Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01643


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Full Text
ANNO XXX. N. 134.
Por 3 mezes adiantados 4,000
Por S mezes venados 4,500.
SEGUNDA FEIRA 12 DE JUNHO DE 1854.
Por Auno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.

*
V
ENCAR1UF------ BSCR1PCA0'.
Recife, o proprietorio M. F. de Faria; Bio de Ja-
neiro, o Sr. Joo Pereira Mrtins; Babia, o Sr. F.
Duprad ; Mini, oSr. Joaquim Bernardo de Men-
donca; Parahiba, o Sr. Gemzio Vctor da Nativi-
dade; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ly, oSr.AntoniodeLemosBraga; Cear, o Sr.Vi-
ctoriano AugustoBorges; Maranho, O Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre-iondres 26 1/2, 26 3/4 d. por 1$
Pars, 360 a 365 rs. por 1 f.
Lisboa, 100 por 100.
Rio de Janeiro, 11/2 a 2 O/o de rebate.
Aceces do banco 15 O/o de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Discanto delettras.a 7 1/2 a 12 0/0 ...
METAES.
Ouro. Oncas hespa'nholas. 285500 a 29800
Moedasdefi400 velhas. 16*000
de 69*00 novas. 169000
de 49000...... 99000
Prata. Patocoes brasileiros ..... 19930
Peso columriarios......19930
mexicanos........19800
-----------1 i i -'-'
PARTIDAS DOS CORREIOS. .
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, o Natal, as quintas feiras.
PREAMAR DE lOJE.
Primeira as 6 horas e 6 minufos da tarde.
Segunda as 6 horas e 30 ni mitos'da manhaa.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e quinlasfeiras.
Relaco, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1-* vara do civel, segundase sextas aomeiodia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
PARTE OFFICIAL.
OOVBBNO DA PROVINCIA.
i
.'

*
m.
*

Exm. e Rvm. Sr. Tenho a honra de por as
roaos dcV. Ex. o Regulamento quo acabei de
ronfiionar para o regimem do Cemiterio publico
d'etta cidade, para que so digne V. Ex. de forta-
leee-k), na parte religiosa, com a sua stnccao pas-
toral. Nada dispondo acerca do antigo cosiumc
dosentarramentos feitos ap processionalmcnte,
apenas limiu-ia/ne a regular o uso dos que actual-
mente se pralico om carros, para nao ficar "*-1 B%|autlu J~.L
tragues aos caprichos mal entendidos de cada um as
pompas funerarias, que de corto nao deixo do ar-
ruinar as pequeas fortunas, e de'acnhar a classe
mais pobre da sociodade. Creio por tanto, que V.
Ex, nao deixar de approvar o supradilo Regula-
mento, afim de peder ser levado a execucao. Ap-
provcilo a opportunidaSo para renovar V. Ex,,
os meos protestos.de alta cousideragao c res[H!to.
Dos Guarde V. Ex. Palacio do Governo
de Pernambuco 2 de Junho de 185i.Exm. e
Rvm. Sr. Bispo Diocesano.
Josi ttmto da Cunha e Figueiredo.
Bttm. e Exm. Sr. Li aprasivelmenio o Regula
ment, que V. Ex. sabia, religiosamente acaba
d'organsar para.regimem doComilerio publico des-
la Capital, sendo-me por V. Ex. eiiviadoemdata
de t do corrate para eu o approvar na paite re-
ligiosa. DaboameMe annuo as orlliodoxas inten-
edes, com que V. Ex, se dignou confeccionar dis-
cretaraenteo mencionado Regulamento,oqual appro-
vo na parte que me pertenco, louvando igualmente
o telo, quo V. Ex. manisfestou em melborar os
destinos dos tinados habitantes dcsta Cidade, e "seos
suburdios.
Dos guardo V." Ex, Palacio da Solidade 3
. de Junhb d 1854. Illm. o Exm. Sr. Presi-
denteda provincia.
Joo Bispo Diocesano.
O Presidente da provincia, em viriude da au-
torisacao conferida pelo artigo 34 da le provincial
n. 300 de 7 demaiode 185, edo artigo 24 A.
do acto addicioual, ordena que se observoo seginte
bjeOmounto.
CAPITULO "1.
Do CemiUtio.
Art. 1. O Cemiterio fundado no lugar Santo
Araaror em virtude da le provincial n. 91 de 7
de maio de 1841, he destinado sepultura dos
cadveres de pessoas fallecidas na cidade do Recife,
e sens suburbios. As fallecidas uos lugare
nhos, onde nao houverem Cemiterios, poder;.
sepultadas no actual, predendo expressa autoWp
{ao do chelo de polica, e a competente licenca do
vigario.
Art. 2. As- inhumacoes sero feHas em sepul-
taras communs, om reservadas, e em catacumbas.
Art. i. A inspeejo do Cemiterio pertence j-
. aura Municipal do Recife.
"earnuLOTt,
Do petfpat.
Art. 4. O Cemiterio lera um Administrador, um
Capelip, um Sachrisio, um porteiro, dous guar-
das, um jardineiro, e os serventes e coveiros ne-
rassaros ao cosleio do estabelecimento.
Art. 5. Q Administrador, o Capellao, eoSa-
. ihristao serao nomeados pelo Presidente da pro
vincia, precedendo para o Capellao proposta do Prela-
do diocesano, e para." o Sachristao proposta do Ca-
pellao. O porteiro, guardas, e jardineiro serao
nomeados pela cmara sob proposta.do Admi-
nistrador, a quem exclusivamente competo ad-
miuir os serventes e coveiros determinados pela
mumeipalidade.
Art. 6.*0 Administrador vencer annualmenlc
o ordenado de 1:8009 rs, o Capellao de 9009 rs,
o porteiro de 5509 rs, os -guardas de 5509 re, o
jardineiro d 3609 rs, -e o Sachristao de 3009 rs.
Art. 7. Ao Administrador compete:
$ 1. A direeca e rgimen interno do Cemiterio.
^ 2. Por, c conservar em boa gaurda o archi-
vo do mesmo.
3. Remettef Cmara Municipa) os mappas
csiatisticos, e trimestraes das pessoas sepultadas no
cemiterio, com as declaracoes convenientes (a rti-
$ 4. Passar, precedendo daftWfeho da Cmara
Municipal, ou ordem do chefe de^licicia, as cer-;
tidoes, que de qualquer livro precisaren, as partes
pagando-ltie estas o emolumento de 320 por cada
ama.
5. Lancar, no livro dos inventarios, a rela-
cao de todos os movis, utensilios, e outros objec-
lo. pertencentes ao eslabetecimento, e lavrar o ter-
mo de consamo dos que so iautilisarem, precedendo
licenca da Cmara.
6. Processara 'folha dos empregados do Ce-
miterio, e fazer-lhes o pagamento dos respectivos
vencimentos, e de outras quaesquer despesas com o
cosleio do estabelecimento, recebendodo procurador
da Cmara Municipal asquanliaspara isso necessa
ras. .
7. Suspender com just causa, e at 10 dias,
o porteiro, guardas c jardineiros do Cemiterio, par-
ticipando-o lego Cmara para sua approvacao.
8. Propora Cmara Municipal a suspenso
dos ordenados at20 dias,-do Capellao, Sachristao,e
porteiro do Cemiterio.
A dimisso porem destes empregados, bera como
a do Administradbf, smente pode ser decretada pelo
Presidente da provincia sob informaeao da Cmara
Municipal.
9. Dimillir ou ispodir livrenftnteos senon-
tes e coveiros do Cemiterio.
10. Daf parto i Cmara Municipal de todas
a* infraeces deste Regulamento, iniciando as me-
didas e providencias quo devao ser tomadas para
regularidadc do servico do Cemiterio.
Art. 8 Ao Capellao competo :
1. Residir liabitualniente dentro dos muros do
Wlawip desde as 6 horas da niaiilnia at as 6 da
tarde, qnando liouver easa.eonveniente.
^ 2. Celebrar quotidiadamente, e applicarctv
co vezes na semana o Santo Sacrlico da Missa
pelos defunetos sepultados no Cemiterio ; nos dias'
de gui-rda pelas 9, e nos semanarios as 7 horas
da manhaa.
&*$ Franquear a capella qualquer reverendo
saeordoto que, apresentando-se cm habito 'lalar,.
ipiiser all celebrar, iniuislrando-lhe promptamento
os paramentos, e guisamentos indispensaveis.
4. Encommendar todos os corpos que nao
vierem encommeudados.;- e aos que ja tivorem rc-
cebido esto sulfragio em suas respectivas fregesias,
rezar o memcnlo ; antes do que o Administrador
nao permillir os enterramentos.
ij 5.iQuando ajgum cadver boftver chegado a1
Cemiterio sem ter andarecebido a oncommonda-
cao, o Capellao, depois de saptisfeita a disposicao do
Santecedento, dar diste parto circunstanciada ao
Prelado Dtcczaho, declarando o nome, estado, quJ-
lidado, idade, e a fregus que pertence o. corno
que encommeridou, fim de se providenciar contra
b abuzo.
6. As encommondacoes. ou os mementos do
orpo presente, sorao feitas dentro da Igreja tom 4
vellas accesas na banqueta do aliar mor. Se po-
rem algum interessa'do quizer que esto sulfragio se-
ja solemnemente celebrado a mu/.ica ou canto
plano, sor obligado dar quatro libras de cera pa-
ra o altar mur,e apagar osdireitos ao Capellao c Sa-
christao conforme a paula da Diocose: o mesmo se
enlendo as visitas de covas, que podero ser feitas
com o panno de cruz sobre as sepulturas.
7. A cera usada em toes ceremqnias ficar
para o uso da Igreja, o em beneficn>do Cemiterio,
provendo o capella que no.fim de eadatlia seja to-
da reunida cm urna caixa, que. terduas chaves,
urna cargo do Administrador, e outra do Capellao.
8. Sendo o Capellao o primero responsavel,
por qualquer falla cm prejuiso do.cullo, smenle
elle competo presidir s funcees fnebres que
fie oeleliratem dentro do Cemiterio, excep^ao dos
casos prevenidos no artigo 50, nosquacs, cedendo
elle a presidencia do acto, nao deixar todava de
mantera lioa ordem e a disciplina.
J; 9. Propora dimissao do Sachristao, e nomea-
cao de outro i[uando o actual nao lho mereca con-
lanca, e baja (nmmetlido falta grave, que levar
arreormeetmento do gverno da iiro\1ncia7
10. Cuidar do asseio odecencia da 'oapefla,
communicando ao Adminisiraoras necessidades su-
pervenientes fim de. que este as satisfar, no
caso de eslarem seu alcance, ou solicite as ne-
cessarias providencias quem competir. (XCapel-
lo nao peder desculpar-se com as fallas do Sa-
christao.
11. Assislir s exhumaciies para translada-
co de restos mortaes, requerimento ata pessoas
que n'ellas forcm interessadas, percebendo porca-
da urna 500 rs ; e gratuitamente as que forcm or-
denadas pela autoridade policial,' ou pela Cmara
Municipal. '"
12. No impedmenlo do Capellao servir om
seu lugar o sacerdote quo for designado, pelo Prela-
do Diocesano. Seo impedimento for por molestia,
o Capellao substituto perceber a melado do ordenado
do substituido, e os emolumentos ou benesses, quo
estempelir pelo Regulamento. Se for por ou-
tra causa, o substituido perder tudo a'favor do
substituto.
Art. 9. Ao porteiro compele:
1. Abrir e fechar o Cemiterio s horas indica-
das nesto Regulamento.
2. Velar pela ordem que sedeve observar na
condueo dos cadveres desdo a entrada do Cemite-
rio al a sepultura.
. 3. Nao permillt o ingresso de cadver al-
gum, sem que a pessoa cncarregada do funeral -
presente licenca da Cmara Municipal, ou. ordem
do Chcfc de polica.
i. Ter sob sua responsabilidado.o. ponto dos
empregados, e mensalmenle organizar a folliaUlc
o .numero da-sepultura, em^uo for inhumado, o o
nomo do coveiro designado para isso.
5. Envegar ao Administrador no fim de cada
dia todas as guias dos cadveres sepultados.
6. Observar que as sepulturas sejo respeila-
tas, e bem conservadas, assim como que na plan-
tacao de arvores, arbustos, o flores, se nao infrin-
ja o que se ada proscripto nesle Regulamento, o
no plano do Cemiterio, avisando ao Administrador
da mida'que caus'arj o comecar 'sofrer qual-
quer sepultura.
Art. 11. Ao Sachristao compete :
$ 1. Ruslir no t'emiiero desde as 6 lloras da
manhaa at s 6 da tarde.
2. Abrir, fechar o consjfrvaxas chases da,
Igreja ; asistir aos actos fnebres, e ajudar todas
as Missas. que all forcm celebFadas.
' 3. Cuidar de todo o servido da capella, con-
servando-a no maior asseio possivel, c informando
ao Capellao, quem ser inmediatamente subor-
dinado, sobre qualjuer duvida que occorrer.
4. Ter sob sua guarda o roponsabilidade
todos os objectos e alfaias .da capella, velando cui-
dosamente em sua conservacao.
Art. 12. Ao jardineiro compete :
1. iPIantar arvores, arbustos e flores nos lu-
gares que lhesJorenv indicadas pelo Administrador
de conformidde com o risco 'adoptado.
2. Cuidar na limpesa do terreno, c na cofl
servaijao das plantas. I
3.'Substituir ao Porteiro em seus impefl
montos. t- t/k
Art. 13. -Aos Coveitoiyaompetc :
1. Abrir sepulturas nos lugares quo jbe
form indicados |ielos guardas i quem sao inme-
diatamente subordinados, e n'ellas inhumar os
cadveres, ou rcolhel-os js catacumbas, depois do
abortas por pessoas competentes que as fecbaro.
'-------------------- i ~ *:------------------r
ou negociar sob qualquer titulo, os terrenos que
tiverem obtido para sepulturas.
Art. 28. Logo que ao portao .do Cemiterio
liver chegado o enterro, seri recebido o caixo ou
atade que encerrar o cadver, e com' todo o res-
pcito conduzido bracos e passos tontos, sepul-
tura que llie for destinada.
Terminada a ceremonia, a_ pessoa encarregada
do servico fnebre entregara ocf&ver ao guarda
presento nao podendo este rctirw-se sem que esteja
a inhumacao concluida.
O transporte desde o portao tal a Capella e se-
pultura sera feilo pelos prente, i* amigos dos fal-
lecidos. -r
Art.,24.' Nenhum cadver ser inhumado sem
que esteja encerrado om caixo do madeira de suf-
licicnte grssura,e conveuiemlemonte feixado : cx-
ceptuo-sc os que tiverem do s*scpullados em ca-
lacumba, salvo se forem de pesfs que Whao suc-
cumbido aecco epidmica* :iotccionante, o
contagrosa^vpara o que dev rfljeedet altestado a
facultativo.
Art. 25. prego de urna Majumba ser de
259000 rst; de.uiua sepulUifc. perpoluidado,
de 1009-100 rs. pela posse do terreriov; o do.unja
reservada 48000 ss, c o de unja commm 29000
rs. Nos carneiros, ou mauMMagi&o se receber
cadver algum sem que se pu$fe C9Q00 rs.- por
cada un.'
Art. 26. O deposito em catacumbas cuitar a
quantia re 203000 rs. por'um auno; de 3TO000
Hior dous, e do 59000 rs. por tres: o d'alii por
diante cada anno mais que for demorado, o doposilo
custar 159000 rs. (Art. 1
Art. 27. Terao sepulturas
Io as catacumbas da
mendicantes, e os sacadolcs
2." Os cadaje$Bji adiados
i
1 rlIEMEIUDES.
"4 Quarto crescente a 1 hora, 48 mi-
nutos e 48 segundos da maqhaa.
10 La cheia as9horas, 12 minutos e 48
segundos .da tarde.
17 Quarto minguante aos 5 minnlose
48 segundos da tarde.
25 La nova aos 5 minutos e 48 se-
gundos da tarde.
DIAS DA SEMANA.
1? Segunda. S. "Joo de S. Fagundes^ S. Onofre
13 Terca. S. Antonio f. padroairo da provincia.
14 Quarto. S. Baziho Magno b. doutor da igreja.
15 Quinta, igog FesiadoSS. Corpo de Dos.
16 Sexta. Joao Francisco Regis ; S. Julila.
17 Sabbado. Thereza ranha ; Ss. MndeleSobe|.
18 Domingo 2." depois do Espirito Santo, Ss.
Looncio Tribuno e Theodulo mm.
2. Fazer o snico anherente s sepulturas, o- publico, quando nao S'possp
o mais quo lho for prescripto pelos guardas de
conformidde comeslo Regulamento, o ordens je-
cebidasl '
3. Ter sob sua guarda o responsabildade to-:
-da a ferramenta, e utensis do Cemiterio, volando
os Religiosos
(ou cliefs, o-Tiao
rentes, pairos, amos, sen li'
forem reclamados por alguei
3." Os jo pobres, cuja idigenom for altes-
Hada pela autoridade policial dFreguczia, ou pe-
los,Parochos, quenostes casos Bao podero recusar
FfflLHET
II mm DE F.VD4.
MU li -----
! lOl!HEX< O P1CH.1T.
r.
Biiia-lkt tambem desdi amanh&a at a noile,
que leria re w iia, a que oj re eram muir
fezei ; porgue todoe o homens deviam o6e
deccr-lhcs, raptita loe, e porque minguen po.
ea j'mpfc-loi de fcuer o que queriam.
Le prince Cheri.
Peto findnanuo de 1847 o conde Roberto d
Panlinhes que commandsva um b.talhao de casa-
doren a pena frica esereveu a eguiulc carta ma-
aamesellarte Murvieil oa sobriftlia : .
Querida Bronissende.
TeiHdeienotc annos, formosura e riqueza, es
para mim como uma ( viva,, da qual sou templa-
rlo. Tu qae es niiiraa de nossa rae, le esla carta
cam rcligiaol Vivemos em urna poca de iropiedade
e de bnrguezia, tumn brazito ctorioso nSo ho mais
1" qae um hvcroRlypho, e no-os evos, s3o mart) res
fleaeonhecidos. No alto da cadeira gothica que le
erve de gcounexono, mandei ninlarnowas armas,
asquaea remonUm a crinadas; Ircz cruzes encar-
nadas sobra nm campo de ooro. isso recrda a hon-
ra de nossa familia e-a gloria d. Franca. A cruz
SSrSSfc.?** I eouroheo
qBC ALZ!:T^ F2ZZ*$
praca desoldado ni torrada frica. Wei^rhar
m derto e inlieis trago sobre o noilo uraa cruz
pendente de urna fila encarnada ; m;is ahnn. mu
lmanos trazem-na tambem, e nossos soldados mnr"
rem na areia sem viatico e sem confissao.
o Ha um secuto Dos leu derramado sobre a En
ropa um diluvio de philosophia. I.embra-te Bru"
nissehde, que somos da raca de No e nao saias'da ar
ca" vi/"** 'oncat do espirito revolucionario lian
arrancado i hosh familia, riqueza e saogoe ; mas
nlo (olio pesar nem colera por Isso ; pois aioda
quando resto surna sata dessesangue, ella senisem-
pre pura. TJuantu riqueza, deixemos genlinli.i
oV baja o cuidado deadquiri-la c#,|r de perde-la.
l^mhra-le de queleujiai era um leal gentil ho-
niem, que fui fiel js suas ideas e que moneu na
pagamento dos Anesmos, c a dos coveiros, e ser-
ventes.
Art. 10. Aos] Guardas compele.
1. Cumprir asordens do Administrador.
2. Indicar aos coveiros os lugares em que
devem ser sepultados os cadveres recebidos', e obser-
var exactamente o .-que n'csto Regulamento se acha
prescripto relativamente s sepulturas, represen-
tando vocalmente a Administrador sobre as faltas,
que commetterem os coveiros.
3. Gonservaro Cemiterio com o maior asseio
possivel, o designar o trabalho dos serventes, quo
llie sao immediata mente subordinados.
A. Lancar no verso das guias 'que da Cma-
ra Municipal viorcm acompanhando os cadveres,
em sua conservacao, e, durante as horas em que a encommendaco, e licenca parf iepullar-se, pre-
an estiv'orem occirpados em dar sepulturas ca- texto de falta do pagamento deseos benesses.
daveres, traballiar com os^rentes no sseo do CAPITULO 4.
Disposiaies econmicas g policiaos.
Art.' 28. O Pliblico tora franca entrada no
Cmiter das 6 horas da matSaa s 6 da larde ;
e s durante este espaco ser penjittido cm lempo
ordinario receber cadveres, slvem casos oxira-
ordinarsos. He prohibido fai-se 3 Certiitorio
lugar de recreio.
Art. 29. As pessoas que jtajlro do Cemiterio
nao portarom-so com o rcspKM devfdo sci tizas
dos morios, o desobedecercm s roflexes feitas [icio
Administrador, a bem da ordam estabelecida n'este
Regulamento, sero expulsas^pclos guardas c por-
teiro : si se mostrarcm conturrpzes, serao levados ao
Chefe de Polica.
Art. Jfo. O transporto do malcraos oVconslnrc-
(ao e de trra? procedentes de escavajocs, nao podo-
r ser feito no Cemiterio scuao cm carros, cujas pi-
nas tenho pelo menos cinco pollegndas de largura;
e a torra de escavaces de obras particulares ser de-
positada onde o Administrador 'designar. ,
Art. 31. Os concessionarios ou constructores,
que damnificaren! os caminhos do Cemiterio des-
carregando materiaes, ou por qualquer outro modo
caiitarem algum estrago, ainda mesmo s sepultu-
ras, que esverem cargo dos particulares, sero
obrigados -repr logo as cousas emseu primitivo
estado; e quando o nao faco, proceder-se-ha
reparaban sua custa.
Art. 32. "^He prohibido dentro do Cemiterio ta-
lhar, ou preparar podras para a construeco de mo-
numentos, e deposilarem-se materiaes para qualquer
edificaco. O Administrador destinara fora do Ce-
miterio lugar conveniente, para toes servicos.
Art. 33. Todo'aquellque quizer mandar cons-
truir um monumento, ou,carneiro em lugar conce-
dido perpetuidade, dever declaral-o ao Adminis-
trador pelo menos tres dias'antes do comecar a o-
bra, fim de que possa este prev%nir qualquer al-
teraco no plano do Cemiterio, ou evitar qualquer
futuro detrimento.
Art. 34. Para que esta vigilancia se torne mais
fcil c completa, nao so emprehender construeco
alguna sem que seja circunstanciadamente indica,
da e descripta era urna minuta, que depois de vfs-
la e examinada pelo Engenheiro da Cmara Muni-
cipal, ser rubricada pelo Administrador, e archi-
vada.- Todas as vezes que urna obra om sua execu-
jao se tornar prejudicial, ser embargada pelo Ad-
ministrador devendo a questo ser decidida pela C-
mara Municipal, depois de examinada por una
commissao de tres Engeoheiros.
Art. 35. Os concessionarios, ou constructores,
serao obrigados conformar-se com as disposicoes,
que llies forem proscriptas pelo AdministredOr, co-
mo pelo Engenheiro da Cmara Municipal, no
tocante ao plano symetrico, e boa ordem do Cemi-
terio.
Art. 36. Os obreiros o serventes oceupados na
eonsiruccao de qualquer edificado, por.conla do
particulares, nao podero estar no Cemiterio, sem
que se achcm munidos de un> cartao assignado pe-
lo Administrador, qno apresentatao ao porteiro na
entrada o sahida.
estabelecimento.
Art. 14. Aos serventes incumbe preparar o
terreno para as plantacdes, segundo as ordens do
Jardineiro, quem sao subordinados, e prestar ao
oslabelecimenlo os do mais servicos quo lhforem
determinados.
capitilo ni.
Das sepulturas.
Art. lo. As catacumbas sero construidas nos
quatros lados do Cemiterio em duas ordens, um
sobre outra ; e om frente i ellas, em liiiba paral-
lela, dever haver tambem nutras duas ordens, e
com duas faces; tudo de conformidde com o
plano e plantes adoptadas.
Art. 16. Na niesma sepultura reservada, on
catacumba, nao poder ser inhumado outro cada-
ver sem que, sendo de adulto, tenha, mediado o os-
paco de dous annos ; e de enancas de menos de
oito annos, o do anno o meio as sepulturas com-
muns porm decorrero mais seis.mezes alem do
lempo cima prescripto.
Art. 17. As catacumbas podero sorvir para
deposito dos cadveres, que tenho de ser- inhu-
mados bm sepulturas concedidas perpetuidade,
e as quaes anda nao estejo construidos os jazi-
gos : e nestes casos, serao os cadveres deposita-
dos em um caixo d chumbo, ou zinco bem sol-
dados, e eoltocado dentro de outro de madeira con-
vemeulcmente fechado.
Artr 18. Passados tres mezes depois do lempo
fixado no artigo 16 deste Regulamento, os restos
moraos, que nao forem reclamados, sero com
todo o cuidadoso acalarhcnto extrahidos do lugar
em que estiverem, e depositados em outro com-
mm que por urna Commissao da Cmara for as-
signado.
Art. 19. Sobra as sepulturas concedidas tem-
porariamente nao sera permiltido levantar monu-
mento ; apenas sobre ellas se podero enllocar po-
dras tumulares, cruzes, ou qualquer oulrq objeclo
fnebre, quo sirva para desimgu-as.
Art 20. Os restos mortaes de homens celebres,
pelas suas virtudes Meas e religiosos? que nao ti-
verem prenles ou amigos que "os roclamom, ou
que nao posso" obter' concessoes perpetuas, sero
depositados em lugar conveniente com a preciza
distineco parajodo o lempo screm conhecidos,
devendo a Cmara Municipal, antes que iss de-
termine, pedir a pprovaco do ProsideniQ da
Provincia.
Art. 21. As concessoes para sepulturas a per-
petuidade "hereditaria nao podero comprehender
fflais terreno do que o destinado para quatro sepul-
turas; excepto se para mais obtiverein concessoes
do Presidente da Provincia. Todo o terreno con-
cedido dever ser assignalado pelos concessionarios,
nao ficando o Administrador responsavel pelos
inconvenientes quo resultaren!, se o contrario fr
observado.
Art. 22. Sobre os terrenos concedidos a per-
petuidade hereditaria he permiltido levantar mauj
zleos, c construir carneiros, com a solidez que
ajinouver aos concessionarios, nao podendo ceder
>t---------------------------i-----------------------------;--------------------------
Vendea marlyr pelo seu Dos, vassalo pelo seu rei.
Lcmbra-to de que em nosso castello do Maine leu
nascimenlo foi urna festa. A Franca era feliz, os
bellos lempos pareciam ter voltado. Minlia irinaa,
lun ni.ii, linlia enliii li-inla unios, leu cspelho te
recordara sua formosura c sua graca.
Ero mu salao forrado de mudcira esculpida esta-
vam reunidos amigos e patentes... Tudo esla hnje
dispersado e destruido rnorto ou vendido, e sa d8o
mereslasses, querido aujo, eu nito poderia crer na
realidade dessesdcsHslres. Era no comeco do riso-
roso invern de 1829, a noile ia csrurci-eiidn,- todos
esperavarrios assentados em roda de um fogo bri-
lliante. Ten pw apparcceu sustendo-Ic nos bracos,
radioso de alegra, e srilou-ims: He urna con-
desea. Madama de Pescheseul, boa e sania mu-
Iher que apoiada un muleta pareca urna fado, chc-
ou-se ali e dissecom sua vozinha fanbosa: a Alva
flor de!Mcrvie.il, quero fazer-le um presente, sers
formosa! E sorrio alegremente.
Entilo comer.au como um jogo de ternura, cada
um fez sen voto e pronuncien! urna predicro. Eu
era moco e impressionavel, essa scena produzio cm
mim um effeilo profundo. No meio de urna grande
sala flliimiada pelas chammas do fonflo, todas as hen-
daos acolbiam leu nascimenlo. Um bispo que esla-
va a hi deu-lc sua caridade,. a marqueza de la Brue-
re sua (rraja, e madama de I.uc sua virtude. Toda
essa gente j he morta. querida Brunissendc, o as
prediccOes tcm-se rcalisido. Chara princesa, urna
parte da alma de cada um est cm li. Eniao,
meu gentil lio, disc-me a velha madama de Pesclie-
scul. nao dar nada a esta menina ? Aproximei-
me commovido c trmulo, amava-le j como minha
irmaa, como iiia mili. Dcscmbainlici a espada (eu
servia entilo iiasguardas do rei) c eslendendo o braco
armado, respoudi : Dou-lbc minha vida! E
tambem cumprn minha palavra. Por teu respeilo te-
uho permanecido soldado, para dar autoridade ; mi-
nha prolecrao, tenho conservado esla espada que in-
clinou-se ilianlc de lun primeira hora, tenho ileixa-
do ao meu braco armado o gesto sagrado.
TeSs dezenove anuos, Brunissende, e resla-le sa-
ber de um desejo, de nma palavra que ainda nilo
cumprio-se. Quando todos acabara ni, leo p.i sorrio
Kravemenle e dsse : Agora he a minha vez de-
pois inclinando a cabera sobre seu leve fardo, conli-
uuou : Os lempos sero difilceis, minha tillia, supor-
ta bem o leu nome e colloca bem leu roraeao
Kra um espirito sabio e profuudo o de leo pai. Niio
o conheceste, e de lodos os que ouviram essa recom-
memlaijao, sou o nico que toposso recorda-la.
n .Vtravcssmos lempos deprovas, e se Dos der
lias melhores, se vollar nossa realeza, ser mister
que ache urna nohreza disna della. Quando orares
todas as noites lerabra-to de mim, e ollia para o es-
cudo de la familia. Nao leus o di rei lo de quarlea-
lo com a insjsiiia de um mercador, nem de suspen-
dc-lo na burra ile um hauqiicirojudeo. lm par de
mcias em aspa deshonraria nossas bellas cruzes en-
carnadas, e lembra-tc de que casando, a mulher nao
deve perder o uome ; porem troca-lo.
a Vives ahi com tu msi em um retiro absoluto,
e ambas fazem bem ; pois se Paris est clieio de ve-
Ihacosparaosimhecis, tcm Icrriveis penaos para as
motas obres e bellas como tu. Ahienconlram-se
philosophaules absurdos que dizem -que os tempes
eslao mudados, e que devem adoptar-se as ideas do
secuto. Um homem de bem heisual a lodos, accres-
centam elles em soa linguagem ridicula, e um rapaz
honesto-que sabe dos esludos.e que tem algum cabe-
dal esto habilitado para casar com quem quizer.
Essa gente chama-sc uinnnl ou Durand, sao con-
decorados, ofliciaesda guarda nacional, c cheiram a
vinho ou a sebo. Pregam para seu sanio que cha-
ma-se Jos ou Baplista. Desconfa de seus tolos dis-
cursos. A aristocracia burgueza he a mais arrogan-
te e a mais tola das castas. Sao revolucionarios por
que admittem oscrimes de 93, e bem sabem que sao
cojjumelos nascidus e crescidos nesse cslriiine cusan-
guenlado. De outra parle silo realistas, porque" 1830
foi para elles um compromisso que ibes d previ le-
ios e Ibes permute opprimir a revoluco no pvo.
Adoram nm dos constitucional quo s exige a for-
malidadc dos sacramentos. Sao pagaos hypocrilas, e
algozes temidos, nao tem fe nem principios, odiam a
nohreza com lodas as forras de sua olma. Emquan-
to sao rirss, sao miscravefs de que um poder faz o
que t|uer, se empobrecen! s3o mais lerrives do quo
o obreiro que morre fome. Elles tem demolido
uo'sos castellos, arrnleado nossos bosques, nao Ihcs
entreguemos nem nossos ttulos, nem nosso saugue.
Quercriam reconstruir urna uobreza accrescentondo
ao seu nome o de um deparlamento ou de urna al-
deia. lie urna dansa mascarada de negros emanci-
pados, de que algum dia r i remos talvez. Por ora vi-
vamos com ells como com cslrangeiros. Considera
que eslia em vrancm, llruuissende, e que airavessas
m paiz, cujos coslumcs nao sao os leus. De certo
nao rasaras com um Turco, nem rom um Chine/;
|mis (rala a borguezia como urna casia de paras. .
< Empresa bem leu corarn' disse leu pai. Tu a
alma deve leronvido estos palavras, e Deosdevc re-
petir-te lodos os dias esla recommendarao cheia de
Art. 3T. Nos Domingos, e dias Santos e no
de finados, nenhum trabalho llavera no (milcrio
exoepeo das inhumacoes, ou exhumagoes poli-
ciaes.
