Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01641


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Full Text
ANNO XXX. N. 132.

Por 3 mezes adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500.


Por Auno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor-
ARREGADOS DA SUBSC.RIPCAO'.
Reeife.v^ proprieurio M. F. de Para; Rio de Ja-
neiro, o9k Joao Pereira Hartins; Baha, o Sr. F.
Dnprad; M^ei, oSr. Joaquim Bernardo de Men-
done* ; Parahiba, o Sr. Gervazio Vctor da Nalivi-
dade; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ty, oSr. Antonio de Lemos Braga ; Cea ni, o Sr. Vi-
ctoriano AugustoBorges; Maranhao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS..
Sobre Londres 26 1/2, 26 3/1 d. por i
Pars, 360 a 365 rs. por i f.
Lisboa, 100 por 100.
. Rio de Janeiro, 11/2 a 2 O/o de rebate.
Acedes do banco 15' O/o de premio.
da companhia de Bcberibe ao par.
a da companhia de seguros ao par.
Discanto de Iettras a 7 1/2 a 12 0/0
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 289500 a 299000
Moedas de 69400 velhas. 169000
, de 69400 novas. 169000
de 49000. ..... 99000
Prala. Patacoes brasileiros ...... 19930
Peso columnarios......19930
mexicanos.......19800
PARTIDAS DOS CORRBIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos diis 1 e 15. .
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sexus feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
PREAMAR.DE 110 je.
Primeira s 3 horas e 42 minutos da larde. >
Segunda s 4 horas e 6 minjUos da manhaa.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commerxio, segundas e qnintasfeiras.
Relacao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo d Orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara do civel, segundase sextas aomeiodia.
2." vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
F.PIIEMERIDES.
Maio 4 Quarto crescente al hora, 48 nli-
nutos e 48 segundos da manhaa.
s 10 La cheia as 9 horas, 12 minutos e 48
segundos da tarde.
17 Quarto mingante aos 5 minntose
48 segundos da tarde.
25 La nova aos 5 minutos e 48 se-
gundos da" tarde.
5 Segunda. 1.' oitava, S. Pacifico f. S. Nicacio.
6 Terca. 2.* oitava. S. Norberto b.
7 Quarta. Tmporasjejum S.Roberto are.
8 Quinta. S. Maximiniano ab. ; S. Gildardo.
9 Sexta. Tmporas jejum S. Pelagia v.
10 Sabbado. Tmporas jejum S. Marga riela.
11 Domingo da SS. Trindade, c 1." depois do
rito Santo. S. Bernab ap. ; S. Parzio.
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PARTE 0FFIC1AL.
OOVBBKO DA PROVINCIA.
Expedienta 4* da 3 de alo.
OflkioAo Exm. bispo deocesano.Tenho a hon-
ra de por as mitos de V. Esc. o regulamenlo que
atabal de confeccionar para o rgimen do cemiterio
publico dnla cidade, para que se digne V. E\c. de
fortalece lo na'parle religiosa, com a sua saneco
pastoral.
Nada dispondo cerca do anligo costme dos en-
terrantentot feilo* a p e peasoalmenle, apenas limi-
taiHM a regular o uso dos que actualmente se prati-
eam em carro, para nao deiuf entregue aoscapri-
sido accommetlido de urn ataque pulmonar, na oc-
casiao da partida do patacho,
EXTERIOR
A joven princeza, que acabei de esposar o impe-
rador Francisco Carlos Jos da Austria, pcrleuce a um
rumo collaleral da casa de Baviera, chamada de
DeuxPontsBirkenfeld. Maximiliano, en pai,
Icm o titulo de duque na Batiera, ducado creado
em 1799 em favor de seu pai Pi Augusto, o qual se
prepnrava para socceder a seu pai o conde palatino
ile Birkenfeld Gclnhansen, quaudo os Francezes em
1794 couquistaram lodo aquclle patz. O duque Ma-
ximiliano foi creado alteza real em 1815. Em 1828
i de cerlo nao deixao de arruinar as peque-
a fortuna, c de acanhar a classe mais pobre d so-
efedade.
Craio por tinto, que V. Exc. nao deixar deap-
pravar osupradito regulamenlo, alim de poder ser
levad execucao. Aproveiloa opporlunidade para
renovar a V. Exc os meus protestos de alta conside-
rajao e rcapeito. -
DitoAo mesmo, remetiendo um exemplar im-
prtsu da falla do throno na abertura da segunda ses-
sao da 9. legislatura da assembla geral, que leve
lagar a 7 de maio ultimo.Tambcm remelteu-se ao
mereehal commandante das armas, ao presiden le da ,
relaclo, ao chefe de polica, e s cmaras munici-
pales da provincia.
DitoAo Exm. mareehal commandante da* ar-
mas, eoneadendo a autorisacao que S. Ext. pedio
para mandar abonar de seis em seis mezes os veuci-
menlcs das pravas de primeira linha, destacadas na
comarca da Koa-Visla, ficando assim alterado o ofli-
riode!3de agosto do anuo prximo paseado, na,
parle em que recommenda que esse fornecimento
seja feilo de 4 em 4 mezes,.
DitoAo commandante da eslaco naval, commu-
nicando, que por decreto de 15 de abril ullirno, se-
gando conslou de avis da rcparlicjio da juslica de
II de maio prximo (indo, foi perdoado a Mauoel
Joaquim de Oliveira Barboza, praca da armada na-
cional e imperial, o crime de deserco que cominet-
teu de bordo da crvela Euterpe.
DitoAojuii relator da junta'de juslica, Irans-
mitlinda para sarem relatados em sessao da mesma
junta, ea procesaos dos soldados Manoel Antonio da
Coala, e Joto Baplista do Rosario, este do 8. bala-
Ihlo de Infantaria, e aquclle do 9. da mesma arma.
Fizeram-se as necessarias comrounicacoes.
DitoAo chefe.de polica, para mandar receber
no calabouep do arsenal de marinha, e remelter na
primeira opporlunidade para as Alagoa, dsposico
do Exm. presidente daquella proviucia, o individuo
denerocLcopoldino de Albuqoerque Maranhao.que,
tondo sido preso, declaru que servia ltimamente
como ferrein) na colonia militar Leopoldina.Ex'pe-
diram-se as convenientes ordens a respeitu.
DitoAo mesmo, inleirando-o de haver (1305-
nillKlo thesouraria provincial, para *er pagir-es-
tando nos termos legaes, a conla que Smc. remel-
len das despejas feilas com o fornecimento dos pre-
sos pobres da cadeia do termo de Flores, durante 0
mcr de abril ullirno.
DitoAo mesmo, commnnicando haver o Exm.
presiden le das Alagas participado a vinda do capi-
llo de guarda nacionaes e ex-subJelegado de Que-
brntalo Joaquim Alves SimOes," que fra preso na-
qnella provincia a requisito da polica desta.
DitoAo inspector do arsenal de marinha, recom-
mandando a expedicao da'suas ordens, para que o
commandante do patacho Pirapama, nila so enlre-
gne ao director das obras publicas a pedra de calcar
que Irouxe a sen bordo do presidio de Fernando,
maslambem ponha disposicao do juiz municipal
da primeira ara, os sentenciados vindos do referido
presidio no mencionado patachoOfliciou-se ao di-
rector das obras publicas, para ter as podras dis-
pongo da careara municipal.
DitoAo director das obras publicas, declarando
haver o Exm. presidentedasAlagoas participadoque
o instrumentos constantes do recibo que Smc. re-
mellen, (orara enviados para a colonia militar Leo-
poldina, e que passava a expedir asconvenientes or-
dens afim de terem elles remeltidos ~ para esta ca-
pital.
DitoAo commandante do corpo de polica, para
mandar apresentar ao mareehal commandante das
armas, afim de ser inspeccionado o soldado daquel-
le corpo Joo Luiz de Paula Cavalcanli, que reque-
reo. para engajar-sc hoservico militar. Officiou-se
nesle sentido ao referido mareehal.
casou como a princeza Luiz*Wilhelmina de Ba-
viera, a raais inora das sele filbas de Maximiliano
Jos, primeiro rei de Baviera, e por est allianca elle
elio mal entendidos de oda um as pompas fuera-1 ^ aproximou naosA do ramo real da Baviera, como
lambem da familia imperial da Austria, porque nu-
tras duas liiliks desle rei Maximiliano Jos tinharn
esposado, urna em quartas nupcias o imperador
Francisco I, e a oulra o archiduque seu Gibo, pai
do imperador actual. Segue-so dahi que o impera-
dor Francisco Jos o a princeza Isabel sjlo primos
germanos, sendo descendentes de duas irmas, as
princezas Soliae I.uiza de Baviera. O imperador,
nascido a 18 d ansio da 1830, anda nao lem vinle
e qualro anuos ej^Hblos. A princeza lambem nao
lem mais de deani anuos, tendo nascido em
de dezemhro de 18.17.
A casa de Baviera he cortamente urna das mais
antigs e das mais illuslros da Europa. Como casa
soberana os chronologistas nao hcsilam m faze-la
remontar al o seculo 12, e alguns al ao fim do se-
clo nono ; ella se tem perpetuado sera interrupcao
at hoje com alternativas de boa e m fortuna. Tem
dado imperadores i Allcmanha, res i Suecia (Car-
los XV perlencia casa de Baviera) e esposas aos
maiores e mais poderosos muitarchas da Europa.
Ella se linha multiplicado infinitamente: os mem-
broi desla casa cram eleilores, palatinos, duques,
condes; havia-os por toda a parte em ambas as mar-
gens do Rheno; uns mais poderosos, outros menos ;
muitas vezes nolaveis pela sua habilidade, sabedoria
e coragem.
Os duques de Baviera, chefes da casa eslavam
frequenlemenle em guerra com os imperadores da
Allemanba : algumas vezes vencedores, as mais das
vezes vencidos eaproveitando-se de sua derrota as-
sim como de suas victorias para oblcr aucmentos de
territorios e importantes privilcaios. Alii-toriadoa
seculos Ircze e qualorze esta clieia das narrcjies
dessaslutas e dessasqnestes sempre fecundas em in-
cidentes singulares. Poder-se-lia julgar pelo exem-
plo seguinle, no qual se encontra urna amostra da
correspondencia autographa dos soberanos daquella
poca.
O duque de Baviera, Olhon o Ilustre, tendo dado
motivos de desconlenlamento ao imperador Frede-
ricoll, este Ihe oscreveu : Vim a saber por cartas
de Ebcrlard, arcebispo de Salzbourc, e de Frederi-
co duque da Austria, que um padreca (sacerdofu-
lum) chamado Alberto, autorsado por Gregorio ao
qual chamam papa (lie regurio IX), ousa dizer con-
tra nos espressoes injuriosas, e que este hornea, re-
side impunemente uas cidades, aldeias e castalios
de vossa.dependencia. Pensai quanto he impa urna
scmellianle insolencia teja punido de marte, diz a
escrjlura, aouetler/ue maldister e principe.
Por acaso leudes esquecido que meu avo e en vos
tiramos, a vs e a vosso av, do p para vos elevar
ao cume da grandeza '.' Pagar com a ingralido lo
Crande servico he tornar-se criminoso de lez.i ma-
gegtade. U chronisla, an qual se deve a conserva-
rao desta carta curiosa, reflexiona que 6s" antepassa-
dos de Olhon possuiam na Allemartha nm (ran du-
cado, ao passo que os de Fredcrico eslavam reda-
sidos a conlciitarem-se. de um mediocre patrimonio.
Os dons principes se reconcilinram e o duque de Ba-
viera riefendeu logo o imperador contra as tentati-
vas do papa.
Os ranos mais velhos 'da casa de Baviera eslo ex-
melos ha muilo lempo ; os res artuaes descendem
d.i segunda linha, dos duqncs.de Deux-Pohls, para a
qual se linha creadoo ducado de Birkenfeld ;e depois
o ducado de Bischraeilar, os principes desta linha
lem sido experimentados pelas mais eslranhas vicis-
situdes.
O ullirno dos duques de Deax-Ponls era anles da
rcvnlurao, coronel do regiment de Boyal Deux-
Ponls ap servir.0 da Franca. Seo irmao Maximiliano
Jos.o mesmo que depois foi rei de Baviera, era coro-
nel'do regiment da Alsacia. Em razo de seu grao,
elle linha urna pens3o de 40 mil francos sobre o bol-
sinhqdo rei, e esla pensao nao Ihe era suflicienle ;
em 17.18. o rei Luiz XVI pagou dividas delle no
valor de 945,000 libras.
Morrendo o duque de Deux-Ponts sem deixar fi-
Ihos, sen irmao Maximiliano Jos llic succeden em
seu titula, que, inleiramenle depojado como eslava
dos dominios da casa, nao era para desprezar, por-
que assciirava aquelle, que eslava revestido delle a
successao prxima de Carlos Thewloro, eleitor pala-
tino de Baviera. entao reinante, e que nao tinna 0-
lhos; foi assim que o coronel Maximiliano Jos, do
rcgimenlo da Alsacia, o ex-pensionisla de Luiz XVI
reuni em sua caliera todas as grandezas e o poder
de seus antepassadns. Em 1805 elle foi feilo rei
pela vonlade do imperador Npoliao.qne desle modo
he recompenso!) os servidos, quo delle linha rec-
bido na campanha. terminada tan gloriosamente pela
balalha de Ausetrlilz. Poneos dias depois (6 de Ja-
neiro de 180C ) a filha mais velha do novo rei casava
eom o principe Eugenio Beauharnais, fiillio adoptivo
do imperador Napoleao,' e depois duque de Leuch-
lemberg ; de sorle que os lilhos do principe Eugenio
sSo por sua mai prenles no mesmo grao de primos
germanos do imperador da Austria c da nova impe-
ralriz. As oulras qualro lilhas da rei Maximiliano
Jos >le Baviera. casaram snccessivamenle com os
res reinantes da Prussia e de Saxe, e com os princi-
pes reaes hereditarios da Prussia e de Saxe ; nao ha
maiores aliancas.
Dissemas que a princeza Isabel, a flaqueza na Ba-
viera, imperatriz da Austria,era a nela por seu pai
do duque Pi Anguslo, desapossado pela F'ranQa em
1794 de seu condado de Birkenfeld Uelnhausen. O
duque Po linha urna irmaa, Mara Isabel Amelia
Francisca, que foi casada em 1808 como mareehal
Berlicr, principe de Neuchalcl e de Wagram, cujo
fillio lem assenlo no senado.
A filha do principe de Wagram, senador, nela
dessa princeza da casa de Baviera, casou ltima-
mente com o flho de S. A, o principe Luciano Mu-
ral, n'el do ei-rc tic aples. A joven princeza
d Wagram, hoje princeza Mural, lie prima em se-
gundo grao da imperatriz Isabel da Austria. O ra-
mo collaleral da casa de Baviera, qual pertence a
imperatriz da Austria por seu pai e a princeza Un-
rat por >au ave, j est bstanlo longe do ramo rei-
nante. Para adiar sua origem commum, deve-se
remontar at ao duque de Bischweilr Chrelien 1,
morto em 1654. Bous Glhos Ihe sohreviveram. Os
res de Baviera descendem do ramo mais velho, os
duques da Baviera vem do segundo. O principe,
que reina hoje em Munich he, em sua linha, u sti-
mo descendente do duque Cliretien I, e o pai do
imperalriz da Auslriahe, em sua linha, o quinto des-
cendente do mesmo duque. Debaixo deste ponto
de vista o parentesco be de qualorze graos entre o
rei de Baviera e a imperatriz Isabel; mas os lacos
da familia tem sido aperlados.de um modo singular
pela unio do duque Maximiliano com a filha do rei
Maximiliano Jos.
A allianra que acaba de conlrahir o joven impe-
rador da Austria nao lem inleresse polilico, o que
se v pelo que precede. Desde muilo lempo as duas
casas da Austria e da Baviera lem o habito d pe-
direm entre si e concederem esposas. JU em 1550
um dgque de Baviera lioha oblido a mo de urna
princeza da Austria e um archiduque da Austria se
linha unido a urna princeza de Baviera. O impe-
rador Francisco Jos imitou o exemplo de seus an-
tepassados; mas afflrma-se que, guiado pelos ins-
linclos de seu corar,*, elle escolheo. entre as prin-
cezas em que poda pensar, aquellla quo Ihe pare-
ceu mais digna do llirono pelos encantos de sua
?3rt Jf." .d"?"c-ao dc 8tu pirilo e-peta-eleva-
(Journal det Dbats.)
OfflcioAo Exm. commandante das armas, re-
metiendo por copia o aviso da repartirlo da guerra
de 16 de malo ultimo, do qual consta que o segun-
do cirurgUo do corpo de saude Dr. Jos Antonio de
Andrade, destinado para servir nesta provinciarcon-
signou de seus vencimentos na corle a quantia de
60 rs. mensaes, parra alimento do sua familia.
Communicod-se thesouraria de fazenda.
Dito-*Ao.mesmo, enviando copia do aviso do mi-
nisterio da guerra dc 16 de mai ultimo, no qual se
declara havec-sc mandado seguir com guia de passa-
gem para o 9." hataihao de infantaria, o cabo de cs-
qoadra do 8. da mesma arma Francisco Marlius
dos Sanios.
DitoAo mesmo, recommendando ae\pedr,aode
suas ordens, para qne o ex-alferes do exercilo Mi-
guel da Rocha Vasconcellos, seja inspecc ionado pe-
los rirargiOes do corpo de saude existentes nesla
provincia.Iguai acerca do recrula de marinha Jzi-
dro Oges Barboza, qoe Ihe ser mandado apresentar
pelo commaodanle da eslaco naval, ecommunicon-
se a este,
. DitoAo mesmo, para mandar passar escosa, vis-
to ter apresentndo isenc,3o legal, ao soldado do 2."
baUHiIo de infantaria Jos Francisco Pereira, que
foi retratado rro lermo de Santo Aniao.Communi-
con-se ao chefe de polica.
DitoAo inspector da thesourora de fazenda,
traWmitlindo por copia o aviso da reparlicap da
guerra de 17 de maio ultimo, no qual se exige que
aquella thesouraria infrmese deuj cumplimento
ao aviso de 11 de. marco do mesmo anno, que man-
dn pagar os vencimentos do inspector aposentado da
extincla pagadoria militar Jos de. Brilo Inglez, e
no caso nigativo qued a razSo porque nao o lem
feilo.'
DiloAo juiz relator da junta de juslir;a,lraiismil-
tindo para ser relatada em sessao -'da mesma junta,
o processo verbal do soldado do 2. btalhao de in-
fantaria Francisco Bamos.Parlicipou-se. ao mare-
ehal commandante das armas.
DitoAo inspector do arsenal de marinha, para
contratar a condcelo de nm maslro de bandeira
que se undou apromptar no arsenal de guerra pa-
ra r collocado na fortaleza de Ilamarac, provi-
denciando ae mesmo lempo para que daquelle arse-
nal sigam para a referida fortaleza, munidos dos pre-
cisos instrumentos, os operarios que forem precisos
para levantar all o referido mastro.Fizeram-scas
neceoMrias communicaces.
DiloAo juiz de direilo da segunda vara crime,
eommunicando haver chegado dn prrsidio de Fer-
nando, o paisano Joaquim Canuto dc Santa Auna,
por Smc. requisilado para depr como (eslemunha
, mi prnresao rriaie de respousabilidade instaurado
con ira Antonio Manoel Estevao, ex-escrivao 1I0 al-
ninvirifado daquelle presidio, teiido deixado de vir
o .Milenriado Dauiel Hodriguesde Sania Amia, que
timbani'foi requisilado para o meiroo Uro, por kr
cao de seu carcter'
INTERIOR.
KIO BE JANEIRO.
CARIARA DOS SRS- OEPUTADOS.
D'a 17 de maio.
Pelas 10 horas e 3 quarlosda manhaa, feila a cha-
mada e aehando-so reunido numero sumeientc de
membros, abre-e a sessao e depois de lida e appro-
vaila a acta das de 15 e 16, o 1. secretario d conta
do seguinle expediente :
lininfllcio do ministro do imperio, remetiendo o
decreto pelo qual S. M. o'Imperador houve por
bem conceller a pensao animal de 6OOO9 ao conse-
Iheiro Joan Maria Jacobina, com a clausula de se
verificar smenle depois de seu fallecimenlo em
suas qualro lelas DD. Maria Alejandrina Gualber-
lo Jacobina, Antonia Barbosa Jacobina, Paulina
Adelaide Jacobina e Malina Uenriqueta Jacobina.
A' commissao de psnscs o ordenados.
Do mesmo, enviando urna representando da c-
mara municipal da cidade da Cunccic.au do Serr na
provincia de Minas Geracs, sobre a divisao da mes-
ma provincia. A' commissao dc estalistica.
Do 1. secretario do senado, eommunicando que o
senado adoplou e vai dirigir sanecao imperial a
rcsolucao que declara no goso do cidadao brasileirn
a Pedro Maria Monleiro Torres. Fica a cmara
to. tetrada.
Do Sr. depulado Padna Fleury pariicipando que
nao comparecen honlem por incommodo. Fica a
cmara inteirada. '
Do Sr. depulado Figueira de Mello, fazendo goal
participado.
Do presidente da provincia do Bio Grande do Sol,
enviando as leis promulgadas pela assembla da
mesma provincia no anno de 1853. A' commissao
de assemblas provincias.
lima representaran da cmara municipal da villa
de Oliveira, da provincia) de Minas Geraes, envian-
do urna representado dos habitantes do seu muni-
cipio sobre a divisao da mesma provincia. A
commissao de eslatistiea.
Da assembla provincial de Minas Geraes, pedin-
do de novo a creac3o dc urna relacao na provincia.
A' commissao de juslica civil.
Da cmara municipal da villa da I.imeira da pro-
vincia de S. Paulo, pedindo a concessao dc poder
possuir bens de raz al a quanlia de 20 con los a
parochia do seu municipio. A' commissao de fa-
zenda.
Um rcquerimenlu de Mauoel Francisco Bibeiro de
Abren, subdito portuguez, pedindo dispensa do lem-
po exigido pela lei para poder naluralisar-sc cida-
dao brasilciro. A' commissao dc ctinsliluirao e
podere.
Da assembla provincial de Pedro do Sul pe-
dindo a decisao sobre a adopcao do urna lei da mes-
Kfoi negada pelo presidente da res-
B. A' commissao de assemblas
D assH| incial fie Mallo Grosso, pedin-
do a revuga4*r, do decreto u. 671 de 12 de setem-
bro de 1852, na parte alece os collegios
eleiloraes daquella provincia, e offerece a base que
julga couvir para nova divisao. A requerimen-
lo do Sr. Viriato he a represenlaco rem'ettida ao
senado-
Do capilao reformado Antonio Dornellas Cmara,
pedindo inelhoramenlo da reforma. A' commis-
sao de marinha c guerra.
Do lente Joaquim Joss(dc Souza pedindo passar
fia rlasse dos refonnados para a primeira. A' mes-
ma commissfo. -'
Iv-sc, he jnigsd objecto de deliberaso, e vai a
imprimir, o seguinle parecer :
A commissao de pernees o ordenados, temi exa-
minado os documentos que acompanhram o decre-
to do governo de 11 de agosto do correte anno que
concede a pensao. de 1:2009 i viuva c filhos do co-
ronel Francisco Jacinlho Pereira, e tomando na de-
vida considerarlo os immensos serviros prestados an
paiz por esse distinelo BrasHeiro, tem a honra de
offerecer considerarlo da cmara a seguinle reso-
lucao:
o A assembla geral legislativa resolve :
. a Artigo nico. Fica approvada a pensao annual
de 1:200$ concedida por decreto de 11 de agosto des-
te anno a D. Francisca do Reg Brrelo Pereira,
viuva do coronel, Francisco Jacinlho Pereira, e s
suas qualro filhas solleiras Maria Jacintha Pereira,
Francisca Jacintha Pereira, Joaquina Francisca Pe-
reira e Cmbolinn Jacintha Pereira, sendo dous ter-
cos para a viuva, c um terco para as filhas repara-
damente, e devendo conlar-se o vencimento desde a
dala do referido decreto. Paco da cmara dos de-
pulados, 14 de setembro de 1853. Mendonra Ca$-
tello Branca. Gamet Ribeiro. Coafa Ferreira
Jnior, a
L-se c he approvado o seguinle parecer :
dar o seu parecer sobre o requerimento do tenentc-
coronel do estado-maior de 2. classe Antonio Joo
l"ernanilcs Pizarro Gabizo, que pretende passar da-
quella classe para a arma de infantaria, he de pare-
cer que seja ouvido o governo a respeito. Sala das
commissees, 15 de maio de 1854. /. A. de Mi-
randa. A. C. Sera.J. M. Pereira da Silca.
O Sr. Ferrai observa que a commissao de fazen-
da s tem um metnbro que he elle, pois que o Sr.
BibcirojesU docnte, o o Sr. Carneiro de Campos
acha-se ainda ausente; pede, pois, que se nomei
um membro para supprir o lugar do Sr. Carneiro
da Campos emqnanlo nao comparecer.
. O Presidente nomeia ao Sr. Taques.
L-so o seguinle parecer :
a A commissao de ccmstiluiro e poderes, a quem
foi presente o ofcio do Sr. depulado Joo Dnarle
Lisboa Serra,emo qual consulto, a esta augusta cma-
ra sobre ser ou nao o cargo de presidente do Banco
do Brasil comprehendido nos empregos de que trata
o arl. 2 da constituidlo, lem a honra de submelter
consideraco da casa o "seu peusameulo pele modo
seguinle :'
Pensa a commissao qne ha incompatibilidade
entre 83 fonc^Oes de depulado e a oceuparao de pre-
siden le do Banco do Brasil, pelos fundamentos que
passa a mencionar, enlendendo que o presidente do
Banco be um empregado publico como qualquer 011-
Iro, e que portanlo se acha comprehendido no pre-
ceito geral do art. 32 da consticao, qne nao soflro dis-
linccao ou excepeflo alin das nelle reconhecidas cx-
pressamente.
a Se nao ha urna lei que designe os deudos que
constituam o carcter do empVogado publico, todava
o bom senso, o complexo de (odas as leis, o exercicio
de especificadas funcres que as leis ou determina-
rles, superiores aotorisam alguem a exercer iu-
dicam sem conleslacao o que seja um empregado
publico.
a O membro da cmara municipal he um empre-
gado publico e nao recebe ordenado, nem lem nomea-
c9o do governo.
a O labelliao publico, os cscrivaos lem nomea-
co do governo, e nao tem ordenado pago pelo llie-
souro.
a O jurado nao tem nnmearao do governo nem or-
denado, nem emolumentos alguns; tem ao contrario
obrigac.es e mollas. Nao obstante he considerado
empregado publico, e como tal processado em foro
especial em certos o determinados casos.
oDa mesma sorte se pode argumentar a.respeito do
juiz de paz, do collector, do fiscal, do membro da
commissao inspectora da casa da correccao, do
inspector de quarleirao, do pedestre da polica, etc.
etc,
a Ningucm contestar aesses individuos o carcter
do empregado* pblicos. lo enlanto, nem lodos sao
dc nomcacao do governo, nem lodos tem v encmen-
los pagos pelo thesouru.
a O mesmo procedo a respeito dos olTiciaes de li-
nha e da guarda nacional, sendo cerlo que a respei-
to de um commandante superior houvc urna deciso
do governo supremo em 1840 (era ministro da fazen-
da o Sr. Mariini Francisco) pela qual se delerminou
que nan podesse exercer olleras fuucces cmqunnlo I
unmeacSo do Imperadpr, art. 20 d leijj, 1,223 de
31 de agosto de 1853. .
O presidente do Boneo-exerce fawtSese |x>de-;
res que Ihe confere especialmeule a maiciouada le
uo referiilo aW. 20, alm daqoellis qu pelo regula-
menlo do mesmo Banco se Ihe atlribuen.
i' Entre cssas attribuirses ha, por extmplo, a im-
porlanlissima prcrogaliva de suspender a decisoes fia
directora, art. 20 .
a Essas attribuices provam da partido presiden-
te do Banco exercicio de poder ou autoridade em de-
pendencia e rclac.au com tito dn*f podeie* 3o Eslailo,
qualheoexeculivo.
a O presidente do Banco he amovivtl a arbitrio
do governo, nao deve deuar o sea lugar sem liceuca,
nao pode exceder essa liceuca, etc.
a Elle tem finalmente um ordeuadu previsto e de-
terminado pela lei.
De lodo o expendio, o senso intimo, complexo
das nossas leis, e a qualidade das funrcts, olcio,
commissao, cargo, occopacao, ou o qoe c.ucr que
antes seja, que reveste o carcter do presidente do
Banco do Brasil, aotorisam a concluir que he elle
um empregado publico.
Ainda mais.Se se consideran! asaltribuirOesque
tem no Banco a exercer um scmelhanleemprcgaa,
ellas evidenciara que a sua prsenea he constantemen-
te indispensavcl ao mesmo Banco, oanlo que o res-
pectivo regulamenlo o manda all comparecer diaria-
mente.
lia, purlanto, lambem urna incompatibilidade
de lempo ou dc Irabalhos.
a Seja emlioi licito* commissao concluir este pare-
cer, declarando que o elevado carcter do mandato
que um representante da n aran exerce, nao pode tole-
rar que o depulado exerra ao mesmo lempo nutro
cargo ou oceuparao que nao seja o de ministro ou
conselhciro de estado, na forma do art. 32 da consti-
tuicao.
a Paco d* cmara 15 de maio de 1894.Joo An-
tonio de MirandaFigueira de MelloJote Anto-
nio Saraica (vencido), a
O presidente declara qne a discussao des-
se pare*** fica adiada por so achar nelle um voto ven-
cido.
O Sr. Lisboa Serra, objendo a palavra pela or-
den), requer a urgencia para entrar j em discussao
ease parecer.
A urgencia proposta he approvada sem debate.
Entra portanlo em discussao o parecer.
Os Srs. Saraita e Lisboa Serra pedem a pala-
vra. .
O Sr. Presidenle : Tem a palavra o Sr. Sa-
raiva.
O Sr. Saraita cede a preferencia ao Sr. Lisboa
Serra, que declara querer smenle dar algumas ex-
plicares.
O Sr. Lisboa Serra : Sr. presidente, o empe-
nhn que lenho mostrado em querer dirigir algumas
palavras .i cmara, nao be porque pretenda tomar
(arle nesla discussao; o mcu-melimlre pessoal me
inhibe di-so. mas nicamente para dar algumas ex-
plicarse* e bem definir a minlra posirao no negocio
de que se trata.
Senhores, a lei de 5 de julho do anno passado,
creando o cargo de presidente do banco do Brazil,
estabeleceu sem duvida urna entidade nova na ordem
administrativa, sem nenhum nexo, sem neuhuma
relacao, aflinidade ou semelhanra com alguma ou-
lra at entao existente.
Ora, sendo um membro docorpo legislativo no-
meado para este cargo, cumpria examinar se elle
eslava comprehendido ntreos empregos de que tra-
ta a constiluicao no art. 32, islo he, se havia 011 nao
incompatibilidade entre as funecocs do presidente
do banco do Brazil, e as de membro do corpo le-
gislativo.
Abuodam e resaltan) primeira vista, Sr. presi-
dente, valiosas razoes contra a incompatibilidade,
razes derivadas j da mesma lei, j do estatuto or-
gnico do eslabelecimento, j do nosso direilo pu-
blico administrativo em geral, e j* Onalmenle das
disposccs e pralicas das naques cultas, que como
nos se regem pelo syslema representativo, e pos-
suem insiituices de crdito da mesma natureza.
Cabcudo-me entreunto a iniciativa da accao, ede-
sejando proceder em negocio de lauta importancia
com a maior circumspeccao, procurei ouvir a opi-
ni.lo de pessoas muito Ilustradas, entre as quaes se
conlam alguns altos funcionarios do estado, mesmo
da ordem daquelle* que mai* influencia exercem na
sua goveruamenlacao : a maioria dessas opinics re-
pellia a idea da incompatibilidade, e entre estas al-
gumas haviam segundo as quaes nem eu linha ne-
cessidade de agitar esta queslo, ou de provocar de-
claracao alguma de qualquer dos poderes do estado
a este respeito. J v porm a cmara que em um
negocio de tanta magnitud?, tratando-se de urna
questao constitucional, de um ponto controverso do
nosso direilo patrio, eu nao devia por forma alguma
assuinir a responsabilidade de o dicidir por mim
mesmo, e de estahelecer com o meu procedimcnlo
um areslo qne no futuro pudesse prejudicar a ter-
ceiros que viessem a exercer o mesmo cargo, ou ser
em detrimento do servico e das conveniencias pu-
blicas.
Nesla coojunclura, dirigi-me ao governo expondo-
lhe fielmente o estado da questao : o governo, po-
rm, enlcndcu, c na minhaopiniao.com muila jus-
lica, que nao Ihe caba interferencia alguma neste
negocio, o qoal devia ser opportunamenle decidido
pela cmara dos Srs. depntados; concordou eulre-
lanto em que o mais regular e consciitaneo com o
inleresse publico era que cu continnasse 110 exerci-
cio daquelle cargo al que esta deliberarlo tivesse
lugar.
Do que tenho ililo, senhores, resida que devia (cr
at este momento segura conciencia de que os meus
actos como presidente do banco do Brazil tem sido
legacs e legtimos; entretanto, vista do parecer da
commissao d constituirn e podere* que acaba de
ser lido, emboca com divergencia di um de seus
membros, devo declarar que julgo do meu dever (e'
foi por isso que pedi a urgencia) absler-me completa-
mente do exercicio daqoellecargo, porque imagino
que meus actos nao teriam d'ora em diante aquella
autheticidade, aquella forea de autoridade que jul-
go indispensaveis para o bom andamento dos ne-
gocio*. E conviria prolongar urna tal situarlo?
