Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01642


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Full Text
r

ANNO XXX. N. 133.
SABBADO 10 DE JUNHO DE 1854.
Por Anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.

1
4
/.

ENCARREGADOS DA. SUBSCRIPTO'. .
Recife, o proprietario M. F. de Faria; Rio do, Ja-
neiro, oSr. Joao Pereira Martins;Bahia, o Sr. F.
Duprad; Macei, oSr. Joaquim Bernardo de Men-
Horaja ; Parahiba, o Sr. Gervazio Viclor da Nativi-
dade; Natal, oSr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ty, o Sr. Antonio deLenvMrag ; Cear, o Sr.Vi-
ctoriano AugustoBorges;Maranho, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 26 1/2, 26 3/4 d. por 1
Paris, 360 a 365 rs. .por 1 f.
Lisboa, lOOporiOO.
Rio de Janeiro, 11/2 a 2 O/o de rebate.
Acces do banco 15 O/o de premio.
k da companhia de Bcberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto deleuras a 7 1/2 a 12 0/0 (
Ouro. Oncas hespanholas. 289500 a 299000
16000
169000
99000
19930
19930
Moed de 69400 velhas.
. de 69400 novas.
de 49000. .
Prala. Pataces orasileiros ...
Peso columnaros....
mexicano...... 19800
i". I

PARTIDAS DOS"
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 2$7
Goiarina e Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
PREAMAR DE IIOJE.
Primeira s 4-horas e 30 minutos da tarde.
Segunda s 4 horas e Si'ruinutos da manha.
AUDIENCIAS.
tribunal do Commercio, segundas e quinlasfeiras.
Jlelaeao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juiro de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1-* vara do civel, segundase sextas ao meio da.
2.*.vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
mi-
EP1IEMERIDES.
Quarto crescente a 1 hora, 48
.'utos e 48 segundos da manhaa.
10 Luaeheia as 9 horas, 12 minutos e 48
segundos da tarde. j
17 Quarto minguante aos 5 minutse
48 segundos da "tarde. '
25 La nova aos 5 minutos e 48 se-
gundos da tarde.
5 Segunda. 1 .* oiuva,;S. Pacificof. S. Nicaciu.
6 Terca. 2." oitava. S. Norberto b.
7 Quarta. Tmporas jejom S. Roberto are.
8 Quinta. S. Maximiniano ab. ; S. Gildardo.
'9 Sexta. Tmporas jejum S. Pelagia v.
10 Sabbado. Tmporas jejum S. Margando.
11 Domingo da SS. Trindade, e 1. depois do
Espirito Sano.' S Bernab ap. ; S. Pariiio.
TEMOR.
RIO BE JANEIRO.
CHUMADOS SRS DEPUTADOS.
BU 18 ate malo.
Pelas tOhoras 55 minutos Ja manhaa, feita a cha-
mada e achindo-se reunido numero sufticienle de
membros, abre-se a sessao e depois de lida e appro-
vada a acia da antecedente, o 1. secretario d con (a
do seguiDte expediente :
Um oflicio do Sr. ministro da guerra
do v requerimcnio'do capiUo do estado-luainr da"
segunda ciee Joaquim Gesit de Mello Padilha com
as informarles da contadoria geral daftuerra.-A'
commissao de marinha e guerra que fez a reqov
ii?o.
Urna representacao da cmara municipal da villa
de liberaba, da provincia de Minas Geraea, pedindo
a creacao de unta nova provincia, cuja capital seja a
villa de liberaba.A' commitsao de estatistica.
Di assembla provincial de S. Pedro do Rio Uran-
--------------------------r"----------------:---------------------
Determina pois a constiluicao que durante a ses-
slo legislativa ressa exercicio de todo e qualquer
empreco que (enha o deputado ou o senador (a nao
ser o de ministro a conslhciro de Estado) ; tem por
fun manifest esta disposico que o representante paiz nica e exclusivamente cuide da gerencia do
seu mandato, nao se sobrecarregando com outros
afazeres que distraiam a sua altcucao (apoiados) ;
tem lamben por fim manifest esta disposico que
os representantes que forera empregados pblicos
sejam poslos fnra da dependencia, da subordinarao
inmediata' em que est para cora o governo o em-
"en .presido Pin eflectivo ciernen, para qac .nssim fi-
quem iuteiramente desembarazados e nao possam de
algum modo ser estorvado no exercicio do seu man-
dato.
Ora, h a questao; a presideoc.j do Banco do
Brasil he emprego que oceupe e demande toda a al-
inelo do individuo que nella seja empreado T E
demais, pelo modo por que foi ella constituida na
forma da respectiva lei est na dependencia e im-
mediala subordinarse do governo ".' Ser porlanto
a presidencia do Banco do Brasil lugar ou emprego
dedoSul. pedindo que ja do novo .narrado prazo ^ M ordem .- cs d ,ra,a Q ,
imm liniiirlapnn fias niviflts rlns rrmlnr"; ni ISdlatin
V
para liquidacau das dividas dos credores do Estado
naquella provincia.A' commissao de fazenda.
Da assembla provincial do Para, pedindo a rc-
jeicio do projecto apresentado em 18t3, que eleva
ralhegoria de provincia o territorio compreliendido
entre os rio Nhamund, Amazonas, Ocano Atln-
tico eos limites septentrionaes do imperio.A' com-
missAo de estatistica.
Da cmara municipal da villa forraos;
ratrit, comarca da 'Paranahvba da provinri de
(ioyaz, pedindo a concesso de unflerreno que fra
doado para urna capella~ha mais de 100 anuos, o que
por,falla de dispensa das leis de amorlitacao cabio
en commisso.A*eommissao de fazenda.
Da cmara municipal da cidade de S. Joao d'El-
rei, acnmpaohada de om mappa geographicoespecial
da provincia de Minaa Geraes, sobre a divisan da
sesma provincia.A' commissao de estalistica.
Um requerimento de Jos de Almeida Saldanha,
porlciro-ror desta cmara aposentado, pedindo que
em remunerarlo deseo servicos seja por sua morle
o seu ordenado revertido: em favor de sua mu I he r e
filhotA' commissao de polica.
Achare sobre a mesa, e be remeltido coru urgencia
cotumsso de consliluicao e poderes, o diploma
do Sr. Francisco Jos de Lima,'deputado pela pro-
vincia deS. Paulo.
L-see sein debate he approvada a redacrao feila
proposicao do seuado que estabelece a competencia
dos auditores de marinha para processar e julgar os
reos mencionados no art. 3 da lei n. 581 de 4 de sc-
tembro de 1850.
Silo tambem sem debate approvados os seguales
parecerse:
Benjamim FranMindeOliveira eMello allega
que nio se pode matricular no 1 anno do curso ju-
rdico de Olinda, por nao ter aylo chamado a cxaine
da nglcz, oihoo preparatorio que- lile faltara, em
consaqueacia de haverem concorrido muilos exami-
nandos nessa materia, que consumirn! antes delle o
terapo marcado para semelhante fim.
Pede, pois, ser admitlido a fazer acto do referido
1 anno, que est freqnentando, obrigandn-saa fazer
previamente a examede inglez e a aprescnlar certi-
dao de freqnencia legal das aulas daquelle anno.
O supplicante, porm, nao mostra no seu re-
qoeffmento que se houvesse apresentado opportuna-
nente pan ser examinado, o que he esseucial para
prova de sua allcgacao.
, Porlanto, a commissao dejuslruc^ap publica he
de parecer que nao tem lugar o que elle reqner.
Pato da cmara dos deputados 17 do maio de
185.A'. Octaviaito. J. J. &a Rocha. Dutra
Rocha, j
A' commissao de constiluicao e poderes foi pre-
sente o diploma do deputado pela provincia de S.
Paulo, remettido ao Sr. Dr. Francisco Jos de Lima
peta cmara municipal da capital da mesma provin-
cia, aun de com elle lomar assento na representa-
cao nacional em lugar do monsenhor Joao Jos
Vriira Ramalho, escolliido senador do imperio, e bo-
je fallecido; e a mesma commissao, altendendo que
o referido diploma se acba revestido do todas as for-
malidades legaes.e se acha conforme a acta de apu-
rarlo geral das cleiioes daquella provincia, appro-
vadas por esta augusta cmara nasessodo anno
prximo passado, he de parecer que'o dito Sr. Dr.
Francisco Jos de Lima seja reconhecido deputado e
8 da constiluicao '? Essa he a queslao.que propri-
amenle nos cumpre resolver"; e eu me proponhp a
demonstrar,que manifestamente a disposico do ar-
tigo constitucional comprehende o lugar de presi-
dente do Banco.
1 nobre inumbro da commisslo do conslituito
o parecer me parece que principal-
ijub impngnou
mente se'Yundqu .cm que o Banco dq Brasil como se
acha constituido he um estabelecimento todo parti-
cular, e que o seu presidente nao tinha funeces u
allribuies publicas, e porlanto, emboraelle fosse
da nomeacao do governo pelas verdadeiras funccSes
que desempenha naquella reparllcao toda particu-
lar, o seu carcter era tambem meramente particu-
lar, e nao era porlanto empregado pablico; snppo-
nho que he islo em substancia o que diese o nobre
governo tem de eiercer as aUribuices definidas na
lei e estalulosl 'J* *
Senhorsi, o presidente do Banco nao he senSo
um ccininissario do governo para velar naquella cor-
poriQao com o encargo de levar ao conhecimeolodo
governo loda's as oceurrencias do Banco, dando-lhe
parle de qualquer irregularidade, e aguardando a
sua definitiva decisao. li queslao de uome cha-
mar-sepresidentee nao commissario ou fiscal
como em oulro acto legislativo do mesno lempo se
denominou o preposlo ou vigia do governo nos an-
tigs Bancos do commercio e do Brasil, quandoo
governo foi autorisado conceder-lhes o empresti-
mo de 4,000:000.
He notavel, seohores, at a phrase textual das al-
tribuir,es dadas a estes funeciooartos por um e ou-
lro acto legislativo. ReSro-me aos fiscaes e com-
missarios do governo junto aos antigos Bancos do
commercio do Brasil, o ao presidente'do nosso
[Banco!
Diza lei do novo banco do Brasil: ao presidente
compele : 1, ctt ; 2, ser o orgo do banco e fazer
execular as suas d*elibera(;0es, suspen'dcndo todava
as que forem contrarias le e aos estatutos c dando
immediatamente cunta desta suspensao ao governo,
para qde delibere definitivamente.
Sustento cu que-uesta attribuico esl bem diflui-
da a funcrrio d commissario do governo para velar
kscbre rcuularidde e opcratBcs do banco. Note-
seagora o que diz o outro acto legislativo estabcle-
cendo propriamente fiscaes e commissariosdo gover-
no Junto aos antigos bancos para vigiarcm sobre a
refularidade das suas operaroes : diz a lei: Os
fiscaes ou fommissarios nomeados pelo ministro da-
fazenda serao incumbidos de inspeccionar as pera-
roes dos bancos, ede suspender qualquer deliberaran
contraria in disposicOes desla lei, dando raente conla ao governo que deliberar definitiva-
mente, j) *
Agora, Sr. presidente, fccamos applicacao da dis-
posirao do artigo cdWilucional. O individuo que
lem a tarefa 3e presidir, de vigiar a fegularidade de
um eslabelecimeuto da imporlajicia do bau
Sr. presidente, a coiulituicao poltica db imperio
serve-se de urna palavra muito vaga, muilo pouco
aaQoida; diz ser prohibido o exercicio do emprego,
;o di/, mesas emprego publico. He verdade que
onde correm os servicos os mais inleressanles ao 'como a consttuicao em outro lugar falla de ndus-
pai,j pelo que loca- regularisaco do meio cir-
At foi p artigo transcripto.ipsit rerb de um par*
oulro acto legislativo. O presidente do banco he,
deputado. 1
Invocouclle ainda mais neseu proposito alguna orlaDl 'nconlestav^lmente o commissario do go-
estabelecimentos bancaes da Europa; cilou o banco
de Franra e o de Inglaterra, etc.-; eu nao seguirei
ao nobre deputado oestes .desenvolvimeutos porque
parece-me que nSo vem muilo ao caso disentirem-se
associac/ies de banco, bastando-nos somenle tratar
do Banco do Brasil tal qual elle he para pdennos
resolver se o lugar de presidente respectivo he o lc'
nao emprego publico.
O nobre deputado assevera que o Baucn do Bra-
sil lie uiua ssociacHo toda -particular'! En, estra-
nho urna tal pninosirao, pois que a lei que o de-
cretou lie Teilura desta mesma cmara na sua sessao
do anno passado, e a oingucm pode ser desconbecido
o como foi elle decretado e o modo por que se acha
constituido. Veio aqui o nobre ex-minislro' da fa-
zenda por deliberacao propria, ex-officio, propor a
lei que determinou a crearlo dersc Banco : nao foi,
senhores, urna associaiap particular que para inle-
resses rommnns se houvesse reunido c entendido, c
depois so houvesse dirigido ao governo pcdindn-lhe,
na forma das leis do paiz, approvarao dos seus esta-
tutos.
Sr. presidente, foi oproprio governo que, atlen-
lando para as circumslancias do paiz, resolveu que
convinba decrelar-se, por bem do-Estado, de suas
linancas, e para proleccAo a todas as industrias, a
crcaro de um Banco em grande escala, destinado
a fazer operac.6es do mais subido alcance, j em re-
ferencia s linancas do Estado, j ao commercio"
ea todas as industrias.
''"E depois que essa lei proposta pelo governo foi
decretada, o que se seguio?' Vimos o. governo de
crelr os estatutos; ainda
los fizeram, elles ape-
he um Banco as-
atao de particu-
sna deliberac_5o propri
n,lo forflo os parlicnla:
as os ace[aram df"
sim constituido essa
lares que nao tem caraci
. Se passrmos a considera1
ciaes da instiluicaodeste ei
lia um verdadeiro contrato!
!
a lai
/
estvlo-.
Pagoda camarades deputados, 18de maio de
18.H.Figurita de Mello.J. A. de Miranda.
/. A. Sarait*. d
Acbando-se na sala immediata o Sr. Francisco
Jos de Lima, he introdu/.ido, presta Juramento e
tonta assento.
Continas discussaodo parecer da commissao de
constituicJo julgando'incompativeis as funeces d
deputado com as de presidente do Banco.
O Sr. Sago Lobato : Sr. presidente,, se pu-
dessemos dispensar naconsliluijao, eu nao hesitara
a dar 'o roen voto reconhecendo a compalibilidade
do exercicio de memoro desta casa com a de presi-
dente do Banco do Brasil, porque reconheco a alta
conveniencia que haveria em mauter-se no exercicio
de presidente desse Banco o nobre pepotado que tan
acertadamente foi pelo governo escolhido para pres-
tar n mais valiosos serviros nesta primeira poca de
nrganlsarao de um eslabelecimentq de tanta monta.
quanrlo lio necessario he que seja elle bem dirigido,
pertencendoem)muito ao iresidenlo organisa-lo c
imprimir-lhe a sna mais regular marcha, e pois que
reconheco no nobre deputado a ssistencia de quali-
dades que mais que muito o recommendam para es-
la commissao, assim como o recommendam i estima
de todo os homens de bem. Ja vfi V. Exc. que nao
he mcu proposito, e nem poda jamis se-lo, fazer a
menor alluslo que n5o fosse digna do carcter do
obre deputado quando proponho-me a tratar dessa
qnaslao imporlanlissima, porqoeemflm heuma.ques-
ta,constitucional Jqoe affecta altamente a dignidade
desla casa. (Apoiados. )
Se no correr do meu discurso, Sr. presiden le,
houver de tazer alguma referencia que seja directa
as circamstancias do nobre deputado, declaro since-'
ramente que nao ser senao para poder ventilar
com todo o conhecimeulo de caosa a especie sujeita,
e nao para caosar-ihe o menor dezar.
Bu entendo que a constiluicao he clara, emuito
clara a respeito da queia0 que se trata ; pareca-
me mesnio antes de Ver suscitada lat queslao, que
nao era possivel que ella 0 r0fse. {.4poiado>.) En-
tendo qua a iucompalibilidado eulre exercicio de
qualquer emprego com as fancr,^ de representante
da naci, he preceito 15o exp\,;Hainente escrinlo
na eoostituico como he elle filho d, na|0reia?aas
consas ; porque em verdade to inBorlaillc c arjua
he tarefa de legislador que nao pd aobra/ temr
po para qqe conjunetamente possa o deputado em
exercicio deserapenbar outrss func(oes, e r ,0
aeoustituirao muito sabiamente providencio asse-
curando um subsidio suflicienle aos deputados e aos
senadores, para que assim fleassem habilitados a tra-
tar exclusivamente-da gerencia dos seus mandatos
pondo de parte o exercicio de qualquer emprego
ou o maneja de qualquer industria em que se oceu-
passesn. *
No precisa e pelo seu espirl*i piuilo manifest se po
em evidencia esta incompatibilidad diz tile. {U.)
duvidadeviam muilo e muito convidar aos capita-
listas para entrar nssa empresa, a outro lado le- n0 etc. etc.
mosoemprestimo-graluilo de um capital at-dez
admittido a tomar assento, prestando o juramento do .,___.*,._ _-_ J
nul conloa ao governo para o rngale do papel
da, que actualmente faz as funcc<~-esllc numera
qual se obriga o Banco retirar da eirculaco raao
de dous mil contos cada anno. Nolc^se.-Sr, presi-
denlc.que quanto emissSode bilheles que por dis-
posico ordinaria da respectiva lei s poda chegar
al o duplo do seu fundo disponivel, ainda por au-
torisacao dada por decreto do governo podo chegar a'
muilo mais.
condicoes subslau-
ecimento vemos que
;re a adrainislrj^o do
Estado e os particulares, consliluidos accionistas, se-
gundo o qual importantes eonceejjes sao fcilas re-
ciprocamente. De um -lado hapEoncessao do pri-
vilegio de emisso de bilheles, qoWeerilo recebidos
as eslarcs publicas, ha demais isenrao do sejlo ;
saovaotageus estas de tanta importancia que sem
verno encarregado de velar sobre as operajes do
banco, dando contato governo de qualquer irregu-
laridade nas operacOHft'.e-aguardando* do mesmo go-
verno a definitiva deliherarno.
Ser feto, eenhores, urna-mera gerencia de indivi-
duo particular que trata dos seus interesas de ac-
cionsfS?e" igualmente trata dos interesses ndivi-
uaes e particularissimos dos aoeioriislas seos con-
socios ? (Apoiados.) O presidente do banco, fun-
cionario desta importancia, incumbido pel governo
( que o netneou, o sustenta e pode distilui-lo ) de
.fazer a polica daquelle esUhelecimento, de vigiar
sobre a regolaridade das operarles, de sustar aquel-
las que forem contrarias lei e aos estatutos, de dar
parle ao governo, est ou nao em contacto e subor-
dinado ao governo ? Est, ou n5o est nessa de-
pendencia e inmediata subordinaran cm que todo o
funeciouario publico cm cflectivdade de servieo se
acba para com o governo Pode a sea bcl-prazer
abandonar a sua posico, c rctirar-se sem incorrer
em responsabilidade Nao lem al obrigacao de
solicitar 1 cenca ao governo, quando Ihe sobreveuham
quaesquer impedimentos de poder continuar em
ejercicio ?
He porlanto a presidencia do banco um verdadei-
ro emprego publico, que subordina o respectivo ser-
ventnario ao governo qne, como ja pouderei, o no-
meia, o maotem e o pode destituir,- e que connu-j
ament Iho toma con tas do qne vai de menes reguJ
lar pelo banco para acudir com providente re-
medio. *
E, senhores, consideremos bem na importancia,
na tarefa. immensa que pesa obre este empregado.
Tem da^presidir a assembla geral do banco, direc-
tora ? s commisses a cujos, trabalhos julgar con-
veniente assislir.
ir-se-ha :' i A assembla geral s se rene urna
ou oulra vez extraordinariamente ; mas a direc-
tora, que por assim dizr se reuue todos os dias ; as
comraissOes que tambem se rcuncmoupodemsere-
unir^odns os dias, c mais de urna, e portanlo o pre-
sidente lem do devidir-se, tem de acudir a urna e a
i nao he urna tarefa que demande conli-
nujp^ssiduo trabalho do empregado ,a efuem est
enrSrrgaa 1 Tem tambem o presidenle de ser o
orgao do banco ; a fazer execular as s.uas delibe-
raOes, suspendendo aquellas que forem contraras
e estatutos; do se eteuder com ogover-
Asim bem se conhece o quanlo um governo, h-
bil pode edevesenir-se de um semclhaute eslabe-
lecfmeuto para acudir regularisar o meio circulante, emfim, firmar o cr-
dito publico, alm de ser tal eetabelechneto'por si
mesmo um meio cfflcac de protecsao todas as in-
dustrias que requeren) a facilMade dus cpilaes, as-
sim como cm s! mesmo he o mais seguro emprego
dos capi(acs.disponiveis.
Foi porlanto bem fundada, Sr. presidente, a gran-
de importancia que se deu desde logo a este pi
to que he boje lei, o qual merecen ser comnjemora-
do na falla do throno por occasiao da abertura do
corno jggnlalrvo \ com toda razao a elle ligavao
seu Ilustre autor aquella importancia que realmeu-"
ltfetn. A ninguem he desconbecido qqe Ilustre
ex-minislro da fazenda tinha resolvido. retirarle da
administracao, cqua^smcnle conservou-se por mais
algum lempo uella para completar esta grande obra
quedevidamedt'enteTOeu que sera um padram de
gloria para a sua administracao-! E he ,a esle esta-
belecimenlo que agora pretenderse darasacanha-
das proporres de urna mera associa^ao parlicnlnr?!
O Sr. conslhciro Joaquim Jos Rodrigues Torres
tanto se esforzara para promover a asgocic,3o d
ajgui particulares aflm de lirarcm mais vantagem
dos sen capilacs ? Nao, meua-aenlJores, grande e
directo alcance para o publico servirlem o estabe-
lecimento que foi fundado por aquelle ex-ministro.
E como, senhores, enlrou-sc na execucao deste es-
tabelecimento ssim decretado Nao foi o governo
que al deu regras sobre a maneira de se matricu-
laren), de se congregarem os accionistas ? Nao lau-
cn at sobre elles urna verdadeira finta, urna im-
posirao forrada 1 Nao Irago esle fado para dscu-
ti-lo, c muito menos para censurado ; to smante o
assgnalo couio um fado muilo significativo da in-
terferencia que o governo entende ter nesle estabe-
lecimenlo.
Que o governo nao pode ser estranhoa um tal es-
tabelecimento lodo o mundo o recoubece ; e nem os
roas exagerados sustentadores da liberdadc com-
mercial, os que apregoam como sempre malfica a
influencia do poder poderiam e se alreveram a ne-
gar toda e qualquer inlerfercncia do governo cm
um estabelecimento assim constituido.
E deque modo, senhores, poder o governo exer-
cor esta salutar interferencia '' Qual he o nexo, a
relacjo, o contacto em que est com esle eslabele-
cimenlo senno por meio do presidenle ? Nao lie o
presidenle do Banco o funeconario da sua sscolha e
inteira coufianca, e que sempre na dependencia do*
.Porlanlo, meds senhores, he fora de queslao que
nma tarefa imp*tantfssima, [arefa que dreoc-
par inleramentejatocts os momeoos do homem o
mais apio parir traf&llib. (Apoiados).'
E^enhores, potrw n'e agora urna ohserva-
Caof% peco descfp^e f&-la, porque- Ue toda
pessqal i o illoslre deputado qUe tao acertadamente
foi: noraeado para prcsidente_do banco, por acto pro-
prioji nao demonstrou a incompalbilidade do des-
empenho deste servido cem oulro qualquer ? NSo
era elle um alto fiuictionario do Estado, nSo tinffa
umapotitao rfiuito elevada no thesouro em que j
tinha servido em urna serie de*annos? E entretanto
tendo a nomeacao de presidente do banco nao re-
nunciou aquelle outro emprego, e necessariamentc
asim o deva ser, porque nem era possivel por bem
do servieo a accumulajo de ambos os empregos, e
ia nas faculdades do homem o mais robusto
^^HHEmas trabalhos dos dou tao imporlan-
os empregos 1 E entao, senhores, se o
re depulado_. rconlieceu imcompalivel,
o lhe era possel acrumular'o des-
empeuho das [unecocs ele theSSureiro geral no the-
souro, ede presdeule do banco, por idutidadede
razao, eainda por mi forca de razao tambem de-
vemos reronheccr [ainda prsceudiudo do arligo
constitucional) que u,lo he possivel a accumulaco
do exercicio de legislador em sessao, e de presidenle
tio btncu. (Jpo'ados.) A tarefa do thesourciro ge-
ral do theaouro'se limitava ao comparecimento no
thesouro s horas u> que pouco mais ou menos func-
cioua o cofpo legislativo ; liuha o illuslre deputado
por exemplo.como thesourciro de estar das 9 horas
ats,2^da tapie no thesouro : ora, cumpre notar
que realmente o lugar de thesoureiro considerado
por cerlolado era um emprego at. pouco condigno
do nobredeputado porque o trabalho desse emprego
era e'hc por as-im dizer, lodo material, nao he elle
um emprego que demandaste e requeresse serios es-
tados, nada mais be misler para o sen regular desem-
penho que a exaclidao de comparecimcnlo as horas
designadas para o respectivo servieo. Porem o de-
putado que se rene cm sessao s inesmas horas que
o thesourciro geral do thesouro nao v acabada a sua
tarefa com as horas da sessao, por ieso que tem de
estudar, tem de entrar em serias 8 aprofundadas
indagarles, de compulsar dominemos, tem de se
preparar por oulro modo ; c por certo, Sr. presi-
dente, esta tarefa he mais pensionada, cxgige um
trabalho mais aturado, trabalho que, alm das ho-
ras do comparecimento na cmara, vai muilo alm.
E, senhores, tambem o Ilustro deputado n3o r-
conlieceu pralicamente que a sua uomea(3o pelo
coverno o constitua na calegoria de empregado pu-
blico; quando levou o titulo dessa nomeacao ao sello
proporcional e ahi pagou 1009, e bem assim mais os
emolumentos devidos pela sua expediro.? E se dei-
xou de pagar os 5 por cenlo dos velhos. e uovos di-
relos foi porque se moveu dqvida, em razao de nao
ser o ordenado pago pelos cofres pblicos, devendo o
tribunal do thesouro resolve-la ; iguoro se j foi ou
oo resolvida.
culanle, e ji pelo que digrespcilo aos immensos ca-
pilacs, patrimonio de inuilissimas familias que des-
caneando na salva guarda que o governo garante aos
seus capitaes, mesmo por essa intervencao temperada
e s.1 hitar que lem naquclle estabelecimento, inter-
vencao bem definida na le>, e bem conhecida do lo-,
dos; o individuo que tem usi emprego tao pensio-
nado, que por elle osla em linmediaifl-conlacto, su-
bordinado ao governo como seu commissario quehe,
para lhe dar conla.de todos os actos do banco, de-
nunciar os que'forero.n)euos regulares, susla-los at
obler decisao definitiva do governo, ele, ele.
Sr.-presidente, este funeconario nao deve e nSo
pode ignalmente servir no banco e servir no corpo
legislativo.como dcpulado. Nao pode, porque ha
impossibitraade de servieo, visto que nao se pode re-
partr no banco c na representacao nacional;' nao
deve, porque a constituirn clara e evideulemente
Ih'o veda* nega-lhe poder continuar no exercicio do
emprego', e nega porque quer toda a sua allencao
posta na confecca'o das leis do paiz ; nega, porque
como empreado publico nao quer que elle fique
subordinado ao governo, subordinarlo sempre mais
sensiyel estando o empregado ua effectividade do ser-
vh-o, e repugnante com o carcter de representante
do paiz cm exercicio.
O que cumpre pois fazer em taos circomsta'ncias ?
Reconhecer-se e proclamar-se a verdade do preceito
constitucional tao preciso, tao terminante que, repi-
tn, me pareca que nao era possivel suseitar-se se-
nielhanle duvida. (Apoiados.)
E ser indifferenle que assim s pressas, sem maior
exame se decida que a presidencia do banco nao
coiistilue emprego publico, que o respectivo presi-
denle nao he funeconario publico ? N3o se rero-
nhercqne a illarao nucessaria c inmediata he que
fique iuteiramente o banco emanaipado de luda a
inlcrferenciado governo ? Qual ser o meio de qui-
se sirva o governo para vigiar sobre a '.cgularidade
das ajperps,do. banco;'-p0r ventora se querer
que o gyerno mandato seio dessa repartirn asna
polica ordinaria '.' Senpores, se o corpo legislativo
interpretar que a pBBBJdencia do banco nao he em-
prego publico, que o presidenle do banco nSo he
nm'fdoccionario subordinado ao governo, a directo-
ra ficar emancipada intoramenle jlgar com o direilo alude desautoraro presidente
e at de deinilti-lu 1! Ser islo mesmo mais fcil,
,mais lgico do que decidir-ac visla^da disposico do
trtigo constitucional e do que est escripto na lei
respectiva, que a presidencia do banco nao he em-
prego publico, que o presidenle do banco nSo he
funeconario subordinado aogoverno, cmOm que nao
he nem um simples empregado I I
E depois, Sr. presidenta, as uossas leis nilo esta-
tuemcousa alguma de particular a respeito da or-
dem dos funecionarios pblicos? Nao ha mais al-
guma garautia ertabelecida por lei a respeito da
responsabilidade dos empregados pblicos ? E assim
se quer desaforar o presidente do banco?! Como
actual presidenledo bancoe com oulro que tao acer-
tadamente seja nomeado, eu espero e contoque nao
se dar o caso de responsabilidade; mas, senhores,
cumpre acautelar e sustentar o bom systema da nos-
sa legislaran* desaforados,- declinar o foro qne a lei
privativamente teta aasigoado aos empregados p-
blicos he de muito alean*; mcus senhores, com-
pre que seriameule se eslude a queslao por lodos os
lados.
Concluo, senhores, repelindo a observacSo coi
que principiei meu breve discurso; deploro quo o
preceito lio terminante da consliluicao nesle caso
nos olirigue a arredar do banco ou desta casa, um
membro 13o conspicuo, til e necessario. Porm
constiluicao devenios lodo o acatamentu c inteira
obediencia, hoje mais do que nunca, porque perlen-
cemosa um nartidoquesempre leve por divisa a re-
ligUnr na guarda da consttuicao; respeila-la nos
cumpre ate emseus pontos e virgulas, nos que por
ella lemos combatido contra um partido exagerado
que ahncjava reformas destruidoras, que inv^ocava
urna constiluiule, que no entretanto no sed arrojo de
hostilidades a nos he quo constantemente lanrava a
exprobracSo de desprezarmos a eoustituirao! So-
bretodo enmpre-nos demonstrar a sinceridade de nos-
sos sentimentos, he este um empenho de honra, ns-
sim como he o nosso mais restricta dever sustentar e
defender a coustiluigao. Nos que reconhecemos
nella a ancora desalvacao da nao do Estado, os ali-
erces do grande edificio social do Brasil, havemos
iadra de calmarla, em que nao ha paixes po-
lticas qne nos turvema visla, desconheccr o genui-
no sentido de um dos seus mais claros e terminan-
tes preceitos, e com quebra da dignidade desta casa
proclamar urna decisao evideutemeute contraria
sua lettra,e espirito','!! Nao, m'eus senhores, pao he
isso possivel, a concluso do parecer da illostre com-
missao tpnforme ao preceito constitucional, de-
vemos pprova-lo.
O Sr. Jitttiniano focha-.St. presidente, a,en-
sacao produzida pelo discurso que acaba de ser pro-
ferido pel digno deputado pelo Rio de Jaueiro he
tal que 'le certo me acobardara, se, posto de lado o
que o talento do nobre deputado, o que a sua argu-
mentarlo rigorosa,' ainda quando parte de princi-
pios falsos, tem de arrebatador; se, posto de lado
ludo isto, nao podeSSe ficar esperanca de sustentar
a opiniao contrara dcdozida de principios que se
suppoem verdadeiros.
Principiartpor onde acabou o nobre deputado,
principiarei invocando o respeito constiluicao po-
ltica do imperio; foi sempre timbre do nosso par-
tido uao querer que se locasse nem nas vnolas da
coustiluirSo, eainda menos consentir qne se lhe to-
rasse com a espada da revolucao. Mas, senhores,
se levo a este ponto o meu respeito conslituica
que considero dever ser a religiSo poltica do Brasil,
Hit posso querer tambem que exageremos'muilo os
seus preceitos, pois nao quero nunca que a consli-
tuisao seja aecusada de alguns males que possa sof-
frer o-paiz. O zelo exagerado pela letra pode com-
prometieras ve/es, e o mesmo nobre depntado no
lim do seii discurso bem mostrou quanto esle zelo
exagerado eomprometteaia, pois que chegou al a
querer eslabelecer como doulrina que eram iucom-
pativeis as funcrCes de deputado com as de presiden-
ta da praca do commercio, querendo-do deputado
urna perfeita abnegfiarao de todo e qualquer em-
prego. Asiiui, por este mudo muito poucos deputa-
dos poderiam vir*aqui, porque seria necessario que
fizesserrtjaauncT completa de cuidar de seus inte-
resses, o advogado sahimlo da cmara nunca pode-
riair apresentrumadefezano jurj;o negociante nilo
poderia antes de vir para a cmara altcnder a seus
negocios; o farendeiro nao poderia escrever cartas
de ordens sobre seus negocios; o medico que tem
doeules nao poderia receilar....
(la varios apartes e exelamayes.)
O Sr. Pauta Candido:Ea receito.
O Sr. Justiniano Rocha:O resultado do prin-
cipio do nobre deputado exagerado como elle quer
exagerar seria tal que o estado em pouco lempo pa-
decera falla de 100 ou 11* servidores seus nas di-
versas escalas do servieo nacional, que se aunulla-
riam na contemplaran das necessidades legislativas.
Quando appliquei o principio rigoroso que o no-
bre deputado havia establecido a cmara como que
proleslon contra esta applica(o. A exageraran nao
he miulia, cu nao a quero, lie do nobre deputado,
foi elle que a estabeleceu.
tria, pode-so entender que entre os meios de licito
viver na sociedade, entre as diversas occopares a
constituirn considera duas graudes diviaes, a in-
dustria, e o emprego. Nolem os senhores que lodo
o homem que vive na sociedade, vive de um verda-
deiro emprego em favor sociedade: o capitalista, o
Jazendeiro, o olficial de marinha, o official do excr-
cito, o advogado, lodos sao empregados em favor da
sociedade....
(Ha apartes.) ,
A constiluicao nao falla em emprego publico, fal-
la em industria e emprego; quero proVar que a cons-
ttuicao enleudeu por industria todo e qualquer ser-
vico prestado sociedade diverso daquelle que cha-
ma emprego, isto he daquelle servieo prestado a so-
ciedade, e que he pago pela renda publica. Um o-
rador novo pouco habituado tribuna, interrompi-
do por apartes, be obrigado a dar-lhcs resposta, esta
roudemnado a naeJRer orador. Mas continuemos.
Eslabelecendo pois a ronslituiro duas classes nos
serviros que presta qualquer homem sociedade, a
industria e o emprego, a industria, cujo exercicio
pode ser simultaneo c"m as funroes de deputado,
o amprego que dever cessar emquanlo ellas durara,
cumpre verificar qual he p caracterstico dessa ditle-
renrn, e por que principio- foi ella estabelecida. A
dflerenca, Sr. presidente, existe entr a industria e
o emprego sensorio modo do pagamento dos servi-
ros prestados sociedade ; quando a sociedade col-
lectivamente remunera estes servicos com urna par-
celia do producto dos impostas, ronstilnem esses
servicos empreg'o; quando a sociedade deixa a cargo
de cada um de seus membros remunerar os servicos
medida que pessoalmeute os recebem, cssas fune-
ces consltuem industria. O mais nao sao empre-
gos nen industria, sao cargos honorficos, sao uju-
nus pblicos. -_:< /-
O nobre deputado suslentou que a consliluicao
estabeleceu a incompatiblidade do emprego com asj
fuoccCeslegislativas porque reconheceua suminaiin-
ponanciado servieo queolegislador hechamadopres
tara opaiz, a somma importante de trabalhos a que
o homem poltico mandado pelo vota ereiloral c-
mara tem de alleiidcriquelheabtorvctodo o seu lem-
po de modo que naopodc elle oceupar-se com outros
negocios de menor importancia; quiz pois a eousti-
tuirao desembarasar-uosjBe todas as occuparocafjpue
distraiam a nossa allencao, para que a nossa alten-
cao, se orcupasse s cornos trabalhos parlamentares.
Foi osle o pensamenta do nobre deputado, pensa-
menlodo qual parti para provar que sendo mtits-
simo gravosas funeces de presidente do banco, fur-
iosamente distrahiriam a sua attenrao, e lhe nao
consentiran) cabalmente preencher as funecas de
deputado.
Sr. presidenle, persuado-me que o pensamenta do
nobre deputado foi errado na inlerprctacao do peu-
sameuta da constiluicao. Se fosse, como pretende
o nobre deputado', a constiluicao o nao excluira da
incompalbilidade que estabelece os cargos de minis-
tro c do conslhciro de estado, nao poderia para o
menor excluir e para o maior reunir; pode-se ser
ministro de estado o deputado, pode-se ser conse-j
lbeiro de estado e deputado : o ministro de estado, o
conslhciro de estado tem um semana de trabalhos,
de interesses extraordinarios a que attender; entre-
tanto a eoustituicao lhe faculta que atienda a todos
esses'interesses e atienda tambem aos interesses le-
gislativos : ao mesmo passo nao quer que o empre-
gado alteada aos pequeos interesses do seu empre-
go e aos interesses legislativos.
E ainda mais: se tal fra o peusamenlb da cons-
tiluicao, ella que excluio o exercicio do emprego,
nao menos excluira o exercicio da industria, pois
aquelles nio preocupa mais do que esse a attenrao,
e n,1o mcuos empecera o trabalho legislativo.
A razao da eoustituirao he oulra ; be a razao da
dependencia, nao he a razao da importancia das
funeces: a ronslituiro nao quiz que um homem,
ao lempo que he depilado, eslivesse na dependen-
cia do governo. E qual e motivo por que a const-
tuicao assim o determinou ? Senhores, nao me re-
cord que baja disposico anloga em nenhuma ou-
lra constiluicao ; poder ser que haja, nSo me oe-
corre; qual ser pois o> motivo dessa especialidade
da nosso consliluicao '.'
Senhores, no lempo em que a constiluicao foi fei-
la, cntendia-se que-o emprego publico era proprie-
dado do empregado, e tanto- assim se entenda, que
que o recebe. E tanta he assm.qne as mesmas func-
cesvdc advocada, quando remuneradas pelo estado,
consltuem o emprego publico ; sao empregados p-
blicos os promotores. Devemospois ficar no ponto
dc.explicaco e de separacao^uuico que he estavel,
pois acba-se na consttuicao, o nao lemos oulro se-
nao nas intelligencias sempre' divepras de cada um
de nos ; so mcapreenlarem em le ou-em clara de-
duccao de lei outro caracterstico do empregado pu-
blico, c esse caracterstico existir n'oTiresidente do
banco, reconhecerei que a coosliluirao condemna
uestes ou 5 mezes i n ten ni d n$ e cssas importantes
funeces.
E, Sr. presidenle, permilta-mc V. Exc. terminar
com urna pequea observarao. O banco, cojas im-
portantes funeces o nobre depntado com tanta cla-
reza c tanta luz acaba de desenvolver, o banco de
cujas primeiras operaces pende em grande parle a
prosperidade do paiz, porque podem, se trausvia-
das, Irazer grande} desordem como, se bem'dirigi-
das, muito nos auxilarem, nao s no systema de
crdito publico e particular,'- como no melhoramen-
to e na firmeza do nosso meio circulante, o banco
principia a sua existencia.
Senhores, nao ha ninguem aqu na casa que nao
saiha qual o inconveniente djs interinidades, qual o
inconveniente do provisorio ; nao he o simples en-
torpecmento, sera muilo favor se o provisorio ti-
vesse smenle por defeito o entorpecer o andamen-
to dos uogocios ; dcveriamoi dar gracas a Dos,
porque seria apenas orna demora de l ou 5 mezes
na prosperdade, seria talvez uma*ou outra*.pppor-
tunidade perdida ; he mal grave, pocni nSo irreme-
diavel ; infelizmente o provisorio lie muitas vezes a
marcha errada, be o fazer para obrigara'desfazer...
O Sr. Brandao da um aparte.
O Sr. Justiniano Rocha: Nao quero fazer
queslao pessoal, pelo amor de Dos ; nSo sei se o
vire-presidente he capaz ou nao.
O Sr. Brandao : Crcio que seria,
OSr. Justiniano Rocha : Seja-o embora, seja
mesmo ptimo ; o que smente digo he que a inte-:
riuidadp,.spor ser internidade, he m, e sobreto-
do be io n'um estabelecimento dessa ordeni, n'um
cmara lera de proceder, em semelhante queslao sem
a menor relac.aopara com seus talentos e reconhecida
capacidade. .,.
Se en por ventura enlendesse que, sustentando o
meu parecer com toda a independencia de que tenho
dado provas em outras occasies,incoreria no desagrado
de quem eu nao desejasse offender ; se eu enteudesse
que contrariara as vistas do ministerio, que aislo
fizesse consentir urna questao ministerial; se me pa-
recesse emfim que iria de encontr s preleurcs
o desejos de um ou outro membro do ministerio,
confesio francamente que me nao empenhsria na
queslao sobre um terreno, onde s leria de talar com
inimigos poderosos sem a menor vantagem para o
publico.
Tenho para mim que o interesse queba de dirigir
a cada um dos membros desla angosta casa na decisao
que he chamada a proferir ser paulado pelos mes-
mns elementos que Ilustrara a miuha consciencia,
mo he, o empenha mais decidido, o zelo mais acri-
solado em resolver um ponto de tanta importancia e
gravdade, de modo que se salven) as disposises
conslitucionaes, e se firmem precedentes razoaveis,
que venham a ser respeitados no futuro em cases se-
melhaules. (Apoiados.)
O nobredeputado peloMaranhao diste que lhe era
'ndilTerenle toda e qnalquer soluc^o, e assim o deve-
ria de ser, porquanto s, se trata nesta instante de
urna questao superior a todo, qual he a applicacao
de um dogma constitucional, cujo trinmpho deve de
fazer calar todas e quaesquer outras conveniencias.
Se deseo questao das conveniencias lie porque para
esse terreno foi de algum modo provocado pelo nobre
deputado por Minas qoe concluio ha pouco a segun-
da parte de seu discorso recorrendo a argumentas
deduzidos de provisorio e da permanencia das cousas.
Com isso me oceuparei daqui pouco.
Sr. presidente, eu entendo que, para cabalmente
responder aos nobres deputados, que sehaoempe-
nhado pela rejeicao do parecer da matara, me basti-
ra referir algum dos trechos de seus discursos. Os
nobres deputados, ao mesmo passo que se esforcjaram
por proclamar o principio da compalibilidade dos
dous lugares e a nalureza toda especial e particular
estabclccmculo montado outro dia, n'um eslabete-i do lugar do presidenta do Banco, nao fizeram mais
um cmpregado.de commissao demtlido achou na
corte um juiz que lhe tomasse Um protesto por per-
dase damnos, o o mandasse intimar ao ministro que
iiavia dado a demissao. 4flf"
Nasjdas de entao, cm que se via lula pefciann-
te do povo, e'prtanlo do seu represcnlante cora o
poder, dizia-se Nao basta que o deputado, em-
pregado publico, tenha a garanta da propriedade do
seu emprego contra as iras miuisleriaes ; cumpre
que o emprego nao seja para ellevmcio do arrcda-lo
da cmara. Entao receiava-se que o deputado que
sendo empregado publico desgostasse ao "governo,
pudess^ ser coagido, pela dependencia do emprego,
a sabir da cmara para ir exerporo emprego. lima
das preocupaces da nossa consliluicao foi esta, de
querer premunir a independencia do deputado, em-
pregado publico,contra a accao qu o governo podia
exercer sobre elle.
Dessa' preocupaQao acharemos vestidos em diver-
sos outros, especialmente no que dispon que o de-
putado nao seja coagido a exercer seu emprego, que
isto obste que esteja presenta nas sesses ordinarias
ou extraordinarias ; oulro vestigio temos- no artigo
que determina que em caso nenhumo deputado saia
em commissao do governo sem liceura da cmara.
Ileconhccendo eu este pensamenta. do qual di-
mana 0 arligo CjOOStilucional com que nos oceupa-
mos, reconhecendo o embaraco que urna intelligen-
cia por demais rigorosa iria crear, entendo, Sr.
presidente, que essa dnutrna deve ser observada na
sua.verdadeira disposiro. Nao querere sophismar,
nao querere dizer que, como poder haver incon-
veniente na observancia da eoustituicao, nao se ob-
serve ; nfo, enleudamo-la : e obsrvenlo la a o em-
pregado publico nao poije exercer as suas'functes se
nao forado lempo legislativo. Mas entao temos de
fixar bem o que he empregado publico.
Vozes: Essa he a questao.
O Sr. Justiniano Rocha: O emprogado publico
-iM. i aquelle que tem urna nomeacao do governo para
um acta qualquer ; e s a nomeacao do governo ?
Evidentemente uao ; heindispensavel mais requisi-
tos para transformar uioa funecao qualquer em em-
prego publico. Indagucin-se quanto se quizer os
caracteres das fuucces, multipliquem-se dslincges,
cm falta de lei quo Uxe o sentido das palavras, nao
tereraos remedio senao voltar difTerenra que a
rouslitiiico faz, a dllrenca nica que exista : in-
dustria emprego. O que he industria na Unguagcm
constitucional'.' he o que lao he emprego : o que he
emprego? lie o que nao he industria. Ora, a razao
dir sempre que he no modo de i cmuuerarao dos
servicos prestados sociedade, que esta a difTerenra
eulre emprego e a industria.
Urna bypoihese : o servir-o do advogado coustituc
emprego publico ? Nao ,- he um emprego particu-
lar ; na phrase da constiluicao he urna imbuira.
Mas porque 1 porque o seu servieo nao he retribuido
pelo estado, he retribuido direclaroeule pur aquelle
cimento''que se boje lie imporlaulissrao, innito
mais importante, se fr hoje bem dirigido, devela
ser para o futuro.. .-
O Sr. Nebias : Por conseguinte he iucompa-
livel.
'O Sr. Justiniano Rocha : Se fosse clara a in-
compalbilidade, eu ira por ella; mas, desde qu
nao he inuitissiuio clara, desde que o muco lirrjile
de scnarac3o entre industria e emprego he esse que
ndrquei, lia de deixar o Ilustre deputado que aca-
ba de sentar-sc, que cu nao parlilhe a sua to pro-
funda ceiviccao, que se espanta ile que haja opiniao
cm contrario.
Senhores, o proprio de todas as convicc/iesJie sor-
prender-nos quo baja opiniao cm conlrarta ; be o
proprio de toda sciencia sorprender-nos que baja
ignorancia. Pois eu que sei, posso coiupiehcuder
que tos nao saibais ?
O Sr. Sayiio Lobato : Supponho que he prova
de boa f.
O Sr. Justiniano Rocha : He prova da convic-
flao ; he o caminhoda intolerancia e leva immedia-
lamenle ao coge entrare, u inquisirao ; nao posso
comprebender como uao vedes ista qie he lao cla-
ro ? ipauos sao assim ;
uns olham para esle lado da questao, e outros olham
para aquelle lado, e lodos tem opiuiCes muilo fir-
mes, embora em contrario. Eu raconheci toda for-
ra da argumeutarao do nobre deputado, quasi que
eonvenceu-me ; mas, quando chegou a tirar as con-
sequencias finaes, dcsmaachou todo quanto havia
firmado cm mea espirita, visto que quiz provar que
nao devenios ter oulra pecupacao hoje sena ernbe-
bermo-iios n contemplaran das necessidades publi-
cas, e na medilacao dos objectos da ordem do dja.
O Sr. Sayo Lobato '. Assim se fazia nos tem-
pes primitivos de enthusiasmo e f poltica nas ins-
tituirles, t:
O Sr. Jistiniano,-Rocna: Infelizmente, quan-
do fe quer apurar muito as virtudes, as dedicarOes,
chega-se a nao ter nenhuma, e duvido da existencia
dos lempos a que allude o nobre detallado.
O nobre deputado trouxf.aiuda um argumento
para provar, que a convierto do Sr. Sem6? acori-
viccao geral he que o emprego he publico, tanto
que esse scnbor foi pagar os impostas ahncxos a em^
pregos pblicos...
O Sr. Sayao Lobato : O nao poder accumilar.
O Sr. Justiniano Rocha Do .que disse o
deputado a concluso nica lie, que o Sr. Serra sa-
nia que podia-se estar em duvidas, por isso que foi
pagar os impostas e l nao quizeram receber. ">
T*0 Sr. Sayo Lobato He o contrario, l qu$
zeram.
Jj)Sr. Justiniano Rocha: O nobredeputado dis-
se que ainda nao se tinha decidido a questao.
JO Sr. Sayao Lobato : Foi para o thesouro de-
cidir.-
*~. O Sr. Justiniano Rocha: O thesouro j de-
cidi ?
. O Sr. Sayao Lobato : Nao sei.^
O Sr. Justiniano Rocha : Porlanto, o que le-
mos hq urna duvida. Nao podo poisiervir de argu-
mento esse passo dado no thesouro senao para pro-
var um estado de duvida, estado de duvida que com
nossos votos ha de cessar ; mas que-nao pode servir
para determinar o nosso voto.'
En sinlo profundamente votar omra o parecer da
commissao.
O Sr. .Miranda :Sr. presidente, nao posso dei-
xaVde inlcrcssar-me na discussao, snslentando.com
toda a Icaldade e independencia o pensamento que
emilti no parecer da commissao de cqpstilnicao e
poderes ; c aproveito a occasiao para declarar V.
Exc. que o faro sem consderarao alguma pessoalou
individual. _
O nobre deputado, digno e illuslre presidente do
Bauco do Brasil, allndindo a consideracoes indivi-
duaes, 0 pedindo a esta augusta cmara queprofira
a sua decisao sem dependencia ou celaran para com
essiis considerases, me iiupoe o dever de declarar
que de nenhum oulro modo proced ; e nem jamis
me demoverei daquillo que em minha consciencia
julgar mais justa, e mais couseulaueo aos interesses
pblicos. 4, *.
O nobre presidente do Banco, muilo antes de me
haver esta augusta cmara hoorado com seus votas
para fazer parte da commissao de.poderes, sabia qual
era a miuha maneira de sentir a respeito da materia
que oosoecupa. Eu francamente lhe disse que era
de opiniao,quehaviaincompatibilidadeenlreas fuoc-
rocs de presidente do Banco o o exercicio du cargo de.
deputado; o al lhe disse que se elle podia usar da
sua influencia para me' arredar da commissao du
consliluicao e poderes o fizesse, porquanto, so culi-
vesse de fazer parle della. meu voto seria no seutido
que lhe iudicava.
Eo nao tenho para com o Sr. presidente do Banco,
digno deputado pelo Maranhao, senao razes pata
respeila-lo e cslima-lo, sou seu amigo c disto me
prezo. O convite, pois, que o nobre presidenle do
Bauco fez a esta augusta cmara para deliberar sem
retacan nem cousideracao a pessoas, entendo eu que
nao 'me podia dizer respeilo. Se porm esse convite
leude a supplicar i casa qu julgue sem atleucao a
seus uierecimentus pessoaes,que todo o muudo reco-
ubece e preza, entao a sua supplica me autorisa tara-
do que demonstrar con toda, a evidencia a inoom-
paiibilidade desses lugares e o carcter publico e
todo official de semelhante emprego.
O nobre deputado pelo Maranhao porm comer.ou
dizendo :
Senhores, a lei de S de julho do anno passado
creando o cargo de presidenta dc-Bauco do Brasil es-
tabeleceu sem duvida urna enlidade nova na prdem
administrativa sera nenhum nexo, sem nenhoma re-
larao ou semelbanca com outra at entao existente.
E sempre que tralou de ssu posipo de Banco do
Brasil deu a, essa posirao o cargo.' '
Ser possivelqne, segundo as nossas leis, segando
os nossos institatosi administrativos, se possa riar o
titulo, o carcter de cargo de ordem administrativa a
um emprego; af ama occpac3o meramente particu-
lar ? Nao se v, nao se dedgz daqui, que os nob're-s
denotados, ao passo que qnizeram combaler o prin-
cipio da incompalbilidade demonslraram muito ao
contrario a sua justica e conslitucionalidade ? Ex
labundantia cordi os oquitur.
Elles desempenharam o papel que cm outros lem-
pos desempenhava aquelle que, querendo demons-
trar a inulilidade da eloquencia e da rhelorica, vio-
se obrigado para isso a lecer um discurso cheio de
eloquedcia e matizado de flores da rhelorica. Ao
puso que as palavrasdos nobres deputados diziam
sim, seus acenos,seus raciocinios, seus exteriores pa-
reciam dizer nao. Pretenderam demonstrar qne o
cargo de presidenle do banco ra um encargo mera-
mente particular, mas seus phraseados, seus peusa-
mentos revelados a par de suas argumentarles, pa-
reciam demonstrar perfeitamente o contrario de suas
palavras. Refiro-^ne aos discursos dos nobres de-
putados...
O Sr. Saraiva da um aparte.
O Sr. Miranda: Refiro-mo aos discursos de
todos os nobres deputados que oraram. Digo que ao
passo queuelles se empenharam por demonstrar que
o lugar de presidenle Jo banco era cargo particular,
seus pensamcnlos, suasphrases, seus exteriores pa-
recan) demonstrar que suas conviccOes eram cm
seotidoopposlo.
05r..Sarafc(r':-*lle isso o que o nobredeputado
n3o tem direito de dizer._ ** -
O Sr.- Miranda: Eu nao estabeleco a proposi-
to do qoe alsuiii dos nobres deputados quo susten-
taram o parecer em minora, se encrregra de sus-
tentar urna opiniao contraria sua consciencia, nao
estabeleco islo ; o nobre deputado sabe que sou o
prmeiro a respeilar suas convicc,0es. Quando nos
reunimos, os tres membros da commissao, para dis-
cutidnos sobre a questao, o nobre deputado fez-me
a honra de dizer que a simples lei tura do nosso pa-
recer o liuha impressiouado, e pareca demove-lo
de sua opiniao. l.embre-se de que entao e lhe dis-
se : Bem, seguuda-fcira laaremos o parecer, que
V. Exc. assignar, se ainda continuaren! as impres-
ss de hoje. Se, porm, persistir em sua antiga
opiniaoi lavrar seu parecer em separado.
O Sr. Saraha: .da um aparte que nao ou-
arimos.
' O Sr. Miranda: O-nobre deputado deelarou
honlem que confessava, que a leitura do nosso pare-
cer, isto he, as razoes dos dous membros da com-
missao pareciam te-lo demovid de suas primeiras
ideas no momento. Cada um denos portento,sus-
tentan a sua cooviccao. Se,alguerorespeitou as;
convirres dos seus collegas, esse alguem nio r Jia
deixar de ser eu.>_
Continuo pois dizer que, ao passo que os nobres
deputados empregam todos os seus esforcos na de-
iiinnslrarao do parecer em minora, parece que ama
convicrao contraria resalta de seas discursos, de seus
raciocinios e de suas ideas ; e permita o nobre de-
putado a quem agora me refiro que, usando de urna
expressao com que honlem honrara o nosso parecer,
lhe diga que essa couvicco resalta tambem da ne-
nhuma importancia de seus argumentas, e da sem
razio com que susleul/f ) opiuio contraria.
Dzia eu, Sr.esidenle, que nao sabia o que era
urna enlidade existente na escala do direito adminis-
Iralivoguetivesse ao mesmo lempo um carcter iu-
teiramente utrticular ; dizia que o nobre deputado
pelo Maranhao exprimindoe assim, conlrariava a
opiniao qae pretenda fazer triumpbar. Agora digo
mais. que a mesma confusilo de principios mostrou o
nobre depntado pela Baha, o qual, ao mesmo lem-
po que se empenhava pelo triumpho de anas ideas,
recorria a expressoes que as contreriavam.
O Sr. Saraisa : Era de deputado novo, ca-
loiro !...
O .Sr. Miranda : Por esse modo nunca pode-
i amos argumentar entao ea nio poderia argumen-
tar com um Sr. deputado que se quizesse dizer ra-
loiro, e tambem nenhum que como lal se conside-
raste poderia argumentar com outro, que merecesse
o epilhelo de veterano 1
O Sr. SaraicaiXi um aparte.
O Sr. Aziranila: O nobre deputido nao disse
s palavras,expeudeuargumentos, raciocinou, disse:
O Sr. presidenledo banco nao exerce funccGes go-
vernameulacs ; be isto ou nSo urna proposicao ?
O Sr. presidente do banco he apenas... (Ha um
aparte.) Eu tomei notas, invoco o testemnnho da
(femara. O Sr. presidente do banco, disse o no-
bre deputado, representa per accidens interesses go-
bcni, nao pedir, mas
ma.
dizer que sera duvida a veruamentaes; o Sr. presidenle do banco he, apenas
"".