Art. 38. As plantacoos sero feitos, sem exoep-
eo alguma, fia porco do terreno concedido ca-
da sepultura, o doveram estar dispostas de modo
que nao prejudiquem as sepulturas vimAas, e nao
embaracen: visto ou passagem dos caminhos ou
intervallos de separaco.
Art. 39. Toda a plantaco que for reconheci-
damente nociva, dever ser esgalhada, ou abatida,
se necessario for, logo que o Administrador, o re-
quisiiar; e no caso de o concessiouario nao pres-
tar-se requisicao do Administrador depois, que se
lavrar um termo do occorrido, que elle assignar
remetiendo copia ao concessionario, a planta ser
sgalbada ou abatida.
Art. 40. Neuhuma inscripeo, ser feita sob-
qualquer cruz, pedias tumulares, ou monumento,
sem previa pprovaco do chefe de Polica, que
rubricara a copia que lho forsubmellida.
Art. 41. Dentro dos muros do Cemiterio nao se
admitir, mesmo cm depozlto, objeclo algum que
nao seja de seu proprio, e esresial uso.
CAPITULO V.
Das exhumacoes.
Art,,.42. Nehhuma cxhumaeao extempornea
se far.scm ordem por' escripia das autoridades
r nmpetentes. Quando o Admistradoi: entender que
d'ahi resultar projuizo saudc publica, 'fara suas
rellexoenss supraditas autoridades, sm perda de
tempo, mas eXecutar logo o quo ulteriormente for
deliberado. "?
Art. 43. As exhumacoes sero praticadas em
dias fixados pelas respectivas autoridades, ^sempre
que for possivel, antes das 6 horas da manhaa.
qualquer r oSC0Veir0S(Cra0 0 maior cuidado cm nao descu-
brir ns seus pa [jnr Qs cauaveres visinhos, e ao acto da exhumacao
.a...r.... .... .-... 7 -
nao assisttram nutras pessoas alom das designadas
pela autoridade que a liouver ordenado, o o Ca-
pellao.
Art. 44. As exhumacoes peridicas ou tompo-
ras, sero prlicadas de; autoridade do Adminis-
trador ou cuidado das familias, com autorisajo
do uesmo Adminislrador ; 6 neste caso as despe-
ras dossalarios dos coveiros, e meios de desinfec-
cao, que forem proscriptos, fico a cargo dos i-
tei'essados, e sero pagas ao cofre da Cmara Mu-
nicipal.
Art. 45. Terminada qualquer exhumacao ju
dicial, os restos mortaes, se dellos nao precisar a
autoridade, que a mandou fazr, sero de novo
sepultados no lugar om que se aehavo, proceden-
do-secomo na primeira inhumacao.
CAPITULO VI. ,
Da Capella.
Art 46. llavera no Cemiterio Publico urna
Capella, s^j> a invocaco do Senhor Bom Jezus
da Rcdempcao, sujeita nicamente jurisdico do
ProladjetliMoccsano, CTia ipial so celcbrnrao todos os
sufTragios pelo repouso eterno dos que forem all se-
pultados.*
Art. 47. A Capella nao tora menos do' qualro
altares, todos em estado de nuiles se poderem cele-
brar, sendo o prime'iro do Padroeiro, o segundo de
N- S. da Agona, o terceiro de S. Miguel, c o
quarto de S. Andr Avellino.
Art. 48. Em cada anno no dia da comemora-
cao dos defunetos, a expensas da Cmara Munici-
pal, se celebrar na Capella com assistencia do dozo
clrigos, e dous sacristas, hum officio, com Missa e
absolvlco no fim, pelas almas dos que ali hpuve-
rem sido sepultados.
Art. 49. As Irmandades Gpnfrarias, e Ordens
religiosas, e mesmo os particulares, podero, em
dias nao prohibidos pela Igrejfc; celebrar oOicios f-
nebres pelas almas de seus irmos e prenles, na
Ca|iell do Cemiterio, precedendo licenca do Ca-
pellao, que assignar o.;da, de acord com o Ad-i
ministrador.
Art. 50. as distribuicoes dos dias para *os
officos das Irmandades, Onleus, e Confrarias,
serao preferidos os que esliverem marcados om
seus respectivos Compromissos ; e quando houver
encontr de dias, a Irmandade mais antig pre-
firir a moderna, para a qXial se marcara o dia se-
ginte, que nao for prohibido pela Igreja. Smen-
te uestes das deixar o Capellao do Cemiterio de
presidir o acto, cnmpciindo o Prestito ao Prelado
ou Commissarios das Ordens, e ao Capellao da res-
pectiva Irmandade ; assim como tora o mesmo di-
reito aquella vigario que quizer cellebrar na Caqella
do Cemiterio o officio parochial' de corpo presente.
CAPITULO VII.
Dos carros fnebres.
* Art. 51. Sera livre a qualquer individuo, ou
corporacao, estobelecer carros fnebres para uso
privado,-ou para aluga los, guardadas as soguin-
tes disposicoes:
1. Obter para isso licenca da Camara,*'m
que se declare o numero e classe dos carros, assim
orno a casa, c ra onde forera. estabelScidos.
2. Pagarataxado 10 por cont sobre os
procos abaixo estipulados por cada urna jez-queser-
vircm os carros de primeira, segunda, e terecira
classe. O da quarto classe, bem como o eaixo da
Caridade, nada pagar.
3. Transportar ao Ccmitorio, dndoos ne-
ccssariogicaixoes, os pobres o desvalidos na forma
do artigo 61.
Art. 52. Fi desde ja prohibido uso de tri-
nas, flores, e" outros adornos dcsta ordem,' nos car;
ros dos adultos ; q que ser permiltido nos carrosT
caixoes dos anjos ; nos das dhzcilas somento sead-
mittirao as palmas dooslylo.
Art. 53. Os.carros paraos adultos se dvidi-
rao em qualro classes; a saber :
1. O da primeira classe ser puxado dous
cnvallos, decentemente arreiados, e devera ter o
caixo coberto com Um grande panno do velludo
de seda prela, e lino, com borlas as ponas de ga-
lo ou fraujas de ouro, e leudo urna cruz no centro;
tudo por 40*000 res.
2. O da segunda classe ser tambem puxado
a dous cavallos, sendo o caixo coberto por um
grande panno como o do antecedente, porem fei-
to de belbotina com borlas, galo, ou franjas de
piala verdadeira ; por 255000 reis.
3. 0 da terceira classe ser puxado um ca- i
vallo, sendo o caixo coberto com um panno como
os oulros, porem de belbotina com borlas o galio
de palhela falsa ; ludo por 12!>000 reis.
; 4. O da quarto classe ser puxado um
cavallo, o o caixo ir coberto com um' grande
panno preto de la do mais baixo preco, com bor-
las, galo ou franjas de fio de algodo; tudo por
65>000reis.
Art. 54. Os carros para'"donzellas sero'"da
mesma forma, qualidade,-e classes que os^ de pri-
meira, segunda, e terceira cima; podendo haver
dilTerenca somento na cor dos pannos de preto para
rouxo, e podendo levar quatro palmas; pelas qua-
es de mais a mais pagara ; sondo de prata paraosi
carros de primeira classe, 4500O reis ; sendo bran-
cos de flor de laranja para os da segunda clai
335000 reis ; e sendo de Qores grossas'paraos ue'
terceira classe, 25>000 reis.
Art. 55. Os carros para os anjos se dividram
em 3 classes.
1,0 de-primeira classe sef puchado dous
cavallos, sendo o caijo ornado de velludilho, ou
slim carraezim de primeira qualidade, forrado de
setim branco de segunda qualidade, e guarnecido
com duas ordens de galo entrefino vulgar, poden-
do^so usar de flores e trinas; tudo por 355000 rs.
2. 0 da segunda classe sera puchado um
cavall, com caixrto ornado de selim encarnado,
forrado de tafet branco, guarnecido de galo entre-
fino vulgar, com flores, e trinas de segunda quali-
dade"; por 20000 reis.
3. 0 de terceira classe, puiadoitombem um
cavallo, levar o. caixo ornado de selim u tafet
encarnado ordinario, forrado de metim branco, e'
guarnecido'om uma ordem de galo palhela, po-
dendo levar flores e trinas de qualidade inferior;
por 105000 res..
Art. 56. Todos os carros fnebres dovero ser
conduzidos por bolieirps vestidos do libr preto, o
decentemente agaloadas, podendo haver libres infe-
uma autoridade soberana. Cada um romprehende a
familia a seu modo. Elles abusam dos direitos do
sangue para disputaren! atonas suidos sobre um tu*
mulo ; porm nos (levemos resncila-los a ponto de
sermos fiis a nma phrase pronunciada sobre nosso,
berco. Adcos, meu anjo, ahraro-te com todo o meu
amor. Teu to
Roberto de Paulinhc*.
Esto caria do onlro mundo ebegon ra Vaugi-
rard junto de l.uxemburgo porto da ra Servandoni.
Madama de Murvieil,e sua filha babilam o andar
terreo de uma casa que fra oulr'ora o hotel de uma
['grande familia. O aiMisenlo era modesto. Uma sala
de jaular na qual linlia-se formado uma antecmara
dava para um triste paleo de largas calcadas quehra-
dasronde crescia a hervadassoldOes. Uma mezinha
redonda, que nao poda ser augmentada, indicava
sufficienlemenle que as duasmulheres nao recebiam
jamis ninsuem.
Algumas cadeiras de palha eslavam encostadas as
paredes, e junto de um fogao de Iadrilhos piulados
de verde bavia um armario de acaj sobre o qual c-
levuvam-se inonles de pralos.c algumas compoteiras
<'lirias de cousas appelilosas. Ha vi a lia ni he m um
salao forrado de papel encarnado com retratos de fa-
milia em altitudes tristes e trajes antigos mistura-
dos com pinturas frescas e graciosas, que eram obra
da mora. A mobilia era cohrta de velludo de Utre-
cht encarnado c compuiiha-sc de am sof, duas pol-
trona', e algumas cadeiras. Dous ou tres tomborctes
forrados de topete ostentavam flores vivas quo tam-
bem assignaTavam Brunissende.
Depois do salao vinbam duas alcvas, que davam
para um pequeo jardim, e que cm summa nao
eram outra cousasenao o salan separado por um rc-
parlimcnto, e s leudo communicarao com o guar-
i de madama de Murvieil.
Toda a historia da familia eslava ahi: a imgem
do pai em traje de campone/.-da Vendea, retratos de
generaos cluiuatu (*) todos os dolos legilimistos,
bustos e lemhraiirasde todas as especies, ale um au-
tographo posto cm quadro.
Do quarto da mai passava-se para o da filha, onde
tudo era puro, simples e Irisle : um leito de corli-
linados braucos, gravuras de rcligiflo. o retrato do
lio Roberto em uniforme da guarda de honra, e a
grande cadeira que servia de genuflexorio a Brunis-
sende, e no alio da qual estovan) pintadas as armas
da familia.
() Nome
Venden.
injurioso dado aos insurgentes da
4 a 5 horas, depois de recebida a ordem do procu-.
radorda Cmara, pagar a multa de. 10*000, sen-
do alem disto condusido o cadver a.custa do infra-'
ctor.
Art. 67. Nemhum cadver de'qualquer condico
que seja poder ser conduzido para o Cemiterio em
cabeca; mas em esquife levado aos hombros, e co-
berto com um panno preto de cruz. Para- com os
cadveres que frem embarcados se guardar a mes-
ma decencia.
Art. 68. Quem infringir disposicao do artigo
antecedento pagar a rnulta.de cinco mil reis.
capitulo vni.
Dispost'cO* Diversas.
' Art. 69.Pertencendo a Cmara Municipal a
injpeoco e administraco do Cemiterio, dever ella
velar em sua conservado, e promover o seu memo-
ra menlo, fornecencR ao estabelecimento todos os
objectos necessarios pava as inhumacoes, planto de
ardores, e.asseio do-Cemiterio.
Art. 70. Organisar aunBalmonte o orcamento
da receita e despe/.a do Cemiterio para ser submeti-
do pprovaco da Assemblea' Provincial, a quem
tambem annualmenlc dar contas.
Art. 71. Para que..seja admittido inhumacao
qualquer cadver, dever a pessoa que-disso tratar,
pagar boca do cofre Municipal a quantia estipula-
da, havendo do procurador urna guia extrahida de
um livro de lalo, para ser apresentuda rfAdmi-
^istrador a fim de dar as providencias precisas.
<%Arl.| 72. Nao poder o procurador fazer o rece-
bimento edar a guia indicada no artigo anteceden-
te, sem que lheseja previamente apresentoda decla-
racao por escriptoda autoridade policial respectiva,
de que nao h motivo para demorar-se a inhuma-
cao ; bem romo' licenca do parodio (que serio ar-
ivadas); devendo, depois de ouvida a- pessoa que
lama a guia, declarar tiesta, se o cadver foi de
facto eneominendado, ou nao.
Art,'73. as sepulturas communs, os cadveres
sero enllocados us unidos aos oulros, mas nunca
sobre-posios. Estos sepulturas sao destinadas espe-
cialmente para os caso's de que trato o art. 27.
Art. 74. Osescravosfallecidos serao inhumados,
tambem em ^pulturas communs, nos quarleiroes
para isso destinados, mas separadas das que servara
para inhumacao de pessoas livres.
Art. 75. o fim de cada trimestre dar o procu-
rador da Cmara cont da receita e despeza que
ser publicada pela imprensa.
Art." 76. A renda arrecadada (inclusive as mul-
tas ) tora applicac.o especial manutencao do esta-
belecimento, sen melhorment, o amortisaco da
divida provincial delle proveniente.
Art. 77. Para o assehlamento dos bitos, have-
rao dous livros'abertos, numerados, rubricados e
enoerrados pelo Presidente da Cmara Municipal
que scro-escriplurados pelo Administrador; um das
pessoas livres, e outro dos escravos.' Os assenta-
merftos dos bitos das pessoas livres devero conter
a declararlo do nome, naluralidade, e idade, esta-
r'rures para os carros de lenvira oquarla classe. 1". THrn6site-)-resi,lencia, tempo em que falteoeu,
Art. 57. l'ica rfrohbido o aluguel dos carros por
maior.preco, e com outros rnalos e forma que nao
sejo os estabelecdos n'este Uegujamnto, sob pona1
de pagarem os seus proprietarios a multa de 803
mil reis por cada huma vez que o infrngirem.
Art. 88. A laxa estipulada no 2." do art. .51,
ser paga ao procurador da Cmara, designando-sc
a classo do carro, em que tem de ser conduzido o
cadver.
Art. 59. He prohibido conduzii-se os cadveres
em carros de classe superior aquella, cuja laxa se ti-
ver pago; e quera o fiser pagar 605000 reis de
multe que s cobrar do dono do carro respectivo.
Art. 60. Recebida a taxa, o procurador dar um
conhecimento, que, indicando a classe do carro, o
acompanhar na occazio do enterro, o ser entre-
gue ao-Administrador no Cemiterio, para que exa-
mine se foi infringido o artigo antecedente.
Art. 61. Cada carro de aluguel que acompanhar
o cortejo fnebre pagara a multa, de 409 mil reis,
que sero Cobrados do dono ou adminislrador da
cocheira que pe encere m.
Art. 62. O cortejo fnebre ser feito passos
graves, sondo o fretro seguido em pnmeiro lugar
do Vigario,. em segundo das Irmandades, era tercei-
ro dos prenles, e em quarto dos amigos e convida-
-dos.
Art. 63. Nao ficam comprehendidos no art. 64
trez al qualro carros de aluguel, saber: um para
o Vigario, outro para quatro membros da Irman-
dade, e os oulros para alguns- parentes, ou amigos
do fuado, que quiserem acompaiihal-0 al a sepul-
tura : o resto dos convidados someute podero a-
companhar era carros, quo nao forcm de aluguel
Art. 64. O procurador da Cmara distribuir
com igualdade e por escala, percorrendo a todos os
especuladoras, Irmandades, Confrarias, e a quaes
quer que tenho carros fnebres, as obrigacoes pres-
criplas no 3. do art. 27, em favor dos pobres c
desvalidos.
Art. 65. Estes pobres sero condusidos em um
carro levando um grande caixo de madeira, decen-
temente pintado de preto, com uma cruz na tampa,
o a inscripcaoCaridade, ou em carro da quar-
ta classe. Os obligados este servico que nao qui-
serem ter lacs carros pagaro, por sua vez, a quem
os fornecer.
; Art. 66. Oque Bao enmurir esto dever dentro de
O jardim pareca ser o lugar de predilecrau. As
flores ahi eram tratadas c feli/cs, algumas arvores
vegetayam bem, e um gentil cara-manchel adorna-
do de yiolias dcixava rahir sua* ultima* folhas ver
nielh^ao vent do oulono. Esse raiujinho de torra
nao era grande ; porem estova limpo como um ar-
mario .' pois mais de uma vez por dia as mao paci-
entes das duas mulheres liravam os ramos seceos o
as follias cabidas. Ccrtos arbustos preferidos acha-
vam-sc ahi como em um panizo, um sohreludo que
dava rosas eslava sem um insecto, sem um alomo
de poeira. sem uma nodoa de lodo. Brunissende
lav.iva-a folha por folha, Iimpav,a-lhc os raminhos,
Iratava-a como um menino mimoso.
Astruilheres s tem uma maneira de amar, seu
coraran gasla-se cm serias ninharias, ellas d3o todo
o seu lempo ao que" preferem.
Urn homem dcleila-so. em um bello jardim, i som-
bra de grandes arvores, jumo de flores ricas e fres-
ras; porent confa a conservarlo desses Ihesouros a
rnaos cstranhas, a um obreiro indifferente. liosto
dos meninos ; mas bem vestidos, graciosos, asscia-
dos, sahindo dos bracos de uma criada ou ama. Urna
milber guarda para si toda essa parte difflcit af-
feiro, Irata das flores e dos meninos : sua afleirao
tcm menos fantasa. O homem passa com indinv-
renea diaule das meninas mal vestidas, dos meninos
sujos, o das rosasutomeadas; a mulher abraca-as,
iudireita um bonete, limpa uma faje, levanta e rega
o arbusto.
Brunissende e a mili passavam no jardim a maior
parle do lempo. Madama de Murvieil nunca sabia,
senao para cumprir os deveres religiosos. (Juicios
regalares, alguns sernies, tres ou qualro corridas
excepcionaes por anuo eram s o que arrancavam-
na de rasa. A vida da filha era a cmilarAo da da
mai. No vcrAo liabitovam no jardim murado de lo-
das ns parles, c suflirienlemenle solado de surte
que permiltia-lhes estarem ahi livres-; no invern
estabeleciam-se em mudos quartos donde nSo se po-
da ver o menor raio de sol.
Madama de Murvieil tinha consagrado seus dias u
oducarao de Brunissende c pouro a pouco lendo-se
a menina transformado em irmaa, as duas mulheres
acharara -se approximadas. Os cuidados do interior
eram divididos entre ellas, e durante suas lnngas
horas de (rabalbo uma mesma meditaran oceupava
seus silencios.
A mai Irisle e resignada pensava na poura renda
da casa, no futuro da filha, que descera too rpida-
mente. Saocuidadoscoustontes6 dolorosos, ver urna
filha tornar-se tormos quando os bens nao augraea-
tomcom os annos.
Apesar dos preconcejlns de. familia que suslento-
vam madama de Murvieil, apesar de sua grande ex-
periencia das cousas deste mundo, c de seu desdem
pelos'plebcus enriquecidos, ella bem va que ser-lhe-
hia difficil rasar Brunissende, bello ramo de uma
nohrc rara lino nascido sobre ruinas., Embora vi-
vesse no solamenlo a pobre mulher sabia que a gen-
te que povoa Paris. csses' homens de fortuna que
agitavam-se cm roda della faziam mais ca,o do dote
ue do nome, e mais la riqueza que da virtude.
ssas rellcxoes produziam angustias, o a mai acaha-
va por coniar-sc a Dos abracando a filha. Bru-
uissende sabia toda a historia de sua familia. Em
cadaoccatiao a maiou o lio recitavam-lhe episodios
della. Eslava ufana de descender de Uo nobres
personagens ; mas nao tinha concebido esse orgulho
perigoso que faz desprezar os oulros, Em seus ins-
tantes de silencio o futuro apparccia-lhe ineerto mas
sem suslo ; nebuloso, mas em tempeitades; Uma
mocinlia que seiilc-sc joven, e vc-sc formosa niio
tcm iliqiielarflo sobre sua sorte. lieos faz tuntas
colisas para si s 1 Alem 'disso ella vivia feliz com
a mi. l'or que nao continuara essa existencia I As
mocas romnticas pensam uo convenio quando seus
sonhos confundem-se : o convenio he o suicidio das
mulheres. Brunissende achava junto de si um sa-
crlico mais brando.
Foi pis no meio do mez de oulubro quo a caria
do conde de Paulinhcs foi recebida na ra Vaugi-
rard. Madama de Murvieil c a filha trabalhavam
no jardim. A m9i de Brunissende era ainda assaz
mora c sua belleza poda fcilmente serrecomposla.
Seuscabellos, outr"ora louros eluzidos, mas entao lia-
ros e misturados cora alguns nos bramos, guarneci-
am um rosto corado e engordado pelos anuos, mas
oildc resida ainda a dislincrao. Seus olhos azues
liuham empalledecido com lempo c rom as lagri-
mas. Sua ciutura arossa deixava todava auevinhar
ainda finura c a elegancia lo oulr'ora.
Madama de Murvieil andava semprc de preto, he
a tr do lulo, da economia e da vida humilde. Des-
cobriam nessa mulher assaz alia os vestigios de uma
airoza distineco, e vendo-a andar cm seu jardiu-
inbo, e cm sua modesta morada, adevinhava-se que
seus pus liuham habitado parques e rastollos. Ella
era dolada de um bello espirito, cheio de um juiz
originat. Indulgente c resisnada, nada admirava.
Asiduas religiosas que sustiiihani-lhe a alma deixa-
vam-se adevinhar, e nfln se iinpunham jamis com
rigor. Emsuacouversaaoachava-seuma joyiali-
molostia quje deo causa a morte, assim como o nu-
mero da catocumba, ou sepultura em que jazer. O
Administrador devera assignar-se no fim de cada pa-
gina, a qual dever ter raargem, em que se possatn
lancar, pelo mesmo modo, as observaces, que oc-
correrem sobre as exhumacoes. O assentamento
relativo escravos contera a declaraco do nome do
faleeido, sen senhor, idade, estado, naluralidade, e
molestia, que deo catira morte.
Art. 78. OPresidenteda provincia, sempreque
julgar convoniente, e o menos nma vez por anno,
nomear uma commissao mixta de tres inembros
seculares e sacerdotes probos, intelligeutes, e zelosos
do servico publico, para visitar o Cemiterio, exami-
nar os livros, estado das obras e capella, e diier o
que se lhes offerecer cerca da maneira por que se
comportarem os respectivos empregados no desem-
penho de suas obrigacoes.
Art. 79. Ateo fim de Janeiro de caa anno, eora
d' isso quando expressamento lhe for exigido, fari a
Cmara Municipal ao Presidenteda provincia'um
relalorio dos raethoramentos mais urgentes, acom-
panhado dos mappas, que pereisos forem, para ex-
plicar os servicos durante o anno Qndo
s Art. 80. Na aiiertura de sepulturas, consirucccs
de catacumbas, o carneiros, jazigos,-monumentos,
e quaes quer outros ebjeelos permittidos para distin-
guir as mosnias sepulturas, nao he licito alterar a
planta, plano, e diaeripcao do Cemiterio approvadas
pelo- Presidente da prvoincia, e que fzem parte des-
te llegulamonto.
,'Ainda depois de concluida a obra, se .dever re-
por tudo em seu estado primitivo custa de quem li-
ver infrjgido o referido plano.
" Art. 81. E' prohibido aos empregados^do Cemi-
teso dispojar os caixoes de seus.ornatos, e os defun-
tos de suas vestimentas, ou de quaes quorputrosob-
jeclos,'..'pm que estiverem adornados.
Art. 82. As Innandadesj Confrarias, Ordens Re-
ligiosas', que.pelos seus compromissos. tiverem obri-
gacao de darTsepulturas a seus Irmcs e Confrades,
podero obter da Cmara Municipal coucessao para
edificarem catacumbas em recinto privado dentro
do mesmo Cemiterio, havendo ajuste sobre a quan-
tidade do terreno : do que se lavrara tormo em quo
especialmente ,so declare que fra do beneficio do ci-
tado artigo, fico, como as particulares, sujeitas
todas as disposicoes do presente Regulamento, e das
dado araavel que a vida naO_ destrua inteiraroen-
te, e cuja vlta produzia deliciosos effeitos. Algum
ai razo pesava-lhe sobre a intelligencia, uma uevoa
luminosa antes que uma nuvem. Certos aconleci-
mentos, ccrlos toctos nao exisliam para ella, nega-
va as verdades recebidas e invocava. muilas vezes
preconceitos como axiomas. Dir-se-hia que o fazia
de proposito, e todaviiv nada era mais natural. Essa
affectacjlo sincera longe de o Hender agradava tofini-
lamentc. Essa mulher desgranada nao enfasliava a
niiiguem com suas desgracas, pertoncia a uma socie-
dade destruida, e de mui boa f nao coroprehendia
nada na sociedade nova.
Sem azedume em sua resignacao,. sem lagrimas
em suas queixas ella vivia' em boa amisade com al-
guns visinhosmorto inferjoresa si, relativamente
intelligencia, e que adeviuhando por inslincto seu
alio valor a estiraavam e honrayam. Se madama de
Murvieil soube conformar-se existencia modesta
que a sorte lhe dava, nao contrahio as virtudes de
sua nova cndilo. Ignorava esses cuidados assiduos
do interior de uma casa, essa economia repartida,
sabia e imocrccplivel, esse tributo imposto sobre a
despeza, essa porcentagem liradado todo da vid?. Ig-
norava a arle de augmentar a renda com aparas iu-
finilcsimaes liradas do proprio orcamento. Proceda
por privares, olo por economas. Os passarinhos
vio procurar de grao em grao,de bicliinho em bichi-
nho u alimento de sua uinhada, ha um que menos
paciente lalvcz ou menos hbil, entrega as entranhas
quando nada mais tem que dar.
S as ideas religiosas de madama de Murvieil per-
niancciara yitactas no meio do desmoronamento ge-
ral. /Depois que a desgrara despersou-lhc os bens,
a elevaran da burguezia aniquilou-lhe as preleurocs
de nohreza ; depois de demolido 6 castello do
Maine, o vendidas as Ierras a f pcrmaneceu-lhe no
coraro como uma ruina, como essas reliquias de
capella que recordam esplendores passados. Ella
nSo o confessava : mas o dos da Veudea habilava-
Iheaaima, um dos amanto dos lirios eda guerra,
divfndade aveutureira que anligamcute ao lado do
arrojo nacional, cujo dolo era a libetdade, fez mar-
lyres e hroes. Assim a mai de Brunissende nao
enfasliava a uingacm rom sua devo^So. AsoraoiSes
que fatia na igreja de Sao-Sulpicio deviam ser vale-
rosas e tristes, pois reoommendavam ao Senhor liaor-
tos queridos de sanguinolenta memoria, e duas mu-
lheres vivas e desterradas. Respeilcmos csses aua-
rlirouismos, lodas as pessoas lera votos que fazer
pelas cousas.'perdidas.
(Co.tfmtor.'ie-fta. 1



alteraees que posteriormente forero, feilas era virtu-
de de Lei"Provincial.
Arl. 83. As Corporsgoes de que trate o artigo"
antecedente, Ocio sujeites laxa do artigo 25, o a
devero pagar do roesmo modo que as particulares,
com a nica differenca de que, porcada un cadver
inhumado era suas catacumbas, pagaro somento
69000, ficando a Cmara Municipal obrigada
mandal-as abrir, e fechar. ,
Arl. 84. As corporages que obtiverem terrenos
no Cemiterio para catacumbas, sarao obligadas a
fazel-as do conforroidado comas plantase planos
approvados, no espaco de um anno contedodo dia
em que assignaretn o termo na Cmara MtUncipal.
e as que inda nao assignaram sera contado o mesrao
lempo da data da ultima planta approvada ; e nao o
- fazcudo, perders a posse do terreno, que lhes havia
sido concedido.
Art. 85. Os cadveres de membros de Irrealida-
des e Confraras que liverrftn catacumbas, nao serao
inhumados nestas sem que estejao completamente
acabadas, e promptas ; e sem que seja previamente
apresentado ao Administrador do Cimilerio o titulo
comprobatorio da qualidade do irmo, ou confrade,
j sellado pelo menos 30 diasantes dofallecimento.
Art. 86. A Cmara Municipal prever por suas
postar fiel observancia deste Begulamento, com-
minaodo aos seus infractores as penas, para que a
autorisa a Lei do seu regiment.
Art. 87. O Administrador, Capello,Sacristn, e
lodos os empregados do Cemiterio, nao podoro per-
cebe sob qual lumentos, offertas ou gratificacoes, ptlo descrapenbo
de seus deveres, alm dos que ficao expressamente
marcados n' este Regulamento.
Art. 88. A pretexto de infraccoes dos artigos do
presente Regulamento, nao poder o Administrador
recusar sepultura no Cemiterio qual quer cadver
que ahi chegar, excepto quando Ibes seja esta veda-
da pelo Prelado Diocesano ouoiitraairtoridado compe-
tentMas ser em iodo caso ObTgaao a dar parteas
Aiiihoridades respectivas de todas as irregularidades
que houTOr de notar, a.fim de se providenciar.
Art. 89. O' aerescimo deordenado dos Empregados
do Cemiterio fica dependendo da approvacao da
Assemblea Provincial.
Arl. 90 Logo que estejao oncluid .todas as
obras do Cemiterio, serao diminuidas, por urna nos
va tabella, as taxas do art. 51 2, ato a quantia que
forestrictamente nescessaria para ocosleio do estabe-
lecimenio.
Art. 91. Ficao revogadas ^uaesquerdisposicoes
em eontanrio.
Pate* fe Governo de Pernambuco 2 de Junho
de 1854.
tose Boato da Cunhae Fiqueirtfo.
---------..... M
Expedienta do la 6 da jubo.
OflicioAo Exm. bispo diocesano, dizendo que,
com o parecer que remelle por copia do procurador
da corda, soberana e fazenda nacional, responde ao
ollicio de S. Exc. Rvdm.", que veio annexo ootrn
^xuf.
DIARIO DE PERNAMBUCO, SEGUNDA FEIRA 12 DE JUNHO DE 1854.
Mk
de 18 de main ultimo, faz-se preciso que Smc. enve
combrevidado, alim de ser Iransmiltda aquella re-
partirn, nova planta da obra a fazer-se no quartcl
da Soledadc, com as condices mencionadas no of-
licio. que tarabem remelle por copia do brigadeiro
encarregado do archivo militar.
Dito Ao inspector da thesouraria provincial,
transmiltindo para O lim conveniente, a relajo das
deepaxas feilas para o expedientada reparts*) das
obras publicas-no correte mez.
DitoAo commandante de corno de polica, inlci-
rando-o de haver resnlvido q ue o pagamento de tar-
damente* queso esliverora a dever as pragai daquel-
ie corpo, relativamente ao lempo de engajamenlos
j flualisados, seja efTecloado em dinheiro conforme
Smc. pronoz. Communicou-se lliesourarla pro-
vincial, i
DitoAo mesmo, para mandar apresentar ao pre-
sidente da commissilo de hygieu publica, ma pra-
Ca daquelie corpo.qu possa servir de porlciro.occu-
pindo-se na escriplurasao a cargo da mesma commis-
sao.Coinmunicoii-seao rererido presidente.
PorteraDemittindo.de conformidadecom a pro-
posta do chele de polica, a Jos Theodoro Paes de
Lira, do lugar de primeiro supplcnle do delegado do
termo de Santo Aniau, e nomeando para esse lugar
o hachare! Francisco Correa de Qaeiroz Barros, e,
para Icrcciro supplenlc do mesrao delegado ao cida-
do Jos Martin Pereira Munlero.Inleirou-se ao
referido chefe. v
Dita Nomeando o bacharcl em Mas ledras,
loaquim Jos de Carvaflio Siqneira VSrejao, para o
lugar de professor da eadeira de desenho do lyceu
desla cidado.Fizerani-so as necessaras communi-
cases.