A cmara dos Srs. depulado* sabiamente o decidi
volando pela urgencia. Eis o estado da questao.
Agora duas palavras, senhores, ferminarei. Pec,o
instantemente cmara que nao d, que nao em-
preste a esla queslo feic,5cs individoaes.
Sr. Jasen do Paro : Este pedido ho offensivo
da dignidado da cmara.
OSr. Litboa Serra:Trala-se somente de urna
questao dc direilo, de urna questao de principios
(apoiados), grave em sua nalureza, era suas couse-
quencias, digna em ludo da aiieucao c estudo da c-
mara.
nuaulo ao individuo que lem a honra dc drigir-
vos a palavra, (iodeis estar curios, senhores, que a
resolucao da questao em nada o altela, nenhuma
influencia pode ter sobre a sua sorle; o quo smen-
te desejava est conseguido, era libertar-se da grave
! responsabilidade que sobre elle pesava, e comqiianlo
pelo melindre da sua posirao leulia de abslcr-se de
. lomar parte no debate, declara ingenuamente ca-
lmara que, qualquer que seja a sua deliberaran, elle
a applaudr sinceramente, e a lera como a inelhor,
a mais justa, a ralis conveniente.
Alguns Srs. depulados: Muilo bem.
exercesse as de depulado provincial,
a Ora, o presidenle do Banco do Brasil lem nma
j O Sr. Ferras (pela ordem) : Itesejo qne.
; niara decida al que hora deve ir a urgencia.
O Sr. Pntidente: Enlendo que deve ser at ao
meio <^gJK>is que dessa hora cm diante (levemos
entrar rscgumla parte da ordem do diaf^poi'a-
JOff-
Sr.Saraia : Sr. presidenle, nomeado por
V. Exc. para fazer parle da commissao de constilui-
cao e poderes, ja achei affeclo mesma commissao
e negocio de que a cmara se vai oceupar. Beu-
uindo-me com os meus Ilustres collegas da commis-
sao, c ouvindo as razes que elles davam em favor
da rnnclusao que liraram dos'principios estabeleciilos
no parecer qne nlfeceraui considerara da cmara,
coiifcsso a V. Exc. que liquei como que prevenido
em favor do parecer, porque na realidade me pare-
ca de toda a conveniencia que fosse declarada pe-
la cmara dos Srs. depntados a incompatibilidade en-
tre o lugar de presidente do banco do Brasil e o de
membro desla augusta cmara ; disse que entenda
ser de toda o conveniencia esta declararlo, porque
me pareca muito oneroso para o Ilustre dcpuUdo
que provocou esta discussao, o exercicio simultaneo
de presidente do banco do Brasil o de membro desla
cmara ; mas, Sr. presidente, apezar dessa preven-
cao que acabo de indicar,nao me foi possivel aceitar
solucao dada pelos meus Ilustres collegas da com-
missao i queslo sujeita sua Ilustrada coosidera-
cao. Nao pude, Sr. presidente, destruir em mim a
forte convierflo qu linha de que nao era por forma
alguma' inconstitucional o exercicio simullaneo de
presidente do banco do Brasil e de membro da c-
mara dos depntados.
Pensaudo pois, Sr. presidente, que nho nos com-
peta senHo resolver a questao constitucional, enten-
d que devia assignar-me vencido no parecer da
commissao, porque tenhu intima conviccao de que o
lugar de presidente do banco do Brasil nao he um
emprego publico, e consegointemente'o seu exerci-
cio nao pode ser incompativel com o do cargo de de-
pulado pela dsposico conlida no arl. 32 da consti-
luicao do imperio.
Ainda me acho Sr. presidente, nesla conviccao, c
portanlo V. Exc. mo permiltir que em poucas pa-
lavras exponha cmara as razes que Uve para se-
piirar-me de meus Ilustres collega*, o nao adoptara'
conclusa o que se acha no, parecer.
Sr. presidenle, tenho para mim que a verificaco
das condires necessarias para determinar-so o ca-
rcter publico ou particular de urna oceuparao qual-
quer. depende esscncilmenle da apreciadlo exacta da
natureza do servico em que alguem se oceupa ; se
esse servico he publico a oceuparao de qualquer in-
dividuo toma o carcter de fnnccionalismo ; se po-
rem he particular, embora proveitoso ae publico 00
ao paiz, nao pode jamis assumir aquelle carcter.
Assim, me parece que devemos para a solucao da
questao controvertida, examinar anles de lodo se o
servico feilo pelo individuo cuja occupacSo se quer
caraclerisar, be publico ou particular. Entender
que a oceupacao he publica ou particular por cir-
(cumslancias cstranhas sua naturoza. rae parece
ainda um expediente .que nao pode dar era solurao
a veedade que se pretende achar.
Considerando, Sr. presidente, o servico que faz,
ou a oceuparao qne tem-* TSresTcftBP'd'banco do
Brasil, observa-se qde sen Irabalho constante he di-
rigir as operarnos do banco, ezelar os interesses dos
accionslas.ou dos capitaes assocados. O presiden-
te do banco do Brasil pois, he esencialmente o pri-
meiro representante, o fiscal mais qualilicadu dos
interesses particulares reunidos uo banco, e conse-
guinlemente nao pode, e nao he essencialmcule um
funeciunario publico, um agente do governo, um
homerr. que representa no banco os interesses gover-
namenlaes ou do thesonro.
Porlanto, a nalureza da oceupaco que tem o pre-.
sidente do banco do Brasil nao podo dar-lhe um ca-
rcter diverso do de todos os outros empregados do
banco, fliie, como elle, lem a seu cargo a boa direc-
cao dos cpilaes reunidos naqiiellc importante esla-
belecimento. Em minha opiniab, Sr. presidente, a
dootrina que expenden nao pode ser contratada pe-
la maneira por que he feila a nomeacao do presiden-
te do banco do Brasil, assim como a maneira por
qife se Ihe paga o honorario que percebe nao poderla
lirar-lhe o carcter devemprogado publico so elle o
tivesse pela natureza de sua oceuparao.
A nomeacao feila pelo chefedo poder execnlivo he
urna alia garanta para a boa sorte e prosperidade
do banco. O presidente do banco do Brasil poderia
Ser incumbido dc todas as allribuires que hoje tem
ainda qoando nao fosse escolhido d'enlrc os accio-
nistas por S. M. o imperador.
Vou explicar, Sr. presidente, o meo pensamenlo
por meio de um exemplo. V. Exc. sabe bem que
o banco de Inglaterra lem urna immensidade de em-
pregados, que se oceupam especialmeule dc Oinccoe*
do thesonro publico nacional, e entretanto taes em-
pregados nao sao de nonicacria do governo inglez.
Quer-se fazer do presidenle do do banco do Brasil
nm funecionario publico, s porque a lei da encor-
poracao do banco especificou algumas obrigares que
elle devia ter, quaudo no banco de Inglaterra nao
sao funecionarios pblicos os empregados que se oc-
eupam com Iransaccoes, com operaces do thosou-
ro, pois V. Exc sabe que o banco de Inglaterra tem
at a seu cargo a percepcao de impostos. Eotcndo,
Sr. presidente, quo nao podemos deixar datteoder
a que os estabelccimentos bancaes da natureza do
bauco do Brasil tem sempre intima allianca com o
llicsou.ro. Observo porem que isso nao pode alterar
o carcter dos seus empregados, como acontece na
Inglaterra, onde os empregados* do banco exercem
lunccies publicas e tao graves, como a funeco de
receber impostos e mesmo de realisar openu;oes do
hesoiiro.
Considerando o presidenle do banco do Brasil cm
relacao ao thesouro publico nacional entre ns. eu
vejo que a elle se incumbe por parle do thesouro mui-
to pouets cousas ; negocios importantes sim, porem
muito diminutos, e que nao podem ter compararan
alguma com as multiplicadas funcres particulares
que elle exerco omo primeiao director daquelle es-
labeterimcnlo, '
Assim, eu observo que ello he incumbido de op-
(Hir o seu votos deliberacoes da directora do ban-
co, que lhc parecam inconvenientes ou prejudciacs
aos interesses do banco e do thesouro : isso o poda
fazer qualquer presidente do banco que nao fosse
da escolha do poder execnlivo e compreliendcssc a
sua misso. >
Porlanto, Sr. presidente, eu considero que tribuiedes dadas ao director do banco do Brasil por
parte do lliesouro publico tem em vista simplesmcn.
te fazer cora que no banco exisla um individuo da
confianza do governo lambem accionista, que traga
au cooliecimento do thesouro todos os fados dc que
elle possa carecer para resolver-se as Iransaccoes do
banco vao de aecordo com os interesses dos capitaes
assocados sol o auxilio do governo.
Enlendo, Sr. presidente, que esta atlriluiicno, que
na minha opiniao he o complexo de todas as allri-
buires dadas ao presidente do banco por parte do
governo, he certamenlc muito grave c importante ;
mas que poda ser exercida por qualquer membro da
direj^oria sem que esse individuo tivesse sido Horne-
ado pelo thesonro, pela mesma forma por que os em-
pregados do banco de Inglaterra exercem funcc,es
mais Lira ves e importantes, sem quo todava sejatn
nomeados pela rainha.
De ludo islo deduzo que o presidente do banco
do Brasil he o representante do governo em casos
certos e especiaes, nao para que o governo tenha
dentro do banco nm delogado seu quecumpra as suas
ordens, mas porque auxiliando o governo o hamo.
Ifazeudo-llie favores, quizter a vanlagem de escolbcr
d'eutre os accionistas do lianroum daquelles,que jul-
gasse mais apropriado para dirigi-lo.
Sendo assim, digo eu,se o governo nao rcrervon
ao presidenle do banco do Brasil o papel de seu a-
geu le. elle a penas %\crce atlriburoes que tem por
fim, nao dirigir as transacQes do banco em favor do
thesouro, porem da maneira que Ihe for mais favo-
ravel, e o habilite melbor a servir a industria do
paiz, c cumprir a obrigacao que lem de retirar da
circuladlo o nosso papel moeda ; se o governo, re-
pito, n3o teve em vista senao o que acabo do con-
siderar, esc coilige do que se v na lei, nao tenho
rceiodc concluir que o presidente do banco do Bra-
sil nao tem urna missao esseucialmente governtmen-
lat, c apenas faz bem ao thesouro, dirigindo o bar
co de forma que elle possa cumprir as obrigace;
conlrahidss para com 9 mesmo thesouro.
Ora, Sr. presidente, se, como acabei de mostrar,
o presidenle do banco do Brasil, menmro da direc-
tora, loma parte cm, todos os, negocios que dizem
respeito gerencia das Iransaccoes commerciaes, lo-
go torno a repetir, a sua misso csscnci.il he ser re-
presentante dos interesses commerciaes, e nao dos
interesses governameotaes; c se tem alguma missao
especial nascida do fado de sua escolha pelo poder
execnlivo, consiste ella cm nao consentir que a in-
dustria do paiz e o thessuro percam com o descredi-
o do banco. Essa missao especial porem he me-
ramente accidental, porque o inleresse do todos os
accionistas deve arhar-sc mito empenhado no cum-
primento das obrigares coulrahdas para com o the-
souro. Nao posso Sr. presidente, resignar-me a crer
que o presidenle do banco do Brasil he um empre-
gado publico, porque mesmo recoiihecendo que ex-
erce ulgum mandado do governo, nao posso deixar
de partir da generalidade das suas atlribnices, es-
quecer-me dc sua oceuparao constante, de sua ge-
rencia dos negocios peculiares do banco, pra dar-
lhe o carcter de funcionario do thesouro, e isto.s
porque he elle da escolha do poder execulivo, e re-
cebeu em virlude da lei de cncorporac^ao do banco
algumas allrihuires especiaes.
Nao sei se me tenho feilo bem compreheuder: nao
tendo esla queslo, eslou fallando cerca della como
que de emproviso, sem ler mesmo coordenado as
mirillas ideas a respeito; mas "enlendo que lenho dilo
quanto he bastante para enbunciar o meu pensamen-
lo, para justificar a ousadia que Uve em nao subs-
crever o parecer qoe obleve a ad hesao dos dous
nolaveis jurisconsultos membros da commissao de
poderes.
. Nao quero concluir, Sr. presidente, sem urna ob-
servarlo que agora rae occorreu. O banco da Fran-
ja emsua isnliluicnonao teve empregado algnmuo-
meado pelo --governo ; entretanto, esse banco e-
ra um grande auxiliar do thesouro francez. Em
1806 foi modificada a organisaciio do banco, e nessa
nova organisac,ao foi dada ao guverno a nomeacao
ilos primeiro* empregados do banco: foi justamente
nessa poca que o banco des'prcndeu-sc mais do
thesonro francez, adquirindo o dirito de dar aos
fundos de reserva que accqmulns.se para o futuro o
emprego que Ihe parecese friaV \anlajoso Desse
facto UedtiM ou se reservado o direito dc influir na escolha dos pri-
meiros empregados dos bancos mais'por amor ,dos
interesses da industria do que do proprio governo.
A lei da incorporacao'do banco, por um exees-
casso de previdencia louvavel, cnlendeu que era
conveniente influir o governo na nomeacao do pre-
sidente do bancu. le isso muito bom, e lalvez in-
dispensavel para o ,fuluro desse stabelecimenlo.
Cfcio porm que nao leve mesma lei a iiitenrao
de collocar no banco um agento seu, um empregado
do thesouro. re possivel que me Iluda, c con-
vencer-me-hei disso em vista do qoe resolver esla
augusta cmara. Nao mo farei cargo porm de res-
ponder aos argumentos que a commissao expe em
todo o resto do parecer porque sao elles aprsenla-
dos para responder a ma ohjccr.10 que a commis-
sao previo, e que eu nao lbe faco. Se eu enlendes-
se que o ordenado pago ao director do banco dava-
Ihe o carcter do empregado publico, entao eu me
faria cargo de responder aos argumentos apresenla-
dos pela commissao; mas eu, que nao enlendo assim
devo limitar-me ao que lenho dito.
A discussao fica adiada pela hora.
O Sr. Paclieco(pc\n ordem):Peco a V.Uxc. que
faca com que o projecto seja impresso amanhaa no
Jornal do Commercio.
O Presidente :' Julgo cscusado fnzer essa re-
commendarao porque naturalmente o ser.
Entra cm terceira discussao o projecto 'do senado
para a repressp do trafico.
O Sr. Taguet: Nao desojo estorvar a adopcao
de um projecto a cujas ideas capitaes presto^adbesao,
porem nao posso nesla occasiao deixar de offerecer
n consideradlo da cmara urna pequea emenda
nllima parle do art. 2> do mesmo projecto.
O art. 1. do projecto importa sem duvida; para
me servir das proprias cxpresses do nobre ministro
da juslira, urna subrogaran ile competencia ou de
jurisdirao; o art. 2. envolve porem a adopcao de
nm principio ainda nSo adoptado em nossa legisla-
cao criminal.
A jurisdirao criminal de um estado, Sr. presidente,
tem em regra por limites o seu territorio mas em
virtude do art. 2. do projecto em discussao a juris-
dii c.lo dos auditores de marinha se eslende a fados
perpetrados fra do seu territorio ( apoiados), nao
s aos praticados em prejuizo do imperio, mas ain-
da aos praticados contra outra qualquer narao.
A lei d 4 dc setembro de 1850, havia eslabeleci-
do qne a importarlo de Africanos uo territorio do
imperio seria considerada como crime de piralaria,
ainda que nao applicou aos envolvidos no contraban-
do de Africanos as penas estabelccidas pelo cdigo
para o crime de piralaria, a que asseraelliou o tra-
fico. A lei de i de setembro de 1850 accrescentou
um paragrapho ao art. 81 do cdigo criminal. O
art. 2. do projecto considera lambem, por urna clas-
silicarao especial, piralaria o trafico em qualquer
parte que seja ; lie oulro paragrapho accrescenlado
aquelle artigo do nosso cdigo.
Nao d uvido dar o meu voto ao art. 2. do projecto;
porem na sua segunda parle se eslabelcce uro princi-
pio com o qual nao posso concordar, c he o seguin-
te. (IJ )
Que a delerminacao do art 2. nao tenha applica-
cAo ao cidado brasileiro que houvcr sido processa-
do e jolgadu em oulro paiz, eu admiti, e julgo
mesmo estar de aecordo com a legislarlo adoptada
em outras narOes civilsadas; porem que o subdito
brasileiro que se acha residindo em oulro paiz ou o
subdito de qualquer narao estraugcira que resida
no nosso paiz, e lenha-se empregado. no contraban-
de de Africanos, esteja sempre sujeilo nossa lei,
embora tenha sido julgado em oulro paiz, urna vez
que nao,tenha sido condemnadu t efleclivamente
punido, pens que nao deve ser aitoptado.
Eu n3o quero, Sr. presidente, fazer agora um
discurso acerca desta materia, porem mo posso dei-
xar de diier que de'maneira nenhuma admiti, que
um individuo depois dc ser processado c absohido
cm oulro paiz soja sujeilo no imperio a nova perse-
guido, a novo processo. Como, senhores, admil-
Ur-se que o cidadao brasileiro, perseguido por ler-se
dado ao trafico de Africanos, por exemplo, nos do-
minios de Portugal c Hespanha, depois de ter sulu
pelos Iribuoaes desse* paizes julgado c ahsolvido, ou
mismo condemnado mas nao punido effeclivamente
por graca do soberano, 00 por oulro motivo, conti-
nu sujlo accao criminal no imperio '.'
Urna rn- : He um alwurdo.
O Si: raques:-' Eu portanlo offereco cma-
ra WWs ligeras consderaces, e enviara a mesa
urna emenda para que em lugar da palavra po-
nido3e digajulgado.
p Sr. Ferraz : J existo na mesa urna emen-
da nesse sentido.
. O Sr. Taques: Se j existe esta emenda eu
volarei por ella; e a cmara he muilo Ilustrada pa-
ra me ser preciso citar a legislarlo geral a esae res-
peito,' a qual he muito diversa da dsposico do ar-
tig, e lodos aquejes que tem consultado os escrip-
direilo internacional privado, e particular-
obra de Fcelix, estado convencidos desla
esa, he lida, apoiada, e entra em discus-
lenlc com o projecto, a seguinle emenda.
[ parte do art. 2. Em lugar da palavra
punido, diga-se;julgado.-r^Silta Ferros.
O Sr.. Magalhaes Castro : O projecto qoe
se discute, Sr. presidente, sem duvida contera dispo-
sisoes rigorosas, o legislador he severo ; e*te rigor,
porm, nao lio novo, he rigor qoe vem detrs, que
vem j de outras leis discutidas e promulgadas ; ri-
gor iodispensavcl desde que a narao brasileira en-
lendeu qoe devia formar com todas as oulras nardes
civilsadas urna cruzada contra o trafico de Africa-
no*.
A respeito do art. 1. do projecto o nobre depu-
lado que me preceden nada disse, ero se pode dizer
cousa que importe, visto que nell nada mai* v*jo_
do que urna ampliacao de jurisdicrao transferindo-
se para os auditores de marinha a competencia do
procedimenlo judicial contra os importadores de A-
fricanos apprehendido* nos portos a bordo, no acto
do desembarqu, ou posteriormente, qualquer que
seja a distancia da costa em que se achem ; estende-
se a jurisdicrao dos auditores da marraba ao caso
de se internaren) os esccavos, ou penetraren) o inte-
rior, depois de realisado o desembarque, onde quer
que se achem ; este rigor tolerou o nobre depulado
que me precedeu, como toleraran), todos o rigor da
le de 4 de etembro de 1850, e ndispensavel he re-
conhecer a necesdade e juslica do art. 1. do pro-
jecto, que lem por Gm a represoslo trafico de A-
fricaiios. Nao foi pois combatido o art. 1. do pro-
jecto ; passarei ao art. 2., cojo rigor lambem bao
contesto pela necessidade delle, e por l'odAas razoes '
que se appreseotam contra o commercio illicit de
escravos.
Ilazes ponderosas, senhores, obrigam he verdade,
o legislador a iraspassar os limites ou f egras de direi-
lo quando pone o cidadao brasileiro em oulro. Esta-
do pelo delicio de imporlacao de Africanos, mas a
nao ser assim, como podaramos nos snffocar inlei-
ramenle este crime detestado, que deve ser atacado
em todas suas avenidas, e punido onde fr encontra-
do 11 (Apoiados).
Pedio-se urna sessao secreta para a discussao deste
prolecto,-eu "votei conlr esse pedido, nao porqne
entekdese qne nao havia motivos para guardar-se
algu'mi! prudencia nesla discussao, mas porqne en-
lendo que cm nm paiz constitucional como o nosso
sao livros os pensamenlo*, c lodos nos podemos o
devoraos Cinitli-los sem recatos. (Apiados).
Digamos portante sem recei qua desconfia-se do
jury; dga-se claramente que o tribunal do jury.nao
pode preencher o seu fim na' represso do trafico.
(Apoiados.) Pois bem, nao basta deixar o jury : se
um cidado brasileiro, hoover que se acouleem paiz
estrangeiro para dalli commetler q crime qoe se-quer
reprimir, mesmo ausento seja perseguido, julgado
pelos auditores de mariuha, e u3o pelo jurv".
Bem se v pois que nasce da iiecessjdade da re-
presso de taes delicioso rigor do arL 2., rigor que
eu nao contesto e nem reprovo, porque he ndispen-
savel par a represso de crimes que podem ser com-
inellidos por muito* mudos, e que'rennem incenti-
vos 13o provocadores.
Expecional e rigorosa he sem duvida a disposijio
do art. 2. ; rigorosa porm e excepdonal j he, toda
a nossa legislacao em relarao a represso do trafico,
e pois rula podemos deixar do adoptar o projecto, re-
conhecida a sua necessidade.
Nao duvido, entretanto, volar pela emenda offere-
eida, volarei pela sunprosso da palavrapunido;
a respeito do mais prest o meu voto ao projecto,
disposto como estou a concorrer para a realidade da
represso que todos desejam ; quero, como disse,. a
realidade dessa represso, e para blela ndispensa-
vel he que excedamos as raa* ordinarias, attenlas
as circumslancias imperiosas do paiz.
Voto pela emenda offerecida ; he com effeilo du-
rissimo soffra novo processo aquelle, que for orna
vez absolvido mesmo em paiz nstrangeiro, onde pode
melbor ser apreciado o delicio, sendo all commelti-
do. Tenho dito.
O Sr. Pacheco : Sr. pYesidenle, en fui preve-
nido em parte pelo nobre depulado que encelou
esse debate, o qual com os tlenlos e conhecimentos
de legislacao que possuc, riada deixou a desejar
qnanlo a um grande inconveniente que observou no
projecto e desenvolveu ; farei eomtudo breves consi-
dera,0es para chamar a questao a seu verdadeiro
terreno. 1
Comecarei declarando, que tenho forte conticcSo
de que hoje nao ha duas opinies no paiz qnanlo
represso do deshumano ehorrivel'trfico de homn*
(apoiados); sou o primeiro a confessar perante esta
cantar e b paiz que a represso do trafico da Afri-
canos he urna opiniao nnanime. (//potado..) A opi-
niao 'poltica que hoje se acha decahida, e ainda
comprimida, nunca sotlreu duvida este respeito ;
sempre fezquanto as circumslancias perraittiam para
evitar o contrabando ; alie era nevilavel em outras
pocas, mas no seu procedimenlo o partido, liberal
sempre manifestou tendencias contra o trafico, pro-
curando naosreprimi-lo como punir os criminosos.
A opiniao que actualmente vdomina, moslrava-se
mais tolerante, e mesmo como que transiga com
o trafico*... (.vao apoiados. Vivas reclamaeoes.)
Esla proposito, senhores, excita rcdaniaeOes,
ma* nem porisso ella deixar de ser exacta. Com-
prehenda-sc porem que eu eslou longe de fazer in-
juria opiniao dominante. Com as palavras que a-
cabo de proferir nao quero attribnir motivos torpes
opiniao dominante ; consigno apenas um facto
qne podia ter origem nao infamatoria para os mem-
bros que compoem o partido que actualmente go-
verna o paiz.
. Depois circumslancias ^imperiosas obrigaram a qne
a opiniao dominante fizesse causa commum com o
partido da opposicao neste ponto, e hoje vejo com
prazer que todos os parttilos fulminara o contraban-
do, e querem efllcazmento.reprimi-lo.
Fazcudo oslas cuusiderares o men fim he: pri-
meiro, provenir qnalquer imputarn que se nos
queira fazer por nao admiltrmos desde j este pro-
jecto ; o segundo, mostrar os escrpulos que tenho
de dar o meu voto pelo receto de que a opiniao do-
minante para jostificar-se caia em excessos, e venha
na execucao a attentar contra a liberdade do* Bra-
sileiros, que lambem tem seus direilos que curopre
respeilar e proteger.
Urna necessidade indeelinavcl obrigou-nosa adop-
tar una legislacao dura e rigorosa, qual a da lei de
1850, para o fim de reprimir de orna vez o trafico de
Africanos no paiz ; para islo conseguirmos acelera-
mos as formulas do processo, e cremosjoizes excep-
cional. Esta lei ainda nao est julgada pela ex-
periencia ; ainda nao sabemos se ella he insuficiente
ou impotente, como pois ja queremos ampliar a ex-
cepeao, e augmentar assim o perigo para os nossos
coneidadaos, que lem de ser sDjeitos a juixesexcep-
ciiinaes, e a processos summarios ou verbaes?
Se nos cumpre profligar 11ra facto que he perigoso




"
aj-a^c-***-*-.
DIARIO OE PERMIBCO, SEXTA EEIRA 9 DE JUNHO DE 1854.
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o paiz, dcvemos por oulro lado ver que uesla
(arefa nao excedamos cerlos limito, dando s auto-
ridades meto* excestivos que possam degenerar em
perseguido. Alm disto acerases que anda nao es-
tou convencido, nem ouvi a opinio do governo
cerca da iodispensabilidatle de se ampliar es medidas
excepcionaes quelhe foram concedidas ba Uo pouco
lensp.
O Sr. nutra Rocha da um aparte, que nao poda-
mos ouvir.
O Sr. Pacheco : Pouco importa que venha
este projecto lembrado na falla do Ihrono, lie preciso
que lenhamos conhecimenlo dos fados qee se lem
dado uo .paia, e das raides em que so basea essa ne-
restidade apresenUda na falla do Ihrono.
O Sr. Ribeiro de Andrada : Apoiado.
O Sr. Pacheco : Circumslancias imperiosas
obrigaram o corpo legislativo a promulgar a le de
1850 que coolem Untas disposires extraordinarias,
creando juizeselribunaetinteiramante excepcionaes;
agora o quo seqner 1 Julga-se que as providencias
tomadas uessa tal aluda nao sao bastantes, quer-se
amplia-lss ; deram-se factos no nosso paiz que dc-
moosiram que as medidas anda ha pouco lempo to-
madas nao sao suQcienles para que o tranco seja re-
primido ? He o que en ignoro. Creio queconviria
aindi por algum lempo esperarmos, fazer riejlhpe-
rrencia dessa lei que est hoje em vigor, para 'entao
lomarmos com oais cautela oulras providencias que
por ventura se lornem nacessarias.
Como membro da opposicao, tendo viudo a esla
cmara pelos poneos votos de que a provincia de S.
Paulo pode livremente dispor, conhecendo qual o
principio domnenlo naquclla provincia, nao posso
deixar de acoropauha-la, reclamando contra a crea-
rlo de processos e jizes excepcionaes, e ampliacao
de seos poderes, para somante concede-los quando
urna necessidade indeclinavel a lano nos obrigue.
Nao era possivel que tralando-s* de um projeclo
de Unto melindre, deum projeclo que tao cedo de-
sespera da sofQciencia dos meios ein vigor, que os
declara impotentes, eu deixasse de tomar a pala-
vra ao menos para provocar a discussao e chama-la
ao sea verdadeiro terreno. Ue necessario pois que
o governo diga ao paiz : prmeire, se penseque os
meios que esli su djsposicao sao iosufficientes pa-
ra o fim de reprimir o trafico : e segundo, quaes
os acoiitecimenlo* que a lei em vigor nao lem podido
previnir e reprimir.
Sei que a opinio do governo he favoravel ao pro-
jeclo ; assim o diz na falla do Ihrono; mas1 nao bas-
ta o dizer, he necessario demonstrar ; he preciso
que nos saibamos quaes sao os fados que o iuduzi-
ram nesta opinio.
Nao me consto, senhores, que depois dos aconte-
cimentos que liveram lugar em Bracuhy, contra os
quaes sobram meios, volros fictos se lenham dado
que puzessem obstculo accao da repressao; o fac-
i de Bracuhy teria sido prevenido se o governo
houvesse sido mais vigilante : entretanto excessos se
cooimetleram, e excesos desnecessarios, em doos
municipios, um .no Rio de Janeiro e oulro em S.
Paulo; avisto deste exemplo como hei'de dar o
roeu voto ampliando meios. que me parecem mais
que sufiicientes para o fim que se lem em visto 1
fia irei autorisar novo* excessos, animar novos
abaso* ?
Limito-me, Sr. presidente, por em qaanto a estos
pencas observacoes ; til vez diga anda alguma cou-
sa, *e a discussao for levad* a ponto qoe mereca a
pena continuar: desejaria qde eale projeclo fosse
remellido a urna commissao para examinar e dar
sobre elle* o seo parecer; seria mais prudente.
Vejo que do proprio seio da maioria se deslaca
um membro, cojo senlimenlo de adhesao ao gover-
no nao pode ser suspeito, o qual fez observacoes
que manifestara a imperfeicao do projeclo, que, na
sua opinio, consagra um principio integramente
absurdo, um principio qoe seria de certo intolera-
vel em um paiz civilisado como o nosso.
Ora, se do proprio seio da maioria, cojos mem-
bros por deposiUrem maior ou menor sonama de
coiifiau^a na administrarn muitos vezes deixam de
applicar toda a llcncao e estude indispensavel aos
objeclos qoe se discutem, se deslacou um depnlado
mostrando este inconveniente, qae de oulras faltos
nao se poderte descubrir na adopcio desle projeclo?
Se o governo calende que a repressao do trafico
nao pode ser feiU senao com mais este acrescimo da
medidas que ora pede, persudame que tem obri-
gacSo de manifestar perante o paiz, e com a maior
sineeridade possivel, as razos e os fados qae oc-
correram para pedir setnelhaole disposicao, que na
pratica pode er muito abusiva e de terriveis eflei-
tos. Qae inconveniente peder haver pela demora
de mais algn* das ? Nao ser til, visto mesmo
da divergencia qoe se nota na maioria, que o pro-
jeclo e a emenda dflererida sejam remetlidos a una
commissao especial, ou aquella que parecer mais
adeqnada, para que, examinando as razoes pre-
sentadas no cometo da discussao, possa melliorar o
projeclo de modo qtte nao se.negu i ao governo a
medida que He deseja, mas que seja acompanhada
de todos os correctivos que possam cortar os gran-
des abusos que na pratica quasi sempre se do con-
tra a libef dade e direito* dos eidados brasileiros ?
E ser bastante, seuliorcs, para transquillisarmo-
nos, a declarado que'por ventura o nobre ministro
levanlando-se possa fazer, de qae o governo ha de
ter autoridades toes e tao bem fadadas que jamis
abozera
Quando o nbre ministro tonlia as melhores inlen-
rfles, quando elle pretenda escolher bons emprega-
dos para execular a lei, teremos bem fundada espe-
rance que seus protestos secnmpram? Duvido mnilo,
emquanto por fados o governo nao mostrar que pra-
tica una poltica toda opposta a essa que damnifica
o paiz, e provoca o futuro, como ale agora lem suc-
redido. Na minha opinio as disposices que exis-
te em vigor baslam para a repressao do trafico.
Teoba o governo boas autoridades ; nao continu a
tolerar, como al aqu o lem feilo, que ellas se ingi-
ram directamente as eleir&es, para se nSo ver de-
pois na obrigaejo de dcscutpa-Ias e protege-las. Ac-
tive o cruzeiro, e puna os delinqnenles, que 0 tra-
fico dar o eu ultimo suspiro.
Profliga-sc o trafico no mar e no desembarque,
. processem-se na forma das leis em vigor o* crimino-
sos, mas evitem-se perseguicoes sempre damaosas, c
para evita-lascumpre que nao facilitemos ludo quan-
to se nos pedir sob o imperio de ma necessidade.
A lei em vigor arma o governo de nm poder im-
mnse ; o proprio governo inglez aclion que essa
lei cootitiht grandes meios eonlra o trafico ; e como
to depresea ja se ven deelara-la impotente, e se
exigem aovos poderes ?
A rompelencia do auditor de marinha vai hoje
estender-se muito alm do desembarque; um, dous,
e mais annos depois.ee eflecluado o desembarque elle
ser o competente : islo vejo en no projeclo. (LA.)
Se a aotoridade publica nao souber do dcsembarqae
um, dons annos depoii que delle liver noticia, fica o
aodilor de marinha com a faculdade de processar e
julgar ; enxergo mnilo haver abusos e consequeocias
funestas.
O Sr. Ferros da um aparto que nSo podemos
ouvir.
