Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01647


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Full Text
UNO XXX. N. 138.
3 otaros adiantados 4,000;
Por 3 mezes vencidos 4,500.
SABBADO 17 DE JUNHO DE 1854.
Pornno adiantado 15,000.
Porta franco para o snbcriptor.
;
ENCARREGADOS DA SBSCRIPCAO'.
Reeife, o propietario M. F. o Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr loo Pereira Martins; Baha, o,Sr. F.
Daprad ; Macei, oSr. Joaquim Bernardo de Men-
doora;Ptrhiba, oSr. Gervasio Victor da Nativi-
dad*; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-'
ty, oSr. Antonio de Lemos Braga ; Cear, o Sr. Vi-
ctoriano AugustoBorges; Maranho, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 2G 1/2, 26 3/4 d. por 1
. Pars, 360 a 365 rs. por 1 f.
Lisboa, 100 por 100.
. Rio de Janeiro, 11/2 a 2 O/o da rebate.
Acqocs do banco 15 O/o de premio.
da rompanhia "de Beberibe aopar.
da companhia de seguros ao par.
Disconlo de lettras a 7 1/2 a 12 0/0
METAES.
Ouro. j Oncas hespanholas. 289500 a 295000
Moedas de 69400 velhas. 1G900O
de 6*400 novas. 168000
de 49000....... 99000
Prata. Patacoes brasileiros.....19930
Peso columnarios......- 19930
. mexicanos.......19800
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os das.
Caruar, Bonito e Garanbuns nos dias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
PREAMARDE nOJE.
Prmeira s 10 horas e 6 minutos da manhaa.
Segunda s 10 horas e 30 minutos da tarde.
AUDIENOAS.
Tribunal'do Commercio, segundas e triiintasfeiras.
Relacao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Jyizo de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara do civel, segundase sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPnEMEBIDES.
Maio 4 Quarto crescente a 1 hora, 48 mi-
nutos e 48 segundos da manhaa.
' 10 La cheia as 9 horas, 12 minutos e 48
segundos da tarde.
17 Quarto minguante aos 5 minutse
48 segundos da tarde
25 La nova aos 5 minutos e 48 se-
gundos da tarde.
DAS da semana.
12 Segunda. S. Joao de S. Fagnndes; S. Onofre
13 Terca. S. Antonio f.-padroairo da provincia.
14 Quarta. S. Baziho Magno b. doutor da.igreja.
IB Quinta, gogc FestadoSS. Corpo de Dos. -
16 Sexta. Joo Francisco Regis ; S. Julita.
17 Sabbado. Thercza rainha ; Ss. Manel e Sobel.
18 Domingo 2.a depois do Espirito Santo, Ss.
Leoncio Tribuno e Theodulo mm.
i
I
$
PARTE 0FFIC1AL.
KXmSTEEUQ DA FAZENDA.
Expedienta 4o dU 4 da abril.
A' thesourari de Pernambucn, que deferindo
ao requerimenla de D. Hara Jos Veliridade Barre-
ta, vtava do capillo -reformado Francisco Antonio
de S Barrelr* do qual representa contra o despa-
cha proferido pela dita (hesouraria, exigindo que el-
la se habilite competentemente para peder receber
o nido* que se fie aram devendo a sen marido, des-
da o 1. de dezembro de 1850 al 11 de marco de
1851, na importancia de lOlgOOO: se ordena que
proceda a respeilo da meima-divida, nos termos (la
circular de 6 de agosto de 1847, Qpr ser a qoanlia de
que se traa, inferior que cabe na aleada do Ir bu-
nal do Ihesooro, mandar pagar independentem ente
de hahililaejo formal, conforme a dootrina do de-
creto de 29 de Janeiro de 1801.
A' meso, que o tribunal negou provimenlo
ac recurso interposto pelos negociantes (aquella pro-
vincia Admton Houvie & Companhia,' do despa-
cho pelo qual, confirmando o da alfandega, inde-
ferte o reqnerimento em que os supplicantes pre-
tendiam fosse naquelia repartir-So aceito um cerlifi-
eado da Sr. consol do Brasil em Tenerife, para
por elle se determinar a qualidade de urna porc,a"o
y da vinho, dolido na conferencia da sabida: visto
ser a decisao tomada conforme aos regolamenlos em
vigor.
Circular s Ihesourarias, recommendando-lhes
qae nos casos de*prestaco de (auca dos exactores
da fazenda nacional, deem sempro preferencia a
qaanlia de hypolheca especial por meio de escriplu-
. ra pablica.
Ao inspector da affandega da corle,que o tri-.
banal do Ihesouro naoional sobre o oflicin do mesmo
inspector, em que petfcexplicacoes acerca da intel-
ligenci.i qae deve dar portara de 22 d? fevereiro
Mimo, relativa ao despacho de cartas de jogar de
Antonio Alves Teixeira ; pretcndemlo este que a di-
ta portara implicitamcnlc importa a suspeosao.dos
efleitos da .de 13 de oulubro anterior : resolveu
mandar declarar em resposta, que esta portara nao
rontm deeisffo algoma definitiva sobre o facto, mas
- apenas ama explicarlo que foi dada na hypothese de
tersido oexcessoda mercadoria encontrado oceul-
to; e que consogninteraente, sem julgar-se adslrc-
le aa termos da referida portara, dever proceder
forma do regnlamenlo a respeilo do despacho ero
do tribunal do Ihesouro on das thesourarfos de fa-
zenda, e estando os trapicheiros obrgados a obser-
var todas as medidas de fiscalriaeSo, que forem adop-
tadas pelo thesouro, ou thesonrarias, bastara que
Ihe fosse intimada a deliberarlo tomada, lano a
respeilo do preco, corno da marcacao e fiscalisacao,
e a prdem de se conforma rem com ella, sob pena de
desobediencia, a qae fossem processados individual-
roenle aquelles qoe nella incorressem; 2.a, que fi-
cam approvados os alfandegamenlos que fez dos tra-
piches Meira e Novo, bem como dos de Francisco
Xavier Machado e de Lang & Companhia, de que
tralam os ollicius de 17 e 18 do mea passado ; e as
oulras provideacias que Mgpu para obviar que nao
quenca da oh iltapicheiros em cnmpri-
rem a ordem que I -foi transmitida por interme-
dio do consulado ; 3., que deve revogar a ordem
da suipenso dos alfaudegamentos, expedida contra
os ditos trapicheiros, procedendo par* cu mprimento
das deliberadles acerca do preco, marcacao o quaes-
quer oulras aedidas de nsealisacSo pela maneira ci-
ma indicada,'' sob n. 1 ; 1., que se os trapicheiros
persistirem en cobrar mainr laxa que a eslabelicidas
ou deixarem de fazer a marcacao por alguma das
duas formas permillidas, deverSo ser processados In-
dividualmente-, e applicada a medida de sospensao
mente aos ffiais recalcitrantes, qae sa reputem che-
fes do conluo ; lo devendo ser applicada igual-
mente a lodos os trapicheiros, senSo no Caso da inef-
icacia dos meios indicados para faze-los' entrar no
ciimprimcnlo do seu dever ; 5., qoe no caso d
iuefflcacia desses meios, e de nova suspensao geral
dos alfandegamenlos, fica approvada a construo-iio
dos dous lelhciros no arsenal de marinha, e o esla-
belecimento dos guindastes necessaros, e para essa
despeza aberto o endito de 12:1479800, em que fo-
ram oreadas todas as obras necesarias ; 4>. final-
mente, que nesse caso podern permillir que conti-
nu o despacho das caas, fechos e barricas de as-
sucar sobre agua ; devendo, porm, essa medida ex-
traordinaria, cessar oso qae tenha desapparecido a
relulancia dos trapicheiros.
Art. nico. O art. 51 da lei n. 514 de 38 de ou-
- 1W-d 1848i refere-se s notas do xtincto banco
qoeaao ; tendo muito em vista a doutrina da ordam: aARr,,ii j. _,,_ -i. Mu i _i
n ut.tj..,i.u.j 40-n j-i T aorasit ao novo padrSe, emlltidas pela Oommiasao
n. 1ode 5 de oulubro de 18o0 expedida a essa Ye- ij.jnM m._._. w... _,_._ j_ ___
expedida essa Ve-
partiex.
A' thesourara da Baha, se declara em deferi-
menlo ao requerimenlo dos'proprielarios e adminis-
tradores de diversos trapiches alfandegados da capi-
tal da mesma provincia, que Oca revogada a ordem
.75.de 2*dejanho de 1816, e restaurada a do u.
4 de 1* da Janeiro do roesmo anno, sement na par-
te relativa ao as*ocar em caixas, fechos e barricas ;
podando continuar a ser recomido em armazens nao
- alfa legis i o aaueac em aeccs, c oatros generes
snjeitos a direilos geraes deexportacSo.
A' mesma, qae o reqnerimento dos dito* pro-
priettrios e administradores, sobre que informou
'emIS de, fevereiro ultimo, fdi indeferidojia parte
caique pedam : 1., que as estadas das caixas de
no trapiches fossem elevadas a 60 rs. a ar-
2., qae os saceos de assucar se despachero
10 os fardos de tabaco ; 3., que sejam distribui-
das por escala pelos trapiches asdescargas dos barcos
da cabotagem qoe trouxerem assucar; 4., que se
limitan escasas alfandegadas ao numero existente
5.0, que se faja extensivo aos trapiches alfandega-
dos o aviso do minieterio da Justina de 26 de feverei-
ro de 1851, relativo aos trapiches oilo alfandegados ;
advertiudo, porm, quaoto i prmeira pretencao,
que posteriormente poderao ser attendidos nella, se
das veriguacoes a que se vai mandar procedor, se
reconhecer que o preco de 55 rs., laxado a cada W
roba de assucar, he iosafflciente para deixar um lu-
cro razoavel aos ditos trapicheiros. E ontrosim,
qoe flea approvada a deliberarlo pela mesma thesou-
raria tomada, em virlode de recommenda^ao da pre-
sidencia, de permillir a substituido de marca de lo-
go as caixas de assucar, pela de ferro fri punc-
C0, sendo licito aos trapicheiros empregarem a seu
arbitrio ama ou oulra dessas doas marcas; e se mo-
llea na (orma da ordem n. 56 desta mesma dala, a
de 75 de 24 de julho de 1846, ficando lestes dous
pontos deferido o requerimenlo cima mencio-
nado.
A' mesma, que, se fica inteirado da medida
;ue lomou de suspender os alfandegamenlos dos 1ra-
iches, cajos donos ou administradores recnsaram
submetter-se sua ordem expedida ao consolado em
19 de Janeiro do corrente anno, em consequencia da
do Ihesouro, n. 1, de 3 do mesmn mez ; e de ha ver
mandado processar a aquelles quo continuaran! a re-
ceber volumes em seas armazens ; e'bem assim de
todas as ontras medidas que lomou para evitar os
embarceos resultantes da reloctancia dos trapichei-
ros encumprirem a referida ordem de 19 de janei-
r ; e' se*declara : l-, que nao havia necessidade
da sujeilar os trapicheiros a assignarem novo termo
dealfandegamento ; porquanto subsistndo anda os
tormosj assignados, o nao podendo, na forma dos
arts. 195 doregulamento de 30 de maio de 1836,
1Wdoda22dejuoho do mesroo anno, ser alterado
o pre^o da armazenagem estabelecida para os arma-
sea trapiches atfandcgadossem o consenlimenlo

'
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V
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FOLHETIM.
UM CONT DE F\DA.
r*R I.OI)REK0 PICHAT.
( Cominuafio )
nr.
Hmquanto tr.abalhaia, ou depropotlio
ou de oulra maneira, um annel que tt-
uta no dedo cahio na maa e mi/tu-
rou-se com ella.
Pelle de Burro.
Na imite desse domingo o circulo ordinario reu-
nio-se emeata de madama de Murvieil.
Clienoise esperava o marque/, de Se-
is que nSo havia Je vir, jogando a paciendo si>-
bre a mesa preparada. Paulo Chenoiso inventa va
storinhas aristocrticas para a mai citas inellia de vez em qaja'ndo algum tolo com-
primeuto dirigido pobre moca. Algunias caberas
velhas faziam numero : lado isso era bem triste.
Brunissende doloromeoie dislrahida assemelha
-se a um anjo desUrrado, a um martyr no meio
os pagaos, a urna fada em penitencia enlre os lio-
Trabalhava em om lenco inde resignada de urna deesas prineczas que fecha-
das aro fortes torrinhas, tem de coser urna tarefa im-
poaavel, ou de fiar montoes de can|iamo.
BU esperava opassannho que ,,, e M ve.
jhseqaiows,e nBo vis rai5 ,|0 que
aea vil enamorado, cuja presenta toda as noites an-
nunciava-lhc qoe o lempo levava a uperaoca
Madama de Murvieil desnppareceu um injtaii
daixou Paulo sssinho com a moca.
Senhora, disse o anligo olkial, lomei a tiTafi
dada d trazer-lhe um livro para dislrahMa.
E com uro gesto qae oceultou quanlo pode, lirou
da algibeira om pequeo volme e nuiz melii- ir,
furlivamente na"mao de Brunissende.
Fredcrico Floquef enh va nesse momento. A mo-
ca recebeu o livrnho, e sen olhsr para elle, o de-
poz sobra a clumint. Paulo sssaz confuso fez um
gesto para tornar a toma-lo ; mas Frederico acabn-
dole auu-r a moca joc amava, apertou a mao do
Vida Diario n. ftfff ~"
i insianle e
DECBETO l. 727 DE 24 DE MAIO T)E 1854,
Declara que o art. 51 da ei n. 51* de 28 de ion!
bro de 1818, refere-se inotas do exlineru baa
do Brasil do novo padrao.
Hel por bem sanecionar e mandar quose exe-
cule resoluto seRuinle da assembla geral jeaisla-
liquidadora do roesmo banco, em virtude do artiga
5 da lei de 23 do setemkro de 1829, e existente em
poder des herdeiros de D. Mara Joaquina de" Azo-
vedo Barroso, nimporlancia de 8:4913000, i rtco-
nhecida verdadeiras pela caxa de amortiscilo da
divida pablica, como exigi a referida Ici dp 28 de
outubro de W.
O viseonde de Paran, conselheirodeesUdo, sena-
dor do imperio, presidente do cuiclhode ministros,
minislro_e..secretario d* esladp dos negocio da fa-
zenda7, e presiilente do tribunal do thesouro nacio-
nal, assim o tenha entendido e faja exocutar.
Palacio doRio de Janeiro em 2i Je maio de 1854,
trigsimo lerccirn da independencia e do .impe-
rio.
Com a rubrica deS, M. o Imperador. l'itconde
e Paran.
COMISANDO DAS ARMAS.
Quartel (eaeral do commando das arma da
Peraaaabaco na cldade do Recite, asa 16 da
loaba da 1864.
OBDEM DO DIA K. 103
O marechal de campo commaudanle das armas,
em face das fommunicac.de recebidas da presiden-
cia desla provincia na dala d 14 do corrente, faz
cerlo para scieuria da suarnirAo e devido efTeilo:
1. QneosSrs. prmeiro tenentc ajudahle Manoet
Deodoro da Fonseca, e capilao Joao Mara de Al-
meida Feij,- ambos do 4o balalhio de artlhara a
p, foram por ordem do ministerio dos negocios da
guerra mandados addlr au 1 balalho da mesma
arma, aquello ta dala de 22, e esto na de 23, de
maio prximo linde.
2. Que por ordem do mesmo ministerio foi |Iam-
bem mandado addir aobatathao do deposito da cor-
t 24de maio ultimo, ao Sr. alferes do 10." de in-
famara Manuel Joaquim de-Sooza Jnior.
3. Que por aviso de 31 do referido mez de maio
se prorogoo por dous mezes, com sold e clapo, a li-
centa com que se acba na corte o Sr. alteres do 10.
balalho de infamara Franklin Antonio de Abreu.
4." Finalmente, qoe por ordem do ministerio da
guerra expedida em aviso de 3 do andante mez, se
mandou seguir para esta provincia dispnsicao da
presidencia, o Sr. alferes do corpo do estado maior
de 1 classe Joao Brrelo Pecanha, que honlem fez
sua apresenta;ao neste quartel general.
Assignado.Jote Fernandet do Santos Pereira.
Conformo.Candido Leal Ferreira, ajudanlede
ordens encarregado do detalhe.
EXTERIOR.
A i Uta de Cuba aupa bastante o governo hespa-
nhol e com muila rVzao, porque nao s esla bella
posico d lugar a um grande commercio, quo en-
riquece os particulares e eutrelem a marinha mcr-
canle, fonte da marinha miliUr, como derrama an-
da nos coffres da melropole lodos os annos urnasom-
ma consideravel, que melhora as suas linancas. o
principio desle sceulo, istuthe, antes dos acooleci-
mentos de 1808 e da insurreicao das colonias hes-
panholas, que leve lugar em 1810, Mr. de Uomboldt
tioha podido, obler urna conla exacta do qoe produ-
ziam lquido para o Ihesouro hespanhol esses im-
mensos dominios de alm mar, os qaaes oceupavam
a tolalidade do novo continente, desde o estado sn-
clo-americano da Carolina do Sul al Terra de
Fogo, exceptuando-se o Brasil e as (juyanas, e com-
prehendam urna boa parle do archipelazo das Anli-
Ihas. Era nm total de 8 milhoes e 2009000 piaslas,
(66 milhoes de francos), dos quaes as tres quartas
parles provnham do Mxico. 'N'aquclla poca a
illia de Cuba, em vez de produzir, era urna causa Je
despeza ; ella absorvia 1 milhao 826,000 piastras, ou
lOmilhOesdefrancos. Hojepode-se dizerque o trbu-
lo que ella paga ao thesouro de Madrid nao differe
muito da somma lquida produzida ha meio,scculo
por todas as colonias reunidas. Islo explica e moti-
va a solicilude inteiramente particular de que el-
la he objeclo e qiio acaba de reveUr-se de novo por
tres decretos publicados na Gazeta de Madrid de 13
de abril.
Estes decretos apresentam gma serio de dispo-
cees relativos escravidao. Elles tentam supri-
mir o trafico dos negros, que, nao obstante as pro-
hbees repelidas que illudism asauloridades locaes,
provavelmente com a tolerancia do governo hespa-
nhol, n3o lem deixado de pralicar-se al aqai em
Cuba com toda a notoriedade e em grande escaila.
Elles sao destinados igualmente a impedir que os
escravos sejam transportados dos campos para as ci-
dailes. Quer-se que elles sejam o mais qoe for pos-
sivel, empreados na coltura, e que os trabalhos do-
msticos as ridades sejam confiados abrancos. Fi-
nalmente eslabelecem-se premios para animar o de-
senvolvimcnto da popularlo negra, o que parece
prmeira vista bstanle eslranho ; mas cumpre lcm-
brar, qoemuitos estados da Europa tem em sua le-
gisiacao disposicoes nao abrogadas anda, ero favor
da multiplicaran da especie.
Nenhuroa observacao temos que fazer sobre os
pormenores desta medida, mas urna cousa em seu
todo nos sorprende, e he, qoe todo este syslema
suppe a perpetuidade da escravidao era Cuba. Em
summa, piar que nao baja mas duvida sobre esle
ponto, os decretos sao precedidos de urna exposirao
dos motivos, na qual est desenvolvida esU propo-
sisSo : que a conservjraoda escravidao he indispen-
savel pata a prosperidade da ilha. A esle respeilo
he que se prle exprimir admiracao o pezar debaixo
do pools do vista do ioteresse da propcia llespa-
nha.
Ha meio scalo, quando Wilberfo'rce fazia no par-
lamento ingles lodos os anuos, sua mocao para a a-
boISc,ap da escravidao depois 4 resultado fatal da
tcnlaliva, de que S. Domingos foi o Ihcalro, era per-
mittdo aos-homens polticos como ama idea chime-
nea, ou pelo menos como um pensamento reserva-
do pala um futuro longinquo, o projeclo de emanci-
paeios,uegros. A quesiao tem mudado de face de-
oisde alguns annos. as Anuiras a escravidao es-
bolida por toda parle, excepto as possessOes
.nholas. O successo a principio parecen muilo
ocre as colonias inglezas; pareca que a liber-
dade dos negros foi incompstivel com a produccao
do assucar em grandes proporefies. Mas esla opi-
niao, que se havia sustentado a principio, apoiando-
se na experiencia dos primeiros annos de emaucipa-
*o. aas eolooias inglezas, nao prevalece mas hoje.
A prodcelo dVassucar naquellas colonias nao lem
ctssado ; lera-se metamorphoseado. Novos proces-
sos, as quaes os apparelhos mecnicos ou chimicos
lem um grande lugar, tem substituido ao anligo me-
thodo de extraccio ; trabalhadores livres foram tra-
zidas da India, e de hoje em dianlc nao ha mais du-
vida-sobroa conservarao de urna industria de assu-
caj florcseenlc as possesses inglezas, em presenea
da liberdade dos negros. O successo verificado hoje,
da emanciparlo as colonias francezas, successo que
se loma cada anno mas bullanle, rom a coudicao
deque os proprieUrios do solo gozem da liberdade
do traba!bo e da industria, que he o- direito com-
mom dos cids.-laos fraucezes, confirma j e confirma-
r muflo ifinh anda as animadoras indicac.cs lira-
din da historia cclual das colonias inglezas.
Assim* Hesnanha nao tem razOes valiosas para
dar um apoio da conservado da escravidao em Cu-
ba. Verdade he que a emancipadlo dos negros se
deve fazer all com precaueao. Todos se interessam
em que esla empreza delicada nao seja dirigida ir-
reflectidamentc. Dizemos todos, porque a Europa
inteira e os Estados-Unidos ficarara embarazados
em procurar seu abaslccimenlo de assucar, se
cultura fosse desorganizada* em Cuba como em Por-
lo-Bico, que uao lemos separado aqu. Estas duas
ilhas coro effeito derramara no mercado geral, se-
gundo os dados receptes do doutor Sloll,' 300,000
looelada de assucar, islo he, perto do 50,000 tone-
ladas, linio.quanlo produzem todas as posseases in-
sulares e contnentaes da Inglaterra, as Anlilhas, a
ilha Muurcia, a Guyana ingleza-e a India. A mas-
sa total do assucar de canna, que aparece no merca-
do geral, no qual a Europa pode abaslecer-se, he me-
nos de milhao o 200.000 toneladas. A' vista disto
um dficit de 300,000 ou de 200,000 seria urna gran-
de falla para o consumidor. .
Poder-se-hia pois applaudir as medidas de pru-
dencia, que a corte de Madrid ulgasse conveniente
cercar a emanciparlo dos negros cm suas colonias
das Anlilhas. Mas a narran e u emprazamenle in-
definido, ou declararles de que a Conservarao da es-
cravidao he indispensavel a prosperidade de Cuba,
nao -Jora prudencia, seria o contrario. A Hespanha
nao pode de hoje ero diante deiar de imitar em suas
colonias o que as oulras nac,es lem feilo as suas.
Ella o deve fazer por seu proprio interosse, por sua
vantagem mas directa, por este motivo geral de que
he inconveniente ficar alraz de todas as oulras, e
por esle motivo tirado da poltica a mais positiva,
que he para ella o melhor meio, seno o nico, de
conservar a propriedade da ilha de Cuba, e evitar
que esta posseseSo magnifica venha a ser preza dos
slados-nidos.
Consideramos o gabinete de Washington por todo
Uo honesto e leal como qualquer governo, que haja
no muqdo, e lemos o presidente Piercc particular-
mente, por um hornero honrado. Nao suscitamos
duvida alguma sobre a sinceridade das declararles
feilas iiliimamentc pelo gabinete de Washington, de
que elle nao alimenta nenhuma ideia da conquista.
Entretanto nao he menos evidente que a porcao
mais inquieta daqoella inicuo 13o notavel por sua
enrgica aclividade e pela audacia de suas empre-
sas, nao partilha estes sentimentos desinleressados
e cobca desde algum lempo Cuba com um ardor ex-
tremo. O mesmo impulso, quo, tem precipitado os
Americanos sobre o Mxico, e os Tez se tibores da
California, nao obstante os obstculos gravissimos,
os arrciiiussar em qualquer momento, que nao esta
muito longe e com um vigor irresislivol sobre a ilha
de Cuba, que est s suas portas, que he perfeita-
raenle accessivel por vinle lugares diversos, e que
leria para elles mais valor que a raelade do Mxico.
Para assegurar-se a conservadlo de Cuba, parece
que o melhor que a Hespanha lem para fazer, con-
siste em coHocar aquella ilha em condireslaes, que
o partido da oten America, nao possa mais desja-
la. Fora disto, nos o recejamos bastante, toda a es-
peranra he va. Ora para,conseguir-e este fim se-
ria bastante abolir a escrasido porque o principal
motivo, que faz desejar aos Americanos a conquista
de Coba, he que se poder dividi-la cm tres esta-
dos, que cnnlTabalancariam a preponderancia sorn-
pre crescente do Norte, onde a escravidao nao he ad-
mltida, sobre o Sul, cuja constituirn social tem a
escravidao por fundamento. Coma liberdade dos
negros, Cuba perde immediatamenle lodo o seu al-
Iraclivo para us anglo-amercanns. Os propieta-
rios de escravos dos estados do Sul lomariam a peito
romper de hoje'em dianle soda a relacao com aquel-
la ilha, e se tornaran! os adversarios da annexarao,
como' sao hoje os partidarios delta. Cora efleito, co-
mo a escravidao poderia ser perpetua no oesle do
canal de Bahama, islo he, nos estados do meio dia, se
a leste ella se achava cstabelecida_em um paiz, que
ferisse parle da Uniao pelo mesmo Ululo, que est
as mesmas condieses de clima e de coltura, que os
estados do meio da, e com a qoal se teria as rela-
oes as mas activas pelo facto da encorporarao
niao 1_ .
He assim que prestando Urna publica homenagem
ao principio liberal, cojo culto dislingiie os lempos
modernos, o gabinete de Madrid teria a certeza de dar
aos inleresses da Hespanha a mas efltcaz das proler-
tdes. Nova prova da liecondidade e do poder dos
principios. ( Journal des Debis.;
INTERIOR*
veterano e Iravou com elle urna conversado amiga-
vei e cstrondnsa.
Brunissende sorro e lanroo .0 escrevenle o olhar
de agradecmenln que dirige-se aos libertadores.
O humilde salvador recebeu esse rao com alegra,
sua alma lirou Iluminada ; mas seu semblante nao
deu a conhecer nada de seu contenlamenlo. Esse
relmpago desccu s profundezas da vida,.o aug-
mentou a cr\slalisacao de seu thesouro de amor.
Conversando com Paulo o mancebo chegou-se in-
differenlemenle chajnin, alirioo livrnho quemada-
mesella de Murvieil ahi depozera, leu o Ululo, mo po-
de reler um movimento do aversao, sorprenden um
rubor que subia ao roslo de Mr. Chenoise, em um
abrir c fechar de olhos sabendo que Brunissende
nao podia ver nada, rasgou o litlo da obra, me(-
teu-o na algibeira, c laucn o livro no fogo.
Tudo isso foi executado com um desembarazo in-
crivcl. Fredcrico nao perder de vista a face de
Paulo tornada lvida, sua voz alegre c banal nao l-
nha-se demorado um minuto : essa scena extraordi-
naria s Uvera Urna teslemunha, a qual permaneca
petrificada.
Brunissende afaslou sua cadeira collocada no can-
to da chamin, c disse :
O fogo est ardendo como se estivessemos no
invern I
He bom signa!, lornon Frederico encobrindo
com o corpo o incendio do livro. como se houvesse
querido impedir que o reftexo das folhasinflammadas
subisse ao puro roslo de Brunissende.
Depois que ludo consumio-sc, depois que a ulti-
ma pagina denegrida foi envolla eni cinzas o escre-
venle vollando-se para madama Chenoiso ceupada
cora seu jogo da paciencia disse-lho :
A senhora esl abandonada ? Quer acelar-rac
para pareciro '
O oOereciroenlo foi aceito com gosto, e Fredcrico
assenlou-sc resolaUmenle dianlc da mesa de jogo.
O serio prolongou-se sem oulro incidente, c Iodos re-
tiraram-sc cedo. Madama Cbenoise luha ganhado.
Esse senhor Frederico he na verdade mu ama-
vel, disse a velba ao filho vollando para a casa.
Paulo nado respondeu.
Madama de Murvieil arrumou as esleirs do sa-
lao depois da sahida dos hospedes, e apandando as
cartas de cima da mesa, disse s.filba :
Esse senhor Frederico he u complacencia ero
pessoa! upo abes Brunisseude?
RIO DE JANEIRO.
SENADO.
Sta 22 da salo de
A's 10 horas e roeia da manhaa; estando reonido
numero suflicieiites de senadore, abre-se a sessao e
approva-se a acia da anterior.
Constando achar-se na ante cmara o Sr. Ensebio
de Queiroz Coulinho Mallaso Cmara, senador no-
meado pela provincia do Bio de Jaueiro, sao eleitos
por sorte para -a deputacao que o deve receber
Srs. viseonde de Olinda, roarquez de Ilanhaerii e
Araujo Bilieiro, e, sendo iulroduzido com as forma-.
Hilarles do eslylo, presta o juramento e loma asiento
no senado.
01. Secretario 16 os segrales reqnerimentos:
1. Do hispo de S: Paul4 pedindo a conressao de
loteras para a conclusao das obras do seminario
episcopal da capital da mesma provincia.":A' com-
missao de fazenda. '
2. De Manoel Rodrigues Borges, pedindo a con-
signarao dos necessarios fundos afim de ser embol-
sado do premio de 10:000 que Ihe foi concedido pe-
lo decreto de 28 de fevereiro' de 1852, como desco-
hridor dos processos e manipulacao do cha Pekoe.
A'commissao-de fazenda. "
L-se e vai imprimir o scguinle parecer :
A commissao de instruccao publica examinou o
requerimenlo ecertides aunexas, que o esludantc
Jos Mara do Valle Jnior, natural de Sania Calha-
rina, dirigi a esta augusta cmara pedindo dispen-
sa dos exames de rhetorica e geographia, para se po-
der matricular e fazer aclo do l. 'anno jordico,
que actualmente frequenta no curso da cidade de
Olinda.
o O supplicanle allega, que se achava preparado
para eOccluar tambem escs dous exames qjio Ihe
restam, o que a raziff-deo-V lar feito lora nica-
mente por Taita de lempo, lemlo ehegSd ii academia
poneos dias aoles do eqcerramcnto dos exames pre-
paratorios, e quand havia grande affluencia de exa-
minandos que o deveram preceder.
A commissao cnlende, qoe seria muilo para de-
sejar que o corpo legislativo nunca tivesse concedi-
do estas dispensas, e que se liouvessem sempre ciim-
prido arisca os estatuios de nossas academias, que
cerlamenle nao peccam por muilo exigentes ou ri-
gorosos ; mas cOmo assim se n5o tem procedido, e
ha Untos casos em que as cmaras lem oulorgado
favores deste genero, a commissao enende tambera
que seria agora urna injuslica relativa ngar-sea uns
o que j se lem muitas vezes concedido a oatros em
circumslancas idenlcas, e he por isso de parqcer
que o senado approveo segainle projeclo de resola-
ao :
o A assembla geral legislativa resolve :
o Art. I. O soveruo he aalorisado a mandar ma-
tricular no 1.o anno do corso jurdico de Olinda ao
esludanle Jos Maria'do Valle Jnior, dispensando-
o para isso dos exames de rhetorica e geograpUja, e
admilli-lo a fazer aclo desse anno se so mostrar en-
tao approvado nos referidos exames, e se tiver tdo
a frequencia das aulas que os estatutos exigem.
Arl. 2" Ficam revogadas as dsposiceS emcoir-
trario. 1
o Pajo (10 senado, cm 20 de maio de 1851.Jos
de Araujo Ribeiro.Candido Baptista de Olheira.
OSr. Alves Bronco olcrece o scguinle projeclo :
o A assembla geral legislativa rcsolye :
. Arl. !*. Fica approvada a pensao annual de
600^000 concedida por -decreto de 12 de maio' de
1847 a D. Mara Generosa Loureiro, em plena remu-
nerado dos servcos prestados por seu,fallecido ma-
rido o desembargador Agoslinho de Souza Loureiro.
a Arl. 2.* Ficam revogadas as disposirOes em
contrario.
Paco do senado, cm 22 de maio de 1854.Mar
noel Alies Bronco.
