Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01650


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Full Text
AUNO XXX. N. 141.
QUARTA FEIRA 21 DE JUNHO DE 1854.
-
f*
r
\i
I.
Por S meies adiantados 4,000
Por 3 meses vencidos 4,500.
Por Anno adiantado 15,000.
Porte franco para o snbscrptor.
ENCARREGADOS DA SBSO.RIPCAO'
Recife, o proprielario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joo Pereira Martins; Bahia, o Sr. F.
Dupnd; Macei, oSr. Joaquira Bernardo de Men-
donca ; Parahiba, o Sr. Gervazio Victo- da Nauvi-
dade; Natal, o Sr. Joaquira Ignaftio Perera; Araca-
ty, o Sr. Antonio de Lemos Braga ; Cear, o Sr. Vi-
ctoriano AugustoBorges; Mranhao, o Sr. Joaefuim
M. Rodrigues; Para, or. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 86 1/2, 26 3/4 d. por 19
Paris, 360 a 365 rs. por 1 f.
Lisboa, 1Q0 por 100.
Rio de Janeiro, 11/2 a 2 O/o de rebate.
Acces do banco 15 O/o de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Discoi
onto de lettras a 7 1/2 a 12 0/0
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 289500 a 299000
Moedas de 69400 velbas. 169000
de 69400 novas. 169000
de 49000......99000
Prata. Pataces brasileiros.....19930
Peso columnarios......19930
mexicanos.......19800
. PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garaihuns nos dias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Visl, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as qiintas feiras.
PREAMAI DE IIO.IE.
Primeira 1 hora e 18 minutos da tarde.
Segunda 1 hora e 42 uinirtos da manha.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e qnirrtasfeiras.
Relacao, tercas-feiras e sainados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaosj segundas e quintas s 10 horas.
1." vara do civel, segundase sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
.RPHEMEIUDES.
Junho 4 Quarto crescente a 1 hora, 48 mi-
nutos e 48 segundos da raanhaa.
10 La cheia as9horas, 12 minutos e 48
segundos da tarde.
17 Quarto minguante aos 5 minutse
48 segundos da tarde.
> 25 La nova aos 5 minutos e 48 se-
gundos da' larde.
DAS DA SEMANA.
19 Segunda. S. Julinde Falcojfieri v.
20 Terca. S.*Silverio pjB. ; S. .Serrino m,
21 Quarta. S. LuU (kmzaga ; S Albano.
22 Quinti. S. Paulino b. ; S. Nietas b.
23 Sefla. Jejun (Vigilia)O SS.' Coracao doJezus.
24 Sabbado. >goj- Nascimenlo de S-Joo Baptista.
25 Domingo 3. A Pureza da SS. Virgem Mi de
Dos ; S- Guilherme ab. S. Febronia v.
EXTERIOR.
COBBESPONDENCIA8 DO DIARIO DS
FEHNAJOBUCO.
Lisboa 4 a Jambo.
S. II. El-rei D. Pedro e S. A. o Sr. infante D.
, l.uiz lahiram a barra do Lisboa na manhaa de 28
do patudo, em' direc?3o a Londres, a burdo do va-
Kde gnerra Mindtllo, levando de estado o vapor
me de Saldanha. O vapor brasileiro Maj, que
se chiva do Tejo recebeu ordem do ministro do im-
perio para acompauhar o. augustos viajantes at ao
sea desembarque em Ingfaterra, e o inesnio fez o
vapor fraiirez .\rwton que se achava surlu ncsle por-
to. Na aule-ve-pera houve uo pa$o das Necessida-
des lis numeroso cortejo de "despedida a que con-
correram os corpo legislativos, o diplomtico, a
corte, curato c giandissimo numero de pe*s**as.
Nefae mesmn dia tarde, foi u rei rom seu pai, o
re nha, que se eehava bastante incommodado. O .bo-
ta Tora'fai solemne, alem (Jos vapores da comitiva
real, e dos dous eslraugeros, foram mais tres al
Beln, nos quaes a o corpo diplomtico, as fama-
ras e multas pessoas convidadas para este fim. El-
rei D. Fernando desembarcou no caes de Belem, in-
do dalli para o paco, realmente consternado e sau-
dom pela separadlo de seus fillios. As pessoas que
acompaohartm os ausustos.viajantes foram Oelu-
5ne .da Terceira, o visconde da Carreirai o barao
e Sarment, o doutor Folke, meslre de mathema-
tie de S. M-, e Francisco de Mello.
Tem aqoi causado muito conteniamcnlo o bello
vapor D. Mara II, por onde ( se Dos quizer ) re-
ceben esta, o primeiro da companhia hiso-brasilei-
ra, que mullos baodarras ehram nao ir avante. lie
e-semado fazcr-lhe a deseripcao elelle porque ahi o
ver. E nao he por falta-de a ter a nio, porque
nao ha jornal que a nao tenha feito. .'Bi .visila'o
por meio Lisboa, e al SS. MM. o honraram.
Ah tai a narrativa deste festejo que fui realmente
i j i
n.
tregoo o produelo da celebre subscripc.3o de queja
Ihe fallei misericordia ile Loanda, o que talvez o
salve da censura que lhe tinha fulminado o parecer
da commisso da cmara electiva, a quem este nego-
cio tinha sido submetlido. Agora a oleic.au delle pe-
lo circulo de I iu maraes he que de cerlo se .nao apro-
va; mas para lhe evitar este desar, o governo pro-
jecla fze-lo par do reino. Veremos.
O conde de Saldanha, filho do duque foi ao Porlo
rasar rom a fillia do Canavarro do Peso di Regoa,
herdeira rica, amparo que elle bem necessita, porque
he u m rapaz sem pi estimo e sem fortuna. Acompa-
nhou-o sna intiaa, a condessa de Tavarede, viuva,
que lamben) ter la um projeclode secundas nupcias.
II. Rodriaoelo Almcida.sobrnho do marechal sesuppoc
foimcsinacidade parase casarcoma lha do visconde
de Veiros, que fora melliria n'uiu convento por que-
dornado Ju vosamente e alcatifado por dentro, coroas
ricas, rolas enlejiada*, e urna coroa toda de ouro
com vinlee dous hrilhanles!'. Appareceram 23 poe-
sas dulcientes, em differentes linguas, seudo 2,300
os impressos em setim I Houve o competente vivorio
etc. Tem havido aplausos, e pateadas, com os com-
planles arrebiques de insultos e soco, que tem tor-
nado a queslao d'alta importancia. Veremos se ha
prolocollo, sea conferencia de Vienria (orna a cousa
na devida considerado. Si o vidium luckeri, nao
vem enfraquecer a grande producc3o de mizerias
mzereveis nos campos pontista e geordanisla, lemos
urna abundante colhella d'epsodios ridiculos. Es-
tao-se fazendo as expropriares para os gazmetros,
rcr casar qoni uiu caiseiro de coiumercjo do Poeto,
cousa que daa graude escndalo entr a fidalgoia, lempo anda haver a luz d'oleo, era
que anda tem em poura conla
briaVinle.
finita de SS. MMe A. a bordo do rapor
Mara II, da'cowfra>ihia tuso-brasileira.
No di 25 do correnle S. M. el-rei regente, S.
M. el-rei D. Pedro V,eS. X. o senhor duque do
Porto, visjtaram o vapor D. Mara II, o primeiro da
companhia luso-brasileira que vai fazer a qarreira
entre Portugal e o Brasil. SS. MM. e A. tendo-se
dignado aceitar o convite que lhe fez o director
vUcoude de Castro Silva, abordaran) ao vapor pelas
lre horas da tarde, o pavitttao real nelle irado
annunciou dslincl honra que recebia.
a Urna brilhante rccepcSo eslava preparada a lior-
do, aos augustos visitantes quaudo chegaram acom-
panhidos'dos ministros do reino,fazenda. justica, e
marinha, duque da Terceira, visconde de Campanha,
enmmandante da nao Paito da Cama, o conselhei-
ro Soare Franco, general conde de-Santa Mara,
coatmandanle da l. divisao militar, c o inspector
do' arsenal.
Desreram as oseadas do prtalo o visconde de
Castro Suva e o primeiro commaudanlc Jos Thoni-
P*on a reeebe-|os ; an prtalo estavam lodos ol offi-
riaes da vapor, e no tombadilho umarbrilhante ron -
niito de damas e cavallciros, por que o sohredilo
ilireclor tinha convidado, para assistir a tjh> honro-
sa visita, to tes em Lisboa ; c alem dos minislros da corda e
mais pessoas ja mencionadas que acompanhavam
SS. MM.. tinha sido convidado o ministro do Brasil
o Exm. Sr. Maciel Munteiro, como representante do
paiz ao qual Uo fortemenlo se acha ligada ela em-
prexa, assim em seift rapitaes como em futuros ra-
leresse ; e lainbem linliaro sido convidadas todas as
autoridades la capital, o Rovernador rivil conde dj J-f.
as mecnicos... po-
bres, lim entendido. A condessa dae Antas tambem
vti passar s segundas nupciagjgm, odepulado Cos-
a e Silva, filho do barSo da.^jQlvar. E para acabar
com este rol da matrimonios, a nica lidiado nego-
ciante Kruz, Julia, que havia soltura, recebeu-se
com osrretarioda emh.iivada hespaoliola ncslj cor-
le JoSo Baptista Sandoval no dia 21, uo palacio da
Nunciatura.com graude solemuidade, porque o Nun-
cio Mgr. lli Pielro, convidou rouita gente para este
acto, e para o baptisnio de unifillio do minslro da
Blgica, sacramentos que elle -ruesmo adminislrou,
dando do, (ni un lauto hinche aos convidados.
Os receios da rholera-morbus desvaneceram-se,
porque na (jaluza donde a temamos, est ella quasi
maneta. O auno vai prospero para a agricultura, e
o mal das vihluM prometi nao ser este anno Ho ge-
ral uem lito pernicioso. O caminlio de ferro
vai indo, posto que lentamente ; mns agora chegou
um dos capitalistas inglczes dos mais ullueiiles da em-
preza, de quem so espera grande impulso. S. M. o
regente ir este auno para Cintra, mas sedode natu-
ralmente quando se fecharen) as cortes.
De proposito deixei para o (im o dar-lhe conla do
estado em queso acha a tan rendidaquestodo con-
sul*j>ortugnez nessa cidade, a qual tem agora toma-
do grande calor, depnis que d'ahi chegou o assig-
nado de Irezeutos c lautos patricios uossos, onde et-
les dizein que so lhe nao liram dahi semelhanles au-
toridades consulares se farao subditos .de outni na-
?ao. Com este nolavel papel, e com o certificado do
labelliao Costa Monleirn, de que todas as ussignaturas
da primeira reprosenlacSoquej foi publicada no Dia-
rio do Goi-erno. foram verillcadas e reconhecdas por
elle, fizeram os emisarios que aqu oslaode Per-
nambuco, urna enrgica pelicao ao gnvenio, apre-
senlando-lhc estes d.ociimeulos, e analysando os do
cnsul que foram impressos no referido Diario. Pe-
la imprensa toda da capital foi reprodiizido o assig-
nado, que continlia um agradecim'eulo aos jomaos
portuguezes, por havercm advogado a causa dos seus
compatriotas. O depulado Jos Estevao annunciou
na cmara dos depulados que quera in'erpellar o
ministro* dos negocios estrangeiros a este respeito,
ao que elle se lem esquivado dizeudo. que aiuda nao
receben a rcsposla do cnsul, o que mandara ouvir.
J d'ahi tem sabido Ires vapores depois que o cnsul
recebeu ordem para respouder. Isto amiuncia que
esse cavalleiro he pnco briow em acudir pela sna
honra,'que est aqu de dia para mada de um modo gravissimo. Esta delonga faz mo
elleilo, e inquieta os prolectores que elle aqui tem,
linda que todos sao cloiideslinos.
Apcuas_ agora depois que os emissarios F. Thomaz
e Maaalhaes Bastos lem publicado alguns documed-
tos de cunsideracSoa respcilodeheranoas,he quo-a-
huio urna correspondencia n'aleuiu jornaes, assig-
nada F. .1. de Souza, uome suppostu, mas sanc-se
que he de Paulo Mido-i, ex oflicial da secretaria dos
.

Punte, ehefe e sub-cUefu do estado malor do e\er-
cilo barao d* Luz, e 1). Antonio Jos de Mello e
Saldanha, major general da armado barao de Laza-
rim, e o inspector do arsenal, o presidente e secreta-
re* da cmara dos deputados, e os depoladoa pejos
circulo de Lisboa e do Polio e o ex-governador ci-
vil daquella cidade visconde de Pdenles. t
Foi uaquella cidade que Uve origen) 13o patrio^
tica empreza. nena existe a sede da drec-jao que
actaalmenlo se compOe, alem A visconde de Castro
Silva, do visconde daTrindade, edo negociante Joa-
quim Pinto Leite ; all exislem urna parle impor-
lanrissima dos seus accionistas ^ emtim a cidade do
Porto ufana-so do impulso que deu a esta empreza
gisantcsca em todo o tentido, e que hoje se acha
Turna marcha tan prospera ; graras direcrilo es-
pecialmente ao visconde de Castro Silva que tilo
activamente se tem dedicado ao seu deseuvorvi-
roento e prosperidade, como os habitantes de Lisboa
tem presenciado, tendo -milhares de pessoas todos
os das visitado e admirado aquello magnifico vapor.
SS.MM. logo que chegaram a bordo passaram a
examinar muito altenlamcnlc todas as cmaras e
arranjos do barco, e acompanhados do visconde de
Castro Silva, do l. commandante e do 1. enge-
nheiro examinaran) a machina minuciosamente, e
mostrando desejos de ver suspender o hlice subw
ram i tolda para ver cxecular aquella operaco. Foi
ento que all se dignaran) receher os comprimen I os
das pessoas que se achavam a bordo, dirigindo a lo-
dos exprsese* agradaveis, com a delicada affabilida-
de que os carcter isa
A excellenlissima vscoudessa de Castro Silv atinha
pedido a sua runhada, esposa do consclheiro Silva
Maia, e a oulras senhoras suas amigas para tambera
aaatstirem a esta visita,*; entre ellas se achavam pre-
sentas as excellenlissima; condessa da Ponte, Alcal
(jalino, c Campusano, vjscondessa de Alpcndura-
da, do Piuheiro e suas fllhas, a esposa e lidia do Sr.
1). Antonio Jos de Mello, D. Maria da Conccisao
S, D. Emilia Kruz, D. Thoniazia Guedcs.
No elegante e espaseso salao foi servido um cx-
plendido lunche, oii jantar em cinco mesas que cou-
tinham noventa lalnere*. Na mesa do centro esta-
vam SS. MM. e A. que se dignaram convidar para
a mesma mesa as Senhoras Alcal Galiann, viscon-
de-aa de Castro Silva c Campus-uo, os qualro m-
aistroa'da corda, os ministros do Brasil c de Hcspa-
aha, duque da Terceira, presidente da cmara dos
deputados e visconde de Campanbaa.
SS. MM. tinham concedidoa mesma honra aovis-
coade de Castro Silva, mas ete sollicilou a grai;a de
servir pea-clmenle a SS. MM. na qaalidade de re
presenUnte dos propretarios do vapor, em cujo ser-
vico foi coadjnvado pelo primeiro commandante
Thompson.
A's 6 horas terminado o Invehe subiram SS. MM.
a A. e todas as mitras pessoas para a esparosa tolda,
aande foi servido o caf; mas so depois das 7 horas
he que SS. MM. se retiraram, lendo manifestado da
mamara mais positiva delicada, o nlcresse que to-
mavam pela empreza, e a satisfacao que scntia-n pe-
lo que acabavam de presenciar a bordo, nao sii no
\perteito e magnifico arraojodo vapor,, mas tambem
avhl re-ep-ao ,ne all linham encon-
I visconde de Castro Silva dirigirn) as expres-
iais obsequiosas e lisongeiras para a companhia
Iu*o*rasileira, para a sua direc(;ao e para elle indi-
vidoarmenle.
< A rioile veiu per termo aquella agradavel reuniao
da qual Iodos se retiraran) salisfeilos, sentiudo de-
veras que por mais lempo se nao prolongasse.
Sej* o'vapor D. Maria II, 1,1o feliz, em sua car-
reita, qnanto rala deve ser companhia luso-bra-
sileira a recordaran dcsto dia.
Deosponha a vrtudea. tao bem eslrcada cirreira,
que vai augmentar, a celeridade das comrauuiea^Ces
entre o Brasil e PoVtugal.
Di-cntio-se finalmente c volou-se o punto capital
do projectopara aaBpli{ao parcial dos morgados.
Sarao aboutos todos osvvinculos c capellas que nao
tiverem orendimcnlo a\nual de 1:(XX5000 rs. e to-
dos os vnculos pcquenosXquc reusiidos em um so
ad-aiaWrador ni, renderem 2;4OS000 rs. Agora
estafe discutindo quem saa. as pessoas habis para
reqnerer esta abolirn, e dentro de que praro, o
que lem sida obje-io de renhida discussao. Eslas
reformas de meia tijeMa tem isto epmsigo. A leido
Brasil, se me 8o engao, iem nirsiuatro ailigns, e
arabou com a cousa por uma vez,
Ainda assim nao passarHlal qu'al na'cmara dos
pares,e de cerlo que este anno n.io termina o debate.
As cortes foram adiadas ate ao nnl ,ie junho corren-
le, val haver sessoes nocturnas, e lia bsianle lo-
do o tempo he pouco. O ori;aiuenlo 0l(i Ua(|0 ^xi
ordem do, da de segunda fcira 5, ^imla aiiwra !
Nta-se que sendo esta cmara de d-pnuufos campos
ti na sna maioria de progressisls e df escriptores
qua tanta -alyrsaram ai cmaras do /$itu/|0 cabra-
lisia, nao. se tanha distinguido ( eihati- n,eleg!)
ncm pela sua inlelligenria, neni pela sua aclivida-
de, nem po nenhuma lei meinoravel, porque esla
mesma dos morgados lira uma lastima.
be outros assumptos de poura importancia tem
tratad a cmara, dos quaes s vale pena citara
nova lei do real d'agua, que foi prombvida por uma
vehemente represeolj-ao feila ao parlamento, por
A. Harculano, como presidente da cmara munici-
pal de Belem, qu se necusava a pagsr este imposto
sobre aa eaetaa secca, porque a ler existente era
MBiwa a esle respeilo. !
ClUg-ni aUre-naatem; a esta capiul ogovernador
de Angola, rtoc-nde do "Ji-iheiro. Diz-se que en-
PABXS
18 da malo.
As esquadras combinadas raarcham para o seu
destino ; a franceza chegada ao eslreilo de Wingo
na entrada do Bltico nao parou all um s instante,
coutnuou a derrota operen sua junecao cum a b-
gleza. Reunidas ellas partirn) juntas da enseada
de Ufenabeu, lendo antes recebido bastantes provi-
sOes de Slokolmo, inclusive 200 bois. Occupam-se
rom aclividada da constru-co de chalupas, que a
conlieuracodas costas daFinlandia torna uecessarias
par^ as opera^Ges de desembarque.
.0 goveruo russo pela sua parle toma todas as me-
didas ao seu alcance para impedir a navegado das
mesmas no golpho de pinfndia, ou fazer que Ihes
seja fnnesla. O senado da Finlandia deu orden
WT*n*"" ">)"."''" .^mi para-qua todas -aa bal's-ff'y)Wein flfrflBUda*Ui'n aflaa
aailos os phrcs da cosa, e para queT^pT
cnsul lo Rinde ianeiro.'rto doqe alir lomes, que
nao assignou a tal correspondencia -lorque o seu
mime nao he aqui de grande elleilo, nen) o de ulro
quelamliem esfamedido oslo,RoliertoJoscda Silva,
correspondente do Jornal do Commercio dn Rio,
queda mesma forma, annimo, escrevenno Porlu-
guez, urna defeza nmil^ fria do coosul de Pernam-
bueo, publcacoes o-las a que tem respondido muito
bem os emissarios que estao em Lisboa, que de cerlo
mais zblosos eactivos nao os podfam escolher os nos-
sos portuguezes do Pernambuco. Esle negocio tem
cuslado a resolver, porque o cnsul do Rio tem aqui
muila gente que intercede por elle, que he o susleu-
laculo do sobrinbo, e se este for demitlido, far seu
abal na couservacao daquclle uutro, que j teve;
decreto lavrado de exonerarlo, e nao goza c de bous
crditos. O de Pernambuco, se nao fossem os suc-
cessos do Arrogante, ninguem sabia quem elle era.
Apezar dcstas prolccces, argumas das quaes se diz
que nao sao desinleressadas, he impossivel couser-
var uma aiiloridade contra quem se levaulam lodos
aquelles que o deviam respeilar, e ter por amigo,
e que lodos os dias he injuriado pela imprensa de
Pernambuco, como vemos dos jomaos que de la vem,
e pela nessa, que o tem tratado severamente, ha vendo
apenas aquelles dops encapotados que cima nomeci,
que toinaiii as escondidas as parles delle. O minis-
tro Jervis, como hometnsem cesolurao, est intimi-
dado com esle aspecto que a questa tem lomado ;
Rodrigo da Fonscca lie quem o noverna, e he elle
que lem prolrahido a resoluco; com o pretexto de
se. esperar pela resposla do cnsul; mas com a in-
lerpellacao na cmara, e coro as instancias dos jor-
naes esle n lia do se desalar ; e lodos dizem aler-
tamente que ser um acinle perigosocodservar o go-
verno porluguez case agente, onde tem tantas an-
lipathias. .
A importancia das retacees que cada vez mais se
multiplican) cutre Portugal e o Brasil, pede que se
rolluquom nos princlpaes porlos dess? imperio, pes-
soas serlas c dignas cmtodo o sentido, como se diz
gralmenteque he o uosso cnsul na Bahia ; e cu tao
se poder ohvia*a**s indignidades porque o nosso
pundonor nacional lem passado no tocante aos co-
lonos, ile quem os cnsules n3o fazem caso, nao obs-
tante vir no orea monto do ministerio dos negocios
estrangeiros. uma verba para despezas com o vali-
miento que os consulados porlusuezcs tenham de
prestar aos uossos compatriotas. Est se fazendoal-
guma cousa a este respeito, mas de certo ha de vir
larde e a ms hora. E ha ainda quem fallo aqui em
preguira do Brasil *
A excedente cantora A. Caslcllan, que se disse
uc ira por gro-sa quanlia cantar ao thealro lyrico
do Rio de Janeiro, ficou scripturada de novo para
o nosso thealro de S. Carlos, com a mesma somma
que gnhava, isto he, 12 conlos de ris, poroilo me-
zes, e dous beneficios. J he o lerceiro anno que c
a lemos, e n3o enfastia.
No mez passado nao houve vapor da carreira de
Liverpool, por Iranstorno qae houve na expedicao
do fahiana ; mas espera-se amauhaa. 5, aqui o u-
lilania, pelo qual lhe raaudaroi as noticias que oc-
correrem ueste In-cvc mtervallo, se as houvcr que
valham a pena.
Porto 31 cu nulo.
Mais vale trele que nunca. A companhia de
navegaran a vapor Luzo Brasiteira, juslificou final-
mente a segunda parlo do seu nomc. Creio que es-
ta j ah sera ronduzda pelo novo vapor, da dita
companhia, Z>ona Mara II, que se diz ser um bc-
lissimo barco, que nao pode fazer uma visita de
comprimentos ao velho Douro, porque a senhora
barra continua no seu eslado de ncomunicabildade
para os grandes vasos. O vapor lezfurore em Lis-
boa, onde tem sitio mudo visitado, tendo lido a
honra de receher a familia real, que realmente se
dignou aceitar a bprdo um lunch, que Ihes offereceu
a direcrao, e segundo as infrmateles os augustos
vigilantes nao mnsfraram falta el'apelitc. O mi-
nistro do Brasil, Maciel Monteiro, que. lem muilas
simpadiias na corle, accompanhou o farrancho, e
tambem pelisenu na mesa real, que realmente era
uma mesa. Finalmente o joven rei Pedro 5. sahio
a fazer a sua visita s cortes da Europa. Foram dous
vapores de guerra portuguezes, e ate Londres vai a-
companhaelo por um vapor brasileiro, e outro fran-
cez que acompanhar a llolilha real al ao cabo de
Fiui-lerra. Diz-sc que S. M. regressa a Lisboa em
mis d agosto.
A palluca casera est por c muilo magra, e
pouco apimenlada. Os palos do capitolio grasnam
sem que ninguem d por isso, e o lmenlo espre-
gui-a-sfl induleiilemciile nas secreUirias mimsle-
nao-. A opposic.Ho moslra symptomas d'esfalfa-
mcnlo, e especula em pataratas. A docnca do du-
que de Saldanha, he a sua mina" cnexgotavel para
circulajo de hoalos a seu sabor no mercado noli-
tico. '
A queslao do Orienle, que esl sendo em loda a
partea palpilnute da aclualiilade, perdeu aqui toda
a imporb-B*kroni as queslocs Ihealraes. Ua aqui
iluns priflis donas, ou donas primas urna Ponli
e oulra Geordano Os dileclantis dividiram-se
em polifta*, mpordanitlan, ntreos quaes se a-
hriram s hoslilidide-u A Ponli fez o seu benefici,
leve coroas, flores, versos, vivorio, hrincosde bri-
manes, e um bracelete dn ouro com o retrato fal-
la, os de Rossini.Bellini Uonizelli.e Verdt, as qua-
lro grandes notabelidades na ciencia das [tizas $us-
tinidot, trnitort etc. A Geordano fez honlem o seu
beneficio, e leve o thealro Iluminado por fura, a-
e conductores para a illuminatao, que est em expec-
tativa. Esla Kenle reage a toda a luz, que nao ti-
ver torcida. Viseu e Coimbra vao ser illuminadas
a gaz, e lalve primeiro que o Porto,
""Tipo anda haver a luz d'oleo, que 'sSBWre tinfei.
As directrises das novas eslraels do Minho lem
suscitado rivalidades entre, as povoacOes, eba quem
receie alcumas bernardas parciaes. Os miguelislas
ja nomearam o seu novo regente (o marquez de La-
vradio: que scguudoparececonfirmou.os governichos
provinciaes. Elles moslram satisfae;ao pela viagem
do rei Pedro 5. o porque sabem-no ellas, e nflo sao
13o asnos que o dgam.
O novo enleudente de marinha elesle porto.faz ul-
liniamente 2 minuciosos exames da barra, fazeudo
sondageus, e balisaudo as peetras. O liomem mostra
dezejos de que seja desintupida a serventa anii
desta Ierra; porem neste negocio da barra anua fra-
dnho da mao Turada I!. Quando ha algunu calas-
Irophe, appareeem alguns patriotas a fallar nos me-
Ihorameiitos qne nao passam do papel, e a cousa
fica seinprc do jnesmo modo. Ha quem napp-niba
que nislo anda rvalidade da praca de Lisboa, jue
lemi, tendo o Porto uma boa barra, ser apeada da
calhegoria de 1. pra-a de Portugal. Seja a cousa
como for o caso lie que a barra, para a qual o com-
mercio paga um imposto,continua Sempra ab initio
cacuando ele todas as portaras e decretos que fallara
do seu mclhoramenlo: porque na verdade cora o
papel nao consta que se lizessem obras, que deman-
dara bracos e machiiras, exigindo-se para estas e a-
quelle-j, nfaillo com que so romprnm os melloes, e
oulras coosas que por sabidas nao menciono. As
obra da baila do Porto, foram destinadas a fazer
pendan! ctdfa. as de Sania Engracia em' Lisboa.
Em ComBK continua o antagonismo entre oses-
luilanlesaaiSdSle da trra, parece que alimentado,
por algum que trabadla para a remocho da Univer-
sidade para Lisboa. Os ldanles do sul sao os
mais salientes. Houve a dias ali conflicto enrte a
autoridade civil, e universataria por causa fuma
licenca pedida para corrida de lomros. Esla volava
porqae se negasse a licenga, aquella porque se
desse. Vcnceu a batina. Os lonfos nflo sccorreram,
o que para esles animaes gaileiros foi urna fortuna.
'- -------------------
necer sinceramente neura ou passar-se-ha para o
campo da Russia'.'
Em Berlim mesmo nao parece, haver certeza so-
bre a inlenrflo do governo prussiano.
An**uncia-sc como mulle provavel a nomea(3n do
conde de Alvenslcben ao posto de ministro em Vicu-
a ; elle prestou a seu soberano e a' seu paiz um
servieo assignalado em 1859, quando a desgranada
de-iutclligeiicia qne soreveio enlre a Austria e a
Prossia esteve em risco de fazer arder toda a Alie-
nta nha.
Blgica.O reino da Blgica foi ennstiluido sob
o rgimen ela neulrlidaeTe, elle deve permanecer es-
Iranho guerra actual por maiores complioaees
que possam apparerer, e por maiores desenvolvi-
mentos que ella possa lomar. Hco que bministrodos
negociis eslrangeireis da Blgica esfnrcou-se por es-
mnilo Ubel-cet. claramente eiiTnm discurso pronunciado
--" peraate o senado. Esladeclarac^o he de uma ver-
dadeira importancia para a Frauda, por isso que
moslra qne a neulralidaifc belga nflo he puramente
nominal, que he real, fljiue tambem urna seguran-
*fa plena be garantida niossas fronleiras do norte.
a)s _
conservera em Ierra feira do alcance dos vasos que
reclaraarem o seu concurso-
As esquadras deviam partir a 5 de miio para en-
traren) no golpho, e em breve esperamos receher
noticias das primeras hostilidades.
Noticias das margeos do Danubio hao fallar, so-
mente chegain sem ordem, e despidas de um carc-
ter de certeza bem pronunciado:
lim aconlecimente importante linha tido lugar,
as frotas adiadas desembarraran) a 27 de abril era
Varna 1,200 fraocezes e inglezes, e oulra parle das
tropas adiadas linha sido condozida embocadura
do Danubio para desalojar d'alli os Russos, e abrir
o no a navegado. a
Rusta;Por oulrolado as forras mudares do czar
permanecen) em defensiva ; na impossiblidade de
tomarem Silistria e Rassova,depois da evacuarlo da
pequea Valachia, na especlaliva eminente da eva-
cuacao da grande, ellas leem sentido sobretodo a ne-
ce-sidade de proteger o lilloral da Bessarabia e da
"Crimea; alravessam o Danubio perto de Gurgewo e
d'OlIenilza defrunle de Rouslchouck e deTrlukay.
Dous corpos de tropas russas reunidos atraz de Kscha-
ni no Baixo-Serelh e noPruth seachamem commu-
nicat.lo com o exercto do general Oslen-Sacken na
Bessarabia; finalmente 70,000 cujo centro he em
Jassy, se e-leode*m da Bessarabia at fronteira da
Transylvania. O principe GortschaknlT dirige para
Galaez as immensas provisOes de fainha que os Rus-
sos linham na Valachia e Moldavia.
Austria.Os preparativos militares desla poten-
cia para oceupar, se for preciso, as provincias slavas
da Turqua continan) ainda. Esl procedimenlo
se explica pelo receio de complcateles funeslas, que
puderiam trazera sublevaQflodeslas provincias; pre-
parando-se assim para as eventualidades da guerra,
o gabinete austraco tem tido cora ludo a habilidade
de proseguir e allingir um resultado, que tornara a
sua intervengo menos necessana, oblendo do prin-
cipe Dando, Vladika d Montenegro, plena renuncia
de seu projecto de atacar os Turcos. Por outro lado
o governo imperial linlia recebido em Vieiina o ba-
rao Oslen-Sacken filho do general-russo, que com-
manda ua Bessarabia, elle viuda de S. Pelersburgo, e
a gazeta de Augshurgo d de seu procedimenlo a ex-
plicato seguinte : o gabinete austraco-notificouao
de S. Pelershnrgei que se o exercilo russo marchasse
para os dcsfiladeiros dos Balkans, cu se operasse a
passagem do Danubio da Valachia para a Servia, a
Austria considerara esle faci como um caso de guer-
ra ; tendo a Russia respondido essa nolicaco pela
marcha dos seus 70,000 humens sobre a fronteira da
Bukowina, o enverno austraco dera ordem de por
em p de guerra tres corpos do exercilo' de 30 mil
bomens cada um, na Transylvania, na Gallicia e na
Moravia : he a esles fados que liga-seamissodo ba-
rao Oslen-Sacken.
