em trajes femeni-
nos, Ihe petpega com tao tremendas versalhadat que
dcixoa o infeliz namorado todo corlado. Ora veja
Vmc. o que t vezessuccede aos malaventurados na-
morados. Que exemplo para oulrot! O caso he que
o moso aeoulado apresenlou as soas queixat, e se
tem dado algumas providencias respeito.
Ha pouco lempo conversando com certa pessoa
digna de lodo o respeito, j pelas excellentes qualida.
des de qae he ornada, ji pelo alio carcter de que he
revestida, conlou-me esle bom amigo, que quandol
andava pelo terlao tuccedeu o facto seguinle : dous
mosos Iravaram una conlendaentre si, c o mais pru-
dente retirou-se, o que sabido porjua mai, que era
urna detlas mulheres orgulbosaa e estpidas, deslas
mais que sao a abjeccao e vergonba da iialureza, em
vez de louvar a prudencia de seu filho, pelo contra-
rio procurou alisar nelle o fogo da audacia. He
Earque fulano he muito besla, dizia esla terrivel
legera, se fosse comigo havta-lhede dizer al ulli-
mas...nada aguenlaria..., e direclmenie Ihe disse
lanas cousas, que o pobre moso levado por estes ex-
cellentes exemplos, que Ihe dava a sua 6oo n$?, ar-
nu.u-se de aun fara o foi renovar a brlga,rte que
resullou a sua morle. Que consequencia to funes-
ta causada por una ruira mai Acauleletn-se pois
os pais, nao deem conselhot nem ejemplos mos i
segs filhos, bem veem que disso nenhum prove lo. po-
dem tirar, pelo contrario s desgostot padecern,
vendo algum filho precipitar-te nos abysmot de cri-
mes e perversidades por seus pessimos conselhos,
Mas a que vira esla historia, dir Vmc. com os seus
botes, visto nao ter succedida na Victoria, d'onde o
tal meu correspondente se encarregou de dar-ma as
nolicias"! Ser lalvez para encher e rabiscar papel
que elle dea esta noticia de Tora ? Seja o que for,
lenho eu ininhas razOes para Ihe contar esla historia,
alm de que sao cousas que est3o infelizmente suc-
cedendoem todos os lugares, os pais acontelhando
para o mal aos filhos, e os filhos perverlendo-ae por
canta dot mos conselhos dos pait; e se todas as pes-
soas sensatas do universo se levantassem^com vo
unnime para moralisarem a este respeito. nada teria
de mais. De outra vez (ornarei a esle assumpto.
Que tempo ha, que te nao vejo, que le nao fallo,
que nao contemplo a la pessima localidade, oh mi-
raba triste fera '.' Que lempo ha, qae em ti nao to-
co, oh corda de meu rojao 1 Has de pensar, que te
nao defendo mais. Tena razao, o meu silencio a
.leu respeito he cuipavel; hoje fallarei de li, por-
que o teu lamento foi 13o alio, que chegou al aos
meus ouvidos, como fazendo-me lembrar a promes-
sa quefiz, de fallar sempre de la tosejada e feliz
mudanra. Sim, meu amigo, permilla-rue fallar da
notsa feira. Se no tempo do verao en achava que
era muito conveniente a sua mudanca, agora no
invern, mais qae nunca a acho necessaria. Escu-
le-me mais um pouco. ,
Sahbado abrrara-sc nesla cidade as calaraclas do
ceo, e a agua jorrou sobre aterra em Uo grande
copia, que pareca, quo iamos ser aneasados de un
segundo diluvio. O nosso riacho Tapicur, que no
verao apenas no nala a sede, espraando com im-
pelo as aguat fera das-suat margens,semelhaute ter-
rivel pororoca do grande Amazonas, produzo ama
lio repentina, e grande cheia, qae inundoa todos
o< valles, e eolrou por algumas ras da cidade, pa-
rando arquejanlc ao p dos montes. Muilas casas
da Lagoa do Barro foram Invadidat pela cheia, fi-
cando com dout palmos d'agua dentro de suas pare-
des, e se esta agua por moilo lempo permanecesse,
leriam cerUmenle os proprietarios de solTrer o
grande prejuito, vendo desabar at suas casas, feliz-
mente a evacuaso das aguas foi feila pouco a pouco,
ficando comludo-as ras alagadas. l. para as ras
da ponte lie que tem permanecido por mais lempo
a agua da cheia, e algumas casas com urna vara de
agua dentro ameacam minas ; algumas pessoas ja
se tem mudado.' Fui urna cheia dat maioret que
aqui em havido, e as chuvas ainda continuam
cahir com abundancia, e se for assim per mais tem-
po, quesera de nos? Segunda vez enlrnram as
aguat as casas da Lagoa do Barro. De algumas tojas
de fazendat, e vendas tiraram-te alsumat cousas,
afim de nao se arruinarem. O amigo Zez da botica,
que lera o seu estabelecimcnlo no lugar, onde foi a
maior furia, leve bem bons incoramodos para pre-
servar as suat drogas do diluvio. Dizem os gaiatos
que os emprulhos das chicoreas, das tiliaa, e macel-
lat queriam com a arando correnleza sabir pela por-
ta- fora. Se atsim foi, grandes irabalhos em conler
innnraeraveisembrulhos havia de ler esle bom phar-
macopola. No nieio de ludo isto, o que tena da
nosta feira collocada em urna ladeira brrenla, e
apinhada de povo inmenso 1 Ah quando a chuva
cabio*, ludo era confutan, barulbo e alarido. Uns
corrlam atrs de seus feijOcs. niilhos, e fruclas que
eram levadas pelo impeto e furia das aguas, ontros
preteudendo arraatar seus taceos de farinha escorre-
gavara no lamasal exahiam : alguna, fallando-lhes
os 36 graos de ar necessarios ao equilibrio do corpo
humano, andavam de qualro pes, como os seus ca-
vados. O caso he que homens pobres como to os
nossos campooezee, softreram um grande prejuizo, e
por.culpa de quem '.' Porque nao se tem escolhido
um bom local, e teito urna casa para as necesida-
des urgentes? Dizem que um bomemzarr.o daqui
hatera nos pcilos dizendo.qne emqoanlo elle fosse
vivo a feira te.nao mudara. Veremos isso. Acho
a lal mudanca mui fcil, ha somenle o Exm. Sr.
presidente (nao se regulando pelo meu. simples dilo)
allendendo ao bem geral, c ao clamor de todos, pe-
dir informases, nao a cmara, e nem aquelles, que
lera propriedades na feira, como quasi todos os ve-
readores, mas i todas as autoridades desle lugar, c
s pessoas tnsalas, c vera S. Ex. quanto he neces-
saria a lal mudanca.
O Galdino carcereiro lera lido urna espantosa en-
diente de presos, nada tem que lamentar-sc, por-
que os cobres vo correodo-llie com largueza : elle
o merece porque he um empregado bem cuidadoso.
Ouvi com efleilo dizer que a cadeia estava entulha-
da de 40 e tantos presos, e segundo, a expessfio de
um preso, qnem poneos mezes faltam para aca-
bar de cumprir 7 annos de prisan, nunca a cadeia
da Victoria se achou pojada de lanos e lao bons me-
ninos, pela maior parle sao criminosos de morle, e
ladroes de cavallos. Os homens tnsalos desla co-
marca nao sahein mesmo como podem agradeecr lo
grandes beneficios feitos pelo nosso digno dele-
gado ; eu nenhuma intimidado tenho com esle
bom activo, e enrgico empregado, mas nao' posso
deixar de reaonhecer o bem, qne nos tem feilo. Pe-
co a Dos que no-lo conserve por muilo tempo, por-
que s assim serao garantidas as nossas pessoas, e
os nosso bens.
Eslou ancioso por ver as nnmearoes dos oftlcaes
da guarda, nocional, por cerlo hilo de cahir sobre
pessoas escolladas, e nao sobre qualquer sevandija.
A salubridade publica vai solTrvel; nao rae cons-
la ter havido grande numero de morios.
Na sexla feira 16 do crrente occupara'm os cor-
raes perto de 500 cabecas de gado, o mais miudo, e
menos gordo vendeu-te a 229500 por cabesa, e o
mais gordo 268000 rs.
No sabhado creio que a feira nao foi abundante
por causa das grandes chuvas, e farinha esleve a
320 a cuia, o feijao a 460 e 480 rs. e#.
I.emhrancas do misterioso do baile, e dos vultos
negros das ras. Dcscja-lhe muila saude, e muito
dinheiro o
rfrfnri'tnim.
cinco ; a ponte pensil do Cacnaea etl en grande
risco de ter carregada pelo Capiba/ibe, queja empa-
relha com ella. Tres arcos da matriz nova de 8.' Jote
abaleran, e les propriedades que te eslavam cns-
trnindo ao p do arco de S. Antonia, desabaram era
parte hontem pelas tres horas da madrugada, caldo-
Jo oulra pela 3 da tarde, do que resulten Acaren
pisados e feridot 3 trabalbaderes qae at eslavam" de-
molindo, um leve o brago quebrado, oulro a caneca
e o lerceiro urna coslela; alguus oulrot edificios tem
soundo mais ou medos rnlnas.i
At relasoes com o interior acham-aa interdictas, e
as IraosaccOet commerclaet parausadas. Datlavou-
ras nada podemos dizer por falla de noticias ; mas
he mui provavel qae grande parte dellfll, principal-
mente aa qae foram planudas em Ierra baixas, le-
nham sido dettrudaa ; entretanio a causa do nal
ainda contina tem qne ninguem posta prever quan-
do terminar.
Depois de tantos receioa, depois de lauta descon-
fiausa, depois racimo de tantos boatos aterradores,
eit no nosso porto o vapor portugnez D Mara 'II,
que honiem ao escurecer appareceu e que nao com-
municou coma Ierra por seguir-stanoite, eestaro
mar mai cavado. Felicitamos a companhia Luzo-
Brasileira pela feliz vlagem de teu primeiro vaso, e
muito desejamos que consiga ella tornar regalar s-
ta nova linha de communieasao, que tantas vanla-
gens pronetle aot dout povos irmaos. Ot curio-
sos teem hoje que desfruclar a visita de lao lindo,
quanto bm acabado barco, assim o lempa nao cor-
ra tao desabrido como os ullimos dez da i, e o' agen-
te o fasa denorar o terapo prenso para ter apre-
ciado.
1
CORRESPONDENCIA.
COMARCA DE 8. AMAft.
Victoria 19 d Jozuao,
Nos niaiores apuros quasi sempre sou favorecido
por alguuia boa fada ; isto tenho experimentado em
algumas circumslanrias bem criticas. Estava pen-
sando romo Ihe poderia enviar esla pobre missiva,
(porque al querem interceptar mnhas cartas c da-
las por perdidas, subornando portadores cura dinhei-
ro ) quando me appareceu esle bom c fiel mensagei-
ro, por quem ai a presente. Esperem-no na estrada
para o sublimar, uficresam dinheiro... Misrrima
genle, o afn com que te interessas e te esfnrcas em
fazer desapparecer as minhas missivas, prova a tua
perversidade e depravarao. Meu charo, eslava eu
j lodo ensoberbecido, parecendo-me ver fugr desta
cidade a m.ilvadcza, a arrogancia, a soberba e lodos
ot virios e rrimes de cortos decantados hroes. Mas
qnal! isto aqui he corana hvlra da laeoa de Lerna,
que emquanto se corlnvam algumas cabecas, outra?
iara renascendo, assim os nossos hroes cmquanlo
uns desappareccm, oulros vio se levantando sobre as
suas ruinas, mas eu que roe julgo um Hercules, como
sempre Ihe estou a dizer, tnreere com animo as gas-
nales destes vi e nojentos corvos. Isto que agora
digo a Vmc, nao he mait do qu urna preparaeo do
Carta Particular.)
REPARTICjAO DA POLICA.
Parte do dia 22 de jiinho.
lllm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. qpe dat
partes hoje recebidas nesta reparlicao, consta ter
sido preso nicamente : ordem do delegado do
primeiro dislrclo desle termo, a parda Thereza Ma-
ra de Jess, para averiguases policiaes.
Dos guarde V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 22dejunho delt*54.lllm.,eExm. Sr.
conselheiro Jos Bcnlo da Cunlia e l-'igueiredo, pre-
sidente da provincia.Luiz Carlos de Paiva Tei-
xeira, chefe de polica da provincia.
DIAHI0 DE PERNiJC0.
Se o anno de 1842 era entre nos recordado pelas
chuvas abundantes que cahirain em toda esta pro-
vincia, e tambem pelas-grandes chcias cem que des-
ceran] os diversos ros della, o crrante anno de
1854 o far esquecer, porquanlo o lem excedido
muilo, lano em ura como era oulro ponto.
Desde 12 do andante mez, q.ie as chavas nao lm
cetsado nem de dia nem de noite, pelo que todas as
estradas acham-se intransitaveis.' Varias casas, as-
sim da cidade como dos arrabaldes, e os silos em
grande parte tem sido abandonados: tanta he a agua
que os inunda.
O rio Capibarhe tem elevado se nivel tres palmos
mait que na cheia de 13 de jonho de 42, a maior de
quantas se linba noticia, e todava continua ainda
a crescer I O Bebiribe nao querendo ceder-lhe o
passo, tem descido tambem com extraordinarias en-
diente!, leudo J ambos causado dainos considera-
veit. ~ -
A estrada do norte foi arrumbada pelas aguas em
dons lugares differente,e a da cidade da Victoria en
MA BESPOSTA
Escuten lodos cato, quo lodos saben.
Srs. Redactores : Tendo levantado a palma da '
vicloria no empeuho a que acabo de ter levado pela
indisculpavel prccipilasao da polica, sem que em
lodo esse transe houvesse de ninba parle prelenc,So
de altenuar-lhe o pasto, nem a quanlos joizes esleve
meu julgamento commetliilo,. nada ser-me-la baje
raais lisongeiro para a confutao da perversio e da
calumnia, alm da propria teguridade da miaba
consciencia ( merc de Dos) do qae o contexto in-
teiro dos doat toccessivos despachos a meu avor
proferidos. '
Tenconando que era breve publicado teje todo
este processo, ao qual houve de na tujellar a
imparcialidade da auloridade,- agaardo que ne-'
diante esse facto, chegue aquelles que ainda posta ni
ignorar, essa somma de lamanha injustica paraca-
raigo pralicada, e que entao verdaderamente mo-
delada a publica opoio, quando
ella ja nao tenha proferido o sea verdict, te decida
entre o Dr. Carlos Augusto da Silveira Lobo So preso
Joao Pinto da Leos Junir. Entretanto, despido
ja da infeliz condcao de encarcerailo, esgolados io-
dos os termos de um procesto apregoado de summa
importancia somenle en vista daquelle que caete-'
risava o martyr, venho a f de cavalleiro dar etsa
resposla promettida, fazendo-o con aquella lealda-
de innata a qualquer homem de honra.
Comeco por allirmar cono verdadeira a entrega
da caria que por naos de un portador terne fez na,
prisao (supponho que no eorrer de ana larde), qae
verificara eu aer ella assignada .pelo Sr. Dr. Lobo,
que de nin carecendo explicasen, dirigia-se-me,
porm en forma imperativa, menos propriamenle
do que a delicadeza costuma. Na acotlamadj a
semelhaute estylo (Documento n. l., desconhecen-
do-lhe uperioridade, entend (no rae arrepcndo\
que en seu azafama mo se tnerecia de mim ama '
resposla. .
Assim que, sabendo eu respeitar as altensoes que
os honens nntoanente se deven, u5o ha ahi muito
para admirar, qae nao respondesse, e nao pretenda
faze-lo a qualquer outra carta concebida em termes
taes, o qae por sem duvida nao serla, se a corte-
zania devida houvesse presidido ao primeiro pensa-
mento.
O cato he de honra em verdade, mat qoem bera-
teia alheia tem-provas nem justificados motivos,
qnem menos dignamente acoberlado com o manto
da auloridade, prevalecendo-se do ensejo para vin-
aar talvez amigos odios, prenda e persogas a
um, deixando a oulros cm plena liberdade na igual-
dade de hypotbfscs, parece por cerlo que nlo tem
en muila coala a sua propria. (
E por esla occasiao seja tambem dilo, afim de
qae nlo paste desapercebida a maligna insnuaeflo
coutida na atsersaoameasas divulgadas qne el-
las sao improprias de nos, e conlra ellas proteste, co-
mo homem de bros. Son incapaz de ameacas taes,
e se nao cora a verdade em punho, cuno ora socce-
de, confundir aquelles qae se tornara o flagello da
innocencia c o foco das injuslicas.
Provocado pelo Sr. Dr. Carlos Lobo a respeito des
boatos difamatorios qae por ah assoalhavan-se.
nlo preciso para a ninha defeza mais do qae ot teas
propros termos, quando julga impossivet qae de
mim possa partir ama colurania.
Enlrelanlo,decahido bem depressa de Uo altncon-
ceilo (perda sentlvel), foi precito ergiier-se o ets-
tello dos factos positivos, emprettando-se-ine a pa>
lernidade da invencto propria on por ontros forja-
da, sendo que para minha cabal resposla bastar-me-
dia neste cato referir a reclifleasao j'expeala-
ncamente ofl'eredJa e publicada pelo nosso amigo
o Sr. Dr. Alcanforado, deixando o provocador por'
cutre a rede dot fados positivos e tuas nvencOes.
Mas lnha-lhe sido'precito a victima, era para
seos fias inda necestario aggravar-se-lhe a condi-
sao, era naqoelle tempo em qae calumaiotemeule
se afllrmava na tecrelaria de polica que o corpa do
commercio intlava por minha prisao, era naquella
poca em que ja nao estando eu i disposicao da de-
legada, procarava o delegado upplenle saber te .
dorma eu ou uo na prisao, era, emfim, naqoelle
tempo em qae estavam invidadot todos pe esferos
para a persegaiso e intriga, sendo por isso que
nao obstante a intelligencia bavida com o proprio
Sr. Dr. Alcauforado, ahi veio sempre alome essa
algazarra do Sr. Dr. Lobo, que no eslado de pos-
testo em qae se achava, ludo eonealcava, e so que-
ra certo o sacrificio da sua preza.