p*wr""""-
DIARIO OE PERMMBUCO, SABBADO 10 DE JUNHO DE 1854.
um empregado do governo, o Sr. presidente do ban-
co he milis nrn empregado particular do que publi-
co. Sao quatro propoieScs uiui dislinclas o claras,
que nao se pode tomar como desvos, que se podesse
porveulura dehar appariccr no correr da discussao...
O Sr. Sardina : Nao argumente com palavras
destacadas, atienda o todo do meu discurso...
O Sr. Miranda: Entao nao argumenlarci mais I
Invoco o testeinuuho de todos que ouvirath o sobre
deputado. Se faram esta* w ra/.oes que o Ilustre
niembro empregou pira fazer triumphar o leu pa-
recer, porque naome servirci eu dallas tambora pa-
ra sustentar a miaha opiuiao ? O que quer dizir
nao exercer fuuccSo goveruamenlal ?...
O Sr. Saraica : Missao governamental.
O Sr. Miranda: Aceito a rdaerao, e tomo
mesmo a Hberdade'de Iraduzlr lorias as suas quatro
proposijoes por ot'outra : Nao eierco missao ro-
vernarneutal. o
O Sr. Saraica da um aparte mais longo, que nao
podemos tomar.
O Sr. Miranda: O brisado pela licao O no-
bre deputado reduzio todo o sen discurso iveja se
concorda aora isto) a dous pontos capitaes : argu-
menlou com as leis e estatutos das naques e bancos
eatrangeiro ; argumentou depois com a qalidade
de presidente do banco do Brasil, sendo esta a oeca-
siao em que etUbeleceu enlo suas proposites fun-
dimentao, econrluio dizendoque o nico argumen-
to que poda ter algum valor na serie de todos a-
quelles que eu tioha empregado, era o da nomeaco
do presidente do banco feitapelo governo...
O Sr. Saraica d um aparte.
O Sr. Miranda: Sea discussao continua at-
sim, se o nobre deputado renega tudo quanto disse,
eu me calarei, porque nada terei a combaler...
O Sr. Saraica d oulro aparte.
O Sr. Miranda : Entao a cmara, que silen-
ciosa nos ouve e nosjalga, como n3o me obriza a
recuar na insistencia deslas ideas ? 'Como parece ao
contrario, pelo seu silencio, autorisar-me a que con-
tinu ?
Voz* : Continu, continu.
O Sr. Miranda : Mandara que eu continu, e
obedecendo proseguir'.
(Ha um aparte.)
ciacs. Se se analysarcm as attribuicoes do presi-
dente do Banco ver-se-ba que sao ellas de duas es-
pecies bein diflerentes. Urnas sao meramente filtras
dosestatulos, oulres nasccm da lei. Estas seriare
sempre exercidas apezar de tudo, e nao obstante
mesmo nao serem incluidas uellos. Diz o art. 2" da
ici: O Banco ter um presidente nomcado pelo
imperador den (re os accionistas qua possuirem 50 ou
maisacrSes, e compttir-lhe-ha, alm das fonecoes
(N. B.) que forem designadas nos estatutos: 1,
presidir i ussembla geral; i directora e s com-
miso a rujo traballio julgMryeonvcnicnte assisllr:
2", ser orgao do llanco, e fuer exeeutar suas deli-
ba'racoes, suspendendo todava as que forem contra-
en lei ou aos estatutos.
Estas attribuiges, que foram positivamente mar-
cadas na lei para quo fossem ejercidas pelo presi-
dente do Banco desgoam muito claramente o carc-
ter de semelhanto empregado. Bem se v6 que nao
podem ser ellas exercidas seno por aqoelle que re-
cebesse do governo a prerogatva de suspender as dis-
posicCes da directora, Nao lia pois quem possa
considerar as funcres de um tal homem como fun-
cora de particular.
Se porlanto, Sr. presdanlo, jiao podem deixar de
ser considerados empregados pblicos todos os indi-
viduos revestidos do carcter publico que acabo de
mencionar; se a pardellesse aprsenla o Sr. presi-
dente do Banco anda mais caracterizado, em jiosi-
So mais elevada; se essa poirao Ihe iatce de nma
nomeaco de imperador, em virlude d lei; se essa
nomeaco he acoropanhada 'de importantissmas at-
IribuirSes que na lei *e marram; se entre essasde-
liberarles apparece a -jiirisdiccao, o poder de sus-
pender as allribuices da directora; se os actos que
elle exerce se acham cm complcla dependencia, cor-
respondencia retaceo com um poder poltico do
oslado,, qual he o poder executvo; he inquoliona-
vel o dever-se concluir que a cmara nao pode con-
sentir que umdosseus membros exeroa semelhantes al-
Iribuicoes ao mesmo lempo que as funcroes de le-
gislador, porque ttes altribuirr.es nao olio a par da
elevada posicao em que se acham os membros da c-
mara dos Srs. depotadoe, porque essas funecoes nao
se acham em contacto e relarao com as do legisla-
dor, como succede com os cargos de conselheiro de
O Sr. Miranda : Se o nobre deputado conti- 'estado ou de ministro, nicos que o art. 32 da cons-
nua a contrariar-mc, eu em ultimo recurso appella-
rei para as notas tacfcjgraphicas, e appellarei j e no
momete I Qocira aceitar para j o desafio, e entao
ver-se-ba quem de nos tem razao...
O-Sr. Saraica : Com palavras destacadas pde-
se perceber assim.
O Sr. 'Miranda : Euno eoolinuarei, Sr. pre-
sidente, a responder ao nobre depnlado pela Baha.
I.imilar-me-hei pois a dar urna breve resposta, quer
aoSr. conselheiro Serra, quer as argumenlarocs que
foram boje aprcsenladM pelo nobre depnlado por
Minas Gene*.
O nobre deputado pelo Haranhio invocou para
cemprovar a saa opioias, as inililuirScs administra-
tivas e os estatutos dos bancos de algumas nacSes es-
tranhat. A semelhante respeilo compre-me fazer
duas ligeiras observaedo ral." he, que a quesillo
verlenle ha de ser decidida face da nossa lei fun-
damental e as soasas instiluioSes patrias, e nao com
o que se pratira em as nacSes estranhas. (Apena-
dos.) He a 2. que, se as leis das naces.* estran-
ceiras tiTessem de servir oestes circumstancias, deve-
ria eeirrerT>or conta dos nobres deputados citar essas
leis, as conslituicTiea destes paizes, assim como os
institutos orgnicos desSes bancos, alira de poder-nos
mostrar, se nesses paizes os presidentes dos bancos
sanea nao empregados pblicos...
O Sr. Branden: Em Franca desde 1806 que
o presdante do" banco he empregado publico.
O Sr. Miranda : Eu tambera tenhe livros e
tarnbem tenbo estudado a historia dos bancos eslran-
geiros, podendo por conscguinte acomnanhar aos no-
bres deputados na historia de semerhaoto institui-
eoes, quer em Londres, quer em Franca, quer na
Blgica, aos Eslados-Unidos, Bostn, Austria etc.
faites ha onde, como a Franca c a Austria, o. presi-
dente do banco he considerado empregado publico.
O mesmo succede ao presidente da compinliii das
Indias Orientan. Se, porm, em outros paizes, co-
mo nos Estados-Unidos, essa entidade nao he como
tal. considerada, procede riso de que o governo se
contenta com a nomeaco de um ou mais. directores
Tle soa confiaura. Nos Estados em que isso succede
os presidentes dos bancos nao eiercem a funrean
ou missao da qne se acha o do nosso banco encarre-
gado. Ahi saoelles unssimplices inspectores sem
auloridade, sBo nns denunciadores apenas, que le-
vara ao conhecmento de seus govecuos as delibcra-
:es das respectivas directoras, para que elle re-
solvam como entenderem.'
Sinto muito qne nenhum dos nobres depotados
que nos houraram com sua impngaaelo no parecer
se reeolvesse a descer analyse dasnosas arguman-,
tacaes; nma so dessas argumenUeOes nao foi consi-
derada credora da urna resposta, a nada se attendeu,
dizedo-sc noicameote ^ne nossos raciocinios nao
mereciam importancia 1 Que tazar em taes circums-
tancias?
malisou ouvir o nobre deputado pela
provincia de Minas encarar hi oouco o art. 32 da
constiluicao por ama maneira tao ealranh, tao sin-
galarl Muilo me admirei deouvir dizer, que o u-
nico carcter especial que distingoc um empregado
publico de um fonctioaario particular, era a indem-
nisacaj do seu serviro, quer sefizesse ella com o em-
prego de capitaes, quer com o producto de imposi-
jo I Oesconlieci nesse arrazoar do meo prezado
amigo aqoelle dislinclo eicriptor, o Iliterato rico de
capacidades e de talentos que lodos lhe reconhecem I
Pobs deve de ser considerado nm empregado pu-
blico o homem que recebo, u ordenado do thesou-
ro 11 He isso possivel'.' (Apotadot.) Pois ei mem'
oros da cmara municipal, os delegados, subdelega-
dos, juizes de paz, collecloresJOscaes, notarios pbli-
cos, jurado, inspectores de qnarteirao, os mesmos
ofllciaes de justiea e pedestres da polica nao serao
empregados pblicos ? capolado.) Nao estio esses
homens snjeilos a um processo perante um juzo
privilegiado, qnal o de direilo ?
O jurado, que nao tem se nao onus e mullas a
solfrer, nao se considerara empregado publico, a nao
tem al qae responder perante um juizo especial
por actos pralicados no exercirio de saa func{0es?
Acaso esses homens recebem indemnisa;ao dos co-
fre pblicos ? Osofliciaesda'gnarda nacional serao
liluijao excepta. {Apoiados.)
O obre deputado pela previncia de Minas Ge-
raes trouxe-nosanda em sea discurso ama quesUo
de conveniencia. Concordo absolutamente em que
os serviros do nosso Ulustre collega pelo Maranho
sejam indispensaveis na administraran do Banco,
convenho em que pela sua illustrarao, pela sua alta
cjpacidde se torne necessaria a sua presenca no
estabelecimento do Banco ; so assim he, de duas
urna, ou nos, se temos poder para tanto, dispense-
mn-lo do exercer as fim^cOes de deputado, ou entao
discOtaaos antesdo ludo urna oulra questao, c be
se as conveniencias provenientes de um servico de-
vem fazer calar as conveniencias constilucionaes,
islo he* conveniencia de respeitar e exeeutar a
constiluicao. Ser conveniente fazer calar as con-
veniencias constilucionaes por conveniencias do ser-
vico secundario, dcsconhecendo o que se acha ex-
presso na mesma constituir ? Esta he qbe be a
questao, c creio que ninguem se encarregar, nem
mesmo o nobre deputado so quiz encarregar (tao
odiosa he ella !) dea discutir e desenvolver. Quem
Se animara a lauto para fazer triumphar urna con-
veniencia do momento ?
O Sr. Jutliniano Rocha : En nao disse tal.
O Sr. Miranda : O nobre depnlado nao o dis-
se, ao contraro fiz-lhc a justiea de acreditar e dzer
que achou tao espinhosa a qoeslao, qne tendo esla-
belecido o ponto nao quiz doscnvolv-lo, porque
vio que era contrario quillo que se acha expressa-
menlp determinado no artigo constitucional.
Um oulro argumento empregou a commissao em
o seu parecer, a que tambem s nao den resposta, e
he que, alm da ncompalibilidade que nasce do di-
reilo. lia urna oulra que resulta do faci. Entende-
mos que uao lis possivel ao Sr. presidente do Bau-
co exercer no estabelecimento os seus deveres como
he para desejar e esperar de um homem em que se
deve de reunir grande sonnna-de instrucco e ca-
pacidade (lal he a importancia do serviro que se exi-
lie no Bauco.) e ao mesmo lempo funecionar nesla
casa como deputado. Memoro de.urna das com-
miasSes mais ^importantes desta cmara, qual he a
doorcameuto, por milita que seja a capacidade do
nobre depnlado pelo-Maranhao; elle nao pode acu-
dir as suasobrigaces nesta casa, e ao mesmo lempo
preencher no Banco assuas attribuic^es como presi-
dente. E nao me digam qne hoje, com umainfrac-
rso ou modificaco do regulamento do Banco, elle
possa em uma'hora que nao seja-a das qoe esiao mar-
eadas, ir all exercer as -anas fnncjOas, porque isso
seria irregular. Nao me digam tambem'que elle
nao aecumnlar o ordenado. O men pensemenlo he
mnlwmais elevado, 5o qnestiono sobre este ponto
laoimportante, e ao mesmo passo tSo quesdonadn,
por amor da accumulasao dos vencimentos, mas sim
e i por amor da fiel execn^o do qoe se acha dispos-
lo na constiluicao do Estado. Esta, deve de ser a
minha linguagem, visto que na qalidade de mem-
bro da commissaode constituirlo e poderes, nao de-
vo de fallar cmara seno com toda a ealdade.
He*por cs|a razio qne eu sempre entend que o no-
bre l'secreUrio como membro desta casa nao poda,
mesmo sem receber retribuioio alguma pecuniaria,
irexercero lugar de lenta da escola de medicina;
he por esta mesma razao qne enlcndo que um paro-
eho ou^iin JUspo nao pode exercer as func^Ses do
ru ministerio .cumulativamente com as funecoes de
deputado, embora renuncie o ordenado ou a grati-
ricac^o^inarcada na Ui; nao me importam as conse-
j, o qsw.mc importa he o exerricio, o que
qneto he qne noae acumule o exerricio de qual-
>com asaltas funcres de membro des-
violarao do preceilo consliluciunal.
Tenho concluido. (Apoiados.)
O Sr. Sarai\a: Sr. presidente, cu desojara
nao continuar nesta Vliscasso, porque ella tem lo-
nado algnra carcter de parsonalidade. Digo que
tem tomado algum carcter de personalidade, por- -
que os nobres i-
recer da commissao
tal, que aqneJles que tem de fallar contra o parawr
deyem achar-se muito embaracados para proseguir
a discusSo.
Sr. presidente, o nobre deputado que fallou tn
prirneiro lagar, priocipiou o sen discurso dizeudo
quo se admirava de que uonvesse um homem, urna
porveotnra empregados particulares ? Nao seria lain- pessoa, que pudesso ter urna opiniao contraria qucl-
bean mal consenlanco com a raza e cota a hermer la que viuha defender perante a cmara.
neutiea que, em logar de interpretar restringindo,
como fez o obre depnlado, o art, 32 da cooslitui-
co, o interpretasse no sentido genrico e arpio em
que he concebido de modo a nao excluir empregado
algum, mas a comprehender todos, como realmen-
te he, e s ded/ii obviamente da ltetra e espirito da
lei?
No parecer da commissao, cilou-se um laclo, um
precedente, ama determinarlo do v^overno, que se
nio reselve de frente a questao, ao menos serve para
auxiliar a nossa argumcnlacao. Tinliamos dilo que
se naohaviam lea, regalamenlos, decretos ou de-
lerminacOea superiores que designassem o carcter
da empregado publico, achavamos razOes sullicien-
lea no complexo daa nossas leis, em o nosso senso in-
timo, e na qalidade especial das funecoes que se he
chamado a exercer.
tancia i.quesiao quc'sc discute. O nobre deputado
pois neste ponto nao proceden paracomigo com bs-
tanle justiea.
Sr. presidente, a questao de quo se (rala he bas-
tante melindrosa e muito dillicil. Essa dilliculdade
se ha claramente manifestado depois quo encelci o
debate quevai indo animado, e quo deve muito con-
correr para urna deciso justa e exacta.
Tomando de novo a palay ra,nao tenho o proposito
"de combaler aos nobres deputados que acabam de
fallar ; quero apenas sustentar o que honlcm disse,
declarar mais o meu pensamento, que nao foi bem
comprchendido ; declaro que nao analysarci nem
discutirei lodos os argumentos apreseotados pelos
nobres deputados qne em prirneiro lugar fallaram a
favor do parecer, porque nem quero oceupar dema-
siadamente a allcnrao da casa, nem julgo conve-
niente entrar em questes que nao servein essencial-
mente para a solurao do negocio de que se Irata. i
Honlcm, dominado por este pensamento, de n3o.
querer discutir seu3o o que fosse necessario, eu cahi
em um erro, e talvez em um crime para com o no-
bre deputado membro da commissao que acaba de
fallar; por isso antes de fazer qualqaer observaco
devo a esse nobre deputado urna explicarlo, islo he,
dovodectarar-Ihe quequando eu disse que nao que-
ra tomar em consideracao os argumentos oflereci"
dos pelo nobre depnlado em quasi lodo o sen pare-
cer, nao foi porque menos respeitasse a habilidade e
a lgica que o nobre deputado havia desenvolvido-
no correr do seo parecer. Disse que nao tomava em
consideracao todos os argumentos, porque, Sr. presi-
dente, V. Exc. concebe que a questao esli ventilada
na casa debaixo de duas formas diversas; lem-se
discutido em prirneiro lugar se o emprego de presi-
dente do Banco he ou nao emprego publico f a onlra
questao hese he on nao couvenienlc que se cierra
cumulativamente ambas as funecoes de presidente
do Banco c de membro desta cmara.
Ora, desde o principio eu entend que nSo mede?
via metter na questao da conveniencia, porque ella
ticava resolvida pela questao constitucional. Conse-
guintcmente entend que nao me deva oceupar da-
quelles argumentos que nao tivessem referencia com
questao constitucional. Eis explicado, Sr- presi-
dente, o melhodu que segu no discurso que hontem
Uve a honra de pronunciar na cmara.
O nobre deputado, porlanto, deve ver que nao des-
respeitei o seu parecer por nao me oceupar dos argu-
mentos alheios questao constitucional.
Dada esta cxplirarao vou responder ao discurso do
nobre depnlado, na parle quo se refere quillo que
tive a honra de pronunciar na casa. O nobre depu-
tado disse que toda a minha argamente^obavia ver-
sado sobre entender eu -que o Banco do Brasil era
urna instituido meramente particular, ocenpava-se
smenle de inleresses particulares. Crcio que nao
me fiz bem entender do nobre deputado. Eu nao po-
da dizer que a instiliiicao do Banco do Brasilera
alheia aos interesses pblicos. Nao poda dzer, por-
que sera preciso esquecer que o grande lim da ins-
tiiuieao do Banco foi desenvolver, auxiliar a indus-
tria do paz. Me pareceimpossivel haverdito qoe a
instituirlo do Banco do Brasil era urna instituido
eslranha aos interesses pblicos, que o governo era
completamente eslranho aos negocios do Banco do
Brasil. Quando parcccssc haver dilo semelhante cou-
sa, linha direito de nao ser julgado por urna palavra,
por urna phrase solada, e smente pelo todo do meu
discurso, o pelo desenvolvimenls que llie houvesse
dado.
O nobre deputado diste que se admirava que eu
distesse qne no Banco do Brasil s so Iralava de in-
teresses particulares, quando um ministro da eora
linha vndo ao parlamento pedir a lei da cncorpora-
;ao do Banco, qnando gravea questes do thesourose
achavam envolvidas com o Banco, quando allos inte-
resses do paiz se achavam empenliados naquella ins-
taiicao. Direi ao nobre depnlado qoe nada dislo
dme, que nenhunia dessas coasas poda dizer. He
nma verdade que nao podia contestar o ter o tbesou-
ro grandes interesses na prosperidade do Banco ; um
Banco que se incumbe de auxiliar forlemente a indus-
tria do paiz, de retirar da circularlo o papel moeda,
deve exercer grande e immensa influencia na pros-
peridade do imperio, c debaixo desse duplo ponto de
vista o governo e o thesouro uo podem deixar de em-
pcnlmr-se, c muilo, pela prosperidade do Banco.
Quem liega, Sr. presidente, que o Banco seja um
padio da gloria do ex-minislro da fazenda Mas o
que tem isto com a questao controvertida ? O gover-
no pode exercer influencia no Banco, pode ter toma-
do a iniciativa de sua cncorporacao, pode, ter estabe-
lecido as bases dessa oucorporario, as condicSes sem
as quaes elle se nao realisasse, e apezar de tudo isso
o presidente do Banco do Brasil pude nao ser um
empregado, um funecionario publico. A questao,
porUnto, colloeada dessa maneira, nao pode ser van-
tajesarnenle resolvida.
Sr. presidente, acredite V. Exc. que o discurso do
nobre deputado, alias muilo hbil, porque na reali-
dade o nobre deputado so distingue por notavel la-
lento, servio anda para convencer-me da rzao que
live quando in'e pronunciei contra o parecer. Eu-
femio que o nobre deputado confunde a natnroza es-
pecial do Banco com os fins que o Banco tem em vis-
ta conseguir. Y. Exc. e a cmara sabem qne o Ban-
%p he ua associacao d capitaes particulares; isso
nao me pode sarconlestado. Os capitaes particula-
res sao os nicos qne se rcunem no Banco; nao ha
urna moeda, um real do thesouro nesse estabeleci-
mento. Se pois o Banco do Brasil nao tem nm real
no thesouro dentro dos cofre!, he misler dizer-se, o
Banco do Brasil he formado de capitaes particulares,
esscncialroentc particulares.
A missao do governo foi propdr-se a reunir, a eB-
corporar esses capitaes, a contratar com elle medan-
le condires previamente declaradas em lei que o
governo solicilou do parlamento par.poder fazer es-
ses ajustes, esse contrato que tem cora o Banco.
O que disse o governo na cmaras qnando Ihes pe-
dia alei de encorporacaodo Banco? O governo disse,
e n;lo podia dizer sango que era necessario cncarre-
aa-lo de reunir capillo; de aoxilia-los em favor da
rajao do Banco, edo verdadeiro papel que represen-
la o seu presidente.
lepuladoi qoe fallaram a favor do pa- ""lusLr,a do P*1 ifui iss o.que governo fez ; apre-
issaoaxprimiraro-se de urna maneira se,lloui,5cani:lras.obtvalidaenenrpori<;5o do
les que tem de fallar contra o parier Ba"co ; fe',ln ls, <,in?",-"! ;' Citamos differentes especies de empregados a que
se nlo pode recusar til oome, porqec esse nome tem
por ti a consciencia publica, o sertso intimo de cada
um, a qalidade das fuucoes qne lbe sao concr-
nentes. Entre estes enpregos acha-so o comman-
dante superior da guarda nacional, de caraeter me-
noselevado, menos importante, que o de presidente
do nosso Banco.
Pas bem: o rom mandante superior da guarda
nacional da arahiba, eiercendo o eargo de depu-
tado provincial, quiz referendar documentos e exer-
cer actos relativos guarda nacional/e entao o nos-
so collega .nspetor da thesooraria respondeu-lhe,
que o nao podia reconhecer como pessoa idnea pa-
exeresr as funecoes de commandanle da guarda na-
cional emquanto exercesse as de deputado provincial.
Merecen esse procedimenlo a approvaco do Sr.
Martim Francisco, que era ministro da fazenda
nessa poca, o qual fez balsar om avito ao respec-
tivo presidente, aupponho qoe cm dezembro de!8M),
observando-lhe qoe com effeilo o commandanle su-
perior nao podia oxorcef om semelhante cargo em-
quanto se acbava occopado com as func;oee de de-
potado.
O Sr. Hcnriqucx:Apoiado.
O Sr. Miranda: Estao engaados os nobres
deputados qnando enlendem que o presidente do
Banco do Brasil apenas exorce urna ligeira inspeccao
loda fundada em relacoes ou Iransacraes commer-
Isto, Sr. presidente, na realdade colloca quelles
qoe se tem de declarar centra o parecer em urna po-
sicao trale, em ama nosir,ao bem lamentavet! I l)i-
zer-so perante a cmara que he de admirar qne al-
guem pense o contraro daquillo que o parecer diz,
1ic na realidadeovidaralgumacousa dasconvicccs
alhcias. Esst>principio doaisenrdo nobre depu-
tado foi acompanhado ou desenvolvido anda mais
pelo uobre depnlado que acaba de sentar-so. Disse
estefqucaquelleaqtto fallaram contra o parecer, ao
passo que argumeutavam apresentavam em sens ges-
tos, em tnas propias observaeOes, um antagonismo
nolavef entre as suas coiivicres e saos gestos e es-
sas observaroes. ssa oecasiao entend dever pro-
testar contra tao estranha maneira de apreciar as
convicees alhcias, no que (etou disso convencido)
V. Eic. me havia do achar muita razao, pois que as
palavras do nobre deputado podiam ser certamenle
desairosas, naos a wim, con ao nobre depnlado
que fallou antes de niim contra o parecer. Tenho
anda mais o direito de dizer cmara qoe estas ex-
pressOes, alm de desairosas, cram injustas, porque
nao me lembro de haver offendido a nenhum dos
membros que assignaram o parecer, e antes pelo
contraro declarci o respeilo e deferencia que lhes
prestava quando, lendo o seu parecer, eu me achei
eollocado em posicao de necessilar de reectir algu-
ma cousa sobre a materia para poder declarar a mi-
nha opiniao. No principio do. meu discorso proferi-
do hentem, eu disse que entrei nesta questao rom
alguma'prevenrao em favor do parecer; esta preven-
go parta dccousiderarenqucscachavamassignados
no mesmoparecor dousadvogados notavcis.provectos
lio-parlamento. Entend mesmo, Sr. presidente, qno
naodevia, mesmo cm deferencia aos nobres deputa-
dos que assignaram o parecer, dar logo urna opinio
contraria sem meditar algumacousa,sem considerar as
razos que oQereciam cm favor da conclusao do pa-
recer.
. A cmara comprehende n delicadeza do meu pro-
cedimenlo. Elle nao poda autorsar ao nobre de-
putado a dizer que eu, depois da leilura do parecer,
como quo varillej, e parec mudar de opiniao. A
deferencia que en tive para com o nobre deputado
nao pode absolutamente tirar o mrito de minha
cunvcrio, que declareimuilo antes de se dar impor-
roe disse i quem tiver capitaes que os queira reu-
nir eom ascendieses estipuladas na lei apresenle-sp,
que se vai orgaisar um Banco coma deho'minacao
de Banco do Brasil.o^Com estes capitaes he que o go-
verno entendeu conveniente contratar.
De modo que o governo, em relajan ao Banco, nao
fez senlo o papel de urna entidade que contrata com
oulra entidade porlanto o nobre deputado deveria
entender corrugo que duas entidades apparocem em
frente urna da oulra, contralando urna cm ootra
o Banco promeltendo ao governo de fazer isto ou
quillo, empreslf-Ihe dinheiro, retirar da circuladlo
o seu papel ;e o governo.promeltendo os favores que
os nobres deputados sabem quaes sao lendo os esta-
tutos do Banco do Brasil. He preciso, Sr. presiden-
te, nao perder de vista que o Banco-he uma institul-
*3o protegida pelo enverno, porm que he essencial-
ncnle, conio hontem disse, uma instituirlo commer-
cial.
Os nobres deputados que enlendem que o presi-
dente do banco do Brasil he um empregado 'publico
consideran! o banco na dependencia.completa do go-
verno e nao observam quelite Vnieciona indepen-
deute do governo, que he para com elle smenle
um protector e uma entidade com quem o Banco
contrado obrigares.
Os nobres deputados se deixam dominar de uma
idea fiza, a de qae o Banco he uma instituirn go-
vernamental, e sob o dominio dessa idea cousideram
o presidente do Banco um agente do governo, cs-
quecendo-se de que o presidente do Banco he o pri-
rneiro fiscal dos interesses bancarios, dos interesses
particulares ; ellos nao separara njo descriminam as
dnas entidades quo intervicram na organisurao rio
Banco, rieixam-se levar pelo facto da iniciativa que
leve o governo na cncorporacao do Banco para dizer
que o presidente do Banco he empregado publico,
porque o governo o creou, porque a lei especlicou
asatlrmicoosque, segnnd-os estatutos; devialer o
presidente do Banco, porque emfim essa entidade he
de nomeat-ao da governo. '
Parecc-inc que os nobres deputados nao (em ra
zao. Se aqaellesque dofeudem a minha opinio nao
tem razao de considerar o presidente do Banco em-
pregado esencialmente particular, he lora de loda a
duvida qae os nobre depalados nao tem tambera
razio para querer qua aceitemos exclusivamente a
opiniao contraria ; os nobres deputados teriam ra-
zao do dizer :vendamos ,-i um accordo vamos fa-
zer um conchavo ; consideremos este empregado do
natureza mixta ; mas dizer que ninguem tem di-
reilo de pensar de maneira differcnle dos nobres
deputados, he desennhecer a separar/io que ha dos
interesses goveruamenlaese particulares na encorn-
se o Banco funeciona iodependente do governo,
se funeciona com capitaes seus, com capitaes pro-
prios, se o Banco tem relacoes com o governo como
contratante, o qne se segu ? Scgue-se que aquello
que dirige em prirneiro lugar asoperajes commcr-
ciaes do Banco, he esstncialmcnle nm empregado
particular, e nao um agente do governo...
O Sr. Sayao Lobato:E que he commissario do
governo.
O Sr. Saraita :...exerce uma occupaco com-
mercial, uma occupac,ao particular...
O Sr. Sayao Lobato :A conclusao nao est nos
principios.
O Sr. Saraica: A conclusao he fllha de um
principio que a cmara nao pode deixar de conhe-
ccr, isto he, que o Banco funeciona com capitaes
seus, que, se recebe favores, aceitou onus, e que o
governo tem apenas no Banco a alia fisralisae.ao n-
dispensavcl para a prosperidade do mesmo Banco.
Creio que desta vez terei sido melhor comprehen-
dido pelos nobresdcpiilados. O acanbamentoj com
que honlem principiei o mea discurso, acanhmen-
to fllho do pouco habito da tribuna, devia certamen-
te dar-rae direilo a alguma benevolencia da parte
dos nobres deputados ; entenda mesmo que os co-
bres deputados deviam levar esta benevolencia ao
ponto de nao apanharem ama palavra minha de
mais ou de menos no discarsfcque profer, para ar-
gumentar com ella contra mlm. Os nbret deputa-
dos que (em assento ba muilos anuos no parlamen-
to, deveriam vir cm auxilio de um deputado novo,
que precisa at da sua tutella para poder pronunci-
ar-se com algum desambaracp, at que adquira ewa
calma que admiro nos nobres deputados, eque he
certamenle fili,a da convicio do seu mereeimenlo
e do habito da tribuna.
Agora,Sr. presidente, eu direi anda ao nobre de-
tado que fallou em prirneiro lugar que nao fica
em ao nobre deputado, no empenho de defender a
constituirn da imperio, julgar que outros tenham
meno empenho nessa defeza.
O Sr. SaySo Lobato :Nao neg as suas boas in-
lenc.5es. '
O Sr. Saraica :Nos todos que aqui nos adiamos
temos um grande dever a cumplir, um grande inte-
resse a defender, respeitaodo e fazendo respeilar os
dogmas constilucionaes: o amor do paiz,i o propro
mieressc recommendam a todos nos que nao consin-
tamos no monoscabodos prcreitos constilucionaes.
Mas, Sr. presidente, eu entendo que so nao deve
julgar desrespeilada ou respeitada a constiluicao do
imperio sem achar-se decidida a questao que chama-
re! adjunta questao constitucional. Se os nobres
deputados me provarem que o presidente do Banco
do Brasil he um empregado publico, eusmmgyla-
menle votarei pela ncompalibilidade, porque enlo
ser nconstilucional admtlir o exercido simultaneo
do cargo de deputado e de outros emprc gos pblicos;
mas desde que essa questao nao se acha decidida,
desde qne tratamos de rcsolve-la ; me parece qug
devenios esperar a sua solurao para decidir se a
constiluicao do imperio salva-se pela conclusao do
parecer da commissao. Eslabelecamos por conse-
quencia a questao verdadeira, a de determinar o
carcter verdadeiro da oceuparao do presidente do
Banco do Brasil ; desprezemos lorias as oulras ques-
tes, que nao serven-., nao podem servir para a solu-
rao da questao de que tratamos.
esejava combaler algumas proposisScs que ouv.
Obscrv?rei porm o proposito que declareitao come-
ce de liten discurso, mesmo porqu eslou (jansapdo a'
cmara (nao apoiado); 'nsejoque se proceda
votacao, e por isso termino aqu.
O Sr. Presidenta : Tem a palavra o Sr." Ferraz.
O Sr. Ferraz : Nao ha quem tenha a palavra a
favor f
O Sr. Presidente : Ningnem mais se acha in
cripto.
, O Sr. Ferraz : Se a cmara quer votar e ce-!
do da palavra.
Algn Sr$. deputados: Falle, falle.
O Sr. Ferraz : Sr. presidente, o empenho qoe
tem apparecido nesta discussao agoura um feliz re-
sultado ao futuro. Acamara parece compenelrar-se
da necessidade das incompatibilidades, e eu, que ate
certo ponto sou partidista deltas, o applando ; sinto
porm que nao seja sobre as verdadeiras incompati-
bilidades que verso a discussao. Nao obstante isto nao
posso deixar de emittir o meo pensamento nesla ma-
teria, para que fique registrado o meu voto, lano
mais quanto o nobre deputado que encetou hoje
dlsrussao.no final do aeu discurso chamou a atlencSo
.da cmara para o exacto cumprimento da constilui-
cao, que suppe oflendida cota a rejlcSo du parecer
qoe est sobre a mesa.
Nao tratarei das queslosde conveniencia qucaqui
se debateram, sao ellas ao anea ver impertinentes pa-
ra o caso ; nos devenios considerar a qutsto staenle
em rclao ao direito, sem attendermos a qnaesquer
oulras consideraefies. Pedirei perianto aos nobres
deputados licenca para fazer- algumas observacSes
sobre proposees que emilliram, com a quies nao!
posso concordar. -f;
O nobre deputado pela-provincia do Blo de Janei-
ro considerou o Banco um estabelecimento publico,
e o fez com razo; pareceu porra deduzir dessa
qalidade no correr do seu discurso sua sujeirao ao
governo, e desta sujeicaq tirou aconsequeutia'de que
o presidente do Banco era empregado publico. Con-
