Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01644


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Full Text

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' -~*

ANNO XXX. N. 135.
m
Por 3 mezes adiantodo 4,000
Por 3 meses vedados 4,500.
i

l 5

TERCA FEIRA 13 DE JUNfiO DE 1854.

# Por Anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO'.
Recie, o proprietario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joao Peraira Martina ;Bahia, o Sr. F.
Duprad; Macei, oSr. Joaqun Bernardo, de Mon-
donga ; Parahiba, o Sr. Cervario Vctor da Nativi-
dde; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
y, oSr.Antonio dolemos Braga ; Cear, o Sr.Vi-
ctorianoAugustoBorges;Maranlio, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 26 1/2, 26 3/4 d-por 1$
Pars, 360 a 365 rs. por 1 f.
Lisboa, 100 por 100..
Rio de Janeiro, i 1/2 a 2 O/o de rebate
Acedes do.banco Id 0/ de premio.
'da companhiade Beberibe aopar.
da corapanhia de seguros ao par.
Disconlo de leltras a 7 1/2 a 12 0/0
METAES.
Ouro. ->- Oncas hespanholas. 285500 a 299000
Prata.
Moedas de 635400 velhas.
de 69400 novas.
de 49000. .
Pataces brasileiros .
Peso columnarios....
mexicanos
169000
16900
99000
19930
19930
19800
PARTIDAS DOS CluREIOS.
Olinda, todos os das.
Caruar, Bonito e Garanhuns nosdias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Qrieury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira s 6,boras e 54 minutos da tarde.
Segunda s 7 horas e 18 mi utos* da manha.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e qtiintasferas.
Relacao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas, feiras s 10 horas.
Juizo de Orpbaos, segundas e quintas s 10 horas.
1 vara do civel, segundas e sextas ao meio da.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPIIEMERIDES.
Maio 4"Quarto crescente al hora, 48 m
utos e 48 segundos da manha.
10 Lua.cheia as 9 horas, 12 minutos e 48
segundos da tarde.
17 Quarto- minguante aos 5 minntose
48 segundos da tarde.
2.5 La nova aos 5 minutos e 48 se-
gundos da tarde.
DAS da semana.
12 Segunda. S. Joao de.S. Fagundes; S. Onofre
13 Terca. S. Antonio f. padroeiro da provincia.
14.Quarta. S. Baziho Magno b. doutordaigreja.
15 Quinta. >og< Festa lloSS. Corpo de Deps.
16 Sexta; Joo Francisco Regis; S. Julila.
17 Sabbado. Thereza rainha ; Ss. Manoel e Sobel.
18 Domingo 2." depois do Espirito Santo, Ss.
Leoncio Triiuno e Theodulo mm.
PARTE OFFICI.
COXBUUSDO DAS ARMAS.
Qaartsl general de conmando das amas de
Piraubao* ma cidade do Recie, ea 12 de
jubo de UM.
ORDEM DO DIA N. 102
O mareehal de campo commandanlc das armas,
em vista1 da eommunicacao que Ihe foi feila pela
presidencia desla provincia em oflicin de 10 do cor-
rele,. declara para scieneia da goarnicAo. e neces-
sarin elTeilo, que o governo de S. M. o Imperador
liotiye. por bem por aviso expedido pelo ministerio
.dos negocios da guerra a 29 de abril ultimo, ronce-
,der tres meies de lieenca com roldo simples para ir
provincia do Maranhlo, ao Sr.. alteres secretario
do batalhao 2. de iofantaria, Ataliba Daarle Godi-
nho.
O mesmo mareehal de campo declara, qne hoje
coutrahio novo engajamento nos termos do regula-
mento approvado pelo decreto n. 1089 de 14 de de-
zembro de 1852, precedendo inspecrlo de saude, o
soldado da 1.a compaohia do 9." batalhao de infan-
tarie, Miguel Jos Bernardes, qne servir por lem-
po d seis annos, peroebendo alm dos vencimentos
que por lei Ihe competirem, o premio de quatrocen-
los rn^l res pagos em partes iguaes nos prmeiros
dez mezes do engajamento, e, lindo'este urna data
de Ierras de vinte duas mil e qainhenlas bracas qua-
dradas, na forma doart. 2. da lei.n. 648 de 18de
agosto do referido anno de 1852.
Desertando, inebrrer na perdidas vantagens do
rroio, e daquellas a que lem direilo pelo art. 4.
citada lei, ser considerado recrulado, e se Ihe
descontar no lempo do engajamento o de prisao
cm virlude de senlenra, averbando-se este descont
e a perita das vantagens no respectivo titulo, como
he determinado o rt. 7. do supradilo regula-
meolo.
Assignado.Jos Fernandes dos Santos Pereira.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudantede
ordenseacarregado do detallic.
Appellanle Joaquim da Silva Mourau; appellado
Victoriano Augusto Borges. .
Appellanle Manuel Anlonio de Sqirira e Mello ;
appellada a parda Custodia.
Appellanle Diego-Jos Leite Guimaraes ; appellado
Jolo da Silva Braga.
Appellanle Jos Rodrigues do Passo ; appellado
Jo.lo Cardoso Avres.
Passaram do Sr. desemhargador Lean ao Sr. de-
sembargado Souza as seguintes appellacfies em que
sao :
Appellanle a cmara- municipal ; appellado Anto-
nio Nosii'Mra le Souza.
Appellanles Pedro Jos Rodrigues e so mollier ;
appellados Jos '.(anuario Soares I-erreira e seus
lllhos.
Appetrantes Lnurenco Jos de Figoeiredo eaM,inu-> Rxlfrest aui
Appellanle Joaquim Jos Correa ; appellado Fran-
cisco Borges Teixeira Cavalcanti.
Levantqu-seasessao as 2 boras da I arde.
EXTERIOR.
FRANCA.
Temos esperanza de que o firman, que lord
Stralford de Redclifle acaba de obter em Conslanti-
opla, e que nao he devido sement aos seusesforcos
senio tambem sreclamasOes perseverantes das po-
tencias occidentaes, mo ser o nico que venlia con-
sagrar o nicllioramenlo da sorte 'dos christitos do
Oriente. Esle firman he o primeiro dos firmaos, que
devera ser succcssivaraenle promulgados para fazer
justica s queixas legitimas das polencias occidentaes
sobres concurri dos diristaos do Oriente. Se elle
mo devesse ser seguid de oulros firmaos dictados
pelo mesmo espirito, nao adiaramos nisso em que re-
munerar o auxilio generoso, que as potencias occi-
TRIBUNAL DA RELACAO'.
SESSAO* DE 30 DE MAIO DE 1854.
I t etidencia do Exm. Sr. conselheiTo Azeoedo.
As lOhoras da manha achamlo-se presentes os
Srs. desembargadores Villares, Bastos, LeSo, Souza,
Rebello, Lana Freir, Telles, Pereira Monleiro,
Valle e Santiago, o Sr. presidente declara aberla a
sessao na forma da lei.
Julqamentos.
Recurso de habeas-corpns.
Recorrente o jaiz de direilo do Bonito ; recorrido
Francisco Thomaz Leite.Connrroon-se o despa-
" cha,que conceden a soltura.
Recursos crimes.
Recorrente o juizo; recorrido Trajaoo Jos Caval-
canti.Julgou-se improcedente.
Recorrente o juizo ; recorrido Jos Luiz de Carva-
Iho.Julgou-se improcedente o recurso.
Recorrente Joaquim Mendes da Cruz Guimaraes;
recorridos Jos Bernardo Victor e oulros.Negou-
ee provimento ao recurso.
Appellares crimes.
Appellanle o juizo ; appellado Francisco Mamede
da Silva.Mandou-se a novo jury.
Appellanle o.juizo; appellado Fix Alves de Aran-
SS^]I^SjU Mane,, da R.4^
* cba.Naoso tomou conhecimeiilo da appellacao
por eeoitar ter o reo protestado por novo julga-
aeenlo.
AppelUele Joaquim Barbosa Bczerrn ; appellado o
juizo.Julgou-se Improcedente.
Appellares civeis.
Appeilante D. Anua Joaquina de Almeida ; appcl-
lados D. Thoreza Maris' de Almeida e oulros.
apresBtoa-se o accordam lavrado. ^^~
Appellantes os herdeiros do Tinado Antonio J;
Guimaraes por seu procurador ; appellado o ba-
cliarel Jo9d Floripes Dihs Brrelo.
Appellanle Antonio Luiz Goncalves Ferreira ; pa-
, pellndo FranciKO do Reg Barros do I.acer.da
Reformou-se a senlenra appellada por julgarcm
uullo oprocesso daarremalafao:
Appellantes Joaquim Goncelves Bastos,e oulros ;
appellado Jos Pereira de Goes..Apreseulou-se
o accordam lavrado.
Diligencias.
AppellacOes civeis.
Appellanle Joo Ozorio de Caslro Maciel Monleiro;
appellado Luiz Antonio Pereira.Mandou-se com
vista ao Dr. curador gral de orpliaos.
Appellantes Thoin Joaquim de Oliveira e oulros ;
appellados Joao Manoel da Silva e oulros.Man-
dou-se com vista ao Dr. curador geral.'
Detignaede*.
AppellacSes civeis.
Appellantes Pedro 'Jos Rodrigues e sun mulher;
, appellados Jos Januario Alves Ferreira e sua
mulher.
Appellanle llerculano Amonio Jos Marroquim ;
appellado Francisco da Rocha Wauderley.
Appellantes os herdeiros de Ignacio Joaquim l'er-
nandes ; appellado Maneel Claudio de Queiruz.
Rccifocs.
Appellacao crime.
Passou do Sr. desemhargador Luna Freir ao Sr.
desembargador Telles a seguinle appeUa;So em que
sao:
Appellanle o promotor poblico; appellado Joo Cor-
rea da Costa.
AppellarSes civeis.
Passou do Sr. desembargador Villares ao Sr. de-
sembargador Bastos a segointe appellacde em que
, io:
Appellanle Manoel Francisco da Silva; appellado
Antonio Jos Ferreira.
Passaram do Sr. desembargador Bastos ao Sr. de-
sembargador Lea ai seguintes appellaces em qoe
sao :
Appellanle Manoel Rodrigues Campello ; appellado
Joao dos Santos Fernandes.
Appellanle e juizo dos feilos ; appellado Joao Jos
do Reg como herdeiro de Jos Joaquim de Mes-
quila. '
Appellanle Miguel Gon;alves Rodrigues Franca ;
appellado Joaquim dos Rcis Gomes.
Appellanle Sehastiao Lins' Wauderley Padrinho ;
appellada a fazenda.
Appellanle Jos Esleves de Barros Lobo ; appella-
do Joaquim Jos de Miranda.
Appellanle Pedro Gaudiano Ralis c Silva ; appella-
do Elias Emiliano Ramos.
llier ; appellados Francisco de Paula Buarqtte e
sua mulher.
Appellanle o'juizo ; appellado Jos Antonio-Batios.
Passaram do Sr. desembargador Rebello. ao Sr.
desembargador Telles as seguintes appellajoes em
que sao :
Appellanle Galdino Joa Jacintho da Cunha ap-
pellado Antonio Jos Se Sonza Campos.
Appellanle o pardo Ltfiz por seu curador; appel-
lado Anlonio Pessoa de Albuquerque.
Passaram do Sr. desembargador Telles ao Sr. de-
sembargador Pereira Monleiro as seguintes appella-
ces em que sao: '
Appellanle o juizo dos feilos da lazan Ja de Alagoas;
appellado Francisco de Souza Barbosa.
Appellanles Jos Tavares de Araujo Caite e oulros;
appellados Firmiano Soares Vilella e oulros.
Passou do Sr. desembargador Pereira Monleiro ao
Sr. desembargador Valle a seguinle appellacao em
que sao :
Appellanle Carlos Luiz Lanclier; appellado o juizo.
Passou do Sr. desembargador Valle ao Sr. de-
sembargador Santiago a seguinle appellacao em que
sao :
Appellantes Hermenegildo Coelho da Silva e oulros;
appellado Jos .iacorn de Araujo.
Passou ifo Sr. desembargador- Santiaen ao Sr. de-
gente, mais activa e mais emprehendedora de seus
sobditos ; que he impossivel snppor, que os chris-
tSos possam sentir a menor sympalhia por uro poder,
que os governa, emqnanto elles em seas negocios de
cada dia senlirem a prova da inferioridade de sua
condico comparada com a dos sobditos mussulma-
nos ; emquanlo elles estiverem convencidos que he
debalde que pedem justica para violencias que Ihe
sao feilas j contra as suas pessoas, j contra as suas
propriedades, e isto porque elles sao vistos como urna
raja degradada, indigpg de ser posta uo mesmo pe
de igualdade dos'woaHB de Haliommet. O des-
pacito termina por eslSbalavras significativa} : V.
1 forlemenle Por-
sembargador Villares a seguinle appellacao em que imparcial.
la, que este estado de-eousas nao pode ser supporla-
do por mais lempo pelas potencias chrisiaas. A Por-
ta deve decidir, se preferemaoler seus principios
religiosos errneos, ou perder a sy mpalhia c o auxi-
lio de seus alliados. Alm disto, far V. Exc. obser-
var i Porta, a immensa importancia da escolha que
lem de fazer ; e o governo de S. M. est persuadido
que urna pequea reflexao convencer os minislros
tarcos, que, a Porta nao pode mais contar com seus
subditos raussulmanos, como a nica salva-guarda
contra os perigos externos ; e quesem o apoio affei-
coado de seus subditos rhrislos e sem a poderosa
sympathia c os soccorros de seus alliados christaos, o
imperio turco deixaria logo de existir, a
Nao queremos fazer uenhuma reflexao sobre este
frave despacho. Elle estabelece, ao nosso ^er, os
principios do que chamamos a queslao do Oriente'.
elle mostra lamliem ama das solucoes possiveis, e
aquella que a Inglaterra parece mais desejar at aqui,
a reconciliaco doschristaos e dos mussulmanos na
Turqua debaixo de urna lei igual c de um poder
sao:
Este firman, como parece, nao foi obtido seu^mui-
to custo. Ue o proprio Lord Stralford de RedcluTe,
qae o diz e se queixa amargamente a da lenacidade
desrazoavel dos doutoresdo islamismo, e da sua ap-
plieac.o.quc elles se obstinara em fazer de seas prin-
cipios religiosos. Nao procuramos aedvinhar aqui o
que osdoutnres do islamismo poderiam responder a
Lord Slraltocd de RcdcliBe, qae est muito disposto
para interpretar os principios religiosos do Alcorao.
Preferimos louvar o zelo e a perseveranca, qae as
potencias occidentaes tem em pregado para melhorar
a condico dos christaos do Oriente. Adiamos urna
prova man i Tosa deste zelo nos documenlos.qae o go-
verno inglez commonico% ha lempus ao parlamento,
os quacs formam dous desses totumes azues in folio,
cuja publicac/io lie um dos osos parlamentares na In-
glaterra. Temos prestado homenagem aos estorsos,
que o governo francez lem feitn para melhorar a coh-
dij3o dos christaos do Oriente. Rendemos a mesma
homenagem ao governo inglez, servin do-nos das pU-
blicafes.que elle tem feilo.lla nessa rollecco de que
fallamos, alguns fados que he importante fazer co-
nhecer para bem comprehender-se a qucsliio chris-
laa n Oriente, muito diderente da queslao poltica,
comquanlo aquella posn concorrer muito para aso-
lucio desla. 9 *
O primeiro documtulo, sobre o qual queremos cha- mente cssa correspondencia,
mar alteurao de nossos leitores, he um despacho
de lord Clarendon a lord Stralford de Redclifle, com
dala de 22 de junho de 1853, e relativo ao direilo de
provar validamente em justica,, o ultimo firman
acaba de, conceller aos christaos.
Mas os principios do despacho se applicam a toda
a queslao clirislaa ao Oriente e nao a um melhora-
menlo parcial Cumpre, diz lord Clarendon, que o
testemunho dos christaos tenha tanto valor permteos
tribiinaes qaanlo tem o dos mussulmanos, e que o
mussulmano nao goze mais lempo da impunidu.de do
crime, fondado ncsla razao, de que o lestemunho
de um diristo, o nico muitas vezes que pode ser
allegado, nao deva ser admitlido contra um mussul-
mano. ii Lord Clarendon, recommeoda a lord Stral-
ford que represente i Porta, que a opiniao firme do
governo inglez he que a Turqua o nao pode ler ga-
ranta de sua existencia, como estado independenle,
se nao cune liando a dedicacSode seus subditos cliris-
13os e.inleressando-os na sua conservarlo; e ainda
quando a Turqua vencesse as difliculdades da erise
adual com o soccorro de seus alliados, ella nao pode
contar com a assistenciaeslrangeira como um recur-
so permanente, porm ella deve crear para si urna
defeza mais segura na aueicao da pane mais iulell-
Sir lord Clarendon falla com esta forja e decisao
em favor dos christaos no Oriente em sea despacho
de 22 de junho de 1853, e lord Redclifle, que ha mui-
to lempo tem estufado a Turqua, seus costames,
seus perigos e os reaedo, que ella pode comportar,
nao est menos disposto a sustentar a causa christaa,
como elle a entende no Oriente, e a levar a Porta
Ottomana pelos caminhos do melhoramenlo em que
ella entra, adespeito do velho fanatismo mussulma-
no. Mas lord Stralford nio se Ilude e nem tSo poo'
co dissimuia ao governo inglez as difliculdades da
tarefa emprehendida. Com um zelo e urna cooncicn-
cia, que mnito louvamos, elle promove por todos os
cnsules inglezes estabelecidos as diversas cidades
do imperio turco ama sorte de investigarlo sobre as
disposicocs dos christaos, sobre os abuses e vexacoes
"dos funecioaarios turcos ; esta informarlo ou pelo
menos o extracto das relaces as mais curiosas dos
consoles inglezes, faz parte dos dous voluntes azues,
que temos diante dos olhos. Ha,nelies muitos lac-
ios importantes, verificados por. teslemuuhas, que
nao podein ser suspeitas; estes fados explicam o
o que se passa no Oriente e o qne all ha de sacce-
dr.
Cometamos as cilacoes, que queremos fazer desla
indagarlo ingteza.por um extenso e judicior despa-
cho de lord RedcliCTe de 4 de julho de 1853 sobre a
queslao de Oriente em geral, tal como eslava na-
quella poca. Deixamos parle ludo quanto se re-
fere queslao geral, e.vamos tratar sement do que
diz respeilo ao estado das provincias da Turqua, e
sobretudo da Turqua da Europa. Lord Stralford ex-
pe com muita energa os perigos que a -occapaco
dos principailos faz correr a Poda esgolando seas re-
cursos, e agitando seus espiritos : a O descontenta-
menlo que prevalece na Bulgaria ameaca chegar a
urna insurreico dos christaos ;' na Servia um par-
tido lem por alvo a dependencia completa : Toda
a Turqua da Europa, desde a frunteira da Austria
aleada Grecia,est desguarnecida de tropas regalares
eabandonada proteccao das hordas albanezas"habi-
tuadas liceura e rilhagem. o Estes protectores
lurbutenlos e rapaces sao um dos perigos da Turqua,
porque elles irrilam os habitantes'e os impeliera,
revolta pelo desespero.
Lord Stralford juDla ao> seu despacho os extractos
das informarles consulares. Consultemos rapida-
O copsul de Canda,
em Creta, escreve a 25de junho, que lodo est ainda
tranquillo, mas que os Turcos e os Gregos moslram
crer, que isto nao pode durar. Os turcos comecam
a emigrar do campo para a cidade... Receia-se que
algnma cabeca esqucutada entre os christaos nao se
entregue a violencias contra a populacao turca, e os
turcos nao tornern sua desforra, e rompa a guerra
civil, sem .que alguem a tenha desejido. Foi ap-
prehendida a plvora e alguns armamentos, que os
Gregos tentavam inlroduzir como coutrabando no
interior. JMas estou persuadido que esta importa-
cao nilo linna por objeclo sen.lo prever as neces-
sidades da ilha, e nao hava nisto nenhuma inten-
o de armar a populacao grega. O cnsul de
Janina escreve a 10 de junho de 1853. que saben-
do-se que se tiuna' dado ordens para fazer partir as
tropas regulares, os habitantes reclamaran!, expon-
do os perigos que iam correr, se as tropas regu-
lares se apartassem e elles livessem somonte para de-
fensores os albaaezes. Determioou-se qne dous re-
gimenlos, qoe formam a guarnirlo de Janina e de
Arla, ficariam at nova ordem. Sao esles dous re-
gimentossem duvida que tem impedido qae Janina
e Arta caiam em poder dos insurgidos e piratas;
mas essa forja lem sido insufllciente para manter
FOLHETIM.
U CONT DE PAPA.
PORLOIIRENCO PU HIT.
(Continuacao)
I.
Disia-lhe tambetn desde amanha at a noite,
que seria re um dia, e que os reis eram muito
fetizts ; porque todos os hoi%ens deviam o6e
. deeer-lhes, respeita los, e poroTie ninouem po-
da impedi-tos defaser o que queriom.
Le princeCberi. .^
Mdame de Murvieil comprehendia bstanle o
nerlgo de suas conviccOes, e po"- isso procurava ga-
rantir dellas o espirito de Brunissende. Deslenada
do passado, ellajtao fallava muito da palria a fillia.
A historia da familia dcsenrolava-se durante ai vi-
gilias como um o0U> melanclico. Quem narra um
naufragio, para que dcixar os filhos do marinhejro
Xar a votta de um pai affogado ou de um barco
ergido 1 Brunissende sabia que descenda de
um homem, qae sacrincara a vida urna causa sa-
grada dahi em dianle para ella, e urna fidelidode
sem paixau, como a que vota-se a desgraca, dava
sua alma urna resignarlo enrgica.
Veem-se passariahos nascidos na guila, e ataca-
dos todava ile urna nostalgia inslincliva ; elles u3o
conhecem as florestas nem lberdade, mas compre-
hender qne sua prisao nao hea palria.
Assim como vendo nm beija-flor,' pensa-se as An-
lilhas, assim vendo Brunissende cmdava-se. no lem-
po das castellaas. Nascida para os amores cavalleiro-
sos, ella (inha dma belleza ideal e real, quC 5edueia
pela sua presenra, e durava eternamente na lm-
branca. Alia .e esbelta era ao mesmo lempo urna
forma e ama visao. Seus cabellos louros traziam a
memoria quanto os poetas e pintores lem procurado
essa cor ardente .cpmo os cabellos venesianos, dou-
rada como ama espiga ao sol, viva como ama flor
de giesta. Achava-se nella a paixao de Magdalena,
a indolencia mortal ib> Ophelia, o scismar das failas
do Rhenn.Duas espessae pastinhas guaroeciam-lhe
n paBido rosto, e nadaaparecia mais melanclicamen-
te gracioso do qoe sua.mao alva e delicada alisando
o-, cabellos ao longo das4aoes.
a ordem no paiz, impedir ss onresses. e prevenir
a revolta.
O cnsul de Monaslir escreve a 10 de junho de
1853 :' Aoni Pacha er qu he cxcessivainenle im-
prudente deixar desprovidas de tropas regulares as
provincias da Thessalia e da Tbracia, -cu jos habitan-
tes sao notoriamente desafleisoados e estao promplos
para reunirem-se aoS hellenos na primeira occasiao.
Fez se parlir apenas 6,500 albanezes irregulares pa-
ra Schumla. Considerando-se a tropa, que a Alba-
nia pode fornecer, essa forra he pequea. E se
cu considerar ao mesmo lempo que Isdas as tropas
regulares sao retiradas da Thesalia,c da Tliracia.
son levado a crer que, do caiofle uma insurreico
dos gregos nessasduasproviaeias,deseja-se empregar
os albanezes contra elles mesmos. Julgue V. Exr
at qae ponto um plano semlhaiile concorda com
os principios de um boro governo, para nada falla,
da queslao de liumanidade.
Tambem em Monaslir se receiava a partRa das
tropas regulares, e o consol inglez reunio-so ao con-
ul austraco para fazer represcotacOes ao pacha
neste sentido. O pacha rccooa)ceu a justeza das re-
presentaedes ; mas nao oos^s inflingir _as ordens
de Omer Pacha, que Ihe tiuhajordenido formalmen-
te a expedidlo de todas as-trepas refulares. O con-
sat inglez terminan seu despacho deate Modo : O
Arlo he que a segura*? publica pedera ser asse-
gurada, ennervando-s\ *v Monaslir algumas com-
panhias de infanlaris ^-eitrelaiilo oWSdcrando-e
o estado precario da Turqua eurspea,' ha lanas
oulras pravas, as quaes seria neceMjro ter tropas
regulares, qae se houvesse de escolar todas as re-
clamafoes justas, fora impossivel operar a concen-
Iracs'o do'exercilo turco em Schumla.
Aqui fallamos oulra vez da cnsul de Prevesa,
Mr. Saunders, do qual ainda ha pouco citamos urna
bella carta ao caimacn de Arta. Sua linguagcm
nao he menos nobre nem menos sincera em sua cor-
respondencia consular. Elle escreve a 2 de junho
de 1853 : a A populaQio rural dos dislriclos-da
fronleira do Epiro e da Thessalia, opprimida pelas
eiacooes do fisco e sujefta aos actos de violencia o
de Injuslica os mais intoleraveis, s-pode sentir
movimentos de odio e de vinganca contra seus per-
seguidores. Mr. Saunders nao nceulta que este es-
lado de cousas ja fez oulr'ora que muitos habitan-
tes do Epiro fossem procurar um asylo na Grecia, e
que a emigraco tem augmentado e augmenta lo-
dos os dias. Elle faz ver o perigo que esses emi-
grados gregos criam para o Epiro; elles s esperam
com elTeito occasiao para vollarem ao seus lares
com as armas ha mo. Esle despacho de Mr. Saun-
ders esclarece as cansas da insurreico no Epiro e
na Thessalia. O cnsul de Sculari faz da Albania
o mesmo quadro que Mr. Saunders faz do Epiro.
As tropas regulares relraram-se da provincia,
e entSo os actos de rapia e de depredadlo contra os
christaos loroaram-se muito frequentes. Osman
Pacha, governador desla provincia, he um mussul-
mano que v com grande indiflerenca lodos osles
excessos. Os christaos, exposlos i viogaot* de seus
inimigos, vivem era um estado de continua inqule-
tacao. Cum ludo deve-se saber que a populadlo chris-
1.1a he nestes districtos tres vezes mais consideravel
que a populacao turca, e qae se os christaos so lem
conservada al aqui tranquillos, era porque espera-
vam algam melhoramenlo com a adminisirac,ao de
Omer Pacha, que Ihes fazia grandes despachos.
(Despacho do 1 de junhoj
, Lord Stralford nao se con lento u em levar esles
factos ao conhecimento do seu governo. Conimu-
nicou-os ao governo turco para previnir repelicao
e obler a repressao delles. n Communicareis a Res-
diid Pacha, diz elle ao Sr. Pisani, primeiro drog-
mn da embaixada de Inglaterra em Constan ti no ola,
os diflerentes extractos dos consalesde Sculari, Mo-
naslir e Prevesa, os quaes janlo a esla inslruceao.
Far-lhe-hei observar que elles teferem actos de de-
sorden), de injustica e de corrupto iguaes aos que
ja (m sido denunciados maitasvezes ao governo ol-
lomano.ii lordStralford reconheceque o grao visir Ihe
den a cerleza de que esses actos seriara reprimidos,
e elle aprsenla com satisfago alguns dos resolla-
dos obtidos. -o Mas nao posse deixar de ver com um
vivo sen tmenlo de pezar e de sorpreza acontinua-
?o dessas desordens, que aneciara 13o profunda-
mente a seguranza do imperio, e lomam un carc-
ter mais grave ainda na crise actual. Esta instrup-
{o deve ser lida a S. A. e deveis nsislir sobre a
urgencia que ha em adoplar-se medidas para a re-
pressao dos crimes e protegi dos subditos pacficos
do suliao. u ( Instrucrao de 22 de junho de 1853.)
. Urna segunda instrucrao do 4 de julho he ainda
mais animada e mais enrgica, a Desde muitos au-
nes que lenho tido muitas vezes a occasiao de levijr
ao conhccimenlc da Porta actos de crueldade, de ra-
pia e assassinalos que eu enconlrava nos relatorios
dos cnsules e qae provavam o estado de perturbacp
de muitas partes da Romelia,e lenho solicitado a re-
pressao desses excessos. O.que causa essas espanto-
sas violencias he cm geral o fanatismo mussulmano
excitado pela cubica e pelo odio contra os snblidos
christaos do suliao. Lord Stralford ainda faz men-
ean e com urna satisfcelo, as reparares que elle lem
oblido ; purem nao he bastante reprimir o mal aqui
e alli, se nflo se fizer esforcos para dcstrui-lo de um
mododuradouro. Eis-aqui porque lord Stralford reno-
va soas instancias, e nislo a Inglaterra obra como,fiel
sincera alliada, qae sabe que neste momento se deve
susleolar a Turqua com urna das maos e reforma-
la com a nutra. Tal he cora efleito a tarefa que as
nacoes occidentaes lem de comprir.
Q governo inglez nao recea publicar o relalorio
dos seas cnsules, e mostrar o estado do Oriente e a
sluacao dos christaos da Turqua. Elle (em ra/.ao.
Para remediar o mal, importa conhece-lo primeiro;
e as potencias occidentaes comecam com a mesma
resolurao a guerra contra a llus-ia. e a reforma da
Turqua, porque os dous interesses s tocara.. Mas
ha ao mesmo tempo um facto, que resulta da cor-
respondencia consalar, e que he impossivel que os
governos occidentaes o nao tomem em grande consi-
deracao ; he a oppressao que lem levado s popu-
la;0es chrisias ao desespero ei revolta. Emquan-
lo as Iropas regalares da Turqua oceuparara as pro-
vincias e, ou bem ou mal man i vera m a ordem, a
populaces clirislaas estiveram tranquillas. Mas
quando a ordem desaparecen com as tropas regula-
res, qondo os christaos se virara entregues s
hordas albahesas, entilo, como previa lord Stral-
ford em sua instrucrao de 1 de julho, -a popu-
lacho desesperando de ser protegida, augmentar,
dizia elle, a dsordera recorrendo aos meios illczaes
para se proleger a si mesma. a He neste deploravel
estado das cousas, e dos espiritos, e nao as excita-
cOes viudas da Grecia, que se deve procurar as cau-
sas da revolta do'Epiro e da Thessalia.
(Jornal des Debis.)
INTERIOR.
t-
?v
; VMe Diario n. 134.
Seus olhos eram azues como o eco cm urna bella
noite sem la, ora eslavam encoberlos, ora asseme-
Ihavam-se a essas estrellas que nos parecem brilhar
de noile na escuridao. O desenho da lincea revelava
urna benevolencia assaz altiva. Alguma cousd supe-
rior rcinava nagraca de seu andar, ena cintura-tina
e um tanto magra atava-se castamenle o vestido,
3He lernava a cahir em dobras harmoniosas ao ro-
or desse corpo que promedia thesouros de formo-
sura, se se entresasse algum dia vida.
F'oi urna mulher semelhanle Brunissende que,
entrevista sobre as ameias de urna torre ou sobre os
degros de um palacio da Aqui lana, insprou o pri-
meiro trovador. Visla nos corredores de um conven-
to, nas grades de um austero locutorio, teria recor-
dado as freirs amorosas, que entregam-se a Dos em
sombros harens, huris da dor; quem a lvesse visto
teria chorado.
Sew gestos compuuham linhas graves sem cousa
alguma de gala u lar ia, seus passos nao fazia ni rumor,
9 ese ente encantador anilava rodeado de um vapor
radioso no somnambulismo 'dos espiritos pensativos.
Todos afaslavam-se instinclivameiite dianle della,
e o desejo grusaeirn que poisa sobre a belleza de
toda a mulher, apartava-ee della sem toca-la. Mais
simples que madama de Murvieil, Brunissende t-
nha as alias qualidades, e as virtudes soberanas de
sua mai.
As duas mulheres leram com alegra a carta do
conde Roberto de Paulinhes.
Que nobre corarao lem esse charo lio! diss
Bruuis . E com que cuidado oceupa-sc de tua vida !
larnnii a mai. Pensaste jamis nas quesles graves
de que elle Irala ?
iMiuha mai, serei fiel s recommendares de
meu pai. Elle sacrilicou a vida causa que anamos,
e deixou-nos pobres. Creia que nao quero resgatar
com minha mocidade o brilho do que perdemos.
Vmc. he moca, mhilia mai, continuaremos a viver
soladas e esquecidas.
