Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01646


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Full Text
AUNO XXX. N. 137.
Por S mezes ndiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500.
SEXTA FEIRA 16 DE JUNHO DE 1854.
Por Anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIP..AO\
Racife, o proprieta rio M. F. de Paria; Rio de Ja-
neiro, oSr. JoSo Pereira Martins;Bahia, o Sr. F.
Daprad; Macei, oSr. Joaquim Bernardo de Men-
donca; Parahiba, o Sr. Gervazio Viclor da Nativi-
dade; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ly, oSr. Antonio de Lemos Braga ; Cear, o Sr.Vi-
1 etoriano Augusto Borges; Maranhao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 26 1/2, S6 3/4 d. por 1
Taris, 360 a 365 rs. por 1 f.
Lisboa, 100 por 100.
Rio de Janeiro, 11/2 a 2 O/o de rebate.
Aeces do banco 15 O/o de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de Iettras a 7 1/2 a 12 0/0
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 289500 a 299000
Moedas de 69400 velhas. 169000
de 69400 novas. .169000
> de 49000......99000
Prata. Pataces brasileiros ..... 19930
Peso columnarios......19930
mexicanos.......19800
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos of dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos das 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex'e Oricury,,a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
r RE AMAR DEHOJE.
Primeira s 9 horas e 18 Minutos da manhaa.
Segunda s 9 horas e 42 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e qnintasfeiras.
Relacao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e quintas as 10 horas.
.1.* vara do civel, segundase sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EFHEMERJDES.
4 Quarto crescente a 1 hora, 48
utos e 48 segundos da manhaa.
10 La cheia as 9 horas, 12 minutos e 48
segundos da tarde.
17 Quarto minguanle aos 5 minutse
48 segundos da tarde.
25 La nova aos 5 minutos e 48 se-
gundos da tarde.
DA SEMANA.
12 Segunda. S. Joao de S. Fagundes; S. Onofre
13 Terca. S. Antonio f. padroeiro da provincia.
14>Quarta. S. Baziho Magno b. doutor daigreja.
15 "Quinta. >oi Festa doSS. Corpo de Dos.
16-Sexta. Joo Francisco Regis ; S- Julita.
17 Sabbado. Thereza rainha ; Ss. Manoel e Sobel.
Domingo 2. depois do Espirito Santo, S54
[.Leoncio Tribuno e Theodulo mm.
2C

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PARTE OFFICIAL
QOVEBNO DA PROVINCIA.
T*>linn do a 8 da juho.
Oflicio. Ao Exm. presidente do Para, acen-
sando recibido os rxemplare que S. Ex. remetteu
do* acto* promulgados pela assebla legislativa
daquella provincia na sua sessao ordinaria do auno
prximo panado e bem asim dos de 1838 que fo-
ram reimpressos. Remelleram-se dous dos men-
cionada cxemplares ao director do lycu para ser
archivado na bibliotlieca desla cidade.
Dito. Ao Exia. marechal commandaulo das
armas, Irausraillindo para que lenham o conveni-
ente destino as retardes das alterares que tiveram
as pravas que perlencendo ao 10 batalhao de in-
fantMa, acham-se addidas ao meio batalhao dPa-
rahiba.
Dita. Ao inspector da thesouraria de fazenda,
inteirando-o de haver em vista de sua informac.Ho,
defirido o requerimento em que a viuva e Dlhos de-
Antonio Jos Texeira Bastos, pedir emlicenca para
vender por 7009000 rs., a Joaquim Pereira Ramos,
setenta palmos de alagado, que fazem parte do de
numero 332 A na travessa da roa Imperial.
Dito. *- Ao mesmo rommunicando, que o Exm.
presidente do Par partiripou haver expedido as
convenientes ordens para ser aquella thesouraria
indemuisada daquaotia de 8988200 rs., importan-
cia dos selins e mais objeclos que foram remctlidus
para a mencionada provincia.
Dito. Ao mesmo devolvendo o reqnerimento
em que o lenle reformado Francisco de Paula Mei-
ra Lina, pede pagamento de seu ordenado como
rteiro do conselho administrativo a lim de que S.
proceda a respeito nos termos de sua informa-
ste.
Dilo. Ao mesmo inteirando-o de haver o ba-
charel Abilio Jos Tavares, parlicidando que no dia
3 do correnle entrara no exercicio do cargo de juiz
de orphos deile termo, para o qual Tora nomeado
por decreto de 5 de abril ultimo. Igual coro-
municacao se fea ao conselheiro presidente da re-
lacio.
Dito. Ao commandante da estatu naval para
mandar por em liberdade o recruts de marinlia Mi-
guel Fraterno Nuoes Machado.Communicou-se ao
chefe de polica.
Dito. An juiz de direilo do Brejo' dizendo
que com a copia que remelle do parecer do conse-
lheiro presidente da relacao, responde arr oflicioem
que S. me. pede esclarecimenlos acerca do processo
instaurado conli-a o carceriro da "cadeia de Cimbres
Jos BomGm Mendes Leal, pela Tuga de alguos re-
, trillas qae fe acham na mesma cadeia.
Dito- Ao director do arsenal de guerra, re-
commeodando queapenaschegue ao porto desla c-
dade o brigue escuna Laura, procedente do Mara-
nhao, mande S. me. receber a seu bordo e reco-
iher aes armtzens daquelle arsenal, disposic.au do
Exm. marechal commandante das armas, dez cai-
xes e um cofre que foram remedidos pelo Exm.
pmidcRte dalli.Participeu-se ao referido mare-
chal.
Dito. Ao inspector da thesouraria provincial,
inteiraodo-o de haver concedido a autorisafao que
pedio o director das obras publicas para comorar
para a obra da casa de detencao 25,000 prego' de
ferro a 14JW00 rs. o milheiro, quatro dalias de la-
boas de assoalho de lonro a 408000 rs. a duzia,
doas pendras de rame a 79000 rs. cadauma e qua-
lro pranches de louroa 118000 ts. calla um.0(11-
ciou-se oeste sentido ao referida director.
Dito. Ao commandante do corpo de policia,
para mandar apresentar ao lenle Raymuudo Re-
migio de Mello, a bordo do vapor Jotephina, urna
escolta composta de pracas daquelle corpo para guar-
dar durante a estada aqu do mesmo vapor os re-
crulas que se acham com deslino corle.
Dilo. Ao commandante superior da guarda
nacional do municipio do Recife, recommendando a
expedido de suas ordens para que sejjm dispensa-
dos do servico activo da mesma gurda nacional em
quanloestiverem servindo os lugares de inspectores
de quarleires na freguezia do Santo Antonio,
Adriano Rabello da. Silva, Julio Cesar Pereira da
Rocha, Joao Neporouceoo Velloso de Azevedo e
Manoe) Jos Soares de Avellar Juuior. Commu-
nicou-se ao chefe de policia.
Portara. Ao agente da companhia das barcas
de vapor, para mandar transportar para a edite no
vapor que acaba de chegar do norte o lente Ti-
moleao Peres de Albuquerque Maranhao com sua
familia, o capitao Andr Acciole Pindeiro e oalfe-
res Antonio Alves Feitoza.Communicou-se ao ma-
rechal commandante das armas e oflkiou-se the-
souraria de fazenda para mandar pasear guias de
soccorrimenlo a esses ofliciaes.
Dito. Ao mesmo recommendando a expedirlo
de suas ordens para que sejam transportados no va-
por Josephina para a provincia das Alagoas i dis-
posicSo do Exm. presideDle daquella provincia os
caixetes com arligos de fardamento que o director
de arsenal de guerra houver de rcmclter para bor-
do do mesmo vapor. Communicou-se ao supra-
dito director.
Dita. Ao mesmo, para mandar dar passagem
no vapor que se espera do sal, ao capitao Antonio
Manoel de Oliveira Bastos com sua familia e aos al-
tere Manrique Jos Borges Soy do e Jo,io Caelano
Pereira quo seguem, o primeiro para o Maranhao,
o segundo para a Parahiba e o.lerceiro para o Cea-
r. Ofllcion-se thesouraria de fazenda para pas-
ear guia de soccorrimenlo a esses|efliciaes e partici-
pou-se lodo ao marechal commandante das armas.
Dita. Demiltindoa bem do servico publico
Joaquim Bazilio de Barros, da cargo de subdelegado
da freguezia do Altiulm.FReram-se a respeito as
necessarias communkases.
9
OflicioAo Exm. marechal commandante das ar-
mas, inteirando-o de haver aulorisado ao inspector
da thesouraria de fazenda, a mandar indemnisar o
altores Manoel de Azevedo do Nascimenlo, da quin-
til de que traa oflicio de S. Ew. no caso de es-
tarem nos tormos legaes, os recibos qoe acompaoda-
ram ao citado oflicio.
DiloAo mesmo, declarando em vista de sua in-
formaran, que concede nos termos dos avisos do
ministerio da guerra de 16 de ootuhro de 1846 e 28
de Janeiro de 1853, os 3 mezes de licenca que a junta
medica iiilga necessario para o 2 sargento da com-
panhia fia de ravallaria desla provincia JeSo Sabi-
no Vieira cuidar de sua saude.
DitoAo mesmo, recommendando a expedirlo de
suas ordens, para que um dos corpos de 1 linlia
presto no dia 15do corrente i hora do costume urna
guarda de honra com bandeira a musica, para as-
sistir festa do orago na igreja matriz da freguezia
de S. Antonio, devendo a referida guarda dar as
descargas do eslylo, paja que Iheser furnecldo pela
respeclwavtrmandade fcioii-soao director do arsenal de guerra para for-
necero cartuxame de que se trata mediante a com-
pleme indemnisacao. MaUts^kidlHSi
DitoAo inspector da thesouraria de fazenda,
transmiltindo para os convenientes exames copia da
acia do couselho admioislralito datada de 29 de raaio
ultimo.
DitoAo r itrio, para mandar adiantar nos ter-
mos da lei, tras mezes de sold ao capitao ltima-
mente promovido Antonio Manoel de OliveM B<
tosParticipou-e ao marechal commandante das
armas.
DiloAo juiz .relator da junta de jaslica, trans-
miltindo, para serem relatadas em sessao da mesma
junta, os procesaos feitos aos soldados Antonio Jos
Thumaz e Amaro Ferreira, esle do 9 batalhilo de
infanlaria e aquelle do 2" da-mesma arma.Parli-
eipoo-se ab marechal commandante das armas.
DiloAo director do cotlegio dos orphaos, dizen-
do quo vio as escripias que Smc. remetteu de 17 or-
phaos d'aquelle colleaio.e que espera do seu zelo que
promova todo o adianlamenlo dos educandos do
mesmo coltegio.
PoriariaAo agento da companhia das barcas de
vapor, recommendando expedidlo de suas ordens,
para que sejaul transportados para a Baha casta do
governo no Pereira, Euzebio Martina e Jos da Costa e para as
Alagoas, os soldados Joaquim Lopes Raio, JoSo
Evangelista, Francisco Rozendo dos Prazeres e An-
tonio Venancio da Rocha, ficando sem efleito as por-
taras expedidas em 31 de maio ultimo, enpi. do
correnle acerca do deserto/ Jos da Cosa e do solda-
do Antonio Venancio da Rocha acim.a mencionado.
1 Fizeram-se a respeilo as necesiar'as communica-
Ses.
DitaAo mesmo, recommendando' que mande
dar transporto para a corle por conla do governo do
vapor Jozefina ao ex-cadete Pedro Peres da Silvei-
ra Canto, que leve baixa do serviro do exercito.
DilaO presidente da provincia, atlendeodo ao
que Ihe requeren o paisano Joaquim do Rosario dol
Nascimenlo, resnlve qoe seja elle admitlido ao ser-
vido do exercito, como voluntario por lempo de seis
annos, contados do dia em que se verificar o sea en-
(ajmenlo, visto ter sido julgado apio para o mes-
;ao servico, abonando-se-llie, alem dos vencimentos
que por lei Ihe competirem, o premio de Iresentos
mil rs. que Ihe aerao pagos nos termos do regula-
menln de 14 de. dezembro de 1852.Fizeram-se as
necessarias conimunicacfles,
A p pe I a n le Antonio Lope* de Queiroz; appellado
Jos Francisco de Sampio.
fetisves.
Recurso de revista do Rio da Janeiro.
Fassou do Sr. desembargador Souza ao Sr. de-
sembargadnr Rebello o seguinle recurso em que
sSo :
Recorrentes o Exm. conselheiro Cassiano Speridiao
de Mello e Mallos e sua mulher; recorridos Ma-
ano Procopio Ferreira Lages e sua mulher.
Appellarses crmes.
Passou do Sr. desembargador Leo ao Sr. desem-
bargador Souza a seguinle appellarao em que sao :
Appellante o pronaalnr publico ; appellado Miqui-
lino dos Passos Moreira.
Passon do Sr. desembareador Souza ao Sr. de-
sembargador Rebello a'seguinle appellacao em que
sao :
Appellante o bacharel Leocadio Cabral Raposo da
1 Cmara ; appellado o Dr. juiz de direito da comar-
ca do Ass no Rio Grande do Norte.
Passaram do Sr. desembargador Telles ao Sr. de-
INTERIOR.
HIO BE JJUEIBO
CAIARA DOS SR$- DEPUTADOS-
Dia 19 a xaalo.
Pelas lOhoras a 55 minutos da manliau, feita a (lla-
mada e acliando-se reunido omero sufliciente de
membros, abre-se a sessao a depois de lida e appro-
vada a. acta da antecedente, o 1. secrefario d conla
do segointe expediente :
Um oflicio do ministro da Juslica, devolvendo o
requerimento de Joaquina Jos Moreira Maia, ofli-
cial-maior da secretaria quera fez a requisicao.
Do mesmo,, remetiendo o requerimento em que a
regento e freirs recolhidas do convenio do San tis-
sembargador Pereira Monteiro as seguinles appella-l simo Curaran de Jess, da vila de Igurass, da
TRIBUNAL DA RELACAO'.
SESSAO" DE 12 DE JUNHO DE 185.
> As 10 horas da manhaa achamlo-se prsenles os
t^OLHETIM.
DI CONT DE FVDA.
'i-xa*, i.
POR LUIREACO P1C1I1T.
"ea
( Continuar ao )
II.
N&o me chamo tenhor, porm Animal.
LaBelleeUBete.
Paulo Cheooise nao sabia viver sem prodisalida-
de, aeu thetouro. bem como um talismn, conscr-
vava-o moco, bello e brilhanle a despeito dos anuos.
Assim anpprimldo o laxo, envelhe%u repenlinamen-
te, e suecumbio aS desespero. O ouro tinha sido to-
da a ua forea, e o espirito e o coracao nao Ihe for-
neciam nenhum recurso. Nenhum senlimento, ne-
nhuma idea poda reauima-lo, eslava dessecado. A
agua fecunda a Ierra, e nio faz mais do que molhar
a'areia ; assim a vida lornava-se estril como um
deserto, lima tristeza ioconsolavel apoderou-sedel-
%r Dos prazeres, dos amores, e das felas sresla-
vam-lhe lembrancas envenenadas. Assim como um
cadver devorado : pelo arsnico, sua existencia fura
roda pelo fausto. Seanalysavauma paixao, urna ter-
nura, logo as fibras do senlimento que procurava
achavam-seamalgamadas com o dinheiro. Esse ve-
neno terrivel deixava vestigio por toda a parle. Al
a generosidades fortuitas que semera davam-lhe
consolarao a alma; porque eram o fruto da vaidade :
o bem intil pertence ao esquecimenlo. Urna vergo-
nha humilhanic, um remoreo invejoso inflingiam a
Paulo Chenoise longo supplicio.
A desgrana liavia querido que pedisse reforma em
1830. Se livesse ficado no servido, as ficedes solem-
nes da bandeira e da profiuao leriain salvo esse espi-
rilo fraco, e accessivel s baixas tentarOes, e,sem vi-
ver irreprehensWelmenle, elle lea rescatado as cx-
Iravagancias de sua nalorcza com proezas militares.
Paulo Clienoise voltando vida ordinaria, devia
satiifazeriuna honra mais rigorosa qQe admitle pou-
<:os mimosos, e loma conlas severas. Ew persona-
lidade estrepitosa e ostentadora detaaparecen um
dia, ludo sossobrouao mesmo lempo, e como um
menino confuso, o auligo ofRcial vollou para junto
da mai enfadado, e prompto para eomecar outra vez
logo que se oflerecesse a primeira oecasiao.
Mr. Chenoise mostrara ler mais de quarenla an-
no, o cabellos iaro-se-lhe tornando raros, o corpo
arqueava-se, e a barba, a qual Irazia moda militar
linlia embrauquecMo desde o desastre. bello p>
copin ua legenda de Vctor Hugo cunaerva a moci
dade, grabas a um collar mgico; mas em um acces-
so de desespero lanca talismn longe de si e enve-
iheeaet um segundo lodos os annos que o encanto
haviavlhe tirado. *
. _______________a ___________;
Vide Diario n. 137
Srs. desembargadores Bastos, LeSo, Souza, Rebello,
Luna Freir, Telles, Pereira Monteiro, Valle e
Santiago, o Sr. presidente declara aberla a scssSe
na forma da lei.
EXPEDIENTE.
Foi lldo em sessao nm oflicio da presidencia da
provincia, em que communicava haver no dia 22 do
mez findo, reassumido a vara de juiz municipal e
orphaos de Bonito, o bacharel Delfino Augusto Ca-
vaicanti de Albuquerque. l'oi aecusado o recebi-
mento efic'ou-se entendido.'
Idem^ comuiuiiicando, que no dia 27 do mez ul-
limo, reassumio o exercicio do lugar de joiz munici-
pal ede orphaos de Cimbres, Miguel Afchanjo Mon-
teiro de Andrade.Ficou-se sciehte.
dem, que no dia 3 do corrente enlrra em exer-
cicio do lugar de juiz de orphaos desla cidade, o ba-
charel Abilio Jos Tavares da Silva,
dem, communreando, que no da 2 do correnle,
entrara em exercicio do logar de promotor publico
desla cidade, o bacharel Antonio Luiz Cavnlcanti
de Albuquerque.Ficou-se sciente e respondeu-se.
dem, do juiz de orphaos, o bacharel Abilio Jos
Tavares da Silva, rommunicando, que no dia 3 do
corrente mez tomara conla do lugar de juiz de or-
phaos, para que fdra nomeado.Ficou-se iuleirado.
Julqamentoa.
, Appeliatoes crimes.
Appellante o Dr. promotor ; appellado JoSo Correa
da Cosa.Julgoo-se improcedente a appellarao e
confirmaram a sentenca appellada.
Aggravos de pelicao.
Aggravanle Manoel Pereira de Lemos; aggravado
Antonio Baptista Ribeiro de Paras.Negou-se
provimenlo ao aEgravo.
Aggravanles Manoel Pires Ferreira e outros; aggra-
vado Luiz Pires Ferreira como administrador da
sua lilh menor I). Elvira de Moraes Pire Fer-
reira.Deu-se provimenlo aoaggravo.
Deghacoet. .
Appeliatoes civeis.
Appellantes os herdeiros do finado Caelano Pereira
(ioncalves da Cunha ; appellado Christovao Dio-
nizio de Barros, por si e como administrador de
seus lillios.
Appellante Jo3o Vieira da Cunha ; appellado Joo
Rodrigues de Freilas. .
Appellante a cmara municipal do Aracaty ; appel-
lado Antonio Nogueira de Souza.
Appellante Antonio dos Santos Vital ; appellado
Antonio da Silva Acrioly.
Appellante F'rancisco Antonio de Carvalho Siquei-
ra ; appellado Joaquim Duarle Pinto e Silva.
Appellantes Manoel Pires Ferreira e oulros ; appel-
lado Urbano Pereira da Silva.
ApDellanle ojuizo ; appellado Francisco de Souza
Barbosa.
-------------------:---------;_________^
toes em que sao :
Appellante o Dr. juiz de direilo; appellado Thomaz
Francisco de Goes.
Appellanle o Dr. juiz de direito ; appellado Pedro
Antonio de Moraes. i
Passou do Sr. desembaraador Pereira Monteiro ao
Sr. desembargador Valle a segointe appellacao em
que sao:
Appellanle o juizo ; appellado Antonio Manoel
AbrAo.
Passaram do Sr. desembargador Bastos ao Sr. de-
sembargador Leao as seguinles appellaces em que
sao :
Appellallle Manoel Francisco da Silva ; appellado
Antonio Jos Ferreira.
Appellante Vicente Jos de Brito ; appellado o jui-
zo do feitos.
Appellante Gmenle Jos Ferreira da Costa ; ap-
pellada D. Mara Joaquina Moreira.
Appellanle Diogo Jos Pinto Cabral ; appeUado
Joao Luiz do Santos & Companhia.
Appellanle JoSo Antonio dos Santas.Aodrade; ap-
pellado Jlo Cardoso de Mesquila.
Passaram do Sr. desembargador Leo ao Sr. de-
sembargador Souza as seguinles appellaces em que
sao: .
Appellanle Diogo Jos Leite GuimirSes; appellado
Joao da Silva Braga.
Appellanle Jos Rodrigues do Passo; appeUado Joao
Cardoso Ayrcs.
Appellante Jos Jacome de Araujo : appellada Um-
beliua Candida de Mello.
Appellanle Felicia Francisca de Jess; appellado
Manoel Ballhasar Pereira Diogenes.
Appellanle Gaspar Pereira de Oliveira Barros ; ap-
pellado Antonio Peres do Nascimenlo.
Passaram do Sr. desembargudor Souza ao Sr. de-
sembargador Rebello as seguinles appellaces em
que sao:
Appellantes Caelano da Cosa Moreira e outros ; ap-
pellados Deane Yoole & Companhia e outros.
Appellante Joaquim Alves Barbosa ; appellado
Paulo Jos-Gomes c sua mulher.
Passaram do Sr. desembargador Rebello ao Sr.
desembargador Luna Freir as seguinles appellaces
ero que sao:
Appellantes Lourenco Jos de Figneiredo e sua mo-
Ihec; appellados Francisco de Paula Buarque e
sua mulher,
Appellantes a viuva e filhos do finado Agosllnho
lienriqnes da Sirva ; appellado Gabriel Antonio.
Appellantes Pedro Jos Rodrigues e sua mulher
mar urna deliberarlo geral que abrangesse todas as
quesloes.
Sem que enancie a minlia opiailo por ora sobre
o todo do projeclo, direi apenas que me parece sa-
lular a sua diiposijao cardial. Enlendo que pode-
r ser combinado com a lei das Ierras e regulamen-
tos respectivos, de modo que nao haja complicarlo
as di a que me refer. Nao duvido pois pedir i casa que
adi por alguna dia o mesmo projeclo. Enlrvtonto
npellados Jos Ignacio Soacaa Ferreira a uos eslejam sujeilos.
provincia de Pernambuco, fazeodo sentir o estado
de ruina em que se acha dito convenio,, pedem
urna quota pecuniaria dos cofres geraes para o re-
pararen!.A' commissSo de fazenda.
Do da guerra, dando as informacOes exigidas pela
cmara acerca do requerimento do lenenle-corouel
Ignacio Joaquim Pilombo.A' commissao de roari-
nha e guerra..
Um requerimento de Manoel Rodrigues Borges,
pedindo que se consigne fundos para pagamento de
sua descobrta de fazer cha Pekoe.A' segunda
commissaode orcaroeato.
De Francisca Leopoldina Monteiro da Franca,
viuva do major de primet^a-lioha Francisco Xavier
Monteiro da Franca, pe ylo io meio sold de seu
nado marido.A' coi]km3o de pensoes e orde-
nados. .
De Paulino Franklin de Amaral, pedindo poder
fazer exame rame do 1 anno da escola de medicina
do Rio de Janeiro, que freqoenta sem ser matricula-
do.A'commissao de inslrucco publica.
Do Dr. Carlos Petrasi, natural do grao-ducado de
Mecklemburg Slrelitz, pedindo dispensa do lempo
que Ihe falta para ser naluralisado.A' commissao
de constiluictao e poderes.
. De Luiz Beaurepaire Roban, lente do eslado-
maior de segunda classe, pedindo passegem para
um dos corpos de infanlaria.A' commissao de ma-
rinha e guerra.
Do major graduado JoSo Homem Gnedes Portilho.
pedindo melhoramcnlo de reforma."'A commissao
de marinha e guerra.
Pastando i primeira parte da ordem do dia, sao
lidos, julgados objeclos de'deliberacao e vio a im-
primir para entrar na ordem dos trabalhos os se-
guinles projectos, fazendo o autor do ultimo varias
conslderacoes para o justificar :
A assembla geral legislativa decreta :
Artigo nico. Nenhuma disposisSO da legisla-
ban vigente autorisa o castigo de pranchadas e qoal-
quer oolro de semelhanto natureza nos guardas na-
cionaes, seja qual fr o servido e regulamenlo a que
appellados Antonio Jos
Appellantes JoSo Jos Botelho e sua mulher; ap-
pellados D. Antonia Francisca de Oliveira a An-
tonio Xavier Monteiro da Franca.
Appellanle Eslevao Cavalcanli de Albuquerque;
appellados Satyro Pereira Lima e sua mulher.
Appellantes Antonio Joaquim Rodricues e sua mu-
lher ; appellado Theodoro Francisco de Paula.
Passaram do Sr. desembargador. Luna Freir ao
Sr. desembargador Telles as seguinles appellacSes
em que sao:
Appellanle Viclor Laine
Pereira e outros.
Appellanle Paulo Caelano de Albuquerque; ap-
pellado ojuizo da fazenda.
Passaram do Sr. desembargador Telles ao Sr. de-
sembargador Pereira Monteiro as seguintes appella-
ces em que sao :
Appellante Jos Antonio Bastos ; appellado o juizo.
Appellanle Galdino Joa Jacinlho da Cunha; ap-
pellado Jos Marlins Pedra.
Appellante Sebastio Antonio Paes Brrelo; appel-
lado Jos Luiz de Andrade Lima.
Appellante Antonio Joaquim de Sooza Ribeiro ;
appellada D. Thereza Goncalves de Jess Azevedo.
Passaram do Sr. desembargador Pereira Monteiro
ao Sr. desembargador Valle as seguinles appellaces
em que sao:
Appellanle Manoel Jos de Magalhacs Bastos; ap-
pellados os herdeiros de Joao Antonio Marlins
Novaos. "
Appellanle Manoel Jos Ferreira Guimares ; ap-
pellados Deane Tnu le & Companhia.
Appellanle Jos Braz Pinto Vianna ; appellada Ma-
ra Joaquina deSanfAnna.
Appellante Jos Tavares de Araujo Cail; appellados
1-irmiano Soares Vilella e outros.
Passaram do Sr. desembargador Valle ao Sr. de-
sembargador Santiago as seguinles appellaces ero
que sao:
Appellantes Joan Rufino Ferreira e sua mulher ;
appellado Antonio Paulo do Monte.
Appellanle Antonio, da Cunha Soares Guimares ;
appellado o solicitador dos residuos.
Appellanle Joao Francisco Barbosa Cordeiro ; ap-
pellados Francisco Rodrigues Tavares e sua mu-
lher.
Nao foram julgados os dentis feitos com dia as-
signado por haver fallado a sessao o Sr. desembar-
gador Villares.
Levanlou-se a sessao a 1 hora da tarde.
Assim aconlcceu a Paulo. Tudo deixava-o ao mes-
mo lempo, e s res la va um homem de semblante as-
saz caracterisado sem elevar.au, um typo de soldado
reformado, que pertencia d'ahi em diante ociosi-
dade e ao esquecimeuto.
Depois da queda, Paulo foi morar com mai.
Madama Chenoise levava-o a toda a parto onde ia,
e desta manira o elegante airuinado leve entrada
na casa de madama de Murvieil. Seu nome infunda
respeilo, os sacrificios pecuniarios do pai valiam um
titulo de nohreza, a o desmoronamenlo de sua ri-
queza podia deixar crer que os restos recomidos eram
de alguma importancia.
Vendo Brunissende em casa de madama de Mur-
vieil, Paulo poz nella a mira. Desposa-la ou seduzi-
la era o mesmo para esse homem sem escrpulos.
As virludes pdicas, a elevacao do coracaoe do pen-
samenlo, tudo o que distingua a moca escapou a
esse ente grosseiro, o qual s vio-lhe a formosura.
Desde os primeirns dias Brunissende concebeu urna
especie de repugnancia para com esse homem ; po-
rm madama de Murvieil, inconsiderada e ingeuua
como sempre foi, goslava muilo das historias com-
muns e da conversarlo vulgar de Paulo Chenoise, o
qual lomava esses seres como divertimentoa de
guarnidlo, onde recreiam-se os pais para agradar as
filhas.
Urna certa-elegancia rcslava a esse homem, ele-
gancia de grande espectculo, sustentada por vestua-
rios atrevidos, por modas excessivas. O bello Pauto
devia agradar fcilmente a urna rapariguinha de
collcgio curiosa de conhecer um seductor, de quem
ouvia fallar em voz baixa, um ente enervado, ar-
ruinado pelas mulheres, especie de Don Juan, cuja
historia gordurosa aluga-se a qualro sidos por da
nos gabinetes de leilura. Labios puros e ingeDuos
terinm podido sondar heijos consoladores e refrige1-
ranles dados nessa fronte devastada.; mas Brunissen-
de dominava essas tentai;oes perigosas. As hervas
laucas deixam-se qncimar pelo sol, o golfau e o li-
rio aquatico conserva ni a frescura debaixo dos raios
mais abrazadores.
Desde o primeiro dia de sua entrada na casa, Pau-
lo Chcnoi o vocabulario absurdo e inspido dos amantes est-
pidos e dos namorados de acaso. Comprimentos
cheios de lolices, cxagcrae/>es empoladas, assiduida-
des indiscretas, ludo elle esgolou.
A mo<;a suportou essas sabularias com bastante
paciencia como vindas de nm homem mal educado
e ridiculo ; elle porm julgou que Iratava com urna
tola, e procurou adiantar-se cm mais presteza. To-
mava as mos de Brunissende com familiaridade,
mislurava cora suas palavras grosseiros gracejos, e
da va,toda a iiberdade aos hbitos do soldado.
Tudo isso passava-se perante as lestemunhas or-
dinarias, as quaes s viam ahi a rude franqueza de
um militar, e como Chenoise linha bastante finura
para orcullar suas nlen<6es debaixo iln apparencias
de folguedo e de iiidilferen^a, todos riam desse briu-
quedo terrivel. riam do embaraco de Brunisseude,
de seu despeo, de sua frieza e de seu supplicio.
n Paco da cmara dos Sis. rfeputads^ 19 de" malo
de 18">4. D. FrancUco Balthazar da Stlceira.
A assembla geral legislativa decreta :
n Artigo 1. Os caixeiros brasileiros que pre-
sentaren) bons alteslados dos seus pairees ficam isen-
los do recrutamenlo para o exercito ou marinha.
o Art. 2. Ficam os mesmo igualmente isentos
do servico activo da guarda nacional.
Art. 3. Revogam-se todas as dispisices em
contraro.
Par^o da cmara dos Srs. depulados 19 de maio
de 1854.D. Francisco Ballhasar da Silceira.-.
A assembla geral legislativa decreta :
Artigo nico. A disposicao do 3 do art. 1
da lei de 6 de setembro de 1852 fiea extensiva aoi
ttulos de arrendamento de ros caudalosos ou de
diflicil cxplora^ao.
Pa;o da cmara dos depulados 19 de maio de
1854.Francco de Paula Sanios.
O Sr. F. Oclaviano chama a alienlo da commis-
sao de estatislica para um projeclo que existe na
casa desde 1843 desannexando da provincia de S.
Paulo e encorporando na do Rio de Janeiro um mu-
nicipio daquella enclavado nesta.
Pnssando segunda parle da ordem do dia, pro-
cede-e i volado do requerimento do Sr.Paula Can-
dido para que seja remetlido segunda commissao
do orrameto o projeclo n. 131 do anno passado.que
augmenta os vencimentos dos empregados da admi-
nistra r,lo do correio e he apprqvado.,
Enlra em primeira discussao o seguinle projeclo:
a Artigo nico. O governo fica aulorisado a man-
dar pagar ao baro de Ilapicur-Mirim e ao conse-
lheiro Antonio Manoel de Mello as quanlias de que
sao credores, resultantes das gralilicarOes que nao
receberam como directores da fabrica de ferro de S.
Joao de Ypanema.
