Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01649


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Full Text
TERCA FEIRA 20 DE JNHO DE 1854.
Por Anuo adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
ENCAKREGADOS DA SUBSCRIPCAO'.
Recife, o iroprietorio M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joo Pereira Manins; Baha, o Sr. F.
Doprad; llacei, o Sr. Joaquim Bernardo de Man-
dones; I^frahiba, o Si. Gervasio Vctor da Nativi-
dades Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Arca-
tjLoSr. Antonio de Lemos Braga ; Ceara, o Sr, Vi-
ctoriano AugustoBorges; Maranho, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 26 1/2, 26 3/4 d. por 1
Pars, 360 a 365 rs. por 1 f.
Lisboa, 100 por 100.
Riode Janeiro, 11/2 a 2 O/o de rebato.
Accoes do banco Id O/o de premio.
i da companbia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de IeUras a 7 1/2 a 12 0/0
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 289500 a 299000
Moedas de 69400 velhas. 169000
de 69400 novas.
de 49000. .
Prata. Patacoes brasileiros .
Peso columnarios. .
mexicanos
169000
99000
19930
19930
19800
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 a 15.
Villa Bella, Boa-Visto, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
PREAMAR DE HOJE.
Prmeira 0 e 30 minutos da tarde.
Segunda 0 e 54 minutos da manha.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e qitintasfeiras.
Relafo, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, torcas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara do civel, segundase sextas aomeiodia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados,ao meio dia.
EPIIEMERDES.
Junho 4 Quarto crescente a 1 hora, 48 mi-
nutos e 48 segundos da maohaa.
10 La cheia as 9 horas, 12 minutos e 48
segundos da tarde.
17 Quarto minguante aos 5 minutos e
48 segundos da tarde.
25 La nova aos 5 minutos e 48 se-
gundos da tarde,

DIAS DA SEMANA.
19 Segunda. S. Juliana de Falconieri v.
20 Terca. S. Silverio p. m. ; S. Selvino ni.
21 Quarta. S. Liz Gonzaga ; S Albano.
22 Quinta. S. Paulino b. ; S. Niceas b.
23 Sexto. Jejura (Vigilia)O SS. Coracao doJezus.
24 Sabbado. J^Nascimento'deS. JoaoBaptista.
25 Domingo 3. A Pureza da SS. Virgera-Mi de
Dos ; S- Guilherrae ab. S. Febronia v.
parte ornciAL.
OOVERNO DA PROVINCIA.
i.ei n m.
Jos Berilo da Cunta-e Figueiredo, presidente da
previne! de Ptrnimbuco, faco saber a lodo* os seos
habitantes, que a asserabla legislativa provincial de-
creten, e eu sanccione% rcsoluc.no segainte :
CAPITULO I.
D espesas mnnicipaes.
Art. t. A despeza das cmaras municipai da pro-
vincia-para o auno Buauceiro municipal, quelem de
correr do i." de outubro do 1854 i 30 de Miembro
de 1853. he fixada era it-2:97e7i).
ArL 2. A cmara municipal da cidade da Reci-
fe, he aulorisada a distender com os objectos desig-
dos nos seguintes,a qoantia de 63:9809000 r.
1. Coro a secretaria; sendo com
o secretario 1:0008000 rs., com o of-
ficial-maior 8008000 rs.( com 4 ama-
nuenses a 55OSO00 rs. e servindo
um delles de porteiro 8:200(000, e
com eorreio e servente da casa
300W00- .......... 4:3008000
2. Com a contadoria, sendo .
com o procurador a porcentagem de '
6 por cenlo em todas a* rendas da
cantara, calculada de modo que nao
seja inferior a 1:5008000, < nem ex-
BOOJOO, dando-se-lhe mais .
3dO0 de gratificas** 2:1009000, e
ador 7009000 .... 8009000
3. Cornos empregados externos,
sendo com o d vogado 4009000, com
Itodor 3009000, com o offlcial
de juslica IOO9OOO, com os tres fis-
cae das freguezias do'Recife, Santo
Antonio e S. los, tendo cada um
.'{5O9OOO de ordenado e igual quanlia
te gnUficai^o 2:100JOOO, com o da
Bo-Visla 8OO9OOO, sendo 4009000
de ordenado e igual gratificarlo, que
devera ser percibida, bem como a
daqoelles, pelos aupplenles' que os
subalituirem em qualquer ^1 pedi-
mento ; com os fiscaes do Pojo e t
Aogados, tendo cada um 4003000,
8009000 ; co:n os de S. Leurenco,
Jaboatao, Vanea e Muribeca, sen-
do 1009000 a cada um, 4O0900O ;
coma cirurgiao de partido 6009000>
con o engenheiro cordeador, 1:0009;
com 8 guardas municipaes que
exercrio cumnlativamente o* luga-
res de repesadores, percebeffdo an-
noalmente cada um2409000, 119208 8:4209000
4. Com o ceinilerio publico ,
sendo com o seu administrador
1:8009000; com o porteiro 500*000;
con 9 guardas, tendo cada um 5009,
1:0009000 ; com o jardineiro 3609 ;
con 15 trabajadores, devendo os
* pagamento* a este* aar feilos s*ma-
almenle naeslabejeeimente as pro-
prias parte*, peto procurador da' ca-
ntara, em vista dos pontos e folhas
de (ariai, rubricadas pelo adminis-
' trador e revista* pila contadoria,
3:6009000 ; e con as evenluaes
......... 7:0609000
5. Com o atagnel do Paco da
cantara 5001000 ; como expediente
e irapressoes, 4OO9OOO; com o tri-
bunal do jury e eleices, 1:0009;
con s cusa* do* procestos crimi-
naes, inclusive o que se esl deven-
. do ao derivo Joao Saraiva de Arau-
jo GalvftO, bem como a quanlia de
2629011 aoescrivSu Joaquim Fran-
cisco defPaula Esleves smenle, e
a de 1209500 ao Dr. Alexandre Ber-
nardina do* Res e Silva, 2:0009000;
com azeile e agua para a*- prisoes
civi. 5009000 ; com a limpeza e
eomervaeao do calamento das ras
4:0009000 ; com o concert dos pre-
dio* perlcncentes a mnnicipalidade
4:000*000 ; com os negocios toren-
te* 5009000 ; com deuproptiaedes
6:0009000 ; e com despezas eveu-
lutM 1:5009000..... 21:4009000
Despezas extraordinaria!.
6. Para conlinoar-se desde j a '
obra da capella do ceinilerio publi-
co 6:0009000. e para o matadouro
ptrMtoo 14:0009000 ...... 20:0009000
de 20 por cenlo aos fiscaes, perce-
beudo o ordenado de 2009000 cada
um dos fiscaes das duas freguezias da-
cidade......... .
2.' Com o ordenado do advo-
gado......-.'....
3. Com o expediente e dem-
ias miadas. ... .
4. Com o jury e cleicoes. .
5. Com o pagamento de costas _
de procesaos crimioaes a conlraveu- '
toes de posturas, inclusive melada
do qpe se deve ao ex-escrvo E-
duardo Daniel Vellez de Guivra, e
aos herdeiros do escrivao Joaquim
Jos CpaJCo, bem como a quanlia
de 7691 < melado das costas que *e
deve ao escrivao Filippe do Nasci-
mento de Faria'.......
\ 6. Corri azeite agua para a ca-
deia ............
7. Com o calamento das ras,
concert* de predios e obra* muid-
les...........
8. Com mobilia para a casa da
cmara ejury........
S 9. Com as despezes evenluaes e
aseigualura do Diario .'....
63:9809000
Art. 3. A cmara municipal da cidade de Olinda,
Ira entorilada a dispender com os objectos designa-
dos nos paragrapho* seguinles, a qoantia de
3:7768378 r*.
1. Con o ordenado do cereta-
rio 6OO9OOO ; com o do porteiro
3OO9OOO; com os 6 por cenlodo pro-
curador calculados na forma da lei,
2409203, leudo mal* a gratificado
de 150(000 ; com a porcentagem de
FOLHTIM.
I1M COSTO DE FAPA. (*)
POB LOVREXCO PlCH.tT.
( Continuadlo )
IV.
Paitando em um bosque ella encontrn compa-
dre Lobo, o qual tete grande tontade de come-
la ; mas nao ousou fazer tal por. causa de ul-
guns enhetras que estavam na foresta.
O Chapelinho vermelho.
Antonio Bleru e seu amigo jaiilaram juntos com
e separaram-se soove horas. Nene momen-
rtuntto em casa de madama deMurvieil che-
Baa 10 ponto culminante do enfado.
lio leve a audacia de vollar, e a moca, senlia-se
""fc | m sua presensa. Frederico que conlava
com mi Imprudencia vulgar eulrou uo instante em
1'* "otngues'ia.
Radiante e aombeteiro, elle reammou a conversa-
Co, e lancau um olhar meigo e respeiloso Bru-
i"1** ooara dizer-lha : Tranquillese-se.
E e tom resoluto admirou a Paulo e desagra-
Janlou bem.Mnhor notario? disse-lhe elle com
irona.
TJ^^JT' A ueira de5embaracada noraue eslas palavras
pronunciadas orprendeu a lodos. Sladama
I julgou que o mancebo eslava ebrio, e
leva raed : o fresentnei,i0 ,ia verdade a
Desde quaudo son teulior ottM ''
Desde que son aenlior notario.
USO eslou mais 110 servico.
. tambem. die a.leo, >0 ^^,.0 ,
Pode er ; mas tenho direilo a um rauM.in nUa
nao llie he devido. ^9eao que
Porque ? pergonlou Frederico em ion de era-
cejo. **
Porque he um rapazinho que se fez mal em
tratar com indulgencia. Nao temos senao o que me-
recemos, senhor; quandoem urna sociedade de pes-
soas bem nucidas acolhe-se um esgaratujador de pa-
pel de sua especie, qrn Mr. Floquet, vil como um
burgue/. (troselro como, papel sellado, deve-se es-
perar 1 que agora acontece : o intruso torna-se in-
solente, e vem a carecer de urna licito. Sinlo muilo ;
porm o senhor o quiz, s'dou-a.
1:6909210
1509000
6O9OOO
20O900O
7769168
1009000
5009000
1509000
1509000
12. Como enlerramento dos ca-
dveres dos indigentes, e dos aui-
maes...........
1009000
5:0409316
3:7769378
Art. 4. A cmara muiicipa,l de Goianna, he au-
lorisada a dispender com os objeclos designados nos
paragraphos etraintes,a quanlia de 3:6569000:
S 1 Com os empregados, sendo, o
ordenado do secretario 4009000, o.
do porteiro 2008000, o do ajodanle
do dito 6O9OOO, o do procurador os
6 por cento, calculados na forma da
lei em 200(000, o do fiscal da cida-
de 20O3OOO, percebendo o supplenle
melade, quando estiver em exerci-
.......... 1:0609000
. 2. Can o ordenado do advo-
6ad0\ ... ..... 2OO9OOO
3. Cmodo repesador doarou-
' ...... 509000
4. Conieipedicnle,e despezas
miudas.......... 259000
S 5. Com Os foros dos terrenos
oceupados pela cmara.* '. 259000
g 6. Com o jury e eleicOes. 5OS000
S 7- Com o pagamento de cusas
de.processos criminaes e d contra-
ven js tle postura....... 1209000
8.'Com'obrasmonicipaes, repa-
ros de predios, postes e limpeza de
taK :.......... 800(000
9. Com a couslrucjao do urna
casa destinada para mercado publi-
co, acougue e ribeira de peiae. 1:0009000
S 10. Com azeite e agua para a
e*fcja.......... 1009000
II. Com o aloguel da casa qoe **"*"'
servepara ribeira do peize. 609000
12. Com as despezas evenluaes,
e assignatura do Diario..... 1169000
13. Com o administrador do
matadouro publico...... 508000
3:6569000
Arl. 5. Acamara municipal da Victoria, he au-
lorisada a dispender com os objectos designados nos
paragraphos seguinles a quanlia de 5:0109316
1. Como ordenado do secreta-
rio 4009000, como o do porteiro 809,
como do ajodanle desle 709000,
com o do procurador 01 6 por cento
calculados na forma da lei em 2919,
com o fiscal da cidade 2009000, corn-
os fiscaes das Jreguezias calculada a
porcentagem cm 2O9OOO .... 1:0649000
S 2. Com o ordenado do advo-
ado........, 2009000
3. Com q expediente e despezas
m'"d........... 309000
4. Com o jury e eleicOes. -. ., 1708000
5. Com o guarda dos pesos e
asseiodo* a^ongue*...... 96(2000
$ 6. Com o pagamento dos foros
dos terrenos oceupados pela c-
mara. ........:.. 369000
7. Com o pagamento de cusas '
dos prncesso* criminaes e de conlra-
vencoes de posturas, incluida a divi-
da do escrivao do jury, Jos Thomaz
ouc,alves do Rosarjo, e a quanlia
de 1509906 a HermesPlinio de Bor-
ba Cavalcanli......... 5869316
8. Com obras municipaes, re-
paros e limpeza de ras..... 2:5009000
9. Com despezas evenluaes e
assignatura do Diario ..... II69OOO
10. Com o aluguel da casa do
pagoda cmara ....... 729000
11. Com agua e azeile para a
cadeia......'...;. 708000
Arl.S.A cmara municipal da villa do Cabo be ao-
twiMda i dispcwter, mhoo* oajn Inn fciigaadua uuu |
S seguinles, a quanlia de 1:3219390:
1. Coui os empregadoss sendo
com o ordenado do secretario 1208,
com o do porteiro 259000, ton o do
procurador.seis por cento calculados,
na forma da lei em 258000, com os
dos fiscaes dasfregoeziaa a porcenta-
gem de 20 por cento, calculada em
209000. .. .... 190:001
2. Com o expediente e despezas
miudas........... IO9OOO
3. Com ojorye eleicOes 508000
4. Com b pagamente da cusas
de processos criminaes, e de infnrc-
efles de psteras, inclusive a melade
do que se deve Joao Paulo Monlei-
ro de Andrade, e ao escrivao Ignacio
Toleotino de Figueiredo Lima 2008000
5. Com azeite e agua para a ca-
de' ........... 409000
6. Com despezas evenluaes, e
assignatura do Diario..... 508000
7. Com obras municipaes,e con-
cert de ras...... .. 781S390
Madama deMurvicillevanlou-se para fallar. Bru-
nissende que nao tinha cessado de olhar para Frede-
rico calmo e rlsonho debaixo da injuria, pegoudas
nulos da m Espere espere 1
Sna voz trema, ella eslava paluda ; mas compre-
hendia pela firmeza do amigo que convinha defin-
i responder. Todas as outras pessoas estavam ater-
radas. ,
Mr. Chenoise, lornou o mancebo, lamento o es-
cndalo que o seuhor causa, e sinlo que minha pre-
sensatenha dado occasiao a isso ; poim suas pala-
vras necessitam de resposta. O senhor parece despre-
zar o humilde nome que tenbo ; nao o rerebi illus-
Ire ; mas nao o tenho rebaitado. Assim he minha
fortuna, senhor, ella he modesta, e me permitlir
'nao engaar jumis a ninguem. Quaulo ao rapazi-
nho, elle fui assaz lino para adevinha-lo mais.de urna
vez, e tem na algibeira o titulo de urna obra que
I-i nam ao fogo, e que teria podido entregar ao com-
missario de polica, seuao (veste querido reservar
Cara si o direilo le dizer-lhe pessoalmenle.' O senhor
e um mizeravet O rapazinho comprehendeu-o
honlem, e o senhor he um tolo se imaginou que Ira-
lava com um covarde.
Ah 1 o senhor alreve-sea dizer que he impruden-
cia receberem-me aqu ; se eu fallasse, sua audacia
(icaria bem rebaixada. Em nome do que sei, senhor,
eu he que o expulso daqui. Sahirei com o senhor
porque Jemos de encontrar-nos ainda orna vez.
Saiamos saiamos! murmuren Chenoise fu-
rioso o comido pelo gesto do mancebo.
Madama Chenoise linba desmatado, o velho mar-
quez de Senevois profera lolices, madama de Mor-
vicil e Bruuissende clioravam. Frederico domiuava
cssa scena, coragem, honcslidade, nobre audacia,
ludo lornava-o superior. O serio acabou uo meio
desse tumulto.
Qiie significa ludo isso pcrgnnlot madama de
Murvieil* a filha. __
Oh minha mi, ininlia mai, se Vmc. soubes-
se da dedicacilo desse mancebo I minha mai, nao
pojso mais ver a Mr. Chenoise.
Paoloe Frederico sahrimjunios. '
Senhor, disse nhaal
Com que arma ?
Com espada.
A qu horas ?
- A's nove da manhSa. Va a barreira do Inferno
com suas testemunhas, l extarei rom asminhas.
I'ois liem, senhor.
E separaram-se.
Chenoise nito poda comprehender o novo homem
que arhav dehaito doinvollorio do notario, julga-
Arl. 6. A cmara municipal da cidade de Naza-
relh he aulorisada a dispeuder, com o* objeclos de-
signados nos seguinles, .1 quantia de 2:1618830:
1. Com o ordenado do secreta-
rio 3609 rs., com o do porteiro 609,
com o do procurador seis por cento
calculados em 6O9OOO, com o dos fis-
caes das freguezias a porcentagem
calculada em OO9OOO, e com o do
continuo 608000.......
2. Com o advogado da cmara .1509000
3. Com o expediente e despezas
miudas.......... 309OOO
- 4. Com o aluguel do paco da
cmara......... 969000
5. Com o jury e eleices. 8O9OOO
6. Com o pagamento de cus las'. 2509000
7. Com obras municipaes,o con-
cerlo* dems........ 4009000
8. Cm despezas evenluaes, e
assignatura do Diario..... 509000]
9. Com o pagaraeuto de dividas
passivas.......... 5159830

2:1618830
Arl. 7. A cmara municipal do Limoeiro Oca au-
lorisada a dispeuder.com os objectos designados nos
seguinles, a quanlia de 2:6069270:
1. Com os empregados, sendo
com o ordenado do secretario 3008,
com o do porteiro 608000, com o do
ajudante do dito 508000, com o do
procurador os seis por cento na for-
ma da lei, calculados em I2O9OOO, e
com o dos fiscaes porcentagem de
vinle por cento, calculada em 208. 5509000
2. Com ordenado do advogado 808000
3. Com o expediente e despezas
miudas.'......... 258000
4. Com o jury o eteiQoes 509000
5. Como pagamento de cusas
de processos criminaes, e' de infrac-
Coes de posturas ......... 1759000
6. Com azeile e agua para a car
deia............ 6O9OOO
7. Com despezas evenluaes, e
assignatura do Diario..... 629000
8. Com e pagamento da divida
cliva........... 5729000
'9. Com obras municipaes, con-
cerlos, e limpezafde ras .... 1:0329*70
-<*r
2:6069270
1:3218390
Art. 9. A cmara municipal da villa do Bonito
he aulorisada a dispeuder,com os objeclos designados
dos seguinles, a quanlia de 8328330:
1. Com os empregados, sendo o
ordenado do secretario 2008000,0 do
porteiro 508000,com o do procarador
os seis por cenlo na forma da lei,
calculados em 508000; com|o do fis-
cal da villa a porcentagem de 20 por
cento, calculada em 209000 ;. 3209000
- 2. Com 6 expediente e despezas
miudas-. !......, 209000
3. Com o jury e eleicOes 4O5OOO
4. Com o pagamlnlo de cusas
de processos criminaes, econlrave-
Ses de posturas ....'... 508000
5. Com azeite e agua para a ca-
va-o louco, e esperava que sua coragem estaa di-
minuida no dia seguinte.
Frederico eslava contente e tranquillo. Convinha
acabar com isso, a scena provocada por elle livrava
Brunissende das perseguicoes de Paulo, e desea pro-
prio ardor. Chegando a casi de Antonio Bleru, elle
disse-lhe :
Preciso de li anianliaa as oilo horas em minha
casa. Leva um amigo. lie o meu quinto aclo que
acaba na prmeira pe de sua vida, a gente pfle
sempre um duelo. Depois d'amanhaa cnmerareinns
o grande drama do trabalho, e o intitularemos : Pa-
ciencia !
Quem cmbale por si, tem o amor proprio em ju-
go e aventura-se aos acasos da lula com a tranquil-
lidade as pessoas auimosas; mas quem faz-se cam-
puso de urna causa josta, quem defende um ente
fraco, um ente amado caminna ao perigo com ale -
gria. Achou-se um nobre emprego para esta vida
mysteriosa que Dos nos confia.
Frederico nao tinha dinheiro, e por lauto nao ti-
nha que fazer testamente ; seus pas eram seifs her-
deiros. Nao escreveu as despedidas de seu .coracao
pois em face de Brunissende o sacrificio devia ser
completo. Nada de caria, nada de lagrimas, m
aconlecimenlo romntico prejudica o futuro de urna
moca, todos mostram-na duendo : O senhor fulano
combateu e morrou por ella. Frederico toinou, sim-
plesmenle a flor que apanhra no jardim de sua
bella visinha, melleu-a uo peito como um talismn,
cerlo de que nao cahiria as nulos de ninguem; pois
seu corpo inanimado em caso de morte Meara con-
fiado aos cuidados de Antonio ; elle preparouse
tambem para levar a folha que arrancara do livro de
Mr. Chenoise. Esses preparativos foram rpidamen-
te feilos. Para que escrever familia 1 Quera an-
tes passar por louco aos seus olhos do que dizer-lhe
a verdade. nanlo a seus amigos, s lnha um o
qual assislia-lhe como testemunha. Se tivesse de
morrer, o acaso Ihe deixaria ao menos um segundo
para aperlar urna mao, e dar em urna cabeca um
ultimo beijo.
Frederico deilon-se pensando em Brunissende co-
mo em urna idea perdida, e adormecen.
Antonio chegon s oilo horas, e disse ao entrar :
Esl chuvemlo.
A chnva lie o adorno dos duelos. Vamos res-
pondeu Frederico.
Elles foram os primeiros que se acharara na bar-
reira do Inferno, Slr. Chenoise rheguu com suas tes-
temunhas alguna minutos depois, e desculpou-se.
Um dos que acompauhavam o anligo ofilcial disse
a Frederico:
O senhor so tem tima leslemunha !
S tenho um amigo 1 Mas acharemos alguem
que constela em assjstjr-me. Para onde vamos ?
deia ............
' 6. Com despezas eventuaes,eas~
signatura do Diario. ;. .# .
. 7. Com obras muuicteaes, calca-
mente e 1 impea de ras ....
S 8. Com o advogado. .
308000
379000