Franca.Tem-se fallado muito neslesdiasllimos
da olla de nosso embaixador em Conslantinopla,
em vir lude de uma desintellgencia-quese deu com
a Porta por ccasiao das exceptes conlidas nas -He-
didas lomadas pelo governo ottomano para a expul-
so dos subditos hellenicos eslanelecidos no territo-
rio turco. Pertericia ao divn considerar quaes
eram aquelles, cuja presenta poda ou nao offerecer
pergo, e o governo do imperador NapoleSo III li-
nha sement feito ouvir nesla circunstancia o sim-
ples conselho de nao transformar era queslao reli-
giosa uma questo de sepuranta publica. Esta des-
intelligenca nao tardou em termnar-se, e n3o hou-
ve iuterrupcao nas relaroes entre a embaixaela fran-
ceza e a Porta.
O principe Napoleao chegou em Conslantinopla, e
recebeu no 1 de mio um acolliiraenlo que prova a
grandeza da naeao que representa. As tropas al-
ijadas desembarcadas em Gallipoli vao deixar este
acampamento pjr causa de insalubridade, e oceupar
Conslantinopla e seus arredores.
O irmao de Omer-Pacji chegou a Conslanlinopla,
enviado para instar com a Porta appressar.a mar-
cha das tropas adiadas para Schumla, ende estao
concentradas as diversas divisoes do exercilo otto-
mano.
A armada anglo-franccza do mar Negro eslava a
28 de abril vista de Sebastopol, cujo ancoradou-
ro nao era abandonado pelis Russos.
Grecia. A insurreso grega tem sido batida em
lodos os pontos ; no Epiro os Turcos, tomaram o
campo de Pefa.e na Thessalia' levanlou-se o cerco da
cidade da Moco com grande peda dos Gregos; em
loda a parle os voluntarios sao rcpcllidos para a
fronteira ; dizem que a expelido para a Macedo-
nia linha naufragado igualmente. Os desastres
dos insurgentes nflo lem desanimado o governo liel-
lenico, e nitro plano de campanha vai ser experi-
mentado. Esle consista em fazer acampar na ex-
lenslo da fronteira ofliciaes gencraes cncaregados,
primeiro de repellir para o territorio lurco os insur-
gentes que (entarem volt-ir, a fim de fazer uma es-
pecie de baluarte, c uma vanguarda contra as forras
musulmanas, seguado de reorganisar a insurreiro
eslabelecendo iini.'-biorarrbia qualqucr ntreos eif-
ferenles rapitaes, fazendo sustentar, se for preciso,
os insurgentes por tropas irregulares, ou regulares
disfamadas, lerceiro de entrar resolutamente na
Tu rquia para aproveilar as eventualidades. En-
tretanto os cruzadores francezes e inglezes exercera
um hluqueio rigoroso sobre at costas da Albania,
alfaide impedir a iraporlaijao de armas e muni-
fftes.
_ f riiMa, Nenhuma Inz apparere >obre a qoes-
to tao controvertida ha algum tempo, a saber : a
Prussia unir-se-ha as naijiies occidenlaes 1 perma-
RIO DE JANEIRO.
7 eU j-wno,
fe for decreto de 27 de maio de. 185i foi no-
meado :
Para major-commandanfe da sectSo do batalbao da
reserva do mesmo nraaicipfa, Silvestre Antonio de
Oliveira Mello.
Por decreto ,le 3 de crjrrente se concedeu ao ma-.
rechai de campu los Fernandos dos Santos Pereira
a dcinissao, tue podie de commandante das'armas
da provincia eh Penfambuco; e passaram a eOecli-
vos nos corpos a que pertencem, o capitao aggrega-
do do de engenheiros Francisco Primo de Soaza
Aguiar, c o lente asgrogado do de estado-maior
de 2a classe, Antonio Rodrigues Alves Barauua.
Por imperiaft resolin;0es do 31 de maio ultimo fa-
ram reformados em brigadeires, os coronis Zeferno
Pimenlel Moreira Freir e Francisco Jos da Silva,
e em major ocapilao Jas Joaqun) de Moura, todos
do e*tailo-mafar da 2a classe ; nos mesmo? postns o
capitao Jos Rodrigues de Oliveira e o teneule Jos
Pedro Lobo de Avila, ambos do 3 balalhao de iu-
fanfaria ; o capullo Joi Baptista de Mello, do 6 da
mesma arma, e o lenente Frederico Adolpho Perei-
ra, do 7 balalhao da mesma arma. ,
O paquete a vapor Gu'aitdbara, entrado esta ma-
nhiados porlos do Sol, Iraz datas de Porto Alegre
al 26, do Rio Grande al 28 do passado, e de San-
ta Cathaaina ale 3 do oriente..
Ncnhurn acontecimtnto poltico tinha occorrido
nessasouas provincias.
Do relalorio apresentado ao presidente da pro-
vincia do Rio Grande *elo mineiro Johnson, eiicar-
repdo da exploratflo ios terrenos carbonferos na-
quella provincia, ve-seque all se descobrira final-
mente o legitimo carvo de pedra.
Daremos alguns extractos lase relalorio :
ti Pelo raeu ultimoreUlorio, teria V. Ese. vislo
que cu havia descobertn urna nova carnada de carvflo,
la qual uo'sabia a verdadeira espessura ; hoje, po-
rm, pusso aQirmari V. Exc, lerella dous palmos
ele profuudida'de, e ser uma rior primeira carnada descoierla ; reconhecida a
superioridade, flz immeiliatameiit transferir a esle
lugar lodos os Irabalhadores, e prineipiei a mandar
explorar a nova carnada, era que hoje se trabalha.
Temos extradido poucoinais de 30 toneladas decar-
viio desta mina,.o qual tcm-sc distribuido pela ina-
neira seguinj&j^v ; j^-. .
o arsnaJ'lJiT5*WWP'rtv -_.
o Viee-coiHiut iK'l<'i>AcH. '. ". nn
Ao vapor de guerra Flmnineme. 140
Aos dous vapores dn commercio do Rio
Pardo. ......... 115
Ao ferreiro Bxler em Porto Alegre. 70
A outros terreiros em S. Jeronymo. 70
Em deposito no pasio, minas ou em
caminlio, o qual raaixfarci entregar
ao arsenal de marinha com brevi-
dade........., 490
Triula toneladas e de arrobas inglezas
IHTSRIOR.
manfestou a reinviccjIo|que liuha de que essa solemne
declararan seria exatamenle cumprida.
12
Por decreloi de 5 do correte, mez foram aposen-
tados ;-
Os lesembargadores da relacao do Maranlulo Joao
Candido de Dos e Silva, e Fernando Pacheco Jor-
dao, aquelle com 1:000, c este" com t:200 de or-
denado, dependendo nesta parle da approva*ao da
assembla geral legislativa.
Por decreto de 6 do mesmo mez foi reformado o
major do extracto 4." balalhao da guarda nHciunal
do municipio do Cabo, da provincia de Pernambu-
co, Manoel de Souza Lelo.
Por decreto de 7 do mesmo mez, foi perdoada a
pena de dous mez.es de prisao e mulla correspon-
dente melado do lempo, quo por sentenca do sub-
delegado daTreguezia de S. Jos foi imposta a Leo-
poldina Maria Balbinu.
Por caria imperial de 8 do mesmo mez, foram
concedidas as honras de couego da imperial capella
ao padre Joaquira Piolo de Campos.
Por decretis da mesma dala foram apresentados
os padres: '
Jos' Caetano de Almeida Tavares, no beneficio
vago na calhedral do bispado do Para.
Thomaz de Aquino Carrera, na freguezia de S.
Miguel da villa de Cintra, do mesmo bispado.
Foram removidos, por o haverem pedido, os jui-
zes raunicipaes'e de orphaos :
Nicolao Alfonso de Carvalho, do lermo de Maus
na proviucia do Amazonas, para o da villa do Con-
de, na da Babia.
Manoel Pedro Alvares Moreira Villaboim, dos
termos reunidos de S. Jos, Goianninha, e Flor, na
provincia do Rio Grande do Norte, para a do Pilao
Arcado, na Babia. ",
Fui Horneado o bacharel Jos Martins Alver para
juiz municipal e de orphaos dos termos reunidos de
S. Jos, Goianniuha e Flor.
Foi aceita a desistencia que fez Jusliniano Cesar
Jacobina do officio de escrivao de orphaos da villa
da Jacobina, na proviucia da Babia.
Teve merc da serven lia vitalicia dos ofiicios de
tabellio do publico; judicial e notas, o escrivao de
capellas, residuos e mais annexos do lermo do La-
garto, da provincia de Sergipe, David Martins de
Ges Fonles.
Por decretos de 9 deste mez, foram nomeados :
Jos Piulo de Magalhes para 1." supplenle do
subdelegado da freguezia de Lagoa de Rodrigo'de
Fre las. o.
Joao Aniones da Costa e Silva, Jo3o da Fonseca
Rangel, e Jos Francisco Moreira, para 1., 3. e
6. supplenles do subdelegado do curato ele Santa
Cruz.
Pur decretos de 10 do mesmo mez, foram Hornea-
dos : .
Tencnle-coronel commandante lo 4." balalhao de
infanlaria da guarda nacional da capital da provin-
cia da Bahia, Jusliniano Jos' de Araujo.
Tenenle-coroncl commandante do balalhao de
infanlaria n. 06 da guarda nacional da mesma pro-
vincia, Joao Manoel dos Reis.
Major ajudante ele ordens do commando superior
da guarda nacional do municipio de.Saota Isabel,
da mesma provincia, o capitao Antonio Sergio do
Moraes.
"Ulan
PRACA 13 DE JUNHO AS 5 HORAS DA TARDE.
Cotarves officiaet.
CambioLondres: 26 1 [2d. 60 dias, 26 5p3 e26 3l4
d. 90 dias. "
Paris : 373 rs.
Lisboa: 100 Acces do Banco do Brasil: 136 lo premio.
Em cambio sobre Londres fizeram-se hoje Iransac-
:jrcub- tnm ..>..i.r.. ta.ru, .____,_____.__.*..... ___
O cambio sobre Londres por esle paquete, que se
abrir a 27 d., fechou-so frouxo a 26.'lite 261|2d.,
e deu isso motivo a que se fizessem j algumas re-
messas era moeda de ouro do paiz.
Em caf nada se fez.
Ai actoes do Banco do Brasil lornaram-se ma
firmes, e effecluaram-fe vendas a 136 de premio.
As onjas da patria vcoderam-se a 30100.
i ia->
Sao.
2,110.
o Tendo a felicidadede poder communicar a V.
Exc, que a lolalidade das experiencias faifas at ao
prsenle, tem sido de uma verdadeira satisfacao pa-
ra as pessoas que o lem examinado ; pelas que pu-
de fazer de minha parle, posso asseverar a V. Exc,
riae he uma rica qualidade de carvflo resinoso, dan-
do fortes ehammas, multo calor, c .iiflammaiido-se
com facilidade, deixandopor residuo orna muito pe-
quea quantidade decinza.
Posso asseverar mais a V. Exc, que este carvflo
he superior para as machinas de vapor, para a fa-
hricai.'ao de gaz.
a Conclu ndo o presente, rogo a V. Exc. de ob-
servar que, longe ele mudar minha opiniao, cada
vez ella mais se affirma que exisle urna grande abun-
dancia de carvo nesla proviucia, e que, pelas ob-
servaces que me tem sido possivel fazer, tenho
grandes esperancas que poderei encontrar carvflo
perto das Pedras Brancas, junto cidade, e talvez na
superficie: em consequencia do que, pejo a V. Exc.
me aulorise para empregar alguns dias com dous
Irabalhadores neslas explorares que podera ser de
muila importancia, e isto antes de fazer despezas
mais coiimderaveis com a mina do Henal.
A cmara municipal da cidade|do Rio Grande en-
va uma reprcsenlacao a assembla geral legislativa,
pedindo que os membros das atsemblcas provinciaes
sejam eleilos por municipios e nao por provin-
cia.
Foi concedida ao conselheiro Jos Marlins da Cruz
Jobim a jubilacao.que pedio, de lente da cadeira de
medecina legal, par ler mais de 20 annos de servieo,
com o vencmento de 1:200.
Por decreto de 31 de maio loram nomeados os se-
grales lentes calhedraticos e subslitutos para a fa-
culdade de medecina do Rio de Janeiro :
Director, o conselheiro Jos Marlins da Cruz Jo-
bim.
Vice director, o Dr. Jos Bsnle da Rosa.
Lente da cadeira de paUolosia geral, novamenle
creada, o substituto r. Antonio Flix Marlins.
Lente da cadeira de medecina legal, vaga pela ju-
bilatflo concedida ao conselheiro Jos Marlins da
Craz Jobim, o substiluto Dr. Francisco Ferreira de
Abreu. -
Lente ela cadeira de pharmacfa, novamenle creada,
o substituto Dr. Manoel Maria de Moraes e Vale.
Lente da cadeira de chimica orgnica, nvame n le
creada, o substituto Dr. Francisco Bonifacio de
Abreu.
Lente da cadeira de anatoma geral, novamenle
creada, Dr. Francisco Prxedes de Andrade Per-
lence.
Lentes subslitutos da seceso de ciencias cinirgi-
c8, o Dr. Jos Ribeiro de Souza Fonles. e o Dr.
Leopoldo da Nobrega.
Lentes substitutos da seceso desclencias medicas,
o r. Antonio Gabriel de Paula Fonceca, e o Dr.
rrancisco de Menezos Dias da Croz.
Lentes subslitutos da seeeao-de ciencias arcessn-
nas, o Dr. Francisco Jos do Canto e Mello Castro
Mascarcuhas, e o Dr. Ezcquiel Correa dos Sanios
Jnior.
Foi jubilado o lcnle subslilnto Antonio Maria de
Miranda e Castro, com o vencimentn de 1:200, de-
pendendo uesla parte da approvasao do corpo legis-
10
Entrou esla manjia o paquete inglez Camilla,
com dalas de Montevideo al 5, e de Buenos- \vres
ale 2 lo correnle. "
Na Repblica Oriental nada occorrra de inlcres-
e, a continuava a reinar a mais perfaisa Iranquilli-
dade em lodo o paiz. O omerrio del Plata diz que
a brigada da guarda nacional quefazia parle da di-
visao imperial-auxiliadora (vera ordem do governo
brasileiro para rclirar-so do Estado Oriental.'
No dia 23 faj jurada em Buenos-Ayres a nova
conslilucao provincial, e no dia 27 procedeu a as-
sembla geral uomeacao do governador constilu-
ciunal Foi reeleilo o Sr. D. Pastor Obligado, ob-
tendo 52 votes em 5* votantes.
Na mensagem do governador s cmaras legislati-
vas lmos o seguinte, relativamente ao auxilio pres-
tado pelo Brasil Repuclica Oriental :
e governo de S. M. o imperador do Brasil, por
meio do enviado exlrordinario o ministro plenipoten-
ciario D. Rodrigo de Soula da Silva Poules.poz em co-
nliecimenlo do governo de, Buenos-Ayres os motivos
porque urna forca militar de 4,000 homens entrara
no Estado Oriental, dando ao mesmo tempo a segn-
ranca de quo a dita forca o evacuara logo que o pre-
sidente daquella repblica derlarasse que nao era
necessaria a sua presenta.
e Aceitn o governo esla declarado e eslimavel
seguran-*, 13o de accordo com os leas antecedentes
e amigavel poltica do governo do imperio, e lhe
assaz ronheciilos, e jamis pdenlo ser olvidados,
escrevendo, dias antes do sen fallcciraenlo, o rela-
lorio anuun, que deva apresenlar ao governo, se
exprimia a respeito deltas por esle modo: a Nao
he possivel decidirse os seus serviros sao mais apre-
ciaveis como habis administradoras, ou cmo ex-
cellenles enfermeiras. n
Casa dos expostos,Teve a seguale receita e
46:317780
31:306206
Bcceila ordinaria.
Despeza. .
Saldo .
Receita extraordinaria.
Despeza.....
13:01I357
.2489000
14:9371817
DeGcil. .
14:689847
Entraran), durante o anno 560 creancis, eesistiam
do anterior 70, prefazendo o, total de 630.
Fallecern) 515 ; deram-sea crear 103 ; e ficaram
no estabelecimento 53, comprebendendo-se ueste nu-
mero 41, que regressaram casa da roda.
Nao se tem proseguido nas obras, apena* princi-
piadas, da nova casa da roda, por cpnvir que se es-
peren) os, resultados dos trabadlos, que o governo
mandou proceder para o nivelamento geral da ci-
dade.
Recolhimento das orphaos.A sua receita e des-
peza foi:
Bcceila ordinaria,.......28-9778058
Despeza ........19:60039i
Saldo.....9:376664
Receila extraordinaria.
Despeza
2:069000
21:254370
Dficit .... 19:1858370
CAMBIOS.
Londres 26 3|i. jLi-boa. 100 % de premio.
Paris. 360 a 370 rs. |Hamburgo 670 a 675 rs.
METAES E FUNDOS PBLICOS.
METAES. Outas hespanholas 307O0 a 29800
da patria. B09100
Pecas de 6S100 velhas. 165000
o Mondas de 4..... OjOOO
Soberanos. .-..... SJ780 .
Pesos hespanhes 1940 a 1960
. da patria .... 1860 a 19880
o Pataces....... I9S6O a 1940
Apolices de 6 %.......... 109 %
, provinciaes........ 99 3[ia100 '/.
(Jornal do Commercio.)
RELATORIO
apresentado assembla geral legislativa na se-
gunda sessao da nona legislatura, pelo ministro e
secretario de estado dos negocios do imperio Luiz
Pedreira do Couto Ferraz.
(Continuaran do n. antecedente)
Eslabelecimentos de Caridade.
, A cargo da adminislrarao da Santa casa da mise-
ricordia desla cidade acham-se quatro estabclcci-
menlos pos : O hospital, a casa dos expostos, o
recolhimento das orabas, e o hospital de Pedro II,
alem das enfermaras, e cemilerios pblicos.
Hospital. Depois que este estabelecimento foi
transferido para o vasto e excellemte edificio nova-
menle construido, o qual foi aberto em 2 de julher
de 1852, pode a sua intelligenle e zelosa adminis-
trato realisar imjiorlantes melhoramenlos nos dif-
ferenles ramos do seu resvico.
~ O numero do doenles tratados nesle hospital, du-
rante o anno findo, foi de 7,534, no qual se com-
prehendem 494, que passaram do anterior; foram
curados 5,429; c falleceram 1,593, (cando em tra-
tamento 512.
Esla cifra, comparada com a do anno anterior,
aprsenla o excesso de 891 doenles entrados, cum-
prindo nolar-se que se nao incluem n'ella os 140 ali-
enados, que passaram para o hospital de Podro II,
e que ainda no 1. semestre do anno anterior figu-
ravam entre os doenles.
Assim pois, se aquelle se addiconar esle numero,
e mais o de 1,031 doentes, que foram tratados nas
enfermaras publicas sustentadas pela Santa casa,
se achara que o augmento subi, no anno passado,
2,367.
N3o se pode deixar de allribuir, em grande parte,
este accrescimo de enfermos, que buscaran) os asy-
los da Sania casa, conlianra grangeada pela ad-
minislracao deste estabelecimento, escommodida-
dcs e bom Iralamculo, que offerece o novo hospital,
vislo como, no correr do anno, o estado sanitario
da cidade foi regular.
Teem continuado as obras do novo hospital com a
aclividade, que pcrmitlem os recursos disponiveis.
Em quanto porem se nflo concluem, serve ainda
o anli=o para tralameulo das mulheres, e dos doen-
les, que, pela nalurcsa de suas enfermidades, con-
vem que eslejam segregados.
A receila e despeza do hospital no nicsmos an-
no foi :
Receila ordinaria ......
Despeza .. ^ .
225:332201
198-20l723
Saldo favor da receila.
Receila extraordinaria. .
Despeza........
27:13078
47:040521
116:0648381
Ueficil..........69:0238860
Um dos mais importantes melhoramenlos intro-
dusidos no eslabelecimento fui a admissaro das rmas
de aridade, s quaes, lendo sido encarregadas, a-
pesar de se nao adiar completo o seu .numero, de
quasi todo o servido econmico e sanitario deste
hospital bem como do de Pedro II, e da enfermara
publica de Nessa Senhora da Saude, leem deserape-
nhado esles penosos encargos com lana iotelligencia
e zelo, que o finado provedor,. conselheiro de esta-
do Jas Clemente Pereira, ruja dedicar-So e relevan-
tes sen icos aos eslabelecitueiilos de caridade sao
Esle dficit foi prcenchido por aquelle saldo, e pe-
lo'que passara do anno anterior. .
No" fim do ultimo anno conlava este estabeleci-
mento 66 orphaas,12aggregadas,50 expostas e 4 por-
cionisla*. Durante o mesmo anno; entraran) 12 or-
phaas, 5 exposlas e 1 porcionisla ; sahiram casarlas
6 orphas c 2 exposlas; e fallecen 1.
Nao otTerecendo o edificio e a localidade em que
se acha, nem suflicicntcs propor^ses, nem as condi-
SOes hygienicas desejaveis, dcliberon a admni-tra-
cSo edificar um nov recolhimento na Praia Ver-
mellia, ao qual j se deu comeco.
Recolhimento de Santa Threza.O patrimonio
desle pi estabelecimento, formado pelas.doa-es re-
feridas no decreto de 14 de marro de 1852, ainda
no se acha inleirado. Falfa-lhe a vintena da he-.,
raneaAvondano, que Ike foi doada pelo bene-
mrito finado Provedor da Santa Casa da Misericor-
dia, o conselheiro de estado Jos Clemente Pe-
reira. .
Oseu rendiroento foi, luxanle o anno passado, de
3T7955S, e a desperas iicluadas os 13 mezes de^
corridos desde a funda cao do eslabelecimento al
0 mez findo, com a alimentario, trafamento e cura-
tivo de 17 meninas desvalidas, e ordenados s pes-
soas empregadasna sua direcrao, cnsino e servieo,
subiram a 8:1248065. Despendeo-se mais com os
reparos que foi uecessario fazer no asylo provisorio,
e com os reparos deste, a somma de 6:580040.
Achaudo-se arruinado o madeiramento da casa,
em que provisoriamente se eslabeleceu o dito asylo,
ele modo que tornava-50 urgente fazer-lhe grandes
concerlos, enlendcu a mesa que, visto ser, dentro de
ponco lempo, indispensavel a sna demolicao, em ra-
zio de ler de assentar sobre a sua rea parle do no-
vo edificio, que se constroe, seriara perdidas as des-
pezas que se fizessem com laes reparos, eque por lan-
o era mais prudente solicitar, como fez,. da admi-
nislracao da Santa Casa a readmissao das orpliflis do
recolhimenlo, onde em principio esliveram, at que
se Ihes prepare sufBciente commodo no edificio no-
vo ; e assim se realisou, lendo sido para all trans-
feridas no dia 12 do mez findo. '
Conliua a mesa a empregar loda a diligencia em
promover a editicacao do novo edificio. Esto j
assenlados cora a necessaria solidez os alicerces do
lado direilo. segundo o plano adoptado, e, a nao lia-
ver embaraco grav, he de. esperar que, al o fim
desle anno, ficar coocluida a parte que mais adian-
tada se acha, e onde podero acommodar-se a& des-
validas que, em numero de 15, exislem a cargo do
asylo actual, tendo j paseado duas para o recolhi-
mento das orphaas da Santa Casa po haverem com-
pletado a idade de 7 annos.
A despeza com a ennstrucrao do novo edificio, a
qual monta a 34:4098751 tem corrido por conta das
subscriptOes abortas nesla corte, e na cidade de Nic-
theroy para demonstrarlo do regosijo publico pelo
Iriumpho alcanzado por nossas armas no Rio da
Prala, e que subiram somma de 39:8248. Restara
porem por pagar cuntas ainda nao liquidadas de ma-
teriaes fornecidos, na importancia eslimada de
5-000.
V-se pois que he indispensavel occorrer com ou-
tros meios para que possa continuar esta obra," des-
tinada a' um e-tabelecimenlo po, que merece Unta
altcnilo. O digno presidente da mesa lerabra para
esle fim, no relalorio que acaba de aprcscnlar-me,
a concessao de algumas loteras.
A receita geral do recolhimento desde a dala e
soa creato, em 14 de marto de 1852 al 15 do mez
ultimo, importa em 63:9378780, constando das quan-
lias de 10:150 doada por Sua Magc-lade o Impera-
dor para serem compradas 10 afiolices ; de "i:100?,
tambem doada por Sua Magestade a Imperatriz para
o mesmo fim ; de 1:500 oflertada por Sua Magesta-
de a Imperatriz viuva; da que resultou das sobscrip-
toos j referidas; c finalmenle de esmolas feitas por
diversas pessoas.
A despeza total subi a 49:1138850, comprob n-
dendo-sc as que se lem feito com as obras do novo
edificio. Liste no Banco Nacional a somma de.......
20:420 destinada compra das apolices doadas por
SS. MM. II., e para pagamento do supprimento
feito pelo thesouro, na importancia de 5:596076.
Hospicio de Pedro II.No esparo decorrido des-
de o dia, em que esle estabelecimento foi inaugura-
do9 dedezembrode 1852ateo ultimo de feve-
rero do correte anno, deu elle asylo a 474 aliena-
dos, dos quaes sao 98 do municipio da corle, 174 das
provincias e 202 estrangeiros. livcram alta 150,
falleceram 75 e ficaram em Iralamenlo 249.
Se, por umlado, parece excessiva esla morlalida-
de, impressao qucalisdiminuc desde que se atien-
de cirrumstancia da perlcncerem 35 dos fallecidos
aos que, j accommettidos de graves molestias, pas-
saram do velho hospital, coja incapacidade e insalu-
bridade eram condecidas, e das enfermaras proviso-
rias da Praia Vcrmelha, e bem assim ao fado de en-
Irarem mudos sofirendo enfermidades estranhas
alionarflo ; nota-se, por oulro lado, que a eslalislica
he assaz satisfactoria ejuanto ao numero dos curados;
o que prova as vantagens da siluacao c aceio do edi-
ficio, e abona o syslcma o tftfamenlo bygienico all
empregadas.
Foi creada uma grande officina deeoslura, na
qual Irabalham 75 alienadas com excedentes resulla-
dos : oulras se empregamoa lavagem e engommados
de roupa.
I ion-si- principio a uma officina de alfaiales, e tra-
lava o finado provedor de formar ainda oulra de sa-
paleiros, e de preparar uma msica iustrumenlal.
A receila ordinaria deste estabelecimento he de
15:000, podendo elevar-se a 25:0000 com o rendi-
mento dos pensionistas.
A despeza he j oreada em 36:000, e vai em pro-
gressivo augmento, visto como o hospital acolhe nao
s os alienados desla corte, mas tambem lodos os que
sao remedidos das provincias.
Torna-se pois cela vez mais indispensavel a me-
dida legislativa, alfts de juslica, pedida uo relalorio
do meo digno antecessor, de fazer-se extensiva i lo-
tera annual, que fbl concedida a esle estabelecimen-
to, a isem.ao do imposto de 8 por % beneficio que s
loteras concedidas peles respectivas a-semblas aos
eslabelecimentos de caridade das provincia* j fui
outorgadapela lei 11. 514 de 28 de oulubro de 1848.
Hospital dos lazar* desta adade.Varanto o
ultimo anno entraran) para este estabelecimento 26
enfermos, e no correte 1. Do anterior passaram 27:
falleceram ateo mez de fevereiroultimo 12, sahiram
com alia 3.
Cemilerios pblicos.Em ambosde S. Franeis-
co Xaxier na-Ponta do Caj, e de S. J080 Baptista
ua freguezia da Lagoatem sido feito o servigo com
rogularidade.
Sepullaram-so nos meamos cemilerios, dorante to-
do n anno pasudo, 8,268 cadveres, sendo de na-
ciouaes Irvres 3,241; d estrangeiros 2,011; e deee-
cravos 2,764. Ignora-se a uaturalidde de 252.
Alm destes enlerramentos, tiveram lugar 263 nos
cemilerios de S. Francisco de Paula, Carme, e S.
Francisco da Penitencia.
O total dos bitos nesla cidade, no anno finde,
excepcao dos corpos, que foram sepultado no ee-
milerio dosingtetes, foi pois de 8,531, apresentando
c resultado comparativo de 2,043 de menos do- qne
no anterior.
Empreza funeraria.Jera continuado a ser finio
com regulartdade o servieo elos enterramentos. A
empreza porem represenloa.pedindo providencias ao
governo, afim de poder occorrer s despezas, que
allega serem mullo onerasas. Pende a dec'isao des-
le objeclo de exame mincjpgo a que est o gover-
no procedendo.
Enfermaras publican. Foram definitivamente
designadas pelo goyeruo, para estabelecimento das
Ircz enfermaras, que a lei o. 583 de 5 de seta-obre
de 1850 pez a cargo da empreza funeraria, commet-
tida Sania Casa da Misericordia, as segrales loca-
lidades: 1.a morro da saude; 2.* terrenos da chca-
ra do Vigario Geral, qae fazem frente para a roa da
Copa Cabana; 3.a Alto do Murund, na Pona do
Caj.
A 1.', qne tinha sido provisoriamente collocada
00 morro do Livraroenlo, acha-se j establecida no
logar designado, na enliga casa de saude de Dr. Pei-
xolo, que foi para este fim comprada. Vem a deeno-
minatao de Hospicio de Nossa Senhora da Saude.
Desde o dia 2 de judio do anno findo, em qne se
abri esta enfermara, at o fim de' dezembro, en-
traran] para ella 198 enfermos, dos quaes tahram
curados 139, falleceram 35.. Es quanto esteve no
morro do Livramenlo, entranun 784 e fallece-
Ttn<-r.*K9.-------
A 2.'deominadade S- Joao Baptistaconti-
nua a estar provisoriamente 11a ra da Copa Cabana,
em razo de se nao ler ainda edificado o novo asylo
de invlidos e indigentes fundado por decreto de 29
de judio do anno passado, ao'qual deve ficar annexo
nn lagar designado pelo governo.
Entraran) para esta enfermara, no anno passado,
442 doentes; sahiram carados 369: falleceram 58;
e ficaram em trataVnento 15.
A 3. com a denominarse, de S. Francisco Xavier,
acha-seprompta,'mas ainda nao foi .iberia, por se
esperaren) de Franca algumas irmaas de caridade, s
rquaes deve ser encarregado o seu serviro.
Imperial instituto dos meninos cegos.Tem o
governo dado os primeiro pasaos para levar a elleilo
a fnndacao deste intereasante eslabelecimento, e s
aguarda, para realisa-la, qne patee na cmara dos
Srs. senadores a respectiva aulorisato j concedida
ao governo pela dos Srs. deputados.
Infelizmente fallecen o joven ceg Jos Alves de '
Azevedo, que, tendo sido com mudo aproveitamen-
lo educado no instituto de Paris, dedicando- com
fervor a realiaco desle eslabelecimento enlre nos.
poda prestar importantes servidos.
Soccorros pblicos. .
Tendo naufragado, em oulubro do anno passado,
nas costas do sul da provincia de Sania Calharina,o
vapor Pernambttcana, conduzindo grande numero
de passageiros, apressaram-se os presidentes dessa
provincia, e da de S. Pedro em cumprir o imperioso
dever de humanidade de prestar aquelles, de quem
a divina providencia se amerceara, permtlindo-lhes
a conservajao das vidas, lodos os soccorros qae exi-
ga o desgraciado estado em qne se achavam. ,
Por nrdem do primeiro, dirigio-se immediatamen-
te para o lugar do naufragio o vapor de guerra
Guapuuss, e a seu bordo foram receidos e trans-
portados para esta corte 48 nufragos, correndo to-
das'as despezas por, conta dos cofres pblicos.
O segundo fez lamqeni seguir para o mesmo lugar
ama partida do corpo policial para os soccorrer, e
acora panhar os que qoizessem regressar para a pro-
vincia de S. Pedro, mandando prestar-lhes o qne fos-
se oecessaro.
