Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01638


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Full Text
-*/
. AUNO XXX. N. 129.
Por 3 rnwes adiantados 4,000
Por 3 mazos vencidos 4,500.
TERCA f EIRA 6 DE JUNHO DE 1854.
Por Anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
e
'-
ENCARREGABOS DA SUBSCR1PCAO'.
Recite, o propietario M. F. de Faria; Rio de Ja-
miro, oSr. Joo Pereira Marti ns; Babia, o Sr. F.
Daprad ; Macei, oSr. Joaquim Bernardo de Men-
donea; Parahiba, o Sr. Gervazio Vctor da Nativi-
dade; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ty, o Sr. Antonio de Lomos Braga; Cear, o Sr. Vi-
ctoriano AugustoBorges; Maranho, o Sr. Joaquim
ues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 26 i/2, 26 3/4 d. por i
Paris, 360 a 365 rs. por i f.
Lisboa, 100 por 100.
Rio de Janeiro, 11/2 a 2.0/o de rebate.
Acces do banco 10 O/o de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
' da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras a 7 1/2 a 12 0/0
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 289500 a 29000
Moedas de 6400 velhas. 169000
do 69400 novas. 169000
de 49000......99000
Piala. Pataces brasileiros ..... 19930
Peso columnarios......19930
mexicanos ....... 19800
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garaihuns nos dias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parabiba, seguidas e sextas reirs.-
Victoria, e Halal, as qunias feiras
PREAMAE DE?
Primeira 1 hora e l8minul
Segunda 1 hora e 42niinuo* da manhaa.
*'da tarde.
AUDIENCIAS.
tribunal do Commercio, segundas e quintasfeiras.
Relacio, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, torgas e sextas feiras s 10 horas. "
Juizo de Orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara do civel, segundase sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPIIEMERIDES.
Maio 4 Quarto crescente a 1 hora, 48 mi-
nutos e 48 segundos da manhaa.
10 La cheia as 9 horas, 12 minutos e 48
segundos da tarde.
17 Quarto minguante aos 5 minntos e
48 segjindos da tarde.
25 La nova aos 5 minutos e 48 se-
gundos da larde.
DIAS DA SEMANA.
"5 Segunda. IJ oitava, S. Pacifico f. S. Nicacio.
6 Terca. 2.' oitava. S Norberto b.
7 Quarta. Tmpora jejum S. Roberto are.
8 Quinta. S.-Maximiniano ab. ; S. Gildardo.
9 Sexta. Tmporas jejum S. Pelagia v.
10 Sabbado. Tmporas jejum S. Margarida-
11 Domingo da SS. Trindade, e l."depois do
Espirito Santo. S. Bernab ap. ; S.. Parizio.
PARTE OFFJCIAL.
/
f f
i .9
'
GOVKBHO DA PROVINCIA.
Kipedtan de ia 39 de Balo.
Offieio Ao marechal cbmmandanle das armas,
concedendo a autorisacjlo que pedio para mandar
igar urna casa afaslada do hospital regimenlal, onde
aro tratado os soldados acconnnellidos dasbex-
j.Communicou-se a thesouraria de fazenda.
DitoAoinspector da thesoararia de fazenda, irans-
llindo, para os exames convenientes, copias das
les da consellio administrativo datadas de 8, 9, 16
17 do corrente
DitoAo commandante da cstacflo naval, decla-
rando que levou igualmente ao ennhecronta do
Eim. Sr. miuislta da marinha, o ollicio relativo a
queslio suscitada entre S. S. e o inspector do arsenal
da ntaritilia, por occasao da nunieac,ao de um escri-
rio para o brigue Ctartrat.
loAo cliefe de polica.No estando mu re-
moto o'dia em que lero de ser transferidos para a
can de detcnc.lo o presos qoe se acharem na radeia
actual, julgo conveniente que Vmc. confeccione um
retalaroentn adaptado s circumstancias da uova pr-
ao, aOm 4e que possa ella ser insudada, segundo
ai rearas que em temelhanle reculamente forem
prescriptas. O que muilo confio do xelo e socilude
de Vmc.
Dito Ao inspector do arsenal de marinha, ap-
provando o contrato qu Smc. fe para a compr i de
varios objeclos precisos para o fornecmentodoalmo-
daquelle arsenal. Communicou-se llic-
souraria de fazenda.
Vo mesmo, dizendo que.com a copia que re-
s, da informaco do inspector da lliesouraria de
fazenda, responde ao offieio em que Smc. pede pro-
videncia* i fim de poder oblar maior numero de ser-
ventes para a* obras do melhoramento do porto desta
cidade.
DitoAo inspector da thesouraria provincial, ap-
prevaado a arrematarlo que foi feila perante a junta
daquella thesouraria do imposto de 20 % da agur-
denle que for consumida no trieunio prximo vndou-
ro nos municipios de Goianna, Iauarass, Po-d'-
Alho, Nanreth, Rio Formoso, Cabo, Serinhaem, Bo-
nito, Carnar e S. Anto.
DitoAo mesmo, communicando haver o director
da obaas publicas dispendido a quantia de7)710 rs.
com o concert do arromhamenlo feilo pelos presos
na cadeia desta cidade.Communicou-se ao mencio-
nado director.
Dito Ao rqesmo, concedendo a tulorisacao que
pedio a junta daquella thesouraria, paraabaler a
quinta parte no prego porque foram praca os impos-
te* pertencenles aos municipios da Boa-Vista e Ex,
na trieanio qoe principia em jnlho prximo vindeu-
to nao se haver habilitado pcssua alguma para a
arrematado de semelhantes impostas.
DteAo mesmo, dizendo, que as casas cuja des-
apreprtacao se ordenou em 6 de dezembro do anno
prximo passado.so sitas na directo do decirao-sexio
langa da estrada do Po-d'Alho e nao na da Vicloria,
como por equivoco declaran o director das obras pu-
blica*.
Dito 7- Ao mesmo, para mandar adianlar ao Ihe-
soureiro pagador da reparllcn das obras pallucas a
quantia de 7003000 rs., pedida no corrente mez para
o* estado* graphicos. Communicou-se ao director
daquella repartido.