cordo com o nobre deputado que o Banco he um es-
tabelecimento publico na acepeo genrica desta pa-
lavra ; mas ha eslabelccimentos pblicos que nao se
pdem considerar, nem sao repartieses, pblicas, ou
dependencias da administrarlo pblica, e"neslecaso
por sem duvida se acha o Banco Nacional.
Bancos exstem que sao verdadeiras machinas dos
governo, dirigidas por empregados seas, a seu bel-
prazer, ronforme as instruceoes que lhes d5o. Na
Bussia existe um banco estabelecido sob es
Mas o verdadeiro camiaho que seguem hoje em da
lodos os paires civilisados.be crear e raanler ui
leira independencia cnlre o banco e o goveTao ;
porque uma experiencia triste nos ha era umitas po-
cas e em muilos paizes, demonstrado que, todas as
vezesque a influencia dos governos se eslabelece so-
breo Banco?, sempre se loma fall ao capitaes e
ao paiz, e tacs eslabelccimentos ou se arruinara ou
cahem.
O sysjema que segumos no Brasil he inleirameule
riilTerente daquelle a que os nobres deputados alln-
dem. Nos creamos um Banco sob as baso que mo-
dernamente se tem adoptado em quasi sodos os paizes
civilisados ; a influencia da administrarlo publica
he nicamente aquella que deve ler sobre todas as
consas do paiz, ne aquella qoe acompanha o homem
desde o sen nascnento ateo seputrro, csvezes an-
tes do nascimenlo e depois do sepulcro ; he essa in-
fluencia de aiijo ou de demonio que o governo exer-
ce s vezes sobre lodos,os processos e actos que se
dao na sociedade. Digo de anjo, porque deve sempre
ser benfica, modelada pelos interesses sojMp ; digo
de demonio, porque as vezes lorna-se pela ignorancia
ou mi f em damno da sociedade. Assim nos vemos
a interferencia do governo, sua inspeciao e polica
tobre as instituicoes do beneficencia, sobre as insli-
luicoes commerelaes, sobre lodos os diflerentes esta-
belecimeulns industriaes, sem que por este facto per-
ram sua natureza o carcter. Assim tambem certas
prolis-es n3o se podem exercer sem o placet onau-
lorisacilo da adupstraco publica ; a medicina, por
exemplo, a inslrucejlo publica ; e ou tras que sao vi-
taes para os interesses do paiz, e de grando-perigo
seo uso e exercicio por pessoas inhabeis ou de mos
coslumes. Essa interfereheia benvola,'essa mter-
yenco de tutella nunca pode ler a influencia, ou al-
ies o predominio, que xerce a admfnislrasao pu-
blica sobre asd i (Terca I es reparlres que Ihe tao su^J
jeilas, e seus agentes, ou o movimento e directo que
a adminisliasao publica imprime a loda*. as cstarOcs
que lbe sao dependentes, e por'meio do*qual o poder
executvo Yoncciona o desempenha sua. importante
do tutella que Ihe he inherente, o exame dessas
combinables e calclos, dessas regras de elegibilida-
de dos administradores, e oulras semelhantes, e so-
mente depois desse exame e de madura averiguarlo
concede sua encorpo'rasao. Pelas regras dos esta-
tutos prev os abusos e oiivia os males inherentes a
urnaadministricSo m. Cabe-lhe tambem o exame
da restricta oxecui-ao dos estatutos, e o consegne
por meio da communicacao de cerlos actos e dos
seus balancea e sua publicaco, o pode fazer anda
por meio de commissario permanentes ou extraor-
dinarios, e esses commissarios nunca sao de ordina-
rio o presidente do Banco. Assim o banco de Vi-
enna, o banco nacional da Blgica, e outros seme-
lhantes, momo alguns da Blgica anteriores ao seu
moderno bauco nacional, ale algumas.companhia
industriaos, nham. alem desses commissarios du
governo que examinavam e perscrulavam -os actos do
banco, os seus presidente* ou, por nomeaco hooo--
riflea do governo ou pornomeacodo governo obra
certas baso, e em geral taranomeaSoassenlavam
sobre pessoas de confianca publica.
Os estatutos do nosso Bancevfeito sob as inspira-
c8es do governo, em suas differentes disposicSo
previnem os abusos inherentes as ms administra-
ccs, os males de uma emissao exagerada e a deseo-
berto, e da falta de-garanta em certas operaSo.
previne os accidentes da ma" administracao por meio,
das condires de elegibilidade |ue requer, e do
procoso do eleico que cstabeleceo.
Para o exame dos actos da sua adminislraro nSo
ota o governo tolhido de crear commissarios ; he
uma allribuicio que ninguem lbe pode contestar, e
de que pode usar om pocas certas e determinadas,
oifpermanentemente
missao.
Um Banco, em regra, nSo pode'Mr considerado
senao como uma sociedade ann)roa ; pela influen-
cia que pode exercer sobre o deslinos do commer-
cia, da industria c d sociedade, pelos males que
pode produzir, em virlude dos abusos dos meios de
crdito, e em consequencia, Sr. presidente (servc-
me.-liei das palavras de um grande homem), dessas
salurnaes de audacia e de cubija cm que militas ve-
zes se tem, ou podem engolfar seo administrado-
res, deve ser um objeclu de Brande esludo e cuida-
do, deve assenlar sobre bases solidas, sobre cora-
binace.es o clculos seguros, e ser dirigido por pes-
soas habis e idneas, que sobre conbecimenlos pro-
fissiuuaes reunam probidade e inteira confianca pu-
blica. Estas cnmbinacSes e calculas dependem dos
estatuios, das condicSes de elegibilidade dos admi-
nistradores, do processo e regras da eleijao. Ao
governo rabe, pelo poder de inspeccao, de polica e
; mas ote poder e autoridad
uao o tira do facto de ser o Banco nma eslajau pu-
blica que lbe he subordinada, mas nicamente, co-
mo ja dissedessa iospecro e polica, dessa tutella
que deve exercer a bem da sociedade sobre todas as
posoas ceousas existentes no paiz.
Tara maior ranlia, os estatuios exigirn}, que o
presidente doTanco fosse danomeacio do governo.
e os nobre deputados d'aqui dedzem que esse
prndenle he por este facto um empregado publico.
Para mainr garanta ao proidenle, que .deve ser
pessoa da confianca publica, deramrlhe os olatulos
a auloridade de manler sua observancia, e suspen-
der a exeeuto das medidas que Ihe fotsem aonlra-
ria, e d'aqui os nobres deputados deduzem que he
om eommiagria do governo. -ttaaan
O Sr. Sayao Lobato : A lei he que Ihe d
fonccOes deasas.
O Sr. Ferraz : Sim, euhor j.ed voul.
Sr. presidente, o nobre deputado agora mesmo
acaba de dzer, que as funcc'6e%ue.a lei di ao pre-
sidenta do Banco sao dessa natureza.
O Sr. Sayo Lobato : Sao de commissario fia-,
cal do governo.
O Sr. Ferraz : Quaes sao osas funecoes? Pre-
sidir assembla geral, exeeutar as reslucOo da
directora. Estas atlribuicOo sao communs a esto
cargos. E qual a oulra ? Manler a observancia dos
estatutos.
O Sr. Sayao Lobato: Dar parle ao govono
quando acha irregularidades ; suspender os acto
irregulares.
O Sr. Ferraz : Manler a observancia dos es-
Tallo.
Senhoro, se os nobres deputados bem alien derem
por quem foram Jeitos o estatuios ; te o nobre
deputado bm atlendercm que os otalutotvsao as
:eondi$6es es^jejecidas peioa.aceionistas, por aquel-
lo que concetreram para a sua eonfecsao.; so os
oobrO deputados lerem o decreto quemaaulou pu-
blicar esses olalutas; se alteuderera ao Vu con-
texto, verSoqus esses olatutoj que eslabeleeeram
essas norma foram felos de accordo entre os prin-
cipao accioniala dos Bancos do Broil e Commer-
cial, quanisso inlerveram. A expressao desse de-
creta he ota : a visto o accordo, etc. s
Os estatutos, Sr. presidente, nao so ama lei de-
cretada pelo goveVno, os accionistas poderiam deixar
de querer as baso estabelecidas nesta lei; os olatu-
los nao sSo mate do que a lei que olabeleceram
adoptaram os accionistas para a crearao 0 direceo
do Banco, e o pacta dessa sociedade anonyma pelo
qual se devem regular suas operaSo e negocios.
Mas dizem os nobres depulado: O governo
ccntralou como Banco. Os nobres deputados aqu
mesmo ronfessam quo o governo couiribuio em uma
parte igual, e deslroem essa idea de subordinaeao
em que insistcm, esse carcter de cstaeo adminis-
trativa que Ihe quercm dar.
Senhores, grando bens e grando malo podem vir
de nma instituisao bancal. Por essa inspeccao e po-
lica que o governo deve ter sobre as instituicSo
que podem abalar a sociedade, ou a podem prejudi-
car, o.goveruodeve usar ou lancar mo daquelle
meio que julgar necotario para obviar esses malo
eotabeleccr regras e norma que evitara os abusos
donde se podem originar esto malo.
i Um desso meios de qae para bem da soriedade,
em proveito dos proprtas accionistas, do que- & go-
verno lansou mao foi o veta, o direito de susoensao
das delbcraroet da directora a que o nobtaSrputa-
doalludioj mas esse veto nao foi estaboleddo em
favor do governo como iutaressado as operacoes do
Banco, foi estabelecido em favor dos acciapislas,
porqne os otalotos So reitos para bem dos' accionis-
tas e nao do governo.
O Sr. Sayao Lobato : A influencia, do governo
he sempre benfica aos accionistas.
O Sr. Ferros: Pelo contrario, a influ
debita dogovarno, aquella que o nobn'
parecen dar-lhc, sempre foi malfica em
tabelccimentos banca'o ; e he por isto__
lulos bem conceberam a crearso de um presid
tirdod'cnlrewacctanslas'qaeozbde mor con-'
fianca publica, que, ffwndotdiePhdente do gover-
no e dos accin slas, pad SSalisar e mantara!
observancia-de tuas disposicoes, ejnanter o equili-
brio enlre um e oulros, ora opppndo a forja pro-
teccao daquelle at* des^raanentos destoora uni-
do a esles contra as pretencSas exageradas do poden
O presidenta do I fiscal do governo,
r3o Ot adstrict^^^^^^^Bes, uo lbe deve
obdUnri; tua mi a observanda do
otillos, he exeeutar as delirier'acdes da directora
quando conformes o dentro d,os limito .tricados
pelos mesmos etalulos. Se.sejesse essa pretendida
obedienriado proidentado Banco, como o, requer
i qalidade de empregado publico amovicclad nu-
tum, lodo o equilibrio ilesapparec-
que poderao provirM Banco da influencia indebit
do governo s3o inralculaveis. Se-
com o poder rie susperiso fosse fllho" terarrrente
dos accionistas, estivesse delles depend lis, p resul-
tado tambem seria mo ; e foi por effeil ta oom-
binarao, e debaixo deste principio que su stabele-
ecu essa entidade com o veto, nao uma entidede in-
trirameule subordinada ao governo, colloeada sob
suas ordens, mas independenle, e inlerposla enlro o
governo e o accionistas.
O Sr. .Sayo Lobato : A directora de um la-
do, e o presidenta como commissario do governo de
oulro ; he isso mesmo.
O Sr. Ferraz : O presidente nunca pode ser
considerado como commissario do governo.
O Sr. Sayao Lobato : Teco a palavra.
O Sr. Ferraz : He uma auloridade inleiposla
enlre o Rovernoe os accionistas, e que representa
estes ante o governo, e com este em seu nome trata.
O Sr. Sayao Lobato : E'aguarda do governo a
decisSo definitiva.
0 Sr. Ferraz i-lleo fiscal do estatutos; 0 go-
verno, immedialamentelque concordoa cm approvar
ng estatuios, oLaleceu as regras dentro das quao o
Banco devia funecionar, lancou as bases rio contrato
do resgale da moeda papel, neiihuma interferencia
pode ter nos acto do Banco- alm daquella que lbe
cabe e eterce cm todas as cousas em beneficio geral.
Sr, presidente, sendo ola a theoria da organisacao
do Banco lal qual ota escripia entro ns, pergnnto
ao nobre deputado : quil be a deiuicao legal que
temos de empregado publico ? tocp-lhe quo me
aprsente.
O Sr. Sayao lbalo : A deGnicao he a mais
lata possivel,-aqulla que d a couslituie.au.
O Ferro" : Qual he a que d a constiluicao -
Na rnnstiluir,"iu uo se enconlra a definilo quede-
vemos desejar, e que cortara esta discussao, e no-
nhimia lei temos que a d.
O Sr. Figueira de Mello: A constitaijao diz
qualqucr empregaod.
V Sr. Ferraz : Terei grande prazer em ouvl-
lo ; mas poeo-Ihc que me nao intarrompa.
O Sr. Prndenle : Alicario.
O Sr.Ferraz :A nobre commiss. e quer compre-
hender na dasse dos empregados publico lodos, e
at os jurado, e desta modo confunde as obligarles
inherentes i qalidade de cdado brasileiro com o
devero inherentes aosempregos pblicos. Porque
da obrigacao de ser jurado deduzir-.se que o cidadao
no exercicio desee munus he empregado publico ?
Porque considerar o lugar de vereadur da cmara
municipal empregado publico > porque a missao que
recebe o vereador da cmara, assim como ns rece-
bemo, dos seus consltuinte, o constitue empre-
gado pnblic 1 Os nobres deputados v3o mais alm
e s peta facto da nomeaco do governo considerara
o individuo empregado publico. Dole modo nes-
ta regra comprehendem os correctores, que del ma-
neira alguma se podem considerar empregado pu-
blico, nao obstante terem nomeaco do governo e
um titulo ? E como o correctores, oulras muita
prolisaoes emelhinlo.
A nobre commissao al elfou decisfles de ministros
de certa epocs sobre a ncompalibilidade do exerci-
do de-commandanle da guarda nacional com o de
membro da asaembla provincial : eu nao posso ad-
millir o exemplo, rcjeilo a paridade do casos, e re-
cuso a auloridade da decisSo para que possa ser se-
guida por esta casa.
O nobre deputado tambem disse: Poi nao he m
eslabelccimenlo do governo aquelle qae recebe o
favor na isenrao do sello e o direilo de emistao c
outros '! l'rinieiraraenle direi que favores iguaes
podem ser felos, e o sao a individuo e a classes, e
pelo fado de um eslabelccimenlo qUalquer industrial
ou^ommercial gozar da isenrao de um imposto, nao
se segu eja publico, assim como tambem pelo facto
de gozar dm estahelerimonto desses favoro nao se
segu que O governo tenha naife a ilttervencao que.
o obre deputado suppe. Os eslabelecimeutos de
beneficencia gozam destes eooIros favoro, em umk
auloridade que lhes toma coalas, mas nem por isso
se podem considerar dependentes do governo, eeeus
administradores, aindaquando nomeados pelo gover-
no, como empregado* pblicos.
As associaciies coramerciao, como um Banco, tam-
bem devem gozar, e gozam, da pruterro do go-
verno.
Alm dos interesis particulares que promovem
digo eu, che um eslabelerimenlo publico ede gran-
de alcance, o funecionario que o administra, prepos-
lo pela alia adminislracao do otado para velar sobre
a regularidade das transacjSo opeciaes deste esla-
beleciinenlo publico, o funecionario que tem. a seu
cargo otar em uma continua reladio e correspon-
dencia como governo, levando-lhe uma parte cir-
cunstanciada de qualquer eperaco meno regular
que decretada j pela directora ; que tem a seu
cargo razer suspender a exeo icio das operacSes me-
nos regulares; que em e o com o governo aguar-
da as suas decisSo-. iroflstflo doa posicao
que lein no Banco q confladi pelo governo,
que liie be sustentada lio governo, e que constan-
temente esi en, coma ^beom elle como seu
agente de confianej^^H aproflsao tira manleu-
sa, visto qne tem umiSitri *oporclonado s grao-
do funcedo de que se acha encarregado ; ote fune-
cionario he empregado publico ou ala ?! (Apoiadot.)
Mas disse o noore denotado: --Uao lemoslei que
Mina o que seja empregado publico, e porlanlo,
como eonnderar e decidir que a presidbnda do Ban-
co he emprego publ.co ? Ora, e esta observaco
que fez o nobre deputado fosse na realdade uma ra-
zao relevante para acabar com toda esta quotSo a
consequencia a lirar-se era que nao havia incomM-
libihdade para alguem no Brasil, que o doembarea-
dor, que o ministro do supremo tribunal de justiea
que o juiz de direilo, qae o presidente de provincia',
que o chefe de polica, e que lodo e qualquer fune-
cionario de qualquer natureza e categora que fosse,
Kriia accumular as furiccSo do seu cargo coro as de
jislador, pois que nao ha lei no paiz que defina o
que seja emprego publico.
Mas, senhoro, certo cousas por saa natureza otao
definidas (apoiadot) ; ha factos tao notorio e paten-
tes qne por si momo fallam alio, c ninguem he da-
do desconhec-Ins e contraria-lns. O que be empre-
go publico ? He loda oceuparao dada a om indi-
) para terrino publico quando urna lei ou regu-
lamento do governo que tenha forja de lei tem creado
o definido as allribuirOes que devem er desempe-
nhadaspor esse individuo, assim oecupado : til he o
presidente do Banco do Brasil.
E note-se, Sr. president cautela, avista pers-
picaz que leve o llustre autor do projeclo que se re-
duzio em lei decretando a encorporacao do Banco,
quando pez na integra da moma lei, como substan-
cial condicao, as funecoes muito especiaes e muito
bem definido de proidente do Banco, e com isto oa
sao de grande beneRcio publico, c cumpre atienden diretos do governo ; nodcixou- islo o estatuto,
...... ... Pin AS minas atic n RnwBvmn r.n.4.,. I I..J.. L..n._
senhores, que o inlercsse publico que promove um
banco bem dirigido c muilo superior ao inlercsse
particular dos accionistas. Os nobres deputados se
acaslellaram no argumento da raculdade de emissio
icedida pelo governo ao banco nacional, que sup-
r a este estabelecmento-o carcter de uma
rcparlijao publica, corau qualquer oulro peta gover-
no creada, dirigida o maulida.
|._Ai$flahe um ponto batanlecontroverso, e deba-
tido por homens eminentes e economislat nitftiactos
se poder que se d ao governo de dar uns, e nao
a outros eslabelecinieutos a faculdade deemitso. "\
Pertendem alguns qae o governo nao lema poder
deveda-laou prohibi-Ia, caponas de regularisa-la
i mpor-lhes limites no seu exercido o ouiros ,
o os nbro depulados, considerando a- emissao
o poder de fazer moeda, a repulam urna prerogatva
do governo, e dahi deduzem esse poder.
Nao me cabe aqu investigar estas questes e dis-
cut-las.
O qae devemo considerar lie o seguate :
osaaculdade de emillirhe.de grande ponderaco,
he de granne momento, pode ser a tonta de grando
damnose malo, eporconseguinl aquelle que tem
obrigacao de velar sobre os interesses ,da sociedade
tambem tem o direito de imty-lh-ro'l'riccOes ; be
debaixo desso principios que o governo pode conce-
der eu negl-la ; mo dote fado nao te pode dedn-1
zir que o otabelecimento, a quem essa faculdade se
concede, se desvirta e toma o carcter offlcial de
reparlirao publica subordinada ao governo.
Fallou-se no grande beneficio fdlo ao Banco pelo
facto da conceteao da hisso, e esquecem-se que
foi obtdo por titulo oneroso. Senhores, cu peco li-
cenca para declarar -que o beneficio dado he com-
pensado, bem compensajp, de um modo talvez sem
exemplo, tanto qne para mira foi motivo de duvida
se podia existir um banco no paiz com ose onus que,
se impoz, grande onus ua verdade, onus, repito,^
talvez sem exemplo. J vfi pois o nobre deputado
que esse beneficio em'que se estribou, nao heais
que uma compensarlo do grande sacrificio qoe se
exigi; se esse prindpio Drevalecesse, noe caso
todos Os argumentos espostos nota -casa podiam va-
ler para todas as sociedado anoaymas que gozarn
do privilegio de emissao uo nosso paiz, nao he por
certo da faculdade de emittir pois'que resllem in-
terferencia do governo, c essa inlerreranciano he
mais do qc o devor que elle (em de inspeccionar
lodo as consas do paiz.
O Sr. Almcida e Albuquerque faz signal nega-
tivo.
O Sr. Ferraz: Senhoro, eb na qalidade de
banqueiro, posso emittir meus djequo, e umaasso-
ciacao n direito para isso nasce da confiapca que o publico a
ello prota......
O Sr. Almeidae Albuquerque : Os bilhelo do
Banco lera curso forrado.
O Sr. Ferraz : E cm que descobre o nobre Re-
putado curso forrado ? Por ventura o importe do
bilhete nao he recetado no momento de ser apresen-
lado ? A promessaque contera nao herealisada.
A confianca pois be quebrante o bilhete e nao o
preceilo da le.....
O Sr.^Almeidd #Albuquerque : Sei disw.
OSr. Fe: ore deputados tem. fil-
iado muito ero i^ressevHo tbesouro ; quaes s3o o
interesses do tbesdMHNf niateria ? Nesbi parle
temos iuteresso derpaiz e da sociedade em geral,
e nfoHemos o interess do fisco propriaraent dito :
talvez que os nobres deputados quzesscm referir-se
a esse contrato qoe encerrara os otalutos, masis
uoiresdeputadejfcabem raaito bem que o verdadei-
ro fiscal dose awnralo celebrado pelo JBanco rom o
governo, nao he o presidente do Kaueo, sao osfiseao
do besouro : toda c quaesquer IransaccOe feita!
debaixo detaa face depeudero dos fiscodothoouro,
e nio do proidente do banco
OjroidenftdoBanco.eittquiiesqBer-contrato qu
irarementreoBancoe o theouro,represenlari
co, cujo >gao be, e nao o Ibesoure. Era todos
Iccordo e olipuiaeOos- futuras, e na fiscalisa^ao
dos presento sobre o rogate da moeda papel, o the-
souro inlervir., nao pelo proidente do Banco, mas
polos seas liscao, e o presidente do Bauco por parte
do mesmo Banco.
Perinittam-uie aqui que es tacasensivel o absurdo
que ha na opiuiao de cousiderar-se empregado puJ
Mico, agenta do governo, o proidente do Banco. Por
corlo, a- conceder-se esta hypotesc, veriBcar-te-hia
que no contratos feito enlre o Banco e o thoouro
Interviriamsmenic agentodogoveriro,o proidente
commissario do governo, ao ministro, a quem he
o momo presidente subordinado, e jumis um pro-
posto da assoriaro ou do Banco 1
Sr. presidente, a casa me permillir que eu emilla
assim o meu parecer ; os nobres deputados nlo me
levarao a mal que em uma materia tan impurlantc
procure emillir o meu voto com clareza; entedo que
n3o se pode considerar omp'regado do governo o pre-
sidente xlo Banco do Brasil ; enlcndo tambem que
nao lemoslei alguma que eslalielera e descrimine o
qae he empregado publico do que n3o h%, :e se nos
nao tamos leuislacao positiva para argumentar," todas
as 'razos- apresenlado pelos nobre deputados dei-
xam'de ser valiosas para o presante caso, e nestas cir-
cumstancias e pedirei lcenc,a, Casa para offerecer
uma emenda ao parecer, declarando que pode haver
cumularao entre o exercie*b presidente do Banco
do Brasil e o de representante da naco...
Uma Vox :J existe na mesa nma emenda nesse
sentido.
O Sr, Ferraz : Entao deixo de mandar a que
queri
He lida, o depois de apoiada entra em discussao, a
seguinlc emenda :
Nao ha iricompalibiliriada constitucional enlre o
exercicio'do funecoes de deputado e o exerdeio das
attribuir.es de presidente do Banco do Brasil.(S.
R.)J.J. Saraiea.rt
O Sr. Sayao Lobato:Sr.proidenle, muilopon-
co direi ; lodo a questao ola, pois, reduzda em co-
nhecer-se se o presidente do Banco do Brasil he ou
nao funecionario publico. Me pareca que peta ds-
posicao terminable da lei que ssignou ai funccOes e
condirSo desle cargo ou emprego, nio se podia ra-
zoavelmenle mover questao a tal respeilo.
Entretanto o nobre deputado que acaba de sentar-
se, ecuja auloridade-he valiosa especialmente nestas
materias, assevera-nos com loda a torca da sua pala-
vra e auloridade que o presidente do Banco, segundo
esta elle constituido, nao pode ser considerado em-
pregado publico ; bem que o nobre deputado obser-
vaste depois que nao havia lei atauma que deOossc
o que era empregado publico, que o cxlremassc de
oulra qualquer funeco particular.
Sr. presidente, cumpre logo observar que, adop-
tando a moma preraissa estabeledda pelo nobre de-
putado, en me julgo com o direilo de conlirmar-me
na minha opiniao deque o proidente do Banco he
emprcgaUo publico, e empregudo publico muito qua-
lilcado.
O nobre depotado prinripiou reconhecendo que o
Banco, lal qual se achava constituido pela le que o
autorisou, era um olabelecimenlo publico. Ora,
em os quaes alias o governo podia ter loda a influ-
encia para estabelecer a doulrina que achasse mais
conveniente.
E aqui cabe, Sr. presidente, protolar contra
principio que o nohre deputado a quem respondo,
olabeleceu em loda a lat lude, de que loda a influ-
encia do governo era pernicioa s inttitoieoo ban-
caes : pareceo-me al que isto se dava como orna
razao sofndenle quenos devia levar a votar pela
compatibilidade do servico, para dot'irte cercear-se
a influenciado governo no Banco do Brasil, afaslan-
do o presidente delle de toda subordinaeao ao go-
verno.
N8o desconhero com o nobre deputado que aulo-
ndade discricionaria qne o governo por ventura
posa ler em um banco seja prejudicial aos respecti-
vos intersea dos accionistas : nos momo j tive-
iencia a ote ropeilo. Retir-
me aoant ;o Banco, que seguramente fez banca-ro-
ta pelo modo purqne governo de entao o invadi,
poz e dispz daquillo que nao Ihe partencia.
lemtoda a lalitude : a A influencia
e sempre perpciosa ao Banco 1....
ta contra semelhante proposico, que he refu-
la propria le qne ahs o> nobre deputado re-
pu como lendo sido formulada muilo de ac-
cordo com as ideas s3as qua hoje reinara a respeilo
d semelhantes instituir/
O governo deve fer uma justa e temperada in-
) interesses dos ac-
cionistas, ainda quando ote Banco nao tivesse por
fim senao nicamente o interesses opeciaes dos
seos accionistas ;' mas quandd alm dislo, pela sua
instituirn, o nobre deputado he. o propro que re-
conhece que houveum verdadeiro contrato enlre a
administracao publica e os particulares que confia-
i capitaes, quando honve troca de favo-
res, o que portan .-ciproco interess em
mantfer os compromiss feitos, em vigiarem-se reci-
procamente, para que se ge juila proportSo
que deve haver ; q' de para a organi-
saraodoBanc ccionislas escothem
por sua parte o i tem: fuuccSes pro-
prias e importes i dos negocios.e assim
todo o oulro empregados, e que por parta do go-
verno apenas d-se-lbe a nomeacSo de um nico
sidente ; ha-de-se ainda conles-
le do Banco nao be funecionario
i, que nao he empregado do go-
verno ? !
Ma, senhores, quando mesmo por uma sublileza
do dlstinccoes passasse em julgado que o presidente
do Banco nao era empregado ordinario do governo,
por ventara isto exclue que teja um verdadeiro em-
pregado publico, e deordem muito subida ? Quem
o negar sem aflrontar a loria luz da evidencia 1 ?
Mis vos, que reconhecesles qne o Banco como era
constituido era certamenle um estabelecimento pu-
blico, e que por elle-havia um contrato com a alta
administracao do estado, sesundo o qaal 5o encar-
roadas ao Banco atlrihuices lao importantes que a
ndamenos tendem do que segurar o crdito publi-
co, a regularidade do nosso meio circulante, pode-
reis concluir que ao governo nenhuma parte activa
cabe na fiscilisaco de tal contrato, e que he Ilu-
soria a sua acr3o ainda no tocante proidencia do'
Banco, que a le instituto na' inteira dependencia e
subordinaeao do governo ? 1
Nao, senhores, o governo he representado pelo
jiresidente do Banco ,.016 empregado, verdadeiro
commissario-do governo, tem funrcc.es definidas pe-
la lei, de que o accionistas nao podiam prescindir,
como entendeu o nobre deputado; nao podiam pres-
cindir, repilo, nao seriam admittido a se couslitoi-
rem accionistas dote Banco se nao acaitassem as ba-
so da lei, se nao se snjeitassem as suas condicSes. *
Vem ao caso, Sr. presidente, repetir aqui algumas
palavra qne cu em certa oecasiao oovi ao Ilustre e
honradissiino Sr.'conselheiro Joaquim Jos Rodri-
gues Torres, qae (oi o autor do projecto que se con-
verleu em tai ; fazendo-lhe eu a reflexao de que me
pareca que a coudic.So exigida para o individuo
achar-se habilitado a ser nomeado presidente do
Banco, isto be, o possur 30 actes, era realmente
muito mdica, e quo se devia exigir matar numero
de accSes, o Sr. conselheiro Rodrigues Torres disse-
me qne muilo de proposito te linha diminuido por
este modo a importancia dasarxo que deviam ser
possuidas, para habilitar o governo aescelher o ho-
mens mais aptos e capazo de deaempenhar a iropor-
taotiaiima missao de proidenle do' Banco, que era
conveniente.sc o governo enconlrasse algam hornera
tao capaz de ser poto testa desta administra580,0 fa-
zer-lhe adquirir 50 acoses, coua por oerto muilo
fcil para individuos da ordem do qne M recom-
mendam para tal lagar o assim haveria toda a faci-
lidadede fazer-se acertada nomearao do presidente
do Banco; oslo reconheci eu que a espiten di ei-
colha do governo pata proidenle do Banco, de lac-
lo nlo eslava restringida naquelles accionistas ja
constituido, eque o governo sereservava os meios
de o ir suscitar onde o achasse mais recommendivel;
amen ver ola circumstancia bem revela que nato he
o ser accionista .predicado principal do presidente e
Ihe di a importancia qne tem 110 Banco ; he isso
urna meri condicBo de habilta^o sempre fcil de
obter-se, o seu verdadeiro wracterlslieo est na es-
colba e confianca do governo, por quem he empre-
gado, conservado e pode ser destituido.
Disse o nobre depu lado: Pois porque o Banco he
beneficiado, pelo governo, e tem alta protecao dos
poderes do estado, ha de se dizer : he otabeleci-
mento do governo '! p Pois a protaecao e auxilio
do governo d a esta insliluicao o carcter d esla-
belerimenlo publico nacional? A isto tenho a obser-
var que ninguem diste que Bafico fosse eslabeleri-
menlo da propriedade dqgovrno.
O que sustento, e fio o pouto da questao, he que
o gOverno nao be alheio at operaces do Banco, tem
urna legitima interferencia nessas operagoo, quea
tem realmente, que a deve ler continua e constante-
mente por intermedio do presidente do Banco que u
governo uomea e couserva, que pode, destituir quan-
do nao Ihe mereca a sua confianca.
Sr. proidenle, o nobre deputado al allegou como
argumento para concluir que nao podia o presidente
do Banrn ser considerado empregado do governo. o
ser elle orgao do miuno Banco, que como UI repre-
sentava, e por elle fallava, adiando por isso coolra-
dierao que ao mesmo.lempo podesse dle represcn'ar
o governo.
Bu nao vejo necessidade d figurar-se esse Bf S"
nismo entre o governo e os interesses dos accionista
rio Banco j considero momo que peta modo por que
se acha constituido ota otabelecimento lurmonisa-
se pertoitamenle, ou para melhor dizer. os bem en-
tendidos iuteresso doicconislas lucrarn muilo, tem
a melhor e mai segara garanlia na interferencia li-
mitada que exerce o governo newe eslabelecimcnloi
Parece-me que o nobre depulado nao descouhecia
ola circumstancia quando ponderou no inconvenien-
te que por certo tambem haveria em o caso de ser o
governo interamente indifferente as inslitui56o
bancaes, que assim tora interamente das vistas da
administracao, entregue sement a particulares sem-
pre dominado da idea Ca do lucro, poderiam gra-
vemente compromniotlcr os reao nleresso da asso-
ciacio.
No que pois devemo concordar he, que convem
adoplir-se um meio termo razoavel.qne convem exi7
gr-sc do governo uma justa.inttrferencia, aquella
vigilancia qui Ue deYB, pode, e ha de ter nole es-
labelecimenlo, a qual, segundo a organiacao feila,
heexerciai polo goi rno por intermedio do presi-
dente, que nomea, qne conserva, que he o hornera
de sua confianca, e cora quem pcrfeilamenle se en-
tendr : afora dista nao vejo que o governo tenha
oulro meio pira poder ser inleirario de todisas oc-
currencias, do loda a gol3o dat cousas rio Banco.
Mas disse o nobre depulado : ha o fiscal do the-
souro, funcionario publico, representante da fa-
zenda...
O Sr. Ferias : Para ot contrato.
O Sr. Sayio Lobato : Cora esta limilacao que
agora poe o nobre deputado, o fiscal do thoouro sera
opecial e determinadamente ouvido na questes
qua nicamente Ihe possam ser sujeila ; bem v o
nobre deputado que, para toan o oais, o fiscal do
thesouro, que nao tem assento dentro do Banco,
nBo pode servir, visto que nao tem o meios de se en-
tender com s cousas eednomicas do Banco, e tomar
conhecmento miudo dellas.
Nao 80 pode pois, nesar, sem contrariar astrosas
mai manifotus, que o Jugar de presideate da Bmico
he um verdadeiro emprego pubjico.ou se loiiMaereiu
'
v ,
*