E aqui nao posso deixar de fazer especial mearan
do heroico procedimenlo de Om marinlieiro por no-
me Simio, o qual, fazendo parle da tripolacao do
vapor, salvou a vida de raudos passageiros, qne
alias pereceran), expondo por dUIereules vezes, com
grande e evidente risco, a propria existencia.
Sna magestade o imperador dgnou-se condecra-
lo com uma medalha especial, por tao assignalados
serviros prestados humanidade.
Autorisou o governo a prestarlo de soccorros p-
blicos, por'conta dos cofres genes, nas segrales
provincias: ,
Espirito Santo.A' colonia de Santa Isabel
acoramelliila por febres de mo carcter.
Baha.A' cidade da Cachoeira, e povoacSo de S.
Flix, onde appareceram alguns casos de febre ama-
relia, e s viUas de Caravclfa-, Barra e Monte San-
to, nas quaes se desenvolvern) graves enfermi-
dades.
' Foi aberto no correnle exercicio, um crdito de
10:463944 para compra do hospital de Monserral,
eslabelecido na capital, para Iralamenlo das* tripola-
res atacadas pela febre amarella.
Sergipe. A's villas do Lagarto, a Ilabaianna
acommetlidas por molestias perigiosas
/-irrnamouco.Para medidas preventivas contra
novas iovasoes da febre amarella.
Parahiba. A'a villas de Campia Grand e e Ala-
goa Nova, e povoacSo de Pedras de Fogo, nas quaes
se manifestaran molestias de pe-simo rarac-
ter.
Rio Grande do Horle. A' povoa-o da Pona
Negra e villa-de Eslremoz pela mesma razio.
Para.A' villa de Osrem, onde ltimamente se
desenvolveu uma epidemia.
S. Paulo.A' villa de Ubaluba, c cidsde de Pa-
ranagu, acommetlidas por febres.
Approvou o governo o procedimenlo dos prest-
denles da Bahia, Cear e Mranhao, de raandarem
comprar farinha, por conla dos cofre geraes, para
ser distribuida pela populacBo pobre, em conse-
quencia da falla quasi absoluta, qne desle genero de
primeira neeessidade houve na dilas provin-
cias. '
Na primeira, a farinha foi vendida classe iieccs-
siladi, pele cuelo.
-?.


M^HBananMMMHnnBi
Na ultima, a importancia da que foi distribuida
emdifferanteglocalidadetsubioa 10:8439326.
Da segunda ainda u3o honre communica-
{OW.
Nesto. corle tambem os gneros de primeira neces-
idade lem ltimamente subidos mullo elevado
preco.-
Nlo tova, porem, o geverno, necessdade de
-prestar soceorros populaclo, porque nao ehegou a
haver falla absoluta dosmesmosgeoeros.Todavla me-
recen esle objecto sua particular altancSo, fazeudo
pelo enere de polica examinar se Isto era devido a
nooopolio reprovado, que exlgisse medidas da au-
loridade publica ; e dea as procidencias que esto-
Tma sen alcance, Uro de que a carne verde bai-
xas, como baixou, a nm preco regular na occasio
em que havia subido ao triplo do seu Talor ordina-
rio sean motivo para isse fundado.
Agricultura.
Jartm Botnico do P>*io Publico. Nos pou-
cos meros, que lhe sa desliiMidos, apenas poderam
caberas despenas necessarias ara suacouserva-
S*e.
Posan* cerca de 600 plantas exticas, e de 300 In-
dgenas, e tizeram-se plantasoes de novas semenles
remeltidas peto governo e pela Sociedade Auxiliado-
ra da Industria Nacional.
Pela inspeccjlo e verba das obras publicas, foram
concluidos os 2 lorreoes, e o assenlamento de ladrl-
lho de marmore.da varand. Reformou- o poriao
de ferro da eolrada principal; assenlou-se lagedo
em (odas as frentes citeriores do Jardim ; desobs-
truixe o encauamento, que leva agora aosrepuxos
e a outros pontos do mesmo Jardim, e fizeram- fi-
nalmente diversas obras de menos valor.
Jardim Botnico 4a Lagoa d^Frcita.'. Ftanta-
ram-se ueste estabetecimento, e germinaran! semen-
tes de arvores de madeira de lei da provincia do Pa^
r,e de oulras,* bem assim diversas plaa e *e-
roenles indgenas e exticas, e com particularidade
as de Teca da Asia, de que se contara cerca de 100
psem perfeito estado dedesenvolvimenlo. Adinren-
les particulares, que as teera pedido, se lia' distribui-
do grande copia das semenles, mudas e plantas exis-
tentes no jardim.
Sao empregados no servico do estabelecimenlo 72
eseravos nacionaes, alm de 8 Africanos livres, que
no anuo passado para elle mandou ogoveruo trans-
ferir da fabrica da polvera. Para sua. melhor ac-
commodajo, fizeram-ae as obras necessarias.
Teem-se lambem feilo, e continuaui em anda-
mento dlCTerentes obras para eonservaco e embe-
leeimenio do jardim.
Sendo indispensavel melhorar-se o leito do rio
Macaco na parle, que atravessa o terreno occopado
pelo mesmo jardim, lim de se evitarem as inunda-
se) que sollre a parle baixa deste pelu aguas Ircs-
bordadas do dito rio, deu o governo ordem para se
levar a efleito este melhoramenlo.
Para dar efecncao pelo modo roais conveniente i
aulorisacio que Ibe foi conferida pelo 2 do arU
11 da lei n. 719 de28desetembro do anno passado,
o governo adoptar os meios mais proprios para se
conciliarem os ulereases pblicos core os direilos
dos particulares, e con a equidade.
Dosdous principaes elementos, de que depende o
grande desenvolvimenlo da nossa agricultura a
colanisacso, e a abertura e .melhoramenlo das vias
de communicacao ten o governo cuidado seria-
mente, como vos exporci no* respeclivas arti-
gos.
Nao oecupa menos a sua altencao a necessidade
da introducco de machinas e instrumentos agrarios,
que venham nao so suppr ir a falu de bracos que
de da em da se torna maissensivel, como aperfei-
oar a fahricacao das uossas produccOes agrcolas,
algumas das quaes deertssom de valor nos mercados
estrsngeiros pela concorrencia dos paizes, que saliera
aproveitar-se de todas as vantagens, que offerecem
os progressos da industria. Trata o governo de ha-
bilitar- suflicientemcnle para promover com efll-
cacia este importante melhoramenlo.
Tem conload, entretanto, a favorecer o aper-
teicoaroente de alguns gneros da nossa lavoura, ob-
leado e fornecendo aos agricultores das diversas pro-
vincias, novase memores plantas e semenles, prin-
cipalmente de canna, fono, algodflo e trigo. Cora
o mesmo cuidadp lem tratado de preaanver n intro-
dcese de noves gneros de cultora, adaptados ao
solo ao clima do npaso Taiz.
Assiro, por ndiea$aoda Sociedade Auxiliadora da
Induslria Nacional, mandou vir da Europa com des-
tino para* provincia deS, Pedro do Sul semenles e
mudas devegetas proprios para linturarias.e creacac
de prados artifteiaes, bem como de topenambour,
plaa de grande proveilo-aos creadores de gado; e,
para o MaraahSo, do pwbeiro da "Corsega.
Recfbeu de Venesuena, por intermedio do nosso
ministro, viveiros de cacao, bcaro e apio, cuja cul-
tura nos deve ser de utilidad, bem como de verbe-
na, que tem sido alli applicada com bom xito, se-
gundo consta, no Iratamento da febro amarella.
Ten lambem recebido estacas da verdadeira bau-
flilha do Mxico, de grande valor nos mercados eu-
ropeos, semenles de ail de Java e de Bengala e mi-
mo da Virginia, denominadodenle de cavallo.
Estas semenles e planta team sido enviadas pelo
governo sociedade auxiliadora, e mandadas culti-
var no Jardim Botnico da. Lagda de Freitas, para
dahi se propagaren!.
Remelteu finalmente mesma sociedade modelos
para a rega dos prados, segundo o roethodo usado na
Allemanha, osquaes mandou vlrdesse paiz.
A coromissao que foi encarregada pela presiden-
cia da provincia da Baha de ir estudar na Europa,
Estados-Unidos e Cuba, os melhoramentos da cul-
tura da canna e fabrico do assucar, anda nao apre-
sentou o seu rlalorio, nao sopor leradoecd o
chefedessa commissffo, o coronel Carson, como por
ter ella entendido ser conveniente fazer alguns eri-
saios e experiencias antes de organisar o seu 1ra-
kalho.
O mesmo coronel encommendou, por conta da
provincia, um apparelbo dos mais modernos e expe-
rimentados, movido por vapor, o qual na extraccao
do caldo da canna lom sobre as moendas ordinarias
orna vantagem de>30 a 40 por eento: '
Espera tambem o presidente da provincia duas
machinas, que mandou vir, de descarocar algodSo,
diversos instrumentos agrarios, e%nimaes para me-
rhoramenlodas raras vaceum e cavallar.
Pedio finalmente informacOes, afim de mandar
contratar em Cuba meslres de assucar.
Entretanto, alguns proprietarios dessa provincia
leem mandado contratar lavradores nos Estados-
Unidos, e em sea servico se nolam grandes vania-
gens, nio so pelo eroprego, que fazem, de instru-
mentos aperfecoados, como pelo melhor melhodo de
traba tho.
Na provincia da Parahba consta que em muilas
fazendas se tem adoptado o nso dos arados de ferro
para a cultura da canoa, e se tem melhorado, as ma-
chinas e mdss de agua.
Na do Par, a exportajao da gorama elstica lia
sido ltimamente extraordinaria, e o seu preco tem
chegado ao dobro do maior. que anles se obtivera.
Este augmento de producto nao he devido a de-
senvolvimenlo da agricultura, porque as immensas
florestas da provincia ainda orferecem este genero
espontanea e fcilmente em quantidade rouito su-
perior colheita, e oem aperfeicosmenlo de fa-
bricacSo, mas i immensa procura, que delle tem
havido nos mercados dos Estados-Unidos e da Eu-
ropa.
Fdizraonte, indo sempre era crescimenlo o sen
consum pelas muilas e variadas applicarocs, que se
Jbc vu descorbindb: produziudo-o a provincia com
l*o prodigiosa fecundidad*: e bao se recelando con-
correncia de nenhum oulro paiz: he ja o principal
ramo de seu commercio, e promeltc-lhe um fuluro
de grande riqueza e de prosperidade.
Mineraco,
tem-ee continuado a tazer pesquisas em diversas
provincias para descobrimenlo de carvie de pedra,
mas ainda se nao lem conseguipo resultados com-
pletamcule satufactorio.
Tendo sido por vezes encontrados, na provincia
de S. Pedro do Sul, combuslheis'fosseis, o respec-
tivo presidente encarregon nm mineiro inglez de fa-
ssr exploras6es na margeo do rio Jacnhy, para des-
cobrir carvao de peora. Ah encontrn elle, depois
de alguns trahalhos, indicios da existencia deste mi-
neral sementantes aos que se eneenrram nos terre-
nos de J.aneashin a North Wales, segundo iofor-
mou, e tambem ama carnada de trra ferruginosa
de rica qualidade cem a espessvra de dezeseis pal-
mos.
Como, porem, tivesseo dito mineiro acbado no
lferval^ sele a oitoleenas distante da povoacao do
Novo Triumplio, qoasi na superficie da ierra, ama
smoslra que pareca de superior qualidade, orde-
nou-lhc o presidente que para esle lugar dirigisse
lambem as suas cxplorasoes. Ecom efleito achou
urna carnada do dito mineral, da qual extraho urna
porcao, que sendo, empregada no vapor em que o
prosidente foi dita povoacao, levou mais lempo a
nflammnr-see a produzir vapor do que o carvao in-
glez, mas queimando-se esse combostinel com este
carvao, era parles iguaes, arden perfeilamenle, e
desenvolveu o calor neeessario para fazer marchar
a barca a toda a forja. O mesmo resultado foi ob-
tido em oulra barca, de propriedade particular.
Submcllida urna porcao do dito combslivel ana-
ly-e no museo, declarou o director desle, que o con-
sidera como carvao de pedra magro, ou anles
denominara;!" carvao semi-gordo se lhe fosse
permillido alteraras classificacoes geralmenle admit-
tdas ; que em conlacto com combostiveis abra-'
zados, arde bem com fumo escuro, eheiro betumi-
noso nao desagradavel, e cliumma vermelha dando
depois de fri clnzas brancas composlas de argilas,
quasi puras (silicatos d'alumina em xidos de fer-
ro, ele. ); que a sua possanca calorfera, no es-
lado natural, he pouco mais ou menos igual do
carvao inglez, de que se usa as nossas barcas do va-
por, finalmente que jnlgava poder ser este combsli-
vel applicado com vantagem em muilos usos netal-
lurgicos, para as caldeiras de evaporarlo, etc.
Tendo o referido mineiro aprofundando as esca-
vanes afllrma ter encontrado carvao de melhor qua-
lidade. Urna porcao'deste acaba de ser-me remet-
lido, emandi sobre elle proceder a exames e experi-
encias.
Continua elle em seus trahalhos, e foi autorisa-
do o presidente daprovincia para fazer as despezas
que estes requeressem.
O governo, apreciando devidamente a importan-
cia que se liga ao descobrimenlo desle mineral, que
lao grande influencia excrce sobre o desenvolvimen-
lo da industria, d a Jatobjecto toda a altentao, e
com a maior aolicitud'roprega os mcios a seu al-
cance, para eonsegtriro'Bn desojado.
ta provincia da Uahia receben lambem o gover-
no algumas amostras, que. sendo examinadas no
museo, achou-se que eram de rochas, qne ordina-
riamente se encontram nos depsitos, carbonferos,
alternando ou cobrindo as carnadas de combostiveis
fosseis. Urna dellas, posto que nao podessem ser
bem observados todos seus efleitos em razao da pou-
ca quantidade que veio, aprsenla grande analoga
com o splent-cdal dos lnglezes, podendo denominar-
se carvao de pedra-magro. Tendo o defelo de arder
com diflicnldade, aprsenla a vantagem de nao con-
ter p>riles. Na opiniao do director daquelle esla-
belecimento, he provavel que em maior profundida-
de este carvao se torne melhor, e proprio para ser
empregado em maior numero de usos.
Da provincia do Amazonas foram remeltidas o
governo algumas amostras de combustives' fosseis
encontradas e exlrahidas das margens do Solimoes'
pelo major de engenheiros Florestan. Snjeilas a
experiencias no museo nacional, reconheceu-se que,
como parecer ao mesmo oical, eram lignitos, sen-
do muto impuras por conterem pyriles a argilas em
grande quantidade.
Foi concedida, por decrete n. 1243 de 3 de oulu-
bro do anno Gndo, a Theodoro Klett faculdade por
lempo de dous annos para proceder por si, ou por
meio de urna companhia, a explorares nos terre-
nos raineraes devoltos, existentes as margens e
entre os ros do Meio e da Fumara, no muni-
cipio da Victoria, da provincia do Espirito Santo.
Na provincia do Maranhao, no territorio visinho
aq rio Maracussum, descobriram-se abundantes
minas de excellente ouro. Nomeou o presidente
urna commissao, i qual incumbi a sua explorago,
e com quanlo nao podesse esta praticar trahalhos
completos, j por falta de instrumentos apropriados,
e de oulros meios, j por ser embarazada pela m
eslzao, obteve todava mui salisfactorios resul-
tados
Fazendo excavacoes em diversoslugares na exten-
sa de urna legua, e procedendo lavagem das Ier-
ra?, observou que o ouro apparece em maior ou me-
nor quantidade na profunddade de dous palmos, lia-
vendo lugares em que se meetra. superficie. Com
tima so batea oblevc-se em seis horas de trabalho 2
', oitavas na profundidade. de dou a tres palmos.
Industria.
Dui*Mtl a miiiu nndu, ro iM roawHdui aoLc* ob-
jectos de industria os privilegios, que conslam do
respectivo mappa annexo.
As fabricas eslabelecidas no municipio da corte
protegidas com loteras, ou auxiliadas peto thesouro,
nao apresentam allcraroes notaveis.
Das provincias lambem pouco consta no tocante
uil ii siria.
Na de Minas, tem lido desenvolvimenlo a fabri-
cado de ferro, do qual muilo abunda. Alera de
Hioflcinas de fundirao, ou era que se prepara o fer-
ro, e de numerosas tondas, as quaes he trabalhado
o mesmo mineral, existe o importante estabelecimen-
lo de Monlevade, onde j s fabricam pecas de 60
arrobas.
Nesles diflerenlcs estabeleciraenlos empregam-se
perlo d 2,000 pessoas, e produzem annualmente
cerca de 150 mil arrobas de ferro.
Na do Amazonas foi cslabelccida pelo presidente
ama fabrica de chapeos de pallia denominados do
Chile, tendo contratado para dirigir um Peruano,
fabricante desses chapeos.
-Considera o mismo presidente ser de grande van-
tagem a ntruduccao e desenvolvimeuto deste in-
dustria na provincia, em- razao da facilidade que ah
ha'de se obler por baixe preco a palha propria, ou
compraudo-a as prximas povnaces do Per, ou
cultivando a palmeira, de que he exlrahida.
Na de S. Pedro do Sal, foram receidas pela pre-
sidencia lOOovelhas e 20 carneiros merinos da raja
de Saxonia, que mandara vir da Europa. Com el-
les so pretende fazer urna estancia modelo, onde
possam propagar-se sem perigo da perderem a pure-
za de sua raja, confundindo-se, cora os do paiz.
O governo cuida de promover em grande (escala a
introdcelo e propagarlo desta rca as provincias
queso prestam essa crearo, afim de desenvolver
a industria das lias, que nos promelte vantagens;
e para levar a efleito esle proposito pelo modo que
for mais conveniente, espera informacOes queja
exigi da Europa, edcss'as provincias.
Sociedade anxiliadora da induslria nacional.
Nao obstante os limitados recursos de que dispee,
tem esta sociedade continuado a empregar' lodos os
seus esforcos para promover os progressos da indus-
lria em todo o imperio, nao s derramando por meio
do seu peridico doulrinas uteis, e propagando o eh-
sino (heorico e pralico dos diversos ramos della, co-
mo lambem fornecendo semenles e plantas aos agri-
cultores das diversas provincias, quer para se melho-
rarem alguns dos nossos productos, quer para se in-
Iroduzir a cultura de novas especies que nospodem
ser proveitosag,
Tem tambem coadjuvado o governo, dando seu
parecer sobre diversos objectos relativos n induslria,
a respeilo dos quaes tem julgado conveniente cno-
snlla-la.
Nacegacii interna.
Amazona*.A navegac,3o a vapor, entre as ca-
pitaes das provincias do Para e lo Amazonas, tem
continuado com regularidadc, e segundo as condi-
coes do decreto que concedeu o seu privilegio. E a
companhia, que a conlrafou, animada pela pro-
gressiva afllueiicia de.cargas e passageiros, que teem
concorrdo desde o cnme dar-lhe maior desenvolvimenlo, augmentando o nu-
mero dos vapores.
O vapor denominad* Rio Negro, empregado as
viasens desta linba, encalhod, uo dia 14 de outubro
do anuo Gndo, em pudras, que" ainda nao eram cc-
nhecidas, enlre a fz do Madeira e-a freguezia'de
Serpa.
Apezar de lhe serern prestados os soceorros, de
que pode dspor o presidente da provincia, foram
precisos lempo, e grandes esforcos para poder ser
salvo, Picando comUido asiaz deteriorado. '
Foi com felicidade eflecluda a primeira vin-
gem da segunda linlia da capital do Amazonas at
Nauta.
Tendo partido o vapor da cidade da Barra, no dia
22 de setembro do anno passado, ehegou a Nauta cm
14 de outubro, gastando em marcha cflectiva ^124
horas- O resto do tenato foi perdido pela necessi-
dade de tocar e demorar-sc em diBerentes pontos
para prover-se de lenha.
A viagem de volta foi eflectuada era 148 horas,
descontadas as que se consumiram com iguaes de-
moras. Teudo o vapor partido de Nauta em 17
de ontubro, ehegou cidade da Barra no dia 28.
Comquanto nao permitlisse a rapidez da viagem
que a csrraatvza do rio fosse convenientemente me-
dida, verificou-sc que a sua violencia cresce pro-
portao que se sobe, podendo porem sempre ser Ven-
cida por qalquer vapor. Na subida percorreu ^
vapor, apezar de sua constraccoo impropria, de
3 a j ;; milhas por hora, e na descida 7 %.
De pequea monta sao as difflculdades que po-
dem embarazar a navegacao em todo este curso do
rio. Achaudn-se constantemente no fio da correle
o fundo de 10 a 15 brajas, eflorece, era todo o lem-
po, franca navcga;ao a embarcares! de grande
porle.
He porm fcil encalharem as corda* de arfa,
que sendo variaveis, fazem mudar a direcSoda cor-
rele. O auxilio de pralcos he pois indispen-
savel, mas suflicienle, para se evitar esto embar
racp,
O encontr de grandes madeiros, que descem im-
pellido pela for^a das aguas, nao s tambera dffi
culta a navegacao. como a torna perigosa, mor-
menle de noite, cumprindo por isso empregar-se a
maior vigilancia e cuidado para o evitar.
Sement apparecem pedras em dous pontos era
frente do caldeiro doPesqueiro, e perlo do To-
canlins, mas pela sa posijao nao obstara nave-
gazo.
O major Florestan, de Rosvradowski, encarregado
pelo presidente da provincia do Amazonas de fazer
o rolero desta viagem, e as observacSes que lhe fos-
sem powiveis relativamente aos grandes resultados.
que se ligam empreza, apresentou minuciosos tra-
balhos, cuja expesizao acharis aonexa.
Alm do que parlcularmeiite respeita ao melho-
ramenlo desta navegado, indica os pontos que julgaJ
mais proprios para se fixarem as escalas,'j em rela-
S0 aos inlersses do commercio, j quanlo ao for-
necimenlo do combslivel; bem como as localidades
que se lhe auguraran) mais convenientes para o es-
labeleeimenlo de colonias, e de aldeamenlos de in-
dios as margens do grande rio e de algn dos sens
tributarios.
Segando as oliservaccs deste engenheiro, a via-
gem redonda, nccrescenlando-se ainda 8 pontos aos
das actuaos escalas, poder ser feila em 27 dina, en-
curtando-sc, pelo modo que prope, as demoras ex-
cessivas causadas pelo foruecimeoto da lenha nos
diflerenles pontos, e evitando-se, com o auxilio de
pralcos, que os vapores encalhem as coreas d'a-
ra.
O governo continuara a colligir, por este modo,
dados que se preslera a trabalhos completos, que o
habiliten) a dar todo o desenvolvimenlo possivel \
importanlissima navegado encelada.
No intuito de corresponder s intenees com que
foi promulgado o decreto n. 726 de 3 de oulubro
do anno passado, trata o governo de rwgatar o pri-
vilegio concedido por 30 annos de navegado exelur
siva companhia, de que he presidenta o commen-
dador Ireneu Evangelista de Souza.
Para esle Dm receben um proposla para a nova-
C8o do contrato celebrado entre o emprezario e o
governo imperial, a qual j foi examinada pelo pro-
curador da cora, soberana e fazenda nacional, e
pela seccao dos negocios do imperio do conselh'o
d'estado. Pende hoje de disenssao entre o.governo
e o dito emprezario acerca de certas condic,0es, e o
que se resolver definilivamente sobre esto objecto,
ser-vpjia communicado. *
Prelf ude o governo no novo contrato regular
melhor a mesma navegado, e eslabelecer a de al-
guns de se^is affluentes, como sejam especialmente o
rio Negro e o Madeira, que cm grande extensao se
prestam i navegagao' por vapor.
Pretende igualmente dar o devido impulso i,
fundai.-ao de colonias as margens dos ditos rios,
e de outros importantes, a que se comproraelleu a
companhia.
io de s. Francitco. Terminou o engeoheiro
Halfeld os Irabalhos de cxploracSo deste rio, de que
foi encarregado pelo governo.
, O relatorio, emque expoe os resultados desle Ira-
balhos, contera importantesobservaces, nao pelo
qae respeila ao estabelecimenlo da uavegajao a vapor
neste grande rio e seus affluentes, mas tambem quan-
lo a direccao dos diversos caroinhos de ferro que
ser misler construir, j para ligarem aparte supe-
rior iuferiur do mesmo rio, enlre as quaes he a
navegado intorrompLl pela extensa linhadeca-
choeiras que o obstre, j para commuoicarem di-
rectamente com aquella parle os pontos mais im-
portantes do liltoral, aproximando, por sua combi-
narlo com a liaba fluvial, urna vasla porcao do in-
lorinr a granja* conlroa roramSKUeG.
Reconheceu esto engenheiro qae a parle superior
do rio he, desde j, navegavel por barcas do vapor
desde a cachoeira de Pirapora, pouco cima do ponto
de sua confluencia com o rio das Velhas, at a do
Sobradinho.
Em toda esta extensao, que he de 247 leguas, se-
ment em alguns pontos, e na estacAo em que as a-
guas baixam, pode ser diflicattada* a navegado por
coras d'ara, e por madeiros que se encontram. A
remocao porm desles obstculos, para que a passa-
gem dos vapores seja sempre segara e inteiramente
desimpedida, he trabalho fcil, porque* depende a-
penas da linipeza do canal e de ser esle aprofundado
nos poneos lugares em que o rio se torna raso na-
quella eslurao.
Da referida cachoeira do Sobradinho al a villa
do Joaseiro, cuja distancia he de 8 leguas, ha ne-
cessidade, para ser possivel a navegacao, ou de evi-
lar-se essa cachoeira, de # leguade extensao, abrin-
do-se um canal lateral.ou de por ella romper-seuma
passagem franca, quebrando-sc almdisso as pedras
que continuara a obstruir o lei lo.
Dessa villa em diante be aindJ o rio navegavel por
espado de 24 leguas, atea Boa-Vista, pralicando-se
correccOes semelhanles afim de venecr-sc a cachoeira
do Genipapo, que abi se euconlra, e removerem-se
as pedras, que tambem n'esla parle abundam.
Neste ponto comer a tonga linha das grandes ca-
choeras, entre as quaes avullam as de Ilaparica de
184 palmos de altura e de Paulo Alfonso de 362,
e que, succedendo-se com pequeos inlervaos, in-
lerrompem absolutamente a navegacao, por espaco
de 72 leguas, at o porto de Piranhas.
O uuico meio que se poderia lenter para se supe-
raren) esles obstculos, seria o da caoalisa(3o do
rio, conslruindo-se muilas comportas ; mas as despe-
zas, que exigiriam tees trabalhos, seriam 13o exces-
sivas, que cumpre abandonar completamente seme-
I ha nlcida.
Alm disto em urna extensao de cerca de 12 le-
guas, logo abaixo da dita cachoeira do Paulo AGonso,
seria absolutamente impraticavel qalquer melhora-
menlo no leito do rio.
Toda a parle inferior estas cachoeiras, na exten-
sao de 34 leguas, al o mar, he desde j navega-
vel por barras de vapor.
l.impo de pedras, o leito do rio aprsenla ahi ape-
nas algumas coreas de ara, que nao embargara
navegacao, porque a largura que cm toda essa parle
conserva, e o volme d'agua que despeja, maulera
sempre um canal assaz prof indo e espacoso.
Os affluentes do rio de S. Franciseoi e os tributa-
rios desles, sao lambem, em grande parle, navega-
veispor barcos de vapor ; alguns, porm, uecessilam
de melhoramentos.
A somma das leguas em que, assim, he nelles pos-
sivel a navegacao, sobe a 366, as quaes reunidas s
313 do rio de S. Francisco, apresentam um total de
679 leguas navegaveis por vapores.
Tendo o dito engenheiro examinado o terreno afim
de conhecer a mais conveuienle direccao das estra-
das, que do liltoral, e da parle inferior do rio hajam
de convergir para as suasmargens superiores ; en-
lende que, alm das duas que devem partir do lil-
toral da cidade da Baha e da do Recite, sao possi-
veis, urna enlre a cidade do Macera e a Villa do
Joaseiro, com a extensao de 168 leguas, tocando nos
pontos do RiachoSecco e Vareen) Redonda ; oulra
que, pai lindo do arraial do Pao d'Assucar, a mar-
gem iuferiordo rio deS. Francisco, e al onde este
he perfeilamertte navegavel desde a sua foz, se di-
rija ao dito ponto do Riacho Secco, e dahi prosiga
na mesma linha daquclla al o Joaseiro. Ser a
extensao total da segunda estrada do 95 leguas. Fi-
nalmente ainda oulra que com prebenda este linba
sement enlre a villa da Boa-Viste, prxima ao
Riacho Secco, e o arraial do Pao proseguindo dessa villa at o Joaseiro, porque a
parte do rio que decorre entre esles pontos pode
tornar-se navegavel com pequeas correcc,es. Re-
duzir-se-ha assim a estrada quo deve ligar a parle
superior inferior do rio extensao de 71 leguas.
Esta ultima estrada, he a que elle entende ser a
mais fcil e'eonveniente para o fin de alar as com-
municagoes felo rio.
Examinando o mesmo engenheiro a linha de Ma-
rera para a villa de Garanhuns, afim de verificar,
seseriapraticavelasuaeombinac,So com a que he
projerlada enlre o Recite, Agua-Preta e Garanhuns,
terminando no rio do S. Francisco, achou que -nao
DIARIO DE PERMNBCO, QUMTA EEIRA 21 OE (JUMO DE 1854.
, L
he exequivel na direccao iidicada por pralcos do.
lugar, pelo Po-Amarello, eextiacla villa de "Cr-
ranles, em villa das serra e morros Ingremes, que VPrjecla-se a abertura de oulro canal no rw
bi se. enconlram. Conveneei-se porm de sua exe-, earim, afim de evilar-se a passagem da cachoei-
quibilidade, sendo pela msrem do rioMundahii
cima de Garanhuns, posteado lenlu de acorapa-
nhar as voltas do mesmo rio.
l.evanlou finalmente a plaita da estrada enlre a
cidade de Barbacana e a barra de rio das Velhas,
na confluencia deste com o te S. Francisco.
Este trabalho he inteiramente feilo sobre o mesmo
terreno, por onde ter de seguir a estrada projeclada
pela emprezaUniao e Indislria.
Sendo a sua extensao de 3) leguas e 1 quarto, que
podera ser diminuida, quanco se tratar da eonslruc-
|So, aperfeicoando-se a curva do alinhamento, cal-
ila a sua importancia, apnxiraadamente, em......
963:000j), incluindo-se nula quanliaa de........
4,500:0008, custo do erapediamento.
No caso, porm, de se coistruir urna estrada de
ferro, no sentido desta, indea, como mais conve-
niente direccao, seguir o ugar denominadoFu-
nilpela margem dos rios ?araopeba e S. Francisco
abaixo, al a cachoeira de Pirapora, ponto onde este
comer a ser navegavel.
O relatorio, que o dito eagenheiro acaba de en-
viar-me, tendo apenas concluido os seus Irabalhos
de explorado, e no qual eip5e estes observares,
ainda nao contm todo, o desenvolvimenlo que lhe
pretende dar.
l'rometteu apresentar-ne oulro mais completo,
conjunctamente com as pimas e ornamentos minu-
ciosos, que esta lonfeccianando.
Esles importantes trabilhos vem preencher a la-
cuna, que sentamos, de informacOes circumslan-
ciadas e exactas sobre o ri de S. Francisco,- que he
por sem duvida um dos nossos raaiores rios.
Habilitado por ellas, se empenhar o governo era
promover opporlunamenle o estabelecimenlo da na-
vegado a vapor as suai aguas.
Param na secretaria de estado do imperio-propos-
las para este fim leitas pelo engenheiro belga Tarto,
nos annos de 1845 e 1848, sobre as quaes se nao ches
gou a accordot j por aeren inadmissiveis alguma-
das concessoes indicadas por esse engenheiro, jpor
que falleciam dados positivo), sobre os quaes se po-
desse calcular a extensao e alcance da empreza, e
precisar escondieses do privilegio.