Passando-se a ordom do dia, sao approvados sem
dbale em 1. discussao, para passarem 2.", os pa-
receres das commisses: i." da mesa suprimindo o
lugar vago de oOlcial da secretaria do senado ; 2.\
indeferindo os requerimenlos de varas irroandades
pedindo dispensa das leis de amorlsacao ; e os pro-
jectos de resolucao do senado aotorsando o governp,
um a mandar matricular no primeiro anno do curso
jurdico de S. Paulo a Thomaz Antonio de Paula
Pessoa, o oulro a conceder carta do naluralisarao de
cidadJo brasilcro ao Dr. Jos Francisco Sigaud.
Sim, minha mai; mas he muito liviano, 'muilo
roo^o! .
O pobre mancebo linha vollado para sea pequeo
aposento alegre e ufano como um conquistador. Co-
mo nao linha ninguem a qoem dissesse seu pensa-
mento sobre esse senhor Frederico, disse-o a si
mesmo:
He possvel que o deslino seja zombador a lal
ponto! Todo o quo fajo deve exlinguir-se, raorrer
sem rumor. Espirito, audacia, coragem, tudo isso
he posto em jogo c gasto em vo Ha pessoas con-
demnadas s cousas pequeninas, que prestara pe-
queos servcos. e com immensas facilidades fazem
humildes aci;oes. Um privilegiado da sorte salva a
vida, a honra, os hens daquella a quem ama, alra-
vessa ondas, chammas, raullidOes para livra-la de
um perillo; en nao tenho oulro recurso senno finezas
inapreciaveis, suhlraho a olhos castos um mo livro,
salvo de nma macula, evito nm desgoslo, protejo
contra um tolo. Oulros tem para rivaes cavalleiros
coherlos de ferro, cujo amor he |3o puro como o
delles, desenuhecidos amearadores e terriveis a com-
baler; eu so encontr diante de mim um paleta de
lorpes fantasas que nao sabe o que he a lernnra, e
que nao tem coracao. Pois bem desempenharci
minha trela obscura como um bobo, coma um
anSo; como um notario. Faze leo ofticio.'escre-
vcnle, tnlor invisvcl de urna linda moca, poe-le'em
campo, loma inforniares: arraa-te dp papel sellado,
lavra os autos de urna existencia desprezivel, o a-
guarda com paciencia la hora. Nao lens una for-
tuna magestosa ncm Um nome respeitado: os gran-
des lalismans da rcalidade nao acnam-se em tuas
maos. Coragem I adquiriste esta noile nm inimigo,.
isso he muito, um homem corou la visla, ufna-
te. Encaraste a corrupto e ella tremeu dianle
de li.
F'rederico deitou-sc volvendo eslas ideas no espi-
rito. Achoo no fundo da ajgbeira a Jblha que ar-
rancara do livrnho quemado, e dobrou-a cuidado-
samente para guarda-la na carleira.
No dia seguinle foi a casa de madama de Murvi-
eil enlregar-lhe dinheiro que r/ .ebera liara ella, e
lornon'a aconselhar-lhc que relirasse as sommasque
reslavam na mao do hanqueiro.
Nesse momento Brunissende entrn e disse-lhe :
Senhor Frederico, vio um livrnho que Mr.
Cbenoise eiupreslou-ine honlem, e que perdeu-se'.'
Elle eslava sobre a chamin, senhora, e lan-
cei-o no fogo, respondeu Frederico cora serenidade,
Entra em 1. discussao o projeclo de resposta
falla do Ihrono. .
O Sr. D. Manoel oceupa a tribuna para. azer
um examc cpnsciencoso e imparcial dos negocios
do paiz, e mostrar a solicilude que Ibe merecem os
grandes inleresses da narao.
Se considerase o projeclo de resposla ao discurso
da ctjroa simplesmenle como um respeiloso conipri-
mento dirigido ao Ihrono, dar-lhe-hia o seu vol
mas parecendo-lbe que trala-se de alguma"cnusa
mais do que de om mero comprimenlo, e que nenia
occasiao he que senado, depois <)e escrupuloso
exame dos actos da administracSo, deve manifestar
a soa apprnvarao ou rprovacao a esses aclos, en-
ende que nao he possvel presciiidiP'aNflfaga^ lu-
minosa discussao, que traga ao paiz a eonviccao do
procedimcnlo do seua'do approvando ou reprovando
a conduela do governo.
Em 6 de selembro do anno passado den-se um
acontecimenlo por muitos almejado: a mudanza do
ministerio. Ao comerara nova adminislrarao algans
coriceberam lisougeiras esperancas de que o paiz ia
soffrer nolvei modficacao na poltica at enlo e-1
guida: a isto-deu lagar urna expressao do Sr. presi-
dente do conselhu, quando disse em urna sesso do
senado que os nossos partidos estavam estragados,
e cumpria procurar que das ruinas dos dous gran-
des parlidos em que o paiz se divida, nascesse oulro
que seguisse difieren te vereda. O que mais corifr-
mou eslas. esperancas, foi o programma do Sr. pre-
sidente do conselho, e a pezar d que o orador nao
concordasse' com todas as doulrinas desse program-
ma, e al considerasse que elle tnha bastante lacu-
nas, todava disse que para o paiz seria grande fe-
licdade se fosse enroprido. Nao quer fazer agora
urna analyse, ainda que rpida, desse programma :
isso ter lugar.qoarfOo passar a provar que a admi-
nislrarSo lera fallado a quasi todos os puntos desse
programma no espaco de lempo decorrido de selem-
bro do auno passado at hoje. A missap do orador
na actualidade he oulra; lem de entrar particular-
mente na analyse da resposta falla do Ihrono, e
no desempcnbo desta tarefa achara ensejo de mos-
trar como a administracao tem cumplido as suas
promessas.
Mas primeiramente far .ama observacao que ago-'
ra Ihe occoreu. Por que razo foi o Sr. viseonde
de Paran encarregado de organsar a nova admi-
nislrarao? Islo nao foi averiguado o anno passadb,
e he preciso que o seja.
He faci constante que o partido dominante, o
partido chamado saq'uarcma, linha soffrido grave
desmembraban com a separarlo de pinitos de seus
membros para formar o novo partido parlamentar;
esle, pouco numeroso ainda, mas notavel principal-
menle pela importancia das pessoas que o compu-
nham, dcixava infundir serios receios de qoe viesse
a eflectuar-se a sua allinca ou fusao com o partido
decahido, alliaiu; que necessaramentc devia vir a
operar-se. N3o era s quanlo s cmaras que o no-
vo partido dava cuidado; lendo os depdlados de
regressar para as suas provincias, iao necessara
mcnlo estabelerer l o partido parlamentar, fraccio-
nando assim gravmen'rc"o"parttcto saquarema.
Ora, o partido saquarema dcteslava mais o par-
tido parlamentar do que o partido luzi, ou venda
grande; ea razSo he de fcil iutuic.lo ; o partido
luzia ou venda graude nao ere representado nas c-
maras, e~ o partido parlamentar conlava muitos
membros no corpo legislativo, sobretodo na cma-
ra dos depu lados; e era preciso acabar com elle.
Sabia-se que o Sr. viseonde de Paran enlrelinha
eslreilras rela^ocs de amizade com a maior parle das
pessoas que compunham o partido parlamentar; e
como era.indispensavel que, antes de eeerrar-se a
sesso legislativa, se procurasse unir os parlamenta-
res com os saquarcmas, para evitar que os deputa-
dos dissidenlcs fossem plantar nas provincias o.nbvo
partido; como tambem era necessaro evUr a fusao
do partido parlamenlar como luzia, visto que os
homens do partido decahido no eslavam longe de
chegar a ur/i accordo com o novo partido, o que nao
seria novo na historia, porque ainda ha bem pouco
lempo se vio cm Franca o partido republicano uni-
do ao partido absolutista para combater um inimigo
comroum ; por lodas estas razos suppdz-se que lo-
mando o Sr. viseonde de Paran conla da adminis-
lrarao, procurara logo, logo, chamar ao gremio
do partido saquarema todos os parlamentares. Com
efleito nao se enganram os que assim pensram; e
logo quo o Sr. viseonde de Paran foi nomeido, os
parlamentares quasi unnimemente deelararam que,
estando mudado o ministerio, e sendo de suas sym-
pathias o chefe da nova adminislrarao, era conve-
niente cessar a opposicao.
Gomerando a funecionar a adminislrarao do Sr.
viseonde de Paran, foram nomeados para impor-
tantes lugares os principaes membros do partido
parlamentar: ao Sr. Sebasliao do Bego Barros, que
passava pelo seu chefe, e oSr. Jq3o Capislrano Ban-
deir" de Mello, um dos seus mais dislinctos mem-
bros, se incumbi as presidencias do Par e Para-
hiba; o oulras nomeaces se seguirara debaixo das
mesmas inspirarnos.
Taes nnmeacics cansaram o maior riume aos sa-
quarcmas. 1 Quel diziara elles asposicoes ofllciaes
sao dadas aos transfugas, e nao anos! E desde cu-
tan rommccaran a ver com mos olhos o Sr. presi-
dente do conselho. Mas o que he verdade he que a
adminislrarao trataba de conciliar-s com os mem-
bros do partido parlamenlar, e nao se imporlava ab-
solutamente com os luzias; esta he a maneira porque
o Sr. presidente do conselho lem entendido e exc-
Porm Mr. Chenoise m'o ha de reclamar!
Nao, senhora, tranquillise-se, se Mr. Cbenoise
fallar-Ule nelle, diga-lhe que eu he que lh'o hei de
restituir, Porm elle nao tornar a pedi-lo; pois
vio o que eu fiz, e devia fazer. Pcrmilta-me que
nao me explique a esse respeilo. Todava nao quero
que a senhora seja privada de urna leilura. tomei um
livro em minha pequea biblioteca e trago-o.
Frederico lirou um volume.de poesas de um nos-
so grande poeta e apresentou-o a Brunissende.
Oh exclamou a mora com ama admiraco quo
denolava prevencGes terriveis, o senhor l versos I
O escrevenle sorro hrandamentc, e lornon :
Esses nao leio mais, porque lenho-os lodos na
memoria. A senhor esl sorpreza de ver nm ho-
mem pralico, um homem de negocios oceupar-se
com s cousas do espirito e seguir a liueralura do
lempo ? Se me eonhecesse melhor, ficaria espan-
tada de nma cousa hem difireme. Algum dia a
senhora saliera lalvez a verdade, e compreliendcr o
pobre escrevenle.
Brunissende encarou Fredcrico o ficou interdicta:
oflo era mais a mesma pessoa. Um relampaao aca-
bava de passar por esse semblante; toda a melanco-
la de sua sorte dava-lbe s fcicOes elevarilo e dioni-
dade; a mascara da indifl'orcnea cahia" repentina-
mente. Pnrercu a moca que al esse momento nao
linha jamis visto bem o mancebo. Illadama de Miir-
vieil nao comprehendeu nada dessa scena. Houve
um desses silencios que apressam us destinos. A
linda moca senlio-se chea de um grande respeilo
por aquelle que pouco anles nao existia para ella.
Sim. senhora, tornou Frederico com um orgu-
lho de arlisla, sim, amo o que ho bello, o que he
honesto, o que he puro Dos deu-me um espiri-
to capaz de comprebeoder as obras das almas supe-
riores que creou Minha vida he pcnivel, e o li-
vro que Ihe Irago tem sido um de meus consolado-
res. Os coracoes parteles lem a forra de nao se
queixarem. A senhoraadevinhou-me, oxala me es-
Ume mais por isso. Se leio versos, senhora !....
E o mancebo lornon a recitar eslrophes com voz
vibrante e nova.
Ilrunissonde estremecen,. maravllenla, confusa, c
madama de Murvieil ficou pasmada. .Asdiiasmu-
Iheres escutarnm Frederico em exlase. Seus olhos
bnlliavan, notas desconlieedas sahiani-lhe da bocea,
e seu gesto simples e grave diiminava a admiradlo
de que era objeclo.
Aquelle que tem rijeilado versos diante das mu-
llieres amadas comprehendero o efTeilo que pro-
duzio essa rcvelato. A poesa lem urna cousa de
adoravcl. e vem a ser que qualquerpedaro est cheio
de alluses aos sentimentos secretos da alma. Aquel-
le que recila torna-se o poel, e he seu proprio pen-
samento que traduzem os rhylmos soberanos. He
como urna torrente que corre-nos dos labios levan-
do comsigo as flores da ribanecira, as rosas de nosso
amor. Levado de um arrojo desconhecido, e esque-
cidode sua timidez, de seu recato, do seupapelo l>s-
curo.Frcderco rasgou o cnvol torio.de nolario.lransfi-
gurousec ajipareccu romo em realidade era.Elle nao
via Brunissende nem a mai, e abaudonava-se a um
desses arrebelamenlos calorosos com que resoava s
vezes seu quarto solitario, quando noitc depois da
fadga de um dia afanoso dcixava urrar soa paixao
como urna fera iia gaola.
As doas mu Hieres nao acharam nada qae dizer-lhe
quando acabou; Envcrgonhado de sua extravagan-
cia, o mancebo fugio c percorreu Pars como um
doudo, como um criminoso dominado pelo reniorso.
Ajidou assim mulu tempo, e cxgotnu as forcas.
Ao por do sol achou-se 110 jardiin do Luxem-
burgo e assentou-se sobre um banco. No lerror
que o agilava havia urna alegra selvagem.
O acaso arabava de lanra-lo no meio do per-
go, e semelhante a um ladrap que eutrou subi-
lamente cm nma casa, efugio 'vista dos donos, elle
nao alrevia-se a vollar para seu quarto com medo
de ser reconhecdo. Um momento alma subira-lhe
aos labios, o pensamcuto illuminra-Iac o semblante,
e o que elle linha desde lano lempo occullo acaba-
va de ser descoberlo. Como continuar agora seu pa-
pel? Como explicar o lyrismo de sua paixao?. Que
devia fazer ?
Aquella sceia extraordinaria aprcsenlav-sc-lhc
incessantemcnle, elle frentico e audaz declamando
versos diante de duas mulheres raudas e aniquila-
das. Que-podiam ellas pensar asen respeilo ? Elle
nao sabia que as vibrac.oesdesua voz resoavamjain-
da 110 coiarao de Brunissende. a qual nao linha en-
vido jamis nada semelhanle, nao sabia que o fgo
que ardia ha tanto lempo occullnientc depois de ler
feilo sallar a mina, depois de ler-lhe rasgado o peito
acabava de abrir o co ao seu corar/10. Nao com-
preheudia nada. As faiscas dessa explosao recahi-
am sobre elle de todas as parles, e sua alma sollria
com a rotura ; mas Brunissende linha visto lodas as
profundezas do afysino cluridade dos relauipigos,
colado o seu programma do conciliario dos partidos.
Nao resta per Unto duvida de que a sua entrada pa-
ra os consellio's da cora s leve por fim acabar com
o partido parlamenlar.
Feilas eslas observaces a respeilo da organisacSo
do ministerioaciual,va enlraremmalcraeproceder
analyse de todos os tpicos do discurso da cora c
do projeclo de resposta do senado. Antes, porm,
de cumprirOque acaba de prometter, pede licenca
aos Srs. ministros, para recordar-tlias nma senlenca
de Tcito e oulra de nma moralista francez que o
orador rila, acerca do perigo dos amigos lisongeiros.
Ha, com efleito, alguma coma mais perigosa para
os Srs. ministros dp que os adversarios; sao os ami-
gos que rom os seas kravores es desvaram.
Ha annos que he eslylo lomar o projeclo de res-
posta faHa do Ihrono um panegrico completo da
administrarlo; neuhum acto do governo merece o
mais leve reparo, nao; lonvores s louvores ; 00
por oulra, lisonja e s lisonja! O orador nao pode
acoslumar-se com esla aralica, nem goslar dclla: diz
.mais o sunadodevia altera-la,nao deviaapprovar se-
melhanle projeclo ; e dar a razao porque assim
pensa.
Diz o principio do discurso da cora: He com a
a mais viva satisfago que vos vejo reunidos em re-
dor do meu Utroao. O projeclo de resposta co-
mer por estas palavras : a- O senado respeilosa e
cordialmente agradece a V. M. I. a extrema be-
a nevoleucia com que houve por bem exprimir a
sua mais viva satisfaco ao ver em redor de seu
thrnno os represenlanles da na^ao. *
V-se que o pensamcuto do Ihapuo lie de tanto al-
cance qu, para quCm observa a marcha do syslema,
representativo no paiz, a nica esperanra csU nesse
regosijo da cora por se adiar cercada dos represen-
tantes da uac,3o tratando de cumprir os seus deveres.;
Mas basta este regosijo? Nao; porque o governo re-
presentativo no paiz est amcacado de inlcira ruina.
A corruprau tem invadido tudo; he cliegada a poca
em que a corropcao he entre mis o priaaciro elemen-
to de governo.- Assim como'os dous movis das ac-
Soes humanas sao o.devcr ou o interesse, ha duas es-
colas de poltica, a que segu o dever, sustentando
que nao ha sen3o nma moral, e a que entende que
n3o pode haver allinca entre a moral e a poltica,'
reduzindo a um materialismo cynico a arte de go-J
vernar.
O orador he daquella escola e detesta esta, e en-
tende que a maneira de fazer calar os dezejos de
reformas que podem chegar at a atacar objectos que
todos respeitam, lie esquecerem os representantes do
paiz o interesse particular para s cuidarem do da
narao: o orador espera em Dos nunca se afastar
desla senda.
Enlende, porm, que 11S0 temos governo -repre-
sentativo, qne os Srs. ministros da cora esUto repre-
sentando acomeda da liberdade representativa; que'
os meios nobres da verdad eir moral, da qne tem por
norte o dever, esl3o poslos margem, c s so em-
pregadosos da escola que acha impostivel a allinca
da moral com a poltica ; em urna palavra,- flue a
administrado tari"abandonado os vcrttadeboc'metos
que um governo Ilustrado e honesto deveempregar
na direceao dos negocios pblicos. He por isso que
nao cessar de advertir os Srs. ministros para que
nao se ceguem, nao corriiem muito no apoio que lera
por base o interesse particular; hoje conduz ao Ca-
plelio, para amanhaa despenhar da Bocha Tarpeia.
Quer o senado a prova de que a adminislrarao s,
governa pela corrupcao ? Vai da-la.
Diz um escriplor de grande nota que a corrupcao
do ptimo he pessima. Applicaudo o principio o
que se vfi? O governo mandando para todas as pro-
vincias sas ordens terminantes aura de seren era-
pregados todos os meios para que se obleuham votos
os que por "elle sao designados. V-se mais: ve-se
o" governo fazer guerra aos seus proprios correligio-
narios quando ousam pleiteiar asna elcic3o. Se nesle
momento o orador recorresse a dous nobres .senado-
res (olhando para ot Srs. Pimenla Bueno e 'viseonde
de Moni'Alegre) quanlo poderia ser por elles coad-
juvadol Fallar da ultima lecao de'senador por
S. Paul.
Sabe-sc que o partido da opposicao em S. Paulo
esta morlo, nao apparece em campo, abandona as
eleiroes. Pois bm, o ministerio nada linha, perianto
que recejar da opposicao; mas o quo acontecen.' A-
presentaram-sequatrocandidatos; lodos eramdignos
mas o governo lnlia um a qem por forra quera
ve contemplado na lista trplice; mas sendo qnalro
os Candidatos podia, na lula, ser excluido o predi-
lecto: o resultado foisustentr-seatodoocustouma
chapa de Ires, com exclusao do oulro candidato mui-
to digno, e que veio a ser o primeiro votado na pro-
vincia, devendo esle triumpho aos votos da opposi-
cao que pode reunir.
Dous nobres senadores resolveram-se a sustentar
a candidatura do excluido; e em quanto Ibes dizia o
governo, na curie... (Qaanifo o orador dizgoverno
refere-se sempre ao Sr. presidente do conselho ;
na sua opiniao os oulros Srs. ministros s cxislem de
direilo; quem governa he s oSr. presidente docon-
sellro.) Mas em quanto o governo dizia na corte
aquelles nobres senadores: a Os senhors nSo tem a
influencia que suppoem ter enffS. Paulo a, elles res-
pondan! : Temos, e havemos de rooslra-lo. E
cscreveram para S. Paulo declarando quo o governo
nao exclua nenhum dos qualro candidatos, que nao
linha repugnancia por nenlium, O orador passa a
ler nma carta do Sr. senador Pimenla Bueno ao Sr.
padre Toledo, residente em S. Paulo, na qoal ero
seu nome, e em none do Sr. viseonde d? Mouf Ale-
gre, aconselha aos seus amigos daquella provincia
para reunirm seus esforeos a favor da candidatura
do Sr. Jos Manoel da Fonseca. Declaro porm qoe
se esta caria (qae ao orador informam qoe est em
mao do presidente do conselho) he falsa, nao se ser-
vir delta para a sua argumeolario.
O Sr. Pimenta Bueno (para explicar) .diz qne a
caria que acaba de ler-se, escripia confidencialmen-
te em resposla a nutras do Sr. padre Toledo, relati-
va as eleicoes na provincia de S. Paulo, fra com
mais algumas tiradas IraiooeirameDle de urna gaveta
desse seu amigo, copiada e publicada, e que he falso
achar-se recoohecida por tabelliao. Se o orador pu-
desse suppor que ella seria por meio de urna IraicSo
dada imprensa guardara as conveniencias a que he
obrigado torjo o homem delicado, nao asara de epi-
nicios, nem deixaria de redigi-la de outro modo. Em
todas que em geral escreveu, tratando da materia,
au ha nenhuma semelhante qae foi lida ; tanto
queso algumafr publicada est promptQ a aceitar
qualquer discussao,o que nao far a respeilo daqoel-
la, estando mesmo persuadido de que seo nobre se-
nador tivesse conhecmenlo do modo por que ella
foi obljda (narrado al em um numero do Ypiran-
ga, folha opposicionista), nao a teria ldo no senado
lal he a idea'qae forma da honra e delicadeza do no-
bre senador.
O Sr. D. Manoel, conliuuando, diz que. .nSo he
sua inlencao molestar ao nobre senador, mas que
nao pbde acceder aos aeus desejot. O seu fim le con-
tinuar no emper.ho de mostrar qoe o systema repre-
sentativo esta falseado no Brasil, que a corrupcao
vai minando tudo, e que h'e o governo quem mais
coucorre "para isso, mandando fazer eleicoes a seu
talante, excluindo deltas at os seas proprios parti-
darios que ousam apresenlfcse. Nao ha falta de
delicadeza nem de melindre em trazer para o senado
Osles documentos, visto como lodos tem noticia del-
les, ja por um irapresso avulso que se distribuio com
grande profnsao por toda a cidade, j pelo jornal
Xacao, que be muito lids no Bio de Janeiro.
. Dessa carta e de mais doas que l escripias pelo
nobre senador por S. Paulo ao Sr. padre Toledo
concluc o orador que havia intelligencia enlre o no-
bre senador e o Sr. presidente do conselho. Este nao
luha em vista, he. verdade,- guerrear nenhum can-
didalo, mas quera por forca que entrasseoseuami-
, e recelando qae os qualro entrados em lica o pu-
dessem excluir approvou a chapa formada em S.
Paulo, e mandou sustenta-la : depois da leisso fi-
cou tao incommodado rom a entrada do Sr. Jos
Manoel na lista, que (segundo a reveiffao da poli-
ca do orador) propozem conselho a demissao do Sr.
Josino e a pessoa qoe o devia substituir, mas achou
opposicao nos seos coUegas do ministerio, escreven-
do om delles sahida da conferencia um bilhete em
que dizia a alguero : o O Joshio fica, o oulro nao lie
nomeado. Todo islo combina cor o procedimen-
16 do Sr. presidente do conselho em selembro, qae^
rendo j enlao demiltir o Sr. Josino e oflerecendo a
oulrcm a presidencia do S. Paulo.
' Esle procedimcnlo, observa o orador, nao era o
que se devia esperar d gabinete qoe apregooo a .
conciliaco, quo quera restituir o cyttema repreien-
talivo sua anliga forca e pureza. Parece que era
urna eleir3o era que ncm. se quer pleiteava a opposi-
cao, em qoe lodos os candidatos eran) amigos da ad-
ministracao, era dever do governo deixar qoe ella
corresse inteiramaate livree que assim se organisas-
se a lisia trplice.
A' vista do qoe se deu na eleico de S. Paolo, do
que se passou em relacao ao Sr. Jos Manoel da
Fonseca, co-religionario do ministerio, fazendeiro
abastado, homem a lodos os respeilos independente,
qlle nao havia de incommodar o governo ,com sens
pedidos, jiao se admira ao orador de que seu irmao
e maior amigo fosse guerreado na sua candidatura
de (ioyaz do modo'que extensamente narra ao'ape-
nadqalk, "
e as lavas do vulcao liaviam chegado at a sua pes-
soa.
Madama de Murvieil comprehendia alguma cousa;
porem receiava sobrcludo que Frederico livesse en-
doudecido. A verdadeira causa desse momento de
exallacao escapava-lhe ao espirito ; pois u amor do
escrevenle era urna supposicao impossivel para ella.
Nutrida com os ardores religiosos, e limitada pelos
seus preconecilos, aidea de semelhanle senlimento
parecia-lhe inadmissivcl. Ella leria confiado a fi-
llia a F'rederico com urna seguranra, injuriosa; elle
naoexislia a seus olhos.
Durante oito dias Brunissende nao vio reappare-
cer a visito, pode crr<|ue liiriasouhado e que oro
um sonho extravagante por um meio phautaslico
maneira de Hoflniaun, o escrevenle, seu visinho,
esse mancebo prudente, c affeilo a vida raetliodica,
Iransformar-se cm namorado romntico ilc labios
ardenles, de voz delirante, de gesto cheio de fasci-
naroes.
Lia os versos do volume levado por Fredcrico, e'
vollava sempre as eslrophes recitadas por essa voz
extrordinaria, c mui naturalmente notadas scusj
olhos, e lodas as vezes senta o mesmo estremeci-
mcnio. Entilo comejav a meditarn, a doce em-
briaguez dos coracoes ternos. Para que esse longo
roiislrangimenlo, e essa revelaran sbita ? E tudo
tornsva a passar pelo pensamento da moca, a descri-
C3o Icnaz desse espirito brilhante que apaoava-se,
que extinguia-se, os tuncos silencios dos inlerpiina-
veis seroos, essa ignorancia affoclaila, apenas Ira lava-
se de um assumplo elevado Ella lornava a ver
Frederico em'um canto, mudo, constranaido, ou
jogando c conversando comas pessoas maisfaslidi-
osas. Quem dava-lhc 'essa forc de alma ? Coro
qoo intento infliga -a sua nalureza tal suplicio ?
Que. encanto conservava-lhe os labios presos e as
ideas entorpecidas ? E agora que significava a his-
toria desse livro ? Era por ventura um livro mgico
em que achava-se iuscripto o segredo de seu destiuo?
I.ancando-o no fogo teria elle rompido uro encanto ?
Nos contosque lera na infancia, Brunissenda lem-
hrava-se de que certos priucipes em um momento
determinado de sua existencia, livravam-se assim de
urna na influencia, e de feios lomavam-se bellos, de
estupidos inteligentes.. A transformacao operava-se
em um segundo, a lingua desatava-se, as feic6es a-
iiiraavani-se, e o valido dos poderes desronlieridos
revelava-se repentinamente, I
Besolta da exposirao feila a este respeilo pelo ora-
dor qne a candidatura de seu irmao o Sr. 1). Jos
eleirao em que tem de preeneher-se a vaga- deixada
no senado-pelo SrMaia,' nao s nao encontrava na
provincia opposicao alguma, mas era acolhid por
todas as pessoas influentes nella, e que o presidenta
declarara que nao protega nem guerrea va candida-
to algum (o que desejava que toda a provincia son-
bessej, nSo obstadte ter recebido carta dos Sis.
Paulino,'Eusebio, Torres e marquez de Caxias re-
commendando nm candidato. Depois porm que
esla dedaracao foi feila a um prenle de orador pelo
mesmo presidente, receben este urna carta do Sr.
senador por Sergpe nao s recommendando nm
candidato, mas*remetiendo ama chapa que elle dizia
organisada pelo governo, chapa que em oulro.cr-
rete foi tambem recommendad pelo Sr. presidente
do conselho, o qual, em seguida de soa recommen-
darAo, dizia que os nomes podiam ser substituidos se
nao merecessem sympalhia na provincia, masque
elle presidente nio devia consentir que entraste ne-
nlium opposicionista, principalmente o Sr. D. Jos.
Depois de ler parte de urna copia dessa carta, roa-
nifesla o orador a sua admiracao de que o Sr. pre-
sidente do conselho, querendo passar por < generoso,
tivesse tal procedimcnlo com um homem inofteaaivo ,
que esl hoje reduzido a ler ais seus autos, os seos
livros, e a cumprir os seus deveres com a maior pon-
tnalidade, que nao causa o menor incommodo a S.
Exc, nem a seus collegas. Este procedimcnlo da
parle de S. Esc. ninguem o devia esperar, tanto
mais que o governo linha um candidato, e esse se-
ria naturalmente o escolhido, candidato a quem re-
He isso disse ella com sigo ; lerminou-se soa
escravidao. Antigamente os principes eram presos
entre os lenheiros, hoje sao enlre os notarios. Oh!
quero saber sua historia, hei de pedir quem'a cont.
Ella deve ser cheia de soffrimentos, e hei de sup-
plirar-lhe que me perde, se o aflligi alguma vezes.
Cuitado I eu nao o conhecia I
Emquanlo esperava Frederico, a imaginaco de
Brunissende trabalhou em descobrr esse mysUrio.
Figurou nao sei que proscripto pobre, um principe
desapossado.um nobre herdeirovagabundo.Da phan-
lasia passou para.a realidade e a conclusao foi a mes-
ma. Habituada as ideas melanclicas de desierro e
de prnsrripeao, disposta a lerna sympalia pelasdes-
aracas de soa familia, disperlada talvez por nm sen-
lmenlo mais humano, e mais.universal, perturbada
em fim pela prmeira emocao de soa vida, ella poe-
tisoo seu hroe, o qoal lornou-se urna especie de
partidario que ella entrevia, ora como um cavalleiro
Waller Scott no cimo das monlanhas escossezas, ora
como um Ilustre bandido nas sorras de Hespanha ou
nas moitas da Vendea.
Pouco a pouco seu romance povo'ava-se, seu prin-
cipe corra pergos, apontava a Carabina sobre ini-
miaos, e urna mulher de rsca nobre dedicada e pa-
riente subia os rochlos aps delle, ou esperava-o
110 fundo de um triste castcllo. A alma de Brunis-
sende 13o pura e lio pouco agitada at entao, enlre-
gava-se a essas supposiccies com urna paixao deliran-
te. A imaginaco prevaleca, essa companheira do
proscripto era ella, e quera participar da felicidade
cheia de perigosque creava:
_ Somos arrastados para o solTrmenlo por um altrac-
livo irresislivel. A desgrasa he una especie de ver^
tigem. Os coracoes pacficos que Dcos parece dei-
xar ao abrigo, di espiritos dos mancebos e das moras
para os quaes o destino fez o repouso, nao aspiram ja-
mis eternidade dessa calma. J que sua existen-
cia nio tem tempestades ellos fazem sonhos agitados;
cima do lago puro, o ceo lolda-se, o corac-o esl
ainda lmpido, quando preparam-se j tempestades
110 cerebro.' Madama de Murvieil nao fez nenhuma
supposicao sobre a ausencia de Frederico, e nada
annuncioiirlhe as novas ideas de Bruuissende. O
enfado e a tristeza parecem-se muilo. De mais, qoem
vendo a moca sempre a mesma, assidoa no jardm e
na agolha, leria cuidado qne seu pensamento podia
estar perturbado t
[Continyr-se-ha.)
n1sfr>- -r.W.^
ji-'aaiiirttii


/
^**-%mvC
_
>
commendava eom instancia, e a qu'em mcsmo man-
dn a provincia com licenra ; nao havondo portento
inconveniente alHom era que ao menos viesso o ir-
mao do orador fazendo parte da lista trplice poli
mu provincia natal, provincia onde preslou servijos
en diversos cargos, at de presidente. Mas nem
isso se pcrrailti^, o tal ponto se leva a vinganja con-
tra o orador I... Debalde porm, porque nio te
curvar elle ao manilq injusto de tal adminislrajSo ;
esti rcsolvido a fazet-lhe opposijao com todas as
forjas, aceitando todas as consequencias estribado
emsuaconsciencia. c s ambicionando a continua-
rlo da eslima publica de que goza.