DIARIO DE PEBMMBUCO SABBADO 10 DE JUNHO DE 1854.

at mus privativa funccoes, oa o modo do sea pro-
viineoto ; emrim, por gnalquer face que seja eonside-
rado, he ianegavel qne he ella nm emprego publico
de nuuma imporlaoei, de inteira suLordiuacao ao
governo, e qae prtanlo o seu exereieio nio pode ser
amiroulado com a Rereoria do mandato legislativo
em testao. Contino porttnto a ter para mim como
vardadeira a rainha opiniao, c a votar pelaconclusao
do parecer da Ilustre commissao.
| Julga ae discutida a materia, e procede-se a vb-
tarao. I.evantam-se a favor do parecer 31 Sr. depu-
Udo, contra 33.
O Sr. Sayao Lobato pede que e rectifique a vola-
rio; o Sr. Jansen do Pago requer qne a tulaeSo je-
ja nominal. Sendo eese lequerimento sifbmettido a
vlas*o, votam por ello 32 diputados e contra, ou-
tros lanos.
O Sr. F. Oclaviano reclama a eieeocSo do regi-
ment, allegando ejue teodo-sc votado por nm me-
t Ihodo, nao se pode votar por oulro na mesma ques-
Uo.
O presidente observa que nao estando decidida a
V uestao, nao poda deizar de submetter i considera-
rlo da cmara o rtquerimenlo do Sr, Janseu do
Pace.
I A requerimenlo de um depulado, o 1" secretario
ronla os membros presentes e acha 68.
Consultada oulra vea a cmara acerca da votacao
- nominal, he esta rejeitada, e rectificando-te a voa-
(lo pelo roelhodo ordinario, he o parecer rejeilad
V por 33 votos contra 30, sendo apprnvada a emenda
1 ofcrecida ao mesmo por 35 votos contra 30.
Pioda a volado, o Sr. Virialo requer que* se de-
clare na acta que volava a favor do parecer da com-
- aaisaio.
Procede-te a votacao do projecto, cuja disenssao
Acara encerrada na sessao anterior, marcando at
raogruat dos meabros dot cabidos das cathedraes do
imperio, e he ipprovado.
\ Entrando depois era t disenssao o projectb n. 131
do anno paitado, augmentando os vencimentos do
empregados dot cerreros, o Sr. Virialo observa que
nio ha cata, e pede ao' presidente que d cumpri-
menlo no regiment mandando fazer a chamada.
a Diaendo o Sr. Paalo Candido que esta redigindo
^ ib requerimenlo, o Sr. Paes Brrelo que poda-
te discutir aem haver casa, o Sr. Virialo pede que o
tachizrapho consigue at suas palivras.
O Sr. Paalo Candido diz que nao> 'duvidando que
ai fonrcOes que correm a cargo dos empregados dos
correios etijam que so augmenlem seus vcnciinento,
% pelo contrario erendo mesmo que isso he de necessi-
de para elevai-se este servido publico ao grao de
norte icio a que tem chegado cm outraa nasoet, to-
\ (avia opnor-se-ha a etse augmento at que informa-
coe o convencam que a cmara pode augmentar
cases vencimentos sem incorrer na pedia de liberali-
tar tem grande eiame o tuor do povo. Nesles ter-
mos o orador requer que o projecto teja enviado a
2 commissao de ornamento para inlerpor sobre elle
sea- parecer.
O Sr. Henrques combalendo o requerimenlo do
Sr. Paula Candido, exprimi-te da maueira seguinte:
Sr. presdeme, nio posto volar pelu adiamento pe-
dido pelo nobre 1 secretario. Bale projecto he obra
da eommfsso depensoeaordenados,e sem duvida
lia o nao formulara, e nem o apresenlaria a consi-
. deracao da cmara senuo depois de haver colhido to-
das as informarse c dados neceasaros, e bem medi-
tado sobre a conveniencia e juslica do pequeo aus-
mento proposto no ordenado dos empregados do cor-
reio da corle provincias. Vindopor lanto eslo pra-
jeeto de orna das commissf.es da casa, e devendo nos
presumir que ella procedera com todo o relo e cir-
euBMpeccao acerca do ten objeclo, a audiencia de
orna oulra commistao>m parece iuteiramente esca-
lada.
Ora, ai iu/ormasOes a que o nobre depulkdo se
referi so pedem dizer respeilo ou a ualureza do ser-
, vico dos empregados das administrarles do correio
do imperio, ou ao ordenado proposto pela commissao
para o pessoal de cada urna dellas. Quanlo a pri-
meirn parle, a naturea do servido, cirio que ella
1 he obvia, conhectda por lodos nos; nos lodos sabe-
. mot quanlo lie pesado o servico da administracao do
correio lodos sabemos que os empregodos do crrelo
sao obc gados a Irabalhar nao su nos das uteis pela
7 manhaa, n tarde e i noite, uo que a tna coodico
analto difiere da doa ontros empregados pblicos que
trabalham apenas das 9 da manhaa a* 2 ou 3 da tar-
i de, como de mais a'miissao compellidos a servir, e
sem alteraclo, oa ubstiluicao alguma entre si, prin-
cipalmente nat provincias n ores, onde o pernal
he mu diminuto, noi domingos, das santose feria-
dos ; o qae tem duvida torna mais triste a tua con-
dicao.
O Sr. Paula Candido :Por isso n8o quiero qne
te arritque a sorle delles.
O Sr. Henrques:O obre depntado diz que nao
quer arritcar orle desst empregados; mas certa-
mente tem o querer, contra suas melliores iulencoes
i osla fazendo; porque est protelando a discusao e
t pattagem do projecto, que leude a"melhorar a condi-
co deues servidores do Sitado ; cooviria pois que
um oulro meio procurasse pelo qual pudesse corres-
|ionder devidamenle as suas vistas e pensamcnlos.
Quinto aos vencimenlos propostos, clles veni de-
clarados n'uma tabella que aeompanha o projecto.
% Os nobrw membros da commissao de pensfles e or-
, denados mencionaram nessa tabella nao j os venci-
menlos actuaes, como aquellos que julgaram com'c-
, niente que passem a percebe o empregados das
I admlnlraces do correio, e della se v que a diu*e-
ren(a para mais he diminua ; parece-me pois que
temos os dados precisos para deliberar, e estando en-
tre nos os nobres depulados membros deasa commis-
tio, elles ae prestarlo a qualquer oultel esclarcci-
menlo ou infurmacio que na discussSo se entenda
, conveniente, donde resalla que nao mencionando o
nobre depntado at informales que quer, e estando
dadas ao alcance, e no conheciroenlo da casa as
principaes,itlo he, atque respailan) a natureza do
senado, e ao quantum dos vencimenlos; o adiamen-
to propoolo he ibleirameota escusedo. .,
, O Sr. Paula Candido : % a exleusa ?
OSr. Henriques: Es Jteaso do servico
entra, te comprehende na Datare do mesmo ser-
tico.
O Sr. Paula Candido: Pois nSo ?
o Sr. Henriques: Querer* teber o nobre de-
pulido qnaes os variadot objectos em qae as adml-
nlrafSet do correio se oceupam *
O Sr. Paula Candido i A extensao he o nume-
ra de eslacaes que sao necesaarias.
* O Sr. Henriquet: O numero de eslaQoes ou
agenciat fas parle desses variados objectos, e devo
crer que lodos nos saibamos as agencias que ha em
nottM provincias: pero que respeita a da Parahib^,
, tu o sei; e tenho at aqu um quadro da importa-
cao e exporlaco da correspondencia offlcial que nel-
la te deu eui o anno lindo; quanlo mais que o me-
nor on maior numero de agencias nao pode conlri-
, huir para a diminuirao dos vencimentos propostos,
que nada tem de eiagerado.
Hcmais, devo recordar a cmara que esta materia
nao le nota.
Em um de sena relatnos, o Sr. tsconde de Mon-
l'Alegre moslrou a uecessidade de melhorar assim o
estado dasadministraoSes do correio, principalmente;
a da corte, como a tprle das empregados de todas'
ellis. Um projecto fui aprestntado e discutido na
cmara a esse respeilo, e pela inconveniencia de
urna de mas ditposicOes cabio em segunda dis-
enssao.
Temos portante que \ opinlao do governo he fa-
voravel materia do i mjecto em disenssao; e essa
opiniao, unida de uiioa Jas commissoes da cata ba-
scada cerlamente sohre as intormaoocs necesta-
J rita, nos hbil i la m auftlciealemente para esta dis-
enssao.
> Pelo que diz respeibi minha provincia, posto dar
at informacoes precisas.
O Sr. Ponfo Candido: Est prestando mao ter-;
viro sea cauta.
O Sr. Henriquet: Peor servico presta o nobre
i depntado recorrendo a tctica dos adiameotos, que,
como a experiencia tem mostrado, s tem por fim a
morle dos, prnjectos.
OSr. Itibeiro de.-lndrada :Mas este he da parle
i de um medico, que exige saber o estado do do-
enle.
O Sr. hirilo : Talvez o adiamento seja pani-
ca para dar forc,a.
O Sr. Henriques: Sr. presidente, pelas razos
que tenho expendido, julgo que o adiamento lie es
, rusado. He silera ju considerada e examiuada na
casa desde muilo; nina oulra commissao a recoosi-
' derou ha pouco; o governo se tem pronunciado
* quanlo he bstanle, e parece que joslicando como
juslificoa commissao o seu parecer, e instruindo
e documenrando-o com a tabella a que me refri,
do quantum dos vencimentos aclnaes o dosj
poslos, nada mais h* a desejar para lucid
qnestie.
A cmara dte attender que os empregados da
' adminislraco do correro tem sido quasi os nicos
caja sorle ha sido esquecid no meio dos melliora-
meutes votados aos ontros empregados de differentes
leparticoes. O eorpo legislativo he obrigado a man-
ter a igoaldade e a juslica entre todos os servidores
da naco. Os do correio eolraro netse nomero,' tua
orle, principalmente mas provincias e as provin-
cias menores, he mesquinha, e seu diroito porlauto
manifestlo meihoramenlo propotlo. Por ludo isto
pois nio posw deixar de proDunciar-me con Ira o a-
diameoto.
Nio havendo caa nafra fe totar, tica encerrada a
diacossao do requerimenlo do Sr. Paula Candi-
do, c nao se procede o chamada por j ler dado a
hora.
O Sr. Presidente da ordem do da, e levanta a
sessao s 2 horas e tres qnarlos.
Ale hoje ha elle sido inabalavel, cerrando os ou-
vidos todas as conside-raccs ; mas tantas e to for-
tes serao as solicitaces, tantos o tao grandes bao de
ser os eulraves suscitados precaucao do processo,
como he coslume velho em casos tacs, que a final
por forja mesmo das circunstancias deve elle ceder
de suas justas prctenrOos, sendo dcsl'artg multipli-
cado o seu dircito urna repararao pelos ardis do
crime I
Malfadado lo Se realisar-se esla prophecia. e
continuares a soflrer ludo calado, ai de li 1 par que
Continuar tambem a insultar-te a soldadesca infre-
ne, e a permanecer impassivel aos teut males a po-
sea qne te devera garantir.
No dia 24 do prximo pastado rhegou a esta eida-
de um liomem enviado pelo vigario de Patos, na Pa-
rahiba, com o fim de tirar inculca d'ums portador
que elle encarregara de levar a una seus prenles
no Canlndn a quanlia de 51)03000 rs. .
Vmc. ha de estar lembrado de que n'uma oulra
lhe communiquei, que cm marro |ior occasiao
da onvocajao do jury, amaohecera da oulra banda
do rio, bem defroote da cidade, um cadver ainda
quente e palpitante, horrorosamente espancado e
cozido Tacadas nos vaos e peito ; o qual foi enter-
rado, como de restume, sem maiores averignates :
pois bem, est hoje indubitavelmente verificado que
esse cadver he' b deste individuo assim procurado
pelo vigario de Palos.
E veja o melhor : o que a nossa polica nao pode
fazer desde niez emeio.que O crime foi perpetrado,
fc-lo nm cstranho, sim, nm liomem de fora, sem
amigos nem conhecimentos no lugar, era um s
da, o com os nicos dados que lhe foram ministra-
dos a esmo nao s descobrio os assassinos, como lam-
ben) a quasi tolalidade do ilinhciro que os assassi-
nos liaviam roubado e repartido entre si, fallando
apenas OjOOOrs.!
A polica despcrtanarpor este succeaso, que tao
pouco abona a sua aclividade c vigilancia, submet-
teu a novo interrogatorio os autores que por suspei-
tas conservaya na cudeia, eveio a conliecer por con-
fissao delles, que fora o autor do crime otn'pardo,
de petto de 60 annos com pretenees a S7, por no-
mo Goncalq Jos da Cruz, .segundo o diz, natural
desse Recif", que deixaraha 20 anuos para vaguear
pelos serjoes ; o qual no correr do anuo passado se
insiallou nesla cidade milito a seu commodo,porque
aqui lia nimia facilidade em acolherem-so os vaga-
bundos de toda a sorle, sem que se indague queni
sao, d'ondo vern, que e para oade se dirtgcm : se
Irzem ou nao passaporte, se to ou u3o c '
nosos.
Este velho perverso acolheu em ana casa o correio
supramencionado, e saliendo que elle rnnduzia di-
20. Eslcs mesmos Costas, foram lempos depois,
armados de careles, provocar por meio de insultos
ao reverendo vigario, na propria sacrista do Rosa-
ro. O vigario queixou-sc, foram presos de novo
os oggressores, c o processo restaurado. Um d'elles
foi ahsolvido pelo jury, e o outro condemnado ii 6
mezes de prisao, posto que im olvidos ambos no mes-
mo crime. O sentenciado appcllou da decisao que
o condemuava, no que acompanhou-o o juiz a res-
peilo da absolvilo do oulro.
21. O com mandante do destacamento, Joaquim
do Carino, n'uma represenlaco thealral, n vista e
face das pessoas que orcupavam a platea e galeras,
nao se pejou de atacar, cobrir de apodos e querer
comdesmesurada faca, que brandia como um pos-
sesso, assasssiuar a nm pobre peloliqueiro que diver-
ta o povo ; ao qual nesla occasiao dislribuio gran-
de quanlidade de sceos e pancadas I Nao houvc
autoridade, que prendesse o lienie, nem que lhe ti-
rasse o processo, o menos anda que Uo occorrido
particpassea presidencia III
Disto veja Vmc. quao joslas foram as minhas con-
sideraeoessobre laes entidades, devendo nolar-llic
agora que o de que trato, deve ser lido como typo,
porque nelle dao-se todas as condires dos taca com-
mandantes do destacamento notados na passada.-
22. Ao mesmo foram tirados violentamente (res
sentenciados pelo jnry do Pereiro, que Irazia debat-
i de escolta. Ilouve tres morles, e ferimentos gra-
ves, ncluindo o do cummamlanlc que na carreira
da fgidacortou-se na cara u'um ramo de oilicica !
Os assallantes csliveram por muilo lempo no Cajuci-
ro, povoacao do Grato ; ningnem se imporlou com
isto, nein.svndicoii-sc dd fado da tomada dos presos.
23. Por occasiao do recolliiinento da procisso do
S. do llomfim da sua iafeja, um carpina chamado
Calisto sendp maltratado por um soldado, com elle
travou urna riii, de que resullou espancarem-so re-
ciprocamente em preseiu-a do Sanlissimo. Foi pre-
so o carpina, c procurando o delegado o coinman-
dante para recolher o preso, elle nao eslava na cida-
de, porque linha ido pussear s Antas, na commar-
ca do Grato, sem o participar a autoridade alguma;
e nisto as autoridades locaes seguiram-lhc o exem-
plo para com a presidencia.
24. No ultimo do passado clioveu abundantemente
das i para as 5 horas da larde:"em quanlo durou a
clmva, dous soldados da guarda da cadeia pozerum-.
se us, us empello, a lomar banhodebaixo das go-
teiras da niesmn cadeia; e assim se conservam obse-
iiameiite-por obra de meia hora, no meio da cidade,
sob as 'vistasidas familhas honestas, que foram obri-
zas a fechir. as portas para evitaren) semelhante
-ndalo lano maisreVollante quanlo era pralica-
pela for^a publica. O Rvm. vicario, cuja sala
nheiro, embriagou-o c levou-o por obra das 3 hora I eslava com visitas, proieslou em presenca do seu
da madrugada, sob pretexto de comprar queijos, pa-1 coadjutor e do vigario de S. Mateus ahi presentes,
~ a impossiblidade de morar-sc em semellianle local
com soldados c Ofliciaes relachados, a tal ponto.
Depois dcsta nomenclatura de ms feitps. em
enja leitura o espirito lonje de repousirfenche-se
e asco c repugnancia, far-lhe-hci comojemale des-
la, que j vai onga, urna retenha donosso' estado
em relajflo aos futufos dados de abundancia.
No corren te anno as chavas foram pr'ecuc-es cm
seu apparecimeuto, rasipouco regulares. Chuten
bem em Janeiro, pournem fevereiro, e nada em mar-
co, de forma que em,abril eslava todoo legume pres-
te a pcrder-sc quaudo por felicdade reaparecern)
is cliuvas com mair regularidade e assas aliun-
daucia, sendo nsdesla sorle sublrabidos scalam-
I
i
rn*1hWrotP'*m!HGiKB DOSZABIO OS
PEKNAlKBTjco.
11 CEARA.
Cidade doIeo,Id.1Bio.
Vi csla sem prembulos, porque as circo mslaa-
nas assim requeren), alera delles nao Crem mais do
que um colorido 6 falla de materias; o que dcsta
vez esl bem longo de ser-me apnlieaoo devida-
menle.
Acalia o Sr. Francisco Texcira de aposentar u
autoridade competente a ni queixa contra o rom-
mandante da escolta, qae dez horas invadic-lhe a
rata enlre impreperiot e etpincamenlot dos seas
moradores, comendo-lhe em cima os queijos gue a-
prisionara tm aeol Como porem convem, nao sei
a quem, que nao apparefa docamenlo alguem que
tragan liquido asarbitrariedades commelidns em tao
iuforroetsrejo, e a ii'neassibilidade condemnavel das
autoridades loraet, em presenta de temelhanles
sretiat, tem frvido os empenhot sob lodos os teas
cambiantes, empenlios de pessoas importantes, para
que o i, leixoso devisU da accao inieniada.
ra a oulra banda do rio. onde j linha posto um
homem que ronvidava para ajuda-lo a dar urna sur-
Ta no hospede, por haver solicitado para,fiusilliclos
a sua Helena. Esleaj'udanle lendo dado a primei-
racacelada, poz-se ao fresco; o (ionralo porem com
onlra derriba o infeliz, a quem acabado matara fa-
cadas, pararoubar-lhe os 560gO(X) is. de qae era.
portador ; dos quaes deu 30 ou 40 ao tal ajudaute !*
Islo confessaram elles-coro alguma discrepancia
do Gonfalo, que procura.laucar luda a culpa sobre
o companheiru, posto que ludo, deponlia contra
elle.
lie por corlo para fcpuenar-seem acreditar, que
a lualvadeza do homem chegue a tal ponto de as-
censao e que n'uma cidade, de notvel progress-
apparecam, fados taes e oulros scmelhanles, ctija
resenha vou consignar esla carta ; porque quaudo
resplvi-me a esta nossa correspondencia, foi rom'o
filo decora a publcarao ^gpectiva, reprimir os ac-
tos o omissOes criminosas,'de que he theatru este1
Ico. E pois, peco desculpa a Vme por ler de oe-
cessariamente massa-lo com a repugnante enumera-I
rao de tactos reprovados.que milito depem cor.lra a
nossa moralidade ; fadoe patente e notorios que nos
ltimos Ires mezs do anno prximo passado e pri-
meros deste, tem subido ao numero de 24, come lhe
notei n'uma .caria anterior qne nao lendo sido pu
blicada, julgo nao haver chegado s suas maos.
1. O Sr. Sampoios, pai e fillio, lomaram-se de
razOes com os Srs. Joaquim Monlciro ; das pala'vras
passaram por fim s vas de fado, trocando a porfa
e mutuamente limitas'pauladas esupapos ao meto
dia, na ra principal d*edade, cm plena assistencia
d'um povo immenso, qu os deixn as largas dar ex-
pansao ao genio, atoqueoccorreu odelegado pren-
dendo os dous primeiros, sem que o mesmo fizesse
ao segundo, por motivos alem da miuha comprc-
hensao. Este uegocio ja eslava em sania paz, os
bcllgeranles j linham iseeulado em bases solidas
lima acommodacio, guando por urna publica^ao
apocry pha foi ao coiiliecimeulo doa>Exc.-, que pa-
ra logo ordenou a inslauraraodo prtctsso respectivo;
o qual vai em audamento por virtude do condao
presidencial.
2. l!m genrodo mesmo Sr. Sampaio, de nome
Joao Lopes, em companhia d'um filho, insultou e
espancou a nm sapaleiro por nome Raimundo pi-
pa-mel, qae delles reclamava a sua lenda, que os
mesmos lhe haviam subtrahdo para, de autoridade
propria, pagarcm-se de urna quanlia que llics devia
o olfcndido. O proceso foi orgai.isado, porem fi-
cou como que eni embriSo.
- 3. Jos Olimpo Toxeira, por motivos de parli-
llias, cheu'ou ao ponto de ir publicamente alacar as
proprias irmas; is quaes sobro cobrir do injurias,
ameac.ou de matar quando acudirn) alguus visinhos
aquietando-o.. Esta oceurreucia nao mereieu alien-
cao 1
4. O mesmo nao conlenle com esta proeza vai
armado a casa de Joaquim Fiuza, n quem amcaca
de assassinar ; o que talvez houvesse posloem exe-'
curao a nao sera resistencia heroica e os gritos da
senhora do Fiuza ; os quaes allrahiram muta gente
nullificaudn desl'arte os intentos sinistros do aggres-
sor. Esta segunda facanha leve o mesmo resaltado
que a primeira. i
5. Urna muihr foi etpancada pornns sujeitos
l para as bandas do rio ; hoave carpo de delicio,
no qual resumio-se todo o procedimento da justica
publica.
6. Um filho do Sr. Manoel Ribeiro espancou
no meia da cidade a um escravo da Sr. D. Anna do
Papa; deu-se a denuncia, o processo porem ficou
em caminho,
7. Outr faejo qoasi anlogo leve lugar no rio;
mas lendo-me olvidado de seus promenores, apenas
o menciono para nao oflendef a ordem chronologica
desla exposirao.
8. Om filho do finado Joio Beulo foi espancado
em cata d'uma meretriz por nm tal Antonio Fran-
cisco Lisboa Esitvcs, irmao do ea-subdelegado, o
Srcapitao Roberto, pai do doutor Raimundo, in-
lertei e conseguio aparta-Ios. O etpancado ficoa-
se com a correccii'i /ralerna, o oflensor habilitado
praticanienleaconlina! da-latjT
9. uaa mulheres, pjr nome e alcanhe Anna
Pellada e Candida Oigahe, n'uma hrga desprega-
ram s linguas em nomes injuriosos, e rhegaram
mesmo s vas de fado, oHendcndo nao s a mora-
lidade das familias, como perturbando o socego pu-
blico por muilo lempo, licnunciaram-se reciproca-
mente, .mas os empenlios fizeram ooDicio nominal
do juiz He pazi concillando as liarles.
10. Um escrave de Jos Bernardo era um samba
foi victima fl'um formidavel Tarada no peito, 'onde
penetro, e da qual morrer mais cedo ou. mais tar-
de. Prendeu-se'o delnqueme, mas iifto se lhe fe-
proresso, foi sollo das depois, c passe'ia galhardaz
mente pelas roa* deste feo.
11. L'm tocio d'um peloliqueiro mandou appli-
car urna correeeSo fraterna urnas sugeilas de vida
suspeita qae o haviam embado. Nao Iioave "pro-
cetso, porqne o pai d'ellas nSo quiz deixar tirar o
corpo de delicio, dizendo que ooll'onsor linha dado
muilo na rede das lhas, mas nao rellas. Oque
fazer-te a isto Kelrou-se a polica como o rapo-
so da fbula, que gnnunciava paz gira! ao velho
gallo.
12. As mesmasmeninas, poneos dias depois in-
sultaram a urna sua prenla da mesma Jaia ; roas
ludo passou desapercebido, porque a polica nao
quiz me.lter-se com a gente da redlnka mytteriosa;
13. Urna muiher de nome Thereza da Cunha, es-
lando em sua venda, que he na casa de sua residen-
cia, foi accommettda por nm desalmado que lhe
descarregou sobra o rosto um formidavel golpe cora
urna garrafa* cujos pedacos feriram-lhe a face e os
peitos. Por este altenlado procedeu-sc o cofpo de
delicio competente, cifrando-se nisto lodo o proce-
lnienlo olcial ; porqne o delnqueme evadiente, e
a polica espera o seu regresso do EgyptorK para
por em campo luda a sua autoridade.
14. Por occasiao d'uma representacao thealral,
houve um disturbio pela razan de seren expellida
cTalli corlas mulheres de vida suspeita ; p qual ope-
zar de ser bestanle animado, c a polica julgar nao
dever ingerir-so, por milagro nao appareccram ca-
sos lastimosos qo meio d'essa confusao, que n3o pa-
reca um dia, mas urna noile de jui/.o.
15. O carcereiro Roque, preso por causa da fuga
d'um preso, c estando snbjugado pelos soldados, foi
espincado e esbofeteado em pleno dia, no meio da
ra, em presenca do delegado e do jniz municipal,
pelo esrriv3o do Pereiro O oflendido quexou-se
pelos meios competentes, as teslcmunhas forauncou-
testi'S ; mas nao consta-me que al 'agora fosee pro-
nunciado o tal escrrao que quer atereter tambem
nos quei.rosdas partesl Tenho para mih> qrfe nao
osera, milito embora Semelhante desacato livesse.
por (ettemunhat meio Ico, e o Roque ler envida-
do todos osesforcos paa conseguir juslica.
16. Um negro do boticario Cotrim. foi espancado
e maltratado por nm tal Aatonio Cosa, a ponto de
flear com a cabera fracturada ; passou desaperce-
bido.
17. O suprnuiencionado Colrim, lendo urna de-
savencacom o Sr. Dr. Carolino, com esto leve ama
apuracilo forte no meio da ra, entrando na func^ao
um escravo do mesmo Dr. Esle estado de cousas
durou por longo lempo, e teria acabado em calastro-
phe, poidiz-se haverein por ultimo recorrido ao ar-
gumento de Pasmado, se nao sobrevem o delegado,
cuja nica providencia foi a prisao do Sr. Dr. Ca-
rolino e leu escravo. Porque nao leve a mesma ne-
na o Colrim ? E se os dous merecern) ser presos
c dormir na cadeia, como nio' foram processados ?
Sao anomalas desla trra.
18. Um irmao do Costa, applicador da correerilo
fraterna ao negro do Colrim. chamado Joaquim
lirance, foi insultado por um Sr. Pcbinha, ferindo-
the o rosto com urna chbala : ficou ludo em fami-
lia, TJnvflfSuTa deu-se a vindicta !
19. O mesmo Joaquim Branco em concomitancia
das Cotias, suas irmaas, esperan) noitq o Pebinlia
n'um boceo retirado; espancaram c fractutaram a ca-
heca a nm companbeiro do mesmo Pebinha, qae sa-
foa-se sem ser maltratado da alhada das. amazonas.
lluuve processo, mas ettejaz no olvido, no abando-
no, a os reos sollos I
dudes d'uma fome horrorosa.
sorlo|dns desgranados Indios, visto as nao equivocas
provasdesua protec^ao, que em alguna lugares da
provincia liveram os indigenles a honra de recebar
de S. Exr. A 1 Un. municipalidade dcsta villa, si
meas non leca fuisset, sabe que a varila vai cei-
fando os moradores d'aquelles lugares, epodeafiau-
rar a S. Exc. que elles estilo no maior desamparo
possivcl, exhaustos totalmente do recDrsos, e enlre-
cues ao mais lamentayel desprezo. Li em um al-
farrabio da bibliolheca de um velho boticario maito
parolero, que os bixiguentos necessitam de um me-
lliodo activo de tratamenlo, por qae a molestia pela
sua especie on inteasidade dos symptomas nao per-
niilie se abandone aos esforeps s da natureza, e sem
rgimen, os medicamentos sao inoficazes, ou preju-
diriaes, multas vezes s o rgimen consegue mais
qne os mais activos remedios, secundum Merelem.
O nosso corpo colleclivo, isto he, a nossa illuslris-
siiua municipalidade acha-te presenlemenl compos-
to de supplentes dos supplentes, e he bom que assim
acntela,para quandocnegar o lempo de novaselei-
^es, trabalharmos a torio e a dreito, at reeleger-
mos estes mesmos maganos que goslam de empolgar
a dgnidade, e depois entendem que devem estar no
quartel da saude, cacuaodo dos infelizesque do boa
f lhe deram os volinhos: tomem o meu coiuelho,
senhores .da illuslrissima, vejam que o louro muilo
aperriado d cm arremelter; fa^am por contentar aos
seus municipes. aprescntera-lhes alguns beneficios,
quaudo por si nada possam fazer, representem ao
invern as nossas necessidades, etc., ecl., etc., de-
pois, se lhes apparecer alsuma derrota, nao se quei-
xem da pubre sorle, e nem digam que assim aconte-
cen por nao haver quem lhes aronsclhasse, e lhes fi-
zesse conhecer o erro vencivel oa ignorancia, como
quer que queiram appelidar.
Ainda nio tive a salisfac,aodedirigir-me a V.con-
lando-lhe maravilhas. paz e saude deste lugarejo, he
semprc qoeixando-mo a tal ponto, que talvez me
qualifique no rol dos desventurados,porni,meu ami-
go, assim niio espero, por-quanto tcuho-lhe semprc
apreseutado as provas das minhas lamcntacSes, e as-
sim vou fazendo; ha poueba dias vieram das partes
da Barra, pertencente a esta villa, dous homens, um
com nmas entiladas de fouce e oulro com algumas
pauladas, e immedialamente constou-roe tere'm des-
apparecido, sem que livessem. gozado das garantas
que lhes concede as nossas leis, a pedido nin sei de
quem, por certo havia .de ser de algura mandarim:
na ra doFogo, urna Eva sem mais nem menos, poz-
se publicamente a insultar a um_pobre velho e sua
familia, dirigindo-lhc palavras 13o picantes, que o
velho suppondo nao dever soltfer lauto dirigio-se pa-
ra onde eslava a mulhcr, e o resultado foi ella sabir
com a caneca lascada c inleiramenle moida; boa
maneira de fazer calar, os senhores leilores tomem
csleexcmplo; os nomes deslcs campees e mesmo o
magnata padrinho dos dous primeiros, disse-me
o Moella de Banancra, que por aqu passou,que nao
era da opiniao que eu os publjcasse sem ser pergun-
tado.
Estavamo-nos preparando para a fesla dos nossos
padroeiros San Pedro e San Paulo, quando com
grande pezartoubemos, que o seu procurador a havia
transferido para novembro, pelo motivo nao s do
rigoroso invern, como pela ausencia- dos seus res-
pectivos juizejpor isso leriamos de passar estes me-
zes bem inspidos, sean fosse termos os (rabalnos da
assemhlca geral qae sapponho vem transcriptos em
seu Diario, para us enlreler.
' Fajo votos para de buje em dianlc ser mais fre-
COMMERCIO.
PRACA DO RECIFE 9 DE JUNHO AS 3
HORAS DA TARDE.
t'.olaces elllciacs.
Cambio sobro Londres a 26 5(8 d. 60 d|v. adi-
nliciro.
Dilo sobre dilna 27 d. 60 div. a dinhoiro,
Dito sobre o Rio de Janeiro2 por
Dnheiro por 40 dias7 % ao anuo.
Dito por 60 dias8 % ao anno.
Oncas mexicanasa 28J>000.
ALFANDEGA.
Rendmento do dia 1 a 8 .
dem do da 9 ..... .
i de rebate.
74:7778696
3:6808198
Hoj, gracas S- provblencia divina! os lgame
promettem ,ica colheitaj c o pasto que j se ach*
seguro, manjar o gado ate o invern vindouro. Es-
res de sustos por esle anno, em qnan-
pao nomo de cada da; qnem nos dera o mesmo
pudrmos dizer sobre aseguranca individual"; Por
que, seja dte) do passagem, aqui morre-se tambem
a faca, i bacamarle, a ccele, alm da Scca; mor-
menle a ccete, que he o instrumento da moda ac-
loal nos mandados de despejo para a melhor!
Adeos at a primeira. O Joven se.
quelite, por isso dcsta vez pouco mais accrescen-
PARAHIBA.
Banaaeira 39 da malo
He hoje dia de correio, c eu me ado, to solado
fie materias'para desta ;voz occunar-lhe a aitenrao,
que se nio fosse honternVo nosso bello iuealrovo gue
seria de mim'.' Se l SS-deparasso com osintigiies
Prelibf^Poisa, cmicos, queestrearam ha pouco o
palco bratileirti. o qne lhe dira 1 Se nao me viste na
ueceasidade de apreciar suas habilidades como ado-
res, qnal a materia de minha tpislola ? Pobre rabis-
cador, que sendo minha linguagem ta rida, e secca
como a relvasiuhn que mureh ao adusto soldo've-
to, que nao passa aos tramites de sua propria igno-
rancia, e nem se conduz senao aos destinos e ao aca-
so o que seria de mim? Repito,se os insignes
companhia dramtica ambulante nao me maravi-
l'areifp
Temos gozado de um invern o mais regular que
he possivel, e jii vamos experimentando muilo escas-
samentc dos seus fetizes resultados^ a farinha que
se acliava no mercado a cruzado i cua. j a temos a
quatorze vintens, os milhos e feijOes breve no ba-
lein na porta, finalmente temos esperanzas de este
auno gozarmos de urna collieila completa, e capaz
de remunerar o pobre agricultor.
Concluo esla amejando-lhc saude, verdadeira feli-
cdade e palchuly para livra-lo do incommodo de
algum mo cheirn.
PtaBNAIBIlCO.
CMARA XDXnCXPAX. DO RECITE.
SESS, "EXTRAORDINARIA DE 31 DE MiIO
jt* DE 1854.
Presidencia do Sr. Sarao de Capibaribe.
Presentes otSrs. Vianna, Reg, Mamede, Gameiro
e Figueiredo faltando com cansa os mais Sea.,
abrio-se a sessao,e foi lija e approvada a acta da an-
tecedente.
Foi lido o seguinte
EXPEDIENTE.
- Um oOido do delegado supplenlc do primeiro dis-
Ihassem bontem com seu espectculo, de fado esta- trido do Recife, Irazendo aoconhecimenlo da cama-
na eu ueste momento nos meas paralogismos do r, fim de qae esta desse de sua parte as providen-
costume. Meu amigo, hoje beque sei apreciar a das convenientes, o haver-lhe o subdelegado da fre-
sinceridade e carcter circumspecto do meu espiio : guezia do S. Jos representado sobre as multiplica-
eslou convicto de qae he mais que verdade ( se po- das quexas do almocreves, que expoem farinha A
desse lano asseverar) o que me relaloa, e conhec venda no mercado publico da mesma freguezie con-
que nao arredou um pice do que all vira e se pas- '
sra. Agora por sua bondadeqeira ouvir urnaana-
lysc mais succinta dessa meia duzia de bobos, que
pensam eaptivar a altcncao de alguem, e nao me te-
nha por importuno.
A peja que clles deram romo espectculo por
mais que indasasse qual o seu nome, lquei na mes-
ma, o que vi foi una miscelnea de asneirasque a
cusi as poderc desrrever ncsle lugar. A Illm e
Exni'1 Sra. D. Clariminda poralgunsmomeutos cap-
livou-nos a alleucao com suas bellas arias do Wuci-
fe, e julgo que o acanhamento dessa dama do lago
das fadas a nao fez mais arilhar at escurecer de lo-
do. Ao depois canlou a saloia o nem por isso ache-
lhe sal : mais oulras arias foram cantadas aps a-
queilas, e quanlo mais a va menos a sympathisava.
sua belleza natural, seus olhos nearos cercados da
urnas so brancelhas de velludo, seu portesempre com
meia singeleza, e sen vestido curto hespauliola fa-
ziam-oa relusir atravez de seu acanhamento : pos-
to asseverar que nem achei alguma belleza desmar-
cada, nem tambem deixava de realzar com o seu
vestido singelo. Agora passare ao trabalho gym-
nastico que lego seseguio, e nelle sobresahiram os
dous insignes actores que cima lhe fallei, fazendo o
Poisa urna parte bstanle difficl, a qual foi deixar
se amarrar de ps e' m3os, e suspender-se por nm
moco qne se acliava na colnmna, c como este o sus-
pendesSc nos denles atoa altura de quatro palmos,
euccedeu que, escapulin io-se a corda dos denles del-
le, medio, m*o grado seu, o terreno que era bastan-
te para a tua sepultura. Saiba o Sr. Poisa de oulra
occasiao litrar-sc de etecutar papeii lio pergosos,
quo o menos que lhe poda custar era licar sem urna
custelS: aprenda na custa para saber livrar-se
dos perigosimminentes que lhe podem custar a vi-