Paro da cmara 12 de setembro de 1853.Jos
Antonio de Magalhaes Castro. J.. M. Figueira
de Mello, o
O Sr. Paula Candido propfie que sejam dispensa
Um horror instinctivo torna va esse hornera insu-
portavel mora. Nao se diz urna mai o que ella
devra adevinhar. Madama de Murvieil, com sua
alma simples e altiva, era ingenua como urna meni-
na. A lilhaera para ella como um ente extraordi-
nario, cojos amores deyiam ser sobrehumanos^que
vivia debaixe da proleccao de fadas herldicas cha-
madas KeligiOo e Nobreza, e taja virlude era Uto
invencivel como um castelio feudal situadolobre
urna mqntanha ingrime. Brunisseude veodo-se so-
si n ha para a defeza, e rUtoquerendo causar escn-
dalo com seus temores evilava esse perseguidor bru-
tal assim como urna rosa halaura-se para escapar
de um mo insecto.
Felizmente nessa lula silenciosa o pobre mora nao
eslava sosinha. Ura amigo discreto, sem auloridade,
e sem direilo para protege-la espreitava paciento-
mente as audacias do tentador, indagava-lde a con-
ducta, e por urna inepcia adecda malograva os pro-
jectos de Paulo Chenoise.
Esse protector invisivel era Frederico. Assiduo e
complceme com o anligo oflicial, elle empiegava
todos os meios para desviar suas imporlunaces de
Brunissende.
Ninguem Ihe teria suspeitado cssa intencSo po-
rm em sua presenra a moca ficava livre. Pauto cer-
cado pelo escrevente concebeu odio por esse amigo
ncomniodo. Frederico bem sabia diso ; mas nao
faziacaso; porquanto prehenchidoseu firo, pouco Ihe
imporlava o mais. Semelhaiite a esses genios secun-
darios que nao' podem impedir o mal, mas que pa-
ralysam-lhea aejao. Ellegaslava suas humildes for-
ras em mallograr os planos de Chenoise. Usar de
subterfugios, recorrer a meios oceultos repugnava a
sua natureza franca ; mas a forra era-lhe prohibi-
da, nada o aulorisava para a guerra aberta, e seu
titulo de amigo nao o apoiava sflicienlemente.
Quaudosen amor derlarava-see querafazer-se cam-
peao de Brunissende elle responda :
Nao toque na rainda. Reslava-lde pois fazer
por sua paixao o que Bruto e Lorenziao fizeram pe-
la liberdade: represenlava um papel.
O dia seguinle ao em que o velho marquez de Se-
nevnis fdra pedir a mao de Brunisseude, era um do-
mingo. Frederico sabio de manhaa, e chegous dez
horas na oflicina de seu amigo Antonio Bleru, situ-
ada do alto do bairro Sainl-ouor: A casa erauc-
cupada por uro collegip de moras, por uin meslre de
armas, e pelo artista para cojo aposento vamos.
Atravessando um grande pateo, seguia-sedepois urna
alea estreila, e enlrava-se em urna vasta sala allu-
miada e cheia de esbocos, e trabalhos comerados.
Um largo divn de velludo usado, ealgumasca-
deiras desemparelhadas mobiliavam essa oflicina.
Um fogao de metal.fundido aqueria-a no invern, e
um pequeo jardim annexo dava-lhe ar e frescura
no verao. Em cima de urna mesa liavia fumo, ca-
chimbos e alguna livros.
Frederico achou o amigo Irabalhando em urna
grande estatua que havia de recompensar no anno
seguinle com um pouco de gloria um longo traba-
Ido, e urna paciencia corajosa.
das as duas diicusses desle projeclo afim de que te-
nhasement urna, allegando ser a materia de juslira
clamorosa, islo he, sidos alrazados que cahiriam em
exercicios lindos ; alm de que achando-se urna das
herdeiras do fallecido barSo, sua filha, em circuras-
tancias desfavoraveis, pedia a eqoidade da cmara
que se beneGciaesse cssa desgranada orpha.
A cmara approva o requerimento do Sr. Paula
Candido, sendo tamhcm depois approvado o projeclo
sem debate e em escrutinio secreto por 52 votos
contra 6.
Entra em segunda discussao o projeclo n. 41 de
1853 que annexa ao patrimonio das cmaras nuini-
cipaes em cujo municipio forcm sitas as Ierras de
Indios de aldea ou missoes.
O Sr. Ferraz : Julgo necessarie que se nao to-
me deliberacao alguma sobre o presento projeclo sem
que oucamosa opiniao do nobre ministro do impe-
rio, aliento que sua materia entende com a execu-
S3o da lei das Ierras.
Os Indios linham para sua Altura por concessSo
de diferentes leisou por anliga posse eerlos terre-
nos.' Esses terrenos ou Um sido aprnveilados por el-
les.ou lera sido usurpados por particulares. Na pro-
vincia do Cear, por exemplo, honre ha bem pouco
lempo urna orando demanda por parle dos Indios
contra alguns individuos que se qneriam apossar de
seus terrenos ; vencida essa lidepor ordem do the-
souro ou por oulro qualquer molivo que agora nao
me cumpre indagar, e de que rae nao lembro hem,
foram esses terrenos annexados aos proprios na-
cionaes
Anda ama outra quesio na mesma provincia se
suscito. O municipio de Mecejana nba nm tor
reno que fazia parle do patrimonio da cmara mu-
nicipal ; a assembla provincial acabou com a villa
de Mecejana e mandou encorporar ao seas proprios
esse terreno. Por parle da fazenda geral se propoz
urna acrao de reivindicarlo. Essa accSo corren os
seus termos, e por decisao da relacao de Pernam-
buco se considerou proprio da fazenda publica ge-
ral esse terreno.
Em minha opiniao os terrenos pertencentes
ao patrimonio das cmaras municipaes extinc-
tas devem pasear para as cmaras municipaes
existentes, para aquellas a cujo territorio se anne-
xou o da cmara municipal exlincla, porque laes
terrenos san dados para fazer face s desperas do
municipio, despezas que coosistem em obra publi-
cas e outros trabalhos para o bem commum do mu-
nicipio. ,
Ora, para raim neste ponto nao ha duvida ; ha
dnvida porem no que toca aos terrenos dos Indios
que estavam na sua posse e usufructo.' En creio
que depois da lei das trras, nos devemos esperar
por qualquer preparativo do governo a esle respei-
lo, porque esses ttulos hao de ser reconhecidoS pe-
la autoridade competente, e depois se lhes dave dar
deslino em conformidade da mesma lei. He por is-
so que desejava ouvir ao nobre ministro do imperio,
para que sobre esla materia podessemos dar m vo-
l csclarecloo.
O Sr. Pedreira ( ministro do imperio ) : Sr.
presidente, procurarei satisfazer ao nobre depulado
Que lia necessidade de tomar-se alguma deliberarlo
acerca do destino que devam ter os terrenos que fo-
ram (concedidos para patrimonio dos Indios, e que
hoje so acham desaproveitados por estes, nao. ha
a menor duvida. Todos recundecem esla necessida-
de. Como o nobre deputado mesmo acabou de pon-
derar, ha urna verdadeira confusao a esle respeilo
fapoiados) ; nao se pode discriminar quaes sao os
terrenos que devam perlencer ao patrimonio dos In-
dios, quaes os aproveitados. quaes nao. Acresce
que grande parl dos Indios csto hoje confundidos
na massa geral da populacao, ja por casamenlos, ja
por oulras circumstancias; oulros sao ja descenden-
tes em 3.a ou 4.' geraco dos primeiro Indios a
quem foram concedidas torras ; lem havido muita
usurparlo da maior parle desse torreos, que lem
sido invadidos por particulares que delles se apossa-
ram indevidamenle.
Quando presidente da provincia do Rio de Janei-
ro, mereceu-me esle objecto muilo particular at-
tenrau. Nao pude porem chegar a urna solurao sa-
lisfatoria. A cmara sabe que em 1850 votou-se
aqu a lei das Ierras, c quando se (eve de-tratar da
sua execucao, oSr. viscondedeMonfAlegre, entao
ministro do imperio, expedio urna circular aos pre-
sidentes de provincia, declarando que os terrenos
dos Indios qae nao fossm aproveitados por elle fl-
cassem considerados como devolvidos ao dominio
nacional para serem distribuidos segundo as forma-
lidades exigidas pela lei das torras. Sao estas, se-
gundo creio, as palavras da circular. Esla porem
aioda nao teve execucao. Na le das Ierras e no
regulamenlo respectivo alguma eoasa se dispe a
respeito de terrenos das aldeias, a maneira de dis-
tribui-los, ele. Diversas quesloes ha pendentes no
ministerio do imperio, sobre este objecto : mandei
algumasdestas quesloes reparlirao geral das Ier-
ras, oulras seceso do cunselho de estado dos nego-
cio do imperio, e aguardava as ceMtullas para to-1 vinle annos, e havendo sobre ella lanos escla-
o gaverno'^e formular alguma coosa a este res* aae n!, P"dera existir em vista do que dase o hon-
Antonio, joven e frvido, linha no Irage e uos h-
bitos do corpo toda a audacia do espirito. Os ca-
bellos pretos e crespos formavam-Ihe urna moita co-
pada em cima da cabera. Sua fronte carregada de
desdem para os entes vulgares que servem de enchi-
mento sobre a Ierra, carregava-se i visla do burguez,
e entrelinha a hoslilidade entre os mancebos razoa-
veis e limitado que se chamara philistins na Alle-
manha e a raja- turbulenta dos estudantes e dos ar-
tistas. Seus olhos uegros cheios de brandura e de
intelligencia achavam-se era supplicio na presenta
dos profanos ; as pupillas agitadas e amcaradoras re-
fugiavam-se debaixo das palpebras, e o bigode de
galo arripiava-se. Elle levava a f na arle al
extravagancia, al aos chapeos pelludos como cadel-
las d'agua, ou lisos como galgos. Sua casaca e suas
calcas eram pretas e muilo largas, nflectacao de ne-
gligencia e de austeridade que pareca .dizer : Nao
sou do voseo mundo, pronuncie! meus votos de ar-
tista, e nao aceitarieis em vossos salees minha cabe-
te e meu trage como nao aceitaes a fronte rapada de
um cariucho ou a solaina de um capuebinho. Mi-
nha oflicina heuma celia, e nella vivo, com a mu-
sa austera que Ira/, as annunciaces aos homens de
engenho. Desdenho a vos que leudes as ideas cur-
ias como os cabellos, a vs para quem foram corla-
dos os mesmos vestidos do mesmo estofo, as mesmas
existencias do mesmo habito, os mesmo pensamen-
to da mesma lolice. O culto que sirvo he como to-
das as voseas religiOcs : vos adoraes sem compreheu-
der, pelo respeilo humano, ou por medo. llavcis
sle adrairar-me um da sem saber porque quando de
minha cdrysalida de miseria tiver sadido um grande
homem 1
Nobre valor, desprezos ardentes e audazes; ridi-
culo das mocidades exduberanles, ludo isso desappa-
rece : a decencia malou tudo. Somos pois- obriga-
dos a censurar as tentativas do pobre Antonio Ble-
ru. Um desles dias elle maudar curiar os cabellos
c os bigodes ; mas reslarao suas qualidades de cora-
ran, sua paciencia no trabalho, sua aclividade de
espirito.
J vens I exclamou elle a Frederico. Pagao
fra, clirislao aqu,' vens adorar a arto as miulias
catacumbas. Tanihem comecamus pelos densos de
barro, aos quaes dirigem-se fervorosas preces em
templos nu's; mas triumpharemos e nossas di\ inda-
des serio um dia de brome ou de marmore. Per-
de a vida em querer passar duas exislencias, s no-
tario ou esculptor, escolde. Pretendes agradar a
leus pais, doce submissao, com a qual nanea se faz
nada de bom.
El les acenderam um reclu que to aspdyxia, c a
pensao que to dito de urna subvengo vergondosa,
um premio ao idiotismo. Guardem seu dinheiro !
Vem participar de meu pao, o qual nao ser por is-
so menos fresco, ainda que para viver devessemos fa-
zer desses coelhos de gesso que movem a cabera e que
vendeni-se as ras sobre laboas ambulantes, anda
que devessemos fa/.er idvllios de folha de Flandre
[ara relogios 1 Vem havemos de sahir do embaraco.
leixa-me corlar logo esees bigodes, raism-te esses
peito, e deliberar-se com maior conhecimenlo de
causa.
Nao sei se islo satisfaz ao nobre deputado ? .
O Sr. Ferraz: Oh I ps nao.
O Sr. Fausto de Aguiarpiaada i mesa um re-
querimento propondo u adiamanto por 15 das.
Esle requernenro he approvado sem debate.
Tambem sao approvados em debate em segunda
discussao todos os arligos do projeclo do senado qoe
autorisa a. Ordem Terceira de Nossa Senhora do
Carmo da cidade de Sanios, na provincia deS. Pau-
lo, para possuir bens de raiz aleo valor de 40:000$'
Entra em 1 d.iscussao o projeclo n. 127 que mar-
ca os limites das provincias de Coyaz e do Mara-
nhao.
O Sr. Paranagu : -r,Hei de votar por esle pro-
jeclo, purque enlendo que he de summa juslica;
mas Ble parece que um projeclo qoe inleressa tanto
a administraran nao pode ou nao deve ser votado
pela casa sem que alguns dos membros do gabinete
enunciem a sua opiniao sobre elle. Portento, ouso
neste sentido pedir algumas inforuiac,5es a qualquer
dos honrados ministros quo se acham presentes.
O Sr. fabuco {ministro da juslica): Sr. pre-
sidente, me parece que. a exposicao de motivos qu
.preceden resolurao que se discute he sufficienle1
para orientar o juizo da cmara. Os bispos das duas
diocesses sao concordes a respeito desla medida em
razao das distancias, do bomroerciu e oulras circums-
tancias ; julgo pois que se pode adoptarlo projeclo.
O Sr. Silterio: Sr. presidente, nada pretendo
dizer, nem m'o cubera de maneira alguma, em con-
traro s razSes produzidas peto Ilustre ministro da
joslira. Nao vejo tambem ainda necessidade de ex-
plicares ao honrado membro que primeiro pedio a
palavra ; entretanto he urna verdade que sendo o
projeclo de muilo grande impertancia.senao pela dif-
ficuldadeque de si mesmo offereceo seu essumpto.ao
menos pela diuturnidade que lem levado, e era ra-
zao da accumularao extraordinaria de documentos,
alguns em apparenle conlradrcrjao com .oulros,'o
qoe demanda nao pouco trabalho e altenco para
serem lodos compulsados e com maduroza reconsi-
derada a queslao, peder parecer conveniente pelo
menos que nao se vote doj sera alguns esclareci-
menlos que nao sement os fornecidos pela commis-
sao. Pela rainda parle, e mais ainda por parte dos
oulros membros das duas comnmsoes, de estatislica
e de negocios ecclesiaslcos do anno passado, suppo-
mos nox ministrar esclarecimentos que-por ventu-
ra srjam-nos exigQos. Um adiamenlo nao dnvida-
ria por mim de aceitar ; mas a isso deveria determi-
nar-nos, nao o simples desojo que alguem mostras-
se de ser esclarecido ou informado ainda boje, depois
desta memoria (mostrando urna brochura) tara bem
elaborada por um honrado membro desla casa, que
pode ser considerada como a fonte mais ampia e ri-
ca da materia.
Se por veutura nao se precisarem, nao se formu-
laren! quesloes c duvidas a respeilo, a que nao pos-
samos desde logo salisfazer, nao vejo, necessidade de
demorarme mais lempo o andamento' deste nego-
cio. Eis o que me parecen conveniente dizer por
agora.
O Sr. Presidente : Desejo saber se o nobre de-
putado quer maridar algum requerimento de adia-
manto.
\ O Sr. Silcerio : Nao duvidaria aceitar ou vo-
tar por qualquer adiamenlo qoe se propuzesse, mas
no apresentarei requerimento algum.
O S-. F. Octaviano : Eu soppunha que o no-
dre deputado quera apresentar um requerimento de
adiamenlo, e entao pretenda combat-Io. Simpl
mente lembro casa que este projeclo foi enviado
i mesa por oilo collegas nossos ; foi remeltido a duas
commisses reunidas e compostas de seis membros;
esli presentes os representantes das provincias as
quaes respeila; existem na casa os precisos do-
cumeolos, e um adiamenlo nestas circumstancias
nao seria mais do qu urna protelaso, ou importa-
ra a declararao de que nao estudamos as materias
dadas para ordem do dia.
O Sr. Mendes de- Almeida : Sr. presidente,
visto que o nobre deputado por Mallo-Grosso, re-
lator da commissao de estatislica, nao ofiereceu re-
querimento algum de adiamenlo para esla quesio
csenduesla a primeira discussao do projeclo, ce-
derei da palavra. Se algum oulro membro propu-
zer o adiamenlo, eslou disposto a combat-lo ; por-
que me parece que urna queslao que esl na casa
recmenlos impressos distribuidos por todos o mem-
lesla casa, que sem duvida os terao lido, nao
adiada sem haver membro algum que a
^^Hcombaler apresenlando duvida que mere-
cao ser solvidas. Nao apparecendo portanto quem
suscite estas duvidas, que podero ainda' ser offere-
cidas, visto que >projeclo lem de 'entrar ero mais
duas discussoes, concluirei votando por elle, decla-
rando todava que se algum honrado membro desla
casaquizer agora apresenla-Iabem que me paraca
rado ministro da juslica por parte do go vento, e de
ludo quanlo se ha publicado .sobre a materia (entao
pedirei navamenlea palavra mdefesa do projecto.)
Procede-se volac^o. Passa o projecto segunda
discussao.
Entra em primeira discussao o projecto que con-
cede ao visconde da Torre de Garca d'Avila a quan-
tia annnal de 5339333 como indemnisacao pela perda
do oflicio que linha de secretario do governo da
Babia. ,
A requerimento do Sr. Paula Candido drspensam-
se duas discussoes.
O Sr. Henriques : Sr. presidente, o visconde
da Torre de Garda d'A villa allega que, havendo seu
pai arrematado em hasta publica o oflicio de secre-
tario do governo da provincia da Baha pelaquantia
de 32:0000000, Ihe fra por morle do dilo sen pai
conferida por carta regia a propriedade herdiralria
do mesmo oflicio, o qual perder por virlude da no-
va organsaco que posteriormente a ders aos go-
vernos proviociaes, ficando perlencendo ao imperan-
te a nomoecao dos serventuarios daquelle lugar ; a
que atsim privado da propriedade do dito oflicio, se
julgava com direito a urna indemnisacao, que reque-
ra, e que entenda nao Ihe poder ser denegada em
consequencia do precedentes qae citou, e qae cons-
tam de actos legislativos.
A commissao de fazenda, examinando esse nego-
cio, deu sobre elle o_ seu parecer, entendendo
que, supposto as carias 'regias que conferirn) assim
ao ave, como ao pai, e mesmo ao suplicante a pro-
priedade do oflicio de secretario do governo da Ba-
bia, contenham a clausula expressa de'poder ser ti-
rado ou exliuclo em qualquer lempo o dito oflicio,
sem que por isso ficasse obrigada a fazenda publica a
satisfacao alguma, todava nanease entendeua mes-
ma clausula de urna maneira Uto restricta a rigorosa
que se nao tonda dado a servenluaros sememantes
alguma indemnisacao ; e no projeclo em dseanSo
propoz que a titulo de pensao se conceda ao suppl-
eanle a quantia annaalde 5339333, como indemni-
sacao durante a sua vida a desde o .dia em que foi
privado da propriedade do oflicio da que s trata....
Urna voz : Esse pouco.
OSr. Henriques : Sem entrar na apreciadlo da
procedencia ou improcedencia das raziSes expendidas
no parecer da nobr-commissao de fa tenda, da jus-
lica ou injuslica que possa aislir ao pretndante,
parece conveniente examinar primeiro umacircums-
taoca ; e vem a ser a que Ululo orain con.ua**,
ab peiicionangarpencnes que ee i'pal?eam-virtBde
dos decretos de 30 de maio de 1836 e do 8 de Janeiro
de 1839, segundo consta da relacao doi pensionistas
do Estado residente ua provincia da Ba dia, que vem
aunexa ao orcaroento para o exercicio de 18531854;
pois que talvez alguma deltas fosse dada1, ao suppli-
cante em indemnisacao do referido oflicio.
l'm Sr. Deputado : Foi por oflicio da alfao-
degi. -
O Sr. Henriques : E para poder ser a cmara
esclarecida a esse respeito, vplar com lodo o co-
nhecimenlo de caasa, Uoconscienriosamenle como
cumpre, necurre-w offerecer um reqaerimeuto de
adiamenlo afim de que se pecsm ao goveruo por in-
termedio da secretaria do imperio copias- authenti-
ca desses dous decretos, visto como nao os encontr
oa collefao dasleis....
O Sr. Dulra Rocha: 0 melhor he fazer-se logo
aleitura desses dous decretos.
. O Sr. Henriques : Mas como, se nao oa (enhe,
e nem os vejo na colleacao de lei a que cnsul lei ?
Como porem pode acontecer que ao menos por cer-
lidao se achera inslruindo o requerimento pelo qual
se pedio a indemnisacao referida, rogo a V. Ex.
queira mandar-me os papis concernentes essse ne-
gocio para os examinar.(/)epo de examinar os pa-
pis coftfinu'a): Nao euconlrei, Sr. presidente,a
cerlidoes a que me refer ; mas aqu eslao por eer-
lido as cartas regias em que o sopplicaote basa o
seu direito ; e nellas eipressas as clausulas,' no
obstante as quaes se julgou cabivel urna indemni-
sacao.
A carta regia que cbnferio ao ayo do Sr. Visconde
a propriedade do officio de secretario do governo da
Baha declara mu clara e terminantemente que no
caso de haver por bem Sua Magestade tirar-lhe ou
extinguir o officio em algum lempo, nenhuma in- '
demnisacao ficar sujeita a real fazenda : a cmara
ouvir. (L(.)
A carta regia que concedeu a propriedade beredi-
cabellos sobre a gola da casaca assim como madre-
silvas sobre a empea de um muro Tens-me cen-
surado muitas vezes meu vestuario, Irago-o de pro-
posito. Nao sou um homem, sou um selvagem co-
mo o poeta e o philosoplio. Elles procurara o gran-
de e o verdadeiro, eu o bello. De que me servem
entao aquellrs que tero por lodo o ideal um kiosque
em Bellevue ou urna quejara em Enghien '.' Se es
notario, comprars nos arredores de l'aris urna des-
sas pequeas quintas baratas. Se queres permane-
cer artista entrega a cabeca s vegetaces indepen-
den les.
Frederico soflreu este transbordamenlo dclyris-
mo com a maior calma ; pois Antonio Bleru toma-
va esse mesmo tom Ihealral todos os mezes, e fnzia-
lhe a mesma falla, e essa exageracao terminava sem-
pre em timidez. t
Ten razao, responden Frederico, sou um des-
ses paletas a quem o dever mata. Trabalho para me-
recer por toda a doria um lolo.epitapdio, mas tudo
isso de nada ; entre garatujador de marmore e gar^a-
tujador de papel, ha pouca- diflerenca. Se eu pov
desse ao menos charaar-me Pierrc l'Ermile ou Gau-
tier-sans-Avoir !
Quererlas reconquistar Jerusalem ?
- Nao, mas linda necessidade de que um de
meus anlepassados fosse morlo na (erra sania.
Nao estas aborrecido. O melhor servijo que
os patentes podem fazer he lerem morrido nobre-
menlc em alguma parte, e tirar um recibo de sua
morle para Ilustrar os uelos. Sem duvida se encon-
trarao alguns Bleru e alguns Floquet nessas bala-
llias; porm morreram em um fosso servindo de fa-
china a cavalleiros que cerlametile nao eram me-
lhores chrsiaos do que elles. Todava la idea he
boa. Um arlila que se chamaste Gaulier-sans-
Avoir ( nome alias fcil dos. Inlroduziria em Versailles lodo o marmore
que podesse talhar, e Ihe dariain a empreza das cru-
zadas.
Oh I nao ras, Antonio, raeu pensamento he
talvez muilo ridiculo ; mas lem um lado triste.
Eslou enamorado '
De urna sultana he isso. Floquet le Giaour
drama em cinco actos I
Por ora he loucura. Notario e enamorado, e pre-
tendes permanecer artista, embrutecer o espirito e
devastar o corceo, incendiar de urna parte e esleri-
lisar de outra. Insensato 1 sondas talvez a musa
viva que entreten) a f, sustenta a coragem, e d
alegras superiores ; porm cssa mulher he tao rara
que he loucura procura-la. S viveu urna vez e
chamou-se Fornarua. He a maior gloria qae co-
lillero ; deviam-se fazer por ella oraefies e ladainhas.
Beatriz morreu da doze annos, e foi um anjo entre-
visto por Danto. Laura s deu o nome a Petrarca
o qual idealisou essa matrona virtuosa, foi por Car-
lota que Wertder suicidou-se depois. Os filhos, a
comnioddade, a lioneslidade, a paz do dever com-
prido, que far de ludo isso quem escoldeu a vida
que passo '.' Ah de certo ter o janlar promptO to-
das as tardes, achar as chinellas no lumiar da casa
contemplar meninos que se eolabnsara com falias de
pao untadas de manteiga, ver acudir ama bella com-
panheira de olhar torno, e braudo acolhimenlo nao
he pouca cousa ; porm nos oulros renunciamos
yida, s suas pompas, e s suas obras. Solitarios e
pacientes emquanlo somos mojos, odenlos quando
enveldccemos, e impondu-nos a larefa de alcanzar o
i.mpossivcl, perdemos as torcas se paramos na feljci-
dade c ria sabedoria. Ests enamorado, meu Fre-
derico, entao laslrao-te, nao tardars a ser feliz.
Vejo desd j tna familia cresrer, tua commodidade
moslrar-se, leu ventre engrossar, c ten corceo en-
eder-se de indulgencia humana. Adeosmea amigo,
adeos 1 porm nao me falles mais em gloria, e nao
converses jamis sobre a arle com tua mulher. Ah I
he para urna cousa tao simples que queras ler esta-
do as cruzadas ?
E Antonio desatou a rir. Frederico linda ouvi-
do essas palavras siuislras e zombadoras seguindo
oulros pensamenlos. Muitas vezes a gente chega
casa de um amigo -com urna confidencia nos labios, e
logo as prmeiras palavras vendo que nao seria com-
prehendido, fecda o coracao c cala-sc tristemente.
Depois de um longo silencio Antonio tomn :
Porque nao visle almocar contigo ?
Fui ao Uro.
Queres acaso vir a ser duelista, ou isso entra
tambem no leu plano de cruzada ?
Frederico responden com um ar de indifferenca
aflectada :
Nao, porem acho dom-que um domem possa de-
fender-se quando for preciso. Um homem que
sabe combaler esl mais certo de sea coragem, o a-
lm disso de um exercicio divertido a salutar para o
corpo, e jogo da espada por exempto.
Dizendo isso. elle foi abrir um armario, do qual
lirou mascaras e floretes.
Pai Filippe esl ah 1 perguolou elle depois.
Esl, resppndeu Antonio.
Porque o nao chamaremos ?
Pai Filippe era um velho meslre de armas, aman-
to da garrafa, incsgotavel, quando uarrava seus al-
tos feilos, tendo morlo segundo dizia mais homens
em combale singular do que Ajax e Heilor, brando
e inoflensivo em summa, sem ter nada de terrivel
mais que um espesso bigode que constitua toda a sua
phvsionomia. Frequentava habilualmente a oflici-
na "de Antonio, diverlia-se com as conversarles dos
artistas, e osleutava-se com bondade no meio das
risadas. Esses senhores, como elle dizia, tratavam-
no sempre com umita pollidez, islo he dispunham
um copo de agurdenle ao seu uso e aoseu alcance.
O pai Filippe foi pois chamado ; sua sala de ar-
mar era annexa oflicina.
Aqu eslou! responden ama voz grossa, c pou-
cos tosanles depois entrou um velho alto, magro e
ainda robusto.
Frederico e Filippe tomaran as mascaras e os flo-
retes, e conversando alacarain-se reciprocamente.
__Muilo bem 1 senhor Frederico, ha de ser Oru
dos meus memores discpulos. Ha quanlo lempo
toma lices '? Ha seis mezes pouco mais ou menos ?
Pois atrevo-me a declarar que o senhor nao cede a
ninguem.
. O senhor deve ler formado muitos discpulos.
Sim, sim. No civil o senhor he um dos me-
lhores; mas quando eu eslava no regiment, os
ofliciaes de meu carpo por lim nao baliam-se- mais.
Eram todode primeira forca e nao teriam." podido
medir-se senao comigo. Nao consta-me que nenhum
de meus discpulos tonda morrido. Eu enaino um
jogo pralico, e se alguns peralvilhos poem mai ele-
gancia em suas lines, os que sadem de minha sala
nada tem que temer das gentilezas de seas discpu-
los. Oura-me, (eolio um exemplo notavel do que
aventuro...
Pai Filippe poz o boiao do florete no chao,
apoiando-se nos punhos levantou.a mateara para a
orelha e codtinoon:
Forme! um dos primeiro elegantes de Paris,
do qual o sendor sem duvida tem ouvido fallar, o
famoso Paulo Chenoise. Servimos no mesmo regi-
ment da guarda, e graca aos meus conseldos, li-
nda-se tornado inveucivel. Eu o fiz matar oa ferir
a mais de dea homens. Perdi-o de vista da muilo
lempo ; mas soube ta qualro annos que tora grave-
mente ferido em um encontr. Julgue de minha
admirarlo ;eu nao poda crer em tal. Tirei infor-
maees, e soube que para aperfeicoar-se tinha fre-
quenlado a sala de um Ilustre cotleaa, -o qual deu-
Ide elegancia, eusinou-lde estocadas secretas, golpes
prfidos, emfim, senderes, faliemos claro, corrom-
peu-lhe a mao. Eu nSo tinha-lhe pedido tanto di-
nheiro para ensina-lo a defeuder-se quanto o oulro
tomou-lhc para ensinar-lhe a fazer-se malar. E essa-
genle anda na voga seos nomes sao citado* em ro-
mances. Nao Ihe eusinarei ard, desenvolvoo ver-
dadeiro melhodo, dou ao punho flexbildade a fir-
meza, aos jarreitos ligeircza, sanguu fri aos olhos,
e accresceulo islo que he men axioma :
O melhur golpe he a coragem.
O pai Filippe radiava de prazer. Antonio debaixo
de seu ar serio occullava urna alegra sardnica, o
lera desalado a rir por um nada. Frederico depois
de ler oavido gravemente, elevoa o llrele pa
meslre de armas, oqual adaixou a mascara sobre os
odos, e continuou o alaque.' O escrevenle foi infa-
ligavel e.nSo permiltio ao velho prossegoir na taga-
rellice, a qual Antonio procurava entreter.
Obrigado, pai Filippe, disse Frederico depois
de tres quarlos de hora ; obrigado. Se pode dispr
de um momento amandaa depois do meio dia, vol-
tarei.
A's suas ordens. Tenho orgolho em aperfei-
coa-lu, o senhor sera minha obra prima, responden
o velho com erophase.
Depois sentando-se, bebeu um copo de agurdenla
e continuou o curso de suas historias. O amigos
(erminaram aiegremenle o dia.
{Contimur-te-ha.)
I


i


^t,


u.

tarta do dilo ofucto o pai do Sr. visconde se expri-
me da mesma maneira ; coulem a raesmssima clan-
uU. (U.)
O Sr. Brandito : He qaanlo basta.
O Sr. Henriques: A caita lgia Analmente que
cousedeu a propriedade hereditaria do- mesmo ofllrio
ao proprio Sr. visconde da Torre lio concebida em
termos inteiramente idnticos e sera a nenor altera-
rlo na clausula imposta de nenliuma obrigacSo por
parte da rateada a qualquer salLfacao no caso de
exlinccXo ou privacao do ofuclo. (U.) Ms entretanto
Sr. presidente, o supplicauletjliama cm seu favor
actos legislativos...
O Sr. BrandUo : Qne nao podenj valer para
o cato.
O Sr. Henriques: .... que attenderam a ou-
tros em circumstancias idnticas y/i ainda que pela
simple? leitura das clausulas mencionadas o negocio
me parece inteirameuic liquida, e nao julgue a fa-
leoda obligada a essa indemnisacto (apoiados) pro-
posta pela nobre commisso, todava julgo que. de-
vendo haver toda a coherencia, Ignaldado e juslica
as deliberantes desta casa....