RiO'das velhas. O presidente da provincia de
Minas, levado pelo que se dieta sobr a navegaba
neste rio, o qual, confliiindo com o de S. Francisco,
alongara por desenas de leguas pelo interior dessa
provincia aexteiisssima linha navegavel qne o ulti-
mo oGerece,procurou'obler inbrmarOes sobre a pos-
siblidade de lal navegado, que j, ha annos, fora
|entadapordousemprezarios;e comraunirou ao go-
verno as qae pude eolher.
Para se conseguitem, porm, informacOes exactas
e mais positivas, encarregon. o mesmo presidente ao
engenheiro De la Martinire do exame e explorarlo
scientifica do rio, desde a cidade de Sabara al ao
ponto de sua confluencia com o de & Francisco.
Espera o governo os resaltados desles .trabalhos
para vista deltas resolver o fue parecer mais acer-
tado.
Rios Gequtinhonha, e Pardo. Para contina-
cao dos trabalhos, que lera poi fim a navegacao des-
les rios, de tanta importancia paia as retacees com-
merciaes do norte da provincia -de Minas com a da
Babia, poz o governo, no corrento exercicio, dis-
posiciio dos presidentes da primeira aquanlia de
20:000, e da segunda a de SOOOft.
Acba-se inteiramente desibslruido o canal Po-
assu', e- concluida a abortara do do Porto do
Mato, cujo eomprimento Ite de 160 bracas. Por
elle a navegacao dos ditos rio., se extende al as bar-
ras dpPoxim e Commandatulia.
Na parte onde o Jequitinhcnlta abunda de pedras
fi xas e solas, tem sido estas, em grande porcao, que-
bradas ou removidas, e com sao se conseguio j, se-
gundo as ultimas informarles.notavel melhoramen-
lo n navegado enlre a Carhoeiriuha e o Sallo.
Os trabalhos relativos estrada, que deve, como
supplemento da naveglcio do Gequtinhonha, cor-
rer em direccao paralella. acham-se muilo adan-
lados.
Na parte coraprehendida enlre o lugar denomina-
do Dha do Chaves e o campos de Mngi-
quissaba foi aberta com a extensao de 13 leguas,
na finil,n <|ig..jljia^agMH 8 boiads.
A picada que segu, por espaco de 10 leguas, des-
de a Cacboeirinha at o Salto, foi melhorada, e pur
ella transitara animaos carregados.
Deu-se nova direccao ao caminho, que communi-
ca este porto com a povoacao, distante 900 bracas.
Trata-se de fazer ahi urna boa estrada, que se presta
s necesidades do grande commercio, que nesse pon-
to se entre tem. i
Cuidou-se tambem da abertura de oulra estrada
lateral ao rio Pardo. A*cnas se concluio urna pica-
da ato o Sallo, tendo sido preciso lutar com muilas
difiieuldades, j por causa das endientes do rio, ja
pelas aggressoes dos indios selvagens.
Achandorse acoutada as malas que bordara o Je-
qulinhonhargrande numero de raalfeilores,os qiaes
inquielavam o commercio, e navegacao deste rio,
foi estabelecido um posto militar no Baixo Ge-
qutinhonha para ahi faser a polica, e garantir a
seguranza pessoal e de propriedade.
Trata-se de eslabelecer outros destacamentos no
Alto-Gcquilinlionha, onde ainda mais avalla o nu-
mero de laes malfeitores, e as margens do ro Par-
do, habitadas por tribus bravias, que ameacam os
poucos habitantes dessas paragens, e afugentam os
que ahi se pretendem eslabelecer.
Rio Pamahiba. Concluio ltimamente o enge-
nheiro Joao Nunes de Campos os Irabalhos de explo-
racao desle rio, dos qoaes o incumbi o presidente
daprovincia doPianby, em cumprimento de ordeiis
do goveruo.
Desde a foz do Yguarassu' at a cidade Therezina
he a sua extensao de cerca de 90 leguas, e aprsenla
em toda ella, excepto em poucas localidades, a lar-
gura de 80 a 100 bracas.
Em geral enconlra-se o fundo de 12 a 18 palmos
na eslarao sueca.. Ha pontos porm, em que excede
a 5 bracas, e oulros (raros) onde nao passa de 3 pal-
mos.
Coutam-se na Parnahiba 103 esliroes, e no Ygua-
rassu' 27, cujo eomprimento varia entre um quarto
de legua, e 4 leguas.
Sao frequenles as coreas de areia permanentes,
que obstruem o leito do rio.
Enconlra-se tambem depositado no mesmo leito,
e obstruindo o, grande numero de paos impellidos
pela correte, os quaes ainda mais do que ascoroas
empecera a navegacao.
Felizmente as pedras que se apresentam, nao a
crabaracara, porque esUlo desviadas doseanaes. AS
mais notaveis sanas que se acham nos lugares deno-
minados Vargem, e i.adeiras.
A" vUla deslas observaces, pde-se concluir, que
efl'ectuados facis trabalhos de limpeza e desobsime-
^ao, he possivela navegacao a vapor al a capital do
Piauhy, ainda na estagao secca, empregando-se
barcas, que nao demaodem, n>ais de 3 palmos de
fondo. Qalquer augmento d'agua faz subir o seu
nivel de 5 a 12 palmos, e as occasiOes das grandes
cheias eleva- a perlo de 5 bracas.
Ros Itapicuru', Mearim, e Pindar. A nave-
gacao a vapor no primeiro desles rios continua a
ser feila por um barco da companhia, que lomou a
si esta empreza.
Mal preenche, porm, os Gns a qu he destinado,
porque sement na maior forja da endiente do rio,
pode chegar esse vaprale a cidade de Cnxias, o mais
importante ponto coramercial de lodo o interior da
provincia, nao passando na forra da vasaute, alm
do Ilapicuru'-mirim. ,
O defelo provm, nao da incapacdade alsolula
do rio para scmelhantc navegacao, mas das dema-
siadas dimenses do vapor que he empregado,
Apenasnasoccasesde vasaules JiHicullaui a na-
vegacao desle rio algumas coras de rea, especial-
mente entre Coroal e Caxias, masbe fcil a correc-
c-ao nesses pontos, formando- ahi um canal mais
profundo.
Trate o presidente de eslender a navegado a va-
por aos rios Mearim e Pindar, era cujas ferlilissimas
margeos se acham muilos e productivos estabeleci-
menlosde lavoura ; e para este fim entrou era ajus-
tes com a companhia doIlapucur, mediante no-
vas concessoes.
Canal do Arapapahy.' -* Abri o governo, no
corrente exercicio, um crdito de 12:0009 para con-
liuuarao da abertura deste canal.
Segundo um novo orcaminto, a que se procedeu
no anno passado, be ainda neeassaria, para ultima-
cao deste obra, a quanlia de 297:529$304, na qual se
ncluem as despezas cora o revestimenlo e aperfei-
coanieolo dos igarapes.
Os Irabalhos teem conlinuado, e acham-se adan-
lados.
ra denominada Lagem Grande, nico obstculo
grave, que este rio aprsenla i navegacao.
Foram oreadas as despezas em 249:006$846
rls.
Est tambera era projeclo a abertura do canal de
Gerij, desunido a eslabelecer nra communicacao
enlre Alcntara a Guimares peta jonejao das aguas
dos dous rio, com o flm de evilar-se a passagem de
duas bahas.
Rio AraguayaPara obras tendentes a facilitar-
se a navegacao deste rio, na provincia de Goyaz,
mandou o governo applicar a quanlia de 3:000000
ris.
Al agora nao tem recebido communicacoes, que
convenha trnzer aovosso conbecimento.
Rios Pomonga e Japaratuba. Foi presente ao
governo urna proposla de Antonio Jos da SiivaTra-
vaasos para eslabelecer a navegacao regular por bar-
cos desde a barra do ro Pomonga at o ponto da Roa-
Sorte no Japaratuba, pedndo privilegio exclusivo
por 60 annos, e concesso para cobrar urna laxa ra-
zoavel sobre todos os productos qne seus barcos con-
duzirem.
Ainda nao resulveu o governo conceder esse privi-
legio, esperando InformacOes que exigi.
O mesmo Travassos|pedio para eslabelecer vapores
de reboque na barra de Cotinguiba, alm de oulros
favores, a subvenco de 470:0009 rs.
Foram lambem exigidas do presidente da provin-
cia in formarOes a -este respeito.
Tendo sido, no exercicio passado, aulorisado ocre-
dito de 12:0008000 rs. para ser applicado a abertura
do canal enlre os rios Pomonga c Japaratuba, com a
extensao de cerca de 2,000 bracas, oreada em
25:0008000ts., foi contratada por pouco menos da-
queila quanlia a abertura de 887 bracas. Este tra-
balho ocha-se muilo adantado.
No corrente exercicio foi posta i disposic,3o do pre-'
sidento da provincia a somma de 12:0003000, para
ser applicada, segundo as circumstencias, ou oo-
tinuacao do referido canal, ou ao comeco de oulro
projectado enlre os rios Santa Mara e Poxim,
cuja planta est levantada, efeilo o respectivo orra-
mento na importancia de 137:2009 rs.
Rio Mucury.Os trahalhos da companhia, que se
propoz & navegado deste rio, teem proseguido com
actividade, apresentando resultados salisfactorios,
grecas aos esforcos e diligencia do sea Ilustrado di-
rector Theophilo Benedicto lloui.
Comquanto se nao ache ainda o rio completamen-
te desobstruido, esta conbecido segundo o relatorio
do cidadlo Christano Benedicto Otloni, pesaoa pro-
fessional e de reconhecida intelligencia, que a sua
navegacao em barcos de vapor apropriados, he nao
s exequivel, como fcil, desde a foz al a cachoeira
de Santa Clara.
J por mais de urna vez lem sido esta navegacao
eflectuada por um vapor da companhia, nao tendo
sido encontrados outros obstculos alm dos madei-
ros que,anda em parto, obstruem o rio,e ascoroas
de ara, que alli existan).
Ellas difflculdades podem ser facilmeBte obviadas,
j> pela limpeza completa do leito do rio, j empre-
gando-se vapores, qne calera menos agauKj final-
mente reconhecendo-se com exactidao o canal nave-
gavel, e habililando-se pralcos.
Nos exames e exploracoes, a que procedeu, reco-
nheceu o referido cidadap, que lodos os baixios, em
que podem locar os vapores, sao de ara quasi sem-
pre sola, havendo pedras smente as proximidades
das margeos, e inuito visiveis.^
Quanlo i velocidade da corrente, observou ser
menor do que a de oulros rios navegaveis, sendo
que, no tempo em que sobe ao seu maior ponto, nao
excede a 3 milhas por hora nos lugares, em que as
aguss correm com maior violencia.
Desde o pontoS. Jos de Porto Alegreal a ca-
choeira 'Santa Clara gaslou o vapor, na ultima
viagem, 4 }i das, mal o- lempo de viagem eflecliva
leve calcular-se em 40 horas, nao s por ter deixado
de navegar durante as noites, como porque, haven-
do- ausentadoo pralico, encalhou o vapor por df-
fenles veces as coras.
A descida foi eflectuada em 18 horas. A marcha
desle vapor, com todas as rirrumstancias favoraveis,
nao eiceueu a 5 milhas por furra.
Em grande parle se acha j o rio limpo e .desobs-
truido, e em breve tempo eslarao concluidos esles
Irabalhos em toda a sua extensao navegavel.
Verificando- que a picada aberta em 1852 para
constraceSq da estrada, que deve correr enlre Santa
Clara e Philadelpha, nao segua a mais conveniente
direccao, foi tentada oulra, que j acha feila na
extensao de algumas.leguas; a lendo-ae reconheci-
do todo o terreno, era que deve esta proseguir, su-
bindo pela margem doUrucachou-se que, qua-
si todo plano, of esla-se a urna estrada de fcil cons-
trucrao, quo com insignificantes desvos da direc-
trix, satisfar a condico de nunca apresenlar mais
forte inclnacao do que 5 por ceulo.
Tinba resolvido o director da companhia romper
duas estradas, que, partindo de Phiadelphia, onde
aquella terminar, dirigissem, urna para Minas*
Novas, e oulra para o Serr e Diamantino ; eja para
este fim havia dado principio a picadas e explo-
rares do terreno.
Adiou, porm, a realisacao deste projeclo, aguar-
dando o resultado dos Irabalhos, a que mandou pro-
ceder o governo provincial de Minas para a abertu-
ra de urna estrada doPessanhaaS. Malheus,
visto que pelo primeiro desles pontos ter lambem
de passar aquella projeclada estrada ; limitando-se,
por ora, a mandar fazer urna estrada commum de
Philadelpha para todos os mencionados pontos, a
qual lindar noAlto dos Bojs, ponto em que se
ramifican) os actuaes caminhos para o Serr, Dia-
mantino, e Minas Novas.
Espera o mesmo director que nt o fim de maio do
anno prximo fuluro, eslejam inteiramente conclui-
das ambas as estradas, eaberlas communicacoes re-
gulares pelo Mucury, fazendo*se por esta rio lodo e
commercio do norte da provincia de Minas cora ao
Rio de Janeiro.
Cais da provincia do Espirito Santo.Segun-
deras ultimas informacOes, espera-seque no correr
desle anno, te conclua a abertura dos canaesde Una
e de Ilaunas, o primeiro enlre a capital da provin-
cia e o municipio da Serra ; e o segundo destinado a
communicar os rios Ilaunas e S. Domingos.
O governo concedeu para eslas obras a quanlia de
4:0009000.
Rio l'acacahy. .\tlrabiram as vistas do presi-
dente da provincia de 8. Pedro do Sul as mmenHs
vantagens, nre resultante mesma provincia da na-
vegacao deste poderoso tributario do Jacuhy.
Com efleito fazendo estes rios junceso, 4 legoas
cima da villa da Cachoeira, era distancia de 45 da
capital, abrir a sua navegacao urna fcil communi-
cacao entre a cidade do Rio Grande, a capital, e a
villa de S. Gabriel, situada no centro da provincia,
tornando esta villa o emporio do extenso commercio
de' toda a carapanha com aquellas cidades.
Tralava elle de mandar explorar o rio, quanilo
dous cidad$os, Msnoel Ribeiro Dallhar e Jos Tho-
maz.de Aqnino Pina, por si raesmos o emprehen-
deram.
Embarcando-se em 31 de oulubro do anno passado
no Passo da Lagoa, junio villa de S. Gabriel, des-
cerara o mencionado ro cni.tod a sua extendi al
a sua embocadura no Jacuhy, onde chegaram no dia
16 de noveuibro, tendo tido alguns das de inter-
rupcao, por dfleuldades com que lulifram.
Acharara que a parte percorrida,, tendo t5,650
bracas, aprsenla j navegavel a exlencao de 76,340
bracas do rio limpo, 13,530 de grandes lagoas, tam-
bera perfeilamenle "ropas, e 4,690 de canaes que
devem r aprofundados e alargados, alm de 11,090
de rio fechado por sarandis, salsos e oulras arvores
de fcil descortinamento.
Ordenou desde logo o presidente este descortina-
mento, afim de facilitar- o exarrie e explorarlo sci-
entifica do rio, que incumbi a um ofllcial de ma-
rraba, e a oulro do corpo de engenheiros.
Alera da consiguacBo de 30:0009 rs., aulorisada
para obras provincaes, declarou o governo ao mes-
mo presidente, que concluida a explorante, e viste
de seus resultados, auxiliara especialmente os tra-
balhos que fossem de misler fazer-se para tornar o
Vio perfeilamenle navegavel.
Lagoa-Mirim.Tendo parausado a importante
obra da abertura do sangradouro desta lagoa, na pro-
vincia de S. Pedro, do Sul, cujo fim he franqueara
sua navegacao ao commercio do Rio Grande e Pelo-
tas, foi auxiliada pelo Governo.
. Tem-se proseguido nos Irabalhos com actividade,
e segundo as ultimas parlicipacoes, devem achar-se
a esta hora, 810 bracas promplas, com 12 de largura,
e 12 palmos de. profundidade as aguas medias.
Foi prenle ao governo, nos primeiros das do
corrente mez, urna proposta do cidadao Jos Anto-
nio Soares para promover a navegacao por vapor
enlre esta norte e a capital da provincia de Matio-
Grosso.
O governo a sabmetto ao exame da respectiva
seccao do conselho d'estado, e aguarda o.seu parecer
para lomar na cousideracao que merece tao impor-
tante objecto.
Terminarei esta artigo communicando-vosqne, em
conseqdenclado que informou engenheiro Halfeld
em seu relatorio sobre a explorarlo do Rio de S.
Francisco, resolveu o goveruo mandar quanlo antes
proceders exploracoes e nivelaroenlo dos respecti-
vos terrenos,.a fim de reconhecer-se a possibilidade
da abertura de ora canal desde aqnelle rio al o Ja-
guaribe no ponte que for mais conveniente na pro-
vincia do Cear.
Para este fim trata de nomear urna commissao de
habis engenheiros, devendo importar a despeza com
tees exames e Irabalhos preparatorios em pouco
mais de 7:0008, a r aquellos concluidos dentro d
prazo de um anno.
Correios e Paquetes vapor. *
Se o servico dos corieios nao he ainda feilo no
nos paiz com a regularidade e perteicau que em
outros obwrva, nao pode duvidar que tem pro-
gressivaraenle melhorado, a alguns respelos, nos
ltimos annos.
As causas dessa imperfeicao, as quaes por muilas
vezes vos tem sido exposlai, conlnuam a permane-
cer, j porque em grande parte m ligam a circums-
tencias, caja remocao intimamente depende do des-
envolvimenlo material do paiz, j porque o governo
nao tem sido habilitado com os meios necessarios
para salisfazer s necesidades urgentes do rvico
e reorganisa-lo convenientemente, corrigindo os de-
feitos do actual syslema, e assenlando-o sobre mais
largas bazes. ,
Basta que se pondero quanto importa ao servico
dos crrelos a ordem, poulualidade e promptidao no
exercicio das funecocs das diflerenlcs reparheoes e
agentes, a que he..incumbido, e se atienda falla
que tamos de edietescom proporcoes indispeusaveis
a reparti'cdes desta naturezfa, e, por odlro lado, in-
sufllcicncia do seu pessoal, e exiguidade dos ven-
cimentes que lhe sao marcados, os quaes nao cstao
certamenle cm retacan nem com os trabalhos, nem
com a respoosabilidadeque pesa sobre esses empre-
gados, para reconhecer que, no estado aclul das
'cousas, e com os recursos de que dispe, nao pode
o governo realisar melhoramentos notaveis.
Tem-se, entretanto, conseguido vantagens pelo
que respeita actividade e regularidade do servico,
bem como aoiystema da escrlpturacao. -
As qoeixas e reclamacOes que, por extravies de
cartas, ou demoras em sua expedicao, eram 13o fre-
quenles, teem consideravelmente diminuido.
O numero de cartas e macos de joraes, que cir-
cularam por meio dos correios, lem sido, no anno de
18501851, de 2,443,820, e no de 18511852^ de
2,770,023, subi, no anno Gndo, a 3,172,999. Neste
numero se nao comprelrende a correspondencia, que
corren pelas agencias.
A renda tem tambera crescido proporcionalmenle.
No l'.- dos ditos annos tal de 142:2429116; no 2.'
de 168:2449133 ; e no ultimo, elevou- a.............
204:8239352. Neste mesmo exercicio, porem, a des-
peza foi de 249:8459612.
Estabeleceu-se urna nova linha de. correios entre
esta corte e a fregueza da Guarstiba, passando pelas
de Jacarpagu, e Campo Grande.
Foram creadas agencias as freguezias de Rio-
Prelo, Ipiabas, Ilabapoana, e Carmo, na provincia
do Rio de Janeiro ; Porto da Folha, Rosario do
Cllete, e Divina Pastora, na de Serglpe ; l'ra-
inha, na do Para ; Cassapava, na de S. Pedro -y
Corumb, na de Goyaz.
Restabeleceram-sea de Cabaceiras, na provincia
da Parahyba ; e Trahiras na de Goyaz. .
Foi supprimda a de Moni'Alegre, na do Para.
Tem-se ensatado na Ratita o syslema de crrelos
urbanoi. O pouco lempa decorrido, desde que fo-
ram eslabelecidos, n3o permita anda que se ajuise
com Mguranca sobre a sua ulilidade.
O accordo celebrado pelo governo, em 12 de Ja-
neiro do anno passado, com a legarao de S. M.
Britnica ueste corte, para regular definitivamente o
servico da correspondencia ofllcial e particular enlre
o imperio, e o reino da Graa-BreUnha, foi rectifi-
cado pelo governo deste reino, e mandado por em
execucao da dala do primeiro de abril do mesmo'
anno em diente.
O edficio emque est a rapar!cao do correio ge-
ral necessita de reparos. Quasi todo o inadeira-
menio se acha damnificado pelos estragos do cupim.
Deu j o governo as ordens necessarias para pro-
ceder a eslas obras.
Paquetes a vapor. O governo trata de innovar
o contrato feilo com a companhia Brasileira de pa-
quetes a vapor para a conducho das matas desta
corle para os portos do imperio, no intuito de exigir
naos qu os vapores que navegara peta linha do
norte tenham maior numero de toneladas, e faoam
as viagens com mais rapidez, mas lambem a reduc-
>;ao dos precos das pa;gens, e oulras coudicoes
vanlajosas.
Pretende tambem innovar o mesmo contrata no
tocante linba do Sul, afim de que hajam duas via-
gens mensaes, e um pequeo vapor no Rio Grande
para conduzir a Porlo-Alegre a correspondencia e
passageiros.'
He de crer que brevemente'conclua onovo con-
trato, que ser trazido ao vos conbecimento.
Deve j estar em efleciividade a navegacao, con-
tratada por Antonio Pedroso d'Albuquerque, enlre
o porto da cidade da Bahia e o de Macei, na linha
do norte, e o deCaravellas na do sul.com diflerenles
escalas, pois que a 20 do mez ultimo se findou o pra-
zo que foi marcado para realisacao da empreza, e,
segundo as ultimas noticias, eram esperados na Ba-
hia os vapores, que o emprezario mandara para es-
se lim fabricar em Inglaterra, q
Tendo- o governo obrigado a mandar proceder
aosexames necessarios nos portos, emque os vapo-
res devem tocar dentro das referidas linhas, e de-
marcar os us canaes, deu providencias para ser
preenchida esta cndilo do contrato.
Nao teve ainda principio a navegacao entre
porto do Recite e os de Macer-, ao sul, e da Forta-
leza, o norte, cuja empreza foi contratada por
Francisco de Paula Cavalcanli d'Albuquerque, e
oulros.
Requereram esles emprezarios ltimamente mo-
dilcacoes em algumas condicOes estipuladas, so-
bre o que o governo resolver, como fr mais acer-
tado.
Nao tendo o cidadao Jos Rodrigues Ferreira po-
dido continuar u observar as condicOes do contrato
para a navegacao a vapor da linha regulada pelo de-
n. 1065 de 3 de covembro de 1852, desde esta
at Caravellas na provincia, da Bahia, em con-
sequencia de graves prejuizos qne soflreu, e por ou-
lras circumstencias que allcgou, sendo a principal a
exiguidade da subvenco, pedio a rescisao do seu
conlrato, que o go verno decidio-se a realisar, pela
subvenco existente, com ocidadao Theophilo Bene-
dicto Otloni enlre esle porto, e o du Victoria, eala-
belecendo- as condicOes, que acompanharam o de-
creto n. 1028 de 2 de agosto do dito anno, a onlras
que V09 scr.lo prsenles.
A autorisacao concedida ao governo pela lei n.
632 de 18 de lembro de 1851, para eslabelecer
navegacao a vapor enlre os portos do Maranhao e a
Fortaleza, com escala pelo Parnahiba na provincia
do Piauhy, nao pode anda ter efleito.
O presidente da provincia do Maranhao, tendo si-
do incumbido pejo governo de promover, de accordo
com os do Cear e Piauhy, a eucorporac.ao de urna
ou mais companhias, que tomasm a si esta empre-
za, submetleu ao u conhecimenlo urna proposta
qne lhes foi apresenlada por tres negociantes dessa
praca, relativa a mencionad navegacao.
O exame e esludo, que exigem certas condicOes,
que solicitan), teem embaracado a sua definitiva re-
soluco.
Oirs publicas.
A commissao de engenheiros lem continuado a
exercer com zcio as fuucccs para que foi instituida.
Alm de grande numero de trabalhos, de que a
le* o governo iucumbido, e de pareceres que ten
dado wbre diversos objectos de sua competencia, j-'
apresentou a plante c nivelamcnlo de urna parte
desta cidade.
A falta de su (Vicien lo jiumcro do offlriaes de en-
genheiros que, nao s na corle, como as provin-
cias, empreguem exclusivamente nos servicos a'
cargo da dila commissao, e ainda a deficiencia de
oulros meios, que nao ha sido possivel completar,
toeni difliculladu os seas Irabalhos.
O governo trata de dar o deseuvolyimeoto possi-
vel, com os recunos a mu alcance, a* Uo imprten-
le iuliluicBo, para'torna-la, como deve ser, nm dos
seos principaes auxiliares em grande parte dos
melhoramentos materiaes do paiz.
As obras do municipio da corto' eslo a cargo da
impecfao geral das obras publica*.
Esta repartijao, cujo chefe he hoje o major da en-
genheiros Manoel de Fras Vasconcellw, que, na
provincia do Rio de Janeiro, hvia dado pravas de
intelligencia e actividade, precisa ser organtsada
b melhor svstema para, poder preencher comple-
tamente todos os encargos, que sobre ella pesan ; e
logo que seja possivel, nao se descuidar o governo
de atlender a este necessidade.
O engenheiro civil contratado en Landre* pelo
nos ministro, como vos tai noticiado no oIUbm re-
latarlo, acha- j em effectvidade de sewifo. Nao
tendo por ora lido occasio de o empregar en traba-
lhos de estradas de ferro, fin para o qual foi prin-
cipalmente contratado, o governo lhe lem inconM-
do diversos Irabalhos e especialmente de organrar,
- de dar u parecer sobre planos para melhora-
Bntos d esta cidade.
ESTRADAS DE FERRO.
Estrada de D. Pedro II.
Pelo relatorio, apresentado o anuo patudo, fortes
Informados da questoes, que, por occasio de dar_-
se cumprimento lei de 28 dejunhe de 1852, se sas-
citeram relativamente ao privilegio fexcluivo para a
couslruccao da estrada de ferr do valle do Parah-
ba, hoje denominada de D. Pedro II.
Tambem vos.expoz o modo como o governo
lveu as dfflcnldades oecorridas, e a deliberaco,
que alnal tomn, de mandar por a empreza en con-
correncia na praca de Londres, encarregando d.
ajuste das condicOes, e da celebraro do conlrato, o
nos enviado extraordinario e ministro plenipoten-
ciario'na Graa-Bretanha, o conlheiro Sergio Tei-
iera de Maeedo, segundo as instrucr/ies, que par
meu Ilustrado aniecessor lhe foram dadas.
Infelizmente, circumstaneiis extraordinaria* e Im-
previstos embaracaram, illudlndo as mais bem fun-
dadas esperanea, a marcha rpida que em negocio
promellia seguir al sua concias.
Os receio* que bre o pfoihiM Talaro da paz da
Europa j faziam concber as grave* eomplcaede*,
que comecavam a aprewntar as cousai do Ortoato :
agrande exportado de numerario, que operan
para compra de carenes em vista dos aasasUden*
symptomas, que em toda a Inglaterra, e em parte
do continente se manifestaran, de pessima colhei-
ta : as remessas extraordinarias, que eflecluaran
de mercadorias para a .Australia, e as quats am-
pregaram avultados cabedaes: as muUiplicadarm-
prezas, cuja formacao facilitara a anterior abundan-
cia de capltees, e principalmente a dos caminho* de
rerro da India: toda estas circumstancias, que, qua-
si a nm lampo, aecumutaram, alterando o esta-
do do mercado monetario, e elevando a laxa do joro,
nao podiam deuar^lepreponderar no animados
capitaustas, com os quaes linha entrado em ac-
cordo.
Era, com efleito, natural que, a vista de tees acon-
leeimentos, cujo deienvolfnento e resultados m
nao pedan calciilar, e mona prever, tornassem
mais reservados e cautelosos, a nao apressasum a
lomar a responsabilidade, e empenhar-w definiti-
vamente em ama empreza, que exiga o promplo
ievanlamento de sommas mui considerareis. '
Acercada que, nao leudo sido feilds trabalho* pre*
paratoVio* para a projeclada estrada, faUeeiam bases
edados wguros para medir- todo o alcance da
empreza.
Lulando com lao grandes difficnldades, proseguio,
entretanto, o nos ministro com a prudenOa e tino,
que u caraclerisam, em suas. incesantes, diligencias
para ultimar o conlrato.
Eflectivameute, tendo podido vencer toda a* he-
sitacoes, foi esta assigoado em 16 de novembro do
anno findo, por urna mesa de directores, que ndo
comffcsta do bario de Goldsmith, W.Thompwu,
membro do pasUmento, J. Wtte Caler, J. Pir
Kennard, L. Haslewood, e J. Lang. capitalistas a
banquetas d'alla importancia e represenlac3o na
praca deiondres, offere lanas e Uo solidas ga-
rantas, quautas poderiam desojar.
Foi trafada a direccao da estrada, estabelecendo-
se que dever comeear em um ponto da cidade do
Rio d Janeiro, ou jaolo a ella, passar pelo seu ds-
Iricio municipal, alravessar a cadeia de monlanhas
denominada a Sorra descer dahi ao valle do
rio Parahba, e diviilinilo-sc no lagar, qws parecer
mais conveniente, de sua visinlmnea. Mguir na di-
reccao da provincia de Minas at a villa da Parahy-
ba, e da de S. Paolo al o lugar denomjriado Ca-
choeira e tocar ao ponto, em que o mencionado
rio principia a ser navegavel.
A concessso do direito e privilegio para conslruc-
53o e uso da cstradasjbi feila peto tempo de 90 an-
no, fiados os quaes flear perlencendo ao governo
toda a propriedade immovel ; podendo elle, parm,
resgalar o privilegio, 30 anuo depois d ter sido o
caminho abero ao publico.,
Foram estabelecido* os prazos d 1* meza*, conta-
dos da dala da convencao, para serem pelo conces-
sionarios aprenlados e sojeilos approvacao dogo-
verno os plano* e orcamentos das obras da estrada ;
de 12 mezes depois d'esta approvacao para Iba da-
rem comeco ; e de 12 annos para a concluir.
Nao correrao porm este*-prazo* nos casos de ete-
vac3o da laxa do juro, de guerra, ou de alguna ou-
lra drcumslanca inevtevel, que obste realisaca
pos fundos necessarios empreza. i
Garanlio-w i companhia o rao de 5 porj en to-
do "o tempo da durara do privilegio; e em compen-
sacSo desla responsabilidade foi estipulado qtte,
quindo os dividendos excederem a 7 por \, wr o
excesso igualmente dividido enlre o governo e a
companhia.
Estabeleccu- umacaucao de do rail libras sler-
linas, da qual metade wr levautada, lago que o va-
lor das obras taitas igualar o do deposite, e o total
quando es valor for o dobro.
Logo depois communicou o conselheiro Teixeira
de Maeedo, que a conslrnccao da estrada havia sido
incumbida aos acreditado* contratadores, Mr. Petto
& C, e prestada a caueao ; e bem assim quo eram
esperados em Londres os engenheiros qu deviam,
por parle da companhia, segnir para esta corle, an-
carregados dos .exames e Irabalhos preparatorio da
estrada.
Infelizmente o estado, de da em dia mais compli-
cado, dos negocios do Oriente, e as crescentes pro-
babilidades do rompimcnlo d'urna guerra, cujas pro-,
porcoes e consecuencias w nao podiam delinear e
medir, paraltaaram o andamento da empresa, verifi-
cando-se o ca, em qse, gndo o contrato, sus-
pendere o cur dos'prasos estipulados.
Parece.pais, ao menos por em quanto, adiada a
realisacao d'csle mporlaulissimo melhoraraento.
Entretanto o contrato est feilo, e assignado com
todas as solemnidades, e he de erar que, apena* me-
(horem as acluaes circunstancies do mercado mone-
tario, ser elle executado.
Estrada i Pernambuco.