2859330
509000
8328330
Art. 10. A cmara municipal deCaruar he aulo-
risada a dispender, com os objeclo^designados nos
seguinles, a quantia de 9109000: '
. 1. Com os empregados, endatV
ordenado do secretario 2008000 ya
do porteiro 508000 ; o d procunP ,
dor os seis por cento, calculados eit
409000; o do fiscal a potyenlaga*
ealculada em 209000; .
2. Com o expediente, e despezas
miudas..........
3. Com o jury e eleices '.
1: Com o pagamente de cusas
dos processos criminaes, e de contra
vencOes de posturas, inclusive
quantia devida ao ex-promotor
Bonito Manuel Rodrigues Pinbeiro.
5, Com azeite e agua para ac-
i|
3101000
4OS00O
608000
1608000
6. Com despezas eveuluaen, o
asignatura do Diario v .
7. Com obras uiunicipao .
808000
609000
2008000
9108000
Arl. 11. A cmara municipal da villa de Inga-
seira he aulorisada a dispeuder, com os objectos de-
signados nos seguinles, a qoantia
de 5109000:
l.Com o ordenado dos emprega-
dos, sendo o do secretario 1608000;
o do porteiro 259; ao procurador seis
por cenlo, calculados em 309000 ;ao*
fiscaes a porcentagem de 20 por
cenlo.......: .
2. Com o expediente .;
3. Com o jury e eleicOes .
4. Com o.pagamonto de cusa
de processos criminaes, e conlraven-
SCes de puslurss ,. ..
5. Com agua e azeile para a ca
deia ...........
6.Com obras municipal,limpeza
e concert de ras......
7. Com despezas evenluaes, e
assignatura do Diario '. .
2208000
IO9OOO
408000
508000
259000
1209000
455000
5108000
27:5038190
Arl. 12. As cmaras Municipaes
de Iguarass, Po d'Alho, Brej*:/
Cimbres, Garanhuns, Villa BellaV
Tacarat, Boa Vt-la, Ouricury, Serl-
niiaeuuio Foano*o,eAguaPxela*"fc*
autorisadas a dispeoder a quantia de
27:5038190 com os objectos designa-
dos nos arligos 4, 6,11, 12.13; 14,15
e 16 da lei n. 322 do 21 de niaio de
1853, e nos arligos 11,12, 20 a 21
da lei n. 284 de 9 de maio de 1851,
incluindo-se na referida quanlia o
augmento de 509000 no ordenado do.
secretario da cmara de Villa Bella,
o 908000, que se asta devendo ao
porteiro da do Brejo. .....
CAPITULO II.
Receita municipal.
Arl. 13. As cmaras municipaes ficam aulorisadas
a arrecadar, durante o' anno flnanceiro (testa lei as
rendas provinienle das seguinles impsteles, j de-
cretadas em leis anteriores.
1. Alugueis de predios municipaes.
2. Foros e laudemios de terrenos municipaes.
3. Aferiooes de pesos e medidas.
4. Licenjas de cordeacOes conforme a tabella
n. 2, orgaoisada pela cmara municipal do llecife
em1843.
5. Bepeso dos aeougues.
6. Taxa de dous mil reis, paga annualmeule
pelas ficencas, que obliverem os mscales e boce-
teiras, qoe venderem no municipio.
S 7. Taxa de dous mil rei* sobre as engenhocas
8. Taxa em vigor sobre as passageifs dos ros.
9; Taxa sobre as estradas e ponte* municipaes.
10. Taxa de oitenta reis por cada carga de fa-
rinha e legumes, vendida em mercado publico, (can-
do as cmaras obrigadas a fornecer os mesmos mer-
cados, e aos vendedores ou donos de taes legumes
as medidas ateridas, e exceptuando a cmara de Flo-
res,que em lugar desle imposto, arrecadar o dizi-
mo de miuoas.
g 11. Mulla segundo o cdigo criminal, e as leis
em vigor.
12. Mulla por conlraveucSes de posturas.
13. Mulla por eleices.
14. -Multa das mesmas cmaras, conforme o
artigo 19, 15 da lei municipal, numero 135 de 2
maio de.1844.
S 15. Dizimo do rapim de planto, que se vender
nos municipios do Recife e Olinda.
16. (.tmbenlos reis por cabeca'de gado vaccuui,
que for morlo nos matodouros poblicos, ou particu-
lares, duzenlos reis por cabera de gado suioo, e eem
reis de ovelhnm.
17. Quaesquer oulras imposi(0es ou laxas, que
esliverem autorisadas a cobrar, e que uao tenham si-
do abolidas. *
18. Dividas dos anuos anteriores.
19. Saldo dos annos anteriores.
5 20. Mil e duzenlos reis por cada licenra para
soltar fogo de artiljcio, Picando desde ja prohibido u
uso do fogo sollo, e do fogo do ar, que nao for feilo
pelo syslema de Mouret, para o que a cmara mu-
nicipal dar o competente regulamcnto.
6 21. Dous por cenlo pelos depsitos na forma do
artigo 105 do cdigo do processo.
,22. Dous mil reis, sendo para nacional, e qua-
Iro mil reis para estrangeiro, por cada tcenla an-
nual, ordenada pelo arligo 18 do' regulamenlo de
15 de junho de 1844, para a cobranza do imposto
geral decretado no artigo 69 da lei do. ornamento de
1843 a 1844, sobre lojas, casas da commercio, e ou-
tras de diversas denominacOes, especificadas no cita-
do regulamenlo de 15 de junho de 1844, e 00 arligo
48 do regulamenlo de 10 de julho de 1850.
23. Doze mil e oilo ceios reis por carro parti-
cular de quatro rodas, de eixos fixos.
24. Oilo mil reis por ditos de duas rodas ditos.
25. Dezeseisjn reis por ditos de aluguel da
quatro rodas.
' 26. Dez mil reis por dito de aluguel de duas
rodas.
27. Vinle mil reis por mnibus.
28. Seis mil reis por cada carrosa, exceptuados
os vehculos empregados em servijo agrcola.
CAPITULO III.
Dispoeicffes geres.
Art. 14. Fica desde ja aulorisada a cmara muni-
cipal do Recife conlrahir um emprestimo, nao. s
para a construyo de um mereado publico, como
para coclusSo da obra do matadouro, hypolhecan-
do os rendimentos de ambos esses predios pelo lem-
po que convier.esub as condi;0es, quejulgar van-
lajosas, e forera apprvadas pelo presidente da-pro-
vincia.
>Art. 15. Fca mesma cmara aulorisada mar-
car desdeja um prazo rasoavel, para dentro delle se
elfecluar a cobranza dos impostes alrazados sobre es-.
tabelecimentos industriaes, pudendo elevar ao du-
plo do valor dos mesmos impostes a mulla de tres
por cenlo marcada no artigo 5 do regulamenlo mu-
nicipal de 26 de agosto de 1851, e (can lo desde ja
approvado o regulamenlo de 27 de julho de 1853,
expedido pa/a cobranca do imposte sobre carros.
Art. 16. A mesma cmara' he aulorisada aforar
sob ascondices, quejulgar mais convenientes, e fe
rem approvadas pelo presidente da provincia, <>s
terrenos contiguos ao sitio do cirurgiao Teixeira, no
lugar do Manguinho.
Art. 17. As cmaras municipaes ficam autorisa-
-dm --ppticar limpera daa rons, calendas, -desapro-
priac.0es,concerlos de sens predios.concluso de suas
obras.eoulros melhoramentos materiaes.as sobras de
todos osartgosde despeza devendo a cmara munici-
pal do Kecife|na app!icac,Sode taes sobras, sempreter
em preferencia as obras da capella do eemitero,e es-
trada do mesmo, e o mercado publico.
Ar. .18. Ficam aulorisadas conceder abales aos
individuos abaixo mencionados, as cmaras se-
guinles : .
Acamara municipal de Olinda, a Joao Pessoa Ca-
valcanli de Mello, o abale da quinto parte da quan-
tia de 7268000, pela qual arrematan o imposto de
500 rs. por cabeca de gado vaceum.
A cmara municipal dalcidade da Victoria, Anto-
nio Lourenco de Albuquerque Coelhe, arrematante
do imposto de 500 rs. por cabeca de gado vaceum,
o abate da quantia de 3259000.
Art. 19. Ficam em vigor as disposicoes do artigo
20 da lei municipal u. 141 de 19 de maio de 1845,
e as do artigo 24 da' lei .municipal n. 270 de 5 de
junho de 1850.
ArL 20. Ficam revogadas as disposicoes em con-
trario.
Mando, portante, u todas as autoridades, a quem
o conhecimento e execu;3o da referida resoluto
pcrlencer.que a cumpram e ragamcumprir ISo iolei-
ramenle, como nella se conten. O secretario da
provincia a faja imprimir, publicar e correr. Ci-
dade do Recife de Pernambuco aos 21 dias do mez
de mato de 1854, trigsimo terceiro da independen-
cia e do imperio. L. S. Josi Bento da Cunha
e Figueiredo.
Carla de lei pela qual V. 1. manda .execular a
resoluto da assembla legislativa provincial, que
fixa a despeza das cmaras municipaes da provincia,
e marca a receita para o anno municipal, que ha de
correr do 1 do outubro de 1854 30 de selembro
Registrada .fl. do livro 3o de leis provinciaes.
Secretaria do goveruo de Pernambuco, 21 de
maio de 1854.Joao Domingues da SUea.
Se quer, desceremos ao fosso das forlificacOes:
l nao leremos nada que temer.
Pois bem. *
Todos pozeram-se a caminho, e un (acre que
trouxera os ltimamente chegados seguio a passo.
Cabia urna neblina, e nao havia ninguem na es-
Irada. Approximando-se do muro, Antonio dirigi-'
se a um soldado que passava, dizeudo-lhe :
Camarada, quer vr comnosco t Nao o relere-
mos muilo lempo.
A's suas ordens, respondeu o militar.
Chegando ao fosso, tiraram dous pares de espadas
debaixo dos capoles, as quaes eram semelhaules, e
escolheram.
Durante o caminho Chenoise assoviracom desem-
barace, e F'rederco conversara mui simptesmenlc
com o migo.
O lugar fo determinado, a distancia marcada e as
armas entregues aos adversarios. Paulo tomn a es-
pada, e e\amiuou-a allenlamenle ; porm Frederi-
co pastou um papel pela sua, e applicou-o contra
os copos.
Dado o signal, o combate comefou. Chenoiseja-
palpou o adversario e achou um punlio impassivel e
um olhar de fogo. O anligo oflicial fez duas o tres
tentativas. O bra^o de Frederico nao se mova, e a
pona de sua arma permaneca ameacaddra. Paulo
recuou um pouquinho, lornou a atacar, e achou a
mesma firmeza. O sangue subio-lhe cabeca, e el-
le disse comsigo : Tnho diante de mim um homem
que nflo sabe manejar urna espada, ao qual reenm-
mendarain que conservasse sempre a mdsma posicao.
Mudando de tctica, elle saltou direita e es-
querda, lentou admirar, sorprender, desorientar
Frederico, e tornar intil o consellio que suppunha
ter-lhe sido dado; porm seu adversario permaneca
tranquillo, e seguia-ihe lodos os movimeulos com
vista e com a espada. Chenoise saltou de raiva. As
reflexOes o assaltavam e falgavam. Na vespera pen-
sando nesse encontr elle havia lulo os escrpulos
de um espadachn! poste na necessdade de matar
um menino, e achava esse mancebo desdenhado um
automalo.
He a inexperiencia em pessoa, pensava Che-
noise. Elle veio a p com o amigo, livernos de an-
dar a p para segui-lo, e nossa carruagem caminha-
va alraz de nos. Elle nem Irouxc um cirurgiao.
Tudo isso he bem extraordinario. He lalvez o me-
do que lornu-o iuimovel.
Passaram-se ciuco minutos, Paulo senta gotas de
suor corrercm-lhe da fronte, Frederico nao vacilla-
va, e a chin a molhava-lhe o rosto.
Porque nao toniam um pouco de fntegn, disse
urna das testemunhas de Chewise.
Nao, lomon Paulo irnicamente, o senhor nao
esta caneado.
del855fc
Para V. Ex. ver.
Joao Domingues do Silva a fez. .
Sellada e publicada nesla secretaria do governo
de Pernambuco, aos 21 de maio de 1854.Joaquim
Pires Machado Portella, oflicial maior servindo de
secretario.
Expediente do da 13 da Junho.
OflicioAo inspector da thesouraria de fazenda,
para que, sendo de conformidade com a lei, mande
abonar,3 mezes de sold ao capitao 'ltimamente
promovido para, o 6 batalhao de infantaria, Andr
Acciole Pinbeiro.Participou-se aoExm. marechal
commandanfe das armas.
DitoAo mesmo, ioteirando-o de haver o hacha-
re 1 Miguel (ioncalves Urna, tomado posse e entrado
qo dia 1 de maio ultimo, no excrcicio do cargo de
juiz municipal do termo da Boa-Vsla, para o. qual
foi reconduzido.Igual communicac,ao se fet ao
conselheiro presidente da tyelacao.
DiloAo mesmo, para mandar fornecer ao leJ
nenie coronel do 6" batalhao da guarda nacional do,
mnnicipin do Recife, os livros couslanles da retaceo
que remelle por copia, os quaes sSo precisos ao ser-
vido do mesmo batalhao.Cqjnmunicou-se ao res-
pectivo commandante superior.
DitoAo inspector do arsenal de marinha,ap-
provando o contrato quaSmc. fez com diversas pes-
soas, para o fornecimenlo dos objectos que sao pre-
cisos para o atmoxarfado (Taquilla reparlic9o.
Remelleu-se copia do referido contrato ao inspector
da thesouraria de fazenda.
DitoAo director do arsenal de.guerra, (5ara
mandar fornecer ao raajor commandante do esqua-
drao de cavallaria da guarda nacional do municipio
do Recife, urna baudeira com a competente-liaste e
porte.para o mesmo esquadrao.Communicou-se ao
respectivo commandante superior.
DiloAo inspector da thesourarto provincial,
par,1 que, vista da couta que remelle em duplcala,
mande Smc. pagar ao quartel meslre do 9o batalhao
de infantaria Francisco Jos Joaquim de Barro*, a
quantia de 189000rs, que se dispendeu durante o.
mez de abril ultimo, com o sustento dos presos po-
bTeS da cadea de Flores. .
Dito Ao segundo lente Antonio Egidio da
Silva.Trate Vine, de medir com a mxima, possi-
vcl brevidade, segundo a alleracao da planto da ci-
dade no bairro do Recite, que nesla dala approvei,
e da qual Ihe ser enviada urna copia pelo director
das obras publicas, lodos os terrenos de marinha
que se acharem e ficarem devolutos no lugar do for-
te do Mallos, ntim de que possam ser dados porafo-
ramento qnem os pretender e quizer nelles edi-
ficar i beneficio da commercio. Reroetteu-se
planto de que se trata a cmara municipal desta ci-
dade, e officiou-se ao supradite director para enviar
copia della ao mencionado segundo tcuelilu.
PortaraAo agente da companhia das barcas de
vapor, recommeudando a exjjdirao. de suas ordens,
para qnesejam transportados.no vapor que se.espera
do sul, a disposi(o do Exm. presidente do Ceat,
oitecaixes com fardameotoque Ihe sera mandados
apresenlar pete director do arsenal de guerra.
Commonicou-se a este.
DitaO presidente da proviucia, aliaisdaudo .10
que Ihe requeren o coronel Jos Pedro Vellozo da
Silveira, e ao parecer da commiss3o de fazenda e
ornamento approvado pela assembla legislativa pro-
vincial em data de 11-de maio do correle anuo, e
bem assim ao ler o mesmo coronel 'Jos Pedro,
como fiador de Francisco Pi da Silva Valenca, re-<|
colhido a thesouraria provincial no dia 7 do presente
mez a quanlia de quatro conlos e seis mil seis ceios
e noventa e dous rs., como consto da guia junta ao
seo requerimenlo da mesma dala, reforcando aSsim
com mais dzeseis escravos, como consto tambem do
termo que junlou, o valor da peuhora que Ihe fora
feil por execuc.au da fazenda provincial ; tem re-
so 1 v ido prorogar por mais dez mezes o praso que, em
oflicio de 29 de agosto do anuo passado, dirigido
thesouraria provincial, fra marcado para que o re-
ferido Francisco Phj da Silva Valenca assigne na
mencionada reparlico as lettras, que se devem pas-
sar na forma do arl. 2 da lei provincial n. 315 de
13 de maio de 1853, cumprindo que se observe o que
se acha de terminado no citadoofficio de 29 de agos-
to.Remelteu-sa copia da portara cima thesou-
raria provincial. t
14
Oflicio Ao Exm. marechal commandante das
armas, remetiendo copia do aviso da reparlico da
guerra de 22 de maio ultimo, uo qual se declara ha-
ver-so mandado addir ao primeiro batalhao de arti-
ilhara a p, o primeiro lenle ajudaole do quarto
da mesma arma, Manoel Deodoroda Fonseca, que
se acha na corle. Communicou-se ao inspector da
thesouraria de fazenda.
Dito Ao mesmo, para mandar receber a bordo
do vapor Imperador, o soldado Jos Joaquim dos
Sanios, que foi remedido para aqu pelo Exm. pre-
sidente da Bahia. Communicou-se a vinda desse
soldado ao promotor publico desta cidade.
DiloAo mesmo, inteirando-o de haver o Exm.
ministro da guerra declarado, no aviso que remelle
por copia, que prorogara por dous mezes com sold
e elape, a licenra com que se acha na corte o alteres
do dcimo batalhao de infantaria, Franklin Anto-
nio de Abreu.Communicou-se i thesouraria de
fazenda.
Frederico sorrio. A tranquillidade de sen adver-
sario exasperou o oflicial, elle lentou um fingimenlo,
o qual teve una resposta sabia e hbilmente ele-
culada.'
Ah ah I griten elle. Isso quera dizer :_ EW
le sabe mais do queeu pensava. A colera dominou-
o, elle escaramuou durante alguna segundos, c
parou repentinamente como para descancar.
F'rederco parti ao mesmo lempo desviando o
corpo. O ferro de sua espada afastou um pouco a
de Chenoise, a qual atravessou-lhe o braco, mas o
oflicial foi ferido no meio do peito.
Os assislenlcs abaixaram as armas. Paulo vacil-
lou e cabio. Urna das testemunhas que era medi-
co trateu de curar a ferida, e depois transportaran)
o oflicial desmaiado para a carruagem, e o levaram.
O cirurgio quiz tratar de Frederico, mas elle res-
pondeu :
Nao he nada. Alando o braco com o lenro e
com um pedaro da camisa, unio-oao corpo com urna
grvala, e cohorte de um capote di*poz-se a vollar.
Saudaudu a lodos com pulidez e gravdade, retirou-
se a p seguida de Antonio depois de ler aperlado a
mao do niililar.
A carruagem que ronduzia Chenoise rodava j pa-
ra Pars, quandu a testemunha de Paulo emba alian-
do as espadas achou um papel nos copos da que aca-
bava de Irauspassar seu amigo, tiraudo-o, leu esle
titulo de livro : Os Amores de ( o nome tinha sido
rolo pela lamina.) Memorias secretas e interessan-
tcx. Pars 1781.
Era a folha que Frederico mollera em sua arma
antes do combate.
Tenho medo de que elle esleja morlo, disse
Antonio vollaudo para a barreira.
Floquet nao respondeu, lirn uma flor oceulta 110
peito, e heijando-a silenciosamente, derramou duas
lagrimas.
Uma fada m tinlia-me condemnado
a ficar debaixo desta figura, at que
uma moca formosa consentase em des-
potar-me, e linha-me prohibido mos-
trar meu espirito.
La Relie et 1* Ble.
Quando os dous amigos vollaram ra de Vaiui-
rard, viram no lumiar da porta a gorda criada de
madama de Murvieil.. Em casa das visinhns de Fre-
derico havia novidade. Mr. Roberto de Paulinhes
lnha chegado de manhaa, e vinha passar em casa
da irma uma licenra de alguna mezes. Necesari-
amente a perturbado das duas muflieres o tez en-
trar no ronherimenlo do que era acontecido, elle foi
aleteado de ludo, e ualuralmeute nteressmi-se pela
sorte de Chenoise, ao.qual dava razan, e liatn Fre-
derico de lolinho.
DitoAo mesmo., transmillindo por copia o aviso
do ministerio da guerra de 24 de maio ultimo, com-
municando haver-se mandado addir o batalhao do
deposito na corte, o alteres do dcimo de infanta-
ria,Manoel Joaquim de Sboza Jnior.Inteiroo-sea
thesouraria de fazenda.
DiloAo mesmo, enviando copia do aviso da re-
partido da guerra de 27 de maio prximo lindo, no
qual se declara haver-se permlllhio,que S. Exc. re-
'gressea edrte, acompanhado de seu ajudante de or-
dens o capitao Salostiano Severinodos Reis.Intei-
rou-se thesouraria de fazenda.
Dilo Ao mesmo, communicando (jue, segundo
constou do aviso que remelle por copia do ministe-
rio da guerra, se manduu addir ao primeiro bata-
lhao de arlilharia a p, o capitao do quarto batalhao
da mesma arma, Joao Mara de Almeida Feij.
Deu-se sciencia desle aviso thesouraria de fa-
zenda. -
DitoAo mesmo, remetiendo por copia o aviso do
ministerio da guerra de 3 do correle, no qual se
declara haver-se mandado seguir para arta provin-
cia a disposicao da presidencia, o alfares da prmei-
ra classe doexereito, Joao Brrelo Pejanlia. Cotn-
muiicou-se a thesouraria de fazenda.
DiloAo mesmo, comraumcanite que, segundo
consten do aviso que remelle por copia do ministe-
rio da guerra de 29 de maio ul|imo, mandou-se que
seguisse com guia de passagem para o terceiro bata-
lhao de infantaria, o segundo cadete do dcimo da
mesma arma, Jos Leite' Pereira.
Dilo^Ao inspector da thesouraria da fazenda, de-
volvendo o reqoerimenlo em que Jos G-onjalves
Torr.es, pede por aforamento o terreno de marinha
que fica no fundo de sen sobrado de 3 andares o.
144, na ra da Senzala Vellia, fim de que S. S.
proceda a respelo de conformidade com a roa in-
formacao.que remelle por copia, de 27 de maio ulti-
mo sob n. 280.
DitoAoehefe de polica, dizendo que pode au-
lorisar ao delegado do tormo deXazareth, o fazimen-
lo das duas guantas que elle requisitou para a ca-
deia daquelle termo, enviando competente cenia
para ser salisfeito.
Dilo Ao mesmo, declarando qu poda autorar
ao delegado' do Rio Formoso, a dispeuder at
quanlia de 508 rs-, com os pequeos reparos, de que
precisa a cadeia daquelle termo, e bem assim, que
se expedio ordemao director do arsenal de guerra,
para mandar fornecer a Smc. os objectos que re-
quisitou para o servirp da mesma cadeia.Officiou-
se ueste sentido ao supradite director
Dilo Au inspector do arsenal de marinha, coi-
cedendo a autorisacao que Smc. pedio para encarre-
gar o capitao de navio Jos da Silva Neves, da com-
missao de. levar a porto do Maranho a barca de es-
cavano construida para o eervif o daquella provia-
cia, visto nao haver por ora disponivel aqu ufRcial
argum da armada.Communicou-se ao inspector da
thesouraria de fazenda.
Dito Ao commandante superior da gutrda na-
cional doAunicipio do Recite, inteirando-o de ha-
ver couceendo 6 mezes de licenc ao segando teieo-
A criada que espreitava i porto eulrou. A fami-
lia eslava almorzando.
Entao i perguntou Broniseude.
Elle* vollaram agora, o senhor Frederico esl
muilo paludo, e envolto em un capole. au contie-
no o outro.
A moca dea um grande suspiro, p enchugou os
olhos. Repellia o rude fardo das uquielacos, c
sua alegra revelava-se por lagrimas.
Oh 1 minha sobrinha, disse o.ronde Roberto
levanlando-se, donde vem esse inleresse extraordi-
nario por nm ente indigno delle ? Ach.o essa sua
imprudencia culpada.
Meu lio, esse mancebo tem um coracao mag-
nnimo, e orei por elle honlem noile.
Quem chama-so Floquet nao tem corceo mag-
nnimo tomn Mr. de Paulinhes impacientado.
Julgava ter-lhe feilo comprehender isso.
O conde Roberto fallava com o lom desptico de
um chele, decida tudo grosseirameote, e cortova o
n gordio sete ou nito vezes por dia, de estatura ele-
vada, maneras cobres, e rosto moreno com bigodes
cnenlos, chco de disliucc.ao e de energa, elle pa-
reca antes feilo para vestir o uniforme brilhante de
um corpo privilegiado, e dedicado a guarda de um
principe, do que a sombra farda dos caladores que
coininanilava. Grossetro e bom, tratava os humeus
mais com a indulgencia de um ente de outra raja,
do que coma bondde de um chote intelligente que
dirige humanos infelizes. A ternura philosoptiiea
nao movia-lhe jamis o corceo. Em seus dias de
colera o povo era para elle como uma especie de a-
niuial, e apreciava a dedicaran de um plebeo como
a de um cao intelligente. Essa firmeza no precon-
ceilo allerava-lhe um pouco o valor do espirito : a
nbslinarao cm uma idea vclha, senao falsa, torna es-
tupidos os que a ella se alTerram.
Madama de*Murvieil admirava as virtudes do te-
mi, eo grande respeilo que Ihe linba a faxia sub-
ineltcr-se a todas as suas decisOes.
Brunissende pelo contrario permaneca firme em
sua submissao. Podiam convenc-la, mas nao faz-
la ceder. O conde Roberto que nao sabia apreciar
essa natureza branda e enrgica, julgou achar uma
cirigaita corrompida pelas labias de um galn. Vi-
nha para obler della que consenlissc em casar cora
o velho marque?, de Senevois, c enconlrava um obs-
tculo monstruoso, -indigno, deshonroso.
Mr. Floquet repeta elle passeando apressa-
damente na sala de jantar, Mr. Floquet, he um
nome de patife! Eslou cerlo de que Chenoise o lera
tratado romo 11111 garolo, elhe lera dado nm pparele
no nariz.
Nao quero que ee senhor torne a vir aqu, nin-
guem me falle mais nelle. Se tornar a apresenlar-
le do'ualatha3e' arlilharia da mesma guarda nacio-
nal, Jos Guilherme Guimaries, para ir ao Para.
Igual communica^ao se fez acerca do capitao do sex-
to batolho da guarda nacional desle municipio, Jo-
s Francisco do Reg Barros, a quem tambem se
conceden 3 mezes de licenca para ir a corle.
Dito Ao major Christano Pereira dt Azeredo
Coutinho. Uaja^Vmc. de informar vista das inclu-
sas copias, se he exacto ter comprado ao flrancez
Hyppolilo Dumonl, um par de pralos para a msica
do corpo de polica desta provincia, outr'ora sob seu
commando, e bem assim, se fui o nao paga a sua
importancia.
Dito Ao director do yceu, dizendo que devo
Smc. considerar aborta a matricula da aula de de-
senlio daquelle lyceu, e receberem-se os alumnos
que a ella concorrerem.
Dilo Ao commandante do corpo de polica, in-
teirando-o de haver o ExnM presidente das Alagoas,
participado que seguio para esta provincia, acompa-
nhado das duas pra;asque escoltaran) a Leopoldiuo
deAlbnquerque Maranbao, o desertor daquelle cor-
po, Joaquim Jos de Santo Anna, que se apresenlou
ao chefe de polica dalli.
PortaraAo agente da companhia das barcas a
vapor, recommendaodo a expediento de suas ordens
para ser transportado para o Maranho, a bordo do
vapor Imperador, a disposicao do Exm. presidente
daquella provincia, o soldado desertouj Julio Ri-
beiro.Participou-se ao referido presidente.
COMMANDO DASAHMAS.
Quartel gsatral do eouuaamdo das anu 4
Pemaaabuco na ddada da Beetfa, aaa 19 a
junho da 1854.
ORDEMDODIAN. 105
O marechal de campo commandante das armas,
publica para conhecimento dos curpos do exercito
em guaruiro nesla provincia, o aviso do ministerio
dos negocios da guerra de 18 de maio ultimo abai-
xo transcripto, o qual Ihe foi rransmittldo por copia
com oflicio da presidencia de ante honlem datado.
Rio de Janeiro.Ministerio dos negocios da guer-
ra em 18 de maio de 1854.
Illm. e Exm. Sr.Fot presento a S. M. o impe-
rador o oflicio de V. Ex., sob o numero 138 datado
de 10 de abril nudo, enviando por copia o do com-
se, comigo se haver; melhor ainda, irci ler com ello
e puxar-lhe-hei as orelhas.
Bastava que esse conselho fosse dado para madama
de Murvieil calar-se. Brunissende calava-se humi-
llada pelas palavras grosseiras do tio, e indignada
pela iiijuslea de emelholes palavras.
Bxperimentova nm sentimenlo d vergonha pen-
sando no passo qoe o conde Roberto propuuha-se
a dar.
Meu tio, disse ella, vmc". he cruel, eesquece-se
de que foi por mim qoe esse mancebo expoz a vida!
Por vosse 1 porvenlura n8o stou aqni ? Vosse
precisa muilo de seraelhaute defensor que vem fazer
escndalos em casa de sua mai!
Oh lornou Brunissende chorando, pode al-
guem ser dcsapiedado a esse ponto I Meu tio, j
disse-lhe que esse mancebo salvou-me de uma affron-
la. e a dispula que houve no salao eslava premedi-
tada. Pergunte a minha mai; Mr. Chenoise he um
mizeravet que tioha-me ultrajado, ninguem estova
presente, ninguem via, minha mai Ihe dir, ella nao
coraprehendia. O senhor Frederico vio e compre-
hendeu, encarregou-se de minha causa, e quer eha-
me-sc Floquet, quer lenha outro nome, he nobre o
seu corceo.
O ronde Roberto ficou pasmado da audacia da so-
brinha, cujas faces tinham-se corado de indignado.
Sim, meu tio, o senhor deveria ir ve-lo, con-
tinuou a moca ; mas para mostrar-lhe que nos inle-
ressamos por elle. Vmc. nao deixaria de dizer
uma palavraa um soldado que Ihe salvasse a vida, a
trata sem dignidade o nico homem que defendeu
sua sobrinha !
Ah! ah 1 elle fez embarazos para agradar-lhe,
representou uma scena de romance, e vosse enamo-
ra-se delle. Esse moco bem sabia o que fazia ; sao
lacos de menino, minha pobre Brunissende. Vosse
nao lembra-se. da decencia quando pede-rae que v
casa desse rapaz. Nao irei.
Pois bem, eu irei 1 sosinha ou com minha mai;
mas irei l
Diaole dessa exallaco, o conde Roberto sentio ca-
hir-lhe a colera, teve medo de haver levado muilo
longe a resistencia, e compreheodeu que terroso era
recuar. As pessoas mais aferradas sua vontade
'o as prjmeiras que cedem quaudo a fraqoeza Ihes
registe, e se sua afleirao acha-se compromeltida.
reruara at ao medo. Com isso o nrgulha nao perde
jamis seos direilos, e Mr. de Paulinhes reconheceu-
se era Brunissende. Depois de algum lempo de si-
lencio, chegon-se moca, abracando-a disse.
Vou, minha filha. Nao quero desgostar-le no
primeiro dia de miuha rhegada. E sabio. A moca
reirou-se para o quarlo agaslada rom a mai que
nao a lnha defendido, e determinada lula.
(Confi'itiiar-se-Aa,)

i



?


