Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01640


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Full Text
I
--."*-'
AUNO XXX. N. 131.
QUINTA FEIRA 8 DE JNHO DE 1854.
Por 3 meses adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500.
Por Auno diantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
t\
QICARREGADOS DA SUBSCRIPCAO'.
Recife, o proprieiario M. F. de Faria; Rio de Ja-
oeiro, oSr. Joo Pereira Martins; Baha, o Sr. F.
Duprad ; Macei, oSr. Joaquim Bernardo de Men-
donpt; Parahiba, o Sr. Gervazio Vctor da Nativi-
dade; {Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ty, o Sr. Antonio desmos Braga ; Cear o Sr.Vi-
cloriano AugustoBorges; Maranhao, o Sr. Joaquim
Irigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 26 1/2, 26 3/4 d. por 19
Paris, 360 a 365 rs. por 1 f.
Lisboa, 100 por 100.
Rio de Janeiro, 11/2 a 2 O/o de rebate
Accoes do banco 15 O/o de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
DiscontodeleUrasa 7 1/2a 12 0/0
, MTAES.
Ouro. On$as hespanholas. 2855500 a 295*000
Moodas de 6J9400 velhas. 1655000
de 655400 novas. 1655900
> de 455000......955000
Prata. Pataces brasileiros.....155930
Peso columnarios......155930
mexicanos ....... 155800
r AMIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os das.
Caruar, Bonito e Garanhuns nosdias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba,' segundas e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
' t PUF.AMAR DE BOJE.
Primeira s 2 boras e 54 minutos da tarde.
Segunda 3 s horas e 18 minutos da manbaa.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e qnintasferas.
Rela;o, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1." vara do civel, segundase sextas aomeiodia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao raeio dia.
F.PHEMERIDES.
Maio 4 Quarto crescente a 1 hora, 48 mi-
nutos e 4o segundos da manha.
10 Lacheia as9horas, 12 minutse 48
segundos da tarde.
17 Quarto minguante aos 5 minntose
48 segundos da tarde.
25 Luajiova aos 5 minutos e 48 se-
gundos da tarde.
i '
\;
. 8
\
\
, *

parte ornciAL.
MINISTERIO DA JUSTICA.
Jutiira. Aviso de 17 de novembro de 1853 ao
presidente da provincia de Pernambuco. Decla-
ra qne a lei de 9 de dezembro de 1830, e o decreto
deX de novembro de 1849 s teem applicaeao s
orden regalares, e nilo comprehendem as ordens
lerceiras, conrearas e irmandades, as quacs se re-
eatam, n teas contratos, pelos compromissos res-
pectivos e disposieOes do direito civil.
Ministerio tos negocios da juslira. Rio de Ja-
neiro, esa IV de novembro do 1853.lllm. e Exm.
Sr. Foi prsenle a S. M. o .Imperador o oflicio de
V. Ex. de 15 do mez prximo pistado, sob o qual
iuanulte, com informacao favoravel, o requarimooto
de Manoel Figuciroa de Faria, pedindo lccnea para
permutar a casa terrea n. 112 de siu propriedade si-
ta m roa das Trncheiras dessa cidade, com a de n.
42 da roa des Ornes perleocentc ordem terceira
deS. Francisco, por estarem cumpridas as disposi-
rocs de decreto o. 655 de 28 do novembro de 1849.
O naterun Augusto senhor houve por bem, o'uvido o
parecer do conselhciro procurador da corda, fazen-
da e soberana nacional, mandar declarar a V. Ex.,
q*e a lei de 9 de dezembro de 1830, c decreto de 28
remoro de 1849 s tem applicaeao s ordens
res, a nao comprehende as ordens lerceiras,
< e irmandades, as quaesem os seus conlra-
lee se regera petos compromissos respectivos e dis-
posirao do direito civil, sendo que pela lei de 22 de
antao de 1828 art. 2 a subrogarlo- dos bens ina-
iveis compele aos juizes de primeira instancia.
Dos gaarde a V. Ex. Jote Thoma: Xabncn
i Aratijo. Sr. presidente da provincia de Per-
ibuco.
.....
GOYEBlffO BA PROVINCIA.
TVnitliaM a da 31 a asata.
Offlcib Ao Exm. general commadante das
Bill, transmiltindo por copia o aviso do ministerio
da guerra de 9 do correte, pelo qual se manda dar
. baia do servido a Gamillo Luiz Uonzaga, soldado
da 10. batalhao de infantera iddido ao 1.'da mes-
aaa arate.
Nlo. Ao mesmo, enviando copia do aviso da
reparlicio da guerra de 10 do corrente, do qual cons-
ta aavnr-ee determinado,que seja annullada a baixa
ordenada por oolro aviso de 10 de Janeiro do pr-
senle aneo, do primeira cadete Joflo Luiz Pereira do
Lago.
.Dito. Ao mesmo, rccommcudando a expedi-
tio da sues ordens para que o capililo da guarda na-
cjanal deste municipio Antonio (onealvcs de Mo-
ra, ja inspeccionado pela junta medica. *
Dte. Ao mesmo, remetiendo por copia o viso
da repartido da guerra de 6 do corrente, do qual
, consta qoe se mandpu servir addido ao corpu de
gaarnico fixa da provincia de Minas Geracs, o al-
feres do 9* batalhao de infanlaria Joto Pedro Kc-
gis, sjua actualente se aclis na corle. -Coaimuui-
cmi-se :i Ihesouraria de fazenda.
Dito. Ao mesmo, enviando copia do aviso do
ministerio da guerra de 27 do corrente, no qual se
cummanica haver-se determinado que os officiaes
coastanles da relami que tambem remelle por co-
pia, os roses foram promovidos por decreto de 31
de atareo ulsimo, fiquem perlencendo aos cornos
mencionado.em dita relagao. Iguaes copias foram
remettidas Ihesouraria de fazenda.
Dito. Ao mesmo, transmiltindo por copia
aviso da repartido da guerrade 12 do corrente, com-
manicando haver-s concedido poirnissan para ir
servir em um dos curpos existentes ua provincia do
Para, ao lenle do 9. batalhao de infanlaria Ber-
nardo Joaquim Pefeira que se acha na corte.Com-
ataaicon-sc ao inspector da Ihesouraria de fazenda.
Dito. Ao director dar obras publicas conce-
daadaa autorisacao, qoe peciio para mandar lavrar
o terna de recebimento definitivo da obra do se-
gando, lasco da estrada do Norte, certo de que nes-
' U data se recommenda i Ihesouraria provincial,
qoe 4 Vista do competente certificado pague a Jos
Lopes Goimarica, arrematante daquella obra a im-
portancia da ultima prestacSo do sen contrato.01-
fleton-se oeste sentido mencionada Ihesouraria.
Dito. Ao mesmo, dizendo que com a copia qoe
remelle da informacilo do fiscal da freguezia dos
Afogadea, responde aoseu oflicio de 5 do corrente
relativo a orna casa de roadeira e barro que se esla-
va eanstraindo no atierro da Imberibeira sobre
lefia da estrada; ,
Dito. Ao director do arsenal de guerra remet-
iendo per copia o aviso do ministerio da guerra de
9 d corrente oo qual se recommenda a maior bre-
vidade possivel na remessa para as Alagoas dos oli-
jeelos que por aquelle arsenal tem do ser enviados
para o 8. batalhao de infanlaria.
Dito. Ao msjor encarrgado das obras milita-
rea dizendo que pode contratar com Joaquim Igna-
cio Ribeiro, a compra do nivel de quo sua me. traa,
excedendo porem o seo preco de cincoenla mil
rafa. Cornnranicoo-se Ihesouraria de. fazenda.
Dito. Ao inspector da Ihesouraria provincial
dizendo qoe, vista da reclamado de Rento Jos
Alves da Oliveira, e da informacHo daquella Ihesou-
raria, Ac por ora suspensa a approva tadlo dos impostos do municipio de Garanhuns,
eumprindo que sua me. marque um termo ao recia
manle para babiliUr-se, aliin de poder ser aceito o
sen laen ; 0| falta do que ter-se-ha por approva-
da aarremalarao ja teila.
Dito ao mesmo, approvando a artemalacao dos
imposlos de que.tratara os seus ofticios *ob na. 223,
225, 998 a 229, os qnaes sao os segoinles : dizimo do
gado vaceum e cavaMar do municipio do Limoeiro,
e 39500 rs. por cabera de gado que for all eonsu-
mido, bem como nos municipios do.Po d'Alho,
Goiaona e Nazareth.
DiloA' cmara municipal do Recife. Devciido
expirar no dia ultimo de junho prximo futuro, o
contrato celebrado perante esto goveroo em 13 de
dezembro, p*ari fornecimcnlo de carnes venios ao
povo desla cidade, cumpre que Vmcs. vo desde j
dando as necessarias providencias, nao s para que
sejam literalmente observadas as disposicocs do arti-
go 66 do 8 o 9 da lei do t. de ontubro de 1828,
como tambem para que proponham as medidas con-
ducentes a impedir o monopolio dos alravessndorcs
sem prejuizo, todavia da livre concurrencia quo Pi-
car inteiramenlc desembarazada a lelos, findoque
seja o sopradilo contrato.
DiloA' mesnia, inleirando-a de haver expedido
ordera ao inspector do arsenal de marinha, saao di-
rector das obras publicas, para mandar porjidispo-
sic.no da mesma cmara alguma poroto de pefra de
Fernando e mesmo do Rio de Janeiro, que posea ha-
ver disponivcl naqocllas reparlicaes.Expediram-se
as ordens de que se trata.
DiloA' mesma,concedendoa autorisacao que pe-
dio para dispender o necessario com a limpeza cal-
cemento das ras desta cidade, vislo restar muilo
pouco da quota consignada para semelhanle des-
pera.
DiloA' mesma, autorisando-a a pagar o que a-
quella cmara se acha a dever ao hachare! Jos Ber-
nardo Galvao Alcanforado, quem nomciou duran-
te a molestia do fallecido advogado Jos Francisco
de Paiva, para tratar das cansas judiciaes da mesma
cmara.
DitoA' cmara municipal de Olinda, aecusando
recebidp o oflicio em que consulla se deveexecutar
por meios judiciaes, o cx-procurador daquella c-
mara Jos de Mello Cesar de < Andrade, e declaran-
do que cumpre esperar pelo resultado do exaroe
que tem de proceder a coromissao ltimamente no-
meada, de conformidade aom o parecer da assembla
legislativa provincial.
PortaraAo agente da companhia das barcas de
vapor, recommendando, qoe mande dar passagem
para a Baha no vapor que se espera do norte, ao
soldado desertor do 2. batalhao de arlilharia a p
Jos da Cosa.Fizeram-sc as necessarias commoni-
cacoes.
DitaAo mesmo, para mandar transportar para
a curte como passageiro de estado, no vapor que pas-
sar para o sul, ao alienado Francisco Simplicio do
FOLHETIM.
MOMAS DEJM RE. (*)
mi uitra u ronus, e peno ugcoie.
TERCEIRA PARTE. .
V.
* "aimorM.
(Con(inuacuo)
O earceroiro foi depr o almoro de Nanndorff em
um canto, e como na vespera ia'relirar-se sm exa-
minar o oslado dos lugares, quaudu vio aporta tor-
nar a frehar-se; vollaodo-se enlao vivamente, vio
Bergalasse, o qual o ameacava com a pistola.
Se ftzeres um movimento, se deres um s gri-
to, cxclimou o ronde, niorres !...
Kral ergueu os hombros sem parecer experimentar
o menor terror.
Agora conversemos... contimiouBergalatzfhni
o mesmo sauguo fri dando alguns pasaos para "car
cereiro.
Este nlo se mover, e sorria.
Entretanto Naundorff observava ludo com ancie-
dade a asperava a cada instante ver cssasceua termi-
nar de ama maneira terrivel. O silencio de Kral pa-
reeia-lae algumacous sinislro. Sem duvida haviam
ahi bomens quo s esperavam um signal para voa-
rem emseu %occorro,, ludo devia estar previsto ua
fortale/a, e essas especies de sorprezas nao tinham
neiihoma prokihihdade de suecvsso.
m
l) Vide Diario 130.
Pedro n.*
DilaDemillindo a Antonio Goncalves Torres e
Silva, do cargo de terceiro supplenle do subdelega-
do da freguezia de Fazenda Grande. *
DitaDemillindo de conformidade com a propos-
la do cliefe do polica o actual subdelegado do ter-
ceiro dislriclo de Flores, eseus sopplentes e Horne-
ando para os referidos lugares oscldadaos abaixode-
clarados.
Subdelegado.. .
Manoel Gomes da Cunha Pedros*. '
Supplenle.
1. Joio Francisco da Fonseca c Mello.
2. Manoel Antonio da Fonseca.
3. Jos Filippc de Mello Lins.
4. Jo.lo Rodrigue* de Mello Lins.
5. Miguel Gomes da Silva. '
6. Joao de Moura Borba Jnior.
Communicou-se ao referido ciicfe.
1 de jonho.
OfficioAo Exm. marecha! commaudanle das ar-
mas, recommendando a expudirao de suas ordens,
para que um dos .cornos de primeira liana preste
urna guarda de honra no dia 4 do corrente, hora
do coslume, para assislir a fesla do Divino Espirito-
Santo na igreja da ConceicAo dos militares, devendo
a referida' guarda dsr as salvas do estylo, para o que
llie ser fornecido pela respectiva irmandade o neces-
sario cartuxame.Officiou-se ao director do arsenal
de guerra para fornecero carluxame.de que se trata,
medanlo a competente indemnsar,ao. *
Dito Ao presidente do conselho administrativo,
para promover a compra das fazendas e mais objec-
los mencionados na rolaran que remelle, os quaessao
necessarios ao arsenal de guerra, para nao s salisfa-
zer diversos pedidos e occorrer aos irabalhos de suas
officinas, mas tambem fomecer de luzes os quarteis
das guardas ejortalezas da provincia, nos mezes de
julho c agosto dcsle aono. Fizeram-se s necessa-
rias commumeacoes.
Dito Ao inspector do arsenal de marinha, re-
commendando que mande fornecer urna tonelada c
42 libras de carvao de pedra, que falta para comple-
tar as qalro toneladas que foram pedidas para
consumo da cozinha da corveta Bcrtioga, devendo
esse carvao nao ser igual ao que j foi fornecido i
mencionada crvelo,o qual por ser muilo miudo nao
serve para o Tima que se deslina. Communicou-se
ao commaudanle da eslaeao naval.
Dito Ao inspector da Ihesouraria provincial,
para mandar fornecer ao commandanie do corpo de
polica, qualro livros de 100 fqUias cada um, para a
escriplurarao da carga e descarga do armamameolo,
equipa ment e ulenss daquelle corpo. Communi-
cou-se ao respectivo commandanie,
DitoAo mesmo, para que, de conformidade com
a lei, manda proceder desapropriaejio de urna casa,
que', perlencendo a Joaquim Jos de Freilas, tem
de ser demolida para a exeeoeSo do quinto lauco da
ramilicacao da estrada do sul para a villa do Cabo,
a qual foi avallada por 808000 rs. Communicou-e
ao director das obras publicas. > '
Dito Ao mcsiiiu, communicando haveroenge-
nheiro das obras publicas Francisco do Reg Barros
Brrelo participado, qoe no dia 26 de maio ultimo,
segua para a corle a tomar assento na assembla ge-
ral legislativa na qualidado de depulado supplenle
por esla provincia.
DitoAo bacharcl Abilo Jos lavares da Silva,
recommendando que venha prestar o devidojura-
mento para entrar quanto antes no exercicio do car-
go do juiz de orphos dele termo, para o qual foi
Smc. nomeado, ficando certo de quo se lhe marca o
prazo de 3 mezes para a apresenlac^o da respectiva
carta. Fizeram-se as necessarias communica-
tes.
Dilo A cmara municipal do Bonito, dizendo
que, com a informarao que remelle por copia da
Ihesouraria provincial, responde ao oflicio daquella
cmara relativo ao augmento da diaria dos presos po-
bres da cadeia daquella villa.
PqrlariaNomeaodo .o bacharcl Antonio Luiz Ca-
valcanti de Albuquerque, para o lugar de promotor
publico do termo do Recife. Fizeram-se as neces-
sarias communicacoes.
Dita Ao agente da companhia das barcas de va-
por, recommendando a expedidlo de suas ordens,
para ser transportado para as Alagoas, no primeiro
vapor que chegar do norlc, o desertor o soldado An-
tonio Venancio da Rocha,o pra o Maranliflo.no que
se espera do sul, o de nome Antonio Jos do Kasci -
ment.Fez-se o necessario expediente.
DitoAo mesmo, para mandar transportor para o
Cear, em um dos lugares para pissageiros de estado
no vapor que se espera do sul, ao Dr. Americo Mili-
tan de Freitas Guimaraes.
-sat.OMM"
COMMANDO DAS ARMAS.
Quartal jenaral do commando das armas da
Peraambaoo na cidade da Recite, aaa 7 de
jonho da MM.
ORDEM DO DIA N. 101 ,
O mareclial de campo, commandanie das armas,
em presenca das communicacoes recebidas houlera
da presidencia desta provincia, faz publico para co-
nhecimento da guarnico e devido efleito :
1. Que,o governo de S. M. o Iroperador.houve por
bem, por aviso do ministerio dos negocios da guerra
de 17 de maio prximo findo,declarar qoe ficava in-
teirado das nomeacocs de majores, conferidas pela
mesma presidencia aos Srs. tenenle reformado Joo
Bernardino de Vasconcellos, e alferes do corpo do
estado maior de 2." classe Alexandre Augusto de
Fras Villar, i este para o 2. batalhao da-arlilharia,
o aquello para o 2. de infanlaria, ambos deste mu-
nicipio.
2." que por aviso do mesmo ministerio de igual
dala, se declarou que os officiaes nomeados pelo
commando desarmas para a commissaode exame do
estado das forlificacOes, e mais estabetecimentos mi-
litares, competem em taes circumstancias os venci-
menlos de estado maior de 1." classe', depois de ap-
provadas as Bomeacoes pelo referido ministerio.
i." finalmente, que por aviso de 8 do sobredito
mez de maio. se deu sciencia de que o Sr. lente
do 10. batalhao de infanlaria, Jos Antonio Alvee,
cnsigoaraje sens sidos na provincia de S. Pedro
_ do Sul, do V" de Janeiro 30 de jonho deste aun,
Paula Freir, que vai ser recolhido ao hospicio de-' a quanlia de 308000 rs. mensaes.
marechal de campo, commandanie das armas,
declara que hoje, precedendo nspeccao de sade,
conlrahi novo eogajamento nos termos do regula-
mcnlo approvado pelo decreto t. 1089 de 14 de de-
zembro de 1852, o soldado da 2.a companhia do ba-
talhao o. 9. de infanlaria Antonio Pedro, o qual
sendJLpor lempo de 6 anuos, e nerceber alm dos
veaBMtos que por lei lhe competirem,n premio de
IOQBObO rs., pagos em parles iguaes nos primeiros 10
mczeSi do naajamenlo, c findo este, urna dala de
Ierras de 22,500 bracas quadradas, na forma deter-
minada no art. 2. da lei n. 648 de 18 de agosto do
referido anno de 1852.
No caso de 'desercao perder as vanlageng do pre-
mio, e aquellas a que tem direito peto art. 4. da ci-
tada lei ;eer considerado como recrutado, descon-
lar-se-lhe-ha no lempo do cngajamenlo o do prisao
em virlude do sentenca, averbando-se no respectivo
titulo esse descont, e a perda das vantagens, como
he expresso no art. 7. do sobredito regutamento.
O mesmo marechal de camp determina,' qoe o Sr.
alteres Fras Villar fique, desligado do 4. batalhao de
arlilharia a p, ao qual esto addido, e que os Srs. of-
ficiaes abaixo mencionados estejam promplos se-
guir para os seus respectivos rorpos, nos primeiros
vapores da companhia brasilelra procedentes do
norte e sal.
Capitaet. '
Andr Accioli Pinhciro, e Antonio Manoel d'Oli-
veira Botas.
Tenenle.
Timoliao Peres de Albuquerque Maranhao.
Alferes.
Antonio Alves Jeiloza, Henrique Jos Borges
Soydo, e Joo Caclan Pereira.
Assignado.Jone Fernanda doi Santos Pereira.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudahtede
ordens encarrgado do detalhe.
Contra sua esperance, Kral mo responden, e Bcr-
galasso pode continuar sem ser interrompido.
Se tenho boa'memoria, mostr Kral, dignen-'
tao o agente da polica france,za, vmc. disse-mo que
ganhava aqui pert de qnareola ducados por anno,
He \ erdade 1 responden o carcereiro fazendo
com a cabcea um signal allirmalivo.
-Muilo bem Com o que sua mullicr ganha de
sua parle e aracas ao aposento que lhe he concedido
pelo Estado nos edificios da fortaleza, pode viveras-
saz miseravelmeule sem esperanca dedeixar um bo-
lo ao seus filhos.
Tem razao.
- Folgo muilo do v-lo compenetrado dessa ver-
dnde ; jwis espero que nossos arranjos scrao mais
facis.
Que arranjos t disseKralencarando Bergalasse.
Ei-los. Sumos aqui dous homcus bem arma-
dos, resolutos a sabir desta fortaleza, e que nao re-
cuaremos diantc de um homicidio para conseguir
nossos fins.
Que mais ?
Se vmc. resistir, se nos denunciar aos nossos
algozes, Taremos use* de uossas armas, e enlao triste
de vmc!...
r- Que mais'!,
__ ge pelo contrario, fechar os olbos, se consentir
mesmo em ajndar-nos a sabir desta terrivel fortale-
za, cuja residencia nao nos agrada de maueira algu-
ma, em vez de quarenla ducados lhe daremos qui-
ndenios... o duque de Nanndorff e eu promettemos
asscKorar a sorle de seus filhos... Escolha...
E quem afianea-me. eiecuc^odessas promes-
sas ? pcruoiilou Kral.
Esta bolsa, que he apenas um ndinnlamenlo,
respoudeu Bergalasse lanrando-lhe urna bolsa cheia
EXTERIOR.
FRANCA.
De um diario de Paris tomamos o nguinle extra-
cto da ultima sessau celebrada pelo corpo legislali-
vo.de Franca.
Depois de fallarem varios oradores pro e contra o
parecer da commissao, e'de alguns dos maisanligos
J addidos causa napelionica, como Mr. Belmonl,
desapprovarem o excessivo zelo dos boiiaparlisias
do dia seguate, enumerando os servidos prestados
causa da ordem por Mr. de Montalemberl, e de-
clarando que se oppunham s perseguir-Oes intenta-
das contra elle, como pouco dignas da forja e gran-
deza imperial, como de mo efleito e inspiradas por
influencias funestas, levanla-se o acensado, e com
tom eloquente pronuncia urna defeza digoissima.
O orador nao admilte, que o oslado da guerra de-
va corlar todas as questoes, e extinguir todas as li-
berdades. Invoca sobre este ponto o exemplo da'
Inglaterra e ajunta, que quado discute perante a
cmara a iuculpac-ao, de qoe he nbjecto, nao lie
porque lhe importe demasiado urna pena material,
cousa a que no espaco de sessenta annos se lem vis-
to expostos os maiores homens, senao porque no-
lira a desapprovac/io dos homens de bem, e isto o
obriga a suppor-se no dever de defender a carta,
porque Uto vivamente se lhe fzem rcconveures.
Accusam-no em primeiro logar do delicio de of-
fensa pessoa do imperador, e pergunla (elle ora-
dor), como nao adverliram, que ha lima muralha
eotre elle e o pensamenlo do semelhanle oflensa.
Essa muralha sao os serviros qoe preslou ao Im-
perador, servicios, qoe nao recorda, para tirar dal-
les motivo benevolencia, porque nao era a pessoa
do principe, o que enlao defenda, mas sim a or-
dem, a justica, a sociedade, de quo era representan-
te o cheto de estado. Offende-lo publicamente era
mudar essa posirao, e deixar em certo modo o prin-
cipe livre de toda a considerarlo para com elle, .no
que nao poda conservar a sua dignidade, honra ou
vanlagem alguma.
Accusam-no mais de perturbar a paz publica ex-
citando o odio e o desprezo dos cidadaos uns contra
os outros.^Contra accusacio tal protesta a sua vida
inleira. I.ulou sempre contra a divisao dos part-
dos, e nao quiz nunca perteneer a nenhum, para
poder aconselbar a todos a concordia, a justica e a
verdade. Assim o tem pralicado debaixo d todos
os governos. Quanlo sua propria caria, nlo tem
que justificar a rudeza da forma, porm, pergunla,
qual hato pensamenlo fundamental della. Esn pen-
samento he o de toda a sua vi*, he a opposicao ao
absolutismo. Se antes e depois de 1818 combaten
tanto a anarchia, he porque presenta as sumidades
naluraes. que existem entre a democracia e o des-
potismo. .
Ainda quando defenda o principio de autorida-
de, sempre apresentou o poder alpoluto dado a um
s homem, como o grande espantadlo das pardea.
Mr. de Montalemberl nao nega que a forma da
sua caria seja rude e violenta, essa rudeza eessa
violencia tem sido oalras vezes designadas com oulro
nome, o de paixao. >
O orador contesta aqui urna ohjecco, que n lhe
'em feilo algumas vezes e he, qoe, abrigando os
sentimenlos, que a carta expressa como he que tem
continuado depulado, e porque nSo tem tido a sua
demisso. Declara, que'tera permanecido nos ban-
cos do corpo legislativo, porque nao quiz desesperar
das les do seu paiz, porgue sonhava para a assem-
bla, de que fazia parte, nm papal modesto, po-
rem importante na sua mesma modestia, o de ser-
vir de contrapeso a urna voulade demasiadamente
poderosa.
He mais commodo, sem duvida^ abdicar toda a
respoosabilidade ; porm depois de haver presado
toda a sua de bem, quiz dar o exerr.pfc, jj entinar a conter-se
depois de ter tido que lutar por tanto lempo. Ho-
mem de liberdade e de legalidade pensou que o seu
exemplo nao deixaria de ser de alguma ntilidade
n'um paiz, que muilo frequcnlemeole se consola
das. suas prostracOes pela violencia dos sens movi-
mentos revolucionarios.
Aos que lhe oppozerem o seu juramento, respon-
der, que cQeclivamente jurn fideldadc ao impera-
dor, e'obediencia conslituico, o que nao julga
ter fallado aos compromissos, que Tonlrahio, que
lhe parece, porm, que a obediencia nao nvolve
necessariamenle a approvac/o o o applauso, e que
esla obediencia nao consiste em admiltir no fundo
do coraco todo qoanto se v fazer.
A obediencia nao n approva pelos sentimenlos
senao pelos actos. O.que promelleu foi nunca n-
surreccionar-se, nao conspirar nunca, nao discutir
nunca a existencia do governo ; e nao absler-se de
criticar os actos, que desapprovar a sua corisciencia.
Proscrever toda a critica, declarar, quo um gover-
no nao pode coexistir cont qualquer situacjlo, regu-
lada que ella sej, nria trabalhar na sua rnina. O
orador pensa, que se nao querer condemnar a as-
sembla actual a imitar o senado, oo Corpo legisla-
tivo do enligo imperio. Para os seos Olhos seria
nm triste modelo esse corpo legislativo, que nunca
llui_occorrcu o pensamenlo de fazer urna adverten-
cia a sea anio, porm que em 183 despertou de
prompto ao rumo; da invasao das fronteiras france-
sas para notar urna mensagem a qoe o imperador
deu esta resposta, que nao foi talvez bem notada.
sso dexeriam dizer-mo ha qualro annos.
O senado fez1 ainda mais : esperou que o leao es-
livesse manielado, e vista das bayonetas eslran-
geirasem Pars firmn a destituido motivando-a
com urna larga serie de aecusaces vilenlas, e fa-
zndo-se assim merecedor da fulminante resposta do
imperador, na qual recordava ao nnado que este
havia tomado parto em lodos os aconlecimentos, em
todos os actos que se lhe imputavan, como oulros
lanos crimes, ejunlava que seo imperador tinlfa
despresado os homens, linha razao para o fazer.
Se este he o ideal, que se pretende propor como
modelo as assemblas deliberativas do novo impe-
rio, esesebuscassem ainda imitadores para um pa-
pel que consista em alcanrar urna assignalura em
silencio nos diasde prosperiadade, e em firmar de-
pois urna destiliiicao nos do infortunio;
O orador admira-se, qoe um certo numero de ho-
mens, que pertenceram s cmaras das ni limas mo-
narchias, que combaleram nellas o poder, e nao s
por mcio de cartas, senao de discursos, teuham in-
ventado nm novo culto, o culto da autoridade. Pelo
que lhe respeita, defendeu a autoridade, quando
