Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01639


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Full Text
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i

Por 3 mezes adiantados 4,000
Por 3 mezas vencidos 4,500.
QUARTA FEIRA 7 DE JU
Por Anno adiantado 15,000-
Porte franco para o subscriptor
ENCARREGADOS D.A SUBSCRIPTO'.
Recife, o proprietario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joao Pereira Martins; Bahia, o Sr. F.
Duprad ; Macei, oSr. Joaquim Bernardo de Men-
doraja; Parahiba, o Sr. Gerazio Viclor da Nativi-^
dade; Nata), o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Artfea-
iy, oSr,Antonio deLemosBraga'; Cear, o Sr.Vi-
ctoriano Augusto Borges; Maranho, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 26 i/2, 26 3/4 d. por 19
Paris, 360 a 365 rs. por 1 f.
< Lisboa, 100 por 100.
Rio de Janeiro, 11/2 a 2 O/o de rebate,
do banco 15 O/o de premio.
da companhiade Bekeribe aopar.
da corapanhia de seguros ao par.
Disconto do iottras a 7 1/2 a 12 0/0
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 289500 a 299000
Moedas de 69400 velhas. 169000
de 69*00 novas. 169000
de 49000...... 99000
Prata. Pataces brasileiros.....19930
Peso columnarios....... 19930
mexicanos.......19800
PARTIDAS DOS CORREIOS.
OHnda, todos os dias. .
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex 0 Oricuryy} 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, c Natal, as quintas feiras.
PREAICIAR DE HOJE.
Primeira s 2 horas e 6 minutos da tarde.
Segunda s 2 horas e 30 minutos da manhaa.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas quintasfeiras.
Relacao, tercas feiras e sabbados.
Fazcnda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orpbos, segundas e quintas s 10 horas,
l.'vara do civel, segundase sextas aoraeodia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPHEMERIDES.
Maio 4 Quarto crescente a 1 hora, 48 mi-
nutos e.48 segundos da manhaa.
10 La cheia as 9 horas, 12 minutos e 48
segundos da tarde.
. 17 Quarto minguante aos 5 minntose
48 segundos da tarde.
> 25 La nova aos 5 minutos e 48 se-
gundos da tarde.
DIAS DA SEMANA.
5 Segunda. 1." oitava, S. Pacifico f. S. Nicacio.
6 Terca. 2." oitava. S Norberto b.
7 Quarta. Tmporas jejum S. Roberto are.
8 Quinta..S. Maximiniano ab. ; S. Gildardo.
9 Sexta. Tmporas jejum S. Pelagia v.
10 Sabbado. Tmporas jejum S. Margrida.
11 Domingo da SS. Trindade, e 1'." depis do
Espirito Santo. S. Bernab ap. ; S. Parizio.
parte orriciAi.
COXBtANDO DA8 ARMAS.
Qaartal faaaral do coanudo dn armas da
laaabnoo a* cldade do Recife, em6 de
jubo de x86*.
ORDEM DO DIA N..10O
O raarechal de campo commandante das armas
declara para os fins convenientes, que o gofenio de
S. M. o Imperador houve por bem, por aviso expe-
dido peto ministerio dos negocio* da guerra a 19 de
rio prximo findo, mandar seguir para'a provincia
Maltn-Grosso, jfim de servir como addido ao ba-
talhao de caladores, cm quinto uo houver vaga, o
Sr. alteres do 3. batalhao de infantaria M.inoel Al-
ves Pereira da Motta, segundo conslou de olTicio da
presidencia desta provincia datado de honlem.
O mesmo mareehal de campo declara tambem, pa-
ra conhecimenlo dos cornos da guarnirlo, que ein al-
inelo longitode da comarca da Boa-Vista, s dif-
ticuldades e riscos que ofTerece conduce jo dos
vencimentos das pravas all destacadas, resolveu a re-
ferida presidencia, em offieio de'2 desle inez, que os
abonos adiantados para o destacamento da dila co-
marca, que pela ordm de 13 de agosto do anno pas-
sado, publicada em orden) do dia 15, sobo n. 29,
eram feitos de i em 4 siezes, passara d'uta avante
ser semestralmeule.
signado.Jos Fernandes dos Sanios pereira.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudautede
ordens encarregado do detallie.
EXTERIOR.
FRANCA.
Parta 7dmalo.
O tratado de allianca concluido enlrea Franca e a
Inglaterra faz com razao da oceuparao dos princi-
pados danubianos pela Russia o ponto de partida
da guerra. Ha lugar pira crer que, se a Franja e
a Inglaterra forem felizesem sua emprez, os prin-
cipados lerSo sua parte no tratado, que consagrar os
resultados da guerra, assimeomo lem parte naquclle
aja* Uws Iraz as toas vicissitodes.
Kenhama potencia pode pensar em rollucar pura
e simplesmenteos principados ricbai\o de protecto-
rado exclusivo da Russia ou debaixo da dependencia
nica absoluta da Turqu*. Ha qliasi sessenta an-
uos os principados, que cnolinuam a fazer parte do
imperio turco e que nioguem pode invadir sem al-
ternar contra a integridade daquelleTmperio ;he um
principio dehoje em-dianle consagrado pelo tratado
anglo-francez), lem orna existencia parte e um go-
verno distincin elles lem suas, leis e suas iuttituices.
Os moldo-valachios nao sao,nem subditos ruaos nem
vassalus turcos; elles formam dous principados an-
nexos ao imperio turco. Os hospodares da Valarhia
' e Moldavia obedecen) ao sull.lo como a sen suzera-
no; mas os moldo-valachios sao subditos de seushos-
podares. Elles nao formam um estado independen-
te; formam nma nacionalidade distiucta recouhe-
cida pela* potencias europeas.
O dia em que a paz vier sanecionar os resultados
da guerra, du*s quesloes aparecern, as quaes dizem
respeito ao futuro do. Oriente, lleve-se collocar os
principados danubianos debaixo do duplo protecto-
rado da Turqua e da Russia? Convm substituir ao
Erolectorado lurco-russo o protectorado commum da
uropa?
O prmeiru systema, aquelle que,' relativamente
aos principados danubianos, collcasse as cousas
no statu quo ante bellum, teria o inconveniente de
fazer dizera todos que em verdade nao valia enlao
a peaa fazer a guerra. Bem sabemos que ha na hlss
loria minios exemplos de guerras, quenada produ-
ziram de novo no mundo, e eraafima feliridade o
restabelecerem-sc por ellas as cousas no estado; em
que eslavam antes. Esperamos outra roosa da guer-
ra do Oriente. Ella he empretiendida para regu-
lar o Oriente, e estamos persuadidos que ella lera
este resultado, anda quando ella (ivess* de ser reno-
vada muilrt vetes e durar muilas geraces, como
dizem o jornaes inglezes.
A quettao do Oriente, ha muito suspensa, nao po-
de mais ser adiada ou Iludida ; he misler que ella
tenlia seu -desenlace.
Quando as potencias orcidenlaes liverem oblido
pela forra das armas a evacuacao dos principados,
como regularlo ellas a sua sorle ? Certamente ellas
nao quererao colloca-los no estado em que estavam
antes da guerra, porque este"estado he evidentemen-
te mulo precario, e ellas serao provavelmentc le-
vada* a colloca-los debaixo do protectorado collec-
tivo da Europa, em lugar do protectorado contradic-
torio da Russia e da Turqua. Esta medida ser
conforme ao principio mesmo da guerra do Oriente.
Qual he com effeito este principio? He que as ques-
toes de territorio e de influencia, que se debalem no
Orienle sao quesloes que dizem respeito de mui per-
toaos interesaes do Occidente. Ha milit lempo e
al nos ultimo* dias dss negociarles, a Russia lem
querido f*zer prevalecer o principio contrario. O
que se pasta no Oriente; dizia a Russia, s diz res-
pello Turqua e a mira. Entre miro e a Turqua
he que o debate deve ler lugar, quando elle liver
lugar. A Europa uada lem com islo. A'.vista des-
la prelencao, que era commoda para a*amb(^o rus-
sa, a rjoe o Occidente resisti, e he por islo mesmo
que elle faz neste momento a guerra. He esta pre-
lencao que a conferencia de Vienna-negou solerriue-
mente A conferencia de Vinna nao foi instituida
e nao existe spnao para conlradizcr altamente esta
pretendi ereivindicar o direilo que lemoOccidenle
de conheccr ludo quanto se passa no Oriente.
O futuro dos principados danubianos nao pode
pois ser abandonado oulra vez ao duplo protectora-
do da Russia e da Turqua. Quando as duas poten-
cias protectoras se entendem, quer islo dizer que a
Russia pode 'ludo e faz ludo na Moldavia c na Va-
' lachia. Quando ellas se dispulamvqucrdizer, que a
Rusaia se apodera dos principados pela oceuparao
s de se ha ver apropriado delles pela prepon-
deranri; de-surle que desle modo a Russia ganha
sempre, qiler haja'accordo, qoer baja queslan. A
Europa occidental nao pode mais soffrer islo. Os
principados sao, se assim me posso exprimir, os Pai-
zes llaxos do Oriente. Ora por mais de Ires seculos,
todas as vezes que alguem quiz por as maos nos Pai-
zes Baixos, na Europa, a guerra apareca logo. Por
esta razao a Europa acabou por fazer dos Paizes Bai-
xos um reino neutro; e a neutralirhde da Blgica e
da Hollanda he o signa! visivel da conservaran do
equilibrio europeu.
Cumpre fazer pelos Paizes Baixos do Orienle o
que se fez pelos Paizes Baixos do Occidente; he mis-
ler que elles se revistara tambem do privilegio de
neulralidade. Elles lem igualmente direilo a elle,'
porque sua independencia importa conservarlo do
equilibrio eusjjMii. Elles sao o signal e o peuhor
de.stc cuiii(E*a .i ('neyle cuino a Blgica o a Ilol-
lauda, o saadflnaMenle.
A vanlagcm dos Paizes Baixos occdenUes lie que
elles estao perlo do ataque e pcrlo da defeza. l)e-
poisdo enfraqueermenfu da Turqua, os Paizes Bai-
xos orienlaes nao esto na mesma coiidirflo. Elles
estao perlo ilo perigo e longe do soccorro; mas ha
para elles como para a Turqua um meio seguro de
aproximar o soccorro, se o uno lia de apartar o
perigo; he a abertura do Bosphoro e do Mar Negro
a mirinha militar da Europa occidental.
Ja mostramos como o fechamenlo do Bolphoro,
que servia para a defeza do imperio turco, quando
podia-se crer que o perigo llie viria do Occidente,
nao servia mois boje, senao para expo-ln sem apoio
aos lilaques de seu poderoso visiiiho. O fecuameiito
ao Bosphoro rolloca a Turquia^'em campo cerrado
com seu inimigo. O campo cerrado he cousa excel-
lente. quando lia isualdadc de (oreas entre os com-
bteme", dteslavel quando ha desiguatdade. Fa-
zei que o militar do Occidente possa estar fcilmente
ao alcance de Con potencia, que lera o privilegio deesfar perlo, como
de una preza. A marinha lem a faculdade de esta-
belecer a rontiguidade por toda a parte, tiraras a
esta faculdade, o Occidente torna-se liniilrophe "com
o Orienle, e Londres e Marselha eslo no mesmo so-
lho com Conslanlinopla. A abertura do Bosphoro
marinha militar do Occidente he pois o meio de
salvaran da Turqua; mas o que he verdade para a
Turqua, ainda o he mais para os principados danu-
bianos.
FOLHETIM.
MEI0I\SDEJ1^REI. (*)
rao uivro de ronus, t pedio iaccoke.
TERCEIRA PARTE.
JV.
O bllbete.
(Coniinapao)
O duque pensava s vezes em Carila e Magdale-
na, c quasi sempre em (icorgele. Que era feilo das
dnas lilhas do superintendente, teriam vollado
fortal -za, teriam reparado em sua ausencia ?... Es-
sa idade he Ifio esqiiecida 1
E Geofgele ?... teria fgido sem duvida ; mas pa-
ra onde teria ido"... Para Brunn lalvcz, esperan-
do que o acaso ou a clemencia de seus algozes llie
abrsse as portas da prisSo!
ia levava-lhe urna duvida, urna pena de
mais... a liberdade lardava muito a vir... deveria
etia ser- Ihe jamis restitjUL..
P a salvacao na fgida
havia-lhe viudo muilas vezes aocspirilo... mas co-
mo per em execuiSo esse projeclo'!... Elle ignora-
va em que parle do Spielberg eslava fechado... nao
sabia para onde dava a parede que o rodeava, alm
disso urna sentinella velava incessantcmeute i sua
porta, e Kral proceda todas a manhnas a urr. exame
aliento e minucioso do estado da masmorra.
Tambem Saundorff nao linha o espirito assaz in-
ventor para levar a bom xito lal resoluto. Teria si-
do apanhado vinle vezes, era melhor renunciar a
is*.
Com ludo nma noite foi dispertado por atguns
golpe* tordos que pateciam sobt contra a parede da
masmorra que Ihe _0cava visinha. Assentou-se na
cania e escotou. fiao se engaara, alguem cavava a
parede que elevava-se juntode seu leilo.' '
Era um prisioneiro sem duvida ; porm um pri-
sioiieiro mais corajoso, irais resoluto que elle,., um
desgranado que provavlment6 havia passado longos
annos uessa terrivel fortaleza...
Naundorff continuou a applicar o onvido. Eslava
violentamente comniovido, cada golpe que aesnava
contra paredo dcspertava-llie um eclo no coracao...
elle faca votos ardenles para que niiigocm ^,,30'
elle ouvisseesse rumor. Pcrgonlava a si mesmo quem
seria esse homem assaz insensato para tentar qma
fgida impostivel ; elle havia, passado apenas alguns
mezes no Spielberg, islo he, que n.lolinha (ido lem-
po de desesperar da bondade dos homens e da justi-
ca de Dos, por isso admirava essa perseveranea inau-
dita, essa eoragem paciente coVn que um desgrarado
cornaca os preparativos de sua evasflo quando nao
pod* ignorar qua se mallograr.
Enlrclalo o jumor cestra... o da aproximava-
se sem duvida, eo prisioneiro nao quera ser deseo-
herlo.
(
{*) Mtim Diario n.129. ^
fez, e de continuar a regenerar o Oriente pelo
Oriente.
Sei que.sao pequeos estados aquellos que os tra-
tados ja lem creado no Oriento, e que lia sessenta an-
nos o curso da poltica nao he Javoravel aos peque-
os estados. Mui los pequeos estados perecern)
durante as grandes guerras da revolocilo e do impe-
rio : assim na Dalia, Genova e Veneza, e nasmar-
gens do Rheno os eleilorados ccclesiaslicos. 'lie n
Franca que destroio esses pequeos estados e que
nada delles lem conservado^ A licao deve ensillar-
nos a respeitar os pequeos estados, e at a fnda-
los quando pdennos. He o que fizemo9 pela Gre-
cia no Orienle, e pela Blgica no Occidente. He
o que fizeram pela Moldavia, Valachia e Serva os
tratados em que ti vemos parle, mas que nao fazem
menos parle do direilo europeu. Os pequeos es-
lados lem ans nossos nlhos mil vanlagcns, que nao
lem os grandes estados. Elles s tcem um inconve-
niente, o de nao noderem viver senao durante a paz
e pela paz. As grandes guerras lhes sao morlaes,
Tomai na historia os tratados que lem terminado as
grandes guerras : sao sempre os pequeos estados,
que fazem as despezas dessas transarnos, e he assim
que desde a idade media at hoje, o numero dos pe-
queos estados temdiminuido to consideravelmeme
ua Europa. Por ventura he islo um bem, ou lie
um mal'.' Nao lem os individuos nos pequeos es-
lados mais probabilidade para desenvolver sna acii-
vidade e seus talentos? Os pequeos estados nao
sao o meio de se ocenpar mais honras ? Ponho de
parte estas quesloes para vollar a observarlo que fiz
de que os pequeos estados, nao podendoa/iver senao
pela paz, elles sao os seus representantes e obrigados
arlidarios. He por.islo mesmo que os prezamos,
e por islo que desejamos, que depois da guerra ac-
tual, os pequeos estados, que se acham no Orienle,
sejam consolidados e firmados.
Dizemos at de mnito boa vontade que, se a guer-
ra for de pouca durar/tu, como queremos crer, nilo
duvidams que esles pequeos estadosganhem muito
com o esforco que faz ueste momento o Occidente
para transportar ao Oriente os principios e a pratica
do equilibrio europeu. Nao recelamos por ellts, se
a guerra lornar-se extensa e geral, islo he, se. ella
cahir as vicisitudes Ilimitadas do- acaso. Se pelo
contrario, ella se circunscrever no circulo que Ihe
(em tracado a poltica, se ella se limitar ao fin que
est tracado de anlemao, eHa ser favoravel a. cbn-
solidacjo dos pequeos estados orienlaes. A Europa
os consolidara, consagrando de novo sua existencia
Emquanlo o Mar Negro (car fechado marinha
miliar do Occidente, os principados danubianos es-J por seus lrados,~ roas sobretudo' aproximando^sc
tarao entregues sem soccorro e sem defeza s iova- delles, islo he, abrindo o Bosphoro e o Mar Negro
sopk da Kiifi4ia. linar p!l* invadir hus nrinrina- ,.-:,.i.- _^:i:<-_ j_ j-i-_?i-..
soes da Russia. Quer ella invadir esses principa-
dos? invade-os n sua fanlazia. Quer oceopa-ios?
oceupa-os. Quem a pode impedir, a Turqua ? esta
se aclia enfraquecida. As popula(Ses inoi.lo-vala-
cliias ? ellas podem aborrecer e queixar-se, mas nao
podem resistir. Continuando o Mar Negro a ficac
fechado a marinha militar da Europa, ludo a meara
e expOe os principados; nada'os apc-ia, nem os pro-
tege. Tenlio onvido muilas vuzes alguns viajantes
censurar .1 timidez "e dependencia dos hospodares de
Moldavia e da Valachia para com aRussi-f. Oh! que
queriam que elles fizessera ? Dai-lhes apoio, se. quer
res que elles resistan). t
Mas a Europa so os pode apoiar aproximando-se
delles, enao pode aproximar-se se o Mar Negro nao
for'livre. Abr o mar Negro s naos de guerra da
Europa, fazeique nao hajam dous pavillioessomeule
que flucliieiii nesse mar, um pavilhao forle e nutro
fraco ; desemharacai ao mesmo lempo. o passo de
Sulina na foz do Danubio, dos obstculos que a na-
lureza parece conceder com complacencia poltica
russa ; abr essa passagem com alguns Irabalhos, que
serao um brinco para a arl e para a industria occi-
dental ; leude Analmente um rio livre de obstculos
sobre um mar livre dos embalaros diplomticos, e
enl-io verek Moldavia ea Vaiaciiia, querciiliii-
em a formar ddns principados, quer se imam para
fazer um s, tomaren) 09 senlimentos., que conven)
* independencia, qne os tratados lhes tiverem dado.
Se a civilisarao e o commercio vieren) frequenlar
cada vez mais os principados do Danubio, tornados
independenles, Galalz c Braila, que sao os dous gran-
de porlos mrcenles dos principados, serao o que he
Antuerpia no Escanl, e a ede Ululo estas duas rida-
des uevem, como Antuerpia, ser iuacessiveis i cu-
bica da Russia. Tem-se dito muilas vezes, que a
Inglaterra jamis consentira que luniasscmos Antu-
erpia. Seo Occidente quer que o Damabiosejalivre,
cumpre tambem que nao consinta jamis qne a Rus-
sia lome Galalz c Braila ; he ja muilo qne a Ingla-
terra em 1812, pelo iralado de Bucharest, tenha en-
tregado a Bessazabia Russia, para Irazer um exer-
cilo russo de mais contra nos. durante a expedicao
de Mosrow. Mas nao esquejamos qne o Occidente
nao pode assegurar a liberdade do Danubio senao
com o auxilio da' liberdade do Mar Negro. O ro
uijo pode ser livre, se o mar o nao for. O Occidente
nao pode atacar os inimigos do Danubio senao pelo
Mar Negro. A* liberdade do Danubio e a indepen-
dencia dos principados sao chimeras, e peior do que
ito, sao causas de guerra sem meio possivel de victo-
ria, se o Mar Negro nao for aberto marinha mili-
lar do Occidente.
Quando-cspressnmos o desejo de que os principa-
dos do Danubio obtenbam depois da guerra mais in-
dependencia, do(que elles nao tiubam antes, e que
esta independencia, protegida e mantida por toda a
Europa, em vez de o ser pelos dous estados limilro-
phes, venha a ser urna neulralidade igoal aquella,
que faz a forra da Blgica, da Hollanda e da Suissa,
seguimos o amigo e excellentc plano da Franca, de
regenerar o Oriente pelo proprio Oriente, em lugar
de o fazer pelo Occidente ou pela Turqua s.
Nesle pensamcnlo inclinamo-nos pelos eslados 0-
rientaes queja exstem no Orienle, pelo'queja se
acha consagrado pelos tratados, pela Moldavia, Va-
larhia, Servia o (recia. Devemos com ludo fazer
observar que n estrada, em que desejamos que o Oc-
cidente queira entrar, esl ja aborta pelos tratados ;
ella nao-he nova; nada lem'de chimenea. Os prin-
cipados danubianos, a Servia e a Grecia estao cons-
umidos por Iralado. Nao se (rata pois senao de des-4 missao de constituirlo e poderes.
envolver o plano de conduela, qne o Occidente ja
Naundorff esperava a chegada de Kral com extre-
ma impaciencia, eslava ancioso por ler-lhe na phy-
sionomia, se linha percebido alguma cousa ; mas a
phvsionomia de Kral nunca dizia nada.
Naundorff recobren de dia o lempo que perder
de noite, e dormio. O que passava-Se ao sea lado
in(eressava-o mui vivamente, e nao quera perder
ncnhiima parlicularidade desse drama imsterinso;
por isso loda a noile escutou com um ardor sem
igual.
Cofho na vespera, rumores simios soaram contra
a parede ; porm dessa vez pareca que o prisionei-
ro empregava mais prudencia e recalo, le vez em
quando parara, e enlao Naundorff ouvia ilislincla-
mentc o susurro de um formilo fri sobre a podra.
Depois continua)a logo a obra, e enlrava a baler
surdajaaute.
A'^Pta de escular Naundorff couseguio perceber
urna parle da rcalidade. Pensou piimeiramenle que
o homcm que trahalhava assim em seu livcamenlo
n3o devia estar em urna masmorra situada |>erlo da
sua ; mas sem duvida cm algum corredor esquecido
noqual entrara depois de ter furado a parede da
prisa. Alm disso desde a vespera deva ler cam-
nhado muilo; pois os golpes chegavam-lhe agora
mais dislioctos.
Algumas horas depois o duque julgou mesmo ou-
vir como um signal resoar contra a parede,'lodo o
corpo eslremeceu-lhe ; mas elle n9o responden. O
mfaligavcl prisioneiro conlinuou a baler, e durante
algum lempo pareceu desenvolver um ardor febril,
lalvez senlindn que eslava pcrlode urna solucao.
No fim do dez minutos (ornou a parar, e depois
soou o mesmo signal. Naundorff applicou o ouvido.
Era urna illuso ? julgou ouvir a respirado penivel
de sen corajoso visinbn, logo s eslava separado dellc
por nm rragil obstculo : mas hesitava ainda tomar
uro partido, tema urna sorpreza. urna (raimo, e nao
ousava...
Pela lerceira vez ouvio o signal. Nao havia mais
meio de permanecer indeciso diante dessa chamado
obstinada, Naundorff laucou-se parede, e repeli a
Quem esl ah ? disse inmediatamente urna
voz sonora.
I,'m desgracado prisioneiro como o senhor, res-
poiuleu o duque,
Logoengaiiei-me nocamiuho...
Provavclmente.
O senhor esl ha muilo lempo em Spielberg *
Ha qualro mezes apenas. '
E uno Ion 1 a sahir dabi ?
Julgo isso impossivel.
Oh !... ha oilo dias que eslou aqui, e bem
que nao tenho IrahaUmto pouco.
Como, oilo dias r dsse o duque admirado.
Nem mais, nem rfenos, respondeu-lha o inter-
locutor. .
Cousa extraordinaria 1 Naundorff nao conbecia
provavelmente esse homcm que Ihe fallava, e toda-
va essa voz Icmbrnva-llie urna pessoa que nao Ihe
era estranlia.
Enlan vai mudar de direcc.au ? pergunloa elle
um momeuto depois cora inleresae.
marinha militar do
Occidente.
( Jornal des Debis. )
INTERIOR.
, RIO BE JANEIRO.
CMARA DOS SRS DEPOTADOS.
Dia 15 de
Palas 10 horas e 3 qnartos da manhaa feita a cha-
mada e achando-se reunido numero suflicienie de
membros, abre-se a sessao, e depois de lida e appro-
vada a acta da antecedente, o 1 secretaria, di conta
do seguinle expediente:
Um offieio do ministro da guerra, pedindo da e
hora para apresenlar o relalbrio da reparlirao-a seu
cargo.Marca-se o dia f5, a 1 } hora.
Do mesmo, enviando os requerimentos' do leen-
te-coronel graduado Fraocisco de Almeida Varella
o do tenante Jos Cantoso do Costa; ambos reforma-
dos, pedindo o 1 regressar para a 2> classe, e o ou-
Iro pVa a 1; e ao mesmo lempo informando a res-
peito.A' com missao da marinha e guerra.
Do da juslica, dando as informaroes exigidas pela
cmara crca do requerimento do padre Leonardo
Antonio Meira.A quem fez a requisirao.
Do mesmo, remetiendo a represenlaco do theson-
reiro mor da S de Pernambuco, Manoel Xavier,
pedindo qne na futura lei do ornamento se augmen-
te a verba destinada s despezas a cargo da fabrica,
equiparando-a que se lem consignado para a ca-
Ihedral do Maranho e do Para; e bem assim a in-
formatao do prelado.A' 2 commissao de orca-
mento.
Offlcios dos presidentes das provincias de Minas
Geraes e Rio Grande do Norte, remetiendo as leis
promulgadas pelas assemblas das referidas provin-
cias no anno de 1853.
Do vice-presidente da provincia do Para, remet-
iendo as leis promulgadas pela assembla provincial
no anno de 1848, e mandadas reimprimir por nma
deliberarlo da mesma assembla.
Do da Bahia e do da provincia do Para, o Dr. Jo-
s Joaquim da Cucha, remettendo, o 1 dous ejem-
plares da falla que pronunciou na abertura da assem-
bla provincial no dia 1 de marro do corrente an-
no; e o 2" a que recitou peranle a assembla provin-
cial no dia 15 de agosto do anno prximo passado.
Do actual presidente da provincia do Para, remet-
iendo o relatorio que Ihe foi apresentado pelo, vice-
presidente, o Dr. Angelo Custodio Correa, na occa-
siao de passar-Ihe a administrado da provincia.
Vio lodos a commissao de assemblas provinciaes.
Um requerimento de Carlos Jansen, 2 sargento
do 4,baialho deinfantaria, natural da Prnssia, pe-
dindo ser naturalsado cidadao brasileiro.A' com-
Do bicharel Joao Antonio Nolasro Pereira da Cu-
nta, capiliio do 1" balalliSo do ajrlilharia a p, pe-
dindo passagem para o corpo de estado maor de 1"
c*se. A' commisso de marinha e guerra.
De Benjamn Franklin de OHveira e Mello, pe-
dindo concessao paraafazer exame do 1 anno do enr-
so juridico-de Olnd, onde se acha matriculado ro-
mo-ouviole, fazendo antes exame de inglez.A
commissao de instrueco publica.
L-so c he remellida commisso de constiluicao
e poderes a seguinle indicaco:
Indico que seja chamado a lomar asento nesta
cmara o supplente pelo Cear Dr. Castro Carreira,
que se cha presente nesta corte, visto como ainda
falta um membrn da depulacao daquclla provincia.
S. R.D. Francisco.
Terminada a leitura do expediente, passa-se a 1"
parte da ordem do dia, e procedendo-se volarao do
requerimento do Sr. Paula Candido apresentado no
fim da sessao antecedente, he elle approvado sendo
regeitado o adiamento do Sr. Htjnriqaes.
Entra em discussSn o seguinta projcclo.qae, a pe-
dido do Sr. Paula Candido, lem, ama s discusso:
e Arl. nico. He o governo aulorisado a resli-
tnir ao qnadro do corpo de saudade marinha o 2o ci-
rurgio Francisco Marciano de raujo Lima, revo-
gadas quaesquer disposiSes em contrario.
a Pa n 1 da cmara dos de pillados em 12 dejillio
de IK-Vl.A. C. Sera.J. A. de Miranda.
O Sr. Ribeiro de Andraia pede informaccs, so-
bre esta resolucilo.
. O Se Paula Candido :Creio, Sr. presidente,
que lendo a exposiejio dos motivo* em' qne se fun-
dou a commissao para lavrar esse projeclo, (icaria sa-
lisfeilo o nobre deputado, porque ahi vera as razoes
fondamentaes em qn ella baseou a sua resolurao...
(O orador le).
O Sr. Ribeiro de Andrada: Eslou satisfeito.
O Sr. Paula Candido:E, pois, v o nobre depu-
tado qne se isso nao he de juslira clamorosa nao sei
0 que seja, visto que seria injuslica aproveitar-se do
homem em quaulo dellc se precisa ,c depois que o po-
demo^ dispensar... '
O Sr. R{beiro de Andrada :Agora' estou bem
informado.
O Sr. Paula Candido:Foram pois os servicos
prestados por esse homem o que levou a commissao
a lavrar esse projeclo.
O Sr. Paranhos {ministro da marinha): Nao
havia tido occasiao de examinar essa prelencao, da
qoal s Uve noticia depois de dada para ordem du
dia; e pois as informaroes qne pude obter, e que pas-
so a dar ao nobre deputado, sao, que o pretendnle'
qnando se organisou o,corpo de saude da armada,
em virlude do decreto de 25 de abril de 1850, nao
foi julgado habilitado para fazer parte do qnadro por
que nao linha elle diploma de doalor em medicina ;
que em consequencia foi passado para a classe dos
reformados, o que nao succeden tmente cara elle,
mas tambem cun alguns ou Iros que me parece se
achavam em iguaes cicurrastancas.
Pode ser que esse empregado de que .agora (raa-
mos tenha servicos laes como parecen nobre com-
missao de marinha e guerra, que morera orna consi-
derarlo especia!, mas nao eslou sufllcientmente ln-
bililadn para informar a cmara sobre o mrito dos
servicos desse ipdividno, e se elle esl capaz de cori-
(inuar a servir. Como se trata de urna aotorisacao
da qual me parece licito ao governo nsar ou deixar
d usar, conforme entender de juslica, nao vejo gran-
de inconveniente em que a cmara vol a presente
resolurao; e nesta hypolhese de ser, facultativa, eu
nao duvidaria volar a favor em respeito Ilustre
commissao de marinha e guerra.
O Sr. Ribeiro de Andrada diz, que com bastante
pesar seo, jolga-se obrigado a discordar da opinia,
para elle sobremodo valiosa, do nobre ministro da
marinha, pois porque, se se entende que he de jus-
tiga absoluta, attendeodo aos servicos prestados, que
esse individuo entre no qnadro, nao se deve votar urna
disposirao facullaiiva, e sim imperativa,qneurdeneao
governo qne considere a esse individuo no quadro
de sande; se porm nao ha juslica neise proceder,
considerando-se que, ao passo que se faz: favor a
nns, se conserva em desfavor a oulros em idnticas
circumslancias, enlao entende qne deve volar con-
1 Ira a resoln(5o.
O Ilustre deputado conclue dizeudo, que se exis-
te jusura se torne essa disposirao imperiosa: se as-
sim se fizer, volar em favor della; porm se a con-
servarem facultativa, desde j declara que volar
contra.
O Sr. Ferraz pedindo a palavra eiprime-sa da
maneira seguinle:
Desojara que o nobre ministro da marinha ccllc-
lisse sobre nm ponto qne julgo de importancia, e
vem a ser seguinle: esta resolurao nao deixar* a
porta abcrla a reclamaQOe* e pedidos da mesma na-
tureza qne venham trazer em resultado, no caso de
serem deferidos, Iludir o fim principal da lei que
excluio do quadro dos ofliciaes m saidc da armada
aquellas pessoas, que nao se achassem suflicienie- V. Exc. pois me dirigir nesse mcu podido dizen-
merte habilitadas para o uso da medicina e da ci-
rnrgia ? Esse cxemplonao ser mo?