_- Coitadiuha e se eu morresse? exclamen ma-
dama de Murvieil abracando a lilha.
__Eu.seguira me lio nas guarncoes e nos cam-
pos de balalha. As mullieres de nosso paiz uao te-
mem a vida adiva, conhecem o tumulto da
guerra e sabera curar as feridas. Se meu lio deixas-
se-mc lamliem, Dos me abrira um de seus asyloa.
Bem como a agua puta na cavidade de urna rocha,
reciisarei sempre mislurar-me com o lodo, esperarei
qae os ralos dosuMornem a aquecer-m*.
Charo anjo, es heroica I disee madama de Mur-
vieil dando um suspiro. Ali 1 se podessemo* frequeu-
lar as sociedades, lodos disputaran! o meu Ihesouro,
todos quercriam tomar a miuha Brunissende por
companheira.
Aflugenle essas ideas, minha mai, estou resol-
vida a nao sahir daqui, uinguem deve humilhar-se
mostrando por toda a parla sua mizeria, cada qual
deve permanecer oque he. Atravesar os salOes,
mesmo os mais aristocrticos, se elles se abrissem
diante de nos, en considerara essa exhibirn como
urna vergonha. Meu lio falla-m de miulia belleza,
Dos m'a deu para que eu tenha minha parte do sa-
crificio, e eu me julgaria degradada so fizesse della
um recurso. Se hoje odinheirohe ludo, fiquemos
parle, nao temos o direilo d viver. Sim, minha
mai, sua filha he corajosa, um dever austero nao a
assusta Meu pai disse-me : Emprega bem leu co-
rarao ; liei de ohedecer-lhe.
Urna criada velha veio advertir a madama de Mur-
vieil que o senhor marque/, de Senevois a esperava
no salao. Essa criada perteocia u classe dos vassallos
emancipados que continuaran) a escravidao por fi-
delidade.
O senhor marquez de Senevois era um velho de
pertodesessentaanuos,que hava oocupado um em-
prego entra os criados graves da casa real. Baixo,
gordo, e agradavel, elle tioba ama jovialidade cons-
tante e sem sal que falgjpk muitas vezes, e qoepro-
vinha-lhe mais da idade qfte do genio. Porm sen-
do ainda robusto, viva de urna renda assaz conside-
ravel, e passava a vida em contar pelas casas deseas
antigs coiihecidos ancdotas de zombaria sobre a
poltica do dia. Escarneca da etiquetada corle bur-
gueza, da patria nova, das discusses da cmara dos
deputados, previa as mudanras de ministerio, an-
nunciava os-levanlamentos, edava a opiniao do po-
vo sobre a f de urna conversarlo que tivera de ma-
nha com o seu marcineiro. Em summa esse velho
diycrlia-se, riam-se delle, e elle ria dos outros.
Bronissende ficou s^sinha, e madama de Murvi-
eil foi receber o hospede.
Senhor marquez, disse-lhe ella mostrando-lhe
um assento, tem alguma novidade que communi-
car-nos?
Estas palavras foram pronunciadas com um (om
de zombaria respeilosa, que madama de Murvieil (o-
mava sempre que se diriga ao velho.
Mas nesse dia o ar solemne, o trage do marquez, a
hora da visita desusada para elle, que ordinaria-
mente su v inha de norte, essa reiiuiao de consinhas
ilevia aer unta advertencia siillicienle. \ mai de
Brunissende nao via o vestuario olllrial, as luvas, os
sapalos limpos que annunciavam urna rarruagem
RIO SE JANEIRO.
SENADO.
Dia 20 de malo.
Pelas 10 horas e 20 minuto;,'achando-se reunido
numero suflciente de senadores, abre-se a sessao e
depois de lida e approvada a acta da antecedente, o
primeiro secretario d colita do seguinle expe-
diente :
Um cilicio do Sr. ministro do imperio, remetien-
do as actas das eleices primaria, e secundaria a'que
se procedeo na provincia do Rio de Janeiro, para
preencher a vaga q-J deixou n senado, o fallecido
Sr. senador F'raucisco de Lima e Silva.A' commis-
sao d conslituico.
Lccm-se os seguintes pareceres, dos quaes sao ap-
provados os 3 prmeiros, indo o ultimo a imprimir.
1.' a A assembla legislativa da provincia do Ma-
ranhao, que Considera esla provincia credora da na-
{3o em mais de 563:0009000, quanlia igual ao pro-
ducto de ama mposirao que seus habitantes, quasi
voluntariamente laucaran) sobfe si, e que fora re-
colhida ao Ihesouro nacional, pede a assembla na-
cional, na'representacao inclusa datada aos 11 de
agosto de 1847, haja de consignar-lhe para amorli-
sar esta divida, quantias annuaes e suficientes para
levar-sea ellieito a abertura de um canal de trans-
cendentes vantagens para a referida provincia e todo
o imperio, e porque compete comaiissao de fa-
zehda o exarae desla materia, requer a commissao de
assemblas provinciaes, que a ella se remeda a re-
presentarlo mencionada. Paso do seuado, aos 16 de
maio de 1854.Miranda Ribeiro.Souza Ramos.
Fernandes Chaces, o
2." a A commissao de assemblas provinciaes, vio
a represenlaea da assembla legislativa da provin-
cia doMaranhao, com data de 11 de agosto de 1818,
pedindo a assembla geral, que transfira para a pro-
priedade.da respectiva provincia o predio nacional,
em que aclualmente se acha o eslabelecimenlo dos
educandos artfices; e pede a mesma commissao,
que seja remedida esta representarao commissao
de fazenda, por ser a competente para o exame desta
materia.Paco do senado, aos 16 de maio de 1854.
Miranda Ribeiro.Souza Ramos.Fernandes
Chaces. j>
3:- b A' commissao de assemblas provinciaes, foi
presente a represenUc|o da assembla legislativa da
provincia do Rio de Janeiro, cora a dala de 25 de
agosto do anno passado, pedindo assembla geral
legislativa, haja de augraenlar o numero dos seus
depulados raesma assembla, proporcionalmenie
populacho da respectiva provincia, e da do munici-
pio neutro :.e por ser da competencia ds comms-ao
de estalistica o exame desla maleria pede a sobredila
oommissio, qae a esla se remella a represeutarao
mendonada. Paso da cmara dos senadores, aos 16
de maio de 1854.Miranda Ribeiro.Souza Ra-
mos.Fernandes Chaces.
Acommisso de assemblas provinciaes, leudo ex-
aminado o decreto n. 281 de 9 de novembro de 1853
da assembla legislativa da provincia de S. Pedro
do Rio Grande do Sul, vem apresentar a considera-
cao do senado o resultado deste trabalho, cora o seu
parecer sobre a materia. '.
A assembla legislativa da provincia de S. Pe-
dro do Rio Grande do Sul, fixaudo a. forca policial
respectiva, dispoz, que ella fosse preenchida por meio
de alislamcnto voluntario ; mas qae no' fim de tres
mezes depois de aberlo o alislamcnto, se nao lvesse
coi)corrido o numero preciso de voluntarios, o pre
sidenle.da psovincia mandasse proceder ao recruta-
mento na forma das, leis existentes, para ser levada
ao seu estado completo a forca decretada.
a Em,consequenca desta disposicau, o presidente
da provincia ucgou sua sanecao ao decereto de que
se trata, considerando-o evidentemente anticonsti-
tucional, por isso que decreto! o recrulamenlo, cuja
iniciativa, segundo o artigo 36. n. 2. da consli-
tuico do imperio, pertence privativamente cma-
ra dos depulados.
Voltando o decreto assembla com razOes pe-
lo presidente allegadas, esta, que pensa diversamen-
te, c o julga ulil provincia, fe-lo subir ao conhe-
cimento do senado, e pede assembla geral legis-
lativa, se digne de decidir, se elle deve ser ou nao
sanecionado.
a Eis a queslao, que vem ser submettida, Ilus-
trada considerarlo do senado e cuja decisao a com-
missao de assemblas provinciaes considera fcil,
posto que sinceramente conscia da fraqueza propria,
nao deixe ella de senlir-se acanhada, tendo de cmil-
tir sua opiniao em sentido favoravel a um acto le-
gislativa provincial, qae foi impugnado como eviden-
temente contrario conslituico do imperio, e a
varios avisos do poder executivo, em que se fundn
o presidente da provincia, quando Ihe negou a sua
saneco: mas he seu dever, cuinpri-la manifestando
francamente o sen pensamenlo.
o O presidente da provincia de S. Pedrq do Rio
Grande do Sul, Como j ficou dllo, negou sua sane-
cao io acto legislativo de que se trata, por consi-
derarlo evidentemente inconstitucional, c isto por
que ah se decretou o recrulamenlo, cuja iniciativa
compele cmara dos deputados.
Nao pode a commissao deixar de reconhecer
aqui o. engao, que o presidente da provincia,' sem
duvida pelo seu escrupuloso respeito conslituico,
pode fcilmente ser levado. Se a assembla provin-
cial se propozesse a fazer urna le sobre recrola-
mentos, ou mandasse proceder ao recrulamenlo
segundo as regras por ella, mesma proscriptas, enlAo
he incgavel, qne exhorbilanlo d suas altribuices
infringa evidentemente o artigo constitucional,que
fica indicado. Foi hypotbese, porm nao se deu na
adualidade. ,
e Compete he verdade privativamente cmara
dos deputados a iniciativa sobre recrulamentos, mis
isto no entender da commissao quer dizer que .ne-
nhuma le Sobre esta maleria poder subsistir, sem
jue tenha sido proposta e primeramente discutida
naqnella cmara, he esle um dos seus privilegios.
Mas iniciar as leis sobre recrulamentos e decretar,
que se proceda ao recrulamenlo segundo as leis exis-
lentes que foram feitas por autoridade competente,
sao actos inleiramente diOerentes, e por luja pra-
lica nem ma das autoridades encarregadai de eier-
ce-los, se poder julgar, que oflende a outra ; assim
por lano, como compete assembla geral e s as-
semblas provinciaes legislativas decrelaV, que se'
proceda ao recrulamenlo segunda essas leis corope-
eutemetrle eslabellecidas, alias pao Ihes seria pos-
sivcl exercer eficazmente, como convin a socie-
dade, a sua allribuicao, de fixar annualmente a for-
ca necessarja para a^seguranra do imperio e.das
provincias.
a Em consequeucia pois do qne fica expendido
he a commissao d parecer, que indiflerindo a re-
preseittarSo da assembla legislativa provincial de
S. Pedro do Rio Grande do Sul se dedda, que o
decreto de que se tem tratado deve ser sane-
cionado ; adoptando-so para esse fim a resolucao
seguinle:
A assembla geral legislativa resolve.
Art. I.o O decreto rf. 281 de 9 de novembro d
1853 da assembla legislativa da provincia de S. Pe-
dro doTlio Grande do Sul, qae filando a forca po-
licial da mesma provincia para o exercicio correte,
dispoz que se procedesse ao recrulamenlo segando
as leis respectivas existentes, se fosse isso- indispen-
savel, para ser levada ao seu estado completo a fo'r-
ca decretada, deve ser sancciouadd, visto que ne-
nhuma de suas disposires he contrara couslitui-
r,ao do imperio.
Art. 2. Ficam revogadas quaesquer disposices
em contrario.
Paso do senado, aos 19 de maio dcl854.
J. C. de Miranda Ribeiro. Souza Ramos. Fer-
nandes Chaves.
Passando-se ordem do dia, entra em 1. discus-
sao a emenda da cmara dos deputados proposi-
So do senado que estabelece a competencia dos au-
ditores da mirinlia para processar e julgar os reos
mencionados no art. 3. da lei n. 581 de 4 de selem-
bro de 1850. O Sr. Tosta requer o adiameuto da e-
mend at que seja prsenle o presidente do consc-
llio, visto ter ella sido aceita pelo mesmo.
Seodo apoiado esse requerimenlo e entrando em
discussho, he combatido pelo Sr. Mendes dos Santos
o qual diz que leudo sido a emenda oflerecida pelo
Sr. Pimenla Bueno, que se acha presente na casa,
nao sabe porque motivo o autor do requerimenlo de
adiameoto exige a presenca do presidente do conse-
lho.'
O Sr.D. Manoel:Combale tambem o adiameu-
to, e entrando no 'salao o presidente da conselho,
he o requerimenlo retirado a pedido de seu autor,
sendo approvada a emenda da cmara dos deputados
em I. discussao, depois do que entra logo era 2. na
qual tomad) parle os Srs. Pimenla Bueno, D. Mano,
el, Testa, e visconde de Paran da maneira se-
guinle.
. O Sr. Pimenla Bueno: Nao tendo podido vir
assislir sessao de hontem, nao eslava prevenido, de
que esta emenda da cmara dos Srs. deputados ha-
va sido dada para a ordem do dia. t Darei todava
algamas razoes por que nao estou inclinado a votar
pela suhslituicao da palavra punido.
Observarei antes de tudo, que para fixar a regra
porta, todo o aparato emfim de urna visita impor-
tante.
Mr. de Senevois nao acoliten o ar indifferente c
deseniliarac.ido da amiga segundo seu coslume, e
responden em um loni qae tenda a dar um gei|o
grave conversarn :
Sim, senhora, urna novidade ; mas nao como
a senhora entende. Pode couceder-me um momen-
to, mas um momento serio ?
Esloii as suas ordcn_,' senhor marquez, lornou
madama de Murvieil sornndo ainda levemente des-
se romeen' pomposo.
O velhp tomou folego para um longo discurso cui-
dadosamense preparado, a exprimio-se assim :
A senhora conhece rainha familia, todo o meu
or^ulho a esse respeilo, exprimi-lo-he em u,m pa-
lavra : ella vale a da senhora. Serv ao re com fi-
delidade, o desde 1830 tenho-me conservado fora da
polii'ica. Teria podido como qualquer outro vender
caro minha ti aiclo talvez ; mas creia que nem tive
tenlaises de fazer isso, pois meus bens baslavani-
me para viver. Pcrmilta-me quecontinue, todas es-
tas particularidades nao sao inuleis. Tenho perro de
viole e ciuco mil francos de renda, c minhas econo-
mas me tem perraellido muitas vezes sustentar Os
escriplores que pensam bem: Dizendo-lhe minha
'idade, senhora, pcdir-lhe-hei que'olhe para mim.
Pensn que seja larde para cuidar na felcidade''
Teiilio cincuenta c cinco anuos, e fui casado urna
vez ciii minha vida. A companheira que cscolhi,
morrn mosa deixando-me urna lembraura inesgo-
tavel um saudades.
O velhinho eochugou os olhos e conlihuou ; ma-
dama de Murvieil escnlava-o com certa iuquielarao.
Todo oquo acabo de dizer-lhe, senhora. escre-
vi a seu irmao, meu amigo Roberto. Antes de diri-
gir-me senhora quera perguntar-lhe se sua so-
brinha Brunissende consentira em aceitar-me por
esposo.
A pobre mai deixou escapar urna exclamarao,
que Mr. de Senevob nao ouvio por estar occup'udo
em procurar urna carta ua lgibeira.
Eis-aqui, senhora, disse elle eslendendo a mao
com om papel, a resposta qu recelo.
Madama de Murvieil leu o que se segu :
Charo e excellente marquez. .
o Minha sobrinlm he moito mosa e nao pode
ronvir-lhe ; mas essa unan parere-me das mais
honrosas. Falle a minha irmaa, e se ella consentir
, nesse casamento, nao terei nada que accrescenlar
i ;ua decisao. O senhor he um bom gentilhomem, e
i ;e eu for consultado, decidirei era seu favor; mas
Brunissende he muito mosa, e o senhor lem a rai-
nha idade ; nao he assim ? *
Acleos, charo e honrado amigo, envio-lhe meus
comprimentos cheios de estima.
Roberto de Paulinhes.
O marquez esperava com um sorriso triumphan-
te. Elle linha comprehendido a carta e madama de
Murvieil a comprehendia tambem. Quando acafniu
de ler ella deixou os olhos sobre o papel para re-
flectir antes de responder. Seu irmao consenta, o
titulo e a riqueza talvez a seduzissem, parecendo-
Ih a iJade de Mr. de Senevois um leve obstculo.
Como mi, cssa uniao a Iranquillisava sobro o futu-
ro de sua lilh ; como mulher, trema por ler de dar
um conselho.
Senhor marquez, disse ella, eu poderia pedir-
Ihe lempo para peusar no que semelhanle -proposi-
co tem de grave; mas contrehendo, que o senhor
esta ancioso de sahir de (al incerteza e de outra par-
te julgo que nm instante hasta para apreciar as van-
tagens e os inconvenientes desse casamento. Son da
opiniao de meu Irmao no que Ihe diz respeilo: o
senhor he a propria lionra ; todava nao comple-
me responder-lhe. Vn consultar, minha filha e
Ihe trarei as palavras della.
Senhora, tornou o velho, os lempos sao .diffi-
ceis, e madamesella de Murvieil necessta de nm
protector. Os destinos da tranca estao nas maos do
pin o, c este arha-se agitado. Pars pode tornar-se
ama residencia perigosa, c a senhora necessitar
talvez de um asylo. Possuo urna habitarlo solada,
rodeiada de urna populacho fiel, e teria grande sa-
lisfacao de abrigar alii minha esposa, e a mi della.
Madama de Murvieil levantou-se e disse reliran-
do-so :
Conccda-me alguns instantes, e d no que
dr, espero que nossa a misado ficar fra de ludo
isto.
Mr. de Senevois inclinou-sc e a vi uva vollou ao
jardim.
Brunissende Iratava de sua roseira favorita can-
tanda urna meloda allemaa. A mai rcpctio-lho cm
poucas palavras a sccha que acabava de passar-se, e
entregou-lhc a carta de Roberto. A moca leu o
Capel, e interrogando com visla a madama de
lurvieil, responden com calma simplicidade :
, Nao, minha mai. Vejo o pensamenlo de meu
lio, adevinho o de Vmc. e sem hesitar digo : Nao,
meu coracilo nao scr.i de pessoa- neiiliiinia -indigna,
mas amarei aquella que eu escolher. Bem sei que
a,vida passada em companhia de um hoiuem de
bem oo pode jamis ser desgrasada, lim casamento
de conveniencia acarreta hbitos de paz e de repouso
que fazem a consolarlo
Vmc. exige esta uniao, s
dos que nos amam. Se
sulmtedo-me, porque a obe-
diencia he um dever ; mas se deixa-me livre, "recu-
so. Mr. de Senevois lie velho e rico, sua riqueza
he urna compensarao que u3o seria digno aceitar.
Se elle fosse ainda mais rico e sem uobreza, Vmc.
teria respondido sem consultar-me. Foi pois s o
nome da familia de Mr. de Senevois que insprou a
meu lio esta carta, e que impOe silencio a Vmc, mi-
nha mai.- Creio portanlo ser fiel s recommenda-
coes de meu pai agraderendo a Mr. de Senevois.
Acaso me escolheria elle se ea fosse fea ? Bem v
que ha nisso um negocio. Nao aprend o amor nos
romances, nem sonho o impossivel ; mas Dos fez os
seutimentos de honra para seren respeitados, e
creou outros seutimentos que nao devem ser sufle
cados na alma. Desculpe-me, minha mai, se expri-
m'o-rae assim, e compreenda-rae.
Minha filha minha filha exclamou madama
de Murvieil aperlapdo Brunissende ao peito, e des-
fazeudo-se em lagrimas.
A niea chorou lamliem, e as duas mulheres fica-
rain um instante abracadas.
Mas Mr. de Senevois? disse repentinamente a
m*i.
Brunissende recobrou a scredidade, e tornou :
V levar minha resposta a ess pobre velho.
Arcresceiite para consola-lo que nao me fallar
apoio emquanto estivermos juntas, e que consagrei
a vicia a Vmc. N8o o afflija, nem d-lhe a enten-
der que he muito velho. Tome, reslitoa-lhe esla
carta. Amandas escreverei tudo islo a meu lio.
Um quarto de hora depois o velho marquez tor-
nava a subir no carro, contrariado por urna recusa,
e todava lisongeado pelos vestigios de lagrimas que
percebera no rosto de madama de Murvieil.
Voltando ao jardim, esta achou Brunissende oc-
cupada com sua cancao e suas flores.
Canias, maligna, e acabas de fazer um homem
desgrasado.
Son culpada por isso, minlia-mai
Elle relirou-se muito triste, e suas ultimas pa-
lavras foram estas : Nao posso desesperar ; roas pos-
so esperar. Coitado elle he capaz de nao vir de
noile jogar o piquel com madama Chenoisc.
\io me chamo senhor, porm Animal.
. La Belle-e la Bete.
Todas as noles hava una pequea reuniao de vi-
sinhos em rasa de madama de Murvieil. Qualro ou
cinco amigos inlimns formavain nina sociedade de
provincia, na qual jogava-se um pouco, e conversa-
que deve dominar a maleria de que se. trata, com-
pre ter em vistas nao s os principios de jurisdircao
territorial e pessoal, como tambem oulras censide-,
races importantes, que se aggregam quer a om,
quer a outro desses dous principios. Cumpre cer-
lamenle prever diflercules hypofheses, com sao en-
tre outras o caso de. ser um subdito do imperio jal-
gado em paiz estrangero, e coodemnado, mas uao
ponido etrectivamente por evadir-se aiAes da execu-
sao da sen tenca, o caso de ser absolvido por nao ha-
ver neste paiz estrangero lei que reprima o delici",
o caso de ser elle.reprimido .por .pena mais qju me-
nos grave, e al mesmo o de ler sido perdoado pelo
respectivo poder competente. lie de necessidade
qae a regra qae temos de estabtlecer seja previden-
te, e comprehensiva de qualquer deslas hypolheses,
que pruduzep resallados diversos.
Se a emenda da cmara dos Srs. deputados usasse
ao menos das palavras j'ulgado, en julgamento
dado a execucao eu pao faria sacrificio em volar
por ella : usando-se porem da palavra julgado g-
mente, torna-se a disposicap incompleta e ineficaz.
Occorre-rae um exemplo bem moderno, e he o
caso em que o nosso ministro em Londres pedio ao
governo britnico a coudcmnaco pelo contrabando
do pao brasil: os tribaoaes daquelle paiz declara-
ram, que as leis delle uDo classificavam, nem pun-
an! tal crime, e esle julgamento prejudicial injpoz
termo ao precesso.
Supponha-se o caso j indicado de ser um subdi-
to do imperio processado em paiz estrangero, julga-
do e su jeito pola senteuca a urna pena, mas de e-
vadr-se antes sem rumpri-Ia, e apresenlasr-se lo
Brasil ; pergnnlarei, fica elle impune "ou sem'soffrer
pena alguma ?
.Mesmo no caso de absorvi'sao ou de perdo pode .
dar-se mais de urna vez razao ponderosa, era que
convenha qne o governo imperial nao esteja privado -
da faculdade de rever o assnmpo e providenciar con-
venientemente, i
Parece-me pois que palavra punido previa to-
das as hypothoses. A regra qoe ella estabelecia era,
qoe aquello que etrectivamente ja fra pudido nao
devera soflrer nova pena, era regra de justica ede
humanidade. Quando porem nao tivesse havido ef-
fectiva punicao, nao ficaria o poder brasileiro inhi-
bido de reprimir o crime.
He pois fora de duvida, ao menos em minha opi-
niao, que a emenda deixa urna lacu na osando da
simples palavra julgado, sem ao menos acrescenlar,
e o julgamento dado a execuzao : nao prev o ca-
so de fuga, nem do ausencia e revelia do culpado.
Nao quero duas penas eflecliyas, mas nao qqjro
tambem a impunidade: nao basta que soflresse so-
mente um jdlgamenld sem efleito.... i
O Sr. D. Manoel: Seria lei mnito lata : nao
ileve ser julgado duas vezes.
O Sr. Pimenta Bueno : Concordo que nao de-
va, ser punido duas .'vezes, maS nao segue-sc dahi
qae nSo posea nos casos que indico ser uovamente
julgado. Nao appliqueraos o principio non bis in
idemd lesislarao domesticas as regras da legulaso
internacional. Ocaso julgado em paiz estrangdrong
em por si s forca em nosso paiz. Osescriproresde
direilo internacional, como o Sr. Fcclis, e Whealon
apoam o principio qu retiro.
Parece-me pois que a expresso punido, eaa mais
providente e eficaz.
O Sr. D. Manoel: Sr. presidente, nesta ques-
lao nos tratamos nicamente de apprevar ou repro-
vara emenda feila pela cmara dos Srs. depulados;
creio mesmo; (talvez esleja era erro), que nos nio
podemos -fazer sub-emendas (apoiados ), e portando,
cahem nesta parte os argumentos do nobre senador,
a quera lenho a honra de succeder na tribuna. .
S. Exc. disse, eu nao posso aprovar a emenda sem
laes raodificasOes ; eu nao repilo que nos nao pode-
mos fazer taes modicaces,
Mas, Sr. presidente, serao lao vlenles como pare-
cem ao sea nobre autor as razSes com que acabada
rombater e emenda da cmara dos depulados? fin-
iendo que nao. Pois o nobre senador poder sus-
tentar a emenda que hava oflerecide na sessao
passada aoprojeclo apresentadopelo Sr. presidente
do conselho ? Foi-lhe necessario figurar muitas e
diflerentes hypolheses,,para de algum.modo provar
que a palavra punido deve subsistir, e nao a' pala-
vra julgado.
Eu, Sr. presidente, nao neg que alguns incon-
venientes possam resaltar da emenda ; mas compa-
rando os inconvenientes do projecto que daqui fui
remettide oulra cmara, nSo hesito era dar o mea
vol emenda.
.Disse o nobre senador, como he possivel qae um
Brasileiro, tendo commetlido o crime de coutraban-
do de cscravos, e achando-se era um paiz, onde tal
crime nSo he reconhecido, os Iribunaes decidirem
que nao pode ser punido, fique elle impune. Ea
uao sei bem que sigulficacao d o nobre senador
palavra julgado; mas parece-me qu e entende que
na hypothese que figurn he um julgamento, e a
adoptar-se a emenda, ficar o Brasileiro impane,
pois nSo pode ser levado aos Iribunaes do eu paiz.
Discrepo inleiramentenle da opiniao de S. Exc, e
ouso afirmar que no caso figurado nao se d julga-
mento, pois nem se absolve, nem se conderana o
criminoso, e apenas se declara que a legislacao do
paiz, pecante cujos Iribunaes elle foi levado-nao re-
conhece o crime de trafico da Africanos. Nio ha
vendo portanlo nem absolvieSo nem coodemnaco,
nao seda julgamento que possa produzir excepcao
va-se sobre o passado. .Bruuissende enfadava-se a
niorrer durante essas vigilias montonas, calava-se
quanto poda protegida por um bordado, segoindo
um sonho no silencio preparando o cha a certa bota,
esquecendo-se dos mais sem ser muilo percebida.
Madama de Murvieil abandonava-se a essas. dis-
IrncsOcs vulgares. O habito doma s naturezas mais
ilislinclas, e o espirito afaz-se pouco a pouco s
ideas communs. O velho marquez levava para ah
suas noticias polticas, e fazia rir a todos com grace-
jos col Indos dos jornaes. O bulicio da alia socieda-
de aristocrtica penetraVa s vezes nesse humilde
circulo.
Censnrava-se tal pessoa por fer ap'parecido na
ctle, tal por ter receido um emprego ou urna dis-
tinesao, todos mostravam-se rigorosos por inveja ou
por divertimenlo. '
Brunissende nao permitlia a essas lelics eutulha-
reni-lhe o pensamenlo. Que importava a morle a
ella que procurava a vida ? O anjo da annuncarao
havia-lho apparecido, e ella esperava o Dos. Xfa-
da invisivel que approxima as almas sympathicas, e
que passando por este mundo nos hmidos seroesda
primavera espalha o amor nos corasoes dos entes,
e nos clices das flores, essa boa fada fazia pairar
sua influencia sobre a mosa.,
Nas mil e urna noiies, esse grande livro de symbo-
los. ha um cont, no qual v-se um joven principe e
urna bella princeza lomados nas duas extremidades
da Ierra, e approxirados urna noile por essa poten-
cia mysteriosa. Acordam e veem a felicidade ador-
mecida ao seu lado. Depois sao uovamente separa-
dos, e enlram a procurar-se. atravs do mondo.
Mostrai agora princeza solada lodos os reis, todos
os -pastores, todos Os pescadores, todos os homens
mais bellos, ricos epobresj e se sea bem amado nao
esliver entre elles ella vos respondernao ; porque
s ella conhece aquella qeu espera.
Offercce ao priucipe solitario todas as sultanas,
todas as feiliceiras, todas as mulheres mocas e ve-
lhas, elle recusar ; pois a que vio be asmis fonno-
sa, e elle a reconheceria se ella passasse-lhe pela
Esla he a parbola da vida : a fidelidade lem um
sonho. O velho sultao agasta-se como filho, os der-
viches, os ulenias, o cmiseUio dos Sabios reune-se,
censura-seo lilho ou lilha que nao obedece ae pai, .
Irala-se de loucara suaobstiuasSo, desterram-no era
um momento de colera, e os amantes aeham-se reu-
nido- sobre o throno de nm re on sobarboupaoa
de um lenheiro. t
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DIARIO OE PERMMBUCO. TFW FIRA 13 Q JUNHO DE 1854.

rei judiante, e entlo podo o criminoso ser levado
aos trlimians do pait a que pertence, e desappare-
ce o inconveniente que resulta da hypothsse segui-
da pelo nobre senador. A segunda, isto he, a Tuga
do criminoso, tambero'mo me parece que posta ser-
vir de argumento contra a emenda. E agora que
cu invoca a mxima non bis in dem, qua lalvra
servio de funjamento emenda oOerecida pelo hon-
rado merobro ao projecto oflerecido pelo Sr. presi-
dente do conaelho, nasessao potada. Com effeiln,
Sr. presidente, seria bom qoe se sujeilasse o crimino-
so i un segando julgameolo lendo ello j sido con-
demnado. Ha* nao haver meio de fazer eflecliva
a pena impasta t Parece-me que as nac.5es pode-
riam alargar o circulo dos casos de eitradicclo, con-
vpncionando < entrega dos criminosos sentenciados
pelo crimq de contrabando de Africanos ; e eslou
bem certo de qua te essa medida for julgada neces-
aria para extinguir tao abominado trance, as naceos
a tomarlo da rommum accordo' Entretanto he ele
misler seguir a mxima, que ningncm deve ser jul-
gado duas veies pelo mesrao criine ; maiima que
me parece ser adoptada pelos escri plores que ira la m
da materia, como o que ha pouco cilon o nobre se-
nador por S. Paul, que com razao alguns cliamam
Walel dos Estados-Unidos. A terceira hypothese,
Islo lie, o perdi condedido pelo poder competente
ao criminoso sentenciado pelo crime de contrabando
de Africanos, me parece jnadruissivcl. Pois lia de
te mandar processar de novo o Individuo, que sendo
condemnado por crime de contrabando de Africanos,
foi perdoado pelo poder competente ?Prece-me que
ueste caso d-seo Ms 11 dem, pois que houvejulga-
mento e condemnado ; e te o individuo condemna-
do on nao eumprio e pena.,ou s parte della, foi por-
que o poder tpmpetenlejulgou conveniente, ulil c
lalvez mesmo necessario perdoar-lhe. Como, pois
ha de o governo, a que pertence o individuo, reme-
diar o acto 'do governo do paiz, que lbe deu o per-
dio, que entendeu convenientemente sujcla-lo a
novo processo. Esta theoria parece-me nova e inad-
mistivel ; o menos nio me record de a ler lido
pm escriptor alguni. Admira Sr. presidende, que
o nobre senador, que tantas vezet invoca os lumino-
sos principios da ssa philoeophia nao veja que a dou-
trina que ha pouco sustentou he opposta a elles.
Creio que o nobre senador reconsiderando o qoe
diste ha pouco, ha de mudar d opiniao. Da mais
na nossa jurisprudencia est consagrada a mxima
luminosa, non bis in dem. Ninguem pode ser jul-
gado duas veies pelo mesmo crime.
Nio he preciso, nem a occasiao opportuna, fazer
urna disserlacao obre a bondade de semelhante
erincipio, e larabem sobre os miles do principio con-
trario. O nobre senador invoca tempre em auxilio
das as opinloes es luminosos principios da saa phl-
otophia, he portaoto nesse principio que se funda
maxima.de que ninguem deve ser jnlgado duas ve-
za pelo mesmo crime. Os que cembatera a emen-
da, parece qne querem ser mais mtnisteriaes, que
proprio ministerio, o qual pelo orgao do Sr. ministro
da Justina declarou na oolra cmara qne a aceita va.
