Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01648


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Full Text
ANNO XXX. N. 139.
SEGUNDA FEIRA 19 DE JNHO DE 1854.
Por 3 mezes adiantados 4,000
Por 3 mus vencidos 4,500.
Por Anno adiantado 15,000.
Porte franco para o snbscriptor.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO'.
Recite, o proprietario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, r- Joao Pereira Martins; Baha, o Sr. F.
Dnprad ; Macelo, oSr. Joaquim Bernardo de Men-
donjp; parahiba, oJjjr. Gervazio Vctor da fiativi-
dade; tala!, o Sr.loaquim Ignacio PereiraAraca-
ly, oSr. Antonio de Lentos Braga ; Cear, o Sr. Vi-
ctoriano Augusto Borges; Maranho, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Par, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 26 1/2, 26 3/4 d. por 1
Paris, 360 a 365 rs. por 1 f.
Lisboa, 100 por 100. .
Rio de Janeiro, 11/2 a 2 O/o de rebate.
Acces do banco 15 O/o de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
. da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras a 7 1/2 a 12 0/0
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 28*500 a 29S000
Moedas de 69400 velhas. 169000
" de 6*400 novas. 169000
de 49000...... 99000
Prata. Patacoes brasileiros..... 19930
Peso columnaros...... 19930
mexicanos....... 19800
rAllTlDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os'dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nosdias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e.Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
. PREAMAR DE HO.IK:
Prmeira s 11 horas#42 minutos da manhaa.
Segunda s 12 horas ei 6 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Cmmercio, segundas e qtiintasfeiras.
Relacao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphos, segundas e quintas s 10 horas,
l.'vara do civel, segundase sextas aomeiodia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPHEMERroES.
Junho 4 Quarto crescente a 1 hora, 48 mi-
nutos e 48 segundos da manhaa.
.. 10 La cheia asOhoras, 12 minutos e 48
segundos da tarde.
17 Quarto minguante aos 5 minutse
48 segundos da tarde.
> 25 La nova aos 5 minutos e 48 se-
gundos da tarde.
DAS da semana.
19 Segunda. S. Juliana de Falconieri v.
20 Terca. S. Silverio p. m. ; S. Selvino m.
21 Qiiarta. S. Luiz Gonzaga ; S Albano.
22 Quinta. S. Paulino b. ; S. fipeas b.
23 Sexta. Jejum (Vigilia)O SS. Coraco daJezus.
24 Sabbado. gogtNasciment de S. Joao Baptista.
25 Domingo 3. A Pureza da SS. Virgem Mi de
S. Guilherme ab. S. -Febronia v.

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:
PARTE QFF1CIAL.
OOVERNO DA PROVINCIA.
Expedienta de dia 10 da Juntao.
OflicioAo Exm. marechal commandanle da* ar-
mas, remetiendo copia do aviso da repartirn da
gaerra de 29de abril ultimo,afmde quelite dexe-
eojSo v9lo ter o alteres secretario do 2." batalhao
de infatuara Ataliba Duarle Godinlio apresenlado
o coDheciniento de ter paso o sello e emolumentos
correspondenles a licenca de 3 mezes qoe pelo cilado
aviso he foi concedida para ir ao Muran han.
DitoTransmitlindo para os convenientes exames
copia da icU do cunsellio administrativo, dalada do
1. do corrente.
DitoAo mesmo, comroanicando aflm de que o
faca cniutar ao administrador da mesa do consu-
lado, qua a vista de sua informado concedeu ao
guarda ..Jai otado l.uiz Gomag deooaanj
3 mezes TRilicenja cmn ordenado, para tratar de sua
sade fra da provincia.
DitoAo chofe de polica, inleirando-o de haver
lraitsmillido a Ihesouraria provincial, para ser paga
ettlando nos termo legaes a conla da despeza frita
pelo delegado do termo de Goianna, nos mezes de
iiurco e abril deste atino, com o sustento dos presos
pobres di cadeia daquelle lexato.
BU inspector doarsenal le marmita autori-
io vista de sua informajao, ceder a Ricar-
do ftoyte, proprietario da barca ingleza Counlecaf
Zelland a quillta da 97 palmos de enmprimento,
precisas para os reparo* da mesma barca, urna vez
que elle mostr haver recolliido a thesonraria de fa-
a quantia que nquelle arsenal despenden com a
ljao da dila quilha.Oliciou-se neste sentido
a mencionada lltesouraria.
Dito Ao capito dn porto, para fazer desembar-
car e remelter ao cltefe de polica n rccrula de mari-
nba Joao da Silva de Jess, que tem de ser proecs-
,sado na forma da lei. Officou-se ueste sentido ao
referido chele.
DitoAo inspector da thesonraria provincial, rom-
municaudo baver o ajudanle de engenheiros da re-
Crticjo 'da obras publicas, Joaquim Pires Carneiro
onteiro, entrado no dia 7 do corren le no gozo da
licenca de 3 mezes, qoe llie foi concedida.
lito Ao uiesmo, para mandar adisnlar ao the-
snnreiro pagador da repartirlo das obras publicas
euanlia de 8:3009000,rs.. constante do pedid que
remelle para continuadlo das obras, por administra-
0o cargo daquella reparticao no corrente me.
Inteirou-seao respectivo director.
DitoAo mesino, dizendo. que d por approvada a
arrtmatacJo que fez Francisco Tavares Correa, dos
impostos do municipio de Garanhuns.
DitoAo mesroo, para mandar pagar a Jos Fran-
cisco de Sorna Lima, ti quanlia de 405800 rs., em
que importa a coula que remelle de diversos ohjoc-
loa, comprados para a directora da iustruej.no pu-
blica.Communicou-se ao respectivo director.
'DitoAo commaudante do corpo de polica, re-
cummendando que mande apreseular ao marechal
ate das armas, alim de ser inspecionndo o
cabo de esquadra d'aquelle corpo, Bertoliuo Correa
de Aanorinj, que se oflereceu para servir no exercilo
como voluntario. Ofilciou-sc neste sentido ao. su-
pradito marechal,
iDemiltiodo de corforniidade com a pro-
posta do chafe de polica, os supplenlesde subdele-
fregucza do Buique. e tiouieando para os
MkMilnir os cidadaos seaointcs :
!- Thoma da Aquino Cavalcant.
t Francisco Vaz Cvalcanti.
3. Antonio de Hollanda Cavalcant.
4. Andr d Albnquerquc Cavalcant Arco-Verde.
-v Manat Camello Peatoa.
6." Jernimo Val- Tenorio.
enananieou-se aomeocianado cliefe de policia
Dita Uorailnndo na mesma coiifrmidadea Juta,
da Silva Mello, do lugar de subdelegado do destrcto
de Corrente, e nomeando. para o referido lugar i
Candido Jos de Barros.Communicou-se ao chele
de polica.
DilaO presidente da provincia, allendendo
qae a companhia denominada de Beberibe, tem col-
locado em diversos lugares desla cidade, como Ihe
represenlou em officio de 29 de maio ultimo, mais
atarizes para fornecimeuto d'agua polavel, alm
aero que era obrigada pelo contrato cele-
brado com o governo da provincia em 31 de marco
la 1841, resol ve prorogar por mais 4 anuos, na for-
i do arl. 2 C da lei provincial n. 46 de 14 de jti-
1837,'> privilegio deque goza a referida com-
panhia.Remeltcu-sc copia desla portara aos di-
rectores da mencionada companhia.
DilaAo agente da companhia das barcas de va-
por, recommendando a expedirn de suas ordens,
serem transportados para as Alagoas na prime-
opporttinidadc, a disposicao do Exm. presidente
laquella provincia, no os seis caixOes com farda-
DMnlo, que de conformidade com a portara de 8 do
deviam aeguirpara all abordo do vapor Jo-
i mas tambem osque para terem igual desli-
slo apromplando no arsenal de guerra.
Commonicon^e ao respectivo director.
12
Oflicio. Ao Exm. marechal commandanle das
. armas, inteirando-o de haver (ulorisado ao inspector
da thesonraria de fazenda a mandar pagar ao sar-
gento qnarlel uiestre do 2 batallan de infanlaria
Ky mundo de Almeida Sampaio a quanlia de 429240
em que intporlao as despezas feitas pelo lenle
Jos Manoel de Sonza com aluguel de cavallos para
e transporte de sua bagacem desla capital para a ci-
dade de Goianna, e com o fornecimeuto de luzes
para o qnarlel do destacamento da mesma cidade.
Dito. Ao inspector da lliesouraria de fazenda,
mmuiiicamlo haver o bacbarel Miguel Archanjo
Monteiro de Andrade particidado que no dia 27 de
mo ultimo reassumira o oxercicio do cargo de jniz
municipal e de orphos do lerm de Cimbre* Igual
eommunicarao se fez ao eonssllieiro presidente da
refaeo.
Dito. Ao comraandantetla cstagao naval, remet-
iendo por copia a portara do consellio supremo mi-
litar de I8de maio ultimo, e bem.assim o decreto de
13 do mcmuo mez pelo qual foi penloado o crime de
ircao s pravas de niariitliagem e de prel,
Itserlado da armada, ilo corpo de impe-
riaea marinheiros e do balolhao naval, se apresen-
larem dentro do prazo de 3 mezes contados da data
da puUicacJ|o docitado decreto em cada provincia,
inclnindo-se tambem nesla indulto as que j eslive-
rrra sentenciadas, oit par "o ser.
Dito. Ao cltefe de policia, interando-o de ha-
ver expedido as convenientes ordens nao s a res-
peito do augmento do numero de pracas da guarda
da cadeia desla cidade, mas tambem sobre as duas
cuaritas para as senlinellas da mesma cadeia.
Oftlciou-se ueste sentido ao marechal commandanle
das armas e ao director do arsenal de guerra.
Dito. Anjuz municipal do termo de Ignarassu,
Iransmitliudo copia da lei provincial n. 336 de 12
de maio ultimo restaurando a freguezie de N. S. da
Luz. e desligando da de Igoarassu varios eugenhos.
Illo. Ao director do arsenal de guerra, intei-
rando-o de haver laucado no requer monto de Clau-
dio Dubeuxo despacho seguinle A' visla da infor-
marlo do director do arsenal de guerra nao tem lu-
gar a venda de plvora de que Irala o supplcanle e
s i ni das vellas.
Dito. Ao inspector da thesonraria provincial, pa-
que, visla do competente certificado mande Smc.
pagar ao arremalan'e do 5 lanjo da estrada da Es-
cidaj importancia da primeira' preslac^lo a que elle
~ a -parte das. obras
u-se ao director das
obras publicas.
Dito. Ao administrador do correio, enmmuni-
cando haver concedido 60 das do licenca com orde-
nado ao escriplurario addido aquella reparticao
Eduardo Firminu da Silvafinra ir ao Cear.lratar
de sua ande. Igual cuuyianicasao se fez a the-
sonraria de fazenda.
Dito. Ao director das obras pellicas, dizendo fi-
car iuteirado tle haver Smc contri u cont Anto-
nio Jaciutho llorors, Iznanio Antonio Borges, An-
tonio dos Sanios I'errcira fh Jo<.Roberto da Cruz
pelos procos indicados em sen oflicio-h. 2fi.> o for-
uccimenlo por espaco de seis mezps de todo o lijollo
ile alvenaria grossa e batida, area e cal que for pre-
cia pa>a astihras a cargo daquella reparticao nesla
cidade, e declarando oae ^iprova semelhante con-
trato. Commiint'cou e n lltesouraria provincial.
Dito. A adininistracao dos estabeleoirfeiitos de
cardade, declarando haver. em vista de soa infor-
mado, aulorisado ao cltefe de policia a lenicller pa-
ra a casa dos expostos o menor filho da r Mara
Joaquina da Coccicao. Igual n adrcinistracilo do
pal rimo n i odos orphos acerca de urna menina lilha
da mesma r que tem de ser recolltida ao collegio
das orphaas. e communicou-se ao mencionado che-
fe de policia.
Porlaria. Ao agente da companhia das barcas de
vapor para mandar transportar para o Cear como
passageiro de estado no primeiro vapor que seguir
para 0 nnrte, a Eduardo Firmino da Silva.
Dila. O presidente da provincia allendendo ao
que lhe raquercu o paisano Francisco Ferreira da
Silva, resolveque Soja elle admiltdo ao servico do
exercito como voluniario por lempo deseisannos,
contados do dia em que se verificar o seu eugaja-
nTenlo, visto ter sido julgado apto para o mesino
servido pela junla medica, perccbendoT alm dos
vencmenlosquepor lei lhe conipelirem.o premio de
:t00, que lheseran pagos nos termos do regula men-
t de I i de'ilezeinbro de 1852. Fizeram-se as ne-
ressarias commiiiiicaees.
-------ana-------
.COMBANDO DAS ARMAS.
Quartal caneral do commando daa armas da
Parnanabneo aa cidada do Kecife, em 17 de
jubo da 1864.
ORDEMDODIAN. 104
O marechal de campo commandanle das armas,
faz publico para os fin* convenientes, que o governo
de S. M.o Imperador hnuvc por bem, por aviso do
ministerio dos negocios da guerra de 20 de maio pr-
ximo udo, prorogar por um mez a licenca com que
se acha em Sergpe o Sr. capitn do quarto halalhao
de artilharia a pe, JoAo Carlos de Villagram Cabrita,
segundo foi communicado em ntlicio da presidencia
desla provincia de honlem riatadrf.
O mesmo marechal de ctjnpo declara, em visla
de officio que lhe iidrrccou pelo qnartel general
da provincia da Babia na dala de 29 de maio ulti-
mo, que o S.r. Antonio Jos Ribeiro, promovido al-
feres para o dcimo batalhao de infanlaria, nassou
a ser emnregadn no conlngenle do mesmo batalhao
all em destacameulo.
Assignado. Jos Fernandt* dos Santos Pe-
reira. '
ConformeCandido Leal Ferreira, ajutlanlede
ordensencarregado do detalbe.
FOLHETIM.
m CTST0 DE FADA. (*)
POR MURUMO P1CH.1T.
( Continuadlo )
ni.
Ilmquanlo Irabalham, ou de proposito
oi de oulra tnaneira, um annel nue ti-
nha no dedo cahio na mansa e viislu-
rou-te com ella.
Pello de Burro.
Urna noile o escreveute reapparereu mais humil-
le e mais vergonboso que nunca. Os frequentadores
deesa reuniao jngavam ou conversavam em seuslu-
re. O marques, de Senvois leudo vollado depois
nm breve arrufo, conservando sempre urna secre-
ta esperanza devda obstinado dos vellios, que cs-
peram lodo do lempo, o qual alias nao lites deve
' muilo, jogava com madama Chenoise. P,iulo con-
versiva junto da cliamiit cont madama de Murvieil
e sua filha, enviando a Brunssende ditos galantes e
mesmo suspiros.
Fredcrico foi muilo amavel paracotno mitigo of-
fleial, opprimido com sita incommoda amisade. e
continnuu a conversacao. Apesar ilos esfori;ns do
recem-chegado, aspalavras caliiamscm elaslcidade,
o embarazo eslabelecia o vacuo em torno dessasqua-
tro pesoas, os vocabulot nao tnham som, todos os
assumptos form esgotados m poocas phrases, e al
as banalidades falharam por lint. Paulo driga-se
de preferencia madama de Murvieil, Frederco
vollava-se inslinctivameule para Bronisscnde, e as-
sim travaram se dwjeouversaeoes particulares.
Deixareraos Mr. Chenuisc empregar toda a sita
habilidade para capuu o espirito da mai, e escuU-
remosa conversado do escrevente com a filha.
A linda moca forte pela sua stmplicidade, e in-
genua honeslidade, fez tremer o pobre amante alian-
do dis , T. ''Mu ,ivri aeobor, e fico-lha muito agra-
decida 1
Senhora !...
Para que tn5o disse ha mais lempo qne conlie-
eia iao bellas conifsj t) senhorHeria sido um gran-
de reciirso para nossos sernos.
Freilericuroron, n-spoudeu tristemente:
Es*es#lbeiwurotiaao agradatn a lodos, ea genle
Viue#ano n.l
EXTERIOR.
PARS
10 da abril. '
QUESTO DO OURO.
As noticies rhegadas da California <> da Australia
nao nos deixam mais duvidas da grande producto
do ouro uestes dous paizes durante um extenso pe-
riodo, quasi Ilimitado pelo que dizrespeilo i Aus-
tralia. O bom mercado dessa producan nao he mais
duvidoso. Todos os dias pois recommenda-se mais
vivamente alinelo publica a queslSopela qual se
procura saber se.ntlo se tem de fazer al.guma mo-
diticacrio em nossa pratica monetaria.
A' vista de nma prnducc.lo onze ou doze vezes
maior que a que leve lugar no cornejo do secuto, e
mais que o quadroplo da que houve antes de 1848,
e que parece dever sustentar-se indefinidamente, ao
mesmo lempo que a produeco da prata pouco ex-
cede a que uaa, ha 50 annos, e au parece qne es-
t em vespera de angmentar-sc, nao he possivel
contestar que o valor do ouro deve baixar com
relajo prata, e a lodos os gneros. He isto um
pbenomeno tao visivel, que nao pe dei'xar de
desengaar os incrdulos. Segue-se pois necessaria-
mento que a moedagem dos dous metaes nao pode
mais subsistir, como demonstrare!, no p estabcle-
cido temporariamente pela lei do anno XI qne cons-
lilttio o nnsso syslcma monetario, isto he, na hvpo-
Ihese deque ha urna equvaleNia pcrfeila entre nm
Ivilogramma de ouro c quinze Rilogrammas e meio
de prala.
Para snslentar os douV nielaos um a par do oulro
na circulado, deve-se aceitar a alternativa de cu-
nhar modas de ouro diflerentes, isto he, que conle-
nham yuta quanlidade maior de metal para fazer 20
gitanla-os para si. Lamen lo o arrojo que nlevoo-
me, c peco-lho pentao cmo de una colera.
Nao comprehendo, disse Bruuisscnde picaJa
pela curiosidade.
. Todava !ie urna cousa hem simples, senhora.
Ninguem deve sabir de sua esphera, e aquellesque
eslao na gaiola nao devem cantar arias do liberdade.
Estou destinado a ser nm homem pratico, "um ho-
mem de negocios, c faria mal abandonar-me aos
gostos de meu espirito. Tenho reparado que a vida
esl' as coosas pequeas. Que pensaran) de
mim, se por exemplo em vez da grvala branca que
he noss'i bararo nfilcial. eu Irouxesse fitas de seda
tintas pela fantazia '.' Talvez parcca-lbe que fajo
urna observacao mu pueril ; porm declaro que le-
nho ra/ao. O notario deve parecer serio ao cliente,
l'assemos agora no espirilo. Os bellos versos nao po-
dem adiar lugar em um cerebro positivo, convm
esqiiecer, cxpetlir os que. ah eslao. c quem leve a
desgraca de faltar decencia, como fiz oulro dia,
deve dcsiiilpar-sc, senhora. Nao ha cousas peque-
ninas.
Eslas pal av ras foram pronunciadas vagarosa clris-
lemeute, e com voz maviosa, aabnegajao as tinha
dictado, a renuncia era completa. Fredecico adevi-
nhava os pensaincnlos de Brunissende i medida que
faza sua ppofi-sln de-f, comprehendia oinlcresse
despertado na alma da moca pela sua imprudencia,
e quena lomar a expressao pungente para si mesmo.
Brunissende ouvia-o debrucada sobre a costura,
e quando elle acabo, ergueu" a cabeja para enra-
ra-lo. Os olhos do Frcderico eslavam hmidos de
lagrimas, e moca vio snas palpehras abaxarcm-se
para conter os vestigios da emoc.no e tornarem a le-
vantar-so lentamente depois uawterem enchugado
duas gotas amargas. A linda canfe* de Brunissen-
de lornou ,a calur. e para evitar um silencio cheio
de perturbado, ella conlnuou com urna apparencia
de zombaria:
Enlao foi um veneno que o senhor emprestou-
me honlem ? Fni um mao livroque vai perder-me-'
A senhora nao quer entender-mc. O que me
he prohibido perlncc-lhc. O luxo he feilo para as
inullieres, e a poesia he um luxo dq espirito. Com-
pare um pouco. A senhora descerni de urna gran-
de familia, lem um nome Ilustre, tem suas Iradi-
roes, seus principios, be moca, be... Enfim Heos
roi generoso para com a senhora. Se esta vida lem
alguma cousa de bello e de bom he para offereccr as
pe-soas qua se lhe .i-semelham. A poesia he um apa-
iiagio.ilrsaracailiisdaqiielles que niln recebem esse
don, que nlSo torna-se irrisorio e. fatal 1 Imagine
um menino pobre, esfarrapado, sem pao, cujo aven-
lal rolo eslivesse cheio de flores En nao quiz esse.
francos, ou ennhar modas de prata que encerrera
urna proporjao menor qne cinco grammas de afl
najo de tuve decimos por um franco. Sem que se
fizesse urna ou outra cousa, toda a prala deixaria o
paiz, e o onro so chegaria a formar a raassa de
nossa circulaj.no melallica, o que seria prejudicial
debaixo de muitos pontos de vista. Em primeiro lu-
gar trocaramos deste modo urna mercadoria qoe
tem nm valor relativamente fixo, a prata, por ontra
mercadoria, cujo valor esl em decrescimento, o qoe
pouco mais ou menos seria proceder como esse grSo
senhor que, a modo de aposta, venda na Ponte-Nova
escudos de ouro a razan de 25 sidos. Emsegondo lu-
gar, a sulisliiuie.no do ouro,mercadoria de valor va-
riavel e decrescente, a prata, producto sufiicieftle-
menle fixo ao menos no lempo presentc.occasionaria
ama completa iuversSo as ideas mais bem eslabele-
edasem materia de moda. Para que urna substan-
cia seja apta para prcencher a funejao monelarip,
compre que salisfaja antes de ludo a condicao de
um valor tao fixo quanto possivel; de sorte que
quando um metal laoca-ae no turbilhao das varia-
joes do valor, perde por isso mesmo nma das quali-
dades essenciaes da moda.rpara dar ao ouro a su-
premaca absoluta em nosso systema monetario, es-
colber o momento em que Indo induz a crer que
esse metal vai soffrer bailas successivas no valor,
seria evidontemehte shir da regra ; e collocar-se em
opposijan com a nalureza das cousas.
Encontram-se todava muilas pessoas que suslen-
lam a opiniao de que presentemente (levemos dei-
xar moedagem de ouro seguir o seu corso no pe,
em que esta, com as suas proporjoes extraordinarias,
o qual traria necessaria e infallivelmente m nosso
paiz, em um breve espaco, a substitu jao do ouro
prala, e em pouco lempo tambem a necessidade de
mudar a moda de prata. Os quo pensam deste mo-
do raciocinan de muilo boa f, como se o que con-
vm fazer nao eslivesse j indicado de nm modo po-
sitivo pela legislajo existente, pOrquanlo soppoem
qne a prala e o ouro figuram as mesmas condijdes e
no mesmo p em nosso systema monetario, isto he,
qne um disco da ouro que conten 5 grammas e 806
millograramas de afinacao chama-se e deve perpe-
tuamente chamarte moda de 20 francos, iao exacta
e completamente como um disco de prata qne en-
cerra 22 grammas e meio'de afinacao chama-se per-
petuamente moda de 5 francos ; ou, em oulros ter-
mos, que29 cculigrammas de ouro lino silo um fran-
co de uro modo Uto fixo, irrevogavel o absoluto, co-
mo 4 grammas e maio de prala liua, ou enlao que
tanto um como oulTo he a uuidade monetaria, qu
finalmente para dizer a mesma consa por ontros ter-
mos, que a nossa lcgslaoSo monetaria.reconhece
dous padres, o ouro e a prata. Ora, isso he um er-
ro. A legislajao existente, quer seja considerada ao
peda lettra, quer em sou espirito repelle este modo
drver a qaestao. Est em opposijao com essa legis-
lajao lealmente interpretada, quem diz que temos
unidade monetaria em ouro, assim como em prata,
e que, por isso, logo que seja preciso modificar a
moedagem de um dos metaes, he indiuernte man-
ler fiza a moda de ooroe mudar a moda de prata,
ou fazer o contraro. O legislador he soberano sem
dn que quiz honlem. Mas elle heobrigado a str justo
e a observar os seus compromissos ; he no seu res-
peito pela justljae pela propria palavra que elle
bebe o respeto de que deve estar cercada sua vonla-
de, no interesse da propria sociedade.
He fcil convencer-se, lendo o tcxlo da lei do an-
no XI e as discussoes profundas a que a redaejao
dessa lei den lugar nos grandes corpos do estado, qae
a intenjao formal, absoluta do legislador foi que a
prata c nao o ouro fosse a base de nosso systema
mouclario, que a unidade monetaria fosse a prata
exclusivamente, e que essa unidade fosse invaravel.
Nao he mais difficil provar que as redaccOes suc-
cessivas que teve esss mesma. lei no momento de
soa faeco, honve m s pensamento immutavel, o
pensamenlo que acatamos de indicar, convm a sa-
ber, que a prata fosse o nico padrao, devendo-se
alm disso observar que seus autores tinham pre-
visto o que acontece hoje, a mudanja do valor do
ouro com relajao a prala, sendo tambem recoulie-
cido no momento de sua redacto definitiva, que em
.semelhante caso nao havia oulra solucSo admissivel
que a refundirn das modas de ouro.
E o que he a lei do germinal anno XI ? Como
he ella dispojla? Ella corneja por um artigo collo-
cado em urna linha parte, fora da numeraran dos
arligos correntes e dos (lulos. Esse artigo funda-
mental fie qualificado de ditposiro geral, e he con-
cebido nesles termos : 5 grammas de prata, conten-
do 9 decimos de afinajao, conslituem a unidade mo-
netaria,que conserva o nome de franco. Vem depois
otillo I. e aserie de arligos por nmeros suc-
cessvo, comejaudo pof um artigo t., como para
mostrar ludo o que havia de superior e de sacra-
mental na disposijo geral: ,
Si, depois de semelhante prova, rcslasse alguma
dovida a respeito do papel inteiramenle especial
conferido a prata pela lei do germinal do anno XI,
e conseguiutemente do papel secundario, que he as-
signado as oulros metaes, nada mais seria preciso do
que recorrer i exposijo dos motivos apresentados
ao Iribnnato e ao corpo legislativo. Nessa cxpnsi-
jao sediz muitoexplieilamente que procurou-se esta-
bclecer em hosso systema monetario um ponto fixo.
destino. Frederico Floquet tem pais ainda mojos, e
nao petijnu nunca para vrver nos poucos bens que
lhe deixarao. Assim teve de revolver-se ueslemun-
do, arroteou o espirito pata plantar nclle cousas que
nnlram. Seu nome nao tem avs, vcni-lhe do pai, %
elle quer conserva-lo honesto como recebeo. Bem
v", senhora, qne faja o que fizer, esta condemnado
s humildes veredas! Sei que um pouqiiinlio de
poesa na rabeea nao he nada ; porm o mo grao
propaga-se, c quando o terreno nao he grande, he
preciso ler cuidado, a ambijao cresce rpidamente,
e os altos desejos, e asesperanjas mpossiveis, o a
loucura, todasasbervas ms. t
Mo grado, seu, Frederico mos(rava-se tal qual
era, e em vez de apagara impressao que queriavles-
Imir em Brunissende gravava-a mais profunda-
mente.
A moja levanloii-se para fazer o cha que preceda
regularmente a hora da separajao. contente de ter
urna oceupajao que rompesse aquella penivel con-
versajao. ,
O escrevente lotava debalde, e quera intilmen-
te tornar a tomar a mascara. Cada esforjo qne faza
trahia-o, sua frieza era ardenle, sua prudencia pa-
reca resignaran, o sacrificio descohria-se sempre.
Para tomar-se vulgar e pralico, erguia-s heroico e
distinelo, para occiltar seu amor mostrava sua vir-
lude, cada pagina de seu cora cao que elle quera
vallar, dexava ver outra mais bella.
Brunissende sodissc-lhc estas palavras apresenlan-
do-lhe uina chaven.i :
Porque nao foi verdadeiro desde o primeiro
dia 1
Fredrco corou, e a moca coutinuou o servico ;
pois nao linha nada que pergunlarao mancebo. .
Taulo Chenoise sem ouvir a couversajao, e fazen-
do companhia a madama de Murvieil, comprehen-
deu perfeitanicnle a scena.
Adeus! disse ella de urna manera significati-
va ao escrevente apertando-lhe a mao com vigor;
E accrescentou conmigo mesmo: Tomaste o caininbo
sentimental, porm has de pagar-me.bandalhinbo.
Nada escapon moja durante esse ser.no. Bem co-
mo urna pauaa que acaba de entrever o chrislianis-
tno, a revela jho Iransportava-lhe a intelligenca.
Um filho do povo podia ser nobre e bello, e na-
lureza competa repartir a intelligencia, a graca e a
\ rinde. Se dcscendesse de urna raja secular, Fre-
derico nao leria conservado sen uome com mais
dignidade. Apenas adevinbada essa T nova, llruuis-
seude peusou no inarlyrio que a segur-se, e a car-
ta do to brllioii-lhe aos Ihos. Todava urna certa
Iranquiiidade moderou essa angustia, sua vida mos-
e que a disposirao geral, que constitue de maneira
absoluta a unidade Monetaria em prala, tem preci-
samente por ohjeclo o estabelecimenlo desse poni
. Tao grave he a materia que nao podemos dei-
de apreseular os motivos,- em que foi basea-
fixo
xar
da
on;
At aitemblas memaes frecuentemente se teem
aupado com as modas. Aiftdn que os seus traba-
Ihos sobre esta mateYiatuio tefham producido outra
cousa mais que resultados p(X:iats. estbelereram
comtudn ai base* de m s0leA[monetario mais
regular, m4 simples, e .s'oWj raido mais invara-
vel que a systema seguido at tntfro. O projelo
que somos ttbrigados a aprethtar rossa appro-
varo melhora o que'est ^f'o, regula o que ha
por fazer, e encerra e,rt&ttn garfio numero de ar-
tigas todas as disposicoe permanentes que a consli'
llticSo tem collocaio no dotnfo da lei.
a Este projeelo he de certo modo precedido por
urna disposicao geral que taida a" precenir a de-
preciarlo dopadriio e a trater a um ponto fixo
todas as variacoes do valor, gtte pndem occorrer en-
tre os metaes empregados no > fabrico das modas.
Resulta dahipara a excucHoidas transaccoe* com-
mereiaes e comervacao da propriedade umq garan-
ta que nilo descobrimos na legislacHo monetaria de
poro algum.
N'esse mirado, a phrase ojie sablinhei he muilo
significativa. Ahi se quer que em nosso systema
monetario baja um poni Gx roda do qual gyre
todo o systema, e a que se' refiram em qualquer
poca, as variajSes do valor que possam apparecer
entre os diflerentes metaes empregados no fabrico
das modas. llavera nesSe sistema modas de ouro;
mas a palavra franco significar perpetuamente em
todos os casos o equivalente em pirata de nm peso
fixo de urna vez para todas, isto he, cinco grammas
e 9 decimos de afinacao. He impossivel ser mais
clara, e ao mesmo lempo conformar-so melhor com
os verdaderos principios da histeria e do bom sen-
so. Seria urna chimera com effeilo o ter duas uni-
dades monetarias, urna em ouro, e oulra em prala.
Podia-sedcsejar.'o que he legitimo esabio, que esses
dous metaes andassem na ciroulajao; mas a unidade
monetaria ou o padro nSo podia ser senao de um
ou de oatro exclusivamente.: Era possivel dillerir
le opiniao sobre a maior ou menor aptidao de um
iu de oulro para prcencher essa funejao; podia-se,
como fizeram os Ingieres em*l816, preferir o ouro;
podia-se da mesma maneira dar preferencia prala.
Mas logo que se adoptaste un dos dous, o oulro nao
devia ser no systema mais qbe um satlite. Pro-
ceder assim era urna garawti.-i necessaria, orno
muito bem se dizia, para a siguridade das transac-
joes e cooservajao da propriedade.
Assim a lei do germinal anno XI e a exposijo
dos motivos que acompanhavam-na, lornam mani-
fest que o legislador julgou dever subordinar o ou-
ro prata, pensamento que he diametralmenle op-
poslo-a oulro segundo o qual/deixando a mocua de
20 francos tal como existe riesle momento em qu
o ouro baixa, sem llovida *p diminuira a quan.li-
dade de afinacao couda as modas de prata.
Pelo texto e espirltd'tfa'Tl'rlo anno XI, o"~Tegs-
lador inveslio a todo credor tanto do estado como
dos particulares do direilo virtual d reclamar con-
tra tudo o que lendessea sabslitair o ouro prala
em nossa circularlo monetaria. Digo que este di-
reilo he virtual, porque nao poderia indicar a juris-
dijao peranle a qual poder-se-hia faze-lo valer,
fado que o nao loma menos digno' de nm profundo
respeilo. (Inica risco a que lodo o credor poderia
expor-se, sem ter fundamento para reclamar nada,
seria a baixa do valor da prata com relajo aos g-
neros. Elle tem contra si essa possibilidade da
baixa da prala, assim como tem em seu favor a
possibilidade da alta da mesma. Nao he possi-
vel faze-lo correr oulro risco sem aberrajao de jus-
tij.
