Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01651


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Full Text
XXX. N. 142.
QUINTA FEIRA 22 DE JUNHO DE 1854.
Por S metes adiantados 4,000
Por 3 meses venados 4,500.
Por Anno adiantado 15,000.
V
*-
ENCARREGADOS DA SUBSCRIP<;AO'.
Recife, o proprielario M. F. de Faria; Rio da Ja-
neiro, oSr. Joao Pereira Martins; Baha, o Sr. F.
Duprad ; Macei, oSr. Joaquim Bernardo de Mon-
donga Parahiba, aSr. Gervazio Vctor da Nativi-
dade; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ly, o Sr. Antonio de Lemos Braga ; Cear, o Sr. Vi-
ctoriano AugustoBorges; Maranhao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
VMBIOS.
Sobre Londres 2G 1/2, 26 3/4 d. por 19
Paris, 360 a 365 rs. por 1 f.
Lisboa, 100 por 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 a 2 O/o de rebate
Acces do banco 15 O/o de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras a 7 1/2 a 12 0/0
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 289500 a 29*000
Moedas de 69400 velhas. 169000
de 69400 novas. 169000
de 49000...... 99000
Prata. Pataces brasileiros.....19930
Peso columnarios......19930
mexicanos.......19800
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Filia Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundase sextas feiras. ,
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
. PREAMAR DE IIO.IF..
Primeira s 2 horas e 6 minutos da tarde.
I Segunda s 2 horas e 30 minutada manhaa.
i-----------------------------------------------------------'-----------------------~-~--------------------------------------
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e qnintasfeiras.
Relaijao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1 .* vara do civel, segundas e sextas ao meio dia.
2." vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPIIEMERIDES.
Junho 4 Quarto crescente a 1 hora, 48 mi-
nutos e 48 segundos da manhaa.
10 La cheia as 9 horas, 12 minutos e 48
segundos da tarde.
17 Quarto minguante aos 5 minntos e
48 .segundos da tarde.
> 25 La nova aos 5 minutos e 48 se-
gundos da tarde.
DIAS DA SEMANA.
19 Segunda. S, Juliana deFalconieri v.
20 Terca. S. Silverio p. m.; S. Selvino m. ,
21 Quarta. S. Luiz Goraaga ; S Albano.
22 Quinta. S. Paulino'b. ; S. Ninas b.
3 Sexta. Jejum (Vigilia)O SS. Corado d8 Jezus.
24 Sabbado. gojt Nascimento de S. Joao Baptista.
25 Domingo 3. A Pureza da SS. Virgem Mai de
Dos ; S. Guilherrae ab. S. Febronia v.

*
4
(
PARTE 0FF1C1AL.
MINISTERIO DA MARINHA,
DECRETO N. 895 DE 27 DE MAIO DE 1854.
h.xtingue as cotUttdoricu. de marinlia da* provin-
cia* da Bahia, Pernambueo e Para.
litando da aulorisacao dada pelo 4 do arl. 11 da
le n. 719 de 28 de Miembro do anuo pastado, he i
por bem extinguir as contaduras de marinha das pro-
vincas da Baha, Pernambueo e Para, creadas, pela
le n. 350 de 17 de junho de 1815, Picando o servico
das ditas repartidera a carao das thesourarias de fa-
zenda, nos termos do decreto n. 870 de 22 de uo-
vembro de 18">l. '
Jos Marta da Silva Paranlu, do meu consetho.
ministro e secretario de estado dos negocios da ma-
rinha, o tenha assim entendido e fae.a eiecu-
tar.
Palacio do Rio de Janeiro em 27 de maio de
1854, trigsimo larceiro da independencia e do im-
perio.
Com a rubrica de S. M. o Imperador. Jos Ma-
' ria da Silva Paranhos.
vnraTBBiQ aos negocios s-
TBJUTOBIBOS.
Ri de Janeiro.Ministerio dos negocios eslrau-
gelros, em 17 de maio de*185i.
II1bi.cEvin. Sr.Tenho a honra de participar a
V. Bu.,' que S. M. o Imperador, alleodendo aos
i ulereases do commercio dos seus subditos, e dese-
cando observar urna estricta neulralidade dorante a
guerra que infelizmente existe declarada entre
ria-Bretanha e a Franca por urna parte e a Rusta
pela outra, houve por bem, de conformdado com os
principios do dlreito internacional ecom a legislarlo
do imperio,' adoptar as segointe resoLucOes:
1.a Qne nenhum corsario com a bandeira de qual-
quer das potencias belligerantesseja armado, provi-
stonndo, ou admiltido com suas prezas nos portos
do imperio.
2.* Que nenhum subdito brasileiro possa tomar
parte uo armamento de corsarios, nem praticar
quaesquer actos oppostos aos deveres de tina estric-
ta neulralfdade.
.. Dando a V. Exc. coiihecimento destas retolucr.es,
' tenho de solicitar a V. Etc., que haia de expedir as
convenientes orden e instrucries, fira de que ellas
sejam cumpridas e execuladas pelas autoridades do
imperio que lhe eslo subordinadas.
Prevaleco-me da occasia para reiterar a V. Exe.
asMgoraocas da minha perfeita estima e distinda
considerado.
Antonio Paulino trapo de Abrru
S. Exc. o Sr. Jos Mara da Silva Para-
nhe.
Na mesma confonnidade aos Srs. ministros da
guerra e juitira.

*
EXTERIOR.
i
i
t
*

ESTADO ORIENTAL DO CRUGUAY.
Montevideo 5 de junho.
A lei de imprenta, que tanto servir aos dscolos
corno meio de agitacao, passou no senado e nada
dea de si aperar da gritara: tres dias depois j nao
se fallava ueste assumpto.
A siluacao 4o paiz contina a melhorar; ha bs-
tanle raovimento, a emigracao de Bueoos-Ayres re-
floe pira aqu era grande quantidade, nao liavendo
vapor qne traga menos de setenta a cem patsage-
ros. e assim tero subido muilo os alaguis. J se v
gente mi roas e j ha commercio. Ha mui tos an-
ual tjoe nao se edifican) era Montevideo lautas ca-
**S 1i6 buje. Todo* procurara aproveitar os seus
terreos e empregar em bent de raz o capital de
que dispoem, e he itlo um signal infallivel de que a
conflanca se retahcleceu.
Na raropanha ha seguranza de propredade, e se
anda ha algum roubo na pas o nomo da roubo irremediavel em urna populaco
pobre, que nao sabe, nao quer ou nao lem em que
trabalhar, he o roubo para comer. E depois, como
todos sabem, a policio he mi. A este inconvenien-
te procura agora Hender o governo mandando la-
zar ene servico por tropa de Jinda.
Estamos todos conveucidos de que a paz era tudo
para este estado, importando puuco na actualidade
o nome ou cor do governanlc. A experiencia mos-
tra que tinhamos razao. Os ministros nao se tem
em eonla de aguias; os cheles departamentaes nao sao
mesase mediocridades, e entretanto o paiz prospera
a olhos vi>tos, sem que os mait encarnizados inimi-
gos da poltica da inlen -eocao ousein nega-lo.
Os qualro ou cinco chamados conservadores, que
tanto procuraran) agitar o paiz, perdern) a esperance
de fazer o menor motim a pretexto d lei da ira-
prensa e da sabida dos batalhdes de linha para a
campanha. Conlavam com esse cavallo de batalha,
o.como lites falhoa relirarnm-se da cena c aqui 1180
dio signal de vida. Diz-se porm que procuram in-
trigar em Bu enos-Ayres, aonde esto dous dos seos,
os quaes, segundo corre, tem feilo algumas abertu-
ra a um chele civil do partido blanco para conse-
guir o auxilio daquelle partido, aberturas que loram
repellidat.
A reeleico do l)r. Obligado para governador de
Buenos-Ayres e a conservarlo do ministerio foi ou-
tra derrota para os agitadores, que muito cenlavam
cora urna mudanca de poltica. Pessoas muito bem
informadas me assegurara que o governador e o seu
ministerio estao firmes na poltica de nao interven-
ci nal quesloet do Estado Oriental.
Nada sei com certeza relativamente as inlenccs
de Urqazi ; o que posto porm atianear he,que es-
t impotente, lauto para o bem como para o mal.
Carlas de Entre-Rios dizem que a lenacidade do seu
primelro mioitlro Fragoero em fazer circular o novo
papel-moeda da Confederarn, lenacidade que o le-
vo* ao ponto de empenhar a sna grande fortuna nes-
ta medida, vai dando algum resultado, e mo me
sorprender que a final consiga o seo intento. Se as-
sim Mr, tenha Vine, por certu que a guetra cora
Bnenos-Ayrct he infallivel.
I'rquiza traa de organisar nm pequeo exercito
de linha a pretexto de guardar as fronleiras, mas es-
te projecto tem encontrado Brandes difficuldades.
A gente do campo reeusa-se aberlamenle ao servico,
e j declrou que se a quizestem recrutar repellfria
a forra com a Torca. as ootras provincias reinara
quasi as mesmas ideas, mas o odio a Buenos-Ayres
lie til, qne se este flzer a menor aggressao, consnP
dar-se-ha provavelraenle o poder de I'rquiza. as
provincias-nem querem ouvir fallar em Buenos-Av-
re*, e nunca mait consentirn nue esta provincia
dirija a Confederado. O governo de Buenes-Ay-
m nlo deseonhece esla disposicao dos nimos, e
pattw por ceno que o Dr. Oblisado jolga nlil qu
Buenos-Ayres se constitu em estado compfetameute
independente.
esla digressao a Buenos-Ayres, porque all
estrame estao todas as esperanras dos adversarios
do Brasil. Voltarei agora a Montevideo.
Pacheco pedio a suademissfln, como linha promel-
tido. por esperar que este pasto Irooxesse alguma
represenlai;3o Iheatral; que lhe pedissem de jn'elhos
qoe nos oo abandonasse. etc. Enganou-se. O pre-
sidente respondeu-llie qno o governo nenhum moti-
vo tinha para deraitl-lo, mas que se inslava pela sna
demisno ella lhe leria dada. Basiou esta resposla
rama e fria para acalmar os detejos de Pacheco. O
coronel Tajes foi mandado reunir ao seu corpo, e
como d*o obeileceste foi immediatameote demillido.
SiWeira nao curaprio a ordem que recebra
para entregar o gado roubado cm Serio Largo. Cha-
roado a Montevideo, diziam todos que procurara fa-
zer ama sabtevaeao : obedeceu porm sem hesitar ;
apretentou-ie qui f0i speramente reprehendido
sdente, qoe lhe mndou loo tirar o com-
qne dizem lhe recoinmendra andasse
direilinho se linha amor caneca.
> esqoadro d_e Abella, coro o qual conlavam os
agitadores, sabio para ackmpanha, apenas recebeu
ordem, a despeito de todo o qoe diziam os tacs agi-
tadores. Cezar Dias vai como encarregado de nego-
cie* para Buenos-Ayres, recehendo apenas o seu
sold de general.'
Em todas as nomeataes, salvo de Villab, que
vai coma chele poltico para Serro-Largo.tem segui-
do o presidente a rrgra de empifRat tie nova.
N bem he certo que he de iutelligencia acaoiiida e in-
teirimenle desconhecida. A excepeo deo4e nica-
mente no departamento de Paisan 111, para onde foi
nomeado chele poltico o coronel Sandez, que sendo
blanco se paasou pin Flores, e a qoem se deve in-
conleslavelmente o mallngro da reaccao Gir. San-
dez he valenle e activo, ms passa por hornera de
mos instinrlot. Diz-sc qne como naqnelle departa-
mento hi mui los ladroes, que lodos os dias roubam
e milam, era preciso mandar para all um hornera
enrgico, e aasim se rnocura justificar esla uomea-
co. Bom er que a lat energa de Sandez se em-
pregue somente nos ladros.
Corre por aqui que o coronel Flores entende que
poda ser rwleim eoosllilconaimentc, e qoe por isso
se vai pseparandu jPparaaa eleiroes, collocnajdo nos
departamentoa os seos imfgcj pessoaes. Hoje oto
ha aqni eulo do parlidos, Mcot e floristas. Os
colorados estao IHo fraccionados que pouco ou nada
valen), e os conservadores nao exceden) a meia 'du-
zi, cuja influencia iiu passa de Montevideo, e ahi
mesmo he ella pequea. Estou vendo que as pr-
ximas cleicoes serRo disputadas, porque Os blancos
estao resoividos a empregar nellas os ltimos esfor-
(os por contaren! que a iiXervencao Ihes garantir a
liberdade da orna.
O conlrabandu tem diminuido muilo e a alfande-
ga drsla eipitiil, como ver dos jornaes, renden no
mez passado 150,000 pesos, de modo que al 15 do
correle tica livre de todas as obligarles a que este-
va sujeila !
O ministro da fazenda, desesperado com o con-
trabando que se faz pelo rio Urogoay, reprehenden
speramente os empregadot, declarando-Ibes final-
mente que serian) lodos demiltidos, desde o collec-
lor a| o ultimo guarda, se esse contrabando conti-
nuaste. .
As medidas tomadas pelo ministro tem cansado al-
guma gritara, porque ferem os interesses de ho-
rnera bem apadrinhados nesta capital. Esl porm
elle resolvido a ir por diante, com a que muito lacra
o Brasil, pois que era pelo Uruguay que se fazia o
principal contrabando para a provincia do Rio;
Grande.
Agila-sc agora a qucsiao da divida publica. Os
agiotas fa/.em os maiores esforcos para que ella nao
se consolide,e se eslabelera a tal caixa de amorlisacjto
que s pode ser til aquelles que possuem docu-
mentos qne nada Ihes cuttaram. Quasi porm lhe
possu aliuiicar que a divida ha de ser consolidada, e
que provavelmente. sera apprnvado com peqoepas
inodificacet o projecto do Sr. Tolentino.
Talvez ahi se falle muilo uo projecto de porlo
franco em Montevideo.
Estou qne por ora niio pastara de projecto.
No dia 24 do mez passadn deu o governo um gran-
de baile a divisa brasileira. Concorrernm elle
quasi todos os homens de representaran, e renniram-
se mais de duas mil pessoas. O commercio inglez e
francez l esleve lodo, apresenlaiido-se mesmo mu-
tos negociantes que nunca foram a bailes e que com-
pareceram nesle para darem um teslemunho publico
da ron fia nra que Ihes merece a poltica do Brasil.
Na villa da l'niao deram os habitantes' um baile
ao coronel Ozorio, que I lio retribuio a fineza com
nutro baile,' aoqual assitliram mais de mil pessoas,
pela maior parle do partido blanco, e entre estas se
achava.D. Barmjrdo P. Berro. Na UniSo e em San-
ta l.uzia lenaBiiado a maior harmona entre a en-
te do paiz extropa brasileira. O exercito tem-se por-
tade admiravelmente. A sua disciplina he ejem-
plar, ehe tal a ordem qne se nota nos seus quarleis,
que a mu)ta gente len'io ouvido dizer, que mais se
assemellian estes quarleis a conventos bem regula-
dos do que a moradas de soldados e vivaudeiras.
Temos paz, e como se conla qoe esta nao sera al-
terada, ha confianza, e os homens se entregan) ao
Iraballio, que trnz enmsigo abundancia e brn estar.
Aadinistracao nao lem feito ludo quanto poderla
fazer. roas ningttem a pode acensar de falla de
vontade, nem por em duvida as suas ntencSes. A
populacho trabalhadora est contente e sativfeila; se
lia descontntame uto he nos homens que vivem de
poltica, mas esles mesmos nao concordara quanto as
causas desle de lie que o interesse pessoal, os odios particulares e a
inveja entrara por muilo no procedimeov de alguns
desses polticos.
Os blancos aceitara a iilervcnran.dizendo que de-
pois do successn de julho e de selembro era ella in-
dispensavcl. Uesgnam-se a urna situarn que nao
crearan), e dizeodo-se homens de ordem o de prin-
cipios esperan) pelas cleicoes como meio de chegarem
ao poder.
No dia 15 do correte fecham-se as cmaras. Dees
leve a salvamento os seus membros, que por cerlo
nAo-deixam saudade*. Ocio quo anda nao borne
assemhla onde a capacidade estivesse 13o mal aqui-
uhoada. (Curia particular.)
{Jornal do Commercio.
Mes
CORRES PONDEftClA DO DIARIO DE
FERNAMBVCO.
LISBOA
de Jnarao-
Ja lhe parliripei qne breve havia de ler lagar a
viagem de instiucrao de joven e esperanzoso rei
destes reinos; o vapor Mindelto heo destinado para
tao alto fin, nem ontro ha no paiz apto para alojar
o regio viajante. A Imprenta e Lei jornal da oppo-
sc,3o alira-so ao governo com unhas e denles, por
este nao ter escollado alguroa personasen! de alta
jerarclda para commandaro navio que tem de ao-
rar o estandarte real, e que tem, diz ella de assislir
aos fcslins da fidalgnia ingleza, ralhou, berrou, gri-
tou ; esla ratona da Imprenta e Lei torna-se digna
de respeto e venerarlo, porque loma muito a pei-
to o acalamclo devido monarchia, todos lhe le-
vavam a bem este zelo, e aqui mesmo lhe prspega-
moj os encomios que merece pela sua solicitude, pa-
ra que nada falte grandeza e luzimenlo do mo-
nareha.
AVoropanham a S. M. o sen irmao o infante du-
que do Porto, por signal qoe he bem inleressante
mancebo ; a comitiva comp6e-se do nobre duque da
Terceira, visconde da Carreira, preceptor do joveu
monarcha.
No da 25 houve um lunch abordo do vapor D.
Mara II. lindo vaso, da compauhia lazo-brasileira,
a que assisliram SS. MM, A.e as personagens da eti-
queta. D. PedroV.eseu irmaoo inlante D, I.uizPhi-
lippe effeclivamente partiram no dia 28; farao a sua
premedilada.vagcm, ambos dao as maioresesperan-
Cas, e sao dignos da estima publica; os caes e pontos
mais altos da cidade estavam apinhados de gente
para ver o bola-fora ; os vapores de companhias a-
lulharam-se de curiosos e acompauharam, ou antes
seguirn) at Bilem ; os viajantes e seus adjuntos de
disiinccflo iam no Mindello, o vapor Duque de Sal-
danha que vai de honra cooduz o resto da comitiva,
izem e hMe crer que os reaes mancebos despedi-
-sedii suaTIWalii rMalviva magoa. O rei regen-
te merece toda conlempl.,caoT^t*^e de seus au
gustos filhos, e o respeito e consideracSiNda patria
adoptiva pelas eminentesqualidades que o ad*?njm.
Desembarcou era Belera al onde foi matar sauda-
des.
Seguia os vapores da real comitiva, um vapor
francez de guerra que os seguir at Finisterra, o
vapor brasiloiro Maj, que segu para Inglaterra,
primeiro ponto era que hao de locar os principes por-
tuguezes.'
Todos os jornaes,a lora a .Vacuo, fizeram as chora-
deiras do costume. Queira Dos que lhe dure esia
temara. A Nafao, essa n.1o, nao he perna de car-
pideiras.
Ja que lhe f illo em jornaes sempre ser bom di-
zer-lhe que ronlinuam na mesma ; islo he, as mais
srdidas e ahjectas diatribes, os remoques os mais
grosseiros; di emque se trate seria e consrenciosamenlc do rome-
lo, du modo de aplicaras theorias administrativas, es-
Indandn as circunstancias em que se acha o paiz, e
manera de as empregar especialidade delle, sem
o que nenhuma vantagem se tira.e as idias mais fe-
cundas abortara na pratica. Nflo, senhor, cada cor-
rilho aqnece-se no burralho do seu mesquinho ego-
smo, e apresenla-so defendendo a sita parcialidade
com a acrimonia das suas palxoes ruins; ornis elo-
quenlc he sempre o mais desprezado, o ma"is profun-
do o que se alira com mais impudencia ; a conve-
uicia e urbanidade de boa companhia, a dignidade
do boinem, o pundonor de cavalleiro, c os bros do
patriotismo, sao cousas qne n.lo enlram nas'snas
vislas, alla-se muito da patria he verdade, mais isso
he a mascara com que estes cavalleiros entrara nes-
tas batalhas falsas, onde cada qual trata de ver como
ha de farlar a pansa, e o que mais he, a sua vaida-
de pueril.
Notaremos de corrida as honrosas excapcOes, que
realmente sao bem pequenas; muila coragem e es-
forro de vontade hSo de mister para nao boiarem
no naufragio geral.
Appareceu aro novo jornal O Progretto e
s porque esle pobre diabo de vez em quaodo re_
moniava-sc, qual remonla-se '. as vezes tem o des-
coro de querer escrever serio ; adeos minhas en-
commendas, passq' por l muito bem ; he muilo pe-
zado dizem uns; outros, isso he bom para estudan-
tes. Pobre Portugal .
Esqueria-me dizer-lhe, que SS. MM. e AA. fo-
ram visitar no dia 20 o marechal duque de Salda-
nha ao l.iiniiar, onde vive doenle.
No dia 12, 13 e 14 de maioteve lugar no passeio
publico a exposic.au das sociedades Pomona e Flora,
que como indicara nos seus respectivos litlos apre-
sentaram o resultado da sua proveitosa coriosidade
em um elegante barrado armado de proposito par*
esse fim ; distinguio-seum cravo que el-rei regente
fez a grara de m i raozear a expsito; os Sul Ame-
ri cano* viran) cntao mui tas producces do sea paiz
exposlas com lodo o recato e cuidado, que estavam
acostumados Tve prosperar a troxe e moxe debaixo
do sol explendoroso do novo mundo.
Estas sociedades.com qnanto mosirem algnm inte-
resse, nao picara nem estimulan) a curinsidade(d'nm
paiz longinquo como esse est, mas. nao seria loucu-
ra nenhuma se com estas noticias despertassem lam-
ben desejos de estabelecer, ou pelo menos fazer al-
50mas 'tentativas neste sentido ; as riquezas .da in-
dustria agrcola dessa provincia das mais opulentas
do imperio, requeren) com instancia alguns ensaios
d'uma expsito promovida pelos seus habitantes e
mesmo auxiliada pela administrarlo, onde se visse
enllocado ero galera tudo, ou o que fosse possivel
alcanrar da sua agricultura, excitando com premios
os apreseotantes de qualqner objecto qne valesse
mrito, ou oulra qualquer iunovacao rendente ao
progreso e melhoramento, e de presumo na agri-
cultura dessa trra. O incremento incessante que
Pernambueo vai lomando, os immensos recursos de
que ja.dispoe comportan) bem com o que se fizesse a
este resp ito.
Desla feila tenho lenrao de lhe pregar urna tonga
massada, tenha paciencia, ha-de-meouvir. A pa-
ciencia, esta virlude apregoada pelo christianismo,
remedio heroico contra o desespero e a indignadlo,
roaos conselheiros nos casos da vida, em que este po-
bre bicho que.se chama hornero, pcnlea tramontana
e que dizem os frequentadores rels dos bolequins
ser boa para a vista ; he na opiniao de boa gente a
mina productriz onde se cream Ihesouros de espe-
ranza para se obter alguma cousa nesle mundo,
queh e una das boas obras que Dos fabricou. Dei-
xei fallar quero falla.
Aposlo que ha de ter ouvido contar muilas ane-
doclas d'um animal que anda nao esl bem couhe-
cido. aperar de viver e aoinhar-se no meio de todos
nos. chamado Escndalo ; esle besta-fera he a uuica
aveiitesma que faz rir a geracao enfastiada da nossa
poca, todos fallara davirtude, mas passa log, quem
he o pobre homem virtuoso + l vai elle ; he um far-
rouplha que nao tem aquillo comqnese comprm os
melloes, nem com que se faz a guerra; deixa-lo ir"
he um basbaqoe. ^Mas l vem outro nielquelref
qu ajnntou, ou apresenta-se com algum dinhei-
rilo, sabe Dos com qoe bullas; islo agora he oulro
cantar, qne pessoa Uo inlelligenle, que maneiras I
he a perfeila conveniencia de boa companhia 1 que
homem lio capaz '. ora pois, o rico e o pobre, nen-
hhm destes figuroet provoca o hilaiidade. nem mes-
mo interessa lauto como o escndalo, esse sim, lem
a potencia de irritar os ervos.
Na verdade he bem triste contemplar o atrazo do
espirito humano, que ainda nao pode por em acgo
todas as Coreas de que dispo, e o positivismo torpe,
ludo aquillo que abraoge os sentidos no seu desva-
rio, he o qoe tem poderes para o destruir e mesmo
dirig-lo.
Basla de lamnriar, vamos ver o bicharoco, pela
parle qne nos loca nao pomos nada de nossa casa,
repelimos apenas n qne relatan) os peridicos, qoei-
xara-se todos do nobre duque de Saldanha ; que nao
tem feito sena empregar e accommodar os seus pa-
renles.qne nao sao poneos, sem competencia nenhu-
ma para os lugares em que estao enllocados; o du-
que mete a viola no sacco,e nao d cavaco, he bem
bom modo de dar con las dos actos da vida publica.
Larguemos o vclho soldado, bem lhe basta a sua ma-
cacoa, de que tarde se ha de restabelerer. A caridade
bem regulada principia por casa, dizem os enten-
dedores.
No dia 14 de maio o depulado Smflo Jos da Luz,
depois de longo e tremendo discurso sahio da cma-
ra esquntado, ameacando-a cora a sua ausencia (que
desgrara ) foi chamado a ordem, quiz juslilicar-se,
vociferou. fez das tripas coracSo, assoalhou a sua
moraljdade ( da forca de um burro cocho ) e por fim
disse adeos aquella casa indigna de ter no seu seio
13o prestante cidadao ; todas as carantonhas dos e-
leilos, mais ou menos alvares Acarara a ver navios;
venha c Sr. Simal), og'.'amigo Simao para onde vai?
que genio 13o forte, qnal Simao nem qual cara pura;
foi-se.
Esle Simao empregado na secretaria de marinha,
na repartirlo da provincia d'Angola, tinha mandado
arranjar assignaluras naquella Ierra para ama obra
de muila sabedoria, pois elle he muito sabio, as
cousas nao corrern) como qneria, ou era de desejar,
agora o veris, atira-se ao Ximenes, como gato a
bofes : que imprudencia nao sabia o Sr. Simao qne
o Sr visconde de Pinheiro era o menino bonito da
siluarao ; pois ahi lem, pague tamaita oosadia. A
cmara perdeu um dos seus ornamentos.
Outra seena do mesmo jaez iconteceu na cmara
dos pares. No dia 23 de maio o marque/- de Vala-
da foi a sessao depois de urna indisposirao, pedio a
palavra e queixou-me nos termos mais desabridos
do periodista Sampaio, redactor da fecolucSo de Se-
fejnbro; o nobre marquez esqueceu-se da sua finis-
sima'tas'a. do seu purissimo sangue aristocrtico ;
ai de pflbre Sampaio, almnnjarra de carne e osso,
quem le maJ.idou aggredire escrever em desabono
de S. Exc: efi> vao o presidente admoestou, o digno
par'eslava furiostfr-t*, linguagera mais descomedida
cahio da bocea do ex'Kuo- lidalao, creatura inexpli-
cavel de quemas folriiqhas dizem cousas, queporde-
cencia nao repetiremos aqui; invocou o teslemunho
do duqne da Terceira Para comprovar as suas asser-
coes, este sempre conveniente respondeu com toda
a dignidade,- o illnstrt' cavalleiro moslrou-se digno
do lugar em que esta" a ; as o par Asmar que nao
deve nada moderarjao, atirou urna chufa ao mar-
quez de Valada que o\ desconcerlou ; esle marquez-
sinho nao quer o seu crdito por maos alheias, es-
pecialmente as mSos/do Sampaio; podesse elle, qne
ja lhe linha tirado aslbanha* que aqui para nos sao
extensas. ,
Depois de cha furcia rM'om os se os despeiloa insano',
callo u-se; desla vez o i marquez nflo corresponden a
memoria dos seus aviif-. que segundo elle diz, sao
immensos, e o beijinho ita lldalguia: tudo pode ser,
sem mentira nenhuma, o Valada nao he homem
que falle a verdade. Mo rtifica-ri-se o marquez com
aszagunchadasquclhe dl'va a fecolurdode Selem-
bro, anceadn pela ousadia doSiio redactor, foi a c-
mara pedir punirn por I amnnha insolencia, e na
lermos de calumniador, inl.'^mie, esrapavam-llte no
meio da espuma,e como he u!* marca pequea, por
ronseqoencia com o roracao ai > p da bocea nflo sej
como o rapaz nao arrebentou ; .Coi por Dos. A gen-
te seria aproveiton a occasiao jiarV. se rir cusa de
S, Exc.
No dia 27 de maio dea omarquezde FKJ">'c'ra nm
lusido bailo para celebrar os annos da suasUnica fi-
lia, a Exm Sr. D. Maria de Mascarcnhas; esr" tilu-
lar de antiga linhagem destingue-se pela sua ci vi,'~
dade e altenciosas man gente, lendo de mais a vantagem de ilispor de un.'*
immensa fortuna; hedosgraudei proprietariosdesle
paiz.
Tenho muito goslo eu.> lhe annuncar que a cma-
ra municipal desta capital, tedoha mudar u cha-
faris do largo das duas igrejas;-ainda nao esli di-
finitivamenle fixados os pontos ende se hao enllocar
as Meas, pois tenciona reparti-lai; medida que j li-
nha sido aventada nos circuios esenUiidos, e qoe agra-
da a lodos. Perlende tambera repartirs bicas do
ehafaris de el-rei por dQ'ercntes locaes da baixi,
para comodidade do municipio; esta lembranca lam-
ben) he muito bem aceita. Aquelle quadrado de
casas velhas,que descedo largo de Lorelo para a tra-
vessa dos dalos vai ser demolido. Tomramos j
ver islo levado a execuco para hem oslare elegan-
cia da anliga metrpoli da imperio do Brasil.
O largo das duas igrejas com a clioinar,ao da quel-
las feias casaras apresentava um'visU mais espaso-
za, no ponto qoe fica para a roa e a do Aiecrim.
Na cmara dos deputsdos ventHou-se a quesla o dos
vnculos, que tem dado que. fazer aquelles sabios le-
gisladores; tal que nascendo, sabe Dos aonde fin-
ge a gur que tambem he da fidalgaia,argumento qu
aquella iustituicao anachronica he o verdadeiro es-
peque e escora da monarchia; lazem bem em pensar
assim; a queslao afinal foi rezolvida pela' nao exlin-
S3o absoluta; fizeram os reparse nada mait. Dis-
cule-se agora o imposto do real d'agoa.com a mesma
edxuriada de eloquencia, o mermo vigor de lgica
que lodos ficam pasmados a vista de tanto alcance a
lino administrativo-.
O imposto sobro as carnes-verdes he a orden! do
dia; vamos ver, se fazem alguma eoasa que geilo te-
nha; duvidamos; j ha quem diga que as reformas
que flzerem serlo muito menos equitativas e econ-
micas do que a legislarlo vigente,
Em quanto as noticias commerciaes, na esperdi-
camos esla boa qccasiao para dizer que cada dia vai-
se tornando mais urgenle ama reforma as atraas
da albudeua desla trra sobre'alguns gneros do
Brasil, os productos dessa provincia por xemplo sao
os que mais necessilam de alguma reduejao nos di-
reilos; oalgodaoefo assucar artigos qne Porligal
import emtao grande escala, sendo o primeiro de
tanto interesse pelo visivel desenvolvimento e gran-
des porporcOes que vai tomando a industria fabril
neste paiz; ambas as uacSes nao lucravm pouco se
tenlassem n'um accordo qne redundara em vanta-
gem reciprocaos colonias porlaguezas ainda nao po-
dem abasfecer o mercado desse genero, e tarde abas-
lererao; por conseguinle nenhum prejoiz havia nes-
le sentido; e a reduccao qae se fizesse as pauts era
de muito proveilo para as industrial nascentes, e que
tanto prometen) j, o Brasil adquira um consumi-
dor que dava mais ampio impulso.a este grande ar*
ligo da sua industria agrcola, acrescendo*mas para
Portugal, que com esta reduccao o desojada de
lodos, melhorava e aperfeicoiva os seus productos
fabris, que depois poda exportar para o Brasil, onde
de cerlo nao achava competidor a.oo ser que as
oulras nacOes exporam para o hnperio; enconve-
niente fcil de remover, ja pela immeusidade do
trafic que mantem os dous paires, ja pela emulara
que Iraria aos fabricaates porlognezes o desejo de
igualar os seus productos em perfeicao com os fa-
bricanas inglezes e francezes, para..bqpo-rpuUr
nos mercados do Brasil. As vendas desle artigo ul-
lraamenU^lera sido para consumo das fabricas, sem
alteracao notavel nos precos correnles.
O assucar he oulro genero dessa provincia que
tambem pedia reduecao.c as colonias bem larde com-
petirao com a vasta exportacao do Brasil; algumas
expeeularOes que se tem feilo as colonias de plan-
lacoes e engenhos para o fabrico de assucar, sao de
pequea monta, aiuda esl longe o lempo da sua
prosperidade; concillamos dizendo; qae am tribalho
especial quese fizesse sobre os artigos que maisavul-
tam nos mercados dos dous paizes, e que se referen)
as industrias de ambos, cotejando, comparando, e a-
valiando com sineeridade e exaecao as vantagens
reciprocas, e sobre elle fundamentar as a!lerares
que convinha fazer em proveilo commum,valia bem
a pena de ser tomado em consideracao pelos respec-
tivos governos. As transarles do assucar lem sido
frouxas sustentando todava boa ven, e lem havido
poucas entradas.