O.areu qoe nio son ministerial, nem, opposicionis-
ta, hei de dar ao ministerio anda mais do qne elle
pede? Heeonheco que nao he urna qneslao de parti-
do reprassaoeexlincrao d trafico ;' todos os parli-
do eetle .concordes netle ponto felizmente, porque
na repressao e extinccSo do trafico vai a honra, a
bumanidade, e os grandes e verdadeiros interesses
do paiz. O governo com a le de 4 de selerobro de
1850, e com sle projecto, jolga-se por ora habilita-
do pera a repressao do trafico ;' mas te pof ventara
ettet meiot alo forera anda sufflcientes, o ministe-
rio pedir oatros, e sera duvida o corpo legislativo
lh*ot conceder. Pela mioha parte declaro que esloo
dispottoa eeadjovar o governo no empeuho de dar ca-
bo de lio abominado trafico, e serti antes rigoroso
do qoe brando na adopcio das medidas que forera
julgtdas neeestaritt para este fim.
Taes sao, Sr. presidente, u reflexoes que roa oecor-
rento em respotta aos argumentos do nobre senador
por S. Paulo, qne nao me convencen! de que de-
via votar, contra a emenda que se acia era dceus-
rto.
O Sr. Pimenta Bueno : Tert a honra de ofle-
recer tlgomas obtervardes em respotta ao nobre ora-
dor, que precedeu-me.
Segundo a emenda da cmara dos senhores depo-
lados, verifica-se a lacuoa que indiquei, ou a impu-
nidade. Se o subdito do imperio, qoe foi condem-
nado em pait; estrtogeiro, e qne- evadio-sc, for cha-
mado aro sen regresso ao imperio petante un tribu-
nal, allegar qne embota ulo boovesae soffrido a pe-
ni decretada, ju liouvera sido julgado, e que a Ultra
de nota lei prohiba novo julgamento: nao soffretia,
pois, elfectivamente pena alguma apezar de condem-
nado a elle.
Nem ler irnos o expediente da exlradicio lerabra-
dn pelo nobre senador, qne precedeu-me, porqu he
tetra, que neharo paiz infringe, a de nao conceder
a exlradicio de tena proprios subditos para" irem ser
ponidos em territorio estrangeiro: no cato de recla-
maban fondada pune o proprio estado segundo snas
lels.
O Sr. D. Manoel: NS me navio bem.
O Sr. Pimenta Bueno : Entend que o sobre
senador aponlra esse expediente da-exlradicao pa-
ra mostrar a improcedencia da hypothese, que flgu-
rei, e neate sentido he que digo que tal expediente
Mo poderla ler lugar, e atsim prevaleca mioha ob-
servadlo.
Parece-me injusto on imprevrdente que a lei pnna
em unsetsos, e firma aimponidade em outros: lal-
vea teja entilomelhor nao punir sentos crimes com-
nettidos dentro do imperio, sem tratar dos conimet-
tidot em paiz estrangeiro.
Nocaso.denao haver lei eslrangeira que reprima
o delicio se nao ha julgamento do fundo daquesllo,
ha (odavia ora julgamento prejudicial, que inhibe
protesto ulterior.
Quando indiquei o caso de perdao ou absolvico
nfandada no pait estrangeiro, e a possibilidado de
reviste ne imperio, Indiquei como urna possibilida-
d, e principalmente em altencao ao principio da ju-
ritdicio terrilorial brasileira. Certamenle quando
0 podar estrangeiro competente perda esto crime
seu perdi alcanca smente o delicio commetlido al-
'li, em relacao s suas leis e seos interesses; nio ex-
tingae, por.Ti, o crime brasileiro no rigor dos prin-
cipies. Sin duas juiisdiccCes dislinetas, que tem leis
e inlerestes proprios, e que, independentet como
sio. devero regular-se na conformidtde deslcs. *
Enmatara como esta,qne tem importante face po-
ltica, jnlgava bastante prohibir a repeticio de pena,
' masjalgava tambero que nao .hara por que proce-
der a respeilo a aceto do "poder, nacional.
Como magistrado declararei, qne passandu a emen-
da tal qnal tem o acrettentamento das patarras, e o
julgamento dado a execucao, deixaria impune o sub-
dito brasileiro, que evadido, da condemnaca em
paia estraagairo, e chamado ao tribunal a qoe eu
pertencette, dlttetseja fui julgado, e punido ou eva-
dido nao posto ser novamento julgado.
Sr. Viseonde de Paran: Apoiado.
OSr. Pimenta Bueno Entretanto he tora de
dawida quem-rooh-ie a impuoidade, e orna injusti-
ca relativa -quanto ao qne nao evadio-se.' Ambos
commelteram 0111 delicto, um foi reprimido, outro
nao: concluo que a emenda he imperfeila.
O Sr. Tosa: He-me indiOerente que a emen-
da pane, eslou racimo quasi resolvido a volar por
ella urna vez que o governo pelo orgao du Sr. mi-
ittro da juslica a aceitn. Creio, portento, que a
emenda ser sufliciente ptra preencher os fins que
1 lava em vista o nobre Sr. presidente do cooselho,
qoando.inicfou netta casa o projecto que. gora faz
a materia da discussao.'
Has, Sr. presidente, como nao s na cmara dos
Sn. deputsdos, mas mesmo agora ha poneos minu-
tos, ac bou o nobre senador palo Rio Grande do
Norte de dizer, fazendo referencia a mim, de algu-
ma palanas, que eu deduzi, que esta emenda he
rondada nos luminosos principios da dfreilo inler-
nadepal; como o nobre senador pareceu como que
recobrar a idea que eslava consignada no projecto
original qne foi emendado pela cmara dos Sn. de-
notados, e cilou parasso a opinio da um escriplor
de lodos conhecido ; eu peco licenca ao nobre se-
nador para dzer-lhe que este escriplor nao vem em
apoio da doutrina a pouco avancada por elle. IVha-
lon, Sr. presidente no seu tratado de direito interna-
cional, que en tive occosio de consultar ha multo
pouco momentos, declara como grande principio
eral, que a seulenca riiminaes que ao proferidas
em paizes cslrangeiros nao produzem efleilo. algum
em qualquer oulro esladj, faz porem excepcao do
cato em que lendo-te. coanmallido o crime em um
paiz extraogeiro, e sendo ahi processado o individuo
he absolvido ou punido. Neste caso, diz elle, que
tenor ventara o processado for de novo chamado a
um tribunal do seu paiz que tenlia jurisdico sobre
o mesmo crime que entio pode propor a cjao res-
judenla. Has, faz tambem oulra excepcao, e vem
a ser no caso em que a sen lenca proferida no l.
paiz nfio tivesse sido, por occasiao do se haver all
commetlido o crime porque cntao a selenca nao tem
nenlium elfeilo no paiz que tem jurisdico sobre es-
te subdito, ou na hypothese seguinle: nao poda por
ventura acontecer que em nm paiz estrangeiro, fus-
te chamado juizo e processado qualquer Indivi-
duo, sem que elle alli tivesse commetlido o crime,
s por qae as leisdesse'psiz declaravam que os cri-
raes commetlido de tal ou lal manera, anda qne
nao fossem no paiz erara punidos pelas leis desse
paiz, como a respeHo daquelles individuos que ha-
bitassem naquelle ? Creio, e ninguem pode duvi-j
dar neste caso, segando o principio proposto pelo
cscrlptor que refer, e lamliem referi nobre se-
nador anda agora, que a emenda da cmara dos
Srs. depulados nao comprehendia semelhante hypn-
lliese. Creio porlanlo qoo a opiniao d.hobre sena-
dor, te nao apoia nos principios cmillidos pelo es-
criplor a qnem eu me refer.
Urna proposicao lamliem ouvi enunciar, com a
qual peso licenca ao nobre senador para nao con-
cordar. Entedeu elle qne um facto qualquer qne
fusse. julgado em qualquer paiz, uu por exemplo, no
nosso paiz mesmo, nao poda coosltuir-se ctso jul-
gado, se ppr ventora os Iribunaes desse paiz decla-
rassem que as lels nao davam pena a esse crime.
lie seguramente urna opiniao que nao sei em que
se apoia : desde que o processo tivesse logar, e o
julgamento fosse consequeocia desse processo, ne-
cesariamente a accio ret-judicala tigha lugar ; ou
o reo fosse julgado, ou os Iribunaes julgasscm que
nao havia as necessaras provas para coudemnar o
caso ; ou fosse porque as leis do paiz nBo estele-
ciam aquchypQlhese eslivesse snjeito ," havia urna
excepcao do caso julgado, e me parece que isto tem
lugar em umitas occasioes.
. Sr. presidente, foi s para dizer oslas poucas pa-
lavras que eu me atrev a entrar na discussao
tomo j* disce, quando pnncipiei a fallar, urna
vez que o ministerio aceitava como bastante esta
emenda, en nao eusara, (nisto concordo tambem
com o nobre senador) nao ousaria por manera al-
guma ir mais adiante do que o proprio ministerio.
Has, nao posso por manera alguma consentir que
se diga que a proposicao era contraria aos principios
do direito das. gentes; eu quero que me moslrem
qaaes sao esses principios 4 por ora os que cilei como
auloridade, porque al chegnei a etscrever e nao me
posso engaar nislo, parece que favorecen) a opiniao
que en eroilli.
O Sr. Viieonie de Paran {presidente do cOnse-
Iho): Sr^presidente nao me pareceu necessario
entrar nesta discussao; nio eslava mesmo resolvido
tomar parte nella, se. nao fossem algumas reflexoes
feitas nesla casa, as quaes julgo nao serem bem ca-
bidas.
Sr. presidente, nos nio podemos emendar a emen-
da da cmara dos Srs. depulados ; o nico recurso
'que lemos he regeita-la ou_ fazer a fusao.mas na fu-
sao tambera nao se emenda.
Porlanlo, havemos na reuniao das duas cmaras,
ouapprayar a emenda da.camara dos Srs. depulados
ou o projecto lal qual foi do senado; ora he para mim
certo, que mesmo segundo a emenda da cmara dos
Srs. depulados, que agora mo parece mais Justifica-
da do que "aquella que aqtii se apresenloa, pode
haver algum caso que fique impune.
Figurou o Sr. senador por S. Paulo o caso de nm
individuo ter sido julgado em um paiz extrangeiro
e que so evade antes de ler cmprido a pena que
lbe foi imposta : He este o nico caso em quo pode
escapar da pena o individuo criminoso, deixando
tambem de ser processado, julgado oo punido no im-
perio porque Ihe ha deaproveitar a excepcao rtiju-
dieala : porm nao se ds o mesmo a respeilo do
individno que he julgado n'um paiz em que nao ha
penalidade para o crime da que se trata, i porque
nesse caso, nao ha argumento qne sustente a ezeep-
eao de resjudcala.j! como talo individuo crim-4
noso nao fica impune no imperio.
O Sr. D. Manoel: Apoiado.
O. Sr. Viseonde de Paran: He-este pois o
nico caso em que se pode dar a hypothese figurada
pelo Sr. .senador por S. Paalo ; mas, qual ser me-
llior; punir o reo que j> foi punido pelo mesmo cri-
me em paiz estrangeiro, ou deixar impune algum,
que tendo sido julgado c condemnado leve a fortuna
de escapar-se da pritio ? Parece-me que o segundo
caso he melhor em lodos ns sentidos.
Assim, Sr. presidente, creio que deve preferir-se
a emenda da cmara dos Srs. doputados, doutrua
do projecto, por nio ter fundada em boas razoes.
Aehando-nos pois nestas cireumslancias, ou se
ha de adoptar urna destas ideas, ou regeilar todo o
projecto, e apresenlar ora novo, o que nao julgo ne-
cessario, visto que esta loi ha de operar mais pela
for^a moral do que pela applicacan quo 'ha de lr,
pois eston persuadido que ella desacoroar a mui-
tos dos individuoiempregados no trafico, e, sera du-
vlda, ser este um dos effeitos mais salutares que
ella" ha de produzir. KCI
Finalmente, supponho para a actulidade mais que
sufliciente um projecto como este concebido segunda
a emenda da cmara dos Srs. depulados : porm,
succedendo mesmo que o nao fosse, mda obstar a
qu o governo recorra do novo ao corpo legislativo
alim de se tomarem todas es medidas que elle juegue
neccessarias paca se conseguir lao til fim. Deve pois
ser approvado, mesmo porque, eOeeluar-se a fu-
sSo das duas cmaras, ella nao pode ter por objecto
o reslabelecmenlo da doutrina do projecto, que
agora se torna menos suslentavel ou entao a appro-
vacan da emenda daquetla cmara.
O Sr. f Manoel: Sr. presidente, eu poderia
deixar de fallar-,, porque o Sr. presidente doconselho
prevenio-me em grande parle; porm pelo respeilo
que devo aos Srs. senadores que me fizeram a honra
de oceupar-ae com as minhai reflexoes, direi ainda
duas palavras sobre n maleria.
O nobre senador pela provincia de S. Paulo figu-
rn a hypothese de ter havido condemnaca do crimi-
noso, e depois perdi ; e a cretceutouqnenesle caso,
se os inleresses do paiz exigissem qae te reconside-
rasse a materia, e que o criminoso fosse sugeilo a
ora novo procesto, assim se devia determirar. Eu
direi ao senado que, ou o criminoso era perdoado
antes de cumprir a sentencia, on logo depois de a ler
principiado a cumprir, depois de ler esta os 3 ou o
das na prisao. Quer S. Exc. que em ambos os casos
possaser o individuo sujeito a novo julgamento? Pa-
rece que tiro, porque embora tivesse o criminoso sof-
frido alguns dias prisao, esta pequea pena nao
era sufliciente ; e porlanlo o paiz, a "que eHe perlen-
ce, devia examinar se convinha tujeita-loa vovo jul-
gamento. J prove que este novo julgamento vai
de encontr ao principio nom bis in idem, quo
esta adoptado na nossa jurisprudencia. Embora o
criminoso livesse deixado 'de cumprir a perra no lodo
ou em parle ; pel perdi que lbe foi concedido he
cerlo que elle fui julgado e condemnado,
-Quanto a extradideo, parece-me queomeu Ilus-
tre collega nao den altencao ao que eu diste. Res-
pondendo .hypothese figurada da fuga do criminoso,
diste eu, que nma vez que esle livesse sido condem-
nado, e houve-se conseguido evadir-te antes, ou
mesmo depois de cumprir a senlenra, podia-sealar-
gar o circulo dos casos-de extradiccao, por meio
de convenres. Estou convencido que as nacos, lao
empenhadas como se achara em extinguir o trafico,
nao duvidaro chegar a uraaccordo relativamente
extradicau, se esta medida for necessaria. Nao se
traa porlanlo de sujeilar o subdito de urna nacao aos
Iribunaes de oulra, senao de perseguiros criminosos
conilcmnsdos, aonde elles forem encontrados, sendo
depois entregues ao paiz aonde foram condemnados.
HavoriBalgum Inconveniente em fazer tratado aesle
respeilo T Parece-me que nao.
Nada pois direi em relajo ao segundo discurso do
nobre senador por S. Panlo, porque S. Exc. repro-
dnzio apenas o que tinha dito no primeiro.
Agora, passarei ao discurso do nobre senador pela
Bahia, que pareceu dar a enlerder que eu rae linlia
apoiado no bem conhecido jurisconsulto Wbeatoo,
quando elle diz o contrario. S. Exc. quiz mostrar
assim a difllciencia da minha memoria^ diffleiencia
queeusouo primeiro a reconhteer e confessar.
Mas, Sr, presidente, parece-me que o nobre sena-
dor desla vez nao conseguio o que desejava. Invo-
quei o Sr. Whealon, quando cilei a mxima ronhe-
cida, nom bis in idem. Diz o contraro aquelle ds-
tincto terptor ? Nao seguramcoTc. E quem con-
teslouqueas sen lencas rriminaes dos Iribunaes de
um paiz, nao produzem efleilo em nenhm oulro
paizl Seeo o livesse contestado e,citado em meu
apoio o Sr*. Whealon, sera bem cabida a abservacao
do nobre senador. Nao lio ha lempos 13o sabio es-
cri olor; e por isso poderia por engao cila-lo em
lugar de oulro ; mas no caso em queslio segurainenle
tenho o apoio delle e de outros escriplors de nota.
Nao estou agora habilitado paradiscorrtr sobre as le-
gislaijaea ilasnacoOs da Europa a respeitoda malcra ;
maso principio'de que ninguem deve ser julgado
duas vezes pelo mesrao crime, he adoptado por al-
guns escriplors quo len!io .lido.
O Sr. senador pela Bahia, ficoo admirado de que
tivesse dilo, que nao se poda chamar verdadeiro
julgamento, para se alegar a excepc.80 rei judicata,
a dcclaracao feila pelos tribunacs de um paiz de
qoe cconlrabando de escravos nao poda ser punido,
porque a legislacao nao o reconheceu como crime,
nem Ihe irapoz pena. O qae pasma he que o nobr
senador se admiraste da minha proposicao, a qual
contino a suslenhtr. Quando se Irala de tomar co-
nhecimento de um faci criminoso, o julgado consis-
te na senlenca que absolveouenndemna o criminoso.
Ora, rto caso de crime de contrabando de Africanos
para que o criminoso podesse allegar em seu -favor a
excepcao rei judicalm, he de misler que elle tenha
sido absolvido e condemnado. He esle o verdadeiro
sentido da palavra julgado que a cmara dos
senhores depulados subsliluio palavra punido,
queso ada no projecto do senado. Na dicisSo do
tribunal, que declara nao haver |ei do paiz que pone
o contrabando de Africanos ha condemnaca, ou
absolvico ? Nao. Logo nao ha' julgamento, logo
nao ha lugar exceptes rei judicaia, logo pode o
crimino ser chamado aos Iribunaes do paiz a que
pertence.
Esta opiniao acaba de ser contestada pelo Sr. pre-
sidente do conselho, que he magistrado proveci,
e creio que ser lamliem compartilhada por todos ou
quasi lodos os jurisconsultos que leom assento nesta
casa. O que dir pois o nobre senador, quando
houver de responder ao Sr. presidente do conselho t
Nao ficou muilo admirado de ouvir a S. Ex. dizer
que quando qualquer tribunal estrangeiro declarar-
se impossibilitado. de punir um Brasileiro que tenha
frito o trafico de Africanos, por nio estar este crime
qualiucado na legislacao do paiz, nao peder apro-
veitar depois a esse Brasileiro a excepcao rei judl-
cafa?
Nao pode haver duvida na adopto da emenda,
que he sem duvida muilo preferivel ao arl. do pro-
jecto. J se disse que nos nao podemos fazer tub-
eraenda; lie necessario apoiar ou regeitar a emenda,
e neste caso requerer a fusao. E valer a pena lau-
car mao desle recurso constitucional'? parece-me
que nao.-' Creio ler respondido aos nobres senadores
por S. Paulo e Babia que lvcram a bondade de to-
mar em consideracao as breves reflex6es que fiz so-
bre a emenda da cmara dos Sn. depulados qual
hei de dar o meu vol.
O Sr. l'isconde de Oliida : Sr. presidente, en
fallo senipre com receio nestas materias, mas as ob-
servactSes feitas pelo Sr. senador por S. Paulo sus-
citaram-se algumas dlvidas. Vuu, pois apresenta-
ls. O Sr. senador figurou a hypothese de uro reo
ler-se escapado pena depois da condemnaca, e
outra do reo que he absolvido. Diz elle que exis-
tem hypolheses em que nao pode o criminoso ser
processado entre nos, porque ja o foi em cutro paiz,
mas que nao foi punido. Este facto nao se d cora
a redaecao primaria do projecto, porque exige a pn-
nirao. Ora, se o Sr. senador quizer conseguir este re-
sultado, sera necessario que offereca um projecto
em que aprsenle essas ideas" que para mim sao no-
vas.
O gt. senador falla da hypolhese.de que a sentcn
ca nao seja ejecutada, roas, perdoe-me S. Ex., nio
se traa disso. Se cora a palavra-Dtmido, o reo que
j fui condemnado cm paiz estrangeiro, pode ser
chamado a juizo entre nos, he para mim urna uovi-
dade em direito, porque quando em direito,se diz, o
criminoso punido, nao se quer dizer, o criminoso
lem execulado su senlenca ; porque o qne he poni-
do he o que soflre rodas as penas que marcara as leis-
(Apoiado.)
Ser preciso pois explicar, que quando em direi-
to se diz punir, se entende executar a senlenca.
Ora, relativamente ao criminoso que depois de
condemnado conscgifio evadir-te, o Sr. presidente
do conselho coucordou que nesse caso nio se veri-
ficava a comminaejio, mas en peco licenca* a S. Ex.
para nao concordar com esla tua opiniao, por que o
reo que conseguir evadir-se est sempre debaixo da
comminacio da peu, e nao apparece no paiz por'
que lem de ser execulado ; e, senhores, se ejte ho-
mem, como se quer, esUi livre da pena, por que
conseguio evadir-se ao menos elle est Inhibido de
voltar a este paiz.'
Ora agora j se dsse, que cm taes casos lem lagar
o recurso da exlradicio, que se pode dar, eaqui ve-
rffica-se exactamente isto. Porlanlo, senhores, se
o nobre senador cn(*ndeu assim a palavra punido
da resolucao... en eslimei muilo qoe apparecesse es-
ta emenda, pois que deu occasiao a esclarecer-se es-
le ponto, porque o nobre senador, membro tao dis-
linclo do poder judiciario, lalvez uzease com que
em relacao se. lomasse conhecraento de um caso
destes, j processado em outr paiz, e qoe eu repu-
to virgem entre nos.
Digo poist que com a palavra punido, o nobre se-
nador nao consegue o seu fim sem dar nma expliea-
ciio catliegorica, porque nnnea se enlendeu pela pa-
lavra punido, o qaeo nobre senador quer ; e como
de um oude oulro modo eu entendo que te satisfaz
o fim desla lei, por isso cu vol pela redaecao que
veio da cmara dos Srs. depulados.
O Sr. Pimenta Bueno : Pedi a palabra tmen-
le para retirar ou "modificara expressao de que o3o a-
doptaria a emenda em discussao.
Fer-me peso a reflexao'do nobre presiden le do
conselho, quando- ponderou que o senado nao pode
adoptar urna sub-emenda, que a fusao das cmaras
heincommoda que mesmo na presenca della nio he
possvel nova emenda e que pudera deixar de pas-
sar a lei por essa divergencia, o que seria o maior
dos inconvenientes.
Fez-me peso, repilo, lal observajio e cm conse-
quencia modificara o meu 'voto, nao porque a emen-
da rae agrade, sim porque he regra, que entre in-
convenientes, deve pteferir-se o menor. O gover-
no podenrj querendo, propor o aperfeicosmenlo da
lei em lempo.
Em eontequenca dexode responder a alguns dos
argumentos que foram oppostos aos- mena : pond
rareisomonte,que nio parece-me procedente a com-
paracao feita pelo nobre presidente do conselho, en-
lr,e urna punico repelida, e urna impunidade.
Nio desejo que conclua-se, qne" em caso algum
quereria eu punido reoelid, nao Tesalia isso de
minha opiniao, resulta o contrario.
Ouanlo a intelligencia que oolro nobre viseonde d
palavra punido, sinlo estar em total divergencia
de ana opiniao.
He sem mais debate approva a emenda para pas-
sar para a terceira discussao.
He lido e approvado' sem debate o seguinlc pare-
cer da commissao de constiluico que declara sena-
dor pela provincia do Rio de Janeiro o Sr. Euzebin
de Queroz Coutnho Maltoso da Cmara.
s Foram vistas na commissao de constiluico, coro
a carta imperial de 17 do correle, qne nomeou se-,
nador do imperio, o Sr. conselheiro Euzebio de
Queroz Coulinho Halloso Cmara para occopar
o lugar que deixoo vago o finado general Francis-
co Lima e Silva, a lista trplice, a acta da apuraco
geral, e as parcaes dos collegios eleitoraes e assem-
blas parochiaes.
No exame desles papis notou a commissao o
seguinle :
a O collenio de Hacah desallendeu a um protes-
to apresentado na assembla parochial da fregaezla
da cdade contra o procediraento do delegado de po-
lica, que mandara por urna guarda urna, e ron-
dar de noile as vizinhtnras da capella em que se fa-
zia a eleicao.
O collegio do Rio Bonilo lambem desallendeu
ao protesto de um eleilor contra a admissao de alei-
loret da freguezia da villa Jo8o Diogo Duarle, Eu-
zebio Francisco di Silva e Francisco de Paula Ro-
drigues, o primeiro por nio estar qualificado vo-
lante e n8o ter a renda exigida pela lei, o segundo
pur esla ultima razio, o tercero por falla de idade
legal.
O collegio da cidade de S. Salvador de Oampos
mandou lomar em separado os votos de dous eleilo-
res de S. Videlis, Juaqum Manoel Dantas e Jos
Alonso de Fara, por constar vagamente ( sao pa-
lavras da acia da assembla parochial) que s acham
comprehendidos uis disposices do g 3." do arligo
53 da le rgulamentar das clei^es n, islo he, pro-
nunciados criminalmente. Mandou oulro sim to-
mar em separado os dos eleilores da freguezia de S.
Jos de l-oonssa dente da provincia de II de fevereiro deste anno, a
qual reere-se s instruccoes de 28 de junho de
189, artigos 25 e 26 segundo reza a acta do col-
legiu.
c A commissao observando que os protestos des-
attendidos pelos cofllegios de Macah e Rio Bonito
enhorna prova trazem, tendo nm delles inteira-1
mele ftil, nao poda deixar de conformar-te com
as dcliberac.net daquelles collegios.
ii Quanio porem aos volos tomados em separado
no collegio de campos, c nao incluidos na apura-
cao geral pela Illnj. cmara municipal apuradora,
a commissao ha misler de informacoes do governo
para enunciar sua opiniao.
o Foi tambem presente commissao um oflicio
que Joao Pimenta de Campos na qualidade de elei-
lor da freguezia deGuaraliba dirigi ao ministro do
imperio, acompanhado do protest que apreseotra
na assembla ptrochal e nio fura aceito pela mesa,
contra a qualificacao dos volantes feila naquella fre-
guezia em 1853. Annexo a esse olflcio vem outro
do juix de paz presidente da mesa conlendo as iu-
formasct exigidas por aquelle ministro, as quaes
moslram nio serem bem randadas as arguifes.
e NBo havendo pois irregularidade alguma no
processo da eleicao que produzio a lista trplice, e
estando ella conforme com a aparado geral, e esta
com as actas parcaes e com a le, he acommistio
de parecer, que o Sr. conselheiro Euzebio de Que-
roz Coulinho Maltoso Cmara est habilitado pa-
ra tomar assento nesla casa.
E posto que os votos tomadot em separado na-
da possam influir na organtacao da lista trplice,
sendo tanta a distancia do ultimo nella volado ao
sen immedialo inferior, quanta a diflerenea enlre
os nmeros 844 e 177 ; e sendo mais para notar que
desses seis volos lomados em separado foram cinco
dados aos roesmos cidados que constitnem a lisia :
com lude devendo o senado resolver sobre a legiti-
midade desses' eleilores, e prover para o caso de
ciegues qoe occorram. na actual legislatura ; reqner
a cqmmissao que se pecam informacOes ao governo,
tanto acerca da pronuncia dos dona eleilores da fre-
guezia da S. Fidel, como sobre a eleicjo primaria
da freguezia de S. Jos de I.eonissa, cojas acias nao
foram prsenles commissao.
Paco do senadstaO de maio de 1854. Candido
Jote de Arauj ridnna. Useonde de alinda.
Paulino Jote Soares de Souza.
O presidente declara senador do imperio ao Sr.
Euzebio de Queroz Coulinho Maltoso Cmara, e
designa a sesso seguinle para o seu juramento e
poste. #
Entrando era segunda discussao os artigos addili-
vos que foram suppriniidos as emendas da cmara
dos depulados propotta do poder executivo filan-
do a despeza e orcandti a receila geral do imperio
para o exercicio de 1854 1855, o Sr. D. Hanoel
diz que seria conveniente que fossem remeitidos a
nma ou duas commssoes para iulerporem sobre el-,
les o tea parecer e reduti-los a um ou mais projeo
tos, visto que versara sobre objeclos'muilo differen-
tes, devehdq lalvez algutis'trirxer cnnsideravel aug-
mento de despez?, e fazendo o presidente algumas
observaces a este respeilo,- o orador contina da
manera toguinte : -
a Pois bem, nao insislirei neste ponto, e sujeilar-
me-hei decisao do senado.
Nio ton o mais habilitado para oOerecer re-
querimentos de adiamanto, porque me parece que
sendo opposicionisla, e nao estando as boas grabas
do ministerio e da maioria qoe o apoia, as minhas
reflexoes nao sao bem rceebidas, antes -consideradas
quasi sempre como tendentes a contrariar o minis-
terio. Poucas vezes fallo sem conslrangimento re-
ceando desagradar maioria do senado.
ci Se eu podesse divisar no semblante dos Sr. mi-
nistros e dos homados membros da maioria signaes
de approvaefD ao meu requerimenlo de adiamenlo,
de certo pedira licenca a V. Exc., Sr. presidente,
para o remelter mesa ; mas como nio me he dado
conhecer as disposi(Oes dos Srs. ministros e da
maioria da casa, nio me animo por ora a oflere-
ce-lo.
a Conlenlar-me-hei por ora com eslas breves re-
ilexes, e visto que o Sr. presidente acaba de pedir
a palavra, depois de ouvir a S. Exc. roe decidirei
relativamente ao adiamenlo, de qua tralci no princi-
pio do meu discurso.
O Sr. Vx$conde do Paran: Sr. presidenle.se-
gundo a minha emenda, esles artigos devlam ficar
adiados para fazer parte de um novo projecto, po
rm como anda nao estao redigidos em forma de pro-
jecto nio me opponho a que vio commissao de or-
namento para sobre ellos dar um parecer, ou mesmo
commissao de legislar, : as emeudas sio de nalu-
reza diversa ; urnas =ao relativas a reformas de re-
partieses e oatras a despezas. Tambem nao faco
queslio de que se separen! as que iroportaro em des-
peza das que s dizem respeilo a reformas de repar-
tieses ; assim como algumas emendas relativas que
nao parecem ao governo indspensaveis. Por exem-
plo emenda relativa a autorisar o governo para
tratar umacompanhia de paquetes de vapor, lie dis-
pensavel, porque julgo prefirivel que o governo faca
um contrato com a companhia c depois o sugeite
approvaco do corpo legislativo. O governo prescin-
de desla autorisacao, assim como da relativa explo-
racao do Tocanlins; podem-se fazer aa despezas quan-
do bajaos meios necessarios.para levar a effeito a ex-
plorasio*
Nao me opponho, Sr. presidente, que os artigo
vao commissao do ornamento para ella os apre-
senlar em forma de' projecto, reunindo-te mesmo
a ella a commissao de legislacao, posto que a pr-
meira me pareja sufliciente para dar umi opiniao
geral sobre a maleria. Mando pois mesa o requeri-
menlo.
He apoiado, e sem debate approvado o seguinle
reqnerimenlo:
Kequeiro que sejam remedidos s commissoet
da orcamento e legislacao os artigos que faziam par-
le do projeelo do orcamento de 18541855, e que
ficaram adiados nasessao do anno pastado, afim de
que ascommisses proponhara em um ou mais pro-
jeclos aqutlles dos ditos artigosque parecerem neces-
saris.Viseonde de Paran.
I.evanla-se a sessao.
reservadas aos vigarios, agentes de polica e com-
mandantes dos destacamentos volantes, afim de que
epporlunamenle esclarecessem a popularan mais in-
cauta, e lomassem as necessaras medidas para evi-
tar qualquer aconlecimento desastroso. Em algu-
mas freguezias da circumferoucia da capital appare-
cen com elfeilo um extraordinario concurso de po-
yo, desarmado sim, mas nimiamente sobresaltado!
para ouvir a mista do dia de anno bom, e ver ler o
papel. Em oulras, porem, como em Tguarassu' San-
to Anulo, Nazarelli, Gloria, Bom Jardim, etc.', os
concurrentes apresenlaram symplomas mais deta-
gradaveis, porqo.c a urna certa altivez amparadora
junlram a triste circumtlancia de virem todos ar-
mado. Hat felizmente nao ebegaram a vas de
facto, e nenlium caso funesto tivemes de lamentar,
grabas s prudentes maneiras com qne te portram
as autoridades locaes. .
