Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01645


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Full Text
*&*.* '
'.AUNO XXX. N. 136.
Por S motea adiantadoa 4,000
Po 3 mezas vencidos 4,500.
QUARTA FEIRA 14 DE JUNHO DE 1854.
Por Anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
IgpgCAmUSOADOa DA SljBSCRlPSjAO -
Kecife, o proprietario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joao Pereira Martins;Babia, o Sr. F.
Duprsd; Haoei, oSr. JoaquimBernardo de Mon-
donga ; Pmrthiba, o Sr. Gervazio Vicior da Nativi-
dade; Natal, o Sr. Joaqim Ignacio Pereira; Araca-
ty, o Sr.Antonio.de limos Braga ; Cear, o Sf. Vi-
ctoriano Augusto Borges;Maranhao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 26 1/2, 26 3/4 d. por 1
Paris, 360 a 365 rs. por 1 f.
Lisboa, 100 por 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 a 2 O/o de rebate
Acedos do banco 15 O/o de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Discomo de'leltras a 7 1/2 a 12 0/0
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 289500
Moedas de 69400 velhas. .
. de 69400 novas. -
de 49000.....
Prata. Pataces brasileiros .....
Peso columnarios......19930
mexicanos....... 19800
299000
169000
169000
99000
19930
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, lodosas dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sxt
Victoria, e NataL as quintas feiras.
PRAMAR DE HOJE.
Primeira s 7 horas e 42 minutos da manhaa.
Segunda s 8 horas e 6 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e quintasfeiras.
Relacao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphos, segundas e quintas s 10 horas.
l.'wa do civel, segundase sextas ao meio dia.
2.* varado civel, quartas e sabbados ao meio dia.
KPHEMERIDES.
4 Quarto creseente a 1 hora, 48
utos e 48 segundos da manhaa.
10 La cheia aseoras, 12 minutos e 48
segundos da tarde.
17 Quarto minguante aos 5 minutse
48 segundos da tarde.
25 La nova aos 5 minutos e 48 se-
gundos da tarde.
=
12 Segunda. S. Joao de S. Fagundes"; S. Onofre
13 Terca. S. Antonio f. padroeiro da provincia.
14 Quarta. S. Baziho Magno b. doutor daigreja.
15 Quinta. >Sog< Festa doSS. Corpo de Dos.
16 Sexta. Joao Francisco Regis ; S. Julita.
17 Sabbado. Thereza rainha ; Ss. Manoel eSobel.
18 Domingo 2." depois do Espirito. Sanio, Ss.
Leoncio Tribuno e Theodulo mm.


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*
t-
i V
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I
0
PARTE 0FF1C1AL. |
MINISTERIO SO IMPERIO
DECRETO N. 1363 DE 8 DE ABRIL DE 1851.
Crea um colonia militar na villa de Obidos da pro-
vincia do Par.
Hei por bem crear una colonia militar na villa
de Obides da provincia do Para, a qual sera orgaoi-
sada pelas inslrucces que com este baixam, assigna-
da per I.uii Pedreira do Couto Ferrac, do meu con-
selho, ministro e secretario de estado dos negocios
do imperio que assim o lenha entendido, e faja
flocular. Palacio do Rio de Janeiro em 8 de abril
do 1854, trigsimo tcrceira da Indepeodencio e do
imperio.Com a rubrica de S. M. o Imperador.
Luit Pedreira do Couto Ferraz.
HUNISTEBIQ DA JTJSTIfJA.
DECRETO N. 1388 DE 3 DE MAIO DE 1854.
D una organisaco n guarda nacional dos munici-
piosdd Orejo e Cimbre* da provincia de Per-
iwinbnco.
Attemlendo propona do presidente da provin-
cia de Pernambuco hei por bem decretar o seguinle:
JM l.o pica creado nos municipios do Brejo e
l jmbre da provincia de Pernambuco nm comman-
do superior de guardas nacionaes, o qual comprc-
header ao Brejo om corpo de cavallaria de qualro
eompanhias, dous batalhoes di infatuara de seis
eompanhias cada um do servido aclivo.e urna seccao
de balalhao de doas eompanhias do servico da reser-
va, e em Cimbre dous batalhoes de infanlaria de
aeit eompanhias cada nm do servico activo, e urna
mccJIo de btalhao de duas eompanhias do servido
da reserva.
Arl. 2." Os cornos lero ai auas paradas no luga-
res m Ibes forera marcados pelo presidente da pro-
vineu na conformidade da le.
JoaeThematNaboeo de Araojo, do meu conse-
Iho, ministro e secretario de oslado dos negocios da
jnstica, assim a lenha entendido o faca cxecular.
Palacio dd Rio de Janeiro em 3 de malo de 1854.
trigsimo lerceiro di independencia e do imperio.
Com a rubrica de S.M. o Imperador.Jote Tho-
w: Sabuco de Araujo.
DECRETO N. 1391 DE 24 DE MAIO DE 1851.
D nota organisaco guarda nacional dos munici-
pios do Bonito a Caruar da proviucia de Per-
nambuco.
Allendendo proposta do presidente da provincia
d Pernambncuv hei por bem decretar o seguinte :
Arl. 1." Fiea creado nos municipios do Bonito
Cmara' da provincia de Pernambuco, um com-
mando superior de guardas oacionaea, o qual eom-
prehender no Bonito nm esquadro de cavallaria
de duxentas praras, um balalhao de infanlaria de 8
eompanhias do servido activo rom novecentas e vio-
le olio pracas e una seccao de balalhao da reserva
de doas eompanhns com dnientas e vinte e oito
pnces, e em Caruar' um bataIbao de infanlaria de
8 eompanhias do servico activo .com novecentas e
otala prarai, e.uma seceso de balalhao de re-
. enn de lre eompanhias com trezentas e Iriula e
Art. Os corpos lerao assuas paradas nos luga-
res qao Ibes forein aparcados pelo presidente da
provincia na conformidade da lei.
Jos Thomaz Nabuco de Araojo, de meu conse-
Iho, ministro a secretario de atado dos negocios da
KHiea, assim o lenha entendido e Taja execular.
lacio do Rio de Janeiro, em 24 do nif.io de 1854,
Irignino lerceiro da independencia e do imperio.
Jote Thomaz Sabuco de Araujo.
DECRETO S. 1392 DE 24 DE MAIO DE 1854.
D nova rganisaeo guarda nacional dos munici-
pios de villa Bella, Ingaieira, e Tacaralu' da pro-
vincia de Pernambuco.
Atltndendo propona do prndenle cia de Pernambuco, hei por bem decretar o se-
Art. 1. Fica creado nos municipios de villa Bel-
la, lagaxeira, e Tacaralu' da provincia de Pernam-
buco um commindo superior de guantas nacionaes.
o qual comprebenJera em villa Bella nm corpo de
cavallaria deqnalro esquadroes com uilocenlas pra-J rorionaao airecior do arsenal de gi
ca, bu balalhao de infanlaria de 8 eompanhias lo :^c1r.?pfomP!ar,com.brevi.dae: .f,m, de
servico activo, com oilocenlas e vinle e oilo pracas.
um btalhao da reserva de 4 eompanhias,
com
qualrocentat e qnalro pracas ; em Ingazeira um ba-
lalhao de infanlaria de 8 eompanhias do servico ao-
livo com oilocenlas e vinle e nove prac,ns ; e em Ta^
carata' um balalhao de infanlaria de 8 eompanhias
do serviee activo com oilocenlas e dez praras, e urna
companhia avulsa da reserva com cento e vinle
pracas.
. Art. 8. Os corpos lero as suas paradas nos lu-
garas que Ibes forem mareados pelo presidente da
covines* a conformidade da lei.
las Thomaz Nabuco de Araujo, do meu, coose-
Uw,BBereecretario de estenio dos negocios da
iintica, assim o tenha entendido e fara execular.
acio do Rio da Janeiro em 24 de maio de 1854,
trigsimo lerceiro da independencia e do iroperiu.
briea de S. M. o Imperador. Jote Tho-
maz Nabuco de Araujo.
ETO N. 1.393 DE 2* DE MAIO DE 1851.
D aova orcanisacSo guarda nocional do rauni-
ipict do Cabo da provincia de Pernambuco.
Allendendo proposta do presidente da provin-
cia de Pernambuco; qpi por bem decretar o se-
guinte:
Arl. 1. Fica creado no municipio do Cabo da pro-
vincia de Pernambuco, um commando superior de
gaardai naeionaes, o qual compreHnderi um es-
qadrSo do cavallaria com 200 pravas, dous bala-
IIhh e infanlaria do servico activo de 8 eompanhias
iracas cada um, e ama secjao, do balalhao
da i usen a de tres eompanhias, com 312 pracas.
ArL 2. Os corpos lerao as suas paradas nos luga-
res que lites forem marcados pelo presidente da pro-
vincia na conformidade da lei.
Jote Thomaz Nabuco de Araujo, do meu conse-
Iho, ministro e secretario do estado dos negocios-de
Justina assim o lenha entendido e faca ejecutar.
Palacio do Rie de Janeiro, .em 24 de maio de 1851,
trigsimo lerceiro da independencia e do impecio.
Com a' rnbrica de Sua Mageslade o Imperador.
Jote Tbomaz Nabuco de Araujo.
a0VEBH0"DPR0VINCIA
lWnaalanH o dia 6 da Jnnho.
Offlcio Ao inspector da Ihesouraria de fazenda,
inlerraudo-o de haver o juiz municipal do termo do
Bonito, bacharel DelQno Auguslo Cavalcanli de Al-
baquerque, participado que, no dia 22 de maio ulti-
mo, raassumira o ejercicio doseu cargo.Igual com-
monieacio se fez ao conselheiro presidente da rea-
ci
DiloAo mesmo. remetiendo por copia o aviso da
repartido da guerra de 8 de maio ultimo, do qual
consta que o lente do dcimo balalhao de mau-
lara, Jos Antonio Alves, consignara deseos sidos
na provincia do Rio Grande do Sul, do primeiro de
Janeiro a 30 de jnnho desle anno, aquautia de 309
rs. mensies. Tambem se remellen igual copia ao
marechal commandante das armas.
DitoAo mesmo, commuoicando que o bacharel
Anliiiiio Luis Cavalcanli de Albuquerque, parlici-
pou haver entrado no dia 2 do correte, no,exercico
do cargo de promotor publico desle termo. 001-
ciou-se nesle sentido ao conselheiro presidente da
relacao.
Dilo Ao inspector do arsenal de marinha, com-
municando haver expedido as convenientes ordens,
para que aquelle arsenal seja mlemnisadollas quan-
lias, que, segundo as relacfies que Smc. remelleu, fo-
rain dispeodidas com o suslenlo do* sentenciados c
pracas de pret, que seguiram ltimamente para o
presidio de Fernando no patacho Pirapama, e dos
que1 regresaaram dallino mesmo patacho.Expe-
diram-se as ordens deque se traa.
DitoAo juiz municipal da primeira ara, Irans-
mittindo para ler o conveniente destino, a guia do
sentenciado Nicolao Alves Rodrigues, que regressou
do presidio de Fernando no patacho Pirapama.
Coramunicon-seaocommaoantedo mencionado pre-
sidio.
DiloAo director das obras publicas, inleirando-o
de haver, de conformidade com a sua informarao,
concedido ao ajudanle de engenheiro daquella rc-
parlicao, Joiquim PiresCarneiro Monleiro, 3 mezea
de licenra enro ordenado para ir a Europa Iralar de
sua sade. Tambem se communicou ao inspector
da Ihesouraria provincial.
_DiloAojuiz municipal dolermo de Caruar.
Nao lendo \mc. al hoje prestado a esle governo as
informac^es que lhe foram exigidas em circular de
22 de novemhro ultimo, cumpre que com toda a ur-
gencia, declar: l.o, quaes os ofllcios de labellies e
escrivaes existentes nesse termo, quaesquer que se-
jam os juizes ou Iribunaes a que sao respectivos; 2.,
quaes os ofllcios anneos, que pu privativa, ou com-
mulativamenle, ou por distribuicao, os ditos escri-
ves a tabelliaes vencem ; 3., as comarcas a qoe
pertencem ; 4., a lei que os creou ; 5., a dala dos
ttulos : 6., quaes aos que ronvm abolir por morle
dos serventuarios ; 7., os que couvcm conservar, ou
crear e como devam er distribuidos. Iguaes aos
dos termos do Rio FeWnoso, Barreiros, Garanhuns e
Ouricury.
DiloAo inspector da Ihesouraria provincial, re-
commendando que, i vista do competente certifica-
do, maude pagar ao arremtame do 24 lauco da es-
trada da Victoria,a importancia d ultima preslaco
do seu contrato. Commuuicou-se ao director das
obras publicas.
DiloAo mesmo, Iransmitlindo pjjr Copia a tabel-
la que approvou, designando a ordem porque devem
ser exlrahidas as loteras concedidas por lei provin-
cial, conforme dispoo o art. 4 do regulamenlo de 19
de abril ultimo.
DiloAo mesmo, inleirandoAi de haver concedi-
do ao segundo commandante de companhia do corpo
de polica, Jos Antonio Pestaa, uro mez de licen-
ca com vencimenlo, para ir ao I.imoeiro. Igual
commuuicacao se_ fez ao commandante daquelle
corpo.
DitoAo commandante superior da guarda nacio-
nal deslo municipio, recommendando a expedico
de suas ordens, para que os nujores Joao Bernarili-
no de Vasconcellos e Alexandre Auguslo de Frias
Villar, esle do balalliao de arlilharia, e aquelle do
segundo de infanlaria da mesma guarda nacional,
paguem quanto antea .aimportancia dos emolumen-
tos que, segundo a odia que remelle por copia, eslo
a devor secretaria do ministerio da guerra'. 0111-
cioo-se nesle sentido ihesouraria de fazenda.
lJiloAu commandante do oorpo de polica, n-
leiramlo-o de haver transmiltido a Ihesouraria pro-
vincial, para ser paga estando nos termos legaes, a
cotila qoe Smc. remelleu da despeza feila no mez
de maio ullimn,com o suslenlo dos 2 calcetas empre-
gados no servico de limpeza e asseio do quarlel da-
quelle corpo.
PortaraAo director do arsenal de guerra, para
terapromptar com brevidade, fim de serem en-
viados para a fortaleza do Cabedello, em cumpli-
mento ao aviso que remelle por copia, os objeclos
mencionados na relacao que tambem remelle por co-
pia.
DitaAo agente da companhia das barcas de va-
por, para mandar dar transporte para a corle, no pri-
meiro vapor que passar para o sul, em um dos luga-
res para passageiros deeslado, a Aristarco de Mello
Cardoso.
DitaAo mesmo, recommendando a expedico de
suas ordens, afim de que no vapor que no ultimo
desle mez seguir para o norte, o bacharel Pedro Ca-
mello Pessoa conlinue a oceupar at o Marinhao,
o lugar de passageird de estado em que veto da
corle.
*