A dous de junho entrou na barra desta capilal a
galera Circe proceden te de Loanda trazendo a seu bor-
do o visconde de Pinheiro com um filho e oilo cri-
ados. Que grandeza dou-lhe esla noticia fresca
pelo que tem dado que fallar o governadoa de An-
gola.
J lhe fallei tambem na morle dodiitinclo escrip-
lor porluguez Jos Maria da Cost e Silva, e repito
agora por amor s lellras, o ralecimento deste bene-
mrito ltleralo, para notar am dos seas escripias
mais imporratcs, qae merecem ser lidos e medita-
dos com allencao |>or todos aquello, que lem a
peilo o estudoda lilteratura porlngueza.
Os litteratos brasileiro9e estudiosos dsleltrat, em
geral muito aproveitariam com o seu ensaio critico e
biographico sobre os poelas portuguezes, trabalho
exccllente que seu autor nao logrn ver luz con-
cluido ; todava o manuscripto est completo, e ja o
editor nnunciou que o vai publicar, com o concur-
so de pessoas idneas naquella parteque porvenlura
for necessaro consultar para indiligencia do lexto.
Na leitara de tal producca acharo os Brasileiros
Ihesouros de inslruccao para enriquecer o seu espi-
rito com muilo "lustre das lettras naciooaes, com-
pulsando-a com critica e juizo; nao para imillarem
cega e servilmente os poetas, era a escola porlugue-
za, roas procurando naquella mina riquezas de liu-
gua e bom goslo, guiados pelo auxilio do hbil cri-
tico, procurando as suas prodceles dilatar os ho-
rsontes do genio indgena, que anda est no sea
alvorecer ; o coohecimento dossegredos da lingua
em que se escreve, he condicao essencial para o cs-
criptor, e de nao pequea monla em qualquer pro-
dncfo que aspire as honras da celebrldade.
O espirito indgena, por oulra o genio brasilico,
ainda nao se desembararou das prisoes em que o en-
'eou o genio europeu, o qual no zenit de sua glora
ollusca o genio sul-americano ainda tabulando na
sna i;estarao, at que chegue o homem qoe concentre
e retama na sua individaalidade todas as forras es-
pirituaes da America meridional, e coosubstncie na
sua mauifestarao o porvir do uovo mundo; he no
Brasil sem duvida nenhuma que se hao de realisar
'odos esles aconlecimentos inherentes marcha do
espirito humano ; na immensa ribeira do Amazonas
lem de se consumar Tactos 15o transcendentes, que
bem curtas vislas teca, qoem j as nao prever : no
enlanlo convem que lodos cstejam preparados con)
o seu quiohao de trabalho no engrandecimento da
patria commum.
Estas considerarnos em que nos envolvemos,
Irazem-not a lembranca a crearlo d'uma cadera de
linguas e lilleraluras peninsulares na corle do impe-
rio, e at as principaes provincias ; cadeiras em
qae se devam tratar as duas linguas e lilleraluras
da peuinsula hispnica com toda a elevacao e alcan-
ce, qae demandan) esta especie de estndos, qae im-
porta nada roeuos do que o conhecimeulo profundo
das duas nacoes da Europa, qae mais relajees lem
com a origem brasileira, e os seus mais charos inle-
resses polticos.
O Brasil cercado pelos estados de origem hespa
nhola, tem necessariamente de seinvolvere influir
nos deslinosdessas naedes atropelladas peladesordem;
pede-o a grandeza do seu governo e a sua posir.no,
como centro da civilisaeao sul-amercana; ser desta
manera, com estas vistas grandiosas que conseguir
pr-se frenle do todo o movimenlo da America
meridional, c rebollir com dignidade a invasao eres-
cenle e asiusladora do Sepleolriao, que ainda no
ngf^o em rada movimeuto esmaga um estado vi-
sinho.
. F'omo-not desviaudo do nosso proposito cOm estas
ugestoes, mas que ao nosso ver tillo adiamos inco-
herentes; pois tem por fim fazer conhecer a impor-
tancia que lem os etludos que aponamos.
O estudo da lingua e lilteratura portugneza Iraz
com sigo o conhecimenlo da lingua e o desenvolvi-
mento Iliterario da raja que povoa o Brasil, e conti-
nu'a a povoa-lo por continuas emicracoes ; nao para
ser imitada servilmente, mais Ilustrar e enriquecer
o genio indgena, fecundando- e reproduziodo-se
em productos novos. O da lilteratura hespnnhola
pela aflinidade que lem com a mesma, o seu paren-
tesco prximo, a sua ndole que tao de perto toca
com aquella, e boje as neuessidades polticas do Bra-
sil qae cada dia vao-se pronunciando mais ; a ge-
neralisaco das lettras peninsulares, a vulgarisacao
de todas as suas fontes e subsidios nao concorrer
pouco, era ments, habilitar os subditos brasileos
para o divertir e eucaminhar a opiniao publica no
que for de interesse'do paiz. De cerlo os trabalhos
do Sr. Cost e Sil ta nao tem as vislas nem o tino dos
trabalhos que ueste genero se tera feito em oulros
paizes da Europa ; todava he um auxiliar prestante
e que pode servir de incentivo a quaesquer oulros
qae vnham a publicar-se.
A nnunria-se agora em lodos osjornaes urna edircao
das obras completas do padre Antonio Vieira ; he
escusado tecer elogios a la grande escriptor, cuno
grande homem ; se a ediccao corresponder tao
alto merilo,_ he mais um monumento lilteraro que
entra de reforco no que teios dijo, a que havia nao
eslava complelj, e. muitos escrptos do celebre ora-
dor andavam dispersos, uos publicados em separado,
e oulros ainda inditos ; a nova empreza promette
desvanecer stas lacunas, e os amigos das lellras te-
rao a fortuna de possuir aquelle vasto e formoso
bazar onde se enconara tanto saber e eloquencia,
tacto espacia lissirqp de escrever em todos os gneros;
qne Uo opulento era o engenho daquelle homem
extraordinario, a quem o Brasil tanto deve, oppres-
sorese opprirados, todos sem excepcao alguma lhe
mereceram cuidados; a sua grande alma coraprehen-
dia todas as dores, percebia todas as necessidades, e
como artista de genio reproduzio-as cora o seu pin-
cel iniuilavel.
As obras do padre Antonio Vieira encerram pre-
t ciosos modelos que a sagacidade do leilor pode mui
bemtdiscernir.em qualquer genero que queira con-
sultar, e no que diz respeito a lingua nao ha quem
lhe leve vantagem, sabendo extremar os Irocadilhoi,
as argucias e subtilezas escolsticas, manchas que se
destacan) naqnelle planeta de luz resplandecente ;
em fim qualquer qae seja o cuidado e allencao que
se em pregue na lei tura de tantos documentas de ins-
Irucjao e eloquencia como contera os'escrptos de
lao abalisdo engenho, nao lucrar pouco quem se
souber aproveilar daquellas minas iuexauriveis de
riqueza da lingua que se falla nesse paiz.
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
7 da Jacho.
- O Sr. Dr. Mnnoel da Cunha Galvo apresenton a
S. M.o Imperador o segninle projecto de organsarao
de um ministerio de obras publicas apropriado para
o Brasil:
ARTIGO I.
O ministerio de obras publicas compe-se de am
ministro e secretario de estado com a respectiva se-
cretaria, da secretaria, da directora geral das tr-
ras, da directora geral das pontes e calcadas, da di-
rectora geral dos caminhos de ferro, minas e pha-
res, da directora geral das conttruccdes civis, e de
urna commissio mixta de trabalhos pblicos.
ARTIGO II.
O ministerio das obras publicas lem a seu cargo :
1 O cumpriraento da lei n. 601 de 18 de se-
lembro de 1850, a qual aispe sobre as Ierras devo-
lulas do imperio, e acerca das que sao possuidas por
titnlo de sesmaria sem preencluraento das condces
legaes, bem como por simples titulo de poste mansa
e pacifica ; e determina que medidas e demarca-
das as primeiras, tejara ellas cedidas a titulo one-
roso, assim para emprezasparticulares como para o
eslabelecimenlo de colonias de uacinnaes e de cs-
trangeiros, autorisado o governo a promover a co-
loiiisacao estrangeira na forma quese declara.
2. As estradas geraes e provinciaes, os ros na-
vega veis, os canaes, as barcas de passagem, os. por-
ras de commercio, os diques sobre o mar ou ros, as
dunas, e dessecamento dos pantanos, o rgimen do
curso de aguas nio navegaveis,' as forjas, for nos
fabricas de qualquer natareza, os encanamenlos de
gaz, agua e materias fecaes, e as calcadas das ci-
dades.
3. Os caminhos de ferro, as minas, pedreiras,
matas, pliarcs e telegraphos.
4. A conslrucco e conservaco de lodos os
elicios feitospelo estado, como templos, prisoes, los-
pitaes, casas de instrueco publica, etc., etc., osali-
nhamentosdas cidadese planos parciaes para forma
cao de novas ras e pracas.
5. Todos os serviros que inlcressam ao mesmo
lempo o servir militar, civil e martimo.
ARTIGO III.
Do ministro das obras publican.
1.0 ministro das obras publicas approvaos pro-
jectos de conslrucco ou de reparos das obras que se
tem de execular.
2. Autorsa a acquisicao de terrenos cuja oceu-
paco he necessaria para assento das obras ou para
a execucao dos alinhamentos das vas de communi-
eacao.
3. Approva ou annullla os contratos de obras
feitas pelos" presidentes das provincias em certos e
determinados casos.
l. Noma os empregados constantes das tabellas
ns. 1,2, 3,4, 5, 6 e 7, com os vencimenlos nellas
marcados, sendo lodos nomeados por* decreto, ex-
ceptuados os amanuenses, agentes, aponladores, .por-
teiros, continuos e correios, que serao por por-
tara,
5. Regula tudo o que he relativo classificaco e
execucao das estradas.
6. Determina tudo o que he relativo .aos cami-
nhos de ferro, autorisando a suppressao, medanle
urna indemoisaco, das conslruceOes, cxeavaees
reunan de materiaes na zona destas vias de com-
municacao.
7. Fxa amigavelmente as indemnisa;6es que
pdem ser devidas pela administraran das obras pu-
blicas por perdas ou damnos por ella causados, e as
que forera de justica que se indemuise aos cinpre-
zaros.
8. Marca, de accordo com o ministro da fa-
zenda, o arreudaraenlo e direito dos canaes, barcas
de passagem, ele
9. Fxa a laxa que se deve pagar as ponles
eclusas.
10. Apresentar animalmente s cmaras o rela-
lorio dos trabalhos excatados as estradas geraes.
linhas de caminho de ferro, canaes e mais obras pu-
blicas.
11. Approvaos projelos de dessecamento dos
pantanos.
. 12. Autorsa a pesquza das minas que se de-
ven) investiear contra a vontade de seus donos.
13. Publica aonualraente um relator i dos tra-
balhos melallurgicos, mineralgicos e geolgicos,
executados, dirigidas ou inspeccionados pelos respec-
tivos engenheiros.
14. Noma c promove os diversos empregados
do ministerio a seu cargo.
15. Determina todas as medidas relativas s mu-
danzas de residencias, as atlribuiroes dos agentes
despezas de viageni.
16. Regula, q liando nao baja cancordala, os
honorarios devidos aos cugenheirospor trabalhos es-
Ir.inhos ao servico de que elles se acharem especial-
menle encarregados.
.5 17. Marca a poca em que devem os diversos
directores partir para inspeccionar as obras que de-
mandaren) a sua inmediata inspeccao.
18. Preside iis diversas directoras e rommisses
de trabalhos pub.licos todas as vezes que julgar con-
veniente.
19. Corresponde-se com lodos os ministros das
diversas rcparlice.es.
ARTIGO IV.
Secretaria i\e estado das obras publicas.
1. A secretaria de estado das obras publicas
coinpe-se de 1 oflicial-maior, 5 cheles de seceso, 5
amanuenses, 1 poileiro, 2 continuos e 4 correios.
S 2. Ceda urna das seccOes ser encarregada dos
trabalhos relativos a urna directora geral.
3. O llicial-imaior e os chefes de secao serao
(iradosdos corpos de engenheiros e do eslado-maior,
ou serao formados em mathematicas.
ARTIGO V.
Directora geral das.obras publica,
A directora geral das Ierras contina a vigorar na
conformidade do decreto n. 1,318 de 30 de Janeiro
de 1854, com a dilTerenca que, quando dizminis-
tro do imperiodeve serministro de obras pu-
blicas.
ARTIGO VI.
Da dirctoria geral das pontes e calcadas.
5 I. A directora geral das pontes e calcadas com-
pCe-si de 1 director geral, 3 subdirectores, 1 6nT"
cial-maior, 3 olciaes, 3 amanuenses, 1 porteiro e
continuo.
. 2. He consultada por todas as directoras pro-
Vinciaes jgbre todos os projectos Eerae de estradas,
d navea*jo natural ou artificial, de ponles sobre
ros,- de estabelecimenlos novos nos portes marti-
mos, de diques sobre ros, canaes e dessecamento de
pantanos, sobre encanamenlos de gaz, agua e ma-
terias fecaes, sobre calcadas e nivelamentos de cida-,
des. '
3. Examina lodasas invenciles e descoberlas no-
vas de machinas.
4. Todos os procesaos de construerao e raaleriaes
prupros para esles trabalhos.
. 5. He encarregada de fazeras experiencias pre-
cisas para constar o valor das inven^oeS ou dea-
rnberlas, e das applicaces uteis qae se poderiam
fazer.
6.Tqm a seu cargo indagar e assicnataras refor-
mase disposiefles novas que se devem inlroduzir as
leis e regulameotos concernentes as ponles e calca-
das.
7. Os directores eofliciaes serao tirados dos cor-
pos de engenheiros e do eslado-maior, ou serao for-
mados em malhematicaa pela escola militar actual do
Itio de Janeiro.
_8. Um regulamenlo' especial delerroinar s
obrigneoes e funcfOes dos diversos empregados, e
estabeleccr as suas elacSes com as directoras pro-
vinciaes. .
ARTIGO VII.
Da directorio geral dos caminhos de ferro, minas
e pbares.
11 A directora geral dos caminhos de ferro, mi-
nas e pbares, compOe-se de 1 director geral, 2 sub-
directores, 1 oflicial-maior, 2 ofliciaes, 2 amanuen-
ses, 1 porteiro e 1 conlinuo.
2. He consultada e encarregada da revisao dos
documentos estalislicos proprios para estabelecer a
utilidade e importancia relativa das direccoes dasdiX-
ferentes linhas dos caminhos de ferro.
3. Sobre as questes de desapropriacao de ter-
renos e edificios para os trilhos de ferro, sobre o
projeclos de concessAo e regolamentos para conser-
vaco, nso e polica dos mesmos.
4. Sobre as concessoes, exploraces e todo o qae
for relativo s minas, pedreiras, etc.
S-j.Sohrc a conservalo,planto e corte das maltas.
6. Sobre os diversos systemas de phares para
oriniar os navegantes.
7. Sobre os telegraphos, eslabelecimenlo de no-
vas linhas telegraphicas,< soppresaao, mudanca ou
creacao de novos pontos de observado, regulamen-
los de adminitlra(o e aperfeicoamenlos de que o
mecanismo do telegrapho for susceplivel.
8. He consultada por todas as directoras pro-
vinciaes de obras publicas, sobre ludo quo for con-
cernenle toa seccao.
9, Um regulamenlo especial marcar os deveres
e direilos dos diversos empregados.
S 10. Os directores e ofliciaes spodero ser en-'
geuheiros ofliciaes do eslado-maior, formados em
mathemalieas coi em geiencias naluraes.
ARTIGO VIH/
Da dirtrJora o"tl 1. A directora geral das conslruccet civis,
corapO'e-se de 1 director geral, 2 sub-direclores, t r-
ficiai-maior, 2 ofliciaes, 2 amanuenses, 1 porteiro e
1 conlinuo.
2. Os directores e ofliciaes s podero ser enge-
nheiros ofliciaes do eslado-maior, architeclos ou for-
mados em malhematicas.
3. A directora geral das construcees civis tem
por missao maniere propagar a boa pratica da archi-
lectura e das constroceftes em geral.
4. Esclarecer o governo sobre o mrito dos pro-
jeclos e da execucAo dos monnmentos e edificios por
elle mandados construir e j mencionados no 4 do
art. -2.
5. He encarregada do exame do aliuhamento
das cidadese planos parciaes para formacaode* novas
ruase pracas.
6. D parecer sobre as difficuldades que occor-
rerem entre os engenheiros e emprezaros.
^S 7. Tem a su carsn, ouvidas as directoras pro-
vinciaes de obras publicas, promover os diversos em-
b el loza mcnlos das cidades.
8. Julga dos concursos abertos para -projec-
los ueedificios pblicos, e indica as regras qae de-
vem estbelecer-se para obter bons resultados des les
concursos.
9. Organisar a legislaran aproprada para as
conslruccdes civis.
10. Um regulamenlo especial determinar aso-
bngajOes e direilos dos diversos empregados.
ARTIGO IX.
Da commissao mixta dos trabalhos pblicos.
1. A commissao mixta dos trabalhos pblicos
compe-se de i presidente, 4 membros, 1 secreta-
rio, 1 amanuense, 1 porteiro e 1 conlinuo.
$ 2. Ella he chamada a dar o seu parecer sobre
todos os trabalhos que interessam ao mesmo lempo
os serviros militar, civil e martimo ; suas deiibera-
oes lem por fim esclarecer cada um dos respectivos
ministros sobre os trabalhos necessaros para a de-
fensa do territorio, das commuuicarOes interiores e
da navcgacAo.
3. 0 presidente e os membros serao ofliciaes de,
engenheiro, do eslado-maior, da arlilhara e de ma-
rinea, de manera que cstejam sempre represent
das as qualro classes.
4. L'm regulamenlo especial determinar os de-
veres e direilos dos diversos empregados.
ARTIGO X.
Das directorios provinciaes de obras publicas.
1. Cada pooviocia do imperio lera ama direc-
tora provincial de obras publicas.
2. No municipio neutro haver urna directora
de obras publicas, compost de 1 direclor, 3 sub-
directores, 3 ajudautes, 1 secretario, 6 mettres ge-,
raes, 1 apuntador geral,, 1 agente, 3 amanuenses, 1
porteiro e.l continuo.
| 3. As directoras provinciaes serao organisadas
pea mesma forma qae a do municipio neutro, com
o numero de engenheiros em relacao s suas neces-
sidades, e com o ordenado marcado pelo governo,
depois de ouvir os respectivos presidentes.
g 4. Os directores e ajudantes serAo engenheiros,
architeclos ou formados em malhematicas pela esco-
la militar actual do Rio de Janeiro.
S "). As directoras provinciaes e a do municipio
neutro tem a seu cargo execular todas as obias ge-
raes, provinciaes e municipaes da respectiva provin-
cia e do municipio neutro.
6. As directoras provinciaes e a do municipio
neutro consultado as diversas directoras geraes so-
bre todas as obras, planos ou projeclos que os pre-
sidentes das provincias ou o director das obras pu-
blicas no municipio neutro juigarem convenientes,1
na conformidade do nm regulamenlo que especifica-
r os casos e o modo por que isto deve ter lugar. ,
7. Compete s directoras provinciaes e do
municipio neutro organisar os diversos trabalhos,
como plantas, nivelamentos, memorias e ornamen-
tos, as respectivas provincias e no municipio neu-
tro, sobre que tenham de informar as directoras ge-
raes, relativamente a qualquer dos ramos de traba-
lhos pblicos que se achara mencionados no art. 2. e
seus paragraphos.
8. As directoras provinciaes sao subordinadas
aos presidentes das provincias.e a do municipio neu-
tro he directamente subordinada ao ministro de
obras publicas.
TABELLA N.l.
Secretaria de estado das obras publicas.
TABELLAN. 5.
Directorio geral das corutntcpdtt'cicis.
Os vencimenlos sao os mesmos qoe os das tabel-
las o. 3 e i.
TABELLA N. 6.
Cnmmitsao ma-i* de trabalhos publico*.
Presidente. .......'.. 4^0000000
....... 3:Mt|000
........2:4009000
. J 1:2008000
.....IrfWOlODO
..... 6008000
ido a necessidade do servico obligar os di-
ou sub-direclores geraes a sahir da corte
era oblaclo de servico. receberSo, alm de seus ven-
cimenlos, ama gralificaco diaria de 10j>.
. TABELLA N. 7.
Directorio de obras publicas do municipio neutro.
1 Direclor..........3:6O00O0
3 Subdirectores (cada am).....:i:000000
1
4 Membros
1 Secretario .
1 Amanuense
I Porteiro. >.
intinuu .
ntesT
"rio......
(cada um).
1. .
. 2:400000
. 2:406*000
. 1:800*000
. 1:800000o
. ..1:2009000
escada )......1:2009000
..........1 .-0001000
i Continuo..........600*000
Re dt Janei,25 de miio de 1854.Dr.Manoel
daCuMaGalvao. ^^-
iraWccW
1 (Uncial maior......... 4:0009000
5 Chefes de secca (cada aoj 3:60(0000
5 Amanuenses (cada um)..... 1:2009000
1 Porteiro.......... 1:000*000
2 Continuos (cada um)...... 6003000
4 Correios.......... 9
TABELLA N. 2.
A directora geral das Ierras contina como se
acha determinado no decreto n. 1,318 de 30 de Ja-
neiro de 1854.
TABELLA N. 3. .
Directora geral de pontes e calcadas.
1 Direclor geral........4:0009000
3 Sub-direclores geraes (cada um). 3:6009000
1 Oflicial-maior.........3:2009000
3 Ofliciaes (cada uro).......?:SSSS2
3 Amanuenses (cada um).....'
1 Porteiro..........1:0009000
1 Continuo......... W&OOO
TABELLA N. 4.
Directora geral dos caminhos de ferro, minas e
pliaroes.
Os vencimenlos sao os mesmos que os da taliel-
lan. 3.
-10-
INSTITUTO HISTRICO E GOGI
BRASIL.
- Teve honlem lugar a sessao do Institu) Histrico
e Geographico Brasileiro, horada com a augusta pre-
senta de S. M.
Approvada a acta da antecedente, Sr. 1. secre-
tario, dando cont derexpediente, lea am oflicio do
Exm. Sr. ministro do imperio, enviando am volu-
me manuscripto de documentos relativos conquis-
ta e administrarlo de Cayenna, dorante o dominio
portugnez, mandado organisur pelo governardor e
capitao-general Jos Narciso Magalhaes ge Menezes,
para que o Instlalo examine, devolverrdb-o depois,
fim le ser guardado no archivo publico ; be remel-
lido 1.' commissao de Historia ; urna caria da Sr.
Antonio Jos de Lima Leilao, escripia de Lisboa, of-
ferecendo o segundo e ultimo volume da sua Ira-
diiccao em verso porluguez do poema de Lucrecio.
De nerum Natura, cujo primeiro volme j lora
por elle remet id o ; am oflicio do Sr. Jos Ribei-
ro da Silva, enviando n relatorio da sociedade Gec
eraphica Imperial da Russia do anno de 1852, con-
tinuando a collecc.o dos relalorios annuaes da dita
sociedade que regularmente tem remedido ao Insti-
tuto ; urna caria do Sr. Cesar Augusto Marques, re-
sidente na Bahia, participando qoe possuia, extra-
hda da bibliotheca publica daqoella cidade, copia
de um manoscriplo que linha o seguiule titulo :
Determinar com todos os seus symptomas as doen-
ras agudas e chronicas dos pretos recentcmente ti-
rados a" A frica, examinando as causas de suas mor-
tandades nos primeiro* annos datua chegada, etc.,
e conclue declarando que eslava prompto a oflerc-
cer ao Instituto a dita copia, se merecesse o litlo de
sea socio. O Instituto decidi que o Sr. secretario
respondes que nao se lomava conhecimenlo do
objecto, por nao ter vindo conforme o prescrevem
os artigos dos estatuios relativos adraipsao dos so-
cios.
OSr. Norbertu, encarregado pelo Instituto de re-
digira represenlarao que se deve levar asserobla
geral, pedindo a elevacao dos monumentos inde-
pendencia nacional no Ypiranga, etc., fez a leitara
da dita representlo, e ficou sobre a mesa para ser
approvada na primeira reuniao.
8r 1. sen ltai! tci mV'ivn-ateitnra-das reeor-
daede* histricas do Sr. Machado de OHveira, com o
que finalisaram os trabalhos daquelle dia.
-11'
L-se no Conservador de Santa Catharina. i
- No dia 12 do corren le mez entrn arribada no
porlo desla capital a polaca sarda denominada Pro-
pheta Elias, da qual he capito o Sr. JorgeSeme-
i ia, qae sahira ha 3 dias desle mesmo porto com
carga para o Rio da Prata, conduzindo a seo bordo
vinle e um individuos qae encontrou ero urna lan-
cha ua altura de 27" e 40' de lat. S. e 49 e 51' de
long. do meridiano de Pars, cojos individuos
perlenciam galera hespanhola Victoria, capitn
I). Silvestre Penilha, a quat tendo sabido de Mon-
l*video n'o dia 25 de abril prximo findo, carregada
de guano e ossos, incendiou-se espontneamente a
meia noite do dia 8. do crrenle na altura men-
cionada.
a Notician) os naufragados que o capilao e o pi-
loto dessa galera se embacaram com mais 14 pessoas
no bote do navio e era urna jangada qne pnderam
arranjar. e procuraran) assim escapar ; porm nao
foram encontrados pela polaca, apezar das diligen-
cias empregadas pelo capito e tripolarao !
Os 21 infelizes aqui desembarcaran), e const
qne foram alojados no quartel da tropa de primeira
linha.
S. PAULO.
Norte da provincia de 3 maio.
(iracas misericordia divina escapamos de ama
insurreicao de escravos que devia rebentr na noite
de 16 para 17. Eis os pormenores do occorrido na
romacra de Taubat.
Na sexta-feira da piixo, 14 do passado mez, pe-
las 4 horas da tarde mais ou menos, appareceu em
casado Dr.joiz de direilo'da comarca FranciscoLou-
renco de Freilas o vigario Joaquim Pereira de Bar-
ros, dando-lhe parte qne um seu escravo lhe conta-
ra qae os pretos deste municipio prelendiam levan-
tar-se conlra os brancos. 0 Dr. juiz de direito
mandn chamar inmediatamente o eservaoe Dr.
promotor Francisco Ribeiro de Escobar, e mandan
escrever a declararlo, qae em resumo, he a seguin-
le: Declaroa que os escravos do capito Gregorio
Kibeiro da Silva, de combinacao com os escravos de
oulras fazendas vzinhas e com alguns das fazendas
de Pindamonhangaba lencionavam iusnrgr-se no
dia cima indicado e malarem a todos os brancos.
afim de liberlarem-se do capliveire em qae vivem ;
que para levaren) a efleiio esle projeclo linham De-
chas em grande quantidade na fazenda do dito ca-
pilao Gregorio, e armamento de fogo em casa de
Francisco Garca, e que sendo estas armas insufici-
entes para armar todos os pretos, logo que dessem o
grito da revolta invadirn as lojas e casas onde se
venden) armas nesta cidade afim de arrebata-las
forra e se armaren); que havia accordo entre os
escravos da mencionada cidade e es da de Pindama-
nhangaba para em ambos esses municipios subleva-
rera-se no mesmo dia, devendo os que primeiro
vencessem partir em auxilie dos outros ; qoe os che-
fes erao An'.ouio, feitor do capito Gregorio, c
Francisco, escravo de Francisco Garca, e qne entra
oulros agentes disliuguiam-se em Pindamonhangaba
Diogo (de Antonio Salgado); qne foram convidados
para esta revolta os escravos ale Bento Monleiro, de
Luiz Borges e de oulras muilas fazendas qoe alie
interrogado ignorava,
O juiz de direito mimediatamenle dirigi ofcios
ao Dr. juiz municipal e delegado de Taubat, ao
jniz municipal de Pindamanliangaba, ao de S. Luiz,
ao delegado, da Parahybuna, recommendando-lhes
que lomassem com a maior urgencia possivel lodas
as providencias tendentes a obstar a realisaco do
projeclo que acabava-se de descobrir.
O juiz municipal de Taubat aem perda de lempo
manduu convocar a guarda policial afim de mandar
urna escolta dar busca as fazendas indicadas pro-
ceder prisSo dos criminosos. Sendo porem isto
diflicl, cm consequencia de estar a guarda policial
completamente desorganisada, e pela razao ainda de
inspirar pouca oo nenhuma confianca, apresentou-te
o cidadao Joaquim Francisco de Moura perante
o joz municipal oflerecendo-se para reunir gen- '
te e ir dar busca, e prender os pretos cabecas do
molim, o qual offerecimenlo foi aceito.
Eram 11 horas da noite quando este faci leve
lugar, c pelas 4 da madrugada parlia do largo do
Rosario, da casa da residencia de Joaquim Francis-
co, urna escolta de26 cavalleiros composta da gen-
te mais distincta do paiz, em direccio fazenda do
capilao Gregorio, sob ocommando do dito Joaquim
Francisco ; ficando na cidade outra escolta igual,
commandada, por Joo Bonifacio de Moura, e vigi-
ando certas casas alugadas por esclavos, qoe ipso
fado eram nimiamente suspeilM.
Entre oulras pessoas que fizeram parle da escolla
que diruio-se'' fazenda do capilao Gregorio conla-
vam-se o dito Joaquim Francisco, subdelegado An-
tonio Aiilunes da Costa, promotor Dr.- Francisco
Ribeiro de Escobar, Mariano de Olivera, Francis-
co Paulino de OHveira Chagas, Serafim de Quadros,
Jos Carvalho, Joao Coelho, Paulino de Moura, o
capito Gregorio Ribeira da Silva, e outros cujo no-
mes ignoro.
Chegando a escolt fazenda do capito Gregorio,
duas leguas dislanles de Tanbate traton o comman-
daole da mesma de distribuir convenientemente a
gente, afim de interceptar a communicacio entre
esta fazendo e a de Francisco Garca, onde conslava
existir tambem deposito de armamento, bem como
para prevenir qualquer occurrencii no caso de algu-
ma resistencia da parla do ejeravos ; uflaes con..
-- i
/
0
' .-
e


- i.JHHH! la*
I
QUINTA FEIM 22 DEJUHHO DE 1854.

juucturas toda a cautela era necessaria. Todo isso
fez-fe com o maior silencio e aegredo possivel. Dit-
postas assim as cousas, apparecco o capitao Grego-
rio, dono da faienda, e mandn chamar o escravo
Antonio ; este obedece ao chamado, mas em meio
no caminho ereio que receiou alguma couan e cor-
ren pira o mallo em dlreccao fazenda de Francis-
co Garca ; acode inmediatamente escolta, prin-
cipia i grilar a gente dells,nns correm a pe atrs do
prgo, oiilrot a cavallo, alguns dltparam as armas,
emflm hoove om barulho enorme, e o negro evadio-
se.pola levara ama distancia grande da escolta. No-
te-se qoe nesla cirreii Antonio chegou cm cerlo lu-
gar do mato, apanhando um arco e flechas, tentn
atira-las sobre seus perseguidores : vendo-os porem
na cola, resolveo-ae a abandonar este projecto e a
fugir a toda presta.
Nesle inlerim dava-se busca as senzalas, onde
se encontrn grande qaantldade de flechts eom pon-
tas farpadas e com pennas najcauda, arcos armados
com" corda de llnho mnito fina e oulros indi-
cios da insurreicao. Parti em seguida a esrolla
para a fazenda de Francisco Guarda, e chegan-
do ahi sem que ninguem a esperaiso prendeu a
dous prelos, e dando busca as respectivas senza-
las encontraron] algumas armas de logo, insignias
feitas de pennas de passaros e oulros mala indicios
da revolla. Mo foi preso o escravo Francisco, in-
dicado como etbeca.por estar aosente. Sendo inter-
rogados nesle rnesmo acto estes dous pretos,declira-
ram que com efleilo os eseravos do capilflo Gregorio
tenrionavaro levantar-se contra os crneos na segun-
da feira prozima futura, que os cbelas disto erim
Antonio, do mesmo Gregorio, e Francisco, parceiro
delles interrogados.
Descoberlo assim o plano da insurreicao, passou
a escolla a dar basca em mais algumas fazendae vi-
zinhas, por conecnlimento de seus donnos, e dando
na de Benlo Monteiro encontraran] flezas e arcos, e
urna lata cheiade chumbo ; dando-se na de Vicente
Borget Serra, enconlrou grande qoanlidade de fle-
chas e urna espingarda de caca ; e dando finalmen-
te na de Luiz Borges, enconlrou igualmente algu-
mas flechas e arcos.