9RfeV
mandante das armas dessa provincia, pcdindoes-
ciarecimeiiios sobre as segaintes duvidas.l. Se
sentenciado pe|0 crime de priraeira e segunda
desergao aggravada devem repor pela quinta parle
' sold, a importancia doi arligos de armamento,
ou munices que extraviaran).2. Se a praga que
s evadir da prisao estando cumpriudn senlenga de
primeira, oa egunda desergao, nodo capturado, e
ver de responder a conselho de guerra para te
lbe impar a pana de acia eu dea annos de priiflo
com traballio conformo o disposlo nos arligos 4. e
5. do titulo 4. da ordenanza de 9 de abril de
1805, sendo perdoada do crime de detergi, est
lambem perdoada da pena correspondente ao de
Tuga, ou ae deve por elle responder a couselho, em-
bora esteja rematada do da detergi. E o mosmo
Augnslo Senhor houve por bem resolver aflirmali-
vamen le ambas as duvidas; isto he, quanto pri-
meira que as praga em toe circuuittancia devem
repor a importancia dos artigos de armamento, ou
mumcoes que extraviaran! ; e quanto a segunda,
que nao esta comprebendido no perdi, o de toga
0<|ue commumunico a V. Ex. para sua inlelligen-
cia e execucJo. -.
Dos guarde a V. Ex. Pedro de Alcntara Bel-
tegarae Sr. presidente da provincia de Pernam-
buco.
Assgnado. Jos Fernahiet dos Santos Pe-
tetra
Conforme.Candido Leal Ferreira, aiudaole de
orden encarregado do detolhe.
-
DIARIO OE PERMIBCO. TERQA FElRft 20 DE JUNHO OE 1854,
PC
TRIBUNAL DA RELACAO .
SESSAO' DE 17 E JUNHO DE 1854.
residenciado Exm. Sr.couulheiro Azevedo.
As 10 horas da manhaa achando-se presentes os
Srs. desembargadores Villares, Bastos, Leao, Souza,
Rcbello, Luna Freir, Talles, Pereira Monteiro,
Valle e Santiago, o Sr. presidente declara aborta n
sessao na forma da lei.
EXPEDIENTE.
Foi lido em mesa um ofcio da presidencia da
provincia, communicando que, no dia 1. de maic4
prximo findo, entrara em exercicio do lugar de juiz
municipal e de orphios da Boa-Vista, o bacharel
Miguel Gongaives Lima.Foi respondido.
Julgamcntos.
Aggravns de petteao.
Aggravintes os administradores da casa fallida do
bacharel Joaquim Antonio de Parias Abren e Li-
ma ; aggravado o depositario.Deu-se provimeu-
to ao aggravtf.
Aggravante Joaquim dos Reis Gomes ; aggravado o
joixo.Negou-se provimento ao aegravo.
Caite teslemanhavel.
Aggravante Joao Paulino da Cunha Gouvea; ag-
gravado o coronel Manoel Velho Brrelo.Deu-
se provimento, maudando-se que se tomasse* por
termo a appellaro interposla.
Dia de apparecer.
Appellantes oa berdifos dp Ignacio Joaquim Fer-
nandas outros ; appellado Manoel Claudio de
Qneiroz.Jolgou-se deserta a appellado e nao
seguida.
Appellages civeis.
AppeHanle Jos Pedro Vello da Silveira ; appel-
lado Antonio Jos' Pires.Confirmou-sc a seo-
tenca.
Appellante a amara municipal; appellado Anto-
nio Nogueira de Souza.Keformou-se a senlenca.
Appellantes Jlo Vieira da Cunba e sua mulher ;
appellado Joao Rodrigues de Freilas.Conlirmou-
e a senlenca.
Appellantes os berdeiros do finado Cae lao Pereira
Goncalves da Cunha ; appellados Chrislovao Dio-
, nixio de Barras e outros.Confirmou-se a sen-
tenca.
Appellante o jizo dos feilos; appellado Francisco
d Sonta Barbosa.Conlirmou-se a senlenca.
Appellanle Mauoel Pires Ferreira, D. Julia Ang-
lica Pires Ferreira e Autonio Pires Ferreira ap-
pellado Urbano Pereira da Silva.Desprezaram-
se os embargos.
Appellante Francisco Antonio de Carvalho Squei-
ra ; appellado Joaquim Duarle Pinto e Silva.
Foram recebidos os embargos, e julgados prova-
dos.
Appellante Antonio Lopes de Qneiroz ; appellado
Jos Francisco de Sampaio.Foi confirmada a
tealauca.
Appellante o juizo; appellado JoSo Aijtenin de Mou-
ra.Foram desprezados os embargos.
Appellante Antonio dos Santos Vital ; appellado
Antonio da Silva Accioly.Jolgou-se nulia a sen-
tenca.
Appellacoes erimes.
Appellante o bacharel Leocadio Cabial Raposo da
Cmara ; appellado o juizo.Roformou-sc a sen-
tenca c absolveu-ee o appellante, sendo condem-
ado nas cusas o denunciante.
Appellante o joizo ; appellado Manoel Duarle e
Sirva.Julgaram-se procedentes as raxes do juiz
de direHe, e vai a novo jury. ,
Diligencias.
Apptriacdes civeis.
Appellante Herculano Antonio Jos Marroqnim ;
appellado Francisco da Rocha Barros Wander-
leyMandou-se avaliar e averbar a dizima res-
pectiva.
Appellante a parda Leonor Maria ; appellado Lou-
renco Bezerra de Moraes.Com visla ao Dr. cu-
rador geral.' *
Appellante Jos Maria de Vasconcellos Bonrbou ;
appellado Antonio Matu de Vasconcellos Bour-
bon.Com vista ao Dr. carador geral.
Degnacoes.
i Appellacoes civeis.
Appellanles JosTavares de Araojo Cail e oulros;
appellados Firmiano Soares Vilella e outros.
Appellante Bernardo Duarle Brandao ; appellado
Eslevio Cavalcanli de Albuquerque.
Appellantes Jos Alonso Gonralvcs e sua mulher;
appellada D. Anna Dornellas Bitancourl. "
Appellante Jos Rodrigues doPasso; appellado Joao
> Cardoso Ayres.
Appellante Miguel Goncalves Rodrigues Franca ;
appellado Joaquim dos Reis Gomes.
Appellanles Manoel Rodrigues Campello e sua mu-
lher ; appellados Joe dos-Santos Fernaodes e
sua mulher. _
Appellanle o juizn dos feilos; appellado Joao Jos
do Reg.
Appellante Pedro Gaudiano Ralis e Silva; appella-
do Elias Emiliano Ramos.
Appellante Zeferino Rudolpho Delgado ; appellado
Diogo Velho Cavalcanli de Albuquerque.
Appellantes Filippe da Suva Sanliago e sua mulher;
appellado Bernardo Francisco Berraril.
P,eviiocs.
Appellages civeis.
Passaram do Sr. desembargador Villares ao Sr.
desembargado! Bastos as segaintes appellag6e-em
que to :
Appellanle Jos Dias da Silva ; appellada Joaquim
da Silva Mourao.
Anjiellanles Jobnston Paler & Corapanhia ; appel-
lado Antonio Fabiano de Meudonca.
Appellantes Hermenegildo Coelho da Silva e ou-
Iroj ; appellado Jos- Ja come de Araujo.
Appellantes Joaquim Aureliano Uusnuto L'cha e
oulros ; appellado Antonio de Mendonca Alarrio.
Appellanle Froderico Robilliard ; appellado Ma-
noel Lopes da Silva. '.
Passaram do Sr. desembargador LeSo ao Sr. de-
sembargador Souza as seguinles appellages em que
tia:
Appellantes Jos Estevao de Barres Lobo e sua mu-
lher ; appellado Joaquim Jos de Miranda.
Appellanle Joaquim da Silva JIoorao ; appellado
Victorino Augusto Borges.
Appellante Manoel Antonio de Siqucira e Mello;
appellados a parda Custodia e seu flbo Luiz.
PassoadoSr. desembargador Leao ao Sr. desem-
bargador Rebello a segainte appcttacAo em qae sao :
Appellante Sebastian Lins Wanderiey Padrolio ;
appellada a fazenda nacional.
sram do Sr. desembargador Souza ao Sr. de-
sembargador Rebello as segaintes appellacoes em
qae**:
Appellaato Diogo Jas Leile Goiraares; appellado
Joao da Silva Braga.
Appellfloto Francisco Machado da Ctmha Pedrota ;
appellado Laiz Ferreira da Costa.
Pastaran do Sr. desembargador Rebello ao Sr.
desembargador Luna Freir as seguinles appellacoes
em que sSo:
Appellanles Caelano da Costa Moreira e oulros; ap-
pellados Deane Vonle & Compaubia e oulros.
Appellant Joaquim Alves Barbosa ; appellados
Paulo Jos Gomes e sua mulher.
Appellante Anlonio MiliUo dos Guimariase Mello,
como tutor de sea irmao Thosnax ; appellado Joa-
quim Raphael de Mello.
Passaram do Sr. desembargador Telles ao Sr. de-
sembargador Pereira Monteiro as seguinles appel-
lages em qae sao:
Appellanle Jse Feliciano Portella; appellado o ba-
charel Joaquim Ferreira Chaves.
Appellante Paulo Caelano de Albuquerque; appel-
lado o juizo da fazenda.
Appellanle Viclor Laine ; appellados Anlonio Jos
Pereira e outros.
Passaram do Sr. desembargador Pereira Monleiro
ao Sr. desembargador Valle as seguinles appellacoes
em que sao :
Appellanle o joixo ; appellado Joao Antonio de
Moara.
Appellanle o reverendo SebasliSo Jos de Moraes
Bello ; appellado Manoel de Oliveira Prado.
Passaram do Sr. desembargador Valle ao Sr. de-
sembargador Sanliago as seguinles appellages em
que sao :
Appellanle Manoel Jos de Magalhaes Bastos ; ap-
pellados os herdeiros do finado Joao Antonio Mar-
lins Viraos.
Appellanle Manoel Jos Ferreira Gusmio; appel-
lados Deane Voulc & Companhia.
Passaram do Sr. desembargador Santiago ao Sr.
desembargador Villares as seguinles appellacoes em
que sao:
Appellanle Antonio Jos Gomes Arantes ; appella-
do o juizo pela beranca de Joaquim da Costa
Leilo.
Appellanle'Antonio Lopes de Quciroz ; appellado
Jos Francisco de Sampaio.
Appellacoes erimes.
Passaram do Sr. desembargador Villares ao Sr,
desembargador Baslos as seguinles appellacoes em
que sao
Appellanto o juizo: appellado Jos Viclor Vieira
de Mello.
Appellante o juizo : appellado o prelo Verissimo
Jos Rodrigues.
Passou do Sr. desembargador Valle ao Sr. desem-
bargador Santiago a seguitiUt appellaro em' que
saa:
Appellanle o jnizo ; appellado Antonio Manoel
Alvo.
Passaram do Sf. desemfiargador Sanliago ao S>.
deseinbargadoT Villares as seguinles appellacoes em
que sao:
Appellanle o juizo ; appellado Benedicto, escravo de
i Ernesto Jos Ferreira.
Appellanle o juizo ; appellado Jos Joquim Rodri-
gues Machado, conhecido por Jos Amaro.
Dia de apparecer.
Passon do Sr. desentbargador Valle ao Sr. desem-
bargador Sanliago a segainte appellacao em que sao:
Apellante, Jos Braz Pinto Vianna ; appellada D.
Maria Joaquina je Sanl'Anna.
I.cvantou-se a sessao as 3 horas da tarde.
o apoio e o terror de nossas armas, a conhecem e
respeilam. Esses gregos que vamos lomar a ver-
esses russos que vamos corobatar, esses turcos que
vamos amparar, sao escropulsameole Geis a esta
lei. Quando conquistamos a frica, qual foi o
obstculo o mais serio para o eslabelecimento de
nosso dominio? Foi aapparencia de nsosa indiffe-
renca religiosa, a violacio do repoaso santo, a au-
sencia da orac,ao e do culto publico, o espectculo
era urna palavra, quedavamos a esses povos de urna
nacao, quo Ibes pareca sem religiao e sem Dos.
Querem escolas para o povo, querem quo sua n-
lelligencia se esclareca e se desenvolva, e he justo.
A religia tambem o quer, o cis-aqui porque cada
domingo ella abre urna grande escola. Ella faz
descer do seos pulpitos um cnsino, que se adopta,
que se proporciona s diversas necessidades das al-
mas, que nutre os espirilos de verdade, e os cora-
Ses de sentimenls nobres, quo ensina aos homens
o segredo iib seu destino, a regra de seus de veres,
e Ibes d em urna palavra, essa sciencia da vida,
sem a qual toda oulra sciencia nada be. Mas para
que sejam observados os grandus designios da igreja,
para qae sejam recebidos esles ensinos lao uleis,
he misler do repOuso do domingo, deve haver a in-
terrup^ao dos irabalbos, cumpreque um dia sobre
sele, como Dos quer, o templo so abra, a ofllcina
se feche.
Querem, que o hornera seja raspeilado, que sua
dignidade seja reconhecida, que nao seja tratado co-
mo urna machina, oa como um vil instrumento de
(rabalho, e na verdade lem-se razao. A religiao
lo qual he concedida urna pensao n D. Malhilde Del- Entra em primeira discussa a resolucio que ap-
fmadeCasIro.viuvadochefe de diviso Francisco Wova a pensao de 160 concedida a Jos Rodrigue
Bibiano de Castro A' commlssao di penscs e dl Sanios Neves. a sargento de guardas nacionaes
do municipio do Presidio, de.Minas Ueraes, em re
EXTERIOR.
, Circular do Sr. arcebispo de Pars
sobre a observancia do repouso do do-
mingo,aqual foi lida em todas as igre-
jas da dioeese depois da missa no do-
mingo de Pascoa.
Senhor cura.Hoj que celebramos a solemni-
dade das solemnidades c o grande mysterio, que ner-
vio de base a iustiluicao do domingo, vimos chamar
vossa altencao e a dos fiis sobre o cumprimenlo
de orna lei, cuja vioAcau be ama das chagas mais
psofundas do nosso paiz.
Vs cnbeceis a obrado repoaso do domingo, qae
alguns fervorosos christos j comec,aram ha lempo
em Pars. Esla obra de urna importancia lao capi-
tal Jaz'progressos. Numerosas adhesdes chegam lo-
dos os dias e vem augmentar as listas aberlas para
receber os nomes daquelles que promctlem nao 1ra-
balhar e nao fazer trabalhar, nao vender e nao
comprar no domingo. Ha nisto symplomas de urna
mudanza feliz nos osos e coslumes e na opiniao pu-
blica. O governo d o exemplo e favorece este im-
pulso, fazendo que se nao Irabalhe nos estaleiros do
estado. As pessoas Qccupadas em receber a adhe-
so dos negociantes ou dos operarios cncontram ge-
ramenle por toda a parte um acolhimcnto, que os
enche de satisfaejo. Os velhos prejuizos de irre-
ligiao lem diminuido consideravelmente.
Demais, se nao he para santificar o domingo que
se deseja.a liberdade desse dia, he'pelo menos para
sozar-se de algum. socego e de algum descanco.
Finalmente debato da influencia destas ideas e des-
les esforcos, nolam-se j alguns quarleiroes de Pars,
os quaes tomam no domingo um aspecto de festa e
de repouso, que he muilo sensive'l; oolres quarlei-
roes se combinam nesle momento para segair o mes-
moexemplo,eheccrloqoeeste movimento tendea
propagar-se.
Parece-nos, senhor cura, quo he chegado o mo-
mento em qne nao devenios limilar-nos a votos e
esforcos solados para coadjuvar esla obra do repou-
so do domingo, 13o capital debaixo do duplicado
ponto de visla religioso e social. Ese a sabedoria
nosimpozesse, urna certa reserva ao comecar oulra
ver urna empreza, cojo successo era lo.incerlo cm
Pars, uosso dever nos obfiga agora a tomar os pri-
meiros fulgores de esperanca, que nos' brilha, e a
empregar lado o nosso zelo, toda a'influencia mo-
ral, de que podemos dispor, para tenannos sanar
ou-pelo menos limitar e circumscrever o mal lerri-
vel, que devora a Franca lia mais de mcio scalo.
Nossos meios, senhor cura, se limitam a Ircs, mas
sao bem poderosos sobro as almas, por pouco dis-
postas que ellas eslejarfl. Podemos orar, podemos
exhorlar.podemos obrar cada um naesphera de suas
atlribuicoes espiriluaes.
Oremos para que Dos aparte de nos o escndalo
da violacab flagrante de um preceflo essencial de saa
lei; oremos para que Dos esclareca os espirilos so-
bre seus verdadeiros inlcesses; oremos paraque|esse
pobre povo, que nos be lao charo e que delle abu-
sara; coinprcbenda finalmente que Dos, ordenan-
do-lhe o repouso do santo dia, quiz proteger sua dig
nidade de homeni e de chrislao, os inleresses de sua'
alma c de seu corpo corrira apetites deshumanos,
que, para ser satisfeilo, sabem servir-te de sua
ignorancia e sobretudo de suas paixes. Oremos e
faramos orar.. A violacao do sanio dia he urna es-
pecie de sacrilegio. Encha de dor este peusamen-
lo o coraco das sanias almas, que se grupam em
redor de nos como a porcao fiel dorebanho. Subam
suas vozes aoco como urna harmona de supplicas
e de confissOcs publicas de seu crime. Roguemos a
Dos que poupea esseseu p>vo, objeclo de nossa
13o lerna solicitudc, e que o recondaza para o ca-
minho da salracno, que he o de seus mandamenlos.
Juntemes as exhorlacoes sopplica. Facamos-
lhe comprehender a importancia desse grande man-
uamento do Senhor. Os deis mesmo nem sempre o
comprehendem bem e nao o cumprem com muila
exaclidgo. Consenle-se nos domingos, muilo mais
do que nos oulros dias, pequeos Irahalhos; e se
nao vendera, nao ac faz escrpulo em comprar.
Levantemos diques contra a torrente do seculo, e
njo deixeroos corromper s almas.
Expliquemos bem, segundo a comprehensivo de
nossos ouvintcs, os poderosos motivos em que re-
pousa esla santa lei, esla lei universal, que encon-
tramos em todos os povos e em todas as religioes,
tilo divina e humana be ella ao mesmo lempo. Es-
tes- motivos 5o numerosos ; nao ten lio necessidade de
vo-los aponlar lodos aqoi, uns .dizem respeito a
Dos, outros ao homem, este religiao, aquellos
sociedade ; ha motivos para os inleresses espiriluaes,
mas tambem os ha para nstemporaes: unsreferem-
se alma o os oulros ao corpo.
Pode haver urna sociedade sem religiao, ama re-
ligiao sem culto, um callo sera ora.;flo f Que sSo
por lira homens, que nao se rcunem jamis para
orar, adorar a Dos, oiivir a verdade, aprender seus
deveres, ouvir fallar de suaprgem e de seos desli-
nos ? Qae fazem elles sobre a Ierra, e quando li-
verera quebrado lodos os lacos, quo os prendiam a
Dos, como respeitaraoos lac.os, qne os prendera aos
homens? Por mais que faca in,os deveres da socie-
dade religiosa sao os fundamentos dos deveres da
sociedade civil, o um povo sem religiao ser eterna-
mente insociavcl.
Di re i a estes homens, qae vos ouvem, quo esse
nome de francezes, de qne lao justamente se ufa-
nan), est manchado aos olhos das nacOes eslrangei-
ras, lano civilisadas como barbaras, por esse ver-
niz de irreligiao, que Ibes d essa ausencia do eolio
publico, que vem sobretudo da nao observacSo do
domingo. Todos os povos, quaesqner que sejam,
constituidos em repblicas, em aristocracia ou em
monarchia, observara a lei do repoaso do domingo.
Nos a encontramos na America, e oa republicanos
dos Estados-Unidos creem nao violar com ella a
liberdade individual. Presa-se muilo a liberdade,
na Inglaterra, e entretanto all se respaila a lei
de que fallamos. As monarchias calholicas ou
proteganles, que nos cercam, a observara igualmen-
te. Os paizes do Oriente, para onde vamos levar
tambem o quer; c cis-aqui porque ella lem medi-
do c limitado suas fadigas, fazendo do repouso se-
manal urna lei. Eis-aqni porque ella diz ao ho-
mem : Trabalha, he urna lei de tua existencia, no
espaco de seis dias banha a trra de leus suores,
atormenta a natiircza, obriga a que ella te alimente
c visla leu corpo. Mas no stimo dia, descanca,
ergue a cabera o lembra-te que es homem, qae
Deot uni teUjCorpo a urna alma Immorlal. t0 sus-
tente desta alma nao he o pao, he a verdade, he a
virtude. Deixa por um momento os cuidados ma-
leriaes, que le absorvem c tendera a degradar-le.
Vem receber o alimento, que lenho preparado para
toa alma. Enle immortal a tua patria nao he esta
Ierra; este he o lagar de la provacao, do teu exi-
lio; a vida nao boj o fin, he o camioho; lembra-
te de teus magnficos destinos, e por mais rude que
seja a provacao, a esperanca e a fe sustentarlo tua
coragem e farao que ella nao se abata. '
E que diris vos a esses homens, que querem
Irabalhar nos sete dias d% semana, porque dizem
que devem comer era lodos elles4 Responder-lhes-
heia que calculan) mal; que se nao trata de diminuir
seus recursos; que cites poderiam ganhar era seis
dias, o que ganham em sete, se o salario fosse mais
elevado. Ora, de que provem a baixa dos salarios ?
Nao he sobretodo da raulliplicidade'dos bracos? Mas
os bracos nao sao augmentados de* um stimo,
quando em vez de trabalhar seis dias o operario tra-
balha sete ? Portento elle nada ganha com este aug-
mento de lrabalho e he ello que, por ama ceguei-
ra deploravel, avilta o salario, que o mitre.
Que responderis aoa negociantes,' quando elles
vos dissercm, que desejavain fechar seus armazens
no domingo, mas que o cuidado d seus interesses
os obriga a t-Ios aberlos? Dir-lhcs-hcis qae, se de
am coramam accordo todos fechassenvno domingo,
nao haveria perda para ninguem; e vs procura-
reis eslabelecer entre elles este feliz accordo. A
cousa he talvez menos difficil em Pars que em ou-
lra qualquer parle, porque all lodos os corpos do
estado cstao bem orgaoisados, e lendo cada corpo-
racto i sua frente homens inlelligentes e honestos,
elles com prebndenlo bem depressa, de quanto inte-
rs seria para elles quebrar essa pesada cadeia de
um lrabalho nao interrompido, e conquistar sera
perda alguraa a liberdade de um dia de repouso. .
Mas anda quando nao se conseguisse eslabelecer
este accorda tao desejavcl, nao se deveri por islo
abandonar a obra do domingo. Ha compensarles
que se podem oflerecer pelas perdas que podessem
resultar da observarlo do santo da. Bm primeiro
lagar Deot (em recompensas infinitas para aquelles
que seguirem sua lei e cumpriiera sea dever neste
mundo; em segundo lugar, nao he provavel que as
syrapathias de am grande numero de compradores
formem naturalmente urna clienletla maior para os
observadores do domingo?
E a este respeito, Sr. cora, permilli qne eu cha-
me vossa allenco sobre um lado desta grande ques-
to, o qual lem sido esquecido nos esforcos, qae lem
sido feito al boje para restabelecer a lei do repon-
so dominical. Apenas so ha dirigido aos que vendem
e aos que trabalham; a uus pedindo-se quo fechem
seus armazens; a outros que saspendam seus Ira-
halhos ; mas se nao houvesse finalmente comprado-
res, nao haveria vendedores; ese aquelles que fa-
zem traballiar, se abslivessem rigorosamente disto
no domingo, haveria muilo poneos operarios que vio-
lassem esla santa'lei. Portento compre dirigir-se
lambem aos proprietarios, elles que compran) e fa-
zem Irabalhar. Comprehendam elles a immensa
importancia desla lei debaixo do poni de visla es-
piritual e temporal; que uns por motivos de coas-
ciencia, onlros por motivos lirados da conservacSo
da ordem social promclam nao fazer trabalhar no
domingo; insiram esla clausula em seas contratos
com os eraprehendedores; nao obriguem sobreludo
por caprichos ou necessidades pueris, seus operarios
a Irabalbarem no domingo, como se v freqoente-
menle; far,am um dever para si nao s de n3o fazer
trabalhar, como tambem de nao comprar no domin-
go, e cnlao se a estas ohrigaccs, que sao i pura ex-
prcsso de um dever bem certo e grave, jnntar-s a
promessa feila a si mesmo de empregar loda a sua
influencia para trazer, no maior pumero possivel, os
operarios o os negociantes fiel observaco da lei
queslo lera dado um grande passo para a sua solo-
cao ; e se o mal que deploramos nao for taado, ser
ao menos atenuado. A alenoacao desle mal seria
j am grande bem, o nao nos he permittido despre-
zar os meios'qae temos para o conseguir.
Juntemos finalmente i supplica e exhorlaco al-
liiimss medidas que nos auxilien) por meio de urna
acjo permanente a obter o fira, qne propomos. Es-
tabelcramos commissOes paroebiacs ; e tenham ellas
relares com a commissao central, qoe j axisle em
Pars; trabalhem os membros dessas commissOes em
augmentar a lisia dos partidarios da observado do
domingo ; na esphera de seu poder e no circulo de
suas relacoes, Irabaihem em fazer pendrar as ideas
de religiao, de moralidade c do ordem em que est
fundado este grande preceito; espalhem pelo povo
as publicacoes da commissao, e especialmente o opas-
culo mensal publicado com o ltalo de O observado!
do domingo. E se ttido islo for feito em cada paro-
chia com persevoranca e com zelo, veremos logo es-
te grande raus.i fazer novos e rpidos progressos.
Trata-so da gloria de Dos, da salvacao das almas e
lambem da salvacao da sociedade.
Tereis a bondade do ler.'senhor cura, esla epstola
na missa cantada do dia de Paschoa. Oxal qu a
voz do primeiro pastor, tirando desse grande dia al-
goma coasa de sua solemnidade, chegue aos coraefies
dos fiis reunidos em multido aos ps dos aliares,
com mais poder e auloridade! Possa ella parecer-
lhes um echo da voz de Dos, promulgando este gran-
de preceito desde os primeiros dias do mundo, re-
novando-o no Sioai, e consagrnndo-o para o povo
chrislao, pelo mysterio da resturreicao.
Hccebei, senhor cara, a nova segnranc* de nossa
aOectuosa dedicaeao.
Domingos Augusto Maria.
Arcebispo de Paris.
(Journal des Dbats.)
Oulro do mesmo, remetiendo copia das actas das
eleisoes de eleitores a que se proceden na fregoeiia
das Palmas em 7 de novembro de 1852, e na de Cur-
ralinho a 6 de novembro de 1853, e bem assim os
ofllcios do presidente da provincia de Goyaz que as
acompanharam, A' commissao de constituirlo e
poderos.
Um requerirneuto do Anlonio Joaquim Cypriano,
peJindo servir grluitemente o lugar de correio des-
la cmara. A' commissao de polica.
Lem-se o sao aprovados Os seguales pareceres:
a A commissao de marinha e guerra, a quera foi
presente o reqaerimento era qae o bacharel Joao
Antonio Molusco Pereira da Cunha, capilao do 1.
batalhao de arlilharia a p, pede passagem para o
corpo do estado maior de primeira ciaste, be de pa-
recer que se pecam iformacOes ao governo.
a Paro da cmara dos deputados, 19 de maio de
li. a. C. Sera. Pereira da Silva, a
a A commissao do marinha e guerra, para poder
dar o seu parecer acerca do requerimeolo do capi-
lao reformado Autouio Dornellas Cmara, em que
pede melhoraraento de reforma, necessita de infor-
males do govetno.
a Paco da cmara dos deputados, 19 de maio de
1854. A. C. sera. Pereira da Silva.
a A commissao de marinha e guerra, a quem foi
presente o requerirneuto* documentado- do teoentc
reformado Joaquim Jos d*Souza, pedindo ser con-
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO
CMARA DOS SRS- DEPUTADOS.
Dia 20 de malo.
Pelas 10 horas c 55 minutos da manhaa feila
chamada, c achando-se reunido numero siifiiciutc
de merahros, abre-se a sesao,depois do que he lida
e aprovada a acia da antecedente. Em seguida o 1."
secretorio dando cenia do expediente, menciono um
oflicio do ministro da fazenda remetiendo o reque-
rirneuto do 1. lenle reformado do ejercito Manoel
Soares de Figueiredo. Vai 3." commissao do or-
cameuto.
Onlro do mesmo, remetiendo os decretos que con
cedein aposentadora a Francisco Alves de Brilo, c
Braz Martina da Costa Passos, o primeiro no lugar
de thesoureiro da substituidlo de notas na caisa da
amorlisarfio, c o segundo de contador da rhesma
cana. A' commissao de pencOes ordenados.
Oulro do do imperio, remetiendo o decreto pe-
siderado na 1. classe, he de parecer que se pecam
informacocs ao governo.
Pace pa cmara dos deputados, 19 de maio de
1851. A. C\ Sera. Pereira da Silva.
A eomtimsao de pensijes e ordenados requer.que
se pecam informaces ao governo a respeito de D.
Josepha Ayrea de* Almeida Freitas], que pede a esta
cmara o pagamento de ordenados que indevida-
menle deixon j de perceber seu fallecido marido, o
desembargador Joaquim A j res de Almeida Freitas,
por se lbe haver dado sncccssur no logar de juiz de
direito da comarca do Natal, na provincia do Rio
Grande do Norte, sem rfne se lbe desse oulro lugar,
flcaitdo por esla cansa privado de seas vencimenlo
lgaos desde 19 de julho de 1838'al 6 de novembro
de 1853.
Pago da cmara dos depntados, 20 de maio de
1844. Gomes Riheiro. J. E. N. S. Lobato.
D. Francisfp.
Hejulgado objeclo de deliberarlo e val a impri-
mir o segnintc:
Foi presente commissao de marinha e guer-
ra a proposta do governo.sobre a fixacHoda forca na-
val para o anfio financeiro de 1855 1856. Tei.do
ouvido o respectivo ministro, e examinado altenta-
menle a mencionada proposte, apressa-se a opinar
que seja ella convertida em projeclo de lei com a se-
gainte frmala: a
a A assemblea geral legislativa decreta:
Art. 1. etc., para nssim entrar em discussa
e ser approvada pela cmara dot Sr. depulados.
a Jnlga a commissao tambem que he convenien-
te ao servico publico, e de accordo vai ella nislo com
o governo, que se addilem proposta convertida
em projeclo algumas ideas, que desde j nao justifi-
ca para nao tornar comprdo este parecer, mas que
se reserva faz-lo na discussa. Estas ideas \ao in-
cluidas nos dons artigos additivos segrales.
Art. 1. Fica o governo aulorisadd :
1* A reorgapisar o corpo ecclesiaslico da ar-
mada.
a 2, A crear al 3companhias de aprendizes
marinheiros nas provincias era que o julgar conve-
niente.
o 3. A regular as habililagecs dot pilotes dos
navios de guerra e mercaules nacionaes.
4. A elevar a 258000 por anno os premios
concedidos aos marinheiros avulsos engajados volun-
tariamente, e a 158000 os dos grumetes ; e bem as-
sim a melhorar-Jhes os sidos, dando 209000 mensaes
aos marinheiros da classe superior, 188000 aos pri-
meiros,158000 aos segundos, c OJJOOO aos grumetes.
5. A elevar o premio do engajaroento para
aprendizes e corpo de imperaes marinheiros de 608
a 1008 ; e bem assim o do engajamenlo para o ba-
talhao naval, eqniparando-o ao premio concedido
aos engajamentos do exercito.
O. A elevar a 20 annos o lempo de servico
das pracas do corpo de imperaes marinheiros, que
ou foreni_recrula4os ou pasaarcm para elle das com-
panhias de aprendizes, concedendo-lhes no fim des-
se prazo a pensao da reforma cora o sold por intei-
ro; podendo entretanto o governo, depois do prazo
que fixar cm regulamenlo, e antea dse lindaremos
mencionados 20 annos, licenciar aquelles qae o me-
recerom por sea compertemeoto, com a condicSo de
se empregarem bordo dos navios mercantes nacio-
naes.
Arl. 2. As disposiefes do artigo antecedente sao
permanentes,
a Pavo da cmara dos depntados, 19 de maio de
1854. A. C. Sera. J. M. Pereira da Silva.
O Sr. Barrete Pedroso, pediodo a palavra pela,
ordem, manda mesa am rcqaeriraenlo do bispo de
S. Paulo.no qual este pede a cmara a concessio de
5 loteras p'Sra a conclusao do seminario episcopal
daqaella cidade. O illuslre deputado recommenda
commissao a que este requerimento tem de ser re-
metlido,que altcndendo s valiosas e justificadas ra-
zes em que o dito prelado fundamente seu pedido,
se apreste a subraeller considerado da casa um
projeclo favoravel.
O requerimento he rom eltido commissao de fa-
zenda.
Sr. Viriato pe le a urgencia,para que entre em
discussa o projeclo que diz respeitoj uavegacaoa va-