Nao obstante, acostumado semp're a referir
menle aquillo que he verdade, digo alto e bom son,
al por bem de minha honra, que nao lnhe des-
pendido ludiamente una s real en todo esse tra-
ma policial, e nen o fariamos qualquer qae fosse '
anossatorte. Oulros que digam oulro lano, quan-
do se achein era condisSo de faze-lo.
E lien astim. fique registrado, que t antea, entre-
villa que de prximo live com o Sr. Manoel Lobo
de Miranda Henriques, occorrida a 2 dejnao ul-
limo, pelas byi horas da tarde, ae pastara na sala
em que seu filho funecionava em qualidade de de-
legado, qoando all entrando aqudle referido se-
nhor, dirigindo-se-mc em voluntario eonprimenio,
encaninhdos ambos para orna janella, meassegy-
rava. de sea raotu proprio, que nenhara rece* r
vesse das pesquizas que se estavam fateodo, visto
como te nao me considerav.Vculpado, t qae oaquel-
la mesma tarde seria al sollo um outro negociante
qae eslava preso, fado esle que logo depois te deu.,
Ue realmente isto ludo quanto tem occurrid
mim e o Sr. Miranda Lobo, ales desso onlro aoli-
go fado referjdo sobre Arco-Verde, em cujo resul-
tado, nao obslanle ot embaracos oppostos pelo ir-
miio do mesmo Sr. Lobo, cobrei-ne es da quanlia
de 1:2339292 rs., qoesc me devia,
Fra disso, provocado con fui mediante to
afoulos e explcitos termos, cumpre dlxer que nos
dias tuccessivn minha prijao, por diflerentes ve-
zet visitado po'0 Sr- r' djo'a, qae ne asseveraw
He sua inliinidde cora o delegado,, otferecendo-me
seus bons servicos, afn de adiantar a rcmessa e
participas' do occurVido eme te devia fazer te-
crelaria de polica, adiantamenlo este que te retav-
dava, foi-me depois referido pelo dilo Dr. na ulti-
ma de nossas entrevistas, que tal demora te uccasi-
onava por alguns oulrot inlerrogaloriot que se f
lavara fazendo, e porque exislindo alguma coma
que me compromellia no Interrogatorio a qae ja
havia ea retpondido, filho isso da rainlut franque-
za, que poderia ser ludo remediado sabendo o quin-
to elle era mea amigo.
Nao sei era posto dizer se tu* senhor que oflt-
riosamenle me procura va, apezar de toda a mu
inlimidade, eslava ou nao para tanto autorisado pe-
lo mesmo delegado, mas hq,certo, e o digo aobre a
mnha f, qoe essa oenversasao te passiranutre
mim e aquella dilo senh.ot uo alpeodee do ejuartel
da polica, .tendo qoe.'eaV*" occasiao fera-lh

*
*
V-


mo oe mmw

I
por rain rctorquido, que tendo apenas enunciado
a verdad* das ocenrranciaix nao lornava atraz,
Unto mais quanto (oha em mea poner documentos
pelos quaes mostrava a minha boa t.
Jurando, se preejso for, afim da qjio se acredite
no que (le expendido, quando nao baste para no
a minha palavra de honra, cuereen tambem por de-
Bato os doos documentos abiUo publicados sob n.
e3.
Se m revelac,*) que raes comprometi novo* ca-
racteres, como sejao do Sr. Dr. Lola, a qoem Fogo
escalpa, criba a respoiuabilidade somente estul-
ticia do provocador, itlendendo-se a esta indecli-
navel necessidade efc que eslava de responder-Ihe,
cvate prurapto para conlirmar quanto digo, em
juiz a fon dellt. como se qoeira, e em qualquer
lempo que se pretenda.
Caberla agora qae por nosso turno respondesse-
mos igualmente a essa outra* correspondencia do
, Sr. Miranda Lobo, publicada posteriormente dala
i em que fot a de sea bom fllho, mas lenho entendido
que nao no devenios dar a esse trabalhb, sendo es-
te seahor por demaia conhecido neste provincia e
Mra delta, alera da que, lio baldo de" verdade se
tenha a onsadia de eserever para o publico, quando
pan eonfaaao do wu autor, e em relelo a um
dos trechos da sua correspondencia, basta qae pu-
l bliqueme o documento sob n. i, fornecldo por
aquette mesuin qae nossa prisao reqoerera, Bem
romo nao menos .tacto ,he vquc, na occasiao da
uoasa referida enlrevista, hoavesse-lhe ea dito que ja
, havia ludo escripto e explicado para it Baha, quan-
do no porto nlo havia para all vapor algura, e me-
nee ainda que meo.com-cunhado, Dr. Freas, se-
ria carta viva, quando este nunca tencionon fazer
* tal riagem, e por motivo de familia bem sabido por
lodos, que comnosco nutreui relaces. acabava elle
dechegar a esla cidade.
E quem acreditar tambem na pretenciosa pre-
urapcao ( como em ludo o mais por este seohor re-
ferido ), de que hooVesse eu supplicado 10 seu 13o
alto como poderoso filho a greca de me'condozir elle
DtMSo, afim de evitar o apparato qae de ordina-
. rio offerace qualquer preso, quando fui eu que, ce-
dendo dos meui foros, preterindo o direite que me
asaegnrava urna patente imperial, me deiiei con-
duzir pelo referida, doqtor, mero supplenle de de-
'e8,*Di i"* na patsagem por minha residencia, de
mira precsava-se de um documento para aonexar-
ae aa processo ?. Has por esla vez tendamos d do
Sr. Miranda Lobo, deixando-o entregue simples-
menle a toe reflexOes, e opinilo de que geral-
mente goza. E, flnalmenle, depuis de Uo njaito
soffrimentos por qae acabo de passar, depois tam-
bem qoe houver publicado todo o processo, no qual
trantluzem dous minuciosos julgidos, o publico
qae se decidai fazendo juslica a quem a merecer, em
quanto desde ja soberanamente desprezo e rio-me
ainda' tima ve* da vil calumnia, bem como daquel-
e que a ledo o transe civados da Inveja e ciume,
pretenderen) em balda marear-me a reputarlo.
laterindo,' Srs. Redactores, estas lindas em seu
cooceiluado jornal, farao um servido'ao sea cons-
unta leitor.
' Reeire 19dejnhode 1851.
, JoSo Pinto de Lemas Jnior.
/Um. Sr. Joam Pinto detono Jnior.Corma
. pee ato cidade difiranles boatos, que umilo me
nteres*, se esclarecaem saa plenflude, o que hou-
ver de real a cerca delles ; vsu prtanlo, provocar
a V. S., para que por sua honra responda ao pdes-
U o que seuber e for verdad atol respeito.
Dice oDr. Aleoforado, queouvira de V. S., que
Ben pai fora a saa casa algam lempo, antes de sua
priste, e tote fot por elle dito, em presensa de pes-
eta* gradas, que se for preciso o afirmarlo ; quero
pas, que V. S. me responda se dice tal cousa, e
no caes afflrmativo o que presume de tal hida soa
' ; eaaa ; porque,segundo o aBrmam dicera V. S., ser
i aa vato de mea pai V. S. lilha nao sei de que
preUencoe : ocioso he.dizer l V. S., qne sua honra
, aa conetrange a responder agujie pergunlo, para
ajue sejam eonfandidos os calumniadores quaesquer
I que sejam.
i Dizem Umbem qne alguem fora, depois da prisao
V aa V. S, offerecer-lhe de minha parle, medanle
emdicoe gnobris, ou de qualquer natureza, ofazer
ea desaparecer Venlre as pecas de interrogatorios,
feitos por occasiao da aprehendo, de notas Talcas,
y aquellas que mais carga fizesseai a V. S., para por
esto modo prestincar-lhe a soltara, e dizem que isto
fora dito por V. S., he verdade que por pessoas mi-
seravelmente desacreditadas; entretanto est Umbem
na honra de V. S. o declarar o qae ha de verdade
abto, e ae isto se den, quem a pessoa que Ihe foi'pro-
per Ul coba. Todo o que pergnto a V. S., deve
er respondido minuciosa e claramente, de modo qne
l nadadeixe a duvidar, nlo squteendo o declarar, se
meu pai fot algum dia de sua vida casa de resi-
dencia de V. 8., oa de seu pai, o que declarar cora
toda a pracizao e clareza, visto como s he verdade
o ter elle hido sen escriptorio, no lempo em que
servia de chafe de polica desU provincia, o Sr. Fi-
gaeira ie Mello, e isto negocio de Andr Arco-
verde.
Haja V. 8. de reapooder-me eem toda a brevdade
: possivel, para que arrede de si taes faicidades,
; ou como quer qne seja, se torne por ellas res-
^ ponsavel.
"-- 9deiwdel8M.-DeV.S.attenciosocrado'.--
Cario* Augusto da Silceira Lobo.
fOm. Sr. capitao Honorato Jbse te Oliveira Vi-
I gueiredo Sirva-se responder ao p dcsta, e sobre
* su palavra de honra, se lie verdade ter vindo neste
quartot me visitar o Sr. Dr. t.oula,,eo qne presen-'
etou Vme., quando elle comigo fallava.
Fortaleza das Gnco-Ponlas, 28 de maio de 1854.
Son coii considerado de Vmc, aliento venerador
a criado.JoSo Pinto de temos jnior.
lm. Sr. tinenle-coronel.Debaixo de minha pa-
lavra de honra, son a declarar, que he verdade ter
visto o Sr. Dr. Lola nesse qurtel, em companhia
' doSr. Dr. Joao Antonio ( quando foi apresentado
f por um dos soldados que estovm de guarda no qnar-
(K ^ V. S., que eniao assislia na eereUria do com-
mdaiito do corpo de polica ) na inanhaa do dia 7
do correle pelas 10 ou 11 horas, pouco mais ou me-
na*, itoT tumo depois delle ter estado com V. S., e
airas peana na secretoria, sabir s com V. S. para
\ o apndice e em particular conversar com V. S., isto
esn voz baiu, e alguos minutos o depois, persebi
i V.%.( que tinhi alterado um pouco mas a voz,) dizer
qoesua deelaracto e o mais que havia-se psssado,
que nada reciava, que UbIii documentos que pro-
varia o que havia ditto,e quando V. S. isto dice,
deixoao Sr. Dr. Louta s no apendece, entrou para
dcutre da secretoria, d'ondeaps pouco minutos
voltoo eoaa algan papis na mao que os enlregou
ao sesmo Sr. Dr. Leula, e leudo este senhor I ido
dous on tres delles, que nuipareceram ser carias, en-
tregOB-as outra vez a V.' 8., dizemlo-lhen'oeasao
eje lh' *Blreg*va-bem;-a V. S. Iqrnou-lhe alga-
, nus*palams, entre as quaes apenas percib V. S.
pouco mato aa Henos dizerconserve elle o lempo
qae qaizer, an nada despenderei, pois eslou com-
atoUmeate tranquilo.
Ootro sim :*ei que a pessoa qoe acompanhava o
Sr.Dr. Loula.eraoSr. Dr.ioao Antonio, porqneenlr'-
eulra pesaoMonvi V. S. aam Iracto-lo, qu at entau
eu o oto conhecia ; assim comu declaro em lempo,
qae Me sei de que ohjecto he, q*e naqoelU occasiao"
tradava V. 8. e o Sr. Dr. Loula.pela razSo de qae
ac expendido, de que conversavam mui baixo e
pouco erara as palavra qae se Ihes percebia, embora
con ver late como converseram largamente. Eis o
qae apena* lerabra-me haver presenciado;
S. C 39 de maio de 185*.Son com o respeito
devido de V. 8., aliento venerador e criado.Ho-
norato Jeseph de OHveira Figueiredo.
Iltm. Sr. ollera Penha.Sirva-se responder ao
p desta, e (obre a sua palavra de honra, ae he ver-
dade ter vindo neste quarlel me visitar o Sr. Dr.
Lola, e o que preseocieu Vmc. quando elle comigo
fallava.
Quartel das Cineo-PonUs, 25 de maio de 1854__
Son com considerarlo de Vmc, atiento venerador e
/ criado.JoSo Pinto de'Lemot Jnior.
lm. Sr. tetunte-coronel Joo Pinto ie Lemo't
.Jnior.Em vertade do qne ped* V. 8., que re-
onda, ptsso a fer debaixo de an ha palavra de
hoara, que he verdade ter vindo visitar V. S. no dia
7 de maio do carrenle, o Sr. I)r. Loula em compa-
ahia com oatoo Sr., que me disseram aero Dr. Jojo
AatMiio, os quaes depois de entrarem para a secre-
toria de commandanle, ondi enlo V. S. assislia,
wtra depois o Dr. Lala, e o Dr. Joto Antonio;
ariaaearo retlrando-se para o lado da secretaria do
I seohor major, donde asenlra-se junto i colana
do alpende, etallando em particular com V. S. e
A
uenhuma quera, e que aquillo que havia dito era
verdade, fisto um pouco Iterado) e qoe tinha do-
cumentos para provar, e entrando para a secretaria
Irosse diversas carias e dando para lerao Dr. Loula,
esle depois de as |er, dissera a V. S. estar bemren-
30JUHH0^l**<
.
Ito V. S. discera, que s quera brevidade do anda-
mento do p
despendera, e que eslava bera soregado, qae saa
da.
ment dos papis, assim como que cousa alguna}
ana
Isto he sp o que possp
Ducarregam hojeas de je
conciencia eslava tranquilla,
dizer por 1er presenciado.
S. C. 6 de maio de 1854. Deaponha V. S. de
quem com respeito he de V. S. alenlo venerador
criado e obrigadissimo.Jos Firreira Penha.
Iltm. Sr. Dr. promotor.Havendo espalhado al-
gamas pessoas, que por causa de eu ter tido com S.
S. nlreeatOc, e por haver indisposiees, que eu
havia tomado salisfacjio a V. 8-, quando requereu a
minha prisao, e nao sendo isto verdico, desrjara
que S. S. baixo desle declare, se algum dia (ve-
mos a menor desinielligencia, e se no acto di pri-
sao ojoallratei, e tomi satisfac,Oes.
Fortaleza das Cioco-Pontas 10 de jnnho de 1854.
Sou com consideracao de V. S., ltenlo venerador
e criado. JoSo Pinto de Lemos Jnior.
///. .Sr. lenen/e-corone Joo Pinto de Lemos
Jnior.Respondendo carta que me dirige V. S.
declaro que he falso que tivesse V. 8. tomado satis-
facfo al|oma na occasiao de sua priso,' e qoe pelo
contrario de multo bom modo entSo me ponderon
que attendesse rcpularao que perda, ao que res-
pond, qae era o meu dever qoecmpria, e que sua
reputacto estara salva, quando provisse sai ino-
cencia.
Declaro mais, que nunca Uve a menor.indisposi-
$30, e desintelligencia com V. S.,- e pelo contrario
at data da prisao toda a prevencOes a respeito
de V. S. eram favorave. Pode V. S. usar dcsta
resposla, como Ihe approuver.
Recie 10 de janho de 1854.Sou com toda a
considerasao de V. S., atiento venerador e criado.
O promotor publico.Antonio Luiz encalcante
de Albuquen/ue.
(Esiavam reconhecidos).
O abaixo assignados, negociantes inglexes esta-
belecidos nesla cidade, sentindo profundamente os
incemmodosdo Sr. Joao Piolo de Lemcs Jnior,
julgam de seu dever nfauifeslar ao dito senhor os
votos, que fazem pelo promplo reconhecimento de
saa innocencia.
Aproveitam os abaixo assignados o ensejo para as-
severarem aoSr. Lemo* Jnior que o-facto de sua
prisao nao alterou de modo algum o subido conceito
que seqipre lizeram da sua moralidade, e que o ve-
rso com goslo restituido ao corpo commercial desta
praca pelo qual he 13o eslimado,
Recite 12 de m aio de 1854.
James Crah!ree& Companhia Roslron Rooker
t Companhia Me. Calmont & Companhia
John Malheus Henry Gibsou Russell Mellors
& Companhia Fox Broihers Deaoe Yoole &
Companhia. Paln Nash & Companhia C. J.
Astley Si Companhia J. Haflidaypor procucao
James Ryder & Companhia R. A. Collier
Samnel Power Johnslon & Companhia Rich.
Royle.
Iltm. Sr. JoSo Pinto da Lemos Jnnior. Tendo
os negociantes inglezes, residentes nesla cidade,
manifestando solemnemente a V. S.,a parle que to-
maiu nos seus sufrimentos.eplena confianra, que V.
S. continua a merecer-lhes, nao obstante o fado de
sua prisao e o processo occasionado por ella, os abai-
xo assignados tambem negociantes desta praca,
enmprem um rigoroso dever aisegurandu a V. S.qne
se acham pussuidos de iguacs sentimentos a seu res-
peitu, fazendo assim inteira justica dignidade com
que V. S. se tem sempre conduzido, e que Ihe ga-
rante a eslima de todos os homens honestos.
Recite 14 de maio de 1854.
Slauoel Ignacio de OliveiraViuva Araorim & Fi-
lho Antonio Valentim da Silva Barroca T. de
Aqnino Fonceca & Filho Joao Marlins de Bar-
ros F. S. Rabello & Filho V. Lasue Ma-
chado & Pinheiropor procuraco de Jos Paulo da
Fonceca, Jos Antonio Pinheiro K. Isaac &
Companhia Miguel Carneiro N. O.'Bieber &
Companhia Thomaz de Faria Tasso IrmSos
Manoel de Lizarriids Amorim IrmBos J.
B. Lasserr& Companhia Felicianno Jos Gomes
J. C. Manveniay Manoel Crdoso da Fonceca
Manoel Joaqnim Ramos Silva Schramm Wha-
lely & Companhia Jos Joaquim Dias Fernan-
des Aranaga & Bryan Novaes & Companhia
Joo lavares Curdeiro Joaquim Pinheiro Ja-
eome Manoel da Silva Sanios Vicente Ferrei-
ra da Costo & Companhia Joao Ignacio d Me-
deiros Reg Rosas Braga & Companhia Ban-
der a Brandis & Companhia Saluslino de Aqui-
no Ferreira. Augusto C. de Abren J. P. Mo-
reira F. Dragn Manuel Goncalves da Silva
Manoel Antonio da Silva AnliinesLuiz Antonio
Vicira Jos Antonio Bastos Jos Jeronymo
Monleirppor procurado Kellerceie Asclhappriz
L. Lecomle Teron & Companhia G. Souvage &
Companhia Brunn Praeger & Companhia J.