Dito Ao mesmo, approvando a arrematado dos
imposlns de que trata os seus officios sob ns. 216, -218,
219, 221, 222 e227, os quaes sao os seguales: dizi-
mo de gado vacenm e cavallar dos municipios do
Brejo e Cimbres, 2&500 rs. sobre cabeca de gado que
Mr alli consumido, e os impostos que cobram as res-
jwctiras rollectoriu : 29300 t. sobre cabeca de gado
consumido no* municipios do Recite. Rio Formoso,
Aeaa-Preta, Iguarass, Victoria, Cabo, Serinhaem,
Olind, Bonito e Caruar. e o dizimo de gado vac-
cum e cavallar dos dous ltimos muuiciniot.
Dito Ao commandante do corno de polica, re-
commendando que faja augmentar o numero de pra-
ca* qa* tero' de compor as palrulhas rondantes das
freguezias detla cidade. mxime as que forem desti-
nada* para as da Boa-Vista e S. Jos. Communi-
cou-se ao chefede polica.
DitoAo mesmo, declarando haver o chefe de po-
lica informado, queja te echa terminado o processo
laaliiirn In contra o soldado daquelle,corpoRajmun-
do Ferreira da Silva, pela morle que em saa defeza
perpetrara na pessoa de um escravo do Dr. juiz de
dir i lo do Cabo, e preparado para entrar em julga-
menln no respectivo jury, cuja reuniAo devi come-
car se dia 15 dente mez.
DitoAo director das obras pnblicas. approvando
a despeza de 255000 rs. pouco mais o ti menos, que
Smc. ten de fazer "com os concerlos dp dous varoes
de suspcns3o da ponte do Cachangi, os quaes se acham
qaebrados. Communicou-se a thesouraria pro-
vincial.
30
OffieioAo juiz relator da junta de jiislira, Irans-
millindo para ser relatado em sessao da mestna jun-
|trneo**o feilo ao 2. sargento do 1." halalho
de infantaria Jos da Costa Pinto Bamleira.Psrti-
cipou-se ao marechal commandante das armas.
DitoAo chefe de policia,dizendo que, com a in-
formaro que remelle por copia da 2. seceso da
conUtdoritt da thesouraria provincial, com a qual
concorda o respeclivo inspector, responde ao ofticio
can qoe Smc. eoviou copia de oulro do delegado
supplent* do termo de Caruar, represor lando con-
tra a demora que ha na ro'esma lliesouraria no,paga-
atento da* sonimas dispeodidas com o sustento dos
preto* pobres d'aquella comarca.
DitoAo inspector do arsenal de marinha, para
mandar fizer no brigue escuna Legalidade, com a
breviilade que for possivel, os reparos de qoe elle
precita e constare do offieio que remelle por copia.
Communicou-se ao commandante da eslarao na-
val.
DitoAo director do arsenal de guerra, exig udo
a rmewa de urna relacSo das armas qoe sendo ap
prehendidas pelas autoridades policiae e comman-
dante* de destacamenlos volantes durante a ad-
miBisIra^lo desta presidencia, hito sido recolhidas
aqoelle arsenal; com declaradlo dos lugares doqde
teem ellas vindo.
DteAo delegado do lermo de S. AnlSo, recom-
mendaAde, que mando fazer sob su.i -admjnislraro
a* eeneertas de que precisa a cadeia daquella co-
ntarea, ns quaes conslam da informaran que remelle
por copia do director da* obras publicas, enviando
Smc. a compeleo le ronla para ser paga na lliesoura-
ria provincial.Fizeram-se as necesarias commu-
nicicOe*.
. DitoAo delegado do lermo da Boa-Vista, di-
zendo que remella ao juiz de direilo chefe de po-
lica, e preso Jos Carneiro Nogueira de Andrade,
de morle na provinpia do Cear, o qual
* "* eatWa du Ourtcurv.Commuuicou-se
ao mencionado chefe. -
cmara municipal da Boa-Vista, remel-
lando copia daiei da assemblca provincial n. 345
da 13 de correnlcquo eleva calhegoria de villa a
povoaco de Cabrob, fim de que Ihe de execticao,
lando aquella cmara ora vista o que determina o
decreto que tamben) remelle por copia, de 13 de
- dezembro de 1832.Iaual ti cmara de Garanhuns
remetiendo a le n. 337 que tambera eleva a villa a
povoacJo de Buique ; e a de S. AntAo, a de n. 336
elevando a villa a povoacao de N.. S. da Escada.
Communicou-se aos respeclivos juizes de direilo.
PortarlaConcedendo ao arrematante do 16lau-
na SO Irada do Po d'Alho. Mauoel Tltomaz de Al-
beqaerque Maranho, 3 mezes de prorogarao para
a eondusSo d'aqnella obra.Fizeram-se as neeessa-
ria* cnramunicaOes.
ola iot deteriore* que foram remettidos pelo
delegado de polica 4o termo de Flores.
2. htlalhUo de arlilharia.
Sollado Enzebio Martin*.
2.i dilu de.infantaria.
Soldada Conslanlino Jos
xlinelo 8. balalho de catadores. ,
Soldado Firmiano Barhasi. .
4. balalhAo de arlilharia.
Soldado Amancio Joaquim Macicl.
1. balalho de iufanlaria.
Saldado Jos do Carino Baptista Msquila.
Secretaria do governo deTernambucoS de junho
*1854.
Tta corle a quanliu de 6O9OOO rs. mensaes, segundo
conslou da communica^o que se recebeu da presi-
dencia com dala de 3 do correte: conseguinlemen-
le est Sr. facultativo, que se apresentou uesle quar-
lel gendral no dia 3 do corrente, ficar addido ao
balalho n. 10 de infantaria, e far dia* no hospital
regimenlal.
,0 mesmo marechal de campo commandante das
armas declara igualmente, que hoje conlrahio novo
engajamenlo, procedendo itispecejio de saade nos
termos do regulamento approvado pelo decreta n.
1089 de 14 de dezembro de 1852, o soldado da com-
panhia (xa de cavallaria Antonio Joaquim Candido,
que servir por lempo de6 annos, percebendo alm
dos venrimentns que por le Ihe compellrera o pre-
mio de 400J000 rs., pagos em partes iguaes nos pri-
meiros 10 mezes do engajamenlo, e lindo elle ama
data de trras de 22,500 brabas quadiadas, na forma
determinada no art.2 da le n. 648 de 18.de agosto
do referido auno de 1852. '
No caso de deserco acorrer na perda das van-
tagens do premio, e d'aquellas a que lem direilo
pelo art. 4 da citada lei, ser considerado como re-
crulado, descontar-sc-lhe-ha no lempo do engaja-
menlo o de priso em virtnde de senlenca, o se Ihe
averbar no respectivo titul esse descont, e a perda
da* vanlagetis,conio^ic expresso no arl. 7 do dito re-
gulamento.