O orador cita depoia a demissSo do presidente de
(ioyaz, a transferencia do 1 vice-pres idete para
qoarto lugar porque se dizia que eslava ligado com
um scu prenle, o que contesla.o a sua substituirlo
por um magistrado que se suppoz seria mais dcil em
rumpnras ordena do governo, e vista de lodos es-
tes fados declara que se acha assnllado de grandes
rcccios pelts eleiooes para a futura legislatura sea
actual administrar,*) se conservar anda no podor;
nio lera remedio por sua parte senBo aconselhar de
novo seus amigos que se abstenham de entrar na
lija para nio sercm ainda mais vetados e opprimi-
dos.
Gsnlinoando em sua argumentado para mostrar
quanto se acha estro nos falseado o systema repre-
senlavoi o modorrar que lavra a corrupto, indo
ana atacar o que ha de mais elevado, as proprias
cmaras, refere o que lhe oarraram succedido na
cmara dos Srs. deputados quando se voton all a
questao da iocnmpalibilidade dos cargos de depota-
do de presidente do Banco.. A grande maiora da
ranura volava pelo parecer da commissao, os esfor-
ros dos Srs. ministros que l tem assento linham si-
do infructferos, a chegada do Sr. presidente do con-
selho decidi a questao, o parecer foi rejeitado por
cinco votos! Com esta marcha o futuro nao pode
deixar da ser hor'rivcl e desastroso, lie para evi-
U-toqoe procura por meio da discotso chamar o
avalenta representativo aos seos devidos termos,
afaslar delle a corropjo, que he um verdadeiro
veneno, um opio laucado na circulado do paiz, opio
e veneno que parecer mitigar o mal, mu que o ag-
gravam.
Nio poda deixar de, por esta oceasiao, dirigir
iiobre commissao que redigio o projeclo de resposta
urna breve pergunta : nao thamou ella a si todos os
fados narrados, nao os analysou, nao tirou delles as
contequencias que elle orador acaba de irar^de que
o gov erno representativo marcha a passos largos
para a sua completa decadencia ? Nao observoo ella
que o mal principal do governo he boje a corrup-
*> Era do seo dtver expor Indo ao llirono, in-
vocar o auxilio desle, visto como nenhum corpo he
mais proprio do que o senado para levar peranie o
throno eslts expresses, porque nenhum tem mais
interesse do que elle na sua estabilidade e das insti-
tuijot*. Mas a Ilustre cammissio apenas paraphra-
seou o discurto da corda, entendendo que p que lhe
competa era eodeosar o ministerio em todo* os
teus actos.
Pastando ao segundo'periodo da falla do throno,
assegura o orador toda a sua cooperacao para pro-
mover o bem c a prosperidade do Brasil, accrescen-
tando que he j para prestar nm ser vico qoe princi-
pia a denunciar peraule o senado e o paiz todos os
actos desregrados do ministerio, e a manifestar os
motivos por que o ha de combatir com todas as
forjas se elle nao arripiar o caminho que tem tri-
Ifcado, caminho errado, nao digno de ministros da
corda, que ha de, se continuar, levar o paiz ao
abysroo. He porm sua ronvejao que nenhum
apoto pode o corpo legislativo prestar qoando os mi-
nistros nem mesmo deixam aos seus membros liber-
dade as votajes.
O fado recente de andar o Sr. presidente do con-
selho de banco em banco cabalando par a nomea-
jao das commissoes do senado prava bem no seu
entender cssa asserjao. Anda por cssa oceasiao to-
mn S. Exc. nma vingauc* do orador excluindo-o
de todas as commissoes, talvez suppondo que daqni
llw resoltara algum, desar. Se o ha, recahe todo
noSr. presidente do conselho, de quem o orador
nio qoer generosidade, cojos favores regeita, decla-
tandoqoe ao ha hypothesa algnma em que os pos-
sa, aceitar. Se no senado se passou isto, se na outra
cmara tedio fados como o que apontou,ib que sig-
mtle aceoperajao tincara, leal e conscienciosa do
corpo legislativo !Devia-se antes dizer: O gover
no que mande, nos submissamenle cumpriremos os
firmaos do mioisterio ou do Sr. presidente do con-
selho, qoe he o ministerio, porque desde 6 de selem-
bro a, presidencia do conselho he urna realidade, he
a nica cntidide, nada te pratica as onlras reparti-
eres sem consulta-la, sem que ella manifest a sua
vontade, o que procura comprovar. com. alguns fc-
tos manifestando o receio da existencia de dous Ce-
sares, e de que aquella entidade, absorveado lodo,
dominando o paiz, dominando as cmaras, nao pt-
re, e qeira ir mais louge. Como meio de evita-lo
compre que o corpo legislativo rehaveuha toda a
na forja o poreza, qae se ligoe com o thipno, que
em urna e ootra casa do parlamento nao se aceitera
esclenlos de om.vil egosmo, qoe a idea do dever
se* anleposla a todo o interesse. Qaaode a najao
mandar os seus geuoioos representantes, *t que
merecerem os seus votes pelas suas virtudes, itlus-
Irajao, posijao e independencia, vollar-^e-ha ao po-
ro, ao verdadeiro systema representativo, nada se
recatara este colosso qoe se apresante aos ollios'db
paiz, qoe faz terror a todos, porqne todos tem m-
todo Sr. presidente do conselho, que-a uns leva
pelaamizade, a ootros pelas promessas, a outros pe-
lolerror!
Occbpando-se com o segundo tpico da ralla, o
orador observa qoe se faz nelle o maior elogio ao
partido boje decahide, por isso qoe se assegura que
ha perfeHapizerranqnUlidade no paiz, nao se fal-
lando mais na tal propaganda com que em alguns
annos lauto se occoparam os relatnos da juslja.
Nio poda porm dentar de notar que' ha verdadeira
anlilhese entre este periodo e oulro em que se pe-
dera medidos para a seguran ja publica, termo .qoe
a commissao nao empregoo como que reconhecendo
que existia antinomia. O throno diz oeste periodo,
queoensejohe hom para se melhorarem os diffe-
rentea ramos da publica administrarlo; mas com-
pre aUender a qoe todos os governos que tem tor-
nado a corrupcao meio de adroioislraeSo, costumam
offutear as vistas do paia com melhoramentos male-
riaes, fazendo con que elle se ataste das qoestes po-
lilicaa, o tss.ro fique morto o espirito pnbHco, que
he a alma do systema represehtativo. O ministerio
segucessa senda, qoer acobertar todos os despotis-
mot e perseguicOes com os melhoramantos male-
riaes: com a estrada de ferro do Mau, com o edifi-
cio da Misericordia, com as emprezas de navegado
a vapor, com os bancos, com a abundancia de capi-
laes, qoer como qoe cegar o povo para qae elle des-
atinada o estado de abalimento a que se acha redu-
zido pelo falseamento do systema representativo.
Convem que para isto se olhe com atlenjSo; o ora-
dor tambem qoer melhoramentos maleriaes, ba de
contribuir com oseo vol para elles e paraos de Io-
dos os ramos da pnblica adminislracSo, mas nao de
modo qoe possa m ler aquello fin, que sirvan) para
acobertar despotismo e perseguido.
Sobre estado das' finan jas, qoe faz o- objecto do
terceiro tpico da falla, o orador observa qoe ha con-
tradiejao entre ella e o relatorio dareparlijao da fa_
zenda. Procara mostrar qua, segando este, a renda
do paiz nao pode augmentar, que tend* pelo con-
trario a diminuir, e ninguem dir qae quando se es-
pera diminuirlo de rendase possa affirmar que o es-
tado financeiro he esperanzoso. Nao se alongando
na disctalo a este respeilo, observa em geral qoe o
relatorio da fazenda apresenlado este anno he a mais
magro que-tem visto, que nao con tem urna s idea
luminosa; pertoade-se de que nao foi feito pelo Sr. pno.para caolines o granadas
essa receto que v pelo relatorio da juslica, qoe te
trat de cercear ainda as atlritraicoes do jury ti-
rando-llie o julgamento de todos os crimes aflan-
ravei.
Colonisajao.Neceasidade de allrahir para o paiz
urna emigrarlo morigerada e industriosa.Occupa-
s* desie objecto o quinto periodo da falla do throno,
o qual espera que o corpo legislativo aoxilico gover-
no com os meios uccessarios para que a lei das trras
prodoza todos os seos imprtanles resultados. O
orador s tem visto duas.cousas sobro este importan-
te astompto : muito papel escripto, e muilo pSo del
dado aos amigos. V um extensittimo regulamento,
qoe agora nao pede analysar, no qoal se legislou e
aoe Iraz grande augmento de despeza, nao negando
entretanto qoe contoi disposijoes muito boas ; v
mais orna grande repartirn, montada como urna se-
cretaria de estado, e assim devia ser, vislo que o scu
chefe acabava de ser ministro. Tndo isto porm ter
sem resollado, debalde se es Torear o governo por
crear a reparlirao daa Ierras, por mandar medi-las e
demarca-las; nio conseguir allrahir a colon isa;3o
industriosa e morigerada de que falla o throoo no
scu discurso sem urna medida capital, qoe consiste
em facilitar aos colonos lodos os meios pecuniarios,
como est 'fazendo a Inglaterra para allrahir a colc-
nisacAo das suas possesses da Australia. Nao he
possivel qoe sem o emprego desse meio a colonisacao
europea prefira o Brasil aos Estados-Unidos e aquel-
las possessoes.
RepressSo do trafico.Nota que no tpico da res-
posta correspondente ao da falla sobre este objecto te
altribua todo aos esforjos do governo, qoando he
cerlo qoe o paiz concorre com grande contingente
para este desidertum, quando as doas opiniOes po-
lticas do paiz Irabalham com igoal afau para o raet-
mn fim de acabar com esso trafico abomioavel, con-
Irario honra e aos inleresses do paiz. Lamente de-
pois que a satisfarn que elle orador e todos sentiram
com as palavras do nobre ex-ministro dos negocios
estrangeiros qoando no seo relatorio do anno passado
deu as maiores esperances da revogncao do bil Aher-
deen, como consequencia do apreep cm que o gover-
no inglez mostrava ter os estorjos do Brasil e os re-
sultados qoe te Ihes deviam, tivesse do converter-se
cm profunda tristeza com as declararles feitaa este
"uno no respectivo relatorio ao corpo legislativo.
Nada mais se pode esperar vista detsas declararles;
apezar le ser fado averiguado que tanto o governo
como o paiz tem feito quanto humanamente he possi-
vel para a exlincjao do trafico, ludo isto reconuecido
pelo proprio governo inglez que at dirigi aodo
Brasil urna ola de agradecimento pela ultima medi-
da proposta, nao se revoga aqaetle lili I Nada mais
duro, diz o orador ; s Ihc faltos derramar lagrimas
leitnra da nota era que o ministro inglez da como
que o ultimtum, no qoal parece mesmo que faltn
aos deveres para com o Sr. ministro de estrangeiros,
aos deveres para com um governo amigo, para com
um paiz que tem feito os maiores sacrificios para'nao
faltar ao cumprimnto de um dever qoe a huraa-
oidade, a sua hoora, a sua dignidade lhes precre-
viem.
O orador l em seguida a correspondencia liavida
entre a legajao ingleza nesla cortee o ministerio dos
negocios estrangeiros relativa visitad o patacho La-
gunente pela escuna de S. M. B. Bonetla, corres-
pondencia da qual .claramente se deprehende nao
baver da parte do governo inglez inteurao de propdr
a revogaran do acto do parlamento de 1843 sobre o
direito de visita nos navios brasrleiros. Estranha o
modo porqne o Sr. ministro responden nota da le-
gacao ingleza, e procurando explicar a causa do pro-
cedimenlo do governo britannico altribue-o existen-
cia doSr. visconde de Paran no ministerio. Nao he
urna aecusaego que faz a S. Exc, mas.se pensa assm
he porque, como se sabe, appareaeu nos papis de
estado de Inglaterra um officio do ministro nesta
corle dizendo,que o maior protector que ti ola o tra-
fico do Brasil era S. Exc. lie isto evidentemente
urna injuria feila ao nobre ministro, mas o gover-
uo inglez coofiou na infunnarao de seu plenipoten-
ciario, deu o fado como averiguado, e engaado por
tal modo nao qoer retirar o bil.
Coucluindo sobro este lopico, declara qoe est
promplo a concorrer com o seu voto para quaesquer
medidas que o governo possa ainda julgar necetsarias
para prosegir nos esforjos eapregados para comple-
tar exlinco do trafico.
i Pastando ltimamente ao periodo relativo s rela-
r&es do Brasil com as potencias estrangoiras, sobre o
qoal declara que lem de discorrer extensamente no
que respaila s repblicas do Prata, lirajte-se, por
eslarahora adianlada,a inlerpellar o Sr. ministro so.
bre orna nota em que a legarlo ingleza pedio expli-
carles sobre o fado de terem sido baplisados como
eseravos algons filhos d Africanas livres,cojos servi-
jos foram concedidos a particulares, por isso qoe cssa
correspondencia nao vem no relatorio, e cunclue no-
tandnaindaa placidez que oSr. ministro tem empro-
gado em algomas notas dirigidas ao ministro de S.
M. B., que al pretenda interpretar leis do Brasil e
explicar instruesoes dadas por'S. Exc.
A discussao fica adiada depois de algomas obser-
varnos trocadas entre o orador e o Sr. presidente
sobre a marcha da primeira discussao do voto de
gracas, entendendo aquella que deve ser em com-
missao geral, e este qoe s se pode fallar doas
vezes.
O presidente di para ordera do dia a continuaran
da discassao-adiada do projeclo de resposla falla do
throno, '#..'
Levanlou-se a sessao s 2 3|* horas.
'------------------------*-^
DUBI0,DE PEBMBCO, SUMIDO 17,DE JUHH^ DE 1854.
ministra. Kio d isto por espirito de opposirao,
porqu ko metmo tempe declara qoe o relatorio da
roarioha he um dos mais completo* qae tem sido
a presentados, admirando-te cerno em quatro mezes se
possa eserever tanlo c 13o bem ; o de eslrangeiros
lamben o julga digno de ptero, assim nao. houvessc
nelle documentos que deplora fossem assignados pelo
Sr. ministro aquella repartijao.
Quanto ao periodo relativo administrado da jos-
tica, observa qoe ja era tompo de parar na carreira
de destruicSo a qoe se chama reformas qoe se vao
succedendo de um modo espantoso, convindosegnir-
se nesla parteantes o systema inglez do qoe o fran-
cs. Consfa-lhe qoe alm de outros se prepara um
golpe de estado temivcl na magistratura, c faz votos
para que as victimas nao vSo os bens de envoHa com
os meos. E insislindo na ohservajSo da contradicho
qae noten entre dizcr-se.que ha paz e Iranquillidade,
e pedirem-se medidas de r-egranc publica, ou,l
RELATORIO :
Da reparttySo dos negocios da guerra, apresenlado
astembla geral legislativa, na segunda scsso
da nona legislatura, pelo respectixo ministro e
secretario de estado, Pedro "Alcntara Belle-
garde.
augustos e dignisiimos senhores representantes
da afio. Em cumprimnto. da lei venho Aoje
apresentar-vos o relatorip do ministerio a meu
cargo.
i. Seeretaria de estado.
Os Iraballios dista reparlic.no continuara a ser re-
gularmente (Vitos. Chamo a vossa atteocao para
a exigoidade dos veocimentos dos seos empregados.
Os emolumentos cobrarlos pela secretaria de estado,
formando urna grande parlo desses veocimeolos,
sSo iucertos e pagos com repugnancia. Seria talvez
mais conveniente, depois de reformar-se a respec-
tiva tabella, fazer reverter para cofres poblicos
csses emolumentos c suhslilui-los por augmento de
vencimcnlu. '
Repartieses annexas- secretaria de estado.
A commissao de promores do exercito,' creada
pelo decreto n.772 de 31 de marco de 1851, en-
contrn ao'principiS diflicoldades provenientes da
falta de alguns assentamentos necessarios; porm
boje qoe o processo eslabelecida no regulamento vai
leudo melhor execujaonas provincias, a mesina
commissao muito auxilia o mioisterio da guerra em
lodo o qoe respeita a iofbrmaces sobre o pessoal
do exercito, e nesta parle preenche a falte da or-
ganisacSo de orna reparlirao de ajodanle general.
A reparlirao deqoartel mestre general auxilia a
administrarlo da guerra na parte do material. 1ra-
balha regularmente e prepara as tabellas necessarias
fiara a melhor distribuijao do fardamento, equipa-
mente c armamento, alim de se obter urna fiscalisa-
r3o do material que afiance maior economa. dos
dinheiros pblicos. -
avV commissao de melhoramentos do material do ex-
ercito cootinua nos seus Irabalhs. Os novos ca-
nhfies obu'zes de cinco e meia pollegadas tera rece-
bldo correcrOes com as quaes devem muilo bem sa-
t5fazer o serviro de urna arlilharia de campanlu de
grosso cflibre. No laboratorio do Campioho se fa-
bricam as espoletas melallicas, tanto para fuzis co-
conforme as melhorcs
Os foguetes de guerra
amostras vindas da Europa.
lem; sido melhorados era sua comppsicao e direcrao.
Fazem-se experiencias comparativas as differentes
especies de fu.is e de projecleis correspondentes,
proposlos ou adoptados modernamente na Europa,
parase resolatr dcDnitivamonte quaes as que con-
vir preferir para o uso do nosso exercito. Cumpre
porm oliservar que a nrlual guerra no norte e no
oriente da Eoropa ser talvez o verdadeiro contraste
ueste objecto.
O archivo militar coqlinoa a satisfazer como at
agora s necessidades do tervico, Trala-se de me-
Ihorar o material da lithographia annexa ; e tem-so
expedido ordens s proyindas para reunir os ele-
mentos necessarios para-a Coordenaco de orna caria
geral do imperio Uto approximada qoanto possivel
vista da impeffeicao de parte dos trabarnos exis-
tentes.
Contadoria geral da guerra.
cmese diz, mais garantas, moslra receio de que isto I Esta reparlicSo te dirige pelo regulamento appro-
iauifiqoe man oppressao. Tanlo mais deve alentar I vado pelo decreto n. 778 dr 15 de abril de 1851.
Para rapidez qu frequentemerite se torna imlisprn-
savel no expediente dos negocios militares, offerece
o estado actual das rcpariieoes da fazenda da guerro,
posto que muilo melhor ordenado do que o anterior,
alguns embalaros provenientes de variasdisposijoes
daquelle regulamento, e da existencia da pagaderia
das tropas como reparlirao separada. O meio que
julgo mais proprio para remediar este nronven-
enlc he o de reunir estas duas reparlij&es formando,
urna s impecrao de fazenda da guerra. O systema
das thesoorarias de fazenda as provincias tem pro-
vado a vanlagem desle arbitrio qoe concila a con-
veoieuterapidez no expediente com a neceisaria fls-
calisacSo.
Conselho supremo militar.
As atlribuicBes do eonselho supremo, como tribu-
nal superior do juslija militar, devidas a oulros
lempos e a coodicOes mu diversas, necessilam de
reviso. Como porm a nossa legislaran penal mi-
litar nao tcnhaaido anda reformada, e se conserve
incompleta, e, cm mutas dispsicOes arbitraria, cm-
qaanlo esta reforma nao tiver lugar nao ser possivel
dar ao tribunal um regulamento que satisfar. A
organisarao de um cdigo penal mili lar he dffirl:
o pessoal do quese compe a maior parle do nosso
exercito (al qoe necesslte penas severas epromplas,
que talvez estojara cm contradicho com ideas cor-
reles ou precouceilos. Os cdigos militares de al-
gumas das irares mais adiantadas da Europa nem
sempre sao applicavcis ao nosso exercito composlo
de elcracolos mu diversos. Nao obstante, faco co-
ordenar um trabalho que opporlunamenlc vos ser
apresenlado a esto respeilo.
Escolas militares.
O decreto n.3i, de 20 de selembro de 1851 f re-
cooheceu a conveniencia de separar o ensino das
applidtOes miniares, dos outros esludos que fazem
o objecto da escola militar da .corte; mas seodo ne-r
cessario eslabelecer a nova escola de applicaco em
lugar aproprado, anda o governo se nao flxou sobre
a escolha a local. Tenho ji maior confianea em
que esta escola de applicaco deve facilitar e com-
pletar os esludos, e por sua disciplina dar orna edu-
cacao mais militar aos alumnos que se dcslinam ao
derrito.
Separado o ensino das doutrinas puramente mili-
tares, ficari a actual escola da crte com um sys-
tema de esludos, qoe talvez deva fazer mudar-lhe a
^denominarlo e dar-lhe novo regulamento.
O observatorio astronmico do Rio de Janeiro lem
publicado ns'suaa ephemerides para os annos de
1853 e185i.
Recommendo vossa attenraoo'melhoramenlodos
veiicimcnlos dos professores.
Jps resollados do ensino, tanlo na escola militar
da corle cmo no corso de cavallaria, e infantera
do Ro Grande de S. Pedro do Sol, constam dos
mappas annexos.
Arsenaes dt guerra.
Os arsenaes de gnerra do imperio conservan) an-
da os regulamenlos de 21 de feverelro de 1832. Na-
qoclle lempo o exercito se achava consideravelmeote
reduzido: depois as necessidades do serviro foram
augmentando o pessoal e material militar; e final-
mente o regulamento n. 1090.de 14 de dezembro de
1852, com a crearlo dos conselhos administrativos
annexos aos arsenaes, veio accrescentar os seus en-
cargos com o do fardamento das tropas., Urna re-
forma qoe lenha em vista estes circuinslancias se
torna necessara.
Quanlo ao passado, o tribunal competente absol-
veu o director e vice-dreclor nos cooselhos de guer-
ra a que se proceden. A'commissao encarregada de
lomar conta ao almoxarifado, acliou muites irregu-
laridades c faltas na escripluracae, porm nenhuma
prova de improbidade da parte do ex-almoxtrife.
Os .empregados que por deleixo, ou por inepcia,
concorrerara para o mo estado desla administrarlo
haviam sido demillidos pelo governo.
A mesmn commissao organisou um inventario
completo dasclasscs do almoxarifado, ficando assim
acautelado o futuro com este elemento, cuja falla
havia imposibilitado o exame rigoroso e completo
dos lempos anteriores.
Hoje a adminutearao do arsenal de guerra da
corle marcha regularmente.
Hotpitaes.
O hospital militar da corte, teve regulamento
em 25 de noverabro de 18W e marcha regular-
mente.
Os bospitaes das proviDcias tem anda o regula-
mente de 17 de fevereiro de 1832, e lhes sao appli-
caveis algnraas das observaces fritas sobre os arse-
naes. Entretanto do urna inspeceo a que o go-
verno mandou proceder nos bospitaes da Bahia e
Pernambueo resultou que, alm do detrito do mo
estado do material, havia irregularidades na fiscali-
sacao: mandou-sc responder pelas fallas encontra-
das, c deram-se algumas providencias tendeles
melhor fiscalisacao dos dinheiros poblicos e trala-
meulo dos enfermos.
Inspecrofs do corpot.
Esta crearlo, .com as da rcparliclo de quartel-
mcslre general e da commissao de promoces, forma
um systema de fiscalisacao sobre o pessoal c material
do exercito. A coodcta o serviros. dos officiaes,
tem podido ser mais bem examinados c apreciados :
o material lera sido mais fiscalisado ; e maiores sSo
os beneficios qae se podero colher para o faloro,
medida que a arelo concurrente destes tres meio? fr
habilitando e governo a providenciar por modo que
se estabeleca a rcgularidade que devem ter o ser-
vico e.a administrarlo militar em todas as tuas
partes.
Officiaes do Exercito.
A insaOlciencia da lnslruccao pralica dada na ac-
tual escola militar, e a falla do intrnalo, explicara
o pequeo nnmero de individuos habilitados para os
postes subalternos-dos corpos scienlificos, e com este
falla muilo padece o serviro. Os quadros respecti-
vos, que mesmo preenchdos seriam apenas sufrien-
tes, acham-se ainda desfalcados. Com o estabeleci-
mento da escola de applicaclo, que remedia os in-
convenientes aponlados, he de esperar que desappa-
rera urna tal deficiencia.
Forca de linha.
O decreto n. 782 de 19 de abril de 1851, que or-
ganisou a forja de liuha, eslabelleceu corpos de gusr-
nijo lisa em algumas provincias, quer atlendendo
a grande distancia, qoer s necessidades do serviro
de guarnirlo ordinaria c falla de meios qoe lem a
admiiiislrajOes provinciaes para manieran corpos
policaes de sofficienle forja. He verdade que os
pequeos corpos de goarnijao nao podem ter, geral-
menlc, a mesma detrseza e disciplina qoe os corpos
movis de maior forja; porm qoando nao ha necea-
sidade de um liatallilo oo regiment interino, o ser-
vico frito por destacamentos ou contingentes, he
muito prejudical disciplina e inslrucjao militar.
Atlendendo a estas circunstancias pelosdecrctos ns.
1282 e 1345 de 20 de novembro e 18 de marco lti-
mos, o governo creou provisoriamente corpos de guar-
nicionas provincias do Paran eda I'arahlba,scrvindo
nesses corpos officiaes de oulros lirados daquelles em
quo menos falta podem fazer ; viudo por este modo
a conservar-se o quadro de officiaes estabelccido por
lei.
Nao foi possivel ainda completar as 20,000 prajas
da forja votada, nem lo ponco se tem dado cir-
comstancas que permitan) o licenriamentodas pou-
cas qae tem bavido excedentes a 15,000 facultado
pela lei de fixajao de forjas vigente. A_ necessidade
de tropas para a Rurmelo das fronleras e para au"
xiliar a polica se vai fazendo sentir na mesma pro-
porjiio em qoe crescem a riqueza publica ea popo-
lajao do imperio.
Para completar a organisacSo do nosso exercito,
faz-se necessara a creajao do um balalhao de enge-
nheiros convenientemento composlo de ponloneirs,
mineiros, sapadores e artifices. Este corpo devera
ser aquarlcllado com a escola de applicaco, e dahi
destacar as corapanhias necessarias para auxiliar
diversos servijos.
Por este modo ficari melhorada a eondijao dosof-
ficiaes do exercito, e mais atsegurado o futuro de
soas familias.
Umaexccpjlo porm, noque loca s reformas,
conviria eslabelecer, conservando para as que forera
dadas por m conduela provada a tarifa de 1841..
Reerutamento t engajamento.
O recrutamenlo pira o. sxercilo, posto que multo
melhorado pelo decreto n. 1089 de 14 de dezembro
de 1852, c pelas instrucjBes conlidat no aviso de 7
de Janeiro de 1853, n5o satisfaz ainda completamen-
te as necessidades do servjo. O engajamento s po-
deria dar o numero necessario, de mais de 4000 re-
erulas annuajmente, com urna despeza superior a
mil conloa de ris, mesmo havendo nomero suflici-
ente de apresenladot, o qoe crco nao poder ainda
ter logar por alguns annos. Apezar destas dfficol-
dudes, nao posso ainda propr-vos alterajao fonda-
menlal no systema de recrutamenlo para o nosso ex-
ercito. Os melhores melhodos sao os fundados sobre
o alistamenlo, mas a experiencia da lei do censo
demonstra que a soa applicaco adiara muila resis-
tencia as massas mal dirigidas por espiriloi in-
quietos.
Assim, creo que a larefa do governo, as actoaes
eircumslancits, he a de ir regolarisando, cotrlRlndo
e activando a execncSo dos doos methodos existentes
da leva e do eugajamenlo.
Fabricas. .
As nossis ofllcinas da fabrica da plvora se acha m
quasi em estado do trabalhar regolarrqente. Emba-
races encontrados na conslrucj3o de varias machi-
nas tem demorado a toa concluslo. Creo que em
poucos mezes (eremos um fabrico aperfeijoado e
abundante qoe salisfaja convenientemente as neces-
sidades do ttrvijo publico, e forneja o mercado de
urna maneira vantejosa, como vos pbnderou o meu
antecessor no relatorio do anno prximo passado.
No estado em qoe se acha a fabrica de ferro de
S. Joao de Ypanema, he onerosa ao Estado. O pre-
jo porque tahe aferr all fabricado he, para os
objcclos de pouco peso, superior ao do importado e
condozido al i cidade de S. Paolo. Por algum
lempa te manteve a esperanja de qoe urna boa e
de forjas te marcou o premio mximo de 4009000
rt. para os reengajamenlos.
De misterfoi providenciar de promplo parj se nao
exhaurir essa foute, bem que pouco rica, donde ti-
ramos algons soldados, e por aquello primero de-
crenTMsopprlo averba com a somma de00:000-5000
n. ficando assim igualada qoe so yotou para o
exercicio de 18541855.
Foi especial rubricafabrica da plvorao cr-
dito aulorisado pelo decrete mencionado em segan-
do lugar. A reforma de lodo o material desle este-
betecimento, que cou'mvn levas, ao poolo marcado
pelos progresos hoje recnnhecidot na manipolajSo
de um genero da maior importancia, fez muito ex-
ceder o crdito votado pelo corpo legislativo, e Irou-
xe-nos a obrigajao de crear o de100:000000 rs.
para despezas correles. .
O decreto indicado por ultimo creou-o crdito
sopplementar de 290:0008000 rs. para as rubricas
hospitses, gratficajes diversas, e diversas despezas
e evenluaes.
As causas, que m annas anteriores prodoziram a
insuflkiencia dos crditos votados para estes rubricas
ainda hoje se reproduzem, postoque em menor escala.
Nao nos he dado satisfazer aos encargos originados
no desenvolvimenlo do pessoal e material da repar-
lijao da guerra com as soraraat, que lhes sao desti-
nadas, e seguramente o servjo padecera te o go-
verno se cireumscrevesse aos limites do orjamenlo,
que nao pode prevenir innmeras emergencias, e a
que nio est completamente adstticlo al mesmo pela
providente lei, qoe'eslabeleceo os meios de remover
os embararos, com.qoe repelidas vezes se lote.
Divida peusiva e tomada de conta.
A morosidade, com qoe eslavam sendo liquidada
as dividas de exercicios j encerrados, e a difOcol-
dade de por em dia esse Irabalho, como tanto convi-
nha, aconselharam a medida tomada pelo decrete n.
1177 de 17 de maio do anno prximo pretrito, qoe
cirio de 18511852 na contadoria geral, por ter o
processo de ser repelido no thesouro publico, e pos-
teriormente se fez extensiva essa disposijo aquellas
dividas! que pertenceudo ao dito exercicio eslavam
compreheudidas em processs de annos anteriores.
fcil communicajao al ribeira de Iguape darla JVettat hypolbeses se achavam 903 processs, e larde
O estado da forja de linha consta domappa junio.
Vencimentos militares.
Em o anno prximo passado se veolilou nat duas
cmaras a questao de englobar aos sidos militares,
o augmento da quinta parle concedido pelo art. 11
do n. decreto se o beneficio desle augmente as suas coiisequeneias
para as reformas, meios sidos e Monle-pio. No caso
de adoptardes esta idea os sacrificios qoe dahi resul-
tara* ao thesouro,poderlo ser atenuados seosofflciae
do-excrcilo contriboircm meusalmente cora um dia
de sold assm augmeolado.
Esta medida exigir a revislo da lei de 6 de no-
vembro do 1827.
Tambem creio necessario que os casamento dos of-
ficiaes do exercito nao possaui ler lugar sem licenra
do governo medanla as. convimeules rlausalas.
sabida ventajosa aos productos da fabrica ; porm
hoje creio provado que, antes, por esse novo cami-
nho subiran) os productos da industria estrangeira
a fazer urna concurrencia qae agora, s pode ser, e
mal, sopportada pela difJBculdade do transito da
beira-marvao interior. Tal concurrencia somente
poder ser sustentada, e metmo vencida, pela eco-
noma resollante de nm desenvolvimenlo considera-
vel de fabrico, porm as maltas necessarias fallam
oo esiao remolas, e esla falla t pode ser remedia-
da por grandes plantos, qoe somente d'aqoi vinle
annos podem ser produdivos.