Soum Feidel Pinto & Companhia.
Eslao sellados e reconhecidos.
Exportacao .
Bareellona, polaca hespaobola Terezina, de 201
(oneladas, couduzio o seguinle: 468 saccas coro
2,656 arrobase 24 libras de assncar, 412. couros sal-
* gados com 10,712 libras.
Nantes, brigue francez Ferdinaud, de 249 tone-
ladas, conduzio o seguinle: 18 caixas, 3,242 sac-
eos com 17,118 arrobas o 6 libras de assucar.
Hamburgo, brigue Ofo, de 201 toneladas, con-
duzio o seauinle : 1,443 saceos assucr, 76 fardos
de fumo, 3,730 couros salgados, 5 caixas fazendas,
1 janeadas 1 caixa com urna pequea dita.
KECEBEDOK1A DE RENDAS INTEKNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 22 \ 4228640
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia la 21.....31:005*375
dem do di 22........ 9659521
CONSULADO GERAL.
Rendimenlodn da 1 | 21 ...... 21:6689534
dem do dia 22........ 249#862
1:9188.196
UIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia la 21. -.' 2:355*523
Ide,m do dia 22 ....... 259650
2:3818173
puucacOes a pedido.
HYMNO PARA A MESA,
Vo longe os prestigios
I)a Mylhologia:
S.Peos he Jehova,
Vera d'Elle a alegra.
Morlaes alegrai-vos,
Sinceros amai;
Os nossos prazerek '.
Nos vem de Adnnai.
O sueco da parra.
Do leite o sabor,
Sao dadivas suas
De eterno louvor.
Morlaes alegrai-vos,
Sincecos amai -. .
Os nossos prazeres
Nos vem de Adonai.
Os fructos da Ierra,
Os peixesdo mar,
As aves do co,
Nos deu a gozar.
Morlaes alegrai-vos,
Sinceros aruai :
' v Os nossos prazeres
No vem de Adonai.
Qae d'Elle previmos
Prefaz nossa crencha ;
A par d'Elle havemos,
Saude e manlenca.
Morlaes'alegrai-vos !
O nctar libai
A' gloria, ao amor,
A' Patria, Adonai !
CHA1 FORTE DE S. JQAO'.
Tomar o cha forte
Tero grato sabor,
S uelte se enconlra
Donuras de amor.
Ya-y,sea chazinliu
He muito quentinlio :
. Esfrie, meu bem,
Nao d a nioguem.
Em vo nos pesqurtam,
Querida V-y,
Da nossa falia i
Nioguem provari.
Voss diz qae eu sou
Sea bem, seu y-yd :
Espere por mim
/ Na foole ou jardim.
O cha dos amores
Nao lie cha de sala,
Se bebe nos olhos
A bocea nao falla.
Conserve a lembranca
Da nossa allianra:
Y-y cale a bocea,
* A demora lie pouca....
Tomar o cha forle
Nao quero com bolo,
Me baslam laquiuhos
Do seu bom lijlo.
O cha ata no fim,
f)e logo o seu um :
Mas hada de empate,
xa-ya naolne male.
COMMEBCIO.
PRAGA DO RECIFE22DEJ1.NHO ASI
HORAS DA TARDE.
Colares oTieiaes.
Descont de lellras de 4 mezes7 K ao anno
D.toded.U.deB^mezes-nA.o^o.
Rendimento do dia 1 a2 .
dem do dia 22......
158:7816155
7:328520
166:t09>675
inho.
fir
31:970896
NOTICIAS COM1HEBUAE8.
Havre 38 de abril.
Revisto commercial dos priacipaes mercados da Eu-
ropa, quanlo aos producios que interessam mais
particularmente ao Brasil, de 8 a 28 de abril de
1854, remettido do Havre'pelo vapor deIJvepool
o Luzitania.'
HAMBURGO.Caf (de 8 a 23 de abril). Desde
ocomeco desle perodo as transaeces foram mui ani-j
madas e osprecos se lornaram melhores. Vende-
ram-se 9,500 saccas de Sanios, c d'outras parles do
Brasil,de41i2a4 5i8sh, 3,000 saccas deS. Domin-
gos e 2,500saccasde Laguajra de5 3(16 a 4 5(8 sh.
Como varas rcmessas recentemenlechegadas fossem
depois postas venda,as transaccoes tomaram certa
aclividade, sem qae por isso os precos soflressem mo-
diOcacao alguma. Nesla condicoes se expozeram a
venda 11,000 saccas do de varias parle do Brasil e
de Sanios de 4 1(2 a 5 lj2 sh ; 3,100 satcas de S.
Domingos e 5,000 saccas de Laguajra. Mas asparli-
cipajflcs do Rio provocaran! inmediatamente urna
baixa de 1|6 a 3|16 sh. 3,500 saccas do Brasil se con-
servaram todava de 4 1]2 a 5 1]4 sh.
Ultima tranxacco.Brasil 4 1t]16 a 4 13(16 sh.
S. Domingos 4 1|8 a 4 13|16.
Assucares. As transaccoes sobre esle arligo nao
ufierecem inlercssc algum. Cita-se a venda de 6,000
saccas de Manilha e nada mais. Todava os presos
nao sollreram variarlo sensivel. Baha, mascavado
14 1(16 a 16. 14; branco de 15 3(4 a 17 1(2 m. b.
Couros, -t 2,400 seceos de Buenos-Ayres, 1,800
pelles de cavallos vindas do Rio Grande do Sul a
precos secretos, e mais algumas de Porto Cabello. O
deposito em primeira roto he avallado em 73,100
pecas e 80 saccas.
Cacao. Houve procura moderada. Ultima
Iransaccao : Caracas 6 a 9 1(2, Par 3 14 a 3 2(8,
Baha 2 3|4 a 3. Maranhao como Para.
AMSTERDAM. Caf. (De 8 de abril a 23). As
IransaccOcs foram insignificantes, mas as venias se
sustentaran! e sepagaram geralmente a 1 $ ci-
ma dos precos pagos por occasiao das vendas publi-
cas da sociedade de commercio. Os dias sanios de
paschoa conlribuiram de alguma sorle para a apa-
lliia do mercado. Em sumina as remessas para o in-
terior se suslenlam regulares, e nada se ,fez quanto
importadlo que nos inleressi.
Em fotherdam o mercado ee susleulou mni firme,
posto que as transaccoes nao tenham sido importan-
tes. Desenvolve-sc grande aclividade quanlo re-
messa das partidas provenientes dos leudes da so-
ciedade de commercio, e que s avaha quanlo
venda de Rolherdam em 50,000 saccas. O de Java
de primeira ordem nao se oblem por mais de 29 l|
a 30 por cenlo. Nao se fazquasi nada nassortcs
dos Indias occidentaes. Entretanto cila-se am lote
del,300 saccas do Brasil ex c Hellgeien vendi-
das preco secreto.
Assucares. Depois dos precos lerem manifesta-
mente declinado, aparsentaram urna tendencia para
alca. 200 barris de Surinam e 820 Cranjangs de Ja-
va foram pagos na paridade da venda publica de
marco. A prxima venda da sociedade de commer-
cio lera lugar a 18 de maio e compreuender 57,218
Cranjangs de Java.
Courot. Sobre 28 lotes de Calcula e do Ben-
gala postos em leilao, e femando quasi 6,000 pe-
cas, 9 lotes acharara compradores de 19 1(2 a 46 por
cenlo e 19 lotes foram expostos de. 17 a 37 por cenlo.
Gomma copal. Fez-sa urna venda publica de
130 saccas do Brasil de 30 a 34 '1 \1 por cenlo.
ANTUERPIA. Cat (De8 a 25de abril.) Sos-
lentou-se em moiboa posjao desde os ltimos avi-
sos que tivemos. Transaccoes mui seguidas foram
feilas para o interior pela especularn e pelo estnm-
gero. As vendas lotaes do periodo se resumem da
maneira seguinle: 1 do Brasil 5,400 saccas de 31
1|4 i 32 por cenlo; quanto ao esverdeado e ajva-
cenlo 30 a 31 por cenlo ; 2" de Java 5,100 sacca* ;
3 deS. Domingos 6,650 barris, do's quaes 1,957
avariados foram comprados em leilao a 61 1(2 e 63
1|2por cinto ; 3,589 saccas do Rio por Melaini
Isabelle ~e 3,586 ditas por Nacional ; mais 1,100
saccas da Hollauda e 4,110 saccas de Por-au-Priuce.
O deposito em 1 e 2 mao se compOe de 67,000
suecas que se dividirn) da maneira seguiule :
Brasil 30,000 saccas contra 25;000 em 1853.
S.Domingo 21,000-------------19,500-----------
13,000-----. ------ 25,000------------
700-------------'400-----------
pelo vermelho.
foi comprada media
Baha median le 26. 6
LIVEEPOOL Algo.
Durante esle periodo a pro
te seguida, posto que as quai
ao termo medi do consumo o
se 46,560 saccas. Dahi resultou
'iaccas das da
e 8 a 23 de abril.)
nais regulrmen-
os nao cheguem
irio; venderam-
n estado melhor
Java
Diversos
67,000 70,000
Ultimas, transaceoei. Em deposito ( pavilhao
estraugeiro) Brasil, lino verde, 29 a 30 por cenlo
verde 28 a 28 1(2; esvereado 26 1|2 a 27 1|2 por
cento ; ordinario a bou ordinario 25 3|4a26 1(4
por cento; baixp ordinario a ordinario 24 a 25 por
cento ; S.. Domingos 27 3|* a 29 por cento.
Mfucares. Mercado amortecido com precos que
tendera a nova baixa. Esles precos baixos occasio-
naram algumas proenras principalmente para ex-
portacao, e se leriam feilo transaccoes mui impor-
tantes, se os deleturesnSohouvessen era uliimolugar1
elevado as suas preten(;es. As vendas notadas s com-
prehendem assucar de Havana e algumas canastras
de Java, mas nao fazem menjiio das qualidades do
Brasil.
Cauros. O mercado sustcnlou^ee em boa posi-
clo, mas as Iransacc/ies por consignacao sao limita-
das. As oatras se cifram' pouco mais ou menos a
3,000 de Buenos-Ayres seceos e salgados, mais 1,200
de Montevideo seceos de 52 a 106 (ol|2 kil.) Ha
certa tendencia a alca quanto aos couros leves. Os
couros de boi de 10(12 e 12,15 kil. faltam completo-
mente na praca. O abastecimeuto de couros salga-
pos he importante. Remessas 16,365 seceos, 780 sal-
gados.
Cacao. Na ausencia de qualquer transacego s
temos a mencionar a cola : por 50 kil. ( vista)
Guayaquil fl. 25 a 26 ; Maranhao 19 1|2 por cenlo,
(era deposito) S. Domingos 19 1(2 a 20, e Babia 14
1(2 a 15 por cenlo (deposito).
Madefras de tinturarla As transaccoes em ma-
deira de tinturara- sao4imiudas. Fizeram-se ao lo-
do 60,000 kil. de campeche de S. Domingos a fl.4
3|1. Na segunda semana "240,000 de S. Do-
mingos foram comprado* a fl. 4 (deposito; e 5,00o
kil. da Laguna a fl. Sai vista.
LONDRES. Caf. (De 8 a 21 de abril;. O mer-
cado que ao principio pareca querer susleutor-e
durante a primeira semana loruou-se bonanzoso
com precos fraos, posto que os delenlores nao
apressem demasiadamente a venda. Epi summa
venderam-se a 6000 saccas de Ceylao, nativo or-
dinario de sh. 45 a ala. 45/9 por cento. 77 fardos do
Moka commun a fino ordinario, esverdeado escuro
de sh. 58. 6 a 61. 6, e 385 saccas do Brasil a sh. 44
para Bolivia a sh. 45 para Rio de Janeiro.
Assucares. A reserva dos detentores qae tem
oflerecirio pouca cousa venda, impedio que as lra
ac<;oesdiminoissem,posto que a procura fosse limita-
da. as remessas das Anlilhas 2,000 barrica foram
pagas do 33 a 39 sh. ; as de Mauricia 7,950 saccas,
as de Madras 3,000 saccas. as remessas estrangei-
ras citom-se apenas em deposito 600 saccas de Ha-
vana e 800 de Santa Cruz.
Courot e pelles. O mercado de Leadeoball foi
pouco animado. 2,090 salgados da Nova Galles do
Sul. 6,200 de -avallo, salgados do Prala. 12,000
postos venda publica e pagos de sh. 6.3 a 6. 4
pesa, com alguns couros de boi salgados de Buenos-
Ayres e um tote de couros de cabrito da ludia, sa-
tisfizeram as procuras.
Cacao. Os precos porque se vendeu este artigo
marcara algum beneficio sobre a coUcSo preceden-
to, da t J 33 s|i. urlo cimento, e de 33. 6a 38. 5

para as transaccoes, sobreludo quau.^p s qualiddes
Middling, As polica de Manchester\e dos ceiros
manufacturemos sao melhores. Os algodcqes do Bra-
sil tiverara multo procura, depois de alguns dias :
fizeram-se transaeces de algod.ao da Bahia |\qr es-
pecula cito, a preco constante de cerca de 1,300 Nac-
ca, de 6 1[4 a. 6 3(8 alera de 970 saccas de Pernan.
buco obtiveram 6 l|6a81|4- din. e 790 de Mara-
naho de 6 a" din. .
1850 1853
Importarlo desde i, dejan. 682,140 saccas 804,140
Venda 645.930 793,980
Deposito em 22 de abril 730,950 793,530
dosquaeS 48,970 51,800 do
Brasil.
HAVRE. As transaccoes s3o sempre iracas c os
precos dos principaes artigo sSo antes em vanlagem
dos compradores, sem que todava naja baixa mni
sensivel sobre o* precos precedentemente designados.
Caf ( De 8 a 22 de abril). As noticias favora-
vois da Hollanda provocaran! algum melhovamenlo
no preco, mas nem por isso a procura foi mui acti-
va e as vendas foram moderadas. Comprehendem
1,900 saccas do Rio lavadas e nao lavadaa pelos pre-
cos exiremos de fr. 54 a 72 50 no deposito; em ven-
da publica por avarias, 4,500 saceos do Haiti foram
comprados de fr. 102 a 113.
De 22 a 27 de abril, este arligo se sustentou em
boa posicao. Venderam-se 61 saccas do Rio nao la-
vadas de fr. 55 a 60 ; 650 saccas do Rio pelo Im-
perador do Brasil avariadas, que foram adjudica-
das publicamente de fr. 100 a 122, diversos peque-
os lotes das nossas colonias.
Deposito 36.113 saccas das quaes 14,500 do Brasil
contra 6.500 em 1853 sobre am total de 46,000.
Ultimas transaccoes :o lavado 1. 26 al. 60 ;
dito nao lavado, bom a fino, 1. 16 a 1. 24 ; dito or-
dinario 1.10 i 1. 14 (o kil. no deposito.)
Assucares. ( De 8 a 28 d abril. ) O arligo lo r
nou-se durante toda o periodo mui fraco 150 barri-
cas das Anlilhas foram compradas a fr. 53 boa qua-
lidade, ou 50 baixa qualidade. Nos ltimos dias 6s
detentores se mostraran! mui firmes e ponco dispos-
tos a ceder aos ltimos presos 650 barricas de An-
lilhas 616 saccas de Bourleon, e 1,676 caixas da
Havana venderam-se neslas condicoes. .
Nao ha remessas do Brasil.
Deposito em qualidades do Brasil 1,400 caixas, e
4,600 saceos contra 7,000 saceos em 1853.
Ultima tttuuaecao : Brasil, branco 130 s. dito so-
menos 112 a 126 mascavado a 102 a 110.
Couros. As ultimas remessas lornaram as Iran-
saesoes um pouco mais facis. Os possuidores sus-
tentara o preso ; mas os compradores se acham na
raaior reserva, e as vendas se limitam a 1,800. Bue-
no-Ayres salgados seceos pagos fr. 97.
Ultimas IransaccSes : Couros em cabello do Rio
de Janeiro : 1. s. 60 c. a 1. 80. Do Rio Grande do
Sul 1.70 a 1.-95; de Peruambueo 1. 35 a 1. 40;
da Babia 1. 20 a 1. 10 ( o kilog.)
Ponlai de boi.. As mesmas cotasoes qae as pre-
cedentes.
Cacao. Apenas se pode citar a venda de 69
saccas da Tripdade avariadas, adjudicadas publica-
mente defr. 55 a 63 ( 50 kil ). A*nuncia-se para 4
de maio urna venda publica de 3,800 saccas. Para
mediante 20 % de deposito..
AlgodSe*. O artigtj-que eslava qaasi inleira-
mepte abandonado em uossa praca, ha duas sema-
nas tem visto a procura tornar-se mais regular.
O consumo se opera sempre cora reserva, mas orno
os abastecimentcs eslao exhausto, foi obrigado a vir
ao mercadq satisfazer as suas necessidade futuras.
Cilara-sa entre as vendas por intermedio do Brasil,
40s!iccasordinariodoPernambucoa101.50. O de-
posito he avaliado em 97,000 saccas.
Ultimas transaccoes:
Pernambuco. 148 s. muito bom 166 s. baixo
184 ordinario 204 ordinario 216 bom ordina-
rio 224 correte ponco 230 correle.
Baha. ( FalU. )
' Maranhao e Para. ( Fallam. )
Crinas. 65 fardos viudos do Rio polo Impe-
rador do Brasil obtiveram 117. 50 o kilog.
MARSELHA. Caf. ( De 6 a- 26 de abril.)
O deposito do caf do Rio era totalmente nullo, e
esta qualidade foi procurada, quando chegaram os
navios: Sardo Nerina jom 2,615 saccas e Betsy com
3,351. Estas remessas modificaran! a pretencoqs
dos detentores; por isso'3,700 saccas do Ro foram
realisada a f. 60 os 50 kil. era deposito. Alm ds-
so. 250 saccas do Rio, venderam-se de 65 a OTfr., e
271 saccas d 45 a 53v As transaccoes depois desle
periodo de aclividade diminuiram.
Atsjicar bruto. Apenas se podem mencionar
algumas transaccoes de assucares de Alexandria e
das nossas colonias.