Assigoado.Jos Fernando dos Santos Pereira.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudaulede
ordens ertcarregado do detalhe
Prussia. ........ 170,509
Baviera.........50,236
Oitavo carpo........47,557
Nono corpo........' 35,356
Dcimo corpo. ...... 9,918
Infautaria de reserva .... 18,186
Total. 525,037
A classificac3o desta forc.a he a seguinte:
Officiacs generaes e palenles superiores 3,371.
Infantai-ia, inclusos 28,621 cacadores e aliradores
404,402.
Cavallaria 71,119 homens e 42,032 cavallos.
Arlillioria 40,270' homens e 7,444 cavallos.
Tropas especaes 5,745 homens..
Ha que ajeniar a estes algarismos 1,740 n3o com-
btanles (mdicos, pralicantes, etc.)' e 16,898 ho-
mens do (rere. O parqne de assedio consta de 250
percas de arlilheria, a saber : "122 pecas, 31 obnse*
e97 morleiros. No material depontes ha 166 pon-
toes e 19 apparelhos i Birago, que podem alraves-
sar um rio em urna largura de 5,059 pcs.
A subdiviso orgnica das forres do exercito fe-
deral, o fazem compor de 387 regiment*, 409 es-
quadroes, 38 bateras de sitio, 70 e 3 quarlos roda-
das, 427 e 3 quarlos a cavallo.
(dem.)
EXTERIOR.
ITALIA. .
O governo piemonlez adoplou medidas para pro-
lec^o da sua fronicira do lado de Parma.
No dia 28 o primeiro esquadro do. regiment de
cavallaria ligeira de Saluces marchou de Voghera
para Slradella : e em 31 um balalho do regiment
7 de infantera parti na mesma direcco. Alm dis-
so as autoridades de Slradella, julgaram convenien-
te remover daquella cidade um grande numero de
refugiados pan Alejandra.
A gazeta de Parma de 30 publica dous decretos da
regente, um conlendo a formula do juramento que
devem prestar os empregados pblicos, e o oulro no-
meando Mr. Jos (iuaslalla commandante da gendar-
mera, e em lugar do tencnle-corouel Pielro Vil
leggi. -
O principe I.uiz Luciano BonaparTe ehcgou a Fer-
rara em 28.
Ogiornarodi Roma de 27, dizque no-dia da An-
nunciaro o papa assistira, na Capella Sixlina, a
urna missa solemne, celebrada pelo cardeal Wrse-
man. a
O Corriere Mercan lile de Genova de 31 do pas-
tado, diz qiie-o governo fraucez havia frotado mais
de 200 navios para a expedirlo do Oriente, 80 des-
tes perlenciam A Sardenha e o resto eram bespa-
nhocs, austracos e oapolilanos.
Urna caria particular de Turim de 30 do passado
conten o tegainte : I
-Anda nao oslamos Je posse das particularidades
relativas ao assassino do duque de Parma.
a Os boatos que circulam a este respeito so mui-
lo contradictorios.
Cada umassigna a este acta urna interpretacSo
conforme as suas opiuies polticas.
Alguns dizem que fura causado por urna vin-
ganca particular, oulros que fra por motivos de par-
tido.
Como Iioincm poltico d duque Carlos III era
muito insignificante, e como liomcm particular nao
gozava boa repulaco.
Refcrcm-se muilas acrc-es delle, que Ihe fazem
pouca honra. Era summamenle irascivel e no sabia
conter o seu genio violento.
'Achahdo-se em Turim, n'uma occasao, deu
um pontap n'um pobre Immem de um modo lo
brutal, que expirou poucos dias depois no meio das
mais cxcrucianles dores.
a Nessa occasao o duque ainda nao reina va e o
governo piemiattez julgou conveniente abafar aquella
deploravel occarrencia.
ce O duque foi apunhaldo no dia 26 ao anoil'ecer,
na ra de S. Lucas, qnando regressava de passear.
O assassino evadio-se e ignora-se quem spja.
11 Antes de expirar o duque nomeou ministro de
estado o marquez Pallavicino de Parma, irmo do
marquez PaUavicinoMoss, senador do reino de Sar-
denha.
A duqueza de Parma fez a seguinte proclamado
em 28 do passado.
Nos, Mara Lnza Bourbon, ele. Approuye ao
Allissimo chamar a si o uosso amado esposo e sobe-
rano, Carlos III duque de Parma e Placeocia e dos
dominios annexos, em constquenca disso communi-
camoscsla {ristissima noticia aos subditos daquelles
estados, e ao mesmo lempo, que proclamamos du-
que dos ditos estados ao nosso muito amado filho mais
velho Roberlo, e amiunciamos haver assumido a
direc;o da regencia do ducado durante a sua meno-
ridade. Por estas razoes temos declarado, e pela pr-
senle declaramos :
Artigo l.o O ministro de estado, mordomo-mr,
pelo que respeila corle ecasa ducal e os ministros
de estado actuaos, ficam .exonerados dos seus cargos.
a Art. 2. A administrarlo do estado fioa interina-
mente confiada ao commendador llenrique Salali,
assim como a reparlico da graca e justica; a repar-
lico do interior e dos negocios estrangeiros aViar-
quez Jos Pallavicino, a repartico da fazenda ao
presidente do tribunal de cotilas, commendador An-
tonio'Lombanlici.
1. 3. Nao haveru alteraro alguma no con-
China. (Correspondencia do Times). llong-
konglt de feverero. Parece que se renovaran]
as negociares para a entrega de Shanghai, porem
sem resultado, e os iroperiaes fizeram urna tentativa
para surprenderem 01 rebeldes, que foi malogra-
da, e a sua posic3o que o seu uumero esteja muilo reduzido na cidade
e com grande escacez de prises.
Receberam-se gazelas de Pekiin al 22 de dezem-
bro, mas pouco se pode colher das mesmas.
O exercito do norte de Tai-pinwang est inlriu-
clieirado perlo de Tien-tsin, e nao haver movimen-
lo algum de considerarlo ante* da primavera.
De Nankim no lia nada de novo.
Corre que os iusurgentes teem grande falla de re-
forros e de provisSes.
Segundo todas asapparencias a lula poltica, pa-
rece continuar por muito lempo, e o commercio es-
t parausado.