O Sr. Pacheco: En desojo tonto quanlo o no-
bre depnlado que o trafico nao so se reprima, como
anda mais que morra de urna vez (apoiadosy, nem
eu sea snspeito neste assumplo, porque grecas a Dees
em lodo o longo lempo eaTque o trafico se exerceu
no paiz, eu jamis me vi envolvido nelle, nem mes-
. mo para o meu servicp particular ; quando o trafico
foi tolerado no paiz, e qae eu accidentalmente me
vi incumbido por poneos mezes da adminislraco de
ma pequea provincia, persegu comaclividade o
trafico e dorante esse lempo consegu qae nenlium
Africano lesembareaise nessa provincia; mas pero
um exame profundo sobre as medidas ora proposlas
porque tenho medo que ellas possao Irazer excusa-
das perseguicoes; enlendo que devo zelar os direi-
tos de meas coaeidadaos, nao os sujeitando a arbi-
Irios e prepotencia.
He pois miaba opinio medido a urna eoraroiasao especial, a a qualquor
commissao existente, afim de qae soja examinado.
Sea cmara nao altender a esto meu pedido, pens
cumprir o meu dever votando eonlra o projeclo ale
que com mais algum lempo a experiencia me acon-
sellic este en qoalquer oulro meio, se urna dora ne-
cessidade o reclamar.
Logo que o Ilustre deputodo acaba de fallar o l.
secretorio, obteudo a palatra pela ordena, le o se-
guinte projeclo de resposta Ma do Ihrono:
Senhor 1 A cmara reconheee na viva satisfa-
r que V. M. f. se dignou de exprimir ao ver reu-
nidos em redor d seu Ihrono os representantes da
nacao, mais urna prova do amor que V. M. I. con-
sagra s instituirn do paiz ; e cheia de grafidn pro-
i curar* corresponder benvolaconMaca. de V. M.
de
I. envidando ,os maiores estorbos no empeuho
promover o bem e a prosperidade do Brasil.
a E felizmente, senhor, a situarlo do paiz oflerc
ce favoravel entejo para o melhoramento dos dTe-
renles ramos da publica adminislraco, grabas paz
e Iranquilidade com que a Providencia lem recom-
pensado o espirito de rdem no povo e de moderarlo
no govetno.
He tem dnvida lisongeiro que, apezar de poder
ser interrorapido o progresso da nossa renda pelos
acontecimeutos que na presento conjunclura amea-
Cam n paz da Europa, continu a ser esperanzoso o
estado de nossas finanzas.
a A cmara lomar na devida Considerado as re-
formas tendentes a remediar os defeitos indicados
pela experiencia, na legislarlo do processo criminal
c,comioercial, bem como no systema hypothecario,
com o lim de garantir mais cflirazmcnlc a seguran-
;a publica e individual, assim como os interesses da
propriedade e do commercio.
u He fundada, senhor, a esperanca de V. M. I.
na dedicacao da cmara para o fim de auxiliar o go-
verno de V. M. I. cornos recursos necessarios, para
que urna emigracllo morigerada e industriosa apres-
te o desenvolvimento de nossa immensa riqueza ter-
ritorial, satisfazendo assim a um dos mais imporlan-
tesresullados que leve em< vista a lei das Ierras.
a A cmara aprecia muilo a noticia de haver o
governo de V. M. I. continuado a exercer na re-
pressao do trafico a mais activa enrgica vigilan-
cia, empregando os meios de que pode dispor para
extinguir este abominavel commercio ; e he nao
pouco lisongeiro o fado ioconteslavel de lerem sido
at agora coroados de feliz resultado os esforc.os ues-
te sentido empregado* por todos os poderes do Esta-
do. A cmara j tomn na devida considerarlo o
pri.jecto de lei que V. M. I houve por bem recom-
mcndar-lhe.
As medidas que os ministros do V. M. Kjul-
gam indispensavei* para melliorar a organisacSo do
excrcilo e armada, assim como as que reclamam o
bem denles leaes defensores do Estado, o a seguran-
za do futuro de suas familias, serao acolhidas pela
cmara corneo seutimenfo de benvola sympathia
que inspira o seu objeclo.
a Itcronheceiido que a paz d vida ao commercio
e industria, e be ama das primeiras necessidades
dos povos, a cmara onvio com recouhecimenlo que
V. H. I. tem procurado conservar' relacjSes de ami-
zade e boa iutelligencia com todas as potencias es-
trangeiras.
' a Foi entretanto mnilo sensivel cmara, que o
ministro do Brasil acreditado junto ao governo do
Paraguay livesse de relirar-se por lhe haverem sido
enviados seas passaporles; segura porcm a cmara
de que o goveruo de V. H. I. s terminar esta oc-
currencia de um modo honroso, lisongea-se com a
esperan;* que V. M. I. manifest de consegui-lo
sem quo se alteren) as relaeOe* de paz entre as duas
nacoes ; pOdendo entretanto o governo de V. M. I-
cou lar com a dedicasflo do paiz ioteiro sempre que
so tratar de sustentar a drgnidade nacional e o de-
coro do Ihrono.
a A cmara, certa do que V. M. I. so reenuhe-
ceu o governo provisorio estabelecido na Repblica
do Uruguay depois que o paiz adhorto a essa mudan-
ca, e s eniao acceden V. M. I. s instantes recla-
ma^es que lhe foram dirigidas para prestar subsidio
pecuniario e forc de ierra, conlia do patriotismo e
illustracao do gabinete imperial, que esses meios se-
no acertadamente empregados com o fim de ver pa-
rificada e slidamente organisada aquella Repblica,
com a qual o imperio mantem 13o eslreitas e multi-
plicadas relar.oes.
Senhor V. M. I. faz jusilla aos sentimenlos
da cmara contando com o seu franco e leal con-
curso na larefa que V. Al. I. se tem proposlo, de
elevar a nossa patria ao mais alto grao de prosperi-
dade, pois se he esta a misso qne a Providencia in-
cumbe aquellos a quem est confiado o governo das
nances, nao ha sacrificios que o paiz e a cmara
nSo estejam disposlos a fazer para .augmentar a glo-
ria do reinado de um principe, que lem sabido com-
prehender tao eleyada missao, e em cujas virtudes,
illustracao e patriotismo deposita q Brasil enteiro
nsmo fundadas esperances de um futuro grandioso.
Pafo da cmara dos deputados, em 17 de maio
de I8.)i.Eutebio de Queiros Coutinho Maltoto
Cmara.^ooo Mauoel Pereira da Silca.n
Finda essa leifura, o presidente convida a depu-
lacao nomeada para dar os pezames S. Al. I. pela
norte de S. M. F., a Senhora D. Hara II a cum-
prir a sua missao : '
L'-se e nao he apoiado o segu nterequerimenlo do
Sr. Pacheco :
Kequeiro que n projeclo sobre a repressao do
trafico seja remellido commissao do justica crimi-
nal.
O Sr.'Ferraz : Sr. presidente, o nobre depn-
tado pela provincia de S. Paulo pareceu querer cha-
mar a discussao deste projeclo para o campo da po-
ltica ; ou peco ao nobre deputodo qoe separa in-
tegramente a ida que contera o projeclo de outra
qoalquer idea estranha.
O projeclo tem por fim a repressao de um crime
classificado pelas nossas lea penaos; o projeclo tem
por fim a passagem da jurisdiccSo, ou do julgamen-
to deste crime, dojary para orna aotoridade crimi-
nal existente no imperio.
O nobre depnlado, qaerendo contestar nesta'se-
guuda parte o projeclo, diese : porque se qoer ti-
rar os cidadaos brasileiros do sou juizo nato, para
um que nao he nato ? Mas o nobre depatado nao
reflectio que os cidadaos brasileiros que estao sojei-
los a esse juizo que elle cnlende que nSo he nato
ja sahiram da jurisdiccao para ajurisdicro do audi-
tor da marinha. A lripula;a de urna embarcac^o
qualqner, os inleressados no commercio do trafico,
estao sujeitos adualmente a essa jurisdiccao excep-
cional ; eno s esses. mas muitos-oulros cidadaos
brasileiros estao sujeitos a differentos autoridades
que nao sao o jury, em dhTerentes casos; e por sem
duvida os militares sao tambero cidadaos brasileiros.
Ja ve pois o nobre depnlado que esla razao nao
podo ser muito vatcnte para combater nesta parte o
projeclo.
O segando argumento do nobre depotado parti
da fonte dos abusos ; disse elle : este projeclo da-
r aso a abusos, ir-se-ha preserntar os individuos
nos antros das nossas serras para se ver se tero cora-
raellido algum desses crinies. s U nobre depnla-
do para reforjar o seu argumento (rouxe o exemplo
de Bracuhy ; mas o nobre depnlado tambem nao
reflectio qae esto fado com que argumenten destroe
o principio que quiz estabelecer.
Os abosos, Sr. presidente, qner com esta lei, quer
com a sua nSo existencia, podem dar-sc, e o meio
de os evitar nao he rejeitar esta lei, he reprimir, he
fazer com que sepunam os.dclinquentes, os autores
do laes abasos. O nobre deputodo acaba mesmo de
o confessar, allegando ou lembran'do abusos por oc-
casiSo das pesquizas e diligencias eflectuadas em
consequencia do fado de Bracuhy nao obstante a
ausencia da lei em discussao.
J v pois a cmara que estos duas razoes que o
nobre depulado oiferecea n3o me podem mover pa-
ra volar contra o projeclo.
O nobre depnlado tambem disse que o governo
devia inunir-se dos meios preventivos para acabar
com o trafico, que estes meios sao sufficicntes para
a repressao deste crime. Sr. presidente, os meios
que em materia criminal se reconljecem para evita-
rem-se os crimes sede natoreza preventiva ou re-
pressiva. O repressivos tambem partilham a quali-
dade de preventivos. A certeza da pena he um
meio poderoso de prevengo. Sao meramente pre-
ventivos os cruzeiros, a forja policial, etc. ; para
repressao lie preciso a justa c exacta imposicao da
pena. Pela maneira porque se ada organisado o
processo, porque be feilo o julgamento de reos de
tal crime, podaremos por ventara oblcr nma justo
e exacta infco qu a lei commina 1 Parece-me
que n3o. Nao fallo de abusos, nao enlrarci neste
campo ; mas be incontestavcl quo o jury como so
aclia estabelecido entre nos ein alguns lugares...
ffma Vos : Em lodos.
O Sr. Perra: : ... nao oITcrece garanta nem
contra crimes qoe revollam a todos os corajoes.
(^potados,)
O -st Comes Ribeiro : Pronvera a Dos que
fosse s o jary I
O Sr. Ferraz : Toco s nesto ponto; se tocas-
se cm oulro poderia emiltir a minha opinio.
O Sr. Correa dan Meces diz algumas palavras
que na se ouvem.
O Sr. Ferros : Fallo do jury em (ertos laga-
res, porque a composic "io do jury (anda ha pouco
l'azia esla reflexao um honrado depulado digno de
todo o ronceilu), a confer;7o do jury nSo he feila
sobre osmelbores dados ; as bases para a qua/iflea-
;ao sao os (eres e nao a illustracao. (Apoiados.) Em
cortos lugares a opinio do jury nao pode se mani-
festar do um modo livre, pois que as influencias lo-
caes preponderan) muilo- sobre essa opiniio.
Pode ser, Sr. presidente, que em outra elasse, na
classe dos empregados, lavre o mesmo mal, pode
dar-se ludo islo ; mas contra estes ha urna pena, a
pena de responsabilidade, o contra jury uo sei se
essa pena de responsabilidade legal se possa dar, e
qaanto responsabilidade moral he ella to fraca
que inieiramcnle desapparecem os seus cffeitos...
O Sr. Correa das Meces:Assim como desappa-
rece a responsabilidade legal: ludo islo he urna flc-
Sio.
O Sr Ferraz^: Nao vuu para o scepticismo, e
se tormos assim. enlo negaremos a nossa propria
existencia ; cada om de nos pido ser muito bem ac-
cusado por aquillo que Unjamos em rosto aos o-
tros; he melhor pois que sobro esto ponto indague-
mos as causas, os males em rclacao ao objecto pre-
sente...
O Sr. Correa das Metes: Enlo nao aliremos
s sobre o jury.
. O Sr. Ferraz : Fallo do jury, porque sobre o
jury be que se d a discussao. Precisemos as cousas;
nao duvido que baja, por exemplo, relaces que le-
nham membros corrompidos, e assim oulros tribu-
naes, por ora nao indago isso...
O Si;, Ribeiro de Andrada : Quem he respon-
sabilisado nao he condemnado; aprcsenlo-me uin
exemplo de sujeito respousahiUsado o condemnado.
O Sr. FerrazNao digo, assim, tenho visto pes-
soas responsabilisadas, condemuadas, soffrerm ef-
fcctivamenle as penas...
O Sr. Ribeiro de Andrada: Tambem tenh
visto o jnry condemnar a rouita gente.
' O Sr. Ftoraz : Senhores, eu creio que os no-
bre* deputados me suppocm contrario ao jury; eu
nao sou contrario a esta insliluijao, quero a sua
perfeicao...
O Sr. Ribeiro de Andrada: Enlao o remedio
he reforma-la e no dar-lhe continuados golpes.
O Sr. Ferraz : Quando se d a respeilo de
magistrados qualquer aecusajao grave, immciliala-
mente ha ama responsabilidade, o governo procura
mais ou menos fazer com que o mat desappareca do
lugar onde existe ; mas a respeilo dos jurados pde-
se dar islo ?
O Sr. Correa das Meces d um aparte.
O Sr. Ferraz : Creio que os nobres deputados
qoerem agora tratar de omni scbie; pois eu eslon
resolvido nicamente a discutir esto projeclo.
Senhores, o crime de contrabando do Africanos
he um crime qne lem sahido da urdem dos oulros
crimes, nao tanto pela sua grayidade, porcm pela
atraerlo que tem, pela generalidade com que foi
exercido por longo lempo, nao digo pela opinio do-
minante, mas por individuos de todas as opiniei,
nao digo pelos nossos homens do estado, mas pela
generalidade de lodos os nossos homens que tinham
inlercsso de augmentar a sua fortuna e riqueza. A
respeilo deste crime d-se o que de ordinario se d
a respeilo dos crimes commerciaes ; o quadro qoe
apresentom certas pracns de commercio a respeilo
de cerlos delicio*, quando o julgamento por ventura
pode ser entregue quelles mesmos qne pelas suas
relaces, pelo interesse, podem nao ter bastante co-
ragem para desempenharem a missao do julgar. Se
pois pela generalidade do crime, pela generalidade
dos interesses, a punicaode nm crime tal pelos meios
communs nao pode ser exercida como he necessario,
como demandam os interesses do paiz, os interesses
da humanidade, forra he que o legislador procure
om meio, senao satisfactorio, como os nobres depu-
tados querein, ao menos mais satisfactorio do qae
aquello quo aclualmcute existe. Ha portante ne-
cessidade da passagem de jurisdiccao do jury para
qualquer nutro tribunal, ella nao pode ser contestada.
Esla lei he filha da outra ha lempos promulgada, he
nm cnrollario della, e nao posso crer que esteja ei-
vada dessa pecha que o anuo passado lhe quizeram
dar lai para acobcrlar faltas do governo.
O nobre depulado lem receio de que esla lei acar-
reto graves males, perturbe a ordem publica. Nap
tenho este receio; primeiramente, porque a lei a
que ella se refere he muito real e positiva, abranee*
somonte os individuos interessados no desembarque
ou no commercio que d lugar a esse desembarque,
aqacltes qae preslam soecorro, aquellos que; conlri-
buem para occaltacao dos Africanos importados.
Mas se por ventara algum receio pudesse acommet-
ter-nos de que seu abuso pudesse perturbar a ordem
pnhlica, a missao do governo he velar sobre a tran-
quillidade, e sna responsabilidade nesle ponto he
grande.
Nao julgo quo naja urna autoridad* tao desassisa-
da que por meios imprudentes nos v compromel-
ler; nSo julgo que possam haver empregados que,
esquecendo-se de ludo quanto lia de mais cabro, pos-
sam por meios reprovados, nao antorisados pela lei,
perturbar a ordem publica. Eu pois fico tranquillo
a este respeilo.
Outra parte sobre que me cabe dizer alguma cou-
sa, vem a ser a idea que se acha consignada emuma
emenda qae'ha mullo lempo desojara ofierecer,
que nao offereci em 2. discussao porque ella corren
rpida.
Senhores, o direilo penal descansa sobre os princi-
pios de justica universal; os principios pois qae do-
minan) em nossas leis dominan) geralmente sobre a
legislarlo de todos os povos civilisados; o que a jus-
tica exige na Eurpa exige tambem na America
todas V legislacOes s3o homogneas, sobre os mes-
mos principios de jaslica. Nao ha duas juslijas no
mondo ; todas proven) da mesma fonte, a Provi-
dencia. Assim pois em todos os paizes he um prin-
cipio nao contestado, que um individuo nao pode ser
punido duas vezes pelo mesmo crime ; pela legisla,
cao de quasi todos os paizes os crimes commettidos
em paiz cstrangeiro pelos sens proprios subditos, n3o
soflrem pena alguma quando punidos no paiz cstran-
geiro. Nao sei se este principio que he universal, que
se funda na justica divina e humana, soffro excep-
rio ein um ou nutro Estado. Eu creio, que a pata-
rrapunirde que usa o projecto deve ser tomada
peta paiavrajulgar.O projecto diz; quando
nao for processado e punido em paiz eslraogeiro ;
a idea de punido est inherente a esta outra de of-
rec) va pena. Pelos principios do nosso direito pe-
nal, pelos principios de joslija universal, o indivi-
duo nao pode sotTrer duas penas pelo mesmo delicio.
Assim, se adniillirmos a redacto do projeclo como
passou no senado, aulorisaremos dous processos, dous
juramentos; poderemos ale, como bem disse o no-
bre deputodo pela minha provincia que encetou
discussao, aunullar o exercido do poder de agraciar
que por ventura se tenlia dado em paiz cstrangeiro a
respeilo de subditos brasileiros.
Uir-se-ba talvcz (he urna objeceo) mas o in-
dividuo pode ser julgado e nao ter sido anda par
nido.Neste caso ha lugar a exlradieao, e eu creio
que hoje a exlradieao se pode estender a crimes des-
la ordem.
Dir-se-ha anda pode um individuo por falla
de provas ser absolvido em um paiz estrangeiro.
Neste caso exislindo cssas provas no Brasil, con\ em
que visto dellas elle seja punido. O Brasileiro
processado em paiz estrangeiro nao o pode ser senao
por factos all praticados ou sobre embarcarnos es-
(rangeiras, e nao por factos praticados no Brasil.
Nos vimos o respeilo que os tribanacs inglezes live-
ram para com quelles, que foram aprisionados em
emliarcarao brasileira nos mares da frica. Nao po-
demos por maneira alguma suppor, qae os subditos
brasileiros sejam elfectivamentc condemnados por
Iribunacs eslrangeiros por factos praticados em ter-
ritorio brasileiro ou em paragens que se equiparan)
a territorio brasileiro. '
Assim pois, Sr. presidente, cu creio que o projecto
emendado cm sua rudacrao,substituida a paiavra pu-
nido pela paiavra julgado, satisfaz o fim que live-
ram scus Ilustres autores, e mesma supponho qae
nao foi ialcnCionalmenle empregada a paiavrapu-
nido no projecto era discussao.
Rcsla-rac dizer duas palavras sobre a parte em
que parecen considerar-se materia poltica o objec-
to que se discute. Eu estou resolvido ;e pero aos
nobres ministros que me oiiram, queme altendam),
em materia de justica, legislacao ou jurisprudencia,
a nao dar voto algum de confianca, c cm materias
paramente de confianza a nao da-lo sem previo exa-
me. E, sendo esla a marcha que lomo por norma
a respeilo de todas as cousas, direi qne voto com to-
da a ennviejao a favor do projeclo que se discute
com a emenda oflerecida, e nao porque sopponha
que a materia he de coiiliuucu, nem por qualquer
outra razao que nao sejam os principios de juslira cm
qae elle se basca.
O Sr. Ribeiro de Andrada:A lei, senhores,
que disculis (disse-o bonlem om nobre depulado)
contera apenas a creacao de una nova competencia
para o julgamento de rerlos crimes que se referen) ao
fado da importado de Africanos ; toas para mim,
senhores, esla pahvra --apenas, qTie para o nobre
deputodo a queu tenho a honra de combater tao
pouco exprime, fiz urna excepta ao direilo com-
mura, alira raaii um golpe i insliluicao do jary,
que eu enlendo que em sua essencia he aquella que
offerece mais garantas ao cidadao. E islo he para
mim negocio de rande imporlaocia, porquo enlen-
do que qualquer individuo deve sempre preferir ser
julgado pelos seis pares, ser julgado por jaizes lira^
dos do seio do pivo, sem que se possa prevenir a sua
designarlo, do cueser julgado por um juiz designa-
do pelo poder por um juiz que, comquanlo por
suas qnalldadespossa aer pouco accesslvel, comtudo
he certo que en thesa he mais fcil seduzir e anga-
riar Om individuo do qae a 12. Enlendo que a
qualidade de jiizes occasionaes, como sao os jurados,
pela circumslalcia de seren chamados nicamente
para julgar un fado qualquer, e depois lerem de
voltor para o sio do povo, he urna" garanta, urna
maior segurania para a defeza. Tenho, pois, sem-
pre erando esaupulo cm fazer ama eueprao ao tri-
bunal dojary,
O Sr. ViriUo d um aparte.
Sr. Ribeirc de Andrada : Acabad* receber
um aparte do uobre depulado a quem combato. A
inlelligenca, senhores, he pariilha do genero huma-
no. Se he preciso haver maior illustracao nos jui-
zes de fado, miao o meio n3to he ccrcear as attribui-
eOes do jury, 0 meio he- melliorar esla insliluirao.
Se entendis ^ue as qualificeces actuaos podem ser
alteradas, qua as qoalificaces ora exigidas para se
S*r llriiln ni., -ir .IR.I..I .__l_!u,___ _
ser jurado nio sao sufiicientes, restring mais o cir-
culo do jurados. Se entendis que o jury, como se
acha organiado, he mais accessivel s influencias
locaes, que ta vai bem, entao chamai-o nicamen-
te a um poni dado as difierenles comarcas. As-
sim lereis tornado o jury menos accessivd a essas in-
fluencias Ioccs, e o lereis methorado. Se entendis
qne he a illustracao, a intclligenoia que se torna mais
necessaria, exig mais illustracao, mais inlelligenca
nosjurados. Se cntenilcisa]uc a fortuna he urna
garanta, exig mais renda. Se entendis que o jury
como se acha organisado est debaixo da influencia
directo dos reguos das localidades, chamal os jura-
dos, cu o repito, de difierenles localidades, a um
ponto desifnado da comarca, para quo possam gozar
de mais independencia. Mas acharo jury mal or-
ganisado, e nao aperfeicoa-lo, crear tribuoaes excep-
ciooaisa todo o momento, he no que nao posso
coouir, a nao se darcm circumslancias extraordina-
rias.
Iaadgacmos se estos circumslancias extraordina-
rias se dao. Quando o trafico eslava em sua maior
Torca foi fcil reprimido sem usar dcsta disposicao ;
sccem as disposiccs da lei de 4 de setembrode 1850
conscguio-se tornar o trafico moribundo, agora qae
se pode dizer que elle ji no'existe, que as tentati-
vas sao muito raras, nem consto que presentemente
tenha havido desembarque de Africanos, he que se
quer crear urna nova excepcJo ao foro commum !
Se seconseguio, digo com as disposices dessa lei es-
te efleito, quaes os factos, quaes os acontecimen-
tos que exigem esta medida extraordinaria da
parte da cmara ? N.lo sei. Ser essa tao fallada
guerra do Oriente, cora que argumenten hontem o
nobre depnlado a quem agora respondo'! Creio que
nao, porque quando o projecto que ora discutimos foi
iniciado no senado nao se dava tal oceurrencia. l)e-
mais, acreditis mesmo, encarando as circumslancias
actuaos, que tal oceurrencia possa influir nara acti-
var o trafico T Nao o creio.
Quaesquer que fossem os motivos que impelissem
o governo do Brasil a preceder com mais energa na
repressao do Ira fico (nao entro nesta q u estao, porque
ella he odios, e nao quero exdlar recriminacoes ;
desejo eiscutir com toda a calma), quaesquer que
fossem os motivos que levaseem o governo do Brrsil
a laucar mao de medidas mais enrgicas, o que he
certo he que em geral as ap|>rchencoes de Africanos
foram feilas pela nossa marinha e pelas nossas auto-
ridades de trra, com rarissimas excepres ; as ap-
prehensoes feitos pelo cruzeiro inglez foram de na-
vios que se preparavam para o trafico on que de fac-
i se .empregavam nelle. Como Brasileiro termi-
nantemente declaro, que as autoridades do paiz, a
marinha do paiz, sao suflicientes para reprimir o
trafico. (Apoiados.) Nao posso, pois, prestar o meu
voto ao projecto que se discute, nao posso votar por
urna cxccpcao lei.
Mas, senhores, quando mesmo eu quizesse votar
pelo projecto, sustentado pelo ministerio, precisava,
de algumas explicares a respeilo : receio que na le-
tra da lei, na alteraco que se vai fazer na compe-
tencia dos tribunaes, possam ser julgado* como sujei-
tos a esla competencia os compradores de eicra-
vos.
Ora, eu nao desejo que os individuos qae a mala
fide compraren) esses escravos deixem de ser pai'
dos ; mas tenho muito receio que v8o ser entregues
ao julgamento de tribunaes excepcionaes os compra-
dores de escravos em geral, porque em primeiro lu-
ar julgo qne maltas vezes ser diOcil distinguir um
escravo importado de pouco lempo do escravo im-
portado em lempo legal, porquo escravos ha que,
apezar de residirem no paiz largos annos, parecem
bucees. Islo pode acarretor aecusaroes iofundadas,
o mesmo imposicao de penas Injustas a individuos
que nBo lenliam procedido a mala fide. Receio mes-
mo que esta Id possa servir de arma poltica, nao
direi em rclacao ao ministerio actual, porque, com-
qnanlo discorde em difieren tes pontos do ministerio,
folgo do confessar que tenho discriminado em sen
comportomenk) mais alguma tolerancia do que nos
ministerios anteriores, comqnsnto.digo, nao me ache
de perfeilo accordo com o ministerio, por julgar que
todas os promessas de seu prngramma nao te acham
deeempenhadas, por Julgar qne a sua poltica nao se
acha realisada petos seas delegados, qne a nao com-
prehenderam (ponhamos de parle esto quesiao que
bem uao cabe na discussao que ora se agito e que me-
lhor logar lera na da resposta falla dothrono), nao
julgo que queira fazer detla lei urna arma poltica.
Mas, senhores qaando se promulga, ama lei, he
com a esperance de quo tenha de durar algum lem-
po. Eu nSo tenho certeza de que o ministerio actual
seja sempre o que tenha do por em execujao a lei ;
tenho receio de que te olla se puzer em execurao
esses compradores tejam trazidos competencia das
auditorias da marinha, e daqui deve resultar um ca-
laclysmo em todo o imperio.
Digo, senhores, que lenho esse receio porque o art.
I. da projecto se refere ao art. 3" da lei de 4 de se-
tembro de 1850, e o qne vejo cu, senhores, na letra
desse artigo da lei ? Vejo o seguinte. (Le.)
Ora, nesta especie he que eu recelo que se conside-
ren) os compradores e se (possa dizer qu elles por
compraren) os escravos os occullam s autoridades ;
he sobre esse ponto pois que eu provoco as explica-
roes do ministerio,e as provoco tanto mais quanlo,em-
hora as leis em geral nao tenham acro retroactiva,
nem sempre isso te entende relativamente s leis do
processo, porque nma vez que so mandara crimes de
nm tribunal para outro, este fica habilitado para in-
querir e julgar de lodos os crimes nao prescriptos, e
pode pois esse'tribunal querer julgar crimes pas-
tados...
Urna voz : He caso nao conleslavcl quaas leis
de qualquer natureza nao lenliam aceito retroactiva.
O Sr. Pibeirode Andrada (continuando y. He
isso mesmo o que no caso presente en quero preve-
nir, qe por isso mesmo que eu peco explicaces ao
ministro, explicaces uue possam eervir para orien-
tar a essas autoridades....
A mesmtttos: Mas as-leis nao tem accSo re-
troactiva.
OSr. Ribeiro de Andrada:Perddeonobrc depu-
lado, logo que se diz que um tribunal fica creado
para conhecer desles ou daquelles crimes, elle fies
aulorisado para julgar de lodos elles ; se alguma de-
nuncia sobre crimes do tal especie tiver havido, esse
tribunal especial creado pela lei dever tomar conhe-
cimenlo detla se os crimes denundados nao eslive-
rem prescriptos ; he por isso qae eu temo que os tac-
tos de impar lacao de Africanos quo se de rain em
lempos j decorridos possam ser perseguidos pelos
auditores de marinha.
sislir pela creacao de urna lei que j existia ; por
acreditar o contrario lie que eu peco expcasoes ao
ministerio.
Respondendo a um nobre depnlado, por S. Paulo
que milita uas mesmas fileirus que eu, disse o nobre
depulado pela Babia a quem respondo que com aba-
sos da lei na) se pode argumentar contra ella. As-
sim he mas tambero te nao deve volar uenbuma
disposicao de lei de que fcilmente se possa abusar;
he exactamente isso o que eu e o nobre depnlado
por S. Paulo queremos impedir na presente occa-
siao.
Disse o nobre depulado que julgava necessario pa-
ra o julgamento dos crimes de inlroduccao de Afri-
canos um tribunal excepcional, porque o jury nao
nos da garantas sufiicientes para julgar com iutegri-
dade laes crimes, vsIokjuo elle entre nos nao est
argadisado da melhor maneira para nos garantir a
imparcialidade de seus jutgamculos : para respon-
der a isso, senhores, nao tenho mais do que repetir
os mesmos argumentos ha pouco enunciados por
mim, isto he, que o (riqaoal do jury lhe defeiluoso,
conveniente se torna cmendo-lo e nunca muti-
lado.
Disse o nobre depulado que o jury nao servia pa-
ra esses julgamculos, porque os jurados nat> tinham
responsabilidade, tendo-a purera os magistrados a
quem agora se vai commclter esses julgamculos;
mas.spnhoros, cu pedirei ao nobre depulado quecor-
ra essas collorrftes do casos julgados cm que se en-
conIram os nomos dos magistrados responsabilisados
pelos scus julgamenlos e veja quaes e quanlos sao os
magistrados definitivamente condemnados; no en-
tretanto eu contento-me com dizer que essa lei de
responsabilidado dos magistrados he inexequivel...
lima roz : Nao he tanto assim.
O Sr. Ribeiro de Andrada: ... entretanto que
o nobre depatado entende que a responsabilidade
he necessaria para garantir o julgamento, eu enlen-
do que no jury encontr mais garanlias do qua nos
auditorios de marinha, dorque os jaizes de fado sao
designados pela sortc, podendo muito bem ser em
breve como membros do novo aecusados e julgados,
sem encontraren) urna garanta para a absolvirao,
como os magistrados encontrara no espirito de
classe.
Quanlo ao receio manifestado pelo nobre depula-
do por S. Paulo que em primeiro logar falln con-
tra a lei, de que ella podia ser interpretada de mo-
do tal, quo os compradores de escravos podessem li-
car sujeitos aos auditores de marinha, podendo isso
servir de arma a um governo imprudente, disse o no-
bre depulado que nao julgava possivel que appareces
sem autoridades toes que, esqueceodo-se de scus de-
veres, levassem a imprudencia a taes excessos ; ora,
senhores, pode-se garantir isso '.' He impossivel as-
severar o dito do nobre depulado, porque tendo em
vista a historia nclla vemos que governos ha tao im-
prudentes que lanram m3o de meios extraordina-
rios em desprezo das lera, e mesmo governos ha que,
nao laucando mao da le para mos fius, deixam
comtudo de a cumprir, c pois nSo he raro esse pro-
ccdimenlo e nem mesmo seria de admirar qne um
governo ou qualquer anloridade abusasse de dispo-
sices de lei* obscuras.
Finalmente, senhores, antes determinar devo de-
clarar que julgo ter cumprido um rigoroso dever
provocando "o ministro a dar explicaces.pelas quaes
Alm disso urna razao superveniente existo, evem
a ser que o governo inglez, em razao da quesUto do
Oriente, e porqu mostra confiar nos sinceros esfor-'
eos do governo brasileiro, tem diminuido o cruzei-
ro da costa d'Africa, he pois um dever sagrado satis-
fazena essa confianca (apoiados). redobrando as me-
didas repressivat em trra, porque tao ellas as mais
efiieazes, sendo que por esto meio o trafico, servin-
do-me das expreesOes do nobre deputodo por S. Pau-
lo, est moribuudo.
O Sr. Ribeiro de Andrada: d um aparte.
O Sr. Mabuco (ministro da justica): Maten
j moslrei que u estado de 1850 nao he o estado de
hoje; o fado de Bracuhy be um exemplo do que vos
diste ; aabeis como os Africanos ah desembarcados
foram logo internados. (Apotadot).
Fallaran) os nobres depulado* nos perigos qae as
disposices deste projeclo podem produzir : nao ha
medida por vantajosa e necessaria que u8o tenha in-
convenientes : convm confiar na execnsao, porque:
senhores, o governo he urna garanta desses perigos:
o goYcrno que faz parte do paiz, e que, dada urna
subversao, sera victima e responsavel (apoiados):
um goveruo, a menos que nao desconhefa a sua
missao, nao pode por amor de um iutoresse com-
promelter os oulros interesses da sociedade; he na
combittKao de lodos elles que onsiste o grande pro-
blema de adminislraco publica : nao be para abu-
sar que o governo quer estas disposices, porque pa-
ra abosar eram bastantes e poderosos os meios qae
estao hoje sua disposicao. (Muitos apoiados.)