era atacada, porm hoje^ que esta o nao est, nao po-
de sacrificar-lhe as suas oulras afieir;es.
As perseguirles intentadas contra elle leuden) a
crear um delicio novo : o crime de communicaclo
de cartas particulares. Se esla doulrina fosse consa-
grada pela cmara, iam ferir-se todas as relaces li-
vres da vida.
Enlao dar-se-hia o easodo perseguir at a redae-
jao e possesso de documentos contrarios ao pensa-
menlo do governo, renovando-se as pesquizas e re-
gistros inquisiloriaes praticados entre os romanos,
renascendo assim osexcessos infamados as paginas
eluquentes de Tcito e Suetonio.
O orador ainda que comprehende. que a sua po-
sico nao lhe permute dar lines de poltica a nin-
guem, recorda, que ha vinte annos se astela as
cmaras deliberativas, para fixar, como observado
de larga experiencia, a tendencia que atlribue, aos
poderes pblicos, de abracaran os syslemas exace-
rados ; e ao paiz de os castigar com a sna instabili-
dade aos que prosegue a applicaeao dcsles sympl-
mas.
Tados os governos lem perecido por exagerarom
ds us principios : o primeiro imperio, pela guer-
ra : a restaurado, pelo seu abuso do direito divino ;
a monarchia de 1830, pela sua excessiva couanca
as maiorias parlamantares; a repblica, pelo (er-
ror, que inspirava. *
O poder actual, que nasceu de urna reaejo a fa-
vor do principio dt autoridade, deve de temer urna
cousa principalmente : excesso do seu principio.
O orador declara, que pardidario de orna polti-
ca honrada e moderada, tinha adherido ao novo po-
der, suppondo que, esto poder oslentava honra c
de ouro, e nossa palavra de honra, a qual nunca
trahimos.
Kral abaixou-se para examinar a bolsa, e levan-
tou-n logo com o olhar rsonho.
Enlao aceita '.' perguntou-Ihe Bergalasse.
Aceito.
Fechar os olhos t
Serei ceg.
E ajudar-nos-ha f
Diga-me o que devo fazer...
Bergalasse chegou-n ao duque, e disse-llie em voz
baixa com ar de liiiimpho :
Enlao, que diz !
Isso he maravilhoso... respoudeu Naundorff.
Esla noile podemos ser livres 1
Seas sen i i nellas nao nos molarem.
Oh podemos ganhu-las.'
Como ?
A chava de ouro, senhor, a chuya de ooro I...
Naundorff sorrio c disse abanando a cabera com ar
incrdulo:
lio um conlo das Mil e urna noilei...
Espere I tornou Bergalasse, e ver uioitos
outros. v
Kral linha-se retirado, Bergalasw voliou para seu
quarlu, e o duque de Naundorff leon so-inho.
Quanto mais elle adiaulava-sc na cxccucao.de seu
projecto, menos comprehendia a milaurosa facilidade
com que lodos os aconlecimentos pareelam curva-
rem-se n vontade de Bergalasse, e concorrer para
preparar-lhe a evasu. Havia rertamenlc um m\s-
terio nessa facilidade, c elle alornienlava o espirito
para adevinha-lo.
Seria acaso Bergalasse sincero em todo esse nego-
cio, ou o estara Iraliindol Nao occullarl* essa eva-
sSo, facilitada com lauta evidencia pela gente da for-
taleza, a qual obstina va-se em nao ver neni ouvir, a
moderarlo; e que v as suas esperanzas frustradas.
Aqu mr. Baroche, presidente do conselho de es-
tado, dirigindo-so ao orador, que fora iulerrompi-
do pelos murmurios da cmara, pcde-lhe cipca-
(Oes das suas palavas; c mr. de Montalemberl, con-
firma-as, ralifica-as, e continua, que nao pode con-
siderar honrado, o poder, que restahelece a confis-
carlo ; que o governo que nao sabe contor-se na
violencia, nao o pode chamar moderado.
Mr. Baroche Dlerrompe-o cniao,dizeudo-lhe, que
insullava a imperador, e pede ao presidente da c-
mara, que ponba termo discassao ; porm mr.
Billaut declara, que deixava proseguir o orador, por-
que seria o seu discurso um dos captulos de carga
no processo ; emr. Montalemberl interrompe-o di-
zendo : Queris julgar-me aqui 1 Alhidimo a una
alia personagem, mr. de Montalemberl, diz,- que
nao tome a priso, que leva al ao poder ; mas qoe
os proscriptos da vespera torna m-sc s' proscripto-
res do dia seguinle, e para fazer nntir a necessida-
de da moderacao poltica, concluc dizendo, que nSo
ha membro d'uma assembla em Frroja, quo nao
receie ver um dia invocadas contra si, as leis que
lhe mmirlam volar, que nnnea se poude applcar
com mais fundamento aquella mxima: Paler le-
gem, quam ipse fecitti.
De que a Franca se lenha dexado cair nos bra-
cos do poder, nao concluam que o ama, e que a
elle n confie para sempre. Luiz XIV e Napoleao I
nao aturaram opposilores nos us dias de fortuna,
e acabaram por ver desampara-los o paiz em peso
nos das de adversidide.
E recordando o que dissera n'uma discusso im-
porlante sob o governo da repblica: a Podis do-
minar o corpo da Franca, mss nao vos esquejes de
contarcoa a alma ; esla alma da Franja que boje
dorme, um dia despertar, e desse acordar vir a
liberdade, exclama, este principio, que enlao invo-
cava, lo prompto a favor da religiao, como contra
o socialismo, invuca-o hoje contra o despotismo.
Taes sao as sabias advertencias, e as proleslasCes
enrgicas,' que se colhcm do extracto do discurso de
Mr.-de Montalemberl, publicadas nos peridicos
francezes, sem embargo das quacs, ou talvez mes-
mo por causa deltas, a cmara concedeu autorist-
C3o para o processarem por. 184 vuos contra 51.
Mr. de Montalemberl, o homem que tantos ser-
vicos lem prestado causa da ordem, e ainda ao
proprio Napoleao, preparando-lhe a 'ascenso ao
throno imperial ; vae, pois,' comparecer ante os Iri-
bunaes, aecusado de graves' crimes, contra os quaes
a sua vida inleira protesta.
DeiTende-lo-ho Mrs. Dufaure e Berricr, esto na
questao poltica, aqoelle nos pontos de direito.
Deve ser inleressanle seguir os debates, e conhe-
cer a sentenca do tribunal imperial de .Pars.
A justica he a garanta nllinia e nica dos pai-
zes, em que fattam as garantas polticas: Desgra-
cados daquelles, em que desapparece este escudo
ultimo da liberdade individual. (Tribuno.)
(Arauto.)
HOLLANDA.
Haya 1S de abril;
O jornal olllcial (Slaats-couranl) d'esla larde, con-
temos avisos seguinles:
Por ordem do re, os ministros dos negocios cstrtn-
geiros, da juslipi, e da marinha, fazem publico a
lodos, a quem possa compelir que, afim de conservar
urna inleira nenlralidade na guerra, queacaba.de
romper, os corsarios com bandeira, e munidos de
licenras ou cartas de corso, por si sos ou com os na-
vios que liverem capturado, nao serao admillidos em
nossos por los ou as embocaduras dos nossos rios,
senao oo caso de perigos eminentes do mar; e em
consequeucia disso foram expedidas as ordens para
vigiar em todas as circuinslabcias estes corsarios e
suas prezas, e obriga-los a fazerem-se ao mar o mais
breve possivel.
. Os ministros dos negocios eslrangeiros e da justi-
Sa, por aOlorisacao do rei, previnem a todos os ha-
bitantes do reino para nao se involverem na guerra
actual armando navios de corso, vislo que as licenejs
oo lettras de marca dadas pelas potencias beligeran-
tes a cidadaos hollandezes, sem autorisacao do go-
verno do reino nao terao valor legal.
Os ministros sobredilos levam ao conhecimento do
publico, que o governo hnllandez, observando urna
neulraldade absoluta nao approvar licenras ou car-
las de corso; por tanto os subditos do rei, e lodos
os que por qualqoer ttulo que fr, estivercm sujei-
tos s leis do reino que n arriscaren) a armar navios
em corso, ou de concorrerem para isso, podem ser
considerados e tratados pelas oulras nacoes como pi-
ratas, c serao sojeitos a serem julgados nos tribunaes
hollandezes, tanto por allcnlado contra a nguranra
do estado, como por pintara com mao armada.
(Echo Popular.)
De nm peridico francez tomamos o estado de-
mnstrativo da populadlo indigente de Paris.
Vamos examinar detidameute as diversas partes
de que consta este trabalho.
Annos. Habitantes. Indigentes.
1832. 770:286 68:986
1835. 780:286 62:539
1836. 889:313 58:500
1841. 884:710 66:187
1844. 912:033 66:148
18(7. 1,034;196 73:910
1850. 1,034:196 63:t33
1853. 1,023:260 65:240
A ultima quantidade do 65,164 indigentes, corres*
pondente ao aono de 1853, he mais notavel do que
a primeira vista parece, pois que oceupa um termo
medio entre o algarismo dos 20 ltimos annos,
65,619. Contudo se se examina detdamente o to-
la! da populacao indigente o o da popularao em
geral, so v que os bahilautes de Pars ascendem no
anno ultimo a 1,853:262, de que resulta que o nu-
mero dos. necesitados he actualmente de um por
cada 16 pessuas, ao passo que em 1832 era do um
por 11.
^Sp
DAS DA SEMANA.
5 Segunda. 1. oitava, S. Pacifico f. S. Nicacio.
6 Terca. 2." oitava. S Norberto h.
7 Quarla. Tmporas jqum S. Roberto are.
8 Quinta.- S. Maximiniano ab. ; S. Gildardo.
9 Sexta. Tmporas jejum S. Pelagia v.
10 Sabbado. Tmporas jejum S. Margando.
11 Domingo da SS. Trindade, e 1." depois do
Espirito Santo. S. Bernab ap. ; S. Parizio.
.
inlcncrro de usar contra elle de novos rigores, logo
Suc ella tivesse recebido um romero deexecurao !
aondorff perdia-se em todas essasconjecturas, e ape-
gar da evidencia recusava crer em urna trairao da
parte de Bergalasn; todava decidio-se a sonda-lo a
esse respcilo. Assim quando, chegada a hora, Ber-
galasn entrou-lhe no quarto, o duque disse-lhe com
voz firme:
Mr. de Bergalasse, estamos no momento de
comecar a execucao de nosso projecto de evasao ;
mas antes que venha Kral, nosso cmplice, desejo
fazcr-lhc algumas iuterpellarcs.
Faja-as, senhor duque, respondeu Bergalasn
percorrendu o quarto como se procurasn as armas.
Desdeque toxnei aencoulra-lo por nm desses
acasos que aprennlam-se raras vezes na vida de um
homem, contiuuou NaundorlT, iludo o quo acn lce-
me, parece-mc lito extraordinario, lo impussivel
que lenho concebido suspeitas.
Sobre o que 1
' Sobre a sinceridade de sua cooperario...
Eis o que he (raneo. ,
Pois bem, nja igualmente franco, Jtfr. de Ber-
galasn, c todas as minhas suspcilasdesapparcrero^l
Explique-mc porque urna evasao como a nossa, quml
devera ler sido viule vezes mallograda desde qoe o
senhor Irabalha nella.nao tem encontrado entretanto
o menor obstculo.
Isso o augusta?... disse Bergalasn.
Isso admira-mee inquiela-uie, tornou duque.
O senhor desconfia daquillo que os oulros
aceilariam com-enthnsiasmo...
Perdoe-me, senhor conde, julgo meU6 reccios
fondados, e temo o resultado desla tentativa.
Mas se en o pozer livre na estrada, de que se
oueixara o senhor f" objeclou Bergalasse.
/
/
mos de averiguar as causas que motivam
a dimtamelo da -pobreza. Bista-nos gmenle fazer
constar qne a administracao faz todo quanlo esla
ao seu alcance para mitigar a mizeria. <
Para lr urna idea exacta dos meios qoe empre-
ga a administracao para distribuir os soccoros, seria
preciso publicar Ontro estado comprehensivo das
esmolas que subministra, tanto temporal, como n-
noalmente. Limilemo-nos mr ora a mostrar
que os 65,264 individuos que formam a populacao
indigente de Pars, estoo divididos da seguinle
forma :
Casados........... 10,850
Viuvos........... 10,577
Solteiros.......... 5,538
Orphos. .......... .700
Mulheres abandonadas 1,700
Mais de familia........ 343
Depois de ler indicado a posi rao social das fami-
lias indigentes, a administracao geral de soccorros
Pblicos estabelece a sua origem da nguinle ma-
neira :
Nascidos. em Paris........ 7,937
No departamento do Sena. .... 1,368
No resto do territorio de Franca. 18,405
Nos oulros paizes....... 1,432
Se n quer saber a idade deslcs individuos, basta
laucar os olbos para a seguinle eslatisUca :
Al 60 annos......./ .
De 60 a 64.......'...
De 65 a 70 ..........
De 71 a 74 '.......
De 75 a 79......". .
De 80 a 89..........
De 90 a 99 ... ... .
De 100 para cima........
Examinando em seguida os alojamentos destes des-
grarados, depramos com o nguinle :
Atojados gratuitamente, ou na qualidade
de porleiros ..........
Alojados em casas que custam 100 francos
dem de 101 a 200 fr........
dem de 201 300 fr. .......
Por ultimo, eis-aqui aquadro mais curioso no nos-
so modo de pensar, em- que n moslram as diversas
profissOes de todos estes infelizes, homens e mu-
lheres :
Trapeiros......... .
Cocheiros..........
Mocos de recados.......
Cordoeiros. ........
Criados. .' .
Empregadose escreventes.....
Mercadores e adeleiros. ......
Pedreiros .... ... .
Jornaleiros do varios officios. '. .
Aguadeiros .".......-.
Porleiros .........
Sapateiros..........
Alfaialcs .....'.....
Vadios..........*.
I>avadeiras.........
Trapeiras...........
Oiadaik,..........
Amas de governo '...'. .
Amas de leile-......
Enfermeiras.........
Vendelhonas........ .
Coslureiras.........
Jornaleiras de varios oulros officios .
Aguadeiras........ .
Porleiras.........''
Sem profissao. ........
Que refieies nao disperla esto lista!
13,870
3,119
5,294
3,068
2,441
1,278
71
1
5,380
15,166
8,274
297
428
165
1,578
861
135
150
741
1,875
4,874
11:2
1,283
118
537
1,652
675
318
313
1,140
224
217
811
2,574
4,379
30
754
3,168
(dem.)
MM
CORRESPONDENCIA 90 DIARIO DE
PERNAMUCO.
PARS.
28 de abril.
Depois da minha ultima caria do 7 de abril, nao
n passou faci algum de grande importancia: ludo
caminha com um vagar desesperado. A esquadra
inglcza passeia tranquilamente no Bltico, aguar-
dando que os portos russos fiquem inteiramente li-
vres do gelo. O seu nico facto d'armas, he a cin-
tura de alguna navios mercantes carregados de sal e
salitre. A esquadra franceza composta de nove
naos e de seis grandes fragatas nlo chegar ao Bl-
tico antes dos primeiros dias de maio. Passou a 22
n vista de Plymouth ; mas o estado do mar nao lhe
permilln reuoir-se tao depressa quanto deseja es-
quadra alliada. Dos queira que o trajelo n possa
fazer nm que tenhamos algum grave sinislro a las-
timar.. O entusiasmo que tinha acompanhado o al-
mirante Napier na occasiao da sua partida de Ingla-
terra j n vai arrefecendo. Gajiava-se com alguma
leviandade de bombardear e destruir em alguns dias
os portos russos do Bltico; mas depois que vio as
cousas de mais perlo, mudou logo de linguagem.
Se se deve dar crdito aos boatos que circulam, o
almirante Napier, depois da inspeccao dos lugares,
declarara os portos russos impossiveis, e propozera
coutentar-se com nm bloqueio geral. Os Iuglezes
qie tom visto sobretodo uesta guerra o meio de des-
truir a marinha russa, que urna vez senhora de Cons-
tanlinopla. lhcs poderia disputar a soberana dos
mares, os Inglezcs, digo eu, eslo muilo irritados
por causa da linguagem arrefecida do almirante,e
desejariam ve-lo substituido por um homem mais
moco e expedito. Este j nao be, dizem ellos, o
anligo Napier; o antgo Napier j houvcra tomado e
incendiado Cronttadt. Mas ninguem sedeveapres-
sar a julgar um homem desta tempera. Quando o
gelo se derreler e a esquadra franceza se lhe houyer
reunido, he provavel que niogoem se contentar
com ir e vir ao Bltico, e entilo lera lugar urna ac-
co decisiva.
No Mar Negro, as esquadras alliadas tambem ain-
da nao praticaram acto algum de importancia. Um
despacho de Vicnna annunciava todavia que em
Coustantinopla, na dala de 14, soubera-se que Odes-
sa fora bombardeada, e em parte iocendiada pelas,
esquadras, mas o ultimo paquete do Mediterrneo,
!|ue deixdu Constanlinopla a 15 nada diz sobre um
acto Uo grave. Apenas annuncia que as esquadras
se dispunham a marchar em direccao a>dessar Por-
tanlo, esla noticia he ao menos prematura. Algn8
combates parciaes liveram logar no exercito do Da-
nubio com vantagens de ambos os lados; mas, em
geral, reina grande incerteza nbre lodog estes acon-
lecimentos. Entretanto, um fado domina a silua-
i}3o: he que os Russos v3o nmpre avanrando com
forrassempre mais ennsideraveis, e que o exercito de
Omer Pacha v-se obrigado a retroceder para o Bal-
kan, o ultimo baluarte que protege Ccnstanlinopla
do lado da Ierra firme. Reschid-Pacha, embaixador .
da Porta em Paris acaba de communicar a Napoleao
alguns despachos que recebera do seu governo, e que
apresenlavam as coasas sob mo aspecto. A Tur-
qua quasi que se acha exhausta de recursos ; o ex-
ercito de 70,000 homens que o us a Miados lhe en-
viam nao pode salisfazcr, e ge nao for elevado at
200,000 homensd\iao peder resistir Russa. Estes
despachos sao viudos a corroborar as declararles do
general Ardaul che-gado recenlemenle de Constanli-
nopla, para onde o imperador o enviara em missao
eltraordiniria. O general Ardant dec|arou no seu -
relatorio que os 70,000 homens que eram enviados ao
Oriente, bem depressa scriam declinados pelas fe-
bres, pela mudanca de clima e peto fogo da guerra,
e que para desfechar um golpe decisivo, era mister
queoexercilo expedicionario fosee elevado a 180,000
homens. Enlao o imperador responden a Resehid
Paclia que havia de attender aos pedidos da Porta,
mas que era preciso que o exercito turco flzesn nm
es forro para peder esperar urna remessa qne neces-
silava lempo consideravel. Mas poderSo os Turcos
esperart
Napoleao j comer a comprehender que erron
em re lancar nos marulhos de nma guerra tonga e
perigosa, antes de ler tomado todas as medidas para
dirigi-la com energa. A 'Russja desde alguns an-
nos qne n prepara para esla empreza, a Franja des-
de qualro mezes apenas. Assim, bem pode-
ria acontecer qne esla demora nja para ganhar
lempo.
Conversando oulro dia o imperador com omsenar
dor que se acha a frente dos primeiros restabelcci-
mentos manufacturaros de Franca, dizia-lhe que as
medidas militares actuaos apenas tinham por fim
lomar posirao, que a guerra seria e decisiva nao
leria lugar anles do anno futuro. Nao-deve de-
positar grande oonGaoca as palavra de Napoleao ;
a sna.linguagem varia segundo o lempo e as pessoas
a que se dirige. Talvez que elle tenha querido
fallar da grande guerra que, mai cedo on mais larda,
necessariamenle se ha de travar no vetho continente
europeo. Com efleito, apezar das asnverac/ies dos
nossos jomaos officiaes, no esto provado que a Ans-
tra e afrussia estejam de accordo comnosco. Da-
se como razio que estas duas potencias pozeram as
suas asignaturas em baxo do protocolo de Vienoa,
qoe garanto a integridade do imperio ottomano;
mas asreveram por .ontro lado qne no tratado parti-
cular de Berlim entre as duas principaes potencias
allcmaas, ha um artigo secreto que girante contra
qualqner eventnalidaile, a integridade do imperio
russo; e era diplomacia, s os arligos secretos sao
verdaderamente serios.
Urna deciso imperial, lomada sobre um relatorio
do ministro, dos negocios eslrangeiros, coacede aos
navios russos que partirem dos portos do Bltico e
do Mar Branco anles de 15 de miio' prximo, com
destino Franca ou Inglaterra, a autorisacao para
fazer a viagem e voltar para nm porto russo nao blo-
queado. Esta medida, diz o Moniteur, lem por al-
vo.principal salisfazer a algnmas reclamaces Que
lem sido dirigidas ao governo por negociantes de
Nantes, Mancille e Bordeaux.
Generosas para com o nu adversario, as potencias
alliadas se nao podiam deixar de moslrar-n liberaos
para com os neutros. Cumpria Franca monirar-n
fiel as suas lradirf.es; 'Inglaterra abandonar a pra-
lica invariavelmenle seguida por ella. A presenta
de urna propriedade immiga a bordo de um neutro,
u o nico facto de ler arribado em um porto ini-
migo, occasionnva a comfiscacao pelo ulgamento do
almirante ioglez. O governo inglez per nma hon-
rosa deferencia ao no alliado e opiniao cada vez
mais manifcsla da Europa, declarou que, sem aban-
donar os principios professados em nmelhante ma-
teria pelo nu paiz, rennnciava applica-los na guerra
actual. Portante, a Inglaterra nao lomar a pro-
priedade dos neutros a bordo de nm navio inimigo,
nem tao pouco a propriedade inimga a bordo de um
navio neotro.
Ao passo que todos os governos eslrangeiros ennsi-
gnavam em documentos escriptos a sua grata appro-
vacao aos designios das potencias occdentoes, o que
fazia o imperador da Russia? Mandava tomar no
Neva, antes mesmo qne a declaracao de guerra dais
potencias fosse publicada, a rnobilia e at os objectos
pessoacs do embaixador inglez, Sir Ilamilton Sey-
mour!
. Ha um mez, varios jornaes linhara annunciado a
lublicacao de nma lirochura, lendo por titulo:
fevisao da carta da Europa. O autor, parlmdo da .
hy polhese de um desbarato brilhante da Russia, res-
tituia Turqua as provincias danubianas, Odeesa,
a Crimea, restitua a FilandiaSuccia, dava a Lom-
bardia ao rei do Piemonte, e.parq indemnisar a Aus-
tria coucediu-lhe a Bosnia e a Servia, reconstitua o
reino da Polonia nb a suzerania da Prussia. A Fran-
ca e a Inglaterra nao tinham nada nesta partilha ;
contcnlavam-n com o papel de protectoras desinte-
ressadas. Esla brochura causara certa nnsaco no
mundo diplomtico, porque sabia-se de footc pura
que fora revista e corrigida pela propria mi de
Napoleao. Os jornaes o Steel c os Debis reeebe-
ram autorisacao para publica-la; entretanto, era
certa nianhaa, agentes do ministerio do interior se
dirigein s typographias e aos escriptorios destes
jornaes c tomam todas as provas. O que foi que
deu lugar a isto ? Cr-se com razao, que as hesit a-
ees da Austria e da Prussia decidiram o governo de
Napoloo a embargar a publicarlo de um livro, que.
Ibes dava urna parle mni ampia na divisa o nova da
E seeu nao chegar estrada'.' rcnlicouNaundorfl.
Como?
. Se ludo isto uao fosse. mais do que urna Irai
cao hbilmente preparada, se meus inimigns, hesi-
tando diaiilo de um homicidio directo e official, liou-
vesseraquerido confiar ao acaso o cuidado de redes
fazerem de minha pessoa '.' Se urna sentinella dex-
tra exlivessc por exemplo posla' perlo do lugar em
que havemos de parear 1
Que loucura 1 que loucura, senhor disre Ber-
gabsse erguendo os hombros.
Se emfim, prose'guio NaundorlT, o senhor con-
de de Bergalasse, agente activo, intelligeute e audaz
da poiicia franceza, tivesse querido fazer-re o execu-
tor desse pensamenlo desleal, e nrvir o odi de meus
algdzes, crcria anda o senhor, que eu nao leria ra-
zao deassuslar-me?...
Bergalasse nao respoudeu, pareca embaracado c
inquieto; elle procura va evidentemente um meio
de safar-n da collisiio em que as palavras de Naun-
dorff acabavam de p-lo. .
Emlim, parando dous passos distante do duque,
disse-lhe com voz na qual porcebia-sc um certo ac-
cento de altivez offendida:
O senhor duque de NaundorlT lem-re adiado mui-
las vezes em relarao comigo durante o curso de sua
existencia, aconteceu-lhejamis sorpreuder-me em
flagrante delicio de mentira '!
Nunca, respondeu o duque.
Eslimo muilo que o senhor possa fazer-me es-
ta justica, e agradero-lhe a boa memoria... Pois bem,
senhor, eis.o que lenho a dizer-lhc :
Dqui a urna hora vossa excedencia estar livT6 e
vivo, se quizer confiar-se a mim, daqu a urna hora
pollera relirar-se e tomar o caminho que lhe con-
vier sem receto de que seus algozes, como o senhor
os chama, o persigan) anda com seu odio.
Logo o senhor confessa que ludo isto nao pas-
sa de nina comedia 1 pergunlou Naundorff.
t}ue importa t
Mas qual he a decifrarao de-se enigma '.'
O senhqno saber daqui a urna hora.
Esses pngos qne vai fazer-me correr sao en-
lao verdadeiros pflantasmas?
Talvez... Porm o maior perigo ueste negocio,
senhor duque, hi'|que vossa excedencia pareca per-
suadido de que nao corre nenhum.
Que significa isso t
Nao posso dizer-lhe mais.
Porm se eu recusar segui-lo ?
Ficar em Spielberg.
Prefiro tentar sabir delle, ainda quando lenha
de perder a vida nessa empreza, disre Nanndorff.
Nao a perder, se for dcil, tornou Bergalas-
se... mas calomo-nos ahi vem Kral.
Kral cnlrava com efleito tendo em nma rao urna
linterna de furia fogo, ealguma roupa de porleiro
debaixo do tirado.
Eis-aqui, disse elle a Bergalasse eulrcgando-
Ihe os trages de disfarce, o senhor poder, declarar
,que he a primeira vez que o carcereiro Kral obra de
scmelbante modo.
Para ludo ha comeco, respondeu Bergalasse
veslindo as calcas.
Se loruarem a apanhar-me, murmuron Kral.
Oh 1 oh mcu amigo, lornou-lhc Bergalasn
com alegra, tenha de aecusar-n de urna boa acrao
no corso de sua vida, apre nao morrera por isso 1...
Depois quo os dous prisionciros embucaram-se
como poderam na roupa que Ibes trouxera Kral,
este tornou a lomar a lauleriia que deixra no chao,
o foi adiante mostrando o camiuho.
Apezar da asreveracao le llcrgalasse, Nanndorff
1 nao eslava precisamente trauquillo. Olhava com
rlesconlianra para a direita c para a esqnerda, e es-
perava a cada instante ver brilbar na wmbra o pu-
nlial de um assassino ou a bayoneta de una senti-
uclft.
Desceran! assim urna escada rpida, qoe dominava
a pique um precipicio nm fundo. Kral ia adiante,
Bergalasn depois delle, o o duque em ultimo lu-
gar... Emfini ao vollar urna escada, Kral parou re-
penlinamentc ouviudo o grito de urna sentiuella.
LIvrc!
Naundorff eslremeceu, e nntio vollarem-lhe todas
as apprehenseg, e lodog og recetes. Chegou-se a
Bergalasn e disse-lhe com enioruo :
, Estamos trahidos 1
Silencio lornou-lhe Bergalasse aperlando-Ibe
o braco com energa.
Oue vai. passar-se'!
Kral esla comnosco, e lenl a senha.
Com effeilo, Kral approiimou-se por conVite da
sentinella, deu-se a conhecer, mostrou a nnha e
passoo.
Naundorff e Bergalasse segoiram-no.
Enlraram cutan em um vasto pateo, onde o grito
das senlinellas os fez parar mais de urna vez, e em-
fim desceram nutra cacada cavada na rocha.
A noile estova nrena e bella..', o co resplandes-
cia de estrellas. No horisoute a la subia lentamen-
te- ao firmamento, e espathava sua baca clardade so-
bre as duas niontanhas, a cujos ps est situada a
cidade de Brunn. A' direita milhares de casas bran-
cas resahiam graciosas do fundo mais sombro da
trra. Aqni e all alguns tanques, cujas aguas mor-
as reflectiam na sombra... Mais adianto as officinas
rom suas alias chamins denegridas pela fumara. .
Mais adiante ainda as toncas linhas pretas Iracadas
pelas arvores das florestas...