Por cello que o Sr. ministro nao pode deixar de
considerar esse argumento de grande forja, pois que
se lei he neressara para regularisar o corpo de
ra~ Mn.:i____s-__j____> __'cv___a_____,j-
Como o senhor pode pensar.
A dous isso seria mais fcil.
Duvido.
Experimentemos sempre...
Son te-so com a eoragem de fazer como eu ?
Seu exemplo enche,-me de admiracao.
Pois bem pederemos lalvez ser-nos nteis um
ao onlro. Como se chama ?
O duque de Naundorff.
Qne diz?
O mea nome...
O duque de Nauudorff!
Cohhece-me ?
Pois nao' I
Houve um momento de silencio. O duque ia de
sorpreza em sorpreza, e sua curiosidade eslava vio-
lentamente, excitada.
_ Eia I tornou-lhe pouco depois o interlocutor,
nao nos demoremos as admiraroes de um reconhe-
cimenlo intil. O senhor be o duque de Naundorff,
basta-me isso, trabalhe de sua parte, e amanhaa se-
remos reunidos.
Que devo -fazer ?... pergontou o duque com
cerlo embaraco.
Tome as pedras de cantara desde a sua es-
qoeda. *
Sim.
Cont at cinco.
JA contri.
Bem essa quinta pedra he a que tenho ataca-
do... faca o mesmo de sua parte...
Mas se^manMa oosso carcerciro perceber al-
guma cousa ?
Quem he jen carcereiro ?
Kral.
Conhec.0-0... vamos de bem a melhor...
Assim he para o senhor ; mas para mim...
Amanhaa, se eu poder entrar era sua prisao,
regularemos com elle seu negocio.
Qne quer o senhor dizer ?
Sei o que digo.
Mas...
Eia Mr. de Naundorff,' lornou-lhe o myste-
rioso intorloculor, nao percamos lempo em enterue-
ccr-uos... Ataque I;., alaque 1...
O duque nao espern que Ihe repelissem o convi-
le, e alirou-se enrgicamente ao Irabalho. A espe-
r.-mra de umlivramento prximoexaltava-lhe a ima-
ginacao, elle via-se j fra de Spielberg, alogic, e
livre I...
Todava reslava-lhe ainda urna incerteza... Com
quaulo a parede que separava-o do visinho mudasse-
Ihe o caracler da voz, elle nao dnvidava que a co-
nbecia ; masa idea que veio-lhe ao espirito, pare-
ceu-lhe tap impossivel qne abandonou-a logo.
Se Naundorff desenvolva grande actividade, seu
visinho n,1 pareca obrar com menos ardor, e 110
fim de mia hora a pedra podia jogar sobre si mes-
ma. Os dous prisioneiros pararam.
Entilo, perguntou o duque, que devo fazer
agora ? ,
Esperar, respondeu-llie o visinho.
Quem me impede de continuar
O dia vem chegando.
saude da marinha nao pode ser* reformada por lis
excepcionaes, iguaes a esta. O motivo em que se
funda o parecer dh commissao nao he asss valioso,
e pordemais he commnm a mudos oulros que em
idnticas circumslancias se acham.
Funda-se no facto desse individuo haver adqui-
rido a pralica de curar pelo excrccio do lugar que
linha occopado, e na dispensa das habilitarnos sci-
euliticas cm vtrtude dessa pralica assim adquirida.
Por sem duvida as mesmas circumslancias podem
estar lodos os oulros que- cm virlude da- lei foram
separados do corpo de saude de marinha, e por isso
julgo que esla razilo deve antes militar para a re-
vogacao da lei do que para a excepjao que ora se
pretende eslabelecer. Ainda mais, por forja desle
motivo lamhcm deveriam ser dispensadasoutras leis,
cm virlude das quaes nao podem exercer as profis-
ses de arivogqdo ou de medico no paz senao aquel-
los individuos, que esliverem hnbililados por um
diploma acadmico; o que-por cerlo nao dever ser
admittido. .
Se por acaso passar esse projeclo, entendo qne o
advogadoq\io por longos anuos~ liver exercido essa
profisso lem direilo, embora nao tenha os requisi-
tos da lei, a continuar a exerce-la, e da mesma for-
ma o medico, porque seria inuto mo qne as auto-
ridndes e leis do paiz favorecessem a uns, e a oulros
em iguaes circumslancias deixassera de favorecer.
(Apoiados.J
Pedirei ainda facnldade ao nbbre ministro da ma-
rinha para reflectir que leis da natureza-desta- que
se discute nao devem soffrer a indiligencia que o
nobre ministro llie quer dar, e nem mesmo S. Exc.
deve deixar que esja cmara vol sem precisas in-
formaroes e base, urna resolncao. que por nao ser
ulil 011 justa, o governo pode dekar de cumprir,
alm de que a repararao e urna injuslica he urna
medida,de lal natureza que deve ser sempre obri-
gatoria, e nanea facultativa como o nobre ministro
quer. ,
. O Sr. Ribeiro de Andrade:Apoiado.
O Sr. Feraz:A formula, que damos a este
projeclo nao deve soffrer tal intelligencia; he ape-
nas tima formula, nao importa a' faculdade, que se
suppoe. Ae aulorisacoesque podem'deixer de ser
cumpridas ou usadas pelo ministerio, si o as que
fornecem meios e faculdades que o corpo legislali-
bo confere ao goveVno para a manutenerlo da ordem
publica, para acquisioao dos meios necessarios para
fazer face s despezas do estado, as quaes nao se
podem decretar de cerlo. modo, porque cntao ala-
riam as roaos do, governo. Sao propriamenle "as
medidas-de--mera confianza, em cojo caso nao se
achi^ a de que ora se trata. {Apoiado.).
He essa a minlia opiniao; e peso descolpa das
mintias nbservarns ao nobr* minislro da marinha.
A disensao fica adiada por se adiar na ante-sala
o Sr. Pedreira, minislro dotlmperio, que icm apre-
senlar i cmara o relalorio da reparlicao a sau
cargo.
Continua discusso interrompah, e julgando-se
a materia snfilcientemeote disculiSeorre o escru-
tinio, e recolhendo-se 60 espheras, deslas 3 s3o
brancas e 26 pretas.
O Presidente declara que estando o projeclo ap-
provado vai ser remettido commissao de redacto.
O 1 secretario l uin oftleio do ministro do im-
perio, communicando que S. M. o imperador rece-
bera a deputaro que lera de, por paate da cmara
dos Srs. depuiados, dar-lhe os psames pelo falleci-
uienlo da Sra. D. Mara II, no die 17 do corrente,
1 hora da larde, no paco dacidade.
Estando na sala immediata oSr. Nabuco, ministro
da jnslija, qne \em apresenlar o relalorio da sna
reparlicao, he nlroduzido no salao e faz a leitura
do mesmo, relirando-se depois.
Em seguida o Sr. Paranhos, ministro d mari-
nba, aprsenla o relatorio da repartirlo a seu cargo.
Passando segunda parte da ordem do dia, eulra
cm segunda discusso o projecto viudo do senado para
a repressao do trafico.
O Sr. D. Fransco : Sr. presidente, eu por
ora nao posso e nem devo emitlir juizo algum sobre
essa lei, a qual reputo de mui subido alcance, de
muila importancia e gravidade, a ponto de que s
em nma sessao secreta poderiamos enlrar em urna
discusso ampia,, como a que exige a gravidade da
materia.
De minha parle ponco lenhoa dizer, he verdade,
nesta questo, mas preciso muilo de informarnos e
esclarccimentos que naosao de cerlo piopriosde urna
sessao publica, na qual nao se pode com loda a fran-
queza e liberdade Iralar de orna lei, cujas conse-
quencias e perigos mal podemos desde j avaliar.
Enlao Kral nao ba de tardar.
Assim o creio.
Praza a Dos que elle nao descubra nada.
Tranquillise-so. '
Pois al a noite.
Al noite.
Um quarto d hora depois Kral enlrou na prislo
de Naundorff, e.esle empallideceu. O menor lanco
de ollios leria bastado para descobrir esse Irabalho
da noile ; mas por urna graca providencial o lerrivel
carcerciro contentou-se dedepr cm *m canto a bi-
Iba de agua c a tgella de sopa, e depois sahio.
Naandorffsallou de alegra. Faltavam poucas ho-
ras para decidr-se sua sorle.
Odia parcceu-lhe longo'como um soclo, ellecreo
vinte vezes que seu companheiro linha renunciado
ao projeclo, que ao menos nao quera mais exccula-
le cm commum, (emendo Sua inexperiencia... sua
Irairao lalvez... milsuspeitas...
Porm alta noite ouvio arranhar levemonle na
parede, levanloo-se de sobresalto, e unindo o ouvi-
vido pedra disse:
He o senhor ?
Sou eu mesmo, respodefi-lhc o interlocutor
em voz baixa. Maos i obra !
Dirija-me.
A pedra esl sola f
Ella joga sobre si mesma.
Entilo empurre...
Ella he enorme..,
Eu o ajudarei.
> Enlao o senhor lem instrumentos!? perguntou o
duque admirado.
Tenho ludo o que me he preciso, respondeu-
Ihe o companheiro.
Urna cousa Naundorff eslranhava sobretodo. Des-
de que eslava em Spielberg linha podido ver com
que luso do precauoao era guardada a fortaleza. Nao
podia-se dar um passo sem ser seguido, as prisOes
eram visiladas de manhaa e de noite com a mais es-
crupulosa atlenco... Porque enao ose mvslerioso
prisioneiro gozava do privilegio mandilo de andar
pelos recessos da prisilo sem dispertar nenhumasus-
peila ?... Havia certamente ahi alguma cousa se-
creta, a qual o duque eslava ancioso por esclarecer.
Emlini depois de esforcos inauditos a pedra foi
lentamente deslocada, e cabio no corredor visinho
com grande estrondo.
Naundorfl ficou interdicto, e julgava-se perdido
quando ouvio urna gargalhada.
One tem ? perguntou ao visinho em voz baixa.
Fallaram so duas linhas para o senhor lanrar-
ma sobre os ps respondeu este.
Essa voz essa voz! exclamou o duque 110 auge
da admiracao, e procurando dislinguiro visinho aira-
ves da abertura que acabava de ser feita. Mas
esle tralou logo de pausar pela abertura, e um mo-
mento depois cabio dous passos dislanledo duque de
Naiindorti.
V.
A I1I.T4I1101T.1.
Por lodos os rondes de Brrg.ilasse, meas antepas-
ados, exclamou elle apenando a 111,10 do duque, cus-
lou-lhe mailo reconhecer-iue.
fim.
Vai a mesa o seguinle :
o Indico qne a discusso do presente projeclo seja
em sessft secreta. S. R. D. Francisco. t>
Soscila-se urna ques'lao de ordem, na qual lomam
parte os Srs. Serra, Paula Candido, Nabuco, SaySo
Lobato, V'iriatn c Brrelo Pedros,), e reconhecendo-
se verificar-se na aclualidade a hypolhese oimml. 99
do regiment, o Sr. presidente declara abeMHfe-
bate sobre o requerimento do Sr. D. Francisco. .
O Sr. Nabuco { minilro da justira ): Voto
conlra a prnposla do nobre deputado; me parece que
o projeclo deque se trata nao tem o "- m""
nilode que elle presupoz, c na discusso
siao de demonstrar ao nobre deputado
nao importa senao urna subrogarlo
dirao ; nao conlem verdadeiramen.le nenboma dis-
posicao nova qaanlo a penalidade.
Senhores, quando se discuti o projeclo que he
hoje lei do paiz,de4 de setembro de 1850, vos sabis
as circunstancias em que a discusso leve lugar, foi
misler urna sessao secreta ; mas hoje as circunstan-
cias sao absolutamente diversas, a opini-io do paiz
esla muilo mais que pronunciada conlra o Irafeg
{apoiados), nenhuma publicidade na discusso desle
negocio pode'prrjndicar {apoiados); ludo qaanlo
o governo lem de dizer em apoio desle projecto o
Pode dizer em publico sem necessidade de reserva
alguma.
Creio pois, Sr. presidente, que a discusso se deve
abrir, e enlao se no correr della for necessario que
a cmara se encerr em sessao secreta, eu darei o
meu vola para est fim : fn limine nao posso volar
pela proposla do nobre deputado.
O Sr. D. Francisco : Sr. presidente, a minha
indicaco j produzio a vantagem, ao menos para
mim, deque este projecto n3u passe de chofre, como
que de improviso ou de sorpreza. 1
O nobre minislro da juslira j deu bem a conhe
cer muilas cousas, mas nao sei se poder saber que
informcOes tenho'eu de pedir ; s se lem a propri-
edade do Espirito Sanio.
Diz 0 nbre ministro da juslica que n3o lia dispo-
sigao nova hesle projecto. Com effeilo, mailo fraca
he a minha intelligencia I Quiz comparar bem esle
projeclo com a lei de 1850, mas infelizmente nao es-
lava na casa a collecco.
O Sr. Viriato: Eslava, mas em meu poder.
O Sr. D. Francisco : Eu nao a pude obler, e
por conseguiote nao me foi possivel, repilo, compa-
rar bem a disposirao desle projecto com a da lei; roas-]
a maneira porque elle esl redgido, a lalilnde das
suas oipressoes, forca-me a pedir nformacOes de
lal ordem ao Ilustre minislro da juslica c aos seus
dignos rollegas, que julgo inconveniente e al peri-
goso ped-las em sessao publica. EiA razao porque
requer sessao secreta. As informaroes qne desejo
repulo lao importantes qaedecididamenlenaoas peco
em publico, e o nao quererem sessao secreta be o mes-
mo que dizerem r, nao se pecara essas infor-
maroes.
Quaulo ao Irafcg'o, desafio a qualquer que seja
mais conlra esla pesie do que eu : nem eu, nem
pessoa alguma da minha familia possuimos Africa-
no algum importado por contrabando, que lakoz
inulus nao possam dizer., Todos quaiilos meios p
governo julgar necessarios para a sua completa re-
pressao eu Utos darei pelo meu voto, principalmente
na conjuntura actual ; mas preciso muito de escla-
recimentos. Esta lei pode' trazer consequencias
gravissimas ; pode infundir nm terror geral, -e cau-
sar grandes prejnizos ; e para se tratar disto re que
fiz a indicaco que nos oceupa ; a, cmara decida
como quizer, certa de que nao lenho remedio se-
nao submeller-mc sna dreiso.
O Sr. Pereira da Sita : -7- Nao posso per ma-
neira alguma concordar com a opiniao do nobre de-
potado, de que se trate desla queslo em sessao se-
creta. Nao he o facto de declarar um deputado que
pretende pedir informaroes importantes oae d a
esta queslo o caracler de ser preciso IrataT-se della
em sessao secreta. O nosso regiment diz que s
se trate em sessao secreta aquellas quesloes que por
sua natureza devam ser assim (raladas por ulilidade
publica. Ora, basta a imples letyira desle projeclo
para se conheccr que nao est neste caso ; uclle ha
apenas dous arligos, que alo sascilam quesloes.laes
que possam trazer oulras que merceam ser tratadas
em sessao secreta.
Senhores, nos a respeito do Irafego livemos urna
sessao secreta em 1850 ; mas lembre-sn a cmara
que livemos essa sessao, nao sobre todo o projeclo, e
sim somonte sobre nm artigo especial : os outros
forao tratados em sessao publica, e sem qae para o
paiz resoltass'c damno algum da publicidade dos d-
bales.
Acresce mais ama circunstancia, e he que esle pro-
jeclo Vcio do senado, foi all discutido em sessao pu-
blica ; os Srs. senadores apreseotarara as considera-
cOes que jnlgaram convenientes, e por ventura resul-
O senhor! o senhor aqui!... disse Naundorff
estupefacto.
E porque nao ?...
Mas porque serie de aventuras impossiveis ?
Impossiveis, he o termo proprio, tomn Berga-
lasse abanando a cabera: por isso nao lentarei con-
lar-lhas.... O que posso dizer-lhe he que eSlou aqui
por sua causa.
Como assim ? .
Explicar-lhe-hei isso quando estivermos fora
daqui.
E enlao o senhor espera fugir ?..
Esw he boa I
Mas como ".
He o .que vamos decidir.
Vejamos...
Bergalassc andou duas ou tres vezes cm rodado
quarto, sondou as paredes, escutou o som que da-
vam, e parando euitiin na parede opposla aquella,
por onde havia entrado, disse a Naundorff.
Esle lado d para ovacuco...
Como sabe ?... pergunlou-lhe o duque.
Escole...
Bergalasse lornou a baler na parede, a qual deu
um som secco e claro.
Tem razao, disse Naundorff, eu n3o havia pen-
sado nisso.
-- Convem pensar em ludo, lornou o conde indo
assentar-se sobre o lejo de palha de seu compa-
nheiro.
na dous meios de evadirmo-nos, dise elle com
voz lenla depois de ter refleclido alguns instantes,
dous meios que sao igualmente bous ; mas igualmen-
te perigosos.
Quaes ? perguntou Naundorff.
O primeiro consiste em malarmos Kral, apo-
derar-nos de sua roupa e fugir assim da fortaleza.
Mas corremos o risco de ser morios vinle vezes antes
de passara ultima porta
Vejamos o segundo.
O segundo consiste em arrombar esla parede;
ssim como arrumbamos a oulra/ e procurar a sal-
varlo por essa abertura... Porcm esla prislo pode
ler cem pes de elcvacSo e corremos o risco de che-
gar Ierra feridos ou morios...
Nao ha um terceiro meio ?
Essa he boa !
Ento vejamos o lerceiro....
O terceiro he menos perigoso ; porem he tam-
bero meuos seguro...
Eem que consiste?
O senhor ver !
Bergalasse desappareceu um momenio pela pare-
de e voltou pouco depois armado de duas pistolas e
dous punhaes.
O duque nao pode deixar d*>sorrr vendo esse ar-
senal vivo, e indo ao encontr de Bergalasse, per-
gunlo-lhe:
Que pretende fazer de ludo isso ?
O senhor ver em poucashoras....porem vamos
distribuir as armas.
Dizeudo isloo conde enlregou um punhal e urna
pistola a Naundorff. Este que nunca o linha visto
lo vivo nem to contente, fez-lhe urna observarlo.
lou desses debates do senado algum prejnizo ordem
publica e ao paiz ? Nenhum. Nao poiso saber quaes
sao as razoes que pode ler o nobre deputado pjra pe-
dir orna sessao secreta na aclualidade ; pelo contra-
rio eu creio que a proposla do nobre deputado he que
pode suscitar ideas qu nffo nos sejam favoraveis ;
pde-se deduzir da proposla de sessao sacela urna
intelligencia contraria aos fins qne temos em vistas.
Se o nobre deputado (enj de pedir informaroes que
entende que nao devem ser pedidas em publico, pe-
ca-as em particular aos Srs. ministros, qae elles lh'as
darlo. Vol, pois, contra a proposla.
Posto a votos o requerimento, he rejeiiado.
Sao introduzidos por sua vez os Srs. Bellegarde, mi-
nistro da guerra, e Limpo de Abreu, minislro dos
negocios eslrangeiros, qae leem os seas relatnos, e
reliram.se depois com as mesmas formalidades com
que haviam sido receidos..' ,
Continua a discusso do arl. Io do projecto'do se-
nado para repressao do trafico. ,
O Sr. V?. Francisco:Sr. presiden!*;, V. Exc. si-
be, e bem assim esla augusta cmara, que eston coa-
gido a n3o dizer palavra sob pena de querer pisar em
camin) que vejo crivado de espinhos : nesla nao
cain en; nao me quero estrepar. Mas pedir informa-
roes particulares ao Sr. ministro, como disse um Sr.
deputado pelo Rio-de Janeiro, nao me parece proprio
de um lio dislinclo parlamentar, 19o provecto como
elle he. Como-podem informacOes particulares ser-
vir para discussoes publicas?
E se, longe de haver amizad* entre mim e o Sr.
minislro, fossemos inimigos, como Ihe poderia ea
pedir-informaees particulares f
Sr. presidente, considero-me otn pouco embanca-
do, porque encaro esle projeclo de modo lal que pa-
rece-roe apresenlar perigos; por onlro lado, porm,
vejo que na actual conjunctura, como j disse, ha da
mais urgente necessidade armar o braco do governo
com (oda a forja possivel, para que os africanistas,
que d certo hao de estar excitados, nao tcnlem in-
iroduzir novamenle o commercio de carne humana
enlre nos. -
He sabido qae a.Inglalerra tem de relirar os seus
cruzeiros, a guerra da Europa he conliajpida, e
africanislas hode eslar dorroindo ? Estas coiisidera-
Sfles levam-me a dar loda a torca de qoeo governo
necessla ; mas nao posso entrar em discussio, porque,
como j dsse, as informacoes que tinha de pedir nao
jlgode vantagem .raanifesta-las na casa em sesslo
publica. Nao posso pois enunciar nada do qne tinha
a dizer ; pois, ou hei de dizer coasas que calculo pe-
rigosas, ob suscitar nma queslo cojo alcance enhum
de nos poder prever : eslou calado.
O Sr. Viriato :O honrado deputado pelo Mara-
nho que acaba de fallar, nSo enlrou no desenvolvi-
menlo da malcra do projecto, forrado, como disse...
QjSr. D. Francisco :Forrado pelo-qbe ?
VSr. I iriato:-Forjado, como disse, a proceder
dessa maneira por'ser o projecto tratado m sessao
publica.
O Sr. D. Francisco :*-Ah 1
p Sr. Viriato :De seu discurso se revela porm
a opiniao de ser perigosa a discusso da doulrina do
pmjeclo. A nao ser essa opiniao aroittida na casaea
cedera da palavra, porque me vejo collocado na po-
s3o restricta da defeza de urna idea que nao foi com-
ba lida, c que parece merecer a approvaco de meas
Ilustrados collegas. Mas esse perigo. pintado com
cres.tao estregadas, a impresslo que certamente le-
rao produzido no publico, que nos oave, as patavras
do honrado membro a quem me refiro, carecen) de
urna resposla. Seu assim levado para a tribuna, o
serei mui conciso.
Antes de ludo procurarei mostrar que nao ha.peri-
go algum na discusso...
O Sr. D. Francisco :De que discusso?
O Sr. Viriato :Est claro, senhor, que fallo da
discusso que ora nos oceupa. Para que toterrom-
per-me por lal modo ?
O ST, D. Francisco : O senhor sbe o que eu
queria dizer? qne informaros quera pedir ? Essa he .
nova !
O Sr. Viriato :Tenho diante demimoprojKlu,
dirijo para elle a minha allenc3o, e fazendo oso de
minha intelligencia, posso conhecer se he de perigtf-
sos resultados ou nao, a discusso em publico.
O projecto lem por nico fim estender a jurisdicao
dos auditores de marinha, ampliando a lei de 4 de
setembro ile 1850, passando o processo e julgaroenlo
de crroes de importaco de Africanos, em certas hy-
polheses, das autoridades de primeira instancia e do
tribunal do jury para essas...
O Sr. D. Francisco : Para islo basta ler o pro-
jeclo.
O Sr. Viriato:Certamente. Nem he elle de to
diflicil comprehensao qne demanda longo e pesado
esludo. Que de perigoso podemos pois encontrar en-
trando era lal discusso ? Deve loda gyrar na rbita
do ulil ou do prejudicial de lal medida. Os deliu-
qnentes devem ser punidos, porque commeltem um
crime, importando Africanos, ousndo cmplices
nessa importarao. A punicodeveseguir-se sempre
Que quer ? respondeu Bergalasse, e asim he
que devemos viver... quando nossa existencia as-
sombra-se, devemos snpprir-lhe redobrando de ale-
gjia... "Ha oilo dias que estou no castello... nao li-
ve ainda um momento de tristeza.
O senhor he feliz.
He minha natureza !
Evcellenle natureza enlao !... disse o duque
enmaupa especie de enlhusiasmo. Eu slive aqui
alguMs semanas de alegra real ; mas ludo evapo-
rou-se...
Porque? .
Minha prisSo era nos andares superiores.
E deixou-a. ^
Eu via dabi urna rica paizagem, e dos anjos
graciosos e bons, cuja alegra lanrava-me alguma va-
riedade na vida.
Sei de quem o senhor qner fallar.
Das duas lilhas do superintendente.
Carlota e Magdalena.
O senhor as coohecia ?.
Pois nao!
Ellas ja voliaram lalvez ao castello ?
Sem duvida.
Agora me lembro, o senhor esl aqui ha oilo
dias, c tem podido ve-las...
Vi tambem oulra cousa:
Oque?
Georgele.
Georgele tambem ?
Ha oilo dias.
Onde esl ella?
Em Brunn sua espera.
O duque calou-se... Tudo isso pareca milagre,
e cuslava-lhe a crer na realidade do*que ouvia......
Que homem era esse Bergalasse ao qual nada era es-
tranho, que chegado recenlemente a essa fortaleza
conbecia j lodos os seus habitantes, melhor do que
elle qne ahi eslava relido ha alguns mezes !
Seu cspirilQ admirava ingenuamente essa activi-
dade, da qual nao poda comprehender nem o fim
nem a causa, e eslava iniciimenle dsposto a crer
na interveucao de um poder sobrenatural.
Apczarde lodo o mal que.o senhor me lem
feilo, disso emfim a Bergalasse, reronliero com pra-
zer que lem sempre sido mellido cm minha vida
para fazer-me algum servico. No momelo cm que
desespero, quando Dos parece-me injusto, e os ho-
mens maos, vejo-o apparecer sempre no horisonle
como a condeninaraoda,meu desespero, edo nimbas
suspeilas. O senhor tem sido quasi minha Provi-
dencia, o 1 omquanlo tenha contribuido de sua par-
le para afastar-me de um Ihrono para o qual havia
nascido, jamis me' esquecerei que lenbo-lhe devido
muilas vezes a vida, e que mesmo nesle momenio
eslou bem perlo de dever-lhe a liberdade.
Muilo bem, senhor, respondeu Bergalasse lo-
mando repentinamente um tom serio c grave ; goslo
ver romprehendido a impossibilidado absoluta em
que as circumslancias o pozeram de subir jamis ao
Ihrono do seus pais, nesse da, crea que poder ser
feliz.
Tenho feilo trislcs experiencias em minha
vida,
Pois seja esla a ultima.
O Ihrono era um alvo 13o nobre para minha
ambirao
Pois desengane-se. senhor, e perca mais esta
illuso... A revolurjlo franceza deu um triste fufa-
rs orealezas desle mundo.... semeou a duvida por
loria' a parle, fez entrar a perlartwcao enT -lodos o
espirilns, o sceplicismo em todos os corac.es. Des-
de o dia cm que um homem, saMdoda classe do bo-
vo, pode subir os degros desjRnhrono, e vestir a
purpura imperial, perdidas ficaram as monarchias
de direilo divino, urr.a nova realeza naseeo, e he
comella qu devemos conlar de ora em dianle.
De que realeza quer enlao faltar ? pergunlcu
o duque admirado dessa linguagem.
Quero fallar do povo, respondeu Bergalasse.
He a primeira vez que falla-me assim.
' Estamos em SpielbergMr. de Naundorff,dese-
jamos sahir ambos daqui, e tomei a peto fazer que
o senhor nao volle para a sociedade, da qoal tem es-
lado um momento separado, com as ideas que causan)
sua desgraca.
Nao sou obrigado a renunciar a ellas desde j?
Esla lijao o tornar mais philosopho...
Se eu podesse crer na felicidade.
Quem Ihe impede ?
Que alvo darei minha vida ociosa ?
O amor. ,
Quem me amar ?...
Mil mulheres, se o senhor qoiar, urna sobre-
lado, se o senhor nao lh'o prohibir.
' Georgele ?... disse o duque senlindouma sin-
gular sensaco penelrar-Ihe o coracao. .
Georgele ; respondeu Bergalasse.
Ella trahio saa fe renegn sea amor.
Como sabe disso ?
Demais Georgele nao pode ser minha amante..
esl casada com nutro.
O principe Tolsloi nao exislo mais.
Que diz?
Morreo.
Elle I
De inlempcranca. Seus herdeiro esperavam
ha muilo esse momento. Naundorff metteu a cabe-'
ra entre as roaos. Seu coraco eslava cheio de 3gi-
laces. Todava pouco depois ergucu a fronte e
poz-se a percorrer o quarto.
Mr. de Bergalasse, disse entJo sorrindo, somos
dous meninos. ,
Porque ? perguntou Bergalasse.
Diverlmo-nos em edificar caslellos no ar, em
fazer rail projeclos para o futuro, e esquecemo-nos
ma da Ierra eque nao saldremosdaqui antes de nm
bom numero d annos.
Essa he boa, disse Bergalasse com negligencia,
(cubo escapado de posices mais desesperadas, e es-
pero nao ser mais inepto nesla circumstancia.
Enlao vai esperar Kral...
Silencio, ei-lo quechega.
A chave girava com effeilo na fechadura da porta,
Bergalasse se esconden por Iraz do duque, e grabas
escurida, Kral nao o vio logo. {Continuar-te-ha.)
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,MMrirtgi^uMJMM|
DIARIO DE PERMIBUCO, QUARTA EEIRA 7 DE JUHHO DE 1854.
depois do delicio, qaerseja ella decretada pelo jury,
quer por oulro tribunal. Serao os auditores do ma-
rinha os creadores dos futuros perigos' Nao, porqu
s3 junes, como sao os. dieras de polica o stus em-
preados; como sao os membroi do cousellio do jury.
Nao, porque a cada om dclles lei tem imposto o
dever de provenir, descobrir e fazer effcriva a pu-
n jao do crime de africanista. Nao admiti quo se
possa diier que o faci da diicaw&o da transferencia
ou oaotraniferenclijda jurisdirSo de certas autorida-
des para outras, possa Iraxer perigos para o paiz.
A ampla cita da lei citada de 4 de selembro de 1830
era ult ou nao ? Este he o ponto da quesillo, e que
vai oecupar-me.
Sempre lvemos necestidade de tratar cOm todo o
empenho da repressao do trafico, e boje mais que
nanea devemos applicar a nossa ltanoslo para esse
lado. O trafico acha-*o qaasi eitincio,'a morrer ;
todava o estado actual de guerra da Europa faz nos
recriar, que algnnsemprehondedoris atrevidos tor-
neen para esae commercio vergonhoso e brbaro de
carne humana, julgando-so livrea de nossos cruieiros
e dos das narres nimigas do trafico.
Furja he que tratemos dos meios qoe nos parecc-
rm mais fortes e efBcaies paran punicaode tesde-
lictos. Os auditores de mariuha julgavam smente
dos Africanos apresados immedia lmante, segundo o
artigo 8.a da lei; quer-se pelo projeclo qu esla ju-
risdiccao se eslenda e subsista, mesuro no caso de
apprebenso de Africanos que depois de desembarca-
dos sejam por estas auloridadesenconlrados cm qual-
qner lagar. Vamos pasar a polica e o julgamento
desees delicien das autoridades policiaes e do jury pa.
raos auditores de marinha.
Esta medida he de salutares eneitos. Creio que
ngo podem ser batidas victoriosamente as ratOcs que
miaba conviccao me dita para decidir-me pela utili-
dade da eeajae do projecto. A Insliluicao do ju-
ry, tallando geralmenlc, d boos resultados, he o
syatema do julgamento dos reos pelos seus pares ;
' roas ha roister que o paii esleja preparado para ella.
ntrenos anda posso considera-la como planta ex-
tica, que minada oto tem dado bellos fructos. Is-
io se pode observar na eslatislica dos julgameoloa, e
mu principalmente nos casos de importadlo de Afri-
canos.' x
As dedsaes do tribunal do jury sao fllhas legiti-
mas da opiniao publica, dos erros populares, e raras
vetes da seveaa juslica.
A opiniao publica, era verdade, principia a cri-
minar o trafico de Africanos, mas anda ha alguem
qoe pense nao poder a agricultura prosperar sem
existencia desee trafico ; mas anda ha alguem que
viclorie aquelle que inlrodui Africanos no paiz, co-
mo motor do bem gcral. Nao coohecem que a ces-
sacao absoluta de bracos escravos aogmenlarn neces-
tiriamentea introduccao de melhoresragentes de ri-
queza, dos bracos livres. Ideas destas nao devem dos
minar em um tribunal de juslica.