O governo se acha aulorisado a arrendar a fabri-
ca ; mas urna empreza de boa f lera de lo lar com
os mesmus embarajos, accrescidos anda pela actoal
dillculdade de orgaoisar grandes comptnhias. O
expediente qoe me occorre como mais conveniente
he o de parar com o fabrico por oneroso, e retirar
maior parte do pessoal, dcixaodo smenle o ne-
cessario para a conservarlo do material e para pro-
ceder ao planto dos bosque, al que esles se tor-
em capazes por sua abundancia de dar tugara a
ama minerajo vantajota.
Obras 'militares.
Sobre o estado das obras militares refiro-me em
geral aos antecedentes relatnos. A't necessidades
qoe ento vos foram assignaladas accrescem agora
ootras urgentes. A nnvegajlo do Amazonas, e cres-
cenle commercio e relace com os vizinhos, lor-
nam ainda mais necessara a conslrucjao de fortes
para.a sua polica e para a defeza das nossas exten-
sas fronleras.
O governo mandou fortificar' a poslcao de Obidos
reputada como chave da navegajao do Alio Amazos
as. Os antigot fortes fronteiros, mal collocados,
por muilo lempo abandonados ou mal guardados ne-
cessilam, uns de ser reconstruidos, outros muda-
dos. Ros qae nao eram navegados vao exigir no-
vas cpnslrucjoes. Se achreles conveniente augmen-
tar a verba, ser necessario que tal augmento teolia
logar desde j. v
Orcamenlo.
A despea para o exercicio de 18551856 he or-
eada na qnanlia de 8,317:74911773 rs., exeedando
cm 278:1729J24 rs. a volade para o exercicio ante-
cedente. Em as notas s differentes verbas da ta-
bella de dislrihuijlo van designados os motivos das
respectivas difieren jas. A maior parte do augmen-
te provm : t. do accrescimo d 10 rs. diarios no
valor da clapo, motivado pela caresta dos eomesli-
veis, e qae cora o dia demait do anno bistexto, pro-
duzio um exceiso de 98:800jjO00 rs.; 2." de mais
50:0009000 rs. qoe'se pedem para obras militares
pelos motivos expendidos; 3. de mais 59:108220
rs. na verba das gralilicajles, augmente em parte
influido pelb accrescimo do valor das etapes, e mo-
tivado pela insufiicicncia constantemente verificada
dasjqoaotias votadas para a salsfacao das necessida-
des do servijo ; 4. de mais 22:000000 rs. na par-
'te das despezas evenluaes que esl no orcamnto
passado calculada em 8:000-3000 rs., parcella evi-
dentemente pequea.
Despezas autorisadas pelo governo para o exer-
cicio de 18521853.
A "liquidarlo das dividas legalmente contrahidas
demonstren qae as sommas voladas na lei annna
para as rubricas I.', 6.*, 8.a, 13.* e 21.* nao eram
bastantes para salsfacao dos servijos respectivos, e
de mister foi lan jar mo dos meios facultados pela
[egslajao, como ja se pralcra em abril do anno
prximo passado, com a rreacao de um crdito para
a verba 13.<, a 'coja deficiencia mais orgenletren-
le se devia occorrer. Nestas circunstancias inde-
clinavel foi a creajo de um crdito conforme o de-
crete n. 1264 de7 de novembro de 1853.
O avullado numero de lmpressOes de aclot do go-
verno, enlre os quaes Cont o importante relatorio
da reparticao apresenlado ao corpo legislativo na
ultima sessao, elevou a despeza da 1 rubrica a rs.
12:8689757 mais do qae a volada.
O excesso de 2:3039289 rs. sobre a volada para a
rubrica 6a, he fcilmente justificado pela acqusjao
de instrumentos, de que careca a commissao en-
carregada da demarcajao dos nossos limites com a
repblica oriental, e de que esteva baldo o archivo
militar.
Na rubrica 8.aHospitaesfoi iudispensavel o
augmento de 21:6869132 rs. para as reclamajes j
cpnhecidas e pelas provaveis, considerada a insufii-
cicncia do crdito votado.
As diversas commissoes, que o governo teve de
crear, quaes a de- limites, a que ja alludi, a de exa-
me de cuntas dos hospitaes e commissariado na pro-
vincia de S. Pedro, alm de ou Iras menos importan-
tes, originaran) a creac&o do crdito de 23 de abril
do 1853, de queja o governo deu conla competente,
mas ainda o posterior, de que trato, autorisando-se
o dispendio de 12:0699238 rs. pela verba 13.
E finalmente o augmento de 236:2369000 rs. foi
preciso para occorrer s despezas da rubrica 21.a
Sao tao variadas e tSo-multiplicadas as despezas, que
correm por este rubrica que nao he dado exigir mui-
la exactido nos orjameqlos, e isso he provado pelo
fado invariavel de anoualmcnle se aulorisarem
despenderem qnantias superiores s consumidas no
exercicio de 18521853, em que.ainda nos'ressen-
liraos do estado de guerra, em que se achou o im-
perio, e dos indedinaves sacrificio-,que elle impoz.
O novo crdito creado pelo decreto n. 1371, de 18
de abril do correte anno, para legalisajSo das des-
pezas l'eilas na provincia de S. Pedro do Rio Gran-
de do Su), na importancia de 246:4839718 rs., dis-
tribuidos conforme a tabella annexa ao referido de-
creto, foi originado nao s na insufliciencia dos an-
teriores para algumas rubricas, como na dislribuijao
menos exacta dos fundos disponiveis.
llevo presumir que semelhanlc quantia nao ser
totalmente gasta, porque se canta com sobras de
iguaes robricas em diversas provincias, mas as dis-
tancias e oulras causas tem retardado a presen ja
das conlas, c por isso ainda he desconbecida a tola-
lidade desses saldos.
Despezas autorisadas para o exercicio de
1853154.
Para este exercicio tem o governo creado tres cr-
ditos supplemenlares pelos decretos ns. 1316 e 1317
de 30 de Janeiro, e n. 1372 de 18 deabril do corren
te anno.
O prmtiro he especial rubricarecrutamenlo
A lei de orjamenlo em vigor deslinon a este ramo
de servico 100:0009000 rs. Escasado me parece de-
monstrar a insufliciencia da quantia em oulras cir-
comttancJas, e muilo mais ojiando ua lei de fUaclo
Seria tambera conveniente qoe algum abelhudo
avenlassc a idea de nos encorporarem o Paraty para
eslabelecer o systema das compensajes, e operar-
raos assim urna suave permulajo : as mesoiat ra-
zo-es que se dcscobrem para ir o Bananal reium-
bram para vir o Paratu.
A curiosidade me levou todava a indagar n as-
sistencia de raz&et expendida! pela cajnara. Resultou
de minha avenguaclo que algumas representa-
rnos a que so retama cmara foram contadoria
a. informar, contadoria provincial, a cosa das
duiida t sophiimas. L Scaram e al dala
desla nao sobiram aaf gabinete presidencial. Oo-
tras n3o poderao obler toIacSo, por isso qae de-
penden) de conferencia eom o governo da pro-
vincia do Rio de Janeiro. Finalmente algomas
medidas qoe a cmara do Bananal reclamou nao fo-
ram salisfeitas, porque he estylo governamenlal nSo
dar dinheiro para obras tem a precedencia do ret-
pecti vo orcamenlo. Ora, essa circunstancia foi exi-
gida pelo Sr. Josino, qne me consta at agora es-
pera.
Eit aqu a verdade do negocio : delle tralei por-
que nao quero que Vmcs. ahi da corte comam gato
por lebre.
J se fizeram as nomeajoes de supplentes para
ojuiz municipal e de orphaos no prsenle qua-
triennio: -
Do juiz municipal:
Dr. Ramallio, Dr.Sattorio, Dr; Jo3oTheodoro, Dr.
Gouva, J. Floriaoo, Manoe.1 Eufrasio.
De orphos:
Dr. JoSo Theodoro, Dr. Gouva, Dr. Serlorio, Dr.
Rarnalho, Joaquim Flor i ano, Maooel Eufrasio.
Devo fazer ponte : o crrete desla nao relaxa o
porte dobradb. '
Desculpe o resumo : para a seguinte serei mais
minucioso.
A provincia contina em paz.
dispensou a Uqudtjao das dividas anteriores aoexer- Do interior nenhama occorreoca, a nao ser um
.;.m J. lo:l ioui.. i.j:. .^..i __^ .._ ___* _.. .... n. ...
seriam elles revistos na contadoria geral, ltenlas
diversas causas, qoe os tem retardado. No periodo
decorrido de 9 de oolubro de 1852 al o presente
foram revistos 136 processs, sommaodo as quan-
liat, qoe se mandaram satisfazer, em 137:5989884
rs, restando por examinar 79 processs, cuja impor-
tancia s approximativamenle se poderte indicar, e
estando dependentes de informajfles e esclarecimen-
tos exigidos s estajOes subalternas 17.
A liquidajo das dividas das prajas de. pret, que
deixam o servico d exercito, merece-me.o mais se-
rio cuidado, e por isso otdenei qoe fosse ella prefe-
rida a qualqer oatra. Com quanto essa determina-
rlo seja cumprida, encon tram-se moilos embarajos
na falla das fotmalidadet prescriplas pela le, a que
nem sempre sabem a Hender credores da especie,, a
qoe me redro, julgando talvez nio mui desarrtzoa-
damenle deverera ser ellas dispensadas em dividas,
cuja existencia nio te compadece com a regolarida-
de iudispensavel no pagamento de vencimenlos mi-
litares.
- A tomada de conlas tm progredido, nao obstante
o limitado pessoal da contadoria. Alm de algomas
pcrlencenlet ao municipio da corte, foram revistas
74 de diversas provincias, sendo nellas glosada urna
importancia superior a nove contos de res; mas
ainda reslam por examinar 337 contal do exercicio;
corrente e dos tres pastados.
Na lomada das coalas dos hospitaes se vai demons-
trando a utldade da modida, que tomou o governo
de addir-se contadoria geral um cirurgio do exer-
cito, porque nem s a fiscalisacao tem sido mais .ra-
cional, indo alm da simples iospeejao dos algaris-
mos, como porque a certeza,_ de que o came moral
de tees coolas ha de ser pralicado por pessoa com-
petente, prevenira abusos, que passaram desaper-
cebidosem oulras circomstancias.
Negocios do Sul.
Os sucressos. qae tem tido lagar no estado orien-
tal desde selembro do anno prximo passado, collo-
carara o governo imperial na necessidade deprover
seguranja da fronleira do Sol, e prolecj8o dos mu-
tos inleresses de sobdilot brasilerns uaquelle esta-
do. Para isso, c para acautelar qualqner emergencia,
se mandou orgaoisar sobre a fronleira de V% urna
divislo de observajao de 5,000 bomens, por modo
que pudesse entrar em operajOes a primeira ordem,
aulorisando-se para esse fim o destacamento at de
2,000 bomens da guarda nacional da provincia de
S. Pedro.
Pouco depois se mandaram 150 infantes para com-
pletar a guarnijao da diVisao naval estacionada no
Prata ; e havendo sido requisilada urna forja nossa
pelo governo oriental, te rnandpu por a divislo do
nosso exercito disposijo do ministro do Brasil
em Montevideo, para comprir as ordens do governo
imperial.
Em consequencia das communcajoes do metmo
mioislro, a divislo imperial passou a fronleira em
28 de marjo com direcjo a Montevideo.
He-mesatisfactorio commonicar-vos qoe, confor-
me as participaroes do presidente da provincia de
S. Pedro, qoe pessoaimenle assistio passagem, a
divislo braslcira parlo bem commandada, e no me-
lhor estado de pessoal, material e administra co. O
mappa junio moslra a forja da divislo.
A -2 do cotrente acamparan) as tropas. brasileiras
no Cerrlo, a urna legua do Montevideo, c appro-
xmajao dessa forja foi mandado retirar, por desne-
cessaro, o contingente dos 150 infantes, de que ci-
ma vos fallei.
O governo tem a mais bem fundada confianja, em
qoe a divisao imperial, no cumprimnto de seus de-
veres, sustentar o crdito de disciplina, lealdade
valor, que merecidamente goza o nosso exercito;
crdito que tem ganhado por atsignaladns serviros
prestados na manutenjlo da ordem publica, e nos
campos orienlaes e argentinos.
A' exposijao que acabo de ftzcr-vos sobre os ne-
gocios da reparlijn a mea cargo, accrescentarei,
com a maior diligencia, quaesquer esclareciraentos,
que jurgardes necessarios, e se conliverem nos meios
que eslo i minha disposira'o.
Palacio do Rio de Janeiro em 15 de maio de 1854.
Pedro d'Alcntara Bellegar.de.
8. PAULO.
San-Paulo 20 de talo.
He smente para aproveilar o tamb, que desta
vez prgou-nos um famoso logro: Chegou hoje, ari-
nuuciaudo sua partida para a (ardiiiha, de modo que
apenas disponho do meia hora para dizer-lhe o que
o lempo consentir.
He chegado capital o Dr. Jos Ignacio Sil -
veira da Molla, procedente deGoyaz, para onde fu-
ra tratar de sua candidatura. O mesmo faria en. e
mesmo Vmc. se estivessemos nessas alturas.
Assombrou a chegada repentina quando geral-
menle se arredila va que o dcpolado de S. Paolo
ainda se conservava ao lado dos patricios. Sabido
emliin de marjo, fez ida e volta em mez e mel.
Se os nossos correios andassem com essa boa von-
tade I
S. S. foi benignamente recebldo, e geralmentc
obsequiado ; o que nos tez crer que nio perdeu as
leguas caminhailas, islo he, ser da lista trplice.
Agradou-me este nova que se harmonisa com o qoe
j Ihc annuocici a respeilo de sua candidatura. Nao
Uve medo de errar, por isso qoe, fundado no inte
resse dos proprios to;anos, he que acredilei qoe
scu nomc sera acolhido com prazer. Aquella pro-
vincia reclama um orador no senado, e o Sr. Molla
he capaz de empregar seus recursos em prl de sua
Ierra, bem como j o tera felo para com a minha.
Consla-me que segu immedialtmenle para
corle..
Estamos em Goyaz: dcxe dar-lhe orna noticia
desses climas. O Dr. Olegario, nevamenle despacha-
do juiz de direito, supporloo om conlratempo.
O jniz de direito que linha de ser substituido
naoquiz empossa-lo, sol nao sei qoe pretexto. Em
consequencia, l.i esl o nosso patricio hilando com
um interregno quo nada tem de invejavel.
Para l vo as competentes communicajss; o go-
verno qoe se haja com ellas, pois o caso nao. deixa
de encerrar soagravidade.
Tem servido de thema para as conversajes
trazidas pelas malas, a representajo da cmara mu-
nicipal do Bananal ao Sr. Josino.
Algons. que a lram com olhos insuspeils, eu-
xergam nesse escripto om artificio de que a cmara
lan jon mo, para por patente os seus desejos de an
nexajo ao Bananal. He para lamentar qoe os nos-
sos rmos qaeramte converter em cortCitUo* rom
l.in rnanifesto ingralidio.
assassinalo commellido no Rio Claru s barbas do
povo. Foi preso o assissfno. qae j eonteva outra
proesas no cartorio. Chama-se Manoel Caireiro.
Al sempre. ( Carta particular.)
-------mili-
CORRESPONDENCIAS OO DIARIO DS
PEHNAMBUCO.
SERGIPE DEEL-REI.
34 as maio.
Sempre que lhe tenho da eserever me acho om
pouco embaracado, nao porque me fallera fados a
dar, mas porque reconhejo que nio tenho sal para' o
tempero: astim mesmo nao ha remedio seno satis-
fazer o proraeltido," bem oo mal, com graca ou sem
ella.
AGRICULTURA.Ua uns vinte das que appa-
receram tantos gafanholos -sobre as canoas, qoe j
iamos lemendo qoe foste urna segunda peste, qual a
mandada por Dos ao povo de Pbara. Os tees inse-
lot fizeram algum estrago, mas felizmente vio ces-
sando. Temos tido bastante chova, cheias, ele. A
farinha vai barateando alguma cousa em certos
pontos.
OBRAS. Est bem adianlad* a obra das torres
da matriz da capitel, trabalha-se na ponte da Caxoei-
ra na Estancia, na (orre daquella matriz e na cadeia,
conlnaa-se no Pomonga, vai-se principiar na estra-
da da capital pora Larangeiras; afinal he obra por
lodos us pontos da provincia.
ASSEMBLA. Por um projeclo lroo-se 6009
que esta provincia dava annoalmenle ao seminario
da Baha. O Dr. Bezerra, que foi o aator da idea,
moslroaque tal seminario nao linha tal precisao pe-
lo estado prospero em que se achava em virlude da
proterjlo do governo geral, o vigaro Barroso con-
trarioo com tedas as forjas, e rio dcixou de argu-
mentar muito bem: o Bezerra ainda Irooxe para r-
!omento o n5o contribuir o Cear, nem o Rio Grao-
e do Norte, nem Parahiba e nem Alasoas para o
seminario de Olinda, estando em om estado meaos
feliz. Afinal est lei o tal projeetn.
Dava-se novecentos e tantos mil ris aos vigarios
pelos mappas estalislicos, esta gratificajo foi lirada
por se ter certeza que os mappas erara cheios na ca-
pital pelos procuradores dos ditos vigarios.
Foi j tambera por lei deste anno supprimido o
lugar de redactor do Correio Sergipense,. ficando
este fonejao ao administrador como d'antes era, e
po upando-se entretanto 6009. A idea foi do Dr.
Nobre. ,
Passoo um projeclo pelo qual se aulorita a o pre-
sidente da provincia a dispender al 12:0009 coma
subvenjao 4 empreza de reboque a vapor.
Trata-se de um prr-jecto sobre a Inslrucjao secun-
daria: querem uns qae sejam destacados alguns len-
tes do lyceu para as cidades da Estancia e Larangei-
ras, mas conservando sempre o foco da inslrucjao
na capital; querem oulros que nao se loqoe na arca
santa olycea, mas qoe sejam nomeados lentes
novos para a salsfacao desses lugares, ficando de-
pendemos da congregajio do lyceu outros querem
afinal dissolver o lyceu e distribuir com ignaldade os
lentes pelas Ires cidades sem prioridade de nenhu-
ma. O projeclo de tal materia esl adiado, e nao
tei a que tccnrdqrhcgarao os dignos representantes.
Est tambem adiado om projeclo do Dr. Garcez,
juiz de direito do Bonito, reduzindo o meio dizi-
mo do assucar a quatro por cento de cinco que he.
A respeilo tem havido discordia e al desgostes. Eu
acho razio no projeclo, altendendo pelo menos o ex-
emplo das demais provincias. Se eu fosse parla-
mentar, tivesse tal fortuna, tentara ama concilia-
jlo como juiz de paz qae tenho sido: eucoaheco
que o fabrico do assucar ha necessidade de benefi-
cio, eu o quizera positivo, mas nio negativo como
qoer o Dr. Garcez; e por islo seria de opiniao que
nio se lizesse a reduejao, e este nm por cenlo fosse
destinado cm colunisajao e compras de instrumen-
tos agrarios; esles colonos e instrumentes fossem en-
tregues aos lavradnres mediante a mora de cinco an-
nos, depois do qoe principava-se a pagar em mdi-
cas prestajes, assim entravamos em a grande em-
preza de colonisar, ludamos para islo mais de viole
conlos de ris todos os annos, havia melhor favor
para os proprietarios, e afinal de tudu a receita pou-
co perdia porque ficava com a divida augmentada.
Eu quizera mais que se mandisse engajar artistas
de quo tanlo precisa a provincia. Entao, diga-me
ao menos, seria melhor ou nao a minha idea" inter-
mediara 1
Appareceram tambem dous projeclos, nm tratan-
do da divisao do ofllco de orphaos de Larangeiras,
e oulro eslendendo a decima urbana as casas que
sao habitadas pelos proprios donos.
A requetimento do Dr. Bezerra foram elcilos para
dar os psames a S. M. o Imperador pela morle de
sua augustairmaa, os senhores Bario deMaroim, V.
de Monte Alegre, Euzebio de Queiroz, Vanderley
e Squeira de Queiroz.
De nada mais sei da assembla, foi isto o que me
informou o tachygrapho. Espero breve nova infor-
marlo.
COMPANHIA DE REBOQUE.Estao distribui-
das na provincia todas as acjes, com cujo capital
tem de lano lucrar a provincia. A rcunilo para
formar-se o contrato com o presidente ha de ser a 31
do corrente, este contrato lhe remelterei, e nesta oc-
easiao fallarei mais a respeilo. No da primeiro de
juoho (eremos um baile dado pelo presidente a este
associajao. Louvores sejam dados ao Sr. Barbosa
pela parte activa qoe lem tentado em beneficiara
provincia, e louvores sejam dados aos meus patri-
cios' que tem sabido comprehender estas tao santas
intuicoe.
COMARCAS NOVAS. J la foi a noticia desta
creajao para o Rio. Ha alguns prelendenles daqui,
uns querem a do Maroim e outros querem a do La-
garto. Quero sabe se hs Sergipanos nao terlo a
mesma sorle que os A la guanos com as novas comar-
cas. Todos querem sua vara de condao, eu tambem
a procurara se fosse da elasse dos novos jezuitas.
NOTICIAS.Temos hom marinare na provincia,
quer do prelo, qoer do branco.
Foi reeleita na assembla a mesma mesa
Trindade do Prado, presidente; vigario Barroso,
primeiro secretario; Dr. Antunes, segundo secreta-
rio, e vice-prcsidenle, Dr. Manoel Garcez.
Muila gente tem considerado de mo agooro a
abertura do parlamento no dia 7. Parece-me qne
fui caso virgem no Brasil.
Falla-se cm trar-se planta das cidades da pro-
vincia, e dar-sc plano para melhor edificajao e bel-
lesa das ras e prajas. Acho excellenl.e a idea para
os armamentos nao te acbarem ao capricho dos lis-
caes das cmaras; -
Aqui tico porque tenho de correr o Irabalho de
meus prelot,'quero preparar a safra, Adeos.
O Colinguibeiro.
PARAHIBA.
Xa dejonho.
A maro das novidades etl muito baixa, ou meas
ciccronit nao querem conlar o que sabem, pelo que
eu tambera pouco 00 nada tenho a dizer-lhe ; porm
para quaJiio supponha que cu tenlio morrido he
qoe lhe fajo esta, nao sei se me acreditar, porm
deve-o fazer pois nao coslumo a engaar os meus
amigos, eslou vivo c tem tenjao de mudar-me d'este
mundo a pezar dos padres e vemos a murte.hcir para
melhor vida, eu n3o quero experiencias, conteni-
me com esla vida.
Chegou o chefe de polica interino, e nada se sabe
do que elle fez, oo elle nada fez. '
O Dr. Flavio coplinua na vice-presidencia, nao
sei o que elle faz em palacio, porm qoando anda no
ra parece om homem particular,nem ao menos qm
ordenanja, pdo que tenho lido saudades do Ban-
deira, este tim rara era a larde que nao se apresen-
lava com ajudanles d'ordens, urna chusma de orde-
nanjas, e mais as pessoas de sua corte.
No mais continan) as interinidades, e al O **"
loa interinamente feito gerente de urna casa de ne-
gocios diversos.
Os fradet de S. Francisco preparam-se com treze-
nas e etc., para fazerem a testa de S. Antonio.
As chavas continan) o mercado esl froxo.porm
os prejos da ultima colajlo cooservam-se.
MaaMasaap* 8 esteJaafce.
He sempre a minha maior lifllculdade dar-Bie
ama conta nao s verosmil como at mesmo exac- -
la de todos os fados e alterajfies qoe por aqui se dio.
Servindo desla vez como de trecho a este missiva, a
noticia do jury, qoe sem ser esperada veio causar
grande labyrinto enlre nos ; e segundo o qne tenho
ouvido dizer de cooformidade com o pensamen
meo amigo M...OS nossos juizes de fado estao dis-
postos a nao comparecer embora polfram centenas
e centenas de multe*. O Sr. Sebastiao do Reg Bar-
ros juiz municipal desle termo, por impedimento do
Sr. Dr. Bazilo, he que vara presidir o jury, lendo
mareado o dia dezeseis deste corrente mez para a a-
bertora do mesmo, e te porventura elle realisar o
seu intento, o qoe moit duvido, fondado nette ri-
fao vulgar voxpopuli vox Dei conlar-lhe-hei
o qoe t for passando.
O contagio da bexiga, que appareceu o Tres-
Rios, .Marcajao e Pregoica, tem continuado
com a mesma vehemencia, e j os habitantes do Ca-
lle vao sendo sacrificados pela furia de 13o violen-
ta e hedionda enfermidade. Consta-me qne nos
Tres-Ros apenas escaparan) dous Indios, e na po- *
voajBo da Pregoica achara-te vinte e duas pessoas
soffrendo o mesmo mal, e he de soppor qoe parte
d'aqoella gerlle perica falla do necessario decor-
ro. Dizem os meninos da Candiuha, que algomas
das primeiras pessoas deste lugar levaran) ao conhe-
cimenlo do Exra, Sr. presidenta Joao Capislrauo
Bandeira de Mello, qoe aquella pobre gente, entre-
gue ao mait lamen lavel estado de desesperajao, es-
l morrendo sem vervov; mas S. Exc. at hoje
nao deu as necessarias providencias, este procer '
dimcnlo he brbaro, he anli-chrisuTo, e al
faz irrijar os cabellos. Onde cali a carlda-
de de S. Exc. qoe (se nao serve' deste instru-
mento poderosissimo para evilar tente viovez e or-
phandade ? Convem pois que S. Exc. nao teja tur-
do aos gemidos e reclamajes daquelles pobres lo-,
dios aecommellidot de bexlgat, qoe eauTo tem' assis-
tenria, sem alojamcnlo- e sem commoddade.'e as-
sim. vao morrendo ; ao menos sejam aqoelles pobres
alimentados com'o dinheiro que lhe pertence, e que
esl emdeposilo,maitet vezes dminoindo-sepor cau-
ta da ferrogem e azinhavre ; e com esla proleccao
ser5o elles arrancados d'enlre os bracos de ama mor-
le prematora, e fiearao reodendo mil grajas a S.
Exc. pelo zelo philantropico qoe palenteou.
To bem dir-lhe-bei alguma cousa respelo-da
questao do'iuvenlario de F.... e F.....sentenciado
pelo Dr. Balduino, e que o (Ilustre collega desta
la lab complicada achou, nao porque queira eu por
meio desle dialogo tpresentar ao colleg umahabi-
litajao para .0 foro de tao alte estima, que me gran-
geasse a provitao de'advogado dos grandes herdei- *
ros da falecida Morgada, pois ingenua francamen-
te confesso que tao pouco aprecio esta prolisso, qne
nem ao menos do-me ao Irabalho de ler os subli-
mespensamcntosdosSrs. Dn. quaddosabios arasoam
soas razes finaes, mesmo porque nao posso soffrer a
injusta aecusa jao feila contra o muito digno Sr. coro-
nel Joao Valentim Peixotode Vasconcellos,cuja eoiv-
ducte merece, e tem sempre merecido a estima dos
mais honrados e dignos cidadaos deste logar.
Disse, pois, o Ilustre collega qoe a questao era
muito complicada; quero clMt e nem metmo me on-
ponho a isso; pois como ja. ditse a Vmc. tenho pitu-
ca aplidao para questoes de direito ; mais quanto ao
seu suum migue tribuere com qoe pretende
rebaixar o reconbecido crdito do nosso amigo o Sr.
coronel Joao Valentim, acho que t tem de injusto a
parte gratuita que o Ilustre collega pretende pres-
lar-lhc, e que de nenhum modo o poder offender,
pois como diziam alguns auligosa verdade boia
n'agua.
Existiam em Arassag |differenles herdeiros de. ym
casal enlre os quaes somente ura se dittiuguia por
toa adividtde, sendo os de mais ignorantes e lap
innocentes que se deixaram Iludir por aquelle co-
herdeiru em quem entao depositavam boa f'de om
modo bem celebre. Es o caso: Este herdeiro acti-
vo de quem fallamos reconhecendo a innocencia de
seuscorapanheiros, e dclla se aproveilaudo, formu-
lou um papeluxo com dala anterior ao falerimento
da mii dos ditos herdeiros, nestes termos: Nos
abaixo assignados, herdeiros de Fulano o Cicrauo,
damo-nos por salisfelos cada um eom os bens que
cm s lem do casal dos nossos antecessores, o por -
isso estamosconcordesem nao fazer invenvenlario;
entretaiilo aprsenla elle este papel aos demais her-
deiros, e fa-los assignar, um por si, oulros a rogo com
o pretexte de ser nm arrolamcuto.-depois lendo orna
conferencia, tratando do inventario que se havia fa-
zer, es-que appareceu no cartorio geral* tal pape-
luxo com forus de partilha arnigavel, e sea aator
pugnando para o sustentar, nao obstante cite nao
ler lido termo de publicajlo as partes, c nem ser
permiltido rjarlilha arnigavel, urna vea que existiam
orphios ; pelo que os prejndicados requereram juste
e legalmente o inventario judicial, nao obstante o
autor da partilha arnigavel pedio vista da acjlo e
oppoz embargos, que desprezados procedeo-se o in-
ventario judicial, e depois de concluido, o aotor da
partilha arnigavel lornou a pedir vista, oppoiKlo em-
bargos senlenja que julgou a partilha, teve a fe-
lcidade de encontrar um juiz, que sacrificando o seu
dever a amisade os receben e os a pro yo u: interpose- -
rara as partes prejudicadas o recurso de appellajao
para o tribunal da relajao do districlo, e como por
screm indigentes nao podessem pagar a um adva-
gado que patrocinaste a tua causa, foi confirmada
a senlenja que havia julgado nullo o. inventario por
falla de urna cita jao pessoal qoe deixou de ser feila
a om des herdeiros. Logo que no juio de orphaos
deste municipio se maudou curanrir o accordamda
relajao, teve este a devida execujao pagando os pre-
jndicados as cusas sem opposijlo ; mas pastado
algum lempo,mandaram citar novamente ao mi
nado aotor arnigavel para dar bens a inventario, o
qoal pedio vista e oppoz embargos, os quaes sendo
recebidos, e julgados peloSr. Antouio Carlos, tive-
ram as partes offendidas de pedir viste desla dechao,
e embargando a senlenja foram seos embargos re-
cebidos pelo Sr. coronel Joao Valenlim Peixote de
Vasconcellos, que mandn proceder sequtstro nos
bens, nao s em cumprimnto da le,' como para e-
vilar que um herdeiro se ausentaste do termo occol-
lamcnteconduziodo a maior parte dos meamos bens,
qne consiste cm eseravos, vislo qoe j em oceasiao
do primeiro inventario havia se ausentado e occul-
lado os mesmos eseravos.
Digapoisagora ollustrecollega o qoal melhor qae
ninguem sabe destes movimenlos, te.be injusto o Sr.
coronel ^Joao Valentim em receber os.embargos de
que, falla? Se nio podiam aqoelles herdeiros sqflte-
dores de 13o escandalosa injusliea requerer novo in-
venlario, vislo no oulro. se dar a nollidade por
falla da citejSo mencionada? Se podiam e o nao fi-
zeram por causa daquella sentenc, se nfto podiam
embarga-la, e antepor recurso? Todo isso acho bem
possivel, e s impossivei me he achar um suum
cuigue tribuere do agrado do collega ; a saber,
dar todo auxilio a favor de ama injuslija 13o mn-
fesla,*sentando de pedra e cal qne as partes sofirodo-
ras de urna tal injusti ja nao deviam procurar rcror-
so, c se o procurassem o juiz o pennitljsse fosse por
isso injusto. -
Alguma cousa mais que tenho fu ment a-
guardo para com outrai que forera apparecendo, con
lar-lhe pela vez primeira.. A nossa polica conti-
nua na mesma marcha, sem maior ordsnuos genero
alimenticios ainda trazem um prejo eresrido, porern
esperamos muilo breve diminuijo ; ja me vou tor-
nando muilo prolixo, por itlo faco Pnl0'
Seu conslante amigo OMamanguapense.
PERFAIBUCO.
.i
f
>
COMARCA m GARAXBIN8.
9 de Jamba.