PIMO DE PERMMBUCQ, QUINTA EEIM 8 DE JUHHO DE 1854.
Europa. Con (Ulj0| agor se falla cura mysterio,
tm urna nova brochura escripia sob a mesma iospi-
rarao, mis modificada pelas novas ejircumstoocias.
Esto rvisao da carta da Europa se occupa raais es-
pecialmente com a Italia, qua divide em tres esta-
dos ; os eslados romanos sao conservados ao papa; o
reino de aples he restituido familia Mural; a
Lombardia (ornada n Austria e dada ao Fiemonto.
Este ficto anuuocia que se val perdeudo a esperan-
za de fazer-se que a Austria entre na allianca au-
glo-franceza.
Quanto ao reino de aples lio urna ida nutrida
desde a restaurarlo napoleooina. J lhe fallei por
varias vezas dos tramas da familia Mural, na Italia.
Ilm fado recente vem dar nova consistencia a estes
boatos, e contirmar-me na opiniao de que todas estas
intrigas se tecessem com a approvasao e o apoio do
imperador. lia dias, o filho mais moro do priucipc
Murat secasoa com a Giba do principe de Wagram.
O casamento foi celebrado na capella das Tuillerias,
em presenta de leda a corle. Sua Exc, o bispo de
Nancy, esmolher mor, no discurso que proouaciou,
segando o costume, uesta occasao, deu aos jovens
esposos o tratamento de Altezas rtats e feliciloa-os
tuerca dos seus titos destinos que Ibes promellia un
prximo futuro. Este discurso devia ser publicado
no jornal o Unittrs ; mas nuncio do papa e o em-
baiiajlor de aples se entenderam com M. Drouyn
de I.huys, nosso ministro dos negocios estrangeiros, c
a publicarlo Bao leve lugar.
Segunda feira 10 da abril, o imperador e a impe-
ralru desobrigaram-se da quaresma, na capelladas
Tuillerias: coovidaram-sejornalistas para esta cere-
monia, entre oulro o celebre jezula Luiz Veuillot,
redactor em chele do (/muer*. No lempo da res-
lauraco, os Bonaparlislas nao lombaYam dos rea-
listas que se eonfessavam pela quaresma ou que iam
i missa. Como v, os lempos esli bem mudados.
Eolre os realistas anda haviam conviccOes religio-
. sas, e a* conviccOes sao aempre respeilaviis : mas
quando alguejn se terve da religiao como de um
mel de governo, enlao nao ha se nao hypocrisia.'
Nao se pode negar a Napoleao energa e vootade,
como hornero poltico ; mas como homem particular
he de ama iraqeecasem exemplo, e que o colloca
diselo dos que o cercam. Entretanto, estas
anomalas nao' sao raras. A granoe Calharina da
Russia,ricade decisao e do vontade em ludo quanto
'dia respeilo s comas de governo, que pnnia seve-
ramente a menor infracrao, a menor hesitaoao s
soas ordeits, era no seu interior a mulher peior ser-
vida de ledo o seu reino. Era a ponto, que depois
de haver chamado por varias vezes os seus criados,
via-se obrigadaa ir em pessoa acender o fogo.
Talvez julgue que os Bonaparlislas da vespera es-
li em maioria as Tuilerias, he um erro. Napole-
ao est cercado de ama lurba de intriganles,que sao
primeiro que ludo do partido do mais forte e especi-
almente do mais rico..O bonaparlisla de saugue puro
he ornado, as Tuillerias, como um inimigo perigo-
so.corao um espiao iilcommodo, e eslabeleeeram um
cordao sanitario para impedi-lo que se aproxime do
amo. A casa do imperador he como um acampa-
mento invadido pelos Cosacos, e onde, desde o mai-
or at o- mais pequeo, cada um vai furlanto o que
pode. Eisaqui um exemplo cuja autenUcidade lhe
poseo garantir. Um velw soldado, ou oulro qual-
quer individuo, esueveu ap imperador, pedindo-lhe
um soccorro : depois de algum lempo, dizem-lhe
aue vi caixa das Tuillerias; mas a caria nao'lhe
indica a quanlia que lhe he concedida ; apresootam
ao individuo um recibo em braneo para assignar, e
a raiao ficou occulla : o imperador coneedeu 500 fr.
o caixeiro da duzenlos, e mete o resto na sua lgi-
beira. Aquellas possoas que recosan) assignar pa-
pel em braneo, nao recebem nada. Eserevem ao
imperador para qoeixar-se; as cartas sao abortas pe-
ras secretarios que as queimam ou as lapeam ao
monturo.
O ikkbar, jornal d'Algeria, narra a historieta se-
grale, que diz respeilo partida das nossas tropas
para o Oriente:
Ora brigada de eacadores, pertencenta^o corno
expedicionario, e que desde rouilo lempo onlretinha
intimHrelatoes com urna mulher de Algeria, nao via
aproximarse sem desgosto a poca fatal emque lhe
seria preciso separar-se detla. No momento da par-
ada, a bella eoncebou o projecto de'seguir o aman-
te Turqaia. Toniou-ama calca., urna blusa c um
Wepi, decidida a embarcar oestes Irajos ; mas como
o brigada parta coro um destacamento de HA a 25
homens em um navio vela, nao era fcil illudir
o capilo de bordo e ofcial commandate do des-
tacamento-
A bella consentio introduzir-se n'um sacco de a-
campamenlo e a passar por um fardo de objeclos.
militares. Favorecida pela proleceao de alguna ho-"
mens do destacamento, foi levada a.bordo. Infeliz-
mente, como o navio nSo possuisse as condirdes de
segurauca desejaveis, o desembarque operou-se so-
meete, depois de urna estada de 2* horas a bordo.
Outrp navio foi encostado a bordo, e Sfim de apres-
sar-sea descarga, os efleitos, sellas, etc., foram lan-
cades pela escetiiha sobre'o taiso convez do ultimo
navio* Como o sacco de qne se trata nao podesse
admittir um modo Uo expedito, os eacadores o lau-
caran! por tHlimo no convez, esperando reembarca-
'o quando o lente estivesse de cortas para etles.
Entretanto o oflkial em pregara toda aallencao afim
de que nada fieasse uo navio abandonado, se So
qnando um morimenlo involuntario traliio a pre-
>enca de oro ente animado no sacco. Suppondo o
ollicial qne o sacco continha algnmas aves que os
soldados pretendi m passar como contrabando, raan-
dou verificar o contando. Grande foi o sea espante,
ao. ver i mulher escondida, covergonhada, c abati-
da gelos transes que havia pateado. .
O prineipe Napoieao se embarcou em Tomn a
17 de abril para ir a Constantinopla. Como jsabe,
elle toffl o eommando de urna divisao do exercito
expedicionario. izem qne foi elle mesmo que pe-
dio para late esla enmpanha.para gaahar as drago-
nas que so deve ao ame e amisade do imperador.
A nossa grande trgica Bacbel deixou sbitamente a
Rosna para vir a todaa-pressa despidir-so de um dos
seas mais ardentes admiradores. A entrevisto foi
das mais palheticas; ao jaolar o principe leve a Ira-
giea dtfronto de si. Na vespera convidara os oflici-
aes generaes que fazem parle da expedido do Orl-
ante a es reunirem no seu gabinete, alim de terem
urna especie de consellio de guerra. A hora mar-
cada era 8 horas da noile; os ofliciacs chegam com a
exaclidao que caracterisa o-militar ; dizem-lhes que
esperem no sallo, o principe estem conferencia se-
creto com urna grande personagem polilica. Os of-
heiaes esperara roete hora, ama hora ; atina! come-
rn! a se impacientar: amajadante de campo ousa
entrar o mais discretamente possivel no camarim do
principe que se havia esqaecido da queslao do Ori-
ente. Despede-seda trgica, que perturbada pela
dor da separarlo e talvez tombem pelo xeres e pelo
vlab de Chairpagne, em lugar de lomar a porta se-
creto, abre a porto que vai dar no salao de espera,
e os ofliciaes veem com alguma sorpreza passar co-
mo um sylpho a grave personagem poltica qne aca-
bava de 1er longa conferencia com o principe impe-
rial.
Como deve pensar, a viagem do filho de Jcronymo
aira vez da Franca ha sido umverddeiro Iriumpho.
Ttm sido sempro, assim desde que ha prncipes. A
Urna paizagem branda e melanclica !...
Nao corra neuhuma viracao, tudo era tranquilli-
dade e silencio... urna verdadeira noile feita para a
melancola e para o amor. *
Bergalasse, que nao era inteiramente insensivcl
aos encantos da oabireza, foi impr'essionado pela bel-
leza desse qnadro, e voltendo-se de repente para o
doque. pergunlou-llie:
Que diz dos arredores de Brunn ?
Mas o duque nao esperara essa appellacifo direoto
do companlieiro para admirar a paizagem que linlia
oante dos olhos. Alm disso eslava ha muilo lem-
po privado daquelle espectculo, pois as ultimas
emanas nao havia descido ao lerraco da fortaleza,
nao havta respirado o ar puro e livre I...
A u que todas s desconanras tinliam-lhe
SyiS^d?'aueJu'gva-se mu realrocnto resl-
toido a liberdade, e que estova contento 1. Passan-
do o paleo que acabavamde'alravesar, ello procu-
rara cbm a vista os edificios ocupados pelo superin-
tendente. Quero sabe ?... Carlota e Magdalena es-
taan talvez a janella... Elle desejava v-las, e
.anda-las, anles de retirarle. Mas o aposento do
sopermlendcatc era parlado desea parlado Spiel-
berg por onde cite ftigia... forcoso foi renunciar a
isso.
TornoD a lanrar a vjsto sobre a paizagem quo o
rodeuva, e voltondo-se para Bergalasse, disse-lbe:
Os arredores de Brunn sao maravilhosos, sobre
luna a asas horas. O governo austraco usou cer-
Umenlc de indulgencia para com os prisiuneires de
Estodo, consentindo em clar-lhesjpor habitacao urna
fortaleza lo exposte.
O senhor aclia-a assim '!
Agora qne estamos fura delta...'
Anda nao ; mas issonao tardara.
Com eOajto alguna minutos depois etles saturara
cidade de Marselha se excedeu. O banquete que
oflereccii ao principe Napoleao em razao da quin-
ta feira santa, foi muilo esplendido. A listo desle
banquete de quaresma qfle nao pode dcixar de.se-
dazir os gastrnomos : foi um verdadeiro esforro cu-
linario.
Esta-se organisando a guarda imperial e os Cem
Guardas do paco ; o trajo desles ullimos- ser dos
mais pillorescos: urna coiraca de bfalo com as ar-
mas do imperador bordadas (coirassa de ac, em
grande uniforme, com as mesmas armas) mangas
azuescom urna especie de galao de ouro, gola bran-
ca, botos de escudeiro e capacete.
Para festejar o aniversario do nascimenloda senos
poso, a imperatriz deu a 17 de abril urna Testo noi-
le no palacio do Elyseo ; os jardins estovara Ilumi-
nados com lanleruas de todas as cores ; houvo um
baile, c seia.
O prefeito do Seiuo est preparando urna fcsla
soberba, que ser dada esto*emana fia grande gale-
ra do Hotel de Ville. Os artistas dos principaes
Ihealros devem declamar, cantar, dancar. A este
respeilo, o prefeito de Seioe se achou em grande
em barago. Ignorando os trabamos de theatro, linha
designado uma'dansarina da Opera para o princi-
pal papel; mas houve reivindiaaao da parte de
umarival, c foi mister urna decisao do miiijss^de
estodo para resolver a queslao. Quem JH
Ser Cerilo ou Bosati'.' O ministro resolvena difff-
culdadc por ama scuteura digna do rei Stlomao :
decidi que ambas estas damas daosassem. '
Acaba doapparecer um novo jornal: he intitula-
do a Table P.arlanle, jornal dos fados mtravilko-
soj ;far sob arelarlo cjitliolica um exame critico
dos acontecimentos maravilhosos que hoje oceupam
os espiritos. Esle jornal tratar dos espiritos pre-
cursores, dos pliantesmas, das pessoas possuidas do
demonio, das obsjRcs e de tudo quanto toca ni-
gromaneia e fclcaria. O prospecto desle jornal
he mui curioso. A respeilo de mesas fallantes, diz
o autor que os phenomenos ridiculos'em apparencia
sao Uo serios, que o padre Ventura os* considera co-
mo nns dos maiores acentecimentos do nosso sec-
lo, e que o padre Lacordaire os chama urna luz pa-
vorosa sobre o mundo iuvsivel. Esla publicado
nao deve admirar, por mais extraordinaria que para-
ta primeira visto ; por que a influencia das mesas
fallantes longe de djminoir, vai tomando todos os
dias um incremento incrivel. Existe cidade de
provincia onde a gente est inleramente confusa pe-
los milagres que se operara mais ou menos na evo-
cacao dos espirites., Cilararn-me urna cidade, cujo
prefeito, lendo por interprete o commissario de po-
lica, foi obrigado a prohibir as experiencias que j
iram derramando a perturbado as familias. Te-
nho para miro que esto epidemia tem atacado a A-
merica do Sol. .
As correspondencias de Alhenas representam este
paiz sob o aspecto mais afllictivo. Em virtude da
intrigas e do ouro da Bossia reina l um verdadei-
ro rgimen de terror.Bouba-se, e em caso denecess-
dade incendeiam-se as aldeias que recusam tomar
parle na insurreigao. Na Allica e no Peloponeso,
as caxas do thesouro e os armazens de trigo sao
saqueiados. Os catholicos que celebran) a quinto
feira Santa quas que sao assassinados. O governo
grego Techa os olhos, e, em caso de necessidade, co-
adyuvaos insurgidos; O imperador Nicolao lornou
a escrever a el-rei Olhon dizendo-lhe que pretenda
ressuscitar o imperio bysaolino para lhe fazer pr-
senle. Beleva confessar qoe afumas vezes os reis
sao mui simples.
IHTERIOR.
BIO 3?E JANEIRO.
SBADO.
Da 16 de malo.
A' hora do costume, achando-se reunido numero
suflirientc de senadores^abre-se a sessao, edepois de
approvada a acto da-antecedente, o primeiro secre-
tario d conta do segointe expediente:
Um oflicio do primeiro secretorio da cmara dos
deputados, participando terem sido sanecionados os
decretas, que 'fixa as forjas de Ierra para o nno' fi-
nanceiro de 1854 a 1855, e qno fixa a despeza geraf
do imperio paraep dito aono financeiro ;. bem como
us resuluees consedendo a Eduardo e Alfredo de
Mornay, privilegio exclusivo para a conslruccao de
urna estrada de ferro na provincia de Pernambuco ;
approvaudo a peusao concedida a D. Thcreza de
Fras Perera da Cuoli ; e declaf"andp que os offici-
aes, oluciaes inferiores e mais pracas do corpo mu-
nicipal permanente da corte, tem direito a reforma
nos mesmos casos, com os sidos, que pela legislaco
existente perlencem aos offlcaes e mais pracas do
cxerclo. Fica o senado inteirado.
^Um requerimenlo de Olavo de Mello Mallos, pe-
dindo ser nomeado para o logar vago de ofcial da
secretaria do senadoA' commlssao da mesa.
Urna represento3o da cmara municipal da villa
da Oliveira, provincia de Minas, contra a projectoda
divisao da mesma provincia. A' commissao de es-
tolislica.
Neste ponto o Sr. O. Manoel, pedindo a palavra
pela ordwn, requer que o projecto offerecido pelo Sr.
senador Pimenla Bueno a 17 de maio do anno pas-
sado, seja rejnetlido commissao de eoosliloic^o
com os papis que o acompanliam (as. copias dos pa-
receres do conselho de estada a cerca da inlelligencia
do artigo 6 da constiluicao).
Sao lidos depois,'o ficam sobre a mesa os segnin-
les pareceres:
s A commissao de constiluicao, a quero foi remet-
lida em 19 de maio de 1S51 urna representacao dt
cmara municipal da captol da provincia do Espi-
rito Sanio, pediudo o augmento de um deputodo que
a represente na assembla geral legislativa, allegan-
do ser a populacho da mesma provincia de noventa
a cem mil habitantes no anuo de 1850, em qoe foi
escripia a referida representacao: he de parecer que
esta materia fique reservada para ser tomada em
consideracSo pelo senado, quando se disentir a pro-
posito da cmara dos deputodos qne Irata de as-
sumplo semelhante.Paco do senado, 13 de maio
d 1854. C.J. dt A. I'ianna Visconde de
Olinda.B
Foi remetlida i commissao de constiluicao com
offlcio do ministerio do imperio datado de 27 de maio
do anno passado, a acto do collegio eleiloral da villa
da Piranga da provincia de Minas Geraes, relativa
elcieflo de um senador para preencher a vaga do Sr.
Marcos Antonio Monteiro de Barros. Estando a e-
leicao approvada, c com asseoto nesla casa o digno
senador enlo eleito o Sr. Sooza Ramos; e nao lendo
a commissao objecc^to alguma que oflerecer refe-
rida acia, qae est regular ; he de parecer que ella
seja archivada com as dentis pertencentes dito
deicao.
a Pao do senado, 13 de maio de 1854.C. J. de
Araujo Vianna.Visconde de CHinda.
Passa-se ordem do dia qae he :
Continaacso da segunda discussao do projecto viu-
do da cmara dos Srs. deputados, autorizando o go-
verno *conlrator a ronstrucrao de urna estrada de
ferro na provincia deS. Paulo, desde a cidade de
Sanios at S. Joao do Rio Claro, debaixo das mes-
mas condircs, porque foi contratada a estrada de
ferro de Pernambneo Agua Preta, com Eduardo
de Mornay & C.
Depois de 1er o presidente observado ao senado
que o Sr. Visconde de Paran Ocara com a palavra
reservada da sessSo passada sobre esto materia, o Sr.
D. Manoel pede a palavra c exprime-so da manflra
scgoinle :
Admira, Sr. presidente, quo um projecto desto
ordem nao lenha sido remcltido lima das commis-
s6os desto casa.
Eu creio queo senado nJo estar disposlo a conti-
nuar a conceder a esmo, aulorisasOes para a cons-1
trucrode estradas de ferro, sobrecargando a nacto
de onos, com que ella nao pode. Eu eslou persua-
dido que o governo do paiz tombem nao quer tornar
asoslradasde ferro em urna verdadeira California,
em um novo mcio de agiotogem.
No anno passado, Sr. presidente, quaudo nesla
casa se discuta um-artigo addlivo concediente a
estradas de ferro da captol da Babia villa do Joa-
zero, en disse, ou anles repelti aquillo qne j havia
dito anteriormente ; isto he, que este uegucio de es-
tradasde forro era urna verdndeira California no
Brasil, e um membro desla casa, qoe enl>o ocenpava
um lugar nos conselhos da coroa, Dcou um ponco
agoniado com esto mioha eipress3o, e at me parece
que me pedio expliraces a esle respeilo, e eu com
a franqueza que me he propria, nao tiv duvida de
acceder aos desejos do Sr. senador, que agora se nao
acha presente.
Ora, eu, qoe sem querer, sem mesmo me impor-
tar com estos cousas, live quero, me commuoicasse
algumas verdades, e provavelmente algumas inver-
dades, aeste respeilo ; digo, live quera me commu-
nicasso o afn com que se corra para o governo
para obler o privilegio para a conslrucsp da estrada
de ferro do Biode Janeiro .s provincias de Mioas e
S. Paulo, soubc as quanlias que so oflericiaai pan
este fim, e ludo isto prbva as graudes vantogens qoe
se pretende colher desse privilegio, ou na mesma
cousiruceao da estrada, ou entao vendendif o privi-
legio em Londres por quanlias avulladas.
De Londres, Sr. presidente, eu vi cartas e commu-
nicajSes muilo imporlanles a esle respeilo ; carias
e comraunicas&es qoe eu teria de ier ao senado, se
por ventura quando se discuti a concessao do pri-
vilegio nesla casa, eu as tivesse cmmeu poder. Por-
tante, j v V. Exc. que islo he urna California, he
um novo meio de agiotogem, mas, urna agiotogem
que hade trazer ao paiz gravissimos males ; que lia
de sobrecarrega-lo de um orius, com o qual, como
dsse ha poucp, elle nao pode.
Srs., nao nos Iludamos. O estodo financeiro do
paiz nao he bom, nao he esperancoso, como diz a
falla do Ihrooo ; o que eu hei de provar em occa-
siao opportooa, ou, o que m esforcarei por provar
espero em Dos, mesmo com o relatorio do Sr. mi-
nistro da fazende desto anno; onde eu me lisongeio
de haver bebido argumentse provas contra ssa as-
sercaoda falla do throno.
E, Sr. presidente, nao me era necessario, na ver-
dade, tero relatorio da fazenda.no qual nao acho
senao trivialidades, nem urna s idea .luminosa, um
dos relalorios mais magros e esteris que,se tem
apresentodo ao corpo legislativo, como tombem ten-
cono provar em occasao opporluna : nao era pre-
ciso, digo, Ier esse relatorio, para me convencer de
que as rendas do paiz h8o de necessariamenle soffrer
diminucao pelas razdes, que agora nao prodozo,
por nao ser occasao" opportana, mas que em breve
terei ensejo de as oxpor perante o senado. A' visto
diste, pois, Sr. presidente, como podemos nos votar
por esto projecto, o qual sujeita o paiz a um novo
onus t
Senliores, em todos os paizes apparece de lem-
pos em lempos urna especie de febres ; urnas vezes
sobre estradas de ferro, nutras sobre colonisacao,
ele: no Brasil j no anno passado e no antecedente
a'ellesemanifestou essa tabre chamada melhoramen-
tos materiaes ; roelhoramenlos materiaes, Sr. pre-
sidente, que o paiz anda nao comporta, porque es-
tamos em comeco e estomosmeacdos de um futu-
ro trislissimo, se por ventura os poderes do Estado, e
lodos os homens, qae se interessam pelo bem estar do
seu piiz, nao acordaren) desto letargo, e pensarem
sera e profundamente, nesse futuro Irislissimo que
nos espera.
Ora, Sr. presidente, quando nos estamos amcac.a-
dos de um dficit as nossas rendas, quando ja nos
compromellemos a pagar mnimos de interesses
lano pela estrada de ferro do Rio de Janeiro a Mi-
nas eS. Paulo, comopeladaBahiaaoJoazeiroede
Pernambuco Agna Preto ; havemoide novamente
lomar sobre nos a responsabilidade de tancar um
onus too pesado sobre o paiz ; quando de mais a
mais, estamos ameacados de um dficit as nossas
rendas ; que dficit, nao pode deixar d realisar-se
j pela falla de bracos qoe lodos os aniios se vai fa-
zendo sentir sem sobstituicao, por ora, ja pelas cir-
cunstancias extraordinarias em que se acha hoje a
Europ ? Como poderemos lomar sobre nos res-
ponsabilidade de obrigar o paiz a um novo onus ?
Com tudo, Sr. presidente, eu nao quero proceder
em materia t3o grave sem a maior circumspecrao e
prudencia, como tenho feilo em outras materias de
muilo menor importancia ; eu nao quero desde j*
proferir um voto de regeirao do projecto
Ser conveniente que se oura a commissao do or-
camentoa respeilo desto materia, ella sem duvida
lomar em toda a considerado e avallando bem as
circumstoncias acluaes do paiz interpon a sua valio-
sa e esclarecida opiniao acerca dos mcios com que
se pode contar para realisar os (os do projecto.
Nem se diga, Sr. presidente, que o requerimenlo
que vou ter a honra de ouerecer Ilustrada consi-
ileracio do senado he um requerimenlo dilatorio :
nao o he, elle tem por fim habilitar o senado a pro-
ferir um voto consiencioso e acertado, para o que
muilo concorrer o parecer da Ilustrada commissao
do orcamenlo.
Senliores, eu nao sci que nome merecera qual-
quer Brasileiro, o principalmente tendo assento. em
qualquer das casas do parlamento, que em geral se
oppozesse a lodos os melhoramenlos materiaes do
seu paiz; podia, pelo menos, ser lachado de in-
diflerenle pelas cousas publicas; e um homem qual-
quer, de elevada posijao, que assim flzesse, deixaria
de promover o bem estar do seu paiz, e por conse-
quencia faltara a um dos devtrcs do seu mandato :
mas he necessario que nao confundamos as cousasS
he necessario quo vejamos al que ponto o paiz po-
de ir com esses mclhoramentos materiaes, quaes sao
os recursus de que o paiz dispfto para fazer face as
dcspeas que esses mclhoramentos maleraes exigem;
he uecessario tambera pensar se os sacrificios que se
tem de fazer para acudir a esses melhoramenlos -
tao a par das circumstoncias do paiz he necessario
cmfim um profundo exame, urna ponviejao intima
de que elle os pode comportar.
Senhores, em tudo se deve marchar cora muila
prudencia. O estadista deve examinar bem como
se euecluari essa marcha lento e progressiva, mas he
do dever do estadista nao comprometler o foturo
do paiz, sobreearregando-o com onus que elle nao
comporto, sob pena de fallar aos seus de vers, e de
poder ser tachado de pouco cuidadoso do futuro.
Em quanto, Sr. presidente, o corpo legislativo
governo se limitaren) a animar essas emprezas
nascenles qoe a'pparecem, mas que v3o vivendo por
si mesmas, sem despezas do Estado, creio que a ta-
refa he mas fcil e mais simples ; mais quando es-
sas emprezas exigem que lodos os annos o Estodo
contrbua com urna sommadad para que ellas pos-
sam continuar, enlao, senhores, a torete he muito
mais difiicil, e a responsabelidade qoe pesa so-
bre o governo e sobre o corpu legislativo muito
maior.
Eu, Sr. presidente, estarc promplo a concorrer
do ultimo paleo, passaram a ultima porto, junto da
qual estova urna berlinda de viagem com quatro ca-
vallos.
Estamos livres! disse Bergalasse.
livre! livre! exclamou NaundftTsaltando de
alegra.
Swa primeiro, senhor, tenho de regular nos-
sas contos com este honrado Kral.
K ral eslava com a la n Ier na de furto fogo na mao
no lumiar da porta que acabavara de passar. Ber-
galasse cliegou-se a elle c fallou-lhe em voz balxa.
Durante esse lempo .NaundorfT precipilava-se no
carro ;mas quando ia subir senliu urna mao rete-lo
pelo braco, e voltou-sc vivamente. Era urna mu-
lher! Estova envolta em um longo manto qae a ca-
bria inteiramente; porcm apenas voNaundorfTvol-
lar-se, e encara-la, deixou cahir rindo-se o enorme
capello de seda e apresenlou seu bello rosto aos vivos
raios da la.
Magdalena exclamou Naundor" lomando as
mos da mocinha entre as sitas, voss aqu, junio de
mim, a estos horas !,..
Magdalena poz discretamente o dedo sobre os la-
bios, e disse em voz baixa :
Silencio lodos ingnoram que vim aqui; mas
cu sabia que o senhor havia de partir esta noile, e
nao pude resistir ao desejo dedizer-lhe adeos.
Querida, querida filha! disse Naundorfl*.. quem
te inspiran too joven, essa santa e corajosa piedade
pela desgrasa?...
Urna mulher! respondeu Magdilena.
Urna mulher....
Georgele !...
Voss conheceu-a.
Ella o espera...
Que diz t..
com o mea voto para qne >e formem cesas emprezas,
sem com ludo obrigar a naci a esses pagamentos
annuaes de 4, 5 ou 7 % que vai pagar o paiz, de ma.
neira que hoje j ninguem quer construir estradas
de ferro no Brasil, sem que o governo garanto um
mnimo de interesses aos accionistas. Nao se traga,
senhores, enmo resposto, ao que eu digo, a estrada
de Trro de Mau,pirque essa, alm de ser pequea,
c poder ser feita fcilmente a expensas da cumpa-
nhia que a est eonslraindo, de mais a mais nessa es-
trada de tao pequea exlencSo se lem Teilo o dohro
da despeza, que primitivamente se havia calculado
necessaria ; e islo me faz crer que todos os clculos
que nesto casa eu vi fazer acerca das estradas de fer-
ro do Bio de Janeiro, da Baha o Pernambuco sao
todos sem fundamento, sao completamente areos ;
estou convencido qus as despezas dessas estradas ex-
cederao talvez o dobro d'aquillo em que foram cal-
culadas.
Ora, na estrada de Man, nao so se da a circuns-
tancia deserem muito mais seguras, muilo mais cer-
tas as bares para se poder calcular as despezas; como
tombem a de que a campanilla nao s nao lira la-
cros, mas por ventura anda perder parto do seu
capital.
O senado sabe que as acedes dessa epmpanhia li-
veram 20 o mais ponente de rebate, ainda qoe de-
pois esliveram ao par. c nao sei se agora tem des-
cont : en declar que as nao quero nem ao par.
Era fim os accionistas cora esse rebate tiveram
prejuizos as acedes, e ser um sacrificio tombem que
Tazem provincia do Bio de Janeiro, talvez com
proveito para oTuluro ; nao sei, nem ouso, por ora,
dizer nada* esse respeilo ; o que sei he, qne os gas-
tos al agota tem sfdg extraordinarios, e ai vauto-
gens para os accionistas nenhumas.
Estos razdes me levam a pedir licenca ao senado
para mandar a mesa um requerimenlo de adiamenlo.
Eu j dssa qae nao quero negar o mea vol ao pro-'
jeelo ; quero esclare;cr-me, quero ouvir urna com-
missao composto.de pessoas notoveis, que de cerlo
bao de estudar a materia e aprcsenlar ao senado um
parecer digno dellas e delle. Se eu livor a inteli-
cidadedevr que o mcu requerimenlo nao he ap-
provado pete senado, e qne o projecto continua em
discussao, enlao pedirei a palavra novamente para
aprcsenlar todas-aquellas razes que me occorrerem
acercada sua inconveniencia.
Vai a mesa o seguate requerimen,te,que he apoia-
do e entra em discussao. i
Requeiro que o projecto em discussao seja re-
meltido mesma commissao do orcamenlo, para iu-
terpor sobre elle o seu parecer. >
O, Sr. visconde de Paran: Sr. pesidente, eu
pretenda propor o adiamenlo desto resolucao; con-
seguiotcmenle approvu o requerimenlo que se apr-
senla. Nao he occasao de discutirmos se o estado
das finansas do paiz he bu nao esperancoso; mais a-
inda que asslm seja, julgo que seria imprudencia
ir contrahir novas obrigaroes, exstndo j contratos
feitos qne devem augmentar as despezas nao con-
templadas no remenlo actual, existiodo mesmo
certas aulorisardes do carpo legislativo, que tam-
bera obrigam a fazer outros contratos, que tamben)
devem augmentar a despeza. Seria pois impruden-
cia da nossa parte, nesto estado, ir approvar em-
prezas que podessem trazer-nos ainda maiores des-
pezas.
Alm disto", nenham inconveniente, lia no adia-
menlo, porquanlo, nao sendo possivel qae emprezas
destos se faram com capitoes do paiz, o estodo ac-
tual da Europa nao d esperanca alguma de que se
possa chamar os capitoes estrangeiros, para virem
auxiliar-nos na execucae desle projecto.
Por todos estes mviles eu.entendo que o adia-
menlo he necessario e o approvo. He quanto tenho
a dizer.
O Sr. Vetgueiro:Eu nao me pponho ao adia-
menlo; antes voto por elle. Porm desejava que a
a commissao examiuasse mis alguns objeclos alm
daquellcs a que se- restringe a resolucao; parece-me
que he conceder a mesma garanta estrada de Trro
de Sanios, que esl concedida compaohia 3i*or-
nay.
Eu entro em duvida se o governo imperial pode
emprehender estradas de Trro dentro das provin-
cias, porque me parece qae a constituirlo he mnilo
clara a esle respeilo, tem dado esto allribuirao ao
corpo legislativo provincial; e sera bom que esto
ponto se decidime. He por isso que eu desejaria
que indo o prejecto commissao do ornamento, Tos-
se ao mesmo lempo coramis3ode constiluicao, a fim
de tomar em considerado este obj. (Ha. um aporte)
Eu nao discuto se pertence ou nao; digo, que a
constiluicao diz que pertence; e como todos os po-
deres estoo convertidos em um, nao acho inconve-
niente nisto. A constiluicao est um cabos, e val-
se marchando como Dos he servido!...
O Sr. D. Manoel:Apoiado, isso he verdade.
O Sr. Vergueiro:Porem parecia-me conveni-
ente que se elaeldasse esse ponto, que se assentasse
se pode ou nao pode; porque do contrario occasio-
nam por este modo collisoes graves. J vejo na