Remessas, 4,000 saccas da Baha pelo Tridente,
2,010 de dilo, paja; Ecnemenl. 4.730 saccas
pelo Pleiies do. Rio de Janeiro, 3,500 accas de
Peruamljuco, por Conttant e 4,850 saccas por Adot-
phe'de Laure.
Courot. Os couros do Prala deram durante o
periodo que nos oceupa ajguma animarSo s tran-
sacsOes; venderam-se 3,300 de Buenos-Ayres a fr.
55 os 50 kil ( em deposito.) Remessas de Buenos-
Ayres 7,300 couros do Rio Grande do Sul, 8,195
por Thortealdsen. Enlre os navios entrados ob-
servare : me de Pars vindo do Rio de Janei-
ro ( 9 de fevereiro ) com 200 lop. de. assucar e 300
de caf, A"arem (l5.de fevereiro) do Rio de Janei-
ro com 2,860 saccas de caf. \
TRIESTE. Ca/e. ( Do-I." a 10 de abril.)
As transacsSes se limitaram a lotes a retalho, e ape-
zar das noticias favoraveis da Hollanda e de Ham-
burgo; o mercado foi obrigado a fechar-se baixo.
660 saccas do Rio se veoderam de fl. 41 a 42, e 59
saccas dilo lavado, fl. 51. De 10 a 20 de abril as
transaccoes foram mais seguidas ; exclusivamente
voltodos para o caf do Rio, os compradores tiraram
1,700 saccas de 11. 41 a 43 o quintal, oque indica
um mcllioramento. Um carregamentu de S. Do-
mingos foi vendido por atacado, a fl. 42, ri partida
do crrelo.
Assucares. Pouca procura, mas presos susten-
tados. Vendeu-se 450 saceos de Pernambuco, bran-
co, a 22 fl. ; 164 caixas da Baha, brauco igualm en-
te a22 fl. e 946 caixas de Havana, osomeno do 11.
22 % a 23, e 25 '.branco puro.
IKEOVIMENTO DO PORTO.
Navio entrado no dia 22. ,
Terra Nova48 dias, barca ingleza Creamore, de
208 toneladas, capitao F. Collns, equipagem 13,
carga bacalho ; a James Crabtree & Companhia.
Mirto sabido no mesmo dia.
AracafyHiale brasileiro Parahibino, mestre Jos
Joaquim Duarle, carga varios gneros. Passa-
geiro, Antonio Anlunes de Oliveira. *
EDITAES.
. O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimeoto da resoluto da junta da fa-
zenda da mesma Ihesouraria, manda fazer publico,
que nos dias 26, 27 e 28 do corrente se ha de arre-
malar a quem por menos fizer, as impressoes dos
Irabalhns das diversas reparlisoes publicas provinci-
aes avahadas em res, 3:5009000.
A arrematasao ser feila por lempo de um auno, a
contar do I.- de julbo prximo viudouro ao fim de
juhode 1855.
As pessoas que se propozerem esla arremataran
coraparecam ra sala das sessOes dmesma junta nos
das cima indicados, pelo meiq da, competeutemete
habilitadas. '
E para constar se mandn aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria proviuci.il do Pernam-
buco 14 de jonho de 1854. O secretario,
^^^" Antonio Ferreira d'Annunciacao.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimeoto da rosoluclo da junta da fa-
zcuda, manda fazer publico, que nos fias 26, 27 c
8 do correle perante a mesma junta, se ha d ar-
rematar a quem por menos fizer o forneciraeolo dos
medicamentos e ulencilios para a enfermara da ca-
deia desta cidade, por lempo de um anno, .i contar do
1.- dejnlho prximo vindouro a 30 de iunho de
1855. .
As pessoas que se propozerem a esta arrematasao
coraparecam na sala das sesses da mesma junta nos
dias cima declarados, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas, que ahi Ihe serao prsenles o for-
mulario c condicoes d'arrernataca'o.
E para constar se mandou aflixar o present e pu-
blicar pelo Diario.
Secretoria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 14 dejunho de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, *iu cumprimeoto da disposlo no arl. 34 da tei
ct
provincial n. 129, manda fazer publico para coulie-
cimenlo dos crednres hypolhecarios e quaesquer in-
leressados, que as propriedades abaixo declaradas,
sitas na direejao do vigsimo Itipco da estrada de
Po d'Alho, foram desapropriadai.e que os respecti-
vos proprielarios lem.de seren pagos do que se Ihes
deve por esta desapropriacao, logo que terminar o
prazo de 15 dias contados da data desle, qae he dado
para as rectamasoes.
E para constar se mandou afixar o presente e pu-
blicar pelo Diario por 15 dias auccessivos.
Secretoria da thesuurara provincial de Pernam-
buco 20 de junho de 1851.O secretario.
Antonio Ferreira da Annunciacao.
Relatan das casas desapropriadas no vigsimo lango
da eslrada de P/io d'Alho.
1. Urna casa coberla de- Ullia, perten-
cenle a Thomaz de Audrade, pela qoan-
ta de. ,...........
2. Urna dito coberla 9e palha, perten-
e a Maximiana do Rosario, pela quan-
tia N(e............ .
3." \L'ma dita, dito, pertencente a Ma-
noel daMlora, pela quanlia de. .
4. Um> dita, coberla He palha, perten-
cente a MlNto Sopbia, pela quanlia de .
5.* Urna dita, dita, pertencente a Joa-
quim Jos de SNuit'Anna, pela quanlia de
MUraa dil,\diia, pertencente a Ma-
os do Espir>te Santo, pela quan-
tia de. .... .\.......
< 7. Urna dito, cober" de Iclha, perten-
cente a Manoel Aulonio ^Rodrigues Cara-
pello, pela quanlia de. .
8. Urna dita, coberla de pMha, perten-
cente a Francisco Alves Xa\ier, pela
quanlia de........\ .
9. Urna dita, dito, pcTtencente rianna da Hora dos Prazeres, pela acuan-
tia de...........S
10.a Urna dito, diu, pertencente a JoS
Jos, pela quantia de.......
11.a Urna dito, dila, pertencente a Ma-
ra Francisca di Conceican, pela quaii,-
lia de............. .
12.a Urna dila, dita, pertencente a
Francisco de Oliveira, pela qnanti de .
13." Urna dila, dito, pertencente a Joo
Jos de Sanl'Anna, pela quanlia de. .
14." Urna dita, dita, pertencente a An-
na Mara do Espirito Santo, pela quan-
lia de.............
Conforme.--0 secretorio,
Antonio Ferreira da Annunciarao
O lllm. Sr. inspector da thesouraria de fazen-
da manda fazffr publica a relasao abaixo trans-
cripta, dos credores por dividas de exercicios lindos,
cujo pasamento fni aulorisado por ordem do tribu-
nal do tliesouro nacional de 8 do correnle n. 58.
Secretaria da Iheiouraria de fazeoda de Pernam-
buco 22 dejunho de 1854O ofHcial maior,
Emilio Xavier Sobreira de Mello.
Re lacio dos credora de dividas de exercicios fiados
ja liquidadas, que se mandum pagar na thesou-
raria 4e fazenda da provincia de Pernambuco,
por conta do crdito do % i do art. 11 da lei n.
668 de 11 de setembro de 1852, fazendo-se as des-
pez com fundos do exercicio de 18531854.
3OS000
24S000
243000
209000
249000
209000
.329060
169000
209000
,209000
245000
249000
123000
fractores serao multados em 109000 e nOrero dous
dia d prisao.
A cmara municipal por editaos designara os lo-
gare em que se possam soltar oa'buscaps, roqueiras
e bombas de que trato esto arligo. *
E para constar, lavrei o presento, qae ser publi-
cado pelo Diario.
Freguezia de Santo Antonio do Recife 20 deju-
nho de 1854.O fiscal,
Manoel Joaquim da Silva Ribeiro.
DECLAJIACO ES.
Nomes. Minate- Exerci- Impor-
rios. cos. tancia.
Caetano Estellito Caval- Juslisa 1851-52 319182
canti Pessoa. .
Alcxandre Das do Cont. ^ Antonio Jos Ribeiro de Guerra 1839-40 259620
B 1827 2539733
Moraes......
Vicente Josda Costa. . B 1842-43 1169000
Francisco Brederodes de Fazenda
Andrade, por si, e co-
mo tutor dos menores,
fillios de Prxedes da
Fonseca Coulinlio. . 1851-52 1269709
5539244
Secco de divida da 3> conUdoria do (hesouro na-
cional em 31 de maio de 1854.Servindo .de chefe
de secs'o.Jos Jutio Dreyt.
O Dr. Francisco de Assi de Oliveira Maciel, juiz
municipal da segunda vara e do commercio desta
cidade do Recif'par S. M. I. e C, etc. *
Faso saber aos que o presente edilal virem, que
no dia 12de julho prximo fuluro, se ha de arrema-
tar por venda a quem mais der, depois'da audiencia
desle juizo, ua parta da casa da residencia do mesmo
juizo na ra estreita no Rosario n. :ii, um sobrado
5:500000 rs.. por execuco da cmara municipal
desla cidade contra Jo9 da Rocha Paranhos e ou-
Iros. ,.
E para que clieaue a noticia de todos, mandei pas-
sar editaes que serao publicados pelos jornaes e affl-
xados ua prasa do commercio e casa das audiencias.
Dado e pascado rresta cidade do Recite de Pernam-
buco aos 19 de junho (Je 1854.Eu Manoel Jos da
Molla, escrivao o suliscrevi.
Francisco de Astis Olivara Maciel.
Acamara municipal desla cidade,tendo recebido
do Eim. presidente da provincia em dato de 20 do
correnle, a reforma do regulamenln do cemilerio pu-
blico, para ser execulada; a qual foi publicada nq
jornal official n. 134 de 12 do dilo mez; faz publico
para conhecimenlo de lodos, que o referido regla-
mento se acha em vigor, too inleirnmente como nelle
se conlem. Paso da cmara municipal do Recite,
em sessao extraordinaria de 21 de jnnho de 1854.
Barao de Capibaribe, presidente. No imped
mente do secretorio, o olucial, Manoel Ferreira
Accioli.
O Doulor Francisco de Assis de Oliveira Maciel,
juiz municipal da segunda vara e do commercio
desta cidade do Recife de Pernambuco, por S. M.
I. e C. ele.
Fajo saber aos que a presente car la de ditos viram
oa della liverem noticia, que Jos Antonio Villaca,
rae lizera a peliciio do Iheor seguinle :
PelifSo.
Diz Jos Antonio Villaca,qae na acsao de soldada
que por esle juizo, escrivao Molla, moveu onlra
Manoel Rezende do Reg Barras, tendo oblido sen-
leyca a seu fava>, e feilo extrahir para por ella ser
o supplicado intimado para pagar cm 24 hora Ha
forma da lei, acontece que nao tem tido lugar a dito
inlimacao em razio de ler-seausentado occultamen-
te para lugar incerto.e nao sabido o supplicado, por
isso querendo o supplicame intimar a dita senleuca,
quer justificar a auzencia do supplicado para que
provada quanlo bstese passe, carta de edilos por
lez dias, para por este meio ser o mesmo supplicado
intimado da dito sen tenca sob pena de a sua re-
velia proceder-se penhora em seas bens.quautos bas>
tem para o pagamento do principal, juros e cusas
decorridas, e que forera decorrendo: nestes termos
pede a V. S., lllm. Sr. Dr. juiz do commercio da
segunda vara assim o mande.E recebera merce.
Cono procurador bastante, Manoel Raymundo
Pena Forte.
Nada mais se conllnh em dita pelicao pela qnal
por meu despacho mandei qne juslilicasse; em vrtu-
de do que produzio o supplicanle Jos Antonio
Villaca suas tsstemunhas, e subindo-me oe autos
conclusos mandei a visto das mesmas testemunhaa
passar a presente carta de edito, com o prazo de
dez dias,pelo Iheor da qual heipor intimado ao sup-
plicado Manoel de Rezende Reg Barros, da sen-
tensa u que supplicanle obteve a seu favor, a fim
de pagar a quanlia de 1829970 rs., de principal, ju-
ros e cusas contados no rosto da dila senleura,sob
pena de correr a cterurao seus termos sua rvelia
al o final embolso do supplicanle, lado na forma
da peliro supra transcripto.
Pelo qne'toda e qualquer pessoa, prenles, ami-
gos oa conhecidos do dito executado o pdenlo fazer
scicnle do que cima (ica exposto ; e o porteiro res-
pectivo publicar ealllxar aprsenle nos tozares
designados no paragrapho segundo do arligo 45 do
regulamento do codiso commercial: ser publicada
pelo Diario de Pernambuco.
Dada e passada nesta cidade do Recife aos 17 de
junho de 1854.
E ea Manoel Jos da Motta escrivao a sul
crev.Fiancisco de Assis Oliveira Maciel.
Manoel Joaquim da Silva Ribeiro, fiscal da fregue-
zia de Sanio Antonio do Recite, etc. etc.
Faso publico para conhecimenlo dos proprielarios
dos predios urbanos da mesma freguezia, em eujos
quinlaes se accnmmnlarem aguas das chavas, que
pelo art. 2. do til. 3. das posturas mnicpaes em vi-
gor, deverfio dar expedjsao as mesmas aguas, fazen-
do para isso sumidores coberlos com ralos, mas nun-
ca abrindn camios qne despeijem para as ras, pu-
dendo para evitar isso fazer sumidores as rnas, Sob
penna de pagarem os que assim nao procederem, a
multa de 259000 estipulada no citado arligo.'
E para constar, lavrei o presente, que ser pu-
blicado pelo Diario.
Freguezia de Santo Antonio do Recife 20 de junho
do 1854.O fiscal, '
Manoel Joaquim da*Sllca Ribeiro.
JoSo Jos de Moraes, fiscal da freguezia de S. Jos
do Recite, etc. ele.
Faz publico para conhecimenlo de quem inleres-
sar possa, os aiiigos abaixo exarados das posturas
municipaes em vigor.
TITULO 3.
Arl. 2. Os proprielarios dos predios urbanos de-
verao dar expedigo as aguas das chuvas que so ac-
cummularcm em sen quinlaes, fazendo sumidores
coberlos com ralos, mas nunca abrirao cannos que
despeijem para a ra ; podenclo para evitar isto fa-
zer sumidores as ras : os infractores solTrenlo as
penas do artigo antecedente'25900O'de mulla. A
cmara municipal marcar um prazo em qae llove-
r ser feila esta obra.
. TITULO 6.
Arl. 6. Fica prohibido dentro da cidade o uso'de
roqueiras, bombas o fogo sollo (buscaps): o in-
fractores serlo multtio em 10J0O0 e soffrerao dous
dias de prisao.
A cmara municipal por edilaes designar os lu-
gares em que e possam soltar os buscaps, roquei-
ras e bombas de que trato este arligo. <
E para constar, tavrei o prsenle, que ser pu-
blicado pelo Diario.
Freguezia de S. Jos do Recite 20 de junho de
1854.O fiscal, Joao Jos de Moraes.
Manoel Joaquim da Silva Ribeiro, fiscal da fregue-
zia de Santo Antonio desla cidade etc. ele.
Face publico para conhecimenlo de quem convicr,
a disposicSn do arligo abaixo transcripto, das pos-
turas municipaes em vigor.
TiTBLO 6.
Arl. 6. Fita prohibido dentro da cidade o uso
de roqueiras, bombas a fogo olio (bmcapa); os in-
Pelo prsenle annuncio safaz publico, que o
corpo de polica precisa contratar 300 pares d sapa-
los : as pessoas que se propozerem, deverao cnrflpa-
recer no dia 28 do corrento, pelas 10 horas da ma-
nhaa, na secretoria do mesmo crpn, com suas pro-
postas om caria fechada e as competente amo-
Quartel do corpo de polica 21 di junho de 1854.
Epifanio Borget de Menezet Doria, lenla se-
cretorio. '
Companhia brasileira de paquetes de
vapor.
O vapor brasileiro
Imperatriz, comman-
danle o primeiro len-
la Jos L. Noronha Tor-
rezno, deve chegar dos
portes do norte a 26 do corrente, e seguir para os
do sul no dia seguinle ao da sua entrada : agencia,
na roa do Trapiche n. 40, segundo andar.
Administrado do patrimonio dos or-
phaos.
Peranle a administraejo do patrimonio do or-
phoos se ha de arrematar a quem por menos fizer o
fornecimento dos medicamentos para o eollegio dos
orphaos por lempo de am anno, qae ha de ter priu-
cipio do 1. de julho prximo futuro ao fim de junho
de 1855; as pessoas qufe se propozarem fazer o di-
to fornecimento podero ccjnparecer na casa das
sessoes da mesma administrarlo nos dias 16, 23 e
30 do correnle mez pelas 12 horas da manha.Se-
cretaria da administrarlo do patrimonio dos or-
phaos, 9 dejunho de 1854.Antonio Jote de Oli-
reixa.
CoNipanhia brasileira de paquetes de
\ vapor.
Fica designado d'ora em dianle o-.dia da chegada
dos vapores s este porto, para se engjar a carga ou
encnmmendasVqe se poder ruceber: al o meio-dia
seauinle devera' os remllenles ter acabado osseus
embarques, e a esta hora a preserTtaro os despachos
na agencia legalmetQte forraalisados, como exige o
consulado geral, parV* orcanisacao dos manifeslos
quodevem acmpanliaXo paquete. Por carga fica
entendido, ser os objecld*. sujeilos a direitos, e por-
encommendas os pequenosNvolumes deprodueso
nacional. No dia da sahida ?>P paquete comntese
admiltir passageiros e dinlieireM frete, e nada mais
sem excepsao alguma al dua nVa9 *"{e* damar-
casla"para a sahida do vapor. ReciAj ra do Trapi-
che n. 40, segundo andar, 13 de Janeiro de 1854.
Por ordem do Exm. Sr. presidente da provin-
cia se faz publico, que esta aberta a nJatrieala da
aula de desenlio do Lyceu. Directora doi^J1*11 x7
de junho do 1854.O amanuense,
. O lllm. Sr. inspector do arsenal de mi*?J'9>
manda fazer publico que no dia 23 do correnle mi".
conlratar as 11 horas da manhaa, a compra do se'
guiles objeetns, para fornecimento do almoxarifado:
Cabo de linhri de 4 polegadaa, 1 peca.
Dito de dilo de 3 ditas, 6 ditas.