Parece que a jurisdiccao. que* o projecto quer es-
tabelecer ouerece mais garantas do que aquella que
existe actualmente : a quem incumbe hoje a persc-
gucao, o processo dos crimes deque trata o art. I o
do projecto? Aos delegados e subdelegados: mere-
cen) elles mais confianca que os auditores t Que au-
ditores sao esses qqe parecem tao terrivei 1 Sio os
juizes de direilo, e chefes de polica, to quelles
que exercem jorisdicao no paiz, quo mais garantas
offerecen qne um delegado e subdelegado.
Eu vos disse, senhores, que o governo tinha o de-
sejo sincero de reprimir o trafico e nao quera so-
phismar a repressao : nao sera sopuismar a repres-
sao, o encarregar ao jury o julgamento desle crime 1
Sem querer fazerinjuria ao tribunal do jury dir-vos-
hei que nao he elle o mais proprio para punir esses
crimes (apotadot); o jury ser habilitado para punir
os crimes que o senso intimo reconheee, qne repug-
nan) ao corarao, que sao para assim dizer fulminados
pela lei natural, e importam a infamia ; nao he po-
rmo mais proprio para punir aquelfes que sao crea-
dos pelas necessidades e interesses da sociedade ; se-
nhores, os africanistas nao hao de deixar de procurar
para o desembarque quelles sitios em que a opi-
nio for favoravel ao trafico, nao hao de internar os
Africanos senao para os lugares era qne acham pro-
tocsao : e o jury desses lugares, ou cmplices os in-
leressados, os conniventes no crimevpodemjulgado 1
Diremos s naces que comnosco cooperan) para es-
se erapenho da cfvilisarao e da humanidade que o
jury he satisfactorio '! Islo seria um epigrama (apoi-
adoi), isto nao he querer a repressao, be sophis-
ma-la.
Eu, senhores, me lisongeio das palavras do nobre
deputodo por S. Paulo qu primeiro fallou, qaando
nos disse que todas as opinics polticas do paiz ti-
nham um pensamento unnime a respeilo do trafi-
co ; em verdade, ba cerlos principios que devem ser
as autoridades se possam dirigir. ^ commaDS a ,odo9 "o partidos, toes sao os principios
Logo quo o Sr. Ribeiro de Audrada acabada tal- qae tem rclacao oom a honra nacional, com a f dos
lar, o Sr. Pereira da Silva, obtendo a paiavra pela tratados, com as qoestes internacionaes; he assim
Eu agora passarci a frzer urna pequea observa-
cao ao nobre depulado pela Baha que acabou de
orar : elle entended quo a questao do tranco nao po-
dia ser considerada nma questao poltica, ou debai-
xo de um ponto de vista poltico ; eu nteudo o con-
trario, porque a constituirn entende que o poder
judiciario devo ser considerado um poder politice, o
se a lei que nos oceupa diz respeito a esse poder es-
sencialmente, he ccrlo que a questao hepor sua na-
tureza poltica.
Disse mais o nobre deputodo que essa le nada
inuovava, que a jurisdiccao por ella dada j se n-
chava ha lei de 4 de selembro de 1850, cu digo-lhe
que nao ; porque enlao o iniuistro nao havia de in-
ardem, declara que na qualidade dt relator da com-
missao nomeada para ir "peranle o Ihrono imperial
levar os pezames da cmara, rentara a S. M. o Im-
perador, a quem a commissao leve a honra de ter
apresentado no paco, o seguirte discurso :
Senhor.No dia 15 de novembro do anne de
1853 deu-se um acontecimento lamentavd que raa-
goou profundamente o corarao magnnimo de V. M.
I. e cobrio de lulo a augusta familia brasileira.
S. M. F. a Sra. D. Mara II cessou de existir !
Na flor da idade, geralmente querida pelos seas
grandes dotes de rainha, e pelas suas raras virtudes
de filha, de esposa e de mai, nao resisti aos ataques
da murle no momento de augmentar a prole Ilustre
que gloria a naro porlugueza.
Como V. M. I, era ella filha do Sr. D. Pedro I,
nome para sempre adorado em um e em outro lie
mispherio : como V. M. I. era ella nascida no novo
imperio Americano, que creara a patritica vootade
de um principe generoso : como V. M. 1. oceupava
ella um dos (tirnos qoe pertenceram ao Sr. D. Pe-
dro I, Ihrono 18 o Ilustrado pelos excelsos progeni-
toresila casa real porlugueza.
'-. Sobejavam motivos ao povo de Portugal para
pranlear a soberana que peta liberdade d seu pai*
penou com seos subditos lides e trabalhos d guerra,'
angustias e dores de exilio.
a Para o povo brasileiro, senhor, bastava "para
sentir tao grande perda ser a Sra. D. Mara II irmsa
de V. M. I., e filha do illnslre fundador da sua mo-
narclda ; as dores da dynattia do Sr. D. Pedro I,
as dores domesticas da imperial familia do Sr. D.
Pedro II, confunde e resume o povo brasileiro snas
proprias dores, porque reconheceodo nesta dyoas-
lia, e nessa familia um beneficio da Providencia,
com a sorle e os deslinos della identifica sua propria
torte, e seos proprios destinos.
orna circunstancia que augmenta a nlencidade do
seu senlimenlo pela perda da soberana que se finou.
Conhecen-a na infancia, respirando esta aura ame-
ricana que lhe vecejara as faces ao abrir' os olhos
ao mundo ; era urna dessas delicadas flores brotadas
de virtuoso tronco neste solo fecundo, e que o desti-
no arrancn das plagas brasildras, dispersou pelas
naces da Europa, c das quaes restara apenas duas
tao doces o tao meigas, to lonje de seu paiz natal, e
as quaes acompaffha sempre a saudade do povo bra-'
sileiro.
Representante fiel da naco brasileira a cmara
dos deputados, senhor, apenas se reuni, julgou de-
ver appressar-se em enviar peranle o Ihrono impe-
rial urna solemne depntacao, para ter abona* de ex-
primir a V. M. I. os seus sinceros e profundos pe-
zames pelo passamenlo da angusla irmia de V.
MI. *
a Ella sabe que a dor nao to discreve e nem se
altiva como senlimenlo geraj,; mas a demonstrado
que deposita aos ps do throno he urna prova triste
sim, mas poderosa, da Ilimitada dedicacao do Bra-
sil e dos seus representantes para com V. M. I. e
para com a tlynaslia brasileira. n
S. M. o I. se dignou de responder :
He pela segunda vez que Idenlro de um auno
recebo as manircsiares do 'senlimenlo da cmara
dos Srs. deputados pela perda de ama prezada ir-
maa. Estas poucas palavras exprimirao a minha
dor ao mesmo lempo que a minha gratid.
O presidente declara, que a resposta de S. M. he
receida com muilo especial agrado.
Depois -dessa declaracao, o Sr. Nabuco, ministro
da justica, obtendo a paiavra, pronuncia o seguinte
discurto.
Sr. presidente, me parece desnecessario dizer qual
a importancia que o governo imperial liga ao pro-
jecto de lei que se discuto, visto como foi elle um
dos recommendados iiOdiscureo da coroa.
O governo imperial, c nos todos estamosompro
mettidos por nosso nteresse e a face do mundo ci-
vilisado, a reprimir essecommerdo infame que com-
prometi o nosso futuro e torna impossivel a coloni-
saclo : o governo imperial por conseguintc nao po-
dia deixar de adoptar as disposices desle projecto -
faltara mesmo a um dever sagrado se so nao empe-
ithassc esrorcadamnte pola adopcao dellas ; lie in-
dispensavel este projeclo 1 He a primeira questao
suscitada por um dos dous deputados quo mililam na
opposicto ; ello considerou a lei de 4 de selembro
do 1850 como sufflciente, mas cu direi que em vista
dos ltimos acontecimentos, essa lei he impotente
hoje para a repressao: vejamos quaes eram as cir-
cumslancias; qual o estado das cousas quando fo
promulgada a Id de 4 de selembro de 1850.
AS circumslancias que essa lei prevente cuto nao
sao as circumslancias de hoje: em 1850, voso sabis,
o grande mercado dos escravos era as cosas ; he
ah que haviam graudes armazent de deposito aonde
lodos iam comprar : medanlo essa lei de 4 de se-
lembro de 1850essascrcumstanciasse tornaran) ou-
lras, os traficantes mudaran) de plano : apenas (jes-
embarcados os Africanos, tao para logo por cami-
nlios impervios e por atnlhos desconhecidos levados
ao interior do paiz : i face tiestas novas circums-
lancias, que pode o governo tazer com a Id de 4 do
selembro de 1850, cuja accao he smenle restricta ao
littoial'.' Se desejamos sinceramente a repressao, se
nBo queremos sophisraa-la, devemos, senhores, se-
guir aos africanistas em seus novos planos; conven)
que contra elles o governo nao fique impotente, que
nao seja o responsavel sem os meios necessarios pa-
ra peneeui-los. \Apoiadoi.) *
qae vemos os homens d Estado nos paizes rivilisa-
dos coincidirem quasi sempre as questoes diplom-
ticas ; este proceder, esta anidado dao forra ao go-
verno, e os eslrangeiros nao tem interesse em espe-
cular com as vicissiiiides polticas da naco ; aqu
me cabe vindicar a honra da opinio dominante, a
quem o nobre depulado altribue a exclusiva prolec-
rao ao trafico. Senhores, houve nm lempo em que
todas s opinies do paiz pareciam tolerar o trafico,
assim como chegou urna poca em que todas se pro-
nunoaram contra elle : he este o jnizo mais funda-
do, o conceito imparcial e recto qne sem injuslica se
nde fazer da poca passada e da nossa poca. (Mui-
tos apoiados.)
O nobre depulado que em ultimo lugar fallou,
exigi urna explicacao do goveruo a respeito da com-
prehenso do art. 1 da Id que se discute segundo
o nobre depulado ha perigo que a lei v comprehen-
der os crimes commettidos anteriormente; mas, se-
nhores, as expressoes da lei sao mui terminantes e
me parece que nao deixarao duvida alguma a esse
respeilo, porque diz o projeclo o depois da publica-
cao da presente resolurao >: ha urna outra clausula
na lei que previne todas as apprebensois do nobre
depatado: a por occasio do desembarque a: he s
quando ha noticia de um desembarque quo a disposi-
cao da lei tem lugar. Quanto aos compradores, nao
ha disposicao nenhuina nova no projecto, subsislin-
do quanlo a dles a disposicao do art. lo da lei de
4 de selembro de 1850, em qne .te refere ao art. 3
da lei de 7 de novembro de 1831.
O Sr. Ribeiro de Andrada: Estimei muito sa-
ber disso.
O Sr. Mabuco (ministro da justica): Qaanto
ao art. 9 da lei de 4 de selembro de 1850 diz o se-
guinte. (U).
Vamos ver agora o art. 3o da lei de 1831. (Le.)
Sao bem claras estas disposices para qae sejam
Iludidas.
O Sr. Ribeiro de Andrada : Eram mesmo es-
sas explicaces o que cu desejava, para que as auto-
ridades nao podessem entender a lei de um modo
prejudicial.
O Sr. Nabuco (ministro da justica): Senho-
res, ouvi a um nobr* depatado dizr, que a disposi-
3o do art. 2a do projeclo era contraria s reg/as do
direilo estabelecido, era urna disposicao opposta ao
direito commum excepcional, consagrou-se mesmo o
principio de que s se podiam pnnir os crimes com-
mettidos dentro do territorio. Se ha objeclo a res-
peilo do qual seja duvidoso e vario o direito inter-
nacional privado, quo se funda as leisde cada nacao
he este que pareceu claro ao nobre deputodo, dous
principios capitaes regem esta materia: ou o princi-
pio da persoiialidade das leis, principio que predo-
minava na dade media seguido na Allemanha, o
qual anda hoje subsiste na Prussia e Austria, segun-
do o qual o o subdito de urna nacao cm qualquer
parte que esteja, commettendo nm crime esta sujeito
s leis do seu paiz, porque nao lhe he licito ignora-
las ; nao adopto esse principio, e me parece elle re-
pugnante : o outro principio he o da soberana ter-
ritorial, e consiste em qae s ha o direito de pnnir
os crimes commettidos dentro do paiz, esto princi-
pio he absoluto como na InglalerraeEstadoe-Unidos,
ou com excepcao daquelles crimes quesao commet
litios contra o Estado, ou contra os subditos da mes-
ma nacao, assim he na Franca, Blgica c Duas Sici-
liat, aonde por oxcepro desse segando principio s3o
punidos os subditos dessas nares, qae em oulros
paizes commcltem crimes contra sua segurancia, o de
moeda falsa, etc., ou contra os oulros subditos del-
tas : conforme esses principios se deve considerar a
disposicao do art. 2.
. Em nosso poder eslava seguir o direilo dcsta ou
daquella nacao, qualquer dos dous principiosesta-
belecidos; porque supposto reconhecamos o princi-
pios da soberana, podemos tazer-lhe excepcao a res-
peito de quaesquer crimes.
Quanto emenda, parecendo-me que da he so-
mente de redasao, poder-se-hia consultar o senado
a este respeilo. Nao sei quaes sao os precedentes;
a iolencao do senado parece que nao foi outra se-
nao a do respeitar o julgamento dos oulros paizes
O Sr. presidente: Acho que a emenda u8o he
da redacrao. A patarrajulgado exprime idea dif-
ferente da que exprime a paiavra punido.,
O Sr. Mabuco (ministro da justica): Entao
V. Exc. entende qne a emenda nao he da redacrao'I
O Sr. presidente : Nao me parece que seja,
lodaviaa cmara poder julga-la como tal.
OSr. Mabuco (ministro da justica) : Sendo
assim uao tenho duvida em aceitar a emenda, por
que en ventado ella he conscnlanea com o prin-
cipio seguido por todas as naces.
O Sr. Pibein de Andrada diz que alcanzara um
grande resultado de haver tomado parte na discus-
sao, pois pedindo explicaces ao ministerio relati-
vamente a duas difllculdadcs que encontrava cm con-
sequencia da obscuridade da lei, as Uvera satlsfate-
rias, todava o uobre depulado dedara que nao vo-
la pe/a Id, porque* he'extremamente aireicoado "
insliluicao do jury, e cnlende que se esse tribunal
tem alguns defeitos, o remedio a applicar-se he ou-
tro, he melhora-lo, nunca porcm mutila-lo.
Julgando-sc a materia disentida, procede-se vo-
taeao e he o projeclo approvado com a emenda do
Sr. Ferraz.
Declarando o presidente que tendo de voltar-se a
primeira parte da ordem do dia, conlinuavaa dis-
cussao do parecer da commissao de constiluicao, o
Sr. Pacheco, pedindo a paiavra pela ordem, expri-
me-te da maneira seguinte:
Sr. presidente, tenho ama pequea dnvida acerca
da direco qae V. Ex. acaba de dar a la discussao
A urgencia foi Mtlida e explicada que era al ao
meio dia; muilTOesnobres deputados dtscncram
nesta explicacao, naturalmente pretentltam estadar
o parecer da commissao que sera duvida diz respeilo
urna materia muilo Importante porque versa obre
um pouto constitucional } contavam que o parecer'
fosse impressetno Jornal o Commercio para entao
poderem dar um voto mais coqsdencioso (Apoiados.)
Peto pois a V. Ex. que se tambre que questoes des-
ta natureza nao devem ser decidida com 6ofregni-
dao (apoiados), e por isso julgo que deve consultar a
casa respeito, isto he,se quer adiar esta dlscossao at
imanhaa, visto qae a urgencia nao foi concedida se-
nao al ao meto dia.
O presidente, respondendo ao Sr. Pacheco, diz gue
quando puzera a votos a urgencia declarara que
era al que findasse a primeira parto da ordem do
dia, islo he al ao meloda, entrando-te na segunda
parto da ordem do dia, e estando da etgotada, pa-
recia-lhe qoe tendo-se de voltar outra vez primei-
ra parte, se devia continuar na discussao do parecer
cuja urgencia se traba vencido : entretanto consul-
tara a casa a este respeito.
Appro va-se qae a conlinuacao da discussao do pa-
recer, tenha logar amanilla, e nao hoje.
Procede-se depois votacio e o requorimento do
Sr. Saraiva caja discussao ficara hontem encerrada.
He approvado,
Entrando em primeira discnssaoo projeclo n. 105
de 1853 vai mesa, e sem debate be aprovado, um
reqoerimento de adiamento do Sr. Ferraz para im-
pressao das posturas.
Segue-se a primeira discussao do projeclo n. 111
de 1853, marcando as cangruat dos membros dos
cnidos das calhedraes do imperio ( excepcao da do
Rio de Janeiro e dos vicarios.
Veriflcaodo-se nao haver casa, o Sr. presidente de-
clara encerrada a discussao do projeclo e manda
proceder chamada.'Reliraram-se sem participarao
os Sra. Machado Fernandet Vidra, Albuqnarque,
Araujo Lima, Paca, Agotar, S e Albuquerque, A-
zeredo Coutinho, Gomes Ribeiro, Magalhaes Castro,
Brrelo Pedroso,Mirauda, Pereira da Silva, Gotrva,
Mello Franco, Barbosa da Cunha, Nebias, Pereira
Jorge, Ferreira de Abren, Livramenlo Saylo Loba-
to Jnior. .
Levanta-sc asessao^sgX oras.
GORHIMMirDENGAfl DODIARIO DE
FERNAMBUCO.
, MARANHO. 2L !
8. Iiuii 31 de malo.
Depois da minha ultima, os incommodos de sade
do Exm. presidente da provincia*, que a principio
parecern) ser de pouca monta, tomaran) um carc-
ter to serio, que o forraran) a largar a presidencia,
entregando-a ao Exm. Sr. brigadeiro Magalhaes, na
qualida&e de 1. vice-presidente. A gravidade da
molestia de S. Exc, como qne n lodo* espntou ; e
por isto nao ser fora de proposito, se eu aquiciu-
gindo-mc aos apontamenls de um amigo de S. Ele.,
tne narr as vicisitudes porque pastea o Ilustre
doente desde o comee dos eos incommodos, al
ckegar a este estado, que de algora modo fez recetar
pelos seos dias.
S. Exc, como s sabe, he de urna comtruccao
dbil, e achando-se em diasde Janeiro bastantemente
atacado do seu.svslema nervoso, foi-llie acouselhado
os banhos salgados, que o restabeleceram daquelle It-
geiro padecimenlo ; at que em dias de fevereiroco-
raecnu a apparecer-lhe alguma ademada nos mem-
bros inferiores, que elle atlribnia ao uso daquelles
banhos ; e como nao houvesse tymptoraa de enfer-
midade alguma, quer diredo," quer' indireto, paseen
tomar 6 vinho-, calibiado e quinado, e alguns
purgantes. Com esse tratam.enlo parecen melborar :
tere mais apetite, eaincharao das pernascedeu gran-
demente. No mez de marco .o uso desse* remedios
foi quasi que interrorapido, por que alm' des gran-
des trabalhos i que de ordinario S. Exc. te entrega,
levando boa parle da noito em seu gabinete, a. eslu-
dar e a escrever, os seos fazeres como que dnplica-
ram .por isso que deviam no Rio de Janeiro acha-
rem-se i lempo de serem contemplados nosrelttorios
dos ministros. As ubrigacOes de seu cargo fizenun-
lhe esqoecer os deveres para com a sua sade. Esta
suspensao de tratamento' e excesso de trabalho, pro-
dnziram o augmento da inchacao ; e foi-lhe entao
aconselhado o ferro.
At essa poca.nenhum symptoma oninflammacao
existia, e todas as fuuccoes marchavam regularmen-
te. Este tratamento, que tluroa qassi um mez, con-
cluio-se em meado de abril. A inchacao, qne do-
rante noito tlesapparecia, obrevinha-bea corra-
do dia. Chcgado o trabalho do relatorio, S. Exc. qoe
nanea levo secretario, vio os seus males augmenta-
rem-se : a circulaclo que at entao era regular, co-
mecou asotfrer alltraoBes*, sobre ludo logo depois da
comida; o quedurava por alguns minutos, e afinal
ceda qualquer anli-pasmodico.
Desde os fin de abril, foram-lhe augmentando os
padecimentoe, em consequencia dos seui grande* fa-
zeres, nessa occasio entao daplicados pelo, relatorio,
e isso a om ponto tal que no dia 37 appareceram-lhe
palpilacees, que levaram a recejar urna afecao do
ligado. >
No dia 30, ja nao havia duvida alguma sobre a
islenda dessa lesao ; suspendea-se-lhe nSo s o
do ferro, como o facultativo que o asrisiia, o
Sergjo, exigi preseoca de um eoltega, ecomo I,
incommodos nao eram anda extraordinarios, pon
haviam lido orna marcha latente, S. Exc. jalgoc
em estado de poder conetnir os scus trabalhos do
laiorio, para nao occasionar o adiamento da assi
bla provincial ; e por" tanto declaren, qne do d
em dlante, largaria de todo o assiduo da adminis!.
jao. e subraeUer-se-hia ara rigoroso tratamento,
No dia 3 do correte, foi como Vmc seube, abi
a assembla, nao podendo porm elle concluir a
tora do seo relatorio., Ao ehegar em palacio, a|
sento-use com o seu assislente o Dr. Sautnier, e
nhuraa duvida. titeram elles, qoer em qaanto
leslia, quer era relacao ao seo resultado (diagnet
e prognostico). Apezar do tratamento enrgico era-
pregado, o mal a principio nao ceden ; o figado to-
mo un> *mlume enorme, as reaeftessobre as funcres
circulatorias augmentaran!, tanlomais pela 'disposicao
que ha para urna afTeccao de corsean, da parte dfl il-
lnslre doente. A inchacao progredia, e tornou-se
entao necessario o emprego de roclos mais vilenlos
e entre elles o emprego dos custicos, que eram re-
clamados por um dos medico* asistentes, o Dr. Ser-
gio, e nao reeonhedda a soa til idade pelo Dr. San 1-
nier. Essa divergencia foi causa'de se chamar o> Br. -
Mata, ama das' nossas capacidades medicas o
qual apezar de ser inimigo poltico do S. Exc, de
maito boa vontade correa ao sen chamado." Honra
lhe seja feilal Esse facultativo julgou de absolati ne-
cessidade a applicacao dos custicos, e de entao para
c, com o emprego de oulros medicamentos tem S.
Exc. bastante methorado,' principalmente depois do
segundo vesica lorio. Tendo-se estabeleddo tima
ou Ira tlevergencia entre ot dous primeiro mdicos,
sobre o uso do leite e de om clysler, nao sei.de que
composto, ocoasionou isso o despedir-se Dr. Saul-
nier, chamando-te em sen lugar'o Dr. JanfTret.
Sao, por tanto, hoje os asistentes de S. Exc. os Srs.
Drs. Maia,. Jan(fret.e Sergio, os quaes um da nao
fallan) de comparecerem juntos a cabeceirn do doen-
te, empregando todos meios a restabelccerem a pre-
ciosa sade de S. Ex., coja falla, seria na verdade
para lastimar, elle, que sem duvida alguma, he om
dos nossos moca* de maiores esperancas' que temos,
nao s em vista de seus talentos, como de soa illus-
tracao. Felizmente, podemos asseverarque S. Exc.
hoje em dia acha-se tara de perigo : a crise foi-lhe
favoravel, e a nao haver qualquer inesperado insi-
dente, dentro era pouco o teremos totalmente res-
tabclecido, e a continuar na administracao da pro-
rincia.
No dia 18 foi que S. Exc. deixou a adrninistreco
cnlregando-a ao .1 vic-presidenle'o Sr. brigadeiro
Magalhaes, o qual leve de largar a presidencia da
asscrablea provincial aonde se ochava funecionaado.
Apenas S. Exc. lomou conta da vice-nresidencia, a
Estrella no seu digno orgao, o Estandarte sem es-
perar por acto algum da adminUlrc,3o; e dando
nicamente largas aos seus mos instinclos, em um
nogento artigo, fallando at aos factos tbidos da
nossa historia, investe calumniosamente eonlra S.
Exc I! Felizmente este acha-se soberano seme-
ntantes gaidos, sabe quanto o solemne desprezo
he um poderoso antidoto contrae baba pejMnncnla
d'aquella gente.
Proceda elle como o Exm. Sr. Dr O. Machado,
entregando a sucia estrellada nos deleites de seos
eloacinios escriplos, que ludo seguir as mil maravi-
lhas, tendo sempre S. Exc. por escudo, a soa expe-
riencia, e a opinio robusta e sensata da maioria da
provincia.
A assembla provincial em dias da semana pasta-
da, mandou urna commissao a comprimentar S.
Exc. e a patenleaMhe o pezar de qoe ella se achava
possuida, com amicia de seus graves incommodos.
Esse corno legislativo conlinna seria o profunda-
mente a tratar de todas as qoestes, que mais inle-
ressam provincia, Consla-ma que entre oulros,
v3o subir a sanecao os seguanes predecios: Um que
autorisa a compra de um terreno dentro da Una,
para a construccao de um prado, aonde deve repou-
iar o gado do consumo; outro qaeconttnie uma.ru
a Fonte das Pedros a unir as da Cscala coma da
Inveja, tornando aquella parte interesante d nossa
cidade de om valor incalculavel. Finalmente um
oulro projecto, que restabclece varias cadeirasde pri-
meiras lettras e de latim em varios logares da pro-
vincia, bem como a de calculo e escriplurarSo por
partidas dobradas no lyceu detla cidade.
Alem desses projectos exislem oulros muitos dos
quaes lhe irei dando noticia, proporcao qqe forera
subindo para ti saneco.
No dia 14 do correnle !ancou-se ao mar o hiato
Lindo Paquete, construido pelo Sr. Jo3o Pedro, e
de que heproprictariooSr. Jos Pinto, ones.
Segundo dizem os medres, esse barco he um dos *
melhores que lem sahido dos nossos pequeos esta-
ieiros.
NO ilia 16 suicidou-se em Santiago, enforcando-ne
em urna arvore urna pobre prela, cujo nome nao me
informaram, bem como se ella era livre ou eterava.


;
DIARIO DE PERlUiBUCO SEXTA FEIRA 9 DE JUHHO DE 1854.
I
-
>
*
>

Aniei de hontem ao recollier Uns livros no arnia-
zem do Sr. Fructuoso, morreu instantneamente vic-
tima de um ataque apopltico,um til Sr. Lomos, i;-
gociinle de Cavias, e que so acliava hospedado em
csa do Sr. commindador l'orlu.
No mamo dia tnmheni rallecea.de phtyslca pul-
monar, o 3 escripturario da Ihesotiraria de duenda,
F. d'Assis Pereira da Silva.
I. para as bandas 4'Abantara, conslou-mo que
um escravo com am golpe de machado, nssassinara
urna sua parceira, sendo que o assassiuo loi inme-
diatamente capturado.
A foute publica do Apicum achare completamen-
te concluida, oflereceiido o edificio, urna cxcellenle
perspectiva. A agua corre em abundancia, e he
como so sabe a mellior que temos para o uso po-
lavel.
O mez de maio que parec querer ausenlar-se
sem mimosear-nos com alguma dastuas, desde hon-
tem, que carregada almosphera, chove abundante-
mente e de vez etn quando deixa perceber um des-
ses terriveis bramidos, que nada importariam se con-
sigo nao irouxessem os senhore raios.que he a peior
cousaqueconheeo. Hontem cahio um delles em ca-
Sa ii i "mbargador Coatinho, matando-lhe um
vallo de sella, assorobrnndo-He urna escrava. A
casa soQreu alguraa cousa na parte da cozinba.
A Manoela continua no npsso thealro a ser o seu
mellior encanto.
Todos os jornaes lhe hao feiln jusliga excepto um
despaitado sujeito que, no folhelim do Ofaercador,
em impida linguagem, e mi apreciado da arte dra-
mtica, procura critica-la torpemente. He sem du-
vida algum amigilhao do Guimaraes, que nao pode
suppnrlar os Iriumphos do Germino.
A Sr." Manoela deve-se jdlgar superior a seme-
ntantes critico*, e de ordinario isso acontece- a todo
quanto lem moredmcnlo proprio.
_A lu, tumo diz nao sei quem, nao brilliaria, te-
nue hoiivessem trevas; a virtude, senjo hoavesse
maledicencia.
Ceosla-me que aquella divina actriz demora-s
entre Bes ralis dos dous mezes porque foi contratada
para'esse fim, os dilectantes vo abrir urna subs-
eripggo de 2009000 r. por mez, para augmentar-
Ule o subsidio que. ella vence do seu contrato II O
nosso clima (era respeilado a Sr. Manoela, que aqu
goza mellior saude do que a que desfructava debadlo
do reo pernambucano.
Nao lhe posso ainda prognostiear qual seja o re-*|
saludo da pretendo do Germano, dirigida i assem-
bla provineiil, pedindo qae seja elevado o seu sub-
sidio a 12 contos de ri annuaes.
A alfandega rendeu do 1 a 13 do correnle rs.
29:491*438. ______
FJJ.TJHY.
Therazlaa S de malo
Summ ario.<)s correios nao sao ainda entre nos
urna realidade.Reina a discordia no campo de
Agramante.Oolras cousinhas sem grande signi-
ficagio.Factot diversos.
Porque lhe nao esrrcvemos pelo correio passado?
Ora forte pergunla! Nao fot cerlamente, porque
nao livessemos muila vonlade; porque disposigao
para pdr o preto nu braheo nao nes falta, merc do
Deas, mas foi porque demos tratos imaginado, e
nSo produzio ella seqor urna bagatella, c porque
um nico facto digno de especial mensa nao havia
succedido na qiuaena; e poii deix-imos para agora
salisfazer nosso comprometlimenlo ua especlativa
- de irmos enfardando alguma cousinha, que faga|l,
ms pouco ou hada podemos colher. A fallar a
verdade nanea viraos maior pasmaceira, do que a
em que temos estado de um mez a esta parte.
Lembrsroo-nos que podamos ler empaozinado a
Vpwr. com urna missiva, queso involvesse urna des-
culpa, eque esta foese elaborada em eslyl* romn-
tico, guindado e compensado, pois asaim temos visto
fazer muila gente boa, que se ve dos apuros am que
nos acharaos as aproximacOes da sahtdi do correio
Estado; masa sua fellcidade foi termo-nos tem-
ido tarde desse expediente: mas aguarda mo-nos
paro a primeva occasiau, que se nos oflerecer.
Como lhe dissemos, temos estado em pasmaceira
podre, e esla HOssa siluagao mais se tein aggravado
com a lograrlo, que nos pregou o correio do fim do
mez passado, que devendo trazer.a correspondencia
da corle e das provincias, nada deu a luz, havendo
esperanzas de que tivets um parto glorioso.
Com a irregularjdade que sonremos nos correios,
nao vimos bem, he preciso que se tome urna pro-
videncie, .para que tendamos em pocas certas de-
tenainadas a .correspondencia de fra da provin-
cia. i "
Sao boje 8 de maio, a a ultima dala que dihi 'le-
mas he de piimeiro do prximo passado, e a da cor-
te so alraoga 20 do marco 11 Seja quid for a ra-
zio dessas irregularidades, o que de cerln lie, que
Vroe. ahi sabe com mais rapidez do qaa vai suecc-
dende pelos confus da Kussia, do que jnir osla pro-
vincia. Eutendemos, que nao dejemos mais estar
expostos aos caprichos da irregular navegagao do
Itipienri, e dos correios do Maranho, e principal-
mente do Sr. agente do correio de Caxias,' que he
bom moco, porm que uao desejamos para figa,
e que so deve crear urna linha de correios terres-
tres desta aidade para a de 9 Luiz, seja qual for o
ramio lio por onde ten da da pastar, porque dis-
te nao mantos ojuesto, e que nos tragnm os es-
trelas directamente a correspondencia desta esquo-
cida trra do bom Domingos Alfonso, o do valenle
Domingos Jorge.
Os correios do Maranho e Caxias nao tem pro-
cedido-para coranosco de modo regular; porque de
ordinario demoram as mallas dias o dias, e o que
' he ainda mais molante, recimbiam as que daqui
parlen para acorte, como succedeu lia bem pouco
lempo. Devem licar sabendo esses meas senhores,
3ue o Piauhy nao he qualquer pequea Andorra,
a qom nguem deve fazer caso, e que nao so-
mos urna tribu de selvagens, (como suppe o Sr.
Maraes Sarment), o que nos quoque geus sumus
Inte cavalgare sabemus.....
Nao ha nada, quo nos faca perder mais a tramon-
tana, do que levarmos i esperar o correio com cruel
aneiedade de longos dias, e finalmente vir nada, e
principalmeule agora que estao fervendo os negocios
do Oriente, e qpe o Sr. autcrata de todas as Russias
est disposto a fazer rolar suas pezadas massas de
Coosteea por sobre esta raa de Liliptires. segundo
pensa elle ; bem entendido, que nos ca estamos pelo
nosso microscopio poltico vendo o horisonte europeu
coa* as liatas bem carregadasl
A propasito do roestre Nicolao c do sulto, lem-
baamo-nos eontar-lhe que o Dr. Moraes Sarment
contina a redlgir o Oerense, nao tendo querido
al agora modificar sua .linguagem virulenta e acri-
moniosa. Se Vmc lessc os ns. 5 6 desse jornal,
vera a pouca sisudez com que de elle redigido.