Baha urna sociedade respeitovel, a bracos com o go-
verno ou com a assembla provincial, qae julgo e-
manacao do governo, sobre esto queslao. A asso-
ciacao da agricultura linha obtido a concessao de
abrir urna estrada, o governo depois coneedeu isso
a oulra pessoa, e finalmente cada qual querer sus-
tentar o seu direito; e estes collisoes nao sao agra-
daveis, podem mesmo Ier consequencias ms. Por
sso,parecia-uie que era bom assentor se o governo
geral pode emprehender estradas de Trro dentro de
ama provincia; crcto que quando a constiluicao diz
estradas comprehende todas as formas de estradas.
Portante assentc-se ueste ponto. Ainda qae lenha
ponca relasao, c seja quas distinelo do objeclo de
que se trato; porque pde'o governo geral conce-
der essa subsidio, sem comtudo se iulrometter a di-
rigir a empreza; todavia deve deixar que as provin-
cias animem as suas emprezas, e elle prestor-lhe
aquelles auxilios que entender que sao convenien-
tes. Nao excluo, ainda que esteja recoohecido o
poder privativo da assembla provincial, nem por
isso se nega a possibilidade do governo geral auxi-
liar esto empreza, assim como qualquer oulra.
Ora sobre islo tombem me parece que se devia es-
tablecer urna regra. Eu nao sou muito desle lem-
po, porque desejo qae se marche*em ludo debaixo
de svslema e ordem; mais conceder a esmo, a qual -
quer estrada que se aprsenla, um privilegio, qual-
quer que seja a sua extenrao, um subsidio tal, q'uc
pode ser enormissimo, nao pens que seja acertado:
escolher um emprezario, e excluir oatro, tombem
he ama parcialidade que se nao deve admillir; fa-
vorecer, dar um beneficio a orna provincia e reca-
sa-lo a oulra, he ama desigualdade; Tere muilo nao
s os interesses, como o pundonor das provincias; he
uecessario ser igual para lodos. Portante nao se
poderte estabeleeer urna regra sobre es auxilios que
o governo quizessse- dar provincias, marcar por
exemplo, urna certa extenco, e ento Tazer este
beneficio a 10 ou 20 leguas? Asseute-se pois em um
termo fixo, e que seja compaliyel com as forjas do
thesouro: eslabelecida esto regra, entao o governo,
vendo que qualquer proviuca emprehendia urna es-
trada, Tazia-lhe esto concessao. Mas estos conces-
sites a esmo, sem termo bonitura que as limite, nao
sao rasoaves; necessariamenle lia de haver injustica
ha de haver nflitados,principalmente estando nsem
um lempo em que reina o patronato cima dos po-
deres.
O Sr. D. Manoel:Apoiado.
O Sr. Vergueiro:Em um lempo desles deixar
urna plentude destos, he favorecer o patronato, que
como vemos, nao precisa de favor; elle lem ainda
grandes forsas.e por isso mesmo nao precisa que a-
inda cm cima o poder legislativo lhe d apoio.
Ora. todas estos coasas, parece qoe devem ser con-
Ideradas maduramente; por aso, eu requererei que
i noltre comissAo de'orcamcnto se rena de cons-
tiluicao para o primeiro ponto, islo he, sobre quem
compele emprehender e dirigir as estradas do in-
terior das provincias; por qne creio que as que a-
Iravessam, de provincia a provincia, nao ha duvida
que o governo pode inlervir: fixe-se pois esle ponto
e a oulra, que eslabelcca o limite a esse tavor que o
governo queira Tazer aos empresarios.
Manda a mesa o seguiote adiamenlo:
, o Requeiro que se rena commissao de consti-
tuiSa para examinar a competencia sobre a abertu-
ra de estradas, que se limilem ao interior de urna
provincia, e que ambas examinen) se convem flxar
o quantum do Tavor, que o governo geral deva cop-
ceder s provincias para o referido fim. Ver-
gueiro.
lie apoiado e entra em discussao:
O Sr. Visconde de Olinda: A primeira parte
do requerimento limita-se a que a commissao* d
seu parecer sobre a competencia da conslruccao das
estradas de Torro das provincias. Se o nobre sena-
dor rae d licenca, eu lhe direi que assim nao satis-
faz bem o seu Densamente, porque a queslao das
espradas em geral dentro das provincias pertence
s mesmas provincias. Mas a queslao muda de na-
lureza quando se trato de estradas de forro. Se o
nobre senador quizessse accrescentor aqui as estra-
das de forro, porque he este o objeclo da questao....
Quanto a estradas em geral, nao! se.ellas commni-
cam de ama para outras provincias, sao geraes, per-
tncem ao governo geral: se sao no interior, sao
provincacs: perlencem assembla provincial ;
aqu nao ha duvida.
Ora, agora o nobre senador cocarrega commis-
sao de constiluicao este juizo, quer que ambas reu-
nidas deem o seu parecer;sobre o auxilio. Eu dira
que fosse para ambas, e sobre este objeclo acho, que
tombem he da competencia da oulra dar o seu juizo.
Por isso eu proponho que v p projecto remettido a
ambas e nao s a urna.
Nao havendo mais quem quizesse Tallar, o Sr. pre-
sidente consulta o senado, se d a materia por dis-
cutida, e assim se vence. Posto a votos, tonto o re-
querimenlo do Sr. D. Manoel, como o additamento
do Sr. Vergueiro, sao approvados: e conseguihle-
menle adiada a discussao do projecto.
Entra em 3." discussao a proposicao a cmara
dos Srs. deputados, fixindo a inteligencia da tei n.
514, de 28 de oolbro de 1848.'
O Sr. Tosta: Recordo-me que na sessao passa-
da ou atrasada, quando se poz em discussao este
resolucao, o nobre senador, o Sr. Rodrigues Torres,
djsse qoe havia um parecer de urna commissao da
casa, da commissao de Tazenda, de lempos anterio-
res, acerca de um objeclo idntico, que tem toda a
s cmclhanca com o presente, o qual fo'i approvado
p elo senado. Me parece que nao he de justija rela-
tiva que, cm um caso se tivesse desapprovado ou re-
jeitodo requerimenlo de pretendenles em queslao
idntica, e que agora (ossemos approvar este.
Ea peidria portante a V. Exc. que se servisse
maridar ver na secretaria 'esse paivfeljaMide pode-
mos colher, algumas razdes qoe nonflEm para ori-
entar esta discussao. Se V. Ex. entender que isto
pode Ier lugar, ao menos para a miuha volarao,
para que eu possa dar o meu voto,1 ser urna cousa
que cu terei muilo a agradecer.
O Sr. Presidtlttt Eu en tendo que islo impor-
ta um adiamenlo da discustlD; he necessario exa-
minar na secretaria, o os papis que vieren) tem
de^ser remellados ao Sr.'senador, para formar sobre
elles o seu parecer... Entretanto nao tenho duvida
alguma era faze-lo. Queira o nobre senador man-
dar o seu requerimetn.
O Sr. Tosta : -* Eu mandare! pis o requeri-
mento. .
O Sr. Presidente : (depois de alguma pausa)
Com effeilo, agora apresento-se um parecer aqui,
qae faz menrao do que disse o Sr. senador.
(O Sr. presidente manda entregar ao Sr. Tosta
nns papis.)
O Sr. Tosta: (depois de Ier) E nao me re-
fer a este parecer, mas sim a oulro, de qu o Sr.
R. Torres fez mencio, e que eu j indiquei. Mas
esle parecer confirma anda mais o que eu disse, islo
he, que o senado havia, era queslao idntica, inde-
forido requerimentos de algumas pessoas, que pe-
dan) o pagamento de notas ou substituirlo de' notos
do ex tinelo banco. Este parecer he de 1850, e as-
signado pelos Exms. Srs. Baplisto de Oliveira e H.
Cavalcani, e o parecer a que me refer, e de que
tombem fez menco o Sr. R. Torres, he de 1848.
O Sr. Torres: De 1847.
O Sr. Tosta : De 1847 ou 1848. Porem, este
parecer serve para o caso,
Eu nao heide examinar os papis que eslao junios
a resolujao quo se discute; pode ser que naja algu-
ma pequea diflerenca entre este caso e o que foi
sujeilo dcliberacao da casa. Mas pelo que ouvi 1er,
me parece que os casos nao tem muila dissemelhan-
ca. -Por lano, se V. Ex. entende ainda que se po-
de pedir o adiamento da materia, para se ver aqel-
cia, coutodos da dato da declarasa folla em 1T de
Teveretro desle auno perante a Illm. cmara muni-
cipal desto cidade.de conformidade com a legislaco
em vigor.
a A este fim allega:
a Qne reside no imperio desde 7 de selembro de
1825, e nelletem exercido constantemente sua pro-]
fissao.
a Qae merece a honra deser nomeado pela cmara
dos deputados na' sessao de 22 de jolito de 1828
membro da commissao exlerna incumbida de orga-
uisar os estatutos da escolado medeeina.
Qae em 1833, por occasao da enformidad de
S. M. o imperador coube-lhe a honra de ser nome-
ado medico honorario da imperial cmara; decla-
rndole no respectiva, decreto tjje era essa nomea-
cao devida ao desvelo e serviros que prestara nessa
occasao e em agosto de 1810 passoa a medico eflec-
livo.
a Que em 1845 foi condecorado com a insignia de
cavalleiro da ordem do cruzeiro, por ter sido um dos
Tundadores da sociedade do medicina do Bio de Ja-
neiro, creada m 1829.
Que he membro da sociedade de iustrucao ele-
menlar,da sociedade Auxiliadora da industria nacio-
nal do instituto histrico geographico brasilelro. e
vice-presidente da academia imperial d medeeina.
a Que lem publicado varios peridicos de medi-
cina, e urna obra sobre o clima e enterroidades do
Brasil.
Nao junto ao sea requerimenlo documentos em
prova do allegado, excepto a certidao da declaracao
feite na cmara municipal, mas sao tao notorios em
sua maior parte os tocios reteridos, que a commissao
de constiluicao, a quem foi remettido o requerimen-
lo, nao duvida pefori-lo. com a segainte resolucao:
o Art... Fica o governo aulorisado para conceder
cartode naloralisacao decidadao brasileiro ao Dt.
ncisco Sigaud, natural de Marselha, dispen-
se fim o lapso de lempo qae Taita para pre-
roous aunos de residencia posteriores
declaracao feila na cmara municipal.
o Paso do senado, 17 de maio de 1854.Candido
Jos de Araujo Vianna.Paulino Jos Soares de
Souza.o
Passamio-se ordem do dia, he sem debato rejei-
todoem 1. discussao o parecer da mesa de 21 de
selembro do anno passado relativo publicacao dos
trabamos do senado e observando o presidente que t
mesa ficara em poiisao um pouco embaracada, o
Sr. Hollanda Cavalcanli respoflde-lhe que ficava
com a atlribuicao de contral
PERNAMBUCO.
responde
"i
Foi ella quera eusnuou-nos a conhec-lo e ama-
te, foi por ella que eu vim. .
Explique-se.
Quando o senhor tornar a v-la, diga-lhe qne
Carlota e Magdalena pensara muilo nella, e que nao
a esquecerfto jamis.
Ali I vosss s3o dous anjos !...
Adeos, senhor.
Belra-se j ?
Poderiam dar pela miuha ausencia.
E nao loruarei mais a ve-la ?
Adeos I...
Pois adeos, Magdalena, minha filha querida...
exclamou Naundorfl" atlrahindo-a contra o pelo, c
dopondo-lhe na fronte um beijo paternal, adeos, o
coo livre leu corasao Uo puro das perturbaron, das
paixes dcste mundo.
Depois elle subi na carruagem ao mesmo lempo
que Magdalena ia correudo rounir-se a Eral que a
esperava.
Bergalasse enlrou logo tombem no carro, o este
parti a galope.
Enlao estamos livres! disse Naundorfl"pouco de
pois.
I.ivrcs como o ar.
E o senhor pode agora explicar-mo ludo o que
a Tacilidade desla evasao tem de extraordinario e de
maravilhoso.
Deseja ainda isso t
Cortamente.
Pois bem, he fcil sasfaze-lo.
Vejamos.
f> senhor sabe, lornou Bergalasse depois de al-
guns mmenlos de reflexOes, que heao governo
francez que deve o Ier sido encarcerado em Spiel-
berg
Eu sflspetava isso, respondeu Naundorfl".
Muilo bem 1... O governo francez nao he preci-
samente raau a seu respeilo, e at mauifoslou oes-
tes ltimos lempos muila benevolencia, quando Ira-
lou-se de restilui-lo 'lberdade.
Quem sollicitou minha soltura ?
O principe de Conde e o visconde de Cha-
deuil.
-i- Dons amigos...
Quando foram dados os primeiros passos, o go-
verno parecen querer ceder sem muila difilculdade;
mas Tez observar com bastante justeza que resliluin-
do-d pura c simptesmente a liberdade, elle-parece-
ra obedecer a um sentimento de medo ; que o se-
nhor Tarta talvez urna idea mui alta de sua importan-
cia, c que era melhor procurar um meio que cooci-
liasse ludo sem ex por nada.
E que achou o senhor t... *
Um meio mui simples. .
lima evasao ?... disso Naundorfl".
J listamente, respondeu Bergalasse.
Mas em que isso conciliava ?..
lima evasao dcixava-o evidentemente no mes-
mo estado de espirito em que a prisao o linha adia-
do... O senhor devia julgar o governo sempre ar-
mado, sempre disposlo i usar de rigor... ateto disso
t cuidado de sua seguranca devia po-lo na iropossi-
ilidade de cuidar em perturbar o renouso de seus
inimigos. Esl claro ?
Comeco a comprehender.
Tanlo melhor...
E o governo austraco preslou-so a esse ardil 1
Como o tenho.- vio.
E porque Tez-me conhecer so ?
Porque sel que o senhor lie um homem de jui-
zo, eslou persuadido de que se aproveitora da con-
fidencia.
O presidente replica dizend^
liberacdes do senado, a meza nao pode contratar se
nao com o Jornal do Commercio, mediante a rc-
Iribuisao de 3:000 rs., e observando-o o Sr. Hol-
landa que isso esteva rejeilado, responde-lhc o pre-
sidente que o contrate que se celebrar com f Jornal
he que nao pode ser levado a efleilo ou poste ero
execusao sem ser submetlido approvasao do sena-
do, dizendo por ultimo o Sr. Hollanda quo o que
subsiste he que a mesa fica incumbida de contratar.
Fido este incidente, o presidente declara esgo-
lada a materia da ordem do da, e d para a da
sessao seguinle.
ii Discussao doparcere da commissaodeconstitu-
cao, um propondo qu seja archivada a acto do colle-
gio eleiloral da villa da Piranga, provincia de Mi-
nas Geraes, da elecao de cm senador para pnen-
eher a vaga do Sr. Marcos Antonio Monteiro de
Barros, e-outro sobrea representar.ao da cmara mu-
nicipal da capitel do Espirito Santo, pedindo aug-
rnento do mais um deputodo assembla geral le-
gislativa; e a 1. discussao do projecto de resposto
Talla do throno.
Nesle ponto o Sr. D. Manoel, pedindo a palavra
pela ordem, exprime-se da maneira scgoinle :
Sr. presidente, V. Exc. acaba de dar para a or-
dem do dia a discussao da resposto Talla do Ihrono;
mas V. Exc. permitlir que eu Taca alguuias breves
reflexoes para pedir a V. Exc. que se digne neste
parte alterar o qne marcoa.
Na casa apenas foi distribuido o relatorio da Ta-
zenda. He Tacto averiguado que os Srs. ministros
ja apresentaram os seus relalorios na cmara dos Srs.
deputados, mas tombem he cerlo que esses relato-
ros ainda n3o foram aqui distribuidos. Ora,
visto dalo, diga-meV. Exc, diga-me o sonado como
possoformar emcnjuizosobreaadminislracSo do paiz
no que diz respeilo srelactes exteriores, sem 1er o
relatarte do Sr. ministro dos negocios estrangeiros,
e principalmente as pecas que lhe esiao annexas?
Eu tenho de fazer mui lorias reflexoes sobre* a
poltica exterior; desejarei ier occasiao de poder
loovar o governo ; mas para islo era indispensavel
que eu tivesse lido essas pecas imprtenles que de
cerlo ho de estar apensas a esse relatorio ; tolvez
al qoe a leitura dessas pesas me impuzesse silen-
cio e com o meu voto approvasse o comportomento
do governo.
Islo que digo a respeilo da reparticao dos negocios
estrangeiros, digo tombem a respeilo das outras re-
partieses.
Demakt, Sr. presidente, tem sido pratica ha annos
a esta parte, se m nao engao, que a resposto Talla
do Ihrono se nao d para a discussao sem terem sido
distribuidos na casa os relalorios do ministerio. Esla
pratica he multo salular, muilo digna de seguir-se ;
porque, romo formar um juizo acerca da adminis-
Iracao sem ter lido esses documentes? Se se consi-
dera a resposta falta do Ihrono %m panegrico,
lo parecer, a que eu me refer, e mesmo para que entao retiro a minha proposicao ; mas se temos d
eu possa examinar os papis da commissao, eu pe-
direi o adiamenlo desto materia por 2ou 3 dias.
O Sr. Presidente : Sim, Sr., pode tazer o sea
requerimenlo.
Vai a mesa o segointe requerimenlo:
a Bequeiro o adiamenlo do projecto por tres dias.
Tosi
Depois de apoiado, he sem debate approvado.
Achando-se esgoteda a ordem do dia, o Sr. pre-
sidcnle d para ordem do dia d'amaiihaa a discus-
sao do parecer da mesa, de 21 de selembro do anno
passado, sobre a publicarlo dos trabamos da casa ;
e levanto a sessao ao meio dia.
Dia 16.
A's .10 horas e meta da manhaa, feila a chamada,
acham-se prsenles osSrs. senadores Limpo de Abren,
Tosta, Aranjo Ribeiro, Monlezama, Matea, marquez
de Valonea, marquez de Ilanhaem, D. Manoel, Fer-
nanda Chaves, Lopes (ama, Vergueiro Souza Ramos
e Angelo Carlos Muniz.
O Sr. presidente declara nao haver casa, e con-
vida os Srs. senadores presentes a oceuparem-se em
trobalhos de commissoes.
Dia 17 de maio.
A hora do costume, achando-se reunido numero
sediciente de membros abre-se a sessao, e depois de
lida e approvada a acta da antecedente, o 1. se-
cretorio d conto do seguinle expediente.
Um oflicio do Sr. ministro do imperio participan-
do ter S. M. o imperador ficado inteirado das pes-
soas que compoem a mesa do senado.-Fica o senado
inteirado.
Vai n imprimir n segninle parecer:
o Jos Francisco Sigaud, doutorem medeeina, na-
tural d Marselha, casado desejando naturalisar-se
cidadao brasileiro, pede dispensa do lapso de lempo
qne Talla para preencher os dous annos de residen-
.--------------------------------------------------------Jt.
formular ara voto de approvasao ou reprovacao aos
actos do governo, como faze-lo sem ter lido essas
pecas, e sobretodo o relatorio do ministerio de es.
trangeiros eodocumeulos que lhe eslao annexos?.
Portento nao me julgo habilitado para discutir
como desejava, a resposto a Talla do throno. Decla-
ro ao senado que desejo tomar grande parle "nesta
discussao; desejo anaiysar lodos os arligos da respos-
ta e da Tallado Ihrono ;'hei de gastar nisto algum
lempo ; ms para islo precisavada leitura dessesdo-
cumentos importantes que tarara lidos na cmara
dos Srs. deputados, e que o senado nao tem ainda
presentes.
Peco, pois, a V. Exc. qae tendo a bondade de re-
considerar os objeclos que deu para a ordem do da,
se digne lomar era considerasao estos humildes re-
flexoes que acabo de Tazer. Se Tor possivel, rogo a
V. Exc. que adi a resposto a Talla do Ihrono'por
24 ou 48 horas, porque prometi empregar todo o
lempo que me Tor possivel, lira-lo mesmo ao somno
para 1er essas pesas, principalmente as qae estoo
annexas ao relatorio de estrangeiros, que me dizera
ser algumas da maior importancia. Veja V. Exc. a
necessidade que ha de se consultar esses documentos
para se poder discorrer com algum conhecimente
de causa. Eu sojeito a V. Exc. o meu humilde re-
querimenlo, qoe V. Exc. dar o deTerimento qae
julgar acertado.
O presidente responde ao Sr. D. Manoel com as
seguintcs observacoes:
O .honrado membro pode propor o adiamenlo da
discussao do projecto de resposta ao discurso da co-
roa quando se Irater da materia. Eu entend -que
n.lu a devia retardar, mrmente nao tendo nada que
dar para a ordem do dia, e estando 'esla dada nao
posso relraclar-me.
Levanta-se a sessao.
REPABTICAO DA POUCZA.
Parte do din 7 de juoho de 1854.
Illm. e Eira. SrParticipo a V. Exc. qae das
parles hoje recebidas neste repsrlisao, consto terem
sidn presos : ordem do subdelegado da freguezta
de S. Fre Pedro Goncalves, ChrsUano Jos Tava-
rea, por Turto, e o pardo escravo Ignacio, para ser
castigado; ordem do subdelegado da Ireguezia de
S. Autonio, Rufino Machado Carrete da Costo, tom-
bem por Tarto, e Francisco Xavier da Costo, para
averiguareis policiaes; e i ordem do cabdelegado da
Treguezia da Boa-Visto, Guilliermina Mara do Ro-
sario, para correcclld.
Dos guarde a V. Exc. Sectetari da policia de
Pernambuco 7 de jooho de 185*.-Um. e Exm. Sr.
eonselheiro Jos Bento da Cunta lgueiredo^pre-
sidente da provincia.tuiz Carlos dt Paita Tei*
xeira, chele de. noticiada provincia.
REI.ACAODOS BAPTISADOS DA FREGUEZIA
DE SANTO ANTONIO DO RECIFE DO MEZ
DE MAIO DE 1854. "
1.Franklln, pardo, nascido i 37 de Tevereiro do
correle anno.
Carolina, parda, nascida era Janeiro do anuo pr-
ximo passado.
Joao, preto escravo, com idadede 20 annos.
4.Nazario, braneo, Santos Ojeos, nascido em se-
lembro do anno prximo paseado. .
7.Laura, branca, nascida a 8 de Tevereiro do
correle anno.
Jos, braneo, nascido a 23 de Janeiro do correrle
anno.
Joaquim, braneo, sub condilione, nascido a'7 de
selembro do anno prximo passado.
Francisco, pardo escravo, coro um anno de idade.
Manoel, braneo, nascido a 24 de selembro do an-
no prximo passado.
9.Euzebia, parda, com 4 annos de idade. '
14.Marte, branca, nascida a 12 de abril do tor-
rente anno.
Mara, parda, nascida a 7 de jonho d 1834.
Carlota, parda, com tres mezes de idade.:,
Josepha, parda, com-seis mezes de idade.
Augusto, braneo, nascido a 24 da Tevereire do
correre anno.
15.-Paulo, preto, cem tres mete.
16.Marte, branca, sub condilione, nascida a 11
do crreme.
Cosma, preto, com oito mezes de idade.
18.Balbina, parda, com dous annos da idade.
20.Joaquina, preta, com 35 annos de idade.
21.Luiz, pardo, nascido a 4 do corrente.
Benedicta, preto escrava. nascida a 8 do correte.
24.Jos, braneo, nascido aos 21 de Julhe de 18W.
25.Cosme, preto escravo, nascido a 21 de Janei-
ro do corrente anno.
Mara, preta, sub condilione, escrava, nascida a
21 de Janeiro do correte anno.
26.Innocencia, parda, nascida a 22 do corrente.
28.Manoel, braneo, nascido a 6 de selembro do
anno prximo passado.
Maria, branca, com 4 mezes de idade.
Ao lodo 28.
Freguezia de Santo Antonio do Recife 31 de maio.
de 1854. Ovigario,
Venancio Heuiiqesdefesende.
1 Ma^'
RELACAO' DOS BITOS DA FBEGUEfiA DE
SANTO ANTONIO DO RECIFE EM MAIO DE
1854.
1.Jos Soares Guimaraes, braneo, solteiro, idade
14 annos: de tabres.
Lnurinda, branca, idade 13 mez?s ; de convolsoes.
Florianno, pardo escravo, idade 5 annos: de es-
tupor.
2.Francisco, braneo, oito mezes: de convolsoes.
Pobre.
Francisca Benedicto de Siquira, parda, casa-
da, idade 40 annos: de molestia interior, com. lodos
os sacramentes.
Lourensa, parda, idade 4 mezes: de tabres.
Idalina, branca, idade nove mezes: de convolsoes.
3.Rufino, pardo escravo, idade 11 annos: de
tabre.
4.Anastocio, Indio, de 40 annos, pouco.mais ou
menos: de cotice de cavado, sem sacramentos. 'Po-
bre, viovo.
5.Jos Bernardioo Leal, braneo, viuvo, idade
107 annos: Talleceu de toase aslhmalica, com Santo
liosa.
Guilhermna, parda, idade um mez: de espasmo.
Lourenso, preto Africano escravo, idade 90 an-
nos : de velhce.
6.Gerlrudes, preta escrava, Africana, idade,46
annos: de ioflammacoes nos enleslinos.
Jeremas, crioulo escravo, idade 18 annos: tni-
co, sem Sacrameutos.
7.Marcelina, parda, idade tres annos: de espas-
mo. Pobre.
Manoel, braneo, idade dous annos: de inflamma-
S3o nos intestinos.
Loureoca, crioula, idade 20 annos: de molestia
interior.
8.Manoel, pardo idade 2 annos: de cmaras
de sangue. Pobre.
'9.Isabel, branca, idade umanno: de molestia
interior.
10.Francisca, parda,idade 15mezes: de mado
denles.
Pedro, braneo, idade 5 mezes: de convulsoes.
Marte Magdalena Garjao, branca, viuva, idade
70 annos: de dearrhea.
14.Germano, crioulo escravo, idade 14 annos :
phlysico.
16.Manoel, crioulo escravo,'idade 8 anuos : de
Traldade.
Eduardo Jos de Souza; braneo, solteiro, idade 99.
anuos: de tabre amarella.
17.Autnbn, preto de nacau, escravo, Idade 25
annos: de inflammaces, sem Sacramentos.
19.Amia, branca, idade 14 mezes: de otLarn-
macoes.
Manoella, parda, idade cinco dias : de espasmo.
Pobre.
20.Jos Bogerio Marcellino, pardo, casada. Ha-
de 72 annos: de- um carbrunculo, com todos os Sa-
cramentos.
Manoel, pardo, pais incgnitos, idade oito dias.
Pobre.
Bernardina, parda, idade nove mezes: da .anal de
denles. Pobre.
Um prvulo, posto na porto da matriz, e portelo
pobre.
Panto, crioulo, idade 13 mezes: de ama chaga.
22Manoel pardo, idade um anno: de molestia
interior. Pobre.
Maria Francisca da Conceicao Mascarentus, bran-
ca, solteira, idade 94 annos: de Irydropisia. '
, Mario, parda, idade4 meces: d mal dedentes.
Manoel, braneo, idade seis annos: de espasmo.
Pobre.
24.Mara, crioula, idade nove mezes: molestia
interior.
25.Joanna Francisca do Sacramento, branca,
solteira, idade 82 annos: de dvarrhea.
27.Marcelino, pardo, idade nm mez: de rebre.
29.Manoel, pardo, idade quatro mezes: de tno-
lestia interior.
30.Manoel, braneo, sele horas de nascido: de
espasmo.
Manoel, pardo, idade um dia: de espasmo. Pebre.
31.Carolina, branca, idade don unos: de coo-
vnlsoes.
Joao, pardo, idade 20 mezes: de estopor. Pobre.
Total ,45.
Santo Antonio 1 de junlto de 1854. -
O vigarlo,
Venancio Hcnriqucs de Resende.
de pretenden te nio me parece digna de inveja.* Be-
nuncio a ella.
Muilo bem !
Irei viver em um paiz, cojos homens s eo-
itlieccrao de mim a pessoa...Pactirci sobre ludo para
urna Ierra lvra...i'rei para America.
Sosnho ?...
Com quem enlao 1
Ess? he boa com urna mulher...
Nao, respondeu NaundorfT, eu linha feilo um
sonho ; mas a realisasao delle he impossivel.
(Juem sabe ?...
Estou certo.
Cdnheep urna pessoa que o Tara tolvez mudar
de pareeer.
Que quer o senhor dizer ?
O senhor o saber daqui a pouco.
Para oiiderondoz-me ewiao'l
A berlinda parou a porto de urna eslalagcm situa-
da na estrada de Vienna em alguma distancia da ci-
dade de Hrunn. Naundorfl" poz um momento a ca-
bes porlinhola para examinar o lugar em que
parava, cileu quasi mediatamente um grito de ale-
gra Sallou ahaixo da carruagem e correu para Mas-
sach ao qual avistara.
Massiicli 1 Massach exclamou o duquo lo-
mando a mSo do fiel servo, o qual encarava o amo
com olhos rheios de lagrimas.
Quem Irouxe-le aqui ?...
O conde de Bergalasse, responden o caboclo.
Ah ilevo-llie entao todas as alegras desta noi-
le, disse NaundorfT vollando-se para o conde
vinha chegando.
Bergalatse sorrio, e respondeu cora voz Tranca e
sonora :
Curtamente, o senhor nao -fez mal... A vda| o senhor nao me deve nada absolutamente ;
pois nBo foso mais do qne reparar o mal de que fui
causa involuntaria.
- Depois accrescenlou convidando o duque a entrar
na eslalagcm.
Demais Massach nao he a nica pessoa que la-
vemos de encontrar uqui...
Como 1 exclamou o duque admirado.
Alguem o espera, disse-lbe Bergalasse indican-
do com o gesto um quarto situado no andar terreo.
Depois abri a porla. Nesse quarlo achava-se
Georgele!
Georgele bem linha ouvido a berlinda parar
porto da cslalagem, c sabia que o duque devia vir
nella ; roas apezar da viva e-mocao que de si se apo-
derara, posto que o corasao batesse-lhe com torca,
e os olhos lhe brilhassem, ella nao linha dado umpas-
so... Porque Georgele duvidava!... Sua ultima
entrevisto com Naundorff aniquilra-lhe todas as es-
peranras ; nao cria raais na possibilidade de um
amor, quo renegara em um momento de fraqueza.
S a morte podia dahi em (liante reuni-los... Ella
eslava abatida, linha vergouha, linha medo!
E entretanto com que alegra Insensata otiva to-
dos os rumores que annunriavam-lhe a presenea do
amante O saogue corria-llic mais rpido as veia,
as fonles baliam-lhe, c at um momento a esperanca
toruna a arreuder-sc cm sen coraran abatido !
Quem sabe? Naundorfl Uvera talvez piedade de
suas dores, de suas lagrimas, de seu arrcpendi-
mento ..
Se elle a amara, algnns mezes nao linham podido
ser baslantespara apagar-lite lodos os vestigios desse
amor no corasao. Elle voltova talvez com o perdao
nos labios, e com os bracos abortos !...
A porta abrio-se !... Georgele crttzou os bracos
sobre o ptito, techou os olhos. Mas antes que
CORRESPONDENCIA.
Atesto esa rtaacau.
No Echo Pernambucano de 2 do correle, sob o
titulo avisos e Tactos diversos, sahio urna no-
ticia de ouvido a ouctdo, a mais desleal e despeitota
que podia sahir de urna penna, emfim um composte
de mentiras que pelo eslyllo bem revela o seiiaulot.
He verdade : nao he misler pelo nbme eanuecer es-
to dedo corruptor e desregrado, basto a impureza
desto infamante exposisao para demjnca-lo pelo
costume, e peto 'eslyllo. Entretanto eu perdo-o a
este homem, porque um homem vicioso habitual nao
me afronto, e mismo porqu couheco que as vezes
nem sempre se pode lazer urna boa preza sne s-
l Pois bem, leudes fechado, na mSo unrimb-
cil, elle vos pode animar o vosso vicio, esTolai-o I
a,deslealdade passarn de mim !..
Disse qae esse aviso he mentiroso, c que he ama
produccao de quem nunca Tallou a verdade por cos-
lumo, e vou provar.
Previno que estas linhas nao sao dirigidas em res-
posta ao Sr. Francisco Cavalcanli de Ateuquerque
Lins, asignatario do dte annuncio, porque ^te
honvesso tornado a abri-los, o doque eslava junto
della e apertova-a nos bracos.
Georgele 1 exclamo elle com. 'nthosiasmo, i
nao assuslou-se sea corasao com as difllculdades da
missao qoe se impunha?
Ha ja muilos mezes que o espero, respondeu
Georgele. .
Bem sei.
Sua ausencia Tot longa...
Oh agora, lornou o^ duque apertondo-a ao
peilo, s a morte podera separar-nos... Varaos...
Para ande quer levar-mc? pergunlou Georgele
contente.
Para um paiz, Georgele, onde poderei dianle
de Dcos e dos homens chama-la minha mulher!
Alsuos segundos depois Massach. Georgele e o du-
que de Naundorff subiam na berlinda. Bergalasse
eslava em pe junto da portinhola.
O senhor delxa-nos ? pcrguntoa-lho Naundorff
depois de ler-se assentodo.
No seguimos o mesmo camnho, responden
Bergalasse, e alcm disso, tenho algunr negocio de
puhcia que regular com o bafao de Creulzer.
-#EnUo fica!
-Tfco.
Pois bem, rueu charo Mr. de Bergalasse, lor-
nou Naundorff eslendendo-lhe cordealmenle a inRu,
aceite a exprcssBo de meu profundo e sincero reco-
nhecmonlo... Soja qual tor o paiz cm que o acaso
ou minha phantasia lansar-me, nao me esquecerei
jamis dos servicos que o senhor nos fez.
Bergalasse inclinou-se sorrindo, e apertando a
mao de Naundorff, exclamou alegremente.
Por todos os condes do Brrgabuso, meus an-
lopassados, pode gabar-se, senhor, de deiiar em
l'rauca um homem quTaz v oos ardentes peta sua
frlicidade. FIM.
I
i