FOLHETIM.
11 ami) M r\l)v.
P*H LODHENCO P1CHAT.
mtmttrmtm
( Continuacao )
II. *
* JVSo me cfcamo senhor, porm Animal.
La Belle e la Bele.
H lerceiro andar da casa habitada por madama
da Marvieil morava om mancebo chamado Frederi-
eojjnqaet, o qual pasiava a vida mais simples e
mataodsla. Seus pajs que habilavam em urna
provincia, possuiam alguns bens, o cunservavam o
filho em Paris para faze-lo notario ou advogado.
Frcdarieo levado para outros desejos, submetlera-e
com lado vonlade da familia, o guardando liara si
so voto* anpslhicos aos enles que amava, seguir
coaacieneioumente os cursos de direito, fizera exa-
mes, a diriga qaast sosinlio um cartorio, de que
era primeiro escrevente. Essa vida apreseulava na
apparencia nmasabedora e tima regularidade sem
interesse. Circumspeclo, exacto e melhodico, Frc-
derico pareca bastido para o fuluro sonhado por
na familia, nao profera ama qucixa, uem mostra-
v" desgosto; mas cumpria um dever conforme suas
ideas. Ha lanos mancebos que parecem supporlar
como marlyres destinos apropriados sua nalureza,
rederico guardava em si as melancolas de
sua aorta. Todos os das ia para o cartorio, e reser-
vara nara os traballios de sua fantasa os domingos,
a aa ferias que dava-lhe a prolissao. Passava esses
momentos raros e preciosos em casa de um amigo
eseulplor, em coja offietna om lugarzinho .era con-
sagrado ao* breves echaros estados de sua vida i-
zem que nm bom emprego do lempo faz prodieos
e haverdade. Entretanto o pobre escrevente va
com tristeza os aonos ebegarem e invadirem-lh a
mocidade perdida, Em quanto estudava elle des-
forrava-se noile das horas do trabalho enfadonho
mas depois que eslava debaixo das ordens de om
patrio, a regularidade f a asndudade opprimiam-
no. Seas pais pertenctim essa classe de pessoas
qne nao eomprehende as tentativas do espirito, uem
Vida Torro o. 136.
s.,
DilaConcedcndo a Ignacio Joaquim Rebello, a
demissao que pedio do cargo de subdelegado do se-
gundo dslriclo da freguexia de Santo Autao.
Communcou-se ao chele de polica.
Oflicio Ao Exm. marechal commandante das
armas, dizendo que,para podersatisfazer plenamente
o qoe requisilou o Eim. presidente das Alagois,
faz-se necessario qne S. Exc. envi, se por ventora
existir na secretaria daquelle commando, o conselho
de disciplina a que se procedeu pela descrean do sol-
dado'do olavo balalhao de infanlaria, Antonio 1)0-
mingnes Corroa.
DiloAo mesmo, remetiendo os papis das divi-
das de que pedem pagamento o ex-musicodo
10. balalhao de infanlaria, Quintlano da Silva,
e o ex-soldado do 4. de arlilharia a p. Julio An-
tonio Mara de Moura, fim de que S. Exc, nos ler-
raos do aviso que remelle por copia, se sirva expedir
as convenientes ordens, para que os commandintes
desses corpos, satisfagan) com brevidade as exigen-
cias constantes das inrormac,oes da pagadura das tro-
pas de 25 de abril ultimo.
DiloAo mesmo, para mandar inspeccionar pelos
cirurgies do corpo de sade doexercito existentes
nesla provincia, ao segundo sargento do corpo de
polica, Francisco Ferreira da Silva, que pretende
conlratar-se para servir no meio balalhao provisorio
da Parahiba.-^Oflicou-se ao commandante daquelle
corpo, para mandar apresenlar ao marechal comman-
dante das armas o sargento de que se Irata.
Dito Ao inspector da Ihesouraria de fazenda, re-
commendando que mandc'pagar ao bacharel Delfino
Augusto Cavalcanli de Albuquerque, jniz munici-
pal dolermo d Bonito, o seu ordenado do 1. a 23
de marjo ollimo, visto que com antecedencia preve-
nio elle pessoatmenlea presidencia, da demora que
era obrgado a ler no caminho.
DiloAo mesmo, dizendo que,pela leitura do avi-
so que remelle por copia, expedida pela reparlicao
da guerra, ao qual vai annexa a guia pastada por"]
aquella Ihesouraria, ao alferes do 2. balalhao de
infanlaria Manoel Baptista de Faria, ficar S. S.
inleirado de que, em 2 do maio deste anno, se man-
dn abonar ao referido alferes pela pagadoria das
tropas da corle 3 mezes de sold, a descontar pela
quinta parle e mais um em 10 de abril se-
guinte.
Dito Ao mesmo, communcando que, segundo
constou de aviso da reparlicao do imperio de 18 de
maio ultimo, se mandou abonar ao deputado por es-
ta provincia, Honorio Pereira deAzercdo Coulinho,
a quanlia de 6O09O"0 rs., importancia da ajuda de
cusi que lhe compete para as despezas de ida e > ol-
a da segunda sessao da nona legislatura.
Dilo Ao mesmo, recommendando que remella
com brevidade urna ola dos assenlamentot do sol-
dado JoAo'Bispo de Barros, que outr'ora fex parle da
segunda compaahia do extincto8. balalhao decaca-
dores.e boje perlence ao 8. de infanlaria.
DitoAo inspector do arsenal de marinha, coro-
mnpicando que, havendo o inspector da thosouraria
de fazenda, declarado, que pur so achar esgotado o
crdito consignado para asdepezas da rubricahos-
pitaes do ministerio da marinha em o correte
extreicio, nao poda ser salisfeita a folha por Smc.
apresenlada na importancia de 1659000, aulorisou
ao mesmo inspector, nao s a mandar pagar a dita
quanlia, mas tambem a dispender as somatas que
forem absolutamente indispensaveis para a conlinna-
co do pagamento de semelhanles despezas. Ofli-
ciou-se nesle sentido ao inspector da mencionada
Ihesouraria.
Dito. Ao mesmo, Iransmitlindo por copia n3o
s o aviso da reparlicao da marinha, de 5 de maio
ultimo, mas tambem a tabella i que elle se refere,
das qnanlas designadas, na forma da lei, para as
despezascargo da mesma reparlicao nesla provin-
cia no exercicio de 1854 a 185o. Iguaes copias fo-
ram remettidas Ihesouraria de fazenda a conta-
dura de marinha.
Dito. Ao mesmo, Iransmitlindo por copia o
aviso da reparlicao da marinha, de 8 de maio ulti-
mo, para que S. me. lendo em vsila o que nelle se
determina, recommende a Alexandre Rodrigues dos
Anjos.que trale de pagar quanto antes a importancia
dos direilos e sello carrespondentes aos vencimenlos
dos lugares que oceupa de secretario daquella ins-
pectora e da capitana do porto, a fim de se podeT
rem passar os litlos dos referidos lugares. Offl-
ciou-se nesle sentido ao inspector da Ihesouraria de
fazenda.
Dilo. Ao inspector da Ihesouraria provincia?,
aecusando recebida a copia, que S. me. remelleu, dd
contrato celebrado com Antonio Victoriano Pacheco
para a substituirlo da ponte de ferro suspensa no
quarlo lanco da estrada do Cabo, por oulra de um
so arco de pedra e lijlo, o declarando que approva
semelhenle contrato.
Dito. Ao thesoureiro das lo lenas des la pro-
vincia, inleirando-o de haver approvado o plano
que S. me. remelleu para exlracio da segunda
arte da quinta lotera, a favor da igreja matriz da
Boa Vista. Remelteu-se copiado mencionado pla-
no i Ihesouraria provincia.
Portara. Romeando, de comformidade com a
proposla do procurador fiscal da Ihesouraria pro-
vincial, ao bacharel l.uiz deCerqueira Lima, para o
lugar vago.de ajudanle daquella procuradora na
comarca do Cabo. Fizeram-se as necessarias com-
municacoe.
Dita. Ao agente da companhia das barcas de
vapor, para mandar transportar para o Maranho
no primeiro vapor qoe seguir para o norte, em um
dos lugares para passageiros de estado, ao alferes
Alallba Hilarle (odlnho.
Dila. \) presidente da provincia,atlendcndo aoque
lhe requereu o paisano Stiro Modesto da Fpnseca,
resolve que-seja elle admillido como voluntario ao
servico do exercto por lempo de seis aonos, conta-
dos do diaem que se verificar o seu alistamtnlo.visto
ler sido julgado apto para esse ftm em iuspeccao de
saude; percebendo alm dos vencimenlos, que por
lei lhe competirem, o premio de trezentns mil reis,
que lhe serao pagos nos termos do regulamenlo de
14 de dezembro de 1852.Igual acerca de Gedeo
de Souza Velho.Fizeram-se as necessarias com-
muqjcac-Gcs.
ERRATAS D REGLAMENTO DO CEMiTERIO.
No offlcio do Exm. Sr. bispo, na palavracon-
fiionarleia-seconfeccionar.
Na 3. col. arl. 20 na palavrareligiososleia-se
religiosas.
Na 4," col. art. 26, no algarismo 58000leia-se
50$000. '
Na 4. col. arl. 28 supprima-se as palavrasem
\fmpo ordiario.
Na 5. col. arl. 42 na palavraextempornea
leia-seextraordinaria ou temporaa.
Na 5." col. arl. 44. as palavrasperidicas ou
temporaasleia-seordinarias (arl. ley.
Na 6. col. arl. 63, na' referencia do arl. 64lea-
searl. 64.
TRIBUNAL DA RELACAO.
SESSAO' DE 3 DE JCNHO DE 1854.
revidenciado Exm. Sr. conselheiro Azecedo.
As 10 horas da manhaa achando-se presentes os
Srs. desembarcadores Villares, Le3o, Souza, Re-
bello, Luna Freir, Talles, Pereira Monleiro,
Valle e Santiago, o Sr. presidente declara aberla
a sesso na. forma da lei.
EXPEDIENTE.
Fui lido em mesa nm offlcio da presidencia, com-
manicaodn haver nomeado por portara do 1." desle
mez,para promotor publico do termo do Recfe.o ba-
charel Antonio Luiz Cavalcanli de Albuquerque.
Ficou-se inleirado,
dem, communcando haver no dia 22 do mez ul-
timo reassumido o lugar de juiz municipal e or-
phos do termo de Goianna, o bacharel Caelano Es-
telita Cavalcanli Pessoa.
dem, iransmitlindo para cenhecimenlo do tribu-
nal um exeroplar impresso da falla- do Ihrono na
abertura da 2." sessao da 9. legislatura da assem-
bla geral, que teve lugir a 7 do mez findo.Ficou-
se scieule.
Julgamenloi.
Habeas-corpus que pede Jos Mariano Texeira de
Albuquerque para seu escravo Amaro.Foi dcue-
as aspiraces do artista. Procurar cenverle-los seria
imposssvel, resistir a seus votos elle nao '.eria ousa-
tlo, e sua couscencia ler-se-hia sempre recusado a
cngana-los. Sacrificio humilde, menos raro doqife
se pensa, e chcio de angustias, desesperos e mal-
diefles 1 ,
Assim aquellcs, que viam esse honesto mancebo sa-
bir de manhe vollar noile carrcgadoy.de papis,
e com a cabera iflelinada, nao podiam adevinhar nel-
le um artista desconhecido. Seu trage limpo e se-
vero conformava-se bem como seu espirito, com sua
proissao exterior. A cor pretadominava em seu
vestuario; mas elle fa/.ia com que nao fosse a cor
preta surrada e luzida dosescrevinhadores de papel
sollado. "
Frederico linha perlo de trnla annos. Bem apes-
soado, de estatura media, offerecia urna physono-
mia sympalhica e utellgeute toldada por urna nu-
vem de tristeza. Cabellos raslanhos, e suissas louras
acompanhavam um .rosto no qual lerla assenlado o
bigode. Seus olhos azues eram resignados e firmes,
e junio da bocea a irona linha cavado rugas, onde
resida o sorriso triste e zombador com que elle aco-
Ihia seu desuno futuro. A dorsilenciosa linha-sere-
rngiado ah, e se nao fdVa o olhar que lanrava s
vezes clarcs immcdalamente exlinctos, ter-se-hia
tomado esse mancebo por nm raarlvr pacienfe bali-
do sem fim por essa madrasta que chama-se a vida.
Mudo na rasa que habilava elle dzia justamente
as palavras n.Kspcnsavcis. A respeilo desses entes
a populacao chocalhera de umquarleirao pensa, que
sao aKKos, e nao olliam abaixo de s, ou mormura
baixinho unta opiniao fcil de formular-se assim.
(i Coilado I lem algum desgoslo sem duvida. He 1ra-
balbador, e honesto ; mas nao vive feliz I a Essa
commiserarao acompanhava Frederico todas as raa-
nhaas quandosahia de casa. .
. Muito recalado com os visinhos elle nao eslava li-
gado com uiuguem. Um dia madama de Murvieil
absolulamentc ignorante em fado de emprego dedi-
nheiro c de juros, pedio um conselho ao escrevente.
Sua modesta fortuna depositada nasmaosde om ban"
queiro na poca em que Frederico Seu um conselho
n ma de Briinissende, soBreu enlao urna mudanca.
Elle obleve della que se aproveitasse de urna hypo-
theca vantajosa e solida sobre urna propriedade per-
tencenle a nm rlenle de seu Cartorio, e assim sfi.
'ou as mflos do banqueiro melada poiu^stais uu
menos do que possuiam as duas maauereaj|
Frederico foiconvidado para os saroesIsiadama
de Marvieil, Essa sociedade eslava loDge de ser a
gada a soltura. c
AppellacOes civeis.
Appellanles Paulo Jos Rodrigues 'e iua mulher ;
appellados Jos Januario Alte Ferreira e sua
mulher.Foi confirmada a seu|eii?B.
Appellante Antuoio de Albuquerque Gandra ; ap-
pellado Antonio Francisco de Oliveiraliespre-
zaram-se os embargos.
Appellante Carlos Luiz Lieuticr : npp>llado o juizo.
Reformou-se a sen lenca e fo{ alVolvido do pe-
dido o appellante. J
Appellaule Antonio Luiz Gon(a/je> ferreira ; ap-
pcllndo Francisco do Rege Barres <* Lacerda.
Aprcscnlou-se o aceordam lavrado. .
Designaroes. i
AppellacOes civeis. ^al
Appellante Jos Pedro Velloso di Silveica ; appel-
lado Aulonio Jos Pires.
Appellante o juizo dos feitos da fazenda ; appellado
Jo3o Antonio de Moura.
fetisoee.
Appellares crimes. S
Passou do Sr. desembargador Urna Freir ao Sr.
desembaigador Tclles a seguinle ppellmjao em que
sao :
Appellante o juizo; appellado Thomaz Francisco de
Goes.
Passon do Sr. desembargador Valle ao Sr. de-
sembargador Santiago a seguinle appellacio em que
slo :
Appellante o juizo ; appellado Jos Joaquim Rodri-
gues Machado.
AppellacSes civeis.
. Passaram do Sr. desembargador Leao ao Sr. de-
sembargador Souza as seguinles appellacOes em que
sao:
Appellante Joaquim Alves Barbosa; appellado Pau-
lo Jos Gomes.
Appellante Cae tao da Costa Merera ; appellados
Deane Voole Si Companhia.
Appellante Antonio Lopes Guimaraes; appellado
Jos Francisco de Sampao.
Passaram do Sr. desembnrgador Souza a Sr. de-
sembargador Rebello as seguinles appellaces .cm
qne sao : *
Appellanlo a cmara municipal do Aracaty ; appel-
lado Antonio Nogueira de Souza.
Appellanles Pedro Jos Rodrigues e sua mulher ;
appellados Jos Januario Ferreira e seus filhos.
Appellante Loorenco Jos de Figuiredo; appellado
Francisco de Paula Buarque.
Appellante Antonio Jos .Rodrigues ^ appellado
Theodoro Francisco de Paula.
Appellanles D. Mara Francisca da Paito DurSes,
Angelo Henriques da Silva e outros; appellado
Gabriel Antonio.
Appellanles Joao Jos Bolelho e sua mulher ; an^-
pallados D.'Antonia Francisca de Oliveira e Anto-
nio Xavicr-Monleiro de Franca-
Passou do Sr. desembargador Rebello ao' Sr. de-
sembargador Talles a seguinte appellacio cm que
sflo :
Appellanles e appellados o juizo dos feitos da fa-
zenda e Josc Antonio Jiaslos.
Passou do Sr. desembargador Luna Frere'ao 5r.
desembargador Telles a seguinte appellaro em que
sao: '
Appellante Antonio Joaquim de Souza ; appcllda
D. Thereza Goocalves de Jess Azevcdo.
Passaram do Sr. desembargador Telles ao Sr. de-
sembargador Pereira Monleiro as seguinles appella-
ees em que sao: ,
Appellante o jnizo dosfeilos ; appellado Jos da Sil.
va Neves.
Appellanle o juizo dos feitos; appellado Joo Anto-
nio de Moura.
Appellanle o padre Sebasliao Jos de Moraes Bello ;
appellados Manoel de Oliveira Prado e outros.
Appellanles Jos Manoel da Paixao e sua mulher ;
appellado Francisco Antonio da Silva.
Appellante Bernardo Daarle Brando ; appellado
Estevao Cavalcanli de Albuquerque.
Appellante o pardo Luiz por seu curador; appel-
lado Antonio Pessoa de Albuquerque.
Passaram do Sr. desembargador Pereira Monleiro
ao Sr. desembargador Valle as seguinles appellacOes
em que sao :
Appellante Antonio da Cnnha Soaces Gnimaraes ;
appellado o solicitador do^uzo.
Appellanle Joao Rufino Ferreira ; appellades inte-
rno Paulo do Monte sua mulher.
Appellante Joao Francisco Barbosa Cordeiro; appel-
lados Francisco Rodrigues Tavares e sua mnlher.
Passon do Sr. desembargador Santiago ao Sr. de-
sembargador Villares a seguinte appellaco era que
sao:
Appellanles Hermenegildo Coelho da Silva e outros;
appellado Jos Jacome de Araujo.
Nao foram julgados os dentis feilos can da as-
signado por haver fallado a sesso o Sr.desembar-
gador Bastos.
Levanlou-se a sessflo a 1 hora da larde.
le do ministerio do interior a aulurisarao compe-
tente.
a Arl. 2. Essa aulrisacao s poder oulorgar-
se ao individuo, que d urna Banca de 5,000 pesos
nao sendo cidadao natural domiciliado, e de 2,000
pesos para aquellos que se acharem nestas circums-
tancias, devendo apresenlar ao mesmo temp'o o pro-
gramma do peridico.
a Arl. 3. O poder execulivo fica auloriado para
mandar suspender a publicarao de. lodo e qualquer
jornal que proclamar ideas ou principios subversivos
da ordem publica, contrarios moral e religio
consultando previamente urna commissao composta
-de4res membros do corpo legislativo, ou da commis-
sao permanente se aquelle nao esliver reunido.
A cantara dos representantes approvou este pro-
jecto aps urna discussao que durou sete horas.
Aguardava-se a decisao do senado.
A proposla do governo excitou os clamores da im-
prensa' peridica. -Esses clamores lomaram unta
proporfao tal qne o governo julgou conveniente pu-
blicar a seguinle proclamacSo : .
. Orienlaes A'simples enunciaran de urna me-
dida para preservar a patria das complicaroes inler-
nacionacs que occasiona o desenfreamento da im-
prensa, qoe torna anda palpitantes vossas desgra-
nas, qoe cobrio de lulo ionnmeras familias, porque
foi ella que nos envolveo na sanguinolenta guerra
qne paralyson o nosso engrandecimenlo, proclama-
ram o clamoroso grito de alarma meia duzia de
naos cidados, associadus aos manejadoras dessa im-
prensa, e como esse alarma pode sorprender-vos, o
governo quer que ao mesmo lempo vos chegae o
echo da sua voz paternal e justiceira.
o Cidad.ios c eslrangeiroe honrados Os dscolos
que promovem esse falso alarma sao os mesmos qoe
se empenharam en) perpetuar a situadlo violenta
preparada pelos acontecimentas de setembra ; s3o
os mesmos que seoppozeram ao estabelecmenlode
urna ordem regular em 12 de marco; sao os mesmos
que nao transigirn! com aquelle que hoje oceupa
a primeira magistratura do paiz, s porque se op-
poz a continuar a governar anli-conslitocioual c
irresponsavelmente.
Coucidados A medida que o governo prope
em nada ataca vossas liberdades, nao d aulorida-
de faculdade frn da lei, nao viola nenhuma das,
inslituircs da patria. Essa medida he calculada
para garantir-vos conlra os solapados liros de inmi-
gos bastardos, para evitar que vos corrpliquem em
urna poltica estranha aos vossos bem entendidos
inleresses, para dar-vos a prova mais esplendida da
sua venerarlo as formas, concillando o seu dever
dercorganisar o seu paiz, de afflancar slidamente
a paz que alanosles, com a exigencia da nt >ral
qne clama conlra producfSes que a oflendem, com
as exigencias daquelles que vem nessas producrSes
a renovacao das desditas da patria alicando a discor-
dia e reabrindo as feridas mal cicatrizadas anda dos
conflictos passados.
a Essa medida, quelivrec espontneamente dic-
lou o governo, nem he unta medida coercitiva, nem
ameaca em nada a sua dignidade como se quiz fa-
zer acreditar atlribuiudo-a a suggesl&es que repel-
liria cora altura.
Orienlaes 1 Precave-vos conlra a diflamaco
dos detractores ; descansai tranquillos nos honrosos
antecedentes daquelle, que mereceu o voto unnime
dos vossos representantes para dirigir vossos desti-
nos, e lende conflanca em que nao ullrapassar ja-
mis os preccilos constitucionaes.
a Venancio Flores.
t, vos espera'm com ancia, e vos sandaram com
enlhusasmo. Sejamos gratos a cada um, sendo uteis
a lodos.
Amigos e Jcomplriolas Abracemo-nos e
brademos com enthusiasmo: Viva o Imperador !
Em qualquer canto da Ierra oude hajain Brasileiros,
esle lirado santo e nacional he om juramento de
que cada um vai cumprir o seu dever.
a Montevideo 2 de maio de 1854.
Jos Mara do Amoral.
De Bucnos-Ayres nada ha de importancia. O co-
vernador Obligado regressou capital no dia 8 e foi
aculhido com enthusiasmo :
A Tribuna, referindo-se entrada das tropas m-
periaes em Montevideo, diz: i.
a Quera Dea que a presenca das tropas brasi-
leras no territorio da Repblica Oriental seja pre-
cursora da paz e Iranquillidade de que tanto precisa
aquella Ierra desventurada ; e que sob o sea ampa-
ro e proleccao nossa progredir o paiz c levatilar-se
das desgrafas que soffreu durante dez annos de guer-
ra continua. Sao estes os votos dos filhos de Buenos-
Ayres.
DeValpraizo ha dalas al 31 do marco.
No Chile doimiaa poltica. O governo,a impreh-
sa e o povo oecupavam-se exclusivamente dos inle-
resses materiaes.
No Per nm novo aroule viera augmentar os ma-
les das agitacoas. No Calho fazia grandes estragos
a febre amarella.
26
Por decreto de 9 do correte mez foram Hornea-
dos :
Chefe do estado-maior do commando superior da
guarda nacional dos municipio do Brejo e Tutoya,
da provincia do Maranho, Lino Jos Rodrigues.
Tenenlaa-corones enmmandantes dos batalhoes do
municipio do Brejo, Ray mundo Jos de Lima e Luiz
Pereira do Lago.
Tcnenle-coroiiel commandante do balalhao do
municipio de Totoya, Autonlb Pires Ferreira.
Por decreto de 15 do mez foram concedidas as
honras de coitcgo:
Da s do bispado de Maanita, aos padres Candi-
do AQonso dos Sanios Lago e Manoel Roberto da
SilyaDiniz, vgarios das freguezias de Belim e Ta-
quarass, do mesmd bispado.
Da s do biattado de S. Paulo, aos padres Francis-
co Morera de^2arvalho e Jos Carlos Marlins, vi-
aar ios lias freguezias de Jacuhy e Alfenas,do mesmo
bispado e provincia de Minas Graes.
Por decreto de 23 do dito mez :
Foi a presentado o padre Mariano Antonio Correa
na fregueza de Sacra Familia do Tingu, do bispa-
do e provincia do Rio de Janeiro.
Foi permillida aos padres Antonio Rodrigues da
Costa e Jos de Noronha aples Mara, vgariosdas
freguezias do Espirito Santo da Cruz-Alia, e Nossa
Senhora da Conceicao de Piralinim, do bispado do
Ro Grande do Sul, a permuta entre si das respecti-
vas fregueza*.
Foi aposentado o chefe de polica da corte Alexan-
dre Joaquim deSiquera, em alleiicaoaosbousservi-
Cos que lem prestado e ao estado de sua sanda, com
o ordenado annual de 1:200$ rs. depondendo nesla
parle da approvacao da asserablea geral legislativa.
Por decreto de 24 do dito mez :
Foi concedida a Joao Nepomuceno Baplsla Perei-
ra a demissao, que pedid do posto de leenle-coro-
nel commandante do 6." balalhao de infanlaria da
guarda nacional da reserva da provincia do Rio de
Janeiro.
INTERIOR.
RIO BE JANEIRO
28 de maio.
b paquete ioglez La Piala, entrado honlem do
Ro da Prata, traz datas de Montevideo at 14, e de
Buenos Ayres al 12 do correte.
O governo oriental apresenlou ao corpo legislati-
vo o seguinle projecto de lei:
a Art. 1 .> No territorio da repblica nSo poder
publicar-se peridico algum sera obler previamen-
sua : pois as ideas aristocrticas que ahi reinavam
esmagnvam nm tanto sua humilde probidade de pic-
hico. Era tratado como um labelliao discreto e ama-
vel ; mas lhha sabido pela sua frieza eslahelecer
(ao bem a distancia que cortos frcquenladoresdessa
reunan teriam podido lomar injuriosa para elle, que
nada de ofinsivo podia alcanca-lo. Ficou assim fra.
dos preconccilos da casa, e entre esses semblantes'
velhos represenlava um elemento moco, c por isso
mesmo eslimado. He evidente que algum allract-
vo o seduza nesse interior ; pois a eslima em que
linha madama de Marvieil, o respeilo que consagra-
va aos velhos-que enconlrava cm casa della nao jus-
lificavam sufiicieutemenie sua assiduidade alias dis-
creta : a mocidade, as gracas, e o benvolo acolhi-
raeutode Brunissende domavam o pobre artista.
De lempos em lempos elle descia a tomar urna
chavena de clin, ouvia as historias de Mr. de Sene-
vois, nao disenta nunca, jogava quando precisavam '
delle, e reparava que nessas ninharias urna hora
passava rpidamente. Depois vollava para seu apo-
sento pensando em Brunissende sem suspeitar a de I
ce seducrao a que ceda.
No meio das oceupacoes montonas do dia, a mo-
ca passava mu tas vezes como una visao, e Fiede-
rico segua com amor e susto essa realidade mais im-
possivel do que um sonha. Todava considerava essa
forma pura, urna sombra, c por essa mesma causa
nao assustava-se milito. Essa fantasa lerrivel de
seu corarao tinha nao sci o que de irrealsavel que
o Iranquillisav. Cullo, adoracao, lembranca, ap-
parjcao era cousa inacccssivel, insuperavel lucura.
Nao va que atravessando as paizagens do espirito,
caminhava para o abysmo. Esse pobre mancebo 18o
cruel para comsigo mesmo, lo severo para com sua
vida, esse cenobita-obscuro quo maldizia da celia,
esse artista que mutilava o engeoho conpletando
lentamente o suicidio do pensnraenlo, arrancando as
zas para nao ser tentado a partir, nao comprehen-
dia para que extremo caminhava. Bem como ura
pobre que adopta um menino, babiluava-se a nu-
trir o pobresinho pagao que pedia-lhe alimento to-
das as nuiles, e Frederico conduzia seu amor a casa
de madama de Murvieil.
Um dia elle comprehendeu toda a verdade, e le-
ve como a revelaco de urna desgracia, de um crime.
As altas virtudes de sua alma reuniam-se em tribu-
nal e lavraraia esta sentenca : Por teres ousado
amar a Brunissende le apartaras pouro a pouco del-
la, te separaras lentamente sem nenhun esforco
vilenlo que posea asslgualar leu sacrificio. Chora,
c Maleo Maqarinos, Henriqne Martnez,
Manoel Arosta y Lora.
Pelo quarto paragrapho desta proclamado se v,
que algumas pessoas atlribuiram o projecto apresen-
lado |>elo govornoa suggestes da legacao brasilera.
O Commercio del Plata, que alias lem combalido
enrgicamente a medida ministerial, diz o seguinle
no sen numero de 12 do rorrele:
A esta declararlo (a do 4 da proclarnacao),
qoe nao hesitamos em admillir como verdadira,
accrescenlaremosaquiUo que nos comraunica pes-
soa que temos por competente, autorisando-nos a
poblica-Io, e vem a ser: a qae o ministro brasileiro
a nao teve parte alguma no projecto sobre a li-
berdade da imprensa, e que se alguma leve foi
para manifestar a sua opiniao inteiramente em
o conrodcco com o pensamiento do goeerno.
Sabio luz era Montevideo um folheto, attbu-
doferalmente ao general Gudo,.com o titulo : o A
a ntervencao brasilera, ou-exameda circular diri-
co cm 19 de Janeiro de 1854,
Parle da imprensa de. Montevideo encarregou-se
de responder a esse escripto. Um dos refutadores
qualifica-n do modo seguinle :'
Aquelle escripto, empapado no fel das paixes
de inleresses mal cncoberlos, nao he senao a difla-
marao da poltica imperial em suas relares com a
repblica ; urna acrusarao irritante e injuriosa das
vistas que a dirigem ; a condemnacao da alliaura de
1851 e dos actos com qae a sellou ; e finalmente a
justificacao do governador Rosas, coja ambi{o,
revelada em suas notorias aggressOes contra i so-
berana e independencia da repblica, denunciada
por seus nimigos deste lado do Prata como funda-
mento da heroica resistencia com que finalmente a
vencen, he qulificada pelo autor do escripto como
chimeras de circumslancias.
O Sr. Dr. Amaral, ministro plenipotenciario do
Brasil em Moulevdoi dirigi divisao imperial
destacada no Estado-Oriental a seguinle procla-
rnacao :
a Bravas e fiis legiOes, imperiaes O ministro
do imperador vossauda com respeito, e vos abraca
cqm fralernidade na pessoa de vosso nobre ge-.
neral.
o Salve, guerreiros do imperio Vos vndes com
as armas da guerra prefazer a obra da paz, Essas
machinas de morle e destruico vao toruar-so em
vossas maos inslrumeulos de vida e organisaco.
a Soldadosde Pedro II1 O monarcha vos d
honrosa parte da sua poltica internacional. Vs e os
bravos da armada>vindes ser cooperadores da diplo-
macia imperial.
a Companheiros no servico do imperador 1 O
nosso dever esl definido nos tratados. O soberano
do Brasil promclteu/br/i/icara naconalidade orien-
tal por meio da pa: interior e dos hbitos cons-
titucionaes. A execuco desta augusta promessa
confiou-a elle at> seu exercto, sua armada e soa
diplomacia ; amigos de Pedro II, juremos qae o pri-
meiro dos Brasileiros nao d em vio sua augusta
palavra.
Gnerreiros Deveis a vossa dedicarlo e be-
nevolencia a todos os habitantes do Estado Oriental
sem excepcao. Os filhos do Uruguay sao nossos ir-
roaos ; os eslrangeiros que com elles vivem sao nos-
sos amigos, porque uns e outros vos invocaram com
Foi nomeado lenenle-coroncl commandante do ba-
lalhao cima, o capitao Francisco de Paula Gomes
Barroso.
- 27
Por decretos de 24 do eorreute foram nomeados :
Escriv&o da alfandega da corte, o chefe 'de seceso
do Ihesauro nacional Rapliael Arrhanja Galvao, ac-
tualmente no exercicio do lugar de inspector da
Ihesouraria de fazenda da provincia do Rio Grande
de S. Pedro do Sul.
Inspector da Ihesouraria de. S. Pedro do Sul, o,
pas Alagoas, Jos Joaquim de Almeida Arnisaut.
Inspector da das Alagoas, o primeiro escripturaro
da da Babia, Salvador Pires de Carvalho.
Inspector da da Parahiba, o chefe 4e seccao da do
Maranho, Francisco Jos Gomes Pereira,
Inspector da do Cear, o inspector da alfandega
do Maranhaol Joao Baptista de Castro e Silva.
2. escriplurarioda Ihesouraria das Alogoas, o pra-
licante da da Baha, Rosendo de Araujo Ferraz.
Amanuense da secretaria da mesma Ihesouraria; o
pralicanle dada Baha, Francisco Mara Corle Im-
perial, filho.
2. escripturaro da thesourarie de Sergipo. o pra-
licanle da da Babia, Joao Monleiro de Carvalho.
i. escripturaro da Ihesouraria da Baha, o pra-
ticaute da mesma Tito Jos Cardoso Rangel.
29
Por decretos do 26 de maio correnle foi perdoado :
A Manoel Joaquim de Andrade o lempo que lhe
falla para cumprir*a pena de dous annos e um mez
de prisao com trabalho e mulla de 12,',' % a que foi
condemnado por sentenca do jury da corte.
A Jos Francisco de Oliveira a pena de um mez
de prisao com trabalho e mulla de 5 ,, a qae foi
condemnado por sentenca do jury do lermo de Ja-
cuhy, da provincia de S. Paulo.
A Pedro Graham o lempo que lhe falta para cum-
prir a pena de cinco annos e meio de pris,o com tra-
balho e mulla correspondente melade do lempo, a
que fui condemnado por sentenca do jury da cidade
do Rio Graude, d provincia de S. Pedro.
Foi aposentado o bacharel Cyrioo Antonio do Le-
ntos, secretario do supremo tribunal de justica, cm
altenrao aos servicos que lem prestado por mais de
20 annos, e ao seu estado valetudinario, com o or-
denado de 1:6629200, dependendo nesla parle da ap-
provacao da assembla geral legislativa.
Foram nomeados :
O bacharel Joao Pedreira do Couto Ferraz, official*)
da secretariado supremo tribunal de juslira, para o
lugar de secretario do mesmo tribunal.
O bacharel Manoel Vctor de Souza Monleiro
Sara ofllcial da secretaria do mesmo supremo Iri-
unal.
Foi apresentado o padre Antonio Loorenco Boa-
ventura na freguesia do Divino Espirito Santo de
Iohambupe.
Tiveram mcrce da serven lia vitalicia dos ofllcios de
2.- cscrivo de orphaos do termo da capital de S.
Paulo, o cscrivo de orphos do termo de Santo A-
maro, da mesma provincia, Jos SimOes Guimaraes.
Partidor do juizo municipal c de orphaos do lermo
da Feira d Sant'Auua, na provincia da Baha, Jos
Aralag Pereira Lobo.
Foi reformado no posto de lenente-coronel o major
da auliga guarda nacional da provincia de S. Paulo
Antonio Jos da Piedade.'
Por decretos de 27 do mesmo mez foram no-
meados :
Commandante superior da guarda nacional do*
municipios de Villa-Bella, Ingazeira e Tacaralu' da
provincia de Pernambuco, Manoel Pereira da Silva.
Chefe de estado maior do mesmo commando supe-
rior, Francisco Miguel de Siqueira.
Commndanla, superior da guarda nacional do
municipio do Cabo, da mesma provincia, o barSo de
Ipojuca.
Chefe do estado maior do dito commando superior
o lenente-coronel de milicias Bernardo Tolenlino
Manco da Costa Reis.
Commandante superior da guarda nacional dos
municipios do Bonito e Caruar', da mesma provin-
cia, Francisco Bezerra de Vasconcellos Torres,
Chefe do estado maior do dilo commando superior,
Manoel Gomes da Cosa Borba.
Major commandante do esqnadran de cavallaria,
Vicente Ferreira Padilba Catumbv.
Tenente-coronel commandante do balalhao do Bo-
nita, Jos Antonio da Porciuncula Lage.
Major commandante da seccao do balalhao da re- '
serva-do municipio, Jos Vieira de Mello.
Tenente-coronel commandante do batalhSo de Ca-
ruar', Joao Vieira de Mello.
2 de jnnho
Por decretos de 30 de maio ultimo foram apre-
sentado? os padres:
Pedro de Mello Alcanforado, na fregnezia de San-
ta Anna dosta corle.
Venancio Lina Telles Brrelo, na fregueza de
Sanio Antonio do Rio Bonito.
Foram removidos, por o haverem pedido, os jui-
zes municipaes e da orphaos:
Chrispim Antonio de Miranda Henriques, dos ler-
mos reunidos de Campia Grande e Brejo de Ara,
para os da Independencia e Bananeiras, da provin-
cia da Paralaba.
, Fausto Benjamim da Cruz Gouveia, dos termos
reunidos de Independencia e Bananeiras para os do.
Campia Grande e Brejo d'Ara.
Foi recondozido o bacharel Firmo Jos de Mallos
no lagar de juiz municipal e de orphaos dos termos
reunidos do Rosario e Icatu', na provincia do Mara-
nho.
Foram nomeados :
Chefe do estado-maior da guarda nacional do mu-
nicipio da capital da provincia de Pernambuco, o
major reformado de primeira linha Sebasliao Lopes
Guimaraes.
Tenante coronel commandante do 13." balalhao
da guarda nacional da provincia do Rio Grande do
Norle, o capitao da 2." companhia do mesmo bata-
lbao Jos Carlos de Carvalho.
Tenente-coronel commandante do 1. balalhao da
guarda nacional do municipio da capital do Cear, o
major Jos Antonio Pereira Pacheco.
Majores-ajudantes-d'ordens do commando supe-
rior da guarda nacional dumunicipiode Jeromenna.
da provincia de Piauhv, Francisco Mandes da Costa
e Berlolino Alves Rocha.
Capitao-secretario-geral d mesmo commando,
Antonio Jos Ferreira.
Capitao-quartel-mslre dito dilo, Raunondo Mar-
lins dos Res*
Major-commandante da seccao do balalhao da
reserva da guarda nacional do municipio da Alcn-
tara da provincia do Maranho, Jas Mariano Alu-
no de Araujo.
Tenenle coronel commandante do balalhao de in-
fantera da guarda nacional do municipio de Ega,
da provincia do "Amazonas, Jos Monleiro Chry sos-
tomo.
Tenenle coronel commandante do balalhao de in-
fanlaria da guarda nacional do municipio de Mauc
da mesara provincia, Jos Bernardo Mchiles.
soflre. mas em silencio. Um olhar' mais sombro,
urna voz mais melanclica trahiriam leu coracao, e
passarias por um servo infiel. J.i passou o lempo em
que as castellaas eram amadas pelos pagens. Sub-
mette-te, retira-te; pos es um escrevente e nao um
barao chrislAo. Recebers algum da de toa familia
alguns prados verdes sobre campo de paciencia, al-
gumas rearas deo uro quarteadas de trabalho, leras de
leu chefe nao as armas, mas os allribnlos das grandes
musas ; porm deves calar-te, he a dignidade de loa
alma, e a abuegaeao de tua vida que isso te acon-
selham.
Frederico comprehendeu essas vozes altivas, e
dahi em diante conservou-se parte, l'm desejo ca-
rioso perguntava o que pensava Brunissende a esse
respeito ; mas o orgulho rio mancebo impunlia silen-
cio a esse pcrgunlador indiscreto. E anda quando
ella se livsse deixado ganhar pela la dedicariio,
pela la resicuacao, e por essa especie de honestida-
de dodemonio guedirige tua vida, ousarias compa-
rar essa probiddc de um dia i tradirao de virtudes
de que he herdeira ? Iras gabar-le de las angus-
tias, fallar coragem coufessando-lhe las tenden-
cias de artista, e derramar-lheaos ps sonhos de es-
ludante, audacias insensatas, promessas sem garan-
ta '.'
E nesses momentos as lagrimas de Frederico cor-
riam em abundancia. Dever lerrivel, sem recom-
pensa no fim, deserto sem reflexo. Elle linha sa-
crificado voluntariamente leus gustos de mancebo, e
nao lamcnlava as folias e o riso dessa idade. Que
importa ao fructo determinado a amadurecer o ler
sido durante alguns dias ama flor rosada ou branca t
Se lodos os prazeres do mundo livessem podido pas-
sar diaulc delle, estudanles e.raparigas, dansando, e
bohemio (-(intentes, elle nao tea levantado o pi-
para segui-los Mas Brunissende grave e soberba,
formosura indecisa cujas linhas.anglicas, e ain-
1 da nao assz humanas faziam pensar que nao era
talvez destinada a esla Ierra, Brunissende sahia-lhc
todas as manhaas do coracao c deixava nelle urna
tempestado para o dia intero.
Frederico calou-se ; porm nao baslava somenle
ronler a voz, cumpria extinguir a expressao do olhar,
e al impedir que os nobres sentimentos de sua na-
lureza se manifeslassem, cumpria permanecer nota-
rio, irapassivel, pulido, sombro, como aquelles que
sao ineapaz.es de nutrir una tristeza ou urna alegra.
Elle o cousegulo. Amonloou Ierra sobre u grao de
p para aniquilado, calcou com os ps a Ierra que li-
nha accumulado, e semeou ahi flores banaes. O sor-
L-smjHReslaCommercial de Santos de 29 do
passado:
Na noile do dia 23. s 8 horas, na ra de S. Ben-
lo desta cidade, foi brbaramente assassinado com
ura liro o hespanhol Francisco Garca, Irabalhador
as capalazias da alfandega, sendo seu assassino Jos
Fernandesi As autoridddes policiaes ?charam-se
immedialameule no lugar do delicio, e poneos mo-
mentos depois pelo Sr. Bernardino Ferreira da Sil-
va, delegado de polica,foi preso o autor do attentado
moco de 20 annos, que no principio negoo, mas.d*-
pois confessou o crime. que perpetrou, segando
dizem, por motivos mu frivolos.
o O assassinado foi victima de um tiro de pistola*
que o monstro, favorecido pera leuebrosdade medo-
nhada noile, lhe disparou queima ronpa sobre o
coracao. Lamentamos essa morle qae talvez poda-
ra ser eytada. Pois llavera inda alguem qne in-
consideradamente propale, qne a illuminarao pnhli-
ca he luxo enlre nos, e qoe defenda as autoridades
por te-la suspendido. Quando o clamor geral e;
constante pede urna medida justa e uecessara, de
que depende a segnranca individual e de proprie-
dade, he o dever da imprensa reclama-la; e he por
isso que imploramos auloridade competente que
relicla sobro o aconteciroenlo sinislro que acaba-,
mos de mencionar, se convenca de que o crime be
filho das tretas, e reslilua i cidade as lnzes que an-
tes allumiavam suas ras.
Temos toda a confianca na actual cmara mn-
nicipal de que nao serao cm balde as palavras que
em norae do publico respeitosamente lhe dirigi-
mos, D
5
Por decretos de 2 do presente mez foram nomea-
dos :
Maior do 1 balalhao de fuzileiros da guarda na3
cional da capitel da provincia do Para, o tente re-
formado da primeira linha do exercto Jos Auguslo
de Mcnezes Prestes.
3. 4, 5. et> npplenles do subdelegado da fre-
gueza de Jacarepagu, os cidados Jos de S. Pau-
lo Aguiar, Jos Joaqoim da Silva, Vicente Ferreira
Neves e Joaqoim Borges de Frailas.
Foi concedida a Alexandre Alves Gomes Barroso
a demissao que pedio do cargo de 1 supplente do
subdelegado do curato de Sania Cruz.
Por decretos de 3 do mesmo mez foram nomeados
juizes municipaes e de orphos dos termos:
Da Victoria, na provincia da Baha, o bacharel
Sebasliao Cardoso.
De Piralinim, na provincia de S. Pedro do Rio
Grande do Sul, o baclfarel Mrnoel Rodrigues Vil-
lares.
Tiveram merce da serventa vitalidades ofllcios de
2n labelliao e cscrivo dosorphaos da villa de Ita-
guahy, na proviucia do Rio de Janeiro, Theodoro fc
Xavier da Assumpcio, W
EserivSo dos orphaos, capellas e residuos da villa
de Minas do Rio deConlas, na provincia da Bahia,
Antonio Sempronio Alves.
Escrivao do juizo da provedora da cidade da tra-
nso estupido dos homens polidos nasceu-lhe nos la-
bios, e elle lornoii-sc um mancebo muito oceupadn-,
e muito interessante ao qual lodos protegem. a En-
tende bem dos negocios, diziam a seu respeilo, he a
houi'stiiladc em pessoa.
Mu raras vezes elle descia casa de madama de
Murvieil, a qual dirigia-lhe por isso algumas repre-
hqnses de lempos em lempos.. Suslentou mu co-
rajosamente essa situaran, e como Brunissende nao
manifeslava-lhe aileicao nem pedade, eslava con-
tente.
A indilTerenra he prcferivel a certos sentimentos
de urna benevolencia humilhadora. Se a moca hou-
vesse comprehendido como as outras essa atroz co-
media, crendo na mascara vulgar com que se dis-
farcava, Frederico teria morrillo de desgoslo ; mas
ou seu semblante fosse natural ou fingido, ella pa-
reca nao dar nenhuma atleneao a isso ; era como se
elle nao exislisse para ella ; ao menos nao via-se
classificado enlre as personagens secundarias.
Depois do servico que fizera a madama de Mur-
vieil, Frederico coutinuava a dirigir os inleresses da
vinva, recenia o dinheiro, c levava-o regularmente;
porm quer fosse esquecimento ou distraerlo .da
parte da ma de Brunissende, quer discreto senti-
menlo de amisade, Frederico nao havia tido jamis
que recusar ser indemnisado de seu trabalho, e lo-
mando isso por unta confianca lisougeira, achava-se
honrado.
Ocerloheque madama de Murvieil julgava que
lodos devam julgar-se felzes de poder obsequia-la,
c compenetrada dessa idea abusava talvez do visi-
nho encarregando-o minias vezes de commisses f-
ra dos hbitos do mancebo. A alTabldade fazia
perdoar a eslranhcza dessas exigencias. Frederico
fez oulra observarao a esse respeilo, islo he, que ao
passo que a ma Iralava-o assim, a filha nanea pe-
dia-lhe nada. Dcsdem ou recato clt prefera essa
maneira de tratar a qualquer oulra que o teria ma-
goadu algumas vezes.
Brunissende poda opprimi-lo com urna indilTe-
renca superior ; pois iara elle era nobre de nina
maneira mu diilerente do que pensava : seu amor
inclinava-se adoracao. Mas nao quera que ne-
nhura oulro lhe fosse preferido. Esperar toda a
vida, i: raorrer sem um olhar, elle aceilava essa si-
luacao com alegra ; pnrni aos amores sem esperan-
ra o cuitte he mpossivel. Elle linha o coracao cheio
de lagrimas como urna laca de resignar.io, e nma
gola demais faria transbordar o vaso.
Enlre os amigos de madama de Murvieil colloca-
mos unta madama Chenoise. Idosa e quasi surda,
ella coulentava-se com alguma complacencia, e um
jogo de cartas. Seu marido, morlo havia oitu oii
dez annos, tinha adquirido urna ropularao de pro-
bidade e al de honra cavalleirosa. Filho de um
banqueiro mui rico conlinuou as operaeOes do pai,
auginenlou una fortuna j consideravel quando a
receben, e fez enormes sacrificios pela causa lcgi-
limsta.
Estando para morrer chamou sen filho Paulo Che-
noise, o qual depois de haver seguido a carrcii'a
das armas, pedio demissao em 1830, c viva como
um soldado de reserva as dividas, e no luxo ridi-
culo. Pendurada a espada, elle nao sabia mais que
lzesse, faltava-llte a acli.vidade material, c os recur-
sos de sua inlclligencia nao podiam subsiilui-la.
O pai disse pois ao filho : Rcceb de meu pai urna
grande riqueza, conservei-a e augmentei-a ; toda-
va dcixo-la menor do qae a recebi. O que falta ser-
\ io para iliuslrar nosso nome : enviei-o ao nosso rei
desterrado. Espero que nao lamentaras essa parte
de leu patrimonio, o que se for preciso saberes
portar-te corno cu. Algumas centenas de mil fran-
cos que cscaparem de loas loucuras servirao talvez
para rescatar tua vida intil. Sinto mitilo teres
deixado" a carreira das armas. A fidelidade s serve
para os que a pralicam com dignidade. Veudo-te
passar, diriam : Eis um soldado de grande cora-
cao, quebrando a espada quebrou a vida > Se nao
conlinuares, dirao: a Es um palife que servio ou-
tr'ora na guarda de honra Depois dcslas pala-
vras tristes e severas, Mr. de Chenoise morrcti.
O filho impassivel dissimulou urna emocao ner-
vosa debaixo dos bigodes cinzentos, conceden as la-
grimas do uso ao pai, e entregue dahi em (liante a
ai mesmo, sem recear nada de urna velha ma in-
dulgente e fraca, pagou as dividas e laugou-fic em
deGpezas desordenadas. ,
Eutao vio-se em Pars brilhar alguns annos um
meteoro extraordinario. Paulo Chenoise adquiri
urna popularidadc colossal eulre as actrizes, pesti-
llioes, e laberneiros. Os barguezes pasmados apreu-
deram-lhe o nome, e quando elle passava, diziam :
a Eis o famoso Chenoise 1 As flores mais raras
chuviam aos ps das bellas actrizes! Todos os pri-
mores da arte, lodas as extravagancias de alio pre-
co eram compradas! Os cavallos mais fogosos -per-
rorriam as ras e as estradas pizaodo e destrnindn !
Porm essas brutalidades oblinbam logo perdao : o
uuro carava as victimas ou consolava os herdeiros!
Suas fantasas mais excntricas rcYOiviam Paris,
caridades cheias de ostentacao cahiam sobre os mi-
seraveis, scenas nocturnas despertavam um quar-
teirao inteiro, e a polica era desarmada e vencida.
Todas essas loucuras vinham de Chenoise. Elle
enebeu doas ou tres carnavaes com suas nvencoes
burlescas, e a mocidade desse lempo conservou a
lembranca desses prazeres violentos. Habitou dous
ou tres vastos caslellos, e daqui a cincoenta annos
se contaran anda suas cacadas sumptuosas. Que ca-
vallos que eqmpagens qae matilhas qne amazo-
nas E como eram chrislSos no domingo Nao ha-
via mais pobres no paiz ; porque elles alliviavam
lodas as miserias. Passaram como urna bencao tem-
pestuosa, como urna charidade turbulenta.
Todos os paizes do mondo lembram-se desse ex-
cntrico, todas as populac&es reconlam-se de ler re-
cebido urna cltuva de ouro, um maun qne cahia de
urna nuvem, que passava rente da Ierra Em faci
de audacia, exceda o spleen e a fieugma dos Ingle-
zes. Quan las muflieres formosas seduzto per om
pengo bem affronlado, e com asseio em luvas bran-
cas o sem caretas; Semeou duelos por toda a Euro-
pa sempre heroico e generoso, e nunca recebeu urna
ftida.
Ningnem teve mais amigos que elle, a nuveaa de
gafanholos agilou as azas em seu esplendor. No
amor achuu com que satisTazer a vaidade, e mesmo
o coracao ; mas era daquelles que permaoccem es-
teris debaixo dos beijos e das lagrimas.
Esse brilho de fogo de artificio durou alguns an-
uos. Sua riqueza mal dirigida confundio-sc, e elle
rasgava o qae nao quera desembaracar-se. Os ca-
pitalisUsapproveilaram-sede sua incuria. Qnando
o dinheiro lardava, Paulo Chenoise contrahia divi-
das. O crdito alargou-se ao principio fcil e abun-
dante ; mas depois foi reslritigodo-se, exigiudo ga-
rantas severas, de sorle que um dia a posicao do an-
ligo official realista tornon-se impossivel de liqui-
dar-se.
Um amigo, um verdadeiro amigo leolou elucidar
essa siluacao; mas em urna fortuna gangrenada be
preciso cortar para salvar as parles saas.
A desgraca chegava, os credores mostravam-se
desapiedados. Cattou muilo a salvar a honra, e
dessa ruina reliraram-se, quando muito, algons mi-
Ihares de francos de renda, o pao necessario n sus-
lentacao de madama Chenoise e do filho.
(CoiHfitnoT-je-fca.)