O Sr. yiriato: Apelado.
O Sr. Henriques : ....muilo convida pedlrem-
sc copias autbeolca* dos decretos a que me leaho
referido.... ,
O Sr. Brandao : Nio he preciso.
O Sr. Ilenrique': ....visto que o sopplicante
allega qne*ao finado Sr. conselheiro Antonio Car-
los Ribeiro de Andrada Machado e Silva se dera, e
o corno legislativo approvra, nma pensam como
ndemnisacao do oflicio de escrivao da ouvidora da
cmara de S. Paulo, coja propriedade lhe fra eou-
ferida, e que foi abolido em consequencia de orna
nova organisacao jndiciaria. Para'poder pois dar o
meo voto cooscienciosamenle oeste negocio, e nem
prejadicar a fazemda publica, e nem tambem ao
rtireito que possa tet o peticionario, remeiterei
mesa o meu requerlmento, sobre o qual votar a c-
mara como melhor entender.
Vai a mesa o reqaerimento do Sr. Henriques, que
depois de apoiado, entra em discussSo, sendo sem
debate rejeitado.
Julgada a materia principal sufticientemcnle dis-
cutida, be a resolvcao rejeilada por escrutinio secre-
to po 52 Totea contra 8.
Entre em diwossfio o segninle:
A aesembla geral legislativa resolve :
Art. 1. Aosoffleiaes de 2. classse do. exercito
competem os meamos veocimentos que aos de 1.
classe, quaudo empregados em servijo proprio dista
ultima.
o Art. 2. Ao cap 13o Virgilio Fogaca da Silva sao
devidos os veocimentos respectivos pelo lempo de
trrico- prestado em coolbrmidade com o artigo an-
tecedente,
t Art. 3. Ficam revogadas as disposicoes em con-
trario
Paco da cmara dos debutados, em 20 de agos-
to de 1853./. A. de Miranda.J. J. de Urna e
Silva Sobrinha.
O art. 1. he approvado sem debate. Entra em
alteonstW o art. 2.
O Sr. Paranagud : Sr. presidente, votando
pera disposicao do art. 1. do projectd, a cmara
adopten ama medida de eqnldade, e mesmo da Jas-
tica, attendendo convenientemente sorte de leaes
defensores do estado; mas nem a jaslija, nem a
equidade aulor'isa-nos a retrahir o efleilo desta nova
dispeeicBo a m lempo anterior sua promulgarlo,
roorraeol quando se considera que senwlhante re-
troaclivMlade he toda m favor de un individuo,
com (Mvetericao de roailos que talvez se acbem as
mesBfis circumstacias, e a quem nio haveria razo
para deiiar de estender mesmo favor. Em um
par* 'como o nono, onde se argntenla tanto com os
precedentes, e onde o patronato tem orna influencia
e ana dominio Uo ampio, he de recejar que venham
mtlitos individnos pedir o mesmo favor que se pre-
tende Tazer pessoa a qaem se refere o artigo do
projecto em discussSo.
Entendo, Sr. prndenle, que quando decretamos
leis devenios \)dr de parte os Individuos e formular
regrese dispoiicOes geraes (apoiado), afim de que
se nao resintSo as'nossas deliberares de motivos
particulares o u de afleicOes pessoaes; sou portante
levado a votar contra o artigo em discussSo, sem
qne todava pittenda contestar o mrito desse ofll-
cial ; se elle for digno de consideracSo em vista de
seus servicos prestados, como esteu persuadido, de-
seme ama pttnco on ontro qualquer signal de apre-
co, nao faltara meios para se lhe retribuir, guarda-
das as convi niencias. Assim pois confeccionando
urna lei nao vamos logo estabelecer urna excepcSo
qoe (ende a ilesnatura-la loruaudo-a retrospectiva,
e por coaseg uinte defeiluOsa. (Apoiadot).
E/loa persuadido qne os antotes do projecto pro-
cederam cotn as melhores intencSes querendo osar
de eqaidadn para com orn ofllcial que tem prestado
nons serviciaos, mas perraittam-me que impugnando
o artigo do projecto consider parcial e injusta a sna
disposicao, de mero favor feito a um individuo com
oflensa a oalros nos mesraas circumstancias, o que
nao deixa de ser odioso. Se os efllciaes da 2. classe
do exercito merecen) urna gratificado pelos servicos
que prestarn) anteriormente, entae faca-ie nma
disposicSo genrica qne' a todos comprihenda | Vi
pois a cmara pelo qne tenho eipendideWque nao
posee deiiar de negar o meo vote ao artigo 2. do
projecto.
O. Sr. Ribeiro de Andrada: Ped a palavra,,
nio para impugnar a doutdaa do ort. 2., porem
para augmentar a disposicSo do art. 1. mais urna
idea que acho conveniente como complemento jos-
tica daquella disposicao. Pretendo offerecer um ar-
ligo addilivo ao projecto tornando extensivo o favor
qoe se qoer conceder aos ofllciaes do exercito da
2. classe em ejercicio, aos ofllciaes de marraba qoe
se acharen) em idnticas circumstancias.
Talve se poeta objectar que to poca actual se
nao d accuntulacSo de factos idnticos relativamen-
te marinha ; porem, senhores, tenho por principio
que as disposicoes qoe se cream nao se cream uui-
camenle para o lempo presente, ellas devem ter
en vitte tambem prevenir futuras' eventualidades,
e he por lal motivo que julgo que seria relativamen-
te injusto conceder ao exercito vantagens que ma-
rinha se nao tem concedido ; porqne se he incoo-,
testavel qoe o paiz tem recebido grandes servicos do
exercito, tambera he incootestavelque a marinha nao
os tem prestado menores. ( Apoiados.)
Tenho pois de mandar Ti meza um artigo addilivo
no sentido em que acabo de fallar.
O Sr. Prndente : O nobre depntado pode
mandar o artigo addilivo, para ser discutido em oe-
caiilo competente.
O Sr. Ribeiro de Andrada; V. Exc. dar-ihe-
ha o destino que julgar mais conveniente, pois que
milito confio na intettlgencia de V. Exc.
Le-ee apoia-se o seguiote artigo substituilivo :
Substilua-se o artigo 2.<> pelo seguinle : art 2
8** devidos os venrimentos respectivos, pelo lempo
etervic prestados eta conformidade do artigo ante-
cedenle, aos ofllciaes que estiverem nell compre-
hendidos, tanto de trra como de marIlenrique*.
L-se e apoia-se, para ser discutido depois do pro-
jecto, o seguinte artigo addilivo.
a A doutrina do art. 1. do projecto ser extensi-
va eos ofllciaes de marinha que seacharem as cir-
curoslancjas do mencionado artigo-Ribeiro de An-
drada. *
:r
DIARIO OE PERNMBUCO, SEXTA FIRA 16 DE JUNHO OE 1854.

sim pela simples leitura da cxposicSo justificativa
que fez a commisso do objecto do mesmo projecto,
como pelos termos em que esl concebido o art. 2.
No art. 1. a commisso estabelcce aregra dando aos
ofllciaes da 2** classe m exercicios proprios dos da
1. o mesmo ven cimento a que estes tem direito, com
o que vou de accordo, porque taes vcncimenlos fo-
ram sempre concedidos ao exercicio, e he isso pralica
al com empregados de outras classes. No 2. ar-*
ligo trata em particular do capitn Virgilio, o de-
clara com direito a haver os vencimentos de exerci-
cios qne leve, proprios dos ofllciaes da 1. classe,
apesarde ser elle da 2.a ; e essa disposisao sem dn-
vida prova que esse art. 2. importa incontestavcl-
menle urna interpretado ftulhenlica da lei que vigo-
ra eque se pretende interpretar ; devendo portante
ter vigor o artigo no caso de passar da data da lei
interpretada.
O artigo substitutivo queoffereci perece preferi-
vel disposicSo do projecto, nao s porque acaba
com essa odiosidade de que fallou o nobre deputado
por Piauhy, odiosidade qne acarrelan sempre me-
didas particulares e excepcionaes, como, porque es-
tabelece urna medida geral, e ahrange a todos os
efliciaes de Ierra e mar que estiverem as mesmas
circumstancias o capiUte Virgilio ; e por issodeixan-
do de TOtar pelo art. 2. do projecto, votarei pelo
substitutivo que tenho oflerecido.
O Sr. Viriato:Senhores, nao se pode sustentar
que a disposicSo do presente projecto seja explicati-
va smenle. A simples leitura do projecto exelue
semelhante idea. Se elle fosse explicativo, nao ha-
veria o segundo artigo que applica para um caso pe-
ouliar a disposicao geral que se vaicrear. (Lj.
Se o projecto tivesse ppr fim estabelecer urna me-
dida explicaliva smenle, que necessidade havia de
crear na lei ewa disposicSo referindo-se a um caso
peculiar? Certa mente a disposicSo do projecto, pas-
sando como lei se fosse explicativa de direito adqui-
rido devia eslender-se a todos que estivessem as
mesmas circumstancias. A propria commisso en-
tendon que nao ia explicar, mas dar origem a urna
medida nova, que principiara a obrigar do momen-
to em que passasse a lei. E tanto entendeu assim
que quiz que este fave# que se ia conceder aos ofll-
ciaes da 2. classe tambem chegaese % urna e deter-
minada pessoa, que anteada lei, e quando nao havia
ainda adquirido direito algum, servir como militar
de 1. classe.
O Sr. Henriques:O meu artigo tira esee incon-
veniente, generalita.
O Sr. Viriato:Esta nica prova he bastante pa-
ra rebatr aopiniao do honrado deputado que aca-
ba de fallar; a mesma commisso entendeu qae os
eflertes desta disposicSo devem principiar desde que
este projecto passe como lei; que a lei nao he expli-
cativa que contem urna medida nova.
exercito, e se fr attendido o Sr. capitao Virgilio,
eumpre que atlcndamos a lodos os que se acharem
em idnticas circumstancias.
lie lida, apoiada e entra cm discussSo a seguinle
emenda :
n Ao capito Virgilio Fogata da Silva e a lodos'os
mais militaresde Ierra e mar queestiverem em idn-
ticas circumilancias, sao devidos os meamos venci-
mentos pelo lempo de sefvico prestado era confor-
midade com o artigo antecedente. S. a R. D.
Frontina. '*,
O Sr, Paula Fomeea : O discurso do nobre
deputado que me preceden me conivda a volar a
favor do art. 2.a do projecto que se discute, porque
elle desperlou a minha lembranga dos relevantlssi-
mos servicos prestados pelo orncial de que se trata
em rauilas occasioes, e nnlavelraente por occasiao
da rebclliao de 1842 em Minas. (Apoiados.) Co-
uheco pes do muitos servicos, he dedicado monarchia cons-
titucional representativa e tem muitas vezes arrisca-
do a sua vida (apoiados), principalmente, .como die-
se, em Minas; e a commisso sem duviJa levada por
este eonhecimento he que lanepu o parecer que se
discute.
Nao duvidarei eslender o beneficio ou a juslica
que se vai fazer ao capitao -Virgilio aos oulros ofll-
ciaes que eslejam absolutamente as mesmas cir-
cumstancias ; mas lembramlo-me de que o governo
pode melhor apreciar essa identidade de circums-
tancias, principalmente quando nos nao temos agora
oulros requeriinentos iguaes de ofllciaes qoe recla-
men! a mesma equidade, nao posan volar pelo arti-
go substitutivo ou pela emenda que se nena sobre a
mesa, porque volando em favor do capitao Virgilio
Fogaca, ou daquelle cujo direito reconhecemos, en-
tendo que temos dado um grande pasto em beneficio
dos que estiverem as mesmas circumstincias, ani-
mando-os a qne apresentem tambem seus direitos,
a que reclamen) do corpo legislativo igual favor,
dando-lhes nos j. a certeza de screm defiridos no
caso de se acharem as mesmas circumstancias. (A-
poiados.)
(Ha alguns apartes.)
Se os nobres depulados Irazeni como grande prin-
cipi de juslica generalisarmos aqu nossas resolu-
ces de modo que na these se comprehendam todas
as hypolheses, devem entende-lo sempre,- c princi-
palmente quando estamos todos os das dispensando
as leis a favor de exudantes, a nns a matricula, a
oulros o exame dernglez, etc. (Apoiados.) tslo he
quesISo de todos os das tiesta casa, mas eu nao trato
de condemuar tal proesdimenlo, porque a cmara
dos Srs. depulados nSo sabe quaes sao os estudantes
que esiao as mesmas circumstancias, para geuera-
lisar-lhes o mesmo favor. Mostrar-sc-ha injustic8
relativa s quando o que estiver em iguaes circums-
tancias requerer e for iodeferido. (Apoiados.)
Agora vamos conveniencia de cstender este fa- planto, Sr. presidente, nao tendo ninguera re-
O y. Viriato ; Ped a palavra para fallar con-
tra esee artigo subslituvo, qae tem por fim lomar
retroactivos os efleitos deesa lei.
O Sr. Ribeiro de Andrada: Peco a palavra
para responder.
O Sr. Viriato : Conliecen-se que era injusto
qw ee ofllciaes da segunda classe quando emprega-
dos etn servidos iguaes aos da prneira nao percebes-
sem os meamos vencimentos. Este projecte, juste
en> sea parte principal, segando mea pensar, deve
** *pprovedo, me* estabellecendo medidas para o
teluro, e nnnc estabelecendo medidas para O pa's-
Aa difllculdades mesmo no cumprimen lo de
vor tornando retroactiva a disposicao desla lei. Nao'
lia conveniencia algnma, senhores; be de difficil ex-
ecucSo a providencia, e a sua execucSo dar origem
a injuslicas. Se procedesse-mos, sempre assim, ee
na reparacao de injuslicas reconhecldas por nos co-
mo taes quizessemos ir indagar o passado e partir de
muito longe, certoque nao lerlamos muitas leis desla
natoreza, e seriam as reformas no mundo social qua-
si impossiveis. E se algumas destas appacecesse aqui
aprescntari,ella em sua execucSo difllculdades in-
venciveis.
Fallando acerca da conveniencia do art. 2. e jo-
gando com os meemos principios ora apresenlados,
direi que, sobre ser mal cabido em urna lei de dia-
posicao geral, he injusto. Se eu nSo quero que es-
sa reparacao, como se diz, se estenda ao passado qoe
abranja todos aquelles que se jnlgarem com direi-
to aos mesmos vencimentos por lerem sido emprega-
dos como ofllciaes da primeira classe, como poderei
consentir que esta pessoa nicamente, que este mi-
litar, esquecidos os oulros, tenlia essa reparacSo "
Entendo que o projecto deve passar com a disposi-
cao do art. 1. smenle, rejeitado o segundo artigo
addilivo.
O Sr. Magalhes Castro:-Nao poderei accres-
centar cousa algnma ao que disse o nobre deputado
que encetou a discussSo; tratando-se porra da ap-
plicacao do principio da retroactividade das leis, o
nobre depulado que oflereceo emenda ao artigo qae
se discate disse que o principio da retroactividade
das leis caba em alguns casos, como na hypolliesc
presente. Verificado o ran lia aiplca;Bo da urna
le, concordo em que pode ler cabimento o princi-
pio da retroactividade das leis; ctimpria prtenlo ao
nobre deputado que assim discorreu mostrar que se
dava o caso de urna explicacSo de lei.
O Sr.Henriques d amanarte.
O Sr. Magalhaes Castro:Seentrasse em duvida
que-os ofllciaes da seganda classe do exercito deve-
riam recebar ou nao os vencimentos de que se trata
entao sim, tinli ra;Ao o nobre deputado: mas nun-
ca se davidou nem hoave qaestao a respeilo de nao
pudercm os ofllciaes da segunda classe receber os
vencimentos que agora se Ibes concede, e portante
nao temos qoe explicar lei algnma.
Enlendeu-se que deviamos favorecer aos ofllciaes
de segunda classe, e entao, sem dnvidar-se da legis-
larlo anterior, clara, e nunca duvidosa, vem a reo-
lucSo que se discute e declara qae aos ofllciaes de
segunda classev competem os mesmos vencimentos
que aos d? primeira, quando empregados em servi-
cp proprio desla ultima. Alguma vez duvidou-se,
algnem hove que dase qae pelas leis anteriores po-
diam os ofllciaes da segunda classe cm servico activo
perceber os mesmos vencimentos que os da primei-
ra? Nao; por consequencia nao he caso de inlerpre:
tartlo de lei, legislamos de novo, attendendo smen-
le sorte dos ofllciaes de segunda classe emprega
do9 em servido que compele primeira.
Portante, o principio proferido pelo nobre depu-
tado sobre a retroactividade das leis nao foi bem ap-
plicadn a discussao ; para esclarecer-nos sobre a
qaestao, o principio verdadeiro nao tem applicacfo.
E se nao tem applicaco, se se legisla de novo, se o
art. 2. he materia nova, se he um favor, urna dispo-
sicSo em beneficio do ofllciaes da seganda classe, be-
neficio que elles merecen), vejamos se' deve 0 favor
extraordinario da retroactividade' da lei a prove-
lar tao smenle ao Sr. capitao. Virgilio Fogaca da
Silva.
Quaes serao estes servicos qae nos obrignem a fa-
zer urna excepeflo de todos os principios em favor do
Sr. capitao Virgilio Fogaca da Silva ? Se houvcrem
tees qne me abalem, como abalram os honrados
membros que assigaaram o projecto, scrci prompto
a votar com elle, bem convencido de que esta
pralic nSo he boa. Sou muito nimigo dos favores
especiaos, mas como tem sido esta pralica da cma-
ra doaSrs. depulados, e nao posso emendar o mun-
do, acompanha-la-hei tambem a favor de ostros que
se acharem as mesmas circumstancias que o Sr. ca-
pitao Virgilio. Peco portante aos nobres depulados
queassignaram este projecto, e pec,o encarecidamen-
te (porque nao quero fazer juslica a um e recusa-la
a oulros), que me apresentem as razdes que exigem
de nos que demos a urna lei effeito retroactivo em
favor do Sr. capitao Virgilio Fogaca, e entao apro-
veilem todos que se acharem as circunstancias do
Sr. capitao Virgilio, sem embargo de nao nos lerem
pedido o mesmo.
(Ha tariqt apartes.)
Como legislador atiendo lis red amales justas, es-
(endendo o direito aos que eslejam em iguaes cir-
cumstancias, ainda que nao reclamen) oulros dignos
de igual favor. Voto a favor do Sr. capitao Virgi-
lio Fogaja da Silva ; mas quero que o beneficio se
estndaa todos os oulros, embora nao tenhao vindo
pedir a esta casa, Qui/.cra que a nobre commisso,
em vez de redigir o artigo como se acha, dissesse
qae a medida se eslenderia a lodos que se achassem
as mesmar circumstancias, qu attendesse ao Sr.
Virgilio Fogaca mas que nao excluisse lodos qae se
acham uo mesmo caso s porque nSo pedirn). Qae
syslema he este de tazer-se s aqnillo qae se pede,
que nos rogara ?!
Um Sr. Deputado : Nao se excluio ninguem.
O Sr, Magalhaes Castro : Exclue-se ao menos
do direito do beneficio at que nos pecSo ; he ex-
eluirem parle, e nem lodos seacliam com forras pa-
ra pedir. He neceisario...
0 projecto que se discute he de juslica na primei-
ra parle ; a segunda he conforme a pralica desla ca-
sa ; eu acompa,nha-la-hei se me apresentarem ra-
zoes capazes de me levaren) a votar a favor do Sr.
capillo Virgilio, e entao mandare! emenda para qae
se estenda o favor concedido ao Sr. capitao Virgilio
Fogaca da Silva a lodos que se acharem em iguaes
circumstancias.
/m Sr. Deputado : Ji ha emenda.
O Sr. Magalhaes Catiro : Mas conheca a casa
que nao se trata de explicar lei algnma, nanea se
dispoiicoes de Id de Uo grande mplitude como se-
r esta te passar o artigo sabsiilulvo, deve levar-nos
a reprova-lo. Esloa resVWido a votar contra esse ar-
tigo substituilivo, e peco cmara que vote no mes-
mo sentido.
O St.prttidentt: Tem a palavra o Sr. Ribei-
ro de Andrada.
OSr. Ribeiro de Andrada : Cedo a palvra.
O Sr, Henriques : Sr. presidente, nio me pos-
eo conformar eom o qve acaba de expender o nobre
deputado por Malto-G-rosso ; pois qne o nobre de-
potado como magistrado, e melhor do que eu, aa-
ber cerlameute que os actas interpretativos vSo
buscarla suatforca e vigor nao da data em que sao el-
le publicados, teas da do acto interpretado. ( apoi-
ados.)
Qae o objecto do artigo do projecte em discussSo
importe rima iuterpretecSo authentica, he obvio, as-1 oavidu da serte do ofllciaes da segunda elass* de
querido, mostrado seus serviros, seus direitos, e
jutica que sem duvida a cmara dos senhores depu-
lados ha de fazer, senao o capitao cajos servico'
trato de defender, entendo que nao devo votar
pela emenda substitutiva e sim pelo projecte .como
est.
O Sr. Ribeiro de Anraia: Ouvi com atlen-
;9o ao noble deputado que acaba de orar, e julgo
que lodos os argumentos por elle produzidos pode-
rao servir para persuadir i Cmara que conceda ao
capitao Virgilio Fogaca urna pensao, mas nao para
produsir algum efleilo relativamente passagem
desta resolucao. Nao se trata aqui de gratificar-se
serviros feitos, mas de estabelecer como regra. esla-
tuindo que o capitao Virgilio Fogaca, tendo estado
como oflicial de segunda classe em exercicio, tem di-
reito aos veocimentos da primeira classe durante o
lempo em que estove, em exercicio. Logo, de qne
trata o projecto ? Trata de estabelecer como regra
que um oflicial da segunda claase qae estiver em
exercicio deve ter direjto a receber o acrescimo da
quinta parle do sold que receben! os ofllciaes da
primeira classe. '
Ora, sendo islo assim, como argumentar com re-
levantes servico, quando para gratificar taes servicos
se costuma conceder urna pensao ? Se o nobre de-
putado acha que o capillo Virgilio Fogaca preslou
estes relevantes serviros ordem publica, que elle
nao fez smenle aquillo que ao militar incumbe, isto
he, desempenhar o sea dever, empenhe-se para que
se propouha ama pensao para esse oflicial....
Vma voz: A cmara nao o pode fazer.
O sr. Ribeiro de Andrada: Pois elle que re-
queira ao govrno, a quem compele, e o governo
que lhe d essa pensao, se julgar que elle a merece ;
mas a fazermos urna lei para um individuo que es-
leve como oflicial (le 2.a classe em exercicio, deve-
nios torna-la extensiva a todos os individuos que es-
tiverem as mesmas circumstancias.
Devo dizer mais alguma cousa. Parece-me que o
nobre deputado, que sempre tem sido ultra-ministe-
rial, que supponho deposita uo governo teda a con-
flanca, desconfa hoje que da parle do governo possa
haver algum patronato ou pouca aiteneSo no exame
destas quesles. Eu enlio alguma duvida a respei-
lo de9la medida, urna vez que para lornar-se justa
ella ae torne geral, mas este duvida he somonte
quanto pratica, e por isso tomarei a liberdade de
interpellar algum. dos Ilustres membros do ministe-
rio. Pergunterei a algum dos honrados ministros se
por ventara se podera calcular a despeza que se po-
der fazer lornando-se extensiva esta disposicSo a
todos os ofllciaes. Comquanto nSo me tenha decla-
rado ministerial, comqnanlo o nao seja, todava de-
sejo collorar-me nesla casa na posirao de approvar
aquillo que nella for proposto e qae eu julgar til,
raznavel, e reprovar a quellas medidas tiueem mi-
nha opiniao entender qae nao devem passar.
Assim, pois, desejarei ama iaformacSo dos Srs.
ministros sobre o quatum pouoo mais ou menos da
despeza que esta medida pode trazer lornando-se ex
tensiva ao exercito cmarinha, isto he, a medida con-
siderada no sentido retroactivo em relacao aquelles
Individuos que estiveram em exercicio. Quanto
medida do art. 1.", esfa nao traz despeza alguma
immediata, he para vigorar d'ora vente, nao tem
efleilo retroactivo; mas nao acontece omesmo quan-
to ao 2 o artigo.
Se SS. EExcs. portanto me informarcm qne esta
despeza pode ser avullada, votarei contra ludo, con-
tra o favor concedido ao capitao Virgilio Fogaca,
Como contra a medida extensiva, votando apenas
pela disposicao do art. 1. e do mea addilivo, porque
nao acarrelam inconvieule algom nem despeza im-
mediita.
O Sr. Prannos (ministro ia marinha) : Limi-
lar-me-hei a responder inlerpellacao do nobre de-
potado qae acaba de fallar. Deseja o nobre deputado
saber a despeza que Irar comsigo a ampliaran da
medida do art. 2.- a todos os ofllciaes da 2. classe
que se acharem as mesmas circumstancias. Nao
posso satisfazer ao nobre deputado, nao posso nesta
occasiao informar i cmara quantos sSo os ofllciaes
da 2." classe que desde a lei de 18 de agosto de 1852,
isto he, ha cerca de 2 annos, tem sido empregados
em com missoes propria s dos ofllciaes da primeira clas-
se ; or consequencia nSo me he igualmente possivel
informar qual a despeza a que dar lagar a applica-
co da medida do projecto aos casos anteriores.
O Sr. Taque*: Eu nao posso volar nem pelo
artigo quevse discute nem pela emenda substitutiva
qae existe sobre a mesa ; entendo porm'mais pru-
dente propr- um adiamanto afim de se ouvirao
governo a respeilo desta materia.
O nobre ministro da marinha acaba de declarar
que nao pode informar qual a despeza a que avul-
tarao os vencimentos a qae se refere o artlgo.geno-
ralisado ao ofllciaes que estiverem as mesmas cir-
cumstancias. Por esta doclaracao feila pete honrado
ministro, he claro qae convm ouvirao governo, para
qae vendara cmara as informarnos que sao indis-
pensaveis.
Nao jrolo pelo artigo porque me parece que elle
envolve materia que nao pode ser declarada pelo
corpo legislativo, envolve urna pensao. NSo se trata
de um augmento de sold dado em geral aos ofllciaes
do exercito, Irata-se de conceder um augmento de
sold a um determinado oflicial pelos servicos qne
prestou, como se explicou o honrado membro por
Minas Geraes ; Irata-se verdaderamente de urna
pensao, porque o augmento de sold nao he dado a
todos os individuos as mesmas circumstancias, mas
a um individuo por servicos prestados.
O arl. 1." do projecto eslabelecc que os ofllciaes da
segunda classe fazendo o servico dos ofllciaes da pri-
meira tem a maioria de sold, nao s sold anligo
que Ihes compele na forma da tabella de 1843, mas
tambem o augmento da 5. parle. Esta disposicSo
deve principiar a vigorar daqui em dianle ; poderia
pasiar ; mas o art. 2. conlm urna disposicSo espe-
cialissima ; dn-se este augmento nicamente a um
oflicial por todo o lempo em que elle fex servtea da
primeira classe. En ote 6 posso approvar ; s artiga
sabslitativo parece qae Importar urna grande des-
peza, pela qual sem informac^es, e para t-las man-
do mesa o meu requerimenlo.
He lido e apoiado o legainte reqaerimento do no-
bre depulado :
requeiro qae se pecara informacoes ao governo
acerca do numero de ofllciaes qoe se acham no caso
do de qae trata o art. 2. e da despeza a que montar
o pagamento do augmento a lodos elles. a
O Sr. Henriques: Sr. presidente, comoa emen-
da substitutiva do nobre depulado pelo Maranhao, o
Sr. D. Francisco, satisfaz asvislas qae Uve na redac-
cSo da que apresentei consideracSo da casa, peco a
retirada della.
Consultada a cmara, cnsente na retirada.
O Sr. fliieiW de Andrada (pela ordem) oflerece
como sua a emenda qae acaba de ser retirada.
He de novo apoiada esta emenda;
O Sr. D. Francisco-. Vejo-me obrigado a vo-
tar contra o reqaerimento de adiamento. Perdoe-
me a casa qae lhe diga, apezar do poaco lempo
qae tenho de asiento aqui, ja vejo qae um adiaate-
mento he synonymo, senao de morle prompta, ao
mesmo de preparativo para o enterro. (Risadas.) Es-
te oflicial de que se faz especial mencSo, segundo
informacoes que tenho de quasi toda a casa, he um
disliucto servidor do estado. (Apoiados.) D-se-lhe
por conseguate aquillo a que elle tem direito.
(Apoiados.) Quem sabe as precicSes que sofTre I -De
certo nao sao os nossos militares os' que mais meios
de subsistencia tem sua disposicSo. (Apoidos.) De
cerlo nao sao elles os que andam mais bem aquinho-
ados das vanlsgens do estado.
O Sr. Ribeiro de Andrada: Demos a todos,
e nao a um s.
O Sr. D. Francisco : Nao me pode caber esta
aecusacao; este sobre a mesa o mea artigo substi-
tutivo. '
.0 Sr. Ribeiro de Andrada : Nao abrange lo-
dos, e-he smenle para d'ora avante.
O Sr. D. Francisco : Siuto muito que se quei-
ra por um embarazo a que passe nesta casa um tes-
temunho tao claro de que sabemos apreciar us ser-
vicos daquelles que expoem soas vidas.que vm cor-
rer seu sangue todos os dias para sustentar as insti-
luices do paiz para defender nossas propriedades,
vida e honra.
Peco pois ao nobre deputado que retire o seu re-
qaerimento de adiamanto, qae dcixe ao governo,
em quem lodos nos depositamos confianza, apreciar
o servico daquelles qae servem patria.
OSr. Ribeiro de Andrada: Se ha servicos re-
levantes concedam-se penses.
O Sr. Viriato: Julgo que o nobre depntado,
por isso mesmo qae quer que se faca juslica a este
militar, deve volor pelo adiamento.
O Sr, Ribeiro de Andrada: Apoiado.
OSr. Viriato: O adiamento tem por base
necessidade de explicacoes qae ha pouco foram pe-
didas ao governo. Como e para que havemos de
votar a respeilo desle militare abandonar muitos ou-
lros qae estertlo em idntica*circumstancias?
O Sr. D. Francisco: t est o mea substitu-
tivo ; deixemos isto ao crilerio do governo.
O Sr. Viriato: Como havemos de votar incon-
sideradamente, sem explicacSo alguma, sobre nma
s pessoa, deixando o maior numero, que talvez
tenha maiores direitos de reparacOes ? NSo he mais
nobre mesmo qae sala desla casa nma medida geral?
O substitutivo do honrado deputado depende de in-
formacoes do governo....
O Sr. D. Franeitco : Se fosee para algn) thea-
tro, passava aejai muilo dinheiro.
O Sr. Viriato: Eu creio muito na sabedoria e
prudenciada casa ; nao passava assim, como pensa o
honrado deputado, eom tente lacilidade. prestsc,5es
para theilros.
, Todos nos estamos cheios oe vonlade de fazer jas-
tica, e he por isso que pedimos e esperamos as in-
formacoes do governo para deliberarmos. Fazer fa-
vores a este nico militar, passaudo o substitutivo
do nobre depulado, sem as inslraccOe* do governo...
p Sr. Queiroz : Porque nSo pode pasear ?
O Sr. Viriato : Ja se deram as ratees ; nio se
pode volar por esta medida geral porque depende de
informacoes de grande peso....
O Sr. Queiroz : Quaes sao ?
O Sr. Viriato : Sabemos em quanto montar
essa despeza ?
O Sr. D. Francisco : A quanlia nao d nem
lira Justina.
O Sr. Viriato:He verdade; mas quando a re-
paracSo da iojuslica he toda dependente do maior ou
menor numero das cifras, a qaantia demonstra a
possibilidade ou impossibilidade delta. E nao po-
demos ter oulras ioformaces, e que nos tejara ne-
cessarias, alm das quedigam respeilo smenle des-
peza que vai prodnzir este medida geral ? O honra-
do ministro acaban de declarar e que necessilava de
lempo para dar informados* acerca do artigo addili-
vo em discussSo. Desejando o honrado depulado
reparar a injusticia qae por ventura lenh toflrido
a pessoa nomeada no art. 2", deve antes votar pelo
adiamento do que contra; deve esperar pelas infor-
macoes do governo, e depois qae ellas vierem teni
talvez o prazer de fazer justicia geral, e nao para um
s ofllcial do exercito. Vote pois pelo adiamento.