So as cansas ficassem como at agora tem estado, o
traficante qne podesse escapar das vistas do cruzeiro
e podesse collocar em lugar seguro a sua carrega-
jae, aio estara inleirameiile livre da paniego das
tea, mas feria esperances da ser absolvido pelo tri-
baeai do jnry, pelos seus pares.
projecto, collocando o julgamento de taes delic-
io a a perseguido dos criminosns as roaos dos au-
dHores da marinha, d toda a seguran cade que asees
jalgaminto serao bascados em juslica.
Todas as vezes que nesta casa tenho fallado nos jal-
gnenlos do jury tenho apresentado a minha opi-
niao sem reserva alguma, tenho ditoo que sinlo o o
que hei observado no ciercicio da magistratura. Pa-
. ra os mesmos crimes ordinarios, repito, o jury nao
he um bom tribunal no interior do paiz, e para os
crimes de introducto de Africanos pode-se dizer
qae o jury sanclBca o fado, nao o reprova. Con-
ven tirar a esees tribunaes taes jolgamenlos e entre-
ga-Ios a ostras pessoas que possam ser responsaveis
pelo que fizerem.
O projecto, senhores, he 13o simples por sua natu-
ra que eu n3o pedira a palavra, como disse, c nao
me veri em posico de emiltir sobre elle a minha
opjnosc o nobre depulado pela provincia do Ma-
ranbo nao tivesse feito esperar, cojn o fado de pe-
dir a palavra, alguma cousa, e mesmo muilo cm*op-
posicao sua doutrina. Cnnhccendo que elle toca-
va n'om ponto smente, e medindo a gravidade do
que expoz, nao pude roubar-me ao trabalho de sol-
lar essas poucas palavras para o publico com ofim de
mostrar, que nao havia reccio algara de ama discus-
sao dianle de todos, e sobre este negocio. Don thn
pois ao meo trabalho, lendo chegado bem ou mal ao
fin a que me tjulia proposlo.
Peco cmara e espero .que sejaapprovado o pro-
jeclo em todas as mas partes.
Jalgada a materia suAcentemente disentida, he
posto votos o artigo em discotsao e approvado.
Entrando em discussao o artigo 2.. he approvado
sem debate, paseando o projedo para a terceira.
O Sr. Pereira da Silva pede dispensa do inters-
ticio para que o projecto entre amanhaa em discus-
sao.
Consultada a caa, assim se vence.
O Prndente declara que csgolada a segunda par-
te da ordem do dia, volta-se i priraeira.
Entra em pnmeira discussao o projecto n. 80 de
1853, antorisandoo govcfoo a impetrar da Santa Se
a bufia de crearlo de um bispado na previnci do
Pianhy.
O Sr. Paranagu :Sr. presidente, autor do pro-
jeclo,- edesejando que se leve a cJTeito a sua idea,
nao quero todava.precipitar a sua marcha ; entendo
que crear&es desla nalureza dependem, como lodos
as censas, de opportunidadc, a cmara nSo deseonhe-
ce a importancia e gravidade do negocio, e querer
sem davida proceder com rcjlexao. e calma, ouvin-
do as autoridades competentes, querdo civil, jucr'
do eeelesiastico. Ra na casa urna Ilustre commis-
saaqnedeve ser ouvida, e que, melhor informada
nos poder dar o seu parecer sobre a materia do pro-
jecto ; portante offereeo om adamen(o,pedindo qne
o projedo seja remellido nobre commssao de ne-
gocios eeclctiastieos para dar sen parecer.
Vai a mesa o segainte requer mente, que, depois
de nutadu, entra em djscussao, e he sera debate ap-
provado;
Reqoero qoe projedo v illoslre fommis-
sao de negocios eeelesiastico* para dar o sen parecer.
Cvnha Paranafu.
Entra depois em primdra discussao o projecto n.
2 de 1853, que autorisa o governo para impetrar da
Santa S as bullas para creacao de om bispado na
Parahyba e Rio Grande do Norte.
O Sr. Saraiva :O nobre depulado qae ha pou-
e falln apresentou em justifica jao do scu reque-
rintento de, adiamento razos taes, que a cmara eq-
tendea que tlevia volar por elle; ora, sendo o pro-
jecto, que se discute idntico ao que so discutio, pa-
rece-me qae est na* mesmas circurostancias qoe
aquelle ; e consegnintemente deve ser como elle
adiado a remellido commssao de negocios ectlesi-
aitieos para dar o sea parecer.
O Sr. Correa das Senes: NSo, nao est as
mesmas circumstancas.
O Sr. Saraiva : lie a mesma cousa.
lima voz : Sim ; porm no mais'est engaado.
O Sr. Saraiva: ... Se a cmara cutendeu que
sobre aquelle precisava de informeces completas
para poder votar, entendo qoe o mesmo deve que-
rer a respeilo desle: e contrario importa urna con -
tradieefio.
Um Sr. Depulado pela Parahyba: Mas os
membros da casa qne votaram este projeclo esto
bem informados.e dispensam as informa jes da com-
mssao de negoaM ecelesiaslieus.
O Sr. Saraica ; Offeref porlanlo, Sr. presi-
den, nm requerimenlo de adiamento igual aoqiic
se votot ha pvuco.
Vai mesa, he lido, e apoiado entra em discus-
sao o requerimenlo do Sr. Saraiva.
O Sr. Mmeiiae Albuqverquc : Vol, Sr. pre-
sidente, contra o requerimenlo de adiamento qoe se
aeha em discussao : o nobre depulado pela Babia,
susteulando o seu requerimenlo, dsse que sellndo-
se o projecto que se disoule as mesmas circums-
lancias ana-aquelle que ha pouco fdra adiado, a c Mftra para obrar cdherenleroente devia lambeiu
adiar este. Creio qae o nobre depulado se engaa
qnando v nos dous projedos.Menlldade de circums-
tancias cora retacaos! discussao : a respeito do pro-
jeclo qu a cmara ha pouco adiou, deu-se a cir-
cumstancia de ser o sea ntoprio autor quem reque-
ren e adiamento: ora, qoando nm depulado que
ofTerece cmaraalgum projeclo pede que elle seja
examinado por alguma commssao, vnostra que cta-
te no seu espirito duvida, ou a respeito da utilida-
. de da medida que prupoe, ou do modo porque lal
medida tem de sor eveculada, e he, sem duvida,
por atlendcr a isso que o regiment da casa deter-
mina que sejam remetlidos s commissoes os prnjec-
toa, enjos autores ssm o requererem. Quanlo po-
rtal ao projecto que se discute, eu e os meas no-
bres collegas que o formulamos c assignamos,nf\o te^
mosa menor duvida a respeito da sua utilidade e da
sua excqalbilidadc ; eassim nao julgo necessario o
adiamento : j v pois V. Exc. a grande differeura
que ha entro os dous projectos com relac,o i dis-
cussao.
Demais, a utilidade do projerto que esta em dis-
cussao he mais manifesta que a do projeclo adjado:
este projeclo tem por flm a' creacilo de um bispado
contando duas provincios, as -da Parahiba a Rio
Cran4b do Norte, o sera desmembrado de um bis-
pado mui extenso, como he o de Pernam!wco.
f'ma vo*: Nao est Iflo grande como pensa.
O Sr, Almeida e Mbuquerque ... entretanto
que o projecto qu* fura adiado crea um bispado con-
tando somonte urna provincia, a do Plauhy, e ser
desmembrado o bispado do Maranhao, muito menor
que o de Pernarobuco.
TenJo eu pois mostrado a d(Terenca nolavel que
existe entre os 'dous projectos, julgo ter provado
que a argumentaban do nobre depulado pela Baha
mo he procedente, e que assm, sem a menor in-
coherencia, pode a cmara rejeilar o ad amento por
elle proposlo.
A malcra, Sr. presidente, he mui. conhecida, lo-
dos tem sobre ella formado o seu juizo, a utilidade
da creadlo de bispados he geralmente rcconhccida :
eu nao roubarei o lempo cmara em demonstra-lo
at por nao ser a occashlo oppurlunu ; nao ha quem
ignore a grande utilidade que resultar moral pu-
blica de seren menores os |lrispados, do modo que
os bispos posso inspeccionar mais convenientemen-
te o clero, e illuslra-lo. Nao vendo pois nenhuma
utilidade no adiamento que se discute, voto contra
elle.
O Sr. Saraiva : Sr. presidente, o nobre depu-
lado que.acaba do fallar no intuito de obler a rejoi
rao do adiamento que propuz, moslrou, ou procu-
ro u mostrar, que nao se dava a respeito do projecto
em discussao o que se dava a respeito do oulro adia-
do ; mas eu entendo qae a cmara nao se decidi na
volacao do adiamento do projeclo da" crearao do bis-
pado do Piauliy pelo simples fado de ser elle pro-
posto pelo aulor do projeclo, parque uo he razio
suflicieuta para se volar a^favor de qualqucr adia-
menlo a circunstancia de ser elle indicado pelo au-
lor do projecto que se preleude adiar.
O Sr. Almeida e Alhuquergue : Mas isso he al
do regiment da casa.
O Sr. Saraiva :Qualqaer projecto logo que he
ouereedo a considerarlo |da cmara tem o destioo
que ella entende conveniente dar-lhe, e se a cmara
tem necessidade de informarles procoradas pela for-
ma que Ihe parece mais acertada, o foi cortamente
isso qne determinou o seu proccdimciflo, e nao oque
allega o nobre depulado.
O Sr. Correia das Senes: Isso lie o que nao sa-
be o nobre depulado. ,
O Sr. Saraiva :A cmara, senhores,. approvoo
o oulro adiamento, porque calenden que devia pro-
ceder com calma, com madureza, que deviam ser ou-
vida* aquellas pessoas que melhor do que nos esto
habilitadas para couhecerdas vantagens da crcacao
de bispados,..
O Sr. Correia das Nev*:As vantagens da crea-
cao do bispado da Parahiba do Norte sao conlieci-
das por todos.
O Sr. Saraiva:... e pois as mesmas razoes que
exisliram para o adiamento do outro projecto exislem
para o adiamento deste que est em discussao, e pois
que ha necessidade dse ouvir a opiniao do Ilustra-
do prelado diocesano do Maranliao,tainbcm deve ha-
ver a de s ouvir a do diocesano de Pernambuco...
Um Sr. Depulado:A quesillo n3o he de se ouvir
a? hispo.
O Sr. Saraiva :Parece-me por tanto, Sr. presi-
dente, que, para nao cahir a cmara em contradic-
cao,- deve votar pelo meu requerimenlo.
O. Sr. Correia das Neves :Sr. presidente, de-
pois que ouvi as razoes do nobre depulado que me
preceden, eu pudera ceder palavra, para seguir-se
a volacao, porque observei que o nobre depulado
qaasi que reproduzio os mesmos argumentos com
que suslenlou oadamento,quando o offereceu a con-
siderado da casa, c o que emao elle disse foi sudi
deptemente respondido pelo meu nobre collega pela
Parahiba; mas como o nobre depulado ltimamente
encaminliasse a questao para oulre pouto, pelo me-
nos assim o pens, pois teodo a principio apresenta-
do como raido do seu adiamento o ser necessario
ouvir-se a commssao de negocios ecclesiaslicos,ago-
ra acaba de dizer qu o sea adiamento tem por fm
a consalla os respectivos bispos sobre taes creaces
de bispados, eu, que me tenho pronunciado contra
tal adiamento, e agora anda mais resolvido me aclio
a votar contra elle, devo por tanto justificar o meu
procedimento para que nao pareca que estou em
contradccao minha opiniao enunciada na casa
quando no anno pastado se tratou de algumas crea-
rOes de pispados.
Naqaella occisiao en vi que, na formula porque
eram redigidos os novos projectos de leis dessas crea-
qobs, contra o costume recebido, que cnlao combat
se respeitavam os direitos pontificios, pela adopfao
da formula :Fica autorisadoo governo a impetrar
da Santa S Apostlica bullas para a crencao de taes
ou taes bispados,porque essa formula claramente
indicava que a cmara deixava dependente de np-
nrovacao ou consentiinento da Santa S essas crea-
c^es, e aVc consenlimento certamenta nao ser
dado se por ventura .os bispos, cujos bispados tem de
ser diminuidos com ascreac,6es,a ellas se oppozerem,
cessou o meu escrpulo de volar por taes projectos
antes da audiencia da Santa S. Agora, porm,
vendo cu qae esse adiamento proposlo nada mais he
do qae urna morte suave que se pretende dar ao pro-
jeclo, eu que assignei o projeclo de creacao de um
bispado na minha provincia, nao posso de neohum
modo deivar de me oppor a elle.
Se o nobre depotado quando manda ouvir a com-
mssao de negocios ecclesiaslicos, nicamente lem
por fim, como diz, reconhecer a utilidade e conve-
niencia da crcaoSo dos bispados, dir-lhe-hei que he
intil, porque hoje essa utilidade e conveniencia he
rcconhccida por lodos; nao ha urna nica pessoa qae
diivide da necessidade da divisao dos nossos bispados
ainda extremamente grandes, e que por conseguale
nao podem estar debaixo das vistas dos respectivos
bispos como deviam estar a bem do callo, da reli-
gio, e mesmo da moralidade publica, segundo as
expresases do meu nobre collega que me precedeu.
Em vista pois destas razoes, nao posso deixar de
votar contra este adiamento, adiamento que nao
tem por lini sen o retardar sem conveniencia algu-
ma conhecida o andamento deste uegodo. Neita
sentido votare!.
O Sr. Ilenriques S. presidente, nada me resta
a ponderar contra o adiamento onerecido em justa
das razoes j contra elle dedozidas por meus anres
collges; pedirei apenas cmara que se record do
que bem recentcnicule se deu por occasiao da crea-
cao do bispado da provincia do CearS. A creacao
disse bispado foi apresenlada na casa por um projec-
lo, creio que assignado pela depataco da respectiva
provincia ;e sem que se enlen'dcsse conveniente ou-
vir a Ilustre commssao dos negocios ecclesiaslicos
foi elle discutido, e passou na mesma sesso
Ora, se se proceden assim tao recentemenle a res-
peito do Cear, isto he, de um bispado qne se limi-
tava a urna s provincia, c a nma provincia cujos
recursos nao sao superiores aos da Parahiba, consi-
derada isoladamcnle, como sepoder agora proceder
de maoeira dfferente acerca de om bispado que lem
de reunir duas provincias inteiras, quaes a Parahiba
e Rio Grande do Norte 1 A igualdade, a. juslica.
reclaman) nesle caso toda a coherencia da parle da
cmara, e essa coherencia eu espero daimparrialida-
dc e reclidaa com que ella cnslnma proceder. Asra-
zOes apresentadas em favor do adiamento que ha
potico se pedio e vencen a respeito do bispado do
I'iauliy nao militam acerca do da Parahiba.
O Ffauby, senhores, supposlo para mim provincia
importante, o no caso de merecer a creacao do bis-
pado que fez ohjeclo do projeclo ha pouco adiado a
pedido do nobre depulado pela Baha, nao se acha
ainda as mesmas coudcoes, para as quaes alias ca-
minha, relativamente materia de que se trata, cm
qoe-esta a Parahiba. O Piauhy nao lem a mesma
cxlcnsao de territorio, nao (em a mesma populacho,
a mesma renda, os mesmos recursos, em urna pala-
vra, com que a Parahiba j conla, ,e muilo menos
os recursos da Parahiba o Rio Grande do Norte con-
jtinctamenle.
O Sr. lbeiro de Andrada: Mas j se ouvio a
autoridad ecclesiaslca'.'
O Sr. Ilenriques : O anno passado quando se
CTeon o bispado do Cear ouvio-se a auloridade ec-
clesiaslica, pergenio ou lamben) ao nobre depula-
do "I Por ventura a Parahiba estar em rondires
inferiores provincia do Ceari para se proceder a
seu respeilo de maneira diversa ?.
O Sr. Araujo Lima; O prelado respectivo ha-
via dado a sua opiniao relativamente ao Cear.
, O Sr. Ilenriques : Essa opiniao nao foi, se bem
me record, iida na casa ; nao me consta que fosse
Irinsmiltida offlcialmcnle; poderia constar de algum
documento particular, de alguma caria por c templo:
mas creio que negocios de tanta importancia c serie-
dado se naodiscalem e votam por informiicoes for-
nei idas cm cartas particulares.
O Sr. Araujo Lima : Todos esses papis es-
lavam na clisa.
O Sr. Ribeiro de Andrga : Parece-mc qae
houvcram infonnaedes ofllctacs.
O Sr. Ilenriques : Nao me animo a contrariar
ao nobre depulado, porque, porque poderei estar
em erro a esse respeilo ; o que posso porcm asseve-
rar he que nao ouvi tal leitnra c nem constou en-
lao que infonnaco oflicial ciistisse a tal respeito ;
foi apresenlado um projcclb creando am bispado no
Cear pela mesma maneira por qae se apresentou o
que se discute acerca da Parahiba, o nao se julgou
couvenienle ouvir a nobre commssao de poderes ;
disculio-se de prompto, c he ja hojelei do paiz. Pro-
ceda-se da mesma maneira quanlo ao da minha
provincia : os nobresjnembros da commssao de ne-
gocios^cclesiaslicos esiao presentes, o na discussa"
pdenlo prestar os csclarccmenlos que dclles se
exijam.
Sr. presidente, nao he licita tratar agora da vnn-
iagem ou utilidade da creacao deste bispado: isso he
objedo da primeira discussao ; agora s me cumprc
cingir-mc conveniencia ou desconveniencia do adi-
amento proposlo, c eu, pelas razoes que acabo de
ponderar, o pelas que foram j ofTerecidas pelos no-
bres deputados que me precedern!, nao posso votar
pel requerimeuto em discussao porque entendo
que elle importa urna injuslica rcvoltante.
O Sr. Paranagu : Parece-me que nao ha in-
conveniente algum na adnpcao do^cquerimento de
adiamento que propoz o nobre depulado pela Ba-
ha.
Um Sr. Depulado: Apenas ha demora. .
O Sr. Paranagu: lie verdade : mas essa de-
mora dar tempo reflexo e ao exame, e trar o
ello da prudencia a qualquer deliberarlo que a ca-
sa baja de tomar. Nao ha inconveniente algum nes-
sa demora,.pelo contrario ella lem suas vantagens,
ea razio parece acouseiha-la.
Estamos no principio da sessao, ha lempo bstan-
lo para quo se proceda com toda a circuraspcccao
sobre negocio tao importante,
Senhores, quando vemos que a respeito de altera-
cao de limites entre provincias, e at entre fregue-
zias, a cmara em sua sabedoria julga conveniente
ouvir s respectivas commissoes, ouvir ao governo,
premunir-sc de todos os dados afim de que a sua
resolurao seja sempre a mais acertada, me pareca
que nao seria justo que tratando-se de um negocio
qaeenvolve augmento ou reslriccao de ^*isdi(;ao de
um poder lao importante, como he o poder espiri-
tual, a cmara nao se queira cercar das mesmas ga-
rantas para que a sua rcsolucSo leve o cunho de
prudencia e da reflexo. Me parece mesmo que a
casa querendo prestar algama deferencia ao poder
espiritual, de cojo accordo se nao pode prescindir na
ad opea do urna medjda que tao directamente vai
aflectar a sua jurisdico,- nao pode deixar de ouvir a
commssao'respectiva ; esla demora dar lempo ao
nobre ministro da juslica para iuformar-se dos res-
pectivos prelados,cujas dioceses liverem desufTrer al-
guma alteracao por este projedo.
/o Sr. Depulado : O auno passado nao se pro-
cedeu assim. *
O iSr. Paranagu : Ea pao me gui rfuito por
precedentes quando elles nao vao de accordo com a
lei on com a raz.lo ; porlanlo nao quero saber do que
se fez o anuo passado, e sim o que levemos, o que
nos cumprc fazer.
Senhores, se as assemhlcas provinciaes, quando tra-
tan) da. creacao de urna freguezia ou de alterar li-
mites das que estao creadas, ouvem sempre urna com-
missfloi e mesmo ao respectivo hispo,' como he que
nos, que devemos dar exemplo de dreumspeceao e
de prudencia, queremos precipitara marcha de um
projecto qne trata da creacSo, nao de urna freguezia,
mas da crearao de am bispado?! Parce-me, se-
nhores, que nao devemos prescindir do adiamento;
estamos, como disse, no principio da sessao, o ne-
gocio he mallo grave, o respectivo ministro lera oc-
casiao de formular a sua opiniao, e mesmo de emit-
li-la na casa, por isso o adiamento us presentcsxr-
| camstauctas, quanto a mim, nao pode ser repellido
pela casa, principalmente quando acaba de adoptar
o adiamento qae tive a honra de propor em um caso
anlogo. *
Na adoprno daqnelle adiamento a casa, eslou certa,
nao altcndeu pessoa que o propoz.
Urna voz: la modestia.
OSr.Paran^K: ano ho modestia; rao
primiro a reconhecer qae nao lonho as habilitadles
precisas {nao apiado*), por isso quando submetto
algum projeclo consideradlo da'casa, procuro as
luzes dos honrados membros tudo quanlo possa dar-
lhe forja, ou servir de justificaban ao que tenho a-
presentado; por isso eulendi que devia socorrer-me
das luzes da Ilustre commssao de negocios ecclesi-
aslicos, deque faz parle o nobre depulado qaeacaha
de dar-me o aparte, e que combatea o requerimenlo
em discussao.
Recouliecendo a minha iusufliciencii, quiz'ouvir
a sua opiniao, aproveilar-me das suas luzes; eslou
persuadido que a casa, approvando o meu adiamen-
to, repito, nao quz fazer urna graca pessoa
que o propoz; cutendeu que eram convenientes os
esclarec meu los que a nobre commssao podia forue-
cer-lhe.
Estas crcacoes, senhores, sao muilo importantes ;
he preciso consultar-se a opportunidade. Pode-se
ter necessidade de um bispado; mas he preciso saber
se a provincia que o redama est as c i re u instan-
cias de o ter j: ha muilas considerarles a ailendcr-
se, e por isso entendo que se deve ouvir a comms-
sao de negocios acelesiasticos, principalmente quan-
do o nobre depulado que me lem dado apartes, he
membro dessk commssao, e sobram-lhe luzes para
esclarecer a materia trazcudo com brevidade o seu
parecer a discussao.
Porlanlo, julgo que a casa volando o adiamento
preposlo, obra com toda a oircumspeccao qnerequer
um negocio tao grave; Vol pelo adiamento.
Nao havendo numero safficicnte de Srs. deputados
para se votar, fica encerrada a discussao do requeri-
menlo.
O Sr. Presidente marca a ordem do dia, e levan-
ta a sessao s duas e meia horas.
Dia 1G.
Nao houve sessao por se nao ter reunido numero
legal de deputados. Acharam-se presentes na occa-'
siao de fazer-se a chamada pelas 11 horas da ma-
h3a, os Srs. Visconde deBaependi, Paula Candido,
'aes Barreta, Goova, Paranagu, Saraiva, I.olz
Carlos, conego Leal, Vicra de Mattos, Monleiro de
Barros, Machado, Paula Sanios. Pacheco, F. Octa-
viano, Brclas. Ferraz, Eusebio, Rodrigues Silva,
Fernandos Vicra, Santos e Almeida, Paranlios, S o
Albuquerqae, Araujo I.ima, Paula Fonscca. Agoiar,
Mello Franco, Lima e Silva Sobrio ho, Pedreira, Na-
buco, Rocha, Magalhacs Castro, Miranda, Travas-
-os, Mondes de Almeida, Dulra Rocha, Jansen do
Paco, Almeida c Albuquerque, e Araujo Jorge.
Iraordiuario o ministro plenipotenciario de S. M. o
Imperador do Brasil, manifesta as boas disposijOes
com que o governo portuguez se prestan ag reslabe-
lecimeuto regular d relacOes entre os dous pai-
zes.
RELACOES DO BRASIL COM A REPBLICA
DO PARAGUAY'.
O governo imperial, depois dos acontecimentos
que sobrevieram no Rio da Prala nos aunos de 1851
o 1852, e havendo dado (antas demonslraroes nesses
annos o nos anteriores de considerarlo particular
para com a repblica do Paraguay, de que rcsullou
o reconhecmcnlo dessa repblica por parta da con-
federarao Argentina, repblica oriental do Uruguay
e varias nicles da Europa, que ainda nao haviam
adherido ao convite que fizera o mesmo governo pa-
ra comprehender aquella repblica no numero das
najes livres e independetiles, liuha razoes para sup-
por qae encontrara da parle do governo daquella
repblica as melhores disposirOes para chegar a um
accordo sobr varias qoesloes resultantes do tratado
com ella celebrado em 25 de dezembro de 1850quan-
lo i navegacao dos ros b commercio, e principal-
mente sobre as questes de seus respectivos limi-
tes. .
Para esta fim o governo imperial mandou um a-
gente seu ao Paraguay, dando-lhe todas as instruc-
ees convenientes para regular esses importantes as-
sumptos.
Na occasiao cm que nominado pelo espirito da
maior moderara, o governo imperial mandara pro-
por ao governo da repblica qp Paraguay todas a-
quellas conccssOes que a respeito de seus-limites po-
dia fazer sem quebrando nossp dreto e dignidade,
a admissilo dessas conccssOes encontrou embarazos
imprevistos.
O presidente da repblica acaba va de celebrar tra-
tados com os governos da Graa-Brelanba, Franca
Estados Unidos c Sardcnha, e quando o nosso agente
no Paraguay procarpa enlender-se com elle para a
couclusilo dos tratados que Uvera ordem de negociar
por parte do Brasil relativos a navegacao e commer-
cio, deelarou o presidente que nada ajustara sem
previo accordo a respeito do de limites; o quanto a
este,apresentou prclencoes absolutamente inadmissi-
veis. As mais graves aecusices foram eniao prodi-
galisadas ao agente tirasileiro, e a discussao desagra-
davel com elle havda deu am resultado remoller o
governo da repblica, do ordem do presidente,
aquelle nosso agentaos seos passaportes, declarando
qne dara os motivosdesta sua extraordinaria deli-
beradlo ao governo imperial.
Com effeito, o governo imperial recebeu urna no-
ta do ministro de retacees exteriores da repblica do
Paraguay, com a dala de 12 de agosto do anno pas-
sado, e nella se referam os fados constantes das no-
tas dirig'-Jas ao nosso cncarregado de negocios em
data de 10 e 12 daquelle mea.
O governo imperial nao pode snppor que motivos
pessoaes livesiem dictado o procedimento do gover-
no daquella repblica, para se nao prestar conclu-
sao ao menos do tratado de limites segundo as or-
dens que havia recebido o nosso agente. Presta a
estas difficuldades toda a consideracao, e procurar
resolv-las de um modo decoroso para imperio,
sem que se altarera as religues de paz entre as duas
naco es.
No annexo K acharis a correspopdencia a qoe
cima me refiro.
Extractos do relatorio da repartigap'dos negocios
estrangeiros aprcsenlado assembla geral legis-
lativa, na segunda sessilo da nona legislatura pe-
lo respectivo ministro e secretario de estado An-
tonio Paulino Impo de Abreu.
PORTUGAL.
A longa discussao havida na sessilo do legislativa
anno prximo passado sobre a inlerrupcao das reta-
cees enlre o Sr. conselhciro Antonio de Menezes
Vasconccllos de Drummond, enviado extraordinario
e ministro plenipotenciario do Brasil cm Lisboa, eo
governo de S. M. Fidelissima, dispensa-me de cn-
Irar em lodos os promenores do quo occorreu para o
rcslabelecimenlo daqtiellas reanles de nm modo sa-
tisfactorio e honroso para os dous paizes*.
Depois das conferencias que leve o meu anteces-
sor com o ministro de S. M. Fidelissima sobre esla
desagradavel quesillo, o em conseqnencia de haver
o governo de S. M. Fidelissima revogado a delihera-
cao qne havia sido lomada de interromper aquellas
relaees, foi aoreditado o secretario da lcgac,3o impe-
rial no carcter de encarregado de negocios interi-
no, pela maneira constante da correspondencia ini-
pressa no anastxo I. .;
Pode eniaooSc.odnselheiro Drummond aproveilar
se da lirenc,aqae'lhe havia antes sido concedida e
foi delta gozat junho do anno prximo passado, depois de haver
nesse mesmo dia feto os seus coinprimeutas dn des-
pedida a SS. MM. Fidelsimas.
A nota pela qual o Sr. Allouguia parlicipou ao
nosso encarregado de negocios interino o dia e hora
lem que S. M. Fidelissima receheriao enviado ex-
VENEZUELA, NOVA GRANADA E EQUADOR.
O ministro brasileiro acreditado em Venezuela
concluio com esta repblica tres tratados, em25 de
novembro de 1852, os da lmites e ctlradico, e em
25 de Janeiro do anno prximo passado o de navega-
cao fluvial, renunciando o governo veneznelano a
idea de mandar om agento a esta corle para tratar
deste ultimo assumplo.
Ocongresso, que devia lomar cm consideracao es-
tes importantes actas, reunio-seem Janeiro do cor-
rete anno, nao saliendo anda o governo imperial
se foram por elle approvados. '
O mesmo ministro, pastando Nova Granada, de-
pois de ter naquella repblica prenchido o objeclo
principal de sua missao, eclebrou com o governo
granadino, cm 14 de junho do anno prximo passa-
Jb, um tratado de navegacao fluvial, e oulro de ex-
tradicao, c em 25 de limites. O congresso tinHa
de se reunir cm o mez de fevereiro prximo lindo,
e nutre o governo imperial esperanca de que aquel-
es tratados ftquem sendo lei internacional.
Com 'a repblica do Equador o ministro residen-
te do Brasil ali acreditado eclebrou em 3 de novem-
bro do anno passado um tratado de ettradico, que
foi aprovado pelo congresso e ratificado por S. M.
o imperador e pelo/presidente da repblica.
A trocadas ratiliraces tem de fazer-se em Pars,!
para onde se recolheu aquelle ministro, sm incon-
veniente para o bom xito de sua missao.
Todos estes ajustes foram fcilos de couformidade
com os principios consignados nos tratados qae ce-
lebran o imperio com o Estado Oriental do Uruguay
e repblica do Per' pelo que diz respeito nave-
gacao, commercio de fronteira e cxtradic,ao, e con-
forme o uti possidetis do Brasil as respectivas
fronteiras.
Por lei de 7 de abril de 1852 a repblica de Nova
Granada abri a navegacao dos rios da repblica
handeira est raiigeira ,e pela de 26 de novembro do an-
no passado o mesmo fez a repblica do Equador
quanto -ao Amazonas e demais rios equatoranos
que desaguara nelle, nos termos dos documentos sob
ns. 3 e 4 do annexo G.
Esta ultima repblica havia reservado a' negoci-
arao sobre a navegacao fluvial para ser tratada, ties-
ta corte.
CONFEDERACO ARGENTINA E BUENOS-AY-
1ES.
As commissoes nnmeadas e devidamenle aulorisa-
das por parle do director provisorio da Confedera-
cao Argentina e do governo do Buenos-Ayres para
procuraren) urna snlnrao pacifica s questes que
sobrevieram naquella provincia pelo movimento de
lt do selembro de 1852, vieram a um accordo e
celebraran! o tratado de 9 d marco do anno seguin-
te, o qual, lendo sido submellido ao director provi-
sorio, nao foi por esta ratificado.
As tentativas feitas para um arranjo amigavel vi-
am-se assim mallofradas. *
Nestas circumstancas, desejando o nosso .enviado
extraordinario e ministro plenipotenciario entarpr
os seas bons oflicios para a conciliac,o enlre os par-
tidos dssidenles, de accordo com o encarregado de
negocios de Bolivia propoz a nomeacao de novas
commissoes, afim de discutirem e determinarem
juntos as modiucacf.es que deveriater o Iratadode 9
de marco. '
Sondo aceita esla proposta,comernrarn os trabalhos
das commissoes Horneadas pelo director provisorio
e o governo da provincia de Buenos-Ayres em 28
de abril do anno prximo passado.
Estas commissoes, parecendo animadas a princi-
pio do melhor espirito, viram em breve os seas tra-
balhos suspensos por divergencia entre os respecti-
vos com misionados quanlo s condiees pare o rcs-
labelecimenlo da paz, c por dclihcrarflo tomada pelo
governo do Buenos-Ayres; oque foi por estecom-
monicado a nossa legarlo em Buenos-Ayres por
nota de 8 de maio.