^
choeira, na metala provincia, Martinho Jos d,e
Mello.
Foram reformailos bm metroe postas:
O sajor da exiincto leailo da guarda nacional
da capital da provincia da Parahiba, Viclorino l'e-
reira Maia Jnior v
O-major coramanduta do exmelo Arpo de arti-
Iharia da guarda nacional da mesma capitil, Joa-
qnimPereira Mala.
(Jornal do Commercio.)
BE
DIARIO DE PERNURBUCO, QUARTA FEIM 14 DE JUMO DE 1854.
t
f
coRxsiparosNrciA do diario
FERMAXBTJCO.
Ble do Jamtiro 5 de jnnho
Amicel Salutemplurimuminteresttetalere. Pare
concordia interna e externamente, fortunas caroco,
he o que deaejo neile mundo aoa bons amigos, e no
oolro um canlulio no reino da gloria. Amen. Sol
a influencia magntica dos harmoniosos sous de um
Ciauo.que em andas manamdos .lindos dedos de urna
ella vifloha, na eiecucao de um pedazo de opera
no teide que maestro de divina inspiraran, pego
na penna para escrever-lhe, o que nao he pequeo
taeriflcio, e como -Lal o receba.
Qualquer outro certamenle nio se descaplivaria
de urna lio doce prisao, nao quebrara o encanto
de ama suave msica cxecotada por um anjo de
Bracas, para descer. a baxa prosa epistolar, para
contar a um amigo velho o que lu orcurrdn na cor-
te, o qu leui visto, o que ten apreciado, oque lem
oDrdo ; mas eu, que me prezo de ser fiel mi-
nha palavra, que estou acostumado as prvaroes,
a ver aguar meus mais doces praacres, tuho a fa-
culdade de domiuar-mc, e de dizer a meus sentidos
basta. O dever nos chama, obedezamos a sues vo-
zes imperiosas.
Enlo adeos harmona, adeos msica, adeos pra-
zerea, e todos quantos enlretimentos caplivam e
prendera. E o piano I E o anjo 1 Neste momen-
to desprende elle as mais bellas notas, vence as
mais graves difflculdades.... Qnc tentacio-t E onde
morar n este rio do prazeres, de msica, de diverli-
menlos, de lama, de bailes, de tubericulos, de
opulencia, e de miseria, que se nao ouca um piano
e uma voz de valentes nulmoes? Felizmente (per-,
doero a extempornea observacao) o helio sexo he
aqui pouco rixoso, on entao rinlie Burdamente}' do
contrario onde iriam os ouvidos dos viiinhos com
os pulmoes e aflautada voz que elle tem 1
Dous das anda se demorou o ultimo vapor, tem
o consentimenlo dos jornaes, n'este porto, depois
do repettido annuncio de sua partida, e por isso
minha epstola de 20, nao levoa noticias da ultima
ora, Me sei que preguica foi essa, mas he certo
que ella se deu, com bastante desprazer nieu.. A-
qui so sel as noticias salpresas nos jornaes, porque
n'esta capital s se cuida em gozar, e ganhar di-
nheiro. Sao estas as occopacSes de todos os anima-
es, nicas, exclusivas,* intolerantes. Nao direi como
Jugarla venal cidade, que te venderas a quem te
compraste mas posso dizer templo do deot dinheiro
admiro leas devotos! Desde a pobre besta at o ma-
is importante personagem, com as honrosas excep-
soes do estillo, todos querem gozar, todos procuran)
ganhar.
Chega-se a um grupo, e ver que a sua conver-
. sajao he numrica, concisa, e sommada, como um
livro de deve e ha de haver: Aproxima-te a onlro,
e ver, que s trata de baile, gozos, e divertimen-
los, como- um cartaz.
A fora isso mais nada, excepto per accidens,
a guerra de> Oriente n'algum cafe e entre aquelles
que nao teem que sommar e era somra para
gozar.... ^_
Sho, senhor, demoron-se o vapor, eu de nada
soube, porqoe ateos mixeriqueiros jornaes, que nos
notician) tanta banalidade, tanta nihilidade, tanto
par anido no santo jago de hymeneu, nada me
diseeram a tal respailo. Por essa razBo deixei de
mandar-lhe, repeito, as noticias da ultima hora, que
sao as que mais interessam aos curiosos de navi-
dades. Felizmente nao foram ellas de summa im-
portancia, como dever ter sabido nos jornaes, e
do que Ibe vou dizer, pois, ad cautelam, quero re-
pettir-lhi'as-
O diguissmo Lisboa Serra, presidente do Banco,
para que se nao attribaisse saa davidt sobre a aecu-
rauIacSo dos dous cargos que exerce, motivos me-
nos nobres, disistio durante a sessao, de seus venci-
meatoii como presidente do Banco, em favor dos co-
fres do mesmo.
Ficaram os maldizenles com a bocea arrolhada,
porque aquelles perfazem ama somma superior ao
subsidio de dignissimo ; mas um ratao do meu
conhecimento, devolissimo adorador do dos dinhei-
ro, diste-me que se fra governo o diroittiria tpo
fado, porque, diz elle, no pode ser bom econmico
fioapceiro, e por consequeneta administrar ama Ins-
tiloico bancal, quem prefere ama somma Inferior a
urna superior, mxime podendo sommar ambas sem
erro de calculo. Felizmente o tal amigo nao he go-
verno, porque se o fra resolvera todas ss qnesles
por clculos arithmelicos.
No da 20 (de madrugada), tomei um formidtvel
susto, que me poz, como costuroam dizer, em calcas
pardas. Estiva nos doces bracos da Morpheu, tanto
mais dous quinto mais intenso he o fro, e quantos
roelhores sao as roanas da cama, e sonhava com o
amigos e conheeidos (que bello sonho I ) quando fui
bruscamente arrancado pelo estragir amiudado |dos
sinos, que lancavem barbotees de sons lgubres....
Pareceu-ro, que tocavam rebate....
Por Dos t Exclamei, estregando os olhos, que
havia de deixar os meus lares, para vir a esta corte,
alm do mais, sofTrer de dia o troar dos carros, o
retinUm das malditas cariocas, dessas machinas in-
ferna de fazer barulho, e de noite, cos, de noite !
o sansn dos sinos, que medispertam para assistir a
alguma bernarda; e entilo a que horas, e em que
Ierra 11 Se ao menos soubera ocaminho do corcova-
do, da gama, ou subir ao pao d'assucar... Em pou-
co fle conselho, e lomei resoluc3o. Sahi com desti-
no ao primeiro morro, que encontrasse, e sem sa-
ber o como achei-mc na ra Nota o Conde, cerra-
do de immenso povo, oude sube que todo aqueile
espalhafato prnvinha da casa n. 194, qual aleara
fogo algum friorenlo. Em verdade ardia urna ta-
berna, que fkou redozida a cinzas sine remitione,
sem offensa dos v'sinhos, que apenas liveram o sus-
to, e mais um pooco de calor, do que era de esperar
de Uto desabrida noite. Voltei para minha casa tre-
milicando de fri, e desejando um pouco do colori-
eo tao intilmente alli esperdicado, a casia das bu-
gigangas do taberneiro, que pagou as avas por ser
mam asno do que o que as comeo. Muito se sof-
fre nacorte!
Estamos indbtavelmenle no seculoeda rapidez,
e abreviaturas ; e nao sei ate onde chegar elle em
Iirogresso. Qaer ir em pouco lempo ao outro pol-
o I Tome un vapor ; desembarque, lome urna, ou
mais estradas de ferro, e emquanto o diabo eifrega
um olho tem vngado milhares de milhares de legoas.
Ouer mandar dizer aos amigos, quo fiea bom, v a
urna iioha de telegranhos elctricos, e antes de doer-
lhe a cabeca, lodos sabera qne teu estado sanitario he
lisongeiro. Aiuda no estao satisfeitos os impacien-
tes, qeerem mais rapidez, mais aoreciaturas, e para
isso trabtlham noite e da. O vapor antigo, per-
milta me a expressao, anda nio era breve e rpi-
do, descobriram o hlice ; quando este comeca sua
vta de rapidez e atn criatura, eis que o Sr. Jaco-
roe Ulysses communica ao publico desta corte, e a
todas as deroais nacoes do mundo, DrM, et orbe.
qae coneluio ara aparelho hudro dynamico, mo-
to continuo, para supprir o uso das machinas va-
por. Tem a sua machina velocidade espantosa ( dez
vezes meter do que aquellas ) sem os inconveuien-
tes do incendio ou explosao. pelo que obriga-se a
dar noticias da Europa em sle ou oito dias R? Se
he exacto quanto asrevera o Sr. Ulv'sses, em quantos
dissdaremos a yolla ao globo ? Eu o porque estou
assombrado, e digo qne o secuto he da rapidez e a-
breeiaturas.
Afora isso, a noticia mais importante be a que nos
den o Jornal do Commercio, que o eximio tale
Maranhense, bem ronliecdo por suas obras, foi ac-
comroeltido, em urna destas noites, de forlissimas do-
res de barriga. Segundo disse o seu assistente, sao n-
p diciosde slguma importante proJuccao sua. Os
amigos desejam-lho um bom saccesso, e qne a obra
sqa dedicada ao feliz resultado da guerra anglo-
ffanco-turco-russa, pela qual o incomparavel vate
do castello lano interesse mostra.
T*!S'I? a"BBUC00 mesmo /orna!, abundante
etu celebridades, um especifico amoroso, conhecido
por agua dos amantes, que deve ter grande uso pe-
los Dotaos comtemporaueos. Do amiuncio em ver-
so, cuja parte mais importante, com pequeos va-
riantes, Ihe offerero, ver quaes as suas virtudes,
equal dever ser sem consumo, altendendo ao
crescido numero de velhose veluas pretenciosas, c
conqoistadores, que abrilhantam ata corte. Sequi-
zer para seu uso particular, e de algum amigo, por-
co de duzias de garrafas, avise-me com brevidade.
O que estiver em itlico he de minha lavra.
1.
Quem for amante nao pode
Sua agua deixar de comprar
Forma pannos, sardas, spinhas
A pelle taz enrugar.
2.
Refresca a culis, e suavisa
.Irma rugas, que primor!
Quem com gaa dos amantes
Nio gozar do amor 1
3.
As nossas bellas patricias
Desl agua devenr usar,
Se forem (carao bellas,
Se feias n3o podem mudar,
i.
He liquido s3o especifico
Que deve ser ptocarado ;
Pois torna o ente querido,
Se o era muito amado.
5.
DousibU r>* garnflaha,
gaokecousade ahijar.
C* na roa do Ouviddr
d i Ken*am' freguezes, comprar.
Ponera formar urna collecco vollnmosa de dispa-
rates se Ihe trujscrevesse porrao dos annundos,
que pejam os jornaes, dos leltreiros das quiis das
luscnptoet de labolela,, qae existem, e que se leem
netta illuslrada corte. quanto mais pedantesco
oroaunuucio, ouinscripcso.maior freguezia ad-
quirir o annanciado, principalmente se cstrangeiro
ou estrangeirar sea nome. Se o individuo chamar-
se Antonio, deve escrever em sua taboleU Mr.
Aotoine tailleur, ou boulangec, com o compleme
de Paris, se Gregorio Gregoire ce. Nada
mais fcil.
Tcuho tentarles de descrever-lhc um baile da so-
ciedad? S) lphide a que live a honra de assistir, na
casa de club fluminense ; e como sei que he cario-
so, vou aatisfaze-lo, embora me cbamem massante
meus le (ores. Em nma bella casa na ra do Con-
de, que forma quina para o Roci, outr'ora de um
titular, c hoje de outro. he o club, onde se reunem
todas ss noites, em agradavel palestra, e jogos urna
esrolhida sociedade.
A cata he summamenle grande, e tem tres anda-
res ; pode portante aceommodar bastantes ociosos, e
salisfazer seus desejos de enterlimento variado. Foi
um bello achado para matar o tempo de quem nao
osla de conversar com os finados, ou nao tem que
escrever iblhetins, semanas, arligos para jornaes
ou estiradas epstolas aos amigos.
Em urna importante seccaodol. andar d'esse ba-
bvlonico edificio foi o baile. Logo na entrada co-
nheci que a casa eslava ornada cum erudito luxu
A Iluminarlo lustres laucava ondas de Inz, qu
reverberando-te nos pingantes apresentaram todas
as cores do prisma. Um bello dia nao era mais cla-
ro. Um rico tapete cobria a cacada, e ostentava
suas variegadas cores.com urna iutelligenle e regu-
lar combinarlo. Apenas enlrei na primelra ante-
sala vi alguns quadros, que rae nao parecern de
ortodoxia moral; e admirei a apreseotacao d'elles
ante os olhos innocentes das senhoras, que deviam
alli concorrer. Quem tivesse o mais pequeo vis-
lumbre de linncslidade retirara com pejosou's olhos
de semelhanles modellos de devassa nudez. Feliz-
mente as honestas fluminenses nao sao curiosas de
quadros ; quando nao apreciaran! os indecentes
La mort d'amor Venus caresse famour nos
quaes a fertildade da libertina inventan franceza
sobresane subidamente.
Anda mais admirei encontrar na propria sala do
baile um dos taes protoly pos... B'ospais de fami-
lias cegosl... Mas se eu vi muilasimilacOes do tai-
lele d'esse quadro em jovens imprudentes, e incon-
sideradas... logo fallarei n'isso.
. Deixei a primeira, e segunda ante-sala, e achei-
mc na grande sala do baile, que he um quadri-longo,
um pouco acanhado para o crescido numero dos
concorrentes. Tres grandes e ricos lustres a illumi-
navam superabandantetnente. Urna rica esleir a
tapisava, e fazia amortecer os pastos das deidades
que giravam em mote continuo de um a outro lado,
com urna facldade de desiisar-se por entre os acu-
mulados grupos, sem amrrotar as largas vestes,
que me assombrou. Por mais de urna vez cheguei
a persuadir-me, que as jovens fluminenses sao m-
palpaveis, como os espirito*. Seisenormes espelhos,
artsticamente collocados, formavam ao infinito a
llusora reproduccao da sala, e seuWiabitantes. Ca-
deiras estufadas de damasco, e ricos divans comple-
tavam o ornamento.
D'cssa sala passei a nma especie de terraco, qae
te acha no extremo coberto por um toldo, sem duv-
da para aquella occasiao, c achei-mc em urna deli-
cada cscala, de conchas de variadas cores forman-
de lindos arabescos. Lindo lugar, com vista para
o Roci. All, sem duvida, deveriam formar urna
gruta as ditlereules especies de -trepadeirat, planta-
das em vasos de porcelana do JapAo, que circulam
o terraco. Pouco errara quem se sppozesse na
gruta de Calipso, rodeado, como en eslava, de lin-
das jovens, amaveise interessantet. Eu pelo me-
nos, se me naojulguei em Delphos, pensei estar
com aquella deusa, hesptaleira dos rapazesesbeltos,
c de reuouie.
Qualquer n'aquelta mansao de amores Ser posta,
menos eu, que nao tenho vea, uem o sagrado fogo
d'Apollo.
Dous dragoet domados, e enroscados amigavel-
menle, lancam pelas boceas jorros d'agua, que se
precipilam em duas canchas extraordinariamente
grandes, que, unidas artisticamente, formam urna
especie de pia, ou btta, como melhor entendam.
Somenle aquellas duas conchas dao' importancia
cscala, precindindo de outros objectos notaveis por
sua raridade, e primor d'arte.
Varias deosas de marmore, collocadas em seus
nixos, habitam o'aquclle aprasivel lugar. Se. me
fora dado viver em tal palacio sybaritico eu seria,
companheiro d'aqucllas mudas estataas, que discre-
tas, por mais de nma vez terao silenciosas ouvido a-
morosos colloquios, mentidos protestos de fidalidade.
Em balde as iulcrrogaei sobre este artigo, mas nem
s palavra colhi. A fra pedra guarda mais
seguramente o segredo sorprehendido, do que o ho-
mem o que Ihe he confiad!!!
Um grupo de camapheus de ambos os sexos, que
invadi aqueile sancluario, dissipou a poezia, que
n'elle enconlrei, por isso saadoso relirei-me pro-
curando urna oulra sala quadrilonga, na qual vi
um corete pelo mesmo syslema do das nossas igre-
jas. Creio que all linham de empoleirar-se os m-
sicos as occasiOes de jantar, ou partidas dadas pe-
lo primeiro senhorio. Todas as salas sao notaveis
pela simplicidade de suas paredes e lelos. Afora
a maior que he forrada de papel rico, e eujo teclo
lem emblemas d'armas, e pinturas exticas de tapuj-
as e mais quantos selvagens ha, todas as mais brilha-
vam pelo branco, e fritos dourados, que em verda-
de sao sublimemente bellos.
Deixaodo anda essa sala, enlrei em ontra de igaal
gosto, e tamanho, onde encontrei o esquadrao m-
sico collocado, para poder fazer chegr seus sons a
todas as outras salas, as quaes devia dansar o im-
menso numero de convidados.
Deixei em paz os msicos, e lomei nma espacosa
sala de jantar perfeitamente quadrada e ricamente
preparada, e ornada de tud quanto lie uecessario
ao lino de lugarestaes,onde recebemo suco alimen-
ticio e vegetal, esses pour qui viere est manare, et
pour qui manger est viereque em seus commodos
acuradamente procurados, parecem ter constante-
mente no Densamenterieamtu dum eirimtw.
Urna grande mesa, e extensos aparadores, estavam
abundantemente, servidos de todos os confortativos,
e corroborantes, calmantes, e refrigerantes do mi-
nisterio dos confeileiros. Que profusa, que luxo!!!
Acreditei-me alguma cousa, quando me vi, sem
pasmacoira, ejn tal manejo do dos barriga.
A casa extraordinariamente boa para niuho de
um nobre sybarita, que no dolce far menta purga
seus peccados. e necessita de ar e espaco para veje-
lar, He nimiamente incommoda para um baile de
tal Concurso.
Vi bellos rostes, principalmente o de nma deidade
de oino azues (gosto mnito de olhinhos taes) cajo
marido fez a ultima asnira de deixar-se morrer,
tendo urna mulher tao interessanle, como com
bastante espirito, me disse ama senhora,a quem pe-
di informasoes a cerca daquella beldado. Se Uvera
urna cora, um secplro, um llirono. ludo, todo dara
aqeella joven; mas, como nada tenho, contento-me
em proclama-la a rainba da festa a deosa daquella
mausao.
O engranado contraste do negro lulo lurte, de que
se achava coberla coma alvnra sem deleito de sua tez
mimosa; os engranados contornos,; os lindos bracos;
um nlhar malicioso, e inlelligeule, uus labios rosados
ede doce expressao nos quaes paira va sempre um
rito encantador, completava um todo tao seductor,
tao perfeilo, quecu quasc fico quasi pregado ao pa-.
viniente, como esttico de sorpreza e assombro.....
Deosa, ou anjo de ternura, ella captivou loda a mi-
nha atlenrao, todos os meus respeitos., Dirig me a
ella, e me acolhcii com benevolencia. <)uvi a suave
meloda de sua voz, e reconheci que, fenmeno raro
unia a formosura um jai so ao urna intelligeneia
aguda, um espirito penetrante e conhecimentos nao
iisuaes no sea sexo. Confesso que pela primeira vez
seuti confundir-me perante urna senhora. Cheguei
a arrepepder-me de haver incetado conversa sob as
influencias do primeiro encontr, porque reeonlie
c-me incapaz de-.discorrer. Ouvi-a por bastante
lempo, e estimei quando o par a vete procurar para
a primeira contadansa.
Confiada em minha idade por mais de urna vez
desse-me o prazerde aprecia-la, e entao meu espi-
ritse restabelecea, minhas faculdades inlellecluaes
fdnecionaram.
Se encontrei alli aqueile compendio de perfeicoes,
lambem vi varias primas de Ctothos, bastantes ve-
lhasde chin,e pretenciosas, muilos inspidos cabi-
des de vestidos, que primeira vista, suflbeam as
chammas do mais abrazado poeta. Talvez nao luja
lugar algnm em que a velhice dispule mais acura-
damente ao lempo o direito de reforma. Cada um es-
trago que aquella deste recebe, he promptamente re-
parado por nm engenhoso distarce. A cada passo se
encontrar um rosto rugoso e encarquilhado encaixi-
Ihado em ans negros cabellos; ama bocea de frouxos
labios com esses alvos q, lindos denles ; mis olhos
amortecidos, e como que mirando longo pastado,
em tunas faces rosadas; (finalmente nma crespa saia,
e repolhuda, em um esqueleto galvanisado ; che-
gue-se, se he possivel, aqueile todo remendado,
c vera que elle se desfaz como um relogio, que todas
aquellas pessasse desencaixam, e queo restante per-
teuce a nma Megera feia, desdentada e calva.... Hor-
rendum dictu 1 Mas ha verdade.
Nao gostai do loilete das meninas fashionables :
achei-o mu pouco decente, e como que medellado
lelo quadro de que Ihe fallei na grando sata. Os
vestidos sao extremamente desolados, de sorle que
deixam o seio vista, e seus Ihesouros patentes aos
cubicosos olhares dos curiosos O que, quanto a
mim, cheira a escndalo, se nao mais alguma cousa.
Os vestidos sao abarracados, pois tem larguras a
aquartelar amacompanha. Fitas largas, pendentes,
dao-lhes as valsas visos do caudados cometas. A-
chara tanta graca as emaranhadas carapinhas das
descendentes de Guie, quea ferroe foeo dao aos ca-
bellos o miudo ondulado das netas d'Afrca. Algu-
mas senhoras mais trigoeiras me deixaram duvidoso
de sua raja. Outras deiram cahir as antigs mar-
rafas em crespos desgrenhados, desorte que ficam
com a cabeca enredada n'uma desordem de canudi-
nhos, com visos de juba de leao. Um pendente de
perolas em fios de ouro forma um susurro prxi-
mo a seus ouvidos, que pao tei o como podem ouvir
os segredinhos, qe rocam os labios dos discretos
pires.
As cinturas dispulam em grossura com a frgil
canna, nao sei como podem sustentar a parte supe-
rior do corpo. Anda nisso as senhoras sao mysterios
ambulantes.
J que entre! nos geraes das modas do bello sexo,
qnero tambem dizer algumas palavras acerca do Ira-
jar masculino, porque esta poder ahi servir de fi-
gurinho.
' Alm das sobre-casacas de enormes mangas, e es-
pnuloso comprimenlo, que vai emprogressao, de que
j Ihe fallei, alm das casaras de mangas perdidas,
s caudasencolhidas, que agora Ihe fallo, usa a barbu-
da metade do genero humano, alem das tengas bar-
bas judaicas, de urnas pantalonas, roesqninhas na
largura, e comprimenlo, de lislras disparaladas, e
pinturas exquisitas. Urnas tem como uns bailados de
cores difiercutes ; outras imitam e fingem os antigos
calcOes curtos, meias de seda e as competentes fi-
vellas de liga; estas tem os (rateiros differentesdos
dianteiros ; aquellas urna folha de cada cor; aquel-
las outras finalmente parecem feilas dequadros de
diversas chitas. Os rolletes, qualquer que seja sua
cor tem urna largas orelhas escarales qae dao aos
fashionables m papo de fogo, como esta especie dos
nossos jacars. Quando vejo um dos taes f*oes parc-
ce-me um esqueleto de capote. Sempre tenho muilo
mo gosto! Esquecia-me dizer-lhe, que estao no tem
as cabelleiras, mas repartidas no alto da cabeca, o
que confirma a assercao de minha ultima carta da
permuta dos tragos nos sexos. Ver se eu tenho razflo.
Basta de baile e vamos aos thcalros, e principie-
mos pelo lyrico.
Saiba antes de tudo que a empreza daquelle, que-
rendo dar provas ao tenor Labocata, do quanto Ihes
agradara o desempenho do contrato que fra fazer
na Europa de cantores, Ihe oflertou nma caixa de
ouro com as niciaes de sea nome cravadas de bri-
Ihanies : Antes lhc offertasse urna charuteira, por-
qoe, segundo me affirmsm elle fuma, e nao sorve ta-
baco. Corre que elle vai temar algumas piladas para
dar uso caixa.
Foi um anachronismo a lal offerta, porque
ningiiem ignora que hoje o fumar he o bom-tom, e
o vicio pollido, embora os vizinhos lenham de rece-
ber por absorpcao o fumo passado pelot cannaes res-
piratorios do fumista, que sendo as parles mais lim-
pas do individuo em relacao a si, tao commummente
asmis nausentes em relacao aot outros, salvas as
honrosas excep;Ces. Quem nao fama hoje he cifra,
na ordem das ceusas. E que furiosos iutrumentos
tenho visto para esse fim ? Ha poneos dias vi um
cachimbo, eujo cannal linha maior comprimenlo do
que urna linha de telegrapho eleclrico. Tambem vi
um sujeilo fumando n'uma pona de cabra, ou oode,
nao Ihe pude distinguir o sexo.
Estamos hoje bem servidos de coropanhta lyrica,
alem das ruinas da companhia da primeira idade,
Candiani, e Zechine ; dos restos da idade media
Jacobson e Kastropp, temos boje a Casaloni, que se-
gundo diz a gazeta, cantn cum laude no thealro de
Dalia, e no da Kainha em Londret.e at mesmo po-
demos dizer, perante Nicolao da Russia. Eu ouvi-a
na cenerentola, msica do maestro Rossini. He
ptima quanto a voz, mas uno lem mmica: Mm.
Alboni, segundo afllrma quem a ouvio, que tanta
nomeada tem, he ainda menor actriz. Mm. Stollz,
era mais dramtica, porm duvidam que melhor
cantora; e mesmo assm teve ovalos de conquistador
neste Rio o fez de homens bellas para Ihe puxarem
o carro II!
Ouvi tambem o barylono Arnaud, que dizem ter
cantado como primeiro absoluto no thealro italiano
de Paris, e do Scalla de Milao, de onde velo. Nao
he, como dizem os entendidos, um Merill, Ron-
coni, Ferri; mat poucos vos menos. En gostei
delle, e tem figura de palco.
(Jostei muito do Bufo Ferranli. Tem bastante
grata, e he muito applaudido.
IS'Ao ouvi ainda o baixo Bouch ; mas dizem que
hT inferior a lord ll'hilutorth; com tudo lem nome
europea. Ouvi-Io-hei muito breve, se as flnancas o
consent rem.
Nto estreouainda Mm. CAarion,mas afflrmam-me
que he nottvel peta sua vocalisacao faeil e brilhante.
Londres e Paris Ihe bateram palmas; e Londres em
seu fri, naotoca palmasaqualquer.QuanloPri6,
palmea c palca com a mesma facilidadc.
Mm. Chartn deve ser boa, sem ser urna Sontag,
Delttgrange e CrucelU, e nem mesmo a brilbante
estrella, que fulgura hoje em Paris madameselle Bo-
llo ; mas as petas Anas ficam porl, e nao querem
aflrontar n febre amarella.
Existe tambem um bom scenographo Bragaldi,
que jii*ometou a trabalhar. Veremos si he algum
P'Mratos. t
Ainda taltam outros artistas, que lera de chegar
brevemente.
De quanto levo dte conheceni a enorme qnanlia,
que contome o lal thealro lrico, que tem como ni-
co resultado, de servir de escola as cantoras de nossa
corle, e de distracao aos amantes da msica. Se me
fora permiltida urna observarlo, dir-lhe-hia que as
tres quartas parles dos delectante entendem .tanto
da chita, como eu do grtgo ; e que alli vao nica-
mente porque he do tom.
.Alguns tenho viste dormir em doce hemaventu-
ranca, durante o melhorespensamenlostlo maestro,
para acordarem ao barulho dos coristas. D'esseshe
o reino dos ceos. Temos tambem urna dansarina de
patente, cujas pernas movem-se com a lieeireza do
vente; e que tem presumpt&es de ser filha de Mr.
Eolo ; mas ainda nao eslreou.
Ja que estamos com a mBo na massa, dir-lhe-hei.
que nao ha estupores maiores, do que as citaristas
do lyrico e corpo das dansarinas.
Urna sucia de reformada! qninquagenarias, pti-
mas para criar pintos,arregmenta-se,infileira-se,de-
sespera-se, e indigesta um pobre homem, que nao
esto muito disposto a passar revista a invalidas.
Vamos ao dramtico. Vio Jo3o Caetauo (assm
se falla na ausencia) urna das notabilidades, qae de-
sejaya conhecer; e ouvi-o ua Gargalhada. Pro-
curei ver o re no seu throno, o hroe no campo da
balalha, a aguia no seu ninho. Temo emitlir meu
juizo, porque nao gosto de ser echo estpido de elo-
gios exagerados e menos de altaoar reputacoes cons-
tiluidas,e recebidas pela senhora opiniao publica.
A critica he didicl,principalmente durante a po-
ca do enthusiasmo. E qnc auloridade sou eu para
faze-lo 1 Mas tambem como pode marear minha
humilde opiniao a gloria do genio que se acha no
caminho da posleridade, do homem que tem urna
cora na ra do Ouv'idor ? O qae importa aguia,
qne se eleva s nuvens o piar do mocho, que varre
a Ierra cora suas Iracas azas ?
Voe a aguia, mas pie o mocho.
Vi o throno, mas au enxerguei o re; vi a ba-
lalha, mas desconheci o hroe ; a aguia me nao pa-
receureal... Vi um talento, mas talvez viciado
pelos exagerados elogios, e lolhido em sua elevacSo.
O nosso ador, que nao dista muito de outros,
com prebende suas posicSes, compenelra-se dos sen-
limcntos, que tem de exprimir ; mas n3o attendeu
dilTerenca de un orador a um actor; e que um
homem em suas praticas familiares nao declama ;
e a que, por isso, a declamarlo, admitlida no ora-
dor, apenas he tolerada, em poucos casos, no actor.
Que um hornero de grande trato/educado nos ta-
lOes da alta aristocracia, fainiliarisado com as deca-
maces dos oradores, que o frequenlam, use de um
ou oulrn pedaco declamatorio em algns desses ac-
cessosde paixao, qae lornam o homem chiquen te.
concedo ; mas que nm pobre moto de educara me-
diana, declame, ji quando se dirige ao charo objec-
to de seus amores, j quando falla a urna criada da
molestia de sua. qnerida mai, j filialmente quando
a ella se dirige para aconselhar-lhe, que obedeca
aos diclames do medico, parece-me ridiculo; e es-
tar fora de carcter o actor, que assm o quizer imi-
tar.
O nosso actor lem a impagavel facilidade de dar
ao seu semblante a expressao propria aos aflectosde
que se finge possuido ; mas abusa muito d'esse dom.
Tem urna mobilidade espantosa nos msculos do
rosto, e por isso excede as vezes ao que a paixao
requera; entretanto reconheco que he impssivel
tomar melhor a expressao phisionomica da loucora.
Sua figura nao he boje das mais interessantes, o
que, em verdade, he scnsivel talla em nm actor,
lalhado para certas execuc/ics.
O Martinho, gracioso, lem pessima talla, mas de-
sempenha bem sotTrivelmente. As tres damas, que
pelos nomes nao percam, sao pessiraas, principal-
mente juntas ao Joao Caetano.
Nos intervallos Mme. e Mr. Walrigant execifla-
ram dilDculdades de equilibrio dignas de elogios.
Basta de thealro.
Temosi ama grande Tunccao por S. Joio em Nic-
leroy. Esta-so preparando um fogo artificial de
nns poneos decontes. S. S. M. M. lem de ir as-
sistir, S. M. a Imperatriz de visitar, pela primeira
vez, aquella cidade. Eu n.io pereo ; mas, lembra-
do do Mau, s volto tres dias depois da funran.
A syberia parlamentar, oude as paixet por isso
mesmo que dormitara, dispulam escandecidas, tem
estado bastante ardente. O Manoel tem locado
em todas as questoes,revolvido em todas as materias.
Comu hoje a mana he jogar na praca, e os con-
tos correm de bocea em bocea com uuia profuso
assombrosa, ninguem quer ser pobre, e nem mesmo
admitlir, que o fosse em algum lempo : e por isso
o f>. Manoel e o presidente do conselho, tem-se
reciprocamente recriminado, sem nenhnm admillir
a aecusarao de antiga phtytica financcira.
Na conjugacao do verbo ser fui,foste, foi; {os-
les, es, sers, leem-se escandecido a ponto de j me
ir rotando os ouvidos a palavra medo. O D. Manoel
diz, que o_ nao tem, porque he cavallero, nao sei se
o nobre visconde cavalga.
- Aqueile disse, que gostara um pouco do avanl
propos, ao publico, proemio, tummario, program-
ma, ou como melhor nome tenha, do visconde, ape-
zar das lacunas que observou nelle, que gostou um
pouco de oovi-lo dizerque os dous partidos esta-
vam estragados, que convinha das ruinas dellet for-
mar um mas que nao tem visto esta ressarreicao,
e por isso passou a historiar a asceuso do gabinete,
de que o visconde foi artfice. O partido parlamen-
tar, epliemero, linha de fundir-se com o Luzia, o
Saquarema odeaya mais aqueile, do que a este, por
tanto foi mistar que o nobre visconde, que linha re-
lates com os mais importantes roembros daquelle,
tervitte delato, que os uniste em fraternal ampielo.
Al aqui nada descubro de dezar ao visconde, antes
vejo-o encarregado de urna .-nissao muito hon-
rosa.
Agora qiiai dos dous partidos lurron com o ample-
xo, dicant Paduani. Quanto a mim, drei, que fo-
ram, seraoehao de ser sempre os mais expertos de
ambos ; pois esta he a ordem das cousas munda-
nas.
O nobre senador citou aos ministros ama sentenca
ae tcito Ha urna cousa mais perigosa do que os
inimigos, he os amigos, que com seus louvores des-
yairarnmas o dignissimo Pacheco esln em opposicao
aqueile senhor.quandodisse.queo ministerio naolem
amigos, o somentecyrineus, que vao conduzndo a
cruz, llcs la se entendem; mas posso asseverar-lhe
que, se ha Chrislo, nao esta no gabinete.
Uisso lambem quea corrupeo he, entre nos,
o primeiro elemento de governar, que tem invadido
tuno. He esse um molhu de pasteleiro para tedas
as oppositoes ; por lano nao admira, que o nobre
senador o empregasse. Achei-ihe bastante espirite
quando assevcrou, quo nao temos governo represen-
tativo, e que Os ministros eslao representando a co-
media da hberdade representativa. Neste caso quaes
sern os espectadores ?
Tanto espirito nao achei quando cahio na conlra-
dico de dizer, que qoando dizgovernorefere-se
sempre ao senhor presidente do^onselbo, pois he
quem governa, exislmdo os outros ministrossomente
de direito, entretanto, porm, que pouco depois as-
severou, que a demistio do Sr. Josino tai proposla
por aquelle,e nao aceita por estes.All guando dor-
mita! bouus Horneras.
Depoisiiiiosirou-sc muilo apprchcnsvo com nma
historia da dous calilas dos rontos orientaes, e tam-
bem por ter viste ambiciosos derrubarem thronos, ar-
maren) gilhotinas a materem adultos, e principal-
mente, o que he mais horroroso, por ter visto um ho-
mem, que, no seu balcSo, envolte u'um chambre e
de chnellas razas, teve as maos a queda e firmeza
do povo brasileiro. E nao conhecer eu esie here
lo, e Jos Francisco dos Sanios, alm de outros me-
nos offendidos.
Dos gaarde V. Exc. Secretoria da polica de
Pernambuco 12 dejunho de 1834.Illm. eExm. Sr.
.. conselheiro Jote Bento da Cunha eFigneiredo, pre-
san* facn 1 1 Devera ter um patriarcha iropor- sidente da provincia.Luiz Carlos de Paita Tei-
lante .reir, chefe de noticia da nrnvinria.
X
Dea tambem o nobre senador a entender, que li-
nha seus sustos do poder e riqueza quasi collossal do
Sr. de Paran, e por isso nao deseja ler occasiao de
dizer eaveat Imperalor ne quid delriraonli im-
perium capiat !!!!!
Finalmente elle e o nobre ministro, declarron-
se reciprocamente sem tenso! E esta 1 Ambos
apresentaram luspeicao.
Passou o nobre senador queslao do Paraguay, da
3ual tratou largamente, talvez com menos prudencia
o que o exigem nossas relites com aqueile paiz.
Tocou tambem naeleicao do Gir no Uruguay, det-
approvando o procedmento do Sr. Paraohos, em
quanto al encarregado de negocios.
O senadoquer e nao quer a publicado de seus tra-
balhos. Quer porque volou para que ella fosse tai-
la ; e nao quer, porque nao Ihe agradou nenhum dos
jornaes que a podessem tazer. ,0 1). Manoel ainda
lanrou essa culpa no bode emssaro, porqoe, disse
elle, nao quer a publicarlo dos trabalhos por temer
apparecer peranleo publico.
A augusta tem ido suave e naturalmente, a calma
rerugiou-se em seu recioto. J tem acontecido es-
*olalr-SB. dem do dia, e larga-se antes da hora.
sdignissinjos teem estado atacados do mutismo, e
ao mesmo tempo gazeadores.
Appsreceu umprojecto de punidlo de crimes per-
petrado! em paizes estrangeiros por cidadaot brasi-
leiros, que fez apparecer alguma animacao.
Em verdade o lal projecto era um eugroto. Para
concerla-lo e adjectiva-lo ao uso portugaez foram ms-
ter tantos reroeodos, que um raUlo fez o tegointe re-*
querimentoRqueiro, que te mande o projecto e
emendas a ama modista para arranjar-lhe os babadas
S. R. ; mas o continuo perdeu-o em caminho,
um curioso me fez delle presente.
Foram por trra duas patotas, como parlamentar-
menta chamam a certas especularles, que na augus-
ta se rmame urna das quaes em nada menos impor-
tava do qae em ceqto e cincoenta contes de ris.
A Ierra Ihes seja hospitaleira, por secutes sem llm.
Os dignissimos Pacheco, Marlios Francisco e Mello
Franco preparavam-te para urna guerra moderada ;
mas hooye lal cnchen le de dignissimos, qne el los se
pozeram ap fresco.
Anda na incubatao um projecto, qne prohibe o ca-
samento jios.militares, e nSo contente, que d'aqui a
seis auno,, qualquer teja empregado, menos deelei-
tao popour, sem ter tervido, por ai ou oalrem as
armas. Se passar, finda-se o uso dos bigodes para os
paisanos, porque tero m recommeiidacao para as
jovens; assim como taremos de ver companhiat de
membros do supremo tribunal de justica, desembar-
gadores, jaizes de direito, hachareis e padres,, que
quizerem ser vigariot, fazendo seu tirocinio, para le-
rem js a novos cargos e serem conservados nos que
teem. Foi o maior aboso do raciocinio qae tenho
visto. Tomara ver a discussao, que deve ser impor-
tante.
Tambem temos em meditaeao um outro, qae di-
mi nue o Irabalho dos jurados, e reduz a importancia
dos cheles de polica. Acho muito conveniente esta
segunda parte; assim nao tornasse os senhores jaizes
de direito entidades importantissimas, e senhores de
baraco e culello. Eu antes me quizara sob a altada
dos jurados, de cal toes como en, do qae nis garras
dos senhores togados.
Se passar o tal projectinho he mistar moita cautela
com os arligos de jornies; pois em certas casos elles
irao cahir-lhes as unhas.
A salobridade publica vai tem maior novidade,
salvas algumas exceptes, admltidas pelos senhores
mdicos.
Urna rapariga, na ra dos Laloeiros, temendo a-
meacat que Ihe foram feilaa, sallou da janelli de um
tolo roa, e flcou bastantemente molestada e em pe-
rigo de vida.
Urna familia ia sendo victima das experiencias chi-
micas de um prelo, que Ihe propino tulphalo de
cobre. Era um cao, que foi victima, manifestaram-
se primeiramentc os symptomas de envenenamenlo.
Fejizmenle nao houveram mais mortes, e apenas in-
disposiees mais ou menos graves.
m toldado de permanentes, Joao Antonio d'Avil-
la, estando de sentinella no poriao do quartel quiz
experimentar o efleito de urna bala na bocea, desen-
gatilhou com o dedo do p a arma eengolio a pilota.
Ha gostgs muito exquisitos I
Oiscutindo lao-lamentaveis acontecimentoa.qne in-
felizmente a infelicidade, a miseria, os desgostos, a
paixao, rornam 13o freqaenles, direi qae seria con-
veniente, que logo quetaes casos se dessem, te etla-
belecesse urna syndcancta sobr os motivos, que po-
dan) lerarrastndo a victima a semclhante alienta-
do, para serem prevenidos os ignaes, e punidos aquel-
les, que mailas vezes os occasionam.
A quadra tem estado m para os" theatros. 0 de
S. Pedro ia soffrendo nm incendio, e o Provisorio,
depois da chrisma para theafro lyrico (lamnense,
moslrou rainas no'tecte, o que lem posto de spleen
os amantes da msica italiana. Eu se fra amante
exagerado e ardente dilettantl de tal msica, qui-
zera que lal ruiua senao descobrisse, porque para taes
individuos nada devia ser mais agradavel do qne ir,
em urna bella noite, para o oulro mundo na aroavel
companhia de urna companhia lyrica, com ama or-
chcslia bem regida, e, o que mais he, conjuntamente
com tantas amaveis habitantes dos camarotes. A
uma tal felicidade s vejo os inconvenientes do con-
curso das velhas, e frequentadores dos geraes, que
em verdade deviam ser impertinentes.
Felizmente escaparan) todos, eeo tambem, defi-
caTem exprimidos entre duas duzias de vigas, alguns
ceios de lelhas, e o mais que a fortuna desse. Feli-
cile-rae por isso.
Foi despachado presidente de S. Pialo o Dr. Sa-
raiva, que o era de Alagoas. Corre tambem qae o
da Parahiba vem tomar asiento na cmara. Nao ha
remedio virem a minha mao seus Diarios. P ale.
xeira, chefe de polica da provincia.
13
Illm. e Eim. Sr.Participo a V. Exc. qae dtt
partes hoje recebidas netta reparlicao, consta terera
sido presos : ordem do subdelegado da freguezia
de S. Fre Pedro Goocalves, Pedro, escravo de Ma-
noel Lopes da Silva, e Felisberlo de lal.tmbot para
averigiiates policiaes, e Antonio dos Sautos Alves,
sem declarara do motivo; ordem do subdelegado
da freguezia de S.Jos, Matheus Teixeira de Paiva,
por insultes, e Manoel Joaqnira do atamente, por
furto ; ordem do subdelegado da freguezia da Boa-
Vista, Aurelia Esmeria gueda, Mara Eduvirges
de Velloz, e Rosa Amanda Mara da Conceirao, to-
das para correceao.
Deot guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 13 dejoubode 1854Illm.e Exm. Sr.
conselheiro Jos Btnlo da Cunhire Figueiredo, pr
sidente da provincia.Imx Carlos de Paiva Tei-
xeira, chefe de polica da provincia.
PERMBICO.
Contrato das carnes verdes.
Relacao das pessoas que mataran rezes, mediante
a multa de 109000 rs. por cabeca, na eonformi-
dade do art. 9 do contrato das carnes verdes, o
resoluco da presidencia de 21 de dezembro de
annoprximo passado, sendo ditas rezes dos dias
1 a 11 do corrente mes dejunho de 1854.
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REPARTI^AO SA POLICA.
Parte do dia 12 de jnnho.
Hlm. eExm.Sr.Participo a V. Exc. que dat
parles honlem e hoje recebidas nesla reparlicao,
consta lerem sido presos: i ordem do subdelegado
da freguezia de S. Fre Pedro Goncalves, o ame-
ricano Guilherme Henriquet, pordesordem, e par-
do Fruueisco, tem declaradlo do motivo, e o mani-
jo hespanhol Frederico Brann, por ter espancado
a urna mulher; ordem do subdelegado da fregue-
zia de S. Antonio, Miguel Goncalves da Silva, Joao
Francisco de Paula Ozorio, os pretes escravos Ro-
que-,dc Kjla Joaquina do Espirite Santo, Antonio
David, e Benedicto Eugenio, lodos para correceao
o prelo escravo Joaquim, por andar fgido, e Pa-
latino Augusto, por ebrio ; ordem do subdelegado
da freguezia de S. Jos, o pardo Lniz de Franta e
o preto Themoteo Francisco das Cha gas, ambos por
insultos, o preto Domingos, por furto, o pardo Jos
Antonio, tambem por furto, e o portuguez Jos de
Souza Pereira, para averiguces polciaes; ordem
do subdelegado da freguezia da Boa-Vista, a parda
Jihppa Mara de Albuquerqne, Jos Roberto de
Souza. Luiz de Franca e Silva, c Luiz Francisco
Antonio, todos tem declaracao do motivo, a preta
Felicia, para correceao, e Joaquim Francisco de
Alraeida, por ter desertor; e ordem do tubdelega-
do da freguezia do Pojo da Panella, Sabino Jos de
Senna, para remita.
O delegado supplente do primeiro dslrieto deste
terrao, em offico dfc 10 do correte me eommun-
con que, por offlcio da mesma data Ihe participara
o subdelegado da freguezia da Boa-ViBla, que no da
6 pelas 6 horas da tarde, desabara o oitao de uma
casa, que o portoguez Antonio Pinte Soares eslava
edificando no lugar da Capunga, resultando ficar
bstenle mallralados o mesmo Pinto Soares ot tra-
bajadores deserventes Francisco Antonio Soares, o
preto Siraao, escravo de Francitco Bandeira de Mel-
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Nacionaes.
- Africanos.
SOHM.V.
TOTAL.
DIARIO DE PERNAMBUCO.