Nenes dous nmeros jogam elle, e o Dr. Jos Luiz
da Silva Moura, bacharel novo e fogoso, as cristas
por va modo' bem galante, o- por motivos ainda
mab galantes. Vamos conlar-llie o fado:O coro-
nel Justino Jos da Silva Moura (pido Jos Luiz)
lem tido coagido pelo Moraes, na qualidade de cu-
rador de orphaos, a fazer inventario, mas nao sabe-
moa porque motivo, o juiz nao tem despachado con-
veaientommte is petget do Sarment; este, des-
paitado ou contrariado por essa demora, finge-te
correspondente do Oeit ense debaixo do anonymo, #
{obtica ama correspondencia ueste sentido ; o Dr.
os Luiz, zloso peto Crdito de seu pai, loma a
mu drfeza, e desanda urna furiosa dialribe contra o
correspondente ou observador de Oeirense, o que
tete dado logar oulras correspondencias, que tem
emaranhado tanto a quesiao, e ndisposlo a familia
Meara de tal modo com o Sarment, que se nao ap-
parecer ama lerceira potencia, que faca valer sua
ialeryeocjo, temo-la Invada.... Reina pois a dis-
cordia no campo de Agramante, e a comedia que
repreieniam os dous senhores doutores pode bem
ler por litlo brigam ai comadres, descobrem-se
a* terimiet.
A' proporcao que pela veHh capital brigam os
pai da patria como gallos de campia, na cidade da
Parnahba o mtstre Livio Lopes jga as cabezadas
com o Dr. juiz municipal, Simplicio Hemeterio Ma-
chado, ponto deste ser obrigado acabara licenja
que Ih* havia dado para advogar Jiu> foro da Par-
ajaMba. Dizem-nos, que o Hemeterio nanea fez
couza melher, porque o tal rbula he das rabias,
Bis passa de om mo procurador de causas perdi-
das com dinheiros idiantados. Deve Vmc. ader
perfeitamente quem ha Livio; porque deve eslar
lembradodos principacs caudilhos da rusga que se
lem denominado Balotada:e seiba mais que este
Mjeilo he boje correspondente-do fepublicOj cojo
jornal lem ello espalhado por entre o nosso povo,
como quem dislribue cartazes de Ihealro, queremos
dizer, apregoaedo-o como jornal de doutrinas as
mais atas, e de mximas- bem edificantes, lendo-o
por esas fazendas qoanlo vaqueiro encontra, como
um verdadeiro apostlo do republicanismo do Bor-
gas de Fonseca....
Tambem na villa das Barras hnuve um desaguiza-
de entre o escrivo Manoel Palricio da Silva Reg e
o reverendo padre Joaquim de Souza Monteiro. Nao
siWmoi bem descriminar as causas desse mo suc-
ceno, aliemos porm que sao ellas bem velhas, e
quei a bellosexo uo anda muito estranho esse ne-
gocio. Ciemos que o Manoel Patricio ser proces-
sadn, porque rhegou fazer luzr um puiihal con-
Ira e padre Joaquim: e Dos permita que esle ne-
gocio pare na p em que est, ou antes que um Ira-
lado de paz concille estas duas potencias bcllige-
rantes.
Abrio-se hoje o jury nesla cidade; porm o dia
foi perdido, porque o jurados l_to qnzeram appsre-
eer. Existem oito procosos pwa entrar em julga-
nwnlo, e quasi lodos de crime de raorte. O juiz lei-
go Antonio Joaquim de Lima e Almeida he qnem
este presidindo ssti sessio jiidiciaria, porque o Dr.
Candido Gil Caslelld.Branco, a quem comuelia, cita
doenle de um brafo.
Para ser julgado nesla sessao entrou espontnea-
mente na cadela_ Pedro de Araujo Costa, processado
r. pronunciado pela morle felu em Rarboza de lal.
Tambem recoldeu-e a cadeia espontancamenle, e
val ser julgado Simplicio da Costa. Ribet| recusa-
do de- crime de morle. Acerca desle roo seguinte facto, que depoe em favor de iua inuo-
cencia:
Nunca ninguem aflirmou que Simplicio Rabello
livesse commellido um crime de morle: pobre, elle
viva deliauo da proleccoo do coronel Cuoha, com-
mandaale superior deste municipio, eemum sitio,
junto ao qual em poca remota se enmmetteu om
crime de morle, cujos anlores foram condecidos. A
rbrluna andan em procura do Simplicio, on elle em
procura di fortuna: leve a felicidade de encntra-
la, aacando-M com unu viuva rica, sogra do major
9il*i, morador no termo da villa (la llniao. O Sil-
va desespera com esse cfo' de sua velha sogra, e Ira-
la de vingar-se nb marido; liga-te para esse fim
com coronel Jacob, podrece mi denuncia de cri-
me de morle, he processado o innocente rapaz, e pas-
sa agora a responder ao jury. Veja, pois, Vmc,
moralidade de certa gente de nosso Piauhy, ecomo
se falda justija um inslrumento de vingaiic.as.....
admire! Esperamos que o mojo Ha bello seja absol-
vido, porque uao ha um so juiz do fado que nao sai-
da da chrooica, que lhe acabamos de contar.
Em Oeiras foi desprouunciado Luiz Anselmo Pe-
reira Franco, de que lhe fallamos em urna dis nos-
sas anteriores: he aquelle inesmo que lentou assas-
sioar com urna pistola ao Porluguez Luiz Antonio.
Dizem que o protector de Franco foi o Dr. Moraes
Sarment, que em Oeiras, pee e dispoe de ludo i
seu talante! E anda -mais, sem que ninguem se
atreva llie ir as maos e conlrara-le! 1!!
Xjta facto criminse, de que ainda nao linhamos ti-
do noticia, deu-se no termo de Jerumenha no dia 5
de feverciro.
Sabendo o delegado de policio, que o criminoso de
morle Marcal de tal, se achava homisiado em certo
ponto, expedio urna esculla pira ua captura; o
assassino resiste armado, e recebe um tiro de que
morreu. A escolla est presa, e foi processada con-
venientemente.
Nes arredores da raesma villa de Jerumenha, no
dia 5 de margo, foi amorosamente espancada por um
sujeito, rujo nomc ignoramos, Leopoldina Francisca
do Rosario! Nao sabemos se o cavallciro foi preso,
mas afrmamos-llie que foi processado como con-
viuda.*
Nicolao Telles de Menezes, de que lhe fallamos j,
foi pronunciado em Marvao, como i ocurso no artigo
192, pela morle feila no escravo Delfino dteapitAo
Manoel Domngucs Gop;ulves Pedreira. Este mal-
vado se acha refugiado no termo de Caxias, provin-
cia do Maranho, e mais larde ou mais sede sera
capturado.
No dia 25 de maro foi recoldido cadeia de Prin-
cipe Imperial, Manoel de Barros Lima, aecusado de
crime de morle na provincia do Ceira, e de furto
nesla;
No dia 15 do passado foi preso nesla cidade e rc-
rotliido cadeia o soldado Antonio Culrim, pronun-
ciado na subdelegada como incurso no artigo 205 do
cdigo criminal. Este sujeito responder ao jury em
qualquer drales das.
Foi pronunciado no dia 8 do passado em San Gou-
Calo, I'irmino de Souza Marlins, por daver espaaca-
do a um escravo das fazeudas nacionacs.
No dia 7 do pastado lomou poste do lugar de juiz
de direilo de Principe Imperial, o Dr. Joao Carlos-]
Pereira Ibiapina.
O Dr. Ignacio Carlos Freir de Carvalhoi juiz de
direilo de Campo-Maior, chegou esta cidade no
dia 9 do passado, e no dia 11 entrou no exercicio in-
terino de chefe de polica, visto nao ter chegndo an-
da o Dr. Selle.
"Pela subdelegada do quarlo dislricto de Oeiras,
foram capturados tres escravos nacionaes da provin-
cia do Maranho, que se cham fgidos; Candido,
JuliAo e Fabiano chamam-se esses escravos, e nao
sabemos o destino que liveram.
Na oxposro feila peto eucarregado do balsmen-
lo desta cidade no mez passado, se le o seguinte:
a Durante o mez de abril comeraram-so nesla ci-
dade, e na praca denominada Saraiva, duas grao-
des casas, e concluiram-se Ires. Nao se deram mui-
tos alindameiitos, e principio maior.numero de
edificios, talvez pela grande abundancia de eduvas.
Que mais lhe havemos dd dizer Que esla provin-
cia goza de tuda a Iranquillidade, que o invern ja
se vai despedrado e licuando-nos alguns calarrhfles
e febres intermitentes, e que os gneros de primeira
necessidade, principalmente a familia, jn se vai com-
prando a cinco patacas ;i quarta, com u que nos va-
mos alegrando um pouco.
Adeos, permita que eu aqu faca ponto, porque a
verba de notidas precisa desuprimenlo. Saude
e felicidade como para nos desejamos.
i FaraUba 7 de Jambo.
Nao lhe escrev na segunda feira como he meo
cosime, por urna razan muito simples, e he que es-
perando-se aqui o vapor na quarlu-feira.deve chgar
adiprimeiro queocorreio de trra,centaoasnoticias
eram vldas ; quii avisa-lo de urna noticia gerale
qae por aqui grara, porem u3o me foi possivel em-
bora procuraste com cuidado algum viajante arcos-
ltiro, ainda mesmo. Mr. Petit, para lcvar-lhe esla
noticia, porem como me nao foi possivel, timbo que
esperar pelo vapor, ou entao mandar-lhe pelo cor-
rer de Ierra que leva quatro dias para andar 30
leguas. .
Quando o vapor ahi rdegar devo-se espantar por
v-lo rom bandeiras, no tope de proa, no tope
grande, na mesena alo nos lais das vergas; e galhar-
detcs, nos turcos, nos escalieres, ele. ele, veja e
nao -se assuste.
As.coosa* desta trra vSt> sem novidade,
Os thugs eonlinuam em discanco, pelo qu uie
consta.
O ebefe de polica interino ainda nao chegou, po-
rem espeara-se nesles dias.
O juit de direilo uterino foi abrir o jury no Pil-
lar, e os mais magistrados da provincia estao na as-
scmbloa
O Dr. Flavio segundo vice presidente lomou a
admiuislrarao da provincia 7 do correte, porque
o presidente foi chamado ii corle, dizem por aqui,
que S. Ex. o Sr. Bandeira era chamado para a pasta
das finanras, porque o actual- ministro- da fazemla
linda aprcscnlado um relalorio muito pequeo.
Li o correspondente Sincero do seu Diario ; po-
rem disculpc-me o fallar-lhecora a franqueza de uiq
velho, diga-lbe, que priiicipiou mulo bem, poi
nao he de cavalleiro offender qnem nao te p
defender, que contra aazenles nao se diz o que elle
disse do chefe de polica.
O nosso mercado de generas poOca alterarlo pre-j
sentou a semana pastada, continuando as entradas
ainda escassas, em razo das multas climas que te-
mos tido ; entretanto o algodao segu sustentando
capilo Pulquerr, procuran causas perante homens
ilustrados, hachareis jurisconsultos, quando juizes
entre nos; os doutores Joao Antonio, Ualduino, An-
tonio Carlos, Antonio Filippe, o nosso actual joiz de
direilo, doulor Bazilio Quaresma Torrcao Jnntor, e
outros muilosque longo seria mencionar, nunca dei-
xaram de consentir que o capitao Pulquerie procu-
raste causas neslo foro. Se langarmos a viste para
outros lugares, veremos que os profesores nao s
procuram causas, comoat advogam: pelo quepa-
rece, que nao soflre a menor duvida, que a razAo de
ser professor u3o de bastante para prohibir-te a um
cidadao de procurar causas no foro: e nos ainda a-
vancamos a proposirae de que seria ioiqua a le, que
em nossas circumstancas, consignasse semelhanle
disposigao, porque ella condemnaria o lao disididos
serveuluarios pblicos miseria, a visla dos Aomo'O-
pathicos ordenados, que tao injustamente (fies sao
dados. Foi (ransviaa urna das nossas correspon-
dencias, na qual promettcmos-Ihe dar-lhe noticias
da oosaa assemblca, porque no son gremio tinhamos
deas amigos um pouco bondadosos, (o Carduzo e o
Coco) que faziaprazer relatar minuciosamente tudo
quanto all fosse occorrendo, por isso de novo rom-
promettemo-uos a transmillir-lhe o que, elles nos
disserm. alianraudn-lhe, que. juramos as palavras
d'aquellea amigos, e refer*Tidamossuasassers8es.
Tem hivido urna fertilidade de projeclos de todo
genero e de lana magu tu de, que se o celebre Ly-
curgo ainda exissse, cederla a palma a ISo afama-
dos legisladores! felizmente assembla tem tido a
prudencia de por om dique a esla trrenle de' pro-
ducees theoricas, a esle afn com que de momento
levanlam-sc iormidaveis pedeslaes, que enllocados
sobre a mais mnvedica ara, vergam-se incontinente
sobre sua nsulUciencia, mordendo o p6 em sua que-
da estrepitla.
Negon o Exm. Sr. presidente a sanecao ao projic-
to, que creou na provincia mais tres comarcas, pelas
razoet, pouco mais ou menos, qOe apresen tamos na
uossa ultima,instando mintanlo pula criaran de duas:
estefaclo,esperado desdo que baviain-se passado oito
dias depoit que o projecto foi remeltido ao governo,
causouxrande balburdia entre osldi7ni.<.smo,a ponto
de pre'lcuderem fazer passltr o projecto por dous ter-
cos, para ser promulgado como lei, leudo davido
para esle fim, segunde consta, rcunioes, meelings,
concordata;, convenios, arrordos, conciliadelos, e
toda sortc de ajustes, nos qoaes respiravam ofleusas
de um amor proprio mal entendido, e fomentado
por um ioleresso calculado : fcizmenle os nossos
dignissimos, que em geral sao homens de Ilustrarlo
e de criterio, malleaveis a razao o a verdade, tratam
de com loda calma e mailureza, pronunciar um
joizo esclarecido e prudente sem o menor vislum-
bre de despeilo, qualquer oulra consideraran me-
nos digna de Uo importante corporacao Quem he
que desconhece, que negando o govero a sanecao a
qualquer projecto de lei, obra dentro da espdera
das suas atlribiuroes/ E quem obra assim, podc-se
dizer que faz injuria a algucm? poreerto que nao:
negando o governo a sanegaoao projecto, e fazendo
a assembla passar por dous lergos, estao todos cm
seus dircitos, porque obram dcnlro dos crculos que
lhe esiao Rizados. Nao se pode mesmo presumir
3ue bajara inlcuQes hosls, proposilo enlre estes
ous poderes, ao contrario da bem peucos dias man-
dn a assembla felicitar a S. Exc. com um pom-
poso elogio, expritnindo expressocs as mais lison-
geiras, que dar-e pode; porUnlo ralas nuvens car-
regadas que lem invadido alguns espiriros devcni^e
dissipar. As otservaces do Exm. Sr. presidente
sAode lodo pezo; elle, que iuiciado nes principios da
adrffinislricao, elle que v congroentcmeute o alcan-
ce de disposicocs taes, elle que como poltico enca-
necido negou a sanecao ao projedo, contrariando o
voto da assembla, com quem est na mais perfeila
harmona, leve sem duvida, razao de sobejo para
isto: compre pois perscrular a verdade, c esludar a-
curadamentc as diversas phases que pode apprescn-
lar o projecto cm suas variadas relacs. Aguarda-
mos o parecer da commissao.t
Teve morte desastrosa c'cruel o projecto que leva-
va a catlitgoria de cidade esla villa; sendo de notar
juio todos os dignissimos eslavum dispnslos a volar
por elle; mas tendo o doulor Jovita englobado no
mesmq projedo a creacao d'outras cidides, o ende
este projecto admitlido discussao em primeira lu-
gar, que o dodcpulade Gabinio, que so conceda tal
privilegio a esta villa, succedeu que fotsc aquello
projecto desprezado, porque como dizem os dignis-
simos votariam para elevara nossa villa a cidade,
mas nao as oulras. Dos dS mais lino e lctica a
quem precisa viver n'este mitndo.
Foi adoptado um projedo habilitando o'governo
para mandar estudar, levantar a plante e fazer o or-
namento de una estrada geral. que, partindo da ca-
pital, v terminar na villa de Souza, assim como pa-
ra as ramificaees .oecessarias a' aqnelles pontos da
provincia, que afastande-se da estrada geral, recla-
maren) essas ramificaees, j pela sua importancia
aclual,j pela probabilidade deque para o futuro,
possam vir a ter : (palavras do projecto) (cando ao
governo ab%rto um crdito de cinco contos de rs.
para este fim.
He este tem duvida un melhoramento que mere-
ce toda proleccao e solicitudc des respectivos pode-
res : hoje, que se achara recouhecides como meios
Reraes e concorrenlespara o augmento do poder pro-
ductivo, as vijs de cinnmuiiic.iri.es. as instituidnos
de crdito c a educacao profestionai, hoje, que he sa-
bido que o accrescimo de' poder productivo traz aps
si o bem-eslar de um povo, condicao necestaria do
seu progresso, da sua civilisacyo e liberdade real ;
^hojequenoseiguora.queas boas vas de eommu-
nndfT"6e? S3 aSenlcs polilicos das adminislracoes ;
v doje, dizemos, lodo servico prestado neste genero de
de preto iueslimavel. As vas de communicases,
diz com razao Golorine, siio arterias das Ierras, as
quaes circulan) as riquezas, como o saugue circula
ans arterias do homeni: mo para riqueza>o que a
luz e o calor sao para as plantas a condtco e a causa
da vida.
Sao estes os profundos e sinceros votos da assem-
bla, que, fiis interpretes, Irazemos ao conherimen-
lo do V. Exc, como prava exhuberante de cordial
intelligencia.
Pago da assembla legislativa da Parahiba do Nor-
de 22 de maio de 1851. ^msio Salalhiel Came\ro
da din lia Francisco Lucas de Souza llangel
Joaquim de Paula Peseoa de Lacerda Padre
Antonio Baplista EspinlaJota) Baplista Carttei-
ro da Cunta.
RESPOSTA.
Senhores.AsexpressOes que acabacs de dirigir-
me em nome da assembla legislativa provincial, re-
velam sumira benevolencia. Desvanego-me com a
fortuna qae live do inspira-la, e grande ser sempre
miuha ambicao de merece-la.
O meu reconhecimento, porm, senhores, he igual
a honra que acabe de receber, e elcvar-se-da tam-
bera al a altura do auxilio que o patriotismo da as-
sembla legislativa provincial me assegora ; auxilio
que invocare! sempre, para que no cumprimenlo
dos meus deveres, possa justificar o tesleraunlio que
roe dais de sua lao coinplaceute generosidade.
Palacio dn governo da Parahiba era 22 de maio de
1854.Joiio Capistrano Bandeira de Mello.
PERMBUCO.
COMARCA DE iUZARETI!.
7 de junho.
He obrigaco rainha (nterest moa; escrever-lhe
empre,no s para dar-lhe noticias da pessoa, como
do que houver oceurrido de mais inleressaoli.Quan-
to a pessoa, he claro que Oda viva, e com alguma
saude, nao obstante as ferroadas que s vezes lhe
dao alguns, que se julgam fazer urna excepcao de__
non facies alteriun qae a despeilo da Traqueza dos
filhosde Eva, julgam-sc invulneraveis por lodos os
qnalm costados ; mas deixa-los, algum dia salieran
que "castigo do vicio he o proprio vicia. Quanto
a novidades isso he nutro caso, vamos ao que lem oc-
curriilo. depois da ultima, que lhe enderecei.
No dia 1. do mez que vai correado, suicidou-sc
Antonio Barruzo de Moraes, mogo de 85 anuos, e
consenhordn engenho Rrcjo da freguciia de Tr-
cunhem. Esle infeliz mancebo, depois je ter toma-
do urna pneo, de que eslavo usando, por causa de
afiecces venreas, dirigo-te a uiua pequea malla,
que fica por detrs da casa, em que resida ; e como
nao vollasse mais, as pessoas, com quem mnrava, o
mandaram procurar por difiere ules lugares, mas em
balde. Na manha do dia ssguiote(2) sahiram no-
vamenle aprocura-lo, e eis que o enconlram enhor-
cad a, urna arvore, nao muilo looge de casi.
Allrbue-se rale acto de luucura e desespero ao'
alcance, em qne se achava o infeliz, prnvenieute da
pouca ordem que coslmav a pdr em lodos Os seus
negocios, sendo que por isso, aiguos, com quem li-
nha Iraiisacgoes, haviam relirado-lhe o seu crdito.
Suspeita-se que ha dias premeditara por termo a
sua existencia, assim oomo que o lugar por elle es-
colbido, para esse fim, fra a sua mesma casa, vis-
te come na vespera, e mesmo no dia de tuccetso,
instara, contra n costume, com as pessoas de tila fa-
milia, para que fossem passear a casa de um vizinho;
e como semelhanle passeio uao podesse ler lugar,
entao sadr, dando todava motlras de acliar-se
calmo. Tambem na noile antecedente ao dia do
successo consumir algumas horas em eterever .
dilferentcs pessoas relativamente a negocio, c despa-
chara um portador para essa capital,eucarregado de
fazer certas compras, como quem centava com urna
existencia duradera.
O Sr. delegado de polica, logo que teve noticia de
um tal acontecimento, dirigio-to ao lugar, e proce-
den lis diligencias, que se cosluma em laes casos.
Na noile de mesmo da 1. um morador da ra do
Jui desla cidade, de nome Xico Joao, teodo orna
altarcagao corfi urna vizinda, servio-a com ama boa
rodado bofetadas, misturadas com pon lapes,' sem o
que nao linha graga) deiuodo-a contusa, e com um
feriuieiilo na cabega. Consla-mc que > paciente in-
tentara sua qoeixa perante u Dr. juiz municipal ;
nao obstante dizem que a diplomacia, e a chican
dir-te as maos, para que a qoeixa nao surta o effei-
to, que deve esperar-se
No dislricto de Alagoa-Serca um sujeilo de nome
Joao Luiz, suspeito de crimes na cidade da Victoria,
ospancoli, dizem que per mandado de cerlo eldan-
le d'alli, a om preto escravo de Hcnriquo Pereira
de Moraes; este apresenlou sua queixi qne foi defe-
rida, mas vio-se obrigado a ceder por empenhos de
cerlo Santo ; e fique-se l, Sr. Joao Luiz, promplo
e Jeslo, para o qne for preciso, certo de que quem
lem padrindo nao morro pagan.
l'ara o amandecer do dia 5, descobrio-se um ar-
rombamenlo na. cadeia desla cidade, o qual eslava
prximo a 6er concluido. Cousla-ine que fra elle
entoldado, e qae se ininarain algumas providencias
em ordem a evitar a reprodcelo de ootro arrom-
bamenlo.
Temos lido abundantes chovas. A carne lera
descido consideravel mente, mas a firinha conser-
va-se por alio prego ; todava, parece-me ser isso
devido ao monopolio, que Tazcal deste genero : o
lano he assim qne em parle alguma est lao caro
como aqu.Saude etc. X.
(Carta particular.)
necessidade de andar de noite, v. g. ,-i um pobre
soldado de ronda", ele. a um cavalleiro quo vem de
viagem : nao se diga porem que as aguas de chuva
he que fazera estas grandes escavages, porque no
bom verao, qoe liveinos, jn cu va estat escavacoes,
e nada de comerlos.
No dia *do correle fallecen, ojuiz cd- pa* do 2.
dislricto Jos Ignacio Cabral, Sr. do engenho Moc-
lo, deixando coberla de d urna esposa joven com
quem era casado ha oito mezes em lerceiras nupcias.
Deixou tambem muita tristeza entre seus prenles,
amigos, e condecidos.
Acuden -como verdadeivo cdrisiao urna vida de 50
e tantos annos.
As chuvas lem continuado.
As feirasde gado, e dos vveres de primeira neces-
sidade esliveram abandanlissnnas, mas tudo uao
abaixou do prego medio.
Tambem hoovo abundante feira de ladroes de r'a-
vallos no sabhado foram prosos 6 ou 8 destes h-
roes, 2 desertores, e um tal Manoel Joaquim pe-
dreira, por crime de armas offensivas, o lentaliva.
RecomraendagOes ao grande protector, que lhe
enva o D. Quixole da Victoria.
Paz e saude Ih deseja. O Victoriense.
____ (Idem.)~
REPARTIC;AO DA POLICA.
Parlo do dia 8 de junho do 1854.
Ulm. eExm.Sr.Participo a V. Exc. quo das
partes hoje recebidas nesla reparligao, consla terem
sido presos : ordem do subdelegado da freguezia
de S. Frei Pedro Goncalvcs, Benlo Jos da Silva
Almeida, e o prelo escravo Nicolao, ambos paraave-
riguages policiaes; o pardo Manoel Antonio Barbo-
ta, por driga, e o prelo escravo Victor, por audar
rngido; ordem do suddelegado da freguezia de S.
Antonio, Antonio Gomes da Silva, tem declararlo do
motivo; ordem de subdelegado da freguezia de S.
Jos, Manoel Antonio Roscno, por desordeiro; a or-
dem do subdelegado da freguezia da Boa-Vista, urna
prcla escrava por estar brigando com outra, e'Cosma
Damiana, pira correccAn; o ordem do subdelegado
da freguezia dos Afogados, Donara Mara da Con-
ceirao, tambera para corrccg.lo.
O delegado supplenle do primeira dislricto deste
termo cm officio de 6 do correnle parlicipou que no
da 5 pelas 2 horas entrando Jos Pinto dos'Santos
Queirozem sua casa na ra do Raugel, ahi encon-
trara eoforcado o prelo Romualdo, escravo de Joao
Jos da Cunda Lage, que o havia deixado em sen
poder por ler feilo ama vilgem ao termo de Goianni.
Que tendo disto scienciose dirigir elle delegado a
aquella casa e procedendo as mais rigorosas averi-
guaces e mesmo a competenle vesluria no cadver
reconhecera que a morte vprovera de om suicidio,
sendo que o mesmo prelo fra levado esle acto de
desesperacAe pelo estado de loucura de qne eslava
aneciado.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 8 de junho de 1851.Illm. e Exm. Sr.
consolbeirn Jos Benlo da Cunha e Figueiredo, pre-
sidenlc da provincia.Lui; Carlos de Paa Tci-
xeira, chefe de polica da provincia.
DIARIO'DE PERNAMBUCO.
de 5,300 a 5,100, com compradores efledivos.
Tiveram despacho na mima semana os segointes 4^}^ **&?*!.<. os taha,l! Prepratenos
navios com gneros desta :
Em 2 do correnie. o briguc inglez Ann & Sarah,
com a carga de 2,000 saceos de assucar mascavado,
1,367 couros seceos-salgados, e 1,218 saceos de al-
godao, que obliveram nesfa praca segundo me di-
zem, o assucar a 2:000 por @, os courus 5:200, e o
algodan 6:300, todo posto abordo.
Em 3, o brigue hespanhol Copernico, manifes-
tando 700 saccas de algodao, e 100 couros seceos
salgados, os quaes tambem obliveram, aquello a
6:100 por arroubn, estes a 5:100 dem, na mesma-
conformidade.
Ficam entrados ncsle porto, procedentes desso a
barca ingleza Miranda e a polaca despalillla .Silen-
cio, vindo o primeiro fretado para conduzir ao Ca-
bo do Boa Espcranga os salvados, da barca iogleza
Cuntess of Felland naufragada no nosso Cabo Bran-
co, e o segundo para lomar urna carga de algodao
para Barcelona.
O exicoruneli-Bexi-Consuli esl muilo salisfeilo
por lener el gusto de contar nesle porta alguns bu-
ques de seu pavilhao, a tambem pelos cobrilos que
elles encerrpiebam, os quaes, apezar de poocot
sempre chegara'para o tabaco. Est ja muito adi-
anlado nel idioma, com as lices qne recebe do
mestre de Braga, que se esmera cm nacer el hombre
hablar bien para desla forma fazer o ex- eoruneli
boa figura com es canites de la nacin que repre-
senta, o que es mui justo.
Dios le panga la virtud, e a su mentor, que- es
buena picea, com cajos conseldos ainda ninguem se
salvou.
Villa de MarjauBfnapc 4 de julio.
J mais nos queixaremos do desencamindo que li-
vere^n do correio as nossas correspondencias quan-
do cm amadas nossas ultimas noticinvamos-lheo
naufragio de nma d'ellas, a qual, como dissemos,
pareca-nos, que havia sossobrado no pelage pro-
fundo da curiosidade, 00 nos dnrriveis baixiosdode-
leixo dos nossos correios, eis que tiveram mais tres o
mesmo fim, cansando grande Iranslorno ao enendea-
mento dos facise das ideas por nos emillidas, resul-
tando que minias vezes se observa um desairado de
sensivel reparo; em salisfa.rao do que consignamos
para logo semelhantes fatalidades, promelteudo nao
balbociar se quer mais urna palivra, nao escrever
urna linha em desabono de quem sem razao nos tem
assim tratado, a ver se ao menos alguma pode ir
etgueirando-se era demanda do seu deslino, pois do
contrario receamos Dcar emplicados, e perdermos,
como enfadaos, urna das mais bellas faculdades, que
nos sao oulorgadas.
Principiamos com a nossa jusliga, dizcndo-lheque
o nosso juiz municipal supplenle em excrcido, sus-
pendeu ao capitao "rancisco Pulquerr Gongalves
de Andrado, de procurar causas no foro d'este juzo,
sob pretexto de ser elle professor da instruego ele-
mentar d'esta villa; oflicio que exercia, por assim
dizer, ha lempo immemorial.
Desconfiando da uossa pobre inlelligencia, que por
cerlo nao he d'aque'llas, a cujo alcance- esl a deseo-
berta da pedra philosophal, vamos todava observar
em ordem a mostrar que a nossa opiuiao diverge da
d'aqnelle juiz, que no nosso entender parece ab-
surda.
Estando bem discriminado na ordenaran do 1. 1,"
lit. 48quaesas pessoas inhibidas de procuraran cau-
zas, nao estao contemplados n'este numero os pro-
fessores pblicos. Do arl. 15 da le provincial de 6
de maio de 183'nao se pode jamis concluir lgica-
mente semelhanle prohibigao, primeiro, porque em
regra as leis provinciacs nao podem prescrever de-
veres, nem prodibir regalas, concedidas por direilo
escnplo as leis geraes do imperio; segundo, por
que aquella le provincial, (que j nito vigora) nao
vediva aos professores de requercrem no foro, ve-
dava tim clara e positivamente o exercicio de em-
pregos muuicipacs, jelgados ucompativeis pelos pre-
sidentes, e eslaudo bem definido o que seja empre-
go municipal, ninguem dir pue o lie o de professor
da instrucgao primaria. Do arl. 58 de regulamen-
to da mslrucgao publica de 11 de margo de 1852 se
cojlige suavemeute, que o professor publico pode
empregar-se cm qualquer oulro otlicio, urna vez que
o exercicio d'este nao o dcsvcncilhe da inteira exac-
c3o dos deveres inherentes ao magisterio publico
prtenlo, se o professor cumprindo inleiramenlo os
deveres que lhe sao adstrictos, procura causas, esle
procedimcnlo nao lhe pode ser leldido c muilo prin-
cipalmente pelos juizes, que neohuraa superinten-
dencia tem nos professores pblicos: ahi estao os
commissarios, o director da instruirn, e quo sao
incumbidos de inspecciooarcm as escolas.A visla
do que. c do principio de direilo, que o que a lei
nao distingue nao devemos distinguir fica expl-
cito qae a opiuiao d'aquello juiz nao he das mais
orthodoxas.
Se saturnios da Iheoria do direilo ejrecorrermos a
pratica, veremos qae ella sempre'uniforme, cons-
laiite e sem controversia vem em nosso apoio. Co-
mecando por esle nosso jui/o, vemos que o menino
devem ser, por assim dizer, a gnarda ayancada para
o fazimcnlo de laes estradas ; tem elles, seria cam-
nhar de olhos vendados, seria querer necessariamen-
le claudicar; louvamos, poi,a nossa Ilustre astem-
bla.por ter resolvido,neste sentido;efatemos osmais
tervorosos ,votos para que, quanto antes, encelcm
e reaiizem urna das nossas necessidades mais palpi-
tantes.
Partir* breve para a corle, o nosso presidente o
Exm. Sr. Dr. J0.I0 Capislrane Bandeira de Mello, e a
sua mui distincta familia : o governo central que,
segunde consta, a principio instara para que elle li-
casse na adminislraro, accedeu por fim as suas con-
tinuadas exigencias.
Vai S. Exc. lomar assonlo na cmara qualrie-
nal, como um dos seus mais dignos ornamentos : ho-
rnera de tlenlo e estudioso, orador distinctn, par-
lamentar amostrado, espera o paz, que elle podero-
samente concorra para seu engrandecimento o flores-
cencia com os inmensos recursos de que dis-
poe.
Nao foi S. Exc. um desles adminislredoros este-
ris, que, guiado pela mi da ignorancia, cevam-se
com intrigas pequenitas e odios-particulares, nao foi
um destes administradores imbeceis, que pavonean-
do-se com a inmrita posicao, vivem engolfados cm
desvanecimenlos, eslupefaetos pelas raaraciMu.< do
mundo ; nao he daqueltes qae tristemente accesso-
riados, seus actos se resinlam dasronIradices e mi-
zeras, que sem-Ides imprimir os seus governadores;
*. Exc., domem de lodo o crilerio e tino ad-
iiflo :
miuistralivo, de urna inlelligencia cullivada, d'alma
generosa, seus actos foram os reflexos de tao superio-
res quaijdades: legando-nos tantos bens.era Uto pou-
co lempo, elle pode ficar cerlo que o sou nome ficar
registrado no coracao dos Paralubanos em caracteres
radeleveis.