Em 14 deste mez, o anno pastado, lendo sabido
dessa vellia cajioeira denominada a. Cadete da Villa,
es servjo da mesma, um preso criminoso* de morta
chamado Joaqun) Bamba, tora lirado do poder da
don soldados do destacamento, que oescoltavam al
o lugar de urna fonle, que temos mui'proxima a dita
villa. AH chegando o referido preso e os done sal-
dados, que foram smente armados de bsionetas,
sao 3ggredidos por quatro sujeto armados do baca
martes e XacOes : os toldados tenlaram a Pr'nnaaa|
resistir, e parece que chegon mesmn a Iravar-se um
dialogo entre um-dos soldados e outro do lado dos
aggressoret; mas este ultimo nobre preopinante fa-
zendo ponto em seu discurso: Se User acjlo toro-te
com qnxa bala, cabra 1 apostrophou para o soldado;
este qu em circomslancias menos difficeis faria in-
veja at queltet, a quem o joven Cambronne eom-
mandra, nao pode lodavia j-eWslir lgica deste
ultimo argumento, e... deixou voar o paasaro. Ren-
tera teve lugar a ultima audiencia desse processo, a
do julgamento; pnrquanlo pode a porcia, ainda
qoando era delegado o coronel Teixeir, captor*
em Aguas-Bellas doos dos prtnuncitdaff'eoaio *ute-
Saode, felicidades e boas sorles na vesperas de res do crime em qnesto,, jksabrr : um irm8a do tal
S. Antonio e S. Joo he o.que lhe desejo. | Bamba r um oulro, a quem cheinam o Garant, "


/
DIARIO DE PERNAMBUCO SABBADO 17 DE JUNHO DE 1854

qual ptrteneeu a. qoadrilha do Antonio Tenorio:
(.* Mn l) Vmc, Dio estrannar o lerme per-
signado ao tracareste nome, quandosoober que esse
saulior oulr ora alcunhado ocapilao Meia-Noite__,
lem aqu feito eavaUariw altas; e pois, repito, an-
' noje nao he sem cerlos ealafros, qus eu escrevo
* qualorze benditas lellras, que compito o seu
nomo. Qual seja a orto dos dous referido crimino-
os, peude de senlenca do juiz de direilo interino, o
Dr. Daarte.
Anda ha poucoi das, segundo sou informado por
."Se- Francisco Alves Machado,morador em Aguas-
Bellas, deu-se nossa freguezia um oulro caso de
lirada de presos : bem v Vrac. quo nao foi senao
mui sabiamente, que a lei de 2 de julho de 1850
snjeilou o jolgamenlo dwte crime entre oulros
competencia dos uizes de direilo, sem duvida em
considerarSo a sua gra*vidade, frequencia e .1 lamcn-
lavel indulgencia do jary para com os criminosos
em geni. Vem a proposito dizer-lhe, que ja tive oe-
catiSo de ouvir ler e no Direito,a neva reforma ju-
diciaria: talvez causa eslranheza a Vmc. o saber
que a uro grosseiro criador c do serlSo interessa
aquilloqoe publicam os peridicos ; mas dir-lhe-hei
em poucas palavras como casualmente chesou ao
meueonhecimenlo essa nova publicac.au jurdica, o
Direilo : un Sr. Beierra do Buique, em jornada
para a villa, para onde se diriga a tratar de suas
queslOes judicaes com o sea advogado o Dr. Macha-
do, pernoilau nesta nossa choupana ; e como seja
eaa servo de Dos, o Beierra, um eterno tagarella,
, en treteve-me boa parle da noite com a lei tura do
peridico isferido, do qual saccou um numero den-
Ire um maco qne traza em urna infla. Depois de
liaver tomado a titulo de cea urna parva quanlitas
de leite arado e sem asiacar,qne "n liavia em casa,
nem rdeano a rapadura, acocorou-se sobre urna sel-
la grammatica, que eslava a um casto da varanda
(sala ), a qual sella linha para elle a importancia de
ana cadeira curol; chegou para junto de si duas
enormes brazas de angico, que ardiara no mein da
rasa.com o fim de amenisar 11 rigor do fri; liv.011
no nariz urnas ferrugentas cangalhas, lirou o binga,
sorvea. duas estridentes pitadas de caco; depoz no
eho urna acicalada bicuda, que por cautela tirara
do|ciato afim de senio espetar, e assim preparado
de-*,priecipio leitura. Entretanto- boqitiaberto e a
haba correndo, eu o ouvia, lamentando nao possuir
o pincel dealgum desses homens, que se celebrsa-
ram, reproduzndo na tel certas scenas familiares
da vida intima de alguns povo*. Eu, o meu hospe-
de, lendo a phaotasmagorica luz de urna foguera ;
a eslrnctara di tal varanda, onde nos achavamos ;
um eflo dormindo lodo enroscado, como dormem as
serpeles ; um gato acordado e cujos olhos dardeja-
vam charainas e mesmo miaado, se Ihe parecer ; al-
telo leitura, como se delta participaste;.as paredes
de laipa ennegrecidas pelo fumo, onde viam-se pen-
dentes de grandes tornos do madeira nm desabado
chapeo, teodo parte das abas levantadas por urna
presilha, e mais ama fatiota inteira couiposta de .ara
gibio, guarda peilo e perneiras tudo de vermelho
cooro de boi; armas brancas, grosseiros arelos :
mais nm rede, dentro da qual eslava esle sen cria-
do indolentemente me embalando e onde costumo
dormir: nao costiluiriam todas etsas figuras um
grupo digno de algum princel histrico E es*a noi-
ta de jornada assim passada sob a fulgurante aboba-
da da ceo dos trpicos, nao darla um bello assump-
topara sm capitulo inteirode algnm livro de via-
genit Ni ha vida compiravel aquella que aqui
patio ao ar livre, debaho de um co de ail, envol-
vido era um ambiente impregnado dsssas mil fra-
grancias queeihalam as risonhas planicies de serbio,
diante dos variados a bellsimos aspectos da natu-
rea 1 Vos, senhores habilanles das cidades, que-
bni esses elos de ferro, que ah vos preodem e
vos delinham ; vinde entre nos beber em taca de
ambrosis urna nova vida e gozar de suas eternas ale-
gras I Mas demos pressa em rematar esla desfrnla-
va! lirada bucoKca ; nao temos pretencOes a Coo-
per, e passemosio que me parece que interessa. O
taca hospede retiroa-se pela madrugada : o homem
leu c orotu bre o thema: reforman judiciarias,qae
era um abysmoouvi-lo : ilhenograpbei o qne elle
dsse ; mas nfelicssimamente nSo me devolveu o
eu discurw, para que eu aquipodesse Irancreve-lo,
que perda para ascollocces! '
Nao sai quem foi que disse, que nada ha de
mais perigoso, do que nm nescio, um qudam re-
vestido de qualquer auloridade recente: disse ama
verdade quem quer que foi, em auxilio da qual ahi
esto os fados: aqu por ejemplo q*uei\am-sc
amargamente os habilanles da povoac3o da Palmei-
ra de ra desses juises de paz da roca, um Sr. Joa-
quiai Jos de Veras, o qual anda fia pouco lempo
era eleiro de formas na engenhuca da seuhorl sua
mili, c hoje injuria atrozmente, sem neohuma pro-
vocado eu escusa qualquer, a urna pobre parle, o
Sr. Manoel Marques, que assislia a urna conciliario
em toa casa, ameacando-lhe mesmo os queixos com
as mos, e vociferando como um posses*o 1 Fado
escandaloso por ter-ss dado em da de feira e em
face de immenso poyo reunido; fado que enlre
oulros matos de maior gravidade, que do mesmo
jiiU reza a escandalosa chronica, depe altamente
de sua moralidade ; nao ha lugarejo mais desmora-
lisado nesle termo, exceptan do celebre Canholi-
nhn, de que a Palmeira ; s presenciando quem la
foc : mora tambem nesta ultima povuarao um Jos
- Cypriano da Silva, escrivao deque se pode dizer
stni injuslica : ,
Queja na provecta idade
Tumoa habito de fraile,
E so mereca o cordao.
He eecrivaosinhu tal, que sahindo do sea dislricto
foi cea oulro apnrovar o testamento ,do finado- An-
tonio Barboza Braga : seria gratis pro Deo ? De
tacsjaizes e mordomos livre Dos o fardo. Nao ha,
enflores redactores, rigor de lei bastante para pu-
nir as crimet de certos homens que eu aqui conde-
ce !" Mas se inslanrar-se um processo, guarda o
hacanarle, guarda-le da queixa quando menos. Eu
no Ihesdigo tudo quanto sei ; nao, senhores; ape-
na registro aquelles fados, de que lenlio pleno eo-
nhecimento e provas : 13o longe ontendo nao vai a
missao, paraaqaal Vinca, me julgsram apto, e s-
menle tenho em vistas chamar a ltenlo das auto-
ridades competentes para o que se est passando na
Palmeira.
. C recebemos o seu numero 111 desle anuo, em
qne vem sanccfbnada a le provincial de 12 do mez
paseado, que creoo o lermo do Buique, e publica-
da a portara do Exm. governo da provincia de 11
do mesmo mez, nomeando
presso da falla do throno na abertura da 9" sessao da
legislatura da assembla geral, e recommndando
que a cmara lhe dsse publicidade. Iuteirada,
que so.respondesse, e se maudnsse publicar.
Oulro do mesmo, duendo ter em data de 5 do cor-
rente, expedido ordem ao director das obras publi-
cas para fazer desembarcar e por -disposco desta
cmara a pedia de carear que se acha a bordo do
patacho Pirapama. Iuteirada, -eiflue se aecusasse
a recepe.lo.
Oulro do director das obras publicas, viudo da pre-
sidencia para ser informado, participando, ilim de
que S. Exc. providenciasse como julgasse conve-
niente, achar-se muito arruinada a casa do sobrado
da esquina da ra do Livramenlo e que faz frente
para a mesma ra, o fundos para' a doRangel, a
qual pela planta do arruamento desla cidade tem
de ser demolida para alargar-se a entrada da supra-
dia ra do Livramenlo. Kesolveu-se quesede-
lerninasse eo fiscal respectivo, qdfe, com assislencia
do engenheiro cordeador, procedesse a visloria em
dita casa nos termos das posturas. '
Oulro da commissao de hygiene publica, pedindo
bouvesse a cmara de providenciar sobre nao serem
aproveitadas pelos moradores da Cabanga, as rezes
que quasi todos os das morrem de molestias natu-
raes nos comes contiguos ao maladouro, as qaaesos
campiuas em vez de cnttrrarem, couduzem para
all, e as deixam na praia entregues aquella gente,
do que podo rcsullnr-lhes mal. Mandou-se que o.
fiscal infonnasse com urgencia.
Oulro do advogado, informando que, segando as
informacoes do fiscal, quo tomava por base, relati-
vas pelicao de Bernardo Jos da Costa Valeute, a
retinara sita na ra do Paraso, e eslabelecida den-
tro da cidade, existia anteriormente s postaras des-
ta cmara', e que nSo importando o concert que o
peticionario nella pretende'fazer ama completa re-
edficajao, de sorte que veuha a fazer-se nova refina-
ria, o quo se poda verificar por meio de competente
examo, achava 1110 cas de ser deferida a pctic,ao,
concedendo-se a licenja na couformidade do arti-
go 4 tit. 5 das i^stujae^pg. jjfj Realveu-se que
o fiscal informasse precisamente acerca dos concer-
t que pretende fazer o requeronte. '
* Oulro do mesmo, remetiendo os papis relativos
ao negocio de Bernardo Antonio de Miranda, que
eslavamem seu poder, editandoier juntado alguns
a accao que propozera, como advogado desla cma-
ra, conlra o supradito Miranda, por oajulgar indis-
pensaveis mesma accao.Quea reslituisseni os
documentos a seu dono.
man Testamente milla pela incompetencia do juiz
segundo a Ord. livro 3., titulo 75, por quanto
tendo-se lanzado de suspeito o juiz Vaz Vieira, pelo
despacho lis. 202 v., nao firmn o sea impedimen-
to com o juramento que prescreve a Ord. livro 3.,
titulo 21, 18, resultando ser d'alli em dianle o
feito tratado por juiz incompetente por falta de ju-
risdiejao, que lhe nao foi transferida legalmenlo.
Accresce o nao ler-se assignado era audiencia a
penhora fl. 329 v., os seis das da Ord. livro '3.,
titulo 86 ;*assim como nao foi observada a oulra
ordenadlo livro 3.", tilnlo 17, inlervindo na avallarn
a fl. 333, um louvado diverso do qne foi approva-
do no termo fl. 298. Remettam-se por lano os
autos relacao de Pernambuco que designara para
revisao e novo julgamenlo. Rio, 30 de abril de
1852 Daarte, presidente Pinto Sequeir
Pfonfto Cerqueira Lima, vencido Ponce
Veiga, vencida Cornelio FrancaCastro Masca-
renhai.
Foram de votos vencedores, os Exms. Srs. con-
selheiros Brrelo Pedroso e Almeida, e vencido o
Eira. Sr. ctmsellieiro Maltas, declarando-se suspei;
lo com juramento o Exm. Sr. conselhero Nabu-
co. O secretario Cyriho Antonio de Lemos. Rio,
12 de maio de 1852.
-Oulro do procurador, remetiendo o'tnappa das
pessoas fallecidas de Cabr amarclla no mei'de maio
ultimo. Que fosse remeltido commissao de hy-
giene publica.
Oulro do mesmo, remetiendo*'* bataneo da recei-
la e despeza municipal no mez de maio ultimo. A'
commissao de polica.
Outro do administrador do cemiterio, remetiendo
a nota dos preces dos carros fnebres, qne conduz-
ram cadveres aquello eslabelecimento no .referido
mez de maio na importancia de... Ao procurador
para receber os porcentos.
Oulro de Adelo Antonio de Moraes, jniz de paz
do cqrrenlo anno do 1 dislricto da freguezia dos
Afosados, participando que sendo majoc do bala-
lhSo da G. N. daquella freguezia, e nao pudendo em
visla da'lei respectiva, servir conjunclamente nm e
outro carg, prefera o exerciri de official da G.
N. Iuteirada, e mandou-se responder que passas-
se a jurisdirao de juiz de piz a quem compelisse.
Outro do engenheiro cordeador, inform ando em sen
tifio destavoravel sobre, a peticao de Jos Francisco1
Percira da Silva, que requeren lcenr,a para cons-
truir um terraco c mais obras nos fundos de sua
propriedade, sita na ra da Cadeia desla freguezia,
por ir de encontr semelhanle obra planta da ci-
dade. Denegoa-se a licenca requerida.
Outro do fiscal de St. Antonio, participando le-
rem sido retirados os soldados do corpo de polica
dos lagares onde eslavam, d'm e outro lado das
pontes do Recite e Boa-vista, e 110 caes do passeio
publico, para vedaren* es despejos fra d'agua, c ser
mui necessaria a sua estada eni ditos lugares. Que
se fepresentasse ao Exm. presidente da proviuca.
Outro do fiscal doi Afogados. expondo o mo es-
lado a que est reduzida a povoacito daquella fre-
guezia, e a estrada de Bemfica, pela muila lama e
aguas estagnadas, provenientes da obra que pela
reparlrao das obras publicas se fez em ditos loga-
res, de modo que difliculla o transito, e podeudo re-
sollar mal i saude publica do encharcantento da*
aguas. Que se levasso o exposto pelo fiscal ao eo-
nhecimento do Em. presidente da provincia, para
dar as providencias convenientes.
Outro do fiscal de S. Jos, remetiendo o mappa
do gado morto para consumo desla cidade na sema-
na' de 29 de maio ultimo a 4 do corrente (566 rezes)
nclusve 51 pelos particulares. Qne se arebivasse.
Oaxro do fiscal da freguezia de S." Lourenco da
Malta, remetiendo o numero das rezes moras para
consuma daquella freguezia durante o mez prximo
lindo (37) Que se archivas.
Resolveu-se que o engenheiro cordeador e fiscal
do Pojo, procedendo as imlagarcs necessarias, in-
formassem se o terreno sobre que se deve construir
a bomba dealvenaria na Passagem de S. Anna, lie
publico ou particular.
Concedeu-se a demssSo que pediram o repezador
o
guarda municipal da fregoezia do S. Antonio, Jos
Francisco Mohteiro, sendo logo nomeado para o la-
gar daqaelle Pedro Jos de Faria, em virtade do se-
grate requerimenlo, que fez o Sr. Mamede,. e foi
approvado Requeiro que em lugar do repeza-
dor Jos, de Mello da Trindade, que pedio e se lhe
conceden demissao, seja nomeado Pedro Jos de
Faria, cuja capacidade esl reconhecida por sla c-
mara desde que servio o lugar de guarda____O ve-
reador, Mamede.
Designou-ae a segunda sesso ordinaria do crran-
le anno para o dia 12 do corrente em diante.
Mandou-se que se continuasse a auuunciar a ar-
rematarlo da obra da bomba.
Despacharara-seas peUcOes de Anna Francisca do
Livraraeato, de Aleixo Ferreira, de Anna Rita de
Mello, de Bernardo Jos da Costa Valente," do ba-
charel Francisco de Assis Oliveira Maciel, de Igna-
cio Nunes de Oliveira, do Jos Mara Pamplona, de
Jos de Mello Triudade, de Jos Francisco Pereira
da Silva, de Ignacia Jo8qniua Lopes daSilva.de
Joaqoim Lacio Monleiro da Franca, de D. Joaquina
Carlota de Miranda, de Jos Rodrigues de Oliveira
Lima, de Jos Francisco Monleiro, do padre Jos
Atono dos Santos Lessa, do coronel Jos Pedro
Velloso da Silveira, de D. Lanrlana de Menezes
Vascoucellos de Drumond Brrelo, de Mauoel Figuei-
roa de Faria, de Manoel Peregrino da Silva, e Se-
basliao Jos da Silva, levantou-se a sessao.
Eu Manoel Ferreira Accoli, official da secreta-
ria a escrevi no impedimento do secretario. Barao
de Capibaribe, presidente. ViannaRego e A{-
buquerqueOliceira.Barata de Almeida.
os supplenle do juiz | -
municipal desle lermo : abslenho-me de quaesquer ao b"" do *", Jos de Mello Trindade, e
refleics sobre esses ados ; apenas dfrei a Vmcs.
qne 'o aaxto supplente nomeado, o Sr. Francisco
Aires Machado, que he a mesma pessua a quem em
o principio desta carta me refiri, reside ha muitos au-
no em Asnas Bellas, povoacao que boje ,faz parle
do referido termo da villa nova de Buique. .
Ceosla-me que de 21 do mez passado al hoje fo-
ram reculhidos i cadeia velha (nao he o edificio da
careara des Srs. depuudos) os scgui/iles individuos:
Manoel Ignacio, parrindagac&espoliciacs.
Joa de Lima Monleiro, por crime de furlo.
Manoel Roberto de Oliveira, para avoriguaefles.
Francisco Antonio Lopes e Jacinlho Lopes, correc-
eionalmenle, foram sollos.
Manoel do N'ascmenlo Callado, ignoro o motivo,
foi folio.
Jet Severhid da Silva e Antonio de Souza Calla-
do, remitas, o primdro foi sollo.
1 Darno GoncJrlves de Barros, por crime de furto.
Theobaldo Jos da Silva, idem. -
Joa Filippc de Andrade, idem.
Joa Filppe de Moura, idem.
Jote Luiz de Souza, dem.
Claudino Jos, idem, ja foi sollo.
Pedro Jos da Silva, idem.
Valerio dos Santos e Josefa Mara da Conceico,
ignoro o motivo.
Findei por urna ladainha infernal! At oulra
ve.
- (Carta particular'.
CMARA K0NIGIPAL 90 RECITE.
SES8AO EXTRAORDINARIA DE 7 DE JUNI10
DE 1854.
Presidencia do Sr. Barilo de Capibaribe.
Presentes os Srs. Reg e Albuquerque, Mamede,
Barata, Reg, Viannae Gameiro, abrio-sea sessao e
rol lida e approvadaa acta antecedente.
Foi lido n seguinte
EXPEDIENTE.
Lm ofllcio do Exm. presidente da provincia, con-
redendo a aulorisarjo, que a cmara lhe pedio, pa-
ra despender o necessario com a limpeza cairamen-
te da* ras desla cidade, visto 1 estar muito pouco da
nota consignada para semclhanto despeza Intei-
raaa, e qne se fizessem as communicacOes conveni-
ato.
Oatro do mesmo, commumeando ter em data de
31 da maio ultimo expedido orderaao.inspector do
arsenal de marinha, e ao director das obras puulicas
para mandar por disposicao da cmara alguma porco
de pedra de Fernando, e mesmo do Rio de Janeiro,
que posea haver disponivel em referidas repartirnos,
conforme requiaiiou a mesma caniaia. lnleirada'
qpe se respondesse.
Outro do mesmo, eom-edendo a antorisaao que
a cmara pedio pan poder pagar o que-so acha a
dever aobacharel Jos Bernardo Galvao Alcofo-
rado, a quem nomeara para, durante o impedimen-
to, por molestia, do fallecido advogado bacharel Jo-
s Fnneisco de Paiva, iralar d causas judicaes da
munieipalidade. Inteirada, que S5 participasse a
ronladoru para fuer a couta, e PM8ar compelenle
mandado.
Oulro do mesmo, dizendo que, devendo expi-'
rar no dia Ultimo do corrente o contracto celebrado
petante aquello governo, em 13 de dezenSbro do an-
uo pateado, .para fornecimenlo de carnes verdes ao
peo desta eidade, enmpria que a cmara fnwe des-
de J danco as necessarias providencias, nao s para
qne sejam otteralmeole.observdas as disposieSes do
rt. 66ge9daleido 1 delootubrode 1828co.
neo tambem propdVtsse as medidas conducentes a
Impedir o m-nopolio dos atravessadores em pre-
jaito (odavU ca Utre cqpairrencU, qae Ocar intei-
ramanla deeenbaracad a lodo. Ando que seja o
tuprajlilo co*Uito.-A' commisalo do* Srs. Oli-
veira e (ameiro S ,
OtUro de met-so reenellendo nm exeraplar im
Resumo das mullidades constantes dos antos e do
irapresso publicado, e qae foi distribuido ao publico,
cmaras legislativas, supremo tribunal c relacao,
no qual se acham demonstradas todas as cirrums-
tancias de cada ama das nollidadesa saber:
1. Intervengo de falso arbitrador na avaliarao
dos bens penhorados fl. 298 v. e fl. 333.
2. uesao enormsima provada do ventre dos au-
tos, efls. 345, 348, 348 v. c 11. 341 e fl. 361.
3. Nao ter o juiz firmado com juramento o des-
pacho de fl. 202, como foi decidido pelo supremo
iribnn.il, e confirmado igualmente com juramento
do conselhero Nabuco.
4. Falta de conciliaco, respeilo **o pedido dos
juros, devendo estes serem pedidos por acc;io ordi-
naria, e nflo summaria; bem como devia ser con-
vencido o testamenleiro da falla de carapriraento
de seu dever na qaalidade de individuo ; e se lives-
se a pagar daino, deveria ste ser por seus proprios
bens, e n3o pelos do defuntd, pois qne estes nao
ejlo sujeitos falla de cumprimenlo da parle do
testamenleiro, cuja falta de conciliaco nullifica to-
do o processo.
5. Fazer-se execuc.no por juros, quando a sen-
tenra que condemnou de preceilo aos lestamentei-
ros, nao os obrigoa a elle-, e sim lo somenle nos
legados confessados pelos mesmos leslamenteiros de
qqe assignaram termo.
6. Incompetencia de accao no pedido dos juros,
como consta da quarla nnlliilade. t
.7. Nao se ter auixndu o edilal, como falsamente
declarou o porteiro na certidao, uja falsdade pro-
va-se com a dala do sello poslo no mesmo edilal.
8. Prosegur-se na execur,ao nos originaes autos,
havendo appellarSo recehida no efieilo devolutivo ;
sendo esta nallidade reconhecida pelo proprio ar-
rematante H. 369 ( do impresso docomento n. 40 e
fl. 178 e fl. 143. '
9. Excesso de cxccucao, por nao haver condem-
nao em juros na senlenc,a de preceilo, e nao ha-
ver exemplo de se pagar juros como da certidao (1.
485, visto que no jizo da proVedoria exislem leis
para .abrigar o testamenleiro a cumprir sea deter.
10. Nao se ter renovado 1 instancia com nova ci-
la?ao pelo lapso de lempo de mais de seis mezes.
11. Ter sido louvado o que depois ofliciou como
juiz nos antos fl. 177.
12. Falta de liquidacao reconhecida pelos exe-
quenlcs, como se prova das quila^es dos legados
em metal, dadas pelo procurador; e conla jauta
aos autos, em consequencia do agio do dinlieiro.
13. Falla- de citacao para darcm lanzadores aos
bens; e bem assim nao se ler declarado nos edilaes
dias de praca.
14.'Estar litigioso o terreno no Engenho-Velho,
arrematado por Malla ; e he sabido que bens'li-
tigiosos nao podem ser vendidos, em quanto honver
litigio, fl. 483.
15. Nao ter ido accqsada a penhora fl. 329 v.,
e assiguados os 6 dias da lei, na casa n. 26 na par-
te qu faz frente para o bceo de Braganra n. 19.
Consta do Diario U Pernambuco do 6 dejunho
de 1853:
. e A' visla das publicasOes feiljis no Diario de
31 de maio de 23, 25, e 30 de junho, e do accor-
dao que se passa agora a publicar, reconhecer o
'pblico quanto foi injusto o tribunal da relacao (ou
antes os tres desembargadores que nao reconhece-
ram a nossa juslija ^ proferindo um scmelliante ac-
cordao, que nao he mais do que a repetico daqnel--
le era que o supremo tribunal de juslica descobri-
ra notoria injuslica em face das nulldadqs insana-
veis de que o processo se achava incado. De que va-
lem as leis'.' Porque nSo se acaba de urna vez com
essas' ordenares e essa legislarlo caronchosa,' que
s servem para ioduzir a erro os pleiteantes de boa
f? Para que essa phantasmagoria de supremo tri-
bunal de juslica e de recurso de revista, quando de-
clarando aquello que existem nollidades, a relacao
que lhe he inferior diz qae taes nollidades nao ex-
istem ? lie melbor dizer-se de urna vez, que no
Brasil s ha urna lei -r-he a vontade dos magistrados.
Oque temos publicada he suflkiente para sejul-
gar da injuslica que nos fizaram esses tres senhores
desembargadores, que nos recommendamos ao go-
verno e opiniao publica.
Assignado. Francisco de Sequeir Dias.
Accordam em relaoito, etc. Vistos e exposlos, e
relatados estes autos de revista civil enlre partes
recrranle Francisco d Sequeir Dias, e recorridos
Manoel Jos Ferreira Braga e Irrao, c Manoel do
Nascimenlo da Malta, moslra-se que fallecendo
Constantino Das Pinhciro com solemne testamen-
to, deixra varios legados para rujo cumprimenlo,
propondo os legatarios a competente accao, e sen-
do cbndemnados os teslamenteiros foi a senlence
dada a execuro ; arrematados pelos recorridos,
um predio na rna dos Pescadores e urna casa c cha-
cara no Engolillo Velho no lugar denominado Se-
gunda Feira ; oppor-se o recrrante no transito da
chancellara as carias de arremataco com os em-
bargos de fls. 386 a 405, allegando nullijlades, le-
sao e erro de conlas. O qu tudo visto, e examina-
do, etc., etc. Considerando que nao procede a nul-
lidade allegada da falla de concliaO, visto que
esla nao tem lugar entre ao partes que nao podem
transigir como teslamenteiros, ele., art. 6." da dis-
posicao provisoria: considerando quo nao so veri-
fica alesao argida porque opredios arrematados
obliveram maiores lances do qae as segundas ava-
liarss, sendo pelo contrario as primeiras excessi-
vas, que correndo em praca DSo achara*, lanfado-
7 caixase 4 barricas drogas ; a Moreira & Fra-
gozo.
1 caixa brochas para (iota*; a J. da C. Bravo.
1 barril viubo tinto, 1 dito dito brauco ; ao Dr.
May.
20 barris vinlio linio, 1 caixote navallias de barba
e ihfsouras denlfaiaie, 7 caixotes capachos do pitia,
capachinhosde dita, massa, e meias de linha, 1 pa-
rte papis; a Augusto Cesar de Abren.
3 fardos linha de barca, 15 barris toucinho ; a
Manoel Ignacio de Oliveira,
2 caixas livros e folbetos, peridicos, 2 eslampas,
2 conloes de ouro, o 15 varas de fita de seda,2 barris
presuntos, 30 canaslras batatas, 2 fardos musgo, 2
caixas oleo e brochas, 1 dita eslribos de pao, 2 latas
encapados, 2 barris peixe salgado, 1 caixa rap, 1
amarrado capachos, 2 gaolas passaros, 1 caixa san-
guisugas ; a ordem.
1 barrica enchadas, 1 cunhete cnchs, 6 cunheles
machados, 4 ditos foices de roca, 2 ditos maitellos,"7
caixas feichaduras, 1 dila feixos o feichaduras, 1 di-
la candieiros, 2 ditas escovas, 2 ditas linhas, 1 dila
palitos, 2 ditas pedras de amolar, 1 dila linha de
barquiuha, 2 pacoles fio porrele, 1 caixole biscoulo,
2 fardos couros de sola. 6 barris peixe salgado, 1 pa-
role luvas de cabello, 10 caixas cera cm velas, 32
barricas batatas, 1 cmbrulho ; a Bento Candido de
Moraes.
56 barris azeite doce; a Jo.io Piolo de Lemos &
Flbo. .
1 barril vinho, 1'caiiSo queijos; a Laiz Antonio
de Siqueira.
2 caixas queijos, 6 barris paios, 50 ditos chouricos,
60 dlos toucinho, 150 caixas molhs de sebollas,
500 molhos de dita, 11 barris peix salgado ; a Laiz
Jos da Costa Amorim.
50 barris toucinho, 25 barris cal em pedra, 30 ca-
naslras batatas ; a 'Domingos,Rodrigue de An-
drade.
3 caixas coxins de linho, baetas de algodao, raizes
de dalias, condecinhas de vimes, 0 comeres, 1 gar-
lo, c 1 faca de prala ; a Domingos Alves Ma-
Iheus.
7 caixotes drogas ; a Manoel Loiz de Abren.
4 caixotes e 2 fardos drogas ; a 11. F. de Soaza.
3 caixotes drogas ; a Manoel Elias de Moura.
4 caixotes, 5 fardos e2 barricas drogas; a J.
Sonm.
11 caixotes, 5 fardos, e 4barricas drogas, 1 caixo-
te galbas, navalhas de barba, e 3 livros impressos ; a
Antonio Luiz de Oliveira Azevcdo.
3 caixotes e 1 barrica drogas ; a -Antonio Jos da
Cunha.
1 caixolinho rap ; a Joaquina Ferreira Mendes
Guimariles.
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria provin-
cial', cm cumprimenlo da ordem'do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 17 do crranle, manda fazer
publico, que- no da 27 de julho prximo viudouro,
vai novamente n praca pira ser arrematado a quem
por menos nzer,_ a obra do ajude na Villa Bella da
comarca de Paje de Flores pelo novo orcaraenlo de
6049600.
A arrematac.lo sera feila na forma dos arligos 24
e 27da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sdb as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremataco
romparer.im na sala das sesscs da mesma junta, no
dia cima declarado, pelo 'meio da, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario. .
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernambu-
co 26 de maio de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira "Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arremataco.
1." As obras desle acude ser3o feitas de cooformi-
dade com .1 plantas e orcamento apresentados ap-
provaro do Exm. Sr. presidente da provincia, na
importancia de4:6043600-
2.' Estas obras devero principiar no prazo de
dous mezes, "e serao concluidos no de dez mezes, a
contar conforme a lei provincial 11. 286.
3;* A importancia desla arrematarlo ser paga
em tres prestaces da mancira seguinle: a prmeira
dos dous quintos do valor total, quando lver con-
cluido a melado da obra; a segunda igual prmei-
ra depois de lavrado .0 termo de rccoiihecimenlo
provisorio; e a tercera. finalmente de um quinto de-
pois do recebimenlb definitivo.
4. <) arrematante ser obrigado a commnnicar i
repartirao das obras publicas com antecedencia de
30 dias, o dia fixo em que tem de dar principio v
execurio das obras, assim como trabalbar seguida-
mente durante 15 dias, afim do que possa o enge-
nheiro encarregado da obra, assisiir aos primeiros
trabalhos.