O Sr. Sabuco (ministro da juslica):Sr. presi-
dente, me parece que este negocio he grave e pelo
sea alcance requer madama; e, pois, a cmara vo-
tando pelo adiamento proposto pelo honrado depu-
lado da provincia da Baha proceder regularmente,
e como costuma proceder. Nao est presente o mi-
nistro d reparlicflo qual este negocio affecla ; a
sua informaeso, qoe seria nesle caso de grande va-
lor, deve ser requisitada e esperada. (Apoiados.)
Nao contesto os serviros prestados pete militar a
respeilo do qual versa o art. 2 do projecto ; mas
veja a cmara qae o direito desle militar, he o di-
reito de muitos oalros (apoiados); a despeza por
tanto pode avallar muilo; nao sabemos qual ella he,
e convem saber, tente mais porque, senhores, o di-
reito desee militar nao he perfeito, nao se fonda em
juslica, mas na equidade, e dispender^e urna gran-
de tomma de dinheiro tmenle por equidade nao
me parece conveniente; digo que o direito desse mi-
litar nao se funda em lei anterior, mas nesle mesmo
projecto de que te trata, e cuja applicaco he re-
troactiva.
Pode a cmara reconhecer o direito que tem esse
militar, mas nao deve preferir as regras da madure-
za; pode ler em grande apreco os serviros relevan-
tes que elle prestou, mas deve guardar as formulas
estabelecidas para o reconhecmento e recompensa
dos servidos relevantes.
Posto a votos, he approvado o adiamento.
O Sr. Ribeiro de Andrada obtendo a palavra pe-
la ordem, declara ter entendido que o adiamento vo-
tado dizia respeilo nicamente materia do arl. 2,
sera prejadicar a do art. 1, que j passou, e a do
artigo addilivo; foi neste sentido que votou em fa
vor delle.
O Sr. Presidente declara, que essa nao poda ser
a iutelligencia da cmara, visto que o requerimenlo
de adiamento nao dislioguia as materias. (Apoia-
dos.)
Entra em discussSo o seguinle:
o A assembla geral legislativa resolve :
Art. 1 Fica creado o cabido da S do bispaflo
de S.Pedro.
a Art. 2.o Sea pessol ser igual ao do eabido da
S do bispado de S. Paulo, ter oa mesmos ordena-
dos e gralificacOes.
Art. 3> Ficam revogadasquaesquer disposicoes
em conlrario.
Paco da cmara dos depulados, 27 de mate de,
1853.S. a ROlittira Bello.
O Sr. Paula Fonseca:Sr. presidente, eu julgo
qae, em beneficio da uniformidade com que deve-
mos legislar, convem que primeiro se ouca ao nobre
ministro da juslica, para regularme* os nossos volos
na materia em discussSo. A cmara ha de lecor-
dar-se que o anno passado foi volada urna resolucao
que autorisa o governo a impetrar da Saola S as
bollas para creacSo de dous bispados, alm dos que
cxislem no imperio, um na minha provincia, e outro
na provincia do Cear ; nessa resolucao nada se diz
a respeilo da crearan de cabidos para os novos bis-
pados, talvez porque o legislador entendesse qae neo
he conaicSo esiencial dos bispados a ereacsn de ca-
bidos ; talvez porque entendesse o corpo legislativo
que seria muito mais aproveitada a despeza do Es-
tado sendo empreada para a competente edaearao
do clero', base indispcnsavel para manlcr o brilho, a
considerarlo e o respeilo religiao. Se esse princi-
pio prevaleceu ou nao na adopcan da dita resolucao
ainda nao posso afflrmar, e por isso vejo-me na ne-
cessidade de pedir o adiamento do projecto em dis-
cutso at<> que se resolva a questSu de cabidos para
os bispados j creados, oa ao menos at qoe te ous
o Sr. ministro da juslica sobre essa questBo, isto he,
te (em de crear-se cabidos para os novos bispados,
on se se entende que he mais proveitoso fazer-se as
despezas com a creacSo e maoutencSo de boas se-
minarios. Neste sentido maudarei um reqaerimen-
to mesa.
O Sr. yabuco (ministro da jflstica): O nobre
deputado pela provincia de Minas Geraes inquire
qnal o meu voto a respeilo do projecto qae se disca-
te : a creacao do cabido da diocese do Rio Grande
do Sal he urna condicSoimposla pela bulla quecreoa
esse bispado, qual o governo imperial conceden
beneplcito, e em consequencia eu votara desde ji
pete projecto se me nao parecesse conveniente que
elle fosse remedido commisso de negocios eccle-
siasticos, afim de que a organisacao do cabido, que
no arl. 2 he assemelhada do cabido de S. Paulo,
fosse estabelecida de conformidade com a mesma
bolla, a qual determina o numero e dignidades qae
devem comparo mesmo cabido.
A apresenlacao dos conegos e dignidades he direi-
to do padreado ; perlence tambem ao poder lempo-
ral a fiacSo das congruas, mas a instiluieo canni-
ca do cabido, isto he, seu numero e digaidades, com-
petem ao poder espiritual: convem pois proceder
de conformidade com a bulla, para esse fim deve o
negocio ser remeltido commisso.
O Sr. Bello ; Como autor do projecte sobre que
versa o adiamento proposto pelo honrado depulado
por Minas e aceito pete nobre ministro da juslica,
eu me levante para declarar cmara que quando
o confeccione! tive muito em visla a bull da ins-
lituicSo do cabido de que trata o mesmo projecto.
Essa bolla he a mesma que instlate o bispado de
S. Pedro na provincia do Rio Grande do.Sul. Mas
nessa bulla eu nao acbei designado o numero de
empregados que dever ler o cabido, e nao sei se ha
alguma oulra posterior que designe esse numero.
Enlendcndo que, achando-se o cabido instituido por
essa bulla, compela ao poder temporal designar o
numero dot tus membros, e marcar os respectivos
ordenados, foi que eu formule! o projecte em discus-
sSo da maneira porque te acha. Acredito agora,
por ouvir o nobre ministro da justiga diz-lo, que ha
urna bulla pontificia qae designa o numero de mem-
bros que deve ter aquelte cabido ; e como convem,
por sem duvida, que ella seja consallada, nao duvi-
do concordar oo adiamento.
A commisso de negocios ecclesiaslicoe consultar
ludo o qoe houver de estabelecido sobre a materia,
e podera por ventura offerecer um projecto qae es-
teja mais em relacao com as necessidades db coito
do bispado de S. Pedro, e com o pessoal e venci-
mentos dos oulros cabidos do imperio. Um s in-
conveniente enxergo no adiamento, e he o da de-
mora na approvacSo de urna medida Uo necessaria;
porm eu aproveito a occasiao para rogar desde j
commisso, ou commissaes a quem for remeltido o
projecto, que hajam de iulerpor com a maior brevi-
dade o seu parecer, afim de que elle nao morra na
sna pasta, ou no tenha muita demora.
O Sr. Oulra Rocha: Desejo saber, Sr. presi-
dente, se ji exlate sobre a mesa algum requerimen-
lo de adiamento ao projecto"'
O Sr. Presidente : Nenhum.
O Sr. Dutra Rocha : Entao vou mandar um
reqaerimento nao s para qae o projecto v com-
misso de negocios ecclesiasticos, como tambera
commisso de fazenda. Escuso dizer mais nada
sobre o adiamento vista do queja sobre elle se tem
dte.
Este reqaerimento he approvado sem debate.
Entrando em 3a discussao o projecto para a nave-
gado do ro Parnahiba, o Sr. Paranaga oflerece
urna emenda substitutiva domesmo.e a requerimen-
lo do Sr. Viriato, fica o prejeete adiado at que seja
impressa a emenda.
Levanla-sc a sessao pelas2 horas e meia da tarde.
tendidos nestas materias para por si mesmos chega-
rem ao eonhecimento da verdade.
29 da malo.
A FEBRE.DA PRACA.
O phenomeno assombroso qoe ha dias presencia-
mos na nossa praga no que respeita ao mercado dos
fundos tilo profundamente nos impreesona, ameaca
lio de perlo a fortuna publica e particular, fere tanto
a moral, pode ser tao daninoso ao futuro do grande
estabelecmento de crdito qae sob Uloboris auspici-
os comeca suas opera^Oes, que nao podemos fugir-ao
dever do esclarecer o publico sobre o perigo de se
melhante situacao, oflerecendo-lhe em algumas ob-
servares sensatas um calmante febre que ISo In-
tensa vai lavrando.
Que um lal Oslado de cousas pode influir na for-
tuna publica he de primeira intucSo, ejte acha
neste momento cabalmente demonstrado. As Iran-
saeces legitimas esli parausadas,; o movimento
commercial cessa ; as rendas publicas diminaem
sensivelmente ; todas as industrias softrem.
O commerciante, o fabricante, o artista abando-
nara suas occupacOes ordinarias, perdem us hbitos
do trabalho, da economa-e do bom governo, porque
sao estas as consequencias necessariaa de om lucro
immoderado, das preocuparles de um perigosissimo
jogo de azar. De homens prudentes, conscienciosos
e morigerados a febre os transformar por fim em
audacioaosjogadores, e ama vez laucados na carreira
aveulurosa do azar diflicilmeiitc voltarao aos anti-
gos habites, ao trabalho honeste, s occnpacOcs mo-
destas e de um acanhado futuro, mas que poaco an-
tes faziam sna felicidade e erara talvez o recurso
nico de urna familia iuleira. -
Militares, empregados pblicos, altos funciona-
rios do Estado, pessoas em fim inteiramenle estra-
nhas praca, a ella corren) pressnrosoa, misturam-
se com os agiotes, tomara parte oo jogo e na embri-
aguez do momento, sob a influencia da febre nao re-
parara no alcance funesto do sen impensado proce-
dimento; todas as relacOes emflm se perturbara,
todo o equilibrio se perde.
E a moral publica? Peder dizer-te que nao sffre
ella actualmente, que nio he ainda mais ameacada
no futuro ? A f pura, ISo essencial no commercio
e de que era a nossa praca tao bello modelo, sahir
Ilesa desta incarnicada luta ?...
A palavra, essealisroan sagrado para o negocian-
te honrado, ter sido religiosamente respeitada ?
Quantas falsas noticias, qaantas incxaclidOes, quan-
taa calumnias mesmo se nao tem adrede espalbado
para produzir urna alta ou urna baixa, segundo as
conveniencias do momento' ?
E ao futuro do eatabelecimente ser indlflerenteo
que actualmente se passa ? NSo ser um mal, um
grande mal que as suas accOes paasern de maos onde
representavam o fracto de longo trabalho, de severa
economa, e eram ara mcio permanente de renda,
para as dos agiotas, que as nao querem possuir, qoe
pela maior parle nao se acham em circumstancias de
rcalisar o capital que rcprescnlam, e ao menor abalo
as lanrar.lo de chofre no mercado, fazendo-as cahir
abaixo do justo apreco qae de direito.Ihes cabe? Nao
ser ainda um grandsimo mal para o Banco que
urna avallada ntassa de negocios se esteja eflecluan-
do sem base suflicienle, sobre valores nominaes com
os quaes se ver elle na impossbilidade de transi-
gir ? Ser-llie-ha indiflerente que se eslejam alimen-
tando tencas esperanzas a que jamis podera- cor-
responder ?
He sem contradiccSo sobre as acrOea do Banco do
Brasil qae se estebeleccm as primeiras cotacOes, as
quaes exercein depois um efleilo sympathico sobre as
dos oulros cfleilos da mesma nalureza. Diz-se geral-
menle que a publicado do balancete do seu estado
em 30 do mez p. p., demonstrando lucros superio-
res a toda a espectativa, dera causa ao movimento
ascendente que desde entao comecaram a experi-
mentar os suas aecoes no mercado. Quanto nos,
he claro que essa illusSo s poderia tomar corpo
assoalhada por aquelles que para seas Gas tivessem
interesseem desnaturaros fados afim de crear urna
opiniao falsa ; seria um meto df engao mas nao a
lansa principal delle. Entretanto he como o auxi-
co desse documento, e para que elle nao prodaza o
efleilo conlrario aos fins para que foi instituido, que
pretendemos preveniros incautos coutra semelhantes
exagerac,Oes.
O balancete diz sem duvida a verdade, devem es-
tar exactos os seus algarismos, demonstra um grande
lucro, mas primeira vista se reconhece o absurdo
de querer derivar delle a lei do juro, a laxa dos in-
teresas que aos seos accionistas dar no futuro o
Banco do Brasil.
Ha no cornejo das operacOes de teee estabele-
cimenlos, em quanto se incorpora o capital, circuns-
tancias excepcionaes, qae podem augmentar extra-
ordinariamente os primeros dividendos, e conse-
quenteracnle a taxa do juro em relaefio ao lempo e
parle do capital rcalisado.
Pastemos pois a apreciar cada urna detaatcircums-
tancias, e procuremos habilitar ainda os menos en*
Temos profunda conviccSo de que o Banco do
Brasil dat um bom lucro aos seos accionistas, que
ser um excellente emprego de capitaes-; nao nos
admirara portante (pe seria cousa muilo natural)
qae ai suas accOet tivessem oa eslima geral um va-
lor cima de nominal; o que s pretendemos com-
baler he a febre, ha o jogo insensato que com pre-
tericao dos mais sagrados principios da razSo e da
moral se est fazendo na nossa praca, e que pode
com a ruina de muitos cidadaos honestos, em pro-
veilo de mu poucos especuladores, perturbar o justo
equilibrio das relacoes comtnerciaes, e produzir ma-
les incalculaveis ao paiz.
Se ero 20 dfm de exercicio, com a dcima parte
a apenas do seu capital, e sem ter feito completo
uso da sua emissSo, pode o Banco do Brasil ga-
fe nhar mais de 88 contes de ris, ter iufalivelmen-
le ganho no fim de junho, poca do primeiro di-
ff videndo, mais de 352 contes ; dar portanto um
a ioleresse correspondente a perlo de 50 % ao auno,
c E se islo he agora assim, o que nao acontecer
tf quando funecionar com lodo o seu capital e tiver
empregado toda a sua emstSo ? a
Eis o raciocinio dos promotores da febre; sua
simples enunciacSo nos revela a sua improcedencia:
mostraremos todava luz da evidencia que todos os
seas fundamentos sao falsos, do primeiro ao ultimo.
Procuraremos ser claros, e al axiomticos, e desde
j pedimos aos nossos leitores mais Ilustrados nos
relevem o enfado qae Ihes caasarmos eicmplificando
e insislndo em algumas dellas, afim de torna-las ac-
cessiveis a todas as inlelligencias.
Quando um banco loma dinheiro a jaro, como o
do Brasil, em principio, e faz oalros negocios de
commisso, o dividendo ser tanto maior quanto
menor for o capital realisado.
Assim he qae o banco quefj|vesse 100 de capilar, e
conseguase, ponfo em movimento o dinheiro lomado
a jaro, usando di sua emissio, etc., realisar um la-
cro lquido de 12, dara um dividendo de 12 %; mas,
se esse mesmo lucro tivesse de ser dividido por um
capitel duplo, triplo ou quadruplo, a taxa do di-
videndo icaria reduzida i nietade, ao terc,o, ao qaar-
to, .nao seria portanto senao de 6, de 4 od de3 %.
O que se diz do capital pode igualmente enteu-
der-eedo tempo. Um mesm lucro produzir una
laxa de dividendo tanto mais forte quanto menor for
o esparo de lempo a qae corresponder.
A primeira poca de exercicio de um banco he
sempre mais lucrativa, ltenlo o modo porque eat
em uso faxer-se a partidla dos dividendos, compre-
hendeudo-se nella a importancia dos detcontos feitos
por lempo que ainda ha de correr no semestre se-
guinte. Por este forma he evidente que cada se-
mestre se achara desfalcado pete antecedente de urna
parte de seus lucros, desfalque que uio se torna sen-
sivel porqu he compensado casta do semestre se-
guinle. No primeiro periodo, porem, as coasas se
passSo de modo difireme : elle nao foi, nao podia
ser desfalcado, e desfalca entretanto o subsequenle.
Esta proposicao ficar mais clara com um exem-
plo. Tem um banco sem conlosde ris de capital;
emprega-os no descont de ama lettra pelo praao de
um anno a 8 % e lacra 8 contes. Se no fim do pri-
meiro mez houvesse de fazer um dividendo desle
lacro por seus accionistas quera avaliasse a laxa do
juro semattendera queaindafaltavamll mezes para
o vencimenlo da lettra descontada, dira tem duvida
que ella era de 96 % ao anno. Se porem prestasse
allencSo a este circumstancia, nao adiarla mais do
qoe os mesmos 8 % ; alias leriam os accionistas de
tal banco de resignar-sc a passar um semestre inlei-
ro sera dividendo algum.
Este desfalque, que se neutralisa pela continuldade
das operacOes, s pode tornar-se sensivel no ultimo
periodo da existencia de taes estebelecimeutos,
quando se liquidam definitivamente.
He claro que o que se diz do primeiro periodo,
suppoodo todo o capitel reunido, he. applicavel a lo-
dos aquelles em qne pelo syslema das entradas suc-
cessivas tiver lagar a realisacSo de alguma parte do
capital; pode por exemplo realisar-se nos ltimos
dias de um semestre alguma nova entrada de capital
e sel logo empregada em deseantes, coja importan-
cia augmentar consideravelmente o dividendo, visto
como sendo quasi uullo o empate dessa ultima en-
trada tem esta do ser atribuido smenle ao capital
anligo.
He por isso qae distemos em principio qae smenle
depois de Incorporado o capital, ou de cessarcm por
al gum tempo as chamadas, te poderia achar a razSo
do interesse. ,
Ainda assim lia mil oulras circumstancias coja in-
fluencia se pode sentir, e que te deve neste calculo
atlender :
Quanto maior for o capital incorporado, tanto me-
nos probabilidade llavera de fsier mlciro aso da e-
misso, a qual depende menoi da facoldade outor-
gada pela lei do que do estado do mercado, da abun-
dancia oa escassez do meio circulante em relacao a
IransaccOes e permutas. O descont pode ser feilo
a um prazo maior que aquelle porque foi tomado
pelo banco o dinheiro com que as eflecluou, vindo
a perleocer a um semestre o lucro total do descont,
e Picando ao outro o onus do pagamento da divida
conlrahda, e portanto a cessacSo de lacros pela difle-
renca do prazo, etc., etc :
Postes estes principios, como preliminares indis-
pensaveis para a explicacSo do balancete, entremos
directamente na sua analyse.
O modelo dado pelo governo para este documento,
qae deve ser publicado mcosalmeole, acha-se appenso
aos estatutose tem no activo da conta de ganhos e
perdasa seguinle verba :
Juros e oulras despezas ........ 9
e no passivo '
juro das diversas operacOes al hoje .... 9
A directora do Banco achando-se sem davala na
impossbilidade de dar a estas verbas algarismos ex-
actos e nao querendo indusr em erro o publico,
teve a cautela de accrescenlar i I., a clausulaal
hoje lancada,e 2.sujeilo a liqudacab.
Nao poda ser mais escrupulosa neste ponto, nn-
huma imputaejio lhe pode pois caber da dcsarrazoada
ioterpreteco de semelhante documento.
Para reconhecer-se a impossbilidade de liquidar
completamente todos os mezes a conta de' gsnhos e
perdas bastar a. consideracSo de que na maior parle
das contas crranles a taxa do juro nao he estipulada
anticipadamente, mas lera de ser o termo medio das
que se estabelecerem durante cada semestre, e sendo
o saldo de taes contas na date do batanete de
3,0*7:406810i, he bem de prever a influencia qoe,
necessariameote exercer sobre o saldo da conta de
gachos e perdas a deduccSo dos joros que em devido
tempo teri lagar.
Tambera .quanto s despezas se devia dar mesma
impossbilidade ; nem todas aa que corresponden! ao
mez podem ser effectuadat e devidamenle laucadas
dentro delle.
Consta-nos alm disso que o 3,235:6978635 toma-
dos a premio o foram por dous mezes, emquaulo que
os detcontos foram effedaados a prazos entre tres a
quatro ; dar-se-ha portanto, no prximo mez de
junho urna cessacSo de lucros correspondente a essa
somma, na razSo da diAerenea dos prazos, como a-
cima em generaldade demonstramos.
Poremos aqui termo nt nossas obscrvicOes, com as
quaes sem levemente prejadicar o crdito do Banco,
cujo brilhante fuluro nao depende de tees illusoes,
julgamos ter poste cm toda a evidencia :
i.- Que os lacros apresenlados no primeiro balan-
cete devem, feita a liquidacSo, ser consideravelmen-
te reduxidos.
2.- Qae, por maiores que possara seros dividendos
dorante a incorporacSo do capital, nao se pode,
vista do que fica exposlo, derivar delles a le dos io-
tcresse que de futuro dar o estabelecmento.
Se deixando de cingir-nos aos factos quisesse-mos
fazer um calculo approximado dos interesses que ra.
zoavelmenle se podem esperar de semelhante esla-
bellecimento depois qae tiver entrado na sna vida
normal, fcil nos seria demonstrar que, comqnanlo
rTem fundadas sejam as nossas esperanzas de o ver
floreicer, jamis poder8o seus lucros transcender
certos limites bem definidos na propria le qae regala
suas operacOes, e qae, se por um lado procurou ga-
rantir razoaveis interesses aos capitaes que associou
em beneficio do paiz e do publico, nada esqueceu oa
omitlio para evitar que pudessem ter nelle lugar
abasos ou excessos, sem os quaes jamis seria possi-
vel realisar lucros exagerados.
Rio, 27 de malo.
berracSo dos principios qae regulara a creacSo de
qnalquer valor ou riqueza, he sem duvida alguma
um fado qae deve ser esludado* e malysado, para
qae 8 credulidade publica nao Oque expolia a decep-
f.Oes que podem arrestar graves transtornos no com-.
mercio regalar e inlerrupcOes funestas no trabalho,
ordinario. Bale assnmpto importante comeca a pro-
vocar a discussSo publica, na qual procuramos tomar
ama pequea parte com o fraco contingente de not-
at observasOet, para que o publico teja bem escla-
recido sobre os seus melhores interesses.'
A circumstancia particular de haverem recebido
ao mesmo lempo um torte movimento de progresase-
todas as accOes indusuiaes, guardadas as condicOes
de sua especial ntiureza, prova que,urna mesma
causa influe sobre lodos estes effeilos. E pois, ser
objectb deele nosso pequeo artigo determinar essa
causa, e eremos que ella ficar bem indicada quando
resolvemos a seguinte quealso: a As inslilaces de
crdito e as emprezas acluaes promettoni lucros que
justifiquem o elevado premio de suat aec/Jet?
O Banco nacional, cojas accoes tubiram uestes l-
timos dias a um algarismo exagcrado,merece-nos es-
pecial estudo, 'A historiados bancos, e particular-
mente a historia dos bancos forteroente privilegiados
parece primeira vista justificar o elevado premio
das accOes do Banco do Brasil, visto como este Banco
esl eflicaznienle protegido com privilegios qae ex-
cluem toda a possivel competencia. Ha porm da
parle daquelles qae assim pensam manifest engao
quo dar lugar a especulacOeB funestas; e a doloro-
sos esperiencias. Os favores que, pela lei orgnica
do Banco do Brasil,lhe foram concecHdos,etao muito
quem daquelles de que gozam os bancos da Inglater-
ra, da Frauca e da Austria, em cujas accoes oac-
letal espirito deagiotagem er ter encontrado um
forte argumeflto de analoga para illndir a siropti-
cidade popular.
Os bancos da Inglaterra, da Franja e da Austria,
sobre os interesses qae percebem de ujs emissoes,
sao os depositarios e distribuidores da enorme randa
publica daquellas nacoes, da qnal tiram um exlraor-
rio proveilo; e alguns delles, alm desse! benefleiot
percebem do Estado ama indemnisacao por tal trrico,
de orle qae, ainda* quando as necessidades da cir-
culado nao possam comportar todo o peto da emistao
que sao aulorisados a fazer, dso elles grossos divi-
dendos a seas accionistas.
O Banco do Brasil, porm, nao est as mesmas
condicOes, e nem te acha organisado de modo a pro
diicir os mesmos resultados. A le orgnica do Ban-
co do Brasil confere-lhe apenas a facoldade de elevar
a sua emissSo ao duplo do capitel disponivel, facul-
dade que he e ser muitas vezes limitada ainda pelo
papel-moeda do Estado, quando qualquer emer-
gencia aflecte o seu valor e perturbe a tu a relacao
com atespeciet metallicaa. Esta dreumstancia, e a
de um emprestimo de 2,000:000 por anno ao go-
verno sem inleresse algum, devem influir poderosa-
mente na reduccSo do inleresse dos capitaes empre-
gados em semelhante estabelecmento. Anda por
longos annos os beneficios dos depsitos serflo para-
mente nominaes, porque em m paiz novo como o
nosso, sem eaplaes dispouiveis, ninguem vai depo-
sitar seu dinheiro sem inleresse.
Ora, sendo nica foute de renda do nosso Ban-
co a emistSo, e tendo elle apenas a facoldade de e-
mittir o duplo de seu capital em reserva, he eviden-
te qae os seus lucros Ilquidos nao podem exceder a
14 \ ao anno, dando-se a taxa constante de jaro a
7%. Dednzam-se, porm, as enormes despeza* de
Irabalhos preparatorios, e do numeroso pessoal cre-
ado desde j eom atteneso s futuras necessidades
do estabelecmento; atteuda-se mais baixa progres-.
siva de laxa dos juros, que o augmento progressivo
da emissao deve produzir, e acharse-ha que o Banco
dar um bom lucro quaudo der 12{lquidos. Ora
este lucro, como expuente de urna somma de renda
de 6 %, arge um capital de 2009000, ou um premio
de 100 % em accSn. Sendo assim, as accOes do Ban-
co Nacional que tiverem pago as chamadas na impor-
tancia, por exemplo, de 80SJ080, nSo podem valer
mais de qne o dobro, ou 805000 de premio, e quan-
do todas as chamadas forem preenchidas cada ama
accSo nao podera valer mais de 4009000, qu ser o
seu zenith. Este resultado porm note-se, fica ain-
da dependente da possibilidade de se achar emprego
para teda a emissSo; da duracSo, poaco provavel,
da laxa do joro na r*az3o de 6 %, em presenca de.urna
somma de 44 mil contes de res d papel do Banco,
que na hipothese figurada devem estar na circula-
cSo; e da cstabelidade tambem do valor do papel-
moeda de Estado, -valor que nao se podera talvez
man ler, e coja deprecatelo affec tara as emisaOes do
Baaco. Em presenca pois de tedas estas dificuldades
os lucros do Banco serSo muito reuzidos, e aa ac-
cOes nao podero allingir ao premio calculado.
~ Erram por conseguiule, aquellos que pretenden!
graduar o premio das accOes do Banco pete balan-
cete ultimo, qae comprehende as primeiras opera-
?0es, e erram porque nao aJ,tendem a qae as p*
as chamadas deram lugar a qoe at emissoes
dessem fazer no mximo permitlido pela lei} a que
o fado da fnsao dos Bancos, privando por algum
tempo a praca dos descontos ordinarios, creou neces-
sidades mais intensase, maior demanda de capitaes
disponiveis; e a que finalmente esse luce
no balancete represente interesses de muitos n
a decorrer ainda, como judiclosamente ja demons-
trou um correspondente desle Jornal.'
Estas considcrajOes nos induzem a assignar ao ex-
agerado premio que ltimamente tiveram as accoes
do BaucO as seguales causas. 1. o astucioso espirito
de agiotagem, que exaltando as imagintcOei, espe-
cula com a maior immoraldade sobre a credulidade
publica e boa fe dos homens inexpertos; 2."agrave
inconveniente que resalta do art. 77 e des estatu-
to do Banco. Desd que os estellos do Banco, Hun-
do um modo particular de llquidaeSo dos enligo*
bancos, estabeleceu categoras de accoes, necessaria-
mente havia de acconteeer que aquellas qae repre-
sentavam menores capitaes, "prestando-ee a ama dr-
cuIncSo mais ampia, e tornando-se de mais atilidade
haViam crear um segando agio entre acete e aecSo.
Puderamos ir mais longe, e prever que a alguma
imprevidencia da parte da direcelo do Banco se deve
alguma cousa peloestado excepcional da praca: al
l porm nao chegaremos, porque nulrimotaeepe"
ranea de que a dirercSo saber, por su iutelligen-
cia e patriotismo, aturantes quaesquer cnsideraree
pessoaes a um de corrigir estes desvos das boas re-
gras commerciaes. O -Critico,
PRACA, 2 DE JUNHO, AO MEIO DA.
A praca vollou finalmente ao seu-estado normal.
Feliritamo-la por isso, e estamos que aquelles meti-
mos qae mais cedern) ao xcilameolo ftzem hoja
coro comnosco.
O cambio sobre Londres aprsente at mesmas fei-
coes de lioolem, e passaram-se este maruiSa sommas
regalares a27e27Wa60e90 dias.
PRAQA 3 DE JUNHO. AS 5 HORAS DA TARDE.
Colacoes .officiaes.
Cambio.Londres: 27 X d. a 60 e 90 dias.
AccOes. Banco do Brasil: 1108 a HSlJ de premio.
No Supplemento de hoje demos conta das transac-
cOes da praca at ao meio-dia.
As accOes do banco do Brasil, qoe ficaram frouxas
naguella hora a 1209, desceran) posteriormente a
115? e 1I0S de premio, Otando o mercado sem tni-
mac.So a esles precos.
Em cambios nenliuma alleraco temos a notar.
e caf hoave vendas pouco importante*. A
qualidads supeojores, da* quaes ha grande falta.
ticam muito firmes. ,
31
IDEO SOBRE O BSTADO DA PRACA.
O fado qae todos observam no mercado de fon-
dos pblicos e particulares, o valor progressivo, que
todas aiaccSes tem lido nestes prximos quiote dias,
qoe eraattaem urna situacae especial urna -
- CAMBIOS. ___.
Londres 27'a 27 % d.lLisboa, 98dtpfem|0-
Pars. ... 360 rs. [HamburgoCf*-
METAES E FUNDOS PUBM#*. ,_._
METAES. Oncas hespauholas g g
b a da patria. .. **2 a 2a*W
Pecas de 68400 veteas. i<*'
Moedasde......J
Soberanos. ,-------gg
Pesos hespanhoes
o da patria-------JW
."'.' .' 99 3i I IflO'M-
Apolices de 6 %
provinciaes
COMPANHIAS PUBLICAS.
200
4009 409
5009 '309
5009 509
300 1259
Knira
tVcn CH.
400
360
230
100
200
200
109618
70000
NOMES-
Banco do Br'l
Banco RanU
Esl de fer- ae Mana.
Uni'ao e Industria .
Mocan ,.....
Amazouas.....
paquete de vapor .
fictherohy.....
Mont. de soecorro.
Diques fluctan!. .
mnibus.....
Inhomerim ....
Gndolas......
llluminacflo a gaz .
Ponte d'Areia -
Antuerpia- i Liverpool. 5OT
Canal......I <*' 30|
Estados-Unidos 70100c. Marselha. 5
Haroburgo ... 40 42|6. IIediterraiffoS45 50|
Havre......70fr, .. Trieste. 5
300
IOO9
150
100
306 300
2309 230
300
115a 110
nom.
ao par.
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nom.
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105 pr.
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I'Himo
69000
US000
109000
'>


a.




/
OjURIO DE PERMMBUCO, SEXTA FEIRH f6 DE JUMHO DE 1854


ULTIMAS. DATAS.
Interior.
Baha. 20de maio. Ptrnambuco 15 demaio.
Cetra. ... 10 de malo. Porto Alegre 28 de abril.
Maraahao 6 da mato. Ro G. do S. 29 de abril.
Para .... 3 demaio. S. Calharina 2 de maio.
Exterior.
Londres 20 de abril..
Montevideo 14 de maio.
New-Orleaos 10 de abril.
New-Yorkl3deabril.
Paria 19 de abril.
Porlo 11 de abril.
Trile 1 de abril.
Valparaso 31 de marco.
Antuerpia 30 de marco.
Baltimore 13 de abril.
Buenos. Ayres 12 de maio
California 15 de fev.
Hamburgo 5 de abril.
Havre 8 de abril.
L*boa22deabrl.
Liverpool 21 deabril.