O presidente da mesma provincia expOc do modo
seguinle o plano da sedlcjto, que nos primeirot dias
de Janeiro do crrante anno deveria apparecer na
Iba de Fernando te nao fdra opportuna mente pre-
venido : Tendo o commaodanle da ilha tomado
opporlunamenle as convenientes medidas para suf-
facar qualquer rompimento, fazendo logo prender
os mais suspetos, e pondo o destacamento em atti-
lude de defeza, conseguio ao depois segurar os con-
jurados, fazendo logo expedir ama jangada Irazen-
do-me ofllcios ero que me pedia soccorro de muni-
55o e Iropa para guarnecer o presidio. Apenas rece-
bi a participarlo oflicial, fiz seguir o vapor de guerra
Paraente levaudo o auxilio pedido, que chegou
muilo a lempo de tranquillisar os espirito dos habi-
tantes da ilha. Os interrogatorios a qne se proce-
deu dio como certo, que Vicente Ferreira de Paula
havia aluciado perto de 90 sentenciados para no dia
22 de Janeiro, na occasiao da mista, torprenderem
os destacamentos, assaatinarem o commaodanle e
mais algumas pessoas, apossarem-se da ilha, e ao
depois embarcarem-s* no Itaglporte Pirapama para
irem desembarcar em S. ItfRl, na provincia das
Alagas, inlernarem-se as matas a unirem-se com
os rebeldes. He todo quanto por ora posso adiantar
a respeilo de tal successo, que procuro ainda in-
vestigar.
Em junho, da fazenda Serra, municipio de S.
Joio d'EI-Rei, pertencenle a Francisco Ignacio Bo-
telho, evadiram-se qnasi lodos os escravos, em nu-
meio de80, e se dirigiram referida villa para so-
licilarem t autoridades a Sua liberdade : a energa,
actvidade e promptidio que a polica entao desen-
volveu, assim como a presenca de urna torca, respei
lavel que para aquelle lugar o presidente da pro-
vincia expedo, prevenram as consequencias funet-
las que desse prononciamento pnderiam vir, tran-
quillisaram os nimos aterrados e revocaram ordem
o* escravos sublevados.
Era a noile do sexta-feira santa appareceo peran-
te o jan de direito da comarca de Taubal um et-
cravo do padre Joaqura Perjeira de Barros, denun-
ciando que na noile de 16 para 17 de abril os escra-
vos dos municipios de Taubal e Pindamonhangaba
prelendiam insurgir-se aproveilando-se da testa de
S. Benediclo, qual com tolerancia de seus senho-
res he coslume concorrer grande numero'delles:
os pormenores que o escravo referi revelavam um
plano bem premeditado, e a denuncia pareceu ve-
rosmil; nestas cireumslancias ai autoridades dos
dous municipicios com actvidade e energa provi-
denciarn! como convinha salvacao publica, tendo
ajudados pelos habitantes desses lugares qne con-
correram logo, senlindo operigo commura qne o
araeacava.
Foram varejadas at. senzala das diversas fazendas
aonde ronsttva existir o armamento que devia ser-
vir insurreic3o,e ahi se apprehenderaraalgomas ar-
mas de togo e grande quanlidade de flechas farpadas
oom as ponas envenenadas ; os escravos indicados
como caberas evadiram-se apenas presentiram a pre-
senta da auloridade; mas foram presos 60, que pa-
recan! suspeMes. Os interrogatorios a que respon-
deram alguns desses escravos confirmara a existen-
cia do plano da nsurreicao, coincidindo em quasi
todas as cireumslancias ; das averiguacet polieias
resulla que desse grande numero de presos apenas
puderam ser havidos como caberas dous, e como
cmplices somante dez.
Releva dizer qoe o presidente, apenas Iheconslou
este facto, tomou. ludas as medidas que cabara em
sua auloridade, e boje posso dizer-vos que esses mu-
nicipios', desassombrados do imminente perigo que
correraru, gozam de paz a Iranquillidade.
Seguranza individual.
Se a acloalidade nao inspira receios, 'te' a Iran-
quillidade publica parece inalteravel vista do as-
pecto poltico dos partidos, nao he menos certo que
por mais lsongeiro que se nos anlolhe o futuro, elle
pode ter comprometlido pelo quadro melanclico
qae nos ofierece a segufanca individual: o crime
predispe para a desorden*.
A' vista dos mappas e parlicipafdes dos presiden-
tes e cheles de polica das provincias, houva no anno
de 1853
453 homicidios. 52 resistencias.
85 tentativas de morte. 48 tiradas de presos.
118 erimenlos graves. 25 roubos.
Os homicidios sao repartidos pelas provincias do
modo seguinle: ,
S. Paulo......80
Pernambuco. 53
Bahia......50
Parahiba.....37
Alagoa.....
Cear. ....
Sergipe. .
Rio de Janeiro..
Goyaz.....
HaranhOp. .
32
25
34
24
24
Pauhy. .
Hiuas.....-
Santa Catharina.
Halto Grosso. .
S. Pedro do Sul.
Amazonas. .
Rio Grande do N.
Par. ....
Corte. .'-. .'
18 Espirito Santo. .
RELATORIO
da repartifo dos negocios da justira apresentado'
assembla geral legislativa na segunda sessao
da nona legislatura pelo respectico ministro e
secretario de estado Jos Tlmmaz Sabuco de
Araujo.
Augnslos e dignissimos Srs. representantes da na-
cao. Venho, conforme a lei, aprcsenlar-vos o re-
la torio dos negocios da jastica e ecclesiaslicos ; elle
nio pode deixar de ser defectivo, visto como ha
pouco mais de oilo mezes est a meu cargo .esta im-
portante repartirlo; sobrelve alm disso a meu
favor a vossa indulgencia, com a qual cont.
TranquUlidade publica.
O principio conservador com a clausula do pro-
gresso refleelido domina a stuacao e a opniio lio
paiz ; os espirilos mostrara tendencias pacificas e
parecem approximtdoa pelo commum detideratur de
melhoramentos materiaes e moraes ; em verdade o
antagonismo polilico, nascido das cireumslancias de
urna poca, nao pode subsistir face de novas ideas,
novos interessese novas cireumslancias; assim que
nao ser erro aventurar que os partidos caminham
para a'lransformac/io. ".
A Iranquillidade publica nao foi alterada cm ne-
nhuma parte do imperio no anno prximo passado ;
nenlium facto acontecen ness decurso que posta
ter- carcter poltico.
Em agosto alguns escravos, em numero de 14, te
reuniram armados noengenho Lavagerr., comarca
de Pao d'Alho, provincia de Pernambuco, com o
designio por elles assoalhado de exigirem de seus
senhores a resliluicao dos dias santos, suppriinidos
pelo Santissimo. Padre ; o acto porem que pnitic-
rara nessa reuniao, que nao tomou vulto, foi o de
atacarcm e roubarem .a casa de um lal Agofiliuho
Tinoco que resida naquellat paragens; este facto,
com 0 qual coincidiram denuncias de oulras prxi-
mas reuniOet em Santo Amaro de Jaboatao, inspi-
raran! por toda a parte o terror, e para logo si; cou-
jerturou nm vasto plano de insurreicao que, tendo
por centro a capital, se estenderia pelos engenhos.
A energa e prevenc8o da auloridade restabelece-
rsma paz e a confianca; os 14 escravos foram pre-
sos pela polica, e condemnados severamente pelo
jury de -Pao d'Alho.
as provincias do Pernambuco, Alagas e Para-
hiba, em dezembro, rnasceramas apprehencoes qua
desde 1851, nessa quadra dojanno, dominaram a po-
pulacao. receiosa de que se reproduzam, sob novo
motivo de credulidade e espccnlacao poltica, as
tristes oceurrencas daquelle anno por occasiao da J
execucAo doregulamenlo do censo e dos nascimentos
a bitos. as duas ultimas provincias nada occor-
reu que mereca xposisflo; quanto a Pernambuco,
o presidente em seu rclatorio assembla provin-
al, recontando o que entao houve, atsim se expri-
me: o Pi-veoi-me, expadindo em tempo ordeaa
17
16
16
11
6
5
5
4
3
3
453
Etta somma anda nao he exacta, mas deve de
presumir-te maior ; por quanto, em alinelo lou-
gilude dos lugares, e por oulras razoes de iuluieao,
mullos dimes ainda nio tinham chegadn, as nlli-1
mas dalas, ao conhecimenlo dos presidentes e che-
fes de polica ; oulros ficam oceultos, ou Urde sao
descobertos.
Comparada a somma dos homicidios com os de
1852, conforme o relatorio do anno prximo passado
a diflerenea para mais em 1853 he de 141 : esla dif-
ferenca lao espantosa, sem a presenca de orna cir-
cumstancia extraordinaria, que alias nao houve, e
quando a repressao se osfentou mais activa em 1853,.
he a Indas at vistas inverosmil.
Em verdade seria temeridade aventurar que o
criroe vai em progresso, este asserto depende da
comparacao de annos passados, mas esta comparacao
nao he possvel porque nio lemos urna cslatislca
exacta; a diflerenea para mais entre um anno e os
anteriores pode ser devida exaclidao progressva
dos dados eslatislicos dos ultimo annos, os quaes ca-
da dia vao melhorando, porm nao indazem, tem
perigo de errar-te, conclusao do progressivo aug-
mento dos crmes.
A vossa altencao nao pode deixar de ser disper-
tada pelo grande numero de resistencias e liradas de
presos do poder da polica e justira. Entre todos os
crmes sao esles certamenle aquelle que, por aun
consequencias, mais aOetam a ordem publica,enve-
la m a fraqueza do principio da auloridade : resla-
belecer esse principio essencial sociedade civil, e
reslabelece-lo em relacao a todas as influencia, a
odos os partidos, he a primeira necessidade do paiz.
As medidas tendentes a esle fim nao podem deixar
de merecer o aprazimenlo e os aplausos de todas as
opnioes polticas; a todas deve importar muilo a
consolidadlo do principio da auloridade, porque a
todas por seu lurno, pode, no systema representativo
competir o exercicio della, e va)e antes nao exercer
auloridade, que exerce-Ia qnando te ella torna des-
moralisada, incapaz de operar o bem c s responsa-
vel pelo mal. '
Se o mappa de 1853, fondado as prlicipacoes
mensaes dos presidentesechefesdeppliciase resenle,
como vos disse, da omissio de crimet ainda nao
sabidos ou que estao oceultos, se nao he possvel ainda
por falla de eslalistica, a comparacao do ultimo anno
com oulros anteriores, o que he certo porem, e to-
dos apalpam atravs da irnperfeicao dos dados que
temos, he que o estado de seguranza individual nao
he lisougeiro, se nao melanclico. Se este mappa
nao determina exactamente os crmes conynettidos,
ao menos vua diz qae o numero delles he extraordi-
nario em propongo da populacho que lemos : o
quadro qae elle vos aprsenla reclama o vosso eslu-
do, ^a vossa providencia, e medidas syslematicas e
elllcazrs que ficam cessar este estado vilenlo e an-
tisocial.
Fdra fastidioso e tem inleresse referir-vo a his-
toria de cada um dos enfries que prefazem a somma
espantosa'de que vos dti coola ; nio sao puncos de
ntre elles os que, por cireumslancias alrozet, reve-
lam a ferocidade e animo perverso de seus autores;
para pjnria da bumanidade e da civlisacao, a rela-
tao individual desses crimes atiesta, que nao houve
um vinculo, por sagrado, qu nao fosse quebrado e
prosternado, assim que flguram como homicidas, por
motivos frivojo ou reprovadot, etcrivo, tenbores,
cunhados, irmiot, genros, filhos, pait, miia, maridos
e mulhcres.
Apena referir! nomeadamente aquelle crime
qne, pelo alarma e terror qne inspiraram, e por toa
aflioidade e reltcHo com a ordem publica, mcrecem
especialmente a vota altencao.
Em abril do anno prximo passado, na freguezia
de Cabrob, provincia de Pernambuco, foi aatatti-
nado com desneve tacadas, por Francisco Nunes
de Barros, o subdelegado Manoel Florentino de Al-
buquerqae Helio Honlenegro, com quem o ateatsino
(razia rixa, tendo que para perpetrar o crime elle
reuni genle armada, cercou a poroa^ao, collocoa
vdelas nat suas avenidas, alacena casa do bffendido,
penetrou nella depois.de algum fogo e consummon
o erime.
Resida na povoacao de S. Francisco, comarca da
Imperalriz, provincia do Cear, o pardo Leandro Jos
das, Nevetqaeseoccopavaem um pequeo negocio
de fazeodat: intrigaram-te com elle, por motivos
frivolos, doos individuos que lambem allihabilavam,
Benjamim Jos da Rocha e Joaquim Jos Alves
Coelho, e o mandaran, matar por dont caboclot ar-
mados. O catase foi perpetrado com ama ostenta-
cao de qne nio ha exemplo ; arraslado o infeliz de
sua casa para o meio da roa, s 9 horas da manhaa,
em presenca de immensas pessoasaterradat e impat-
siveis, foi alli etpaocado e astisainadol
Em oulubro, em Qaeixeramonjm, na mesma pro-;
vinera, foi brbaramente assassinado de'nlro de sua
propria cata, na villa, o coropel Domingos Vctor
de Abren VasconceBos, por Manoel Pereira do
Nascimenlo e Francisco dos Santo/ do Naacimenlo,
por mandado da malher e de um sobrinho do Infe-
liz, qne com ella linha relacjio illicila : cincoenla
mil ris foi a paga por que cada um destes assassi-
not perpetrou o crime !
Em agoitq, no lugar Carapnc,a, villa do Pereiro,
da dita provincia, um grupo de vinte homens arma-
dos-aggredio ama escolla de seteprasat que dalli coo-
dozia-para a cadeiado Ico os reo Patricio Nogueira
de Qne-oz, Pedro Freir Pedrosac Joaquim Paulino
Cavalcanli deAlbuquerque.cmderanados pelo jnry:
a morle de um soldado e de dous aggressores, o feri-
menlo grave de .mais um toldado a a fugados presos
foram as consequencias desse conflicto.
Em marco, na mesma provincia, foi atacado em
sua fazenda o tenente-coronet Roberto Correa de
Almeida e Silva por seis sceleralot, armados de ca'
vinote, os quaes lograram roubar-lhe a quantia
de 2:0005
Na mesma provincia, a sale leguas de distancia da
villa .do Pereirp, foi astastiodo Jlo Cordeiro, d0
Valla por varios membros da familia Barbota daquel-
le logar.
Na vill do Lagarto, em Sergipe, nm'criminoso de
nome Jote Alves da Annunciaeao, seudo preso no
quartel, foi dalli lirado de roo armada por um gru-
po de 2u homens residentes no dislrieio de Coil,
provincia da Baha, a cuja frente foi vitto o proprio
subdelegado daquelle dislrieio; estes criminosos pa-
ra te nio tornaren! sutpe tos, vieram ao Lagarto sob
o pretexto de atsistrem a urna represenlarao Iheatral
que alli devia de haver, e foi na occasiao de te retira-
ren, qae acommetleram de sorpreza o quartel e lira-
ram o preso. O destacamento que alli eslava era
apenas de 5 homens, dos qaaes foram feridos 2 em
resistencia qne oppozeram.
No ditlricto do Csrangola, municipio do Presidio,
era Hinas-Geraes, em Janeiro, foram assassinadospor
seus escravo o fazendelr Jos de Lines Dantas
Brandan e teu gehro Hanoel Jos Ribeiro; perpetra-
do o crime, os negros veltaram para a casa da fazen-
da com a intencao de matarem e trucidarem a fami-
lia, qne se salvou por virem em seu soccorro quatro
(rabalhadores que fecharam as portas armad js ra
sistiram, at que a polica acudi e prendeua um ca-
bra, pagem e confidente do infeliz Laes, ea mais 9
escravos autores do crime.
Parlcipou o juiz de direito interino da comarca
do Rio. dasMortes, da mesma provincia, qne presi-
diado ao jury na villa de Olivefra, e nao tendo ad-
miltidq que entraste ero julgamenlo o reo. Qaerno
Jos dos Santos, cuj processo ainda nao eslava com-
petentemente preparado para este fim, os prolectores
do reo, que queriam qoe elle fosse julgado naasa set-
sao, accommetteram de noile a prisao, e dalli liraram
o preso e o soltaram.
No termo de Barbacena, da referida provincia, na
fazenda do commeudedor Mariano Procopio Fer-
reira Lage, foi pelos escravos delle, em numero de
mais de 100, brbaramente assassinado o respectivo
teitor.
Sendo preso pelo eemmandante do destacamento
de primeira linha na villa do Bonito (Pernambuco)
um soldado do raesroo destacamento por insubordi-
nado, entendeu o delegado sopplente que o preso de-
via -ficar sua disposieco ; desst pretenc3o em qoe o
delegado insisti, e qual se oppoz o commandante,
proveio um conflicto funesto, sendo que o delegado
considerando-te desobedecido e menoscabado, reu-
ni grande numero "de paisanos, oerooo a villa,
desarmou o destacamento e prendeu o dito comman-
dante. ,
Na feira de Santa Anna,. comarca da Cachoeira,-
provincia da Bahia, dentro mesmo da villa, foi ac-
comroeitido de emboscada e ."sassintdo o cidadio
Hanoel Pedro dos Santos Vital, proprietario e chele
de numerosa familia, o qnl era commandante supe-
rior da guarda nacional e delegado supplenle.
Em agosto reappareceu nos suburbios da povoa-
cao de Baia"Verde, comarca de Flore, provincia de
Pernambuco, o famigerado Jos Antonio .Pereira,
acompanhado de alguns criminosos armados, e sendo
perseguido incessunlemenlepela.forea, publica reli-
rourse da comarca da Flores, escacha homisiado em
lugar nio tbido. ,
O alteres do oilavo balalhaode infantaria de pri-
meira linha Joo Caelanodot Santos, achando-se des-
tacado na villa da Imperalriz, mandou castigar com
SOchibatadas a um guarda nacional que era addido
ao destacamento; etse guarda desertou para a jpo-
voacao de Cabeca de Porco, e chegando ahi e assoa-
Ihando o tacto, appareceu inopinadamente uro pro-
nuncamelo dos guardas nacionaes, qne em numero
de 150 te reuniram para ir atacar o destacamento e
assassinar o oflicial. Nestas cireumslancias, dirigin-
do-se aquella povoacao o capillo Manoel Joaquim
de Souza, que interinamente commandava a guarda
nacional, afim de apaziguar os animo, foi brbara-
mente assassinado em casa do' lenle Coulinho por
um guarda, nacional, primo do guarda nacional cas-
ligado, o qual inmediatamentese evadi. O chefe
de polica enlHo transportou-sc aquelle lugar, e todas
as providencias foram dadts para responsabilidade
do alferes, prisao e persegucaodo assassino, e a or-
dem publica te reslabeleceu. He hoje couta averi-
guada que n morle do capillo nao foi devida 4 exal-
iacao e cnlliusitsmo do momento, mas um acto de
vinganca de seus inimigos, que ha muito manlinhara
etse designio criminoso e esprcilavam occasiao
atada.
O presidente da provincia da Parahiba, chaman-
do a atteucSo do governo imperial sobre o eslado em
que se acham oslermos de Pianc e Pombal, assim
se exprime:
a O que por l occorre chama particularmente a
altencao do governo. Existcm no dito termo duas
familias que reciprocamente se querem exterminar;
a vinganca e desaronla de antigs queixas qne ti-
veram origem em motivos de honra, as arma e ro-
deia da asseclas com escndalo da popularlo. Esse
eslado de cousas deu logar, antes da minha admi-
nistrajao, a varios assassinalos, e pode de um para
outro momento produzir oulros. A falta de garan-
tas, e o reciproco raedo que os membros daquellas
familias lem uns dos oulros, dizem, os forcam a este
armamento. Fra dessas duas familias nio ha pes-
soas-a quem convenientemente se poss encarregar a
polica do termo, e a membros dellas de manera al-
guma convm, davendo nesle cato contar-se com o
abuso da tutoridade c o recrudescimenlo dos sens
inimigos. Hat esle he o estado daquelle termo, e
compre muda-lo entregando a polica a pessoas es-
Iranhas a esses sentimentos de vinganca recipro-
cas.
N"5o poda ser ndArente ao governo imperial
esta tilnacao anormal e violenta: am consequeneia
foi o presidente da provincia autorisade para no-
mear, com gratificarlo rasoaveh, om delegadoe sub-
delegado eslranhos ao lugar eus paiioes qoe alli
predominara. O corpo fixode primeira linha leve
nova organjsaclo, tendo augmentado conforme as
conveniencias da guarnicao e trvijo de polica! pa-
ra aquella provincia foi expedida ama torca de pri-
meira linha qoe deve eneorporar-te ao corpo fixo e
ter erjiprejada principalmente em reslabetaccr a st>
gurancaindivldoal daquelles termos; e finalmenle
ao presidente de Pernambnco te'recomrotndon, que
dettacasse para a comarca de Flote urna forra res-
peilavel, afim de que fotsem presos e pertegoidos
os criminosos que da Parahiba para alli te asyUt-
sem. Espero qua mediana eatat medidas, obrando
di cooformidade e auxiliando-ae teeiproeament as
autoridades das duas provincias, ee monicpios, de
Pinico e Pombal serao restituido ao imperio da le.
Cabe aqui observar qae, na tomma do homicidios
de 1853 eslo coroprthendidot 16 qae foram com-
mcilidos por indio selvageni, a saber: 9 em Sania
Calharioa, em can de Joaquim Jote de Miranda,
na estrada de Lage, sele legaas distante d villa; 5
na p/ovincia do Amazonas, no ro con-
fluente do Madeira, sendo ns aatasti pec-
lor de qoarteirao Belisario Sandy da Sonsa, a qua-
tro pessoas de toa comitiva que all te ocenpavtm
naextracclo de oleo decopahiba; lem S. Paalo
no lagar denominado Sepultura, na estrada da Mal-
la ; 1 na fazenda do tenenle-cotonel Joio Caelano
Vaz Jnior, nd ditlricto do Codo, ptovincia do-Ma-
ranhlo.
O principal quilombo de eteravo* fgidos exitUn-
le na provincia do Hranho, denominado o qui-
lombo de Haraeassam, foi completimeat batido,
fleaodo morios ne logar do conflicto 10 negros, sa-
hindo gravemente feridos outros tanto, e sendo ap-
prehenddos 46: da torca legal foram feridos grave-
mente 2 guardas policiaes, e levemente 3 pracat do
quinto bulilhio de infantaria. A deslrnicio desse
quilombo, que trazia ha multo tempo astostadot o
habitantes daquelles lugares, e pedia ter funeslo
ordem" publica como foco de insurreicao, he am
facto importante, pelo qual merece louvores o dig-
no presidente do Mranhlo. Providencias foram
lomadas para evitar a reprodcelo de novos qui-
lombos, para castigo dos eteravo e det p tata ai qae
coro elle coromerciavaro e te eorretpondiam, *s
quaes etam, pela maior parte, Porinuexes.
Referndo ettet facto, vot dato attegurar que aa
provincias as mait enrgicas reiterada! tem sido
dadas pelo governo imperial e presidente da pro-
vincias para averigoacio dos crimes. prlso e perte-
guicao dos criminosos. Forja he netta occatilo so-
lemne render ot loavoret de qne sio digne ao* presi-
den les das provincias.peU energa, actvidade e zato
incansavel com que te tem empenhado na repressao
dos crimes: notavelmenle nat provincias da Bahia,
Sergipe, Alagoa, Pernambeeo e Harn hla.aspritdes
dos criminosos, que ha longo tempo impunes zomba-
vam das leis e autoridades, foram noannopr
pastado, e tem sido na corrente, Unas a 13o ir
Untes, qoe nao podem deixar de exercer influencia
hitar e exempteelflcaz a bem da seguxanra indivi-
dual.
Moeda falsa.
Tenho a talisfacio de communicar-vos qne a poli-
ca da provincia da Babia, mediante um projee da
ha mnito lempo concebido, a eem. lento e perteve-
rantaaxecolado, leve a gloria de detcobrir imper-
Unlet fabricas de moeda falta, e de capturar o ac- n
lores e cmplices de um crime 13o funeslo fortuna
social; desse projeelo eslava o governo imperial
leirado e cora anxiedade agnardava o
Dcscobrir ama ou oulra destas fabricas, 4 sor.
der os fabricantes, seria fcil a exeqaivel no mnten-
lo da denuncia, e logo qua a'exittencia de niguaiu
della cootlou polica; mat eolio o mal continua-
ra tUBStslindo pairas fabricas ignoradas, nio conhe-
ceodo a polica o plano, as relaces e complicidade
dos criminosos; procedeu ella com acerlo, *c
pois de inleirada dot mysterios do crime exeeolou *
seu projeelo.
De feilo no dia 20 de dezembro dp anno prximo
pastado em diversos lugares di eapUal e reeoncave,
simultneamente e quasi mesma hora, ai catas tus-
peitas eram varejadas, detcoberto o crime, e appre-
hendidot ot autores, oa cmplices, os objeclos a pra-
vas della; nao era um faci solido, mis nm syste-
ma ; nio era um s criminoso sera relajees, mas
urna sociedade de criminosos que, collocados em di-
versos lugares, se correspondan! a (rabalhavam no
inleresse eommonx; era nm plano vasto que amee-
cava de subversaoTfortbna das familias e da aeeie- '
dade.
Para inJeirar-vot da importancia desse crime e
dessa descoberta, dir-vos-hei quecahiram em poder
da auloridade graode numero de sedulat falsas de '
50> de nova e vejh estampa j gravadas, grande
poreso de chapas e papel para as ditas tedulas prepa-
rado, alguns cunhos de moeda de oaro, meedu,
instrumentos, machinas, e finalmenle Indo que
vinba ao fabrico era grande escala.
Os erimiuosos, dos qoaet nnt foram presos na oc-
casiao e oulros depois com grande esfnrco e diligen-
cia, etilo pronunciados pelo uit roanicipal Joto Ig-
nacio Babia, ppr despacho de 17 de fevereiro prxi-
mo pastado.
Sio bem digno de louvor e do reconhecimenlo do
public o presidente daquejla provincia, conselho a
iospiraclo desse projeelo feliz; o chefe de polica
que o ajudou, e as autoridades policiaes e jbdieiarias
qae executaram com zelo, segredo a inAexibilidade
as diiigeneiat qne Ihe foram encarregadas.
Na provincia do Rio Grande do Sol foiiambem
descoberta a inlrodocco de moeda falsa, importada
da cidade do Porto; esli presos a procettade, co-
mo autores desse crime, Manoel Borgea da Rocha,
Francisco Ferreira de Almeida, Felcio erreira de
Hallo* Jos da Costa Montciro; o digne presiden-
te dessa provincia prometteu qoe proseguirla no em-
penho de detcobrir os c-ros e cmplices desses cri-
minosos. O tacto que es dea a cothecer foi o se-
guinle : Filippe Nery de Frailas Noronha, residen-
te 00 Algrete, pestoa alli bem canceituada, velo
cidade do Rio Grande Irocnr por moeda* de ooro
grande porclo de sedulat; os negociante,
se eHe dirigi para este lira exgiram qne as sedlas
fossem examinada na alfandega; de bom grado ce-
dendo Noronha a esta exigencia, foram ella* reco-
nhecidas falsas, e declarou elle eniao que as havia
recebido na importancia de 9:270$ da mao do men-
cionado Manoel Borges da Rocha. Das averigoacOes
a que proceden a polieja resullou a culpabllidade
deseee dot outros, criminotot que mencionei.
He cousa averiguada e ji conslanle do relatorio d
um dos meus dignos antecessores em 1852, qoe at te-
dulas faltas inlroduzdas na circulajao nio s
cadas no imperio, roas procedentes principalmente
de Portugal; por essa razio o governo Imperial tem
reclamado d governo de 8. M. F., e espera eonte-
guir delle a repressao e paoicSo desst industria cri-
minosa, qoe prejndica as fortunas deste imperio, e
tambem pode afleclar os interesses commereiaet da-
quelle paiz. Pelo relatorio do ministerio dos nego-
cios cslrangeiros sabereis o estado desla pendencia
diplomtica.
O governo imperial tem empenhado todos os estor-
bos para que esle crime seja prevenido e punido: nos
paizes es Ira ngeiros, onde ha snspeila deexstirem b-
brica de moeda falta do imperio, os ministros brtai-
leiros respe'cli vos lera sido habilitados rom as auto-
risates neceatariat afim de poderem descobri-las,
sendo que para algans desses paizes lem sido caria-
dos agentes secretos por intermedio di polica da .
corle.
Trafico '
Depois do desembarque de Africana 00 Bracuhy,
em dezembro de 1852, nenham oalro cansa ler ha-
vido al o momento em qoe vos fallo
Aventurar porm que o Iraflco est compleraten-
le exlincto fra erro, senie leviaadade, vitl cerno
elle hade ser tentado, nloobslanle a repressao a
mais activa e efticaz, pela temeraria avidez dos tra-
ficantes, qoe s calcula ot grandes inleresses que es-
pera, e nic olha os peritos e immoratidade desse
comroercio infame, contra o qoal proteslara a huma-
nidade e a relgil". civlisaclo e o fulqro de nowu
paiz. Sio porlanlo cada dia mait urgente a medi-
das que se contera no projecto de lei approvado pele
senado na sessSo prxima pastada, e hoje pendente
de deliberacio desla augusta cmara,
O cruzeiro de notsat cosas lio extensa!, dolada
de portot 18o faceit e accessiveit, he sobre drlBcil roai-
lo dispendioso, e pois imporla tornar ainda mait for-
le a repressao em trra, sendo qae lem sido ella o
meio mait poderoso e efficaz empregado al hoje
eoalra o trafico.
A ditposlco do dilo projeelo punindo tambem ao
Brasileiro em quilquer parle qae retida a ao estran-
geiro residente no imperio, que te empregarem.no
trafico, ainda que teja para paiz estrangeiro, he ama
necessidade qne a experiencia vi* justificando ; l
averiguado por prove nio equivoca* que alguna dea-
tes individuos concorrem com eapitaeaw industria
para o trafico de Havana; seria sophjsmar ou, nio
querer sinceramente a re^esslo, o tolerar, a appli-
caclo des recursos do Brasil pa/a a manulencBo e
incremento desse commercio infame, qne sa alia
4
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UIMIO Ut PfcKMIIBUUJ ItHLA rtltM 13 Ut JflHU Ut IBM

compromelteu peranle manda a lingote por seu
proprio inleresse e civilismo.
{Continua.) .
i

i
LITTEBATliftA.
4
PASSEIO NA AMEBICA.
Ai antiguidades do Mxico.A' Minas. O
Futuro.
Hatea das anliguidades mexicanas, typos di versos,
colono estupendo.Hleroglyphos do Mxico 'com-
parados com os do Egypto." Vn professor sobri-
nho de Montezuma. Liogner do Mxico, seme-
lhanca do Olhomi e do Chibe*. Origen] asitica
dos Aztecas. A barbaria na civilisacSo___Esta-
do do Mxico na chegada dos Hespanhoes. Cor-
lea no inceodion os navios.
Afr!*e1852.
Etn presenea de un sociedade que se decompCe,
sentimos a necessidade de desviar os nlhosde im es-
pectculo Uo trille ; preferimos applica-tos s an-
tiguidades deste paiz, a* pinturas berogl) pricas
dos Ailecas, as antigs linguas do Mxico, as ranas
que ahi estabeleceram successivaroeote e i civi-
lisaeio que la reina va no momento da conquista,
em nm a mesma conquista prodiga de coragem e cro-
eldade. No meto de muita barbaria, da-se ao menos
aUnma grandeza.Desejamos encontrar aqni ootru
inleresse que nto oinleresse do presente.