*


/
DIARIO DE PERNMBUCO QUINTA FEIRA 8 DE JUNHO DE 1854.

i
j
?v

Sr. nida pretendo diier antes do sor definitivamente
liquidada umj queija crmo que o mesmo Sr. diri-
sio contra mim, pcrantc o Sr. I)r. juiz municipal da
segunda vara dista cidade, mais sim ao respeitavel
publico, ni quem reconheco um poder supremo pa-
ra tomar contas a todo o homem, peco portan lo a
. este jais supremo que me lenlia em boa conta, at
a ultimas decBoes da infamante queixa, com que
ib far suraraamenle juslica.
Do Sr. Lina tecebi urna lettra acceita pelo Sr. co-
ronel Joaqun CavMcanti de Albuquerque da im-
portancia da 1:7829600, atlm do que eu promovesse a
cobranca della, visto que o dito Sr. Lins, as via in-
sufticieato para faze-la. ,
lato posto, entend qae Uie devia dar nm docu-
mento dessa Mlrat que eu recebi, e com effeito as-
sim flz, pesiando logo a promover o roeios necessa-
rioe da cobranca ; porm depois de esgotar as ulli-
bm* diligencias amigareis sem nada conseguir, pro-
core! o St. Lins e de toda a occorrencia Ihe dei
parte, e tambem que eslava rwolvido a nSo continuar
na referida cobranca, taes eram osembararos e difll-
coVlades que me achara desanimado,muiloprincipal-
mente nao seudo eu o verdadciro credor, e que o
nnico meto de haver a imporlanciada lettra era eje-
cutar o aceitante della, o que no annuio o Sr. Lins,
por dizer-me que nSo tinha dinheiro para sustentar
un questao semelhante..
Estas minhas reclamacSes fizeram com qae o Sr.
Lins tomaste o accordo de me oflerecer a mesma let-
tra. por venda, com abatimento nao dos juros, co-
to tambem de parle do capital, porque dizia elle
rtodo o negocio fariacomigo, fim de que no to-
a nSo perdease, pois, eslava convencido de qae o
mesmo coronel a nao pagara, se nao com promes-
sas aterradoras, como ate enlao costumava a fazer
a qoem devia I
Estes momentos para mim foram falacs, porque
comprando eu a lellja ao Sr. Lins como comprei,
qae at oeste da fiquei sem valia de um vintem pa-
ra satisfazer as minhas necessidades domesticas, nao
devia tr dado todo o roen dinheiro ao Sr. Lies sem
que elle me restituase aqaelle documento, maslem-
bra-me que neste da o Sr. Lias roubaria aleo meu
coraefe, porque ero verdade eu nao tinha o menor
Motivo para delle deseo u fiar.
Portas pessoa* de minha familia que estavam
presentes a esta nltma trausaccao em minha pro-
pra casa, lembraram-roe que eu devia exigir do
Sr. Lins, urna malva do documento, embora se li-
vesse elle compromollido a eutrega-Io na primeira
opportunidade : o Sr. Lins ced.eu esta rectamacao,
pedindo-me que tu mesmo escrevesse a referida re-
salva como bem roe aprouvesse, que assiguaria como
assignou antes de se retirar, e a tenho em meu
poder.
Ora tendo eu esla resalva em mea poder, e estan-
do ein muito boa harmona com o Sr. Lins, seria
sent urna grave snspeila, ao menos urna incivili-
dade o estar urna vez e outra a imporlana-lo pela
_ restiInicio do tal documento : d'aqui parti o meu
descuido, e por consequencia os mena trabalhos
actualmente. i
O Sr. Lins, nao pode lera sua conscieucia em
plena (ranqqiliidade como affirmou em aeu aviso,
porque sabe, perfei lamente, ( fallo pera rite Dos)
que en nada lhe devo, e posso lhe nao perdoar
a grave offensa que me lem feito at hoje, usando
d'um documento qae smente lhe pode servir para
me entregar fielmente como prometiera, e lhe cura-
pria o desempenho de loa honra, e nao para com
elle manchar o crdito de- nm pai de familia, qae
penes tem 22 annos de idade, metade talvea da
r| peder ter o Sr. Lins no Iraquejo deste niun-
I!...
N5o sei se o Sr. Lins, quando mandou que cu
mesmo escrevesse pela minha propria lettra, aquel-
la resalva que smenle assignaria, soj foi para o
fina que se lem pvtposto : o certo he que nao sei
se a malicia parti d'ahi, yu se depois devido aos
cooselhos do escriptor do aviso, que se dizde bocea
em bocea, ser consummado n'arte desde os seus pri-
meira* annos romo autoridade.
En riae conhecola este Sr., cooselheiro do Sr. Lins,
mas seia elle quem for, he digno de lodo o meu res-
paito, basta dizer-se que he nm jogador de profis-
s*o pan nao recnar ante meio algum.
Porem, em ,-iIguma hora vaga em que o nobre es-
criptor nao esteja entretido neste bello diverlimcn-
to, bem me poder responder a vista do exposto,
quem he ofraudulent, s sou en ou o Sr. Lins, que re-
ceben de mim a importancia da le lira, e agora quer
have-la e me pede outra vez principal e juros na
importancia de 5:0003000 rs. 1
tato procedimento do Sr. Lins, na phrase do 4.
64 he.que he estellionato, eestou resolvalo a
niopoupar coma alguma que lenha r'elaclo com o
direilo, afim de qae os tribunaes lhe facam eflecliva a
pana. nSo do dito art., como tambem as que re-
sallara das injurias coudas em seu aviso contra
mim. '
Nao lenho sobre pretextos fateit cansado demora
netavel ao procedimento crime existente contra mim,
para evitar o raen comparecimento em jaizo, 'he
urna mentira revoltante igual as outras que contem
o mesmo aviso, proprio do carcter de quem o ela-
boroo.
Nao he ama mentira simplesmente empregada por
enfeile, he urna offensa picante dircclamente lauca-
da contra o juiz que tem concorrido para a demora,
ceriendo a estes pretextos fateit, sem se lembrar es-
to mentiroso descarado, que escreveu o tal aviso, que
a ataera lem partido do queixoso c nao de mim, que
deixou de comparecer na audiencia do 1. do cor-
rente mez sem escusa-legilma, como recommeuda
art. 221 do cod. do proc, que a nao ser o desojo
ardente qae. tenho de ser convencido do objecto de
sua qaeixa, me tera proposto a que o mui digno
juiz lite fizesse eflecliva a perda do direilo de aceu-
tacSo na termos do citado art.'
lo eran asar deste favor da lei, a audiencia foi
transferida T-ofDcio, quero mesmo que easa intel-
ligencia que esta dirigindo os intoresses do Sr. Lins,
que alias em outro lempo ardeu em desejos para me
defender em principio da qaeixa faca maior preza
a medida de seu infernal apetite, porque lhe pre-
tendo dar materia para isto. Entretanto se for ins-
tado paasarei a fazer ama analvse da moralidade de
todas as cousas concementes questao.
Cera a publicarse destas llnhas multo abrigado fi-
ar a Vmcs. Sen assigoaule.
Dedo de quino Fonseca.
da provincia, deve concorrer para este feliz resul-
tado.
Machinas de purgar.
Destas machinas eiaminei muilas de difiranles
invences que podem ser servir com mais ou menos
perfeicao, e deltas tenho bastantes desenhos e mo-
dello, porm nao achei nenhuma, capaz de purgar
com a precisa vaniagem, onde se Irabalha pelo aoli-
go syslema de fugo n, e especialmente quando nao
se pode concentrar o mel em caldeira de vapor. No
engenho do Sr. coaselheiro (joncalvee Marlins, eu
mesmo flz a' esperiencia de diversas maneiras, e sem-
pre com roo resultado, primeiro roconcentroi o mel
da machina separado na taixa ; segando, misturei-o
com o mellado ; terceiro, ajuntei-o com a calda liro-
pa ; quarlo, ajuntei-o com a calda anlesde clarificar;
mas nao descobri vaniagem alguma sobre o modo
antigo de purgar com formas, ficando sempre o meu
na primeira ou na segunda reconcentracao tao vis-
coso, que imped a crystalisarfui, fazia eicesso de
mel, e nao dava asacar.
Assim nao vejo modo de aproveilar as machiuas de
purgar, senao com apparelho de vapor para se re-
concentrar o mel.
As machinas singelas de Van-Goelhen, vendidas
na praca da Baha peto Sr.'Tillman, parece-me
combinar eslabilidade, perfeicao, equilibrio, fncili-
dade de trabalho.c pequea torca motora, qualidades
qu1 tornam eslas machinas superiores aos varios
melliodns, que encoulrei, e com os trens de Santa-
Cruz, ou qualquer outro de vaporj deve trabalhar
satisfacloriamenle.
Em cooclusao, s tenho mais dizer V. Eic.
que, afora os negocios do assucar, prestei alguma al-
inenlo a outros assumptos, como cultura de beterra-
ba, colooisacao, cultivo do algodao e arroz, etc., os
quaes reserve para o segundo relalorio,-onde espero
enlrar em maiOres detalhes sobre o modo de econo-
misar os bracos, especialmente ao mesmo lempo
muilas modificacoes, lano no tamanho dos terrenos,
preparo dos eslrumes, como nos apparelhos, e em
cada urna das operaedes, por que passa o assucar
desde a machina de moer at a de purgar, o que ludo
pode iracompanhado de desenhos Ilustrativos para
maior clareza e elucidacao das materias.
Entretanto se o presente relalorio, succinlo em
comparacao da abundancia e variedadedo assumplo
e materias colhidas, e mal doduzido pela deficiencia
de' talento em mim, e de conhecimcnlos eapeciaes,
alm de escrever em urna lingua que nao he a mi-
aba servir ao menos para indigilar as mais urgeutes
necessidades da lavoura da canna, e os melhora-
men tos que deven) e podem desdeja ser introduzidos
as provincias, terei preenchido ornea fim. Ea es-
perava que os apparelhos encommendados para as
tres classes de engenhos, se assentessem para a safra
de 1854 a 1855,sob minhas vistas, no que leria muita
salisfacao, e desejava tambem nesse mesmo lempo
mostrar o resultado de varias experiencias obre o
cultivo da canna pelos systemasqueeslao em progres-
so ; mas circomslanrias repentinas, inesperadas e
inexplicaveis lera abalado o governo interno doesla-
belecimenlo fabril, era que eslouinteressadoe regen-
do, e fazera indiapensavcl Orna reforma no syslema
seguido ha 'c.YaaaM com geral applauso, a respeito
do rgimen donlaaal da casa.
^ Desta forma TOlulamenle impossibilitado de sa-
bir desle deji/icto este anno, de presidir ao assenta-
mento d'fapparelho8 e dar a devida atlenrao s
onlraSSTlsas concernentes ao assucar, nao posso con-
tinuar na honrosa commissao, de que eslava encarre-
gado, mas resta-me a salisfacao de saber que outra
pesio se oceupa desle Irabalho, com a probabilidade
de bom resultado, que afianra os annos de estado que
den a esta materia.
Assim se nao preslei Babia um servico valioso,
se errei na apreciaco das cansas que motivam o
atraso de sea principal ramo de lavoura, se nao;. er-
tei nos meios do melhoramenlo que apontei, ao me-
nos minhas iotencoes foram boas, e dignas por con-
seguale da indulgencia de V. Exc. e da provincia.
Fabrica Todos os Santos 1. de marr,o de 1854.
JoSo Monleiro Cartn.
(Jornal da Bahia.)
VARIEDADES.
Na Bolivia a exportado do cacao tambem tem di-
minuido conslderavelmenle, sendo o termo medio de
1840 a 1845, de 5,200 arrobas, segando refere Cas-
telueau.
A expor Urjo do cacao de GuayaUvil na repbli-
ca da Columhia, desde 1799 a 1803, foi reputada
por Humboldt em 60:000 fanega, Mac-Culloch's no
diccionario commercial, aprsenla como o termo me-
dio das suas exporlacoes nos annos do 1833 a t838,
9:688:559 libras, tendo a mesma exporlaco naquel-
les annos effectuado-sc pela seguate forma :
1833. .6:695:776 libros.
1834. 10:995:862
1835... 13:800:851
1836. V. 10:918:565 d
1837. 8:520:125
1838. ... 7:196:075
mas em 1819, a ecporlac3o desle genero s parn a
Franca, montou a 13:282quinlaes, conforme as iu-
formacOes prestadas pelos Anuales du Commerce
exterleur.
Segundo a estatislica da repblica do Chili, ex -
portou, nos annos de 1844, 1:199 qnintaes; em
1846, 2:677 quintaos ; em 1848, 877 quinlaes ; em
1849,1:252 quintaos ; em 1850, 3:389 quinlaes.
A repblica do Eqaador, s para os Estados-Uni-
dos, nosannosde 1850 a 1831, consta haver para al-
l ei portado 204:852 libias.
A produccao do cacao no Mxico mal chega para
o seu consamo, Heusclilng no seu manual de esta-
listica, a valia-a em 900 a 1:000:000 de libras.
De ama tabella comparativa, que traz Mac-Gre-
gor, no seu Digeslo Commercial, com relarao ao
porto de Sania Marlha, na repblica da Nova Grana-
da, faz mencao da sabida do cacao em 1844, no va-
lor de 2:894 dolan, e em 1849 de 944 doliera.
Em Venezuela e Maracahybo, segundo diz Hum-
boldt, a exporlaco em 1799 a 1803, foi de 145:000
fanegas, Cumana 18:000, de Nova Barcelona 5*00.
Segundo JHac-Gregor, diz no 3. \ o. da obra cilada,
exportou este paiz no anno de 1843 e 1844, 10:70o
libras.
Os Anmlet du Commeree exlerieur, apreseatam
a seguate exporlaco do cacao de Venezuela; nos.
annosde 1849 a 1850, 7:349:929 libras, de 1850 a
1851, 8:159:965 libras.
Do Peni, nao temos* noticias bastantes para com-
putar a produccao, nem a exporlaco 'do cacao, ape-
nas se sabe pelas estatisticas do Chili, que em 1848
recebera esta repblica 10:300 arralis. Os Estados
Unidos em 1848 a 1849, 35:835 libras ; a Graa-Bre-
lauha em 1819, 35:002 libras, sendo toda esta porra o
de cacao proveniente do Per.
Na lha de Cuba, segundo a opiniao de Ramn de
La Sagra a cultura do cacao, que foi oulr'ora con-
sideravel, decahio de modo, qae produzindo em
1827, 3:380:600 arralis, e exportando 200:000 ditos,
nos ltimos annos foi diminuido por forma que 1830
a sua produccao Toi de 761:792 arralis, eem 1810
J nao pode exportar. Todava pelos Anales du
Cumtkerce exterieur, v-se que a cuba em 1814,
poca desastrosa para esla ilha pelo furaco qae all
rebentra, anda assim a exporlaco do cacao subir
a 3:836 arrobas ; e da estatislica commercial da
Ucspanha, consta que este paiz recebeu em 1850, de
Porto Ricoe Cuba, 155:200 arralis.
Conforme a estatislica dos Estados-Unidos, rece-
beu esle paiz da iiha de Coba, em 1848 a 1849,
16:163 libras ; em 1850 a 1851, 32:892 libras, A
Franca em 1840 recebeu de Cuba e Porto Rico
poca da sua primeira plaulacao, bem como a
sua exporlaco geral e especial para Portu-
gal.
Os nicos subsidios que possuiraos.he a incomple-
ta collec$ao les se v que a imporlajao do cacao de S. Thom foi
nos aunos de
1842. . ... 406 arralis.
1843. . ... 1:197
1848. . . 19:452 a
1851. . . ilOlO B
1852. . . 43:708 o
1853. . . 104:096
As reexportarles de cacao pelos pprlos portugue-
zes nos annos de 1813,1848 e 1851, representan o
termo medio de 25:422 arrobas, conforme os map-
pas a que .nos referimos.
1843.........31:323 arroba*.
1848.........24:334
1851......... 20:610
A callara do cacao, parece-nos, qae deveria oe-
cupor em grande parte os cuidados das autoridades
e proprielarios de S. Thom, porque segando as in-
formacOes de Ferreira da Cmara apresentadas em
urna memoria academia real das sciencias de Lis-
boa cm 1789, acerca da comarca dos Ilheos, se diz,
qae a despeza e trabalho da cultura do cacau, est
na razao de um para viole respeito da cuitara da
canna do assucar o espado de terrena oceupado
para um milhao de ps de assucar pode cultivar
cinco mil ps de cacau, e experiencia lem feito
ver, qae o cacau dando muito pouco, d cada p
urna arroba de sement por anno, nao leudo mais
Irabalho do que recolher os fractos; perqu as ar-
vores, do cacauseiro urna vex plantadas, produzem
sempre com muita pequea reforma.
D'entreas planlacoes mais convenientes a S. i'lio-
m,deve inquestionavelmente merecer a preferencia
a do caf, depois o cacao, c em terceiro lugar o as-
sucar, isto em razao da produccao, despezas do cul-
tivo, apanha e dos respectivos valores dos gneros
no' mercado.
O prego que oblem o caf dcsta ilha he sempre o
maior em concurrencia com o de oulras proceden-
cias; o cacao aperar de mais inferior que o do Bra-
sil, anda assim regula o termo medio do seu precu
por arroba a 1:400 rs.: o assucar alcanca 20000 a
28050 por arroba porm a despeza da sua cultu-
ra e fabricarlo nao podo entrar em linba de propor-
cSo com o caf nem com o cacao, e por conseauin-
le a cultura destas arvores he mais nlil evanlajosa
para S. Thom do que o cultivo da canna do as--
sucar pelos resultados que constantemente oOerece.
A produccao em geral do cacao,'' segundo o pare-
cer da commissao da tarifa' do Brasi', sem compu-
lar-se a qae entra no consumo interno dos paizes
productores, que nos estados americanos da raca
hespanhola he muito avallada, reduz-ec ao se-
guinlo:
Recite, 7 do junho.de 1854.
AGWCULTIJRA.
BAHA.
PratfroVe/atorlo.
( Contiuuacao do n. 121.)
Ha qualro clarificadores de 200 caadas cada um,
e pedem dar 4 melladuras por ora, se liouver calda
HulTiciente. Ha 6 Til tros de 6 palmos de altura e 6
de dimetro, e 12 purgadores pneumticos com seu
competentes fundos, lorneiras, canos, tanque, etc.,
cujo numero pode augmentarle conforme as exigen-
cia* do .apparelho e da safra. Do clarificador, a cal-
da pasta aos filtros, j feilos para servtem tambem
da decolorar, os quaes tirara o excesso da cal, e pre-
paran a calda para a evaporarlo. Depois de evapo-
raaa de 26 a 28 de Beaum, passa o mellado ou xa-
rope aos filtros de carvfto animal fresco, ou anda cora
vigor bastante, a juizo do meslre, para acabar de do-
rar.
juola-se em um tanque o xarope para 180 200
ibas em estado de concentrar, e feilo islo passa
logo para os purgadores pneumticos : convertendo-
sa em estacar niascavado ou refinado, vontade, com
pequeas moditVcacoes nos melhodos. Este appare-
lho contem todas as conveniencias e commodos para
facillar o trabalho, dando ao mesure a faeuldade de
fazer as combinaeftes e modancas, que por ventura
a*. circmslaneia* exigirem ; pode-se, por exemplo,
pasar a calda do paral lego para os defecadores, se for
conveniente, n principio do trabalho,antes de aquen-
lartas as caldeira* de-vacno.
Tambem se pode pastar para estas caldeiras logo
da raoenda, tem demora-la, ou esperdica-la passando
pelos tkquenladores. Era urna palavra todas as van-
lagens, que a'pralica e a experiencia tem-deseober-
to, esto altendidas neste apparelho; do sorte que
. com me limitado esludo desta materia nao lhe pude
detcobrh*defeito algum,quer na commodidade do Ira-
balho;, quer em toa perfeicao e rapidez, quer na eco-
mbutlivel, d'agua, dos bracos, etc., quer
finalmente no cutio do mesmo apparelho. A cana-
cidade do apparelho he deOO arrobas por da ou 30
i arrobas por hora, o que talvez i primeira vista
desproporcionada as necessidades de nossos
engenhos; rilas cumpre observar, que os melhora-
menlos devem comerarda cultura da canna, a qoal
ha de neceisariaronle augmentar, e della extrahindo-
se pela nova moenda mullo maior quantidade de sue-
co, he de esperar que as afras tomen) proporc/ws
gigantesea>,*sin contar com o* lavradores, que lam-
lem devem anlmar-se anda mais, vendo como da
amia porcao de canna* realisam maiores inte-
Os graos ou sement do caceo foram coubecidoi,
applicados e inlroduzi'dos na Europa, depHHU
poca da descoberta da America. Os ludios foram
os que fizeram conhecer aos hespanhes o uso do ca-
cao, e estes ao resto da Europa.
Desde essa poca al agora, as planlacoes do ca-
caoseiro nao teem dcixado de augmentar successi-
vamente em muilos pontos da America, particular-
mente no disiricio do Amazonas, onde mesmo
bocea desle rio desde a cidade do Par.'i, no Brasil,
at o Tejupur, se enconlram paragens de mu-
tos cacaoseiros prodnzidos qoaii espootaaeamente
pela nalureza.
As applicaces e uso das senacntes do cacao leem-
se generalisado por tal forma, que hoje este genero
coustitue um ramo mu importante de cultura o in-
dustria mercantil desses paizes productores.
Dentro estes paizes o imperio do Brasil he o ter-
ceiro na ordem da exporlaco, e talvez o que tire a
maior vaniagem especialraenle no Para, aonde a
arvore do cacaoseiro he silvestre, a Bahia, Mara-
nhao e Rio de. Janeiro, tambera sao localidades pro-
ductoras, segundo a ordem por que aqui se acham
descriplas, mas que todava nao podem enlrar em
proporcao com o Para.
Do relalorio da commissao da nova tarifa daquel-
le imperio, um dos trabalhos mais importantes, e
mais uleis de que temos noticia, e deque temosa
extrahi'r preciosas noticia*.
A exporlaco total do cacao do Brasil para o es-
trangeiro, c especificadaraenle para Portugal, repre-
senta os valores em moeda brasileira abati mencio-
nados, nos annos de 1845 a 1849.
Qnan-
tos p. e.
10,8
7,5
11,8
11,2
produccao em
io se mostrar da
geral nos por-
suas colonias, e
of reetnue, Com-
1815 a 1846
1846 a 1847
1847 a 1848
1848 a 1849
Para Por!.
58:547000
40:7649000
55:3828000
65:2109000
Rio he diffleil demonstrar esta verdade. Pelo sys-
lesM de amanhir a Ierra cora arado, a de slruma-la
convenientemente, lOOtnxadat podem tratar 400t-
rete* de boa canna ; cada taris deve dar de 25 a 30
carra* da tt) arrobas de canna, ou 1,800 arrobas por
trela, das quaes lirando-ae pelas moendas e pelos ap-
parelbns novo 80 ", de assucar, temos 144 arrobas
de astuatr per cada tarefa de cannas, ou 57,600 arro-
bas na safra toda de 400 tarefa*, e enlao, j o appare-
lho encommendado nao parecer desproporcionado,
precisando 144 das pata desmanchar a canna de 400
tarefa.
Nem ote* calclos te baseam sobre o mximo ;
pnrqae, te os terreno* forem cuidadosamente aduna-
das, podem dar em vex de 144,200 240 arrobas de
anear por. lorefa; muilos des uostos senhdres de en-
genho, principalmente da beira mar dispoem de mais
lexean enxavJa, e quanlo ao numero de bracos para
tratar de 400 larefas, en vi na Laiziaua, no engenho
8. Dtogodo Sr. Lapece, 20 leguas cima de Nova
Orles*, examinando os mappas, os livros e as Ierras
desta propriedade. qae 120 eoxadas Iratavam regu-
larmente 700 larefas de canna, e 500 diun de mitho,
feijio a eutros legumas, alm de fazerem regoe, canses
e enlalhos espantosos. Se eneararmos a quoslio pelo
lado do cusfo do apparelho, ninguem se reusar a
fazer na icqimirSo, qae augmentando eonsidera-
valmenla os lucra* de sua propriedade, proporciona
a vacie da reembolso desle mesmo augmento aos lu-
cra em 2 al 3 anno*.
Aeteaeeto reconcavo possue trras de pri-
JCtra qualidade para cuitara da canna, te aos tenho-
re* da eogenho mbejam talento, pertpicacra e activi-
dade, te eBe itpoem de sufBcienie numero de bra-
cea, parece qae usa pequeo impulso da parle do go-
verno sari bulante par* arsla-los da rolina eega que
os aeabranha, a laaca-los*Tia via do melhoramenios.
O lafaretho da jcae> fBcoamendado por conii
Geral.
640:9319000
540:6019000
467:1939000
579:8839000
As provincia* brasileiras que contribuirn) para
esla exporlaco foram o Para, Bahia e Maranhao,
na* proporcoes abaixo designadas.
Para Bahia Maranhao.
1845 a 1846 492:0799000 42:5789000 5:1689000
1846 a 1847 500:6269000 38:2789000 4239000
1847 a 18*8 417:1759000 45:024000 4:4859000
1848 a 1849 512:1039000 51:0659000 13:1919000
Consla-que a exporlaco do cacao do Rio-Negro.
j nos decenios de 1780 a 1789 lora de 619:239 arro-
bas, e de 1790 a 1800, de 810:338 arrobas.
A exporlaco desle genero de produccao brasilei-
ra, para o exterior, regulou segundo o termo medio
dos dez anuos contados de 1839 a 1849 em 183:416
arrobas, corapelindo provincia do Para, por'este
termo 169:923 arrobas, quando aoligamente orcava
por 80:000 arrobas, isto lie, ofleteceu nette periodo
um augmento de 47 por cenlo.
Os paizes que neste genero competer com o
Brasil, sao a ilha.de Cuba, Venezuela, Mxico,
Nova Granada, Bolivia, Per', Equador, a America
Central e as ilha* Filippinas. A produccao do ca-
cao era algnns destespaizes, lem coiisideravelraenle
diminuido, no enlanlo, Venezuela, Caracas, Guaya-
quil, tem a parte prioeipal da exporlaco desle ge-
nero, e a sua qualidade, bem como as de Guatemala
e Soconusco, sao as preferidas na Europa.
A prodocao do cacao nos diflerenles paizes pro-
doctores, segundo as infurmacoes que podemos ob-
ter, aprsenla os seguales resultados.
as quatro priocipaes colonias francezas, confor-
me o que Morcan de Jonns public&u em 1842 na
sua obra sobre a escravidao colonial era:
Martinica. 310:080 arralis.
Guadalupe. 61:040
Guiana. .... 54:500
Bourbon .... 21:800 o
Porm a Guiana, seguodo nes diz Mac-Gregor, no
ten Digeslo Commercial, prodazio em 1840, 98:372
arralis.Senegal em 1836, 3:154 arralis.
A repblica do Hayti. pelos dados que nos minis-
trara os Annales du Commerce exterieur acerca
das suas exporlacoes, observa-se o segainle quanlo
ao cacao.
1 periodo (rgimen colo-
nial) .......
2 dito (governo de Tous-
. sai ni Louverturc;. .
3 dilo (governo de Hen-
ri Christophe). .
4 dito (governo do pre-
sidente Boyer). .
(Seqoencia desle quaito
l*rioa)......1828 74:402
.......1829 130x090
3Bmos (72:186 arralis.)
notar, que por meio de transito
paizes d'America hespauhora,
exjrl
as
saguinle
los
que vertrnnscripta as Tablet
mera oflhe unitttlkingdon.
DoAceocunts relaling to trad of navigatian.
Informacaosobreo,commercio e navegacaoda Graa-
Brelanha, consta que a importadlo e o consumo do
cacao procedente de paizes eslrangeu*os e colonias
nos tres ltimos annos fra a segainle :
Annos. Imporlacao. Consumo.
1851 7:777:440.1 bras. 3:239:889 libras.
1832 7:343:507 3:054:380
1853 7:217:468 4:294:619
Comparando-se estes dados, observa-se qne a im-
porlacao de 1853, comparada com a de 1851, dimi-
nuio 9,2 por cenlo, ao passo qae o consumo em igual
periodo augmenloaj75,4
Na Guiana hollandeza, a produccao a avaliar-se
pela quantidade exportada, tem enfraquecido. Na
tabella qne Iraz Casteliiean na sua obra, e qae extra-
jimos do relalorio da commissao da tarifa brasileira,
oflerece os seguales dados eslalislicos.'
1833.....17:292 arralis.
1834.. 8:450
1835. .... 33:866
1836.....139:764
1837.....92:146
1838.....171:219
1839.....59:693
1840.....199:453
1841.....94:224
1842. .... 181:206
1843..... 131:892
1844. .... 79:151
Haily........ 850:000 arralis.
Colonias Francezas. . 580:000 *
a Inglezas . . 3:300:000 a
Hollnndezat. . 140:000
Venezuela ...... . 11:000:000 a
Mxico '. ..... . 1:000:000
Equador........ . 11:000:000 a
. 6:500:000
DiOereolcs paizes. . . 1:115:006 a
Tota!. 35:485:000 a
O consumo desle artigo na Europa foi avallado
por Humboldl em 1826 em 23 milhoes de libras.
Desta quantidade, a de 6 a 9 milhoes perlence
Hespanha.
O consumo do cacao m Portugal pelo termo me-
dio.dos annos de 1843 a 1851 foi de 248:661 arralis
isto he, mai* 9, 4 por cenlo da computarlo feila pe-
la precitada coiamissSo.
Consumo Pertencenles s
colonias porl. Brasil.
1843 8:276 arrobas 37 arrobas 8:219 arrobas.
1848 -6:387 607 e 5:475
1851 8:646 3:444 o 5:231
Destes dados resalla qae a bosta possessao de S.
Thom entrou para o consumo do paiz.
.era 1843 com 0,45 por cenlo *
1848 a 11,08
,1851 a 65,8 a
D'aqui tamnem se conhece quanlo as necessidades
do consumo do caceo em Portugal sao dependemos
da produccao estraogeira, dependencia que cada
vez deve ser menor, se a producto da nossa colonia
se desenvolver como he misler.
Segundo as investigares da csramiraao brasileira,
o consumo do cacao, nos paizes mais conhecidos he
a seguinte :
3 grao* de ementes, cobre-se com urna mistura de
Ierra e estrame.
Se o terreno for mui lo secco, convem semear logo
depois da chava ; se fdr compacto, e nao te espera
a chuva, deve enlio por-se a sement de mollio por
espaco de 24 horas, tirando-a na vespera de se se-
mear. Depois deixa-se seccar nm pouco ao ar, co-
mecando *s*im a cultora. A agna destinada a esla
prepararlo deve juotar-se algum sueco de estrarae,
ou dissolver-lhe am pouco de nitro para facillar a
vegelaco.' Quando a* plantas lem chrgado a altara
de 4 a 5 polegadas, sacham-se.
A abobora, como planta rasleira, procura sempre
eulear-sc ao objeetos que enconlra ; assim adqulre
forca e solidez, e produz mais astes laleraes, as
quaes todas aprescnlam frucio. O mais pode servir
muito ulilmenle para esle fim. Esta especie de abo-
bora amadurecc, em geral, no espaco de tres mezes,
islo he, desde o meado de agosto al ao meado de se-
lembro. Os Irados nao amadurecem lodos ao mes-
mo lempo, o que he de grande vaniagem nao s pa-
ra o fabrico.como para o* animaos. ,
M. Hetmn conhecea, em trabalhos de muilos an-
nos, que a abobora produz tanto assucar (ou atcool)
como a beterraba ; contando sempre nm quintal de
assucar sobre 26 quinlaes e meio de abobora, resu
lado que se aproxima ao da beterraba. Mas, qua
mesmo se obtenha menos, a abobora, lhe parece me-
recer a preferencia ; porqne, fuudado na experien-
cia, alflrma que por um joch austraco de 1660 loe-
zaa quaoradas, obleve tres vezes e mesmo qqatro ve-
te* e mai* em peso, tanto de abobora como da beter-
raba, e alm disso podem cullivar-se oolros vegelacs
no iotervallo dos quadrados. Desta maueira, couta
com urna receila de 28 a 30 florn* por joch. Urna
tal exlenso de terreno produz quasi sempre como
mnimo resultado um interesse de 800 a 900 quin-
laes de abobora.
Nova qualidade de alcool, ou antes alcool deseo-
berlo no scalo de Luiz XV, poca em que apenas
se tralou delle, sem que se tornaste am artigo, de
grande consumo, emquanto aeloalmento, em conse-
quencia do preco sabido da agurdente, se prope
explorar em grande escala. Trala-ee nada menos
de extrahir alcool dos legumes, saos ou avariados, e
mesmo dos fractos que nao podem comcr-se, e tra-
ta-se de eslabelecer para este fim muilos distiladores
prximos a Paria.
Eis os processos que se publicaram sobre esta
destilaaorw lempo de Luz XV, e que nao deixa-
ram de produzir-algum elTeilo na industria, assim
como no publico.
Mm fabrican la de agurdenle de I.awembourg
(Sax) lendo comprado urna grande quanlidade de
figos corrompidos, p-los em um alambique com
materia* communs misturadas juntamente, e ex-
trahio alcool que.foi reconliecido como bom e sao.
Outro individuo inglez, oceupado na industria,
fez.tambem urna experiencia com o feijao. Um al-
queire (Boiseanl) desle lgame pode prodozir oilo
caadas desle liquido. Vejamos como se opera;
poe-se o feijao de molho ate que brote, depois pisa-
se e faz-se fermentar. No fim de Ir* mezes desli-
la-se, e o liquido que disto resulla lia tao forte como
a mais forte agurdenle.
Enlre as plantas que nao tem sido apreciadas com
o devido valor, e qae por consequencia. nao tero
prestado o servico que se poda esperar, est sem
duvida em primeiro lugar o topimtmbour (especie
de batata). Eoectivameula depois de analyses mui-
lo recente, vejamos qoal he a sua composirao, com-
parada com a da beterraba e do nabo.
Topinarabour. Beterraba.
co de 2 hora* do rabe e hebraica com o cima rafe-;
rido professor.
De qne loealidade sois? lhe pergunta um da
o professor Saragga, movido pela curiosidide que
excitara ama mullier Uo instruida quanlo rnyslo-
rfota.
Sou do inferno, lhe responda torrindo ; e la cha-
mam-me Proserpna.
Nunca foi possivel oblar oulra respoala.
Aognslade Monlear fallava corretamenle francex,
inglez e allemSo, conhecia bem o lalim e o grego, e
olliraameute ja fallava menos mal o portuguez.
A pintura e o desenho eram os seus passatempo*
mais predilectos, e multas vezes foi visla em' S. Pe-
dro d'Alcntara ora pintando, ora desenliando.
. Visilava-se apena* com tres familias em Lisboa, e
algumas vezes foi ao theatro italiano.
Augusta de Monlear era notavel pela sna aflabi-
dadee expressao melanclica de sua phisionomia.
Ha mulheres como diz Viclor Hugo, qae respirara
um tal prefume de candura e respeito, que invo-
luntariamente nos obrigam vencracao.
Islo he ama grande verdade, e tanto qute o lycen
frequenlado por numerosos rapazes, todos mais ou
ios desinquietos. Augusta era respeitada e to-
inclinavam *a sua passagem.' (Portuguez.)
(dem.)
COMMERCIO.
PRACA DO RECIFE 7 DE JUNHO AS 3
HORAS DA TARDE.
ColacGe* olflciaes.
Cambio sobre Londresa263i4d. 60 d|v,
Descont de lettra* de 3 mezes8 % ao auno.
Dinheiro sem lempo marcada-6% ao anno.
Acces da companhia de BekjKbe a 509.
ALFANDlWfA.
Rendimento do dia 1 a 6 ... 45:4739589
dem do dia 7 ........17:8319278
633049867
Detcarregam hoje Sdejunho.
Barca francezaJotemercadorias.
Patacho brasileiroHmuiaeao^gneros do paiz.
Importacao'.
-Patacho nacional Dou de Mar^o, viudo do Rio
Grande do Sul, consignado a Bailar & Oiiveira, ma-
nitestou o segu ule: %
5,617 arroba* de carne, 111 ditas de graxa em be-
xigas, 123 ditas de sebo em rama, 30 couros seceos;
a ordem.'
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dial a 6.....7:5649669
dem do dia 7 ....... ,
Assucaa. Materia* gazu- 1*,7-, 8,0
zas.- Amido. Oulras materias 3,0 2,0 1.5
orgnicas. Materias mine- 2,0 0,8
raes. Agua. . 1,3 77,0 2.7 87,0
100
100
Nabo.
6
1.5
B
2,7
0,6
89,0
100
8:4579527
i DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia 1 a 6......8619625
dem do dia 7...........2049986
1:0669611
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PEKNAMBUCO.
Rendimento do dia 7......1:2259197
CONSULADO PROVINCIAL.
Reudimeutododiafa6. ..... 9:0429241
dem do dia 7 ....... 0519119
HK3f360
MOVIMEMTO DO PORTO.
, Navios entrados no dia 7.
Macei 3das, galera iugleza Sicord-fish, de 524
toneladas, capiao George Cobb, cquipagem 21,
carga algodao e assucar; a Me. CMmont & C. Veio
. receber orden* o segu para Livepoool, fundeou
no Lameiran.
Ass 9 das, brigue brasileiro Bom Jess, de 127
tooeladas, capitao Jos Ferreira Pinto, equipa-
gem 13, carga sal; a Eduardo Ferreira Bailar.
Fundeou no Lameirao.
Navios sahidot no mesmo dia.
Rio da Prata polaca hespanhola Dorothea, capi-
tao Thoraaz Ferra, carga assucar e agurdenla.
Passageiro, Francisco Paula Nones.
Rio do Janeiro brigue brasileiro Elvira, capitao
Joaquim Pinto de Oiiveira e'Silva, carga varios
generas. Passagelros, Antonio Joaquim Alm,
Rita Maria do Sacramento e um filho menor.
Srincipia no 1. de Junbo' prximo futuro, e qne o
> dia* uteis tem principio do referido da 1. deju-
nho, Ande os quaes ficam incurtos na malta de tres
por cenlo todo* os qae deixarem de pagar t*us d-
bitos.
A adminwaeo geni do ealabeleclmento* de ea-
ridade manda fazer publico, que nos das 8, 14 e
22 do crranle pelas 4 horas da tarde, na tala de sata
setsoes, irao praca por tres arinos contado do pri-
meiro de julho docorrenle anno a SOdejannpde
1857, a* rendas das seguintes case* : ra da Cadera
de Santo Antonio n. 24; ra do Qacimado n*15;
ra Dtreita ns. 8 e 33; roa do Padre Florianno ns.
17i 43, 45, 47 e 49 ; becco da Carvalh n. 5; ra
do Fagundes ns. 32e34; traveas de San Jos ns.
5, 7 e 11; ra dos Pescadores n. 11; ra da Calca-
das*. 30, 32, 34, 36 e 38; rna das Cinco Pona c.
70,98.116 e 118; roa da Viracao' ns. 7 e 9; 'tra-
vesea de San Pedro n. 2; roa de Horta* n; 33; roa
de Santa Thereza n*. 4, 5 e7; rna do Rosario larga
ns. 33 e 34; rna da Roda ns. 3, 5, 7 c 9; roa do
Cabng n. 3; ra Nova ns. 29, 37, 43, 48 e 59: A-
terro da Boa Visla n. 68; ra da Conceicao d. 5;
becco do Quiabo n. 8; ra da Alegra n. 5; ra da
Gloria n. 65; rna do Encantamento n. 3; rudo
Azeite de Peixe n. 1; roa do Amorim n. 31; roa da
Moeda n. 31 ; ra da Lapa u. 8; roa do Burgo* o.
11; ruado Pilar ns. 73e74; ra do Senhor Bom
Jess das Crioulas n. 8 ; roa do Nogueira,n. 17;
ra da Cadeia do Recite ns. 23 e 35; ruadeHetlas
n. 94; ra do Padre Floriano ns. 63 e 65; rna do
Calabouco ni. 2 e 18.
Os pretndeme* devem comparecer acompanhados
de *eo* fiadores, ou exibirSo cartas desta*. eem o que
n ao serao receidos seas tonco*. Adraioistracao geral
dos estabelecimenlosde caridade 5 de junbo de 1854.
O escrvao, Antonio Jos Gomes dio Comi.
Collectoria da cidade de Olinda.
O collector de diversa* rendas, da cidade de Olin-
da,manda fazer publico pelo presente a lodo os ceas
conectados que', do 1 de juoho prolimo vndonro
principia-se a contar os 30 dia* alis pan a cobran-
ca do segundo semestre do anno financero carrete
(de 1853 a 1854) e que findo dito prazo serOo malla-
dos os que deixarem de comparecer: assim como na
mesma malta de 3 por cento' ineorrerao todo os
mais contribuales, que no referido prazo nao cen-
correrem a pagar as mais impusieses a sea cargo.
E para constar mandou fazer publico pelo pre-
sente. Collectoria de Olinda 26 de mato de 1854.
O escrvao, Joo Goncalves Rodrigues Franca.
O conselho de admioistraeao naval, compra pa-
ra foroecimento dns -navios armados, eofetraaria,
barca de escavagao e mai* eslabelccmentoa da -ar-
senal, o segua te: vela de slearinas oa*etperma-
cete, 4 arroba; ditas de ctrnanba, 5 arrobas; ar-
roz do Maranhao, 69 airabas; agurdenle 517
medida; azeite doce de Lisboa, 50 dita*; dito
de carrapato,37 dita; aasocar brance, 46 arroba ;
dito refinado, 4 ditas; caf em grao, 27 dita; beca-
Iho, 12 quinlaes; carne secca,46arroba*; farinha
de mandioca, 180 alqueire; feijao 50 alqueire*; sal
20 alqueires; loocnho de Santo, 22 arroba*; vi-.
utgre de Lisboa, 113 medid; manteiga iaaeaa,
20 libras; eli hysson, 3 libra; gaHiotiaa,*50; b-
eles escaros, 50; chapeo* de palha, 30; apato* de
couro de vaqueta edua solas, 40 peres; maala do
taa,54 ; dita de algiao, 30; coleases de paano
de lobo com enchimento de palha,50 ; ti maati-
ros de dito, 30; lenca* de seda prela, 68; fita de re-
troz preto de 2 dedos de largara, 75 varas ; brira in-
glez de linho, 640 varas; baela azul, 166 eovados:
igualmente cootrata a forneeimeate de bolachas
carne verde e pao para o correle mea, o o de me-
dicamento para o hospital e navio armado ao fa-
luro anno financeiro, bem cano cortical o farae-
ciraento de bichas, applicaco das atcaasa, vento-
sas, sangras, corles de cabellos, etc. na memo lem-
po ; pel que convida-s* aos que iateressavem em.
ditas vendas o fornecmenlo a coraparecerem a 12
liora* do dia 10 da correte na alia das estoca eem
suas amostras e .propostas, declarando o ollinw pre-
cu ; podiendo os que.se destiuarem a fornecianeDlo
de medicamuntos entender-se com o abaix ataig-
aado na contadoria de marinha, afim de ae Ibe for-
necer o receiluarios pelo* quaes sao feitos rtea for-
necimento.s
" Sala das tessoea do cense Uio-de adminittraeaa na-
val em Peroambnco 4 dejanho de 1854.O eere-
trio do conselho, Christoxo SaatAgo de Ott-
ertra.
Aoha-se recblbido a cadeia, a ordem dsnb-
delegacia da fregaezia de S.Pedro Goncalve do Re-
cite, o preto Antonio, de naeao Sougo, que diz ser
escrvo de Francisco Xavier morador em Httap.
Qoem for sea dono apreseole-se qne juerificande a
dentidade, lhe ser entregue.
EDITAES.
1845.....113:680
1846.....40:254
1820. .... 1:062:091
1821. 764:692
1822.....696:571
1823.....225:087
1824.....1:028:653
1825. .... 1:089:720
1826.....621:828
1827. .... 549:511
1828.....459:719
1829.....683:098
1830.....742:249
B
B
B
B
B
libra*
B
>
B
B
B
B
B
-B
1)
>