da,^ assim liviar-sc do gozo de suas facanhosas poe-
sas. Em segundo lugar, seguio-se o Prelilia *ue
andou suspenso na coloaina executando urna parle
dflirilima, rodando liorisonlal na.columna, dcixan-
do todos (copio l dizem) estupefactos. Ao depois
seauio-se o enlremez dos raudos, e ahi moslrou elle
lodo o seu tlenlo dramtico. A Sra. Clariminda
tambem fez o que p leiro que all apparecnk"afsrarile gaiato. O melhor
We tud, meu aaigof foi urna negra que appareceu
em um camarote cacbjaibando, c a rapasada por
maisque gritasso (ora cachimboella respondia-
hes com ar sereno nao sou matula para meen-
fiar com apupadas, e assim coulinuuu a fazer o abla-
tivo de cachimbanra, 'espargiudo sobre a platea ca-
nudos de.-fumo, que ni lodo o seu gozo naquelle
instante. Ao depois appareceu do meio das turbas
(ib) eslnpidosinho, que foi offeTecer-lhe um charuto,
dizeudo-Uieque substituisse aquello ao seu cachim-
orque era decente e nao estranhavel em occa-
siBes semclliantes. Assim termiuou a companhia
seu bello espectculo, nos delsando na mesma,
sem os obres. Oulra consa rmns *xtravagante ap-
pareceu all, que esta sim, deixou-me, como l di-
zem, chispando. A dama de que lhe tenho fallado,
saho ltimamente com uns versos, e urna quanli-
dade de envs (llores), e bastantes ramallieles enfei-
tados, e quando terminava os seus versculos dizia
este he para o Sr. Domneos Marinheiro ; oulra vez
repata a_ mesma cousa, cconlinuava este he pa-
ra-o Manoel, companbeiro do dito ; ,islo, meu charo,
cnstavh aatta um Seis patacas em prata t que tal a
maneira d"n'ver I digam que sao tolos, deem-lhe
|>os cobres, qne tolos sao vosees, quo nao conhecem
estas rtrliinanlias de esperlalhcs ambulanles. Te-
nho-lhc oceupado bastante com minhas excentrici-
dades, e logoentrarei noque mais convira nos. e
ao publico em geral. Adeos, saude e patacas.
tra o respectivo arremtame, Bellarrooo Alves de
Ardera, por exigir delles a laxa devida, e indevida-
menlc, cobrando 80 rs. pela entrada do genero para
o mercado, o outro tanto pela estada do mesmo den-
tro da praca, duranlo a noile : ditia man o mesmo
delegado, que o referido subdelegado lembrava a pro-
videncia de ficar a chavo da praca, durante a note,
no poder del le, ou do fiscal da freguezia, sobre o que
competa a cmara resolver.Mandou-se responder,
communifando nao s a providencia tomada seme-
lhante respeilo na sessao passada, como que ia a c-
mara reiterar a ordem que dera ao Gseal para nao
consentir qae a praca te feche antes das 6 horas da
tarde, e expedir outra para ficar em poder delle, do-
rante o mencionado lempo a chave da racima, prohi-
bindo que o arrematante receba laxa pela estada do
genero no mercado, noile.
Outro do mesmo, participando.ifim de que a cma-
ra providenciasse, que os subdelegados das frezuezias
da Boa-Vista ejS.Jos, representaram sobre a falta de
luz eagua, que se tem dado as suardas das ribeiras
das referidas freguezias.Que se respondesse.que *
cmara nao compete o fornecimcnlu de luz eaguas
ditas guardas, esim thesouraria provincial, em cu-
ja le de ornamento ha quota. volada para semelhante
despeza.
i Outro do procurador, remetiendo o mappa dos bi-
tos das 4 freguezias desta Cidade, no Iriineslre do l.0
de Janeiro 31 de margo do correntc anuo. lulei-
rada.eque se mandasse publicar.
Oatro do fiscal do Recife, responderlo portara
que lhe foi dirigida em 24 do passado, que Joo
Soum lhe declarara, que nao tntia aulorisacao para
vender as pillas de composico secreta, coja venda
tem ido annouciada, denominadas deHnlloway.
Que se respondeste i commissao de hygiene publica
com copia da resposla do fiscal.
Outro do fiscal de Sanio Antonio, informando que
foi com effeito deteriorado, por causa da obra do
aqueduclo do pateo do Carmo, opasseio da casa o.
19, sita no mesmo lucar, pertencente ordem ter-
ceira da mesma ereja. Despachou-se a pelicao da
mesma ordem, mundando-se que o fiscall mandasse
proceder aos reparos' do passeio.
Oulro do engenheiro cordeador, communicando
ter conferido cordiacao ao inestre pedreiro encarre-
gado da obra do hospital regimental, fim de poder
:ir o cavouco da frnte do dito edificio, que deita
pana nova ra, qae do quartel do Hospicio vai' ter
Solcdade.Inteirada.
Oulro do fiscal de S. Jos, remetiendo o, mappa do
eado morto para consumo desla cidade na semana de
22 28 do corrate (513 rezes) inclusive 41 pelo* par-
licularc,.Que se archivasse.
Outro do fiscal supplente em exercicio da fregue-
zia de Jaboatao, remetiendo a notado gado morto
para cousumo da mesma freguezia no mez do abril
ultimo, 94 rezes.Que se archivasse.
78:4578895
Dttcarregam hojeWdejunho.
Barca trance/,iJosmercaduras.
Patacho brasileoEmularangenero do paiz.
Importacao'.
Barca franceza Jos, viuda do Havre, consignada
a J. R. Lasserre & C, manifeslou o seguinte:
2 caixas camisas, 1 dita pannos, ditas lucidos de
algodao, 2 ditas modas, 1 dita chapeos de sol de al-
godn, 1 dita nierciaria, 2dita* chapeos para homem,
1 dita perfumaras; E. Burle.
4 caixas pianos; Vignis an.
1 caixa pelles de marroquim, 2 ditas couros, 1 di-
la merciaria; Demesse Lerlere & C.
50 iaos champagne ; a Paln Nash & C.
2 caixas tecidos de algodao ; a I. II. (iaensly.
24 caixas vinho, 3 Vitas calcados, 3 ditas chapeos,
19 ditas papel, 4 ditas vidros, 1 dita candieiros, 1
dita perfumaras, 2 ditas amexas, 1 dita merciaria,
I dita litros e calcado, 1 dita papelao, calcado e la-
pis, 1 embralho amostras; a Leronle Feron & Cj
25 barrs e 25 meios ditos mantega, 1 caixa livros ;
Domingos Alves Matheus.
29 barrs e 22 meios ditos manteiga, 25 caixas quei-
jos, 2 ditas chapos para homem, 1 dita pauBos, 1
dita sedas; V. Lasne.
25 barrs e 25 meios ditos mantega, a Rosas Bra-
ga &C.
2 barrs altea ; 1 dito seda, 1 dilo verdete, 1 di-
to barrilha, 4 caixas drogas, 8 barrs tinta, 1 barril
espirito de terebentina, i caita azeile de velriolo.'i
barrs salitre, I barril vinho, 1 fardo jalapa, 1 caixa
summo de fructas, 1 barril tabaco em pn, 1 dito la-
dras para (impar, 1 fardo roldas, i caixa espirito de
salamoniaco; J. Soum.
1 caixaroupa branca; a Casque).
1 barril vinho, 1 dito agurdente ; G. Ferrando.
1 caixa ohreias, 1 dila parafusos, 3 ditas cryslaes,
1 dila perfumaras e legumes em conserva, 1 dita
caixas de rap, 1 dila boles erequifes; J, H.
Denker.
1 barril gordura; Osear Deslibeaux.
I caixa sedas, 5 ditas tecidos de seda e algodao, 1
dita chitas estampadas, 34 ditas tecidos de algodao, 2
ditas obras de (laudes, 3 ditas tecidos de laa e algo-
dao, 2 ditas ditas de seda e seda e algodao, 36 ditas
licores, 5 volumes seda, 1 caixa perfumaras, 1 dita
chapeos de sol de seda, 1 dila ditos de algodao, fio de
ouro c prata, 4 embrulhos e 1 caixa amostras ;
Timm Mousen & Vlnassa.
10 caixas conservas, 9 ditas tecidos de algodao, 5
ditas vestidos Ue cassa, 1 dila lencus de algodao, f
dila tecidos de seda, 1 dila ditos de dita e algodao,
"20 gigoa champagne; Scliaplievllin & C.
jqbarris e 60 meios, ditosmanteisa, 1 caixa Gtas
de seda. 1 dila tecidos de alaodo, 2 ditas ditos de
seda e laa e-panno dita, 2 embrulbos amostras ;
Bruun Praeger & C*
5 caixas sedas e seda e algodao, 9 ditas tecidos de
algodao e algodao e 15a. 1 barrica queijos, 3 fardos
pannos e casemiras^39 caixa e i fardo tecidos de al-
godao, 2 barrs vinho, 3 caixas tecidos de seda, 1 di-
ta bonetes de algodao, 1 dita cambraias e sedas, 2
ditas tecidos de laa e algodao, 5 caitas el embru-
lho obras de ferro, 1 dita sedas e bonetes de algo-
dao e 5 embrnlhos amostras ; J. Keller i C.
50 reos champagne ; Me. Calmont & C.
4 barricat queijos ; F. Coulon.
4 volumes tecidoi de aigodao e linho, 3 caixas por-
celana, 9 ditas perfumaras, 2 ditas couroa e pelles
preparadas, 1 dita sellns c objectos para selleire, i
dita tecidos de algodao e 13a, 1 dita cachimbos e ob-
jectos para fumantes, 2 ditas calcados; a F. Soava-
ge&C.
barricas e 35 canas queijos. 1 caixa roupa bran-
ca e'bras de bronze, 15 latas linla branca, 2 caixas
cryslaes, 1 dita candieiros estanhados, 3tlilas porce-
lona ; ordem.
1 caixa papel, 120 barrs o 20 meios dMos man-
tega, 1 caixa tecidos de 13a, 2 ditas balaios, 2 di-
las couros, 2 ditas calcado,.i dita pannos, 2em-
brulhos amostras ; a N. O. Bieber j[ C.
46 barrs e 35 meios ditos mantega, 1 caixa cha-
peos de pallia, 1 dita ditos calahans; a Cals fr-
uaos.
1 caixa tecidos de seda c algodao, i dila pannos,
1 dita perfumaras e artgos para cabelleireiro,! dila
chales.de merino. 2 ditas chapeos, 1 dita alcochoa-
do dealgodo; aL.Scholer &C
8 barrs tinta branca, 9 volumes cidos, tintas,
medicamentos evidros, 4 caixas objectos chimicot e
drogns ; a B. F. de Soaza.
1 caixa fitas, 15 ditas mere arias, 1 dila pennas
do pato, 1 dila escovas, 4 ditas perfumaras, 3 di-
tas papel, 1 embrutho amostras ; a Feidel Pinto
& Campanliia.
1 caixa livros; a Miguel Jos Alvo.
2 volumes obras feitas, 2 caixas pannos, 2 ollas
chapos de sol de panno, 1 dita tecidos de laa, 1
dila dilot de dita e algodao. 1 dila ditos de sed, 1:
dita chapeos de palha, 1 dita ditos de sol de algodao,
2 ditas couroa, 5 ditas porcelana, 1 dita couros pa-
ra selleiro, 1 dila pelles de carneiro, 1 dita tedas, 2
ditas vidros, 1 dila calcado, 1 dita instrumentos de
musica, 1 dita livros, 1 dita flores arliliciaes, chi-
cotes, oeulos e merciarias, 1 dila papel de msica,
pomada, cordas de msica e merciaria, 1 barril vi-
nho ; a Didier & C.
2 barrs e 4 caixas vinho, 1 fardo rolhas, 50 Unas
de pao, farello ; at Mearon & C
60 caixa! queijos, 100 barris e 109 meios ditos
manteiga, 60 bailas pipel de embrulho, 4 barris
vinho, 400 gigos cerveja, 1 caixa pomada, 1 dita
chapos para hornera, 1 dila mercearias ; J. R.
Lasserre & C.
4 barrs vinho, 1 caixa constipaos bronzeados, 1
dita porcelana, 6 ditas vidros, 4 dita lavas efazen-
das diversas, i dita perfumaras e casquinlias; a
A. Robert.
2 caixas porcelana ; ao Barao de Bebcribe. ,
102 coixas vela stearinas ; a Astley C.
1 caixa calcado; a J. Pater & C.
1 volunte palitos de panno de laa, 3 ditos ronpa
feila, 1 dilo perfumaras, 1 dito chapeos, 1 dito di-
tos de Moa, 1 dilo tecidos de seda, lavas de pelli-
ca e chapos do sol de seda, 1 dita obras de (lan-
dres, 3 ditos tecidos de laa, 1 dila bijouteria, 2 di-
tas tecidos de algodao, 3 ditas chapos para homem,
1 dila obras feitas, 1 dita tecidos de linho e perfu-
fumarias, 1 dita bonetes e tecidos de seda, 2 em-
brnlhos amostras, 1 caixa vestidos ; L. A. deSi-
qoaira.
1 caixa calcado ; a J. Saporli.
4 fardospapel de embrulho, 1 caixinha livros pau-
lados ; a machado & Pinheiro.
2 caixas quinquilleras; a Souza & IrmHos.
1 caixa livros; a Ignacio Francisco Sanios.
3 caixa chapos ; a Hanoel Gomes Leal.
15 barra e20 meoa ditos manteiga; a Novaes
&C.
13 caixas chapeos para hornera, 2 ditas esparti-
Ihos, 2 barris rame de lalo, 1 caixa velas, 3'.di-
tas vidros, 4 ditas porcelana, 1 dila acido sulfrico,
2 dilas carines, 3 ditas sellns, 1 dita verniz o lacre,
1 dila couros, 1 dita obras de (landres e de selleiro,
1 dila boiocs de barro, 1 dila (lores, 1 dila perfuma-
ras e escovas, 1 dila espedios e obras*de flandres, 2
toneladas, caplao Uugh Scowcrofl, cquipagem
22, carga laa e mais gneros ; ao capilflo. Conduz
24 paasageiros. Veio refrescar e segu para Lon-
dres.
Baha9 das, polaca lietpanhola Terezinha, de 175
tonelada, capitn Franeisco Maristanny, equipa-
gem 10, em lastro ; a Aranaga & Bryau. Ficou
de quarenlena por 6 das.
Parahiba3 dias, hiate brasilero Tres /raaos, de
31 1(4 toneladas, mestre Jos Duarle de Souza,
equipagem 5, carga toros de mangue ; a Joaquim
. Duarle de Azevode.
Navios sonidos ou mesmo dia.
i
Rio de JaneiroBrigqe brasileiro Bom Jess, com .
mesma carga que tnpxe. Passageiro, l.uiz Anlo-,
nio (ionzaga c 1 escravo. Suspenden do lameirao.
BahaSumaca brasilea Hortensia, meslre Sebas^
(ao Lopes da Costa, carga bacalho e mais ge-
Canal porMaceiBrigue inglez Runnymeie, capi-
lo Samuel Prowse, carga assacar.
Ilio de Janeiro e porlos intermediosVapor brasi-
leiro JDiephina, commandante o lente Ponte
Ribeiro. Pattageiros desta provincia, Dr. Felinto
Elizio da Costa Culrin, Jos VicradcAraujo Pei-
tolo e 1 srravo, Manoel Vasconrellos Jnior,
Joao .los da Silveir.i vida e i escravos, lenlo
Joaquim Medeirns, Manoel Jos de Limai D. An-
na Candida de Almeida Albuquerque e 3 escra-
vos, rapilao Jos Paulino de Almeida Alboquer-
familia e 4 escravos, Vicente Ferrelra dos Santos
Caminha, Mr. Thuron, Mr. Anouilh, Aristarco
de Mello Cardoso, Manoel Antonio Xavier de
I reda, Miguel Fradel.Nunea Macliado, t2." ca-
dete, 4 soldado*, 3 desertores e 14 escravos a en-
tregar.
E para que chegue a nolicia todosfacoo presen-
te que ser afiliado nos lugares maispablicot da fre-
guezia, e pelo jornal.
Cidade de Olinda 1 de jnnho de 1854.
JoUo Goncalves Rodrigue Franca.
PECLABAgO'EB. ~~_
Pela delegada de polica do termo, de Naza-
reth se faz publico, que na cadeia daqaella cidade
se acha recelhido ha mais de dous mezes, um prclo
crioulo de nome Antonio, que diz ter escravo de
Francisco Lbpet do Carvalho, morador em Caralius
da provincia doPiauhy, donde fuaira ha mullo lem-
po; e pois, quem te julgar com direito a elle apre-
seule-se competentemeBle habilitado peranle a mes-
ma delegada.
-l O colltctor de diversas rendas da cidade de
(linda faz publico, que no dia 13 do corrate depois
da audiencia do Sr. Dr. juiz municipal delta cidade,
teem de ser arrematada peranle1 o meimo Sr. juit,
por ser a ultima praca, a propriedade sita na roa do
Varadouro n. 2, contando 4 salas, quartos, solio, am
viveiro, banheiro e rerra suflicenle para verduras,
cuja propriedade perlence a fazenda nacional, por lhe
haver sido adjudicada pela quantia de 2:8028655 rs.,
por conta do que lhe deve a viava herdeiros de
Manoel Lopes Machado, cuja arrematadlo nlp verfi-
coa-se no da 6 conforme o primeiro afinando, por
haver engao de ser ou nao feriado nos negocios,
forenses.
que, Dr. Joo Capistrano Bandeira de Mello, sua Pe-,a mcsa do eonsulado provindal anotmeas
EDITAES.
ditas soinma, 2 fardos varaes do sege, 5 grades de
Oulro do Manoel"Monteroda Ca-n'ara, participan* Po- ;i ?*?.lad,0,! rn g'i .noni.ni.' do msica, 1 dita sellns, 1 diU modas,
Manta aguape 3 de Janho.
Charo amigo. Nao lem sido falta de vonlade nem
escassez de miteras que me lem por tanto lempo
(ornado silencioso, o feilo quebranlar a obrigacao
que oaolralii para com Vmc. de escrever-lhe amiu-
dadas vezes; por qne, gracas a Dos, o stimo pecrado
mortal nao pode fazer morada ueste meu corpinho,
a pe/arque flcxivel, porem disposlo a (odo servido,
e nem tao pouco deixo de ter por aqu um segundo
tom do grande Mcrelea, que me pohha a par do to-
dos os roovimenlos desla localidade: mas sim mo-
tivos de alia transcendencia e continuado*, lem dado
lugar a esla calva lacuna, os quaes deixo de os refe-
rir por suppor nao Jhe interessar. Se eu podesse
alcanzar, ou mesmo comprar a Iroco de alguus cocos
e'qaands nma pequea parte dos gordos globos de
alguns senhores, entao outros gallos me cantariam
como coslumava dizer o velho Malaruco ; porem
qul, meu amigo, nao ha quem queira desfa-
zer-se do que lem, prinroiilmente desla heranca
Uto difcil de se adquirir. E como podoreicamprir a
minha mis^ao, perguiilar-me-ha Vino, faltando-me
a principal base, a musa 1 Da maneira que j lem
vislo, Hespido de lodo ornato, pinturas, o adornos,
porem conludo no caminho que os outros-correm eu
vou mancando. Basta de cavaco, vamos ao que
mais importa.
Ha das que tremo de medo da horrivel epidemia
varilica que as visinhancas desta villa vai ceifando
a sordina murtas vidas, fazendo espantosos esfrasos,
particularmente entre os mizeros Indios, que nio-
ram nos lugares denominados Pregoica, Marca-
cao, tres Ros, Jacar e Haba da i'raicao. Nao
me he fcil dar-lhe urna explicaran satisfactoria da
cauta do espantoso eslrago que tem feilo a peste,
porque pouco entonelo da malcra. O que he certo
lie, que os Indios mais indigentes e que se friccio-
nara com liman no primeiro periodo do mal, apenas
vivera de 24 at 48 horas, e a meu ver, nao perece-
ran) se fossem tratados methodicamente e com
promptidBo. Ai extremos morbos, exact extre-
ma curationes ptima! sunt.
Sera pois de grande importancia que o Exra. Sr.
presidente da provincia loiotssesob seus awptcios a
do nao lhe convir exercer o lugar de fiscal supplenlc
da freguezia de Muribeca, para que fura Horneado
em 10 do mez ultimo'. Inteirada c acelnu a es-
cusa.
O Sr. vereador Vianna fez es seguidles requeri-
menlos que foram apprnvados :
o Kequeiro que se mande por em praca a obra da
bomba de Santa Anna,.atienta a ulilidde publica
da mesma ebra, para cujo fin se mandn or-
jtr.
o Paco dajeamara 31 de maio de 1854. j- O ve-
reador l'ianna. n
Requeiro que depois de feila Jimpcaa do cano
deesgolo desla cidade. se mande oollocar na porta'
deste um ralo, ou grade de ferro para evitar a entra-
da de tanta immundicia, e at de animaes que fiu-
luam no rio, impedidos pela cchenle c vasante da
maro. ^^P
Paco da cmara municipal 31 de maio de 1854.
O vereador riaiuia. r>
Foi approvado um parecer da commissao de edifi-
caco, dizendo ler ido ao lugar, e se conformado com
a alleracan da plaa da Soledade, qae requeren 11er-
rulano Alves da Silva, sobro o que inforinou a favor
o egeuheiro cordeador, sendo de voto que se propo-
jcss ao Exm. presidente da provincia a modilicarao
da mes.ma planta.
Despacharam-se as ptiefiesde D.'Anna Gomes
Perreira, de Francisco de Barros Falcan Cavalcanli
de Albuquerque, de Ignacio Nunes.de Olivera, de
Jo,1o Athanazio Das, d Manoel Jos Monlciro, de
D. Mara Bernardina da Conceicaa de D. Mariana
da Conceicao Pereira, de Manoel do Carmo Ribeiro,
de Theodoro de Almeida Costa,e Icvanlou-se a
sessao.
Eu Manoel Ferrcra Accioli, ofOcitl da secreta-
ra a cscreyi no impedimento do secretario. Burilo
de Capibaribe, presidente.Itcgo e Albuquerque
llegoMamede f-'ianna Barata de Almeida
Olkeira.
REPAHTI^AO DA POLICA.
Parte do dia 9 de junho de 1854. *
Illm. e Exm.Sr.Participo a V. Exc. que das
parles boje receidas nesla repartirlo, consta lerem
sido presos : ordem' do subdelegado da freguezia
de S. Antonio, o pardo Amaro, escravo do Jos
Francisco da Costa, e Vicente Perreira da. Concei-
cao Jnior, ambos por furlo, c o prclo Antonio Vic-
torino, |>ara correceo ; e ordem do subdelegado
da freguezia da Boa-Vista, Francisco Bandeira de
Mello, para averiguacoes policiacs.
Dos guarde a V. Eje. Secretaria da polica de
Pernambuco 9 de jnnho de 1854.Illm. e Exm. Sr.
conselbeiro Jos liento da Cunha e Figueiredo, pre-
sidente da provincia.T.uiz Carlos de Paita Tei-
xrira, chele de polica di provincia.
2 ditas pa-
pehlo, 2 ditas pelles, 1 dita pellos e sellns, 1 dita
qiiiuquilharias, 1 dila requifese perfumaras, 3 di-
tas calcado, 1 dita objectos de selleiro e quinquille-
ras; aJ.J. Adour&,C.
1 caixa porcelana, livros e tecidos de seda; a J.
de Aquino F-onscca.
2 caitas chapeos de seda ; a M. J. Carneiro.
2 caixas drogas; a Moreira, Fragozo.
1 caixa armacAu de chapos de sol de baleia e fer-
ro: a,M. William.
(19 caixas papel ; a Brander a Brandis.
1 caixa objectos para cscriptorio; a (i. Bellcnol.
1 caixas mudas; a Buessard Milochau.
SO barris c 10 meio dilos mauleiga, 1 caixa de da-
gnerreolypo; Schramm.
40 barris ea) meios ditos manlciga ; a Tasso &
Irmaos: "
- 25 barris c 25meios dilos manlciga; a II. (ib-
son.
CONSULADO GERAL.
Rendimentododial a 8.....10-.121I3R
Idem.do dia 9........ 1:7420017
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendmento do dia 1 a 8......
dem da da 9 .
<
Exportacao'.
Baha, sumaca nacional Hortencia, de 94 tonela-
das, conduzio o seguinte:40caixas queijos, 6 vo-
lumes fazendas, 18canastras albos, 11 volumes fa-
zendas, 2 caixas couros invernisados, 12 ditas quei-
jos, 1 dita gales, 20 boies azeile doce, 1 caixa col-
xelcs, 350 barricas bacalho, 56 cascos azeile de
carrapato, 1 sacca cera de carnauba, 200 mollios
palha, 1 pacota e 2 caixas doce, 183 dilas velas de
carnauba, 9 rulos salsa, 1 barril assucar.
Beuos-Ayres, brigue nacional teao, de 217 to-
neladas, conduzio o seguinle :200 pipas agurden-
le, 200 barricase 100 meias dilas com. 1,918 arro-
bas e 32 libras de assucar.
Canal por Macei, brigue inglez funnymede, de
302 (oneladas, conduzio o seguinte;2()0 barricas
bacalho, 800 saceos comA,000arrobi-sde assucar.
UECEBEUOIUA DE RENDAS INTERNAS GE-
KAES DE PERNAMBUCO.
Rendmento do dia 9......4123086
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimentododial a 8......14:153*933
dem do dia 9........1:0109665
MOVIMENTO DO PORTO.
Nonios entrados no dia 9.
Auslralia-W dias, alera ioglea Stmt, de 536
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
em rumpriraeulu da ordem do Exm. Sr. presiden-
te da provincia manda fazer publico, fue nos dias
12, 13 e 14 do correle, se ha de arrematar a quem
maisder 35 travs de 20 a 30 palmos de cumpri-
menlo, 18 travelas de 17 palmos de comprimenlo e
2 dozias de tahuas de costadinho, que serviram na
ponte Velha da Passagem da Magdalena, vahados
em 503000 rs.
As pessoas que se propozerem a csla arrematarlo
co m pa recan na sala das sessoes da junta da fa-
zenda da mesma lliesouraria, nos mencionados dias,
pelo meio dia.
E para constar se mandn afllxar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 8 de junho de 1K.54.0 secretario, Antonio
Ferreira da Annunciarao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesounria provin-
cial, em comprimenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 29 de maio prximo passado;
manda fazer publico, que vai novamente a praca pa-
ra ser arrematado a quem maisder no dia 14 docor-
renle, o imposto de 2&500 rs. e dizimo do gado vac-
cum e impostos a cargo da colleclora dos munici-
pios de Boa-Visla e Ex, avadados novamente po-
anno em 3:2589000 rs.
A arremataran ser feila por lempo de 3 annos, a
contar do I de judio de^854 a 30 de junho de 1853.
Vai igualmente ,a praca para ser arrematado con-
juntamente com o imposto A gado vaceum, o dizi-
mo do gado cavallr no mesmo municipio, por nm
anno, a contar do Io de julho de 1856a 30 da janho
de 1857.
As pessoas que se propozerem a esta arremnlacao
comparecain na sala das sessoes da junta da fazenda
da mesma thesouraria, no da cima declarado pelo
meio dia, compelenlemente habilitadas.
E para constar se mandu anisar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario,
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 5 de junho de 1854.O secretario,
^nfonio Ferreira Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, emcamprimenlo da ordem do Exm. Sr. prn-
dente da provincia de 17 do correnle, manda fazer
publico, que' no dia 27 de julho prximo vindouro,
vai novamente praca pira ser arrematado a qnem
por menos Uzer, a obra do acude na Villa Bella da
comarca de Paje de Flores peld novo ornamento do
4:6049600.
. A arremalacao sera feila na forma dos artigo* 24
e 27da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas espeeiaes abaxo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrema(ac,3o
comparecam na sala das sessoes da mesma junta, no
dia cima declarado, pelo meio dia, eompelcule-
meiilcJiabilitadas.
E pira constar se'mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da (besonrarla provincial de Pernambu-
co 26 de maio de 1854. OseereUrio,
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
Clausulas espeeiaes para a arremataeo.
I.i As obras deste acode serao feitas de couform-
dade com as plantase ornamento apresentados i ap-
ipriivacao do Exm. Sr. presidente da provincia, na
importancia de 4:6049600.
2. lisias obras devero principiar no prazo de
dous mezes, e serao concluidos no de dez mezes, a
contar conforme a lei provincial n. 286.
3." A importancia desla arremalacao ser paga
em tres prestacoes da maneira seguinte : a primeira
dos dout quintos do valor lolat, quando lver con-
cluido a melado da obra; a segunda-igual primei-
ra depois de lavrado p termo de reconheciment
provisorio; e a Icrccira filialmente de um quinto de-
pois do recebimento definitivo.
4. O arrematante ser* obrigado a communicar i
repartirlo das obras publicas com antecedencia de
30 dias, odia fixo em que tem de dar principio
execucao das obras, assim como trahalhar seguida-
mente dorante 15 dat, afim deque nossa o enge-
nheiro encarregado da obra, assistir aos primeiros
Irabalhos. j
5." Para tudo o mais qnt-nSn esliver especificado
as presentes clausulas, segok-se-ha o qne determi-
na a lei provindal n. 286 de 17 de maio de 1854.
Conforme.O' secretario, Antonio Ferreira d'An-
nunciarao.
O Illm. Sr. inspector da Iheaaoraria da fazenda
manda fazer publico, que no dia 20'do prximo vin-
douro mez de junho, os 12 horas da manhaa, ir a
praca peranle a mesma thesouraria para ser arrema-
tado de renda a qnem mais der, pelo tempe-da 3 an-
nos, o armazem silo cm Fra de Portas ao lado da
casa qne servio de qaarlel aos engajados, e de qae
he actualmente rendeiro Antonio Jos Ferreira Mn-
niz, e serve de cocheira : os prelendeules compa-
recam no referido dia na casa da mesma theaoura^
ra, munidos de seos fiadores.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Pernam-
buco 31 de maio de 1854.O qfficiai-maior, Emi-
lio Xavier Sonreir de Mello.
O Illm. Sr. inspector da tliesouraria provincial
cm cumprimento da ordem do Exm. Sr. prndenle
da provincia de 12 do correnle, manda fazer publi-
co que, no da 14de junho prximo vindouro,vai na-
vamenle praca para ser arrematado aqnem por me-
nos fizer a obra dos concerlos da cadda da villa de
Garanhuns, avadada em 2:4749208 rs.
A arrematasao ser feita na forma dosarts24e
27 da le provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas espeeiaes abaxo copiadas.
#\s pessoas que se propozerem esla arremalacao
comparceam na sala das sessoes dametma junta no
dia cima declarado, pelo meio da, competen teme te
habilitadas. -
P* E para conslar se mandou aluzar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 16 de maio def854._O secretarjo,
entonto Ferreira qVAnnunciafOO.
Clausulas espeeiaes para a arremalacao.
\. Os concerlos da cadeia da villa de Garanhuns
far-se-ho de conformidade cora o urcamento appro-
vado pela directora em conseHio, o apresenlado a
approvacflo do Exm. presidente da provincia oa im-
portancia de 2:4749208
2. O arrematante alar principio s obras no pra-
zo de 2 mezes e dever concluir no de 6 mezes, am-
bos contados na forma do art. 31 da lei n. 286.
3.a O arrematante segiurfrnos.tc.ut trabalhos ludo
o que lhe for determinado pdo.ratnedivo engenhei-
ro, nao s para boa execucao dafiibras como em or-
dem de nao innulilizar ao mesmo tempo para o scr-
vijo publico todas as partes do edificio.
4. O pagamento da importancia da arremalacao
lera lugar em tres presta6es iguses- a primeira, de-
pois de feila a metade da obra ; a segunda, depois
da entrega provisoria, e a terceira, na entrega defi-
nitiva.
5. O prazo de responsabilidnde sera de 6 mezes.
6.a Para ludo oque nao se acha determinado as
.prsenlesclausulas nem no orramenlo, seguir-se-ha
o que dispe a respeilo a lei provincial n. 286.
1:0928032 Conforme.O secretario,
369430 Antonio Ferreira d'Annunciacao.
O Dr._Abilio Jos Tavares da Silva, jniz de or-
phiios o ausentes -nesta cidade do Recife de Per-
nambuco e seu termo por S. M.-l. e C, que Dos
guarde etc.
Faso saber aos que este vircm, que lendo' entrado
no exercicio da vara deste juzo, tenho dcsiguad'se-
rem as audiencias nos dias, horas e no mesmo lugar
do co*tume: e que darei deferimcnlo as partes na
casa do minha residencia, e para que o referido cons-
te mandei passar o prsenle, que ser afiliado na
sala das audiencias, c publicado pela imprensa.
Dadoe passado nesla cidade do Recife sob meu
sisnal, aosKde junho de 1854.En, (iuilbermino
de' Albuquerque Marlins Peroira, eserivo interi-
no subterevi, Abilio Jote Tavares da Silca.
Joito Goncalves Rodrigues Franca, rapilao da 3a
companhia do batalhao de nfanlaria da guarda
nacional do municipio de Olinda, c presidente do
conselho de qualicaao do Cunto da So, por S.
M. Imperiale Constitucional, o Sr. D. Pedro II,
qne Dos guarde ele.
Face saber a lodos os guardas nacionaes moradores
neste*curato, e mais pessoas a quem o conhecimenlo
do prsenle possa nleressar ,quc lendo sido em \ir-
tade de ordens superiores, convocado o conselho de
qualillcaco da guarda nacional dcsta freguezia, pa-
ra o dia 18 do correnle as 9 horas da manhaa na
greja calhedral desla cidade, onde reunido o conse-
lho funecionar por 15 diss, conform he determina-
do pela le n. 602 do 19 de selembro de 1850, e de-
cretos na. 122 de 25 de oulubro do mesmo anno, e
a. 1,130 de 12 de marco de 1852.
se que a cobranza, i bocea do cofre, da dcima do-
predios urbanos das freguezias desta cidade do se-
gundo semestre do anuo Gnanceiro de 1853 a 1854,
principia nol.dejuuho prximo futuro, a que os
30 dias uteis lem principio do referido dia 1. de jn-
nho, (indo os quaet flcam incursot na molla da tras
Cor cenlo todos os qne deixarem d pagar seus de-
dos.
Collectoria da cidade de Olinda.
O collecloT de diversas rendas, da ddadede Olin-
da.manda fazer publico pelo presente a lodos os seos
conectados que, do 1 de jnnho prximo vindouro
principia-se a contar os 30 dias uteis para a cobran-
za do segundo semestre do anno finanedro correte
(de 1853 a 1854) e que lindo dilo prazo serSO multa-
dos us qne deixarem de comparecer: assim como na
mesma malta de 3 por cenlo Incorrerao' todos os
mais contrihuintes, que lio' referida prazo nao con-
correrem a pagar as mais imposicOes a? seu cargo.
E para constar mandou fazer publico pelo pre-
ente. Collectoria de Olinda 26 de maio de 1854.
O escrivao, /oSo Goncalces Rodrigue Franca.
O eontelho de,admini*(raco naval, compra pa-
ra fornecimento dos navios armados, enfermarla,
barca de etcavaco e mait ettabelecimenlos do ar-
etnal, o seguinte: velas de stearinas ou" etperma-
cete, 4 arroba; ditas de carnauba, 5 arrobas; ar-
roz do Maranhao. 69 arrobas.? agurdente' 517
medidas.^ azdte doce-de 'Lisboa, 50- ditas; dito
de carrapato. 37 ditas; assucar branca, 46 arrobas ;
dilo refinado, 4 ditas; cafe em grao, 27 ditas; baca-
lho, 12 quinlae; carne secca, 46 arrobas; farinha
de mandioca, 180alqneire; feijo 39alqueires; sal
20 alqueires; loucinlio de Santos, 22 arrobas; vi-
nagre de Lisboa, 113 medidas; manteiga ingleza,
20 libras; cha hvson, 3 libras ; gallinhas, 60 ; bo-
netes e.'curos, 50; chapeos de palha, 30; sapatosde
couro de vaqueta e duas solas, 40 pares; mantas do
.laa, 51 ; dilas de algodao, 30; colchoes de panno
de linho com enchimento de pslha, 50; travesse-
ros de dito, 30; lenrosde teda prela, 68 ; fita de re-
troz preto *le 2 dedos de largara, 75 varas; brhn in-
glez de finho, 610 varassMela azul, 160 covados:
igualmente contrata o fornecimento de bolachas
carne verde e pao para o correnle mez, e o de' me-
dicamentos para o hospital e navios armados no fu-
turo anno linanceiro, bem como contrata o forne-
cimento de bichas, applcaco das mesmas, vento-
sas, sangras, corte de cabellos, etc., no mesmo lem-
po ; pelo qqe convida-se aoa que interessarem em
ditas vendas o fornecimento a comparecerem as 12
lloras do dia 10 do cnente na salla das tessoes cora
suas amostras e propostai, declarando o- ultimo pre-
so ; podendo os qu,e sedesfinarem ao fornecimento
de medieamuntos entendef-se com o abaxo assg-
nado na conladora de marinha, afim de se lhes for-
necelf oa receituarios pelos quaes sao feilos ditos for-
nocimenlo.s
Sala da sessoes do conseibo de admiiiistrac,ao na-
val em Pernambuco 4 de junho de 185*.O secre-
tario do conselho, Christocao Santdgo de Oti-
teira.
O.Illm. Sr. capitSo do porto, manda fazer pu-
blica a numerarao dada ao thelegrapho desta cidade,
incluida no respectivo cdigo de signae, para in-
n une ara chegada a este porto dos navios desla pra-
ca abaxo declarados; e espera qaeosSrt. proprie-
tarios ou roestres dos mesmos navios, apreseutem
nesla capitana com toda a brevidade ama nota des-
criptiva dos distintivos, ou signaes particulares que
cada um uta, para se toruarem conhecidos quando'
chegam a esto porto, afim de transmilli-la ao dito
thelegrapho, e possa assim essa providencia ser leva-
da a effeilo, para cujo mislcr he tambem preciso que
os mencionados navios niio deixero de icar os distin-
tivos logo que demandando esle porto forem do mes-
mo visitis.
Capilana do porto de Pernambuco em 9 de junho
de 1854.O secretario da capitana, Alexandre Ro-
drigues dos Alijos.
Armaran, nomes dos navios e numerarao dada aos
mesmos, que se refere a declaracao tupra.
Armacao
Uarca
11:8669153
1:1289162
15:1649598