8. PAULO.
aa-Paalo 20 a* nt.io.
Aperla-le correspondente ; desla ver haarde suar
camisas para alinhavar o qne o UnlSo tetnxe con-
darir ao escriptorio do Jornal do Commercto.
LA gemertm oa gonzos dos prticos legislativos,
rorreram-se os ferrolhos ; poltronas, relogios e pa-
pis dos pacos da provincial eslo coodcmnados
privieBo do phenomeoo da respirado : cessarara as
intermiuaveis prorogaroes, e veio o discurso do
commendador Silva coinminar-lhes a pena de asphy-
xi*.
Os habitantes desta locanda W se foram por esses
deaertos, trocando o bulicio da cidade pelo hac alia
dea campos ; Coram-se para se reraierem de torcas,
emquaulo nao chega o feveciro de 55. He o moz
das purificaeftes. Os Romanos uesta poca f azi aro
natas certas Ixutrapie* ; daqui vinha o noinede/-
arwnn'a, de februare, que significa puriGcar. Era
poiso meadas purificacSts; he por Uso milito acer-
tada a desigoacao desta quadra para a rcuniao dos
Srs. diputados, que nos vem purificar, comecando
a paricacio Dla caixa provincial que desta feila
Hcou purifcala em grossa qnantia.
Nao presuma qne (oda a insignificancia foi para
as boba* Heurginas ; a tanto nao chegou a alta das
hit. Cuttaram mnito caro seguramente, mas os
amigos tachygraphus embarcaram para a corto com
prospero estado linaoceiro, oreando a sua receita em
boa* cootos.
Apre, disse um camponio; olho-que nlo foi e,
foi o camponio.Tanto nlo valeu esse compendio
de discursos que noslegou o hydroptco Const* lucio-
nal, tambero chapn a quantia de tanto com affron-
Is de mais endiabrado prodigo, para olTerecer ao po-
bre publico, ao paciente publico, essas bellezas e
imagen* de Quintiliano.
Daqui too en concluir qne na boa Ierra do Ama-
dor Bueno vale mais ser tachygrapho ou impressor
do ama ministro de estado ou presidente de provin-
cia. Estes tem (sobre a cabera a responsabilidade
oral e o terdiet do povo, qne s veres he inexora-
vel ; no enlanto qne aqnelles t8n inviolnveit e sa-
grado*. O tachygrapho que abe 1er as gara lujas
pede sophlsmar o depntado com o mesoio desfaca-
nwoto com que o impressor d a folha a guisa de
pregoicoso, que atamanca o trabalho que j esl
E en lhe disse que nao havia materia. Ha mate-
ria e multa materia, tanta'quanta be de sobra para
preencher todo o corrente maio : a difflculdade est
em armar-roe eu de urna venda para nSo ver os ar-
gumentos petsoaes e ir-lhe contando em segredo o
que por c se val passando. Has eu, que nao me
quera constituir m palmatoria mundana, limilo-m e
a conflar-lhe o qne nao tem visos de contrabando a"s
$%erra.
He por isto qne eu nao digo que a provincia po-
da na presente occasio propor a accao de lesfio
enorme contra o* seus procuradores, qne, laia de
quem compra ni ra do Ouvidor do Rio de Janeiro,
ao regatea, porque hepeccado contra o bom tom
comprar barato na praca aristcrata, anda que na
pie be* do Hospicio se venda pelo terco.
Hat ia eu dizendo que os pacos da assembla
to encerrado, as archibineadas, onde ha punco
desfllavam o* procaradores do povo, deserta* e soli-
taria*, e a*-galeras, onde se empoleiravam os cu-
rioso* e maldhnmtes convertidas em moradas das
tracas aranhas.
Nao he pois daqui que tirare't materia para a obri
gacti de hoje: Vm. enllocado em meu logar, valer-
se-ola da* estradas de carro, que realmente tem
monopolisdo a llnelo paulistana. Abtneoado
teja aquelle que primeiro se lembrou de banir os
carretn dos tempos dos Affontinos snbsliluindo-
Ibe* as bellas traqulanas que por ahr despuntaran;
os carretees commaodados pelo camponio ajaezado
de mrtum e faca ponluda. j
Fallemos, pois, das estradas ; ao menos vamos U-
laqueando o desejos emquanto nao se incorpora a
companhia ; o melhor da fesla he agnarda-lt.
Estao aflxado* os editaos chamando a concurso as
empieza* ; al 30 de jonho, quem quizer pod dar-
se ao prlo.
Ha va* geral qne o Sr. Barros j no quer, nalu-
ralnMdte arreceiou-se da modificado que fez a as-
senibla. Todava, dizem alguna desconfiados que
aquite devisa eslrategia; que o Sr. Barros quer, e
quer muito. A'seu lado est a emprez Ypiranga,
qoeae no* diz, he composta de gente grada.
Destas cooiat nada lhe di* ao certo ; lodo est
envolto no myrterio; o que lhe poseo asteverar he,
qne mnito bolonios serlo os aquareroasse nSo secol-
locarem tesla da empreza. Depende a realisacao
do projeclo de nanita fadiga e trabalho ; todava va-
a existencia do'preso, do qne para proporcionar-
Ihes o arrependimento, a correccio moral. Consu-
me que o Sr. Roberto de Almeida, tem conseguido
asseia-las, mitigando assim a sorle desses infelizes. A
cadeia da capital oBerecia um mizeravel espectcu-
lo do respeito em que era lido o preceito legal quan-
do prescreve o apritiooamento em recintos iimpos e
arejados; aquellas paredes pardacentas, aquelle
chao hmido e ftido faziam recut&de espanto ao vi-
sitante, (iracas a esla autoridade o Interior do edi-
ficio nao revela o deleixo da autoridad*, nem a des-
humanidade policial.
De Mogimirira nos referem o legniute : Urna
menina de 15 a 16 annos, filha de pessoa bem consi-
derada, foi recebi da em casamento pdr um moco do
districto do Amparo. Decorridos doo mezes depois
do consorcio, seo cadver foi encontrado as aguas
do rio Jaguar y em estado de corruplibilidade. Por
esse motivo foi sepultada na ribanceira." Este snc-
cesso caosou grande assombro na villa, cuja popula-
cao, com fundamentos que me nao sao conhecidos, j
indigita o marido como assassino. Oulro fado veio
augmentar a conslernacao deste.
Na fazenda do CapSo-grosso, a nma legua de Mo-
gi, reside Antonio Benedicto Barbosa. No domingo
7 do'corrente, veio elle para ouvir missa, deixaodo
a familia em sua fazenda, quudo lhe chegou a noti-
cia de que duas filhas se linham laucado ao.
rio.
Soube-se do seguinle : Estavam ellas junto ao rio,
para onde tinham ido lavagem de objectos; igno-
rando que s acharam em face de nm sorvedouro,
foi nelle precipitada a que ia na frente ; gritando
pela irmia para que lhe acudiste, apenas conseguio
leva-la comsigo ao abysmo, de onde j as liraram
moras. A' noiteentravam os dous cadveres pela
villa e foram sepultados com o sentimento geral do
povo de Mogi. Esta familia he bem conside-
rada.
25
Foi debaiio de geral conslernacao que o Jornal de
14 foi aqu recabido. Trazia o regulamenlo da fa-
culJade de direit ; e famoso regolamento qu vem
trazer a bandeira da morigeraco e do piogresso no
grande povo da sciehcia. De geral conslernacao. jn
se sabe, para a juventode de S. Francisco, sobre
quem se arremecam as garras aadas dos direitos ro-
mano e administrativo.
Ai de vos, habitantes dus duros bancos da velha
academia Ai de vossas pestaas, de vossa palestra,
de vossa paciencia, alfim de vosso dinheiro. Sim,
de vosso dinheiro, porque agora haveis de comprar
ao Pandega o Dunot, o Uerlin, o Valdec e oulrus
desta feicao, se quzerdes saber o que o povo da ami-
ga Roma baplisava com o nome de jui.
Consolai-voj ; nSo sois os nicos da rasa amaldi-
coada. Alii o respeitavel corpo dos lentes substitu-
tos, que ficam tao mal pagos como os empregados do
correio da capital, qne vivem e morrm no cor-
reio, supportando a corosidade popular por tuta e
mea.
Consolai-vos ainda, porque o malaventurado
guarda-livros d'bra avante vai ser o mais sublimado
patriota dos lempos antigos e modernos, pois qne com
o ordenado que se lbe vai dar tica obrigado a traba-
Ih.ir, como l se diz, para o hispo.
E os professores de preparatorios, santo Dos A-
cabou-se a pepineira de leccionar nos collegio* que
abundam por esta bella cidade I Ficam reduzidos
cifra do orcamento publico. *
A occasio nao permute que eu descreva a impres-
8o causada pelo regulamenlo de 26 de abril.Nem a
bala asphixiaote com qne o anlipathico Rsso pre-
tende engulir a Franca,Inglaterra e Turqua,fez tan-
to abalo. Por estas lacnicas expretses, copiadas
da* conversacots privadas, Vmc. njuize do que por
aqui [se diz.
Val minguando o recolhimento de Santa There-
za. Ha de recordar-so que ha dous annos houve al-
l um golpe de estado, em cooseqoencia do qual o
terco das irmaas abandonoa a cata relirando-se a
um claustro de sua lavra. All continuara a vi ver,
formando urna repblica religiosa debaizo do mes-
mn systema de reclusSo, comseu orolorioe missa
conventual. Agora demitliram-se mais duas ; igno-
ro a causa, o modo porque sahiram, e para onde se
acolheram. Se houver negocio de nota creia qne
lhe commnnicarei; agora que o Sr. ministro da jus-
tica cuida de olliar escrupulosamente para estas cor-
piiracOes, e com especialidade para os hygicnicos fra-
'des, cumpre que cada um que escreve o v esclare-
cendo.
O discurso do Sr. Ferrar tambera nos leva a crer,
que algumas medidas se tomarao a respeito das
muo mortal, que principalmente nesla provincia
illaqueiam o espirito da lei de amortizacao. Urna
grande parte de predios dos amigos frades sao ordi-
nariamente arrendidos aos particulares, qne se in-
cumbem de revogar a ordenaeao quando reedifi-
cando, melhorando-os, dando nma nova forma, Ihes
fazem adquirir, e a ordenaeao nao quer que esta su-
cia adquira por gualquer modo. Queira a fortuna
que algama regra se estabeleca ueste sentido.
Ha muito que sinto' certas cocegas para dizer ni-
gua poucoem relarao aos filbosde S. lenlo, S. Ber-
nardo e S. Francisco, mas o temor de proferir algu-
ma heresia contra o dlreito divino que lhes assisle-
de
mas o
pesamento sobre a conveniencia desse ;>oijo feliz.
le a pena a incorporado : nao he negocio da C/ii'na. me lem ronlidoalco presente. Ha pouco mais
roa* tem denle de coelho. 100 aunas bastara, j nao digo estas Jinhas, me
Parece que o povo vai concebendo esperanca de se-
ria silencio ao* melhoramentcs materiaes ; o espiri-
dades do paiz ? Mostrem, VV. EExc, aos amigos
frades, que a religiao nao consiste em ler urna boa
adega e forroidavel dispensa. Sao dons ubjeclos
muilo salulares, nao se duvida, quando nao prejudi-
cam a conveniencia publica.
J lhe fallei no depulado Jos Vicente de Aze-
vedo, que na villa d Lorena adquiri por sua for-
tuna grande influencia, estando a ponto de ganliar
a eleicao no corrente anno, quando nos anteriores
perda o scu lado com grande maioria.
Foi por sso incluido na lista dos inimigos dos li-
bcraes de Lorena, que para se livraremdelle que-
rem provar sua minoridade. Talvez na assembla
geral se trato desla questao; nao querendo qne v ms-
comam (ato por lebre, envio-lhes o incluso docu-
menlo para ser publicado opportunainenlc.
A imprensa da capital Cansou na furia dos ata-
ques contra o presidente ; j vai manso o Ypiranga.
Parece que o Dr. Brotern fllho, em ausencia de nota
na historia presidencial, julgou prudente naoa exa-
gerar. ^
O presidente contina a governar a provincia com
|>das as regras da moderacao ; nao ha cordao /uni-
tario para os liberaos. Algumas nomeacoesleni bai-
xado sobre individuos da parcialidade liberal ; e o
Sr. Josino nao entende que o ser liberal he um argu-
mento contrario nomeacao. Dizem os entendidos
que isto se chama conciliaciio. as nomeaciies de
supplentes Jo juiz municipal estao incluidos o Dr,
Ramalho e Joaquim Floriano, cujo liberalismo nao
se nega. /
Tendo concluido o qualrennio o Dr. Franca,
passou a vara municipal ao baro de Iguape, que
cierceu al hontem.
Muito lncrou o foro com esla inlVinidade, S. S.
despachara sem-dclencSo todos os papis que subiam
a joizo.
Na noite de 21 o esparoso edificio dos Quairo
Cantot, o palacio do Cassino Paulislano, annuncia-
va grande festiro. Os saloes da casa tradicional da
antga ari'tocracia, quo em antigs eras ah fazia a
sua sede,se ostenlavam illuminadosnos olbos dos cu-
riosos, que se agrupavam na praca para ver passar
cada farrancho. i
Ia-se dar o baile qne a oflicialidade offerecea ao^
Sr. Josino.
O seu correspondente caminhoU para l: era o sa-
rao do grande tom ; coovinha-lhe misturar-s no
grupo dos convivas; quera ser do grande tom, inda
qoe por urna noite, fazendo que a sua casaca de ple-
bo rocasse pelas dragonas e fardas que cobriam a
aristocracia. O baile monopolison.a attenco da se-
mana ; devo consagrar-lhe um trecho da pre-
sente.
Folgo de dizer-lhe que vimos urna reuuiao bri-
Ihanle, um baile sumpluoso. A directora parece que
enyidou Torca para que elle fosse condigno da pes-
soa obsequiada. Seus esforcos se coroaram ; foi a
casa concorrida pela geule grada da trra, sem dis-
tnecao de cr partidaria, e o Sr. Josino leve occa-
sio de ver que os Paulislas moslravain prazer em
reunir-se para acompanhar a oflicialidade nesta raos-
tra de estima.
Vi qne nesla occasio as maneras de urbanidade
c cortezia que lhe sao proprias chamaram a sympa-
thia dos concurrentes ; c aquellos que deperlo co-
nhecem a probidade, honeslidde, e dignas inlen-
(Oesqoe o seguem na gerencia dos negocios pblicos,
ainda nma vez deploraran) que alguns do nossos pa-
tricios o tenhara espesiuhado menos dignamente na
quadra eleitoral, em que os anjos nao satisfazem as
paixoes que na poca se debalem. He real, hoje que
passou a lempeslade todos confessam uro Flumi-
nense leal e delicado, amigo mesmo de nossa trra,
eslava longe de merecer algumas paginas que ah li-
caramna Ypiranga.
Dispense a narragao dos episodios festivos ; nao te-
nho o dedo da Semana para descrever as Ires Cir-
cauianeu que, ao Iranspor o sabio, foram inconti-
nente despachadas rainhas do sarao.
Quanto ao servico gastronmico, exprimo ludo
quando digo que os gastrnomos retiraram-se 15o
contentes e satisfeitos, como o felhelinista do Cons-
titucional ao dar conta de urna furiosa garoupa do
mar tirado.
Restam os mboras oflicialidade qu vio seus de-
sejos coroados de successo, permit indo Vmc. que os
dirija aos Srs. Camam,C.ananea e Macedo, com a es-
ecialdadeque lhes compele.
/'. .s". Nao nos dar Vmc. alguma nova sobre a s-
Colha senatorial
Os nimos esto suspensos. Consta do registro da
secretaria que o ofllco acompanhando a aparar jo
foi expedido a 5 de abril. Os Ypiranga procurara
justificar a demora, imaginando arcmessa muito tar-
da.
o ensejo, para desfazer o ar-
seu parecer respeito das febres que principiavam a
apparecer ; todos os 8 mdicos que se acharara pre-
sentes nesla cidade comparecern); andei nesse da
bem afilelo para saber oque tinham aquellos sapi-
entsimos doutores decidido respeito da hyiene
publica, valeu-me ainda de-sa vez o meu l'ipilcl
da secretaria a quem estiva locaiando no corpo da
guarda de palacio e por desfastio puz-me a conver-
sar com o commandande da guarda que era nesse
da umofiicial da guarda nacional: Euiao Sr. F.
como vamos respeito de servico '! Ora deixe-me
que o-tal Sr. Berardo tem feiio a bonita ; assenlou
elle que a guarda nacional era o mesmo que tropa
de linlia c quer por forca que esteja um lioraen a a-
guenlar eslas massadas, nunca pensei que me man-
dassem fazer semelliantes servico*. do contrario nao
tera meltido tantos empenhos para ser ofliciaU:
pensei que a cousa nao passssse de alguma proci-
c'io, ou grande parada nos das de feslividade na-
cional, em que a eenle se apresenlasse galhardo e
hnllianle mostrando-sc s mogas, e fazendo inveja
aos que nao liveram a furluna de alcanzar um ga-
laozinho e banda ; porm agora vejuque foi ura lo-
gro ; mas deize eslar que dou-lhe a resposta, vou
tanger os pusinhos afim de passar para areserva.
Mas hornera Vmc. 13o robusto, uediu, e quo parece
vender saude, como diabo hade passar oara a reser-
va? E a inspeccap de saude, conseihosde revista etc.
etc.?Eu lhe contarei (retorquio-rae ,o ofllcial)
loln ser o que se deixar ficar no servico aclivo.
Fiquei aparvalhado e boquiaberlo ; mas nesse inte-
rina linhain-se acabado os trabalhos da secretaria e
lobrigucio meu Pipilet que vinha sahindo. abordei-
o logo perguntando-lhe:Eniao j seique Iraba-
llnm hoje muito ; un vapora despachar,e urna con-
ferencia de 8 mdicos nao he carnada em ?... Sim
trabalhamos alguma cousa. Que decidirn) os Es-
culapios ? Por ora nada, apenas haviam 5 quisi-
tos feilos pelo Exm. Sr. presidente, afim de darem
o seu parecer a respeito : o negocio ficou emprazado
para urna 1. > conferencia. Fiquei desapontado ;
pois quando esperara logosaber se linhamosile ver-
nos as amarellas ainda havia um emptazamento
despedi-me do meu carissimo amigo e dei um pulo
a secretaria da polica ; mas era aquelUf o d.ia dos
desaponlamenlos ; pois quando esperara ler larga
ciinversa^ao com o Mello respeito do cHefe de po-
lica recem-chegado Dr. Manoel Jos da Silva Nei-
va, nao o encontrei mais ; voltei bem zaugado para
acasa.ehia apenas tirando a sobrecasaca Iru:, truz... balcram-iue na porla fui eu mesmo
abri-la, pois saiba Vmc. que qual o csludanle deque
falla aquella cauclo Francezammpopuar :
Je tais ma femme de menage
Aton domeilique et mon portier.
Si guelq'un frappe la porte
Cest moi qui dii gue je me su pa*.
Era o Maranhao qne assm que me avistou foi
bradando com sua voz de estentor Ento Vmc. j
sabe que o Rocha nao coirn na lista dos supplen-
tes de juiz municipaes das Alagoas? En sei la Sr.
Maranhao ; nao sei e nem hio importo com isso.
l'os Vmc. que he da cidade velha diz que nao se
importa; bem se v que nao lie Vmc. um bom ci-
iladao ; pois Vmc. nao sabe das arbitrariedades, pe-
lo Hucha pralir-idas ? N3o, Sr. Maranhao, nada
sei. Bocea que tal disseste; ahi quera o Maranhao
plhar-me 4 pois foi-me logo miudamente contando
casos sobre casos emque era o Rocha o hroe, e urna
enfiada de facanhas que nao reliro para nao massa-
lo mais.
Fui no dia 3 do corrente s nupcias de um lindo
par : casou-se nessa noite urna filha do niajor Joao
Lius de Vasconcellos com um lilho do uegocianle
Miranda. Nao sei se he para me mel[erem figss,
visto como sou m celibatario j veUrasco, qu me
convidam para todas as bodas que por aqui ha, e co-
mo o meu vicio predominante he a gula, all achei
muito com que comraelter este peccado morlal ; o
resultado foi empszinar-me ; pnrm la encontrei
quem me fizesse frente e mesmo me levasse s lam-
pas ; se Vmc. aqui morasse loco adivinharia que
quero fallar do nosso amigo o Ihesoureiro da geral ;
mas nao ha goslos perfeitos neste mundo, quando
eu e o bom Ihesoureiro estavamos com as bochechas
prciihas deom bom naco de puding. correu boato
de que a nona Tora acommeltida de um ataque;
deu-se logo um ferett opas ; cada convidado foi pe-
gando no chapeo e pondo-se ao fresco ; eu e o so-
bredito amigo fizeraos mallolagem e viemos ainda
masligando por uns hons200 passos. He um logro
ile todos os demonios, Sr. correspondente, para um
pobre noivo ; ver a sua chara nilale doenle na noi-
te das bodas I Dos defenda a ludo o fiel christao
de urna destas ; e a mim principalmente quando me
resolver ao tal lacinho. *
Tinha ainda muito quediser lhe porm faco aqui
ponto porque me nao d lempo o vapor: peco-lhe
mil milhes de perdOes pelo desconchavo que ahi
vai, e creia que nem tive lempo de passar pela vista
o que garatugei. Vale.
COMSIOICADO.
para qoe as fogueiras do Santo Officio illaminassem
to de empreza vai ganhando incremento, e o gover-1 melhor o meu espirito, e, aquecendo-me, recompen-
no na* providencias que vai tomando, revela o dse.
jo de cooperar para om melhor futuro da provincia.
Os engenheiros he que se veem abarbados nesta po-
ca demovimenlo, poisque as portarlas governamen-
laet nlo os deixam ficar em casa; Os Srs. Porfirio
Maateiro e Vilalva, eonsla-me, partem brevemente
para diversa* commissoes.
O Dr. Falclo, que he desles advogados que nao
deixam passar camarao pela malhi, deuurna queixa
contra o subdelegado cantinho, que, no seu dizer,
claudieon ou preterio frmalas na inslauraco de um
prsoMso. O feito deve ser curioso : eu lh'o commu-
nicarei, pois, segundo se mediz, a materia lem seu
que de carioso.
Tenho feito rainhas visitas ao quartel do corpo
fizo, para le-lo sempre debaixo de sua proteccao.
Ctnlinuo a noticiar-lhe qne a inspec;ao do Sr. Ca-
mam lem aproveiladn. Qusrem alguns dizer que
esla estabelecimento tinha cahido em orphandade, de
que o governo o salvon, enviando-lha. este senhor.
Com a chegida do novo major despontou nova poca
para a* barrigas dos cantaradas. Itestabeleceu-se a
oa de que se acharan) privados ha muito lempo,
de modo que agora pode vira cruenta guerra coro
todos os seo* horrores: a tropa est de barriga chei/j,
rija, forte e vlente. ,
Temos noticias do Sr. hispo. Dizem-nos c.ue
*a prepara para a recolhida a seu palacio, fim de
abastecer-te de forca par visitar o sol da provia.cia.
Contina a suspender os parochos que eiofbitaf o, l
noten entender. Eu que louvo ao diabo, te o dia-
bo proceder em regra, nao declino da occasio para
dizer que algunas saspensoes (muito poucas) foram
dictadas pela, razao e justica. Pelo que, i >ve ser
louvado o Sr. bispo quando quer acabar con i o de-
boche e immoralidade do clero. Emqoanto proce-
der na rbita do justo seremos sen amigo; e s res-
tabelecer as esmolasda caixa, ento o sea r aais acer-
riatt ipologisla
Contt* que 8. Exc, quando se achava ainda em
Lorena, tinha depositado em sua gary a urna boa
qaantla; om necessitado trou-lhe o in/ omraodo de
earrega-lu, a tafou-se com ella.
Continan) os galanos i assallai as lojase ta-
bernas.
Ha tres dia* o negociante fan'a'soffreu urna pe-
quea visita. O*ladroes penetrarau i na loja com to-
da a galhardia, levtndo-lhajfazend/1 e dinheiro. Ou-
Irat casa* tem tido igual sorle.
Esle laclo* frequeatemente reproduiWos, tem
contribuido para a geral opioiao de que ha urna qua-
drilha em exercicio constante,. j ine noliciei qne
foi apprehendido um dos raliaeiroe, ao qne parece
mais graduado, ero coja casa se entontrou urna '-
egclopedia de mercadorias. Dizem qoe do interro-
gatorio deste Caco te pod'arn tirar grandes revelac,oes
obra a existencia da aiso ;iiico, que pi inura com
qoe procedem, parece qi M: te regnlam pela palavra,
signaei e loque*.
A polica est em av rM*coes minocioias muilo
esabora nlo disponha de pelrulhas, est diipotts a
arma-lhet um laco." Qotendo esta lhe chegar Ulvez
j lenham eahido s* paaatariiihos.
A proposilo de paasarinho* : j te pode ir para,
cadeia. O Sr. chefe-1 e polica compadeceu-*e do
mitero estado dataostafi prisoes e temoo-as dnaio
da Kas vUiaftimnedlatWsente. Al aqui eram bor-
rivtte calalwa^qa'mlvs^ervUm para biquilar
PERMMBICO.
Aprovito, pois,
dil.'
Ale breve.
(Carla particular.)
(Jornal do Commercio.)
sassem o desejo que nulro'relativamente ao deslino
a dar aos bens morios.
Nao viso combater a existencia destas insliluices
pelo que ellas lenham ou possam,ter de immoral.
Todava acrencaem que eslou de que hoje ellas sao
Inul-eise impreslaveis, o conhecimento que tenho de
que o seu estado actual he um baraco ao progresso,
manda que dizendo duas palavras excitemos a alten-
cao da assembla que funeelona.
Ao paiso que o paracho adminislra os Sacramen-
tos, o qoe fazo meu frade ".' Ao pasto que aquelle
Corre aqui e acola por maos tempos e caminhos, le-
vando o consolo religioso ao enfermo que desta vida
se despede, que faz aquelle ? Ao passo que o paro-
dio procura por raeio de praticas edificantos edo
entino doulrinal, conduzir ao porlo do salvamento
as consciencias do rebanho, que faz o mesmo frade?
l>efrucla em santo ocio os commodos do vasto con-
vcnlo, visita asfazendas do seu Orago, e ahi passaa
-ijdade.abastado propriclario.
O frade recebe no termo mensa I o procurador do
convento, que com as bolsas cheias de ouro vem tra-
zer-lhe o producto do aluguel das casaras que sao
do mostero, qne he destinado maior gloria do Se-
nhor e proveito do prximo.
Mas se, em vez de se conservaren) no sea viver o-
cpso, fossem lies prvidos, j como coadjutores, j
como vigarios, quanlasvantagens nao colheria aigre-
ja. Que infinidades de parochias vagas por ahi se
contam? que immeusa gente ignorando pelo inte-
rior at mesmo o que he ser chrislo ?
E os bens dos frades 1 Urna mulliran de casinho-
las frageis, immondas e sera forma, que quando nao
receben) novo valor pelo arrendamento ao particu-
lar, que traz infraeco legal quauto a amortizacao,
apenas de annos em annos,quando o lempo consom
a cir da parede exterior, he que os administradores
se dispoem a mandar branqsea-las, levantando por
este fado o aluguel. Os predios dos mosleiros ape-
nas serven) paraofierecerem aos olhos da popularan
um perfeilo contraste com a elegancia e melhora-
menlo a que estao atliogindo as consfrucc6es moder-
nas dos partjculares. E no entanto elles sao situa-
dos no corarao da popularan.
Quizera que Vm., o Sr. Fcrraz ou o Sr. Nabuco,
fossem comigo a urna dessas fazendas, para compre-
heuderem o estado a que se achara reduzidas, o aban-
dono e relaxarlo ; casas arruinadas, terrenos aban,
donados, urna escravatura ociosa e gatuna, entregue
embriaguez e immoralidade I...
Agora diga-rae alguem se ser nma heresia aven-
lar-se a idea de promover um aclo do poder legisla-
tivo que decUrasse propriedade nacional lodosos
bens dessas corporacoes, aulorisando a venda da
qnellcs que nao fossem requeridos pelo servico pu-
blico ? Por um lado loriamos a acquisico de tahlos
edificios que serviran) para esses misteres que nos
fallan), casas de cmaras, paco de assembla, jury,
etc.; poroutro o methoramenlo da populacho com
os novas edificacOet sobre o solo hoje oceupado por
cata (o grande quantidade de casinholas, que tor-
nan desagrau'aveis a* mais bellas ras que te-
mos.
NSo ter chegada a poca de so cuidar seriamente
desla materia? de tancar a urna banda velhos piejui.
ros Sr. ministro da justica, V. Exc, que pesia pro-
vincia moslrou que nao reea diante dos trabalhos,
e quena pasta da juttica nSo dorme, nao auxiliar o
Sr. Fertaz que em t*u dicono raottrou que quer fa-
ttr valer snm late* pata taaft^*"i** ****
GOHRESPONDENGIA SO DIARIO SE
PERNAMBCO.
Macelo' 13 de Jonho.
He bem certo o anexim o que faz bem aos bo-
fes pode prejudicar ao figado. Quero dira que as
chuvas que tantos beneficios tinham feilo ao milho,
feijao c mais legumes do 'Antonio. haviam de dam-
nificar urna obra taMmporlante como o paredao do
palacete? Bem dizia ura excedente escriptor fran-
cez j nao me lembro que proposito, n A agua
que cai gota a gota dca fcndaimperceptivcl hade
por fim minar esse roebedo : applicandocste hy-
drodynamico texlo o nosso caso j ninguem te es-
pantar de que emhebendo-se aquelle polentissimo
e mui valido liquido pelos poros da mater tellus des-
se cm resultado duas grandes fendas no collossal pa-
redao, apesar dos gigantes que o 'escoraran).
No enlanto, Sr. correspondente, ninguem se deve
liar em cao que manqueja, o tal dissolvente a torio
qanlo ha, leve tambera suflicientc forra para di-
luir o inoflensivo paredao da ara do nosso palacete
que era o oraulho desta trra : e j que lhe fallo
no paredao encelemos hoje o trabalho dando-lhc al-
gumas noticias a cerca das obras publicas nesta cida-
de ; nao v pofem Vmc. ou alguem, supporqueseja
o Schrambach o o capitao Marcolino quem lhe em-
pazina as columnas do seu interessante Diario com
estas bugiarias.
Ja lhe havia eu dito que sob a direccao do ex-ins-
peclor e ex-presidenle do defunto consclho rTobras
publicas Lisboa tinha sido incinerada a estrada que
desla cidade vai ler a Jaragu ; apezar de supporem
alguns que essa obra ficaria como um ang na for-
ra do invern visto como nao se tinha empregado
nella pedra ; comludo liraram elles desaponlados
vendo-a resistir a mais de urna euxuriada, e sahin-
do quasi inclume de todas as Irabuzanas. Bem Jhe
dizia eu que o concert das estradas principiara .da
periferia para o centro ; j se acha quasi concluido
o melhoramenlo do denso arcal do Bebcdouro, que
era um dflicHimn poro da eslrada do mesmo no-
me : havia all ara em tanta quantidade c 13o sol-
a quo chegava a atolaros cavaflos at as candas e
os carros al os eixos, e era tto'dfflicil trauspor-se o
tal Sahara em miniatura, que os crreiros proferan)
antes andar 2 leguas em outro qualquer terreno, do
que atravessar aquellas 200 brasas ; por isso os se-
nliores de engenlio e todos os babilantes do centro
bem dizem ao illuslre administrador quo ralamor-
phoseon o ardente areal em bella estrada que ra
ser macadamisada. Oulra obra que eslava"em an-
ilamenlo era a levada ou canal da ponta grossa que
bom dinheiro lem absorvdo, e creio que continua-
rla a ser de dinliciro um funil n ( como di-
zia urna modinha de que eu muito gostava, quando
era rapaz, respeito da ra do Ouvidor do Rio de
Janeiro) se a omnipotente voz do administrador da
provincia nao, brdasse basta 1 mandando parar
os Irabalbos no dia 7 por eslarmns no rigor do in-
vern. Segundeo meu fraco bcslumto aquella obra
nao hia bem, isto he, nao se poderiam colher pro-
ficuos resultados do afanoso trabalho empregado em
um terreno iugralissimo que nada* mais he do que
um pal ou mangue mal aterrado. J se comeca-
vam os trabalhos do cemilcro publico para o qual
conceden o paternal governo de S. M. o Imperador
3:0009000 ris.,escgnndo me constaacha-sedcllaen-
carregado o preslimoso commendador J. Antonio de
Meiidonca. O hospital de caridade desla cidade cuja
1.a pedra pareca destinada a ficar suhmergida n.is
profuralezas do I.cilios foi delle arrancada pela be-
nfica mao do nos'o Ilustre presidente o Sr. Dr.