Se se consultaren) os documentos que foram pro
duzidos durante a elaborajo da lei, enconlrar-se-
hao os fundamentos mais solidos em favor da opi-
niao que exprimimos. No curso dessa elaboracao,
importantes rlatorios c memorias cheias de inte-
resse foram em vordade produzidas por M. Gaudin,
ministro das finanjas ; pela administrajao das mo-
das, onde encontrava-se muilos espiritos dislinclos
como Guylon de Morveau e Darcel ; pela seccao
das fioanjas do conselho de estado, cujo relator era
um homem eminente, como M. Berenger; pela pri-
meira classe do oinstituto (academia das sciencias)
Essas pejas sao desenvolvidas e peremptorias, sendo
alm disso todas unnimes sobre o fundo da mate-
ria ; em toda?, o ouro he subordinado prata.
Esta ultima s he o padrao, a materia da unidade
monetaria.
' A lei do germinal anno XI, qne serr tambem
de fundajao a nosso rgimen mometario, havia sido
precedida no tempo do directorio de um projeelo
que foi o objeclo de serias deliberajos, mas que
nessa poca de aborlo universal, nao pode ter resol-
tado algum. He um projeelo de lei que he ctadt
muilas veze*os trabalhos sobre a materia : he evi-
dente que elle servio de preparo ao projeelo do an-
no Xl; Prieor (da cusa de ouro) foi o seu relator
neftwnselho dos quinheotos, no anno V. O reta-
torio d Pricur he urna obra muito apreciavel. So-
bre a queslao que nos oceupa,- ello era muilo claro.
Irava-lhc um alvo, e ella linha os dous grandes ali-
mentos da alma : um sonho e urna dor !
Com um ponto de apoio para a resistencia, aguar-
dava os acontecimientos. A conquista do lio Roberto
nao oflerecia-lhe nenhuma probabilidade de sucecs-
so, logo nao emprebenderia nada para osse lado.
A mai, mais branda e mais rasoavel conheceria
talvez algum dia seu corajao. Em presnja de re-
derico ella devia recobrar a serenidade" de moca.
Entrevia alegras projectando essas iugenuas per-
fidias.
O pobre namorado linlta-se feilo comprehender ;
mas nao linha compreliendido. Para elle comejaram
s vigilias do corpo e do pensamento. Seu aino'r que
permanecer at eolio em estado de symptoma, aca-
bava de declarar-se doenja aguda. Elle passou urna
noile agitada, hitando debaixo dos restos desse vas-
to desmoronameuto. O mullan de sonhosqueedili-
cava desde tanto lempo acabava de desfazer-se em
um momento de'fraqueza, e susinho no meio de m-
possibilidades materiaes de urna felicidade Ilusoria,
sentia-s merco dos zombeleiros sobre ruinas ri-
diculas.
A manhaa adianlava-se sem que elle pensasse cm
seus trabalhos ordinarios. Os planos mais estranlios
pasiaram-lht pelo espirilo, projeclos de fgida, as-
pirado i solidao, desejos de glorias fabulosas que
deslumhraran) os que fossem tentados de rir-se, co-
leras de menino que' quereria aniquilar machucar
tudo as niaos. E o pobre mancebo nao decida
nada e chorava.
Ir agora trabalhar em casa de um notario dizia
ello coinsigo, seria demais Nao Tnjo para ofiteina
de Antonio, quero fazer delta minha Thebada.
Era elle que linha raz.no. Nao pretendo matar a vi-
da para agradar a minha familia. Ella nao me en-
viar mais dinheiro, lano melhor, vir'ei a ser gran-
de ou arroben larri Ella me amaldijoar pelo ror-
reio, embora Essas maldijOcs sao depois pergami-
nhos de nobreza, alvars de energa, ttulos de en-
gento Querida Brunissende! Picaste sorpreza de
adiar um pouco de poesia em mcus labios Espera,
promello-te cousa bem difieren le 1 Algum dia me
amars J'orni j ser larde, e estars unida a al-
gum tolo genlilhomcm, a um Chenoise talvez ? Que
me importa ? Depois de ludo ter feilo para evitar-te,
lerei ludo feito para merecer-te, ese nosso amor for
culpado, seremos innocentes !
fv.
Paitando emum bosque ella encontrn compa-
dre ijiliti.nqual leregrande rnntadede come-
la ; mas nao nusou fazer tal por causa de gtms lemheiros que estaeam na floresta.
O Chapelinho vermelho.
e todava nao o era mais do qoe o projeelo que o
havia precedido, assim como o fez ver Pricur. Elle
expoe que a queslao que se deve estabelecer entre
a relaejao do valor do ouro e da prata foi agitada
nos ltimos anuos, que ella foi a tratado por ho-
rnero profundos nesse ramo da ccohomia poltica, e
que seu Sentimento he uniforme a esse respeito.
a Sendo essa relajao do ouro, diz elle depois,
um resultado forjado de combinajoes commerciaes,
he em si urna quantidade variavel que nenhuma
autoridade pode manier, sendo smenle preciso
apreca-Ia coro facilidade e exaiulao. Para eonse-
go-lo ha um meio simples e usado entre as najOes
as mais esclarecidas, que he encarar o valor da pra
Cada um dos lados suslentava a sua opiniao com
razoes muito plausiveis. A seccao das finanjas do
conselho de estado aliegava o inconveniente das mo-
das de ouro qoe estariam eujeitas a mudar de peso ou
de Ululo. M. Gaudin responda qne se exagerava
ninilo esle inconveniente, visto como emsumma urna
refundjao custava muito pouca prala. Dizia elle
que anda havendo um milhar de francos em modas
de ouro, nao custara isio s finanjas mais de 5 mi-
Ihes, em cada refundirn ; depois. acrescentava que
maito raras vezes haviam de apparecer circumslan-
ciasque aperassem no valor respectivo dos dous me-
taes urna mudanja tao apreciavel que fosse logo se-
guida de urna refondijao, chegando at a dizer, por
ta como fixo e observar nesla bvpotbeso. as differeiw 'urna eslmajo hypolhelica, quejreccbe dos acontec
a valor do ouro. Applcamlo estes priacips a menlos urna sanejao singular, que elle ngosnppu-
nha que ella Utesse lugar antes de 50 annosl fado
que dara logar nmarefundijaojustameole na po-
ca actual.
M. Gaudin linha o espirito muilo pratico, amava
as solujes claras e precisas, mesmo com risco de al-
gn inconvenientes, e acaboo por coosegui-lo. A
lei do germinal anno XI, tai como definitivamente
sahio d conselho de estado ( e ella passou sem mu-
danja no tribtmalo e no corpo legislativo.) Estabe-
leceu modas de 20 e 40 francos, segundo sua pro-
posijao. Mas a-contextura e os proprios termos da
Jei ntoslravam e aexposijo dos motivos confirmava,
lancias o exigssem, isto he, quando sobreviess* \\ae o ouro s exklia nacirculajao.como subordina-
nossas modas novas, o franco que .representa
um peso especificado de prata pora, foi considerado
como a unidade do valor, a qae devem-se referir to-
das as oulros ; a uuidade de um peso de ouro e por
conseqnencia de nossa moedti com peso de um de-
cagramma, tica indeterminada.
Proseguindo o mesmo pensamento elle diz mais'
adiante :
S havia dods partidos a tomar relativamente
mueda de ouro, que era.on conservar-lhc constan-
temente o mesmo valor nominal fazendo mudanjas
em seu titulo e peso todas as vezes que as ciretmis-
uma mudanja universal na relacao do valor dos me-
taes preciosos, ou tornar immoveis o titulo e o peso,
abandonando por consecuencia o valor a todas as va-
riajoes, que lie susceptivel de tomar.
He para reparar que procedendo deste modo,
querq dizer.mautendo como um ponto fixo a unida-
de monetaria representada por um peso exacto de 5
grammas de prala,com9decimosde afinacao,as com-
misses cujo orgao era Prienr e lodos os corpos que
antes tinham tratado officialmeute a queslao, con-
sderavam que elles conformavam-se estrictamente
'com o syslema mtrico que he um dos beneficios ,e
urna das glorias da revnlujao franceza, .systema de
que neste- momento lodos os estados se aproximan).
Estava-se de tal sorle imbuido desla idea na com-
mssao dos qunheutos, que decidio-se ahi a fazer
da moeda de puro urna especie de medalha.quc per-
neluasse cm lorias as maos a lembranja da funda-,
jao do syslema mtrico. Eis aqu como se expri-
me Prieur em seu relatorio.
a Pelo qne diz respeito ao lypo da moeda de ouro,
a nossa coinmissiio represeuta um ,que. lhe parece
feliz, devendo-se referir honra d primeira ideo
ao-cidadao Leblond, de qnem ella procede. Esle
cunho de aftnma sorle faria da moeda' de ou-
ro medalha para conservar a memoria da magnifica
operacao, cujo resultado servo do base ao nosso no-
vo systema mtrico.
a Deveria ver-so pois em nm dos lados da moeda
de ouro um genio procurando determinar a gran-
deza do meridiano terrestre, para o que elle firma-
ra com mao ousada urna das ponas do compasso so-
bre o polo dirgindo a oulra para o equadnr, o que
indicara a distancia natural que serve de padrao
primordial a todas as nossas medidas. Esta legen-
da anniinciari i, para o universo que esta operajo
nao he parlicucar localidadalguma, que sita uli-
lidndc ext'ende-se a todas as medidas, e que ella de-
veservira lodosos povos, que infallivelmente em-
pregarao o seu resaltado logo que a phitosopbia e a
fazao tiverem" feito progtessos consideraveis entre
elles. Enfim o exergo de 14 do thermidor anno 1
consagrara a poca era que a convenjSo nacional,
por um deefeto solemne, declaron que eslava satis-
feta com o Irabalho dos acadmicos francezes sobre
o syslema dos pesse, medidas, dcduzidas da gran-
deza da trra,assim como com as operarnos come jadas-
sobre esle assumpto em execuj.no das ordens da as-
sembla conslitunte, prescrevendo tambem que pa-
ra diante as medidas coinformes a esse systema se-
rian) as que nicamente serviran) de uso na repbli-
ca,
A lei do germinal anno XI passon por qualro re-
dacjes, circumslancia que faz suppor que ella deu
lugar a serios riissenlimentos. Assim aconteceu com
cffeito ; o dissenlimento vec^ava sobre a moedagem
de ouro, mas nenhuma relajan linha com a qsesiao
que discutimos no presente artigo. Vamos dizer cla-
ramente qual era o objeclo desse dissenlimento. O
minislro das finanjas c o conselho de estado esla-
vam em perfeito accordo sobre esse ponto, qu a
unidade monetaria deve ser urna, isto he, era um s
metal. Elles nao se conciliavam menos sobre este
oulro pon lo,que a prata era cscolhida urna vez por
lodas para materia da unidade monetaria, e que por
isso, campria no que dizia respeito ao onro, assim
como o dizia Prieur, escolher entre dous partidos ;
ou conservar constantemente moeda de ouro o
mesmo valor nominal fazendo-lhe soflrer mudanjas
no titulo ou no peso todos as vezes que o valor rela-
tivo dos dous metaes mudasse sensivelmeu le, pro-
cedendo-sc neste caso a urna refundjao da moeda
de ouro; ou lomar immovel o titulo e o peso das
modas de onro, dei-tando ao valor dessas mocdas'se-
guir as varia jiies indicadas pelo curso respectivo das
barras dos dous metaes sobre o mercado. M. Gou-
din era da primeira solo jao ; M. Berenger, relator
dn conselho do estado, era da segunda com a maior
parle de seus collegas. Tal era a conlestajo ; nao
havia mais oulra.
do prala, que sta ultima s lio que devia servir de
padrao, e que por isso, se o valor respectivodos dous
metaes preciosos viesse a mudar, de necessidade se
haviam de refundir moedas de ouro. Tal he o ver-
dadeiro dado da siluajao actual.
M. Berenger, o principal adversario de M. Gau-
din nesta rircumstabcia, era nm homem mais ins-
truido de um nivd intellectual superior ; seus reta-
torios neste negocio sao, no ponto de vista do racio-
cinio e do saber, verdadeiros monumentos da razao.
Ahi enconlra-so a critica mis forte que se possa
fazer do systema que algumas pessoas suppem por
erro ser o de nossa .legislajao, segundo o qual os
dous melaesfigurariam sem nossa circolajJoem um
p de igualdade, de modo qu em um momento
como este, em que o ouro baixa de valor, fosse legi-
timo subordinar a prata ao ouro, islo he, manier in-
tacta a moeda de onro e refundir a prata para fazer
novas moedas que coolivessem urna- quantidade me-
nor de prata, afim de fazer concordar o valor das
moedas dos dous metaes, devendo-se mais tarde,
qunelo alguma nova descoberta fizesse baixar tam-
bem u valor da prala, fazer urna diminu jan seme-
lhante as moedas de ouro. M. Berenger mostra
como, com este systema, havia de chegar-se directa-
mente por oulro caminho.a recomejar as mudanjas,
fallemos claro,, as allerajoes de moedas que foram
praticadas pelos saberanos da media idade, e que
successivamente fizeram que a libra descesse a sep-
tuagsima sexta parle do que era primitivamente,
produzindo de cada vez urna perturbajao nos inte-
resses e um desarranjo na nropriedade. Terminarei
citando essa passagem do seu relalorio ; ella casa-se
perff lamente com o nosso assumpto, e eu crcio que
he tal qae pode provocar serias reflexSes.
Quando em ve: de urna materia monetaria ha
duas que repretentam coneurrenlemenl a moeda,
duplicam-se as probabilidades das variacoes, e dei-
3a de hacer mais igualdade entre a condicao
do credor e do decedor ; porque sendo este ultimo
senhor de pagar com urna ou outra moeda,escolher
necessariamente aquello cujo curso formis baixo;
desde entilo ninguem querer mais fcilmente,tor-
narse credor. *'
a Se a lei fixar o valor corrente do ouro e da
prata, a moedd nominal nao lie representada nem
por urna quantidade dada de prata, mas por urna
razao composta, primeiro da relacao estabelecida
pela le entre o valor do ouro e oda prata, segundo
da relacao fixada pelo cmmercio, terceiro da pro-
porrilo pela qual a moeda de ouro e de prata entra
na circulando.
a Se julgar-scnecetsario entregar as transaeces
commerciaes a todas essas incertezas, cumprt ao
menos prever a necessidade de mudar as rclaces
do valor que se eslabelece entre o ouro e a prata, e
fixar a relacao.de umdelles eom a moeda nominal,
porque com a disposicao que todos os gocemos teem
para enfraquecer as moedas, o calor mais baixo se-
ria tomado como medida. Podia-se entilo referir
alternadamente o valor do ouro do aa prata, e'o
valor da prata ao do ouro, dcscendo-se do fran-
co a septuagesima-sexta parte ielle, assim se des-
ca da libra septuagesima-sexta parte della.n
A lei do germinal anno XI fez o que tinha enlao
pedido M. Berenger. Ella previo a necessidade de
mudar as relajees do valor qoe se eslabelecia entre o
onro c a prata, e fixou a relajan de nm delles, a pra-
ta, com a moeda nominal, eslabelecendo como prin-
cipio que a unidade monetaria fosse um peso de pra-
ta convencionado urna vez por todas. As'minhas
observajes tendem a este m, que o pensamenlo
salular que foi adoptado enlao, seja manlido hoje.
Parcce-me qne esta he para a Franja urna queslao
de interesse maior, e o qoe ainda mais, urna qaestao
que tem estreila aflinidade com os principios e as
conveniencias da ordem a mais elevada.
{Journaldes Dbats.)
INTERIOR.
A febre ajoutava os pensamentos de Frederico, o
qual apoiado n janella via o povo passar. Vio mui-
las religiosas, sacerdotes, e devotos que descian a
ra, e lcmbrou-se de que na vspero tinha-se falla-
do em casa de madama de Murvieil da mnrto de um
bispo de frica. Era provavcl que toda' aquella
genle fosse ao sen enterro. Como acontece nos mo-
mentos de grande diir, essa preorcupajao insignifi-
cante misturava-se obstinadamente com seus pensa-
mentos.
Derom onze horas no I.uxemburgo. Madama de
Murvieil sabio de casa.
Ella vai a essa ceremonia, disse Frederico com-
sigo, e seguindo-a com os olhos inurmurou vendo-a
desapparecer, Oxala Dos lhe falle a meu respei-
lo senhora!
la fechar a porta e correr i casa de Antonio para
participar-lhe sua nova resolujao, quando avistou
Paulo, que em um elegante trage de manhaa diri-
gia-se para esse lado. Frederico esrondeu-se alraz
da cortina, o exaininouo antigo oflirial, o qual pas-
sou a porta com ar conquistador como para ir a cusu
de madama de Murvieil.
Sean \em para aqui, o caminho Ir perdido por-
que a mai de Brunissende sahio. Mas que significa
essa visita a estas horas. Depois destas reflexSes 0
mancebo esperou. e com graude espanto seu nao vio
sahir Chenoise. A anciedade aperlava-lhe a gargan-
ta, os minutos passavam-se mortaes. Elle soUreu
assim um quarto de hora de tortura, o ciume. e a
colera fizeram-lhe subir o sangue rabeja. Sem
rellexao, c impelilo por um sentimento mais forte
do que elle, Frederico desceu, e parou porta das
suas visnbas. Paulo nao sabia', e o supplicio aug--
menlava. O escrevente impoz a si mesmo urna ho'r-
rivel paciencia de alguns segundos, escutou, nada ;
o corajao balia-lbc a suffoca-lo ; esperou ainda um
pouco, nada. Esse Chenoise nao quera sabir,,
I-'r de si, puxou o cordao da campanilla, a qual
soon-lhc aos ouvidos como um dobre fnebre, como
um relale.
A criada vcio abrir, Frederico nao perguutou-lhe,
nem disse-lbe nada, e entrou. Sata de jan lar, salao,
quartos. elle percorreu tudo, sem encontrar nin-
guem. I.anjou-se no jardim, o ahi vio Bruuissende
espantada c perseguida por Paulo, qual ria e zum-
ba va.
Esse espectculo petrfirou-o. Essa moja bella e
grave que corra, esse anjo em fgida, essa vjsao as-
suslada, s aleas juncadas de llores que ella rolhera,
fizeram nelle gratule impressao. Se eslivesse arma-
do leria morto o mjwravel.
RIO SE JANEIRO.
SENADO.
Da 28 de zulo.
Estando reunido numero sofflcienle de Srs. sena-'
dores,' abre-se a sessao s 10 horas e meia da manhaa,
e approva-se a acta Ja anterior.
EXPEDIENTE.
Sao ldos os segontes pareceres :
a 1. 1). Mara Magdalena Gonzaga, viuva do al-
feres da 3." classe do exercito Paulo Fernandes
tjonzaga, requer assembla geral o meio sold qoe
competira a seu fallecido marido se reformado fosse
qnando morreu, e allega que o Ihesouro nacional in-
deferira pretengao semelhante, sob o pretexto de ler
o dito alferea servido menos de vinte annos, o qne
segundo a supplicante nao justifica a decisao daquel-
le tribunal; pois qne, tendo suecumbido seu mari-
do molestia adquerida em servlcoda campanha,
toca a ella metade do sold com que se reformara
seu marid, ou a sexta parl do sold da alferes.
a A cnmmiss.no de marinha e guerra, a quem o
requerimenta vio remetlido, examinou as allega-
jc>es ndle coudas c os documentos annexos, e he de
parecer qne nao competindo ao poder legislativo, e
sim ao execulivo, avaliar as crcumslancias que dao
s yiuvas dos officiaes direilo penso d meio gol-
do, sejam remettidos os papis da supplicante ao go-
verno para deddir como for de juslija.
a Paco do senado, em de maio de 185*. Mar-
ques' de Caxias. M. F. de Sousae Mello.HoU-
landa Cvalcanti. .
2." Tendo o senado approvado em sessao de 31
de agosto do anno prximo paseado om requerimen-
to do Sr. senador Montezuma, solicitando que a
proposijao da cmara dos Srs. deputados, que auto-
risa a -passagem do guarda-marinha Antonio da Cos-
ta Barros Vdloso, fosse remettida commissao de
uiarjnha e guerra, afim de que,, pedindo informajdg
o governo, d um parecer que oriente o senado so-
bre o objeeto da dita proposijao ; e julgando a com-
missao que taes informajoes deyem ser exigidas por
intermedio do Sr. 1. secretario aos Srs. ministros
da marmita e guerra, prope que se pejam por
aquel le meio os seguales esctarecimenlo*:
- al, Qae annos da academia de marinha fre-
quentou o guarda-marinha Barros Velloso, e que
especie de. approvajAo obleve as diversas doutri-
uas de cada anno.
a 2. Que materias lhe fallam para o corso com-
pleto daquella academia, e qual fj seo comporta-
ment entquanto- all esludou. -
o 3. Que annos da escota militar lem frequenta-
do o guarda marinha, qae espede de apprdvajSo
tem lido as doulrinas de cada anno, e o grao de
classficajao oblidp.
i 4. Se lem aaistido regularmente ao Merca-
dos orticos, e que notas obleve nelles ou o moti-
vo justificado da nao ter frecuentado alguns.
'< 5." Qual tem. sido o comportameuto da guarda
marinha durante a freqbeucia da escola militar, e
soa-aptidao paja o eorpo.de enaenhdros.
Oblidos os esclarecimentos apontados. se apren-
sar a commissao a enmprir a segunda parte da de-
lerminacao do senado, dando parecer sobre a mate-
ria da resolujao. *
Paco do senado, em de maio de 1854. Mar-
ques de Caxias. M. F. de Sonsa e Mello.
Hollanda Cvalcanti. '
3. A mesa nao se considerando aulorisada a
conlradar definitivamente com o Jornal do Cm-
mercio a publicajo dos trabalhos do senado, nao
obstante as suas deliberajes de 2 e 14 de setembro
do anno passado, visto terem sido logo modificadas
pela de 16do dito mez, e ltimamente pela de 17 do
cotrente, submette cousiderajao da casa as bases
on condijiies com que os editores do mesmo Jornal,
assim como os do Diario do Rio de Janeiro, se pro-
poem a fazer a referida publicacao, as qnaes sao
em tudo idnticas menos, quanto relribuijao em
que ha da parte do Diario a diminuijao de qdinhen-
tos mil res mensaes, afim de que o senado resolva,
previamente qual a empreza qne prefere, sem o que
nao pode a mesa proceder celebrac3o do respecti-
vo contracto. t
a Pajo do senado, 22 de maio de 1854. Manoel
Ignacio Cavalcant de Lacerda, presidente. Jos
da Silva Mafra,\. secretario. Antonio Luis
Dantas de Barros Irrite, 3." secretario. Jos Joa-
quim Fernandes Torres, i." secretario. Manoel
dos SanlosMartins Vallatqutt, 2. secretario, a
O primeiro parecer fica sobre a mesa : o segundo
he approvado, e 6 terceiro fica adiado por se pedir
a palavra.
OBDEM DO DIA.
Conlinua a primeira discusslo, adiada pela hora
na ultima sessSo, do projecto de resposta falla do
tlirono. .
O Presidente observa que honlem havia conside-
rado a resposta falla do throno como um simples
parecer de commissao, e qae como tal na sua dis-
cussao s se podia fallar duas vezes; mas, como re-
flertisse depois, reconlieceu que, posto o projecto de
resposta ao discurso da corda seja com effeito um pa-
recer, he nm parecer u generis, de que o regi-
ment nao trata em parte alguma; e eolio infor-
mado de que os precedentes da casa, sao oulros, ijto
No meio de seu furor, disse comsigo. Importa
fingir que nada tenho visto! e domando a raiva como
um cavallo derribado no meio do galope, adiaiitou-
se paludo e trmulo com um vagar afledado.
Brunissende crou e assentou-se em um banco,
F'reilerico fingi nao v-la c chegando-se a Paulo
perguiilou-lhe apertando-lhe forlemente a mao :
Perde-me, Mr. Chenoise, madama de Mur-
vieil nao esl ahi ?
Desculpe-me, senhora, disse elle depois mo-
ja vendo-a approximar-se, vinha fallar senhora sua
m.ni, vejo qoe est ausente, e vamos retirar-nos, ac-
crescentou dirgindo a vista para Paulo. Adeos
seuhora.
Brunissende saudou sem poder pronunciar urna
palavra. Frederico apanbou una flor na alea e se-
guio Chenoise, ao qual sua muda autoridade impel-
lia diaute de si.
Os dous homens sahiram sem voltar-sc, e Brnnis-
sende ficou no jardim.
Tenho-o comprehenddo, disse Panto logo que
esliveram fra, o senhor quer acabar com isso, he
este tambem o meu desejo.
A superioridade de Frederico o fez recobrar loda a
sua presenja de espirito. Elle bem sabia que ludo
isso gao podia durar assim ; mas o momento nao lhe
pareca favoravel para uina desavenga. A voz do
otlirial liuha vibrado como urna colera conlida.
Ouvio-me, senhor 1 accrescentou Chenoise.
Sim ; mas sem entender bem o sentido de snas
palavras. O senhor parece eslaf desgosloso de mim,
e ignoro o motivo de sua animosidade.
Motivos, rapa?, tenho mil. O senhor tomn
a peilo oppr-se a todos .os meas projedos, e nflo
soffrcrei isso mais lempo.. Para que queimou o li-
vro que eu trouxe aquella noile Para que vem ho-
je tao a proposito para pr-me na ra ?
Frederico responden cheio de ingenua Iranquil-
lidadc :
F'iz mal talvez queimar esse livro em vez de
enlrega-lo ; mas o senhor linha-se evidentemente
engaado, tinha tomado um volume por outro. Te-
m que madamcsclla de Murvieil lanjasse os olhos
sobre esas paginas vergonliosai, e alirei-as-ao lago.
Se o senhor nao descobrio seu erro, de ccrlo devo
ler-lhe parecido bem atrevido. Porm s releclir,
achara que nao fiz senao o que o senhor mesmo te-
ra feito. Quanto a esta manhaa, nao entrei talvez
a proposito, e pejo-lbe desculpa por isso. Tinha de
pedir una assigualura a madama de .Murvieil anles
de ir para o rartoriu. O senhor bem sabe que os
negocios nao esperara.
Eu tambem nao espero, senhor, e acho suas
explicajes tao ridiculas que reclamo oulras, se he
servido.
Frederico sorrio estpidamente c lornou :
Entretanto nHo posso dizer-lhe se nao o qua
he !
E en, quero dizer-lhe qne o senhor, he nm...
' Paulo encarou o escrevenle o qual anpperlno o o-
Ihar ameajador do (inicial com maravilhosa placi-
dez. Chenoise em vez de deixar cahir o termo inju-
rioso suspenso dos labios, desalou a rir vendo o sem-
blante do mancebo, exclamon repentinamente:
Oh! adeos !. e nao torne a fallar nisso! Que
lubellio do diabo disse elle comsigo relirando-se,
o acaso lauja-o sempre ao meu encontr. Fiz bem
deixa-lo; ntrlie sangue que elle lem as veias, he
tinta. Nao entendeu nada do que eu lhe disse: he
misler que seja furiosamenle tolo.
E Taulo foi-se despeilado c furibundo por ter per-
dido urna oc'casiao e urna desavenja.
Frederico corren i casa de Antonio Blera, cha-
mou pai Felippe, e as horas depois de meio dia fo-
ram passadas alegremente.
. Antonio 1 gritn o amante de Brunissende en-
trando', Antonio I o demonio leve os papis, e os es-
codos! Sou artista, e desde hoje cornejo a deixar
crescer a barba. Sou feliz, Antonio 1 Tenho no co-
rajao urna paxao por urna moja impossivel! Terei
um duelo om destes das e virei procurar-te! Em
[mucos dias lerei liquidado o meu passado terei
morto o homem, e esquecido a mulher !.. Nao voo
i casa do patrao, hoje he dia de festa/trJOf* Porm
nao talles em nada diante de pai Felippe.
Essa extravagancia era sincera. Da meditajSo do-
lorosa Frederico passava ao perigo real. Nao que-
ra sopportar mais as totas insolencias de Chenoise,
nem diverlir-se mais tempo em fingir paciencia, era
chegada a hora de urna solucSo seria, e a siluacao a-
presentava-se bem clara. Se morresse a hvpolhese
parava ahi, se.matasseo adversario, ou feriss-o gra-
vemente, ctimpria nm drer, e creada aos olhos de
Brunissende. Seu destino desde alguns dias apres-
sava-se para urna catstrofe favoravel ou fetal. Sua
vida triste, enfadonha, e conlida achava-se transfor-
mada, e tomava-se avenlureira.
Nao tornemos a fallar nisso, disseslc-me, pen-
sou Frederico lembrando-sedas ultimas palavras de
Chenoise: has de lirar porm bem admirado por-
quanto tornarei a fallar nisso esta mesma uoite !
(Cotiffmior-af-Aa.)
/

-
-f -ir iMrfa li i


t:



PIMO DE PERMIUBCO, SEGUNDA FEIB* 19 DE J|JNHO DE 1854.
he, fazer-*e a primeira discussao da resposta falla
do throno cin commissao feral, dacido- a seguir os
precedente.
Pede, porm, ao senado que (orne alguma delibe-
rarlo positiva a est respeito, porqoe o vago e arbi-
trario nao poda a oslo respeito continuar.
" Sr. Visconde de Paran (rendente do conse-
lho) : NSo abstente o dosejo que manifoslon o Sr.
senador pela provincia do Rio Grande do Norte, de
continuar liojo o seu discurso, julgou o orador de-
ver pedir a palavra porque, a vista das arguieftes
fcitas ao ministerio, entendeu que convinlu dar-I he
resposta; deliberacao esl'a que em jiada pode preju-
dicar ao nobre senador, desde que a discussao tem de
proseguir cm commlssRo geral


t
Principioii o nobro senador por dar a raao pela, civa possivel.
moral-que he necessara a V. Ex. para.se sahir
hem do empcnlto em que est.
a Para guardar essa mesma coherencia com o que
llie havia escripto e aqui declarado aos amigos pol-
ticos, abslenho-me do pedir aos Srs. Monf Alegre e
Piraenla Bueno que renunciem a promover n can-
didatara de Jos Manoel da Fouseca. Eu sabia
desse seu empenho, e avia Ihes dito, bem como a
V. Ex., que deixaria ao partido saqunrema de S.
Paulo a escolha dos candidatos vaga de senador,
que desejava, fias quo nao exigira que, feita a de-
signado pelos Influentes do partido, os escloidos se
resignaseni e nao tenlassem perturbar a eleir.lo.
Nao podendo retirar estas declarares, farei a
diligencia por (ornar esta divergencia o menos no-
qual, no seu entender, fot o orador chamado para
organisar o ministerio, e que nao parece ter de for-
ma alguna influido para essa orgunisacJo. Embora
o orader.livesse, com ulfcilo, relaces dcamisade com
o* principies raemhros do partido parlamentar, to-
dava no eoraparlilhava as mesmas ideas, o i(o
basta para conhecer-se que a rz8o dada nSo po-
. da ter a influencia que o nobre senador quiz altrl-
huir-lhe.
Observou t> nobre senador que o orador havia de-
clarado estragado o partido saquarenia. NSo he ex-
acta esta expressao, O que disse foi que o partido
parlamentar nao tinha ainda definido bem a sus po-
ltica, achando-se, como se achava, em um trabalho
de organsaco, e por isso nao poda saber quaes as
suas vistas. Por essa occasao observou que os dous
partidos existentes eslavam em decadencia e exi-
giam passar por algumas reformas; e lastimando que
pessoas importantes, que anteriormente eram ellia-
das do partido a que o orador per tunee, esti-
vessem em divergencia; exhortou ao governo para
que procurasse acabar com essa dissideucia.
Ora, nao se (ende dado nem um (riumpho do par-
tido parlamentar, nao havia de modo algam neces-
sidade inmediata de chama-lo ao gremio departido
que saMentava a admiuislracao, e o orador entendeu
q ara chamado ao ministerio como membro da
mirara que apoiava essa adminstracSo a que ia
Em 11' do Janeiro da 1851, aconselhava que no
caso de recommendar os candidatos da lista organi-
sada, concluase a sua recorumendacao com o se-
guinte peusamento : a Recommendo urna lista ur-
gauisada por influencias locaes e aceita pelo minis-
terio ; nas declaco formalmente que nem o governo
nem a presidencia o pretendem impor provincia
cm, aprescnlando-a, querem excluir qualquer ou-
candidalura. A presidencia nao levar a mal
Ira
nem tomar como hostilidade o uso da lberdade d
escolha.
Ao presidente dexou o orador a liberdade de ser-
vir-se ou nao desle pensamento como mais conve-
niente jnlgasse.