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Pelo vapor Imperador, ehegado hontem dot por-
(osdosul, recebemos gaietas do Bo al 5 do cor-
rente, da Baha at 10, e das Alagoas ate 11, e a
carta do nosso correspondente, eiarada em lugar
competente.
No dia 22 de maio approvou a eamara tempora-
ria duas pensoes, a de 1939 annuaes concedida a
Kodngo Lopes da Cunha Menezes, e a de 600 vis-
condessa da Laguna.
Em primeira e segunda dsentsao o projecto que
concede ao monte piogeral dos servidores do estado
o uso-fruclo doproprio nacional, silo na travessa das
Bellas Arles;
Em segunda disenssSo o augmenta dos ordenados
dos correos das secretarias de estado;
Em uma s discussao o pagamente ao general An-
drea, dos vencimeotos que Ihe compeliam como
commandanle do Bo Grande do Sol, e foi approva-
do um parecer da commissao de poderes, admittin-
do a prestar juramento e a tomar assento como sup-
pleiile pela provincia do Bio aoSr. V. Jos Lisboa.
fo da 23 rejeitou o projecto que autorisava o go-
verno a pagara quanlia de 150 conloa a Manoel Jos
Teixeira Barbosa.
Approvou em primeira discussao o privilegio con-
cedido a Honorio Francisco Caldas para orna Traba
de ommbnt entre o Rio de Janeiro o a villa de Iguas-
tu, e em segunda discussao o projecto sobre ot li-
mites de Goyai e Maraoho.
No dia 24 approvou em segunda discussao a Ala-
cio das forjas navaes, e no dia 30 approvou a apo-
sentadona concedida ao Sr. Francisco Martina Vitn-
na, 11 a proposta do Sr. primeiro secretario, nomean-
do ofliciaes da secretaria da mesma cmara os senho-
res Melchior Carneiro de Meudonca Franco, e An-
tonio de Soura Cirne Lima.
No dia 31 tal approvado, em segunda discoss3o, o
projecto declarando competir aos offlcaes militares
da segunda ciaste, os mesmos vencimenlos que aos
da primeira, com os arligos additivos dos senhores
D. Francisco e Rilieiro de Andrada.'
*"^no J,orno1 *> Commercio de 26 de maio:
S. M. o Imperador dignon-te visitar hontem aat-
fandega, onde examinen minuciosamente as obras
que ltimamente se tem feto, e as que se acham em
conslruccao.
O Sr. visconde de Paran leve a honra de rece be r
S. M., a porta da alfandega, e de acompanba-lo du-
rante a visita, que durou mais de uma hora.
Le-aeno mesmo iornal do primeiro do corrente:
O Sr. barSo de Mau pagou hontem ao Ihesouro
publico o empreslimo de 300:000 que Ihe fra con-
cedido em aorlfo da sua fabrica da ponte da Arta
pela resoluto do corpo legislativo constante do de-
creto n. 501 d 2 de outubro de 1818, cujos paga-
mentos se venciam de 31 de maio de 1855 a 31 de
maio de 1860, desonerandn assim os seus bens da
hypolheca eligida pelo mencionado decrete. Os ja-
ros do referido empreslimo foram pagos sempre pon-
tualmenle pelo Sr. bario de Man na rato do pre-
mio que pagava c Ihesouro pelo dinheiro qne toma-
va tos particulares as pocas respectivas. No tof-
frtu, pois, o estado a menor perda com esta empres-
limo.
Foi concedida ao Dr. Josino do Nascimento e Sil-
va a demissao que pedio do cargo de presidente da
Erovincia de San Paulo, e nomeado para substitui-
1 o Dr. Jos Antonio Saraiva.
Di Baha e Alagoas nada ha digno de ser mencio-
nado,
Pela barca porlugueza Gratio, enlrada neste
porto a 11 do correle evinda de Lisboa, recebemos
gaietas porlugueas que aicancam a 16 de maio pr-
ximo pastado, e por ellas noticias de Parit al 8, de
Londres at 9 e de Madrid all2,sende as da primei-
ra praca asmetmas* qne nos trouxe o Setern entrado
em nosso porto no primeiro do correle juiiho.
Portugal continua a gozar paz e tranquillidade,
as cortes proseguem regularmente em teas Irabalhos,
exclusivamente occopadas de negocios peculiares do
paiz. Parece que brevemente sahir da barra de
Lisboa o joven re o Sr. D. Pedro V. para percorrer
at priocipaet cortes da Europa, pois j havia sidocs-
colhida a embarrado que o deve transportar. A
escolha do vaso era por lodos approvada) mas no
assim a da pestoa que o deve eoramandar.
Eis-aqul como a este respeito se exprime a Im-
prenta e Lei em seu numero de 15 do mez passado:
a Vai realisar-se o grande pensamento da viagem
do nosso joved soberano pelas principaes corles da
Europa. A escolha da embarcarao destinada ao
transporte recado, como devia ser, no vapor de
guerra Mindello, porque alm de ser um perfeilo
navio de guerra, pelas qualidades com que tai cons-
truido, possue as necesarias acommodacOet para o
m que se deseja.
s Se nesla escolha bem andoa o governo, mal e
muilo mal tem andado na escolha da pestoa destina-^
da para desempenhar o importante cargo de com-
mandanle do vapor, que tem de mostrar no sen
mastro grande o estandarte real de Portugal.
Nem lodosos individuos servem para dclicidis-
simas committoes, como esta que singularmente se
aprsenla para dar lustre e realce nossa decebida
marinha militar.
a Seria por cerlo esta occasiao aquella em que
conviria, a par da ostentarlo do vaso qne tem de
transportar tao alta personagem, que a scencia, *\
educacao e a intelligeneia brilhassem.
Mas, pelo contrario, parece cerlo ler o Sr. de
Athoguia andido em assumpto tao importante, com
o mesmo tino com que tem procedido na sua desgra-
sada administrarlo das cousas navaes.
o Em Inglaterra v-se commandando o vapor Vic-
toria and Albert, quando a rainha da Graa Brelanha
viaja, lord Fita-Clareuce, dislinrlo ofucial da mari-
nha ingleza.
a Em Portugal, peta primeira voz que o Monar-
cha sahe do reine, contenta-te o ministro em deixar
no coramaodo do vipor Mindello nm simples ctpi-
tao tenente.
titular, offlciil da armada real, pira desempenhar
13o elevada raissao, porqoe nao procurar um offlcial
superior de merilo e qualidades especiies para tal
flmt
o Nao te recordar o Sr. de Alhogoia que he mui
provavel acontecer, que teja convidado para assis-
tir aos banquetes da corta de San James o offlcial
que commandar o vapor Mindello 1
a Que figura tari nm capitao-tenente era Buckin-
ghamPalace, se Ih faltaren) at hbillarOes indis-
peosaveis para concorrer mesa da orgulhosa fldal-
guia britaonica"?!
Medite bem o gorerno, anlet d levar a nossa,
j to calumniada marinha, a urna triste exposirao
na cidade de Londres.
Sr. de Alhogoia, estar por desgraca reservado
mais este miseravel papel, para avallar na histeria
da vossa malfadada gerencia na reparlicao da mari-
nha?!
Mandir-se-ha commandando o melhor vapor, e
em commisso por sua natureza diplomtica, um ho-
mem sem as precitas habilitacoes?
Se a cegueira destas regeneradores nos levar a
apretenlar-te mais nm quadro, vergonhoso paia este
paiz, quera, senao o Sr. de Athoguia, ser o respon-
tavel ?! ,
(i Se o Sr. visconde nao tem forja para oppor aos
empenhos, lem muilas postas pera dar; mas por
Dos, e pela honra do nome portugaez, poape ma-
rinha mais ama vergonha como a que o Sr. ministro
Ihe esta preparando, e que far inchar as faces,
quando as caricaturas e os epigrammas apparecerem
estampados nos jornaes inglezes.
I.embre-se Sr. de Alhogoia que os peridicos
dos tres reinos nio nos tem ponpado, criticando ai
mais simples cousas deste paiz, e quede certo o met-
terSo a ridiculo se mandar uma pessoa incompeten-
te arvorada em commandante do vapor qne trans-
portar a Inglaterra o nos angoste monarcha.
a Se houver algara defensor, pouco offlcioso, qae
se lembYe de vir iropngner.o qne deixamos escriplo,
lera de passar pelo desgosto, (elle, o ainda mais o
sen protegido) de ver estampada ama tanga chroni-
ca, n5o s verdadeira, mas documentada, dos trri-
cos do seu aftlhado.
a Aqui talla-se desapaiionado, sem interesse
nem temor. Nao aspiramos o commando do vaso
a Iludido, nao temos indisposfcft-spessoaet com o seu
aclual commandante, mas a -verdade est antes de
ludo, e a dignidade nacional nio he brincadeira.i)
No dia 1 de maio chegou a 'Lisboa o Sr. de Ote-
roff, enviado extraordinario e :rainistro plcnipoleo-
ciarta do imperador de todas as Rustas. El-rei re-
gente dea no dia 11 a primeira audiencia, sendo pre-
sentes o cardeal patriarcha, os o.ffleiaet moret da ca-
sa real, ot gentit-horaens da real cmara, os mnta-
Irot e contetheiros de estado, os ministros de estado
honorarios, e varias oatrus pesio! gradas.
- Ness occasiio entrezou Mr, d'Ozerofl* a 8. M.
el-rei regente a-sua credencial, e recilou o eguiute
diteursqipa Kogua franceza:
I Senhor. Havendo-se dignado o imperador,
meu augusto amo, nomear-me enviado extraordina-
rio e ministro plenipotenciario junto da corta de
Lisboa, tenho a honra de depositar as maos de V.
M. asearlas credenciaet que me' acreditara netta
qualidade.
PenniUi, senhor, qne nesla occatilo expreste a
V. M. os sentimental de affeelo, e de profunda esti-
ma, que animam o mea soberano pela pessoa de
V. M., e pela do joven rei o Sr. D. Pedro. S. M.
Imperial tama o mais vivo interesse em Indo qne res-
paila angosta familia real de Portugal, e nao ces-
ta de fazer volee pela toa ventara, attira como pela
prosperidade dot povoe confiados a tolicitode de
V, M,
II Beputando-mo muito honrado- por ter tido es-
coltado por mea aogutte amo pan o representar
nesta corle, todos 01 mena etforcot, emquanto dorar
a minha misaao, tero por Om merecer a alta apprc-
vacao e benevolencia de V. M., coatrikalr a t-
Ireilar, cada vez mata, 01 tacos de boa intelligeneia
eamisade, que lo felizmente inbsittem entreo
dous paizes.
Nutriodo o mais vivo deaejo-e a esperanca de
conseguir este resultado, ouao rogar a V. M. hoja
por bem aceitar a homeaagem do mea profundo
respeito.
S. M. dignou-se responder tambem na liogaa *
franceza. .
o Sr. minittro. Aprecio altamente a seguranca-
que acabaU de dar-me, dos sentlroentos de misade,
que animam S. M. o imperador de todas ai Bottias
para com a minha pestoa, e toda a real familia, e
bem assim 01 voto* qae forma pela miuha venturao
prosperidade dos povos, qne fai chamado a gover,
ner dorante a meneridade de S. M. o Sr. D. Pedro
V., mea muito amad* e presado filho.
a Por extremo teusivel a Uo evidentes proras do
vivo interette, que S. M. Imperial toma per todo
quanio me diz respeito, e do detejo de estrellar cada
vez maia 01 tajos de amisade e boa intelligeneia, qae
tao felizmente lubsistetn taire as duas certet, apraz-
eaegrar-vo5 que empregarei todos o meios ao
meu alcance para Ihe corresponder.
A conflaoca com que S. M. imperial vos honrou,
eKolhendo-voi para seu representante jonto da mi-
nha peasea, e at nobres qualidades, de que sol dota-
do, deveni ter para vos, senhor ministro, nm seguro
penhor da miaba benevolencia.
A Hespaoha Acara tranquilla, mat a cHade de
Madrid, a capital da mooarchla, achava-se de tal
sorte infestada de ratoneirot qne nao ae pedia atra-
vessar de noite as mas da mesma tem correr olisco
de ser roubado.
Tjnham chegadb a Cdiz at infantas, irmiai do
rei, tendo abi compriraentadas por todas as aatari-
dadet e pessoas de distncrao.
Ficava a retirar-te da Hespanha para a Inglater-
ra a vinva de ullime rei dos Francezes, para o qne
o arsenal de Cdiz havia recebido ordem da por a
disposiclo da mesma o vapor Francisco de Astis.
O governo hespanhol resolver reforjar a gnar-
ncao da ilha de Cuba com mais quatro ou cinco re- .
gimentos.
lasjiovedades trnseme ama carta da Blgica,
na qual se le que propondo o ministerio hespanhol
sabmetler as desinlelligeocias entre a Hespanha e
os Estados Unidos decalo arbitral da Franja ou
da Inglaterra, o governo americano recatara ambas
estat poteadat, propondo de tua parte o rei Leo-
poldo da Blgica on o reda Uoltaada.
Do thoalro da guerra pouco tamos qne aecrsseen-
tar ao qne pnblicamos chegada do ultimo vapor
inglez.
A esquadra franceza do Balta reunio-ss ngle-
zi, e segando ama parUcipacaoftegraphea ot almi-
rantes iam romper as hostilidades. ] O nomero da
trapes francezas e inglezas j chegadas Turqua so-
be a 508000, entretanto a Frasca e a Inglaterra fa-.
zem novos e grandes preparativos de guerra. Osas
acampamentos militares vao ter formados no pri-
meiro desses paizes, nm de 100,000 homens. em Sa-
int Omer fronteiro i Blgica, para a banda da Lil-
le; outro de 50,000 em frente Prussia aas mar-
geos do rio Mosella, o qual desemboca no Rueo
para a banda de Cobbealz.
A RevolufaodeSetembrod 15demak> exlramn-
do das folhas inglezas e francezas, o que ueilas se
l de mait essencial acerca dot aconteclmeotot de
Odessa, a comecar peta respetta do ministro dot ne-
gocios estrangeiros de Inglaterra na cata dot lords,
publica o tegninta:
Lord Clirincard. referio-se noticia qae vogava
na capital de que o contal de S. M. em Varna linha
expedido um despacho tetagraphieo de Belgrado
annnnciando ao almirante, qae as armas de 8. U.
haviam oblido em Odessa nm Iriumpho ntil eim-
portanle. Deseja va saber do governo se este boato
linha rnndamonto, e se o linha, pedia que sobre o
assumpto se dessem esclareclmenlos i cmara.
a Lord Clirendon disse: Senhores.sinto viva setis-
facae podendo responder aOlrmalivamenle pergun-
ta qae me he dirigida. A noticia de qne se (sala
velo esta manhaa de Belgrado pelo telegrapho. A
melhor maneira de a eommnoiear ser ler e proprio
despacho. O censal de 8. M. escreve de Belgrado
no dia 4 de malo s 7 menos um quarto da tarde.
s O almirante Dundas participa, por interven5*0
do cnsul de S. M. em Varna, qae uma dirisa o da
barcos de vapo* da esquadra combinada destrata no
dia 22 do passado o porto imperial e os navios rus-
sos de Odessa ; o porto da quarentena, os navios es-
trangeiros e a cidade nao soffreram daino algum
( opplausos), porque houve o maior cuidado com as
propriedades particulares e neulraes. O pacha de
Belgrado dizia haver explosao, qne as bateras de
Ierra tinham sido arrazadas e que a perda das tropas
de desembarque nio exceda a 8 morios e 18 tari-
dos. ,
O Moniteur de Pars publica a parlicipacao do
almirante francez, datada da nao Cidade de Paris
na eoseada de Odessa 25 de abril. Na manilla
do dia 22 oito fragatas a vapor, tres francezas e cin-
co inglesas, te dirigiram ao porta imperial ds O-
dessa, e quatro dessas fragatas rompern) fogo tobre
as baleras de trra. Os dous molhes assim como as
bateras intermedias respondern) vivamente; s
dez horas renniram-te mais quatro fragatas t pri-
meitas, e entao tornou-se geral a accao ; continuou
at s cinco da tarde, hqrt em que o almirante
Dundas e eu fizemos signal s fragatas para vallaren)
esquadra. Tinha-se aleado incendio na balera do
molhe imperial e o paiol foi pelot ares; uns 15 na-
vios, excepto de donsou tres, foram a pique ou
qneimadot: os estabelecimentes di marinha estavam
igualmente a arder ou mni damnificados pelo fogo
dos obnzes. Respeilou-se a cidade c o porto eom-
mcrcal onde eslava reunida grande quaotidade da
navios de todas as naces: muilos desles se aprovei-
tarara da desordem, que reinava no porto, para sa-
hirem, entre elles as duas nicas embarcacoes fran-
cezas que alli se achavam.
A cidade de Odessa era defendida por quatro ba-
teras asseotadas no principio deste anno ; a primei- .
ra, no porto de quarentena, e de 12, pecas, defen-
dendo a entrada da enteada} a segunda, de 6 pajas,
abaixo do baluarte e direita da grande eseaaria
que desee para o mar e divide o baluarte ero duas
metades ; a lerceira, esquerda da mesma escada-
ra, enllocada para cruzar o fogo com 1 da direita e
dominar a enseada ; e finalmente a quarto, tobre o
caes do porto de pratica abaixo do palacio do prin-
cipe Woronzow; estas duas tinham cada uma oito
pecas.
aAlemdeslasqaalrooaleritsestabeleceTaBi-se mais
(res ; uma do ouro lado do goipho de Odessa, na
aldeia rusta de Dounofka, quasi em frente do porto
de quarentena, a distancia de^ 10 veriles (esta me-
dida itineraria russa ten) 485 brajas portuguezas );
ontra ao sul e a tres veriles do metmo porlo.na casa
de campo da condessa de Langeron ; a lerceira, na
mesma direcclo a 10 ventea do porto e a dnat ditas
do cabo da Fonte-Grande dnde ha um pharol na al-
deia de Lustdorf.
a O embaiador da Torqnia em Parit leve da le-
garao ollomana em Vienne d'Austriaosegninte des-
pacho.
1, Acabo de receber e seguinta despacho de Bel-
grado ; o qual me tai commnnlcado por Omer-Pa-
cha, rogando-me qne vo-lo transmilla :
o Oilo fragatas a vapor da esquadra combinada
se dirigiram a Odessa e comecaram a bombear o
porte militar a22 de abril. Deulro em poneas ho-
ras destruirn) todas as fortificacSes, as baleras e os
armazens militares russos. Dout paioes foram pe-
los ares e doze navios de guerra do inimigo mettidos
a pique. O porto comme,rlal foi ponpado : 01
navios mercantes escaparam ao desastre : tomaram-
sc ao inimigo treze navios earregados de municOes.
O Times de 9 escreve o seguinle:*
n He notavel qae, tendj decorrido 17 dias dtsete
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DIARIO DE PRMIBUCO CUARTA FIRA 14 DE JUNHO DE 1854