por pelas aguas do Parnahiba com a emenda subs-
tituiliva qne lora offerecida 10 mesmo na sessao an-
lccedenle,peip que ficara adiado.
Sendo approvada a urgencia pedida pelo nobre de-
potado, enfra em lerceira discussa o projeclo a que
elle se refere com a emenda apoiada.
Nao luyendo quem peja a palavra, julga-se a ma-
teria discalida.
O Sr. Viriato (pela ordem): He preciso decla-
rar que a emenda substitutiva nao vai inulilisar o
projeclo na parte relativa provincia do Maranliao.
O Presidente : Eu vou por a volos a emenda
tal qual este ; nao posso fazer nenhuma declarado.
O Sr. Viriato : O anno passado separaram-se
as duas questoes; (lcou o que dzia respeito ao Ma-
ranhao em am projeclo, e o que dizia respeito ao
Piauhy em oulro.
O Presidente: Nao comprebendo o que requer
o nobre deputado, porque a emenda he sifbsliluti-
va de todo o p/ojecto.
O Sr. Paranagu : Quaudo V. Ex. poz era
discussa o projeclo, eu Uve occasiao de observar
que a parte do mesmo projeclo relativa navega-
gao do Parnahyba linba sido destocada da parle, re-
lativa i navegt(o do Ilapicuni-mirim. Acbo pois
muilo razoave! o que pondera o nobre deputado,
porque nem a emenda substitutiva ao projeclo pode
comprehender o que diz respeilo a navegagao do
Itapicur-mirim.
O Presidente : Na mesa nao conste o qoe aca-
ba de declarar o nobre deputado ; o que te deu
para a ordem do da foi o projecto tal qual se acha
impresso.
O Sr. Paranagu : Separou-se o anno passa-
do, posso asseverar islo a V. Eft ; recorra-se s
acias.
O Sr. Paula Candido (1 secretorio): Julgo
que a duvida do nobre deputado nao pode prevale-
cer, porque se parle do projeclo ficou adiada, a vo-
lacao a que se vai proceder agora nao recabe sobre
essa parte adiada. A declararlo do nobre deputa-
do nada melhora, deixa as cousas na seu estado. Se
o adiamenlo de que falla o nobre deputado relirou
da discussa essa parte adiada, pode-so valar agora
a que tem sido discalida, e em todo o lempo preva-
lecer o adiamenlo, entrando em occasiao opporluna
a oulra parte, e sobre ella se volar.
O Sr. Viriato: Mat he que te esl na lerceira
discussa; houve nicamente separaran das duas
materias por decisao da casa.
O Presidente ; Eu vou por a votos o qae exis-
te nicamente.
He approvada a emenda tubslilutva.
O Sr. Santos e Almeida (pela ordem): Aca-
bou-se de volar o projeclo substitutivo ao projeclo
original sobre a navegagao do rio Paniahjba,
mas ainda resta o art, 3 do projecto primordial,
que, como disse o nobre deputado por Malto-Grosso,
tiiiha-se separadoo anno.pastado Julgoquejagorade-
viajtralar-se da materia contida no art. 3.
O Presidente : Vai recorrer-se as acias pare
se examinar que houve. Emquanlo te faz este
exame na secretoria, passa-se a tratar das oulras
materias dada para ordem do dia.
munernrSo dos tervcot prestados causa da ordem
n sobredila provincia, onde foi gravemente ferido
em combate nos campos de Santa Luzia.
O Sr. D. Frantsco pede qne o projeclo lenha
urna s discussa.
A cmara approva esto requerimento, e o projecto
be approvado em escrutinio secreto por 58 votos
contra i.
O Presidente: O que se passou a respeilo do
artigo qae trate da navegagao do rio Ilapicur-mi-
rim foi o teguinie : a cmara approvou em sessao
de 4 de selembro do auno pastado um requerimeolo
do Sr. Sarava, para quose separassem do projecto
os arligos relativos i uavegagao do Ilapicur-mirim,
e qne fosse ouvido o governo a semelhanle respeito.
V-se pois que nao he possivel enlrar hoje em dis-
cussa esta materia, porque a cmara retolveu que
se pedissem uformaroesao governo acerca della.
Entra em primeira discussa o projecto que ap-
prova a pensao concedida a D. Rila de Cassia da
Conceigao, correspondente ao meio toldo da paten-
te desea lilho o alteres de guardas nacionaes Hono-
rio da Fonccca Fej, roorlo em combate na cidade
do Rio ardo.
A requerimento do Sr. Bello tem este projecto
ama s discussa, na qual he approvado em escru-
tinio secreto por 57 votoseontra 3.
Tambem he approvada em urna nnica dscusso
por 58 votos,a resolurao que approva a pensao con-
cedida a Umbelina Leal Ferreira Monteiro, corres-
pondente a metade do sold que percebia seu mari-
do o lente do 2o regiment de cavallara ligeira
Manoel Francisco Monteiro, morto em combate nos
campos de Moren, e sem prejuizo do meio toldo que
por lei lhe compila.
Achando-se na sala immediala o Sr. Carlos Car-
neiro de Campos, deputado por S. Paulo, he iolro-
dozido com as formalidades do estvio, presta jura-
mento e toma asseulo.
ConUnuando-se na ordem do dia, entra em ler-
ceira discussa o projecto n. 26 de 1852, que appro-
va a pensao concedida a D. Mara Anglica Ferrei-
ra Mena Barrete, e Je approvado em escrutinio se-
creto por 52 volos coulra 9.
Segoe-se a discussa de dous artigos addilivos of-
ferecidos a este projeclo, um approvando a pensao
annual de 600 concedida a viscondetsa da Lagaa
em remuneragao dos servicos prestados peto sea fal-
lecido marido, e oulro aprovando a peosao annual
de 1938 concedida ao alteres reformado Rodrigo
Lopes da Cunha Menezet em remuneragao de ser-
vigos prestados em campenha em qae fora ferido.
Verillcando-se nao _haver cata, o6r. presideule
declara encerrada a discussa desles dous arligos, e
d para ordem do dia de 22 a mesma, accrescendo
a segunda discussa do projeclo, que auloiisa o go-
verno a ougmenlar os ordenados dos correios das
secretaras de estado.
RELATORIO.
Apreunlado assemblea geral legislativa na se-
gunda sesso da nonalegislalura,peloministroe
secretario de estado dos negocios do imperio Luiz
Pedreira do Cauto Fcrraz.
Augustos dignissimos tenhores representantes
da nacao Brasileira. Noraeado mioistro e secre-
tario d'estado dos negocios do imperio por decreto
de 6 de etembro do anno passado, venho hoje ter
a honra de apresentar-vos o relatorio dos diversos
ramos do servigo publico consernenle reparligaoa
mea cargo.
Procurareidesempenhar esledever demaueiraque
abuse, o menos possivel, de vossa. indulgencia o al-
tencao.
Familia imperial.
Suas mageslades imperaes e as sorenissimas prn-
ceazs gozara de perfeilasaude, grasas Divina Pro-
videncia.
O coraco de suas mageslades imperaes mais urna
vez foi traspassado de viva e intensa dr, sendo es-
la causada pela infausta noticia do falecimeoto de
sua magcsiade fidelissima a senhara D. Maria II,
raihha de Portugal, sua augusta irmaa.
Tao lamentavel successo, occorrido em Lisboa no
da 15 de novembro do anno prximo flndo.nao po-
da deixar de lambem magoar a nagao Brasileira,
que assim perdeu a primognita do fundador do im-
peno.
Eleifiies.
Tendo sido augmentada a represenlaeao nacional
com um senador, e um deputado pala creagao da
provincia do Paran,deram-se oportunamente as or-
dens necessarias para a respectiva eleteao.
Corrcu esta pac tica mente,~e j se acha terminada.
Expediram-se lambem as ordens para as eleigOes,
queja se effectuaram, de um deputado pete provin-
cia de Minas Geraes, e de dous pela do Rio de Ja-
neiro, era consequenca das vagas deixadas pelo ex-
minislro da jusliga, o conselheiro Laiz Antonio Bar-
bosa, e pelos actuaes ministrotda marinha, e do im-
perio.
Expediram-se idnticas ordens para as leigGes
dos senadores, que teem de preencher as vagas exis-
lenles na respectiva cmara pelas provincias de S.
Paulo, Ro de Janeiro, e Malte Grosso.
Concluiram-se diversas qoestoes pendentes sobre
eleigoes municipaes, tendo sido annulladas, alm
das queja vos foram communicadas, as de N'. S. da
Guia, da capital da provincia do Malte Grosso ; de
N. S. da Ponte da cidade de Sorocaba, provincia de
S. Paulo; do municipio de Quixeramobim e fre-
guezia de Sanl'Anna, termo da -villa de Acarac,
na provincia do Cear ; da villa de S. Joao da Pal-
ma, na provincia de Gqiaz ; da fregaezia da Poe-
te de Pedra na provincia do Pari e finalmente
da freguezia de S. Paulo de Olveoca, da villa d'E-
ga, na provincia do Amazonas ; petes razos decla-
radas los avisos, que vos serao prsenles. '
Algumas duvidas, cujas dccisOes serao opportuna-
meote submetlidas ao vosso conhecimente, appare-
ceram ainda sobre o processo eleitoral no lempo de-
corrido da apresentagao do ultimo relatorio.
Sendo j mu avullado o numero de seraelhaoles
decsocs, proferidas pelo governo, desde que se
coraegou a executer a respectiva lei regulamentar,
niandei-as coordenar, e reunir em um s corpo. Ser-
vos-ha transminido este lrabalho logo que se con-
cluir.
Servir para facilitar qaalquer exame, que por
venturajulgueisconveniente fazer acercadas mes-
mas decses.
Secretaria d'estado.
Acba-se hoje leste da secretoria do.imperio, co-
mo sou official-maior, o Dr. Fausto Augusto de A-
guar. Saa inlelligencia, c o zelo de que he dolado,
tao em verdade um poderoso auxiliar para o bom
andamento dos negocios da repartigao.
Contina o servigo todava a soffrer muitos em-
baragos em virlude da organisagao da mesm secre-
taria, que na actualidade nao pode absolutamente
satisfazer asonis imperiosas necessidades.
Sobre este ponto largas c roui desenvolvidas con-
sidenigoes fez em seu relatorio o meu digno ante-
cessor. Nao cangarei pois vossa paciencia, repro-
duzindo-as. J a augusto cmara dos senhores de-
putados Ibes dea o peso devido, concedendo por sua
parle a nccessarla aulorisagao para a reforma da
secretoria.
Logo que for convertida em lei, tratar o governo
de dar-lhc o conveniente desenvolvimento.
S assim se pdenlo remover os embararo, com
que diariamente lula a repartigao, e de que resul-
lam a demora do expediente, a coafuaSo do archivo
e o atraso do registro.
Basta altender-se aos muitos e variados ramos do
servigo pubco.que correm por esUi repartigao, o ao
extraordinario expediente qao sobre ella pesa, para
se reconbecer, que ainda cora o maior zelo, dedica-
gao, e assidudade dot seu empregados, nao be hu-
nianameiile possivel que preenchao fim de saa crea-
rao, c habilite o minislro para totalmente entregar-
seaos serios cuidados, que lhe devem merecer os rae-
Ihoramcntos materiaes e moraes, que o paiz exige,
tem dreilo do esperar dos poderes do estado.
Presidencias de provincias, e palacios provinciaes.
Tendo de inaugurar-sc a provincia do Paran
creada polo decreto n. 704 do 29 lornou-se de misler marcar o ordenado do respectivo
presidente.
Fe-lo o governo por decreto n. 1232 de 19 de se-
lembro passado, arbilrando-lhe a -quanlia annual de
6:0008000 reis.
Em cumprimenlo do l.o do ai ligo 11 do decreto
n. 719 de 28 de selembro do mesi no anno, foi ex-
pedido o decrete n.1311 de 5 de Janeiro do cor-
rente, regulando, segundo os litad tes tragados no re-
ferdol;, os ordenados dot tecrethrios dos governos
das pro) tocias.
Cometi medida melborotcie alguma cousa a
sorte d'estes empregados. Ainda assim nao gpzam
de vanlagens correspondentes saa poaicao, e s ar-
duas funccOes que lhcs compre exercer.
Depende islo de orgauisar-se entre nos a ndmi-
nislragao, creando ama carreira que Ibes faga ante-
ver um futuro, a que suas habililagoes e estorgosos
conviden).
O governo medite seriamente sobre este objeclo,
quo exige estudo c altencao. .
Continua a ser sentfvel em algumas provincia* 1
falte absoluta de palacios, que sirvan) para resi-
denciados presidentes, de urna manelra correspon-
dente i tua elevada posicao.
Nao podendo o governo Hender a lodos os ped*
dos, qae leve, afim de,consignar qaaolias para o a-
ceio edecorago de tees edificios, lia procurado re"
mediar, como tem tido possivel, este inconveniente,
aulorisando pelo ministerio a meu cargo as despezas
para os rnalos e mobilia, que mais iustohtemente
exigiam os presidentes das provincias do Amazonas,
Para, Maranhao, Piauhy, Parahiba, Sania Camari-
na, Paran, e S. Pedro do Sul. ..'
Vai sendo executada a providencia temada por
mea antecessor para evilar a continua e exces-
siva deterioracao, e extravos dos movis dos pala-
cios.
Para qne honvesse nosle objeclo a conveniente
nniformidade, e se pudesse fazer nma escripturagao
regular oa secretaria do imperio, rcmetli por aviso
circular d 6 de dezembro ultimo o modelo, pelo
qual devem ser organsados os retpcclivos inven-
tirios.
Cmaras municipaes.
Adherindo s ideas manifestadas por lodos os meus
antecessores acerca da actual organisagao das enma-
ras municipaes, e tendo tido o seu objeclo j consi-
derado em muitos relatnos, julgo-me dispensado
de desenvolver largamente este ponto.
He nma verdade reconhecida que, taes quaes se
acbam constituidas, nao podem as cmaras muni-
cipaes corresponder a todas as esperangas disperta-
das pela sua creagao.
A nedessidade de obraren) sempre como corpos
colleclivos difliculto a realitagao de muil .> suas
melborcs inlcngSes.
A falla de undade de aegao, iudiapcnsavel no
exercicio de atlribuiges executivas, e meramente
administrativas, embaraga caritlantemente o rpido
desenvolvimento das principaes deliberagOes das c-
maras.
Impede lambem a continua e eflicaz vigilancia,
tao necessara para a boa adminislragao da seus
beot, e para arrecadagao e aproveilamnto de suas
rendas, posto que era geral exiguas. Obste, final-
mente, a Gscalisago que lauto reclamara as obras
a seu cargo, a par da inspecgo que devem exer-
cer sobre os empregados que lhes sao subordi-
nados. 0
Juntem-sea ludo istoamulliplicidade de funeges
diversas, e os poneos meios. de que em regra podem
dispr estes corporagSes, e reconheccr-se-ha que
com razao muitos de meus antecessores Gzeram cons-
tantemente sentir ao corpo legislativo a convenien-
cia de ser reviste e melhorada a lei, que organisou
as cmaras municipaes.
Os melhoramelos, porm, de que este le carece!
exgem, em minha humilde opiniao, a reforma da
nstituigao, senSo -quanto parte esssncial das at-
lribuiges municipaes, que, propriamente delibera-
tivas, lhe devem ser manlidas, ao menos, mas in-
dispensavelmente, no tocante *s tuas fancgOes exe-
culivas.
Exigem que se asente primeiraraente no modo
praticodofazer-te a separaco de tees attribuiges,
e de serem estos conferidas a autoridades, que ca-
balmente as possam desempenhar.
Exigem emura um complexo de medidas dealgum
alcance, entre si ligadas, que se prendera a nm vasto
plano de reforma administrativa.
Nesle sentido parara no ministerio do imperio tra-
balhos importantes, elaborados, j pela commissao
noraeada por meu antecessor, j por oulras pessoas,
que foram consalladas store a materia.
Esles trabalhos oceupam minha particular alten-
cao desde muto tempo por ter feito parle da com-
missao, a que acabo de referir-me.
Sobre elles peosa o ministerio ; e posso. auangar-
vos.que, se (autos oulros lao variados quSo urgentes
negocios nao o livetsem ao mesmo tempo oceupado
no curto espago decorrido desde que foi nomeado,
estara elle hoje habilitado para apresentar-vos de-
finitivamente o plano, qne entendesse melhor e mais
adoptevel para essa reforma.
Limites.'
No dia 19 de dezembro do anno lindo leve lugar
a inaugratelo da provincia do Paran, tomando pos-
se da presidencia o conselheiro Zacaras de Goes e
Vasconcellos.
Nao s quanto u parto r ca I i va organisagao dos
diversos ramos do servigo publico, mas tambem no
tocante ao desenvolvimento material da nova pro-
vincia,' e principalmente ao melhoramento de snas
vias de communicagao, den-lbe o governo as respec-
livas intlrucges.
O decreto de.19 de maio de 1843, que marcea
provisoriamente os limites das provincias do Rio de
Janeiro, e de Minas, contina a dar lagar a fre-
quentes conflictos entre as autoridades do termo de
Campos, e'dos tres municipios da ultima provincia,
com os quaes confronte.
Nas palavras d mesmo decreto se teem fundado
as pretengSes d'uma e d'outra parle, eutendendo-se
diversamente algumas de suas disposres relativas i
Gxagao das divisas.
Os presidentes de ambas as provincias, apesar dos
esforcos que tem empregado, recommendando asres-
pectivas autoridades loda a prudencia e circiimspegao
em materia, que pode originar serias consequencas
oexigindo a restricta observancia do. di lo decreto,
tem conseguido evita-las, mas nao fazer cessar o de-
sacord porque este nasce,romo disse, da divergencia
que ha, quanto verdadeira inlelligencia daquellas
disposiroet.
Para d'uma vez por termo a este desagradare!
estado de cousas acaba o governo de encarroar o
engenheiro Pedro Taulois de tragar por modo claro
as linhas divisorias, segundo iustruges que receben,
cingindo-Se slrictameute s dclerminagCcs do citado
decreto.
Espera o governo qao assim desaparecerao os con-
flictos, cessando o motivo que os tem occasionatlo.
Logo que me sejam remettidos os lrabalho* d'esle
engenheiro, ser-vos-hAo Iransmiltidos, afim de que
o corpo legislativo possa resolver a queslao, designan-
do positivamente os limites, que forem mais conve-
nientes commodidade dos povos, que habitara nos
pontos contestados.
A cmara municipal da cidade de S. JoSo da Bar-
ra, da provincia do Rio do Janeiro, represenloa ser
conveniente a mudar-se saa divisa com o municipio
de Itepemerira, da provincia do Espirito Santo, que
corro pelo rio Itebapoana, para a Cordilheira Geral,
que pouco diste. O governo exigi do presidente da
ultima provincia inforraages e esclarecimenlosa tal
respeilo.
Tera'-se lambem suscitado duvidas sobre limites
entre oulras provincias, e algumas datem de anligos
lempos. Espera o governo informagoes, cuncernen-
tes ao objeclo, para lomar as medidas o providencias
convenientes, a fim de se extinguir essa fonte .de
continuas conteslagoes e conflictos de jurisdiegio
entre as autoridades locaes.
Archivo-publico.
Proseguio-se nos IrabalhosdecoordenagSo eelassi-
ficagao dos papis, que por motivo do incendio que
destruio o edificio contiguo ao desla repartigao na
roa da Guarda Velha, se deslocaram e confundirn),
quando tratou-se de p-los a salvo das chamas aoe
ameagavam consumi-los.
Foram reculbidos ao archivo, durante este anno,
mais 21 documentos.
Fizeram-se os competentes catlogos das carias,
provises. c ordens regas, desde a date de 1662; cojo
numero sobe i mais 6.000, e lem-se dado principio
a lrabalho de idntica natureza sobre oiitras series
de documentes.
D'ha muilo era seutida a necessidade de mnd.ir-sc
esla repartigao do edificio, em que tem estado, na
ra da Guarda Velha, para oulro, que s coudigoes
esseociaes para o sen desenvolvimento reuniste mai-
or espago.
Acha-sc hoje felizmente salsfeila cs.la necessidade.
O governo cooseguio dot religiosos franciscanos, uos
quaes'enconlroa a melhor disposicao, urna parte do
seu vasto convenio do morro de S. Antonio.
Com as obras a que mandei all proceder, e que
se ncham quusi concluidas nos reparlimenloa cedidos
para se Ibes dar as proporces que exige o archivo,
hade esta repartigao melborar muilo do seu estado
presente, e podara censervar-se naqnellc lugar por
muilo tempo.
A reorganisagae do archivo publico he ainda as-
sim de racoohtcida reeacia. Como acha consti*
taido, e com o regulamenlo, porque te rege, nao po-
de corresponder ao tea deslino.
Se, como espero, for o governo definitivamente
aotorisadu para reforma-Io, tratara de tao imprten-
le objeclo com a conveniente tolicitudc.
O espago oceupado at agora por esla repartirlo
foi aproveitedo para a das trras publicas, e a da
inspecgo geral da Inslruccao primaria e secundaria;
Saude pblica.
A exacto e rigorosa apreciacao do estado sanitario
do paiz he ainda mui diflicil enlre nos.
Nesto materia, apena o toctos que, poi* extraor-
dinarios, se tomam nolaveis, quer por seu effeitos,
quer pela necessidade da aceSo protectora da ad-
minislragao publica, sao m geral ot qae podem ser
registrados,
A instituicSo da junte central de Hygiene Pu-
blica, e das commissOes provinciaes, veio preencher
urna tacana, e abrir a mais conveniente va para se
marchar >antojosamente nesle importenlissimo ramo
de melhoramentos.
Quaesquer, porm, que sejam os seus esforcos, nao
lhes pode, ainda por muilo lempo, permit ir a ca-
rencia de meios, e de auxiliares habilitados (com a
qual tem de iutar), o desempenho complete de suas
multiplicadas e arduas fungues na larga esphera, que
lhes foi tragada.
Sobe'de ponto a difflculdad'e pelo que parlieulaij
mente respeito aos estados praticosmiuucit
profundos,qbe sao indiipensaveis para se !
determinar a natureza do difierenles enfermit
que aparecem, endmica ou extraordinariamente
cm diversa localidade difinir as condicefies liygie-
nicas que especialmente assdelerminam eexplicarn.
Accresce qae nao ha sidotaiutla possivel estobele-
cer eslas commissoes era todas a provincias, nem
as que cstao era effectividade lem podido regularssar
suas relacoes cm o centro commum, de modo que
reincm em todos os lrabalho a uniformidade e a
harmona necessarias para que apresentem resulto-
dos de interesse geral,
Astim pois, excepgao desta cidade, a cujo ret-
peito a Junte Centrar tem elaborado lrabalho de
verdadeira importancia, c que revelam o zelo e de-
dicaeao, cora que se lera dado'ao exercicio de suas
tle suas funeges, nao posso transmitlir-vos se n3t.
as noticias, que lem ebegade ao conhecimente. do gc-
vemo pelas autoridades publicas, as noticiases mais
das vezes incompletas,porque quasi nunca se baaeam
em dado* seguros esalisfactorioscoibidot por homens
habilitados.
tiraras Divina Providencia, e o eoverno te cora-
praz em coramiiuicar-vosque a febre amarella, pot-
to que ainda no anno passado reapparecesse spora-
dcamente neste cidade, tem hoie della, e da mor
parle das provincias do imperio, completamente
desapparecido. E exceptuadas as enfermidades, que
com maior ou menor nlensidade te coslumam ma-
nifestar em diversas localidades, por circunstancias
qae lhes tao especiaes, pde-se diier qae corren o
anno passado regularmente emtodo o imperio, no
tocante sande publica.
O Ilustrado presidente da junta central apresanlou
u relatorio, que acharis appenso. rico de conside-
rages fcienlificas, e de observagoes praticos sebre
as causas de insalubridade, qae actuam sobre esto
cidade, e relrtivamente s medidas qpe jolga conve-
nientes para as combaler e destruir.
Abi largamente se disculem nao s as que devem
ser permanente adoptadas parase conseguir afim-
peza e o acteio da cidade; a pureza das aguas -po-
taveis pela contervagao e desenvolvimento das fio-
restos nas montonhas d'ande ellas dimanam; a falsi-
ficagao dos gneros alimenticios; om tyslcina -mais
completo 4c soccors pblicos, etc.; mas tambem
providencias occasionaes, qae enleude dever asibsli-
tuir as qnarentenas, contra as quaes, pela fniiifcdiiii
que se fazem, positivaraente se pronuncia, casSj-
nuteis e vexturios dos interesses commerSe, *
propondo, em lugar dellas, (trocessot que, em
opiuao, sao sulcienles para extingirem o germen
pestilencial, que posta ser-ros importado.
Especialmente trate das causa da febre amarella'
averiguando asque influirn! na invasaoda epidemia
de 1850, referindo seas principaes tymplomaa, e as
lesees encontrada! not cadveres das victima, e fi-
nalmente discolindo o Iratomento, curativa e pre- '
ventivo desle flagello.
O governo se oceupg seriamente, como lhe com-
pre, era etludar ot meios 'de levar a effeito, denlre
as medida indicadas, as que te reconhecerem mais
urgentes e vantejotas, e forem desde log possiveis.
O hospital raarilimo de Santa Isabel, situado na
Jurujuba,, que lao benfico effeitos tem prodazido
no iratomento d Iripolaces do navios, surte nes-
le porto, as quaes coslumam de ordinario ter victimas
preferidas pete febre amarella, acha-se consideravel-
mente melhorado.
Teem sido nelle construida vaste commodas
enfermaras, segando asindicace da commissao sa-
nitaria, creada pelo decrete de 3 de Janeiro do anno
passado, e a cajo cargo se acha a adminislragao do
hospital. Foi dispendida a quanlia de 19:0009000.
Haveado tido ltimamente autoritaria pelo go-
verno a compra do edificio, em que st eslabeleci-
do este hospital, ajostoo-a o presidente da commis-
sao pela quanlia do 16:700$000, e brevemente ser
reahsada.
*/
A
Tambem com aulorisagao do governo, fot alugada
urna casa na visinhanrd do mesmo hospital, parase- .
rom all tratadas as mnlheret accommellidas por a-
quella enfermidade a bordo dos.navios.
Comprou-se, por'ordem do meu digno antecessor,
por 16:0008000, um vapor para ter empregado no
transporte.dos enfermos das embarcagespara o hos-
pital, e ainda de Ierra, quando queiram receber os
seus toccorros. Este, servigo era at enlo prestado'
por um vapor pertencente ao commendador Ireno
Evangelista do Souza, qae o poz a disposicao do go-
verno sem indemnisagav alguma, nem anda petes
despezas do combustivel e cosleio, que foi feito, da- .
ranle lodo o tempo, sua costa.
Foi ltimamente presente ao governo o regala-
ment confeccionado pela commissao para reger o
eslabelecimento. Pende 1 saa adoprao de consulla
da scelo respectiva do conselho de estado.
Ao zelo e dedicagao dos digno presidentes, e mais
membros da mesma commissao, se deve inconleste-
velmeato o estado satisfactorio, em que se acha este
hospital, earegularidade, cuidado e fiscalsagao, com
que hoje he feito lodo o servigo que lhe ha cooser-
uenle.
O modo como sao all i tratados 0 enfermas tem
graogeado ao estebelecimeuto a melhor reputeglo
enlre as.lrpolagoet dos navios,para os quaes tem tido
um inapreciaveJ recurso.
Nao posso dexar de fazer referida commissao, os
elogios, a que tem direito pelos valiosos servigo; que
tao desinteresadamente tem assim prestado huma- '
nidade. '
No os pago decorrido desde o 1. de maio do anno
passado al o fim do maz ultimo, (ratoram-se no dito
hospital 1,570 enfermos. A morlalidade foi insigni-
ficante, pois que riSo passou de 268 individuo!.
No arligo ettebelecimentos de caridade*r'^rte
de oulras insliloigOes, que entendem com a sade
publica.
Quanto s provincias, passo a dar-vos as teterma-
ges, que cliegaram ao conhecimeato do govewo.
Rio de Janeiro. Apenas em alguns -pontos
grassou a febre amarella sem grande nlensidade.
Espirito Santo.Na Colonia de Santo Isabel ma-
nifeslou-se epidmicamente, nos principios desle
anno, urna febre de mau carcter, que pouco antes
tambem grassra passageiramenle oa Iregoeaia do
Queimado, distante 6 leguas da capital. Segundo as
ultimas noticias tinha j cessado.
Baha. No mez de abril do anno passado reap-
pareceo na capital a febre amarella, fazendo seo
maiores estragos, como coslurna, a bordo do navios.
Para tratamente dos enfermos, fundou o presiden-
te da provincia, de accordo com a commissao de hy-
giene, am hospital no si lio de Monserrl no subur-
bio- da cidade.
Al o mez de selembro, lempo em que desappare-
ceu o flagello. foram tratados neste hospital 74 doeti-
les, des quaes tallecern) 40.
Dcsd o principio do corrente auno teem-st ma-
nifestado algas casos em pequeo numero.
Esle hotpilal ficou definitivamente estabelecido,
tendo sido, como em nutro lugar informo, comprado
por ordem do governo o edificio em que se acha.
Na ciiladc do Cachoeira, e povoggao de S. Flix
alguns casos lambem apparecram da mesma enfer-
midade ; e na viHa e parte da comarca di Monte .
Santo, bem como na da Barra e Caravelita, [rassa-
ram cmara de tangne, que Gzeram mui a* vic-
tima.
Sergipe. Na villa do Lagarto e Ilabianna foi
tambem a populacau accommettida fortemenle por
esla ullima enfermidade.
/'ernamtfueo.Constava ltimamente que alguns
casos de febre amarella benigna tinhamapparecido
na capitel, mas al a dala das ultimas informagoes
nao linham sido competentemente verificado.
Casos semelhantet se manifestarim na comarca do
Limoeiro.
Mandn o presidente d proviut* preparar am
hospital provisorio na filia do Pin, e represen lando
ser necessario constrnir-se ahi um '"trelo perma-
nente, caja planta e oreamento remetteu foram estes
approvados peto governo, que prometleu por toa
disposicao para este fim, 110 prximo, exercicio, a
quanlia precisa.
Parahiba. Reinaram na villas de Campia
Grande, e Lago Nova.e povoagOet de Pedra de Fo-
go cmaras de sangee, appareceudo ao mesmo lem-
po casos de lebre amarella.
Rio Grande do yorte.-A povoigo da Pona-Ne-
gra, e villa de Eslremoz foram accommeltidas por fe-,
bre de difierenles caracteres, c em Macan appare-
cram alguns caso de bexiga.
Desde 27 de Janeiro at 5 de fevereirp enlnrram
para as enfermaras eslabelecitlas naquella povoagao
75 enfermo, do qoes fallecern) 7.
Para.Na viHa de Ourevn desenvolven-se ltima-
mente ama epidemia do febre, cojo carcter nao
consta das respectivas informagoes.
Dorante o anuo passado, poneos casos se derarp de
febre amarella na captol, nico ponto d provincia,
onde este flagello nSo destapparecea completan*!nte,
lugo depois da invasao em 1850,
S. Paulo : A febre amarella, que nos princi-
pio* do anno passado causou estragos na cidade de
Saulos, exlinguio-sc completamente.
Na cidade de Paranagu, e villa de L'baluba de-
scnvolveu-se ltimamente urna epedimia de febre,
cuja natureza era aiuda duvMosa na date tas ulti-
mas iuformages.
Consta que neste villa, tendo sido atacada 60
pessoat, falleceram 6. ,
Santa Catharina: Cessou inlflraroeote o da-
sello da febre amareila,>que a apila! tappare-
4
'/