O prnnunciamento allectuoso e todo cordial que
tem S. Exc. receido da gente mais grada da provin-
cia, a mensagem honrosa que lhe dirigi a assem-
bla provincial, o deve convencer, que,a provincia
da Parahiba fazendo-lde jnstgn, I de saliera ser grata.
Receba, pois, S. Exc. as nossas saudosas despedi-
das, e lhe desejamos, juntamente a sua Exm. fami-
lia, a mais prospera viagem. O Ordeiro.
Chegou-nos agora asomaos a felicilago que a as-
semblardirigio ao Exm. Sr. Bandeira, a qual j 1111 la
achara para Vmc. ter a bondade do mandar inse-
rir nas paginas do seu Diario.
IHm. o Exm. Sr, Coube-nos a honra devirmos
em commissao, palcnlear V. Exc. os sentimentos
de adhesao esympalha, de que se acha dominada a
assembla legislativa desla provincia, pela marcha es-
clarecida e prudente, que levara os variados-ramosda
publica administraran.
A mensa dor, que enluten o coraran dos Parahi-
banos, pelo passamenlo da sendora I). Mara II, rai-
nha de Porlugal e irmaa do nosso monarcha, he ape-
nas mitigada pela certeza, que a.sade de SS. MM
II. e das augustas prrcezas, gragas Providencia,
nao tem sido alterada.
A assembla exulta de prazer.pnr ver que V. Exc,
como delegado fiel do governo de S. M. I., lem pro-
curado implantar no solo parahibano os principios
benficos e generosos da pnlitiei de concilagao, tole-
rancia emoderagao, inaugurado pela ascengo do ac-
tual gabinete.
Applaude a maravilhosa allianca da moderacao
com a energa, da franqueza com a jusliga o da be-
nevolencia com o dever, que V.Exc. lem sa-
bido desenvolver na geslao dos negocios pbli-
cos.
Se a assembla yolve as suas vistas para as obras
publicas desta cidade, v impresso o cundo vivo de
um espirito aclivn e zelezo.
Na lula com a deficiencia do cofre provincial, re-
ceben todava rpida impulsao a cadeia publica, a
casa do mercado oulras obras de nao inferior ulili-
dade.
Sao beneficios roaos, cooperados pela conviego de
V. Exc. que a cvilsagio dos povos est tam-
bem subordinada condignos de ordem phi-
sica:
Elles serio registrados, de cu val la com o nome de
V. Exc., nos fastos da nossa historia contempo-
rnea com domados^ endeleveis caracteres.
Ao passo que a assemblca se congratula pela lison-
geira isseverago de V. Exc, que a provincia goza
as dadivas da paz,lamenta com V. Exc. a repro-
dcelo dos crimes e ataques contra a vida e segu-
ranza individual. Mas espera, que, medanle as
calculadas e repressivas providencias de V. Exc. __
fazendo senlir a accSo tulellar do-governo aos oppri-
midos, ecarregande a mo severa da punigo sobre
os oppressores o verdadeiros criminosos ser de-
crescenle, senao extincta, a tabella numerosa dos cri-
mes.
A assembla loma na merecida cousiderago todas
as medidas sabias, Ilustradas c judiriosis, lembra-
das por V. Exc. em seu relaloriopega brilhaute de
erudigSo e eloqueuciaprometiendo desd ja franco
e leal apoio.
COMARCA M SANTO ANTA*.
Victoria, 6 de Juaho.
Para cu lhe enviar agora as m'mlias missivas me
he necessario rejobrar de cautela, porque os meus
meusageiros fiis me vo causando grandes suspei-
tas: parece quo tambem aqui se vai fugiudu a flde-
cidade .- j sadem muilo bem a mgica do copo d'a-
gua, e quem v, como diz o dilado, as barbas de seu
visuho arder deve deta'r as suas de moldo : de jus-
tamente o que face, tendo a prudencia de escoher, e
variar os meus orladores, molivo porque Vmc. lia
de ler visto por l tanta cara extica, parece-me que
esta variedade oxelue as suspeilas de atguem. O
portador desta, sim, he seguro, he fiel, nada ddle te-
11I10 que temer, nem suspeitar; mas onde se pode
ichar sempre lo bom Mercurio '! Na verdade foi
una felicidade para mim, esle achado porqup fa-
zendo grande sensagao o apparecimenlo da minha
ultima carta,estara eu agora em continuos sobre-
tallos, se esla fosee por portador mercenario. E por
ventura oque disse, nao merece grande attenrno 7
Que ler eu p arrojo de contestar um fado, que a
nossa cmara d como certissimo ; um fado, que foi
levado ao conhecimento da primeira autoridade da
provincia Sim, eu terei sempre o arrojo, o animo,
e energa de contestar aquillo que nao for verdade.
Sou imparcial, o que de nenhuma sorle pode ser a
nossa cmara coroposla de prenles. V Vmc ven-
do mais algumas boas cousas. Ha pouco lempo su-
be, quo am dos Ilustres membros da nossa cmara
municipal dea um grande parecer para se prevenir
qualquer mal, que podesse vir a dila cmara por
parte do subdelegado Jos Jerouymo, de quem j
lhe fallei. Disse o nosso vereador, qae devia haver
urna reuniaoextraordinaria |>ara prender o subdele-
gado ordem de S. M.. 1. Que tal acha Vmc. a al-
ta opinio deste vereador da Victoria ? O caso he
que, como dizem, mcreceu a approvagao de alguns
dos membros de urna corporacao, que tao impor-
tantes attrilmifoet exerce em urna comarca. Que
pena nao ler davido esta importante, e grande ses-
sao Que pena nao se terrado este exomplo a urna
boa parle do nosso mundo Se assim acontecesse,
Dos me livrasse do fallar mais em verdades, que
podessem aftgir a no^sa illustrissima, porque entao
l ira eu tambera para as Sings-Sngs.
Ja em ama das miadas pastadas missivas dei-lhe"
parle dn urna resolugao da cmara respeilodu
edificaran de uraa grande casa, em que se devia
recelher os gneros da feira pois bem, j foi pos-
la em arremalarao, e de .urna so vez, que fei em pra-
ficou tudo concluido, fiando assim sem valida-
de esta arremalacao por ir de encontr aos regula-
mcnlos da mesma illustrissima.
Ti vemos aqui, coino jn Ilie disse, o mez Mariano,
e apezar de ser esla a primeira vez que se celebra
nesla cidade este tao bello, e sanlojcxercirio, toda-
va gostei muito de ver a grande atucncia de povo,
que em todo elle concerreu te teja, mostrando as-
sim a sua natural teudencia s cousas.da relteiao.
O coadjutor foi incansavel ncsle Irada Ido, que vo-
luntariamente se submelteu, tornando ainda mais
agradavcl, se he possivel islo dizer-se, o exercicio
quutidiano pelas suas tao variadas, e boas praticas,
fazendo-se assim ainda mais amado deste bom, e
dcil povo da Victoria. Foi encerrado esto mez com
loda pompa, e solemnidade no dia !. de junho.
II ouve do madrugada missn cantada He tres padres,
larde procissao, e ao recollier leve lugar umTe-
Deum laudamos. A endiente de povo em lodos
osles actos foi mmenta. A procissao f0 pequea,
tiorcm segundo a opiuiao de muirs, foi a mais
iella, que se lem feilo nesla cidade ; acompanhava-
a a irraandade do SS. Sacramente, 54 meninas ves-
tidas com todo o ornato, c decencia faziam parto do
acompauliameiitn ; algumas levavain seas pendoes-
sinhes de selm azul, era que-sc va um dislico da
SS. Virgem ; nutras iam com salvas de m-ala cheias
de mimosas tildas da primavera, as mais com suas
velas, e elegantes ramalhetcs de llores.
O pequeo andor, em quo o armador com todo o
apuro se esmeran, e que com efleilo eslava muito
bem ornado, foi couduzido por i meninas rica e bel-
lamente vestidas, cada-nma linha por dislrclivo
urna brilhanle facha de setim-carmim, franjada com
renda de ouro. F.m toda a procissao reiuou muila
ordem, e atlengao. Era agradavel de se ver um
grupo tao bello, e lao potico. Eo quererte saber
Chegou hontem dos portes do norteo vapor. Jose-
phina, e recebemos gazelas de -Piauhy al 20 de a-
brl, do Para ate 27 de maio, do Maranho at 31,"
do Cear at 2 de junho, e ai cartas dos nossos
correspondentes do Piauhy, Maranho, e Parahiba,
exaradas em lagar competente. -
Pouco temos que dizer acerca dessas provincias,
que felizmente gozam soCeg, o abaixo transcreve-
mos um artigo do Globo, que descreve minuciosa-
mente as exequias fe i I as no Maranho .pelo repeuzo
da sempre chorada rainha a Sr. D. Mara II.
I.-se no Cearense :
. a SEDLAS FALSAS.Escrevem ao Pedro 11 de
Ic, que all fra apprehendidn a quaola de 4:1409
em sedulas falsas de 208 o inlrodaclar eva-
die-se.
vDescobrio-se tambem o autor de um assissina-
flo, que livera ha pouco lugar, assim como apprehcn-
deu-se o dinheiro que linha roubado.
Escrevcm-nos de Arneiroz a No dia 3 do
correle (maio) foi brbaramente assassinado pelas
10 horas do dia nesla povoacao um domem de no
me Angelo, morador no Tanda, pelo ei-sacrisUIo
Manoel Jos Tartaruga. Foi um altentedo commel-
lido s peta perversidade e roalvadeza. 11
EXEQUIAS DA RAINHA DE PORTUGAL.
A demora que houve em se concluir o concedo
da igreja da S para all se lazerem as exequit de
S. M. F.,.como foi sempre o detejo da commissao
uomeada para este fim, por ter o templo mais vaste
e su mptuoso que ha em todo o bispado, foi bem com
pensada pela magnificencia com que conseguiram
leva-las ao cabo.
a Na verdade a commissao o lodos os Portoguczes
em geral, devem eslar mui satisfcilos pelo bom resul-
tado desla homenagem prestada sua esclarecida e
virtuosa soberana, pois que as exequias foramMig-
nas do fim a que eram dedicadas.
a Descreve-las hemos com loda a singeleza.
(f Eram 5 horas da tarde do dia 14 do correnle,
qnando o sino da calhedral em pesado vai-vem deu
o primeiro dobre, anonadando que iam comegar as
ceremonias fnebres pete augusta rainha dos Portu-
guezes.
(i Na mesma occaso salvou o forte de S. Luiz,
com todos os navios de guerra surtos no porto, e
conlinuaram a alirar successivamenle de 10 em 10
minlos.
a Ot consulados estrangeirot e os navios mercan-
tes conselvaram-sc tambem todos desde aquella ho-
ra com a bandeira a meio pao em signal de ludo
O dobre na calhedral fez com que se rcperculis-
se por loda a cidade o lgubre som dos sinos de to-
das as oulras grojas, que junto ao cumpassado ri-
borabo da artilharia, nos fazia trazer lembranga
quao mesquiuho he o fado da geragao humana.
a A consternarn desde aquello momento lornou-
se geral.
a E uo semblante nao s dos subditos da augusta
finada, mas tambem dos Brasileiros em geral, clara-
mente se va a dor e o sontimenlo.
a Quando as 7 horas da noile principiaran as ma-
linas, j a igreja calhedral eslava chea de lal forma,
qoe algumas pessoas nao poderam entrar naquelle
raagesloso templo.
a A igreja intoiramente forrada de prelo, armada
em boa ordem, e convenientemente Iluminada, apre-
tentava urna perspectiva digna de respeito, e ao
mesmo lempo triste c melanclica.
a O catafalco que de dase linda .", palmos,enlrau-
do os degcios, e 65 de altara, chamou a atlengao de
lodos os espectadores pela sua riqueza e allegancia.
He de arebiteetnra romana, da ordem corinthia ; e
com algumas modificagoes o mesmo risco do celebre
arriiitecto Vignota, que om Roma foi cxeculudo nas
exequias do papa Gregorio XVI.
o Entro as 8 columnas com seu9 cap leis dourados,
forradas de velludo e ornadas de galao de prate,
que sustcnlam a.parte superior do catafalco, cstavam
collocadas as estatuas da Fe, Espcranga, Caridade, e
Temor de Doscomo symbolo das virtudes que em
tao subido grao ornavam o magnnimo curarlo de
S. M. F. a Sr. D. Mara Segunda de saudosa me-
moria.
Sobre os relangulos que formava a elegante si-
de lodis is oulras pegas. A sua cruz doorada quasi
lorava no teclu da igreja.
a Oh como era bello e solemne ver o symbolo
da redempgao em lao graude altura Depoit da me-
lancola qae nos causavam aqnelles lgubres ap-
ralos, e o pensar a quao tritio condigao esta ligada
a essencia humana. 1 sua visla pareca que nos ns-
pirava, e qae ajudava a elevar os nossos pensamon-
lostaos ps do mesmo Dos.
a As malinas, como j dissemos foram concorri-
das; mas ao oflicio solemne que princpiou s 10
horas do da 15, houve urna afituenca tal de povo,
que a lodos maravilhoa ; porque em verdade neste
dia a concurrencia ful- excessiva.
Esla affluciicia jamis se pode allribuir ao es-
pirite de curiosidado ; pois que para o povo, outros
expectaculos mais curiosos se tem apresentado, tem
que elle all concorra em Ur grande numero.
a O que alli o chamou foi de cerlo o iuslincto que
todo o domem lem de prezar a virtude : e compen-
dio de virtudes lab completo como era essa soberana
que hoje orna o catbalogo dos reis de Porlngal tip-
parecem de lempos a lempos, como apparecem os
genios. E o povo que preza a virtude, essa virtude
que nao morre, que he cierna como a divindade,
respeila-a, e adora-a em qualquer parto aunde appa-
rega.
Eis porque a concurrencia foi extraordinaria,
v Tanlo o foro, como todas as mais repar lirOes pu-
blicas estiveram fechadas durante aqnelle dia. E o
corpo do coramercio, bem como todas as corporages
de artistas nacionaes estrangeiras fecharan] tam-
bem os seus cstibelecimcnlos ; e desla forma deram
um publico testemanho do seu sentmento pete in-
fausta e prematura morte da nonca asss chorada
rainha.
aA tropa toda com as armas em funeral; o conli-
nua Jo dobrar dos sinos, c o compassado Iroar da ar-
lilharia ludo annunciavn um dia de luto, e que era
dragado o momento de fazer as ultimas donras fne-
bres a urna raiuda idolatrada pelos teut subditos ;
raai cheia de cariados, modelo do temara, o esposa
a mais virtuosa, qoe s deixou de existir para'ir re-
ceber do Ente Supremo o premio de Has virtudes, o
depois unir-seao seu grande progenitorhero de
dous mundoaa esse principe philotopho, cuja ca-
bega era tao vasta que as coroas lhe nao serviam,
legislativa provincial, que se dignuu de ir encorpo-
rada prster a ultima homenagem i augusta irmaa
de S. M. o Imperador; das tribunas tambem desti-
nadat para a cmara municipal, corpo consular etc.,
davia outros muilos lugares que cstavam todos oc-
cupadot pelos membros do cabido, pelas ordens re-
ligiosas do Carmo, Mercez, e Sanio Antonio, pelos
desemliargadores, edefes e mais empregados das
ditlerenles reparliges ; por juizes, lenlcs, advogados
e a maior parte do corpo do coramercio tanlo nacio-
nal como eslrangeiro, osqnaeserm entrada do
templo recebidos pela commissao de portuguezes en-
carregados do funeral.
aO Exm. Sr. hispo diocesano, que fez qoanlo es-
leve ao seu alcance para que estat exequial se cele-
brassem com a pompa devida i alte pessoa a quem
eram destinadas, foi quem pontificoa, assim como
officru na absolvicao do turnlo, a qual foi feila por
cinco capilulanles.
a A orago fnebre foi recitada pelo Rvm. conego
magistral Dr. Manoel Tarares da Silva; e a ordies-
tra foi gratuita, e dignamente dirigida pelo dislindo
professor Sr. Joao Pedro Ziegler, msico da real c-
mara de S. M- F. "
E posto que o mao estado de saude do Exm. Sr.
presidente da provincia n9o lhe permjtlisse assistir
a esla augusta solemnidade, cumpre todava dizer
que S. Exc. ludo providencien para que nada fal-
tatse.
Elle ordenou que toda a tropa qu hoavesse na
cidade formassse naquelle da: e com effeito urna lu-
sid brigada, composta do 1" e 2 balalhes "da guar-
da nacional, e do 5 de fusileiros, toda.em grande
uniforme, comrandada pelo coramqndanle superior
da guarda nacional desfilou as 9 horas, e foi collocar-
se no largo da S dando a direila a calhedral.
de msica, bem como a oflicialidade e mais pracas
que compunham esta disida brigada linliam o signal
de luto.
a O corpo dos educando arlifices com o ten mui
digno director assistiram tambem a lodo olucio.
Torharam-se dignos de especial mengan os colle-
giaes do Sr. Dr. Perdigao, pela maneira gravo com
que assistiram tanlo as malinas como ao oflicio ; dan-
do desla lorma exuberantes pravas da boa* educacao
que receben.'
Pela manhaa desde as 5 horas al principiar o
oflicio lodos os ccclestasticos que se apresenteram
disseram mistas retadas pela alma de S. M. a rainha,
nos alteres laleraet; e ao terminar a solemnidade a
commissao d'eslribuio esmolas a toda a pobreza qoO
appareceu.
Eram finalmente 2 horas da larde, quando se
concluiram as exequias dando por ultimo a brigada
tres descargas de fucilara, e salvando com 21 tiros o
forte de S. Luiz, coen o que findou o funeral qoe
netta cidade espontneamente os portuguezes flzeram
em honra da Sr." D. Mara da Gloria, princeza do
Graa-Par, Bragaaga illustre, rainha de Porlugal.
Flix Gomes do Reg, deputado o Dr. Jos Atsen-
sio Costa Ferreira 'Jnior, lente Raymon-
do Remijo de Mello, Trajano do Moraes Reg, al-
teres Antonio Rodrigues Pereira, primeiro len-
te de artilharia Heurique de Amorim Bezerra, o
Dr. Fraucisco Joaquim da Silva Paraizo e 1 etera- '
vo, o primeiro cadete segundo sargento Antonio
Nicolao Monteiro Baim, Jsegundos dito dte
dito Joiquim Pereira da Silva, Antonio Pereira
de Carvilho, 32 rccrufia para o exercilo, 1 volun-
tario para a mirnlu, 68 escravos a entregar.
Sanios sahidos no memo da.
Em commissao brigne escuna de guerra brasilei-
ro Legalidade, commandanta o capitao lenle
Pedro Antonio de Lima Ferreira.
Londres gatera ingleza Ashburton, com a mesma
carga e passageirot que trouxe. Suspenden do
Lameirdo.
Canal barca ingina Corrido, capitao Thomas
l.ejell, carga assnear.
Liverpool galera ingleza Sword-fish, com a mes-
ma carga que trouxe. Passageiros, Joaquim Pe-
res Carueiro Monteiro, Augusto Luiz Slraus o sua
familia, Davidsnn. Siispeodeu do LameirSu.
Parahiba hiatc brasileiro Fortuna, mostee Pedro
Valid Filho, carga varios gneros.
.-;
DECLARADO ES.
de poesa, se tivessem de fallar sobre cousas idnti-
cas estas, do que fago mengae: mas de mira, podre
malulo, nada de pomposo espere; conteiite-sc Vmc.
com saber que nesla cidade huuve a procissao 110 lira
do mez Mariano, que eu, e o povo todo adiamos de-
cente ; desejamos a conlinuagao de unja tao sauda-
vel devoran. Muito cencorreu para o maior brilli.in I
lismo (testos actos o reverendo parodio, ajudado
comas esmolas dos fiis. Todos porfa Irataram
de limpar as roas por onde a procissao linda de pas-
sar, e- ale um certo hornera, ( de quem lhe fallei em
cerla occasiao ) cuja porta eslava immundissima,
quando passava a procissao dos Pastos, nl este hu-
mera, digo talvez pensando com loda razao, que del-
le nao me esqueceria, desla vez, meu amigo, poz to-
do cuidado no aceio de sua porta, mostrando com
isso que elle ama, e respeila os. actos da religiao,
( apezar de se submcller elles occuUamenle, como
elle mesmo confessou em cerla,parte) por tanto per-
diie-nic este Sr. o juzo temerario, que delle for-
mei.
He preciso que a cmara faca concertar eslas ras,
cujos grandes buracos fez ulerromper a mareba de
tan liejla proritso ; e fa? correr perigo quem Ipm
inalda achavam-se simtricamente collocadot qualro
trophos de armas, em cada um des quaes se viam
seis bandeiras de seda, sendo as superiores a de Por-
tugal o do Brasil, c as nutras das nages que formam
a quadapla allianca.
o O brazo e a corea de Porlugal, cobertosde cre-
p, cstavam tambem convenientcmenlecollocadosna
parle superior do magnifico monumento, em frente
da porta principal, sahindo ao lados do braze qua-
lro estandartes portoguzes.
a Estes estandartes jamis devem ser encarados
pelos compatriotas dps Gamas, Pachecos, (".astros c
Albuqucrques, sem que em seus petos sinlam baler
os corages ; pois que se os partidarios da restaura-
ran alli viam na bandeira bicolor, que marca a po-
ca do reinado constitucional, symbolisados o pro-
gresso, a tolerancia e a liberdade ; os Portuguezes
cm geral viam tambem no pavilhao primitivo da
monarchia as glorias qae tao justamente enobrece-
rain os nossos anlepassadosesse glorioso pavilhao a
cuja sombra, com graude provelo, se planlou a ar-
vore da F em tao remetas e diversas regies, e se
civilisaram tantos povos I
e Dcnlro do catafalco havia urna rica e elegante
ga Torrada de velludo prelo e galoes de ouro, com
diversos apandados de seda roxa recamada de mimo-
sos bordados, que continha no centro alm do sober-
I10 tmulo, como insignias reaes, o manto de vellu-
do carmczim primorosamente bordado de ouro fino o
sobre elle ama almofadn do mesmo estofo, com ricos
galcs e borlas tambem de ouro, aonde se achavarn
enllocados e sceplro e a cora real cobertos com nm
veo preto.
a O docel que eslava suspenso, e debaixo do qual
se viam essa cora o sceplro, symholos da realeza,
era na parte interior forrado de setim branco com
largas franjas de ouro fino, o qual pela maueira que
eslava enllocado apresentava um efleto maravi-
lloso.
a A copla que rema tava esle piramidal o magni-
fico difiri, era urna grande cora real, ricamente
ruada, corresponden!" p proporcionada ao Limando
COM. HERCIO.
PRACA DO RECI FE 8 DE JUNHO AS 3 '
IIOHAS DA TARDE.
ColagCi's officiaes.
Cambio sobre Londres a fi l|2 d. e 27 d. 60 dpr.
dem dem dem(i 3|4 dito,
dem idem dem26 1|i' 60 d|v. a praso.>
dem idem Rio de Janeiro com 2 por % de rebate.
ALFA1SDEGA.
Rendimenlo do dia 1 a 7 63:3048867
dem do dia 8......., 11:4723830
CORREIO GERAL.
As malas qae devem ser condazidat pelo vapor
Josejihina, para os portas do sal, prncipim-te a
fechar boje (9), ao roer dia,, e depois datta hora.al
o momento de lacrar, recebem-se correspondencias
com o porte duplo: os jornaes deverao acliar-se ao
correio Ires horas antes.
"Cartas seguras vindas do norte para os senho-
res: -*>Tilippe Honorato da Cuaba M., Jos Alfredo
Machado, Jos Joaquim Bezerra Cavalcanli, Ray-
"mundo Augusto de S. *
Pela delegada de polica do termo de Naza-
relh se faz publico, que na cadeia daqaella ddade
se acha recolhido ha mais de dous mezes, um preto
crioulo de nome Antooio, que diz ter escravo de
Francisco Lopes de Carvalho, morador em Caratis
da provincia do Piauhy, donde fugira ha muito lem-
po; e pois, quem se jlgar com direilo a elle apre-
sente-se competentemente habilitado perante a mes-
ma delegacia.
7- O cnselho de qualificagao da guarda nacional
da parocha do Santistimo Sacramento do bairro de
Santo Antonio do Recite, faz saber que leodo con-
cluido os trabaldos de sua primeira reuniao de con-
formidade com a lei o. 602 de 19 de setembro e ios-
truegoesn. 722 de 25 de oulubro de 1850, e decreto
n. 1130 de 12 de margo de 1853, e por isso, convida
a todos aquelles que tiverem reclamagoes a fazer pa-
rante o cnselho, a comparecer na segunda reuniao
que lera principio no dia 23.do correte mex, as ao-
ve horas da manhaa no consistorio desta matriz, o
qae para constar te faz publico.
O collector de diversas rendas da cidade de
Olinda faz publico, que no dia 1>do correle depois
da audiencia do Sr. Dr. joiz municipal desla cidade,
teem de ser arrematada perante o mesmo &. juiz,
por ter a ultima praca, a propriedade site aa ra de
Varadoura n. 2, comeado 4 salas, quartos, sotao, om
viveiro, banheiro e trra sufficienle para verduras,
cuja propriedade pertence 1 fazenda nacional, por lhe
haver sido adjudicada pela qoantia de 2:8029655 ts.,
por coat do que lhe devo a viova o herderros de.
Manoel Lopes Machado, cuja arrematego ralo verili- '
cou-se no dia 6 conforme o primeiro annuncio, por
haver engao de ser oo nao feriado nos negocios
forenses.
Conlinoa a estar em praca no paco da cmara
municipal desta cidade, nos dias 12, 13 e 14 do cor-
rate, a obra projectada de urna bomba de alvenara,
no lagar denominado, Passagem de-Sant'Anna.
A cmara municipal desta cidade d principio
a segunda sessao ordinaria do correnle auno, no dia
12 do corrento mez em dianle.
Pela mesa do consulado provincial annnncia-
se que a cohranca. hocca do cofre, da decima do-
predios urbanos das fregaezlas desla cidade do ses
gundo semestre do anuo financeiro de 1853 a 4854,
principia no 1. de junho prximo futuro,* que os
30 .dias uteis tem principio do referido dia 1. de ju-
nho, lindo os quaes ficam incursot na multa de tres'
por cento todos os que deixarem de pagar seus d-
bitos.
Collectoria da cidade de Olinda.
O collector de diversas rendas, da ddade de Olin-
da.manda fazer publico pelo presente a todos os seas
conectados que, do 1. de juaho prximo vindoara
principia-se a contar os 30 dias uteis para a cobran-
za dp segundo semestre do anno financeiro corrdhte
(de 1853 a 1854) e que lindo dito praxo serio multa-
dos es qoe deixarem de comparecer : assim como na
mesma multe de 3 por cenlo jncorrero tonos os
mais contribuidles, que no referido prazo nao con-
correrem a pagar as mais impotigoes a en cargo.
E para constar mindou fazer publico pelo pre-
sente. Collectoria de Olinda 26 de maio de 1854.
O escrivo, Joio Goncalva Rodrigues Franca.
O cnselho de administrarlo noval, compra pa-
ra fornecimento dos navios armados, enfermara,
barca de escavagao e mais cstabeleciraeolot da ar-
senal, o seguinte: velas de stearinas ou esperma-
cele, 4 arrobas; ditas de carnauba, 5 arrobas; ar-
roz do Maraohao, 69 arrobas; agurdente 517
pedidas; azeitc doce de Lisboa, 50 ditas; dito
de carrapato,37 ditas; assucar branco, 46 arrobas ;
dito refinado, 4 ditas; cate cm grao, 27 ditas; baca-
Iho, 12quintaes; carne secca, 46 arrobas; farinha
de mandioca, 180alqueiret; feijao 50 alqaeires; sal
20 alqueires; loucnho de Santos, 22 arrobas; vi-
nagre de Lisboa, 113 medidas; manteiga ingleza,
20 libras; cha hytsoo, 3 libras; galliiihas, 60; bo-
netes oscuros, 50; chapeos de paiha, 30; sapalosde
couro de vaqueta e duas solas, 40 pares; mantas do
iaa,54; ditas de algodao, 30; colcMes de panno
de linho com enchimento de palha, 50 ; travessei-
ros de dito, 30; tongos de seda preta, 68; filadere-
Iroz prelo de 2 dedos de largura, 75 varas; brm irv
glez de linho, 640. varas; bada azul, 160 covados:
igualmente contrata o fornecimento de bolachas
carne verde e pao para o correnle mez, e o de me-
dicamentos para o hospital e navios armados do fu-
turo anno financeiro, bem como contrata o forne-
cimento de bichas, ippticago das mesmas, vento-
sas, sangras, cortes de cabellos, ele, 00 mesmo lem-
po ; pele que convida-te aos que nlerettarem era
ditas vendas o fornecimento 1 comparecerem as 12
horatdo dia 10 do correnle na salla das seseos com
suas amostras e propostas, declarando o ultimo pre-
go ; podeudo os que so destinarem ao foroeciraenlo
de medicamunlos cntender-se com o abaixo asig-
nado na contadura de marraba, afim de se Ihes for-
aecer os receituarios pelos quaes sao feilos ditos for-
neciroenlo.s
Sala das sessoe do conselhode idministracSe na- .
valcm Pernambuco 4 de junho de 1854.--0 secre-
tario do cooselho, ChrUtovao SanAgo de Oli-
teira.
74:777696
Deicarrtgam hoje 10 de junho.
Raro francezaJosimrcadorias.
Patacho brasileiro^mi Importacao'.
Vapor nacional Josephina, vindo dos portes do
norte, man ifcslnu o seguinte:
1 paueiro e 1 lata ; a Sebasliilo Jos Silva.
3 caixoles, 2 barricas o 50 saccas arroz; ao Dr.
Francisco Mondes Pereira Jnior.
2 paneiros; a Alfredo Youle.
1 caixote ; a Barlhnlomeo F. Souza.
1 embrullie ; a Joaquim Antonio Faria Rarboza,
1 caixote; ao padre Antonio O. Antunes.
CO.NSULAJX) OEKAL.
Rendimenlo do dia 1 a 7 '. 8:4578527
dem do dia 8........-,':666J60!)
10:1249136
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 7. .
dem do dia 8.........
1:0663611
'08421
l:09i Exportacao*.
Babia, hiatc nacional Fortuna, conduzio o se-
guinte: 152 barricas farinha de trigo, 3 barris
loucnho, 21 ditos manleiga, 1 dilo paios, 2dl, is
chourigos, 50 tijollos, 2 caxas ardiles, 1 dita velas
de cera. 1 fardo cobertores, 10 palmos correnle di4
ferro e 1 arroba cabo de cairo, 2 caixas velas steari-
nas, 2 canaslras ceblas, 7 volames miudezas, 8 ili-
to*louca, 2 folhas ferro, 3 barricas genebra, 4 cai-
xas queijos, 4 dilas cha, 5 barris viudo, 1 barrica
alpisla. 2 barris azeile doce, 4 caixas traques, 2 la-
tas chocolate, 3 saccas farcllo, 1 caixa lamancos, 1
barril pregos, .1 carro dp mito, 4 volumes papel, 3
barris azei lonas, 2 volumes, 8 volumes panno de al-
godao, 1 embrullio charutos. 200 caixas sabao, 22
caixes doce de guiaba, 1 sueco caf.
KECEBEDOIUA DE RENDAS INTERNAS GE-
KAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 8......1:0078586
CONSULADO PROVINCIAL. "
Rendimenlo do dia 1 a"......11:0938360
dem do dia 8........3:0608573
14:1531933
MOVIMENTO DO PORTO-
yaci entrado no dia 8.
Para e porlos intermedios ti dia* e 5 horas, 116
ultime porto nova horas, vapor brasileiro Jtue-
phina, de 188 toneladas, comm:imlanlc o lene uto
Pontos llideire, eqeipagcm JG. I'assagciros.oF.xm.
Dr. Capslrano Raudcira de Mello, sua faraildi c
4 escravos, o capitao Joao Paulino de Almei da
Albuqucrquee sna candada, Anoiiio Rufino Ara-
nha, Luiz da Veiga Pessoa i'.a valrant!, Antonio
Joaquim Vidal, Joao da CruzCordeiro, 1 criado e
1 escravo, Francisco Xavier da Franca Velloso e
1 escravo, o vice cnsul portuguiez Francisco Fer-
reira das Neves, Kaymundo C arles I.eile, Anto-
nio Pereira, Antonio Jos Armando, Candido An-
tones de Oliveira, Joao Gomes B'islns, Jos Ray-
ranndo de Carvalho, Manoel Victorino Cabral,
Antonio Abreu Lima, MaHieos Francisco Souza,
francisco Fideles liarroso. Ilcni ique Augusto Mi-
let e 1 criado, Dr. Marcos Corro a Tamarindo, sua
sendora 9 escravos, Manoel 1-ranco da Cunha,
Antonio da Silva Bastos PimeuleJ, Alevandre Fer-
reira Calmuda, padre Mauoel (la Vera Cruz, Dr.
SABBADO id DE JIMIO BE 1834.
RECITA EXTRAORDINARIA A FAVOR DA
COMPANHIA DRAMTICA.
Depois de executada urna excellenle ouverlura.
seguir-se-ha a representego do muito applaudido
drama era 4 actos,
Dando lim o espectculo cora a graciosa rea
PAGAR O MAL QUE NAO* FEZ.