Dilo de dito de 3,' ditos, 6 ditas.
Dilo de dito de 2 ditas. 8 djtos.
Dito do dito de 2 ) dilas, 8 ditas.
Dito de dilo de23|4ditas. 8dlas.
Dito de dilo de 1 dita, 12 ditas.
Ferro iuglez redondo de 12(8, 12 varees.
Dito dito dilo de 9(8. 30 ditos.
Dilo dito dito de 10|8, 20 ditos.
Dilo dito dito de 8(8, 50 ditos.
Dito dito dito de 7|8, 70ditos.
Dilo dito dilo de 6|8, 50 ditos.
Dilo dila^llo de 5(8,150 ditos.
Dito dito dilo de4(8,2 feixes.
Dito dito dito de 3|8. 2 ditos.
Dilo dito dito de 2|8, 1 dito.
Dilo dilo qaadrado de 2 polegadas, 4 varees.
Dilo dte diio de 1 X dila, 10 dilo.
Hilo dito dito de5|4,'20 ditos.
Dilodilo dilo de 1 po.legada, 20 dilo.
Dilo dito dilo de 6(8, 20 ditos.
Dilo dito dilo de 5|8,20 ditos.
Dilo dito dilo de )i pokgada, 1 feixc-
Dito da Suecia sonido, 48 barra.
Lcnres de ferro de n. 6 a 8, 2Q.
Em conseqiieocia do que deverao os prelendentes,
em dilo dia apresentar nesla secretoria as suas pro-
poslas em carias fechadas al a referida hora. Se-
cretaria da inapeccao do arsenal de marinha de Per-
uambueo 20 de junho de 1854.rf> secretorio,
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
Tendo esla repartirlo tirado do fundo da en-
trada do canal do porto desla cidade o casco da bar-
ca nacional fiperaji-a, em cujo lugar fora esla em-
barcacao a pique, em consequencia dos respectivos
proprielarios, ou consigrfilarios o lerem abandonado
quando torara intimados, para ijiandarem fazer esse
Irabalho dentro do prazo marcad no regulamento
das capitana,*, pelo qu em proveito desta mesma
repartico, j.i existem o objeclos abaixo declarados,
manda o lllm. Sr. capitao do porto fazer publico que
serao ees vendidos em leilao, em Ir lotea, oo dia
27 do corrente pelas 11 horas da manhaa no porlao
do arsenal de marinha, sendo os segrales :
1 lote3 maslros de pinhn, 1 gurupas, 2 sexto de
gavia.
2" lote2 ancoras de 10 a 11 quinlaes cada ama,
105 brasas de amarra de ferro era bom nao.
3 lote1 poicjlo de cabo e chapa de ferro, e en-
tras ferrageue pertonceotes ao apparelbo do so
bredito navio.
Capitana do porto de Pernamboco 22 dejunho de
854.- O secretorio,
Mexaudre Rodrigues do Anjati
Consellio administrativo.
O conselho administrativo era virladeda auto-
risacao do Exm. Sr. presidente da provincia, tem de
comprar os objectos seguinle* :
Para o oitavo balalhao di infantaria.
Livro mestre de 300 tenas 1 ; caldeiras di (erro
batido, para 100. prasas 4.
Officina de 1 e 2 classes do arsenal de guerra,
i Costados de amarello 4; ditos de pao d'oleotj; c-
ladiohos de amarello 6 ; toboas de assoalho di ma-
rello duzias 4 ; dilas de dito de louro daxnu 4.
Quinto classe. a >
Sola curtida, meios 150.
Diversos balalhoes.
Mantas de laa, ou cobertores de papa 271.
Quem os quizer vender aprsenle as suas propoala
em caria fechada, na secretarla do coiueiho as 10 ho-
ras do dia 28 do correnle mez.
Secretoria do conselho administrativo para forne-
cimento do arsenal de guerra, 20 de janho de 1854
Jos de Brito Inglez, coronel presidente.Bernar-
do Perelra do Carmo Jnior, vogal e secretario.
Na prxima audiencia do lllm. Sr. Dr. joto dos
feitos da fazenda, por execucoeeda fazenda provin-
cial, arrematam-se os segrales bens por lerem, de-
corrido os preges doestylo : por venda, a parte qae
tocou a mesma fazenda uo silio da Iravessa do \Boi,
que foi da fallecida Rosa Francisca Regadas para pa-
gamento de sello de heranca em rs. 2449730; dem,
aarmasao e outros objectos da loja da alfaiale da ra
Nova, pcohorados a Carlos tiellain avaliado por r.
1508000 ; por arreadamente annual e pela quanlia
de 125JJ0O0 rs., o sobrado n. 26 da Cidco Ponas,
penhorado a Joao Joaquim de Figueiredo ; idero, o
slio da fallecida Rosa Francisca Regadas, cima de-
clarado, por 2508000 r.; por venda a casa terrea fle
laipa n. 6, ra de Joao Feruandes Vieira por 608000
rs., penhorada a Joao Evangelista da Coila e Silva ;
idem, a casa terrea n. 67 na ra doMotocnlorab dos
Ategados por 908000 rs., penhorada a Antonio Joa-
quim de Mello : quem quizer lancar em ditos bens
comparera na sala da audiencias.
PARA'..
Escuna Sociedade Feliz, capillo e praUee Joa-
quim AalonoOoncalve Santos, aegue no dia 25 do
corrento: para o resto da carga e paawgiiro trata-
se com Cantono Cyriaco da C. M. ao lado do Corp*
Santo, toja n. 25.
ARACATY.
Patocho Santa Cruz, aegue no da 30 do cor-
repte, recebe carga e pa*sageiro'ftrata-se eom Cy-
riaco da C. M., ao lado do Corpo Saalo, loj n.25.
.n?"F ,'i*boa *&"> *lgem impreterivelmente
al 11 do prximo meide jolho, a barca portugue-
za Gratuiao: quem a mesma quizer carrenr ou
ir de passagem, para o qoe tem superiores commo-
dos, enlenda-te .com o consignatario Thomaz de
Aquino Fonseci & Filho ni ra do Vigirio 0.19
pnmeiro andar, ou com o capilao Antonio Alves
Pdrozo, na praca.
Maranhao ePara'.
Espera-s na presente semana o brigue-escuoa
Laura, lencion-se que tenha mui pouca demora
neste porto, por lor a maior parto da carga prompla;
para o restante, os pretrndentas entendam-ie com o
onsignaetorio J.B. da Fonseca Jnior: na roa do
Vigaro n. 4, primeiro andar.
Para Franca,
Segu imprelerivelmente no dia 24 do corrente,o
muito veleiro e superior brigue franciz Ferdinand :
quem no mesmo quizer ir de passagem, para o qoe
tem superiores commodos, entonda-se com o capi-
tao, na ra do Trapiche Novo n. 22.
PARA O CEARA,
vai seguir nestes oito dias, a escuna S. Jote,
ter engajado quasi todo o mu carregameoto: pao
resto passageiros irala-se na ra da Cruz do Re-
cife o. 33.em casa de Luiz Jos de S Araujo.
LEILOES
Leilao de livros.
Fica transferido pura o dia qoioli-feira 29 do cor-
rente, i 10 e meia horas da manhaa, o leilao de lo-
dos os livros qae foram do finado Dr. Jos Francis-
co de Paiva, annnnciado para odia 22 do mesmo
mez, por causa da,muito chova: na raa do Collegio
n. 8, primeira andar.
A^SOS DIVERSOS
\
O quarto balaJkao de artilhara a p, precisa
contratar para a praca do mesmo batalhao no se-
guinle semestre, o fcjneros seguintes: caf, assucar,
manletga, pOes, carne verde, carne aaeca; loucinho,
bacalho, azeite doce, vinagre,, feijao, farinha, ar-
ro, elenha, cojo genero deverao ser di primeira
qualidade ; as pessoas que e qaiierem propor or-
nece-los, aprsentelo sua preponas em carta feicha-
dada na aecrelaria do balalhao al o dia 25 do an-
danteQuartel da cidade de Olinda 20 dejunho de
854.Mathias Vieira di Aguiar, lente ajudan-
ti^S
s:*,
AO PUBLICO.
O espectaeulo annanciado para o dia 17, e que
nao leve lugar por cansa da muila chuva. fica trans-
ferido para domingo 25 do corrente mez. He a
primeira represntelo do MOSTEIRO ABANDO-
NADO O A MALDICAO PATERNA, lindando
o espectculo com urna das melhores comedias. Te-
r5o entrada lodos os blhetei vendidos para a recita
de 10 e 17.
AVISOS MARTIMOS
Para o Para' segu nestes dias a es-
cuna na.cional Titania: para o resto
da carga trata-*e .com s consignatarios
Antonio de Alrneida.Gomes & Companhia,
na rita do Trapich Novo n. 16, segundo
andar.
Candido Moreira-da Costo rtlir-se para o.
Porto, e nfo podendo de*p*dh--ae de todo o Mas
amigos, pelo.eu mo esladq de saode, offerece na-
qoella cidade o seu diminuto presumo. .
Candido Moreirada Costo faz ciento ao cor-
po de commercio, qne elle retira-s para Europa a
tratar de sua saude, e deixa por seo procuradores,
em primeiro lugar seu mano Firmino Moreira da
Costa, que fica antorisado tratar do gyro de
seu negocio, em segundo lugar Joaquim Filippe da
Costo, em terceiro tugar Antonio de S Lope Fer-
nandes*
Na larde do dia 21 do corrente, esvoacou do
seguodo andar da casa por cima da botica 4a Srs
Jos Mara Gameiro, para o larg da Boa-Visto, un
papagaio conlrofeito, bstanle grande e fallador, *o
lempo qae a passando cerlo individuo vesMo de
casaca, o qual valendo-se da mansidao do animal,
apanliou-o e o levoh eomsigo: roga-se pois a wse
senhor, qui foi bem conbecido, oa a quem quer que
for oflerecido por venda,que o leve a dito casa.
, Christiani & Irmo com fabrica e loja de cha-
peos na ra Nova n. 44, leem a honra de avteir ao
reW^iitovel publico.em particular aos seos fraguet*-
que eceberam pela barca franeeza Jos, ullimamen,
le cliei^a (, Havre, ama nova factura de chapeos
de calo\b^*nco3 anda nao appareido em Per-
narabuco,Nco'i'0 sejam:castor rapado (Ihibet) braneos,
ditos brancoN^0111 pello (argenti!, dilo castor preto
(Velours Zepliir)< ditos sem pello molle copa baixa
do melhor gostb possivel, porserem muito leves,
assim coma outra. muilas qualidades^ior precos ra-
zoavei. I
Ha paralu^31* dous bons escravo,
sendo um optimoc.inoe'ro eoutropro-
prio para qualquer sei"''1;0 decaa: a tra-
tar na ra do Vigario n. "
Aluga-se o primeiro andar da casa
da ra do Vigario N^BMbl'"' Para um
grande escriptorio ou morada de familra
por ter muito boni commodo :'Nt ti atar
na mesma ra n. 7. ^^
Aluga-se o sitio dei
deiro, em Sant'-Anna, que
commeudador Antonio
pretendentes dirijam-s do Viga-
rio n. 7.
Aluga-se o silio denominlo Mangabeira. con
urna boa casa de sobrade, e u obad'agua
de beber, confronte ao jardim Botnico: quem o
pretender dirija-se a ra larga do Rosario botica
n. 42.
Boa-Vista delroD
. Tem ehegado ul tunamente um completo torJMgtoi Wj
lo de todos Vos gt '.os de ca- JT
madre, peras *< -. presooto a 440 rs.. \
paio a 280 Vi. r*., champagne e
mutos outros gneros de superior qualidade,por pre-
so mui lo commodo.
Para. S. JoSo,
Fazem-se de eneommendg bolo e cangica de mt-
Iho verde, os mais bem- feitos que he possivel:' na
ruaVeihau.
Ahiga-ie urna preto. que sabe cozinhar e lavar :
na raa Direila casa n. 23, primeiroand
Preetea-se lugamma a servico de
niuasopesso aadamnlrzde
Santo A>
. Jo-
O ara pelo presente, que
a ledra que I a ter-se jleaemcami-
nliado, be de 6209000 rs., e nsq.de 6:0205000 rs. co-
mo declara o annuncio, e por ser erroBvpogtaphico,
faz a presente declarad o.
Joo Fernandas Prenle rianna.
Roga-se pessoa que aahoa 3deote artificia'e
engasta, lo Sr. Lima barbeiro,
na ra da C eir entregar na mesma, vis-
to ato servireni para outra peana, que ser recom-
pensado, generosa i
A pessoas que compraram o Diario qae trou-
xeo regulamenlo do' cemiterio, querendo troca-lo
pelo mesma rigoUmanto em telhete, podem man-
dar a livrarii n. 6 e 8 da praca da lndepeodencii.
Roga-se ao Sr. lote Pereira deGoes
Jnior a' ter a bondade de se dar ao
trabalho de vir rtcebr urna carta vinda
do Maranhao : na ra do Trapiche Novo
n. 16, no segundo andar.
' Desencaminhou-sc urna le Ira da .quanlia de
6:0209000, aceito em 9 de fevereiro do correnle an-
no, pelo Sr. Salvador de Locio Gunha, da cidade do
Ic, ao abaixo aaignado j posta ulilisar ao
mesmo abaixo assignado, pois quq qualquer tran-
sacsao que cam a meuna lettra seja feila, desde ja
protesto, poto que he palto; roga-se portante a qual-
quer pessoa que a tenha achadov que faja favor en-
tregar na roa Nova n. 20, que ser recompensado.
Joo Fertttniet Prente Hanna.
Mara Joaquina da Silv Miscarenha roga ios
credores do seo fallecido marido o mjor Luiz An-
tonio Alves Mascarenhas, se dignen comparecer en
sua casa, na Iravessa do Padre n. 4, no dia 30 do
corrente, pelas 10 hora do dia, para tomarem co-
nhecimenlo do estado da saa casa e dos bens que Ihe
deixou seu finado marido, afim de deliberaren! como
eutenderemT
g**J|
I con;
_._.iesl*il__. .
tt.na roa Ir
nae ci' ue se quaiadeiii-
ear botica, o qu' a Ira-
tor na r
LOTERIA DORIO DE JANEIRO.
Aos 20:0000000
Ni casa Flix do quairo cantos da roa do Quei-
mado n. 20, esli n venda os muito afortunados bi-
Ihctes, meios, quarlos, oitavos e viaesimos da quarla
lotera de Santo Catharina, cuja lisia suppoe-* que
vira pelo vapor do dia *9 ; he esto a ultima virque
se vende cautelas do Rio, portante aproveitem a oc-
casiao par tirar oa bons premios.
Ollercce-se urna ama para todo o servico de
casa excepte engommar, e tambem faz compra na
ra : qoem quizer anouncie.
Guilberme Soulliatl, socio da casa de KussaU
Mellors & Cojnrunihia, nao podendo se despedir pes-
soalmente do toda as. pessoas de ua auzade pela
brevidade com que *e relirou para Inglaterra no
vapor Inglez Severo o faz pelo presente,' offere-
cendo a todos o sea presumo aoude quer que sa
achar.
O abaixo assignado avisa ao herdeiro da fil-
lecido SeBasiiSo Lins de Araujo, morador na barra
de'Naluba, que o Sr. Lint de Araujo Ihe he deve-
dor de um estrave de nome Francisco, nata Ca;an-
ae, que Ihe vendeu em 184j, sendo esle propritdade
do Sr. Flix Jos Buarque, morador em Macangana
de Parlo Calvo, de que recebeu o aonaaciaute ama
justificado para poder haver outro escrvo do Sr.
f.ins de Araujo, e j tendo escripto quelle senhor,
elle respondeu-lhe que nao se negara a pagar, po-
rm logo fallecen, pelo qae tem o innanciante
de haver o referido escravo e mais despezas at real
embolso.Manoel do Amparo Cap.
Manoel Das Fernaudes faz. sciente ao publico,
que pretende relirar-se desta cidade com sua entra-
ra euma filha, para a cidade do Porto, a tratar da
sua saude, e durante a sua ausencia deixa por seus
procuradores, era primeiro lugar a seu cunhado Fir-
mino Moreira-da Cosa, que fica autorisado para
tratar de lodo o gyro.de sua casa, alm do qual, 11- ,^^
cam mais tro procuradores com o mesmo* ppdere/^
para^^Bnria oaimpedimenlo do dito sea cunta-
lo, ficarem encarregados do referido gyro ; assim
como deixa por seus procuradores para tratarem
de quaesquer questoes jodiciaes ao Sr. Dr. Braz
Florentino Henriques de Souza, e solicitodor Filix
Frapcrveode Sou?a Magiroae,
.:.;.;;.... .:'...r:


DIARIO
OE Pk,.
\2 DE JUNHO DE 1854.
-*mr
i.'-<,
Joaqun) Pereira da Silva, morador na villa di
Paco de Camaragibe, por haver oulro de igual no-
nas, de hojeen) dianlese assignar por Joaquina Dio-
So Pereira da Silva.
Na botica da ra larga do Rosario
n. 36, de Bartholomeu F. de Souza ven-
dem-se pilulas vegetacs verdadelra, arro-
be 1'alFecteur verdadeira, salsa de Sands
verdadeira, vermfugo inglez (emvidro)
verdadeiro.vidros de bocea larga com ro-
Iha de 1 at 12 libras. O annunciante af-
ianca a quem interessar possa a veracida-
de dos medicamentos cima, vendidos em
sua botica
HOMEOPATHIA.
0 Dr. Casanova, medico francez, d con
olla* lodos os das no seu consultorio
RllDASfRl]ZESU8,
No mesmo consulloro aclia-se venda um
grande sorlimenlo de carleiras de todos os
lmannos por precos commodissimos.
am IIL RIS.
1 carteira com 24 tubos a escolha.
i tubo grande de globulosavuls.
1 dito mediano.....
1 dito pequeo......
% onea de tintura a escolha <
Mementos de homeopathia 2 volumen 2.1
ediejp..........55)000
Palhogenesij dos medicamentos
brasileiros 1 volume. ..... 29000
Tratado das molestias venerias
i se tratar a si mesmo. .. 18000
500
400
300
1000
C. STARR&C
eitssamenle annunciam. que no sen extenso
ibelecimento em, Santo Amaro, continua a fabricar
roa a maior perfeicao e promptido.toda a qualidade
de machinismo para o-uso da agricultura, navega-
oe manufactura, e que para maior commodo de
seas numerosos freguezes e do publico em eral, tem
aberto em um dos grandes armaiens, do Sr. Mosqui-
ta na roa do Brum, ,alraz do arsenal de mariuha.