!

I
i
I
DIMN) DE PERNAMBUCO TERCA FEIM 20 DE JUNHO OE 1854.
cera em mareo do nao findo, tendo oaquella epo-1 fe 12 do junbo de 1854. O vareador Antonio Jos
cha feito 87 victimas. | de Oliveira,
A respeile dat oalras provincias, nada consla
lrn dat enfermidadcs que nells coslumam reinar
Vaccina. O namero das pessoas vaccinadas du-
' rante o ultjmo anno, em lodo o imperio, a excep-
So das provincias do l'iauhy, e de Mallo Grosso,
da quaes, bem como de algans municipios de en-
tra, nao se oUivenm informacBes, foi, como cons-
ta do respectivo mappa, de 19,491.
Este numero be inferior ao que apresentou o
mappa do anno anterior.
A eircumslaucia de nao se ter manifestado o fla-
gello da varila com carcter epidmico em larga,
escala, como em outros annos, era. nenhuma pro-
vincia, posto que visitasse algumas localidades, ex-
plica a diminuicso desla cifra.
Com entilo, nao estabelecendo as nossas leis me-
didas coercitivas mais fortes aosqne dexain, por
indolencia, de premunir-e contra a bexiga pelo uso
deste tao til preservativo, so a elle recorrer as
ccasioes em que enfermidade faz seus terriveis
estragos.
Aecrcsce que, as classes menos Ilustradas, anda
reinam preoonccitos. qoe afastam grande numero
de pessoas dos beueficios da vaccioa. S o lempo e
aeco das autoridades os poderao vencer.
Este servico fat-se com muila irrogularidade fra
das grandes cidades.
Alm daquella repuguancia que a massa da popu-
lacho, principalmente do interior, manifest, con-
correm para isto a difliculdadc de commuatcacoes,
a grande distancia que separa as povoacoes, e final-
mente o pouco zelo, com que a maior .parte dos
rommissario vaocinadores preenchc suas fungues,
pelas quaes nenhuma relribuirao lhes he dada.
(Continua) Ae-ha'.
Despacharam-se as pelicoes de Antonio Pereira
de Faria, do Joaqoim Jacinto, de .Manuel Jos de
Araujo Machado, de Manoel de Sooza Tavares, de
Placido Pereira da Silva.
Eu Manoel Ferreira Accioli, ofllcial da secretaria,
o escrevi Bario de Capibaribe, presidente. Re-
g e Albuqujerque. Reg. Oliveira. S Pe-
reiraMamede.
REPABTICJAO DA POLICA.
Parte do dia 19 de junho.
Illm. o Eim.Sr.Participo a V. Exc que das
parles houtem e hoje recebidas nesta repartirn,
consta lerem sido presos: i ordem do subdelegado
da freguezia de S. Fr. Pedro Goncalves, o pardo
Antonio Jos dos Santos Pernambuco, por brisa, e
Joito Kibeirn sem declararSo do motivo; orden)
do subdelegado da freguecia de Sanio Antonio, Jo-
s de Campos Ayrcs, por ebrio, e o prelo esclavo
Manoel por andar fgido; a ordem do subdelegado
da freguezia de S. Jos, o pardo Gabriel Domingues
Eor desordeiro, c Francisco Miguel Lino, por em-
riaguez ; e ordem do subdelegado da freguezia
da Boa-Vista, Joao Baptista dos Passos, sem declara-
ran do motivo.
Dos Ruarde V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 19 dejunho de 1854.Illm. eExra. Sr.
consellieiro Jos Bento da Cunda e Figueiredo, pre-
sidente da provincia.Luiz Carlos de Paita Teir
xeira, chefe de polica da provincia.
PERMITO.
Contrato das carnes verdes. >
Re ario das pessoas que mataram rezei, mediante
a multa de 10)000 rs. por cabera, na conformi-
dad doarl. 9 do contrato das carnes xerdes, e
retolucao da presidencia de 21 de dezembro do
anno prximo pastado,seiutoditas multasdosdias
12 a 18 do corrente mez dejunho de 1854.
PIIBLIGA0ES A PEDIDO.
A mea amito Dr lena ci Firmo Xavier e a'
sua Exm.1 Sr.', por oecaiU'o da morte do
na multo presada Alba.
Rosa, viveu como a rosa,
Linda concha de perfume ;
Anjo, voou pa os anjos,
A' gloria de Dos, scu nume.
Foi-lhe relampo a existencia !
Desmaiouem breve a estrella,
Ante a luz da eternidade,
Que inundavaa faco del la I i
Vera sequer pdde da vida
Sentir amarga saudade ; \
SOam-lhe ju em festejo ...
Os hymnos da eternidade.
Oh I muilo valcm carinhos
De urna mili piedosa c lema !
Mas a ventura celeste
He mais que a affeicao materna!
De nossa crenca abre o |ivro !
De consolacoes que fonle !
A quem pranteiao seu anjo
De esperances que horisonle 1
Curva o eolio i mo do Eterno.
Mas conhce-llie a bondade...
Pois choras porque cedeslc
L'ma flor divindade?
Dos pode ceder-te anda
Ihilras glorias, outras flores,
Na heneao que felicita
Os leus candidos amores.
F. A. Barros.


CAMtiBA VCNXCIPAX. SO RECITE.
2. SESSAO ORDINARIA DE 13 DE JDNHO
DE 1854.
Presidencia do Sr. Barao de Capibaribe.
Presentes os Srs. Reg e Albuquerque, Mamede,
Reg, Vianna e Oliveira, abrio-se a sessao e foi lida
approvad a acta da antecedente.
rol lirio o seguinle
EXPEDIENTE.
Um ofncio do presidente 3a commisso de hygie-
no publica, representando sobre achar-se. grande
numero dos quintaos das casas desta cidade innun-
dados de aguas pluviaes cs.lagnadas, donde se des-
prenden! miasmas, que podtm viciar anda mais o
ar atmospherco, e influir perniciosamente na saude
publica ; bem como a respeito das estribaras de
alague! existentes denlro da cidade, que n8o con-
servan) a limpeza e outras condirocs exigidas pelo
arl. 4. til. 9. das posturas; pedindo que, quanto
a estas, mandas.se a cmara que o fiscaesttoessem
observar a disposicHo do citado artigo; e quanto
aquellas, a do artigo 2. lil. 3. das mesmas postu-
ras. Resolveu-se que nesle sentido s expeditscm
ordena terminantes aos 0scaes,*e so rospondesse
commisso.
Oulr do fiscal de Sioto Antonio, informando so-
bre ter procedido, nos termos das posturas, ves-
toria no sobrado da esquina da ra do Livramenlo,
pertencente aos herdeiros de Joaquim Jos de Mi-
randa, e remcllido conladoria o,termo demnlla
contra os meamos por nao lerem cumprido no lem-
po prefixo na vestoria, o que foi revolvido nesta.
Que o procurador informaste cora urgencia a res-
peito.
Outro do fiscal de. Jos, informando a respeito
do ofilcio da commisso de hygiene publica, relati-
vo as reces, que morrem de molestias natoVaes, e
sao aproveiulas pelos moradores da Cabanga, di-
zeudo que essa gente he tal, e tao pouco se impor-
te com as isas proprias vidas, que descnlerram- as
retes para lhes tirar o couro e vende-lo ; mas que
llie nao coma qne aproveitem a carne ; e fazendo
outras considera?oes a respeito. Rcsolveu-se que
se dissesse ao* fiscal quefizesse enterrar as rezesde-
pois de csqnartejadas com o couro, e lomasse as
providencias necessarias, afim de que nao fossem
desenterradas, o aproveiladas as suas carnes. Nes-
le sentido mandou-sc responder commisso de hy-
giene, remetlendo-se a informaeSo do fiscal, por
copia.
Outro do administrador do cemiterio, Iransmil-
tiudo duas cuntas, que llie foram enviadas pelo the-
sooreiro do grande hospital de caridade, da desbeza
de 9311959 rs., feita com o tratamenlo no mesmo
hospital, dos africanos livces, empregados no servi-
co do cemiterio.Sal, e Jaques, efim de que a c-
mara autorisasse o seu pagamento.Mnndou-se ex-
pedir ordem ao procarador para pagar ; o responder
ao administrador do cemiterio.
Outro do fiscal de S. Jos,- remetiendo o mappa
do gado morlo para consumo desta cidade, na se-
mana de 5 a ti do correte (535 rezes) inclusive 42
pelos particulares.Que so archivasse.
Outro do fiscal da Varzea, participando ler-se
morlo para consamo daquella freguezia, no mez de
maio findo, 74 rezes.O mesmo deslino.
Foram approvados os seguales parecer e propos-
ta ; o primeiro sobra o fornecimento de carnes ver-
de* ao povo desla cidade, tepois que lindar o'res-
pectivo contrato ; e a segunda sobre levanlar-se om
telheiro no mercado do peixe, para ficar esle abri-
gado do sol e da chuva. A commisso especial, a
quem foi remedido o ofilcio incluso do Exm. presi-
dente da provincia a respeito do fornecimento das
carnes verdes, tendo pensado maduramente sobre
o objecto, enteude, quanto primeira parte do re-
ferido cilicio, que se deve recommendnr aos fiscaes
a maior vigilancia na observancia das posturas re-
lativas i materia dos8e9 do arl. fiti, daleido
1. de oillubro de 1828; e quanto asegunda, que
i. conven fazer-se acquisicao de um terreno, em que
se estabeleca orna sola para deposito do gado, que
for destinado para o consumo, mediante prero m-
dico, e per cerlo namero de dias, as immediaces
da cidade: que se permita (sem o menor obst-
culo livre concurrencia) a incorporarlo de urna
eompanhia, em que a cmara tome parle, mais co-
mo fiscalisadora, do que como especuladora : que
se coDslruam, quanto antes, mais doze (alhos na
ribeirada fregoezia de S. Jos, visto qoe, os existen-
tes no s,Tp sufflcientcs: que em cada um dos
achongues publicas hnjam dUponives olo lalhos com
balanzas e pesos promplos para os criadores, que
quizerom talliar seus gados, pelo que nada pagarlo :
e, finalmente, que do chafariz das Cinco Ponas
M leve um annel de agua para n centro dos eurraes,
os quaes 'deverSo ser calcados e ter os tanques, que
foram necessarios. Paco da "mar municipal do
Recifc 12 dejunho de 1&').Antonio Jos de Oli-
veira Jos Marta Freir Gamciro.
Proponho que, depois de se obler approvaco do
Exm. presidente da provincia, se mande levantar
para a venda do peixe um lelheiro, onde o pesca-
dor esteja coUferto dos ardores solares, eonde pos-
sam aquellos, qoe quirerem, negociar em grosso e
a retalho neste gejero. Para resarcir as despezas
do referido telheiro, a cmara estabelecer ama mo-
iea ao. Pato da cmara municipal do fteci-
AO PUBLICO
. Passamos agora a fazer algumas breves reflexoes
a respeito dos fundamentos em .que se basea o ac-
cordao supra. Principia ello ero seu prembulo pe-
lo fonda ment de que nao lie preciso naver conci-
liajao por serem teslamenlcirosj por lano adminis-
tradores, e como taes no poderem transigir. Aqui
temos nos o primeiro fundamento falso, porque na
petico inicial pediram-se legados e juros; estes
nao podem ser pedidos ao tcstamenteiro como tal,
e s aim em Sua qualidade individual, c em sen no-
me singular; no entaoto apresenta-se este funda-
mento com um carcter mu diverso, como setra-
lasse de pedir somenle legados a om testamenteiro.
Pelo facto de se lerem pedido juros na mesma peli-
cao era forco-o hav.er concilarT; c aioda mais,
segue-se lambem a incompetencia da accSo, por-
que nilo podem ser pedidos juros por aeco sum-
roaria, e smenlo por acc.lo ordinaria, em que se
convenca i quellc a quem esses juros, se exigem, da
falta de cumprimenlo de sea dever e demora cul-
pavel: pelo contrario na accao actual luuive con-
fissao e condemnacp de preccilo, esomente quanto
aos legados ; o que he muilo difiranle do que o
accordao quer inculcar, Quanto ao segundo funda-
mento, em que se diz que n3o se verifica a leslo,
tambera he falso, como passamos a provar : 1., de
urna avallaran milla em sua base nao se pode tirar
elleito valido ; e de facto e de direito, a valalo
de que se trata he nulla, por ter sido feila por fal-
so avaliador ; alm de ser lesiva, como em outra
parle demonstramos : -2.% a base em que se fundou
o accordao de que subi em praca a mais do que as
segundas avaliares, lambem he falsa ; porque nao
houve no todo dos dous predios segunda avaliacno ;
e como se pode tirar das avaliacoes argumento de
que nao ha lesao, sendo'alias ellas falsamente fei-
tas ? E ser prova de n haver lesao o ter sido
avaliado o predio na primeira avaliacao em 17:300J)
rs., e na segunda em 9:0U03rs., vendendo-se em
praca por 13:5009 rs., quando an|cs linha sido ava-
liado no ioventario em 15:0009 rs., invilidando-se
por diminua'.' e ainda mats, tendo sido esle predio
lambem avaliado por 20:000$ rs. para S. M. I. com-
prar? sendo um palacete quasi ultimado, que es-
lava por mais de 30:000$ rs. ? nao ser lcsSc ter si-
do vendido por 13:500$ rs., bavendo sido annol-
lada pelo recto juizo Sr. Dr. Sequeira, por baixa
a avaharlo de 15:000$ rs., ao inventario ? Quanto
ao terreno: ser legal, e servir de prova de nao
haver lesao lerem sido vendidas(em praca 60 bracas
por 4:500$ rs. quando'ja antes da pra^atlnha a di-
fera de 5:000$ rs. por 20 bracas, o que elevara as
60 bracas sq por si a 15 contos e mais, como consta
de minha pelicao fl. 361, em que pedia licenca pa-
ra vender a250$rs. a braca, ficando ainda com 40
bracas e mais 500$ rs. do preco porque foi vendido
o todo? Seri verdadcirO e decente o fundamento
do accordao, quando diz sendo pelo contrario as
primeiras excessivas ? A prova que os Srs. juizes
encontram nos autos he ser a primeira' avaliacSo
de 88-5300rs. por braca, e haver a ollera de 250$
rs., o que demonstra evidentemente o contrario :
de forma que.'sendo a .segunda avaliacan 50$ rs. e
a primeira 889300 rs., e nao deixando o juiz ven-
der a 250$ rs., e depois vendendo era praca a 75$
rs. a brara, nao he isto lesao ? e nao he falso tal
fundamento ? Na verdade este facto d orna prova
de que com effelo foi exceisica a primeira avalia-
i.'u na cabeca dos Srs. tres juizes que sao muilo
conscienciosos I Tendo vista para verem que a ava-
liado de 17:000$ rs. do predio, e de 5:300$ rs. do
terreno eram excessivas, a nao tiveram para verem
que tinbam sidoaonalladas por baixas a da 15:000$
rs. do predio, e do terreno em propongo ; para
isso nao tiveram vista!! !
Quanto ao outro predio, temos que a primeira
avaliacao de parte da casa foi de 46:500$ rs. e a
segunda de 20:000$ rs.; tomos mais que a parle
avaliada em 20:000$ rs. renda 2:300$ rs., (quasi
duze por cont, quando a le computa o valor ca-
pital em vinte vezes a renda), o que prova 'que a
primeira eslava na forma da le; e a outra parle di
casa que foi avaiiada nicamente ama vez (sendo
por tanto falso o fundamento que diz cobro-se
a segunda avaliacao. a) foi avaliada cm dez conlos
rendando 700$ rs. ; em proporc,o desta parte de-
va a outra partecr avaliada em 33:000$ rs., vis-
la do que renda, e nao em 20:000$ rs., isto mesmo
pelo clcalo dos avaliadores.
A' visla de laes avaliacoes poder um juiz em sua
cnsciencia dizer que nao ha lesao, meramente ba-
scado em taes avaliacoes? nao ser um fundamen-
to muilo ftil, c al um absurdo o lirar-se urna tal
cousequencia .' e aondo foram altenddos os cen-
ceos no valor de oito contos ? Pelo que toca ao 3.
fundamento, quo diz, que o mco de se comporem
lesoes nao lie embargo, e que os arremalanles sSo
pessoas a isso estranlias, e q'ue'iio bouvo irregula-
ridades : esle fundamento igualmente he falso, por-
que, bavendo nullidades msanaveis, como provado
est mesmo nas arrematares, nao he exacto, antes
falsissimo o dzer-se que foi regular a arrematarlo;
quando dos autos a fl. 369 consla que o proprio ar-
rematante Braga a nao achou legal, requerendo qao
qaeria que llie garanlissem seu diuheiro, para o que
o procurador dos legatarios assignou termo em 3t
de onlubro de 1818, de Ih'o repir dentro de 24 ho-
ras. Accresce que o processo desde seu comeco es-
t nullo por falla de conciliaco pelo que diz res-
peito aos juros, e porque foinos demaudados na
qualidade de herdeiros e testamentemos. Dahj em
diante multas nullidades insanaveis exislem tanto
na parle que diz respeito aos exequentes, como mes-
meaos arremalanles, pelo nue baslava tomar-seco-
nbecimento deltas, para ficarem nullas as arrema-
tarles ; os arremalanles eram partes interessadas e
muilo, lano que lomarain toda a defeza a si da
dos autos; aporque oque aflecta execucao, igu-
almente allecta i arrematado. Quanto a dizer-se
nao ser o meio o do embargos, notaremos que lugo
quo appareceram as avaliacoes em juizo filemos'ver
que nao eslavam lgaos, e fomos atleudidos' pelo
juiz em nossa reclamadlo ; porm depois, t/or in-
trigas, fomos desatlendldos o fizemos toda a oppo-
o a nosso alcance, houve arrematar o, e qual
seria o meio senSo embargar no trans., &'carias ?
Nesses embargos, alm da arremalarao, reclamamos
mais cinco pontos; desses, tres foram altenddos
na primeira instancia no valor de 400$ rs, os
outros veremos qual ser oseo futuro: por tonto,
se nao he meio competente para urnas cousas lam-
bem o nao era para as outras. Quanto ao quartn
fundamento, ja dissemos que existem no processo
nullidades insanaveis tanto na parte dos arrematan-
tes como na parle dos exequentes, pelo que prova-
do est, que ha falla de formalidades exigidas na
lei de 1774 ; porque tendo sido irregular a avalia-
cao, est nulla a arrematarlo ; por tanto, falso he
o fundamento do accordao. O quinto fundamento,
a respeito da pelicao fl. 372, refere-se a um facto
muilo diverso, do quo na verdade he, n por isso
lambem falso ; porque a pelicao de que trata o ac-
cordao foi para outro fim, e nao para aqaelle a
que foi applicado ; foi para prevenir um segundo
mal, isto he, para nao haver lambem prejuizo no
passar em juizo a quitado que o procurador quera
dar do producto que estava em seu poder, a 114 em
lugar de 107 por cento, que era o cambio do dia ; o
que indo a efleito he hoje ama de nossas reciama-
SOes no valor de tres contos e tanto ; por tanto nao'
foi approvando aquillo mesmo a que eslavamos
fazendo opposico.
Digam agora os Srs. juizes, porque ra7.no sao jal-
gados allos nas rela(es os procesaos de habilila-
eso, e commerciaes, etc., por incompetencia do
juizo, apezar de ler sido approvado' pelas parles, e
at sustentado ? para que annullam lodos os dias
taes processos, tendo os partes approvado, como
dizem os Srs. juizes em seu accordao ? Assim lhes
conveio para cerlos finsl Poder-se-ha, conceber
que quem eslava fazendo opposicjto flzesse tal peli-
cao para approvar ; ou seria para prevenir a con-
tinuado de mais prejuizos ? Emfim, quebrndo-
se urna perna e eslando-se eni risco de quebrar a
outra, tralaudo-se* de prevenir a qaebra da segun-
da, o meio de prevenir vem a ser prova de quo se
approvoa o quebrntenlo da primeira perna;
como fiz ver a um delles quando Ihe apresenlei a
pelicao pedindo declararan do accordao. Verdade
seja que elle declarou que livesse en a raz3o que ti-
vesse, sua conviceno eslava feita E assim se deci-
de da fortuna alheia I)z-se mais que os arre-
malanles sao pessoas estranhas execucao." Os Srs.
jnizes sabem muilo bem que quando est nulla a
execucao, ipso facto nulla esl a arremataco, por-
que o que allecta a execucao igualmente aflecta a
arremalarao que he urna de suas principaes consc-
quencias. Aprendam, poii, que ha nullidades que
nunca se podem sanar, e saibam (o que nao ignora
qualquer esludante de direilo ) quo a a forma dos
juizes he de direito publico, o nao pode alterarse
pela vontade das partes. Se servisse de prova, co-
mo pretendem os Srs. tres juizes em sen accordao,
o qoe as partes requeren) e allcgam, nde cerlo nun-
ca haveria processos nullos, ncm seria preciso em
nenhum caso prova leslemunhal, porque o que t-
vessem requerido as parles servira de prova, por
esta forma ficariam sanadas todas as nullidades ( ou
as nSo haveria), e o direito seria o que as parles
allesassem, e nao o que mandam as ordenaccs. Na
presente exposico temos demonstrado que o accor-
dao proferido pela relacao de Pernambuco foi basca-
da em falsos fundamentos, e qne se nos fez injusli-
ca manifesla ; nao sendo guardada a inviolabilidad*
da lei; anles, pelo contrario, nimias dellas foram
violadas* e a ordenaco foi atacada em muijas de
suas disposicoes; mas em fim ludo sao cascabulha-
das.
(Continuar-te-ha.)
Feijo.....,.....
Fumo boiii....... .
ordinario......
n era folha bom ....
> a ordinario .
n roslolho. .
Ipecacuanha .......
domina..........
Gengibie. .......
I.enha de achas grandes. .......
)> pequeas.......
b b teros .... ........
Pranchasde amarello de 2 costados. .
b louro..........
Costado de amarello de 35 a 40 p. de
c. e 2 X a 3 de 1.......
b de dilo usuaes........
Costadinho de dito..........
Snalhti de dito..........
Forro de dito.......... .
Costado de louro...........
Csladinho de dilo. -.........
Soalho de dito............
Forro de dilo.............
b cedro. .
Toros de (atajaba. .
Varas de parrera. .
b a aguilhadas
b quiris. .
alqucire
, @"
B
B
5000
69500
39000
89000
19000
. o 39000
. b 32$000
alqucire 29000
19500
19600
$600
99000
urna 12$000
79OOO
cento
B
B
quintal
. duzia
B
209OOO
109000
89000
69000
39500
69000
59200
39200
292OOJ
39000
19200
19280
19600
$960
Em obras rodas de sicupira para carros, par 40$000
erlos
t>
. caada
alqueire
. urna
B
Mclaco......
Millio......
l'eilra de amolar.
b filtrar............
b rebolos......... n
Ponas de boi.............cento
Pissaba...............inolho
Sola ou vaqueta.........
Sebo cm rama .....
Pellcs de carneiro.......
Salsa parrilha. ........
Tapioca.............
I"nhas de boi. .........
Sabo.........".....
Esleirs de perperi.......
Vinagre pipa.........'
Caberas de cachimbo) de barro.
169000
$200
19600
9&10
65000
$800.
3$800
9320
meio 29IOO
ii> 5$500
$190
209000
b 29500
. cenlto 9210
. $090
. urna $160
. 3O9OOO
milheiro 59000
urna
MOVIMENTO DO PORTO.
Novio sabido nota 19.
Liverpool pelo CearMarca maleza Vaiparaizo,
capitao Joseph Joughin, carga assucar e algodo.
EDITAES.
Reccbi do Sr. Antonio Ramos de Azevedo, por
mao do Sr. Jos Bplisla da Fonceca Jnior, a
quantia de qualro ceios mil ris, importe da pri-
meira prestacao de 20 por ceulo de dez aceces do
Banco desla praca, nova emissao perlencentes ao
Sr. Dr. Rnymundo Jos Faria de Mallos, que as
cedeu ao senhor cima, e serci obrigado a fazer o
seu traspasso, quando receber as apolices. Per-
nambuco 13 de Janeiro do 1854. Manoel Duarte
Rodrigues.
COMMERCIO.
PKACA DQ RECIFE 19 DKVUNUO AS 3
HORAS DA TARDE.
ColacOcs ollicnes.
Cambio sobro Londres a 26 1|2 d. 26 5p3 d. e 27
d. 60 d|v.
Dilo sobre Parisa 365 rs. por franco.
Dito sobre o Rio de Janeiro2 % de rebate 20 djv.
Diuheiro por poucos dias6 % ao anuo.
ALFANDEOA..
Rendimcnlo dodia 1 a 17 .' 149:071*828
dem do dia 19....... 3:43992%
152:5119124
Descorregam hoje 20 de junho.
Barca incleza Philnmercadorias.
Barca po'rluguezaGratidaoidem.
(iaropeira nacionalUcraraolio, fumo e,charutos.
CONSULADO EKAL. '
Rendimento do dia 1 a 17.....19:5379633
dem do dia 19"........I:483$'i96
21:0219129
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia 1 a 17. ..... 1:8199843
dem do dia 19.......' 3559997
2:2059810
Exportacao'.
Buenos-Ayres por Montevideo, barca hollandcza
Celestina, de 359 toucladas, condu/.io o seguinle :
:35barricase 200 barriquinhas com 8,804 arrobas c
18 libras do assucar, 200 pipas agurdente..
RECEBEUOK1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 19 '. 6309769
CONSULADO PROVINCIAL.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em comprimenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 17 do crranle, manda fazer
publico, que no dia 27 de jolho prximo vindouro,
vai novamenle praca pra ser arrematado a quem
por menos fizer, a obra do acude na Villa Bella da
comarca de Paje de Flores pelo novo orcameiito de
4:6019600.
A arremataco sera feita na forma dos artigos 24
e 27da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sb as clausulas especiaes abaxo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremataco
conipnrccam na sala das sessfies da mesma junta, no
dia cima' declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas-.
E para constar se maodo affixar o presente o pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da (hesoararia provincial de Pernambu-
co 26 de maio de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira ti'Annunciacao.
Clausulas especiaes para o arremataco.
1. As obras dcsleacude serSo feilas de conformi-
dade com as plantase orcamento a presentados ap-
provacao do Exm. Sr. presidente da provincia, na
importancia de 4:6049600.
2.a Estas obras de ver jo principiar no prazo de
dous mezes, c serao concluidos no de dez mezes, a
contar conforme a lei provincial n. 286.
3. A Importancia desta arremntacao ser paga
cm tres presUires da maneira seguinle: a primeira
dos dous quintos do valor total, quando liver con-
cluido a melaile da obra; a segunda igual primei-
ra depois de lavrado o termo de recoithecimento
provisorio; e a lerceira finalmenlc de um quinto de-
pois do recebimento definitivo.
4.a O arrematante ser obrigado a communicar
repartirlo das obras publicas com antecedencia de
30 dias, o dia fixo em que lem de dar principio
execucao das obras, assim como Irabalhar seguida-
mente durante 15 dias, afim de que possa o enge-
nheiro encarregado da obra, assislir aos primeiros
trabalhos.
5." Para ludo o mais que nao esliver especificado
nas presentes clausulas, sesuir-se-ha o que determi-
na a lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1854.
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira d'An-
nunciacao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da resolucao da junta da fa-
zenda da mesma thesouraria, manda fazer publico,
que nos dias 26, 27 e 28 do corrente se ha de arre-
malar a quem por menos fizer, as mpressoes dos
trabalhos das diversas roparlices publicas provinci-
aes avahadas em res, 3:5009000.
A arremataco ser felt por ropo de um armo, a
contar do 1v de julho prximo vindouro ao fim de
junho de 1855..
As pessoas quo so propozerem esta arremataco
roiiiparecam na sala das sessoes da mesma junta.nos
dias cima indicados, pelo meio dia, compelentemete
habilitadas.
E para constar se niandou affixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 14 de junho de 1851. O secretario,
Antonio Ferreira ti AnnunciacSo.
O Illm. Sr. inspector da. thesouraria provin-
cial, cm cumprimeuto da resojurtlo da junta da fa-
zenda, manda fazer publico, que nos das 26, 27 e
8 do crranle perante a mesma junta, se ha de ar-
rematar a quem por menos fizer o fornecimento dos
medicamentos e utencilios para a enfermara da ca-
deia desla cidade, por lempo de um anno, contar do
I.- de jnlho prximo vindouro a 30 de junho de
1855.
As pessoas que se propozerem a esla arremataco
comparecam na sala das sessoes da mesma junta nos
dias cima declarados, pelo meio 'dia, competente-
mente habilitadas, que ah Ihe serao prescules o for-
inulario e condicoes d'arreinalarao.
E para constar se mandou affixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de'Pernam-
buco 14 dejunho de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira tiAnnunciafiio.
Achaodo-se tirado o nivelaraento do terreno
sobre que lem de conslrnir-se o matadouro publico
no lugar da Cabanga, e marrado com postes, a c-
mara municipal faz publico qoe conlinuam as pra-
ca-nos dias ordinariamente marcados para sessao,
para arremataco d'essa obra, cuja plaa, plano _e
orcamento se franqueiam diariamente na secretaria
da mesma careara, a quom ahi os quizer consultar.
Paco ila cmara municipal do Recife cm sessao.ordi-
naria de 19 dt junho de 1851.Burilo de Capibari-
be, presidente.No impedimento do secretario o of-
ficial Manoel Ferreira Aecioli.
Real eompanhia de paquetes ingleze* a
vapor.
_ No dia 20 deslc mez
esperu-se do sul o vapor
a Severn b, commandan-
Ic Hasl, o qual depois
da demora do coslume,
seguir para a Europa: para panageros, trata-se
com os agentes Adamson Howie & Coropanhia. ra
do Trapiche Novo n.42.
Administrarao do patrimonio dos or-
phaos.
Permite a admioistracao do patrimonio dos or-
phoos se ha de arrematar a quem por menos fizer o
fornecimento dos medicamentos para o eollegio dos
orphaos por lempo de um anno, que ha de ter prin-
cipio do 1. de julho prximo futuro ao fim de junho
de 1855: as pessoas que se propazorem fazer o di-
to fornecimento podero comparecer na casa das
sessoes da mesma administrarao nos dias 16, 23 e
30dricorrenle mez pelas 12 horas- da manha.Se-
cretaria da administrarlo do patrimonio dos or-
phaos, 9 dejunho de 1854.Antonio Jos de Oli-
veira.
Companliia brasileira de paquetes *e
vapor.
Fica designado d'ora cm diante o dia da chegada
dos vapores o este porto, para se engajar a carga ou
encommendasque*se poder receber: al o roeio-dia
seguinle devero os remetientes ter acabado os,seus
embarques, e a essa hora apresentaro os despachos
na agencia legalmcnte formalisados, como exige o
consulado geral, para a oraanisacao dos manifestos.
que devem acompanhar o paquete. Por carga fica
entendido, ser os objectos sujeilos a direitos, e por
encommendas os pequeos volumes de produccao
nacional. No dia da sabida do paquete somenle se
admittir passagelros e diuheiro a frete, e nada mais
sem exceprao lguma al duas horas antes da mar-
cada para a sabida do vapor. Recife, ra do Trapi-
che n. 40, segundo andar, 13 de Janeiro de 1854.
or ordem do Exm. Sr. presidente da provin-
cia se faz publico, que esla aborta a matricula da
aula de desenlio do Lyceu. Directora do Lyccu 17
de junho de 1854.O amanuense,
Hermenegildo Marcelino de Miranda.
Pela adminislracao da mesa do consulado de
Pernambuco se faz publico, que no dia 23 do cr-
ranle, a urna hora da larde, se han de arrematar
em hasta publica, porla da- ineinra, 25 caixcs doce ordinario, o 400 cigarros, no valor de 139HO
rs., apprehendidos pelo soldado da eompanhia d
artfices, Miguel Lino da Purificarlo, por eslarem
os ditos gneros, sendo embarcados sem despacho.
Mesa do consulado de Pernambuco 19 de junho de
1854O administrador, Joao Xavier Carneiro da
Cunha.
TRIBUNAL DO COMMERCIO. '
Pela secretaria do tribunal do commercio da pro-
vinca do Pernambuco se faz publico, que a Sr.
viuva Pereira da Cunha, brasileira. domiciliada nes-
ta cidade e bem assim o Sr. Sebastiao Jos Gomes
Pcnna, cidadao porluzuez domiciliado nesta praca,
malricularam-se nesle tribunal na qualidade de
commerciantes do grosso trato. Secretaria 19 de ju-
nho de 1854.J0S0 Ignacio de Medeiros Reg, no
impedimento do secretario.
Qninta-feira' 22 do cor-
rete, o agente .Borja,
far leilao em seo ar-
mazem, ra do Collegio
n. 14, as 10 horas em
poni, de dm grande e
variado surlimento de
obras de marciueria e
de outros mutos objec-
losque oi mesmo. e 1 cavallo de es-
tribara muilo gordo cm lodos os andares; sem li-
mite.
O Dr. Vicente Pereira do Reg far leillopor
intervencao do agente Vctor, de lodos os livro que
foram do finado l)r. Jos Francisco de Paiva, na ra
do Collegio n. 8, primeiro andar, quinla-feira 22 do
cerrante as 10 ji horas da manha.
AVISOS DIVERSOS.
Hoje espera-se do Rio de Janeiro o
vapor iiglez Severn, que deve trazer as
listas da lotera 45. do monte pi geral:
nas lojasdocostume lia um resto de bilhe-
tes, os premios sao pagos a- entrega das
mesmas listas.
North Rutlierlbrd & Wilson
Mercliam'iSi Commission
Sussex Street North.
Near Erskine Street.
t^SE?1**
Recita em beneficio do actor ,
MENDES
TERCA-FEIRA 20 DE JUNIIUDE 1854.
Espectculo arlado e todo jocoso.
Em primeiro lugar a muilo cugracada comedia em
3 actos 1
RE1FL4BD
Hcsiiaiilia.
Segue-se o lindo duelo, cantado pelo Sr. Monlei-
ro e a Sr." D. abriella,
S TRMBETISIHAS.
Dar fim ao espectculo a muilo inleressanle co-
media em 2 actos,
A PRIMEHU INFIDELIDADE
de
O beneficiado escolheu um espectculo todo jocoso
persuadido que muilo satisfar o publico, (que em
geral gosta mais de rir do que chorar)de quem es-
pera a proteccao costumada.
O Mendes, no seu beneficio.
Ha de ficar muilo contente,
Poisespera da rapnziada
lima grande e bella endiente.
Comegar as 8 horas.
O Mendes transferio o seu beneficio
pelo justissimo motivo da copiosa chuva
que cali o na tarde e noite do dia 14;
por isso roga a todas as pessoas que Ihe
lizeram a honra de aceitar os seus bilhe-
tes de os conservar para virem na ter-
ca-feira 20, gozar do bello' e divertido
espectculo, beneficiando aquello que
sendo ja tao grato para com este pu-
blico, mais penhorado ticara' ainda, com
mais esta' prova de benevolencia e pro-
teccao- O Mendes espera que este reque-
rimento seja despachado satisfactoria-
mente.
mam
Aluga-s para assentar qualqner estabeleci-
menln.a cocheira que fica na ra do Tambin, a qual
aprsenla duas frentes, una para a praca d* Boa-
Vista e outra para a ra da CouccicSo : quem a
pretender dirija-se ra do Aragao n. 12 t. andar,
que achara com quem tratar.
Aluga-se um preto para servico de urna casa,
por mei; quem o pretender dirija-se i ra d luga-
no n. 12.
Precisa-se do^uma ama de leite qoe se encar-
regue de criar urna enanca em sua casa,quem se pro-
pozer aiinunrio por esla folha para ser procurado.
Jos Machado, subdito porluguez, por ha-
ver outro de iaqal neme, assigna-se de hoje em di-
ante por Jos Machado da Rocha.
Precisa-se de 400S000 juros de 1 J, % 0 com
seguraura em um escravo pedreiro, quera coovier
annuncie para ser procurado.
O abaino assigoado comprou por cont e or-
dem do Illm. Sr. Dr. cnmmendador Jacinlho Paes
de Mendonca, morador 110 districto de Porto Calvo
provincia das Alagoas.um meio bilheleem dousquar-
tos 11.1801 da 43.loleria do monte pi geral do Rio de
Janeiro.Manoel Firmino Ferreira.
AO PBLICO.
O abaxo assgnadu, socio geranio da casa coro-
mercial de Joaquim de Oliveira Maia, nesla praca.
declara queo annnncio inserido nn Diario de Per-
nambuco n. 137, 138 e 139, dizendo:Joaquim de
Oliveira Maia, subdito porluguez, relira-te para o
Porto, nao se enteude com aquello, visto achar-se
residindo actualmente no Porto. Recife 20 dejunho
de 1854.Jos Joaquim da Costa Maia.
Aluga-se o primeiro andar da casa n. 14" da
ra Bella : na ra larga do Rosario n. 24, segundo
andar.
Ainda continua estar fgida a escrava criouli
de nomo Bemvindi, lem bastantes marcas de bexigas
10 rosto, de estatura regular, levou vestido de chita
desbolada que parece branca : quem a pegar leve
ra do Queimado n. 61, qu ser recompensado.
Tendo sido roubado na Serra da Russa ha.
diaspassados, Baltazar Jos deMagalhaes Bastos, na
quantia de dous conlos seis ceios e tantos mil ris,
que Irazia para pagamento de seus credores ; adver-
le que nem por isso deixa de pagar a seos credores
no dia do vencimento de suas Ictlras.coro quanto seja
pobre, e livesse soflridu o rouho cima mencionado.
Cm seu amigo.
No dia 17 do corrente tarde cahio da algibei-
ra de um raixeiro urna carteira, conlendodentro da
mesma 449, sendo doas notas de 209, uma de 29,
c duas de l>, desde a ra do Torres, sezuindo pelo
becco das Miudinhas, d'ahi pela ra da Cruz em di-
rpecao pela ra da Cadera, ponte, at a ra do Cres-
po, d'onde vollou : quem a achou querendo resti-
tu-la dirija-se a ra cima indicada por cima dp ar-
mazem de leilOes do Sr. Miguel Carneiro, quesera
gratificado com 209, resliluindo o resto d quantia c
papis.
AS MAIS MODERNAS^ RICASToBf
DE ORO.
Os abaixo assigliados, donns da nova loja de
Ourives da ra do Cabug n. II. confronte ao
paleo da matriz e ra Nova, franqueiam ao
publico em geral um bello e variado sorli-
mento de obras de ouro de muilobons gos-
los e preces que nao desagradarn a quem
queira comprar ; os roesmos se obrigam pnr
qualqner obra que vudcrem a passar ama |
conla com responsabilidadc, especificando a
qualidade do ouro de 14 ou 18 quilates, fi-
cando assim sujeilos por qualquer duvida quo '
apparecer.Scrafim &trmao.
Na povoacSo de Sanln Amaro|de Jaboaco, ao
p da ponte sobre o rio Una, existe cocheira comear-
rus de aluguel,' assim como estribara sulllciente
para receber-se cavados: as pessoas, pois, qoe qoi-
zerem vir a esta cidade, no indicado logar aehiro
cornmndos facis e agradaveis para seu Iransporle.
Offerece-se uma ama secca para casa de pouca
familia : quem precisar, pode ir na ra dat Trin-
cheiras n. 25, para tratar.
Aluga-se o primeiro andar da casa da ra da
Cruz n. 13, proprio para escriptorio ou estabelad-
menln eslrangeiro ; a tratar na mesma asa.
Convida-se pelo prsenle a J0S0 Ferreira Li-
le, que se presume estar actualmente ero Cari*-Ve-
Iho, provincia di Parabiba, filbo do velho Pedro
Ferreira Leite, hroes bem conheeidos na comarca
de Bonito desla provincia, para que venlia qoant
anlds satisfazer a quantia de rs. 20Q9000, conttanle
de orna lellra que aceitou no dia 7 de abril do cor-
rele annn, nesta comarca de Garanhuns, a prazo
de 23 das, cm favor de quem elle bem sabe : M o
nao fizer com brevidadese far publico lodo este ne-
gocio, que he sobremodo desairse ao dilo Leite.
Precisa-se de uma ama de leite : na roa do
larga do Rosario sobrado n. 26, primeiro andar.
No Bazar Pernambocano n. 33, ha para ven-
der o melhor papel paulado que lem vindo a este
mercado, proprio para mappas e relac,0es de guarda
nacional e (ropa de linha.
Prccisa-se de uma prela escrava, que cozinhe e
faca lodo mais servico de urna casa do pequea fa-
milia, paga-te bem : na ra da Cadeia 'do Recife
n. 23.
Quem precisar de um pequeo com pralica de
venda: dirija-se a ra da Cadeia do Recife o. 23.
Quem precisar de uma preta escrava qoe sabe
cozinbar, lavar e engommar perfeilamenle. para Ira-
lar de homem tolteiro': dirija-se a ra do Senhor
Bom-Jesus das Crioulat n. 7.
AVISO AO COMMERCIO.
Manoel & Villan tem a honra de participar aos
Srs. legistas, que se achara sempre na sna fabrica,
ra da Cruz n. 50, um esplendido sortimenlo de
chapos de sol para homens e senhoras,- tanlo de
seda como de panuo, os quaes vendem-se em porgao
de uma dazia para cima, e por preces mdicos.
O abaixo assigoado faz pnblico que tuda de-
ve nesta cidade, nem fora della, por ter pago em
devido lempo as iuas ledras e contas de llvro; e
se houver algem qne aejalgae estar em desem-
bolso, aprsente osea titulo para ser pago ,1 vjsla.
Recife 16 dejunho de 1854.. Antonio Gomes bil-
iar.
O abaixo assignadn por si e por parle de mus
irmaos Honorio Telles Furtado e JooTelles Furia-
do, moradoras lodos nesta comarca de Garanhuns,
previnem pelo presente ao publico desta provincia o
limilrophes, para que de nenhuma forma negociem
com a madrasta dos mesmos, a Sra. Mara de San-
ta'Anna Leite Furtado, a respeito do 'dominio de
nma escrava parda, denome Sabina, queso acha em
poder da dita seolinra, no valor de coja escrava tem
os annn.nrianles suas cotas-partes, que em inventa-
rio por fallecimcnto do pai commnm, lhes cnbe; e
para evilarem qualquer fraude ou pretexto de igno-
rancia, fazem o presente. Villa de Garanhaos9 de
unhode 1854.Jos Telles Furtado.
KeNdimento do dia 1 a 17
dem do dia 19 .
24-^359964
1:4929102
2;32806(i