Os artistas que formara a actual compendia dra-
mtica, rogam a proteegao do respeilavel publico.
THEATRO DE APOLLO.
QUINTA-FEIRA 15 DE JUNHO DE 1851.
Expectoculo beneficio do ador Joaquim Jos
Pereira.
Depois do executada ama escolhlda onveriara, le-
ra lugar a represenlagao da 13o applaodida comedia
em 3 actos
^fCfOT.
. O Sr. Monteiro.
Personagens.
Capilo Tiberio.
Bazilio, seo irmao
Antonio
Francisco.
Jos.....
(ialalhoi .,.
Maria, suafilba.
Julia
a Cosa.
O beneficiado.
O Sr. Amoedo.
n Bezerra.
A Sr. D. Amalia.
A Sr. D. Gabriela.
A Sr. Jesaina.
Seguir-se-ha pela Sr." D. Gabriela e Monteiro o
Modo duelo -
AS TROBEBETTJHAS.
Fiudar o espectculo com nina das melbores lar-
gas.
O beneficiado espera que o benigno publico Ihed
loda a proteegao que cosluma dispensar a quem a
elle recorre.
O beneficiado agradecea lodos es seos compaohei-
ros que de tao boa vonlade e tao generosamente se
prestaram aservi-lo.
avisos martimos.
rio de janeiro.
Sejue impreterivelmenle na seguinte
semana o muito veletro e superior brigue
nacional Damao, ainda, pode receber
fclguma carga, escravos a frete e passagei-
ros, ollerecendo a estes excellentes com-
modos, ijue podem ser examinados: tra-
ta-se com Macbado & Piulieiro hh ra dp
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DIARIO OE PERNAMBUCO SEXTA FEIRA 9 DE JUNHO OE 1854.
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suissas eallemaasde seda, linho, la e de ferid,,
sent dala -' ......------- t^u... ....c..,riu
as dividas activas do casal, islo em prejuizo do aha-
xo assignado, coustando-llic ao mesmo lempo que a
fin t-ni rncoliidii nin naminnnc nuqntiqo J J
sexta-feira 9 do cor i-ente as 10 horas da
manhaa no seu armazeni, ra de Cruz.
AVISOS DIVERSOS.
PERGUNTA.
Pergunla-sc a qucm snuber reponder : 1." Se se-
ra licito a um juiz de direito abandonar a commar-
ca por aspado ue um mez e scm tirenca do governo,
e passar esse lempo na capital, diverlndo-se sem
dar cavaco a ningaem ? 2. Nao quereuclo o oscr-
vao desse juizode direilo ser fornido a prevaricar,
pasundo-llie indebidamente certiflcailo de residen-
cia, pedindo-lhe por esse motivo sua demissSu ; mas
cnciiDtrsudo o mesmo juiz outro escrvao bstanle
fraco, que Ihe desse certificado Timpo de dola, pro-
cedera esse jniz de direilo com dignidade, rcque-
rcndo 10 presidente da provincia a demissSu do es-
crivo honrado, que previamente bata pedido a sua
exhonerajao para nao ser perjuro? Qualquer res-
posta muito servir ao P. A.
O abaixo assignido faz sciente ao commercio
desta praca e ao publico em geral, que nao facaru
trarsaccao alguma com urna letra da quanlia de rs.
1:2813050 90 das, firmada pelo mesmo, a favor
de Reno Albuquerque & C. vencer-se em 18 do
correte, em rato dos mesmos senhores lerem pas-
sado um recibo ao mesmo abaixo apianado deso-
nerando-o da referida letra, por transaccao feita
cora outras de igual quantia de Estanislao Florencio
? 'Mnnor engenho Bom Tom da comar-
ca do Rio Formoao: o para que nao se chame al-
gnem a ignorancia, antecipa-se o mesmo abaixo as-
signado a fazer este ; pelo que protesta nao pagar a
referida letra, visto qae nenhum vigor tem.
Antnimo Gaudencio de Hollando e Souza.
LOTERAS desta PROVINCIA.
Francisco Antonio de Oliveira, tendo sido nomea-
do pelo Eiro. Sr. presidente da provincia, Ihesourei-
ro das loteras desta provincia, avisa ao respcitavel
publico; que tendo em-vista acreditar e regularisar
a85*ra* desU Provincia' espera que o respeilavel
publico nao deixe de o coadjuvar, rcsponsabilisan-
do-sa elle a empregar lodos os meios que" estiverem
a sea alcance, abra da as collocar uo mesmo crdito
em que estilo as do Rio de Janeiro, assim como pro-
meta fazer correr impreterivelmeiite as rodas das lo-
teras aununciadas no dia marcado, comquanto fique
mesmo-meia lotera por vender; portanlo pede ao
respaitavel publico que o ajude em tao ardua e difi-
cultosa empreza, Junto publica o cima menciona-
do thesoureiro a lista approvada pelo Exm. Sr. pre-
sideote, pela qual se has de extrahir as loteras con-
cedida por lei provincial, assim como o plano da
segunda parte da quinta lotera concedida por lei
proitocial n. 100 de .9 dornajo de 1si2. Os bilhe-
tes da lotera da matriz da Boa Vista achar-se-ho
venda no da 10 deste mez ne mesma thesouraria
das loteriaijdesta provincia, na ra do Collegio u. 15
e na praca da Independencia n. 4 e ra do Queima-
do n. 10. Corre improlerivelmeote uo dia 14 de tu-
mo do corrente anno.
Lei o. 100 de 9 de maio de 1812.Concedendo mais
. dez loteras de 100:0008 irmandade do SS. Sa-
cramento da Boa Vista.
Lei n. 165 de 17 de novembro de 18*6.Conceden-
do M loteras i administrarlo dos eslabclecimen-
d"jar,aade- de 100:000 cada urna.
J1; .-e 7 de mtio 18*2.Concedendo mais
M Iotenas ao theatro publico de 60:0009000 cada
Lei n. 330 de 19 de abril d 1854. Concedendo
ioo)oanas *n,a(ril de San Ios dMta tida(ie dB
Lei n. tObvde 9 de maio d 1842. Concedendo dez
v-gario n.. 19, segundo andar, ou com O O abaixo assignado como adminislradur de sua
capitaoCletO Marcelino Gomes da Silva Pulhcr l,abel Mara de Moraes Bastos, fflhaeher-
.,-,.. ir- deira do fallecido Diniz Antonio de Moracse Silva,
na praca do LommerClO. roga as pessoas que s.io tevedoras ao casal do dito
, Para u Cear segu em poneos dias o vclciro fallecido, queiram fazer o obsequio nao pagaren),
hiate Catiro, para carga trata-seno escrplorio de Do- nem mesmo (azerem transaccao alsuma em reforma
mingos Alves Malneus : na roa da Cruz u. 54. desuas lellras com a viuvadiimencionado tallecido ;
---------------------:-------------------------;------------- e as razos que assislera ao abaixo assignado no pre-
LEILO'ES. en'e pedido sao: primeita, que a casa esta sendo in-
---------------------------------1--------- ._______ vcsjlariada judicialmente pelo juzo de orphaos: se-
__ Rrunn Prnerr C C-*_' -i- Runda, que tendo fallecido o mencionado Diru'z no
Bruna rratger A C. larao letlaO, da 16 de novembro .le 1853. a viuva por ncgligen-
por mtervencab do agente Oliveira, de ca ou condescendencia do abaixo assignado, deixou
rrrande sortimento de fazendas franrrai*. de fazero '""""'!' mmediaiamenic. como lhe com-
...;. .H.^, a J i-i lra,ncezaV ptia, e s no 1 de fcvereira do corrente anno he que
suissas eallemaasde seda., linho, la e de Seo principio ao sobredito inventario, eat apre-
algodao, as mais proprias deste mercado1 ,eille (tal'' "r' lom menc'0n',.c,o no inesmo inventario
vfuva tem recebido nao pequeas quantias dos de-
vedores do casal, e mesmo feilo IransacrOes em re-
formas de lettras, j em nome de oulrem, como de
cambio, para nao figurar o uome do fallecido ; por
estes motivos prejadicando a mulher e filhos do abai-
xo assignado, por ser sua mulher nica lierdeira fra
do casal, porque lodos os mais herdeiros a porfia o
pretendem prejudicar; por isso faz o presente annun-
co, pedindo o favor cima mencionado.
Joaquim Pereira Bastos.
Galera de retratos a oleo e daguerreo-
Cincinato Mavignier, retratista o pensionista de S.
M. o Imperador, querendo apresen lar ao respeita-
vel publico desta capital as prodcele* de seua tra-
balhos artsticos, tanto em retratos oleo, como do
daguerrotypo, por isSo esforc.a-se para desempenhar
o melhor que for possivel, contentando aa pessoas
que se dignarem a honrar o seu eslabelecimento
com Irabalhos que sejam inteiramente satisfactorios.
O aniiiiiiciante tendo vindo ha poneos mezes da cor-
le do Rio de Janeiro, desejara de'morar-se nesta ca-
pital por tres a qualro mezes, porm tendo havido
muitissimas pessoas que o tem procurado para serem
retratadas, motivo he este do aniinnciantc, seudo
grato a todos os seas patricios e amigos tenciona de-
morar-se mais lempo, e para esse lim nao tendo lido
lempo de fazer um numero maior de retratos para
apresentar ao respeilavel publico, qoe tao honrosa-
mente o tem acollado, fez com qoe em breve ven ha
do Rio de Janeiro urna cotleccao de quadros a oleo e
miniatura,tnlas e pinecsdelicadissimos da escola de
dezenho por Jiilicn, Murilo e Raphael; o annun
ciante lambem fez encommenda para a Europa de
urna machina'extraordinaria dagnerreolvpo, onde as
lamyas sao do tamanho de meia folha'de papel de
peso, que corresponde a um p de compnmenbVe
um palmo de largura. Ser sem dovida a maior que
tem de apreseotar-se nesta capital, e mesmo em to-
das as outras provincias do imperio, pois o aunun-
eiante estando informado disso porque tem estado
as principaes provincias, anda nao encontrou um
machinismo com cssa grandeza, que sem duvida dc-
ve fazer admirarao a um publico j conhecedor das
bellas arles, quando vlrem os magnficos retratos em
grandes chapas, podendo urna numerosa familia ser
representada de urna s vez. Aqoi, pois, vista dos
excessos que o annunciante emprega, e dispendios
que iem de fazer para montar um eslabelecimento, o
maior que ter.i apparecido no imperio: espera por-
tanlo de seus amigos, pWrcios e mais pessoas de tao
i Ilustre cidade que sejim benignos corno Iem sido
at agora, pois a empreza acreditara aos benemri-
tos Parnamhucanos, que tao patriticamente se pres-
taren a sustentar por presos razoaveis a essa empre-
za, o os Irabalhos de um artista que inransavel pro-
cura engrandecer o seu paiz to smeote para gloria
daquelles que aprecian) as bellas arles, l'crnambu-
cauos 1 a nossa provincia lao bella, e lendo em si os
melhoresgolpes de vista para os artistas que sabem
apreciar a nalureza, parece razoavel que coadjuveis
ao vosso patricio dedicado as bellas arles, e que qor
plantar no nosso paiz, urna escola onde a mocidade
poralgum lempo poder beber lices daquelles gran-
des meslres, qoeas suas obras conservan) perpetuo
mrito. Emquanto, pois, n3o chegam estes objeclos
que tem de formar m eslabelecimento esplendido,
o annunciante convida o respeilavel publico desla
cidade para ver alguinas produejes de seus Iraba-
lhos, ah pois adiarlo os freguezes caixinhas e qua-
dros de bom gosto, para retratos dagirerrcotypo.e por
preces raxoaveis. Aterro da Boa Vista o. 82 primero
a segundo andares.
f Aluga-se orna casa no Cachang, propra para
negocio, por ler um forno de padaria independente
da casa de morada, em muito bom local.: a tratar
Na ra Direila casa n. 111, faz-se bollo para S.
Anloiiio o S. JoAo, do mandioca e-farinha do reino
com cacho o capella dealfiuim mnilo bem feita, por
mais barato preco do que em outra qualquer par-
te: assim como vende-se vella de carnauba simples
e composla a 89000 a arroba e em libras, e anda
continua-se a dar dinheiroa premio sobre penliores
de ouro e prala.
Pergonla-sea adminislracao geral dos cslabc-
lecimentos da caridade, a raza porque nao vai em
praca publica as rendas da casa do becco da ViraeSe
Um preteniente.

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loteras de 100:0009 cada urna a irmandade do SS
l .nraJn'!n0 d P0 yisla- casa de morada, em muito: bom local.:" a tratar
.i.J. ma' de.,"82-Concedendo seis no segnndo andar da casa da praca da Boa Vista, aue
loteras a irmandade de Nossa Senl.ora do Livra- lla para a ra do Arago. .
I eH"ur 7H a ^.a?* Coda um"- al-*e lcd0 DeBcio cnm a "B <" "> do
i?J de ai de 18*2.Concedendo, urna Rangel n. 8, inclusive armado e mais iiertences: os
rt%^ 'fnwndade de Nosa Seiihora da Saude preleudentes dirijam-se a ra do Cabug, loja de-
do Pog, ,| Pauella de 64:000. fronte da matriz. '
n?J. de 9 f mai2 de,!8-Concedendo dez Alusa-se 6 primero andar da casa da ra do
Zm5Um a" San edro ^'^ de 0liuda Klar "' m< com visla P"" mar. e he muito fres-
i -; 7? cu nma' ... ca a lril,ar na mesmli na n. 145.
imeru &!L a ""V '1 ^ -^"endo urna Offerece-se nma ama para casa de hornera sol-
ivri a ,r,maP t.sT .n F{5 *,dade.-de 100:00 da urna. quer casa: na ra do Atigao u. 10. q
mrii a a. n ma=n u ^TO.Concedendo a ir- Aluga-se orna excellente casa com muito bons
manuaae ae iNossa benbora do Rosario doshomens commodos, sita no Campo Verde : a tratar ua ra
?IeI*0J' da rreguezia da Boa Visla seis loteras de de S. Goncalon. 34.
lh^iH ^., BUSCAS ENCOMMENADAS.
i.ei ii. jjtj de 19 de abnl de 18j4. Concedendo Escripturas de debito obrgacao e hvputheea. aue
riZIlJ aVT .!S ^Il!80Jde orpbSo* e 0^Pnla, fileraln P'130- J,K1 Cavalcantide Albuquerque c
I i?.ftl(eaa ,00:ft0(5 da urna. sua mulher, aos adminisiraddres da companhia ex-
Lei n. 103 de 9 de maio de 1842. -Concedendo lo- linda de Pernambnco e Parabiba, asseutada nocas-
lerias a irmandade de ftossa Senhora de Guadelu- co, abrica e animaes do engenho Matapagipe do Ca-
pe oa cidade de Olinda da mesma somma, e pelo no. Escriptura de venda da parte qoe tem no euce-
mesmo lempo, que foi concedido a Nossa Ser.ho- nho Gurjahu de Cima, freguezia do Jaboaltf, o sar-
lein nfiaToa.^- a oo ,- genlo-mr JosFilippede Albuquerque Maranhao.ao
|n?.rii. mal? de i84?" -Concedendo 10 capitao-mor Manqel Igpicio Vieira de Lcenla': com
ri!r Til! No?sa Senhora do Rosario de demarcaces. dem, de urna sort de trras de urna
i -i ? e a r! "d? u,mA n legua no lugar do Sipo, fregoeiia da Luz, que fize-
LeiB,l6de 9 de maio de 1842.Concedendo tres ramjoao Alvares de Sonxa e aua mulher, a Jos
aTSu. a ? f"! 0^? *?nnora dl Conceicao Flix Rodrigues. Tem as confronlacoes. dem,
le Vt l^t'1W.? Qma.- idem' e lerras com ,eaa de exlens8- .ta n ribel
Hb-?-" de abril de 18o4. Concedendo ra do Mel, freguezia da Lm, qoe fez JoSo Ferraz de
rrt? Mrm a.de.^^ssa Seol,ora da Oliveira a Jos Antonio OHtea de Albuquerque, por
Conmigo dos Militares de 100:0009 cada urna. 399000 r. (!!!) ^ .M ^
tri 1 ""' d= i?*2r P^^dendo tres lo- Precisa-se de um meatao l* 13 a 1* anuos para
ras a majriz de Santo Anlao de 64:000 cada caueiro de taberna : u rao Hospicio n. A, da-se
t i mrf *,,, u ., preferencia aos ebegados ha ,.
i;S!^llJ ab.r" d ^--Concedendo A obra do hospiul Podro II, precisa comprar
duas loteras a ordera lerceira de Nossa Senhora do 400 pranchOes de louro lascado: auem quizer ven-
Le?T 2f" aI T:W ^V"^ '""A "'"da-se com o dboctor Antonio jio Gomes
Le n. 330 de 19 de abnl de 1854.Concedendo do Correio.
1 capeUa de Nossa Senhora O padre Joaquim d'AsoaumDco Saldanha, aca-
I w %S7o a ^al"c,aJe 100:000 cada urna, demico do lerceiro anuo juridWpropoe-se a dar li-
:Concedendo urna "es do lalim, francez, geometra e geographia : em-
icaSutx ,r,MDdade ** SanURiladeCassiade
Leiu,^0dei9 de abril de 1854Concedendo
urna lotera de 100.0008 a irmandade do Senhor
da* Boa VWa **"* i '8rCJa da &""a Cruz
Le n. 330 de"l9 de abril de 1854. Concedendo
urne rotera a irmandade de San Bom Jess dos
Martynos da cidade de Goianna de 100:000.
Le n. 330 de 19 de abril de 1854. Concedendo
duas loteras ao recolhimento do CoraeSo do Jess
de Iguarass de 100:0008. cada urna.
Le 330 de 19 de abril de 4854J Concedendo duas
rfJ!?*" rec<"n)ento da Soledade de Goianna
de 100:0008 cada urna.
Lei n. 304 de 10 de maio- de 1853. Concedendo
tres loteras de 120:0008 cada nma uo cidadao Fi-
Iippe llena Calado da Fonseca.
O thesoureiro,
Francitco Antonio de Oliveira.
Approvo.Conforme. Antonio Leite de Pinito.
'------------------- -^ ^u"i pregar todos os esforcos posiiiveis no bom desempe-
nho do magisterio. As pessoas que quizerem ulili-
sar-se de seu presumo procurem-o na ra Nova, ca-
sa n. 21, lerceiro andar.
Manoel de Lizarralds, mudou seu escriptorio
daruadCadeia n. 12 para a ruada Cruz n. 13.
segunde andar.
Arrenda-se um bom sitio em S. Amaro,com boa
casa, suas frnleiras, e pasto para doze vaccas : quem
ojirelender dirija-sa a ra. da Gloria n. 70.
O bacharel formado em malhemati-
cas, Bernardo PereiradoCarmo"Jnior, en-
^ sina arithmciica, algebra e geometra, das
4 as 5e meia horas da tarde : na ra Nova
sohrado.n. 56.
Paro a 2. parte da 5. lotera concedida pela lei
provincial n. 100 de 9 de maio de 1842, em oe-
uTm!V 0bra$ da matriz daBoa ''W<.
3000 BUbeles lOJfOOO
5sT|( Beneficio
e sello
30:0008000
6:fJOrj000
1 Premio.
1 Dito.
1 Dito.
1 Dito.
2 Dilos.
12 Dilot;
726 Hilos.
754 Premiados.
2246 Braucus..
3000
10:0008000
4:0008000
1:0008000
4008000
2008000 4008000
100800O ,4008000
508090 ttO&OOO
208000 2408000
108000 7:2608000
24:0008000
24:0008000
descont de 8 por cenlo. O Ihesourciro Francisco
Antonio da Oliveira.Approvo.Palacio do gover-
no de Pernambuco, 7 de junho de 1854.Figuei-
redo.conforme, ^afonio Leite de Pinho.
DENTISTA VH/iKuu
@ Paulo Gaignoux, estabelecdo na roa larga 9B
m do Rosario u. 36, segntido andar, colloca den-
t les com gengivasarliciaes, e dentadura com- A
Pu- ou parlo della, com a pressodoar. a%
? la!>enitem para vender agua dentfrice do
""erre, c p para denles. Roa larga do m
RM"o n. 36 segundo andar.
sr- Arrenda-se um sitio em Beberbo de bailo
com casa de lapa e com bastantes comm^to tendo ?. q" ^ as peM'M inler
o Mbo muitos rvnredca de fruclo! %M?i& lir mul1*,lnpo,,M Pcl arl- do lit
ve" entran b,Uf P" Pm-^n 5Sll "o roHn,Clpae9-
vrteme, as melhores Ierras quo ha nesto lunar oara
pliDlacooo e pnl0 par. ra*!, de |ejt -t';,a,gra^Panra
mesmo lugar entrando o beceo do fundi! a pri-
Perdeu-se no dia 4 do correle urna ataca de
cabello, encastoada em ouro, com tres lettras J. T.
P., a sahir do convento de S. Francisco, at a ru
das Crozes: quem a tiver adiado querendo entregar,'
dinja-se a ra larga do Rosario n. 39, que ser gene-
rosamente recompensado.
Fugio. urna rolinha cascavel: quem a pegou
lenha a bondade de leva-la a roa do Turres n. 16.
D. W. Baynon cirurgo dentista americano
reside na ra do Trapiche Novo n, 12.
Precisa-sede nma preta para o servijo de urna
casa eslrangeira de pouca familia : no aterro da Boa-
Vista n. 1.
Otlercce-se um rapaz portugoez cheeado ha 5
mezes, para caixeirode taberna, do queja tem bas-
tante pratica: quemoprelender, dirija-se a taberna
da ra dos Mnrtyrfoi u. 36.
Jos Rodrigues Sordos e Jos Joaquim Gonral-
ves, abaixo assignados, fazem publico, que de accordo
e amigavelinenlederam por extincla a sociedade que
linham feilo na refinado sita em Fora de Portas n.
120, e no deposito de assucar na roa da Cruz n. 52,
coja exlincta sociedade girava debaixo da firma de
Goncalves j Rodrigues ; a exlincta sociedade julga
nada dever praca, roas uo caso de alguma pessoa se
julgar credor poder no prazo de 3 dias apresentar a
sua conla, que ser inmediatamente paga, tanto por
um como por outro dos cx-socios; assim como de un-
nime accordo ficam perlenccndo a Jos Rodrgoes
Sordos a relinacao com lodos os seus perlences de
Fora de Portas j>. 120, e a Jos Joaquim Goncalves o
deposito da ra da Cruz n. 52, cujos cstabelecmenlos
desla dala em dianle giram independenles um do ou-
tro, c debaixo da firma particular de seusproprios
dones. Recife 8 de junho de 185'..Jos Rodrigues
Sordos.Jos Joaquim Goncalves.
. Casa da afericao, na ra das Aguas-
Verdes n. 2&.
P Jer'dor faz scienle, que o prazo mareado pelo
ari. u do reaimcnlo municipal para pagamento da
revisao, Imaiisa-se no dia 30 de junho corrente ;fin-
nlnHafl^Li1*? "'.P68?3 >leresadas incurias as
11 das postoras
r^ZSi aA< '"""dadede N. S. da Soledade da
ireguezia do SS. S. da Boa-Vi,la,partcipa a lodos os
seus irjnaos que nao leve logar fazer-se a clcico no
da 4 do crranle como liuha annunciado, por Taita
de irmaos, pelo que roga novamcnle a lodos os rmaos
para comparecerem no consistorio ,ta mesma irman-
dade no da 11 do corrente, certos de que com os ir-
--iCpzinhare
Precisa-se de um padeiro que enlend do ian nwn.mir : quem o
o *erviCo de urna nadara, para r"ra "a"1**,? Independencia n. 5.
guas : qoem pretender, dirija-se ao aterro da ^' i. ~i baixo assiRnado mejlre iMreineitj, csUbe-
Viao, padaria n. 41, que achara eom nuera irSS" ",d"."* "" d.8 Ca na rnrri na ,m, ." 7 Y H'-a "b urna pes- r~--------T ,......-(--" H inesma irman-
soa forra ou cscrava, para trabalhar com cavallos dade no d,a H du correnle. certos de que com o's ir-
Na roa da Cruz n. 35 loja de sanateiro nre mii0aue comparecerem so fara a eleii;ijo.
cisa-se de offlciacs do masmo oOlcio Aluga-se urna preta que sabe coser, cpznliar e
- Pre.isa-sedeumpaderoquc"enieni|dB|nHn S!TL,5L:.:?u!-'prel,"der' diriJa^ a P/aca da
a quem comprar urna arm.ic.ao de louro, oua na i""'"t""" '"" ,,,u,,.luu" uo'ui" -iiii~
mesma xisle, e que pode servir para qualquer esta- i TavarM- o abaixo assignado faz a presente de-
lielermento, menos para taberna : a tralar ii.i nieT r,araa para arn-ilar-de si qualquer nnio conceito
ma ra, taberna n. 42.
Preriu-se de urna ama que jaiba cozinhar e
^ugusia 11.17, casa da quina.
'i-'
---------5(-----^... ....(<..., ubm {UBIUUtri IU.II> t,,H.
que possa resultar da referida parle de polica.
('hristiai/o Jos Tacares.
Aluga-se :i sala do primero andar do sobrado
n. 17 na rua da Cruz: quem a pretender, dirija-se na
mesma rua ao armazem n. 23.
Galctia de retratos a oleo e da-
guerreotypo.
Cmciuito Mavignier, rclratsla e pensionista deS.
M. o Imperador, sendo mil vezes grato a to magn-
nimo monarcha, vai distribuir gratuitamente enlre
todas as pessoas que forem a seu eslabelecimento se
retrataren) pelo syslema daguerreolvpo, eslampas
onde rcpresenlam o busto de S. M. o Imperador, de-
senliadas e lltographadas no Rio de Janeiro pelo
annunciante, em ponto grande. O annunciante dese-
jando que os seus patricios e amigos conservem a
lembranca de seu monarcha, por isso convida ao pu-
blico desta capital para ver acxposi;ao que j prin-
cpiou sabbadu passadoe finda quiita-feira, no seu
eslabelecimento, a exposicao do retrato de S. M. o
Imperador, em ponto natural : no aterro da Boa
Visla n. 82 primero e seguudo andares.
Aula de desenlio e pintura.
Cincin.-.lo Mavignier, retratista e pensionista de
S. M. o Imperador, Iem aborto a sua aula de desenlio
a*pedido de muilissimas pessoas que para esse lim se
empenham.
Necessila-se de urna escrav.i ou cscravo que sc-
ja bom cozinheiro e que entenda Indo perlencenle a
cozinha : no consulado americano n.4, rua do Tra-
piche, ou no armazem de Davis & Com lanhia, rua da
Cruz n. 9. ,
Na rua do Crespo n. 16, esquina da
rua das Cruzes, loja da viuva Brandao &
Irmao, precisa-se iallar com frSr. Esteva
Jos Paes Barreto, a negocio de seu inte-
resse.
Precisa-se contratar por empreita-
da, a construcrao de urna coberta de te-
na, sobre pilares de tijolo ou columnas de
ferro, em um terreno murado., na rua de
Santa Rita prximo a' Ribeira.pertencen-
te a' companliia brasileira de paquetes de
vapor: quem estiver as circumstancias
de fazer este contrato com as necessarias
garantas, queira apresentar sua proposta
com toda a brevidade ao agente da dita
coinpanhia : na rua do Trapichen. 40 se-
gundo andar, aonde tambem se dar
qualquer esclarecimento.
JH D. hereza Alexandrinade SouzaBandi-"
ra, professora particular de primeras lettras.
costura e bordados, acaba de estabelecer den-
tro de aua aula os dous ensinos de gramma-
lica portuguezae msica, havendo all mes-
mo nm piano destinado para o esludn das
aprendizes ; no paleo do Paraizo, segundo
andar, junto a igreja, tralar-se-ha a respeito.
Prccisa-se alugar urna criada, livre ou cscrava,
que saiba engommar bem, e cuidar de mancas, em
nina familia pequea: quem esliver ncsle caso, c
quizer conlralar-se, dirija-se casa n. 83 da rua do
Pilar das 8 s9 horas da manhaa, ou das 4 da tarde
usSdanoite; nao se duvida pagar generosamente,
sendo pessoa activa no servico, e hbil.
J. Jane dentista,
contina rezdir na rua Nova, primeiro andar n. 19.
O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho mo-
dou-se para o palacete da rua de S. Fraucisco
(mundo novo) n. 68 A.
Precisa-se de urna cscrava para o servcn de
urna casa de pouca familia : na ma do Hospicio 3"
casa nova direita depois de passar o qnarlel.
O Dr. Joao Honorio Bezerra de Menezcs, S
formado em mediciua pela faculdade da Ba-
OS hia. offereco seus prestimos ao respeilavel pu- @
blioo desla capital, podendo ser procurado a
^ qualquer hora em sua casa rua Nova n. 19, $$
segundo andar: o mesmo se preste a curar
gratuitamente aos pobres.
@@&@>$&a))#:(_
t..
O cautelisla Salusliano de Aquno Ferrera dei-
xou de vender cautelas das loteras do Rio de Janei-
ro desde dezembro de 1853, e tem marcado o prazo
de um anno qoe se ha de lindar no dia 27 de maio de
1855 para a liquidadlo das referidas cautelas que ajn-
da existen) por pagar.
Anda se precisa do urna ama forra ou captiva,
para fazer todo servico de urna casa de mu peque-
a familia, e que compre na rua : na roa da Concei-
clo n. 9, ou no escrplorio desla rypographia, rua
das Cruzes.
, O Sr. Jos Martins de Castro, queira apparecer
ua ruado Livramenton. 25, a negocio.
No dia 6 do corrente, perdeu-se urna carteira
desde a loja do Porto C. na praa da Indepen-
dencia, al o beccu do Noronha, conlendo em sedu-
las 6008 e tantos mil rs., 4 moedas em ouro de 208
rs., c2de 168 rs., e urna leltra do 200 e lanos
mil rs., sacada pelos Srs. Rocha & Lima, e aceita em
16 de maio ; pelo qne se roga a quem ativer adia-
do queira r enlrega-la n. rua do Vigario n. 16,
laierna de Joao Siman de Almcida, aonde receber
1008 rs. de gralilicacao.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rua do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, linas e grossas, por
precos misbaixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalho, afliancande-
. se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
lirio-s de combinacao com a
maior parte das casas commerciaa
jp inglezas, francezas, allemaas e suis-
I sas.para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto offerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a'.todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da rua do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
Precisa-se alugar ama cscrava, fiel, que saiba
bem engommar, coser e fazer mais servico de urna
casa de familia, paga-so bem : na sua Direita n. 131,
por cima da botica do Torres.
Homceopathia.
CLNICA ESPECIAL DAS MO- S
LESTIAS NERVOSAS. S
Histeria, epilepsia ou gota co- S
ral, rheumatismo, gota, paraiy- w
sia, defeilos da falla, do ouvido e w)
dosolhos, melancola, cephalalgia ^
ou dores de cabera, enenaqueca, {A
dores e tudo mais que o povo co- ftft
nhece pelo nome genrico de ner- /A
voso- *
As molestias nervosas requerem militas ve- "Ov
zes, alm dos medicamentos, o emprego de )
onlros roeios, que desperlem ou abalam a ^
sensibilidade. Esles meios possuo eu ago- *9
ra, e os ponho a disposicjlo do publico. (&k
Consullas lodos os dias (do graca para os T
pobres), desde s 9 horas da manhaa, ale ^
as-duas da larde, rua de S. Francisco I.Miin- (
do-Novo, n. 68 A,Dr. Sabino Olegario *
Ludgero Pinito.
Precisa-se iallar com o Sr. Antonio
Pinto Soares, a negocio urgente: na rna
do Trapiche Novo n. 16, segundo andar.
No escriptorio de Novaes & Compa-
nliia na rua do Trapichen. 34, primeiro
andar, tem para vender por preco com-
modo chapeos do Chile de tocios os tama-
nhos e qualidades, ditos de feltro todos pre-
tos ; assim como rosarios de missanga de
todas as cores e tamaitos.
Aluga-se um sitio com casa de vivenda no lu
gar dos Afogados na rua de San Miguel n. 39: a tra-
tar na rua da Coneeico da Boa Vista n. 58.
se J. C. Halie, tendo de r a Europa, deixa por
u bstanle procarador e na administradlo da sua
casa commercial, o Sr. K. I. Schmellau.
Uesencamnhou-se de Macei para esta cida-
de, urna lelra n. 56, da quantia de 115g, a prazo de
seis mezes, sacada por Joaqun) de Oliveira Maia,
em 21 de marco passado, e aceita pelo Sr. Joaquim
de Azevcdo Villarouco, em consequenca do qne o
sacante da referida lelra previne ao publico, para
3de nenhumapessoa faca Iransacaocom a menciona-
a lelra, por ja se achar prevenido o acetenle, para
s apagar ao abaixo assignado.
Joaq'nim de Oliveira Maia.
Quem precisar de um pequeo com pralca de
taberna : trate na rua da Cadeia do Recite n. 23.
Na rua da Cruz n. 35 leja de sapaleiro, precisa-
se de ofiiciaes do mesmo ollicio.
RAP PRINCEZA
DO
RIO DE JANEIRO.
GROSSO MEKH1R0SS0 BfHO.
DA FABRICA DE
ESTEVAO GASSE.