Sarava, que nomcou urna commisso de 3 membros
para della encarregar-se ; disse-me porm o Joao
Compasso que 2 membros nada fizeram empurrando
toda a carga sobre o 3., que he o coronel Costa Mo-
raes, i cuja aclividade, zelo e dedicacSo deve-se o
adiantamento era queja se acha a obra que es
quasi cubera. Fiquem os Srs. Saraivas e Cosa Mu-
raes renos que cada pedra daquelle po cslabclcc-
mento he urna bocea que os bem diz e bem dir para
sempre, e por sem duviiha que as honestos desses
desvalidos para quem graugeram elles um abrigo,
lhes dar felcidade.
Acha-se nomeado director das obras publicas desile
o dia 31 ilo passado o Sr. lenlo coronel Paula
Mesquila ; por cerlo qne a escolha foi acertada e he
muilo de esperar que ete dcligenle cidadao empre-
gue toda a sua aclividade e zeo no desempenho de
suasnovas funr^Ces. Consla-me queja foi incum-
bido do melhoramenlo das dnas ruar, principacs des-
ta cidade, agradecemos ao Exm. Sr. vice-presiden-
le por querer remir-nos da vemonha que soffriamos
de ter na capital as duas ras principaes em peior
conricao do que as estradas.
Passando agora ao segundo mal causado pelas
chovas dr-lhe-hei qoe no dia 31 do passado leve lu-
gar em ama das salas do palacio a reunido de me-
dico* que eu lhe dista havia o Exm. vice-presideu-
te convocado para conferenciaren! e declararen o
COMARCA DE PGEU.
TlUa Bella 1.- de junho.
Quasi nada occorreu no prximo passado mez,
que valha a pena noticiar-lhe ; mas tendo deiado
por esse mesmo raolivo, de escrever-llie na primeira
qonzena -de maio, consdero-me obrigado a faze-lo
nesla segunda, posto que anda subsista a mesma ra-
zao, leudo Vmc. santa paciencia por o3o ser cousa
capaz o pouco que lhe vou expor.
l'i'iiiripiiriM pelos pos c. llevlosexerciciosrecom-
mendadus para o mez de maio, os quaes se nao foram
solemnemente execulados nesla comarca, como seria
para ilesejar.naodeixaramcomludo de ser felosdo mo-
do porque os devotos julgaram possivel; cclebrando-se
publicamente, com alguma devocao c zelo na povoa-
ca do Flores, son os auspicios do Rv. vgaro, que
lomou a iniciativa ; na Baixa onde lamben) publica-
mente sob a direccao do virtuosissimo auciao A. A.
Fonceca, e nesta freguezia s particularmente em
'algumas casas ; pois, nao se adiando na freguezia o
Rvm. vgaro no principio de maio, nao houve quem
promvesse a publica devocao na matriz, prometien-
do todos salisfaze-la no futuro anuo de 1855, se (
chegarenj.
No da 4 de maio, sepnltoti-se no cemilerio desla
villa urna crioulinha de 13 14 anuos de -idade, es-
crava de oulra pela forra, cuja morte nao deve ficar
no olvido, pela creumslancia que preceden. Con-
taram-mo que a prcla velha, seuhora da finada, lhe
havia prometlido alforria se esta se conservasse sem-
pre honestamente; e, nao obstante o zelo e cautela
com que a sorpeava, apanhou a crioulinha um Glho,
que pode occullar al o lempo do parto, illudindo a
senhora ser molestia o volumoso estado que apresen-
lara. Vendo proxi.mo o inslanle fatal de revelacao
do segredo. e revendo ja frustrado a promellid c
desejadu liherdade, procurou o malo, pari, malou o
filho e voltou casa, onde bebendo um coco d'aua
fra, fallecen sbitamente estupurada. Um cacador,
que casualmente passava pelo sitio onde a preludia
se achava nesse servico, conlou depois da sua morlc,
te-la visto all como que oceupada em machucar al-
guma cousa com urna pedra; e indo-se ao lugar en-
conlraram-se todos os vestigios do parlo e do delicio
do modo exposto. Assm pergaram ao mesmo lem-
po liherdade, honra e vida.
Nesse mesmo dia 4, chegou a esla villa mais um rc-
forco de Ijpracasde linha com um alferes,para en-
grossaro destacamento desta comarca ; tendo regres-
ando no dia 9,para essa capital o capitao, que quise
achava, cuja partida se nao foi estimada lamhem luto
me consta que fosse chorada.
No dia 11 foi recomido a cadeia desla villa o preso
Raphacl, capturado noNavio, pelo inspector de quar-
teiraa Antonio de S. Guerra: o preso he criminoso
de morte no lluique, de tentativa de morte, lomada
de presos, e furlos de cavallos, neslc termo. Era
urna das materias dispostas, em que abunda aquelle
reacho, como lhe lenho dito.
A respeito de Tacaralii o qoe me consta ver da
segoinle carta :
. Os presos deste termo, qoe depois dos trabalho*
do jury liraram aqu na nossa prisao, monlam ao
numero de 24enlre condemoados, appellados, e al-
guns recrutas, dos quaes foram ha punco remullidos
para a cadeia dessa villa 12, ficando aqui onlros tan-
tos, que suppc-ie irao quando daqui partir o Dr.
juiz de direilo.
Nao sei seos maldizenles ainda nos arguirao de
nao termos concorrido para a seguranca individual,
e Iranquilidade publica da comarca ; pois he lo ex-
cessvo o numero dos capturados, e ainda maior o dos
procossos, que se diz rao ser instaurados, uns cora
justica eoutros sem ella, que he para lemer, veuha
a ser supprimida esla freguezia, pela mudanra de
quasi todos os seus freguezes para a cadeia da Villa
Bella. Ah! meu hora amigo, a severidade at cerlo
poni ho louvavel ; mas se ludo o qae se diz pre-
tende fazer o novo jnz de direilo, o Sr. Souza Lean,
he verdade, permita que lhe diga, qne a cousa j
vai rherando a persegurao, que nao pode deixar de
comprometter aos que ccsamenle o ouvem, e de de-
generar em um desagrado geral, como a experiencia
o ha de mostrar mais tarde. Onvo ?
o O jui; municipal supplente Francisco Berntrdo
de Aranjo, de cujo processn lhe fallei em mitra oc-
casio, foi ltimamente pronunciado, nao obstante
ter a parte desestido da denuncia e declarado osmo-
livos pouco honrosos,que o levaram a dar tal denun-
cia, e lancou-se aos mallos para evitar a prisSo que
lhe fui intimada por parte do juiz de direilo.
" Temos lido mui.la chova, mas os vveres eslao
ainda caros, principalmente a farnha, que nao
ser vendida por urna medida exlraordinariamenle
grande, como he a nossa, nao sei como se poderla
comprar este indispen o Tem havdo dedezemhro paraca uina morrinha
nos velhos, que, n3o obstante ser tao proverbial a
saluhridade de Tacaral, um grande numero de
pesshas de 60 100 annos, tem pao o seu compe-
tente trbulo, parecendo al que haviao feito alguma
caballa para mudarem-se juntos. i>
Se em Tacaral ainda se senleni alauns efTeitos da
secca, entre nos s della resta a terrivel lembranra, e
nada mais. Os gneros deram a competente b'ixa,
al mesmo a farnha ja se lem vendido 12 pala-
ras a quera, que equivali a um alqueiro do Recife.
O feijao que como lhe disse cm outraoccaeau, per-
deu-se quasi lodo, ainda se vende o ponen que ha,
por preco commodo, poslo que deva subir oestes
dous mezes. Temos lauto milho, que deve vender-
se na eolheila por pouco mais de nada. O pasto he
tambera lan abundante,qoe ha annos nao temos exem-
plo de haver le,nta fartnra para os animaes. Em
tumma a comarca de Pajcu', gracas a Providencia,
esl salva da terca.
A saluhridade marcha sem novidade.
O cemlterio o teu rocoJarnaato.
Pompa funebrh. agmina xequia-
rum, tumptuosadiligenliaiepullura,
monumentorum opulenta coiutructio,
ticorum sunt qualiacumque tolalia,
non adjutorta morluorum. OrUtioni-
bui tero tanta; Hcclea, et tacrificio
ialuldri,et elemoiinit, quwpro eorum
Jnritlbuf etogdnlu, noneit dubilan-
um mrtuo* adjurari : ut cum eit
miiertcorilu* agntura Domino.quaih
eorum pecala meruerunt. Ilocenim a
Patribus traditum universa observat
Ecclesia.
S. August. hom. 34 de verb. Aposl.
Todo* conhecem a necessidade e importancia de
um remiterio public ; mas temos sentido muito que
nenhuma penna distincla se tenha oceupado melhante assumpto. O santo respeito qae devemos
ao venerando jazigo e descanso eterno dos chrislaos
assim como o tedio que nos tem causado o immode-
rado e tslvez escandaloso luxo que se ha inlroduzi-
do nos appreslos fnebres, nos fnrrou a publicar
algumas reflexes que nos sugzerio a leilura do no-
vo regulamenlo impresso no Diario n. 134.
(iracas aos nossos depulados provinciaes o ao Exm.
Sr. Visconde de Paran, fo-nos dado um cemile-
rio, cua obra, encelada em 1850, proseguio at ao
ponto de nos prestar alguma ulildade ; roas ainda
mnito lhe fallara, para que fosse completa e podes-
se precncher todas as condicoes que devem acompa-
nhar o sepulcro dos fiis.
Nao tinhamosainda urna capella no cemilerio,e por
esla falla o povo linha cqmoque repugnancia em edi-
ficar ahi os seus jazgos, e smente forcado pela lei,
sepultara no cemilerio os finados objeelos das tuas
intimas affeices. Nao liara all um sacerdote em-
pregado no exercicio dos sufl rae i os, e o cemilerio era
ainda antipathisado por lhe fallar como que urna
saucedo religiosa.
Senlia-se a necessidade palpitante de ama lei que,
cortando os abusos e prescrevendo regras econmi-
cas,, combinasse os ioteresses do povo com a decen-
cia e dignidade quo devem acompanhar os actos f-
nebres, e com a importancia e decoro qoe deve ter
aquelle sagrado deposito dos restos de nossos finados,
sobre cuja lousa tantas vezes filtramos gotla gotta
essas lagrimas de vehemente saudade, que vo hu-
medecer as cinzas da extremosa esposa, do querido
pai, da carnhosa mi, do prenle nflectuoso e do
verdadeiro amigo 1
A igreja para o cemilerio, assim como o adianta-
mento de suas obras tem sido o objeclo dos maiores
disvelos do Exm. Sr. cpnselheiro Jos Denlo, desde
o comer de sua administraran. Nao obstante a
exiguidade de meios, e tendo por principal auxilio a
saa vontade de ferro, emprehendeu elle a obra da
capella, e conseguio eleva-la ao estado de grande
adiantamenlo em que hoje a vemos ; o que logo
fez desenvolver na populacao desla cidade urna lal
devocao para com o cemilerio, que foram inmensas
e espontaneas as edificaces dos turnles privados :
e em breve veremos erguido no recinto roorlario
um sumpluoso edificio de architeclura nao vulgar, e
que franqueando os altares celebraco, oraco e
aos suflragios, imprimir certa ncelo vivificadora a
aquelle immenso campo de redempcao e o reduzir
i um s templo sagrado, respeitavel, bello e edifi-
cante I He ah, sobre o moimenlo, por entre os cy-
presles eta flores que nos iremos, pungidos de agu-
dos scntmenlos'e vivas emoces renovar as lagrimas
e as saudades, e exlasiar-oos na contemplaran e
as preces !
Den-nos lamhem o Sr. conselheiro Jos Bento nm
regulamenlo breve, porera orihodoxo e cheio de
pensamentos e de piedade : vemos all erguer-se
um altar decencia, e esmagar-se o luxo ou a pom-
pa escandalosa, qne se havia adoptado nos apreslos
para os enterras. A simplcidade que foi eslabele-
cida para os carros fnebres he edificante; a prohi-
bicao do vaidoso cortejo de carros de aluguei nos
acompanhamenlos funerarios, sao medirlas econ-
micas de alto louvor, que vieram por termo ruina,
a rauitas mizerias o al prostituido, a que al-
guem (com dr dizemos) se sujeitava para ler os
rocos necessarios a laes oslenlaees! Que familia,
por desvalida que fosse, podera tolerar que um seu
prenle fosse sepultado sem ir cercado de volantes,
e acompanhado de 20, 30 ou 40 carros alagados,
ainda quando para isso houvesse necessidade de
vender a ultima joia e mesmo endividar-se 1 ?
E entretanto mnita gente se ufanava com eslas e
oulras vaidades, esquecendo-sc de suflragar a alma
do finado! Antgamente era elle sepultado sem
pompa, mas tinha immensos suflragios, dslrbui-
ara-se esmolas para remissao dos seus peccados; o
fretro era conduzido por irmas ou amigos, o acoro-
pauhado por nm respeitavel sahimenlo composto de
seculares c de moilos padres, que oravam por sua
alma 1 E hoje !.... Hoje he conduzido e acompqr-
nhado por cavallos que relinchan], como n'uma
grande fesla, e que cstrugem esses ares, como o me-
tal que se atira s pedras com forca e intilmente !
E as_ esmolas? E os suflragios ? Para isso nao
ha dinheiro, nem vontade 1 .
Louvores sejam, pois dados ao Exm.. Sr. presi-
dente, que restabclccendo os antigos enlegmen-
los, como se deprehnde do.seu ofllco ao Sr. hispo,
se nao acabou (porque seria hoje urna imprudencia)
ao meuos cortn esse apparato libertino, inteira-
mcnle intil para o bem e salvacao das almas.
O nosso cemilerio eslava lodo secularisado (per-
mi lla-se-nos a expressao) c como que ia perdendo
aquelle respeito e disciplina religiosa de que goza-
ran) em todas as pocas as sepulturas ehristaas;
mas o Sr. conselheiro leve o cuidado de reslabelece-
la. Elle colocou all um sacerdote, nao para ves-
ta-Io, como d'anles, mas para habta-lo, ser o res-
ponsarel,' e manter a ordem e o rgimen nos aclos
religiosos, assim como celebrar quotulianaraente
inissas de corpo presente pelos all sepultados. Ne-
iihnm cadver pobre ou rico ser inhumado ou ex-
humado, sem que o rapellao presida a esses actos,
com oraroes. beucaos.e asperses. De hoje em d-
ame as cinzas dos morios ; ainda mesmo as daquelle
que nao deixar um prenle ou amigo) nao sent
profanadas e laucadas ao vento, porque lerao no
sacerdote um guarda certo e constante; as suas al-
mas nao serao mais desprezadas e esquecidas, como
as de irracionaes, porque ellas lerao sull'ragios pe-
rennes I Admira-nos por certo qu todos estes bens
fossem dados em um lempo em que ludo he des-
prezo para a religiao 1
Se os pobres e desvalidos devem ser gratos ao ad-
minislrador que lhes facilitn os remedios da salva-
cao, os ricos e sensatos nao devem recusar nm vo-
l de reconhecimenlo ao Exm. Sr. conselheiro pre-
sidente da provincia, que recouhecendo o vicio da
populacao o extirpou, obstando a que d'ora avanle a
raidado e o fausto (que tanlo contrastara a piedade
dos tmulos,, com a tristeza da morte ), fossem pro-
gresivamente cui-iiraindo fortunas, que alias acha -
riam um bello emprego no seio sufiragios das almas, t em lodas as obras de pie*ade
e beneficencia.
Os carros fnebres foram divididos em 4 classes, e
diversos precos accommodados s -categoras e posses
de cada um, assim- como as idades: de hoje por di-
ante os teremos bem simples, he verdade, mas de-
centes o baratos, afim de que, sem dispendios ex-
cessivos e superfinos possamos devida e conveniente-
mente suflragur as almas dos qne nos devem ser
charos na morte, como o foram na vida. As ir-
mandades, como qualquer, podem ter os seus car-
ros para se libertaren) da imposicao dos especula-
dores, e este* serao forcadns a alugar os carros por
um preco cerlo e ganhn razoavel.
Devemos notar que o regulamenlo que nos deu
o Sr. conselheiro, foram diminuidos os precos das
sepulturas ao estrictamente necessario ao costelo e
aceio do ostabelcimeiito ; e que as multas e laxa
dos carros,' que serao pagas pelos especuladores, bao
de ser reduzidas. proporco que so forem conclu-
indo as obras. Essas mullas e laxas nada pesara aos
opulentos; para os pobres ha carros e sepulturas
baralissi mas. e para os desvalidos que nada poderem
pagar, ludo sera feito gralulamcute: e nem se_pe-
dera deixar de mpor alguma mdica cautribuicao
para fazer face s despezas das obras da eslrada, ca-
pella e oulras que o Exm. presidente pretende,
(segundo consta) com a rapidez possivel, concluir
no cemilerio.
Fallamos assim ao publico com pobreza de espiri-
to, he verdade, porem com um coracao que nao
tendo o mnimo interesse em queimar incensos ao
poder, na hesitar, com ludo, em dar-lhe mere-
cidos louvores quando elle llzer ao povo e provin-
cia o bem real, como o de que acaba de fallar
O Calholico.
lo que csliver ao meu alcance, mas lamhem para
rogar-lhe se digne informar aquellas pessoas desses
lugares, que costumavam remeuar assocar a Bandei-
ra & Garda, que a casa continua sob minha firma,
e que espero elles continen) a hnnrar-me com a sua
confianca, pois prometi cumprr tuas ordena fiel e
puntualmente.
O men escrplorio he na ra do Collegio n. 17, ou
na ra do Qucimado luja do sobrado imarollo n. 29,
a quem V. S. se poder dirigir. Aqui fico s suas
ordens, e creia qde sou com toda a estima de V. S.
amigo, ltenlo venerador e criado.
Hnpliael Flix Jos Garda.
Recibos panados adecedores do armazem.
a Recebi do Sr. Pedro Barbosa de Souza, por
mao do Sr. Antonio Rodrigues Vieira a quantia de
scenla e Ires mil equiuhenlos e sessenta ris por
conta de maior quantia.Recife 2 de agosto de 1853.
Rs. 638360. Bandeira & Careta.
a Recebi do Sr. Pedro Barbosa de Souza a
quantia de sele mil cento e sosenla ris, por saldo.
Recife 28 de marco de 183i. Raphael Flix Jos
Garca.
Rs. 79160.
Eslavara reconhecidos.
PIBLICACVO A PEDIDO.
Vapor Imperador para o Rio de Janeiro.
Recebi do lllra. Sr. bacharcl Jos Mara Ramos
Gurjilo a quantia de 1208 rs., importancia de sua
passagem na cmara. Pernamhuco 14 de maio de
1854. Pelo agenle da companhia, Costa Santos.
~~ COMMERCIO.
TRACA DO RECIFE 14 DE JUNHO AS 3
HORAS DA TARDE.
CotacCcs oflicines.
Cambio sobre Londres a 26 3|4 d. 60 div.
AIJ-ANDEGA.
Rendimenlo do dial a 13.....113-.939S580
dem do dia 14........9:0203128
122:9598708
do ficara' ainda com mais esta prova de
benevolencia e proteceo. T) Hendes es-
pera que este requenmento seja despa-
chado satisfatoriamente.
TUEATRO DE APOLLO.
DOMINGO 18 DE JUNHO DE 1854.
Expectaculo d beneficio do ador Joaquim Jos
Pereira.
Depois de execnlada urna escoltada ouverlura, te-
r lugar arepretentacaoda tao applaudida comedia
em 3 actos
jpsiaLsr *j L.sm& jsmiaSvB-
Aclare*.
O Sr. Monleiro.
a Cosa.
O beneficiado.
O Sr. Amoedo.
Bezerra.
A Sr. D. Amalia.
A Sr. D. Gabriela.
A Sr.' Jesuina.
t
Descarregam hoje 16 de junho.
Barca ingleza Philr,mercadorias.
Barca porluguezaGrattddodiversos gneros.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do dia la 13.....14:9118209
dem do dia 14........1:1788090
16:0898299
.DIVEBSAS PROVINCIAS.-
Rendimenlo do da la>13......1:4148279
dem do da 14.....i 638810
1:4788089
RECEBED'ORJA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBCO.
Rendimenlo do da 14......6568312
CONSUIADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia la 13.....19:8108181
dem do dia 14 ....... 1:2208372
21:0308553
MOVIMENTO DO PORTO.
Navio entrado no dia 14.
Colinguiba5 das,- escuna brasileira Sociedade Fe-
liz, de 122 toneladas, capitao Joaquim Antonio
Goncalves dos Sanios, equipasen) 10, carga asta-
car ; a Caetano Crraro da Cosa Moreira.
.Vacos sabidos no mesmo dia.
BarcellnnaBrigae hespanhd Pablo, capilSo Sil-
vestre Sensat, carga algodao.
Pare portos intermediasVapor brasileiru. Impe-
rador, commandante o capiao-lenente Mancebo.
Passascros desla provincia,-F. F. Novaes, Anto-
nio Rufino Aranhar Fabricio Gomen PeJrota,
Eduardo F. da Silva, Jos Joaquim Gome* e ,1 es-
cravo, alferes Joao Caetano Pereira, alferes se-
cretarlo Ataliba Duarle Godinho e 1 desertor.
EDITAES.
A cmara irtunicpal do Recife faz publico,
3ue, em virtude da resoluro que tomara em sessao
e 18 de Janeiro do corrente anno, relativa pre-
Icncao de Joao Pires Soares, se acha revogado o
seu editalde8de marco de 1849, que desisnou a
ra do Brum no bairro do Recife, para collocacao
deestabelecimenlos de padarlas, refinacrs, destila-
(des e outros que trabalham com fogos acliyos.
Fajo da cmara municipal do Recife ero sessSo
ordinaria de 13 de jnqho de 1854.Baro de Ca-
pibaribe. presidente.No impedmenio.do secre-
tario, o oflici.il Manoel Ferreita Accioli.
DECXARACO'ES.
Personagens.
Capilao Tiberio. ,
Bazdio, seo rm3o -
Antonio ,
Francisco. ,
Jos......
Galathea ....
Mara, saa filha. ,
Julia.....
Seguir-se-ha pela Sr.> D. Gabriela e Monleiro o
lindo duelo
AS TROMBETINHAS.
Fin dar o espectculo com urna das melhores far-
ras.
O beneficiado espera que o benigno publico lhe d
toda a prolccc.ao que cosluma dispensar a quem a
elle recorre.
O beneficiado agradece a todos os seu* companhei-
ros qua de tao boa vontade e tao generosamente se
prestaran) aservi-lo.
AVISOS MAnimfOsT-
Para o Cear segu em poneos dia* o veleiro
hiate Castro, para carga Irata-se no eseriptorio de Do-
mingos Aires Malheus : na ra da Cruz u. 54.
Para o Aracaty segu no da 20 do correle o
hiale Parahibano ; receba carga e passageiros ,
irata-se com Caetano Cyriaco da C. M.,'ao lado do
Corpo Santo, loja n. 25.
H10 DE JANEIRO.
Segu impreterivelmente na presente
semana o muito veleiro e superior brigue
nacional amao, ainda pode receber
alguma carga, escravos a frete e passagei-
ros, ollerecend a estes excellentes com-
modos, que podem ser examinados: tra-
ta-se com Machado & Pinheiro na ra do
Vigario n. 19, segundo andar, oucomo
capitao Cleto Marcelino Gomes da Silva
na praca do Commercio.
Para o Rio de Janeiro sahe com
muita brevidade o brigue Sagitario,
de primeira classe, o qual ja' tem a maior
parte do carregamento engajado ; para
o restante, passageiros e escravos, Irata-se
com o consignatario Manoel francisco da
Silva Carrico, ra do Collegio n. 17, se-
gundo andar, ou com o capitao a bordo.
Para o Para' segu nestes diasa es^
cana nacional Titania : para -o resto
dacafga trta-se com ps consignatarios
Antonio de Almeida Gomes Companhia?
na ra do Trapiche Novo n. 16, segundo-
andar.
, x PARA".
Escuna Sociedade Feliz, capillo e pralico Joa-
quim Antonio Goncalves Santos, segu no dia 25 do
corrente: para o resto da carga e passageiros trata-
se com Caetano Cyriaco da C. M. ao lado do Corpo
Sanio, loja n. 25. .
ARACATV.
Patacho Santa Cruz, segne no dia 30 do cor-
rele, recebe carga e passaeeirs; trata-te com Cy-
riaco da C. M., ao lado do Corpo Sanio, loja n. 25.
Para Lisboa segu viaeem impreterivelmente
at 11 do prximo mez de jolho, a barca porlugue-
za Gratidao: quem na mesma quizer canecer ol
ir de passagem, parsfo qne tem superiores commo-
dos, enlenda-se com os consignatarios. Thomaz de
Aqoino Fonseca & Filho na roa do Vigario n. 19
primeiro andar, ou com o capitao Antonio AWes
Pedrozo, na praca.
LEELO'ES.
Seita-feira 16 do corrente. o agente Vidor
far leilo no seo armaxrm ra da Cruz n. 25, de
completo sortimenlo de obras de |marcinerias novas
e usadas, de difireme* qualidades, diversas obras
de prala de lei, relogios de ouro e prala com trance-
ln) para alebeira.candieirosp*ra meio de ala, doce
em barr d differenles qualidadesfvinho de cidra,
chapelioas de seda para senhoras muito ricas, qori-
do leilo.
AVISOS DIVERSOS.
CORREU) GERAL.
Carlas seguras viudas do su I para os senhores :
Antonio Jos Leal Reis, Antonio Matoso Audra-
da Cmara, Genuino Correia Lima, Gabriel Soares
Rapozo da Cmara, Ephigcnia Henriqucla Vellozo
Oliveira Vilares, Joaquim Cavalcanli de Albuquet- J^"d'ccrttarAarurV dalBa^a%uperioVqu"dad.
que, Joao Aires Ferreira, Joao Francisco Antune, 0ll,r05 muilos objectos qoe estario vista no dia
Jos Francisco Barros Reg, Manoel Firmino Pe-
reira Jorge, Simpudo Antonio de Oliveira e Mello,
Salvador Heuriqnes de Albuquerque.
Companhia brasileira de paquetes de
vapor-
Fica designado d'ora em diahte o dia da chegada
dos vapores a esle porlo, para se engajar a carga ou
encommendas que se poder receber: al o meio-dia
segrate devero os remllenles ter acabado osseos
embarques, e a essa hora apresenlarao os despachos
na agencia legalmente fnrmalisados,' como exige o
consulado geral, para a organisa^ao dos manifestos
que devem acompanhar o paquete. Por carga tica
entendido, ser os objectos sujeilos a direilo*. e por
encommendas os pequeos volnmes de produccao
nacional. No dia da sabida do paquete sement se
admiltir passageiros e dinheiro a frete, e nada mais
sera exceprao alguma al duas huras antes da mar-
cada para a sabida do vapor. Recife, ra do Trapi-
che ii. 40, segundo andar, 13 de Janeiro de 1854.
Companhia de navegacao a vapor Luso-
Urasilira. W
Devendo sahir de Li*-
boa no dia 4 do correle
o primeiro vaso de-la.
companhia, o D. Mara
Segunda, dever aqui
chegar no dia 19, e depois'de urna demora de 12 hon-
ras Segnir para os porlos da Baha e Rio de Janeiro :
quera quizer ir de passagem, ulilisando-se de 13o
elegantenovo de primeira viageme rico vapor, e
pelos commodos precos ahaixo notados em inoeda
porlugueza,' dirija-se ao iiiTra scripto, roa do Tra-
pichen. 26. Manoel' Duarte Rodrigues.
1* cmara 2 cmara 3a cmara
Para a Baha 229500 203250 99000
Para o Rio de J. 459000 36*000 189000
^^^^
OICORREIO DE PAJEL"'.
Pede-se an Sr. administrador geral do correio.que
lance suas vistas sobre a agencia de Vtia-Bella, por-
que os estafetas chegam all sempre muilos dia* de-
pois do que lhes he marcado, e fazem as vezes ge li-
li lezas proprias a desacreditar esta importante via
de communicacaofe prejudicar a correspondencia
publica e a particular, sendo a causa principal disto
a inhabilitaeao em que se acba o mesmo agente para
moralisar os cotreios e pn-lo em ordem.
(Tmprejudicado.
O abaixu assignado, nao podeiido por causa
de moteada supervenienle, agradecer pessoal-
menterlem pelo prclo, a todas as pessoas que se
dignaram assislir s exequias e acompanhar ao
cemilerio publico os retios morlaes de sua pre-
zada filha D. Anna Joaquina de Abren Lima,
agora um pouco mais aliviado, lhe* dirige por
este meio os seus sinceros votos de gratidao pela
honra que lhe fizeram e incommodo que loma-
ram nesse fnebre aclo, que tanlo o penalitou.
Recife 16 de maio de 1854.
Jos Francisco de Souza Lima.
CORRESPOFDMA.
(C4rUt ptrileularK
Senhores redactores. Confirmando o conleudo
do anuuucio publicado em os nmeros 135 e 136 do
seu bem conceluado Diario de 13 e 14 do corrente,
relativamente a dissolueao da sociedade que errara
nesta praca sb a firma commercal de Bandeira &
Garca, de que era euatocio gerente, cumpre-me ac-
crescenrar q rominissao de as-orar, como em o negocio de carne
secca em os armazens ns. 5 e 7 da ra da Praia des-
la cidade, e que a obriaacao conlrahida pelo socio o
Sr. Raphael Feliz Jos Garca, eslende-se nao s ao
aclivo e passivo dessa firma social, como lodas as
Irausaccoes ella anteriores, o de que dita firma fi-
cou liquidalaria.
Couclundo, cumpre-me ainda dirimir claramente
a minha posicao, declarando que o Sr. Raphael Fe-
liz Jos Garca lem continuado desde dilo dia 21 de
Janeiro do correle anno no gyro do negocio que fa-
zia objeclo da sociedade extincla, e que credores da
exmela firma hao celebrado com a nova Iransacres
snbsequenlcs indicativas de crdito e confianca.
Com esta e com os documentos que por asura pe-
go Vv. Ss. bondade de publicar, e que ahaixo
seguem, muilo obrigaro ao de Vv. Ss. assisnanle ve
llorador e obrigado Joao Augusto Bandeira de
Mello-
' Recife 14 de junho de 1851.
DOCUMENTOS.
a Illm. Sr. Jos Pinheiro Salgado Aranjo. Re-
cife 28de Janeiro de 1854. Recebi o seo eslimado
favor de 21 do corrente, e creia que cumprirei fiel-
mente o que recommenda o seu contheudo, assim
como ahaixo vera as notas do preco Parlicipo-lhe que no da 21 do corrente lomc con-
ta da casa, o separe a sociedade que gyrava sb a
firma de Bandeira & Garca, desligando da mesma,
o socio o Sr. Bandeira que por motivos nao pode
mais continuar. ,
aApproreilo tambera esta occasio, nSot para lhe
onertcer o meo presumo owta praca em todo aquil-
"RECITA A FAVOR DA COMPAXIIIA
DRAMTICA-
SVBBADO 17 BE Jlffl* DE mi.
Depois de execnlada pelos proTessores d orcheslra
urna excellente sr-mphonia, teiniir-se- ha a represen-
lacao ilo novo drama em 3 aclo?, e pela pritneira vez
representado neste thcafro
0 mostero abandonado
Ol
A HALDIOAD PATERNA.
Por Mr. Gilberto Prrcourl.
Personagens Adores.
Pedro, genovez, com o nome
de Geraldo......O Sr. Amodn.
Bellerose, cranadeiro francez. O 9r. Monleiro.
Official de polica.....O Sr. Pinto.
Simao, agricultor, primo de
mdame Eliza.....O Sr. Sania Ros*.
Madame Eliza. .... A Sr. D. Gabriela.
Ducnndrais, mercador O Sr. Mendes.
Jeronrmo, criado de Pedro. O Sr. Rosendo.
Nicolna, a A Sr. D. Leonor.
Sehastiao, .' O Sr. Cosa.