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dito sen'estabelecimentu.
All acharao os compradores am completo sorli-
menlo de meendas de canna, com lodos os melho-
ramenlos (alguns delles novos e originaes) de que a
experiencia de muitos anuos tem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de baixa e' alta prest
taixas de lodo tamauho, tanto batidas como fund"
carros de mao e ditos para conduzir formas de assu
car, machinas para moer mandioca,' prensas paira di-
to, tornos. de ferro batido para frnha, arados de
ierro da mais approvada construccao, fundos para
alambiques, erivos e portas para fornallaas, o oiw
infinidade de obras de ferro, que serla enfadonho
enumerar. No mesmo deposito ex&te urna pessoa
intetligenle e habilitad para reogber todas as en-
coaamendas, etc., ele, que os aofaimciantes contan-
do cora capacidade de suas ofJncinaS e machinismo,
e pericia deseus officiaes, sc/compromeltem a fazer
ecular, com a maior prejiea, perfesao, e exacta
eonlormdade com os moielosou desenhos, e instrnc
oes que Ihe forem fornajeidu.
80 roguetea do ar por 500 rs.
Na ra Nova, loja de ferragens 24 e 41, rece-
bcu-se Um novo sorlimenlo de fogos de muilas qua-
lidades, assim. como fogueles do ar para meninos,
80 por 500 rs.
Convida-se pelo presente a Joao Ferreira Lei-
le, que se presume estar actualmente em Cariri-Ve-
Iho, provincia da Parahiba, filho do vellin Pedro
Ferreira Leite, hroes bem conbecidos na comarca
de Bonito desta provincia, para que venlia quanto
antes salisfa/.cr a quantia de rs. 2009000, cpnstante
de urna letlra que aceitn no dia 7 de abril do cor-
rente anuo, nesta comarca de Garanhuns, a prazo
de 23 das, em favor de quem elle bem sabe : seo
nilo, ilzer cnnVbrevdadese far publico todo esse ne-
gocio, que he sobremodo desairoso ao dilo Leite.
Aluga-se o primeiro andar da casa da roa da
Cruz n. 13, proprio para escriptorio ou eslabeleci-
mentn estrangeiro ; a tratar na mesma casa.
Precisa-se de urna preta escrava, que cozinhe o
Taca lodo mais servico de urna casa de pequea fa-
milia, paga-se bem: na ra da Cadeia do Recite
n. 23.
O abaixo assienadn por ti e por parle de seus
irmaos Honorio Teles Furlado e JooTelles Furia-
do, moradores lodos nesla comarca de Garanhuns,
preyinem pelo prsenle ao publico desta provincia *
limitrophes, para que de nenhuma forma negociem
com a madrasta dos mesmos, a Sra. Mara de San-
ta'Anna Leite Furlado, a respeilo do dominio de
urna escrava parda, denome Sabina, que se aclia em
poder da dila senhnra, no valor de coja escrava lem
os annunciaples suas colas-parles, que em inventa-
rio por fallecimento do pai commom, Ihes coube; e
para evitaren) qualquer fraude ou preleilo de igno-
rancia, fazem o presente. Villa de Garanhuns9 de
unho de 1854.Jote Tellet Furlado.
Quem precisar alugar um escravo prelo, para
o semen de casa e ra, e para qualquer armazem,
capatazia, trapiche e prensa, dirija-se a qualqoer
hora do dia ra da Soledade, logo ao sahir para o
Manguind, no sitio dos 4 leOes, que achara com
quem tratar. *
PASSAPOBTE PABA PAIZES ESTBANGEIBOS.
Na ra da Cadeia do Becife n. 3, primeiro andar,
liram-sepassa portes para os estrangeiros que quize-
rem viajar dentro e fra do imperio : promet
promptidao e commodidade de preco.
Jos Valentim da Silva, bem conheci
ensinar latim ha 18 annos, lembra a quem
1" a sua aula existe aberta na ra da AKegria, na
loa-Vista n. 38, onde Tecebe por preco/commodo
alumnos externos, pensionistas e meios'pensionislas,
dando ptimo tralamento, e tendo os pensionistas
a vantagem de.alm do lalim,apreniflerem tambem o
francez sera que seos pais paguem. mais cousa algn-
ma por este ensino. O professear adverle que elle
lem prvisao jassada pelo gowerno da provincia.
J, J. PACHECO.
NEW AND ELJRJANT DAGUERREAN
1ALLERY.
es;
No dia26|do correnlcse ha de arrematar, de
pois da audiencia do Sr. Dr. juiz de direito da pri-
meira vara civel, a renda annual do sobrado da na
do Livramenlo, de tres andares, por execur.no de
Antonio Luiz dos Santos, contra os herdeiros de Jos
Mauricio de Oliveira Maciel, e he a ultima praca.
Manoel Joao Lucci rctira-se para Lisboa tra-
tar de sua saude.
lotera da matriz da roa-vista
AOS 10:000$ 4:000$ E 1:000^(000 rs.
O cautclisla Salustiano de Aquino Ferreira avi-
sa ao respeilavel publico, que as rodas da mesma lo-
tera, tem o seo imprelenvel andamento no dia 14
de julho do correle, em virtude do annuncin publi-
cado no Diario de Pernambuco de 8 de junlio n.
131, pelo thesoureiro o Sr. Francisco Antonio de
Oliveira. Os seus afortunados bilhetes e cautelas es-
tilo expostos venda as lojas seguinles: ra da
deia do Becife n. 45, de Jos Fortunato dos Sanli
Porto ; na praca da Independencia n. 4, de For^
nato Pereira da Fonseca Bastos, ns. 37 e 39, i*
Ionio Augusto dos Santos Porlo ; ra do Quilma-
do n. 44, loja de fazendas de Bernardino JosMon-
leiro & C. ; ra do Livramenlo botica de Jpraucisco
Antonio dasChagas ; rua do Gibug hoUKa de Mo-
re ira & Fragoso ; ra Nova n. 16, loja^roe fazendas
de Jos Luiz Pereira & Filho; Boa-Wista bija de ce-
. Quem ,
. 8009000, dando
dirija-se i ra das
x elegante sitio.
,iraca successivos, tem de
ra de Pedro Ignacio Baptisla. Paij
sabilidade os tres premios grande,
8 por cento do imposto i
Bilhetes
Meios
Quartos
Decimos
Vigsimos
119000,
700
"sob soa re
i o desconn
10:0009000
5:0009000
2:500*000
1:0009000
500900O
de g Cruzes n. 29.
Arrematat
Findos os tres i
.ser arremalado-p- a, pcrauleo merilissimo Dr.
juiz de direilodo da primeira vara desta cida-
de, escrivao Mo o sitio de trras proprias da
passagem cIh Pon de Dcha, peuliorado por execn-
i.'o de Iguez Jux iniana Bamos de Oliveira ; o qual
sitio sendo avaljado por 16:0009000 como fdra an-
nunciado pos/ ella olha nos dias 5. 6 e 8 de maio
prximo paasado, vai ser arrematado com o abale
da le, qjphe da quanlia.de 12:8009000 por nao ler
appareojRo la.n(ador quando primeiramente foi
requerimenle- da mesma exequente contra o
tivo teslameuteiro da finada O. Isabel Mara
ita Bamos para pagamento de legados. O es-
ipto esl em poder do porleiro do juizo Jos dos
Santos Torres.
Na ra do Livramenlo n. 26, tem ma pessoa
que se propOe a administrar engenho, por ler disto
bastante pralica, d conhecimento de sua conducta,
e mesmo indicar para ser informado das pessoas a
quem lem servido de tal profissao. Na mesma casa
ha om boa escrava e de oplima conducta para se
vender, de 30 anuos; das 7 as 9 horas da roaohaa, e
de 1 hora da larde em diante.
As padarias da ra da Senzala Nova n. 30, e
ra da matriz da Boa-Vista n. 26, se achara bem
sortidas das superiores maesas finas, sendo biscoilos
de quatro qualidades, ararula pura e de ovos, fatas
de cinco qualidades, bem como o superior pao cri-
oulo e familia.
O Dr. Jlo Jftonorio Becerra de Menezes, $
formado em^nedicina pela faculdade da Ba- #
&$ hia, ouerejro seus prestimos ao respeilavel pu-
blico dejffa capital, pudendo ser procurado a $
$( qualqjRr hora em sua casa ra Nova n. 19,
do andar: o mesmo se presta a curar se
lamente aos pobres.
Osabais
DE URO.
CAS OBKAS I
assignados, dono* da nova loja de
ra do Cabug u. 11, confronte ao
matriz o ra Nova, frauqueiam ao
co em geral um bello c variado sorli-
de obras de ouro de muilobons gos-
precos que nao desagradaran a quem
queira comprar ; os mesmos se obrigam por
qualquer obra que vpndcre'm a passar orna
conla com responsahindade, especiGcando a
qualidade do ouro de 14 ou 18 quilates, fi-
cando assim sujeilos per qualquer dovida que
apparecer.Strafim &lrmao.
Piclures taken al this Esla-
hlishment Warranled to give sa-
, lisfaclion, n. 4,' aterro da Boa-
Vista, lercciro iloor, chryslalo-
lypo. Gallera enriquecida de
magnficos quadros dourados e
de alabastro, primorosas caixas
e lindas cassolctas, allineles e
anneis. Tiram-se retratos quer esteja o lempo claro
ou escuro. O respeilavel publico he convidado vi-
sitar o eslabelecimento, embora nao queira retratar-
se : aterro da Boa-Vista n. 4 lerceiro andar.
Loteriasda provincia.
O thesoureiro Francisco Amonio d'Oliveira, avisa
ao respeilavel publico,, que acham-se venda os bi-
lhetes da 2. parlo da 5." lotera da matriz da'Boa-
Vista, pa Ihesouraria das loteras desta provincia, na
roa do Collegio n. 15 ; na praca da Independencia
loja do Sr.- Fortunato, na ra do Queimodo loja n.
10 do Sr. Luiz Antonio Pereira, na ra do Livra-
menlo botica do Sr. Chagas, e na praca da Boa-Vista
loja de cera do Sr. Pedro Ignacio Baptisla. O mesmo
thesoureiro, espera a eoadjuvacao do respeilavel pu-
blico, e aflirma que no dia 14 de julho correrao im-
pretervelmenie as rodas da sobredila loloria.
A directora do collegio da Concei(Ao, fundado
Cruz de Almas, no sitia da Piedade, lembra a to-
das as pessoas que se dignaran) escolhe-lo para edu-
cac^lo de suas (libas, que no 1. de julho prximo vin-
douro se abre dilo collegio, podendo dous dias an-
tes remetler-se os (rasles exigidos pelos estatutos. A
abertura do collegio se far das 5. horas da larde em
dranle. As meninas que tiverem de entrar deverao
assistir a este acto, anda que tenham de voltar por
algum lempo para suas casas.
Precisa-se de um bom meslre de arammalica
da lingos nacional para ensinar a um menino em
casa particular: ua roa Nova sobrado u. 69, pri-
meiro audar.
D. Thereza Alexandrina de Souza Bandeira,
# professora particular de prlmeiras letlras, eos- #
V turas e varios bordados, estabelece em sua
aula os dous ensinos'df grammatica portu- 9
# gueza e msica havendo all mesmo um pa- 0
^ no destinado ao estado das aprendizes: a sj>
quem convier, dirija-se ao paleo de Paraizo %
segundo andar unido 8 igreja.
GABINETE POBTUGUEZ DE LEITRA.
Por ordem da directora eonvoca-se o conselho de-
liberativo, ltimamente eleito, para a sua posse, no
dia 25 do correte iunho, a 1 hora da tarde.O se-
gundo secretario, Manoel Ferreira de Souza Bar-
bota.
Faz-se bollo de San Joao e caagica de milho
verde ovuilo bem feita : na cidade de Olinda alraz
do Amparo n. 11.
AVISO AO COMMERCIO.
Manoel & Villan lem a honra de participar aos
Srs. logista, que se achara sempre na sua fabrica,
ra da Cruz o. 50, um espleudido sorlimenlo de
chapeos de sol para homens e senhora.s, lano de
aada como de panno, os quaes vendem-se em porcSo
de ama duzia para cima, e por presos mdicos.
[ortft Ruthertord & Wilson m
Merchans & Comiuission Agents.
Suwex Street North.
S Near Erskine Street.
v- Sydny.
g N. S. Walqs.
SCMVCtDflHHBvjB
VIRTUOSO E SABIO PRELADO {
0 CABDEAL PATRIARCHA DE LISBOA
v SARAIVA III-8. L-fL
cha de LKXnivada^Luiz! ** comPlet.do virtuoso e sabio prelado, o cardeal patriar-
-is5-1TMI miooscriptos, enlendea que prestara relevante servico as lellras patria,
^^JS!!!^SS^uSS* "" *? M,trabaU's e un eriplor rcenle, queS tanto nomcPalca-
. e!nS,ado*s,3,,0lPelairoPorlancia d09 wmpto. e pelo fervoroso
culi das glonas nacionaes, amor e cuidado eonslante da sua vida patritica e intclctual.
desTM 8ang0e' ?"ali?? Mod8de'devidas < memoria de um lio exlremoso e
gassem a empregar ,nesU edicjlo o maior esmero, a idea de adilar as paginas da lt-
r-Tm.nmh^r0ea Cm,^ "? tote, composicees, Iracadts as diversas provincial do
saber humano, bastara para Ihe espertar o telo, e redobrar a vigilancia: V
eJuT. ^^s.?,rdf S"ra" de f Luf' parte 8cha-se aind* inedila' e he i^ 5 oulra
dToar^nurlt^W.0"3^3^ qual originariamente foi desli-
ataz Z oeriLieu.Sir^ ,2 w,amP,-dM Pr ordem d <'inU corporacao, ou emnm vio
arao 7* 3^fll-P5WiMaCS90a ha muUo" editor- Para a impressao e encorpo-
tnUd L tatol1 ^ dM,oblai completas, alcanSou a prompta acquiescenca da acade-
Tlu^rlrfT^ ^jr?J2Smi?**** m-odo,n Junlr enligas urna nova prova de consideracao pelo
illustaado ocie, que leve a honra de ser sea vice-presidente Unto temno,
velado abrangam variadas mataras, oue por suas especialidades podemos
ra^ltat^^^n^T.Tf"TMeT,IM.h,,,0^s e h'olca"-Memorias e^luds lilolo^cos-
fmBM titb2tZ^*2X"SW*?* ta0"Pnh!de alnn"tek nf> porlugueze
de objeclo. diplomaucas, archeologcoi, e de muitos outros ramos.- A publiu.
lo o rmiro volume os esludos e ensaos s-
ricos em diversas poca, de Portugal. Successrvamcme continuaran a sahir os
nV^ flaf0^e"ll,soneara-delnerccera09 cu,,ores d8S ledras e glorias
into pode.calcuUr-M) ama serie de onze a doze lomos de o|avo francez, e 400 pa-
Mnhadadeumjuizomlleo.escrplopeloS-r.L. A. B.bello da SUva, e de urna
ec*cua noticia da vida do dlstmclo prelado, feita pelo editor Antonio Correia Caldera.
^ iHeecao compleU no escriplorio de Novaes & C, ra do Trapiche n. 34, prmei-
de cada Tourr-) por assisnatura......... nm ttrtci.
"Avulso r. ".............. 1920
queoxolumeouvolumesrque contveremo-ensaio sobre alguns fynonimos da lingua
o*glosariose alguns outros trahall.os nao serao vendidos em separado.
| io ~b pobres;
ATERRO DA ROA-VISTA N. 48.
Aos 10:000$000.
O cautelista da casa da Fama do aterro da Boa-
Vista n. 48, Antonio da Silva Guimaraes, avisa aos
seus freguezes, que tem exposto a venda as suas
afortunadas cautelas da segunda parto.da quinta lo-
tera da matriz da Boa-Vista, e espera que desla vez
venda a sorte grande, como suceedeu com a do Li-
vramenlo,
Quartos 28800
Decimos 1300
Vigsimos 700
COMPRAS.
THESOUBO HOMEOPATHIGO
OU
VADE-MECliM DO BOMEOPATUA
DR. S. O. LUDGERO PINHO. ,
[ Ra de S. Francteo (mundo novo) n. 68 --/.
FRAGMENTO DEUMA CABTA.
Foi assasacolhidoc saboreadoaqui oThc-
souro Uomeopathico; ns curiosos nflo poj ..
dem deixar de reuder a V. S. muitos agr- |(
decimentos pela publicarSo de lao imporlanle w
obra, a mellior sem duvida nenhuma, das ra
que l^m apparecdo, elc-elc. etc. g
Engenho Guerra 1. de junhoe 1854. gt
Jote Antonio Piren f'alcao.
O abano assignado tendo ja escripto aos se-
guinles senhores, nao tendo recebidoresposta, re-
corre a esle meio para Ibes rosar que, quando vie-
ren) a esta pra^a, queiram enteuder-se com o abai-
xo assignado, pois he negocio que Ihes interesaa.
Sr. Aotouio Jos Pereira, lenhor rio enaenho Sdaza,
em Agua-1'rela.Sr. Joao Florentino Cavalcantl de
Albuqoerque,senhordo engenho Jussar.Sr.Fran-
cisco de Amoriui Lima, e Joao Cavalcanli de Al-
buquerque ; moradores em Santo Antao. Sr. An-
tonio Jos'Vaz Salgado, morador na Villa do Cabo.
Sr. Joao Francisco de Attayde, morador no Paco
de Camaragibe. Sr. Francisco J. Anlunes, mora-
dor na Gamella da Barra Grande. Pernambuco 20
de junho de 1854. J. J. Tatto Jnior.
Precsa-se de urna boa ama para o servico in-
terno de urna casa de pequea familia, paga se bem:
na ra dosQuarteis, n. 20, 1. andar.
Precisa-se alugar urna criada para servico de
urna casa de pequea familia, bem como, urna ama
de le le, a tratar na praca da Boa-Vista n. 13, 1. an-
dar, .
Compra-se 400 a 500 lelhas usadas : na roa
Novan. 1.