I

'


Nomes. Nmeros.
S. Mara Ba-Sorte. 32,f4&
Malh'lde. 32,451
a Ipojuea. 34,125
Brigue Paquete de Pernambuco. 4,531
Fortuna de Norte. 5,231
Feliz Destino 5,312
c ero. 4,522
a Vencedor. 24,513
a Algrete. 5,314
a D. Affonso. 25,314
Mariano,!. 25,341
o Conceicao. 25,431
a Leao. 31,245
Recife. 31,524
Sagitario. 31,542
' Paquete Ventura." 34,215
a Despique de Beiriz. 3-4,251
Bm-Jesus. 34,521
Polaca. N. S. do Carmo. 45,23*
Ha. SanlissimaTrindade. 23,541
tacho. Eulerpc. 5,214
a S. Cruz (de Caelano Cyria-
co d Costa Moreira.) 5.413
S. Cruz (do casal do falleci-
do Joao Francisco da C) 23:514.
a S. Francisco. 21,354
a Galante Mara. 5,142
i Hj 29de setmbro.' 25,13*
fe* Hermina. 31,25*
Cohnanca. 31,425
Escuna.- Titania. 23,451
Sociedade Feliz. 5,421
i Tamega. 31,452
n /.eloza. 5:13*
Veremos. 32:514
a Linda. 32,541
o llora. 34:512
Sumaca. Flor de Angelim.
Hiale. Duvidoso. 14,253
' Exalacio. 1*^25
l.igeiro. 14,352
N. S. das Neves, 14,523
ir Aurora.- '5,132
Conceicao de Mara. 15,342
Sergypano. 14^32
a *"K Flor do Brasil. 15^23
Novo Olinda. 21*453
Amelii." 24,135-
Capibaribe. 24.351
Novo Destino. 9,315
Sobralense. 2*^51
a Castro. 3*,152
a Araglo. 15,243
Lancha. Conceicao Flor das Virta-
des. 153*.
Capitana do Porto de Pernamboco, em 9 de Jn-
nho de1854,O secretario de capitana, Alexandre
Sodrigues dos Anjos.
BASCO DE PEBNAMBUCO.
Por se nSo haver effectuado a reanao de aasem-
bla geral ronvocaoVpara o dia 3, lie de novo con-
vocada para o da H'do correnle mea, afim dse
nomear a commissao de contas, e ter logar a as-
semblca Keral.com o numero que se reunir, na for-
ma do artigo 20 dos estatuios, na casa do mesmo
banco, as II horas da manhaa. Recife 9 de junho '
de 18>i.Pedro F. de /'. Cacalcanf, presidenle.
Jos Bernardo Galtao Alcoforado, 1. secretario.
^ODE
*H
S*~

SABBADO 40 DE JIWH DE 1854.
RECITA EXTRAORDINARIA A FAVOR HA
COMPANHIA'DRAMTICA.
Depois de executada orna excellenlc ouverlura.
seguir-se-ha a represeiitar8o do muto applaudido
drama em 4 actos,
Dando fim o espectculo com o graciosa farra
PAGAKO MAL QUE NAO FEZ.
Os artistas que formam a actual companhia. dra-
mtica, rogara a proteceo do respcilavcl publico.
THEATRO DE APOLLO.
OINTa'fEIRA 15 E JUNHO DE 1854.
Expeclaculo beneficio, do actor Joagutm Josa
e \ Pererra. _
Depois de eculato urna escolhida paveilora, lf
\
.->_-
.^c-,^^tKit- '!*
A*.
!.-. .._ .