O deposito geral na rua da Cruz do Recite n. 23
couiinii.i a ler as qualidades de rap cima; bem
como o noro.AHAREI.lNHO. O seu fabricante he
a melhor recommendaco, que este novo rap pode
ler, ribis he um dos mais autigos fabricantes do ra-
p de Lisboa; e que na cuiifeicao de todas estas
qualidades Iem mostrado o, emprego do melhor
syslema, avista do longo lempo que se conserva
fresco, e sempre com o melhor aroma. .
Precisa-se alugar um prclo para Irabalhanem
relinacao : na rua da Concordia n. 8.
CHRVSTALOTYPO.
Gabinete enriquecido de bellas pinturas,
pelo antigo enovo estylo, no aterro da
Boa-Vista n. 4, terceiro andar.

J. J. Pacheco, ventajosamen-
te conhecido as principaes pro-
vincias do Brasil, he chegado ha
ponen lempo dos Eslados-Uni-
dos d'endc tronxe a melhor ma-
china e o melhor methodo do re-
tratar que tem apparecido nOs
no Brasil como em toda a Euro-
pa. O sea trabalho nao he inferior ao de seus ha-
bis mestres Hrs. Insleys e Giirneys da'cidade de
New-Vork, e elles-mesmostiveram occasiode exa-
minar seus retratos c acharem-nos magnficos. Olto-
cenlos c tantos retratos teem sido lirados nesta cida-
de pelo annunciante das principaes pessoas, que tan-
to o Iem honrado e a quem tanto o artista seconfes-
sa grato. He chegado ha dias da America para este
eslabelecimento um cem numero de objeclos para
collocar os retratos, constando de cxplendidas cai-
xas, riquissimos quadros dourados e de mogno, al-
neles, redomas e anneis. Os vidros para os retratos
sao de. ama grossura admravel, o que muilo con-
corre para qoe wbre-saia a piolara isenta das bo-
litas e outras imperfeiges que se encontrara nos vi-
dros ordinarios. O artista leero de seguir muito
breve para a corte, previne a (odas as pessoas que
desejarem nma perfeila scmelhanra de suas feces,
possuindo um retrato claro e traeos perfeilos o intel-
lijjveis, e cores fixas e uaturaes, isenjas de sollre-
rem a mnima alleracao rom o lempo, que queiram
dignar-se procora-lu todos os dias quer esteja-o lem-
po claro ou escuro. No mesmo eslabelecimento
produzem-se copias liram-sc grupos de familias,
preparam-se algumas composi^oeschimicas, superiu-
O arremtenle do subsidio provincial de 2500 rs.
por cabeca de gado vaceum que se consumir no mn-
cipio do Recife, no trennio a decorrer do 1" de iu-
Iho de 1851 em dianle ; convida a quem quizer com-
prar o subsidio das freguezias de Afogados, Muribeca,
Sanio Amaro Jaboatao.S. Lourencp da Hala, Vanea
e Poco da Panella, de dirgirem-se a roa das Cruzes
no bairro de S. Antonio n. 30, com suas proposlas -
declarando seus fiadores, al ao dia 15 do corrente,
emque se concluir o ajuste cornos que aonare-
cerero. rr^
* Alexandre Jos da Silva, vai a Europa.
" De novo e faz sciente, que ns
bilheles de entrada para o mni-
bus Pernambucana, em dreccao
a Apipucas, nos domingos e dias santos, se vender
na rua Nova n. 57, lodos os dias desde as 6 horas da
manhaa at as9 da noite.
COMPRAS.
Compra-seo Jornal do Commereio n. 154 de 4 de
junho do anno passado, e os snpplemenlos ao mesmo
jornal ns. 158 e 160 de 8 10 do dito mez : na li-
vrara da braca da Independencia n. 6e 8.
Compra-se escravos de ambos os sexos e pa-
gSo-se bem,assim como tambem se receben) de com-
missao : na rua Direita n. 3
Compra-se urna casa terrea, sendo em ras fre-
quentadas e no bairo de S. Antonio, ou S. Jos :
quem. liver annoncie por este Divio.
\ Compra-se prata brasileira e bespa-
nhola : na rua da Cadeia do Recife n.
24, loja de. cambio.
. Compram-se electivameatc cobr,
latao e bronze velho : na fundicao de fer-
ro da ruado Brum n. 6, 8 e 10, passan-
do o chafariz.
Compram-se casas terreas oil so-
brados de um andar : na livraria n. 6 e
8 da ptae>. Comprare urna casa terrea na rua das Cruzes,
em bom estado : quera se achar era circumstancias
de vender, dirija-se rua larga do Rosario, fabrica
de cigarros 0-41.
Compra-se una preta que cosa e engomme
nem, e ama dita qulandeira: na rua da Cadeia do
Recife, loja n. 64.
Compram-se burros que sejam grandes e novos:
na rua das I-arangciras n. 18.
Compra-se urna algebra de Lacroix, inda qae
seja usada : quem liver annuncie.
Compra-se um e mais predios qoe sejam bono,
e as ras do Aterro, Nova, Crespo, Cadeia' do Re-
cife, Cruz e Queimado : quem os tver para vender.
dirjase a ruada (loria n. 70,; qoe se dir quem os
Carro e cabriolet.
Vende-se um carro de 4 rodas com i assen-
9 los.e um cabriolet, ambos em pouco uso, urna
boa parelha de cavallos e um ca vallo'para ca-
9 briolet, tudo por commodo preco ; na rua @
Nova, corheira de Adolpho.
Vende-se rap igual ao de Lisboa, i 2g000 :
na rua da Senzala Velha n. 70, segundo ou terceiro
andar.
Vende-se urna canoa de rarreira, Dora, de a-
marcllo. inlcirica rom embonos,pintadae prompla :
no lim da rua da Concordia, no estaleiro de carpin-
tero, a fallar com o Sr. Jos Carvalho da Fousera.
Vende-se urna prela moca de boa coodncta,
com bom leite, e com nma fillia mulatinha muito
linda de 6 mezes, a prela cozinha bem, engomma
cose, lava, e faz todo o mais servico de casa : na
roa dos Quarleis n. 24.
Arados americanos.
Vendem-se arados americanos chegados l-
timamente dos Estados-Unidos, pelo barato
preco de 40000 rs. cada um : na ruadoTra- #
piche n. 8.
pretende.
VENDAS
res as que veem de fra, c vendem-se lodos os prin-
cipaes processos do daguerreolvpo e mesmo do novo 'flue foram arrematadas na porta da aifandesa or
erem-sc molhado com agua de chova, beavaria que
mal nenhum causa: na raa do Hospicio sitio do Leo,
das 6 da manhaa as 8, e a tarde das 4 em diante.
Vende-se urna escrava de nacao com cria: quem
a pretender dirija-se a Fora de Portas n. 127.
Vende-se urna escrava de 18 annos Oe linda fi-
gura, com as habilidades de coser, engommar, fazer
labyrintho e marcar, e he recoUfida : quera a preten-
der, dirija-se a povoacao de Tigpi, a Iratar com
Manoel Jos daCunha, pois he muilo conhecido ues-
te lugar.
r ~.r Veni1e"se a taberna da roa Nova n. 40, com o
nindos a vonUde do comprador : a Iratar na mesma
rua n. 65.
Vendem-se duas casas de sobrado de 2 andares
as nas das Cruzes.e Cambo do Carmo, assim como
una paite de urna casa de sobrado de 2 andares na
rua da Aurora, a duas casas terreas, sendo um na
Boa-Vista e outra na rua dos Burgos : afallar com o
corretor geral H. Carneiro.
OPTIHO VINHO DE COLLARES,
em barris de 7 m. pipa : no eseriplorio de Augusto
f.. de-Abreu, na rua da Cadeia do Recife n. 48. pri-
meiro andar.
Irabalho, pela quantia de400SO(K). prometiendo des-
eobrir todos os misterios deste trabalho c que tem
sido a ruina nn crdito de militares de artistas. Qual-
quer material ser vendido a dinhejro visla. O
respeilavel publico contina a ser convidado a visi-
tar o esUbelecimenlo embora nao queiram retratar-
se. As familias que liverem de retratar mais de 6
pessoas leram um abatimenlonos procos.
Aluga-se ama boa sala, alcuva e quarlo, de nm
andar na rua do Queimado : a tratar na mesma raa
n.21.
O abaixo assignado. no da 15 deste mez abre,
no primeiro andar da casa n. 14 da rua do Queima-
do, ma aula para ensnar a fallar e escrever o in-
gle!. Para maior commodo dos alumnos haver dnas
classes; urna de tarde e outra de noite : as pessoas
que quizerem frequenlar qualquer desla* duas clas-
ses, se serviro cntender-se com o abaixo assiguado,
no escriptorio da companhia de seguros, Ulilidade
Publica, do meiodia at 3 horas da larde.!.
'i, Jostda Maya.
Ao barato:
Boavcnlura Jos de Castro Azevedo, com loja efa-,
brica de chapeos na rua Nova n. 52, junio a casa da
Illma. Cmara Municipal, temasalisfacao de annun-
ciar ao respeilavel publico desla cidade e particu-
larmente aos seus amigos e freguezes, qne comprou
em leilao um grande sortimeulo de chapeos, miude-
zas e calcados de todas as qualidades, o que os est
vendendo pelos precos abaixo mencionados: sapalos
de bezerro para homem, o par 19000, ditos de couro
de lustre francezes para senhora a lO0O, bico de
puro linho para talhos de vestidos, a vara 500, fran-
ja para loalhas, a vara a 100 e t20, meias pretas de
seda para homem a 500 rs., urna du/ia de grampas
para cabello por 10 rs., quatro novellos de fortes li-
nbas de cores por20 rs,, meiaduzla de agulliciros por
20 rs., c outros muitos objeclos, que por elles nao se
engeitam lucro por mais diminuto que seja.
Ainda se precisa no sobrado da rua de S. Fran-
cisco n. 8, de urna cscrava por aluguel : quem'a li-
ver dirija-se ao mesmo sobrado.
Na ruada Soledade n.7, na grandewrieda-
de de roseiras de qualidades novas, muito dilTcrentes
entre si, para os senhores que dellas se quizerem
servir, e aplanlarem melhor seus jardins para recreio:
assim como ha nutras minias flores.
No dia 5 do corrente furtaram'da
porta da alandega tres barris equatio
meios ditos de manteiga francesa : roga-
se as pessoas a quem forem oll'erecidos,
queiram toma-Ios e participar na rua da
Cadeia n. 40, terceiro andar, aonde se
dar' urna gratificarao.
LOTERA DORIO DE JANEIRO.
Acham-se a venda os bilheles da lotera
18 do theatro de Nictheroy, a qual corren
no dia 29 ou 30 do passado, as listas sees-
peram no'dia 14 do corrente pelo vapor
Imperador a entrega das quaes seriio
pagos os premios.
1 Aluga-settma casa terrea grande,
em Olincla rua da Bica de San Pedro com
tres salas, tries quartos, cozinha grande,
copiar, quintal grande murado com por-
tao e cacimba, cujo aluguel he de 14$
mensaes: quem pretender dirija-se a An-
tonio Jos Rodrigues de Sousa Jnior,
rua do Collegio n. 21, segundojandar.
O arrematante do imposto da aguar-
dante consumida no municipio do Reci-
e, avisa a todos em geral, que poralgum
motivo estao a dever ao mesmo contrato,
qne do dia 10 do corrente e.m diante, pas-
sa a tiraros restos dos executivos confor-
me a lei, para liquidar ate 50 do corrente.
F. Dragn relira-se para a Baha.
Quem precisar alugar um cscravo preto para o
servico de casa e rua, e-para qualqoer armazem, ca-
patazia, trapiche ou prensa: dirga-se a qualquer
liura do dia a rua da Soledade no silio dos quatro
lees, que achara com quem tratar.
Arrenda-se um silio ni Boa Viagem com plan-
la de capim, arvoredos te frtelas o trra para plan-
tar: quem pretender dirija-se ao paleo da matriz
de Sanio Antonio n. 8.
Precisa-se de una pessoa que se encarreguede
acabar de cnsinar a ler, escrever e contar bem, e
grammalea portagueza, a dous pequeos : na rua
da Senzala Velha 70, segundo ou lerceiro andar.
Francisco Joaquim da Silva, subdito portu-
guez, relira-se para fra da provincia.
ATTENCAO'.
Na rua do Trapiche Novo n. 4, acha-sc nova-
mente um ptimo billiar para se divertir a rapazia-
da, assim como llavera das duas horas da tarde em
dianle bello caf muilo bem feilo e com aceio, e to-
do c qualquer refresco e bebidas, que se procura as
.casas desla ordem, ele. ele.
Na rua "los Mailv i ios n. 14, se dir quem tem
para vender diversas obras de ouro sem feitio, como
sejam: 1 lindoulfinete para seiihura, brincos, 1 bo-
nita corrente, 1 anneao com 5 diamantes, 1 enroa,
1 resplandor, sendo um maior e outro mais pe-
queo, I imagen) da Conceicao, 5 enlejes para cn-
tero de menino, 2 ligas c uns corazes para menino,
ludo obra com pouco uso c muilo precisa.
Precisa-se de urna prela escrava, que cozinlic e
faca o mais servico de urna rasa de pequea familia,
naua-se bem : a Iratar na rua da Cadeia do Recife
p. 23.
A mesa arlnal da irmandade do SS. da fregue-
zia ile S. PrV Pedro Goncalves do Rerife, convida a
iodos os .irinans comparecerem no consistorio da
mesma, iiodoniiugo "11 do crrenlo s 10 horas da
manhaa, para se fazer nova eleic/to.
DICCIONARIO DECONVERSACAO'.
Vende-se o diccionario de conversacAo e de leiln-
ra: na livraria n. 6e8da.praca da Iudependen-
cia.
Rolao francez.
Vende-se a apreciavel pitada deste rolao
francez, s as iojas dos Srs. Bourgad,na
ruada Cadeia do Recife, e na de Jos Dias
da Silva Cardeal, na rua larga do Rosario,
em S..Antonio.
Velas de carnauba.
. Vendem-se caiAs do 30 a .50 libras de superiores
velas de cera rte carnauba, fabricadas no Araratv :
no arrrazem do couro e sola, roa da Cruz n. 15.
No aterro da Boa-Visla n. 80, vende-se gomma
para engommar a 80 rs. a libra ; cha prelo bom de 3
embrulbos urna libra ljj920 rs.; feijao fradnho a 320
Milho novo.
Vendem-se saecae com milho novo, pelo barate
preco de 39000 rs. cada ama: na rua do Pstelo Pu-
blico nj|7.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODA'O
DA FABRICA DE TODOS" OS SANTOS
NA BAHA
Vende-se o superior panno de algodao
desta fabrica, proprip para saceos e roupa
de escravos : no escriptorio de Novaes &
Companhia, rua do Trapiche n. 34/pri-
meiro andar.
Vende-se manteiga inglezanova, para bolos de
S. Antonio eS. Joao, 480 e 610. e cartas de (ra-
ques forjes a 140 : no pateo do Carmo esquina da
rua de Moras taberna n. 2.
No pateo do Carmo, taberna n. 1, vende-se
manteiga ingleza n. 640 rs.
Vendem-se fog&es americanos chegados ltima-
mente dos Eslados-Unidos: na rua do Trapiche
n. 8.
V endem-se 4 escravos, 1 mulato de 20 annos,
1 moleque de 17 annos, 1 preta Uvadeira e engom-
madeira, 1 preto de 40 annos e 30 travs de pao dar-
5 : na rua larga do Rosario n. 25.

rs. a cuia e gruEatoba a 200 rt.; agurdenle de can- epo.iio da fab da Iodo, oi lut,
na superior a 160 rs. a ca.iada. Vende-se,emeasa deN. O. Biehe" &( ,
Sacca com farinha e milho.
Na loja n. 26,da rua'da Cadeia, esquina do Becco
i^argo, vendem-se *accs: com superior farinha da
(erra, e saccas com milho por pre<;o razoavel.
Vende-se om-bote grande e muito bemeons-
uuido, por prego bstanle commodo: os preleodenles
dirijam-se a rua do Passeo, fabrica de chapeos, que
acharo com quem Iratar.
' Vendem-se mais barato qae as lojas, pegas de
slgodao inglez trancado e liso, da melhor qualidade
-r Na rua da Penha n. 23, primeiro andar,'* di-
r quem vende 1 relogio patente suisso, caixa de ou-
ro, com urna* corrente com chave para o mesmo, 1
dito caixa de prala donrada, o tomo primeiro do Ge-
nio do Chrstianismo, o tomo segando da Igreja Mi-
litante, o se compram os lomos que faltan) para
completar as duas obras.
Vendem-se saceas com milho muito superior,
sem furo, por preco commodo ; no caes do Ramos
n.4.
Vende-se urna balanca romana com todos os
seus perlences, em bom uso c de 2,000 libras : quem
a pretender, dirja-se ,i rua da Cruz, armazem n. *1
Veudem-sc 8 escravoi, sendo 2 pretos mocos e
6 escravas de bonitas figuras com varas habilida-
des : na rua Direita n. 3.
Vende-seo sobrado de dous andares n. 7 da rua
dos Burgos : nesta Iv pographia se dir quem vende.
Vende-se um par de perneiras novas, para o
lempo presente, por barate preco : na roa da Cruz
n. 21.
Vendem-se relogios de ouro, patente inglez,
ja bem-coiihecraos, e papel de peso proprio para es-
crever pelos paquetes ingleos, fio de linho proprio
para sapateiro e alfaiale, lindas do novellos c de car-
mel : en casa de Russell Mellors & Companhia,
roa da Cadeia do Recife u. 36.
A 500 RS. A YARA.
Brim trancado braiico de puro linho, -nuilq en-
cornado : na loja da esquina da rua do Cresnp que
volla para a cadeia.
Vende-se no caes do Ramos, armazem n. 2,
farinha em suecas, de superior qualidade, por me-
nos do que em outra qualquer parte,
Toda attenqao, que he muito barato. '
Na loja de Leopoldo da Silva Queiroz, roa do
Queimado n. 22, vende-se corles de vestidos de ba-
ilado e barra muito bonitos a 49500 rs., dito de
cassa chila fazenda superior a 29000, casemiras de
algodao bonitos padrees e encorpadas a 310 rs. 9 co-
vado, corles de cuteles de fuslao dos maia modernos
a I92OO rs. cada um, ditos gorgurao de seda, ditos de
sem lavrado de bom goslo a 59000 rs., chpeos de
sol de seda com excelentes cabos a 89400, ditos
pretos para cabeca de bonitas formas francezas
69100 rs.,cortes de casemira oMwresa|59200,merns,
princczas, panno tino,chitas de cores fixas e bonitos
padrocs a 180e200rs. o covado, lencos de relroz,
manas de seda, chales de dita os mais modernos, e
outras mais fazeudas quo avistadlo comprador se
dir o prejo. ,
Vende-se um mobcole de nnco, de 20 23 an-
nos de idade pauco mais ou menos, sem-vicios nem
achaques? honila figura, e perito ofllcial de sapa-
leiro, o qual faz por semana 3 pares de hbras : a
Iratar na rua da Cadeia do Recite, loja de terragens
n. 56.
Quem os vir, nao deixa de comprar.
Na loja de Leopoldo da Silva Queiroz, roa do
Queimado 11. 22 existe uu> abrmenlo de chales de
algodao de bonitos padrocs, quo se vende pelo dimi-
nuto prejo ile 19000 rs., cada um, para acabar.
Vende-se pannojde linho, largura de 10 palmos,
proprio para lenriies de cama, pelo barato pree de
2900O rs. a vara: na rua do Crespo ao lado do'arco
deS. Aulonio loja n. 3.
QUEDSE PRESUNTOS.
Nn rua da Cruz do Recite no armazem n. 62. de
Antonio Francisco Marlns, se vende os mais supe-
riores queijos londrinos, presuntos para fiambre, l-
timamente chegados na barca ingleza 'alpa-
raito.
.-------- -m rS" rua
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muito proprio para saccosde assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Vendem-se emeasa de Me. Calmont 4 Com-
panhia, na praca do Corpo Santn. II, o seguinle:
vinho dcMarseilIcem caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em novellos e carreteis, bren em barricas muilo
grandes, ac de milao sortido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rna da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um GOmpleto sortimento de moen-
das e meias moendas para engeribo, ma-
chinas de vapor, e taixas d Ierro batido
e coado, de todos os tanauhos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e holiandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento da
assucar, acha-se a venda, em latas de tl>
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz, n. 4.
SANOS.
SALSA PARBILHA.
VicenteJos de Brito, anico agente em Pernam-
buco de B. J. D. Sands, chimico americano, fax pu-
blicoqe tem cliegado-^ejlajpraca ama grande por-
cao de frascos de llia de Sands, que sao
l-'ARINUA DE'MS'fJiOCX"
Vende-se a melhor farinha de mandioca
que ha no mercado, a bordo do brigue nacio-
nal 7;ica, c da escuna Xeloza chegada de S.
Cathariiia para porcoes, no que se far aba-
le empreco: trata-se com os consignalarios
uo escrplorio da rua da Cruzn. 40, primeiro
andar.
N. B. Para maior vanlagem dos comprado-
res, podem dirigirse ao Forle do Mallos e
junto ao trapiche do algodao chamar para
bordo, quesemanda logo bote Ierra.
Veude-se um cbriblef com sua competente
coberla e arreos, ludo quasi novo ; assim como 2
cavallos do mesmo ja ensillados e mansos : para ver,
na cochcira do Pedro ao p do arsenal de marinha, e
para Iraler, na rua do Trapiche Novo n. 14, primei-
ro andar.
>B|k>, Superiores chapeos de JHL
seda francezes, modernos, peln barato
preco lie (i.sOOO : na loja e fabrica de
chapeos, de Joaquim de Oliveira Maia,
na praca da Independencia n. 24 a 30.
! POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se.superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada i-ecentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons elfeitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
~ de L. Leconte ;Feron &
hia. ^MbB
, No armazem de Miguel Carneiro, raadoTra-
al6s0OYCnde'n"Se cha')o,, de (Mtot brMeo P"*0
Vende-se com cavallos ou sem elles um
carro de 4 rodas com 6 senlos, muilo
forte e com pouco uso, e um lilbury em
bom estado : a fallar na praca da Inde-
pendencia n. 18 e 20. ^
Na raa do Crespo n. 23,
9 vondem-se chitas eza. padreses-
euros e cores xas a 2)0, artes de casemiras
finas e modernas a 4500, dilos de meia case-
mira a 19600, esguio de linho muito fino a
>120 avara, casemira preta fina a 58000 o 9
9 corle,'panno fino de todas a* core o 39000 o
W covado, diales de la eseuros a 800 rs., lencos
9 de cambraia de linho a 480 e 640, chita larga
m coro algum mofo a 200 r., merino cora daos
I largurasa IJ600,"riscados fraoeete, largo, o
m de.cores fizas a 180, e outras ronilas fazendas
por preco m u ito bar a to.
tt
Vendem-se relogios d'ouro
barato de que em qualquer oulra parte '
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Chapeos pretos francezes
a cariji, os melhores e de forma mats estganle que
Iem vindo, c oalros de diversas qualidades por me-
nos preco que em oulra parte-: na rua da Cadeia do
Recite, n. 17.
verdaderamente ., e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que.se devem acaulelar os consu-
midores de Iflo proawao talismn, de cahir neste
engao, lomando a^ funestas consequencias que
sempre coslumam trazer os medicamentos rubifica-
dos e elaborados pela ajjao daquelles, que anlepocm
seus interesses aos males e estragos da humanidade.
Portento pede, para que o publicse possa livrr
desla fraude e dijogua a verdadeir salsa parrilha
dehands da ralsiradaerccentemcute aqu chega-
da ; o annunciiole faz ver que a verdadeir se ven-
de nicamente era sua botica, na ra da Conceicao
do Recite n. 61 ; e, alm do receituario que acom-
panha cada ffasco, tem cmbaixo da primeiro pagina
seu nome impresso, ese achara sua firma envina-'
nu/enpto sobre o involtorio impresso do mesmo
freos.
Na rua do Vigario n. 19, prmei-
ta andar, tem para vender diversas m-
sicas pira piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickesy modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
FARINHA. DB TRIGO.
Vende-se nn armazem de Tasso Irmos, farinha de
trigo de todas as qualidades, que eristem no mer-
cado.
Na roa do Vigario n. 19 primeiro andar, tem pa-
ra vender-se chapeos de. castor brancopor commodo
preco.
Ajnete do Edwlm Ka*.
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me.' Calmon
4 Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
mentos de taixas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas mlicas todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para armar em madei-
ra de todos os tamanhose modelos os mais modernos,
machina horisonlal para vapor com forja de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro estanhadu
fara casa de purgar,, por menos pre^o que os de co-
re, eso veus para navios, ferro da anecia, e fa-
inas de landres ; tudo por barato'pre'co.
'. yepdem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior (juai-
dade, por precos commodos: na rua do
Trapiche Novo n. 16.
Vende-se um completo sortimento de fazendas
pretas, como : panno fino prelo a 39000, 49000,
5*000 e 69OOO. dito aial 39O0O, 49000 e 59000, ca-
semira preta a 29500, selim prelo muilo superior a
39000 c 49OOO o covado.sarja prela liespanhola 29000
29500 rs., selim lavrado proprio para vestidos de se
nhora a 29600, muitas mais fazendas de muilasquae
iidades, por preco commodo : na rua do Crespo loja
u.6.
Velas de carnauba.
Na rua da Cruz n.'lS. segnndo andar, vendem-se
velas de carnauba, puras e compostas, feilas no Ara-
can, por menos preco do que em oulra qualquer
parte.
Vendem-se cobertores brancos de algodao gran-
des, a 19140 ; ditos de salpico tambem grandes, a
19280, ditos de salpico de tapete, a 19400 : na rua do
Crespo loja n. 6.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, pastan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 3 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com-promptidao' :
embarcam-$e ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vendem-se cobertores de algodao grandes a 640
rs. e pequeos a 560 rs. : na rua do Crespo nume-
ro 12.
Bichas de Hamburgo.
No anligo deposito das bichas de Hamburgo, rna
pslreila do Rosario n. 11, vendem-se as melhores bi-
chas de Hamburgo aos ceios e a 1 elallio, e lambem
se alugam por menos do que em oqlra qualquer
Na roa do Queimado n: 1
vendem-se pelles de Ruar muito superiores, chega-
das ultiroamente.doMaranhao.
Vende-se urna armaco o-balcio, lado de ama-
relio, envernisado, o aluga-fe 1 loja n. 3 do aterro
daBoa-Vsti, cora,elle: a fallar na loja n. 1.
Vende-so um escrava do mallo, panda ha :!
mezes, e com oulra filha mu 1 do 4 para 5 an-
nos, muito galante, pi eco do 9009000,
urna negra com 24 ai lira,, lavadeira e
qulandeira, um negr 'om 32 annos : na
rua da Senzala Volna n. 70, segundo ou terceiro an-
dar se dir queiPUde.
Vende-so na roa Direita n. 19, muito boa ce-
vadinha a 400 rs. a libra, saga 440 rs. muito
novo.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C, na rua de SenzaUa Nova n. 42.
Vinho do Porto superior enrrrafado.
Selltns inglezes.
Relogios d ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
Farello em saccaSde 3 arrobas.
Fornosde farinha.
Candelabros e caweiros bronzeados.
Despehceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em folha para forro.
Cobre de forro.
Vendem-se crlesde casemira de cres.pf lo D-
ralo preco de 49OOO r. dinheiro a viste : na loja de
J portas n. 3,aotedo do arco de S. Antonio.
FARINHA DE MANDIOCA
muito superior e em saccas de 21|2 al-
queirespor preco commodo: trata-se na
rua do Amorim n. 54, armazem de Ma-
chado & Pinhiro, ou na rua do Vigario
n. 19, segundo andar, escriptorio dos
mesmos.
os gneros
560
320
1
280 *
29240 .
1*500 a
720
ATTENCAO'.
Na roa Direila n. 19, ha para vender
LaaaaaaaP''
sleza superior.
^^Kpas descascadas.
ichlnhasde arirula ratelas de6 .
Ingiera.
Talheriiu, raacarrao e lelria.
Cb bysson muito superior.
Dito brasileiro.
Espermacetea 900 e
nho do rorto engarrafado (seni.caseo); -640 -
Dito de Lisboa. 4o
Toucinho de Lisboa. 400 o
Tijollo de lmpar faccas. 140 b
Farinha de ararula. 200 a
De tapioca. 140 a
Todos estes gneros se responde pelas qualidades.
Chumbo.
Vende-se chumbo em barra e leocol : no arma-
zem de Eduardo H. Wyatt, roa do Trapiche Novo
II. 18.
nlosda Boa-Visla n. 1,' vendem-
para Jiomem e senhora por
ito de vinho de cham-
Chateau-Ay, primeira qua-!
idade, de propriedade do condi"
de Mareuil, rita da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
W de toda a champagne vende-
se a 56<000 rs. cada caixa, aclia- M
se nicamente em casa de'L. Le^
comte Feron & Companhia. N. B.j
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rtulos j
garrafas sao azues.
RELOGIOS INGLEZES D PATENTE .
vendem-se por preco commodo : em casa
de Barroca & Castro, na rua da Cadeia do
Recife n. 4.
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de IJenrique Gibson:
vendem-se relogios de ouro de abnete, de paten-
te inglezes, di melhor qualidade e fabricados em
Londres, por preeo tomraodu. >
Na roa do Vigario-n. 19 primeiro andar, Iem
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recentemenlc da America.
Vende-se sola muilo boa, da melhor qae lia
no mercado, em pequeas e grandes porcoes, pelles
de cabra e esleirs de palha de carnauba, chegado
ludo ltimamente do Aracaly: na rna da Cadeia do
Recife n, 49, primeiro andar.
Cera de carnauba.
Vande-sccera de carnauba do Aracaty: naroa
da Cadeia do Recife n. 49, primeiro andar.
Vende-se um excellente carrinho de 4 rodas
mu bem construido, embom estado; est e*posto oa
roa do Arago, casa do Sr. Nesme n. 6, onde podem
os pretndeme esamina-lo, e tralar do ajuste com
o mesmo senhor cima, ou na rua da Cruz no Recite
n. 27, armazem.
PALITO'S DE ALPACA FRANCEZES.
(irandesortimenlo de palitos de alpaca e de brim:
na, rua do. Collegio n. 4, e na rua da Cadeia do Reci-
te n. 17 ; vendem-se por preco muito commodo.
' Moinhos d vento
'orabombaderepuiopara regar borlase baizal
de capim, na fundicao de W. Bowman : na ru
do Brum ns. 6,8e.l0.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barris de 4., 5. e 8.: no armazem da rua
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes di Companhia, na
rua doTrapichejn. 34.
Padaria.
Vende-se ama padaria muiloafregoezada: a tratar
com Tasso & Irmos.
Aos senhores de engenho.
Cobertores escaros de algodao a 800 rs., dilos mui-
to grandes c encorpados a 19400 : na roa do Crespo,
loja Ja esquina que volla para a Cadeia.
Devoto Cht8tSo.
Saho a luz a 2." edco do livrinho denomiido
Devoto Cliristao,rrJais correcto eacrescentado: vende-
so nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca di In-
dependencia a 640 rs. cada exeraplar.
Redes acolchoadas,
braucas e de cores de um s panno, mailo grandes e
de bom gosto : vendem-se na rua do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
ESCRAVOS FGIDOS.
-------------|---------------------------------__---------------------------------------------. a
Fugio de bordo do Male Castro o preto rriooln
de nome Joaquim, de idade 30 annos pooco mais ou
menos, quando anda abre os dedos dos ps para os la-
dos, e be bastante barbado, levou vestido camisa.de
algodaozinho velha e calcas azues novas }.desconfia-
se que sesuio o caminho da cidade de Olinda para o
serlao, d'onile he natural. Roga-se s aotoridades
policiaes e eapilites de campo quo o apprehendam e
levem-o a Fora de Portas rua do Pilar n. 145,que se-
rao generosamente gratificados.
Antonio, moleque,- alio bem parecido,-cor
avermelhada, nacao congo, tosi comprido o barba-
do no queiso, pescoc.0 grosso, ps bem fcilos, lendo
o dedo ndex da mao direita aleijado de um lalho. o
Eor isso o traz sempre fechado, com todos os denles,
em ladino, ofilcialde pedreirq e pescador, levou
roupa de algodao, e urna palhora para resguar-
d-r-se da ehuva; ha toda a probabi'lidade de ler sido
sedozdo por alguem; desappareceu a 12 d maio
corrente pelas8 horas da manhaa,- lendo oblido li-
cenca para levar para S. Antonio ama bandeija com
rou pa : roga-se portanlo a todas as autoridades e ca-
piaes de campoTiajam de o apprehender e Icva-Io
a Antonio Alves Barboza ua rua de Apollo1 n. 30,
ou em Fra de Portes na ruados Guararapes, onde
se pagarao todas as despezas.
Desappareceu no dia 31 de maio prximo pas-
sado, a prela, crioute, de nome Quitea, que repre-
senta ter 30 annos de idade, poueo mais ou menos,
com os signaes seguintes : tem falla de 3 dentes na
frente, serca'do corpo, alta, e um pouco carcunda ;
levou vestido de cassa amarella j usado o urna in'ns
de roupa : roga-se portento a lodas as Kuloridades
Suliciaes e i-apilaes de campo, que bajara de a appre-
tnder e levar praca do Corpo Sanio 11. 17, Vqoe
efa lieni recoinpeiisndo-iHf seu trabalho.
Por..- Tw. ,m. T. o. Forto.-ISM.
f
kA ITII AHA


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