Quandoaescolatacaminhavaparaesta ultima fazen-
da recebeu urna noticia que bastante eonirislrou-a,
at qne lese delta bem informada. Logo que na fa-
zenda do capitao Gregorio foi descoherta a insurrei-
cao, parti a toda a pressa o cavalleiro Paulino a
dar parte ao juiz municipal do oceorrido, para que
este tomasae as providencias que julgasse coovenieu-
* encontrndole as prozimidades do ribeiro
Una eom o escravo Francisco, que vollava para o fa-
zenda do seu senhor Francisco Garca, dea-lhe a voz
da preso, e obteve em respesla um tiro que oflendeu
a anca do cavallo em que ia Paulino ; este retribuio-
Ihe com igual moeda, disparando-Ule outro que ferio
o preto to peito. Como se acontecer em laes occa-
siees, esta noticia chegou ao conhecimento da escol-
ta com caracteres assusladores, e por isso infundio-
lhe serios cuidados cerca de Paulino, porcm estes
fram dissipados completamente logo depois pela ex-
aeta narrativa do oceorrido.
pda volla das 3 horas da larde enlrou a escolla na
cidade de Taubat, trazendo em sua vanguarda os
presos e o armamento adiado.
He imposMve) descrever a curiosidade com que o
povo dessa cidade, que nesse dia por causa da festa da
semana-santa era bastante numeroso, concorra para
observar as provas do perigo qoe o ameacou ; de
todas as partes se pergunlava eindagava dos prome-
nores da diligencia, e quando eram delles informa-
dos davam grabas Providencia pela descoberta de
tao horroroso crime
O juiz municipal a seu turno, logo que soube do
resultado da diligencia as fazendas, traloudedar
basca em certas casas atagallas por pretos, e qne
eram em eztrenio suspeitas, nao encontrando nellas
coosa alguma.de notavel, a ordenou a prisan de al
gent pretos suspeilos.
Chegada a noite mais de 200 bomens apreseola-
ratn-se armados na porta do subdelegado, offerecen-
do-se para qualqticr aervicn que selhes delermiuasse,
!? 3"^**' di*,rDOi,,.os em patrulhas, rondaram a ci-
dade durante a noite, com ordens proprias da occa-
siao.
No dia segninte eslava a cadeia ipinhada de presos,
que suba a mais de 60 eseravos.
Nesse dia i domingo de Pascoa, comejou o juiz mu-
nicipal a fazer o interrogatorio dos presos, a se bem
que esta diligencia devesse ser em segredo, por isso
que era mister averiguar o plano em toda sua ex-
tensao, conhecer quaes os eompromettidos e saber se
havia algum instigador, etc., por causa da nimia cu-
riosidade do povo foi necessario faze-la publicamen-
te na presenca de grande numero de assislentes.
Pelas 2 horas da Urde espalhou-se um boato na
cidade, de qoe a mala legua de distancia, pelo lado
de S. Luiz, vinha um magote de mais de 100 negros,
e pelo lado dn Parahiba vinha outra igual porcao, e
qne vinham atacar a cidade. Oh meu Dos que
confusao, que barulho! unsarmavam-sc, outros cor-
riera sem destino, outros pediam toccorro, outros in-
vadan as lojas a comprar armamento, (e seja dito
de passagem que houve um negociante que vendeu
armas, ao que dizam, por um prego 10 vezes mais
alto do que o commum,) ouvia-secomo que urna des-
carga continuada de tiros de pessoas que esfogucta-
vam e carregavam de novu tuas armas para nao fa-
lharem na occasiao critica.
O Joaquim Francisco, acompanliado por mais de
10 eavalleiros, foram baler e explorar os referidos
lugares, e s quando esles vollaram declarando que
nada havia,lie que o povo tranquillou-se.
Foram interrogados 60 presos, e apesar da manha
com que responderam, esta patente o plano e muilos
de seus autores. i
O preto Francesco, escravo de Francisco Garca,
foi preso e interrogado logo que aqu ciiegou. Decla-
ma detalladamente ludo o que havia ; nao obstante
tem de ser de novo interrogado em segredo, pois ao
que parece tem alguma cousa importante a revelar.
Chegou a Taubat um destacamento de S. Paulo,
composto de 30 homens. commandado pelo lente
Ignacio, para garantir a seguranca e ordem publica.
Continan) as diligencias para a captura do outro
caneca mais corapromettido.
O processo proseguo regularmente.
Abrio-se na cidade de Taubat urna subscripto
em favor dn preto denunciante, que monta j em
4:0009. Consta qne a assembta provincial votou
000 para bencficd do mesmo, e que em S. Paulo
faz-se igualmente outra subscripeo que somma em
ftOOO.
Se o mariiiheiro Simio por salvar 15 vidas foi Uto
impamente renumerado, oque se deve fazer a este
escravo qde s por amor da humanidade e dedcala
a seas sertnores salvou centenares de vidas ? Bem
faz cidade de Taubat em recompensar a quem
salvou a honra, vida e propriedade* de seus habitan-
tes; bem faz a assemba provincia e cidade de S.
Paulo cm galardoar o misero escravo que arrancou
etta provincia dos horrores dn insurreicBo ; assim
estes esemplos do reconhecmento publico se esten-
dam por toda a provincia.
A' vista do narrado Vine, bem v a quantas des-
granas estamos sujeilos ; mesmo assim ainda ha pes-
seis que uspiram pela volta do lempo do livre trauco,
e dizem qne o Brasil se aniquilar se continuar o
governo a impedir a entrada de eseravos. Eu porm,
nao pens assim. Desejara pelo contrario que Itou-
vesse um estadista de tao enrgica vonlade, qne des-
truste moito agora fazendo desapparecer grande
parte dos nossos escravo*, para um dia renascer a ri-
queza publica em solidBS bases. Islo porcm nao
acontecer s mas espero que o Ilustrado governo de
7 de setembro continuar com afinco a prohibir a
entrada dos Africanos, e ir. compensando essa falta
eom a intredocrao dos bracos livres.
Foi morto em Taubat ura facineroso qne espa-
Ihava o terror por esse municipio evizinhos. Chama-
va-se Henrique : indo orna escolta prende-lo, dispa-
roa sobre ella nma garrucha, e em compensado rc-
cebeu a morte das mos dos soldados.
Nesla vida errante em que, vivo lui dar comigo na
villa de Lorena, onde assisli temaua santa. La se
acharam 46 sacerdotes que augmentaram oesplendor
da eommemoracao dos trabalhos do Redemplor do
mand. Ezlraordinaria foi a concorrencia de assis-
lentes. O Sr. hispo diocesano pregou quaHi lodosos
terrooes, e posso asseverar-lhe qoe ainda nao oovi
orar com tanto brilho, com lana magritade, e com
ama erodran tao profunda ; suas pal.-jvras prodnzi-
ram nm efleito extraordinario sobre os oiivintes.e
calando no espirito delles fez com que o povo, que
em materia .de religito he quasi i adinrente, cresse
e ornan com fervor.
(Carla particulur.)
Provincia de Varaaa'.
Coritilia 18 de maio
Eis-nos, Analmente, no enverno. Dias fros e me-
lanclicos snecedem-se rins aos outros, pesando co-
mo ama campa de marn jore sobre a alma do homem,
a quem algum pezar ir,limo desgosta e opprime.
Com a natdreza phrsica harmonisa-se a natoreza
moral: o espirito ab ate-se ao aspecto desle co sem-
pr toldado de pardacentos vapores vista destes
bosqaes, que se va.o despindo de seu manto de ver-
dora, em frente -deslas campias desbotadas, e em
breve amarellecidas e queimadas pelas geadas.
Nesta occasjo at o nosso estado poltico se resca-
ta da influencVa da quadra. As Iotas eleiloraes ces-
saram : segnio-se-lhes o frgido repouso, como a
calma quesuccede a lempeatade. Os corjpheos rjo-
lcosvolvemssuasoccupar,6es ordinarias, e dao
tregoas aeiivid.de, vida agitada que levram
doaHe.aWtoeleitoraI.
Sdo correnta a cmara manieipal da capi-
tal retrato-a, e lpuron M yotm do dcpnlado as-
semba gertal e dosmembrosda ssembla legislati-
va provincial. De'uo de mencionar o resultado, por
que j em raioha carta anterior o dei, fazendo eu
mesmo a vista das votacOes doscollegios, a miuha
apnrajao, rjoe felizmente combnou com a cmara,
o que ner. seropre acontece em casos Idnticos.
O conselheiro presiden le da provincia, vendo pas-
tada essa quadra de agitacao dos nimos, de cbull-
fito de ptiiics, prosegae,como que mais desemba-
racado,.-sem temer ferir susceptibilidades o caminho
qne trac.-on para soa organisadora administradlo.
Tend o recebido do seu collega presidente de S.
Paulo, em principios de abril, lodos os trabalhos
asmi fetos, quando anda a Coriliba era comarca,
tendentes i reorganisacao da guarda nacional, trata
de m.elbor.orienlar-se para por em execuejo a Iei
lo. N'omeou urna commissao composta dos majores
Thomaz Jos Muniz e Caelano Jos Munhs, capi-
tao Fernando Machado de 8ouza, lente Carlos
Betbz de Olivera Nery, e cidadao Joaquim Jos
Pinto Bandeira, afim de rever'esses trabalhos e orga-
nlsar os roappas da forra qualifleada, com as devidas
distinecoes ; da for^a actual existente ; e o da que
se lera da organisar vista dos mappas da qualiiica-
jao e das circumstancias locaes, conforme o disposto
no arl. 66 do regulamsnlo de 25 de outabro de
1850.
Os cididos escolhidos por S. E. foram oamelho-
res que poderia encontrar para esto intento, visto
reuuiremem geral os conhecimenlos militares, lopo-
graphcos c especaea que te requeriam para leme-
Ihanie tarefa.
Urna das necessidadesmais palpitantes da provin-
cia he por cerlo a reorgauisasao da guarda nacional,
agora que trata-se de plantar o respeto da autorida-
de, o amor da ordem, e edificar urna sociedade mais
regalar e benfica causa da garanta dos direilos
do cidadao. .
Nao ha guarda nacional aclualm ente que tal ne-
me mereja em parte alguma : oscidadaos armados,
que cm diversos poutos daprovincia tem sido por
vezes chamados a servico para supprir a falta da for-
ca de linha, nenhuma confianca inspiram s autori-
dades ; o quantas vezes nao Ihes causo elles mais
receios do que se nao bouvesse ninguem em seu
lugar !
Ospreteodenlesaos postos de chefes e de olciaes
estao em dolorosa ancedade. Todos os qne se jul-
gara com direito a eslas fatias de pao de l prepa-
ram-se j para saborea-las. Perguntam-se us aos
outros: quem serao os chefes da guarda nacional?
Manet alta mente repottum. 8. Exc. nao costu-
ma a dar a saber a ninguem o que tencina fazer.
Outro trabalho importante oceupa actualmente a
solicitude do governo provincial, lie a execucao
do reglamenlo da lef das Ierras.
Expedio crdem s autoridades competentes para
que informassem, sob a pena marcada no arl. 29 do
regula ment, se exislein nos di Arenles dislrictos
desla provincia potses sujeilas legitima^ao e ses-
marias, ou oulras concesses sujeitas revalidado,
na forma dos arta. 24, 25, 26 e 27.
Exigi tambem informa;oes sobre os terrenos de-
volulos no caso de serem medidos e demarcados
tem contestacao de posseros, sesmeiros ou conces-
sionarios: om declaracao de sua situarlo e outras
circumstancias contiendas.
Harcou, a contar do 1. de junlio prximo vindou-
ro, prazo de dous annos, dentro do qual os possui-
dores de Ierras, qualquer que sej o ltalo de sua
propriedade ou possesses, sao obrigados a fazer re-
gistrar as trras que possuirem;
Fez, finalmente, varias recommendacOes sobre a
execucao do regulamento ns autoridades que delta
tem de tomar conhecimento.
A repugnancia que ao principio se notava para
com a lei das trras "parece ir desapparecendo. O
nosso digno administrador val cautelosamente fazen-
do por dissipar algunt terrores pnicos que porven-
tura a ignorancia ou a malignidade possam ter in-
culdo na populacho. Parece-mc que a le tara
nesta provincia soa intaira execucao sem abato era
mesmo contestadlo grave.
Actualmente, urna das cousas que aqui mais pren-
dera a allencao publica, e que da parle do presiden-
te tem merecido os matares desvelos, he a' estrada
que tem de servir de coramunicacao a esta cidade
para os dislrictos do litoral, e que em verdade he a
obra mais urgente da provincia. O tenenle-coronel
engeuheiro Beaurepare foiencarregado pelo governo,
de examinar das tres existentes, qual a que.pode
prestar-se a transportes por carros e carruagetis para
se lhe fazerem as necessarias modificares e reparos,
ou, no caso de nenhuma deltas servir para o dito
lira, fazer abrir novas picadas em busca de direccao,
cuja declividade nao exceda a 6 %. O erigenheiro
ainda, segundo me consta, nao dea por concluido o
seu came, nem apresenlou o sea retatorio. Acu-
riosidade, ou antes a anciedade publica, conserva-
se pois em excitacao. A'quclle engenheiro a cham-
se boje reunidos mais dous contralados peta presi-
dencia, Villalva e Gecgembre, e um praticanta dia-
mado Muller.
Ha nesle negocio de estradas urna queslao de vida
e de morte entre as duas importantes villas da pro-
vincia. Hrreles e Autonina. A antiga estrada
chamada dos Morretes, ingreme, incommpda, arris-
cada, intratavel, mas por onde, mesmo assim, ainda
se faz a maior parte do commercio do litoral para
esta cidade, favorece Morretes. A outra chamada
da Graciosa, aberta ltimamente peto harao de An-
lonina, mais commoda e plana, porm de maior ex-
lencao, favorece Antonina. Qualquer deslas duas
villas acha preferivel a sua estrada para o intento de
governo, e cada qual espera a opiniao do Beaure-
pare a seu favor.
Confesso que nao deixo tambem, como os mais
de esliT sofreg por ver resolvida esta queslao, nSo
por curiosidade de partidario dos Morretes ou de
Antonina, mas para ver j modiAcando-se ou repa-
rando-se urna estrada qualquer, comanlo que seja
boa, e que possa abrir caminho ao commercio das
bordas do mar com as povoares do interior, o que
deve dar provincia riqueza c prosperfdade.
O tenenle-coronel Beaurepairo dizem que breve-
mente dar conta de sua commissao. Sobre o seu
Irabalbo sao tantos os boatos que nao sei a qual
delles me alenha. Espero, para ojulgar, do resul-
tado final.
Estando a expirar o prazo legal do ejercicio
dos substituios dos juizes rauuicipaes e de orphaos
dos seis termos da provincia, a presidencia fez as
novas nomeacoes, que recahiram em pessoas de
mrito de um e outro credo poltico, seguindo nis-
to, como em tdo o mais, o seu peusamento domi-
nante de conciliacao.
Por portara de 4 do correle tai adiada para
15 de julho a abarlura da assemba legislativa pro-
vincial. Para po-lo ao facto das razes que levaram
o governo a dar este passo, transcrevo aqui a dita
portara, que li no Desenove de Dezembro:
a O conselheiro presidente da provincia, conside-
rando que lhe he iadispensavel mais-algum tempo
para colligir eselarecimentos com qoe habilito a
assemba legislativa provincial, convocada para 15
do correte, a bem avaliar o estado dos negocios
pblicos, e as providencias que, no intuito de sua
melher direccao, compre adoptar, e scienle por
outro lado de qoe alguna dos membros elcitos da
mesma assemba estao fra da provincia, altrahidos
por sus inleresses a lugares donde nao poderau bre-
vemente vollar, resolve, no uso de suas atlribuices
constitucionaes, da-la para 15 de julho prximo
futuro. Facam-se as necessarias communicar,es.
o Palacio do governo do Paran, cm 4 de maio
de 1854.Zacariaf de G<>e e rasconccllos. n
Foi nomeado commissario vaccinador provin-
cial interino, percebendo o ordenado annual de
300, o Dr. Jos Candido da Silva Muricy, alfcres-
cirurgio do corp provisorio da gdarnir3o desta
provincia.
Por scnlenca do couselho de guerra foi con-
demuado a um mez de pri&o e multa correspon-
dente, como incurso as penas do art. 201 de cdigo
criminal, o alteres Joaqnim Baphael Cony, pelo
crime de oflensa physica praticada contra a pessoa
do soldado Zeferino Nuiles Ferreira,
Begressou para a corte o mesmo alferes por or-
dem do governo.
Sobre a IrauquiUidade publica e a seguranca in-
dividual, as noticias quo tenho sao as mais satisfac-
torias ; nenlium crime notavel me consta ter-se l-
timamente commettido; a aurora da civilisacao des-
pon la j para os dignos filhos desta provincia.
N3o pensfin, porm, assim o Ypiranga de S. Pau-
lo, e o seu correspondente nesta cidade, que enca-
rara a nossa actualidade alravs do prisma mais
fantasmagrico que pode haver, qual o das paixocs
ruina e odenlas, e do desaponlamento talvez em
clculos de treslocadas pretenc,es. O presidente
he nm dspota, que est lyrannisando e aviltando a
provincia, votando ao ostracismo es liberaes, etc.,
etc.' Preencher o lugar, que se achava vago, de
promotor publieo da comarca, por pessoa de reco-
nhecido mrito o professional, chama o Ypiranga
na sua tingnagem tribunicia calcar as mais sagradas
lels. E do correspondente do Jornal do Commer-
cio diz que desconfe ce a legislagao patria, porque
eiilendeo qqe o govitrno, fazendo scmcllianlu uo-
meacao, obrou dentro- de suas legitimas atlribuices,
e que esta acto, alm. de legal, foi o de urna louva-
vcl opportunidade, i>or isso que obstou a que urna
scena de escandalosa-, immoralidade se pralicasse no
recinto do jury, em. menoscabo da instituicilo, das
lei, e para elerno i nsulto nossa civilisacao 1
gar a esta cidade o Bev. vigario desta freguezia,
padre Agoslinho Machado Lima, que veio removi-
do da igreja de Paranagu, c que desde muito tem-
po era aqui anciosamente esperado. Muito cont
com o zelo e espirito religioso desle digno paslor
para presumir que a igreja da Coriliba venha a ser
urna das mais bem dirigidas desta diocese.
f dem. )
mi.
MATO-GROSSO.
Cuiab 13 de marco.
.... Estamos a 13 de margo, e com as or-
dens eleiloraes em casa depois de qma viagera de tres
mezet!... Dos traga a navegado do Paragoay-
e com ella a freqaencia e actividade de todas as nos,
tai retacees 1 Comeca o movmento, e os inleresses
se apresenlam em campo. O nossso chefe de poli-
ca tentou embarcar-se na lista trplice, mas para
logo desanimou, deixando a estrada a viajantes
mais experimenladot.
Est feila a elecao provincial, cumpondo-se os
eleilos de dez saquaremas c dez lozas. Tudo se fez
na melhor ordem. Todos foram unnimes e cohe-
rentes ; todos querem conciliacao real, e por tactos.
O mesmo succeder com a eleicao de senador, para
a qual so acham marcados os dias 17 de maio o 17
ile junho. O nome de um dos candidatos que rece-
beram a honra de entrar na lisia trplice, ja Vmc. o
conhecc ; os mais esiao em segredo.
Alguna transtornos causara e execucao da le de
13 de^ setembro de 1852, que regula a ordem dos
collegios nesta provincia, n quando mais nao suc-
ceda, succeder que nao possam votar os eleitores
de Mato-Grosso e Pocon. Publique Vm. isto, pa-
ra ver se no senado d-te andamento a urna resolu-
tflo iniciada na cmara em o anno passado, e se o
nosso presado amigo Pimenta Bueno se interessa por
lhe aclivar avolaco, eom o que far a esta provin-
cia um beneficio extraordinario, e augmentar os
grandes favores que ja lhe deve.
Breve.comecar.io us trabalhos legislativos, e com-
pre pedir urna e maitas vezes que alguma cousa se
nos faca. Aqui ludo est por fazer. Tud- se acha
no estado primitivo. Os esiorc,os e louvaveis dese-
sos do Sr. I.everger nao podem produzir recursos
pecuniarios. Rocue aos nossos depulados, em cujo
numero contemple o Sr. Bliranda, que faram calar
seus sentimentos no espirito dos nossos governantes.
He necessario acudir s obras publicas, i cale-
chese, i emlgracio, navegado, o commercio, a
lodo cniiim, pois que tudo temos, mas em brulo.
Alguma cousa depende do corpo legislativo, porcm
oulras acham-se consignadas nos orcair.enios; basta
a vunlade dos ministros para que tejamos attendidos
e auxiliados.
Ha na cmara dos depulados pendentes duas re-
solucOes, urna dando loteras casa de Misericor-
dia desta capital, e outra mandando pagar urna
quanlia que se lhe deve. He urgente.que passem
essas providencias. Nao decreta-las ou retarda-las
he tirar os meios de subsistencia ou de vida a urna
immensa porcao de desvalidos, dianle dos quaes nao
recua seu provedor, o Sr. Joo Alves Ferreira, por
ter ninita coragem e ser maniaco por lodos os nego-
cios que inleressam humanidade. He bem mere-
cido o nome que se lhe deu de Jos Clemente Cui-
abano. Bom era que o Exm. ministro da juslica nos
mandasse para ca urna meia dozia de africanos bn-
caes para o servigo dos hospilaes. Nisto n8o faria
mais do que imita o exemplo de outro que dea i
companhia de mincracSo diamantina, uns quarenta
ou mais, segando me informam; apezar de que,
nao me consta que algum favoravcl resultado essa
companhia tenha produzdo, a nao serem urnas a-
moslras que para la foram, segundo dizem.'
Nao vejo inconveniente algum em o Sr. ministro
da juslica ordenar que sejam entregues santa casa
de Misericordia quatro ou seis africanos da men-
cionada companhia.
Bom he que os Srs. Araujo Jorge, eVerialo, se nao
esquecam deslas cousas, que se ahi se considerara in-
significantes aqui ao contrario lomam grande vulto,
e recommendam os tervicos dos que os fazem.
Adeos, at oseguinle correio.
Relacio dos lenhore que foram eleilos depulados
protineiaes.
1 Bispo diocesano
2 Jos Delfino de Almeda.
3 Albano de Souza Osorio.
4 Dr. Jos da Costa Leite Falcao. ,.
5 Joao Baptista de Olivera.
6 Capitao Leopoldino Lino de Faria.
7 Tenenle-coronel Manoel Auluucs de Barros.
8 Dito Alexandre Jos Leite.
9 Joaquim Gaudie Le. '
10 Capitao Luiz da Fonseoa Moraes.
11 Jos Caelano Metcllo.
12 Capitao Luiz da Silva Prado. ,
13 Padre Joaquim Anlojiio da Silva Itendon.
14 Padre Manoel Pereira Mcndes.
15 Joaquim Pires da Silva.
16 Celestino Correa da Costa.
17 Capitao Antonio Peixoto de Azevedo.
18 Beuedto Jos da Silva Franca.
19 Joao Baptista Prudencio.
20 Benlo Francisco deCamargo.
(dem.)
(Jornal do Commercio.)
k

nado, (emend isso mesmo, dizem-mc que a
um lilho de umaama, aqual tjnha ido levar ama
crianca da dona da casa, Acara nm pouco peziad, e
que havia sido salva por um escravo do Sr, Min-
dello.
Contina a polica em suas invesligacOes cora o
Sr. Santa Isabel, a respeilo do negocio dragua forte,
o tal tujeito nega todo o fado, e nao sei o que se
dar a respeilo.
Eu quera ainda continuar, porm nSo posso mais,
que o Sr. Morpheo ha muilo me convida para con-
versa-lo, assim, adeos desejo-lhs
Saude forte e vigorosa,
Vida feliz e milagrosa.
Ao retoir. \
PRMICO.
de ld setembro de-1850 e respectivo regaUmn-1 Termino esta pai ,-iicipanUo-llic, que acaba de che-
CORKESPONBENCIA DO DIARIO DS
PERNAMBUCO.
Parahiba 16 de j anta o.
Mon cher Tinha ja tencSo feila de nao.mais et-
crever-llie, pois. nao sei ha qoantos annos nao tenho
noticias suas, na verdade que sempre he muita in
gralidao ; mas como nao quero que diga que tal e
que sim, e mesmo como sei que ha muita curiosi-
dade nesla nossa F'ilippa em as pessoas, que a res-
peilo de carias... etc., nao sei se ja lhe conlei, por
fin la vai mais esta, e por portador seguro'para
Vmc. nao ter desculpa, e peco-lhe que me d al-
guma noticia das nimbas ultimas, para consol
desle peitn, que tanto o ama e venera.
Tinha muito que lhe dizer, porm agora mesmo
venlio de certa casa, onde ouv cantar certa yaya,
que se Vmc. ,a ouvira, nao teria de cerlo animo
para rabiscar papel, e muilo menos para dar noti-
cias, porque a tal menina he como daquellas que
Dios manda que mis vejamos e adoremos, mas di-
r Vmc. que me importa ?... chiten, mais respeilo,
lhe digo eu, seno... senao eu grito'; ora muilo
bem.
Sem duvida alguma quer Vmc. noticias,nao 1 ora
bem, eu principio. A nossa assemba provincial
continua em seus trabalhos. e ltimamente lem tra-
tado de marcar em o nosso territorio interior os ter-
renos para a agricultura e os para a creacao do ga-
do ; com estas medidas, ella se lem embaracado bs-
tanle, porque alguns depulados impugnara esse pro-
jecto, dizendo que pralicando a assemba assim,
vai usurpando as allrbuic,Oes das illastrissimas rau-
uicipaes, que oliendo o acto addiciooal, e mais
nao sei o que, outros, porm, dizem que nao, em
Am, nao sei o que ser. Tem sido discutidos outros
projectos mais ou menos inleressantes, nao trato
delles com mais miudeza porque o nosso amigo Co-
co nada me tem dilo a respeilo, o homem anda em
busca de que lhe augmenlem o ordenado, e por es-
se motivo veio-lhe agora a lembranca de guardar
segredo do que se nao passa na casa dos represen-
tan les desta provincia. la-me esquecendo, para
remediar a penuria dos nossos fofres provincaesa
assemba augmentou o ordenado de alguns empre-
ados.
Nao ha bem que sempre dure, nem mal que se
nao acabe; diz o anligo rifao: ora tenho lido sauda-
des do nosso Exm., ja ha muito que nao vejo o apa-
rato bellico com que elle se apresentava, ajudanle
de ordens e tres ordenanzas, que baliam comas es-
padas pelas pedras das mas, que era um bonito ver.
agora, meu amigo, nada disso ha, o nosso Exm.
vice presidente em exercicio 5o usa desse esten-
derete.
O nosso commercio contina moroso, ltimamen-
te (era havido muitas chuvas, e com ellas pouco
algodao lem entrado. Nao lenho visto chegar assu-
car de tora, o nosso porto est em mizeravel estado,
apenas existe orna barca, que veio buscar o resto
do carregamenlo de Counless ofFitlland para lva-
lo ao Cabo da Boa Esperanza. Vmc. sabe que sem
a presenc. desses cavallos de pao o negocio uao vai
bem. Dos tenha mizericordia de nos.
Ha dias fui ao Manguapc, com escala pelo Ca-
bedello, e gostei de (ver este lugarejo, tive pena
ao ver o estado em que est a importante fortaleza
daquclle lugar, se o governo nao tomar medidas,
em breve Acaremos sem a nica seguranra da barra
e rinda Parahiba, e cutan estaremos a merc de
Dos; cntrei na fortaleza, e gostei de ver o accio e
rqgularidade do servicn ; louvor pois ao seu cora-
mandante, que nao obstante o estado mizeravel da-
qiiella praca, ainda lhe conserva visos de guerra : j
que lhei fallei em Cabedello, deixe-me dar-lhe a co-
pia de um papel, que nao sei, que nome lhe d,
Vmc. o leia e classiAqoe como bem lhe convier,
cu li Fiscal da Povoacao do C en vertude as
Leis & a Carlos Carvalho Texeia, De conformida-
de com o Arl. i-das posturas da Camr' concedo
lecciica p apresentar ao bublico um Espetado am-
bulante ctitulado Gcnaslico. pelo qual pagou a ql>
de mil res pasei o prsenle por me ser pedido Po-
voacao do C 5 de abril de 1854
E que tal, que acha Vmc. do homem, he pona
oucabesa"? nocnlanto....
As nossas obras publicas continan) cm anda-
mento, felizmente que o Exm. Dr. Flavio, amigo
como he de sua provincia, nao seguio a rolina vil
e mesquinha de nlgun* Exins., qoe mandam parar as
obras de seus antecessores para mostrar que tomam
muilo inleressc pela provincia, e mostram grande
tino administrativo ; esses homens me parecem mes-
tres de meninos, que quando entra algum discpulo
para a sua aula passam-o novamenle para o A B C
para fazer-llie conhecer as nticas a seu geilo.
Tenho lido ltimamente o seu Diario, e muito
me alegre! vendo que os seus correspondentes tam-
bem trataram de descrever bailes, a que linham as-
ssisldo, pois com isso tapo a bocea a muita gente,
qoe lano censurava a descripcao que Az do baile
dado nesla capital, de algumas mocas que a elle
assisliram, pois bem,vrjam que o seu corresponden-
te da corle vio am olhos que tanto o atropelaram,
que quasi fica pregado no assualhoda casa, e redu-
zido a.... a nao aliar rom o que quera dizer.
Nao sei o que lhe diga mais pela cscassez de noti-
cias, ah he verdade', li a promonco de alguns era-
pregados de fazcilda c reprci que quasi iodos el-
les sao do salallencao, Srs. corlezes.que nos .tam-
bem tomos pessoas, nao nos queiram reduzr a cou-
sas porque nos guoque gens tumus, el cavalgre
tabemtu.
O invern occasionou a desmornamelo de urna
casa na roa do Carmo, e felizmente a familia, que
nclla morara, poueos minutos antes a tinha abando-
CAMARA MUNICIPAL DO RECIPE.
3. SESSAO ORDINARIA DE 14 D JUNHO
DE 1854.
Presidencia -do Sr. Harn de Capibaribe.
Presentes os grs. Reg e Albuquerque, Dr. S
Pereira, Reg, Mamedee Olivera, abrio-se a sess3o e
foi lida e approvada a acta da antecedente.
Foi lido o seguidle
EXPEDIENTE.
Um oflino do Exm. presidente da provincia, re-
metiendo para que a cmara a execotasse, a plaa
do bairro do Itecife, e melhoramenlo do porto des-
la cidade, que approvra em data de 13 ho corren-
'e'A commissao de edificarlo para a rever e dar
seu parecer a respeilo.
Urna inlbrmacao do fiscal do bairro do Recifei
duendo achar-se Joao Alhanazio Das no caso de
obter o alorameuto, que pretende, do boceo do Va-
Iadares.Despachou-se que o peticionario reque-
resse a quem compelisse.
Duas nformacoes, do engenheiro cordeador e As-
cal da fraguezia do Pojo, ambas sustentando, avista
do testemunho de pessoas Adedignas, a quem ou-
viram, que o Ingar na passagem de S. Anna, onde
pretende a cmara construir urna bomba de al ve-
nara, he desde poca immemorial serventa publica.
Resol veu-se que se ouvisse ao' advogado, reraet-
lendo-se-lhe as inforraacOes.
Oulro do administrador do cemiterio, pedindo
dsse a cmara ordem que no verso das guias gra-
tuitas se deelarasse qual dos cstabelecimentos de
carros fnebres se faz distribuic.3o para a condu-
cho do cadver a que se referir a guia.Que se'lhe
respondesse, que nao tendo a cmara recebido an-
da oflicialraeiito a reforma do regulamento do ce-
miterio, nada poda resolver respeilo.
Outro do Ascal de Jaboatao, remetiendo a nota
do numero das rezes moras para consumo daquel-
la freguezia no mez de maio ullimo (59).Qoe se
arrhivasse.
,A* vista da informarlo do advogado sobre a peti-
Sao'do escrivao dasappellacoes, Manoel Peres Cam-
pello Jacome da Gama, maiidou-se pastar manda-
do de pagamento do mesmo escrivao, da quanlia de
315)090, de cusas da eilraco da tenten^a, conta,
sello, chancellara e preparos dos autos de applla-
cao crime, entre parles, o promotor publico e o ap-
pellado Jos Francisco dos Santos, as quaes foi con-
deranada a municipalidade. resolvendo, todava a
cmara, de conformidade cora o Anal da dita infor-
madlo do advogado que se representasse sobre a
ordem do presidente do tribunal da relacio, que
maudou extrahir copia da tentenca ex-ofllcio, de-
vendo ser islo feilo rcquerimenlo da parte, a quem
cabe requerer o pagamento das mesmas cusas, pa-
ra se nao sobrecarregar o cofre municipal com des-
pezas que se podem evitar.
Despacharara-se as pelicQes de Antonio Marqus
da Suva, de Joao Alhanazio Das, do commendador
Luiz Gomes Ferreira, de Manoel|Alves Guerra J-
nior, de Manoel Alves Guerra, de Manoel Antonio
de Jess, e levantoo-se a sessao. '
Eu Manoel Ferreira Accioli, oflicial da secretaria,
a tVcrevi. no impedimento flo secretario. Bario
de Capibaribe, presdeme.llego.S Pereira.
Mamede, Olieeira.Gameiro.
REPAKTICAO SA POLICA.
Parte do dia 21 de junho.
Ulm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que das
partes hoja recebidas nesla repartalo, consta terem
sido presos : ordem do juiz dos feilos da fazenda,
Bento Jos do Sanla-Anna, por nao haver cum-
pri do com,o de ver de fiel depositario; a ordem do
subdelegado da freguezia d S. Frei Pedro Gon-
^alves, Anlonio Manoel de Santa-Anna, e Onofre
Antonio de Miranda, ambos por jogs prohibidos, e
Pedro Antonio de Carvalho, para averiguscSet poli-
ciaes, e a ordem do subdelegado da freguezia de S.