Compra-se um papagaio conlrafeiln, sendo
minio bonito e rallador, paga-se bem : na ra das
Trincheras n. 50, 2." andar.
Compra-se nma escrava preta, ainda moca,
bem parecida, sem molestia nem vicio algum, eque
.se venda por alguma ootra circunstancia, que atiba
coser, engommar, lavar e cozinhar o diario, e sirva
para casae ra: quem a tiver, dirija-se a qualquer
hora do dia ra da Soledade, logo ao sahir para o
Manguind, no sitio dos 4 leOes, que achara com
quem tratar.
Na roa do Trapiche n. 14 primeiro andar, com-
pram-se accoes do banco e da" companhia de Be-,
beribe.
Compra-se prata brasileira e hespa-
nliola : na ra da Cadeia do Recife n.
24, loja de cambio.
Compra-se um ornamento cmplelo para cele-
brar se mista, estando em bom uso : quem tiver e
quizer vende-lo.dirija-se a na do Crespo loja n. 16.
*Compra-se um cordao de ouro de le, que pese 4
a 5 oilavas, bom, urna crtenle de S. Bento que es-
teja perfeita, e 2 pares de cesticaes de prata de lei,
ludo isso sem feilio: quem liver dirija-se a ra larga
do Rosario n. 28, segundo andar, que se dir quem
compra esses objeclos. annun'ciados.
Compran) -se escravos de ambos os sexos, assim
como recebem-se para vender em commissao: na ra
Qireita u. 3.
Compram-se, duas pretas de roeia idade, que
tenham bons costumes, e que saibam vender na ra,
bem como que nSo teuham achaques alera da idade:
na ra da Guia n. 42, segundo andar.
Compra-se effcctivameiite brunze, lalao e co-
bre velho : no deposito da fundicao d'Aurbra, na
ra do Brum, logo na entrada n. 28, c na mesma
fundicao em S. Amaro.
Vende-se manleiga franceza a 400 rs. a libra :
na ra de S. Francisco, esquina do Mondo Novo
n. 68.
Vende-se um bra;o de balance de ferro gran-
de, do autor Bomao, com suas competentes conchas
e correles de ferro, proprio para qualquer armazem
deassucarou outros gneros, mais duas canoas de
carreira novas, de 35 palmos de coraprido, doosem-j
bonos de cedro e tres paos de louro com 65 palmos'
de coraprido, proprio para vergas de navios-: os
pretendientes drijam-se a Antonio Leal de Barros,
na ra do Vigario n. 17.
Vendn-aa duas moradas de-casas de taipa, si-
tas uaCapunaa nova, muilo bm acabada* e novas,
urna muilo propria para negocio, onde j se acha es-
labelecida urna taberna e oulra para morada ; ad-
verando que sao junlas urna rtaoulra, e sao edifica-
das em chaos proprio* : para ver, na mesma Capun-
ga a entender-se com Manoel Sabino da Cosa, e pa-
ra ajusfar, na ra Imperta! n. 31.
Na ra Dreila n. 27, vende-se manleiga ingie-
ra de suDerior qualidade a 500 rs., dila a 560, dila a
640, gomma nova a 140, dila a 160, alelria a 240,
queijos novos de superior qualidade a 1&440, ditos a
1^000 rs.
Nao pode ser mais barato.
Na ra do Queimado n. 18 vende-se alm
das fazendas mencionadas, oulras muilas por !
preco tao barato, que so a vista o comprador j
acreditar,
Chita franceza a 200 rs.
Barejc de 15a e seda escocesa pafa vestido de
senhora a 360 rs. o covado.
Loncos de grosdeuapole bordados para se-
nhora a 29OOO. 0 i
Ditos de seda de cores a 18500. j
Cassas de cores muilo finas a 500 a vara. i
Chales de laa e seda a 39500.
Ditos de seda com algum mofo a8$.
Biscado francez muilo fido a 200 rs. o covado.
Chales de cambraia brancos bordados de seda
a 29OOO.
Cortes de fusiao para colleles a 640 rs.
Cortea de casemira de laia a 49.
Chapeos francezea a 69.
Lencos de cambraia de linho para mo a
49500 a duzia.
rim de.linho de coies a 600 rs. a varaj ,
m
Antonio Agripino Xavier de Unto
Dr. em medicina pela faculdade
medica da Rabia, reside na rita Nova
. 67, primeiro andar, onde pode
ser procurado a qualquer hora para
o exercicio de sua profissao.
Tcndo-se perdido urna letlra da quantia de
2599490 r.. sacada por Bocha & Lima, e aceita por
Malhias Bibeiro Campos da cidade de Goianna, de-
claran) os sacantes.seus legtimos donos,ficar sem ne-
nlium effeito a dita letlra perdida, visto o aceitan-
te se obrigar a ceilar ootra.
Manoel Ferreira de Souza, portuguez, retra-
se para Portugal.
Precisa-se de urna escrava para o servico de
urna casa de pouca familia : na ra do Hospicio 3a
casa nova direita depois d passar o qnartel.
DENTISTA FRANCEZ.
$ Paulp Gaignoux, e.-labelecido na ra larsa
do Rosario n. 36, segnndo andar, colloca den-
tes com gengivs arlificiaes, e dentadura com-
pela, ou parle della, cora a pressao do ar. $
Tambem lem para vender agua denlifricedo @
Q Dr. Pierre, e p para denles. Bna larga do $9
Rosario n. 36 segundo andar. s
orn guezae
25 a
mauhaa ate o n|__
m^SSh ^ P".ra PfaCar ?,):,l9uer opeaco de cirurgia,""e acn'drVpromplameoto nnal
qnajHHN ,, e cujas circurastancias nao permitan oaaar a n3 S qaal
JfcSd^dlTor
"^ permll|am pagar;
m COiKWORI 1)0 DR. P. A. LOBO M0SC0Z0.
25 Rl COLLEGIO 25
VEKBR8E O SEGUIN1C:
S9 mp?''"!l9.dei'!fV'i "ne 'ra,am d'a h^op'atnia,' interesa a lodos r"
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, linas e grossas, por
preqos mais baixos do qu em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-^
c3es, como a retamo, amanendo-
se aos compradores um- s preco
para todos : este^ estabelecimento
ahrio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemas e suis-
sas, para vender fazendas mais em.
conta do que se tem vendido, epor
isto offerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietarto deste importante ,es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem aos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
Vendem-sc queijos do Alemlejo muito novos
em latas.: na ra da Madre Dos n. 24
_ Veude-se duas escravas que engommam e co-
zinham bem, e um dita muito forte para o servico
de campo, assim como um prelo para o mesmo servi-
co: narua Dreila n. 66.
Vende-se a parle da metade da casa terrea da
ra de S. Rita n. 30, a qual casa rende 79000rs.: na
ra do Collegio n. 13, loja.
Para quem precisar.
Na ruadla Cadeia Velha n. 46, vende-se um balcao
novo por prec,o baralissimo. x
O 39 A.
Confronte ao Bosario de Sanio Antonio vende
em latas e a relalho novos biscoilos de Lisboa, a pri-
meira vez viudos a este mercado.
Vende-se para acabar
urna vacca com bem leite: alraz da matriz da Boa
Vista, casa n. 13, por preco commodo.
VENDAS
Vende-se manteiga ingleza nova, parbolos de
S. Antonio eS. Joao, i 480 e 640, e carias de tra-
ques fortes 140 : no pateo do Carmo esquina da
ra de Horlas taberna 11. 2.
Velas de carnauba.
Vendem-se caitas de 30a 50 libras de superiores
jejas de cera de carnauba, fabricadas no Aracaly:
rmazem de cuuro e sola, ra da Cruz n. 15.
"Brm Iranjado branc'o de "muilo cn-
corpado: na loja da esquina da ra do Crespo que
volta para a cadeia.
COBEBTOBES.
Vendem-sc cobertores de tpele a 800,rs., ditos mul-
to Brandes a 1>400, ditos brncos com barra de edr a
l3280,colchas brancas com salpicos a I9OOO : na loja
da ra do Crespo n. 6.
BRIM DE PCRO LINHO. PROPRIO PABA
MILITARES.
Vende-se brim de linho blanco muilo encornado
a 500 rs. a vara, corles de casemira elstica a 49000,
panno azul para fardas de guarda nacional a 39000
e 49OOO o covado, dito preto para palitos a 3*000,
49000 e 495OO, lencos de seda de 3 ponas, praprios
para senhora botar pelos hombros a 640 cada am, e
muito mais fazendas em conla; na roa do Crespo,
loja n.6.
SANDS.
SALSA PARBILHA..
Vicente Jos de Brito, nico agente em Pernam-
buco de B*J. D. Sands, chimico americano, faz p-
blico que tem chegado a esta praca urna grande por-
oo de frascos de salsa parrilha de Sands, que sao
verdadeiramente falsificados, e preparados no Bio
de Janeiro, pelo que se devem acautelar os consu-
midores do tilo precioso talismn, de cahir este
engao, lomando as funestas consequencias que
sempre coslumam Irazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mao daquelle, que antepoem
seus interesses aos males e estragos da humanidade.
Porlaolo pede, para que o publico se possa livrar
desta fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recehlemenfe aqui chega-
da; o annunciante faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na roa da Concei^ao
do Becife n. 61 ; e, alm do receiloario que acom-
panha cada frasco, tem embaixo da primeira pagina
seu uome mpresso, e se achara sua firma em ma-
nuscripto sobre o involtorio impresso do mesmo
jraces.
Vende-se um cabriole! com sua. competente
cubera e arreios, ludo quas novo ; assim como 2
cavallos do mesmo j ensinados e mansos : para ver,
na cocheira do Pedro ao p do arsenal de marinha, e
para tratar, na ra do Trapiche Novo n. 14, primei-
ro andar.
Na botica central homeopalhica, ra de S. $
Francisco (mundo novo) n. 68 A, vende-se $s)
@ por preco cummodiasirao onovo manual do-@
@ Dr. Jahrtraduzido em portuguez; e aceom- 9
modado ,1 iotelligenca do povo.
Precisa-se alugar urna escrava, fiel, que saiba
bem engommar, coser e fazer. mais servico de urna
casa de familia, paga-se bem : na sua'Dreila n. 131,
por cima da botica do Torres.
O bacharel formado em malhemali-
~W cas, Bernardo Pereira do Carmo Jnior, cn-
jp; sina arillimetica, algebra e geometra, das
4 s 5 e meia horas da larde : na ra Nova
sobrado n. 56.
NOVAS SORTES.
Foi has de papel com novas sor tes di-
1 -tidas a 80 rs. cada folha : na livraria
n. 6 e 8 da Praca da independencia.
LIVROSDE SORTES PA ARS. JOAO'.
A urna fatal dos destinos, ou sorles para os diver-
timenlos dos dias de S. Joao. decoberta as escava-
Oes de Pompea, a qual seacha novamenta acrescen-
tada : vende-se por I9OOO rs. na livraria n.6 e8,
da praca da Independencia. ^___,-
ACASOS DA FORTUNA, OULIVROS DE
SORTES DIVERTIDAS,
Em que, por virludede 2 dados, vem cada um no
couhecimenlp do estado, riquezas, herancas, amiza-
des, fortunas, etc., que lera, e oulras muilas e ga-
lantes sorles annunciadas 110 principio da mesma o-
bra. Ultima impressao expurgada dos muitos erro*
e defeitos das precedentes. Augmentada com um no-
vo roelhodo de fazer maisdeml decimas nicamente
com o lrabalho de lancar os dous dados. Um tratado
das sinas, ou dos efleilos, e proguoslico dos doze sig-
nos do auno, por Amarilio Amarilis de Amaral:
vendem-se a 400 rs. na livraVia n. 6e8, da praca da
Independencia.
Vende-se manteiga ingleza superior a 640, dita
a 700 e 800 rs., cartas de traques a 160 e de 5 para
cima a 140: no aterro da Boa-Visla n. 70.
TYPOGRAPHIA.
Na ra das Flores n. 37 primeiro andar, vende-
se urna lypographia nova com todos seus pertences.
Navalhas a contento e tesotirs-
Na ra da Cadeia do Becife n. 48, primeiro an-
dar, escriptorio de Augusto C. de Abreu, cnninu-
am-se a vender a 89000 rs. o par (preco fizo) as j
bem conhecidas e afamadas navalhas de barba feitas
pelo hbil fabricante que foi premiado na expsito
de Londres, as quaes. alm de durarem extraordina-
riamente nao se senlem no rosto na aocSo d corlar;
vendem-se com a condirao de, nao agradando, pode-
rem os compradores devolve-las al 15 dias depois da
compra, reslituindo-se o importe : na mesma casa
ha ricas lesoorinhas para uuhas feitas pelo mesmo
fabricante.
PTIMO VINHO DE COLLABES,
em barris de 7 em pipa : no escriptorio de Augusto
C. de Abreu, na ra da Cadeia.do Recife n. 48, pri-
meiro andar.
Pianos.
Os amadores da msica acham continuadamente
em casa de Brunu Praeger & Companhia. rua da Cruz
n. 10, um grande sorlimenlo de pianos fortes e fortes
pianos.de differentes modejlos, boa construccaoe bel-
las vozes, que vendem por mdicos precos; 'assim co-
mo toda a qualidade de instrumentos para msica.
Vende-se azeite de nabo clariGcado,
proprio para candieiros de mola por ser
muitoJino, a 1$800 rs. a medida: no ar-
mazem de C- J-. Astley & C., rua do Tra-
piche n. 5.
OLEO DE LINHACA EM ROTJJS,
vende-se em a botica de Bartholomeu
Francisco de Souza, rua larga do Rosario
n. 56.
PECHINCHA.
No aterro da Boa-Visla n. 78. vendem-se ricos
nenies de atar cabello, em caixinha, pelo diminuto
preco de 19000 cada uro, cordas para violao por 80
rs. cada orna.
Vendem-se em casa de S. P. Johns
ton & C, na rua de Senzalla Nova n. -i2.
Linho do Porto superior engarrafado.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro patente inglez.
Chicotes de carro. "
Farello em saccas de'3 a ruchas.
Fornosde farinha.
Candelabros e candieiros bronzeados.
Despenceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em folha para forro.
Cobre de forro.
SORTES.
O 39 A, confronte ao Rosario em S. Antonio,
vendem-se as mais ricas bailas de estalo para as
noitesde S. Joao e S. Pedro que tem vindo a esta
cidade, e juntamente amendoas a relallio e em fras-
cos.
Vendem-se muilo ricas grinaldas de flores com
palmas para vestidos de noivas e de bailes, por com-
modo prejo : na rua dos Quarteis n. 20, 1. andar.
Vendem-se as mais novas e melho-
- res' semen tes de todas as hortalices que
existem no mercado, vindas ltimamen-
te'de Lisboa, pela galera Gratidao: na
rua da Cadeia do Recife, loja de ferra-
gens n. 56 de Francisco C. de Sampaiol-
Ultima moda.
Vendem-se corles de calc,a de casemira de
cores, padrOes da ultima moda e por mui-
to menor preco do que em nutra qualquer
Arados americanos. $
2? Vendem-se arados americanos chegados ul-
t$ (imamenle dos Estados-Unidos, pelo barate
preco. de 409000 rs. cada um : na rua do Tra- 41
piche n.8.
P "it^^^^X^^^J^^
* tS^sJL'K^^ "I..U... pessoas que.
se
89OOO
49000
4O9OO0'
459000
509000
6O9OUO
IO9OOO
^ttS? qmutt^taStm&te; e"W- = "Ub" i*-'
Dila de 36 com os mesmos tivroa. ....'," '.............
Dita de 48 com os dito; ............
ltaCdWbt%homaCdur,,hadr d.e ^f^-;i indisPnvei,,ae;coiha: .'
Dita de 144 com ditos...... [ ............
Estas sao acompanhadas de 6 vidros d tinturas' escoma "......
qtwto,^r?;dZ^idr q0Mren, ""*** oabalimenlodelOOBOrs. em qual-
lirleiras de 24 tubos pequeos para alsibeira
Ditas de 48dilbs. .... ",Delra................. 89OOO
Tubos grandes ayulsos .' .Jajfc................. 169000
Vidros de meia onca de tintura ^^...... ...... '9000
lM,S.hd^^ "m-pisJ seguro "na pra.K
1. hoj? I ,lMaTdTSS^^zz*1*de ,e"' n,a,i bem monU,do P089""6 ni-
D. W. Baynon cirurgio dentista americano
reside na rua do Trapiche Novo i>, 12.
Casa da afericao,. na rua das Aguas-
Verdes n. 25.
O aferidor faz scienle, que o prazo marcado pelo
arl. 14 do regiment municipal para pagamento da
revisao, finalisa-se no dia 30 de juuho correte J lin-
do o qual esto as pessoas interessadas incursas as
mullas impostas pelo arl, 2 do lit. 11 das posturas
municipaes.
Necessiuvse de urna escrava ou escravo, que
seja bom cozinheiro, e que enlenda de ludo perleo-
ceole a cozinha : no consulado americano n. 4, rua
do Trapiche, 00 no armazem de Davis & Compa-
nhia, ruada Cruz n. 9.
Precisa-se contratar por empreita-
da, a construccao de urna coberta de te-
ma, sobre pilares detijolo ou columnas de
ferro, em um terreno murado., na rita de
Santa Rita prximo a' Ribeira.pertencen-
te a' companhia brasileira de paquetes de
vapor: quem estiver as citeumstancias
de fazer este contrato com as necessarias
garantas, queira apresentar sua proposia
com toda a brevidade ao agente da dita
companhia : na rua do Trapiche n. 40 se-
gundo ondar, aonde tambem se dar'
qualquer esclarecimento.
J. Jane dentista,
contina rezidir na rua Nova, primeiro andar n. 19.
??:*
O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinito mu- $
H dou-se para o palacete da rua de S. Francisco <
# 'mundo novo) n. 68 A. i
Palitos lrancezes.
Vendem-se palitos franezes de brim de li-
nho e bretanha a 3500,4#000; dilds de alpa-
ca prelos e de cores, a 89000 ditos de panno 8
filio preloe decoresa 14, 16, 189000; Indo g
de ultima moda ebem acabados; na rua No- ^
va loja de fazendas n, 16 de Jos Luiz Perei- ^
'& Filho. _____._____ t3
veude-se urna taberna narua dosAssoguinho n.