Segundo noticias de Ningpo de 29 do passado ha-
via alli tranquillidade, e depois das oceurrencias de
(res partes o solo e as fropriedades: um terco para
as mesquitas, isto he pata a icreja, um terco para o
estado, cum terco para os matul manos.
Era qaanto. ap* clirisUoS.gregos foi-lhes denegado
o direilo de propriedadqi eoncedeu-se-rheasmente
a faculdade e serem "catarios ou rendeiros, com
a coudicrao de pagaremalugueis e pensf-es aos pro-
prielarios, e um imposto de capilaco ao estado, eo
seu depoimento nao en admitlido nos tribunaes.
Mas o terco das meajutta* augmentau logo com
urna mass.1 immensa de propiedades, que se acham
hoje as mosdos chefesda relgio, que sao igual-
mente chefes da juslija, e cuja origem he mistar ex-
plicar. C >
Tem-se empalado muilo, em lodo o lempo, afo-
gado muito, estrangulado, decapitado na Turqua,
bom entendido, aislo sgoia-se ocoufisco ;o confisco
era muilas mezes o meio e o lim.Em paiz ncuhum esla-
vam ai caberas menos seguras, entre os hombros,
do que na Turqua. Ora, militares de propriclarios.
para subtrahrem, seno a* suas pessoas, ao menos
os seus bens, a estas tristea eventualidades, que se
realisam com tanta requencia e tao fcilmente, ima-<
ginaram o por a sua fortuna debaixo da proteccao
das mesquitas, e de Ihes ceders suas propriedades,
com a coudicrao porem de llies deisar o uso fructo
deltas, em tal ou kal linha.
No caso de exliucco detla liulia os bens de raz
reverliam u* ditas mesquitas com o uso fruclo e pro-
priedade delles.
'Esta especie de contracto he tao legitima como
frequenle na Turqua, eadmillda pela lei do paiz.
D'aqun se v quanlos inleresss vai ferir a medida
de que os turcos eslo ameacados 1
He urna revolucao total e urna revoluto das
mais terriveis, porque suplanta o direilo de pro*
prjedade, tal como existe desde lempo immemorial, j
Nao he este um negocio de pequea monta para o
sullao, e corre grande risco, se persistir no seu pro-
jeclo de se apoderar dos bens das mesquitas, que
sao os bens de todos com poucas excepcSes.
Tal he a causa, ou vo-lo repito porque se enviam
tropas francezas a Constanlinopla; alias esta expe-
dico seria inexplicavel, pos no he alli, ao menos
por muito lempo, que as nossas tropas tero que
combater os inumeraveis batalhocs do czar.
{dem.)
Shanghai, 'o commercio apreseutava mais .aclivi-
dade.
As noticias de Foo-chou-foo chgam al 26 do
pasudo.
Perto de Hong-wa-foo, perlo de 40 multas, de dis-
tancia, os rebeldes loma/am um forte e urna peque-
a villa, junio aquella cidade, que elle* haviam
situado.
O governo da provincia que linha ido ullimamen-
le a Foochow, diz que-tnha suffocado os disturbios.
At o dfa 4do corrente ludo eslava Iraoquillo em
Amoy e re nava mais confianza.
Nao lem bavido mercados depois dos dias festivo*,
porem ha esperanzas de que o commercio assoma
novo vigor. '
Os juncos da Formosa contccavain a chegar nova-
mente, visto haver mais seguranza, em cousequen-
cia de haver o vapor de guerra de S. M. Hermes
lmpada a costa dos piratas,
Em Canino e suas cercanas havia tocego.
. O novo anno chinez passou sem novidade, e os na-
luraes parece que gozarara o* dia* festivo*, por mais
lempo, do que o coslume em consequencia dos gran-
des lacros que obtiveram no anno passado.
O augmento da exportaoj para a Gra-Bretauha,
calcula-se em 12:400,000 libras a maior do que o
anno passado, pela mesmo lempo.
Ha falta de navios. Os fretes para Londres Re-
gulara a 6 libras e 10 shelius, e 5 libras e 15-shelins
para Liverpool.
India. As noticias de Rangoom alcanram at
2 de fevereiro.
Um correspondente do Englisliman escreve -o se-
guinte :
O dislricto de Bassein que al aqu lem estado pa-
cifico, acha-se actualmente em desordem.
Ha dias foram rquesitadas algumas tropas, po-
rem cerno nao houvesse um vapor disponivel, mau-
duu-se hoje urna companhia do 19 de infantaria de
Madrasta, em bureos do paiz. O governador do dis-
lricto linha partido para Negrais, e alguns descon-
tentes parece que,so aproveitaram da fraqueza da
gurniro de Bassein.
O capilo d'Orgoni ou o general d'Orgoni, como
agora lite chamam,foi chamado pelo governador geral
dos estabelecimentos francezes, parar-responder peta
sua conducta em Ava, e possou por Rangoom, cm
direcrao a Pondcheri, para aquello fim. O re de
Ava conferic-lhe honras extraordinarias na audien-
cia de despedida, e diz-sc que fra urna scena muito
brilhante. Affirma-se que elle fora o principal ins-
tigador do partido da guerra, que elle motlrou a
loucura de leularem hoslilisar-nos em campo aber-
to, ensinou-lhe a fazer boa plvora e aconselhandu
para que adoptasse o syslemace bandos guerrilhas,
c que por este meio, na sua opioiao os bnrmezes
poderao anda expulsar-nos do paiz. (dem.)
selhdVfe estado. O nosso profundo pezar he alliviado
pela certeza de que os subditos desles estados couti-
nuaro a dedicar a sua toleravel lealdade a nosso
amado filho e soberano, e nos Ihes damos a mais
prfeita seguranza da nossa solliciludc pela sua fe-
liciilade e bem estar. (Assigoada ) Liaza.
Segundo refere urna carta de Slradella, os refugia-
dos d Parma, estabelecidos uaquella cidade, ao sa-
berem a noticia da morte do duque, reuniram-se em.
grande numero, .na frpnleira, e conseguirn] enlrar
oulra vez no ducado, depois de nma breve refrega
com os officiacs da alfandega.
A corte de Sardenha lomou lulo, por 20 dias, pela
morle o duque de Parma.
(Eco Popular.)
C0HBKAHD0 DAS ABMAS.
eral da comaaado da. ,rnu da
rnaaafcnna aa eldade do Becl., g de
t-aha da 1864.