o bombardeamenlo de Odessa em 22 do panado, e
tendo publicado og governos frsncez e allemito, e at
o russo, varias noticia daqui'illa imporlanle facjao,
nenhuma relajao athenlca ou oflicial dele succes-
so, dos offlciaes que eommanilam a nossa esquadra,
tenha sido publicada, ou, qua nos saibamos, reci-
bida pelo gormo britnico.
Temosa vista um breve despacho do almirante
irancex, publicado no Moniteur do dia 6 e tarabem
o despacho ou narrajao do gnneral russo ()sten-Sac-
ken, com data de 83 de abril que relata ao seu go-
verno as ditas operajoes : e |>or fim, urna noticia
ma circunstanciada, que lera corrido nos jornaes
allemaes os foi transmitlula de Vienna; que po-
rem, eoroprehende"vsriedade de circumstancias nao
conBrmadas por partlcipajao alguma offlcial. Pe-
lo que respaila a esta ultima, observaremos que ou-
trase mais aulheolicas relacis nao combinan) quan-
to a datas eom as asssrjOes que ella conten.
a Nao tema* motivos para crer que alguma parte
eonsideraval das esquadras, alijadas chegasse a O-
dessa antes de 14 de abril, ou que algumas negocia-
joesse abrissem eom as autoridades russas, ouque
no dra 17 a esqoadra livesse feito 900 tiros contra
Odessa. A actual ocurrencia contem-se em miis
estreitos Umitas ; e pataca ter empregado extremo
cuidado o goveroador militar de Odessa em publicar
inmediatamente a sua narra j3o sobre o facto n'uma
ordem do dia para dissipar, ou pelo menos diminuir
a inquietajso que devia excitar aquelle ataque.
O mesino jornal inglez presume que as operajoes
contra Odessa sao apenas o preludio de medidas de
carcter mais grave e decisivo.
O Journal del Debis de "i dii no seu primeiro ar-
tigo:
Com salisfajao reprod zimos do Moniteur al-
guna extractos de despachos, offlciaes, que aHnal dao
noticias certas das operae&es dirigidas pela esqua-
dra combinada do Mar Hegro contra a eidade de
Odessa. Juntando a estas informarles as que foram
dadas ao parlamento inglez na seesao de antes d'hon-
ten pelo conde de Clsrendoo, e por Slr James Gra-
ban, poda forraar-se idea clara do que se passou.
O insulto feito a na parlamentario attrahio
sobra as bateras de Odessa o castigo que acabara da
recebar; apressemo-nos, porm, a accrescentar que
se foi mister vindicar o -direito das gentes, fe!-so isto
com todos os resguardos que impfiem as leis da. hu-
matnidade s dus najeesmals civilisadas da Europa.
A eidade foi ponpada, s os seos recursos militares
. foram destruidos. Os Russot, que se portaran) mu'
diversamente em Siuope, onda incendiaram sem mo-
tivo algara urna eidade desarmada, explicara*) tai-
vez esta moderajao da nossa parte como tima prova
da faina' de nonas operajoes; o governo mandar
talvn cantar Te Deum como fea por occasiao das
aejoe de Ctate e da Ollenitza, em que as suas
tropas foram derrotadas: pode esperar-se cousa se-
melhanto, mas de que se nao deve fazer caso.
O Debis resamiado os fados conlinoa :
(t Nao sabemos as perdas que nos lera custado esse
reunido combata; mas, eremos que se qnatro das
fragatas, como annunciou urna parte lelegraphica,
flearam fra de combate, saberiamos alguma cousa
oat pato almirante Hamelim bu pelo despacho qua
leu* lord Clarendon na cmara dos lords, ou pelos
esclartrmentos que sir James Grahara dea na c-
mara dos communs. Anda mais; vemos pelas pa-
lavras de sir J. Grabam que o desembarque, que nos
anuuoxiavan ter falhado, pelo contrario conseguio
perfeilamente o objecto aque sedestinava, e isto sem
grande parda.
Insistimos nestas particularidades para nova-
mente prevenimos o publico, a fim de que se acau-
tele contra a Inexactido dos despachos lelegraphi-
cos que Tacbamos de ordinario sem ter meio algum
de averigua-Jos, a que todavia devemos reproduzir.
Qoando nos vem pelo territorio russo, devemos na-
' taralmente esperar que s eontenham o que he fa-
voravel ao inimigo, figurados os suecessos sob o as-
pecto que Iba eonvm; mas, esta siloaco felizmente
eessar en breve; dentro em poueo lempo o tele-
grspbo elctrico, que ja chega a Semlin, ser pro-
longado at Constaotinnpla, e entat poderemos rece-
bar por esta vil as noticias, qne at agora, para se-
guirn) o caminbo miis curto, passavam pelos prin-
cipados ou pela Galitzia.
L-ee no Moniteur:
< Segando es boatos propagados por alguns jor-
, o bombardeamenlo de Odessa pela esquadra
ada dea occasiao S (entatr>a de desembarque que
i tai bem succedida; e tambem se disse qne al-
auas vasos qua entraram na aejao fcaram grave-
mente prejudicados: disse-sa mais que a divisao des-
tinada a operar contra Odesa foi obrigada a cessar
o faga, afira de se oppor a ama esquadra russa sa-
bida de Sebastopol.
< O despacho do almirante Hamelin prova quo
estes ramores sao destituidos de fundamento. Quan-
to s pardas que soffrea a nossa esqoadra, conforme
a ultima partidpajao que vemos, o numero dos
morios foi oito e o dos feriaos desoito.
O bolelim do general russo, Oslen-Sachen, diz
que ao dia 21 s quatro horas da larde os almiran-
tes ingles a francas mandaram a Odessa um parla-
mentario con a iotimajSo para Ibes serem entregues
os navios russo, inglezes e francezes que eslavam
no porto da qaarentena; e que a tal intimarlo nao
*e dea resposla ; que no dia 22 a esquadra em forja
de 9 navios rompes o fogo contra as bateras, que
respondern, vigorosamente e de modo que tres dos
navios sitiados, no fim da acj3o, pelo prejuizo qua
soflraram foram levados a reboque pelos outros-
Gomnemora como um brilhanle feito de armas esta
defea, que foi logo levada aoconhecimento docom-
mandante em chafe para, no exercicio da preroga-
tiva que lhe foi concedida, conferir condecorajes
de ordena militares aos quemis se'distinguirn).
Refere qua a parda dos. Russos foi de 4 morios e 64
fridos.
A' vista dos extractos que preceden) e das partes
offlciaes, he ocioso reproduzir as enredadas noticias
dos jornaes aUetnies: par xemplo, a Preste de Vi-
enna cita una carta de Odessa do dia 25 em que se
diz, que a perda dos Russos foi de 200 morios, 300
feriaos gravemente, e mais de 600 levemente: e
que cinco embarcajes da esquadra flearam. fra
de combate e foram levadas a rehogue para Varna.
Entretanto, cono as propras folhas ioglezas ,e
frincezas eonfessam que no porto de Odessa estavam
deudos varios navios destas duas najes, parece-nos
que'a seguate carta de Odessa de 25 de abril trans-
cripta" na Gazeta ioi Correia de Francfort he a
qne con mais veracidade refere oque se passou :
Aconsternaco e o terror dos habilantes da nos-
sa eMade s se acalmaram eom a desapparijSo do
ultimo navio da esquadra combinada ; pela maior
parte lioham fgido logo que so approximou a frota
angto-franeeia. No dia 14 palas tres e meia da
larde aprttanlaram-ee vista do porto tele navios
da armada e annunclaram a saa presenca com al-
guns Uros disparados contra as bateras do porto.
Os habitantes assustados emprehenderam a fuga,
nlo' obstante as alnrmativas dos offlciaes russos de
nao achar-se Uo prximo o perigo. A eidade foi
oceupada inmediatamente por destacamentos de
soldadas, expedic-se a toda a pressa a Sebastopol
aviso de que Odessa a ser bombardeada. Todavia,
a divisao da esquadra manteve-se fra do alcance
das nossas balarlas a apresen todos os navios russos
que se dirigan ao nosso porto.
Durante a noite de 14 para 15 os navios inimi-
gssderam tremendas descargas sobre os nossos r-
mateos situados na parto, e um destas foi preza das
chamaras. O commandanle do porto linha'organi-
sado com a maior pericia o ser vico das bombas, e
deHe devemos nao se terera soffrido maiores damnos.
s No dia 15 partirn) as embarcajes inimigas em
drecjao *Varaa, e todos jalgaram que Unba ces-
saio completamente perigo ; porm, na tarde de
16 appareccram nohorisonte 17 navios da esquadra
. combinado, e se avhdnharam ao porto, comecando
a comprimeDlar-noa eom perto de 900 tiros de peca.
No dia 17 entrn no porto um vapor da esqua-
dra com bandeira parlamentar, as bateras da cosa
jogaran-llie alguns tiros para que nao segoisse a
vente, aahindo-lhe ao encontr urna embarcajao
russa qne ievava umofflcial a hoapo : communica-
ram a este orna inlimacao do almirante inglez para
que Iba fossem anlregoes lodos os navio, russos que
estavam amo nosso porto, ao que responden o com-
mandanle can urna negativa formal. A's tres ho-
ras da tarde os navios inimigos abriram desde a saa
Castado posijo un fogo terrivel sobre as bateras
da costa, desmontando duas dellas, e incendiando
dous armazens que foram devorados pelo fogo. a'
uoit suspendeu-s*. o bombardeamenlo.
ct De 18 a 28 de'manha seguiran-se negocia-
eflas. Neste iatervallo aagmentaran as soas forcaa
os Rusms o repjranm as bateras destruidas. A's 8
da ajuahia Klocipiouj fogo mais vilenlo e durou
sem interrupcJo al as 6 e meia da tarde. A niior
parte das bateras da costa sofireram deslrocos con-
sideraveis, e as do ngulo do noria do porto foram
desmontadas.
Os Russos, que perdern) 200 homens, comba-
teram-comsnmma energa; ha 300 feridos grave-
menle/e mais de metade desles ficaram impossibi-
lilados para o servido. Seis armazens foram presa
das chamlas. A eidade soffrea pouco comparati-
vamente, porm, alguns dos edificios que estao mais
vista, em particular o palacio Woronzow, foram
incendiados. O aspecto de Odessa variou comple-
tamente. O temeroso estroncio da artilharia que-
brou todos os vidros, multas chamines abateram. e
alguns campanarios de igrsjas sorTreram ruinas. >
Em Odessa publicou-sa a seguinle ordem relativa
aos navios netitraes :
a Odessa 23 de abril.
I. Os navios de bandeira neutral que se acharo
actualmente no porto de Odessa nao poderosahir
em quanto estiver vista a esquadra inmga.
12.o Os capilies e marinhelros acharao abrigo n'nm
local destinado especialmente e fra do alcance dos
projeclis, e no qual tero de sujelar-se ao reguta-
mento da quarenteoa.
a 3.o Os navios carregados sero aulorisados a de-
positar suas cargas em armazens que as autoridades
hito de por sua disposicao.
a 4. Os capitaes e marinhelros que nao quizerem
aproveitar-se do local que se lhes facilita, sojeitar-
se-hao rigorosamenie s ordens do capiUo do porto
e no caso de resistencia lhes serio applicadas as leis
sobre o estado de guerra.
e 5.o Alem da proteejao que se aderece aos capi-
taes, marinheiros e cargas sob as bandeiras neo
traes, as autoridades demiltem do si com antecipa-
cao toda a responsabilidade no que respaila segu-
ranza dos navios.
ct 6.o Todas as embarcar/Ses de bandeira neutral
poderao largar do porto sem obstculo algum, logo
que-se tiver retirado a esquadra ioimiga.
Os Kussoscontinan) a bombardear Silislra e 01-
Unilza, e parecem lar renunciado a idea de operar
na Dobrutscha com o fim sera convida de concentra-
ran) os scus meios de accSo para o lado daquellas
duas pracas ; tanto he o empesmo que nostram em
rende-las, maa o Tarcos r^rsWaaa firmes defenden-
do-se rorajesmente.
Consta que a Austria resolver oceupar militar-
mente o Montenegro, em razaode terem os monla-
nhezes corrido sarmasacudindo ao convite que lhes
fea o principe Danilo, em urna proclamado que fin-
da do modo seguinle :
a A ti te digo, valerosa nacao, e avsootros tam-
bem, irmaos meus: quero nao quizermorrer comgo,
nao se mova, porque sei que o que partir voluntari-
amente para a guerra ha de valer mais do que cin-
cenla cobardes. Por seroelbante motivo convido
todsisUsJrleoles que naotiverem umeoraco impas-
sivel, e nao vacilarem ens> derramar o seu saogue
pela patria, igreja orthodoxa, e a Cruz Santa, a que
venham parlicipar comigo de gloria e honra. Somos
realmente os filhos dos amigos montenegrinos, que
venceram tres visires turcos ; derrotaran) as tropas
francezas ; e lomaram de assallo as.pracas do sultio.
Nao atraicoemos a nossa patria ; nao nos esqueja-
mos da gloria de nossos anlepassidos, e reonamo-nos
para combater no Santo nome de Dos.
No Diario do Governo de 13 de maio l-se o se-
guinle :
O Coiulituionnel de Part acaba de publicar
0 prefacio de urna historia da Turqua, que esta com-
pondo o celebre Lamartine, e da qual j entregou os
dois primeiros tomos. No mesmo prefacio leem-se
as seguintes palavras :
r O principio sagrado pelo qual a Inglaterra ea
Turqua correen s armas he o seguinle :
Ser permiitido i Rnssia fazer arbitraria e im-
punemente a guerra a todo o mundo, n'um seculo
em que se deseja,a paz ?
a Diga que stm, quem quizer, que se conceda
Russia esse direito de guerra arbitrario e universal
contra lodos. Nos, porem, diremos, nao. Diremos |
nao com todo o partido moral, civil e independenle
da Europa ; e este nSo, nos nos congratularemos
com a Inglaterra, Franja, e Turqua se o sustenta-
ren) com as armas na tnSo.
o Lamentaremos a Austria e Prussia, se dizendo
em suas consciencias nao, nio se atreverem a profe-
ri-lo em alta voz, diante de seus amigos, e ini-
migos. *
t Urna palavra deslas potencias pouparia o sange
que vai correr. O seu silencio e immobilidade bao
de ser faltas graves ante a Providencia, que julga as
proprias neutralidades como aggressoes de relicencia.
Serio estas duas potencias mais amigas do czar, que
dos povos ? O sangue de milhares de. homens qne
vai correr pertenca-lhes, por ventura, para que o-vao
ofTerecer Russia.
.....Nem a Ausiria nem a Prussia podem ser in-
differentes preponderancia da Russia, limilrophe
de seus estadospreponderancia que em breve nao
terequilibrio na Allemanha pela posse moral on mi-
litar da Turqua. O que resta ser pois, a resigna-
8o I A esignacao da Allemanha.... Seria a sua
yergonha, e o lermo da sua existencia, vindo ella a
1 ser mais fatalista do que a Turqua.
OsTurcos lioham alcanjado varias victorias sobre
os Gregos insurgentes, calando em poder dos mesmos
papis que comprometiere! o gp'verno hellenico.
Corra em Paris que, tendo exigido o embaixador
russo na Persia que o Xa se declarasse sem demora
pela Russia ou pela Turqua,, este lhe responder
fazendo marchar nm ejercito de 50,000 bomens para
as fronteiras turcas, determinado a cooperar com o
sultao.
louro
Costado de amarello de 35 a 40 p. de
c e 2 ,',' a 3 de 1. .
s de dito usuaes........
Coslitdinho de dito..........
Soalho de dito.............
Forro de dito.............
Costado de louro...........
Costadinho de dito..........
Soalho de dito............
Forro de dilo.............
cedro............
Toros de talajuba. .
Varas de parreira. .
a s aguilhadas
p s quiris
Em obras rodas de sicupira para carros, par 400000
16JJ000
9200
1600
10
69000
9600
o eixos s
Hclajo.......
Milho.......
Pedra de amolar. .
filtrar. .
rebolos*.
Ponas de boi.
Passaba...............molho
Sola ou vaqueta....... ? meio
Sebo em rama.......... *%'
Pelles de carneiro.......
Salsa parrilha..........
Tapioca.............
Unhas de boi...../. .
Salan ..............
Esleirs de perperi.......
Vinagre pipa..........
Caberas de cachimbo! de barro.
MOVIMENTO DO PORTO.
rioso privilegio de chaar a Dos seu pai, adopla- toros .
rain, como um dever, a consideraram ama felieidade JPranchas de amarello de 2 costados
o privilegio de denominar Mara soa mai.
Onde quer que o Evangelho tenha derramado a
soa luz, onde quer que os seus altares teoham sido
erigidos,l tambem se encontrar a presenja de Ma-
ra syrubolo de graca, de consolajao e de fortaleza,
a calhedral e o tmulo, o mais esplendido templo e
o mais humilde oratorio, cada nm e todos procla-
man! os senlimentos de venerajao, de coufiaiica, de
amor, que lodos os seclos tem iuvar iavclmente pro-
fessado para com a Virgem Mara.
Cidades e provincias e reinos a tem adoptado
eomo guarda e protectora; poderosas hosles se tem
formado debaixo do seu estandarte, e tem usado do
seu nome como nm escudo impenetravel.
D'onde provem esta admiravel e universal de-
vojSo?Da inlercessSo de Mara, como mSi de Deot,
com o Sen Divino Filho, a qual nlercessao he infal-
livel a inexhaurivel, e deste poder de inlcrcessao que
sem reserva e sem hesilajSo ella exerce em favor de
lodos aquellas que a invocam. Collamente, como a
mai de Dos, Mara he. a natural dispensadora das
grajas e dos favores mais'nssignalados de seu filho. .
a Ficar desla arlo explicada essa universal reve-
rencia e devocao com que u nome de Mara ha sido
inrariavelmenle considerado9
a Para enumerar todos os favores de Mara, fura
mister que eu narrasse a historia de todos os males
que aftligem a nossa pobre.humanidade ; e quem po-
derla enumerar as obras de clemencia que ella tem
inspirado, ou os actos de devocao e sacrificio que tem
occasionado'.'
a Reflecti sobre o coraco do zeloso e intrpido
missionario, que, a fim de dcffundir c espalhar a luz
do Evangelho, passa urna vida inteira de soffriraeo-
tos e privajfies; reflecti sobre o coracao da irma da
caridade, qne consume todos os seus das nos hospi-
taes e lazaretos, e nos mais humildes lugares de cri-
mese de molestias, cercadas do todos os lados pela
ftida atmosphera da corrupjao humana, sempre de-
ligente na sua missao de piedade! Reflecti sobre es-
tes dous coracOes; em ambos enconlrareis um aflecto
iocommcsuravel por Jess, eum santificado sedi-
mento de amor para com o genero humano, cada
um destes senlimentos cercados, protegidos pela de-
vojo Mara. ,
a Nao ser ao p do altar dedicado i Mara que
as nossas mais Jetn experimentado senlimentos de
neffavcl ternura, aportando-nos com vehemencia em
seus brajos, e expressando, com olhos supplicantes,
osardenlesdesejosdosseus corajBes maternos? E
quando a tempestado brame, e os veqtos zunem,
qoando as vagas se enfurecen), nao seri diante deste
mesmo aliar, que as vossas mais e irmias, as vossas
mulhercs e as vossas filhas, obtiveram confianji e
fortaleza, invocando a protecjSo do co 1
a Emfim nao ser Mara a porta do coa arca do
pactoa estrella do maro refugio do peccador- o
amparado alliclo? Profundamente impressionado
pelos senlimentos de amor e confian ja que todos os
secutes tem manifestado mai de Dos, o imperador
aguardando os suecessos qne ainda estn oceultos na
urna do foturo, mas qoe j foram prognoslicados,
mandn i esquadra este sagrado retabolo, e, ao offe-
recer-vos a sania dadiva, se vos dirige as palavras
que Constantino leu no cealn hoc tigno vincei.
Conquistareis por este signal, vos que vos preparis
para combater por'amor da joslica. Seja para vs
esta imagem de Mara um segundo labarum, um es-
cudo impenciravel, um estandarte de victoria.
Valentes marinheiros da esquadra! adoptai Co-
mo vosea propria a intenrao do imperador. Collocai
a vossacorageme pericia militar sob a prolecjao da-
quella que he poderosa como am xercilo em bata-
Iba, e a Franjaa nossa bella Francaam da se
glorificar nos grandes feitos que praticardes.
c Este santo emblema ser eollocado a bordo des-
te navio, no meio do enfermo, que, da sua presenja
tirar coosolacSn e vigor, e lodos os domingos deco-
rar este altar ao qual vos, marinheiros da l'dle de
Paris, acompohando o brilhande exomplo dado pe-
los vossos officiaes, viris com alvoroco depor os vos-
sos corajoes aos ps de Jesns Chrislo, esupplicar a
Mara pelo amparo e prolecjao.
sDepoisda conclusao deste discurso os capellaes
da esquadra ajoelharam, e o clero ofiicianle enloou
os hymnos dos marinheiros, Ave Mara Stella.
t O Santo Sacrificio foi offerecido, depois do que
o Domine Salvum fac Imperatorem fni cantado.
v Assim se terminou urna ceremonia que deisou
nos corajoes dos nossos marinheiros as mais profun-
da o pal he ticas recordajdes.
(Wttldy TeUgraph.)
9*000
urna 129000
79000

>
s

.
D
>
B
B
B
quintal
. duzia

2O9OOO
109000
8000
60000
39500
69000
592OO
39200
292OO
39OOO
19280
19600
9960
B
caada
alqueire
. ama
s
B
cenlo
. urna
.-... @

centlo

urna
9320
29100
59500
9190
2O9OOO
295OO
9210
9090
9160
. 3O9OOO
milheiro 59OOO
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaraes, juiz de
direito da 1." vara do commercio nesta eidade do
Recife de Fernambuco por S. M. I. o Senhor D.
Pedro II, que Dos guarde, ele.
Fajo saber aos que o presente edital viren),- que a
requermento de Antonio Jos de Azevedo, eslabe-
lecido com teja do miudezas na ra -do Queimado
n. 49 se acha por osle juizo .iberia a sua fallencia
pela senlenja do theor seguiute. A' visla da expo-
sijao constante da pelijao folhas 2, declaro aberla a
fallencia do negociante Antonio Jos de Azevedo,
eslabelecido com teja demiiidezas na ra do Quei-
mado, fizando o lermo legal e existencia de sua fal-
lencia a contar do dia 11 docorrente. Ordeno que
se ponham sellos em lodos os bens, livros e papis
do fallido, e oomeio para curador fiscal o negocian-
te Vctor Layne, que prestara juramento na forma
da le, expedindo-se desde ja parlicipajoes ao res-
pectivo juiz de paz a compahando copia autheutica
desla senlenja, a fim de proceder a posicao dos
sellos e cusas". Recife 15 de maio de 1854. Custo-
dio Manoel da Silva Guimaraes.Em cumprimen-
lo do que todos os credores presentes do referido
fallido comparecam em casa .de rainha residen-
cia, na roa da Concordia, sobrado de um andar, no
bairro de Santo Antonio do Recife, no dia 13 do
corrente pelas 11 horas da manhaa, a fim de procede-
rem a nomeajao de depositario 00 depositarios qne
hilo de receber e administrar provisoriamente a casa
fallida. E para que chegue a noticia de todos, mao-
dei passar o presente, que ser publicado pela im-
prensa a afflxado nos lugares designados no art. 129
do regulamento n. 738 de 25 de novembro de 1850.
'Dado e passada nesla eidade do Recife aos 10 de
jnnho de 1854. Pedro Tertuliano da Cunha, escri-
vo o subscrevi.Custodio Manoel da Silva Gui-
maraes.
moelro. Subdelegada d freguezia da Vanea 9 de
junho de 1854.O subdelegado,
Francisco Joaquim Hachado.
Pela subdelegada da freguezia de S. Jos do
Recife foi apprehendido ao menor Domingos, criou-
lo, urna collier de soupa de prala, que a eslava ven-
ciendo : quem fr seu legitimo dono, apresenlando
os signaes, lhe ser entregue. Freguezia da S. Jos
10dejuhbodel854.O subdelegado,
Francisco B. Cartalho.
Ck>mpanlua de navegacao a vapor Luso-
Bragieira.
Devendo sahir de Lis-
boa no dia 4 do corrente
o primeiro vaso desla
companhia, o D. Mara
_ Segunda, dever aqu
enegar nodia 19, e depois de urna demora de 12 ho-
ras seguir para os portes da Babia e Rio de Janeiro:
quem quizer ir de passagem, ollisando-se de tao
elegantenovo de primeira viageme rico vapor, e
pelos commodos prejos abaixo notados em moeda
porlugueza, dirija-se ao infra scripto, rna do Tra-
pichen. 26. Manoel Duarle Rodrigues.
1" cmara 2 cmara 3" cmara
Para a Baha 229500 209250 99OOO
Para o Rio de J. 459OOO 369OOO I89OOO
DECLARARES.
Navios entrados no dia 13.
Rio de Janeiro e porlos intermedios7 1|2 das, va-
por brasileiro Imperador, commandanle o capi-
lao-tenente Mancebo. Passageiros, alferes Joio
Barrete Pe ja u ha e 1 escravo, Francelino Ferreira
Crespo, Ernesto da Assnmpjao Coelho Cintra, An-
tonio Pinto Nogueira 1 escravo, Antonio Jos
dos Santos Fernambuco, Manoel de Mallos Vieira,
Antonio Joaquim Marques, Antonio Jos Gonjal-
\cs, Manoel Francisco dos Sanios, Jos Antonio
dos Santos Andrade, Joao Pinto Darnazo Jnior,
2 prajas de prel, 1 desertor e 2 prajas de polica.
Segclem para o norte, capitao Joaquim Bernardi-
no Magalhaes Garcez, Francisco de Paulo Tolenli-
nn, Domingos Leite de Amorim, Antonio de Ol
veira e Silva, Joao Baplisla de Mallos, 26 pracas
de pret e 3 ei-prajas.
Liverpool30 dias, barca ingleza Phil, de 250. to-
neladas, capilao G. Milne, eqaipagem 10, carga
fazendas e mais gneros ; a Me. Calmout & Com-
panhia.
Navios sonidos no mesmo dia.
Bueno<-AyresBrigue brasileiro Leo, capitn Ale-
xandreJos de Jess, carga assucar e agurden-
te. Passagero, Antonio Savala.
LondresGalera ingleza Lenidas, com a mesma
carga que trouxe. Suspendeu do lameirao.
demGalera ingleza Prince Alfred, com a mesma
carga que trouxe. Suspendeu do lameirao.
CanalBarca ingleza Windaremere, eom a mesma
carga qoe trouxe. Suspendeu do lameirao.
Seita-Teira 16 do corrente, o agente Vctor
far leilao ao seu arnazem ra da Cruz n. 25, de
completo sortimenlo de obras de 'raarcioerias novas
c usadas, de difiranles qualdades, diversas obras
de prala de le, rclogos de ouro e prala com trance-
' m paraalgibeira.caudieirospara meio desala, doce
-rn barris de difiranles quaidades, rinbo de cidra,
chapelinas de seda para senhor*;.nuito ricas, quei-
jos docertao, charulqs da Baha superior qaalidade,
e outros mullos objectos que estarla vista no dia
do leilao.
4&^t
i
EDITAES.
COMMERCIO.
PRACA DO RECIFE 13 DE JUNHO AS 3
HORAS DA TARDE.
Cotaces offlciaes.
Descont de lettras de 2 e 3 inezes8 % ao annn.
Dilo de ditas de 4 mezes7 % ao anuo.
ALFANDEGA.
Rendimento do da 1 a 12.....99:9768730
dem do dia 13........ 13:9629850
113:9399580
VARIEDADE.
Detearregam hojeil de junho.
Barca porluguezaGratidaodiversos gneros.
Brigue brasileiroSagitariopipas vastas.
Patacho brasileiroh'mulacaogneros do pai/..
CONSULADO GERAL.
Rendimenlododialai2.....14:2249587
dem do dia 13........ 686J622
14:9119209
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia la 12......1:2549537
Idemdodia13.........1599742
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial
cm cumprimeulo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 12 do corrente, manda fazer publi-
co que, no dia 14 de junho prximo vindouro.vai no-
vamente praja para ser arrematado a quem por me-
nos fizer a obra dos concerlos da cadeia da villa de
Garanhuns, avallada em 2:4749208 rs.
A arvematajSo ser feila na forma dos arts. 24 e
27 da le provincial n. 286 de 17 de maio da 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem esla arremata jan
rnmparejam na sala das sessoes da mesma junta no
dia cima declarado, pelo meio da, compelentemete
habilitadas.
E para constar se mandn aflixar o presente e pa
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 16 de maio de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
1.* Os concerlos da cadeia da villa de Garanhuns
far-se-hao de conformidade com o orjamento appro-
vado pela directora em conselho, e apresenlado a
approvajao do Exm. presidente da provincia na im-
portancia de 2:4749208 rs.
2." O arrematante dar principio s obras no pra-
zo de 2 mezes e dever concluir no de 6 mezes, am-
bos contados na forma do art. 31 da lei n. 286.
3. O arrematante seguir nos seus trabalhos ludo
o que lhe for determinado j>elo respectivo engenbei-
ro, nlo s para boa execujao das obras como em or-
dem de nao innutilizar ao mesmo lempo para o ser-
vi jo publico todas as partes do edificio.
4.* O pagamehto da importancia da arrematacao
ter lugar em tres prestajes iguaes: a primeira, de-
pois de feita a metade4a obra; a segunda, depois
da entrega provisoria, e a terceira, na entrega defi-
nitiva.
5. O prazo de responsabilidade ser de 6 mezes.
6.' Para ludo o que nao se acha determinado as
presentes clausulas nem no orjamento, seguir-se-ba
o que dispoe a respeite a le provincial n. 286.
Conforme.O secretario,
Antonio Ferreira SAnnunciaco.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 17 do corrente, manda fazer
publico, que no dia 27 de jolho prximo viudnurn,
vai novameole praja para ser arrematado a quem
por menos fizer, a obra do a judo-fla Villa Bella da
comarca de Paje de Flores, nejo aovo orcamento de
4:6049600.
A arrematarlo sera feila na forma dsarligos24
e 27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sb as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematacao
comparecam na sala das sessoes da mesma junla, no
dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pete Diario.
Secretaria da ihesouraria provincial de Fernambu-
co 26 de maio-de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira d" Annunciacao.
CORREIO GERAL.
As malas que deve
conduzr o vapor Impe-
rador para os porlos do
norte, principiam-se a
fechar hoje (14) a 1 ho-
ra da tarde, e depois dessa hora al o momento de
lacrar, recebem-se correspondencias com o porte du-
plo ; os jornaes deverio achar-se no crrete 3 horas
antes.
Pela mesa do consalado provincial annoncia-
se que a cobran ja, i bocea do cofre, da decima dos
predios urbanos das freguezias desla eidade do se-
gundo semestre do anno financeiro de 1853 a 1854,
principia nol.de junho prximo futuro, e que os
30 dias uteis tem principio do referido dia 1. de ju-
nho, Ando os quaes licam incursos na mulla de tres
Eor cento todos os que deixarem de pagar seus de-
itos.
O Dlm. Sr.. capilao do porto, manda fazer pu-
blica a numeracao dada ao thelegcapho desla eidade,
incluida no respectivo cdigo de slguaes, para n-
nunciar a chegada a esle porte dos navios desta pra-
ja abaixo declarados; e espera qne os Srs. propie-
tarios ou meslres dos mesmos navios, apresentem
nesta capitana com toda a brevidade urna nota des-
criptiva dos distintivos, ou signase particulares que
cada um uza, para se tornaren) condecidos quando
chegam a este porto,' alien de transmilli-bf ao dito
Ihelegrapho, e nossa assim essa providencia ser leva-
da a efleito, para cujo mister he tambem preciso que
os mencionados navios nao deixcm de jar os distin-
tivos logo que demandando este porto forem do mes-
mo visiveis.
Capitana do porte de Pemambuco em 9 de junho
de 1854.O secretario da capitana, Alexandre Ro-
drigues dos Alijos.
Armajao, nomes dos navios e numerajao dada aos
mesmos, que se retere a declarajao supra
AVISOS DIVERSOS.
1:4149279
a
t
a
a