Paulino, irm5o de Nicolna A Sr." D. Luizinha.
Aldeaos e soldados dccavallaria.
Terminar o espectculo com a engracada come-
dia em 1 aclo
PAGAR O MAL QUE NAO' FEZ.
A companhia espera a concurrencia, do benigno
publico, pois do producto desla rerila, junto ao sub-
sidio do governo, lem a mesma companhia de fazer
face s despezas do Ihcalro, e tirar o* seus ordenados.
Os hilheirs de camarote e platea vendidos para o
dia 10, terao entrada ueste espectculo.
Principiar ss 8 horas.
O resto dos bilhelcs acha-se venda no lugar do
cosame.
O Mendes transferio o seu beneficio pelo
justissimo motivo da copiosa chuva que
cabio na tarde e noite do dia 14 ; por isso
roga a todas as pessoas que lhe fizeram a
honra de aceitar os seus bilhetes de os con-
servarem, para virem na terc,a-feira 20
gozar do bello e divertido espectculo,
beneficiando aquellejue sendo ja' tao gra-
to para com este publico, mais penhora-l Da rna'do'co'llegio n. 17, egondo andir.
Previne-so a qnalquer pessoa que nao faca ne-
gocio algum do qualquer nalureza com duas let-
Iras a vencer, una a 22 de junho corrente da quantia
de 7529925 rs., aceita por Joaquim Mauricio Gon-
calves da Rota e Jos Marcelino da Rosa, tacada por
Candido Alberto Sodr da Molla e por esle paitada ;
e oulra da quantia. de 3269950 r*., aceita por Anto-
nio Jos Arantes e sacada pelo mesmo Candido Al-
berto Sodr da Molla e por este mesmo pastada;
por estas se terem desencaminhado, e mesmo por j
estarem prevenidos lanloossacadores como os aceitan-
tes ; asim lamhem roga-se a quem a* lenha adiado,
querendo entrega-las, pde-leva-las roa do Collegio
taberna n. 25 de Manoel Antonio do Santos Fonles.
No engenho Velho da comarca do Cabo preci-
sa sede um lavrador que pente canoa para 600a 800
pes de assucar : quem esliver nettas circumstancias
dirija-se ao mesmo engenho, ou nesla cidade ruada
Aurora 'casa n. 54.
Alnga-sc urna casa terrea com bastantes com-
modos para urna grande familia, sita na ruadallniio
na Boa-Vista : a tratar na roa da Aurora n. 26,1
andar.
Offerece-se um rapaz para eVxeiro de labcrna,
com bastante pratica, o quald fiadora sua conduc-
ta i quem precisar dirija-te roa de S.' Francisco
n. 68.
Aluga-se nma casa terrea por 99000 rs. meu-
aes, na Soledade n. 27 : a tratar na roa da Aurora
n. 26, 1" andar.
Necetsita-se saber de alguma pnsm- que tenha
relacoes para o rio do Fogo, luar pertenceale a pro-
vincia do Rio Grande do Norte : a procurar nesla
praca narua do Vigarion. 10.
' Joaquim Rodrigues Duarle vai a Portugal, le-
vando em sua companhia sen filho de hnener idade.
Joaquim de.Oliveira Maa, subdito portuajuez,
relira-sc para o Porlo.
Manoel Gomes de Pinho, porlugoez, retira-te
para a Baha.
Em observancia do disposlo no arl. 19 datins-
IruccOs de 31 de Janeiro de 1851, se hao de arrema-
tar em hasta publica, depois da prxima audiencia
do Sr. Dr. juiz dos feilos da fazenda nacional,-* por
execucjio da mesma os bens segointes: nma armacao
de loja de medeira de pinho, envidraeada e pinlada
avallada por 509000 rs., peuhorada a Joao da Hora,
a renda mensa!da casa terrean. 18 da ruado S.
Franrsco dm Ollnda por 29000 rs. a Francisco Vi-
cente do Sacramento, dita dita da casa terrea n. 4 na
ra do Carmo cm Olnda por 49000 rs-, a viuva do
Silvestre Barbosa : .quem pretender arrematar com-
pareca no logar e hora do costum*.
Precisa-se de um bom meslre de grammatira
da lingua nadonal para ensinar a um Menino em
casa particular: na na Nova sobrado n. 69, pri-
meiro andar.
O arrematante de 20 por cento do consumo de
agurdenle, do lermo do Rio Formato e Agua Preta,
faz sccnte aos seus conlribnintes que cedeu o dito
contrato ao Sr. Miguel Antonio Hypollo.
Hoje 16 de maio de 1854 vio a praca para te-
rem arrematados os gneros ahaixo declarados, linda
a audiencia do Illm. Sr. Dr. joiz de direilo da pri-
meira vara do commercio, por ser a ultima praca, o
seguinte: 18' caadas de vjnho tinto a 29500, t
barrica de bolachinha ingleza 59, 64 libras de man-
leiga franceza a 400 rs. por libra, 4 anoltas de caf
em gr5o a 59, 3 arrobas e 22 libras de arroz pillado a
29, 16 libras de loucinho 49. 8 libras de pimenla do
reino a 200 rs., 46 botijas de genebra de Hollanda a
280 rs., 126 libra* de sabio a 100 r*., 6 libra* de es-
permacete americano a 400 rs., 8 garrafas daterveja
a 333. 1 barrica de bacalho 9. 3 calas de charo-
tos a 19; cujos bens foram penhorados por exntelo
de Antonio Joaquim Goncalves duimaraes, a Fran-
cisco de Amorim Lima, apresentados pelos execula-
dos Manod Bolelho Cordeiro e oulro, e para qne ehe-
gue a noticia a todos e dos inlerestados, te faz a pre-
sente puhllcacao segundo a lei.
O Sr. Joao de Modeiros Raposo lem urna carta


DIARIO DE PERMMBUCO SEXTA FEIRA 16 OE JUNHO DE 1854.
9 D. TlierezafUeanririna deSouza Bandeira, s$
9 professora particular de primeiras ledras, coi- 9
$ toras e varios bordados, eslabelece eni sua @
aula os dous ensillos de grammalica porlu- ^
nueza e msica havcndo all roesmo un pa- j|j
A no desuado au esludo das aprendizes: a
Squem convier, dirija-se ao paleo do l'araizo @
Mguudo sudar unido A igreja.

. . . . 20:000#
. . . . 10:0005
. . 4:000
. . 2:000s
2457 , 5963,
5502, 5583 . 1:000$
589 , 1822 ,
3003 , 3599 ,
5329 , 3882 ,
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Resumo dos premios da 18. lotera con-
cedida para indemnisacao dos adianta-
mentos feitos ao emprezario do theatro
deNictheroy, extrahida em29 do maio
de 1854.
1 N. 4467.
1 >. 5910.
I 1269.
1 3525.
6 1988,
5442,
10 439,
2055,
4388 ,
5951........
20 34, 597 779, 1262
1438, 1618, 1746,
2054 2194 2567 ,
2696 2703 3552 ,
3701 4023, 4197 ,
4790 5399 5565 ,
200$
Avisa-se ao publico, e a quem mais possa inte-
resar, que desde o dia 21 de Janeiro do corrente au-
no de 18.">i acabou a sociedade que liavia nesla pra-
Ca cenhecida sob a lirma de Bandeira & Garca, con-
tinuando o socio Raphael Flix Jos Garca com o
gyro da mesma casa em seu proprio nomo, e nico
rcsponsavel pelo aclvo o passivo de exlincta firma
coinnierciale casa supradila.
Loteras da provincia.
O thesoureiro Francisco Amonio d'Oliveira, avisa
ao respeilavel publico, que acham-se venda os bi-
lhetes da >. parle da 5. loleria da matriz da Boa-
Vista, na (liesouraria das lulcrias desta provincia na
ra doCollegio n. 15 ; na praca da Independencia
loga do Sr. Vorluiiato, na ra do Queimodo loja n.
10 do Sr. Luiz Antonio Pereira, na ra do I,
Aluga-se urna encllente casa terrea csobra-
do, com todos os commudos para quem tiver traa-
mciit, contendo grandes salas, muilos quarlos, um
pequeo sitio com arvoredos novos, bom jardim e
muitopertoda cidade: a tratar na praca da Boa-
Vista, botica n. 22.
Ainda esta para se alagar, e por um preco ra-
zoavel, a casa nova de grandes commudos, da ra
dos l'ra/.ercs do bairro da Boa-Vista: a tratar com
Jos Carneiro da Cunha.
Aluga-se um preto robusto proprio para qual-
quer trabalho: adera o pretender dirija-se a ra do
Calinga, loja dejoaquim Jos da Costa Fojozes.
Arrenda-se um sitio com bastantes arvoredos
de Crudo, baixa de capim, viveiros, terreno para
. na ra do Livra- pastagem de vaccas e oulras vantagens, casa grande
K ds i .T1' P' ,*Yh" com solao, cozinha fra, senzala, estribara, 3ca-
loja de cera do Sr. Pedro Ignacio Baplista. O mesmo
thesooreiro, esperaa eoadjuvycSodo respcitavel pu-
400$
60 v 180, 420, 518 , 758,
958, 990 , 1029,
1112, 1169 , 1568.
1412, 1448, 1469 ,
1486, 1512, 1750,
1776, 1817., 2027 ,
2399 , 2417, 2442 ,
2510 , 2602 , 2652 ,
2646, 2670, 2960 ,
5051 , 3205, 5297 ,
5485, 3752, 5780 ,
3788 , 3801 , 5860 ,
4002 , 4146 , 4256 ,
4265 , 4314, 4572 ,
4481 , 4677, 4908 ,
4963 , 5006 , 5008 ,
5053 , 5255, 5538 ,
5482, 5549, 5582 ,
5605, 5721 , 5759,
5883. 5920.
100 de. .
1800 de. . . . . .
2000 premios.
Precisa-se de ama escrava para o servco de
ama casa de pouca familia : na ra do Hospicio .Ia
casa nuva direita depois de passar o qnarlel.
O Dr. Jo3o Honorio Bezerra de Menezes, 9
9 formado em -medicina pela faculdade da Ba- 9
SS la, oferece seus prestimos ao respeiUvel pu- 8
9 blico dpsta capital, pudendo ser procurado a 3}
qualquer hora em sua casa ra Nova n. 19, 9
t segundo andar: o mesmo se presla a curar jif
gratuitamente aos pobres.
100$
40$
20$
blico, e afirma que no dia 14 de jolho correrSo i'm-
preterivelmente as rodas da sobredi la lotera.
Ka ra da Senzala Nova n. 30, faz-se bolos ce-
vados para Santo Antonio, S. Joao e S. Pedro.
Estes bolos sao mui lo mais baratos do que os de man-
dioca e melhores.
J. H. Gaensly manda para a Europa o sen filhp
menor, Guilherme Gaensly.
Offerece-se um mojo" para criado de alguma fa-
milia que va para u Rio de Janeiro: quem precisar
aononce a sua morada para ser procurado.
No terceiro andar da casa n. 53 da ra da Ca-
deia do Recife, precisa-sede urnaraulher que saba
cozinhar bem.
Cactano Jos Piolo, retira-se para a Europa i
tratar de sua saude.
Precisa-se de ama deleite : na ra Nova sobra-
do o. 56.
Aluga-se urna escrava para o servico de urna
casa de portas a dentro: no Passeio Publico loja
n. 9.
Precisa-se de ura fellor pan um silio perlo
da praca, que entenda de planlaces de silio -. na
ra da Cadeia do Recife n. 54, loja.
Precisa-se alugar um preto anda nao sendo mo-
co, proprio para o servico de urna casa de pouca fa-
milia : ua ra da Cadeia u. 19, armazem.
Precisa-sede oraleilor que enlenda de plan-
tajes principalmente de borla, e que larobem tra-
balhe, assim como saiba tirar leite em vaccas: quem
pretender procure no lerceiro andar da casa n. 112,
na ra da Senzala Velha.
O senhor deengenho que precisar de um pti-
mo administrador, que lem pralica desse trabalho :
dirija-se roa do Sebo na Boa-Vista, casa n.3,'1.
Aluga-se urna prela crioula moca e sadia, que
sabe perfeilamenle erigommur, nsaboar, cozinhar e
fazer o servico de urna casa de portas para dentro :
a tratar na ra do aterro da Boa-Vista, sobrado nu-
mero 80.
Alexandre Jos da Silva, porluguez, retira-se
para Portugal.
Fugio na scxla-lcira 9 do corrente, as II horas
da manhaa, nma prela crioula de nome Alejandrina,
de idade 18 a 20 annos, he baixa, tem debaixo do
lado direilodo queixo tres costuras de glandolas que
se rasgaran), sendo urna dellas mais saliente, foi es-,
crava do Sr. padre-mestre Capistrano: quem a pegar
e.levar ra do Crespo n. 10, ser generosamente re-
compensado.
Offerece-se urna senhora de meia idade para o
servico de urna casa de homem solteiro, de portas para
dentro a. Iodo servico : quem precisar, dirija-se a
Camua do Carmo n. 6.
cimbas, t dasquaes cora tanque para banh : quem
pretender, dirija-se roa da Cadeia velha n. 59, 00
aos A fugados, paleo de N. S. da Paz, a fallar com
Antonio (jonc,alves de Moraes.
O caulelista Salustiano de Aqoino Ferreira dei-
xou de vender cautelas das loteras do Rio de Janei-
ro desde dezembro de 1853, e tem marcado o prazo
dejim anno que se ha de lindar no dia 27 de maio de
1855 para a liquidarlo das referidas cautelas que ain-
da exstem por pagar.
@@S3) 35?
DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gaignoux, estabelecido na ra larea
9 do Rosario n. 36, segundo andar, colloca den-
tes com gengivss artificiaos, e dentadura com-
@" pleta. ou parte delta, com a presso do ar.
9 Tambera lem para vender agua dentifrce do
% Dr. Fierre, e p para denles. Rna larga do 9
Rosario n. 36 segundo andar.
OBRAS COMPUTAS
VIRTUOSO E SABIO PRELADO
0 CARDEAL PATRIARCHA DE LISBOA
18 JMtaWJUHaf
Vio publicar-se pela primeira vez as obras completas do virtuoso e sabio prelado o cardeal patriar-
*cha de Lisboa, Saraiva de S. Luiz.
O'editor, herdero dossens manoscriplos, enlendeu. que prestara relevante servco s lettras patrias,
colligindo e conimuncando pela impressaous trabalhos de un escriptor recente, que lano nome alcao-
eou, merecendo-o pela castidade e elegancia do eslylo, pela importancia dos assumplos^e pelo fervoroso
culto das glorias nacionaes, amor e cuidado constante da sua vida patritica e inlelleclual:
Mesmo quando os lacos do sangue, e a graldao e saudade, devidas memoria de um lio extremoso e
desvelado, o nao obrgassm a empregar nesta edirao omaior esmero, a idea de aditar as paginas da lit-
leralura conlemporanea com tio vastas e interessantes composicoes, Iracadas as diversas provincias do
saber humano, bastara para lhe espertar o zeln, e redobrar a vigilancia.
Dos irabajhos do cardeal Saraiva de S. Luiz, urna parte acha-se ainda indita, e he a maior; a oulra
enconlra-se dessimnada pelas memorias, da academia real das sciencias, qual originariamenle foi desti-
nada, ou eorre avulsa em brochuras estampadas por ordem e custa da distinta corporacao, ou emfira vio
a luz em peridicos Iliterarios cuja publicaco ctssou ha muito. O editor, para a reimprcsso e encorpo-
racSo de lodos os escriptoa na colleccao das obras completas, alcancou a prnmpta acquiescenca da acade-
mia das ciencias, qne limbrou por este modo em ajunlar s antigs urna nova prova de consideraeflo pelo
Ilustrado socio, qoe leve a honra de ser sea vice-presidente tanto lempo.
As obras completas do sabio prelado abrangem variadas materias, queporsoas especialidades podemos
reduzir a tres classes principis:Memorias histricas e chrouologicas Memorias ealudos filolgicose
miscc-Haneascompoilas de noticias ecclwiasticos, biographicas de alguna varCe notaveis portugUezes, e
emfira de trabalho* acerca de objecto diplomticas, archeologicos, e de muilos outros ramos. A publica-
cao principiar pelasmemorias histricascoraprehendendo o primeiro volume os estudos e ensaios so-
bre diflereotes pontos histricos em diversas pocas de Portugal. Saccessivamente conlinuar.lo a sahir os
seguales, se aaedioaoohliver a aceitario que se lisonjear de merecer aos cultores das lettras e glorias
patrias, formando (quauto pode calcular-se) ama serie de onze a doze tomos de oilavo francez, e 00 pa-
ginas de texto cada lomo.
A edirio sera acompanhada de um juizo critico, escriplo pelo Sr. L. A. Rebello da Silva, e de urna
concisa noticia da vida do dislincto prelado, feita pelo editor Antonio Correia Caldeira.
Assigna-se para a colleccao completa 4)0 escriptorio de Novaa & C, ra do Trapiche n. 3i, primei-
ro andar.
Preco de cada volume por asignatura......... 1JS00 rs. fortes.
) Avolso............... V"M. r ,.
Dedara-se que o volume ou volumes, que contiverem oansaio sobre alguns synunimos da lingua
'ortnguerae osglosariose alguns oolros trabalhos nSo serio vendidos em separado.
40 PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rna do Coegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
precos mai baixos do que einou-
tra qualquer parte, tanto em por-
f^oes, como a retalho, afllancando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabeleciment
ahrio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
ist olTerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
pi-oprjetano deste impoi-tante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ger
ral, para que venham (a' bem aos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Gollegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
PlBLICAjJA) DO INSTITUTO H0KE0PATH1C0 DO BRASIL.
THESOURO HOMCEOPATHICO
O
TiDE-lECUH DO HOHEOFlTHi.
Methodo conciso, claro, e seguro de curar homceopathicainente todas as molestias, que aflligem a
especie humana, e particularmente as molestias que reinam no Brasil.
PELO
dr. sabino Olegario ludgero pinho.
Acaba de sahir luz esta obra utilissima aos medicos^que quizerem experimentar ou exercer a
verdadeira medicina, e muilo mais anda aos pais de familiagquer das cidades, qer do campo, chefes
de estabelecimcnlos, sacerdotes, capiles de navios, viajantes, etc., etc., que por si mamos qaizerem co-
nhecer os prodigiosos effeilos da homoeopathia.
Dona volumes em brochara, por......... 10SOOOO
Encadernados...........' 118000
Os Srs. assignantes lerao a bondade de mandar receber seas ejemplares em casa do autor, roa de S.
Francisco (Mondo Novo) n. 68 A,
BOTICA CENTRAL HOMCGOPATHICA.
Ninguem poderi ser feliz na cara das molestias, sem que possua medicamentos verdadeiros, ou de
boa qualidade. Por isso, nomo propagador da humceopalhia no norte, o inmediatamente interessado
em seus benficos successos, tem o autor do THESOURO IIOMOEOPATIIICO mandado preparar, sob
sua inmediata inspeccAo, todos os medicamentos, sendo incumbido desse trabalho o hbil pharmaceulico
e professor em homrcopalhia, Dr. F. de P. Pires Ramos, que o tem executado com lodo o zelo, lcalda-
de e dedicado que se pode desejar.
A efflcacia destes medicamentos he alleslada por lodos que os lera experimentado; elles nao preci-
sam de maior recommendac,ao; basta saber-sc a fonte donde sahiram para se nao duvidar de seus pti-
mos resultados.
Urna carteira de 120 medicamentos da alta e baixa deluicSo em glbulos recom-
. mendados 110 THESOURO HOMOEOPATH1CO, acompanhada da obra, e de urna
esixa de 12 vidros de tinturas indispeasaveis.....'. .. lOOjOOO
Dila de 96 medicamentos acompanhada da obra e de 8 vidros de tinturas 90pOOO
Dita de 60 principan medicamentos recumraendados especialmente na obra, e com
urna caixa de 6 vidros de tinturas ... 603000
Dita de 48 ditos ditos............. OJtOO
Dita de 36 ditos acompanhada de 4 vidros de tintnras. ... 4OJO0O
Dita de 30.rilos, c 3 vidros de tinturas. ......... 358000
Dita de 24 ditos ditos............ 3OS00O
Dita do 24 tubos pequeos com a obra e 2 vidros de Unturas..... 209000
Tubos avnlsos grandes. .. .. 18000
a o pequeos............ 3500
Cada vidro de liutura. ........... 23000
Aviam-se qaaesquer encorameodas de medicamentos com a maior promptidao, e por precos commo-
dissimos.
Vende-se o tratado de FEBRE AMARELLA pelo Dr. L. de C, Carreira, por. 2000
Ra de S. Francisco (Mundo Novo) n.- 68A.
Precisa-se alagar orna escrava, fiel, que saiba
bem engommar, coser e fazer mais servido de urna
casa de familia, ijaga-se bem : na sua Direita n. 131,
por cima da botica do Torres.
Galeria de retratos a oleo e daguerreo-
typo.
Cincinalo Mavignier, retratista e pensionista de S.
M. o Imperador, querendo apresenlar ao respcita-
vel publico desta capital as proiluccdes de sus 1ra-
liallins artsticos, tanto em retratos a oleo, como do
daguerrot} po, por isso afor^a-se para desempenhar
o melhor qne for possivel, contentando as pessoas
que se dignarem a honrar o seu estabelecimento
com Irabalhos que 9ejam inleiramente satisfactorios.
O annunciante tendo vindo ha poucos mezes da cor-
le do Rio de Janeiro, desejara demorar-se nesla ca-
pital por tres a qoatro mezes, porm tendo havido
muitissiroas pessoas que o tem procurado para serem
retratadas, motivo he este do annunciante, sendo
grato a todos os seas patricios e amigos tenciona de-
morar-se mais lempo, c para esse fim nao tendo lido
lempo de fazer um numero maior de retratos para
apresenlar ao respeilavel publico, qne to honrosa-
mente o tem acoihido, fez com qoe em breve venha
do Rio de Janeiro urna colleccao de qaadros a oleo e
miniatura,Untas e pinceisdelicadissimos da escola de
dezenho por Julien, Murlo e Kaphael; o annun-
ciante lambem fez encommenda para a Europa de
urna machina extraordinaria daguerreotypo, onde as
laminas sao do tamaito de meia folha de papel de
peso, que corresponde'a um p de comprimenlo|e
um palmo de largura. Ser sem duvida a maior qoe
lem de apresentar-se nesta capital, e mesmo em-to-
das as oulras provincias do imperio, pois o annun-
ciante estando informado disso porque tem eslado
as principan provincias, aidda nao encontrn um
mach nismo com essa grandeza, que sem duvida de-
ve fazer admirarlo a um publico j conhecedor das
bellas artes, quando virem os magnficos retratos em
grandes chapas, podendo urna numerosa familia ser
representada de urna s vez. Aqui, pois, vista dos
excessos que o annunciante empresa, e dispendios
que tem de fazer para montar um estabeleci menlo, o
maior que leraapparecido no imperio: espera por-
lanlo de seus amigos, patricios e mais pessoas de tao
Ilustre cidade que sejam benignos como tem sido
at agora, pois a empreza acreditar aus benemri-
tos Pernambucanos, que tao patriticamente se pres-
larcm a sustentar por procos razoaveis a essa empre-
za, c os trabalhos de um artista que incansavel pro-
cura engrandecer o seu paz lio smenle para gloria
daquelles que apreciara as bellas arla. Pernambu-
canos! a nossa provincia tao bella, e tendo em si os
melhora golpa de vista para os artistas que sabem
apreciar a natureza, parece razoavel que coadjuveis
ao vosso patricio dedicado as bellas arta, e que qor.
plantar no nosso paiz, urna escola onde 1 raocidade
poralgum lempopoder beber lices daquelles gran-
des mcslres, qoe as suas obras conservara perpetuo
merlo. Emquaulo, pois, nao chegam les nhjpclos
que lem de formar um estabelecimento esplendido,
o annunciante convida o respeilavel publico desta
cidade para ver algumas prodceles de seus Iraba-
lhos, ahi pois acharan os freguezes caixinhas e qua-
dros de bom goslo, para retratos daguerreotypo, e por
precos razoaveis. Aterro da Boa Vista n. 82 primeiro
> segundo andar.
O padre Joaquim d'Assampco Saldanha, aca-
dmico do terceiro anno jurdico, properse a dar li-
ces do latim, francez, genmelria e geographia : em-
pregar todos os esforens possiveis no bom desempe-
nho do magisterio. As pessoas que quizerem utili-
sar-se de seu presumo procurem-o na ra Nova, ca-
sa n. 21, terceiro andar.
i O bacharel formado rm malhemati-
*xas, Bernardo Pereira do Carmo Jnior, en-
sina arilhmetica, algebra e geometra, das
(4 s 5e meia horas da larde : na ra Nova
sobrado n. 56. .
25 IOTA DO COI.Z.SGIO 1
A.R25.
desde 9 horas da
O Dr. P. A. Lobo Moscozod consultas homeopathcas todos os dias aos pobres,
manhaa at o meio da, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
Offerece-se igualmente para praticar qualquer operarao de cirurgia, e acudir promplamenle a qual-
quer raulher que esteja mal de parlo, e cojas circuraslancias na* permlllam pagar ao medico.
NO CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO MOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo do Dr. G. H. Jahr, tradazido em porluguez pelo Dr. Moscozo, qualro
volumes encadernados em dous :.................... 203000
Esta obra, a mais importante de todas as que tratara da homeopalhia, inleressa a todos os mdicos que
quizerem experimentar a doalrina de Hahnemann, e por si proprios se convenceren! da verdade da
mesma: inleressa a lodos os senhores de engenho e fazendeiros que eslao looge dos recursos dos mdi-
cos: inleressa a lodos os capiles de navio, que nao podem deixar urna vez ou oulra de ter prerisSo de
acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripolaoles; e inleressa a todos os chefes de familia que
por circuraslancias, quenem sempre podem ser prevenidas, saoobrigados aprestar soccorros a qualquer
rna dclla.
vade-mecam do homeopatha on iraducr.io do Dr. Heriug, obra gaalmenle til s pessoas que se
dedfcsm ao estudo da homeopalhia ura volume grande............ 83000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, imalomia, pharmacia, etc., etc.: obra indis
peosavel s pessoas que querem dar-se ao esludo de medicina......... 43OOO
Urna carteira de 2i tubos grandesdeGnissimochrisIlalcom o manual doDr. Jahr c odiccona-
ro dos termos de medicina, etc., ele................. S05O00
Dita de 36 com os mesmos livros.................... 45*000
Dita 48 com o< diins....................... SOJJOOO
Cada carteira he acompanhada de dous frascos de tinturas indispensaves, cscolha. .
Dila de 60 lobos enm ditos...................... 603000
DiU de 144 com ditos...............,....... IOO3OOO
Estas sao acompauhadas de 6 vidros de tinturas escolha.
As pessoos que em lugar de Jahr quizerem o Hcring, lero o abalimenlo de IO3OOO rs. em qual-
itcr das carleiras cima meuconadas.
arleiras de 24 tubos pequeos para algibeira................ 83000
Ditas de 48ditos.......................... I63OOO
Tnbos grandes avulsos...............' .*..... I3OOO
Vidros de meia onca de untura..............'...... SO0O
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao s pode dar um passo seguro na pralica da
homeopalhia, e|o proprietaro deste estabelecimento se lisongea de te-lo o mais bem montado possivele nin-
guem duvida boje da superioridad? dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos de cristal de diversos tamaitos, e
aprompta-se qualquer encommenda de medicamentos com loda a brevidade e por presos muilo com-
modos.
I). W. Baynon cirurgiao dentista americano
reside na ra do Trapiche Novo n, 12.
Casa da afericao, na ra das Aguas-
Verdes n. 25.
O aferidor faz scienle, qoe o prazo marcado pelo
art. 14 do regiment municipal para pagamento da
revisau, finalisa-se no dia 30 de junho crrenle ; fin-
do o qual eslao as pessoas interessadas incursas as
mullas impostas pelo art. 2 do til. 11 das posturas
municpaes.
Necessitu-se de urna escrava ou escravo, que
seja bom cozinheiro, e que entenda de tudn perlcn-
cenlc a cozinha : no consulado americano 11. 4, ra
1I0 Trapiche, ou no armazem de Davis & Compa-
as, ruada Cruz 11. 9.
Precsa-sa alugar nma prela, que seja fiel, e
sem vicios, para vender verduras : quem tiver an-
nuncie.
RAFE PRIHCEZA
DO
RIO DE JANEIRO.
IRSS0 MEIOGR0SS0 E FINO.
DA FABRICA DE
ESTEVAO GASSE.
O deposilo geral na ra da Cruz do Recife n. 23
contina a ter as qualidadcs de rap cima; bem
como o novo AMA RELINDO. O seu fabricante he
a melhor recommendacao, que este novo rap pode
ter, pois he um dos mais amigos fabricantes do ra-
p de Lisboa; e que na confeicao de todas eslas
qualidailcs lem mostrado o ernprego do melhor
systeroa, vista do longo lempo que se conserva
fresco, e sempre com o melhor aroma.
Precisa-se contratar por empreita-
da, a construccao de urna coberta de te-
lha, sobre pilares de tijolo ou columnas de
ferro, em um terreno murado., na ra de
Santa Rita prximo a' Ribe'ua.prtencen-
te a' companhia brasileira de paquetes de
vapor: quem estiver as circumstancias
de iazer este contrato com as necessarias
garantas, queira apresentar sua proposta
com toda a brevidade ao agente da dita
companhia : na ra do Trapiche n. iO se-
gundo andar, aonde tambem se dar'
qualquer esclarecimento.
J. Jane dentista,
contina rezdir na roa Nova, primeiro andar n.19.
O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho mu- @
)i}#t!ou-se para o palacete da ra de S. Francisco @
~ (mando novo) n. 68 A.
O abaixu assiguado por parle de sua fitha 1).
Rozalina Leopoldina de Carvalho, que ficou vuva
do finado Jos Ignacio Cabral,avisa a quem liver con-
las com o dito finado se aprsente no engenho Mo-
clo, at o dia 21 do corrente, que tem principio o
inventario, alias perder o dircto de justificar divida
que appareca.Joit Francisco Pedrozo.
Aluga-se o sitio denominado Mangabeira, com
nma boa casa de sobrado, e ama rica cacimba d'agua
de beber, confronte o Jardim Botnico: quema pre-
tender dirija-se a ra larga do Rosario butica n. 42.
Vai ser arrematado a porta do juiz de direilo
da segunda vara do civel, nos dias 14 e 17 e por se-
rem as ultimas praras, nma taberna do becco Largo
do bairro do Recife n. 104, por execucao de Jos
Baplista Ribeiro de Faria, contra Bernardo Rodri-
gues Gramozo Costa.
Joao Joaquim Mover e sua senhora, reliram-se
para Hamburgo.
Aluga-se om preto profiri para servico de
urna casa eslrangeira, e urna muala para o servico
domestico de casa de familia : na ra Nova n. 43.
Quem annunciou ter para dar a premio 8008
rs., com hypolheca em urna casa nesla praca, diri-
ja-se a ra Formosa n. 2. eahi se dir com quem so
trata.
O bacharel Jos Antonio de Figuei-
redo advoga na ra da Cadeia de Santo
Antonio n. 16, segundo andar, onde re-
side e teta o ser* escriptorio.
. Na rna Nova n. 51, ensina-se rhelorca e geo-
graphia ; os que quizerem frequentar eslas aulas,
podem dirrgir-se a mencionada casa das 10 horas do
da em dianle.
Furtaram no dia 13 do corrente, as 7 horas da
manhaa, da casa da ra de S. Bom Jess das Criou-
la s n. .13, un par de brincos de armaeflo, tendo um/
delles o defeilode ser quebrada no lugar aonde pren-
de a rozla, oa b peso de i 1)2 oilavas de ouro, e
com 4 diamantes pequeos: roga-se a quem fdr of-
rendo, deleva-lo casa cima que sera gratificado.
Francisco Antonie Pereira Braga, desejando li-
quidar seus dbitos, roga para esle fim a seus ere-
dores o favor.de comparecerem no dia 26 do corren-
te as 11 horas no becco do Peixe-Frito por cima da
venda do Sr. Gabriel.
Nicols Bruno subdito Sardo, faz urna viagem
Europa.