Pelo que respeita a esta linha, cujo privilegio ex-
clusivo foi concedido pelo decreto n. 1030, de 7 de
agosto de 1852, a Edaardo e Alfredo de Mornay,
relveu o governo imperial, de accordo con a *ec-
C3o do* negodos do imperio do conlho da*do,
modificar, pelo decreto n. 1245, de 13 de outubro
do anno prximo passado, algumas di eondljoas
que tinham sido eslabelecidas.
Assim, Toi prolongada a linba al a margen dorio
de S. Francisco, cima da cachoeira de Paule Af-
fon, onde dever terminar do lugar, que jul-
garmais conveniente. Madou-e lambem o ponto
designado na povoacao d'Agna freta para a confluen-
cia dos rios Una, e Piraugy. Ficou porm depen-
dente de novas estipular"**5 a continuacio de todo o
prolongamento da lioh dde esle ponto ; para o
que deverao os concessionarios apresenlar e sujeitar
approvacao do governp os planos da obra, e pres-
tar os esclarecinienlos que forem neeessario*, no
prazo de seis mezes, contados do dia, em que abrir
ao servico pablico todp o lanc, que dever termi-
nar na juuccao dos dbus mencionados ios.
A garanta do juro u3o fez extensiva a este pro-
longameulo da. linha.
Oulras condicOes do conlrato foram modificadas
do sentid das que se estaheleceram no da estrada
V. PedroII, qae j enlao era conhacido nesta corte.
Ainda nao acha organisada a companhia. Es-
13o porm japprovados, pelo citado decreto n, 1245,
os estatuios apresenlados pelos emprezarios para a
Ma encorporarao.
Concluiram-se, e foram, adoptados a planta e os
Irabalhos preparatorios a qne a* mesmo empreza-
rios haviara compromettidp. Desles trabalho* tal
incumbido o engenheiro iuglfz Mr. Borlhwick, em
dos mais acredilados, e dosmais notaveis de4ngla-
lerra ntsla genero da gtji'.
*
V.


\

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4-
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"-- *r ^

DIARIO DE PftHMBUCO QUftRTA FEIRA 21 DE JUNHO DE 1854.
>

Jistrada da Baha.
En virlude da aulorisarao conferida pelo S 3. da
le de 3 de oulubro do anno prjimo 'pasando, a de
conformidade com o parecer da respectiva seceao do
conselho de estado, eeacedeu o governo a Joaquim
Francisco Aires Braneo Monii Barrito privilegio ex-
clusivo para conslrucco desta linha, a qaal overa
partir da capital da provincia, oa de algara ponto
do littoral, oa do rio navegavel prximo dclla, e ter-
minar na villa de Joaseiro, ou ern oulro lugar n,
mirgem do rio de S. Francisco, qoe se reconhecer
como raais vanlajoso em relacao s coromunicaeoes
do interior da provincia da Baha, e de oulras, com
o littoral. ,
Para este lira, obrigou-se o eroprezario a encorpo-
rar ama companhia de racionaos ou estrangeiros
dentro do prazo de um anno, contado da dala do
contrato, qne he a~ mesma dodearelo.
No do doas annos devero ter principio os traba-
|hos de conslrucco das primeiras 20 leguas de estra-
da, e concluir-te no de 12.
O prolongamento, da mesma estrada desde o pon-
to, onde findarem estas 20 leguas, al o rio de S.
Francisco, flcou dependente de ulteriores ajustes,
que serflo accordadus depois de seren pels compa-
nhia apresentados ao governo, para sua approvacao,
o Ranos das obras, com lodosos convenientes es-
clarecimentos. Para isto marca-se o prazo de seis
man* contados do da em que comecar a servir o
referido lauco.
Aotorisado pela citada lei, garanti o governo
esta emprea o jara de 3^ do capital, em qoe for fi-
xado o mximo do onsto da obra as referidas pri-
meiras 90 leguas, como se havia feilo nq auno ante-
rior com a da provincia da Pernambuco.
Eslipolou-se que, quando os dividendos forem su-
periores a 7 3|4 %, ser o excedente repartido igual-
mente entre o governo e a companhia ; e se lizeram
"atrs conccsses que constara do respectivo contra-
to, que por copia scr-vos-ha presente.
Entrada de Man.
Acji-ss concluida, e desde c da 30 do mez (indo
aberla ao transito publico, esta via frrea, que do
parto de Mau se extende at a rali da serra da Es-
trella.
A llnha qne, como esta, foi contratada pelo com-
mendador Ireneu Evangelista de Souza, desde Pe-
Iropos at o Parahiba, e dahi ao Porto Novo do
Conha, nio leve anda principio.
Em presenta dos trabalhos preparatorios, e do
novo oreamento organlsdo sobre elles, enja impor-
tancia snbio ao dobro da que apresentava o anleri-
nraatnte feilo, acaba a companhia de solicitar a ga-
raatia de juro e novo* favores, como ndispensaveis
para a reali-acao da emprexa.
O governo consultou sobre essa pretencao o con-
stlheiro procurador da coroa, soberana e fazenda
nacional, e leve de ouvir a seceo dos negocios do
imparte do conselho de estado ; lindo o qoe, resol-
vera sobre este objecto como parecer mais conve-
niente. {Cowlinu'a.)
fERMBIM
J ha muito lempo, Srs. redactores, soffria eu de
uro volumoso tumor sobre orimdireiln acompanhado
de dores, queme affligiam muito, e consonando en-
tilo o Illm. Sr. Dr. Almeda disse-me S. S., que o
nico remedio que me aconselhava, era tira-lo por
meio de urna operado. Foi entilo que eu represen-
te"! a S. S., que as minhas circumslancias menta per-
milliam remunerar m tal servico, ao que S. S.'acu-
dio immediatamenle, que isso me nao devia dar o
menor cuidado, que pela sua parle nada quera, e
que convidara tambem um seu collega para o coad-
juvar gratuitamente na operacSo. O Illm. Sr. Dr.
Sarment preslou-se 'bondosamente a esse convite, e
hoje depois de le soflrido urna operar.ro dolorosa e
arriscada, acho-me, Srs. redactores, completamente
reslabelecido, grabas i habilidade e assiduos cuidados
dos mesmos illuslrissimos senhores.
l)ignem-se pois, Srs. redactores, registrar as co-
lumnas do seu acreditado Diario este mea voto de
gratidao, com o que muilo brisaran o de Vmcs. al-
tenlo venerador e obrigado,
Manoel Jeronymo de Souza.
Recife 20 de junho de 1854.^ ~i
REPARTiqAO SA POLICA.
Parte do dia 20 de junho.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que dn
parles hoje recibidas nesla repartirlo, eqysta lerem
ido presos : ordem do' subdelegado da freguezia
da Boa-Vista, o menor Leandro Joaquim de Olivei-
ra. c os eseravos Antonio, Luciano, e Antonio, o pri-
meirosem declararlo do motivo, e os ltimos por
furto.
Dos gnarde V. Exc. Secretaria da policia de
Pernambuco 20 de junho de 1854.Illm. eExm. Sr.
eoaselheiro Jos Benlo da Conha e Figaeiredo, pre-
sidente da provincia.Luiz Carlos de Paita Tei-
xeira, ehefe de policia da provincia.
MAWfl DE PERMMBUCO.
Pelo vapor .Serern, chegado hontem dos portos
de sol, recebemos gazelas do Rio Grande at 28 de
miio, do Rio al 1 i do correte, e da Babia at 1(1.
No dia 7 approvou a cmara temporaria as pen-
sftea concedidas viava do Sr. Joaquim Teixeira de
Haced, e do coronel Antonio Rodrigues de Aru-
jo Basto, e conceden 37 loteras a varias malrizes e
casas de earidede.
No dia 8 approvou a aposentador! concedida ao
Sr- chela de policia Alexandre Joaquim de Siquei-
ra, e a pensae concedida a viuva e fimos do conse-
Iheiro Miguel Joaquim d Castro Mteeanenhas, e
tomou ssenlo na qaalidade do aopplente pela Ba-
ha Sr. Angelo Francisco Ramos, e chamen-se o
snpplente qoe na ordem di votacao deve snbslluir
o Sr. Zacaras..
L-se no Jornal ala Commtreio:
a O Sr, Antonio Pedro de Carvalho Borges. se-
cretario efe legacto imperial em Montevideo, foi no-
meado eooimissar o brasileiro da junta do crdito
publico eslabelecido pelo tratado sobre a prestarlo
de eoccorrot pq/ parte do Brasil A repblica oriental
do Uruguay.
lnstr%ecao publicaO Sr. Dr. Antonio Goncal-
vts Dias, oflicial da secretaria de estado dos nego-
cio estrangeiros, vai Europa em commisaao do
governo para astndar de instruccao primaria e se-
cundaria em Franja, na Blgica. nasjAllemanha e
a Italia.
Chtgonaeata corte, a bordo do paqaete .Vecera,
o Sr. de SI. Georges, enviado extraordinario, e mi-
nistro plenipotenciario de S. M. o Imperador dos
Francezes junio a S. Magesladc o Imperador do
Brasil.
O Sr. de SI. Georges desembarcou no escaler do
Sr. contra Almirante Uendcrson, commandanle em
eneradas forjas navaes inglezas nesla eslacao, sal-
vando nessa occasiso a fragata Madagascar, capita-
na do mesmo Sr. almirante, com 17 tiros.
Em logar competente acharu os nossos le lores
a* noticias do R'o Grande do Sul, Ro da I'rata, s-
ate como os despachos e decretos occorridos.
Pelo vapor inglez Lusitania, entrado lionlem de
Liverpool, via Lisboa, Madeira, Tenerife eS. Vicen-
!e, recebemos cartas de nossos correspondentes de
.isboa, Porto e Franca, e bem assim varias gazelas
inglezas, francezas e portuguozas, atrancando as
primeiras 1 de junho, as segundas a 29 de malo e
as oltimas 3 do correle.
Sendo j muito adiantada a hora em qoe recebe-
mos as ditas cartas e gazelas, apenas podemos pu-
blicar por inteiro as correspondencias de Lisboa e
Porto, dando somente da de Pars a parte em que se
lem as noticias do estado em que se acham os difieren-
tas paizes da Europa.
Em Londres Ocaram os cousolidadoade 90718 91;
os ruados brasileiros a 99 1|2 ; os rusto* de 96 98
5aB, ea haManuezes de 60 112 i 61.
PLBLICACiOES A PEDIDO.
AO PUBLICO
Para mais re forrar a prora qne resulta de nossos
argumentos em refutarlo do accordo da relacao de
Pernambuco, e para mais convencermos de que el-
le se fundou em bases falsas, temos o accordo l-
timamente proferido no supremo tribunal de jusl-
ca no mesmo processo ; o quai passamos a trunscre-
ver para que o publico, e em particular-as pessoas
entendidas em direito, melhor reconhecam o injusto
julgamenlu da relacao de Pernambuco ; u qual longe
de decidir da qaeslilo, e dos tres pontos que nella se
lem ventilado, pelo contrario fez um verdadeiro em-
broglioe nada julgou definitivamente; por quanto ao
mesmo lempo que tomava conheciniento de um dos
poutos (o de arrematadlo, desse mesmo nada julgou,
pois qne dizendo nfio ser meio competente o de em-
bargos, (isto he, que a apcao nao era competente)
entendido est que deixou o direito salvo a propor-
se outra aeran ; e por oulra paite desprezou esses
mesmos embargos, que declarava sneio incompe-
tente.
Ora, lie evidente, que declarando q accordo nao
ser a aegao a competente, provado est que nao to-
miram conhecimenlo dn materia dos autos de me-
fitis, e por tanto nao houve julsamenlo nlgum de-
lira Uro, o que se corrobora com o Iheor do accor-
do do supremo tribunnl. Accresce que. al pedi-
mos visla de declarado do accordo de Pernambu-
co, porque nada dizia a respailo de juros, e passa-
gem de dinhoiro; de forma que ao mesmo lempo que
nao tomava conhecimento da materia de nossos em-
bargos, desprezou-os. Por conseguate a nova re-
lacao revisora a quem tem de ser prsenle o pro-
cesso, deve decidir se he, ou nao o meio compe-
tente esse de embargos de que usamos, e julgar de-
finitivamente dos tres pontos da queslao pendenle.
Da confrontarlo dos fundamentos dos dous ltimos
accordos melhor 'se reconheccr nosso direilo ; e
qual dos doas accordos deve merecer mais consi-
derai.au, se o^o supremo tribunal qne foi pronun-
ciado unnimemente, ou o da relaeo de Pernam-
buco vencido por nm s vol, e isso por... o Sr.
Rocha Bastos o sabe. ,
,. ACCORDO.
N. 486. Vistos, expostos e relatados os prsen-
les autos de revista civel entre parles, recorrenlea
Francisco de Sequeira Dias, e recorridos Rosa Dias
Pinhero e antros, concedem a pedida revista pela
injustica notoria dos accordos do fl. 727 e fl. 762
v., que coufirmaram a sentenca appellada de fl. 690
v., a qual nSo recebendo os embargos de fl. 387
apresentados esecuro pelo recorren le os despre-
zou e mandou qoe esta seguisse os seus termos; por
quanto, dos autos se musir que sendo a execuco
em vrtude da rondemnarao de precoilo de fl. 40
v.. que leve effeilo em consequencia da confissSo
fe i I a pelo recrrante a fl. 35, nao poda esta ler lu-
gar seno quanlo ao principal, e nao quanto sju-
-ros, pois que s o principal he qjue foi confessado e
nao os juros, como se v s ditas fls. 35 ; sendo por
tanto fura de duvida que o recorrente soffreu urna
injusticia notoria com este julgado.- E nolc-se> que
tanto a conflssSo de fl. 35, como a senlanca de ti.
40 v. declarara qu o pagamento deve sor pelos bens
da heranra, a qual tai aceita a beneficio de inven-
tario, nao podnos de maueira alguma Comprehen-
der juros eonlra os quaas o recorrente at protestan
mesmo antes de se dar execucSo a dita sen tenca,
como se v a fl. 53 e 54.
Demais, examinando-s a dita senlanca de pri-
meira inslanpia, a fl. 690 v., em lodo o seu contex-
to se v que ella he contradictoria consigo msma,
por quanto ao mesmo lempo que entende qne a
queslo de que se traa he idntica da de oulro pro-
cesso pendente na relacao, diz tambem que a ques-
illo ou reclamaban do recrranle, de que agora se
trata, he apresenlada com outra face, e em termos
mais ampios, e que nao pode deixar de comidera-la
ligada s cousequencias do julgado, caja decisSo es-
CONSULADO PROVINCIAL.
Ilcndimento do dia t a 19
dem do dia 20 .
26*281066
i:796j839
28:12i905
BOLETLU. .
LISBOA, 4 JUNHO DE 1854.
Prefo corrente dot genero' de importaran do
Bratil.
Por baldeaco.
D

- 130
120
110
110
220O0
28950
25750
28100
28001
288C.I
186.50
147
152
134
134
142
142
320
100
28000
800
100
28j!
28850
28)00
28200
38000
1^800
167
167
177
177
177
177
140
58000
18 185
I1S600 158000
98600 108500
68500 88000
Algodo de Pernambuco.
Dito do Maranhao.......
Dito do Para..........
Dito dito de machina.....
Cacao..............
Caf do Rio primeira sorte. .
Dito ililii segunda dita. .
Dilodilo terceira dita ......
Dito dito esrnlha boa......
Dito da Baha.........
Dilo do Para........, .
Couros seceos em cabello 24 a 27
Ditos ditos espichados '
Di los salg. de P. c Ce ir i 28 a 32 n
Ditos ditos dito 26 a 20......
Dilos ditos do Maranhao 28 a 32. a
Dilos ditos dito 26 a 20 ...
Cravo girofe. '......
Dilo do Maranhao. v
Gomma copal........ ()
Ipccacuanlia......... 11
Ouruc............
Salsa parrlha superior. .... i
Dita dita mediana .......
Dita dita inferior...... o
Cap tos le direito*.
Assurar de Pe iMmboro braueo ,$
Dilo do Rio de Janeiro.....
Dito da Bahia.......... n
Dilo do Para, bruto....... >
Dito mascavado. .'......
Dito refinado no paiz em formas
Dito dito quebrado (pil).'.
Dito dito em pn (rap)...... >
Chifres da Brasil pequeos. .
Arroz Carolino........
Dito do Maranhao e Para ord.
Dito dilo do melhor......
Dito dilo superior.........
Dilo dilo miudo.........
pao do Brasil j.
aTeampecbe......... oa
Tapioca............ ai ljiIOO 18400
Precot corrente* do* genero* de exportando para
o Bratil.
Captivos ile direilos.
Amendna ciu milo doce do Al-
gane.....:.....-... @
Hila dita da Iteira.......
Dila em casca couca....... alq.
Dita dila molar.........
Nozcs.................
Amelias sercas......... ',
Banha de porco........
Chouricos............
l'assas da terral........ ()
Presuntos,...........
Toucinho.............ii
Azcile, poslo a bordo, F. S.
Dito, dem, marca A S e M
mil
18600
18500
18100
18300
18250
38200
28500
28200
38200
"8800
58400
53800
(BO0
58000
18900
18550
13550
18350
18450
44)000
88000
58600
4r O arrematante ser obrigado a communicar
roparlic5o das obras publicas com antecedencia de
30 ditis, o da fixo em que lem de dar principio i
creriicao das obras, assim como trnbalhar seguida-
menle durante 15 dias, afim dqua possa o enge-
nbeira encarregado da obra, assislir aos primairos
IraSaljhos.
5." Upara Indo o mais que nflo estiver especificado
cas presentes clausulas, seguir-se-ha o qne determi-
na a lei provincial n. 286 de 17 de nuio de 1854.
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira d'.-ln-
nunciacap.
. C^llliu, Sr. inspector da thesouraria provn-
ciaLyCmcumprmenfo da rcsolucSo da junta da fa-
/ejfda da mesma thesouraria, manda fazer publico,
te nos dias 26, 27 e 28 do correnle_ se lia de arre-
alar a quem por menos fizer, as itnpre-soes dos
ttabalhos das diversas reparli{Oes publicas provinci-
aes avahadas em res, 3:5008000.
A arrematadlo ser feita por lempo de um auno, a
contar do 1.' de julho prximo vndouro ao lira de
junho de 1855.
As pessoas que se propozercm esla arremalarno
coinparei.-am na sala das sessoes da mesma junta use
das cima indicados, pelo mcio dia, com pelen tmele
habilitadas.
E para constar scmnndou aillxar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial do Pornani-
buco 14 de junho de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira (tAnnunciacao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimento da resoloclo da junta (la fa-
zenda, manda fazer publico, que nos das 26, 27 e
8 do correnlc perante a mesma junta, >c lia de ar-
rematara quem por menos fizer o fornecimcnlo dos
medicamentos e utenclos para a enfermara da ca-
deia desta cidade, por lempo de um anuo, contar do
i.' dejnlho prximo-vndouro a 30 de junho de
1855.
As pessoas que se propozercm a esla arremataran
compa/acam na sala das sessoes da mesma junta nos
dias cima declarados, pelo meio da, competente-
mente habilitadas, que ahi Ihe serflo preseutes o for-J
miliario e condeces d'arreroatac,3o.
E para constar se mandou aillxar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de l'ernara-
(jjOO | buco 14 de junho de 1854. O secretario
78000
58200
48200
4*700
18200
400
38500
38600
28000
38200
28700
alan. S8000
48300
48500
48800
800
38600
28200
28800
48200
Agurdenle dem B F 30 gr. .pipa 1928000
Dita idem F. G........n 1728000
Sal siw-ii Mein.........moio 18150
Dito redondo dem........>. 18000
Dilo trigueiro crossn idem ... )> 13150
Figos do Algarve comadre. 600
18200
18100
18200
700
600
88500
uleza, doce de goiaba, dito de marmelada, frangos,
farinhn demandioca^ dita do trigo, dila de aramia,
dita do Maranhao, leile, manlega, ovos, pfles de 4
onras, vnho, vinagre, cha, carne verdf, sal e lenha,
sendo lodos os gneros de prmeira qualidade : os
concorrenles devero apresenfar suas proposlas em
carta fechada no quarlel da Soledade, no dia 29 do
correte mez. y ua riel da Soledade 20 de junho de
1854.
Na prxima audiencia do Illm. Sr. Dr. joiz dos
felos da fazenda, por execucoes da fazenda provin-
cial, arremalam-se os seguidles bens por terem da-
corrido os pregues do eslv lo : por venda, a parte que
tocou a mesma fazenda no sitio da travessa do Boi.
que foi da fallecida Rosa Francisca Regadas para pa-
gamento de sello de heranra em rs. 2448730 ; dem,
a armaran e outros objeclosda loja de alfaiate da ra
Nova, peuhorados a Carlos Gellain avaliados por rs.
1508000 ; por arrendamenlo animal e pela qoanlia
de 1258000 rs., o sobrado ai. 26 das Cinco Ponas,
penhorado a Joo Joaquim de l-'igueiredo ; idem, o
silio da fallecida Rosa Francisca Regadas, cima de-
clarado, por 2508000 rs. ; por venda a casa terrea de
taipa n. 6, ra de Joo Fcruandes Vieira por 608000
rs., penhorada a Joan Evangelista da Costa e Silva ;
dem, a casa terrea n. 67 na ra do Motocnlomb dos
Afogados por 908000 rs., penhorada a Antonio Joa-
quim de Mello : quem quizer lancar em dilos bens
comparara na sala das audiencias.
No dia 21 do corrente abre-sc o conselho de
reclamadlo da freguezia de S. Jos : os nteressados
devem comparecer nessa dia e no seguinte com suas
reclamarles na forma das nslruccOes a respeilo.O
secretario, Joaquim de Albuqueroue e Mello.
Oquarto balalhSo de artilhara a p, precisa
contratar para as pravas do mesmo balalho no se-"
guinte semestre, os gneros seguidles: caf, assucar,
manlega, paes, carne verde, carne secca, toucinho,
bacajho, aVeilc doce, vinagre, fcijao, farinha, ar-
roz, e lenha, cojos gneros deverao ser de prmeira
qualidade ; as pessoas que se quirerern propor a fur-
nece-los, apresentem suas proposlas em caria feicha-
dada na secretaria ddbatalho al o dia 25 do an-
dante.Quarlel da cidade deOlinda 20 dejunho de
1854.Mathias Vieira de Aguiar, lente ajndan-
le.
ronsignatero J. B. da Fonseca Jnior: na ra do
Vigario n. 4, primeiro andar.
LEILO'ES.
pndente, cumprindo aguardar sua dccso, para
CORRESPONDENCIAS.
Tendo-me mostrado um amigo no Uberal Per-
nambucano de hoje, um artigo contra a minha pes-
an*, na qualidade de consol da nac,3o Porlugueza, e
enja pubcacio nao admrei ver.por ser isto cosame
rilhoem vesperis das partidas dos vapores para a
Encopa, ao que jamis darei a menor resposta ; vis-
loqna. a questao aguada contra mim esla aHecla ao
poder eompelenle, qno he o governo de S. M. Fi-
detissma, o qual esto lampo j lera resolvido em
ana sabedoria como fr de justica ; vejo, comtudo,
qaa i par de ser acensado como funcckinario pu-
blico, te pretende igualmente ferir-me na minha re-
potarlo piivada ; isto he, dzendo-se no artigo do
Uberalque anda hapouco timos um recibo de rt.
1009000, decido* detie 1851 por S. Senhoria, a um
do* man mcreceioret do detpeito de S. S.\\\
Em viitp desta assercao declaro, que apezar de
oto ter rico, leoho feilo al ao presente, mesmo
com sacrificios, por enmprir as obrigaces que es-
ton ligado como hornera particular ; no entanlo,
porm, se algum dos senhores quo assigDaram con-
tra mim a i#pretenlac.ao dirigida ao governo portu-
guez, he credor, por ^acfo, oa documento propria-
mente meu, queira fazer a poblicacao por esla Dia-
rio, detse recibo mencionado no Uberal l'ernambu-
cano, afim de qne o publico conhee* a yerdade de
semelhante assercSo, esperando ao meamo lempo do
credor de tal recibo,que se dignar por,sua honra as-
gnar o sea nome por extenso, como en presente-
oeau taco.Bocife 20 de joubo de 1854.Joaquim
HaptUta Moreira. '
ti
nao se darem julaados contrarios; o, por tanto, be
iuconleslavel que o dilo joiz se collocou em duas
pos(Ses contraras, por quanlo julgon-so incom-
petente para conhecer da materia dos dilos embar-
gos, ecompetente paraos desprezar; quando alias
devia eu enviar os ditos embargos ao Irib nal da re-
lacao, se a materia'era idntica, oudecidir a ques-
tao terminantemente, se o objecto era dillcrenlc.
Accresce mais qne se o recorrente dessse ser con-
demnado a pagar juros pela mora no pagare~nto-t)os
legados (do que nao foi convencido), enlo deveria
ter precedido conciliarao, porque esse pagamento
de juros tnha de sabir de seus bens particulares, e
nao da mar da heranra, em pena de nao ler cun-
prido o seu devef, facto este que tambem produz
urna nullidade no processo.
Por tanto, remeltam-se os autos relajo do Ma-
ranhao, que designam para sua revisao e novo jul-
gamenlo. Rio, 18 de novembro de 1853. Duarte,
presidente Pinto. Sequeira Mattot Car-
neiro. Cerqueira Lima.Punce. Perdigao.
Brrelo Veiga.Franca. Gome* de Campos.
Note-se roals, que alm das nullidades constantes
da autos, existe tambem a de lesao, ea de falla de
conciliarao ; porque, pedindo-se na pelirSo inicial
juros, forcoso era preceder conciliarao, pois que u3o
poda ser o pedido testamentaria, e por conla dos
bens do defunlo, nein por ccao summaria, mas
sini por urna aeran ordinaria proposta ao individuo
em seu nome singular, e responsavel'por seus pro-
prios bens, e em que tnha de ser convencido da
falta de cumprimento, o que prova nao s incom-
petencia de acjgo, mas al falsa cansa ; por tanto,
he absurdo haver execuco sem que haja sentenca
condemnaloria, a qual ua verdade nao houve; por
isso a eiecnrSo proceden de falsa causa, porque,
(como ja dsse), he incompativel haver execac5o nao
havendo sentenca que condemne.
Dilos dilo broncos L. ...... 500
Vnho muscatei dcSclubal cax. 83OOO
Vnho linio marra F. S., dem, pipa708000
Dilo dilodilo, Mein......anc. 743000
Ditodilo marcaB. F., idem. pipa 728000
Dito dfo dilo, dem......anc. 768000
Dito dilodilo T P e F. idem pipa 668000
Dilo dito Mito idem.......anc.-708000
Dito braneo marca F. S., idem. pipa 728000
Dilo dito dilo, idem......anc. "68000
Dilodilo marca I). F., idem pipa 728000
Dito dito marca B. F idem anc. 768000
Dilo dilo marca P. G., idem. pipa 768000
Dilo dito T. *. e Filbos, idem. pipa 668000
Dilodilo dito,-dem*. ..... anc. 708000
Vinagre tinto marea F. S., pipa 368000
Dilo dilo, idem.........anc. 408000
Dilodilo m. triangolo P. idem. pipa 408000-
Dilo dito dilo. idem......anc. 408000
Dito marca B. eF., idem pipa 348000
Dilo dilo dilo, idem......anc. 408000
Dilo-marc P. G.. idem .... pipa 30*000
Dilo dilo, dem.........anc. 328000
Dilo marcaT. P.eFilhos, idem. pipa288000
Dilo dilo,/dem.........anc. 33*000
Dito braneo F. S., idem. pipa 348000
Dito dito dito, idem .....' .anc. 428000
Dilo dito marca B. F., idem'. pipa 34fOOO.
Dito dilo dito, idem......anc. 408000
Dito dito marca P. G., idem. pipa 34*000
Dilo dito dilo, idem......anc. 388000
Ditodilo marca TP. e F., idem pipa 3O80OO
Dito dilo dito, idem. anc. 34*000
NAVIOS ENTRADOS. ,v, 1
Maranhubrigue brasileiro B.rUhanie,
Daliipatacho brasileiro Flor do Sorte, capilo
M. Rodrigues.
Maranhaobrigue porluguez l.rbana, capillo A.
J. dos Sanios. *
Rio de Janeirovapor francez wht'r, capilo M.
Brue.
dembarca portagueza Florencia.
Maranhaopatacho porluguez Boa Fe', capilSo
F. Goncalyes.
NAVIOS SAHIDOS.
Rio de Janeirobarca porlugueza lorlencia, ca-
piiao J. S. Romano.
Rio de JaneiroD. Mara H.
demRapid.
demOnzede Marco.
Bahabarca Figuei'rense.
demFlor do Sorte.
ParaAlfredo..
Rio de Janeirobarca brasilera Amelia.
Parbarca porlugueza Fiordo Vez.
Babiabarca porlugueza De.-lino.
Rio de Janeirobrigue porluguez Tamega.
NAVIOS Al CARGA.
Ro de Janeirobrigue porluguez ResoMio, ea-
piao A. da Pena. '
dembrigue porluguez Esperanza.
demOnze de Marro.
ParaAlfredo. ,
Ro de JaneiroSophia.
Parabrigue brasileiro Empreza.
demTriumpho.
demUrbana.
Rio de Janeirobarca porlogncza Oliceira.
Intonio Ferreira d!AnnumAaeZu.
Ignacio Jos Pinto, fiscal da freguezia da Boa-
I isla ditta cidade.
Vaco publico, para odevido conhccimaUo de lodos
a quem inleressar possa, as disposiees doMrls. abai-
10 transcriptos das posturas munieipaes em vigor,
rifufo 3.-
Arl. i.* Os propretarios de terrenos em que fi-
carem represadasaaaguasprovenienlesdas enokentes
das mares, sern obrigados alterra-los, o u Sigo ta-
los de modo que as aguas U10 fiquem ealagnadas :
os ufrartoresj scrao mudados em 258000'r., e fica-
rio sujelos a pagar, as despezas que a cmara mu-
nicipal fizer com o esgotamento das ditas aunas.
Arl. 2.- Os propretarios dos predios urbanos de-
vero dar expedidlo as^aguas das ebuvas que se ar-
cnmularem em seus quinlaes, fazendo sumidooros
cobertos com ralos, mas nunca abrirn canos que
despejen) para a ra ; pudendo, para evlar islo,
fazer sumidouros as ras: os infractores sorerao
as penas do art. antecedente.
A cmara municipal marcar um prazo em que
dever ser feita esla .obra.
Titulo 6.
Arl. 6.- Fica prohibido dentro da cidade o uso
de roqueiras, bombas e fogo sollo (miscap),: ott in-
fractores serao multados em tsOOO rs., c sotTrerao
dous dias de prisao. A cmara municipal, por edi-
laes designara os lugares em que se possam soltar
os buscaps, roqueiras e bombas de que trata este
artigo.
E para qne nao apparera ignorancia sobre seme-
I liantes disposiees, lavrei o prsenle qoe ser publi-
cado pelo Diario.Freguezia da Boa-Vista 17 de
junho de 1854.O fiscal.Iqnacio Joti Pinto.
O Doutor Francisco do Asss de Olveira Macel,
jni municipal da segunda vara e do comniercio
desta cidade do Recife de Pernambuco, por S. M.
I. e C. etc.
Fago saber aos qoe a prsenle earlade edilos viram
ou della liverem noticia, que Jos Antonio Villaca,
me lizera a pelicflo do Iheor seguinte :
Petico. '
Diz Jos Antonio Villana,qne na accjID de soldada
que por este juizo,|escrivao Molla, mnveu contra
Manoel Rezende do Bego Barras, lendo obtido sen-
teitea a seu favor, e feilo cxtralnr para por ella ser
o supplicado fnlimado para pagar em 24 horas na
forma da lei, acontece que nao lem tido lugar n dita
inlimarao em razHode ler-s!Rusentado nccullamen-
le para lugar incerlo.e nao sbulo o sujiplicado, por
isso querendo o supplican'c'inlimar a dita sentenca,
quer justificar a auzencia do sUpplcailo para que
provada quanto baste se passe, carta de editos por
dez dias, para por este meio ser o mesmo supplicado
intimado da dita sentenca soh peua de a sua re-
vclia proceder-se penhora em seus bens'.quanlos bas-
lem para o pagamento do principal, juros e cusas
decorridat, e que forem decorrendo: uestes termos
peder V. S., Illm. Sr. Dr. juiz do coiumercio da
segunda vara assim o mande.E recebara merce.