a
a


)>
a.
B
Austria. . 950:000 libras.
Blgica. .... . 600:000
Estados-Unidos. .. 900:000 c
Franca..... . 3:300:000 a
GrSa-Breauha . . 3:200:000 0
Hambergo . . 1:400:000
Hespanha. . . 17:000:000
Paizes Baixos . 520:000 a
a
Zoll-Werein. . 10:000
Outros paizess . . 7:380:000
1789 150:000 libras.
1801 540:000 b
1819 200:000
1824 500:000
Desde 1836 a 1849, a mesma exporlaco no pe-
riodo de 13 annos, sOerece a media annual ile
63o:433 arrobas.
1836. . . 550:484
1837. r . 266:024
1838. . . 453:418



1813. . 708:828
1844. . . 513:418
1845. . . 836:004
1846. . . 630:102
1847. , . .1:171:520

1849, . . 664:516
1831.....1:491:947
1832.....618:090
1833.....2:125:656
1834.....1:360:325
1835.....439:440
1836.....1:611:006
1837. .... 1:847;I25
1838.....2:) 47:810
1839.....859:428
1840.....2:364:233
1841.....2:919:105
1842.....2:490:693
1843.....1:496:554
1844. .... 3:119:555
1845. .... 3:351:602
1846.....1:738:848
1847. .3:026:381
1848. .... 2:602:309
1849.....3:159:086
A arvore de cacao Theobrama cacao de Lineo
podara vantijosamenle cullivar-se era algumas das
possessOes portuguezas da frica, porque em parle
del las se do as necesarias condiroes para' a sua cul-
tura, especialmente pa ilha de S. Thom, aonde es-
la arvore se aclimou em 1822 c desde logo a sua pro-
duce/o fez ver, quanto o clima desta illia, sua posi-
co e huaajdade do solo, eram convenientes para se-
melhante plaulacao, porm esla cultura tem sido
menos cuidadosa do que fra mister, lauto para os
interesses da ilha, como da nacao, cousa que he mili-
to vulgar em todas as possessOes portuguezas, onde
o deleixo de lodos he mal inveterado o quasi que
descremo* de mudar de sortt, pois se houvesse o ne-
cessario zelo e preciso desenvolvimento cultora!,
sem duvida que o nosto mercado poderia dispensar
este, e urna grande parte dos productos, denomina-
dosColoniaes, que dalli poderamo* haver mais
baratos e nao menos inferiores.
Se a falla absoluta de noticias cslatislieas, quanto
lis liosas prodceles e consumos coiinentaes nos
obsto,a quaesquer cousideraces econmicas socaes,
eala mesma falla, al certo ponto desculpavel, nos
impede de conhecer e avahar as nossas produccoes
coloniaes, e aipda mais o seu movimento mercan-
til.
So os nossos esludos podem merecer algum favor
pedimos pouco ao governo, mas com isso nos con-
tentamos, he a publicaco regalar e raensal dos map-
pas do movimento da* nossas alfaldegas, particular-
mente da dp ultramar : com estes subsidios se
poria ao alcance de muilas indiligencias cultas o
avallar as nossas riquezas, auxiliar o commerco o
Ilustrar o paiz na apreciaran do muilas quesICe so-
caes do eievado rateresse.
- Quanlo seria para desejar que agoraapodessemos
aqui aprcsenlar em quadros retrospectivos o pro-
gres da cultura do cacao em S. Thom, desde 1822
35:485:000 t
Do que cima fica relatado evidencia-s, que o
consumo do cacao tem ido sempre era progresso, e
cada vez ser maior proporcao que a civilisacao
se -for dilatando, e a baratera do genero permittir
o seu uso s classes menos abastadas da seciedade,
uso que em Portugal est anda mui limitado c cir-
cumscripto. (Jornal do Commercio de Lisboa.)
Mr. Rabache dirigi ltimamente ao Courrier de
la Gironde ama carta da qual citamos as passagens
principaes, acerca da applicacao da abobora ao fa-
brico do alcool.
Em 1837, M. Luiz llofman, de Zambar, obleve
um privilegio para o fabrico do assucar estrellido da
abobora, e demouilrou pela experiencia qae era pre-
fer vel i beterraba no fabricado assucar.
Eis oque diz M. Hofmam quanto s despezas e
produccao comparada com a beterraba.
a As despezas a que em Franca est sojeila a be-
terraba quando ae seroeia, cultiva e conserva, he de
52 florn* por cada joch austraco do terreno de
mil toezas quadradas, das quaes se.pode colher nos
annos felizes 446 quinlaes de beterraba. Urna su-
perficie igual plaatada.de abobora, cultivada exac-
lamenlo como a Beterraba, nao cenia mai* de 16
florins com todas as despeza*, em quanlo que haven-
do urna m colheila he anda assim sempre superior
a oitoceotos a novecenles quinlaes. Admitlindo qae
a beterraba produz 5 por cento de assucar solido, e
qae a abobora nao d mais do que Se^'por cento,
q producto em assucar desle* 2 vegetaes seria quasi
igual, islo he, 22 qnintaes de assucar por cada joch.
Mas anda urna oulra vaniagem se aprsenla a favor
da abobora, he o sustento que oflerece aos anlmaes,
e o aso que te pode fazer da sua sement para ex-
trahir azeite. A aboliora habilua-fe rpidamente
cm qualquer terreno a ainda mesmo que o lempo
nao saja favoravel, e que seja muilo secco, oblem-se
sempre escolenles res ullados. Feila a comparaban,
em quantidade* mais Tracas, d sempre por joch
austraco de 1,600 toezas quadradas am augmento de
interesse representado por 36 florins. a
M. Hofman pretende que urna fabrica qae nossa
prnd.izir 400 quinlaes de assucar, nao casta mais de
20 a -22 rail florins.
Ainda que toda a qualidade de abobora conlenha
assucar, prefere sempre a especie mais redonda do
que oval, cuja pello soja do urna cor esverdeohada,
muilas vezes mesmo clara, o o interior tenha ama
epparencia de cor de laranja, c que se couhece com
o nome de (seideit totrabit.)
A sua cultura comeen nos primeiros 15 das de
maio para evitar o* fri* de abril; nos paizes em que
o fro for menos inte aso, pode coraerar no fim do
mez de abril. Se um.a causa qualquer destruir a ve-
getacao nova, semea-se segunda vez em junlio, e no
mez de agosto pode comecar a colheila.
Os terrenos leves, misturados de areia, sao os me-
ntores ; os destinado i a esta cultura, nao devem ser
lavrados a mais de 7 a 8 polegadas de profundidade,
e depois de bem appiauada, fica logo prompto para
semear.
A abobora exige estrume um pouco forte; mas co-
mo se separam as smenles 9 ps pelo menos em
cuadrado, pode dispensar-so de adobar a torra em
geral, a monos que nella senao cultiven) outros ve-
getaes. Nao deve estrumar-so senao o ponto m que
se laucar a sement; (o mais conveniente he fazer
pequeos buraco de 5 a 6 poUegadas de profundi-
dade.os quaes se enchem de bom adubo q cobrem de
alguma letra, e depois de enllocar em cada um 2 ou
Observa-se que o assucar, c as materias gazozas
que conlm o topinarabour, sao em proporcao lio
nolaveis, qne merecen) qae o cultivador lhe preste a
sua atlencao. lia alm disso poucas plantas que
sejam lo robustas, e 13o pouco exigentes, quanlo
qualidade do terreno, eat hoje nao tem sido ac-
commettida de doenca alguma. Os melhores auto-
res, e nolavelmenle, M. Bussinganbl, recommeuda
a cultura desta plaa, e tem razo ; porque nao ha
receio de que qualquer das suas qualidades se de-
teriore.
O topioamboar produz em toda a parle, menos
nos terrenos pantonosos. Planla-se e eultiva-se
exactamente como a btala. Urna vez laucado a (er-
ra, nSo necessila nova sement, porque Oca sempre
bstanle para a seguate colheila.
He claro que esta propriedade lem um inconve-
niente ae se quizer fazer entrar o topioarobour em
urna diviso regular. Mas nao deve lancar-se mao
de om ponto em que nao haja um terreno separado.
Hoje esto demonstrado qae excellcnlemenlc com-
pensa as exceptes qae se lhe possam fazer, especi-
almente quande se lhe destine algara Irabalho, e de
lempos a lempos, algum adobo no terreno.
(Monileur niversel).
(dem.)
i') Consumo de Portugal he de 248:661.
A condetia de Monlear. Os jornaes do Porto
lem fallado debaixo desle titulo (Tama senhora, que
dao por irma do infeliz re Carlos Alberto.
Quando esta senhora esleve enlre nospassou de-
sapercbida ; mao sea carcter he uto extraordi-
nario,contam-se ancdotas (ao singulares,que merece
por certo as honra* da imprensa.
A Sra. Anguila Monlear ou osa d'um nome que
nao he o seu, ou ha toda a razo para duvidar rjue
fosse legitima irmaa de Cario* Alberto.
O actual re da Sardenha Viclor Manocl II fi-
lho do rei Carlos Alberto, nao tem seno urna nica
lia viva qne se chama Maria Isabel Francisca, e nao
Augusla de Monlear, devendo accresceular-se que
esta nasceu em 13 de abril 1800, vindo consequen-
leraente hoje a ter 54 annos,e que. de modo algum se
pode attribuir a pessoa de quem nos oceupamos.
Augusta de Monlear he ama mulhcr moca, a quero
os soirriraeolos mai* do que os annos liu macerado
o rosto ; no enlanto o* seus olhos sao vivos e eiprct-
sivos, o seu porte nobre e o lalhe garboso.
Cbegou a Lisboa e buscn um quarlo modesto na
rna La/ga de S. Roque, buscou-o porque linba duas
portas de comraanicacSo, e a varonil viajante quera
entrar e sahir quando lhe aprouvesse.
Chamamos-lhe varonil, porque una noite reco-
lheu-se a p s 3 horas, e s, viuda de Bemfica.
Ao almocp toi ella propria que notou i familia da
casa, que na vespera s tinha engaado as horas,
p'ois que pergeniando as senlinella de S. Pedro
de Alcntara, esta lhe djssera : a Sao tres lloras, b
Outro rasgo de coragem e de caridade evanglica
digno de referir-sehe o qae segu:
Era alto noile, Angosta de Monlear estando del-
tada, ouve gemidos do lado da ra das Gaveas, le-
vanla-se, chega janella e v um homem ensan-
gnentado. cahido no chao e um soldado da mu-
nicipal ao p.
Pergunla o que he Respondem-lhe duvjdosa-
menle, desee a cicada e era breve est ua ra exor-
lando o soldado par., que a ajuda a laansporlar o fe-
rido para o seu quarlo.
Cora effeito, em menos de 5 minutos, Augusta de
Monlear e a soldado da municipal improvisaran)
ama cama, e o ferido recobrava os sentidos.
Antes da retirada do municipal tinha havido todo
o recato de lhe tomar o numero e a companhia,para
evitar trabalhos futuros.
O ierimentos provinham no hospede enfermo
d'uraaqueda, resultado da embriaguez: esta pas-
sou, e apenas passada, j o nosto hornera se dis-
punha a partir.
A passagem foi-ihe embargada, porque Augusta
de Monlear se comprometiera a entregar o seu prisio-
nero as 7 lioras da manhaa.
A esta liora sabia corrido de pejo da casa de Au-
gusta da Monlear, a triste victima d'uma orga des-
grenhada, cheo de recouhccimeulo por urna, hospi-
laudada tao caridosa. -
Augusla de Monlear frequentou com urna regu*
laridade incrive! a aula de hebraico, na seceo cen-
tral do Lyceu Nacional deste cidade com o respecti-
vo professor Francisco Manoel Loareuco Saragga,
desde novembro al fevereiro.
Nem a chuva, uem o vento mais travesso impedi-
rn) nuna este alumno pouco yulgar de se sentar
nos bancas das aula*.
Acabada a auto av Irrito em stra ca* per espa-
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumplimento da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia do 1' do cor-,
rente, manda fazer publico, que nos das 6, 7 8 de
junho prximo vindouro, perante a junta da fazen-
da da mesma Ihesouraria, se ha de arrematar a
quem por menos fater, os reparos a ta destinada para cadeia na villa do Ouricury, ava-
liados em 2:7503000 rs.
A arrematacao ser feila na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
A pessoa* que se propozerem a esta arrematacao
comparecam na sala das setsoes da mesma junta,
no dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para cooslar se mandou afiliar o presente o
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 2 de mia de 1854.O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
1. Todas as obras serao feitos de. couformidade
com o orcamenlo e plante ueste data presentados a
approvaco do Exm. presidente da provincia, na
importancia de 2:7509000 rs.
2. As obra* serio principiada no prazo de dou*
mezes, e concluidas no de oilo mezes, ambo conta-
dos de couformidade com os artigo 31 e 32 da lei
provincial n?286 de 17 de maio de 1851.
3. O pagamento da importancia destes obras ser
feito em ama s prestecao quando ella eslive-
rem concluidas, que serio logo recebida defiuitiva-
menle.
4. Para Indo o mai* que nao esliver determinado
as presentes clausulas, seguir-se-ha o disposto na re-
ferida lei f. 286.Conforme.O secretario, Anto-
nio Ferreira da Annunciacao.
Joo Goncalves Rodrigues Franca, capitao da 3*
companhia de batalbao de infantera da guarda
nacional do municipio de Olinda, e presidente do
conselho de qaalificacio do Curato da S; por S.
M. Imperiale Constitucional, o Sr. D. Pedro; H*
fie Dos guarde ele.
ac saber a todos os guardas nacionaes moradores
neste carato, e mais pessoas a quem o conheciraento
do prsenle posta inleressar ,que tendo sido em vir-
lade de orden* superiores, convocado o conselho da
qualificacoda guarda nacional desta freguezia, pa-
ra o dia 18 do eerrente as 9 lioras da manhaa na
igreja calhcdral des(a cidade, oode reunido o conse-
lho funecionar por 15 das, conforme lie determina-
do pela lei o. 602 de 19 de setembro da 1850, e de-
cretos ns. 122 de 25 de otrtubro do mesmo anuo, e
n. 1,130 de 12 de marro de 1852.
B para que ebegue a noticia lodos faco o presen-
te que ser aflxado nos lugares mais pblicos da fre-
guezia, e pelo jornal.
Cidade de Olinda 1 de junho de 1854.
Joo Goncalves Rodrigues Franca.
SABBADO 10 DE JOMO DE m\.
RECITA EXTRAORDINARIA 1 FAVOR DA
COMPANHIA DRAMTICA.
Depois de executoda urna exccllente ouvertiira.
segur-se-ha a renresentacSo do muito applaudido
drama em 4 actos,
Dando, fim o espectculo com a graciosa farja
PAGAR O MAL OLE NAO' FEZ.
Os artistas que formam a actaal companhia dra-
mtica-, rogama proteeco do respeitavel publico.
QUINTA-FEIRA 15.DEJUNHtTDB 185.
ga-peefoetito d beneficia dv actor Joaqvtm Jos
Pereira.
Depois de execulada urna eseolhida ouverlura, le-
ra lugar a representadlo da tao applaudida comedia
em Jacios
Perronagens..
Capitao Tiberio. .
Bazilio, sea irmao .
Antonio......
Francisco. t
Jote. .........
Galathea......
Mara, suatilha.
Julia.......
Seguir-e-ha peta Sr.
lindo duelo
jls trobbbetimhab;
Findirr o espectculo cm urna da* melhoresfar-
O beneficiado espera que o benigno publica lhe d
toda a proleccjlo que.cosluma dispensar a quean a
elle recorre. t
O beneficiado agradece a'todos ofrsen* compannelT
rosque de tao boa vontadee Uo generosamente se
preslaram a servi-lo..
M
^elore.
O Sr. tfontetro.
a Coste.
O beneficiado.
O Sr. Amoedo.
a Bezerra.
A Sr." D. AmaMa.
A Sr.e B. Gabriela.
A- Sr'. Jesoina.
D. Gabriela e Monleiro o
DECLARA O conselho administrativo em virludeda auto-,
risar,iii do Exm. Sr. presidente da provincia, lem de
comprar os objeclos seguales :
Para o 8. hatalhao de infantera.
Brim para 335 calcas, varas 838; algodozinho
para 335 camisas, varas 838 ; panno pelo para 335
pares de.polainas, covadoa 84 ; olanda de forro para
as polainas, eovados 168 ; esleirs de palha de car-
nauba 335 ; livro meslre impresso, de 300 folhas 1;
paz de ferro 28, cuchadas 28, machados 4, caldeiras
de ferro para 100 praca* 4.
Deposito de recrutas da provincia das Alagas.
Bonetes201, algodozinho para 2f0camsas, varas
2.) ; brim para 217 calcas, e 200 frdelas, varas
AVISOS MARTIMOS.
1043;
200.
grvalas de sola de lustre 200; sapalos, pares
Provimentos de armazens, oflkina de primeira ese-
gunda classe.
Costados de amarello, 4 ; ditos de pao de oleo,; 6
cosladinhos de amarello, 6 ; laboas de assoalho de
amarello, duzias 4 ; ditas de assdalhos de looro, du-
zias 4 ; rame de ferro grosso, arroba 1 ; limas mu-
tas triangulaste 4 polegadas, duzias4 ; ditas ditas
dita* de 6 ditos, duzias 4 ; arcos de ferro de ama e
meia polegada para jarros, arrobas 8.
Terceitjt classe.
Ferro sueco, arrobas 8.
Quarla classe.
Folhas de (landres dobradas, caitas 3 ; ditas de di-
las singelas, caitas 4 ; rame d ferro de meia grossu-
ra, arrobas 2 ; lencdes de labio, com o peso de 56
libras 2 ; ditos de ditos, cum o peso de 36 libras 2 ;
ditos de dito, com o peso de 17 librasa 1810 ; di-
tos de dilo, com o peso de 15 a 16 libras 20.
Quinta classe.
Sola curtida, meio* 150.
Para o fornecimeiita do luzes s eslaefles militares.
Azeite de carrapalo, caadas 380 ; dilo de coco,
caadas 31 ; pavios, duzias 6 ; fio de algodao, libras
30 ; velas de carnauba, libras 155.
Quem os quizer vender aprsente a suas propos-
las em carta fechada, com as respectivas amostras,
na secretara do conselho s 10 horas do da 8 do
csrrenle met,: adverlindo, que quando os genero*
forem cstraiigeiros s se receberu as propostas cora
a assighatura reconheclda das casas importadoras,
que se propozerem a vender, ou assignada por pro-
curarlo, acompanhar esta a proposto, competente-
mente lcgalisada-
Secrelaria do conselho administrativo para forne-
cimento do arsenal de gnerral 2 de junho de 1854.
Jos de Brilo inglez, eoronel presidente.Ilernar-
do Pereira do Carmo Jnior, vogal e secretario.
Pela mesa do consulado provincial anouncia-
se que a cobranca. i bocea do cofre, da decima dos
.predios urbanos das freguezias desta cidade do se-
gundo semestre do anuo financeiro de 1853 a 1854,
RIO DE JANEIRO.
Segu hoje impreteriyelmente o velei-
ro brigue nacional Bom Jess; pode, re*
cebr passageiro* e escravoc a frete at as
2 horas da tarde : os pretendentes. diri-
jam-searua da GraDv28i eseriptorio
de Eduardo Ferreira Battar>
RIO DE. JANEIRO.
Sefjue impreteriverme'ite na seguinte
semana o muito velciro e superror brigne
nacional Damo, ainda pode receber
algumacarga.escravos a freteepassaget-
ros, olFerecendo a estes exclleates com-
modos, que podem ser eliminados: tra-
ta-se cm Machado & Pinheiro na ruado
Vigario n. 19, segundo andar, oucomo
capitao Cleto Marcelino Gomes da Silva
na praca do Commercio.
LE1LOES.
Qainta-feiro 8 do corrente, o agente Borja Geral-
des Tara leilaoem seu armazem, ra do Collegio n.
14 de diversos utensilios de marcineirii nevos e
usados, de urna grande porcao de qaeijos de prato
superiores, e de outros' objeclos de diucrentes qua-
lidades que se acham patentes uo mesmo armazem.
Brunn Praeger & C. l'arao leilao,
por intervencao do agente Oiiveira, de
grande sortimento de 'azendat francesas,
stiissas eallemaasdc seda, linho, lS e de
algodao, as maispropriat deste mercado:
sexta-feira 0 do corrente as 10 horas da
manhaa no seu armazem, ra de Cruz-
AVISOS THVERSOS.
Urna raulher capaz e que se aclia desembara-
rada, prop6e-se a tomar conta da direeySo oe qual-
quer casa de homem solteiro. cozmhando e aof
mando se preciso fr, com limpeza : quem preten-
der, dirija-se a ma da Padre Floriano n.
- Boga-se as autoridades da eidade da V^oru,
os Srs. delegado e subdelegado, que lancero v
las sobre os vendedores de plvora dentro das mas
da cidade, e mesmo sobre aqoelles Imduea que
vendem carias de jogo sem sello. 9***; "*
ignorara a prohiMf* de tees ojelo; a PJ**,
sobre pena de :W8000, e a* cartas de .^OBpor ca-
da umbaralbo. O malulo zangado.
I
tt.

':
Be

il


.%B-"**,~'*r
b,
OI ARIO OE PERNAMBUCO, QUINTA FEIRA 8 DE JUNHO DE 1854.