ORDEMDODIAN. 99.
O marechal de campo commandante das armas,
declara para conhecmento da guarnicao e dev'ido
efleilo que o governo de S. M. o Imperador, hoave
por aera por aviso do ministerio dos negocios da guer-
ra de 16 de maio prximo Godo, mandar servir nes-
ta pruvinciaV Sr. segundo cirurgio alferes do cor-
po desande du exercito Dr. Jos Autonio de Andra-
de, o qual eonsignou para ibjneiiio* deiua familia I
126,429 homens.
106,147
47,476
Exercito aUeatao'
A* tarcas miniares com que a cotifederasao ger-
mnica pode contar, he de433,366 homens ins-
criptos ua matricula federal na forma seguinte :
Austria1., 2. o'3.0 corpos
de exerctas. ......
Pruss 4., 5. e 6. corpos
do exercilo. .......
Baviera 7. corpo.....
Wertemberg, Badn, c ilesse-
Barmstad8." corpo. ,
Saxonia, Hesse-Eleitoral, Nas-
sau, Luicniburgo c Limburgo
9." corpo ..,..'.
Kanovre, Brunswick, Oldem-
burgo, cidades ansealicas eMe-
cklemburgelO^corpo de ex-
ercilo. ... j
Divisao de infantera de reserva
Coui ludo a verdaileira forja effectiva do exercito
da cohederaco era em 1853 a seguinte :
AusIuVT-r^ ..... 153,295
40,200 a
31,889
36,594
14,140
Franca.(Extracto da" correspondencia do peri-
dico belga La nUSo.)
Paris 11 de abril.Que triste e lamentavel po-
sicao, est sendo a do infeliz sulio Nao basta ca-
recer de proleccao conlra os russos que o invjdem e
contra os subditos gregot que se insurgem, be mis-
ter protgelo lambem na sede do seu poder contra
os seus subditas musulmanos, que amcacam de fa-
zer como os gregos, e de se soblevarem pela sua
parte.
lima parle das nossas tropas destinadas a princi-
pio, a reunircm-sc e quej se acham em Gallipoli,
e que hoje se dirigem para Constanlinopla nao teem
oulro fim seno o de defenderem o sulo, nao con-
lra o tnimigo, qne se nao teme alli, rdas sm contra
o seu proprio povo, cuja exasperaran chegou ao en
maior auge, e cujo furor ferve, prestes a estalar ao
primeiro momenlo.
Com efleilo, em quanlo os subditas gregos do
Sullflo se levantan! para sacudirem o jugo e obterem
privilegios os oltomanos, sobre tudo o aotigo parti-
do turco, eslao em vesperas de se insurgirem, em
consequencia das concessoes, que as potencias alija-
das teem arrancado ao sullao a favor dos chrislos.
1 nsurreicao de sim lado, insurreiro do oulro, e
sobre isto a invaso Ah a iolegridade do impe-
rador oltamano lera muita difficuldade, para sahir
dcsle espantoso cabos, aperar dos protestas das po-
tencias, que juram, que o querem manter. As con-
cessoes taitas aos chrislos gregos nao sao a nica
causa da irritaran dos musulmanos. Por mais gra-
ve que ella soja, existe oulra muito mais terrivel, e
qoe ser mais difcil de suffocar o di comprimir.
Fallo da intencao do governo turco de laucar mao
dos bens das mesquitas.
Nao se sabe, em geral, a quanlos mlhes de tur-
cos interessa esta medida, e os transtornos qne vai
causar a populacao. Ella nao affecta sementiquil-
lo que enlre nos se considera como bens da igreja,
islo lie o produelo da fabrica, das csmolas, dos do-
nativos, dos legados, ele. que recebem os padres.
Trata-se de cousa muilo diflerente para as mes-
quitas, sujos bens sao immensos e muilo mais coosi-
deraveis que o* do estado e dos particulares.
Algumas expliraces, que julgo inleressantes, vos
daro nma prova disso.
Apoz da conquista, os vencedores dividiram em
Inglaterra.Londres 12 de abril.A alluso que
fizemos, lionlem de manhaa, da possibilidade da sa-
bida do cavalleiro Bunsen do lugar de'ministro da
Prussia, nesla corte foi seguida depois de breve 11 -
lervallo, pelo anuancio lelegraphico do nosso cor-
respondente de Berln), de qne o ministro prussoia-
uo era effeclivameiile chamado.
Parece que al honlem nqilc neithm aviso for-
mal havia cljegado a Londres a este respeito. Em
lodo o lempo e em todas as circunstancias a sahida
du ministro prussiano da certa de Londres seria para
nos motivo de grande pezar.
Este ministro representou enlre nos um papel
muilo importan!*, e. allrabi a* bympHlluas da ine-
lhor sociedade iogleza. Em poltica nunca se des-
viou do sauda da liberdade constitucional, e posto
que elle representarse urna tnonarchia qaasi absolu-
ta, servia o rei da Prussia no espirito de um gover-
no livre.
A sua hospilalidade era lo grande e tao liberal
como o seu gosto e os seus tlenlos; e na posro em
que se houve com tanta capacidade, era elle o. taro
mais forte, que prenda a sociedade iogleza e as as-
pracoes allemas pela liberdade. Porm, se estas re-
flexoes. naturalmente te suscitam nesla occarrencia,
a sua forca recresce e se augmenta grandemente
quando observamos que a sahida do ministro prus-
siano de Londres, he obra dos inimigos deste paiz ;
que a nica taita que se Ihe atlribue he ter traba-
Ihadoem promover ancosamenlea allianea da Prus-
sia com as potencias occidenlaes, e que elle foi sa-
crificado influencia russa, que nao escrupulisa em
pedir como suas victimas os mais fiis servidores e
os corarOes os mais honrados.
r) governo prussiano foi 13o fraco que cedeu a es-
tas intrigas, e rompeu o taco que o longo uso, c mu-
tuo respeito haviam eslabelecido entre o ministerio
inglez, de qualqoer partido que fus-e, e o ministro
prussiano nesle paiz.
Nao he do nosso dever ojulgar os seus motivos,
nem reprovar o sea procedimenlo, porm o fado
falla por si mesmo, c ha de ser bem comprehendido
tanto na Allemaoba como nesle paiz, e nesle mo-
mento um incidente desta nalureza no d'eixa deser
muilo grave para a poltica geral da Europa.