Teudo feito a lu tura lestes trechos de sua corres-
pondencia, deixa o orador demonstrado que nao le-
ve candidato algum especial; que delxou ao presi-
dente consultar as influencias para a organisacHo da
chapa; e que nem a quiz alterar, nem pedir nos Srs.
vlsconde de Monf Alegre c Pimenta Bueno que nao
reconimendassem fra deltas. Se pojs o Sr. Pimenta
Bueno escreveu a alguem que o Sr. Carneiro de
Campos era candidato do orador, fui por saber que
era seu amigo de coracao, e nao por oulro principio-
Foi por tanto o nobre senador infeliz em todas as
sua9 arg cues a este respeito; tudas silo inexactas.
esperar que escapus.se a esta censura consultando,
como consultou, aesle honrado membro ; o que fal-
tn ao orador foi a coadjuvarSo dessa vasta capaci-
dade quo entend de ludo, e que' falla sobre todas as
materias ; como llie faltou o apoio dessa vasta capa-
cidade, o do Sr. ex-ministro da fazenda, com o qual
conlae leve, nao poda garantir orelatorio do ora-
dor da mesma censura em queincutreu o auno pas-
udo o do Sr. RodriguesTorres. Nem ha quo ad-
mirar, porque est nos hbitos do nobre senador de-
cretar as capacidades seu talante.
O orador comprehende a censara qoando se apon-
la a falla ; foi o que nBoouvo. A qualquer decla-
mador he fcil condemnar um trabalho por magro
e estril, mas nao passar dahl.
No seu rclatorio julgou ter obedecido 9 prescrip-
eOos da Ici. Confessa que en(regava-se a oulros es-
lados com mais predileccSo, e que rl3o se repota
urna capacidade linanccjra. Tanto'oreconheceque
quando organisou o ministerio, procurou oulra pes-
soa para a pasta da fazenda, e s por encontrar d-
fliculdades fortes foi que se resignou a toma-la,
Nao he, porem, a censura que se lhe faz que o pode
fazer recuar ; com essa ceusura contav, qaalqaer
que fosse a sua capacidade.
Nao julgou que as circunstancias actuaes devesse
tentar iuuovacoes, que seriam pergosas i vista do
recejo de falta do progresso da renda. Seria al
inepto so viesse agora com grandes Iheorias som-e m-
poslos ; porque a principal renda he adasalfande-
gas, e a mais importante reforma, portanln, seria a
das alfandegas. Ora, o governo est autorisado para
isso, cssa -reforma acha-se em estudo e entregue a
altas capacidades; para que, nesles termos, apresen-
tar Iheorias e ler depois talvez do recusar por v-las
em conlradiccao com o trabalho dessas capacidades ?
As medidas que poda a tal respeito solicitar cstao
tomadas desde 1818, que he.de quando data a auto-
risacao para a reforma da tarifa das alfandegas.
Entendeu .poisque o seu relatorio devia limitar-se
i exposicao dos factos e medidas necessarias na ac-
tnalidadc. Nao est arrependido de assim ler pro-
nevolencia, que visitando-o esta mais de trala ve-
O ministerio que o orador organisou aprsenlo"
desde logo um programma, prvpondo-se a allender
a algurais necessidade* publicas; os memora que o
compureram eram lodos seus amigos particulares,
parlilhavam suas conviccOes. Portanlo nSo se devia
o nobre senador admirar dessa concordia que muitos
desejariam que nao existase, para melhor poderem
halar o ministerio; coucordia que mag os que,
nao podendo oblar materia para derribar o ministe-
rio, procuran ver se pela intriga- estimulan) os bros,
o amor proprio dos ministros, para produzir a sua
tesiiuiao. Cr, porem, o orador que uto ha intil;
est certo dalealdadc c bom senso dos seus collegas,
para crer que taes intrigas facam apparecer a deso-
jada divergencia entre elles.
O programma da actual idminslraro tcm sido
leal e firmemente observado; nao It empreste o no-
bre senador as suas vistas particulares; limite-so s
vistas claras e precisa dos que o apreseutaram, e
a* poder demonstrar que nao Um sido Gclmeuie
cumprido.
Para o obre senador aeba,r em falla o program-
ma, entendeu a conciliacao a seu gito, e nao como
M proposeram os ministros a tecula-la. As vistas
moderadas do programma eram conciliar os alijados
da administrado quo eslavam divergentes: conser-
var senipre os .bracos abertos para receber todas as
adheaoas, mas nunca ir mendiga-las de possoas que
nao compartilhavam o seu modo de pensar. A islo
nao se tem faltado.
O nobre senador passou depois a ataticar ag-
mas proposicOes que nao estao.de accordo com a ver-
dada dos fados. Oase que o orador, desde que
enlrou para o ministerio, tinha em mente a demissao
do presidente de S. Paulo; que a.pronos aos seos
collegas logo que leve occasao, mas nao pode conse-
guMa. Islo he completamente inexacto: aeuj
collcgas to testemuuhas da que jamis teve esse
pensamento, muilo pelo contraro,...
O Sr. Limpo de Abren ( ministro dos negocios
eslnngeiros) :Apoiado.
O Sr. Viseando de Paran.... Mas convinha ao
nobre senador relatar a eleicao de senador por S-
Paulo segando suas vistas; e enlao imagnou que o
orador tinha um candidato do peito, que levou urna
quasi derrota, etc. Tambera usto nao foi o nobre
senador exacta. O orador nao lev candidato al-
gum a qnem protegesse, e posto que amigo particu-
lar do Sr. Carneiro. de Campos,' negou-s a sustentar
a sua candidatura.
O orador passa a ler parte da ana correspondencia
com o presidente da provincia de S. Pautef para
provar nao to que nao leve candidato algum seu,
como que se recusou. a.alterar a chapa organsada
em S. Paulo, aseverando que, excepcao da resr
poste que diffgfo ao Sr. Carneiro de Campos e da
sua correspondencia com o presidente da provincia,
nada mais escreveu a tal respeito. Desde qne sabia
que so. incalcavam algn candidatos como sendo os
do governo, estaya em seu direilo fazendo declarar
qoe o ministerio a ningnem protega; mas, aperar
disto, absteve-e de influir na eleicao.
Passa o orador a ler alguns trechos de sua corres-
pondencia com o Sr. presidente de S. Paulo. Na
cari de 19 d setemhro escrevia ao Sr. Josno
que:
a......Agradeca o desprendimcnlo com qne
se presin a pedir a sua demissao no caso de estar
ett nos imerewes e conveniencias do governo. Con-
vidava-o a maoler-se no seu posto. Dcclarava que
para a eleicao de S. Paulo o governo nao loria can-
didato de. preferencia; que deixaria ao partido go-
vernista a escolha dos seus candidatos, e que o pre-
sidente nao teria necessidade de Inlervif nessa es-
colte, salvo se fosse para aconselhar que os votos
nao s espalhaseera por mullos candidatos.
rtnte ao triumpho do partido do governo; porem
qne lhe vedara, quando S. Exc/nlo estiveSse nes-
sas ideas, Ijne intrviesse directamente na eleicao,
.-iiitorisandn aclos de violencia* acorocoando cabalis-
tas imprudentes que se servCm de amea^as c frau-
des, etc.- A accao directa s devia ser empregada
pera garantir o sbecesso d eleicao, quando hon-i
vesse probabitidade de ser perturbado, e pois cohi-
bir actos de violencia contra a liberdade do voto, b
Na carta de 12 de outnbro dito,' respondendo
aquella en qne apreseutava como pralendenles
eleicao 7 candidatos, dizia orador:
........ A difliculdade, pois, de fazer
cssa escolte he lambeta para mim nm obstculo:
mas em vista das informales de V. Ex., aem me
decidir apresentar 3 candidatos exclusivos, indi-
carel apenas a preferencia qae don aos 7 indigiladns
por V. Ex. como prelendentes, aflm do que procu-
re persuadir aos chefes a conveniencia de concen-
trarcm seus votos sobre elles, e sao os segu ules :
Sr. Carneiro de Campos, Jos M. da Fonseca e
Nebias.
Btpois de referir a deslslenela do Srs. Pires da
Molla c Sltveira da Molla, que reduzlo os candida-
tos a 5, de cmillir a opiniao deque os dous Srs.
commendedor Jos Manoel da Silva c Pacheco Jor-
dn provnvebnenle nao inabtriam em suas candida-
turas, cnncluio o orador do segunfc modo:
... Parece possivel que elles atincordem cm
trabalhar em favor dos 3 cima indicados, e nao se
apresentem agora, 0 nesle sentido espero que V.
Ex. empregue algons esfor^os, sem comtudo impe-
di-tos de-se apreseolarcm, se persislircm em nao sa-
crificar suas prctencOes.
O presidente reuni entflo algnmas pessoas de in-
fluencia, e organiron a chapa; alguem entendeu
qne nao era a mihor, mas tendo o governo deixado
isso ao presidente, nao quiz fazer altcracao. I.imi-
tou-se o orador a escrevor ao presidente era 19 de
dezembro de 1853: *
a A Hita de candidatos qae V. Ex. fez organisar,
considerada absolutamente me parece boa, mas se
ella descontenta a familia do berilo de Iguape, que
he Importante e que sempre tem eoadjuvado ao go-
vefflo, Recelo qoe sua organisacao d em resultado
a divisad do partido Rovernista e a dlssiminaco do
volea. O commendador Silva tem patriotismo e he
nteKSsado na uniae de partido govenista ; e por
laso nao duvide qne se jyestasse a fazer o sacrificio
de retirar a sua candidatura, se V. Ex. o tivesse
exigido.
Na obstante o qoe levo dito, sendo sabida a or-
ganisaeflo da lista, e enfendendo que agora urna
mudanea n'ella indicarla vacilao e talvez opVasse
maior divisao, dou como faci consumado a sua or-
gauisaflo, tal qual V. F.f me communirou ; e, co-
herente com o qne lhe havia escripto a semelhanle
respeito. renuncio ao direilo de alterarla, direilo
qae no poderla agora exercer sem affectar a forja
NSo foi porm tBo infeliz no qu dlsse a respeito da" cedido.
eleicao na provincia de Goj az : as suas palavras so- "Agradece ao nobre senador o quo disse cm relaclo
bre este ponto lean alguma exaclldao. ao trafico; islo he : ter folio ao ministerio a juslica
Comquaulo o orador julgue qae O governo deve-se de-reconheccr que tem perseverado nos esforcos para
absler de fraude, amcac.as c promessas para vencer rcpreaso;do (rafleo, o que tem sido feliz, por nao ter
eleices, esla convencido que nenhum goveruq re-
presentativo existe sem que empregue seus esforco8
para honestamente alcancar o triumpho de seus cor-
religionarios, aquclles qne juhja mais aptos c de
quom espera maior apoto. t
l)ando-sc a vaga de senador por Goyaz, lembrou-
sc o orador de que o Sr. Maia nao tinha sido candi-
dato lembrado na provincia, roas recommendado da
corle ao presidente; e julgou que aquelles que nessa
poca n3o enxergaram cnrrupcittMlesse acto do n-
veme, lainbem na* a tfoscobririaai por se recom-
mendar ao presdeme daquella provincia que apoi-
asse urna chapa do correligionarios do ministerio, no
caso da opposicao presentar a candidatura doSr.
. Jos de Assis Mascarenhas.
Declara que foi amigo poltico c particular do Sr.
B. Jost; essa amisade nao foi o orador quem areti-
rou; foi o Sr. D. Jos, e julga'quc deve isto a riva-
ldade que o nobre senador manifestou respeito do
orador desde que entrn para o senado. Tem sido
adversario polilico dos Srs. Monteznma, Vcrgoeiro,
Hollanda Cavalcjinli, e oulros, e nuuca lhes negon
os comprimentos devidos a um collega, sempre os
(ratou com toda a urbanidade. Mas o nobre sena-
dor desde que entrn para o senado numifestou logo
a sua m vonlade.a respailo do orador, e urna das
queixas que tem do nobre senador foi priva-lo da a-
mizade de seo irmao o Sr. D. Jos.
NSo he viugalivo, lodos o sabem, e excusa justifi-
car-fc. Nem he vingalivo o homem polilico que
procura fazer com que recaan) antes os votos nos
seus alijados do que nos seus adversarios. Nao obrou
pois por vinganru, e sm como hornera poltico, quan-
do escreveu ao presidente queseabslivesse de influir
na eleicao se a opposicao nao se apresentasse, mas
qae no caso contrario recommendasse a candidatura
dos tres goveriiisas que se apresentavam, ou quas-'
qoer oulros correligionarios do ministerio que mere-
cessem mais sj mpalhias na provincia. E como pa-
rece ler o presidente mostrado esta carta aos pren-
les do nobre senador, o orador nao er qne o nobre
senador tivesse o direilo. de interpreta-la pela ma-
nelra que o fez.
Se o presidente tivesse escripfo para a corte qne a
(.miniatura do Sr. D. Jos poda ser receida na
provincia justamente com a de dous correligionarios
do ministerio, he muito provavel que nenhuma al-
terarlo se Czcsse. Mas como procedeu o presidente
Em primlro lugar moslrou a correspondencia doo-
rador, e depois solicilou urna desistencia que nao se
lhe pedia. Por estas razOes foi demiltido.
Quauto ao rolloquio com o Sr. l'adna Fleurj- he
inexacto que o orador o procurasse para dar-lhc cx-
plcacOcs. I.imilou-sc a responder ao que lhe per-
guntou. Dissc-llie que ao ministerio nito repugnara
a sua candidatura, mas que havia panado para S.
vce presidente por ser candidato e nao couvir que
pleiteassp a sua eleicao estando com a admiuislracao
t|a provincia.
Eis o que se passou. Nao nega que desejava ver
(rumpbar as clei(oesde Goyaz os seus correligio-
narios ; nSo nega que nao quera que o presidente
da provincia apoasse a candidatura de seus adver-
sarios polticos. He este o sen grande crime; mas
era indifferenle para obler as gracas do nobre sena-
dor ler ou nao procedido desta maneira: ha muito
que o orador tem a medida dos hons desejos c da
benevolencia do nobre senador a seu respeilo.
Pareca escusado mencionar o fado que o nobre
senador allegoa quauto ao occorrido na oulra cma-
ra por occasao de volar-se o parecer relativo im-
compatlbilidade do presidente do Banco, desda que
qe cerlo e sabido que hora era que o ora dor che-
gou a cmara nao era possivel empregar qualquer
nfluencia.conlra o parecer ; procedia-se votagao ;
mas quando fosse nceessario chamar para aquelle
objecto a allencao de alguns amigos, nao duvidaria
faz-lo, porque fcil seria mostrar por que conviria
quena actualidade, tra(ando-se da. liquidacfto dos
bancos nao fosse interrumpida a presidencia do Ban-
co do Brasil. Duvida que este negocio toque as-
sembla geral; a cada cmara compele resolver so-
bre a possibilidade de seos membros continuaren) a
fonecionar em casos taes.
Quiz o qobre senador achar contradicho etilre a
'alia do throno e O relalorio do Sr. ministro da Jos-
u, e para isso teve de confundir paz c tranquil-
lidade com segaranra individnal. Quando a
corea secongratloticom os represntenles da narfio
pela paz e tranquiltdade com que a providencia nos
tem beneficiado, nao pretenden comtdo declarar
que nao louvcssem hssassiiios e ladrOes ; mas apenas
tcslemnhar que os partidos polticos eslavam em
quietado ; tlnham afastado lo suas vistas as lutas a
naoarmada. Com cfleilooqaelemque apazealran-
quillidado reine nos espiritos, para obstar que nos
nossos vatos serloes.onde he summamente sentvel a
falla ilc forra policial, se nao tenha podido reprimir
os assassinos e os ladrOes que atacara a seguranza
individual'.' As leis existentes bastariam para esla
reprefcao se fosse possivel ter no interior do nosso
vasto territorio a fonja publica necessara para faze-
las executar; nao podendo isto ser, justo era ver se
com a reforma da legislacao, se poda dar mais ga-
ranta sc;iiraura individual. Estas vistas enuncia-
das na falla do throno c no relalorio co Sr. minis-
tro da juslica, em nada se contradizcm : a ceusura
est pois tan gmenle na confusao que o nobre sena-
dor faz de duas ideas diversas.
Tamboin o nobre senador julgou fazer ao orador
particular censara por ter contribuido paca que o
throno declaraste que o estado de nossas finanzas
continua a ser esperanzoso, bem que o progresso da
renda possa ser inlcrrompido pelos aronlccimeulos
que actualmente tem lugar na Europa ; entretanto
por mais que o nobre senador so osforrasse nSo con-
seenio mostrar que o nosso estado de (nances nao
he esperanzoso. De nao se poder contar j com o
progresso das rendas nao se segu quo aquelle osla-
do deixe de ser esperanroso. Se cm vez denotar-se
que a renda estava estacionaria se dsse probsbeli-
dade d seu decressimeiUo a ponto de dexar um de-
flcl, hem irla o nobre senador ; mas desde qne nao
se demonstra a existencia de ntn deflct, anles se re-
ronhece que a renda n8o s chega para a despez
con deixa um saldo ; desde que a nossa produccao,
posto quo amcaeeda de dimhiuirao nao tem mingua-
do ; nao se pode luvidar de que o estado de nossas
Ofifpoas.lie esperanzoso, e qu ha de vir a progredir
o augmento de rendas. Releva ainda observar que
a renda fdi calculada com timidez, e qae todava ha
excesso de reccita sobre a despeza.
Aehou o nobre senador muito insignificante o re-
lalorio da Tazenda; muito se compraz o orador em
receber os-raesraos reproches feitos o aono passado
ao relatorio do Sr. Rodrigues Torres. Nem era d
havido desembarque algum.
Mas faaendo esta juslica, pretendeu o nobre se-
nador que o governo britnico se negava a retirar o
bil de 1815, por isso quo nos livros azues se l urna
correspondencia que acensa o orador de protector do
trauco. Ignora a existencia dessa correspondencia
mas parece qoe o nobre senador nao fi feliz no seu
adiado. O que pode importar semelhanle precon-
ceilo, quando os fados demonstrara o contrario ?
Em 1849 e 1850 o orador recebeu do cnsul brit-
nico em Pernambuco agradeciraenlos cm nome de
lord Palmerston pela maneira por que cooseguio re-
primir o trafico; a visla disto, o se o ministro actual
he o primeiro a reconheccr os esforcos da adminis-
Iracao de qno o orador faz parle, para extinguir o
contrabando, o que importa o preconceito dessa cor-
respondencia, cuja dala o orador ignora, mas que
julga anterior a estes factos 1 Era fcil ao nobre se-
nador achar oulros motivos para esse preconceito.
O governp britnico, sempre bem informado, sane
tambera quo o orador em 1818, qoando ainda havia
muila gente que nao acreditaba que o governo tivesse
forra para acabar com o trafico, foi qnem, como re-
lator da ser-rao do conselho de estado, suslcnlou que
nao s era possivel extinguir o contrabando, como
era esse o dever do governo, que o conseguira desde
que quizesse. NSo he portanlo de suppr que se
deixe levar por um preconceito contrariado por estes
factos,
O nobre senador poda achar muilos oUlros mo-
tivos para quo o governo britnico insista na mnnu-
tencao do bil Aberden ; para isso poda adiar ex-
plicarao nos.pronrios prec.ouceitos daquelle governo;
no sentlmento de desconfianza insperado pela demo-
ra qne mediou entre 1830 e 1850 para lo*rnar-se
eflectraa repressao do trafico lucilo f no receio de
urna mudanza poltica que traga i adininislrazao
pessoas que lenliam de transigir com os traficantes;
mas sobretudo porque o governo britnico n3o se
tem satisfeito cornos tratados que llie tem sido pro-
poslos, e deseja coasa melhor ; esla he a verdadeira
raz3o.
Tomando cm considerazo as proposizes emiltidas
pelo nobre senador a quem responde, relativas
coadjuvacao que o governo solicita para que se con-
sigam os tins uteis e benficos d lei das Ierras, es-
tranlia o orador a ceusura que ao nobre senador me-
receu o rcgulamculo ullimamenle publicado para
execucao dessa lei qa parle cm que crea a respectiva
reparlizao, quando he cerlo ler o nobre senador feito
parle da commissao que revio aquella lei conforme
passou no auno de 1850, ein que he creada a mesma
reparlicao lomando-so por modelo a pratica dos Es-
lados-ruidos, o' leudo-IIte sido submellido o regu-
lamentu originalmente organisado pelo Sr. senador
Maia, polo qual so crcavam repartirOes'muilo mais
apparatosas, com muilo maior numero de emprega-
dos do que oaestabelecido pelo, rsgulamento actual.
Se alguma censura pode fazer-se a esse respeito ella
cabe igualmente ao nobre senador, porque nenhuma
observacao fez em lempo sobre lal objecto.
Tendo assim respondido -aos difleren'.es tpicos
do discurso do nobre senadot, relativos propriamen-
te a aclos da administradlo, observa concluindo quo
ha objectosuo mesrao discurso que elle orador nao
desojara despertar, que as historias de um Califa e
dos dous Cezares sao ancdotas mal cabidas, que nao
devam ser referidas pelo nobre senador. Itcceia o
nobro senador que hoja pretenres ao imperio em
um dos ministros da cora ? Recela qae hajamesses
projeclos ambiciosos ? Todos nos nos deviamos co-
nhecer bem, exclama o orador. Houve poca em
que o Brasil se achava cm grande desordem, em qne
todas as ambizues se apreseutaram em ana nu-
dez, foi a poca da mneridade.. Enlao appareae-
ram os ambiciosos do mando que nao duvidavam
calcar as leis s para galfar, mas lambem apparece-
ram defensores da monarohia e das nslituizes do
paz. He sua persuasito quo nao pode ser clarifi-
cado entre os primeiros, mas sim entre os segundos.
(potados.)
Preza-sedc ter feito serviros monarrliia durante
a tonga poca da minoridade, de ler sustentado sem-
pre as instituirnos, do paiz, do nao ler tido ambires
pessoacs, de se ler limitado sna mediana conten-
tado-se em ter lalou qual nfluencjn e em empresa-
la em bem das mesmas instiluicSes,'da monarchia
constitucional, o em sustenlaco dos direilos da co-
ra. Ninguem portanlo poder acreditar qae elle
ouse elevar as suas prelenzoesa ponto de querer em-
parentar rom Cczar ; s o pode snppor o inimigo en-
carnizado, cgo pelo odio, e que nao v a luz ao mcio
lia. Nao era de esperar que um senador tao grave
como aquello a quem respondo fizesse imptitaedes co-
mo estas, sem base, sem factos a allegar donde pu-
desse dciluzir seus reccios pueris. ,
tjuanlo a historia do Califa, nao a examina, por-
que nao he ao ministro que ella offende ; e corno o
Jornal nao a referia desejava tambem que nem estas
suas palavras fossem mencionadas.
O Sr. D. Manoel comcea por declarar que eslava
no proposito de continuar na discussao do voto ,de
grazas, concluindo quando lhe fosse'possivel o tre-
cho que hontem nSo pode acabar por ler dado a ho-
r e achar-sa muilo fatigado ; s fallara hoje se nao
houvcsse ninguem com a palavra, ou se o Sr. presi-
dente declaraste quo lhe competa a sua vez de fal-
lar. O discurso quo acaba de ouvir, o afn que no-
lou no Sf, presidente do conselho cm torna-lo odioso
ao senado e ao paiz, aprcsenlando-o como inimigo
encarnizado e rancoroso; demoveu-o daquelle pro-
posito, obrigou-o novamente a tomar palavra.
Ninguem, em seu entender, poder acreditar
proposh-ad' do nobre ministro, de qne o orador o
considerasse seu rival, l'ni novico como elle, que
apenas sabia da cmara temporaria, onde nao exer-
ca a menor influencia, nao poda aspirar a rvalisar
com um homem mais provecto do quo elle as leis
parlamentares, com urna rcpulazao feita,com um no-
me condecido, com ontra illuslraivio. O contrario se'
'deu, o novo senador he que foi considerado como
um rival; e porque 1 Talvez pelo seu desejo do
aprender, lal vez porque j na oulra cmara em al-
guns nonos tinha mostrado ardentes desejos de con-
correr com o seu contingente para o bem da djscus-
saodaquellesobjeclos que julgava de importancia
para sous constiluinlcs. A aggressSo comecou da
parlo lo Sr. presidente do conselho, laxando de ab-
surda urna |iro|iorcjo emtlida pelo orador, logo de-
pois de sua entrada no senado, proposito que nao
era mais do que a suslcntarao do qoe se achava no
projeclo sobre a venda de Ierras devolulas elaborado
pelos Sis. vi iicuudo branles c Franco de S. A-
quella expressao do Sr. ministro o orador respondeu
qup absurdo era oque S. Exc. dza.
S. Exc. (ralou sempre o orador com 13o poca tw-
zes, parlicipando-lhe mesmo o leu casamento para
dar-lhc urna prova do quanto desejava no seu novo
estado relacionar-so com sna familia, nunca, nem
urna s vez foi visitado por S. Exc. ,
N3o obstante aquelle primeiro fado que se den no
senado, a desintelligencia nao chegou a ponto de
deixarem de comprmentar-se. No anno seguinte
teve urna lula nm tanto vigorosa com a administra-
Z3o, porm nada eom S. Exc., nem o orador poda
ler lucro algam cm romper suas relacOes com o no-
bre ministro, nem com hmeos de igual ordem como
os Srs. Torres, Paulino e Euzebio. cujo mrito, cuja
capacidade nao pode negar. Foi-Ihe principalmente
muito aeniivel ler de acabar ai suas relazos com o
primeiro lestes nobres senadores. -
Em 1851, lomando o nobre presidente do conse-
lho parle em questes que o orador tinha com o
ministerio, julgou S. Exc. que devia empregar con-
tra elle expressies acerbas; houve depois a farza, o
espectculo de desafio que todos presenciaran!, c
desde enlao (erminaram completamente todas as re-
lazos entre o orador e S. Exc. Porm nenhum
odio, nenhum*rancor cnnservou. Muilo de proposi-
to o anno passado se absteve de toda a discussao com
S. Exc., apenas sustentou debates com os Srs. mi-
nistros de entao que tinham bastante talento o capa-
cidade para responder.
Tinha declarado em resposla a varias carias de
seus amigo* que tencionava limitar-se este anno a
discussocs sobre objecto* le pura admiuislracao, nao
querendo todava dizer. com islo que esiivesse satis-
feito com a admiuislracao ; mas depois que observou
os fados que don tcm referi sobre as eleices de S.
Paulo e de Goyaz, depois do procedimenle do Sr.
presidente do conselho, depois do acto, que nao pode
dexar de chamar rancoroso, de exclu-lo al da
commissao para que o annopasiado fOra eleito do se-
nado, nao pdeconserva-se silencioso, pois est cerlo de
que o nobre ministro r.3o fez mais porque nao pode >
se oorador fosse algum desgrazado dependente do go-
verno, se se achasse cm oulra^iosirao, talvez que al
o pao lhe tivesse tido tirada.
O Sr. titcond de Abrantes: Nao creia nisso.
O Sr. D. Manoel: O homem qae me tira
urna' commissao, tirava-me lambem o pao se pu
desse.
Tendo assim explicado as razSes que levaram a to*
mar de novo parte as discussoes polticas, e mos-
trado que nao foi elle o.aggressor de quem provies-
se o rompimento de relacoes com o Sr. presidente
do conselho, passa a considerar os differenle* tpicos
do discurso de S. Exc. coranzando pelo final do mis-
mo discurso.
Se elle orador nao tivesse alguma leitura da his-
toria, se nao visse qoe todos os grandes ambiciosos
e revolucionarios que Imham por fim, por exemplo,
derribar um governo eslabelecido pnncpiavam por
Tazer as maiores protesUcOes a esse governo ; se esse
conhecimento da historia nao lhe mostrasse os im-
postores e os hypocrilas aproveitando-se da fortuna
para em um momento de commocSo tomarem'as re-
deas do governo c muilas vezes estrangularen! o In-
nocente e mesmo o varao adulto a quem pelas leis
fundamentaes competa o throno ; se nao visse os
monarchistass vezes improvisados, para oceuparem
posizes, c no da da commocao apresentarero-se
face dos povos em revolta, proclamaren! a repbli-
ca, apoderarcm-se do mando e mandarcm guillio-
lina os reis legtimos ; se nao visse homens qne por
todos os modos procuravam accumular riquezas ; se'
nao visse ludo isto, nao teria receio de quo certos
factos se deiscm no sea paiz.
Mas o orador he contemporneo com a historia do
paiz, principalmente desde 1831.... Talvez quo um
homem ifn seu balcao, cnvolto n'um chambre e cal-
zado de chinellas, tivesse cm algum lempo as maos
a queda ou'a firmeza do povo brasileiro. O orador
estava na Europa quando all se deu a estrondosa
revolucao de jnlho, que lancou por Ierra um throno
qae contava 14 seculos de existencia, e vio de quao
pouqp dependen que a repblica nao se proclamasse
entao, embora depois nao prevalecesse, como nao
prevaleccu, a de 1848. l.embra-se da Inglaterra,
do ambicioso Cromwcl.... Se estes factos da historia
nao llie tivesscm occorrido, talvez que nao lhe vie-
se a idea que emiti dos dous Cezares....
O Sr. presidente observa ao orador que, se com
essa idea pretende fazer alguma applicacao aos
membros o 'ministerio, est fora da ordem.
O Sr. D. Manoel diz que nao faz mais do que
responder ao Sr. presidente do conselho; quer mos-
trar-lhe qu nao ha raucor da sua parte, que referi
o que consta da historia. Se elle nao visse um ho-
mem dominando cmaras, ministros, urna prora in-
leira, o paz, nao se lembraria por certo da historia
romana, da historia ingleza e franceza, e da do Bra-
sil em 1831. Mas observando qoe ha muilo tempo
que no paiz se nao cnconlra um homem com laolo
poder, c, segundo se diz, com urna riqueza quasi
colossal, c recelando que este poder, esla riqueza,
que sao os dous meios mais proficuos para se conse-
guir um flm, possam de algum modo aflectar os
grandes inleresses do estado, entendeu que devia
apresentar-se francamente na tribuna a expr os
9eus recios. Nao pode haver nislo o menor ran-
cor, talvez liaja mesmo um grande elogio, porque
nao he homem ordinario aquelle que cousegue tao
poderoso e extraordinario dominio. Nao he prten-
lo pueril o pensamento, tile deve pelo contrario ser
muri meditado para que nao chegue a occasao em
qne digamos; Caveal imperaior n* quid detri-
menti impertan capia!.
Declara em seguida que nao tem parle alguma no
resumo dos debales qti* se publica no Jornal do
Commercit), qne oque hoje sahio he perfeilo ; se
nao conten a historia que hontem referi, nao lhe
pode isso ser allrbuido ; mas nao retira tima s pa-
lavra do qne disse.
O mais que se pode dizer he qua elle veio narrar
na senado um cunto das Mil e Urna Noites. Leu
talvez esse cont para distraliir-se em algum da d
pois de grande cantazo de leitura mais apurada e im-
portante, pois succede s vezes ao orador o mesmo
quo a muilos, deleitar-se com essas e semelhanles
obras. Nao sabe porque razo o Sr. presidente do
cunselho tanto se affligio com esse cont do Califa de
Bagadad ; quando a carapnca nao serve, nao se toma
nao se d cavaco. Para que tomar tanto calor, sa-
hir do serio, aprejentar um ar menos proprio da
posirao eminente em que se acha collocado? A
que veio a historia dos seus relevantes servlso pres-
tados monarchia Par que recordar os lempos
de 1831, em que S. Etc. Un eslava tivez ainda
habilitado para fazer um dos papis de que fallou,
em que eslava ainda subordinado a outros ? Nao se-
r o caso.de latet anguis in herba :
Prosegtlindo na analyse dos oulros lopicos do d9-
oirso a que responde, diz que nao he exacto ter de-
clarado que o relatorio do Sr. Rodrigues Torres nao
presta va; o que dlsse o aono passado a esse respeito
foi que tal documento nao estava ainda a par da ca-
pacidade de S. Exc, e que era bom que consultasse
o relalorio de Gladslone e outros, qae sao modelos,
para confeccionar o deslc anno, se ainda eslives9e na
administrarlo, tosiste porm no juizo quo emiltio
a respeito do relalorio leste anno, nada mais acre-
centando, porque o Sr. presidente do conselho foi o
proprio queconfessou que nao sabia da materia, que
se tinha oceupado com oulras de mais predileczao,
dando assim lugar a que se lhe diga que nao devia
entao aceilar a pasta da fazenda. Nao ha neste seu
juzo, repele, o menor espirito de opposicao, porque
ainda hontem elogiou o relatorio do Sr. ministro da
marinha, no tenilo rclares de amisade com S.
Exc, antes alguma queixa, porque* quando escrevia
para o Jornal do Commercio docstou-o *em molivo
algum; tambem teceu elogios aos relatnos de ne-
gocios eslrangelros c da jusliza, nada podondo dizer
sobre o da guerra porque ainda o nSo liju.