Antonio os prelos eseravos Jos, de Jos Raposo de
Carvalho*, e Julio, de Miguel Jos d'Alraeida, por
briga.
Dos guarde V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 2t de junho de 1854.Illm. eExm. Sr.
conselheiro Jos Bento da Cunha e Figueiredo, pre-
sidente da provincia.Luis Carlos de Poica Tei-
xeira, che Te da polica da provincia.
DIARIO DE PERMMBBCO.
_ Nada tendo podido accrescenlar honlem s noti-
cias que nos foram enmmunicadas na carta de nosso
correspondente de Pars, pela hora adiantada em
que nos vieram s maos as gazelas trazdas pelo Lu-
zitania, vamos boje informar os leilores do que nel-
las se contem relativamente aos differentes paizes do
mundo.
As esquadras alliadas j linham comecado suas
operacoesbelcas, tanto no Bltico como no mar Ne-
gro, mas por ora nenhum resultado de grande im-
portancia, linham ainda alcanradn. He verdade
que corra em LondreV, bem que cm muilo funda-
mento, que nm pequeo forte situado em ama das
ilhatdo Bltico (Haogo) havia sido destruido e to-
mado pela esquadra ao mando do almirante Napier.
a qual Azera ahi 1,500 prisoneiros, e que Sebastopol
eslava sendo atacado pelas esquadras dos almirantes
Dundas e Hamelin, mas ao nosso ver, cmquanto as
esquadras rusas surtas era Sebastopol e Constad!
nao forem destruidas, nenhum golpe sensivel se lera'
dado no poder do imperador Nicolao.
Urna fragata ingleza o Tiger de 32 pecas enca-
Ihou na costa de Odessa e foi tomada pelos Russos,
depois de alguma resistencia, ficando a tripolai;ao,
226 homens, prsioneira de guerra.
Eis-aqui como urna parte oflicial de origem russa
conta este facto.
A fragata persesuindo nm navio mercante rosso
encalhou n'um banco de areia e por mais esforcos
que (ez nao pode conseguir reunir-se a esquadra. As
baleras da costa de Odessa romperam sobre ella vi-
vo fogo, a que a 7"'oer mal respondia por no poder
virar de bordo, vendo-se obrigada ao cabo de meia
hora a arrear bandeira. Os Russos susteutaram en-
tao o fogo, e aproximando-se i Tiger em tres vapo-
res particulares entre os quaes se contava o correio
do Lloyd austraco, tomaram posse delta, entregau-
do-sc sem resistencia a trpolarlo que foi passada pa-
ra os vapores. Em seguida lanraram ao mar a ban-
deira brilannica, arvnrarama russa, e dispozeram-se
a rebocar a preza. Nessa occasiao appareceram duas
fragatas inglezas com o intento de resgatar a Tiger;
porem, como as baleras da Ierra, os vapores parti-
culares e a fragata capturada Azeram fogo tiveram
de retirar-se. Muilos marinheiros inglezes oonse-
guiram passar e nado para as fragatas, aprovelando-
"se da desordem do combate, e os mais foram manda-
dos para a Bessarabia.
Noticias de Odessa referem do modo segointe este
acontec ment:
r O navio fazia tigiiacs de alllir^aoe i(ava o pavi-
Iho branco. Os Russos nao repararan e dispara-
ra m balas incendiarias que abrasaram o navio. A-
pesar da chuva de balas o vapor aproiimou-se ler
ra pudendo saltar nella a tripoIac,uo. O navio Acn
em muilo mo estado no porto de Odessa, e os Rus-
sos cousidernni -u iripotaran prsioneira de guerra.
Appareceram em frente do porto muilos navios das
esquadras combinadas. A povoacao est aterrada.
Ainda se nao sabe o que succeder. No momento
em que cscrevo approxima-se ao porto om navio par-
lamentar.
O imperador Nicolao continua adoentado, o prin-
cipe herdeiro conserva-se estranho aos negocios p-
blicos, sendo o gran duque Constantino quem mus-
ir nelles a maior actividade. Os thesouros do czar
foram transportados de San Petersburgo para
Moscow.
No Danubio cootinuam as operacues com vigor.
Os Russos apertavam cada vez mais com a fortaleza
de Silislria, a qual linham cercada de lodos os lados,
todava era outros lugares lem elles soflrido alguns
revezes.
A gazeta das Postas de Francfort de 24 de maio
publica o seguiule acerca do ataque dessa forta-
leza.
No dia 18 a ponte de barcas, construida por or-
dem do general kronlelf prximo de Kalarasch,
em frente do cerco de Silislria, eslava de todo ter-
minada, dividindo-se em duas parles, urna para a
cavallaria e outra para a infantaria; he reservada
passagem particular para a .irlilharia; a ponteos
pontos de abordagem esiao fra de alcance da arti-
lliaria turca. No dia 15 o prncipe Paskewitch eo
principe Gortschakon" Azeram pessoalmente um re-
conhecmento sobre a margem opposla. No dia 16
hoove suspensa de armas por 24 horas, tendo pro-
pealo os Russos praca de Silislria urna capitularlo;
nao foi aceita e as operacoes de silio renovaram-se
por um violento :boml>ardeamenlo. No dia 18 os
Russos atacaram pelo lado da Ierra, Iracando urna
parallcla e abrndo a ultima Irncheira e fosso.
Todava, noticias posteriores, bem que nao prove-
nientes de fonle mu limpa, annunciam que tendo
os Russos lomado urna das forlilicacoes exteriores,
Silislria oQerecera capitular. A respeto dos planos
militares da Russia, eis-aqui o que escrevem da Tur-
qua a om peridico allemao.
a Diz-sc em nossos crculos militares que os Ras-
sos qaerem apossar-se das tres linhas de operacoes
que condozem a Andrinnpols. Estas tres estradas
seguem urna linha parallcla : a primeira de Dobru-
Ischa a Pravad, Aillos e Outros ; a segunda de Bou-
Ischuc a Schumla, e de Karnavar, Buyokderbenl a
Andrinopolis; ea terceira de Routschk a Gravoba
e Kassaulik, pelo centro dos ricos e ferleit dislrictos
da Bulgaria. Esta he a estrada qqe hio de egoir as
(ropas auxiliares quando avancarein para Schnml.
Ot Russos oceuparam a Dobruttch para drjT\'
narem estas ires estradas, e izem gara preT ,4uatt*-
J
vos para alravossar o Danubio com duas divisoes,
prximo de Kalarasch e Silislria, e por OUeoilza e
Tortukay. O prncipe Paskiewitch parece que en-
rarregnu de oceupar estes dous pontos importantes
o general Schilder, frente do exercito de reserva.
a O general Luders avanzar com a ata esquerda
at Pravadi; o principe de GorttcliakofTcom o cen-
tro para Schumla, e o terceiro corpo alravessar o
Balkaus, proiimo a Vassaulik, dirigindo-se a An-
drianopolis. Os Russos dizem conlar.com as forcat
e,lrem necessarios para a execucao desle plano arro-
jado, e que tara proviset para sustentar 200,000 ho-
mens pelo espacode seis mezes.
a Espera'se de um momento a oulro a noticia da
passagem do Danubio, prximo de Silislria a Koust-
chuk. Os Russos tiveram perdat immensas, para te
possarem das tres ilhas que ha em frente de Silis-
lria. Ot Turcos viram-se obrigados a abandonar a
sua postean, porque a flolilha rosta ameacava cortar-
Ihes a nelirada. Os Russos dizem que em breve to-
marao SMislria, porque o czar ordenou, que elles se
upossem desta praja a todo transe.
Todas as.lropss da Polonia russa foram mobilisa-
das, e um novo recrulamento foi decretado.
No Moniteur l-se o seguinte :
o O governo russo julgou dever retirar o exequ-
tur aos cnsules de franca e Inglaterra em' S. Pe-
tersburgo. O conde de Nesselrde, communicando
esta resoluto ao consol britanuico oflereca-!he os
seus passaporles, e ao mesmo pasto annunciava a Mr.
Castillon que o imperador Nicolao o aulorisava para
residir em S. Pelersburgo. O governo francez re-
cusou aceitar o beneficio da difterenca de Iralamen-J
lo, quo o governo russo pretenda estabelecer para
eom os consoles de doas Dolencias alliadas, e ordenou
a Mr. de Castillon que deixasse o seu posto.
O czar dirigi ao general Osten-Sacken, comman-
dante de Odessa o seguinte escripto :
o Escriplo que o imperador Nicolao dirigi ao ge-
neral Osten-Sacken :
o Ao nosso ajudanle de campo, general de cavallaria,
commandanle do 3o corpo de infantaria, harao
Osten-Sacken I.
a No dia cm que reunidos nos lempos orlhodoxot
celebravam os habitantes de Odessa o anniversario da
morte do lilho de Dos, crucificado para remir a hu-
manidade, loi que os alliados, niinigos do seu santo
nome, commetieram um atlentado contra essa cida-
de paciAca e commercial, contra essa cidade, cojos
celeiros achou aberlos nos annos de etcassez.
a As esquadras franceza e ingleza bombardearan!
pelo espado de doze horas consecutivas s nossas ba-
teras, as lialiitacoes dos cidadflos pacficos e as cm-
barcac&es mercantes que eslavam ancoradas no por-
to. Porm as nossas valenles (ropas por vos capita-
neadas, e penetradas de grande fe no mui alio pro-
tector da juslica, repellram gloriosamente o ataque
do inirnigo feilo ao soto que no lempo do apostolado
recebeu o santo precursor da religiao chrisla na nos-
sa patria.
O heroico valor, e a lealdade.das tropas qne te-
guram o vosso exemplo alcancaram completo Irum-
lio ; a cidade salvou-sc da deslruic3n, e as esquadras
aimigas desappareceram..
_ Para dignamente recompensar tao brilhante ac-
to, nos vos concedemos a cruz de Santo Andr.
Nicolao.S. Pelersburgo em 21 de abril (3 de maio)
de 1854.
O imperador Nicolao concluio um tratado de alian-
ca ofientiva e defensiva com o.kan de Khiva.
a O primeiro renuncia a (oda a inlervenco uos es-
tados do seu alliado; um embaxador russo residir
em Khiva ; o governo russo fornecer os ofliciacs e os
fundos necessarios para a sustentaran de um corpo
auxiliar de 10,000 cavallos, que te acanlouar em
Khidad. Os' eseravos naturaes da Rusta, Persia,
Bakkara e Afliaiiislan, detidos naquella cidade, se-
ro postos logo em liberdade medanle indemnisa(Oes.
A Russia estacionar um exercito, durante 20 annos,
na fronleira.de Khidad.
"As folhas lithographicas publicam o segu nte arti-
go addicional ao tratado de allianca oflensva e de-
fensiva entre a Prussia e a Auslra.
Na conformidade das estipulares do arl. 2 do
tratado celebrado hoje entre S. M. o;rei da Prussia e
o imperador da Austria, a m de formar urna allian-
ca oflensva e defensiva, sera objecto de ajustes espe-
ciaes, que se considerarao como parte integrante do
tratado principal, um regulamento raais explcito que
determine a eveulualidade era que urna das potencias
contratantes ter de obrar a bem da defeza commum,
e a iniciativa que dever lomar.
. Suas majestades nao poderam deixar de consi-
derar que a oceupacao indefinidamente,prolongada
do territorio do sulto no Danubio inferior pelas Iro-
pasrussas, faz perigar os inleresses polticos, moraes
e materiaes de toda a confederacao germnica, assim
como de seus proprios eslados; isto em grao tanto
maior quanlo mais extensao dao as tropas russas s
suas operares de guerra no territorio lurco.
As augustas corles da Austria e Prussia tentem
o commum desejo de evitar, quanlo Ihes teja possi-
vel, toda a parlecipac.ao na guerra que rompen entre
a Russia por urna parle e a Inglaterra e a Franca
pela outra, assim como de concorrer para o restabe-
lecimenlo da paz geral.' Considerara especialmente
como um elemento poderoso de pacificado as ultimas
explcaces dadas pela corle de S. Pelersburgo, pelas
quaes parece julgar a Rusta que o motivo primitivo
da sua oceupacao dos principados est cmo removi-
do pelas concesses que actualmente faz a Porta a fa-
vor dos subditas chrislaos.
a Esperara, prtanlo, que a respotla que se aguar-
da de S. Petersburgo s propostas prustas enviadas
no dia 8, darSo a seguranza de que as tropas russas
brevemente se retirarao do territorio lurco.
a No caso de se frustrarcm esus esperauc,as,os ple-
nipotenciarios cima nomeados, isto he, por parle de
S._M. o rei da Prussia, o seu ministro presidente e
ministro dos negocios estrangeiros, Othon Theodoro,
barao Van Manleuflel, e por parle de S. M. o impe-
rador de Austria o seu conselheiro privado actual,
/enenle general e quarlcl meslre general, Henrique,
barao Van-Hess, e o seu conselheiro privado etTec-
livo, enviado extraordinario e ministro plenipoten-
ciario na corte de Berln, Frederico, conde de Tbun
Hohenstein, concordaram no seguinte, especialmente
no que respeita iniciativa no caso designado no art.
2 do tratado de allianca da dala de hoje.
Art. nico. A legarlo austraca imperial dirigir
pela sua parte corte imperial da Rossia propostas,
que tenham por objecto obter de S^ M. o imperador
da Russia as ordens necessarias para suspender todo
o novo movmento progressivo do seu exercito no ter-
ritorio ollomano, e para conseguir lambem de S. M.
garantas completas para a prompta evacuacao dos
principados do Danubio.
O governo prusso, era harmona com as repre-
sentares que j tem Iransmil lido a S. Pelersburgo,
apoiar de novo e com energa estas propostas.
. Se eonlra todas as esperances a resposta da corte
da Russia nao der urna seguranca completa a respei-
lo dos dous nonios cima mencionados; e, te para te
consegqir semelhaule resultado urna das parles con-
tratantes adoptar medidas, era virtode das cslipula-
ees do arl. 2 do tratado oflensivo e defensivo esti-
pulado hoje para esse effeito, todo o ataque hostil ao
territorio de urna das alias parles contratantes ou de
ambas ser rcpellido pela outra empregando todas as
tarcas de que possa dispr.
Daria cansa, porm, aobrarem na oftansiva e de-
fensiva as duas alias partes contratantes a encorpora-
(ao dos principados Russia ou o ataque ou a passa-
gem dos Balkans pelos Russos.
o Dado em Berln aos 20 de abril de 1854.Asig-
nados. Barao, Olhon Theodoro de Manleuflel.
Henrique, barao d.'Hess. Tenenle general, F. de
Thum.
Fallando do tratado assignado em Berlim pela
Austria e Prussia, o qual he de allianca oflensva \e
defensiva, o Journal des Debis tazas segnintes ob-
servasoes.
ii O tratado he bastante explcito e garante a cada
urna das potencias a proteccio da outra, para qual-
quer caso de ataque, venha elle d'onde vier. Mas
- artigo mui importante qu publica o Tempo
Dieta a mutua declaracao da Auslra e da Prnssia
annunciando que centinuavam as rclaeftcs cordeaes
entre as quatro potencias, e declarando que a ronli-
nuacao da contenda enlre a Russia e a Turqua era
perigosa para a Allcmaiiha e que era necessario
maular a integrdade da Turqua.
Depois desta declaracao cinco prolocollos da
conferencia de Vienna foram appresentados Dieta;
tambem foi communicado a esta assemba o trac-
lado Aotlro-Prussiaoo e convidados os demais esta-
dos allemaes a adherircm a elle.
a O que precede he um despacho de Pars Agora
o mesmo Tvnes, diz mais o seguinte.
. O nosso correspondente de Vienna confirma o
facto que j.i publicamos, rdativo i assignalura de
um protocollo pelos representantes das qualro poten-
cias, era que confirmara a sua resoloi.ao de manttr a
integrdade da Turqua. Accrescenla o nosso cor-
respondente que a Austria ea, Prussia agora pedem a
evacuarlo do territorio turco, c qne" se accordou que
a conferencia enviassa npprovarao do governo
prussiano o rascunbo de urna nota* Russia nesse
sentido.
O ultimatnm dirigido i Grecia pela Inglaterra e
Franca, reunida he concebido nos teguintes termos,
o Observancia de tiricia nealralidade ; inquerilo
judiciario sobre os actos dos qoe se reuniram aos
insurgentes. Os ofliciaes e empregados gregos com-
plicados na insurreicao deverao ser chamados in-
mediatamente. De futuro nao ser mais admit-
lido ao servico do estado todo aquello que livor
pedidolicenca ou largar o servico publico para asso-
ciar-se aos rebeldes.
Coosla que a rei Olhon aceitara esse ultimtum,
pelo que e Iteren nao ser bloqueado, nem Alhe-
nas oceupada como as duas potencias ameacaram fa-
zer no caso de ser elle regeitado.
Entretanto a Inglaterra e a Franja dizem que
obrando assim, nao he soa inleucao fazer a guerra ao
re Olhon, mas somenle lberla-lo de ama funesta
influencia e oflerecer-lhe 8 nico meio de salvar-so.
A Correspondencia aulographa publica esta
caria de Londres :
a A queslao da Grecia tem posta em movmento a
diplomacia. A Franja e a Inglaterra quereriam des-
enlhronisar o rei Olhon. A Auslra faz ot matares
esforjos para que isto nao se verifique, e a Baviera
protesta com energa, dando a entender que, no caso
de efleluar-te, a maior parte das potencias allemaas
se collocariam do lado da Russia. Nesle embate de
opinioes heprovavcl que as potencias ocoidenlaes se
contenten) com a ocenpacSo militar o temporaria da
lirecia, deixaudo ao re unta sombra de poder, o obrl-
gando-o por esle meio a retirar-se sem que ninguem
o expulse.
a O archipelago grego acha-se no estado mais de-
ploravel pullulanros piratas e nao ha seguranca al-
guma para a marinha mercante. He prodigiosa a
audacia e a actividade nesta modo de vida : ecomo
contam com a impunidade, pois que nao he possivel
apanha-Ios as calhetas, angrans, baixios e arrecifes
onde se refugiara, andam por onde podem e reno-
vam as aceas de piralaria dos sectiles XVI e XVII.
He provavel que os gabinetes de Franca e Inglater-
ra convidem os gevernas neulraes a enviar a archi-
pelado embarcacOes que demandem pouco fundo de
agaa com trpolaces intrpidas queguardem aqelles
marese ponham cobro aosdisaforot dos piratas. Vis-
to que os naviode pequeo porte inglezes e france-
zet etiao oceupados no transporte de tropas, armas e
municoes etc., trata-se de recorrer s potenciases-
trangeiras e amigas.
A Imprenta e Lei transcrevo do Moniteur os
dous arigos segnintes relelivos a insurreicao grega,
Os chefes dos helenos que trataram d sublevar
o Epiro, continuara! fazendo-se crua guerra recipro-'
camenle; e nao podendu negar os assassnios, roubos
e toda a casta de atrocidades, que tem commellido
contra os subditos chrislaos do sultao, cujos liberta-
dores pertendinm ser, aecusam-se recprocamente
com ama violenda quejestemunba simultneamente
seus crmese suas divisoes. Isto he o que uos de-
cide a publicar, a seguinte tradcelo de urna carta
que Th. Grvas dirigi a um deputado da Livadia.
Muita compaixo deve inspirar a torta' dos chrislaos
do Epiro, ao considerar-se que aqnelle que toma a
sua defeza eonlra o latrocinio dos teus companheiros
de armas, he um dos mais avesados em todas as as-
lucias do ofllcio, e que he o verdadeiro autor do saque
dos chrislaos de Mezzovo, ltimamente referido j
pdo Monitor. Eis a carta de Grvas :
Agraffa 14 de abril de 1854.Irmao. Depois de
urna batalha digna de memoria, dada em Mezzovo,
e cuja relaeaoenvio hoje para ser publicada, vejo-me
obrigado a separar-me dos meos companheiros e
passar Thessalia, porque me convenc de sua trai-
j8o. Em Agrafla observo a mesma desuniao entre
os chefes, e resolv desean jar aqni at me haver posto
de acord com o governo de S. M. Hoje escrevo
para isso ao ministro da guerra, a quem sobmetto
algumas propostas, que, t forera aceitas, poderao
decidr-me a tornar a comeear a guerra: porem com
a i ondicao expressa de que tullo fique s miabas or-
dena ; de outro modo verme-hei obrigado a voltar
para a Grecia a descancar em minha casa.
a A luta, que temos comecado, lie grande ; he
maior que a de 1821. pois se Irala de levantar um
imperio helnico. Semelhaule luta exige portanlo
grande harmona, disciplina, ordem, dinheiro e um
chele supremo. Sem isto est perdida toda a espe-
ranza de bom exlo. Quando vi no Epiro que al-
guna dos meas soldados commelliam aptos de vio-
lencia, despedi-os, e hoje me ficam 400 combalentes
escolhidos. Se vos referisse os roubos que se com-
meltera contra a honra c a propriedade dos chrislaos
nu Epiro e Thessalia, ficarieis assonibrado. Estou
cerlo, irmao, de que Dos na.o est comnosco, por-
que em lugar de oobres e bellas acces, nicamente
se v latrocinios. Que se dever espirar de seme-
lhante estado de cousas ? He preciso portante que
o governo aceite francamente a luta, nnmeando
pessoas aptas para um guerra regalar, e formando
batalhes pontualmente pagos, oo he necessario que
abalemos daqoi para nao ser causa da destruicao dos
chrislaos. Peco-vos que participis isto que vos es-
crevo, aot nossos amigos,.c que aeflexioneis seria-
mente acerca da prompta adopcao das minlias pro-
postas, porque se nao lavarei as minhas raaos, e
regressarei a descanrar.Sou etc. T. Gritat.
a O mesmo Monitor pnblica tambem o seguate,
que lhe euviaram de Alhenas.
Hoje he j fra de duvida que a primeira cam-
pauha emprehendida peto governo grego, Acou com-
pletamente perdida. Os chefes, que foram encar-
regados de dirigir esta expeilieBo, estao em parle dis-
persos, graeas boa atlitude das tropas otlomanas ;
porm o governo de Alhenas nao desanima e vai
ensaiar novo plano de campanha. Consiste elle em
escalonar na fronteira generaes encarregados : !.>
de repellirem para o territorio turco os insurgentes
oue tratarem de regressar, rom o intuito de formar
d'elles um baluarte e urna vanguarda contra as tor-
cas mussulmanas,2i" Reorganizar a.insurreicao es-
tabelecendo uraajerarcha entre os diversos capijaes,
e fazendo sustentar em cato necessario os insurgentes
por meio de tropas irregulares, ou regulares distar-
radas, 3." Entrar resolutamente na Turqua, pa-
ra seapproveitarem as eventualidades.
a Os chefes apontados para a execucSo d'ette'pla-
no sao o general Spiro Milio, o estribeiro-mr do rei,
e o general Viacopoulos. O primeiro dirige-sca
Cravassera, o segundo a Lamia, c o terceiro a Car-
penitza. Os dous primeirosreceberam 130,000 drac-
mas, e o terceiro s 40,000. Cada om leva comsigo
um senador na qualidade de conselheiro responsa-
vcl, e vai acompanhado de om numeroso estado
maior. Os mais fogosos entre os partidistas da in-
surreicao agrupam-se em roda de Spiro, que lem
por conselheiros o senador Mauromati e Rosetto, ex-
consul grego na Albania, recentemenle expulso de
Janina.
a O tres generaes receberam poderes Ilimitadas.
Poe-se i sua disposicSo todos os recursos de que
governo pode dispor. A guarnido de Alhenas oc-
cupa-se dia e noite m fazer cartuxos e fundir balas.
Cootinuam os alislamentot; fonnuu-se um corpo de
voluntarios as immediae&es_dc_ Allianas : os fades
do convento de DapliR-disinliuiram-lhe armas, eos
commissario>do governo dirigirara-lhe felicilases.
Muilos^epuiados foram enviados fronteira para
e que apenas tal te realisasse elle q'deposilaria so-
bre a mesa da cmara.
Morrea em Londres o viee-almlrante Hyde-Par-
ker, o vogal mais anligo do tribunal do almiranlado
britnico.
Segundo a Gazeta de Colonia vai publicar-te
em S. Petersburgo um regulamento sobre o trata-
menta qu devem ter os pritioneirot de guerra.
Comprenende dezesele paragraphos, e nelles se es-
tabttece que ot Hngaros sejam desterrados para a
Sberia e enlregaes Austria ; que ot Tarcos te-
nham o tratamenlo de pritioneirot de guerra; que
os estrangeiros chrislaos pertencentes ao exerciln
lurco, e ot renegados sejam reputados criminosos
de delicies communs; que os medico* e demais
classes, nao militares se conservera preses ; que os
Polacos e Hngaros, assim como os pritioneirot re-
calcitrantes sejam condolidos coro gnlhes aot pt;
que os ofliciaes tarcos mussulmanos v3o internados
para Tulla, ot soldados para Oralr-os chrislaos para
Karsh, e os estrangeiros, excepto Hngaros e Po-
lacos para Kaloga e Riazand, e que os Polacos e
Russos sejam encerrados as prisoea de Kivel, e jal-
gados em coDselho de guerra,
O prncipe Len da Armenia ficava a partir i
Roma, afim de tratar com o papa sobre os meios l
unir a igreja grega coro a romana.
NSo se confirma a noticia de qne a Persia se de-
clarara pela Turqua contra a Russia. Segando
dedarou lord J. Russell no parlamento, aquella
poleneia permanece neutra.
Tunis envin -iO.OOO horneas em soccorro do sul-
tao. i
Na China os sublevados tem alcancado ltima-
mente algumas vantagens e consta que vao mar-
chando sobre a capital.
O Jap3o negocioa com ura commandanle ameri-
rcano sobre a abertura de dous portas daqudle im-
perio ao commercio europeu.
Nos Estados-Unidos nada de extraordinaria havia
oceorrido.
No Mxico conlinuava a revolla com o general
S. Anna, mai este hatera ltimamente es revolto-
sos, causando-lhes grande perda.
r<'
LITTER4TIRA.
peridico semi-oflicial de Berln, ao mesmo tempo
que pondera a eslreita uniao que reina eulre a Prus-
sia e a Austria veio complicar a queslao com urna
idea nova. Diz-se no artigo que a AUemanha deseja
a paz, porm na base da integrdade territorial, que _
julga indispcnsavcl para o equilibrio curopeu ; islo juda^t0's',ge7eraesr,qoe"no podem evitar o re-
lie, qne ja se nao falla da inlegridade do imperio ^o dos in,renles\0 lerrilorio grego ; lodo o
lomaiio, mas da integrdade em geral, e portajtfoir fugitivo que vollaa Alhenas he preso, e obrigado a
ptirase alean ca o imperio russo, ponto que i'eHTkul-
tara as negociagOes, pois que as potencias fliemaas
conformes em apoiar a Turqua, nito q.icr-m lam-
bem debilitar a Russia, e a Inglaterra vjeig sua par(C
nao Acara satisfeita emquanlo eigfyir sel,hora da
Crimea, destruida a marinha roC^ c rroiaoi ,
cossacos para o oulro lado do PoU,. n
A'cerca dessa mesma conven*.s0 ,j'z 0 paut0 sa-
guinle: t '
a Se a resposta da Rossia nao' 0flerecer completa'
seguranca, chegara eotao o nomenlo da defensa
commum, principiando a acrao os dou, guiado,.
Im ataque nos Balkans, ea pa nhas pelos excrclos russosaserai,, molivo bastante pa-
ra.mpora AuslnaePrustiaa.obHgaca0 de perar
oflensva e defensivamente. Poi'jUnto, nada se alte-
rara sem qoe algum imprevisto. e admirave| aconle-
eimento venha a occorrer ; ser, que a Rualia m08lrc
despiezo pela ultima inlimaCac, dosseu, anlB0, al.
liados, e manifest querer-se lc,rDBr sou inimig0 e
sem que (_e islo nao he muito ps-ovave, j ella aceile a
hiimilhacao de ama retirada, qile g, ,ornaria mMo
mais desairosa se fosse oresutaado de uma inlima.
cao diplomtica, do que se fo)^ nustda T ana
derrota. Se o czar nao quizer; ,ujeiltr^e paz ue
claro que o momelo previsto; pelas corle, de^yen-
tussa marcha para os
na e Berln se realisar. A Fiu
Balkans ; os apercebimenlos-^ro^i^rto pancpe
de Paskicwilcb, e a evacuar^,, da Valacha inferior
naode.xama menor duvida quall|o ao novo pUno
de campanna adoptado coi lra 0 lmpeT0 ottoroano.
O herosmo dos soldados de, 0mer 1)f,c,,- ,em. cer.
menta alrazado a marcha < ,os exeri.i(os nlssianps. A
presenca das torcas ingle ^ e frances ha de ,alvcz
repr.mi-loseobriga-lot ; den|ro em |em
assim o esperamot, a r. e,roceder. 0 cTus belli, es-
pecilicado no tratado ,us,ro-prussiano, he, pois, Aa-
granle, e se a, Rosna rlio adherir ulmn commu-
nicacoesqnelhe f#in fe, ,er.ique ,r dous
poderosos adver^,ri0Si jenominados prussia e Aus-
lra, pegarem .-resonilamenle enj armas eonlra ella,
us acios o^e K ,enl gegnjdo ^^ tratado, sao,
alera "isto)i de ^^g importancia. Bastar, a se-
"iti 5*e rcsPeil- 0Br P"ra immensos aprestes
i 'j,ares, feilos pela corle de Vienna, e para a car-
* ,io imperador Francisco Jos, declarnUo, que o
m ovimeuto dos seus ejrcitos lem por Ara defender
' 'fronteira do Orienta e norte do imperio.
j No Jornal do Commercio de Lisboa l-so segnin-
* te: exlrahido do limes.
a Noticias de Francfort de 25, dizem que os mi-
nistros da Auttria da Prussia havito* aptesentado
aIU(ar-se de novo ; enviam-sc a toda a pressa para
Chalas trigos que devem ser transportados frontei-
ra, na qual os soldados da insurreicao morrem de
tome. N'uma palavra empregam-se todos os meios
possives para obrigar os voluntarios, que tao mise-
ravelmenle foram vencidos no Epiro, a recomecar a
Iota, e o governo, que era seu cmplice desde o
principio, hoje estende-lhes oflicialmente a mao.
Em Inglaterra o ministerio soflrea om pequeo
revez no parlamento. O bil que declarara osJu-
deos aptos para exercer as funeces legislativas, foi
regeitado por ama grande maioria.
a Na sessao da cmara dos lords, do dia 26, pedin-
do o marqoez de Clanricard algomas explicacGes
acerca do traiado celebrado eulre a Aasiria a Prus-
sia, o conde de Clarendon, ministro de negocios es-
trangeiros, explicou-se nos seguinles termos:
a Respondendo.t primeira pergunla do meu no-
lire amigo, quanlo a convenci ltimamente cele-
brada entre a Aoslria e a Prussia, posso tao somente
dizer, qoe hoove iicsocacoes enlaboladas por longo
espaco, a tal respeilo, enlre estas doas potencias ;
masque acerca dellasse observoii o mais completo
sigillo, sendo-nos s dado confidencialmente conhe-
cimenlo do mesmo tratado, depois de (rocadas as
raiilicaeoes. Foi este tambem communicado con-
ferencia de Vienna...#Pelo que diz respeto a Gre-
cia, estou preparado para depositar sobre a mesa
documentas que contem as mais ampias informa-
ees que nos he possivel dar sobre lal objecto; e
milito sinto que a'extrema necessidade de resolver
negocios aecumuiados na secretara de negocios es-
trangeiros, me nao tenha permillido apresentar mais
cedo estes papis peranle vossat seuhorias... Julgo
que hilo de convir em que se deu da nossa parte so-
brada razao para adoptar os meios coercivos de que
o governo de S. M. laneou mao para com a Grecia,
de aecrdo com o governo francez (our.am ott-
cami).... Oovimes dizer que os Russos linham avan-
Cado om pouco para Sirr (Persia), mas que nao ha-
va motivo algum para suppor que se tenha cele-
brado tratado algum enlre o czar e aquello estado,
ou entre o czar e liokara e Khiva. Na cmara dos
communs sendo o governo interpellado, na sessao
de 26, acerca do tratado nllimamenlo celebrado en-
lre a Austria e Prussia; e relativamente ao proto-
collo sobre o estado actual da Europa, ltimamente
assignado pelos ministros de Inglaterra, Franca,
Prussia e Auttria, lord Joao Russell respondeu,
qne fra celebrado um protocollo em Vienna por
f arte de Inglaterra, Franca, Prussia e Austria,
na* qoe ainda nao se hara recebido o texto delle;

Patelo na ftmajjea.
AS ANTIGLIDADES DO MXICO.AS MINAS
O FUTURO.
Arredores do Mxico.Cliapoullepec.O general
Obstculo, o alfaile Banderas.Nossa Seohora de
Guadalupe.Architelora singular.Minas de Real-
del-Monte, processo allemao e processo americano.
A companhia ingleza.Liiteratura moderna do Me-.
xico.Guerras civis.Abertura do Isllimo Panam.
Centro da cicilisacSo no Futuro.