O general Urquiza, tomando como ruptura esta
suspensao das conferencias por parte do governo de
Buenos-Ayres, accitau a posiiao em que o colocara
aquella suspensao, como parlicipou nossa legaco
por ola de M do dita mez.
A's duas referidas notas respondeu o ministro bra-
zileiro cm 12 e 14 daquelle mez, declarando que os
bous oflicios ou mediacao que, de accordo com o en-
carregado de negocios de Bolivia, offerecera aos
dous governos, havio terminado com a nomeacao c
coutaclo das commissoes.; que os firjs daquelles lions
oflicios cro reunir em um ponto os contandonlcs
por meio de seus respectivos commissionados para
que venlilassem e dscutissem suas respectivas pren-
ten^Ses e mutuos direitos, na esperanco de que des-
sa discussao resallasse a paz; que havia entretanto
aceitado o convite de assistir s conferencias das
commissoes, nao s para corresponder honra que
Ihe Unalo feilo as altas partes contratantes, como
por entender quo assim conlinuava a prestar seus
bons oflicios.
Por ultimo manifeslou o nosso ministro que esta-
ra sempre prompto a fazer o que eslivesse da sua
parle para terminar de um modo equita livp odeplo-
ravel estado das dissenales civis que aflligiara a pro-
vincia ao Buenos-A\ res, e influiam mais ou menos
gravemente sobre toda a confederacao.
Entretanto que islo se passava occorrendo a de-
feclo, em 21 de junho, do commaudante Coe para
a causa de Buenos-Ayres com todos os navios da es-
quadra hloqueadora daquelle porta sob seu romman-
do, manifeslou o general Urquiza ao ministro bra-
sileiro o deaejo de qu* usasse elle da inflnanda da
sua posirao, e empregasse a forra, de que dispanha
o governo imperial no Rio da Prala, afim de qae
nao lvesse lugar alguns resultados que poderiam
nascer daquelle aconlecimento. Nao se adiando as
autoridades do imperio aulorisadas pelas suas ins-
truceus a envolver-se ns questes internas da Con-
federarlo Argentina ; lendo de guardar para com o
governo de Bnenos-Ayres e o dn Confederadlo a
mais resnela uculralidade, declinoa o nosso mi-
nistro annuir a esse pedido, limitando-so a leva-lo ao
conhecimcnlo do governo imperial, e a solicitar
suas ordens,
O governo imperial approvou o procedimento da
legaco bresllelra, por ser conforme poltica que
havia adoptado. ,
J entilo o general Urquiza, mediante a inter-
vencao dos ministros de Franca, Inglaterra c Esla,-
dos-nidos, havia sabido de Buenos-Ayres (13 de
junho) em m dos vapores da guerra que elles
haviam .mandado collocar as immediaces de Pa-.
larmo.
Tres das antes os ministros de Franca e Inglater-
ra celebraran em S. Jos de Flores tratados com o
general Urquiza para a navegacao dos rios interiores
da Confederacao, e cm 27 o mesmo fez o dos Esta-
dos-Unidos.
O governo de Buenos-Ayres, lendo conhecimento
desses tratados, proleslou contra elle, communi-
cando esse seu protesta aos respectivos governos', e
ao de S. M. o imperador era 31 de agosto.
Contando os arts, 5. 6. o 7. daquelles tratados, es-
tipuladles que poderiam oflender os direitos do Bra-
sil so nao fossetn entendidos conforme asregras im-
presc^ptiveis da juslica e os principios do dreto
publico universal, diriglo-se o gbverno imperial em
7 de novembro, aos ministros do Brasil em Londres,
Pars e Washington para qne manifestassem, em
conferencia com os respecUvos ministros de negocios
estrangeiros :
1. Que o governo imperial acredilava que no se
nha em vista com a estipulado do art 5. privar
da soberana da ilha de Martina Garca a um do
Estados do ro da Prala que podiam disputa-la, a
saber: a provincia de Buenos-Ayres e a repblica
oriental do Uruguay, e menos ainda qne se pretan-
desee fazer devolver a soberana da dita ilha a urna
potencia da Europa, ou aos Estados-Unidos, na hy-
palhese de que ncnnhum.estado to rio da Prata ou
dos seus 'confluentes quizesse dar a sua adhesilo ao
principio da livre navegacao dos seus rios interiores,
porque tendo os estados do rio da Prata o dreto de
conceder ou negar a navegacao de seus ros interio-
res a naefieg nao ribeirnhas, seria o mais iutoleravel
abuso da tarca pretender a converso de um direito
em obrigarao forcada e nao convenriouala favor de
ouiras. nacoes, e cominar a pena de perda de terri-
torio ab estado que nao se quizesse sujeitar a essa
obrigacao.
2. Que tinha por evidente qae a disposicao do art.
(>. nao obrgava snao as parles contratantes, pois
nao podia renunciar ao direito que tinha de exercer
o direito de bloqueo sem reslriccao do lagar, sem-
pre qae o excrcicio desse direito fosse autorisado pe-
los principio do dreto das gentes.
3. Que achando-se estipulado e reconhecido pelo
art. 18 do convenio de 29 de mio de 1851 e pelo
art. -14 do do 21 de novembro do mesmo anno, o
direito do Brasil, da Confederacao Argentina e do
repblica Oriental do Uruguay livre navegacao
dos rios de que estas nadies silo ribeirnhas, sean ou-
Ira clausula ou condicao mais do que estabele-
cerem os regulamenlos para a polica e seguranca
da dita navegacao, nao podiam os tratados de S. Jos
de Flores prodazir nestas estipulacOes a menor al-
terarlo, em ficar sujeito o etercico dos dyeilos do
Brasil^ reconhecidos por pactos anteriores, a novas
coudices introdozidas sem sua audiencia nem con-
senlimento.
evtasse o contactcdis duas tarcas; o .presidente nao
quiz- anuir..
S na noile de 17 he que o presidente reconhecea
o perigo da siluacao. Recorren entilo legacao bra-
sileira, requisitaodo o auxilio de tarta armada para
manler a ordem publica, depois de ter recusado oa
consclhoi amlgaveis e prudentes que ella Ihe tinha
dado com antecipagao. (Documonto n. 1.)
A legacSo respondeu que a* tarcas brasileiras de-
sembarcaran) quando fosse preciso, nao para, lomar
parle em urna lula civil, mas sim para defender a
seguranza publica, e as pessoas e propriedades dos
subditoi de sua naco. (Documenta n. 2.)
NSo obstante a gravidade. da situarlo, no da 18
a tropa de linlta formn na prata.
Al entao nenhum conflicto tinha havido, mas a-
penas appareced a guarda nacional houve o conflic-
to que se previra.
O presidente ficou desde logo sem meios de conter
a revolucSo. O nico corpo de liuha com que cen-
tava deixou de obedecer s suas ordens.
Nestas circumstancas o presidente leve de ceder
exigencia do partido colorado, e escolbeu nesta
partido o coronel Florea para ministro da guerra, en
o Dr. D. Manoel Herrera y O bes para ministro da
fazenda.
O parUdo colorado salisfez-sc com estas nomea-
ces: a Iranquiflidade publica restabeleceu-se na ca-
pital, o nao foi perturbada nos departamentos.
Tinba-se dado um passo no caminho da concilia-
cao, c a paz pedera flrmar-se por este meio; mas
os dous membros que haviam entrado para o minis-
terio nada puderam obler para contentar o sea par-
tido. Por oulra parte os amigos do presidente exigi-
am que o general Pacheco y Obes e o coronel Pal-
lijas sahissem para tora da repblica, e que se dis-
solvesse o corpo d* linlia que tinha tdo o conflicto
com a guarda nacional.
Era isto condemnar juntamente com o fado de 18
de julho o peasamenlo que elje envolva.
Esta causa e outras que seiMMtaia&umulando
exacerbaran) novamenle os a&fl WfL imprensa'
tornou-sc org.lo das paxes mal*4i Blas.
Tratou-sc de coarelar a liberdade da imprensa por
meio de um decreta. Os novos ministros sabscre-
veram a esla medida com a condicao de ser acom-
panhada da remessa de passaporta ao general Oribe
para sabir para fra do paiz, da suspenda do chefe
poltico do Salto, e da noraeacilo do um novo chefe
poltico para o departamento de Durazno. -
Obtido o decreto sobre a liberdade da imprensa,
deixaram de ser devidamenle cumplidas as outras
condices.
Em consequencia disto relirou-se o Sr. Flores do
ministerio em 21 de selembro. Cometa com este
fado a segunda cris*.
0 Sr. Berro zileiru qne, parecendo achar-se ameacada a capital
da repblica de urna commoeflo que podia vir
acompanhada de grandes desordena, sem qae o go-
verno as padesse impedir por- nao ter tarcas sua
disposicao, acredilava ter chegado a occasiao de se
encarregarem os agentes estrangeiros, com a tarca
armada de que podiam dspor, da proleccao da cida-
de. (Documenta n. 3.)
O ministro do Brasil responden que elle o o chefe
da estacl naval do imperio Gcavam prevenidos, e
preslariam pela sua parte todo o auxilio possivel
seguranca publica da capital; roas que a forja
|sdisponivel da divisao naval seria apenas.suflicente
para guarnecer a casa da legacao e o consulado, e
para defender as pessoas e propriedades dos subdi-
tos brasileiros,- nao obstante o que, alm do asylo
amigavel e seguro quena legacao e consulado en-
contrariam as pessoas que se julgassem ameacadas,
a tarca, ou antes a handeira brasileira prestara
qualquer onlra protecefo que as circumstancas per-
millssem. (Documento n. 4.)
Instado, vollou o coronel Flores para o ministe-
rio, e entab o ministro dojBrasil foi convidado pelq
O governo de S.M. o imperador dos Francezea, de- governo oriental para assistir a ama conferencia de
clarou ao > nosso ministro em Pars, pelo que diz
respeilo ilha de Marlim Garca.
1. Que os governos que celebraran) o tratado de S.
Jos de Flores nao liuliam em vista se nao ueutra-
lisar, por assim dizer, e mesma ilha, afiim de que,
na hypolhese de subverses polticas tao frequentes
no Rio da Prala, nao eslivesse de posse da Iba al-
gum tempo dos partidos qae lutam naqaellas para-
gens, e qne poderi entao servir-se delta em prejnizo
do commercio cstrangeiro ; que a eslipulacao da
quclle artigo nao poderia importar as conseqaen-
cias que receia o governo imperial.
2. Quo a eslipulacao que consagra a permanente
ua> egaco do Paran e Uruguay (anda no caso de
guerra entre os rbeirinhos do Prata e scusaflluen-
tes) nao tolliia o direito de bloqueo que o Brasil
se reserva, pois que, nao obstante convirem as par-
les contratante* na continuaco da geral navegacao
dos'ros na hipotese de guerra entre os rbeirinhos,
persiste entretanto intacto o direito que lem os bel-
igerantes de bloquear nm on ontro porta iuimigo,
bloqueo nico que cmo legitimo admtleo direito
das gentes.
3. Que pelo art. 7. nao se leve em vista esbulhar
o Brasil dos direitos que Ihe contaren) as convenco-
cs de 1851, dizendo de passagem que nessas convn-
celes a provincia de Buenos-Ayres nao se achava re-
presentada se nao por um poder em guerra contra
o governo.de tacto ou de direito que all exista.
Tanto essfi governo como o da Graa-Brelanha as-
seguraram que na couclus3o desses tratados a Fran-
ja, Inglaterra e Estados-Unidos s attenderam s ex-
igencias do bem geral do mundo civilisado sem ter
nenhuma prelencao exclusiva.
O goxerno imperial aiuda nao recebeu do gover-
no dos Estados-Unidos as explicaces que j foram
solicitadas pelo seu ministro em Washington.
O ministro do Brasil em Buenos-Ayres pedio i-
gualmenle sobre esses tratados, em 12 de selembro
explicaces o declaradles ao ministro de relacee ex-
teriores da Confederado Argentina relativamente
aos direitos dos rbeirinhos navegacao dos rios in-
teriores. Essas explicaces foram dadas em 1 de
ontubro pelo proprio director provisorio.
Sobre todas estas ocenrrencias, tajo juntar os do-
cumentos que constara dos annexos L, M, N.
A sita jilo era que se acha a provincia de Buenos-
Ayres para com a Confederacao he a mesma. An-
da se conserva separada das treze provincias repre-
sentadas no Congresso de Santa F, peta qual lem
sido approvados lodos os actas do presidente, boje,
da mesma Confederacao. o Sr. general D. Justo Jos
de Urquiza.
O governo imperial continua ne sua poltica neu-
tral as quesles pendentes naquelles Estados, e sen-
t nao ser chegada aiudaa occasiao de dar andamen-
to s negociarfies qae se propaaha celebrar com a
Confedcrarao Argentina antes dosacoiHerimentas de
11 de selembro de 1852 em Bnenos-Ayres.
ESTADO ORIENTAL DO URUGUAY.
O Estado Oriental do Uruguay passou, dorante o
anno de 1853, por duas crises, sendo a primeira no
me; de julho, e a ullima no mez de selembro.
A primeira crise deu-se na raanhaa do'dia 18 de
julho, anniversario' do juramente da constitu jao co-
mejuu por um conflicto entre a tropa de linlta, e a
guarda nacional
Nao he fcil determinar todas as causas que para
islo concorreram
' A discussao que houve, c o acto retroactiva qoe
passou no corpo legislativo sobre** valdade do de-
creto da medallia de Caseros, j ejecutado pelo pre-
sidenta da repblica em pessoa; o espirito de into-
lerancia qae dominava na dir-cea dos negocios, a
dehilidade do governo, e finalmente a lemissi do
ministro Castellanos, levaram o partido colorado a
reclamar a entrada para o ministerio do doas ho-
rneas capazes de conlrahalanjar a reaccao qae pare-
ca eperar-sc.
Urna modficajao ministerial leve lugar. O Sr.
D. Bernardo P. Berro, cx-minislro do general Ori-
be, passou a oceupar o ministerio do governo e re-
la jcs exteriores. O Sr. D. Vicente Vasques renun"
ciou a pasta da fazenda.
Esta modillcajao ministerial nao satisfei aos des-
contentes, os quaes diziam que os precedentes do
do Sr. Berro nao podiam inspirar-Ibes confiaoja.
De dia em dia iau-se exacerbando os nimos, e o
ministro resllenlo do Brasil, vendo que a ordem
publica estiva seriamente ameacada e podia ser al-
terada, nlerpoz seus esforjos para evitar esla ca-
lamidade.
O presidente nao acredilava no perigo que eslava
imminculc, e recusou conceder a nomeacao que se
pedia ''c dous ministros do antigo partido colorado,
por entender qae importara isto a degradafSo da
sua auloridade.
Approximava-so entretanto o dia 18.de jnlho,
recelava-se urna explosao com o contacto entre a tar-
ca de liuha c a guanta nacional. Aconselhou-se ao
presidenta que suspendesse as ordens expedidas pa-
ra a reuni.iu de tarca naquelle dia, on ao meno*que
ministros no da 23 daqnelle mez, o sendo; nella in-
Icrpellado sobre o auxilio que poderia prestar ao go-
verno, offereceu-lhc o seu concurso moral e amiga-
vel para obler-se ora desenlace pacifico da criso por
meio de algumas concesses.
Este offerecimento foi aceito pelo presidente, o
qual autorisou o nosso ministro para assegurar aos
descontantes que eslava disposto aoomear duas che-
fes policosescolhidos Heir as pessoas do partido
colorado, com tanto qae o general Pacheco y Obes
sahisse para fra do paiz, e a impressa -poltica ol-
vdasse o passado e evtasse polmicas irritantes.
Depois daquella conferencia, constan no ministro
do Brasil que tinha havido na casa do presidente cod.-
selho do governo, a que estiveram presentes o encar-
regado de negocios de S. M. o Imperador dos Frati-
cezes e o consol de S. M. Briliuinica. 6 ministro
do Brasil nao tai convidado para assistir a este
acto.
O general Pacheco y Obese os seus amigos tnlinm
anoaido ascendjes propostaa, exigndu porm que
fossem nomeadoslres chefes policosescolhidos no
seu parUdo.
Antes de ter o .presidente conhecimento desta
accilaj3o asylou-se no da 24 na casa da legaj So
franceza, sem que nenhuma oceurrencia nova sed-
se, passando o Sr. Berro nma nota nossa legac 8o
para communicar-lhe qae o presidente, cedendi > i
violencia, livera de suspender o excrcicio de sua a u-
(oridade na capital, e de. prover sua seguranca p -
soat. (Documenlo n. 5.)
No dia 25 de selembro parlicipou o presidente da
repblica legacao brasileira, que o coronel Flores
linha-se rehollado contra o seu carcter oflicial, no-
tificando aos ministros estrangeiros que elle tinha
deixado de ser presidente por se ter asylado na te~
gajo franceza ; que este aconecimento inesperado
o punlia oulra vez no caso de exigir a protecj.lo a
que eslava1 obrigado o.Brasil pelo tratado de 1851;
e qae se o nosso ministro nao tivesse meios su Hiri-
entes para tornar efflcaz aquella prolecjo, oble-los-
hia, se os quizesse solicitar, dos agentes das demais
potencias que os tinham no porta de Montevideo.
(Documento n. 6.)
O ministro residente do Brasil respondeu, qoe de-
plorava terem sido contrariados os esforcos que era-I
fregara com aulori*ac3o do presidente para obler
nm desenlace pacifico e honroso da sitaajo ; que
j se havia explicado sobre o auxilio de forjas; e que
n3o tinha direito, nem insIruccOes para solicitar dos
representantes das naces que tinham tarcasnavaes
naquelle porto que II.as prestassera, indo ubmelter
aquella nota ao conhecimento do governo imperial.
(Documento n. 7.)
Eslava consumada a revolucso. No mesmo dia 25
de selembro eslabeleceu-se em Montevideo um go-
verno provisorio composto dos generaos Lavalleja e
Fructuoso Rivera, e do coronel Flores.
O Sr. Gir retirou-so na noite do dia 28 para bor-
do da fragata franceza Andromede.
De bordo desla fragata dirigi o Sr. Gir urna no-
la ao ministro residente do Brasil, pedindo-lhe qne
deelarasse qual a alttude qoe pretenda tomar em
preseiica da insurreicao. (Documento n. 8.) -
Respondeu-lhe o ministro do Brasil que manlcr-
se-hia na mais absoluta absten jo, competindo ao
governo imperial resolver sobre a posi jilo que de-
via tomar.-(Documento n.9.)
O Sr. Gir conservou-so a bordo da fragata An-
dromede at o da 21 de outubro, em qua desem-
barcou, recolhendo-so para sua casa cm Montevideo
sem fazer protesto atgum.
A gitajo que tinha havido na campanha depois
do successo de 25 de selembro eslava completamen-
te terminada.
O governo imperial, logo que tai informado dos.
acontecimentos que fleam referidos, expedio aomi-
uis.tro d Brasil as convenientes instrucjes, e de
accordo com ellas passou aquelle ministro ao Sr. Gi-
r, em 30 de ontubro (documento n. 10,) urna nota
pela qual llie. deelarou que o governo imperial en-
tenda nao Ihe competir ser parto principal na qaes-
liu interna que se a presen lava, roas sim auxiliar os
estar jos dos eidadaos da repblica para restabelccer
e auloridade legitima deposta por rodos inconslilu-
conses ; que apezar de nao constar ao mesmo go-
verno que os departamentosda repblica recusassem
adherir ao pronunciamento da capital, havia espe-
dido ordem para pstar-se na fronlcira de Bag, pa
provincia de S. Pedro do Rio Grande do Sul, urna
divisao de cinco mil bonicos, e para augmentar-so a
divisao naval estacionada no Rio da Prala, estando
disposto a cumprir pela sua pade o tratado de alli-
auca, preslaudo o auxilio que Ihe losso rcquisitado,
urna vez que a requisijao se Ihe apresentasse e se-ve-
rificasie o caso de dever obrar como auxiliar, c nao
como parle principal qae tivesse de mpr i volita-
do geral da najao um governo t|ue nella nao encon-
trasse apota
A estala responden o Sr. Gir com a<
de novembro. (Documento ns, H e !*)
Nesta ultima nota, diz o Sr. Gir ; que esla de-
claracao do governo'imperial honrava sobremaneira
os principios de |ealdade o juslica do governo de S.
M. o Imperador, eilevla excitar o sincero agradeci-
raento dos Orienlaes ; porm que nao se adiando na-
quella occasiao o paiz no caso que Uzease obligatoria
a prestacao do auxilio, qtMOt talados eslabeleciam
por cansas que nio era opporffao examinar, oSr.
Gir, collocado na situadlo qae tremern) os acon-
tecimentos,' eaetn pretensoes pessoaes, considera vi-
se inhabilitado pin diur cousa alguma a este res-
peilo.
0 Sr. Gir acrescenU ni referida neta qoe, es-
tando persuadido de que, fondo comprimento leal
o franco do cdigo fundamental, nao havia salvarlo
para a repblica, e que o imperio do Brasil, por de-
ver, por honra, e por inleresaes poaitivoa de poltica
e vizinhanca, eslava obrigado a sustentar a consti-
tu jo daquelle estado, e as instituepe qoe, eram a
sua consequencia, deiiavaalla intelligencii d go-
verno imperial determinar a linha da conduela que
Une cumpra seguir em* presen ja das crcumstancias
da repblica.
O Sr. Gir portante be o proprio que recnheeo 2
tactos suhslaneiaes:
1. Que a prestacao de auxilios por parta do Bra-
sil nao era obrgatoria no caso ero que se achava a
repblica. <
2. Que em tal caso compela alia inteUigeoxU
do governc imperial o determinar a linha te con-
ducta qoe Ihe enmpria seguir em presen ja das cir-
enmstanciat da repblica.
Depois de passada ao Sr. Gir a nota de 30 de ou-
tubro, espalhou-se em Montevideo a noticia de que
% promovan) reunios armadas em algaus departa-
mentos da repblica.
O Sr. Tlir, recejando algum acto do governo pro-
visorio, procurou o aaylo da legarlo brasileira na
noite de 6 de novembro, e ahi se cooservou ate o dia
3 de dezembro, em que passou para bordo da corve-
la brasileira D. Francisca. Em lodo esse tempe' o
Sr. Gir nunca faltan ao nosso ministro na interven-
cao do Brasil.
As reuni* cima mencionadas eram antes um
meio de agitara do que urna resistencia sera taita
ao governo provisorio. Pouco tempo duraran) as reu-
nes, sendo logo dssolvidas pelas toreas do go-
verno.
A paz da repblica tinha coratudo soITrido nm
grande abalo. O parUdo vencedor achava-s divi-
dido em dons grupos ; a desuniao e a desconfianja
que entre elles reinava.e qne rescia de dia em dia, e
algumas medidu extraordinarias que o governo pre-
visorio decretara, faziam recelar pela existencia do
Estado Oriental e pelo socego as fronteiras do Rio
Grande rto Sul.
Nestas circomstancias.e instado prmeiramenlepo-
1 presidencia do Sr. Gir, e depois pelo governo pre-
visorio, e accedendo aos votos de teda* os baratantes
pacficos da repblica sem distincj3io de partidos, r-
solveu o governo imperial intervir nos negocios da-
quella repblica, com o fin nico de asegurar a
sua existencia, o* direitos de todos es seus habitantes,
a paz e a tranquiltidade publica e o estabeledmeelo
de um governo regular.
Desta resolucao dea o governo imperial conbecfc-
ment ao corpo diplomtico eslrangeiro residente
nesta corte, por circular de 19 de Janeiro. (Docaraaen-
to n. 13).
De conformidade com esta poltica mandn o go-
verno imperial para Montevideo, em substeijao do
ministro residente que all eslava acreditado, que
j se tinha retirado para esta corte com_ I crica, um
enviado extraordinario e ministro ptenipotenelarh, -
a quem aulorisou para reconhecer e auxiliar o go-
verno provisorio do Estaco Oriental; orna vei qu^
fossemaitondidas as proposijesque fon enearregaao
de tazer-lhe.
Chegando o novo ministro a Montevideo, achou
prevenidas algumas destas proposidles, e obleve a a-
cetajao das outras.
Assim qae, em 30 de Janeiro, apresentou elle a
sua credencial ao goveroo provisorio, e dirigi lego
depois ao Sr. Gir urna nota pela qoal llie deelarou,
em norae e por ordem do governo imperial, que,
vista a nova siluacao da repblica, nao se julgaVa o
mesmo goverao mais no dever de prestar-lhe o auxi-
lio a qae se retara o tratado de aliianca. (Docu-
mento n. 141.
O Sr. Gir ddxou osy|o da corveta brasileira, e
relirou-se para Buenos-Ayres.
Mallas pessoas comprometlidas que se achavam a
bordo dos nossos vasosde guerra desembarcaran! ero
Montevideo, e curras nos lagares onde lhes aprouve.
O goveruo da repblica, applaudindo o* princi-
pios de poltica manifestada na circular de 19 de Ja-
neiro, dirigi ao enviado extraordinario e ministro
plenipotenciario acreditado nesta corte o despaeoo
de 18 de fevereiro, com rdem de dar eonhecitoeiito
delta ao governo de S. M. I. O governo imperial
responden por ola de t8 de abril. (Documentos ns.
15e 16).
O corno do commercio e grande numer de tiria-
daos orienlaes drigram representajOes legacao
brasileira, reclaroandoa intervencaoarmada do Bra-
sil como nico meio de restabelecer a ordem Ba-
lado Oriental. (Documentos ns. 17,18*19)
O governo provisorio tambem solicitou essa auxi-
lio de forcas imperaes, e em. virtude de seas instrnc-
res expedio o nosso Ministro ordem para marchar
para Monlivido urna divso expedicionaria compos- -
la de 4,000 prajas, participando-o aquelle 'governo
por nota de 9 de fevereiro. (Documentos os. 20 e
21).
Esta resolu j3o foi approvada pela assembla geral
consumile por decreto de 20 de mareo como cons-
ta dos documentos ns. 22,23 e 24.
Em 25 do mesmo mez parUo esta di visSo do acarn-
pamc'nft dTIraby Grande, na provinda do Rio
Grande do Sal em dirrecao i capital do Estado Ori-
ental.
" A tarja de que se compoz essa divisao, partidpeu
o presidente daquella provincia sabir a 5,1*5 prsrjas
.documento sob o. 24), tendo governo ie>pecial
mandado redtrzir a 4,000 tw conformidede daqadle
decreto.
TenhoaaerescutlarqaeeSr. Gir, pot ooH *
l.ode marjo, responden que Ihe Uaba oHtigtdo o
enviado extraordinario e ministro plenipele**lerio
do Brasil em 30 de Janeiro anterior. (Docwneeio
n. 25).
Esta nota tai remetUda por copia ao governo im-
penal, qoe respondeu aquelle mieistro em aviso de
28 de abril ultimo. (Documento n. 26)
Sabis que o governo- provisorio liaba, por decre-
to'de 27 de ontubro do anno prximo jxtSMd*, con-
vocado urna assembla oenstituinte, eenvpeata 4e nm
numero dupla de representantes e senadoras, para
julgar os seus adose reformar a consUUrtttfo do es-
tado.
Esla assembla nstallon-se no dia 12 de marro
do crrante anuo, e nesse mesmo dia proceden) no-
raeaja de um presidente para ^joveroar rep-
blica durante o tempo que faltava ao Sr. Gir. A
nomeacao recado no Sr. coronel O, Venando Flo-
res, que logo lomou poma e prestou juramento.
Al as ultimas noUcias a repblica conservava-so
em estado de paz elranqullidadc.e assembla pro-
segua nos seos importantes trabalhos legislatives.
O documentos constantes do aaneao, O, cofllem
toda a correspondencia sobre estes assamptos.
Trafico i escrotos.
O governo imperial tem empregadoiedoso meio
ao sen alcance e tedos recursos lesae de que po-
de dispor para evitar o raappareeimeata do trafico,
' nesle empenho lem sido com rete coadjuvado petas
autoridades do imperio.
lie devido activa vigilancia e esforcos .dessas
autoridades, o tacto notorio de nao ter havido nm s
desembarque de africanos desde dezembro de 1852.
Os nossos agentasen) paw* que os traficantes tem
procurado escolher cerno Iheatro de suas infames
rnachinajoes, tem exerddo a mesma vigilancia, e
prevenido, de accordo com as autoridades britati-
aicas, qualquer tenUUva para a cooUbu*So do
Iralico. .
Este resellado he muito satisfaclorio, e se nao ha
impossivel que algum caso de importacSo se d em
algum nonio de nosso extenso litoral, onde apelar
das medidas as mais bem combinadas, nao possa
sempre ser prevenido este crime, pode-se afiancar
que nao deixari de ser seguido das providencias as
mais enrgicas para a pai jo de quem noite tenha
tomado parle, e para a apprehensao e plena liber-
dade dos Africanos.
Varios indicios tem vindo ao cocheramente de go-
verno imperial de que ainda contina nestas ne-
fandas especula jes; mas o risco que corre no impe-
rio lem feito com que lomera oulra direcjio.
Constou ao geverno imperial qne se preparavam
cm Montevideo dous navios, cojo destino pareca ter
o do commercio illicilo de escravos. .
As nussas autoridades all e em Buenos-A> re
achavam-se prevenidas e no tem poopado eafr-
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DIARIO OE PERMMBUCO QUIRT FEIRA 7 DE JUNHO DE 1854.
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? para frusUr mi, e qaaesquer ulrts tentati-
va*.
Cfcefwrfo aqu a noticia de que pelas Idas Ter-
cena e Madein baria pastado, procedenl d Lis-
boa, uro nato portugusz denominado Laura (anle-
riOlMaata Am), impeli d* que pretenda destinar-
ee trafico, dirigio-se este miniterio logo re-
particia da jastira, e expedio tambera circulares aos
pretidMteadaa provincias martimas para chama-
re aabra aqaeHe barco a maior vigilancia dai res-
pectivas aatoridades.
Dina-e* qne do porto da Baha despachavam-se
navios portugueses e deoatras naees, meio carre-
gades can agurdente tabaco, levando por baixo
-desea carga slbame pira agua, e outros objectos
irHaedus aa tranco.
Ordanoa-ae immediatamente ao presidente daqnel-
la provincia, que mandaste proceder as mala rhino-
eiaaaa tadagacoei para verificar a veracidade daquel-
aMMa.
Das invesligatoes minuciosas a que procedeu o
presidente da Baha resultoo, que nada havia que
pudesse autorisar a denuncia tabre o assampto em
qaesUo.
Tmbense Ihe recommendou toda ti vigilancia
aalre o patacho sardo fride, e hiale porlugoez Je-
to:, tabre os quaw recalilam do mesmo modo sus-.
Soasa o governo imperial, por communicacSes
qae tivara de Lisboa, que duas embrcateos porlu-
gaezas, o Guerra e o Trajano, tinliam tahido do
Doaro para a Costa d'Afrtea, hnveiiiJo fortes moti-
vos-para luspeilarae que se destinaran] ao cora-
aaarcta de aacravoa.
A legacao de S. M. BriUnnica posteriormente
traasmittio.ao governo a mesma nformacilo, accres-
centaado qae havia motivos para crer-se que se
aprovtilaram de qualquer opportunidade para len-
taraan am desembarque de Africanos as costas do
Brasil.
Julgou o governo imperial de scu dever expedir,
a respeito destes dous. barcos, ordens reiteradas s
aatoridades do litoral do imperio, para,, no caso de
auatma aportar qualquer ponto da costa, proce-
cederea logo apprehensSo dos Africanos, e torna-
ren} effecli va a rcsponsabilidade do capitao, piloto e
doda a tripolacu, em contormidade das leii em vi-
ltimamente receben 'o governo imperial parti-
clpacl* da que com cuello aquellea navios tinliam
ida a Coala d'Africa buscar carregamenlo do negros,
aaaaxM ao inesmo lempo informado de que se desli-
aaaaaa, alo aos portos do litoral deste imperio, roas
ato para Havana.
A diteasslo sobre todo< estes assumpls havida
nasa a letacte de S. 11. Brilannica consta dos do-
carnalosju otos ao annexo B.
maitas providancias se lom dado para tor-
ear eflaaUv a reprselo do trafico. .
Todos astea fados, a ai promplaa medidas que
tan empreado o gaveras imperial, deveirf ler con-
vaaUdl governo de S. M. B. de qae mu dilBcil
ar ajea no Brasil reappareca o trafico de Africa-
nos, o qae alias se deduz da maner,, porque tem
rtd ttolhldo pelo mesmo governo o honroso proce-
damento das autoridades do paii.