.**"*
lagar a representar*) da ta applaudida comed
em 3 actos
/fetore*.
O Sr. Mouteiro.
Cosa.
DIARIO DE PERNAMBUCO SABBADO 10 OE JUMO DE 1854.
Personagens.
Capilgo Tiberio.
Bazilio, scu irmao
Amonio .
Francisco. .
Jos. .'.,..
Gilathea .
Mara, suaOIha.
Julia
. O beneficiado,
t O Sr. Amoodo.
Bozerra.
. A Sr. 1). Amalia.
A Sr. O. Gabriela.
A Sr." Jesuina.
S*guir-se-ha pela Sr. 1). Gabriela e Mouteiro o
lido duelo
AS TROMBETINHAS.
lindar o espectculo eom uma das melhores Tar-
cas. .
O beneficiado espera que o benigno publico Ihed
loda a,proleccao que cosluma dispensara quem a
olio recorre.
O beneficiado agradece a todos os seus companhei-
rosquede tao boa vonladee tao generosamente se
prestaran) a servi-lo. '
?visos martimos
RIO DE JANEIRO.
Segu impreterivelmeute na seguinte.
semana q muito veleiro e superior brigue
nacional Damao, anda pode receber
alguma carga, esclavos a frete e passagei-
os, Ferecendo a estes excellentes cora-
modos, que podem ser examinados: tra-
ta-se com Machado & Pnlieiro na ra de* desla Praa ao Pul>l'co em geral.^ue nao facam
Vigario n. 19, segundo andar, ucomrj
capitQo Cleto Marcelino Gomes da Silva'
na praca do Commercio.
Para u Cear segu em poneos das o veleiro
iiiate Castro, para carga Irata-se no escrptrio de Do-
mingos Alves Malheus : na ra da Cruz u. 54.
AVISOS DIVERSOS.
;------------------------ guano a lazer esie; pelo que protesta u
i O abaixaassignado tabelliao publico de notas referida letra, visto que nenlium visor tcm
i esta cidade do Ri*pifa nn m-i .In r^lhmm n *t .tlllonjiin flaudenric. ile llnllnnAa a
nesta cidade do Recife, na roa do Collegio n. 17,
continua na publicacao dos extractos de escripluras
Attcncao.
Luiz Cantarelle, lendo de'demorar-se nesta cida-
de por algum lempo, contina a dar licOes de tlansa
em sua casa, na ra da Cadcia u. 10, todos os dias
das 7 as 9 horas da noile ; issm como dar lines
em casa9 particulares, a qualquer hora que se con-
vencionar. m
F. Dragn relira-s c para a Europa.
Homceopathia.
CLNICA ESPECIAL DAS MO-
LESTIAS NERVOSAS.
Hvsteria, epilepsia ou gota co-
ral, rheumatismo, gota, paraly-
sia, defeitos da falla, do ouvido e
dbsolhos, melancola, cephalalgia
ou dores de cabera, encliacjueca,
dores e tudo mais que o povo cc-
I nhecepelo nome genrico de ner-
/A yoso.
As molestias nervosas requerem tnnitas ve-
g es, alm dos medicamentos, o emprego de
outrus meios, que despertem ou abatam a
sensibilidade. Estes meios possuo eu ago-
^9 ra, e os ponho a disposic.ao do publico.
j. Consultas todos os dias (de graca para os 5?
W pobres), desde as 9 horas da manhaa, at O
gl as duasda larde, ra de S. Francisco (Mnn- jfc
(A do-Novo, n.68 A.Dr. Sabino Olegario 7
Vf Ludgero l'inho. (fe)
kO abaixo assignado faz seienhVu commercio
Iransacc^lo alsuma coru urna letra da qunnlin de rs.
1:2813050 i 'JO dias, firmada pelo mesmo, e a favor
de Reg Albuquerque &'C. venecr-se em 18 do
correnle, emrazao dos mesmos senhores lerempas-
sado um reiho ao mesmo abaixo assisnado deso-
nerando-o da referida letra, por transaron feita
com outrasde igual quantia de Estanislao Florianno
de Holanda, senhor do engeoho Bom Tom da comar-
ca do Rio Formoso: e para que nao se chime a I-
guem a ignorancia, antecipa-se o mesmo abaixo as-
signado a fazer este; pelo que protesta uo pagar a
Antonino Gaudencio de Hollando e Souza.
LOTERAS DESTA PROVINCIA.
---------.._- .. rmi.^nw hu tuidllllMI? tNCI .HUIOS --"- -.." v^iin i 11 > l ... I .
que foram celebradas n'este cartorio para conheci- Francisco Antonio de Oliveira, tendo sidonomca-
roenlo das pessoas que taes publicarte* possam in- do Pel Ein. Sr. presideule da provincia, Ihcsourei-
ment das pessoas que taes publicarles possara in
teressar.
Carla de sumaria concedida pelo capitao mor da
villa da Concedo illta e capitana de Ilamorao
Joao de Brito Correa, a Goncalo Machado; e Mel-
chior Fernandes, junio malta do Brasil, de don
'.cAn** em aaadro; Pra ambos : trata de limites
1610 auto dmosse 16U.
Escriplura de venaque fez D. Ignez Barbalho, ao
capilo Gaspar de Souza Vellozo. de 216 bracas" de
trras em ligipi ondo chamam Embarca mulheres
que confinam com Ierras do capitao Francisco Ber-
nardo e do sargento mor Bernardo do Carvalbu
168.). *HR^B MtlK
dem, de composicao t divisao d'ua sorte de Ier-
ras o eugenho Araripe de Baixo, que fazem o capi-
tao mor Jernimo Braz de Mello, com o alteres
Francisco Alves Madeira, 1709.
dem, de venda d'uma casa terrea de pedra eral
sita na ra Nova desta cidade, que fez Manoel
Nunes Velho, .i ordem ^terceira de S. Trancisco,
dem, de doacaoe data d'uma sorte de trras no
engenho L'linga,. que fez o meslre de campo Fran-
cisco de MouraRolim e sua mnlher, auairm3e
cunliada Rosa Loxia Mtria Acciole, 1739.
Sesmaria concedida pejp governador e capiKlo ge-
neral Jos Cear de Menezs ao meslre de campo
nomimeos Jorge Velhb. capilaes, lenles, alferes,
iiifcriore e a cada compauhia do ter$o auiiliar dos
I auhsUis, que conquistar os prelos dos Palmares,
que ras cireumvizinhancas do seu sitio asgrediam
ao habitantes e pessoas qup trausitavam por essas
pangeos ; com declararlo do quantum e o sitio em
S*^ devU ffecluar sesmaria, carta regia de
1698, dita de 1703 acerca dos dominios em Ierras do
no dosi Camarues e Parnahiba; Ocando dispensados
os doadoe de oulras pensoes qaesquer que nao seja
o dizimo. .
Escriptorade.vendaequilariTodepaoa.nue fazem
Jos Ferreira do Prado e sua raulher Jos Luiz de
Moura, d urna sorte de lenas com una leeua em
quadro no Aramaragi, 1778.
Escnplora tle venda d'uma sorte de Ierras, que
. erre|ra *> Prado, )>or scu- procurador
Antonio trancisco doaSautos, ao capitao Antonio
lasado de Albuquerque, do engenho Aramaragi,
rom referencia as Ierras dos riachos Taquara e
Gregono, 1777.
dem, das inesma trras pelo capitao Antonio Ca-
sado de Albnquerque, ao capila Ignacio Jos de
Barros Wanderley, 1781.
Ttulos do engenho Murbara e demarcaran man-
dados lancar em olas pelo capililo Antonio de Hol-
landa Cavalcanti de Albuquerque, 1784.
Sesmaria coucedida pelo governador e capitao ge-
neral Jos Cezar de Menezes, d-um* legua de Ier-
ras na nbeira do rio Serinhaem, Manoel Franeis-
r? da* Neves, que contermina com Ierras de A-
delo de Sonza barra do riacho Gregorio e barra do
rio Aramaragi, Ierras que forapi de 1). Thcreza de
Albuquerque, viuva de Jos Ferreira do Prado, car-,
ta de 178*.
Escriplura de venda d'uma sorte de Ierras na ri-
beira do Aramaragi, no lugar do Gregorio, que fez o
padre Antonio Rodrigues Teixeira, Jos Luiz de
Moura, 1791.Francisco Baptina de Almeida.
-r- Arrenda-se os engenhos Itanhnga e S. Pedro,
unbes a marsem.do rioapibaribe, enmarca de Po
d Alho, um lem 600 mil rs. de foro, e o outro em
ponto mais pequmv. fy" boa. casa de vlvenda,
imaboadestilacaoctfpessoa que pretender dirja-
se a Iianheoga a IraUrcom Jos Ignacio Correa de
Mello.
O Sr. Manoel Jos da Cunlia, que annunciou
(er nmaescrava para vender nolugardeTigipi, e
como se rdra l procurar omesmonhoreninguem
dera nolicia. por issn scainda liver a mesma escra-
va e qmzer vender, dirija-se travessa do Qucima-
do n. 9, que achara com quem tralar.
Antonio dos Santos, subdito porliiguez, por
liaver ontro de ignal nome, assigna-se de boje em
diante por Antonio dosSaulos da Conceic.do.
w.T. DesaPPareceu*"''2idBraaio, do lorie do
Mallos, um moleque, criulo, de nome Andr, car
traeiro, altura regular, corpo masro ; o qualjulga-
se ter sido sedando : roga-se a todas as auloridades
polica capiUes de campo querelle der noticia o
o apanhar, levem- ao Forte do Mallos ou a cidade
no Varadouro, a tralar com Joao Anto-
nio Moreira-,qoeero generosamenlo recompensados.
Harua da Senzala Nova n. .30, faz-se bolos ce-
vadoa para Sanio Antonio, S. Joao e S. Pedro.
Ksle bolos sao muito mais baratos do que os de man-
dioca e mellares. "
Preeij se de um homem que entenda de todas
asqualidadei de massas para forueiar ; assim como
um que enlenda de,planlai;oes para feilor de um si-
tio : a tralar na ras das Cruzes n. 30, padaria. .
Joaquim Teixeira Arouca e Antonio Jos'Car-
reira, subditos porlugaezes, vo ao reino de Por-
tugal tratar de seu negocios.
~.l aaber se mora nesta cidade ou tora
detlaesr. Jos Antonio Braga, natural do: Birlo, c
que veto para aqu lia poucos annos: rosa-se ao mes-
mo Sr.ou a quem dellesonber, de participarse pra-
ca do Corpo Sanio n. 6, escriplorio.
Qeem annunciuu comprar elementos de alse-
bra, procure na ra do Rangel n. 21. que adiar a
qualquer hora. Na mesma casa se vende o reperto-
rio das ordenaedes do reino, com 4 volumes gran-
des, e oulros livros espiritases, como sejam : Evan-
selho emtriumpho.cathecismo de Montpelier.e oblras
obras; lambem se vende um banco novo para cara-
pina e mais alguma ferramonla do mesmo vOfticio, e
nm eaixao da dila ferramenla.
Desappareceu da cidade do Rio-Formoso um
prclo, fulo, de nome Malheus, he crioulo. estatura
alta, anda moco, sem barba, o dedo grande de um
pe mais aberto, denles limados, consla que fugio pa-
ra esta cidade seduzido; por isso roga-s as anlori-
dades policiaes, capitSes de campo'ou a qualquer
pessoa que delle soubcr, darem parte na dila cidade
a seu senhor Lourenco Jos cfai Silva, ou no Recife;
em casa de Fortunato Cardo' de Gouvea, ra tfi
Cruz n. 60, qae serao generosamente recompensa-
ro das loteras desla provincia, avisa ao respeilavel
publico, que leudo em vista acreditar e regularisar
as loteras desl provincia, espera que o respeilavel
publico nao deixe de o roadjuvar, responsabilisan-
do-seelle a einpregar todos os meios que esliverem
a seu alcance, alim de as enllocar no mesmo crdito
em qoe estao as do Rio de Janeiro, assim como pro-
melte fazer correr imprelerivelmenle as rodas das lo-
teras anounciadas no dia marcado, comquanlo fique
mesmo meia lolera por vender; porlanlo pede ao
respeilavel pnblico que o ajode em tao ardua e difi-
cultosa empreza, Jauto publica o cima menciona-
do thesoureiro a lisia approvada pelo Exm. Sr. pre-
sidente, pela qual se hao de exlrahir as loteras con-
cedidas por le provincial, assim como o plano da
segunda parle da quinta toleria concedida por lei
provincial n. 100 de 9dernao de 1842. Osbilhe-
i lotera da matrhtda Boa Vista achar-se-hSo i
venda no dia 10 desto mez na mesma thesonrara
das loteriasjdesla provincia, na ra do Collesio a. 15
e na orara da Independencia n. 4e ra do Oneima-
do n. TO. Corre imprelerivelmenle no dia 14 de iu-
Iho do correnle anno.
Lei n. lOO^e 9 de maio de 1842.Concedendo mais
de* loteras de 100:0009 irmandade do SS. Sa-
cramento da Boa Vista.
Lei n. 165 de 17 de novembro de 1846.Conceden-
do 20 loteras a administracao dos estabelecimen-
tos de cardade, de100:00tt>cada urna.
Lei. 97 de 7 de maio de 1812.Coucedendo mais
20 loteras ao Ihealro publico de 60:O0OS urna.
Lei n. 330 de 19 de abril do 1854. Concede'ndo
duas loteras i matriz de San Jos desla cidade de
100:0008.
Lei n. 100 de 9 de niaio de 1812 Concedcndo de
loierias de 100:0008 cada urna a Irmandade do SS.
Sacramcnloda Boa Vista.
Le u. 104 de 9 de maio de 1842.Concedendo seis
loierias a irmandade de Noss Senbora do Livra-
mcnlo desla cidade de 64:0008 cada urna.
Le n. 105 de9 de maio de 1812.Concedendo, urna
lotera ;i irmandade de Nossa Senhora da Saude
do Pojo ila Panellade 61rt)O0.
Lei n. 106 de 9 de maio de 1812.Concedendo dez
loierias a malriz de San Pedro Marlyr dei)luda
de 64:000 rada nma.
Lei n. 281 de 6 de maio de 1851.Concedendo urna
lotera a irmandade do Senhor Bom Jess dosMar-
lyrios desta cidade do 100:0008 cada orna.
Lejn. 92 de 8 de maio de 1810.Concedendo a ir-
mandade .le Huesa Senbora do Rosario dos horaens
prelos da freguezia da Boa Vista seis loierias de
64;0008 cada urna. -
Lei n. 330 de 19 de abril de 1854. Concedendo
. qualro loierias ao collegio de orphaos e orphaas
desla cidide de 100:0008 cada urna.
Lei n. 103 de 9 de maio de 1842. Concedendo lo-
teras a irmandade de Noese.Senbora de Guadalu-
pe da cidade de OHnda da mesma somma, e pelo
mesmo lempo, que foi concedida a Nossa Senbo-
ra do Rosario.
Lei n. 106 de 9 de maio de 1842___Concedendo 10
loierias a mtriz de Nossa Senbora do Rosario de
Goianna de 64:0009 cada umt:
Lei n. 106 de 9 de maio de 1842.Concedendo tres
loteras a matriz de Nossa Senhora da Conceieao
da villa do Bonito de 64:0008 cada urna.
Le n. 330 de 19 de abril de 1054. Concedendo
dais loierias a irmandade ,d Nosnenhora da
Conceieao dos Militares de.100:0008 cada urna.
Lei n.106 de maio de 1842 Concedeudo tres lo-
teras a matriz de Santo Antao de 64:0008 cada
Urna. 9
Lei n. 330-de 19 de atril de 1854. Concedendo
duas loteras a ordera leieeira de Nossa Senhora do
Carino do Recife de 100:0008 cada urna.
Lei n. 330 de 19 de abril de 1854.Concedendo
duas lolerias.a imperial apella fie Nossa Senhora
da Fronleira da Estancia de 100:0008 cada urna.
Le n. 330del9deabrrde 1854:Concedendo'bma
oiena a irmandade de Sania Rila de Cassia de
Le u. 330 de 19 de abril de 1854. Concedendo
umrioleria de 100.0008 a irmandade do Senhor
jf Bom Jess da Via Sacra da igreja da Santa Cruz
.da Boa Vista.
.ein. 330 do 19 de abril de 1854. Concedendo
urna lotera a irmandade de San Rom Jess dos
'Marlyrios-da cidade de Goianna de 100:0008.
Lei n. 330 de 19 de abril de 1854. Concedendo
duas loierias o'recolhimenlo do Curasao deJesus
de Iguarass de 100:000. cada urna.
Lei 330 de 19 de abril de 1854. Coucedendo duas
loteras ao recolhmenlo da Soledade de Goianna
de 100:0008 cada urna.
Lei n. 304 de 10 de maio de 1853. Concedendo
""tres loierias de 120:000 cada urna ao cidado Fi-
lippe Mena Calado da Fonseca.
O lliesoureiro,
Francisco Antonio de Oliteira.
Approvo.Conforme. Antonio Leile de l'inho.
Para a 2." parte da 5. lotera concedida pelaici
provincial n. 100 de 9 de maio de 1842, em be-
nefirio das obras da matriz da Boa Vista.
3000 Hilheies 10J000 30:i
20 K Beneficio
l> e manufactura, e que para maior commodo
^numerosos freguezes o-do publico em geral, ten)
UuTrn? gra"deS arma"D Sr- Mesqul
la na ra ^oBrum, atraz do arsenal de roariuha
DEPOSITO DE MACHINAS
constru.das no ditoseiysilabelecirBcnto. W
Mliacharao oseonlpradores nm completo sor!
ment de moendas de canna. com ind. -. u
ramento,(a.guns ddle. nevos eorigtoSTaf^t
SES^LS "S? J mplrado a' uqJces-
6alc
na
de retratos a oleo c da-
gucrreotypo.
Cineiuito Mavignicr, relralisla e pensionista doS.
M. o Imperador, sendo mil vezes grato a tao magn-
nimo monarcha, vai distribuir gratuitamente entre
todas as pessoas que forem a seu eslabcleciineulo se
relratarem pelo sjslema dagucrreolvpo, estampas
onde represenlam o busto de S. M. o imperador, de-
senliadas e lilographadas no Rio de Janeiro pelo
annuncianle, em ponto grande. O aiinunciante deso-
jando que os seus patricios e amigos conserven a
lenibranra de seu monarcha, por isso convida ao pu-
blico desta capital para ver uexposcao que j prin-
cipou sabbado passado e linda quinta-feira, no scu
estabelecimenlo, a exposicao do retrato de S. M. o
Imperador, em ponto natural : no aterro da Boa
Vista n. 82 primero e segundo andares.
Aula de desenlio e pintura.
Cincnalo Mavignier, relralisla e pensionista de
S. M. o Imperador; lem aberto a sua aula de desenlio
a pedido de muissimas pessoas que para esse lim se
empenham.
Nccessila-se de urna escrava ou escravo que se-
ja bom cozinheiro e que entenda ludo perlcncente a
cozinha : no consolado americano n. 4, ra do Tra-
piche, ou no armazcm de Davis & Compauhia, ra da
Cruz n. 9.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazenda', finas e grossas, por
precos mais baixos do queemou-
tia qualquer parte, tanto em por-
^Oes,xomo a retalho, atTiancando-
se^QiB compradores utn s precio
para todos : este estabelecimento
alirio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciues;
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas.para vender fazendas mais em
conta do que se tena vendido, e por
isto offerecendo elle maores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietario deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os I
seus pah-icios, e ao publico em ge-*
ral, para que venham (a* bem dos
seus iateresses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra da
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Sairos & Rolim.
Precisa-sc alugar urna escrava. fiel, que eaiba
bem engommar, coser Tazar mis serv({#de urna
casa de familia, pagarse bem na sua DirefSra. 131,
por cima da bolica do Torres.
MMEOPATHIA.
Comarca do Cabo.
Manoel de Siqueira Cavalcanti mudou-se
para o engenho Marlapagipef Contina a dar
coaeullas lodos os dias, e a Iralar os pobres '
gratuitamente.
J. Chardon, hachare! em bellas lettras, doutor
em dircito formado na universidade do Pars, ensi*
na cm sua casa, ra das Flores n. 37, prmeiro an-
dar, a lr e esCrever, traduzir e fallar correcta-
mente a lingoa franceza, e tambem dar licoes par-
ticulares em casa de familia.
Galera de retratos
COMPRAS.
De novo se faz scicnic, qoe os
billieles de entrada para o omni-
__bus Pernambucana, em direccao
a Apipucas, nos domingos e dias santos, se vendem
na ra Nova n. 57, todos os dias desde as 6 horas da
manhaa al as9 da noile.
Aluga-se um silio com casa de vivenda no lu
gardos Afogadosna ra de San Miguel n. 39: u Ira-
lar na ra da Conceieao da Boa Vista n. 58.
RAPE PRINCEZA
DU Wt
RIO QE JANEIRO.
GROSSO IEHHROSS E FINO.
DA FABRICA DE
ESTEVAO GASSE.
deposito geral na ra da Cruz do Recife n. 23
contina a ter as qaalidades de rap cima: bem
como o novo AMAREL1NHO. O seu fabricante be
a melhor recommendaco, que este novo rap pode
ter, pois he um dos mais antigos fabricamos do ra-
p de Lisboa; e que na cuufeicao de todas estas
qualidades lem mostrado o erpprego do melhor
syslema, avista do lougo lempo" que se conserva
fresco, e scnipro com o melhor aroma.
Precisa-se alagar um preto para Irabalharem
refiuacao : na ra da Concordia n. 8.
CHRYSTALOTYPO.
Gabinete enriquecido de bellas pinturas,
pelo antigo e novo estylo, no aterro da
Boa-Vista n. 4, terceiro andar.
J. J. Paclieco, vanlajosamen-
le condecido as principaes pro-
vincias do Brasil, he cliegado ha
pouco lempo dos Estados-Uni-
dos d'tido irouxe a melhor ma-
china e o melhor melhodo de re-
tratar que lem apparecido uoso
no Brasil como em loda a Euro-
pa. O seo Irabalho nao he inferior aode- seus ha-
bis mestres Mrs. Inslejs e Gurneys da cidade de
New-York, e elle mesmos tiveram occasiu dfe eja-j
minar seus retratos e acbarem-nos magnficos, QkM
entos c tai.los retratos teem sido lirados nesa cida-
de pelo annuncianle das principaes pessoas, que tan-
to o lem honrado e a quem lauto o artista se confes-
sa grato. lie cliegado ha dias da America para este
estabelecimento um cem numero de objeclos para
collocar os reir los, constando de esplendidas -ca-
xas, riquissimos quadrosdourailos e de mogno, alli-
nctes, redomas e anueis. Os vidros para os retratos
sao de urna grossura admiravel, o que muito con-
orre pura que sobre^aia a piulara iseula das bc-
Jhas e outras imperfeicftes que se encontram nos vi-
dros ordinarios. O artista tendo de seguir muilo
breve para a corte, previne a todas as,, pessoas que
desejarem urna perfeila semelhaiica d suas feicoes,
Eossuindoum retrato claro e tractos perfeitos einlel-
giveis, c corea flxas e ua'.uraes, isenlas de soflre-
rem a mnima alleracflo com o lempo, que queiram
dignar-se procura-lo todos os dias quer esteja o lem-
po, claro on escuro. No mesmo estabelecimento
produzenvsc copias tiram-se nipos de familias, mbruliios urna libra 1,?920 rs.ffeiiao'fradinhoai
preparam-se algumas composiceschin.icas^uperio- g^ cuia, c grugutuba a 200 rs.; agurdente de can?
Compra-se o Jornal do Commercio n. 154 de 4 de
junho do anno passado, e os supplemenlos ao mesmo
jornal ns. 158 e 160 de 8 e lOdo dilo mez : na li-
vraria da praea da Ind ependencia n. 6 e 8.
Conipra-se eseravos de ambos os sexos e pa-
gilo-se bem.assim como lambem se recebein de com-
missao : na rqa Dircila n. 3
Compra-se urna casa terrea,, sendo em roas fre-
quentadas e no baro de S. Antonio, ou S. Jos :
qoem tiver annuncie por este Diario.
' Compra-se prata brasileira e liespa-
nhola : na ra da Cadeia do Recife n.
24, loja.de cambio.
Compram-se elfectivamente cobre,
latio e bronze velho : na fundicao de Ier-
ro da ruado Brum n. 0, 8 e 10, passan-
do o chafariz.
Com()ra-se urna prela que cosa ,fi engomme
bem, e urna dila quitaudeira: ua ra da Cadeia do
Recife, lnja n. 61.
Compram-se burros que sejam grandes e novos
na ra das Larangeiras n. 18.
Compra-se ama algebra de Lacroi, inda qae
seja usada : quem tiver annuncie.
Compra-se um e mais predios que sejam bons,
e as roas do Aterro, Nova, Crespo, Cadeia do Re-
cit, Cruz e Queimado : quem os tiver para vender,
dirija-se a roa da Gloria n. 70, que se diruquem os
pretende.
Compra-se o
ro docorrente : na liviana da? praea da
Independencia n. 6, e 8.
Compra-se um taixo em bom eslado, que ad-
mita de 5 1|2 ranadas de asua a 6, pouco mais ou
menos : ua prac;a da Boa-Vista n. 7.
Comprarse urna negra que saiba engommar,
cozinhar e coser: naYuadoCabug n. 11, botica.
Cnmpram-se acefles do Banco de Pernambuco:
em casa de Manoel. Isnaciq,de Oliveira, prar,a do
Corpo Sanio n. 6. ejeplotio^
r--------------
res as que veem de fra, c veudero-selod^B%j>nn-
cipaesprocessos do daguerreolypo e mesmo do novo
Irabalho, pela quantia de4008O, proinelleiido des-
robrir linios os misterios deste Irabalho e que lem
sido a ruina no crdito de milhares de artistas.' Qual-,
quer material ser vendido a dinheiru viste. O
respeilavel publico contina a ser convidado visi-
tar o estabelecimenlo embora u.lo queiram retratar-
se. As familias que tiverem de retratar mais de 6
pessoas teram um abatnenlo nos preros.
Ao barato.
yjoaventura Jos de OslrtAzevedo, com lojae fa-
ca de chapeos na roa Nova n. 52, junio a casa da
llliua. Cmara Municipal, tema satisfarao de annun-
ca^aorespeftayelpublico desla cidade e parlieu-
a oleo e daguerreo-
6:0009000
10:0008000
4:0009000
.-aoMoo
-OOOO
4009000
4009000
3009000
240-3000
1O9000 ^609000
24:0009000
2009000
1009880
21:0009000
, esello
1 Premio.
1 Dilo.
1 Dilo.
1 Dilo.
2 Ditos.
4 Ditos.
6 Hilos.
12 Hilos.
726 Ditos.
754 Premiados
,2246 Brancds.
3000
N. B. Os (res primefros premios eslo sujeitos ao
descomo d# por cenlo. O Ihesooreiro Francisco
ADionio-.de QJi.vera.Approvo.Palacio do cover-
no de Pernambuco, 7 de junho de 1854.Figuci-
redo.Conforme, Antonio Leile-de Pinito.
DENTISTA FRANCEZ.
Paulo t.aignoux, eslabelecido na ra larga
do Bosario n. 86, segnudo andar, colloca den- "
tes com gengvas arlificies, e dentadura com-
pleta, ou parte della, enm a pressao do ar. &
Tambem tcm para vender agua denlifricedo @
_ Dr.l'icrrc, e p para denles. Rna larga do SS
# Rosario n. 36 segundo andar
e annunciam qne n seu extenso es -
alielecimcnlo em Santo Amaro, continua a fabricar Arrenda-se um sitio cm Beberibe de baixo,
rom a maior perreico e promptidao.loda a qualdade com.":asa de latpa e com bastantes commodos, lendo
"e rnachinismo para o uso da agricultura, navega- '",0 muitosarvnredos de fruclo, malta para tirar
leulw, muito boa baxa para capm, com excellenlc
verlenle, as nielhores trras que ha neste lugar para
planlacies e pasto pata vaccas de leile : a* tratar no
mesmo lutiir, entrando no hecco do fundao, a pri-
meira casa a dircila, ou na ra do Hospicio, casa
terrea dclronlc do silio da viuva Cunha ; tambem se
, .vende o mesmo sitio, e nclle se precisa de urna pes-
- soa forra ou escrava, para Irabalhar com cavallos.
Na ra da Cruz n. 35 loja de sapaleiro, pre-
s. cisa-sedo oTciaesdomasmo ofliciu.
sidade. Machinas de vapor debahae alian ^^
taixasdelodotamanho.tantobtidas como f.miiT0' ~ PrecisaH,e de am padeiro que entenda de lodo
carros de mo e ditos para condnzi'r formas nV-^' 8ery'9 de unla padaria, para fra da praca 16 lo-
car, machinas para moer mandioca prensas tnr'8"?" R-"^* : 1a(,nl Pretender, dirja-se ao alerro da Boa-
to, tornos de ferro balido para farinha arados H Vii*1*' |l'"'aria o-+1, que achara com quem tralar
ierro da mais approvada conslrucro, fundos mr Aluga-i' a loja do sobrado do aterro dt
alambiques, crivos-% portes para fornallus. e nma v-..... in
inlinidade de obras de ferro, que seria e'ufadon
da
Boa-Vista n. 49
enumerar. "o" mesmo" depoMlo"^!^^^ '"0"1'0 'lqaCm comPrar ,lma rmacao do louro, que na
inlclligente e habilitada para receber "oda. .f03 T ^'n.a "1,sle'c 1UC |X"3e servir para qualquer esla-
commIndas,e.c. ele., que'os annunciail^,,% ^^7$ "^ = *""'M ^
do com a ranacidade de an nllicinas a m,.i.:_:__ "**
i pira lodo o ser-
-------t" .ww, i>miici,uu, c o i------.......>: ua ra ua traa
eonlormdade om os modelos ou desenlies, o iuslrnc m i 1aem l,recisa-
SO que Ibe forem fornecidu. se para l" i i Co,la Mar1U08'Porlu8ui rera-
- Cincinato Mavignier, retratista o.pcnsionista de S.
M. o Imperador, querendo apreseplar ao respeila-
vel pubhcc*desta capital as produccOes de seus Ira?
ballios artislieos, tanto em retrato* asoleo, como do
daguerrotypo, por isso.esforca-se para desempenhar
o melhor que for posSivel, comentando as pessoas
que se dignarem a Ifpnrar o seu estabelecimento
com Irabalhog que sejam inleiramente satisfactorios.
O aununcante lendo vindo ha poucos uiczes da cor-
ledo Ro de Janeiro, desejnra demorar-se nesta ca-
pital por tres a qotro mezes, porm lendo havido
mitissimas pessoas que o tem procurado para serem
retratadas, motivo he esto do annuncianle, sendo
grato a todos os seas patricios e amigos tenciqna de-
morar-se mais lempo, e para esse fim nao tendo tido
lempo de fazer um numero maior. de retratos para
aprcsenlar ao respeilavel publico, que tao honrosa-
mente o lem acoihido, fez com qae cm breve venha
do Rio de Janeiro urna collecco de quadrns a oleo e
miniatura,tintas e pinccis'delicadissmos da escola de
dezenho por Julicn, Murilo cRapliael; o annun-
cianle tambem fez encommenda para aEoropade
urna machina extraordinaria daguerreolypo, onde as
laminas s3o do lamanho de meia folha de papel de
peso, que corresponde a -um p de comprimenloje
um palmo de largara. Sera som duvida a maior que
lem deapresentar-se nesta capital, c mesmo em to-
das as oulras provincias do imperio, pois o annun-
cianle estando informado disso porque tem eslado
as principaes provincias, aiuda no encontrou um
machinsmo com essa grandeza, que sem duvida de-
ve fazer admirado a um publico j conhecedor das
bellas artes, qnaodo virem os magnficos>elralos em
grandes chapas, podeudo urna numerosa familia 6er
representada de urna s vez.. Aqu, pois. vista dos
excessos que o annuncianle emprega, e dispendios
que tem de fazer para montar um estabelecimenlo, o
maior que tero apparecido no imperio: espera por-
lanlo de seus amigos, patricios e mais pessoas de tao
illustrc cidade que sejam -benignos como lem sido
ale agora, pois a einpreza acreditar aos benemri-
tos t'ernambucanos, que 13o palriocamenlese pres-
taren! a sustentar por precos raioaveis a essa empre-
za, c os trabalhos de um artista que incansavet pro-
tura engrandecer o seu paiz to smente para gloria
daquclles que apreciam as bellas artes. Pernambu-
canosl a nossa provincia lo bella, e lendo em si os
melhores golpes de vista para os artistas que sabem
apreciar a natureza, parece razoavcl que toadjuveis
ao vosso patricio dedicado as bellas arles, emie qur
plantar no nosso paiz, urna escola onde n mocidade
por algum lempo peder Beber lires daquelles gran-
des mcslres, que as suas obras cunservam perpetuo
mrito. Emquanlo, pois, nao chegam estes objeclos
que tem de formar um estabelecimento esplendido,
o annuncianle convida o respeilavel pblico desla
cidade para ver algumas produccoe de seus traba-
lhos, ah pois acharo os freguezes caixinhas e qua-
drosdebom goslo, para retratos daguerreotvpo, e por
preces razoaveis. Alerro daBoa Vista n. 82" primeiro
e segando andares'. *
Aluga-se ama casa no Gacliang, propria'para
negocio, por ter um torno de padaria iudependente
da casa de morada, efir muilo bom local: a tratar
no segundo andar da casa da praca da Boa Vista, que
volla para a ra do Aragao.:
Aluga-se urna excellenle casa com iuilo boaiJ
commodos, sila no Campo Verde : a Iralar ua ruT
de S. Goncalo n. 34. wWHm
- A obra do hospital Pedro II, precisa comprar'
ranclmes de louro lascado : quem qulzer ven-
nlenda-se com o director Antonio Jos Gomes
oCorreio.
pregar lodos os esforco *possiveis o doi ipe-
uho do magisterio. As pessoas que quizeremutili-
sar-ie de seu presumo procurem-o ua ra Nova ca-
sa n. 21, terceiro andar,
achare! formado, em malhemati-
cas, Bernardo Pereira do Carmo Jnior, cn-
Sina rilhmelica, algebra e geomelri, das 1
Si as 5e meia horas-da tarde : na ra Nova.,
sobrado n. 56. Jflfci
Perdeu-se no dia 4 do correnle urna alaftl,,
cabello, encasloadi em ouro, com tres lettras J T
P., a sahir do convento de S. Francieco, at a 'roa
das Cruzes: quem a tiKr achado querendo erllrecar
dinja-sc a ra largado Rosarion. 39, que ker seue1
rosamente recompensado.
. Fugio urna rolinha cascavel:' quem pe
lenha a bondade de leva-la a ra do Torres n.1'
~i "' *W" B,ayn,oa .ci,"IrBi3o denlisla americano'
reside na ra do Trapiche Novo n, |2 to .
Precisare de urna pretapara o servito* urna
casaeslrangeirade pouca familia :jio alerro da Boa-
Vista n. 1.
Oflerece-se um rapaz portuguez chegado lia .1
mezes, para caixerodf taberna, do que ia tem bas-
tante pratica: quem o preleudW, dirija-s a berna
da ra dos Marlyrios n. 36. ff .
Casa da alerico, la ra das Aguas-
Verdes n. 25.
ieJLdor -az sc.ientc' qoe Prazo marca''o PC'"
arl. 14 do regiment municipal para pacamente da
re^isao, iialisa-se no dia 30 dejunho conenle ;li,l
do o qual es ao as pessoas iuteressadas incursas as
mufcip^r Pe,arl- 2dlU ""Port-ra.
rr7,.^U]Z c2"im2n1?de doN- s- da Soledade da
freguezia do Sh. S. da Boa-Visla.parlicipa a lodos os
seusirmaos que nao leve lugar ttr-se a clocao no
d,a 4 do corrente como linha ao.miaci.do, por falta
de irmaos, pelo qae roga novamente a lodosos irmilos
dadtTflT6"1 wtonod. mesma irman-
dade no da 11 do crrenle, cortos de que com os ir-
maos que comparecerem se far a eleicao. '
AT,tr"Dre,Uaa'a m< *- *ollo para S.
com ,Th ,0*?,' ^ manda e farinha di reino
com cacho e capella dealf.nim raoilo bem feita, por
mais barato precodoque em oulra qualuner par-
le assim como vende-se vella de carnauba simples
e composU a 8p0. arroba e cm libras, anda
conlmua-se a dar dinheiro a premio sobre-penhores
deouro eprala.
Alaga-se a sala da prmeiro andar do sobrado
n- ti na ra da Cruz : quem a pretender, dirija se na
mesma ra ao armaiem n. 23.
Precisa-se de ama ama que saiba cozinhar e
engommar, para urna casa de pouca familia : ua ra
Augusla u. 17, casa da quioa.
em
zasji.calc.ados de-todas as qualidades, e que os eslal
vendendo pelos.prc,osabaixo mencionados : sapatos
de bezerro para homem, o par IS000, dftos'dmuro
de luslre franczes para senhora a 19000, meo de
poro linho para tallios de veslide, a vara,500, fran-
ja para lanillas, avara a 100 e 120, meias pretas de
seda para homem a 500 rs., una duzia de grampas
para cabello por 10 rs., qualro novellos de fortes li-
nlias de cores por 20 rs., meia duzia de agulheiros por
20 rs., e oulros amitos objeclos, que por elles nao se
nTCeHmilU DE ^JRYERffiRaO*.
Vende-se o diccionario de conversacfo e de leilu-
r : na livraria n. 6 e 8 dV praja da Iudcpeuden-
cia.
Rdlao francez.
Vende-se a apreciavel pitada deste rolao
francez, s as lojas dos Srs: Bourgad na
ra da ^adeia do Recife, e na'de Jos Dias
da Silva Cardeal, na ra larga do Rosario,
em S. Antonio. "[
ir" Velas de carnauba.
Vendem-sc caixas de 30 .Mlibras de superiores
velas de cera de carraabaJIMabricadas natAracaly :
no armazem de courofi solaj Tua da Cmz n. l.
No alerro da Boa'-Viste n!0;vende-se Romm
para engommar a 80 rs. a libra* cha preto bom dad
Milfao novo.^
Vendcm-se saccas eom rhilho novo, pelo barato
preto de 3JJ000 rs. cada nma: na roa do PaseeioPu-
blico n. 17.
DEPOSITO DE PANNO DE AL00DAO
DA FABRICA DE TODOS SANTOS
NA BAHA.
Vendse o superior* panno de algoda
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de eseravos : no escriptorio de Novaes &
Compaliia, ra do Trapiche 11. 34, pri-
meiro andar.
Vende-se manteiga ingleza nova, para bolos de
S. Anlonjo eS. J0S0, 480 o. 640, e cartas'^ tra-
ques fortes 140 : no paleo So Carmo esquina da
ra de Horlas taberna n. 2.
Imfttei' do Carmo, taberna n.- f, vende-se
manlciga maleza u. 640 rs.
IW-Vendem-se fogocs americanos chegados ltima-
mente '' --j
n. 8.
Vendem-se 4 eseravos, 1 mualo de 20 annos,
1 moleque de 17 annos, 1 preta lavadeira e engonv
madeira, 1 preto de 40 anno. e 30 travs de pao dar-
co : na ra larga do Rosario n. 25.