DitaAo agente da companhia das barcas de va-
por, para mandar dar transporte para as Alagdas, no
vapor que passar para o sul, a Leopoldino de Albu-
querquo Maranho, pedreiro desertor da colonia mi-
litar Leopoldina, qual ssr remcllido para bordo
pelocliefc de policio.
DilaAo director do arsenal de guerra, para fa-
zcr apromplar com urgencia, afim do serem rcmelli-
dos para o raeio balalliu do Cear, em cumprimen-
to dn aviso que remelle por copia, os artigos de far-
da metilo mencionados na re la rao que lambe m remel-
le por copia. ,
EXTERIOR.
eiosa Irma, fe-la prender o encerrou-a em um con-
venio.
Em 1639, morlo Ivan, ficnu Pedro primeiro de
nome, cognominado do Grande, pela sua poslerida-
de, senhor do imperio.
He sabido quao ulil fui esle soberano ao seu
uaz.
Poucos hornens, diz um escriplor fraucez, fal-
lando deste principe, te.ni tido urna vida Uo clicia :
pode-se dizer com razo que cada um, de seus das
valen um tcculo' Russia.
Pedro Grande destruio os fortes c turbulentos
slrelitz de quo elle mesmo ia seudo vctima na sa
infancia, e orgauisou a torga militar da Russia ao
modo dos ejercites da Europa ; reuuio ao imperio
a pennsula .de Kamlchalka ; conquislou Suecia,
na guerra de 21 anuos quo fez ao famoso Carlos XII,
a I.ivonia, a Esthonia e a Caxelia ; lomou Persia
Dagucslan e Chirivan ; fez por tres vezes a guerra
Porta, porem menosTOiz na ultima deslas lulas, de-
veu a sua salvarSo i liabildade de Catharina, sua
esposa. Nao menos gloriosa foi sua poltica interi-
or, parece-nos que a ella mate qua a exterior de-
ve elle o Ululo de Grande que o condecora.
Morreu em 1725, legando a Catharina sua esposa
a cora. Esrolhida Jor elle para continuar seus
planos, Catharina comerou por sogui-los, mas a
morte que nao eslava sujeia aos designios do hroe,
s concedeu i imperalriz dous anuos de reinado.
Succedcii-lhe Pedro II, menino de 13 annos, neto
de Pedro Grande e filho de Alexis, que pagou com
a vida a opposit;3o que fez s inslluirocs de seupa-
O reinado de Pedro II foi curto, o nada teve de
nolavel.
A imperalriz Calliarina linlia por sua morle de-
signado Vana fillia Anna Petrowua, ou aeus filhos*
pirra sucreder a Pedro II, caso olio morrcsse.sem
poslcridade ; mas o consclho privado do imperio e
os boyardos preferram Auna, duqueza de Curlan-
dia, fillia de Ivan 5., a despeito da delerninurao
testamentaria da imperalriz, e da existencia da oo-
tra innaa da elcita, mais vellia do que ella, por
haver aquella subscripto a todas as condices que
llic impozeram, s quaesseja dito de passag
nao deu cumprimento depois.
Era Anna de um carcter fraco, e por isso dei:
a direceo dos negocios as chancellar Oslerman,
ao feld-marecbal Munich e a seu amante Biron,
RUSSIA.
Dos formidaveis athletas entregues grande lula
que se denominaGuerra do Orientehe' sem da-
vida o imperio de Pedro Grande aquelle, que mais
attrahe os ollios do mundo espectador. Os oulrsj
sao conhecidns na arena ; elle, porm, bem que ha
lempo inquietase a Europa com a imraensidade da
sombra do seu corpo, que apparecia atravez do seu
maulo de gelo e de nevoas, he s agora que se mos-
tra claramente, de p, cora toda a altura a que lem
chegado, calmo qual uro Hercules Commodo, espe-
rando os adversarios qu se animam mutuamente pe-
que devolve, no qual 0 vigario da freguezia do Rio ra mandaren! ao seu encontr. E per isso com razao
Formoso, representa sobre a notlfcago que Ihe fo||os nacoesse vollam rumorejando no meio das oceu-
pares que lhes permillia a paz, afim de altenlrem
I
feila por parle do juiz de dreilo daquclla comarca,
em correlsao, aflm de prestar contes da fabrica da
respectiva matriz. .
DitoAo director geral interino da iiislrucrao pu-
blica, reeommendando que remeta ao inspector da
(hesonraria provincial, ama relac nominal dos pro-
fessores de tosfrucrao elementar, declarando quaes
os do primeiro, e quaes os do segundo- grao.om-
municou-se ao referido inspector.
DitoAo marechai commandante das armas, re-
mellendo em solacio ao seu ofllcio de 20 de abril ai-
timo, copia do aviso da repartilo da guerra de 17 de
mate prximo lindo, pelo qual se manda dar baila-
do servico ao soldado do iVbalalhao de infanlaria
Pedro Pires da Silreira, visto que, seudo elle ante-
riormente 2." cadete, tora expellido do mesmo servi-
co por indigno de pertencer s frlciras do exer-
cilo. '
DitoAo mesrao, transmiltindo por copia o aviso
da repartico da guerra! de 18 de maio ollimo, no
qual se declara que nto pode ser considerado de fa-
vor, conforme pedio tenente Joaqun Ignacio de,
Barros Lima, o anno de licenra registrada que se
concede ao 1. cadete do 2. balalhiio de jn(miara
Julio Pompeo de Barros Lima, para estuuar prepa-
ratorios.
DHoAa> mesmo, communfcando haver o inspec-
tor do arsenal de marinlia participado que, a bor-
do do patacho Pirapama, fallecer urna das. praras
de primeira linha, que por ordem do commandante
do presidio de Fernando regressaram dalU.no mesmo
patacho.
DitoAo mes.mo, enviando capia do aviso da re-
liarlirao da gur rra de 19de miio prximamente fin-
do, ne qual sacommuniea haver-se mandado seguir
para Htlo-Grosso, afim de servir como addido ao
batalhae de eacadores daquella provincia, cmquan-
to nio houver vaga, o alteres do 2. balalhao de in-
Jantaria Manoel Alves Pereira da Molla.Commu-
nicou-se i thesouraria de fazenda.
DHoAo mesmo, eommnnicando 'que,, segundo
consta de avisa da repartirlo da guerra de 17 de
maio ultimo, so concedeu licenra aol. cadete do
*. bataibao de artilharia a p Americo Clemente
Duarle Pereira, para ir i corte no anno futuro, es-
tudar na escola militar, e reeommendeudo a oipedi-
cao de suas ordeus para que o referido cadete pague
quanla antes. vista da nota qoe remelle por copia, os
dreilo* c emolumentos correspondentes referida
licenca, sem o que nao se poda dan execuc,3o ao ci-
tado aviso.Oflldou-se neste sentido ao inspector
da thesouraria de fazenda.
DitoAo mesmo,* remetiendo por copia o aviso da
reparticSn da guerra de 17 de maio oHimo, declarando
quaes os venciroeulos que competem aos oraches no-
meados para a tommissao de exarae do estado das
fortalezas e mais eslabeltcimentos desta provincia.
Igual copia reroetteu-se thesouraria de fazenda'.
Dito.Ao mesmo, transmittindo o requerinieuto
doeumetitado, em que o alferes Manoel da Couccirao
Pereira de Cptro, pede pagamente de vencimenlo*
que nao recebeu quando sargento quarlel mestre do
1. balalhao de infantera, afim de que S. Exc. em
vista do disposto no aviso que remelle por copia da
repartido da guerra, expesa suas ordem para que o
rommindanle do mencionado balalhao satisfar a
exigencia de qoe traa o citado aviso.
DitoAo mesmo, transmiltindo para os fins coa
veniente* o canhecimento da farinha, leihts e lijo-
losque ltimamente foram enviados para o presdio
de Fernando no paiacho Pirapama.
DitoAo mesrao, iolcirando-o vJe haver etn vista
de sua informadlo, deferido os requerimenlog em
que Jos da Silva Neves, pade permissao para trans-
ferir Flix da Cunha Teixeira, pela quantia de
1:2009000 rst, parte des terrenos de marinha ns. 89
c 89 A, ea Daniel W. Bowman parte do de n. 89 A.
DitoAo chefe de polica, inleirando-o de haver
Iransmiltido a thesouraria de fazenda, para serem
pagos estando nos termos legaes o pret e retardo em
duplcala da escolla de gaardas nacionaes.que condu-
Ziodo termo da Flores 11 recrutas destinados para o
servico da armada, bem como as contes lamber em
duplcala das despezas. feitas com o fornecimenlo de
diarias, e coma seguranza dos mencionados, recru-
tas.
Dito-Ao mesmo, declarando que remellen Ihe-
sonraria provincial, para ser paga estando nos ter-
mo* legaes, a conte da despeza feita com o sustento
do presos pobres da cadeia de Iguarass, nos mezes
decorridos do 1. de novembro do anno
pastado, ao ultimo de marco deste anno.
DitoAo inspector do arsenal de marinha, aulori-
sandn-o a mandar abonar o jornal de 720 rs. aos ser-
vente daquelie arsenal nos dia em que Irabalha-
rcmCommunicou-se a lliesouraria de fazenda.
DitoAo mesmo, inleirando-o de haver auloris-
do ao inspector da thesouraria de fazenda, a mandar
pagar as despeas que 8rac. julga necessarias, nao
s para tripolar demacMoi.ia, foguista, marinheiros
a mocos u barca de escavasio que se conslruio na-
quelle arsenal, euro destino a provincia do mara-
nhao, mas tambera parase contratar opratico que
lem de levar a mencionada barca mencionada pro-
vincia.Ofciou-saneste sentido a sopradila thesou-
raria.
DitoAo director do arsenal de guerra, para man-
dar alistar na companhia de aprendizes daquelie ar-
senal, depois de lavrado o termo de que trata o arti-
go 4. do regulamento o. 113 de 3 de Janeiro de
1842. o menor Barlltolomau Veriano da Silva.or-
ficiou-se neste sentido ao juiz de orphaos deste
termo.
DitoAo enganhero encarregado das obras mili-
tares, dizendo que para poder salisfazer odanoslo no
avkwqn remede por copia da repartido da guerra
esse novo Tilaomeio suspenso no passo de duzentas,
leguas que ia dar para erguer a'sua preza.
Mas,pois,que elle chama a atlenrao pela novidade
da sua apparis-ao, julgamos que a mesma novidade
lvrar de qne seja lachada de extempornea a idea
que tivemos de apresentar, como ^presentamos aos
benvolos leitores, o compillado e seguinte resumo
da sua histeria.
Nao he fcil descortinar a origem da palavra
Russia.Conjcclura-se, mas nao se afilrma, que ella
vira de cliamar-se oulr'ora o principal brajo do Nie-
menRuss, Russia, ou da palavra finlandeza RuoM,
com que os Finlaqdezesdenominavam os eslrangai-
rns, c mais particularmente os Suecos que se esla-
beleciam na costa oriental do Bltico, pela embo-
cadura do Niemen.
No seclo nono he que o nome de Russos ou Ros-
sos comecou a fignraf na historia.
Foi no anno de 839 que urna embaixada de Russos
ou Rossos se apresenlou em Constanlinopl*', e em
8V2, que urna lottlha russa eolron as aguas do Bos-
phata.
O fundador da Russia foi Rurck, chefe dos Va-
rghs, povo eslabetecldo as margeos do Bltico, as
proximidades da embocadura do Niemen.
Depois da morte de Rurlck passou o governo da
Russia aos descendentes daquelie monareba, qne rei-
nararn por uns sete secutes, durante os quaes foi a
Russia muilas vezet Iheatro do crimes e de calastro-
phes enaaaguenladas, origem sem duvida da* excur-
s6es que nella fizeramos Trtaros e Manglos, que
a dominararn, fazendo-se seus suzeranos desde 1236
al 1481.
Neste ullimo anno, Ivan III, denominadoo So-
berboliberloH-a do dominio dos Trtaros, recuou
os seus limites e eslabeleceu em principio a sua uni-
dadee indivisibilidade. O uso das armas detogo co-
mcrou enlo a iaHroduzir-se na Russia.
Vassili IV, que reinou de 1505 a 1534, foi o pri-
meiro que lomou o titulo de Czar de toda a Russia ;
seus predecessores cram tratados porVelikif Kmiar,
(grande principe ). Como seu pai, recuou Vassili os
limites dn imperio, e oulro lano fez Ivan IV, seu fi-
lho que lhe succedeu em 1534, conhecido pelo
Terrivel.
Ivan IV instilte os slrelitz, primeiro corpo de tro-
pa regalar qu leve a Russia, conquistou os reinos de
Cazan e d'Aslrakhan, e recebeu em homenagem de
um chefecossaco urna parle da Sibera por-elle con-
quistada.
Ivan IV, deixou dous Cilios, Focdor e Dmilri ou
Demetrio. Fcedor ou Theodoro, doente e frouxo dei-
xon-se governar por Boris, cunhado de eu pai e seu
sogro, leudo antes mnrrido seu irrao Demetrio, de
cuja morle aecusam Boris.
Com a morle desle principe (1584), ultimo ramo
masculino da raca de Rurick, licou a Russia em in-
terregno c quinze annos rolou em usurpares e des-
granas.
Boris aeclamra-se Czar (1598-1606); subi ao
Ihrono por sua morte seu filho Fcedor, segundo no
nome, e foi estrangulado por ordem do frade Gre-
gorio Otrepief, que se deu pelo principe Demetrio,
assassinado por Boris. O povo de Moscow assassioou
pouco depois o usurpador Otrepief. em consequeocia
dos seus descomedimentos e crueldades, e acclamou
Czar o principe Vassili Clioiiqui, para lular com nu-
tras conspirarles urdidas em favor de outros im-
postores, que aproveitando a credulidade dos seus
partidarios iam-se apresentendo pelo defunlo De-
metrio.
Emquanlo as facones, como acabamos de ver, la-
ccravaiu a Russia, os Polacos, approveitando a oc-
casito, invadiram-na, SegismundoIII, reda Polo-
na, apossou-s de Moscow e fez aclamar Czar seu fi-
lho Wladislo. ;
prximo
A di visito da Russia entre a Polonia e a Suecia,
parecen enlflo obra consummada ; mas urna insur-
rcico nacional arrebentoo sacu'dindo fra do seu
territorio os invasoresmais tarde castigados pela boa
iillencao que liverameclianiou ao llirouo o joven
Migoel Romanof, que foi eleito chefe da naco pelos
seus dputados de todas as ordens.
Miguel ou Mikbail foi o chefe da familia Roma-
nof, qual muilo deve a Russia o seu esplendor.
Reinou de t613 1645. Tratou de curar -as feridas
anda sangrentas de sua patria, obleve a paz de seus
visinhos, cdendo a Iogra o aCarelia Suecia, e
Simolensk, Tchernigof c*aSeveria Pelona; ad-
quirindo porm em compensado loda a Sberia.
Seu filho Alexis Mikhnilovilch, seguindo o seu
exemplo, apcrfeieoou as leis (16451674 ), favore-
ceu o commercio, chamou os eslrangeiros ao seu im-
perio, e buscn eslabelecer nelle as manufacturas.
Mais bellicoso do que elle, tomou aos Polacos a Pe-
quena Russia e a Russia Branca, e obrigou os Cossa-
cos da Ijkrania a reconhecer a sua suzerania. Fal-
leced em 1676.
Succedeu-lhe seu filho Fcedor II, que morreu cm
1682. Foi ueste rciuado que pela primeira vez se
baleu a Turqua com a RusBia. As duas naciies
nvailiam ao mesmo lempo; urna viuha do norte, a
oulra do sul, e encontraram-se. Fatal encontr I
porque desde entao a guerra uao lm cessado oulrc
ellas.
Dcixbu Fcedor dous filhos, Ivan e Pedro ; aquel-
lo tocaya por ser mais velbo o Ihrono; mas sua sau-
de e quasi total imbecilidade izcram suppor neces-
sario Iranqullidudc da Russia o associar-lhe seu
innflo Pedro no governo. Nalia orychkiua, raai
de Pedro, tomou a regeucia; mas Sophia, irma
deste principe por parle de pai, amolinou os slre-
litz, apossou-se do poder e reinou sele annos. De-
pois Pedro, revollado pelas pretencOes da sua atubi -
hornera sanguinario, que fez"m"orrer no cadafalso
mais de mil Russos, entre os quaes muila gente il-
lustre.
Coratudo, emquanlo oceupou o throno lomou a
Russia urna parle activa nos negocios interiores da
Polonia e da Europa. Dantzig toi lomada, c um
exercilo russo enviado em soccorro de Carlos -VJ,
imperador da Allcmauha, cnlio em guerra com a
Franca, diegou pela primeira vez al s margeos
do Rheoo.
As campanhas do, 1736 a 1739 conlra a Turqua,
illuslraram as armasrussas. O feld-marecbal Lascy
lomou Azof, oulr'ora escapa Pedro. Grande, e
deslruio a Crimea; Munich apossoo-sc de Olchakof,
e ganliou a grande batalha do Savulchani, em con-
seqnene da qual oceupou Kholim e toda a Molda-
via. Mas pelo tratado da paz de Belgrado estas con-
quistas foram entregues Turqua, guardando a
Russia Azof, sem direto de navegar no Mar Negro.
Antes disto ja lia va sido entregue Persia Daghes-
Un, e as provincias conquistadas por Pedro Grande,
cuja conserva$5o era onerosa Russia; em com-
pensacao porem a media e a pequea horda dos Kir-
ghiz recoiiheccram a sua suzerania. Foi aiuda du-
rante o seu reinado que se descobrio o eslreilo de
Behringe. as ilhas Aleuliermes e Kuriles, que pessa-
ram a fazer parle da Russia.
Anna morreu em 1760, lendo reinado 10 annos,
e por sua morle subi ao Ihrouo Ivan VI, menino
de berr.o. Brien'to o regente, mas nao se soube
aguenlar no poder, e em seu lugar collocou-se Anna
Carlowna, Mi de Ivan V. Urna conspirajao pouco
depois feita por Lestocq, cirorgiilo francez, levou
Elisabelh, filha mais moja de Pedro Grande, ao
Ihrono.
Elisabelh, imperalriz de 1741 a 1761, conclu,,
em 1743 o tratado de Abo, que terminou com van-
lagem sua a guerra que a Suecia linha declarado
Rnssa no curto lempo da regencia,de Anna Car-
lowna. Ella coucorreu para que se envteese um ex-
ercilo russo AI lema o ha na conclusao do tratado de
Aix-la-Chapelte, o lomou urna parlu activa Aauer.
ra de 7 annos contra Fredcrico-o-Grandc. As tro-
pas russas baleram as, prussas em GrossJaegerndorf,
em Kuncrsdorf, o occoparam Slettin e Berln. Eli-
sabelh morreu em 1761 e succedeu-lhe, por designa-
cao sua, Pedro III. nelo de Pedro-Grande, o qual
casou-e em 1745com aprinceza Sophia Augusta Fre-
derca d'Anhall Zerbesl, que mudando de reliHao
lomou o nome de Catharina Aiexeiwna. .
Com a morte de Elisabelh vira Frederico da Prus-
sia baixar ao tmulo o sen mais implacavel inimi-
go, e elevar-se ao llirono da' Russia um Czar lao
seu admirador que atoo chamava sen meslre. Esle
era Pedro III, cujas ideas, pelo qne occorreu, pare-
ce que acharara poucas simpatbias na Russia. Urna
conspirarlo o dfslhronou uin anno depois da sua
acclamacao, e urna 'prisSo toi a sua. ullima mo-
rada.
A insurreicao que arrancn a corda a Pedro III,
pd-la na cabera de Catharina, sua esposa, cmplice
dos conspiradores.
O glorioso reinado de Catharina II, continuando
as obras de Pedro-Grande, assegurou i Russia urna
pronunciada preponderancia nos negocios da Euro-
pa. "Pedro ni j tinha'itnido o seu exercilo ao
de Fredericr para levaren/ambos a guerra Dina-
marca ; islo suscitara quelxas e prevencoes daquella
uacSo contra a Rpssia ; mas Catharina sanou essas
diffluldades.
A morle de Augusto III, rei da Polonia, aconte-
cida logo no* principios de seu reinado, deu-lhe lu-
gar a levar aquello Ihrono Pjmiatouski, a pretexto de
cuja defeza conlra os dissidentes Polacos enviou um
exercilo russo em 1767.
Ness occasiao lomaramosTurcos a defeza daqnel-
Ies dssldenles, e em 1768 rebentou a guerra entre a
potencia Moscovita e a Ollomana. O resultado dessa
guerra foi a lomada pelos Russos de Khotim, da MoK
davia e Valarha, do corso do baxo Danubio,
ondeseacham Ismail, Lilia, Akkermn e*Bender,
praras cujas guarnirocs foram passadas fio de espa-
da ; da complete derrote da frota ollomana na baha
de Tcherme, na costa da Asa Menor, poroutra russa
adida do Bltico, e da. conquista da Crimea. Final-
mente a victoria qneem 1774 alcanjou o feld mare-
chai Raumaczof obro o grao vizir, torcou a Porta a
assignar a paz. Por um Iralado feito ness occasiao
entre as duas naces, ficou a Crimea independente, e
adquerio a Russia Asof, Jnital, Kertch, e a nave-
gnrao do Mar Negro.
Em 1772,'irma pane da Polonia, e em 1775, opaiz
dos CossacoZapasogos, ficaram perleiiccndo i Rus-
sia. Em 1784, a Crimea passou a ser provincia
cussa
primeiros actos foi a promulgarlo de urna lei, prolii-
bido a ascencao das mulheres ao throno, emquanlo
houvesse dessendeules masculinos. Na conlnuasao
do seu governo,' os acontecmentos do Occidente,
trazidos pela revoluco franceza.cliamaram a allencao
da Russia, e a Suecia, a Persia e a Turqua descan-
taran emquiDto os exercilos russos marchavam con-
tra a Franca. Paulo 1 enviou 60,000 hornens aos
aliados ; mas erfi 1801, ou porque seas generaes Su7
varof e Korsakof, victoriosos na Halla, foiseni derro-
tados por Masseoa em Zurich ; ou porque ae qaizes-
se vingar dos Inglezes, que lhe nao cedram a ilha
do Malta, de cuja ordem era elle grao-meslre,Paulo
mudou de poltica e fez urna convenci de nentra-
lidada armada com as potencias do Norte contra a
Inglaterra, e dirigido- um embaixador ao primeiro
cnsul da repblica frauceza e nisto........toi assas-
silfhdo.
Alexandre lo succedeu a Paulo I", terminou os
dcsgoslos ioglezes que a convencao da neulralidade
armada linda geradoe contribuio para a paz da Eu-
ropa.
De 1802 1804 a Russia lomou para si urna gran-;
de parle da Gruzia e adquirir definitivamente a Ge-
orgia. '
A guerras que Alejandre soslenloo conlra a
Franja de concert com o imperador da Austria cm
1806 h 1807, {conjuntamente com o rei da Prussia,
deraru em resultado para a Russia a reuniao da pro-
vincia de Bial islock aos seus dominios.
De 1808 1809 a Russia com o assenlirneulo da
Franca, conquiiou a Suecia, a Filandia e lodo'o lit-
toral occidental do golfo de Bothna al Tornea,
assimeomoas Uhas Aland. Depois disto vollou as
suas armas contra a Turqua e a Persia.e obteve que
lhe rcsiituisscetta.Udas as conquistas de Pedro-Gran-
de e Daghestau e Chirvan ; c que lhe cedesse aquel-
la Besserabia, urna parte da Moldavia, e a emboca-
dura do Killi, um dos bracos do Danubio. Todos
sabem o que acouleceu ao grande exercilo francez
que pareca levar o aniquilamento a esta grande po-
tencia, em 1812 ; mas ser preciso talvcz recordar
as vautegeoH que ella obteve do malogro dos planos
do here do seclo XIX, a Polonia ficou totalmente
r wb o seu dominio, e pelos tratados concluidosenlre
ella, os Estados-Unidos da America e a Inglaterra,
s limites na America Septentrional foram le-
los aos 51 40" de lalilude Norte.
Alexandre morreu no dia l.dedezembrode 1825,
sem dexar filhos. Davia succcder-lhe, Constantino
sen irmao mais velho que Nicolao, tambera seu
irmao, mssaqelle renunciou ao poder,' e subi este
em conseqaencii deste renuncia.
Secretos manejos fizeram persuadir a parle da
guarnicao de S; Petersburgo, que a desistencia de
Constantino u3o era espontanea, eo novojnonarcha
lev* deffronlar a morte para desfazer a isurraich
que safoppunh sua posse; Ahi, como era oulras
occasics, den elle pravas de grande coragem._
Nicolao, seguindo osseusantecessores, lem tratado
de alargar os limites db seu imperio, e assegurar-lho
o predominio na Europa. _
Elle cunlribuio no Navarno com suas frotas para
a destru rao da esquadra turca, e assim protegendo os
servio aos seos inlertsses.
a guerra que lhe fotMahmuod ganliou elle
ma grande 001-530 de costa do Mar Negro, em qoe
eolrou o importante jinrto de Aapa ; c oceupando
com suas tropas Adrioopoli, obtovetlo apurado sul-
tao, que via a sua Stambul perdida/vpaz com a ces-
siio por parle da Turqua, em favor da Russia, de
A commissSo de inslruccao publica, a quera foi
presente o requerimeiitudo supplicante, consideran-
do que estas dispensas de exames com autorisacao
para matriculas fra de lempo lem sido muilas vezes
concedidas pelo curpo legislativo, e reconhecendo
que o supplicante se arda em circumslancia mais
favorveis do qne algum daquelles que lera alcan-
zado essas dispensas, be de parecer que o senado lhe
conceda o favor que solicita e para isso propfie o
seguiule
Projecto de resulaso.
a A assemblea eral legislativa resolve:.
< Arl. 1. O governo he aulorisado a mandar ma-
tricular no primeiro anno do curso jurdico de S. Pau-
lo a Thomaz AnlAnio de Paula Pesioa, dispensau-
do-o para esse finido came da lingua ingleza, e ad-
milli-lo a fazer acto do dito atino depois de elle ha-
ver feito aquelle exame, e tendo lido como ouvinte
o frequencia que os estatuto etigem para os alum-
nos matriculados.
Arl. 2. Ficam revogadas as leis em contrario. '1
Paco do senado, cm 15 de maio de 1854.Jos
He Aravjo fibeiro.Baptitta de Oliteira.
Vai a imprimir.
O A'r. Dantas observa, que parecondo-lhc nao ser
necessario mandar-sc imprimir esse parecer, poda
poupar-se essa despeza, e declarando o presidente
que, conforme o que sefnprc s linda feito, tees pa-
receres sao mandados imprimir nos joruaes, oor.
Dantas diz que a impressao delles importa cm urna
despeza enorme, que bem poderte dispensar-se, ao
qu responde o presidente o coslume he manda-
rem-se imprimir para enlrarem na ordem dos Ira-
balhos. t
O Sr. D. Manoel:Pedndn a palavra pela or-
dem, diz que leiuln-llie sido entregues varios docu-
mentos relativos represenlacjto dirigida to senado
pelos irmaos dairmandadedeS, Aulouio dos pobres,
pedia fossem enviados* commissao a que se acha af-
feclo esse negocio.
Paslaiido-se crrrlem do dia, he epprovado sem
debato em 1. discussflo o parecer da enmmissao de
consliluicao, propondo que seja archivada a acta do
collegio clcitoral da villa de Piraoga, acerca da e-
leitao de um senador para preencher a vaga do fal-
lecido Marcos Antonio Monleiro de Barros.
Declaraudoo presidente que, vista dos pfeceden-
lesda casa e do regimento, julgava que o parecer de-
via ler segunda discossao, observou o Sr. Mafra que
na forma do regimento, nao deva ler scnao urna,
pois importava um requerimculo, sendo o mesmo
que sea commissao dissesse: Requeiro que estes do-
cumentos sejam archivados. Consultado o senado,
decide-se que o parecer em discussao acha-se' com-
jreh'endidu na exceptad do regimento"
Eulrando em 1. discussao o projecto de resposla
do Ihrono, tomam nella parle os Srs. Ma-
1 e viscoude de Paran.
0fi Sr. D. Manocl-.mA. presidente, hontem Uve
CU occasiao de dirigir um requerimeiploa V. Ex.,
pedTndo que se dignaiWJnRerar ordem do dia qoe
havia marcado para hoje,4kxpuz cnlao es razes
em que me fundava para fazer esse requerimeuto.
V. Ex. entendeu era sua abedora,' qne nao poda
alterar a ordem do dia dada, mas, ao mesmo lempo
leve a bondade de ponderar, que eu poderte boje pe-
dir o adiamenlo da discussao do projecto de respec-
ta falla do Ihrono, al que sejam distribuidos nes-'
la casa os documentos a que me refer.
Admira, Sr presidtenle, como os senhores minis-
tros dn cora naoefe apres-aram a pedir o adiamen-
alguns districtos em torno do Caucas. Desde Cntao lo do projecto de resposla ao discurso do ihrono, sa-
eslendeu eUe,sobre o imperio dos Osminis o direilo 'Bendo qne apenas foi dislribuido. nesla casa o rela-
de iulervco^ao e protectorado adquirido pelos czares
seus antepassados.
Em 1830 Nicolao comprimi a grande revolte po-
laca ; mais tarde nos o vimos conservar a Hungra
Austria e aguenlar a paz varillante da Europa ; boje
vemo-lo com a coragem que o distingue, agardar
esees apparelhos e trrenles de hornens com que a
l-ranca e a Inglaterra pertendem esbarrar a sua
vontede.
Veremos o que Dos decide, e entretanto conclui-
remos dizendo, qne depois que reina Nicolao, a Rus-
sia lem-se augmentado 600 milhas quadradas. Sua
superficie aclnal he de 400,336 milhas quadradas, das
quaes 98,587 na Europa, 284,449 na Asia, 17,500 na
America. Consta sua populadlo de 64 a 65,000,000
de habilnntes. (Diario do ro. )
INTERIOR.
Piumhy e Formiga do lado esquerde do Rio de S.
Francisco.A' commissao de eslalslica.
Um requerimeuto de Sefiasliao Muuiz Carneiro
pedndo ser admillido matricula do primeiro anno
da escola de medicina da corle, nu qne se lhe per-
mita fazer exama da materias do dito anno, que
lem frequentado como ouvinte.A' commissao de
instrucrlo publica. I
Outrode Ignacio Jos Ferrelra Maranhense, pe-
dndo ser prvido no lugar de. olcal de secreta-
ria do senado.A' commissao da mesa.
L-se e lie remedido com -urgencia comraissIK
de consliluicao, a carta imperial que nomeia sena-
dor do imperio ao Sr. conselheiro Eusebio 'de Qnei-
roz Coulnho Malloso Cmara.
Passando-se ordem do dia, contina a 3. dis-
cussao adiada da proposicao da cmara dos dputa-
dos, que fixa a indiligencia da lei n. 514 de 28 de
oulubro de 1848, e julgando-so discutida a materia,
provada para ser enviada sancfBo imperial.
presidente declara esgotada a ordem do da,
e Sk para a da primeira sesso, a primeira e segun-
da discussao da emenda da cmara dos Srs. deputa-
dos proposicao do senado, quo estabelece a compe-
tencia dos auditores de marinha para processar e
julgar os reo, mencionados np artigo 3." da lei n.
581 de 4 deselcmbro do,1850.
A discussao dos artigos addilivos que foram sup-
primdos as emendas da cmara dos Srs. dputa-
dos, proposte do poder executivo, que fixa a des-
peza, e orea a receila geral do imperio para o excr-
ciciode 1854 '1855, e que pt>r vulacio do senado
se decidi qne formassem projecto separado.
Lerante-se a tessao s 11 horas da manha.
PERNAMBUCO.
RECITE 10DEJUNHODE1854.
AS 6 HORAS DA TARDE.
RETBOSPECTO SEMANAL.
Julis Ladimf disse : a A typugrapbia lie a ante-
cmara da litleralura. Desle modo reproduzindo
sempre o compositor as palavras, as phrases, os pe-
riodo, os artigos, os livros do homcm de letlras, io-
sensivelmenle adquire conhecimcnU mais ou menos
solidos, amor do esludo, goslo delicado, celebrdade
s vezes. Da repelido continua das ideas nasce es-
te phnomeno, se lver o compositor aquella sexto
sentido, aquella bosse que tanto encarece Topffer, e
assim podemos dizer que J. J. Rousseau, com o ex-
ereiciodecopiarmusica,tezo Vetindu village : A.