Como procurador bastante, Manoel Raymundo
Pena Forte.
Nada mais se continua em dita plfcTo pela qual
por meu despacho mandei que juslificasse;,em vrtu-
de do qoe produzio o supplirante Jos Antonio
Villara suas tsslemunhas, e subindo-me os autos
conclusos mandei a ma das mesmas leStemunhas
passar a presente caria de edilos, com o prazo de
dez dias,pelo Iheor da qual hei por intimado ao sup-
plicado Manoel de Rezende Reg Barros, da sen-
tenca o que aopplicanle obteve a seu favor, a fim
d pagar a quantia de 1828970 rs., de principal, ju-
ros e cusas contados 110 roslosla dila senlenra,sob
pena de correr a execuco seus termos sua renda
al o final embolco do supplcante', todo na forma
da pelicao supra transcripta.
Ptlo que toda e qualquer pessoa, prenles, ami-
gos ou conhecidos do dito executado o poderao fazer
scicule do que cima fica exposto ; e o porteiro res-
pectivo publicar e affixar aprsente nos lugares
designados no paragrapho segundo do arligo 45 do
regulamento do eodigo commercal: ser publicada
pelo Diario de Pernambuco.
Dada e passada nesla cidade do Recife aos 17 de
junho de 1854.
E e'u Manoel Jos da Molla escrivao a subs-
crevi.Fianciico de Assis Oliceira Macel.
<***;
K?,
OlARTA-FEIRA 21 DE JIMIO DE K%U.
Beneficio do actor
.HT*IMLr aFf^
Depois de urna grande ouverlura subir -rena
pela prmeira vez nesle thealru, a muito jocosa co-
media em,l acto,
;t.
DOS
Quarta-feira 21 lo corrente, agente Vctor o
far leilo no seu armazejn.rua da Cruz n. 25, as 10
}t horas da manhaa, de diversas obras de marcine-
ria, novas e usadas de difiranles qualidades. relo-
giosde ouro, o prala com Irancelim para alaibeira,
diversas obras de prata de lei, e outros mnilos ob-
jeclos que eslarao a amostra no da do leilo.
Quinla-feira 22 do cor-
rente, o agente Borja,
far leilo em seu ar-
tuazcm, ra do Collegio
u. 14, as 10 horas em
ponto, de um grande e
variado sorlimenlo de
obras da marincria e
de oulrosmuilos objec-
tosque'eslJlo patentes no mesmo. e 1 cavallo de es-
tribara moilo gordo com lodos os andares ; sem li-
mite.
O Dr. Vicente Pereira do Re?o fara leilo por
intervengo do asente Vctor, de lodos os livros que
foram do finado Dr. Jos Francisco de Paiva, na roa
do Collegio n. 8, primeiro andar, quinla-feira 22 do
correle as 10 }{ horas da manhaa.
AVISOS DIVERSOS.
Pracsa-se alujar urna criada para servico de
urna casa de pequea familia, bem como, urna ama
de leitc.a tratar na prara da Boa-Vista n. 13, 1. an-
dar.
Offerece-sc um moro ptra caxeiro de qual-
quer estabelecimento ou engenho, o qual di fiador a
sua conduela, quem dcllc percisar dirija-te traves-
sa do Arsenal de guerra, armnzem n. 1.
K
Antonio gripino Xavier de Brito
Dr. em medicina pela aculdade
medica da Bahia, reside na ra Nova
n. 67, primeiro andar, onde pode
ser procurado a qualquer pra para
o e\ercicio de sua profissao. Jtf
Tendo-se perdido nmatettr* da quantia de
259*490 rs. sacada por Rocha & Lima, e aceita por
Mathias Ribeirn Campos da cidade de Goiannt, de-
claramos saeanles.seus legtimos donos.ficar sem ne-
nhum effeilo a dila letlra perdida, visto o aceitan- bricaram nma imitacSo de BnstL
le se obrigar a ceitar oulra.
Desapparecen no dia 16 do crranle um mole-
qne, crioulo, de idade 18 annos, de nome Jacinlbo
oflicial de pedrairo; -foi cria do Sr. Francisco Caval-
caul Lins, morador na estrada de Joo de "Barros,
no sitio da capelia Conceicao, lem os signaos segun-
les :alto, secco, rosto comprido, a)t prata, nma
belide em nm dos olhos ; levou calcare camisa da
algodao azul: roga-se todas as autoridades poll-
ciaes e capiles de eampo, ou outra qualquer peseoa
do povoque ovrem, deapprehendere leva-lo i roa-
Direita n. 3, defronte do becco de S. Pedro, que seo ,
r generosamente gratiHjado.
(Juem precisar logar um escravo prelo, para
o servido da casa e ra, e para qualquer armazem,
capatazia, trapiche e prensa, dirija-se a qualquer
hora do dia ra da Soledade, logo ao sahir* para o
Manguinhn, no sitio dos'4le0es, qoe achara com
quem tralar.
-, Pede-te a cerlo individuo, qne honlem 90 do
corrente. ao descer do palacio da presidencia, levou
naturalmente por engao, um chapeo de sol de teda
preta, que o v restituir rft ra do Seve, cata terrea
e sotao", defconle do mesmo palacio, do conlraro le-
ra de ver o seu nome nefla folha.
As padarias da roa da Sentla Nova n. 30, e
ra da matriz da Boa-Vista n. 26, se acham bem
soiiidas das uperioret massas finas, sendo bhtcolos
de quairo qnaUdades, araruta para e de ovos, fa'liat
de cinco qualidades, bem como o superior pao cri-
oulo e. familia.
No primeiro andar da caa de tres andares da
ra da praia de Sania Rita, tem para se alugar urna
ama com leile.
Offerece-te para bolieiro ou criado.um hornera
de boa conducta : a tratar no becco do Dique n. 4.
Joaquim Pereira da Silva, morador na villa do
Paco de Camaragibe, por haver oulro de igual no-
me, de hujeem diante se assignar por Joaquim Dio-
go Pereira da Silva.
ANTIGCIDADE E SUPERIORIDADE
DA
SALSA PARRLHA DE BBISTOL
sobre
A SALSV PARRLHA DE SAISDS.
Attencao'
A SALSA PARRLHA DE BRISTOL (data do
de 1832, e lem constantemente maotdo a ana re-
putacao tem necessidade de recorrer a pomposos
annuncios, de que as prepararon de mrito podem
dispensar-se. O successo do Dr. BRISTOL tem
provocado infinitas invejas, e, entre oulras, as dos
Srs. A. R. D. Sands, de New-York, preparadores
e propretarios da salsa parrlha eoohoeida pelo no
me de Sands.
Esles senhores solicitaram a agencia de Salsa par-
rilha de Brislol. ecomo nao o podessem obter, fa-
MISTERIOS DE PARS.
Os principaes papis serao riesempenliados pelos
Srs. Monleiro, D. Mara Amalia e o beneficiado.
Subir pela segunda vez scena, a comedia em
1 acto, que tantos applaosos mereceu quando pela
prmeira vez se represenlou, intitulada
A HOLEIRA DE HiRLT.
A pedido de muilas familias, ir pela ultima vez
nesle Iheatro o drama vaodeville em 4 actos
DOS
MISTERIOS DE PARS.
ORDEM DO ESPECTCULO.
I. A familia Morl.II. A Muleira de Marly.
III. Cabrion e Pipilet.
He com o presente espectculo que o beneficiado
te anima a convidar ao Ilustrado publico dcsla pro-
vincia, a passar urna bella noite no Iheatro de San-
ta Isabel.
-***?**
Quarta-feira 28 de Junho de 1854.
BENEFICIO DO ACTOR
Depois de execulada a simphonia
(AYALLtt DE URft\/E.
Represenlar-sc-ha o masnifico vandeville em 4
aclos
Seeuir-se-ha pelo Sr. Jos De-Veccliy, o bello
sollo inglez, dansado em figura, de
Dar fim ao espectacnlo a niuiki engrnrada co-
media do Sr. Penua, em 3 actos:
DECLARA MOVIMENTO DO PORTO.
Navios entrados no da 20.
Acaraci'i28 dias, escuna brasilera S. Jos, de 45
toneladas, meslrc Paulo Jos Rodrigues, equipa-
ge m 7, carga sola, couros e sal ; a Manoel Jos de
S Araujo. Passaoeiro, Ayres Jos Balhino.
Recibo segundo.
Heccbi do Sr. Jos Baplsta da Fonceca Jnior, a
quantia de quairo ceios mil ris, importe da se-
gunda preslarao de 20 por cento do valor de dez
aeces do Banco desla prara, cedidas pelo Sr. Dr.
Raymundo Jos Faria de Mallos, ao Sr. Antonio
Ramos de Azevedo sendo pelo presento obrigado
a enlregar-lhe as respectivas apolices quaudo as re-
caber do mesmo Banco. Pernambuco 28 de mar-
o de 1854. Manoel Duarte Rodrigues.
para Liverpool.
Rio de Janeiro o Bahia6 dias, vapor inglez Secara,
commandanle J. Ilasl, Passageiros para esla pro-
vincia, Guilherme da Cosa Correa Leile, M. A.
da Rocha. 9
Rio de Janeiro23 dias, brigue inglez Carrickfer-
gus, de 196 loueladas, capilo William Lillev,
equpagem 10, em laslro : a Shramm Whately "&
Companhia.
Liverpool c porlos intermedios19 das, vapor in-
glez Luzitania, commlndante Bruno. Passagei-
ros para esta provincia, Luz Manoel Rodrigues
Vallenca, Joao Dzorio Macel .Monleiro, Tomp-
son Pater, C. d'llannelot.
Rio Grande do Sul17 dias, patacho brasileiro .Vo-
to Temerario, de 144 lejieladasf eapitao Jos An-j
Ionio Caqdido de Souza, equpagem 11, carga
carne ; a Amorim Irmaos.
Rio de Janeiro27 das brigue brasileiro llebe,
de 187 toneladas, captao Andr Antonio da Fon-
seca, equpagem 11, em laslro ; a Manoel Alves
Guerra Jnior. Passageiro, Mauoel da Silva.
Seu destino era para Cotinguiba ; fcrribou a este
porto por mo lempo e falta de manliinenlos.
Navios sabido* no me.'mo dia.
CanalEscuna ingleza Light of the Harem, capilo
' .1. W. Rofe, carga assucar.
CorkBarca ingleza ll'ellhemina, com a mesma
carga que Irouxe. Suspendeu do lameirao.
COMMERCIO.
ALFANDEGA.
Rendimenlo do dia 1 a 19 .
dem do dia 20 .
152:511SI 24
1:3609313
153:8719467
EDITAES.
Descarregatn Ao/e2l de junho.
Barca inglezaPhili:mercadorias.
Barca portuaoezaGraf&zodiversos gneros.
Escuna brasileira>S. Jossola.
Garopeira nacionalifcracSofio, fumo e charuto.
CONSULADO GEKAL.
Rendimenlo do dia 1 a 19.....2t:02l129
dem do dia 20........ 182*653
Srs. redartSet,Vo\irt e tobrecarregado de nu-
aoorota familia, oq posto retribuir os beneficios qoe
retobo- por meio de nma gratificado correspondente <
poooan t^ a fortuna me negou para isso os meios, pos-
4ko ao Almo* umajalma grata bastante'ptra reco-
nHoet-los o coofasH-fos poblicamenla.
21:5039782
L'IVEBSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 19......
dem do da 20.........
2:20.53810
5'Jj883
2:2659723
RECEBEDORIA DE RENDAS INTEHNAS B-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 20......546f645
. O Illh. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 17 do corrente, manda fazer
publico, que no dia 27 de julho prximo vindouro,
vai novamenle m prara para ser arrematado a quem
por penos fizer, a obra do acude na Villa Bella da
comarca de Paje de Flores pelo novo orcameulo de
4:6019600.
A arremalarno sera feita na forma dos arljgos 24
e 27da lei provincial n. 286 de 17 de maiod 1851,
e sb as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematarlo
rniupnrerain na sala das sessoes d> mesma junta, no
dia cima declarado, pelo mcio dia, competeule-
meule habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernambu-
co 26 de maio de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira Annunciaca*.
Claumlas especiaes para a arremalacao.
1. As obras desle acude serao ferias de conformi-
%ade com as plantas e oreamento apresentados ap-
provacao do Exm. Sr. presidente da provincia, na
importancia de 4:6049600.
2.* Estas obras devero priucipiar no prazo de
dousmezes, e serao concluidos no de dez mezes, a
contar conforme a lei provincial n. 286.
3.a A importancia desta arremalacao ser paga
em Ires prestarles da maueira seguinte: a prmeira
dos doas quinto do. valor total, quando liver con-
cluido a melade da obra-; a segunda igual prmei-
ra depois de lavrado o termo de rerouhecimeuto
provisorio; e a terceira finalmente de um quinto de-
pois do recebimeoio definitivo.
S. Exc. Rvma., provedor da irmandade lie S.
Pedro, lem de dar a liencao papal e indulgencias
pinjaras na fcsla de S. Pedro a 29 do corrente, sen-
do orador da festa o pregador da capelia imperial,
padre mestre Joao Capislrann de Mendonea. e do
l'e-Ueum o padre Leonardo Joao Grego. O escri-
vao presidentepadre Joao Jos da Costa Ribeiro.
Pela delegada do primeiro dislriclo desle ler-
mo se faz publico que, no lugar de Apipucos, tora
apprehendida a um liomem a cavallo que se pode
evadir, urna mulatinha escrava, de nome Rutina,
menor, que nao sabe declarar quem sejaseusenhor :
quem o tur compareca perante a mesma delega-
ca.
Administrarao do patrimonio dos or-
pljios.
Peranle a administraran do patrimonio dos or-
phoos se ha de arrematar a quem por menos fizer o
tbrnecimento dos medicamentos para o collegio dos
orplios por lempo de um auno, que ha de ter prin-
cipio ilo 1. de julho prximo futuro ao fim de junho
de 1855: as pessoas que se propazorem fazer o di-
lo fornecimcnlo poderlo comparecer na casa das
sessoes ila mesma administraran nos dias 16, 23 e
30 do corrente mez pelas 12 oras da manhaa.Se-
cretaria da administrarlo do patrimonio dos or-
phaos, 9 dejunho de 1854.Antonio Jos de Oli-
ceira.
Companhia brasileira de paquetes de
vapor.
Fica designado d'ora em dianle o dia da chegada
dds vapores a estc cneouimendasque se poder recebor: al o meio-dia
secuinte deveroos remllenles ler acabado osseus
embarques, o a essa hora apresentarae os despachos
na agencia legalmenle formalisados, como exige o
consulado geral, para a organisacao dos ,manfeslos
que devem acompanhar o paquete. Por-carga fica
entendido, ser os ohjectos sujelos a direilos. c por
encommendas os pequeos voluntes de producc,o
nacional. No dia da sabida do paquete tmenle se
adimttir passageiros e duheiro a frele, e nada mais
sem exreprao alguma at duas horas antes da mar-
cada para a sabida do vapor. Recife, ra do Trapi-
che n. 40, segundo andar, 13 de Janeiro de 1854.
Por ordem do Exm. Sr. presdanle da provin-
cia se fa/. publico, que esla aberla a matrcula da
aula de desenlio do Lyceu. Directora do Lyceu 17
dejunho do 1854.O amanuense,
Conselho administrativo.
O conselho administrativo em virludeda aulo-
risacao do Exm. Sr. presidente da provincia, tem de
comprar os ohjectos seguinles :
Para o oilavo balalho de infaolaria.
Livro mestre de 300 folbas 1 ; caldeiras de (erro
balido, para 100 pracas 4.
(lili 'iiia de 1 o 2 classes do arsenal de guerra.
Coslados de ainarello 4 ; ditos de pao d'ol'eo ti; cos-
tadinhos de amarello 6 ; laboas de assoalho de ama-
relio duzias ; ditas de dilo de louro dazias 4.
Quinla clsse.
Sola curtida, meios 150.
Diversos baUlhes.
Manas de l.a. ou cobertores de papa 271. .
Quem os quizer vender aprsente as snis proposlas
em carta fechada,'/ia secretaria do conselho as 10 ho-
ras do dia 28 do corrente mez.
Secretaria do conselho administrativo para furoe-
cimenlo do arsenal de guerra, 20 de junho de 1854
Jos de Brito inglez, coronel presidente.Remar-
do Pereira do Carmo Jnior, vogal e secrelario.
O conselho administrativo do 9. balalho de
infatuara,, precisa contratar para fornecimento do
rancho e do hospital regmental cargo do mesmo
balalho, para o trimestre,de julho a selembro do
correnlc ajino, os gneros seguinles, a saber: para o
rancho, pes de 6 onras, caf moido, assucar, man-
lega, carne verde, dita secca, bacalho, farinha de
mandioca, fejo mulalinho, toucinho, azete doce,
vinagre, arroz pilado, sal e lenha ; e para o hospi-
tal, assurar refinado, alelra, arroz pilado, azeile
doce, biscoito de aramia, dilo dore, holachinha in-
Os nlcrvallos dos actos serao preeuchidos com as
seguinles pci;as d msica :
I. Goram,i de Virgy. II. Quailrilba brasilera.
III. Mudado Porticc.IV. BataUa de Almos-
ter.V. Partida do Marinheiro.
O beneficiado escolheu este espectculo para po-
der afllancar ao respeilavel publico, urna bella
esculla, preferindo-o a qualquer drama-novo, que
jamis poderla ir bem ensaiado, por falla de lem-
po necessario na conclusao da actual mpreza.
Sendo esla a primera vez que o beneficiado recor-
re a generosa proleccao do Ilustrado publico desta
capital, espera do mesmo seu coslumado acolhi-
mento.,
Os lii Hielos achamo venda em casado bene-
ficiada, ra de Sania Isabel n. 9, e o dia do es-
pcclaclo, no escriplorio do Thealro.
Principiar s 8 horas.
AO PUBLICO. o
O espectculo annunciado para o da 17, o que
nao leve lugar por causa da umita rhuva, lira trans-
ferido para domingo 25 do trrenle mez. He a
primera represeulucao do MOSTEIRO ABANDO-
NADO OU A MALDICO PaTERNA, lindando
o espectculo com urna das mclbores comedias. Te-
rao entrada lodos os bilhetes vendidos para a reeil
de 10 e 17.
LOTERA DO RIO JANEIRO.
Sahionesta provincia a sorte de,20:000,<
em dous. qusrtos da lotera 43 do monte
pi nc 5625, amanhaa publicaremos o re-
sumo e exporemo a' venda os novos bi-
lltetes da lotera 4-. do hospital da caridade
de S. Catharina. i .'
Na loja de Squeira & Pereira, ra do Crespo
n. 7, existe urna carta para o Sr. Theoplilo Fenelon
de Alraeida Fortuna.
_ Um mojo solleiro que mora em Apipucos, pre-
cisa de urna ama quo saiba cozinhar a engommar al-
guma cousa : aquella que Ihe convier esle negocio
dirija-sa a ra do Aragan n. 40.
Ha 15 das, pouco mais ou menos, desapparo-
ceu da povaa^o do Monleiro, e auppoe-se andar
fgido aqu mesmo no Recife, o escravo crioulo de
nome Filippe, de estatura regolar, cor preta e um
tanto barrigudo, foi vestido com camisa de madapo-
ln j velha, caifa azul de casemira usada c jaqueta
de riscadinho de cr j um pouco desbolada, porm
anda nova, chapeo de seda prela, calcado de sapa-
tOes com um lenco do seda rosa bstanle usado : re-
commenda-se pois as autoridades polfeiaesra captu-
ra do referido escravo, lano desta cidade como s
de fra, visto que elle se intitula forro, e' bem assim
a qualqner pessna pa'rlicular, a quem se gratificar o
seu liabalho. Apprebendido que seja levem-no a
seu seuhor Jos Rodrigues de Mello naquella povoa-
cao, ou a Jos Marianno de Albuquerque na ra da
niao da Boa Vista.
Pelo cartorio do escrivao Pire, na comarca do
l.imoeiro, se acham hypothecadas ha 16 annos, as
escrayas Maria crionla e tres Binas,. Vcencia, Jose-
pha e Juvenlina, pelo finado Porluguez Francisco
Jos Borset para seguranca de 1:5009 de dividas e
juros vencidos; as quaes escravas tendo rsula Joa-
quina de Jess, viuva do mesmo Borges, sedazda
por Alexandre Barbosa de Souza, morador na Picada
da mesma comarca, com elle sublrahido do poder do
h> pothecario procurando embahir a salisfarao da di-
vida com letras c recibos falsos, lie nulla qualquer
alenacao que fizerem das dilas escravas,. e respon-
savel pelo seu valor, em jnizo qualquer falso pos-
suidor.
Os herdeiros do finado Manoel Gomes da Pai-
xao, lendo esperado o inventario do finado Sebastian
Lins de Araujo, para justificaron o seu direito so-
bre suas parles'da propriedade Nalnba sila no termo
do Inga da provincia da Parahiba,por elle usurpadas
a forlinri. e a le2Un> ^moradores, protstala con-
tra qualquer contracto que procuren) fazer os her-
deiros do mesmo Lins sobre as dilas partes de Ierra,
cnmpromellendn-sc a provar exuberantemente em
como s'o bens de terceiro a elles perlencentes, e que
nao podem-ser parlilhados por inventario, e nem a-
lenadoa de qualquer maneira sem falsa fe e nulli-
dade.
O abaixo assignado tendo ja c*criplo aos se-
guinles senhores, e n8o leudo reccbidoresposla, re-
corre a esle mcio para|lhes rosar que, quando vie-
rem a esla praca, queiram enlender-se com o abai-
xo assignado, pois he negocio que lhes inleressa.
Sr. Antonio Jos Pereira, -enhor do eneenho Souza,
em Agua-Prela.Sr. Joao Florentino Cavalcanli de
Albuquerque,senhor do engenhoJussar.Sr.Fran-
cisco de Amorim Lima, e Joao Cavalcanli de Al-
buquerque ; moradores em Sanio AnUlo. Sr. An-
tonio Jos Yaz Salgado, morador na Villa do Cabo.
Sr. Joao Francisco de Atlnvdc, morador no Paso
de Camaragibe. Sr. Francisco J. Anlunes, mora-
dor na Gamella da Barra GraBde. Pernambuco 20
de junho de.1854. J.- J. Tasto Jnior.
Precisa-se de urna boa ama para o servico in-
ternnde urna casa de pequem familia, paga se bem:
na ra dosQuarteis, o. 20, 1." andar.
Eis-aqui a caria que os Srs. A. R. D. Sands es-
creveram ao Dr. Brislol no dia 20 de abril de 1842
e que se acha em nosso poder:
Sr. Dr. C. C. Brislol.
Bfalo, (Je.
Nosso apreciavel senhor.
Era todo o anno passado temos vendido oriani-
dades consideraveis do extracto de Salsa parriOui de
Vmc. e pelo qpe ouvimos dizer de ma virtudes
quelles que a lem usado, julgamos que a venda da
dila medicina se auemeiilar'muifisn'mo. Se Vmc.
quizer fazer um convenio comnosco, eremos qne
nos resultara muita vanlagem,-tanto a nos como a
Vmc. Temos muito prazer que Vmc. nos responda
sobre esle assumplo, e se Vmc. vier a etta cidade
daqui a um mez, ou cousa semelhante, loriamos
muito prazer em o ver em nossa bolicaJtna de Ful-
lon, n.79.
Ficam s ordensde Vmc.sent seguros'' servidores.
(Assignados) A. R. D. SaNDS.
CONCLUSAO'.
1. A anlguidade da salsa parrlha de Brislol he
claramente provada. poit que ella dala desde 1832,
e que a de Sands s appareceu em 1842, poca na
qual esle droguista nao pode obter a agencia do Dr.
Bristol.
2. A superiordade da salsa parrlha de Bristol
he inconteslavel: poit que nao obstante a concur-
rencia da de Sands, e de urna porcao de oulras pre,
paracf.es, ella tem man do a sua rpulajao em qua-
ti toda a America.
Aa numerosas experiencias feilas Com o uto da
salsa parrlha em todas as enfermidades originada!
pela impureza dn sangue, e o bnm xito obtido Bea-
ta corte pelo Illm. Sr. Dr. Sgaud, presidente da
academia imperial de'mdieina, pelo illuslrado Sr.
Dr. Antonio Jos Peixolo em toa clnica, e em sua
afamada casa de saude na Gamboa, pelo Illm. Sr.
Dr. Saturnino de Olveira, medico do exrcito, e
por varios oulros mdicos, permitiera hoje, de pro-
clamar altamente as virtudes eflicazes da salsa para
rilha de Brislol vende-se a 5*000 o vidro.'
O deposito desla sais; mudou-se para a bolic-
franceza da ra da Cruz, em freole ao chafariz.'
PATTICO
OU
VADEHECIM DO IIOMOPATIU
PELO
DR. S. O. LUDGERO PIXHO.
Ra de S. Francisco (mundo novo) n. 68 A,
FRAGMENTO DE BMA CARTA.
F'oi asss acolhido e saboreado aqu oThe-
souro Homeopathico% o curiosos nao po-
w dem deixar de render a V. S. muilos agra-
g dermenlns pela puBlicaciode Ulo importante
obra, a melhor sem duvida neohuma, das
que lem apparecido, ele. etc. ele.
Engenho Guerra 1. de junho de 1854.
Jos Antonio Pires Falcao.
AVISOS MARTIMOS.
RIO DE JANEIRO.
Segu impreterivelmente na presente
semana o muito veleiro e superior brigue
nacionaj Damao, ainda pode receber
alguma carga, eseravos a fete e passagei-
ros, oerecendo a estes excellentes com-
modos, que podem ser examinados: tra-
ta-se com Machado & Pinheiro na ra do
Vigario n. 19, segundo andar, oncoino
capito Cleto Marcelino Gomes da Silva
na praca do Commercio. *
Para o Rio de Janeiro sahe com
muita brevidade o brigue Sagitario,
de prmeira classe, o cjual ja' temamaiot
parte do carregamento engajado ; para
o restante, passageiros C eseravos, trata-se
com o consignatario Manoel francisco da
Silva Cairico, ra do Collegio n. 17 se-
gundo andar, ou com o eapitao a bordo.
Para o Para' segu nestes dias a es-
cuna nacional Titania : para o resto
da carga trata-se com os consignatarios
Antonio de Alraeida Gomes & Companhia,
na ra do Trapiche Novo n. 16, segundo
andar.
PARA'.
Escuna Socieiade Feliz, capilo e pralico Joa-
quim Antonio Goncalves Sanios, segu no dia 25 do
corrente: para o reslo da cargo c passageiros traa-
se com Caetano Cyriaco da C. M. ao lado do Corpo
Sanio, loja n. 25.
ARACATV.
Palacho Sania Cruz, segu no dia 110 do cor-
rele, recebe carga e passageiros; trata-se com Cy-
riaco da C. M., ao lado do Corpo Santo, loja n.25.*
Para Lisboa segoc viagem iniprelerivelmenle
at II do prximo mez de julho, a barca porlugue-
za CralidSo: quem na mesnra quizer carrecar ou
ir de passagem, para o que tenl superiores ronirao-
dos, entenda-se com os consignatarios Thomaz de
Aquino Fonseca & Filho na ra do Vinario n. 19
primeiro andar, ou com o capilo Antonio .Vives
Pedrozo, na prara.
Para o Cear segu impreterivelmente no da
23 do corrente o hiale Castro: para n reslo da car-
ga Irala-se no escriplorio de Domingos Alves Ma-
llicns, na ra da Cruz n. 54.
' Maranho e Para'.
Espera-se na presente semana o brigue-escuna
Laura, tenciona-se que lenha mui pouca demora
nesle porto, por ter a maior parle da carga prompla;
para o restante, os pretndanlas enlendanv com o
ATERRO DA ROA-VISTA N. 48.
Aos 10:000*000.
O caulclista da casa da Fama do aterro da Boa-
Vista n. 48, Antonio da Silva Cuimaraes, avisa aos
seus freguezes, qne tem exposto a venda as suas
afortunadas cautela* da segunda parlo da quinla lo-
tera da matriz da Boa-Vista, e espera que desla vez
venda a sorte grande, como saccedeu com a do Li-
vramenlo.
Quarlos -2S800
Decimos 1S:100
Vigsimos 700
Arrematacao de um elegante sitio.
Findos os Iros dias da praca snecessivos, lem de
ser arrematado por venda, perante o meritissimo Dr.
juiz de direilo do civel da prmeira vara desta cida-
de, escrivao Mola, o sitio do Ierras proprias da
passagem da Ponte de Ucha, penhorado por execu-
co de Ignez Juviniana Ramos de Olveira ; o qual
silio sendo a\aliado por 16:0005000 como fura an-
nunciado por esla folha nos dias 5. 6 e 8 de maio
prximo passado, vai ser arrematado com o abale
da lei, que he da quantia de I2:8ll-r000 por nao ler
apparecido lanzador quando primeramente foi
praca rcqueriincnto da mesma excquenle contra o
respectivo leslamenteiro da finada 1). Isabel Mara
da Casia Ramos para pagamento de legados. O es-
i-rjpto eslem poder do porleiro do juizo Jos dos
Santos Torres.
AO SR. BALTAZAR.
No Diario n. 110 de 20 do corrente mez, o Sr.
Baltbazar Jos de Magalhies Bastos, se aprsenla ao
publico sob o pseudnimo, deum seu araiuo, e
para seus fins, conla urna historia de um roubode
2:6009000 que diz llie lizeram na Serra da Russa ;
anda dii mais, que apezar desse roobo, e elle ser
pobre, neni por isso%eixaM de pagar aos seas cre-
Houjs as suas letlras no dia do vendmento. Ora
bem, para u senhorum sen amigoprovar o que
afirma no seu annuncio, queira ler a bnndadede
empenbar-se com o Sr. Baltbazar, alim de que elle
nao se esqueta de mandar pagar urna pequea leltri-
nlia de 5005000, vencida em abril prximo passado,
* a qual, tendo-lbc sido apresenlada, se esqueceu de
pagar aosen venerador Mximo Jos dos San-
tos Andrade.
Na ra do Livramenlo n. 26, lera urna pessoa
que se prope a administrar engenho, por ler disto
bastante pralica, d conhecimento de sua conducta,
e mesmo indicar para ser informado das pessoas a
quem tem servido de tal profissao. Na mesma casa
bj dma boa escrava e de ptima conduela para se
vender, de 30 annos; das 7 as 9 horas da manhaa, e
de 1 hora da tarde em dianle.
No dia 26 do corrente se ha de arrenialar, de-
pois da audiencia do Sr. Dr. juiz de direilo da pri-
mera vara civel, a renda animal do sobradb da ra'
do Livramenlo, de tres andares, por execuco de
Antonio Luiz dos Santos, contra os herdeiros de Jos
Mauricio do Olveira Macicl, e he a ultima praca.
A quem fallar 4 cabras (bicho), dirija-se ao
Hospicio, silio da Sra. viuva Cunha, que dando os
siguaas cerlos. e pagando-os estragos feitos pelas
mesmas, Ihe serao entregues.
Manoel Joao I.ucci relira-se para Lisboa tra-
tar de ita saude.
C. STARR&C.
respetosamente annunciam qoe no sen extenso es
labelecimento em Santo Amaros, continua a fabricar,
com o maior perfeico e promptido.loda a qualidade
de machinismo para o uso da agricultura, navega-
ro e manufactura, e que para, maior commodo de
seus numerosos freguezes e do publico em geral, lem
aberto em nm dos grandes armazens do Sr. Mesqui-
ta na rna do Brum, atraz do arsenal de mariuha.
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dito seu eslabelecimentu.