PAUTA ,
das prfos correntes do assucar, algodao', e mais
gneros do pai;, que se despacham na mesa do
consulado de Pernambuco, na semana de 19
0 24 dejunho de 1854.
Assucaremcaixasbratico 1.a qualidade
2.
^ mase.' ......
bar. esac. -branco. ......
uiascavado.....
refinado...........
Algodo em pluma de 1.> qualidade
'> i> 2.-
3.a
o cm> canico..........
Espirito de agurdente ....
Agoardcntc cachaca.....
o de caima ....
s resillada.....
Gcnebra...........
11 ...........
Licor ..... ......
AVISOS MARTIMOS.






caada

D
......botija
..... canada
...............garrafa
Arroz pilado duas arrobas, um alqueire
em casca...........
..... caada
Azeile de mamona. ......
n mendoim e de coco.
b de peixe, .......
i>



ceulo


parte dos eiequentes coma bem claramente consta.
Cacan
Aves araras.......
papagaios.....
Bolachas.........
Biscoitos..........
Caf bom.........
roslolho........
com casca.......
moido.........
Carne secca ....... .
Cocos com casca.....
Charutos bons.......
ordinarios. .
n regala e primor
Cera de carnauba.....
em velas.......
Cobre novo mao d'obra........ %
Couros de boi salgados.........
espixados...........
verdes .............
. u de nuca............
de cabra corlidos......b
Doce de calda.............a
n b goiaba.............
o secco .............. o
i> jalea...............
Estopa nacional........... @
b estrangeira, mo d'obra. a 1
Espanadores grandes..........um
b pequeos..........
Farinha de mandioca.......alqueire
b u milho.......... i^>
b b ararula......... a '
29700
2*100
1O900
28600
19900
:t9200
690001
59600
5920O
19500
HKMO
9300
9100
9300
9180
9220
9480
9220
5$0Q0
19600
9800
19120
19280
59OOO
uma IO9OOO
um 39000
4o80
69400
55800
19000
39600
69400
39800
29,560
19200
9600
29200
63500
8900
9160
9180
9190
9090
159000
9190
9280
9200
WOO
9320
19280
I9OOO
2*000
19000
9000
O Dr. Alcxandre Bcrnardinodos Res e Silva, juiz
de direilo da 2a vara criminal desta comarca do
Recite por S. M. o Imperador que Dos guarde
etc.
Faco saber, cm virlude do artigo 20 do rcgala-
meulo de 2 9e uulubro da I Sol, que a correicao tem
de ser encerrada no dia 23 do corrente, sendo a au-
diencia geral na casa das sessoes do jury as nove ho-
ras da nauhaa, devendo a ella comparecer os juizes
municipaes o de orphaos, delegados, subdelegados,
juizes de paz, promotor publico e de residuos, cura-
dor geral, Ihesoureiro dos orphaos, solicitadores de
residuos, labelliaes, escrives, .distribuidores, conta-
dores, partidores, avaliadores, depositarios publi-
ros, ofliciaes dejuslica, carcereiros e porteiros, ad-
ministradores de capellas, juizes, sndicos, (hesou-
reiros ou procuradores das ordeus terceiras, irnian-
dades e contrarias sol as penas da lei, os quaes sao
pelo presente convidados. E para que chegae a
noticia de todos, mandei passar a presente que ser
publicado pela imprensa.
Dado e pnssado nesta cidade do Recife aos 17 de
jniilio da 1851. Eu Joaquim Francisco de Paula
Estoves Clemente escrivao da correicao escrevi.
Alexottdre Bcrnardino dos Reis e Sika.
Ignacio Jos Pinto, fiscal da freguezia da Boa-
Usta desta cidade.
Faco publico, para .0 devido coiihccimcnlo de lodos
a quem iuteressar possa, as disposicoes dos arls. abai-
xo transcriptos das posturas municipaes em vigor.
Titulo 3.'
Art. 1." Os proprielarios de terrenos em que fi-
carem represadasasaguasprovcnicnlesdas endientes
das mares, serao obrigados alterra-los, ou escola-
las de modo que as aguas no fiquem estagoadas :
os nfraclorasj serao multados em 259000 rs., e fica-
rao sujeilos a pagar as despezas que a cmara mu-
nicipal fizer com o csgolamcnlo das ditasaguas.
Arl. 2.- Os proprielarios dos predios urbanos de-
vero dar expedicao as aguas das chuvas que se ar-
cumularem em seus quinlaes, fazendo sumi.loaros.
cobcrlus com ralos, mas nunca abrirn canos que
despejem para a ra ; podendo, para evitar isto,
fazer sumidourns nas ras: os infractores sofircro
as penas do arl. antecedente.
A cmara municipal marcar um prazo em que
dever ser feita esta obra.'
Titulo 6.
' Art. 6.- Fica prohibido dentro da cidade o uso
de roqueiras, bombas o fogo sollo (buscop) : os in-
fradores serao multados em IO9OOO rs., e solfrerao
dous dias do prisao. A cmara municipal, por edi-
laes desicuara os lugares em que se possam soltar
os buscaps, roqueiras e bombas de que trata osle
artigo.
E para qrc n?io appareca ignorancia sobre seme-
Ihantcs disposicoes, lavrei o presente que ser publi-
cado pelo Diario.Freguezia da Boa-Visla 17 de
junho de 1854.O fiscal.Ignacio Jos Pinto.
Para o Aracaty segu no dia 20 do corrente o
hiale Parahibano ; recebe carga e passageiros ,
trata-se cora Caelano Cyraco da C. M., aojado do
Corpo Sanio, loja n. 25.
RIO DE JANEIRO.
Segu impreterivelmente na presente
semana o muito veleiro e superior brigue
nacional Damao, ainda pode receber
alguma carga, escravos a frete e passagei-
ros, olFerecendo a estes excellentes com-
modos, que podem ser examinados: tra-
ta-se com Machado & Pinheiro na ra do
Vigario n. 19, segundo andar, oucomo
capitao Cleto Marcelino Gomes da Silva
na praca do Commercio.
Para o Rio de Janeiro salie com
muita brevidade o brigue Sagitario,
de primeira classe, o qual ja' tem a maior
parte do carregamento engajado ; para
o restante, passageiros e escravos, trata-se
coin o consignatario Manoel francisco da
Silva Carrico, ra do Collegio n. 17, se-
gundo andar, ou com o capitao a bordo.
Para o Para' segu uestes dias a es-
cuna nacional Titania: para o resto
da carga trata-se com os consignatarios
Antonio de Almeida Gomes iStCompanliia,
na ra do Trapiche Novo n. 16, segundo
andar.
' PARA'.
Escuna Sociedade Feliz, capitao e pralico Joa-
quim Antonio Goncalves Santos, seguo lio dia 25 do
crranle: para o resto da carga e passageiros trata-
se com Caetano C\ riaco da C. M. ao lado do Corpo
Santo, loja n. 25.
ARACATY.
Patacho Santa Cruz, segu no da 30 do cr-
rante, recebe carga e passageiros; Irala-sc com Cy-
riaco da C. M., 10 lado do Corpo Santo, loja n. 25.
l'ara Lisboa segu vagem impreterivelmente
al 11 do prximo mez de julho, a barca portucue-
za Gratidao: quem na mesma quizer carreaar ou
ir de passagem, para o qao lem superiores commo-
dos, entemta-se com os consignatarios Thoftiaz de
Aquino Fouseca & Filbo na ra do Vigario n. 19
primeiro andar, ou com o capitao Antonio Alves
Pedrozo, na praca.
Para o Ceara segu imprclerivelroenie no dia
23 do corrente o hiale Castro : para o reslo da car-
ga Irata-sc no escriptorio de Domiligos Alvos Ma-
Ihcus, na ra da Cruz n. 51.
Maranhao ePara'.
Espera-se na presente semana o brigue-escuna
Laura, tenciqna-se que tenha mu pouca demora
nesle porto, por ter a maior parle da carga prompla;
para o restante, os pretendcnlas entendam-se com o
ronsiguaterio J. B. da Fouseca Jnior: na ra do
Vigario n. 4, primeiro andar.
No dia 16 do crtenle roubaram da na do Pi-
res, da cata 11. 23 de Mara Joaquina de Moura ama
caixinha de amarello com tres palmos e meio de
compridoe dous'ditos de largura, dentro da dila.uma
caixinha de Flandre com palmo meio de comprido
e um dilo de largura, Com os obeclc* seguinles: 1.
duzia da colhercs novas de sopa, uma dita de garfos
com a marca F. V. por detrax dos cabos, una co-
Iher grande de tirar sopa, uma dita de tirar arroz,
uma colhcrznha de tirar assucar, uma dito de espu-
mar, uma dita de cha, seis pares de fivellas grandes
antigs, urna pouca de prala do espadins antigos,
seis cabos de facas de prata lavrados, mais um dilo
de gommo, tres facas de cabos de prata com folhas
largas e cabos pregados, uma pouca de prala de gar-
fos e colhercs quebradas, um par de brincos de po-
dras coinpridos comcaixa, done relogios de prata,
um pento de tartaruga de nieia la grande rendado,
uma imagem de Santo Antonio com altura de um
palmo com o sea menino Dos e resplendor c cruz
de prala, tres facas de cabo de osso novas e quatro
garfos, dous veslidos de cambraia um adamascado
eo outro de ponto de>cadeia, de cores, uma camisa
de cassa lisa aberta de renda e matames por baixo
do bico, um maraca de prala com 4 cascaveis em bai-
xn]e3 ditos em rima.e mais aigunsobjectos que nao
sao le ni lirados: roga-se a qualquer pessoa da polica
ou a qualquer Sr. ourivet a quem foram offerecirkwos
dilos objectos, queiram lomar e levar na ra Direila
110 primeiro andar do sobrado 11. 12, ou na mesma
casa onde foram roabados, que ser generosamente
recompensado.
DECLARACOES.
Pela delegada do primeiro districto deste ter-
mo se faz publico que, no lugar de, Apipucos, fora
appreheudida a um humera a cavallo qne se podo
evadir, uma mulalinha escrava, de nome Itufina,
menor, que nao sabe declarar quem seja seu senhor :
quem o for rompareca peranlea mesma delega-
da.
LEILOES.
Quarla-feira 21 do correle, agcnle Vctor o
far leilao no scu armazem.rna da Cruz n. 25, as 10
horas da manha, de diversas obras de marcino-
ria, novas e usadas de difiranles qualidades, relo-
giosde ouro, e prala com traucelim para algibeira,
diversas obras de prala de lei, e oulros amitos ol>-
jectos que eslarao a amostra no dia do leiKo,
Com este titulo puhlicon-se um peridico Ilitera-
rio e.recreativnofferecido ao bello sexo pernambaca-
im, o qualpublica-se uma vez por semana aos sah-
badnse acha-se a venda na ra Nova n. 52, loja de
chapeos do Sr. Boavenlura', prora da Boa Visla boti-
ca do Sr. Gameiro.v na cidade de Oliudarua do Va-
radouro n. 38, a 80 rs. cada numero.
Olferece-se uma mulhcr branca de boa condue-
la para servir em casa de homem tolteiro, ou casa
de pouca familia para engommar, cozinhar e coser:
na Gamboa doCarmo n 6.
Faz-se bollo de San Joao e cangica de milho
verde muilo bem feita: na cidade de Olinda atraz
do Amparo n. 11.
Faz-se lodo negocio com a botica da roa do
Rangel n. 8, inclusive armacao e mais perlences: na
ra do Cabiiga, luja defronte da matriz.
THEATRO DE SANTA ISABEL.
Como amante do thealro, e por consegaiute dos
bons dramas que nelle se represenlam, airevi-mc a
lembrar i directora do thealro o drama A Fami-
lia Morel dos Misterios de Paris,por saber que he
composicao de orna senbora. ecomu tuu apaixooado
du bello sexo, e com especialidade da scahoras de
talento, c lambem de romances e de ludo quanto he
bom, ulil e agradavel, mnilo satisfeilo cstou de que
o nosso bom artista o' Sr. Costa, se aproveitasse da
minhi lembranca, (e demais alguem com quem sem-
pre converso a respeilo de thealro) e leve cm sen be-
neficio e snpradiloidrama, pois o publico Ihe fam a
juslica coruapdo-o de applausos bem merecidos, pois
at boje felizmente tem sido bem deseinpenhado.
Eslou ancoso que chegue o dia 21 do crranle para
assistir a esse espectculo tambem delineado, pois
temos de gozar ludo bom nesta noite. Pelo pro-
grtrama que li, sei que vai tambem scena a linda
comedia A Moleira de Marly pela seguuda vez,
e uma outra comedia inteiramenle nova, e em um
acto, cxlrahida dos Misterios de Paris, Cabrion e Pi-
pilo!. Quem lem lido os inlcressanlissimos Miste-
rios de Paris, deve estar bem leinbrado de quanto
solfreu o pobre Pipilct do seu incansavcl perseguidor
Cabrion, que al quera fazer commercio de misa-
do com a sua victima. A dislributcu das partes he
excedente, espero que serao satisfactoriamente des-
empenhadas. Se na leilura do romance, Hn ensa-
cados sao esses episodios, quanto mais em represen-
l'aciio acompanhados de artificio, que tanto realca o
bello ideal? i.embro igualmente que n3n fiqueem
esquecimenlo o bom cafacterismo dos personagens,
tanto no vestuario como nas feices. Eu e todas as
pessoas que prezamos o Sr. Costa, Ihe desejamos uma
ptima noite. bem estrellada, c que a senbora chu-
va nao nos prive lio gosto de irmos ao thealro e les-
lemunharmos uma boa cnchente, pois lal a deseja-
mos de coracao ao Sr. Costa, e esperamos que se rea-
lisarao os nossos bons desejos.
O frequentador do thealro.
Offerece-se umjhomera para caixeiro de qual-
quer casa de uegocio de atacados ou a retalho, o
qual tem bastante, pralica de motilados e fazendas, e
dar as informaces ou fiador a vontade de quem o
pretender: a fallar na IravessadosQuarteis, outr'ora
ra do Sr. Bom Jess, n. 35.
Apparecc presentemente na ra do Vigario n.
12, um deposito de sal de Lisboa, por grosso o a re-
lalho que.se vend mais barato do que em outra
qualquer parle, e se lorna muito til aosh abitantes
do Recife. ,
O Dr. Anlonio Agripino.Xavier de Brilo, for-
mado em medicina pela faculdade da Bahia. ollera-
ce sus prestimos mdicos ao publico desla cidade;
pode ser procurado a qualqner hora em sua casa: na
ra Nova n. 67. primeiro andar. O mesmo se pres-
ta gratuitamente aos pobres,
m_____............
BAZAR PERNAMBUCAKO.
Os douos deste eslabeleciroelo, avisan) ana ]
seos fregoezes e amigos, que tem para ven- ;
der bem em conla os) objectos seguinles : ri-
cos diademas de. tartaruga para tranca de se-
wt nhora, vestidos para noivas, chales de toquira
55 verdadeirot bordados a matiz, ditos de seda,
leques de madriperola multo ricos, romeiras
de relroz bordadas, chales de dilo dito, ber-
tas brancas e pretas, bicos de todas as quali- ;
dades, na esqnecendo os do verdadeiro li- j
nho que poncas vezes se encontram, meias de ;
seda para homens e senhoras, grvalas ameri- 1
canas de selim maco, bonitos uniformes pa- i
ra rriaucas, lidos ntremelos bordados, len- 1
(es de cambraia ,ae lint bordados, setins
de diversas corea, peilosde cambraeita de li- :
nho pra camisas de homem, colletes em coi- i
les decranadina de seda, casMtetat.de ouro;
para retratos, ou para encerrar delicada* m- -^ deixas de cabellos, e oolros mailos artigo ;
& que vistos pelos bous freguezes, nao dexa-
rao de comprar.
O Sr. Jos Joaquim de Oliveira, mande rece-
ber 2 annos de foro vencido hontem, 18 do corrente,
do sitia da estrada dos Remedio. A abaixo assignada
chama a todos das suas propriedadesqueso foreiras,
vao receber na sua morada ra do Livramenlo n. fi,
segando andar.Joaquina Mario Pereira Vianna.
Fartaram doengeolio Guararapes, na noile de
15 para 16 do comente, dous cavallos, um rodado
quasi russo, um pouco pequeo, novo, betn ardigo,
anda de passo ale meio, com crinas e cauda ripada
de fresco: o onlro alasao quasi caxito, velho. secco
sem andares, c tambem muito ardigo. O rodado es-
ta gordo, e o alasao magro, sao ambos quasi do mes-
mo tamanho. '
Na roa Direila n. 33 ao. p da botica,faz-se bo-
los chamados do S. Joao, muilo bem feilos e bonitos
modelos enfeilados, rom ramos, flores, figura de al-
finns, com loda perfeicao, tambem se fazem baudei-
jas com boliuhos para clu, bo-lo francex, doces sec-
eos e de calda, dilo de ovos, arroz de leite, p3o-de-
lo, jeleias de galinha, e de outras substancias.
- Joao Bom de Capistrano, subdito nrasileiro re-
tira-te para o Rio de Janeiro.
Aluga-se a sala defronte do primeiro andar do
sobrado 11. 17, na ra da Cruz ; quem pretender di-
rija-se ao arma/.em n. 25 n mesma ra.
GABINETE PORTUGEZ DE LEITURA.
Por ordem da directora convoca-se o conselho de-
liberativo, ltimamente eleilo, para a toa potse, no
dia 25 do corrente junho, a 1 hora da tarde.O se-
gundo secretario, Manoel Ferreira de Souza Bar-
bosa.
Aluga-se o segundo anclar da casa
da ra estreita do Rosario n. 30, onde
morou o Illm. Sr. Dr. Jeronymo Vilella,
o qual he muito fresco e tem commodos
para familia regular : a tratar com An-
tonio Jos Rodrigues de Souza Jnior,
na ra.do Collegio n. 21, segundo andar.
Miguel Rodrigues Pinto -da .Rocha, porlnguez,
ralira-se para Portugal.
80 loguetes do ar por 500 rs.
Na ra Nova, loja de ferragens n. 24 41, rece-
beu-se um novo sorlimento de fogo de muitas qua-
lidade, assim como foguetes do ar para meninos,
80 por 500 rs.
9 Jos Lopes Gnimaraes, tendo encontrado 9
3 algumas pessoa com o mesmo nome, de ora &
em diante, para evitar equivoco, se assignar O
@ por Jos Lopes Carneiro da Cunha. 9
Precisa-se de uma ama para servir de portas
a dentro a doas pessoas, que saiba cozinbar e en-
gommar : a tratar na ra Direila n. 94, primeiro
andar do sobrado da quina do becco do Cerigado.
Precisa-se de una ama e de urna escrava: na
ra do Hospicio n. 17.
PASSAPORTE PARA PAIZES ESTRANGEIROS.
Na ruada Cadeia do Recife n. 3, primeiro andar,
liram-se passaportes para os. eslrangeiros que quizc-
rem viajar dentro e fra do imperio ; proraetle-se
proraplidao e commodidade de preco.
Santa Cecilia.
A actual mesa rciiedora da irmaudade de Sania
Cecilia, convida a lodos os seu irmaos, comparece-
rem em mesa geral no da 22 do corrente as 9 horas
da manha, para discusso do novo compromisso
que tem de reger dila irmandade.
__ Precisa-se saber onde existe o subdito porlu-
guez Jos Mara Ribeiro, natural de Villa Real, vin-
do para esta provincia haSou 6 annos, afim de em-
pregar-se no cqmmercio; .quem deste individuosou-
Uer noticia, queira dirigir-se ao consulado- de Por-
tugal, na ra do Trapiche n. 6, para dar as eonve-
venienlet informacOet.
S. Joao.
Faz-e bolo de baca moita bem feito tambem
divindade o inglez, para S. Joao, na mesma cata en-
feila-se ricas bandejas de armacao muito modernas,
e tambem raza a 109 c a 89 rs., e outra coosfs pro-
prias para presente, no oitao do Terco n. 2.
.1. kerii faz uma viagem a Europa, e dorante
a sua ausencia, fica por seu procurador o Sr. Juliao
Tegelmever.
LOTERA DA MATRIZ pk BOA-VISTA
AOS 10:000? iiOOO? E 1:000,^000 rs.
O cautclisla Saliisliano de Aquino Ferreira avi-
sa ao respeitavel publico, que as rodas da mesma lo-
tera, lem o seu imprelerivel andamento no dia 11
de jnlho do corrente, em virtudedo annnncio publi-
cado no Diario de Pernambuco de 8 de junho u.
131, pelo Ihesoureiro o Sr. Francisco Antonio de
Oliveira. Os seus afortunados bilhetes e cntelas es-
lao exposlos venda nas lojas seguinles: ruada Ca-
deia do Recife n. 45, de Jos Fortnalo dos Santos
Porto ; na praca da Independencia, n. 4, de Fort-
nalo Pereira d Foneca'Bali, ns. 37 e 39, de An-
tonio Augusto dos Santo Porto ; ra do Queima-
do n. 44. loja de fazendas de Bemardiuo Jos Mon-
leiro (t G. ; roa do Livramenlo botica de Francisco
Anlonio dasChagas ; roa do Cabug bolica de Mo-
roira & Fragoso ; ra Nova u. 16, loja de fazendas
de Jos l.uiz Pereira & Filho; Boa-Visla leja de ce-
ra ile Pedro Ignado BapUsla. Paga tobsua respon-
sabilidadc os Ira premios grande temo descont de
8 [ior cento do imposto geral.
Bilhetes 11000
Meio 59500
Qaartos 29800
Decimos 15300
Vigsimos 700
O Dr. Joau Honorio Bezerra de Mermes, St
0 formado em medicina pela faculdade da Ba-
3$ hia, offerece seus prestimos ao respeiUvel pu- m
3 blico desta capital, podendo ser procurado a
'0 qualqner hora em toa casa Tua Nova n. 19, 0
segundo andar: o mesmo se presta a curar tff
tftoaojooo
5:00000l>
2:500OW
1:0009000
5009000
$} graluitamente aos pobres.
Vraucisco Antonie Pereira Braga, desojando li-
quidar seus dbitos, roga para este (m a seus ere-
dore o favor de comparecerem no dia 26 do corre-
le as II horas no becco do Peixe-Frilo por cima da
venda da Sr. Gabriel.
I
L