Sinto parm, tenhorai, ter de commnnicar-vos qne
asada nao (pram revogados os actos do parlamento
britannico de 1839a 1815, contra cuja esislcacia te-
mos reclamado, e que offendem tao seriamente o
pondonor nacional.
O governo imperial ten chamado a mais seria at-
teaojada legacao imperial em Londres para ste
awmplo, tem que os seos esforcos tenham at aqu
atetada a urna tolufo decorosa para o Brasil.
BaU quesUo tem tldo Igualmente tratada nesta
eotn a legacip de S. M. Brilannica.
i-lotar a esta discusso o seguinle fado.
A brigue de guerra inglez Benelta, em cruzeiro
na costa darte imperio, visitara, na altura da ilha da
Maraesbaia, o hials nacional Lagunente, em va-
se I ra este porto; e abrir no acto da visita um
oAefD sellado com as armas do Imperio, e com d-
reccio ao administrador da mesa do consalado dcsta
corle, contando o manifest da carga do mesmo
Mate.
Dirgio-se em consequencia o governo imperial
tegacao daS. II. Brilannica, proles lando contra tal
proeedtoeato, eeaigto as precisas providencias por
parte da mesma legacSo,para que se nao repitaropar
q fotate tetaelhantes alter.tados.,. ^
A legado de S. M. Brilannica declarou, em res-
posta i reclamacao do governo Imperial, que o al;
mirante eommandantc das Torcas britaunieas nesta
eela;le Iba participara lar ordenado aos officiaet
qae commandam o cruzeiro de sua naci, emprega-
do aa repreaeBo do trafico de escravos na costa do
Braall. qae nao abrissem mais qualquer maro sel-
lado osas o sello official de urna auloridade brasilei-
ra: observando porm que, como te devejulgardo
carcter e destino dos navios mercantes brasileiros
que ate visitados por suspeita de, se ero pregaren) no
eemaaertioillicito.deesersvos, por mtodos docu-
mentat qae poseso estar abortse ser acceasiveis ao
oficial que procede visila.nito poderao os coraman-
dantes do mesmo cruzeiro ser responsaveis por qual-
quer detencSo Inconveniente a que possa ser sojeila
atgsaaa embarcaclo, em consequencia da nSo exhi-
bilo de documentos que estojara fechados e slla-
lo, taes como o manifest da carga, da que n5o
Tabatinga, e peruana dahi por diante, como perecea-
se melhor ao governo peruano, consentindo qua fos-
tem ellea armadose apparelhados era oulro ponto ci-
ma do Para no Amazonas, comanlo que nSo seguis-
sera para ahi condolidos em pedacos por embarca-
rles quo nao fosaem brasileiras ou peruanas, poden-
do s-lo por vapores da companhia e dall por elles
levados ao Per, enlendendo-se para esae fim com
ella os agentes peruanos.
Antis do chegar a communicieiio tiestas ordena as
roaos de nosso ministro no Per, havia o governo
dessa repblica expedido o decreto de 15 de abril de
1853 (documento n. 1 do annexo G), o qual declarou
no art. 1 que, de conformidade com o tratado con-
cluido com o Brasil em 23 de outabro de 1851,e pe-
lo tempo de sua durnco, estavam abertos aoa subdi-
tos e navios brasileiros a navegacao, commercio e
trafico as aguas do Amazonas na parte do lilloral
pertencente repblica at Nauta, na bocea do
Ucayali ; e no 2, que os subditos e cidados dat ou-
tras naQes qae livessem tratados com o Per assegu-
raudo-lhesosdirellos de nacao mais favorecida, ou
a quera fqssera commuriieaveis os mesmos direitos,
qnanlo a commercio e navegacao, conforme os ditos
tratados, poderiam, no caso de obter a entrada as
aguas do Amazonas, gozar no lilloral do Per dos
mesmos direitos concedidos aos navios a subditos
brasileiros pelo artigo anterior.
A legacao do Brasil, entendendo qne a disposcao
do art. l^dcsse decreto nao era conforme ae verda-
dero sentido da convenci de 23 de oulubro de
1851, para poder ser vedado aos barcos e subditos
=
dadeira aquella noticia, que niro lhe era possivcl
saber do desuno e flns que livessem em vista todos
ob barcos que deUassom os portos da Uniao, asegu-
rando porm que os empregados da alfandega nao i
farilitariam tbientemente a partida de barcos,que len-
tassem infringir as lcis do Brasil, e que se algum,
apezar disso, conseguiste faze-lo, nao assorairia o
governo dos Ettadoi-Unidos a rcsponsabilidade de
justificar um tal acto.
Publicando depois os jornacs americanos que se
organisavam doas corapanhias emNew-York com o
fim de prepararen) cxpedicOes para o Amazonas em
batea dos porlos do Per e Bulivia, dirigi a mesma
legacSo ao governo dos Estados Unidos oulra nota
pedindo a hoovessc do esclarecer a respeilo da li-
cenca que ao dizia concedida ao official da marinha
norte-americano, o lente Porter para conmandar
urna deseas expedicOcs, solicitando com urgencia
providencias para a impedir.
A esta nota responden aquello governo qne era
proyavel que o governo ou oscidadaos do Per, eer-
losdas facilidades que os Estados-lindos offerecem
para a eonslrucco dos vapores, sequizessem apro-
veilar dessas facilidades com o fim de navegaren)
o Amazonas, em consequencia do tratado entre o
Brasil e o Per, acrescentando porm que o gover-
Llmittt.
A muito desagradaveis controversias e complica-
roes lem dado lugar a incerteza em quo ae acham os
limites do imperio com a Uuyana Franceza, por
falla de accordo rjilre o governo imperial e o da
Kranra sobre oftenlido preciso do tratado de Ulrecht,
de 11 de abril de 1713, art. 107 do acto docongresso
de Vienna de 9 de jnnho de 1815 e coiivcnc,ao de 28
de agosto de 1817 que o revalidaran).
A occapacao do Amap por torcas franeczas desde
1836 al 1840 leve em resultado ficar considerado
neutro o territorio comprehendido entre o rio Oya-
pock e o ponto daqaella occupar.no na altura da ba-
ha de Vicente Pinzn.
As sobtequentes oceurrencias em 1819,por motivo
de terem estacionado na fz do lago Amap alguna
navios de guerra franceses,terminaran) com a manu-
lenco do itatu quo de inocupaejo ero 1810, ero que
concordaran) os dout gnvernos do Brasil e da Franca
por notas de 5 de julho e 18 de dezembro de 1811,
emqnanto por ambas as parles e por convenientes ne-
gociaefles nao fosse-defioitivamente fixada a verdadei-
ra inlelligencia dos referidos tratados.
O governo imperial tem sempre manifestado dispo-
sices de terminar esta queslo, cuja toluciio nao
pode deixar de eslrei|pr cada vez mais ot laces de
Snde, patacas e ludo mais que he bom lhe de-
sejo.
PERNAMBICO.
no dos Estados-Unidos nunca tinha prolegido nem amisade sem apprehenses para o futuro enlre o8
brasileiros o gozar dat vantagens nella garantidas, e
que a do art. 2 infringa o estipulado no art. 2 do
mesmo tratado, que declara que a navegado por
vapor no Amazonas, desde a tna embocadura al o
lilloral peruano, deve perlencer exclusivamente aos
respectivos estados riberinhos, passou ao governo pe-
ruano ama nota fazendo algumas ohscrvac,oes a res-
peito daquelles dous artigos do decreto.
A essa nota responden n governo peruano, em 20
de junho, digMdaLauea reatriccao que se notava no
art. 1 do decreiofora adoptada por jolgar o geyerno
conveniente reservar por agora a navegacao dos ries
interiores, e que correM pelo territorio peruano al
desembocar no Amazonas, smente para os cidados
de navios peruanos; qne essa retlriccSo nao se oppa
nha ao art. 1 do tratado, porque a igaaldade nelle
estipulada deixava salvo o ilireito que tlnham os go-
vernos contratantes de determinar os portos de en-
trada onde asmercadorias e navios de um e ontro es-
tado, gozaran) das vanlagcns estipulados; a qnanlo
ao art. 2 do decreto, depois de fazer algumas cooal-
deraces sobre o direilo que lem os barcos peruanos
de entrar e sabir pela bocea do Amazonas, e sobre
asvantagens qoereaullariam da sua livre navegacao,
declarou qoc, lendo o governo do Per de conceder
a entrada dos navios e subditos brasileiros nos porlos
do Amazonas, eslava obrigado a declarar extensivos
os mesmos favores aos navios e subditos daquellas
naroes com aa quaes tinha tratados, com a Inglater-
ra e os Estados-Unidos.
Nestes tratados se estipulava que os navios, car-
regamentos e subditos de ambas as partes contra-
tantes aariam admitlidos em lodos ot lagares, portos
e ros do territorio da oulra onde te permittisse o
commercio com oulroa paizes, c qae todos os privi-
legios e isences a respeito do commercio eDave-
eacno que tinliam siejp ou viessem a ser consedidos
para 0 futuro aos cidados ou subditos de oufro es-
tado ae fariam extensivos aos cidados da outra par-
le gralnilamantc, "se a concessao em favor de oulro
estado fosse gratuita, oa medante urna compensa-
cao equivalente se a concessao fosse condicional
animado empreza algaroa hostil contra o territorio
de urna potencia amiga ; que leit tinharo tido repe-
lidas vezes discutidas com o fim de frustrar lacs em-
prezas; que nem orna desconfianza podia haver
acerca da fidelidade dos empregados encarregados
de as execular, mas que nao obstante ordens haviam
sido expedidas s autoridades competentes em New-
York para que impedisaem qualquer violacao das
ditas leis, negando qae se houvatse dado licenca oa
permissao ao lenle.Porter para lomar parle em
qualqner empreza destinada navegaran do Ama-
zonas.
Estando organisada em New-York urna oulra
companhia com o capitel de 100,000 pesos,- e j.i
prompto um vapor para ir ao Amazonas, deu disto
conhecimento alegado imperial ao governo dos Es-
tados-Unidos, solicitando que se renovaJaeta ao no-
vo collector nomeado para aquella cidade as mes-
mas ordens qae tinliam ido aoseu antecessor.
O secretario de eslado dos Estados-Unidos respon-
den qae aquellas ordens haviam sido renovadas ao
referido colleclor ; mas que sendo muito vaga a in-
formarlo do jornal para servir de fundamento a al-
gum procedmento official, as leit americanas nao
autorisatam governo a mandar prender cidados,
e dcler a sua propriedade por mera suspeila de in-
lem.-ao de commetler ama oITcnsa.
Por ultimo leve conhecimento a nossa legacao da
organitacao de urna nova companhia, inllolada :
Amazon steam ihip Company,r> a qual havia re-
gistrado formalmente o acto da sua encorporac.ao se-
gundo aa leit do Eslado de New-York.
Anntineou-sc a empreza pelus jornaes, e nm va-
por dessa companhia, de nome Penob/cot, prepara-
va-se naqnell porto para ser expedido para Ama-
zonas, quando acertadas providencias tomadas pelo
nosso ministro naqaelles Estados e pelo eucarrega-
do de negocios da repblica do Per desconcerta-
ran) a empreza.
Aos esforcos dos agentes brasileiros e peruano, e
falla de proteccao por parle do governo dos Esla-
dos-1'nidos a taes especularles, deve-se terem sido
manobradas mais urna vez essas tentativas de vio-
lencia contra os nossos direitos.
Este negocio lem sido tratado nesla corte, nao so
cora as legaefics dos Estados Unidos, mas tambera
com a de S. M. Brilannica, e tendo o governo impe-
A legacSo do Brasil deu conheciroenlo de lodo ? tM rl*cebido gn,es um convile- daU dc )3
baja capia oa duplicada competentemente autenti-
cada a aberla para ser examinada.
Ansim, anda nao renuncioii 0 governo de S. M.
Brilannica ao exercicio do direito de visita e busca
o alta aoar, a centra o qual tem o BrasL ru-otesla-
do, mas espera o governo imperial qne oespirlto de
justica cale afinal no governo britannico.
Na senado cometn a ser discutido no anno pr-
ximo pstsado nm projecto.de le ampliando com-
petencia dos auditores de marinha encarregados de
Juagar os crimen do trafico em conformidade da lei
de 4 de setembro Ue 1850 e do regalamenlo expedi-
da para a sua exececao. O faci occorrido em de-
I do anno prximo paseado, torna necessarias
> providencias para evitar a Impunidade em
nSo previstos por aqnelles ac-
tos.
Emaxcipacao im Jfrieanos licret.
Par sceestau ds publicar-es e decreto n. 1,303 de
28 de dezembro do anno pstsado, pelo qual S. 11. o
iaaperador houve por bem ordenar qae os Africanos
llvres ae livessem prestado servicos a particulares
por eapeco da 14 annos, fosaem emancipados quando
o reqneressem, com obrigaco, perm, de residirem
M lagar que fosse pelo governo designado, e de l-
mate*) oecupacflo en servicos mediante um salsrio,
dirigiese ao governo imperial a legacaode S. M.
Brileaka, miando algumas obserVacoes eerca do
> marcado ao dilo decrelo.para que ot Africlhos
I adquirir ana emancipaco um direito qne ha
tanta lempo tem, entendendo ella nao t qae este
tenate* deve esleader-ee a lodos os Africano! livret
semrestriceRo alguma qutnle a dulaco dos teus ser-
vieo, seaoo ttmbem qne ellea devem ser allivisdos
da aecasdade de reejlererem ana libcrdade, como
determina a supraeilado deereto.tomando o governo
imperiil obre si o emancipa-los independen temen te
daqaella claaaala.
tiattgapio fluvial.
Penco lampo depois de ler chegido a Lima o cn-
ade extraordinario e ministro plenipotenciario do
BresU Jos Francisco de Paula Cavalcanti de Albu-
qaereae, participu-lhe o governo peruano qae ha-
via ntundrlo construir nos Estados-Unidos? dous va-
po**a de lio para explorar e navegar o rio Ucayali e
seu Iribetarios, e estabelecer ama tinha de navega-
Interior peruana, qne te podette por em relaco
com a qae por empreza privilegiads porgad, o Im-
perador tinhs de avegar AM aguas do Amazonas;
qee estes barco* serlam trazidos em pedacos oto* i
bocea do Amazonas para dahi tubirem a Loreln, on-
de seriam entregues km officiaet peruanos eucsrre-
gsdes de os eommandar qae sendo iodispensavel
rae case* vapores de propriedade do 'governo deviam
pastar pela embocadara e aenu do Ao,al0Dal, sob a
Jnrisdlco do governo Imperial, perava qne o mes-
mo s^wrno faellitaria este lransit0c,m ren, !, of.
ficios, preveniado alera disto saatortailjtg bratilei-
. ras para qae petmilUssera qae fassem ellet armados
a apparelhados o Par, en em qaalqcw ^ io
Aausenat para onde fossam eondoxidoi tae pedacos
par barcos de vela, firn de pederem dahi teguir
preraptet para o territorio peruano. ,
atatidBa o governo imperial, em 11 de julho, qTC 0
occorrido ao governo imperial; mas, antes de rece-
ber as instroccAes que pedir, leve noticia de qua)
em conseqaeucia da disposicao do artigo 2. do de-
creto de 15 de abril, se tinliam formado companhias
que tratavam dc fazer expedirles ao Amazonas at
o litoral, peruano, e por isso dirigi, em 1. de setem-
bro do anno pastado, urna nota ao governo peruano
protstenlo contra qualquer resultado a que em de-
trimento do direitos do Brasil pdose dar lugar
aquelle acto.
O governo do Per nem par isso deixoa de sus-
tentar o seu acto ; acrescentando que com a eondi-
cao expressada no -artigo 2. do decreto de 15 de
abril.de sernccessarioobler a entrada as aguas do
Amazonas para te gozar da concessao feila aos sub-
ditos das potencias eom quem o "Per tem tratados,
linhaise tido especialmente em considerado os di-
reitos do Brasil, e que se o dilo decreto tinha feilo
apptrecer pretencoes em oposirao aus iiileretses do
Brasil oo aos seos direitos, nao podia ogoverno do
Per retponder por este resultado,
Nao obstante estas explicacOei, sendo o convite
feito pelo decreto de 15 de abril de 1853 s najOes
ribeirinhas snsceptivel como era de graves conse-
quencias para os interesses do imperio, a legacao
imperial em Lima entendeu qae devia sustentar o
seu protesto, oque fez por nota de 9 de oulubro.
O governo imperial approvou esle protesto e as
razoet em qae elle se fundara, na parle em que o
decreto de 15 de abril conceda a navegacao do
Amazonas s naques nao ribeirinhas, para ai quaes
nao linham applicac,ao os ortlgos correspondentes
dos tratados qae com ellas havia celebrado o go-
verno do Per sob o principio da nac.ao mais favo-
recida.
Com efleito, a ampliarao ou declaracao de conce-
der aos subditos de um eslado os direilos de nacao
mais favorecida, auppe leropre a reciprocidade por
parle dette ofi a sujeirao s condi(5es com que se
concedeasem a outra esses favores. O Per perrail-
lio aos subditos e navios do Brasil a livre navegacao
em seos ros interiores, porque o imperio concede
ios cidados e navios do Per igual franqueza e li-
berdade nos sent. Ai outras naroes nao ofierecia'm
a mesma reciprocidade, nem podan oflereee-Ia, por
qae nao su ribeirinhas no Amazonas.
Quanlo as rettrccOet postas navegacao dos res
no litoral peruano,ettabelecidat no decreto de 15 de
abril, o governo imperial nao teria duvida em.dir-
Ihes o sea assentimento se nellas insislisse ogoverno
do Per. _
E foi cm consequencia dessa interpretarlo inicia-
da e sustentada por parle do governo do Per qae o
governo imperial, tendo notioia' qae os doas vapores
qae se mandaran) construir nos Estados-Unidos ha-
viam chegado ao Para no dia 2 do lelembro prxi-
mo pateado, em peces, a bordo da barca americana
Star of lhe East, e qae no respectivo arsenal ha-
viam sido armados e apparelhados, permitlio que sc-
goisscm rio cima so com urna licenca especial.
Assim se efiectuou, tahindo aquellea vapores para
o territorio peruano no dia 10 de Janeiro.
Por ultimo leve o governo imperial a noticia de
que o governo do Per .declarara as disposicoes dos
artigos 1. e 2. do decreto de 15 de abril de 1853,
por oulro decreto com dala de 4 de Janeiro deste an-
no (documento n. 2 do annexo G), concedendo ao
Brasil pelo artigo 1. a livre navegacao dos ros do
Per aBluenles do Amazonas, e exduindo pelo arti-
go 3." as na*cSes nao ribeirinhas dessa navegacao.
A navegacao do Amazonas, desde a sua emboca-
dara. at Nauta, segundo a conVcngao de 23 de ou-
lubro de 1851 e inlorprelac^o que lhe havia dado
o governo da repblica do Per, lem sido feita pela
companhia brasilera.Navegarao e commercio do
Amazonas, por contratos feilot cora i.dia compa-
nhia pela governo imperial o. o daquella repblica.
(Annexo F.)
Os decretos do governo da Bolivia de 27 de Janei-
ro e do Per do 15 de abril de 1853, e os tratados
que linham celebrado com est ultima repblica os
governosdos Estados-Unidos e da GrBa-Brctanlii',
deram lugar a prelondcrem essas duas nages com.
diflerenles fundamentos a abertura por parle do Bra-
sil do Amazonas s suas respectivas bandeiras.
Emquanlo aquellos dous governos procuravam
obter o livre transito por aquelle .rio. passavam-se
nos estados da Unao Norte -Americana factos de
grave consequencia. Conslou k legacao do Brasil
em Washington que algum aventureiros naqaelles
estados, levados de exageradas informarles sobre as
riquezas do valle do Amazonas, o vanlagens que po-
deriam collier da navegagao daquolle rio, a despoi-
lo dos comprometlimenlos em que lancavam a seu
governo, projectavam desae logo, sem o assenti-
mento previo do Brasil pqr via diplomtica, empre-
bender a sua navegarao
dtjulho do anno pastado, do governo do Pfer para
nomear um plenipotenciario que com os dos Esta-
dos ribeirinhos do Amazonas toroasse, parte as con-
ferencias que o governo daqaella repblica deseja-
va aer aberlas sobre a navegacao daquelle rio fol
ludoremeltido i scelo do conselho de Eslado, para
dar o seu ptrecer sobre este assumpto, que se acha
pendente de resolucao imperial.
Ae mesmas quesloes que se lem originado dot tra-
tados e decretos do governo do Per sobre a navega-
cao dos ros, podem-sc dar emontrasrepblicas com
quero lemos igualmente contrahido coiivences so-
bre o mesmo objecto, e que lambem lem aberlo seut
porlos a bandeiras de nacoes nao ribeirinhas.
As eoroplcasoet qae s do quanlo navegnrflo
do Amazonas cxlslem, qnanlo s aguas superiores
do Paraguay.
Em 26 de abril do let>3 parlicipoa ao governo
imperial a legacao dos Estados-Unidos ler sido en-
carregado pelo seo governo o lente Thomaz Jet-
fersor Page, eommandantc do vapor Water Wileh,
de explorar os diflerenles rios que iifllucm ao Rio
da Prala, e solicilon do mesmo governo .toda
aquella assist^ncia, qae lhe podes dar por meio de
ordens e recommendac.oes para nma amiga ve! eoo-
peragao da parte das aatoridades respectivas do im-
perio. .'
O governo imperial responden que, havendo ha-
billad.0 para o commercio eslrangeiro no rio Para-
guay o porto de Albaquerque, nenhuma objeccao
punha a que o Sr. Page levaste suas exploragoet
ato esse ponto ; antes ia expedir as necessarias or-
dens ao presidente da provincia deMatlo-Grosso o
a outros agentes imperiaes para que preslassem ao
Sr. Page loda aquella cooperac,io qae eslivesse ao
doas paizes.
As negociares qee se mandaran) seguir em Pars
em 1841 e 1842, sendo nesso plenipotenciario o Sr.
Jos de Aranjo Ribeiro, c por parle da Franca oSr.
Dcffaudis, e depois o Sr. Rouan, foram infructieras.
Sobreveo 'a revolucao de 1848 em Franca ; os
aconlecimenlos e as preoecupac/ies que se lhe segui-
r m nao contenliam que se toroasse era considera?o
este assampto. Logo porm que as circumstancias
permiltiram ao governo francez dar a quesloes desta
mtureza toda a allenrao que ellas merecem, propoz
elle (em 18 de julho do anno prximo passado,) por
intermedio de sua legacao' nesla corte, a renova(o
daquella negociarlo.
O governo imperial acceden per nota de 12 de
agosto a ella proposla, nao se tendo dado o preciso
andamento i negociaran por nao haverem anda os
dous gobiernos Concordado no lagar onde teria de
proseguir. 0 governo imperial seggerio que tivesse
ella lugar nesta corle por lhe parecer qae assim a
facilitara ; o governo de S. M. o Imperador dos
Franceses pelo mesmo motivo preferlo a cdrte.de
Pars, propondo afinal como meio de chegar a,nm
accordo um lerceiro paiz.
Convindo que te entendam os dous governos
sobre esses' preliminares, o de S. M. o Imperador
procurar chegar a este respeilo a um accordo, e est
disposlo a desistir de que a negociacSo prosiga nesta
corle, aceitando urna dat propottat feitaa pelo gover-
no de S. M. o Imperador dos Franeezes.
Eslao tamben) por ser definitivamente determina-
dos os verdadeiros limites do Brasil com a Gnayana
lngleza, que hoje comprehende ai possertOesde De-
merara, Esseqnibo e Berbice, de que se acha de
pos-e a Graa-Brelanha pela ennvencao assignada em
Londres em 13 de agosto de 1814.
O governo imperial presta lambem toda a ana at-
lencao a este assumpto, para sobre elle se entender
cora o governo de S. M. Brilannica.
A fixacao desses limites completara toda a linha
pelo norte e oeste do imperio, lendo o nosso minis-
tro acreditado em Venezuela, Nova Granada e Equa-
dor, celebrado com aquellas duasrepoblicas tratados
que s aguarda o governo imperial que sejam appro-
vados pelos respectivos congressos para resolver sobre
a sua ralificac.ao.
As nossas quesloes do limites .como o Paraguay e
Bolivia, anda nao poderam ser resolvidas.
Linha dicitoria do Chuy.
Bm 8 de roaio do anno passado, communicoa-se
legacao do Brasil era Montevideo, qee S. M. o Impe-
rador linha approvado naquella dala o accordo ce-
lebrado por aquella legarao e o governo oriental, em
22de abril, como fim de por termo ns duvidasSus-
citadas sobre a linha divisoria-do Chuy,
Em 21 do mesmo mez passou a legacao urna nota
ao ministro do relarOcs exteriores fazendo cala com-
munieaeso.
- Os commissarios dos dous governos concluirn) os
Irnbalhos da demarcacao da linha do Chuy, ficando \
collocados qualro postes on marcos provitorioa.de
madeira nos pontos que assignalam a linha do Chuy
ao Ponlal de S. Miguel, a saber : neal ultimo ponto,
na embocadura daquelle arroyo e nos passos geracs
deste e de S. Miguel, ficando esta operacao eteculada
do dia 15 de jnnho com todas as espccificacoere for-
malidades precisas, como consta da acta assignada
na mesma dala por esses commissarios
Em 28 do mesmo mez o commissario oriental re-
clamoo a correccao da acta na parle em que, trata*n-
po do lerceiro marco, diz : Segu a linha pelas
aguas desle arroyo (S. Miguel) at a fz, etc., por-
que no rigor das palavras do tratado de 15 de maio
de 1852 se devra ter dilo : Segu a linha pela
margem direila deste rio ele. <
Esla reclamacao foi apoiada pelo governo oriental,
e achando-a juila o governo imperial, resolveu
que na acia se interitsero as palavras do tratado.
Os commissarios brasileiro e oriental pediram e
obliveram licenca de seos respectivos governos para
passarem o invento, o priroeiro no Rio de Janeiro, e
o segundo em Montevideo, yisto nao poderem conti-
nuar nos traballiQs da demarcacao.. J vollaram
REPAKTIQAO DA POLICA. '
Parte do dia 6 de junho de 1854.
Illm.eExm.Sr.Parlicipoa V. Exc. qne dea
partes hontero e hoje recebidas nesta reparlica,
consta terem sido presos : ordem do delegado do
1." distrelo desle termo, a parda Mara Benedicta c
o preto Joo Francisco dc Paula, ambos para correc-
SSo ; do subdelegado da freguezia de S. Frei Pe-
ro Gontalves, o preto Justino, escravo de Jos
Francisco de Lima para ser castigado, a parda Julia-
na Mara da Conceicln, por hriga, Bernardina de tal
por briga, Antonio, escravo de Francisco Xavier, por
andar fgido; do subdelegado da fr,eguezia de S.
Jos, Domingos escravo de Carlos Marlins, por ser
encontrado com am estoque, e Joao escravo de D.
Cesara, por ebrio ; e do subdelegado da freguezia
do Poco da Panilla, o pardo Maooel Mendes dos
Santos, por ser cncon Irado com armas defezas, Jorge,
escravo de Manocl Thomaz dos Sanios, por andar f-
gido, e Vicente Ferreira da Silva, para averiguarles
policiaes.
Por oflicio de 3 do crtenle, commnnicon-me o
delegado do termo de Nazareth, que Antonio Bar-
roso de Moraes Nery, moco tolteiro, de idade de 22
annos, consenhor do engenho Brcjo daquelle termo,
levado sem duvida por motivos particulares, levo de
procurar a morte por. meio de uro suicidio, enforcan
dn-seem nma arvore prxima a casa croque habita
va no referido engenho, c que apenas livera scienci
deste lamentavel faci, partir para o referido enge-
nho, fim de proceder ao competente antn de vesto-
ria, e s mais averiguacOes policiaes, pelas quaes re-
conheceu que nao houve intercesso de pessoa algu-
ma em semelhanle facto, qae nssceu do estado de
urna aliena;ao e desgosto em que ha algunt dial andi-
va'4 referido Moraes.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 6 de junho de 1854.Illm. e Exmi Sr.
contelheirn Jos Bento da Cunha e Figueiredo, pre-
sidente da provincia.Lui: Cario de Paita Tei-
Xeira, chafe de polica da provincia.
Asaucar maicavado em caixaia 19800 ra. por ar-
roba.
Dilo dito em saceos a 18900 rs. por arroba.
Dilo branco em saceosa 29500 rs. por arroba.
ALFANDEGA.
Rendimenlo do dia 1 a 5 34:648*689
dem do dia 6 .......10:824*900
45:473589
Detearreaam hojeT de junho.
Brigue inglezfunnymede- bacalbo.
Brjguc escuna brasileirot'mularaogneros do
paiz.
Hiale nacional Noto Olindadem.
I late nacionalDuvidoiodem.
Importacao'.
Patacho nacional tmularo, viftdo do Acarac,
maufestou o segalnle:
15,304 meios de sola, 62 couros miados, 42 laboai
dc cedro, 5 allanados ; a ordem.
429 meios de sola; a Marcelino Jos Pape.
2,862 meios de sola. 4 couros salgados, 3 barra
peixe ; a JoSo Jos de Carvalho Moraes.
933 meios de sola ; a Manuel Goncalves da Silva.
320 meios de sola; a Jos Rodrigues Ferreira.
196 meios de sola, 8 altanados; a Tibarcio Neves
& Companhia.
336 meios de sola, 82 altanados, 6 masaos eoaros
roiudot; a Antonio Joaquiro Rodrigues Jnior,
CONSULADO GERAJL.
Rendimenlo do dia 1 a ..... 4:899*882
do dia 6........ 2:664*787
7:564*669
CORRESPONDENCIA.
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 4 a 5......567*992
dem do dia 6......... 193*633
761*625
teu alcance; masque, nao lendo o mesmo governo
para a fronleira e protegoem na commissao que lhes
Lendo a legacao imperial em Washington em jor-
ia do pedido do governo persano, baes americajios, que ara vapor sabido dos Eslados-
Unidos se achava no Amazonas para explotar esse
rio dirigio-se ero 4 de abril daquelle annofnrgover-
ne dot meemos estados para a informar da veracida-
de dessa noticia.
A esla ola responden o respectivo secretario de
estadu tm 20 da mesmo mez que nao era. ver-
preridente da provincia do Para facilitaste por todos
as Mates ao tea alcance n armacao, na cidade do Pi-
ra, das ditos vaporea, e a sua viagem para o Pera
peto Amaeoees, sem bandeira on com bandeira pe-
taaa, eafnUfitlri, eXifjTO badclra, brasllelra al
aberto outros portos cima dc Alhuqucrquc a na-
c,oes eslrangeiras, nem se tendo anda entendido
acerca da navegacao dos rios interiores coro aa na-
nees ribeirinhas, nao poda permiltir que os penc-
trassem navios eslrangeiros, porque assim eslabele-
cer-se-hia nm exemplo e precedencia que poderia
trazer prejuizo ao imperio, nao estando regalado o
assampto da navegarao de taes rios.
A legacao dos Estados-Unidos nao ae satisfez com
esta resposta, e inslou pela concessao de ama licen-
ca ampia e sem limites, ao que nao annuio o go-
verno imperial, informando qae nao se oppnnha a
qne se fizessem explnraroes semlhanles s que o
commandante do Water Witeh eslava encarregado
de fazer no rio Paraguay e seus tributarios cima do
ponto indicado, mas que para esse fim deviam em-
pregar-se barcos nacionaet.
A legae,5o de S. M. Brilannica nesta corle dirigi,
ero 44 de dezembro do anno prximo pastado, urna
ola ao governo imperial declarando qae havendo
S. M. a Klinha e S. M. o Imperador dos Franeezes
concluido rccentemenle com o presidente do Para-
guay tratados que conredem ao commercio dos seps
respectivos paizes a livre navegarao de orna consi-
deravel porcao do rio daquelle nome, e teudb os
governos da Confederado Argentina e da Repbli-
ca Oriental do Uruguay aberlo os rios Paran e
Uruguay ns bandeiras das nacoes eslrangeiras, ao
mesmo lempo quo o governo da Bolivia tinha adop-
tado urna igual medida relativamente ao Paraguayo
aos teas confluentes, o pleno exercicio dos direilos de
navegacao que a Gra-Bre'.anha adquiri por estes
diversos actos e a extensao do commercio britannico
ns aguas superiores do Paraguay, tornaram-se ob--|
jecto de grande importancia para o governo de S.