A guerra da independencia comecon por uro des-
pertar da anliga naciooalidade mexicana. Ao prin-
cipio foi ama explotan tarrivel do senlimenlo indio,
do odio que araca suhjugada guardava raca dos con,-
quistadores. Da mesma sorlc, no Peni um descen-
dente dos Incas, chamado Tnpac-Aymarn, arvorou
o estandarte da rebelliao contra a Hespanha. No
Mxico, cera mil Indios sublevaram-se voz de am
Urna religiosa, D. Mara Quilana, deixou seu
convento para ir pelejar. Os insurgidos foram esma-
gados; mas o fogo da insurreicao comprimidos n'um
ponto, manfestava-se n'outro, e depois de maitas
vicissludes, a independencia do Mxico foi procla-
mada. Os Indios que foram os primeaos que der-
ramaran! oseasangue em favor delta, pouco gozaram.
N'uma, palavra nao sei se ella lem a prove lado nuilo
a alguero.
Para completar as nossas recordarOes aztecas, to-
mos dar um passeio em Cliapoullepec. La era o Ver-
saills dos anligos soberanos do Mxico, o paleo dos
bichos eojardim das plantas de Monlezuma, que
reunir naqudlo lagar os animis e as predscotes
vegetaes de todo o seu> imperio. A este respeto
Mexicanos eslavam entao mais adianlados
estao hoje, porque o jardim das plantas, qae M,
Humboldt vio, ja nao exista. Nao era orna simpl
curiosidade qne levava os soberanos do Mxico a re-
unir desl'arle todos es vegetaes do sea paiz. As
plantas medicinaes eram distribuidas com os doentes,
alguns mdicos eram encarregados de dar, conta ao
monarcha do cuello dos remedios, e registravam-se
eslas disposces como se fazia na Grecia quanlo as
observacoes de qnesahira, segando se diz, a mederi-
na hippocralica. Cliapoullepec he um lugar encanta-
dor. Toda a gente l passeia de baixo de magifleos
ciprestet calos, os maiores que existeh no mondo.
Os troncos enormes e torcidos, os rama d'onde
penden, como urna tonga barba grisalha, o spa-
ni*h nost, do-lhe um aspecto particular quasi
phanlaslico. Segundo M. de Candollc Albo, estas ar-
voret tem mais do cinco mil anuos. He quasi a i-
dade das pyramides do Egypto. Um poeta mexicano
disse o segointe dos cyprestes de Cliapoullepec: Mil
seculos repousam sobre as suas frontes. V-se qae
a poesa Acou muito aqoem da realidade.
A escola militar esta do verlece da coilina que
estas arvores cercara. Na guerra com os Estados-
Unidos, os alumnos desta escola morreram denoda-
damente. As tropas regalares nio se comportaran)
muilo bem. Depois de terem oblido a vautagem
sobre os inimigos cm Molino-del-Rcy, rctiraram-se
iioiilc, com grande sorpreza dos adversarios, que
a cavalleria podera destruir. He porque liaviam
singulares ofliciaes de cavallaria. Um delles, ha-,
veodo recebido a ordem de rarregar, respondeu que
havia om obstculo: este obstculo era um pequeo
fosso mui fadl de ser Iransposto. Receben o nome
de general Obstculo. Oulro oflicial, feilo priaie-
nero, depois de ter entregado a espada ao general
Scoll, ofiereceu-lhe uincigarriln, dizcndo-lhe i Fu-
ma? N'uma palavra, o costme de fumar eslabe-
leceo as trras bespauholas, enlre todos aqodres
que a elle dao, a familiaridade algomas vezes mais
singular. Vi um calceta, que trabalhava, com a
corrente ao p na grande praca do Mxico, apro-
ximar-se de um toldado de guarda porta do presi-
dente, e acender o charuto ao da senlinella. Con-
solavam-sc com os reveses, Iransformando-os em
victorias. Li am relaloriu oflicial de Saata-Auna
em que elle falla do triompho de Buena-Visla; este
Iriumptio he ama victoria dos Americaoos.' Os sol-
dados nao desanimaran]. Os Indios se dcixaram
matar sem dizer uma palavra, com muito taugue-
frio. A guarda nacional do Mxico se baten mui-
lo bem. O commandanle, que era om alfaile cha-
mado Banderas, ha sido herpico. Feriijo aavspera
espondeu ao Albo, que o quera impedir de montar
a cavallo: a Trata-se hoje de salvar o paiz eu de
morrer. E morreo. Desgracadamente nem todos
os ofliciaes das tropas regulares imitaram esle alfai-
le, e a defeza foi muito mal dirigida..
Com ludo os Americanos nao eram guerreiros
consumados. Aqui os ofliciaes valiain mais que os
soldados; mas soldados e ofliciaes mostraran! cons-
tantemente a mais audaciosa intrepidez, laucndo-
se alraves dos dezertos e indo adianto deltas a des-
peito de lodos os obstculos. Antes de chegar ao
Mxico, imagnaramarriscar-se no Pedrigal. Tem
esta dtnominaeao um campo immenso ue lavas de
aspecto singular e triste que se eslende at o Oc-
ano Pacifico; ah andaram errantes por varios dias
dias e sahiram morios de sede, tome e fadiga, para
virera tomar Cliapoullepec e Mxico.
Fomos fazer a nossa romana igreja de Nossa
Seohora do Guadalupe, que he a padreeira dos In-
dios, e qae a repblica mexicana adoptoo.
igreja se eleva sobre ama coilina visinba ao
onde foi outr'ora o templo de ama deosa azteca,
lenda qae se refere sua fundacAo he mu
Um> nobre pen indo adormecer nesle logar,
rante o somoo, a Virgcm appareceu-lhe e ordenou-
Ihe que fosse dizer ao bispo do Mxico que edi Picasso
all uma igreja. O bispo oao quiz receber o Indio;
este vollou no dia seguinte. O bispo pedio uma prava
da .verdade da narrarlo. A Vrgem appareceu no-
vamenle ao Indio e desla vez ordenoU-llie que fosse
a coilina estril colher rosas; encoatrou-as com ef-
feito qae liaviam crescido miracatosameole entre os
rochedos, e as trouxe Vrgem, que at laneou com
o seu retrato no sarape do pobre homem. Aflnal
o bispo acreditou e mtodou construir a igreja.
Esta lenda, toda popular, convem a origem do
culto desla Vrgem de Quadaluque, uma das mado-
uas que sinto-memais devotado, porque he a pro-
lectora de uma rata opprimida; mafer afflicUmtm;
mas a lenda nao Ocou ueste pouto. Qem era o au-
tor do retrato da Yirgem dado ao pobro Indio ?
Foi Dos. Jeliova, diz um poeta rnexicaoo que tra-
duzi fiel mente, Jehva quz deixar aos Mexicanos
um retrato de soa m feilo pelas suas proprias
maos, em razao do amor que elle nos tinha. a
A igreja de Nossa Seohora de Guadaluque he de
om goslo mais simples do que, a mor parte das igre-
jas do Mxico; o interior nao tem nada do adorno
hespaohl: a abobada he bransa cera [tiras deooro.
Ha nesta igreja ama balaustrada de prala qae tem'
grande valor: dizem que os frades estao para ven-
de-la e subaltui-ta por uma baJaasirada da- cobre
prateada, Em geral, os aroamaVtasapredoaoa vao
hoje desappareceodo doaSconyentos e das igrejas do
Mxico; os frades se *d|o pressa em rsalisar, enmo
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DIARIO DE PERMRBUCO QUINTA FEIRA 22 DE JUNHO DE 1854.
ata itUm que ogp vivir por multo lempo. Seote-
te ao* esle povo esrJ"morrendo.
Na propri igreja de Nossa Senhora de Guadalu-
pe, vendem-sc rosarios bentos e imagen miraculo-
tas. Os padres qoe eiereem esle trafico nanea le-
rna no Evangelho, qne Jasas Chrslo eipellio do
templo aqaelles qne vendiam porabas para os sacri-
ficios, nem a ditserlac.lo do sabio conego Thiers so-
bre o alpendres das igrejas, na gual demotulrou
f*f nio he permittio vender neste 'inflar merca-
doria alguma, mn mesmo as que sertem piedade.
Depon de ter comprado algans objectos de devoco,
subi a ama collinaqae Oca por tras da igreja, e don-
de ae goza urna linda vista do Mxico. A campia
he coberta aqni e all de flores salinas que tem o as-
pecto da nev.
O que vi em materia de architectura mais des-
lumbrador durante toda a miaa viagem na Ame-
rica, foi a capella coostrnida cima da tonte miracu-
losa de Nossa Senhora do Gnadalupe. Esla archi-
teetara he moyiriglnal; nao se assemelba a nada.
He temdnvida urna especie de rcnascenra, mas de
aa geste particular, rabe e mexicano ; he mol
elegante e mni extraordinaria. Zigzags brancos e
pretos rematam janellas do estrellas, em torno das
qnaea anjos detenrolam lendas tomadas ladainha,
eaa lingua hespanbola. As columnas sao meio gre-
gal, mas de nm grego de fantaxia ; a,porta he
aaourisea,ha algumas janellas monrtscas. Tudo islo
parece dever ser mui incoherente, mas nao he. A
disposicfto do lodo fa/ deste capricho architectural
um capricho harmonioso.
Upa dos maiores interesses que o Mxico appre-
uan, alo as'minas de prala qne tem, ha tres secu-
to*, derramado na Europa lao grande quantidade
desta metal precioso. L se nao encontra o ouro
rom a mesrna abundancia. Entretanto sabe-se que
minas aurferas de grande exlencao exislem no esta-
do de Sonora. Desgraciadamente sao guardadas por
exenta mil Apaches, selvagens mui bellicosns que
al hoje sempre hso repellido os Europeos. Neste
amento a attencao est voltada para Sonora, que
pedera dar ao Mxico a sua California,assim como a
Inglaterra acaba de encontrar a sue na Australia.
Urna expediento dirigida por um francex, M. Ra-
oastet de Bolbon, se est organisaado para ir con-
quistar este tosao d'ouro. Entretanto, he a prala
qae forma a principal riqueza de paiz.Para ter ama
idea das minas de prata do Mxico, vou visitar as
de Real-del-Monle, exploradas agora por urna com-
panhia ingiera e as quaes he inleressante comparar
os diversos procseos empregados para a extraccao
da prala.
Na diligencia qae noscouduzio s minas de Real-
oet-Monte. qnisi todos fallavam francs. He em
Pachaca, pequea cidade situada ao p das roonta-
nhas, que tedeixa a diligencia e st monta a cavallo
para chegar-se s minas. Ao primeiro lanco d'ollios
estas montanhas parecem .ridas e despidas d'arvo-
res. Esta pobreza apparente occulla thesouros;
nunca se dea ntaior contraste entre a apparencia e
a realidade. Quando a gente penetra no que pa
rada am deserto de rochedos despidos, a vegetaco
reappareee, e Real-del-Monle he de aspecto maito
menos severo ; mas a temperatura mudou. Esta-
mos ato pe da Terra-Fria. Ah j nao existen) vesti-
gios da vegetaeao tropical. O Irigo cresce as pla-
nicies, e bellas arvores cobrera os pillearos. A' tar-
de na varanda de madeira da estalagem onde esta-
varaut, noa jalgamos em ama -aldeia da Suissa ou
dea Pyrcneos.
Real-del-Monte.
Montamos a cavallo cedo e nos pozemos a cami-
nho para a primeira exploraco qae deviamot visi-
tar : Varios melhoramentos hao sido ah inlrodu-
zidos pela companhia ingleza, entre oulros o revol-
ving furnace. Torno volteante de Ierra, que da so-
bre a madeira empregada urna economa de perto
de melado ; tambem l estabeleceram os barris vol-
itantes, cujo Irabalho sobsliloe o baler com os ps
daa molas, processo usado geralmente na America
para anir ao mercurio a prata conteuda no mineral,
a qae, por cala razio, recebeu o nome de processo
americano. Este ultimo methodo. Tracto do. ama
rolina ingenhosa, tinha at entilo triumphado com-
pletamente no Mxico ; mas o methodo allemao dos
barra volteantes,por meio dos quaes se opera a mis-
tara do mercurio e da prala, prevalece hoje nas*mi-
nas de Real-del-Monle, exploradas pela companhia
mo em Stafla, oulros com forma de leque; atravez
delta columnata natural se precipita ama cscala. As
colimas que cercara sao coberlas de cactus, de aloes,
de yuccas. Descerni do Real-de-Monle, encon-
tramos a Terra-Qnenle a doas horas da Terra-Fria.
Aqni as bellezas da nalureza aeompanliam o inte-
resse que se liga s operaces da industria. As
cuustucces que guarnecen) a scena augmentara o
piltoresco. Regla, com a sna igreja velha, possue
o anligo carcter espanhol. Indo cscala, obser-
vam-se arcos enormes construidos pelos condes de
Regla para fazer chegar a agua, Irabalho de urna
grandeza e de urna solidez verdaderamente romanas.
Tudo quanto tem este caracler no Mxico perlence
ao lempo do dominio dos Ueepanhoes. O oais no-
lavel dos trabalhos executados por elles he o canal
de descarga empreuhendido no cornejo do seculo
XVIII, e terminado em 1789, para impedir que os
dous lagos chamados S. Christobal e Zumpango se
lancrm nos lagos visinhos do Mxico, qae algumas
cheias tinham inundado por varias vezes: este ca-
nal tem quatro leguas pouco mais ou menos.
Mostraram-me a padiola em que conduzem os
Indios sepultura; colhi sobre a inhumado delles
promenores que me aperlaram o coraran; sao enter-
rados justamente como caes, sera vestidos; depois
calcam a Ierra com os pos, e tudo est concluido.
Pergunlei ao gnia que me conlava eslas coasas, se
algum padre vinha encommendar os morios?Vem
respondeu-rae elle, para os seores.
Vollamos i primeira hacienda, trazidos por M.
Bochan na sua carruagem, lirada, segapdo o coslu-
me, por quatro muas, em eonsequencia das ladei-
ras. Elle nos disse que se envia todos os mezes o
producto ao Mxico acompauhado por grande escol-
la, em ama caixa metallica munida de urna Techa-
dora de Eramah. Como so ha um cidadao'dos Es-
tados-Unidos, que tenha podido abrir estas Techado-
ras, nao se receia que ollas o sejam entre Rcal-del-
Montee o Mxico; Tora necessario que os ladrees
empregassem duas horas para forja-la. Deixamos M.
Bnchan em Velaseo, onde esla a sua habitadlo, e
viemos dormir em Real-del-Monle. A noile esla
fresca. Temos mudado anda -urna vez de clima :
pela roanhaa estavamos em frica, noile estamos
na Europa.
Em geral, as minas sao urna das nnmerosas de-
cepces que aguardam o viajante, quando tem bs-
tanle experiencia para escapar-lhes. Deser por
meio de escadasem um poco escaro, seguir iolermi-
naveis galeras e ver alguns homens dar martelladas
oil carregar mineral, he ludo quanto tem a oflerecer
de curioso aos viajantes nao melallurgislas as minas
do novo assim como do anligo mundo. O qae he
inleressante na regio de Real-del-Monle, sao as ha-
ciendas que visitamos hontera e os diversos proces-
aos empregados para extrahlr a prata; mas, instrui-
dos pelas nossas recordares, o meu companheiro de
viagem e eu nos abstivemos do prazer de descer, co-
mo touristas novicos, escadas interminaveis para ir-
mos a um buraco. Contentamo-nos com- admirar a
machina a vapor que tira agua no Tundo da mina de
Dolores, na distancia de mil e quindenios ps, para
traze-Ui galera d evacuacSo, situada lamhem em
urna profundidade de quinhenlos ps. Q peso do bra-
co da bomba he avahado, em quinze quntaes. ,U
pndulo vem tocar de vagarinho em urna, superficie
sobre que te pode por ama avel que elle toca sem
quebrar. Esta Torca lao forraidavel, medida enm
tanta precisao, governada com lana exaclidao, ins-
pira grande respeito ao homem que conseguio escra-
visa-ia.
Vagamos pela aldeia de Real-del-Monle. Aqni
se anda sobre prata. Os seixos dos caminhos e as
pedrasdas casas contem um mineral argentfero,
mas mui pouco rico para ser explorado. Vi pela pri-
meira vez em mtoha vida a Iroca de objectos nata-
raes substituir o emprego da moada : urna mulher
den a outra feijoes por urna herva chamada chichi.
Em militas lugares os Indios conservaran! esle pro-
cesso commercial mui primitivo, s antigos Mexi-
canos eram mais adiantados que os scus descenden-
tes : possuiam urna moada. Corlez fall, na sua car -
la a Carlos Quinto, em urna moeda de eslanho usada
em algumas provincias do imperio. Segundo Tor-
quemada, empregava-se no Mexieouma moeda de co-
bre qae tinha a Torma de um T, mas o uso iiurjca
foi geral, e o instrumento de troca mais espalhado
eram as sementes de cacao, ainda empregads para
insten. Existe na industria mineira do Mxico esle objecto em certas paragens do Mxico. N'ama
urna mudanca consideravel e urna especia de revo-
lucan que he importante assignalar, porque segun-
do os homens mais competentes, M. de Humboldl
M. Bousaiogault, o methodo americano, por mais
grosteiro que seja convinha todava mais do que ou-
tra qualquer exploradlo das minas mexicanas, as
ehrcamstancias particulares em que se acliam collo-
cadas. #
Falla-se muito em oatro ensaio tentado para ex-
Irair-se a prala sem o socorro do mercurio, dissol-
vendo-sc o sal argentfero por 'meio do sal de cozi-
nha. Este processo nao he novo, tem-se empregado
na Allemanlia, no Per' e na Franca na mina de
Poullaouem.' A' primeira villa parece offerecer
grande vanlagem, o disperdicio de mercurio em-
pregirdo para o amalgama da prala, e que he sobre-
todo mni consideravel quando se segu o methodo
chamado americano, augmentando muilo as despe-
ras da extracrao. Todava este processo por dissolu-
rao salina nao dea o resultado que se aguardava. O
sal he caro nesla parte do Mxico, as caldeiras em-
aregadas na operacao se arruinara de improviso, e
parece qae ama parle 'da prata escapa dissolucao.
Na Europa, as cousas vSo de outra sortc, porque o
tal he menos caro _e os operarios sao mais activos e
mais.jntelfigentes. Em firn a vantagem de se dispen-
sar o mercurio tem diminuido cnnsideravehnente
desde que eate metal foi descoberto na California, e
qne por esta razio o scu preco no Mxico ha sido
redolido aos dous terco.
M. Buchan, a cuja bondade devo as informacoes
que precedem, me communica igualmente curiosas
particularidades acerca da orgaiiiacAo da compa-
nhia -ingleza, de que elle he am dos directoras.
Todo o paiz das minas perlence a esla companhia.
Tem seis a oilo mil homem empregados nos respec-
tivos trabalhos, e sob as saas ordens vinle soldados
do estado. Eslrou pur construir estradas e pontes
entre os di versos haciendas (I); estas estradas e es-
tas pontes sao magnificas. Al hoje o rendimento
das minas tem sido absorvido quasi inleiramenle
pela* detpezas de eslabelecimento. Agora todas
as desperas necesaarias estao feilas, e j se vai co-
mecando a ganhar. M. Bnchan avalia qne sobre o
milhao de piastras produzido todos os annos, a com-
panhia tira um lacro de 200,000 piastras. Se se en-
contrarem novas velas, gndara talvez am milhao
de piastras por anuo. Em fin, lem-se mudado de
methodo ; outr'ora procurava-se um bom veio, de-
pois um melhor. O principio aclual he fazer que o
veio d mais do que se tem pelo melhoramenlo dos
processo*, pelas machinas e pela boa ordera. Eslas
rondanca* sao conformes marcha natural das cou-
tas. A industria, assim como as oulras faculdades
humanas, assim como a propria imaginario, come-
r pea; se dirigir ao acaso sobre ludo o que a allra-
he, dahi escolhe o seu objecto e se aperfeicoa, con-
cenlrando-se.
Um do parteners da companhia lema herdade
da moeda, e oulro a herdade do tabaco. Isto per-
roilte-lhes ter agentes em todas as cidades; no dis-
triclo da* minas, as maires e as municipalidades
paiz desorganisado, o espectculo de um estabele-
cimento consideravel emui extenso causa prazer.
Real-del-Monle he o nnico lugar do Mxico oude
nao se ouve Tallar em ladrOes. O governo concede
companhia cento e cineoenta condemnados, que
eseoUie enlre aquelles qoe sao mocos e propros
para o Irabalho. Alimenlam-nos bem, e, se agra-
dam, recebem urna gralificacao quando o lempo da
pena expira.
A ultima das haciendas que visitamos he a de Re-
gla. Aqni nao se emprega para o amalgama o sys-
fetna dos barris: aa malas fazem com os ps a mis-
lora. A operado dora nm mezem logar de um
da, e s vezes muito mais, porem tequer menos
capitaes e nao exige a calcinajao do producto ; di-
zeru que eonvem mais o certos mincrae. o que be
certo he qoe he mais pitloresca. No centro de um
pateo qne dominam rochedos, lancam as muas so-
bre a roassa metallica qae amassam rom os pea ;
estas malas sao amarellas,- azues, verdes, de todas
s cores do amvfrez. lima cscala permute mover,
por meio de urna rpda, pilOes de basalto; he um
producto da localidade. Por traz do edificio de explo-
radlo avisftm-te, no Tundo de um valleziaho, pris-
ma de bisalto de gnnde altara; uns verlicaes co-
.------ ...-,-.----------:------------_
palavra, o uso da moeda nem sempre he, como se
diz, urna prova de civilisacSo. Os l'elles-Verrae-
lhas da America do Norle serviam-se deconchinhas,
que enlre elles se empregavam como moeda, e se
uo tem encontrado cousa alguma que represenlsse
claramente o papel de moeda no antigo Egyplo.
Como todava era mister ver urna galera de ex-
plorabas, desviamo-uos da nossa estrada, vollando a
Pachuca para visitera mina sita nao leve mais iuleresse do que esperavamos, e
se (imitara a darmos algumas centenas de passos de-
ludio de urna abobada, precedidos por um homem
que nos dizia : islo he bom mineral, islo ainda he
bnm mineral. Mas como acontece muilas vezes em
viagem, o caminho era mais inleressante qoe o fin.
A garganta em cujo scio se acha a m i na d'el Rosario,
com ama tempestado inminente que lhe dava am
aspecto ainda mais selvagem, o estampido dos trovOes
namontanha, Tormava um todo severo do eficito
maisrcspeilavel. Chegado a Pachuca, sentei-me de-
baixo de um prtico, vendo os Indios envolvidos em
saus saps correr atravez da chuva ou inlernar-se a
cavallo as montanhas,enlregando-me ao senti-
menlo daseparacao, do solamente; duendo comigo
mesmo: Como he que eslou em Pachaca'.'
Esta manha, vollamos livremente ao Mxico,
onde terminamos a nossa carreira metallurgica por
urna visita escola das minas (minera), que est
em muilo boa ordem. He, de todos os eslabeleci-
mento* fundados pelos Hespanhoes.o nnico talvezque
nao lenha degenerado depois da revolucSo, posto que
tenha perdido em Del Rio um mineralogista eslima-
do na Europa.
Para ser justo com o Mxico, cumpre citar tudo
quanto pode fazer honra ao desenvolvimento inlel-
lectual do paiz. He o que me obriga a fallar de al-
gans escriptores qae ella tem produzido. l'ulilicou-
se sob o ltalo de Biblioteca Mexicana, em doas
grossos volumes, o catalogo dos livros escriplos no
Mxico. Ahi se enconlram indicados, entre muitas
tratados sobre a tlieolosia, rcrlo numero de trabo-
Ihos importaules sobre as linguas, as popularf.es me-
xicanas e sobre o lerrilorio do paiz. Sahagun, Tor-
quemada, o infeliz Botlurlni, nesles ltimos lempos
Bastamente, Gama e M. Alaman fizeram muito pa-
ra esclarece-los. Nao Tallo aqni destes trabalhos
cientficos, trato do qne he mais propriamenle lit-
lerario. Cila-se quanto poca anterior ao seculo
XIX urna religiosa mexicana, Ignez da Cruz, cajas
poesas Toram publicadas sob o titulo seguinte: Pe-
la decima Musa. Releva mencionar tambem o his-
po le Puebla, PalaTox, adversario ardenle dos Jezui
las, o Aroauld do Mxico, do qaem o proprip Ar-
nauld narra com complacencia os combates contra o
inimigo coramnm. Autor de varias obras myslicas,
compoz, o qae he bstanle extraordinario, ama his-
toria da conquista da China pelos Trtaros. Os je-
zoilas tiveram tambem no Mxico o seu escriptor,
foi Sguenza-y-Gongora, que, no soculo XVII, cele-
bren as maravilhas da nalureza Iropical em lalim,
nesta lingua qaeofferece um laco aos bellos talentos
dos dous mundos ; esludou as anliguidades, e malhe-
malico ao mesmo lempo como era poeta o archeolo-
go, escfeveu, antes de Bayle, contra o temor supers-
ticioso dos cometas.
J fallei em M. Carpi, e sinlo nao poder citar
mais alguma a scu respeito. seu poema sobre o
Mxico he escripto era mui bellos versos e mui su-
perior ao que Balbuena pnblicoa sobre o mesmo as-
sumpto. Neste seculo appareceram duas obras con-
sagradas a piular, sob a relarao critica, os coslumes
mexicanos; a primeira em data he um romance in-
titulado El Periquillo Sarniento, por Fernando de
Lizardi. He o Gil Bla do Mxico, mas muito
inferior ao scu modello. O autor imitou os roman-
ces picaresques da Hespanha. He antes um romance
lepresque, um romanoe de velliaco, como Laiarille
de Tormes, mas em geral sem ciilhusiasmo, sem n-
vencilo, sem cmico, e nem fazendo solircsiliir pela
grara e pela imaginario a baixeza dos quadros. O
autor moralisa muilo e desgosla um pouco ; he de-
masiado fri para eotreter, e muilas vezes demasiado
ignobil para agradar. O Irecho seguinte pode dar ama
idea damaoeira do autor, quando elle cahe n'um ri-
diculo real dos scus compatriotas e que delle lira
bom partido : a He urna cousa-muilo risivel fazer
alguma ostentacao de laxo e deixar ver a (ua raize-
ria, ter' ama* carruagem e tira-la por muas cujas
costeas s podem eonUr, ou ler un eocheiro que
se pareetcom estas fieants com qaeosmtnnos Mgam
possuir urna grande casa para habitar-lhes as aguas-
furladas, viver entre o baile e o passcio de um lado,
e do oatro os credores c os bilhelet do monte-de-pi-
et I la caprichos desta nalureza, e ainda peiores, no
Mxico e n'outras paragens.
Enconlra-se mais espirito, malicia, fogo em ama
obra satrica intitulada O Gallo pylhagorico, cuja
idea primaria he tomada do Gallo de Luciano. Of-
ferece pintores um pouco pesadas, mas que tem vi-
vacidade e verdade. Para poder ferir aos seus com-
patriotas, o autor se vio obrigado a dar de passagem
alguns tallaos nos dedos dos Francezes e dos Yankees.
Sou muilo patriota, e por isso nao (raduzo o que m
diz respeito, e passo aos Anglo-Americanos.a C
fiquei-me, diz o maligno gallo, que lodos os f
Americanos tinham coracSo e cerebro de prata, por
qae forja de nao amar outra cousa e de nao pro-
curar outra cousa se nao esle metal, chegaram a me-
lallisar o coracao e o cerebro, e he urna providencia
de Dos que nao saibam este facto,porque se eslran-
gulariam uns aos outrus e se matariam reciproca-
mente para lirarem do peito e da cabera am dollar.
Chegado aos Mexicanos e ao seus pronunciamen-
tos : um se pronuncia, diz elle, porque arruinou
a caixa do seu regiment, oulro para ver se arras-
tara algum partido a sustentar os seus projectos, quem
para procurar viver cusa de oulrem, quem para
adqnerir urna posicao soceial (adquerr rango en la
sociedad,) lodos para melhorar a sua condicao.n
Nao creo que este julgamento sobre as causas or-
dinarias das sublevaces polticas neste paiz seja de-
masiado severo. Tudo quanto se me diz acerca dos
motivos das guerras civis concorda com as explica-
cocs que o gallo subministra. A amhicao pessoal lie
de ordinario a causa destas revolares, d'ondt; resul-
ta qae H3o ha grande animosidade entre as facefles.
que estao em lula. Segundo as nafrecSes de testo-
munhas oceulares e dianas de f, as cousas se pas-
sam da maneira seguinte : cada um dos dous parti-
dos se estabelece em urna torre ou em um convento
em distancia razoavel do oulro, e durante Cirio tem"
po, disparam-s tiros de espingarda que nao alcan-
zara ; a final recorre-se a arlilharia : um dos dous
partidos conduz urna pera a urna pequea ra que
vai dar naqaella que a peca deve atravessar, carre-
gam-na ua pequea ra, depois conduzem-a para a
grande; locam-Ihe logo com um comprido hastao,
sem se mostraren), e deilam por Ierra urna casa v-
sinha. Eslas informacoes concordara perfeitamenle
com as que trasmllio aos seus leitores o Charivari
cajos homens de estado me parecem mui bem infor-
mados sobre este assumpto. a Tres generaes a van-
ea m sobre urna cidade por tres lados ; um toma a
cidade, o oulro lh'a torna a tomar, e he expulso pelo
tcrceiro.B Se eslas revulures mizeraveis nao podem
exercer influencia alguma seria sobre o futuro do
Mxico, urna queslo que ahi se agita nesta hora
pode influir prodigiosamente sobre os seus deslinos
e sobre os destinos do mundo : he a passagem que se
vai abrir atravez do continente americano.
O Mxico conceden a urna companhia dos Estados
Unidos a auterisaeao para eslnbelecer esta passagem
sobre o sen territorio, em Tehuantepec ; hoje o go-
verno mexicano parece querer rehaver esla concessao.
Nao creo que os Estados Unidos renuncien!, porque
dalli lhes resulta um immenso inleresse. Acommu-
nicarao dos dous mares, juntando-Ihe aoceupaco
repentina ou gradual do Mxico, comecaria orna no-
va era e occasioharia urna mudanca talvez sem igual
as relac.es das diversas porees do globo.
Tem-se projeclado cinco ou seis passagens atravez
da parte mais eslreita do continente americano em
di Aeren les pontos.Se o Mxico se achasse nouIras con-
dicOes, um caminho de ferro de Vera-Cruz i Aca-
pulco sobre o Ocano Pacifico lhe poderia dar em
parle ao menos o beneficio desta passagem ; mas no
estado actual das cousas, ainda suppondo que o M-
xico possa .levar ao cabo esla grande obra, unguem
poderia esperar que o caminho de. ferro de que se
(rala, eslivesse em estado.de se sustentar com vanla-
gem. O isthmo do Panam he ueste momento a ver-
dadeira estrada da California. Presume-se que por
l passam cinco mil riessoas por mez, oque he igual
ao numero dos passageiros de Douvres a Calais.
O caminho de ferro do isllimo estar prxima-
mente terminado; e enlao a junecao d os dous ma-
res seT verdaderamente reilsada. Se se conti-
nuar a seguir esla estrada, ou so se estabelecer a
communicacao em um ponto mais vanlajoso, he in-
contestavel que se pode desde ja considerar o conti-
nente americano como aberto. e raciocinar sobre as
consequencias desta grande eventualidade. Quando
alguem tem vivido nos Esladus-Unidos, entre o po-
vo que mais tenha confiado nos seus destinos futu-
ros, fica atlacado do contagio desla coofinca Ilimi-
tada., abre a sua alma aos pressenlimentos e talvez
s llusOes do porvir. Nesla cha elevada do Mxico,
em presenca das gigantescas montanhas qne a co-
roam, nao posso eximir-me de um sonho collossal
como ellas, e que talvez nao tem sua solidez ; mas
se o propheta se ilude, se ao juenos est convenci-
do, considero como muito verosmil que a forca das
cousas Irar um deslocamenlo no centro da civilsa-
rSo e o (ransporlar, ao cali de maiorou menor nu-
mero de seclos, para debaixo dos trpicos, enlre as
duas A'mericas c os dous ocanos, verdadeiro meio
do mundo futuro.
Lancemos um volverd'olhos sobre o vellio conti-
nente. Primeirmenle vemos no Oriente grandes
imperios, solados pela sna siluacao nao menos qae
pelo,genio dos povos que os habitara. O Egyplo
eslava preso no valle do Silo, entre dous desertos
assim como entro duas muralhas inaccessiveis ; o
mar loria podido ser urna porta, mas os Egypcios
tinham horror do mar. A India est separada do Oc-
cidente, ao sal pelo deserte, ao norte pelas monta-
nhas do Afghanislan ; apenas entrevista dos anti-
gos, foi por assim dizer descobcrla por Cama, e
nunca po'de ser para o anligo mundo um ceulro,'
porque era um polo. Mais distante, mais perdida
as extremidades do Oriente, posto qae na sua igno-
rancia geographica se chame o imperio do meio, a
China ainda menos poda representar esle papel. O
nico imperio central que se baja formado no Ori-
ente he o que foi successivamente assyrio, babylo-
uio e persa; mas nao sabio da Asia: quando de l
prelendeu sabir, enconlrou em Marathonia um pu-
uhado de Gregos que o repelliram, e, depois de al-
guns secutes, um mancebo partido da Maccdonia
veio quebra-lo. A Grecia Toi o centro de 8m mun-
do restringido,cojos limites quasi nao transpunham
as costas do Mediterrneo, semeadas das suas colo-
nias. Os Romanos tambem se fizeram o centro des-
te pequeo mundo mediterrneo, que se eslendia
entorno delles, depois Toram tomando pouco e pou-
co por meio das suas armas e governaram com as
suas leis quasi ludo o que era conhecido da trra.