25 SITA DO COLLEGIO 1 <*., ^.
O Dr. P. A. Lobo Moscozo d consullas homeopathicas lodos ns (lias nos pobres, desde 9 horas da
hla al o meio da. e cm casos Avir^nriUnarinfi nualnucr hora .
l ur. i'. A. Lobo Moscozo di consullas homeopathicas lodos os das nos pobr
manhaa al o meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do din ou noite.
r ao medico.
------------- -, w viii v. Offerece-se igunlnienle para praticar qualquer opcracAo de cirurgia, e acudir promplamenle a qual-
de parlo, e cujas eircuratlaucias nao permitan) pagar -
quer rutilher quo esleja mal i
NO CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
203000
VNDESE O SEGINTE:
Manual completo do Dr. G. H. Jahr, traduzido em portugez pelo Dr. Moscozo, qnalro
volumesencadernadosem dous : ................. -jijuuu
Esta obra, a mais importante de lodas as que tratam da homcopalhia, interessa a lodos os mdicos que
quizerem experimentar a doalrina de Habnemann, e pur si proprios se convencercm da verdade da
mesma : interessa a lodos os senhores de engenho e fazendeiros que estao louge dos recursos dos mdi-
cos: inleressa a lodos os capilaes de uavio, quo nao podem deixar urna vez ou oulra de ler prccisao.de
acudir a qualquer tncommodo sen ou de eus Iripolanles; e interessa a lodos os dieres de familia que
por circumstancias, que nem sempre podero ser prevenidas, sao obrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa delta, .
O vade-mecum do homeopatha ou traducrao do Dr. Hering, obra igualmente ulil as pessoas que se
n ai Cim ao ts}a^ "a homeopalhia.
O diccionario dos (ermos de medicina, cirurgia, onatomia, pharmacia', ele, ele.: obra indisr-
pensayel as pessoas que querem dar-se afluido de medicina.........
Urna carteirade 24 tubos graiidesdefinissimonEltalcom o-manual doDr. Jahr o odieciona-
rio dos termos de medicina, ele, ele................-.
Dila de 36 com os mesmos livros................,;,.
Dila de 48 com os ditos....................'.'..'
..-. Cfd,^arl?ira ne aconipanhada de dous frascos de tinturas indispensaveis, a escoha." '.
Dita de 60 tubos com ditos..........'.....
Dila de 144 com ditos '........,.......'...""
stas sao acompanhadas de 6 vidros de linluras escolha.
As pessoos que em lugar de Jahr quiterera o Hering, lero o abalimenlo de 1W000 rs.
quer das carleiras cima mencionadas:
Ijrleiras de 24 lubos pequeos para algibeira..........*?.....
Ditas de 48dilos.................'
Dilos b grandes .. \ '. .............
Ditos demeiaonca ......'.'.* ." .' .' .' .' .' .' ."' .* ]'.'.' '
Sera verdadeiros e bem preparados medicaraeBlo* nao s* pode dar um
nomeopalhit.elo propnelano destecstabeleciroestose Usongeia de te-lo o mais" bem montado poss'ivelojiiu-
guemduvidahojeda superioridadedos seustndica*entos: ^
a mesma casa ha sempre venda grande nomero de tubos de cristal de diversos lamaiihos, e
aPiSni qualquer encommeoda de medicamentos com toda a brevidade c por presos muio com-
4000
408000
45J0O0
509000
fiOjOOO
10O&000
em qual-
'..... 89000
..... 169000
..... 19000
..... 29000
passo seguro na pratica da
. -----------. fvM,,l,0l avise un respeuave
publico, que tendo em vista acreditar e rcgularisar
as loteras desta provincia, espera que o respeitavcl
publico nao deue de o coadjuvar, rcsponsabilisau-
do-se elle a erapregar lodos os meios que esliverem
a seu alcance, aOm de as collocar no mesmo crdito
em que esto as do Rio de Janeiro, assim como pro-
melle fazer correr impreterivelmente as rodas daslo-
. lenasannunciadas no dia marcado, comquanto fique
mesmo meia olera por vender; porlanlo pede ao
respeilavel publico que o ajude em 19o ardua e din-
cultosa empreza, Juuto publica o cima menciona-
do tnevureiro a-lista approvada pelo Exm. Sr. pre-
sidente, pela qual se hao de extrahir as loteras con-
cedidas por le provincial, assim como o plano da
segunda parte da quinta, lotera concedida oor lei
provincial n. 100 de 9 de maio de 1842. Os buh-
les da lotera da matriz da Boa Vista achar-se-ho
venda no da lOdeste mez na raesma thesouraria
aas loleriasjdesla provincia, na ra do ColleEio u. 15
e na praca da Independencia n.*4 ra do Queima-
. do d. 10. Corre impreterivelmente no da 14 de ra-
lbo do corrente anno. J
IM n. 100 de SI de maiode.82.-Concedendo mais
dez loteras de 100:0009 irmandade do SS. Sa-
cramento da Boa Vista.
Hitl^,',e t*?** de1846.-dnceden-
1a Me"3sJ dminislracao dos cslabelecimen-
Mh"fLT ,W2-Co'lendo mais
ulna. P0 d.:000j000 cada
^Si^Jl6 *? de abril de 185" ~ Concedendo
ioSoST9* *m San los desU ck,ade d8
Leio.erif,eitdn\Ea0 1" ,8*2- Concedendo dez
&22L! '^S00 f?da uma ODaudade do SS.
sacramento da Boa Vista.
m.;,!0* "e 9 dS V'0,de ^.-Concedendo seis
menV7 ,,rma,dade de Nossa Senhora do Livra-
iJfc a -d?'QcJ,dade dc 64:0009 cada urna.
i"*u os jfcaauus *|UC Srtu ucy.uuids ao casal CIO 411 ti
fallecido, queiram fazer o obsequio nao_ pagareis,
nem mesmo faierem iransacro alguma cm reforma
desuas lellras com a viuva do mencionado fallecido;
e as razoes que assislem ao bnixo asaignado no pr-
senle pedido sao: primeira, que a casa esta sendo in-
ventariada judicialmente pelo juizo de orphaos : se-
gunda, que lendo fallecido o mencionado Diniz no
dia 16 de novembro de 1853, a viuva por negligen-
cia ou condescendencia do abaixo assignado, deixou
de fazer o inventario immediatamente, como lhc cum-
pria, e so no 1 de fevereiro do corrente anno he que
deu principio ao sohredito inventario, e al a pre-
sente data nao lem mencionado no mesmo inventario
as dividas activas do casal, islo em prejuizo do abai-
xo assignado, conatando-Ine ao mesmo lempo que a
viuva lem recchidu nao pequeas quanlias dos de-
vedores do casal, e mesmo feilo trausarres em re-
formas de lettras, j em nme de oulrem, como de
cambio, para nao figurar o nome do fallecido ; por
estes motivos prejudicando a mu Hiero filhosdo abai-
xo assignado, por ser sua mulber nica herdeira fra
do casal, porque lodos os mais herdeiros a porfa o
prelendeni prejudicar; por isso faz presente anuun-
cio, pedindo o favor cima mencionado.
Joaqtam Pereira Batoi.
Galera de retratos a oleo e daguerreo-
Cincinato Mavignier, retratista c pensionista de S
M. Imperador,*querendo apresentar ao respeila-
vel publico desta capital as prodceles de seus trt-
haUios arlisticos, tanto em retratos a oleo, como do
daguerrotipo, por isso esforca-se para desempenhar
o melhor que for possivcl, coutenland as pessoas
que se dignarem a honrar o seu eslabelecimcnto
com trabsllms que sejam inteiramente satisfactorios.
O annunciaute tendo vindo ha poucos mezes da cor-
te do Rio de Janeiro, desejara demprar-se heste ca-
pital por tres a qualro. mezes, porm tendo havido
muitissimas pessoas qoe o tem procurado para serem
retratadas, motivo he esle. do annunciante, sendo
nir j ji e ,si--Concedendo, ma 'eltaluas, motivo h? este do annunciante, sendo
!ia nf-'1 jmH" ade .de Nos*a Senhora da Saude "ral a todos os seas patricios e amigos lenciona dc-
I w n u& rf"3 de '??^OOO. morar-se mais tempo, e para esse fim nao tendo tido
low!. ." "I310 de )st-Concedendo dez lemf de fazer um nomero maior de retratos para
rtainilimarlr deSanPedroMartyrde01iuda presentar ao respeilavel publico, que lo bonrosa-
i T? ?d," nm?- menle lem a'hido, fez com qoe em breve venha
lnh'r a mal0 de 185)Concedendo urna do R,ode Janeiro uroacollccrao de quadros a oleo e
.5S ? 'rmandade do Senhur Bom Jess dosMar- m"atura,linlas e pinceisdelicadissinios da escola de
K-L.J _. ::,""?" :"wi ouin jess a<
I .ub 5,dade.,lcJ1 J.Ta a8 e lna,0 do 1840Concedendo a r-
C?dJ H dr8 No*a.Sen,h do Rario dos homens
feladrauma.'a "' Boa Vi"a "'-erias de
Leau,lrf,nde ?9 de tf1 de lS5i- ~ Concedendo
quairo loteras ao collegio de orphaos e urnhaas
deslacid.de de 100:0009 cada ama.
I 4i? i 1U0:US cada ama. das as outras provincias do imperio, pois o annun-
i*i ii. 10J de 9 de maio de 1842. Concedendo lo- c'anle estando informado disso porque lem estado
las a irmandade de Nossa Si-nlmr ,io i:..,.i.u. as niincinaes nmviurias. nimt:i niin mp.ni., _
pe da cidade de Olioda da mesma somraa, e pelo
doR&' qUe f0 co"cedido a Nossa ^0-
Le.L-,6 de 9 de mai0 de i82- -Concedendo 10
oleras a-matriz de Nossa Senhora do Rosario de
Goianna de 64:0009 cada um.: U
..w6 d0 9.de T'lde 1842,-Concedendo tres
H. .m. a muatr'- d! !ir,a Seoho" da Conceicao
I r BSff,5 dc'09 "da urna. *
iZSSJ' ,9 d6 3br '**im- ~ Concedendo
rJ- ,er,a a '.'""ndade de Nossa Senhora da
le^S i? f ""'a 1? 18i2 Concedendo tres lo-
terus a matriz de Santo Anto de 64:0009 cada
^dnS; SL l9 dA ah.ril de,85- ~ Concedendo
*Tf a ordem terceira de Nossa Senhora do
iJZ X ??? d.e i(PtKK*eada
diSiSL 19 dB a*l dc <854Concedendo
taF?!- a imperial capella de Nossa Senhora
I m,n w a ?o da E,anc|a de 100:0009 cada orna.
h?;,^6; 9 da "a"" Wr-Conwdendo urna
lOOaTOtJ. mauMa de Santa Rila de Cassia de
^ml f? de \9 L ,bril de 1854- Concedendo
Bom %2f W* *a 'da''e d Senhor
STboI v!,la da greja da Sanla Croz
UL S,de 19 de aJbril de,8M- ~ Concedendo
MTrtr^na a "mfnA3'tt de San Bum Je'"' dos
I -W5r.dVoda.de Gian"a dc I*:*-
L"!3? d919 de f,nrldel8.>4.- Concedendo
duas lotera, ao recolbimcnto do Coracao dc Jess
l-dU^"ra^"1de WMW-*ia nma.
'.^de 9 6 aib-a de 18M> -Concedendo duas
^Siia.recJoll"men,(' da So'^ade de (ioianna
ae 100.(1009 cada urna. ,
lr 2t,de 1 Vil. de 1853- Concedendo
SL T"r9.1?010"08 cada anw cidadao Fi-
lippe Mena Calado da Fonseca.
Q Ibesoureiro',
,mm, Frantitco Antonio de Olkeira.
Approvo.Conforme Antonio Leite de Pinito.
Pretal n.iOO de 9 de maio de 1842, -em be-.
vSrif? 0bra$ da mQtriz daBoa '"'
J000 Slbeles 109000
20 Beneficio
esello
30:0009000
6:0009000
1 Premio.
1 Dito.
1 Dito.
1 Dito.
2 Dilos.
4 Ditos.
6 Ditos.
i2 Dilos.
726 Ditos.
75 Premiados.
2246 Brancos.
3000
2009000
1009000
509000
209000
10:0005000
4:0009000
1:0009000
4009000
4009000
4009000
3009000
2409000
24:0009000
109000 7:26000p
24:0009000
N r iv, i "ncla ae i'ernamtiuco e l'aralnba, asseutada no
jllf' j 68 Pnmeiroa premios eslao suieitos ao fo, fabrica e animara do ennenho Matapaaine do
S?fel,Por.een,u---Ollieo0reiro Francisco o. Escriptura de venda da parte que lem no c-
Btt d p. Ulvelra-PProvoPalacio^lo gover- nho Gurjaliu de Cima, fregnezia de Jaboalao. o
5 rernambuCO. 7 lt in.,l,n J no de >. ",elraApprovoPalacio^lo gover- nno Uurjaliu de Lima, freguezia ile Jaboalao, o s
redn r r oUintorme, ^notifo Le\te de Pinho. capiao-mr Manoel ignacio*Viera de Lacerda c
dezenho por Jnlien, Murilo c Kaphael; o annun-
ciante tambem fez encommeuda para a Europa dc
urna machina extraordinaria d.guerreotypo, onde as
laminas sao-do tamanho de meia falla dc papel de
peso, que corresponde a um p de comprimeulo^e
um palmo dc largara. Sera sem duvida a maior que
tem de apreserMar-se nesta capital, c mesmo em lo-
das as outras provincias do imperio, pois o annun-
--------------_------...... ....... .....uu U..0W |fUI^UC ICOI CSIdUO
as principaes provincias, anda nao encontrou um
machinismo com essa grandeza, que sem duvida de-
ve fazer admiraco a um publico j conhecedor das
bellas arles, quaudo virem os raagnificos retratos em
Brandes chapas, podendo urna numerosa familia ser
representada de urna s vez. Aqui, pois, vista dos
excessos que o annunciante emprega, e dispendios
que tem de fazer para montar um eslabelecimento, o
maior que lera apparecido no imperio: espera por-
lanlo de seus nimios, patricios e mais pessoas de 13o
illuslrc cidade que sejam benignos como tem sido
al agora, pois a empreza acreditar aos benemri-
tos Pernamhucanos, que iao patriotiramentee pres-
taren! a sustentar por.pregos razoaveis a essa empre-
za, e os trabadlos de um artista que incansavel pro-
cura engrandecer o seu paiz lo smenle para gloria
daquelles que apreciara as bellas artes. Pernambu-
canos I a nossa provincia lo bella, e lendo em si os
melhores golpes de vista para os artistas que sabem
apreciar a natnreza, parece razoavel qoe coadjuveis
ao vosso patricio dedicado as bellas arla, e que qur
plantar no nosso paiz, urna escola onde a mocidade
por algn) lempo poder beber lices daquelles gran-
des meslres, que as suas obras conservara perpetuo
mrito. Emquanlo, pois, nSochegam estes objectos
que tem de formar um eslabelecimento esplendido,
o annunciante convida o respeilavel publico desta
cidade para ver algumas prodceles de seas traba-
Ihos, ahi poisacbarao os freguezes calimbas e qua-
dros de bom goslo, para retratos daguerreolypo, e por
precos razoaveis. Aterro da Boa Vista n. 82 primeiro
e segundu andares.
Atuga-se urna casa no Cachang, propria para
negocio, por ler um forno de padaria independenle
da casa de morada, em muito bom local: a Iralar
no segundo andar da casa da praca da Boa Vista, que
volta para a roa do Arago.
Domingo 4 do corrente, perdeu-se urna caia
de prata no Passeio: roga-sc a quem achou e a quei-
ra restituir ao sen dono, que se dirija a ra larga do
Rosario n. 18, que ser recompensado generosa-
mente. F
Eaz-se lodo o negocio com a botica da ra do
Rangel n. 8, inclusive armacAo e mais pertences: os
pretendentes dirijam-se a ra do Cabug, toja de-
fronte da matriz.
Aluga-se o primeiro andar da casa da ra do
\ llar n. 147, com vista para o mar, e he muito fres-
ca : a tratar na mesma ra n. 145.
.- Offerece-se urna ama para casa de humem sol-
leiro, he muito fiel ecapaz de lomar conta de qnal-
qner casa: na ra do AragSo n. 10.
Constando a D. Leopoldina Mara
da Costa Kruger.que se procura discontar
urna lettra com o nome da annunciante
daquntiade 4:000#000 rs., previne as
pessoas a quem tal transacr^ao se ofirera
que a' nao effectuem.visto como a an nun-
ctante tem de provar anullidade da mes-
ma lettra.
BUSCAS ENCOMMENDADAS.
Escripturas de debito ohrigacSo e hjpoUieca, que
fizeram o capitao Joao Cavalcanti de Albuquerque e
sua mulher.aos administradores da companhia
linda de Pernambuco e Parabiba, asseutada no
cas-
Ca-
enge-
com
urna
~--- <=..*. ariuiciaes, e dentadura corr
m ^'a Prto della, com a presso do r.
S tlrC em nara vender "R"8 denlifricedo
S Roaar0^C,4P par? de,,les- Hna lar8a do
SATrf'S 36 s?ondo andar.
ibei-
coBr7!uia.'?9- am 8ili0 em-Belieribo de baixo,
oTlioCiinU,?' S0n,JDa5la"les commodos, lendo
le Z mesmot, "e noir'nCu,H ; nb. se
soa forra ou cscrava! p & de u,na Pes"
Na rn> da I',,, >'"' '"balliar com cava! os.
dsa-se'deTmc^mWt'Xto0 "V"*"" >"
ZJ^Jf*'*' dC T padeiro 1" emenda de lodo
o -ervico de urna padaria, par, rra ,la
K3L: rrfemprele;4der' *? alerrPoTa Bot
Vta, padaria n. 41, que achara com quera tratar.
AIugfe-SH a loja do sobrado do aterro da
Boa-Vista n. 4-9
a quem comprar urna armaro de louro, que na
mesma czule, e que pode servir para qualquer esla-
belecimento, menos para taberna : a tratar na mes-
ma ra, taberna n. 42.
Precisase de urna ama qoe saina cozinhar e
engommar, para urna casa de pouca familia : ua ra
Augusta M17, casa da quina.
A,- "=!""-'-'""" Hu icz joaoi'erra;
liveiraa Joe Antonio Chaves de Albuquerque,
399000 rs. (!)
Precisa-se de um menino de 12 a 14 anuos
raueiro de taberna : na ra do Hospicio o. A,
preferencia aos chegados lia pouco.
nT A ra do l,09P'll Pedro H, precisa com
400 prancliftes de louro lascado : quem quizer
der, enlenda-se com o director Antonio Jos C
do Crrelo.
Fugio do bordo do hiate Castro o prelorno
de nome Jnaquim, de idade 30 anuos pouco mais
menos quando anda abre os dedos dos ps para os
dos, e he bastante barbado; levou vestido camisa
algodozuho vell.a c calcas azues novas ; descon
se que segmo o cammlio da cidade de Olinda 1
serlo, d onde he natural. Boga-seas autor!
para
d-se
prar
ven-
Goraes
rriou
lio
ou
la-
de
a-
para o
idad
lam
, .' -------.., ,------- <-!! as auliiriil;
pohciaes e capitaes de campo que o apprehendan
levem-oa lora de Portas na do Pilar 11.145 que
rao generosamente gratificados.
Atuga-se urna cellenle casa cora muito bons
commodos^ sita no Campo Verde : a Iralar na ra
de S. (louralo 11. 34.
Na noite de 5 para 6 do corrente furtaram do
engenho Mussupiuho, freguezia de S. Loqrenro da
Matta, douscavallos de estribara, selladoseenfVeia-
dos. sendo um russo grande com as crinas compri-
das, 110 lombo nina grande beiiga.eoferro noquar-
to direilo com as lettras M. C. f,. ; e oulro tambem
grande, cor rozllio, com o ferro 110 quarto direilo
le Antonio Monleiro de Farias, e anda bem baixo :
quem .talles souber, dirija-se ao mesmo engenho,
que sera generosamente gratificado.
O padre Joaquim d'Assumpro Saldanha, aca-
dmico do lorceiro anno jurdico, propoe-sc a dar li-
ces de lalim, francez. gcnmelria c gcouraphia : em-
pregar lodos os esTorciw possiveis no bom desempe-
nho do magisterio. As pessoas que quizerem ulili-
sar-se de seu prcslimo procurcm-o na ra Nova, ca-
sa n. 21, lerceiro andar.
Precisa-se dc um caixeiro para padaria : na ra
Dircita n. 82.
Attenqo.
Pedro Alfonso Kigueira, mudou sua enrader-
naco do Paleo do Carmo, para a ra dasTriuclieiras
i,. D. 61.
Os hachareis Angelo Henriques da Silva e Egi-
dio Uenriques da Silva advogam : podem ser procu-
rados na ra de Hurtas n. 22.
Manoel de Lizarralds, mudou seu esrriptorio
daruadaCadeia n. 12 para a ruada Cruz 11.13.
segundo andar.
Arrenda-se um bom sitio em S.Amaro.com boa
casa, suas fruteiras, e pasto para doze vaccas : quem
o pretender dirija-se ra da Gloria n. 70.
Precisa-se de um caixeiro, que tenha pratica de
pharmacia, ou mesmo sem ella, e que d fiador a
sua conduela : na roa Nova n. 53.
0.aba.o assignado faz ver as pcsqoas que tem
penhorescm seu poder, de os vir lirar at o fim do
correle mez.Antonio Manoel da Silm Maia.
Precisa-se comprar urna prela de meia idade,
que saiba cosinhar e engommar com perfeico, e le-
ha boa conducta: naprajada Independeueia 11. 3,
loja.
Calcita de retratos a oleo e da-
guerreotypo.
Cincinato Maviguier, retratista e pcnsinoWa dcS.
M. o Imperador, sendo mil vezes ralo a lo magn-
nimo monarcha, va distribuir graluitamenle enlre
lodas as pessoas que forem a seu estabelecimento se
relralarem pelo systema daguerreot) po, estampas
onde representam .0 busto de S. M. o imperador, de-
senhadas e litographadas no Rio de Janeiro pelo
annunciante, em ponto grande. O annunciante tose-
jando que os seus palricios e amigos conservem a
lembranca deseu monarcha, por isso convida ao pu-
blico deslacapital para ver uezposicao que j prin-
cipiou satinado passado e finda quinta-feira, no seu
cstabclecioienlo, a expesicao do retrato de S. M. o
Tmperador, n ponto oalnral: no aterro da Boa
Vista n. 82 primeiro e segundo andares.
Aqla de desenlio e pintura.
Cincinato Mavignier, retratista e pensionista de
S. M. o Imperador, lem aberlo a sua aula de desenlio
a pedido de muitissimas pessoas que para esse fim se
empeuham.
Necessila-se de urna escrva ou escravo que se-
jabom cozmheiro e que entenda ludo perlencenle a
coziiba : no consulado americano n. 4, ra do Tra-
piche, ou1 no armazem de Davis & Companhia, ra da
Cruz n. 9.
~".A'np-se a ,0ia do sobrado n. 48, no fim da
ra do Sebo, 011 Trempe, muito fresca e, com sufi-
cientes commodos para morada : a Iralar no mesmo
sobrado.
. Na ra do Crespo n. 16, esquina da
ra das Cruzes, loja da viuva Brandao &
Irmao, precisa-se fallar com oSr. Estevao
Jos Paes Barreta, a negocio de seu inte-
resse.
Precisa-se contratar por empreita-
da, a construccao de urna coberta de te-
llia, sobre pilares detijolo ou columnas de
ferro, em um terreno murado., na ra de
Santa Rita prximo a' Ribeira^pertencen-
te a' companhia brasilea depaquetes de
vapor: quem estiver as circumstancias
de fazer este contrato com as necessarias
garantas, queira apresentar sua proposta
com toda a brevidade ao agente da dita
companhia: na ra do Trapiche n. 40 se-
gundo andar, aonde tambem se dar'
qualquer esclarecimento.
subdito portaguez, reli-
u.
0. lhereza Alexandrinde^uzaBandei-
: ra, proressora particular de primeiras lellras,
\ costura e bordados, acaba de eslabelecer den-'
1 tro de sua aula os dous ensinos degramma-
1 tica porlugueza e msica, havendo all mes-
I mo um piano destinado para o esludo das
! aprendizes ; no pateo do Paraizo, segundo
andar, junio a igreja, tratar-se-ha a respeilo.
Prccisa-se alugar ama criada, Iivre ou escrava,
que saina engommar bem, e cuidar de criancas, em
urna ramilla pequea : quenuesver nesle' caso, e
quizei conlratar-se, dirija-se casa n. 83 da ra do
Pilar das 8 s9 horas da manhaa, ou das 4 da tarde
asSdanoile; nao se duvida pagar generosamente,
sendo pessoa activa 110 servico, e liabit.
J. Jane dentista,
contina rezidir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
u ur. halnnn Olegario l.udgero Pinho mu-
dou-se para p palacete da ra de S. Francisco
(mundb novo) n. 68 A.
Precisa-se de urna escrava para o servico de
urna casa de pouca familia : na Toa do Hospicio 3-
casa nova direila depois de passar o qnartel
U Ur. Joao Honorio Bezerra de Mcnezes,
rormado em medicina pela faculdade da Ba-
hii, ofterece seus prestimos ao respeilavel pu-
blico desta capital, pudendo ser procurado a
9 qualquer hora em sua casa ra Nova n. 19,
segundo andar: o mesmo se presta a curar
J5 gratuitamente aos pobres.
O cantelista Salustiano de Aqoino Ferreira dei-
xou de vender cautelas das loteras do Bio de Janei-
ro desde de um auno que se ha do lindar nu dia 27 de maio de
18jo para a liquidarlo das referidas cautelas que an-
da exislem. por pagar.
Perdeu-se no dia 4 do corrente urna alacalde
cabello, encastoada em onro, com tres lellras J. T.
P!, a sahir do convenio de S. Francisco, at a ra
das Cruzes: quem a liver adiado querendo entregar,
dirija-se a ra larga do Rosario n. 39, que ser gene-
rosamente recompensado.
Ainda se precisa de nma ama forra u captiva,
para fazer lodo servico de urna casa de mui peque-
a lamilla, e que compre na ra : na ra da Coucei-
Ao n. 9, ou no escriploro desta Ivpograpbia, ra
das Cruzes. .1-01
HOMEOPATHIA.
Comarca do Cabo.
Manoel da Siquera Cavalcanti mudou-sc l
para o engenho Marlapagipe. Contina a dar
consultas todos os dias, e a tratar os pobres @
graluitamenle. ($
S:Ke
O Sr. Jos Marlins de Castro, queira apparecer
na ra do Livramenlo n. 25, a negocio. .
A mesa actual da irmandade do SS. da fregue-
zia de S. Fr. Pedro (loncalves do Recife, convida a
lodosos irmaos a comparcCerem no consistorio da
mesma, no domingo 11 do corrento as 10 horas da
manhaa, para se fazer nova cleicSo.
,No dia 6 do corrente, perdeu-se nhia cartira
desde a loja do Porto & C. na praca da Indepen-
dencia, at onecen do Noronha, contando cm sedu-
las 6009 e lanos mil rs., 4 moedas em onro de 20
rs., e 2 de 16 rs., e urna lettra de 200 e tantos
mil rs., sacada pelos Srs. Rocha & l.ima, e aceita em
16 de maio ; pelo que se roga a quem a liver adia-
do qoeira ir entrega-la n ra do Vigario n. 16,
taberna de JoSo Siraao de Almeida, aondo receber
100 rs. de gralificacao.
Casa da afericao, na ra das Aguas-.
Verdes n. 25.
O aferdor participa, que a revisao leve principio
no da 1 de abril correle, a finalisar-se no dia 30
de junlio prximo fuluro: segundo o disposlo no
arl. 14 do regiment municipal.
Aluga-se o 2 andar e soiao do sobrado n. 14 da
ra das Larangeiras, com bons commodos : quem o
pretender, cntenda-se no t andar do mesmo, ou na
ra da Aurora n. 48,2 andar.
Precisa-se de urna prcta escrava, que cozinhe e
faca o mais servico de urna casa de pequea familia,
naga-sc bem : a Iralar na rua da Cadeia do Recite
p.23.
Trapassa-se o arrendamento de
um sobrado de um andar, na ua da San-
ta-Cruz, freguezia da Boa-Vista, com al-
gunscommodo3e dousquintaes separados,
boa cacimba, a'quemquizei-pagar ummo-
dico precio pelas bemfeitorias ha pouco
leitas no mesmo predio", consistentes em
forro de papel, e esteira da sala dente
e de um quarto, c outras que s vistas : o
pceo da renda he commodo : a' tratar
na mesma rua casa n. 78.
& O bacharel formado em malhema- 4^
^ cas, BernardoPereirado Carmo Juuior, en- ^
^ sina anthmctica, algebra e geomelria, das @
^gs 4 as oe meia horas da tarde : na ruaNova'^a,
sobrado 11. .6. ^
Aluga-se um molcque de 16 17 annos, pro-
pnopara qualquer servico : nasCinco-Ponlas n/66.
Precisa-se de um caixeiro de 12 a 13 annos,
anda lendo pouca pratica de negocio : na rua do
Rosario da Boa-Vista o. 53.
Quem liver alguma casa terrea para alugar,
em boa rua, e que tenha quintal e cacimba, e sen
alugnel nao exeda.de 109000 rs. : a peina q.10 li-
ver dirija-se ao quarlel que fui de polica, a cnleii-
der-se com o Sr. capitao-maudanle.
Precisa-se alugar nma escrava", fiel, que saina
berrt engommar, coser c fazer mais servico de urna
casa de familia, paga-se bem : na sua Direila 11. 131,
por cima da botica do Torres.
A pe.sna que aununciou querer comprar livros
instrumentse mais pertences de ensino nuticos :
dirija-se rua do Vigario n. 5.
Jos Cict.no Pereira,
rase para fra do imperio.
Precisa-se fallar com o Sr. Antonio
Pinto Soares, a negocio urgente: na rna
do Trapiche Novo n. lof segundo andar.
No escriptorio de Novaes & Compo-
nhia na rua do Trapichen. 54, primeiro
andaiy tem para vender por pre^o com-
modo chapeos do Chile de todos os tama-
nhos e qualidades, ditos de feltro todos pre-
tos ; assim como rosarios de missanga de
todas as crese tamanlos.
Aluga-se um sitio com casa devivenda no lu
gardos Afogadosna rua de San Miguel 11. 39: a Ira-
lar na rua da Conceicao da Boa Vista n. 58.
"~it_ ^" "a'>e londo de ir a Europa, deixa por
seu bastante procurador e ua administraran da sua
casa commercial. o Sr. K. I. Schmeltau.
Desencaminhou-se dc Macei para esta cida-
de, urna lelra n. 56, da quaulia de 115,Tprazo de
sels'I'es' "cada p Joaquim de Oliveira Maia,
em 21 de marro passado, e aceita pelo Sr. Joaquim
de Azevedo Villaroucn, em consequeiicia do que o
sacante da referida letra previne ao publico, para
que nenhuma pessoa faca transacao com a menciona-
da letra, por ja se adiar prevenido o aceitante, para
o a pagar ao abaixo assignado.
t Joaquim de Oliceirq, Maia.
Quem precisar de um pequeo com pratica de
taberna : Irale na rua da Cadeia do Recite n. 23.
O Sr. Emilio Xavier Sobreira de Mello tem
urna caria na rua do Qneimado 11. 14, loja.
RAPE PRIHCEZA
DO
RIO DE JANEIRO.
liROSSO MEKH.R0SS0 E FIM.
DA FARRICA DE
ESTEVAO' GASSE.
O deposito geral na run da Cruz do Recite n. 23
contina a ler as qualidades de rap cima; bem
como o novo AMAREI-INUO. O seu fabricauto he
a mclnar recommendacao, que este novo rap pode
ler, pois he um dos mais antigos fabricantes do ra-
p de Lisboa; c que na cuiifeicao de todas estas
qualidades tem mostrado o emprego do melhor
systema, avista do lougo tempo que se conserva
fresco, c sempre com o melhor aroma.
Sabbado passado das 7 > as 8 horas da noile,
dcsappareceu da porta da toja do Poma lean, um
cachorrinho de raca, edr prela, e os ps cor de fo-
go, prometi a quem lhe der noticias delta ou a
quem lhe quizer entregar.uma boa recompensa.
- Aloga-se um negro proprio para servir casa es-
trangeira deque lem pratica. e tambem urna mua-
la com habilidades para casa de familia: ua rua No-
va n. 43.
Precisa-se alagar am pretb para Irabalhar era
rcfinacAo : na rua da Concordia n. 8.
CHftYSTLOTYPO.
Gabinete enriquecido de bellas pinturas,
pelo antigo e novo estvlo, no aterro da
Roa-Vista n: 4, terceiro andar."
J. J. Pacheco, ventajosamen-
te conhecido as principan, pro-
vincias do Brasil, he chegdo ha
pouco lempo dos Estados-Uni-
dos d'on.te trouxe a melhor ma-
china e o melhor melhodo de re-
tratar que tem apparecido nos
no Brasil como em toda. Euro-
pa. O sea 'Irabalho nao he inferior ao de seus ha-
bis meslres Mrs. Insleys e Gurneyi da cidade de
New-York, e elles mesmos tiveram occasiao de exa-
minar seas retratos e acbarem-nos magnficos. Oito-
cenlos,c tantos retratos leem sido lirados nesta cida-
de pelo annunciante das priucpaes pessoas, que lan-
o o tem honrado e a qnem lano o artista se confes-
s. grato. He chegado ha dias da America para esle
eslabelecimento um cem numero de .objectos para
collocar os retratos, constando de explendidas cai-
xas, rqoissimos quadros dourados e demogno, alli-
netes,'redomas c aoneis. Os vidros para os retratos
sao do urna grusaura, admiravel, o que muito con-
corre para que sobrs-siiia a pintura isenla das bo-
litas e outras imperfec,es que se encontram nos vi-
dros ordinarios. O artista,tendo de seguir muito
breve para a corte* previne' a lodas as pessoas que
deiejarem urna perfeila scmelhanca df suas feires,
possuindonm retrato claro e traros perfeitos eiulel-
iigiveis, e cores fixas e naturaes, isenlas de soflre-
rem a mnima alterarlo com o tempo, que queiram
diguar-se procura-lo lodos os dias quer esteja o tem-
po claro ou. escaro. No mesmo eslabelecimento
produzem-se copias liram-se grupos de familias,
preparam-se algumas coinposirOeschimicas, superio-
res as qu veem de fra, e vendem-se lodos os prin-
cpaes procesos do daguerreolypo e mesmo do novo
Irabalho, pela quanlia de400000, prometiendo des-
robrir Indos os misterios deste Irabalho e que tem
sido a ruina no crdito de militares de artistas. Qual-
quer material ser vendido a dinheiro i vista. O
respeilavel publico contina a ser convidado a visi-
tar o estabelecimento embora nao queiram retratar-
se. As familias que liverem de retratar mais de 6
pessoas teram um abalimenlo nos precos.
Aluga-se urna boa sala, alcova e quarto, de am
andar na roa do Queiraado; a iralar na mesma rua
n. 21.
O abaixo assignado. no dia 15 desle mez abre,
no primeiro andar da casa n. 14 da roa do Queima-
do, urna aula para ensinar a fallar e escrever o in-
glez. Para maior commodo dos alumnos haver duas
classes; urna de- larde e outra de noile : as pessoas
que quizerem frequentar qualquer tiestas duas clas-
ses, se serviro entender-se com o abaixo assignado,
no escriptorio da companhia de seguros, Ulilidade
Publica, do meiodia at 3 horas da tarde.
Jos da Maya.
Ao barato.
Boavenlora Jos de Castro Azevedo, com loja e fa-
brica de chapeos na rua Nova n. 52, junto a caa da
I lima. Cmara Municipal, tema satisfazlo de annun-
ciar ao respeilavel publico desta cidade e particu-
larmente aos seus amigos e freguezes, que coinprou
em leilan um grande sortimeuto de chapeos, miude-
zas e calvados de todas as qualidades, e que os est
vendendo pelos precos abaixo mencionados : sapatos
de bezerro para homem, o par 18000, ditos decouro
de lustre francezes para senhora a 1)000, bico de
porp lioho para tal los de vestidos, a vara 500, fran-
ja para toalhas, a vara a 100 e 120, mcias pretas de
seda para homem a 500 rs., urna duzia de grampas
para cabello por 10 rs., quairo novellos de fortes li-
nhas de cores por 20 rs., meia duzia de agulheirus pur
20 rs., c outros muitos objectos,'que por elles nao se
eiigeilam lucro por mais diminuto que soja.
_ Ainda se precisa no sobrado da rua de S. Fran-
cisco n. 8, de urna escrava por aluguel: quem a li-
ver dirija-se ao mesmo sobrado.
A pessoa que annunciou urna ama paPa casa
de um homem soltciro, dirija-se ao pateo da Penba
D. 6.
Offerece-se ;uma pessoa bastantemente habili-
tada (como mostrar a quem couvier) uflo smente
pelos conheciiueulos Ibeoricos, como pela nao inter-
rompida pratica de 4 annos, para lcccionargram-
matica portuguesa, e latina, anda mesmo por ca-
sas particulares, mediante um preco rasoavel que se
convencionar : a pessoa que se quizer'utilisar di
seu presumo auiiancie para ser procurada, ou diri-
ja-se rua da^.'iCruz n. 86.
Na rua da Sbedade n.70, ha grande varieda-
dedcroseiras de qualidades novas, muito differeiites
entre si, para os senhores que dellas se quizerem
servir, e aplanlarem melhor seus jardius para recrcio:
assim como lia outras umitas Dores.
No dia 5 do corrente furtaram'da
porta da alandega tres barris e quatio *
meios ditos de manteiga francesa : roga-
se as pessoas a quem forem olerecidos,
queiram toma-Ios e participar na rua da
Cadeia n. 40, terceiro andar, aonde se
dar' urna gratificarlo.
LOTERA DO RIO DE'JANEIRO.
Acham-seavenda os btlhelesda lotera
18 do theatro de Nictheroy, a qual correu
no dia 29o.i 50 do passado, as listas se es-
perara, no dia 14 do eorrente pelo vapor
Imperador a entrega das quaes serao
pagos os premios.
.Al"ga-se urna casa terrea grande,
cm Olinda rua da Rica de San Pedro com
tres salas, tres quartos, cozinha grande,
copiar, quintal grande murado com por-
tao e cacimba, cu jo aluguel he de 14$
mensaes: quem pretender dirja-se a An-
tonio Jos Rodrigues de Sonsa Jnior,
ruadoCollegio n. 21, segundo andar.
O arrematante do imposto da aguar-
dante consumida no mujiicipio do Reci-
te, avisa a todos em geral, qiie por algum
motivo estao a dever ao mesmo contrato,
qnc do dia 10 do coirenti; em diante, pas-
sa a tirar os restos dos executivos confor-
me a lei, paca-liquidar atei 50 do corrente.
_ Aluga-se a loja do sobrado da rua Direila n.
45, com bastantes commodos: quem pretender di-
rija-se a mesma ou a rua da l.'raia de Sania Bita
n. 37.
F. Dragn retira-sc para a Bahia.
Quem precisar alugar um escravo prelo para o
servico de casa e rua, e para qu alquer armazem, ca-
palazia, trapiche 011 prensa :''.liriga-se u qualquer
hora do dia i rua da Solcdade no silio dos quairo
lees, que adiar rom quem tratar.
Arrenda-se nm silio na Boa Viagem com plan-
ta decapim, arvoredos de finetas e Ierra para plan-
tar: quern pretender dirija-se ao paleo da matriz
de Santo Antonio h. S.
Precisa-se de urna pessoa que se enrarrrgtiede
acabar de ensinar a tar, escrever e contar bem, e
grammalica porlugueza, a dous pequeos: na rua
da Sen/ala Velha n. 70, segundo ou lerreiro andar.
Francisco Joaquim da Silva, subdito portu-
gus, relira-se para fra da provineia.
ATTENCAO'.
Na rua do Trapiche Novo n. 14, acha-se nova-
mente um ptimo hilhar para se divertir a rapazia-
da, assim como havern das duas horas da tarde cm
dianle bello caf muilo bem fe i lo e eom aceio, o lo-
do e qualquer refresco e bebidas, que se procura as
casas desta ordem, etc. etc.
Na rua dns Marlyrios n. 14, srdir quem tem
para vender diversas obras de onro sem feitio, como
sejam ; 1 lindo alfiuele para senhora, brincos, 1 bo-
nita corrente, 1 annclao com 5 diamantes, 1 enroa,
1 resplandor, sendo ,um maior e oulro mais pe-
queo. 1 imagem da Conceicao. 5 enleiles para cin-
tero de menino, 2 figs e uns cora/es para menino,
ludo obra com pouco aso e muito precisa.
COMPRAS.
Compra-se o Jornal do Commercio n. 154 de 4 de
junho do auno passado, e os supplementos ao mesmo
jornal ns. 158 e 160 de 8 e 10 do dito mez : na li-
vraria da praca da Independencia n. 6 e 8. '
Compra-se escravos de ambos os sexos e pa-
gao-se bem,assim como tambem se recebem de eom-
missao : na roa Dircita 11. 3'
Compra-se urna casa terrea, sendo em roas fre-
quenladas e no bairo de. S. Antonio, ou S. Jos :
quem tiver annuncie por este Diario.
Compra-se prata brasileira e hespa-
nhola : na rua da Cadeia do Recife n.
24, loja de cambio.
Compram-rse elfecti va mente cobre,
latao e bronze velho : na fundicao de ier-
ro da ruado Rrum n. 6, 8 e 10, passan-
do o chafariz.
Compram-se casas terreas ou so-'
brados de urri andar : na livraria n. 6 e
8 da praca da Independencia se dir'.
Compra-se urna casa terrea na rua das Cruzes,
em bom estado: quem se adiar em circumstancias
de vender, dirija-se i rua larga do Rosario, tabrica
de cigarros a. 41.
Compra-se urna prela que cosa e engomme
bem, e ama dila quitandeira: na rua da Cadeia do
Recife, loja n. 64. ,
VENDAS
DICCIONARIO DE CONVERSACAO'.
Vendc-so o diccionario de conversacao e de leiln-
ra : na livraria n. 6 e 8 da'praca da Independen-
cia.
Na rua da Penba n. 23, primeiro andar, se di-
r quem vende 1 relogio patento suisso, caixa de ou-
ro, com urna corrente com chave para o mesmo, 1
dito caixa de prata dourada, o tomo primeiro do Ge-
nio do Christianismo, o lomo segando da Igreja Mi-
litante, ou se comprara os lomos que faltara para
completar as duas obras.
Vendem-se saceas com milho muilo superior,
sem furu, por preco commqdo ; no caes do amos
n.4.
Vende-se urna batanea romana com lodos os
seus pertences, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se i rua da Cruz, armazem n. 4.
Vendem-se 8 escravos, sendo 2 pretos mocos e
6 escravas de bonitas figuras com varias habilida-
des : na rua Direila n. 3.
Vende-se o sobrado de dous andares n. 7 darua
dos Burgos: nesta Ivpograpbia se dir quem Vende.
Vende-se um par de perneiras novas, pira o
lempo presente, por barato preco : na rua-da Cru
n. 21.
Vendem-se relogios de ouro,
j bem conhecidos, e papel de peso,
crever pelos paquetes inglezes, fio
para sapateiro e alfaiale, linhas
rlel: em rasa de Russell
rua da Cadeia do
Arados americanos.
S Vendem-se arados americanos chegados ol-
limameule dos Estados-Unidos, pelo haralo ft
A preco de 40JJ0OO rs. cada um : na ruadoTra- 2
pidie n. 8.
S
' Milho novo.
Vendem-se saceas com milho novo, pelo haralo
rcco de 33000 rs. cada urna: na roa do Passeio Pu-
licon.17.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODAO
DA FARRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-se o superior panno de algodao
desta fabrica, 'proprio parajaccos e roupa
de escravos : no escriptorrFde Novaes &
Companhia, rua do Trapiche n. 54, pri-
meiro andar.
Vende-se manteiga ingleza nova, para bolos de
S. Antonio eS. Joo, i 480 e 640,e cartas de tra-
ques fortes 140 : no paleo do. Carmo esquina da
rua de Hortas taberna n. 2. ,
Vende-se am expeliente terreno nos Allegados,
silo em frente da igreja de N. Senhora da Paz, com
ptimas proporcOes para edificacoes, e por preco as-
sas commodo : na rua do aterrada Boa-Vista 11.42.
No paleo do Carmo, taberna n. 1, vndese
manleiga*lngleza n. 640 rs.
Vende-se na rua Dircita n. 19, muito boa ce-
vadinha a .400 rs. a libra, sag a440 rs. muilo
novo.
^DEPOSITO DE VIJMOCHAMni
PAGNE. jg
Vendem-se gigos com garrafas e &
meias garrafas de champagne do
ja' bem'condecido e acreditado au-
tor Josep Perrier, por mdico pre-
co a' vista dae.vcelfem*equalidade:
na rua do Trapiche n. 11.
Vendem-se fogOes americanos chegados ltima-
mente dos Estados-Unidos: na rua do Trapiche
n. 8.
Vendem-se 4 escravos, 1 mulato de 20 annos,
1 moleaue de 17 annos, 1 prela Uvadeira e engom-
madeira, 1 preto de 40 annos e 30 travs de pao dar-
co : na rua iarga'do Rosario n. 25.
Vendem-se corles de casemra de cores rielo ba-
rato preco de 4*100 rs. dinheiro a vlsSiXtosde
3 portas n. 3, ao lado do arco de S.Xtemo .<
FARINHA DE MANDIOCA
muito superior e em saceas de 2 lj2 al-
queires por prjo commodo: trata-se na
ruado Amorim n. 54, armazem de. Ma-
chado & Pinheiro, ou na rua do Vigario
n- !9. segundo andar, escriptorio dos
mesmos. M
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicSo de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender'
moendas de cannas todasde Ierro, de um
modello e construccao muito superiores.
Na botica da rua larga do Rosario
n. 5G, de Rartholomeu F. de Souzay ven-
dem-se pilulas vegetaes verdadeira arro-
be raffecteur verdadeiro, salsa de'sands
verdadeira, vermfugo inglez'(emvidro)
verdadejro.vidros de bocea larga cm ro-
Iha de 1 at 12 libras. O annunciante af-
fianca a quem interessar possa a veracida-
de dos medicamentos cima, vendidos em
sua botica
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora* em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO n
rua do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Marirdia ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logaras
evistem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. Ot
precos sao' os mais commodos.
No armazem de'Miguel Carneiro, ruadoTra-
Dl'" 'endem-se chapeos de castor branca e preto
a ocOOO.
Vende-se com cavados ou sem elles um
carro de 4 rodas, com 6 asientos, muito
forte e eom pouco uso,' e um lilbury em
bom estado : a fallar na praca da nde-
18e20.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior MgBSKi, fa-
bricada no Rio de JataTO, che-
gada recentemente, rc?iimen-
k da-se aos senhores de engeni.o os
'seus bons eleilos ja' experimen-
i tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
&
Vende-se 1
(1 nal (lacle a
tos gneros
! superior
r precos muito em cont:
na rua Direita n. 27.
A 500 RS. A TARA.
nm trancado branco de puro linho. muito cn-
corpado : na loja da esquina da rua do Crespo que
volta para a cadeia.
Vende-se no caes do Ramos, armazem n. 2,
farinha em saceas, de superior qualidade, por me-
nos do que em oulra qualquer parte,
Toda atlencao, que he milito barato.
Na loja de Leopoldo da Silva Queiroz, rua do
Queimado n. 22, vende-se corles de vestidos de ba-
ado e barra muilo bonitos a, 4!500 rs., dilos de
cassi. chita fazenda superior.-! .2J000, casemiras de
algodao bonitos padroes e encorpadas a 340 rs. o co-
vado, cortes de cuteles de fuslao.dos mais modernos
a 1S200 rs. cada um, dilos gorgorito de -seda, ditos de
setim lavrado de bom goslo a 58000 rs., chapeos de
sol de seda com excelentes cabos a 6400, ditos
pretos para cabera de bonitas formas francezas a
680O r.,corlesde casemira de coresa|53200,merins,
princezas, panno fino.chitas de cores fuas c bonitos
padroes a l80e200rs. o covado, lencos de relroz,
maulas de seda, chBles de dita os mais modesnos, e
outras mais fazendas que a vista do comprador se
dir o preco.
Vende-se um molerole de naco, de 20 23 an-
nos de idade pauco mais ou menos, sem vicios nem
achaques, bonita figura, c perito ofiicial* de sapa-
teiro, o qual faz por semana 3 nares de obras : a
tratar na rua da Cadeia do Recite, loja de ferragens
n. 56.
Quem os vir, nao deixa de comprar.
Na loja de Leopoldo da Silva Queiroz, rua. do
Queimado n. 22 existe um sortimento de chales de
algodao de bonitos padroes, que se vende pelo di mi-
nuto preco de 18000 rs., cada nm. para acabar.
Vende-se panno|dc linho, largura de 10 palmos,
proprio para lences de cama, pelo barato preco de
29000 rs. a vara : na rua do Crespo ao lado do arco
dc S. Antonio loja n. 3.
Vende-se por mdico preco urna porc,3o de
oaihros e curdas para audaimes. que s servirn) em
urna obra de 2 mezes : Iralar na rua dos Marlyrios
n. 6, segundo andar.
Velludilho preto.
Superior velludilho preto paraboneles de mon-
tara para senhoras o meninos, porbaratissimopreco:
na rna da Cadeia.loja de chapos de Vieira panhia, n. 46.
QUEIJOSE PRESUNTOS.
Nn rua da Cruz do Recite no armazem n. 62. dc
Antonio Francisco Marlins, se vende os mais supe-
riores queijos londrinos, presuntos para fiambre, l-
timamente chegados na barca ingleza t'alpa-
raito.
FARINHAT3E MAJfDIOCA.
Vende-se a melhor farinha de mandioca
que ha no mercado, a bordo do brgue nacio-
, nal Inca, e da escuna Zeloza chegada de S.
Camarina para p'orcdes, no que se far aba-
le empreco: trata-se com os consignatarios
no escriptorio da roa da Cruzn. 40, primeiro &
andar. =?=
N. B. Para maior vanlagem dos comprado-
res, podem diricr-se ao Forte do Mallos e
junto ao trapiche do algodao chamar para
bordo, que se manda loso o bote i Ierra.
so um cabroirt com sua competente
coberta e arreios, ludo quasi novo ; assim como 2
cavallos do mesmo j ensillados c mansos : para ver,
ua cocheira do Pedro ao pe do arsenal de marinha, e
para Iralar, na rua do Trapiche Novo n. 14, primei-
ro andar.
' n| CHAPEOS A O.sOOO. B|
^JBL. Superiores chapeos dc ^sKaV.
seda francezes, modernos, pelo barato
preco de 6000 : na loja e fabrica de
chapeos de Joaquim de Oliveira Maia,
na praca da Independencia n. 24 a 50.
Na rua do Queimado n. 1
vendem-se pelles de guar muito superiores, .chega-
das diurnamente doMaranhao.
Vende-so urna armacao e balco, ludo de ama-
rello, enveruisado, 011 aiuga-se a loja n. 3 do aterro
da Roa-Vista, com elle: a fallar na loja n. 1.
Vende-se urna escrava do mallo, parida ha 3
mezes, e com oulra lilha mulatinha de 4 para Sali-
nos, muilo galante, pelo barato preco de 9008000,
urna neara com 24 annos, cozinheira, lavadeira e
quitandeira, um negro de naoao. com 32 annos : na
rua da Senzala Vclba n. 70. segundo ou lerceiro an-
dar se dir quem vende.
Carro e cabriolet.
Vende-se um carro de 4 rodas com 4 assen-
tos, c um cabriolet, ambos em pouco uso, urna
;- boa parelha dc cavallos e um cavallo para ca-
briolcl, ludo por commodo proco : na rua
p Nova, cocltrira de Adolpho. @
@@s@
Veudc-se rap igual ao de Lisboa, a 28000 :
na rita da Seuzala Velha n. 70, segundo ou lerceiro
andar.
Vende-se um canoa de carreira, nova, de a-
marcllo, inlcii ira com ciiibiuios,pintada e prompta :
110 lim da rua da Concordia, 110 eslaleiro de carpin-
teiro, a fallar eoii o Sr. Jos Carvalho da Fonseca.
Vende-se urna prela moca de boa couducto,
eom bom leite, e com urna filha mulalinha muilo
titula d ti mezes, a prela cozinha bcra, engomma,
cose, lava, c faz lodo o mais servico do casa : na
rua dos Quarleis 11. 24.
Vende-se urna casa terrea de taipa, era chaos
proprios, rom 32 palmos de frente, c cacimba com
boa agua polavcl, 110 lugar denominadoBecco das
Crenlas na Capuuga : a Iralar-se na rua de San-
to Amaro sobrado de um andar, defronte do becco
imiuedialo a na de S. Bom Jess das Crioulas.
Vendem-se relogios de ouro e prata, mais
barato de que em qualquer ,outra parte :
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Chapeos pretos francezes
a carij, os melhores e de forma mais elegante que
tem vindo, e outros de diversas qualidades por me-
nos pre^o que em oulra parte : na rua da Cadeia do
Recite, n. 17.
jto da fabrica de Todos os Sntoma Babia.
l em casa de N. O. Bieber & C, na rua
T. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
prin para saceos de assucar e roupa de es-
or preco commodo.
Vendem-se em casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na praca do Corpo Santn. ll,o segninte:
vinbo de Mancille cm caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em novellos ecarreleis, breu em barricas muilo
grandes, ajo de milao surtido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rna da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de Vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamaulios, para
dito.

AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre^
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber Cruz, n. 4.
SANDS.
SALSA PARRILHA.
Vicente Jos de Brito, nico agente em Pernam-
buco de B. J. 1). Sands, chimirn americano, faz pu-
blico que lem chegado a esta praca una grande por-
co de. frascos de salsa parrilha de Sands, que silo
verdadeiramcnle falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acaulelar os consu-
midores de Uto precioso talismn, de cahir nesle
engao, lomando as funestas consequencias que
sempre costumam trazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mito daquelles, que anlepoem
seus interesscs aos males e estragos da humanidade.
Portante pede, para que o publico se possa livrar
desta fraude e distingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recentemente aqui chega-
da ; o annunciante faz ver que a verdadeira se ven-
de tnicamente em sua botica, na rua da Conceicao
do llecite n. 61 ; e, alm do receiluario que acom-
panha cada frasco, lem embaixo da primeira pagina
seu nome impresso, e se achara sua firirla em ma-
nuscripto sobre o invollorio impresso do mesmo
traeos.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violo e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, schc-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
FARINHA DE TRIGO.
Vende-se no armazem de Tasso Irmaos, farinha de
trigo de'toda* as qualidades, que existen no mer-
cado.
Na rua do Vigario n. 19 primeiro andar, lem pa-
ra vender-se chapeos de castor brancpor commodo
prejo,
Agenciada Edwtn Miw.
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon
& Companhia, acha-se constantemente bons sorli-
mentos de laixas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., di las para a rmar em madei-
ra de todos os tamanhose modelos osmais modernos,
machina horisontal para vapor com forra de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslnhado
Cara casa de purgar, por menos preco que os de co-
re, esco vens para navios, ferro da Suecia, e fa-
llas de (landres; tudo por barato preco.
> Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, Oor precos commodos: na rua do
Trapiche Novo n. 16.
Vende-se um completo sortimento de fazendas
pretas, como : panno fino prelo a 3}000, 4000,
53OOO e 65000, dito azul 3J000, 48000 e SjfOOO, ca-
semira prela a 29500, selim prelo muito superior a
3S000 e 4JO00 o covado.sarja preta hespanhola 2JJ00
25500 rs., setim lavrado proprio para vestidos de se
nhora a 25600, muitas mais fazendas de inuitasquae
ldades, por preco commodo: na ruado Crespo loja
n. 6.
Velas de carnauba.
Na rua da Cruz n. (5, segundo andar, vendem-se
velas de carnauba, puras c compostas, feilas no Ara-
caty, por menos prer,o do que em oulra qunlaucr
parle. *
Vendem-se cobertores brancos dealgodSo gran-
des, a 18440 ; ditos de salpico tambem grandes, a
15280, ditos de salpico de tapete, a 18400: na rua do
Crespo luja n. 6.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco- commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em cant)
sem despeza ao comprador.
Vendem-se cobertores de algodao grandes a 640
rs. e pequeos a 560 rs. : na rua do Crespo nume-
ro 12.
Bichas de llainburgo.
No anligo deposito das bichas de tlamburgo, rua
eslreila do Rosario n. 11, vendem-se as melhores bi-
chas de llamburgo aos ceios e a retalho, e lainbetn
se aliigam por menos do que eui oulra qualquer
parte.
......#
Na rua do Crespo n. 237
' vendem-se chitas largas francezas, padroes es- J
g euros e cores fixas a 240, cortes de casemiras ?
finas e modernas a 48500, ditos de meia case-
mira a 19600, esgniio de linho muito fino a-
9 18120 a vara, casemra prela fina a 58000 o
B corte, panno fino de lodas as cores a 39000 o
9 covado, chales de la escores a 800 rs., lenco*
9 de cambraia de linho a 480e 640, chita larga
9 com algum mofo a 200 rs., merino com duas
larguras a 18600, riscados francezes, largos e
decores fixas 180, e outras mnilas fazendas O
por preco muilo barato. M
:#
ATTENgAO'.
Na rua Direila n. 19, ha para vender os getros
seguales: ?
Manteiga ingleza superior. 560
A mendoas descascadas. J20
Boiachinhasde aramia era latas de 6 28300 o
Mlfingleza. 240
lalliernn, macarrao e aletria. ., >380 a
Cha hysson muito superior. 29240
Dito brasileiro. 1 llSOrj s
Espermaeetea 900 e 720
Viuho do Porto engarrafado (sem casto). 640
Dito de Lisboa.
Tnucinho de Lisboa.
Tijollp de (impar laceas.
Farinha de araruta.
De tapioca.
Todos estes gneros se responde pelas qnalida es
Chumbo.
Venderse chumbo cm barra e lencol : no amia-
zem.de Eduardo II. Wyall, roa do Trapiche Novo
n. 18. '-.-"
Nos quairo cantos da Boa-Vista n. 1, vendem-
se lamancos do Porto para homem o senhora por
barato preco, para acabar.
400
400
140
200*
140 >
8
Deposito de vinho de cham-|
pagne Chateau-Ay, primeira qua-]
lidade, de propriedade do condi]
de Mareuil, rua da Cruz do Be- |
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende- \
se a 56 se nicamente em casa de L. Le-.3
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fbgo |
Conde de Mareuil e os rtulos
das garrafas sao azues.
RELOGIOS INGLEZES DE PATENTE
vendem-se por preco commodo em casa
de Barroca & Castro, na rua da Cadeia do
Recife n. 4.
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Henrique Gibson:
vendem-se relogios de ouro de saboneta, de paten-
te inglezes, da melhor qualidade e fabricadas em
Londres, por preco commodo.
Na rua do Vigario n. 19 primeiro andar, tem i '
venda a superior fianella para forro de sellins che-
gada recentemente da America.
Vende-se sola muito; boa, da melhor que ha
no mercado, em pequeas e grandes porches, pelles
de cabra e esteiras de palha de carnauba, chegado
ludo ltimamente do Aracaly: na rua da Cdeia do
Kccifc o. 49, primeiro andar.
' Cera de carnauba.
Vande-se cera de carnauba do Aracaly: na rua
da Cadeia do Recife n. 49,'primeiro andar.
Vende-se para liquidaeao urna das melhores e
mais acreditadas tabernas da rua do Collegio, propria
psra um principiante por se fazer vantagens que cer-
lamente agradartlo ao comprador: a Iralar na ruado
Amorim n. 48, armazem de Paula & Santos.
Vende-se um exeellenle carrinho de rodas
mui bem construido, embom estado; est-exposto aa
rua do Aragao, casa do Sr. Nesme n. 6, onde podem
os pretendentes examina-lo, e tratar do ajusta com
o mesmo senhor cima, ou na rua da Cruz no Recita
11. 27, armazem.
PAUTO'S DE ALPACA FRANCEZES.
Grande sortimento de palitos de alpaca e de brm:
na rua do Collegio n. 4, e na rua da Cadeia de Reci-
fe n. 17 ; veudem-se por preco muito commodo.
Moinhos de vento
i-ombombasderepuiopara regar hortas c baixat
de capim, na fundicao deD. W. Bowman : na ru*
do Brum ns. 6,8 e 10.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do. Porto, em
barris de 4., 5. e 8.: no armazem da rua
do Azeite.de Peixe n. 14, oua tratar no
escriptorio de Novaes & Companhia, na
rua do Trapiclien. 34.
Padaria.
Vende-se ama padaria muiloafreguezada: a Iratsr
com Tasso & Irmaos.
Aos senhores de engenho.
Cobertores escaros de algodao n 800 rs., ditos mui-
lo grandes e encorpados a 18400 : na rua do Crespo,
toja da esquina qne volta para a Cadeia.
Devoto Cluistao.
Sanio alnza 2.' edicSo do livrinho denominado
Devoto Cbristao,mais correcto e acrescenlado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. eada exemplar.'
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um so psnnu, muilo grandes e
de bom goslo: vendem-se o rua do C(espo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
ESCBAVOS FUGEDOS.
Antonio, moleque, alto bem parecd> cur
avermelhada, naca congo, rosto comprido e barba-
do no qucxo, peso6c rosso, ps bem feitos, ^ado -
o dedo index da mflo direila aleijado de um la'no> e
Eor isso o iraz sempre fechado, com todos os denles,
em ladino, ofiicial do pedreiro e pescador, levou
roupa de algodao, c urna palhoca para resguar-
d*r-se da eliuva; ha toda a prabahilidadedetersido
seduzido por alguem; desappareceu a 12 d maio
crrente pelas 8 horas da nianhla, tendo obtido li-
cenca para levar para S. Antonio urna bandeija com
roupa: roga-se porlanlo a lodas as autoridades e ca-
piles de campo, hajam de o apprehender e leva-lo
a Antonio Alves Barboza na rua de Apollo n." 30,
ou em Fra de Portas na rua dos Guararapes, onde
se pagarao todas as despezas.
Desappareceu nodia 31 de maio prximo pas-
sado, a prela, crioula, de nome Quitara, que repre-
senta ter 30 anuos de idade, pouco mais ou menos,
com os signaos seguintes ; tem falta de 3 denles n-
frente, secca do corpo, alia, e um pouco carcunda ;
levou vestido de cassa amarelta j usado e unta Irxa
de roupa : roga-se porlanlo a lodas as autoridades
Iioliciaes e rpitaes de campo, que liajanT de .appre-
lender e levar praca do llorpo Santo 11. 17, que
era bem recompensado doseu trtballio.
Pan. Ty, 4.M. r. la atarta.UM.

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t


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