-
Mj wtUF*Q09
--,.,---,-- *WM0HHESMP
1 1
DIARIO DE PERNUWBUCO TERCA FEIRA 20 DE JUNHQ DE 1854.
A'oga-se por prego -commodo o segando andar
de om sobrado atraz do (heatro de S. Francisco : a
Iralar com Luir Gomes Ferroira, no Mondego.
J. Chantan, bardare! em bellas leltras, doulor
em direilo formado na nniversidade de Pars, ensi-
lla em sua casa, ra das Flores n. 37, primeiro an-
dar, a \(.t e escrever, Iraduzir e fallar correcla-
menle a lingoa francesa, e lamber dar lines par-
cu lares em casa de familia.
HOMEOPATHIA.
0 Dr. Catanova, medico francez, da con-|
sullas lodos os dias no seu cnsul lorio
MlVBASn!\.28. \
No mesmo consultorio acha-se a venda um
grande sorlimento de carleiras de lodos os I
tamaitos por precos cnmmodhsimos.
CIRCO MIL RIS.
1 carteira com 24 tubos a esculla.
1 tubo grande de globutosavuls. 500
1 dito mediano...... 400
1 dito pequeo...... 300
' uora de untura a escolha 18000
Elemeulos deliomeopaldia 2 volumen 2.a
edicgao.......... 53000
Palhogenesii dos medicamentos
brasileirosl volume. ..... 28000
Trilado das molestias vencrias
para se tratar a *i mesmo. 18O00
Andrade das de carvao de pedra de superior qualidade, por
prego commodo ; nao s veudem por junto como
qualquer porco, a vontade dos compradores : a tra-
tar com os mesmos na ra Nova a. 27.
A ibaiio assignada. vinva do fallecido Anto-
nio da S Leitao, faz certo aos devedores do sea ca-
sal, tanto da praga como os de fura, que de boje em
dianle lem encarregado ao Sr. Jos Xavier Faustino
Hamos Jnior para agenciar as cobranzas do mesmo
casal, bem como aulorisado-o a passar recibo de qui-
la ci ou de qualquer quantia que receber.
Ama Canuda de S LeitSo:
A directora do collegio da Conceigao. fundado
a Cruz de Almas, no sitio da Piedade, lembra a lu-
das as pessoas que sedignaram escolde-lo para edu-
cagaode suas filhas, que no 1. de julho prximo vn-
douro se abre dito collegio, podendo dous dias an-
tes remetter-se os trastes exigidos pelos estatutos. A
abertura do collegio se fara das 5 doras da tarde em
(liante. As meninas q8e tiverem de entrar (lvenlo
assislir a este acto, anda que teuham de voltar por
algum lempo para suas casas.
Precisa-se de um bom meslre de grammatica
da lingua mciooal para ensinar a um menino em
casa particular: na ra Nova sobrado n. 69, pri-
meiro andar.
I D. Thereza Alexandrina rieSouza Bandeira,
Sprofessora particular de primeira* leltras, eos-
turas e varios bordados, estabelcce em sua gjp
9 aula os dous ensiuos de grammatica poriu- $(
9 gueza e msica havendu all mesmo um pa- 9
Sft no destinado ao esludo das aprendizes: a
9 quem convier, dirija-se ao paleo do Paraizo $
S segundo andar unido 3 igreja. *
99&9to&*ssi:m&a99999
O padre Leonardo Anlunes Meira Henriques,
mudo* o seu escriptorio de advocado para a sua lar-
ga do Rosario n. 26, no primeiro andar do sobrado
da esquina para a do Cabug, defronte da taja do
Sr. Peres. .
Jos Valculim da Silva, bem condecido por
ensinar lalim ha 18 anuos, lembra a quem convier,
que a sna aula ciiste aberla na ra da Alegra, na
Boa-Vista n. 38, onde recebe por prego commodo
alumnos externos,-pensionistas e meios pensionistas,
dando ptimo tratamenlo, e lendo os pensionistas
a vanlagem de.alm rio latim,aprenderera tambem o
francez em que seus pas paguem mais cousa algu-
ma por este ensino. O professor adverte que elle
lem provisao passada pelo governo da provincia.
Dcsappareceu no dia 15 docorrenle um negro
por nome Eustaquio, com os sigoaes seguitites: cri-
oulo, de, idade 23-a 24 airaos, bstanle alto, inuito
feio, cara chata, labios grossos, cahega malfeila, ps
apalhelados, anda de vagar, falla baixo; levou calca
e camisa de algodao azul, tem no eos da calca mar-
cado o nome delta por extenso : quem o pegar, le-
*e-o ao Manguind, no primeiro sitio a direita, que
ser gratiQcado.
J. J. PACHECO.
NEW AND ELEGANT DAGUERREAN,
GALLERY.
Pictures iaken at this Esta-
blisdmenl Warranled to give sa-
lisfaclipn, n. 4, aterro d Boa-
Vista, lerceiro Iloor, cdrystalo-
typo. Gallera enriquecida de
magnficos quadroi dourados e
de alabastro, primorosas caixas
e lindas cassolelas, alfineles e
anneis. Tiram-se retratos quer esteja o lempo claro
ou escaro. O respetavel publico he convidado a vi-
sitar o estabelecimento, emboca nao qoeira retratar-
se : aterro da Boa-Vista n. 4-, lerceiro andar.
Deseja-se saber onde mora o Sr. Antonio Jos
de Freilas, natural -de Portugal, que em 1838 mo-
rou no beccoria Gloria, na Boa-Vista : quem soober
dar noticia, dirija-se ra da Qruz do Recito u. 43.
ou annuncie por esta folha para ser procurado, que
se pagar a despeza do annuncio.
O cautelista Salusliano.de Aquino Ferreira dei
xou de vender cautelasdaataterias do Rio de Janei-
ro desde dezembro de 1853, e lem marrado o prazo
de um anno que se ha de lindar no da 27 de maio de
1855 para a liquidaco das referidas cautelas que an-
da existem por pagar.
Loteras da provincia.
O Idesoureiro. Francisco Amonio d'liveira, avisa
ao respetavel publico, que ncham-se venda os bi-
llieles da 2.;< parle da 5. lotera da matriz da Boa-
Vista, na fdesouraria das loteras desla provincia, na
ra do Collegio n. 15 ; na praca da Independencia
taja do Sr. Fortnalo, na ra do Queimodo taja o.
10 do Sr. Luiz Antonio Pereira, na roa rio l.ivra-
mento botica do Sr. Cdagas, ena praga da Boa-Vista
taja re cera do Sr. Pedro Ignacio Ha pi isla. O mesmo
lliesooreiro, espera a eoadjuvagao do respeilavel pu-
blico, e affirma que no dia 14 de joldo correrilo im-
prelerivelmenle as rodas da sobredita lotoria.
Precisa-se de um felor par nm sitio perlo
da praca, que eutenda de plantages de sitio : na
ra da Cadeia do Recifc n. 51, taja.
MECHANISMO PARA ENGE-
NHO.
U FtXDICAO' DE FERRO DO EMiEMItlItO
DAVID W. BOWIAN, PA BA DO BRll.
PaSSAKDO o chafariz,
da sempre um grande sorlimento dos.seguintesob-
jeclos de mechanismos proprios para engenta1, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
construccao ; laixas de ferro fundido batido, de
superior qualidade, e de todos os lmannos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de todas as propor-
gfies ; crvos e boceas de foroaUa e registros de boei-
ro, aguilbes.hronzes parafusos e cavilhOes, moindos
de mandioca, etc. etc.
AMESMAFODICAO'
se eieculam lodas as encommentlas com a superiori-
riadj eonhecida, e com a devida presteza e comnio-
didade em preco. '
OBRAS COMPLETAS
VIRTIOSO E SABIO PRELADO
0 CARDEAL PATRI ARCHA DE LISBOA
8AHAIVA SE S, LHI2.
Y*0. P',lMicar-se pela primeira vez as obras completas do virtuoso e sabio prelado, o cardeal natriar-
rha de Lisboa, Saraiva de S. Luiz. .
O editor, herdeiro dossens manuseriplos, enlendeu que prestara relevante servico as Ultras patrias,
colligindoe commuoicando pela impressaoos Irabaldos de um escriptor recente, que lano nome alcan-
cou, mereceudo^) pela caslidade e elegancia do eslvlo, pela importancia dos assumplos, e pelo fervoroso
cjilto das glorias nacionaes, amor e cuidado constante da sua vida palriolica e mtaileclual.
Mesmo qoando os tacos do saugue. e a gralidao e saudade, devidas memoria de um lio extremoso e
desvelado, o nao obngassem a empregar nesla edieflo o maior esmero, a idea de ariitar as paginas da lil-
leratura contempornea com Uo vaslas e interessantes composicoes, traeadas as diversas provincias do
saber humano, bastara para lhe espertar o zelo, c redobrar a vigilancia.
Dos trabaldos do cardeal Saraiva de S. Ltiiz, urnaparte aeda-se aiuda indita, e be a maior: a oulra
enconlra-se dessiminadamelas memorias daacademia real das scucias, qual originariamenle foi desu-
ada, ou corre avulsa em broedoras estampadas por onlem e i cusa da distinta corporacSo, ou emfim vio
a luz em peridicos Iliterarios cuja publicadocesson da multo. O editar, para a reimpressao e encorpo-
rar,3o de todos os escripto.. na collefco das odras completas, alcancou a prompla acquicscencia da acade-
mia das sciencias, que timbrou portsle modo em ajuniar as anligas urna nova prova de consderacao pelo
Ilustrado socio, que leve a honra de ser seu vico-presidente lano lempo.
As obras completas do sabio prelado abrangem variadas materias, que por suas especialidades podemos
reriuzjra Ires elasses pnncipaes Memorias histricas e chronologicasMemorias e estados filolgicose
miscelneascomportas de nolicias ecclesiaslicos, Biographicasde algons varGet notaveis portugezes, e
cmlim de Tabalhos acerca de objeclos diplomticas, archcologicos. de moilos uniros ramos. A publica-
cao principiara pelasmemorias histricascompredendendo o primeiro volume os estudos e ensaios so-
bre diflerenles pontos historeos em diversas pocas de Portugal. Successivamenle continuarSo a sabir or
seg.untes, se a edicae obliver a actilacao que se lisonjear dp merecer aos cultores da letlras e glorias
patrias, formando (quanlo pode calcular-se) urna serie de ouze a doze tamos de oilvo francez. o 400 oa-
gmas de texlo cada lomo. ^
A edicaoseracompanhadadbumuizocrilicoescriplopetaSr. L. A. Rebello da Silva, e de urna
concisa polica da vida do distancio prelado, feita pelo editor Antonio Correa Caldeira.
Assigna-se para a collecsSo compleU no escriptorio de Novaea & C, ra do Trapiche n. 34, priniei-
Precode cada volume por assignalura.'........ 18200 rs. tartas'.
Avolso ......... 'wi-ju m
Uclara-se que o vulume ou volumes, que conliverem oensaio sobre alguns synonimos da lingua
ortnguezae osglosariose alguns outros trabalhos nao serao vendidos em separado.
PUBLICADO DO INSTITUTO lOMlIOPATHICO DO BRASIL
THESOURO HOMQEOPATHICO
ou
km ADE-IECI DO H01IE0PAIHA.
Melnodo conciso, claro, e seguro d curar hom especie humana, e particularmente as molestias que reinara no Brasil. "Beiu a
PELO
h h d hDR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
.ras ^r^s ja^Ata ^tr^^-TcZ^^
de esUbelecimen os, sacerdotes, capilaes de navios, viajantes, ele, etc., que por si mesmos qizeemco.
nhecer os prodigiosos cITeilos da homceopatbia. s ^ mesnwquizerem co-
ltaus volumes em brochura, por...... 4i^nivm
Encadernados ] \ S 10^0
Fr.n^%3Nov%ta0rA/d^ede'DandarreCeberW^ d au,0r- "^
BOTICA CENTRAL HOMCSOPATHICA
i-v S!?.Pdi5!r *"" fe'Z "a Cra da,Jn,ol boa qualidade. Por isso, e como propagador da liomceopalhia no norle, c immediatamente nteressado
'""""TJocelos, tem o .olordo TIIESOUKO IIOMOEOPATHICD maudaZ preparar, sob
sua inimedialanspecHO, lodosos medicaraenlos, sendo incumbido desse Irabalbo p hbil phaimaceuli
'T^S&^S&^J: P- ""*<- -culado coufl^'o^rSa-
A elhcacia desles medicamenlos he atteslada por lodos que os tcm experimentado; elle nao DTeci-
rn^ l'ma carteira de 120 medicamentos da alia e baixa deluicSo cm slobulos reenm-
mendados no THESOURO HOMOEOPATH1CO, acompahadaTla obrT e de urna
cana de i- vidros de tinturas iiidispensaveis.....
Hila de 96 medicamentos acompanhada da obra e de 8 vidros de tinluras
Dila de 60 principaes medicamentos reeummendados especialmente lia obra, e' com
nmacaixa de 6 vidros de tinturas '
Dita de 48 ditos ditos........','"''
Wta de 36 ditos acompanhada de 4 vidros de unturas". ..'*'"
Dila de 30 ditos, e 3 vidros de tintaras, .....
Dila de 2 dilos djlos. ....,'.!.....
Dita de 24 Jubos pequeos com a obra e 2 vidros de tinluras! !
Tobos a\ nbos grandes. ......., g .
pequeos......
Cada vidro de tintura. .....*.'"*'
diwn^f"MeqUae!qUer e"commasdemedicamenloscom a maior promptidao, e'|*r prec'ofcomrno-
Vende-se o tratado de PEBRE AMARELI.A pelo Dr. L. de C- Carreira or 9mnn
Ruada S. Francisco (Mundo Novo) n. 68-A. -arreira, por. 29000
IO09O0O
90000
C0JO00
OHOO
40)000
359000
309000
2O30OO
190UO
9500
.29000
CONSULTORIO DOS POBRES.
25 RUADO COZiUBGIO 1 ANDAR 25.
kLDI;J?" A" L?b0 Moscozo d" con'uI,as horoeopalhicas Iodos os das aos pobres,' desde 9 doras da
manhU al o meio da, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou imite "
Oflerece-se igualmente para praticar qualquer operacao de cirurgia, e acudir oromnlamele -. ,ni
qner mulher qoe esleja mal de parlo, e cujas circumslancas nao permlttam pagiir ao medico fl
10 nUDUOIH 0 DR. P. A. LOBO moscozo.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Mannal complelo do Dr. G. H. Jahr, traduzido em portogoez pelo Dr. Moscozo, qualro
volumes nca4ernados em dous :........... 4 oroinnfi
qoizerelS SliiniSI'i l?rll,-,C V^* qae l"lam da homeP,"a." nieressa' a todos os medic'oTqi!
rem experimentar a doulnna de Hahnemann, e por si proprios se convencerem da vcrd-ide da
2id?r T5f d0S S "P"584 de navi0' qe nao pode,n y ou. oqIm oor cirr,l.^qU-r ",commodo eu ou d "iripolanles; e inleressa a lodos os che de familia al
V* cas, que nem sempre podem ser prevenida,, sa obrigados a prestar soccorr J a^ualq^
;r.tohrni^^ !bra ir:,menleum is -ta
rta dol ?mo, 'oeHWn?edk'!nadeefenSerChrSl,3,COm manUa' dDr- Ja,,r"c ii>*-
Dila de Jt> com us mesmos livros. .......
Dila "*e 48 com os dlos. ...............
Dita 'totOMS chom Cd0iZ^:adf dB dU, "'"" d:,,ura9 ^""".' coiba: '.
Dita de 144 com ditos s^i^Bfe..........
Eatas lio acompai,hadasd 6 vidros d tinturas' eacolbi..........'
\^TJ1ZZ. qU,erem HeriD8>""So oabalimentodelOSO^rs. em qM,.
Carteira* de 24 tubos pequeos para ataibeira
Ditas de 48dilos....... 8, r................ 89000
Tnboa grandes avolso*.....'.'.'. ............ 169000
Vidros de meta onja de Untura ...'.'.'.......;,...... 1*000
Sm verdadeiros e bem preparados medicam'enins na,", nii.'^i........ ,?5000
homeopalhia.eo proprietariodesle estabelecimento se 1 ;?,0r.Vf nra I'a85 se^aro n P"'" da
guem dovidahoje da superiorldade dos WU9,.jc^ *"n8e'a de te-lo o mais bem mouladoiwssivelc nn-
Na me*ma casa ha sempre i venda uraode Bnm,, ",,. *
aprjmPU-! qualquer encommenda de m^kim^mlJ^Tl^l.u^a, ,,e d'VP' ,;,maul,os' *
modo*. '"* m ,0,l< brevidade e por preces mullo com-
1?000
401000
4.59OOO
505000
6OJI0O0
IOO9OOO
(A
Homoeopathia.
{ACLNICA ESPECIAL DAS MO-
^ LESTIAS NERVOSAS.
^* Hysteria, epilepsia ou gota co-
r ral, rheumatismo, gota, paraly-
w ^sia, defeitos da falla, do ouvido e
dosolhos, melancolia, cephalalgia
(0 011 dores de cabeca, encliaqueca,
j) dores e tudo mais que o povo co-
( nhece pelo nome genrico dener- /g
' As moleslias nervosas requerem muitas ve-
i%>l zes, alm dos medicamentos, o eroprego de
, outros meios, que desperlem ou abatam a
7 sensibilidade. Ests meios possuo eu ago-
^ ra, o os pondo a disposicSo do publico.
/jjk Consultas lodos os dias (de a nica para os
? pobres), desde s 9 horas da mandan, at
(9) as duasda larde, ra de S. Francisco (Mnn-
7 do-Novo, n. 68 A.Dr. Sabino Olegario
Ludgero Pinho.
VENDAS
i
Quem annuncou 1er para dar a premio 8009
rs., com bvpotdeea em urna casa nesla praca, diri-
ja-se a ra Formosa n. 2. eadi se dir cora quem so
Irala.
Precisa-sc de urna escrava para o servico de
urna casa de pouca familia : na roa do Hospicio 3
casa nova direita depois de passar o qoarlel.
Necessila-se saber de alguma pessoa que tanda
relacOes para o rio do Fogo, lugar pertencenle a pro-
vincia do Rio Grande do Norle : a procurar nesla
praca na ra do Vicario n. 10.
Aluaa-se urna' casa terrea por 99000 t. men-
saes, na Soledade n. 27 : a Iralar na cua da Aurora
u. 26, 1 andar.
- Ainda eslt para se alugar, e por um preco ra-
zoavel, a casa nova de grandes commodos, da ra
dos Prazeres do bairro da Uoa-Visla : a tralar com
Jos Carneiro da Cunda.
DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gaignoux, estabelecido na roa larga
@ do Rosario n. 36, segnudo andar, colloca den- A
les com gengivasarlificiaes, e dentadura com-
* P^la, ou parte delta, com a presso do ar.
,"11- tem para vcnder 6a denlifricedo
0 Dr. Fierre, e p para denles. Rna larga d ac
Rosario n. 36segundo andar. S
-------- 1 ,ji jn
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rna do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, inas e grossas, por
presos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
c5es, como a retalho, amanendo-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
alirio-se de combinacao com a
mair,parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas,para vender fazendas mais em
conta doque se tem vendido, epor
isto offerecendo elle maiores van-
tagens doque outro qualquer ', o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publiop em ge-
ral, para que venliam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, n armazem da ra do
Collegio n. 2, d
Antonio Luiz. dos Santos & Rolim.
Precisa-se alugar urna escrava, fiel, que saba
bem engommar, coser e fazer mais servico de urna
casa de familia, paga-se bem : na sua Direita n. 131,
por Cima da botica do Torres.
O padre Joaquim d'Assump^o Saldanha, aca-
dmico do lerceiro auno jurdico, propae-se a dar li-
oes de latm, francez, geometra e geograpdia : em-
pregar todos os esforens possiveis no bom desempe-
nho do magtario. As pessoas que quizeremulili-
sar-e de seu presumo procurem-o na ra Nova, ca-
sa 11. 21, lerceiro andar.
&
O hachare! formado em maldemali-
cas, Bernardo Pereira do Carino Jnior, en-
sina arithmetica, algebra e geometra, das
4 as 5 e meia horas da tarde : na ra Nova
sobrado n. .56.
D. W. Baj non cirurgiao dentista americano
reside na ra do Trapiche Novo 11, 12.
Casa da aferirao, na ra das Aguas-
Verdes n. 25.
O aferidr faz sciente, que o prazo marcado peta
arl. li do regiment municipal para pagamento da
revsao, nalisa-se no dia 30 de juaho correnta ; fin-
do o qual estao as pessoas inleressadas incursas as
mullas impostas peloarl. 2 do til. 11 das posturas
municipaes. >
Necessitn-se de urna escrava ou escravo, que
seja bom cozinheiro, e que entenda de ludo perten-
cenle a cozinha : no consulado americano n. 4, ra
do Trapiche', ou no armazem de Davis & Comna-
ulua, ruada Cruz n. 9. '
RAP FRINCEZA
DO
RIO DE JANEIRO.
GROSSO MEKHROSSO E"FI!\0.
DA FABRICA DE
ESTEVAO GASSE.
O deposito geral na ra da Cruz do Recita n. 23
continua a ler as qualidades de rap cima; bem
como o novo AMAREL1NI10. O seu fabricante he
a melhor rccominendacao, que este novo rap pode
ler, poto be um dos mais antigs fabricanles do ra-
pe de Lisboa; e que na cunfeicao de lodas eslas
qualidades lem mostrado o emprego do melhor
syslema, vista do tango lempo que se conserva
fresco, e sempre com o melhor aroma.
Precisa-se contratar por empreita-
da, a construccao de urna coberta de te-
Iha, sobre pilares detijolo ou columnas de
Ierro, em umteiTenomurdo.. na ra de
Santa Rita prximo a' Ribeira, pertencen-
te a' companliia brasileira de paquetes de
vapor: quem estiver as circumstancias
de fazer este contrato com as necessarias
garantas, queira apresentar sua proposta
com toda.a brevidade ao agente da dita
companhia : na rna do Trapiche, n. 40 se-
gundo andar, aonde tambem se dar'
([ualquer esclarecimento.
J. Jane dentista,
contina rezdir na ra Nova, primeiro andar 11.19.
O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pind mu- OT
0 dou-se para o palacete da ra de S. Francisco fec
(mundo novo) n. 68 A. @
COMPRAS.
Na ra do Trapiche n. 14 primeiro andar, enm-
pram-se accoes do banco e da companhia de Be-
benbe.
Compra-se prata brasileira e hespa-
nhola : na ra da Cadeia do Recite n.
2i, loja de cambio
Compra-se um ornamenta completo para cele-
brar se missa, estando em bom uso : quem tiver e
quizer vende-lo,dinja-se a ra do Crespo taja n. 16.
Comprase um cordao de onro de tai, que pese 4
a 5 oiiavas, bom. urna crtenle de S. Benlo que es-
leja perfeita, e 2 pares de caslicaes de pral de lei,
tudo toso sem felio : quem tiver dirija-se a ra larga
do Rosario n. 28, segundo andar, que se dir quem
compra estes objeclos. annunciados.
Compram-se duas pretas de roeia idade, que
lenliam bons coslumes, e que saibam vender na ra,
bem como que nao lenliam achaques alm da idade:
na ra da Guia D. 42, seguudo andar.
Compra-se efferlivamente bronze, lalao e co-
bre velho : no deposita da fandirAo d'Aurora, na
ra do Brum, logo na entrada n. 28, e na luesina
I fundido em S. Amaro.
LIVROS DE SORTES PA ARS. JOAO'.
A urna fatal dos deslinos, 011 sorlcs para os diver-
timenlos dos das de S. Joilo. decoberta as escava-
tes de Pomp, qual seacba uovamentn acrescen-
lada : veude-se por 19000 rs. na Ivraria 11.6 e 8,
da praca da Independencia.
ACASOS DA FORTUNA. OU LIVROS DE
SORTES DIVERTIDAS,
Era qoe, por virludede 2 dados, vein cada um no
condecimenlo do estado, riquezas, lierancas, amiza-
des, fortunas, etc., que lera, e nutras muitas e ga-
lantes sortea aununciadas 110 principio da mesmao-
bra. L'lliina impressAo expurgada dos muitas efVos
e defeitos das precedentes. Augmentada com um no-
vo methodo de fazer maisdemil decimas nicamente
com o trabalbo de laucar o dous dados. Um tratado
das snas, ou dos efieilos, e proguoslico dos doze sig-
nos do auno, por A mar i lio Amarilis de Amaral :
vendem-se a 400 na livraria n. 6e8, da praca da
Independencia.
mwsmmmm&mmmmmmm
M Ultima moda. g|
j|g Vendem-se corleado calca de casemira de ^
jg cures, padroes da ultima moda o por mui- w
S lo menor prejo do que em nutra qualquer S
gi parte : na loja do sobrado amarello da ra do
tt Queimado n. 29.
Cortes de cinta a 1#920. r
i Conlina-sc a veuder corles de chita de c- 9
u3 res fitas a 19920 cada corle: na taja do so- S
Q brailo amarello nos qualro cantos da ra do
" Queiinado 11. 29. Si
nmmmimmM :mimmmm
Ven Je-se lio de sapaleiro, bom : em casa de S.
P. Johns>on% & Companhia, ra da Sensata Nova
n. 42.
MQENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
modello e construccao inuito superiores.
Vende-se azeite de nabo clarificado,
proprio para candieiros de mola por ser
muito lino,'a l,*800rs. a medida: no ar-
mazem de C J. Astley & C, ra do Tra-
piche n. 5.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
Conlinua-se a vender ba manleiga ingleza a
720 e 600 rs. a libra, franceza a 50 rs.: ni-rna Au-
gusta, taberna de Victorino Jos Correa de S. '
PECHINCUA.
No aterro da Boa-Vista n. 78. vendem-se ricos
penles de alar cabello, em candida, pelo diminulo
preco de 13)000 cada um, cordas para violSo por 80
rs. cada urna.
No becco do Carioca vende-se arroz de casca
a 39200 a sacca.
Vende-se por commodo prefo urna mobilia
anda nova, contando 1 mesa redouda, 2 consoles,
sof, 12 caderas, 1 dila de bataneo, c mato alguns
objeclos: quem a pretender, dirija-se ao sobrado n.
40 da ra da Aurora.
Vende-se doce de goiaba de superior qualida-
de, em caixoes de 4 libras, a 78000 a arroba : na
taberna da ra Direitan. 106
Na roa da Guia n. 9, vende-se um preto de
roeia idade proprio para engendo ou sitio,' por j ter
pratica de emana : na mesma casa vende-se edapos
do Araeaty, esleirs e tpalos.
Vendem-se 2 escravos crioulns, sendo 1 prelo
de idade de 30 annos e 1 uegrinda de 10 annos:
em For de Portas ra do Pilar 11. li.
Vendem-se superiores ameixas fran-
cezasja' bem conhecidas pelas pessoas do
bom paladar, em latas de 12 libras : na
ra da Cruz n 26, primeiro andar.
Vendem-se camisas francezas com
aberturas de bretanlia de linlio e de ma-
dapolao linissimo, por preco commodo :
na ra da Cruz n. 26, primeiro an-
dar.
Vendem-se aherturas de linho finis-
simo e de madapolaopara camisas : 'na
ra da Cruz n. 26, primeiro andar.
Vende-se superior chocolate fran-
cez.por preco commodo, cliegado ultima-
mente: na ra da Cruz n. 26, primeiro
anda.
Na ra da Cruz n. 26, primeiro an-
dar, tem para vender espingardas fran-
cezas, com dous canos, ja' experimentadas
para caca, e vendem-se por qualquer pre-
co, agradando, ao comprador.
Vendem-se Kircche e Abissinthe, de
superior qualidade, por preco commodo :
na ra da Cruz n. 26, primeiro an-
dar.
Os amantes da boa pitada, sao con-
vidados a comparecer na ra larga do Ro-
sario, loja do Cardeal, para comprare a-
preciar a boa pitada do Rolao fran-
cez.
RAPE' DE LISBOA.
Na praca da Independencia taje de miudezas n.
3, vende-se superior rap de Lisboa chegado presen-
temente.
PARA A ESTACAO.
Vendem-se os melhores bonetes de oleado que tem
apparecido neste mercado, chegados prximamente
de Parto, peta diminulo preco de 800 rs. : na ra
Nova n. 52.
LOTERA DA MATRIZ DA BOA VISTA.
Casa da Esperanca ra do Quei-
mado n. 61.
Nesl casa est a veuda nm completo sorlimento
do cautelas desla lotera, cujas rodas andam no dia
14 de jullio.
Vende-se o Defensor da Religio em palestras
religiosas, 3 volumes; colleccao de compendios para
oso das aulas, conlenrlo calhecismo de doulrina chris-
laa; elementos de ortbographia e de arithmetica;
rearas de civilidade e mximas montes: na ra do
Crespo taja doanligo baraleiron. 11.
Na serrara do aterro da Boa Vista n. 21 ainda
resta por,vender urna porreo de duzas de laboado
de assoalho de amarello reforjado em grossura, com
mais de dous palmos de largura, costados, costadi-
nlio*e forro, taboas com tres palmos de largura pa-
ra balcAo, ditas de angelim com 3 1|2 palmos para
lemede barcacas, assoalho, forro e costados de looro,
ludo por precos commodo*; a el les antes que se aca-
bem. Na mesma serrara se dir quem vende a
melade de urna casa terrea na ra Velha do bairro
da Boa Vislai em chaos foreiros, e rende 8 men-
saes.
Pechincha.
Chapeos de castor brancos e prelos pelo diminuta
prejo de 6J> cada um: no armazem de Miguel Car-
neiro, ra do Trapiche. -
Milita attenco!
Na ra Nova n. 52. loja de oavenlura Jos de
Castro Azevedo, vende-se hables de nova invengo,
feilos de papel de seda, acompaohdos com seu com-
petente fogAo, pelo diminuto preco de 1, proprios
para o festejo de San J0A0.
Attenco ao moderno.
Vender ricas ligas e pnlceiras de seda para senbo-
ra do ultimo gosto, pentes d tartaruga para dila,
ditas de batata para alisar, grvalas de setim de lodas
as cores para horoem de gusto moderno, trancas de
seda brancase decores, abotuaduras para collele do
ullmo gosto, finas cbaruteims, franjas para cortina-
dos, fitas de seda e tafet, taques muitas finos, luvas
para hornera e sendora dV" cores, facas de cabo de
viado, ditas de bataneo, ditas pequeas para sobre-
mesa ;eoulras muitas faiendas que s a vista dos
pretenden tes se poilerao mostrar : na rna larga do
Rosario o. 44.
Chales decasemira. '
Vendem-sc ticos chales grandes de casemin de vo-
nas cores, por prego commodo : na ra do Queimado
n. 40, Idja de Ilenrique & Santos.
Para quem tiver gosto de edificar.
Vende-se um terreno com caixAo para duas casas,
no principio da ra denominada Corredor do Bispo :
a tralar no aterrada Boa-Visla 11. 14.
Vemlm-sc 9 escravos, sendo 3 molecoUs de
idade de 14 18 annos, 1 escravo de meia idade,
um dito de bonita figura, urna escrava de idade de
18 annds com principios de dabilidade, 3 ditas de
todo o servico : na ra Direila u. 3.
Vende-se a casa tarrea n. 64 da roa d'As-
sumpeno, bairro de S. Jos : a Iralar no atarro da
Boa-Vista n. 18, loja.
Veude-se manleiga ingleza 480, 560, 640. 800
rs.. queijos a 13440 rs. muito novos, lingucas
440 rs. a libra, Iraqoes a 140 rs. :^ua ra do Calde-
reiro n. 94.
Linguas de superior qualidade tanta a retalhe
como em pon-no, assim como erva malte, cuias o
bombas para lomar a mesma, marmelada do Rio
Grande de superior qualidade : ludo no armazem de
ra do Vigaria n. 11, de Telles & C.".
Vendem-se na ra Nova n. 1 ricas sortes, peta
.baralissimo preco de 2jJ600 rs. o ccnlo.
Vende-se manleiga ingleza de superior quali-
dade 1480 rs. a libra : na ra larga do Rosario la-
bcrlia de 4 portas defronte da igreja n. 39.
No primeiro armazem do buceo do Goncalves
vende-se um bonito crioulo de 26 anuos e de ptima
conducta ; das 9 horas s4 da larde.
No Ierro, da Boa-Vista vende-se gomma para
emgommar a 80 rs. a libra.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
ra do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Marinlia lia' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e huidas ; e em ambos os logares
existem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. Os
precos sao' os mais commodos.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C, na rna de Senzalla Nova n. 42.
Vinho do Porto superior engarrafado.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
Farelio em saccas de 3 arrobas.
Fornosde tari 11 ha.
Candelabros* candieiros bronzeados.
Despenceira de ferro gulvanisado.
Ferro galvanisado em folha para forro.
Cobre de forro.
IMl'ENTO HOLLOMY.
Milliarcs de individuos de todas as nacSes podem
leslemunharas virtudes deste remedio incomparavel,
que e provar, em caso necessario, que, pelo uso
delleffzeram, lem seu corpoe mcmbrosinteiraincnle
saos, depois de haver empregado intilmente outros
tralamenlos. Cada pessoa poder-se-liaconvencerdessas
curasmaravilhosas pela leilura dos peridicos que ld'as
relatam todos os das ha muilos anuos; e, a maior
parta deltas sAo lAo sorprendentes queadmiram os
mdicos mais clebres. Qnanias pessoas recobraran!
com este soberano remedio o uso de seus bracos e
peritas, depois de ter permanecido longo lempo nos
dospilaes, onde ileviara solTrer a amputarn! Deltas
ha muitas que havendo deixado esses isylos de pa-
decimeulo, parase nAosubmetterem aessa operarAo
dolorosa, foram curadas completamente, mediante
o uso desse precioso remedio. Algumas das laes pes-
soas, na efusAo de seu reconhecimenlo, declararam
esles resultados benficos dianle do lord corregedor,
e oulros magistrados, afim de mais autenticaren!
ua aOirmativa.
Ninguem desesperara do estado de sua saude se
livesse bstanle confianca para.ensaiar este remedio
constantemente, seguiridu algum lempo o tratamen-
lo que necessitasse a nalureza do mal, cujo resulta-
ro seria provarlncoiileslavelnieute : Que ludo cura!
O ungento he til mais particularmente nos
seguales casos.
da matriz
Alporcas.
Cambras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabera.
das cosas.
dos membros.
En Tenuidades da culis em
geral.
Euferuiidadcs do anus.
ErupcOes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Fraldade ou falla de ca-
lor as extremidades.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Incdacdcs. '
liiliainmacao do ligado.
da bexiga.
Lepra
Males das pernas.
dos peilos.
de odos.
Mordeduras de reptis.
Picaduras de mosquitos.
PulmOes.
Queimadelas.
Santa.
Supurarles ptridas.
Ti una, ero qualquer parta
que seja.
Tremor de ervos.
Ljceras ua bocea,
J do figado.
das ariicuta<;6es.
Veas torcidas, ou podadas
as pernas. 1
Vende-se este ungento no estabelecimento geral
de Londres, 244, Slrand, e na loja de todos os boti-
carios, droguistas e oulras pessoas encarregadas de
sua venda em loda a America do Sul, Barana e
Hespanha.
As hcelas veudem-se a 330, 800e 13300 rs. Ca
da bocelinba conlm urna instruejo em portuguez
para explicar o modo de fazer uso deste ungento.
O deposito geral he em casa do Sr. Soum, phar.
maceulico, na ra da Cruz, n. 22, em Pernambuco
Aos 10:0003000.
O oaotelisla da casa da Fama, no aterro da Ba-
V isla n. 48, tem exposlo as suas cautelas da lotera
da matriz da Boa-Visla venda, e espera que satis-
far a seus freguecs com o premio grande, assim
como o fez com a do Livrameuto.
Quarlos 29800
Decimos 13300 .
Vigsimos 3700
i PECHINCHA.
Vende-se urna taberna muilo .afreguezada para a
ierra e para o mallo, na ra da Prata n. 44, muilo
proprta para um principianta, poi tem muito pon-
eos fundos ; veode-se por o proprieiario nao neces-
silar : a Iralar com Tasso IrinAos.
r- Vende-se una batanea romana com todos os
seus pertenecs, eip bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se ra da Cruz, armazem n. 4.
PALITOS FRANCEZES.
Vendem-se palitos francezes de brim de 2T
lindo e brelaiih* 33500 e 4000 r., dilos @
A de alpaca pretos e de cores ;'t 8JOO0 rs., di- *
tos de panno fino preto e de cores a 44, 16, ^
183 rs., tudo da ultima moda e bem acaba- 4^
do : na ra Nova loja n. 16, de Jos Luiz *f
Pereira & filbo. @
ATTFNCAO'.
No alerro da Boa-Vtora, loja u. 78, ha para ven-
der-se vaquetas para cobrir carros e ditas de lustre,
por preco muilo commodo ; pregos francezes de lo-
dos os lmannos, pelo diminuto preco de 320 a li-
bra; trancas de seda e 1,1a para enfites do vestidos e
palitos de menino, de todas as qualidades, alfineles
de ferro para armador, grvalas 320 cada urna, sa-
pa los para homem. senhora e meninos, de lodas as
qualidades, ludo se vende por menos de seu valor,
Ca-^ie lra1ues 1*0, e chapeos do Chyle, finos,
a /$000.
Vende-se manleiga ingleza nova, para bolos de
S. Antonio eS. Joao, a 480 e 640, e cartas de tra-
ques fortes 140 : no pateo do Carmo esquina da
ra de Horlas taberna n. 2.
FARINHA DE^IaNdIOCY"
> ende-se a melhor familia de mandioca
que da no mercado, a bordo do brigue nacio-
2.a' r"c.a' B da Sena Zeloza ebegada de S.
Calliarina para porcoes, no que se far aba-
le empreco: irata-se com os consignatarios
110 escriptorio da roa da Cruzu. 40, primeiro
andar.
N. B. Para maior vanlagem dos comprado-
res, podem dirigirse ao Forte do Mallos e
junio ao trapiche do algodAo chamar para
bordo, que se manda logo o bota Velas de carnauba.
Vendem-se caixas de 30 a 30 libras de superiores
velas de cera de carnauba, fabricadas no Araeaty:
no armazem de couro e sola, ra da Cruz n. 1
A S00 RS. A VARA.
Brim trancado branco de puro linho, muilo cn-
corpado: na loja da esquina da ra do Crespo que
volta para a cadeia.
COBERTORES.
Veudem-se cobertores dla pelea 800'r., dilos mul-
lo grandes a 13100, dilos brancos com barra de cor a
19280,colchas brancas com salpkos a 13000 : na taja
da ra do Crespo n. 6.
BRIM DE PURO LINHO. PROPRIO PARA
MILITARES.
Vendse brim de linho branco muilo encorpado
500 rs. a vara, corles de casemira elstica a 43000,
pauno azul para fardas de guarda nacional a 33000
e 43OOO o covado, dito prelo para palitos a 33000,
43000 e 49500. lencos de sed* de 3 ponas, proprios
para senhora botar pelos hombros a-640 cada um, e
muito mais fazendas em conta ; na ra do Crespo,
loja n.6.
Vendem-se terrenos de 30 a 100 palmos cada
um, para edilicacao de casas ou silios com grandes
fundos, defronle da Capuuga, cujo* terrenos sao
onde tem urna otaria : os pretenden les podem en-
tander-se na ra do Crespo, o. 21, ou no sitio do
Cajueiro.
Vende-se barato.
no.sobrado n. 7 ao enlrar para a ra da*Gloria ven-
de-se* bom laboado de amarello, louro e cedro, as-
sim cuino travtjameolo de lodos os comprimenlos
o grossuras, enxams, mAos iravessas, caibros e Ti-
pas, tudo mato barato do que em oulra qualquer
parle.
Vendem-se duas pretas crioulas muilo sadias,
de bonitas figuras, proprias para lodo o servico, ou
mesmo para tara da Ierra : na ra da CAieii do
Recita n. 51.
<^ CHAPEOS PARA SENHORA.
Vendem-se chapeos de seda de hlond ^*
Q para senhora-, muilo bem enfeitados e da
7 ultima muda 12. 14 e 163 rs. dilos para TT
SJ meninos 23500, dilos para meninas 5, <&
**8e IO9OOO rs.: na ra Nova taja n. 16, de 2?
Jos Luiz Pereira & liliio. S^
SANDS.
SALSA PARRILHA.
Vicente Jos de Brilo, nico agenta em Pernam-
buco de B. i. D.'Sands, ehimicn americano, faz pu-
blieo que tem cliegado a esta praca urna grande por-
tao de frescos de salsa parrillta de Sanas, que sAo
verdaderamente falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acaule lar os consu-
midores de lAo precioso talismn,. de cahr nesle
engao, lomando as funestas consecuencias que
sempre costumam Irazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mAo daquelles, que antepoem
seus interesses aos males e estragos da bomanidade.
Porlauto pede, para que o publico se possa livrar
desla fraude e disliugua a verdadeira salsa parrillta
de Sands da falsificada e recenlemenle aqu chega-
da ; o annuuciante faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na ra da ConcetaAo
do Recita 11. 61; e, alm do receiluario que aeom-
panha cada frasco, lem embaixo da primeira pagina
seu nome impressu, e se achara sua firma em ma-
nuscripto sobre o invollorio impresso do mesmo
jracos. '
Vende-se um cabrloiel com sua compeleule
coberla e arreios, tudo quasi novo ; assim como 2
cavallos do mesmo j ensillados e mansos : para ver,
oa cocheira do Pedro ao p do arsenal de marinha, e
para Iratar, na ra do Trapiche Novo n. 14, primei-
ro andar.
Vende-se no caes do Ramos armazem n. 2,
muito boa larinha por preco mais commodo do que
em outra qualquer parle, e arroz de casca no mes-
mo dito.
> Arados americanos.
2 Vendem-se arados americanos chegados ol-
limameute dos Estados-Unidos, pelo barato
9 preco de 403000 rs. cada um : na ruadoTra-
"* piche n. 8.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODAO
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-se o superar panno de algodao
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de escravos : no escriptorio de Novaes &
Companhia, ra do Trapiche n. 54, pri-
meiro andar.
Vendem-se 4 escravos, 1 mulato de 20 annos,
1 moleque de 17 anuos, t prela lavadeira e engom-
madeira, 1 pelo de 40 annos e 30 travs de pao dar-
co : oa ra larga do Rosario n. 25.
POTASSA BRASILEIRA-
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada rcentemnte, recbmmen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons elfeitos ja' experimen-
. tdos : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron dt.
Companhia.
&
ESCOCEZ DE LAA' ESEDA.
Vende-se escocez de la e seda de gus-
tos os mais modernos, proprio para vesti-
dos de senhora : na'ra do Queimado n. .
58, em frente do becco da Congrega^ao,
e da-se amostras deixando penhor.
Vende-se urna can-oca com o se competente
boi: quem quizer negociar, dirija-se a roa do Sebo
sobrado amarello.
Carro e cabriolet.
Vende-se um carro de 4 rodas com 4 aseen-
los, e um cabriolet, ambos em pouco oso, ama
boa parelba de cavallos e um c* vallo para ca- #
9 briolel, tudo por commodo preco : na ra 9
Nova, cocheira de Adolpho. ,
QUEMSE PRESUNTOS.
Na roa da Cruz do Recita no armazem. o. 62. de
Antonio Francisco Martins, se vendeos mais supe-
riores queijos londrinos, presuntos para fiambre, l-
timamente chegados na barca ingleza l'alpa-
raixo.
FARINHA DE MANDIOCA
muito superior e em saccas de 2 1 j2 al-
queires por preco commodo: trata-se na
ra do morimn. 54, armazem de Ma-
chado & Pinheiro, ou na ra do Vigario
n. 19, segundo andar, escriptorio dos
mesmos.
Vende-se com cavallos ou em elle* um
carro de 4 rodas com 6 asuntas, .muito
forte e cora pouco uso, e nm lilburv em
'bom estado : a fallar na praca da inde-
pendencia n. 18 e 20.
Na ra do Crespo n. 23,
vendem-se chitas largas francezas. padroes-es-
?f euros e core* fixas a 240. corles de casemiras
2 finas e modernas a 43500, ditos de meiacase-
, 13120 a vara, casemira prela fina a 59000 o
9 corle, panno fino de lodas as corea a 33000 o
9 covado, chatas de laa escaros a 800 rs., lencos
de carabraia de linho a 480 e 640, chin larga
9 com algum mofo a 200 rs., merino com dnas
larguras a I36OO, riscados francezes, largo* e
US de cores fixas a 180, e oulras muitas fazendas
por preco muito barata.