Para lomar ainda mais saliente a varillante e in-
consistente poltica do governo prussiano no passo
que dirige este golpe contra um dos mais denodados
campees da allianea occidental declarado adversa-
rio da Rnssia, adopta as vistas daquelles que proscre-
ve, assiguando um protocolo com as oulras grandes
potencias, e obrigando-se a Prussia a adoptar os prin-
cipios que castiga nos oulros.
Para satisfacer a Franja e a Inglaterra assigna o
novo protocolo, para satisfazer a'Russia chama o ca-
valleiro Runsensimulada e irresoluta at ao fim,
quer contentar ambas as parles, sem ganhar a confi-
anza de nenhuma. .
O protocolo parece, pelo que sabemos delle, no
ser mais doque um documenta satisfactorio. Adop-
ta a favor das potencias allemas, todos os principios
pelos quaes a Inglaterra e a Franca teem declarado
a guerra. SubsequentenMule aquella declararlo de
guerra os pontos estabelecidos nos protocolos ante-
rioresa necessidade da evacuac-Sodos principados,
e a seguran;.-! territorial do imperio turco; e diz-se
que para ligar as qualro potencias, dever cada qual
communicar s oulras sem reserva, todas as pro pos-
tas qne Ihe forem feitas durinle as hostilidades.
Estes compromissos sao importantes, e parecem,
se tratassemos com alliatjos mais' consistentes, que
constiluem urna identidade de interessesentre as po
lencias allemas e occidenlaes.
Antes da assignatura deste protocolo, em Vicnna,
o enviado especial da Auslria, em Berlim, o general
Hess, concluio um tratado separado, do qual muito
se lem fallado enlre as duas potencias allemas de
primeira ordem.
O primeiro objecto deste tratado he ligar a Aus-
tria e a Prussia defeza commum dos seus dominios,
tanto dentro como fra da confederaran germ-
nica, porm se for exacto o que se nos diz a este res-
peilo, as suat eslipulacoes so mais ampias, e no ca-
so que a Auslria seja obrigada a sahir das suas frou-
teiras para defeza ou oceupaco de alguma parle dos
territorios do sullao a pedido da Porta, a Prussiacou-
vm em forneccr as tropas necessarias, para cobri-
rem a fronteira do norte da sua alliada.
Urna tal eslipulajao seria do maior consequencia,
porque, eroqaanlo a Auslria nao livesse a certeza de
\ urna tal promessa da parle da Altemanha, os seus
movmontos ficariam parausados esuspensos, se fos-
se atacada na Galicia. O immediata resultado da
assignatura do tratado com a Prussia, foi a adoprao
do protocolo de Vienna, que denota oulro passo na
mesma dirceco, e um passo totalmente em oppo-
sico com a sahida do ministro prussiano em Lon-
dres.
Em addicao a estes fictos, temos peranle nos a
discusso da cmara prussiana acerca do projeclado
emprestimode 30,000:000 de Ihalers, que confirma
da maneira a mais saliente a conviccao que temos
constantemente expressado dos briosos senlimenlos,
que animan) o povo da Prussia, e seus represen-
tantes.
Obaro de Mantente!confiava no efleilo qoe pro-
duziria sobre a cmara a assignatura do protocolo
dasqualro naques, posta que se aproveitasse artera-
mente desta circumslaucia para obter o voto sem
condicSes algumas. Porm, Mr. Belliman Hollweg
e .Mr. W'incke raanifcslaramcomgraud* forra e elo-
queiioia a verdadeira poltica e as conviertes do
paiz. Repetiram os argumentos, que temos tantas
vezes empregado, de que a Prussia nao poeft Dcar
neutral no meio de urna guerra europea, e q
somente a seguir urna vereda honrosa, que he
se unir s- potencias occidenlaes; e Mr. Wiflcke
acrescentou com pasmosa vehemencia,se sois urna
potencia europea, eslaes obrigado* a combater os
projectasda Russa at morte,seo nao sois, uni-
vos mais estreitamente quelles que podem proteger
a vossa fraqueza. Representar o papel de mediado-
ra, he fazer da Prussia o correio da Europa.
At da extrema dreita da cmara, necupada pelo
partido ultra, o conde Zielhen exelamou, qae se o
imperador da Russa tivesse feilo anteriormente o
que esl pralicando hoje, "rederico (iuilherme 111
nao aconselharia a seu filho a abracar a tod|o risco
a allianea russa.
Enlretanlo estes symptamas so bous. No ha du-
vida que exista na corte de Charloltcohrgo um par-
tido poderoso, que no tem escrpulo de se aprovei-
larda fraqueza do rei eda dobrez do ministro, ees-
tes homeus conseguiram um triumpho, removendo o
cavalleiro Bunsen e oatros membros dopartido cons-
titucional dos seus lagares. Mas esles homens nao
dominara a vontade nacional da Allcmauha, nemos
grandes inleresss da Europa. Elles suecumbirao
debaixo do peso dos grandes aconteciraenlos em que
este paiz, segundo confiamos, est a ponto de tomar
parte, lio de cahirquando a forja daquella allian-
ea, que asaggressoes da Russa molivaram, se fizer
sentir em lodo o mundo ; bao de cahir debaixo do
justo ressentimento da nacao que leem diligenciado
Iludir, ou antes alrateoar.
' A linguagem da grande matara das cmaras pras-
sianas he a de todos os homens pensadores da Alte-
manha, Ninguem se oppoe a ella senao#aquelles
que em 1813 leriam sacrificado a sna patria ao iuva-
sor estrangeiro.
A causa da independencia nacional adquirc tarca
dar^mente, e apezar de ter sido censurada a cons-
tiluirio actual da Prussia tem feilo um iueslimavel
servico ao paiz as presentes circumstancias, fazen-
do ouvir as voze} dos representantes da naco.. Se
a Russa Iriumphar, essa voz de certa nao ser mais
ouvida, e se a lula nao terminar a favor da liberda-
de e dos dircilos da Europa, o destino da Altema-
nha nSo ter muita diverso da sortc do imperio Ol-
tamano, e a autoridade do czar no so se estender
a Constanlinopla, inas tambem a Berlim. (Times.)
{dem.)
s
(Extracto da correspondencia do Timts.)
Vienna 11 de abril.