Infelizmente nmuseu das anliguidades mexicanas
he muilo menos completo do que fleveria ser. Um
zelo eccewivo fe destruir grande numero (testas an-
liguidades. corad suspeitai de idolatra ; alm disto
o mnseu do Mxico est em nm estado de confusao
edeaajim que mal permilte estuda-lo com fructo:
nau rw*0* nl encerr objeclos mui curiosos ; lie
impoMivel que alguem l se urienle; ludo he chaos,
e alguna pedaeos coja olige'm mexicana he mais
que duvdosa estilo confundidos com alguns monu-
mentos inlhenticos. Entre os objeclos verdadera-
mente mexicanos, alguns ha quepertencem eviden-
temente i racas diversase a pocas d'arle totalmen-
te dissimelhmles. Esta circumstancia concorda
com a variedade das linguas.fallada o antigo M-
xico, e com a mulliplicidade dos typos que ainda
hoje aprsenla a pupulacao indiceos". Portanto existe
um chaos a deslindar, e ser difflcil faze-lo emquan -
to museu do Mxico for par si mesmo um chaos,
sera catbalogo, sem melhodo, sem indicacjto certa
da origem dos monumentos. O fado da diversida-
de destas origens he a nica conelusao que hoje se
possa deduxir dessa- eulleecao em desordem ; mas,
confrontada com a variedade das linguas e das ra-
as do Mxico, semelliante conclusao he importante,
porque atiesta nesle paix, conforme o que a sua an-
tiga historia nos indica, idades e centros de eivilisa-
rao distinelo*. Assim, toda quanto disseram-me
que veio da provincia meridional de Oajaca ottere-
ce alai carcter e nm estylo parlicular, Ao lado de
1 figuras deiformes, aigumas ha que mostiam urna re-
gulardade de feicdes mui grande, e parecem revelar
nma arte mui adantada. Obsrvei aigumas destas
matearas, qee segando um eoslnme estravagante, se
collscavam sobre o rosto dos dolos quanda o rei es-
lava doenla ; possuein ama certa belleza suave.
Algunas figuras tem vida, e unja dellas he de urna
admiravel realidade. Eslas ligaras differem nola-
vetmenle das imagens informes e grotescas em que
ae eoMnmam contemplar as monstruosa* combina-
rse da arte mexicana. Posso dizer que o museu do
Mxico mudo as ideas que eu linha acerca do ca-
rcter deata arte, ao mesmo acerca' de urna porcao
da m historia. As esculturas eslo collocadas de-
baixo de um lelheiru no adro do musen. I. est e
pedra dos sacrificios, destinada a iramnlaco das
victimas humanas. O lerrivel destino deste monu-
mento he contestado. M. de Humboldl tem para si,
que esta pedra servio de theatro a esse duelo de
morte, que um condemnado s pena capital -oblinha
aigumas vezes entregar-se ; st consegua triumphar
de eeisgner canos, a vida Ihe era poupa-
da. Com elleito. sobre o mbito da pedra eslo
dous com batales a lotar.
Ha asa surama ora extraordinario aspccto.o de to-
das eslas refcquias da arte dos autigos Mexicanos.
Na longe de urna cabeca de mulher caja cabellei-
ra e cujo eslylo a assemelham um pouco esculp-
tura agypcia, ama cabeca mutilada parece alear nm
grifo da dar, a urna estatua agachada deiti a lingua
de foca com um rir idiota e beato que cauaa horror,
porqee ntre as mos e es ps descobre-se-lhe o lu-
gar reservado pira depositar e coracio, arrancado do
peito ainda fumeganta polo sacrilicador dos misera-
veis q lava a semelhantes deoses. O que
admira ai que o redo, e deixa na alma
urna isnpressRo de pavor qae dimaem poderla es-
quecer, he um estatua desenterrada ao pe da ca-
Uiedral por um acaso singular a 23 de agosto de
1790, dtenlos e sessenta e nove annos, dia a dia,
depois da tomada do Mxico. Esta estatua parece
menos a representacao de urna figura humana do
que um sooho monstruoso petrificado. A' primeira
vista pereabe-se apenas urna massa disforme sobre
que esli leseados algn desenhos extravagantes
que seoao assemelham a nada real, e entre os quaes
' ae distinguen- mfloi, dente, unlias, "serpeles en-
trelacadas, e no raeio de ludo isto orna cavelr col-
locada abaito do peito. Contemplando de nnis per-
to estes ediondoa arabescos, observa-se a intenso de
representar ama figura humana que tem urna cabe-
ca de jacar com denles enormes, quatro raaos
abertas e tendidas como para receber as victimas.
Al se reconhece pelas tetas indicadas cima da ca-
veira, que la medonba ligara ha urna figura de
malher. Urna dirindide masculina, acompanhada
dos meamos atlrinnlos, denles, onhH, serpentea, ca-
veira, esUi encostada primeira e tmente parece
illa. A metade femini-
na do grupo he Teoyaomiqui, a deosa da morle pa-
ra a guerra sagrada, para a defecada abominavel rc-
ligiio meiieana. A- oalra melado representa, se-
gundo Gama.o dos Teoyaollatohua, que presidia
morte violenta, e cojo emprego era receber as almas
daqaelles que eram morios nos combates, ou que se
saerificavam depqis de os ler Mo prisioneros. Es-
te grupo lie pois urna especie de Herma, formado
pelas imagens de Teoyaotlalohua e de Teoyaomiqui,
par mal bem irraanado, e cojo aspecto he 13o rude
come aa nemes.
Ningnam no Mxico se ocenpa com mais inteili-
gencia do que M. Ramrez com as antiguidades do
pala. Desgraciadamente para miro, neste momento
elle he,midislroe lera urna le sobre a lfandeaa a
defender, o qae Ihe nao permilte dar tanto lempo,
quaofo eu quizara a convarsaco sobre oahierogty-
phoi mexicanos. Os leitores desta Revista que se
dignaram seguir-me ao Egypto sentrao quanto
semelhante palavra deve engodar-me; mas sem pre^-
vencio, o .que se chaman) os hieroglyphoa mexica-
nos nao taro o inleresso dos hieroglvpbs do-Egypto.
Estes formara urna escriptora verdadeira e com-
pleta, qae se compoe pela maior parte de signaes
pHoneticot, isto he, que represealam sons, e em es-
sene mui anlogo* as lauras. Nos hjeroglyphos
mexicanos tracados. sobre a pedra, .apel de
aloes, sobre pelle.prapirid,. re pan-
no de Hnho, o que me parece dominar muilo, he a
repretmUtSo dos objtctot, e nao dos lom. A es-
criptora mexicana he especialmente urna pintura
que mostra aos'olhos antes umaaecao do que trans-
mute as expresases de nma narraeio. Me evjdcnte-
menl i menos adianlado da arte. Creio
at qneo sentido dos livros histricos poda ser
penetrado com o soccorro de urna interpretarlo Ira-
iHcjonalmenle iransmiilida. A porco mais consi-
derare! dos manusenptos zlequesoBerece aos ollios
ama indicacodireclae resumida de um factovisi-
vej. Em umlivro sobre aducaco, v-se no ca-
pitute.dos castigos pas bter os lilhos no rosto com
as folbas picantes da nopal: esta scena pintada he
um preeeit de educacao domestica. Quando Fer-
nando Cortei ehegou ao Mxico, com os enviados de
Montezoma vieram pinturas que desenhavam os
homens, os'cavallos, os navios tfera a maneira por-
que escrevfem os seiis relalorios. Nao sei como
Monlezum) te-tes-haeompreliendido sem explica-
cSo. Esta explicacJo era to neeessaria, que mais tar-
. de, ae receber Cortez de um chefe alliado_uma re-
presenlace hieroglyphic do paiz que linha a per-
correr, este chefe euvtou-lhe ao mesmo lempo dez fi-
aloot niBi eruditos para inlerprela-la.
Dirs colisas somenle nao podiam pinlar-se aos
olh, as datase os nomes do lugar. Qnanto is
primeira, os zleques tinham recorrido ao seu cy-
clo, que, por mete de quatro signaes, a casa, t'pe-
ra, o coelko, e o canica, dos quaes cada um sue-
cenivamente comeca ama serie de treze, divide em
qaalorze treaenas os cncoenta c dous annos do cy-
clo; juntando a um dosqualrnsigmes cima referi-
dos certo numero de pontos desde nra at trezc, po-
de-ae indicar fcilmente a qaat dos cincoenta e dous
annos ora tacto so refere, Quanto aos nomes de lu-
gares, como todos tem um sentido qae se pode 1ra-
duzir em imagens, atada nflo ha necessidade alzoma
de recorrer a Ultras. Assim Tenotcliillao qner di-
zer a pedra junto di nopal: tracavara-se as ima-
gens de ma pedra e de um nopal, e o antigo nome
do Mxico era nao esripto, roas figurado; nao era
urna Iranscripcao de sons, mas um desenlio que re-
presentava armas fallante. Isto he tao verdade,
!ue este hjeroglypUo de Tenotchillan serve hoje de
razao ifarmas a cidade do Mxico. Chapoullepec
quera dizer a montanha dq gafankoto: collocava-
se nm gafndolo sobre nma montanha, e nao direi
qae se lia, mas via-se o nome de Chapoallepec.
Da mesma sorle, em urna pintara que mostra
Alvarado assassina'ndo os fidalgos mexicanos no
grande templo, o exercilo hctpanhol c o exercilo
mexicano sHo figurados cada nm por um homem.
Veem-se os Indios entregues aos ejes em presenea
de Corles e da sua querida Marina, que lera um ro-
sario encarnado. Alvarado he designado pela ma-
ceen do nome, que Ihe haviam dado os Mexicanos,
i Tonanln (o sol). Este Alvarado era um Gusmao*.
i. Talvez fosse elle quem desse a Voltaire- a idea de
J denominar Gutrnao 6 esposo de Alzira. Alvarado,
ao.morrer, no pronunciou as bellas patarras que
f Vollaire poz ni Bocea da sua personag'em:
V a differenca do? deose a quem servimos:
^ os tus ordenaram-le o homicidio e a vinganca; e
o meo, quando o ten braca acaba de assassinar-me
ordena-ine que te lastimen perde.
Como se wne, estas palivras foram inspiradas ao
poeta, que Talvez nao as hoavera imaginado, por
aquellas que o duque de Goize, ao morrer diriuio ao
assassino. O ultimo verbo do Gusmio da historia
tambem possne a sua energa. Depois de liaver
cocnmeltido tuda a sorte de crueldades, fo ferido
murlalmenlc, rombatendo junto de (iuadalajara.
Onde soffres l ? na alma I respondeu che,
O que precede pode dar urna idea do prncesso
graphico, usado no que se chama a escriptura mexi-
cana. Conversando comigo, M. Ramrez disse-me
todavia qae aqui e all ha um pouco de phonelitmo
po meto dos desenhos ticos, Uto he, que aigumas
vezes um sigoal he empregado nao como figura de
um objecto, mas comorepresenlacAo de um soiu. (1)
Os autigos Mexicanos so tem tocado no phooetis-
mo e na escriptura, ao passo que os Egypcios ahi
chegaram e escreveriam realmente desde a mais alta
anligaidade.
De boa vonlade acreditara eu que signaes verda-
deramente heroglypliicos, maneira dos sgnaos
dos Egypcios, se encontram sobre o monumento da
pennsula de Yucatn, onde existem os vestigios mais
consifleravis de urna civilisacao antiga vnda mui
provavelmcne do Mxico central. A julgar disto
segundo o que tem sido publicado, ha indicios de
urna escriptura propriameute dita. Creie -al en-
contrar ah um bieroglypho egypeio, da luz. He
repetido varias vezes abaixo das janellas da um
palacio, o qae records o emprego significativo que
delle se fez em Dendera, onde o vi enllocado no in-
terior das freslas abertas' na pir'ede, pelas quaes o
grande templo de Deudera reeebia r luz. Eolretad-
to este hieroglyplio que figura urna sol, deque des-
peden) ralos,he de tal sorte natural, que poude apre-
seutar-se a povos qne nao tinham entre s cummuni-
caflo alguma. M. Ramrez procurou interprelar,
e parece-me que de urna maneira mui engenhosa,
figuras liieroglyphicas Iracadas sobre a pedra,' e que
sao, segando a opiuiao delle,- verdadeiras incrirf^oes
histricas.
_ Pensa ler decifrado as dalas', e refere urna destas
insrripcOes to anno de 1507, quando pela ultima vez
os Mexicanos acenderam o fogo sagrado na occasio
dp novo eyelo qae devia durar mais que o impe-
N'outra inscripcao, M. Ramrez encontrante
a indicacao do mez e do dia, e leu a dala de 28 de
novembro de 1456. Oalvo desta inscripcao fora,
segundo M. Ramrez, celebrar a volta da abundan-
cia depois de sele annos de fome. Refere mesma
poca o tratado, em virtude do qual varios estados
mexicanos convieram guerrear-so reciprocamente
com a in ten rao de terem'prisiooeiros para offerece-
los aos d.eoses.
Urna terecra inscripcao dea a M. Ramrez 19 de
fevereiro de 1447 comndala da fuidacau do grande
templo, sobre cujo sollo se eleva a calhedral do M-
xico. Quasi qae se nao podem discutir esles resul-
tados ; (testara serios esforcos temados no Mxico
para a interpretarlo dos monumentos indgenas.
Oxal qae ellescxcitom a emularan dos sabios eu-
ropeus.
Para comprehender-se a lingua dos zleques nSo
ha as nie-mas difliculdadcs que para decifrar-se a
sua escriptura. l'ossiiem-se diccionarios e rain-.
maticas desta lingua; apenas eslas, segundo o uso,
hao sido demasiadamente modeladas sobre as gram-
maticas latinas. A lingua azteca he fallada as ras
do Mxico, e hn nesla cidade, no Coileglo dos Indios
um professor encarregado de eusina-la : chama-se
Chimalpopocan ('escudo fumegante). Este nome fo
o de um imperador do Mxico. M. Chimalpopocan
deve ser prenle de Monlexuma; elle propro afilr-
mou-me, no lempo da ctpedicao dos Estados Unidos
fizeram-llie a este respeilo algnmas proposlas, mas
qae nao vira nisto se nao intrigas a qne elle teve
cuidado de nao prestar-se. M. Chimalpopocan di-
gnoo-se dar-me urna licao de pronuncia azteca. Es-
ta pronuncia nao he difficil para os Francezes, por
que a lingua azteca oflerecc varios sqns que o francez
possae, com exclasao da mor parte das oulras lin-
guas, o u, o ch; A lellra x, que abunda nos nomes
mexicanos e lhes da urna apparencia tao barbara,
devo ser pronunciada coma o nosso en. A pronuncia
verdadeira da palavra Mxico heMochico e.nao, a
hespanhola, Mchico,. Visiie neB ocrasiao a bi-
blioteca do Colegio dos Indios, onde euconlrei com
algum prazere nm pouco de sorpreza, urna collccrjao
da Rtcta dos Dous Mundos. Tambem l encon-
tr! as grammalicas de quatro linguas do Mxico,
que me pafeccram differr miis ou menos da azteca.
A mais curiosa he o olhomi, fallada por monlanhe-
zes que sao sempre representados como menos civi-
lisados que os Aztecas. Esta lingua, que prova-
velmenle fo a de urna* porgan dos habitantes mui
amigamente estabelecida no paiz, he notarel por
certo numero de pontos de semelhanra bastante sen-
siveis com urna lingua, que se nao parece com outra
alguma, o chinez. Com effeifo, assim como o chi--
nez, o olhomi he quasi puramente monosyllabico.
As palavras sSo em geral desprovidas de*"qoalquer
reflexao grimmalical; a accenluarao lhes muda in-
leirainente o sentido, o que. como se sabe, he pro-
pro da lingua chineza. a A sua linguagem, diz Her-
rera, fallando dos Othomis, he mui grosseira etireve.
Se a mesma cousa he paoferida pre-sa ou pausa-
damente; alto ou baixo, tem diversas significantes.
No olliomi assim como no chinez, o mesmo vocabu-
lo pode ser empregado co*mo substantivo como ad-
jeclivo, como verbo, e significar successi va mente por
exemplo amor, amante, amar. Em fim certo nu-
mero de palavras sao idnticas -ou extremamente
semelhantes nos dous idiomas. Sei que se nflo deve
dar urna importancia exagerada a estes semelhancas
que o acaso pode pmduzir. Assim, sem sahir do
Mxico, leo quer dizer Dos em azleco, assim como
theos em grego, mey (amar) em olhomi assim como
em egypeio, arta (amar) em lingua cahita assimomo
eram em grego, e eslas relares accidentaos nada
provam. Entretanto; corto numero de vocabulos se-
melhantes he um fado qaeoinguem poderia despre-
zar; a mesma singularidade das palavras chinezas,
tao dilterentes pelo carcter e pelo aspecto das pala-
vras usadas em lodosos oulros idiomas, d mais va-
lor s confroniacnes qne se podem eslabelecer entre
esla lingua e o olhomi.
Eisaqo! alguns exemplos de palavras que sao idn-
ticas, ou extremamente semelhanles as duas lin-
guas :
Chinez Olhomi.
Cessar......Pa. Pa.
Eu.......Nigo Nuga, nga.
J.......Ni. Nuy.,
Lhe ... ..Na. Na (este.)
Medico j.. j. (remedio)
I-eliridade.....11!. H.
Molher.....Nia. Ntsu.
Velho......Kou. .. Ko.
Grande.....Ta. Da.
Tomar.....P. Pa
Pequeo.. .. Sieo. Tsi.
?ucp......se. .Tsi.
Killio. ..... Tseu. .Tsi.
Fazer......Tso. Tsa.
Diabo ( mao genio ) Kouei. Koua.
Chelo.....Man Ma.
Comprar .... Mai Ma.
Alem da analoaia singular deste* vocabulos olho-
mis com os vocabulos chinezes correspou Jenles. tem
por assim dizer urna semelhanca de physinnomia
que iulgo se nao encontrara em idioma algum co-
ntiendo, todos tao radicalmente differciites do chi-
dez. Eslas duas linguas apresenlam tambem varias
relacOes grammaticaes mui importantes que nao posso
indicar aqui. Esta curiosa analogia do othomi e do
chinez, aproximada do typo trtaro qne impressio-
nou-me entre cerfos Indios do Mxico e em varias
estatuas mexicanas, he favoravel a opininojaventura-
da por diversos sabios, dosqnaeso mais Ilustre heMr.
Uomboldt, e que faz vir ao Mxico urna emigraran do
norte da Asia. A passagem he tao fcil desta parte da
praia asitica ao conti nen te america no, que os Tcho ukt-
chas transpoem Indos os annos este estrello para irem
procara na America as pelleteras queelles vera ven-
der as oldeiasdaSiberia. Restara a explicar como he
que povos de origem trtara se adiantaram tanto ao
norte, em regifles mcdonhss e desertas. Nao Be
este o movimenlo natun-das emigraces. Entre-
tanto crcamstaucias particulares podem dirigir a
marcha de nm povo do sul para o norte c de nm
clim melltor para nm clima mais rigoroso. Nesles
grandes deslocamenlos das rajas hnmanas, dao-se
oseillacoes em sentido diverso, correntes e contra
correles. Os Scandiuavus vinhara cerlamenle de
regiSes mais meridionaes e mais felizes, cuja recorda-
rlo se conservara para elles na tradirao do antigo
Asgard, sua patria, onde trahalhavam no ouro e
bebiam o vnho. Sem que nos afaslemos dos paizes
que se tem considerado como pontos de partida das
emgracoes aztecas, ve-se na obra do almirante
Wrangel, os Omoks fugir para o norte, diante das
popular&es vindas das margens do Aadir e dos
steppes do Amor, e cliegar precisameul pos paizes
mizeraveis donde aspopulares pastidasdas frontei-
ras da China poderam paasar para a America.
D-se grande distancia da exlremidado septentrio-
nal da America a planicie do Mxico, mas tem-se
encontrado nesle-intervallo monumentos,que podem
ser vertigios da passagem dos Aztecas durante a sua,
emigracao para o sul. N'um valle situado ao oeste
da California superior, islo he, da California septen-
trional, Dom Vasques de Coronado enconlrou em
1540 ruinas de edificios de pedra. Descobriram-sc
restos de um edificio consideravcl as margens do
Gila. Pode-se ver nesles edificios e nostas ruinas
um comq documento da marcha dos Aztecas. Por
lano ha muita verosimilhaura em fazer vir este po-
vo do norte da Asia, seguiudo a inargem occidental
do continente americano.
Nao acontece o mesmo quanto s navegantes que
eonduziriam os Chinezes atravez do Ocano Pacifico,
do conhecimento qne lveram do Mxico desde n s-
calo V da nossa era, e especialmente das viagens
emprehendidas pelos Aztecas desde a Mesopolamia
at o Mxico, encontrando em caminho a torre de
Babel.ou da ideutidade, sustentada gravemente por
alguns antiquarios mexicanos, do dos do ar Qual-
xatcoal o de S. Thomaz. A obra-prima ro he o Inbalbo de M. John Ranking (Londres,
1827), intitulada : Historical Researches... {lntesti-
jacoes histricas sobre a conquista do Per, Mxi-
co, Bogot, &c., no scalo XIII pelos Mongols,
'om ff^ro '{os elephates.) Segundo este au-
quislar por este imperador trtaro da China, j suf-
ficienlemenlc prvido, secundo parece, urna parte
da America com alguns elephates.
Saja qual for a sua origem nem por isso o povo
mexicanodeixava de offerecer na chegada dosHespa-
nhoes um espectculo mui extraordinario: cidades,
exercitos immensos, grande lino, o costo das testas,
da magnificencia, e entre os signaes de urna cjviliaa-
cao refinada, costantes de urna barbara incrivel, ce-
remonias religiosas.nai quaes'o curasao das victimas
humanas anda vivas era arrancado do peito (2J por
padres que faziam ceroulas com a pelle das muliie-
res,emfim a authropophagia. Este ultimo facto
he provado apesar das denegacOes de alguns antiqua-
rios mexicanos que, por odio aos Hcspaohoes, espo-
sara algnmas vezes com exagerarlo a cansa das suas
antigs victimas. Bustamente, nm d'enlre elles,
por exemplo, em quem o odio .do governo hespa-
nhol que acabava de ser derribado.avivava urna sym-,
pathia exaltada para com aquelles que, em-oulro
lempo, haviam sido tambem opprimidos pelos lles-
panhoes, depois de ter fallado de nma arvorelque
datava de Monlezuma.que lveram a impiedade de
cortar, mas. sobre o tronco da qual tinham provi-
dencialmente nrrebenlado novos ramos. Bustamente
brailava : Mailas vezes visiie eu esla arvore, e
debaixo da sua sombra mo enchi da recordaran de
Mnntezuma...Parecia-mcver a sombra deste monar-
cha pairar sobre a minha caheca,deplorando a ingra-
lidao com que os Hespauhoes pagaram a sua hosp-
taldade. Eu penclrava-llie os sentimentos, con-
versaba com elle.derramava lagrimas, e.erguendo os
olhos ao co, pedia-Ihe Justina contra nma abomina-
vel aggressao. Transpondo o espado de tres secu-
tes do escravidao, vendo-os agora passados, e tendo
deapparecido o poder hespantiol, entrava em mim
mesmo, comparava esta poca funesta coma liber-
dade de que gozamos hoje. Sublrahiodo-me a eslas
palhelicas meditacSes, nao pode deixar de bradar,
um pouco consolado : Manes de Montezuma, estis
vingadus I I .
M. Ramrez,em apndices mu interessanlcs ncres-
cenlados traduc;3o hespanholadolivro de M. Pres-
enil, manifesla igualmente sympathia para com
urna raca em favor da qual exige elle um historia-
dor que sinla em suas veias o sancue indio mistu-
rado com o sancue hespanhol. M. Ramrez, .que
exprobra com rancor mexicano a M. Prescott o ser
demasiado indulgente para aom as crueldades dos
Hespanboese demasiado severo para com os seus
inimigos, nao desculpou inleiramenle os Aztecas do
criroe de anlhropophagia. Tndo qnanto pode fazer,
foi eslabelecer que no antigo Mxico, comanham-
se os homens apenas por nm motivo piedoso. e as
Brandes circunstancias. Com etTeilo, Montezuma,
provincia que passava por produzir mais bebados.
Os Mexicanos de hoje ficaram mu fiis a esta parte
da religiao dos seus pas, e os pulgueros subslitucm
as nossas tascas. No lempo dos Hespanhoes, em eon-
sequencia de um. molim. tentob-se prohibir o uso do
pulque. A univeriidade publicou um manifest que
enumerava os inconvenientes da embriaguez; mas
esla tentativa de urna lei de temperanca, a mais an-
tiga de todas, nao produzio bom resallado: j se ha-
va pensado a este respeilo no lempo dos Aztecas.
Dar-se-ha caso que as sociedades de temperanca dos
Eslados-Uiiidos prpduzam melhores fruclos 1
Quaudo os Hespanhoes chegaram no paiz, nao ha-
via trezenlos annos que os Aztecas dominavam no
Mxico. Haviam sido precedidos por diversas racas,
das quaes a que deixra a maior memoria'foi os Tol-
lecas: os Toltecas parecem ler sido os Pelaglot do M-
xico ; e como se allribuem a esles os monumentos
mais antigos e mais solidos qne se encontrara no paiz
habitado depois pelos lidenos, referem-se aos Tol-
tecas a construccao das pyraraides mexicanas, e espe-
cialmente da grande pyramide de Cholula. Pare-
ce-me mui verosmil que os Toltecas, depnis de le-
rem emigrado, foram para Socalan fundar estas ci-
dades cujas reliquias oQereeem as ma ores ruinas do
Novo-Mundo.
Os Aztecas, dominadores do orna porreo do Mxi-
co na chegada de Cortez, nao excrciam um imperio
inconlestado. A quinao leguas da sua capital, o es-
tado de Tlasrala, que formava urna especie de rep-
blica aristocrtica e al cerlo ponto representativa,
conservara a sua independencia. Um pouco mais
longe eslava o estado llieocralico de Cholula.
Foi com o soccorro destes inimicosdos Aztecas e
dos dictes, que soffriam com impaciencia o jugo do
seu dominio, que Cortez venecu Montezuma. Alm
dos fiOO Hespanhoes, linha elle ptemenos 150,000
aliados ; algups historiadores maxicaosdao200 eal
300,000. Cortez nem por isto flcou menos admirado
da audacia com que, sem saber das difficuldades e
dos soccorrosque o esperavam, lancnu-ae, seguido
deumpuohado de homens tao determinados como
elle, conquista de um vaslo imperio, e ainda mais
talvez pela perseveraba e habilidade infatgavel
que mostrou al o fim. Assim a lenda apossou-sedes-
ta expediento cuja realidade he tao grande. Dizem
que, contemplando o Mxico de cima dennMeocatfi,
elle chorou por causa desta magnifica cidade qne ia
destruir.
Tenho para mira qae Cortez nunca derramou
eslas lagrimas philosophicas. Tambem remocarara
para elle a velha histeria, j narrada por varias
vezes na anlguidade, de Agathocle, de Juliano e de
alguns oulros, que deixou um proverbio em a nossa
lingua : incendiar os seas nados. Apezar da oto-
segundo o historiador Herrera, comia poucas vezes- ridade do proverbfo, Cortez nao incf odiou os seus
navios por urna impiracan heroica, para tirar qual-
carne humana; e era mister fosse bem guisada.
He um facto mui curioso esta civilisacao dos Azte-
cas ao meimo lempo aperfeicoada e barbara, br-
Ihaiile e feroz ; causa admirante encontrar-se a cul-
tora da poesa e das arles entre um povo anthropn-
pliacn : os mesmos homens se queixavam de ver sa-
crificar victimas Rumanas e graduar plumas de mil
cores, para com ellas formar-se esles bordados gra-
ciosos.cujo segredo se conservou entre os religiosos do
Mxico.
Dever-se-hasuppnr, como fizeram, segundo pen-
s, sem muita verosimilhanca, que o Mxico linha
sido visitado anteriormente conquiste hespanhola
por alguns mssionarios enropeus descarreados sobre
o ocano, ou por alguns bouddhistas da ludia ? lie-
ver-se-ha explicar o contraste que assignulei pelas
doutrinas de urna religiao mais suave, Untadas sobre
um fundo de costantes barbaros? Nao posso crer
qne aonde o rhrislianisnio e mesmo o bouddhismo
passaram, tenham subsistido os sacrificios humanos
e a anthropopbacia. Mao, he mui simples que o ho-
mem pode conciliar cerlo desenvolvimenlo social
com usos crucis. Sem fallar dos Novos-Zelandezes,
nolaveis pela intelligencia e celebres pela sua an-
lliropophagia, a Grecia heroica sacriucava Iphige-
nia. Homero, que exprimi na entrevista de Achu-
les e de Priarao o que a alma humana contera
mais pthelico', mostea este mesmo Achules es-
trangulando doze captivos sobre- o tmulo de
Patrocolo. Os Romanos, depois de lerem chorado
Dido, iam applaudir aos horrores do araphithealro.
A, damas da galante corle de Francisco I assistiam a
queima dos herticos. A joven Anduaza brinca com
o leque e presta ouvidos a galanteios d'amor, ao
passo que os olhos bebem 'o tangue derramado na
arena. Emfim, no secute XVIII, o amavel presi-
dente Italia, tao delicadas -e interesantes, escreve gra-
ciosamente a urna dama de Dijon, que elle moteja
por causa das suas crueldades : Mandei por em
torturas muitas pessoas, qae n3o eram Uto criminosas
como tu. E era verdade o que elle dizia.
Os Aztecas tinhao urna lilteratnra, e at dizem qu
academias. Oa seus livros piulados se referen) i di-
vsao da propriedade, ao Cadastro, i ai rei-adacao
dos impostes, legislacao penal! ao calendario;
mas tambem tinham annaes eoquadros. Sabe-se
que possuiam cnticos historeosle ha traduccOes de
hymnos religiosos e moraes compostos no secute XV,
por el-rei de Tezcuco, Nazahualcoyotl, que tenlou
abolir os sacrificios humanos. Tezcuco passava pela
cidade sabia c Iliteraria. Era a A'thenas*do Mxico.
Estas poesas do re de Tezcuco sao nolaveis por
urna especie de melancola prophetica.' Em um
hymno philosopliico sobre a fragilidade das cousas
humanas, fuViinpressioaado por urna singular se-
melhanra entre as lamciitaeoes do principe mexica-
no e as efiusOes melanclicas,'alternadamente tao
amargas e tao graciosas, deste pobre diabo de Vil-
Ion, ameacado, nao de perder um imperio pela con-
quista, mas de perder tudo quanto possuia,a vida,
sobre um patbulo.
qner meio de volta. Chamado pelo governador de
Cnbii,de quem era lugar-lcnente, tendo desobedecido
a seu chefe e conservado o commando mo grado.
seu, perdido se voltasse, es seus navios, que lhe nao
serviam de nada, s podiam damnifica-te, offerecen-
do aos ainolinadores um meio de ir revelar ao gover-
nador de Cuba os designios do seu subordinado re-
belde : por tanto sacrificou-se sem pezar e sem
mrito. N'uma palavra, nao incendou-os ; cumpre
renunciar ve-lo com urna tocha na in3o, queiman-
do os thealralmente sobre a praia. Cortez moslrou)
Port Phitippe6o das, galera ingleza Prime A\-
frei, de 'Ji 1,toneladas, capitao Peler Sinilh, equi-
pagem 22, carga laa e mais gneros ; ao capitao ;
com 100 passageiros. Veio refrescar e segu para
Londres.
Navios sabidos no mesmo dia.
LondresGalera ingleza Sevren, com a mesma car-
' ga que. Irouxe. Suspenden do lameirao.
BarcellonaBrigue hespanhol Fomento, capillo
Isidro Marislany, carga algodSo e couros.
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
em cn'mprimeulo da ordem do Exm. Sr. presiden-
te da provincia manda fazer publico, que nos das
12, 13 e 14 docorrente, se ha de arrematara quem
maisder 35 travs de 20 a 30 palmos de cumpr-
menlo, 18 travelas de 17 palmos de comprmnto e
2 duzias de laboas de costadinho, que serviram na
ponte velha da Passagem da Magdalena, avaliados
em 503000 rs.
As pessoas que se propozerem a esla arremalacao
compareeara na sata das .sessOes da junta da fa-
zenda da mesma thesouraria, nos mencionados das,
pelo meio dia.
E para constar se mandou affixar p presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
bnco 8 de junlio de 1854.O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciato.
. O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 29 de maio prximo passado,
manda fazer publico, que vai novamenta a praja pa-
ra ser arrematado a quem maisder no dia 14 door-
renfoiO imposto de 29500 rs. e dizimo do gado vac-
cume impostes a cargo da collecloria dos munici-
pios de Boa-Vista e Ex, avaliados novamento pe-
an no em 3:2588000 rs.
A arremalacao ser feita por lempo deJ annos, a
contar d*!" dejolho de 18H a 30 de junio de 1857.
Vai igualmente a praja para ser arrematado con-
juntamente com o imposte do gado vaceum, o di/.i-
mo do gado cavallar no mesmo municipio, por um
anno, a contar do 1 defjulho de 18>6 a 30 de junho
de 1857.
As pessoas que se propozerem a esta arremalacao
eomparecam na sal das sessoes di junta da fazenda
da mesma thesouraria,' no da cima declarado pelo
meio da, competentemente habilitadas.
E para constar se mindou aflixar o presente e pu-
blicar pete Diario.