All acharao" os compradores um completo sorli-
menlo de moendas de canoa, com todos.os melho-
ramenlos < alguns de!les novos e originaes) de qne a
experiencia de muilos annos tem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de baixa e alta prsalo,
taixas de todo tamauho, tanto batidas como fundidas,
carro* de mo e ditos pira condozir formas de assn-
car, machinas para moer mandioca, prensas para di-
to, fnico de ferro balido para farinha, arados de
ierro da mais approvada conslrucco, fondos para
alambiques, crivos e portas para fornalltas, e urna
inliuidade de obras de ferro, que seria enfadooho
enumerar. o mesmo deposito existe nma pessoa
intelligente e habilitada para receber todas as en-
commendas, ele, etc., qne os annunciantes contan-
do com a capacidade de suas officinas e machinismo,
e pericia de seos ofrlciaes, se comprometlem a fazer
executar, com a maior presteza, perfeico, e exacta
eonlormidade com os modelos ou desenhos, o instrnc
Oet que Ihe forem fornecidas.
$ HOMEOPATHIA. W
(k O Dr. Casanova, medico francez, d con-^
J sullas lodos os dias no sen consultorio
RIADAS ESN, 28.
No mesmo consultorio acha-se venda um
grande sorlimenlo de carleiras de lodos os
tamaitos por precos commodisaimos.
CUCO MIL RIS.
1 eVteira com 24 tubos a escolha. ,
1 lubo grande de globulosavnls. 900
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Tratado das molestias venerias
para se tratar a si mesmo. .
MECHiRISKO PARA EKE-
mo
\ \ HlNDiaO' DE FERRO BO EflOHIHIi.0
DAVID >V MVMX ^V RU4 DO BRliJf,
PASS.WD00rJlAF\RlZ,
ha sempre um grande sorlimetit dos seguales ob-
jeclos de mechanismos proprios para nizeohos, a sa-
ber ; moendas e meias moendas da mais moderna
conslrucco ; taixas de ferro fundido a balido, de
superior qualidade, e de lodos os lamanhot; rodas
dentadas para agua ou animaes, de todas as propor-
c,Gos ; crivos e boceas de fornalha e registros de boai-
ro, aguilhOes,bronzes parafusos e cavilhOes, moinhos
de mandioca, etc. etc. ,
AIES1AFIWA0'
se execulam lodas as encommendas com a snperiori-
dade j eoiibecida, e com a devida presteza e commo-
didade em prero.
Homoeopathia.
S CLNICA ESPECIAL DAS MO-
S LESTIAS NERVOSAS. -
^ H\steria, epilepsia ou gota co-
^ ral, rlieumatismo, gota, paraly-
w) sia, deCeitos da falla, do ouvido e
$) dos olhos, melancola, cepbalalgia
(fy ou dores de cabera, eryhaqueca,
t dores e tudo mais que o povo co-
nhece pelo nome genrico de ner-
A VOSO.
As molestias nervosas reqiftrem muitas vo-
Sff) zes, alm dos meOcamentos, o emprego de <
t outros meios, que desparten) ou abatam a
sensibilidade. Estes meios possilo eu ago-
ra, e os ponho a disposicao do publico.
, Consullas todos os dias (de graca para os
T& pobres), desde s 9 horas da manhaa, al
(fA as duas da larde, na de S. Francisco (Mon-
X do-Novo, u. 68 A.Dr. Sabino Olegario s
Precsa-se de urna ama e da Orna escrava: na
ra do Hospicio n. 17,
\


MH1
HHHP9HHH

I
DIARIO OE PERNAMBUCO. QUARTA FEIRA2I DE UNHO DE 1854.
- No Bazar Pernambucaoo n. 33, ha para ven-
o melhor papel paulado que lem vindo a esto
mercado, proprio para mappas e retacees de suarda
nacional e Iropa de linlia.
SASE RICAS OBf
. DE OUKO.
Os abaixo assignados, dono da nova luja do
ourives da ruado Cabuo u. 11v confronte ao
paleo da rnalriz e ra Nova, frauqueiam ao
publico em geral un bello e variado sorli-
menlo de obras de ouro de muilobona pos-
los e prejos que nao desagradaran a quem
queira comprar ; o mesmos se obrigam por
qualquer obra que venderem a passar una
coala com responsabilidnde, especificando a
y qualidftdc do ouro de 14 ou 18 quilates, fi-
! cando assim snjeilos por qualquer duvida que
nrecer.Serafim & IrmSo.
Nodia 16 do correle roubararo da rua,do P-
res, da casa n. 23 de Maria Joaquina de Moura urna
caiiinha de amarello com Ires palmos e meio de
compridoe dous dilosde largara, dentro da dila.uma
caiiinha de Flanrire com palmo e meio de compridn
e um dito de largura, com o* objeclos seguinles : 1
duzia di comeres novas de sopa, urna dita de garios
com a marca. F. V. por detraz dos cabos, urna eo-
Iher grande de tirar sopa, urna dita de tirar arroz,
urna colherznha de tirar assucar, urna dita de espu-
mar, orna dita de cha, seis pares de fivellas grandes
antigs, urna pouca de prata de espadins antigos,
seis cabos de facas.de prata lavrados, mais um dito
de gommo, Ires facas de cabos de prata com folhas
largas e cabos pregados, urna pouca de prala de gar-
ios e enlheres quebradas, um par de brincos de po-
dras compridns com caia, dous rc|ogios de prata,
um pente de (artaruga da meia la grande reudado,
urna iniagem de Sanio Antonio com altura de um
palmo com o seu menino Dos e resplendor o cruz
de prala, tres facas de cabo deosso novas e quatro
Barros, dous vestidos de cambraia um adamascado
e* ostro de ponto de cadeia, de cores, urna camisa
de cassa lisa aberla de renda e malames por baiio
do bico, um maraca de prala com 4 cascareis em bai-
lo 3 ditos em cima.e mais algn* objeclos que nao
saolembrados: roga-se a qualquer pessoa da polica
ua a qnalquer Sr. ourives a quem torem offerecidosos
ditos objeclos, queiram lomar e levar na ra Direila
no primeiro andar do sobrado n. 12, ou na mesroa
casa oode foram ruubados, que ser generosamente
recompensado.
orth RtrtreForl^wl^rf***^!
Merchans & Comniisskm Agents. S
Sussex Street Nortb.
Near Erskine Street.
Sydny.
. Wa'les.
N.
Aluga-se para assenlar qualquer estabeleci-
menlo.a cocheira quo Oca na ra do Tambia, a qual
aprsenla duas frentes, urna para a praca da Boa-
> isla e outra para a ra da ConeeicSo : quem a
preleiiiler dirija-se ra do Arago n. 12 1. andar,
que achara com quem tratar.
Aluga*je um preto para servido de urna casa,
por mez; quem o pretender dirija-se i ra do Viga-
rio n. 12.
Precisa-se de urna ama de leile que se encar-
regue te criajLuraacrianca em sua casa,quem se pro-
pozer annuleie por esla folha para.ser procurado.
Precisa-se de 4008000 a juros de 1 \, % e com
segaranca em um escravo pedreiro, quem couvier
annuncie para ser procurado.
O abaixo assigoado comprou pur conla e or-
dcni do Illm. Sr. Dr. e cnmmendador Jacinlho Paes
de Meiidonca, morador no distrielo de Porlo Calvo
provincia das Alagoas.um meio bilheleem rfoosquar-
tos n.1801 da 43.1oteria do monte pi geral do Rio' de
Janeiro.Mahoel Firmino Ferreira.
; '" AOPUBLICO.
O abaixo assignado, socio gerente da casa com-
mereial de Joaquim.de Oliveira Maia, nesta praca,
declara que o annuncio inserido no Diario de Per-
namlmco n. 137, 138 e 139, dizendo:Joaquim de
Oliveira Maia, subdito portuguez, relira-se para o
Porto, nao se enlende com aquello, visto achar-se
residiiido actualmente no Porto. Recire 20 de junlio
de 18ii.Jos Joaquim da Costa Maia.
Aluga-se o primeiro andar da casa n. 15 da
rua Bella : na ra larga do Rosario n. 24, seguudo
andar.
Ainda continua estar fgida a cscrava crioula
de mime Bemvinda, lem- bstanles marcas de bexigas
no rosto, de estatura regular, levou vestido docilita
desbotada que parece branca : quem a pegar leve
rua do (.indinado o. 61. que ser recompensado.
80 foguetes do ar por 500 rs. .
Na rua Nova, loja de ferragens n. 24 e 41, rece-
beu-ss um novo sorlimento de fogos de muilas qua-
lidades, assim como fogueles do ar para meninos,
OporOOrs.
9#*9$$$.S$$:f>dj)@<
9 Jos Lopes Ouiniares, tendo encontrado 0
0 algumas pessoas com o mesoio nome, de ora fcf
9 em diante, para evilar equvocos, se assiguar A
0 por Jos Lopes Carneiro da Cunha. *
Aluga-se o segundo' andar da casa
da rua estreita do Rosario n. 30, onde
inorou o Illm. Sr. Dr. Jeronymo Vilclla,
o qual he muito.fresco e tem commodos
para familia regular : a tratar com An-
tonio Jote Rodrigues de Souza Jnior,
na rua do Collegion.21, segundo andar.
Miguel Rodrigues Pnlo da Rocha, portuguez,
relira-se para Portugal.
JoSo Bom de Capsirann, subdito hrasileiro re-
lira-se para o Rio de Janeiro.
OBRAS
'r^JM;rm^m.-.
Com esle titulo pulilieou-se um peridico Ilitera-
rio e recrea ti voolferecido ao bello sexo pernambuca-
no. o qualpublica-se urna vez por semana aos sab-
badose acha-se a venda na rua Nova n. 32, loja de
chapeos do Sr. Boavenlura, praca da Boa Visla boti-
ca ifn Sr. ameiro.e na cdade de Olnda raa do Va-
ladouro o. 38, a 80 rs. cada numero.
O padre Leonardo Aniones Meira Henriques,
mudiiu o seu escrplorio de advogado para a sua lar-
ga do Rosario n. 26, no primeiro andar do sobrado
da esquina para a do Cabug, defronle da loja do
Sr. Peres. '
Jos Valentm da Silva, bem conhecido por
ciisiBar latim ha 18 annos, lembra a qoem convier
que a sua aula .existe aberla na rua da Alegra, ni
Boa-Vista n,38, ande recebe por proc.o commodo
alumnos externos, pensionistas c meios nensionislas,
dando oplimo tratamenlo, e lendo os "pensionistas
a v.ntagem dc.alm do Ulim.aprenderem lambem o
rrancez sem que seus pas paguem mus cousa algu-
ma por esle cnsino. O professor atlverle que elle
lem provisao passada pelo governo da provincia.
J. J. PACHECO.
NEW ANDELEGANTDAGUERREAN
GALLERY.
Piclures aken al Ihis Esla-
blishmcnt Warranted lo give sa-
tisfaction, n. 4, aterro da Boa-
Vista, terceiro floor, chryslalo-
'M'u. Gallera enriquecida de
magnficos quadros doarados e
de alabastro, primorosas caixas
e lindas cassolelas, alfioeles e
anneis. Tiram-se retratos quer esleja o lempo claro
aa escuro. O respeilavel publico he .convidado a vi-
sitar o eslabelecimenlo, embora nao queira retratar-
se : aterro da Boa-Vista n. 4, (erceiro andar.
Ueseja-se saber onde mora o Sr. Antonio Jos
de Frailas, natural de Portugal, que em 1838 mo-
rou uo beccoda Gloria, na Boa-Vista : quem souber
dar noticia, dirija-se rua da Cruz do Recife n. 43,
ou annuncie por esla folha para ser procurado, que
se pagar a despexa do annuncio.
O cutelisla Salusliano de Aqoino Ferreira dei-
xou de vender cautelas Jas loteras do Rio de Jarei-
r desde dezembro de 1RM. e tem marcado o prazo
deum anno que se ha fle lindar no dia 27 de maio de
1855 para a liquidado das referidas cautelas que ain-
da exstem por pagar.
Loteras da provincia.
O Ihesooreiro Francisco Antonio d'Oliveira, avisa
ao respeilavel publico, que acham-se venda os bi-
Iheles da 2. parle da 5. lotera da matriz da Boa-
Vista, na (liesouraria das loteras desta piovincia, na
rua do Collegio n. 15 ; na praca da Independencia
loja do Sr. Fortunato, na rua do Queimodo loja n.
10 do Sr. Luz Antonio Pereira, na rua do I.ivra-
nieoto botica do Sr. Chagas, e na praca da Boa-Visla
loja de cera do Sr. Pedro Ignacio Baplista. Omeemo
thesoureiro, espera a eoadjuvacao do respeilavel pu-
blico, e aflirma que no dia 14 de julho correrlo im-
prelerivelmenle as rodas da sobredita lotoria.
vPrecisa-se de uro feitor para um sitio porto
da praca, que enlenda de planlac.es de sitio ; na
rua da Cadeia do Recife n. 54, loja.
Andrade & Leal tem para vender 400 loula-
dasde carvao do pedra de superior qualidade, por
preto commodo ; nao s vendem por junio como
qualquer porcao, a voladedotcompradores : a tra-
tar com os iQesmos lia rua Nova n. 27.
A directora do collegio da Conceiciio, fundado
a Cruz de Almas, no sitio da Piedade, "lembra a to-
das as pessoas que se digiuram escolhe-lo para edu-
cacjlodc suas lilhas, que no 1. de julbo prximo vin-
douro se abre dilo collegio, pudendo dous das an-
tes remetler-se s trastes exigidos pelos estatutos. A
abertura do colegio se filra das 5 horas da larde em
diante. As mTiiinas que tiverem de entrar deverilo
assislir a es,te icio, ainda que leoham de vollar por
algum lempo para suas casas.
--Precisa-se de um bom mostr de grammatica
da lingua nacional para eusinar a um menino em
casa particular: na rua Nova sobrado n. 69, pri-
meiro andar.
la/.-se ludo negucio com a botica da rua do
Kangel n. 8, inclusive armara e mais pcrlences: na
rua do Cabuga, loja defroule da matriz.
Na povqic,ao de Santo Amaro de JaboacSo, ao
p da ponte sobre o rio Una, existe cocheira com car-
ros de aluguel, assim como estribara sullcienle
para receber-so cavallos: as pessoas, pois, que qui-
zerem vir a esla cdade, no indicado lugar acharo
commodos facis e agradaveis para seu transporte.
Aluga-se o primeiro andar da casa da ruatia
Cruz n. 13, proprio para escrptorio ou eslabeleci-
rnenin estrangeiro ; a Iratar na mesma casa.
Convida-se pelo prsenle a Joo Ferreira I.ei-
le, que se prsame estaY actualmente em Cariri-Ve-
Iho, provincia da. Parahiba, lilho do tlhn Pedro
Ferreira Leile, beres bem conhecidos na comarca
de Bonilo desla provincia, para que venha qanlo
antesasfazoraquantia de rs. 200B000, conslanle
do urna lettra que aceitn no dia 7 de abril do cr-
ranle anno, nesta comarca de Garanhuns, a prazo
de 23 das, em favor de quem elle bem sabe : se o
nSo fizer cora breiidade se far publico lodo esse ne-
gocio, que he sobremodo desairoso ao dilo Leile.
Precisa-sede urna prela escrava, que cozinhee
faja lodo maisservico de urna casa da pequea fa-
milia, paga-se bem : na rua da Cadeia do Recife
n. 23.
Quem precisar de um pequeo com pralica de
venda: dirija-se a rua da Cadeia do Recife n. W.
O abaixo assignado por si e por parle de seus
irraaus Honorio Telles Fnrtado c Joo Tollos Furia-
do, moradores lodos nesta comarca de Garanhuns,
preyinera pelo prsenle ao publico desla provincia e
limilrophes, para que de nenhuma forma uegociem
coni a madrasta dos mesmos, a Sra. Maria de San-.
ta'Anna Leite Fnrtado, a respeilo-do dominio de
urna escrava parda, de nomo Sabina, queso acha cm
podir da dita scnliora, no valor de cuja escrava lem
os annunciantes suas colas-parles, que em inventa-
rio por fallecimento do pai commum, lhes couM; e
para evitaren) qualquer fraude ou pretexto de igno-
rancia, fazemo presente.- Villa de Garanhuns 9 de
unlio de 185. Jos Telles Furlado.
O Dr. Joo Honorio Bczerra de Meoezcn, _
formado em medicina pela faruldade da Bp- 9
A0 hia, ofl'ereco seus prestimos ao respeilavel p-
blico desla capital; podeudo ser procurad a
yp qualquer hora em sua casa rua Nova n. 19,
seguudo andar: o mesmo se presta a cunt^i
# grattiitaiuoiite aos pobres. *
BAZAR PE1NAMBUCANO.
% Os dono deste eslabelecimenlo, avisan) aos
S seus fregaezes e amigos, que lem para ven-
|5| der bem em conla os objeclos seguales : ri-
JJ eos diademas de tartaruga para ranea de so-
X nhora, vestidos para noivas, chales de loqam
55 verdideiros bordados a maliz, dilos de seda,
88 'e1ue* "* raadriperola muito ricos, romeiras
* de retroz bordadas, 'chales de dilo dilo, ber-
S? tas brancas e prelas, bicos de todas as qual-
g{ dades,. nao esquecendo os do verdadero li-
H nho que poucas vezes se euconlram, meias de
y* seda para homens e senhoras, grvalas ameri- j
g canas de selim maco, bonitos uniformes pa-
* ra crianzas, lindos enlremeios bordados,' len-
cos de cambraia de linlio bordados, setins
de diversas cores, peilosde cambraeila de li- '.
nho p>ra camisas de homem, colleles em coi- !
les de granadina de soda, cassolelas de ouro'
para retratos, ou para encerrar delicadas ma-
deixas de cabellos, e oulros moilos arlgos I
que vistos pelos bons freguezes, nao deixa-
rao de comprar.
I). Thereza Alexandrina deSouza Bandeira, 9
I professora particular de primeiras leljras, eos- {jf
^ luras e varios bordados, estabelece em sua @
I aula os neza e aiusica liavendo all mesmo um pa-
tt no deslinado au esludo das aprendices: a 9
quem convier, dirija-se ao jialeo do Paraizo tk
9 segundo andar unido a igreja. j
@#$$$e93e:9@&3@$
OBerece-se unijhomeiii para caixeiro de qual-
quer casa de negocio de atacados ou arelalliu, o
qual lem bastele pratica de molhados e fazendas, e
dar as inforiiiaroes ou fiador a-vontade de quem o
pretender: a fallar na Iravessa do&Quarlei, oulr'ora
rua do Sr. Bom Jess, n. 35.
Apparecc presentemente na rua do Vigario n.
12, um deposito de sal de Lisboa, por grosso eire-
lalbo que se vende mais barato do que em outra
qualquer parle, e se loroa muito til aosh abitantes
o Heclfe. 1
GABINETE PORTUGUEZ DE LEITIIRA.
Por ordem da directora cunvoca-seocousfelho de-
liberativo, nllimamcnlc eleilo, para a sua posse, no
dia 25 do correle jUnho, a 1 hora da larde.O se-
gundo secretaria, Aianoel Ferreira de Souza Bar-
bota.
. Olcrece-se urna roulher branca de boa conduc-
ta para servir cm casa de homem solleiro.'ou casa
de pouca familia para engommar, cozinhat e coser:
na Gamboa doCarmo n 6.
Faz-se bollo de San Joao e cangica de milho
verde muito bem feita : na cidade de Olioda alraz
do Amparo n. 11.
O Sr. Jos Joaquim de Oliveira, mande rece-
bcr 2 annos de foro vencido bonlem, 18 do ron-ente,
do sitio da estrada dos Remedio. A abaixo assignada
chama a lodos das suas propriedadesqueso foreiras,
vSo receber na sua morada rua do Livramenlo 11. 6,
segundo andar.Joaquina Maria Pereira l'ianna.
~ Furtaram doengenho Guararapes, na noile de
lo para 16 do correte, dons cavallos, um rodado
quasi russo, um pouco pequeoo, aovo, bem ardigo,
anda de passo at meio. cornelinas e cauda ripada
de fresco : o oulro alasao quasi-caxlo, velho, secco
sem andares, e lambem muito ardigo. O rodado es-
l gordo, eo alasao magro, sao ambos quasi do mes-
mo tamanho.
Quem annunciou ter para dar a premio 8008
rs., com hypolheca em urna casa'nesta pra(, diri-
ja-so a ruaFormosa n. 2. eahi se dir com quem se
trata. M
Precisa-se de urna escrava para o servir de
urna casa de pouca familia : na rua do Hospicio 3
casa nova direila depnis de passar o qnarlel.
Aluga-se urna casa terrea por 9tX)0 rs. men-
saes, oa Soledade n. 27 : a tratar na rua da Aurora
n. 26, 1 andar. S
Ainda est para se alagar, e por um preco ra-
zoavel, a casa nova de grau.lcs commodos, da rua
dos-Prazores do bairro da Uua-Vsla : a Iralar com
Joso Carneiro da Cunha.
Paulo Gaignoux, cstabeleciuo na rua larga
do Rosario n. 36, segnndo andar, colluca den- 0
m tes com gengivBsarlificiacs, e dentadura com- @
g pela, ou. parle della, com a pressao do ar.
,%lam,. ,em Para vender agua denlifriccdo
Dr. Picrre, e po para denles. Rna Ursa do A
Rosario n. 36 segundo andar. S
Francisco Antonie Pereira Braga, desejundo li
quidar seus dbitos, roga para esle lim a us ere-
dores o favor de compareceicm 110 dia 26 d* corron-
le os'll horas no becco do Pcixe-Friio por Isinia da
venda do Sr. Gabriel. ^,
LOTERA da matriz da boa-vista
AOS 10:000# 4:000$ E 1:000^000 rs.
O caulelista Salusliano de Aquiuo Ferreira avi-
sa ao respeilavel publico, que as rodas da,mesma lo-
* ra, lem o seu impreterivcl andamento nodia 14
julbo do correnl*, em viriudedo annuncio publi-
do no Diario de Pernambuca do 8 de jOnho n.
1, pelo thesoureiro o Sr. Francisco Antonio Je
veira. Os seus afortunados bilhetes e cautelas es-
> cxposlos venda as lujas seguales: rua da Ca-
la du Uecife n. 45, de Jos Fortnalo dos Santos
'orlo ; na praca da Independencia n. 4, de Fortu-
nato Pereira da Fonseca Bastos, ns. 37 e 39, de An-
tonio Augusto dos Santos Porto ; rua do Queima-
do n. 44, loja de fazendas de Bcrnardino Jos Mon-
lelro & C. ; roa do Livramenlo botica de Francisco
Autonio das Chagas ; rua do Gibug botica de Mo-
rera & Fragoso ; rua Nova u. 16, oja de fazendas
de Jos Lniz Pereira & Filho; Boa-VisU loja de ce-
ra ile Pedro Ignacio Baptisla. Paga sob sua respou-
sahildade os Ires premios grandes sem o descont de
8 por cento do imposto geral.
Buhles 11000 10:0009000
Meios 59500 5:0009000
Quartus 29800 2:5009000
Decimos 1300 1:0009000
Vigsimos 700 5009000
S. Joao.
Faz-se bolo de bacia muiln'bem feilo e lambem
divindadee inglez, para S. Joflo, na mesma casa en-
feila-se ricas'bandejas de armadlo muilo modernas,
COMPRAS.
Coropra-se um papagaio contrafeilo, sendo
muito bonico: e Tallador, paga-se bem : na rua das
Innchciras i| 50, 2. andar.
Cotsprme ama escrava prela, ainda moca,
bem parecida^ sem moleslia uem vicio algum, eque
se veuda por lguma oolra circlTmgtancia, que ssiba
coser, engommar, lavar e roziilfiar o diario, e sirva
para rasae ra : quema Uver, dirija-se a qualquer
hora du dta roa da Soledade, logo ao sahir para o
Mauguiulio, no sitio dos 4 lcoes, que achara com
quem tratar..
Ka raa (te Trapiche n. 14 primeiro andar, com-
pram-se acroes do banco e da companhia de Be-
benbe.
VIRTtOSO E SABIO PRELADO
0 CARDEAL PATRIARCHA DE LISBOA
cha le LfsboaSv'a detuS" b Cmp,elaS d ""^ e "bi Pre,ado' cardeaI Patri"-
rnlH^^'L01"' l,erdei dofn, manoscriplos, enlendeu que prestara relevante servico s leltras patrias,
r m.rP c.ommu",ca"d !*' imprerto os irabalhos de um escriplor recente, que tanto nome alean
K pelacasl.dade eeleganc.a doeslylo, pela importancia dos.assamplos. e-pelo fervoras
callo das glonas nacionaes, amor e cuidado conslanle da sua yida patritica e intellcclual. ,erToroso
a-uf-T10 qu" ? S '"SS d0 MnBue- c a Bral'^o saudade, devidas memoria de um lio extremoso e
d":l^;^n0^I^a.^^Amfi,r ne?,a '?> esmero, a idea de aditar as paginasdaTit-
iacademia real das sciencias, qual uriaiuariameiite foi desti-
ou eiiilmi vio
i "i- i ---------'una icoi ud octciu:*il>, il (II U OTIH I inHNll
tZ ZTTa1m bc"cl,oras alampadas por ordem e i cusa da disiinla cirporacao, c
2X!E Ki"diei!.%?r!!? CT PWimcmioq ha mulo. p editor, para a reimpresa
escripto, na cof.eccao ^^"c^p^; *ZZ7Ztt3mtt*T&
Hl*2a q"e. "mhU Pr/Sle m0d0 em unl,,r iis u,na "va prova de conaideracao pelo
illuslrado socio, que leve a honra de ser seu vice-presidento tanto lempo v l*lo
As obras completas do sabio prelado abraogem variadas materias, que'porsoas especialidades nodemos
reduzr a Ires classes principaes :-Memorias hisloricas e ehroiwlogicay-&nS
Z^lr!"Trnp0*"'8 de, nCa.S *?*-, biograpbicas de algn, vi,^ olav f noru^uzTI
emfim de Irabalhos acerca de objeclos dipTomaticas, archeologicos. e,de muilos oulros ramos. ApSoliea"
^^^Kn,?b^'edvWiepoeMda Porlugal. Success.vamenle continnarilo a sahi/os
~ Z At'f obl ver "lc,1"aa010B8ellS0I'ear Ue merecer aos cultores das leltras c dorias
SiScaffio 8 Calcular-se) nmas ..rtt.^3- KI" acompanhada.de 1im juizo critico, escriplo peloSr. L. A. Rebello da Silva, e de urna
concisa polica da vula do diquelo prelado, feila pelo editor Antonio Correia Caldeira.
ro anda?0*'96 Para c0 ecia" comPlela no escrplorio de Novaes& t, rua do Trapiche n. 34,
primci-
Pre^o de cada volume por assigoalura.
Avulso
'". I920O rs. forlcs.
ctS^^'^l^\m^'?^.T,:^ d-nsaio*w.Walguns luimos da'lingua
ortmgaezae osglosariose alguns e-ulros Irabalhos nao serio, vendidos em separad.
CONSULTORIO DOS POBRES.
25 HIJA DO COLLEGIO I ATSAU 25.
n .j talmente para pracar qualquer operado de cirurgia, e acudir promplamenle a qual-
quer mulher que esleta mal de parlo, e cujas circumslancias nao permitan) pagar ao medico q
m-Mtiasm do dr. p. a. lobo
25 RUA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE.
M,Dvlr ttJ& cGm dJf,r: ,rad"id0 cm >rlspe'0 Dr- M~-aua,ro
quizwem exDeVim^nl,BVlanPHrlr'e *,0?.M.M qUe,ralam da"n>l"i," hi-aa iod'os os medi"ofque
SSETiSSEE. te. !M dI,"ll"e"'a"n.epor si proprios se cowencarem da verdade da
^VImS^^cT^^dt-'aBe'',W-' 'adeWe astaolongdos recursos dos medi-
acudir a^ouer inen^m^ ^ MV' ^ '""' Pdem dei,ar ,,rna ou oalra Prisab de
AO PHUCO.
No armazem de fazendas bara-
tas, roa do CoBegio n. 2,
vende-se um. completo sortimento
de fazendas, inas e grossas, por
precog maisbaxos.dQ que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retallio, affiancando-
se aos compradores um s prego
para todos : este estabelecimento
ahric-se de combinac^o com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas,pai-a vender fazendas mais em
conta do que se \em vendido, epor
isto offerecendo elle maiores van-
tgens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem' da rua do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos &Rolim.
TYPOGRAPHIA
Na rua das Flores n. 37 primeiro andar, vende-
se urna lypographia nova com lodos seos pertences.
t Veude-ee a casa terrea n. 64.da rua da As-
sumpeflo, bairra de S. Jos : a tralar no atorro da
Bua-Vist n. 18, loja.
a botica central hoincopathica, la de S. $
S Francisco (niuodo novo) n. 68 A,' vende-se
por preco coramoiitesimo onovo manual do
9 Dr. Jabrtraduzido em porltguez; e accom- S
3J modado a inlelligencia SORTES.
O 39 A, confronte ao Rosario em S. Antonio,
vendem-se as mais ricas bailas de eslalo para as
noitefcde S. JoBo c S; Pedro que lem viudo a esta
cidade". e juntamente amendoas a relallio e ni fras-
cos.
Y*, dem-se muilo ricas grinaldas de flores com
palmas para vestidos de noivas e de bailes, por com-
modo precoH na rua'dosQuarteis n. 20. I. andar.
Vendse urna porcao de niel de foro, muilo
bom : quem o pretender dirija-se roa da Gloria
n. 70.
Vendem-se as mais novas e melho-
res sementes de todas as bortalices que
existem no mercado, vindas ltimamen-
te de Lisboa, pela galera Gratidao : na
rua da Cadeia do Uecife, loja de ferra-
gens n. 56 de Francisco C. de Sampaio.
Ultima moda. W
Vendem-se corles de calja de casemira de f
cores, padres da ultima moda e por mui- w
(o menor preco do que em outra qualquer S
parle : na loja do sobrado amarello da rua do J*
Queiinado n. 29.
Cnnlinua-se a vender boa manleiga ingleza a
720 e 600 rs. a libra, franceza a 500 rs. : na rua Au-
gusta, taberna de Victorino Jos Correa de S.
e lambem razas a 108 e a 8.rs., e oulras rousaspro- fio boce do Carioca vdc-e ana de ekca
prias p;iruireenles, na oitao f.lfrr. faz urna viagem i Europa-. laflRe Vende-se doce de gouba de superior quilida-
n sua anfcnoa, Tica por seu nnearador o Sr. Jfeau J- -
Tegetmeyer.
Precisa-se de urna ama para sei vir de portas
a dentro arduas pessoas, que sai! coziohar e en-
gommar ra tratar na roa ireila n.91, primeiro
andar do sobrado da quina do becco do Cerigadio.
PASSAPORTE PARA PA1ZES EsTRANGEIROS.
Na roa da Cadeia do Recife u. 3, primeiro andar,
liram-j^passaportes para os estrapcciros que qiiizc-
rcm viajar dentro e fra do imperio : prometle-se
promptfdaoe commodidade de preco.
Santa Cecilia.
A actual mesa regedora da irmandade de Sania
Cecilia, convida a lodos os seus binaos, comparece-
rem em mesa geral no dia 2 do corrale as. 9 huras
da mauba, para discussao* do novo coinpromisso
que tem de reger dila irmandade.
Aluga-se a sala defronle do primeiro andar do
sobrado n. 17, ra rua da Cruz; quem pretender di-
rija-se ao armazem n. 25 na mesma rua.
Na rua Direila o. 33 ao p da botica, faz-ge bo-
los chavados de S. Joao, muito bem feilos e bonitos
modeloslepfeilados, comamos, flores, ligaras de al-
linins, rpmloda pciTcican. lambem se fazem baudei-
jas com bolinhos para cha, bo-lo francez, doces sec-
eos e de calda, dilos de ovos, arroz de leile, pao-de-
lo, jelcias_.de galinha, e do oulras substancias.
ira-se prata brasil eir e liespa-
nhola : na rua da Cadeia do, Recife n.
24, loja do cambio.
Compra-se um ornamento completo para cele-
brar se missa, estando em bom uso : quem liver e
quizer veude-lo,drija-se-a Pa do Crespo loja n. 16.
Comprase um corcino de ouro de lei, qne pese 4
a 5 oilavas, bom, urna correnle de S. Beato que es-
leja perfeila, e-2 pares de caslicaes de prala de lei,
ludo isso sem feitio: quem liver dirija-se a raa larga
do Rosario n. 28, seguudo andar, que se dir quem
compra esses.objeclos. annuociados.