Pela minha correspondencia taris visto que o pu-
blico tem estado,' por algum lempo, suspenso pelo
que respeila poltica futura deste governo, e an-
da agora n grande partido militar nao acredita que a
Auslria entre em campo contra a Russia. ,
A experiencia lem-me ensillado que, em geral,
pouca confianza se pode Per as pramessas taitas aqu,
porm, a suspeila de que a Austria final abando-
nara as,potencias occidenlaes esl finalmente dissi-
pada.
O documenta oOlcial, que foi transmllido honlem,
lem sido considerado, pela generalidade dos leilores,
como vago e pouco satisfactorio, mas nao acontece
assim com quelles que eslo ao fado dils negocios
de estado. Talvez que o nosso correspondente de
Berlim voslenha j communicado o que recenlemen-
te leve lugar naquella capital, nas no caso que o nao
lenha feila, ser bom dizer algumas palavras a esse
respeito.
No dia 7 ou 8, o tratado de allianea entre a Prus-
sia e a Auslria, foi concluido em Berlim, depois de
urna renhda lucta entre o partido nacional c o par-
tido russo.
Seria ridiculo affirmar-vns qoe eslou informado de
lodos os promenores relativos a rhisso do- barao de
Hess, porm, posso participar-ves algumas particu-
laridades inleressantes.
Mr. de Manteuffel ficou summamenle desgosloso,
por se haver prmitlido aos generaes Groebem e Ger-
lach o iogerirem-se em negocios que perlencem ex-
clusivamente sua repartico, o pedio, que sen real
amo houvesse por bem aceitara sua demisso. Parece
que se fez urna promessa ao ministro de que os im-
provissaveis diplomticos no leriam mais ingerencia
alguma, e Mr. Manlcnffel consentio em permanecer
no sea lagar.
No dia 7, se a memoria no me falla,o barao Man-
teuffel, foi ter com o re, e Ihe disse que a Austria
linha perdido a paciencia, e que o baro de Hess
partira naquplle mesmo dia, se os negocios penden-
tes nao livessera um termo. Finalmente a convencao
tai assgnada.
Tero-se feilo varas conjecluras cerca das condi-
ees desle tratado de allianea offensiva e defensiva
entre as duas grandes potencias allemas, mas nada
de positivo consta a semelbante respeito.
A breve explicaco que acabo de dar, parecer
inopporluoa, mas na realidade serve para aclarar o
que tem oceurrido, desde cnto, nesla capte
tal.
Logo que a Auslria chegou a um accordo com a
Prussia, nao perde lempo em publicar a sua inlen-
co de manter os principios que ella linha abracado
antes da declararan da guerra da Franca c da Ingla-
terra conlra a Russia.
Ha razoes para acreditar, que este governo no
promelleu s potencias occidenlaes de seguir ama li-
nda parliculur de conduela, sobcerlas circumstancias,
e quando rcfleclimos que as tarcas Je Inglaterra e de
Franja ainda no entrram em campanha, a reserva
da Austria parece perfeitamente natural.
Anda mesmo agora nao temos noticia official de
que as retardes entre a Austria e a Prussia lenham
soffrido alguma mudanza essencal, mas isto he um
facta.
NSodevercausar-vossorprezaseouvirdesdizer bre-
vemente qoe se vo postar dous exerctas na Gallicia,
e que a Austria tem 400 ou 500,000 homens em ar-
mas.
As negociac/ies relativas oceupago condicional
da Servia, Montenegro e Bosnia, conliuuam, o bom
seria para todos que os diplomalicos se dessem mais
pressa
Aoredila-se que um pequeo destacamento de
Rossos fizera urna visita rpida Servia, fim de
iuspeccionarem a margem dircila do rio, e talvez vos
lembres,que pralicram oulro lano,no anno passado,
antes de terem comecado regularmente a passagem
doPrulh. .
As tropas austracas eslo muilo prximas da fron-
teira turca, porm, nao percebo como Csle governo
se atreve a occupar qnalquer parle do trerilorio do
seu visinho em quanlo nao tiver liceoaa para o fa-
zer.
O publico cm geral no taima idea dos enor-
mes preparativos de guerra que se eslSo faiendo. ,
O exercito da fronteira do sudoeste tem perlo de
200,000 homens, e contina a receber retardos dia-
riamente.
Parece qunsi ncrivel o numero de cavallos que se
vo comprar, porm honlem informaram-me posili-
vanicnle que est fixado em 35,000. .
Alguns mil i lares de patentes superiores, cojos pel-
los eslao coberlos de condecorares russas, declaram
quo ludo islo he um sonho, e que a Austria nunca
desembainhar a espada contra a Russia, porm, o
imperador lem urna idea muito elevada da sna pre-
rogativa, e talvez que alguns do mais violentas
censores da sua conducta aprendam a respeila-la i
sua custa.
He de prever que a Auslria nao approvar, que a*
potencias occidenlaes imponham condir.be* arduas
Russia, quando se tratar da paz, porm, pode con-
siderar-se como certa, qae hade insistir para que as
boceas do Danubio, e o Mar Negro fiquem livres pa-
ra lodas as naces.
As classes elevadas que ignoram totalmente o ver-
dadeiro estado da opnin publica, admirau-se de
ver subir os fundos, a Eu realmente no entend) o
nosso mundo financeiro diziaum general austraco
que alcancou ama bem merecida reputarlo na guer-
ra da Hungra, quando chegam noticias dos Russos
serem vlbtoriosos, baiiam os fundos, e o contrario,
quando s3o denotados. Ser isto porque a bolsa he
inclinada Turqua '.' -
Ha algum lempo que a Fremden Blatt nao tem
publicado parles telegraphcas de Bucharest ou da
embaixada russa desta cidade, cislo fazxrer geral-
menle que nem ludo corre a prdps Russos,
Conlirina-se a noticia (Jada honlem, de qoe no dia
6 a muralha de Trajano anda formava a linha de de-
feza dos Turcos.
A Presse publica alguns pormenores do occorrido
em 26 de marco, quando os Turcos fizeram um re-
conhecimento na visnhanca de Pojana.
O destacamento, que se compuohsomente de cin-
co esquadres de cavallaria regular, duas compa-
nhias da basbazouks, e 50 cossacos turcos sem arli-
lharia, era commandado pelo general de cavallaria
Ismail l'ach. O objeef do raovimeulo era desco-
brir se os Russos se linham retirado para Kra-
juza.