Mageslade.
Declaran mais na referida nota o ministro de S.
M. Britnica que o seu governo, considerando este
assumpto, tinha dirigido a sua attencao para as pre-
tentoes do'Brasa) soberana dc ambas, margens da
parte superior do Paraguay, c para osobstacnlosque
ellas podiam offerecer ao desenvolvimeoto da nave-
gacao Daquelle ro, o que a opino a que chegou o
governo de S. M. fura que as prelencOe do Brasil
sao sem bom fundamento. *
Por ultimo declarou o ministro dc S. M. Britanfl
que o seo governo nao desejava, sem embargo disto
entrar na queslao dos exactos limites entre o Brasil c
as repblicas vizinhas, nem jolgava que seria obli-
gado a faze-lo, porque esperava com coofianca queo
governo imperial nao se recusara a annuir requisi-
c30 qae de conformidade,com as instroccBes qae re-
bera do principal secretario de eslado de S. M. sub.
raellia ao governo imperial,para que nao se oppozes-
so livre navegacao das aguas superiores do rio Pa-
raguay pela bandeira da Graa-Bretanha.
Esta nota foi respondida por outra datada de 9 do
correnla mez.cm que se musir quaes sao os direilos
do Brasil aos limites que sustenta, e qae, nenhum res
navegavcl possue a Bolivia que venlut desaguar no
alto Paraguay, sendo incontestavel o direito que
compele ao governo imperial dc conceller ou negara
navegarao da parle superior daquelle rio, comoacon-
selharcm os seas proprios ulereases e a seguranca do
paiz, e que de accordo com estes principios tinha o
governo deS. M. o Imperador aberlo ao commercio
estrangreiro, por decreto n. 1,140 de 9 de abril de
1853, o porto de Albuqaerque, situado no dito rio
cima da Baha-Negra, entendendo porm que nao
deve ampliar aquella concessao.
foi confiada, e coja cuoclusao acaba o govcrnu impe-
rial de recommendar ao em commissario
(Jornal do Commercio.)
CORKESPONDENCIA SO DIARIO DS
PERNAMBUCO.
PARAUIBa.
39 de talo.
He bem penoso o trabalho de dar noticias (odas
as semanas, porm o que tenho 8 fazer se nao cum-
prir o meu fado a gota, os queixosos, ludo me ator-
menta ; porm o que hei de fazer se nao cumprir q
meu fado.
Os Ihugs conlinuam socegados.
A assembla continua nos seus ttabalhos, e alm
de urna chusma de comarcas para acommodar talvez
certos atildados, se nao acontecer como na provincia
das Aiagoas, que o governq gcral oslogrou mandan-
do para l outros de fra ; tero tratado de posturas
dc cmaras municipaes, corpa de polica, c estradas,
esta ultima parte lera a approvarao do respeiiavel
pois he elle quem aproveita.
No da 23 foi nma commissao Telicilar ao Exm.
Sr. presidente pelos seus actos, e S. Exc. agradecen,
nao repito aqui ge dous discursos porque sao como
lodos deste genera.
No dia 24 foram approvados em concurso dous
candidatos para professores de prmeiras ledras ; no
meu bestunto ellos precisavaro eslar uns dons annos
na escola do meu enligo meslre o Sr. Adriano, e
tal, que para um dclles esle lempo nao fosse sufllci-
ente; he deste modo qne havemos de ler instrtte-
cao, dando-se pessimos mestres eos meninos para
elles flearem com immensos defeitos, e cncontrarcm
embararos as aulas superiores.
Niidia 25 leve lugar oo.lhcatro particularApol-
lo Parahbanoo espectculo qu lhe annunciei
em urna das minhas missivas atrasadas, constando
do drama o Conde de Gcnucile* e da farca o llol-
landcz.
A exccucHo nao esteve m, foi a melhor que te-
abo visto em aquelle tbcalro, c ot socios represen-
tantes com quanlo nao parecessem muito cerlos de
seus papis, com ludo mostraran) pela maior parle
bstanle habildadepa,ra o palee, digo pela maior par-
te, nao como syuniiimodc approvacao simpliciter, id
ett, em que honve raposa, como dizem os estadan-
les, mas porque houve um que tao mal se arranjou
no papel de dama, com os seus seis pea sem os competentes cnchimenlos, quemis pareca a
morte vestido de mulher do que a irma de nma
condessa, ou a criada de um hotel.
Seria injusto se nao fizesse mencao honroza da da-
ma : ella se moslrou alguma cousa senhora da ace-
a, e pareceu ler desembarace, exprossao e bom
gesto, e sua mmica seria excellenle se nao fora nm
lano exagerada para urna dama, se ella tivesse lo-
mado a mmica do Joao Caetano, deixando-lhe os
transportes seria melhor, porm.aSrs. D. Mara da
Gloria, assim se chama a atriz, auda pode reme-
diar ses erros. O nosso Ihcatro esteve concurrido.
apesar da transferencia, de ler cbovido larde- e de
nao estar boa a noile, o platea esleve aninhada fa-
zetdo um calor digno de figurar na melhor estufa
as duas ordens conlinhara para meis de (incenla
senhoras. e algumas bem lindas ; pelo que quiz fel-
licila-las, porm o maldito costume de galeras me
privou e as privn, c eu aqui nada digo para ellas
nao ficarcm mal comige, antes os socios fizessem
uns escandidos, digo, camarotes ou cousa que o
vida.
A peca nao foi bem escomida, tanto pela morali-
dade, como pelos nossos costumes, como tambera por
ser a primeira vez que a Sra. I). Mara da Gloria
aqui representa, e faze-la por um triz casar-se com
um negro, se nao he o conde deGenuvilcs e am
oulro seu escravo que chega a lempo de soccorrer u,
condessa, matando o prmeiro escravo que em vin-
gaoca de urna bofetada quiz malar o aenhor e cazar-
se com a senhora, apesar de m'uitos beneficios que
lem rerehdo de seus senderes.
' Se houvesse censura o drama nao ia sceria.
Nao apparece alteracao alguma em o nosso mer-
cado de gneros esta semana, presislndo os preros
j rotados. Asctiuvas ccnlinuam e nos promettem boa
safra.
Sr$. Jledarlores. Tendo-se propalado estes infa-
mes boatos, que foram indicados na correspondencia
de meu filbo Cactos Augusto da Silveira Lobo, in-
serta em seu Diario de 29 di maio prximo passado
e na raliiiracao do Sr. Dr. Alcanforado no Diario de
30, julgaci que nao passava de urna vil e reprovada
chicana, adrede assoalliada por alguem, no intuito
de servir e favorecer ao Sr. Joao Pinto; e por isto
nao inedeixei abalar modo.por taes boatos. Porem
respotla desle Sr. publicada no Diario de 31 em
vez de ser clara e explcita, coirlo cavalleiro.aque lem couscieocia de saa inocencia e
dighdade, calculadamente guarda um misterio que
finge temer dcscobrir, quando declara, que reserva
a publicaran das oceurrencias para depois de sua
soltura. /
Nesla situarao, e afim de convencer todos da
torpe calumnia, qae laes bontos oncerram, e de qu3,o
injutlificavel, e menos nobrehe, na presente con-
junctura, o misterio ou falta de franqueza' do Sr.
Joao Pinto, be forc que eu d ao prelo ludo quan-
lo occorreu entre miro eoSr. Joao Pinto, nio em
sua casa, nao na prsBo, porem na sala em que fun-
cionava meu tildo Carlos sala pertencente ao pr-
meiro andar da casa em qne moro, empresenca de in-
nuroeraa pessoas, d'enlre as quaes nomeadamente
me record do Sr. Dr. Manoel Filippe, e do es-
criv3o.
Durante essas investigaroes policiaes a que proce-
den dito meu lilho.s essa vezme comuniqnei com o
Sr Joao Pinlo.
Dcsccndo cu de mioha casa para dar a mea eos-
tuineiro paseeio da tarde, Uve de passar pelas pro-
ximidades da mcusionada sala em que, como disse,
dava meu lillio audiencia, e lembrando-mo das re-
lacoes dc amisade, que entrelenhu com o Sr. gene-
ral Coelbo, sogro do Sr. Juo Pinto, deliberei-me a
comprroentar este. Entrei na sala, corlejei alodos
que all se achavam, e estando ao p o Sr. Joao Pinto
que acabava de ser interrogado,a ellemcdirigi.e pc-
raute lodos lhe disse;sinto velo aqui por seme-
lhanle motiva, lauto mais quanlo sou ronito amigo
de seu sogro, que muito se hade fliigir coro urna
tal noticia.0 Sr. Joao Piulo, qne em verdade na
orcasiaq pareca aflilo, acolheu com visivel salisfa-
(jaoo meu comprmenlo, e me perguntou se eu j
havia fallado msso a meu fillio. Respond-lhe, que
pelo que em conversa tinha ouvido a este, entenda
eu, que nao eslava provarta a sua culpahilidade, e
que mullo estimara,, que pelo vapora partir portea-
se elle dar a sen sogro noticias, qne lhe evitassem
grande consternado. JJniao roe disse o Sr. Joao
Pinto, que j havia escoplo seu sogro, e que de-
mais disto, segus no mesmo vapor o seu comcun-
hado, o Sr. Dr. Freitas, qne era carta viva, e que de
todo occorrido o informara.
Aqui terminou toda essa nossa ligeira conversacSo,
e eu despedi-me do Sr. Joao Pinto dizendo-lhe, que
lhdesejava propicio detfecho'cm tal negocio. Sega
meu passeio, mal pensando que algum da podesse a
perversidade inverler a inleuro meramente obse-
quiosa e licita, com qae pratiquei este acto de defe-
rencia o urbanidade,a que fui principalmente levado
conforme j disse, por contemplacao ao Sr. general
Coelbo.
Desla minha deferencia para com o Sr. Joao Pinlo
1ive em conversa,em diflerenles occasioes e crculos,
de follar ante pessoas gradas dest cidade, ante o
Exm. Sr. presidente da provincia, e na laja do Sr.
Guilherme, cunhado;do Sr; Joo Pint, em presenta
de mollas pessoas sisudas que all se achavam.
Accresce, que urna circumslancia sedeu na prisHo
do Sr. Joao Pinto, qae plenamente convence i
quan|ps nao queirara perversa e inrnndidamcnle
morder a alheia repulacao, de que a indigna pro-
posta de recebmento de dinhero, ( do que nem eu,
nem meu Cilio,j mais aeria capaz)para em bem
se arranjar aquelle negocio, nunca existi, e nao foi
possivel por tanto ser repellida pelo Sr. JoBo Pinto.
Esta circumslancia vem a ser o liaver erte Sr. sup-
plicudo meu Dldo, que o conduzsse i prisao elle
mesmo, sem o apparalo, com qne de ordinario de
conduzdo qualquer preso, e qiiejhe coeedesse a
grata de passar por seu escriplorio, e, depois, por
sua casa, por lhe ser isso conveniente, on necessario;
ao que meu filho nao enxergando em tal concessao
inconveniente algum para a juslira, nao duvidnu
acceder.
Chegados casa do Sr. Joao Pinlo, onde eslava
hospedado o Sr. Dr. Freitas, este, como querendu
prevenir qualquer declarado desagradavcl, por par-
le da senhora do Sr. Joao Pinlo, que recebia o cho-
que da certeza da prisao de* seu marido, disse
esla : Vmc. deve eslar agradecida aos Sr. -Dr.
Carlos, pela maneira obsequiosa com qne lem Ira-
lado o seu marido, pois nio linha obrigaco de o
conduzir elle mesmo prisao, e de consentir qae
por aqui passasse.
Ora, pergunto cu, se na prisao do Sr. Joao Pinto
interviesse qualquer motivo reprovado, oudedes-
peilo. como esses que a infame calumnia quis fazer
acreditar, orgulhoso como he o Sr. Joao Pinto, nao
o teria laucado em rosto a meu filho, no acto de re-
ceber a inlimac.ao da prisao. e quando, conforme era
natural, com ella se mostroujiao pouco conformado, a
ponto de pretender lomar satisfato ao Sr. Dr. pro-
molor, que a mesma prisao reqoereu'! Entretanto
o Sr. Joao Pinlo nenhuma exprobarao fez meo
filho; e, muilo pelo contraro lhe supplicou, e delle
recebeu favores, pelos quaes posteriormente se con-
fessou obrigado, conversando com o Srs. Lopes Neto,
e Sonsa I.eao, e a cujo recebmento nao se teria por
cerlo aviltado, se esses favores fossem concedidos
por um verdugo, que o arratlava prisao, nao por
crime,maspor se nao ter querido tugeilir a vis trans-
acoes. Creio que o capanga mais degradado nao
se teria rebaixado a tanto, quanlo mais o Sr. Joao
Pinto, quem teu dinhero assigna' boa posicjio na
sociedade em que vivemos.
Quem nio v lambem que o Sr. Dr. Freitas, pet-
soa da familia do Sr. Joao Pinto, qae com elle resi-
da, e cerlamenle sabedor do- lodos os fados e cir-
cunstancias, que occorreram para a prisao do Sr.
Joo Pinto, nao teria feito valer para sua cunhada,
Ear essa forma, ot obsequios que o mesmo Sr. Joao
into recebeu de meu filho, de tal arte recoohecen-
do-os por seu lurnn 1 .
Anda urna ultima reflexo. Segundo a novissima
lei, que regula o processo dn crime ijos moedeiros
falsos, a raissao do delegado de polica, em cuja qua-
lidade funcrionou dito meu filho, te reduz a investi-
gar, e mandar escrever o resaltado das indagarnos
a que procede, e a enviar este resultado para a aulo-
ridade, a quem la lei compele/) proseguimento do
processo : nada mais. Agora nole-se, que quando
comprimenlet o Sr. Joao Pinto, j esto Sr. Tiavia si-
do interrogado, assim como grande parte dos infor-
mantes, j ludo quanto emjuizo declarou o Sr. Jo3o
Pinlo eslava cscrinlo, e reduzido a termo, firmado
nao s por meu filho, como pelo Sr. Dr. promotor,
como pelo escrvao, que lal termo, ou termos escrp-
luapu. E, pois, em laes circumstancias nenhum do-
men), por mais imbcil ou estlido poda crer, que
fosse possivel a meu fildo fazer-ldc qualquer bene-
ficio, qae contrariaste os interesses da juslira, a
qual tem indeclinavelmente de guiar-te pelo que te
acha esrripto a respeito ; sendo que ero se quer a
inlerposirao desle jiil'iamcnto radia, como j disse
a men filho. mas sim ao juizo da pronuncia e da con-
demnacan ; c sendo que sobre nenhum pretexto po-
dia meu filho deixar de remoller ao juizo compelen-
te o resultado de suas invesligac/ies.
Finalmente,descanro no criterio publico, que fcil
descubrir a razao da injoslira, e de mais alguma
cousa ; com que se prcteudeu substituir os verdadei-
ros motivos da prisao do Sr. Joao Pinto por falsos e
calumniosos motivos i o que reco'nhecer hoje, tan-
to mais calva essa injuttica, quando jsao decorrdos
mais de vhilc das depois que esses motivos da pri-
sao se tornaran) atcelos a autoriilade|proressante. e
esla anda nao julgou dever mandar soltar ao Sr.
Joo Pinto.
Com a publicacao deslas lindas, os Srs. Redacto-
res muilo obligaran ao MI comante leilor.
Manoel Isibo ie Mirgnda Henriques.
COMMERCIO.
Exportacao".
Rio de Janeiro, brigue nacional Elvira, de 181
toneladas, condnzio o seguinle :907 votumes gp-
nerns eslrangeiros, 2,514 dilos"ditos nacionaet.
Buenos-Ayres por Montevideo, polaca despanho-
la Dorolhea, de 231 tonelada!, conduzio o seguin-
le :130 pipas cachaca, 905 barricas com 6,562 ar-
robas e 36 libras de assucar.
HECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia'6......361*500
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia 1 a 5......6:9fJH
dem do dia 6 ........9:192*345
9:842*241
MOVIMENTO DO PORTO.
- Saviot entrados no dia 6.
Marselda82 din, brigue francez Charlee Adolpho,
de 213 toneladas, capitao J. Cadon, equipagem
11, em lastro ; a Shrimm Whately & Companhis.
Sidney78 das, salera ingleza Anhburlon, de 600
toneladas, capitao AUred King, equipagem 24,
carga laa e mais gneros; ao capitn. Com 58
passageiros. Veio refrescar e segae para Lon-
dres.
Havre34 mas, barca francesa Jote, de 206 tone-
ladas, capitao Houdel, equipagem 16, carga fa-
zendas e mais gneros ; a J. R. Lasserre ci Com-
' panliia. '
Ro Grande do Sal 30 das, patacho brasileiro
Dout de Marc.o, de 109 tonelada!, capitao Isidoro
Serro. equipagem 10, carga carne secea ; a Bal-
lar & Olivsira.
ivaeio raftido no nrnmo dia.
Rio Grande do SalPatacho bjasHeiro 5. Franelt-
eo, mestre Fernando Gomesnle Farias, crgs sal
e issucar.
EDITIS.
O Illm. Sr. contador servindo d inspector da
Ihesour.iria provincial, em cumplimento da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia do 1' do cor-
rente, manda fazer publico, que nos dias 6, 7 8 de
junho prximo vndouro, perante a junta da fazen
da da mesma Ihesonrara, se ha de arrematar a
quero por menos fizer, os reparos a fazer-se na ca-
ta destinada para cideia na villa doOuricury, ava-
liados em 2:750$000 rs.
A arrematacao ser feila na forma dos, arls. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes ahaixo copiadas.
As pessoas qae te propozerem a esta arremalatao
comparetam na sala das sesscs da mesma junta,
no dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou afllxar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial do Pernam-
buco 2 do maio de 1854.O secretario, Antonio
Ferreira, da AnnunciacSo.
. Clausulas especiaes para a arrematacSo. .
1. Todas as obris serio feitaa de coufprmidade
com o orramento e planta nesta dala ^presentados a
approvarSo do Exm. presidente da provincia, na
importancia de 2:750*000 rs. .
2. As obras serio principiadas no prazu de does
mezes, e concluidas no de oito mezes, ambo conta-
dos de conformidade com os artigos 31 e32 da lei
provincial n. 286 de 17 de maio de 1851.
3. O pagamento da importancia deslas obras ser
feito em urna s preslac.ao quando ellas cslive-
rem concluidas, que serSo logo recebidas definitiva-
mente.
4. Para ludo o mais que nao esliver determinado
as presentes clausulas, seguir-te-ha odanoslo na re-
ferida lei n. 286.Conforme.'O secretario, Anto-
nio Ferreira da Annunciaeao.
O Dr- Custodio Maooel da Silva Guimaraes. juizde
direilo da 1. vara do commercio, nesta cidade do
Recito de Pernambuco por S. M. I. ele.
Fap) saber aos que -a presente carta de edflos vi-
rem e delta, liverem noticia, que Antonio Jote Pe-
reda, commercianle com toja de fazendas na rus do
Cabug, mi dirigir por escriplo a peticlo do theor
seguinle :
Diz Antonio Jos Pereira, commercianle com loja
de fazendas na na do Cabug, que sendo OuvhIio
Gontalves do Valle, devedor de rs. 1:069*320, alm
dos juros estipulados em nma letra de 972*155 rs.
e mais coalas de livro, ausentou-se sem se saber o
lugar de sua residencia, o que deu lugar ao suppli-
canle jusf.car a ausencia e incerteza da moradia do
snppllcado como do documento junto, e como o sup-
plicanlc quer mlcnlir oar esle juizo sua accao, pe-
dindo o pagamento da referida quantia, requer
V. S". mande passar carta de editos com o prazo de
30 dias, para que por ella seja o tuppjcado citado
para fallar aos termos de nma accao ordinaria, em
que o sjipplcanle lhe pede' o pagamento da. referida
quantia, juros e castas, pena de revelia, visto nao se
ter concillado respeito, ficando o supplicado logo
citado para todos os termos da causa e sua execusso
al real embolco do supplicado ; pede ao Illm. Sr.
Dr. juizde direito da primeira vara do civel e do
commercio, difiri.mento. E. R. M. Ferreira
Gomes.
Nio se continha mais em dita pelicao, aqoal sendo
pormim vista.certa e examinada nella dei orneo des-
pacho seguinle :Como requer. Recite 1. de junho
de 1854. Silra Guimarae.
Nao te continda mais em dito mea despacho, de-
pois do qae o sapplicaole provon a ausencia do sup-
plicado no juizo de paz de 1. districlo da freguezia
de S. Antonio, por edilos, procedendo-se a concilia-
tJo a revelia.
Atlendendu ao qne cima fic exposto, mandi
pastar a presente carta de editos, com o reqaerido
prazo dc 30 dias, por bem do qual bei por citado ao
supplicado, para que fique scenle de que o dito
supplicante tem perante mim de propor a predla
accao, e que dentro do referido prazo comparec,
nesle juizo, porsi ou sea procurador, para alegar
o afte tiver, com a pena de ser condernnado re
vefia.
Pelo qne leda c qualquer. pessoa o poder* fazer
scenle duque cima fica eiposto, e o porteiro da
juizo publicar e afilxar nos lugares designa-
dos, e ser publicada pela imprensa.
Dada e pastada nesla cidade do Recite, ao 3 de
jnnho de 1854. Pedro Tertuliano da Cimba.
Custodio Manoel da Silta Guimaraes,
forero eetraagtiros s lereceberao ai proposlaseem
a assigoalura reconhedda das casas imporladoras,
ajue se propozerenr a vender, ou assignada per pro-
curacio, acompanhar esta a proposta, competente-
mente legalisada.
Secretaria do conselho administrativo para forne-
cimento do arsenal de guerral 2 de j'anho de 1854.
Jos de Brito ingles, coronel, presidente.Bernar-
do Pereira do Carmo Jnior, vogal a secretarlo.
COMPANHIA DE BEBERIBE.
O eaixa da companhia de Beberibe
acha-se autorisado' pela assembla geral
da mesma, a pagar o 12 dividendo na ra-
zao de 2^500 por accao.
Pea mesa do cousulado provincial annuneia-
se que a cobrante, a bocea do cofre, da dcima dos
predios urbanos das iregnezias desla cidade do se-
gundo semestre do anno financeiro de 1853 a 1854,
principia nol.de junho prximo futuro, que os
30 diat uteit tero principio do referido dia \. de ju-
nho, lindo ot quaes ficam incursos na malta de. tres
por cento lodos os que deixarem de pagar seus d-
bitos.
A attministiatao geral dos estabelecimentos de ca-
ridide manda fazer publico, que nos dias 8, 14 e
22 do correte pelas 4 horas da tarde, uasala de seas
sessoes, iro prara por Iret anuos contados do pr-
meiro de julho do corrente anno a 30 de jonho da
1857, s rendas das seguinles csai ': ra da Cadeia
de Santo Antonio n. 24; la do Qucimado n. 15;
ra Direila ns. 8 e33; roa do Padre Floranno ns.
17, 43, 45, 47 a 49 ; beeco da Carvalba n. 5; ra
do Fagondes ns. 32 e 34; travessa de San Jos ns.
5, 7 e 11; ra dos Pescadores n. 11; ra da Calca-
da ns. 30, 32, 34. 36 e 38; ra das Cinco Ponas os.
70, 98.116 e 118; roa da ViraeJo ns. 7 e 9; tra-
vessa de San Pedro n. 2; ra de Hortat o. 33; roa
de Santa Thereze ns. 4, 5 e 7; roa do Rosario larga
ns. 33 e 34; ra da Roda ns. 3, 5, 7 c 9; roa do
Cabug n. 3; roa Nova ns.29, 37, 43, l8e!;.A-
lerro da Roa Vista n. 68; ra da Cooeeicaen. 5;
beeco do (Juiabo "n. 8; ra da Alegra a. 5; roa da
Gloria n. 65; ra do Encantamento n. 3; roa do
Azeite de Peixe n. 1; ra do Amorim n. 31; roa da
Moeda n. 31 ; ra da Lapa n. 8 ; roa do Burgos n.
11; ra do Pilar ns. 73 e 74; vua do Seabor loan
Jetas das Croulas n. 8; ra dp Nogueira n. 17;
roa da Cadeia do Recito ns. 23 e 35-, ra de Hartas
n. 94 i ra do Padre Flnriano ns. 63 s 65; rae de
Calabouco ns. 2 e 18.
Os pretendeles deyem comparecer aeompanhados
de seus fiadores, nu exibirao cartas destes. sem o que
nao serao recebidos seus laucos. Administrarlo geral
dos eslabelecimenios de carioade 5 de jnnho de 1854.
O escrivlo, Antonio Jote Gome do Correio.
6 conselho de adminislracBo naval, compra pa-
ra fornecimento dos navios armados, enfermara,
barca- de escavaco e mais eslabelecitoentos da- ar-'
seal, o seguinle: velas de stearinas ou eiperma-
cete, 4 arrobas; ditas de carnauba, 5 arrobas; ar-
roz do Marahhao, 69 arrobas; agurdenle 517
medidas; azeite doce*de Litboa, 50 ditas; dilo
de carrapalo,37 ditos; ssocar branco, 46 arrobas ;
dito refinado, 4 ditas; caf em grao, 27 ditas; baca-
Ihio, 12 quintas; carne terca, 46 arrobas; farinha
de mandioca, ISOalqueires; feijo 50 alqueire; sal
20 alqueires; toaenho de Santos, 22 arrobas'; vi-
nagre de Lisboa, 113 medidas; manteiga inglesa,
20 libras; cha hvsson, 3 libras ; gallinhas, 60; bo-
netes eteuros, 50; chapos de palha, 30 j pale* de
couro de vaquela e duai salas, 40 paras; mantas do
laa, 54 ; ditas de algodao, 30; colcbee* de panno
de linhn com encbimenlo de pallia, 50; trivetsai-
rot de dilo, 30; lencos de seda preta, 68 ; tadare-
troz preto de 2 dedos de largura, 75 varas; briro in-
gles de linho, 640 varas; biela azul, ifiOcovado:
igualmente contrata o fornecimento de bolachas
carne verde e pao para o crranle mez, e o de me-
dicamentos para o hospital e Barios armados na fu-
turo anno financeiro, bem come contrata o forne-
cimento de bichas, applicacao das mesmas, vento-
sas, sangras, cortes de cabellos, ele. no mesmo lam-
po ; pelo qae convida-se aos que interesiarem em
dilas vendas o.fornecimento i comparecereni as 12
horas do dia 10 do corrente na salla dss sestees eom
tuat amostras e proposiai, declarando-o ultimo pre-
to ; podendo os que se destinaren) ao fornecimento
de medicamnnlos enlcuder-sa com o ahaixo assig-a
nado na contadura de marinha, afim de te lhes for-
necer os receiluarios pelos quaes saa feites ditos for-
necimento J
Sala das tessoes do conselho de adminislracao na-
val em Pernambuco 4 de jonho de 1854.O secre-
torio do conselho, Chrittotao SantAgo ie OU-
veira.
Acha-se rccolhido a cadeia-, a ordem daaab-
delegacia da freguezia de S.Pedro IjoncalVes do Re-
cite, o preto Antonio, de nacao Songo, qne diz ser
escravo de Francisco Xavier morador em Pilimb.
Quem for sea dono spretenlerse' qne jutliicando a
denlidade,.lhe ser enlregae.
O Illm. Sr. inspector do arsenal de marinha
manda fazer publico que admitlir servantes livres
para as obras do mesmo arsenal com o jornal da 720
rs., nos diat em qne Irabalharem, por ler sido ele-
vado a esta quantia, em virtude da autoritario do
Exm. Sr. prekidentc da provincia, o qae achava-se
eslabelecido. Secretaria do arsenal da marinha
de Pernambuco em 6 de junho de 1854. O secre-
tario, Alexandre Roiriguet dot Anjos.
O Illm. Sr. capitao do porto manda fazer pu-
blico, estaremem depotito na catdeira do tul do ar-
senal de marinha oito canoas, qae empregsm-se no
trafico dot rios navegaveis desla cidade, por terem
sido encontradas sem. nameracao, e licenca para
empregarem-se nesse servico. ignorando-tea quera
perlencem, em consequencia. de nao terem tido al
hoje reclamadas. Capitana do port de Peroam-
baco em 6 de jonho de 1854.O secreurie, Ale-
jandre fodriguet dot Anjos.
PRAGA DO RECIFE 6 DE JUNHO AS 3
HORAS DA TARDE.
CotatOes officiaet.
Cambio sobre Londres a 263(4 d. GO div.
Dinhero por poucos dias9 % ao anuo.
Acc,oes do banco de Pernambuco15 %
DECLARADORES.
_ O conselho administrativo em virlode da aalo-
risar.lo do Exm. Sr. presidente da provincia, lem de
comprar os objectos seguinles :
Para o 8." halalhao dc infinitara.
Rrim para 335 caltas, varas 838; algodaozinho
para 335 camisas, varas 838 ; panno preto para 335
pires de polainas, covados 81 ; olanda de forro para
as polainas, covados 168 ; esleirs dc palha de car-
nauba 335 ; livro mestre impresso, .de 300 folbas 1;
paz de ferro 28, cuchadas 28, machados 4, caldeiras
de ferro para 100 praras 4.
Deposito de recrulas da provincia das Alagas.
Boneles 201, algndaozinho para 210 camisas, varas
525 ; brim para 217 cateas, c 200 frdelas, varas
1043; grvalas de sola de lustre 200; sapatos, pares
200.
Provimentos de armazens, officinas de primeira esc-
gunda classe.
Costados dc imarclln, 4 ; ditos de pao de oleo, 6;
costadinhos de amarcllo, f> ; laboas de assoalho de
amarello, duzias 4 ; dilas de assoalbos dc lauro, du-
zias4 ; rame de ferro grosso, arroba 1 ; limas mu-
tas triangulas He 4 polegadas, duzias 4 ; ditas dilas
ditas de 6 dilas, duzias* 4 ; arcos de ferro de umae
mcia polegada para jarros, arrobas 8.
Terceira classe.
Ferro sueco, arrobas 8.
Ojiarla classe.
Folhas de fiandres dobradas, caitas 3 ; dilas de di-
tas singelas, caitas 4; rame de ferro de mcia grossu-
ra, arrobas 2 ; encoes dc lalao, com o peso de 56
libras 2 ; dilos de ditos, com o peso de 36 libras 2 ;
ditos dc dilo, como peso de 1" librasa 1810 ; di-
los de dito, com o peso de 15 a 16 libras 20.
Quinta classe.
Sola curtida, meios 150.
Para o fornecimento de luzes s estacoes militares.
Azeite de carrapat, caadas 380 ; dilo de coco,
caadas 31 ; pavios, duzias 6 ; fio de algodao, libras
30 ; velas de carnauba, libras 155.
Quem ot quizer vender aprsenle at snas propos-
las em caria fechada, com at respectivas amostras,
na secretara do conselho s 10 horas do dia 8 do
rsrrenlc tan ; adverliuilo, que quando os gneros
QUARTA-FEItU 7 DE JIMO BE 1854".
RECITA EXTRAORDINARIA A BENE-
FICIO DO ACTOR
Joaqun Jos Bexerra.
nRAlMA EM 4 ACTO*
OS TRES AMORES.
Segair-se-fca a comedia pela primeira vez repre-
sentada nesle Iheatro, composic.So dos Srs. Vrlto-
neuve e Masson.
QUEM VEM LA'?!
THEAT80 DE APOLLO.
QINTA-FEIRA 15 DE JUNtlO DE 1854.
Bxpectaeulo beneficio ie actor Joaqvim Jos
Pereira.'
Depois de eieculada ama etcolhida ouvertura, te
r tugar a repre^enlatao da Uo applaudda comedia
em 3 actos
Personagens.
Capitao Tiberio. ,
Bazllio, sea irmao
Antonio ,
Francisco. ,
lose......
Gtlalhea. .
Mara, suafllha. .
Julia
Aetoree.
. O Sr. Honteiro.
. a Costa.
. O beneficiado,
t O Sr. Amoedo.
Bezerra.
. A Sr. D. Amalia.
. A Sr. D. Gabriela.
. A Sr. Jetuim.
Seguir-se-h/ pela Sr." D. Gabriela e Honteiro o
lindo duelo
AS TROMBEi; i re rs Afl.