a
v

a
a
Polaca.
Galiota.
Patacho.
a
a
a

a

Escuna.
:
a

a
a
. "
Sumaca.
Hiate.
<
a


a
a
a
cf
a

a
Lancha.
Nmeros.
32,145
32,451
34,125
4,531
5,231
5,312
4,522
24,513
5,314
25,314
25,341
25,431
31,245
31,524
31,542
32,154
34,215
34,251
34,521
15,234
'3.541
5,214
5413
23:514
21,354
5,142
25,134
31,254
31,425
23,451
5,421
31,452
5:1.14
32:514
32,541
34:512
5,213
14,253
14,325
14,352
14,523
5,132
15,342
14,532
15,423
21,453
24,135
24,351
24,315
24,351
34,152
15,213
A Hartaba franoeuDavocaa' a'baaaavastta-
raaartrten Harta.
Do Univers de 8 do corrente, extraamos a se-
guinle narraefo da mu interessante e edificante ce-
remonia religiosa, que leve lugar a bordo do navio
almirante da esqoadra franceza no Mar Negro.
Esta ceremonia foi a solemne inauguraran de nm
retabulo da mu bemaveuturada Virgem, offerecido
como presente aos marinheiros da esquadra france-
za, pelo imperador Napoleao.
Todas as mais h3o da abenjoar e reverenciar este
acto da parle do imperador ; como exemplo de F, fi-
car profundamente gravado em toaos os coracoes
catliolicos, e nao pode deixar de ser totalmente apre-
ciado pelos a poucos escollados d que creem
oram.
Eis aqui o extracto :
Sua magestade, com urna afTeclu tnde pelos vatentes marinheiros pertencentes ao es-
qnadrao franeez, presentemente no Mar Negro, orde-
nou ao ministro da marinha e das colonias que re-
metlesse ao vice -almirante Hamelin um retabulo a
oleo, para ser eollocado a bordo do navio almirante
VllXe de Paris, e representando* Virgem Mara, a
quem os marinheiros adoptaran) como a sua augusta
protectora.
O seguinle he o relatorio desla interessante cere-
monia escripto pelo almirante Hamelin, e por elle
remeltido ao ministro da marinha:
a Acenso a recepcao do retabulo da Virgem San-
tissima, trazido pelo vapor de Marsellia, cuja reraes-
sa V. Exc. annundou-me em seu despacho datado
de 28 de feverero.
Bogo a V. Exc. se digne asseverar a saa mages-
tade que,todos os que se achavamsobo meu comman-
do, receberam com a mais profunda gratidao urna
manifestaran de obsequiosa benignidade, e de boa
vonlade para com esla porcao da sua armada.
A inaugarajSo teve lugar domingo 19 de marco,
na hora do servijo divino, immediatamente depois
da parada, tendo enviado cada navio da esqoadra a
bordo da Ville de Pars certo numero de offldaes e
de marinheiros para assistir ceremonia. Antes do
oflerecimento do Santo Sacrificio, M. Creps, capel-
15o do navio almirante, asistido pelos oolros capel-
lies da esquadra, de sobrepelliz, benzeu o retabulo.
Depois das orajoes usuaes em laes ceremonias, M.
Creps, A'um eloquenle epathetieo discarao recom-
mendou as Iripolajoes reunidas, que conlemplassem
aquella imagem da mai de Dos com senlimentos de
respeito e venerajao.
a Tcsnho a satisfacao de transmillir a V. Exc. as
palavras de nm discurso, lao adaptado aos ooviules
a occasiao.
Almirante, ofBriaes, e marinheiros da esquadra.
Qoando o Salvador do Mando, ao expirar na
cruz, dirigio-se ao a mu amado discpulo, n dizen-
do, 1 Silbo, v la Mai, eslabetecea os fundamen-
tos de devojao Mara, e pelas palavras de que
usou, progoosticou os inoumeraveis beoaficios as
vanlagens qne proveriam de lio santa potica. Des-
Pr intermedio de Jess Chrislo, adquirirn o gfe.
. Exportacao'.
Barcellona, brigue bespanhel Pablo, de 291 to-
neladas) conduzio o seguinle : 853 saccas com
4,872 arrobas e 13 libras de algodo.
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do da 13...... 5579490
IHOltl
B
B
B
B
B
B
*
caada
B
PAUTA
dos precos correntesdo assucar, algodao', emais
gneros do paiz, que se despacham- na mesa do
consulado de Fernambuco, na semana de 12
a 17 de junho de 1854.
Assucaremcaixasbranco 1.* qualidade
s b b b 2." B
b b b mase........
b bar. esac. branco. ......
no B masca vado. .
b refinado ...........
Algodao empluma de 1." qualidade
B B B 2. B
B B 3." B
b em carneo \......
Espirite de agurdente ....
Agoardente cachaja.....
b de canna....... b
b restilada...... .i. b
Genebra............ >'
b................bolija
Licor .............. caada
b...... .".......garrafa
Arroz pilado duas arrobas, um alqueire
b em-casca........... b
Azeite de mamona.........caada
b mendoim e de coco.
b de peixe......... b
Cacao.................
Aves araras.............urna 109000
b papagaios...........um 39000
Bolachas................'>
29700
29300
I99OO
29700
19900
39200
69100
59700
59300
19535
9640
9300
9400
9300
9480
8220
W0
59000
19600
9800
19120
19280
59000
B
B
B
B
cenlo
B
B
Biscoitos
Caf bom........... .
b resfolho...........
1 b com casca. .........
b moido ............
Carne secca...........
Cocos com casca.......
Charutos *bons. ._........
ordinarios. ......
regala e primor. .
Cera de carnauba........
b em velas.......... .
Cobre novo miso d'obra.....
Couros de boi salgados......
b espixados....... .
b verdes..........
o de onca .'......
b b de cabra corlidos. .
Doce de calda..........
> b goiaba.........
b secco ...........
b jalea............
Estopa nacional.........
b eslrangeira, mo d'obra.
Espanadores grandes......
b pequeos......
Farinlia de mandioca.......alqueire
o b mil lio.......... @
)i b araruta......... "
Feiio...............alqueire .59000
Fumo bom ............ @ 69500
b ordinario. ........". 39000
b em folha bom......... b 89OOO
a o b ordinario...... > 49000
n b b restolho....... b 39000
Ipccacuauha............ 329000
Gomma..............alqueire 29000
Gengibre............... D500
Lenha de chas grandes........cento 19600
u b b pequeas........a 9600
um

49480
694OO
59500
49000
39600
65IOO
3JSO0
29560
19200
9600
25200
9500
89000
9160
9180
9190
9090
159000
9190
9280
9200
9100
9320
19280
I9OOO
29OOO
19000
29800
29OOO
r900O
Clausulas especiaes para a arrematacao.
I.1 As obras desteajude sern feilas de conformi-
dade com as plantas e orjamento a presentados ap-
provajao do Exm. Sr. presidente da provincia, na
importancia de 4:6049600.
2. Estas obras deverio principiar no prazo de
dous mezes, e serio concluidos no de dez mezes, a
contar conforme a lei provincial 11. 286.
3.a A importancia desta arremalajao ser paga
em tres prestajes da,maueira seguinle: a primeira
dos dous quintos do valor total, quando tiver con-
cluido a metade da obra; a segunda igual primei-
ra depois de lavrado o termo de recouhecimeuto
provisorio; e a terceira finalmente de um quinto de-
pois do recebimenlo definitivo.
4.a O arrematante ser obrigado a communicar
repartijao das obras publicas com antecedencia de
30 das, o dia fixo em que lem de dar principio
execujao das obras, assim como trabalhar seguida-
mente drame 15 dias, alien de que possa o enge-
nheiro eocarregado da obra, assistir aos primeiros
trabalhos.
5.a Para todo-o mais que nao estiver especificado
as prsenles dausulas, seguir-se-ha o que determi-
na a lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1854.
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira nunciacao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria da fazenda
manda fazer publico, que uo dia 20 do prximo vio-
douro mez de junho, as !? horas da manhaa, ir a
praja perante a mesma Ihesouraria' para ser arrema-
tado de randa a quem mais der, pelo lempo de 3 an-
nos, o armazem sito en Fra de Portas ao lado da
casa qoe servio de quartel aos engajados, e de que
he actualmente rendeiro Antonio Jos Ferreira Mu-
nz, e serve d' coebeira : os pretendenles compa-
rejam no referido dia ua casa da mesma Ihesoura-
ria, munidos de seus fiadores.
Secretaria da Ihesouraria de fazenda de Fernam-
buco 3t de maio de 1851.O oflidal-maior, Emi-
lio XavierfSobrera de Mello.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presiden-
te da provincia manda fazer publico, que nos dias
12, 13 e 14 do corrente, se ha de arrematar a quem
mais der 35 travs de 20 30 palmos de cumpri-
mento, 18 travetas de 17 palmos de comprmanlo e
2 duzias de laboas de costadinho, que serviram na
ponte velha da Passagem da Magdalena, avallados
em5O9O0O rs.
As pessoas que se propozerem a esta arremalajao
comparejam na sala das sessoes da junla da fa-
zenda da mesma thesouraria, nos mencionados dias,
pelo meio dia.
E para constar se mandou aflixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial do Pernam-
buco 8 de junho do 1854.O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presi-
den^ da provincia de 29 de maio prximo passado,
manda fazer publico, qoe vai novameole a praja pa-
ra ser arrematado a quem mais der nodia 14 docor-
rente, o imposto de 29500 rs. e dizimo do gado vac-
cum c impostos a cargo da collecloria dos munici-
pios de Boa-Vista e Ex, avaliados novamente po-
anno em 3:2589000 rs.
A arremalajao seri feita por lempo de 3 annos, a
contar dn I" dejulho de 1854 a 30 de junho de 1857.
Vai igualmente a praja para ser arrematado con-
juntamente com o imposto do gado vaceum, o dizi-
mo do gado cavallr no mesmo munidpio, por um
anno, a contar do Io do julho de 1856 a 30 de junho
de 1857.
As pessoas que se propozerem a esta arremalajao
comparejam ua sala das sessoes da junta da fazenda
da mesma Ihesouraria, no dia cima declarado pelo
meio dia, competentemente habilitadas.
E para constar se mandn aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de l'ernam-
biu-n 5 de junho de 1854.O secretario,
Antonio Ferreira d*Anminrhcdo.
Armaco, Nome.
Barca S. Mara Ba-Sorle.
MathUde.
s Ipojuca.
Brigue Paquete de Pernambuco
a Fortuna do Norte.
Feliz Desuno
ero.
Vencedor.
Algrele.
D. Alfonso.
Marianna.
Conceijao.
Leao.
Recite.
Sagitario.
Elvira.
Paquete Ventara.
Despique de Beiriz.
Bom-Jesus.
N. S. do Carino.
Sanlissima Trindade.
Eulerpe.
S. Cruz (de Caelano Cy"*-
co da Costa Moreira.)
S. Cruz (do casal do fallecl-
' do Joao Francisco d 1 C.)
S. Francisco.
Galante Mara. '-,
29 cte selembro. '
Hermina. '
CooGanja.
Titania.
Sociedade Feliz.
Tamega.
Zeloza.
Veremos.
Linda.
Flora.
Flor de Angelm.
Duvidnso.
Exalajo.
Ligeiro.
N. S. das Neves,
Aurora.
Conceijao de Mara.
Sergypano.
Flor do Brasil.
Novo Olinda.
Amelia.
Capibaribe.
Novo Destino.
Sbrale nse.
Castro.
AragSo.
Conceijao Flor das Virtu-
des. 15,324.
Capitana do Porto de Pernambuco, em 9 de ju-
nho de 1854.O secretario da capitana, Alexandre
Rodrigues dos Anjos. '
_ Copselho administrativo.
O conselho administrativo, em virtude de autori-
sarao do Exm. Sr. presidente da provincia, ten de
comprar os objectos seguintes:
Para o 8.o batalbao de infantera.
Brim branco liso, para caljas, varas 838; algo-
daozinho para camisas, varas 838; panno preto pa-
ra polainas, covados 84; hollanda de forro, cov-
dos 168 ; livro mestre Ve 300 folhas 1 ; pas do fer-
ro 28 ; enxadas 28 ; machados 4 ; caldeiras de fer-
ro balido para 100 prajas 4.
Deposito de recrutas das Alagoas.
Algodozioho para camisas, varas 525; brim
branco liso para caljas e frdelas, varas 1043.
Officinas de 1. e 2.a classes.
Costados de amarello 4 ; dilos de pao de oleo 6 ;
costadinho de amarello 6; laboas de assoalho de ama-
rello, duzias 4; ditas de dito de louro, duzias 4 ;
rame de ferro grosso, arroba 1 ; limas mojas trian-
gulas de 4 pullegadas, duzias 4 ; ditas mujas trian-
gulas de 6 pollegadas, duzias 4; arcos de ferro de
1 ;t pollegada para jarros, arrobas 8.
3. Classe.
Ferro sueco, arrobas 8.
4." Classe.
Folhas de flandres dobradas,.Caixas 3 ; dilas sin-
gellas, caixis 4 ; rame de ferro de meia grossora,
arrobas 2; leu joes de lauto com o peso ds 56 libras
2 ; ditos de dilo de 36 libras 2 ; dilos de dito de 17
a 18 libras 10; dilos de dito de 15 a 16 libras 20.
5.a Classe.
Sola curtida, meios 150.
Diversos batalhes.
Mantas de 13a ou cobertores de papa 271. Quem
os quizer vender aprsente as suas propostas em
caria fechada com as competentes amostras, na se-
cretaria do conselho s 10 horas do.dia 14 do cor-
rele mez : advertindo que quando os gneros fo-
rem estrangeiros, s se receberao as propostas com
a assignalurn raconhecida daj casas importadoras.
que se propozerem a vender, ou assignada por pro-
curaran, acompanhar esta a proposta, competente-
mente legalisada. Secretaria do conselho adminis-
trativo para fornecimeulo do arsenal de guerra 10
de junho de 1854. Jos de Brilo Ingle:, coronel
presidente, Bernardo Pereira do Carmo Jnior,
vocal e secretario.
Antonio Joaquim de Oliveira Baduem, segundo
escriplurario da primeira secjp da mesa do consu-
lado provincial, faz scieote aos propietarios dos
predios urbanos da freguezia de S. Fr. Pedro Gon-
calves que principia a fazer o laucamente da decima
da dita freguezia, que tem de ser cobrada no anuo
financeiro de 1854 a 1855, no dia 15 do corrente
mez. Recife 10 de junho de 1854.
Antonio Joaquim de Oliveira Baduem, segundo
escriplurario da primeira scejao da mesa do consu-
lado provincial, faz sciente aos donos dos diversos
estabelccimentos da freguezia deS. Fr. Pedro (ion-
calves, que principia a fazer o lonja mente do impos-
to de 4 por cento sobre os mesmos estabelecimcntos
no dia 15 do corrente mez, o qual tem de servir pa-
ra a arrecadajo do auno financeiro de 54 a 55 pa-
ra o que deverio ter nelles os recibos, ou papis de
trato por onde mostrem quanto pagam de alluguel.
Recite 10 de janho de 1854.
Admirmtraqao do patrimonio do
or phaos.
Pernte a administraran do. patrimonio dos or-
phaos se ha de arrematar a quera por menos fizer, o
fornecimenlo dos medicamentos paraos collegios.dos
or(iliaos por lempo de um anno, que ha de ter prin-
cipio co 1. dejulho prximo futuro ao fim de junho
de 1855: as pessoas que se propozerem fazer dilo
fornecimenlo, poderao comparecer na casa das ses-
soes da mesma administra rao nos dias 16, 23 e 30 do
corrente mez, pelas 12 horas da manhaa. Secreta-
ria da adminislrajao do patrimonio dos orphaos 9 de
junho de 1854.Antonio Jos de Oliveira, secre-
tario.
Acha-se recolhido cadeia da eidade do Re-
cife, por ordem dests subdelegara, o prelo Miguel
yor estar fgido, o qual dii ser escravo de Manoel
Joaquim, morador no silio Breginho, termo da l.i-
RECITA A BENEFICIO DO ACTOR
mamm5frmM*EZBm~
HOJE M DE JUNHO DE 1854.
Grande expecucnlo variado a toda Jocoso.
Em primeiro lugar a muiloengrajada comedia em
tres actos, ornada de msica:
RENIFLARD EIR HESPANHA-
Fazendo o beneficiado o papel de Reniflard.
Segue-se o liado duelo, cantado pelo Sr. Moatt-
ro e a senhora D. Gabriella,
. A3 TROMBETINHAS.
Dar Bm ao espectculo a muito interessante co-
media em dous aclos, ornada de msica
A PRIMEIRA INFIDEUDADE DE LM MARIDO
Fazendo o beneficiado o papel do marido infiel.
O beneficiado escolheu um espectculo lodo joco-
so, persuadido que muito satisfar o publico, (que
em geral gosla mais de rir do que chorar) de quem
espera a prolecjao coslumada.
O Meodes no seu beneficio,
Ha de ficar muito contente,
Pois spera da rapaziada
Urna grande e bella endiente.
N. B. O Mendes lembra a' bella rapa-
ziada do commercio, que este seu benefi-
cio he em vespera do .dia santo de guarda,
do SS. Corpo.de Dos.
0 bilheles acham-se venda em casa do Mendes
na ra Bella n. 13, e no dia do expeclaculo no es-
criptorio do theatro.
Comejar s 8 horas.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Resumo dos premios da 18.- lotera con-
cedida para indemnisarao dos adianta-
mentos feitos aoemprezario do theatro
de Nictheroy, extrahida em29 da maio
de 185*.
1 N. 4*67.........20:000#
i 5910. ........10:000f
1 1269......... *:000f
1 3525.........2:0000
6 1988, 2*57., 5965,
5**2 5502 5583 1:0000
10 *39, 589 1822 ,
2055 5005 5599 ,
*588 5529 3882 ,
5951......... *O0f
20 54,597, 779, 1262,
1*58, 1618, 1746,
205* 219%, 2567 ,
2696 2703 5552 ,
3701 *025 4197 ,
4790, 5399, 5565,
- 5961......... 2000
60 r> 180, 420, 518, 758,
958, 990 , 1029,
1112, 1169, 1568.
1412, 1448, 1469',
1486, 1512, 1750 ,
1776, 1817, 2027 ,
2599, 2417, 24*2,
2510, 2602, 2632 ,-
2646, 2670, 2960,
3051 , 5205, 3297,
3*83, 3752, 3780 ,
5788, 5801, 3860 ,
*002, 4146, 4236,
4263 , 4314, 4372 ,
4481 , 4677 , *908 ,
4963, 5006, 5008 ,
5053 , 5235, 5538 ,
5482, 5549, 5582 ,
5605, 5721, 5759,
5885. 5920- 1000
400
/. . - 200
THEATRO DE APOLLO.
DOMINGO 18 DE JUNHO DE 1851.
Expeclaculo benefici do actor Joaquim Jos
Pereira.
Depois de execulada ama escolhida ouverlura, te-
r lugar arepresenlajaoda lo appjaudida comedia
em 3 aclos i
Personagens.
Capilao Tiberio. ,
Bazilio, seu irmao ,
Antonio ....
Francisco. ....
Jos......
Galalhci .
Mara, suafilha. .
Julia
100 de.
1800 de.
2000 premios.
f arlara m no dia 13 do corrate, as 7 horas da
manha, da casa da ra de i. Bom Jess das Crlou-
las n. 13, um par de brincos de irraajio, lead* am
delles o defeilo de ser quebrado no lagar aonde na-
de a rozeta, eom o peso de 4 1|2 oitavas de ouro, e
com 4 diamantes pequeos: roga-se aqnenvlarof-
ferido, delcva-lo casa cima que ser graticado.
* D. Thereza Alexandrina de Souza Bandeira, #
professora particular de primeiras lettras, eos-
turas e varios bordados, estabeteee em sua 9
aula os dous ensinos de grammatica porlu- #
gueza e musca'havendo alli mesmo um pa- $
flt no destinado ao estado das aprendizs: a 9
i quem coovier, dirija-se ao pateo do Paraizo
' segn Jo andar unido i igreja. _______#
8
Actores.
O Sr. Monteiro.
. Costa.
. O beneficiado. ,
t 0 Sr. Arnoedo.
. a Bezerra.
. A Sr." D. Amalia.
. A Sr. D. Gabriela.
. A Sr. Jesaina.
Seguir-se-ha pela Sr." D. Gabriela e Monteiro o
lindo .duelo
AS IKOMBETINHAS.
Findar o espectculo com urna das melhores far-
ras.
O beneficiado espera que o benigno publico lhe d
toda a prolecjao que costuma dispensar a quem a
elle recorre.
O beneficiado agradeces lodos os seas companhei-
ros que de lao boa vonlade e Uo generosamente se
prestaran) aservi-lo.
AVISOS MARTIMOS.
------------- i
Para o Cear segu em poneos dias o veleiro
hiate Castro, para carga Irata-se no escriptorio de Do-
mingos Alves Malheus : na ra da Cruz n. 54. .
. Para o Aracaty segu no dia 30 do corrente o
hiate Parahibanon; receba carga e passageiros,
Irata-se con Caetano Cyriaco da C M., ao lado do
Corpo Santo, teja n. 35.
RIO DE JANEIRO.
Segu impreterivelmente na presente
semana o muito veleiro e superior brigue
nacional Damao, ainda pode receber
alguma carga, escravos a frete e passagei-
ros, olferecendo a estes excellentes com-
modos, que podem ser examinados: tra-
ta-se com Machado & Pinheiro na ra do
Vigario n. 19, segundo andar, oucomo
capitao Cleto Marcelino Gomes da Silva
na praqa do Commercio.
Para o Rio de Janeiro sahe com
muita brevidade o brigue Sagitario,
de primeira classe, o qual ja' tem a maior
parte do carregamento engajado ; para
o restante, passageiros e escravos, trata-se
com o consignatario Manoel Francisco da
Silva Carneo, ra do Coliegio n. 17, se-
gundo andar, ou como capitao abordo.
Para o Para' segu nestes dias a es-
cuna nacional Titania : para o resto
da carga trata-se com os consignatarios
Antonio de Aimeida Gomes i Companhia,
na ra do Trapiche Novo n. 16, segundo
andar.
PARA'.
No dia 25 do corrente o patacho Santa Cruz :
para carga e passageiros trata-se com Caetano Cyria-
co da Cosa M., ao lado do Corpo-Sanlo teja n. 25.
LEILOES. ~7~
Quarta feira 14 do
corrente o agente Borja
far leilao em seu ar-
zmaein, rna do Colie-
gio n. 14, a 10 horas
da manhaa, des objec-
tos existentes no mes-
mo, sem limite.
Francisco Antenie Pereira Braga, desejando li-
quidar seus dbitos, roga paca este fim-a seas ere-
dores o favor de comparecerem o da 26 da carre-
te as 11 horas no becco do Feixe-Frito por cima da
venda do Sr. Gabriel.
Nicols Bruno subdito Sardo, faz una viagem
Eoropa. .
Jos Valenm da Silva, bem coahecido. por
ensinar latim ha 18 annos, lembra a quem convier,
que a sua aula existe aberte na roa da Alegra, na
Boa-Vista n. 38, onde recebe por preso commodo
alumnos externos, pensionistas e meios pensionistas,
dando opimo ralamente, a tendo os pensionistas
a vantagem de,alm do laliro.aprenderem tambem o
franeez sem que seus paispagaen mais consa algu-
ma por este ensino. O profestor adverte que elle
tem provisao passada pelo governo da provincia.
Os talhadores de carne verde que qeizerem
prestar os seos arvicos sociedade Criadora, que se
deslina a talharcarne nos coaguet destaddaee, do
1. dejulho em diento, podem dirigir-se ao primeiro
andar da casa da ra da Cadeia (junto a esta) a. 21,
para serem contratados.
Mara Carneiro de Souza Leeerda VUlaaeca,
antiga e bem conhecida professora particular, que
morou muitos annos na ra de -5. Fraaeisee, e hoje
se acha residindo na da Aurora, no segundo andar
do sobrado n. 42, restelas de atajasnas pessoas
teraresotvido receber algunas meninas pensionistas
para lhes ensinar o que sempre ensinoo a um extra-
ordinarissimo numero dellas,com tal aproveitamento
de que lhe resalten um nome de o asss s afana;
por isso avisa a todas as mu disrjpolas, que ja hoje
sao mais de familias, que com couhecinsento de cau-
sa lhe podem fazer josja, e a quem convier, que
se dirijan) a mencionada casa para o ajaste.
__Francisco Moreira Lima propOe-sa a ensinar
a dansar, tanto a meninos cosaa a meninas em suas
casas on en collegios, tocando elle mesmo com sua
rabeca: qaem de sea prestio quizer otitisar-se,
dirija-se aos Coelhos, casa n. 7, confronte ao hospi-
tal Pedro II.
D-se dinheiro a premio em pequeas r*orepes,
sobre penhores de onro ou prata : na pateo do Car-
mo por cima do deposito do Sr. Amorim.
Aluga-se urna boa escrava que cozinha, com-
ra, faz todo servijo, tem prindpio de engomroedo,
e fiel e rrmito diligente : tta ra Direita n..24,_ se-
gundo andar.
Prcrisa-se de 2:5008000 a premio pelo teaapo
de nm anno, com o juro a a garanta que se eaa-
vencionar : na ra Direita n. 83 se indicara a pes-
soa que precisa.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Aos 20:000s000.
Na casa Feliz dos quatro canto da raa do Quei-
mado n. 20, foi vendido o n. 1289 da 18 telena de
Nictheroy que tirn 4.-000J000 ; rogase a qaem o
possuir, qoe venha reeebe-lo ; a na mesma casa
acharo-se a veada os muito lelizes bilbetos e meaos
em cautelas, quarlos, oilavos e vigsimos da 43 lo-
tera do Monte Pi, qae corra de 13 a 15, devendo
vir a lula no da 20 a 22; a ellas, que estao no
reste.
__Fugio no dia 24 de abril nm escrava de najan,
de nome Jos, vindodo BioFonnoao, onde era apel-
lidado por Jos Paae, he velbe, pinta bastaate, tanto
na cabej como na barba, ton algunas fallas de
denles, cor prela, secco do corpo, estatura regalar,
levou calja de brim azul clara j velha e remendada
no jolho, jaquela de Hiihozinhe quadrade mrudi
nho, chapeo de palha grossa, andava vendeado ta-
mancos em um taboteiro, e com elle fugio : roga-se
as autoridadesnolicaesjcapiUesde campo de* pega-
ren) e dirigirenj-se taberna o. 1, na travessa do
Rosario. Antonio Dominguts de Aimeida Pocas.
O padre Leonardo Anuaos Maira.Henriques,
mudou o sea escriptorio de advogado para a suajar-
gado Rosarlo n. 26, no primeiro aadar da sobrado
da esquina para a do Cabuga, defroata aa teja do
Sr. Peres.
m COMPIKTAS
VIRTUOSO E SABIO PRELADO
0 CAMAL PATRIARCHA DE LISBOA
m Jal**JUaaf*
Vo publicarse pela primeira vez as obra completas do virtuoso e sabio prelado, 6 cardeal palriar-
clia de Lisboa, Saraiva de S. Luiz. .__:- uhi-m nutrias
O edilor herdeiro dos sens manuscriplos, enlcndeu que preslana relevan le servijo as leuras patrias,
colligindo e rommunicando pela impressao os -aballios de um escriplor rcenle, que tanto nome alcan-
jou.Cccendo o Ha castidadee elegancia do estjlo, pela importancia dos asimples, e pelo fervoroso
cuite das glorias nacionaes, amor e cuidado constante da sua vida patritica e inteecwai.
Mesmo quando os l.cos do sangue. e a graMSo a saudade, deudas a 'P^^J^V'SJaW^a^
desvelado, o nao obreassim a empregar nesla edijao o maior esmero, a idea de. ad lar as paginas da Ul-
e^ar..contempornea com tao vastos e interessante. composices, Irajadis ut diversas provincias do
sabor humano, bastara para lhe espertar o zelo, e redobrar a vigilancia.
Dos irabalhos do cardeal Saraiva de S. Luiz, urna parte acha-se aiuda medito, e .be .roawr. a ootra
enconlra-se dessmnada pelas memorias da academia real das sciendas, a qual origina ni 0'Bd",.,-
nada, ou corre avulsa em brochur.s eslampadas por ordem e a cuate da distinto corpor ajao, ou emfim vio
a luz em peridicos Iliterarios cuja publicacao cssou lia muito. O editor, para a reimpressao e encorn-
rarao de lodos Jiescripos ua collcccao daTobras completas, alcanjou a prompla ac-qm-esceacia da, acade-
mia das scienclas, que timbrou por esto modo em ajunlar as antigs urna nova prova da c onslderaeao pelo
Ilustrado socio, qae teve a honra de ser seu vice-presidente tanto lempo.
As obras completas do sabio prelado abrangen variadas materias, que por suas especia-liuades podmos
reduzira tres classes princinaes:Memoria* histricas e chronologicas-Memonas eestudos ">olwcos-e
misccllancas-compostas de noticias crclesiaslico,,*iographicas de alguns varees nolaveis ?'>** e
enilm de trabalhos acerca de objectos diplomticas, archeologicos. e de mu. os cairas ramos. A PnbUca-
rao Drindniar nelasmemorias histricascomprehendendo o primeiro volume os esludos e ensalos so-
bre n^&ffZH%^dy epae dePortugal Soccess.vamenle onlianaro a Inr os
seguintes, se a edicaoobliver a aceilajSo que se lisonjeara de merecer aos cultores d '^?Vft m
patrias, formando (quanto pode calcular-se) nma sene de onze a doze temos de o.lavo franco., e 400 pa-
ginas de texto cada lomo.
A edijaoscr acompanhadade umjuizo critico, escnplo pelo Sr. L.
lol'ida da vida do dislincto prelado, feila pelo editor Antonio Co
concisa noticia i
.. A. Rebelto da Silva; e de orna
Assigoa-se para a collecjao completa no escriptorio da Novaes & C, ra do Trapicha n. 3*. prtmei-
T'ndar" Precede cada volume por atsigoalara......... 1g'n. fcrlee.
ltoclara-se aue o volume ou voliimes, qae conliverera cnsio sobre alguns synoainos d linjua
portnguezae osglosariose alguna outros Irabalhos nao ser3o vendidos em separado.
s
JJfaM''lllll "1
raaac-n