5." Para tudo o mais que nao cstiver especificado
as presentes clausulas, seguir-se-ha o que determi-
na a lei provincial n. 286 de 17 do maio de 185?.'
Conforme?O secretario, Antonio Ferreira d'.-tn-
nunciacao.
rimento seja despachado satisfactoria-
mente.
THEATRO DE APOLLO.
DOMINGO 18 DE JUNHO DE 1854.
Expeclaculo beneficio do actor Joaquim Jos
Pereira.
Depois de execntada urna escollada ouverlura, le-
ra lugar a representarlo da lo applaudida comedia
em 3 actos
PertQitagent. Actores. .
Capilao Tiberio
Bazilio, seu irmao
Antonio .
Francisco. .
Jos......
Galalhea ...
Mara, suafilha. ,
Julia
DECLARAfJO'ES.
3 caixas livros impressos, 2 caixotes mercurio, 4
caixas cera em grume, 25 ditas dita em velas, 1 la-
la scraentes, 20 barris paios, 10 ditos chouricos, 40
dilos toucinho, 200 ditos vinho, 100 barricas fari-
n lia de trigo, 5 caixotes bolachas d'agua o sal, 50 sac-
ras semeas, 1 lata velludo o seda, 400 varas de lase-
do, 1 barril paios, 1 caixote presuntos, 1 caixa cascos
de la para chapeos; a Thomaz de Aquino Fonseca
& Flbo.
1 barril vinho Unto, 1 dito dito muscalel, 40 ditos
chouricos, 4 caixas papel branco, 1 encapado; a Ma-
noel Joaquim Ramos e Silva.
6 caixas rap, 1 embruIho,2 livros, 68 barricas
cal, 1 lata galo e requife; a Oliveira Irmao & Com-
paiihia.
24 pipas e 50 barris vinho, 9 pipas vinagre, 20
barris chooriros, 20 dilos toncinho, 15 ditos azeile
doce ; a Machado & Pinheiro.
5 pipas e 36 barris vinho, 10 ditas azeite, 75 pe-
dras de moinhos ; a Manoel do Reg Lima..
1 cama de ferro em 2 volumes, 1 caixao com 1
guarda vestidos,- 1 cpula dourada de cama, 1 cai-
xole louca, 1 fogareiro do cobre, 1 baca de rame,
1 embrulho com 2 colches ; a J. da Rocha Wan-
derley.
' -2 caixSes com 2 bracos de balance : a Fonseca &
Medeiros.
1'caixa com lampos, ilhargas de madeira e bor-
dees para violas; a Jlo Jos da Cruz.
8 pinas vinho, i pipa e 2 meas ditas azoile doce ;
a Jos dos Sanios Pereira Jardim,
40 barris cal em pedra, .Vsaccas cominhos ; a Jo-
s Bnplista da Fonseca Jnior.
2 caixotes cera em velas ; a Siqueira & Pereira.
1 caixote e 2 barricas drogas ; a Torres & Cas-
tro.- <
2 caixotes drogas, 1 barril mel; a Joaquim de Al-
meida Pinlo.
2 caixotes drogas ; a Jos da Crut Santos.'
175 barris toucinho ; a Joao da Silva Regadas.
1 barril vinho ; a Fonseca & Medeiros.
2 barris vinho, 2 ditos carne, 1 caixote com 2
bracos de ferro para batanea, 1 riilo galo de seda e
franja de retroz ; a-Luiz Jos de Sa Araujo.
7 pipas e 6 meias ditas vinagre, 230 barris touci-
nho, 94 caixas cera em velas, 30 barrisrhouricos, 20
dilos paios; 100 canastras batatas ; a Francisco Se-
veriano Rabello &Filho.
1 caixa algodo de cor, la dita, retroz de dito, e
redes de retroz para bandas, 1 embrulho ; a Moreira
& Ojiarle.
1 caixole com 1 ferro pora fazer hostias, e t dito
para obrcias ; a Jos Joaquim de Lima.
10 barris vinho, 10 meias pipas vinagre, 10 barris
psios, 20dilos chouricos 30*\litos louciuho; a Anto-
nio Joaquim de Souza Itibeiro.
meias pipas vinagre, -30 barris tonctofco ; a Can-
dido Alberto Sodr da Molla. .
1 caixolinho livros o romances; a Polycarpo Jos
Laync.
caixa com a obra completa de Lobo. 1 lata se-
mentes ; a Francisco Custodio de Sampain.
50 canastras batatas, 20 caixas sebollas; a Jos
Fernandes Ferreira.
30 canaslras btalas ; a Marcelino Jeronymo de
Azevedo.
, 20 barris toucinho, 2 caixas doce, 50 canaslras b-
talas ; a Domingos Jos Ferreira Guimaraes.
100 canastras batatas, 1 cama de ferro, 30 barris
toucinho ; a Antonio Alves Vilclla.
2 caixotes impressos, livros e panorama, 1 dito li-
vros ; a Miguel Jos Alves.
1 caixa impressos, 8 ditas figos, 10 ditas queijos, 12
dilas cera, 30 barris chouricos, 15 dilos paios, 20 di-
los toucinho ; a Novaes 62 C.
10 barris toucinho, 15 dilos elimneos, 46 canas-
lras batatas ; ,1 Miguei Joaquim da Costa.
1 barril paios;a Antonio Augusto da Fonseca
4 barril paios ; a Gnilherme Augusto Rodrigues
Selle.
20 canastras albos ; a Manoel Duarle Rodri-
gues.
1 barril presuntos ; a Antonio Pereira Borges J-
nior.
1 caixao doce ; a Augusto Guils.
1 embrblho ; a Manoel Jos do S|i Araujo.
1 lata ; a Jos Antonio Gomes Jnior.
2 embralhos ; a J. M. CardMo l.iraa.
4 ditos e 1 caixa ; a Antonio Alves Barboza.
1 caixa a Mara do Carino-Alves.,
40 barricas cal ; a Francisco de Brito.
Vapor nacional Imperador, viudo dos porto do
sol, manifestou o seguinte :
2 caixas ; a Joaquim Ferreira Mendes.
1 dita ; a Joaquim Jos Amorim.
1 dita ; a Manuel Vellaim.
1 dita ; a L. Lecomte Feron & C. '
1 dita ; a Siqueira & Pereira:
1 dita ; a Antonio da Silva Gusmo.
1 lata ; a Johnslon Paler & C.
1 caixote ; a Ernesto J. Cardim.
1 bahii ; a Manoel Jo Araujo Cavalcanli.
1 caixa ;a Fortunato C. Menezes.
-1 dila ; a Santos &C.
1 dila ; a Ricardo de Freitas Ribeiro.
1 dila ; a Manoel Anlouio Moreira.
2 dilas e 1 lata ; a Marcos Antonio R. Barros,
l'caixol ; a-Jnlo Augusto Guimaraes.
1 dito ; a F. Radich.
1 erabrutlio ; a Mauoel Antonio Moreira.
1 dito e urna caixa; a Malhias A. Villarouco.
1 lata ; a Gouveia & Lei le.
1 caixote; a Gabriel Antonio Castro.
1 embrulho ; a Antonio Jos Gonealvcs Carrico.
1 pacole; a Fr. Manoel de S. Filppe
1 embrulho ; a G. da Silva Guimaraes.
3 caixotes; a A. Xavier de Brito.
Escuna nacional Sociedade Flix, vinda do Co
linguiba, consignada a CaelanoCyriacoda Costa Mo-
. O Sr.- Monleiro.
. a Costa.
. O beneficiado,
t -O Sr. Amoedo.
. 11 Bezerra.
. A Sr. I). Amalia.
. A Sr. D. Gabriela.
. A Sr." Jesuina.
Seguir-se-ha pela Sr. D. Gabriela e Monleiro o
lindo duelo
AS TKOMBETINHAS.
Findar o espectculo com urna das mellioresfar-
ras.
O beneficiado espera que o benigno publico lhe d
toda a prolecrao que costuma dispensara quera
elle recorre.
O beneficiado agradece a todos 09 seus companbei-
ros que de Uto boa vonlade e tao generbsamente se
preslaram a servi-lo.
avisos maritimosI
Real companhia de paquetes inglezes a
vapor.
(> E6|^"5'-'ci N oia 20 leste mez
-*? JctB*** espera-se do sul o vapor
/' Y^Ctf ViSu-n-s. Severo, commandan-
< te Hast, o qual depofs
,T -', ~ v". da demora do coslume,
seguir para a Europa: para pasgiros, Irala-se
com os agentes Adamsnn Ilowie & 'Companhia. ra
do Trapiche Novo n. 42.
Administraco do patrimonio dosor-*1
phaos.
Perante a administrarlo do patrimonio dos or-
phoos se ha de arrematar a quem por menos fizer o
fornecimenlo dos medicamentos para o collegio dos
orphaos por lempo de um anno, qne ha de ler prin-
cipio do i. de julho prximo fu I uro ao fim de junho
de 1855: as pessoas que se propozarem fazer o di-
to fornecimenlo podero comparecer na casa das
sessoes da mesma administrarlo dos dias 16, 23 e
30 do corrente mez pelas ii horas da manha.Se-
cretaria da administraban do patrimonio dos or-
phaos, 9 dejunho de 1854.Antonio Jos de Oli-
veira.
Companhia brasileira de paquetes de
vapor.
Fca designado d'ora em diante o da da rhesada
dos vapores a este porto, para s engajar a carga ou
encommendasque se poder receber: al o meio-da
seguinte deverao os remllenles ter acabado os seos
embarque) e a essa hora apresentarao os despachos
na agencia legalmenle formalisados, como exige o
consulado geral, para a organisaeo dos manifeslos
que devem arorapanhar o paquete. Por carga tica
entendido, ser os objedos sujeitos a direitos, e por
enrommendas os pequeos volumes de produccao
nacional. No dia da saludado paquete simiente se
admitlir passageiros e dinlieiro a frete, e nada mais
sem excepcilo alguma al duas huras antes da mar-
cada para a sabida do vapor. Recite, ra do Trapi-
che n. 40, segundo andar, 13 de Janeiro de 1854.
Companhia de navegarao a vapor Luso-
Brasileira.
Devendo sabir de Lis-
boa no dia 4 do correle
o prmeiro vaso dela
companhia, o D. Alaria
Segunda? devela aqui
chozar no da 19, e depois d urna demora de 12 ho-
ras seguir para os portos da Babia e Rio de Janeiro :
qaem qaizer ir de passagem, ullisando-se do lo
elegantenovo de prmeira viageme rico vapor, o\
pelos commodos procos abaixo notados em mueda
portugueza, dirija-sc ao inrra scriplo, Tua do Tra-
pichen. 26. Manoel Duarle Rodrigues.
1 cmara '2 cmara 3 cmara
ParaaBahia 225.500 209250 fljOOO
Para o Rio de J. 459000 36JS000 188000
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, em cumprimenlo do
artigo 22do regulamento de 14 de dezembro de
1852, faz publico que foram aceitas as propostas
de Tinn Mousen & Vinassa, Richard Rovle,Joaquim
Antonio dos Santos Andrade, Rolhe c\ Bidoulac,
Joo Fernandes Prenle Vianna, e Soaza & Irmao
para fornecererrt :*. 1881 varas de brim branco
liso para frdelas e calcas a 349 rs., 1363 varas de
.algodaozinho a 169rs.,B4 covados de|panno prelo pa-
ra polainas'a 29100 r.; o'2. 168 covados de bol-
la nda de forro a 95 rs. ; o 3. 2 lencoes de lato com
o peso de 56 libras, dous ditos de dito de.36 libras,
10 ditos de dito de 18 libras, 20 ditos de dito de
16 libras A 19200 rs. cada libra ; o 4. 28 pas de
ferro a 90 rs., 3. caixas de folhas de (landres do-
btad.is a 223000 rs.. 4 ditas de ditas singelas a 21
rs. 28 enxads a litio rs., 4 maxados grandes a 700
rs'., 3 arrobas de rame grosso de ferro a 170 rs. a
libra, 8 arrobas de arcos de ferro del1, pollcgadi
a 295OO rs.; o 5. 4 duzias de limas muras de 4
pollegadas a 29000 rs., 4 ditas de dilas de 6 polle-
gadas a 2$800 rs. ; o 6. 8 arrobas de ferro sueco
verdadeiro a 29400 rs.; e avisa aos supradilns ven-
dedores que devem refolher os referidos objedos
ao arsenal de guerra no dia 19 do corrente mz
. Secretaria do conselho administrativo para forne-
cimenlo do arsenal de guerra I 16 de j 11 nbo de 1854
Jos de Brito Inglez, coronel presidente.Bernar-
do Pereira do Carmo Jnior, vogal e secretario.
Para o Aracaty aegne no da 20 do corrale o
hiatc aParahibano ; recebe carga e passageiros,
trata-se. com Caclano Cyriaco da C. M., ao lado do
Corpo Sanio, loja n. 25.
RIO DE JANEIRO.
Segu impreterivelmente na presente
semana o muito velefro e superior brigue
nacional Damao, ainda pode receber
alguma carga, escravos a fete e passagei-
---------ros, ollerecendo a estes excelkntes com-
modos, que podem ser examinados: tra-
ta-se com Machado & Pinheiro aa i*ua do
Vigario n.; 19, segundo andar, oucomo
capito Cleto Marcelino Gomes da Silva
na praca d Commercio.
Para o Rio de Janeiro sahe com
muita brevidade o brigfie Sagitario,
tle prmeira claate, o qual ja' tem a maior
parte do carregamento engajado ; para
o restante, passageiros e escravos, ;aa-se
com o consignatario Manoel francisco da
SHfa Canico, ra do Collegio n. 17, se-
gundo, andar, ou cora o capitao a bordo.
Para o Para' segu nestes dias a es-
cuna nacional Titania : para o resto
da carga tratk-se com os consignatarios
Antonio de Almeida Gomes & Companhia,
na ra'do Trapiche Novo n. 16, segundo
andar.
PARA'.
Escuna Sociedade Feliz, capilao e pralico Joa-
qoim Antonio (encalves Santos, segu no dia 25 do
corrente: para o rest da -carga e passageiros trata-
se cora Caetano Cyriaco da C. M. ao lado do Corpo
Sanio, loja n. 25.
ARACATV.
- Palacho Santa Cruz, segu, no dia 30 do cor-
rele, recebe'carga e passageiros-, Irala-se com Cy-
riaco da C.M.,ao lado do Corpo Santo, loja n.fi.
Para Lisboa segu viagem impreterivelmente
al 11 do prximo mezdejolho, a barca portugue-
sa Gratidao: quem na mema qnizer carregar ou
ir de passagem, para o que tem superiores commo-
dos, enlcnda-se com os consignatarios Thomaz de
Aquino Fonseca & Filho na ra do Vigario n; 19
prmeiro andar, ou com o capitao Antonio AlvesJ
redrozo, na praca.
avisos diversos!
7- Precisa-se de urna ama de leite : na roa do
larga do Rosario sobrado n. 26, primeiro andar.
res': considerando que embargos nao he meio com- reir, manifestou o seguinle:
REPARTIRAO DA POLICA.
Parte do dia 16 de junho.
Illm. eExm.Sr.Participo a V. Exc. que das
parles honlem e boje recebidas nesta reparticao.
consta terem sido presos: minlia o'rdem, Manoel
Comes Ventana, a requisiro do ebefe de polica da
provincia das Alagoas, por all ser criminoso; a or-
dem do subdelegado da freguezia de S. Frei Pedro
Goncalves, Jos Casemiro da I.nz, sem declararilo do
motivo, Severino Jos de Sanf Anua Trigueiro, por
uso de armas; i ordem do subdelegado da freguezia
de Santo Antonio., o prelo escravo Manoel, para ave-
riguarles policises; i ordem do subdelegado da fre-
zia de S. Jos, Miguel da Cunha Pedrosa, tambem
para averiguaces policiaes, e Caetano de Souza Mon-
leiro, por briga.
Dos goarde V. Exc- Secretoria da polica de
Pernambuco 16 dejunho de 1S54.Illm. e Exm. Sr.
conselhero Jos Rento da Cunha oFigueiredo, pre-
sidente da provincia.ni; Carlos de Poica Tei-
xeira, chefe de polica da provincia.
ptente para se comporera lesOes havidas as ven-
das judicaes, por quanto os arrematantes extranhos
execucAo somenle responden) pelas irregularida-
des da arremataco : considerando que" as arrema-
lar,es, de que se traa, foram observadas as forma-
lidades recommeudadas na lei de 20 de jutiho de
1774 4. : considerando finalmente, que feitas as
arrematarnos nollas conveio o recrrante, raque-
rendo e addicionando a pelicno .111.372, para que
os exequenles dessem quitacfio das quantias recei-
das do producto da mesma an remataran : despre-
zam os referidos embargos, e mandara que faram
livre transito pela chancellara as cartas de arreraa-
lai;,to e coodemnam o recorrente as cusas.
Recite, 4 de junho de 1853.Azevedo, presiden-
te^- Pereir.a MontciroVillares, vencidoBas-
tosLedo, vencido falle.
Est conforme, o escrivao de appcllares Mi-
guel Arcanjo Patricio do Nos cimento.
(Continuar-se-ha.)
33 caixas, 313 sacros assocar branco, 32 caixas,
238 saccas, e 5 barricas dito mascavado ; a Jos
Texeira Bastos.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlodo dia i a t.....16:0839290
dem do dia 16........-1:4169143
17:50.5*442
BAZAR PRiNAMBLCANO.
Os donos desle eslabelecimento, avisam aos ..
seus freguezes e amigos, que tem para ven- |
der bem ero conla bs objedos seguintcs : ri-
i eos diademas de tartaruga para tranca de se-
Mnhora, vestidos para niva-, chales de toqoim
vetdo'lf*-o? I,or,iodo3 a mull, dltuarTle""8eciat'
^ leques de madriperola muito. ricos, romeiras
^ de retroz bordadas, diales de dito dito, ber-
M las brancas e prelas, bicos de.todas as quali-
Xj dades, nao esquecendo os do verdadeiro 1-
m nho qoe poucas vezes se encontram, meas de
5S soda para homens e senhoras, gravaras ameri-
ij canas de selim macao, bonitos uniforme pa-
** ra crianzas, lindos entremeios bordados, len-
feos de cambraia de lnho bordados, selins
de diversas cores, peitosde cambraeita de l-
"nho para camisas de homem, rlleles em coi-
tea degranadina de seda, eassoletas de ouro
g- para retratos, ou para encerrar delicadas m-
35 deixas de cabellos^ e oulros rauilos arligos
que vistos pelos bons freguezes, nao deixa-
ro de comprar.
J. J. PACHECO,
NEW AND ELEGANTDAGUERREAN
GALLERY.
Piclures laken at Ihis Esta-
blishmenfWarranled logivesa-
tisfaction, n. 4, aterro da Boa-
Vista, terceiro floor, chryslalo-
lypo. (Jalleria enriquecida de
ragnificos quadros dourados e
de alabastro, primorosas caiMS
e lindas eassoletas, alflnelea e
anneis. Tiram-se retratos quer- eileja o lempo claro
00 escuro. O respeitavel publico he convidado "vi-
sitar o eslabelecimento, embora nio qoeira retratar-
se : aterro da Boa-Vista n, 4, terceiro andar.
Desappareceu no dia 15 do corrente um negro
por nome Eustaquio, com os sigoaes seguintes: cri-
oulo, de idade'23 a 24 annos. bastante alto, raoito
feio, cara chata, labios grossos, cabeca malfeila, pea
apalhelados, anda de vagar, falla baixo; levou calca
e camisa de agodao azul, tem no eos da calca mar-
cado o nome delle por extenso : quem o pegar, le-
ve-eao Manguinho, no primeiro silloa direila, qe
ser gralifi.cado.
Aluga-se por prero corqmodo o segando andar
de nm sobrado alraz do theatro de S. Francisco : a
tratar com Luiz Gomes Ferreira, no Mondego.
Oflerece-se urna ama secca pira casa de pouea
familia : quem precisar, pode ir na roa das Trin-
cheirasn. 25, para'tratar.
Aluga-se o primeiro aodar da casa da roa da
Cruz n. 13, proprio para escrptorio ou eslabeleci-
menlo estrangeiro ; a tratar na mesma casa.
Precisa-se de nm feilor portuguez para om en-
genho : na ra do Rangel n. 36, segundo andar.
Convida-se pelo prsenle a Joo Ferreira Lei-
te, que se presme estar actualmente em Carir-Ve-
lho, provincia da Farahiba, filho do velho Pedro
Ferreira Leile, hroes bem conhecidos na comarca
de Bonito desta provincia, .para que venha quanto
antes salisfazr a qdantia de rs. 2009000, constante
de urna leltra que aceitou no dia 7 de abril do cor-
rele atino, nesta comarca de Garanhuns, a prazo
de 23 dias, em favor de quem elle bem sabe : sa o
nao fizer com brevidadese far publico todo esse ne-
gocio, que he sobremodo desairo ao dito Leite.
Precisa-se de um feitor para engenho: a fal-
lar no aterro da Boa-Vista,, taberna de Joaquim
Coelho de Almeida n. 70.
A abaixo assignada, viuva de fallecido Anto-
nio da S LeilSo, faz cerlo aos devedores do tea ca-
sal, tanto da praca cpmo os de fra, que de hoje em
dianle lera encarregado ao Sr. Jos Xavier Faustino
Ramos Juior para agenciar as cobraqcas do mesmo
casal, bem como autorisado-o empastar recibe de qui-
la;3o'ou de qualqoer qnanlia que receber.
tona Candida de S Leitio.
A directora do collegio da Conceico, fundado
Cruz de Almas, no sitio da Piedade, lembra a to-
das as pessoas qoe se dignaran) escolhe-lo para edu-
carlo de suas fllhas, que no. 1. de julho prximo vin-
douro se abre dito collegio, podendo dous dias an-
tes remetler-se os trastes exigidos pelos estatuto*. A
abertura do collegio se far das 5 horas da larde era
dianle. As meninas que tiverem de entrar deverao
assisiir a este acto, ainda que lenham de vollar por
algum lempo para suas casas.
Festa de Santo Antonio na matriz da
Boa-Vista.
Os encarregados da festa do Glorioso Santo Anto-
nio, erecto na matriz da Boa-Vista, fnzem sciente aos
devolas que concorroram com soas camotas, anea
festa lera lugar no dia 18 do corrente. ; pregando na
festa o pregador da capella imperial u Rvm. Sr. Fr.
Joaquim do Espirito Sanlo.e a-anite haverladainha
com sermao.
Constando que Estevao Jos Paes
Barreto procura vender o seu engenho
Santo Estevao, sito na freguezia de fifu-'
tribec, faz-se publico que pende litigio
acerca dos limites do mesmo engenho com
o de Meguaipe de baixo ; e para qu ne-
nhum comprador poss allegar ignoran-
cia, faz-se o presente.
Desappareceu no dia 14 do corrente urna mu-
latinha por nome Rufina, cor de. canella. cabello
bom porm esl meio aparado, rosto redondo, olhos
grandes, nariz meio chato, representa ler 10 annos
de idade, levou as orclhas urnas eslrellinhasde ou-
ro' com diamanle, vestido de chila araarello meio des-
botado com palmas encarnadas, a camisa de mada-
polo : quem a tiver, leve-a ao pateo do Carmo, casa
terrea n. 8, quesera recompensado.
O abaixo assignado, caixeiro do Sr. Joaquim
Lobato Ferreira, faz sciente ao respeitavel publico c
a quem convier, que vendo o annuncio do mesmo
Sr. Lobato, de 14 do torrente, em que diz eo ler
deixado de ser seu caixeiro era 29 de maio de 1853,
tenho a dizer que sei disso visla do annuncio do
mesmo seohor, e nao porque fosse despedido de sua
casa senao agora, e nem ajustado conlas ate o'pre-
sente com o mesmo, he* verdade que desde o dia em
que faz menc9u no sen annuucio eu ter estado era
oura vos por ler quebrad" urna nema na sua fabri-
ca e em seu servico, como posso ovar rom o Illm.
Sr. Dr. Pereira do Carmo e o boticario Sr. Torres &
Companhia, e mais pessoas ; visla disto o pablico
farojuizo competente.
Joo Raplitta Paula da SUteira.
Deseja-'se saber onde mora o Sr. Antonio Jos
de freitas, natural de Portugal, qne em 1838 mo-
rou no beccoda Gloria, na Boa-Vista : quem souber
dar noticia, dirija-se ru da Cruz do Recite n. 43,
ou annuncie por esta follia para ser procurado, que
se pagar a despeza do annuncio.
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAY.

i#jsibS
M
su
RECITA A FAVOR DA COMPANHIA
DRAMTICA-
.SABBADO H DE JIMIO DE I8S4.
Depois de execulada pelos professores da orchestra
urna excellenle symphonia, seguir-se-ha a represen-
lar.lo da novo drama em 3 actos, e pela prmeira vez
representado nesle ihealro
DIVERSAS PROVINCIAS.
RendimenlordodialaH......1:4789089
dem do dia 16....., 3048811
0 MOSTEif.0 ABANDONADO
ou
A MALDICAO PATERNA.
PlIBLffiAClO A PEDIDO.
AO PUBLICO
Para que o publico seja juiz, ja que jutas ha
que nao entendem o que he fazer juslica, e tiram o
sea a seu dono sem consciencia alguma ; publica-
mos os accordaos, e fazemos ver algumas refieiOes
para esclarecimenlo do publico, e em particular das
pessoas entendidas em direilo.
Francisco de Siqueira Dias.
Nesta secretaria -do supremo tribunal de Juslica'
se acha registrado a IR 154, do livro 6. do registro
das sentancat proferidas em autos de revista civei
a do theor e forma seguinle : Vistos, exposlos. o
relalados na forma da le os presentes aotos civeis.
e revista enlre partes corrente Francisco de Se-
queir Das, e recorridos Manoel Jos Ferreira Braga
Irrnjo, e Manoel do Nascimenlo da Malta, conceder
a revista dos accordaos fls. e fli. par injuslica notoria
coMisler.le em confirmar-"* a wilenca appcHada
COMMERCIO.
PRACA DO RECIFE 16 DEJUNHO AS 3
- HORAS DA TARDE.
Colaces ofliciacs.
Cambio sobre Londres a 26 3-4 d. e 27 d. 60 d|v
a dinlieiro.
Descont de leltras de 3 mezes7 e 8 % ao anno.
Dito de ditas de 4 mezes7 ao anuo.
Assucar mascavado escolbido tyJOO e 2000 por
arroba.
Dito dito regular1700 rs. por arroba.
ALFANDEGA.
Kendimenlo do dia 4 a 14 ... .122:9.">OS70S
dem do dia 16.-.......14:l6)9
1:7821900
Exportacao'.
Aracaty, hiale nacional Duvidoso, de 43 tonela-
da, conduzio o seguinte :273 volumes gneros es-
tranneiros, 9 ditos dilos nacionaes.
RECEBED0R1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendmento do da 16......1:J094229
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendmento do da 1 a 14.....31:030Jj.o3
dem do dia'16........1:8609717
Adores.
O Sr. AmoAdo.
O Sr. Monleiro.
O Sr.. Pinto.
O Sr. Santa Rosa.
A Sr." D. Gabriela.
O Sr. Meqdes. (
O Sr. Rosendo.
A Sr. D. Leonor.
O Sr. Cosa.
A Sr." D. Luizinha.
22:8918270
MOVIMENTO DO PORTO.
137:1228607
i--------*
Detcarregam Kojeil de junho.
Barca portuguezaGratidaodiversos gneros.
Patacho brasileiroEmulacogneros do paiz.
Importacao'.
Galera portneueza Gratidao, vinda de Lisboa,
consignada a Thomaz de Aquino Fonseca & Filho,
manifwlou o seguinle :
Navios entrados no dia 15.
Sanios23'dias, polaca brasileira 2V. S. do Carmo,
de 195 toneladas, capito Manoel Jos Martins,
cquipagem 10, em lastro; a Manoel Jos Car-
neiro.
Baha6 dias, garopeira nacional tcrwvTo, de 40
lonchadas, nieslre Joaqyim de Souza Cont, equi-
pasen! 5, carga caf e mais gneros ; a Dominaos
Alves Malheus. Ficou de quarenlena por 6 dias.
A'atios entrados no dia 16.
Calho de Lima85 dias, barca nglnza It'elhemina,
de 366 toneladas, capitao James Cavanash, equi-
pagein 15, carga guano; ao capilao. Veio refres-
car e segu para Cork.
Rio de Janeiro19 dias, brigue inglez Surinam.
de 163
eq .
Giropanhi
Por Mr. Gilberto Pirrcpurl.
Pcrsonageni.
Pedro, genovez, cora o nome
de Heraldo......
tBellernse, grauadeiro francez.
t Mliral de polica.....
Simao, agricultor, primo de
madarae F.liza.....
Madame Eliza. ... .
Ducondrais, mercador .
Jeronymo, criado de Pedro. .
Nicotina, .
Sebastian, .
Paulino, irmao de Nicotina .
A Ideaos e soldados do ca val aria.
Termiqar o espectculo com a engranada come-
dia em 1 acto
PAGAR O MAL QUE NAO' FEZ.
A companhia espera a concurrencia do benigno
publico, pois do produelo desla recita, junio ao sub-
sidio do governo, Icm a mesma companhia do fazer
face s despezas do llicalro, e tirar os seus ordenados.
Os blhetes de camarote e platea vendidos para o
dia 10, lerSo entrada nesle espectculo.
Srinci piar s 8 horas,
resto dos bilheles acha-se venda no lugar do
coslume.
O Mendes transt'erio o sen beneficio
pelo justissimo motivo da copiosa chuva
que cahio na tarde e noite do dia 14;
fior isso roga a todas as pessoas que lhe
zeram a honra, de aceitar os seus buhe
tes de os conservarem para virem na
terca-feira 20, gozaren*, do bello e diver-
tido espectculo, beneficiando aquello
que sendo ja tito grato para cotn este pu-
blico, mais penhorado ficara' ainda, com
163 toneladas, capitao Donald Me. Kenzei. mas ^^ prova de benevolencia e pro-
uipazem 9, em lastro ; a Johnslon Paler ^ ,-i, 1 .
mmnMa, I tect-ao. O Mendes espera que este ret-ue-
No Rizar Pernambueano n.-33, ha para ven-
der o raelhor papel paulado que tem vindo a este
mercado, proprio para mappas e relaees de guarda
nacional e tropa de linha. i
Roga-se a pessoa qne tomn tOOgOOOrs. a juros
sobre penhoras na ra Direila casa n. 111, que te-
lilla a bondade de cnmpnr a sua palavra, nao po-
dendo lirar queira pagar os 6000 de juros, pois
que os penhores nao chegam o principal, quanto
mais augmentando os juros; e roga a pessoa que em-
peiiliou um relogio com corrente e chave de ouro
que lenha a bondade de o lirar, que se nao pasar
os juros ser vendido, pois que nao chega a quaotia
que deve: na mesma casa vendem-se boas velas de
carnauba simples a 8$5U0rs. a arroba.
Precisa-se de urna prela escrava, que cozinlie e
faja lodo mais servico de urna casa de pequea fa-
milia, paga-se bem: na ra da Cadeia do Recife
n. 23.
Quem precisar de um pequeo com pralica de
venda: dirija-se a ra* da Cadeia do Recife n. 23.
AS MAIS MODERNAS E RICAS OBRAS DE
OURO.
Os abaixo assignados, donos da nova loja de ouri-
ves da ra do Cabug n. 11, confronte ao pateo da
matriz e ra Nova, frauqueiam aq publico em geral
um bello e variado sortiraenlo de obras de ouro de
muito bons gostos o precosque nao desagradaro a
quem queira comprar ; os meamos se obrigam por
qualquer obra que venderem a passar urna coola
com respousabilidade, especificando a qualidade do
ouro de I ion 18 quilates, Meando assim sujeilos
por qualquer duvida que apparecer.Sera/ira [ ir-
mao.
Quem precisar de urna prela escrava que sabe
cozinhar, lavar e engonmar perfeitamente. para Ira-
lar de homem solleiro : dirija-se a ra do Senhor
Bom-Jesus das Croulas n. 7.
Na ra do Rangel n. 38, con(inua-se a dar di-
nlieiro a juros era pequeas quantias sobre, pinhores
de ouro e prala.
AVISO AO COMMERCIO.