Justificare igualmente da censura que lhe dirigi
o Sr. presidente do conselho pela9 observazOM qae
hontem fez sobre o reuulameiito da lei das trras,
declarando que sendo membro de nma commissao a
quem foi presento o projeclo original desse regala-
meiili) organsndo pelo Sr. Maia, o sobscrevera sem
grande exime confiado na alta capacidade daquelle
nobre senador, cojos trabalhos o orador nunca se
atrevera a emendar, e que aquellas observazOes ape-
nas consistirn! em dizer que se creara orna reparli-
cao que pareca nm verdadeiro ministerio. Seme-
lhanle reparo no mereca 13o forte censura do Sr.
presidente do conselho, que anda por esla occasao
procurou lanrar-lhe alguma ndiosidade, querendo
acha-lo em colradcz^o. Com semelhanta proceder
e com a sna exclamazao 9obro tcr-lhe fallado o au-
xilio de nina capacidade que falla em finanzas, em
pollica,i em jo-tica, cm guerra, em marinha, diri-
gindo-se com eslas alluscs ao orador.s mostrea que
linha falla de argumentos-, que precisava recorrer a
banalidades.
S^ presidente do conselho^ fallir (3o acre e forle-
IDcnlc. O orador reconheceu qne o governo actual,
segundo o exemplo dos antecedentes, empregava es-
forz* extraordinarios para a repressao do trafico, e
lamentou que o governo inglez, depois das esperan-
zas que havia dado eulendesse qne ainda nao era
ctegada a nrcasiao de propor e obler a revogazo do
bil Abenleen. Depois disso avcniurou urna opi-
niao qne declarou logo que nao era aecusazao, taxou
mesmo de injuria o acto em qae fundava a sua sus-
peila, isto he, a commuucacao em qae um ministro
inglez nesU corte se referi ao nobre presidente do
conselho, defenden-o mesmo; nao obstante S. Exc.
com seus coslumados modos dirigio-*e ao orador,
pergtjblando-lhe se nao poda encontrar oulro mo-
livo para que u bil nao se revogasse I Torna-se aqu
a manifestar o rancor de S. Exc, o desejo de por
lodos 09 modos fazer mal ao orador, posto que para
lal nao lenha forra.
Insislindo da existencia da conlradjcsao quo hon->
lem notou entre os dous topieps da falla do throno,
relativos paz e tranquillidade de que goza o paiz e
necessidade de medidas de seguranza publica, ob-
serva qne nao foi elle orador que confundi dous ob-
jeclos disididos, como aflirmou o Sr. presidente do
conselho, porm sim S. Exc. quando,se referi aos
assassinalos e oulros erimes comrpeltidos no seriao,
crimes que afTeclam a seguranza individnal para a
qual o throno tambem pede medidas. Ht verdade
que a multiplicidade de taes crimes podo chegar *
ponto nao de urna revoluzao, mas de disturbios, de
desordena mais graves; mas por ventora pode isto
considerarse como falla de seguranza publica'?, po-
de considerar-se como alterando
que o Brasil goza? Se assim he nao ha tranquilida-
de no Brasil como seaffirma, lal he o augmento que
tem tido o numero de taes .crimes e de qae d conla
o relalorio do Sr. ministro da jusliza. Cumpre por-
tento nao confundir seguranza individual com segu-
raiica publica, nem o throno as confunde. De nao
lera nobre commissao fallado no seu projeclo em se-
guranza publica, tira o orador, como hontem disse,
ora argumento favoravet soa opiniao, ella quiz
por certo salvar a antinomia.
Depois de reforzar a argumentazao qae prodazio
no seu discurso de hontem para mostrar as causas
da dissolurao do ni ti mo ministeriu, e as que deram
lugar a chamada do Sr. V9conde de Paran para a
organisazao do novo, e de expor a respeito da coo-
ciliazao as ideas ejne o anno passado apresentou. en-
leodendo que ella dova-elfecluar-se em relarao ao
parlido chamado luzia do modo que enlao lembroa
e'nBo nicamente no sentido exposto hoje pelo Sr.
presidente do conselho, oceupa-se novamenle com as
eleizOes de senador pelas provincias de San Paulo e
de Goyaz, respondendo ao que no ultimo discurso
se prodazio a tal respeilo.
Cabio das nuvens ao onvir hoje o Sr. presidente
ddconselho, admirando-se deque os senuores Pi-
menta Bueno e visconda de Monte Alegre nao pe-
dissem a palavra para responder a S. Exc. na parte
relativa s elevos de San Paulo, pois lhe consta qoe
SS. Exea, tiveram com o nobre ministro serias con-
testazes a esse respeilo. (Denegaces dos senhore
Pimenla Bueno c visconde'de Monte Alegre, que di-
rigen] varios apartes ao urador. O primeiro desses
nobres senadores pede a palavra quando o orador se
refere de novo s suas carta* ao Sr. padre Toledo, e
ao modo porque ncllas falla va a respeito do Sr. pre-
sidente do conselho.)
Continuando o orador, insiste no que honlem ex-
pender sobre a demissao do actual presidente de
San Paulo, e da ollera feita a oulro cidadao para
subslitui-lo, o da opposizo que esta medida encon-
trara. Em todo o caso, a correspondencia qae hoje
foi lida, correspondencia feita com arle, de proposito
para le ler no parlamento, revela perfeilamente a
parle qu o Sr. presidente do coaselho leve as elei-
ces de San Paulo.
S. Exc. nao mandn, ho verdade, empregar a for-
ca, e o orador faz ao presidente daquella provincia
toda a jusliza, suppe-o incapaz de semelhanle meio,
de se preslar a tal mi9s9o,al porque o seu genio he
eminentemente pacifico ; mas he fora de duvida que
o governo interveio de urna maneira clara e directa
qae era o que o orador pretenda provar, e inter-
veio quariUo nao havia o menor receio, quando to-
do os candidatos eram correligionarios da admiuislra-
cao, e portanlo sem necessidade alguma. E a esle
respeilo occorre ao orador um pemameuto qne hon-
tem lhe cscapou, e he que o ministerio qoer impor
chapas ao poder moderador. Como este poder fe-
lizmente exerec com a mais plena liberdade a atlri-
duico da escolha ( O Sr. presidente do conselho :
Apoiado, ) o ministerio diz Pois bem, ne9so caso
hao de vir por forra 3 nomes nossos. nm delles ser
villa, que na collisao de orgulhoso ou de bailo nao
hesita na escolha.
Termina neste ponto o seu discurso por ter dado
a hora, guardando para oulra sessao o que lhe resta
a dizer sobre os tpicos da falla lo throno relativos
s relazoes com as repblicas do Prata.
A discussao tica adiada.
O presidente d para ordem do da a conlmuacao
da materia adiada.
l.cvanla-se a sessao s 2 118 horas.
PERNAIBUCO.
RECITE 17DEJUNHODE854.
AS 6 HORAS DA TARDE.
RETROSPEGTO SEMANAL.
A febre da agiotagem abrasa os negociantes do
Rio, como outr-ora abrasara os partisants do tem-
po de Luiz XIV, os admiradores de I.aw, e todos
aquelles quejogam ainda hoje com os fundos p-
blicos em Londres ou Hamborgo, em Amsterdam
ou Pars. Por toda a parte, na zona trrida'ou na
zona fria, o jogo he o. mesmo, a diflerenca nenhu-
ma, sempre medonho, alroz, funesto, immoral, es-
tallido. Ah, um como genio febricitante arrastra*
o jogador, e a luucura bate palmas de contente, sa-
code os gnizos ruidosos, faz mil tregeitos, mil visa"
gens, mil momiecs, tripudia, salta, corre, e a espe-
ranza fascina os ifelizes, a 9ede insaciavel do ouro
os atormenta, e apressuradn larga o militar a espa-
da, o magistrado a loga, o ministro os despachos, o
deputado a tribuna, o escriptor a peona, o advoga-
do os ctenles, o mirnho os autos, o commercian-
a paz, o socego^de te o escriptorio, o caixeiro a loja, o pai o* filhos, o
' marido a esposa, e, sollos os cabellos, as faces pal-
udas, os olhos encovados, os labios trmulos, a
respirarlo presa, tumultuosamente empurram-se
na praja, acolovelam-se, gesticulara, disputara as
accOes, apregoam, aprezam, compram, vendem; e"
as aeses augmentara de valor, as emprezas fanlas-
tlcaasnultiplcam-se, bem como as estradas, os ca-
naca, os vapores, os camlnhos de ferro, a ilhimna-
cBo a gaz, e depois 'vem o desengao tremendo, 'a
baixa inesperada, os valores ficticios, a desconBan-
ca, o descrdito, a banca-rota, a mizeria, a tome,
o desespero, o suicidio 1
O escriptor manifesla-se no eslylo, e deve ser o
estylo urna como ordem exacta do pensainenlo,
aonde as ideas estejanj coordenadas, aonde a pirra-
se tenha um certo sabor elegante, um cerlo relevo,
que mostr ao vivo a cor do objeclos, a expreoo
mimosa, o periodo arredondado, a palavra tersa,
castigada, expressiva, laminosa. Neste caso toma
o escriptor uro vulto desmedido, como oeloqueute
orador que snbjuga a mullidao, que era d'antes
turbulenta, e moslra-so depois tranquilla, e como
que suspensa dos labios maviosos; c assim he que,
no penltimo folhetim do Jornal do Commercio,
o engenhoso escriptor da Humana esligmatisa aquel-
le delirio febril da praga do Rio, urnas vezes dan-
do largas.imaginarao facete, quando lonva a nos-
sa poca cvilisadora, que nao consente ainda qae
levem os jogadores i praca as mulheres e filhas,
oulras vezes desprendendo a irona fremente, e
convidando o* cidadaos ao jogo na praca publica,
luz do dia, sem temor da polica, porque he le-
gal esse jogo, commercal, industrial, moral 1
O gosto hesentimento, e nao se define: he qflali-
dade, e nSo se adqoire: ho talento uaturil que Dos
d, e reparte, como he servido, e esla he a razSo por-
que uns encarecem o verde; outros o amarello, esle
a purpura, aquelle a violeta. Assim poderemos di-
zer, qae Zeno he severo na exlensao da palavra, que
nao perdoa defeilos alheius, e, como o garrote do
Gileanes, falla horas c horas em assumptos esteris,
sem que se lhe possa espremer urna idea, ou, como o
rimante de Moliere, da cabeza al os psi nelle lu-
do he raystcrio, as -cousas de grande importancia,
como as pequeas, o blasona das relazos que tem
com os nobres,-com os duques, os principes e*mar-
qoezs, como Sozias o enfatuado. Periandro tem
oulras qualidades, nao de malfazejo, nao mormura,
nao inveja pessoa alguma, porm morro pelas aves.
No seu quintal ouvireis o canter do gallo, o piar do
piolo, o cacarejar da gallinba, o bufar do palo, o
gorgorejar do per, e, se entris pela casa dentro,
veris gaioks por lodos oslados, no corredor, na sa-
la, no quarlo, naspasedes, no ledo, e os passirinhos
que, em desarmonia desgarrada, chitram, cantara,
gorgeam, he urna verdadeira, flor, e ama as llores, somenle as
flores. Existe na casa paterna ludo que ha de bello
as artes, e alliencontram-se as commoddades todas
que o luxo oTerece; os pavimentos de marmorc, os
caprichosos arabescos, o bano lustroso, as raras gra-
vuras, oscustosos caixilhus, os livros ricamente cn-
cadernados. Tudo islo he como 90 nao existir, e
forzosamente escollado. He como o orador interpre- '!.,. .. .
,_..;, j .... ... innocente Aspasia. sem tirar nem por, he como
pois de \elho, dar para gaiteiro, e escrever para o
seu Diario.... e o que maior pezar me causa, be o
ter-me aorado em charadista (charadUta 1 frigidur
horror mihi membra quatit!) Sim, Srs. redacto-
res, as malvadas charadas que Uve a infelicidade de
aceitar do Viceote Looguinho e do seu compadre, e
remelter a Vmc. para dar publicidade, foram cpa-
les de pr-me em apuros ; porque um cerlo figuran
daqu julgou enxergar nellas, e sobretudo na palavra
conceite urna injuria irrogada soa calhegorica pes-
*oa (riium teneatis ); e se rae chega a descobrir...
eu sei? parece-me que scmpie me ajnslara velha
roupa ao engelbado corpo. Andei sondando as coli-
sas, conversando as tejas, vendas, fabricsu de cha-
ruto, a ver se me descubralo o incgnito; entendi-
me com o Longuinho, ful 'a bordo do 6rlfle,'e.cm
resultado colhi que mais que nunca he impossivel
descobrirem fluem sou ; em todos esse lugares e de .
todas as pessoas eu ouvia allusfies a certas pessoas da
villa, que lem lana parte nesta como eu as carta
do baro Kikiriki que vem no seu Diario. A'.#i*la
distojulgo-meseguroeacoberlo desuspeita, e re-
solvi-mo loga a ir pordiatte na tarefa de nolkiar-
Ide o.quo fr succedendo por c, protestando
lempo nao lhe mandar mais charadas, com que em-
bican) osmeis senhores, oa entao, se as publicar.
guante A quesUo do trafico, depois do modo por
que O orador e exprimi hlem, nao era licito ae
ta influencia do ministerio cm taes eleizOes, he o
seu plano, he o poder immenso de qne falten ha
pnuco, foi elle que trouxc a idea dos Cezares que
tanto angusliou o Sr. presidente do conselho.
- Passando eleicao de Goyaz, feliicila-se o orador
deque o Sr. presidente do conselho nao pudesse ne-
gar o que praticou, e refere novamente o qoe hon-
lem expoz sobre este objecto, dando os maiores lou-
vores .10 ex-presidenle daquella provincia por ter
preferido a demissao imposieo de orna chapa que
nao enconlrava sympalhias, imposieo que no enten-
der do nobre ministro com cujo discurso se ocenpa
he fundada na constituizo Responder asemelian-
te proposirao, exclama o orador, sera al abusar da
paciencia do senado.
O presidente do conselho declara que nao enjilli
semelhanle proposirao, que nao disse o que se lhe
est emprestando.
O Sr. D. Manoel, continuando, eslranha que o
Sr. presidente do conselho quasi que derramasse la-
grimas quando noliciou ao senado que a sua amisade
com o Sr. D. Jos eslava interrompida, e que de re-
pente mudando a cara de tristeza, de melancola, em
cara de furor, dis feito com qne seu irmao mo retirasse a sua amizade.
He muilo forle, diz, isto he insensato, h o nome
que tem.
O presidente : A palavra no he parlamentar.
O Sr D. Manoel: < He a expressao, a expressao
he que nao tem senso.
O prttiiente do corisetho : Quem est falland0
tambem n.lo lem muilo.
O Sr. D. Manoel: Nao mfl Iroco por V. Exc.
em cous nenhuma.
O presidente reclama, a ordem e declara que est
decidido a nao consentir que se inlerrompa a discus-
sao com apartes, nem que se empregum exprcsses
provocadoras.
O Sr. D. Manoel .defende-se da arguicio do ter
contribuido para a quebra das retacos que havia
entre seu irmao e o Sr. presidente do conselho. Diz
que outr'ora reinou amizade entre ambos, qoando
ambos eram pobres ; qoe sen irmao lamenlava-se de
Jne a sua algibeira esiivesse vnsia, e que o Sr. pre-
dento do conselho dizia. Tambem eu, com a
differenza que voss he solleiro, e eu tenho familia.
O presidente do conselho: Isso sao histerias en
nnnea Uve precisOes nem caloteci ninguem.
O Sr presidente reclama a ordem.
O Sr. D. Manoel: isso he dirigido- a mim ?
O prndenle do conselho : Nao senhor.
O Sr. D.Manoel aceitando a dcclararao, e obser-
vando que seo irmao anda he pobre, ao passo qoe
outros llegaran! ao galarim epodem quasi chamar-
se os Cresos do Brasil, narra as causas a que pode
allribuir-EC o completo resfriamcnlo da amizade que
exista entre seu irmao c o Sr. presidente do conse-
lho, fazciulo-as derivar da conlesLaco que ello ora-
dor Uvera com S. Exc. no senado ha poneos annos,
lepois do que nunca mais S. Exc. Iho tirara o cha-
peo.
O presidente do conselho diz qu esse procedimen
lo parlio do Sr. D. Jos e nao delle.
O Sn D. Manoel contesta est proposito; decla-
ra queseo irmao v muito pouco e que por isso nao
admira que alguma vez nao ronhecesse a S. Exc. c
que por isso, sem o fazer intcnconalmcnlc, deixassc
de comprimeute-lo. Eutende porem que nao era
isso molivo suflicienle para que S. Exc. o guerreas-
se do modo por que o fez, c he razao porque in-
siste cm quo o proccdimcnlo do nobre ministro he
um acto de \ingauca contra o orador, viiiganca im-
rnercrida, como j fez ver, mas de qne S. Exc. nao
desiste, Todos sabem que o nobre ministro assim
como lem urna adhesao Ilimitada, be terrivel quan-
do se vinga, que assim como eleva em pouco tempo
a ministro um homem que esl cscrevendo cm um
jornal, s porque elle lhe diz ; com" V. Exc. vou
al para o inferno a que assim como leva ao ga-
larim aquelles que 96 presta, fazendo-os secreta-
rios, chefes le misso, ministros de estado e talvez
mesmo senadores e ministres de algum futuro Cezar,
sabe tambem perseguir e abater quando pode os que
nao se hurailham, os qae proceder de modo contra-
ri. Por sua parte o orador declara que nao se a-
aqudle celebre florista, qne nos pinta La Bruyre.
l/>go que alvorece a manhaa, Aspasia corre anciosa
para o jardim, contempla a aromtica angdica, rega
o jasmiueiro, colhe o cravo, enraiza-se entre as flo-
res, e se nao lhe apertasse o apetite, smente ao por
do sol heqnesahira. Mas, a paxao de Aspasia he
desnleressada; Aspasia, como o verdadeiro artista,
coltiva a arte pela arte, emquanto a artificiosa Phri-
ne procura s flores com o fim de favorecer a garri-
dice, que lhe he propria. Dcste modo manifesta
Phrine a Praxileles o amor que a devora, sem que
seja apercebida por qualquer, e a folha da larangei-
ra, a pervenca, o alecrim serco, ou desfolliado sim-
bufisam mudamente, conforme as circunstancias, o
silencio, as saudades, a raiva, o came.
Como Perjandro morre petas aves, e Aspasia pe-
las flores, tambem nao deixamos de ter os uosso gos-
Iss, as nossas queridas esperanzas, os nossos desejos
formosos, e sera um delles ver quanto anles a.crea-
zao de um jardim publico nesta linda cidade do Re-
cite, aondea nalureza parece alegremente sorrir-se.
Agora mesmo temos avista um bello artigo publica-
do ha poucos annos este respeilo, escriplo por urna
das nossas penpas disididas, e Iranscrevendo um
dos seos primorosos tpicos, sem duvida que presta-
mos nao pequeo servico s nossas cousas.
Depois de mostrar a conveniencia de um passeio
publico no Recite, continua assim o excellenle es-
criptor, com aquelle seu estylo sempre florido, sem-
pre castigado: Temos para nos que a Ilustrada
ssembla provincial de Pernambuco se prestar
promptamente a esla obra do civilisarao e de pro-
gresso, consignando taes fondos para ella que a ve-
jamos comerada e concluida dentro em pouco. Seja
esse, como as prncipaes cidades do mundo civili-
sado, o lugar da reoniao dos nossos elegantes : es-
tabelezara-se ah cafs e gabinetes de leitura que
no9 cntretenham e nos exatlem. o espirite: goze-sc
ahi do fresco voluptuoso te que tanto carecemos, e
varie-se a athmosphera pela arte, como nos soberbos
jardlns rabes. Regado (je dia com. profusao,
siimpluosameule Iluminado de noite, seja o passeio
publico do Recite um pequeo elseo, cheo de ras
magnificas, de taboleiros llorido-, d'arvoes copadas,
de clufarzes cryslalinos, de cscalas deliciosas, de
estatuas admiraveis, em que o gosto e o bello deem
as maos de contente, o em que este re da crcarao
chamado homem dilate por. ahi o espirito absorto,
e 9c compenetre orgolhoso da dgnidade da sua con-
dizao. (Juanlo se nao lornariam melhores e mais
humanos os habites do nosso povo, se lhe livessemos
despertado pela arte os excedentes insidelos que
elle a cada momento revela 1 A eductzSo plstica
dos povos lem anda maior poder que a da palavra
e do exemplo; porque esla ultima he quasi sempre
murta, e a primeira he repelida, he presente todos
os das, e eleva espontaneo e reconhecdo o corceo
a Dos.
Nesta semana concloio-se no arsenal de marinha
a barca d'excavaran, que deve servir na barra da
cidade do Maranhao, e foi honlem experimculade.
A machina he de terza de qunze cavallos, fabricada
no arsenal do Rio, motilada aqu pelo engenheiro
maduraste W. Bowman, Irabalha perfeitamcnle, e
segundo nos nifurmam, ter de seguir em poucos
das para o. seu deslino. .
Morreram 39 pessoas: 14 homens, 9 mulheres,
l'iparvulos, iivres: 1 homem, 2 mulheres, 1 pr-
vulo, cscravos. ,
Entraram 20 lunos e sahiram 11.
Reudeu a altandega 6i:976jj957.
VILLA DE IGL4RASSL*.
xa judio.
Ha muilo que nao lhe escrevo, e a razao porque,
nao he de cerlo a mesma com que de oulras vetes
me tenho dcsculpado,a penuria le novidades de
ordem a raerecerem as honras da pnblicacio. Ago-
ra era o receio a causa do meo diuturno sileneio,
receio bem fundado de quo por ahi nao appareccBC
algum campeflo a queier-me dar oeral em pof, e
eu como ate esla idade (os meus sessenta e poocos),
gracas a Deot em tao boa hora o diga, inda1 nao
achei homem que puzesse cm duvida a'fraeilidade
de meus otsos ponto de quere-lus por a prova de
sip-po. flquei com bstanle medo, e, acredite-me,
clieguei a chorar le arrependimenlo de ter-me mel-
tido fht semelhanles calcas pardas, qual a* de, de-
nlo dar-lhes mais cenceilo, pois^imoagora" faltVs-
te a muilas pessoas, pouco he qdVfiquem sem dl as
charadas.
Nao he gmente a faca o bacamarfe movidos pelas
maos dos sicario que dio passaporte gratis para a
melhor, ja o pao por si s.vai-se arrogando a esse
direilo, e eis como: Indo Jos Kernandes de lal,
homem branco, que dziam ser Paulislano, ao mallo
cortar madeiras, otllcio d que lirava sua subsisten-
cia, a vinte e tente do'mez passado, acontecen que
no lugar da malla do Pao Picado, estando alte perto,
de madeiros queja se achavam cerceados para der-
rbar-se.com tal negligencia se porten Da oeeasiao da
queda dos ditos madeiros, que foi alcanzado por um,
que lhe parlio a espinlia dorsal e esmagiiu-lhe a par-
te anterior da cabeza, deque rnultou-lhe instant-
neamente a morte. Por vezes tenho awisdo a der-
rbamento de madeiras, e muito antes de caUrem el-
la em estado do cahir, j eu me acho fora do al-
cance de sua influencia, mas as pessoas habilitada a
esse ervico contentara-se era buscar (ornete cora
os olhos desvar-se lo perigo: eis o qae acontece.
Tive occasao de ler em sea Diario qae ss gro-
jas dessa cidade, que solemoisaram o mcz Mariano,
linalisaram-no com alguma pompa, etc.; pois siba
que nos os Iguarassuensesii3o ficamosatraz, or quau-
to bo ldele tivemns 110 convento das recoUtidt*,
onde se celebraran! as festividades de tao augusta
devocao. como de oulra vez lite disse, urna feslinha
hem soflrivcl, alientos os exiguos recursos de que
dspOe o dito convenloje grazas sempre ao seu digno
capellac
Dei-llie parle em urna das anteriores qut aa linha
organisado neste villa, a imitazaode alguns logares
da provincia, urna banda de msica; agora vou com-
munear-lhe qua no dia 1 do corrale eslreou ella
locando duas pecas, e nereorreu a villa em todas, as
direczes depois de ler (orado na bandeira de S.
Antonio qne se levanten na madrugada desee da,
A tarde foi servido as prncipaes peasoas da villa (a
excepeu das que eslavam fora,uu nao poderam
parecer) umjanter ofierecido* pela sociedado forma o corpo da msica, a qol se denominaHar-
mnica Iguarassuense.A manhaa temos a fasta da
S. Antonio, que o Rvd. guardia deste convento es-
l preparando com todo o ardor e zelo de qae he el-
le capaz. He incansavel o nosso guardia o Rvd.
Fre Machado, oxal no-lo conservero.
Bastante admirazao caosou por c a publieacao
qne vem no Diario, da lei que tira un engenhos a
propriedades dele termo e os d .freguscia de Sao
I.ourenco e termo do Redfe, na porque
nao soubessemosdsso e 1109 nao livesseinos consola-
do cora a nossa sorle, que no nosso entender
de todos os Igaarasiuenses foi bem mesquinht
negocio, ma porque no Diarios em qu
trabalhos da* tesses da ssembla em que se i
essa lei.e na emenda doSr. Frauciico J0S0 nSo vem
o nome do engenho- Tapipir no nuraero doa qua
foram desmembrados deste termo : e na lei publica-
da Tapipir esl incluido 11 Admiramu-nos, talvez
por nao entendermos deslas comas.
A pescara de cabrelo vai-se desenvolvend.
com lal ardor, qne consta-nos que neste ultimo
lempos sobe a 50 o numero dos cavallos pe
asseveram-nos pessoa fidedigna* que lado
vergir a cssa cidade, onde com muila
he a sede da industriosa socie.lad.e.
que esl quasi provado por innmeros fados, compre
que a pulida dahi tome em consideracao scmelhan-i
te desacato i propriedade, porqae, so continuar lal
escndalo, teremos de ver muilas desgrazas, pois os
malulos considerara os ladrOosde cavallos como urna
raca amaldizoada e digna de exterminio ; e Daos nos
livre que elles procuren) p6r diqae pesie por suas
maos. '
Anda nao foi possivel descobrir-se, por mais di-
ligencias da polica ,09 assassinos do* ifelizes mogos,
que no lugar do Gaerer desle termo, passaram do
somno elernidade ; ama eslranha reserva encobro
este nefando crime de um espesso veo, lodos se arre-
ceiara de formac um juzo temerario.'
Nada ha mais a lizer, nao s por nao saber, como
por estar entregue aos maus recurso, pois o Vicente
Longuiuho nao tem-me apparecido, por andar, di-
zem, soflrendo os elleitos damninhos de um malf/.e-
jo feilico.
Saude o feliddade lhe desejo sinceramente.
15
Por falta de portador leudo deixado te eiiviur-llis.
esla, a que s tenho que accrescenlar, que no dia 13
teve lugar a festa deS. Aulono notonvenlo de S.
Francisco com muila decencia, pregando o Rvd.
Sebastian, e que ,1 noite houve Te-Deum, sendo o
pregador o Rvd. guardiao. Nao posso pela pressa ,
dar-lhe ama nulicia mais circumalancuda, o qua '
talvez faca de oulra vez. Adeos.
(Carla particular.)
--------iBiiai
C AMABA MUNICIPAL DO BECZFfi.
SESSAO ORDINARIA DE 12 DE JUNHO
DE 1854.
Presidencia- do Sr. Baro de Capilmribt.
Presentes os Srs. Reg e Albuquerque, Viaoua,
Oliveira, e Karata, faltando sem causa participada
os Srs. Mamede, Reg, Dr. S Pcreira e Ganjelro,
adrio-se a sessao c foi lida eapprovada a acia da an-
tecedente. '
O Sr. vereador Barata declama,que nfo poda as.
sistir i sessao, e retirou-9e ; e por nao ter a cmara
numero legal para fonecionar, o Sr. presidente le-
vantou a sessao, nao se tendo lido expediente ne-
nhum.
Eu Manoel Fcrreira Accioli, offlciil da secreta-
ria a escrevi no impedimento do secretario.
Declaro em lempo, que furam despachadas as se-
guales pclices:
. De Joao Pires Soares, de Ignacio Pereira da Ro-
cha, de Joaquiro Pinlo, de Joo Manoel de Siqneira,
de Sebasliao Jos da Silva e de Theodora Joa*
quina.
Accioli o declarei. Baro de Capibaribe, pres-
deme. liego e AlbuqUerfue. Hego Ot*
teira.
REPARTigAO DA POLICA.
Parte do dia 17 de junho.
lllm. eExm. Sr.Participo a V. Exc. qae d
partes hoje recebidas nesla reparlizao, consta lerem
sido preses : ordem du sabdelesado da freguezfa
da Boa Vala, Olimpio Francisco de Mello, e o pV-
tes.
Dos saarde V. Exc. Socrelaria da polkia de
l'ernansbara 17 tejaaho de 1851___lllm. eExm. Sr.
conselheiro Jo Beato da Cunda e Figuciredo, pre-
sidcnle da provincia.Lu: Carlos de Paiva Tei-
.rerit, chefe de polica da provincia.
COMUNICADO.
Alada o CemlUro.
Quando em o.numero antecedente fizemos aign-
mas rcfleioes acerca do eemilerioe sen reaulaineulu,
deixamos de mencionar um fado bem digno de ser
commemorado, c que deve chegar ao conhecimento
le todos, para que o ngradecimerrlo dos Pernambu-
canos seja distribuido com igualdaue.
Va i havendo hoje ciilra n urna tal tendencia e
um gosto tao apurado para criUear-se era publicos
defeilos do prximo, e por urna maneira tao espan-
toso, que, muito de proposito, 011 pelo receio da ser-
se averbado de lSWigeiro, deixam-se no esqueei-
menlo 09 bon9 feitos de alguns ; ns.porm, temos
procedimento conlrario, aborrecemos a censura, e
odiamos a maledicencia, como indigna de umeo-
razao nobre e generosoqueremos ante* que o des-
vos e erros dos homens sejam nicamente enlregues
os remreos de suas cimscienclas, ea quem os po-
der punir.para que se corrija o mal, sem a* se d o
escndalo: e, quando temos occasao de publicar urna
accao boa, til ou generosa, nos sentimos transpor-
tado do maior prazer por noa caber gloria le pro-
palar algum exemplo de herosmo, e espaiharmos
nacommunidnde este bilsamo aromauco qna lano
edifica e convence.
Consta nos que o Exra. Sr. presidente logo ho co-
mezo de sua admiuislracao convocara a irmanda-
des dcsla capital, para lhe repre*enlar,a necessiila-
de e conveniencia que havia em erlgir-sc quanto
anles a capella do cemiteno, e por isso solicitara
d'cllas que houvesscio de concurrer com algama
quota mdica, que coubesse na tersas de cada urna,
para fazer-se face-no orzamenlo da .obra, viste que a
quanlia volada pela ssembla era insufficenle : ti-
veram as referidas irmandades de discutir esse ne-
cnco em suas respeclivas mesas, e resolvern! res-
ponder ao Sr. presidente por um modo lisongeiro.
promcllendo-lhe que se esforcariam por concorrer
com o quo podessem, quando lhes fosse possivel;
mas soabemos tambem que a mesa regedora da ir-
mandade do Apostelo S. Pedro votara, para que se
mo desse pasto algum retatirmeme a istol o-que
saliendo o Exm. e muilo virtuoso Sr. bispo die
no, mandara logo, offerecer um cont le reis p
obrada capella lo ceniilero Consta que a ollera
fiira raatisda, e que esse pie.loso prelado pratcara
este acto com a maior rescwa, e sem oslenlaza al-
guma !
Muitos louvores, sejam poisdados ao venerando pas-
tor da diocese Pernambucaua que,comprchndendo a
urgente necessidade de urna cabella no cemileiio
publico, esforzou-se por ajudar ao Exm. Sr. co09e-
Iheiro em sua empreza 1 muitos agrailedmenlosse-
jam dados ao an lislite que, pos esle e oulros edifican-
tes exemplo, tem dado as melhores paovas d seu
amor pastoral, e da mais decidida dedicacao tos
negocio* do seo districto episcopal.
(
J
r*..
*
I


DIARIO DE f ERHAMBUCO SEGUNDA FEIRA 19 OE JNHO DE 1854
l
O Exm. Sr. presidente procurou melhorar quanto
llic era possivel a sorle das irmandades, rcduzmdo a
ta\a da sepultaras, e franqueando-Ibes a liberdade
do poderem ler os srtis carros fnebres; nutrimos
pois as melhores esperanzas de que as irmandades
procurarlo da sua parle ajudar ao Sr. conselheiro
Si obra da capella, ou ao menos na factura da es-
ada do cemiterio, para a qual nao fui destinada
quola algoma das readas publicas. A necessidade
ue ha desaa estrada he tilo palpitante, que nao sa-
bemos como, as irmandades e os encarregados dos
enlerros podem soportaros incommodos que sofTrem
ao transpdr a lama e humidade que o flnxo da
mar lauta diariamente sobre aqoella m estrada,
a qual multo convem seja lirada em Hnha recta
o seja hem acabada, para suavisa'r o transporte
ou conducho do fretro em procisso, segando oan-
tigo e mui louvavel cosiume.