O capitolio, posto que n'uma oxtremidade do mun-
do civilizado, lorniiu-se pela conquista o centro po-
ltico e soberano ; depois a invasSo barbara desTez o
que havia Teito a invas3u romana, e durante lungo
lempo nao houve nada que se assemelhasse a um
centro poltico no mundo. Houve um centro reli-
gioso que herdando a aniversalidade romana e trans-
formando um dominio guerreiro em dominio moral,
governou a Europa das margen* do libre. Segun-
da vez se vio a auloridade es tender-se sobre os po-
vos desde o meio dia al o norte, desde as cosas do
Mediterrneo al os limites septenlrionaes da Euro-
pa. A religiao, menos que oulro qualqucr po-
der, lera necessidade, para ser um centro de ac-
cao, de ser um centro geographco ; mas aqui mes-
mo a importancia de urna posicao central se fez
sentir : o mondo'grego, o mundo slavoe o Oriente
resisliram Roma Cliristaao, e, no secuto XVI, o
norte da Europa quasi todo.
j, O imperio que Carlos Magno tentou rehabilitar, e
que passou dentro em pouco da Francia para Alle-
manha, aspirou a ser o centro da Europa sem nunca
consegui-lo. A Allcmanha apezer da sua posicao
geographica, nao podia ser um centro, porque tam-
bem nao linha centro. Nos lempos modernos varios
estados da Europa manifestaram succe divamente a
prctenrao de fazerem centros pela comiaista. N'e-
nhum consegnio de urna maueira duradoura. As
tres principaes tentativas deste genero toram a de
Carlos Quinto, a de Luz -XIV, e a do Napoleao,
a mais audaciosa das Ir, e a mais chimerica cm ra-
zio do estado actual da Europa. Hoje a Russia nu-
tre tambem um 6onho ainda mais vasto. Melhor
collocada para ser o centro do mundo, porque toca
no Occidente o no Oriente, no Norte o no Meio-dia
no Bltico e no mar Negro que lie um prolongamen-
lo do Mediterrneo, na Turqua e na Allemanha, a
lUissin nao conseguir ser o. centro do mando, euro-
pea e do mondo asitico porque be inferior ao reate
da Europa em civillsacao, e porque nada pode pre-
valecer contra o ascendente de nma drilissjcSo u-
perior.
Nao1 ha, pola, probabidade alguma ao faturo pa-
r um centro de poder creado pelas armas. A igual-
dad^ de cultura he demasiado grande entre os po-
vos chrslaos, e por isso um delles nao pode dominar
os oulros, assim como os Romanos dominaran! o
mundo, e os povos n5o chrisiaos'estao eivadosde urna
inferioridade moral e social que nao permute tme-
los. Mas, nos lempos modernos, urna nova fonle de
poder se formou: he o commercio. Pde-se per-
guutaronde sera o ceolro commercial do mnndo, e
po conseguinle onde sera o cenlro da ovilisacao
' orna.
icroa-se outra grande mudanca. A trra, de
os antigos s conheciam nma parle, he agora
nocida quasi teda, e a Europa que at o seculo
XV, que accidentalmente havia ahido de dentro
dos seus limiies, no lempo das cruzadas, comcepu a
transpo-los. Esle trasbrdamelo, esta inundacao
successiva tem ido bater ao p das cordillieiras edo
Himalaya; as ithas eos continentes do grande oca-
no, receberam popularnos europeas, assim como as
Ibas do mar Egeo, as cosas da i^sia e da Libya, re-
cebiam colonias de Hollnos. O Ihealro da accao
humana augmenlou-se prodigiosamente: o mar Me-
diterrneo era o mar dos antigos; o mar dos moder-
nos he o duplo ocano, que abraca e une as quatro
parles do globo. A posse deste ocano pelo commer-
cio he d'ora em vante a grande fonle de riquezas e
de importancia. A que ponto sobre a Ierra esl
reservado ser um dia o cenlro commercial do
mundo?
Aqu a posicao geographica infliie.muito mais do
que quandi> se tratava de ama influencia adquerida
pela religiao ou pela guerra, ou quando ae tratava
smente do commercio do Mediterrneo. Qualqucr
posicao era boa para exercer o imperio commercial
em limites 13o eslrcitos e tAo aocetsiveis, e esle im-
perio partencia, segundo as circnmslancias, a Tyro
ou a Cartlago. Todava j a vanlagem da siluacao
se moslraem Alexandria, nesta cidade que o genio
do seu fundador linha collocado entre a frica, a
Asia e a Europa, e que abri ao commercio do Oc-
cidente a estrada da India, seguida at o seculo XVI.
Na idade media, floreceu o commercio sobre varios
pontos das cosas do Mediterrneo, em Veneza sobre
o Adritico, em Genova e Pisa sobre o mar de Tos-
cana. Entro estas potencias mediterrneas e todas
litloraes, nem urna eslava em posicao central. O
mtsmo acontecen com as que estavam sobre o oca-
no, desde as cidades da Hanse, que se apossaram do
Bltico e do mar do Norte, at Portugal e a Hespa-
nha, que ao principio dividirn) entre si o ocano
novameote explorado e as duas Indias abortas, urna
pela navegacao de Gama, a oulra pela descobcrla de
dolomita.
A Franca, a Hollando, a Inglaterra, se acharan)
em urna posifo anloga em relaca s colonias lon-
ginquas que fundaran); entre eslas colonias e as
metropoles, nao se estabeleceu centro commercial
importante, porque o ciume das naces e das compa-
nhias europeas nao soflreil como intermediarios se-
nao escriptorios. Todava entre estes escriptorios a
ulilidade.de urna posicao central'foi asaignalada pe-
la grandeza ephemera de Ormuz, collocado eroboc-
cadurado mar Vermelho esobre as estradsdo oca-
no indio. Pouco a pouco varias potencias comraer-
ciaes desappareceram da scena ou se extinguirn), e
o commercio do ocano s foi ento disputado pala
II ol amia e pela Inglaterra al que esta veioapossui-
lo quasi todo. Mas entao comecaram a apparecer os
Estados-Unidos.
Os Estados-Unidos, nos seus limites actaaes, ainda
nao occopam o cenlro dos dous otanos; todava se
vao cncaminhando para esla siluacao. Ainda ha
pouco os seas portos conlemplavam todoso Atlnti-
co; hoje o Oregon e a California Ibes abrirn) o Pa-
cifico. 'Ummovimento immenso, cujos precursores
sao os Mormons, se dirige para o oeste da America
Septentrional. O caminho de ferro que ae est pro-
jeclaiulo neste momento reunir os dous mares. Des-
de entao os Anglo-Americanos terso j lomado urna
posicao verdaderamente central entre estes dous
mares e as duas partes do mundo que banham; mas
esla posicao ceutral dos Eslados-Unidos nao ser ver-
daderamente conquistada senao quando a porcao
mais estrella 8o continente por onde deve'passar o
caminho mais curte de nm mar a oulro, lhes perlen-
cer, quando esliverem no Mxico e no Panam.
EnlAo estarn verdaderamente cstabelecidos no
cenlro commercial do mundo, entre a Europa a les-
te, a China c a India ao Oeste. A eidade desconhe-
cda qua se elevar um dia no pouto em qae se reun-
rem as duas Americas ser a Alexandria do fuluro ;
ser da mesma sorle um emporio do Oecidaote e do
Oriente, da Europa e da Asia, mas n'outra escalla in-
leiramenle mais vasta e na proporcao'do commercio
moderno augmentado como a enlensan dos mares que
lhe slo concedidos. O isthmo' de Panam ser o
slhmo de Suez desta Alexandria gigantea, mas um
isthmo de Suez cortado., Imagine quem quizer o que
poder ser semelhanle siluacao commercial, quando
a China fr aberla, o que nao pode dcixar.de aconte-
cer, quando a America meridional fr oceupada e
regenerada, ou pelos Estados-Unidos ou pela Euro-
pa, se poder efiectua-lo, o que acontecer tambem am
da. Enlao qoe paiz da Ierra poder dispula-lo a
esta zona favorecida, cstendendo-se pelos dous lados
''o Eqondor, desde o golpho do Mxico al o magni-
fico ancoradouro do Rio de Janeiro, paiz admirave'
onde crescem as planicies todas as plantas tropicaes,
onde, sobre o alio, am clima temperado permute
cultivar os vegelaes da Europa, que cncerra as maio-
res riquezas mineraes da Ierra, o ouro da California,
a prala do Metico, os diamantes do Brasil'? Como
nao acreditarmos que alguma parte nesta regan pre-
destinada, no ponte de junrao das duas Americas,
na estrada da Europa e da Asia, seja a capital futu-
ra do mundo ? Ento a velha Europa se achara em
urna das extremidades da caria geographica do uni-
verso civilisado. Ser o passado, um paseado vene-
ravel, porque he della qae ha de vir esle novo des-,
envolvmcnto. Sera as suas linguas, as suas artes,
a sua religiao; que bao de reinar 13o longe della ; he
liberdade moderna, nascida na pequea ilha nu-
blada da Inglaterra, que estas vastas e serenas regios
devoran a liberdade ainda mais completa que hao de
gozar. Enlao vira alguem fazer piedosas romarias
sohre o velbo continente, como vamos contemplaros
lugares celebres de que sahio a nossa civilisaeao: vi-
slar-se-ha Londres e Paris como visamos Alhenas
ou Jerusalera ; mas o Toco da civisacao, deslocado
pela Torca'das coasas e pela eonsequencia da propria
configurante do globo, lera sido transportado para o
ponto marcado pelo dedo de Dos sobre o nosso pla-
neta, para ser o verdadeiro cenlro da humanidade.
J. J. Ampre.
(Recue des Deux Mondes.)
caixas sellins, 1 Tardo pellos curtidas; a J. Halliday.
12 caixas cobre de coberta ; a Rolhe & Bido-
lac.
15Tardse 6 caixas lecidos de algodio, 2 Tardo*
lencos de dito,! dito chales de dito, 1 lata confeitos,
1 Tardo lecidos de linho; a Fox Brothers.
300 Togareiros, 1 barrica grelhas, 1 caixa lecidos
de linho, 13 ditas e 16 Tardos ditos de atgdao ; a
Barroca & Castro.
2 barris carne,32 Tardos leculos de algodao, 3 bar-
ricas o 2 caixas cobre,2 caixas bisconlo, 2 ditas quei-
jos, 1 dito conservas, 20 ditas presuntos, 6 frascos
passas, 2 barris cerveja? a ordem. ,
2 caixas bicos de algodao e luvas ; aFeidel Pinto
&C.
22 (onelladas earvfo queimado, 20 ditas dito de
pedra, 15 dilas Trro; a C. Star & C.
4 ggos,5 barricasloura o 1 ceslo aanoslrasdeda,
5 caixas linha de algodao, 5 fardos lona, 13 lonel-
ladas ferro, 3 caixas brim de algodao ; a Me. Cal-
mont & C. *
6 caixas lecidos de algodao ; a Timm Mousem &
Vinassa.
1 caixa e |3 fardos tecidos de algodao; a A. C. de
Abren. ,
23 barricas ferragens, 2 barricas vidros, 1 dita
Irem de cozinha, 5 dilas ps, 8 barris vinlio, 30
barricas cerveja, 1 caixa lecidos de algodao, 1 dita
tapetes, 5 barricas cutilaria, 26 caixas linha; a E.
H. Wyalt.
5 caixas lecidos de algodao; a R. Royle.
'2 fardos o 24 caixas lecidos de algodao, 1 caixa
ditos de 13a e algodao ; a J. Ryder & C.
7 caixas tecidos de algodao ; a Luiz Antonio de
Siqueira.
26 fardos e 32 caixas lecidos de algodao, 1 caixa
ferragens, 1 barril carne, 1 volme peixe ; a C. J.
Asley & C.
20 barricas salitre, 1 caixa drogas ; a J. C. Bravo.
2 barricas e 1 caixa ferragens ; a Brander a Bran-
dis & C.
3 barricas vidros e loma, 3 caixas ferragens, 1 dita
diversos objectos, 7 volumes bagagem ; a J. E. Ro-
berto.
2 barris oleo, 4 ditos breu, 2 ditos alcalrao, 1 di-
to vernis, 4 Teixes ps, 1 barril agurdenle, t dilo
vinho, 6 barricas cerveja, 2 caixas biscoito ; a John
Carrol 1.
1 caixa ornamentos para senhora, 1 dita ignora-se,
1 dita sabio; a Deane Youle & C.
I barrica vidros e louca, 1 pacole esleirs para
mesa, caixa,'medicamentos e objectos de cirurgia
ao Ur. May.
Palhabote argentino Obligado, vindo de Monte-
video, consignado a Amorim Irmfio, maniTeslon o
seguinte: r
3:000 quintaos hespaohoes, de carne 70 couros
de cobertura, 261 duztas de linguas aos meamos con-
signatarios.
Escuna nacional S. Jos, vinda do Acarar, con-
signada a Manoel Jos de Si Araujo, manileslou o
seguinte:
975 meios de sola, 390conrosde cabra. 3 ditos
de bezerro; a Manoel Goncalves da Silva.
1,019 meios de sola, 50 alqueires sal, 45 couros
salgados, 937 peixes, 28 arroubas ditos, 1 barril di-
lo ordem.
Vapor inglez-usifanta, vindo de Liverpool, mar
nifeslou o seguinte:
1 caixa cabelleiras ; a Savrage & Companhia.
1 dita sedas; a J. Keller & Companhia.
1 dita joias, 2 dilas ignora-se o conteudo ; a or-
dem.
1 dita joias; a Timm Mousen & Companhia.
- 1 embralho medicamentos ; a Deane Youle &
Companhia.
l'sacco amostras ; a diversos.
Patacho nacional Novo Temerario, vindo do Ro
Grande do Sal, consignado a Amorim 1 raos, ma-
nifesiou o seguinte :
6,364 arrobas de carne; 157 dilas de grxa, 30
couros seceos ; aos mesmos consignatarios.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dial a 20.....21:5033782
dem do dia 21........ 161*752
21:668534
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dial a 20......2:2658723
Idemdodia21.........' 898800
2:3558523
Exportacao'.
Aracaly, hiate nacional Parahibano, de 37 tone-
ladas, conduzio o seguinte: 190 volumes gneros
eslranaeiros, 297 ditos ditos nacionaes.
UECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 21......6288386
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia 1 a 20 .28:1248839
dem do dia 21 .......2:8808536
31:0058375
MOVIMENTO DO PORTO.
Naci entrado no dia 21.
Montevideo28 das, brigue hespanhot Jal)'), de
203 toneladas, capilo Fernaudes Torres, equipa-
geni 13, em lastro ; a Manoel Joaquim Ramos e
Silva. Passageiros, Joao Oala Rodrigues e Anto-
nio Ahina.
' Sanios sonidos no mesmo dia.
Rio. de Janeiro pela BahaVapor inglez Lusilania,
commaodanle Rron. Passageiro desta provin-
cia, Antonio dos Santos Sooza Leo e t criado.
Southamplon e porto intermediosVapor inglez
Severn, commaudante J. Hasl. Passageiros desta
provincia, Joaquim Teixeira Arouca, Antonio
Jos Correa; Manoel Fernaudes de Macedo, Dra-
gn, Manoel de Mallos Vieira, Nicolao Bruno,
Frederico Kern, Cezario Achiles Uuniisuil, sua
senhora e 1 criado, Julio Cbr istia no Rabe, W-
liam Soulhall, Jos do Nascimeiito Lopes.
LiverpoolGalera ingleza Marian Moore, com a
mesma carga que Irouxe e passageiros. Suspen-
deu do lameirSo.
MontevideoBarca hespanhola Celestina, capi|3o
Juan Sensal, carga assucar e agurdente.
EDITAES. ~
corno de polica precisa contratar 300 pare* de tpa-
los : as pessoas que se propozerem, deverao compa-
recer no dia 28 do correnle, pela* 10 hora* da ma-
nha, na secretaria do mesmo corpo, com suas pro-
postas om cartas fechadas e as competente* amos-
tras.
Quarlel do Corpo de polica 21 de junlio de 1854.-
Epifanio Borges de Menezes Doria, lenle se-
cretario.
Companliia bragiieira de paquetes de
vapor.
O vapor brasilciro
Imperatriz, coraman-
danle o primeiro len-
te Jos I,. Noroiiha Tor-
rezao, deve chegar dos
porlos do norle a 26 do correnle, e seguir para os
do sul no dia sagrante ao da sua entrada : agencia,
na ma do Trapiche n. 40, segundo andar.
Administradlo do patrimonio do or-
pios.
Peranle a administrarlo do patrimonio dos or-
phoos se ha de arrematar a quem por menos fizer o
fomecimenlo dos medicamentos para o collegio dos
orphaos por lempo de om anno, que ha de ter prin-
cipio do 1. de jolln prximo futuro ao lira de junho
de 1855: as pessoas que se propozarem fazer o di-
to fornecimento poderlo comparecer na casa das
sessdes da mesma admintslracao nos dia* 16, 23 e
30 do correnle mez pelas 12 horas da manha.Se-
cretaria da adrninistraco do patrimonio dos or-
phaos, 9 de junho d 1854.Antonio Jos de Oli-
vara.
Companhia brasileira^ de paquete de
vapor.
Fica designado d'ora cm diante o dia da chegada
dos vapores a este porto, para se engajar a carga ou
encommendasque se poder receber: al o meio-dia
seguinte deverao os remetientes ter acabado os seus
embarques, e a esta hora apresenlarao os despachos
na agencia legalmente formalisados, como exige o
consulado geral, para a organisacao dos manifeslos
qae devem acompanhr o paquete. Por carga fica
entendido, ser os objectos sujeito* a diretos, e por
encoinmeudas os pequeo* volumea de producto
nacional. No dia da sahida do paquete tmente te
admittir passageiros e dinheiro a frete, e nada mais
sem exceprao alguma at duas horas ante* da mar-
cada para a tbida do vapor. Recife, ra do Trapi-
che n. 40, segundo andar, 13.de Janeiro de 1854.
Por ordem do Exm. Sr. presidente da provin-
cia se Taz publico, que esla aberla a matricula da
aula de desenho do Lyceu. Directora do Lyceu 17
de junho de 185S.O amanuense,
Conseibo administrativo-
O conselho administrativo em virludeda anlo-
risacao do Exm. Sr. presidente da provincia, tem de
comprar os objectos segaintes :
Para o oitavo batalhao de infantera.
I.ivro mestre de 300 folhas 1 ; caldeiras de ferro
balido, para 100 pravas 4.
Ofiicina de Ia e 2< classes do arsenal de guerra.
Costados de amarello 4; ditos de pao d'oleo 6; cos-
ladiohos de amarello 6 ; taboas de assoalho de ama-
rello duzias 4 ; dilas de dito de louro duzia* 4.
Quinte classe.
Sola curtida, meios 150.
Diversos baltlhoes.
Mantas de Isa, ou cobertores de papa 271.
Quem os quizer vender aprsenle as suas propostas
em carta fechada, na secretaria do conselho a* 10 ho-
ras do dia 28 do correnle mez.
Secretaria do conselho administrativo para forne-
cimento do arsenal de guerra, 20 de junho de 1854
Jos de Brito Inglez, coronel presidente.Bernar-
do Pereira do Carato Jnior, vogal e secretario.
Na prxima audiencia do IUm. Sr. Dr. juiz dos
feitos da fazenda, por eiecuces da fazenda provin-
cial, arremalam-se os seguintes bens por terem de-
corrido os pregues do esty lo : por Venda, a parte que
locou a mesma fazenda no sitio da travessa do Boi,
que foi da fallecida Rosa Francisca Regadas para pa-
gamento de sello de beranca em rs. 2448730 ; dem,
a armaclo e oulros objectos da loja de alfaiale da ra
Nova, penhorados a Carlos Gellain avahados por rs.
1508000 ; por arrendamento annaal e pela quantia
de 1258000 rs., o sobrado n. 26 das Cinco Ponas,
penhorado a Jo3o Joaquim de Figueiredo ; dem, o
sitio da fallecida Rosa Francisca Regadas, cima de-
clarado, por 2508000 rs. ; por venda a casa terrea de
taipa n. 6, ra de JnSo Fernandos Vieira por 608000
rs., penhorada a Joflo Evangelista da Costa e Silva ;
idem, a casa terrea n. 67 na ra do Molocolomb dos
Afogados por 908000 rs., penhorada a Antonio Joa-
quim de Mello: quem quizer laucar em ditos bens
comprela na sala das audiencias.
No dia 21 do correte abre-se o eonselho de
reclamac.io da freguezia de S.-Jos : os inleressados
devem comparecer nesse dia no seguinte com suas
reclamacAes na forma das instrucc.Oes a respeito.<>
secretario, Joaquim de Albuquerque e Mello.
O quarto batalhao" de arlilharia a p, precita
contratar para as pracas do mesmo batalhao no se-
guinte semestre, os gneros seguintes: caf, assucar,
manteiga, piles, carne verde, carne secca, toucinho,
bacalho, azeite doce, vinagre, feijao, farinha, ar-
roz, el en lia, cujos gneros deverflo ser de primeira
qualidade ; as pessoas que se quirerem propor a for-
nece-los, apresenlero saas propostas em caria felcha-
dada na secretaria do batalhao al o dia 25 do an-
cla o le.Ooarlel da cidade deOlinda 20 de junho de
1851.Malhiat Vieira de Aguiar, lenle ajudan-
tc.
AVISOS DIVERSOS.
As pessoas que corapraram o Diario qae trou-
xeo regulamento do cemiterio, querendo troca-lo
pelo mesmo regulamento em folheto, poden man-
dar a livraria n. 6 a 8 da praca da Independencia.
Roga-se.ao Sr. Jos Pereira deGoes
Jnior a' ter a bondade de se dar a
trabaHio de vir receber urna carta vmda
do Muran ho : na ra do Trapiche Noto
n. 16, no segundo andar.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Resumo da extraccio do premios da 45.
lotera do Monte Pi Geral de economa
dos servidores do estado, extrahida em
29 de junho de 1854.
5625.........20:000#
5185......... 10:000#.
2118......... 4:000$
N.

i)
1 18..... 2:000*
6 889 2485 3654 ,
' 4155 5257 5474 . 1:000*
10 142, 562 526 ,
585 1868 2189 ,
3844 4982 5526 ,
400|
20 227, 682 812, -928,
1035, 1326, 1574,
1755 2300 2660 ,
2829 3505 3545 ,
3673 4133 4228 ,
4508, 4582, 5617,
200*
60 283', 518, 551, 489,
533 635 651 ,
695, 766, 1015,
1253 1318 1584 ,
1642, 1717, 1801 , -
1951, 2274 2417 ,
2454 2509 2559 ,
2591 2663 2702 ,
2709 2778 2832 ,
2876 2889 2978 ,
2999 5110 3168 ,
3476, 3568 3589 ,
5644 5842 3853 ,
5958 5974 4004 ,
4125 4310 4439 ,
4615 4667 4901 ,
4937 4964, 5052 ,
5167, 5291, 5319 ,
5360, 5554, 5627,
5682. 5995..... 100*
100 de. ........... 40*
20*
e?rSal*l
COMMERCIO.
MACA 1)0 RECIFE 21 DB JUNHO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colacties ofilciaes.
Descont de letlras de 3 a 6 mezes8 % ao anno.
AI.FANDEGA.
Rendimento do dia 1 a 20 153:871167
dem do dia 21....... 4:9095<>88
1.58:7818155
Detcarregam hoje 22 de junho.
Barca ingleza Philomercadorias.
Barca nortuguezaGratidaaidem.
Hiato brasileiroS. Joseneros do paiz
tlarnpcira nacionalUcrjraoWo, fumo e charutos
Importacao'.
Barca ingleza Philo, vindo de Liverpool, consig-
nada'a Me. Calmont \ C. manifestou o seguinte :
32 lonelladas ramio, 39 rodas, 21 peras d<> ma-
china, 1 pedra de amolar, 20 lonelladas farro
D. W. Bowraan.
5caitas meias de algodao, de lita e serla, e carni-
zas, 1 fardo lecidos de linho, 2 ditos fio de vellu. 71
fardse 16 caixas tecidos de algodio ; a J. C.ran-
tee&C.
5 caixas tecidos de Ifia. 1 dila ditos de algo do,
la, e seda ; a Rozas Braga & C.
2 caixa cubre, 1 barrica pregos ; a Jos Antonio
de Araujo.
1 cesto queijos; a F. Heywood.
3 fardos lecidos de linho ; a Johnslon Paler A C.
h fardos cobertores de Ua, 1 caita lecidos de li-
nho 1 dila ditos de algodao e linho, 1 dila relogios
de ouro ; a H. Oibson.
10 caixas tecidos de linho, 7 caixas e 6 fardos te-
cidos de algodao, meias de dito, tecidos do dito, c
13a, e,miudezas ; a Russell Mellors &C.
106 barricas licores, 25 caixas e 19 fardos leci-
dos de algodao, 11 caixas miudezas, 4. caixas e 1 Tur-
do tecidos de laa, 3 saceos amostras ; a Adamson
Howie AC
1 caix garrafas para amostras ; a Schramm Wha-
lely & C.
24 objectos para moinhos ; a S. F. Johnslon & C.
2 fardos tecidos de Ua, 3 caixas e 5 fardos ditos
delinlio, 10 caitas chapeos de sol de algndao.4 ditas
lmlias, 4 dilas linhas de ditas, 2 ditas com 2 pan-
nos, 46 fardos e 21 caixas tecidos de algodao, 3 cai-
xas ditos de linho e alcodilo, 5 dilas lengos de cam-
braia, 1 dita cha ; a Paln Nash & C.
20 gigos louca, 2 barricas e 1 caixa ferrageos, 2
O IUm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimeulo da resolucao da junte da fa-
zenda. manda"fazer publico, que nos (lias ,26, 27 c
8 do correnle peranle a mesma junta, se ha de ar-
rematar a quem por menos fizer o fornecimento dos
medicamentos e utencilios para a enfermara da ca-
deia desta cidade, por lempo de um anno, contar do
1.* de jnlho prximo vindouro a 30 do junho de
1855.
As pessoas que se propozerem a esta arrematarlo
comparecen) na sala das sessOes da mesma junta nos
das cima declarados, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas, que ahi lhe serao prsenles o for-
mulario c condices d'arremalarao,
E para constar se mandou afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
bnco 14 de junho de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira dAnmtnciacao.
A cmara municipal desla cidade,tendo recebido
do Exm. presidente d provincia em data de 20 do
correnle, a reforma do regulamento do cemiterio pu-
blico, para ser execulada; a qual foi publicada no
jornal ollicial n. 134 de 12 do dilo mez; faz publico
para cunhecimenlo de lodos, que o referido regula-
mente se acha em vigor, lao inleiramenle como nelle
se contem. Paco da cmara municipal do Recife,
em sessilo extraordinaria de 21 de junho de 1854.
Barao de Capibaribe, presidente. No impedi-
mento do secretario, o ollicial, Manoel Ferreira
Accioli.
O llonlor Francisco de Assis de Oliveira Maciel,
juiz municipal da segunda vara e do commercio
desla cidade do Recite de Parnambuco, por S. M.
I. e Cele.
Faco saber aos que a presento carta de editos virara
ou della liverem noticia, que Jos Antonio Villaca,
me li/.era a policio 'do Iheor seguinte:
Pelicao.
Diz Jos Antonio Yillaca.que na acsao de soldada
que por este juzo.lescrivao Molla, moveu contra
Manoel Rczende do Reg Barras, tendo ublido sen-
tena a seu favor, e felo exlrahir para por ella ser
o supplicado intimado para pagar em 24 horas na
forma da lei, acontece que nao tem lido lugar a dila
nlimaco em razao de ter-se ausentado occdllamen-
te para lugar incerlo.e nao sabido o supplicado, por
isso querendo o supplicante intimar a dila sentcnca,
quer justificar a auzencia do supplicado par que
provada quanlo baste se passe, carta de editos pur
iloz das, para por esle meio ser o mesmo supplicado
intimado da dita sen tenca sob pena de a sua re-
velia proceder-sc penhora em seus hei>s,quantos bas-
tera para o pagamento do principal, juros c cusas
decorridas, e que forem decorrendo: nesles termos
pede a V. S., IUm. Sr. Dr. juiz. do commercio da
segunda vara assim o mande.E recebera merce.
Como procurador bstanle, Manoel Ra; inundo
Pena Forte.
Nada mais se conlinha em dita policio pela qual
por meu despacho mandei que juslificasse; em Vi rin-
de do uue produzio o supplicante Jos Antonio
Villaca suas isslemunlias, e subindo-mc os autos
conclusos mandei a vista das roesmas testemunhas
pastar a presente caria de editos, com u prazo de
ilez dias.pelo Iheor da qual hei por intimado ao sup-
plicado Manoel de Rezende Reg Barros, da sen-
lenca o que supplicante obteve a seu favor, a fim
de pagar a quantia de 1825970 rs., de principal, ju-
ros e rustas contados no rosto da dila scntenca.sob
pena de correr a execuiao seus tormos sua rvelia
al o final embolen do supplicante, ludo na forma
da policio supra transcripta.
Pelo que toda c qualquer pessoa, prenles, ami-
gos ou conhecidos do dito eteculado o podero fazer
scicnle do que cima lica exposlo ; e o porteiro res-
pectivo publicar e afiliar a preseuto'-tiwHagaTes
designados no paragrapho segundo do artigo 45 do
regulamento do cdigo commercial: ser publicada
pelo Diario de Pernambuco.
Dada e passada nesla cidade do Recife aos 17 de
junho de 1854.
E eu Manoel Jos da Molla escrjvao a subs-
crevi'. Fi anciano de Assis Oliveira Maciel.
AO PUBLICO.
2000 premio.
Nesta provincia foi vendida a sorte de
20:000* em dous quartos.
Convidamos os possuidores a virem re-
ceber o competente premio a' loja..em
que foram comprados.
Temos exposto a' venda os bilhetes da
lotera quarta do hospital de caridade de
Santa Catbarina.
Desencamihou-se urna letlra da quantia de
6-.020SOOO, aceita em 9 de fevereiro do correnle an-
no, pelo Sr. Salvador de Locio Cunta, da cidade do
Ico, ao abaixo assignado; e comot posta ulilisar ao
mesmo abaixo assignado, pois que qualqucr tran-
saccjlo que com a mesma letlra teja feila, desde j
protesta, pois que he. nuila ; roga-se portante a qual-
quer pessoa que a tenha adiado, que faca favor en-
tregar na ra Nova n. 20, que ser recompensado.
JoSo Fernandes Prenle Vianna.
Maa Joaquina da Silte Masearenhat roga aos
credores do seu fallecido marido o mjor LnizAn-
tonio Alves Mascarenhas, se dignen) comparecer em
sua casa, na travessa do Padre n. 4, n da 30 do-
correnle, pelas 10 horas do dia, para temaren) eo-
nhecimenlo do estado da sua casa e dos bens qae lhe
deixoa seu finado marido, afim de deliberarem como
cnlcnderem.
Troca-se urna canoa que earrega 400 a 500 ti-
jolos de alvenaria, em muilo bom estado e propria
Cara conduccao de capim, por oulra tambem em
am estado, e que carregue de 800 a 1,000 : a tra-
tar na ra Imperial n. 167.
BICHAS DEnAMBUBO.
No anligo deposite de bichas de Hambnrgo, roa
estrella do Rosario n. 11, vendem-se as melbores
bichas de Hamburgo aos ceios e a relalho, e tam-
bem se alngam por menos do que em ontra qualquer
parle.
Precisa-te de om pequeo que se qneira dedi-
car a botica, e que d fiador a sua conducta : a tra-
tar na ra Nova n. 53.
He ebegado a' ra Nova n. 8, urna gran-
de quantidade denneis de ouro,e de
bom gosto, os quaes se trocam pela di-
minuta quantia de 2*000, pagos a'
bocea do cofre.
A occasiio mais onportuna nao podia ter; pois a
approximaco dos dias d S. Joao e S. Pedro, dias
em que se costuroam fazer presentes, balem por-
ta, e es amantes de am preeeito lao antigo nao se
devem fortar era cumpri-lo, visto que cora a mdica
quantia de 28000 rs. podem satisfaze-lo e se livrtt-
rem do dever a que se acham obrigados.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Aos 20:0000000
Na casa Feliz dos quatro cantos da roa do Quei-
mado n. 20, esUo venda os muito afortunados bi-
lii..-____- _____. .:t-.~.. ..I.nu Am ,.rl.
O especUculo annunciado para o da 17, e que _.
nao leve lugar por causa da muito chava, fica trans- Hieles, meios, quartos, oilavos e vigsimos da quarta
#. ., .. *____ A.^.,__. .1- .1 -,...i U I..*-.:.. *lnC..|.. rlkarln mi, ll9 --*- -- nilR
ferido para domingo 25 do correnle mez. He a
primaira representarn do MOSTEIRO ABANDO-
NADO OU A MALDICAO PATERNA, lindando
o espectculo com urna das melhores comedias. Te-
ro entrada todos os bilhctei vendidos para a recita
de 10 e 17.