Manoel & Villan lem a honra de participar aos
Srs. logislas, que se achara sempre na sua fabrica,
ra da Cruz n. 50, um esplendido sortimento de
chapeos de sol para homens e senhoras, lano de
seda como de panno, os quaes vendem-se em porcao
de urna duzia para cima, e por presos mdicos.
O abaixo assignado faz publico que nada de-
ve nesta cidade, nem fora della, por ler paguaem
devido lempo as suas-lellras e conlas de livro; e
se houver alguern 'que sejulgue estar em desem-
bolso, (prsenle osen titulo para ser pago visla.
Redc 16 dejunho de 1854. Antonio Gomes lil-
lar.
Alusa-se urna prala para lodo servico de casa
de familia, sendo de portas a dentro : quem preci-
sar. drja-se ra de Horlas defronle do becco do
S. Pedro n. 22.
No da 6 de maio prximo passado evadio-sc
da casa do abaixo assignado urna escrava, crioula,
de nome Sebastiana, de idade 40 annos, estatura re-
gular, becos grossos, testa pequea ; levou vestido
c chales de chila prela, e mais oulro vestido roso :
quem a apprehender c levar na ra das Convertidas,
ca rahiba 6 de junho de lft.Joao Jote de Medeiros.
Manoel Antonio dos Sanios Fon tes declara, que
Tica de nenhum eflcilo o annuncio publi"ado no
Diario de honlem, por lerem apparecido as leltras
de que .trata o mesmo annuncio.
Oucrace-se urna mulher para ama de casa de
pouca familia, a qual se encarrega de cozinhar odia-
ro de urna casa e fazer compras miudas : no becco
da Assiimp^ao, segunda casa.
O abaixo assignado por si e por parle de seus
irmaos Honorio Telles I'miado e JoaoTclles Furia-
do, moradores todos nela comarca de Garanhuns,
previneni pelo prsenle ao publico desla provincia e
limilrophes, para que de neohuma forma negociem
com a madrasta dos mesmos, a Sra. Mara do San-
l.i'Aniia Leile Furlado, a respeilo do dominio de
urna escrava parda, de nome Sabina, qae se acha em
poder da dila senhora, no valor de cuja escrava tem
os annuncianles suas rolas-parles, que era inventa-
ro por fallecimento do pai commom, lhes coube; e
para evitarem qualquer fraude ou pretexto de igno-
rancia, fazem o presente. Villa de Garanhuns 9 de
juuho de*1854.Jos Telles furlado.
Desappareceu no dia 15 do corrente mez o ne-
gro Estevao, criaulo, fulo, estatura baixa, magro,
reprsenla ler 40 annos. ponca barba, e Icm sidd es-
cravo do engenho do Sr. Antonia Luiz Goncalves
Ferreira ; levou caira de algodao azul e camisa do
PILIMS H01L0WAY.
Esle ncslimavel especifico, composto inleiramen-
le de hervas medirinaes, nao conlm mercurio, nem
outra alguma substancia delecterea. Benigno i mais
tenra infancia, e eompleico mais delicada, he
ii-tialiiiente promplo e seguro para desarraigar o
mal na eompleico mais robusta; he inleiramenle
iuuocenle em suas opera^Oes e eBeilos; pob busca e
reraove as doeneas de qualquer especie e grao, por
mais antigs e tenazes que sejam.
Enlre milhares de peslbas curadas com esle leine-
dio, mui las queja eslavam s portas da morle, per-
severando em seu uso, conseguiram recobrar a sau-
de e forjas, depois de haver tentado inulilmcnle,
lodos os oatrns remedios.
As mais aducas nao devem enlregar-se a deses-
perarHo: facam um competente ensaio dos efficazes
efeitos desla assorabrosa medicina, e prestes recu-
perarao o benelico da sade.
Nao se perca lempo em lomar esse remedio para
qualquer das seguintes enfermidades:
Accidentes epilpticos.
Alporras.
A ni polas.
Areas (mal d').
Aslhma.
Clicas.
Convulso es.
Dehlidade ou extena-'
jo.
Dehlidade ou falla de
Torces para qualquer
coosa.
Desnlcria.
Dor de garganta,
a de barriga.
a nos rias.
Dureza no ventre.
Enfermidades no ligado.
venreas.
Enxaqueca.
Hervsipela.
Febres biliosas.
inlcrmillehtcs.

de toda especie.
Cota.
lleraorrhoidas.
Hydropisia.
Ictericia.
IndigestOes.
InBammacOes.
Irregularidades da mens-
truacao.
Lombngas de loda espe-
cie.
Mal-de-pedra.
Manchas na culis.
Obsiruc^ao de venlre.
Phthisica ou consumpcao
pulmonar.
RelencSo d'ourina.
Rheumatismo.
Symptomas segundarios.
Temores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
m

Vendem-seestas'pilulas no eslabelecimento geral'
de Londres, n. 244, Strand, e na loja de todos os
boticarios, droguistas e oulras pessoas enearregadas
de sua venda em toda a America do Sul, Havanae
Hespanha.
Vendem-se as bocetnhas a 800. Cada urna del-
la* conlm urna instruc{3o em portuguez para ex-
plicar o mudo de se usar destas pilulas.
O deposilo geral he ero casa do 9r. Soum, plurm-
ceulico, na roa da Cruz n. 22, em Pernambuco.
SANDS.
SALSA PARRILBA.
Vicente Jos de Brito, nico' agente era Pernam-
buco de B. i D. Sauds, chitaico americano, faz pu-
blico que tem'chegado a esla praca nma grande por-
cao de frascos ,de salsa parrilha de Sjmds, que so
verdadeiramenle falsificados, e preparados no Rio.
de Janeiro, pelo que se devem acaulelar os consu-
midores de tao precioso talismn, decalilr nesle
engao, lomando as funestas consequencias qoe
sempre coslumam, trazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborado* pela mao daqoelles, que antepoem
seus inleressesaos males e estragos da bumanidade.
l'orlanto pede, para que' o publico se peesa livrar
desla fraude e distingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recentemente aqu chega-
da; o annunciante faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na roa da Conceico
do Recife n. 61 ; e, alm do receituario que acoro-
panha cada frasco, lem embaixo da primeira pagina
seu nome impresso, escachar sua firma entma-
nuscriplo sobre o involtorio impresso do mesmo
traeos.
O 1 aulelisla Salusliano de Aquino Ferreira dei-
xou de vender cautelas das loteras do Rio de Janei-
ro desde dezembro de 1853, e lem marcado o prazo
de um anno que se ha de findar nodi 27 de maio de
1855 para a liquidacao das. referida cautelas que ai-
da exislem por pagar.
Aluga-se um excellenle casa terrea e sobra-
do, com todos os commodos para quem tiver Irala-
mento, conlendo graudes salas, mulos qoartos, um
pequeo sitio com arvoredos novos, bom jardim c
mesmo d listra, e chapeo de palha; quem o pegar, muito pertoda cidade: a Iralar na praca, da Boa-
le> e-o roa dnj Marlj rios u. 22, I Visla, botica n. S, ,

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DIARIO DE PERMMBUCO, SABBADO 17 DE JUNHO DE 1854.

Da-se djfiheiro a premio em pequeas porcoes,
obre peonares de ouro ou prala : no paleo do Car-
rao por cima do deposito do Sr. Amorim.
Precisa-se de 5005000 a premio pelo lempo
de ora anno, com o juro e a garanta que se con-
vencionar : na ra Direila n. 83 se indicar a pes-
soa que precisa.
HO HHAZEM DE G. J. ASTLET
ICOMPAMIA, RA DO TRAPICHE N 3,
ha para vender o seguinte :
Ca I branca franceza.
Folha deFlandres.
Estnhoem barra.
Cobre de 28 eoO. $.
A7itede Colza.
Oleo de lindara em latas de 5 gatees.
Champagne, marca A. C.
Oleados para mesas.
Tapetes de laa para forr desalas.
Formas de folha de ferro, pintadas, para
fabrica deassucar.
Ac de Milao sortido.
Lonas da Russia.
Lazarinase clavinotes. j
Papel de paquete, ingles.
Brim de vela, da Bussia.
Graxa ingleza de verniz para arreios.
Arreios para um e dous cavados, guarne-
cidos de prata e de lauto
Chicotes e lahipeOes para carro e cabriolet.
Couros de viado de lustre para cobertas.
Cabezadas para montara, para senhora.
Esporas de ac prateado.-
OjCORRIO DE PAJEL".
Pede-se an Sr. administrador gerat do corqeio.qe
lance suas vistas sobre a agencia de Villa-Bella, por-
que os estafetas chegam all sempre muitos das de-
pois do que Ihes he marcado, e fazem as mes gen-
tilezas proprias a desacreditar, esta importante va
de communicae,3o, e prejudicar a correspondencia
publica e a particular, sendo a causa principal dislo
a inhabilitado em que se acha o mesmo agente para
rooralisar os correios c po-los em ordem.
Um prejudicado.
Precisa-so de tlm bom meslrc de grammalica
da lingos nacional para ensinar a um menino" em
casa particular: na na Nova sobrado n. 69, pri-
raeiro andar.
O arrematante de 20 por canto do consumo de
agurdente, do termo do Rio Formoso e Agua Preta,
Taz sciente aos seas contribuintes que ceden o dito
contrato ao Sr. Miguel Antonio Hypolilo.
I

D. Thereza Alexandrina deSouza Bandeira, 9
professora particular de primeiras lettras, eos- en-
turas e varios bordados, eslabelece em sua (g>
aula os dous ensillos de grammalica portu- t
gueza e msica bavendo alli mesmo um pia- C
I no destinado ao esludo das aprendizes: a 9
9 quem convier, dirija-se ao pateo do Paraizo
segundo andar unido 3 igreja.
re
Joaqnim de Olivetra Maia, subdito'portuguez,
relira-se para o Porto.
J. Chantan, bacharel em l>ellas lettras, doulor
em direito formado na universidade de Pars, ensi-
lla em sua casa, raa das Flores n. 37, primeiro an-
dar, a lr e escrever, tradnzir e fallar correcta-
mente a lingoa franceza, e lambem dar licoes par-
ticulares, em casa de familia.
ROB LAFFECTEDR.
O nico autorisai por decitio do conselho
e decreto imperial.
O* mdicos dos hospitaes recommendam o arrobe
Laffecluv, como sendo o ubico aulorisado pelo go-
vernoe pela Real Sociedade de Medicina. Este me
dicamento d'um gosto agcadavel, e fcil a lomar
em secreto, est em uso na marinha realQesde mais
de 60 anuos; cura radicalmente em pouco lempo
com pouca despeza, sem mercurio, as alTeccOes da
pello, impingeos, as, consequencias das sarnas, ul-
ceras, e os accidentes dos partos, da idade critica e
da acrimonia hereditaria dos humores; convm aos
catharros, da bexiga, as eontraeces, e i fraqueza
dos ruaos, precedida do abuso das inserenos ou de
sondas. Como anti-syphilitico, o arrobo cora em
pouco lempo os fluxos recentes ou rebeldes, que vol-
vem incessantes sem consecuencia do emprego da co-
paiba, da cubeba, ou das injeccOes que represen-
tamo virus sera neutralisa-lo. O arrobe Laftecleuv
he especialmente recommendado contra as doenras
inveteradas ou rebeldes ao mercurio e ao iudureto
de potasio. Vcnde-se em Lisboa, na botica de fiara
ral, e de Antonio Feliciano Alves de Azevedo, pra-
ca de 1). Pedro n. 88, onde acaba de ebegar urna
Srande porcao de garrafas grandes e pequeas, vin-
as directamente de Pars, de casa do Sr. Boyveau,
Lairecteuv 12, rge Richev 'Paris. Os formularios
dam-^se gratis em casado agente Silva, na praca de
D. Pedro n. 82. No Porto, em casa de Joaqnim
Araujo; na Babia. Lima & Irmaos; emJirnam-
buco, Soum; Rio de Janeiro, Rocha & Fillios,
Moreira, loja de drogas; Villa-Nova, JoaO' Pereira
de Magales Leile; Rio-Grande, Francisco*de Pan-
la Couto & (..
Loteras da provincia.
- tjicsourciro Francisco Antonio d'Oljveira, avisa
ao respeitavel publico, que ncham-se venda os bi-
llietes da 2." parle da 5. lotera da matriz da Boa-
Vista, na Ihesouraria das loteras desta provincia, na
ra do Colegio n. 13 ; na praca da Independencia
loja do Sr. Fortunato, na ra do Qtieimodo leja n.
10 do Sr. I.uiz Antonio Pereira, na ra do l.ivra-
meoto botica do Sr. Cliagas, ena praca da Boa-Vista
loja de cera do Sr. Pedro Ignacio Baptista. O mesmo
Ihesoureiro, espera a eoaJjuvacao do respeitavel pu-
blico, e affirma que no da 14 de julho correrao im-
prclerivelmcnle as rodas da sobredila ltora.
Na ra da Sentala Nova n.,30, faz-se bolos ce-
vados para Santo Antonio, S. Joo S. Pedro.,
Estes bolos sSo muito mais baratos do que os de man-'
diuca e melhores. [
Precisa-se de um felor -para um sitio perto
da praca,- quo enlenda de plantacSes de sitio : na
ra da Cadeia do Recife ti. 5i, loja.
O senhor de engenho que precisar .de nm opV
mo administrador, que tem pralica desse traballio :
dirija-se roa do Sebo na Boa-Vista, casa n. 33.
Aluga-se urna preta criou1a'!moe>.a esadia, que
sabe perfeitamente engommar, ensahoar, cozinhar e
fazer o servieo do urna casa de portas para dentro :
a tratar, na ra do aterro da Boa-Vista, sobrado nu-
mero 80.
MECHANISMO PARA ENGE-
NHO.
KA FLNDICAO* DE FERRO DO EMENHEIRO
DAVID W. BOWMAX, !\i RA DO BRIM,
PASSANDOO CHAFARIZ,
ha sempre um grande sortimenlo dos seguinles ob-
jeclos d mechanismos proprios. para engenho*, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
construeco ; taixas de ferro fundido e batido, de
superior qualidade, e de todos os lmannos; rodas
dentadas para agua ou animaos, de todas as propor-
ies ; crivos e boceas de fornalha e registros de boei-
ro, aguilhes.bronzes parafusos e cavilhOes, inoiulios
de mandioca, etc. etc.
A MESMA FI3NDICA0'
se executam todas as cncommendas enm a superiori-
ifjade ja conhecida, e com a devida presteza e comrao-
didade em preco. >
obras COMPLETA
\IRJU0S0 HaBIO PRELADO
0 CARDEAL PATRIARCHA DE LISBOA
Vo publicar-se pela primeira vez as obras completas do virtuoso e s-bro prelado, o cardeal palriar-
cha de Lisboa, Saraiva de S. Luiz.
O editor, herdeiro dos en mxnscriptos, entendeu que prestara relevante servieo ;is lettras patrias,
colligindo e communicando pela impressao os trabalhos de um escriptor rcenle, que lano iiome alcan-
eou, merecendo-o pela caitidade e elegancia do eslvlo, pela importancia dos assumptos, e pelo fervoroso
culto das gloras nacionaes, amor e cuidado constante da sua vida patritica e intellectual.
Mesmo quando os laros do sangue, e a gratid.io e saudade, devidas memoria de um lio extremoso e
desvelado, o nao obrigassem a empregar nesla edirilo omaior esmero, a idea de aditar as paginas da lil-
leratura contempornea com tito vastas e intercssanles colnposi^Ocs, Irajadas as diversas provincias do
saber humano, bastara para Ule espertar o zeln, rodobrar a vigilancia.
Dos trabalhos do cardeal Saraiva de S. Luiz, urna parle acha-se aiuda indita, e he a maior; a outra
encontra-se dessminada pelas memorias da academia real das scienc.ias, qual uriginariamenle foi desti-
nada, ou corre avulsa em brochuras estampadas por ordem e custa da distinta rorporaoao, ou emfim vio
a luz em peridicos iliterarios cuja publicado cessou ha muito. O editor, para a reimpresso e encorpe-
rac^o de lodos os escriptoj na colleccao das obras, completas, alcaucou a pr'ompla acquiescencia da acade^
pia das_ sciencias, que limbrou por esle modo em ajuntar s antigs urna nova prova de consideraran pelo
Ilustrado socio, que levo a honra de ser seu vice-presidenle tanto lempo.
As obras completas do sabio prelado abrangem variadas materias, que por soas especialidades podemos
reduzir a tres clssses principis:Memorias histricas e chronologicasMemorias eestudos filolgicos__e
miscelneascompotlas de noticias ecclesasticos, bographicas de algnos varQea nolaveis porlugOezes, e
emfim de trabalhos. acerca de, objectos diplomticas, archeologicos, e de muitos oulros ramos. A publica-
S"o principiar pelssmemorias histricascomprehendendo o primeiro volme os estados e cnsaios so-
e dinereutes pontos bisloreosem diversas .pocas de Portugal. Successivamente continuarjto a sabir os
seguinles, se a edteaooblior a aceil^cao qu> .Wwioari d merecer an cultores- das letls e glorias
patrias, formando (quanto pode calcular-se) orna serie de onze a doze tqmos de oitavo francez, e 400 pa-
ginas de texto cada lomo.
A edicaoser companhada de um juizo critico, escriplo pelo Sr. L. A Rebello da Silva, e de urna
concisa noticiada vida do distincto prelado, feila peloedilor Antonio Co'rrea Caldera.
Assfgna-se para a collecAo compleUno escriploro de Novaes & C, ra do Trapiche n. 34, primei-
ro andar.
Preso de cada volume por assgoalura. ......... 1200 rs. fortes.
Avulso........... :...... 15920 a a
Detlara-Se que o volume on volumes, que conlverem oensaio sobre alguns sj nonimos da' lngua
ortnguezae osglosariose alguna oulros trabalhos nao serao vendidos em separado.
PIRI.II \<;\0 1)0 INSTITUTO IOMIEOI'VIHCO DO BRASIL.
THESOURO HOMCEOPATHICO
OU Bh .
YADE-IECM DO HOMOPATHA.
Melhodo conciso, claro, c seguro de curar homceopalhicamente lodas as molestias, que al1incm a
especie humada, e particularmente as molestias que reinam no Brasil.
PELO
a DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
Acaba de sabir luz esta obra utilissima aos mdicos, que qoizercm experimentar ou exercer a
verdadeira medicina, e muito mais anda aos paisaje familia, qur das cidades, quer do campo- cliefes
de estabelecimenlos, sacerdotes, capilaes de navios, viajantes, etc., etc., que por si mesmos quizerem co-
nhecer os prodigiosos efTeilus da homa'opalhia.
Dous volumescm brochura, por......".'. lOaOOOO
Encadernados ...'..,.,, ti llsHIO
O Srs. assignanls terso a bondade de mandar receber scus exemplares cm casa do autor, ra de S.
Francisco (Mundo Novo) n. 68 A.
BOTICA CENTRAL HOMOEOPATHICA.
Ninguern poder* ser feliz na cora das molestias, sem que possua medicamentos verdadeiros, ou de
boa qualidade. I orisso, "corno propagador da homceopathia no norte, c immedialamento inleressado
em seus bencheos successos, tem o autor do THESOURO HOMOEOPATHICO mandado preparar, sob
sna immediara inspeccao, lodosos medicamentos, sendo incumbido desse trabalho o hbil pliarmaceulico
eprofessor em homceopathia, l)r. F. de P. Pires Ramos, quo o tem executado com todo o. zelo, lealda-
de e dedicacaoque se pode desejar.
A efflcacia destes medicamentos he aitestada por ledos que os tem exDerimentado: elle* na
i que os (cm experimentado; elle
-y-.-r------- 1-- *"* .lauNiiiunuy, cilC 1130 preCI-
sam de nraior recommondacao ; basta sber-se a (unte donde sahiram para se nao duvidar de seus onti-
mos resultados. ~ r
Urna carleira de 120 medicamentos da alta e lwixa deluirao cm glbulos recom-
mendados no THESOURO HOMOEOPATHICO.'acompanhada da obra, e de urna
cana de 12 vidros de tinturas indispensaveis ,
Dita de % medicamentos acompanliada da obra e de 8 vidros do tinturas [
Dita de 60 principaes medicamentos recommendados especialmente na obra, e com
ama caixa de 6 vidros de tinturas .......
Dita de 48 ditos ditos..........! '.
Dita de 36 dilos acorapanhada de 4 vidros de tintaras. .
Dita de 30 ditos, e 3 vidros de tinturas. ,
IHIa de 24 dilos dilos. <....... '. r '. '. ',
Hija de 24 tubos pequeos com a obra e 2 vidros do tinturas! '. '. ', ',
Tubos avulsos grandes...........
t pequeos .........\ .
Cada vidro de tintura.........'.,.'
.viam-se qaaesquer-ncommendas de medicamentos com a maior promptidao, e'por prejos commo-
Vende-se o tratado de FEBRE AMARELLA pelo r. L. de C. Carreira. por.
Ra de S. Francisco Mundo Novo) n. 68A.
I0QM00
90JW00
60S000
305 409000
3."000
309000
209000
19000
9500
23000
2JOO0
Manoel Gomes de l'inlm, porlugnez, relira-se
para a Baha.
Em observancia do disposlo no art. 19 das ins-^
IrucOes de 31 de Janeiro de 1851, se hSo de arrema-
lar em hasta publica, depois da prxima audiencia
do Sr. Dr. juiz dos feilos da fazenda nacional, e por
execucio da mesm'a os bens seguinles: urna armaran
de loja de madeira de pinho, envidracada e pintada
avaliada por 509000 rs., penhorada a Joflo da Hora,
a renda mensa I da casa terrea n. 18 da ra de S.
Francisco era Olinda por 2&000 rs. a Francisco Vi-
cente do Sacramento, dita dila da casa terrea n. 4 na
ra do Carmo em Olinda por 49000 rs., a viuva de
Silvestre Barbosa : quem pretender arrematar com-
pareca no lugar e hora do coslume.
Necessila-se saber de alguma pessoa que lenha
relacoes para o rio do Fogo, lugar perlencenle a pro-
vincia do Rio Grande do Norte: a procurar nesta
praca na ra do Vigarion. 10.
Joaquim Rodrigues Duarle vai a Portugal, le-
gando era sua companhia seu fllho de menor idade.
No engenho Velho da comarca do Cabo preci-
sa-se do um lavradorqueplsnte canna para6<>0a 800
pies de assucar : quem estiver nestas circnmslancias
dirija-se ao mesmo engenho, ou nesla culade ruada
Aurora casa n. 54.
Aluga-se urna casa terrea com bastantes com-
modos para urna grande familia, sita na ra da Uniao
na Boa-Vista : a tratar na ra da Aurora ji. 26,1
andar.
Ouerece-seum rapaz para raixeiro de taberna,
com bastante pralica, o qual d fiadora sua condne-
ta: quem precisar dirija-se i ra de Francisco
n. 68.
Aluga-se urna casa terrea por 98000 rs. men-
saes, na Soledade n. 27 : a tratar na ra da Aurora
i. 26, 1 andar.
Precisa-se de urna escrava para o.servic'de
urna rasa de pouca familia : na ra do Hospicio 3a
casa nuva a direila depois de passar o qnartel.
V O Ur. Joau .Honorio Bezerra de Mcnezcs,
formado em medicina pela faculdade da Ba- $
$ hia, oflerece seus presumes ao respeitavel pu- &
gi blico desta capital, podendo ser procurado a
@ qualquer hora em sua casa ra Nova n. 19, $
segundo andar: o mesmo se presta a curar 6$
gratuitamente aus pobres.
Homceopathia.
clnica- ESPECIAL DAS MO- 3)
LESTIAS NERVOSAS. X.
. Hysteria, epilepsia ou gota co- 5
'ral, rheumatigmo, gota, paraly-
sia, deteitos da falla, do ouvido e w
) dpsolhos, melancola, cepbalalgi t$)
f ou dores de cabera, enchaqueca, (fy
) dores e tudoroais que o povo co-*^
} nhece pelo nome genrico de ner- /a
) V08" ^
. As molestias nervosas requerem militas ve- *9
l'.zes, alm dos medicamentos, o emprego de (A
outros meios, que despertem ou abatam a Sfe
sensibilidade. Estes meios possno eu ago- Wt
fu. e os ponho a disposican do publico. (Ai
Consultas lodos os dias (de graca para os 2
pobres), desde s 9 horas da manhaa. at 0
as duasda tarde, ra de S. Francisco (Mnn-
. do-Novo, o. 68 A.Dr. Sabino Olegario 77
_ t Ludgero Pinho. ffl
Aind est para se alugar, e por um preco ra-
zoavel, a casa nova de grandes commodos, da ra
dos Prazeres do bairro da-Boa-Vista : a tratar com
JosCarneiro da Cunha.
Aluga-se um preto robusto proprio para qual-
quer trabalho: quem o pretender dirija-se a ra do
Labug.loja deJoaquim Jos da Cosa Fojozes.
DENTISTA. FRANCEZ.
Paulo Gaignoux, estabelocido na ru larga
do Rosario n. 36, segnndo andar, colloca den- 0
j$ lescqmgengivasarliliciaes, e dentadura com-
a pteta, ou parte della, com a pressao do ar.
95 Tambem tem para vender agua dentfrico do @
Dr. Fierre, e p para denles. Rna larga do
9 Rosario ti. 36 segundo andar. -.-.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
ta,nm do Colegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, linas e grossas, por
prec.08 maisbaixos do que em ou-
tra qualquer parte,' tanto em por-
qoes; como a retalho, alTiancando-
se aos compradores um preco
para todos : este estabelecimento
ahricse de combinacao com a
' maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas.para vender fazendas mais em
conta doquestem'vendido.epor
isto .ofTerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico n ge-
ral, para que venbam (a' bem dos
seus intresses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Colegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Kolim.
Precisa-se alugar urna escrava, fiel, que saiba
bem engommar, coser e fazer mais servco de urna
casa de familia, paga-se bem : na sua Direila n, 131,
por cima da botica do Torres.
O padre Joaqnim d'AssumpcSq Saldanha, aca-
dmico do lerceiro auno jurdico, propoe-se a dar li-
ces de lam, francez,"geometra e geographa : em-
pregar todos es esforcos possiveis no bom desemp'e-
nho do magisterio. As pessoas que quizerem utili-
sar-se de seu presumo procurem-o na ra Nova, ca-
sa n. 21, lerceiro andar.

O bacharel formado em malhemali-
cas, Bernardo Pereirado Carmo Jnior, en-
sina arilhmelica, algebra e geometra, das
4 as 5 e meia horas da tarde : na ra Nova
obrado n. 56.
CONSULTORIO DOS POBRES;
25 KA. DO GOLX.SGIQ 1 A2STBAS 25.
O 0*.t. A. Lobo Moscozo da consultas homeopalhcas todos os das aos pobres, desde 9 horas da
manhaa at o meio dia, em casos extraordinarios a qualquer hora do din ou noite.
ODerece-se igualmente para pralicar qualquer operacao de cirurgia, e acudir promplamente a qual-
qaer mulner que esleja mal de parlo, e cujas circunstancias nao permitan) pagar ao medico.
NO MSDLIOUQ DO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
' VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual complete do Dr. G. H. Jahr, traduzido em porlugnez pelo Dr. Moscozo, qualro
volumes encadernados em dous :....... ."........ 2OS00O
Esta obra, a mais importante de lodas as que Iratam da homeopalha, interessa a todos os mdicos que
izerem experimentar a doulrina de Hahuemann, e por si proprios se convencerem da verdade da
nesma: inle,rcssa a lodos os senhores do engenho e fazendeiros que estao longe>los recursos dos medi-
os: interessa a lodosos capites de navio, que nao podern deixar urna vez ou oulra de ter precisao de
a qualquer incommodo seu ou d seus tripolaiites; e inleressa a todos os dieres de familia que
faucial, que ncm sempre podem ser_prevenidas., sao,obrigados aprestar soccorros a qualquer
am do homeopathaou traduccao do Dr. Heriug, obra ignalmentc ulil
o Aitri da homeP**' um volume grande .........
termos de medirina, cirurgia, anatoma, pliannacia, etc., elt.: obraindis-
ii.1^ B?!* que ixerem dar-se &o estudo de medicina .........
urna cw it luto, grandesdeQnissimochristlalcom o manual doDr. Jahr c odcciona-
.. a """ de ""licina, etc., ele..............
Dita de db com os mesmos livrot.
Dila "fe 48 com os ditos. ........
mu%ea!oS ch0cmacJZ!,":.:ldfde du, """*de lini"s /,di;pnsve's-" te- '
Dita de 144 cora dilos .-.._..........
stas sao acompanhada de e'vdros di t'nln'ras' esclhg. *......
j^KKrttqui,erera Hering> ,er3 abatimen,de io5oo "
Dir.!idT48diu.,u^.pe?u!no!para.;ig.ibdra:..............
Tubos grandes avulsos -......*. '........... lliWMXI
Vidros de meia onc,a de tintura '.................. tWHXI
la boje da superiordade do, seu^Z"iie^ ""* bem B"*tado P088'"'6 nm-
^tL.S*^*" .'aaa l,H!H!ranre ""'1' Srande numero 'de tubos de cristal de diversos lmannos e
PU-* qua4uer encommenda de medicamentos com .oda a brevid.de, e por xl^ mul?o com-
pessoas que se
88000
43000
50*000
4.53000
50*000
609000
100C000
em qaal-
D. W. Baynon cirurgao dentista americano
reside na ruado Trapiche Novo n, 12.
, Casa da afericao, na ra das Aguas-
Verdes n. 25.
1 O aferidor faz sciente, que o prazo marcado pelo
art. 14 do regiment municipal para pagamento-da
revisao, finalsa-se no da 30 de junho corrente : fin-
do o qual estao as pessoas nlercssadas incursas as
mullas impostes pelo art. 2 do til. II das*osturas
municpaes.
Necessila-se de urna escrava ou escrava, que
seja lom coznheiro, e que enlenda de ludo perten-
cente a cozinha : no consulado americano n. 4, ra
do Trapiche, ou no armazem de Davis & Compa-
nhia, ruada Croz n. 9.
RAPE PRINCEZA
DO
RIO DE JANEIRO.
GROSSe MEKHIROSSO E FINO.
DA FABRICA DE
ESTEVAO GASSE.
O deposite geral na ra da Cruz do Recife n. 23
continua a ter as qoaldades de rap cima; bem
como o novo AMAREUNHO. O seu fabricante he
a melhor recommendaco, que este novo rap pode
ler, pois he um dos mais amigos fabricantes do ra-
pe de Lisboa; e que na cunfeico de todas eslas
qualidades tem mostrado o emprego do melhor
systema, avista do longo lempo que se conserva
fresco, e sempre com o melhor aroma.
Precisa-se contratar por empreita-
da, a construeco de urna coberta de te-
Ih, sobre pilares detijolo ou columnas de
ferro, em um terreno murado., na ra de
Santa Rita prximo a' Ribeirajpertence-
te, a' companliia brasileira de paquetes de
vapor: quem estiver as circumstancias
de fazer este contrato cm as necessarias
garantas, queira apresentar sua proposta
com toda a brevidade ao agente da dita
companhia: na ra do Trapiche n. 40 se-
gundo andar, aonde tambem se dar'
qualquer esclarecimento.
J. Jane dentista,
contina rezdir na ruaNova, primeiro andar n. 19.
O abaixu assiguado por parte do sua filha D.
Kozalina Leopoldina de Carvalho, que Hcou viuva
do finado Jos Ignacio Cahral,avisa aquem tivercon-
las com o dito tinado se aprsente no engenho Mo-
clo, al o dia 21 do crreme, que tem principio o
inventario,alias perder o direito de justilicar divida
que appareca.Jote Francitco Pedrozo.
Vai ser arrematado a porta do. juiz de direito
da segunda vara do civel, nos dias 14 e 17 e por se-
ren as ultimas pravas, orna taberna do hocen Largo
do bairro do Recife n. 104, por execuco de' Jos
Baptista Ribeiro de Faria, coutra Bernardo Rodri-
gues Gramozo Costa.
Joan Joaquina Mejor e sua senhora, retiram-se
para. Hamburgo.
Aluga-se nm preto proprio para servieo de
urna casa eslrangeira, e urna mulata para o servieo
domestico de cafe de familia : na ra Nova n. 43.
Quera annonciou ler para 'dar a premio 8008
rs., com hypotheca em urna casa nesta praca, diri-
ja-se a ra Formosa n. 2. eahi se dir com quem se
trate.