Duroas, Irauscrevendo pe^as thealracs, primouoa ar-
te dramtica:. Benjamm Franklin,- de compositor
que era, deu leis patria, e, para encrtannos ra-
zos, Braoger, o immortal Beraoger, aules de ga-
nhar nome de poete lyrico semelhante a Horacio,
Iraba'lhon muitosaunpscomo lypographo na cidade
Seguudo a opiniao do rilado Ladimir,
s leis, digno
Em 1787, urna nova guerra leve lugar Bre _
Russia e a PoFla ; esta linda por alliado a Specia, e
aquella a Austria.
Eml790 esla guerra eslava acabada, e a Russia
linha juntado s suas pcssessesBender e Ismail,com
p horror da carnificina feita cm seus habitantes.
A Turqua, em 1792, anda fez mais cessOes
Russia.
A avidez de Catharina n acquisico da Polonia
nao deixava em quielaco os partidos daquelie reino,
com e prclexlodc cuja repressao ia sempre oceupan-
do-o.
Em 1792 a Polonia perdeu, como 20 annos anles,
outra psrte do son territorio. Debalde iss se op-
pozeram os patriotas ;seu esforco toi heroico, mas
tiveram que suecumbir. Mais tarde elle fizeram
urna nova tentativa para sacudirem o jugo moscovita,
mas esse, temivel a muitos Russos, foi o signal da
sua ultima queda. Koscmsk, prisioneiro em 10 de
marco de 1794, na batalha deMadzieyewliz, quando
disse : Fins Po/pnfre.via o seu terceiro desmembra-
mento, bavido em 1795, que a fez desapparcer da
lista das naijocs.
Catharina II morreu cm 1796. Alm do que dei-
xamos dito do seu reinado resta-nos dizer.quc a oele-
hreimperalriz redigi porsi mesma um cdigo de leis,
favoreccu as arles e as sciencias, animon o commer-
cio,cbamo leceu varias colonias no Volga eno Don.
Succedeu-lhe Paulo I, seu filho, a quera ella con-
servo sempre longe dos negocios pblicos, c deu,
seguudo alguns, urna educarlo lyraonca, cercando-
o de espines, Querera cssesque semelhante educarlo
turnou a Paulo, dbom que era, desconfiado e arre-
batado, e de joizo desconcertado ; nos, porm, nao
vamos aprofundar este queslao, e s diremos que,
pelo que fez, Paulo I ficou com ogeriza ao governo
das mulheres ou lemia, que alguma outra Catharina,
a virsse afiaslir dos negocios pblicos. Ira dos seus
RIO SE JANEIRO.
SENADO.
Dia 18 de maio.
Pelas 10 horas e meia achando-se reunido numero
sulliciente de membros, abre-se a sessSo, e sendo
lida e approvada a acia da antecedente,'o l.osecre-
tario dcoala do seguinte expediente :,
Um oflicio do I. secretario da cmara dos Srs. d-
putados, participando que a mesma cmara adoptou
e vai dirigir sanejo imperial, a resolucao que
concede 16 loteras, conforme o plano, das concedi-
das a Santa Casa da Misericoadte, e distribuidas pela
forma contida na mesma rcsolucSo. Ficou o senado
toleteado.
Uan requcrimcolo de Luiz Gomes de Mello, pe-
dndo o lagar vfgo de offlcial da secretaria do se-
nado.
A' commissao da mesa.
Lem-so os seguiutes pareceres:
o A commissao da mesa foram remeltido* dez re-
quer i memos de outros tantos cidadaos, que lodos pe-
denrum lugar de offlcial menor vago na secretaria
do senado, pelo fallecimsute de Casiano Jos Barbo-
sa dotante Brum. A commissao abstem-se de fa-
zer a apreciarlo do mrito de cada um dos preteo-
dentes, porque: considerando que sutes da instella-
c,ao do senado, quando ainda nao poda hver co-
nhecimenlo das precsoes do seu expediente, foi a
secretaria organisada pelo governo com sele ofQciaes
menores, pelo que, logo que por fallccimenlo de um
destessedeu a primeira vaga, o senado extingui o
lugar: que depois lem mostrado ,1 experiencia que o
numero de seis conservado he ainda superabundan-
te; que distribuido como est o trabalho cinco.offi-
ciaes sao bstenles, podendo apenas resultar deste
dimiuuiro quo possa haver servico para se preen-
chercm as cinco horas de trabalho, que a secretaria
deve (er durante o* das olis da sessao anima : o
parecer da commissao he que seja exlincto o lugar
vago, reduzido assim a cinco o numero de olliciaes
menores da secretaria do senado.
o Paso do senado, cm 18 de maio de 1854.
/. Cavalcani de Lactrda,P.Jos da Silva Mafra,
1. secretario,M. S. M. lellasgues, 2 secretario,
Antonio Lv\z Qtmtas de Jlarros Uile, 3."'secreta-
rio, Jse Joaqun Fernandes Torres, 4. secreta-
rio. O d
A' commissao de legislacso foram presentes os
requerimenlos de algunas irmandades de Varias
provincias do imperio, pedndo dispensa dasleisde
aroortisacao para o efTeilo de poderem possutr bens
de raiz al certa quantia ; a saber: a irmandade de
S. Jos da cidade da Fortaleza, al a quantia de 50
contes de res; a irmandade dn Senhora das Dores
da cidade de Porto Alegre, al a quantia de 50 eoli-
tos de ris; a irmandade de Nossa Senhora dos Re-
medios, nos suburbios de S. Luiz do Maranho, at
mesma quantia de 50 contes de ris ; a irmandade
de Nossa Senhora da Piedade da villa de Mag, "at
quantia de 20 cuntes de ris; a confraria de S. Vi-
cente de Paula da cidade da Babia, al a quantia de
.15 conlos de ris, em que se avalia o edificio neces-
sario para o eslabeleciraento do collegio de meninas
regido pelas irmaas de Caridade.
a E porque estas irmandades e confraria nao ajun-
laram documento algum por onde conste que csUo
legalmenle constituida-, e regidas por compromissos
confirmados, parece commissao que se nao devem
attender lacs requerimenlos emquanlo se nao mos-
trarera as raesmas irmandades e confraria conve-
nientemente legitimadas, como na sessao do auno
passado decidi o senado acerca de requerimenlos
de nutras irmandades que se achavam no mesmo
caso.
ic Paso do senado, em sessao de 17 de maio de
1854.Vendes dos Santos.Lopes Gama, o
Ficam sobre a mesa.
o O estudanle Thomaz Antonio de Paute Pessoa,
propondo-se seguir o esludo de direilo e sciencias
sociacs, e haveudo no intento de se matricular no
curso jurdico de S. Paulo, feilo todos os exames pre-
paratorios que para esse so exgem, a excepsap so-
mente do da lingua ingleza, actualmente freqoenta
como ouvinte as nulas do primeiro anno da-
quelie curso, e recorre a assemblea geral para
ser. por agora dispensado do exame que lhe reste
fazer, e para se poder matricular no anno que fre-
quenla.
torio da reparliciio da fazenda, e, ha poucos mo-
mentos, o da inariiba; saliendo, qoe a justificajao
dos seus actos' est principalmente nos documentos
que foram "dos, ha poucos das, na cmara dos
senhores dputados, e principalmente os que dizem
respeitoao ministerio dos negocios eslrangeiros, que
provavelmeulc deve ter seguido o coslume de man-
dar annexar ao relalorio (fcgreparlicAo, a seu cargo,
as pesas importantes em qjt) S. Ex. basa a jiistiD-
cajao dos seus actos. Ora,sendo cerlo que o senado
(ao menos eu) nao lem o menor eonhecimento des-
ss pesas importantes, que se nao publican pelos
jornaes, exccpecSo de urna ou oulra. e que vem
ordinariamente appensas ao relalorio da reparlisio
dos negocios eslrangeiros; admira, digo, como os se-
nhores ministros nHo foram' os primeiros a pedir o
adiamenlo da discussao de resposla falla do throno,
admira que SS. Exs. queiram que nos discutamos
objeclos lao imprtenles sem coolieciraenlo dos do-
cumentos a que me refer.
Eu, Sr. presidente, nao lenho esperanca de que o
meu requeriraento de adiamenlo'Seja favoravelmente
acolando peto senado; estou persuadido que elle ser
lalvez regeitado sem discussao, e por isso nao me a-*|
nimo a faze-lo, excepto se os Srs. ministros que se
acham presentes, se dignaren) promellcr-mt qu o
apote m.
O Sr. riseonde de Paran:Peco a palavra.
O Sr. D. Manoel {dirjgindo-te para o Sr. Presi-
dente. ):Se V. Ex. consente?... O Sr. presidente do
conselliQ de ministros acaba de pedir a palavra, e,
sendo esle nm caso urgente, en cedo por agora para
ouvir S. Ex
O Presidente:Tem a palavra o Sr. visconde de
Paran.
O Sr. visconde de Paran:Eu nao tenho du-
vida alguma cm que se approve o adiamenlo al que
se dstribua o relalorio do Sr. ministro dos negocios
eslrangeiros; mas nao me parece que seja isso indis-
pensavel por que u estou preparado para a discus-
sao.
O Presidente (dirigindo-se aoSr.D. Manoel):
O honrado merabro pode continuar.
O Sr. /): Manoel:Tenho por tanto esperanca
de ver approvadn o men requerimento, e entSo vou
dirigi-lo o senado, pediudo que a discussao fique
adiada para depois da appresenlac.no do relalorio do
r. ministro dos negocios eslrangeiros, que prova-
velmente lera lugar em poucos dias. Ea sei que
elle se este mprimindo e aonde,* onvi dizer que
lalve; nestes tres dias elle esleja promplo.
Oyiinistfo dos negocios estrangeirmtPromcl-
leram-m'o para boje.
O Sr. D. Manoel:Que lalvez'nestes tres dias
podesse cslar acabado, ouvi cu dizer hontem. Por-
tento^ meu requerimento limilar-se-ha a pedir que
seja adiada a discussao al que seja dislribuido o
relalorio do Sr. ministro dos negocios eslraugeiros,
c que V. Ex. entao tenha 9 bondade de dar para or-
dem do da, depois de apresentado o relalorio, a
resposla falte do throno, pois eu prometi conten-
la-me com esse brevissirao espaso de lempo para o
seu exame, e em pregarei todas as horas de que pos-
sa dispoc 11a leitura tanto do relalorio como dos do-'
runenlos que lhe eslao annexos.
He apoiado,"e aprovado o scgainle reqnerimcnlo.
a Requeiro o adiamenlo da discossao do projecto
de resposla ao discurso do Ihrono, ato que seja dis-
lribuido na casa o relalorio do ministerio dos nego-
cios eslrangeiros. D. Manoel de Assis Mascare-
nhas.
O presidenlo declara essotada a materia da ordem
do dia, e d para a da sessao seguinte: continua-
ran da 3. discussao da resolucao, que fixa a inlelli-
gencia da lei n. 514 de 28 de oulubro de 18*18, e
lralialIms do commisstes.
Levante-sea sessao s 11 horas e ura quarlo.
DIA 19.
A hera a sesso pelas 10 horas c meia da manha,
o 1. secretario, depois de lida e approvada a acia da
antecedente, d conte do seguinte expediente :
Um oflicio do 1, secretario da cmara dos Srs.
dputados ; remoliendo o oflicio do l.o secreta-
rio da assemblea provincial de Caaib, col/rindo a
represcnts3o que a mesma assemblea fez,pedndo a
revogacAo do decreto n. 671 de 12 de selembro de
1852.A' commissae a que est affeclo este negocio.
Oulro do mesmo, acompanhando a seguinte
emenda feila c approvada pela cmara dosdepu-
lados proposigao do senado, que estabelece a com-
petencia dos auditores do marinha para proces-
sar e julgar os reos mencionados no artigo 3. da
lei n. 581 de 4 de selembro de 1850.
Na 2. parle do arl. 2. era lugar da palavra
punidodiga-sejulgadv.
Paco da cmara dos dputados, em 18 de maio
de 1851. l'isconde de Ilaependy, presidente.
Francisco de Paula Candido : 1. secretario.An-
tonio Jos Machadol 2." secretario.
Oulro da cmara municipal da cidade da S. Joo
d'EI-Rei, remetiendo a ropresenlacHo de varios ci-
dadaos daquelie municipio, contra a -crearao de urna
nova provincia desmembrada da de Minas lieraes.
A' commissao de eslalslica.
Urna reprcscnlaco da cmara municipal da villfc
de Choraba, da provincia de Minas Geraes, pediudo
a crcarode urna provuca, composla das comar-
cas do Paran e Pararal, com o termo da villa do
Catelao da provuca de (oyar, e a parle dos Jo
de Peronne.
BB^aa^BBjaaaH utioiuiii ,
he encyclopedia viva o cornosilor, e;secompoz as
obras de Theaard be chiinico :'as de Cuvier, natu-
ralista : as de Biot, phisico : as de Poison, malhe-
maiico : as de A rag, astrnomo : as de Dalloz, ju-
risconsulto : as de Malle-Brun, geographo ; as de
Viennet, diplmala : as de Lamaliroe, poete. Mais
que ludo he elle o algoz inflxvel do escriplor, cuja
letlra he pessima, cujomanuscripto vai cheio de li-
nhas tortas, phrases riseadas, emendadas, ininlclli-
giveij, o nestes momentos brbaramente vinga tro-
cando as letlra, subslituindo as palavra, desman-
chando a pontuasao, fazendo pastis orlhographieos,
estropeando o sentido, e se por acaso no manuscrip-
lo se l.que certa general renden a espada ao intai-
go, .diablicamente poe urna letlra em lugar de ou-
tra, e o leitor ha de ler indignado que o pobre ge-
neral venden a espada Se escreverem que o depo-
tado X. moslrava no roste eominocao vizioel, a troca
tambem ser fcil, e ficar sendo riztcel a commo-
c3o do depulado, o proprio depulado, e o autor in-
feliz !
Outra vezes, porm, a inadvertencia do composi-
tor d gloria ao escriplor, e aquelle pode nesse caso
bradar alloulamente como Arcliimedes : eureto ou
como aquella oulra personagein : anch'io son pitto-
re I E dous versos admira veis deve Malherbe a um
erro lypographico, porque fazendo a ode sobre a
morle de Rosetle Duperrier dizi assim :
B Roselte a vecu ce que rirent es roses, ele; po-
rm esqueceu-se de corlar os t t, e o compositor jul-
sandn que fossem 11, compoz Roselle. Quando toi
a prova, um raio de luz illumnou a intelligencia de
Malherbe, e u'ura tostante separou em duas a pala-
Roselle, fez pequenato f grande, e escreveu estes
dous lindissimos versos :
E rose, elle a tecu ce que vivent les roses,
L'espaee iftim malin.
Eslai reflexdes sobre os compositores em geral ho
de a primeira viste parecer ociosas, mas o leitor in-
dulgente, que tiver lido o Retrospecto da semana
passada, e observado a incerteza de pontuasao n'um
ou u'oulio lugar, nma ou oulra palavra desfigurada,
alguma lellra mudada, e souber qoe em poucas ho-
ras de iotervallo o 'rnanuscripto chega, compoem-se
rev-se, imprime-se, dislrbue-se, ha de fcilmente
desculpar semelhantes erros typographicos, nascdos
lalvez de muilas deesas cautas apontedas, que delur-
pam a imprensa diaria.
Senao temos agora neste linda Veneza d'America
os doodejantes passaltrapos do Cassino, ou aquella
harmona que se desfrucia nos lliealros lyrcos, ou a
viste deleitosa desses jardins como as Tulberias em
Pars, o Prado em Madrid, Recenl's Park em Lon-
dres, aonde o espirito fica absorto contemplando a
verdura da relva, o mimo das flores, o formoso cres-
cimento das arvores, o primor das estatoas, o mur-
murio das fonte, a forma capriclrasa dos repuchos,
erguendo-seemlinbasrecte, ou curvas, oa ellipl-
cas, mais ou menos graciosas, urnas cahindo branda-
mente as largas barias de marmore, oulras impe-
tuosamente de chofre, oulras espadanando-se pouco a
poaco em alvissmas loalhas de espnma, refleclindo
rail cores variadas, se nao temos anda ludo islo, res-
ta-nos felizmente de sobra o eco azul, diaphano, liro-
pitlo, e a vegetaco pomposa dos tropicus, o mar qua-
si sempre tranquillo, as paizagent pittorescas, a vi-
racho agradavel da noile, c o luar lindissimo, qoe se
retrata as aguas dormentes do rio. Com tudo o
iheatro nao nos falla, e houvc este semana algn
beneficios^ ficando ainda outros reservados para as
semanas seguinles, havendo-se representado na se-
gnnda-feira o drama Smao o Ladro, e os Tres
Amores na quarla. Smao. protogonisla do primeiro
drama, era um desses rendeiros honrados nn lempo
do andenregime em Frange, c depnsiteva toda a
boa f em nm cerlo l.ubcrsac, sobrinho do conde
de Breval, senhorio das Ierras, qoe elle Siman cul-
tiva va. Lubersac abusa deste amuade franca de Si-
raao, recebe-lhe o importo das rendas sem passar
urna clareza, alimenla-Ibe o vicio vergonhoso das
taberna?, rcqncsta-lhe atrevidamente a m.ilher, he
desmascarado, e vinga-sc negando ao conde o rece-
bimento das rendas, e Simao he preso. Nesle come-
mos rebenla a revoluco horrivel de 89: o conde
v-se perseguido como snspeilo, Smao he sollo, e
reconhecido como excellente palriote: o recotapensa-
do com as trras do conde de Breval, em quanto Lu-
bersac, desprendendo os laeoi.d nobreza e de san-
gue, aecusa injustamente o proprio lio, o seu bem-
fetor, e tente roubar-lhe os ihesonros escondidos no
caslello de Breval. Simao, quando foi expulso das
ierras de Breval, linha um Hito, qne deixou aos cui-
dados quas que paternos de um pobre cura d'alda
seu prenle. Luciano, filho de Sima, abrasa arden-
temenle a causa revolucionaria, e adora Virginia fi-
lha do coude, e protege o pai e a filha foragdos, e,
como todas as boas pecas de Iheatro, he por lim reco-
nhecido por seus pahf que o julgavam perdidoje
casa-se com a formosa Virginia, e a memoria de Si-
mio rehabilite-ee, o conde possue de novo os seos
ben, e Lubersac morre. '
Mutalis mulandis, o en redo dos Tres amores d
o mesmo resultado. Um mancebo ama extremosa-
mente urna menina: esla ama extremosamente a-
quelle. Um governador de Braga tambem morre de
amores pela menina, e prende o rival, que tinha
matado oulro rival, e aprsenla emsrena um fri ca-
dver, eallicia teslcmunhas falsas, e conversa i lar-
ga com assassinos e ladrdes, e quando menos espera
surge-lhe um cerlo Fr. Eusebio ou D. Pedro o ero
em pessoa, que lhe moslra o carcter aleivoso e lira-
lhe as honras, e condemna-o morte, c casa as des-
grasados amantes. Emfim, pou guus anachrouismos de roupagem, as senhora Ga-
briclla, Orsat e Amalia receberam do publico re-
petidos applausos.
Pelo vapor do norte, chegado no dia 8, ficaram to-
leteados os nossos leitores da grave molestia, que pa-
dece o Exm. Sr. Olympio Machado. Felizmente,
como nos assevera o nosso correspondente do Mara-
nho, est S. Exc. tora de perigo, e nos que conlie-
cemosdepertoas suas boas qualidades, e admiramos
os seus raros talentos, fazemos os roelhore voto por
urna convalesrensa tolal. Vimos lambem no Globo
um artigo eicellenle do Sr. Hr.Carvalho eOlivera
obre a reappariciio do Timn, peridico lilterario
do Sr. I. Francisca Lisboa, peridico sui generisea-
Ue ns.e digno de muilo apreso pela pureza do es-
lylo, e nosso coslume polticos fielmente desenlia-
dos, e queslOe histricas de grave interesse, que de-
ve discutir.
r>o, conlnun nm ou
polica, a qHH
os carro a redeaj
sivas, como acn
com um desgranad
malisar sempre com
mente selvagem, que i
de pnniclo exemplar.
No momento em que escreve
ba deser sepultado o' Si ^^Hantf Soare
Carneiro Monleiro, cnsul da Blgica nota cidade.
Pernambocano de nascimenlo e de coracao, senrin
muilas vezes na cmara municipal, em' varias eom-
missoesgratuitas, e nanease poupoo aotservisos que
lhe pedia o interesse publico. Foi depositado o sen
corpo na matriz da Boa Vista, aonde se lhe fizeram
os ullimo* snffragios, assistindo grande Concurso do
amigos, nolando-se nio aseistir nenhum do* senho-
res cnsules; A trra lhe seja*teve.
Morreram esta semana 32 pessoas: 8 hornens, 9
mulheres, 9 prvulos livres; 3 mulheres, 3 prvu-
los, eseravos.
Entraram 13 navios e sihiram 13.
. Renden a alfandega 61:4398837
IPOJUCA.
10 mnho.
Sou muilo e sinceramente reconhecido aos faro-
res, que se me faz, e pois nao me poseo tortor ao de-
ver de agradecer a Vmc. a proroptidSo, com qu%aco-
Iheu a ninha primeira miasiva de t3 do prximo
passado mea, exarada em o numero le se Mario .
d*27 do mesmo nencieaado mez.
N80 sei a que deva ler sido ella por c geralmin-
te bemacolhida, apezar de que roe informa o mon
ami cheri Cazua-sargento, que vio por ahi algo-
res, senhores, que mordern) as beso, deseoraram,
ao lerem o nome do Snr. Theotouio; como m do
muitos laboriosos agricultores d'esla freguezia. Eis-
ahi nm crime iraperdoavel ae egosmo: creio,.que
se merec censura nao parti ella da reflexao, a- si-
zndz.
Pois nega-se qne o Snr. Theolonio seja laboriozo?
Nao disse eu que muitos erara os aggricultoros la-
boriosos?.Pois onde o aggravolSeria em menecionar
seu uome, oa em reconhece-lo activo t Elon, q#
a ofiensa feita a melindrosas susceptibilidades he
a da especial nstucao nominal da propristerio da
Ilha Nova, e rulo dse o reconhecer trabalhador.
Poi bem; as minhas UilencBes sao as melhores
possiveis. Ldc, Senhores, quem quer, que me
censurasteis sem charidade, lde desde as fl. 271 at .
as fl. 273 da folhnha almauak desle anao, e l ve-
ris um numero de senhores de engenho* de fpojuca:
pois sim, todos esse senhores propietarios sao muilo
laboriosos, muilo activos, e muilo entendidos de ag-
ricultura ; o se d'eulre elle esli 09 maus que-
ridos censores, perguntar-lhes-hei eslo. si&fei-
losT!....... ,
Como nm numero lirailadissimo tora o dos descou-
lenles, a maioria dos hornens sensatos leram as mi-
nhas pobres letlra com especial agrado, e as senho-
ras do /om deixaram aasomar em seus labios esse
rizozinbo Uo caraclerisado nos semblantes, que
dao copia fiel do que sentem eos corases. A ex- .
celleolissimas appreearam meo humilde Irabalho, e
se assim nao fosse, juizes mais austeros uso seria
mister haver a sua fatal condemnarao o passe ad-
ante.
D'abj pode Vmc. evidenciar, qne Uve c dentro
deste peit meu orgulhosinho de pobre,' que d e
possa, mas que sempre causa sua lal ou qual emocao
gostoia.
Igual sorle nao coube quanto as caramas, que
em todo sen furor flautulento cobrirara-me de lior-
riveis pragas; por haver eu aventurado a proposicao
comparativa de se parecer com umayelha: Ipojuca
solada. Muilo receto, que essas sibyllas com suas
nigromancias u8o mefasam conbecei', como seu cor-
respondente. E os indiglados slo muilo*, e nm
principalmente. A opiniao sobre esle tem-se pro- -
nunciado quasi pnisona, mais Vmc. d'ahi pode infe-
rir, quanto he fallivel o juizo publico, quanto pre-
cipitado em suas decisfies, principalmente se" ha
quem tenha o cuidado de derramar adrede, noticias
quasi sempre infundamentedas: s quera que rae
dissessem com que uleosoes dezejam-me conbacer;
que interesse ha que o Cazuza- roe ture mas-
cara. Nao disse eu no meu programmi missivico,
que saberte respeilar a vida privada, que nao da-
ra en) minhas cartas occaziao a que o escndalo
apparecesse. Nao se lemam, senhores; que o meu
sacerdocio he muito sublimearge o escanda-lo,
mas nao o provoca; sede honestos, respeHai a* leis
do paiz... que nao mereceris minhas pobres cen-
suras.
I Mas crde, que sendo informado de um faelu pu-
blico reprovado, eu o traspassarei para estescolum-
nas, embora a vingansa dos reprobos me persiga.
Tenho por min Dos, e a juslija dos horneas: de
mais de quem eu poda recetor indiscriposes era de
Cazuza-sargento mas elle he seguro como a frrea
burra de um banqueteo judo. A_ discripsSo desse
bom Pipilet he Uo preeonisada como o famoso ca-
chimbo do Feli-marechal, que ainda existe, segun-
do airma o Sr. ;.......em poder de Mr. Osear
Berlhier, ele. ( Vid. a arle de fumar da Barlh.)
Tudo marcha no mesmo estado; todos viven de
esperans-as; s Ipojuca he a mesma; s para ella
expiraran) suas4|ais charas esperansas, porque l
st o O'ameacando-a como seo futuro.
E, ella agora tirite horrivelrqenle com suas maos
postas pedndo a Dos, qne passe/o invern. Est
immunda, e inlransitavel a velha, e o O" fleresca, e
espera....
Na minha passada descrevi-lhe como me foi pos- .
sivel i cabeca e deo a penna o circulo brilhante em
que gira a aristocracia de Ipojuca: seu bom vi ver,
suas sepulturas da vida, seus prazeres, e seus Ira-
balhos.
Permilla-me agora que en trate do rever 4a
medalha, isto he, dos pobres; seu viver acerbo,
suas chocas e suas privases, e tomo a libertada de
prevenir a Vmc. que eu irei lomando alguns espe-
sos s minhas'missivas, _para em falte de noticias
mais positivas tratar inda que per summa capita de
alguns objeclos, que me persuado serem senao de-
Icilaveis pelo menos ulcis a moral, 4-razo e a reli-
giao dos nossos velhos, bem como indigilar alguroas
medidas de muila appreciarao aos raelheramentos
maleriaes da freguezia.
, Antes, porm, que di principio ao que intento des-
crever como existe, corre-me o dever de nao deixar
passar em silencio o sagrado e sublime objeclo que
faz as honras do dia
Quero fallar da feslividade do Corpo de Dos, que
boje a greja reza e a tollnha aponte com duas cro-
zes. E, o que poderte cu, pobre de cabedaes da in-
telligencia, cora limpies leitura de alfarrabios, des-,
conbecendo a lilleralura-eecuter-roodaraa; ceg das
escolo romntica, dizr sobre este e outros amp-
ios de transcendente illutracao sagrada a profana?
Onde estas minhas palavras tocantes e amaveis para
cscrev-tes? Onde essas phrases ardenles, quederra-
mam n'alma eflluvos das mais vivas sensases ? On-
de este meu elylo simple, puro e arrebatador, que
se ouve com transporte, qae se appteude com ar-
dor Ah que nao possa en no profano aer nm Mi-
rabean* no sagrado aro Lacordair, unt Ventura 1
Que nflo tenha eu a inspiraces celestes de Lamar-
tine, o romantismo oralorio de V. Hugo 1 S as-
sim lalvez que gradasse aos meus queridos cen-
sores, que Uo injusloszinhos se querem portar comi-
so. Valha-me Dos : sempre os ha.
Vamos no cso, c resigne-se Vmc com o pouco que
disser mea. e muilo do alheio.
_ He a Eucharislia o penlior mais sublime e per-
feilo do amor do Homem-Deos.
Ue nesle nico myslerio que se acham reunidos
em um s laso de segredo divino todos os rasgas de,
seu amor infinito. Se cada um myslerio parece ler
sea carcter de amor, que lhe he proprio, a Eucha-
rislia comprehende todos. Memoriam fecit mtra-
bilium suorum eicam dedil timentibus se.
Na Encarnarlo revela-se o amor com loda sua ter-
nura.
No Nascimenlo o amor em interesse. Na su vida
activa o amor com liberalidade.
I Nos seus soflrimenlos da morle o amor com loda
sua frca, com toda sua magnjtude.
Todas estas concepsOes de amor divine* se acham
reunidas em um y pensamenlo, em orna s palavra
no prodigioso myslerio a "EucharisliaAmor da
Dos : lerno.. que aso pende senao e iiniraineflle
4
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DIARIO OE PERNAMBUCO SEGUNDA FE1RA 12 DE JUNHO DE 1854.
i
F
i nona felioidade : desinteres*ado, qae se contenta
com a homenagem dos* nos* coragoe* : liberal ( o
amor divino ) que t trata de no agradar e encher
de beneficios : forte e magnnimo, que se expoe por
nos aos ultrajes os maitalrozes. Este amor immenao
de Jeras Christo na Bucharislia he o precioso mode-
lo, peloqnal todo o'trente chrislo, orlhodoio, dte
regular seus sentimentoe.
Seja qaem qaiier incrdulo, qae eu pamente creio
na eslabilidade real do corpa de Jess Christo na
Eucharistia. Crer e nao indagar ocomohe o que
nos entina a igreja; a razao paisa, so a Dos he im-
possivel os rayslerioi. e a f diz-lhe- quenao. A
verdadeira philosophia he a que est bascada no.
evangelho: he infallivel
A festividad* de hoje deve por conwqueucia me-
recer todo nosso retpeilo e admragaof
Pela minha parte estou saldo de cuntas comas
poocas linhas, que levei ditas. Nao sao minhas, sao
de ama illattre inlelligencla, empresloo-m'a.
Vamos ao promeltdo.
Sempre me persuad eslar o poto dividido em tres
classcs : homens ricos, pobreso pobrissimos, oa mi-
seraveis ; desles oltinios ramiilcam-se os mendigos,
mas ao meu pensarlo anda os mesmo* miseraveis
mais apurado. Esta fregueiia ha abundante de ho-
mens pobres e miseraveis, estes b sio tambem por
deleixo e indolencia.
Os pobres.Vivem uns de lavrarem a caima, em
cojo trabalho envelhecem, sem.qut ao menos recu-
peren metade de suas economas,entenadas n* trra,
consumidn em lo espiohoso trafego.
Estes estao clasificados na primeira furnia : sao
cortejados pelos pobrssimos, e ha delles quem qoei-
ra ser tratado porCapitao.
Outros planlam a mandioca em porgao mais aval-
lada, e vivem sempre em guerra com os proprieta'
ros. Sao reputados como monopolista!, porque nao
dio lucros ao sea amo : interesse, mais nada.
Estes mascaleam, venden) motilados e aquelles.il-
mocrevam. ,-
Aquelle Analmente talham carne verde nossab-
bados, gastan os outros dias da semana em cobran-
tes. Sio os tarabaitat dos arouges.
Os pobrittimos,Sao estes os que arca a arca lu-
Um cora a miseria e lalalidade. Tenho muila vez
parado ao limiar de um mucambo, e lamento dentro
d'jlma a serte mesqninha desses fnfclizes, que ve;
gelam, que se hao familiarisado com as mais horri-
veis priacdes. Os pobres nulrem ama esperance,
porque trabalham, mas alguns desses miseiaveis,
que aps da infelicidade esiao enervados na mais
criminosa indolencia 1
Nunca a desgrana desanimou a quem tem dliposi
rao ao Iraballio.
Alguns camponetes, desses de que Iralo, mas
desligados da indolencia, trabalham Mugados. Este
ofjieio he geralmente tio porelles como desprezivel,
e he certameute o que mais Ibes costa porque se
snppoem escravo* dos que os chamara para Iraba-
lliar, e assim preferem curtir fome, de cacara*,
junto a fogo, chupando um enjetado cachimbo, do
qo< ganharem diariamente cinco tnslOes eom o ali-
mento i
Dahi s quadrilhas.de serenos (UdrOes de carelios)
os repelios ronbos de rocas e criacOes etc. Se po-
rm freqaenlam o trabalho dous, tres dias adianUm-
se logo em seas jornaes, e l mis nao voltem ;
deesa qoantia de que eslo embolsados, ama parte he
para plvora! e agurdente. Nao exagero.