Fiodar o espectculo com urna das melhoresfir-
O beneficiado espera que o benigno publico lhe d*
loda a proleccao que cosluma dispensar a qeetn a
elle recorre.'
O beneficiado agradece a lodos os seas rompanhei-
ros que dc tao boa vontade e Uto generosamente se
prctlaram a tervi-lo.
AVISOS MABITIMOS
Gompanbia brasllelra de paquetes de .
vapor.
O vapor brasileiro Jo-
sephina. commandante
o prmeiro lente Pon-
te Ribeiro, espera-se i
dos portos de norte a 8
do corrente, devendo seguir para Macelo, -Babia e
Rio de Janeiro no dia secuinte ao da saa chegada."
Agencia na roa do Trapiche n. 40, segando indar.
Rio Grande do Sul.
Seguir em poucos dias para o Rio-Grande do
Sal o patacho nacional Regulo, o qual ten) espatos
rommodos para passageiros: trala-se na roa da Ca
deia do Rccife n. 12, ou com o capitao a bordo.
RIO DE JANEIRO.
O brigue nacional Elvira, segu tnt-
preterivelmente no dia 7 do correte: o
senbores que tem a embarcar escraveno
mesmo navio, podempo-los a bordo ateas
11 boras daquelle dia.
RIO DE JANEIRO
Segu impreterivelmente na seguinle
semana o muito veleiro e superior brigue
nacional Damo, anda pode receber
alguma carga, escravos a frete e passagei-
ros, offerecendo a estes cxceUentes com-
modos, que podem ser examinados: tra-
- ilflHBHH


DIARIO DE PERNAMBUCO QUARTA FEIRA 7 OE JUNHO DE 1854.
t-se com Machado & Pinheiro na ra do
Vigano n. 19, segundo andar, oucomo
capitao Cleto Marcelino Gomes da SilvS
na praca do Commercio.
LEIL'ES.
Quarta-feira 7 do corrente, as 10 % horas da
manliaa. o ageate Vctor fari Ieilao no scu armazem
rna da Crin o. 23, de Grande sorlimenlo de obras .le
marcineiria novas e usadas de differenles qualida-
dea, relogios de ouro para algibeira, ditos dourados,
crranles douradas para os msenos, adereces de ou-
ro'com esmalte, oculos pequeos de alcance, azu-
lejos, qnadros com estampas coloridas, Tumo, urna
radeirinha haitiana, candelabros, candieiros para
meio de sala, vinho branco de Lisboa, dito de cidra
e massa, chapeos brancos de castor, ditos de meri-
no com molla e sem ella, ditos do Cliyle, charutos da
Baha, doce em barril de el (le rente* 'qualidades, re-
des de' pescar, caf muido, belachiohas finas em
latas, e ootros mais objctos que estaro avista no
dia do leilao-
Quinta-feira 8 do correte, o ageote Borja Geral-
des far Ieilao em sen armarem, ra do Collegio n.
1*. de diversos utensilios de roarcioeiria novos c
usados, de urna grande porcSo de queijos de prato
superiores, e de outros objeclos de diferentes qua-
lidades que se acham patentes no mesnio armazem.
Qoarta-feira 7 do crrante, as 10 horas em pon-
to, o agente Borja Geraldes Tara Ieilao no seu arma-
zem ra do Collegio n. 14, de urna excedente casa
terna de pedra e cal, sita no Poco da Pauella ra do
Rio n. 4 com os sepililes rommodos: 2 sallas, 4 i
quartos, 1 gabinete, cosinh fra, um ptimo copiar
na frente, quintal murado com 50 palmos d frente e
250 de fundo pouco mais ou menos, propria para o
lempo de vero porser-perto da raargera do rio, a
qual ser Aendida em Ieilao pelo maior preco que
for offetecido.
Brnn Praeger & C. farao Ieilao,
por interyencao do agente' Oliveira, de
grande sortimento de fa/.endas francezas,
suissas e allemaas de seda, lindo, la e de
algodao, as malt propria'8 deste mercado:
iexta-feira 9 do corrente as 10 horas da
manhaa no seu armazem, ra de Cruz.
Aluga-se um sitio com casa de vivencia no lu-
gar dos Afogadosna ron de San Miguel n. 39: a tra-
tar na ra da Conceican da Boa Vista n. 58.
No dia 4docorrenle desencaminhou-se Juma
letra da quantia de 200 nesta praca, aceiu por Ma-
noel Francisco GuimarAes, e sacada' em 1845 por
Joaquim Carneiro Leal, e este passou o perlcnce a
Manoel Perreira Lima, e elle passou ao defunln
Braguez, no Recite por quem foi protestada, e se
passou o pertenec a Joaquim Carneiro Leal, e este
a Manoel Pereira Quarcsmaem 20 de maio de 1846,
ruja letra dosappareceu com o protesto; avisa-se a
quem for presentado, que nao a pague, s sim a
Manoel Pereira Quaresma ou a seu procurador Jos
Carreiro da Silva* as Cinco Ponas n. 71.
O T. Antonio J. da Silva apresentou cm jui-
zo com o nome de hvro de sahidas de seu armazem,
um hvro novo copiado do proprio de julho em dian-
le sem assignaiuras nenhums at dezembro. Ja
nao se lembra do que disse em juito o C. Firrnino
J. F. da B. Oh I que honra e probidade commer-
cial deste 1. O que dirao agora os collegas, e quero
o foi ajudar com medo do sabbado, e mesmo o mes-
tre de quem.he socio.... o azeile arribado vendeu-
96 P*tr? i,fabric' quando esta nem vio a amos-
tra I I I Esta de boa f e aprsenla um Hvro falso?
pois lodos os outros estao cheios de assignaluras,
so sua mcrc principiou de dezembro para c. Ora,
Dos queira que nao v ao banqoinho do jury, como
breve vai o atrevido innocente Joo Martina de
Barros ; olhe que agora asJestemuhas nao sao col-
legas anligos nem modernos.
O probidade commercial,^
Sic tolo, c jubeo, sit volunta.' pro ratione.
Assim proceden o sabio juiz de paz supplejit de
Pedras de Fogo, Antonio de Albuquerque monte-
negro, obrigando ao abaixo assignado a pagar a Pri-
meado Duarlc Bibeiro urna porcao de plvora, que
dissera havia comprado o mesmo abaixo assignado a
dous dos seus escravos, sem que tivesse pratado um
semelhante faci, como era de seu rigoroso dever,
resultando d'ahi a ignorancia ou culpada condes-
cendencia do referido juiz de paz, para com aquel-
le Primendo Duarte Bibeiro ; o qual alm de nao
ter provado em juizo o seu direito como devia,
acresce-que sendo criminoso, por hao poder fabri-
car plvora e muilo menos a vender, por nao estar
para isto autorizado, ng0 poda se presentar peran-
te, o mesmo juiz de.paz, cobrando a plvora com-
prada sob pena de ser preso e responsabilisado.
Mas foi isso o que se den ? Naocerlamente. He
ate onde pode chegar o escndalo e a demasiada
condescendencia de um homem que se diz juiz de
paz supplenle em urna povoacAo como a de Pedras
de Fogo, de um homem que tudo olvida, espesi-
nhando a lei, c s se deixando levar pelas mais ri-
diculas e mesquinhas considerac&es, fazendo ludo
guiado nicamente pela sna vontade, c s com o
intuito de proteger a quem lhe apraz ; e foi o que
se deu ullimamenle para com o mencionado Pri-
mendo, sendo o abaixo assignado condemnado a
pagar-lhe o que nao lhe devia. O abaixo assignado
aconselha ao Sr. Montenegro, que nao se (ponha
em ejercicio de juiz de paz de Pedras de Fogo, em
qoanlo uao esludar a legislaco do paiz, e em quan-
lo nao depozer odios e.mesquinhas consideracoes,
fim de que possa bem desempenhar o seu lugar fa-
zendo justica s parles, e mesmo para que nao se
exponha ao odip e desprezo publico, procedendo
com tanta parcialidade em abas decisoes, devendo-se
lembrar que o juiz, alem de ter conhecimenlos, es-
ludos e pratica, deve ser inleirameitle imparcial,
qualidade esta que mais o deve distinguir: este he o
parecer de Joaquim Flix Coelho de Bulhoe.
J. C. Babe, temi de ir a Enrona, deixa por
seu bastante procurador na administraras da sua
casa commercial, o Sr. K. I. Schmeltau.
Perden-se desde a casa de rancho|do Sr. Bufi-
no al a ra Nova, umararleira contendo um bhe-
te e 968, senjlo urna sedula de 503, oulra de 20$ e o
resto em miudas: quero a achou entregue na roa No-
va d. 46, que ser recompensado.
Offerece-se oH mulher para ser ama de urna
casa de pouca familia ou de homem solteiro : na ra
da Assumpco n. 28.
Desencaminhuu-s de Maoei para esta cida-
de, urna letra n. 56, da quantia de 1159, a prazo de
seis mezes, sacada por Joaquim de Oliveira Maia,
em 21 de marco passado, e aceita pelo Sr, Joaquim
de Azevedo Villarouco, em consecuencia do que o
sacante da referida lelra previne ao publico, para
que nenhuma pessoa faja transaciio com a menciona-
da letra, por j se adiar prevenido o aceitante, para
s a pagar ao abaixo assignado.
Joaqnim de Oliveira Maia.
Precisa-se fallar com o Sr. Antonio
Pinto Soares, a negocio urgente: na rna
do Trapiche Novo n. 16, segundo andar.
No escriptorio de Novaes & Compa-
nhia narua do Trapiche n. i, primeiro
andar/ tem para vender por prec com-
modo chapeos do Chile de todos os tama-
nhos e qualidades, ditos de feltro todos pre-
tos ; assim como rosarios de missanga de
todas as cores e tamaitos.
Traspassa-se o arrendamento de
um sobrado de um andar, na ra da San-
ta-Cruz, freguezia da Boa-Vista, com al-
guns commodose dousquintaes separados,
Boa cacimba, a' quemquizer pagar um m-
dico preco pelas bemfeitorias ha pouco
feitas no mesmo predio, consistentes em
forro de papel, e esteira da sala afrente
e de um quarto, e outrs que s vistas : o
preco da renda he commodo : a' tratar
na mesma ra casa n. 78.
Preeisa-se alogar orna escrava, fiel, que saiba
bem engomraar, coser e fazer mais servico de urna
casa de familia, paga-se bem : na sua Direita n. 131,
por cima- da botica do Torres.
_ A pessoa que annuncioil*querer comprar livros
instrumentos e mais pertences de ensino nuticos:
dirija-se i ra do Vigario n. 5. .
Jos CaeUno Pereira, subdito portaguez, feti-
ra-se para fra do imperio.

AVISOS DIVERSOS.
O abaixo assignado como administrador de soa
mulher Isabel Mara de Moraes Bastos, (Una e her-
deira do fallecido Diniz Antonio de Moraes e Silva,
roga as pessoas que sao devedoras ao casal d5 dilo
fallecido, queiram fazer o obsequio nao pagarem,
nem mesmo fazerem transaeco alguma em reforma
desuas leltras com a viuva do mencionado fallecido;
e as razes que assistem ao abaixo assignado no pre-
sente pedido 98o : primeira,jue a casa est sendo in-
ventariada judicialmente, pejo juizo de orphaos : se-
gunda, que tendo fallecido o mencionado Diniz no
dia 16 de novembro de 1853, a viuva por negligen-
cia o condescendencia do abaixo assignado, deixou
de fazero inventario immediatameole.como lhe cum-
pria, e s no lde fevereiro do corrente anno he que
deu principio ao sohredito inventaro, e al a pre-
sente dala nio tem mencionado no mesmo inventario
as dividas activas do casal, islo em prejuizo do abai-
xoassignado, conslando-lhe ao mesmo lempo que a
viuva tem recetado nao pequeas quanlas dos de-
vedoras do casal, e mesmo feilo trausaceoes em re-
. formas de lettras, j em nome de oulrem, como de
cambio, para nao figurar o nome do fallecido ; por
estes motivos prejudicando a mulher e flhosdo abai-
xo assignado, por ser sua mulher nica herdeira fra
do casal, porque todos os mais herdeiros a porfa o
prtendem prejudicar; por isso faz o prsenle annon-
cio, pedindo o favor cima mencionado.
Joaquim Pereira Bastos.
Galera de retratos a oleo e daguerreo-
typo.
Cincinalo Mivignier, retratista c pensionista de S.
M. o Imperador, -querendo apretentar ao respeita-
vel publico desta capital as prodceles de seus tra-
. balhos arlisticos, tanto em retratos a oleo, como do
daguerrolypo, por isso esfor^a-se para desempenhar
o melhor que for pdssivel, contentando as pessoas
que se dignarem a honrar o seu estabelecimento
com trabalhos que sejam inteirament satisfactorios.
O annuncianle lendo vindo ha poucos mezes da cor-
te do Bio de Janeiro, desejara demorar-se nesta ca-
pital por tres a quatro mezes, porm tendo havid
muitisshnas pessoas que o tem procurado para serem
retratadas^ motivo he este do annuncianle, sendo
grato a todos os seus patricios e amigos tenciona de-
morar-se mais lempo, e para esse fim nao lendo lido
lempo de fazer um namcro maior de retratos paraj
presentar ao respeilavel publico, que (3o honrosa-
mente o tem acoihido, fez com que em breve ven ha
do Bio de Janeiro urna collecrio de quadros a oleo e
miniatura,tintas e pinceisdelicadasimos da escola de
dezenho por Julien, Murilo'e Raphael; o annun
cianle tambem fez encommenda parq a'Europa de
urna machina extraordinaria daguerreotypo, onde as
laminas sao do tamanho de meia folha ele papel de
peso, que corresponde a um p de compnmenloe
um palmo de largura. Ser sem duvda a maior que
tem de apresenlar-se nesta capital, e mesmo em to-
das as oulras provincias do imperio, pois o annun-
cianle estando informado disso porque tem estado
as prineipaes provincias, anda nao enconlrou um
machinismo com essa grandeza, que sem duvida de-
ve fazer admiraco a nm publico jconhecedor das
bellas arles, quando virem os magnficos retratos em
grandes chapas, podando urna numerosa familia ser
representada de urna s vez. Aqu, pois, a vista dos
eicenos qne o annuncianle empresa, e dispendios
que tem de fazer paramentar um estabelecimento, o
maior qne lera apparecido no imperio: espera por-
tanlo de seus amigos, patricios e mais pessoas de tao
Ilustre cidade que sejam benignos como.tem sido
at agora, pois a empreza acreditar aos benemri-
tos Pernambacanos, que lio patriticamente se pres-
tarem a sustentar por preces razoaveis a essa empre-
za, e os trabalhos de um artista que icansavel pro-
cura engrandecer o. seu paiz tao smente'para gloria
daquelles que apreciam as bellas artes. Pernambu-
canos 1 a nossa provincia tao bella, e lendo em si os
melhares golpes de villa para os artistas que sabem
apreciar a nalureza, parece razoavel que coadjoveis
ao vosso patricio dedicado as bellas artes, e que qnr
plantar no nosso paiz, urna escola onde n mocidade
por algum lempo poder beber lices daquelles gran-
des mestres, que as suas obras conservam perpetuo
mrito. Emquauto, pois, nao chegam estes objeclos
que tem de formar um estabelecimento esplendido,
o ananneiante convida o respeilavel publico desta
cidade para ver algumas prodceles de seus traba-
lhos, ah poisacharo os fregueses caixinhas e qua-
dros debom gosto, para retratos riaguerreolypo,e por
preces razoaveis. Aterro da Boa Vista n. 82" primeiro
* segando andares.
Aluga-se urna casa no Cachans, propria para
negocio, por ter um forno de padaria independente
da casa de morada, em muilo bom local: a tratar
no gando andar da casa da praca da Boa Vista, que
volta para a rna do Arago.
Domingo 4 do corrente, perdeu-se urna caixa
de prata no Passeio: roga-se a quem achou e a quei-
ra'restituir ao seo dono, que se dirija a ra larga do
' Rosario n. 18, qoe' ser recompensado generosa-
mente.
Faz-se todo o negocio com a botica da ra do
Rangel o. 8, inclusive armajao e mais pertences: os
pretendentes dirijan)-se a ra do Cabug, loja de-
fronte da matriz.
Aluga-se o primeiro,andar da casa da ra'do
Pilar n. 147, com vista para o mar, e he muilo fres-
ca : a tratar na mesma ra n. 145..
AO PUBLICO.
O director e festeiro da gloriosa Santa Anua, erec-
ta na capella de Nossa Senhora dos Prazetes dos
(iurarpes, roga a todos os senhores juizes, escri-
vaes e mais pessoas, que receberam cartas para a
festa da mesma Senhora Sanl'Anna, queiram coad-
juvarcom asesmolas, pois j se cha designado o
dia 4 de jiilho para a festividade com todo a sulem-
nidade edecencia.
Offerece-se urna ama para casa de homem sol-
teiro, he multo fiel e capaz de tomar conla de qual-
quer casa: na ra do Aragao o. 10.
neiK \(\i do lYsniuo uomeopatIco do brasil.
THESDURO HOMOEOPATHICO
ou
VADE-IEGDI DO H0KE0F1THA.
Melhodo conciso, claro, e segur de curar homceopathicamente. todas as molestias, que aflligcra a
especie humana, e particularmente as molestias que reiuam no Brasil.
PELO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
Acaba de sahir luz esla obra ulilissima aos mdicos, que qoizerem experimentar ou exercer a
verdadeira medicina, e muilo mais anda aos pais de familia, quer das cidades, auer do campo, cheles
de eslabclecimcnlos, sacerdotes, capitaes de navios, viajantes, etc., etc., que por si mesmos qnizerem co-
nhecer os prodigiosos elfeitos da homecopathia.
Don volumes em brochura, por. '...... 10SO000
Encadernados............. 119000
Os Srs. asaignantes terflo a bondade ,de mandar receber seus cxemplarcs em casa do autor, roa de S.
Francisco (Mundo Novo) n. 68 A.
BOTICA CENTRAL HOIWKEOPATHICA
Ninguem poder ser feliz na cura das molestias, sem qne possua medicamentos verdadeiros, ou de
boa qualidade. Por isso, e como propagador da nomaiopalhia no norte, o immediatamente interessado
m seus benficos successos, tem o autor do THESOL'RO HOMOEOPATHICO mandado preparar, sob
sua inmediata inspeccan, todos os medicamentos, sendo incumbido desse trabalho o hbil pharmaceulico
c professor em homa-opalbia,' De F. de P. Pires Ramos, que o tem execuiado com lodo o zelo, lealda-
Jd*caS?oque se pode desejar.
;aeiadestes.modfcamenlosheallestada por todosqueostem experimentado; el les nao preci-
ar recommendarao ; basta saber-se a ("onte dundo sahiram para se nao duvidar de seus opli-
maa resniados,
lima earteira
mendadi
, 'i'^ la*'drrad9l''orasindispensa"ves"T"'7"~'r ..... 10080(10
licamenlos acompanhada da obra e de 8 vidros de tinturas 908000
Dita de 60 pnncipae medicamentos 'recommeudados especialmente na obra, e com
urna raixa de 6 vidros de tinturas
Dita de 48 ditos ditos. ..'.'.',''['...
Dita de 36 ditos acompanhada de 4 vidros de tintura'. '. '. '.'.'..
Dita de 30 ditos, e 3 vidros de tinturas.
Dita de 24 ditos ditos. ". [ \ '. '. .
Dita de 24 tubos pequeos com a obra e 2 vidros de tinturas! '. '.-.'.
Tobo* avultos grandes. ,,......
a .pequeos......"!!!!!!
Cada vidro de tintura.
O bacharel formado em malhemali-
cas, Bernardo Pereira do Carmo Jnior, en-
sina arilhmetica, algebra e geometra, das
, 4 s 5e meia horas da tarde : na ra Nova
obrado n. 56.
m
O padre Joaquim d'Assumpco Saldanha/aca-
demico do terceiro anno jurdico, propoe-se a dar li-
ces de lalim, francez, geometra e geographia : em-
prear todos os esforcos possiveis no bom deseintr-
ullo do magisterio. As pessoas que qnizerem utili-
sar-se deseo presumo procurem-o na ra Nova, ca-
sa n. 21, terceiro andar.
Precisa-se de um caixeiro para padaria : na ra
Direila n. 82.
Ollerece-se um rapaz porluguez para eaixciro
de taberna, com pratica : na ra do Rosario n. 20.
Attentjao.
Pedro Alfonso Rigueira, mudou sua enrader-
nacao do Pateo do Carmo, para a ra dasTrincliciras
i,. D. 61.
Os hachareis Angelo Henriques da Silva e Egi-
dio Henriques da Silva advogam : podem ser procu-
rados na roa de 11 orlas n. 22.
Manoel de- Lizarralds, mudou seu escriptorio
da ra da Cadeia n. 12 para a ra da Cruz n. 13.
seaumlo andar.
Arrcnda-se um bom sitio em S. Amaro,com boa
casa, suas fruteiras, e paslo para doze vaccas: quem
o pretender dirija-se a ra da Gloria n. 70.
Precisa-se de um caixeiro, que tenha pratica de
pharmacia, ou mesmo sem ella, e que d fiador a
sua conducta : na ra Nova n. 53.
O abaixo assguado faz ver as pessoas que tem
pen liores em seu poder, de os vir tirar at o fim do
corrente mez.Antonio Manoel da Silva Maia.
Precisa-se comprar urna preta de meia ifl>de,
qne saiba cosinhar e engommar com perfeic.40, e te-
nha boa conducta: na praca da Independeueja n. 3,
loja.
Galei ia de retratos a oleo e da-
guerreotypo.
Cincinalo Mavignier, retratista e pensionista de S.
M. o Imperador, sendo mil ve/es grato a tao magn-
nimo monarcha, vai distribuir gratuitamente entre
todas as pessoas que forem a seu eslalielecinienlo se
retrataren! pelo svstema daeucrreolypo, estampas
onde representan! o busto de S. M. o Imperador, de-
senliadas e litographadas no Bio de Janeiro pelo
annuncianle, em ponto grande. O annuncianle dese-
jando que os seus patricios e amigos conservam a
lembranca de seu monarcha, por isso convida ao pu-
blico desta capital para ver a expnsiran que j prin-
cipiou sabbado passado e linda quinta-feira, no seu
estabelecimento, a exposicao dp retrato (Je S. M. o
Imperador, em ponto natural: no aterro da Boa
Vista n. 82 primeiro e segundo andares.
Aula de desenlio e pintura.
Cincinalo Mavignier, retratista e pensionista de
S. M. o Imperador, tem aberlo a sua aula de desenlio
a pedido de muitissimas pessoas que para esse fim se
enipenliani. i
Precisa-se de nm feilor que seja portuguez :
na roa da Cadeia do Recite n. 49, primeiro andar.
Necessila-se de urna escrava ou escravo que se-
ja bom coznheiro.e queentenda tudo perleocenle a
cozinlia : ni consulado americano n. 4, xua do Tra-
piche, oo no armazem de Davis & Compaf hia, ra da
Cruz n. 9.
Aluga-se a loja do sobrad ni 48, no fim da
ra do Sebo, ou Trempc, muilo fresca e- com sufi-
cientes commodos para morada : a tratar no mesmo
sobrado.
Na ra do Crespn. 16, esquina da
ra das Cruzes, loja da viuva Brandan &
Irmao, precisa-se allar com o Sr. Estevo
Jos Paes Barrero, a negocio de seu inte-
resse.
Precisa-se contratar por empreita-
da, a construccao de urna coberta de te-
llia, sobre pilares detijolo ou columnas de
ferro, em um terreno murado., na .ra de
Santa B^ta prximo a' Ribeira.pertencen-
te a companhia brasileira de paquetes de
vapor: quem estiver as circumstancins
de fazer este contrato com as necessarias
garantas, queira aprsentar sua proppsta
com toda a brevidade ao agente da dita
companhia: na ra do Trapiche n. 4.0 se-
gundo andar, aonde tambem se dar
qualquer esclarecimento.
Precisa-se de um rapaz para caixeiro de pada-
ria : quero estiver tiestas circunstancias, dirija-se as
Cinco Ponas n. 106. '
Bandei-
ra, professora particular de primeiras lettras,
costura e bordados, acaba de eslabelecer den-
tro de sua aula os doua ensinos de gr.-imma- i
tica porlogueza e musift, liavcndo all mes- i
mo um piano destinado para o estudo das ;
aprendices ; no paleo do Paraizo, segundo
andar, junio a igreja, tratar-se-ha a respeilo.
Prccisa-sealugar urna criada, livre ou escrava,
que saiba engommar bem, e cuidar de mancas, em
urna familia pequea: quem estiver nesle caso, e
quizer conlratar-se, dirija-se casa n. 83 da ra do
Pilar das 8 s9 horas da manhaa, ou das 4 da tarde
sS da noite; nao se duvida pagar generosamente,
sendo pessoa activa no servico, e hbil.
, Arrenda-se um sitio no Hospicio,
tendo casa com commodos para neBa re-
sidir duas familias, casa para pretos, es-
(ribaria para quatro cavallos, cacimba
com agua de bober, coquiros, saputisei-
ros, larangeiras, mangueiras e outras ar-
vores de frutos, baixa para capitn, *com
propoi-cao de Conservar dois cavallos
comer annualmente com fa'rtura ; arren-
da-se por um ou mais.annos, e com as
precisas garantas para seguranca do ar-
rendamento: a tratar com Antonio da
Cunha Soares Guimaraes na ra da Ca-
deia' d Santo Antonio casa n. 9, das 9
horas da manhaa as' 4 da tarde.
J. Jane dentista,
contina rezidir na roa Nova, primeiro andar n. 19.
Offerece-se um bom cozinheiro, que d-conhe-
cimenio a sua conducta, para casa eslrangeira ou
nacional: quem pretender dirija-se ra da Aurora
n. 56.
Aluga-se um molcque de 16 17 nnos, pro-
prio para qualquer servico : nasCinco-PonlaS n. 66.
Precisa-se'de um caixeiro de 12 a 13annos,
ainda tendo pouca pratica de negocio : na ra do
Rosario da Boa-Vista n. 53.
Quem liver alguma casa terrea para alugar,
em boa ra, e que tenha quintal e cacimba, e seo
aluguel nao exeda de 108000 rs/ : a pessoa que.ll-
ver dirija-se ao quartel que foi de polica, a cnten-
der-se com o Sr. capitao-mandanle.
-----Constando a D. Leopoldina Maria
da Costa Kruger.que se procura discontar
urna lettra com o nome da annnciante
da quantia de 4:000$000 rs., previne as
pessoas a quem tal transaeco se offereca
que a' nao effectuem,visto como a an nun-
ctante tem de provar a nullidade da mes-
ma lettra. \/
Les 3 ou 4 personnes qui ont eu le tlente de
(Touver que le sieu Delouche avat chele la maison
iarnier, sonl pries de ne pas lui en vouloir s'ils ne
les a pas remercis plutl. II leur fail savoir que
sous pen d jours ils les ddomagera par une grandes
publicil de leurs acles, dans les journaux rables
recompenses, pour tant de taleuls.
Na ra da Cruz n. 17 loja de sapatero, preci-
sa-se ile olliciaes do mesmo oflicio.
O Dr. Sabino Olegario Lmlgero Pinho mu-
dou-se para o palacete da ra de S. Francisco A
(mundo novo) n. 68 A.
manos.
teira ne lat) medicamentos da alta e baixa deluicao em glbulos recom-
dos no THESOL'RO HOMOEOPATHICO, acompanhada da obra, e d urna
e 1- vidros de tintaras indispensaveis........
508000
408000
358000
308000
208000
18000
8500
28000
Aviam-se quaesquer encommeodas de medicamentos com a maior promptidao, e por precos commo-
Vende-se o tratado de FEBBE AM ARELLA pelo r, L, de C. Carreira
Rui de 8. Francisco (Mundo Novo) n. 68-A. wrreira,
por.
2J0OQ
Precisa-se de urna escrava para 6 servico de
urna casa de pouca familia : na ra do Hospicio .')
casa nova direita depoisdepassar o qnartel.
@9 @^@ : a e@@
9 O Dr. Joao Honorio Bczerra de Mcnezes, S$
formado em medicina pela faculdadc da Ba-
hia, offerece seus prestimos ao respeilavel pu-
'i blico desta capital, podendo ser procurado a
qualquer hora em sua casa ra Nova n.'i,
seguudojandar: o mesmo se presta a curar
gratuitamente aos pobres. A
^@@4':S@@S
O cautelisla Salustiano de Aquino Ferrcira dei-
xou de vender cautelas das lolerias do Bio de Janei-
ro desde dezembro de 1853, e tem marcado o prazo
de um anno que se ha de lindar no da 27 de maio de
1855 para a liquidarlo das referidas cautelas que an-
da existem por pagar.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rna do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
precos maisbaixos do que emou-
tra qualquer parte, tanto em por-
cOes, como a retallio, aflianc.andc-
se aos compradores'um s preco
para todos : este estabelecimento
abrio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas>para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto olFerecendo elle maiores van-
tagens do que outr qualquer-; o I
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os i
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos &Rolim.
BnaBBBttaECaBBBBBKSBi
Casa da afericao, na ra das Aguas-
Verdes n. 25.
O aferidor participa, que a revisHo teve principio
rio da i" de abril corrente, a finalisa'r-se no dia 30
de junho prximo futuro: segundo o disposlo no
art. 14 do regiment municipal.
Paulo Gaignou, dentista,
pode ser procurado a qualquer hora em sua casa
na ra larga do Bosaxio a. 36, segundo andar.
O Dr. ThomasRln, medico francez, d con-
sullas lodos os (lias utes, das'9 horas da ma-
ulula at o meio dia, em sua casa ra da Ca-
deia de Santo Antonio n. 7.
Quem precisar de um pequeo com pratica de
taberna : trale narua da Cadeia do Becife n. 23.
. O Sr. Emilio Xavier Sobreira de Mello tem
urna carta na ra do Qneimado n. 14, loja.
BIFE PRIHCEZA
DO
RIO DE JANEIRO.
ROSSO MEIIHROSSO E FINO.
DA FABRICA DE
ESTEVAO GASSE.
O deposito geral na rna da Cruz do Becife n. 23
contina a ler as qualidades de rap cima; bem
como o novo AM A UEI.1M10. O seu fabricante he l
a melhor recommeudaco, que este novo rap pode
ter, pois he um dos mais ulicos fabricantes do ra-
p de Lisboa; e que na cunfeicao de todas eslas
qualidades tem mostrado o etnprego Bo melhor
svstema, vista do longo lempo que so conserva
fresco, e sempre com o melhor aroma.
Sabbado passado das 7 S''as 8 horas da noite,
desappareceu da porta da loja do Pomateau, um
cachorrinho de raca, cor prcla, e os ps cor de fo-
go, promette a quem lhe der noticias delle ou a
quem lhe quizer entregar.uma boa recompensa.
Aluga-se um negro proprio para servir casa es-
lrangeira deque tem pratica, e tambera urna mula-
ta com habilidades para casa de familia: na ra No-
va n. 43.
Prcoisa-sc alugar um pto para trabalhar era
relinaran : na roa da Concordia n. 8.
CHRYSTALOTYPO.
Gabinete enriquecido de bellas pinturas,
pelo antigo e novo estylo, no aterro da
Boa-Vista n. 4, terceiro andar.