O bacharel Jos Antonio de Figuei-
redo advoga na ra da Cadeia de Santo
Antonio n. 16, .segundo andar, onde re-
side e temo seu escriptorio.
Na ra Nova n. 51, ensina-se rhetorica c geo-
grapha; os que quizerem frequenter eslas aulas,
podem dirigk-se a mencionada casa das 10 horas do
dia em dianle.
Francisco Antonio Pereira Braga, desejando li-
quidar seus dbitos, roga para este iim a seus ere-
dores o favor de comparecerem no da 26 do corren-
te as 11 horas no.hecco do Peixe-Frito por cima da
venda do Sr. Gabriel.
Nicols Bruno subdito Sardo, faz urna viagem
Europa.
Jos Valentn! da Silva, bem conhecido por
ensinar latun ha 18 annos, lembra quem convier,
que a sua aula existe aberte na ra da Alegra, na
Boa-Viste n. 38, onde recebe por preco commodo
alumnos externos, pensionistas e meios pensionistas,
dando ptimo Iratamento, e lendo os pensionistas
a vantagem de.alm do lalim.aprenderem lambem o
francez sem que seus pas paguen) mais cousa algu-
ma por este ensino. O professor adverle que elle
tem provisAo passada pelo govecno da provincia. .
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Aos 20:000*000,
Na tasa Feliz dos qoalro. cantos da rna do Quei-
mado n. 20, foi vendido o n. 1269 da 18 lotera de
Niclheroy que lirn 4:0008000 ; roga-se a quem o
possuir, que venha recebe-Io ; e na mesma casa
acham-se a venda os muilo felizes bilheles e meios
em cautelas, quarlos, oilavos e vigsimos da 43 lo-
tera do Monte Po, que corra de 13 a 15, devendu
vr a lista no dia 20 a 22 ; a elles, que esiaa no
reste.
'O padre Leonardo Antones Meira Heorques,
mudou o seu escriptorio de advogado para a sua lar-
ga do Rosario n. 26, no primeiro andar do sobrado
da esquina para a do Cabug, defronte da loja do
Sr. Peres.
0 abiixo assiguado, Ihesoureiro da irreandade
do Divino Espirito Santo, erecta no convento de
Santo Antonio do Recife, julga nada dever a mesma
irmaudade da festivida'de que fez de seu padroeiro
no dia 4 do corrente ; o mesmo Ihesoureiro ruga a
qualquer pessoa que se julgar credor da mesma- ir-
mandade de Ihe apresentar as suas cantas da data
deste a 2 dias, na casa de sua residencia, fu do
Quemado n. 46, primeiro andar, que promplamen-
te lhe serao pagas ; assiir como roga a seus chars-
simos irmos, lauto desla mesa como pa que tem de
funecienar no anno de 18H 8,1855, i comparecerem
no dia 18 do corrente,1 pelas 9 horas da manha, para
serem empossados dos seus respectivos cargos.
Antonio dos Santos Mira.
A mesa regedora da irmandade de N. S. da
Conceicao da igreja da Congregado, convida a todos
os irmaos desla irmandade para que sedicnem com-
parecer no d.adomingo, 18 do corrente, para assis-
lirem a festividade du glorioso padre Santo Anlonio
da mesma igreja, e de noite para 'urna ladainha ;
sendo o orador da feste o reverendo padre mestre
pregador da capela imperial, Joao Capislrano de
Mendonca.
O Dr. Lourenco Trigo de Loureiro pede a pes-
soa, que no dia 13 do corrente mez lhe fez o espe-
cial favor de lhe mandar entregar na casa da sua re-
sidencia, urna carta que de Macei lhe dirigir, pelo
vapor chegado nesses dias, seu primo Possiddiio
Maucio da Cunha, e em cujo dorso se liaacampa-
una 4 latas com doce para a Illma. Sra. D. Umbeli-
n, que se sirva declarar por este Diario. casada
sua residencia, para que o annuncianle possa man-
dar buscar as-ditas 4 lalas, pois que lhe pertencem.
Oflerece-se urna senhora de capacidade e de
boa familia pira ensinar meninas em algnra enge-
nho ou casa particular, fra da praja, primeiras le-
Iras, costurase bordar flores : quem a pretender, di-
rija-se ra eslreite do Rosario h. 12, primeiro
andar.
Andradc & Leal tere para vender 400 tonela-
das de carvSo de pedra de uperior qualidade, por
preco comnndo ; nao s vendem por junto como
qualquer porrlo, a vontade dos compradores : a tra-
tar com os mesmos na ra N'ova n. 27.
Quem nesta provincia comprou ha mais de 6
annos um escravo, crioulu, de nome Severino, na-
tural do Brejo, provincia do Maranhao, de idade 45
a 50 anuos, o qual escravo conste ter logodesappa-
recido do poder do comprador, c como se ignore
quem esle eja, por isso queira annunciar o seu no-
me e morada, que se lhe dar noticia do dito es-
cravo. i
_ Precisa-se de nm caixeiro de 13 a 14 annos,
anda que lenha pouca pralica : na r'ua do Rosario
da Boa-Vista n. 53.
LOTERA 00 RIO D JANEIRO.
Acham-se a' venda os bilhetes da lote-
ra 45 do Monte Po Geral, a qual deveria
correr a 15 do presente, e as listas se e$-
peram pelo vapor inglez no dia 20ou21;
os premios sao pagos a entrega das mes-
mas listas.
O Dr. Jeronymo Vilella de Castro
Tavares, lente substituto da academia ju-
rdica de Olinda e advogado no foro desta
cidade, mudou a sua residencia e escripto-
rio deadyocacia para a ra da Cadeia do
bairro de Santo Antonio, casa n. 16, pri-
meiro andar, onde pode ser procurado
para os misteres de sua proissao, todos
os dias iites das 10 horas da manhaa as 4
e meia da tarde.
Offcrece-se jjraa mulher de boa conduela para
dirigir a casa de um hnmeni solteiro, ou de pouca
familia, que cose e engomma: na ra da Assump-
Saon.64. :
Precisa-se de orna ama para casa do pequea
familia, que sabacozinhar e engomjlar, e eja cui-
dadosa para todo o servieo de portes a dentro : na
ra do Hospicio n. 34.
Pede-se a qualquer pessoa que descomir o lo-
drao, que no dia 14 do corrente foi ra daTenha
n. 21, e levou do quarlo do corredor da porte da
ra, 36 saceos de algodo da Babia, alguns cosidos e
oulros por coser, 6 encerados de carga de assucar
em brinco,, 1 caixinha com alguma roupa c ouro,
haja de participar na mesma casa, que se .gratificar,
ou na ra do Vigario n. 5.
HOMEOPATHIA. I
0 Dr. Cosanova, medico francez, d con-(
sullas lodos os dias no seu consultorio
Rl\DASrRUZESI\T.28.
No mesmo consultorio acha-se a venda um V
grande sortimento de carteiras de todos os &i
temanhos por precos commodissimos.
CINCO MIL RES.
1 carleira com 24 tubos a escolha.
1 lubo grande de globulosavuls.
1 dito mediano......
1 dito pequeo
0
400 (f.
300
15000
q nfa de Untura a escolha .
Q Elementos de homeopalha 2 volumes 2.
X. ediccao..........55000 Xf
Wt Patogenesia dos medicamentos 5J
6S braslerosl volume......28000 (gl
J? Tratado das molestias veneria*
tjg? para se tratar a s mesmo. 18000 Gp
Arrenda-seum silio'eom- bastantes arvoredos
de fruclo, baixa do cnpim, viveiros, terreno para
paslagcm.de vaccas e outras vanlagens. casa grande
com soiao, cozinha fra, senzala, estribara, 3 ca-
cimbas, 1 dasqoaes com tanque para banho : quem
pretender, dirija-se ra da Cadeia velha n. 59, ou
aos Afogados, paleo de N. S. da Paz, a fallar com
Anlonio 1 mnealves de Moraes.
COMPRAS.
O l)r. Sabino Olegario l.udgero Pinho mu-
dou-se para o palacete da ra de S. Francisco
(mundo novo) n. 68 A.
Coinpram-se patacoes hospanhoesa
1$'9C0, em pequeas -porqus : na ra do
Trapiche armazem n. 58.
Compra-se arenes do banco de Pernambuco,
em casa de Amorim Irmaos, ra da Cruz n. 3.
I.ompra-se urna preta que coziuhe.engomme e
rosa, sendo boa paga-se bem : 111 ra da Cadeia do
Recite n. 64.
Na rna do Trapiche 11.14 primeiro andar, com-
pram-se arenes do banco e da companhia de Be-
beribe.
t'.ompram-se arenes do banco de Pernambuco,
no escriptorio de Manoel Concalves da Silva.
Conipram-sc aceas do banco de I'ernambnro
em cisa de Antonio Luiz de Olivera Azevedo, uar
do Quemado n. 9;
Compra-se prata brasileira e hespa-
nhola : na ra da Cadeia do Recife n.
24, loja de cambio.
Compram-se electivamente cobre,
latao e bronze velho : na fundicao de fer-
ro da ruado Brum n. 6, 8 e 10, passan-
do o chafariz.
VENDAS.
O depositario do rap de Lisboa
avisa ao respeitavel publico, que
pela barca GratidSo recebeu esle
exeellente rap, o qual se acha
venda na ra da Cadeia do Recite
n. 51, a 38200 rs. a libra, dinheiro
* vista.
Vende-se um alambique de cobre em bom es-
tado, um escravo destilador, orna casa pa povoacao
dos Afogados,feita de pedra e cal, em chaos proprios,
8 vaccas de letee 11 carrnhos de m3o : na ra da
Praia de Sania Rila de'fronle da Rbeira n. 10 e 12.
Vende-se nm cabrioiet com sua competente
coberta e arreios, ludo quasi novo ; assim como 2
cavallos do mesmo j eosinadog e mansos : para ver
na coclieira do Pedro ao p do arsenal de, marinha,
para tratar, na rna do Trapiche Novo 11.14, primei-
ro andar.
Velas de carnauba.
Vende-se cera de {Carnauba do Aracaty, em velas,
de superior qualidade: na ra da Cadeia do Recife
n. 31, primeiro andar.
Vende-se o caes do Ramos armazem n. 2,
muito boa farinha por preco mais commodo do que
em oulra qualquer parle, e arroz de casca no mes-
mo dilo.
PECHINCHA.
Vende-se urna taberna muito afreguezada para a
trra epara o mallo, ha ra da Praia n.44, muilo
propria para um principiante, pois tem muito pon-
eos fundos ; vcnde-se por o proprielario nao ueces-
sitar : a tratar com Tasso Irmaos.
" Vende-se urna botica bem sorlida e acreditada,
na melhor ruado rommercio da Parahba, viste seu
dono querer-se retirar daquella cidade por motivo
de molestia, podendo ser a dinheiro ou a prazo, com
firma a contento : quem pretender, diiija-se a ra
larga do Rosario n. 36.
ARADOS DE FERRO.
Em casa de Rothe Bidoulac, ra do Tra-
piche, veridem-se arados de ferro, por
preco muito em conta, pai-a fechar con-
tas.
PIANOS.
Vendem-se dous panos de ptimo tom :
na ra do Trapiche n. 12, no escriptorio
de Rothe Bidoulac.
TAIXAS DE FERRO.
Vendem-se .taxas de ferro batida ej
fundidas : em casa de Rothe Bidoulac, ra
do Trapiche n. 12.
Em casa de Rothe Bidoulac, ra
do Trapiche, vende-se o seguinte:ierro
da Suecia, dito mtacao, ebmbo em fo-
lha, folha de Flandres, cobre para forro,
dito de varao.
Vende-se estanho em verguinba, co-
bre em folhas de 24 e 28, chumbo em
lencol, ciavinotes linos ; no aimazem de
C, J.'Astlej & Companhia-
CO BERTOKES.
Vcndem-sc cobertores de tapete a 800 rs., ditos mul-
lo Grandes a 15100, ditos broncos com barra de cor a
l$280,colchas.brancas com salpicos a 18000 : na loja
da ra do Crespo n. 6.
BRIM BE PURO LINUO. PROPRIO PARA
4 MILITARES.
Vende-se brim de linho branco muito encorpado
a 500 rs. a vara, corles de casemira elstica a 48000,
pauno azul para fardas de guarda nacional a 38000
e 48000 o cavado, dte prclo para pautes a 38000,.
4S00O e 48500, lencos de seda de 3 ponas, proprios
para senhora bolar pelos hombros a 640 cada um, e
muito mais fazendas em conta; na ra do Crespo,
loja n. 6.
Chales de laa.
Vendem-se chales de 18a grandes por barate pre-
co : na ra do Quemado n. 40, loja de Henrique &
Santos.
Na loja da ra do Quemado n. 40, de Henri-
que t Santos, vendom-sc ricos chales de Pa da ulti-
ma moda, por preco commodo.
Typographia.
Na ra das Fbres n. 37, primeiro andar, ven-
de-se urna typographia nova, com todos seus per-
tences.
Vende-se 1 commoda,-2 bancas, 1 camap lu-
do de Jacaranda e com pouco uso, por preco com-
modo : na ra de Sanio Amaro n. 28, na mesma ca-
sa vende-se 2 almofarizes de marfim, obra de An-
gola.
Vendem-se 10 escravos, sendo um ptimo mu-
lalinho de idade de 15 annos proprio para pagem, 1
moleque croulo de idade de 12 annos, uutro dte de
idade de 18 annos, urna cabra moca, 2 pretas boas
quitandeiras, 3 prelos de lodo servido: na ra Direila
n. 3.
Velas de carnauba. *,
Vehdem-se caixas de 30 a 50 libras de superiores
velas de cera de carnauba, fabricadas no Aracaty:
no armazem de cuuro e sola, ra da Cruz n. 15.
Vcnde-se urna balanca romana com todos os
seus pertences, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se ra da Cruz, armazem n.4.
B A 500 RS. AVARA.
Bnm (raneado branco de ,(iuro linho,- muilo en-
corpado : na loja da esquina da ra do Crespo que
volla Dar a cadeia.
A PALITOS FBANCEZES.
- fr Vendem-se palitos francezes de brim de
? linho c bretanha 38500 e 48000 rs., dilos 9
b de alpaca pretos e de cores 880QO rs., di-
tos de panno fino preto e de cores a 14, 16,
t 188 rs., ludo da ultima moda e bem acaba-
(do : na ra Nova loja n. 16, de Jos Luiz
Pereira & fillio.
No aterro da Boa-Vista, loja n. 78, ha para ven-
der-se vaquetas para cobrir carros e ditas de lustre,
por preco muito commodo ; pregos francezes de lo-
dos os tamaitos, pelo diminuto preco de 220 a li-
bra; trancas de seda e laa para enfeitcs de vestidos e
palitos de menino, de todas as-qualidades, altioetes
de ferro para armador, grvalas a 320cada urna, sa-
patos para homem, senhora e meninos, de lodas as
qualidades, ludo se vende por .menos de seor valor,
carias de traques a 140, e chapeos do Chyle, finos,
a 78000.
Vendem-se quasi nnvos os utencilios de urna
padaria, e urna porcao de barricas vazias promptas
para assucar : a tralar na rna do Rosario da Boa-
\ isla, casa n. 8. Na mesma casa vende-se nm Atlas
geographico por Simencourt quasi novo, por com-
modo proco.
Vendem-se terrenos de 30 a 100 palmos cada
um, para ediucacao de casas ou sitios com grandes
fundos, defronte da Capunga, cujos terrenos sao
onde tem urna olaria : os prelendenles podem en-
tender-se na roa do Crespo, n. 21, ou no sitio do
Cajueiro.
Vende-se barato,
no sobrado n. 7 ao entrar para a roa da Gloria ven-
de-se bom taimado de amarell, louro e cedro-, as-
sim como Iravejamcnlo de lodos os comprimentos
e grossuras, enxamcs, maos travessas, caibros e ri-
pas, ludo mais barato do que em outra qualquer
parle.
Vendem-se duas prelas croulas muito sadias,
de bonilas figuras, proprias para lodo o servieo, ou
mesmo para fora da trra: na ra da Cadeia do
Recife n.'.Vi.
FARNHA DE MANDl
Vende-se melhor farinha de mandioca
qne ha no mercado^ a bordo do brigoe nacio-
nal Inca, e da escuna Zeloza chegada de S.
Calharina para porcOes, no que se fara aba-
le empreep: trala-se com os consignatarios
no escriptorio da ra da Cruz 11. 40, primeiro
andar.
N. B. Para maior vantagem dos comprado-
res, podem dirfgir-se ao Forte do MaUos e
junto ao trapiche do algodao chamar para
bordo, que se manda logo o bote Ierra.
Saccas com farinha.
Vendem-se saccas com farinha da Ierra,bem torrada
por preco commodo : na ra da Cadeia do Recife
n. 18.
No pateo do Carmo taberna n. 1, vende-se um
escravo de idade de 25 a 26 annos, bonita figura,
proprio para lodo servieo.
Arados americanos.
2 Vendem-se arados americanos chegados ol-
9 limameute dos Estados-Unidos, pelo barate
preco de 108000 rs cada um : na roa do Tra-
piche n. 8.
i
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODAO
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA- BAHA.
Vende-se o superior panno de algodao'
desta fabrica, jjroprio para saceos e roupa
~ escriptorio de Novaes &
do Trapiche n. 34, pri-
__manteiga ingleza nova, para bolos de
S. Anwaff, S. Joo, i 480 e M0, e cartas de tra-
ques fortes i 140 : no pateo do Carmo esquina da
ra de Borlas taberna n. 2.
Vendem-se 4 esclavos, 1 mulato de 20 annos,
1 moleque de 17 annos, 1 preta lavadeira e engom
madeira, 1 preto de40 annos e 30 travs de pao dar-
co : na rna larga do Rosario n. 25.'
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio d Janeiro, cht>%
gada recentemnte,' recommen-
ua-se as senhores de engenho os
seus bons effeitos ja' experimen-
. tados:, na ru da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron,&
Companhia.
^
d/M foT*f PfU,ch0 ""U-ifcrp, de lote
de 163 loneladas, de eonilmcsso amerieeW, promp-
0 iMiqir para qualquer parle, cora UnchSe bo-
te, e todos os mais perlenees, todo em bom estado :
quem o pretender pode manda-lo examinar, o qual
se acha fuadeado defronte do caes do Passeio PnoH-
co; e para tratar, na ra dt Apollo n. 14, casa de
JosAffonso Moreira.
VESTIDOS DE SEDA.
Vendcm-fe vestidos desedaesco-
ceza, de 2 e 5 babados, com capo-
tmho e collete pelo barato preco
de 150000 e 20*000; avista do pre-
co e qualidade da- fazenda nin-
guern deixara' de comprar :
ra Nova, loja de fazendas n.
de Jos Luiz Pereira & Filho.
:t com
bol
no sobrado amarell.
rdmaq^r,rgoc,ar' "^-"^0:^0,
9
Carro e cabriolet.
Vende-se nm carro de 4 rodas com assen-
los, e um cabriole!, ambos em pouco uso, orna w
S hS,ff" ";aeeav'"< um cavado para ca- -
br.oiet, ludo por- commodo preco : na ra 5
9 Nova, cocheira de Adolpho.
QUEIJOSE PRESUNTOS.
a iL-a*BiaC', ecif. no armazem o. 62. de
r^lT? Fl:an"sc Marlins, se vende os mais supe-
nT^2 ,"J Klnd"1^' Pfe1""^ P"a fiambre. S-
timameule chegados na barca inleza. Valva-
FARINHA DE MANDIOCA
muito superior e em saccas de.2 Ii2 al-
queires por preco commodo: trata-e na
ra do Amorim n. 54, armazem de Ha-
chado & Pmhiro, ou na ra do Vigario
J-.l9,- segundo andar/ escriptorio dos
mesmos.
pendencia n. 18 e 20.
Vende-se com cavallos ou sem elles ura
carro de 4 rodas-com 6aenlos muilo
rorte ecom pouco uso, eum tilbury em
im estado :.a fallar na fraca da Inde-
Na roa do Crespo n. 23,
vendem-se chitas largas francezas, padroeses-
g euros e cores fias a 240, cortes de casemiras
9 finas e modernas a 48500, ditos de meia eise-i
9 mira a 18600, esgnio de linho multo fino a
9 18120 a vara, casemira preta fina a 51000 a 9
9 corle, panno lino de tedas as cores i m0< ~
9 covado, chales de lia escaros a 800 rs., lencos
de cambraia de linho a 480 e 640, chita Is
2 fom algum a>6, ao merino com duas
9 larguras a 18600, riseados francezes, largos e 9
9 de cores Das a 180, e oulras muilas fazendas
9 por preco muito barato. S
999#ar99l:9t99#
Chumbo.
Vende-se chambo em barra e lencol : no arma-
zem de Eduardo U. Wvalt, rna do Trapiche
" lo.
CHAPEOS PARA SENHORA.
Vendem-se chapeos de seda de blond
; para senboras, muito bem enlejiados e da
ultima modai 12. 14 e 168 rs. dilos para
; meninos 28500, dilos para meninas 5,
, 8 e 108000 rs. : n ra Nova loja n. 16, de
i Jos Luiz Pereira & fillio.
RICO* ABARLHOS PARA' CHA'.
RL'A DO yUEIMADO N. :W.
Vende-se ricos apreteos de superior mcll prin-
cipo para cha, assim como lambem se vendem co-
Iheres do mesmoraelal trinchantescahns de dilos, su-
periores facas e garios cabo de marfim. ditas cali de
aro, tinissimas thesouras para unhbs e costura, e oo-
iras mais cutilarias que se mo na loja, ile ferrsgeus da ra do Quemado n. 30.
Venderse feijao mulatinho muito
novo em saccas grandes, no armazem de
Jos Joaquim Pereira de Mello, no Caes
d'Alfandega n. 7 a' tratar no mesmo, ou
com Joaquim Pinheiro Jacome. na tra-
vessa da Madre de Dos armazem n. 9.
-7- Vendem-se as mais novas e melho-
res sementes de todas as hortalices q ue
evistem no mercado,' vindas ltimamen-
te de Lisboa, pela galera Gratidao : na
ra da Cadeia do Recife, loja de ferra-
gens n. 56 de Francisco C. de Sampaio.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da ivencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o metliodo de empre-
ga-lo no' idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
modello e construeco muito superiores.
Pianos.
Os amadores da msica acham conlinuadamente
em casa de Brunn Praegerft Companhia, rna da Cruz
n. 10, um grande sortimento tic pianos fortes e fortes
pianos.de difiranles modellns, boa construeco e bel-
las vozes, qne vendem por mdicos prejos; assim^co-
mo teda a qualidade de instrumentos para msica.
Vendem-se relogios de ouro e prala, mais
barato de que em qualquer outra parle :
f na praca da Independencia n." 18 i 20.
Chapeos pretos francezes
a carij, os melhores e de forma mais elegante que
tem vindo, e oatros de diversas qualidades por me-
nos preco que em oulra parle : na ra da Cadeia do
Recite, n. 17.
Beportto da Cabrios de Todos oa Santos na Baltia.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber &C, na ra
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para sarcos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Vendem-se em casa de Me. Calmo ni & Com-
panhia, na praca do.Corpo Santn. 11, o seguinte:
vinho de Marseillcem caixas de 3 a 6 duzias, linbas
em novellos ecarVeleis, breu em barricas muito
grandes, ac de milao sortido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento contina a lia-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para^engenho, ma-
chinas de vapor, *e'taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
PECHIHCHA PARA OS SRS.
x ARMADORES.
I\a loja da ra do Queimado n. 22, vende-se se-
(im aznl claro de superior qualidade a 500 rs. o
covado com pequeo toque de mofo, he para acabar.
HE BARATISSHO.
Corles de brim de cores de puro linho e padroes
modernos a 18750 rs., assim como grvalas de se-
lim de cores muilo bonitas a 600 rs. ditas de chila
a200rs., venham ver para se capacitar, na loja de
Leopoldo da Silva Qutiroz, ra do Queimado n. 22.
CHALES DE ALGODAO HITO
BONITOS A 1,000 RS.
Quem os vir compra, ainda que nao lenha vonta-
de, na loja de Leopoldo da Silva Queiroz, ra do
Queimado n. 22.
Vende-se os Martyres Pernarabucanos: na pra-
ja da Independencia loja n. 40.
. Vende-se por 1:0009000 rs. a dinheiro, nma
mulata moca, perfeila engommadeira e costureira,
sabendo lodo servieo de urna casa de familia, boa
figura e simptica, urna negra cozinheira e lava-
deira com 24 annos, e de todo mais servieo. um
negro cozinheiro de nacSo, um mulatinho com 12
annos; na ra da Senzala Velia n. 70 segundo ou
lerceiro andar, na mesma se dir quem vende urna
mulata com24 nnos de algumas habilidades, viu-
da do malte de bonita figura, um negro' para o ser-
vico, de campo, crioulo, bstente forte, um dilo de
naeao ganbador.
Na ra do Vigario n; 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, qudrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernsimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
; CHAMPAGNE.
Vende-se vinho de Champagne da bem acreditada
marca Cometan: n armazem de Patn Nash &
Companhia, ra do Trapiche n. 10.
Na ra do Vigario n. 19 primeiro andar, tem pa-
ra vender-sechapeos de castor brancopor commodo
preco.
Agencia de Edwa Mw.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon
& Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
mentos d taixas de ferro coado e batido, tent ra-
sa como fundas, moendas inetirs todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, ele, ditas para a rmar era madei-
ra de todos os temanhos e modelos os mais modernos,
machina horizontal para vapor com forja de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslauhado
Cara- casa de purgar, por menos preco que os de co-
re, esco vens para navios, ferro da Suecia, e fo-
lhas de flandres ; tudo por barato preco.
Deposito de vinho, d
agne Chateau-Ay, primeiraqua-1
dade, de propridade do condi
de Mareuil,, na da Cruz do Re*
cife n. 20: este vinho, o melhor
tie toda a champagne ,. vende- O
se a56$000 rs. cadacaixa, acha- *}
se nicamente emeasa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.-
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rotulo
das garrafas sao azues.
RELOGrOS INGLEZES DE PATENTE
vendem-se por preco commodo : em cas.
de Barroca & Castro, na ra da Cadeia do
Recife n. 4.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Henrique Gibson:
vendem-se relogios de ouro de sabonete, de paten-
te ingleza, da melhor qualidade e fabricados em
Londres, por preco commodo.
Na ra do Vigario n. 19 primeiro andar, tem
venda a superior fiaoelU para fono de sellins che-
gada recentemnte da America.
Vende-se sola muito boa, da melhor que ha
no mercado, em pequeas e grandes porsoes pelles
ele cabra e esleirs de palha de carnauba, chegado
tudo1 ltimamentedo.Aracaly: na ra da Cadeia do
Recife n. 49, primeiro andar.
Cera de?carnauba.
Vande-secera de carnauba do Aracaty: na roa
da Cadeia do Recife n. 49, primeiro andar.
Vende-se nm exeellente carrinno de rodas
mui bem construido, embom estado; esta exposlo na
rna do AragSo, casa do Sr. Nesm* n. 6, onde podem
os prelendenles examina-lo, e tratar do ajuste com
o mesmo senhor cima, ou na ra da Cruz no Recite
n. 27, armazem.
PALITO'S DE ALPACA FRANCEZES.
Grande sortimento de palitos de alpaca de brim:
na ra do Colegio n. 4, e na ra da Cadeia do Reci- '
te n. 17 ; vendem-se por preco muilo commodo.
Moinhos de vento
'ombombasdercpuxopara regar hartase baixat
decapim. no fundicao de D. W. Bowman : na ra
do Brum ns. 6, 8el0.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, .em
barrisde4., 5. e8.: no armazem da ra-
do Azeite de Peix n. 1 -i, ou a tratar no
escriptorio de Novaes ,& Companhia', na
ra do Trapichen. 54. *
Padaria.
Vende-se nma padaria muilo afreguezada: a Ir,
com Tasso & Irmaos. '
Aos senhores de engenho.
Cobertores escora de algodao a 800 rs., dte* mui-
to grandes e encorpados a fHO0: na rna do Crespo,
loja da esquina que volta para a Cadeia.
Deyoto Christao.
Sahio a tez a 2. edicao do livrinbo denominado-
Devoto Chrislao,raais correcto e acrescenlado: vnde-
se nicamente na livraria n. 6e 8 da praea da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, muilo grandes e
de bom posto : vendem-se na rna do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia. _
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos : na ra do
Trapiche Novo n. 16.
Velas de carnauba.
Na ra da Cruz n. 15, segundo andar, vemlem-se
velas de carnauba, puras e cranoslas, feitas no Ara-
caty, por menos preco do que era ootra qualqder
parte.
Vndem-se cobertores brancos de algodao gran-
des, a Iji 10 ; dilos de salpico tambem grandes, >
18280, dilos de salpico de tapete, a 1&400 : na ra do
Crespo loja n. 6. ,'
' Taixas para engenho s.
Na fundicao' de ferro' de D. W-
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de o a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
prco commodo e com promptidao' -
embarcam-se ou carrqgam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Bichas de Hamburgo.
No ntigo deposito das bichas de Hamburgo, rna
eslreite do Rosario n. 11, vendem-se as melhore* bi-
chas de Hamburgo aos ceios e a retalho, e tambem
se alugara por menos do que em oulra qualquer
parte. %
Veude-se urna escrava de uaeso, com algumas
habilidades; na ra de Hortas n. 138.
ESCRAVOS FGIDOS.
Desappareceo da cidade do Rio-Formoso um
preto, (ulo, de nome Matheus, he crioulo. estatura
alia, ainda moco, sem barba, o dedo grande de um
p mais aberto, denles limados, consta quo fugio pa-
ra esta cidade seduzido ; por isso roga-se 85 autori-
dades policiac, capites da campo ou a qualquer
pessoa que delle souber, darem parte na dita cidade
a seu senhor Lourenco lote da Silva, ou no Recite,
em casa de Fortunato Crdelo de Gonvea, ra da
Cruz n. 60, que serao generosamente recompensa-
dos.
Anlonio, moleque, alio bem parecido, cor
avermelhada, nacao congo, roste eoroprido e barba-
do no queixo, pescoco grosso, ps bem feilos, tendo
o dedo ndex da mSo direito aieijado de um (albo, e ,
Cor isso'o traz sempre fechado, com lodos os denles,
em ladino, offteial de pedreiro e pescador, levou
roupa de algodao, e urna palhoca para resguar-
d seduzido por alguem; desappareceo a 12 de rna i o
crrente pelas 8 horas da manha, tendo oblido li-
cenja para levar para S. Antonio orna bandeija cora
roupa : roga-se portante a lodas as autoridades eca-
pitaes de campo, liaiam de o apprelwnler e leva-lo
a Antonio Alves Barboza na ra de Apollo n. 30,
ou em Fra de Portas na ra dos Guarnrapes, onde
se pagar.lo lodas as despezas.
Fugio na sexla-feira 9 do corrente, as 11 horas
da manhaa, urna prea cnula de nome Alexandrina,
de idade 18 a 20 annos, lio baixa, tem debaixo do
lado direito do qaeixo tres costuras de glandolas que
se rasgaram, sen"0 upa dellas mais saliente, foi es-
crava do Sr. padre-meslreCapistrano: quem a pegar
e levar i ra dn Crespo n. 10, ser generosamente re-
compensado.
Desappareceu no dia 15 de Janeiro do corre-
le anno o escrava Jos Cacange, de id>de 40 anm
pouco mais ou menos, com falta de deales na fren
testculos cresckios, e cicalrizes as nadegas ; gra;
lica-se generosamente a quem o levar ao aterro
Boa-Viste n. 47, segundo andar.
Fugio no dia 24 de abril um escaavo de n
de nome Jos, vindodo Rio Formoso, onde era.,
lidado por Jos Page, he velho, pinta bastante, lano
na cabera como na barba, tem algumis faltas de
denles, cor prela, s'ecco do Corpo, estafara regular,
levou calja de brim azul clara ja velha e remendada
no jolho, jaqueta de uhozMho quidrado raiudi-
nho, chapeo de palha gross, andavr vendendo la-
mancos em um taboteiro, e com elle fngio : roga-se
as autoridades policiaes.capllfies da ampo de o pega-
rem e dirigirem-se taberna n. 1, 'na Iravessa do
Rosario. Antonio Domin/ue* de Imeida ftrat.
\


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