18, com muito pouco fondo, quem quizer comprar
dirija-se a dita taberna que achara com quem tratar.
Na roa da Cruz do Recife n. 33 casa deS
Araujo. vende-se esleirs muito novas de palha do
Aracaly, chapeos de palha, coorinhos miados, cera
ainarella, dila de carnauba, ludo para liquidar con-
las e por proco muilo commodo.
Vendc-s. um negro de bonita figura con, of_
liciodcscr muito bom pescador, e he para todo
servico no caes do Bamos u. 2 armazem.
*.r VeB<,Wn'0 cobertores de algodao grandes a
640, e pequeos a 560: na rua do Crespo n. 12.
COBTES DE CHITAS A lj93tT.
149 Conlinoa-so a vender cortes de chita de eo- m
0 res fixas a seis patacas cada corte: na loja do $
tf sobrado amarello nos quatro cantos da rua do 0
9 Queimado o. 29.
mmQ9&9w 3 a*sis>
Vende-se o sitio da estrada de Parnameirim,
que pertenceu ao finado Luiz de Mello Albuquer-
que Pita: a tratar com Antonio Augusto da Fonse-
ca. na rua do Trapiche rtmazens'n. 7 e 11, ou com
o Dr. Joaqun) de Aquino Fonseca, na rua Nova
n. 14.
Vende-se um preto, bonita figura, proprio pa-
ra lodo o servido : na roa da Cadeia de Santo Anto-
nio n. 9.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de caimas todas de ferro, de um
modello e construccao muito superiores.
parle : na loja do sobrado amarello da rua do
Queimado n. 29. M
M?89QB^rSnfff!!EBBg MMMXMMMJffltf
No becco do Carioca vende-se arroz de casca
a 3920O a sacca.
Na rua da Guia n. 9, vende-se nm prel de
meia idade proprio para engenho ou sitio, por j ler
pratica de enxada : na mesma casa vende-se chapeos
do Araeaty, esleirs e sapalos.
Vendem-se superiores ameixas fran-
cezas ja' bem conhecidas pelas pessoas do
bom paladar, em latas de 12 libras: na
rua da Cruz n 26, primeiro andar.
Vehdem-se camisas francezas com
aberturas de bretanha de linho e de ma-
dapolao finis/tmo*, por preco Commodo :'
na rua da Cruz n. 26, prsmeiro an-
dar. ---
Ven dem-se ahei'turas delinho iinis
simo e de madapolao para camisas : na
ruada Cruz n. 26, primeiro andar. ,
-7- Vende-se superior chocolate fran-
cez,por preco comm,odo, chegado ultima-
mente: narua da Cruzn. 26, primeiro
anda.
Na rua da Cruz n. 26, primeiro an-
dar, tem para vender espingardas fran-
cezas, com dous canos, ja' experimentadas
para caca, e vendem-se por qualquer pre-
co, agradando ao comprador.
Vendem-se Kircche e Abissinthe, de
superior qualidade, por preco commodo :
na rua da Cruz n. 26, primeiro an-
dar.
Os amantes da boa pitada, sao con-
vidados a comparecerna rua larga do Ro-
sario, loja do Cardeal, para comprare a-
preciar a boa'pitada do Rollo fran-
cez.
BAPE* DE LISBOA.
Na prara da Independencia loja de roiudezas n.
3, vende-se superior rap de Lisboa chegado presen-
temente.
LOTERA DA MATRIZ DA ROA VISTA.
Casa da Esperanca rua do Quei-
mado n. 61.
Nesta casa est a venda nm completo sorlimenlo
de cautelas desla lotera, cujas rodas andam uo dia
14 de julho.
Na serrara do aterro da Boa Vsla n. .21 ainda
resta por vender ma porcjlo de duzias de tabeado
de assoalho de amarello reforcado em grossura, coji)
mais de dous palmos de largura, costados, costadi-
nhos e forro, taboas com Ires palmos de largura pa-
ra balcao, dilas de abgelim com 3 1|2 palmos para
lemede barca cas. assoalho, forro e costados de louro,
ludo por precos commodos; a elles antes que se aca-
ben). Na mesma serrara se dir quem vende a
melade de urna casa terrea na rua Velha do bairro
di Boa Vista, em chaos foreiros, e rende 89 men-
saes.
Pechincha.
Chapeos de caslorfcraucos e prelos polo diminuta
prejo de 69 cada um! no armazem de Miguel Car-
neiro,.ruado Trapiche.
Vendem-se 9 escravos, sendo 3 molecols de
idade de 14 18 annos, 1 escravo de meia idade,
um dilo de bonita figura, urna escrava de idade de
18 anuos com principios de habilidade, 3 ditas de
todo o servico : na rua Direita n. 3.
Vende-se manteiga ingleza de superior quali-
dade n 480 rs. a libra : na rua larga do Bosario ta-
berna de 4 portas defronte'da igreja n. 39.
No primeiro armazem do, becco do Goncelves
vende-se um bonito crioulo de 26 anuos e de oplima
conducta ; das 9 horas s4 da larde.
No aterro da Boa-Vista n.80, vende-se gomma
para emgommar a 80 rs. a libra.
PECTNCHA.
Vende-se urna taberna muilo afreguezada para a
Ierra e para o mallo, na rua da Praia n. 44, muilo
propria para um principiante, pois lem muilo pon-
eos fundos ; vende-se por o proprielario nao neces-
silar : a tratar com Tasso Irmaos.
Vende-se urna batanea romana com lodos os
seus pertences. em bom uso e de 2,000 libras : quem
a preleuder, dirija-se rua da Cruz, armazem n. 4.
fabia' DE'MaS'DOCAT
Veude-se .1 mellior farinha de mandioca
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODA'O
DA FARR1CA DE TODOS OS SANTOS
NA RAHIA.
Vende-se o superior panno de algodao
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de escravos : no escriptorio de Novaes &
Companhia, rua do Trapiche n. 54, pri-
meiro andar.
Vendem-se 4 escravos, i mulato de 20 annos,
1 moleque de 17 annos, 1 preta lavadeira e engom-
madeira, 1 prelo de 40 annos e 30 travs de pao dar-
co : na roa larga do Bosario n. 25.
88$$$$: 8$$8M
POTASSA RRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
ua-se aos senhores de engenho os
[ seus bons effeitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar- '
mazem de L. Leconte. Fron &
Companhia.
Vendem-se relogios de euro e prata, maisl
barato de que em qualquer outra parle
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Chapeos pretos francezes
a carij, os methores e de forma mais elegante que
tem vindo, e outros de diversas qualidades por me-
nos preco que em oulra parte : na rua da Cadeia do
Becife, n. 17.
Sepoeito.da bbriea de Todo oa Sanio na Babia,
vende-se, em casa de N. O. Bieber & C, na roa
da Cruz n. 4, algodaS trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravo*, por prer,o commodo.
Vendem-seem casa de Me. Calmonl & Com-
panhia, na praca do Corpo Santn. 11, o seguinte:
vinho de Marseilleem caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em no vellos ecarreteis, bren em barricas muito
grandes, ajo de milao sortido, ferro inglez.
NO AfilAZEM DE C.J. ASTLEY
EC01NMIA, RUA U TRAPICHE N 3,
ha para vender o seguinte :
Cal branca, franceza.
Folha de Flandres.
Estanto em barra.
Cobre de 28 30.
A7itede Colza.
Oleo de untara em latas de 5 galei.
Champagne, marca A. C. .
Oleados para mesas.
Tapetes delta.para fon-ode*aias.
Forji asdefouH de ferro, pintadas, para
fabrica de assucar.
Ac de Milfio sortido.
Lonas da Russia..
Lazarinas e clavinotes.
Papel de paquete, inglez.
Brim de vela, da Russia.
Graxa ingleza de verniz para arreios.
Arreios para um e dous cavallos, guarne-
cidos de prata e de latfio
Chicotes e lampeoes para farro e cabriole!.
Couros de viado de lustre para cobertas.
(kbecadasparamqnlai'ia, para senhora.
Espora de acp prateado.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da, invencao* do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, aclia-se a venda, em latas de 10
libras, junto com* o methodo de empre-
g-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O, Bieber & Companhia, na rua da
Cruz, n. 4.
EStOCEZ DE LAA' ESEDA.
Vender escocez de. laa e seda de gos-
tos.os mais modernos, proprio para vesti- i
dos de senhora : na rua do Queimado n.
38 em frente do becco da Congrega efio,
e da-se amostras dxando penhor.
Vende-^e urna carrosa com o sen competente
boi: quem quizer negociar, dirija-se a rua do Sebo
sobrado amarello.
QUEIJOS E PHESENTOS.
Na rus de Cruz do Becife no armazem n. 62. de
Antonio Francisco Marlinj, se vende os mais supe-
riores queijos loadrinos, presuntos para fiambre, l-
timamente chegados na barca ingleza Valpa-
raito.
LOTERA DO RIO DE (JANEIRO.
Acham-se a' venda os bilhetes da lote-
ra 4* do Hospital de Caridade de Santa
Catharina: as listas se esperam pelo vapor
nacional, ou pelo inglez Lusitania :
os premios sao pagos a distribuirlo das
listas^
Vende-se com cavallos ou sem elles nm
carro de 4 rodas com 6~astenias, muito
forte e com pouco oso, e om lilbury em
bom estado : a fallar na praca da Inde-
pendencia n. 18e 20.
Chumbo.
Vende-se chumbo era barra e leneol: no arma-
zem de Eduardo H. Wyatt, roa do Trapiche Novo
n. 18.
Deposito de vinho i
pagne Chateau-Ay, prmeir
lidade, de propnedade do condi
de Mareuil, rua da C^uz do Re-^
cife n. 20: este vinho, o melhor
' de toda a champagne vende-
se a 36 e-|
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo -^J
i Conde de Mareuil e os rol
das g
que ha no mercado, a bordo do brigue nacio-
nal Inca, e da escuna Zeloza chegada de S.
Catharina para porgues, no que se far aba-
te empreco: trata-se com os consignatarios
no escriplorio da rua da Cruzn. 40, primeiro
andar.
N. B. Para maior vaulagem dos comprado-
res, podero dirigirse ao Forte do Mallos e
junto ao trapiche do algodao chamar para
bordo,_que_se_manda logo_ o. bote Ierra.
3s^:3K**Bffis5^(eR
Vende-se feijao mulatiiiho muito
novo em saccas grandes, no armazem de
Jos Joaquim Pereira de Mello, no Caes
d'Alfandega n. 7 a' tratar no mesmo, ou
com Joaquim Pnheiro Jacome. na tra-
vesa da Madre de Dos armazem n. 9.
. AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n.' 42.
Neste estabelecimento continua, a ha-
ver um Completo sortimento. de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de. vapor, e taixas de ferro batido
e coado, dito.
PECHINCHA PARA OS SRS.
ARMADORES.
Na loja da rua do Queimado n. 22, vende-se se-
tim azul claro de superior qualidade a 500 rs. o
covado com pequeno-tog.ue.de mofo, he para acabar.
HE BARAT1SSI10.
Cortes de brim de cores, de puro linhoe padroe"
modernos a 1)750 rs., assim como grvalas de se
tim de cores muito bonitas a 600 rs. ditas de chila
a 200 rs., venham ver para se capacitar, na loja de
Leopoldo da Silva Queiroz, roa do Queimado n. 22.
CHALES DE ALGODAO MIJITO
BONITOS A \ ,000 RS.
Quem os vir compra, ainda que nao lenha vonta-
de, na loja de Leopoldo da Silva Queiroz, rua do
Queimado n. 22.
Vendc-se osMartyresPernambucanos: na pra-
ca da Independencia loja n. 40.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta; como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
CHAMPAGNE.
Vende-se vinh,o de Champagne da bem acreditada
marca aCoroela; no armazem de Patn Nash &
Companhia, rua do Trapiche n. 10.
Na rua do Vigario n. 19 primeiro andar, tem pa-
ra vender-sechapeos de castor brancopor commodo
preco,
tasela ae Edwla Ka*,
Na rua de A pollo n. 6, armazem de He. Calmon
& Companhia, acha-se constantemente bons sur'.i-
menlos de taixas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas ineliras todas de ferro pa-
ra animaesragoa, etc., ditas para a rraar em madei-
ra de todos os tamaitos e modelos os mais modernos,
machina horisontal para vapor, com forra de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro estanhado
para casa de purgar, por menos preto que os de co-
bre, esco vens -para navios, ferro da Suecia, e fo-
lhas de (landres ; ludo por barato preso.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, pi-oprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos: na rua do
Trapiche Novo n. 16.
Velas de carnauba.
Na rua da Cruz n. 15, segundo andar, vendem-se
velas de carnauba, poras e com postas, ei las no Ara-
caly, por menos preco do que cm outra qualquer
parte.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, pasian-
do o chafariz .continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
prety) commodo e com promptidao'
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Bichas de Hamburgo.
No antgo deposito das bichas de Hamburgo, rua
estrella do Rosario n. 11, vendem-se as melhofes bi-
chas de Hamburgo ao* ceios e a relalho, e lambem
se alugam por menos do que ern oulra qualquer
parle.
Vendcm-s' velas enfeitadas, o mellior possivel
para baplisado'- e lambem se lomam para enfeilar,
por preco coiA"1000 : n rua do Livramenlo n. 36^
loja de cera.

RELOGIOS *^^^^^^^^^H
vendem-se por preco commodo : em casa
de Barroca. & Castro, na rua da Cadeia do
Recife n. 4.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem, de Henrique Gibson:
vendem-se relogios de ouro de saboneta, de paten-
te inglezes, da melhor qualidade e fabricados em.
Londres, por preco commodo.
Na roa do Vigario n. 19 primeiro andar, teta i
venda a superior Oanella para forre de sellins che-
gada recentemente da America.
Vende-se am excedente carrinho de 4- rodas
mui bem construido, emboo) estado; est expeatv na
rua do Argao, casa do Sr. Nesme n. 6, onde podem
os prelendenles examina-lo, e tratar do ajuste com
o mesmo seohor cima, ou na roa da Cruz no Recife
n. 27, armazem.
PTO'S BE ALPACA FRANCEZES.
Grande sorlimenlo de palils de alpaca de brim:
na rua do Collegio n. 4, e na rua da Cadeia da Reci-
fe n. 17 ; vendem-se por preco muilo commodo.
MoinhoBe vento
'ombombasderepuiQpara -regar borlase bajial
decapim, na fundirlo de D. W. Bowmann. na rua
do Brum ns. 6^8 e 10.
VINHO DO PORTO MUIT FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barris de 4., 5. e 8.: no armazem da rua.
do Azeite de Peixe n. '14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes & Companhia, na
rua do Trapiche n. 34.
Padaria.
Vende-se nma padaria muilo afreguezada: a tratar
com Tasso & Irmaos.
Aos senhores de engenho.
Cobertores escuro de -algodao a 800 rs., dilosjaui-
lo grandes e encorpados a 1J400: na roa do Crespo,
loja da esquina que volta para a Cadeia.
.Devoto Chtistao,
Sahio a los a 2. edicao do livrinho denemintdo
Devoto Cliristao.mais correcto e acresceetado: vende-
se nicamente ns livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, multo grandes e
de bom gosto : vendem-se na rna do Crespo, loja da
esquina que volta para a cadeia.
t 1
Mtodo :
ESCRAVOS FGIDOS.
Ha 15 dias, pouco mais ou menos, desappsre-
ceu da puvoacao do Monleiro, e suppOe-te and
fgido aqui mesmo no Recife, o escravo crioalo.i
nome Filippe, de estatura regular, edr preta e a
tanto barrigudo, foi vestido com camisa de mada,
I :o j velha, calca azul de casemira osada e jaquel
de riscadinho de edr j um pouco deabolada, (j ~
ainda njva, chapeo ce seda preta, calcado de!
toes com um len^o de seda roa bastante usado: re-
commenda-se pois as autoridades policiaca a captu-
ra do referido escravo, tanto desla cidade eomo s
de fra, visto que elle se intitula furro, e bem assim
a qualqner pessoa particular, a quem se gratificar o
seu lrabalho.- Apprehendid que seja levem-no a
seu senhor Jos Rodrigues de Mello naqnella povoa-
o, o a Jos Marianoo de Albuqncrque na roa da
Iniao da Boa Vsla.
Ainda conlinffa estar fgida a escrava cronla
do nome Bemvinda. lem bailantes marcas de bexigas
no rosto, de estatura regular, levou vestido de chila
desbolada que parece branca : quem a pegar leve
rua do Queimado o. 61, que ser recompensado.
'Antonio, moleque, alio bem parecido, cor
avermelhada, nacflo congo, roslo comprido e barba-
do no queixo, pescoco grosso, ps bem fcilos, leud
o dedo index da mao dreila aleijado de um lalho,
Cor isso o traz sempre fechado, com lodos os denles,
em ladino, oflieial de pedreiro e pescador, levou
roupa de algodln, e urna paUioja para resgnar-
dar-se da ehuva; ha toda a probabilidade de ler sido
seduzido por alguem; desappareceu a 12 d maio
correle pelas8 horas da manhaa, tendo oblido li-
cenja para levar para S. Antonio orna bandeija com
roupa: roga-sc perianto a todas as autoridades e ea-
pilaes de campo, hajam de u apprehendr e leva-lo
a Antonio Alves Barbota na roa de Apollo o. 30,
ou em Fra de Portas na roa dos Guararapes, onde
se pagarao todas es despezas.
Fugio na sexla-feira 9 do eorrente, as i 1 horas
da manhaa, urna preta crioula de nome Alexandrina,
de idade 18 a 20 annos, he baixa, tem deba i xo do
lado direito do queixo tres costuras de glandolas que
se rasgaran), sendo urna deltas mais saliente, foi es-
crava do Sr. padre-meslre Capislrano : quem a pegar
e levar rua dn Crespo n. 10, ser generosamente re-
compensado.
Desappareceu no dia 15 de Janeiro do corren-
le anuo o escravo Jos Cacange, de idade 40 annos,
pouco mais ou menos, com falla de deoles na frente,
testculos crescidos, e cicalrizes as nadegas; grali-
fica-se generosamente a quem o levar ao aterro da
Boa-Visla n. 47, segundo andar.
>ar._ Tn, e. F. rarl*.-UK.




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