Compram-se duas prelas de meia idade, que
lenliuiii bous cnslumes. e que saibam vender na rua,
bem coommiuc nao tenham achaques nlem da jdade:
na rua da Guia n. 42, segundo andar.
VENDAS.
Precisa-se alugar ama escrava, fiel, que saiba
bem engommar, coser c fazer mais servico de urna
casa de ramilla, paga-se bem : iia sua Direila u. 131,
por cima da botica do Torres.
O padre Joaquim d'AssumpQd Saldanha, aca-
dmico d lerceiro auno jurdico, propoc-se a dar li-
coes de latim, francez, geometra e geographii. : em-
pregar (odos os esfurcos possiveis no bom deserape-
nho do magislerio. As pessoas que quizerem utili-
sar-st deseu presumo procurem-o na rua Nova, ca-
sa n. 21, lerceiro aodar..
LIVROSDE SORTES PAARS. JOAO'.
A urna fatal dos destinos, ou sortes para os diver-
limenlos dos dias-deS. Joao. decoberla nas escava-
Coes de Pompea, a qual se acha novamenle acrescen-
lada : vende-se por I5OOO rs. ualivraria n.6 e8,
da praca da Independencia.
ACASOS DA FORTUNA, OULIVROS DE
' SORTES DIVERTIDAS,
Em qne, por virlodede 2 dados, vem cada um no
conbecimenlo do estado, riquezas, herncas, amiza-
aes, rortunas, ele, que (era, e oulras muilas e ga-
laulcs sones annunciadas no principio da mesma o-
bra. Lllimaimpressao expurgada dos muilos erros
e detoitos das precedentes. Augmentada com um no-
vo melhodo de fazer maisdemif decimas nicamente
com o Irablho de laucar os dous dados. Um tratado
das sinas, ou dos eBeitos, e progaoslico dosdoze sig-
nos do auno, porAmarilio Amarilis de Amaraj
yendem-se n 400 rs. na livraria n.-6e8, da praca da
Independencia.
O 39 A. '
. Confronto ao Rosario de Sanio Antonio vende
em tolas e a relalbo novos niscoitos de Lisboa, a pri-
meira vez vindos a este mercado.
formado em malhemali-
O barband
cas, Bernardo Pereira do Carmoj\inor~en-
V"? ar.ll_im.cli,ca, algebra e geomelria' das
: na rua Nova

89000.
49000
408000
4.-H000
JOjOOO
688000
OOJOOO
"7J^a:cir'rBia'"">'.'pnrmacia, ele., etc.: obra iudis-
L'macjrteira '8 aBe 1em dar-se ao cstudo de medicina........
r^dTtotoilt de m^Mradeer;c,SrC,,rS,li,ICOm a'a"tl ''0,,r' ,ahr c kd-
)ila de 36 eom^ niesmos livros'. .''................
Dito l)UCdaeda60CTb omCdZa",:ada ^ ''^ '<** ',iniuras ^"^>, i clcolUa. '.
Dito de 144 com dilos .................:......
Eslastoacontpanhadasdi.e'vidrosdcli"nlu'ras'i esoIh..........
As pessoos que em liisaf do Jal.r <,,.. 'T""1' .
quer das rarleiras cima mencionada, qa,Mrem Uer'"g. lerao o abalimciilo de 108000 rs.
^arler5td5-.24lub*pe<,uen08"'a,'a'i'|B>'>e'ra. .- .
Ditas de 46ditos.......................
Tnbos grandes avalaos .*...,[ \......'......' .
Vidros de meia onca de Untura 'v......'* .......
Sem verdadeiros e bem preparados medirainenin. na 1.'^ '.......
^PUT",^ de diversos tamanho,, .
modos. "remos com maa a brevidtde e pur precos muito cora-
em quaj-
88000
160000
18000
2flO0
pralica da
4 s 5e meia horas da larde
sobrado n. 56.
~ |}- W. Baynon cirursio dentista americano
reside na rua do Trapiche Novo n, 12.
Casa da.afericao, na rua das Aguas-
Verdes n. 25.
O aferidor faz sciente, que o prazo marcado pelo
arl. 14 do regimenlo munfcipal para pagamento da
revisao, finallsa-se 110 dia 30 de junho correnle ; lin-
do o qual eslao as pessoas interessadas incursas nas
mullas impostas pelo art. 2 do f. 11 das posturas
municipaes.
Necessita-se de urna escrava ou escravo, que
seja nom coflnheiro, e que enlenda de ludo nerleu-
cenle a coznha : no consulado americano n. 4, rua
do lrapiche, ou uo armazem de avis <& Compa-
nhia, ruada Cruz n. 9.
RAFE PRINCEZA
DO
RIP DE JANEIRO.
GROSSO MEIO-GROSSO E FINO.
DA FABRICA DE
ESTEVAO GASSE.
O deposito geral na rua da Cruz do Recife n. 23
coiilniid, ier as qoalidades de rap cima: bem
como o novo AMAREI.1NHO. O se fabricante he
a mellior rccommendaco, que este novo rap pode
ler, pois he um dos mais aoligos fabricantes do ra-
pe quididades; lem mostrado o emprego do melhor
SS!?* SU d0 lo"so ,emP 1e a conserva
fresco, o sempre com o mellior aroma.
Precisa-se contratar por empreita-
da, a constrncrao de urna coberta de te-
llia, sobre pilares detijolo ou columnas de
Ierro, em um terreno murado, na rua de
Santa Rita prximo a' Ribeira.pertencen-
te a companhia brasileira de paquetes de
vapor: quem estiver nas circumslancias
de fftzer este con/rato com as necessarias
garantas, queira apreseutar sua proposU
com toda a brevidade ao agente da dita
companhia : na rua do Trapiche n. 40 se-
gundo andar, aonde tambem se dar'
qualquer escarecimento.
Nao pode ser mais barato.
Na rua do Queimido i. 10 vende-se alm }
das fazcudas mencionadas, oulras muilas por i
preijo lao barato, que s a vista o comprador*
arredilar,
Chita frauceza a 200 rs.
Bareje de la eseda escoceza para vestido de
seuhora a 360 rs. o covado.
Lencos de gcosdenapole bordados para se-
_nhoraa2000. .. .
Ihlos de seda de cores a 1J00.
Cassas de cores muilo finas a aOOO a vara.
Chales de lila c seda a 38500.
JJilos de seda com algum mofo a 88.
Kiscado Iraucei muito lino a 200rs. o covado. ;
a-MfJw *' brancus bordados de seda
Corles I-orles de casemira de laia a 48.
Cha|ios fraucezes a 68.
L.,^>deJcan")ra'B de 1'nhopara moa
ifl'X'o a duza.
Brim de linho de coies a 600 rs. a vara.
J. Jane dentista,
contina rezidir na rua Nova, primeiru andar n. 19.
O r. Sabino Olegario l.udgero Pinho mu-
@ dnu-se para o palacete da rua de S. Francisco
(mundo novo) a. 68 A.
Vende-se para acauai
urna vacca com bem leile: alraz da matriz da Boa
\rasa."' P*"" Prev commodo.
Veude-se duas escravas que engommam eco-
zmham bem, c urna dito muito foj-te para o servico
de campo, assim como um preto para o mesmo
co: na rua Direila u. 66.
n.7rf7?5i?e "i?'" da melade da ,errea da
rua rua do Collegio n. 13, loja.
_, ^"ra quem precisar.
Na rua dsi Cadeia Velha n. 46, veude-se um balcao
novo por pfeco baratissimo.
> tndem-se queijos do- Alemlejo muilo novos
em latas: na rua da Madre Dos n. 24
Vende-se unj fardamcnlo para o esqnadro de
cavallana do guarda nacional, o qual esto completo,
e muito bom estado: quem quizer dirija-se i rua do
Queimado a; 47. '
NO ARMAZEM DECJ.ASTLEY
EGOHPAKHIA, BITA DO TRAPICHE N 3,
ha para vender o seguinte :
Cal branca franceza.
Folha de Elandres.
Estanhoem barra.
Cobre de 28 e 30.
A7ited Colza. '
Oleo de. linhara em latas de 5 gales.-
Champagne, marca A. C.
Oleados para mesas.
Tapetes de laa para forro desalas.
Formasdefolha de ferro, pintadas, para
fabrica de assucar.
Ac de Milao sortido.
Lonas da Russia.
Lazarir-as e clavinotes.
Papel de paquete, inglez.
Brim de vela, da Russia."
Graxa ingleza de verniz para arreios.
Anyios para um e dous cavallos, guarne-
cidos de prata e de latao
Chicotes e lampeSes para carro e cabriolet.
Cornos de viado de lustre para cobertas.
Cabecadas para montara, para senhora.
Esporas de ac plateado.
PTIMO VINIIO DECOLLARES,
em barris de 7 em pipa : nn escrptorio de Augusto ,^
C. de Abren, na rua da Cadeia du Recife n. 48 pri- com Joaquim Fmheiro Jacome.
meiro andar.
de, em caixes. de 4 libras, a 7JO0O a arroba : na
taberna da rua Direila q. 106
Na nuMaOuia ii. 9, vende-ac um prelo
meia idade proprio para engenho ou sitio, por j ler
pratica de eiuaila : na mesma casa vende-se chapeos
do Araeatv, esleirsesapalos.
Vendem-se 2 ecravos crioolos, sendo 1 preto
de idade de 30 annos e 1 negrinha de 10 anuos:
em Fora de Portas rua do Pilar n. 145.
Vendem-se superiores ameixas fran-
cezas ja' bem conhecidas pelas pessoas do
bom paladar, em latas de 12 libras : na
rua da Cruz n 26, primeiro andar.
Vendem-se camisas francezas com
aberturas de bretanha de linho e de ma-
dapolao inissimo, por preco' commodo :
na rua da Cruz n. 26, primeiro an-
dar.
* Vendem-se aberturas de linho inis-
simo e de madapolao para camisas : na
ruada Cruz n. 26, primeiro andar.
Vende-se superior chocolate fran-
cez.por preco commodo, chegado ultima-
mente: na rua da Cruzn. 26, primeiro
anda.
Na rua da Cruz n. 26, primeirp an-
dar, tem para vender espidgardas. fran-
cezas, com dous canos, ja' experimentadas
para cara, e vendem-se por qualquer pre-
co, agradando ao comprador. '
Vendem-se Kircche e Abissinthe, de
superior qualidade, por preco commodo :
na rua da Cruz n. 26, primeiro an-
dar.
----Os amantes da boa pitada, sao con-
vidados a comparecer na ru larga do Ro-
sario, loja do CardeaI, para comprare a-
preciar a boa pitada do Rolao fran-
cez.
RAPE' DE USBOAt
Na praca da Independencia loja de miudezas n.
3, vende-se superior rap de Lisboa chegado presen-
temente.
PARA A ESTACAO.
Vendem-se ut melhores bonetes de oleado que lem
apparecido neste mercado, chegados prximamente
de Pars, pelo dimiouto prgeo de 800 rs. : na rua
Nova n. 52.
lotera da matriz da boa vista.
Casa da Esperanca rua do Quei-
inado n. 61.
Nesta casa esto a venda nm completo sortimento
de cautelas desta lotoria. cujas rodas andam no dia
14 de julho,
Vende-se o Defensor da ReligiSo em palestras
religiosas, 3 volumes; colleceSo de compendios para
uso das aulas, conlcndo calhecismo de doulrina chris-
taa; elementos de orlhographia e de arithmetica;
regras de rivilidade o mximas maraes: na rua do
Crespo loja do enligo baraleiron. 11.
Na serrara do atorro da Boa Visla n. 21 ainda
resta por vender urna porcao de duras do laboado
de assoalho de amarello reforcado em grossura, com
mais de doos palmos .de largura,' costados, eosladi-
ohns e forro, laboas com tres palmos 'de largara pa-
ra balean, ditos de angelim com 3 1|2 palmos para
leme de barcacas, assoalho, forro e costados de luuro,
ludo por presos commodos; a elles anles que se aca-
bem. Na mesma serrara so dir quem vende a
melade de urna casa torrea na rua Velha do bairro
da Boa Visla, em chaos foreiros,' e rende 89 mcu-
saes. .
Pecliincha.
Chapeos de castor brancos e pretos pelo diminuto
preco de 6> rada um: no armazem de Miguel Car-
neiro, rua do Trapiche.
Muita attenco!
Na roa Nova u. fci, loja de Boaveatura Jos de
Castro Azevodo, vende-se balos de nova invenc.So.
litos de papel de seda, acompanhados com seu com-
petente fogao, pelo diminuto preco de 1#, proprios
para o festejo de San Joan.
Attenco ao moderno.
Vende-se ricas ligas e pulceiras de seda para senho-
ra dn ultimo aoslo, pentcs. de tartaruga para dita,
ditos de baleia para alisar, grvalas de selim de Jodas
as cores para homem de gosto moderno, trancas de
seda brancas e de cores, abohiaduras para rollete do
ultimo gosto, finas charaleiras, franjas para cortina-
dos, filas de seda e lafel, toques muilas finos, tovas
para homem e senhora de cures, facas de cabo de
viado, ditos de balaoco, ditos pequeas para sobre-
mesa ; e oulras muilas fazendas quo s a visto dos
Bcelcndenles se pdenlo mostrar : na rna larga do
osario n. 44.
Chales de casemira.
Veudem-se ricos chales grandes de casemira de ve-
ras cores, por preso commodo : na rna doQdeimado
n. 40, loja de Hcnrique & Santos.
Para rjuem tiver gosto de ediicar.
Vende-se um terreno com caixiio para duas casas,
no principio da rua denominada Corredor do fiispo :
a tratar uo aterro da Boa-Visla n. 14.
Vendem-se 9 cscravos, sendo 3 molecolts de
idade de 14 18 annos, 1 escravo de meia idade,
um dito de bonito figura, urna escrava de idade de
18 annos com principios de habilidade, 3 dilas do
todo o servico: na rua Direila n. 3.
Vende-se a casa torrea- n. 64 da raa d'As-
sumpco, bairro de- S. Jos : a Iratar no aterro da
Boa-Visla n. 18, loja.
Veude-se manleiga ingleza 480, 560, 610, 800
rs., queijos a l-~i n is. muilo novos, linsuicas
440 rs. a libra, (raques a 140 rs. : ua rua do ciilde-
reiro 11*94.
Linguas de superior qualidade (ante a rctalhe
como em porcao, assim como erva malle, cuias o
bombas para tomar a mesma, marmelada do Rio
Grande de superior qualidade : ludo no armazem di>
rua do Vlgaria n. 11, de Telles & C.'-
Vedcm-se na rua Nova n.'l ricas sortes, pelo
baralissimo preco de 22)600 rs. o cento.
Vende-se manleigu ingleza de superior quali-
dade a 480 rs. a libra : na rua larga do Rosario ta-
berna de 4 portas defroule da igreja n. 39.
No primeiro armazem do becco do Uonralvcs
vende-se um bonito crioulo de 26 annos e de oplim
conduela ; das 9 horas as i da larde. *
No aterro da Boa-Vista veude-se gomma para
cmgommur a 80 rs. a libra.
rECUINCIIA.
Vende-se urna taberna muilo afreguezada para a
trra c para o.matlo, na rua da Praian.44, muilo
propria para um principiante, pois lem muito pon-
eos fundos ; vende-se por o propriclario nao neces-
silar : a Iratar com Taaso IrmSos.
Vende-se urna balanca romana com todos os
seus pertences, cm bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se i rua da Cruz, armazem n. 4.
Vende-se manleiga ingleza nova, para bolo* de
S. Antonio e S. Joo, 480 e 610, e carias de tra-
ques fortes n 140 : no pateo do Carolo esquiua da
rua de Horlas taberna n. 2.
Velas de carnauba.
Ven dem-se caixas de 30 a 50 libras de superiores
velas de cera de carnauba, fabricadas no Araraty
no armazem de couro e sola, rua da Crn n. 15.
4 500 RS. A VARA.
Brim trancado branco de paro linho, muito en-
corpado: na loja da esguina da rna do Crespo que
volla para a cadeia.,
COBERTORES.
' Vendem-sccoberloresdetopetoa 800 rs., dilos mui-
lo grandes a IjWOO, dilos brames com barra de edr s
I9280,colcbas brancas com salpicos a IJjOOO: na loja
da roa do Crespo n. 6.
BRIM DE PURO LINHO. PROPRIO PARA
MILITARES.
Vcede-se brim de linho branco muilo encorpado
a 500 rs. a vara, corles de casemira elstica a 4j)000.
pauno azul para fardas de guarda nacional a 39000
e 48000 o covado, dito preto para palitos a 3J00O,
48000 e 8500, lencos de seda de 3 pontos, proprios
para senhora botar pelos hombros a 640 cada um. e
muilo mais fazendas- em conla ; na roa do Crespo,
loja n. 6.
SANDS.
SALSA PARRILHA.
Vicente Jos de Brilo, nnico agento em Pernam-
buco de B. J. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que lem chegado a esla prac_a urna grande por-
lo He frascos de salsa parrilha de Sands, que sao
verdaderamente falsificados, e preparados no- Rio
de Janeiro, pelo que se devem acaulelar. os consu-
midores de lao precioso talismn, de canir neste
engao, tomando as funestos cousequeneias que
sempre costumam Irazer os medicamentos rahrifica-
dos e elaborados pela mao daquelles, que enlepoem
seus interesses aos males e estragos da bumauidade,
Portanto pede, para que o publico se possa livrar
desla fraude o dislingua a verdadeira salsa parrilha
jfcSands falsificada e recentemenle aqui chega-
de ticamente em sua botica, na rua da Canecillo
do Recife o. 61; e, alm do receituario que acom-
panha cada frasco, tem embaixo da primeira pagina
seu nome impresso, e se achara sua firma em ma-
nuscnpto sobre o invollorio impresso do mesmo
jreos.
Vende-se um cabriolet com sua competente
coberta e arreios, ludo qoasi novo ; assim como 2
cavallos do mesmoj ensinados e manso* : para ver,
na cocheira do Pedro ao p do arsenal de marinha, e
para irajir, na rua do Trapiche Novo n. 4, primei-
ro andar.
Arados americanos.
fS Vendem-se arados americanos chegados al-
$> limameute dos Estados-Cuidos, pelo barato 5$ preco de 409000 rs. cada um : na rua do Tra- #
"" piche u. 8. j
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODA'O
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-se o superior panno de algodao
desta fabrica, proprio para saceos e ro'upa
de escravos : no escriptorio de Novaes &
Companhia, rua do Trapiche n. 54, pri-
meiro andar.
Vendem-se 4 escravos, 1 mulato de 20 annos,
1 moleque de 17 annos, 1 prela lavadeira e engom-
madeira, 1 preto de 40 aunos e 30 travs de pao dar-
co : na rua larga do Rosario n. 25.
$ POTSSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentmente, recommen-j
da-se aos senhores d engenho os
: eus bons eireitos ja' experimen-
tados: na i-'ua da Cruz n. 20, ar-
: raazem de. L. Leconte Feron &
f^ Companhia.
ik
1'ARINA t)E MANlOCJ
Vende-se a' melhor farinha de> mandioca
qae ha no mercado, a bordo do brigoe nacio-
nal Inca, e da escuua Zeloza chegada de S.
Calhai ina para porces, ao que se tora aba-
to emprejo: lra(a-se com os consignatarios
no escrptorio da rua da Cruzn. 40, .primeiro fe i
andar. w
N. II. Para maior vanlagem dos comprado-
res, pdem dirigirse ao Forte do Mallos e
junio ao trapiche do algodao chamar para
bordo, que se manda lugo o boto torra.
Vende-se feijao mulatinho muito
novo em saccas grandes, no armazem de
Jos Joaquim Pereira de Mello, no Ca
d'Alfanilc';;a n. 7 a' tratarn mesmo^
com Joaquim Pinheiro Jacome. na tra-
Ives8a da Madi-e. de Dos armazem n. \
Vendem-se rclocios d oaro e prato, mais
barato de que em qualquer outra parle :
ni praca da Independencia n. 18 e 20.
Chapeos pretos francezes
a earij, os melhores e de forma mais elegante que
tem viodo, e outro de diversas qoalidades por me-
nos preco que em outra parte : na rua da Cadeia do
Recife, n. 17.
npo:to da fabrica de Toaos os Santos na Sabia.
Vende-se, em casa deN. O. Bieber &C, na rua
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para saceos de assucar e roupa di es-"
cravos, por pre^o commodo.
Vendem-se em casa de Me. Calmont & Com-
panhia, ua pra9ado Corpo Santn. 11, o seguinte:
viuho deMarseillecm caixas de 3 a 6 duzias, lindas
em novellos ecarreleis, bren em barricas muito
grandes, ajo de mila sorlido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento contina a ba-
ver um' completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e codo, de todos os tamauhos, para
dito.
PECHINCHA PARA OS SRS.
K, A ARMADORES.
Na loja da rua do Queimado n. 22, vende-se se-
_im azul claro de superior qualidade a 500 rs. o
covado com pequeo toque de mofo, he para acabar.
HE BARATISSIMO.
Corles de brim de cores de puro linho e padrOe8
moderno*-'' 15750 rs., assim como grvalas de se-
lim de cores muito bonitas a 600 rs. ditos de chita
a 200 rs., venham ver para se capacitar, na loja de
Leopoldo da Silva Queiroz, rua do Queimadoo. 22.
CHALES DE ALGODAO MITO
BONITOS A 1,000 RS.
Quem os vir compra, ai nda que rt5o lenha vonla-
de, na loja de Leopoldo da Silva' Queiroz, rua do
Queiinado n. 22.
V ende-se os Marl) res Pernambucanos: na pra-
ca da Independencia toja n. 40.
Na rua do Vigario n. 9, primei-
ro andar, tem para vender diverts mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, sello-
ticket, modinhas, tudo modernissimo
chegado do Rio de Janeiro.
CHAMPAGNE.
Vendo-sc vinho de.Champagae da bemitcredilada
marca Cometa: no armazem de Patn Nash &
Companhia, rua do Trapiche a. 10.
Na rua do Vigario n. 19 primeiro andar, tem pa-
ra voder-sc chapeos de castor braucopor commodo
prec.
Agenciado Edwia Mw.
Na raa de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon
& Compauhia, acha-se consta temen le bons sorti-
mentos de taixas de ferro cbado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas iueliras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., dilas para a rmar em madl-
ra de lodosos tama n lio? e modelos os mais modernos,
machina horisonlal para vapor com forja de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro estonhado
Eara casa de purgar, por menos preco que os do co-
re, esco vens para navios, ferro da Suecia, c fo-
lhas de flaudres ; tudo por barato preco.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos: na rua do
Trapiche Novo n. 16.
No atorro da
PECHINCHA.
r^SdS?"*1 Um' O'dM ^%*Sw
AOS SENHORES D^IGENHO.
O arcano da invencao' doD?. Eduar-
do Stolle m Berln, emprgado nas co-
lonias inglezas e hoflandezasj com gran-
de vantagem para o mellvoWmento do
assucar, ach-e a venda, ern latas de 10
libras, junto com o method.de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa, de
X. O. Bieber & Comparibia, na rua da
Cruz, n. i.
ESCOCEZ DE LAA" ESEDA.
Vende-se esspcezde' laa e tosos mait modernos, proprio para vesti-
dos de senhora : na rua do Queimado n.
58, em frente do becco da Congregacao,
e da-se -amostras deixando penbor.
Vende-se urna carraca com o se* competente
no: quero quizer negociar, dirija-se ro du Sebo
sobrado amarello.
QUEIJOS EPBESUNTOS.
Na roa da Crui do Recire no armazem n. 62.- de
Aillooio Fraociseo Martin, se vende os mais supe-
riores quenos londriaos, presuntos para fiambre, l-
timamente chegados na barca ingleza t'alpa-
FARINHA DE MAfDlOCA
muito si^perior e em saccas de 2 Ij2 al-
queires pqr preco commodo: trata-se na
rua do Amorim n. 54, armazem de Ma-
chada,& Pinheiro, ou na rua do Vigario
n-. t9> segundo andar, escriptorio dos
mesmos.
Vende-se coro cavallos ou sem elles um
carro forto e coro pouco oso, e um lilbury em
'boro estado : a fallar na praca de inde-
pendencia o. 18 e 20.
Velas de carnauba.
Na rua da Cruz o. 15, segundo andar, vendem-se
velas de carnauba, puras e compostas, feitas no Ara-
caly, por menos preso do que era outra qualquer
parle: ^
Vendem-se cobertores brancos de algodao gran-
des, a 1JM40 ; dilos de salpico lambem grandes, a
IJtbO, ditos de salpico de tapete, a lalOO r na rua do
Crespo toja n. 6.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do *Brum, passan-
do o chafariz. continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido dro a 8 palmos- de
bocea, as quaes acliam-sc a yenda, por
preco commodo e com promptidao'
embarcam-se ou carregam-se em cano
sem despeza ao comprador.
Bichas de Hamburgo.
; No anligo deppsilo das bichas de Hamburgo, roa
eslreila do Rosario n. 11. \endem-se as melhores bi-
chas de Hamburgo aos ceios e a relalho, e lambem
se ulugam por menos do que em outra qualquer
parle.
Na rua do Crespo n. 23,
* vendem-se chitas largas francezas, padrees es- '
w euros o cores fizas a 240, corlea de caserairas
W Doas e modernas a 4*500, dilosde meia case- 1
mira a 1600, eseoiao de linho muito fia a '
9 13120 a vara, casemira preto fina a5JW00o
9 corte, panno lino de todas as cores a 3*000 y
covado, chales de lia escaros a 800 rs., leacoX
@ de cambraia de linho a 480 640. hito lanuf'!
@ com algum mofo a 200 rs., merino com du|
larguras a 1600, riscados francezes, h^H_
9 de cores (xas a 180, e oulros muilas fazeada I
por preco muito barato.
9Vll9a:e@$v
Chumbo.
Vende-se chumbo em barra e lenr_ol : no arma-
zem de Eduardo H. Wyatt, tua do Trapiche Novo
' 'M#,L
Deposito d vinho de cham-
Engne Chateau-Ay, primeira qua-
dade, de propriedade do condi
de MareuH, rua da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melJior
de toda a champagne, vende- (
se a 56^(000 rs. eadacaixa, acha- i
se nicamente en casa d L. 1 _]
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Marcuii e os rtulos
dat garrafas sao azues.
RELOGIOS LNGLEZES DE PATENTE :
vendem-se por preco commodo : em casa
de Barroca & Castro, na rua da Cadeia do
Recife n. 4.
Na rua da Cadeia do Recife n. 60", arma-
zem de Heirique Gibson :
vendem-se relogios de ouro de saboneto, de paten-
to inglezes, da melhor qualidade e fabrreados em
Londres, por prejo commodo.
Na rna de Vigario n. 19 primeiro andar, tem *
venda a superior flanella para forro desejlinscbe-
gada recentemenle da America.
Vende-se sola mnilo boa, da melhor que ha
no mercado, em pequeas e grandes porrees, peiles
de cabra e esleirs de palha d carnauba, chegado
ludo ullimsmeotodo Aracaly: na rua da Ctdeia do
Recire n. 49, primeiro andar.
Cera de carnauba.
Vaode-secera de carnauba do Aracaly: ni rua
da Cadeia dn Recito n. 49, primeiro aodar.
Vende-se um excedente carrinho de 4 redas
mui bem conslruido, embom estado; est exposlo oa
rua do AragJo, casa do Sr. Nesme n. 0 onde dern
os pretendenles examina-to, e Iralar do ajusSeem
o mesmo senhor cima, ou na rua da Cruz no Recife
o. 27, armazem.
PALITO'S DE ALPACA FRANCEZES.
Grande'sorUmento de paljts de alpaca e de brim:
na rua do Collegio n. 4, e ns rua da-Cadeia do Ueci-
fe o. 17 ; vendem-se por preso muito commodo.
MoinhoB de vento
combombasderepnxopara regar hortase baixat
decapim.nafuodicaodeD. W. Bowman : na rua
do Brum ns. 6,8 e 10.
VINHO DO PORTO MUITO FINO,
Vende-se superior vinho do Porto, em
barris de 9., 5. e 8.: no armazem da rua
do Azeite de Peixe n. 14, o a tratar no
escriptorio de Novaes & Companhia, na
rua do Trapichen. 34.
Padaria.
Vende-se ama padaria muito afreguezada: a tratar
com Tasso & Irroaos.
Aos senhores de engenho.
Cobertores escaros de algodao a 800 rs., ditos mui-
lo grandes e encorpados a 1*400 : na rua de Crespo,
loja da esquina que volta para a Cadeia.
Devoto Chtistao.
Sahio aluza 2.' edieflodo livrioho denominado-
Devoto Christao.mais correcto e acrescentado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da prafa da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, mallo grandes e
de bom gosto : Vendem-se na ras do Crespo, loja da
esquiua que volta para i cadeia.
ESCRAVOS FGIDOS.
Continan) fgidos desde fevereiro de 1851 os
escravos Joaquim Camundongot de 28 a 30 annos de
idade, Antonio Congo, de 50 annos, e Antonia criou-
la, de 38 a 40 annos deidade. perlencentes Manoel
Joaquim Lanas; quero os apprehender oo dellesder
noticia, dirija-se a seu procurador na rua da Cadeia
Velha n. 33.
Desap(ireceu nn dia 16 do correnle, -pelas 3
horas da larfie, do sitio do padre meslre Joao Capis-
trano de Mendonca. na Cspunga, urna moleca. cri-
oula, de nome Catharina, represento torito idade 10
para 11 anuos; levou vestido de chita branca com
.. *


H
ramageos azues, no pe direirb falla-lhe o dedo gran-
de ; levou mais um panacum ; desconfia-se lar sido
furlada : quem a pegar ou della der noticias. ge-
nerosamente recompensado : na rua Nova, sobrado
II di*
Antonio, moleque, alto bem parecHot cor
avermelliada, oacflo congo, rosto coraprido e barba-
do no queixo, pesce_o grosso, pea bem feilos. lendo
o dedo ndex da mao direila aleijado de um talho. e
por isso o traz sempre fechado, com lodos ot deoles,
bem ladino, official de pedreiro e pescador, levou,
roupa de algodao, e urna palhora para resgoar-
dr-se da ehnva; ha (oda a probablidadede ler sido
seduzido por alguem; desappareceu a 12 d maio
crrenle pelas 8 horas da mauhaa, lendo oblido li-
cenca para levar para 8. Antonio una bandeija cora
roupa : roga-se portanto a todas autoridades eca-
pilcs de campo, hajam de o apprehender c leva-lo
a Antonio Alves Barboza na ru de Apollo n. 30,
ou em Fra de Portas na rua dos Ouararapes, onde
se pagarao todas as desperas. -
Fugio na sexta-feira ? <, eorrente, as 11 horas
da nianhna. urna prela criuula de none Alexandrion,
de idade 18 a 20 aonos. he baixa, teA dehaixo do
lado direito do queixo 'res costuras de glhadolas quo
se rasgaram, sendo urna dellas mais saliente, fo es-
crava do Sr. padre-roeslre Capisli ano: quem a pegar
e levar rua do Crespo n. 10, ser generosamenle re-
compensado.
Desappareceu no dia 15 de Janeiro do corren-
le anno o escravo Jos Cacange, de idade 40 annos,
pouco mais ou menos, cem falta de denles na Ireplc,
testculos crescidos, e cicatrizes nas nadesas; grali-
lica-s' generosamente a quem o levar ao aterro da
Boa-Visla n. 47, seguudo andar.
. Fugio no dia 24 de abril um escravo de najan,
de nome Jos, vindodo Rio Fonuoso, onde eraappel-
IWado por Jos Page, he velho, pinla bastante, tanto
na cabera como na barba, tem algumas faltas de
denles, cor prela, secco do corno, estatura regular,
lepou caiga de brim azul ciara ja velha e remendada
no jolho, jaqucla de iiiliuzinlnj.quadrado mludi-
nho, chapeo de palha grossa, ahueva vendendo la-
mancos em um laboleiro. e com elle lugio : roga-se
as autoridades poliriaescapilAej de campo rpin o dirigirenvse laborna i. I, nattravensadu
Rosario. Antonio Dommgue\ de Almeida Pocat.
Pe*., Ti, >>./' rursa----UT
- "<



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