Esperamos e confiamos no espirito religioso das di-
versas irmandades e confrarias.que scusmembros nao
duvidarSoeoncorrercoma sua pedra para abrilhau-
lar e melhorar aquelle exeellente edificio mortuario,
cuja utilidade he geralmente recolhecida pelos fiis,
que, esperando a morle mais cedo ou mais tarde,
nao aio impos materialistas!
Todos nos somos amantes do progresso, aprovei-
lemos, pois, os bons desejos do administrador da
provincia, a que vos convida. O Catholico.
|
CORRESPONDEOS.
Srt. Redactores: l'ermtam que em continua-
rlo i minha correspondencia publicada em sen mili-
to acreditado Diario, de hontem datado, diga anda
algumas palavras, definindo a rainha posico-relati-
vamente extincla sociedade de ltandeira & Garca.
A sociedadede Bandeira & Garca, nao tinlia lem-
po determinado de durazno, por isso, conforme o
preceilo do 5 art. 335 do nosso codizo commercial,
eslava o socio o Sr. Raphael Flix Jos (jarcia no
seu direito dissolvendo-a; e foi isso o que eflecliva-
menl fez o mesmo Sr., como se prova com a carta
que ja publiquei. e com as duas qne abaixo seguem,
e que peto Vmca. o favor de. lambem publi-
ca-lat.
Easas cartas foram cirenlares a todos os devedores
e freguezes da extincla casa commercial, e a que leva
o numero 2 he a carta de ordeos que o mesmo Sr.
Raphael Flix Jos Garca dea ao seu caixeiro Joa-
quim Pereira da Silva Crespo, quando naquella dala
o mandou ao matlo, o cuja viagem'leve efleclvamen-
te lugar. *
Desligado en pois da sociedade, e essa dissolvida,
havendo alm dlseo o Sr. Raphael Flix Jos Garca,
condiizldo do (Scriptoro que tinhamos na ra do Vi-
gario para sua casa lodosos livrosepapeis, caixa, ele,
e continuando no gyro da negociajao que faza o ob-
jeclo da sociedade xlincta,debaxodeua Arma par-
ticular, recebendo os crditos e pagando dividas da
exlineta Arma, tem ainda usado de um direilo confe-
rido pela segunda parte do art. 343 do mesmo cdi-
go ; chamo porm alinelo de Vmcs. para ama
roma, e he, que ao passo em que participa elle isso
aos fregoetes e devedores daquella firma social, in-
digila alm da casa do saa residencia, roa do Colle-
gio n." 17, primeiro andar, da roa do Quemado
toja do sobrado amarelln n. 29 ; e salla aos olhos
evidentemente, que se elle o fez, foi por consenti-
meflie ecomsciencia do donodessa casa, tanto mais
quando algumas dessas cartas foram escripias pelo
proprio punho do seu guarda-livros, o Sr. Mauocl
Jos Leite : documento n. 1.
Alm disso, senhores redactores, he faci publico
o notorio, queoSr. Raphael Flix Jos Garca, de-
pois 8a dia 21 de Janeiro do corrale anuo, lem re-
ceido com a rcmessa da nova firma, quantidade de
assuear dos devedores da extincla, e que al hoje. 5
meses depois desse 21 de Janeiro, eredor aUum dar
quella firma social o ha interrumpido ou posto obs-
tculo ao sea negocio, antes pelo contrario ha com-
prado esses assucares, ha fiado fazendas etc. i nova
firma, e firmado assim transbaos indicativas de que
confia no seu crdito.
Observe-se anda qae depois desse dia 21 de janei-.
ro, nio foi procurado por eredor algom da extincla
firma, exigindo o pagamento de seos dehilos, nao
obstante haver sido en osocio gerente daquella casa ;
e que, recusando om devedor dessa firma ajuslar
sais eontas com dito Sr. Raphael, e aceitar ledras
qae o mesmo Sr. sacara com a saa firma particular,
lemendo talvez algoma nullidade nessa transactao,
so o fes depois que o dito Sr. Raphael Flix JosGar-
cia Ihe apresentou um papel assignado por todos os
credores da extincla firma, em o qual esses appro-
vavam o que em seu nome particular elle fizesse.
ivm ainda que eu declara, qae o Sr. Raphael
Flix J(* Garca lem concluido em seu nome par-
ticular negociajoss pendentes da antiga casa, passan-
do tettras, urna das-quaes de mais de 8009000 rs, fa-
zendo-sopofi montos aosseus freguezes, pagamentos
por cania esses credores, saldando eontas1 de uniros,
interesses, pens eu, do seo negocio, e que
ten exercido todos esses actos com a maior liberdade
e sem a menor epposijfto.
l'reenchidas pois todas as disposjoes da parte se-
gunda do arl. 343 do nosso cdigo commercial, ro-
Ko-lhes, senhores redactores, a publicarlo destas li-
ndas, ficamlo-lhes muito obrigado pelo obsequio. O
de Vmcs. assigniute, venerador e obrigado.
Joo Auqusto BanCeira d Mello.
DOCUMENTOS.
' N. 1.Illm. Sr. Mauoel CirylloWanderley.
Rrife 26 de janairo de 15t'.Amigo o Sr.Parteepo
V.S.queno dia21 do correle tomei contada casa,'
a desligue! della o socio oSr. Bandeira ; espero pois
que V. S. me continu a honrar cora asnaeonfianja,
c eU Ihe asseguroo fiel cumprmenlo de suaserdens.
V. S. tere a buitdade avisar aos camarades, qae eu
continao com a casa e que moro na roa do Collegio
n. 17, primeiro andar, ou na' ra do Quemado loja
do sobrado amarello n. 29. Aqu continuo espe-
rando soas ordens, e sou com eslima.De V. S.,
al teto, venera Jor e criado.
'Raphael Flix Jos Garca.
Reconhejo verdadeira a letlra da prsenle car-
ta eomo propria de Manoel Jos Leite, e a firma
Sipra por propria de Raphael Flix Jos Qarcia :
ou f.
a Cidededo Recito 16 de junho de 1854. Em
testemunho do verdade. O tabelio publico interino,
l.uizda Cotia Porto-carreiro< Eslava o signal
publico.
N*. 2.Sr. Joaquim Pereira da Silva Crespo".
Reeifide fevereirn de 1854.Pela prsenle Ihe
ordeno qae siga i Seriohaero e Barreiros, e naquel-
les logaras proceda to ajuste de conlas que contigo
lean es senhores........(seguem os nomes dos diver-
sos freguezes d cas) e todos os mais senhores de
engenho e lavradores que deverem firma de Ban-
deira & Garca .......e disto scientilicar Vmc. -
quelles senhores, quem nao o tiver avisado por car-
la, para que este respeilo iiquem de inlelligencia.
Recommendc-lhe com especial idade que empreguc
os meios adeqaados para receber lodo o dinheiro
possivel ele.............
Vara saa viagem de ida e regresso com a brevidade
qae poder a Ihe permiltir o bom successo desta in-
cambencia. Son com estima, seu amigo e venera-
dor.Raphael Flix Jote Garda.
Estiva recoohecida.
mm
ve a pobrezinha dizer que o remedio ii3o Ihe pareca
bom, a mulher enlcndeu que seria o mo cheiro do
oleo, que nausiava a doente; chega-se a ella e Ihe
diz, mulher quem bebe remedio de hotica n3o o de-
ve cherar, he meihor tapar o nariz, e zaz, bebe-lo
de um golpe ; a innocente quiz assim obrar, lanja
mfio do copo, levanta aos.olhos ao co, o diz mcu
Dos ajudai-me, eu Von tomar este remedio somonte
para fazer a vontade Quinquin, se o nao fizer te-
mos logo bariilho em casa... leVa o copo falal a ru-
bicunda bocea, loma o primeiro trago, e para logo
retira o ropo, e brada, aecudam-me, que meu
marido me matou 11 Corneja logo em ancias; en-
tra o brbaro logo, e pergunta o que tem Maricas ?
Est em ancias Ihe responde a sogra, (ja indigna-
da) e voss matou minha lillia; ms ello sem se alte-
rar, mauda-lhu applicar agua qucnle para laucar,
que barbaridade. 11 A moja continua a invocar o
co, e a queixar-se contra o marido, acudara-me que
morro, eslou ardendo em vida, ah marido ingrato.'
Homem dcscoohecido; homom perverso; nem.no
menos te lembrasle de duas creancinhas nossas fi-
llias, que ias desgranar 1 Eu vou morrer, tu lias
de ser punido pela Justina, e nossos illnnlio-, o que
ser delles' I Quero j confessar-me! I.. Pois esta
fera meu amigo, ainda leve a coragem de chegar-se
ao leilo e perguntar-lhe com que sacerdote se quera
coufessar, o foi Horneando alguns, al que ella disse
Sual quera, foi elle promptamenle chamar o sacer-
te, enlrclanto buscase um professor, esle accode,
e declara avista das crcumstaneias, que a morte he
incvitavel, oque aconleceu no dia seguinte. A po-
lica deu com elle na casa dos innocentes, e por se-
guraba iambcm agarrou o boticario; mas este, foi
sollo no dia seguinte. Dsse-rao o Pedro que se a-
charam duas cartas de amores trovados com urna
mocoila dahi do Recife, e disse-me lambem o Ja-
cntho caheludo, que ouvio dizer que o tal Sereno
j enviara pela mesma maneira um filhinlto. Pelo
que parece, o tal Sr. quera desempachar-sc assim
da familia, para ir receber outra ah, safa I Oh! la
Srs. do jury, ah tercis logo esse anginho, esse pro-
tegido, de quem deveis ter compaixao compassica.
Oh! ama advertencia ao Sr. Justos, que me ia
esquecendo: nao sou empregado publico de repart-
cao alguma, e neni quero ser,, nao preciso) nao que-
rerei em lempo algum [ir a minha vida dependeu-
te dos caprichos do governo, quero applaud-lo,
quando elle obrar, bem, quero censura-lo, quando ea
julgar que obrou mal: lambem nao quero que o seu
essenca bello me faca depulado em Mallo-grosso ;
porque ainda que elle rae fizesse votar, nada mere-
cera; em razao de cu nao ter um pudrinhd bonito
bem eufeilado, liem coiza, bem ludo... etc. (Jui* po-
tes! capen; capia!. Ouxio, Sr. Justus?
Appareceu, meu amigo, appareceu! Veja, Vi'nc.
ha 3, ou 4 anuos, se me nao falla a memoria que a
a casa est ocenpada, sem que se soubesse que nome
se Ihe deveria dar: o dono della, ou o seu director
muitosuoo, e tressuou para baptizar a-dita; recorreu
aos amigos, cqual historia... oque um dizia, ontro
reprovava, o homem, apezar da desmarcada pliilau-
cia de grandeza moral, e phisica, nao pode deparar
com um nome adequadu: dcixa cresseras suiras .'as
vezes fel cm qual quer cousa), nada encentra que
satisfar; por lint recorre ao doulo Vieentinho. e...
nao sei como foi; o caso foi, que no dia seguinte vio-
se em letras mitilo bem feilas, gordas, o granilcs so-
bre, ou entre as versas das portas e o algerozCo-
legio San Pedro.Que bollo invento I Nem poda
deixar de ser assim, lanos nieles pensar, aifiios i
consultar.... seria para admirar que-de malla tilo es-
pessa nao sahsse tilo bello colho ; com ludo apezar
de todo o acert, peco venia ao reverendo director
para fazer-lhe um reparo, e vem a ser-esleA pa-
livracullegio esl sobre as portas da casa, onde es-
tilo alguns rapazsfahi pens ser o dito collegio, e as.
palavras-^San Pedrocslo j na casa seguinte, 6e-
gue-se pois que essas-duas casas compoem o mesmo
collegio, bem masnsaqui vemos, e sabemos que na
casaSan Pedro-mora sea mano que he casado,
tem ah mulher, tem escravas, fmulos ele lem fami-
lia; sahem lambem que seu mano Tolonio nao he
seu substituto, e ... etc. Vemos maisem das de pro-
cisso.es as portas do collegio San Pedro apparcccrcm
pessoasmasculinas, cfeminuas.....serao substituas?
Serao Irmaas de caridade? Ainda nao chegaram.
Eslou certo qae se o Sr. Rv. visse isto na casa alheia
censurara, e por Unto, tome la pao com niel.
Srs. Redalores, dcixemos o mais para logo; csti-
marci que Vmcs. ja tenham por ah vveres baratos,
por aqu todo vai na mesma. Sincero.
4
CONCEITO.
Tu s bella como a rosa,
Como a rosa delicada.
Tu s linda como he linda
A serena madrugada.
Uus me chamam aquella lempo
Que do sol a luz nos Ira/ ;
Oulrosaquelles em queo sol
Na Ierra seu gyro faz.
Ora me .elevo, ora abalo
Sempre andaudo sim descanso
Se me elevo, corro mnilo,
Se me abalo, fico manso.
CONCEITO.
Eu sou de papel formado
Na superficie borrado.
COMMERCIO.
ALFANDEl'.A.
Rendimento do (fia 1 a 16 .
dem do dia l......
Farabiba 3 da Jnnho
Tivc hontem o prazer. c cora rnuila gente ( foi
um acompanhameoto luzido) de acompanhar desde
palacio atao vapor -S. Exc. o Sr. presidente' da
provincia, e juntamente as Excellenlissimas senho-
ras Esposa e Filha, com a senhora do nosso euge-
nheiro: S. Exc. pela saa inteiresa, seriedade, capa-
ridade administrativa, e imparcialidade deixou mul-
las saudades: ninguem conlava que 13o cedo nos
deixasse,>e todos desejam ardenlemenle sua volla.
Ueos assim o permita. Ouvio, Sr. Juslut Y He do
quilate destes que nos aqu desejamos, horneas se-
rios, polidos, e poiiticus; altenciosos, e consqneu-
les, DSo d guiza do sea JLxm. cliente : nao sym-
palhisamos com pancadat, malucos e energmenos,
ouvio, Sr. Jusus ? As vezes urna defesa tem visos
de accasaco, e tal parece a sua, Sr. Juittu. Eu li-
aba de contenlar-me somonte com aquelle peque-
nito beliseao; porm Vmc. com a sua lgica da ri-
beira nao quiz consentir que en parasse all. Diz
Vmc o doutor j foi juiz aqu, ali, e acola, e por
consegointe, digo eu, nao potlia agora ir na Para-
laba rasgar mappas. Jn foi promoTor, j foi depu-
lado provincial, e quam foi isto, nao devia ir na
Paralaba, dar berros, zurrar, agarrar nos seus pro-
prios cabellos, puxa-los a ponto de parecer, que os
quera arrancar: o homem j (o mais isto, mais
aqaillo, Cadi, Califa, Suliao, e.... lado; c quem foi
j todo, nlo podia^ie Impossvel, ir a Paralaba des-
archivar todos os papis da repartidlo, mistura-Ios,
e baralha-los a tal poni, que lo cedo n5o ficarao
ordenados; n9o poda, quem correu seca e meca, to-
do intero, chegar agora a Paralaba sem ama, ou
dais aduellas; nao podia, nao poda despachar certas
partes em publico; e certas oulras......quer que
Vmc. suppflaqne disse aquellas bagatellas porque o
sn bom homem eslava ausente, eu esperare! por
elle, p quando elle aqu chegar Quoi Detu averate
Vmc, se quizer, me penique, ouvio ?
lo Ihe neg qne o sea bom Homem tenha' ins-
Irnctao, qae tenha escapado toda essa cargarla, que
Vmc enumernu, eu anda Ihe desejo mais e maio-
res; menos da Parahibs, lembre-se da mxima do
marqnez de Marir. n Ha doudos com muito joizo,
c doutores sem mallo, nem pouco.n Vmc. bem sabe
disso. Vmc. se o conhece, se he seu amigo, como
diz, deve saber qne homem lem falla de urna a-
duclla; ms qne nos seas grandes intervallos he tra-
tavel, be dcil, lio finalmente mnito bom homem ;
eis o que cu sei delle ou entao Vmc he como aquel-
le qne, lendo amsade illicita cora ama Dona muitos
annos, so Ihe conheceu o detelton'um olho, no dia
em que casou com ella, que oiz? Tendo amsade,
n9o conhece o defeilo. Sempre quero advcrti-lo que
soja mais conseqnenlc, para nao cahir nos mes-
defeites, qae censara, fallo n nonimo, c
basla. ^^
Noto modo de om marido corar bera tarada sua
Esposa 11! Joaqaim Sereno natural dgita cidade,
aqu morador casado com urna moja moli bella, e
qne nao devia ser para o queixo delle, e da qual j
lem tido cinco filhlnhos, sempre viveu desconforme
com asregras rasamenteiras ; masiao vivendo; mas
agora pensando meihor, foi no dia 4 a botica do gr.
Fructuoso, e comprou-lhe urna 0115a d'agna forte (
tal Sereno he ehspellciro, e faz lambem fogo artifi-
cial!, ne da 5, ou 6 foi a meapa botica a comprou
om porgante de ricicn; e no da 7 fez a junc.no de
urna e on^-a a ludo bem mexido, mandouque a mu-
llay tahisg, e lag se retirau, pretextando negocio
urgente; aa mi: rai 41 ilhtr que ahi s* achiva, oo>
% -
Hanaant;aape 8 de janho.
Princpirei a rainha ndssiva, como princpiou o
meu cullega a sua de 22 do mez lindo, pedindo os
seus al vi tres cerca de um pleito, qne corre ncsle
juizo sobre urnas partilhas, que nao sendo avulta-
das, lem todava produzido qnestoes, que bem se
podiara dispensar se o capricho, ou meihor, a pro-
teejao de alguem nao as promovesse. Nao desejo sa-
ber como o collega se o im cuique Iribueri dessa
trra tem algum^parntesco com o desta ; pois que
he faci que nao se dnvlda, qucslo qu* nao se dis-
cute, verdade que nao se contesta, que a justica
desle lugar he espettal, e nao lem porlauto contacto
nem por alioidade com as demais: as mesmas causas,
cnsinavamos marmanjos de meus meslres. produ-
zem o mesmos effeilos, ora, sendo espeoialsmo o ac-
tual 1. supplente desle juizo, especiaiissima deve
ser sua juslica.
Perguntar-me-ha Vmc m qae consiste essa es-
pecialidade, eu dir-lho-hei, em Ikier o contrario do
qae dispoe o direito, determinis lei, e aconselha o
' fcom sonso e a boa raao. Um juiz, pois, ISo espe-
cial so no desditoso Mamanguape achara Vmc se
ahi houver delle alguma precisan, Tija um saque ao
compadro Pulqnerio, e nao tenha receio de re-
cambio. Vamos a historia do tal pleild.
Os herdeiros do casal do finado Jos Soares fize-
ram ama parlilha amigavel, que foi julgada porsen-
lenra, mas laborando ella em nullidades por falla
das formalidades prescriptas na Ord. do L. 2,111. 96,
18, alguns1os herdeiros, que nellas nao inlervie-
ram, requereram inventario judicial, que foi julga-
do nullo por falta de citadlo ilo tedos os herdeiros, e
cuja senlenja por alguns de seus fundamentos con-
firmou a_ relaraj). Os inlercssados requereram ago-
ra novo inventario visto comu foi julzado nullo o
primeiro, e nao poder as partilhas ter forca de cousa
julgada pelas faltas iusauaveis, que as invalidaram.
O Sr. l)r. Antonio Carlos nao reconheceu a ana in-
competencia para decidir a questao, como assevera o
collega, porque mandou citar os he/deiros, assignou
as carias precaloras para citarao daquelles, que
residiam frn do districto de sua jnrisdiccao, dea
vista as parles para embargos, e finalmente sem au-
diencia dos herdeiros e contra o direito e praxe, re-
ceben cjulsoii provados osembargos oppostos a ac-
edo do inventario, e denominados de nullidade, do-
lo, malicia e excepcao de coma julgada I a seten-
ta he a seguinte:
Recebos embargos e juico provados; porquanlo
consta claramente dos autos, que a parlilha amiga-
vel Tora reconhecida legal por senteuca desse juizo
11. 33, ( he a sentenra dada no primeiro inventario
pelo Sr. Dr. Francisco Antonio Jnior, mano doSr.
r. Antonio Carlos',) cuja sentenra vigora por forja
do acordao do egregio tribunal da relajan do dis-
tricto, qae nao a altern, e anda mais porque af-
fecla a questao ao tribunal superior, a este juizo
apenas cumpre exectar as decisoes por elle dadas;
avistado que, e mais qae dos autos consta julgo os
embargados carecedores da acjo intentada, e os
condemno as cusas. Mamanguape 27 de abril de
1854.Antonio CarlosdeAlmeida e Albuquerqu;,
enja sentenra nem foi publicada em audiencia, nem
em mao do escrvao.
Os embargados considerndose projudcados em-
bargaram a sentenja, e esiao os aulos na conclusao
do distinelo cidadao Joo Valenlim, que j mandn
ouvir as parles, o decidir com a jusli ja que o ca-
racterisa.
Diga-me agora Vmc. se o Sr. Antonio Carlos po-
da mohecer de urna qucstao.na qual seu irmao. co-
mo juiz, liavia julgado, e qual lina execujao qncj se
deve dar a um processo nullo, senao pagar as cus-
las e iulenta-lo de novo; como se pode considerar
affecto relajao um processo que ella j havia julga-
do ; e, entn nao he especial o meu juiz ?
V, perianto, tomando notas'da jurisprudencia de
Maqianguapc, e nao esqueja-se jie Unja-las cm seu,
canhenho. Se eu Ihe narrasse o faci de nm arres-
to e de um recurso, qne aquelle juiz demorou por
30 das em seu poder, quando devia responder era
48 horas, Vmc ficSria pasmado. Nao v Vmc' o
collega censurar o Jo3o Valenlim, porque conceden-
do arresto, mandou justificar no triduo, quando sem
essa justificajao nao podo prevalecer o arresto, e
seria milla por sua natareza 1 !
Felizmente j he chegado o Sr. Ur. Scbasliao, juiz
municipal desle termo, mas consta-nos, que est na
vara de direilo por impedimento de seu proprielario,
no da 20 oleremos por aqui paraos Irabalhos do
jury.
O meu Eugenio Pcixoto bale-mo a porta, e como
sao horas de fechar esta, reservo-me para a se-
gunda.
Adeos. Os coso livrem do especial.
O verdadeiro.
Detcarregam hoje i9deJunho.
Barca inglcza l'hilr.mercadorias.
Barca porluguezarGrafdilodiversos gneros.
Gasopera nacionalLicracofumo e charutos.
Importacao'.
Lancha nacional licraeao. vlnda da Baha, con-
signada a Domingos Alves Matheus, manifestou o
seguinte : ,
17 caixas pedra marmore ; a Deanc Youle&Com-
panhia.
2 saccas farinha de mandioca, 1 caixolnho cama-
roes seceos, 1 saquinho caf pilado ;. a Antonio A-
gripino Xavier de Brito. ,
10 caixas rap ; a Domingos Alves Matheus.
9 fardos tabaco, 1,439 caixas, 4 amarrados e 400
caixinhas charutos, 14 fardos fumo era folha, 350
mullios piassaba, 23 toros de Jacaranda, 45 saccas
caf, 20 saccas fio de algoda; a ordem.
Brigue nacional Mafra, vindo'oo Rio Grande do
Sul, consignado a Araorim Irmoa, manifestou o se-
guinte :
11,800 arrobas de carne, 137 ditas sebo em ralaa ;
8DJ consignatarios.
,7,134 lanhat, 400 lingoas; ao capitao.
CONSULADO GERAL.
Randimenlododial a 16......17:505^442
dem do dia 17........ 2:0329191
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia la 16. ..... I:782j900
dem do dia 17......... 669943
espirito na rcprusenlaro quellie foidirigida.e digne-, Sou prnnome, e sou artigo
se decidir com aquella recldo, como esperamos da Iffambem sou preposijao
Ilustraran de S. Exc, allendcndo mais que tendo-se Tres lugares mu distintos
arrematado a factura de urna casa de ajougue, a ary .Occuno na orajo.
rematante tem estado parausado, nao querendo pria/
cipiar a obra em razo da llovida que se lem susci-
tado de n3o estar valida semclhanle arrematajo pela
falta de assignalura de um vereador ; e consta que
o mesmo arrematante pretende dirigir-se oamara
para saber a decisao, fazendo ver o grave prejuizo
que sollre com lal demora, e a cmara uada pode re-
solver porque esl o negocio aflecto a S. Exc : espe-
ramos que S. Exc. orn-a as nossas razies, ouja os cla-
mores do povo desta cidade.
Se a cmara fez essa represenlajao ( no mea fraco
modo de pensar muito acertada), nella procurou fal-
lar a linguagem da verdade sem rdeios, attendendo
sobre ludo categora da auloridade quem era di-
rigida ; e, sem calumniar, apenas esligraalsou os
actos desse acUoo e enrgico subdelegado, em abono
do qual diz o Victoriense, queelle nao mandar cer-
car a casa da cmara ; que esta he composla de p-
renles, compadres e afilhados; que o seu presidente
nao quizera assignar a represenlajao por ser loda
calumniosa, e em virlude disso um dos vereadores
relratou-se ; que o faci sobre que versava a prisao
do vereador he publico o notorio nesla cidade, ele,
etc. Sem duvida foram estes os pontos da defeza do
digno subdelegado, quando S. Exc. o mandou ouvir
sobre a represenlajao.
Empregou o Vicloricnse em sua missva ama l-
gica tao cerrada, que abysmou-mc,c quasi que esmo-
rejo do proposito de cscrevinhnr estas toscas linhas ;
porm a voz da razao deu-mc tao forlc impulso, que
felizmente pude sahir desse estado de terror pnico
qoe ne liaba dominado, e es-me na arena : nao que-
ro enrstar lanjas com o collega porque sou mui fra-
co para resistir aos seus potentes esbirros; apenas fa-
jo algumas observajes em modo camaradesco.....
oh Silencio 1 o final desta ultima palavra trouxe-me
certa lembranja...tenho raedo da penetrarlo fina de
alguem que nos comprometa: ambos somos Victo-
rinsea.
Parece-me que prescrutarro o ddalo de taes in-
vectivas; semelhanle defeza he manca, e nao merece
considerajao alguma ; porque a cmara nao disse em
sua represenlajao, qoe o mesmo subdelegado (activo
e enrgico, ia-me esquecendo !) mandara cercar a
casa de suas sessea ; porque para isso scriam precisas
oulras formalidades, e nem elle com a sua acticidade
e energa a tanto se abultara ; porm sim que se
achavam os olliciaes de justija e soldados pela frente
e pela retaguarda da mesma casa, disfarjados para
mjlliorniente prenderen] o dito vereador, como co-
nheceu-se logo com a retirada deste. Agora diga-me
o collega: nao confessou era sua correspondencia de
16demaio, inserta 110 Diario 11. 115 de 19 do mesmo
kmez, qae o subdelegado mandara prender com todas
as formalidades legaes a um individuo, e que os olli-
ciaes de justija e soldados se postaran) perto do
quartcl para eflectuarcm a diligencia '.' Nao sabe o
collega, qne o qurlel he contiguo a casa da cmara,
{> individuo que queriam prender era um vereador,
que se achava comos.companlieiros cm sessao? Mais
adianto diz o. collega, qae evadi.lo-se o lal vereador
iionium soldado seminen Quando sabemos, sem
que se nos conteste, que o Mercurio da diligencia fi-
cou lodo afadigado para agarrar a preza, pensando
que ella eslivesso om alguma das casas contiguas,
mandando logo avisar a seu meu!or subdelegado, que
immediatamenle veio com lodo o seu apparato poli-
cial, e varejn as casas da mmediajao daquella em
ue tinha entrado o vereador. E nessa occasiao in-
a se achavam os quatro vereadores restantes na casa
da cmara. Nao foi um acto arbitrario desse subde-
legado, nao houvo um cerco ficticio, ou disfarjado,
um insulto feito cmara? Ah collega,conlesse-se
vencido. Tanto foi um insulto manifest, que o po-
vo desta cidade propalava na referida occasiao que
a casa da cmara eslava cercada; entretanto a cma-
ra com loda a circumspecjao narrou o faci exacta-
mente como se deu, e o digno collega o confessou.
Nao podia o presidente dh enmara o Sr. coronel
Ferraz assignar a represenlajao, que foi feitaem urna
sessao extraordinaria, convocada por elle mesmo; en-
tretanto nesse di negocios familiares o linliam chaj
mado essa cidade do Recife, nao se tendo feito essa
representaran na sessao em que se dea o coaflicto em
razo da falla desse vereador, que com saa ausencia
deixou o numero incompleto para poder a cmara
deliberar, e nao queira o Victoriense por tao boas
maneiras insinuar ao publico de que o referido coro-
nel reprovos a dita represenlajao por calumniosa,
pois que o mesmo coronel est-promplo a sustentar
a saa dignidade, demonstrando quaes os scusseuti-
menlos.
Urna coasa porm lem feito admirar mnila gen-
le, e he o ler querido o mesmo subdelegado deien-
der-se para com o Exm. presidente com attestados
dos mesmos vereadores, que assignaram a represen-
lajao. Risum lenealis, amici. Assim mesmo eon-
seguio de um delle a relrataro do que tinha assig-
nado-, emuito ufano de si mesmo sem duvida lera
enderecado ao Exm. presidente esse altestado como
obra prima nos novos eslylos da defeza, como o su-
pra summum da veracidade; foi unta lanja qae mel-
len em frica ; bastou um desdzer-se para ficarem
os outros de mentirosos na fraseologa do faceto Vic-
toriense. Entretanto para esse subdelegado enfeitar
meihor o ramal hele de sua defeza, devera ter ajuma-
do o atteslado mui lacnico de um otro vereador,
bem como relatar o que Se passou enlre S- S., e en-
tro vereador da Lagoa do Barro, quem quera ar-
rancar contra a sua convicj.lo urna confissao escrip-
ia, que nada menos era que infamar a honra desse-
cidadaoquinquagenario, cujascaasnao respeilou o
bello subdelegado. Quem duvidar, converse corado
mesmo vereador : eu fallo serio, nao he com eraras.
Mas eu qnizera que o Victoriense fallasse- com o
vereador que rcjratou-se, porque convencer-se-
'liia a que poni pode chegar o genio daquelle
quem defende, o qual por um meio o mais indigno
arrancn de um homem, impotente para resistir a
sua fereza, urna confissao que o lem feito andar en-
vergonhado, e al consta que mqdou-se desta cida-
de ; iudagae o Victoriense... Se esse vereador li-
vesse acoragcui precisa para repellir urna anteara]
lao forte, amis retractara nm acto seu, lodo volun-
tario, e de acrordo com suas convicjOes ; pois que
mesmo depois dessa retractarlo tem elle declarado
qoe a verdade esl opprmida. Nao so deve abusar
Unto da fraqueza de um homem, prevalecen lo-se
da superioridade ; nao sao incautos, quem o Sr.
subdelegado illude, he e povo desta Cidade da Vic-
toria qne esl alerta para indagar os fados, que
algum dia o bao de fazer baquear do seu mando, e
enlao 11111 clntveiro de imprecarles cahirsobreS.S...
entan SS. conhcccr as suas njuslijas.
A estupenda descoherta qne fez o Ilustre Viclori-
eoso do' parentesco, compadresco, cunhadesco etc.
era nossa cmara pasma ao maior observador, do
mundo : mesmo o grande Ncwlon tirara maravi-
lhado; esl decfrado o enigma, e corlado o n sor-
dio pela rutilante espada do novo hroe ; a cmara
nao pode maisdefender-se de quanlss arbitrarieda-
des queira commetter esse subdelegado contra ella,
por que he composta de compadres, cunhados, tos,
e sobrinhos. De tanto nao saberia eu, se nao viesse
morar nesta cidade, por meas neceados, em lempo
desse hornera, que hoje he tido como o mais aclico
e enrgico subdelegado... Tmpora mutanlur, el
nos mulamur in illis.
Porm, Sr. Victoriense, com a saa fina pendraran
descubra qual o parentesco que ha entra'os seis verea-
dores signatarios da represenlajao; inslroa-sc com o
genealgico S... que muito Ihe pode ajudar.
Agora duas palavras em favor daquelle, cujo no-
me o Victoriense nao quiz publicar,.agnardando-se
para quando fosso essa praja. He publico e o-
lorio uesla cidade o facto horrendo c execrando pra-
ticado inillo tempore ; entretanto essesubdelegado,
que nao o he de hoje, tao jslicero cmo he, con-
senta que o seu autor andasse de publico por esta
mesma cidade sem nunca, merecer a allenran da po-
lica, e presentemente tenha-se prestado ao manejo
vil de inimigos Iraijoeiros, satisfa/.endo mais seu de-
sejo de vinganja. Pois bem : se he publico e no-
torio, nao nao de faltar leslcmiinhas que em refe-
rencia ao dito de um calumniador proVem exube-
rantemente o que quizerem. e j est delineado em
sua imaginaj.lo ; mas atienda hem, Sr. subdelegado,
que a sorte dessa infeliz victima nao depende s da
sua mao ; quando ella se oflerecer em holocausto
sua ira intlammada, una rollo poderosa a salvar, e
ser a mesma que salvou a Isaac, quando seu pai
Abrahan o quiz sacrificar. Deus tuper omnia. Me-
dite o integerrimo subdelegado em certos boatos
que a vo/. publica propala, e tome primeiro'o sei
fundamento ; senao... ella lambem tem-se necupa
D. K.
2 svl.