Chumbo.
Vende-se chumbo.em barra e lenco! : no arma-
zem de Eduardo H. Wyalt, ra do Trapiche Novo
n. 18.
9
Deposito de vinho de el:
pagne Chateau-Ay, primeira qua-,j
lidade, de propriedade do condi (
de Mareuil, ra da Cruz do Re-|
cife n. 20: este vinho, o-melhpr
de toda a champagne vende-
se a 36<000 rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le-
)mte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rotulosj
das garrafas sao azues.
RICOS APARELHOS PARA CHA'.
RA DO QUEIMADO N. 30.
Vende-se ricos aparelhos de superior metal prin-
cipe para ch-i, assim como l.imbem sevendemeo-
Ideres do mesmo metal trinedantes cabos de ditos, su-
periores facas e cartas cabo de marliiu, dila* cabo de
ac, linissimas Ibesouras pira unhas e coslura, e ou-
lras mais cuidaras que se mostrarAn aos freguezes :
na loja de ferragens da ra do Queimado n. 30.
Vende-se feijao mulatinho muito
novo em saccas* grandes, no armazem de
Jos Joaquim Pereira de Mello, no Caes
d'Alfandega n. 7 a' tratar no mesmo, ou
com Joacjuim Pinheiro Jacome. na tra-
vessa da Madre de Dos armazem n. ).
Vendero-se as mais novas e melho-
res seraentes de todas as hortalices que
existem no mercado, rindas intimamen-
te de Lisboa, pela galera Gratidao : na
ra da Cadeia do Recite,, loja de ferra-
gens n. 50 de Francisco C. de Sampaio.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em.casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
Vendem-se relogios de uro e prata, mais
barato de que em qualquer oulra parle :
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Chapeos pretos francezes
a carij, os melhores e de forma mais elegante que
tem vindo, e outros de diversas qualidades por me-
nos preco que em outra parle : na ra da Cadeia do
Recita, n. 17.
Beponto da fabrw, da Todo* o* Santo* na Babia.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber &C, na ra
da "Cruz n. 4~,'a!goda0 trancado d'aquella fabrica,
maitoproprioparasacoosdeasgucar e roupa de es-
cravos, por pre^o commodo.
Vendero-se em casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na prac,a do Corp Santn. 11, o seguinte:
vinho de Marseiileein caixas de 3 a 6 duzias, linbas
em novellos ecarreteis, brea em barricas muito
grandes, ac de mitad sortido, ferroinglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e iaixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
PECHINCHA PARA OS SRS.
. ARMADORES,
>a,loja da rna do Queimado 11. 22, vende-sc se-
lim azul claro de superior qualidade a 500 ts. o
covado com pequenoaloque de mofo, he para acabar.
He baratissiio.
Cortas de brim de cores de puro linho e padroe*
modernos a 1>70 rs., assim como grvalas de se-
tim de cores muito bonitas a (00 rs. ditas de chila
a 200 rs., venliam ver para se capacitar, na loja de
Leopoldo da Silva Queiroz, ra do Queimado n. 22.
CUALES DE ALGODAO MITO
BONITOS A 1,000 RS.
Quem os vir compra, ainda que nao lenha v011 la-
de, na loja de Leopoldo da Silva Queiroz, ra do
Queimado n. 22.
Vende-se os Mari; res Pernambucanos: na pra-
ta da Independencia taja n. 40.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violfio e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissmo ,
chegado do Rio de Janeiro.
CHAMPAITNE.
\ ende-se vinho de Champagne da bem acreditada
marca Cometan: no armazem de Paln Nash &
Companhia, ra do Trapiche n. 10.
Na ra do Vigario n. 19 primeiro andar, lem pa-
ra vender-sechapeos de castor braucopor commodo
preco,
Ajnela de Edwla BKaw.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon
A Companhia, acha-se constantemente bons sorli-
mento* de laixas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas ineliras todas de-ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para armar em madei-
ra de todos os tamanhose modelos os mais modernos,
machina horisonlal para vapor com for^a de
* cavallos, cocos, passadeiras de ferro estanhado
para casa-de purgar, por menos preco que os de co-
bre, esco vens para navios, ferw> da Suecia, e to-
ldas de (landres ; tudo por barato preco.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos.: na ra do
Trapiche Novo n. 16.
Velas de carnauba.
Na ra da Cruz n. 15, segundo andar,- vendem-se
velas de carnauba, puras e compostas, taitas no Ara-
eaty, por menos preco' do que era oulra qualquer
parle.
. Vendem-se cobertores brancos de algodao gran-
des, a 1JM0 ; ditos de .salpico tambem grandes, a
1380, dilos de salpico de tapeta, a 1>!00 ; na ra do
Crespo loja n. 6.
Tabeas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo, sortimento de tai.xas de ferr
fundido e batido de 3 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
precio commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Bichas de Hamburgo.
No anligo deposito das bichas de Hamburgo, 1 ua
eslreila do Rosario n. 11, vendem-se as melhores bi-
chas de Hamburgo aos reios e a retalho, e lamben)
se alunara por menos do que em oulra qualquer
parta.
RELOGIOS INGLEES DE
vendem-se por breco commodo : em casa
de Barroca & Castro, na ra. da Cadeia do
Recifen. 4.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Heirique Gibson:
vendem-se relogios de onro de saboneta, de paten-
te inglezes, da melhor qualidade e fabricados em
Londres, por preco commodo.
Na ra do Vigario n. 9 primeiro andar, tem
venda a superior flanella para forro de sellins ebe-
gada recenlemenle da America.
Vende-se sota muito ttoa, da melhor que ha
no mercado, em pequeas' e grandes porgo, pelles
de cabra e esleirs de palha de carnauba, ehega do
ludo ltimamente do Araeaty: na rna da Cadeia do
Recife n. 49, primeiro andar.
Cera de* carnauba.
Vande-e cera de carnauba do Aracaly: na' rna
da Cadeia do Recife n. 49, primeiro andar.
Veode-se um excelleol carrinho 'de 4 rodas
mui bem construido, embom estado; esta exposlo na
ra do Aragao, casa do Sr. Nesme o. 6, onde podem
os prelendentes examina-lo. e tralar do juste com
o mesmo senhor cima, ou na ra da Cruz no Recita
n. 27, armazem.
PALITO'S DE ALPACA FRANCEZES.
Grande sorlimento de palitos de alpaca e de brim:
na ra do Collegio n. 4, e ua ra da Cadeia do Reci-
ta n. 17 vendem-se por prego muito commodo.
Moinhos de vento
'ombombasderepnxopara regar borlas e baixat
decapm, nafundicade D. W. Bowman : na rua-
do Brum ns. 6,8 e*I0.
VINHO DO PORTO MUITO FDVO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barrisde4., 5. e 8.: no armazem da ra
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes & Companhia, na
ra do Trapichen. 34.
Padaria.
Vende-se orna padaria muilo afreguezada: a Iralar
com Tasso & Irmaos.
Aos seohores de "engenho.
Cober(ores,escnros de algodao a 800 rs., ditas mui-
lo grandes e encorpados a 1400 : na roa d Cre*po,
loja da esquina que volta para a Cadeia.
Devoto Chtistao.
Sahio a luz a 2." edigao do livrioho denominado
Devota Christao.mais correcto e acrescentado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 a 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, muilo grandes
de bom goslo : vendem-se na ra do Crespo, loja da
esquina qoe volta para a cadeia.
ESCRAVOS FGIDOS.
Continuam fgidos desde fevereiro de 1851 os
escravos Joaquim Caraundongo, de 28 a 30 anno* de
idade, Antonio Congo, de 50 annos, Antonia crioli-
ta, de 38 a 40 annos de idade, pertancentas a Manoel
Joaquim Lamas; quem os apprehender on delles der
noticia, dirija-se a seu procurador na ra da Cadeia
Velha n. 33.
Desappareceo no dia 16 do correnta, pela 3
horas da larde, do sillo do padre meslre Joao Capis-
Irauo de Mendooga, na Caponga, urna moleca, cri-
oula, de nome Calliarina, representa ter de idade 10
para II anuos ; levou vestido dechita branca com
raniagen* azues, no p direilo falta-lhe o dedo gran-
de ; levou mais um p'anacum ; desconua-se ter sido
flirt da : quem a pegar ou delta der noticia ser ge-
nerosamente recompensado : na ra Nova, sobrado
u. 51.
Desapparecen da cidade do Rio-Formoso um
prelo, fulo, de nome Matheus, he crioulo, estatura
alia, ainda mogo, sem barba, o dedo grande de um
p mais aberla, denles limados, consta que fugio pa-
ra esta cidade seduzido; por isso roga-se as autori-
dades policiaes, capites do campo ou a qualquer
pessoa que delta souber, darem parta na dita cidade
a seu senhor Lourengo Jos da Silva, ou no Recita,
em casa de Fortunato Cantoso de Gonvea, ra da
Cruz n. 60, que serio generosamente recompensa-
dos.
Antonio, moleqoe, alto bem parecido, cor
a ver niel hada, nagao congo, rdslo comprido e barba-
do no queixq, nescogo grosso, p* bem feilos, leudo
o dedo index da nulo direita aleijado de um lalho, e
por isso traz sempre fechado, com todos os deoles,
bem ladino, ofiicial de pedreiro e pescador, levou
roupa de algodao, e urna palhora para resgaar-
dir-se da ehuva ; ha loda a probabilidad* de ler sido
seduzido por alguem; desappareceu a 12 d maio
crrenle pelas 8 horas da manhaa, tendo oblid li-
cenga para levar para S. Antonio urna bandeija com
roupa : roga-se-portanlo a lodas as autoridades e ca-
pilaes de campo, hajam de o apprehender e leva-lo
a Antonio Alves Barboza na roa .de Apollo n. 30,
ou em Fra de Portas na ru.i dos Guararapes, onde
se pagarao todas as despezas.
Fugio na sexta-taira 9 do correnle, as 11 horas
da manhaa, orna prela crioula de nome Alexandrina,
de idade 18 a 20 annos. he baixa, tem debaixo'do
lado direita do queixo tres costuras de glandolas que
se rasgaram, sendo urna deltas mais .alenle, foi es-
crava do Sr. padre-mestre Capislrano: qnem a pegar
e levar ra do Crespo n. 10, ser generosamente re-
compensado.
Desappareceu no dia 15 de Janeiro do corre-
le anno o escravo Jos Cagauge, de idade 40 annos,
pouco mais ou menos, com falla do denle* na frente,
testculos crescidos, e cicalrize* as nadegas ; grali-
lica-se generosamente a quem o levar ao alerro da
Boa-Vista u. 47, seguudo andar.
- Fugio no dia,24 de abril um escravo de nagao,
de oome Jos, vindodo Rio Formoso, onde era appel-
lidado por Jos page, he velho, pinta bastante, Unta
na cabeca como na barba, lem algumas falta* de
denles, cor prela, secco do corpo, estatura regular,
levou caiga do brim azul dura j vellta e remendada
no jolho, jaquela do linhozinho quadrado miudi-
nho, chapeo de palha grossa, anda\a vendendo la-
mancos em um laboleirp, e cora lfe fugio : roga-se
a* autoridades poticiaes.capiles de campo de o pega-
ren e dirigirem-se Liberna *n. 1, na travessado
Rosario. Antonio Vumingues de,Almeida,Pocas.
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Pan*. Tn. r.t > r.ria.fiUM-a
'...'fV


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