Donde resaltara nesses samos, onde a ebriaguez
dominavt, estes disturbios, aos quaes se seguem os
ferimentos e assassinatos T
Aquelle?, que absolutamente se negam lrabalhai
allugados, procuram as matas, c acham na cara ali-
mento para ama familia, qoasi sempre numerosa
um, cooheco eu com mulher, e fillios menores todos
qae os suslsnU, e veste com a caca, e Uo boa espe-
culacJo achou, qae tem os dedos das maos alejados
de mordeduras de bichos quando os vai arrancar dos
buracos.
He para raaravilliar 1 mar o faci existe, e seus
fllhinhosnlo seitlem fome ao qae rae parece, porqoe
qae esli nutridsimos. .
As mulherts, a exeepcSo das que vivem'de suas
agencias, cozem, flam, pesca m, e muilas acompa-
nham seus marides as matas, e com elles' parlilham
Aosprzeres da caga. En vi doenle urna dessas mi-
seras, que (inha por Jeito um gira, e por cnberla
o immando vestido.
Era a suprema miseria, qae ahi reinava 1
Faiia realmente compaixao ver essa misera mu-
lher, inda mofa, curlindo em sen mirrado corpo
urna febre violenta, e ainda assim, ornamentando em
seas peilos ama filhiulia, que tao bera ardia, e o ly-
po da mais estupenda magrem
Ha'dias que tinha fome e a poneos momentos an-
Ficou como ostra agarrada a pedr o Ama, que
(em bem bons annas de servigo com zello : diz o Ca-
zuza-sargenl, que elle tem seu nojosinho plvo-
ra, mas tambem, que campanhas ha a dar-se?
Ha por ahi quem diga que o Lima da-se bem
com lodos os subdelegadosque geni* I
Consla-me, que o Exm. Sr. presidente benigna-
mente se prestara a garantir a polica, mandando
drdem ao coramandaule interino da guarda nacional
de prestar ao subdelegado as pragas,qne este exigisse
a bem do servir da polica.
Agradece por minha parte o bem que fez a po-
juca.
Nada tem occarrido qae meter especial mencSo,
ao menos que en saiba.
. Quer alguem fazer crer, que q esbordoamenlo do
Candido-Gamella fura em porc3o ainda desla fre-
gueza. Nao se i ; mas se assim foi, tenho para mim
que mais cedo ou mais Urde se saber da verdadei-
ra verdade, o qae posso afflrmar a Vmc. he qae
aera o delegado de Serinhaem.nem o subdelegado de
Ipojuca transigen) com o crime. Se Candido-Ga-
mella commetleu por seus pessimos inslioclos algu-
ma falta, que merecesse punico.deviam confiar b as
autoridades policiaes quem quer que se ssntisse of-
fendido. Keprovamos em lodo o caso as violencias,
que ecearretarri comprometimientos, e incommodos
a quem ascommelte.
. Congralalo-me .com o seu correspondente de Ga-
ranhuhs pela captura de dous dos mandantes ifo as-
sassinato do desdiloso juiz municipal Jos Bazilio de
Freilas Peixoto. O golpe inesperado, que sua fami-
lia recebeu, reelio sobre meu coragSo.
Conheci esse honesto cidadao, quando rendeiro
de Recanto, e Ubaca: com elle live transagoes, era
honrado ; era bom amigo, nao linha dislinges com
os pobres. Seu fallecimento e de urna maneira 13o
atroz comraoveu profundamente a todos, que o co-
nheccram.
Sr. delegado de Garanhunt, as benros dessa fa-
milia consternada cailiam sobro seus dias, e as lagri-
mas, que ella ha derramado cailiam-sobrc a cabeca
de seus algores!
He assim, que a patria vai perdendo seos filho
prestrnosos. He horrivel.. Um capricho, urna i&j
triga, urna ambicio sao motives mais que sufllcen-
tes para se armar o sicario, e a victima cahir mesmo
mesa rodeada dos objectos mais charos ao seu co-
ragab. Nao ha tregoas, quando o inimigo Iraigoei-
ro quer saci-r sua sede de sauguc : religiO; paren-
tesco, amizade. sociedade, ludo se prosterga com
tanlo que o puohal lira, e o bacamarte brame !
A jusliga publica esperadesaggravar a ouensa feita
a sociedade, espera justificar a nossa civilisacSIo juu-
(o as nagils cultas da Europa, que leem vidas os
oossos jornaes, que nos miram invejosas, e que la-
mentan) nosso estado de barbarismojsim de barharis-
mo porque o assassioo nos vai matando ao pino do
roeio dia as ras publicas, nos templos, em nossas
casas, em nosios leitos, em nossas mesas; mas para
cumulo de maior vergonha a justica publica v-se
manielada porque os sicarios vSo encontrar de bra-
cos iberios quem dev-os esperar com a espada d
jusliga em punho,'e de braco airado.
O governo actual muito ha feilo.raa* ainda muilo
Ihc resta. He no esmorecer, he cerrar os euvi-
dos a declamares vagas, he fechar ao crime suas
porlesensanguenladas. Urna cruzada dos homens
honestos e abaslados do pai* deve-se levantar con-
tra os assassinos, e de commum acord com o gover-
no, e autoridades locaes,quando nao possa de um s
golpe extirpar,pelo menos banir.de nossa trra essa
rara por Dos anathmalisada. .......
Principiaram desde o mez passado as chavas com
furor. Os campos reverdecem da noite para o dia,
e os agricultores balcm palmas. Eslo ainda caros
os vveres de primeira uceessidade.
Adeos: v me soportando eom paciencia. Dese-
jo-lhe continuoslo de saudo perfeila, Iranqillidade
a qual nao se pode gozar em companhia das guasgi-
rusinhas (scdulas falsas.) (('.
(Cartaparticular.)
REPARTiqAO DA POLICA.
Parte do dia 10 de jnnho de 1854.
Illm. e Esm. Sr.Parlicipo a V. Exc. que das
partes hoje recebidas nesla reparlicBo, consta terem
?idn presos : ordem do subdelegado da freguezia
de S. Fr. Pedro Gonralves, os pardos Manoel Lac-
eas, Jos Joaquim deSanl'Anna, eos'mar ojos in-
glezes Ueorge Thompson, o James Hay ; os dous
primeiros por ferimentos, e os ltimos requisicau
do respectivo cnsul, e i ordem do subdelegado da
Vanea, o preto escravo Miguel por andar fgido.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 10 dejanhode 1854.Illm.e Exm. Sr.
tes de V-la," linha devorado o ultimo naco de*giri- conselheim Jos Bento da Canha e Pigneredo, pre-
mum cozinhado, que llie havia emprestado urna sua
visinha, ser duvida, ama alma generosa.
Crea Vmc., que nao he um romance he a reali-
dade a mais real possivel. Ajaize agora at qae pon-
to de sablimidade sobe a miseria desles nosso* cam-
ponezes!
E quer Vm. fazer-me o favor de continuar a 1er a
minha missva ?
Pois mais alguraas palavras a respeilo.
Urna dessas desgranadas, ou desgracados arrasla-
se ao batente de alguns ricos; pede-Ihes urna esmol-
la pelo amor de .Dos; piata-lhes em um qoadro
doloroso a sua mizeria, a fome de seos filhinhos, e
um nflo 1quando he s elle, fcro-lhes o coracao
como a lamina deunvpunhal. E, a lerrivel reali-
dade a norte sorprende-os a falta de urna roiga-
Iha de pa I
Qm opolencia poderla haver mais delicioza que
a satisfacao de salvar os desgracadbs? O homem
bemfeitor, diz um sabio, he a mais viva imagem da
Divtndade ; he o mais bello espetacalo, que o cora-
jao pode dar razao, livre de prejaizos
Ao homem caridoso lodosos homens sao igaaes,lo-
(m direilo sua generoiidade.
O sangue do Divino Hartyr derramado do alto da
cruz cobre a lodos, absorve todas as diferen;as.
O amor, qoe imflama o homem caridoso- se con-
funde com o amor infinito de Dos.
Ah I gastai, gaslai, muito embora vossas riquezas,
seshores da trra, oa suslenlacao de vossos mais es-
travagantes caprichos, cospi embora a face do
mendigo, qae estende a rairrada mao as vossas. mi-
glhas... Vos uo sentiris maior satisfacao, senAo
aquella, que resalla de ama aceito caridosa. Fcli-
zes, rail vetes felizes aquellas, que ouvem as aclama-
oles dos pobres, aos quaes remiran) da fome !
Nunca o corarao senliomaior jubilo senao quan-
do se tem arrancado com umaesmolla a orpliaa, que
para nao perecer a fome bia mircadejar seu corpo
sdente da provincis.Imi Carlos de Paita
xeira, chele de polica da provincia.
Tei
DIARIO DE PERNAMBUCO.
Publicando hojeo novo regulamenlo do cemilerio
publico, nao podemos deisar do render ao seu.autor,
o actual presideule da provincia, o tributo de reco-
nhecimento e louvor que llio he devido, pelo servido
que acaba de prestar populacho desta capital eseus
suburbios, corlando cora mao prudente, bem qae vi-
gorosa, os abusos ltimamente inlroduzdos nos en-
trramenos dos morios.
Qualquer que fosse a classe a que perteucesse o fi-
nado, por mais mediocre que fosse a fortuna do mes-
mo, seus herdeiros criam que se avillariam, nao fa-
zendo acompaoha-lo ao cemilerio por ura grande
numero de carros, chegando o abuso tal ponto, qae
ja era cousa commum entre nos ver-so um esplen-
dido estado maior de 20, W, e 80 carros desfilar em
procisslo pelas ras da cidade,em direc(io ao campo
de Santo Amaro.
Ainda se esses carros conduzissem os prenles e
amigos do morto, o incouveniente nao sera lao gra-
de, mas nao ; a maior parlo delles iam clieios de in-
dividuos qoe nunca o linham communicado, que tal
vez mesmo nunca o livessem visto.
E servira de alguma cousa essa va magnificencia
para alliviar, os morios? arcligio e a razao respon-
den) que nao; entretanto ella concorda rauilas vezes
para arruinar os vivos. De urna deOzella sabemos,
que se prostituir enlrcgando-sea um malvado astu-
cioso, que para captar-lhe a benevolencia, nao duvi-
dou'fazer aos restos moraos da raaiadessa infeliz
exequias-sumptuosas.
Bera como'se ve, o mal linha chegado ao seu aage,
e cumpria que fosse extirpado.
Clieio de zelo pelo bem publico, c cntendendocom
no perislylodi p'reslitaicao !... senao quando umalo abbade Bergier, que hesobremodo absurdo que-
1
I
esmola silva a honra de Orna familia prestes a hypo-
(hecar ao ouro vil do atarentolibidinoso sua honra,
sea nome, teu Dos !...
Vede, qe a fem cala n'alma os mais nobres pre-
cetios de ama educarlo sem mancha.
Apreasai-vos.como diz S. Joao Chrisoslhomo,a dar
um prefo real ao vosso oiro, depositando-o no seio
dos pobres.' Bffandamos igXlur facltales nostras
in tndigenos.
Oh quid agit amor pauperis 1 diz S. Pedro
Chrysologoelle da preco as acc/i* virtuosas, e sem
elle todo he perdido a etemidade.
Vede diz S. Paulo esses desgrar.aiat, que tos ar-
rancaste* de seus paiecimentos : a alegra se espa-
Uto pelo sen* semblantes : logo que eos acslam e-
oaeeem seus tormentos, suas miserias, suas tmfer-
miiadet. a vista que sobre elles aneis renima
sua viia ittfallccida. Animo tuo aspectu tiges-
cunt. Elle* tas preferem a seus filhos; nao fazem
votos senao pelavossa eonsertagao; encontram na
rosta e.rittenria sua vida, sua sanie, e sua felicida-
de; o reconhecimento tos tem gravado em seus co-
raffiet vos tornam tempee presentes nos transpor-
tes do teu amor: intcHptus esenim el impres-
s*s in eordibus corum per mullan in eos hu-
menilatem.
Bssla de reflexcs : cada um. raciocine como lhe
parecer ; en so foi dlzer o quo j >e tem dito, e se
fosse rico nao despresaria esses principios, que sfio
da mkis pura philosophia, egenuinamente chris-
taos; mas como nao sou'direi ainda com S. Joao Chrv-
snstomo a respeilo dos ricos que aliominimos pobres:
tenerosiores divili canes, ejus in hunuatitale me-
lioret.
O saca tret-hanl Ctsuza, sargento queiiou-se-me
qae fura acremente reprehendido por umpersona-
gem desta freguezia por me haver dado algumas
noticias, eu coniriei o pobre homem, e promelti-
lhe ser mais discreto. Vamos a polica.
Esta dhindade da ^guranca geral Icm-nos feilo
por ora Idollras. Prestamos-lhe sincero* cultos.
Tem havido ama reforma gerat as inspectoras
dos qaarleiroes, t o sen pessoal tem a olho vistos
meThorado.
rer salisfazer o orgulho humano emuma circumslan-
cia destinada a humilha-lo e anuiquila-lo, resolveu
o Exm. presidente da provincia, para acabar com o
mal, cortear o luxp dos enterras, limitando a qualro
o numero de carros de aluguel que ncllcs podessem
ser em pre gados.
Varias oulras disposiedes bem pensadas conlm
ainda o novo regulamenlo, mas como nao he nossa
inlencao analisa-lo, contentamo-nos com o que fica
dito, cerlos de que os habitantes desla cidade con-
correrao comnosco em dar ao seu autor oslouvores,
que lhe sao devidos.
COIHIINICADO.
*CARTA I. DO AMIGO HJL10 AO AMIGO
JULIANO.
Recife 5 de jnnho de 1851.
Amigo Juliano. Finalmente eis-me restituido
aoi meus penales, depois de urna auzencia de al-
guns dias, durante os quaes (o aprasiveis horas
passei em la companhia, momentos esses a que as
saudades causadas por urna longa separarn, davam
maior valor. Apezar do mo estado em que se
acham as estradas, por causa do invern, prcorri
a distancia que separa o ten engenho desta praja
sem aconlecimento algum desagradavel, e presente-
mente a minha vida tornou a tomar a sua marcha
regular.
Talvez penses que eu ja me esqueci do pedido que
me flzesle, o qual consista em te escrever regular-
mente informando-te do que se passa no mondo, c
que, por causa da distancia, tao tonfusameule che-
ga aos leus nuvidos. Declaro-te porem que nSo me
squeci desse pedido, o que mesmo ja ha dias que
pens na possibilidadc e modo de satisfaze-lo.
Nao obstante a minha hesilarao e grandes diflicul-
dades que sao facis de prever, pude meller maos a
obra, eeslaho a primeira de urna ee de cartas
que prometi dirigir-te, com o fim de precncher
ainda que mui imperfeilamenle, o leus desejos. '
Porem antes de principiar a minha tarefa, devo
fazer-le algumas observarOes preleminares, que sir-
virffo da prologo a estas pobres cartas. Anles de
ludo declarb-te, que nao esperes eslas missivas se
succedam eom regularidade, o que me seria impos-
sivel, vista do pouco lempo que as minha* oeeupa-
otte, alheias litleratura e poltica, me deixam li-
vre. Portanln, esta* carias, escripias ora luz tr-
mala das veiias pelas horas silenciosas da noite,
ora ao ciarlo duvidoso do sol nascenle pola brisa
fresca da madrugada, se succedero algumas vezes
com iotervallo. ele dias, oulras vezes de semanas, e
quem abe pode ser quo um mez decorra sem te
dirigir letlras minhas, o que comtudo espero que
nao acohtera.
Muilas vezes le tenho dito, e agora solemnemente
repilo, que nao tenho preleuQOes a lilleralo. Sou
apenas um curioso quo consagra leitura todos os
momentos de que pode dispor. Posto que nao li-
vesse seguido esludos regulares, desde corto tempo,
sem meslres e entregue a mim proprio, lenho-me
dedicado leitura com ardor, com delirio, e qual
creanca golosa, tenho saboreado com avidez alguns
pequeos e entesados fruclos que clandestinamente
pude arrancar dos diuerentes ramos da arvore das
scieocias, sem comtudo fazer ampia provisto de
nenhum delles.* A minha caliera, desvairada por
tantas leituras diversas, e falla de memoria, se as-
semelha a urna biblioteca composta de livros trun-
cados e postos em confusao, no meio dos quaes o
verme roedor do tempo vai fazeudo diarios e con-
tinuos estragos.
Agora dir-te-hei alguma cousa sobre o plano, um
pouco desordenado,que lenciouu seguirnesUs cartas.
Antes de ludo, procurarei informar-te, depois da
chegada dos paquetes da Europa,de algumas milicias
mais iuleressanles que encontrar as gacelas estrn-
geiras. Como sabes, o Diario de Pernambuco lem
na Europa cinco ou seis correspondentes que regu-
larmente o informan) de ludo que ha de mais
importante, tendo o cuidado lm disto de dar em
artigos proprios os aconlecimcntos de segunda, e
mesmo de terecira ordem, que por ventura escapan)
ao* mesraos. Tenciouo poUVtodas as vezes que le
escrever, remllenle os nmeros do dilo Diario.
Todava como sem embargo de todo esse esmero, en-
conlram-se as vezes as gazelas eslrangeiras fados
que o Diario nao publica, ou por nao julgar mui
pura a fonle donde sao extrahidos, ou por nao achar
conveniente oceupar com elles a altcncao de seus
leitores, eu os' consignarei lodos as carias que te
dirigir para que nada fliiues ignorando.
Nellas procurarei s vezes devassar alguns paizes
de que temo pouca noticia. Outras vezes ten-
larei informar-le do mvimenlo lillerario dos pai-
zes da Europa, o te direi alguma cousa sobre as
obras publicadas recenlemente.Entre estas esco-
Iherei com preferencia as. qae disserom respeilo ao
nosso bello paiz, cuja prusperidado lano desojo,
o occupar-me-liei a miudo com as noticias e obras
publicadas sobre o tiriente, uude agora lem lugar
um combate de gigantes entre a civilisajao e a bar-
baria...- Tao pretendo comtnd fazer" um exame cri-
tico das obras que me vieran s mos apenas le
communicarei a impresides que em mim liver sur-
gido a sus rpida leitura.
A respeilo da poltica interna nada le direi.As
nossas dissencoes intestinas s me causam desgoslo
liuiilo-me a fazer votos pelos progressos materiaes e
inlcllecluaes du nosso paiz.
Em quanto_ ao eslylo destas cartas, nao sai ainda
o quesera, pois debaixoue palavra de honra le as-
severo que eslas s3o as primeras linhas qae escrevo
sobre assumplos nao familiares. Por lano, nao jei
ainda o que sabir dos bicos da minha peona. Espe-
ro comtudo que o meu eslylo seja familiar, o sem
pretenees ao sublime.Nao conclaas porm de lu-
do isso que me condemnei por urna vez a contrariar
esse meu genio, que, com a tna seriedade habitual,
s vezes qualificavas de mordaz e salyrico.
Finalmente lentei a empreza e o primeiro ensaio
est comecado. l'omei as azas de Icaro, colloquei-as,
nos meus hombros e vou afiastar-me da (erra.^-Se-
r a queda inevitavel 1 He o mais cerlu.Comtudp,
para, diminuir os perigos do precipicio, nao me ele-
varei sregics aeriasda allimos|ihcra.Urnas vezcs(
deslizando hraudainenle pelos deliciosos jardins da
litleratura, furto colherei algumas flores ; oulras
vezes, esvpacancl^, estonleaJamenle em torno da
frondosa arvore da scieucia, procurarei lanzar aira-
vez da sua densa rainasem um vido e profano
olhar.Oulras vezes emnm, dirigindo os meus vos
para um pouco maisallo, de l cruzare! os bracos e
abaixarei os olhos para a (erra. Ento conlemplare
os homens, aqu procurando destruiretn-se em cru-
entas guerras^acdf%aballMrtdi> para ,a sua gran-
deza pcfos caminhos tortuosos' da diplomacia
n'umas parles camiuhaudo a pa-sos largos na estra-
da do progresso n'outras definliaiido vergonhosa-
mente n'uma ignobil apalhia.
Vejo, porm, que as taes observa{es preliminares
se eslenderam alm do que eu quera, e por tanlo,
pouco lempo lerei para a parle noticiosa desla car-
la. Comtudo, procurarei aproveilar os poucos mo-
mentos que me restam.
No dia 31 do passado, lard, chegou dos porlos
da Europa o Vapor Secern; apenas deu fundo no
Lameirao, grande numero de nessoas, vidas de noti-
cias, se apinhou no caes do Trapiche Novo, es-
pera dosoIBcies e passageiros. Logo qae estes sal-
laran) cm Ierra, espalhou-sc a noticia de que a Rus-
sia linlia soffrido am grande rcjvcz, isto he, que O-
derea, a cidade mais imprtame das margeos do
Mar-Negro, liuha sido tomada pela esquadra allia-
dasanalo-franceza, a qual metiera a pique grande
numero de naos russas existentes no porlo. Em-
quanlo ao numero das taes naos destruidas havia
muila incerteza, pois no Trapiche Novo diziam que
erara dozena ra Nova aftirmava-se que erara
tinte e tresfinalmente no aterro da Boa-Visla con-
firiaavam .a iiocia, mas elevavam o numero das
naos a rinto e cinco.
Nessa mesma noite pude ver alguns jornaes por-
luguezes, e enlrei uo conhecimenlo de que Odessn
nao eslava cm poder dos Alliados, roas que tmente
liuha sido bombardeada e incendiada em parle. Jun-
tamente te remello todos os numerds .do Diario de
Pernambuco, e poderos, lendo as numerosas noti-
cias que euchcm as suas columnas, formar nina idea
do que se tem passado de mais nolavel na Europa.
Comtudo procurarei informar-le de mais alguns
tactos que so leem as gazelas eslrangeiras que te-
nho vista, e que acabo de examinar apressadamen-
le- --JfcW
0 maisinleressanle que encontris he a participa
eflo lelegraphica official do borabardeamento de O-
dessa, dirigida ao governo ptlo consol inglez em
Belgrado, e lida no dia 5 da maio em ambas as c-
maras.Aqui te dou a tradcelo fiel desse mpor-.
laote documento.
Belgrado i de maio de 1854, as 7 '.. horas da
Urde.
a O almirante Dundas annuncia, por intermedio
do cnsul britnico em Varna, que urna diviso de
vapores da esquadra combinada destruio, no dia 22
de abril, a Doca imperial e os navios russos Tun-
deados em Odessa. As oulras Docas, o Lazareto,
os 'navios estrangeiros e a propria cidade nao soffre-
ram damuo pois toinou-sc muilo cuidado a respeilo
da propriedade particular e neutral. O Pacha de
Belgrado asseverou hontem, que o grande armazem
de plvora fez explosao, que as baleras de Ierra
liuhain sido inleiramenlo destruidas, c que a per-
da soffrida pelas esquadras alliadas nao excedeu a 8
homens morios e 18 ftidos. Estou informado de
que as esquadras, inmediatamente depois do ataque
sobre Odessa, se dirigirn) para SeUaslopool.
. Agora aqui lens a a ccrrilo russa, islo he, a
mesma noticia vinda por intermedio dos Russos:
r Os almirantes Francez e Inglez reclamaran)
Site os navios russos que se achavam no porlo de
dessa se rendessein. Isto sendo recusado, o lioin-
bardeamenlo principiou da parte de 18de navios, uo
ilia 24. O fjalario Woronzoff foi totalmente des-
truido, assim como urna pequea parle da cidade.
Urna tentativa para desembarcar 1800 homens fa-
lliott. Diz-se que 3 vapores ficaram mui damnifi-
cados.
Como podes ver, elles nao dcsmenlera o' fado.
Em quanto lentaliva para desembarcar 1800 ho-
mens, he noticia de que nao fazem menelo despa-
chos recebidos de Vieuna, os quaes igualmente as-
severam que somenle 9 navios tomaram parle no
combale, e nao 18.
Um despacho posterior aDirma que, durante a ac-
rao, urna parte da esquadra russa saliir.i de Sebas-
topoo.l, e avanzara para a alliada, lalvez com o fin
de a meller entre dous fosos:mas lendo-lhc urna
Sarle da esquadra ingleza oflerecido combate, os
lUSgos retiraram-se precipiladamente para Sebisto-
pnol. Ontro despatiu confirma a noticia de 12 na-
vios de guerra russos terem sido destruidos, e 13
navios carregados com munices aprisionados.
Nao he de admirar que os alliados se enntentas-
snm com bombardear Odessa, pois conforme diz o
a European Times, isso nao era brinco de cran-
ras, n visla da cidadella e das seis fortes bateras
qae defendem a cidade.
Como lrs no Diario, esse nobre feilo d'arraas
foi motivado pelo inqualilicavel c inaudito procedi-
mcnlo dos Russos, que fizeram jogar a arlilharia
contra um escaler protegido com bandeira parla-
mentar. Na verdade, os Russos, adrando sobre
una lancha quo arvorava um estandarte de paz,
praticaram um acto digno de um povo semi-barba-
ro ; otalmiranles alliados, poupaudo a cidade de
Odessaafdirigiiido os seus projeclis somenle sobre
as fortalezas, moslraram-se dignos filho das duas
nacOesquc marcham na vanguarda da rivilisac^lo eu-
ropea. Compara o castigo infringido'a Odessa, com a
vergonhosa carneficina de Sinope, c adiaras urna
prova do qae le digo.
Passando a oulra cousa, -^dir-te-hei que o nosso
Nicolao, nao obstante eslar prestes a abater a auda-
cia do inimigo, (islo he phrase del le; e de exclamar:
v Nobiscum Deus, guis contra nos emitirlo
no intento mui louvavel de salvar o fardo numero
um, por causa das duvidas resolveu trausferir a sua
corle para Peterholf. PeterholT est situada -dis-
tancia de ou 5 leguas t S. Pclersburgo, que, co-
mo lodos sabem, lie a capital do imperio mos-
covita. A principal defeza desla cidade he a celebre
e formidavel fortaleza de Cronsladt, siluada de tal
maneira no golfo de Filandia, que he impossivel
atacar S. Pelersburgo sem primeiro ter s vencido
Cronsladt.
O Illustrted London Netos e a lllustration dao-
nns primorosas gravaras representando os diversos
fortes, que cotnpoemessa vssla cidadella. Na verdade
digo-le que faz medo olhar para aquellas grossas mu -
ralbas, guarnecidas de enormes pecas! Basla dizer-
(e que o forte l'eier monta 85 boceas de fogo, o for-
te Menscbicoff 48, o forte Hiesbana ha de vir a ter
250, e assim por diante. Para encurlar razes, ludo
sommado andar por. 800 pecas, o que nao he brin-
cadeira.
Comtudo qtfero conlar-le 6m fado curioso. Na
extremidade do norje flea o forte Alexauder, que
monta 120 pecas de grosso calibre. Parece que por
um tlefeito na ccnslrncco das casamatas, ha muito
pouca sahida para o fumo, de modo que os arlilhei-'
ros rorrem risco de ficarem sulfocados'no exercicio
das ana* funccOcs destruidoras. Poilanio, te o ve-
Iho Napier atacar n lal forte, rada urna das pecas das
1 baleras inferiores, ao mesmu lempo que lanjar um
balazio que ir dar a morto a um ou dous marinhev-
ros inglezes, vomitar urna iiuvem de fum-tea que
asfixiar (res ou qualro filhos da mSi Hastia. J vez
que nesse ponto a vantagem fica ainda da parle dos
atacantes.
Como te fallei cm Crousladl, quero conlar-le o se-
guinte caso, que vem na Preste e lem sua graca.
Dizem que llavera alguns anuos, o imperador Ni-
colao, fazentlo as vezes de Cicerone, conduzio um
almirante inglez s furlilicarOes de Crousladl, e l
leve lugar o seguinlc dialogo:
Devei iiimilir, almirante, quo esta he urna
fortaleza magnifica e Uo itfconquistavel como Gi-
braRar.
Oh 1 senhor, nao existo no mundo fortaleza
nenhuma incunquisUvel. alm de Gibraltar.
Que dizosl Qual he pois a Tossa opiniao sobre
Cronsladt? .
Que ho urna boa cidadella e difiicil de tomar.
Sim, sem duvida, diflicil.
Seria impossivel faze-lo com quinze naos.
com Dinf seria possivel ?
Nao era fcil.
E comcfi e cincot
Levara quinze dias. ,
- E com friura e cincot
Uli! imperial senlior, quinze horas baslavam.
O Pai Czar mudou de conversa.
Porm esta minha carta j vaicheirando muilo a
plvora, e por isto passarei a ,am assumplo mais
agradavel.
Ha pouco tempo deu-se o seguinlc caso em Pari:
A imperalrz Eugenia liuha acorhpanhado o impe-
rador u'uma visita, que elle fez a um esuhclecimcn-
to docardade. Na sahida, a iinperatriz impressio-
nada pela belleza de urna cranc,a que urna mulher
do novo linha ao eolio, parou e deu-lhe nm beijo.
Immedialamente a imperalrz vio-se -rodeada por
urna duda de anciosas mais, quoaprcsentando-lhe
os seus nihinlios reclamavain para elles igual favor.
Parece que muilas das caras dos taes pequeos nao
eslavam l muilo limpas, e algumas havia que pre-
cisavam bastante de urna refrescadellk. jCom ludo a
mperatriz sem hesitar um momento, sujeiou-se ao
sacrificio e dislribuo beijos com imparcialidade pelas
faces enlambusadas dos jovens candidatos, no meio
dos gritos de a viva a imperatriz e votos para qnc
ella em breve podease reclamar igoaes favores.
Diz nm correspondente do /. L. tVeics, que o par-
tido legiiimisU lie o nico que era Franca v com
mos olhos a allianca com a Inglaterra, e lamenta
que os Francezes, em lugar de combalerem ao lado
dos Inglezes, nao livessem antes d virar as suas ar-
mas contra elles. Como se v, parece que esse par-
tido j seesqueceu de que em 1815, entrou em Fran-
ca-na retaguarda do exercito alliado, no meio do
qual brilhavam as fardas vermelhas dos soldados in-
(.glezes.
Dizem larabem que o general Yusuf esl oncarre-
gado deir oflerecer a Abd-el-Kader um enraman-
do no exercilo francez contra os Russos. Esle ser
um dos mais curiosos episodios dessa interesante
questao do Oriente. Quem acreditara na possibili-
dadc do heroico Abd-el-Kader vir a comtnandar os
meamos soldados, que elle por espaco de lanos an-
uos combaleu com tanta coragem e galhardia !
Porm a noite vai adianlada e devo ir repou-
O reslo licar para a carta segitinte
COM1VEHCIO.
PRACA DO RECIFE 10 DE JUNHO AS 3
HORAS DA TARDE. .
Coloros nlliciaes.
Cambio sobre Londres a 26 1|2 d. e 26 3|4 d. 60
d|v.
Descont de letlras de 3 mezes8 1|2 % ao anuo.
Dinheiro por poucos dias6 % ao anuo.
alfandega.
Rendimenlo do dia 1 a a.....78:457889.
dem do dia 10 ....... 8:6369'J76
87:09-48871
Detearrega hoje 12 de junho.
Patacho brasileiroEmulacogneros do paiz.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do dia 1 a 9 .'. .11:8669153
dem do dia 10........ 494223
12:3609376
DIVERSAS PR
Rendimenlo do dia 4 a 9. .
dem do dia 10 ....
CAS.
1:0289462
709555
1:0999017
Exportacao'.
Gibrallar. brigue inglez Ifilliam, de 299 tonela-
das, conduzio o seguinte '.4,449 saccas com 22,245
arrobas de assucar.
Barcellona, brigue hespanhol Fomento, de 211 to-
neladas, conduzio o seguinte : 700 saceos com
3,763 arrobas c 14 libras de algodo, 102 couros
seceos.
RECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 10....... 2029000
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia l'a 9......15:1649598
dem do dia 10 ....... 8399398
16:003*996.
Adeos.

O amigo Julio.
CORRESPONDENCIA.