AVISOS MABITOttOsT-
RIO DE JANEIRO.
Segu impreterivelmente na presente
semana o muito vfcleiro e superior brigue
nacional Damao, ainda pode receber
alguma carga, escravos a frete"e passagei-
ros, olFerecend a estes excellentes com-
modos, que podem ser examinados: tra-
ta-se com Machado & Pinheiro na ra do
Vigario n. 19, segundo andar? oucomo
capitao Cleto Marcelino Gomes da Silva
na praca do Commercio.
Para o Para' segu nestes dias a es-
cuna nacional Titania : para o resto
da carga tratarse com os consignatarios
Antonio de AlmeidaGomes&Companhia,
na ra do Trapiche Novo n. 16, segundo
andar.
PARA'.
Escuna Sociedade Feliz, capilo e pralico Joa-
quim Antonio Goncalves Sanios, segu no dia 25 do
correnle: pira o resto da carga e passageiros trata-
se com Caetano Cyriaco da C. M. ao lado do Corpo
Santo, loja n. 25.
ARACATY.
Patacho Sania Cruz, segu no dia 30 do cor-
rcute, recebe carga e passageiros; trala-se com Cy-
riaco da C. M., ao lado do Corpo Santo, loja n. 25.
Para Lisboa' segu viagem impreterivelmente
ato 11 do prximo mezdejolbe, a barca portogue-
za Gratido: quem na mesma quizer carreear ou
ir de passagem, para oque tem superiores comino-
dos, enlenda-se com os consignatarios Thoroaz de
Aquino Fonseca primeiro andar, ou com o capillo Antonio Alves
Pedrozo, na praca.
Para o Ceari segu impreterivelmente no dia
23 do correnle o hiate Castro: para n resto da car-
ga trala-se no escriplorio de Domingos Alves Ma-
theus, na ra da Cruz n.'54.
Maranhao ePara'.
Espcra-se na presente semana o brigue-escuna
Laura, lenciona-se que tenha mui pouca demora
ijeste porte, por ler a maior parle da carga prompla;
para o restante, os prelendcnlas enlendam-se com o
oiisignactario J.B. da Fonseca Jnior: na ra do
Vigario n. 4, primeiro andar.
DECLARACJO'ES.
Pelo presante annnncio se faz publiso, que o
LEILOES.
Quinla-feira 22 do cor-
renle, o agente Borja,
far loiln em sou ar-
mnzem, ra do Collegio
i. II, as 10 horas em
ponte, de um grande e
variado sorlimenln de
abras de marcineria e
de oulros ramios objec-
tcs o mesmo. c 1 cavallo de es-
tribara muilo gordo com todos os andares ; sem li-
mite.
O Dr. Vicente Pereira do Reg fara leilo por
intervencilo do agente Vctor, de todos os livrot que
foram do.finado Dr. Jos Francisco de Paiva, na roa
do Collegio n. 8, primeiro andar, quinla-feira 22 ao
correute as 10 Y horai da manha.
lotera de Santa Catharina, caja lisia suppoe-se que
vira pelo vapor do dia 30 ; he esta a ultima vez que
se vende cautelas do Rio, portento aproveitem a oc-
casiao para tirar os boas premios.
Oflcrec-se urna ama para todo o servido de
casa excepto engommar, e tambem faz compra* na
ra : quem quizer annuncie.
Quem annunciou precisar de 8009000, dando
de garante urna casa nesla praca, dirija-te i roa das
Cruzes n. 29.
Guilherme Soulhall, socio da cata de Rassell
Mellors & Companhia, nao podendo se despedir pes-
soalmenle da todas as pessoas de sua amizade pela
brevidade com qae se reliroa para Inglaterra no
vapor inglez Severn o faz pelo presente, offere-
cendo a todos o sea presumo sonde quer qae se
adiar.
O abaixo assignado, nao podendo despedir-se
de seos amigos pelo sea embarque repentino para
Lisboa no Vapor inglez, pede desculpa desta falla,
ouerecendo seus servicns naqaella cidade ou em ou-
lra qualquer aoude retida, a lodit as pettots que o
honraran) com sua amizade.
Jos do Nascimento Lopes.
O abaixo assignado avis aos herdeiros do fal-
lecido Sebasliao Lins de Araujo, morador na barra
deNaluba, que o Sr. Los de Araujo lliehedeve-
dor de um escravo de nome Francisco, naco Cacan-
e, que lhe vendeu em 1845, sendo este propriedade
do Sr. Flix Jos Buarque, morador em Majangana
de Porto Calvo, de que recebeu o annonciaule ama
justificarlo para poder haver oulro escravo do Sr.
Lins de Araujo, e j lendo escripto quelle tenhor,
elle respondeu-Ihe qae oso se negava a pagar, po-
rm logo falleceu, pelo qoe tora o annuncianle
de haver o referido escravo emais despezas al real
embolso.Manoel do Amparo Caj. '
Manoel Dias Fernaudes fax sdeirte ao palmen,
que pretende relirar-se desla cidade com ana senho-
ra e urna filha, para a cidade do Porto, a tratar de
sua saude, e durante a sua ausencia deixa por seus
procuradores, em primeiro lugar a seu cunhadoFir-
mino Moreira da Cosa, que Oca auloritado para
tratar de lodo o gvro de sua casa, alera do qoal, fi-
cam mais tres procuradores com os mesmos poderes,
para na ausencia ou impedimento do dilo tea cunha-
do, Ocarem encarregados do referidp gyro ; atsim
como deixa por teas procuradores para trataren)
de quaesquer questdes judiciaes ao Sr. Dr. Braz
Florentino Henriques de Sooza, e solicitador Flix
Francisco de Souza MagalhSet.
Arrematacao de um elegante sitio.
Fiados os Ires dias de praca succestivos, tem de
ser arrematado por venda, peranle o meritssinio_Dr.
juiz de direitodo civel da primeira vara desta cida-
de, escrivao Motta, o sitio de torras proprias da
passagem da Ponte de Uchoa, penhorado por exeeu-
rSo de Ignez Juviniana Ramos de Oliveira ; o qual
sitio sendo avahado por 16:0009000 como fdra an-
nunciado por esta follia nos dias 5, 6 e 8 de roaio
prximo passado, vai ser arrematado com o abato
da lei, que he da quantia dt 12:8008000 por nao ter
apparecido lancador quando primeirmenle foi
praca requerimenlo da mesma exequenle contra o
respectivo teslamenteiro da finada 1). Isabel Marii
da Cosa Ramos para pagamento de legados. O es-
cripto est em poder do porteiro do juizo Jos do
Santos Torrea'.
Na ra do Livramento n. 26, ten) nma pessoa
que se propoe a adroibistrar engenho, por ter disto
bastante pralica, d conhecimenlo de tun conducta,
e mesmo indicar para ser informado das pessoas a
quem tem servido de tal profistSo. Na mesma casa
ha orna boa escrava e de ptima conduela para se
vender, de 30 annos; das 7 ai 9 horas da manha, e
de 1 hora da larde em diaule.
As padarias da roa da Senzala Nova n. 30, e
ra dn matriz da Boa-Visla n. 26, se acham bem
sortidas das superiores massas finas, tendo biscoilos
de quatro qualidades, ararula pnra e de ovos, fatias
de cinco qualidades, bem como o superior pao cri-
oulo e familia'.
Joaquim Pareira da Silva, morador na villa do
Paco de Camaragibe, por haver oulro de igual no-
me, de hoje ero diante se astiguar por Joiquim Dio-
go. Pereira da Silva.
,
r


rMfiSttMHBlIlqflMMDBfljS'


V
' V-?' "
INAMBUCO, QUINTA FEIM22 DE'JUNHO 0E|l854.

i O abalto assignado por si e por parle de seus
irmaos Honorio Telles Parlado e Joao Telles Furia-
do, morador** todos nesla comarca de tiaranhuns,
previneai pelo prsenle ao publico desU provincia e
limilrophes, para que de nenhuma forma negociem
com a madrasta dos mesmos, a Sra. Mara de San-
ta' Anna Leile Fnrlado, a respeito do dominio de
uma escrava parda, de nonio Sabina, que se acha em
poder da dila senbora, no valor de coja escrava lem
o annunriantes suas cotas-parles, que em inventa-
rio por fallecimento do pai commam, Ihrs cnube; e
para evilarem qualqucr fraude ou pretexto di igno-
rancia, fazem o prsenle. Villa de taranhuns 9 de
uoho de 4854.-Jos Telles Furtado.
Convida-se pelo presente a Jlo Ferreira Lei-
le, que se prstame estar actualmente em Carirl-Ve-
lho, provincia da Parahiba, nido do velho Pedro
Ferreira Leite, hroes bem conhecidos na comarca
de Bonito desla provincia, para que venha quanto
anles satisazer a quantia de rs. 2OOJJ00O, comanle
de uma lettra que aceitou no da 7 de abril do cor-
rele annn, nesla comarca do Garanhuns, a prazo
de 23 das, em favor de quem elle bem sabe : se o
n;lo flzer com'brevidade se far publico lodo esse ne-
gocio, que he sobremodo desairoso ao dito Leite.
AS
DE OURO.
Os abaixo assignados, donos da nova loja de
ourives da roa do Cabug n. 11, confrouleao
paleo da matriz e na Nova, frauqueiam ao
publico em geral um bello e variado sorti-
mcnlo de obra* de ooro de muitobons gos-
tos e presos que nao desagradaran a quem
queira comprar ; os mesmos se obrigam por
qualqucr obra que venderem a passar uma
conta com responstbilidade, especificando a
qnalidade do ouro de 14 ou 18 quilates, fi-
cando assim sujeitos por qualquer duvida que
irecer.Serafim & IrmSo,
AUNHmC
No dia 16 do corrente roubaram da roa do Pi-
res, da casa n. 23 de Mara Joaquiua de Moura urna
caixinha de amarello com Ires palmos e meio de
compridoe dous ditos de largara, dentro da dila,uma
caiiinhade Flandra com palmo* meio de comprido
e um dito de largura, com os objectos segoinles.: 1
duzia da colheres novas de sopa, uma dita de garfos
com marea F. V. por delraz dos cabos, uma co-
Iher grande de tirar sopa, uma dita de tirar arroz,
urna colherzinha de tirar assacar,' uma dila de espu-
mar, orna dila de ch, seis pares de fivellas grandes
antigs, uma pouca de prala de espadis anligos,
seis cabos de facas de prala lavrados, mais um dito
degommo, Ires facas de cabos de prala com folhas
largase cabos pregados, uma poca de prala de gar-
fos e colheres quebradas, um par de brincos de pe-
dral compridos com caixa, dous relogios de prala,
nm penle de tartaruga de meia loa grande rendado,
nma imagem de Santo Antonio com altura de um
palmo com o seu menino Dos e resplendor e cruz
de prala, tres facas de cabe de osso novas e qoatro
garfos, dous vestidos de cambraia um adamascado
e o oolro de poni de cadeia, de cores, uma camisa
de cassa lisa aberla de rndate matames par baixo
do bico, um marac de prala com 4 cascaveis em bai-
lo e 3 ditoe em cima.e mais alguus objectos que nao
siolembrados: roga-se a qualqoer pessoa da polica
ou a qualquer Sr. ourives a quem forera oOerecidosos
ditos objeclos, queiram lomar e levar na ra Direila
no primeiro andar do sobrado o. 12, on na mesma
casa onde foram ruubados, que ser generosamente
recompensado.
MMMBBBBDBKM
T5rtirH5ffiSFEa a'ym!t^MHt
Merclians & Commission Agents.
Sussex Street North.
Near Erskine Street.
Sydny.
N. S."Wa1es.
m
Aldfea-se para asseutar qualquer estabeleci-
menlo.a cocheira que fica na ra do lamba, a qual
aprsenla duas frentes, uma para a praca da Boa-
Vista e oolra para a roa da Conceicao : quem a
pretender dirja-se ra do Aragao o. 12 1. andar,
que achara com quem tratar.
Aluca-se um prelo para servico de uma casa,
por mez; quem o preteuder dirija-se i ra do Viga-
rio n. 12.
Precia-se de ulna ama de leile qne se cncar-
regue de criar uma cria nra em sua casa,queni se pro-
pozer annuncie por esla folha para ser procurado.
Precisa-sc de 4005JOOO a juros de 1 )i,%e com
segorauca em um escravo pedreiro, quem convier
annuncie para ser procurado.
O abaixo assignado comprou por conta e or-
dem do Illm. Sr. Dr. e commendador Jacinlho Paes
de Meudonca, morador no districlo de Porlo Calvo
provincia das Alagoas.um meiobilheleem dousquar-
toa n.1801 da 43.loteria do monle pi geral do Rio de
Janeiro.Manoel Firmino ferreira.
AO PUBLICO.
O abaiio signado, socio gerente da casa coro-
mercialde Joaquimde Oliveira Maia, nesla praca,
declara que o annuncio inserido no Dicacio de Per-
namtntco n. 137, 138 e 139, dizendo:Joaquim de
Oliveira Maia, subdito portuguez, rera-se para o
Porto, nao se enlende com aquelle, visto achar-se
residindo actualmente no Porto. Recite 20 de junho
de 1854.Jos Joaquim da Cosa Maia.
Anda continua estar fgida a escrava croula
de nomeBeravinda. tem bastantes marcas de beiigas
no rosto, de estatura regular, levoa vestido de chita
desbolada que parece branca : quem a pegar leve
ra do Queimado n. 61, que ser recompensado.
' 80 logete* do ar por 500 rs.
Na roa Nova, loja de ferragens n. 24- e 41, rec-
benle um novo sorlmento de fogos de mnitas qua-
lidadea, assim como foguetes do ar para meninos.!
80 por 500 rs.
Precisa-se de uma preta escrava, que cozinhe o
faca Iodo mais servico de uma rasa de pequea fa-
milia, piga-se bom : na ra da Cadeia do Recife
n. 23.
Faz-se lodo negocio com a botica da ra de
Kangel n. 8, inclusive armar.au e mais pcrlences: na
ra do Cabug, luja defronle da matriz.
Na povoacao de Sanio Amar de Jaboacao, ao
p da ponte sobre o rio lina, existe cocheira com car-
ros de alusuel, assim como estriba/ia sutliciente
para receber-se cavallos: as pessoas, pois, que qui-
zerem tif a esta cidade, no indicado lugar adiarlo
commodos facis e agradaveis para seu transporte.
Aluga-se o primeiro andar da casa da ra de
Cruz n. 13, proprio para escriptorio ou eslabeleci-
menln eslrangeiro; a tratar na mesma casa.
Cora esle titulo pohlicou-se um oeriodico Ilitera-
rio e recreativooflerecido ao bello sexo pernambuca-
no, o qualpublica-se uma vez por semana aos sab-
badose acha-se a venda na ra Nova n. 52, loja de
chapeos do Sr. Boavenlura, praca da Boa Vista boti-
ca do Sr. Gameiro.e na cidade de Olinda ra do Va-
radooro n. 38, a 80 rs. cada numero.
Jos Valenlim da Silva, bem conhecdo por
ensinar lalim ha 18 annos, lembra a quem convier,
ue a sua aula etisle aberla na ra da Alegra, na
oa-Vista u. 38, onde recebe por precO commodo
alumnos externos, pensionistas e meos pensionislas,
dando oplimo Iralamento, e lendo 09 pensionistas
a vanlagem de,alm do latim,aprenderem lambem o
francez sem que seus pais paguem mais cousa algu-
ma por esle ensino. O professor adverle que elle
lem proviso passada pelo governo da provincia.
J. J. PACHECO.
NEW ANDELEGANTDAGUERREAN
GALLERY.
Piclures taken at (his Esl-
blishment Warranled lo give sa-
tisfaclion, n. 4, aterro da Boa-
Vista, terceiro floor, ehryslalo-
typo. (jalleria enriquecida de
magnficos quadros dourados e
de alabastro, primorosas caixas
e lindas cassoletas, alfuietes e
anneis. Tiram-se retratos qoer ealeja o lempo claro
ou escuro. O respelavel publico he convidado vi-
sitar o eslabelecimenlo, embora nSo queira retratar-
ge : aterro da Boa-V'isla n. 4, terceiro andar.
Deseja-se saber onde mora o Sr. Antonio Jos
de Freitas, natural de Portugal, que em-1838 mo-
rou no neceo ila Gloria, na Boa-Vista : quem souber
dar noticia, dirija-se ra da Cruz .do Recife n. 43,
ou annuncie por esta folha para ser procurado, que
se pagar a despeza do annuncio.'
Loteras da provincia.
O Ihesoureiro Francisco Antonio d'Oliveira, avisa
ao respelavel publico, que acham-se venda os bi-
lhetes da 2.9 parle da 5. lotera da matriz da Boa-
Vista, na Ihesouraria das loteras desla provincia, na
ra do Collegio n. 15 ; -na praca da Independencia
loja do Sr. Fortunato, na ra do Queimodo loja n.
10 do Sr. Luiz Antonio Pereira, na roa do Livra-
menlo botica do Sr. Chagas, ena praca da Boa-Vista
loja de cera do Sr. Pedro Ignacio Baplisla. O mesmo
Ihesoureiro, espera a eoadjuvaedo do respelavel pu-
blico, e affrma que no dia 14 de jolho correrlo m-
prelecivelmente as rodas da sobredila lotora.
Precisa-se de um feilor para nm sitio perlo
da praca, que enlenda de plntame* de sitio : na
ra da Cadeia do Recife n. 54, loja.
Andrade & Leal tem para vender 400 tonela-
das de carvao de pedra de superior qualidade, por
preco commodo ; nao s vendem por junio como
qualquer porcao, a vonlade dos compradores : a tra-
tar com os mesmos na ra Nova n. 27.
A directora do collegio da Conceicao, fundado
Cruz de Almas, no sitio da Piedade, lembra a to-
das as pessoas que se dignaran) escolhe-lo para edu-
carlo Je suas filhas, que no t. de julho prximo vin-
douro se abre dito collegio, podendo dous das an-
les remelter-se os trastes exigidos pelos estatutos. A
abertura do collegio ae Taradas 5 horas da tarde em
diante. As meninas que- tverem re entrar deverao
assislir a este aclo, ainda que lenham de voltar por
algum lempo para suas casas.
Precisa-se de um bom meslre de grammatica
da lingos nacional para ensinar a um menino em
casa particular: na ra Nova sobrado n. 69, pri-
meiro andar.
A quem faljar 4 cabras (bicho), dirija-se ao
Hospicio, sitio da Sra. viuva Cunha, que dando os
signaes cerlos, e pagando os estragos feilos pelas
mesmas, lhe serSo entregues.
Pede-se a certo individuo, que lionlcm 20 do
corrente, ao descer do palacio, da presidencia, tevou
naturalmente por engao, um chapeo de sol de seda'
preta, que o v restituir na na do Seve, cusa terrea
e solao, defroiile do mesmo palacio, do contrario le-
ra de Ver o seu nome.nesla folha.
ATERRO DA BOA-VISTA N. 48.
Aos 10:000!000.
O eaulelista da casa da Fama do aterro da Boa-
Vista n. 48, Antonio da Silva Guimaraes, avisa aos
seus freggezes, que lem exposto a venda as anas
afortunadas cautelas da segunda parle da quinta lo-
tera da malriztda Boa-Vista, e espers que desla vez
venda a aorte grande, como succeueu com a do Li-
vramento.
GJartos 23800
Decimos 19300
Vigsimos 700
THESOURO HOMEOPATHIGO
O
UDE-lfiCll DO HOMEOPATHA
P1XO
DR. S. O. LUDGERO PINHO.
^RuadeS. Francisco mundo novo) n. 68 A.
FRAGMENTO DEUMA CA RTA.
Foi asssacolhidoe saboreado aqu oThc-
souro Homeopathico; os curiosos nao po-
dem deixar de render a V. S. muitos agra-
decimentos pela publicarlo de tao importante
obra, a melhor sem duvida nenhuma, das
qu* tem apparecido, ele. ele. ele.
Engenho Guerra 1. do junho de 1854.
Jos Antonio Pires Falco.
O abaixo assignado leudo ja escriplo aos se
guinles senhores, e nSo leudo rerebidoresposla, re-
corre a este meio para Ibes rosar que, quando yie-
rem a esta praca, queiram enlender-se com o abai-
xo assignado, pois he negocio que lhes interessa.
Sr. Anlouio Jos Pereira, senhor do ensenho Souza,
emAgna-Prela.Sr. Joao Florentino Cavalcanli de
Albuqnerqoe,seiihor do engenho Jussar.Sr.Fran-
cisco de Amorim Lima, e Joao Cavatcanti de Al-
buquerque ; moradores em Sanio Aniao. Sr. An-
tonio Jos Vaz Salgado, morador na Villa do Cabo.
Sr. Joao Francisco de Atlavde, morador no Pajo
de Csmaragibe. Sr. Francisco J. Antones, mora-
dor na Gamella da Barra Grande. Pernambuco 20
de junho de 1854. J. J. Tasso Jnior.
Precisa-se de uma boa ama para o servico in-
terno de uma casa de pequea familia, paga se bem:
na roa dosQuarteis, n. 20, 1." andar.
Ha 15 das, pouco mais ou menos, desappare-
ceu da puvoicao do Monlciro, e suppSe-se andar
fgido aqi mesmo no Recife, o escravo crinlo de
nome Filppe, de estatura regular, cor prela e um
Janlo barrigudo, foi vestido com camisa de madapo-
lo j velha. calca azal de casemira usada e jaqoela
de riscadinho de cor j um pouco desbotada, porm
anda nova, chapeo de seda .prela, calcado desapa-
loes com um lenco de seda roa bstanle usado: re-
commenda-se pois as autoridades policiaes a captu-
ra do referido escravo, lano desla cidade como s
de fra, visto qne elle se intitula forro, e bem assim
a qualqner pessoa particular, a quem se gratilicar o.
seu liabalho. Appreheudido que seja levem-no a
seu senhor Jos Rodrigues de Mello naquella po*oa-
?ao, ou a Jos Marianoo de Albuquerque na ra da
UniSo da Boa Visla.
Na loja de Siqueira & Pereira, ra do Crespo
n. 7, Miste uma carta para o Sr. Theophilo Fenelon
de Almeida Fortuna.
Precisa-se alugar nma criada para servico de
uma casa de pequea familia, bem como, urna ama
de lete.a tratar na praca da Boa-Vista n. 13, 1. an-
dar. -
m
9 B. thereza lexndrina de Souza Bandeira,
# professora particular de prmeiras lellras, eos- 3
O turas e varios bordados, eslabelece em sua
aula os doos eusinos de grammatica porlu- 0
@ gueza e msica havendu all mesmo um pa- @
$6 no destinado, ao esludo das aprendizes: a $$
quem convier, dirija-se ao paleo do Paraizo 0
segundo andar unido a igreja.
Apparece presenteraeule na ra do Vigario n.
12, um deposito de sal de Lisboa, por grosso e re-
lalho qne se vende mais barato do que em outra
qualquer parte, e se torna muito uli aosh abitantes
do Recife.
GABINETE PORTUGUEZ DE LEITIIRA.
Por ordem da directora convoca-se ocouselho de-
liberativo, ltimamente eleilo, para a sua posse, 110
dia 25 do correle junho, a 1 hora da larde.O se-
gundo secretario, Manoel Ferreira de Souza Bar-
bosa.
Oflerece-se nma mulher branca de boa conduc-
ta para servir em casa de homem solleiro, ou casa
de pouca familia para engommar, cozinhar e coser:
naCamboa do Carino n 6.
Faz-se bollo de San Joao c cangica de milho
verde muito bem feila : na cidade de Olinda alraz
do Amparo n. 11.
Antonio Agripino Xavier de Bnto
Dr. em medicina pela faculdade
medica da Baha,reside na ra Nova
n. 07, primeiro andar, onde pode
ser procurado a qualquer hora para |
o exercicio de sua prossSo.
Tendo-se perdido uma lellra da quantia de
2599490 rs. sacada por Rocha & Lima, e, aceita por
Mathias Ribeiro Campos da cidade de Goianna, de-
claram os sacantes,seus legtimos donos,ficar sem ne-
nhum effeilo a dila lettra perdida, visto o aceitan-
te se obligar a ceilar outra.
Desappareceu no dia 16 do correnle-um mole-
que, crioulo, de idade 18 annos, de nome Jacinlho,
ofTicial de pedreiro; foi cria do Sr. Francisco Caval-
canli Lins, morador na estrada de Joo de Barros,
no sitio da capella Conceicao, tem os signaes segu li-
les :alto, secco, rosto comprido, cor preta, urna
belide em um dos olhos ; levou calca e camisa de
algodao azul: roga-se a lodas as autoridades poli-
ciaes e espitaos de campo, ou outra qualquer pessoa
do povo que ovirem, deapprehendere levi-lo 3 ra
Direila n. 3, defronle do becco de S. Pedro, que se
r generosamente gratificado.
.Quem precisar de uro pequeo com pralica de
venda: dirija-se a ra da Cadeia to Recife n. 23.
Precisa-se de uma escrava para o servico de
uma casa de pouca familia : na raa do Hospicio 3
casa nova direita xlepois de passar o qnarlel. .
Aluga-se uma casa terrea por 98000 rs. riien-
saes, na Soledade n. 27 : a Iralar na ra da Aurora
11. 26, 1 andar.
O Dr. Joio Honorio Bezcrra de Menezes,,
$ formado em medicina pela laculdadeda Ba-
9 ha, onerece seus prestimos ao respelavel pu-
f$ blico desla capital, pudendo ser procurado a
i qualqucr hora em sua casa ra Nova n. 19,
& seguudo andar: o mesmo se presta a curar
gratuitamente aos pobres.
Francisco Antonie Pereira Braga, desejando li-
quidar seasdebHos, rega para este im a seus ere-
dores o favor de comparecerem no dia 26 do corren-
le as 11 horas 110 becco do Peixe-Frilo por cima la
venda do Sr. Gabriel.
LOTERA DA matriz DA BOA-VIS
AOS 10:000$' 4:O0OS E 1:000000/) rs
O eaulelista Salustiano de Aquino Fereira avi-
sa ao respelavel publico, que as rodas d* mesma lo-
tera, lem o seo iroprelerivel andamento nodia 14
de, jolho do corrente, em virludedo aununcio publi-
cado no Diario de Pernambuco te de aubo n.
131, pelo Ihesoureiro o Sr. Francisco Antonio de
Oliveira. Os seus afortunados bilhetes e cautelas es-
to expostos venda lias lujas senuinles: ra da Ca-
deia do Recife n. 45, de Jos Fortunato dos Santos
Porto ; na praca da Independencia n. 4, de Fort-
nalo Pereira daFouseca Bastos, ns. 37 e 39, de An-
tonio Augusto dos Sanios Porto ; ra do Queima-
do n. 44, loja defazendasde Bemardino Jos Mon-
leiro & C. ; ra do Livramenlo boliCa de Francisco
Antonio das Chagas ; ruadoGibug botica de Mo-
rera & Fragoso ; roa Nova n. 16, loja de fazendas
do Jos Lnz Pereira & F1II10 ; Boa-Vista loja de ce-
ra de Pedro Ignacio Baplisla. Paga sol- sua respon-
sabilidadc os tres premios grandes sem o descont de
8 por cenlo do imposto geral.
Bilhetes" H90OO 10:000?000
Meos 5&500 5:0008000
Qaartos 28800 2:50tWOOO
Decimos 1J&300 1:0003000
Vigsimos 700 SOdaoOO
PASSAPORTE PARA PAIZES ESTRANGEIROS.
Na roa da Cadeia do Recife n. 3, primeiro andar,
liram-se pasea portes para os eslrangeiros que quize-
rem viajar dentro e fra do imperio : promette-se
promplulaoe commodidade de prero. <
No dia 26 do corrente se ha de aremalar, de-
pois da audiencia do Sr. Dr. juiz de lucilo da pri-
ineira vara civel, a renda animal do sobrado da ra
do Livramenlo, de Ires andares, por execuoao de
Antonio l.uiz dos Santos, conlra os herdeiros de Jos
Mauricio de Oliveira Maciel, e he a ultima praca.
Manoel Joao Lucci retira-se para Lisboa Ira-
lar de sua saude.
Quem precisar alugar um escravo prelo, para
o servir,n de casa e ra, e para qualquer armazem,
capalazia, trapiche e prensa, dirija-se a qualquer
llorado "dia ra da Soledade, logo ab sabir para o
Mauguinhn, no sitio dos 4 lees, que uchara.com
quem tratar.
No primeiro andar da casa de Ires andares da
roa da praia de Sania Rila, tem para se alugar ama
ama com leile.
Oflerece-se para bolieiro ou criado,um homem
de boa conduela : a Iralar no becco do Dique n. 4.
\ endem-se qaeiios do Alcmlejo muilo novot
em latas : na rui da Madre Dos n. 24
Vende-se duas escravas que eilgommam e co-
zinham bem, e uma dila muilo forte para o servico
de campo, assim como um prelo para o mesmo servi-
co: na ra Direita u. 66.
Vende-se a parle da metade da casa terrea da
cua de S. Rila n. 30, a qual casa rende 7JJO00 rs.: na
raa do Collegio n. 13, loja.
Para quem precisar.
"Na ra da Cadeia Velha n. 46, vende-se um balcao
novo por preco baratissimo.
O 39 A.
Confronte ao Rosario de Sanio Antonio vende
em latas e a retallio noVos iscoitos de Lisboa, a pri-
neira vez vindus a este mercado.
Vende-se para acabat
vaccacom bem leile: alraz da matriz da Boa
casa n. 13, por preco commodo.
Na botica central homeopalliica, ma de S.
Francisco (mundo novo) n. 68 A, vende-se m
Bir preco commoditsmo onovo manual do *g>
r. Jahrtraduzido m portuguez; e accom- 9
modado a intclligencia do povo.
COMPRAS.
VIRTUOSO E SABIO PRELADO
0 CARDEAL PATRIARCHA DE LISBOA
Vao publicar-s pela primeira vez as obras completas do virtuoso e sabio prelado, o cardeal Datriar-
cha de Lisboa, Saraiva de S. Luiz. _
O editor, herdeiro dos seos manoscopios, enlendeu qne prestara relevante servico s lellras patrias,
coitigindo e communicando pela impressao os Irabalhos de um escriplor recente, que lano nome alcan-
rnu, merecendo-o pela caslidade e elegancia do eslylo, pela importancia dos assumplos, e pelo fervoroso
culto das glorias nacionaes, amor e cuidado constante da sua vida patritica e inlelleclnal.
Mesmo quando os lac<>s do sangue, e a gralidao e saudade, devidas i memoria de um lio extremoso e
lesvelado, o nSo obngassem a empregar nesla edicto omaior esmero, a idea de aditar as paginas da lit-
teratura conlemporanea com ao vastas e inleressanle* composicOes, (recadas as diversas provincias do
saber humano, bastara para lhe espVIar o zeln, e redobrar a vigilancia.
Dos Irabalhos do cardeal Saraiva de S. Luiz, uma parle acha-se anda inedila, e he a maior: a oulra
encBDlra-se dessimiiiada pelas memorias da academia real das sciencias, qual originariamente foi desti-
nada, on corre avolsa em brocharas estampadas por ordeirfe cusa da distinta corporarao, ou emfun vio
a luz em peridicos Iliterarios cuja publicajao cessou ha muilo. O editor, para a reimp'rcssao e encorpo-
----- -------_. w ... uuv.wP>lU9nivuiwiianctnuuu iiiuiukii:u?V
miscellaneasoompolas de noticias eclesisticos, bographcas de alguns varOes nolavei portuguezes, e
!^ *,lr? ,no* acerca oe ouj^'o diplomticas, archeologicos, js de muitos ontros ramos. A publica-
cao principiara pelasmemonas histricasconjprehendendo o primeiro volume ns estados e ensaios so-
iflerenles pontos historeos em diversas pocas de Portugal. Successivamenle conlinuarao a sabir os
segoinles. se a edicao obliver a aceilacao que se lisonjear de merecer aos cultores das lellras e gloria
pamas, ronnando (quanto pode calcular-sej.oma serie de onze a doze lomos de oilavo francez. e 400 na-
ginas de lexlo cada lomo. *^
A ediaose^racompanhadadeumiuizocrilico, escripto pelo Sr. L. A. Rebello da Silva, e de ama
amasa noticiada vida dodutincto prelado, feila pelo editor Antonio Correia Caldeira.
ro ^^n,-sePtraacollecS80 romp'e1 "oescriptorode Novaes& C.ruado Trapichen. 34, primei-
Prcjo de cada volume por assigoatnra........
Avnlso.................. ;
Detlira-se que o volume ou volumes, que conliverem onso"sobre"alguns sinnimos da lingua
- osglsanose alguns oulros Irabalhos nao sern vendidos em separado.
15200 rs. fortes.
15920
TORIO DOS POBRES.
JBLVA DO COXiLEGIO 1 ANDAS, 25.
O Dr. P. A. Lobo Moscozo da consullas homeopathicas todos os das aos pobres, desde 9 horas da
manliaa al o meio da, e em casos exlraordinarios a qualquer hora do dia ou uoite.