J. R.
137:122*607
11:9499221
149:071-5828
blico, mai penliornd ficara' ainda, com
mais esta prova de benevolencia e prc-
te.a;ao. O Mendes espera que este reque-
rimento seja despachado satisfactoria-
mente.
AVISOS martimos.
reparlirao das obras publicas com antecedencia de
30 das, o oa fixo em que lem de dar principio
Cxccurao das obras, assim como Irabalhar seguida-
mente durante 15 dias, afim de que possa o enge-
nheiro encarregado da obra, assislir aos primsiros
Irabalhos.
5. Para tudo o mais que nao estiver especificado
as presentes clausulas, seguir-se-ha o que determi-
na a lei provincial n 286 de 17 de mao de 1854.
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira d'An-
nunciacao.
O ijlra. Sr. inspector da lliesouraria provin-
cial, em cumprmenlo da rosolucSo da junta da fa-
zenda da mesma lliesouraria, manda fazer pqjilico,
que nos dias 26, 27 e 28 do corrente se ha de arre-
malar a qncm por menos fizer, as mpressOes dos
Irabalhos das diversas repartijoes publicas provinci-
aes avaliadas em ris, 3:6008000.
A arrematajo ser feita por lempo de um anno, a
contar do 1.a de julho prximo vindouro ao funde
junho de 1855.
As pessoas que se propozerem esta arrematajo
comparejam na sala das sesses da mesma jiinla nos
diasacima indicados, pelo meio da, compctenlcmete
habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernam-
buco 14 de junho de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira d"Annunciai;Uo.
_ O Illm. Sr. inspector da lliesouraria provin-
cial, em cumprmenlo da resolujao da junta da fa-
zo n Ja, manda fazer publico, que nos das. 26, 27 c
28 dn correle peranlc a mesma junta, se ha de ar-
rematar a quem por menos fizer o forneciraeuto dos
medicamentos e ulencilos para a enfermara da ca-
deiii desta cidade, por lempo de um anno, contar do
I.- de julho prximo vindouro a 30 de junho de
1855.
As pessoas que se propozerem a esta arrematajo
comparejam na sala das sessoes da mesma junta nos
dias cima declarados, pelo meio da, competente-
mente habilitadas, que ahi Ihe serao prsenles o for-
mulario e condijOes d'arremaijao.
E para constar se mandn all x aro presente e pu-
b'secreUria7darh'esourara provincial de Pernarfl.| Antonio de AlmeidGorne,& Companhia,
_ Para o Aracaty segu no -dia 20 do corrente o
hale Parahibano ; recebe carga e .passageiros ,
trata-so com Caelano Cyriaco da C. M., ao lado do
Corpo Sanio, loja n. 25.
RIO DE JANEIRO.
Segu mpreterivelmhte na presente
semana o muito velciro e superior brigue
nacional Damao, ainda pod receber
alguma carga, escravos a fete e passagei-
ros, olFerecndo a estes xcellents com-
modos, que podem ser examinados: tra-
ta-se com Machado & Pinbeiro na ra do
Vigario n. 19, segundo aodar, oucomo
capitao Cleto Marcelino Gomes da Silva
na praca do Commercio.
Para o Riode Janeiro sabe com
mutii brevidade o brigue Sagitario,
de primeira classe, o qual ja' lem 1 maior
parte do crregamento engajado ; para
o restante, passageiros e escravos, trata-se
com o consignatario Manoel Francisco da
Silva Catrico, ra do Collegio n. 17, se-
gundo andar, ou com o capitao a bordo.
Para o Para' segtie uestes dias a es-
cuna nacional Titania: para o resto
da carga trata-se com os consignatarios
S. Jo5o.
Faz-se bolo de baca muito bem feito e lambem
divindade c inclez, para S. Joao, na mesma casa en-
feila-se ricas bandejas de armacHo multo modernas,
e lambem razas a 109 e a 8 rs., e oulras coasas pro-
prias para presentes, no oitao do Terjo n. 9.
Contiouam fgidos desde feveroiro de 1851 os
escravos Joaquim Camundongo, de 28 a 30 anoosde
idado, Antonio Congo, de 50 annos, e Antonia criou-
la, de 38 a 40 annos deidade, pertencenlesa Manoel
Joaquim Lamas; quem os apprehender ou dellesder
noticia, dirija-se a seu procarador oa ra da Cadeia
Velha n. 33. ,
J. Kern faz'urna viagem a Europa, e dorante
a sua ausencia, fica por seu procurador o Sr. Joliao
Tegelmeyer..
LOTERA DA MATRIZ DA BOA-VISTA
AOS 10:000. 4:000$ E l:000jf000 r.
O cautclisla Salnsliano de Aqoioo Ferreira avi-
sa ao respeilavel publico, que as rodas da mesma lo-
tera, tem o seo impreterivel andamento no dia 14
de julho do correte, em virlude do annuncio publi-
cado no Diario de Pernambuco de 8 de juoho n.
131, pelo thesourero o Sr. Francisco Antonio de..
Oliveira. Os seus afortunados bilheles e cautelas es-
tilo cxposlos venda as lojas segoioles: roa da Ca-
deia do Recife,n. 45, de Jos Fortunato dos Santos*
Porto ; ha praja da Independencia n. 4, de Fortu-
nato Pereira da Funseca Bastos, ns. 37 e 39, de An-
tonio Augusto dos Santos Porto ; ra do Quema-
do n. 44, loja de fazendas de Bernardino Jos Mon-
leiro & C.; roa do Livamenlo botica de Francisco
Antonio'das Chagas ; rua do Cbug botica de Mo-
rera & Fragoso ; roa Nova n. 16, loja de fazendas
d Jos Luiz Pereira & Filho; Boa-Vista loja de ce-
ra de Pedro Ignacio Baptlsta. Paga sob sua respon-
sabilidade os tres premios grandes sem o descont de
8 por cento dn imposto geral.

Bilheles' 119000 10:0009000
Meios 59500 5:0009000
Quartos 2*300 2:5009000
Decimos 19300 1:0009000
Vigsimos 700 5009000
19:5379633
1:8499843
Exportacao'.
Liverpool com escala pelo Cear, barca iogleza
P'aiparaiiu, de 4C6 toneladas, condozo o seguin-
te : 2,100 saceos e 4 caixas com 10,740 arrobas do
assuear, 161 saccas com 865 arrobas e 13 libras de
algodao, 1 caixinha doce..
Falmoul, patacho, inglez' l.ight ofthe Harem, de
262 toneladas, condnzo o seguinte : 3,365 saceos
com 16,825 arrobas de assuear.
Parahiha, hiato nacional Tres rmaos, de 31 to-
neladas, conduzio o seguinle : 602 volutncs gene-
ros diversos.
UECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMIICO.
Rendimento do dia 17......5629690
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do da la 16 22:891J270
dem do dia 17 .'.......1:9449694
24:8359964
PRACA DO RECIFE 17 DE JNI10 DE 1854, AS
3 HORAS. DA TARDE.
Revista semanal.
Cambios- Sacoo-se sobre Londres a 26 y,
26 3|4, 26 5)8 e 27.porm a maior
parle das letras foram negociadas a
26 3)4.
Algodao- Enirararn nicamente 146 saccas,
e os prejos nao sofireram alte-
rarlo.
Assuear----------Ha poneos compradores, e estes
mesmos oflerecem prejos maisbai-
xos; havendo porm pouco no
mercado, os vendedores quercm
conservar os prejos anlcccdenles.
Couros-------------Sem alteraran.
Breu--------------Vcndeu-se 69 por barril.
Bacalho---------O consumo lem sido limitado, re-
lalliando-se de 109 a 119 por bar-
rica. Exislcm cm ser 5,600 bar-
ricas.
Bolachinhas- Vendcram-se a 49 por barrqui-
nha.
Carne secca- A do Rio Grande do Sul vnden-
se de 39500 a 399OO por arroba,
e ha em ser 40,000 arrobas, inclu-
sive um carregamentn- chegado
hoje. Tambera entrn hoje om
pequeo carregamentn de Monte-
vdeo, qoe anda est intacto.
Carvao de pedra- Vendeu-se de 12J600 a 139 po
tonelada.
Farinha de trigo- Ha em primeira miio 100 barricas
de Philadelphia, 300 de Fontana
e 100 saceos de Valparaizo; tendo
entrado*nesla semana KM) barricas
vindas de Lisboa que foi vendida
279500. Rctalhou-sea289ade
Philadelphia, a 309a de Fontana,
e o 269 por seis arrobas da de Val-
paraizo.
Garrafes- Venderam-se n IScmpalhados.
Oleo de linhaja- Ha falla.
Vinhos ----- Veoderam-sc os de Lisboa de 2709
a 3009 por pipa, de 2509 a 2609
o da Figoeira, c a 2009 o do Es-
treito.
Velas de comp. dem de 680 a 700 rs. por libra.
Descont O banco descontou letras de 7 a
10 por % ao aune, c os particula-
res de 6 a 8.
Frotes ----- EslSo em completa apalbia, e
.consta que Iionve olleras para o
Canal a 30qoe nao foi aceito ;
e ao fazermos esta revista falla-se
em um fretameoto para o dito a
40-
Existem no porto 47 embarcacoes, a saber ti ame-
ricana, 1 .argentina, 32 brasileiras, 3 francezas, 1
hamburgueza, 2 hespanholas, 5 iogtezas, e 2 porlu-
guezas.
boco 14 de junho de 1854. "O secretario,
Antonio Ferreira tAnnunciacao.
Ignacio Jos Pinto, fiscal da freguezia da Boa-
Hita desta cidade.
Faro publico, para odevdo conhecimenlodelodos
a quemjptercssar possa, asdisposijes dosarts. abai-
xo IrauSiiplos das posturas muuicipaes em vigor.
Titulo 3.-
Art. 1.- Os. proprietaros de terrenos em que fi-i
carem represadasas aguas provenientes das cuchantes
das mares, serao obrigados atterra-los, ou esgola-
los de modo que as aguas nao Iiquem estagnadas :
os infractores serao multados em 259000 rs., o fica-
rao sujeitos a pagar as despezas que a cmara mu-
nicipal fizer com o esgotameuto das ditasaguas.
Arl. 2.- Os proprietaros dos predios orbapos de-
veran dar expedijao as aguas das rhv.is que se ac-
cumularem em seus quintaes, fazendo sumidoaros
cobertos com- ralos, mas nunca abrirao caos que
despejem para a rua ; paciendo, para evitar isto,
fazer sumidouros' as ras: os infractores solVrero
as penas do art. antecedente. A 03 ao
A cantara municipal marcar um prazo em que ga ira
dever ser feita esta obra.
Titulo 6.
Art. 6.* Fica prohibido dentro da cidade o oso
de rnqoeiras, bombas e fogo Solt (buscap) : os in-
fractores sero multados cm 109000rs., e soffrerao
dous das de pnsao. A cmara municipal, por edi-
taos designar os logares em que se possam soltar
os buscaps, roqueiras o bombas de que trata este
artigo.
E para qOe nao appareja ignorancia sobre seme-
lhantes disposijoes, lavrei o presente qu ser publi-
cado pelo Diario.Freguezia da Boa-Vista 17 de
junho de 1854.O fiscal.Iqnacio Jos Pinto.
DECLARADO ES.
Real companhia de paquetes inglezes a
vapor.
No dia 20 deste mez
espera-se do sul o vapor
a Severo commanda li-
te Hast, o qoal depois
da demora do costume,
seguir para a Europa: para passageiros, trata-se
com os agentes Adamson Ilowe & Companhia* rua
do Trapiche Novo 0.42.
Administrarao do patrimonio dos-or-'
pintos.
Peranle a admnistrajSo do patrimonio dos or-
phoos se ha de arrematar a quem por menos Oler o
fornecimenlo dos medicamentos para o collegio dos
orphaos por lempo de um anno, que ha de ler prin-
cipio do 1. de julho prximo uluro ao Om de juoho
de 1855: as pessoas que se (ropo/.orem fazer o di-
to fornecimenlo podcrO comparecer na casa das
sessoes da mesma administrarao nos dias 16, 23 e
30 do corrente mez pelas 12 horas da ruanhaa.Se-
cretaria da admnistrajao do patrimonio dos or-
phaos, 9 de juoho de 1854,Antonio Jos de Oli-
veira.
Companhia. brasilea de paquetes de
vapor.
Fca designado d'ora em diante o da da chegada
dos vapores a osle porto, pura se engajr a carga ou
encoinmendasque se poder receber: at o meio-dia
seguinte deverao os remetientes ler acabado os seos
embarques, e a essa hora apresenlarao os despachos
n agencia legalinenle formalisados, como exige o
consulado geral, para a organisajito dos manifeslos
qae deven) acompanhar o paquete. Por carga fica
entendido, ser os objertos sjenos a djreitos, e por
na rua do Trapiche Novo n. 16, segundo
andar.
PARA'.
Escuna Sociedade Feliz, capitao e ortico Joa-
quim AulouioGonjalves Santos, segu no dia 25 do
rdfrenle: para o resto da carga e passageiros traa-
se com Caetaiui Cyriaco da C. M. ao lado do Corpo
Santo, loja n. 25.
ARACATY. i
Patacho Sania Cruz, segu nb da 30 do cor-
rente, recebe carga e paseaeeiros; trata-se com Cy-
riaco da C. M., ao lado do Corpo Santo, loja n. 25.
Para Lisboa segu viagem imprcterivelmenle
al 11 do prximo mez de julho, a barca portusue-
zn Cralidao: quem na, mesma quizer carrecar ou
r de passagem, para oqueJem superiores commo-
dos, entenda-se com os consignatarios Thomaz de
Acjuno Fortseca & Filho na rua do Vigario n. 19
primeiro andar, ou com o.capitao Antonio Alves
Pedrozo, na praja.
Para o Cear segu, mpreteryelmente no da
corrente o hiato Castro : para o resto da car-
la-sc no escripferio de Domingos Alves Ma-
theus, na roa da Cruz o. 54.
LEILO'ES.
Quinla-feira 22 do cor-
rente, o agente Borja,
far lello em seo r-
mazem, roa do Collegio
11. 14, as 10 horas em
ponto, de om grande e
variado sorlimenln de
obras de marrineria e
de oulros muitos objec-
; do mesmo. c 1 cavallo de es-
tribara muito gordo com lodos os andares ; sem li-
mito. '
O Dr. Viceole Pereira do Reno far leilapor
nlervencflo do agente Vctor, de lodos os livros que
foram do finado Dr. Jos Francisco di Paiva, na roa
do Collegio n. 8, primeiro andar, quarla-feira 22 corrente as 10 !/ horas da manha.
Quarla-feira 21 do corrente, o agento A'iclor
far lelo no sen armazcm.rua da Cruz n. 25, as 10
X horas da manha, de diversas obras de marcine-
ria, ndVas e usadas de difierenles. qualid^des, relo-
gios de ouro, e prala com tranceln) para alcbeira,
diversas obras de prala de lei, e outros muitos ob-
jeclos qoe cstarao a amostra n dia do lelo.
R
DE OURO.
O abaixo assigoados, doons da nova loja de
ourives daroado Cabug n. 11, confronte ao
paleo da matriz e roa Nova, frauqoeiam ao
publico em geral um bello e variado sertt,
ment de obras de ouro de muitobons gos-|
los e prejos qoe nao desagradarSo a quem
: queira comprar ; os mesmos se obrgam por
! qualqoer obra que venderem a passar orna
conta com responsabilidade, especiScando a
qualidade d ouro de 14 00 18 quilates, fi-
cando assim sujeitos por qualqoer duvida qne
jtfapparecer.Sera fo^ & Irmio.
MOVIMENTO DO PORTO.
AVISOS DIVERSOS.
-r OSr.'Jos Joaquim de Oliveira, mande resa-
ber 2 annos do foro vencido hontem, 18 do correnl,
do sitio da estrada dos Remedio. A abaixo assignada
chama a todos das suas propriedadesquesao foreiras,
v.1o receber na sua morada rna do Livramento n. 6,
segundo andar.Joaquina Mara Pereira Vianna.
Furtaram doedgenho Uuararapes, na noite de
15 para 16 do corrente, dous cavarlos, -um rodado
qoasi rosso, um pooco pequeo, novo, bem' ardigo,
anda de passo ate meio, com crinas e cauda ripada
de fresco: o ontro alasao quasi caxito, velho, secco
sem andares, e lambem muito ardigo. O rodado es-
l gordo, co a!asto magro, sao ambos quasi do mes-
mo lamanho.
,, : Na rua Di re la n. 33 ao pe da botica, faz-sc bo-
los chamados de S. Joo, m,uilo bem feilos o bonitos
modelos enfeilados, com ramos, flores, figuras de al-
finins, crim loda perreijao, ta'mbem se fazem bande-
jas com bolinhos para ch, bo-lo francez, doces sec-
eos e de calda, dilos de ovos, arroz de leite, pao-de-
'Desappareceu no dia 22 de mato do corrente ,
anno o preto Manuel, de narao Caeange, de idade 40
annos, pouco mais ou menos, o qual tem o appellido
de Mazanza por se fingir mnilo mole, altara regu-
lar, cor nao muito prela, falla muilo descancada, e
quando falla he com ar de riso, quando anda inclina
um pouco os joelhos para danle, e lem por baixo de
om delles um carosso c algumas marras de feridas
pelas costas ; levou toda a roupa de seu uso, e entre
ella 2 camisas de ruadapoiao e algumas de algodao-
zinhojconi remendos,' 1 calca e 1 jaqueta de ris-
cado, sendo aquella um tanto curta, 1 collete de se-
tim prclo osadof ceroulas de algodao grosso, chapeo
de seda-preta bastante osado e 1 cmia de bala en-
carnada, velha e bailante comprida, trasto qne elle
gosta muilo trazer no lempo de invern. Bate escra-
vo j foi do sertao e presume-sc quo tenfia sido se-
ijuzido por oulros ou por algaem, e que segui-se
para o centro ou para o sertao : rega-se, portanto, a
lodas as autoridades e capilaea de campo hajam de
o apprehender e1eva-lo a seu legitimo senhor Ma-
noel da Silva Amorim, em Olinda, ladeira do Vara-
douro, ou i rua da Cadeia do Recife, loja n. 50, que
se pagaro lodas as despezas.
A arrematajo da taberna n. 93,das Cinco Pon-
las, Ocou transferida para segunda-feira 19 do cor-
rele, ao meio dia.
Desappareceu no da 15 do corrente mei o ne-
gro Eslevo, crioulo, rulo, eslatora baixa, magro,
representa ter 40 anuos, ponca barba, leo) sido es-
cravo do engenho do Sr. Antonio Loiz tionjalves
Ferreira; levou cal ja de algodao azol e camisa do
mesmo de lslra, e chapeo de palha: qoem o pegar,
leve-o i tas dos Marlyrios n. 22.
OOerece-se ama ama secca para casa de nunca
familia : quera precisar, pode ir na roa da* Trn-
cheiras n. 25, para tratar.
Alnga-sc o primeiro andar da rasa da roa da
Cruz n. 13, -proprio para escriploro ou eslabeleci-
menln estrangeiro ; a tratar na mesma easa.
Convda-se pelo presento a Jo3o Ferreira Lei-
te, qoe se presme estar actualmente ero Cariri-Ve-
lho, provincia da Paralaba, filho do velho Pedro
Ferreira Leite, hroes bem condecidos na comarca
de Bonito desta provincia, para que ven ha quanto
antes satisfazer a quaotia de rs. 2OO9OOO, constante
de urna letlra que aceitn no dia 7 de abril de cor-
rente anno, nsta comarca do Garantan, a prazo
de 23 das, em favor de qoem elle bem sabe : se o
nao fizer com brevidade se far publico lodo esse ne-
gocio, que he sobremodo dcstiroso ao dito Leite.
Piecisa-sc de urna ama .de leite : na ra do
larga do Rosario sobrado n. 26, primeiro andar. /

lo, jelcias de galinha, e de oulras substancias
A mesa reaedora da irmandade do Nossa Se-
cncommeudas. os pequeos volumes de producjSo nhora da Cooceijao da Igreja da ConnregacSo, avisa
nnrinuiit Wi.Iq A'j cihd'i Ai\ tciniila c/ntiDiila ma _-__ -, ..____nn j. ,li~ K 1,,,.,.-r,.;,i
Victoria 12 de junho.
Quando (actos de certa ordem absorvem a al ten jlo
publica de urna cidade, muito convem que sejam di-
lucidados com loda a clareza, afim de que a calam-
ina nao levante seu eolio altivo para suecumbir a ver-
dade ; para qae esta, se por Ventura opprimida{a
principio, possa finalmente romper essa lea urdida as
trovas por aquella com inalhas assas tracas para re-
sistir a evidencia desses mesmos fados ; e entan com'
aquelle seu podero a verdade se oslentar cm loda a
sua pureza, desmascarando a vil intriga desses ma-
chinadores infernaes. Assim, pois, do remanso da
par em que Icnho vivido, levanio-me em prol da nos-
sa cmara municipal pelas invectivas que se Ihe tem
laucado com o fim de desabona-la pernote a primei-
ra auloridade da provincia, em Virlude de urna re-
presenlajao dirigida pela mesma.cmara aoExm. Sr.
presidente contra o subdelegado do primeiro distric-
to desla cidade; e o que he mais de admirar, qne se-
ja o Victoriense quem lenha lanjado essas invectivas,
sendo a sua missao de correspondente narrar os Tactos
occorridns sem procurar excitar odios; e como se le-
nha tornado exlrcnuo defensor desse sohdeiegado,
nao se deve agaslar que um pobre malulo sem luzes,
aventure algnmas reOexOes, tendentes a mostrar
quanto o collega esl engaado as proposijOes qoe
tem avan jado, sem duvida por s ouvir, como oulros,
as doceis palavras do mesmo subdelegado, o qual j
de anlemito conla com a victoria sobre ama corpora-
jao to poderosa, sem que o Exm. Sr. presidente te-
nha deliberado alguma cousa a respeilo. Ser al-
guma varlnha deeondSo?...
Antes porm de refularmos semelhanles arguices,
tomamos a liberdade de pedir ao Exm. Sr. presiden-
te da provincia qae medite com loda a placidez de
do de S.S., e limito... Adianto com a possivel
presteza esse processo, afim de poder ser submcllido
ao julgamenlo ; o jury brese no dia 17 de julho,
tomos lempo sufiletente.
Para locar nos muitos pontos das diversas corres-
pondencias que tem sahidoltimamente, enfadotiho
me tornara, se ja o uSo lenlio sido ; deixarei de
parte todas essas ninharias, nao podendo esque-
cer-me de urna fallada chloroformisajao, dirci ao
Victoriense que nutras de maior quilate lem havido
sem que cause espanto, sem duvida porque nao tem
chegado aosouvidosdo collega, quem pejo que
nao me tome' por inmigo ; antes como amigo Ihe
quero dar um conselho, que o lomar, se quizer.
Nao se conspire tanto contra a nossa cmara muni-
cipal ; ouja lambem aquelles que a defendem para
poder fallar com mais imparcialidade c com fleug-
ma ; ha militas pessoas sensatas nesla cidade, disnas
de screm consultalas,pelos respeilos e considerajoes
que mercceni por suas nobres qualidades. Nao pen-
se que en me lenha arvorado em segundo correspon-
dente desta roble, nao sei mesmo se pegarci mais
na peona, porque lenho esfriado com o indifleren-
lismo que rc(ina por aqui, qne scudo hoje vespera do
rhilagrosoS. Antonio, nao tria appareciilo essas fes-
tas tao pomposas, como em lempos mais felzes ja
gozamos ; apenas d vez cm quando oujo uns ri-
bombos de ranhao para um lado da cidade, os quaes
me atroao os otividos no momento em que' escrevo
esta.
Tenha a bondade do inserir cm seu Diario estas
linhas, e quera perguntar-lhe quem eu sou, diga
que procure-me na Lagoa assigno. O segundo Vidrient.
Navios entrados no dia 17.
Rio Grande do Sul20 das, brigue braslero Ma-
fra, de 270 toneladas, capitn Jos Joaqaim Das
dos Prazeres, equiparan 14, carga carne secca ; a
Amorim Irmos. Passagcirn, Antonio Gomes
Coirabra.
Rio de Janeiro7 dias, hiale argentino Obligado,
de 140 toneladas, capitao l.otircnjo Carlos Niel-
son, cquipagem 9, carga carne secca ; a Araorim
rmeos.
Nato sahido no mesmo dia.
S. Fierre MarteniqueBarca franceza Joi, capi-
tao Haudel, em lastro.
Nato enlrado no dia 18.
Porl Adelaide*-76 dias, barca ingleza lient/al, de
582 toneladas,-capitn James Duncan, cquipaeem
20, carga laa, cobre e sebo ; ao capitao. Veio
refrescar o segu para Londres, com 17 passagei-
ros.
Navios sahidos no mesmo dia.
a_ ParalabaHiato brasileirO Trs Irmos, mostr
nacional. No-dia-da sahida do paquete somonte se
admltir passageiros e dinheiro a frele, e nada mais
sem excepjao alguma al duas horas autos da mar-
cada para a sahida do vapor. Recife^ rua do Trapi-
che o. 40, segundo andar, 13 de Janeiro do 1854.
Companhia de navegacao a vapor Luso-
Brasiieira.
Devendo sahir de Lis-
boa no dia 4 do correle
o primeiro vaso desla
eoinpauhia, o D. Mara
Segunda, dever aqui
chegar no dia 19, e depois de uma demora de 12 ho-
ras seguir para os portos da Rabia e Itio de Janeiro :
qoem quizer ir de passagem, ulilisando-se de Iflo
elegantenovo de primeira viageme rico vapor, e
pelos comraodos prejos abaixo. notados em inoeda
porlugueza, dirija-se ao infra scriplo, rua do Tra-
pichen..26. Manoel Duarle Rodrigues.
* 1> cmara 2* cmara 3a cmara
Para a Baha 229500 20S250 98000
Para O Ro de J. 459000 368000 18$000
Pela delegara do primeiro districto desle ter-
mo se faz publico que, no lugar de Apiparos, fora
appreheiidida a um homem a cavallo que se pode
evadir, .urna mnlatinha escrava, de nome Bufina,
menor, qae nao sabe declarar quem sejaseu senhor :
quem o tur compareja perante a mesma delega-
ca.
Por ordem do Exm. Sr. presidente da provin-
cia se faz publico, que esta abena a matricula da
aula de desenlio dol.yceu. Directora do Lyceu 17
de junho de 1854.O amanuense,
Hermenegildo Marcelino de Miranda.
que, era conseqnencia da mnila chuva, transfeiio a
festa do glorioso padre Santo Antonio para domingo
25 docoirente, e faz publico que no dia 24 desle
mez lera lugar na mesma igreja a festividade do
glorioso Sao Joo Baptisia, para o que convida a In-
dos os raos se dignem comparecer, sendo o pro-
sador da festa o Rvd.fiadre mestre prosador da ca-
pella imperial Joo Capislrano de Mendooja.
' Joao Bom de Capislrano, snbdito nrasileru re-
tlra-se para o Rio de Janeiro.
Aluga-se a sala dcfronle do primeiro andar do
sobrado n. 17, na rua da Cruz; qoem pretender di-
rija-se ao armazem n. 25 na mesma rna. *
. GABINETE PORTL'GUEZ DE LEITIIRA.
Por ordem da directora convoca-se o conselho de-
liberativo, ltimamente eleito, para a sua posse, no
dia 25 do corrale janho, a 1 hora da larde.O sr-
auiidu secretario, Manoel Ferreira de Souza Bar-
bosa.
Jos Dnarte do Souza, carga varios gneros. Pas-
sageiro, Manoel Arroda de Almeida.
AracatvHale brasilciro Dutdoto, mestre Joo
ltenrique de Almeida, carga varios geueros. Pas-
sageiros, Manoel Francisco da Cunha e Felisbno
Finia de Lima, Joo Cyriaco da Cosa Barbalho,
Jos Raymundo de Canralho, Antonio Scraphim
de Souza.
Jos Lopes Goimaraes, lendo encontrado
algumas pessoas com o mesmo nome, dei ora
em danle, para evitar equvocos, se assignar
por Jos Lopes Carneiro da Cunha.
EDITAES.
PIBLIC\(]\0 A PEDIDO.
CHARADAS.
Sou poderoso elemento
Por dol da nalurez'a
Nao sou vvente, e existo
Tenho do mondo a riqueza
De sote inuSas sou a ullima
Podendo ser a primeira,
Se te deres ao liabalho
Me adevinhareia na carreira.
1 Syl.
1
1- O Illm. Sr. inspector da lliesouraria provin-
cial, em cumprmenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 17 do corrente, manda fazer
publico, que no da 27 de julho prximo vindouro,
vai novamente praja para ser arrematado a quem
por meuos fizer, .a obra do ajudc na Villa Bella da
comarca de Pyc de Flores pelo novo orjamulo de
4:604?j(>00.
A ai -reina tajan sera feiln na forma dos arlgos 24
e 27da lei provincial n. 286 de 17 de mao de 1851,
e srtb as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta ai rematarn
comparejam na sala das sesses da mesma junta, no
dia cima declarado, pelo meio da, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente c pn-
blirar pelo Diario.
Secretara da lliesouraria provincial de Pernambu-
co 26 de maio de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira

Clausulas especiaes para a arrematarSo.
1. As obras deste acude serjlo lelas de conformi-
dade com as plaas e orcamcnlo apresentados ap-
provajao do Exra. Sr. presidente da provincia, na
importancia de4:6043600.
2.a Estas obras deverao principiar no prazo de
dous mezes. e serao concluidos no de dez mezes, a
contar conforme a lei provincial n. 286.
3 A importaocia desla arrematajo ser paga
em tres prestajoes da maneira seguinte: a primeira
dos dous quintos do valor total, quando liver con-
cluido a inciadc da obra; a segunda igual primei-
ra depois de lavrado o termo rfe recuuhecimeulo
provisorio; n a terceira finalmente- de um quinto de-
pois do recebinenlo definitivo.
4. O arrematante sera obrigado.. a commuDicar i
Recita em beneficio do actor
MENDES.
TERCA-FEIRA 20 DE JUNHO DE 1851.
Expectacnlo variado e todo Jocoso.
Em primeiro lugar a muilo engrajada comedia em
3 actos
REMLARD
Hespanlia.
Segue-se o lindo duelo, cantado pelo Sr. Montei-
ro o cSr. D. Gabriclla,
AS TROMBETINHAS.
Dar fim ao espectculo a muilo interessanle co-
media cm 2 actos,
A PRIMEIRA INFIDELIDADE
de
O beneficiado escolheu um espectculo todo jocoso
persuadido que muilo satisfar o publico, (que cm
geral gosta mais de rir do que chorar)de quem es-
pera a proteejao coslumada.
O Mendes, no sen beneficio.
Ha de ficar muito contente,
Pois espera da rapaziada
Uma grande e bella endiente.
Comerr.1 as 8 horas.
O Mendes transfera o seu beneficio
pelo justissiino motivo da copiosa chuva
que cabio na tarde e noite do dial-i;
por isso toga a todas as pessoas que lbe
iizeram a honra de aceitar os seus bilhe-
tes de os conservar para virem na ter-
ca-feira 20,-gozar do bello e divertido
espectculo, beneficiando aquelle que
sendo ja to grato para com t pu-
Aluga-se o segundo andar da casa
da rua estreita do Rosario n. 50, onde
morou o Illm. Sr. Dr. Jeronymo Vilella,
o qual he muito fresco e ten comuidos
para familia regular : a tratar com An-
tonio Jos Rodrigues de Souza Jnior,
na rua do Collegio n. 21, segundo andar.
Miguel Rodrigues Pinto da Rocha, portuguez,
retira-se para Portugal.
A 13 do correte desappareceu do silio do Meio,
enlre o engenho U-arap e ilha do Costa, o preto
Francisco, do gento de Angola, de idado qnarentae
tantos annos e ja pinta, com os sisnaes seguintcs :
estatura regular; nem grosso e nem muilo secco do
corpo, com lodos os denles da frenle, rosto com mar-
cas de bexlgas, nariz grosso, pes e pomas proporcio-
nados, mao srossa por ser caranguegcro, o lem a
falla alrapalhada ; o dito j esleve fgido ha 18 an-
nos, sabio cm 33 e enlrou pela porta denlro em
51, contando que andn pelo serbio vendido, e que
o Sr. veio para esta praja e o ventleu, e elle entao
fugio : qualqoer pessoa qoe o pegar, dirija-se mi-
nha casa, 110 sitio do Mein, que ser bem recompen-
sado.Jos Antonio de Sanl'Anna.