Ruperior a 160 rs. a caada.
f Saccas com farinlial; milhoi',
Na loja n. 26 da ruadla Cadeia, esquina do 1
.Largo, vendem-se sucas com superior farinha da,
trra, e saccas cora minio por proco razia-.
Vende-se um bote grande c muito berri cons-i
truido, por prer-o bstanle commodo : os pretndeme*'
dinjam-se a ra do Passeio, fabrica de chpeos, que'
acharaocom quem tratar.
Vende-se a laberua da ra Nova 11. 40, com os
fundos a vonlade <)o comprador : a tratar na mesma
ra n. 65.
Vendem-se duas casas de sobrado de 2 andares
as rua das Cruze^e Camboa
#
a do Carmo, assim como
urna parte de nma casa de sobrado de 2 andares na
lamiente aos seue^ugose freguezes, que comprou ra da Aurora, a duas casas terreas; sendo urna na
m leilao um graqe soriimenio de chapeos, miude-; Boa-Visla e omra na ra dosBurgos : afallar com o.
__argos 1
corretor geral M. Carneiro.
Navallias a contento e tesouras.
Na rna- da-Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, escriptorio de Atfensto C. de Abrcu.^onliuu-
am-se a vender a RJOOO rs.o par (preso* fixo). lis j
bem conheeidas e afamadas navalhas de barbafeilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposicao
de Londres, as quaes alm de durarem extraordina-
riamente uo se sentm no rosto na aecao de cortar ;
Anda se precisa no sobrado da ra de S. Fra
cisco n. 8, de urna escrava por aluguel: quem a ti-
ver dirija-se ao lirismo sobrado.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-se a venda os billieles da lotera
18dotbeatro de Nictheroy, a qualcorreu
no dia 29 ou 50 do passado, as listas Se es-
peram no dia 14 do corrente pelo vapor
Imperador a entrega das quaes serao
pagos os premios.
Aluga-se urna casa terrea grande,
erii Olinda ra daBica de San Pedro com/
{res salas, tres quartos, cozinha grande,
copiar, quintal grande murado com por-
to e cacimba, cujo aluguel he de 14$
mehsaes: (|uem pretender dirija-se a An-
tonio Jos' Rodrigues de Sousa Jnior,
ruado Collegio n. 21, segundo andar.
i- Trancisco Joaquim da Silva, subdito portu-
guez, relira-se para fra da'provineia.
ATTENCAO'.
Na rna do Trapiche Novo n. 14, acha-se aova-
mente um oplimo bilhar para se divertir a rapazia-
da, assim como llavera das duas horas, da larde emi
diante bello cafmuito bem feito e cp aceio, e lo-
do e qualquer refresco ajiebidas, que se" procura as
casas deste ordem, ele. ele.
Na ra dos Marlyrios n. 14, se dir quem tem
para vender diversas obras de ooro sem feilio, como
sejanv: 1 lindoulfiuete para senhora, brincos, 1 bo-
nita correnle, 1 annelao com diamantes, 1 coroa,
1 resplandor, sendo um maior e oulro mais pe-
queo, 1 imagem da Conceieao, 5 enleiles para 0-
teiro de menino, 2Cgas'e uns corazas para menino,
tudo obra com ponco uso c muito precisa.
Precisa-se de urna preta escrava, que cozinhc e
faja o mais servico de urna casa de pequea familia,
naga-sebem:a tralar na na da^Cadea do Recife
p.23.
A mesa actual da irmandade do SS. da fresue-
za de S. Fr. Pedro Concalves do Recife, convida a
todos os irmaos i comparecerem no consistorio da
mesma, nodomingo 11 do corrento s 10 horas da
manhaa, para se fazer nova eleicao.
Precisa-se contratar por eropreita-
da, a construccao de urna coberta de te-
Iha, sobre pilares de tijolo ou columnas de
ferro, em um terreno murado., na ra de
Santa Rita prximo a' Ribeira.pertencen^
te a' compauhia brasileira de paquetes de
vapor: quem estiver as circuinstancias
defaizer este contrato com as necessarias
garantas, queiraapresentar sua proposta
O padre Joaquim d'AssuinpcoSaldanha, ac- eom toda a brevidade ao asente da dita
VZ^g^^^lSl^^^^^ -ruadoTrapJchen. 40 se-
.obonidesemp- C,unio andar, ...aonde tambem se dar'
engeitam lucro por mais diminuto que seja. 1 Jendem-se com a condico de, nao agradando, pode-
n- 'em os comprdo'res devolve-las at 15 dia "
qualquer esclarecimento.
Prccisa-se alugar urna criada, livre ou escrava,
que saiba engommar bem, e cuidar de criaucas, em
uma familia pequea: quem estiver nesle caso, e
quizer conlratar-se, dirija-se casa n. 83"da ra do
Pilar das 8 xs'J-horas da manhfta, ou das 4 da tarde
s8 da uote; uo se duvida pasar eenerosamente,
sendo pessoa activa uo servico, c hbil.
J. Jane dentista, *>
contiua rezidir na rua*Nova, primeiro andar n. 19.
\09
O Dr. Sabino Olegario l.udgero Pinho mu- $g)
dou-se para o palacete da ra do S. Francisco
(mundo novo) n. 68 A.
recisa-se de uma escrava para o servico de
Sima casa de pouca familia : na ra do Hospicio 3>
asa nova direita depois de passar o qnarlel.
O Dr. Joao Honorio Bczerra de Menezes, 55
j formado em medicina-pela faeuldadc da 15a- 55
$9 hia, oll'erece 6eus prestimos ao respeilavel pu- @
blico desla capital, pudendo ser procurado a
qualquer hora em sua casa" ra Nrfva H.'19, fe
.@ secundo andar: o mesmo se presla, a curar fe
*<$ gratuitainenle aos pobres.
e>: g>-a@se;' s>?@@ @
O caulelisla Salusliano de Aquno Ferreira dei-
xou de vender cautelas das loteras do Rio de Janei-
ro desde dezembro de 1853, e lem marcado o prazo
de um anno que ee ha de lindar 110dia 27 de maio de.
1855 para a liquidacau das referidas cautelas que an-
da exislem por pagar.
Anda se precisa de nma ama forra 011 captiva,
para fazer iodo servico de uma casa de mu peque-
a familia, e que compre na ra : na ra da Coucei-
cao n. 9, ou no eacriptorio desla typographia, ra
das Cruzes.
O Sr. JosMarlinsilc Caslro,*qneiraapparecer
na ra do Livramenlo n. 25, a negocio.
No dia 6 do correnle, perdeu-se uma cartera
desde a loja do Porto iV C. na praga. da Indepen-
dencia, at o beccu do Noronha, ronlndo cm sedu-
las 6008 e lanos mil rs., 4 moedaS cm ouro de 20J>
rs., o 2 de 16$ rs., e nina ledra de 200$ c lautos
mil rs., sacada pelos Srs. Rocha & Lima, e aceita em
16 de maio ; pelo'que se roga a quem a tiver acha-
do queira ir entrega-la 11.1 ra do Vigaa 11. 16,
taberna de Joao Simao de Almeida, aonde receber
1009 rs. de gralilicacau.
amado Crespo n. 1<, esquina da
ra das Cruzes, loja d.-f viuva BrandSo &
Irmao, precisa-se fallar com oSr. Estevao
Jos Paes Barrero, a negocio de seu irite-
resse.
das depois da
compra, reslluindo-se o importe : na mesma casa!
lia rica tesourinhas para unhas felas pelo mesmo
fabricante.
PTIMO VINHO DE COLLARES,
em barris de 7 em pipa : no escriplorio de Augusto
C. de Abreu, na ra da Cadeia do Recife n. 48, pri-
meiro andar.
Vende-se uma batanea romana com lodos os
seus perlences, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a.pretender, dirija-se ra da Cruz, armazem n.4.
Vendem-se 8 eseravos, sendo 2 prctos mocos e
6 cscravas de bonitas figuras com varias habilida-
des : na ra Dircila n. 3.
Vende-seo sobrado de dous andares n. 7 da ra
dosBurgos: nesla typographia so dir quem vende.
> ende-se nm par do perneiras novas, para o
lempo presente, por barate preco : na ra da Cruz
*" A 00 RS. A TARA.
Jjnm trancado branco de puro linho, muito cn-
corpado : na loja da esquina da ra do Crespo que
volla para a cadeia:
Toda attencao, que he muito barato.
Na loja de Leopoldo da Silva Queiroz, ra do
Queimado n. 22, vende-se corles d veslidos de ba-
badoebarra muilo bonitos a 45)500 rs., ditos de
cassa chita fazend superior a 2J000, casemras.de1
algodSo bonitos padrOes e encorpadas a 340 rs. o ca-
vado, cortes de colleles de fusiao dos mais modernos
a l!}200rs.cadaum, ditos gorguraode seda.dilpsde
selim lavrado de bom goslo a 5O00rs., chapis de
sol de seda com excelentes cabos a 6400, ditos,
prelos para cabeca de bonitas' formas francezas a
6$400 rs.,cortesde casemir de coresa|5S200,merinos,,
pnncezas, panno fino,chitas de cores fixas e bonitos
padrOes a 180e200rs. o covado, lencos do relroz,
manas de seda, chales de dila os mais mbderuos, e
outras mais fazendas qu a vista do comprador se
dir*> prego.
FARINHA E SL1
Vende-se a mellior farinha de mandioca
que ha no mercado, a bordo do brigue nacio-
nal Inca, e da escuna /Moza chegda de S.
Latharina para porjOes, no que se -far aba-j
te empreco : trta-se com os consignatario J
no escriplorio da*ruailarux.n. 40, primeiro
andar. j
N. B. Para maior vamagjM.Wjcomprado-i
rtes, pdem diriyr'se aw-^Jtorte o Mallos e 5
iuntoao tsapiche^do afeieao* chamar para 1
L bordo, que se manda logouo bote Ierre.
Vende-se -oni cabrioief^com sua compelute
coberla e ariios, ludd quasi novo ; assim como 2
cavallos do mesmo j ensinaoos e mansos ; para ver,;
ua cocheira do Pedro ao p do arsenaj de itaarin
para Jralar, na roa do Trapiche Novo n. ti, primer5"
ro andar. -
Na ra do Crespo, loja ri. 4, vende
se o excelleute rape commum de Lisboa
em frascos: 5#500 rs.
Na Trempe,ao vollar para a Soledade n. 31, ha
para vender-se Irasles usados. v
No pateo do Carmo taberna n.1, veride-se um
escravo de idade de 25 a.26 annos, bonita. figura,
proprio para lodo servico.-
Vende-se um mnlalo sapaleiro, de 24 a 25 an-
nos de idade, e por prero commodo: ua ra de San-
ta Rita n. 18.
Vende-se una casa de um andar^om 40 pal-
mos do freute, grande sotao e bstanles commodos;
sita na ra atraz da matriz da Boa-Vista : ralar
na ra do Aguas-Verdes, primeiro andar das casas
oode mora Joao Patriota.
Vende-se nma escrava da Costa,' quitandeira,
engomraa alguma cousa, lava de sabao e brrela,
niosa, por 6008000 rs.: mu-uada Senzala Vella n.
70, segundo ou terceiro andar, s dir quem vende.
Vendem-se sacras grandes d feij Jo branco no-
vo, a 5000, e em cuias a 240: na ra da Senzala
Velha u.46, ou na ruada Guia 11. 36.
Vende-se uin pequeo sitio com vivciroJarvo-
redos o casa de laipa, em chito proprio. 110 logar dos
Remedios : a tratar no mesmo lugar com Flix
Monleiro de Castro.
Vende-se um excellentc sobrado na
ra das Cruzes : a tratar rg. ra do Quei-
mado n. 10, segundo andar. ^
O 39 A, confronte ao Rosario de Santo Anto-
nio, avisa a seus Treguezes, querecebcu do doce li-
no (casca de goiaba) o melhor que lie possivel.
SORTEA V
O 39 A, confronte ao Rosario de Santo Antonio,
vende ricos confeilos, juntainente,ao saboria-los se-
bera o freguez do seu destino, porque junto o en-
contrar, e amendois confeiladas.
O 39 A, confronte ao Rosario de Santo Anlo-
niof constantemente vende chocolates finos e pasli-
Ihas aciduladas.bolaxinhos e bisroilos dillrentes; nn
mesmo se apromplam bandejas de bolos par baile,
casamente ou cha, com muilo gosto, por dilferentes
feitios, e precos commodos.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas decannas todas de ferro, da um
modello e construccao muito superioi-es.
ARADOS DE FERRO.
^ Na fundicao' du C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos, de ferro de ".--or qalidade.
OLKO DE LINIIACA EM BOTIJAS : o
vende-se em a botica de Bartholomeo
Francisco de Souza, ra largado Rosario
11. 5G.
Cairo e cabriolet.
Vende-se um carro de 4 rodas com 4 a\_-
t los, e um cabriolet, ambos em pouco uso, uma
i boa parelha de cavallos e um cavallo para ca-d
9 hriolet, ludo por commodo preco : na ra
Nova, cocheira de Adolpho.
el
Venderse rap igual ao de Lkboa, a 2j)000-
na rna da Senzala Velha p. 70, segando ou terceiro
andar. (
Vende-e uma canoa de carreira, nova.
marelto* inleiricji rom embonos,pintada-
no lim da ra da Concordia, no eslaieirn d
teiro, a fallar como Sr. Jos Carvalho da
Vende-se uma preta mo^a' de bo,
com bom leile, e com uma filha muwj^H
linda de 6 mezes, a preta cozinha bem, |H
cose, lava, e faz todo o mais servico de cata
ra do Quarteis q. 24.
Arados americanos.
Vendem-se arados americanos chegados ol-
limameute doe Estados-Unidos, pelo barate 0
prero de 409000 rs. cada um : na roa do Tra- 9
piche n. 8. fe
Vendem-se aaceas com milho muito superior,
sem faro, por preco commodo ; no caes do Ramos
1 d. 23, primeiro andar, se di-
patente suisso, caixa de ou-
lave para o mesmo, 1
---------j----------1-1"-----."*.. >i.auw0 vinsauua IIUIMIil-
dos Eslados-Unidos: na ra do 'trapiche
POTASSMteASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio.de Janeiro,
cada recentemenie, re
&W-se aos senhores de engenho os '
'seus bons el'eitos ja' experimen-
^ados : na ra da Cruz n. 20; ar- '
mazem dejl.. Leconte Ferbn.iSi '
Companhia.'
1 l\e.5L i>
[primeiro do Ga-
lo da Igrtja M-
[qoe fallaru para
prar.
oz, ra do
halps de
pelo di mi-
a1 acabar.
10 palmos,
lo proco de
lado do arco
as.
o armazem n. 62. de
vende os mais sope-
queijosje k, presuntos para fiambre, nl-
le chi Qgina valpa-
Narua doQoeimado n. 1
muito superiores, chega-
laranho.
raiso.
vendem-sej
das uliii
Ve jem-serHgiosd
arate de que em qualquer oulra~p
na praca da Indepehdencia n. 18 e 2y.
Chapeos pretos franczes
a earij, os melhores e de forma mais elegante que
lem jinglo, e oulros d diversas qualidades por me-
nos prec,o que em oulra parle : ua ra da Cadeia do
Recife, n. 17.
Deposito da fabrica de Todos o Santos na Babia.
Venderse, em casa de N. O. Bieber & C, na roa
da Cruz n. 4, algodaO trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para saceos de assucar e roupa de es-
eravos, por preco commodo.
Vendem-seem casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na pra do Corpd" Santn. 11, o seguinte:
vinho de Marseilleem aixas de 3 a f. duzias, linhas
em novellos ccairelis, breu em barricas muito
grandes, ac de milab sorlido, fcrroinglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a 11;
ver um completo,sortimento de moen-
das e mcas moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ierro batido
coado, de todos os tamauhos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vant^gem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-Io no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz/ n. 4.
SANDS.
SALSA PAMlLuA.
Vicente Jos derilo, nico agente em Pernam-
baco de B. J. D. Sands, cliimico americano, faz pu-
blico que tem cliegado a esta pra$a uma grande por-
Ciiode fraseos de salsa parrilh .deSands, que s5o
verdaderamente falsificados. dos no Rio
de Janeiro, pelo^ue ..^e devem acaatelar os consu-
midores de 13o precioso talismn, de ealxir ueste
engao, .tomando-, ayfunestas consequencias que
sempre coslumam trawr os medicamento*; falsificar
dos e elaborados pela mao daquelles, que antepoem
seus nteresscs aos majes e estragos da hqmanidade.
Portante pede, para qne o publico se possa liwar
desta fraude e-distingua a verdadeira salsa parrillia
de Sands da falsificada e recentemente aqui eflpt-
da; o annunciajlte faz ver^ft a verdadeira se ven-
de nicamente ettTsua botica, na ra da Conceieao
do Recife n. 61,; e, alm do receituario que acom-
pauba"cada frasco, tem ^mbaixo da primeir lagioa
seu nome impresso, e se achara soa firma em ma-
nusenpo, sobre o invollorio_ impresso do'mesmo
400
400
14Q "
200
140
zem de Eduard
n. 18.

fra eos.
-----Na ra do
ro andar, tem p,
sicas para piano,

Hgario n. 19, primei-
r vender diversas mu-
. violao e flauta, como
jam.qtiadrilhas, valsas, redwas, scho-
Jickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
-1 FARINHA DE TRIGO.
Vende-eio armazem de Tasso IrmiSos, farinha de
trigo de todas as qualidades, que existem no mer-
cado.
Na ra do Vigario n. 19primeiro andar, tem pa-
ra vender-se chapeos de castor Brancopor commodo
preco,
AisncUd Edwua Un.
r Na-rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon 1
\& Companhia, acha-e conslantemenle bons sorti-
mentos de taifas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fnndf^moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaes, aga, etc., ditas para a miar em madei-
ra de todos os lmannos e modelos os mais modernos,
machina horisonlal para vapor com forea 'de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro estnhado
Cara rasa de purgar, por menos preco que os de co-
re, csco veus para navios, ferro da Suecia, e fo->
1 has de llaudres ; ludo por barato preco.
BVendem-se pregos amerfiahos, em
btrms, proprios para barrios^de assu-
car, e alvaiade de zinco, superior qali-
dade, poifprecos commodos |na ra do
[Trapiche Novo n. 16.
Vende-se um completo sortimento de fazendas
'pretas, como : panno lino preto a fOOO, 4*000,
58000 e 63tOOO, dilo'azul 38000, 45)000 e 53000, ca-
semir preta a 28500, seliin preto muito superior a
38000 e 48000 o ovado.sarja prela hespanliola 28000
28500 rs., selim lavrado proprio para"veslidos de se
nhura a 28600, umitas mais fazendas de muilasqae
lidades, por'prejo jommodo : na ruado Crespo lql*
n. 6. .
Velas de carnauba.
Na ra da Cruz n. 15, secundo andar, vendem-se
velas de carnauba, puras e componas, felas no Ara-
caty, por menos preco do que em outra qualquer
parte
balcao, todo de ama-
ne a loja D. 3 do aterro
da Boa-Visla t fallar M f0ja 1.
Vende- Bireita n. 19, muilo boa ce-
*rs. muilo
novo. W
te cores,pelo ba-
rato preco de 48000 rs. dinheiro avista : na loja de
i portes n. 3,ao lado do arco de S. Antonio.
FARINHA DE MANDIOCA
muito superior e em saccas de 2 1 2 al-
queires por preco conmodo: trata-se na
ra do Amorimn. 54, armazem de Ma-
chado dr Pinheiro, ou na ra do Vigario
n- 19, segundo andar, escriptorio dos
mesmos.
Vende-se com cavallos oa um elles un
carro de 4 rodas com 6 asientos, maito
forte ecnm pouco oso, e um tilburv em
'bom eslado : a fallar .na prai;a da Inde-
pendencia n.!8e 20.
/
. t
Na ra do Crespo jt. 23,
vendem-se chitas largas francezas, padroeses- ff
uros e cores fixas a 240, corles de casemiras
nedernas a 4*500, ditos de meia case-
mira a 18600, e le linho muile nao a
1 2
corte, panno fino de todas as erres a 31000 o 9
S covado, chales de Isa escaros a 800 rs., lenco
cambraia de linho a 480 e 640, chita larga 0
9 cem algum mofo a 200 rs., merino com doas*#
9 larguras a 18600, riscados franceies, largos e
#' de,cores fixas a 180, e oulras muitas fazendas* #<
muito bara
TENCO'.
a n. 19, ha para vender os gneros
Manteiga ingleza superior. -. 560 f
^^loas descascadas. 320
^^nhas de aramia em latas de 6 i 29300
Olla ingleza.. 240 *
Talherim, macarrao e aletra. 280
Cli hyssou muito superior. 2)240
Dilo brasileiro. 19500
Espermacele a 900e 720
Vinho do Porte engarrafado (sem casco). 640
Dito de Lisboa.
Xoacinho de Lisboa.
Tijollo de li rapar faccas.
Farinlia de araruta.
De tapioca.
Todos-estes gneros se responde'pelas quatdades".
Chumbo.'
Vende-se chumbo em barra e leneol : no arina-
valt, ra do .Trapiche Novo
je da Boa-Vista n. 1, vendem-
"para homem e senbora por
vinho de chanv-l
eau-Ay, primeir qua-
jpriedade do condi
pfl a da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor.
de toda a champagne vnde-
se a 56$Q00 rs. cada caixa, a cha- {*
se nicamente em casa de L. Le- j
comto Fc-ron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Marcuil e os rotulo2j
I das garrafas sao azues.
RELOGIOS INGLEZES DE PATENTE :
vendem-se por preco commodo : em casa
de Barroca & Castro, na ra da Cadeia do
1 da Cadeia do Recife n. 60, arma-
lenrique Gibson :
> de sabonete, de paten-
te inglezes, da melhor qalidade e fabricados em
ILondres, por preco commodo.
Na ra do Vigario n. 19 prmeiro andar, tem
superior flanella para rorro de seibos che-
gda recentemente da Amrica.
i'ende-se sola maito boa, da melhor que ha
no mercado, em pequeas e grandes poroBes, pelles
de cabra e esleirs de pilha de carnauba, cliegado
tudo ltimamente do Aracaly: na ra da Cadeia do
Recife n.T48, primeiro andar.
Cera de carnauba.
Vande-se-cera de carnauba do Aracalv: na roa
da Cadeia do Recife n. 49, prmeiro andar.'
eicellente carrinho de 4 rodas
mu bem codstruldo, embom eslado; este exposto na
ra do Aragiota do Sr. Nesme n. 6, onde podem
wamina-lo, e tratar do ajuste com
o mesmo senhoi cima, on na ra da Cruz no Recife
11. 27, armazem.
PALITOS DE ALPACA FRANCZES.
Grande sorlimemo de palitos de alpaca e de brim:
1. 4, e ni ra da Cadeia do Kec'i-
reco maito commodo.
Moinhos d^f vento
combombascT opara' regar horlase baiial
decapim, na fundiea de'rjj W. Boirman : na roa
"do Brum ns. 6,8 e 10. /
VINHO DO PORTO'. MUITO FINO.
Vende-se superior vijho do Porto, em
barris d i., 5. e 8.: no armazem da 111a
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes di 'Companhia, naL
ra do Trapichen, o*. *
Padaria.
Vende-se orna padaria muito afregnezada: a tratar
com t'asso & Irmaos.
Aos Senhores" de engenho.
Cobertores escaros de algodSo a 800 ra., ditos mai-
to grandes e eneorpados a 19400 : na roa do Crespo,
loja da esquina que volla para a Cadeia.
Devoto Cluistao.
Sahio a lnz a 2. edijo do livrinho denominado-
Devoto Christap.'mai i o e acrescentedo: vnde-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca di In-
tendencia a 640 rs. cada exemplar. *
Redes acoiphoadas,
cas e de cores de umsdpanno, muilo grandes e
e bom poeto : Vendem-se na roa do Crespo. loJa da
esquina que volta para a cadeia.

Vendem-se cobertores brancos de algodao gran-
des, a 18*40; ditos de salpico tambem grandes, a.
18280, ditos de salpico de lapele, a 19400: na ra do
Crespo loja n. 6.
Taixas para engenhos.
Na fiindicao' de ferro de D. W.
BoWmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Veni lem-se cobertores de algodSo grandes a 640
rs. e pequeos a 560 rs. : ua ra do Crespo uume-
ro 12. ,
1 Bichas de Hamburgo.
No antigo deposito das bichas de Hamburgo, rna
eslreita do. Rosario 11. 11, vendem-se as melhores bi-
chas de U amburgo aos ceios e a retalho, e tambem
se alugara por menos do que em oulra qualquer
parte.
ESCRAVOS FGIPOS.
Fugio de bordo do hale Castro o prelo crioulo
le 30 annos pouco mais ou
jsMedosdos ps para os la-
dos, e he bastete barbado, levou vestido camisa de
lgodaozinho velba e calcas azues novas ; desconfia-
se que senui o camioho da cidide de Otinda' para o
serlao, d'onde he natural- Rog-se as aatnrrdades
policiaes e capiUes de campo que o appreliendam,
le\en)-o a Fra de Portas ra do Pilarn 145,qoe se-
rao generosamente graliucados.
Antonio, moleque, alio bem parecido, cor
avermelhada, naci congo, rosjo cumplido e barba-
do no queixo, pescoco grosso, ps bem foitos, ttudo
odedoindexda mao dreitealeijadode,umlnMio,e
por isso o (riz sempre fechado, com todos os denles,
bem ladino, blMcial de pedrero e pescador, levou
roupa de algodao, e uma palhoca para resguar-
dar-se da eliuva; ha toda a probabilidadedeler sido
seduzido por algueni; desappareceu a 12 d maio
correle pelas 8 horas da manhaa, lendo obtido li-
cnca para levar para S. Antonio uma bandeija com
roupa : roga-se portante a todas as auloridades e ca-
pilaes de campo, bajam de o apprehender e leva-lo
a AntonirfAlves Barboza na ra de Apollo o. 30,
ou cnl{Ffira de Portas na ra dos Guararapes, onde
se pagarao todas as despezas.
Desappareceu no dia 31 de maio prximo pas-
sado, a preta, crioula, de nome Quiteria, que repre-
senta ter 30 annos de idade, pouco mais ou menos,
coro os signaes seguinte* : tem falta de 3 denles na
Trente, secca do corno, alia, e um ponco carcunda ;
levon vestido de cassa amarelli j usado e urna Irxa
de roupa : roga-se portadlo.a todas as autoridades
policiaes e capilaes de campo, que hajant d a appre-
hender e levar .prara do Corno Saulo o. 174 que
sera bem recompensado do seu Irabalho.
Pone. Ti*, d. M. r. 4. FarL.-lSM.



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