Secretaria da (besourara provincial 'de Pernam-
buco 5 de junho de 18>4,O secretario,
Autonio Ferreira d'Annunl'tafao.
O Illm. Sr.^inspector da thesouraria provin-
cial, em eumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 17 docorrente,. manda faze
publico, que no da 27 de jullio prximo vindourn,
vai novamente "4 praca para ser arrematado a quem
por menos fizer,_ a obra do ajude na Villa BelfVda
comarca de Pajc de Flores pelo novo orcameuto de
4:6048600.
A arremalacao sera feila na forma dos artigos 24;
e 274a lei provincial n. 286 de>l?de maio de 1851,
e sb as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a este, arrematarlo
Arago.
15,243
em ludo isso mais astucia qae herosmo : fez encall.ar; eomparecam na sala das sesses da mesma junte, no
Os seus njvins Ehir.lnm.nl. r.nn.n nn- nnn:j.*~- i, .*..' .. *
os seus navios secretamente e como por accidente!
depois ordenou qae fossem despedac.ados, guardando
com cuidado o ferro, as enxarcias e tudo o que' po-
da servir. 0 que elle pralicou verdaderamente
admiravel, foi entrar pela primeira vez no Mxico
sem dar um (iro, pelo terror que inspirava a sua
audacia, servindo-se hbilmente dos odios que os Az-
tecas haviam agitado e da prophecia que annuncia-
va a viuda de um homem branco ; foi encarcerar no
proprio palacio um monarcha adorado do seu povo
como um dolo, ir cosa ao encontr dos Hespanhoes
enviadotpara roubar-lheo commando, seduzi-lose
voltar frente delles, depois tornara entrar no Me-
vu o audaTndependenlecomo n'uma cidade con-
VHnal, quando o povo se sublevou, os
reveses moslraram Cortez maior do que os seos tri-
umphni "ajudado pela superioridade das armase
pelo numero de seus aliados. Foi mais admiravel
de paciencia e de resolur.te na noufe triste (nochtj
triste,) qnando sabio do Mxico, sobre urna estrejjjf
calenda, essaltado por immensa mnltidao, tendo per-
dido grande nnmero dos seus Hespanhoes e loda a
ua arlilhara, do que quando voltou a tomar o May-,
tico, apoz um cerco d 65 das, frente dos soldados'
que tinham sido enviados contra elle, e de todas as
tribus descontentes, cojo odio aos ^Mexicanos era
lao grande, que anda no momento em que os Hes-
panhoes eslavam fatigados de matanca, nao podiam
impedir que os aliados eslrangulassem e devorassem
os seus inimigos.
Em fim, a erueldade de Corlez foi igual n sua reso-
lurao indomavel. Estes homens eram assim : forca
dedesprezar para com sigo a dor en morte, se torna-
vam indifferenles ainflgi-lal Toda a genteconhece
arase dirigida por Ouatimozin, posto era tortura
para declarar onde eslavara os seus Ihesouros, ao
confidente qae, entregue aos mesmos tormentos, pa-
reca, contemplando o amo, pedir-lhe a permissao
Eara fallar : Homem cobarde por ventura tam-
cm cstoii n'um leilo de rosas ? Ninguem sabe ge-
ralmenie o fim deste Gualimozin, que nao sucum-
bi s torturas d^> fogo, e com o qual Cortez viven
depois mu amigavelmenle e como se nada houvesse
acontecido, mas que elle mandn enforcar n'nm
rerlo da, indo era urna expedirn para o sul. Com
Gualimozin se achava um principe mexicano, cha-
mado Ixllixochtli, qae fora sempre muilo fiel ao con-
quistador, o que nao impedio que Cortez maudasse
enforcar o irrao assim como a Gualimozin, Ixtlixo
--------r ---------.. -">v< .o Villon, precedendo o mnlogo de Hamlet, moralisf chill dorma nesle momento. Vieram noticiar-lhe
os restos que o homem deixi depois da morte :
o Quando contemplo estas calieras amoutoadas
nesles carneiros,foram todas de referendarios, ao
menos da cmara das anquinhas (3), oa foram todas
porta-aiiquinlias (4).
m o conquistador do Mxico era Koubila, nelo de
Mnguem podena duvdar diste, porque se encon-
IramnasCordilheirasossadasde raaslbdonle I He
2wLq.",<' e,Coyier a'lribuiam-se as reliquias de
de A?n r,tan. ""^"I0'dos Apeninos expedirlo
^5i,.,0e Vui.>eva que o digamos
conchas fosseis dos Pynneos para all foram traz-
da. porperegnoos. M. Abel Remusal fezTbservr
que nunca Alcxaudre Grande, nem os Romanos
nem Geng.skhan.muiUs vezes diados pelas su, "mi
extenso como o de Chit-Soo (nome chinez de Kou-
bila) monarcha apenas conhecdo, e que nao cilam
as nossas historias modernas.,. M. Ranting quiz aull-
menlar linda este immunso imperio, fazendo con-,
o E daquellas que se inclinavam urnas sobre as
nutras durantes vida,urnas reinavam,oulras Jimi-
das e escravisadas ; l vejo tedas juntas enfardadas e
confundidas promiscuamente, senhorias, lhes sao
roubadas, nem caixeiro nem amo, lijase nao
diz.
Nazahualcoyotl diza uo mesmo secute em que v-
veu Villon :
o O p infecte que enclie estas catacumbas ou-
Ir'ora era ossos c cadveres j estes cadveres foram
corpos animados que, sentados debaixo do docel,
presidiara asseniblas, coramandavam exerdlos, con-
qustevam reino9,*possuiam thesouros, etc.
A semelhanca nao he menos sensivel enlro urna
peca em que Villon invoca a recordarlo dos homens
illuslres que passaram, e termina cada eslrophe da"
maneira seguiile .*
a Onde est o esforcado Carlosmagno ? e os
versos que o imperador mexicano compoz no mes-
mo pensamento >
a Se eu le pcrgunlasse onde, eslo os ossos do pode-
roso Achalchicihtlanextzin, primeiro chefe dos an-
tigos Toltecas, e os de Necaxecmitl, o piedoso ado-
rador dus deoses ; so te perguntasse onde este a bel-
lexa incomparavel da gloriosa imperatriz Xiuhl-
zal.... a
V-se que ao lado desle soberanos, cujos nomes
um pouco fonxos algunas vezes eram populares no
Mxico, mas que tero difficuldade a se-lo na Euro-
pa, o poeta de Tezcuco collocava tambem os das mu-
llieres celebres pela sua fonnosura. He nma rcter
cao de mais entre elle e o nosso Villon, que pergunla
a si mesmo onde esl Flora, a termos romina : '
A rainha, alva como urna acucena, qaecanlava
com voz de serea a
e que concluio esta enumeraeao melanclica pelo s-,
guinte Densamente de urna grara Uo sedoclora, Un-
as vezes citado.
Onde slSo as neves do anno passado?
O poete mexicano, que nao via desfazer-se a nev
lodos os annos, que s conhecia as neves eternas dos
vrtices da Cordilheira, nao se pode encontrar com o
filho de Paria nesle ultimo trecho. Compera as gran,
dezas passageiras, a fmaca do Popoctepetl, e tam-
bem achou urna comparacao graciosa para exprimir
a vaidadedas glorias humanas : o Todo isto he seme,-
lhante a ramalhetes de llores que pissam de mao em
mao, que murcham, e acabam por desapparecer do
mundo.
Os Aztecas conheciam \arios dos producios veger
laes actualmente mais empregados na Europa. Nao
possuiam o Ijigo, que foi inlrodozido por um negro
escrSvo de Corlez, mas cnltivavam o ndigo, a cocho-
mlla, o algodao, mencionado tambem no velho mun-
do desde o lempo de I lerodolo, o assucar, qne tiravan'
do aloes e at da caima. A elles he que devemo9 o.
chocolate, cujo nome he- mexicano (calahuatl), c que.
elles corrompiam, juntando-lhc especiaras c aromas,
dos quaes a baunlha he hoje o nico vestigio. Fa-
ziam delle, com farinha, urna especie de papas i
qual junlavam praeala e nrucu. Dizia'um soldado
hespanhol que esla raistura era boa para dar-se aos
porcos. Assim diziarn os nossos camponezes, nao ha
muilo lempo, acerca da batata. A propria batata
he indgena no Mxico, e nao cresce no estado selva-
gem em nenhnra outro paiz. guando Raleleh le-
vou-a da Virginia para Inglaterra, talvez j tivesse
sido levada i Europa, e da Europa para o Novo-
Mundo, porque nao se sabe mu claramente como
ella chegara directamente do Mxico Virginia. As-
sim, em toda a- America tem ella o nmade batata
irlandeza pira dislingui-la da batata doce. Olanlo
ao tabaco, j dlsse qiie os antigos Mexicanos conhe-
ciam-lhe o uso ; erviam-sc delle em p, e fuma vara
charutos qae inlroduziara em pequeos lobos de es-
cama oa de prate,. Fumar era elegancia na corte de
Montezuma.
Como hoje, o uso do pulque. licor espirituoso e
trahido das folhas do aloes era mui vulgarisado#ntre
os Aztecas. Nao parece que conhecessem o vinho.
A personagem que se chama o dos do vinho na sur
m> Otologa era, segando creio, o dos dopwliiug*
Offereciam-lhe victimas humanTrs7~scolhendo-as na
.este singular rasgo de reconhecimento. lmmediata-
mente elle correu, e, em nome dos numerosos servi-
ros prestados, exapobra a Cortez a ler disposto des-
Carie do seu irritan sem previni-lo. pretenda adverl-lo, respondeu negligentemente
Corlez, mas disseram-me que esteva dormindo, e
nao quiz acorda-lo. Encontrei esla noticia, que,
mais do que oulra talvez, mostra no vencedor do
Mxico o menosprezo da vida dos homens. na curio-
sa" narrac.no escripia por um descendente do principe
Ixllixochtli. A veracidade do autor nao he suspeila,
por que, frade e bom cathotico, depois de haver re-
tratado todos os horrores coramettidos pelos Hespa-
nhoes; em vez de se entregar contra elles a indiana-
jflo que parecem dever inspirar, acrescenla piedosa-
mente : a Nao nos devemos qoeixar da vioda dos
Hespanhoes, por maiores. que sejam as crueldades
que tenham exercidu, por quctievemns-lhes o ter
escapado i idolatra e. conhecdo o verdadeiro Ueos.n
J. J. Ampare.
(Itccue es Deux Mondes.)
COMMERCIO.
dia cima, declarado, pelo meio dia, competente-
mente tabililadas.
E pan constarse mandou affixar o presente e pu-
blicar pelo Diarlo.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernambu-
co26de maio de 1854. O secretario,
Anlonxo Ferreira Clausulas espidan para a arrematacSo.
1." As obras deste acude serao feilas de conformi-
dade com ai plantas e orcameuto apreseotados ap-
provacao do Exm. Sr. presidenta da provincia, na
importancia de 4:6043(300.
2.< Estas obras deverlo principiar no prazo de
dons mezes. e serao concluidos no de dez mezes, a
contar conforme a lei provincial n. 286.
3.a A importancia desta arremalacao ser paga
em tres prestaedes da maueira segunte: a primeira
dos dous quintos do valor* total, qnando tiver con-
cluido a melado da obra; a segunda igual primei-
ra depois de lavrado o termo de reconhecimento
provisorio; e a (ercera finalmentarde um quinte de-
pois do rccehiinento definitivo.
4." O arrematante ser obrigado a communicar
repaTticao das obras publicas com antecedencia de
30 das, o da fixo em que tem de dar principio
execurao das obras, assim como trabalhar seguida-
mente durante 15 dias, afim de que possa o enge-
nheiro encarregado da obra, assislir aos primeiros
trabalhos.
5. Para tudo o mais que nSo esliver espedficado
as prsenles clausulas, seguir-se-dia o qne determi-
na a lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1854.
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira d'.tn-
nunciacao.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaraes, jniz.de
dircito da 1.a vara do comraercio nesla cidade do
Recite de Pernambuco por S. M#I. o Sehhor D.
Pedro H, que Dos guarde, ele?"
Fajo saber aos que o presente edilal viren), que a
requerimenlo de Antonio Jos de Azevedo, estabe-
lecido com foja de miudeas na roa do Queimado
n. 49 se acha por este julflNjiberta a sua fallencia
pela seolenea do theor seguiute. A' vista da expo-
si^ao constante da petirao folhas 2, declaro aberla a
fallencia do negociante Antonio Jos do Azevedo,
estabelecido com teja demiudezas na ra do guei-
mado, filando "o termo legal e existencia de sua fal-
lencia acontar do da 11 docorrente. Ordeno qae
se ponham sellos em lodos os bens, livros e papis
do fallido, e nomeio para curador fiscal o neguciau-
le Vctor Layne, que prestara juramente na forma
da le, expedindo-se desde ja paricipares wb res-
pectivo juiz de paz a compahando copia aulheutica
deste sentenca, afim de proceder a posicAo dos
sellos c cusas. Recite 15 de maio de 1854. Custo-
dio Manoel da Silva Guimarfes.Em eumprimen-
lo do que todos os credores presentes do referido
fallido eomparecam em casa de minha residen-
cia, ama da Concordia, sobrado de om andar, no
bairro de Sanio Antonio do Racife, no ,dia 13 do
crrente pelas 11 horas da manhaa, afira de procede-
rera a nomca^ao de depositario oo depositarios qae
hao do receber e adminislrar provisoriamente a casa
fallida. E para que chegue a noticia de todos, man-
dei passar o presente, que ser publicado pela ira-
prettaae afiliado nos lagares designados no arl. 129
co regnlainenlo n. 738 de 25 de novembro de 1850.
Dad* e passada neste cidade do Recite aos 10 de
junho de 1854. Pedro Terluliano da Cunha, escri-
vo o subscrevi.Custodio Manoel da Silva Gui-
mares.
PRAGA DO RECIFE 12 DRJUNUO AS 3
HORAS DA TAR DE.
CoteQes oflicaes.
Dcsconlo por poneos dias6 % ao anuo.
ALFANDEGA. .
Rendiraenlododial a 10.....87:094*871
dem do da 12........12:8818859
o
Lancha. Conceieao Flor das Virln-
des. 15,324.
Capitana do Porte dcTeroambuco, em 9 de ju-
nho de 1854.O secretario de capitauia, Alexandre
Rodrigues dos Anjos.
BANCO DE PERNAMBUCO.
Por so nao haver effecluado a reunan de assem-
bla geral convocada para o dia 3, he de novo con-
vocarla para o dia 14 do correle mez, afim de se
nomear a eomntiasto de contal, e ter lugar a as-
sembla geral com o numero que se reunir, ni for-
ma do artigo 20 dos estatutos, ni casa do mesmo
banco, ai 11 horas da manhaa. Recite 9 de junho
de 1854,Pdro F. di P. Cacalcanti, presidente.
Jos Bernardo Galcib Aleo forado, 1. secretario.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, em virtude de aulori-
sacao do Exm. Sr. presidente da provincia, tem de
comprar os objeclos seguales:
Para o 8. batalhao de infantera.
Brim branco liso, para calcas, varas 838; algo-
daozinho para camisas, varas 838; panno relo pa-
ra polainas, covados 84; hollnela de forro, covi-
dos 168 ; livro meilre de 300 folhas 1 ; pas de fer-
ro 28 ; enxadas 28 ; machados 4 ; caldeiras de fer-
ro balido para 100 pracas 4.
Deposito de recrutas das Alagoas.
AlgodSozinho. para camisas, varas 525; brim
branco liso para calcas e frdelas, varas 1043.
Officinas del. e 2. classes.
Coslados de amarello 4 ; ditos de pao do oleo 6 ;
costadinho de amarello6; tboas de assoalbo de ama-
rello, duzias 4; 'lilas de dte de louro, duzias 4 ;
rame de ferro grosso, arroba 1 ; limas macas Iran-1
gulas de 4 pollegadas, duzias 4 ; dilaa muras trian-
gulas de 6 pollegadas, duzias 4; arcos de ferro de
1 ,ij pollegada para jarros, arrobas 8.
3.< Classe.
Ferro lueco, arrobas 8.
4.> Classc
Folhas de (landres dobradas, calzas 3 ; ditas sin-
gellas, caixns 4 ; rame de ferro de meia grasura,
arrobas 2; lencoes de latao com o peso d 56 libras
2; ditos de dte de 36 libras2 ; dilos de dte de 17
a 18 libras 10; diloa de dito de 15 a 16 libras 20.
5.* Classe.
Sola curtida, metes 150.
Diversos balalhoes.
Mantas de laa ou cobertores de papa 271. Quem
os qoizer vender aprsente as suas proposte em
caria fechada com as compltenles amostras, na se-
cretaria do conselho s 10 horas do dia 14 do cr-
reme mez : advertindo qne'quando os gneros fo-
renfjjjtrangoiros, s se receberao as propostas com
a asaignatura reconhecida das casas importadoras,
que se propozerem a vender, na assignadi por pro-
curarao, acompanhar esta' proposta, competente-
mente legalisada. Secretaria do conselho adminis-
trativo para fnrnecimento do arsenal de guerra 10
de junho de 1851. JoscAe Brito Ingle:,, coronel
presdanle, Bernardo Pereira do Carino Junior
voual secrelario.
-Ahlonio Joaquim de Olveira Baduem, segundo
esenplurario da primeira secro da mesa do consu-
lado provincial, faz scientc "aos proprietarioa do*
predios urbanos da freguezia deS. Fr, Pedro Gon-
Salves que principia a fazer o lanamente da decima
a dita freguezia, quo tem de ser cobrada no anuo
financeiro de. 1854 a 1855, no da 15 do corrento
mez. RajlMRO de junho de 1851.
Anlpjfcaquim de Olveira Baduem, segundo
escripturar"oa primeira seccAo da mesa do consu-
lado provincial, faz sciente aos donos des diversos
esubelecimesttos da freguezia de S. Fr. Pedro Gon-
Salves, qne principia a fazer o luncamento do impos-
to de 4 por ceulo sobre os mesmos estabelecimentos
no dalo docorrente mez, q qual tem deservir pa-
ra a rrrreeadacjlo do anuo financeiro de 54 a 55 pa-
ra o que devero ter nejps os ldbos, oo papis de
Iralo por onda moslrem quanto pacam de allnguel.
Recite 10 de junho de 18
Administrarao do patrimonio dos
Peranle a adminislmeSo dq palrimotlio dos or-
ihiios se lia de arrematar a quam fwr menos fizer, o
ornecimento dos medicamentos para os enllegios dos
orphaos por lempo de um auno, que ha de ler prin-
cipio do 1. dejulho prximo futuro ao fim de junho
de (855: as pessoas que se efapozerem fazer dito
fornecimenlo, poderao comparecer na casa das ses-
soes da mesma administraran nos das 16. 23 e 'Mido
correte mez, pelas 12 horas -da manhaa. Secreta-
ria da administradlo do patrimonio dos orphaos 9 de
Junho de 1854Antonio Jos de Olveira, secre-
tario.
E*- Acna-ise recolhido n cadeia. da cidade do Re-
rife, por ordem desta subdelegada, o prelo Miguel
por estar fngido, o qual diz ser escravo de Manoel
Joaquim, morador no sitio Breginho, termo do Li-
moeiro. Subdelegada da freguezia. da Varzea 9 de
junho de 1854.O subdelegado,
Francisco Joaquim Machado.
Pela subdelegada da freguezia de S. Jos do
Recite fo appreliendido ao menor Domingos, criou-
lo, urna colher de soupa de prate; que a esteva ven-
deudo : quem fr seu legitimo dono, apresentendo
os signaes, lhe ser enlregue."' Ftjguczia de S. Jos
10 de junho de 1854.O subdelegado,
Francisco' B. Carvalho.
Companliia de navegado at vapor Luso-
^^l^ileir.
Devendo sabir del.ii-
boa no dia 4 do correte
o primeiro vaso desta
coinpanhia, o D. Mario.
iegunda, dever aqui
chegar no dH 19, e depois de-nma demora-de 10 ho-
ras seguir para os portes da Baha e Bin de Janeiro :
quem quizer ir de passagem, ulilisando-se de lao
elegantenovo de primeira viageme rico vapor, e
dos commodos oreos abaixo notados era moeda por-
tagueza, diriia-teao infrascripta, ra do Trapiche
n. 26.
1 cmara 2 amara 3* cantara
ParaaBahia 229500 2032-50 98000
Para o Rio de J. 459000 308000 .189600
Irala-se com Caetono Cyriaco da C. M., ao lado do
Corpo Sanio, teja n. 25.
RIO DE JANEIRO.
Segu impreterivelmente na presente
semana o multo vfeleiro e superior brigue
nacional Damao, ainda pode receber
alguma carga, escravos a frete e passagei-
ros, oiTerecendo estes excellentes com-
modos, que podem ser examinados: tra-
ta-te com Machado.& Pinheiro na ruado
Vigarion. 19, segundo andar, oucomo
capitao Cleto Marcelino,Gomes da Silva
na praca d Commercio.
Para o Rio de Janeiro sabe com
muita brvidade o brigue Sagitario,
de primeira classe, o qual ja' tema maior
parte do carregament engajado ; para
o restante, passageiros e escravos, trata-se
como consignatario Manoel francisco da
Silva Carrico, ra do Colegio n. 17, se-
gundo andar, ou cora o capitao a bordo.
r Parao Para' segu uestes dias a es-
cuna nacional Titania : para o resto
da carga trata-se com os consignatarios
Antonio de Alraeida Gomes &Gompanbia,
pa ra do Trapiclie Novo a. 16, egundo
andar.
PARA".
No da25 do corrate, o patacho Santa Cruz :
para carga e passageiros trata-se com Caeteno Cyria-
co da Costa M., ao lado do Corpo-Sanlo teja n. 25.
LEILO'ES.
Quarla feira 14 do correte o agente Baria fa-
r leilaoem sen irmazem, ma do Colegio a. 14, in
10 horas da manhaa, dos objectos etisteales no raci-
mo, sera limite.
Seita-feira 16 do correnle, o agente Vctor
far leillo do ten ^rmazem roa "da Crea n. 25, de
completo sorlirneote de obras de Imarcioerias novas
e osadas, de diltereples qulidides, diversas 'obras
de praia de lei, relogros de onree prate com tranea-
lim para algbeira.candieirospari meio de sala, Mee
era barril de dlflVrntea qualidades, lato de cidra,
e oulros mallos objectos que esterAo vista no dia
do leilao.
AVISOS
DTVEBSOS.
i^i^i^^H
oee* hoje no
isa tratar evotos costu-
lonio
Icactra, Joa-
Preeis-se de urna ama para servir a das pas-
teas, e que saiba eozinba e amar : a Ira
rba Direite n. 91, primeiro andar do sobrado na qm-
na dotecco de Serigado.
Frontispicio do Ca
Os encarregad
mo do I^^^^^^^^^^^^^^H
curadores abaixo decl?
pateo, do Carmo n.
arrecadar.no da
mam a conlrilii
lividade. Os Srs. M^^H
dos Santos Pi i
Jote Rapozo, Han
quim Rq^^^^^^^^H
Cosa, e.
Desapi
la, muilo cqnhecida
oreihaa mullo groasa-
mo di mi direite al
que o outro, moca, bstanla
ler seguido a di recreo de S^
da-se aos captes de campo]
venv-a ra do Vi
secjo re
! O f
cqrlidao
de D- Afae^^^^^H
Jos Lopes uim:
niel Edu
dar procurar no'
deSa.
Offerece-ee urna aei
servco de urna casa
dentro a
Guabos
Para as
Fazem-ae pistolas
menos que em
dinhas de sala
tratar na Ira
sabe perfeilai
fazer o servil
a tratar
meroSO.
Atezar
para.Portng
Fugo na sextei
da manhaa, urna pretl
de idde 18 a 20 an
lade direite do quein
se rasgaran), sendo u:
crava do Sr. padie-mesi
99:976}730
Descarregam hoja i3dt junho.
Barca riorluguezaQrotidilodiversos gneros.
Patacho brasileroEmulacoogneros do paiz.
Brigue brasileroSagitarioidem.
Importacao'.
L'alarhp nacional Ilermina, viudo do Asf, con-
signado Manoel Joaqoim llamos e Silva, mauifes-
tou o seguinle :
1,004 nlqueircs de sal, 240 molhos de pallia ; a
ordem. *
Brigue nacional Sagitario, vndo do Ro de Ja-
neiro, consignado aManoel Francisco da Silva Car-
rirn, manVesluu o seguiute :
435 sacras caf, 7 caixas rap, 8 volumes merca-
dorias, 1 embrulho camisas, 5 gamellas de pao, 36
raeias barricas potassa, -2 volumes sola, 4 caixoes
chapeos, 25 lates e-410 rolos fumo, 2 caixOes cha,
95 teios barricas vasias; a ordem.
1 caixole leques ; a I!. Isaac & Companhia.
120 pipas vasias; a M. f. da C. Carriro.
Brigue nacional Algrete, vndo do Rio Grande
do Sul, consignado a Manoel Uonralves d Silva,
mauifcstou o segniute:
6,611 arrobas de carne, 149 ditas sebo em rama,
20 couros seceos; a ordem.
Patacho brasilero Santa Cruz, vndo de Colin-
guiba, consignado a Caeteno Cyriaco da Coste JKo-
reira, maufeslou o seguinle :
21 caixas e 496 saccas assucar branco. 10 caixas e
354 saceos dito mascavado, 66 couros seceos, 3 bar-
rs niel ; a Jos Teixeira Bastos.
CONSOLADO GERAL.
Rendimenlo do dia 1 a 10.....12:3609376
,ldem do dia 12 .'...... 1:8649211
DIVERSAS PROVINCIAS.
RendmeiuadodialalO......1:0998017
dem do dia 12.......... 1559520
(I) Esta observaclo me foi cbnfirmda demons-
Irada, depois da minha volla a fiaris, por M Aubin
que formou no Mxico a collctao- mais curiosa dos
monumentos deste genero e cometan a respectiva
explidcjte. A pablicaco das pintiifs hisloricas e
de oulris que posioe M. Aubn, com ifcdiiccaes fei-
las 09 Mxico depois da conquista, seriaX11" niaior e
do mais novo interesse, T
&) Es-aqui a pintura que traja Herrera destes
terriveissacri(icios; dixo fallar o seu traductor,
cujo francez nao lio destituido de energa: a Fa-
ziam subir aqaelleque devia ser sacrificado a* lon-
go da escadara do templo; e, deitando-o sobre a
pedra, punham-lheo collar i garganta em forma de
nma cobra. Quatro sacerdotes seguravam-no pelos
mflos e pelos ps, depois o soberano sacerdote abria-
Ihe o peilo, c com a mao arraucava-lhe o coracJto, c
ainda palpitando, moslrava-oao sol, ao qual offere-
cia este calor e este vapor que exhalava ; depois
volteva-se para o idolo o lh'o vibrava ao rosto, e
logo depois, com'um ponla-p, lancava o corpo de
cima a baixo da escadara. (3 decada, liv. II, cap,
XVI.)
(3) Cliambre aux paniers.
(4) Porte-panier*.
DECLABAJO'ES.
Pela mesa do consulado provincial annuneja-
se que a cobranra. bocea do cofre, da dcima dos
predios urbanos das Ireguezias deste ddade do se-
gando semestre do anno financeiro de 1853 a 1854,
principia nol.de junho prximo futuro, e que os
30 dias uteis tem principio dn referido dia 1. de ju-
nho, lindo os quaes icam inclusos na malta de tres
Eir rento todos os que deixarm de pagar mus de-
itos.
O Illm. Sr. capitao do porte, manda fazer pu-
blica a numeraco dada ao thelcgrapho deste cidade,
incluida no respectivo cdigo de signaes, para an-
nunciara chegada a este porte dos navios desta pra-
a abaixo declarados; e espera que os Srs. proprie-
terios ou mestres dos mesmos navios, apresenlem
nesta capitana com toda a brvidade urna nota des-
criptiva dos distintivos, ou signaes particulares que
cada om uza, para se tnrnarem coobecidos quando
chegam a este porto, afim de transmitti-la ao dilo
Ihelegraplio, e possa assim essa providencia ser leva-
da a effeito, para cojo mister he tambem preciso que
os mencionados navios nao deixcm de ic,ar os distin-
tivos logo qoe demandando este porto fordra do mes-
mo visveis.
Capitana do porto de Pernambuco em 9 de junho
de 1854.O secretaria da capitana, Alexandre Ro-
drigues dos Alijos.
Armaran, nomes dos navios e nameracjto dada aos
mesmos, ti qoe sa refere a declararlo supra
pertagoez, relira-se
i horas
ndrina,
ixo do
andolas que
;ssaliente, fo
apislrano: quem a pega*
14:2249587
1:2549537
BECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Bendimenlo do dia 12 5489206
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia la 10 16:0039996
dem do dia 12 ........ 2:1785042
18:1829038
)VIMENTO DO PORTO.
fiados entrados no dia 12.
Cotinguiba5 dias, patacho brasilero .Santa Ou;,
de 102 toneladas, mostr Marco Jos da Silva,
equipasem 9, carga assucar ; a Caeteno Cyriaco
da Costa Morcira. Pussageiro, Jos Bitaucourt
de Laccrda. .
Rio de Janeiro15 dias, brigue brasilero SaaUa-
rio, de 266 toneladas, capitao Manuel Jos Pres-
idi, eqoipagem 12, carga caf e mais gneros 4
a Manoel Francisco da Silva Carrirjo. Passagei-
ros, Francisco Pires da Silva, Domingos Alexan-
drino da Silva, Antonio Jos de Frfeites Guima-
res.
Rio Grande do Sult27 dias, brigue brasilero Al-
grete, de 131 (meladas, capilao Manoel Pereira
Jardim, equipagem 12, carga carne secca ; 'a Ma-
nuel (ioncalves da Silva. Passageiros, Jos An-
tonio Francisco, Francisco Das de/ Azevedo, Joa-
quim Tlieodora da Silva,
Armario, Nomes. Nmeros.
Barca S. Mara Boa-Sorte. 32,145
Malhlde. 32,451
cr Ipojuca. 34,125
Brigue Paquete de Pernambuco. *,531
a Fortuna do Norte. 5,231
Feliz Deslino 5.312
a ero. 4,522
Vencedor. 24,513
a Algrele. 5,314
11. AITonso. 25,314
Mariauna. 25,341
a Conceieao. 25,431
Leto. 31^45
< Recite. 31,524
Sagilario. 31,542
Elvira. 32,154
Paquete Ventera. 34,215 34.251
t ' Despique de Beiriz. Bom-Jesns.
tt 34,521
Polaca. N. S. do Carmo. 15,234
Gallla. Santissma Trindadc. 23,541
Patacho. Euterpe. :>,-2U
VJ S. Cruz (de Caeteno Cyril -
co da Coste Morera.) 5.413
S. Cruz (do casal do falleci-
do Joao Francisco da C. 23:514
a S. Francisco. 21,354
Galante Mara. 5,142
29dte setembro. 25,134
Ilermina. , 31,254
a (.unliaija. 31,425
Escuna. Titania. 23,151
Cf Sociedade Feliz. 5,421
a Tamega. 31,152
0 Zeloza. 5:134
Veremos. 32:511
B Flora. 34:512
Sumaca. Flor de Angelm. 5,213
Uiale. Duvidoso. 14,253
0 Exalarao. 14,325
Ligeiro. 14,352
N. S. dai Neves, 11,823
a Aurora. 5,132
u ConceisSo de Mara. 15,312
a Sergypano. -Fiordo Brasil. 14,532
a 15.423
0 Novo Olinda. 21,453
Amelia. 21,135
Capibarlbe. 24,351
Novo Destino. 24,315
Sbrale nsr. 24,351
1 " Casli'u. 34,152
ICIO DO ACTOR
"VF^flBBsl
Grande exp*ctacl undo e todo jocoso.
Em primeir^^H icada comedia em
tres actos, ornada
RENIFURD Effl HESf^ANHA.
Fazendo o beneficiado o papel de Renflard. .
Segoc-se o lindo Vuelo, cantado pelo Sr. Montei-
ro e a senhora D. Gabriella,
AS TRtMlBIITINHAS.
Dar fim ao especlacnlo a muilo inleressantc co-
media em dous actos, ornada de musita
A PRIMEIRA INFIDELIDADE DE UM MARIDO
Fazendo o beneficiaete-o papel do marido infiel,
O beneficiado r.rolnqiiii espedacolo lodo joco-;
so, persuadido que muilo satisfar o publico, (que
em geral gosla mais de rir do que chorafjfle quem
espera a proleccao costttmada.