80 foguctes do ar por 500 rs.
Na rua Nbva, foja de ferragem n. 24 e HA, rere-
bcu-se um novo sorlimento de fogos de minias qua-
lidades, assim como fogueles do ar para meninos,
80 por 500 rs.
Precsa-se de orna ama para servir de portas
a denlro a doas pessoas, que saiba r.ozuhar e en-
sommar : a tratar na rua Dirci la n. 91, primeiro
andar do sobrado da quina do becco do Cergado.
No dia 16 do corrente perdeu-se um cordto de
ouro inferior com 2 ou 3 emendas, e uma cruz, na
calcada da rua das Cruzes, querendo chegar a osea-
da do sobrade do Sr. Francisco de Paula, qne volla
para a ruano Crespo: quem o acliou pode leva-lo ns
Cinco Ponas n. 42, que so pagar o achado.
Precisa-se do uma ama ede nina escrava : na
rua do Hospicio n. 17.
Desappareceu no dia 16 do corrente, pelas 3
horas da larde, do siodo padre meslre Joao Capis-
lrano do Mendonja, na Capunga, uma moler, cri-
oula, d nome Calharna, represents fer de idade 10
para II annos; levou vestido de chita branca com
ramagens azues, no p direilo falla^-lhc o dedo gran-
de ; levon mais um panacum ; dcsconfia-se, ter sido
fusl na : quem a pegar ou della der noticia ser ge-
nerosamente recompensado: na rua'Nova, sobrado
PASSA PORTE PARA PAI/.ES ESTRANGEIROS.
Na ruada Cadeia do Recjfo n. 3, primeiro andar,
lirara-se pnssaporles para os cslrangeiros que quize-
rem viajar dentro e fura do imperio : proinclte-se
promplidao e commodidade de proco.
Precisa-se de nm ama que saiba cozinhar e
fazer lodo o mais serv jo de una casa : no largo do
Terco 11. 27, segando andar.
Santa Cecilia.
A actual mesa regedora da irmandade de Santa
Cecilia, convida a todos os seus rmaos. comparece-
rem em mesa geral no dia 22 do corrente as 9 horas
da manlia, para dscussao do novo compromisso
que lem de reger dita irmandade.
Precisa-se saber onde existe o subdito portu-
guez Jos Mara Ribeiro, natural de Villa Real, rin-
do para esta provincia haou annos, afim de em-
pregr-sc no commercio; quem desle individuo sou-
ber noticias, queira dirieir-se ao consulado de Por-
tugal, na rua do Trapiche n. 6, para dar as' con ve-
veniente* informajoes.
BAZAR PERNAMBCANO,"
Os donos deste estabelecimeulo, avisam aos ;
seds freguezes e amigos, que tem para ven-
der bem em conta os objectos seguales : ri- \
eos diademas de tartaruga para traoja de se- !
nhora, vestidos para nojvas, chales de toquim i
verdadeiros bordados a matiz, ditos de seda, I
: leques de madripcrola mnilo ricos, romeiras i
de retroz bordadas, diale*.de dito dito, ber- i
tas brancas e pretas, liieos de lodas as quali-
dades, nao esquecendo os do verdadeiro li- ;
nho.qaepoucas vires seenconlram, meias de ;
' seda para homense senhoras, grvalas ameri- ;
I canas de selim maco, bonitos uniformes na-
i ra crian jas, lindos en tremeios bordados, len-
! eos de cambraia de linho bordados, selins
I de diversas cores, peilosde cambraeiLade li- '
i nho para camisas de homem, oolleles m coi- '
lies degraoadina de seda, cassolelas de orno
i para retratos, on para encerrar delicadas ma-
1 deiv de cabellos, e oulros muitos arlgos 1
que vistos pelos bons freguezes, nSo deixa-
rn de comprar.
No Bazar Pernambucano n. 33. ha para ven-
der o meihor papel pautado que lem vindo a este
mercado, proprio para mappas e relajos de guarda
nacional c tropa de tinha.
Precisa-se de uma prela escrava, que cezinhe e
faja lodo mais serv jo de orna casa de peqnena fa-
milia, paga-se bem: na rua da Cadeia do Recife
n. 23.
Qoem precisar de um peqoeno com pralica de
venda: dirija-se a na da Cadeia do Reciten. 23.
Quem precisar de uma prela escraaa que sabe
cozinhar, lavar e engommar perfeitameote.'para tra-
tar de homem snlleiro : dirija-se a ma do Senhor
liom-Jesua das Crioulas n. 7.
AVISO AO COMMEBCIO.
Manoel & Villao lem a honra*de participar aos
Srs. legistas, qoe se achara sempre na saa fabrica,
rua d> Cruz n. 50, um esplendido sorlimento de
chapeos de sol para homens e senhoras, tanto de
seda como de panno, s quaes vendeos-so em porjao
de uma duzia para cima, epor prejos mdicos.
O abaixo -assignado faz pnblico que nada de-
ve nesla cidade, nem fora della, por ler pago em
devalo lempo as suas lellras e cdnlas de Hvro; e
se houver alguem que fe julgoe eslsr em desem-
bolso, aprsenle o seu tilulo para ser pago vista.
Recife 16 de janho de 1854, Antonio Gomes Fu-
far.
Aluga-se uma prela para lodo servijo de casa
de familia, sendo de portas a dentro : qoem preci-
sar, dirija-se rua de Hortas defrtmte do becco de
S. Pedro h. 22.
O abaixo assignado por si e por parle de seus
rmaos Honorio Telles Fortado e JeaoTees Falla-
do, moradores lodos nesla comarca de Garantios,
previnem pelo presente ao publico desta provincia e
limilrophes, para que de nenlrama forma negocrem
com a madrasta dos mesmos, a Sra. Mara de San-
ta'Auna Leite Furtado, a respeilo do dominio de
uma esrrave parda, deflome Sabina, que se acha *m
pnifor da dita senhora, no valor de cuja escrava tora
os anniinciantcs suas cotas-partes, que em inventa-
rio por falleriinento do pai commum, Uiesoaube; e
para evitarcm qnalquer fraude ou prerexlo de igno-
rancia, fazem o prsenle. Villa de GaranhsasS de
junho de 18.ii.-Jo.se Telles Furtado.
O Dr. Jeronymo Vilella de Castro
Tavares, lente substituto da academia ju-
rdica de Olinda e advogado no foro desta
cidade, mudou a sua residencia e escripto-
rio deadvocacia para a rua da Gadeiado .
bairro de Santo Antonio,- casa n. 16, pri-
meiro andar, onde pode sef procurado
para os misteres de Sua prossao, todos
os dias uteisdas 10'horas da raanhaa as 4
e 111 ciada larde.
Offcrece-se uma mulher de boa conducta para
dirigir a casa de um homem selteiro, oa de poaca
familia, qne cose e engomma: na rua da Assnrop~
jJon.64.
Arrenda-se nm silio com bstanles arvoredos -
de fruclo, baixa de capim, viteiros, lerreoo para
pastagem de vccas e ontras vantagens, casa grande
cora sotSo, cozinha fra, senzala, estribaria, Sea-
cimbas, 1 dnsqaaes rom tanqne para bmlio : quem
pretender, dirija-se rua da Cadeia velha n. 59, on
aos Afogados, palco de N. S. da Paz, a faBarcom
Antonio Goncalves de Moraes.
Precisa-se de nm caixeiro de 13 a 14 annos,
ainda que lenha pouca pratica : na rua do Rosario
da Uoa-Visla n. 53.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-sc a' venda os bilhete da lote-
ra 43 do Monte Pi Geral, a qual deveria
correr a lo do presente, e as listas sees-
peram pelo vapor inglez no dia 20ou21;
os premios sao pagos a entrega das mes-
mas listas.

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DIARIO DE PERNAMBUCO, SEGUNDA FEIRA 19 DE JUNHO D 1854.
Precisa-te de um feilor paro engcnho : a fal-
lir no aterro da Boa-Visla, taberna de Joaquim
Coelho de Almeida n. 70.
No da 6 de maio prjimo pastado evndio-se
da casa do ahaiio assiguado urna escrava, crioula,
de Dome Sebastiana, de idade 40 anuo*, estatura re-
Desappareceu no dia 15 ilu crrenle ura negro
por nome Eustaquio, com os signa seguinles: cri-
oolo, deidade 23 a 24 anuos, bastante alto, muito
feio, cara chala, labios grossos, cabera malfeila, pea
apalhetadns, anih de vagar, falla baiio; levou caira
e camisa de algodAo azul, teni no eos da calja mar-
guiar, beicos grossos, tesla pequea; levou vestido ca e chales de chita prela, e mais outro vestido rxo : ve-o ao Manguinho, no primeiro sitio a direita, que
quem a apprehender c levar na ra das Convertidas! **r gratificado,
cata n. l:W, aer* hem recomnpn*ln CA*An ~ i.. i..n*_a r
cata n. 138, ser bem recompensado. Cidade da Pa- Alpga-se por preco commndo o segundo andar
rahiba 6 de janho de 1854./oo Jote de Medeirof. de um sobrado atraz do Iheatro de S. Francisco : a
'A abaixo assignada, viuv du'fallecido Aato- tratar com I.uiz Comes Ferreira, no Mondego.
nio de S LeiUo, faz cerlo aos devedores do seu ca-
sal, tanto da praca como os de fra, que de hoje em
diinte (era encarregado ao Sr. Jos Xavier Faustino
Hamos Jnior paratagenciar as cobrancas do mesmo
casal, bem como aulorisado-o a passar recibo de qui-
teo ou de qualqoer quantia que receber.
Anna Candida de S LeilSo.
-- A directora do collegio da ConceicSo, fondado
Cruz de Almas, uo sitio da Piedade, lembra a to-
das as peasoas que se dignaran) escolhe-lo para edu-
carlo de suas filhas, que no 1. de julho prximo vin-
douro se abre dito collegio, podendo duus dias an-
tes remetter-se o trastes exigidos pelos estellea. A
abertura do collegio se far das 5 horas da tarde em
t diante. As meninas que tiverem de entrar deverto
assislir a este acto, anda que tenliam.de voltar por
algum lempo para suas casas.
Constando que Estevao-Jos Paes
Barrete procura vender p seu engenho
Santo Estevao, sito na freguezia de Mu-
ribeca, faz-se publico que pende litigio
acercados limites do mesmo engenho com
o de Meguaipe de baixo ; e para que ne-
nhum comprador possa allegar ignoran-
cia, faz-se o presente.
Precisa-se de 2:5008000 a premio pelo tempo
de um anno, com o juro e a garanta que se con-
vencionar : na ra Direita n. 83 se indicar a pes-
soa que precisa.
Joaquim de Oliveira Maia, ubdilo porluguez,
retira-se para o Porto.
O CORRER) DE PAJEL"'.
Pede-se ao Sr, administrador geral do cnrreio.qe
lance suas vistas sobre a agencia de Villa-Helia, por-
que os estafetas chegam all sempre muitos dias de-
pon do que Ihes he marcado, e' fazem as vezes gen-
tilezas proprias a desacreditar esta importante via
de communicncSo, e prejudicar a correspondencia
poblicae a particular, sendo a causa principal disto
a iahabililafio em que se acha o mesmo agente para
moralisar os correios e polos em ordein.
Um prejudicado.
Precisa-te de um bom reslre de grammatica
da lingua nacional para ensinar a um menino em
, cata particular: na na Nova sobrado n. 69,-pri-
meiro andar.
D. Thereza Alexandrina de Souza Bandeira, jg
professora particular de primeiras lettras, eos-
B) aula os don ensinos de grammatica porlu-
8 cueza e msica havendo all mesmo um pia-
no destinado ao estudo das aprendizet: a
2 quem convier, dirija-se ao pateo do Paraizo
segundo andar unido 3 igreja.
Alusa-se por preco commodo o segundo andar
- .no sobrado atraz do Iheatro de S. Francisco
ar com l.niz Gomes Ferreira, no Mondego.
J. J. PACHECO.
NEW ANDELEGANTDAGUERREAN
GALLERY.
Piclures iaken at Ihis Esta-
blishment Warranted to give sa-
tisraction, n. 4, aterro da Boa-
Vista, terceiro floor, chrystalo-
lypo. Gallera enriquecida de
magnficos quadros dourados e
de alabastro, primorosas calas
e lindas cassolctas, alfineles e
anneis. Tiram-se retratos quer esteja o lempo claro
ou escuro. O respeitavel poblico he convidado vi-
sitar o estabelecimento, embora nao queira retratar-
se : aterro, da Boa-Vista n. 4, terceiro andar.
Deseja-se saber onde mora o Sr. Antonio Jos
de Freitas, natural de Portugal, que em 1838 mo-
rou no neceo da Gloria, na Boa-Vista : quem souber
dar noticia, dirija-se ra da Cruz do Recite n. 43.
ou annuncie por esta falla para ser procurado, que
se pagar a despeza do annuncio.
w uiu uuu iju se na ue auar no aia ~i oe maio di
1855 para a liquidarlo das referidas cautelas que ain
da existem pur pagar.
Aluga-se nina escolenle casa terrea e sobra-
do, enm lodos os commudos para quem liver (rata-
mente, contendo grandes salas, muitos qnartos, um
pequeo silio com arvoredos novos, bom jardim e
muito perto da cidade: a tratar na praca da Boa-
Visla, botica n. 22.
Manoel Gomes de rinjio, portuguez, retira-te
para a Baha.
Loteras da provincia. ^
O Ihesoureiro Francisco Amonio d'Oliveira, avNta
ao respeitavel publico, que acliam-se venda os bi-
llietes da 2. parle da 5. lotera da matriz da Boa-
.Vista, na Ihesouraria das tolertas desta provincia, na
roa do Collegio n. 15 ; na praca da Independencia
luja do Sr. Fortnalo, na. ra do Queimodo loja n.
10 do Sr. Luiz Antonio Pereira, na ra do Lrvra-
mcnlo botica do Sr. Cliagas, ena praca da Boa-Visla
loja de cera do Sr. Pedro Ignacio Baptista. O mesmo
Ihesoureiro, espera a eoadjovacjM-do respeitavel pu-
blico, e afflrma que no dia 14 de julho correrao im-
prelerivelmenle as rodas da sobredita lotoria.
Precisa-se de um feilor para um sitio perto
Andrade & l.eal tem para vender 400 tonela-
das de earvao do pedra de superiur qualidade, por
pre^o commodo ; nao s vendem por junto como
qualquer porcao, a vontade dos compradores : a Ira-
lar com os mesmos na ra Nova n. 27.'
O Dr. Lourenco Trigo de Lourciro pede a pes-
aos, que no dia 13 do correnle mez Ihe fez o espe-
cial favor de Ihe mandar entregar na casa da sua re-
sidencia, urna carta que de Macr-i llie dirigir, pelo
vapor chagado nesses dias, seu primo Possidonio
Mancio Ha Cunha, e em cujo dorso se liaacompa-
nha 4 lalascom dpce para a Illma. Sra. I). Umbeli-
na, que se sirva declarar por este Diario a casa da
sua residencia, para que o annunciante possa man-
dar basoar as ditas 4 latas, pois qoe Ihe perlencem.
Oflerece-se urna senhora de capacidade e de
boa familia para ensinar meninas em algum enge-
nho ou rasa particular, fra da praca, primeiras let-
tras, costurase bordar flores: quem a pretender, rii-
rija-se ra estrella do Rosario n. 12, primeiro
andar.
Jos V.ilentim da Silva, bem conhecido por
ensinar lalim ha 18 aunos, lembra a quem convier,
que a sua aula existe aberla na ra da Alegra, na
Boa-Vista n. 38, onde recebe por preco commodo
alumnos externos, pensionistas e meios pensionistas,
dando ptimo tratamenlo, e tendo os pensionistas
a vanlagem dc.alm do latim,aprenderem lambem o
francez sem que seus pais paguem mais cousa alau-
ma por este ensino. O professor adverle que elle
tem provisto passada pelo governo da provincia.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Aos 20:0005000.
Na casa Feliz dosquatro cantos da rna do Quei-
mado n. 20, foi vendido o n. 1269 da 18 lotera de
Niclheruy que tirou 4:0008000 ; rogase a quem o
IXltCCIllT' ma ilnnlii rmtl.. 1_ ____________
O padre Leonardo Antones Meira Heqriques,
mudou o seu escriplorio de advogado para a sua lar-
ga/do Rosario n. 26, no primeiro. andar do sobrado
da esquina para a do Cabug, defronte da loja do
Sr. Peres.
Francisco Antonic Pereira Braga, desejando li-
quidar seus debites, roga para este lim a seus ere-
dores o favor de enmparecerem no dia 26 do corren-
te as 11 horas Do hecco do Peixe-Frito por cima da
venda do Sr. Gabriel.
Quem annunciou ter para dar a premio 800)}
rs., com liypolheca em urna casa nesta praca, dri-
ja-se a ra Formosa n. 2. eahi se dir com quem so
trata. ^
Precisa-se de urna escrava para o scrvicn.de
urna rasa de pouca familia : na na do Hospicio 3"
casa nova direita depois de passar- o qnartel.
annus
tural
a 50
recido
quem
me
cravo
em
pram
beribe
-----------,,_-., ~.r..~.v..~-w....c, ^...t- w rrecisa-se oo um leuorpara um sino peno
turase vanos bordados, eslabelece em sua da praCa, que eotenda de plantacoes de sitio: na
m aula os doos ensillos de crammalica norlu- &t r,m m-j r,a.. a< ;c n ii i.;
ra da Cadeia do Rccife n. 54, loja.
Aluga-se urna prela crioula moca a sadia, que
sabe perfeilamente engommar, ensaboar, cozinhar e
fazer o servir.0 de urna casa de portas para dchlro :
a tratar na ra do aterro da Boa-Vista, sobrado nu-
mero 80.
(onni/iA*
WRT10S0 E SABIO PRELADO
0 CARDEAL PATRIARCHA DE LISBOA
Vao publicarse pela, primeira v*z as obras completas do virtuoso e sBbio prelado, o cardeal patriar-
de Lisboa, Saraiva de &. Luiz.
cha de Lisboa, Saraiva deS. Luiz.
O editor, herdeiro dos sen manuscriplos, enlcnden que prestara relevante servico as letlra nalrias.
colligindo e commuoicando pela impressao os trabalhos de um escriplor recente, que tanto nume alcan-
cnu, merecendo-o pela caslidade e elegancia do estvlo, pela importancia dos assomplos, e pelo fervoroso
culto das glorias nacionaes, amor e cuidado constante da sua vida patritica e ii.teilectoal.
Masmo quando os laros do sangue, e a gralidSo e saudade, devidas i memoria de um lio exiremoso e aZ i>^ a "k
desvelado, o nao obri8ass.m a empregar nesta edicao omalor esmero, a idea de adi.ar a, paginas daHt! SJt^JJc^ l,oa-V,s,a : a traUr com
(eratura contempornea com tilo vastas e inleressantes comnosicoes. (racadas as divira. Prnri 1 ^ Carneiro da Cunha.
leratur. contempornea com U,o Vasta, e inreressa'^ "^^^^^^^^^
o zeln, eredobrar a vigilancia. g^ @@
S. Luiz, urna parteacha-se anda indita, e he a maior: a outta S t. DENTISTA FRANCEZ.
saber humano, bastara para Ihe espertar o *n
Uos trabalhos do cardeal Saraiva de S. Luiz, urna parle acha-se anda inedla, e he a maior; a outea
enconlra-se dessiminada pelas memorias da academia real das sciencas, qual originariamente foi desti-
nada, ou corre avulsa em brochnras estampadas por ordem e i cusa da distinta corporacao, ou emfim vio
a luz em peridicos Iliterarios cuja publicaco cessou ha muito. O editor, para a reimp'resso e encorpo-
racao de lodos os escripia* na colleccao das obras completas, alcanjou a prompta acquiescencia da acade-
mia oas scieucias, que limbrou por este modo em ajuntar s antigs urna nova prova de consideradlo pelo
illuslrado tocio, qoe leve a hotira de ser seu vice-presidente lano lempo. ^
As obras completas do rabio prelado abrangem varrftas malerias, que por suas especialidades podemos
reduzr a tres classes pr.ncipaes:Memorias histricas e.chrouologicas-Memorias eesludos filologicos-e
raiscellaneascomposlas de noticias ecclesiaslicos, biographicasde alguns var^s notaveis porluguezes. e
emum de trabalhos acerca de objectos diplomticas, arcbcologico. e de muitos outros ramos. A nublica-
^"P1rinc,P'aralM'!^emorlsh,^or'cascoinpreliendendoo primeiro volume os esludos e ensaios so-
bre diflereutes pontos historeos m diversas pocas de Poriugal. Sugestivamente contimuirao a sabir os
seguinles, se a ediCaoobtiver a aceilacao que se lisonjear de merecer aos cultores das lettras e glorias
patnas, formando (qqanto pode calcular-te) ama serie de onze a doze tomos de oilavo francez. e 400 oa-
ginas de texto cada lomo. ^
icaoser acompanliadadeomjuio critico, escripto pelo Sr. L. A. Rebello da Silva, e de urna
conasa noticia da vida do distincto prelado, fela pelo editor Anlouiu Correia Caldeira.
Atsigoa-se para a colleccao complete no escriptorio de Novaes & C, ra do Trapiche n. 34, primei-
Precode cada volume por assignatura.......' laaoo rs, fortes
Avulto ................... 18920
neclara-se que o volume 0u volomes, que conliverem onsaio sobre alguns synonimos da lingua
ortnguezae osglosariose alguns outros trabalhos nao serao vendidos em separado.
PULiCAAO DO INSTITUTO HOMffiOPATHICO DO BRASIL.
THESOURO HOMOEOPATHICO
- ou
. YADEIECM DO HOMOPATHA.
Methodo connso, etero, e seguro de curar honimopathicameiile lunas as moleslias, que aflliaem a
especie, humana, e particularmente as moleslias que reinam no Brasil. PELO
A tad DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
h^^SSt^Z!^&**vi!'jan,e"e,c-e,c-quepoa--S--
Ecadet,mdrn,.br0.Chnra:POr: ; ....... 1080.J
FranriJV""nt tfo'nf^ a!*"* "" """"^recebereug *& casa do autor, ra f.
BOTICA CENTRAL HOMCEOPATHICA
l,-.-K!r-POfr'-Serfe,"! "a COra di,mo'es'w. em qno possua medicamentos verdadeiros, ou de
boa qualidade. Porisso, e como propagador da humeeopathia no norte, e iramediatamente interea n
em seus benelicos successos, lem o aulor do THESOURO HOBOEOPATBIM^^
sua inoiediala inapecslo.lodosos medicamentos, sendo incumbido desse (raballio o l.abil prmcuuco
IS^SL^STSS^J: ^ P" ^-^-."-.emcxeculado com ^f^T^
A efllcacia desles medicamentos he alicatada por lodos que os tem experimentado- elles nao nreei-
mo" ^ul!|S'oSr.e"'mmendaSO' bM" "'"-* a t0DU dund 9a"ira,u !*"?6. seus^i-
Urna carteira de 120 medicamentos da alia e baixa deluicSo em alobulos recom-
rT.d0,^HE5O^a) HM,9EOPATHlCO, acompanliadnaTa e de ~ma
eaixa de 12 vidros de tinturas indispensajras.....
Ojia'de96medic*nentosacompanhada da ohrae de8vidrosde tinturas
Dlla deeopnncipaes medicamentos recommendados especialmente na obra, e' com
urna cana de 6 vidros de tinturas .
Dita de 48 ditos ditos.......'.'.'"''
Hila de 36 ditos acompanhada de 4 vidros de Untaras. '. '
Dita de 30 ditos, e 3 vidros de tinturas. ....
DU de 24 ditos ditos.......!'"'.* "
Bita de 24 Jubos pequeos com a obra e 2 vidros de lin'luras!
Tubos avulsos grandes. ...".... "
o pequeos......'.'. ....
Cada vidro de tintura. "... '"*.' "".-*
dissims! a-M,,uaes<>ucr 'nin,eodasdemedic'araenlosem .maior promptid'jo, e'por precoTcortmo-
Vende-se o tratado de FEBRE AMARELLA pelo Dr. L. de C. Carreira oor osnnn
Ra de S.Francisco (Mundo Novo) n. 68-A. ""reir, por. 29000
Ur. Joao Honorio Bezerra de Mcnezes, ^
termado em meJicina pela faculdade da Ba- 9
W hw, offerecftseus prestimos ao respeitavel pu- $
blico dcsta capital, podendo ser procurado a
9 qualquer hura em sua casa ra Nova n. 19,
@ segundo andar: o mesmo se presta a curar A
9 gratuitamente aos pobres. ft
Necessila-se saber de alguma pessoa que tenh
relacOes para o rio do Fogo, lugar perlencenle a pro-
vincia do Rio Grande do Norte: a procurar nesta
praca na roa do Vinario n. 10. .
Joaquim Rodrigues Duarle vai a Portugal, le-
vando em sua companhia seu lilho de menor idade.
No engenho Velho da comarca do Cabo preci-
sa-se de um lavrador que penle canna para 6"K)a 800
paes de assucar : quem estiver tiestas circumstancias
dirija-se ao mesmo engenho, ou nesta cidade ra da
Aurora casa n. 34.
Aluga-se urna casa terrea com bastantes com-
modps para urna grande familia, sita na ra da Uniao
na Boa-Vista : a tratar na ra da Aurora n. 26,1
andar.
Offerece-senm rapaz para caixeiro de taberna,
com bastante pratica, o qual d fiadora sua conduc-
la :/..q',era P1*0'931, dirija-se ra de S. Francisco
n. 68.
Alnga-se urna casa terrea por9S000 rs.'men-
saes, na Soledade n. 27 : a tratar na ra da Aurora
n. 26, 1 andar.
. Ainda est para te alagar, e por um preso ra-
zoayel, a casa nova de grandes commodos, da ra
1009000
90JW00
608000
5OS00O
409000
339000
3O90OO
209000
I90OO
8500
29000
CONSULTORIO DOS POBRES.
25 BTJA DO COLLEGIO 1
,. Dr: I>- A*. Lobo MoCOI consultas homeopalhicas todos os dias aos nnh-.il j j n t
manhaa ate o me.o dia, e em casos extraordinarios a qualquer Iwr. do dia o nffto* 9 hraS da
Ollerece-se igualmente para praticar qualquer operario de cirurcia, c acuili nmmnl, .
quer rMhe^que esteja mal de parto, e cujascircumstancL nao pernf.tt'am pagar ao^raXo" qDa'"
m mmm m dr. p. a. loso jioscozo
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDER O SEGUINTE:
Manual completo do Dr. G. H. Jal.r, traduzido em porluguez nelo r Mosrn,n ,i
volumes encadernados em dons :......\t ur< MOS>"K>f qualro
Esta obra, a mais importante de tedas as aun Imlam ,l\ i,n.*.^.ii!i.* "...... 209000
quizerem expeaimentar a 'dou.rina de Hahoemann, Z^ s nrlrio c^T ",dSJ9 medCOS <>"e
mesma: inlerea a lodosos senhores de engenho e' tezende rmTe ~Z CUT' d" Ve'da'10 d"
eos: loleressa a lodos os capites de navio, que nao podem deka? nmf.^ B 1* fCcur,0, ',0' raedi-
acndlr a qualquer incommodo seu onde seus IripolEnteT e bm-mT, fu! "'" r" ,er preriSil ,le
ZZTZT"*1*que Mm *empre podem *r prevenida'- **^^S^*?!$l
"E^^^** b'a Vlmenreu,,, U pasque se
triodos termos de medicina, cirnrgia, nnalomia, pharmacia etc 'ele u ,' 8*000
,,_.?" >erem dar-sc ao esludo de mediciiia '^ e'C-: obra l"d'-
~ ^aas*JKSrd,r,,,,,leoma man"al do,,r: ,;^ **
,'!a a o C01" m""nos livros. ...".".'.'"''''**......'
Dita de 48 com os ditos. ..............
WU fcVtabo.' t"dSr^, ^ d, rra,C03 d0 Un!uraS i'nd",nsavci.,;ieScoiha: ."
Dita de 144 com ditos ...................
Estes sao acompanhada^ d 6 vidros d tinturas.-i esclh '
qerda,^^cilmeci.eaJd"asr qalerem "**^ ^ba.imenlo de 109000 rs.
%#&!a^r!yy',btin- ...........
Tnbot grandes avulsos \ ........"......
Vidro de meia onca de Untura .......,......
Sem verdadeirjjs e bem prepar.Wmedic'ament'os 'nil nn.te'.i," "......
homeopathia, e o propnelano desle esUbelecimento se lisoni-ffi u T pas, 8CKuro na pr*,ic" 'la
guem davidalioje da supenoridade dos seiismedirimentns onMI' bem montado possivelcnin-
Na mesma casa ha sempre venda grande numero i i
aprompU-se qualquer encommenda de medicamentos com i0S. cnsl;'1 ,le 'lvrsns (amanlms, e
modos. r memos com l0,|a brevidade e por preces muilo com-
, Paulo Gaignoux, establecido na roa Jarea
du Rosario n. 36, segundo andar, collocatrten- S
^ tes com gengivasarlificiaes, e dentadura com- @
rf pleta, o'a parle delta, com a presso do ar. A
t> nbem lem para vc,lder &a* denlifricedo S
}r. Fierre, e p para denles. Rna larga do
} Rosario n. 36 segundo andar.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, roa do CoDegio n. 2,
vende-se um completo ortimento
de fazendas, finas e grossas, por
presos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
c/5es, como a retallio, amaneando- -
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
aliric-se de combinacSo com a
maior parte das casas commercaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
cota do que se tem vendido, epor
isto offerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas,. no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rola
Precisa-se alugur urna escrava, fiel, que gaiha
hem engommar, coser e fazer mais servijo de urna
casa de familia, paga-se bem : na sua Bireila*. 131
por cima da botica do Torres.
O padre Joaquim d'Assumpcao Saldanha, aa-
nemico do terceiro anno jurdico, prope-se a dar li-
roes de lalim, francez, genmelria e geographia : em-
pregar lodos os esforcos possivels no bom desempe-
nno do magiflerio. As pesoas que quizerem utili-
sar-se deseo presumo procurem-o na ra Nova, ca-
sa n. 21, terceiro andar.
^Sfc ~Ly ^oiarel formado em malhcmali-
cas, Bernardo Pereira do Carmo Jnior, cn-
^ sina arilhmetica, algebra e geometra, das
4. 4 as oe meia horas da tarde : na ra Nova
* tobrado n. 56,
S
i pelo
da
fin-
4800O
iOSOOO
4.59000
. 509000
609000
1009000
em quat-
89000
1G9000
19000
28000
D. W. Baynnn ciruraio dentista americano
reside na roa do Trapiche Novo n, 12.
Casa da afericao, na ra das Aguas-
Verdes n. 25,
O aferidor 'faz scicnle, que o prazo marcado
arl. 14 do regiment municipal para pagamento
revisSo, finalisa-sc no dia 30 de junho correnle ;
do o qual estao as pessoas interessadas incursas na
mullas impostas pelo arl. 2 do til. II das postaras
municipaes.
Nccessita-se de urna escrava ou escravo, que
seja iKini cozmheiro, e que entenda le ludo perleu-
ceiilc a cozulia : no consulado americano 11. 4, ra
do Trapiche, ou no armazem de Davis SiComna-
nlua, ruada Cruz n. 9.
RAPE PRINCEZA
DO
RIO DE JANEIRO.
GROSSO MEIHROSSO E FINO.
DA FABRICA DE
ESTEVAO' GASSE
O deposito geral na ra da Cruz do Recite n. 23
continua a ler as qoalidades de rap cima: bem
como o novo AMAREI.1NHO. O seu fabricante be
a melhor recommendacao, que este novo rap pode
ter, p he um dos mais antigos fabricantes do ra-
po de Lisboa; e que na confeicao'dc todas eslas
qualidades lem mostrado o emprego do nelhor
sjstema, avista do longo lempo que se conserva
fresco, e tjinpre com o melhor aroma.
Precisa-se contratar por empreita-
da, a construcrao de urna coberta de te-
llia, sobre pilares de tijolo 011 columnas de
ferro, em um terreno murado, na ra de
Santa. Rita prximo a* Ribeira, pertencen-
te a' companliia brasileira de paquetes de
vapor: quem estiver as circunstancias
de fazer este contrato com as necessarias
garantias, queira apVesentar sua proposta
com toda a brevidade ao agente da dita
companhia : na na do Trapiche n. 40 se-
gundo andar, aonde tambera se clara'
qualquer esclarecimento.
J. Jane dentista,
continua rezlir na ra Nova, primeiro andar n.19.
O ln\ Sabino Olegario l.udero Pinho imi-@
ilnu-se para o palarelc'da ra do S. Francisco s*
(mundo novo) 11. fiB A. S
Quem nesta provincia corriptou ha mak de 8
J um escravo, criouln, do nome Severino, na-
do Brejo, provincia do Maranhao, de idade 45
anuos, o qual escravo consta ter logo desappa-
" do podar do comprador, e como se ignore '
este seja, por isso queira annunciar o seu no-
e morada, que se Ihe dar noticia do dilo es-
vn.