.as*"*^
4
DIARIO OE PERMMBUCO QUARTA FEIRA 14 DE JUNHO DE 1854.
Na ra da Senzala Nova d. 30, faz-so bolos ce-
vados para Santo Antonio, S. Joao e S. Pedro.
Estos bolos sao muilo mais baratos do quo os de man-
dioca e melhores.
Pianos.
Os amadores da msica acham conlinoadamente
em casa de Broun Praeger & Companhia, ra da Cruz
n. 10, un Rrande sorlimenlo de pianos fortes e fortes
pianos.de diOerenles modellos.'boa consltocr^u e bel-
las voz*,
mo toda a <
endem por mdicos presos; assim ro-
' i de instrumenlos para msica.
C. STARR & C.
respei lusamente annunciam que no sea extenso es
tabelecimento en> Santo Amaro, continua a fabricar
com a maior perfeico e promptido.toda a qualidade
de machinismo para o oso da agricultura, navega-
do e manufactura, e que para maior commodo de
seus numerosos freguezes e do publico em geral, tero
aberlo em um dos grandes armazens do Sr. Mezqui-
ta na ra do Brum, alraz do arsenal de marinha.
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dito seu estabelecimento.
AUi achanto os compradores um completo sorti-
.ment de moendas de canna, com todos os melho-
ramenlos(alguns delles novos eorginaes) de que a
experiencia de muitos amos tem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de baixa e alta presso,
taixas de todo tamanho, tanto batidas como fundidas,
carros de mo e ditos para conduzir formas de assu-
car, machinas para moer mandioca, prensas para di-
to, ionios de ferro balido para farinha, arados de
ierro da mais approvada conslrucso,- fundos para
alambiques, crivos e portas para fornalkas, e urna
infinidade de Abras de ferro, que sera eufadonho
enumerar. No mesmo deposito existe urna pessoa
inteUigente e habilitada para receber todas as en-
commendas, etc., etc., que os annuneiantes contan-
do com a capacidade de suas ofcinas e machinismo,
e pericia de seus ofliciaes, se compromettem a fazer
executar, com a maior presteza, pe feiro, e exacta
eonformidade com os modelos ou descnhns, e inslrnc-
Ses que Ihe forem fornecidas.
NOAfilAZEMDECJ.ASTLEY
EGMPAKBIA, RIJA DO TRAPICHE N 3,
ha para vender o seriante :
Cal branca franceza.
Folha de Flandres.
Estanto em barra.
Cobre de 28 e 30.
Azeitede Colza. *
Oleo de linhaca em Litas de 5 galocs.
Champagne, marca AVjC.
Oleados para mesas. \^
Tapetes de la a para forro desalas.
Formas de folha de ferro, pintadas, para
fabrica deatsucar.
Ac de Milao sortido.
Lonas da Russia.
Lazarinase ca vinotes. *
Papel de paquete, inglez.
Brim de vela, da Russia.
Graxa ingleza de verniz para arreio.
Arreios para um e dous cavallos, guarne-
cidos de pra.ta e de latfio
Chicotes e lampeOes para carro e cabriolet.
Couros de viado de lustre para cobertas.
Cabecadas para montara, para senhora.
Esporas de aro prateado.
J. H. Gaensty manda para a Europa o sea fllho
menor, Guilherroe Gaensly.
Offerece-se um moco para criado de alguma fa-
milia que Va para o Kio de Janeiro : quem precisar
annuncic a sua morada para ser procurado.
No- terceiro andar da casa n. 53 da roa da Ca-
dcia do Kecife, precisase de urna roulher que saina
cozinhar bem.
Precisa-s alagar ama prcla, que teja fiel, e
sen vicios, para vender verduras : quem liver an-
numeie.
Caelano Jos Pinto, retira-te para a Europa a
tratar de ana saude.
' Precisa-se de ama deleite: na roa Nova sobra-
do n. 56.
Aluga-se urna escrava para o servico de urna
casa de portas a dentro : no Passeio Publico toja
n. 9.
Precisa-** de um feilor para um sitio perto
da praca, que. entenda de plantacOes de sitio : na
ra da Cadeia do Recife n. 54, loja.
Precisa-se alugar um preto anda nao sendomo-
ro, propro para o servico de urna casa de ponca fa-
milia : na ra da Cadeia u. 19, rmazem.
Precisa-se de um feitor quo entenda de plan-
tacOes principalmente de borla, e que lamDem tra-
balhe, atsim como saiba tirar leiteem vaccas: quem
pretender procure4 no terceiro andar da casa n. 112,
na ra da Senzala Velha.
Avisa-se ao publico, e a quem mais possa inle-
ressar, que desde o dia '21 de Janeiro docorrente au-
no de 1854 aaabou a sociedade que bavia ola pra-
ca ecuhecida sob a firma de Bandeira & (jarcia, con-
tinuando o socio Haphael Flix Jos Garca com o
gyro da mesma casa em seu propro nome, e nico
responsavei pelo activo e passivo de extincla firma
commcrciale casa supradita.
Loteras da provincia.
O (hesoureiro Francisco Amonio d'Oliveira, avisa
ao respeitavel publico, qne acham-se venda os bi-
Iheles da 2.' parle da 5. lotera da matriz da Boa-
Vista, un fbesouraria das loteras desta provincia, na
ra do Collecio n. 15 ; na praca da Independencia
loja do Sr. Fortunato, na ra do Qucimodo loja a.
0 do Sr. Luiz Antonio Pereira, na ra do Livra-
mento bolira do Sr. Cliagas, ena praca da Boa-Vista
loja de cera do Sr. Pedro Ignacio Baptisla. Omesmo
Ihesourciro, espera a coaJjuvaro do respeitavel pu-
blico, e afllrmn qua no dia 14 de jalho crrenlo im-
prcterivelmente as rodas da sobredila loloria.
Pechincha.
Sabbado 17 do correte, as 10 horas do dia, vai
pras para sercm arrematados, os gneros e mais ob-
jeclosda taberna n. 93, das Cinco Ponas, perlencen-
le a Manoel de Resele Reg Barros, tutor dos or-
phos filhos do finado Manoel Ferreira Diniz; i Borla-
da mesma taberna, e em presenta difSr. Dr. jaiz dos
orphSos.
O senhor deengenho qne precisar de uro pti-
mo administrador, que tem pralica desse trabalho :
dirija-se ra do Sebo na Boa-Vista, casa n.33.
O Sr. Manoel de Almeida Nogueira, tem urna
carta na ra do Trapiche n. 34, Io andar.
I Precisa-se de urna ama com leite : na ra da
Senzala Nova n. 22.
Precisa-se de um homem que saiba trabalhar
em carrocas no porto do Poucinho, armazem de ma-i
leriaes junto taberna.
.Aluga-se urna preta crioula moca sadia, que
sabe perfeitamente engommar, ensaboar, cozinhar e
fazer o servico de urna casa de portas para dentro :
a tratar na ra do aterro da Bea-Visla, sobrado nu-
meroso.
Alexandre Jos da Silva, portugnez, relira-se
para Portugal.
Fugio na sexta-fera 9 do corrente, as 11 horas
da mauhaa, urna preta crioula de nome Alejandrina,
de idade 18 a 20 annos, he baixa, tem debaixo do
lado direito do qneixO Ires costuras dejndolas que
se rasgaram, sendo urna dellas maislaliente, foi es-
crava do Sr. padre-meslre Capislrano: quem a pegar
e levar ra do Crespo n. 10, ser generosamente re-
compensado.
1) Sr. Manoel liento Machado, que requeren a
enrtillan da esrriplura sobre asorte de IerrasSerra-
ra de D. Maraem' Ilapirema de Cima, que fez
Jos Lopes Guimarese sua mulher. aseugenro Da-
niel Eduardo Rodrigues Grij, em 1789, pode man-
dar procurar no escriplorio do tabelliao Baptisla
de S. .
OITerece-se urna senhora de meia idade para o
serv ico de una casa de homem solteiro, de portas para
dentro a lodo servico : quera precisar, dirija-te
Camboa do Carmo n. 6.
Para as noiles de S. Antonio e S. Joao.
Fazem-se pistolas coiu balas cloridas e brancas, por
menos que em oulra qualqner parte, assim como ro-
dinbas de sala e oulro qualqner fogo de artificio: a
tratar na travessa do Veras n. 24.
Precisa-se de urna ama para servir a duas pes-
soas, e que saiba cozinhar e engommar : a tratar na
ra Direita n. 91, primeiro andar do sobrado na qui-
na do beceo do Sergado.
Frontispicio do Carmo.
Os encarregados da festa de Nossa Senhora do Csr-
rao do Frontispicio, convidam pe presente aos pro-
caradores abaixo declarados, comparecer hoje no
pateo do Carmo n. 9, 1 andar, afim de se tratar da
arrecado53o das esniulas, que os fiis devotos coslu-
faam a contribuir para o lirilhantismo da mesma fes-
hvidade. OsSrs. Manoel Jos de Oliveira, Marcelino
do-f-Sanlos Pinlieiro, Jos Ellas de Oliveira, Antonio
Jos Hanozo, Hermenegildo Joe de Alcntara, Joa-
qiiim BOicbio de Soaza, Melquades Francisco da
osla, e ThemQleo Pinto Leal Jnior.
Precisa-se de urna ama para casa de homem
solteiro, que cozinhe e engomme, e de Banca ou co-
nliecimculo a sua conducta : pode dirigir-te i roa
do Collegio n. 16.
Precsa-se de-urna prela escrava, qne cozinhe e
faja o mais servico' de urna casa de pequea familia,
naga-sebera: a tratar na ra da Cadeia do Recife
p. 23.
Precisa-se de um caixeiro portuguet de 12 a
16 annos de idade, com pratica de negocio dejno-
lhadose fazenda, e que tenlia aetividade, para
estabelecimento lora da praca : a quem convier d
e a ra da Camboa do Carmo n. 18 .
Aluga-se urna casa terrea grande,
em Olinda ra da Bica de San Pedro com
tres salas, tres quartos, cozinha grande,
copiar, quintal grande murado com por-
tao e cacimba, cujo aluguel he de 14#
menses: quem pretender dirija-se a An-
tonio Jos' Rodrigues de Sousa Jnior,
ra do Collegio n'. 21, segundo andar.
Arrenda-se os engenhos Itanhenga e S. Pedro,
a margem du ro Capibaribe comarca de Pao d'Alho
um tem GOOJOOO rs. de foro, e oulro em ponto mais
pequeo, com boas casas de vivenda, e ama boa
distilacso : a pessoa que pretender dirija-se a Ita-
nhenga, a tratar com Jos Correia de Mello.
. Aluaa-se a casa terrea que serve de cocheira.
na roa do Aragao da Boa-Vista n. 17 : quem a
pretender dirija-se travessa do Veras, sobrado n.
15.
. O hachare! Jos Antonio de Figueiredo mudon
o seu cscriptorio para a ra da Cadeia n. 16,sgundo
andar do sobrado junto ao em que mora o ex-procu-
rador fiscal Antonio Joaquim de Mello.
Joaqaim Lobato Ferreira faz scicnte ao publi-
co e a quem couvier, que Joao Baptisla Paula da
Silvera deixou de ser seu caixeiro desde 29 de maio
de 1853.
Aluga-se urna escolente casa, terrea e sobra-
do, com todos os commodos para quem .liver trala-
mento, contando grandes salas, muilos quartos, um
pequeo sitio com arvoredos novos, bom jardim e
muito perto da cidade : a tratar na pra$a da Boa-
Visla, botica n. 22.
Ainda est para se alagar, e por um preso ra-
zoavel, a casvnova de grandes commodos, da ra
dos Prazercs do bairro da Boa-Visla : a tratar com
Jos Carpeiro da Cunlia.
D-se 8008000 rs. a premio com hypolhoca em
urna casa nesla praca : quem precisar annuncie.
Precisa-se alugar urna ama nacional o estran-
geira, livre e desembarazada, e que seja bastante
gil e cuidadosa, para se oceupar no servido interno
de urna casa, isto he, coser, engommar, e mais ser-
vicos proprius de casa, excepto os de-cozinha } agra-
dando paga-se bem : a quem convier, dirija-se aos
Afogados, casa do respectivo vigario, que dir
quem precisa.
Aluga-se um preto robusto propro para qual-
quer trabalho: quem o pretender dirija-se a ra do
Cabug,loja dejoaqim Jos da Cosa Fojozes.
Arrenda-se um sitio com bstanles arvore jos
de fraclo, baixa de cnpim, viveiros, terreno para
pastagein de vaccas e outras vaalagens. casa grande
com sotao, cozinha fra, senzala, estribara, 3 ca-
cimbas, 1 dasquaes com tanque para banho : quem
pretender, dirija-se ra da Cadeia velha n. 59,' ou
ao Afogados, paleo de N. S. da Paz, a fallar com
Antonio Goncalves de Moraes.
O regente e procurador geral e mais fesleiros
da capella de N. S. dos Prazeres fazem publico, que
principiarlo os festejos da referida capella no dia 2
de julho prximo vindouro.
O canlelisla Salusliano de Aqoino Ferreira dei-
xou de vender cautelas das loteras do Rio de Janei-
ro desde dezembro de 1853, e tem marcado o prazo
de um anuo que se ha de lindar no dia 27 de maio de
1855 para a liquidadlo das referidas cautelas que ain-
da existem por pagar.
Ainda se precisa de ubia ama forra ou captiva,
para fazer lodo servico de urna casa de mui peque-
a familia, e que compre na ra : na ra da Concei-
cao n. 9, ou no escriptoro desla lypographia, ra
das Cruzes.
esisMstits e8ss# g
DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gaignoux, eslabelecido na rna larga
do Rosario n. 36, segnndo andar,"Colloca den-
3$ tescom'gengivasarlificiaes, e dentadura cora-
pela, ou parle delta, cora a presso do ar.
Tambem tem para vender agua dentifricedo
Dr. Pierre, e po para denles. Rna larga do
Rosario n. 36 segundo andar. s
RAPE PRIHCEZA
DO |,
RIO DE JANEIRO.
GROSSO1EWHR0SS0 E FINO.
DA FABRICA DE
ESTEVAO OASSE.
O deposlo geral na ra da Cruz do Recife n. 23.
contina ai ler as qualidades de rap cima; bem
como o novf) AMAREI.1ISH0. O seu fabricante be
a melbor rfcommendaco, que este novo rap pode
ter, pois I; um dos mais antigos fahricanles do ra-
p de Lisboa; e que .na coiifeic.lo de (odas estas
qualidades] tem mostrado o em prego rio melhor
systema, yista do longo lempo que se conserva
fresco, e sqmpre com o melhor aroma,
i CHRYSTALOTYP.
Gabineti
pelo
Boa-
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
precos mais baixos do que emou-
,'tr& qualquer parte, tanto em por-
cOes, como a retalho, afliancando-
se aos compradores um s preco
^ara todos : este estabelecimento
ahrio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas.para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, e por
isto oerecendo elle'maiores van-
tagens do que outro qualqner ; o
proprietario deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que vcnliam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
^-.Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos d-Rolim.
PreKa-se alagar ama escrava, fiel, que saiba
bem engommar, coser e fazer mais servico de urna
casa de farailh, paga-se bem : na 'sua Direita 11. 131,
por cima da ttica do Torres.
Galeria de retratos a oleo
k
PUBLICADO DO INSTITUTO U0NE0PATHICO DO BRASIL.
THESOURO HOMCEOPATHICO
O
TiDE-IECUI DO H0KE0PTI1.
Methodo couciso, claro, e seguro de curar homoeopathicamente todas as molestias, que affligem a
especie humana, e particularmente as molestias que reinara no Brasil. *
PELO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
Acaba de sahir luz esla obra utilissima aos mdicos, que quizerem experimentar ou exercer a
verdadeira medicina, e mnilo mais ainda aos pas de familia, quer das "cidades, quer do campo, chefes
de estabelerimenlos, sacerdotes, capiles de navios, viajantes, etc., etc., que por si mesmos quizerem co-
uhecer os prodigiosos efteitos da homceopalhia.
Dons volumescm brochura, por....... lOJOOOO
Encadenados............. I.I9OOU
Os Srs. assignantes terao a bondade de mandar receber seus exemplarei em casa do autor, ra de S.
Francisco (Mondo Novo) n. 68 A.
BOTICA CENTRAL HOMGGOPATHICA.
Ninguem poder ser feliz na cara das molestias, ,scm que possua medicamentos verdadeiros, ou do
boa qualidade. Por isso, e como propagador da homasopathis no norle, e inmediatamente, inleressado
em seus benficos successos, tem o autor do THESOURO HOMOEOPATUICO mandado preparar, sob
sua immediata inspecrao, lodosos medicamentos, sendo incumbido desse trabalho o hbil pharmacealico
eprofessor em homceopalhia, Dr. F. de P. Pires Ramos, que o tem execulado com lodo o zelo, lealda-
dc e dedicarlo que se pode desejar.
A efficacia desles medicamentos he attestada por todos que os (em experimentado; elles nao preci-
sam de maior racommendasao; basta saber-se a funte donde sahiram para se nao duvidar de seus pti-
mos resultados.
Urna carteira de 120 medicamentos da alta e baixa delui-ilo em glbulos recom-
mendados no THESOURO HOMOEOPATH1CO, acompauhada da obra, e de urna
eaixa de 12 vidros de tinturas indispensaveis........1009000
Dita de % medicamentos aeompanhada da obra e de 8 vidros de tinturas t 909000
Dita de 60 principaes medicamentos recummendados especialmente na obra, e com
ama caixa de 6 vidros de tinturas...... 609000
Dita de 48 ditos ditos............. 50*000
Dita de 36 ditos aeompanhada de 4 vidros de Unturas. 409000
Dita de 30 ditos, e 3 vidros de tinturas.......... 359000
. Dita de 24 ditos dilos. ... 309000
Dita de 24 tubos pequeos com a obra e 2 vidros de Unturas..... 209000
Tubos avulsos grandes............. 19000
a pequeos............ 9500
Cada vidro de Untura............. 29OOO
Aviam-se quaesquer encommendas de medicamentos com a maior promptidao, e por presos comrao-
dissimos.
Vende-se o tratado de FEBRE AMARELLA pelo Dr. L. de C. Carreira, por. 29000
Ra de S.. Francisco (Mundo Novo) n. 68A.
enriquecido de bellas pinturas,
tigo e novo estylo, no aterro da
sta n. 4, terceiro%ndar.
J. J. Pacheco, vanlajosameh-
te conhecido as principaes pro-
vincias do Brasil, he chegado ha
pouco lempo dos Estados-Uni-
dos d'onde trouxc a melhor ma-
china e o melhor melhodo de re-
tratar que tem apparecido nos
no Brasil romo em toda a Euro-
O seu' trabalho nao he inferior ao de seus ha-
bis mestreil Mrs. Insleys e Gurncys da cidade de
New-York, e elles mesmos tiveram occasio de exa-
minar seus retratos e acharem-nos magnficos. Oilo-
centos c tantos retratos teem sido lirados nesla cida-
de pelo annunciante das principaes pessuas, que lau-
to 6 tem honrado e a quem lauto o artista se confe-
sa grato. He chegado ha dias da America para este
estabelecimento um cem numero de objctos para
collocar os retratos, constando de explendidas cai-
xas, rquissimos quadros dourados c de mogno, ali-
neles, redomas e anneis. Os vidros para os retratos
sao de ama grosura ndmiravcl, o que muito con-
curre para qne sobresala a pintura isenta das bo-
litas e outras imperfeiees que se encontram nos vi-
dros ordinarios. O artista leudo de seguir muito
breve para a corle, previne a todas as pessoas que
desejarem nma perfeita semelhanc.a de suas feicdes,
nossuindoum reir'0claro e (rasos perfeitos e intel-
ligiveis, e cores fitas e naluraes, isentas de solfre-
rem a mnima allerasao com o lempo, que queiram
dignar-se procora-lo lodos os dias quer esleja o lem-
po claro ou escuro. No mesmo eslabelecmento
produzem-se copias, tiram-se grupos de familias,
preparam-se algumss composisoeschimicas, superio-
res as que veem de fra, e vendem-sc lodos os prin-
cipaes procesaos do daguerrcotypo e mesmo do novo
trabalho, pela quantia de 4009000, prometiendo des-
robrir todos os misterios deste trabalho e que tem
sido a ruina no credilo de militares de artistas. Qual-
quer material ser vendido a dinheiro vista. O
respeitavel publico contina a ser convidado a visi-
tar n estabelecimento embora nao queiram retratar-
se. As familias que tiverem de retratar mais de 6
pessoas lerara um abalimento nos presos.
Precisa-se contratar por empreita-
da, a construeco de urna coberta de te-
lha, ob're pilares de tijolo ou columnas de
ferro, em um terreno murado., na ra de
Santa Rita prximo a' Ribeira,pertencen-
te a' companhia brasileira de paquetes de
vapor: quem estiver as circumstancias
de fazer este contrato com as necessarias
garantias, queira apresen tai- sua proposta
com toda a brevidade ao agente da dita
companhia : na ra do Trapiche n. 40 se-
gundo andar, aonde tambem se dar'
qualquer esclarecimento.
J. Jane dentista,
contina rezidir na ruaNuva, primeiro andar n. 19.
Vende-se urna escrava e nacSo, com algumas
habilidades: na ra de Hortas n. 138.
9 O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pnho mu- $
9 dou-se para o palacete da ra de S. Francisco g
9 (mando novo) n. 68 A.
Precisa-se de urna escrava para o servico de
urna casa de pouca familia : na ra do Hospicio 3*
casa nova direita depois de passar o quarlel.
# O Dr. Joao Honorio Bezerra de Mer1e7.es,
formado em medicina pela faculdade da Ba-
@ hia, oflerece seus prestimos ao respeitavel pu-
6 blico desla capital, pudendo ser procurado a
qualquer hora em sua casa ra Nova n. 19, @
@ segundo andar: o mesmo se presta a curar 0$
gratuitamente aos polir
25 RA DO COLLEGIO 1 A.MDAXL
O Dr. P. A. bho Moscozo d consultas homeopathicas lodos es das aos pobres, desde 9 horas da
mauhaa at o meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noite.
Ofierece-se igualmente para pracar qualquer operacao de cirurgia, e acudir pramplamenlc a qpal-
quer mulher que esteja mal de parto, e cajas circumstancias nfio pcrmlttam pagar ao medico.
NO CONSULTORIO DO DR. P. A. LODO MOSCOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo do Dr. G. H. Jahr, traduzido em porlagaez pelo Dr. Moscozo, qualro
volumes encadernados em dens :.................. 203000
Esta obra, a mais iroporlanle du lodas as que (ratam da hmeopathia, inleressa a lodos os mdicos que
quizerem experimentar a doutrina de Hahnemann, e por si proprios se convencerem, da verdade da
mesma: inleressa a todos os senhores de engenho e fazendeiros qoe eslo longe dos recursos dos medi-
cas: inleressa a todos os capitaes de navio, que nao podem deixar orna vez ou oulra de ler precisan de
acudir a qualquer iricommodo sen ou de seus Iripolantes; e inleressa a todos os chefes de familia que
por circumstancias, que nem seropre podem ser prevenidas, sao obrizados a prestar soccorros a qualquer
Pessoa delta.
lecum do homcopatha ou tradcelo do Dr. Hering, obra igualmente ulil s .pessoas que se
tn ao estudo da homeopalhia um volme grande............
termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmaciu, etc., etc.: obra indis-
P*n essoas que querem dar-se ao estudo de medicina...... .-...
os grandesdefinissimochrisllalcom o manual doDr. Jahr e odiccfcna-
> lermoi de medicina, etc., etc.................
Dita de 36 com os mesmos fivros....................
Dita de 48 com os ditos.......................
lelra he aeompanhada de dons frascos de tinturas indispensaveis, escolha. .
Dita de 60 lobos com dlos....................
Dila de 144 com ditos ........',. \ ',.......\ '. '.
Eslas sao acompanhadas de 6 vidros de tinturas escolha.
As pessoos que ero iugar je Jahr quizerem o Hering, terao o abalimento de 1000 rs. em qual-
Ker das carteiras cima mencionadas,
rteirat de 24 lubos pequeos para algibeira. ............... 89O0O
Ditas de 48ditos........................... IfijOoo
l'nbos grandes avulsos ._...................... 19000
Vidros de meia onca de tintura..............<...... 29000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar om passo seguro na pratira da
hmeopathia, e|o proprielario deste estibelecimento se lisongeia dete-lo o mais bem montado possivele mu-
guen) duvida hoje da snperioridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre venda graude numero de tubos de cristal de diversos lamanhos, e
aprompta-se qualquer eneomraenda de medicamentos com toda a brevidade e por precos muilo com-
modos.
daguerrec-
tvpo.
Cncinaln Mavignier,'retratista e pensionista de S.
M. o Imperador, querendo apresentar o respeita-
vel publico desta capital as produccoes de seus tra-
lialhos arlisticos, tanto em retratos a oleo, como c]p
daguerrotipo, por isso esforra-se para, desempenhar
o melhor que for possivel, contentando as pessoas
que se dignarem a honrar o seu estabelecimento
com Irabalhos que sejam inteiramente satisfactorios.
O annunciante lendu vindo ha poucos mezes da cor-
te do Rio de Janeiro, desejara demorar-se nesta ca-
pital por tres a qualro mezes, porm leudo liavido
muilissimas pessoas que o tem procurado para serem
retratadas, motivo lie este do annunciante, sendo
gralo a lodos os seas patricios e amigos tencin de-
morar-se mais lempo, c para esse fim nao leudo (ido
lempo de fazer am numero maior de relralos para
apresentar ao respeitavel publico, que tao honrosa-
mente o tem acolhido, fez com que em breve vepha
do Rio de Janeiro umacolleccao de quadros a oleo e
miniatura,tintas e pinecisdelicadissimos da escola de
dezenho por Julien, Morilo e Haphael; o annun-
ciante tambem fez encommenda para a Europa de
ama machina extraordinaria dagoerreoljpo, onde as
laminas sao do tamanho de meia Tolha de papel de
peso, que corresponde a um p de romprimenioe
um palmo de largura. Sera sem duvida a maior que
tem de apresenlar-se nesla capital, e mesmo em to-
das as oulras provincias do imperio, pois o annun-
ciante estando informado disso porque tem estado
as principaes provincias, ainda nao encontrn um
machinismo com essa grandeza, que sem duvida de-
ve fazer admiracao a am publico j conhecedor das
bellas artes, qaando virem os maguificos retratos em
grandes chapas, podendo urna numerosa familia ser
representada de urna s vez. Aqui, pois, vista dos
excessos que o annunciante emprega, e dispendios
.que tem de*fzcr para montar um estabelecimento. o
maior que lera apparecido no imperio: espera por-
tanto de seus amigos, patricios e mais pessoas de tao
Ilustre cidade que sejam benignos como tem sido
at agora, pois a empreza acreditar aos benemri-
tos Pernambucanos, que tao palriolicamenlese pres-
larem a sustentar por presos razoaveis a essa empre-
za, c os Irabalhos de uro artista que iocansavel pro-
cura engrandecer o seu paiz lio smente para gloria
daquelles que aprecian) as bellas artes. Pernambu-
canos 1 a nossa provincia tao bella, c (endo ero si os
melhores golpes de vista para os artistas que sabem
apreciar a natureza, parece razoavel que coadjuveis
ao vosso patricio dedicado as bellas arles, e que quer
plantar no nosso paiz, urna escola onde a mocidade
poralgum lempo poder beber lices daquelles gran-
des mestres, que as suas obras cunservam perpetuo
mrito. Emquauto, pois, nao chegam estes objeclos
que tem de formar um estabelecimento esplendido,
o annuncanle convida o respeitavel publico desta
cidade para ver algumas produccoes de seas Iraba-
lhos, ilii poisacharao os freguezes caxinlias e qua-
dros de bom goslo, para retratos daguerreotypo.e por
presos razoaveis. Aterro da Boa Vista n. 82 primeiro
e segnndo andares.
A obra do hospital Pedro II, precisa comprar
400 pranches de Jouro lascado : quem qoizer veo-
der, enlenda-se com o director Antonio Jos (jomes
do Correio.
O padre Joaquim d'Assunipro Saldanha, aca-
dmico do terceiro anuo jurdico, prope-se a dar li-
ces de lalini, franco/, geometra c geographia : em-
preara lodos os esforsos possiveis no*bom desempe-
nho do magisterio. As pessoas que quizerem util-
sar-se de seu prestimo procurem-o na ra Nova, ca-
sa n. 21, terceiro andar.
J por urna vez fiz constar ao respeitavel pu-
blico, que nao me julgava devedor a algnem de
quantia alguma, por occasio de apparecerem urnas
letlras que se diz aceitas porjnini e em posse do Sr.
Jos Joaquim Ferreira de Souza, segundo a parlici-
pac.lo que ti ve do mesmo senhor; mas comoappare-
ce novamenle o Sr. iogo Jos da Costa com letlras
de igual especie, dadas em seu pagamento pelo Sr.
Francisco Rodrigues de Freilas Pimental, por isso
son levado de novoa,commuuicar lomando inteiro,
qne naodevo a, pessoa alguma qur nesla prac-i quer
em oulro qualquer lugar, e que esse Sr. Pimental,
com quem nunca live Iransacses desta ordem, nao
pile negociar com mnha firma sem pracar um
acto reprovado e contrario as leis do nosso paiz : e
para que os Srs. Ferreira de Souza e iogo conhe-
sam-se manieslamenle Iludidos, devero usar de
seus dtrcilos,"cm o que protesto tambem usar devi-
daincnle dos meion quea le me confere. Palraeira
8 de junho de 185.~- O abaixu assignado por parle do sua lilha D.
Rozalina Leopoldina de Carvalho, qne ficou viuva
do finado Joslgnacio Cabral,avisa aquera liver cun-
tas com o dilo finado se aprsente no engenho Mo-
clo, at o dia 21 do crrenle, que tem principio o
inventario,alias perder o direito de justificar divida
que appareca.Jos Francisco I'edrozo.
Aluga-sc o sitio denominado Mangabeira, com
urna boa casa de sobrado, c urna rica cacimba d'agua
de beber, confronte o Jardim Botnico: quema pre-