.Sr?. Redactores.l.endo o seu Diario de 8 do
corrente, nelle deparei com urna correspondencia as-
signada pelo Sr. Decio de Aqoino Fonsea, era res-
posla a um aviso do Sr. Francisco Cavalcanli de Al-
buquerque I.ins, que sahio no Beho Pernambucano,
e, como era dita correspondencia, o Sr. Fonseca que-
rendo juslilirar-se para com o publico.de certas im-
pulaces que lheforam argidas pelo seu contendor,
conlasse seu geilo urna historia, na qual (nao sei
oom qoe proposito)houvesee de puender a reputacao
e crdito do meu amigo o Sr. emmandaule superior
Joaquim Cavatcani de Albuquerque, por isso nao
devo deixar passar desapercebidamente, umaoll'etxa
Ifipmesquinhae revollantc ; tanto mais quanto, es-
tou par de loda a historia relativamente o negocio
quo lem havido entre o Sr. Francisco Cavalcanli, e o
mesmo meu amigo, e ltimamente enlre esle, o o se-
nhor Fonseca. Eis o Tacto despido de floieios, e o
publico, que julgue de sua morlidade. Evislia em
poder do Sr. Francisco Cavalcanli urna lettra de
1:7829000 rs., aceita pela meu amigo o Sr. Joaquim
Cavalcanli, qae (seja-me permitlido dizer de passa-
geralpor causa deseo genio parlicular.e muila condes-
cendencia para cora todas as pessoas que o oceupara,
e a quem nuilra souhe responder negativamente,
tem-se visto am pouco at razado eraVits negocios ;
e por isso mesmo obrigado muilas vezes a faer cor-
tos sacrificios, s para dar cuniprimeulo a seus tra-
tos, uo que elle muilo capricha, como he sabido por
lodos que com elle lem lido rolarnos de negocio e
amizade.
Mas, ia en dizendo, exista diU Iellra,que por con-
setitiinento e livre vonlade do Sr. Francisco Caval-
canli venca juros em mao do meu amigo, conforme
haviam convencionado, at que, visla de maior
preciso do mesmo Sr. Francisco Cavalcanli, fosse in-
demnisado pelo meu amigo que nao se eximira a
islo, logo que fosse avisado. N3o obstante achou o
Sr. Francisco Cavalvanli, que dcvia Iraspassur dita
leltra para o poder do Sr. Decio Fonseca, da qual li-
nha-se de pagar (segando dizem) da quanlia de rs.
3009, deque lhe era devedore Sr. Francisco Caval-
canli, e lornar-lhe o restanle, todo islo logo que fi-
zesse effecliva a cobranca della ; pelo que, sabendo
logo ,o mesmo meu amigo de semelhanle Iraspasso,
Iralou de se' entender com o Sr. Fonseca, e com elle
concordou, assim como com todos os mais seus credo-
res, qae daria por conU lo que devia parto em di-
nheiro, e parle em letlras a vencer-se em ditTerentcs
prazos, ao que aunuio o Sr. Decio Fonseca, e do mes-
mo modo lodos os outros credores ; pelo que liouve
de Uvrar-se ama escriptura, em que todos se assig-
naram, nos litis de maio do anno prximo passado,
tempo jm que recebeu o Sr. Fonseca do mesmo meu
amigo a quanlia do 8539865 rs., passando-se desle
modo novas letlras, etc.. etc.
Entretanto o Sr. Fonseca pareca occullar todo es-
le negocio de seu conslituinlc o'Sr. Francisco Caval-
canli, e he desuppor quo al lije fosse contar'que
eslava propondo accao cm juizo contra o meu amigo
o Sr. Joaquim Cavalcanli, queso lhe pagara sendo
executadoetc, etc., bom modo de Iludir os incau-
tos 1 E lauto he islo verdade,que o Sr, Francisco Ca-
valcanli sepdo avisado por um seu amigo, que sabia
de loda a transaeco havid cutre o meu amigo e o
Sr. Fonseca, leve de procurar a esle por diversas ve-
zes, e nanea lhe pode fallar comoconfessa no Eclto
Pernambucano, porque sem duvida o mesmo Sr.
Fonseca havia de eslar sempre muito oceupado em
tratar da cobrauen da leltra de seu conslituinlc, que
nao lhe dava mais lempo, nem para escrever-llie,
dando conla do negocio, qae havia concluido com o
meu amigo,' j ha algum lempo ; de sorle que para
o senhor Francisco Cavalcanli ccrlilicar-sc do que
lhe havia dilo o seu amigo, foi preciso escre-
ver ao meu amigo o Sr. joaquim Cavalcanli,
que lhe dissesse, se com eflejto linha concluido al-
gum negocio lendenle aquella leltra, que havia
Iraspassado ao Sr. Fonseca, ao que o meu dito ami-
go se diguoo de respopder ao pn da mesma caria lo-
do o occorrido entre elle e o Sr. Fonseca, e he de
suppor que dessa'resposta apparecesse a desavente,
e a questao daquelles seuhores, de cuja boa f, a
vista da e.vposirao succinta, porm verdadeira,
que vnho de fazer. o publico sensato que jul-
gue a favor de quem ella mais propende ; lican-
do cnlrclanld cerlo o Sr. Dedo de Aquino Fon-
seca, que o meu amigo o senhor commandante su-
perior Joaquim Cavalcanli de Albuquerque en-
trega ao mais soberano desprezo loda c qualquer
maledicencia, que inimigos gratuitos, e sem criterio
publico' presara irrogar-I tic sem o menor fundamen-
to. Queirafn, senhores redactores, ler a bondade
de dar publicidade a esta alinhavada historia, com
o que muilo obrigarao aoseu consUnle leitor.
O inimigo das calumnias.
Recife 10 de jnnho de 1854.
PRACA DO RECIFE 10 DE JUNHO DE 1854, AS
3 HORAS DA TARDE.
Revista semanal.
Cambios- Foram mui variados os saques da
semana, porquanlo sacou-se a 26
112, 26 3|4, 26 5|8 e 27; e o Ihe-
souro comprou 14,000 libras ster-
linas a 27 112 d. por 18 ; mas nao
houve oulra alguma trauBaccao a
esle preco, c mesmo os sacadores
nao estao resolvidos a fzac-la.
Algodao----- Entraran) nicamente 146 saceos,
e s6.li no mercado am navio hes-
panhol que tem feilo compras de
69 a 69100 por arroba do primei-
ra sorle.
Assucar----------A entrada vai diminuindo cada
vez mais, e os preces dos brancos
san nominaespor fallado compra-
dores. O mascavado escolhido
lem achado venda de 2050a2100
o-regular de 18800 a 19900
. or arroba.
Couros .--.-- Venderm-e de 180 a 185 rs. por
libra dos seceos salgados.
Agurdenle------J u3o he to procurada, e nao
lem achado compradores a 709 por
pipa
Bacalho--------- Tem no porto nm carregamento
de 2,060 barricas, qoe seguio pa-
ra o sul. O consumo lem sido li-
mitado, rctalhando-se de 105.a
119500 por barrica. Existen) de 6
6,500 barricas nos armazens.
Carne secca- Vendcu-se de 39400 a 39900 por
arroba ta do Rio Grande do Sul,
da qual ha no mercado 30,000 ar-
robas. NSo ha da do Rio da Prata.
Carvao de podra- Regula de 159 a 168 por tonelada.
Farinha de trigo- Cada vez vai diminuindo mais o
deposito, estando esle reduzido a
1,000 barricas e 150 saceos, que
,'* com a existente as paderias dar
~ para o consumo de qualro sema-
,. as; mas eremos que Bao locaro-
- mos o extremo, porque sao espe-
rados a cada momento alguns sup-
primenlos. Vendeu-se a de Phila-
delphia a 279, e a de Fontana a
289 por barrica.
Manteiga---------Vendeu-se a 500 rs. por libra da
franceza o de 600 a 640 rs. da in-
gleza.
Descont O banco conlinuou seus descon-
t, de 8 a 12, c o particulares de
6 a 8 por < anno. Causa pasmo ver
os particulares descontaren) a pre-
ces mais haixs que o banco, tan-
to mais que aquelles nao lm a
vantagem da emissao de notas nos
seus descont*.
Fretcs Para Liverpool a 30, para Uam-
, W burgo de 35 a 40, e para o Canal a
40, sendo este ullimo nominal.
Mercado----------As coulinuadas cliuvas que temos
tido, e a falU de gneros de im-
portadlo fem quasi que parausado
o commerciu.
C. de Bebcriho Venderam-se a 509 algumas ac-
c,5es.
Ficaram no porto 40 embarcarnos, a saber: 1 ame-
ricana, 25 brasileiras, 3 francezas, t hamburgueza.
4 liespaiiltolas, 5 inglezas, e 1 por-lugueza.
sil, que se achava acreditado junio ao governo da re-
publica do Paraguay, leve*de relirar-se, por lhe
Itaverem sido enviados os seus passaportes. Espero
form qoe esla oceurrencia terminar de um modo
enroso, sem que se alterem as relajees de paz enlre
as duas nacfie*.
A repblica orienUl do Uruguay passou por nova
crise em dias de telembro do anno lindo.
v Reconbeci o governo provisorio, que nessa occa-
siao se estabeleceu, depois que o paiz adherio mu-
danca que se havia jffectuado.
Desejando ver pacificada c slidamente organsada
esta repblica, cora a qual o imperio manlin tao
estreitas e multiplicadas relaOes, acced s instantes
reclamar/es dirigidas ao meu governo, prestando
um subsidio pecuniario, e a forra do Ierra, qae foi
requintada.
Estes auxilios lm por nico objeelo facilitaros
raeios de firmar a paz q a independencia daquelle
atado.
'Augustos e dignissimos senhores representantes
da naco! cerlo do vosso franco e leal coocurso, pro-
seguirei sem descanso na larefa que me tenho pro-
posto de elevar a nossa patria ao mais alto grao de
prosperidade. He esla a missao que a Providencia
incumbe aquelles, a quem est confiado o governo
das naees. e para desempenha-la, nao haver sacri-
ficio*, que eu nao esteja disposlo a fazer.
Est aberta a sessao.
' D. PEDRO II.
Imperador constitucional e defensor perpetuo
do Brasil.
O Illm. Sr. inspector da tbesouraria provincial,
em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presiden-
te da proviucia manda fazer publico, que nos dias
12, 13 e 14 doeorreiile, se ha de arrematar a quem
maisder 35 travs de 20 a 30 palmos de- cumpri-
menlo, 18 trtelas de 17 palmus de comprimenlo e
2 duzias de laboas de cosladinho, que serviratn na
ponte velha da Passagem da Magdalena, avaliados
em 509000 rs.
As pessoas que se propozerem a esU atTemalar,ao
comparecam na sala das sessoes da junt da _f-
zenda da mesma tbesouraria, nos mencionados dias,
pelo meio dia.
E para constar se mandou afiixar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da llicsouraria provincial de Pernam-
buco 8 de Junho de 1854.O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciarao.
O Illm. Sr. inspector da tbesouraria provin-
cial, era cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da proviucia de 29 de maio prximo passado,
manda fazer publico, qo'e vai novameiite a pracapa-
ra ser arrematado a quem mais der no dia 14 do cr-
ranle, o imposto de 29500 rs. e dizimo do gado vac-
cum e impostos a cargo da collectoria dos munici-
pios de Boa-Vista e Ex, avaliados novmeole po-
annoem 3:2588000 rs.
A arremalac.ao ser feta por tempo de 3 annos, a
conlar dolo dejulho de 1854 a 30 de junho de 1857.
Vai igualmeulc a praca para ser arrematado con-
juntamente com o imposto do gado vaceum, o dizi-
mo do gado cavallar no mesmo municipio, por um
anuo, aconlar do 1 dejulho de 1856 a 30 de junho
de 1857.
As pessoas que se propozerem a esla arremalaco
comparecam na sala das sessoes da junU da fazenda
da mesma tbesouraria, 110 da cima declarado pelo
meio dia, competentemente habilitadas.
E para constar se mandn afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provindal de Pernam-
buco 5 de junho de 1854.O secretario,
Antonio Ferreira d"Annunc'iacao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exin. Sr. prest-
dente da provincia de 17 do correnle, mafida fazer
publico, que no da 27 dejulho prximo vindouro,
vai hovamente praca para ser arrematado a quera
por menos fizer, a obra do ajude na Villa Bella da
comarca de Pajc de Flores pelo novo orcameuto do
4:6O460O.
A arrematadlo sera feila na forma dos artigos 24
e 27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sb as clausulas especiaea abaixo copiadas.
-As pessoas que se propozerem a esta arrematacao
comparecam na sala das sessOes da mesma junta, no
dia cima declarado, pelo meio dia, cdmpelcnle-
menle habilitadas.
E para constar so mandou afiixar o presente e pu-
blicar pelo Diario. ,
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambu-
co 26 de maio de 1854. O, secretario,
Antonio Ferreira iTAnnunciafao.
Clausulas etpeciaes para a arrematacao.
1." As obras desle acude serao fcitas de conformi-
dade com as plantas e orcameuto a presentados ap-
provaro do Exm. Sr. presidente da provincia, na
importancia de4:6048600.
2.a Eslas obras devena principiar 110 prazo de
dons mezes, e serao concluidos no de dez mezes, a
contar conforme a lei provincial n. 286. *
3." A Importancia desla arrematacao ser paga
em tres preslacoes da maneira seguinte: a primeira
dos dous quintos do valor total, quando liver con-
cluido a metade da obra; a segunda igual primei-
ra depois do lavradn o termo de reconhecimento
provisorio; e a terecira finalmente de um quinto de-
pois do reccbimenlo definitivo.
i.-' O arrematante ser obrigado a communicar i
repartico. das obras publicas com antecedencia de
30 dias, o dia fixo em que lem de dar principio
cxecur-Ao das obras, assim como trahalhar seguida-
mente durante 15 dias, afim deque possa o enge-
cada um uza, para se tornaren) conhecidos quando
chegam a esle porlo, afim de lransmit-la ao dito
Ihelegrapho, e possa assim essa providencia ser leva-
da a etleilo, para cujo misler he tambem preciso que
os mencionados navios nao deixcm de leer o* distin-
tivos logo que demandando este porto forem do rac*-
mo visiveis. .
Capitana do porlo de Pernambuco em de junho
do 1854.O secrelarie da capiUnia, Alexandr flo-
dri'guis dos Anja*.
Armarao, nome* dos navio* e numerajao dada aos
meamos, que t* refere a declara*o supra.
5.413
23:514
21,354
5,142
25,134
23)151
5,421
31,452
5:134
32:514
32,541
34:512
5,213
14,253
14,325
14,352
14,523
5,132
15,342
14,532
15,423
21,453
24,135
24.35t
24,315
24,351
34,ft2
. 15,243
das Virta-
15,32*.
o, em 9 de ju-
inia, Altxandre
MOVIMENTO DO PORTO
Nados entrados no dia 11.
Recolheu-se da commisso o brigue Jjrasilero de
guerra Searense, commandante o capitao-lenenle
Pedro Ignacio Morone.
Parahiba3 dias, hiale brasileiro Paquete, de 31
toneladas, meslre Severiano da Cosa e Silva,
equipagem 3, carga toros'de mangue ; 1 Joao l'e-
reira da Silva. Passageiro, Alexandrno da Cosa
e Silva.
Ass25 dias, patacho brasileiro Hermina, de 182
toneladas, meslre Jos Luiz. Brrelo, equipagem
12, carga sal e palha ; a Manoel Joaquim Ramos
c Silva.
Macei3 dias, barca ingleza Winiaremere, de
372 toneladas, capUSo W. Laugcake, equipagem
12, carga assucar ; a Deane Voule & Companhia'.
Passageiro, Joo de Squeira Ferro. ,
Sidney71 dias, galera ingleza Lenidas, de 700 to-
neladas, capilao Frederick Tadman, equipagem
26, carga la e madeira ; ao capilao. Vcio re-
frescar e segu para Londres com 29 passageiros.
Lisboa24 das, barca porlugueza Gratidao, de 250
toneladas, capilao Antonio Alves Pedroso, equi-
pagem 42, carga vinho e mais gneros ; a Thomaz
de Aquino Fonseca & Filho. Passageiros, Ber-
nardo Jos de Araujo, A11 Ionio Baptista de Arau-
jo, Antonio Marques Ribeiro de Carvalho, Fran-
cisco Jos da Silva Maccdo, D. Mara Eugenia
Vaz, JoSo da Silva Boa-Vista.
Rio de Janeiro17 dias, barc franceza George, de
181 toneladas, capilao Coorloes, equipagem 11,
em lastro ; a ordem.
Navios sahidos no nt'smo dia.
Liverpool por MaranhaoBarca ingleza Bcatrice,
capilao Sidney Sloks, em lastro.
GibraltarBrigue inglez tmiianes, capilao George
Balchel, carga assucar.
Observacao.
No dia 10 nao entrou nem sahio cmharcacao. *
EDTTAES.
PIBL1CACA0 A PEDIDO.
UMA INSPmACAS
A' partida do joven Aristarco de Helio Cardoso,
filho do meu migo o Illm. Sr.. Pedro Jos
Cardoso, offereelda aEm. Sr.'D. Mara
Isabel Xavier de Sena.
Para longe, e p'ra bem longe '
Vai-se o filho idolatrado,
Saudosos deixando lodos
E mais ao pai consternado.
E vai, porque assim
A sorle lhe ordena,
Que freos desvos,
T> raima, condemna.
A hora fatal balea !...
A hora da despedida !...
Eis (qoe lirada o pai saudoso)
0 momento da partida.
Vai-te, filho, pois o queres...
Cumpra-so assim teu desejo.
Etlreila o leu peito ao meu
Recebe, filho, este beijo.
E depois de o abracar ,
Quasi qu'eslalua ficou ;
Passados alguns momentos
Estes conselhos ditou.
Ama a Dos, os homens ama-,
Dos pobres lem compaixao,
De Mavorte os filhos preza,,
, S6 brioso cidado.
Nunca risques da lembranja
Tcun fiis progenitores,
E tu'as charas irmas
Minhas filhas, meus amores.
S feliz, segu a virlude
E foge do vicio rudo. .
E depois, s se Ihc vio
Um copioso chorar,
1 uiinovel, quasi sem vida
Um so ai pode exhalar.
E eu leal trovador
Tambem sinlo a mesma dr,
ttf. R, (Jo /'o.
A cmara municipal desla cidade, manda pu-
blicar para conhecimenlo dos seus muuicipe*. a falla
abaixo transcripta com que S. M. o Imperador a-
brio no dia 7 de maio prximo lindo, a segunda ses-
sao da nona legislatura da asscmbia geral legisla-
tiva.
Paco da cmara munioipal do Recife em sessao de
7 de junho de 1854. Borio de Capibarlbt, presi-
dente.No impedimento do secretario, o official,
Manoel Ferreira Accioli.
DBrT'^mJka^Jar-.^m-
COMQUE S. M. O IMPERADOR ABRI A SE-
GUNDA SESSAO DA NONA LEGISLATURA
DA ASSEMBLA GERAL LEGISLATIVA, NO
DIA 7 DE MIO DE 1854.
Augustos e dignissimos senhores represntenles da
nacao. He com a mais viva salisfatan que vos vejo
reunidos em redor do meu Ihrono ( o, como sempre,
cont com o auxilio de vosso patriotismo e de vossas
luzes no empenho de promover o bem e a prosperi-
dade do Brasil.
Congralulo-me comvosco pela paz e Iranquilitlade
com que a Providencia nos tem beneficiado. A si-
iqacao do paiz oflerece-vos favoravel ensrjo para me
lhorardes oa difieren les ramos da publica adminis-
Irarao.'
O esUdo das nossas finaAcas continua a ser espe-
ranroso, bera que o progresso da renda possa ser
interrompido pelos acunlecimenU, que na presente
coujunclura ameagao a paz da Europa.
A adiinnislrarao da juslica exige algumas refor-
mas que remedien) os defeilos que a experiencia lem
indicado na legislarlo do processo criminal e com-
mercial, bera como no systema hypolhecario. E-las
reformas devem ler por fim garantir mais eflicaz-
nienle a seguranza publica e individual, assim como
os interesses da propriedade e do commercio.
A necessidade de allrahir urna emigracao morige-
rada e induslriosa, torua-se cada vez mais urgente,
e espero que auxiliareis o meu governo cornos recur-
sos necetsarios, para que a lei das Ierras produza lo-
'os os seus importantes resultados.
O meu governo continua a exercer na repressao
do trafico a mais activa e enrgica vigilancia, empre-
gando os raeios de que pode dispor para extinguir
este abominavel commercio; e os seus esbirros lem
sido at agora coroados de feliz resultado.
Recommendo-voso projeclo de lei iniciado nos l-
timos dias da sessao passada, que tem por fim tor-
uar mais eOlcaz esla repressao.
Os meus ministros indicar-vo-h3o nos seus rel-
tenos as medidas que julgam indbpensaveis para
melhorar a orgmiisarao do exercilo e da armada, as-
sim como as que reclaman) o bem desles leaes de-
fensores do estado, e a segurauca do futuro de suas
familias.
Tenho procurado conservar relajes de amisade e
boa inlelligencia com tedas as potencias eslrangeiras.
A paz qne d vida ao commercio e industria, he
urna das primeras necessidade* do povos.
Sinlo ler do annunciar-vos que o ministro do Bra-
uheiro encarregado da obra, assislir aos primeiros
Irabalhos.
5.* Para tudo o mais que nao esliver especificado
as prsenles clausulas, seguir-se-ha o que determi-
na a-lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1854.
Conforme.O secreUrio, Antonio Ferreira An-
nunciafao.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaraer, juiz de
direilo da 1. vara do commercio nesta cidade do
Recife de Pernambuco por S. M. I. o Senhor D.
Pedro II, qae Dos guarde, ele.
Fago saber aos que o prsenle eqital virem, que a
requerimenlo de Antonio Jos de* Azevedo, estabe-
lecido com loja de miudezas na ra do Queimado
n. 49 e acha por estejuzo aberla a sua faliencia
pela senlen;a do llieor seguinte. A' vista da expo-
sirao constante da pelirAo fulhas 2, declaro aberla a
faliencia do negociante Antonio Jos de Azevedo,
eslabelecido com loja de miudezas na ra do Quei-
mado, fixando o termo legal e existencia de sua fal-
iencia a conlar do dia 11 do corrente. Ordeno que
se ponham sellos em todos os bens, livros e papis
do fallido, e uomeio para carador fiscal o negocian-
te Vctor I.ayne, que prestara juramente na forma
da tei, expodindorse desde ja parlicipacOes ao res-
pectivo juiz de paz a compahando copia autheulica
desta senlenca, afim de proceder a posijao dos
sellos e cusas. Recife 15 de maio de 1854. Custo-
dio Manoel da Silva Guimaracs.Em cumprimen-
lo do que todos os credores presentes do referido
fallido comparecen) em casa de minha residen-
cia, na ra da Concordia, sobrado de am andar, no
bairro de Santo Antonio do Recife, no dia 13 do
correnle pelas 11 horas da manhfa, afim de procede-
rem a nomeacAo de depositario ou depositarios que
bao de receber e administrar provisoriamente, a casa
fallida. E para que chegue a noticia de lodos, man-
de i passar-o prsenle, que ser publicado pela im-
prensa e afllxado nos lugares designados no arl. 129
do regulamenlo n. 738 de 25 de novembro de 1850.
Dado e passada- nesla cidade do Recife aos 10 de
junho de 1854. Pedro Tertuliano da Cunta, escri-
vo o subscrevi.Custodio Manoel da Silva Gui-
maraes.
Joao Gonralves Rodrigues Franca, capilao da 3*
companhia do balalhao de infantera da guarda
nacional do municipio d Olinda, e presidente do
couselho de qaalificacao do Curato da S, por S.
M. Imperial e Cooslituciunal, o Sr. D. Pedro II,
qoe Dos guarde ele.
Faco saber a todos os guardas nacionaes moradores
oeste cralo, emais pessoas a quem o conhecimenlo
do presente possa jnleressar ,quc lendo sido cm vir-
lude de ordens superiores, convocado, o conselho de
qttalilicacoda guarda nacional desla freguccia, pa-
ra o dia 18 do corrente as 9 horas da manha na
igreja calhedral desta cidade, onde reenido o conse-
lho fiinccionar por 15 dias, conforme he determina-
do pela lei n. 602 de 19 de sclembro de 1850, e de-
cretos ns. 122 de 25 de oalubro do mesmo ano, e
n. 1,130 de 12 de margo de 1852.
E para que chegue a noticia todos fago o presen-
te que ser afinado nss lugares mais pblicos da fre-
guezia, e pelo jornal.
Cidade de Olinda 1 de junho de 1854.
Joao Goncalces Rodrigues Franca.
Armacao, Nome*. WSS'.0,*:
Barca S. Mara Bda-Sorle, 38,14o
MalhUde. 32,451
a Ipojaca. 34,125
Brigue -., Paqoele de Pernambuco. 4,531
Fortuna do Norte. 5,231
Feliz Deslino 5,312
c ero. 4,5^
Vencedor; 2*^13
Algrele. ,5,2;f
D. Affonso. 25.31*
. Mariann*. 85.341
a Conceicao. 85^31
a I.ao. 31,245
Recife.' 31,524
a Sagtlario. 31,542
a Elvira. 32,154
Paquete Ventora. 34,315
Despique de Beiriz. 34,251
a Bom-Jesus. 34,521
Polaca. N. S. do Carino. 15,234
Calila. SanlissimaTtindade, 23,541
Patacho. Eulerpe. 5,214
< S. Cruz (de Caelano Cyria-
co da Cotia Mureira.)
a S. Cruz (do casal do falleci-
do Joto Francisco da C.)
a S. Francisco.
c Galante Mara.
a 29 de setembro.
Hermina. ,
a Confianca.
Escuna. Titania.
a Sociedade Feliz.
Tamega.
a /.eloza.
a Veremos.
a Linda.
Flora.
Sumaca. Flor de Angelina.
Hiale. Duvidoso. .
ExalagJo.
a Ligeiro.
< N. S. das Nev*,
. a Aurora.
Conceigao de Mara.
a Sergypaho.
o Flor do Brasil.
a 'Novo Olinda.
a Amel'n.
< Capibaribe.
a Novo Destino,
o Sobralense.
I Castre,
a Arago.
Lancha. Conceigao Flor
des.
.Capitana do Porto de Pera.
nho-de 1854.p secretario de c
Rodrigues dos Anjos.
BANCO DE PERNAMBUCO.
Por se nao haver effecluado a rennifto de assem-
bla geral convocada para o dia 3, he de nov con-
vocada para v dia 14 do correnle mez, afim de se
nomear a commisso de conlas, e lera lifgar a as-
sembla geral com o numero que se reunir, na for-
ma.do artigo 20 dos estatutos, na casa.do mesmo
banco, as 11 horas da manhaa. Recife 9 de junho
de 1854.Pedro F. de P. Cavalcanli, presidente.
Jos Bernardo Galcio Aleo forado, i. secreUrio.
Corselho administrativo.
O. conselho administrativo, em virlude de aulori-
sagao do Exm. Sr. presidente da provincia, lem de
comprar os objectos scguinlcs: .
Para o 8." balalhao de infantaria.
Brim branco liso, para caigas, varas 838; algn-
daozinho para camisas, varas 838; panno preto pa-
ra polainas, covados 84; hollanda de forro, ova-.
dos 168 ; llvro meslre de 300 folhas 1 ; pas de fer-
ro 28 ; enxadas 28 ; machados 4 ; caldeiras de fer-
ro balido para 100 Dragas 4.
Deposito de recrulas das Alagoas.
Algodaozioho para camisas, varas 525; brim
branco lito para caigas e frdelas, varas 1043.. *
Ofilcinas de 1.a e 2.a ciaste*.
Costados de amarello 4 ; dilos de pao de oleo 6 ;
cosladinho de amarello 6; laboas de assoalho de ama-
Vello, duzias 4; ditas de dilo de louro, duzias 4 ;
rame de ferro grosso, arroba 1 ; limas mugas trian-
gulas de 4 poUegadas, duzias 4 ; ditas muras trian-
ulas de 6 polUgadas, duzias 4; arcos de ferro de
'' pollegada para jarros, arrobas 8.
3.*CUtse.
Ferro sueco, arrobas 8.
4. Classe.
Folhas de (landres dobradas, caixas 3 ; ditas sin-
gellas, caixas 4 ; rame de ferro de meia grossora,
arrobas 2 ; lengues de lateo com o peso ds 56 libras
2 ; dilos de dilo de 36 libras 2 ; dilo* de dilo de 17
a 18 libras 10; dilos de dilo de 15 a 16 libras 20.
5. Classe.
Sola curtida, meios 150.
Diversos balalhes.
Manas de 12a ou cobertores de papa 271. Quem
os qoizer vender aprsente as suas proposUs em
caria fechada com as competentes amostras, na se-
cretara do conselho s 10 hora* do dia -14 do cor-
rele mez : adverlindo que quando os gneros fo-
rem estrangeiros, s se receberao a* proposUs com
a assignalura reconhecida das casas importadoras,
que se propozerem a vender, 00 assignada por pro-
carirAo, acompunhar esla a proposta, competente-
mente legalisada. Secretaria do conselho adminis-
trativo para fernedmeato do arsenal de guerra 10
de jnnho de 1854. Jos i* Arito Jngltz, coronel
presidente, Bernardo Pereira o Carmo Jnior,
Vocal e secreUrio.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, em cumprimenlo do
arl. 22 do regulamenlo de 14 de dezembro d* 1854,
faz publico qoe foram aceitas as propostas de Cos-
me Jos dos Santo* Callado, Joaquim Jos Dia* Pe-
reira, Domingos Francisco Rimalho, Antonio Fer-
reira da Cosa Braga e Deslibeau, para foTBecerem:
o 1." 335 esleirs d palh de carnauba a 170 rs. ;
o 2." 380 caadas de azeile de carrapalo, medida
nova, a 995 rs., 31 ditas de coco, tambem medida
nova, a 1$40Q rs., 6 duzias de pavios ai40 rs., 30
libras de lio de algodo a 550 rs., 155 libras de ve-
las de carnauba a 340 rs. ; 3. 201 bonetes para
os recrulas das Alagoas a 13100 ; 0 4.* 8B0 grvalas
de sola de lustre a 360 rs. ? o 5. 200 pares de sap-
tos de sola e vira, feitos aa trra, a 19490: e avi-
sa aos supradilos vendedores que devem recolber ao
arsenal de guerra os. referido* objeetos no dia 16 do
corrente mez. Secretaria do conselho administrati-
vo, para forneciraenlo do arsenal de guerra, 10 de
DECLARADO-ES.
Pola delegada de polica do termo de Naza-
reth se faz publico, que na cadeia daquella cidade
se acha rerolhido ha mais de dous mezes, um preto
crioulo ue nome Antonio, que diz ser escravo de
Francisco Lopes de Carvalho, morador em Caralis
da provincia do Piauhy, donde fugira ha muilo tem-
po; e pois, quem se julgar com direilo a elle apre-
senle-se competentemente habilitado peraule a mes-
ma delegacia.
O colleclor de diversas rendas da cidade de
Olinda faz publico, que no dia 13 do correle depois
da audiencia do Sr. Dr. juiz municipal desta cidade,
leem de ser arrematada peranle o mesmo Sr. juiz,
por ser a ultima praca, a propriedade sila ta roa do
Varadouro 11. 2, contendo 4 salas, quarlos, solao, am
vivero, banheiro e Ierra suflicicnle para verduras,
cuja propriedade perlence a fazeuda nacional, por lhe
haver sido adjudicada pela quanlia do 2:80655 rs.,
por conla do que lhe deve a viitva c herdeiros de
Manoel Lopes Machado, cuja arrematagao n1o verili-
cou-se no dia 6 conforme o primeiro annuncio,.por
haver engao forenses.
Pela mesa do consulado provincial annoncias
se que a cohranga, i bocea do cofre, da dcima do-
predios urbanos das freguezias desla cidade do se-
gundo semestre do anno linanceiro. de 1853 a 1854,
principia ho 1. de junho prximo futuro, a que os
30 dias uteis tem principio do referido dia 1. de jn-
nho, findo os quaes ficam incurso* na multa do tres
por ceuto lodos os que dcixarem de pagar seus de-
bito*.
O Illm. Sr. capilao do porto, manda fazer pu-
blica a numerago dada ao Ihelegrapho desla cidade,
incluida no respectivo cdigo de signaes, para an-
uunciara chegada a este porlo dos navios deste pra-
t.M abaixo declarados; e espera que os Srs. proprie-
tarios 011 meslres dos mesraos navios, apresenlera
nesla capilania com loda a brevidade urna nota des-
criptiva dos distintivos, ou signaes particulares que
jnnho de 1854. Bernardo Pereira do Carmo J-
nior, vogal e secretario.
Collectoiia da cidade d Olinda.