COMPRAS.
- Compra-te accOes do banco de Pernambuco,
casa de Amorim IrmSos, ra da Cruz 11. 3.
-lia ra do Trapiche n. 14 primeiro andar, com-
<-se accoes do banco e da companhia de Be-
Compram-se aeges do banco do Pernambuco,
) escriplorio de Manoel Goncalves da Silva.
Compram-se aece d banco de l'eruambnco
m casa de Antonio Luiz de Oliveira Azevedo, uar
9 Queimado n. 9.
Compra-se'prata brasileira e hespa-
Iiola : na ra da Cadeia do Recife n.
159GO
na ra
loja de cambio.
Compram-se patacos hespanhoesa
"00, em grandes e pequeas porcOes :
ua do Trapiche armazem n.-08.
VENDAS
- -----_.-----_^, -g>a>k"iiiua IUII1 Mili UW-
o methodo de fazer maisdemit decimas nicamente ,, ~~'^'W1" "c "^--------,""^"*"
dado m.azem de C. J. Astleyd C, ruadoTra-
l .1 T\l>a*iA ^
LIVROS DE SORTLS PA ARS. JOAO'.
A urna fatal dos destinos, ou sones para osdver-
tinieulos dos dias de S. Joao. decolieria as escava-
is de I ompa, a qual acacha nuvainenle acresceu-
a : vende-se por I3OOO is. ha livraria n. 6 e8,
__ praca da Independeucia. r
ACASOS DA FpRTUNA, OU LIVROS DE
SOKTES DIVERTIDAS,
Em qne, por virtudod:2 dados, vem cada um no
contiecimeio do estado, riquezas, heranjas, amiza-
d(i>, rolanas, etc.,que tero, e uulras limitas e ga-
anies sones annunciadas-no priucipio da mesma o-
nra. uiumainiprttsaoexpurgada dos muitos erroj
(! ueieitus dajprecedentes. Augmentada com um no-
li methodo de fazer mais de mil decimas nicamente
com o irabalho de hincar os dons dados. Um tratado '"'"c'
das anas, ou dos effeilos, e proguoslico dos doze ig- piche
uusdo anuo, por Amarilio Amarilis de AmaraI:
vendem-so alOO rs. na livraria n. te 8, da praca da
1 ndependencia. ^
^mmMmmism m%mmm
s Ultima moda. ]g
1 Vendem-se corles de calsa de casemira de 3&
jg cures, padroes da ultima moda e* por mui-
10 menor preco do que em oulra qualquer S
fe Rar : "a !J" d0 sobrdu amarcllo da ra do *
* Queimado u. 29. W
MOaBW30GS3eiiOQaQo
gusla.laberna de Victorino Jos Correa de S.
* PECHTNCHA. 1
Wo aterro da Boa-Vista n. 78, vendem-se rico*
pentcs de atar cabello, em caixinha, pelo dimiitulb
TO^!"da um, corda* para violao por 80
a -^j.21!0 becco d0 Carioca venJe-9 arroz de casca
3 -i^fZUO H SH(>Cd.
Vende-se por commodo preco urna mobilia
anda nova, contendo 1 mesa redonda, 2 coosolos,
sote, 12 cadeiras, 1 dita da bataneo, o mait alguns
objeclos: quem a pretender, dirija-sc ao sobrado n.
40 da ra da Aurora.
Vende-se doce de goiaba de superior qualida-
de, em caiiOes de 4 libra, a 7j(00 a arroba : na
taberna da ra Direita n. 106.
Sortes.
O 39 A, confronte ao Rosario de Santo Antonio,
vende as mais ricas bolas de estelo para as nuiles
dade, e juntamente amendoas a retalho e era fras-
ARADOS DE FERRO.
^ Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos de ferro de n-prior qualidade.'
OLEO DE LTNHACA EM BOTIJAS: o
vende-e em 1 botica de Bartholomeo to
Francisco de Souza, ra larga do Rosario
n, 36.
TAIXAS DE FERRO.
N fundicao', diAurora era Santo
Amaro, e tamban no DEPOSITO na
ra do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Maxinha ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
existem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. Os
presos sao' os mais commodos.
Vendem-se em casa de S. P. Johns- -
ton & C, na ra de Sehzalla Nova n. 42. a
Vinho do Porto superior engarrafado.
Sellins ingrezes.
Relgios de ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
Farello em saccas de 5 arrobas.
Fornosde farinha.
Candelabros e candieiros bronceados.
Despenceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em folha para forro.
Cobre de forro.
Vende-se azeite de nabo clarificado,
BRIM
Vende
a500
pauno
e4S0OO'
49OOO
para
mui
loja
midores 1
enga
sempre
dos
seus.
Porta
desta
de
da
de
do
Na ra da Guia n. 9, vende-se um preto de
meia idade propno para engenlio ou sitio, por j ter
pratica de enxada : na mesma casa vende-se chapeos
do Araeaty, esleirs e sapalos.
Vendem-se 2 escravos crioulbs, sendo 1 preto
de idade de 30 annos e 1 negnnha de 10 anuos:
em tora de Portas ra do Pilnr 11. 145.
Vendem-se superiores ameixas fran-
cezas ja' bem conhecidas pelas pessoas do
bom paladar, em latas de 12 libras : na
ra da Cruz n 26, primeiro andar.
Vendem-se camisas francezas com
aberturas de bretanha de linhoe de ma-
dapolao linissimo, por preco commodo :
na ra da Cruz n. 26, primeiro an-
dar.
Vendem-se aberturas de Imito linis-
simo e de madapolao para camisas : na
ruada Cruz n. 26, primeiro andar.
Vende-se superior chocolate ft-an-
cez.por preco Tjpmmodo, chegado ltima-
mente : na ra da Cruz n. 26, primeiro
anda.
. Na ra da Cruz n. 26, primeiro an-
dar, tem para vender espingardas fran-
cezas, com dous canos, ja' experimentadas
para Caca, e vendem-se por qualquer pre-
co, agradando ao comprador.
Vehdem-se Kircche e Abissinthe, de
superior qualidade, por preco commodo :
na ra da Cruz n. 66, primeiro an-
dar.
Os amantes da boa pitada, sao con-
vidados n comparecer na ra larga do Ro-
sario, loja do Cardeal, para comprare a-
preciar a boa pitada do Rolao fran-
cez.
ESCOCEZDELAA'ESEDA.
Vende-se escocez de laa e seda de gos-
tos os mais modernos, proprio para vesti-
dos de senhora#: na rna do Quemado n.
38, em frente do becco da Congregarao,
e da-se amostras deixando penhr.
Vende-se urna carroca com o seu compelenle
hoi: quem qiiizer negociar, dirija-se a ra do Sebo
sobrado amarcllo.
Cortes de cinta a i$920.
. Conlina-sc a vender corles de chita de c-
1 res fixas a 19920 cada corle: na loja do so-
1 brado amarcllo nos qualro cantes da ra do
Quemado n. 29.
. -------- -- -~~
propno para candieiros de mola por ser
muito "fino, a 1*800 rs. a medida: no ar-
de
- n. o.
N botica da ra larga do Rosario
n. 56, de Bartholomeu F. de Souza vn-
dem-se pilulas vegetaes verdadeira, arre- d
bel'airecteur verdadeiro, salsa de Sands n
verdadeira, vermfugo inglez"( emvidro),
verdadeiro.vidros de bocea larga com ro-
lha de 1 at 12 libras. O annunciante af-
fianca a quem nteressar possa a veracida-
de dos medicamentos cima, vendidos em
sua botica
O depositario do rap de Lisboa
avisa ao respeitavel publico, que
pela barra GratidSo receben este
|6xcellente rap, o qual se acha a
venda na ra da Cadeia do Recite
n. 51, a 39200 rs. a libra, dinheiro
* viste.
PECHINCHA.
Vende-te nma taberna muito afreguezada para _
Ierra e para o matto, na ra da Praia n. 44, muilo
propria para um principiante, pois tem muito pon-
eos Huidos ; vende-se por o proprictario nao neces-
silar : a tratar com Tasso IrmRos.
Vende-se urna botica bem sortida e acreditada,
na melhor roa do commercio da Parahiba, visto seu
dono querer-se retirar daquell* cidade por motivo
de molestia, podendo ser a dinheiro ou a prazo. com
firma a contento : quem pretender, diiija-se ra
larga do Rosario n. 36.
ARADOS DE FERRO.
Em casa de Rothe Bidqlac, ra do Tra-
piche, vendem-se arados de ferro,- por
preco muito em conta, para fechar con-
tas.
PIANOS.
Vendem-se dous pianos de ptimo tom :
na ra do Trapiche n. 12, no escriptorio
de Rothe Bidoulac.
TAIXAS DE FERRO.
Vendem-se taixas de ferro batidas e
fundidas : em casa de Rothe Bidoulac, -ra
do Trapichen. 12.
Em casa de Rothe Bidoulac, ra
do Trapiche, vende-se o seguinte:ferro
da Suecia, dito imitacao, chumbo em fo-
lha, folha de Flandres,- cobre para forro,
ditodevaro. '
Vende-se estanho em verguinha, co-
bre em folhas de 24 e 28, chumbo em
| Icncol, clavinntes finos ; no armazem de
_ C, J. Astley & Companhia-
Typographia.
Na ra das'Florean. 37, primeiro andar, ven-
de-se urna lypograpbia nova, com lodos seos per-
tences.
Velas de carnauba.
Vendem-se caitas de 30 a 50 libras de superiores
vetas de cera de carnauba, fabricadas no Araeaty:
no armazem de couro c sola, na da Cruz n. 15.
? Vende-se ma batanea romana com todos os
seus perlences, em bom uso e de 2,000 libras : qoom
a pretender, dirija-se ra da Cruz, armazem n. 4.
PALITOS FRANCESES.
Vendem-se palitos francezes de brim de jr
linho e bretanha 38500 e 4000 rs., ditos
de alpaca pretos e de cores 8SO0O rs.,*li- rfj
tos de panno lno prelo e de cores a 14, 16, t*
18$ rs., ludo da ultima moda e bem acaba- 4
do : na ra Nova loja n. 16, de Jos Luiz ^S"
Pereira & filho.
Pianos.
Os amadores dajnutica arham continuadamente
em casa de Brum. Praeger & Companhia. rus da Cruz
n. 10, um grande sortimento de pianos fortes e forles
pianos.de difierentcs modellos, boa construccao e bel-
las yozes, que vendem por mdicos precos: assim co-
mo toda a qualidade de instrumentos para msica.
Nuvalhas a contento tesouras.
a aJB* ^* Ci,dJeia do Recife Primeiro an-
dar, escriptorio de Augusto C. de Abrcu, continu-
am-seaven.lera85iOOOrs. o par fpreco fizo) asj
bem conhecidas e afamadas navaUas de barba feita
pelo hbil fabricante que foi premiado na ezposiclo
oe Londres, as quaos alm de durarem extraordiua-
ATTFNCAO'.
No aterro da Boa-Visla, loja n. 78. ha para ven-
der-se vaquetas para cobrir carros e ditas de lustre,
por prei;o moito commndo ; pregos francezes de lo-
dos os tamaitos, peto diminuto prec.o de 320 a li-
bra; Iranias de seda e laa para enfeites de vestidos e
palitos de menino, de lodas as quatidades, allineles
de ferro para armador, grvalas a320cada urna, ta-
pates para hnmem, senhora e meninos, de todas as
qoalidades, tudo se vende por menos de seu valor,
cartas de traques a 140, e chapeos do Chyle, fiuos,
a iJJOOO.
Vendem-se quasi novos os utencilios de urna
padaria, e urna norrio de barricas vazas promptas
! para assucar : a tratar na roa do Rosario da Boa-
\ isla, casa n. 8. Na mesma casa vende-se um Atlas
geographico por Simencourt quasi novo, por com-
modo preco.
Vendem-se terrenos de 30 a 100 palmos cada
um, para edificaran de casas ou sitios com grandes
fundos, defronte da Capunga, cujos terrenos sao
onde tem una otaria : os pretenden les podem en-
tender-se na raa do Crespo, o. 21, ou 110 silio do
Cajueiro.
Vende-se barato,
no sobrado n. 7 ao Cntrar para a ra da Gloria ven
de-se bom teboado de amarello, louro e cedro, as-
sim cumo Iravrjamenlo de todos os romprimentos
e grossuras, enxamcs, m3os Iravessas, caibros e r"
pas, ludo maii barato do que em outra qualqu
parle
--------, ,,. ,llnl| ,. i,urarom emraoruiua- parle.
veuem rom ilSl? T'0 *&!' "! eortw ~ Veodenvse duas prelas crioulas muilo sadi
vendem-se com a condicao de, nao agradando, node- d(. hnnii fie..ra. nJa,.'Mr, ia ,..;,
,.------... .,,, ,rJ(W Urt di (|<| (1C (JWI |rt|- -
veudem-sc com a condicao de, nao agradando, pode-
rem os compradores dcvolve-lasal 13 dias depois da
compra, reslltuiodo-se o importe: na mesma casa
11a ricas, tesourmlias para iinlias feilas pelo mesmo
fabricante.
PTIMO VrNHO DE COLLARES,
em barris de 7 ero pipa : no escritorio de Augusto
U de Ahreu, na ra da Cadeia do Secifc n. 48, pri-
meiro andar.
c staTTr &c.
respeilosamenle annunciam que no seu extenso es
tabelecimento em Santo Amaro, continua a fabricar
com a maior perfeicao e promptido.toda a qualidade
de maohiuismo para o uso da agricultura, navega-
Cao e manufactura, e que para maior commodo de
seus numerosos freguezes e do publico em gerat, tem
aberlo em um dos grandes armazens do Sr. Mesqui-
ta na ra do Brum, .atraz do arsenal de mariuha.
DEPOSITO E MACHINAS
conslruidas no dito seu estabelecimento.
.,lli acharan os compradores um complete sorti-
mento de uiuendas de canoa, com todos os melho-
ramcnlos (alguns delles novos eoriginacs) de que a
experiencia de muitos anuos tem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de baixa e alta pressao,
taixas de lodo lamanho, lano batidas como Tundidas,
carros de mao e ditos para conduzir formas de assu-
car, machinas para moer mandioca, prensas para di-
lo, fornos de ferro balido para farinha, arados de
ierro da mais approvada conslrucro, fundos para
alambiques, crivos e porias para fornalkas, e urna
inlinidade de obras de ferro, que seria enfadouhn
enumerar. No mesmo deposito existe urna pessoa
inlelligente e habilitada para receber todas as cn-
rommendas, etc., etc., que os ainuinrianles eontan-
docooi a capacidade de suas ullidnas o machiuismo,
e pericia de seus ollieiaes, so coinpromelteiii a la/er
cxecular, com a maior presteza, perfeicao, e exacta
eonlormidade com os modelos ou desenlias, e in strnc
Oes que Ihe forera fornecidas.
- uw ,.!,... |M (.1(1.1 MI"UI(I.7 illUIIO Jil(J
de bonitas figuras, proprias'pura lodo o servico,
mesmo para fura da Ierra : na ra da Cadeia
Kccite 11. 54.
m
-,,>* e^'asass..--" .<. ,,
CHAPEOS PARA SENHORA.
Vendem-se chapeos de seda'de hlond
^ para seuhoras, muito bem enfeitados e da
" ultima moda 12. 14 e 16> rs. dilos para
^t meninos 29500, ditos para meninas 5,
"g, 8 e IOSOOO rs. : na ra Nova loja o. 16, de
Jos l.uiz Pereira & filho.
muito
Caes
ou
a-
RICOS APARELHOS PARA CHA'.
RA DO QUEMADO N. 30.
Vende-se ricos aparelhos de superior mell pri
cipe para cha, assim como lambem se vndeme
lheres do mesmo melal trinchantes rabas de ditos,
periores facas e garfas cabo de marlim, ditas cabo
ico, tinissimas tliesooras para unhas e costura, e 01
tras mais roldanas que se moslrar&o aos freauezes
na loja de ferragens da ra do Quemado n. 30.
Venderse feijao mulatinho mi
novo em saccas grandes, no armazem
Jos Joaquim Pereira de Mello, no ~
d'AIfandega n. 7 a' tratar no mesmo, .
com Joaquim Pinheiro Jacom. na tr
vessa da Madre de Dos armazem n.
Vendem-se as mais novas e melho-
res sement de todas as hortalices q u
existem no mercado, viudas ultimamen
te de Lisboa, pela galera Gratidao : :
ra da Cadeia do Recife, loja de ferr
gens n.' 50 de Francisco C. de Sampa'
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da nvencao' do Dr. Ed
do Stolle em Berlin, empregado as
lonias inglezas e hollandezas, com gr
de vantagem para o melhoramento
assucar, acha-se a venda i em latas de
libras, junlit com o methodo de emr
ga-Io no idioma portuguez, em casa
N. O. Bieber i Companhia, na ra
Cruz, n. ?.
9.
lie
luar
npre-
Brim
corpa
volta
A 500RS. AVAHA.
tranjado branco de puro linho, moito cn-
do : na lo|a da esquina da ra do Crespo-que
para a cadeia.
COBERTORES.
, ^adem-se cobertores deja pete a 800 rs.,di(o mu-
grandet a 15400, dito broncos com barra de cor a
""^.colchas brancas com salpico* a 1J000 : na toja
- do Crespo n. 6.
DE PURO LINHO, PROPRIO PARA
MILITARES.
,Jf-se brim de linho branco muilo encorpado
rs. a vara, corles de casemira elstica a 48000,
- azul para fardas de guarda nacional a 3)000
10 o rovado, dito preto para palils a 35)000,
_ e 15500, lencos de teda le 3 ponas, proprios
senhora botar pelos hombros a 640 cada um, e
to mais fazendas em conta ; na roa do Crespo,
Vende
19280
da ra
s "J -""2 """'m ove, para bolos de
Sra-M!."/^ : no l>~ ra de Hortat taberna n. i, ,
n.C.
SANDS.
buco
bli
Cao
verd
ico
SALSA PARRLHA.
Vicente Jos de Brilo, nico agente em Pernam-
"~ de B. J. D. Sands, chimico americano, faz pu-
que tem chegado a esta prac,a orna grande por-
de frascos de salsa parriiha de Sands, que sito
ndeiramente falsificados, e preparados no Rio
Janeiro, pelo que_ se(devem acaulelar os consu-
dores de tao precioso talismn, de eahir neste
1110, lomando as funestas consequencias que
coslumam trazer osjnedicamentos falsifica-
e elaborados pela mSodaquelles, que anlepoem
interesses aos males e estragos da humanidade.
into pede, para que o publico se possa livrar
fraude e dislingua a verdadeira salsa parriiha
Sands da falsificada e recenlemente aqui chega-
; o annunciante faz ver que a verdadeira te ven-
unicamente em sua botica, na ra da Conceicao
Recife n. 61; e, alm do receiluario que acom-
ia cada frasco, lem embaiio da primeira pagina
nome impresso, e se achara sua firma em ma-
ipto sobre o involtorio impresso do mesmo
iNWA:_________
Ve*- r*ect;
que ba M mercado, a horioo brigue nacio-
nal Inea, e da escuna Zetoza chegada de S.
! Calharioi para poreftes, no qua te far aba-
] leempreeoi trata-te com os consignaiarios
no escriptorio da roa da Cnizn. 40, primeiro
andar. I
! N. B. Para maior vanlagem Jos coroprado-
I res, podem dirigir-se ao Forte do Mallos e
1 junio ao trapiche do. algodao chamar para
bordo, queje manda lugo o bote Ierra.
m
A.Tinf V? pJa,:lcno nadootl Euterpe, de lote
de 163 toneladas, deconstruccoamerieai. prmp-
0 a navegar para qualquer parte, com lancha e bo-
le, e lodos os mais perlences, ludo em bom estado :
quem o pretender pode manda-io examinar, o qual
se acha tendeado defronte do caes do Pstete Pobli-
co; e para tratar, na ra de Apollo n. 14, casa de
Jos Alfonso Moreira.
panl
seu
nuscri
jracos
coberta
cavallos 1
para
Vende-se om eabrioiet com sua competente
e arreios, ludo qnasi novo; assim como i
do mesmo j ensinados e mantos : para ver,
cocheira.do Pedro ao p do arsenal de mariuha, e
ra tratar, na roa do Trapiche Novo n. 14, primei-
andar.
Velas de carnauba.
Vende-se cera de carnauba do Araeaty, em velas,
1 superior qualidade : na ra da Cadeia do Recife
1. 34, primeiro andar.
Vende-se no caes do Ramos armazem n. 2,
muito boa farinha por preco mais commodo do que
outra qualquer parte, e arroz de catea no mes-
dito.
em
mo
*
Arados americanos.
Vendcm-se arados americanos chegado* ni-
limameute dos Estados-Unidos, pelo barato
preco de 408000 rs. cada um : na ra do Tra-
piche u. 8.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODAO
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA/
Vende-se o superior panno de algodao
desta fabrica, proprio partuaccos e roupa
de escravos : no escriptorw de Novaes &
Companhia, ra do Trapiche n. 54, pri-
meiro andar.
Vendem-se 4 escravos, 1 mulato de 20 annos,
1 moleque de 17 annos, 1 prela lawdeira e engom-
madeira, 1 preto de 40 annos e 30 trabes dflbao dar-
co : oa roa larga do Rosario n 25.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons el Jeitos ja' experimen-
tado*: na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
A* Vendem-se relogias de oui'o e prala, mai
JRL 'barato de que em qualquer oulra parte :
!* i ilL na>praca da IndepeudencA n. 18 e 20.
Chapeos pretos francezes
a carij, os melhores e de forma mais elegante que
tem vindo, e outros de diversas qnalidades por me-
nos prejo que envoulra parte : na ra da Cadeia do
Recife, n. 17.
Depo.ito da Cabrios da Todo* oa Santoa na Babia.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber &C, na ra
da Cruz n. 4, atgodaO trancado d'aquelia fabrica,
muilo proprio parasaccosde assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo. .
Vendem-se era casa de Me. Calraont & Com-
panhia, na praca do Crpo Santn. 11, o seguinte:
vinho de Marscilleem caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em novellos ecrreteis, bren em barricas muito
'grandes, aro de mila sortido, ferroinglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor., Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenlio, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os famauhos, para
dito.
PECHINCHA PARA OS SRS.
ARMADORES.
Na loja da rna do Quemado n. 22, vende-se se-
lim aznl claro de superior qualidade a 500 rs. o
covado com pequeo toque de mofo, he para acabar.
HE BARAT1SS1I0.
Cortes de brim de cores de puro linho padroes
modernos a 18750 rs., assim como grvalas de se-
tim de cores muilo bonitas a 600 rs. ditas de chita
a 200 rs., venham ver para se capacitar, na loja de
Leopoldo da Silva Qoeiroz, ra do Quemado n. 22
CHALES DE ALGODAO MITO
BONITOS A .,000 RS.
Qncm os vir compra, ainda que nao tenha vonla-
de, na loja de Leopoldo da Silva Qoeiroz, ra do
Qu eimado n. 22.
V rndc-se os Martyres Pernambocanos: na pra
ca da Independencia toja n. 40.
-. Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, sclio-
1- tickes, modinhas, tudo modernsimo
1- chegado do Rio de Janeiro.
CHAWPACNE.
Vende-se vinho de, Champagne da bem acreditada
marca Cometa: no armazem de Paln Nash &
is, Companhia, rna do Trapicho n. 10.
5 Na ra do Vigario n. 19 primeiro andar, tem pa-
ra vender-se chapeos de castor brancopor commdi
prcC". .
Agenciada Edwln 3Kw.
^ Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calman
9 & Companhia, acha-se constantemente bons sorti'
montos de taixas de ferro coado e batido, tent ra-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para armar ein madei-
ra de lodos os tamanhose modelos osmais modernos,
machina horjsontal para vapor com fcrc de
4 cavallos, coros, passadeiras de ferro, estnhado
para casa de purgar, por menos pre?o que os de co-
bre, esco vens para navios, ferro da Suecia, e fo-
l lias de flandres ; tudo por barato preco.
Vendem-se pregos americanos, em
,. barris, proprios para barricas de assu-
de car, e alv.aiade dezinco, superior quali-
"'7 dade, por precos commodos : na ra do
Trapiche Novo n. 16.
Velas de carnauba.
Na ra da Cruz n. 15, segundo andar, vendem-se
velas de carnauba, puras e compostas, feilas no Ara-
eaty, por menos preco do que em outra qualquer
parle.
Vendem-se cobertores brancos de algodito gran
des. a 1440 ; ditos de salpico lambem grandes, i
t>fiO, dilos de salpico de tapete, a 15400 : na ra di
Crespo toja n. 6.
Taixas para engenbos.
Na fundicaV de ferro de D. W.
na Bowmann, na ra do Brum, passan-
ra- do o chafariz continua haver um
'o- completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
- bocea, as quaes acham-se a venda,' por
ce- preco commodo e com promptidao' :
tn- embarcam-se ou carregam-se em carro
do sem despeza ao comprador.
Bichas de Hamburgo.
No uligo deposito das bichas de llamhnrsn. ra
de direita do Rosario n. 11, vendem-se as melhores bi-
Aa chas de llainbtirgo aos rentos o a retalho, e laubem
se alugam por menos do que em oulra qualquer
parte.
Carro e eabrioiet.
g Vende-te om carro de 4 rodas com 4 assen- #
9 tot, e om eabrioiet, ambos em pouco uso, urna
boa parelha de cavallos e um cavallo para ra-
9 briolet, tudo por commodo preso : oa ra tt
& Nova, coclieira de Adolpho. S
ewmw *
QUEIJOSB PRESUNTOS.
Na rna da Cruz do Recite uo armazem n. 62. de
Antonio Francisco Marlin., te vende os mait tope-
ores queijos londriooa, preauolut para fiambre, l-
timamente chegados na barca ingteza Valpa-
FARINHA DE MANDIOCA
muito superior e em suecas de 2 Ij2 al-
quetres po preco commodo: trata-se na
ra do Amorim n. 54, armazem de Ma-
chado & Pinheiro, ou na ra do Vigario
L segundo andar, escriptorio dos
Veade^ae com mallos do tem elles om
carro de rodas com 6 astelos, muilo
rorte o com pouco uto, e om UUmrv em
(o do : a bllar P"? <* Inde-
pendencia n.18e20.
Na ra do Crespo i ,
vendem-se chjtas largas francesas, padr tes-
euros c core fixas a 240, corle de cawrairat
finas c modernas a 4500, mira a 15600, esguio de linho muilo 600 #
18120 a vara, casemira prela fina a 5900O o C*
corte, panno fino de todas as cares 1 o **
covado, chales de 13a escorut a 800 rs., lencos
de cambraia de linho a 480 e 640, chite larca 1
com algum mofo a 200 rs., m nn
larguras a 1J)600, riscados francezes, largo*. fi
de cores fizas a 180, e outras umitas fazendas &
por prejo muito barate.
Chumbo.
Vende-te chombo el r
zem de Eduardo H. Wyalt, rea do Trapiche Novb
II- ID.
$***&&&_______
9 Deposito de vinho de1_____
tagne' Chateau-Ay, primein uai_v
idade, de propriedade do condi
de Mareuil, ra da Cruz do Ri J
cife n. 20: este vinho, o moci
de toda a champagne v
se a 56^000 rs. cada caixa, achar M
se nicamente em casa de L. 1
comte Feroh 4 Companhia. P
As caixas sao marcadas.' a fogo -
Conde de Mareuil e osrotulol
das garrafas sao azues
RELGIOS INGLEZES DE PATEN
vendem-se por preco commodo : em casa
de Barroca & Castro, na ra da Cadera do
Recife n. 4.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Henrique Gibson:
vendem-se relgios de ouro de abnete, de paten-
te ingleses, da melhor qualidade e fabricado* em
Londres, por preco commodo.
Na ra do Vigario 19 primeiro andar, tem
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recentemente da America.
Veode-se sola moflo boa, da melhor qoe ha
no mercado, em pequeas e grandes porches, pelles
de cabra e esleirs de palha de carnauba, chegado
tudo ltimamente do Araeaty: na ra da Cadera do
Recife n. 49, primeiro andar.
Cera de carbauba.
Vande-se cera de carnauba do Aracatv: na roa
da Ladea do Recite n. 49, primeiro andar.
Vende"*e om excellente earrinlio de 4 'rodas
mu bem construido, embom estado; est exposto na
ra do Arago, casa do Sr. Nesme n. 6, onde podem
os pretendenles examina-lo, e tratar 00 ajnste Com
o mesmo senhor cima, ou na ra da Croa no Recite
n, 27, armazem.
PALITO'S DE ALPACA FRANCEZES.
Grande sorlimenlo de palitos de alpaca e de brim:
na ra do Collegio n. 4, e na rua~da Cadeia do Reci-
te n. 17 ; vendem-se por pre$o moito commodo.
Moinhos de vento
'omborabasderepnxopara regar nortes e baiat
de capim, na fundicao de D.W. Bowman : na ra
do Brum ns. 6,8el0.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barris de 4., 5. e 8.: no armazem da ra
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes St Companhia, na
ra do Trapichen. 5*.
Padaria.
Vende-se orna padaria muilo atregueiada: a tratsr
com Tasso & rmeos.
Aos sedhores de engenho.
Cobertores escaros de algodito a 800 rs., ditos
lo grandes e encorpados a 1400 : na roa do "J
loja da esquina que volla para a Cadeia,
Devoto Christao.
Sabio a luz a 2.a ediejo do livrinho denominwuv
Devoto Christao,mais correctoe acrescenlado: vend
se nicamente na livraria n. 6 8 da praja da I
dependencia a 640 rs. cada ejemplar.
Redes acolchoadas,
brancas ede cores de um s panno, muito grandes
de bom goslo : vendem-se na ra do Crespo, loja
esquioa qoe volla para a cadeia.
ESCRAVOS FGIDOS.
Desappareceu da cidade do Rio-Formoso u
preto, futo, de nome Malheus slatura
alta, ainda moco, sem barba, o dedo grande de um
pe mais aberla, denles limados, consta que fgio pa-
ra esla cidade seduzido ; por isso rnga-se as autori-
dades policiaca, capites de campo ou a qualquer
pes a seu senhor Loureaco Jote da Silva, ou no Rectte,
emeasa de l-ortaniio Cardoso de (iouvea. ra da
Cruz u. 60, que serao generosamente recompensa-
dos.
Anlonio, moleqoe, 1 alto bem parecido, cor
avermelhada, nar^So congo, rosto comprido e barba-
do no queixo, pescoco grotto, ps bem fcilos, tendo
o dedo indel da mao direita afeijado de m talho. e
por isso o Iraz sempre fechado, com todos ot denles,
bem ladino, ofiicial de pedretro e pescador, levou
roopa de algodao, e orna .nathora par* resgoar-
d-r-se da ehova; ha toda a probabildade de ler sido
seduzido por algoem; desappareceu a 13 d maio
crrente pelas 8 hora* da manhaa, tendo obtido li-
cence para levar para S. Antonio onw bandeij*. eom
roupa : roga-ee portante a todas as aoloridades t-
pities de campo, hajam do u apprehender a leva-Io
a Antonio Alves Bai-hoza na ro de Apollo n. 30,
ou em Fra de Portas na ra iles Ouararapes, onde
se pagaran todas as despezas. '
Fugio na sexla-feira 9 do correnle, as 11 horas
da manhaa, urna prela criouja de nome Alexandrina,
de idade 18 a 20 anuos, he baixa, tem deliaiso do
lado direito do queiio tres costuras de glandolasque
se rasaaram, sendo urna deltas m,ais saliente, foi es-
crava do Sr. padre-meslre Capistrano: qom a pecar
e levar ra do Crespo n. 10, ser generosamente re-
compensado.
Desapp'reeu > lia 15 de Janeiro do rorre-
te anno o escravo Jos Cacante, de idade 40 annos,
pouco mai ou menos, cora falla de denles na frente,
testculos crescidos, e eicalrnea as nadegat; grali-
lica-se generosamente a quem o levar ao aterro da
Boa-Visla n. 47, segundo andar.
Fugio no dia 24 de abril om escravo de nac*>,
de nome Jos, vindodo Rio Formato, onde eraappel-
lidado por Jos Page, he velho, pinta bastante, tanto
na cabera como na barba, tem algumas fallas de
denles, cor prela, secco do corpo, estatura regular,
levou calc,a de brim azul clara ja velha c remendada
no joelh, jaquela do linhozinho quadrado mindi-
nlio, chapeo de palha grossa, audava veudendo ta-
inanros em um taboleiro, e compile lucio : roga-se
as nuloi'idadpspoliciaes,c.ipiia*sde campo de o pee.i-
rem e dirigirem-se. taberna n. 1, na Ira vessa do
Rosario. Antonio Doiiinguts de Almeida Pn^as.
P.m- Tr. 4.M. r. o r.e**14.

V .*.


Full Text
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