Jos Valeniim da'Silva, bem conhecido por
ensillar latim ha 18 annos, lembra a quem convier,
que a sua aula existe aberla na ra da Alegra, na
Boa-Vista n. 38, onde recebe por preco commodo
alumnos externos, pensionistas e meios pensionistas,
dando ptimo Iratamenlo, e tendo os pensionistas
a vanlagem de.alm do latim.aprenderem lambem'o
francez sem qoe seus pais paguem mais cousa algu-
ma por esle ensino. O professor adverle que elle
lem provao passada pelo governo da provincia."
D-se dinlieiro a premio em pequeas porches,
sobre penhores de ouro ou prata : no pateo do Car-
mo por cima do deposito do Sr. Amorim.
Precisa-se de 2:5003000 a premio pelo lempo
de um anno, com o juro e a garanta que se con-
vencionar : na ra Direila n. 83 se indicar a pes-
soa que precisa.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Aos 20:0005000.
Na casa Feliz dos qualro cantos da roa do Quei-
madon. 20, foi vendido o n. 1269 da 18 lotera de
Niclheruy que tirou 4:0003000 ; roga-se a quem o
pussuir, que venha recebe-lo ; e na mesma casa
acham-se a venda os muilo feiizes bilhetes e meios
em cautelas, quarlos, oilavos e vigsimos da 43 lo-
leria do Monle Pi, que corra de 13 a 15, devendo
vir a lisia no dia 20 a 22 ; a elles, que eslao no
resto.
Fugiu no da 24 de abril um escravo de nacao,
de nome Jos, viudo do Rio Formse, onde eraappel-
lidado por Jos Page, he velho, pinta bastante, tanto
na cabera como na barba, tem algumas faltas de
denles, cor prela, secco do corpo, estatura regular,
levoo caifa de brim azul clara ja velha e remendada
no joelho, jaquela de linhozinho quadrado miudi-
nho, chapeo de palha grossa, andava vendendo la-
mancos em um labolelro, e com elle fueio : roga-se
as autoridadespoliciaes,capi ren) e drigrem-se taberna n. 1. na travessa do
Rosario. Antonio, Domnguez de Almeida Pocas.
O padre Leonardo Anlunes Meira Henriques,
inuilnii o seu escriptorio de advogado para a sua lar-
gado Rosayo n. 26, no primeiro andar do sobrado
da esquiua para a .do Cabug, defronle da loja do
Sr. Peres.
O abaixo assignado, (hesooreiro da irrr.andade
do Divino Espirito Santo, erecla no convento de
Santo Anlonin do Recife, juica nada dever a mesma
irmandade da festividade que fez de seu padroero
110 dia 4 do corrente ; o mesmo Ihesonreiro ruga a
qualquer pessoa que se julgar credor da mesma ir-
mandade de lhe apreseiilar as suas coalas da data
deste a 2 dias, na casa de sua residencia, roa do
Quemado n. 46, primeiro andar, que promplamen-
le lhe serio pagas ; assim cumo roga a seus charis-
simos icmaos, tanto desta mesa como pa que lem de
funecionar no anno de 1854 a, 1855, comparecerem
no da 17 do correle, pelas 9 horas da manhaa, para
serem empossadus dus seus respectivos careos.
Antonio don Stnlo.i Mira.
A mesa regedora da irmandade de S. da
Couceicao da igreja da Congregarlo, convida a' todos
os irmaos desla irmandade para' que se dignen) cora-
parecer no dia domingo, 18 do corrente, para assis-
lirem a festividade do glorioso padre Sanio Antonio
da mesma igreja, e de noile para urna ladainha ;
sendo o orador da .fasta o reverendo padre meslre
pregador da capaila imperial, Joo Capistrano de
Mendonca.
O Dr. I.ourenco Trigo de Loureiro pede a pes-
soa, que no dia 13 do corrente mez lhe fez o espe-
cial favor de lhe mandar entregar n casa da sua re-
sidencia, urna carta que de Macei lhe dirigir, pelo
vapor chegado nesses dias, seu primo Possidonio
Mancio da Cunha, e em cujo dorso se liaacompa-
nha 4 latas cora doce para a III ma. Sra. D. l'nt boli-
na, que se sirva declarar por este Diario a casa da
sua residencia, para qoe o annunciante possa man-
dar bascar as ditas 4 latas, pois que lhe pertencem.
Desappareceu no dia 15 dejaueiro do crran-
le anno o escravo Jos Cacange, de idade 40 annos,
l>ouco mais ou menos, com falla de denles na frente,
testculos erescidos, e cicalrizes as nadegas ; grali-
lica-se generosamente a quem o levar ao aterro da
Boa-Visla n. 47, segundo andar.
Oflerece-se urna senhora de capacidade e de
boa familia para eusinar meninas em algum enge-
nhn ou casa particular, fra da praca, primeiras le-
tras, costurase bordar flores: quem a pretender, di-
rija-se i ra estrella do Rosario 11. 12, primeiro
andar. .
Joaquim Ignacio Alvares de Azetedo nada
dte a pessoa alguma, o que faz publico para des-
mascarar qualquer calumniador que isso tente
propalar.
Andrade & Leal lera para vender 400 tonela-
das de can ao de pedra de superior qualidade, por
preco commudo ; nao s venden) por junto como
qualquer porcao, a vonlade dos compradores : a tra-
tar com os meamos na roa Nova a. 27.
Quem nesla provincia comprou ha mais de 6
annos um escravo, crioolo, de nome Severino, na-
tural do Brejo, provincia do Maranhao, de idade 45
a 50 annos, o qual escravo consta ter logo desappa-
recido do poder do comprador, e como se ignore
quem esle seja, por isso queira annunciar o seu no-
me c morada, que se lhe dar noticia do dito es-
cravo.
Precisa-se de um caixeiro de 13 a 14 annos,
ainda que tenha pouca pralica : na roa do Rosario
da Boa-Visla n. 53.
Compram-se efectivamente cobre,
latao e bronze velho : na fundico de ier-
ro da ruado Brum n. 6, 8 e 10, passan-
do o chai'ariz.
Cumpra-se urna escrava preta ou parda de bo-
nita figura sem vicio nem achaque.e de habilidades,
com parlicularidaile, coser e engommar, paga-se
bem: na roa da Cadeia do Recife. n. 30, loja.
-7- Comprarse acciies do banco de Pernambuco,
em casa de Amorim Irmaos, roa da Cruz n. 3.
Compra-se ama prela qoe cozinhe.engomme e
cosa, sendo boa paga-se bem : na na da Cadeia do
Recife n. 64.
Compra-se o segundo -volume da
Historia de Portugal por A. Hrculano: a
fallar com o Dr. Moscozo.
Compra-se effectivamente brome, lati e co-
bre velho : no deposito da fandirao d'Aurora, na
ra do Brum, logo na entrada n. 28, e na mesma
fundico em S. Amaro.
Na ra do Trapiche n. 14 primeiro andar, com-
pram-se acrOes do banco e da companhia de Be-
beribe.
.Compram-se acr,6es do banco de Pernambuco,
no escriptorio de Manuel Goncalves da Silva.
Compram-se accoes do banco de Pernambuco
em casa de Antonio Luiz de Oliveira Azevedo, uar
do Queimado n. 9.
VENDAS
O depositario do rap de Lisboa
avisa ao respeilavel publico, que
pela barca Gratidao recebeu esle
excedente rap, o qual se acha
venda na roa da Cadeia do Recife
n. 51, a 3320O rs. a libra, dnheiro
i vista.
Vende-se no caes do Ramos armazem n. 2,
muilo boa farinha por preco mais commodo do que
em oulra qualquer parte, e arroz de casca no mes-
mo dito.
__Vende-se a taberna sita no becco do Peise Fri-
to n. 7, muilo afreguezada para a Ierra e para o ma-
lo, faz-se lodo o negocio vonlade do comprador;
na mesma timbera se vende vinho de (odas as qual-
dades, pelo preco de 13200, 13000, 800, 720. 640,
480, 400 e 320 rs. a garrafa, pois os malgneros nao
se pergunta, e a visla se faz lodo o negocio.
__Vende-se najr deposito de seceos : Ba ra Direila
n.84.
__Vende-se um escravo perilo offlical de sapa-
teiro, moco esera vicios: na ra do Livramenlo n.
26, das 6 s 8 horas da manba, e de urna em dgate
da tarde. .
Saccas com larinha.
Vendem-se accas com farinha da lerra.bem loriada
por preso commodo : na ra da Cadeia do Recife
n. 18.
Vende-se orna taberna na roa do Mondego,
bastante afreguezada em bom local e cora fundos
sufficienles para principiante : a tratar na mesma
malcasa grande da esquina, ao voltar para a
Trempe.
No paleo do Carmo taberna n. 1, vende-se um
escravo de idade de 25 a 26 annos, bonila figura,
proprio para todo servico.
O 39 A, confronte ao Rosario de Sanio Anto-
nio, avisa a seus Freguezes, que recebeu do doce fi-
no (casca de goiaba) o melhor que lie possivel.
SORTES.
O 39 A, confronte ao Rosario de Sanio Antonio,
vende" ricos confeilos, juntamente ao saboria-los sa-
ltera o freguez do seu destino, porque junio o en-
contrar, e amendoas centelladas.
O 39 A, confronte ao Rosario de Santo Anto-
nio, constantemente vende chocolates finos e pasli-
Ihas aciduladas,bolaxnhos e biscoilos diferentes; no
mesmo se apromplam bandejas de bolos para baile,
casamento ou cha, com muilo gosto, pur dffcrenles
felios, e presos commodos.
.r,7. de*e D0 H0 de PwMmeirim junto i es-
rtj. .Dcannam'lo das aguas, batatas de dalias
l ,. (>a,,dadM dobratJa mellantes s
a Enrupa.por preco coramodu.
VESTIDOS DE SEDA.
Vendem-se vestido* de eda esco-
ceza, de 2 e 3 babados, com capo-
tinho e collete, pelo barato preco
del5$000_e20j(000; avistadopre-
^o e qualidade da fazenda nin-
guem deixara' de comprar : na
ra Nova, loja de fazendas n. 16,
dejse LmzPereira &Filho.
Vide-se urna carroca com o seu competente
boi: qdm quizer negociar, dirija-se roa do Sebo,
no sobrado amarello.
Vende-se urna casa na ra do Tambl n. 21:
a tratar na roa do Mondego n. 32.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-se a' venda os bilhetes da lote-
ria45do Monte Pi Geral, a qual deveria
correr a lo do presente, e as listas se es-
perara pelo vapor inglez no dia 20 ou 21;
os premios sao pagos a entrega das mes-
mas listas.
O Dr; Jeronymo Vilella de Castro
Tavares, lente substituto da academia ju-
rdica de Olinda e advogado no foro desta
cidade, mudo 11 a sua residencia e escripto-
rio de advocara para a ra da Cadeia do
bairro de Santo Antonio, casa n. 16, pri-
meiro andar, onde pode ser procurado
para os misteres de sua profissao, todos
os dias uteisdas 10 horas da manhaa as 4
e meia da ta'rde.
Jos Guilherme Guimaraes. nao lendo lempo
de despedir-se de seus amigos e afeicoados, pela bre-
vidade de sua partida para o Para, roga-lhes acclcm
suas despedidas, e oflerece naquella provincia seu
presumo.
Oflerece-se urna mulher de boa conduela para
dirigir a casa de um humera sulleiro, ou de pouca
familia, que cose e engomma: na ra da Assurap-
tao n. 64.
Precisa-se de urna ama para casa de.pequea
familia, que saiba cozinhar c eneommar, e seja cui-
dadosa para lodo o servico de portas a den 1ro : na
ra do lluspicio n. 34.
Pedc-se a qualquer pessoa que descohrir o la-
dreo, que 110 dia 14 do crranle foi ra da Penlia
n. 21, e levou do quurlo du corredor da porta da
ra, 36saceos de algodiio da Baha, alguns cosidos e
oulros por coser, 6 encerados de carga de assucar.
em branco, e 1 caixinha com alguma roupa c ouro,
baja de participar na mesma casa, que se gratificar,
ou na ra do Yigario n. 5.
PECHINCHA.
Vende-se nma taberna muito afreguezada para a
Ierra epara o mallo, na ra da Praia n. 44. muilo
propra para um principiante, pois lem moito pon-
eos fundos ; vende-se por o proprietaro n3o necea-
sllar : a tratar com Tasso Irmaos.
Vende-se o patacho nacional Euterpe, de lote
de 163 toneladas, de coostroccao americana, promp-
lo a navegar para qualquer parte, com lancha e bo-
le, e todos os mais pertenecs, ludo em bom estado :
quem o pretender pode manda-lo examinar, o qual
^aeacha Tundeado defronle do caes do Passeio Publi-
co; e para tratar, na ra de Apollo o. 14, casa de
Jos Alfonso Moreira.
Vende-se urna botica bem sorlida e acreditada,
na melhor ruado coraraercio da Parahiba, visto seu
dono querer-se relirar daquella cidade por motivo
de molestia, podendo ser a dnheiro ou a prazo, com
firma a comento : quem pretender, dirija-se i ra
larga do Rosario n. 36.
ARADOS DE FERRO.
Em casa de Rothe Bidoulac, ra do Tra-
piche, vendem-se arados de ferro, por
preco muito em conta, para fechar con-
tas.
PIANOS.
Vendem-se dous pianos de ptimo tom :
na ra do Trapiche n. 12, no escriptorio
de Rothe Bidoulac.
- TAIXAS DE FERRO.
Vendem-se taixas de ferro batidas e
fundidas : em casa de Rothe Bidoulac, ra
do Trapiche n. 12.
Em casa de Rothe Bidoulac, ruaj
do Trapiche, vfide-se o seguinte:ferro
daSuecia, dito imitacao, chumbo em fo-
lha, folha de Flandres, cobre para forro,
dito de varao.
Vende-se estanho em verguinlia, co-
bre em lollias de 24 e 28, chumbo em
lencol, clavinotes finos ; no aimazcm de
C, J. Astley & Companhia-
COBERTOBES. '
Vendem-se cobertores de tapete a 800 rs.,dlos mul-
lo grandes a 1&400, dilns broncos com barra de cr a
l$280,colchas brancas com salpico a I3OOO : na loja
da ra do Crespo n. 6.
BRM DE PUBO LINHO. PROPRIO PARA
MILITARES.
Vende-se brim de linho branco, muilo encorpado
a 500 rs.' a vara, corles de casemira elstica a 43OOO,
pauno azul para fardas de guarda nacional a 33000
e 43OOO o covado, dito preto para palitos a 33000,
43OOO e 43500, lencos de seda de 3 ponas, proprios
para senhora botar pelos hombros a 640 cada um, e
muilo mais fazendas em conla; na ra do Crespo,
loja n. 6. ^'
Vende-se um alambique de cobre em bom es-
tajo, nm escravo destilador, urna casa na povoacao
dos Afosados,feila de pedra e cal. em chaos proprios,
8 vaccas de leilee II carriohos de mao : na ra da
Praia de Santa Rila defronle da Ribeira n. 10 e 12.
Chales de la.
Vendera-se chales de 13a grandes por barato pre-
so : na ra do Queimado u.~40, loja de lenrique &
Santos.
Na loja da ra do Queimado n. 40, de lenri-
que & Santos, vendem-se ricos chales de la da ulti-
ma moda, por preco commodo.
Tvpographia.
Na ra das Flores n. 37, primeiro andar, ven-
de-se urna tvpographia nova, com lodos seus per-
tences.
Venrta-se por commodo preco urna parle de
terreno em que leve otaria o finado Francisco Jos
Marinho, lendo de frente 57 palmos e fundos desde
a ra da Aurora al a do Hospicio, toda a frente es-
t aterrada e he muilo bom lugar para edificar: a
tratar na praca da Independencia n. 17.
Vende-se 1 commoda, 2 bancas, 1 camap la-
do de Jacaranda e com pouco uso, por preco com-
modo : na ra de Sanio Amaro *. 28, na mesma ca-
sa vende-se 2 almofarizes de marlim, obra de An-
gola. '
Em um silio perlo da praca, vendem-se peque-
nos ps de cuqueiros, em estado de serem mudados;
e bem assim de pntenla da india, uhaia, caf, pi-
nha e jabalicaba : Irata-se na botica da pracinha do
Livramenlo defronle do becco da Congregacao, ou
no aterro da Boa-Vista ultima tendade funileiro ao
chegar matriz.
Vende-se a casa terrea n*. 8 no becco lapaco da
ra do Padre Floriano, por preco commodo, para re-
meller-se o producto aos herdeirus que se acham au-
sentes do imperio: os prelendenles dirijam-se ao es-
criptorio de Jos Pereira da Cunha, dentro do Recife.
Vendem-se 10 escravns, sendo um ptimo mu-
latinho de idade de 15 annos proprio para pagem, 1
moleque crioulo de idade de 12 annos, uulrodilo de
idade de 18 annos, orna eabra moca, 2 prelas boas
quitandeiras, 3 pretos de todo servido: na ra Direita
n. 3.
Vendem-se 3 moradas de casas terreas, sendo
urna na ra do Nogueira n. 29, e duas na de S. Jos
n. 9 e 11 : a tratar na ra da Florentina n. 8, de ma-
nhaa aleas 8 horas, ede tarde das 3 ; em diante.
Vende-se um carro de servico de pretos,novo,
bem seguro por 803 rs.: na ra dos Guararapes
n. 36.
Hola o francez.
Vende-se a apreciavel'pitada deste rolao
francez, s as lojas dos Srs. Rourgad na
ra da Cadeia do Recife, e na de Jos Dias
da Silva Cardeal, na ra larga do Rosario,
em S. Antonio.
Vende-se una Algebra m porluguez, na ra
Direita, botica n. 31.
Velas de carnauba.
Vemlem-se caxas de 30 a 50 libras de superiores
velas de cera de carnauba, fabricadas no Aracaly:
o armazem de cuuro e sola, ra da Cruz n. 15.
Saccas com farinha e milho.
Na loja n. 26 da ra da Cadeia, esquina do Becco
Largo, vendem-se saccas com superior farinha da
Ierra, e saccas com milho por precio razoavel.
Vcnde-se urna balanza romana com todos os
seus perlciices, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se ra da Cruz, armazem n. 4.
9 Arados americanos.
2 Vendem-se arados americanos chegados al-
9 timameule dos Estados-Unidos, pelo barato @
9 Preco de 403000 rs. cada um : na ra do Tra-
piche n. 8. $
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODA'O
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-se o superior panno de algodiio
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de escravo : no escriptorio de Novaes &
Companhia, ra do Trapiche n. 54, pri-
meiro andar.
Vende-se manleiga inglezanova, parbolos de
S. Anlonio eS. Joao, a 480 e 640, e cartas de tra-
ques fortes 140 : no pateo do Carmo esquina da
ra de Dorias taberna n. 2.
Vendem-se 4 escravos, 1 mulato-de 20 annos,
1 moleque de 17 annos, 1 prela lavadeira e engoni-
madeira, 1 preto de 40 annos e 30 travs de pao dar-
co : na roa larga do Rosario n. 25.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons eifeitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
Carro e cabriolet.
Vende-se um carro de 4 rodas com 4 assen- 9
tos, e um cabriolet, ambos em pouco uso, ama
9 boa parelhadecavallose um cavallo para ca-
briolet, ludo por commodo preco : na ra 9
Nova, cucheira de Adolpho. w

QUEMSE PRESUNTOS.
Na roa da Cruz do Recife no armazem o. 62. de
Anlonio Francisco Marins, se vende os mais. sope-
riores queijos londrinos, presuntos para fiambre, l-
timamente chegados na barca ingleza Valpa-
raso.
FARINHA DE MANDIOCA
muito superior e em saccas de 2 1 j2 al-
queirespor preco commodo: trata-se na
ra do Amorim n. 54, armazsjpi de Ma-
chado & Pinheiro, ou na ra do Vigario
n. 19, segundo andar, escriptorio do
mesmos.
Vende-se com cavados ou sem elles om
carro de 4 roda* com 6 ausento, muilo
forte e com pouco uso, e um tilbnry era
bom eslado : a fallar na praca da Inde-
pendencia n. 18 4.2O.
Na ra do Crespo n. 23,
vendem-se chitas largas francezas, padrees es- 4J
* euros e cores Oas a 240. corles de casimiras @
9 finas e modernas a 49500, ditos de meia case-
@ mira a 19600, esguiio de linho muilo fino a
9 13120 a vara, casemira preta fina a 58000 o #
corte, panno fino de lodas as corea a 38000 o
9 covado, chales de la escuras a 800 rs., lencos
9 de cambraia de linho a 480 e 640, chita larga
9 com algum mofo a 200 rs., merino cora duas W
@ larguras a 19600, riscados franceses, largos e ff
9 de cores fizas a 180, e outras muilas fazendas S
9 por preco muilo barato.
1
Chumbo.
Vende-se. chambo em barra e lenrol : no arma-
zem de Eduardo H. Wvatt, ra do Trapiche Novo
n. 18. maini
&
A 500 RS. A YARA.
Brim tranradn branco de puro linho, muilo en-
corpado : na loja da esquina da ra do Crespo que
volta para a cadeia.
fg< 1 aium'ia "De'mS'iThTT
* Vende-se a melhor farinha de mandioca
3 que ha no mercado, a burdo do brigue nacio-
85 nal nca, e da escuna Zeloza chegada de S. g
St Calharna para porgues, no que se fari aba- }3
jj te empreco: trata-se com os consignatarios $(
58 lio escriptoru da ra da Cruz 11. 40, primeiro Sei
andar.
( N. B. Para maior vanlagem dos comprado- S
res, pdera diricir-se ao Forte do Mallos e ?
junto ao trapicho do alsodilu chamar para gj
bordo, que se manda logo o bote Ierra. (
COMPRAS.
Compra-se prata brasileira e despa-
lillla : na ra da Cadeia do Recife n.
24, loja de cambio.
Vende-se um cabrioiet com sua competente
coberta e arreios, ludo quasi novo ; assim como 2
cavados do mesmo j ensillados e mansos : para ver, 1
ua cocheira do Pedro ao p do arsenal de marinha, e
para tratar, na ra do Trapiche Novo n. 14, primei-
ro andar.
Na ra do Crespo, loja n. 4, vende-
se o cxcellentc rape commum de Lisboa
em frascos: a 5S500 rs.
Velas de carnauba.
Vende-se cera de carnauba do Aracaly, em velas,
de superior qualidade : na ra da Cadeia do Becifc
n. 34, primeiro andar.
Vende-se una prela de 30 a 35 annos, sem
molestia alguma, bem parecida, sabe engommar, la-
var de sabo e brrela, fazer o mais servigo da casa e
cozinhar o diario : ao comprador se dir o motivo
por que se vende, dirigndo-sea qualquer hora do
dia 11 rna de Joao remandes Vieira, ao sahir da So-
ledade para o Manguind, em o silio que lem 4
lees nos porlOes.
"Vendem-serelogos deouro e prata, mais
barato de que em qualquer oulra parle :
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Chapeos pretos francezes
a carij. os melhores e de forma mais elegante que
lera vindo, e oalrus de diversas qualidades por me-
nos pre?o que em oulr parte : na ra da Cadeia do
Recife, n. 17.
Bepoaito da fabrica de Todo* oa Santos na Babia.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber &C, na ra
da- Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muito proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Vendera-se em casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na praca do Corpo Santn.11, o seguinte:
vinho deMarseilleem caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em no vellos ecarreteis, bren em barricas muito
grandes, aro de milao sorlido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundico' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para;
dito.
PECHINCHA PARA OS SRS.
ARMADORES.
Na loja da ra do Queimado 11. 22, vcnde-se se-
tim azul claro de superior qualidade a 500 rs. o
covado com pequeo loque de mofo, he para acabar.
HE BARATISSIIO.
Corles de bri m de cores de puro linho e padres
modernos a 19750 rs., assim como grvalas de se-,
tira de cores muilo bonitas a 600 rs. ditas de chita
a200rs., venham ver para se capacitar, na loja de
Leopoldo da Silva Qoeiroz, ra do Queimado n. 22.
CHALES DE ALGODAO IMITO
lIMTlIS A i,000 RS.
Quem os vir compra, ainda que nao tenha vonla-
de, na loja de Leopoldo da Silva Queiroz, ra do
Quemado n. 22.
Vende-s os Marlvres Pernarabocanos : na pra-
ja da Independencia loja n. 40.
Vende-se- por 1:0008000 rs. a dnheiro, urna
mulata moca, perfeila eogommadeira e coslursira,
sabendo lodo servico de urna casa de familia, boa
figura e simptica, urna negra cozinheira e .lava-
deira com 24 annos, e de todo mais servico, om
negro cozinheiro de na3o, um mulalinho cor n 12
annos; na ra da Senzala Velha a. 70 secundo ou
terceiro andar, na mesma se dir quem vende urna
mulata com 24 annos de algumas habilidades, via-
da do mallo de bonila figura, om negro para o ser-
vico'de campo, crioulo, bstanle forte, um dito de
nacao ganhador.
- Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quaarilhas, valsas, redowas, sclvo-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro. *
FARINHA DE TRIGO.
Vende-se no armazem de Tasso Irmaos, farinha de
trigo de lodas as qualidades, qoe existen) no mer-
cado.
Na roa do Vigario n. 19 primeiro andar, lem pa-
ra vender-se chapeos de castor brancopor commodo
preco,
Agencia de Edwln Miw,
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon
& Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
mentos de taixas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inetiras tudas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., dilas para a rmar em madei-
ra de lodos os tamaitos e modelos os mais modernos,
machina horisontal para vapor com for{a de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro estanhado
Sara casa de purgar, por menos prec;o que os de co-
re, esco vens para navios, ferro da Suecia, e fo-
1 has de flandres ; ludo por barato preco.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos: n ra do
Trapiche Novo n. 16.
Velas de carnauba.
Na ra da Cruz n. 15, seguodo andar, vendem-se
velas de carnauba, poras e compostas, feilas 00 Ara-
caly, por menos preco do que em oulra qualquer
parle.
Vendem-se cobertores brancos de algodao gran-
des, a 1440; ditos de salpico lambem grandes, s
1S80, ditos de salpico de lapele, a 1J400 : na ra do
Crespo loja n. 6.
Taixas para engenhos.
Na fundico' de ferro de D. W.
Rowmann, na ra do Rrum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as.quaes acham-se a venda, por
prec_o commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Bichas de' Hamburgo.
No nliao deposilo das bichas de Hamburgo, roa
eslreta do Rosario n. II, vendem-se as melhores bi-
chas de Hamburgo aos cenlos e a relalho, e lambem
se alugam por menos do qup em oulra qualquer
parte.
Vende-se urna escrava de nacao, cora algumas
habilidades: na ra de Hurtas n. 138.
Deposito de-vinho de cham- |
pagne Chateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propnedade do condi
de Mareuil, ra da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, 'o melhor
de toda a champagne vende-
se a 56$000 rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia.- N. B.
As caixas sao marcadas a fogo .
Conde de Mareuil e os rotulo-]
das garrafas sao azues.
RELOGOS INGLEZES DE .PATENTE:
.vendem-*e por preco commodo : em casa
de Barroca 6 Castro, na ra da Cadeia do
Recife n. 4.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Henrique Gibson :
vendera-se relogios de ouro de sabonete, de paten-
te inglezes, da melhor qualidade e fabricados em
Londres, por preco commodo.
Na ra do Vigario n. 19 primeiro andar, lem
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recenlemenle da America.
Vende-se sola muilo boa, da melhor que ha
no mercado, em pequeas e grandes porcoes, palles
de cabra e esleirs de palha de carnauba, chegado
tudo ltimamente do Aracaiv: na ra da Cadeia do
Recife n. 49, primeiro andar.
Cera de carnauba-
Vande-se cera de carnauba do Aracaly: ua ra
da Cadeia do Recife n. 49, primeiro andarl
Vcnde-se om encllenle carrinhn de 4 rodas
mui bem construido, embom estado; est exposto na
ra do AragSo, casa do Sr. Nesme n. 6, onde podem
05 prelendenles eiamina-lo, e tratar do ajuste com
o mesmo senhor cima, do na ra da Cruz no Recife
n. 27, armazem.
PALITO'S DE ALPACA FRANCEZES.
Grande sortimento de palitos de alpaca e de brim:
na ra do Collegio n. 4, e na ra da Cadeia do Reci-
fe n. 17 ; vendem-se por preco muilo commodo.
Moinhos de vento
"ombombasderepuxopara regar horlas e baixal
de capim. na fundico de D. W. Bowroan : na ra
do Brum ns. 6, 8el0.
* VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barris de-i., 5. e 8.: no armazem da ra
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes & Companhia, na
ra do Trapiche n. 54.
1 Padaria.
Vende-se nma padaria muilo afreguezada: a tratar
com Tasso & Irmaos.
Aos senhores de engenho.
Cobertores escaros de algodiio a 800 rs., dilos mui-
lo grandes e encorpados a 18-100 : na rna do Crespo,
loja da esquina que volta para a Cadeia.
Devoto Chtistao.
Sahio a luz a 2. edicto do livrinho denominado *
Devoto Clirisiao,mais correcto e acrescenlado: vnde-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, mallo grandes e
de bom goslo : vendem-se na ra do Crespo, loja da
esquina que volta para a cadeia.
ESCRAVOS FGIDOS.
Ausentourse no da 11, sem motivo algom da
casa de seu senhor, a mulata Virginia, a qual lem os
sgnaes seguinles, cor clara, peilos grandes, ps e
mSos pequeos, bcros grossos, cabello earapinho
. amianto ralo, lem algums lalhos de chicote nos
h reos, levoo um panno da Cosa ja' usado, e vesli-
|. o de chita escura ; fui visla no dia 12 na Trempe.
di pois na Passagem : quem a pegar e trouxer na
ru a do Crespo 11. 11, ou no armazem da ra do Col-
Icg io n. 2, ser bem recompensado.
Desappareceu urna preta crioula de nome Mar-
la, muito mohecida pelos signaes vsiveis que ten),
oreli 'ias muilo grossas na parte inferior, o dedo mni-
mo c '* raftp direila aleijado, uro p muilo mais grosso
que c outro, moca, bastante alta e secca ; desconlia-se
ter se guido a direccSo de Sanlo-Anto. Recororoen-
da-se aos capiles de campo que a apprehendam.e le-
vem-a i ra do Vigario loja de pintura n. 10, que
serSo r ecompensados.
Di sapparecen da cidade do Ro-Formoso um
preto, fiMo, de nome Malheus, he crioolo. eslalora
alia, aini la moco, sem barba, o dedo grande de om
p mais a berlo, denles limados, coosln que fugio pa-
ra esla cid ade seduzido; por isso roga-se as autori-
dades polfriae, capiles de campo ou a qualquer
pessoa que ,delle souber, darem parte na dita cidade
a seu senhor Lourenco Jos da Silva, ou no Recife,
emcasi de t^ortunalo Cardoso de 4iouvea, ra da
Cruz 11. 60, que serSo generosamente recompensa-
dos.
Antonio, mole al, jptn parecido, cor
avermelhada, t ac-'"' c0"*<>> "' eomprido e barba-
do no queixo, p escojo ros, ps bem fe.los, leudo
o dedo ndex da mao ireila aleijado de um lalho. e
por isso o iraz sei "Pfe fechado, com lodos os denles,
bem ladino* offici al de pedreiro e pescador, levoo
roupa de algodao, e urna palhoca para resgnar-
iUr-se da ehova ; U a toda a probabiridade de ler sido
seduzido por alguei T); desappareceu a 12 d maio
crrenle pelas 8 hora,-1 da manhaa, tendo oblido li-
cenra para levar para S. Autooio urna bsndeija com
roupa : roga-se portan to a todas as autoridades e ca-
piles de campo, hajam de o apprehender e leva-lo
a Anlonio Alves Barbo.', a na ra de Apollo o. 30,
ou era Fra de Porlas n.i ra dos Guararapes, onde
se pagarao todas as despe;.
Desappareceu no dia 31 de maio prximo pas-
sado, a prela, crioula, de n ume Quileria, que repr-
senla ler 30 annos de idndi, pouco mais ou menos,
com os signaes seguinles : Um falla de 3 denles na
frente, secca do corpo, all a, e um pouco carcunda ;
levou veslido de cassa ama relia! usado e urna Irxa
de roupa : roga-se portal'lo*a lodas as autoridades
Voliciaes e capiles de castillo, que hajam de a appre-
hender e levar praca do Corno" Santo n. 17, que
ser;t bem recompensad do seu irahalrTo.
Pera.- T**, a ft.'V. Parta.-!**


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