O Meodes no sea beneficio,
Ha de ficar muilo cooteute,
'ois espera da rapaziada
Jma gnnde e Lepa eu cien le.
.B. O Mende* letnbra a' bella rapa-
ziada do commercio, que este seu benefi-
cio lie em vespera do da santo de guarda,
do SS. Corpo de Dos.
Os bilheles acham-se i vend em casa do Mondes
na ra Bella n. 13, e no da do espectculo po es-
cripterio do theatro.
Come^ar s 8 horas.
THEATRO DE APOLLO.
QUINTA-FIRA 15 DE JUNHO DE 1854,
Expcctaculo beneficia do ador Joaquim Jote
Pereira. ,
Depois de execnlada urna escolhida ouverlura, le-
ra lugar a reprcsenUtaoda 13o applaudda comedia
em 3 actos
jpmjLB^sSi&'ssLJL amusjo.
Actores.
O Sr. Moiileiro.
o Coste.
O beneficiado.
0 Sr. Amoedo.
Bezerra.
A Sr.> 1). Amalia.
A Sr. D.- Gabriela.
A Sr. Jesuina.
e levar roa dn Crespo n. ID, ser generosamente re-
compensado.
Attencao de amigo.
Temos admirari
para comoseie
poris'!
tome nova carrira, -para qne oso- va aos ouviu
seo pal e lhe sirva 09, pois nao he proprio
de um academice que este frequenlaado o primeir.
jectos da tabecay 1
te a Maneel
pilaos lhs do fin,
da mesma la
orphSns.
O senhor deenge^^^^B^Hisar de um opu-
mo administrado- trabalho :
dirija-te ru, 11.33.
filho
menor, Gui II
) Sr. Man ida Nogneira, tem urna
caria na ra do Tr; idar.
Precisa-se de nma ama cora leile : na roa da
Seiwaia Nova
Precisa-se de um hornera qoe saiba, rabilhar
em carrosas no porto armazetn de ma-
lexiaes jante taberna.
Avisa-so ao publico, e a qaem mais possa iote-
ressari que desde o dia 21 de e an-
no de1854acaboua.se:
ca ccnbedda sol
linuando o socio Rapl
gyro da mesma <*f^^^^^^^
responsavel pe
coinmerciale
Lote
O Iheaoorci
ao respetavtj^^^^^H
Hieles d
Viste, na the^
roa doColle.
teja do Sr. Fo
10 do Sr. Lu
mente i
loja de
theaoureiro, t
blieo, e.affirn
prclerivelmeote as re
Roga-si
Isabel, ou i que
dos especiad
empreza, nos
orna vez o mai le
Familia Mor
nos o desojo
do bom dese
frWfla,j^^^H
Dame, e
exiincte firma
Personagens.
Capitao Tiberio. ,
Bazilio, seu irmilo -
Antonio.....1
F'rancisco.....1
Jos........
Galalhca......
Maria, suafiliit. .
Julia.......
Seguir-se-ha pela Sr. D. Gabriela e Mouteiro o
lindo duelo
. AS THOMBETINHAS.
Findar o espectculo com urna das meUioresfar-
as.
O beneficiado espera que o benigno-publico lhe d
Inda a prolecc,o que cosluma dispensar a- quem a
elle recorre.
O beneficiado agradece a todos as seus companhei-
ros que do lao boa vonlade e 13o generosamente se
prestaram ascrvi-lo.
AVISOS MARTIMOS.
Para u Ceara segu em poucos dias o veleiro
hiale Castro, para carga Irala-se 110 escriptorio de Do
mingos Alves Malheus : na ra da Cruz 11. 54.
Pra o Araratv seguc no dia 20 do rorrete o
hiale l'arahibano; recebe carga e passageiros:
I al,'iaii qaae temos
iai^HRaI>-
^Hpesstir na
a mettior deaeanpe-
saptesped
Un frcoMentador io ttmlro.
Offerece-se nm moco par criado de alguma fa-
milia que vn pira o Rio de Janeiro : quam precisar
anuaucie a sua morada para ser procurido. '
No (erceirn andar da casa n. 53 da ra da Ca-
deia do Recite, precisa-se de ama mulher qae saiba
cozinhar bera. i
Precisa-s lugar nma prcte, que seja bel, e
sem vicios, para vender verduras : quem liver an-
nuncie.
Caeteno Jos Pinto, rehra-ie para a Europa a
Iralar de sua saude.
Precisa-se de ama deleite : na roa Nova sobra-
do n. 56.
Aluga-se urna escravapara o servido de ama
caa de portes a dehlro :Tio Passeio Publico teja
n. 9.
Precisa-se de um feitor par nm sHio perto
da prac, quo entenda de planlacoes de sitio : na
ra da Cadeia do*ecife n. 54, loja.
Precsa-se alugar um prelo anda nao sendomo-
co, proprio para o servico de urna casa de pouca fa-
milia : na roa da Cadeia 11. 19, armazn.
Precisa-se de um feitor qae entenda de plan-
tatoes principalmente de borla, c que tambem tra-
balhe, assim como saiba tirar leite em vaccas: quem
pretender procure no lerceiro andar da casa n. 112,
na ra da Senzata Velha.
Ausenloo-se no dia 11, sem molive algum da
casa de seo senhor, a mulata Virginia, a qual tem os
signaes sesointei, ciir clara, peitos grandes, ps e
maos pequeos, beicos groases, cabelle carapiol
c um tanto rale, tem algunos talhos de chicote n
bracos, levou' um panno da Costa ja usado, e vesti
do de chite escura ; foi viste no dia 12 na Tren1
depois na Passagem : qaem a pegar e tronxer
ra do Crespo n. '11, ou no armazem da ra do
legio n. 2, ser bem recompensado.
Da-se dohdro a juros sob penhores do prata
e ouro : na.roa da Glora n. rw.
Luiz Thomaz Coeiho vai a Portugal.
Precisa-se de urna ama para casa de hornera
solleiro, qoe cozinha e encomme, e d flanea ou oa-
nhecimcnlo a sua conducta : pode drigir-se rea
doColtegte n. 16.
Precisa-se de umi prete escrara, que cozinhe e
faca n mais servico de KM essa de pequea familia,
oaga-sebwajjyrater na ra da Cadeia do Rerife
p. 23.
\



DIARIO DE PERMMBUCO TERCA FEIRA 13 BE JUNHO DE 1854.
Arreuda-se os engenhns Itanhenga e S. Pedro,
a margen) do rio Capibaribe comarca de Pao d'Alho
uro lem OOOJOOO rs. de foro, e oulro em poni mais
pequeo, coro boas casas de vivenda, e urna boa
distilaco : a pessoa que pretender dirija-se a' Ita-
nhenga, a tratar coin Jos torreja de Mello.
N botica da rua larga do Rosario
n. 36, de Bartboloiueu F. de Souza, ven-
dem-se pilmas vegetaes verdadeira, arro-
be l'aiFecteur verd^deiro, salta.de Sands
verdadeira, yerinifugo inglez (emvidro)
verdadeiro.vidros de bocea larga coro ro-
Iha de 1 at 12 libras. O annuncinte af-
fianca a quem interessar possa a vracida-
de dos medicamentocima, vendidos em
sua botica
i. Chardon, bacliarcl em bellas leltras, doulor
en direito formado na universidade de Paris, ensi-
na em sua casa, roa das Flores u. 37, priroeiro an-
dar, a lr e escrever, trailnzir e-fallar correcla-
mcnle a lngoa franceza, e lambem dar lines par-
ticulares em casa de familia.
Homceopathia.
CLNICA ESPECIAL DAS MO ,
LESTIAS NERVOSAS.
Hysteria, epilepsia ou gota ce ,
ral, rheumatismo, gota, paraly- '
sia, defeitos da falla, do ouvido e '
dos olhos, melancola, cephalalgia I
ou dores de cabeca, enchaqueca, |
dores e tudo mais que o povo co- )
nhece peto nome genrico de ner-
voso.
As molestias nervosas requeren) muas ve- '
(es, alm dos medicamentos, o ernprego de I
oulros meios, que desperlein ou abalan) a
seusibilidade. Estes ineios poesuo eu ago-
ra, e os ponbo a disposicao do publico. -
Consullas talos os das (de grafa para os
pobres), desde as 9 horas da ramhAa, al
as duas da larde, ru de S. Francisco (Mnn-
do-Novo, n. 68. A.Dr. Sabino Olegario
Ludgero Piuko.
a-se urna cas, terrea grande,
em.Olinda'rua da Bica de San Pearo.com
tres salas, tres quartos, cozinha grande,
copiar, quintal grande murado com por-
,tao e cacimba, cujo aluguel he de 14$
mensaes:. quem pretender dirij-se a An-
tonio Jos Rodrigues de Sousa Jnior,!
indo andar.
HECHAS1 'ARA EBGE-
nflu.
10 DO EMEMEIRO
KA BIA DO BRIM,
OLEO DE LINHACA EM BOTIJAS: o
vende-se em- a botica de Bartholomeo
Francisco de Souza, ru& larga do Rosario
n ot.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
Militares de individuos de todas as nacBes podem
teslemunharas virtudes deslc remedio incomparvel,
que e provar, em caso uecessario, que, pelo uso
flelleflieiam, lem seucorpoemembrosinleiramcnle
saos, depois de haver empregado intilmente outros
traUmeolo6.Cada pessoa poder-se-haconvencerdesas
curasmaravilhosaspelaleiluradosperodicosquelh'as
relalam todos os das ha muilos annos; e, a maior
parle dellas sao tao sorprendentes que admiram os
mdicos mais clebres. Olanlas pessoas recobraran)
com este soberano remedio o uso de seus bracos e
Cuas, depois de ler permanecido longo lempo nos
pitaes, onde deviam soBter a amputacol Uellas
ha muilas que havendo deixado esses asylos de pa-
deciniento, para se nao submeltercm a essa operario
dolorosa, foram curadas completamente, medanle
o uso desse precioso remedio. Algumas das laes pes-
soas, na efuso de seu recoohecimenlo, declararan)
esles resultados benficos dianle do lord corregedor,
e oulros magistrados, afim de mais autenticaren)
ua aflirmaliva.
Ninguem desesperara do estado de sua saude se
Uvesse bstanle confianza para ensaiar esle remedio
constantemente, seguindo algum lempo o gratamen-
te que necetsilasse a natureza do mal, cujo resulta-
re seria provar inconteslavelnicnte: Que ludo cura,!,
O ungento he til mal particularmente tos
seguiutes cotos.
da matriz.
Al po reas.
Cambras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabera.
das costas.
dos membros.
Lepra-
Males das peruas.
dos peilos.
de olhos.
Mordeduras de replis.
Picaduras de mosqups-
Pulmea. 4jF
Enfermidadesda culis em Quimadelas.
geral.
Eufermidadcs do anua.
ErupcOes escorbticas.
Fstulas uo abdomen.
Frialdadeou falta de ca-
lor as extremidades.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Inchasoes.
Sarna.
Supurares ptridas.
Tinba, em qualqucr parle
que^eja. '
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das arliculacOes. .
vVeias lorcidas.ouuodadas
moenoas e
dos seguinles ob-
toerros para engenhos, a sa-
noendat da mais moderna
mstrucco ; latas de ferro Tundido e batMo, de
o dos os lamanhos; rodas
;ua ou animaes, de todas as propor-
oeea de fornalha e- registros de boei-
usos e cavilhoea, moinhos
i FINDICIO"
as as encommendas cora a superiori-
^m^mt>m a devida presteza commo-
PATHIA.
francs, da con- (
^^^Bnsulkino
N.8.
i-se venda um
le todos os i
i por precu -unos. ,
-HsHL^ :
ilosavuls. 500
400
300i
raisaaoiha IJOOBJ
Moa de hom-i.ipailiia 2 volumes 2.^
5)>000l
Mgenetu dos medicamentos
. 21000]
(esla* veuerias
e traUrMtawn. I JOPO
BSS&flj
lli IDO.
portuguez de 12 a
i prallca? de negocio de dio-
Unc iia aclividade, pira uta
eslabeletimenlo fra da praca : a quem convier diri-
PIJBU
lnDamraagao do (gado. as peruas
da bexrga.
Vende-se este ungento uo- eslabelcimenlo geral-
dcLoudres, 244, Strand, e ha loja de todos o boti-
carios, droguistas e-outraspessoas egrreadas de
la venda cm loda a (Vineriia do 9H .-liavana c
Hespanha. I -
As bocelas veudem-se a-330, 800 e 18300 rs. Ca
da bocetiima coutm urna ins(rucc,3o em portuguez
para explicar o modo de fazer uso desfuuguento.
O^deposito geral he em casa do Sr. Soura, phar.
maceutico, na rua da Crz, n. 22, em Pernambaco
Aos 10:0008000.
O cautelisla da esa dB|ima, no aterro da Baa-
Vinla n. 48, tem ufeete fguas cautelas da lotera
daroalri da Boa-Visla n venda, e espera que satis-
far a seus freguezes com o premio grande, assim
como o fez com a do Livrameulo. ,s
- (Juarlos 28800
Decimos 1*300
Vigesim* "00
Os herderos do fallecido padre Benlo Manoel
de Souza Castro previuem a quem o prsenle annuu-
cio pessa inleressar, que a quarta parte da fazenda
do finado Vicente Fejreira de Carvalho, deixada ein'
teslameoto aos filhos^e Mauoel Antonio Marejues,
ficara encravada as casas terreas, na rua de San-1
la Thereza n, 58 e rua das Cinco Ponas n. 92, das
quaes he osofruclurara Anna Mara Uchoa de, Car?
valho ; e como a referida qaarla parle hoje perleo^
ce aos herdeiros do fallecido padre Beolo.por escr!
lora de venda que fizeram os filhos 'de Marques ao
fallecido padre Benlo, p'assada no carlorio do falle-
cido labelliaoliuilherme Patricio Bezerra Cavalcan-
ti a 2 de marco de 1844; previne-se pois, que nin-
guem faca negocio de natureza alguma com as meu-
ciouadas casas sobre pena de nullidade
f Necessil-se d urna escrava ou escravo, que
leja bom cozinhelro, e que entn'da de tuVlo pertea^
cenle a cozinha : no consulado americano n. 4, rua
do Trapiche, ou o armazem de Davis & Compa-
nhia, ruada Cruz n. 9.
Aluga-se lteslcrrea que servo de cocheira
na rua "do Arago da Boa-Visla u. 17 : quem a
pretender dirija-ser.travessa do Veras, sobraden
15.
/os Goncalves Caseiro relira-sc para fra da
provincia. 1
Angelo Custodio d'Azevedo deixtfde ser eai-
xeiro ilo Sr. Francisco Jos Seara desdo o dia 10 do
correnle, emuito agradece ao mesinosenhor as ma-
neiras alenciosas e cheias de bondade com que sem-
pre se dignou Iralar ao anuunciaule lempo que eselve em sua case, e espera eccasirio de
moslrar-lhe quanlo Ihe he summamente grato.

O bacharel Jos Antonio de Ftgueiredo mndou
o seu escriptorio para a rua da Cadeia n. 16,s ailar do sobrado junio ao em que mora o ex-procu-
rador fiscal Antonio Joaqun) de Mello.
Joaquim Lobato Ferreira faz sciente ao publi-
co e a quem convier, que JoSo Baplisla Paula da
Silveira deixou de ser seu caixeiro desde 29 de maio
de 1853.
Alugn-ae urna expeliente casa terrea e sobra-
do, com lodos os commodos para quem livor Irata-
menlo, conterido Brandes salas, muilos quartos, um
pequeno sitio com arvbredos. novos, bom jardira e
muilo pertoda cidade : a Iralar na prae,a da Boa-
Vista, botica u. 22.
'Oflerece-se para casa de pouca familia ou de
humen soltciro urna ama para co/iuhar e mais scr-
vico de casa : a fallar na rua do Fagundes n. 24.
Ainda esU para se'alugar, c por um preco rj-
zoavel, a casa nova de grandes commodos, da rua
iIds Prazeres do baifro da Boa-Visla : a tratar com
Jos Carneiro da Cunha.
Di-se 800000 rs. a premio com liypolheca em
urna casa nesta praca : quem precisar aununcie.
Precisa-se alugar urna ama nacional ou eslran-
geira, livre.e desembaracaaa, e que seja bastante
gil e cuidadosa, para se oceupar no servico interno
de urna casa, isto he, coser, engommar, e mais ser-
vicos proprios de casa, excepto os de cozinha ; agra-
dando paga-se bem ;, a quem convier, dirija-se aos
Afogados, 'casa do'respeclivo vigario, que dir
quem precisa.
Aluga^e urna casa terrea, sla na na do Sebo
n. 4, por 99000 mensaes : a tratar na rua da Auro-
ra i). 26, primeiro andar.
Arrcnda-se um silio com bastantes arvoredos
do fruclo, baixa de-cnpim, viveiros, lerrqno'ipara
pastagem de vaccas contras vanlagens. casa grande
com soiao, cozinha fra, seuzala. estribara, 3cs
cimbas, Idas quaes com tanque para banho :*quem
pretendeifairija-se' rua da Cadeia velha n. 59, ou
aos Afogades, paleo de N. S. da Paz, a fallar com
Antonio Gonjalvcs de'JMoraes.
O regento e procurador geral e mais fesleiros
da capella de N. S. dos Prazeres fazem puolico, que
priiieipiano'os festejos da referida capella no dia 2
de julho prximo vindouro.
O cautelisla Salusliano de Aqono Ferreira dei-
xou de vender cautelas das loteras do Rio de Janei-
ro desde dezembro de 1853, e lem marcado o prazo
de um auno que se lia de lindar nodi>27 de maio de
1855 para a liquidaran das referiday mielas que an-
da existem por pagar.
' Anda se precisa de ua ama forra ou captiva,
para fazer iodo servico de urna cfta de mui peque-
a familia, e que compre na rua : na rua da Concej-
ero n. 9, ou uo escriptorio desla lypographia, rua
;das Cruzes.
DENTISTA FKAN _
Paulo Gaignoux, estabelecido na rna larda
_ do Rosario n. 36, segnndo andar, colloca den- ^
'iJB es com gengivas arliciaes, e dentadura com-
{g( pela, ou parle della, com a presso do ar.
0 Tambem lem pa'ra vender agua denlifricedb
Dr. Pierre, e p para denles-. Rna larga do
0 Rosario n. .36 segundo andar.
@@@$ @@
Luiz Cantarelle, lendoe demorar-se nefc cida-
de por algum lempo, Mrtina a dar lices em sua casa, na rua da' Cadeia n. 10, lodosos das
das 7 as 9 horas da noile ; assim como dar .lines
em casas particulares,'a qualquer hora'q/Ue se cou-
"vencionar.
F. Dragn relira-se para a Europa.
Prerisa-se alugar urna escrava para lodo o ser-
vico de urna casa de pouca familia : na rua da Praia
n. 43, se dir quem precisa.
Manoel da Cosa Marques, portuguez, retira-
se para Portugal.
Na rua da SenzalaNova n.-30, Taz-se bolos ce-
vados para Santo Antonio, S. Joto e S. Pedro.
Esles bolos sao muilo mais baratos d qne os de man-
dioca e-mellmrei.
Precisa-se de um horoem que entenda de todas'
asqualidades de mussas para forueiar ; assim como
uln que enlendade plantaoe* para fcitor de um si-
tio : a Iralar Ua roa das Cruzes n. 30, padara.
Joaquim Teixeir Aroura eVntonio Jos Car-
relra, subditos portuguezes, vo ao reino de Por-
tugal tratar de seus negocios.
Precisa-se saber se mora nesla cidade ou fra!
della o Sr. Jos Antonio Braga, natural, do Porto, e
que veio para aqni ha pouros anuos: roga-se ao mes-
roo Sr. ou a quem dellc souher, de participar na pra-
ca do Corpo Sanio n. 6, escriplorio.
Desappareceu no dia 24 da maio, do Forte do
Mallos, um moleque, crioulo, de nome Andr, ca-
Iraeiro, altura regU,ar- corpo magro ; o qual julga-
se ler sido seduzido 1 roga-se a ludas as autoridades
polciaes e capiUes de campo que delle der noticia e
0 ajianhar, levem-o ao Forte do Mallos ou a cidade*
de Olinda, no Varadouru, a Iralar cora Joao Anto
nio Mureira,quesero-gcuerosamenle recompensados
a Apipucas, nos domingos e das santos, se vendern
na rua Nova u. 57, todos os das desde s 6 hora* da
nanliaa at as 9 da noile.
Aluga-se um aillo com casa de vivenda no Id",
gardos Afogadosna rua de San Miguel it"39: a tra-
tar ua rua da Cooceicao da Boa Vista b. 58.
RAP PRINCEZA
RIO DE JANEIRO.
ROSSO MEIOfiROSS E EMO.
DA FABRICA DE
ESTEVAO' GASSE.
O deposito geral na rua dajt'.cuz do Recife n. 23
continua a ler as qualidailes d*'rap cima; bem
como o novo AMAREL1NHO. O sen fabricante he
a melhor recommendaco, que esle novo rap pode
ler, pois be um dos mais anligos fabricanles do ra-
pe de Lisboa; c que na cuiifeicao de todas estas
qualidades lem mostrado o em prego do melhor
svslema, avista do lougo lempo que se conserva
fresco, e aempae com o melhor arana.
CHRYSTALOTTPO.
Gabinete enriquecido de bellas pinturas,
pelo antigo e novo estylo, uo aterro da
Boa-Vista n. 4, terceiro andai.-.
Saccas com farinha.
Vendem-se saccas com farinha da Ierra,bem torrada
por preco commodo : na rua da Cadeia do Recife
n. 18.
Vende-se urna taberna na rua do Mondego,
bastante afreguezada em bom local e com fundos
Sufficienles para principiante : a tratar na mesma
rua casa grande da esquina, ao voltar para a
Tremne.
Vende-se um escravo perito offiioal da apa-
teiro, moca e sera vicios : na rua do Livramenlo n.
36, das 6 a H lluras da manilla, e de nma em dianle
Ua lar
Vende-se por muilo commodo prego um par de
rodas para carroca e un bot^so : no armazem de
maleraes porto doP.'0w; junio i labern,
Vnde-se a laberi ecco do Petxe Fri-
to n. 7, inuito afrc a trra c para;Orna-
to, faz-s lodo o negocio ventado do comprador j
na mesma tambem se vende vinlio de todas aa quali-
dadea, pelo preco de 1>200, -1000,800, 72.'640,
480, 400 e 320 rs. a garrafa, pois os mais gneros nao
se pereuula, e a vista se faz lodo o negocio.
Em um sitio perto da praca, vendem-se peque-
nos ps de cuqueiros, em estado de serem mudados;
e bem. assim de pimenla da india, ubaia, cafe, pi-
oha e jabaticaba : Irala-s na botica da pracinha do
Livramenlo defronle do becco da Congregaco, ou
no aterro da Boa-Visla ultima leuda de funileiro ao
cliegar matriz.
Vende-se a casa terrea n. 8 no becco lapaco da
rua do Padre Floriano, por preco commodo, para re-
meller-se o produelo aos herdeiros que se acbam au-
sentes do imperio : os pretndenlea dirijam-se ao es-
criptorio de Jos Pereira da Cunha, dentro 4o Recife.
Vendem-se 10 escravos, sendo uro ptimo mu-
lalinho de idade de 15 annos proprio para pagem. 1
moleque crioulo de idade de 12 annos, oulro dito de
idade de 18 annos, urna cabra moca, 2 prelas boas
quitandeiras, 3 prelosjlalodo eervico: ua rua Direita
n*3.
Vendem-se 3 moradas de casas terreas, sendo
orna na rua do Nogucira n. 29, e duaa na de S. Jos
n. 9 e 11 : a Iralar ua rua da Florentina n. 8, deraa-
nhaa ateas 8 horas, ede tarde das 3 ', em dianle.
Vende-se urna escrava crioula com algnmas ha
bilidades: na rua larga do Rosario n. 44, de manhaa
at as 9 horas, e de tarje al as 4.
Vende-se um deposito de seceos: na rua Direila
d.84.
Vende-se um carro de servico de prelos.novo,
bem seguro por 80 rs.: na rua dos .Guararapes
u. 36.. ,
Rolao francez.
Vende-se a apreciavel pitada deste rolao
francez, s as lojas dos Srs. Boiugad na
rua da Cadeia do Recite, e na de Jos Diai
da Silva Cardeal, na rua larga do Rosario,
em S. Antonio.
" Vende-se o sobrado de dous andares n. 7 da rua*
do s Burgos : nesla lypographia sedir quem vende
No pateo doCarmo taberna n.l, vende-se um
escravo de idade de 25 a 26 anuos, bonita figura,
proprio para lodo servico.
O 39 A, confronto ao Rosario de Santo Anto-
nio, aviaa a seos freguezes, que recebeu do doce fi-
uoicasca de goiaba) o melhor que he possivel.
'[
O 39 A, confronte ao Rosario de Santo Antonio,
vende ricos confeitos, junlamenle ao saboria-lo *a-
) seu deslino, porque junio creo-
Inai confeil
ronlo ao Rosario de Sanie A
et finos e p,
s.bolaxinho e biacoil id '
mesmo se apromplam bandejas de bolos |
casament ou cha, com muilo gofio
feitios. e precos commodos.
Vende-se urna canda de carreira.
marello, iuleirija com embonos,pintada e prompta .
no fim da rua da Concordia, rio ealaletro de carpin-
tero, a faltar com o Sr. Jos Carvalho da Fonseca:
3>S*: |
9 Arados americanos.
Vendem-se arados americanos chegados ul- [
limameule dos Estados-Unidos, pelo barato 0
preco de 409000 rs. cada um : na ruado Tra-
piche n. 8.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, roa do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por.
precos mais baixos do que em ou i
tra qualquer parte, tanto em por-,
coes, como.,a retalho, afliancaudo-
se'
^aos compradores um s prrlll
jpara todos : este estabelecimento
fabric-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
^ nglezas, francezas, allemaas e suis-
I sas, para vender fazendas mais em
_conta do que se tem vendido, epor
isto offerecendo elle maiores van-
Ftagehfedoque outro qualquer ; o
proprietario deste importante es-
tabelecinlento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, paracque veriham (' bem aos
seus interessesY^pomprar fazendas
baratas, no armazem da rua do
Collegio n. 2, de
Antonio Lu/, dos Santos & Rolitn.
Methodo com
especie human
i med
JE0P1THA.
de curar homoeopatbicamente todas as molestias, que lifljigem a,
a-molestias que reinara no Brasil.
PELO
I LUDGERO Pll HO.
mdicos, que quizerem experimentar ou exercer a
pais de familia, quer das cidades, quer do campo, chefes
e navios, viajantes, etc., ete., -que por u meamos quizerem co-1
Mpalha.
Pr.......- .1080000
; J :- 18000
bo adade de. mandar receber seus exemplareaem casa do aulor, rua de S.
vovo)n, 68 A.
Ninguem pi
boa qualidade.
CENTB AL HOMCEOPA
i molestias, sem que possua me>
}'n\ hommopalhia rio norte, o
ssos, tem o autor do THESOURO HOMOEOPATHICO
os medicaroeniosBeodo incumbido dsse Irab"^
de P. Pires Ramos, que o lem execuladi
v cmcac,
saad
SUde 96 ved
DiUdjtWdilc
Dito de 36 ditos
los he allestada por -todos que os lem experi
i saber-se a fonte donde eahirain para se
verdadeiros, ou de
Emente iuleressado
o preparar, sob
Ibl pharinacenlicu
o zelo, leabja-
,__,Ies nao preci-
to d iridr de seus opti-
i alia e baixa "deluicao em glohulos recbm-
OMOEOPATH1CO, acompanhada da obra, e de.urna
Jispensaveis : '.
hada da-obra e de 8 vidros de tinturas .
x recommeudado* especialmente a obra, e com
^^^Hs ........
1009000
90&000
hipanhadadei vidrosde tinturas.
vidros da Unturas.....;
IHU de .....
[uenos eom a obra e 2 vidros de Unturas! '.
.........
pequeos.......
Cada vidro di
quaesquer encommendas de medicamentos com maior promp
ido de
L. de C. Carreira, <
608000
5O00O
409000
351000
303000
209000
19000
9500
29000
e por precoe commo-
28000
O Di
manhaa i
OOer
quer mu

GIO 1 AlffSAa 25.
cas lodos os dis aoa pobres, desde 9 horas da
qualquer hora do dia ou noile-
eraco deieirdrga, e acudir promplamente a qual-
e cujas circuios lancias nao permlttam pagar ao medico.
.10 25
ItliinE:
portuguez pel Dr. Moscozo, qualro
209000
Manual completo do Dr. .
votines encadernados em doSw :
EsU obra, a mais importante de .todas a* que lr< dara da homeopalhia, inleresn a lodos os mdicos que
uizerem expertmeolar-a doulrin de Haboemann, e por si proprios se convencerem da verdade da
r^ini-SIr6"*? 5 'odo*09 "bofes de engenho e fazendeiros que estilo longe dos recursos dos medi-
iiir T ^* "P"36" dB nv'. rLiq0 mwanciaa, queuem aempre podero aer pre enidaa, sao obrigados.a prestar soccorros a qualquer
V5n>^a,TJ0a l,om,lPlh* *u iraduccao do ]0r. Uering, obra goalraeule ulil h pessoas que se
dedicara aoeatudo da, homepalbiaomvolume grande. ...........
tTr.lt'"" e ""'".rurgia, umli .mia, pharmacia,.etc., etc.: obra india-
ll^^f^ 5TlSqueqneremaa,-rew^"^,denwdiciua ,........
ri^^l fil a 8r;?aea"Msm>chrisa!icora o mannal doDr. Jahr e odicciona-
i "; tormos de medicina, etc., ele......
m de Je com os meamos livroa. ........
la de 48 com os ditos. ... .........
i^eo^uS? wm'omS?,d' e *"" ^"* de lnaS ^^ ^olha: '
IU de 144 cora ditos .'....... ........
&IZ^^^-*'*n*'t* V***,** oab.limentode108O00rs. em quaU
KdTdi^.l5^?0!n08^il^-- ..!.-.-
Taboe arandea avfilsos ] \ "i '
tUtt* de meia ooca Ue tintura
SJ^^L" ^m. l-re'pwados'medic amentos 'nHo ti pode da
Precisa-se alugar urna 'escrava, fiel, que saiba
bem engommar, coser e fazer mais servico de urna
casa de familia, paga-se bem : na sua Direila n. 131,
por tima da botica do Torres.
Galeria de retratos a oleo e daguerreo-
typo.
Cincinato Mavignier, 'retratista e pensionista de S.
M. o Imperador, queroslo aprcseular ao respeila-
vel pdbltco desla capital as prodceles de seus tra-
ballins artsticos, tanto em retratos a oleo, romo do
daguerrotvpo, por isso esforea-se para desempenhar
o melhor "-que for possivel, coutentando as pesoas
que se dignaren) a honrar o seu eslabelcimenlo
com trabajhos que sejara inleiramente satisfactorios.
O annuncinte lendu vindo liapoucos mezes da cor-
le do Rio*de Janeiro, desejara demorar-se nesla ca-
pital por tres a qualro mezes, porm leudo havido
muitissimas pessoas que o lem procurado para seren
Kraladas, motivo he esle do annuncinte,-.ejido
ilo a todos os seus patricios e amigos lencinna de-
morar-se mais lempo, e para esse fim nao lendo lido
lempo de fazer um numero maior de retratos para
apresenlar ao respeitavel. publico, que tao honrosa-
mente o tem acolhido, fez com qne em breve venha
do Rio de Janeiro urna collecco de quadros a oleo e
miniatura,linlas e pinceisdelicadissimos da escola de
dezenbo por Julien, Murilo e Raphael; o auuuu-
ciante lambem fez encoromenda para a Europa de
urna machina extraordinaria daguerreolypo, onde as
laminas sao do lamanho de meia folha"dc papel de
peso, que corresponde a um pe de comprmenlo|e
um palmo de largura Sera sem duvida a maior que
lera de apresenlar-se nesla capital, e mesmo em to-
das as oulras provincias do imperio, pois o annun-
ciaute" estando informado disso porque tem estado
as prncipaes provincias, anda nao encpntrou um
machinismo com essa grandeza, que sem duvida de-
ve fazer admirarlo a' um publico j conhecedocSSas
bellas arica, quando virem os magnficos rclratrein
crandes chapas, podendo urna numerosa familia ser
representada de urna s vez. Aqui, pois, visla dos
excessos que o annuncinte emprega, e dispendios
qbe lem de fazer para montar um eslabelcimenlo,' o
maior que ter apparecido no imperio: espera per-
ianto de seus amigos, patricios e mais pessoas de tao
Ilustre cidade qu sejaro benignos como lem sido
at agora, pois a empreza acreditar aos benemri-
tos Pernambucanos, que tao patriticamente se pres-
larem a sustentar por precos razoaveis a essa empre-
za, e os trabalhos de um artista que incansavel pro-
cura engrandecer o seu paiz to sement para gloria
daquelles que aprecian) as bellas arles. Pernambu-
canos I a nossa provincia to bolla, e lendo.em si os
melltorcs.golpes de visla para os artistas que sabeni
apreciar a natureza, parece razoavel que coadjuveis
ao voseo patricio dedicado as bellas artes, e que qur
plantar no nosso paiz, urna escola onde mocidade
por algum lempo portera beber licoes daquelles gran-
des rrieslres, que BS suas obras cunservam perpetuo
merilo. Emquaulo, pois, nap clieyam esles objeclos
que lem de formar um eslabeleciinento esplendido,
o anuunciaule convida o respeilavel publico desla
cidade para ver algumas prodceles de seus traba-
lhos, ah pois acharan os freguezes caixinhas e qua-
dros de bom goslo, para retratos daeuerrcqlypo.e por
precos razoaveis. Aterro da Boa Vista n. 82 primeiro
e segundo andares*
Aluga-ae urna casa no Cachang, propria para
negocio, por ler um forno de padaria independenle
da caaa de morada, em muilo bom local : a Iralar
no segundo andar da casada praca da Boa Visla, que
volla para a rua do Arasjao.