Finda a audiencia do Sr. Dr. juiz municipal do
termo de Olinda ir praga para ser arrematada
por venda no dia 13 do corrente, s 40 horas do dia, >
na sala das audiencias publicas, urna grande casa
terrea construida moderna na ra do aterro do
Varadouro n. 2, propria para grande familia por
con ler qualro salas, onze qoartos, sitio com ce-
queiros e arvoredos de fruclos todos noves, nm vi-
vero, banheiro construido de pedra e cal, bastante
terreno ainda aUgado, Indo avahado por 2:8008000'
rs. ; por execugao da fazenda publica contra a vin-
va e herdeiros de Manoel Lopes Machado. Collec-
toria de Olinda 10 de junho de 1854. O escrivo,
Joo Goncalyes Rodrigues Franca.
Antonio Joaquim de Oliveira Baduem, segando
escriptarario da primeira secro da mesa do consu-
lado provindal, faz sdenle aos proprietaTio* dos
predios urbanos da freguezia de S. Fr. Pedro Gon-
ralvcs que principia a fazer o lanramenlo l 'decima
da dila freguezia, que tem de ser cobrada ao anuo
finanoeiro de 1854 a 1855. no dU 15 do correnle
mez. Recife 10 de junho de 1854.
Antonio Joaquim de Oliveira Baduem, segando
escripturario da primeira scegao da mesa do consu-
lado provincial, faz scienle ao* tonos dos diversos
eslabelcriincnlos da freguezia de S- Fr. Pedro Gon-
ralves, que principia a fazer o langamenlo do impos-
te de 4 por cenlo sobre os mesmos estabeteeimealos
no dia 15 do correnle mez, o qual lem de servir pa-
ra a nrrocadago do anno linanceiro de 54 a 55 pa-
ra o que devero ter nelles os recibos, ou papis de
trate por onde mostrem quanto pagam de alluguel.
Recite 10 de junho de 185i.
Administraco do patrimonio do
ornhSo*.
Peranle a administracao do patrimonio dos or-
pho* se ha de arrematar a quem por menos fizer, o
forneciraenlo dos medicamenlos para os collegios dos
orphaos por tempo de ura auno, que ha de ter prin-
cipio do 1, de julho prximo futuro ao fim de junho
(le 1855: as pessoas qae se propozerem fazer dito
rornecimento. poderto comparecer na casa das ses-
soes da mesma adminislragaooos dias 16, 23 e 30do
correnle mez, pdas 12 hora*' da manhaa. Secreta-
ria da administracSo do patrimonio dos orphaos 9 de
junho de 1854.monto Jos de Oliveira, secre-
tario.
Acha-se recolhido cadeia da ddade do Re-
cife, por ordem desla subdelegada, o preto Miguel
por estar fgido, o qoal diz ser escravo de Manoel
Joaquim, morador no sitio Breginho, termo do Li-
tnoeiro. Subdelegada da freguezia da Varzea 9 de.
jnnho de 1854.O subdelegado,
Francisco Joaquim Machado.
Pela subdelegada da freguezia de S. Jos do
Recife foi avpprehendidu ao menor Domingos, criou-
lo, urna cother de soapa de prala, que a eslava ven-
dando : quera fr teu legitimo dono, apresentando
os signaes, lhe ser enlregne. Freguezia de S. Jos
10 de junho de 1854.O subdelegado,
Francisco B. Carvalho.
AVISOS MARTIMOS.
Para o Cear segu em poneos dUsoveleiro.
hiate Castro, para carga Irala-se uo escrintoriode Do-
mingos Alves Malheus : na ra da Cruz u. 54.
__ Pjra o Aracaiv segu no dia 20 do correnle o
hiate Parahibano ; recebe carga e passageiro* :
Irala-se com Caelano Cyriaco da C. M., ao lado o
Corpo Sanio, leja n, 25. "

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DIARIO DE PERHAMBUCO SEGUNDA FEIRA 12 DE JUNHO DE 1854.
RIO DE JANEIRO.
Segu hnpreterivelmente na presente
semana o muito veleiro e superior brigue
nacional uDamao, a inda pode receber
alguma carga, escravos a frete e passagei-
ros, olferecendo a estes excedientes cana-
modos, que podein ser examinados: tra-
ta-se com Machado & Pinheiro na ruado
Vibrio n. ,19, segundo andar, oucomo
capitao*Cleto Marcelino Gomes da Silva
na praca do Commercio.

RECITA A BENEFICIO -DO ACTOR
QUARTA-FEIRA 14 DE JIMIO DE ?8S4.
Grade espectculo variado e todo jocoso.
Em primeiro logar a muito engranada comedia era
tres actos, ornada de msica :
. RENFURD EIR HESPANHA-
Fazendo o beneficiado o papel de Reiran!.
Segue-se o lindo duelo, cantado pelo Sr. Monlei-
ro e asenhora D. Gabriella,
AS TRMBETINHAS.
Para fim ao espectculo a muito interessanle co-
media ero doua acto?,'ornada de msica
A PRIMEIltA INFIDEI.IDADE DE UM MARIDO
Fatendo o beneficiado o papel' do marido infiel.
O beneficiado escolheu *im espectculo todo joco-
so, persuadido que .muilo satisfar o.publico, (quo
em geral gosla mais de rir do que chocar) de quem
espera a proteejao eos turnada.
O Mendes no seu beneficio,
Ha de tirar muito contente,
Pois espera da rapaziada
Urna grandee bella enchente.
N. B. O Mendes lembra bolla rapa-
ziada do commercio, que este seu benefi-
cio he em vespera do da santo de guarda,
doSS. 6brpode Dos.
Os billietes acliam-se i venda em casa do Mendes
na ra Bella n. 13, o no dia do espectculo no es-
criptorio do tliealro.
Comecar as 8 horas.
THEATRO DE APOLLO.
, QINTA-FERA 15DE iUKH DE 18.11.
Expectralo beneficio do ador Joaquim Jos
Pereira.
Depois de execulada urna eacolhlda ou ver tura, le-
ra lugar a representado da lao applaudida comedia
em 3 actos
Aelore$.
. : O Sr. Monteiro.
. a Costa.
. O beneficiado,
t O Sr. Amocdo.
. Bezerra.
. A Sr. D. Amalia.
. A Sr. D. Gabriela.
A Sr.* Jesuina.
' D. Gabriela e Monteiro o
Permnagem.
Caplao Tiberio. .
Bazilio, seu irmSo .' .
Antonio i. .
Francisco. .' .
Jos. ,- .
Gttathei.....
Mara, sua-fillia. .
Julia .......
S<*guir-se-ha pela Sr.>
lindo duelo
AS TROMBETTHHAS.
Findara o espectculo com urna das melhores far-
sas.
O beneficiado espera que o benigno publico llie d
toda a protecrao que costuma dispensar a quem a
elle recorre.
O beneficiado agradece a todos os seus roropunhci-
ros que de tito boa vontade e lilo generosamente se
prestaram aservi-lo. .
LEILO'ES.
Quarla feira 14 do corrente o agente Boria ta-
ra leilao em seu armazera! ra do Collegio n. 4, as
10 horas da maullan, dos objectos existentes no ines-
mo, sera limite. '
AVISOS DIVERSOS.
Precisa-so de um caixero portuguez de 12 a
16 anuos de idade, cora prntica de negocio de mo-
ldados e fazenda, e. que. lenha aclividade, .para urri
eslabeleciment fura da praca : a quem convier diri-
se.a roa da Gamboa do Carino n. 18 .
Precisi-se de urna ama para servir a duas pes-
soas, e que saiba cozinhar engommar : a tratar na
ra Direita n. '.II, primeiro andar do sobrado na qui-
na do becco do Carccreiro. .
Aluga-se urna casa terrea, sila na ra do Sebo
n. 4, por 98000 meusaes : a tratar na ra da Auro-
ra n. 26, primeiro andar.
Matriz de Santo Antonio.
A mesa administradora da irmandade do SS. Sa-
cramento do hairro-de Santo Antonio desla cidade,
faz Miente que,leudo de celebraV-se a festividade de
seu Orago no dia 15 do corrente mez, com aquella
pompa possivel, para o que convida aos irmaos da
mesma Irmandade bajara de asststipa festa, e acom-
panhar a procisso do Corpo de Dos a roda da igre-
ja ; e pede a lodos os parochiano da respectiva fr-'
guezia para Iluminar a frente de suas casas, segun-
do o antigo religioso coslup-e d verdadeiro chris-
tao, na vespera e noite dole-Deiim. O escrivao,
JoSo Francuco Bastos. .
Arrenda-se um sitio com bastantes arvoredos
de ffuclo, bax* do cnpim, viveiros, terreno para
pastagem de vaccas e oulras vantagens, casa grande
com slito, cozinha fra, scnzala, estribara,- 3 ca-
cimbas, 1 dasquaes com tanque para baulio : quem
pretender; dirlja-se ra da Cadeia velbn n. 59, ou
aos Afogados, pateo de N. S. da Paz, a fallar com
Antonio Goncalvesde Moraes.
O regente e procurador geral e ma"s fcslciros
da capella de N. S. dos Prazeres fazem publico, que
principiarlo os festejos da referida capella no dia 2
de> jullio prozimo vindouro.
Anda osl para se aluzar, c por um preco ra-
zoavel, a can nova de grandes comraodos, da ra
dos Prazeres do hairro da Boa-Vista: a tratar com
Jos Carnero da Cunha.
D-se800JO00rs.a premio comhypotheca em
urna casa nesla prac,a : quem precisar aununcie.
Precisa-se al usar urna ama nacional ou estran-
geira, livree desembarasada, e que seja bastante
gil e cuidadosa, para se oceupar no servico interno
de urna casa, isto he, coser, engommar, e mais ser-
vicos propros de casa, excepto os de cozinha ; agra-
dando paga-se bem : a quem convier, dirija-se aos
Afogados, casa do respectivo vigario, que dir
quem precisa.
Joaquim Lobato Ferreira faz sciente ao publi-
co c a quem convier, que Joo Baplis(ji Paula da
Silveira deixou deser seucaixiro desdo 29 de raaip
do 1853.
Aluga-se urna excedente casa terrea c sobra-
do, com todos os commodos para quem liver Irala-
menlo, con leudo grandes, satas, muilos quarlos, um
pequeo sitio com arvoredos novos, bort jardim e
muilo perto da cidade: a tratar na ,prac,a da Boa-
Vista, botica n. 22.
Ofierece-so para casa de pouca familia ou de
homem solteiro urna ama para cozinhar c mais ser-
viro dexasa : a fallar na ra do Fagundes n. 24.
O bacharel Jos Antonio de Ficueiredo mudou
i seu escriptorio para a ra da Cadeia n. 1 (.secundo
andar do sobrado junto ao em que mora o ex-procu-
raor fiscal Autonio Joaqxim de Mello.
Aos 10:0009000.
O cautelista da casa da Fama, no aterro da Bna-
Vislan.48, tem exposlo assuas caulelas da lotera
da matriz da Boa-Vista ; venda, e espera que satis-
far a seus freguer.es com o premio grande, assim
como o fez com a do Livramento.
Quarlos 28800
Decimos 13:100
Vigsimos 700
Os herdoros do fallecido padre Benlo Manocl
de Souza Castro previnem a quem o presente unniin-
cio possa interessar, que a quarla parle da fazenda
do finado Vicente Ferreira de Carvalho, deixadacm
testamento aos filbos de Manoot Antonio Marques,
ficara eravada as casas terreas, na ra de San-
la Tbereza n, 58 e ra das Cinco Ponas n. 92, das
quaes he usofructuraria Auna Mara chuade Car-
valho ; e como a referida quarla parle hoje perlen-
ce aos herdeiros do fallecido padre Bento.por escup-
iera de venda que fizeram os filhos de Marques ao
fallecido padre Bento, passada no rartorio do falle-
cido tabeltiao Guilhc'rme Patricio Bezerra Cavalcan-
l a 2 de marco de 1814 ; previne-se pois, que nn-
gueni faca negocio de nalureza alguma com as men-
cionadas casas sobre pena de nnlldade
Necessiln-se de orna escrava ou escravo, qne
seja bom coziiiheiro, e que entpiuln de todo perten-
cenle,a cozinha : no consulado americano n. 4, ra
do Trapiche, ou no armazera do llavia & Coropa-
nhia, ruada Cruz n. 9.
l@ D.Tbereza Alejandrina de Souza Bandeira,
$ professura particular de primeiras leltras, cos-
turas e varios bordados, estabelece em sua
aula 09 dbiisensiuos de grammalica porlugue-
@ za e msica, havendo all mesmo um piano
@ destinado ao estudo das aprendizes : a quera
% convier, dirija-se ao pateo doParaizo, segiin-
do andar, junto a igreja.
Aluga-se a casa terrea que serve (Je cochera
na ra do Aragao da Boa-Vista 11. 17 : qocm a
[prcteuder dirija-se i Iravessa do Veras, sobrado n.
15.
Jos Gonralves Casciro relira-se para fra da
provincia. *
Aluga-se nma preta para todo o servicp de ca-
sa de familia de portas a dentro : quem precisar
dirija-so ra do Hospicio n. 22.
Angelo Custodio d'Azevedo deixou de ser cai-
xciro do Sr. Francisco Jos Seara desde o dia 10 do
corrente, e muilo agradece ao mesmo senhor as ma-
neiras atcnciosas e cheias de bondade com que sem-
pre se dignou tratar ao financiante durante todo
lampo que esetve era sua casa, eespera occasi'-o de
moslrar-lhequaolo Ihe hp summamenle grato.-
O cautelista Salusliano de Aquino Ferreira dei-
xou de vender cautelas das loteras do Ro de Janei-
ro desde dezcmbto de 1853, e tem marcado o Brazo
de um anno que se ha de findar no dia 27 de maio de
le para a liquidaran das referidas cautelas que an-
da existem por pagar.
Aindase precisa de urna ama forra ou captiva,
para fazer lodo servicode urna casa de mu peque-
a lamina, que compre na ra : na rua~da Coucei-
S*> n. otino escnpiorio desla typograpliia, na
dasCruzes.
. @@ @5S@ @
S r. .. POTISTA FRANCEZ. @
g t amo Oaignoux, eslabelecido na ra larga ($
do Rosario 11. 36, segnndo andar, colloca den- &
vi les com gengivwiartficacs, c dentadura com- 0
g pela, 011 parte della, com a pressao do ar.
X rCamJ>em ,cra P*r> vender agua denlilricedo
t l)r. fierre, e p para denles. Rna larga do
Rosario h. 36 segundo andar.
@@ @@
Attenco.
Luiz Cantarelle, leudo de demorar-se nesla cida-
de por algum lempo, contina a dar ln;es de dansa
em sua casa, ra ra da Cadeia n. 10, todos os dias
das 7 as 9 horas da noite ; assim como dar lices
em casas particulares, a qualqoer hora que se con-
vencionar.
F. Dragn relira-se para a Europa.
O abaixo assignado faz sciente ao commercio
desla praca e ao publico, em geral. que no facam
Iransacflo alguma com urna lelra da quanlia de rs.
1:2813050 i 90 dias, firmada pelo mesmo, e.a favur
de Reg Albuqucrque & C. vencerle em 18 do
corrente. em razo dos mesmos sehores terem pas
sado um recibo ao mesmo abaixo assisnado ileso
ncraiido-u da referida letra, por lransaer/10 feila
com outrasde igual quanlia de Estanislao fc'lorianno
de Holanda, senhor do eugenho Bom Tom da comar-
ca do Rio Formoso: e-para que nao so chame al-
guem a ignorancia, anlecipa-se o mesmo abaixo as-
signado a fazer este; pelo que protesta nao 'pagar a
referida letra, visto que nenlium visor tem.
Antonino Gaudencio de HollanSa e Souza.
' Arreuda-se um slio em Beberibe de baixo,
com casa de'taipa e com bastantes commodos, tendo
o sitio inuitos arvoreflos de fruclo, malta para lir*ar
lenha, muito boa baixa para capim, com expeliente
verlente, as melhores Ierras que ha neste lugar para
plantarse e pasto pare vaccas de leite': a tratar no
mesmo lugar, entrando no becco lo fnnd.lo, a pri-
meira casa a direita, ou na ra do Hospicio, casa
terrea defronle do sitio da viuva Cunha ; tambera se
vende o mesmo sitio, e nelle se precisa de urna pes-
soa forra o escrava, para trabalhar com cavaUos.
Precisa-se de um padeiro que entrala de lodo
o servicp de urna padaria, para fra da praca 16 le-
guas : quem pretender, dirija-se ao aterro da Boa-'
Vista, padaria n. 41, que achara com quem tratar.
Aluga-se a loja do sobrado do aterro da
Boa-Vista n. 49
a quem comprar urna armacitovde lauro, que na
mesma existe,' e que pode servir para qualquer esla-
belccimenlo, menos para taberna,: a tratar na mes-
ma ra, taberna n. 42. *,
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, roa do Collegio n. 2,
vende-se um completo sqrtimento
de fazendas, linas e grossas," por
presos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
qus, como aretalho, amanendo-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
ahrio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas ma^s em
conta do que se tem vendido^ por
isto offerecendo elle maiores van*
tagens do que outro qualquer ^o
.proprieta no deste importante es-
tabelecimentp convida a' todps os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem, da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Koliin.
PIBLICACA DO INSTITUTO IIOMIEOPATHJCO DO BRASIL.
THESOURO H01KEOPATHICO
ou K
TIDE-IECDH DO HOKEOPATHA.
Melliodo conciso, claro, e seguro de rurar homccopalhieamente todas as muleslias, que arfli"em a
especie humana, e particularmente as molestias que reman no Brasil.
PELO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
Acaba de sabir luz esta obra utilissiina aos mdicos, que qui/.crcm ex|ieriinentar ou exercer a
verdadeiia medicina, e muito rnaii anda aos pas de familia, quer das cidades, quer do campo, chefes
de eslabelccimenlos, sacerdotes, capitaes de navios, viajantes, etc., ele, que por si mesmos quizerem co-
uhecer os prodigiosos efleitos da bomceopathia.
Precisa-se atogar urna escrava, fiel, que saiba
bem engommar, coser e fazer mais servido de urna
casa de familia, paga-se bem : ria sua Direita u. 13t,
por cima da bdtica do Torres.
Galera de retratos* a oleo e
typo.
laguerreo-
" Doiis volumesem brochura, por.
Encadernados
." 100000
''' 11 *snoo
Os Srs. assignantes terao a bondade de mandar receber seus exemplares em casa do autor, ra de S
Francisco (Mundo Novo) n. f8 A.
BOTICA CENTRAL HOMCEOPATHICA
Niuguem poder ser feliz na cura das molestias, sem que possua medicamentos verdadeiros, ou de
boa qualidade. Por isso, e como propagador da homceopalhia no norte, c inmediatamente inleressado
em seus benficos successps, tem o autordoTHESOl'KO HOMOEOPATHICO mandado preparar, sob
sua immedata nspec(;ao, lodosos medicamentos, sendo incumbido desse trabalh'o o hbil pharmaceulico
e professor em homojopalha, Dr. F. de P. Pires Ramos, que o lem executado com todo o zelo, leulda-
de e dedicarlo que se pode desejar. '**-./
A efflcacia djxdt mcdicainciitos he attestada por todos que os lem experimentado; elles niio prec-
sam de maior recommendacito ; basta saber-se a fonte donde sahiram para se nao duvidar do seus oni-
jttos resultados. '
rjma earteira de 120 medicamento da alta e baixa deluicSo em glbulos recom-
mendados no THESOURO HOMOEOPATHICO, acompanhada da obra, e de urna
caixa de 12 vid ros de tinturas indispensaveis .
Dita de 96 medicamentos acorapauhada da obra e de 6 vidros de tinturas '.
Dita de60 principaes medicamentos recommendados cspecialnanle ua obra, coni
nma caixa de fi vidros de tinturas ;
Dila de 48 ditos ditos.............
Dita de 36 dilos acompanhada de 4 vidros de Unturas......
Dila de 30 ditos, c 3 vidros de Unturas. .......
Dita de 24 ditos ditos. ........ \
Dila de 24 tubos pequeos com a obra e 2 vidros de tinturas. .'.'.'.
Tobos avulsos grandes. *......
o pequeos' .-.........
Cada vidro de tintura. .* .' ^ .
Aviam-se quaesquer encommendas de medicamentos com a maior promplidao, e por procos commo-
dissimos.
Vende-se o Ualado de FEBRE AMARELLA pelo Dr. L. de C. Carreira,
Ra de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68A.
por.
IOO5OOO
9UJ000
60g000
505000
408000
353000
305000
205000
18000
5500
25OOO
SO0O-
25 JBVA SO COLLEGIO 1 AITSAS 25.
O Ur. P. A. Lobo Moscozod consultas homcopathicas todos os dias aos pobres, desde 9*horas da
mandila at o meio dia, em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noite.
Ofterece-se igualmente paro praticar qualquer operacAo de cirurgia, e acudir promptamenlc a qual-
qoer nralher que esteja mal de parlo, e cujas circunstancias nao pcrmlllam pagar ao medico.
1 CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO H0SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo do Dr. G. H. Jahr, Iraduzido em portuguez pelo Dr. Moscozo, qaalro
volumes encadernados em dous :.................. 205000
Esta obra, a mais imporlaiile de todas as que tralam da homeopalhia, inleressa a lodos os mdicos que
quizerem experimenta* a doutrina de llalinemann, e por si proprios se convenceren! da verdde da
mesm: inleressa a lodos os enhorca de engenho e fazendeiros que esUlo" longe dos recursos dos medi-
os,.nteres a lodos os capilaes de navio, que nao podem deixar urna vez ou outra de ler precisao de
aiuar a qualquer mcpmmodo seu ou de seus tripulantes.; e inleressa a lodos os chefes de familia que
instancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao obrigados a prestar soccorros a qualquer
V?|prti?.nJn do homcopathautraduccsodo Dr. Hcring, obra ignalmenle til s pessoas que se
... d0 ^'odo da homeopithia.
idos termos de medicina, cirurgia, anatomia, pharmacia, ele., etc. obra indis-
peni i .s pessoas que querem dar-se ao esludo de medicina.......
m\nfdr?er6m la^ 8ra,n no aos termos de medicina, etc., etc. ... .
Dita de 36 com os mesmos livros..... ....." '
Dita de 48 com os ditos. .......
DiU Wteii? mCSraIl"df "e T ^ }B !n'Ur;,S i'ndisPnsa'^. coha! .*
Dita de 144 com ditos.....! i ] ......... .
Estas sao acompanhadas de 6 vidros de tinturas i esclha.
A pessoos que em lugar de Jahr quizerem o Hering, terao
uer das carteiras cima mencienadas.
arleira de 24 tubo pequeos para algibeira. o-nnn
Ditas de 48dilos............... !........... iSKS
Tubos grande avulsos ...........|.......... ''**
Vidros de meia onc,a do tintura...... .....'...... 225!
Sem verdadeiros e hem preparadosunedicamenos "nao se* pode 'dar u'm'pa'ss' segu*ro'na pral^
guem duvida lioje da upcrioridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre- vend grande numero de' tubos de cristal .le diversos lmannos*
modos! <'ual''uer nwmmeuda de medicamentos com toda a hrevidade e ,r precos muilo com-
Cincinafo Mavignicr, retratista c pensionista de S'.
M. o Imperador, querendo presentar ao respeila-
vel publico desta capital as producemos de seus tra-
halhos arlisticos, tanto em retratos a oleo, como do
daguerrotipo, por isso esforca-se paradesempenhar
o melhor que for possivel, conlenlaodu as pessoas
jue se dignarem a honrar o seu estabelecimento
com trabalhos que sejam inteiramenle satisfactorios.
O anmincianle leudo vindn lia poucos mezes da cor-
le do Rio de Janeiro, desejara demorar-se nesla ca-
pital por tres a qualro mezes, porm leudo havido
inuitssiraas pessoas que o tem procurado para serem
retratadas, motivo he este do annunciante, sendo
grato a todos os seus patricios e amigos lencinna de-
morar-se mis lempo, e para esse fim nao tendo tido
lempo de fazer um numero maior de retratos para
apresentar ao respeitavel publico, que rao honrosa-
mente o lera acoihido, fez com que em breve venlia
do Rio de Janeiro urna collecrao de quadros oleo e
miniatura,Untas e pinceisdelicadissimos da escola de
dezenbo por Jalien, Murilo e Kaphael; o anniin-
cianle tarabem fez encomraeoda para a Europa de
urna machina extraordinaridagiierreolypo, onde as
laminas sao do tamaito dOjUieia folha'de papel de
peso, que corresponde a um pe de coraprimentoje
um, palmo de largura. Sera sem duvida a maior que
tem de apresenlar-se nesla capital, e mesmo em to-
das as oulras provincias do imperio, pois o annun-
ciante estando informado disso porque lem estado
as principaes provincias, anda nao encontrn um
machnismo com essa grandeza, que sem duvida de-
ve fazer admiraran a um publico j conhecedor das
bellas artes, quando virem os magnficos retratos em
grandes chapas, podeodo urna numerosa familia ser'
representada de urna -vez. Aqu, pois, vista dos
excessos que o annunciante emprega, e dispendios
que tem de fazer para montar um estabelecimento, o
maior que terapparecido no imperio: espera por-
tauto de seus amigos, patricios e mais pessoas de 1.1o
Ilustre cidade que sejam benignos como tem sido
al agora, pois a empreza acreditara aos benemri-
tos Pernambucanos, que 13o patriticamente se pres-
larem a sustentar por presos razoaveis a essa empre-
za, e os trabalhos de um artista que incansavel pro-
cura engrandecer seu paiz l'.o smenle para gloria
daquelles que apreciam as bellas artes.. Pernambu-
canos I a.nossa provincia Uo bella, c tendo em si os
melhores golpes d vista para os artistas que saliera
apreciar a nalureza, pareco razoavcl que coadjuves
aubrosso patricio dedicado asliellas arte*, c que quer
plantar no nosso paiz, urna escola onde a mocidade
por algum lempo poder beber lines daquelles gran-
des meslres, qoe as suas obras conservara perpetuo
mrito. Emquaulo, pois, nao chgam estes objectos
que lem de formar ura eslabelecihieulo esplendido,
o annunciante convida o respeitavel publico desla
cidade para ver algumas prodceles de seos traba-
lhos, ahi posacharao os freguezes caixinhas e qua-
dros de bom gosto, para retratos daguerreolypo.e por
precos razoaveis. Alcrro da Boa Vista n. 82 primeiro
segundo andares.
Aluga-se urna casa no Cachang, propria para
negocio, por ter um forno de padaria independeiite
da casa de morada, em muilu bora local: a tratar
no seguudo indar da casa da praca da Boa VisU, que
volla para a rna do Aragao.
A obra do hospital Pedro II, precisa comprar
100 pranclics de louro lascado: quem quizer ven-
der, cntenda-se com o director Anlouio Jos (ionios
do Correio. .
O padre Joaquim d'Assumpc,SoSaldanha, aca-
dmico do Icrceiro auno jurdico, propoe-se H dar 11-
rOes de latim, fraucez, -geometra e geograpliia: cin-
pregar lodos os csfurijos pnssiveis no bora desempe-
nho do magisterio. A pessoas qoe quizerem ulili-
sar-se de seu prestimo procurein-0 na ra Nova, ca-
sa o. 21, lerceiro andar.
Na rup da Cruz n. 35 loja do sapateiro, pre-
cisa-se do ofticiaes do masillo officio.
Precfsa-se algar una esclava para lodo o ser-
vido de urna casa de pouca familia : na rna da Praia
n. 43, se dir quem precisa.
Manocl da Costa Marques, portuguez, relira-
so para Portugal.
Na ra da Senzala Nova n. 30, faz-se bolos ce-
vados para Santo Antonio, S. JoSo e S.'Pedro.
Estes bolos sao innito rtais baratos do que os de man-
dioca e melhores.
Precisa-se de um homem quo enlenda de todas
asqualidades de massas-para forneiar ; assim como
um que enlenda de planlaces para fcitor de um s-
lio : a tratar na ra das Crines n. 30, paitara.
Joaquim Teixeira Arouca e Antonio Jos Car-
reira, subditos portuguezes, vo ao reinode Por-
tugal tratar de seus negocios.
Precisare saber s mora nesla cidade ou fra
dellaoSr. Jos Antonio Braa, natural do Porto, c
que veo para aqu lia poucos anuos: roga-se ao mes-
mo Sr. ou a quem dellcsouber, de participar na pra-
ca do Corpo Santo n. 6, escriptorio. .
O Sr. Manoel Jos da Cunha, que annunciou
Icr urna escrava para vender no lugar de Tigipi, e
como se fra l procurar o mesmo senhor e ninguem
dera noliria, por isso seainda liver nesma escra-
va e quizer vender, dirija-se travesa do Queima--
do n. 9, que achara com quem tratar.
Desappareceu uo dia 21 de maio, do Forte do
Mallos, um nioleque, crioulo, de nomc Andr, ca-
Iraeiro, aliara regular, corpo magro ; o qual julga-
se ter sido seduzido : roga-se a todas as autoridades
policiaos e capitn de campo que delle der noticia e
o apanhar, levem-o ao Forte do Mallo* ou a cidade
de linda, no Vtdouro, a tratar com JoSo Anto-
nio Mori'ir.i,(]iiescjr5o generosamente recompensados.
_ De uovo se faz sceme, que os
bilheles de entrada para o omni-
___-, ins Pernninbucana, em direcriio
a Apipucas, no* domingos e dias santos, e vendem
na ra Nova n. 57, lodos os dias desde as 6 lloras da
maullan at as9 da noite.
Aluga-se um sitio cora casa de vivencia no lu
gardos Afogados na roa de San Miguel n. 39: a tra-
tar na ra da Couceirao da Boa Vista n. 58.
RAFE PRINCEZA
DO
RIO DE JANEIRO.
GBOSSOII0-GR0SSO E FIM
DA TABRICA DE
ESTEVAO GASSE.
OJeposito geral na run da Cruz do Recfe n. 23
oiihHiu a ler as qualidades de rap cima; bem
como o novo AMAKEL1NHO. O sen fabricante iie
a melhor recominenoacao, que este novo rap pode
ter, pois lie uto dos-mais antifios fabricantes do ra-
p de l.ishoa ; e que na cviifeicao de todas eslas
quatiddes tem mostrado o emprego do melhor
sistema, vista do longo lempo que se conserva
fresco, o sempre com o melhor arona.
Precisa-se alugar nm prelo para Iraballiar em
refinara : na'rua da Concordia n. S.
CHHYSTALOTVI'0. *
Gabinete_ (siricpiecido de bellas pinturas,
pelo antigo e novo estylo, no aterro da
Boa-Wii. 4, Igrceiro andar.
J. J. Pacheco, vantajosamen-
le cooliccido as principaes pro-
vincias do Brasil, he chegado ha
poueo lempo ilo's Estados-Uni-
dos d'onde trouxo a metlior ma-
china e o melhor melhodo de re-
tratar que lera apparecido nao s
no Brasil romo em loda a Euro-
0 seu trabalho nao he inferior ao de seus lia-
beis mestres Mrs. Intleye. Gurueys da cidade de
New-York, e elles msalos liveram occasio de exa-
minar seus fetratos e aeharem-nos magnificos. Oilor
ceios c taf tos retratos tecm sido tirados nesta cida-
de pelo annunciante das principaes pessoas, quelan-
arado c a quem lano o artista seconfes-
e chegado ha dias da America para eslo
uto um cem numero de objectos para
retratos, constando de explendidas ca-
xas, riqoteimos quadros douradse de innguo, alli-
netes, redomas c aunis. Os vidros para os retratos
sao de unta grossura admravel, o que muilo con-
corre para que sobre-saia a pintura iseuta das bo-
litas e oulras imnerfeices que s encontram nos vi-
dros ordinarios. O artista tendo de seguir muito
breve para a crte, previne a lodas as pessoas que
desejarem urna perfeila semellinca de suas feicoes,
possuindo um retrato claro e traeos perfeitos e i niel-
ligiveis, e cores fixas e ualuracs, isentas de soll're-
rem a mnima alierarao com o lempo, que queiram
dignar-se procora-lo todos os dias quer esteja o. lem-
po claro ou escuro. No mesmo estabelecimenlo
produzem-se copias tiram-se grupos de familias,
jireparam-se algumas cumposicOeschimicas, superio-
res as quveem de fra, e vendem-se todos os prin-
cipaes prpeessos do daguerreolypo e mesmo do novo
Irabalho, pela quanlia de4008000, prometiendo des-
robrir Indos os misterios desle, Irabalho e que lem
sido a ruina no crdito de militares de artistas. Qual-
quer material ser vendido a dinheiro a vista. O
respeitavel publico contina a ser convidado a visi-
tar o estabelecimento emhora nao queiram retratar-
se. As familias que liverem de retratar mais de 6
[Sessoas teram um abatraenlo nos precos.