tender dirija-se a ra larga do Rosario botica n. 42.
Vai ser arrematado a porta do juiz de direito
da seguoda vara do civel, nos dias 14 e 17 e por se-
rem as ultimas praras, urna taberna do becco Largo
do bairro do Recife n. 101, por execusao de Jos
Baptisla Ribeiro de Faria, contra Bernardo Rodri-
gues Gramozo Costa.
Joao Joaquim Meycr e sua senhora, reliram-se
para Hamburgo.
Aluga-se um preto propro para servico de
urna casa estrangeira, e urna mulata para o servio
domestico de easa de familia : na ra Nova n. 43.
Quem annunciou ter para dar a premio 8008
rs., com hypolheca em urna casa nesta .praca, diri-
ja-se a ra i'ormosa n. 2. ealii se dir com quem se
trata.
O hachare Jos' Antonio de Figuei-
redoadvogan ra da Cadeia de Santo
Antonio n. 16, segundo andar, onde re-
side e temo seu escriptorio.
Na ra Nova n. 51, ensina-se rhelorica e geo-
graphia; os que quizerem frequenlar oslas aulas,
podem dirigir-se a mencionada casa das 10 horas do
(lia em diante.
Vende-se estanho em verguinha, co-
bre em folhas de 24 e 28, chumbo em
lenrol, clavinotes finos ; no aimazem de
C, J. AstFey & Companhia-
COBEfeTORES.
Vendem-se cobertores de tapete a 800 rs., dilos mui-
to grandes a 13400, dilos breos com barra de cor a
I9280,colchas brancas coro salpicos a I9OOO : na toja
da ra do Crespo n. 6.
BRIM DE PURO LINHO. PROPRO PARA
MILITARES.
Vende-se brim de linho branco muilo encornado
a 500 rs. a vara, corle de cisemira elstica a 4000,
pauno azul para fardas de guarda nacional a 39000
e 49000 o covado, dilo preto para palitos a 39000,
49OOO e 18500, lencos de seda de 3 ponas, proprios
para senhora botar pelos hombros a 610 cada um, e
mqilo mais fazendas em conta ; na roa do Crespo,
loja n. 6.
Vende-se um alambique de cobre em bom es-
tado, um escravo destilador, una casa na povoaoao
dos Afogados,feita de pedrae cal, em chaos proprios,
8 vaccas de leite e 11 carrinhos de m3o : na ra da
Praa de Santa Rita defronte da Ribeira n. 10 e 12.
Chales de" laa.
Vendcm-se chales de laa grandes por barato pre-
so : na ra do Queiraado u. 40, lujado Heuriqae &
Sanios.
Na loja da ra do Qaeimado n. 40, de Hcur-
que & Santos, vendem-se ricos chales de lia da ulti-
ma moda, por preso commodo.
Typographia.
Na ra das Flores u! 37, primeiro andar, ven-
de-se urna typographia nova, com todos seus per-
tencs.
Vende-se no sitio de Parnameirim junto es-
trada do encannamento das aguas, batatas de dalias
de diversas qualidades dobradas e senielbantes s
da Europa, por preso commodo.
Vemta-se por commodo preso nma parte de
terreno em que leve otaria o finado Francisco Jos
Marinho, leudo de frente 57 palmos e fundos desde
a ra da Aurora al a do Hospicio, loda a frente es-
ta aterrada e he muilo bom lagar para edificar: a
tratar na praca da Independencia n. 17.
Vende-se 1 commoda, 2 bancas, 1 camap lu-
do de Jacaranda e com pouco uso, por preso com-
modo : na ra de Sauto Amaro n. 28, na mesma ea-
sa vende-se 2 almotarizes de marfim, obra de An-
gola.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
ra do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Marinha ha* sempre
um grande sortimento de taichas tatito
de fabrica nacional como estrangeira
batidas, fundidas, grandes, pequeas
razas, e fundas ; e em ambos o logares
existem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. Os
preco* sao' os mais commodos.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton i C, na ra de Senzalla Non n. 42.
Vinho do Porto superior engarrafado.
Sellins. inglezes.
Relogios de ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
Farello em sacras de 3 arrobas.
Fornosde farinha.
Candelabros e candieiros bronzeados.
Despenceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em folha para forro-
Cobre de forro.
Em om sitio perto da praca, vendem-se peque-
nos ps de cuqueiros, em estado de serem mudados;
e bem assim de pimenta da india, ubaia, caf, p-
nha e jabalcaba : Irata-se na botica da pracinhado
Livraraenlo defronte do berro da Congregarlo, ou
no aterro da Boa-Vista ultima tenda de fahileiro ao
chegar i matriz.
Vende-se a casa terrea n. 8 no becco lapaco da
ra do Padre Floriano, por preso commodo, para re-
rneller-sc o produelo aos herdeiros que se acham au-
sentes do imperio : os prelendenles dirijam-se ao es-
criptorio de Jos Pereira da Cunta, dentro do Recife.
Vendem-se 10 eteravos; sendo um ptimo mn-
lalinho de idade de 15 annos propro para pagem. 1
moleque crioulo de idade de 12 annos, oulro dilo de
idade de 18 annos, urna cabra moca, 2 pretas boas
qoilandeiras, 3 prelos de lodo serviso: na ra Direita
D.3.
Vendem-se 3 moradas de casas terreas, sendo
urna na ra do Nogueira n. 29, e duas na de S. Jos
n. 9 e 11 : a tratar na ra da Florentina n. 8, de rua-
nhaa al as 8 horas, e de tarde das 3 ;,' em diante.
Vende-se um carro de servico|(de pretos.novo,
bem seguro por 805 rs,: na |rua tos..Guararapes
n. 36.
'Rolao -ancez.
Vende-se a apreciavel pitada deste rolao
franee/., s as lo jas dos Srs. Bourgad na
ruada Cadeia do Recife, e na de Jos Dias
da Silva Cardeal, na ra larga do Rosario,
em S. Antonio.
Vende-se urna Algebra em portuguez, na ra
Direita, botica n. 31.
- Velas de carnauba.
Vendem-se caitas de 30 a 50 libras de superiores
velas de cera de carnauba, fabricadas no Aracaly:
no armazem de couro o sola, na da Cruz n. 15.
Saccas com farinha e milho.
Na loja n. 26 da ra da Cadeia, esquina do Becco
Largo, vendem-se saccas com superior farinha da
Ierra, e saccas com milho por preso razoavel.
Vende-se una lialanca romana com lodos os
seus perlences, em bom uso e de2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se ra da Cruz, armazem 11.4.
, A 500 RS. k TARA.
Brim transado branco de paro linho, muito cn-
corpado : na loja da esquina da ra do Crespo que
volta Dar a cadeia.
HA .DE MANDIOCA.
,Vende-se a melhor farinha de mandioca
que ha no mercado, a bordo do brigoe nacio-
nal Inca, c da escuna Zeloza chegada de S.
Catharina para porcoes. no que se fac aba-
le empreco: trata-se com os consignatarios
110 esrriptoriu da ra da Cruz n. 40, primeiro
andar. ,
N. B. Pira maior vanlagem dos comprado-
res, pdem dircir-se ao Forle do Mallos e
junio ao trapiche do algodao chamar para
bordo, que se manda logo o bote Ierra.
=====
Vende-se um deposito de seceos: na ra Direita
n.84.
Vende-se um escravo perito offiical de sapa-
leiro, moco e sem vicios: na roa do Livramento n.
26, das 6 s 8 horas da mauhaa, e de urna em diante
da larde.
Vende-se por muilo commodo preso um par de
rodas para carrosa e um boi manso : no armazem de
tuateraes uo porto do Poucinho, junio i tautrna. ,
Saccas com farinha.
Vendem-se saccas com farinha da trra,bem torrada
por.preso commodo : na ra da Cadeia do Recife
11. 18.
Vende-se urna taberna na roa do Mondego,
bastante afreguezada em bom local e com fundos
sullicienles para principiante : a tratar na mesma
ra casa grande da esquina, ao vollar para a
Trempe.
No pateo do Carmo taberna n. 1, vende-se um
escravo de Idade de 25 a 26 annos, bonita figura,
propro para lodo serviso.
O 39 A, confronte ao Rosario de Santo Anto-
nio, avisa a seuaireguezes, que receben do doce fi-
no (casca de coiaba) o melhor que he possivel.
SOBTES.
O 39 A, confronto ao Rosario de Sanio Antonio,
vende ricos coufeitos, juntamente ao saboria-los sa-
liera o freguez do sea destino, porque junto o en-
contrar, e amendoas confeiladas.
O 39 A, confronta ao Rosario de Sanio Anto-
nio, constantemente vende chocolatas finos e pasli-
Ihas aciduladas,bolaxinhos e biscoitos difiranles; no
mesmo se apromplam bandejas de bolos para baile,
casamento eu cha, com muilo goslo, por difierenles
felios, e precos commodos.
Vende-se urna canda de carreira, nova, de a-
marello, inteiriga com embonos.pintadae prompl .
no fim da ra da Concordia, no eslaleirn de carpin-
tero, a fallar com o Sr. Jos Carvalho da Fonseca:
Vende-se a taberna sita no becco do Peixe Fri-
to n. 7, muito afreguitzada para a-trra e para o ma-
lo, faz-se lodo o negocio vonlade do comprador;
na mesma tambem se vende vinbo de lodas as quali-
dades, pelo preso de I92OO, 19000,800,720, 640,
480, 400 e 320 rs. a ga rrafa, pois os mais gneros nao
se pergunta, e a vista se faz lodo o negocio.
Romeirati e capotinhos.
Vendem-:onieira de fil e cambraia bordada a
39000, capotinhos de -dita a 69 e 79OOO, ditos de seda
prelos e de cores a 12Je 159000 : na ra Nova, loja
n- 16, de Jos Luiz Pe reir & Filho.
Vende-se um relogio de ouro palele suisso,
com Iraucelim : naruafovan. 16.
Arados americanos.
2 Vendem-se arados americanos chegados ul- 9
*$ limameute dos Estados-Uuidos, pelo barato
preso de 40g000 rs. cada um : na ra do Ira- 0
piche n. 8. fi
Milho novo.
Vendem-se saccas com milito novo, pelo barato
preso de 3J0O0 rs. cada umtu na ra do Passeio Pu-
hlicon.17. ^^
DEPOSITO M PANNO DE ALGODAO
DA FARRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-e o superior panno de algodao
desta fabrica, praprio para ecos e roupa
de escraVos : o escriptorio de Novaes &
Companhia, ra do Trapich n. 54, pri-
meiro ndar.
Vende-se manteiga ingleza nova, para bolos de
S. Antonio eS. Jo5o, i 480 e 640, e cartas de tra-
ques fortes 140 : no pateo do Carmo esquina da
ra de Hortas taberna n. 2.
Vendem-se 4 escravos, 1 mulato de 20 annos,
1 moleque de, 17 annos, 1 preta Uvadeira e engom-
madera, 1 preto de 40 annos e 30 travs de pao dar-
co : na roa larga do Rosario n. 25.
Q POTASSA BRASILEIRA-
Vende-se superior*potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons effeitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
Carro e cabriolet.
2 Vende-se um carro de *rodcom 4 assen-
*? tos.e um cabriolet, ambos em pouco aso, urna
JJ3 boa parelhadecaviillose umeavallo para ca- ft
9 bnolel, tudo por rommodv preco : na ra #
9 Nova, cocheira de Adolpho. tit
Vende-se rap igual ao de Lisboa, a 21000 :
na ra da Senzala Velha n. 70, segando ou terceiro
andar.
QEIJOS E PRESUNTOS.
Na ras da Cruz do Recife no armazem n. 62. de
Antonio Francisco Martina, se vende os mais supe-
riores queijos londrinos, presunto para fiambre, ul-
tmameule chegados iva barca ingleza VaXta-
raito.
Vende-se urna armaso e balco, lado de ama-
relio, en vernisado, ou aluga-se a loja n. 3 do aleo
da Boa-Vista, com elle: a fallar na foja n. 1.
Vende-se na ra Direita n. 19, muilo boa ee-
vadinha a 400 rs. 1 libra, sag a440 rs. muito
novo.
FARINHA DE MANDIOCA
muito superior e em saccas de 2 Ij2 al-
queires por preco commodo: trata-se na
ra do Amorim n. 54, armazem de Ma-
chado 4 Pinheiro, ou na ra do Vigario
n. 19, segundo andar, escriptorio dos
mesmos.
Vende-se co m cavallos ou sem elles um
carro de 4 rodai eom 6 asiento, muilo
forte e eom perneo oso, e um lilburv em
bom estado : a fallar na praca da Inde-
pendencia n. 18 e 20.
E&.
89000
49000
409000
459OOO
509OOO
60*000
IOO9OOO
COMPRAS.
O bacharel formado em, malhemali-
3> cas, Bernardo Pereira do Carmo Jnior, en- Jj*
@ sina arthmelica, algebra e geometra, das @
S s 5 e meia horas da tarde : na roa Nova ^
sobrado n. 56. 5
D. W. Baynon cirurgiao dentista americano
reside na ra do Trapiche Novo n, 12.
Casa da afericao, na ra das Aguas-
Verdes n. 25.
. O aferdor faz sciente, qne o praz6 marcado pelo
arl. 14 do regiment municipal para pagamento da
ro visito, liuul isa-sc no dia 30 de junho correle lin-
do o qual eslo* s pessoas iuleressadas incursas as
mullas impostas pelo art, 2 do Ul. 11 das postaras
iiiiiuiripaes.
Os herdeiros do fallecido padre liento Manoel
de Souza Castro previ nem a quem o presente annun-
cio possa interessar, que a quarta parte da fazenda
do finado Vicente Ferreira de Carvalho, deixada em
testamento aos filhos de Manoel Antonio Marques,
licara cncravada as casas terreas, na ra de San-
ta Thcreza n, 58 e rna das Cinco Ponas n. 92, das
quaes he usofrucloraria Anna Mara Uchoa*de Car-
valho ; e como a referida quarta parle hoje perten-
ceaos herdeiros do fallecido padre liento,por escrip-
tura de venda que lizoram os I i 1 los da Marques ao
fallecido padre Benlo, passada no cartorio do falle-
cido tabelliao Guilherme Patricio Bezerra Cavalcan-
li a 2 de marco de 1814 ; prevne-se pois, que nin-
guem faga negocio de natureza alguma com as mcu-
cionadas casas sobre pena de nuil idade
Necessita-se de urna escrava ou escravo, que
seja Ilion coziuheiro, e que entenda de Indo perten-
cenle a cozinha : no consulado americano n. 4, ra
do Trapiche, ou no armazem de Davis & Compa-
nhia, ra da Cruz n. 9.
Jos Goncalves Caseiro relira-se para fra da
provincia..
Compra-se prata brasileira e hespa-
n I tola : na rna da Cadeia do ltecife n.
2i, loja de cambio.
Compram-se*eHectivamente cobre,
latao e bronze velho : na fundicao de fer-
ro da ruado Brum n. C, 8 e 10, passan-
do o chafara.
Compram-se acses do Banco de Pernamhuco:
em casa de Manoel Ignacio de Oliveira, prara do
Corpo Santo n. 6, escriptorio,
Compra-se prata brasileira he espanhola : no
Recife n. 51, loja.
Compra-se urna escrava prela ou parda de bo-
nita figura sem vicio nem achaque,e de habilidades,
com parlicularidado, coser e eugommar, paga-se
bem: na ra da Cadeia do Recife. n. 30, loja.
Compra-se cces do banco de Pernamhuco,
em casa de Amorim Irmaos, ra da Cruz n. 3.
Compra-se urna prela que cozinhe.engomme e
cosa, sendo boa paga-se bem : na ra da Cadeia do
Recife n. 61.
Compra-se o segundo volume da
Historia de Portugal por A. Herculano: a
fallar com o Dr. Moscozo.
Compra-se tflectivamento bronze, lalo e co-
bre velho : no,deposito da rundirflo d'Aurora, na
ra do Brum.-jrogo na entrada 11. 28, e na mesma
fundiriio em S. Amaro.
VENDAS.
Vende-se urna carrosa com o seu competente
boi: quem quizer negociar, dirija-se rna do Sebo,
1I0 sobrado amare lio.
VESTIDOS DE SEDA.
Vendem-se vestidos desedaesco-
ceza, de 2 e 5 babados, com capo-
tinho c colletc, pelo barato preco
de 15^000 e2fli5000; avista do pre-
co e qualidade da fazenda nin-
guem deixara' de comprar : na
ra Nova, loja de fazendas n. 16,
de Jos Luiz Pereira & Filho.
Vende-seno caes do Hamos armazem n. 2,
muito boa farinha por preco mais commodo do que
em oulra qualquer parle, e arroz de casca no mes-
mo dilo.
Vende-se urna casa na ra do Tamb n. 21:
a tratar na ra do Mondego n. 32,
Vende-se om cbrioil rom" sua competente
coberta e arreios, ludo qaasi novo; assim como 2
cavallos do mesmo j ensinados e mansos : para ver,
na cocheira do Pedro ao p do arsenal de marinha, e
para tratar, na ra do Trapiche Novo n. 14, primei-
ro andar.
Na ra do Crespo, loja 11. 4, vende-
se o excellente rap" commum de Lisboa
em frascos: a oOO rs.
Velas de carnauba.
Vende-se cera de carnauba de Aracaly, em velas,
de superior qualidade : na ra da Cadeia do Recife
n. 34, primeiro andar.
Vende-se na taberna do Joio Baplista dos San-
ios Lobo, na travessa do "arsenal de guerra n. 1 A,
arroz de casca, milho e farinha da (erra, sacca de al-
queire, por preco commodo.
Na ra de Hortas n. 60 se dir qnem vende
urna escrava, parda, de bonita figura, de20annos do
idade, rom urna cria de 3 annos.
-^-ra loja do amigo barateiro, na ra do Crespo
n. 11, lem para vender-se jogos de diccionarios de
Moraes, da quarta edirrao, dito de ladra de compo-
sicao, 1 dilo de Roqnele c Fonseca, 1 dito de com-
posicao de Walker, 1 dito portnguez e inglez,l alge-
bra de Lacrox em franee/., Horacio grande em nni
so volume, livros martimos, collecooes de compen-
dios para meninos de primeras letlras, Illustnicao
ingleza, Cornelio, Saloslio, fbulas de Esopo a 1900,
grammalica franceza de Burgain e de Sevene, fbu-
la de Lafonlaine, grammalicas inglezas por diversos
autores, diccionario das flores a 160, inslrucciio de
direito civillirasleiro a 19000.
Vende-se queijo suisso muilo superior* presun-'
los para fiambre, feijo o repolho em conservas, em
barriliuhos pequeos, vinho francez (Saulerne), li-
cores finos franceies, coguac, genebra de Hollamla,
conservas de todas as qualidades, e mais gneros,
tudo por preco commodo : no armazem da ru da
Cruz 11. 5.
Vendcm-se 3 flandres grandes, proprios par
oleo 011 azeile : no armazem da ra da Cruz n. a.
Vende-se urna preta de 30 a 35 annos, sem
molestia alguma, bem parecida, sabe engommar, la-
var de sabao e barreta, fazer o mais serviso da casa e
cozinhar o diario : ao conjprador se dir o motivo
por que se vende, dirigindo-sea qualquer hora do
dia ra de Joao Fernandes Vieira, ao sahir da So-
ledade para o Manguinho, em o sitio que lem 4
leOes nos porloes.
Vende-so. boa manleiga ingleza a 640 e 720 a
libra, dita franceza a 500 rs. : na ra Augusta, ta-
berna do Victorino.
Vcnde-se um diccionario geographico: na ra
do OuciiiKido, loja n. 22.
ATTENCAO'.
Na rna do Caldeireir n. 94, vende-se manteiga
ingleza a 720, dita a 480, alelria a 210, queijos no-
vos a 19110, manteiga franceza n 560 e 480, cha
muilo bom a 19280 a libra, I i inzuir do reino a 410,
e todos os mais gneros por mais barato preco do
qne em oulra qualquer parle, a dinheiro avista por-
que assim he preciso.
Laas escocezas.
Vendem-sc laas escocezas para vestidos, fazenda
nova e de gosto, a 800 rs. o covado : na ra Nova,
loja n. 16, de Jos Luiz Pereira & Filho.
> Casemirus francezas.
Vendem-sc caseiniras francezas de padroes claros
e escures a 49OOO o corte : na ra Nova, loja n. 16,
de. Jos Luiz Pereira & Filho.
Vendem-se relogios de ouro e prata, mais
barato de que em qualquer oulra parte "
na praca ta Independencia n. 18 e 20.
Chapeos pretos francezes
a carij, os melhores e de forma mais elegante que
(em vindo, e oalros de diversas qualidades por me-
nos preso que em oulra parle : na ra da Cadeia da
Recife, n. 17.
Sepoaito da tabriom da Todos oa Santo* na Babia.
Vende-se, em casa de N. O. Beber &C, na ra
da Cruz n. 4, algodao transado 9'aquella fabrica,
muilo propro para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preso commodo.
Vendem-se em casa de Me. Cal moni & Com-
panhia, ua prara do Corpo Santn. 11, o seguinte:
vinho deMarseilleem caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em novel los ecarreleis, breu em barricas muito
grandes, aco.de milao sortido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-1
das e me i as moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de fO
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
SANDS.
SALSA PARR.LHA.
Vicente Jos de Brito, nico agenta em Pernam-
huco de B. J. 1). Sands, chimico americano, faz pu-
blico que lem chegado a esta prasa nma grande por-
Sao de frascos .de salsa parrlha de Sands, qne sao
verdaderamente falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acaulelar os consu-
midores de lito precioso talismn, de cahir neste
engao, lomando as funestas consecuencias que
sempre coslumam trazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela inflo daquelles, que antepoem
seas inleresses aos males e estragos da humanidade.
Portanto pede, para que o publico se possa llvrar
desla fraude e dslingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recentemente aqui chega-
da ; o annunciante Jaz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na ra da Conceicflo
do Recife n. 61 ; e, alm do receiluario que acom-
panha cada frasco, tem embaixo da primeira pagina
seu nome impresso,. e se achara sua firma em ma-
nuscriplo sobre o involtorio impresso do mesmo
Na ra do Crespo n. 23,
vendem-se chitas largas francezas, padroes es- 9
* euros c cores das a 240, corles de casemiras
linas e modernas a 49500, dilos de meia case-
mira a 1J600, esguio de linho muilo fino a
9 19120 a vara, casemira preta fina a 59000 o 0
corle, panno fino de lodas as cores a 39000 o
9 covado, chales de lia escaros a 800 rs., lencos
9 de cambraia de linho a 480 e 640, chita larga
9 com algum mofo a 200 rs., merino eom duas
larguras a I96OO, riscados francezes, largos e
de cores fizas a 180, e oulras remitas fazendas
por preso muito barato.
Chumbo.
Vende-se chumbo em barra c lencol : no arma-
zenrua-Eduardo H. Wvalt, roa do Trapiche Novo
n. 18.
Deposito de vinho de cham-'*fp
tagne Chateau-Aj, primeira qua- |ty
idade, de propriedade do condi'A
de Mareuil, ra da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor '
de toda a champagne vende- 9
se a 565000 rs. cada caixa, ada- i
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rotulo
das garrafas sao azues.*
i
fracos.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, vi ola o e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
FARINHA DE TRIGO.
Vende-se no armazem de Tasas Irmaos, farinha de
trigo de lodas'as qualidades, que existem no mer-
cado.
Na roa do Vigario n. 19 primeiro andar, tem pa-
ra vender-se chapeos de castor braucopor cbmmodo
preso,
Asenslade Edwln BBaw.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon
& Companhia, acha-se constantemente bons sorli-
raentos. de taixas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas Deliras lodas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para a rmar em madei-
ra de lodos os tamanhos e modelos os mais modernos,
machina horisontal para vapor com forsa de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro estanhado
para caa de purgar, por menos precs que os de co-
bre, esco vens para navios, ferro da Suecia, e fo-
lhas de flandres ; ludo por barato preso.
Vendem-se pregos americanos, em
bat ris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade de zinco, superior quali-
dade, por precos commodos: na ra do
Trapiche Novo n. 16.
Velas de carnauba.
Na ra da Cruz n. 15, segundo andar, .vendem-se
velas de carnauba, puras e compostas, feilas no Ara-
caly, por menos preso do que em oulra qualquer
parle.
Vendem-se cobertores brancos <"ie algodao gran-
des, a 19440; dilos de salpico tambem grandes, a
13280, ditos de salpico de tapete, a 19400: na ra do
Crespo loja n. 6.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a vend.a, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregm-se em. carro
sem despeza ao comprador.
Bichas de Hamburgo.
No anlgo deposito das bichas de Hamburgo, ra
estrella do Rosario 11. 11, vendem-se as melhores bi-
chas de Hamburgo aos ceios e a relalho, e I ambeni
se alugam por menos do que em oulra qualquer
parta.
nt
KrJiPHbs INGLEZES DE PATENTE :
vendem-se por preco commodo : em casa
de Barroca & Castro, na ra da Cadeia do
Recife n. 4.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem. de Henrique Gibson:
vendem-se relouios de ouro de saboneta, de paten-
ta inglezes, da melhor qualidade e .fabricados em
Londres, por preso commodo.
Na ra do Vigario 19 primeiro andar, tem i
venda a superior flanelta para forro de seMins che-
gada recentemente da America.
Vende-se sola muito hna, da melhor que ha
no mercado, em pequeas e grandes porsoes, pelles
de cabra e esleirs de palha de carnaoba, chegado
ludo ltimamente do Aracaly: na roa da Cadeia do
Recife n. 49, primeiro andar.
Cera de' carnauba.
Vande-se cera de carnauba do Aracaly: na ra
da Cadeia do Recife 11. 49, primeiro andar.
Vende-se.nm excellente carrinho de 4 rodas
mui bem construido, embom estado? est exposto na
roa do Aragao, casa do Sr. Ncsme n. 6, onde podem
os prelendenles exaraina-io, c tratar do ajaste eom
o mesmo senhor cima, 00 na rus da Cruz no flecifs
n. 27, armazem.
PALITO'S DE ALPACA FRANCEZES.
Grande sorlimenlo de palitos de alpaca e de brim:
na ra do Collegio n. 4, e na ra da Cadeia do Reci-
fe 11. 17 ; vendem-se por preso muilo commodo.
Moinhos de vento
'ombomhasderepnxopara regar borlase baixat
decapim.nafundisadeD.W. Bowmani na roa
dBrnmns. 6,8el0.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barrisdei., 5. e 8.: no armazem da ra
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes & Companhia, na
ra do Trapiche n. 54.
Padaria.
Vende-se nma padaria muilo afreguezada: a tratar
com Tasso & Irmaos.
Aos senhores de engenho.
Cobertores escaros de algodao a 800 rs., ditos
lo grandes e eucorpados a 19400: na roa do Crespo,
loja da esquina que volta para a Cadeia.
Devoto Chr8tao.
Sahio a loza 2.a edisao do livriolio denomin
Devoto Chrisl3o,mais correcto e acrescentado: vnde-
se nicamente na linaria n. 6 e 8 da presa Ot In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
. Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um so panno, mnito grandes e
de bom gosto : vendem-se na rna do Crespo, loja da
esquina qoe volta para a cadeia.
ESCRAVOS FGIDOS.
Ausentou-sc no dia U, sem motivo algum da
casa de seu senhor, a mulata Virginia, a qual lean os
signaes seguintes, cor clara, peilos grandes, ps e
maos pequeos, belfos grossos, cabello earapinho
e amianto ralo, lem ilgums talhos de chicle nos
I ira eos. levou um panno da Costa ja usado, e vesti-
do de chita escara ; foi vista no dia 12 na Trempe,
depois na Passageni : qaem a pegar e trouxer na
ro do Crespo o. ti, ou no armazem da ra do Col-
legio n. 2, ser.beni recompensado.
Desappareceu urna preta crioula de nome Mar-
la, muilo conhecida pelos signaes visiveis que tem,
orelhas muito grossas na parte inferior, o dedo mni-
mo iU mao direita aleijado, um p muito mais grosso
que o oulro, moc.a, baslantealla e secca ; desconfia-se
ler seguido a direeso de Sanlo-Anlo. Recommenr
da-se aos capiles de campo qoea apprehendara,e le-
vem-a ra do Vigario loja de pintura n. 10, que
serao recompensados.
Desappareceu da cidade de Rio-Formoso urn
preto, fulo, de nome Matheus, he erioolo. estatura
alta, ainda moro, sem barba, o dedo grande de um
p mais aberlo, denles limados, consta que fugio pa-
ra esta cidade seduzido; por isso rcjja-se as autori-
dades policiaes capites de campo on qualqner
pessoa que delta souber, darcm parle na olla cidade
seu senhor Lourenco Jos da Silva, Ou no Recife,
em casa de Fortunato Cardo de Oouvea, ra da
Cruz n. 60, que serao generosamente recompensa-
dos.
Antonio, moleqoe, alio bem parecido, cor
averraelhada, nacao congo, rosto comprido e barba-
do no queixo, pescoco rosso, ps bem feilos, lendo
o dedo ndex da mao direita aleijado de um lalho. e
por isso o (raz sempre fechado, com todos os denles,
bem ladino, oflicial de pedreiro e pescador, leveu
roupa de algodao, e urna palhora para resguar-
d seduzido por alguem; desappareceu a 12 di maio
crrenle pelas8 horas da mauhaa, (endo oblido li-
ceusa para levar para S. Antonio ama bandeija eom
roupa : roga-se portanto a toda* as autoridades eca-
piles de campo*. Iiajam de u apprehender e leva-lo
a Antonio Alves Barboza na ra de Apollo 11. 30,
ou em Fora de Portas na ra dos Guararapes, onde
se pagarao (odas as desperas.
Desappareceu no dia 31 de maio prximo pas-
sado, prela, crioula, de nome Quitara, que repre-
senta ter 30 annos de idade, pouco mais ou menos,
com os signaes seguinte* : lem falta de 3 denles na
frente, secca do corpo, alta, e um pouco carcunda ;
levou vestido de cassa amarclla j osado e urna Irora
de roupa : roga-se portanto a Jadas as autoridades
policiaes e capiles de campo, pie Iiajam do a appre-
hender e levar i praca do Corpo Santo 11. 17, que
sera bem recompensado do sju Irabalho. ,
Par, Tjm, saM,
UM.


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