J. J. Pacheco, ventajosamen-
te conhecdo as prineipaes pro-
vincias do Brasil, he chegado ha
pouco lempo dos Estados-Uni-
dos d'onde trouxe a melhor ma-
china o o melhor melhodo de re-
tratar que tem apparecido uaos
no Brasil como em toda a Euro-
pa. O seq trabalho nao he1, inferior ao de seus ha-
beis mestres Mrs. lnsleys e Giirncys da cidade de
New-York, e elles mesmos liveram occasio de exa-
minar seus retratos e achrem-nos magnficos. Oito-
centos c tatitos retratos tecm sido tirados nesta cida-
de pelo annnciante das prineipaes pessoas, que tan-
to o tem honrado e a quem tanto o artista se con fo-
sa grato. He chegado ha dias da America i.ara este
estabelecimento um cem numero de objecTos para
collocar os retratos, constando de explendidas cai-
xas, riquissimos quadros dourados e de mogno, alli-
netes, redomas e anneis. Os vidros para os tratos
sao de urna grossura admiravel, que muilo con-
corre para que sobre-saia a pintura-iseuta das bo-
litas e outras imperfeic,6es que se encontram nos vi-
dros ordinarios. O artista tendo de seguir muilo
breve para a corle, previne a (odas as pessoas que
desejarem urna perfeila'temelhanca de suas feicdes,
possuindo um retrato claro e traeos perfeitos e i niel-
ligiveis, e cores fizas e natnraes, isenlas de soffre-
rem a mnima alterado com o lempo, que queiram
digtiar-se procura-lo lodos os dias quer esleja o lem-
po claro ou escuro. No mesmo estabelecimento
produzem-se copias liram-sc grupos de familias,
preparam-se algumas composicoeschimicas, superio-
res as que veem de lora, e vendem-se todos os prin-
eipaes processos do daguerreolypo e mesmo do novo
trabalho, pela quantia de 4009000, prometiendo des-
robrir Indos os misterios desle trabalho c que tem
sido a ruina no crdito de milhares de artistas. Qual-
quer material ser vendido a dinheiro vista. O
respeilavel publico contina a ser convidado a visi-
tar o estabelecimento embora nao queiram retratar-
se. As familias que tiverem de retratar mais da 6
pessoas teram um abalimento nos precos.
' Aluga-se urna boa sala, alcova e quarto, de nm
andar na ra do Qoeimado; a tratar na mesma ra
n. 21.
O abaixo assignado. no dia 15 deste mez abre,
no primeiro andar da casa n. 14 da roa do Queima-
do, orna aula para cnsinar a fallar e escrever o in-
glez. Para maior commodo dos alumnos haver duas
classes; urna de tarde e oulra de noite : as pessoas
qoe qnizerem freqaentar qualquer deslas duas clas-
ses, se serviro enlender-se com o abaixo assignado,
no escriptorio da companhia de seguros, Utilidade
Publica, do meio dia al 3 horas da tarde.
Jos da Maya.
Deseja-se fallar com o Sr. Jos Joaqnim (Jo-
mes de Almeida, a negocio descti ileresse: na ra
do Qoeimado n. 38.
. Precisa-se fallar ao procurador dos
herdeiros do tallecido Jos Basilio de Frei-
tas Peixot 'que morou em Garanhuns
na praca jda Independencia, livraria n. '
6e8. '
Ao barato-
Boaventora Jos de Castro Azevedo, com loja e fa-
brica de chapeos na ra Nova n. 52,' junto a casa da
lllma. Cmara Municipal, lem a satisfacSo deannun-
ciur ao respeilavel publico desta cidade e -particu-
larmente aos seus amicos e freguezes, que cnmprou
em Ieilao um grande sortimento de chapeos, miuile-
zas e calcados de todas as qualidades, e que os est
vendendo pelos presos abaixo mencionados : sapatos
de bezerro para homem, o par 19000, ditos de couro
de lustre francezes para senhora a 19000, bico de
puro linlio para lalhos de veslidos, a vara 500, fran-
ja para loalhas, avara a 100 e 120, meias pretas de
sedai para homem a 500,rs., urna dnzia de grampas
pata cabelld por 10 rs., quatro novellos de fortes li-
nhas de cores por 20 rs., meia duzia de agulheirus por
20 rs., e outros muitos objeclos, que por elles nao se
enseitam lucro por mais diminuto que seja.
Anda'se precisa no sobrado da ra de S. Fran-
cisco n. 8, de luna escrava por-'aluguel : quem a li-
ver dirija-se ao mesmo sobrado.
Para urna familia eslrangeira, precisa-se alu-
gar uina negra forra ou captiva, que saiba engom-
mar e, fazer mais servico de casa: a fallar na ra do
Trapiche o. 12, primeiro andar.
liunder, alfaiale de Hamburgo, avisa ao res-
peilavel publico, que reside na ra do Araizao n. 19;
recebe todas as'obras de sua arte, e .liauca a seus
freguezes que serao servidos com toda a'allencao e
promptidao.
Se algum senhor de engenho precisar de um
meslre para primeiras ledras, principalmente gram-
matica.porlugucza, pode dirigir-se ra Direita n.
95, ouannuncie.
. Na ra do Rangel, sobrado n. 38, se d dinhei-
ro ajaros em pequeas quanlias, sobre penhores de
ouro e prata.
A pessoa que anounciou, urna ama para casa
de um homem solteiro, dirija-se ao pateo da Penha
D..6.
Offerece-se nma pessoa bastantemente habili-
tada (como mostrar a quem convier) nao smenle
pelos conhecimenlos theoricos, como pela nao inter-
rompida pratica de 4 annos, para lecciouargram-
matica portugueza, e latina, anda mesmo por ca-
sas particulares, mediante um preco rasoavel que se
convencional : a pessoa que se quizer utilisar di
seu prestimo annuncie para ser procurada, ou diri-
ja-se n ra da S. Cruz n. 80.
COLLEGAS ACADMICOS DE OLINDA!
A vida he doce! nao tomem srvele por cima do
caf ou cha, pois he perigoso, ao depois resulta a
ratacnmha dn Amparo; enlo l he que comemos
bons mamocs! experiencia de um Maranhente.
Arrenda-se um silio na Boa Viagam com plan-
ta decapim, arvnredos de fructas e Ierra para plan-
lar: quem pretender dirija-se ao paleo da matriz
de Santo Antonio n. 8.
COMPRAS.
Compra-se nma negrinha de 8 annos pouco
mais ou menos : na ra do Collegio n. 16. quera
tver annuncie ou dirija-se ra cima.
Compram-se accoes do banco de Pernambuco
e ditas da companhia de Beberibe : a fallar com o
corretor geral M. Carneiro.
Compra-seo Jornal do Commercio n. 155 de 4 de
junho do anno passado, e os supplementos ao mesmo
jornal ns. 158 e 160 de 8 10 do dilo mez : na li-
vraria da praca da Independencia n. 6e8.
Compra-se escravos de ambos os sexos e pa-
gao-se bem,assim como lambem se recebera de com-
missao : na ra Direita n. 3
Compra-se urna casa terrea, sendo em ras fre-
quentadas e no bairo do S. Antonio, ou S. Jos :
quem liver annuncie por este Diario.
; Compra-se prata brasileira e hespa-
nhola : na na da Cadeia do Recife n.
24, loja de cambio. *
Compram-se efectivamente cobre,
latao e bronzevelho : na fundicao de ier-
ro da ruado Brum n. C, 8 e 10, passan-
do o chafariz.
Compram-se casas terreas ou so-
brados de um andar : na livraria n. 6 e
8 da praca da Independencia se dir'.
Compra-se urna casa terrea na ra das Crnzes,
em bom estado: quem se achar em circumstancias
de vender, dirija-se ra larga do Bosario, fabrica
de cigarros u. 41.
Compra-se urna preta que cosa e engomme
hem, e urna dita quitandeira: na ra da Cadeia do
Recife, lo^a n. 64.
VENDAS
FARIMIA DE MANDIOCA
muito superior e em saccas de 2 1(2 al-
queires por preco commodo : trata-se na
ra do Amorim n. 54, armazem de a-
chado & Pinheiro, ou na ra do Vip'Vio
n. 19, segundo andar, escriptorio dos
mesmos.
Vende-sernanteiga ingleza nova, paraboloide
S. Antonio e S. Joao, 480 e 640, e cartas de (ra-
ques fortes a 140 : oo paleo do Carmo esquina da
ra de Hortas taberna n. 2.
Vende-sc a loja de calcado n. 13 na rna do Li-
vramenlo, com poicos fundos e bera afreguezada :
fallar com Beroardino Francisco de Azevedo Cam-
pos, no pateo do Carmo,
Vendem-se crtesde casemira de cres.pelo ba-
rato'preco de 49000 rs. dinheiro.a vista : na loja de
3 portas n. 3, ao lado do arco de-Js. Antonio.
Vende-se nm excellente terreno nos AfTogados,
sito em frente da igreja de N. Senhora da Paz, com
ptimas proporcOes para edificaedes, e por preco as-
sas commodo : na ra do aterro da Boa-Vista 42.
No paleo do Carmo, taberna n. 1, vende-se
manleiga ingleza n. 640 rs.
Vende-se na ra Direila n. 19, muilo boa ce-
vadinha a 400 rs. a libra, sag a440 rs. muilo
novo.
DijBUSlTO DE V1NHU
PAGNE.
Vendem-se gigos com garrafas e
meias garrafas de champagne do
ja' bem conhecido e acreditado au-
tor Josep Perrier, por mdico pre-
co a' vista da excellente qualidade:
na ra do Trapiche a. 11.
WBmxm
mmBssm^m
Precisa-se de uma preta escrava, que roziuhe e
faca mais servico de uma casa 1 le pequea familia,
naga-se bem: tratar na ra da Cadeia do Recife
p.23.
AOS AHIGOS DO FALLECIDO
CAPiTAO',
ANTONIO PEREIRA BORGES JNIOR
Sao convidados pelo presente, pa-
ra assistiiema uma missa qne se tem
de celebrar pela alma do mesmo fal-
lecido, hoje pelas sete horas da ma-
nhaa, no convento dos religiosos
franciscanos desta cidade.
^DICCIONARIO DE CONVERSACAO*.
Vende-so o diccionario de conversado e de leitu-
ra : na livraria n. 6 e 8 da praca da Independen-
cia.
Na ra da Penha n. 23, primeiro andar, se di-
r quem vende 1 relogio patente suisso, caixa de ou-
ro, com uma corrente com chave para o mesmo,
dito caixa de prata dourada, o tomo primeiro do Ge-
nio do Christianismo, o lomo segundo da Igreja Mi-
litante, ou se compram os tomos que faltam para
completar as duas obras.
, Vendem-se saccas com milho muilo superior,
sem furo, por preco commodo ; no caes do Bamos
n.4.
V ende-se uma balanca romana com lodos os
seus pertences, em bom uso e, de-i.OQO libras : quem
a pretender, dirija-se ra da Cruz, armazem n. 4.
Vendem-se 8 escravos, sendo 2 pretos mocos e
6 escravas de bonitas figuras com varias habilida-
des : na rna Direita n. 3.
Vende-se o sobrado de dons andares n. 7 da ra
dos Burgos : nesta typographia se dir quem vende.
Vende-se um par de perneiras novaV, para o
lempo presente, por barato preco : na ra da Cruz
., 7- Vendem-se relogios de ouro, patente inglez,
j bem conhecidos, e papel de peso proprio para es-
crever pelos paquetes inglezes, lio de linho proprio
para sapateiro e atraate, linhas de novellos e de car-
rilel: em casa de Bussell Mellors f Companhia,
ra da Cadeia do Recife u. 36.
, Attencao.
Vende-se manteiga ingleza de superior
qualidade a 500 rs. a libra, e Outros mui-
tos gneros por precos muito em confa :
na ra Direita n. 27.
, A 500 RS. A VARA.
Bnm trancado branco de puro linho, muilo cn-
eorpado: na loja da esquina da ra do Crespo que
volta para a cadeia.
Vende-se no caes do Ramos, armazem o. 2,'
farinha em si.ccas, de superior qualidade, por me-
nos do que em oulra qualquer parle.
Toda attencao, que he muito barato.
Na loja de Leopoldo da Silva Queiroz, roa do
Queimado n. -ii, vende-se corlesde vestidos d Ja-
bado c barra muito bonitos a 49500 rs., ditos de
cassa chita fazenda superior a 29000, casemiras de
algodao bonitos padres e encorpadas a 340 rs. o co-
vado, corles de collelesde fusUto dos mais modernos
a I92OO rs. cada um, dilos gorgurao de seda, ditos de
selim lavrado de bom gosto a 59000 rs.. chapeos de
sol de seda com excelentes cabo* a 69400, ditos
pretos para cabera de bonitas formas francezas a
69400 rs.,cortesde casemira de coresa|59200,merins,
princezas, panno fino.chitas de cores fizas e bonitos
nadros a 180e 200 rs. o covado, leogos de rclroz,
mantas de seda, chales de dita os mais modernos, e
outras mais fazendas que a vista do comprador se
dir o piejo.
Vende-se um molecofis de haco, de 20 23 an-
nos de idade pauco mais ou menos, sem vicios nem
achaques, bonita figurare perito oilcial de sapa-
teiro, o qual faz por semana 3 pares de obras : a
tratar na ra da Cadeia do Recife, loja de ferragens
n. 56.
Quem os vir, nao deixa de comprar,
Na loja de Leopoldo da Silva Queiroz, ra do
Queraado n. 22 existe um sorlimenlo de chales de
algodao de bonitos, padres, que se vende pelo di mi-
nuto presa de tgOOOrs., cada um, para acabar.
Vende-se azeite de nabo clarificado,
proprio para candieiros de mola por ser
muito fino, a 1,^800 rs. a medida: nb ar-
mazem de C. J. Astley& C, ra do Tra-
piche n. 5.
Vende-se panno'de linho, largura de 10 palmos,
proprio para lences de cama, pelo barato pre$o de
29000 rs. a vara : na ra do Crespo ao lado do arco
de S. Antonio loja n. 3.
Vende-se por mdico preco nma porejio de
caibros e cordas para andaimes, que sserviram em
uma obra de 2 mezes : tratar narua dos Marlyrios
n. 6, segundo andar.
Velludilhopretp.
Superior vclludilho prelo para bonetes de mon-
tarla para senhoras e meninos, por baratissimo preco:
na rna da Cadeia,loja de chapeos de Vfeira & Com-
panhia, n. 46.
QUEIJOSE PRESUNTOS.
Na roa da Cruz do Recife no armazem n. 62. de
Antonio Francisco Marlins, se vende os mais supe-
riores queijos londrinos, presuntos para fiambre, l-
timamente chegados na barca ingleza P'alpa-
raiio.
280888K3BK&3&L
& r FARINHA DE MANDIOCA.
>M Vende-se a melhor farinha de mandioca
^ que ha no mercado, a bordo do brigue nario-
ta nal Inca, e da escuna '/Moza chegada de S.
wj 'Calharina para porces, no que se far aba-
Ja teerapreco: trata-se cora os consignatarios
Ja no escriptorio da roa da Cruzn. 40, primeiro
S andar. '
| N. B. Tara maior vantagem dos comprado-
C3 res, podem dirigir-se ao Forte do Mallos e
H junto ao trapiche do algodao chamar para
bordo, que se manda logo o. bote terr.
Attencao.
Narua Direitan. 19, ha para vender-se nm cai-
xao com quatro repartimentos, muilo bem feilo e em
conta, um braco de balanca de Boraao & Companhia,
rom ooaKhas e um peso de 2 arrobas, queijos muito
novol|7Dp e urna porta do louro em conla.
VeoSem-se foge americanos' chegados ltima-
mente dos Estados-Unidos: na ra do Trapiche
n. 8.
Vendem-se 4 escravos, 1 mulato de 20 annos,
1 molcque de 17 annos, 1 prela lavadeica e engom-
madeira, 1 preto de 40 annos e 30 travs de pao dar-
~~ : na ra larga do Kosario n. 25.
Na ra da Soledad? t. 70, ha grande varieda-
dederoseiras de dualidades novas, muito differenles
enlre si, para os senhores que tlcllas se quizerem
servir.e aplanlarem melhor seus jardios para re'crcio:
assim como ha oulras muitas Dores.
No dia 5 do corrente furtaram'da
porta da alfandega tres barris equatio
meios ditos de manteiga francesa : roga-
se as pessoas a- quem forem olFerecidos,
queiram toma-Ios e participar na ra da
Cadeia n. 40, terceiro andar, aonde se
dar' uma gratilicacao. .
LOTERA DORIO DE JANEIRO.
Acham-seavenda os bilhetesda loteria
18 do theatro de Nictheroy, a qualcorreu
no dia 29 ou .10 do passado, as listas se es-
peran no dia 14 do corrente pelo vapor
Imperador a entrega das quaes serao
pagos os premios.
Aluga-se uma casa terrea grande,
m Olinda ra da Bica. de San Pedro com
tres salas, tres quartos, cozinha grande,
copiar, quintal grande murado com por-
tiio e cacimba, cujo aluguel he de 14s
mensaes: quem pretender dirija-se a An-
tonio Jos Rodrigues de Sousa Jnior,
ra do Collegio n. 21, segundo andar.
O arrematante do imposto da aguar-
dante consumida no municipio do Reci-
fe, avisa a todos em geral, que por algum
motivo estao a dever ao mesmo contrato,
qne do dia 10 do corrente em diante, pas-
sa a tirar os restos dos executivos confor-
n^e a lei, para liquidar at 30 do corrente.
_ AIiiga-se a loja do sobrado da ra Direila n.
Vi, com bstanles commodos: quem pretender di-
rija-se a mesma ou a ra da Praia de Santa Rila
n. 37.
F, Dragn retira-se para a Baha.
Qnem precisar alosar um escravo prelo para o
servico de casa e ra, e para qualquer armazem, ca-
patazia, trapiche ou prensa: dirlga-se a qualquer
hora do dia roa da Soledade no silio dos quatro
lees, que achara com quem (rilar.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
Sada recentemente, recommen-
a-se aos senhores de engenho os
seus bons effeitos ja"experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
No armazem de Miguel Carneiro, ra do Tra-
piche, vendem-se chapeos de castor branco e preto
at>J000.-
Vende-se com cavallos ou sem elle* um
carro de 4 rodas com 6 astelos, muilo
forte e com pouco uso, e nm lilburv em
bom estado : a'fallar na praca da inde-
pendencia n. 18 e 20.
?
Na ra do Crespo n. 23,
vendem-se chilas largas francezas, padres es-
euros c cores fizas a 240, cortes de casemiras
finas e moderna J5O0, dito* de meta case-
g mira a 1^600, essuiao de linho muito fino a $>
g 1120 a vara, casemira preta fina a 58000 o
corte, panno fino de (Odas as core a 39000 o 9
9 covado, diales de 15a escaros a 800 rs., lencos 9
9 de carabraia de linho a 80 e 640, chita larga 9
9 com algum mofo a 00 rs merino cora duas 9
9 larguras a 18600, titeados franeet, largos 9
9 decores fixas a 180, e oulras muitas fazeDdas 9
9 por preco muito barato. 9
999999999999:9999999
ATTENCAO'.
Na ra Direila o. 19, ha para vender os gneros
seguinles:
Manteiga ingleza superior.. 560 t
A mendoas descascadas. 320 u
Bolarhinhas de aramia em 'alas de 6 28300
Dita ingleza. 240
Talherim, macarrJo e alelria. 280
Cha hvsson mnito superior. 28240
Dito brasileiro. 18500
Espermacele a 900 e. 720
Viuho do Porto engarrafado (sem casco). 640" b
Dilo de Lisboa. 400
Toucinho de Lisboa. 400
Tijollo de I impar faccas.
Farinha de araruta. 200 o
De tapioca. 140
Todos estes generas s responde pelas qnalidades
. Chumbo.
Vende-se chumbo em barra e lencol : no arma-
zem de Eduardo 11. Wvalt, ra do Trapiche Moto
n. 18. .
Vende-se por precisa o e commodo preco uma
ptima escrava preta, de meia idade-: ne ra da
Piaia n." 43. primeiro andar.
. Vende-se uma casa de nm andar e so tao, quin-
tal grande, em ama das melhores roas do bairro da
Boa-Vista: a faltar cem o corretor geral M. Car-
ueiio.
Vendem-se 12 caxilhos com vidros, proprios
para qualquer loja, c um halcao proprio para taber-
na- ou outro qualquer deposito, como tambem 1ro-
ca-se ama cruz de amarello, pintada do prelo, pro
pria para o cerailero inglez, obra muilo boa f aova:
a tratar na ra estrella do Bosario n. 43.
. Nos quatro cantos da Boa-Vista n. 1, vendem-
se tamancos do Porto para homem e senhora per
barato preco, para acabar.
k
O
Deposito de vinho de
pagne Chateau-Ay, primeiraqua-
lidade, de propriedde do condi
Chapeos do Chy lc.os mais superiores que
lem apparecido, por preco commodo : na
loja de Chrisliani & Irmao, ra Nova
n. 44
A 58800.
Na ra Nova n. 44, ha nma grande quanlidade de
chapeos francezes, por commodo preco.
Chapeos de palha da Italia, os mais finos possi-
vel, tanjo para homem como para meninos e meni-
nas, com enfeites e sem elles, ditos para montara de
senhora com riquissimos enfeites, ditos de filtro para
homens e meninos, ditos amazonas do melhor gosto
que tem apparecido : na ra Nova n. 44.
Vende-se um .cabrioiet coro sua competente
coberta e arreios, tudo quasi novo ; assim como 2
cavallos do mesmo j ensillados e mansos : para ver,
na cocheira do Pedro ao p do arsenal de marinha, e
para tratar, na ra do Trapiche Novo n. 14, primei-
ro andar.
g| chapeos a osooo. |ga
. WtiW Superiores chapeos de >,
seda francezes, modernos, pelo barato
preco de sOOO : na loja e fabrica de
chapeos de Joaquim de Oliveira Maia,
na jir;ir;i da Independencia n. 24 a 30.
Arados americanos.
Vendem-se arados americanos chegados ul-
limameui'.e dos Estados-Unidos, pelo baralo
preco de 40JO00 rs. cada um : na ra do Tra-
piche n. 8.
"Milho novo.
Vendem-s e saccas com milho novo, pelo baralo
Erec.0 de 39000 rs. cada uma: na ra do Passeio 1'ti-
lico n. 17.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODAO
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-si: o superior panno de algodao
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de escravo:! : no escriptorio de Noves &
Companhia., ra do Trapiche n. 34, pri-
meiro andar.
ARADOS DE FERRO.
Na* fundicao' de C. Starr. & C. em
Sanio Amaro acha-se para vender ara-
dos de farro de "i-*rior qualidade.
Vendem-se relogios de ouro e prata, mais
barato de que em qualquer oulra parle:
na praca da Independencia p. 18 e 20.
Chapeos pretos francezes
a carij, os melhores e de forma mais elegante que
tem vindo, e outros de diversas qualidades por' me-
nos prec,o que em outra parle : na ra da Cadeia do
Becife, n. 17..
Bepoeito da Cabrios da Todo* o* Santo* na Sabia.
Vende-se, era casa de N. O. Bieber &C, na ra
da Cruz n. 4, algodaO trancado d'aquella fabrica,
muito proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Vendem-se em casa de Me. Cal moni & Com-
ihia, na praca do Corpo Santn. 11, o seguinle:
lio deMarseilleem caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em novellos ecarreteis. breu em barricas muito
grandes, a^o de mitad sorlido, ferro inglez.
* AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rna da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua, alia-
ver um completo sortimento de moeu-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro' batido
e coado, do todos os tamauhos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da ivencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln,-empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento' do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o metbodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4..
SANDS.
v r SALSA PARRUHA.
Vicente Jos deBrto, nico agente em Pernam-
n*etdc B. 1. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que lem chegado a esta pra$a uma grande por-
cao de frascos de salsa parrilha de Sands, que s9o
verdadeiramente falsificados, e preparados no Bio
de Janeiro, pelo que se devem acautelar os consu-
midores de tao precioso talismn, de cahir nesle
engao, tomando as funestas consequencias que
sempre costumam trazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mo daquelles, que antepoem
seus interesses aos males e estragos da Jiumanidade.
Portanto pede, para que o publico se possa Iivrar
desta fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recentemente aqu chega-
da ; o annnciante faz ver que a. verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na ra da Conceieao
do Becife n. 61; e, alm do receiluario qoe acom-
panha cada frasco, tem embaixo da primeira pagina
seu nome impressu, e se achara sua firma* em ma-
nuscriplo sobre o invollorio impresso do mesmo
Traeos.
Narua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violo e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernsimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
FABINHA DE TRIGO.
Vende-se nn armazau de Tasso Trmos, farinha de
trigo de todas as qualidades, que existem no mer-
cado.
Na ra do Vigarion. 19primeiro andar, tem pa-
ra vender-se chapeos de castor braucopnr commodo
preco,
Ajnelas Edwln BU*.
Na rna de A polln. 6, armazem de Me. Calmen
& Companhia, acha-se 'constantemente bons sorli-
menlos de taixas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas ineliras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para a rniar em madei-
ra de todos os tamanhos e modelos os mail modernos,
machina horisontal para vapor com forja de
4, cavallos, cocos, passadeiras de ferro estanhado
Eara casa de purgar, por menos preco que os de co-
re, esco ven para navios, ferro da Suecia, e fo-
1 has de (landres ; tudo por barato preco.
. Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos: na ra do
Trapiche Novo n. i6.
Vende-se um completo sortimento de fazendas
pretas, como : panno fino prelo a 30000, 49000,
59OOO e 6*000, dilo azul 39000, 4*000 e 59000, ca-
semira preta a 29500, selim preto moito superior a
39OOO e 49000 o covado,sarja preta hespanhola 29000
29500 rs., selim lavrado proprio para veslidos de se
nhora a 29600,' muitas mais fazendas de muitas quae
lida des, por preco commodo: na ra do Crespo loj a
n. 6.
Velas de carnauba.
Na ra da Cruz n. 15, segundo andar, vendem-se
velas de carnauba, puras e compostas, feitas no Ara-
caly, por menos preco do que era outra qualquer
parle.
Vendem-se cobertores brancos de algodao gran-
des, a 19440 dilos 'de salpico tambem grandes, a
lg-280, dilos de salpico de tapete, a 18400: na rna do
Crespo loja n. 6.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D.
Bownann, na ra do Brum,
do o chafariz continua haver
completo sortimento de'taixas de ferro
fundido e batido de 3 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem. despeza ao comprador.
Vendem-se cobertores de algodao grandes a 640
rs. e pequeos a 560 rs. : na ra do Crespo nunie*-
ro12.. .
Bichas de Hamburgo.
No enligo deposito das bichas de Hamburgo, ra
estrella do Kosario n. 11, vendem-se as melhores bi-
chas de Hamburgo aos centos e a relalho, e lambem
se alugara por menos do que em outra qualquer
parle.
__ proprn
(A de Mareuil, ra da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende- w
se a 065OOO rs. cada caixa, acha- j"
se nicamente emeasa de L. L*-,J
comte Feron dr Companhia, N. B.
-As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e osrotulo#S?l
das garrafas sao azues.
W.
RELOGIOS- INGLEZES DE PATENTE :
vendem-*e por preco commodo : em casa
de Barroca & Castro, na ra da Cadeia do
Recife n.4.
Na rna da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Henrique Gibson: Ej
vendem-se relogios de ouro de sabonete, de paten-
te inglezes, da melhor qualidade e fabricados em
Londres, por preco commodo.
Na ruado Vigario n. 19 primeiro andar, tem 4
venda a superior flanella. para forro desellins ctie-
gada recentemente da America.
Vende-se sola muito boa, da melhor que ha
no mercado, em pequeas e grandes porc&es, pelles
de cabra e esleirs de palha de carnauba, chegado
tudo uliimamente do Aracaty: na ra da Cadeia do
Kecif n. 49, primeiro andar.
Cera de carnauba.
Vande-se cera de carnauba do Aracalv: narua
da Cadeia dn Becife o. 49, primeiro andar.' ,
Vende-se p*ra liquidacao uma das melhores e
mais acreditadas tabernas da ra do Collegio, propria
para om principiante por ie fazer vantagens que cr-
tumepte agrudrjio ao comprador: a tratar na ra do
An- jrim n. 48, armazem de Paula & Santos^
' Vende-se um' excellente carrinho de rodas
mui bem construido, em bom estado; esta ex posta na
roa do Aragao, casa do Sr. Nesme n. 6, onde podan
os pretendentes examina-lo, e tratar do ajuste com
o mesmo senhor cima, on na ra daCruz no fiecita
n. 27, armazem.
PALITO'S DE ALPACA FBANCEZES."
Grande sorlimenlo de palitos de alpaca e de brim:
na ra do Collegio n. 4, e na ra da Cadeia do Beci-
fe n. 17 ; vendem-se por preco muilo commodo.
Moinhos de vento
combombasderepuxopara regar hortase baixat
decapim, na fundicao de W. Bowman : na ru
do Brum ns. 6,8 e 10.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, ,em
barrisde4., 5. e 8.: no arma/em da ra
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes 4 Companhia, na
ra do Trapiche n. 34.
Padaria.
Vende-se nma'padaria muilo afreguezada: 1 Iratar
com Tasso c5 Irmoa.
Aos senhores de engenho.
Cobe/taes escoros de algodao a 800 rs., ditos mu- '
lo grande! e encorpados a 19400 : na ra do Crespo,
loja da esquina que volta para a Cadeia.
Devoto Chiistao.
Sahioaluza 2. edicto do livrinho denominado '
nevlo Christao,mais correcto e aerescentndo: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e g da pnn da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, muito grandes e
de bom goslo : vendem-se na ra do Crespo, laja ia
esquina qoe volta para a cadeia.
ESCRAVOS FGIDOS.
?. Ausentou-se no dia 30'do mez prximo pas-
P&v sado a preta Maria, de altura boa e reforcada
JS." do corpo, cor fula por estar recolbida e araa-
rclla, rosto feioso e grossciro, beicos grossns, nariz
chalo, uma das orelbas rasgadas dos brincos, juntas
dos ps grossas, e um mais que outro por effeito de
bobas e cravos, ccatrizes de feridas as pernas e 110
peito de om dos ps, marca de fogo no col por ser
de nacAo Congo ; levou vestido de chita de asacar
amarello com listrasdeflorinhas rxasj velho em.
pouco desbotado, pauno da Costa azul ainda novo
desconfia-se que esta negra fosse seduzida e abafa-
dajiorque ella nn sabia caminho nem carreira, c
nem ras dest.praca, por ter chegado ha pouco de
oulra provincia, e alm disto muito estupida: assim
roga-se toda a vigilancia das autoridades policaes,
capitaes de campo c pessoas" particulares, a captura
da dita, ou noticias certas, pelo que recompensar-se-
ha generosamente : na roa do Caldeireiro n. 80.
No dia 2 do corrente, tndo ido nm mnlalinho
ao caes do Ramos levar unsigKcos em urna barcaca,
deixou de voltar, e por islo se acha ausente e tem os
signaes seguintes: idade 16 a 18 annos, estatura me-
diana, olhos regulares, cor um lanto amarellada, ca-
bellos nao carapinhados e cortados ao estylo da ier-
ra, secco do corpo, tem um dos dedos de um p mais
torto do que o outro, levou camisa de algodao da
malta ja usada, e calja de riscadinho com lislras des
lados ; veio do engenho Goianm Grande para ser
vendido, e diz elle que tem mili nos Afosados o ir-
maos nesta praca, e chama-se EspcridiAq ; roga-se
as auloridaVJes policaes oa onlras quaesquer pessoas
que o peguem e conduzam-o ao becco Largo do Re-
cife, sobrado n. 1, terceiro andar, a Joaquim Mar-
ques Santiago, ou no dilo engenho a seo senhor o
Dr. Jo-.o Francisco Cavalcanli de Albuqoerque, que
ser recompensado.
Antonio, moleque, alto bem parecido, cor
avermelhada,' nacSo congo, roslo emprido e barba-
da no qucixo, pesctfco grosso, ps bem fcilos, tendo
o dedo index da oao direita aleijadode um talho.a
Eor isso o traz sempre fechado, com lodos os dentes,
em ladino, offlcialde pedreiro e .pescador, levou
roupa de algodao, e uma palhoca para resguar-
d seduzido |>or alguem; desappareceu a 12 d maio
crrente pelas 8 horas da manhaa, lendo obtido li-
cenca para levar para S. Antonio uma'bandeija com
roupa : roga-se portanto a todas as autoridades c ca-
pitaes de campo, hajan de o apprehender c leva-lo
a Antonio Alves Barboza na rna de Apollo n. 30,
ou em Fra de Porias na ra dos. Guararapes, onde
se pagarao todas as despezas.
Desappareceu no dia 31 de maio prximo pas-
sado, a preta, crioula, de nome Quitea, que repre-
senta ter 30 annos de idade, pouco mais ou menos,
com os signaes seguintes : lem falla de 3 denles nn
frente, secca do corpo, alta, e um pouco carcunda ;
levou vestido' de cassa amarella ja usado e uma trota
de roupa : roga-se portanto a todas as autoridades
policaes e capitaes de campo, que hajam de a appre-
hender e levar praca do Carpo Santo 11. 17, qoe
era bem recompensado do seu trabalho."
Para,- Tf*. H. T, rrta11*7"


I
-'

\

fe


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