LOTERA DO RJO DE JANEIRO.
Acham-seavenda os bilhetesda lotera
18dotbeatro deNictberoy.a qualcorreu
no dia 29 oa 50 do passado, as listas sees-
peram no dia 11 do corrente- pelo vapor
Imperador a entrega das quaes sero
pagos os premios.
Precisa-se de urna prcta escrava, que cozinhc e
faca o mais servico de urna casa de pequea familia,
naga-scbem : a tralar'na ra da Cadeia do Rccifc
p.23. .
Precisa-se contratar por empreita-
da, aconstrucro de urna coberta de te-
llia, sobre pilares de tijolo ou columnas de
ferrb, em um terreno murado., na ra de
Santa Rita prximo a' Ribeira.pertencen-
te a' comparhia brasileira de paquetes de
vapor: quem estiver as circumstancias
de fazer este contrato com as necessarias
Compram-se burros que sejam grandes e novos:
na ra das l.arangciras n. 18.
Compra-so ama algebra de Lacroi*, inda que
seja usada : quem liver annuncic.
Compra-ge o Diario do primei-
ro do corrente1: na livraria da praca da
Independencia n. c 8.
Compra-s nm laixo em bom estado*, que ad-
mita de 5 112 caadas de agua a 6. pouco mais ou
menos : na prnca da Boa-Vista n. 7.
Ciraipra-se urna negra que saiba engommar,
cozinluir e coser : na ra do'Cbugii n. 11, botica.
Comprara-se ac(oes do Banco de Pernambuco:
em casa de Manuel Ignacio de Oliveira, praca do
Corpo Sanio n. 6, escriptorio,
VENDAS-
DICCIONARIO DE CONVERSACAO'.
Vende-se o diccionario' de conversarlo e de leilu-
ra : na livraria n. 6e8da.praca da Independen-
cia.
Rolo francez.
Vende-se a apreciavel pitada deste r'olao.
franeez, s as lojas dos Srs. Bourgad na
ruada Cadeia do Recife, e na de Jos Dias
da Silva Cardeal, na ra larga do Rosario,
em S. Antonio.
Velas de carnauba.
Vendem-sc caixas da 30 a 50 libras de snperiore
velas de cera de caruaj&ba, fabricadas no Aracaly :
no armazem de muro sola, ruada Cruz n. 15.
No aterro da Boa-Vista n. 80, vende-se gomma
para engommar a 80 rs. a libra ; cha prelo bom de 3
embrullios urna libra 15920 rs.; feijo fradinho a 320
rs. a cua, c grugutuba a 200 rs.; agurdente de cau-
na superior a 160 rs. a caada.
Saccas com farinha e millio.
Na loja n. 26 d roa da Cadeia, esquina do Becco
Largo, vendem-se saccas com superior.farinha da
Ierra, e saccas com inillio por preco razoavel.
Vende-se um bole grande e muito bem cons-'
(ruido, por preso bstanle coronando: os pretendentes
dirijam^e a ra do I'.issajjjfcbrica de chapeos, que
acharao com quem IrataSHI >
Vende-so a laberonHFrna Nova n. 40, cornos
fundos a vontade do comprador : a tratar na mesma
ra n. 65.
Vendem-se dua casas de sobrado de 2andares
as ras das Cruzes.e Camhoa do Carmo, assim como
urna paite de urna casa de sobrado de 2 andares na
ra da Aurora, duas casas terreas, sendo uma na
Boa-Vista e outra na ra dos Burgos : afollar com o
correlor gerl M. Carneiro.,
Navalbas a contento e tesouras.
Na ra da Cadeia do Recife ii. 48, primeiro an-
dar, escriptorio de Augusto C. de Abreu, coiitinu-
am-sc a vender a 8EO0 rs. o par (preco fixo) as j
bem. conhecidas e afamadas navalhas de barba fcjlas
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposicio
Londres^ as quaes alm de durarem extraordina-
riamente nao se senlem no rosto na aceito de corlar ;
vendem-se com a condicSo de, nao agradando, pode-
rem os compradores dcvolve-lasat 15 dias depois da
compra, reslituindo-sc o importe : na mesma casa
ha ricas lesoorinhas para unhas feilas pelo mesmo
fabrnthule.
PTIMO VINHO DE COLLARES,
em harns de 7 em pipa : no escriptorio de Augusto
C. de Abreu', Da ra da Cadeia do Recife n. 48, pri-
meiro andar.
Vendc-se uma halanca romana com todos os
seus perlcnces, em bom uso o de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se i ra da Cruz, armazera n.4.
Vende-seosobradqd dous andares n. 7 da ra
dos Bureos : nesla typographiase dir quera vende.
, A 500RS. AVAHA.
Jlnm transado branco de puro liuh'o, muilo cn-
corpado : na toja da esquina da ra do Crespo que
volla para a cadeia.
Toda attenco, que lie muito barato.
Na loja de Leopoldo :a Silva Queiroz, ra do
Queioiado n. 22, vende-Wcorlesde vestidos de ba-
bado abarra muito bonitos a 41500 rs., ditos de
cassi, chiU fazeuda superior a 28000, casemiras de
algodao bonitos padroes e cocorpadas a 340 rs. o co-
vado, cortes'de cuteles de fustao aos mais modernos
a 1a200rs. cada um, ditos sorgnraode seda, ditos de
selim lavrado de bom gosto a 55000 rs., chapeos de
sol de seda com excelentes cabos a' 68100, ditos
prelos para cabera de bonitas formas francezas a
65100 rs.,corlesde casemira de coresa58200,merins,
princezas, panno lino,rhHas de cores fixas e bonitos
padrOes a 180 c 200 rs. o covadu, lencos de rclroz,
mantas de seda, chales de dita o mais modernos, e
oulras mais fazendas qhe avistado comprador se
'dir o prec,o.
FARINHA DE MANDIOCA;
m Vende-se a raemor farinha de mandioca
23 que ha no mercado, a bordo do brigue nado- Q
H nal' inca, e da escuna Zeloza chegada de S. f
g Calharina para porres, no que se fari aba- W<
JK le emprego: irata-se com os consignatarios S!
m no escriptorio da ra da Cruzn. 40, primeiro W
igi andar. 'j;
P3 N. B. Para maior vantagem dos comprado- SI
g res, pdem dirigr-se ao Forle do Mallos e B
g junio ao trapiche do algodao chamar para JK
B bordo, que se manda logo o bole Ierra. \S
garantas, quetra apresentar sua proposta
com toda a brevidade ao agente da dita
companliia : na ruadoTrapiclie n. 40 se-
gundo andar, aonde tambera se dar'
qualquer eselarecimento.
J. Jane dentista,
contina rczidir na ruaNva, primeiro andar n. 19.
^5ii@@e:@
9 O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho mu-
dou-se para o palacete da ra de S. Francisco @
@ (mondo novo) n. 68 A.
33@@S5 *-^
Precisa-se de uma esrrav para o servico de
uma rasa de pouca familia i na ra d Hospicio 3"
casa nova direita depois de passar o qnartel.
SH8:SStjjEi>{!j@
O Dr.' Joao Honorio Bezerra de Mcnczes,
formado em medicina pela faculdado da Ba-
hia, olTereco seus prestmos ao respeitavel pu-
i blico desla capital, pudendo ser procurado a
qualquer hora ern" sua casa ra Nova n. 19,
segundo andar: o mesmo se presta a curar
gratuitamente aos pobres.
No pateo do Carmo taberna n. 1, vende-se um
oscravo de idade de 25 a 26 annos, bonita figura,
proprio para todo se rvico.
O : A, confronte ao Rosario de Santo^ Anto-
nio, avisa a seus freguezes, que recebeu do doce fi-
no (casca de goiaba) o melhor que li possivel
SORTES.
O 3!) A, confronte ao Rosario de Santo Antonio,
vende ricos coufeilos, juntamente ao sahoria-los sa-
liera o freguez do seu destino, porque junto o en-
contrar, e amendois confeitailas.
O 39 A, confronte ao Rosario de Santo Anto-
nio, constantemente vende chocolates finos e pasli-
Ihas aciduladas.bolaxinlius e bitcoitos diflerenles; no
mesmo se apromplam bandejas de bolos para baile,
casamento ou clui, com muilo gosto, por diflerenles
fcitios, c precos conimodos.
Vende-se uma canoa de carreira, nova, de a-
marello, intelri.com embonos,piulada e prompla .
no fim da ra da Concordia, noeslaleirn de carpin-
teiro, a fallar com o Sr. Jos Carvalho da Fonscra
i
Arados americanos.
Vendem-se arados americanos chegado* l-
timamente dos Estados-Unidos, pelo barato
preco de 405000 rs. cada um : na ra do Tra-
piche n. 8.
Milho'^jnovo.
Vendcm-e saccas com mlho novo, pelo barato
preco de 39000 rs. cada uma: na rna do Passeio Pu-
blico n. 17.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODA'O
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA B||IIA.
Vende-se o superior panno de algodao
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de escravos : no escriptorio de Novaes &
Companhia, ra do Trapiche n. 5i, pri-
meiro andar.
Vnde-s manteiga ingleza nova, para bolos de
S., Antonio eS. Joao; 480 640, e cartas de tra-
ques forjes i 140 : no paleoUo Carmo esquina da
ra de Hortas laberUa n. 2.
No pateo do Carmo, taberna o.-1, vende-se
manteiga ingleza n. 610 rs.
Vendem-se fogftes americanos chegados ltima-
mente dos Estados-Unidos: na ra do Trapiche
n. 8.
Vendem-se 4 escravos, 1 mulato de 20 annos,
1 moleque de 17 annos, 1 preta lavadeira e engom-
madeira, 1 preto de 40 annos e 30 travs de pao dar-
co : na ra larga do Rosario n. 25.
PQTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos sehores de engenho os
seus bons efleitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
($ Companhia.
&
Vende- um par de perneiras novas, uno
lempo rresente, por barato .reto : n. r?oTcruz
9@-a
& Carro e cabriolet.
Vende-se nm carro de 4 roda com 4 assen-
TOS, e um cabriolet, ambos em pouco use, urna
boa parelha de cavalloseum carillo paraca-
9 briolet, tudo por commodo preco : na ra
Nova, cochera de Adolpho.
Vende-se rap igual ao do Lisboa, a 2J000 :
na ra da Seuzala Velha n. 70, segundo ou lerceiro
cjidar,
Na ra da Penha it. 23, fimeiro andar, se di.
r quera vende 1 relogio palail lia, taixa de ou-
ro. com uma corrente com tara o mesmo, 1
dito caixa de prata driurada, n te, Brimciro do Ge-
nio do Chnstianismo, o torno segal ^Vlgreia Mi-
litaute, ou sescompram os lomo, qoe lauam para
completar as das obras.
Quem os vir, nao dcixa de comprar.
Na loja de Leopoldo da Silva Queiroz, ra
Queimado n. 22 existe um sorlimenlo de chales
algodao de bonitos padroes, qoe se vende pelo di
uto preco de 18000 rs., cada om, para acabar.
QUEIJOSE PRESUNTOS.
Na ra da Cruz do Recife no armazem n. 62. .
Anlouio Francisco Martins, se ende os mais me-
nores queijw londrinos, presunto! para fiambre, ul-
timamenle chegados na barca ingleza l'alva-
raito. r
Vende-se uma armacao e batco, lodo da ama-
relio, envernisado, ou aluga-se a loja n. 3 do aterro
da Boa-Vista, com elle: a fallar na loja n. 1.
Venderse na nra Direita n. 19, muilo bot ce-
vadinl a 400 es. .a libra, sag440 rs. muilo
novo.
FARINHA DE MANDIOCA
muito superior e em saccas de 2 li2 al-
queires por preco commodo: trata-se na
ra do Amorim n. 54, armazem de Ma-
chado & Pinheiro, ou- na ru do Vigario
n- 19, segundo andar, escriptorio dos
y
y
mesmos.
pendencia o-18 e 20.
A ende-se com cavallos ou sem elle* um
carro de 4 rodas com 6 asientos, muito
forte e com pouco uso, e um lUbury em
bom estado : a fallar na prata da nde-
Na ra d Crespo n. 25,
9 vendem-se chitas largas francezas, padres es-
g euros e cores fixas a 240, cortes de casemiras
B finas e modernas a 49500, ditos de meia caae-
9 mira a 18600, esguio de linho muilo fino i
1120 a vara, casemira preta fina a 58000 o
corte, panno fino de, lodas as cores a 38000 o
covado, chales de la cacuros a 800 rs.,- lentos _
de cambraia de linho" 480 e 610, chita larga #
com algunijnfoa200 rs., merino com duas,
9 larguras a'#600, riscados francezes, largos a 40
de cores fixas a 180, e oulras muilas fazendas tjft
por preco muito barato.
40OO
108000
459000
508000
608000
1008000
o abalimenlo de 10*000 rs. em qual-
O bacharel formado em malhemali-
cas, BernardoPercirado Carmo Juninr, cn-
eina arithmetica, algebra e geometra, das
4 is 5e meia horas da tarde : n ra Nova
sobrado n. 56.
s
I). W. IIiiuioii cirurgio dentista americano
reside na ra do Trapiche Novo n, 12.
Precisa-se de uma preta para o servico de uma
casa estrangeira de pouca familia : no aterro da Boa-
Visla 0,1.
Ollerece-se um rapaz porluguez chegado ha 5
mezes, para raixerode taberna, do queja tem bas-
laute pratica: quem o pretender, dirija-se a taberna
da ra dos Martyrioa n. 36.
Casa da afericao, na ra das Aguas-
Verdes n. 25.
O aferidor faz sciente, que o prazo marcado pelo
arl. 14 lo regiment municipal para pasamento da
revisan, finalisa-sc no da 30 de junho correle ; fin-
do o qual estilo as pessoas iiitercssadas incursas as
mullas impostas pelo arl. 2 do til. 11 das posturas
municipaes.
Na ra Direita casa n. 111, faz-se bollo para S.
Antonio e S. JoAo, de mandioca e farinha do reino
com cacho o capella de alfinim muito bem feila, por
mais barato preco do que em outra qualquer par-
te : assim como vende-se vella de carnauba simples
e composta a 88500 a arroba e em libras, e aluda
continua-se a dar dinheiro a premio sobre penliores
de ouro e prala.
Aluga-se a sala do primeiro andar do sobrado
n. 17 na ra da Cruz: quem a pretender, dirija-se na
mesma ra au armazem n. 23.
Na ruado. Crespo n. lti, esquina da
ra das Cru/.es, toja da viuva Brando" &
Irmo, precisa-se tallar com o Sr. Estevao
Jos Paes Barrete, a negocio de seu iute-
resse. -
Bernardino Maia da Silva deseja fal-
lar com o Sr. Guilhermino Paes Barrete,
que foi lojjisla na cidade da Victoria e
que boje se Icha feito alteres no corpo de
polica desta cidade ; faz-se esta adverten-
cia pelopreteporquetendo-se-ihe escripto
particularmente para este mesmo lin?, o
Sr. Guilhermino a nada se moveu, jul-
fando talvez que este negocio seja cassoa-
a, romo elle suppoe.
J por uma vez liz constar ao respeitavel pu-
blico, que .nao me julgava llovedor a alguem de
quanlia alguma, por occasiilo de apparecerem urnas
letlras que se diz aceitas por mim e em pnsse do Sr,
Jos Joaquim Ferreira de Souza, segundo a parlici-
pajao que live do mesmo senhor; mas como apparc-
cc novamenteo Sr. Diogo Jos da Costa com letlras
de igual especie, dadas em sc pagamento pelo Sr.
Iraucisco Rodrigues de.Freilas Pmentcl, por isso
sou levado de novo communicar ao mundo inteiro,
que naodevo a pessoa alguma qur nesta praca qur
em outro qualquer lusar, e que esse Sr. Pimentel,
com quem nunca Uve Irausaccoes desla onlem, ralo
pode negociar com minlia firma sem pralicar um
aclo reprovado e coulraro as leis do nosso paiz : e
para que os Srs. Ferreira de Souza e iogo conhe-
cam-se manifeslamcntc Iludidos, devero usar de
seus direitos, com o que protesto tambera usar de\i-
damente dos meios que a le me confere. Palmcira
8 d8jn"1'0 ne 1854.Manuel Flix Correa.
Vende-se nm cabrioiet com sua competente
coberta e arreios, tudo qoasi novo ; assim como 2
cavallos do mesmo j ensillados e mansos : para veri
na cochera do Pedro ao p do arsenal de mariuha, e
para tratar, na ra do Trapiche Novo n. 14j' primei-
ro andar.
Na ra do Crespo, loja n. 4, vende-
se o excellente rap commum de Lisboa
en frascos : a 3,s500 rs.
Vende-se uma casa de um andar com 40 pal-
mos de frente, grande sotao e bastaules commodos.
sita na na atraz da matriz da Boa-Vista : a tratar
na ra de Aguas-Verdes, primeiro andar das casas
onde mora Joao Patriota.
Vende-se orna escrava da Costa, quilndeira,
engomma alguma cousa, lava de sabao e brrela,
moca, por 6008000 rs. : na ra da Senzala Vella u.
70, segundo ou lerceiro andar, se dir quem vende.
Vendem-se saccas grandes de feijo branco no-
vo, a 58000, e em cuias a 240: na ra da Scnzala
Velha u. 46, ou na ra da Gua n. 36.
Vende-se um pequeo slio com vivero, arvo-
redos e casa de laipa, em chao proprio. no lugar dos
Remedios : a Iralar no mesmo logar com Flix
Monteiro de Castro.
Romeiras e capotinlios.
Vendem-se romeiras de filo e cambraia bordada a
38000, capotinlii de dita a 68 e 78000, di los de seda
pretos e de cores a 128e 158000 : na ra Nova, loja
n. 16, de Jos Luiz Pereira & Filho.
Vende-se um relogio de ouro patento suisso,
com tranceln) : na ra Novan. 16.
Velas de carnauba.
Vende-se cera de carnauba-do Araeflk em velas,
de superior qualidade : na ra da.Cadea do Recife
o. 34, primeiro andar.
Vende-se na taberna de Joao Baplisla d03 San-
tos Lobo, na Iravessa do-arsenal de guerra n. 1 A,
arroz de casca, milho e farinha da Ierra, sacca de al-
queire, por prer;o commodo.
Eslo-se acabando os orles de cassas france-
zas com 6 varas a 19140 cada um corle: na ra do
Crespo n. 19.
Na ra do Hortas n. 60 se dir quem Vende
uma escrava, parda, de bouita figura, de 20 annos de
idade. com uma cria de 3 annos.
Na loja do anligo baraleiro, na ra do Crespo
n. 11, tem para vender-se jogos de diccionarios de
Moraes, da quarla edicc3o, dito de latim de compo-
sirao, 1 dito de Roquete e Fnnseca, i dilo de com-
posicodo Walker, 1 dilo porluguez e inglez.l alge-
bra de Lacroix cm francez, Horacio Brande em um
sd'volume, livros martimos, collecroes de compen-
dios para meninos de primeiras leltras, Illuslrarao
ingleza, Conidio, Salusto. fbulas dcEsopo a 180O,
grammalica franceza de Burgain e .de Sevene, fbu-
la de Lafontaine, grammaticas inglezas por diversos
autores, diccionario das flores a 160, inslruccao do
direito civil brasileiro a 18000.
Vende-se qui-ijo suisso muilo superior, presun-
tos para fiambre, feijo e repolho em conservas, ero
barrilinhos pequeos, vinho francez (Saolerne), li-
cores liuos francezes, cognac, genebra de Hollanda,
conservas de todas as quididades, e mais gneros,
tudo por preco commodo: no armazem da rna da
Cruz n. 5.
Vendem-se 3 (landres grandes, proprios para
oleo ou azeile : no armazem da ra da Cruzn. 5.
Vende-sc uma prela de 30 a 35 anuos, sem
molestia alguma, bem parecida, sabe engommar, la-
var de sabao e brrela, fazer o mais servico da casa e
cozinbar o diario : ao comprador se dir o motivo
porque se vende, dirigindo-se a qualquer horado
da u ra de Joao l-eroandcs Veira, ao sabir da So-
le'dade para o Manguinho, em o slio que tem 4
lees nos porles.
Vendc-se boa manteiga ingleza a 640 e 720 a
libra, dila franceza a 500 rs. : na ra Augusta, ta-
berna de Victorino.
Vendem-se relogios de ouro e prata, mais
barato de que era qualquer outra parle :
na praca da Independencia n. 18 e 20,
Chapeos pretos francezes
a carij, os melhores e de forma mais elegante qu
tem vindo, e'oalros de diversas qualidades por me-
nos pre;o que em outra parte : na ra da Cadeia do
Recife, n. 17.
Be^oeito \ ende-se, em casa deN, O. Bieber. & C, na ra
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por prec;o commodo.
Vendem-se cm casa de Me. Calmont & Com-
panhia,na praca do Corpo,Santn. 11, o seguinte:
vinho dcMarseilleem caixas de 3a 6 diizias, linhas
em novellos ecarreleis, bren em barricas muilo
grandes, aro de railao sorlido, ferro inglez. ^
AGENCIA *.
Da Ftmdicao' Low-Moor. Rna da
Senzala nova n. 42. '!*^
Neste estabelecimento continua a lia-
ver um completo sortimento de moen-
das e nietas moendas para engenho, ma-
chinas d vapor, e tai.xas de-ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito. ,
AOS.SEHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregadb as co-
lonias inglezas e bollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
tassucar, acha-se'a venda, em lata de 10
libras, junto com o methodo; de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber di CompanJiia, na ra da
Cruz, n. 4.
SANDS.
SALSA PARRILIIA.
ATTENCAO'.
Na ra Direita n. 19, lia pata vender os gneros
seguinlcs:
Manteiga ingleza superior. 560
Amendoas descascadas. 320
Bolachinbas de araruta em latas de 6 28300
Uita ingleza. 240
Talherim, macarrao e alelria: t 280
Clin hysson muilo superior. '2J240
Dito brasileiro. 18500
Espermacete.a 900 c 72Q
Vinho do Porto engarrafado (sem casco). 640
Dito de Lisboa. 400 >
Tnucinho d Lisboa. 400- *
Tijollo de lirapir faccas. 140
Farinha de araruta. 200
De tapioca. 140
Todos estes gneros se responda pelas qualidad es
Chumbo.
Vendc-se chumbo em .barra e lenco! : rio arma-
zem de Eduardo H. Wyatt, ra do Trapiche Novo
n. 18. a, i

8 i Deposito de vinho de
igne Cliateau-Ay, primeiraqua-
M lidade, de propriedade do condi
gk de Mareuil, ra da Cruz do Re-
" cife n. 20: este vinho, o melhor
W de toda a champagne vende-
| se a56^000 r* cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rtulos
das garrafas sao azues.
i
COMPRAS.
Compra-so uma casa terrea, sendo era mas fre-
quentadas e no baro de S. Antonio, ou S. Jos :
Compra-se prata brasileira e hespa-
nhola : na rna da Cadeia do Recife n.
2i, loja de cambio.
Compram-s<; ellectivamente cobre,'
lalSo ebronzevellio : na fundrao de (er-
ra da ruado Brum n. (i, 8 e 10, passan-
do O chafan/,.
Vende-se um dicciaauriogeographico: na ra
lo Queimado, loja n. -J2^~
Vende-se na ra Direita n. 27, uma escrava,
crioula, de bonita figura, com principio de engom-
mar e cozinhar, de idade de 3 annos ; o motivo da
venda se diru ao comprador.
ATTENCAO".
Na ra do Caldeireiro n. 94, vende-so manteiga
ingleza a 720, dita a 480, alelria a 2-10, queijos no-
vos a 13410, manteiga franceza a 560 e 180, cha
muito bom a L5280 a Ubre, linguira do reino a 440,
e todos os mais gneros por' mais" barato preco do
que em outra qualquer parle, a dinheiro avista por-
que assim he preciso.
Laas escocezas.
Vendem-se laas escocezas para vestidos, fazenda
nova e de gosto, a 800 rs. o covado : na ra Nova,
loja n. 16, de Jos Luiz Pereira & Fillio.
Casemiras francezas.
Vendem-se casemiras francezas de padroes claros
e cscuros a 49000 o corle : ua ra Nova, loja n. 16,
de Jos Luiz Pereira & Filho.
Ven .le-se lio de sapateiro, bom : em.rasa deS.
P. Johnston & Companhia. ra da Sensata Nova
n. 42,
Vicente Jos de Brito, nico agente em Pernam-
buco de B. J. D. Sands, chimico americano, faz. pu-
blico qu tem chegado a esta praca uma grande por-
Cao de frascos de salsa parrilba de Sands, que sao
verdadeiramenlo falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devera acautelar os consu-
midores de tilo precioso talismn, de cahir neste
ensao, lomando as funestas consequencias que,
sempre costumam trazer os medicamentos falsifica-
dos e_elaborados pela mao daquelles, que anlepoem
seus interesses aos males e estragos da humanida'de.-
l'ortaulo pede, para que (publico se possa livrar
desta fraude e disngua a verdadeira salsa parrilba
de Sands da falsificada e recentemente aqui chega-
da ; o annunciante faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na ra da Conceigao
do Recife u. 61 ; e, alm do receituario que acom-
panha cada frasco, lem embaixo da primeiri .'pagina
seu nome impressu, e se achara sua firma em ma-
nuscriplo sobre o invollorio impresso do mesmo
traeos.
' Na ra do Vigrio n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
:sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
ebegado do Rio de Janeiro.
FARINHA DE TRIGO.
Vendc-se no armazem de Tasso Irmos, farinha de
trigo de todas as qualidades, que existem no mer-
cado.
Na ra do Vigario n. 19 primeiro andar, lem pa-
ra veuder-se chapeos de castor brancopor commodo
preco,
Acanelada Edwia Un,
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon
.di Companhia, acha-se constantemenle bous sorli-
rieritos de laixas de ferro coado e balido, lano ra-
sa" romo fundas, moendas inetiras ludas de ferro pa-
ra animacs, agoa, etc., ditas para armar em madei-
ra de lodos os tamanhose modelos os mais modernos,
machina horisonlal para vapor com forrea de
4 cavallos, coros, passadeiras de ferro estanhadd
para casa de purgar, por menos preco que os de co-
bre, csco vens para navios, ferro da Suecia, e fo-
1 lias de flandres ; tudo por barato preco.
Vendeia-se pregos armericanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos : na ra do
Trapiche Novo n. 16.
Vende-se um completo sorlimenlo de fazendas
prelas, como : panno lino preto a 39000, 45000,
5000 e 63000,. Jilo azul 3000, 45000 e 5000, ca?
sem ira prela a 25500, selira preto muilo superior a
35000 e 48000 o covado.sarja preta hespanhola 2000
25500 rs setim lavrado proprio para vestidos do se
nliorii a 23600, muitas mais fazendas de muilas quae
Hilada, por preso commodo : na ra do Crespo loja
n.6.
Velas de carnauba.
Na ra da Cruz n. 15, segundo andar, vendem-se
velas de carnauba, puras e composlas, feilas uo Ara-
caly, por menos preso do que em outra qualquer
parte.
Vendem-se cobertores brancas de algodao gran-
des, a 1*440; ditos de salpico lamhem grandes, a
15280, ditos de salpico de tpele, a 18400 : na ra do
Crespo loja n. 6.
Taixa para engenhos.
Na fundicao'. de ferrb de D. \V.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o cbafariz continua haver um
complete sortimento de tai\as de ferro
fundido e batido de 3 a 8 palrrfos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com prmptidao'
embarcm-se "bu carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vendem-se cobertores de alsodao grandes 610
r. e pequeos a 560 rs. : na ruado Crespo nume-
ro 12.
Bichas de Hamburgo.
.' No anligo deposito das bichas de Hamburgo, ra
eslreita do Rosario n. 11, vcndeni-se as melhores bi-
chas de Hamburgo aos centos e a lelalho, elambem
se alugam por menos do que em outra qualquer
parte.
RELOGIOS INGLZES DE PATENTE:
vendem-se por preijo commodo : era casa
de Barroca & Castro, na ra da Cadeia do
Recife n. 4.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, hrma,-
zem de.Henrique Gibson:
vendem-se' relogios de ouro de saboneta, de pad
te inglczes, da melhor qualidade e- fabricados
Londres, por preco commodo.
Na ra do Vigario n. 19 primeiro andar, lem
venda a superior flanella para, forro de sellins che-
gada recentemente da America.
Vende-se sola muilo boa, da melhor que
no mercado, em pequeas grandes porcoes, pell
de cabra e esleirs de palha de carnauba, chegado
tudo iiltimamenledn Aracaly: lia ra da Cadeia do
Recfe n. 49, primeiro andar.
Cera de carnauba.
Vande-sc cera de carnauba do Aracaly: na roa
da Cadeia do Recife n. 49. primeiro andar.
Vende-se om eiccllenle carrinho de rodas
mu bem construido, embom estado; est expasto ua
ra do Aragao, casa do Sr. Nesme n. 6, onde podem
os pretendentes examina-lo, e Iralar do ajuste com
o mesmo senhor cima, ou na ra da Cruz no Recita
n. 27, armazem.
PALITOS DE ALPACA FRANCEZES.
Grande sorlimenlo de palitos de alpaca e de brim:
na ruajdo Collegio n. 4, e ni ra da Cadeia do Reci-
fe n. 17 ; vendem-se por preso muito commodo.
- Moinhos de vento *
"om bombasderepuxopara regar heras e baixal
decapim,~nafundcade D. W. Bowman : na ru
do Brum ns. 6, 8el0.
VINHO DO PORTO MITO.FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barris de 4., 5. e 8.: n armazem da ra
do Azeite de Peix n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes & Companhia, na
ra do Trapiche n. 34. '
Padaria.
Vende-se ama padaria muito afregoezada: a tratar
com Tasso & Irmaos.
Aos sehores de engenho.
Cobertores escures de algodao aHOO ra., dilo mui-
to grandes e encorpados a 1JM00 : na ra de Crespo,
loja da esquina que volla para a Cadeia,.
Devoto Chtistao.
Sabio a luz a 2.a edicao do livtioho denominado
Devoto Christao.mais correcto e acresceitlado: vende-
se nicamente na livraria n. 6e 8 da prasa da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cresele um so panno, muilo grandes e
de bom gosto : vendem-se na ra do Crespo, loja da
esquina'que volla para a cadeia.
ESCRAVOS FGIDOS.
Desappareceu da cidade do Rio-Formoso um
prelo, fulo, d nome Malheus, he crioulo, estatura
alia, ainda moro, sem barba, o dedo grande de um
p mais aberto, dente limados, consta que fugio pa-
ra esta cidade seduzido; por isso Jga-se, ai autori-
dades policiaes, capitaes de campo ou a. qualquer
pessoa que delle souoer, darem parte iia*dila cidade
a seu senhor Lourenso Jos da Silva, ou oo Recife,
em casa de Fortnalo Cardoso de Gouvea, ra da
Cruz n. 60, que serao generosamente recompensa-
dos.
Antonio, moleqae, alto bem parecid< *6r
avcrraelhada, najao congo, roslo comprido e barba-
do no queixo, pescoso grosso, ps bem fettos, tetido
o dedo ndex da mao direita aleijado de um lalho, e
por isso o iraz sempre fechado, com todos- os denles,
bem ladino, ofllcial de pedreiro e pescador, levou
roupa ,de ataodao, e uma palhoea para reagnar-
djr-se da eliuvii; ha toda a probabilidadede ler sillo
seduzido por alguem; desappareceu a 12 d maio
crreme pelas 8 horas da manhAa, lendo obldo li-
cenca para levar para S. Antonio uron bandeija com
roopa : roga-se portanlo a todasas autoridades eca-
pilcs de campo, liajam de o apprehender e leva-lo
a Antonio Alves Barboza na ra de Apollo o. 30,
ou em Eira de Portas na roa dos uararapea, onde
se pagarlo todas as despezas.
Desappareceu no dia 31 de maio prximo pas-
sndo, a preta, crioula, de nome Quitea, que repre-
senta ter 30 annos de idade', pouco maisou menos,
Com qs signaes seguiiles : lem [Uta de 3 denles un
frente, secca do corpo, alta, e*um pouco carcunda ;
levou vestido de cassa amarelta j> usado a urna IrAia
de roopa : roga-se porlanto .a todas as autoridades
policiaes ecaplesde campo, que hajaaedea appre-
hender e levar orara do Corpo Santo n. 17^ que
sera bem recompensada do su trabillib.
Pera, Ty* < 4* Cr.
i, rarla.UM.

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