A obra do hospital Pedro II, precisa comprar
400 praueboes de louro lascado : quem quizer ven-
der, enlenda-si) com o director Antonio Jos Gomes
do Correio.
O padre Joaquim d'Asumpc,o Saldanha, aca-
dmico da terceiro anuo jurdico, pronc-se a dar li-
ces de laliin, francez, geometra e gedgraphia : em-
pregar lodos ps estorbos possiveis no bom desempe-
nho do' magirerio. A pessoas que quizerem ulili-
sar-se deseo presumo procurem-o na rua Nova, ca-
aa n. 21, terceiro audar.
J. J. Pacheco, ventajosamen-
te conherido Jias prncipaes pro-
vincias do Brasil, he chegado ha
pouco lempo dos Estados-Uni-
dos d'onde (rouxe a melhor' ma-
chiua e o melhor methodo de re-
tratar que lem apparecido nao s
no Brail cmatelo loda a Euro-
pa^tO sea trabalho nao he inferior ao de seus ha-
bis meslres Mrs. Insleys e Giirneys da cidade de'
New-York, e elles mesmos tiveram occasiao de exa-
minar sena retratos c acharem-nos magnficos. Oilo-
cenlosc lanos relralos leenvsido tirados nesla cida-
de pelo annuncinte das prncipaes pessoas, que lau-
to o lem honrado e a quem lano o artista se confes-
sa grato. He chegado ha das da America para este
eslabelcimenlo um cem numero de objeclos para
collocar os relralos, constando de explendMas cai-
xas, riqoissimos quadros dourados e J||offlo, alfi-
neles, redomas e anueis. Os vidros pSraiWrairatos
ao de urna grossura admiravcl, o que mu o con-
corre para que sobre-saia a pinlur
Ibas e oulras imperfeicoes que se enconlrS^HRis vi-
dros ordinarios. O artista leudo de-seguir muilo
breve para a corle, previne a todas as pessoas que
Sesejarem urna perfeita semeltianc,a de suas feicpes,
possuindoum retrato claro e traeos perfeitus eintel-
HMrtis. e cores fixas e naturaes, isenlas de soffre-
flm a mnima alteraran com o lempo, que queiram
Iguar-se proeura-lo lodos os dias quer esteja o lem-
po claro ou escuro. No mesmo eslabelcimenlo
produzem-se copias liram-ae grupos de familias,
preparam-se algumas composires chiineas, superio-
res as que veem de fra, e vendem-se lodos os prin-
cipis rirocessos do daguerreolypo, mesmo do novo
trabalho, pela quantia de 4003000. prometiendo dcs-
cobrir todos o misterios deste trabalho e que tem
sido a ruina no crdito de militares de artistas. Qual-
quer material ser vendido a dinheiro visla. O
respeilavel publico contina a sei' convidado a visi-
tar n eslabelcimenlo embora n3o queiram retratar-
se. As familias que liverem de retratar mais de 6
pessoas teram um abalimculo nos preco-s.
LOTERIA DO RIO iJE JANEIRO.
Acham-se a venda os bi I leles da lotera
18 do theatro de Nictheroy, a qual correu
no dia 29 ou 50 do passado, as listas sees-
peram no dia 14 do corrente pelo vapor
imperador a entrega das quaes serao
pagos os premios.
Precisa-se contratar por empreita-
da, a construccao. de urna coberta de te-
llia, sobre pilares de tijolo ou columnas de
ferro, em um terreno murado., na rua de
Santa Rita prximo a' Ribeira.pertencen-
te a' companliia brasileira de paquetes de
vapor: quem estiver as circumstancias
de fa^er este contrato com as necessrias
garantas, queiraapresentar sua proposta
com toda a brevidade ao agente da dita
companhia : na rua do Tra pichen. 40 se-
gundo andar, aonde tambem se dar'
qualquer. esclarecimento.
J. Jane dentista,
contina rezidir na rua Nova, primeiro andar n. 19.
Estao-se acabando os cortes de cseas france-
zas com 6 varas a 19440 cada um corte: na tu do
Crespo n. 19.
Romeiras e capotinhos.
Vendem-se rnmiras de Al e cambraia bordada a
39000, capotinhos de dita a 69 e 79000, ditos de seda
preloa e de coree a 129e 15B00 : na rua Nova, loja
n. 16. de Jet Loiz Pereira & Filho.
-r Vende-ac um relogio de ouro pa lento "Susso,
com IranceJimj-MruaPVa n. 16.
ZM *-*:
CiTO e cabriolet. ft
> de 4 rodaa com 4 assen- %
[os. e^^^^Hwem pouco uso, nma
| "a P^^^^^^^K um ca vallo para ca-
J -'
rt* 'tJ

-
^
Vende-se urna Algebra em portuguez, na rua
Direila, botica n. 31.
Velas de carnauba.
Vendem-se caixas de 30 a 50 libras de superiores
velas de cera de carnauba, fabricadas-no Aracalv :
no armazem de cuuro e sola, rua da Cruz u. 15.
Saccas com farinha e milho.
Na toja n. 26 da rua da Cadeia, esquina do Becco
Largo, vendem-se saccas com superior farinha da
trra, e saccas com milho por preco razoavel.
Vende-se a taberna da rua Nova n. 40, com os
fundos a vontade do comprador : a Iralar na mesma
rua n. 65. ,
Navalhas a contento e tesouras.
Na rua.da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, escriplorio de Augusto C. de Abreu, conliuu-
ain-se a vender a 89000 rs. o par (pre?o fixo) as j
bem condecidas e afamadas navalhas de barba feilaa
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposcao
de Loudres, as quaes alm de durarem extraordina-
riamente nao se seutem na rosto na accao de corlar ;
vendem-se com a condicio de, nao agradando, pode-
rem os compradores devolve-ias at 15 dias depois da
compra, reslluindo-se o importe : na mesma casa
ha ricas lesourinhas para unhas feilas pelo mesmo
fabricante.
PTIMO VINHO DECOLLARES,
em barris de 7 em pipa : no escriptorio de Augusto
C. de Abreu, na rua di Cadeia de Recife n. 48, pri-
meiro audar.
Vende-se urna balanza romana com todos os
seus perlcnces, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se rua da Cruz, armazem u. 4.
A 500 RS. AVARA.
llrim trancado
cornado: na luja
volla para a cadeia.'
' Toda attencao, que he muito barato.
Na loja de Leopoldo da Silva Queiroz, rua do
Queimado n. 22, vende-se corles de vestidos de ba-
ado e barra muilo bonitos a 49500 rs., ditos de
cassa chita fazenda superior a 29000, casemiras de
algodao bonitos padroes e encorpadas a 340 es. o co-
vado, cortes de cuteles de fuslao dos mus modernos
a 18200 rs. cada um, ditos gorguraode seda, ditos lie
setim lavrado de bom goslo a 5SO00 rs., chapeos 'de,
sol de seda com excelentes cabos a 69400, ditos
pretos para cabeca de bonitas formas francezas a
69400 rs..cortes de casemira de coresac200,merinos,
nrincezas, panno fino.chilas de cores lizas e bonitos
pbdres a 180e200rs. o covado, lencoa de relroz,
manas de seda, chales de dita os mais modernos, e
oulras mais fazendas que a visla do comprador se
dir o prec,o. v ,
Ha* maS
Vende-se a melhor farinha de mandioca m
que ha no mercado, a bordo do brigne naci- J?
nal Inca, e da escuna Zeloza chegada de S.
neo de puro liulio,-muilo en-
quia da rua do Crespo> que
Milito novo. .
Vendem-se saccas com milho novo, pelo barato
preco de 38000 rs. cada ama: na roa do Pasaeio Pu-
blico n. 17.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODAO
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-se o superior panno de algodao
desta fabrica, proprio para saceos e roupaj
de escravos : no escritorio de Novaes &
Companhia, rua do Trapiche n. 34, pri-
meiro'aridar.
Vende-se manleiga ingleza nova, parbolos de
S. Antonio eS. Joao, 4 480 e 640, e cartas de tra-
ques fortes 140 : no pateo do Carmo esquina da
rua de Dorias taberna n. 2. .
< Vendem-se fogoes americanos chegados ltima-
mente dos Estados-Unidos: na rui do Trapiche
n. 8.
Vendem-se '4 escravos, 1 mulato de 2Q annos,
1 moleque de 17 annos, 1 prela Uvadeira e engom-
madeira, 1 preto de 40 annos e 30 travs de pao dar-
co : na rua larga do Rosario n. 25.
pe igual ao de Lisboa, a 29000 :
na,rua da, Senzala Velha n. 70, segundo ou lereeiro
andar.
Quem os vir, nao deixa de comprar.
Na loa de Leopoldo da Silva Queiroz, roa do
'S*!!? ." ^ e",,e nm *n>eiiha chale de
algodo de bomlos padroes, que vende pelo dimi-
nuto preco de 19000 r., cada nm, para Sir.
, QDEIJ08EPRES11NTOS.
: Na. roa da Cruz ao rmatem n. 2. de
Antonio Franewcc vende oa mili supe-
riores queijos londr ptenratoa para fiambre, ul-
U mmenle chegados na barca ingleza f'aha-
Vende-se urna armacao e balcio, ludo de ama-
relio, envernisado, o a 3 dojKerro
da Boa-Vista, com elle: toja n. lSf
yeode-se a roa Dreii > boa ce-
vadmha a 400 rs. a libra, sag 440 rs. muilo
novo.
FARINHA DE MANDIOCA
muito superior, e em saccas de 2 Ij2 al-
queires por preco commodo: trata-se na
rua do Amortm n. -54, armazem de Ma-
chado & Pinheiro, ou na rua do Vigario,
n. 19,,segundo andar, escriptorio dos
mesmos.
Vende-se com ca t elles n>
carro de 4 rodas com 6 asientos, nuil
forte ecm pouco i lbnry
bom ealdo : a fallar 3 Inde-
pendencia u. 18 e 20.
POTASSA BRASILEIRA. $
Vende-se superior potassa, la- tk
bricda no Rio de Janeiro, che- M
gada recentemente, recommen- j
da-se aor senhores de engenho os
seus bons effeitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
ik
9 O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pnho mu- _
dou-se para o paracete da rua de S. Francisco @
(mundo novo) n. 68 Ai
Precsa-se de urna escrava para o sewir-o le
urna casa de pouca familia : na rua do Hospicio 3a
casa nova i direila'depois de passar o qnarlel.
89OOO
49000
4O900
459000
509OOO
609000
IOO9OOO
89000
. ..... 169000
..... 19000
..... 29000
fcn|-"-:- 1 111'"~ 7~ '"i"1" ,"""""CT1": amenin. nao -, n,u. ,i,r om passo seRiiro na pralicada
spcSa^STu mSe?Btewvae ,e', owah bem mniad "wivei e.....-
Na mesma casa lia sei
aprompla-se qualquer neo
modos.
venda grande nomern de tubos de cristal de diversos lamanhos, e
*8 m*d acmenlos com luda a brevidade e por precos muito com-
O Dr. Joao Honorio Bezerra de Menezes, @
formado em.medicina pela faculdade da Ba- @
HB hin, o Acrece seus prestimos ao respeilavel pu- @
Q blico desla capital, podendo ser procurado a
3 qualquer hora em sna casa rua Nova n. 19,
0 segundo andar: o mesmo se presla.a curar ;
0 gratuitamente aos pobres.
Na rua do Crespo n. 16, esqua da
rua das Cruzes, loja da viuva Brandao &
Irmao, precisa-se lallar com o Sr. Estevao
Jos Paes Barreto, a negocio de seu inte-
resse.
J por una vez fiz coustar ao respeilavel pa-,
blico, que nao me julgava devedor a alguem de
quantia alguma, por occasiao de apparecerem urnas
ledras que se diz aceitas por mitn e em posse do Sr.
Jos Joaquim Ferreira de Souza, segunda a partici-
paran que livc do mesmo sen luir; mas comoappare-
ce novamenle o Sr. Diogo Jos da Costa com letlras
de igual especie, dadas em seu pagamento pelo Sr.
Francisco Rodrigues de Freilas Pimentel, por isso
sou levado de novo a communirar ao mundo iuleiro,
que nao devo a pessoa alguma qur nesla praca qur
em outro qualquer lugar, e que esse Sr. Pimentel,
com quem nunca live Iransaccoes desla orden), nao
pode nceociar com minba firma sem pralicar um
aclo reprovado e contrario as leis du nn?so paiz : e
para que os Srs. Ferreira. de Souza e Diogp conhe-
cam-se manifeslamenle illiididns, devero usar de
seus dircilos, com o que protesto lambem usar devi-
damenle dos meios que a lei me confere. Palmeira
8 de junho de 1854.Manoel Flix Correa.
O bacliarcl formado em malhemali-
cas, Bernardo Pereira do Carmo Jnior, cu-
sira arilhmetica, algebra c geometra, das
i as 5e meia horas da Urde : na rua Nova
sobrado n. 56.
Calhaiiua para porches, no que se fari aba- M
te empreco: Irata-se com os censignatarioa. fijj
no escriptorio da rua da Cruzn. 40, primeiro jjjj
andar. S
N. B. Para maior vanlagem dos comprado-, 8
fes, pdem dirigir-se ao Forte do Mallos e' Q
junio ao Irapiche do algodao chamar para'
bordo, que se manda- logo b boto i Ierra, ja
Vende-se um cabrioil com. sua competente
coberla e arreos, ludo quasi novo ; assim como 2
cavallus do mesmo j ensillados e mansos : para ver,
pa cocheira do Pedro ao p do arsenal de marinha, e
para Iralar, na rua do Trapiche Novo n. 14, primei-
ro andar.
COMPRAS.
1). W. Baynon cirurgio dentista americano
reside na rua do Trapiche Novo 11, 12.
Precisa-se de urna prela para o servico de urna
casa eslrangera de pouca familia : no aterro da Boa-
Visla n. 1.
Oilerece-se um rapaz porluguez chegado lia 5
mezes, para caixeiro de taberna, do quej tem bs-
tanle pralica: quem o pretender, dirija-se a taberna
da rua dos Marlyrioa n. 36.
Casa da afericSo, na rua das Aguas-
. Verdes n. 25.
O aferdor faz sciente, que o prazo marcado pelo
art. 14 do regiment municipal para pagamento da
revisan, fina)isa-se uo dia 30 de junho correnle ; li-
do o qual cstao as pessoas nlen-ssadas incursas as
multas impostas pelo art. 2 do til. 11 das posturas
nranicipaes.
Compra-se urna casa Icrrea, sendo em ras fre-
queuladas e no baro de S. Antonio, ou S. Jos :
quem tiver annoncie.por esle Diario.
Conuora-se prata brasileira e hespa*
nliola : na ra da Cadeia do Recife n
2-t, loja de cambio.
Compram-se ellectivamente cobre,
lato e bronze vellio : na fundicao de leiv
10 da ruado Brum n. 9C: 10, passan-
do o chala riz.
Compra-se om laixo em bom estado, que ail-
milla de 5 1 picanadas de acua a 6. pouco mais ou
menos : na praca da Boa-Visla n. 7.
Compram-se aceces do Banco de Pernambuto:
em casa de Manoel Ignacio de Oliveira, praca do
Corpo Santo n. 6, escriplorio,
Gompra-sc prata brasileira he espaDhola : no
Recife n. 54, loja.
Cmpra-se urna escrava prela ou parda de bo-
nita figura sem vicio nein achaque,e de habilidades,
com particularidade, coser e engommar, paga-se
bem: na rua da Cadeia do Recife. 11. 30, loja.
Compra-se aeros do banco de Pernambuco,
em caaa de Ainorim limaos, rua da Cruz n. 3.
Compra-se urna prela que cozinhe.engomme e
cosa, sendo boa paga-se bem: na rua da Cadeia do
Recife n. 64.
Compra-se o segund volume da
Historia de Portugal por A. Herculano; a
fallar com o Dr. Moscozo.
VENDAS.
DICCIONARIO DE CONVERSACAO'.
Vende-se o diccionario de cmiversacao e de lelu-
ra : na livraria u. 6 e K da praca da Independen-
cia.
Couinua-se a vender manleiga ingleza c 5C0
rs.: ua rua Direila n. 14.
, Na rua do Crespo, loj n. 4, vnde-
se o excellente rap commum de Lisboa
em frascos: a 5s500 rs.
Vende-se nma casa de um andar com 40 pal-
mos de. frente, grande soUto e bstanles commodos.
sita na ruaalraz da matriz, da Boa-Vista : a tratar
na rua de Aguas-Verdes, primeiro andar das casas
onde mora Joao Patriota. .
Vende-se um pequeno silio com viveiro, arvo-
redos e casa de taipa, em chao proprio. no lugar dos
Remedios : a Iralar no mesmo lugar com Feliz
Monleiro de Castro.
Velas de carnauba.
Vende-se cera de carnauba do Aracaty, em vela,
de superior qualidade : na rua da Cadeia do ltale
n. 34, primeiro andar,
Vende-se na taberna de Joao Baplisla dos San-
tos Lobo, na Iravossa do arsenal de guerra n. 1 A,
arroz de casca, milho e farinha da trra, sacca de al-
queire, por preco commodo.
Na rua de Horlas n. 60 se dir qoem vende
urna escrava, parda, de bonita figura, de 20 annos de
idade, com urna cria de 3 annos.
Na loja do antigo baraleiro. na rua do Crespo
n. 11, lem para vender-se jogoa de diccionarios de
Moraes, da quarla ediceSo, dito delatim de compo-
ajrao, 1 dito de Roquete c Fonseca, 1 dito de cora-
posicao de Walker, 1 dito porluguez e inglez.l alge-
bra de Lacroix em francez, Horacio srande em um
so volume, hvros martimos, rollecces de compen-
dios para meninos de primeiras letlras, Illuslracu
maleza, Curnelio, Saluslio, fbulas de Esopo a 19000,
srammalica francezade Burgaiu e de Sevene, fbu-
la de Lafonlaine, grammaticas inglezas por diversos
autores, diccionario das flores a 160, inslruccao de
direito civil brasilciro a I9OOO.
Vende-se queijo susso muito superior, presun-
tos para fiambre,' feijao e repolho em conservas, em
barriliuhos pequeos, vnho francez (Saolerne). li-
cores finos rrancezes, cognac, genebra de Hollanda,
conservas de lodas aa qualidades, e mais gneros,
todo por preco commodo : uo armazem da rua da
Cruz n. 5.
Vendem-se 3 flandres grandes, proprios para
leo on azeite : no armazem da rua da Cruzji. 5.
Vende-se urna prela de 30 a 35 annos, sem
molestia alguma, bem parecida, sabe engommar, la-
var de saboe brrela, fazer o mata servico da casa e
coziiihar o diario : ao comprador se dir o motivo
[por que se'vende, dirigindo-sea qualquer hora do
dia rua de Joao remandes Vieira, ao sabir da So-
liiade para o Manguiuho, em o silio que lem 4
leoes nos norlea.
Vende-se boa manteiga ingleza a 640 e 720 a
libra, dita francez a 500 rs. : na rua Augusta, ta-
berna de Victoriuo.
Vnde-se um diccionario geosraphico: na rua
do Queimmlo, loja 11. 22.
Vende-se na rua Direila n. 27, urna escrava,
crioula, de bonita figura, com principio de engom-
mar e cozinliar, de idade de 23 annos ; o motivo da
venda se dir ao comprador.
ATTENCAO'.
Na rua do Caldeireiro n. 94, vende-se manleiga
ingleza a 720, dila a 480, aletria a 240, queijos ne-
vos a 19440, manleiga frauceza a 560 e 480, cha
muito bom a 19280 a libra, lioguica do reino a 440,
e lodosos mais gneros por mais barato precedo
que em oulra qualquer parte, a dinheirovista por-
que assim he preciso.
, Laas escocezas.
Vendem-se laas escocezas para vestidos, fazenda
nova c de goslo, a 800 rs. o covado : na rua Nova,
loja n. 16, de Jos Luiz Pereira & Filho.
Casemiras -ancezas.
Vendem-se casemiras francezas de padroes claros
e escuros a 49OOO o corle : na rua Nova, loja n, 16,
de Jos Luiz Pereira & Filho.
Ven le-se lio de sapaleiro, bom : em rasa deS.
P. Johuston & Companhia. rua da Sensala Nova
11. 42.
Vendem-serelogos de ooro e prata, mai8
barato de que em qualquer oulra parle '
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Chapeos pretos franoezes
a carij, os roelhores e de forma mais elegante que
tem vindo, e oulros de diversas qualidades por me-
nos preco qoe emoutra parte : na rua da Cadeia do
Recife, n. 17.
Seorito da tbria de Todo* o Santos na Babia.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber &C, na rua
.da Cruzn. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muito proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Vendem-se em casa de Me. Calmont Com-
panhia, na praca do Corpo Santn. 11, o segninte:
vnho de Marseilleem caixastde 3 a 6 duzias, linhas
era novellos ecarretes, breu em barricas muito
grandes, ac de milao sortido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rna da
Senzala nova n. 42.
Ncste estabelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixa* de ferro batido
e coado, de todos os .tamauhos, paraj
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invenrao' do Dr. Eduar-
do Stolle m Berln, empregado as co-
lonias inglezas e holiandezas, com gran-;
de vantagem para o melhoramento do|
assucar, aclia-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-Io no idioma portuguez, em casa, de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz, n. 4.
SANDS.
SALS| PARRILHA.
Vicente Jos de Bnto, nnicb agente em Pernam-
buco de B. J. D. Sands,chimic americano, faz pu-
blico que tem chegado a esla praca urna grande, por-
Co de frascos de salsa parrilba de Sands, que sao
verdaderamente falsificados, e preparados do Rio
de Janeiro, pelo que se devem acaulelar os consu-
midores de lio precios talismn, de cahir nesle
engao, tomando as funestas consequeucas qne
sempre coslumam trazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mao daquelles, que antepoem
seas inleresses aos males e estragos da bumanidade.
Portante pede, para que o publico se possa livrar
desta fraude e disiincua a verdadeira salsa parrilba
de Sands da falsificada e recentemente aqni chega-
da ; o annuncinte faz ver que a-verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na rna da Cooceicao
do Recife n. 61 ; e, alm do receitaario que acora-
panha cada frasco, tem embaixo da primeira pagina
seu nome impresso, e se achara sna firma em ma-
nuscripto sobre o involtorio impresso do mesmo
fracos."
Na rua do Crespo n.
9 vendem-se chita* largas francezas, padree ea-
euros e cores fixas a 340, cortea de casemiras
finas e modernas a 49500, diloa de meiacasc-
9 mira a I96OO, esgaio de liuho anul
9 19120 a vara, casemira prela t fi
9 corte, panno fino de lodas as cores a SfHH
9 covado, chales de lia coros a 800 rs.,
9 de.cambraia de linho a 480 e 610, chit
9 com algum mofo,a 200 rs., merino en
J9 larguras a 19600, riscados franceze, i
9 de cores Oas a 180, e oulras muilas i^^H
9 por precoiBiuito barato.
99999999999--W999>
ATTENCAO
Na rua Direita n. 19, ba para vender os gneros
aeguinics:
Manteiga ingleza superior. 560 t
Ameodoas descascadas. 320
Bolachinhas de araruta era latas de6 .29300 i>
Dita ipgleza. 240
Talherim, macarrao e aletria. 300 a
Cha hysson muito superior. 29241) a
Dito brasileiro. 195O0
Esperraacele e 900 e 720
Viuho do Porto engarrafado (sem casco)- 640
Dito de Lisboa. 400
Touciobo de Lisboa. O
Tijollo de limpar faccas. 140
Farinha de araruta. 200
De tapioca.
Todos esles gneros se responde pelas qualidades
Chumbo.
Vende-se chumbo em barra e lencol: no arma-
zem de Eduardo 11. Wva
n. 18.
pagne Chati
} lidade, de propnedad
de Mareuil, rua' da C
cife n. 20: este vinho,
de toda a cbamplfgne
se a 36*7000 rs. cada caixa, adia-
se nicamente m casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rtulos
das g
: em casa
Cadeia do
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, vilao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, nfodinhas, ^do modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
FARINHA DE TRIGO.
Vende-se no armazem de Tasso Irmos, farinha de
trigo de lodas as qualidades, que existem no mer-
cado.
"Na roa do Vigario n. 19 primeiro andar, tem pa-
ra vender-se chapeos de castor braucopor commodo
preco,
Atendida Edwa DKaw.
Na rua de A pollo n. 6, armazem de Me. Calmen
& Companhia, acha-se constantemente bons sorli-
menlos de taixas de ferro coado e balido, lano ra-
sa como fundas, moendas inetiras lodas de ferro pa-
ra animaes, agoa, ele, ditas paria rmar em mdei-
ra de lodosos tanja nhose modelos os mais modernos,
machina horsonlal para vapor com (orea de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslanhado
tara casa de purgar, por menos preco que os de co-
re, esco vens para navios, ferro da Suecia, e fa-
llas de (landres ; tudo por barato preco.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e avaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos : na rila do
Trapiche Novo n. 16.
Vende-se um completo sortimento de fazendas
prelas, como ; panno lino prelo a 39000, 49000,
59000 e 69000, dito atol 39000, 49000 e 59000, ca-
semira prela a 29500, selint prelo muito superior a
39000 e 49000 o covado.sarja preta hespanhola 29000
295OO ra., setim lavrado proprio para vestido* de se
nhora a 29600, muilas mais fazendas de muilas quae
lidades, por preco commodo: na rua do Crespo toja
0.6.
Velas de carnauba.
Na rua da Cruz n. 15, segando andar, vendem-se
velas de carnauba, puras e cranoslas, feilas uo Ara-
caty, por menos prece do que era outra qualquer
parle.
Vendem-se cobertores brancos de algodao gran-
des, a 19140; ditos de salpico lambem grandes, a
I280, ditos de salpico de tapete, a 19400; na rua d
Crespo toja u. 6.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowrann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento d taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
precio commodo e com 'promptidao'
embarcana-se ou carregam-se em cario
sem despeza ao- comprador.
Vendem-se coberlores'de algodao grandes a 640
rs. e pequeos a 560 rs. : na rua do Crespo nume-
ro 12.
.Biolias de Hamburgo.
No antigo deposito das bichas de Hambuego, rua
eslreila do Rosario 11. 11, vendem-se as ineUiores bi-
chas de Uaroburijo aos cento&e a retalho, e lambem
se alugam *or meuos do que. em oulra qualquer
parte. t '
BELOGIOS INfJ
vendem-se por preco co
de Barroca & Castro, n
Recife n. 4.
Na rua da Cadeia do Recife n. 60-, arma-
zem de Henrique Gibson:
vendem-se relogos de ouro de sabonle, de paten-
te inglezes, da melhor qualidade e fabricados em
Londres, por preco commodo.
Na roa do Vigario n. 19 primeiro andar, tem
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada-recentemente da Amrica.
Vende-se sola mdito boa, di melhor que ha
no mercado, em pequeas e grandes porroes, pelles
de cabra e esleirs de palha de carnauba^ chegado
todo ltimamente do Aracalv: na rua da Cadeia do
Recite n.49, primeiro andar.
Cera de carnauba.
Vande-se cera de carnauba do Aracaty: na rna
di Cadeia do Recife n. 49. primeiro andar.
Vende-se om excellente' earrinho de 4 radia
mui bem construido, embom estado; ea eposto na
rua do Arago, casa do Sr. Nesrae n. 6, onde podem
os prefendenles examiaa-io, e tralar do ajuste com
o mesmo senhor cima, on c iz no Recife
11. 27, armazem.
PALITO'S DE ALPACA FRANCEZES.
Grande sortimento de pali
na ruado Collegio n. 4, e nt^^^^^T~
fe n. 17 ; vendem-se por
Moinhos de vento
'ombombasderepuiopara las.e bajial
deeapuri.nafundicaddeD.W.JBowman : na roa
do Brum ns. 6,8e0.
VINHO DO PORTO MUITO INj
Vender superior vinho do Porto, em
barris de 4., 5. e 8.: no armazen da rua
do Azeite de Pebce n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes & Companhia, na
rua do Trapichen. 54.
Padaria.
Vende-se ama padaria muilo afreguezada: a tratar
com Tasso & Irmos.
Aos senhores de engenho.
Cobertores escores de algod.lo 800 rs., ditos mui-
lo grandes e eucorpados a i 8400 : na rua do Crespo,
loja da esquina que volla para a Cadeia.
Devoto Chtistao.
Sabio a luz a 2.< dc3o do l'vrinho denominado
Devoto ClirisUo,mais correcto t acreacentado: vende-
se nicamente na livrar ; da praca da In-
dependencia a 640 rs.-cada exempla
Redes acolchoadas,
brancas ede cores de um s pannu, mullo grandes e
de bom goslo : vendem-se na rua do Crespo, loja da
esquina qoe volla para i cadeia.
ESCRAVOS FGIDOS.
---------------------------- 1 -------------------------------------------------------------------------------
Desappareceu da cidade do Rio-Cormoso um
prelo, fulo, de nome Matheus, he crioulo, estatura
alta, ainda moro, sem barba,' O dedo grande de um
p mais aberlo, denlesJimados, cansa que fugio pa-
ra esla cidade seduzido;'por isso roga-se as autori-
dades polciaes, capitaes de campo ou-a qualquer
pessoa que delle souber, darem parle na dila cidade
a seu senhor Loiirenro Jos da Silva, ou no Recife,
encasa de Fortunato Cardo* de (iouvea, rua da
Cruz n. 60, qne serao generosamente recompensa-
dos.
Antonio, moleque, alio bepi parecid"- 'or
avermelh'ada, naco congo, rosto comprido e barba-
do uo queixo, peseoco grosso, ps beta.feUM,. "^"d"
o dedo index da mao direila aleijado de um taino, e
Cor isso o Iraz sempre fechado, com todos os denles,
em ladino, olllcial de pedreiro e pescador, levou
roupa de. algodao, e urna pallioca para resguar- ',
dr-se da ehuva; ha toda a probabildade de ler sido
seduzido por alguem; desappareceu a 12 d maio
correnle pelas 8 horas da manh*s, lendo oblido 1-
ccii'ca para fevar para S. Anloniff urna bandeija cora
roupa : roga-se portante a todas as autoridades e ca-
pitaes de campo, hajam do o apprehcnder e leva-lo
a Antonio Alves Barboza na rua de Apollo n. :10,
ou'cni Fra de Portas ua rua dos Guararapes, onda
se pagarao lodas as despezaa.
Desappareceu'no dia 31 de maio prximo pas-
sado, a prela, crioula, de nome Qniteria, que repr-
senla ter 30 annos de idade, pouco mais ou menos,
com os signaos segnintes : lem falta de 3 denles na
frente, secra do corpo, alta, e um pouco carcunda ;
levou vestido de cassa ainarclla j usado e urna Iriixa
de roupa : roga-se porlaulo a todas as autoridades
polciaes e cupitSes de campo, que hajam dea appre-
hender e levar praca do Corpo Sanio n. 17, qne
sera bem recompensado dp seu trabalho.
I .
4
r
yi
. Tj. a W.r. sararia.UM.
.-.


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