Oflerece-se igualmente para praticar qualquer operaco de cirurgia, o acudir promptamenle a qual-
qoer mulher que i leja mal de parto, e cujas circunstancias nao permutara pagar ao me'dico
NO CONSULTORIO DO DR. P. A. LODO MOSCOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGDINTE:
Manual completo do Br. G. H. Jahr, traduzido em portogaez pelo Dr. Moscozo, qoatro
volantes encadernadns em dpni :.................. TJSOOO
rem experimentar a doutrina de Hahnemann, e por si proprios se conveocerem da verdade da
inleressa a todos os senhores de engenho e fazendeiros que estao looge dos recursos dos medi-
Msa a todos os capiles de navio, que nao podem deixar uma vez ou oulra de ler precsao de
loer mcommodo sea oa de seus Iripolantes; e inleressa a lodos os chefes de familia que
tancias, que nem lempre podem ser prevenidas, sao obrigados a prestar soccorros a qualquer
do hemeopalha on IradoccSo do Dr. Hering, obra igualmente ulil s pessoas que se
n rfi! e,ludo da hon*opU>l om volume grande..........., ma
medicina.cirurgia, anatoma, pharmacia,etc., ele: obraiudis-
l'm. ri, ?^?lS que 1uerem dr- *o esludo de medicina.........
lobos grandesdefinissimochrislUlcom o manual doDr. Jahr e odicciona-
,:,,"J de ''ria, etc., ete.................
Hila de db com os mesmos livros. .
Dila < 48 com os ditos. ...............
I^SmUbS cora* CdiTor':ada d6 tMOS d" taaraS i'ndisPDave''- i"'".' '
Dila de 144 com ditos ..'.'.* ..................
f^VSS^J^SZ&gqoilerem Herin-,CTSo aba,imen, de i0#*> e l"'-
D^dTdimt.,U^,.Pe?U!DMPa.r*.,,,gbera................ 89000
Tnboa grandes avolsos .* '. '. '. [ \.............. ^fSSSSl
Vidros de meia onca de tintara ..."..........,...... 1**0
Mj^Kor^^^ ''"'P^ w* P""oaT
49000
108000
459000-
509000
6000
1009000
DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gaignoux, estabelecido na ra larga g
do Rosario n. 36, segnndo andar, colloca den- ^
0 tes com gengvas arlificiaes, e dentadura com- $$
pela, ou parte della, cora a pressao do ar. {$
Tarabem lem para v.cnder agua denlifricedo @
S Dr. Pierre, e p para denles. Rna larga do
9 Rosario n. 36 segundo andar.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, roa do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, fina* e grossag, por
preco mais baixos do cpie em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retallio, amanendo-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento.
hrio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerclaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas.para vender fazendas mais em
conta do que se tm vendido, epor
isto oll'erecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus nteresses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
Precisa-se alagar uma escrava, fiel, que saiba
bem engommar, coser e fazer mais servico de una
casa de familia, paga-se bem : na sua Direila n. 131,
por cima da botica do Torres.
O bacharel formado era mathemati-
cas, Bernardo Pereira ilo Carino Jnior, en-
lina arithmelica, algebra e geometra, das
4 s 5 e meia horas da larde : na ra Nova
sobrado n. 56.
D. W. Baynon crurgo dentista americano
reside na ra do Trapiche Novo n, 12.
Casa da aferico, na ra das Aguas-.
Verdes n. 25.
O aeridor faz scienle, que o prazo marcado pelo
art. u do regiment municipal para pagamento da
revisao, Qnahsa-se no dia 30 de junho corrente ; Dn-
do o qual eslao as pessoas interessadas ncursas ns
mullas impostas pelo arl. 2o do til. 11 das posturas
mumcipaes.
' Necessia-se de uma escrava ou escravo, que
seja bom cozuiheiro, e qne enlenda de ludo perlen-
cenle a coznha : no consulado americano n. 4, ra
do Trapiche, on.no armazem de Davis & Com pa-
nilla, ruada Cruz n. 9.
Precisa-se contratar por empreita-
da, aconstruccao de uma coberta de te-
lha, sobre pilares detijolo ou columnas de
Ierro, em ura terreno murado, na ra de
Santa Rita prximo a' Ribeiraipertencen-
te a companhia braleira de paquetes de
vapof: quem estiver as circumstancias
de azer este contrato com as necessarias
garantas, queira apresentar sua proposta
com toda a brevidade ao agente da dita
companhia : na ra do Trapiche n. 40 se-
gundo andar, aonde tambem se dar'
qualquer esclarecimento.
J. Jane dentista,
contina rezidir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
O Dr. Sabino Olegario l.udgero Pinho mu-
dnu-se para o palacete da roa de S. Francisco
mundo novo) n. 68 A. S
\999 $$s5
Compram-se Diarios a 160 rs. Cada um.
Na livraria n. 6 e 8 da pra^a da Independencia,
compram-se os Diarios dos das 1, 12,13,14 e 46
do corrente mez, e o de 30 de maio.
Compra-se um papagaio contrafeito, sendo
muilo bonito e Tallador, paga-se bem : na ra das
1 riiicheiras n. 50, 2. andar.
Compra-se ama escrava prela, ainda moca,
bem parecida, sem molestia nem vicio algum, e que
se venda por alan ma outra circunstancia, que siiba
coser, engommar, lavar e cozinhar o diario, e sirva
para casa e ra : quem a liver, dirija-se a qualquer
hora do dia a ra da Soledade, logo ao sahir para o
Maiigiinho, no sitio dos 4 leoes, que achara com
quem tratar.
Na ra do Trapiche n. 14 primeiro andar, com-
pram-se accoes do banco e da companhia de Be-
benbe.
Compra-se prata brasileira e liespa-
nhola : na ruada Cadeia do Recife n.
24, loja de cambio.
Compra-se um ornamento completo para cele-
brar se missa, estando era boro uso : quera liver e
quizer vende-lo.dirija-se a na do Crespo loja n."16.
Comprase um cordao de ouro de lei, que pese 4
a 5 oilavas, bom, uma corrente de S. Benlo que es-
leja perfeila, e i pares de caslcaes de prata de lei,
ludo isso sem feilio: quem liver dirija-se a rna larga
do Rosario n. 28, segundo audar, que se dir quem
compra esses objectos. annunciados.
Compram-scescravosde ambos os sexos, assim
como-receben!-se para vender em comraissao: na ra
Direila u. 3.
Compram-se .duas pretas de meia idade, que
lenham hons costumes, e que saibam vender na ra,
bem como que nao lenham achaque* fiera da idade:
na ra da Guia n. 42, segundo andar.
VENDAS.
NOVAS SORTES.
Folhas de papel com novas sortes di-
vertidas a 80 rs. cada folha :' na lrlraria
n. 6 e 8 da Praca da Independencia.
LIVROS DE SORTES PA ARS. JOAO'.
A urna fatal dos destinos, ou sortes para os diver-
limenlos dos dias de S. JoSo. decoberta as escava-
ces d Pompea, a qual se acha novamenle acrescen-
tda : vende-se por 19000 rs. na livraria n. 6 e 8,
da praca da Independencia.
ACASOS DA FORTUNA, OU LIVROS DE
SORTES DIVERTIDAS,
Em que, por virludede 2 dados, vem cada um no
conhecimenlo do eslado, riquezas, heraiicas, amiza-
des, fortunas, etc., que lera, e oulras muitas e ga-
lantes orles annunciadas nu principio da mesma 0-
bra. Ultima impressao expurgada des mnilos erros
e defeitos das precedentes. Augmentada com nm no-
vo methodo de fazer mais de rail decimas nicamente
com o trabalho de laucar os dous dados. Um tratado
das sinas, oa dos eQetos, e prognostico dos doze sig-
nos do auno, por marilio Amarilis de Amaral :
vendem-se a 400 rs. na livraria n. 6e8, da praca da
Independencia.
Vende-se um fardamenlo para o esqnadrao de
cavallaria da guarda nacional, o qual esl completo,
e muilo bom estado: quem quizer dirija-se ra do
Queimadon. 47.
TYPOGRAPHIA.
Na ra das Flores n. 37 primeiro andar, vende-
se uma lypographia nova com lodos seus perlences.
Navalhas a contento e tesouras.
Na roa da Cadeia do Recite n. 48,.primeiro an-
dar, esenptorio de Augusto C. de Abreu, conlinu-
am-se a vender a 89OOO rs. o par (preco fizo) asi
bem coiihecidas e afamadas navalhas de barba feitas
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposieao
de Londres, as quaes alm de durarem extraordina-
riamente nao se sentem no rosto na accao de corlar ;
vendem-se com a condicao de, nao agradando, pode-
rem os compradores devolve-lsal 15 dias depois da
compra, reslituindo-se a importe : na mesma casa
ha ricas lesourrahas para uuhas feilas pelo mesmo
fabricante. .
PTIMO VTNHO DE COLLARES,
em barris de 7 em pipa : no escriplorio de Augusto
C. de Abreu, na ra di Cadeia do Recife 11. 48, pri-
meiro andar.
Vendem-se duas moradas de casas de laipa, si-
tas uaCapuuga nova, muilo bem acabadas e novas,
uma muito propria para negocio, onde j se acha es-
tabclecida uma taberna e a oulra para morada ; ad-
verando qne sao junlas uma da oulra, e sao edifica-
das em chaos proprios : para ver, na mesma Capuu-
ga a enteuder-se coovManuel Sabino da Cosa, e pa-
ra ajuslar, na ra Imperial n. 31.
Na ra irette-11.27, vende-se manteiga ngle-
za de superior qualidade a 500 rs., dita a 560, dila a
640. goinma nova a 140, dita a 160, aletria a 240,
queijos uovos de superior qualidade a 19440, ditos a
Nao pode ser mais barato.
Na ra do Queimado n. 10 vende-se alm
das fazendas mencionadas, oulras muitas por
prerp lo barato, que s a vista o comprador
acreditar,
Chita franceza a 200 rs.
Bareje de la eseda escoceza para vestido de
seuhora a 360 rs. o covado.
Lentos de grosdenapole bordados para' se-
uhora a29OOO.
Ditos de seda de cores a I95OO.
Cassa* de cores muilo finas 500 a vara.
Chales de aa e seda a 38500.
Ditos de seda com algum mofo a 89.
Riscado francez muilo fino a 200 rs. o covado.
Chales de cambraia brancos bordados de seda
a 29000.
Corles de fusiao para colleles a 610 rs.
Cortes de casemira de laia a 49.
Chapeos francezes a 69.
Lencos de cambraia de linho para mao a
4J>500 a duzia.
Brim de linho decoies .1600 rs. a vara.
Vende-se um escravo prelo, de nacao, bom
refinador de assucar, por haver precisao; na la da
Praia n. 43, primeiro andar.
Vendem-se velas enfeiladas, o melhor possivel*
para baptisados, e tambera e tomam para enfeilar,
por preco commodo : na ra do Livramenlo n. 36,
loja de cera.
Vende-se un> braco de balanca de ferro gran-
de, do autor Romo, cora suas competentes conchas
e corren tes de ferro, proprio para qualquer armazem
de assucar ou oulros gneros, mais duas canoas de
carreira novas, de 35 palmos de comprido, dous em-
bonos de cedro e tres paos de louro com 65 palmos
de comprido, proprios para vergas de navios: os
prelendenles dirijamse a Anlouio Leal de Barios,
na ra do Vigario n. 17.
Vende-se manleiua iugleza superior a 640, dita
a
cim
700 e 800 rt., carias de traques a 160 e d 5 para
ma a 140: 110 aterro da Boa-Vista n. 70.
Vende-se manleiga franceza a 400 rs. a libra :
na ra de S. Francisco, esquina do Mondo Novo
n. 68.
SORTES.
O 39 A, confronte ao Rosario em S. Antonio,
vendem-se as mais ricas bailas de estalo para as
noiles de S. Jo3o e S. Pedro que lem vindo a esta
cidade, e juntamente amendoas a relalho e em fras-
cos.
Vendem-se muilo ricas grinaldas de Cores com
palmas para vestidos de noivas e de bailes, por com-
modo preso : na ra dos Qnarleis n. 20, 1. andar.
Vendem-se as mais novas e memo-
res sement.es de todas as hortalic.es que
existem no mercado, rindas ltimamen-
te de Lisboa, pela galera Gratidao : na
ra da Cadeia do Recife, loja de ferra-
gens n. 56 de Francisco C. de Sampaio.
SJ Ultunamoda. $
Vendem-se corles de calca de casemira de |9|
cores, padrees da ultima moda e por mui- yg
lo menor preco do que em nutra qualquer S
parle : ua loja do sobrado amarello da ra do &
Queimado n. 29. &
No becco do Carioca vende-se arroz de casca
a 392OO a sacca.
yende-se doce de goiaba de superior qualida-
de, em caixoes de 4 libras, a 79000 a arroba : na
taberna da ra Direila n. 106
Na rna da Guia n. 9, vende-se nm prelo de
meia idade proprio para engenho ou sitio, por j ter
pralica de enxada : na mesma casa vende-se chapeos'
do Araeaty, esleirs e sapalos.
Vendem-se superiores ameixas fran-
cezasja' bem conhecidas pelas pessoas do
bom paladar, em latas de 12 libras : na
ra da Cruz n 26, primeiro andar.*
Vendem-se camisas francezas com
aberturas de bretanha de linho e de raa-
dapolao inissimo, por preco commodo :
na ra da Cruz n., 26, primeiro an-
dar.
Vendein-8e aberturas de linho inis-
simo e de madapolio para camisas ; na
ruada Cruz n. 26, primeiro andar.
: Yende-se -superior chocolate fran-
cez.pqr preco commodo, ahegado ultima-
mente: na ra da Cruz n. 26, primeiro
anda.
Na ruada Cruz n. 26, primeiro an-
dar, tem para vender espingardas fran-
cezas, com dous canos, ja! experimentadas
para caca, e vendem-se por qualquer pre-
co, agradando ao comprador.
Vendem-se Kircche e Abissinthe, de
superior qualidade, por preco commodo :
na rna da Cruz n. 26, primeiro an-
dar.
j 0$ amantes da boa pitada, sao con-
vidados a comparecer na ra larga do Ro-
sario, loja do Cardeal, para comprar e a-
preciar a boa pitada do Rola o fran-
cez.
RAPE' DE LISBOA.
Na praca da Independencia loja de miudezas 11.
3, vende-se superior rap de Lisboa chegado presen-
temente.
PARA A ESTACAO.
Vendem-se os melhores bonetes de oleado que lem
apparecido nesle mercado, chegados prximamente
de Pars, pelo diminuto preco de 800 rs. : na raa
Nova n. 52.
LOTERA DA MATRIZ DA BOA VISTA.
Casa da Esperanca ra do Quei-
mado n. 61.
Nesla casa est a venda om completo sorlmento
de cautelas desla lotera, cujas rodas andam no dia
14 de julho.
Vende-se o Defensor da Religio em palestras
religiosas, 3 vblumes; collecrao de compendios para
uso das aulas, contendo calhecismo de doutrina enris-
ta; elementos de urlhographia e de arilhmetica;
regras de civilidade e mximas inoraes: na ra do
Crespo loja doantigo barateiron. 11.
Na serrara do aterro da Boa Visla n. 21 ainda
resta por vender uma* porcao de duzias de laboado
de assoallio de amarello reforcado em grossnr, com
mais de dous palmos de largara, costados, costadi-
nhos e forro, laboas com tres palmos de largura pa-
ra balcao, ditas de angelim com 3-1|2 palmos para
leme de barcacas, assoalho, forro e costados de luuro,
ludo por preros commodos; a elles anles que se aca-
ben]. Na mesma serrara se dir quem vende a
metade de uma casa terrea na ra Velha do bairro
da Boa Vista, em chaos foreiros, e rende 89 men-
saes.
Rehincha,
raucos e prelos pelo diminuto
preco de 69 cada um: no armazem de Miguel Car-
iiciro, ruado Trapiche.
Muita attenco!
Na ra Nova 11. 52. loja de Boavenlura Jos de
Castro Azevedo, vende-se bales de nova invencSo,
feilos de papel de seda, acompanhados com seu com-
petente fogAo, pelo diminuto preco de 19, proprios
para o festejo de San Jo3o. ,
Attenco ao moderno.
Vende-se ricas ligas e pulceiras de sedi para senho-
ra do ultimo gosto, pentes de tartaruga para dita,
ditos de baleia para alisar, grvalas de selim de lodas
as cores para homem de gosto moderno, trancas de
seda hrancase de cores, abotuaduras para collele do
ultimo goslu, finas charuteras, franjas para cortina-
dos, lilas de seda e tafel, leques muitos finos, luvas
para homem e senhora de cores, facas de cabo de
viado, ditas de balanco, ditas pequeas para sobre-
mesa ; e oulras muilas fazendas que s a vista dos
Emndenles se poderao mostrar : na rna larga do
osario n. 44.
Chales de casemira.
; Vendem-se ricos chales grandes de casemira de ve-
ras cores, por preco commodo : na rna doQueiruado
n. 40, loja de Henriqoe & Santos.
Para quem tiver gosto de edificar.
Vende-se um terreno com caixao para duas casas,
no principio da ra denominada Corredor do Bispo :
a Iratar no aterro da Boa-Vista u. 14.
Vendeni-se 9 escravos, sendo 3 molecotrs de
idade de 14 18 annos, 1 escravo de meia idade,
um dilo de bonita figura, uma escrava, de idade de
18 annos cora principios de habilidade, 3 ditas de
lodo o servico : na ra Direila n. 3.
Veude-se manleiga iogleza 480, 560, 640, 800
rs., queijos a 19440 rs. muilo novos, linguicas
440 rs. a libra, traques a 140 rs.: ua roa do Calde-
reiro n. 94.
Linguas de superior qualidade lano a retalhe
como em porcao, assim como erva matle, cuias o
bombas para lomar a mesma, marmelada do Rio
Grande de superior qualidade : ludo no armazem de
ra do Vigaria n. 11, de Telles & C.'.
Vendem-se na ra Nova n. 1 ricas sortes, pelo
baratissimo preco de 29600 rs. o cenlo.
Vende-se manleiua iogleza de superior quali-
dade a 480 rs. a libra : na na larga do Rosario ta-
berna de 4 portas defronle da igreja n. 39.
No primeiro- armazem do becco do Gonralves
vende-se um bonito crioulo de 26 annos e de ptima
conduela ; das 9 horas s 4 da larde.
No aterro da Boa-Visla n.80, vende-se gomma
para emgommar a 80 rs. a libra.
PECUINCHA.
Vende-se ama taberna muito afreguezada para a
Ierra e para o mallo, na ra da Praia n. 44, muilo
propria para um principiante, pois lem Inolu pon-
eos fundos ; vende-se por o proprietario nao neces-
silar : a Iralar com Tasso IrmSos.
Vende-se uma balanca romana com todos os
sena pertcncus, em bom uso e de 2,000 libras : quem
Prender, dinja-se ra da Cruz, armazem n. 4.
Vende-se manteiga ingleza nova, para bolos de
S. Antonio e S. Joao, 480 e 640, e cartas de tri-
ques fortes 140 : no paleo do Carmo esquina da
ra de Uorlas taberna n. 2.
Velas de carnauba.
Vendem-se caixas de 30a 50 libras de superiores
velas de ce/a de carnauba, fabricadas no Araeaty:
no armazem de couro e sola, ra da Cruz n. 15.
i $00 RS. A TABA.
Brim trancado branco de puro linho, muilo cn-
corpado : na loja da esquina da rna do Crespo que
volta para a cadeia.
COBERTORES.
Vendem-se cobertores de tapete a 800 n., ditos mal-
lo grandes a 19400, ditos breos com barra de cor a
I9280,colchas brancas com salpcos a 19000 : na loja
da roa do Crespo n. 6..
BRIM DE PURO LINHO, PROPRIO PARA
MILITARES.
Vende-se brim de linho branco muilo encorpado
a 500 rs. a vara, corles de casemira elstica a 49000,
pauno azul para fardas de guarda nacional a 39000
e 490OO o covado, dito preto para palitos a 39000,
49OOO e 495OO, lencos de seda de 3 ponas, proprios
para senhora botar pelos hombros a 640 cada um, e
muilo mais fazendas em conta; na rna do Crespo,
loja n.6.
SALSA PA8RILHA.
Vicente Jos de Brito, nico agente em Pernam-
buco de B. J. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que tem chegado a esta praca ama grande por-
cao de frascos de salsa parrilha -de Sands, que sao
verdaderamente falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acaulelar os consu-
midores de lao precioso talismn, de eahir nesle
engao, tomando as funestas consequencias que
sempre coslumam trazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mao daquelles, que ntepoem
seus interesses aos males e estragos da bumanidade.
Porlanlo pede, para que o publico se possa livrar
desta fraude e disliugua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recenlemenle aqui chega-
da ; o annuocianle faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na ra da Conceisao
do Recife n. 61 ; e, alm do receiluario que acom-
panha cada frasco, lem embaixo da primeira pagina
seu nome impressu, e se achara sua firma em ma-
nuscnplo sobre o invollorio impresio do mesmo
j reos.
Vende-se nm cabrioiet com sua competente
coberta e arreios, ludo quasi novo ; assim como 2
cavallos do mesmo j ensinados e mansos : para ver,
na cocheira do Pedro ao p do arsenal de marinha, e
para Iralar, na ra do Trapich Novo n. 14, primei-
ro andar.
9 Arados americanos. 9
S Vendem-se arados americanos chegados ul-
timameute dos'Estados-Unidos, pelo barato %
9 preco de 409000 rs. cada um : na ra do Tra-
~" piche n. 8. }
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODAO
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-se o. superior panno de algodao
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de escravos : no escriptorio de Novaes &
Companhia, ra do Trapiche n. 54, pri-
meiro andar.
Vendem-se 4 escravos, 1 mulato de 20 annos,
1 moleque de 17 annos, 1 prela lavadera e engom-
madeira, 1 preto de 40 annos e 30 travs de pao dar-
coi na roa larga do Rosario n. 25.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa', fa-
bricada no'Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons effeitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, aiy
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.,
&
Vendem-se relogios de ouro e prala, mai
barato de que em qualquer outra parle :
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Chapeos pretos francezes
a carij, os melhores e de forma mais elegante que
lem vindo, e ontros de diversas qoalidades por me-
nos preco que em oulra parle : na na da Cadeia do
Recile, n. 17.
Beposito dm fabrioa da Todos m Santo na Babia.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber &C, na rna
da Cruz n. 4, algodaS trancado d'aquella fabrica,,
muito proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Vendem-se em casa de Me. Calmen t & Com-
panhia, na praja do Corpo Santn. 11, o seguinte:
vinho deMarseilleem caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em novellos e carreteis, bren em barricas muito
grandes, aro de milao sortido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rna da
Sena-ala nova n, 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamuhos, para
dito.
PECHINCHA PARA OS SRS.
ARMADORES.
Na loja da rna do Queimado n. 22, vende-se se-
(im azul claro de superior qualidade a 500 rs. 9
covado com pequeo 'oque de mofo, he para acabar.
HE BARATISSIMO.
Corles de brim de cores de paro linho e padre*
modernos a 19750 rs., assim como grvalas de se-
lim de cores muilo bonitas a 600 rs. ditas de "chita
a 200rs., venham ver para se capacitar, na loja de
Leopoldo da Silva Qoeiroz, ra do Queimado u. 22.
CHALES DE. ALGODAO MUITO
BONITOS A 1,000 RS.
Qnem os vir compra, ainda qne nao lenha vonla-
de, na loja de Leopoldo da Silva Qneroz, ra do
Queimado n. 22.
V ende-se os Mari)res Pernambncanos: na pra-
ta da Independencia loja n. 40.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violSo e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
TAIXAS DEFERHO.
Na fundicao' d'Aurera em Santo
Amaro, e tambem ,no DEPOSITO na
ra,do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Marinha ha' sempre
um grande sortimento de taichas tatito
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ;'e em ambos os logares
existem guindaste*, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. Os
precos sao' os mai commodos.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundiefio de C.-Sta -mpanhia
em Santo Amaro, acha-se para Tender
moendas de cannas todas de ferro, "de um
modello e construccao muito superiores.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C.
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos de ferro de -"rior qualidade.
PECHINCHA.
ho aterro da Boa-Visu< n. 78, vendem-se ricos
pentes do alar cabello, em caixinha, pelo diminuto
preco de 1J(000 cada uro, tordas para vioUo por 80
rs. cada ama.
AOS senhores" de engenho.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, emnregado has co-
lonias inglezas e hollandezs, com gran-
de vanlagem para o melhramento^io
assucar, acha-se a yenda, em latas deTO
libras, junto, com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
ESCOCEZ DE LAA' E SEDA.
Vende-se escocez de Sa e seda de gs- -
tos.os mais modernos, proprio para vesti-
dos de senhora : na ra do Queimado n.
38 em frente do becco da Congregacito,
e da-se amostras deixando penhor.
Vende-se urna carroca com o sea compelente
noi: qnem quizer negociar, dirija-se a raa do Sebo
sobrado amarello. .
QUEIJOS E PRESUNTOS.
>a rni da Cruz do Recife no armazem n.' 62. de
Antonio Francisco Martins, se vende os mais supe-
riores queijos londrinos, presunto para fiambre, nl-
limamente chegados o, barca ingleza FaJpa-
FARINHA DE MANDIOCA
muito superior e em saccas de 2 Ii2 al-
queires por preco commodo: trata-se na
ra do Amorim n. 54, armazem de Ma-
chado & Pinheiro, ou na ra do Vigario
n. 19, segundo andar, escriptorio dos
mesmos.
Vende-se com cavallos ou sem elles om
carro de 4 rodas com 6 asienlss, mnito
forte e com pouco uso, e um lilburv em
bom eslado : a fallar na praca da Inde-
pendencia n. 18e20.

Na ra do Crespo n. 23, '
vende m-se chitas largas francezas, padri
euros e cores fizas a 240, corles de caseiniras W
finas e modernas a 49500, ditos de rois
mira a 19600, eseuiao de linho n
19120 a vara, casemira prela fina a S900Oo
orle, panno ano de todas as entes a 39000 o #
covado, chales de Ua escaros a 800 rs., lencos #
de cambraia de linho a 480 e 640, chile larga #
com algum mofo a(200 rs., merino com duas #
largaras a I96OO, rucados francezes, largos #
9 de eores.fixas a 180, oulras muitas fazendas #
por preco muito barato. .
^
Chumbo.
Vende-se chumbo em barra e lencol : no arma-
zem de Eduardo H. Wyatt, ra do Trapiche Novo
n. 18.
F A RTNHA E MAKDlfJCX"
Vende-se a melhor farinha de mandioca
que ha no nvercado, a bordo do brgue nacio-
nal Inca, e da escuna Zeloza cliegadadeS.
Calharina para porcOes, no que se far aba-
le eropreco: Irala-se com os consignatarios
no escriplorio da roa da Cruzn. 40, primeiro
andar.
N. B. Para maior vanlagem dos comprado-
res, podem dirigirse au Forle do Mallos e
junto ao trapiche do algodao chamar para
l)ordo,que_se manda logo o bole Ierra.
Vende-e feijo mulatinho muito
novo em saccas grandes, no armazem de
Jos Joaquim Pereira de Mello,noaes
d'Alfandegu u. 7 a' tratar no mesmo, ou
com Joaquim Pinheiro Jacome. na tra-
vesa da Madre de Dos arraasem n. 9.
CHAMPAGNE.
Vende-se vinho de Champagne da bem acreditada"
marca Cometa: no> armazem de Patn Nash &
Companhia, rna do Trapiche n. 10.
Na roa do Vigario n. 19 primeiro andar, tem pa-
ra vender-sechapeos de castor brancopor commodo
preijo.
tamela.. Bdwta M.
Na ra de A pollo n. 6, armazem de Me. Cal mon
& Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
mentos de taixas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas jneliras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para a rmar em madei-
ra de todos os lamanhose modelos os mais modernos,
machina horisonlal para vapor com forra de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslanhado
Cara casa de purgar, por menos preco qne os de co-
re, esco vens para navios, ferro ra Suecia, e fo-
1 has de (landres ; tudo por barato preco.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu*-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos: na rua-do
Trapiche Novo n. 16.
Velas de carnauba.
Na ra da Crnz n. 15, segando andar, vendem-se
velas de carnauba, puras e composlas, feilas no Ara-
eaty, por menos preco do que em oulra qualcuer
parte. ^
'. Vendem-se cobertores brancos de algodao gran-
fV }?**'' 1 ? ^ Ml'"M ,ambem 8rand-
19280, ditos de salpico de tapete, a 1400 .na ra do
Crespo loja n. b.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro ^e_D. W.
Rowmann na ra do Rrum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro,
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e. com promptidao'
embarcam-se ou carregam-se em carro
*em despeza ao comprador.
Bichas de liamburgo.
No aoligo depdsilo das bichas de Haniburgo, ra
eslreila do Rosario n. 11, vendem-se as melhores bi-
chas de liamburgo aos ceios e a relalho, e lambem
se alugam por menos do que em oulra qualquer
parte.
Deposito de vinho de el
pagne Chateau-Ay, primeira qua- 1
iidad, de propnedade do condi |
de Mareuil, ra da Cruz do Re-
tife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vnde-
se a 565000" rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le^
I comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a foso j
Conde de Mareuil e os rtulos]
das garrafas sao azues.
RUUJWW^N(LEZE vendem-se por prco commodo : e
de Barroca & Castro; na ra da Cadeia do
Recife n. 4.
Na ra da Cadeia do Recife n. 80, arma-
zem de Henrique Gibson:
veudem-se relogios de ouro de sabonete, de paten-
te inglezes, da melhor qualidade e fabricados em
Londres, por preco commodo.
Na rna do Vigario n. 19 primeiro andar, Um i
venda a superior flanella para torro de sellins che-
cada recenlemenle da America.
Vende-se sola mnito boa, da melhor qne lia
no mercado, em pequeas e grandes porches, pelles
de cabra e esleirs de palha de carnauba, ahogado
ludo ltimamente do Araeaty: na roa da Cideii do
Recife n. 49, primeiro andar.
Cera de carnauba.
Vande-secera de carnauba do Araeaty: na roa
da Cadeia do Recife n. 49, primeiro andar.
Vende-se um excelenle carrinho de 4 rodas
mui bem conslraido, embom eslado; esU'i exposto na
roa do Aragao, casa do Sr. Nesme n. 6, onde podem
os prelendenles examina-lo, e tratar do ajaste com
o mesmo senhor cima, 00 na ra da Cruz no Recito
n. 27, armazem.
PALITOS DE ALPACA FRANCEZES.
Grande sortimento de palitos de alpaca e de brim:
na ra do Collegio n. 4, e na ra da Cadeia do Red-
fe n. 17 ; vendem-se por preco moilo commodo.
Moinhos de vento
'ora bombas de repuxo para regar norias e batl|
de capim, na fundicao del). W. Bowman : na ti
do Brum ns.-6,8 e 10.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barris de 4., 5. e 8.: no armazem da
do Azeite de Peixen. 14, ou a tratar
escriptorio de Novaes 4 Companhia, na
ra do Trapichen. 54.
Padaria.
Vende-se orna padaria muilo afreguezada: a Iralar
com Tasso & Irmaos.
Aos senhores de engenho.
Cobertores escoros de algodao a 800 rs., ditos omi-
to grandes e encorpados a 18400: na roa do Crespo,
loja da esquina que volta para a Cadeia.
Devoto Ghtstao.
Sahio a luz a 2. edicJo do Tivrinho denominado
evoto Chnsiao.mais correcto eacrescentado: vnde-
se nicamente na livraria n. 6e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada ejemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um si panno, muilo grandes e
de bom goslo : vendem-se na ra do Crespo, loja da
esquina que volta para a cadeia.
escravos ruemos.
Antonio, moleque, alto bem parecido, cor
avermelhada, nacao congo, rosio comprido e barba-
do no queixo, pescoco grosso, pos bem feilos, leudo
o dedo ndex da mao direila aleijado de um tallio, e
Eor isso o Iraz sempre fechado, com todos os denles,
em ladino, oflkial de pedreiro e pescador, levou
roupa de algodao, e urna palhoca para resguar-
d-r-se da ehuva; h loda a probabilidadede ler sido
seduzido por algoem; desappareceu a 12 d maio
crrente pelas8 horas da manhSa, lendo oblido l-
eon ja para levar para S. Antonio nma bandeija com
roupa : roga-se portanto a lodas as autoridades o ca-
pules de campo, hajam de u apprehender e leva-lo
a Anlonio Alves Barboza na ra de Apollo n. 30,
ou em Fra de Portas na roa dos Guararapes, onde
se pagarao lodas as despezas.
Fugio na sexla-feira 9 do corrente, as 11 I
ii nianhla, ama preta crioula de nome Ali
de idade 18 a 20 annos, he baixa, tem
lado direito do queixo Ires costuras de gli
se rasgaram, sendo uma deltas mais saliente,
era va do Sr. padre-meslre Capis tra fio: quem a pegar
e levar ra do Crespo 11.10, ser generosamente re-
compensado.
Desappareceu no dia 15 dejaniero do corre-
le annoo escravo Jos Cacante,'de idade 40 annos,
pouco mais ou menos, com ralle de denles na frenle,
testculos crescidos, e ciealrizes as nadega; ; grali-
flea-se generosamenle a quem o* levar a* alerro'da
Boa-Vista 11. 47, segundo andar. 0 .
_---------------rXl.--------------
Fon. Tj, aeM. aT. a JTarU.-
V

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