O capilao Jakuha cermmandava a ala drela em
direccao a Chuperteheny, e Iskauderbey marchou
com o centro para Skrpetz. A ala esqaerda lomou
a direcco deMuglavt. Com a ala direila eslavam
os oIRciaes francezes Dupuy c Mercier, o official in-
glez de cavallaria. O Reilla que agora figura com o
nome de Hassan Aga, e com a patente de bimbashi
ou major, e o official sardo Gardino.
Quando os Turcos avancram os postas avanrados
dos Russos retirarara, porm, dentro de nma hora a
ala esquerda eslava involvda e 23 bashi-bazouks ca-
hirara em poder dos Rossos. O centro e ata direila
foram mais felizes, e chegarama Pojana, onde esla-
vam poslados dous esquadres russos com duas pe-
cas. Seguio-se urna cscaramtira, e antes de termi-
nar, os Russos linham perdido 20 morios e 5'prisio-
neiros.
Os Turcos liveram 12 morios, 10 feridos, e 23 pri-
sioneros, como j se disse.
Todava os Turcos conseguiram o sea fim, e aclia-
ram, que os Russos linham deixado os seus intrin-
cheiramenlos de Pojana, eque 16,000 homens com
16 pecas eslavam poslados em Moglavil.
(I mesmo jornal diz que as guarnices dos peque-
nos portas ao norte da Dobrudseha que sobem a
7,000 homens com dous pachas, scrao transferidas'
para Bender. *
Todo o exercito na Dpbradsch,que se compoem de
55 a 60,000 homensa com 120 pojas, dever receber
os seus abaslecimentos de Odcssa.
Tullscha e Isaktchi vo ser arrasadas, Malschn
ser conservada em bom estado, e Hirsova devera
servir de hospital.
No se acreditava em Odessaque o exercilo avaocas-
so sobre a Silislria, a porm Sassova e a muralha de
Trajano, devero posilivaftieiite ser lomadas. No
dia 31 de mar^o o cnsul inglez ainda eslava em
Odessa, e d'allise avistavam mullos navios d^guerra
francezes e ingleses. JMem.)
em que seja chamado a enlrar em aceita. Mal em
quanlo as suas armas esliverem em repouso, nao
deve ser um espectador insensrvel s fazes da conten-
da ; a arderle sympalliia do seu coracao, na supli-
cas, e bons desejos devem ler urna so tendencia o
nico entimenio de alegra ou felicidade que poder
encher o seu corarao, ser o de ouvir qne a vicloria
cordou as banderas unidas das potencias occidenlaes,
eso umsenlimento de pezar .poder magoar sen co-
raco, se oulra orle, o que Deo* no permita, frus-
tar 05 seus exforcos.
A opioiao publica da Snecia e Noruega esta 13o
tartamente pronunciada, bem como as dos nosso* fi-
is alliados alravez do Sonda,que nem urna s voz se
atrever a leyanlar-se para exprimir oulros 'deseja.
Com alegra, esperanca e sympathia.de amigo*
saudamos das nossas praias as bandeirai de Franca e
e da Inglaterra e nos congraluiamos com a sna pre-
senta em nossas aguas.
O sea triumpho realisa a promessa'da nossa futura
felicidade enlre a liberdade e a eseravido, entre
luz da civilisacao occidental e as trevas da civilisarjao
occidental.
Com aquella sympatisam nosso* corarles, e enlre
as nossas mais brilhanles esperanzas e nao ha poder
humano que possa abafar os bons desejos, que exis-
ten! em lodo* os peitos suecos peta xito ftliz da
justa causa, e pelo honroso triumpho da* armas que
combtete por ella. (Times.)
(lien.)
, Suea.0 seguinle intercssanle artigo he tradu-
zido do jornal sueco AflonUadel: ,
Stocolmo 4 de abril.O dado esl lancado. As
potencias occidenlaes dcclararam finalmente guerra
conlra o czar; a civilisacn, a ordem social, e o pro
gresso poltico depois de 12metes de urna paciencia,
que pareca inexgotavel, desembainharara a espada
contra a barbardade, oppressao, e desenfreada nsur-
pacao.
Levanlou-se o panno, e vai apparecer um novo
acto, no drama da historia universal, cojo desenlace
lia de exercer a mais importante influencia em todo
o estado social da Europa.
a
? Desapparcccu a poca da paz. Estes 40 annos des-
Csivolverao na maior porcao da Europa um eslado-
quasi nao prevista do civilisacao, e prosperidade.
Agora aponlam oulras dias de sangue, sacrificios, e
seffrimentos, cujo lermo ninguem "pode antever.
A lula segundo todas as apparencias, deve ser ter-
rivel e geral, e nenhuma nacao, nenhum governo
podem calcular o lempo que Ihes ser permillido
seren tranquillos espectadores de ama guerra ca-
vada alm das suas fronteiras.
A lula he a pro dos mais sagrados, dos mais caros
lacos da sociedade da sua liberdade religiosa e com-
mercial dos direitos polticos do povo, e seu prognes-
9n na civilisasao, bem estar, e felicidade.
A pequea questo acerca dos lugares santos asso-
mo um vulto ramenso, e vasto, e a espada nao ser
embainliada em quanlo a sorle da Europa no Isli-
ver decidida at que a victoria se declare a
favo do Occideule, ou do Oriente pela liberdade
eu pelo poder cossaco.
He 'grande a idea que exprimi um mooarehades-
ptico, jue estribou o seu despotismo 6obre a massa
da eleisad popular que a era das canqistas linha
acabado para seropre.
O mesquinho egosmo das dynastias nao decidir,
por mais lempo os lim'ues da guerra ou da paz do
mundo.
Se a Europa esliver privada por longo tempo, dos
benecios da paz, e houver de affrontar os pergos da
guerra, ser empre um motivo de salsfacao o reflec-
lir que esta guerra nao he sustentada para adquerir
territorio-De o povrfo mais civilsado daEuropa ex-
citado pela sua- consciencia e pelo seu dever, que
mpunha as armas, para segurar para o fuluro a pa;
e a ordem, e para conter para sempre d-despolismoj
a fraude,ea oppressao dentro da sua propna esphera.
-He um sublimo o glorioso cspelaculo ver como o
espirito desse povo tornou possivel o impossivel-
como a marcha da cvilisaco formou um laco de
unio entre duas naces, que desde a era das crusa-
das teem oslado em guerra o que continuamente se
odiavam : a Inglaterra oaFranga. essas implacavcis
inimigas, essas rivaes cheas de rancor, deram-se as
inos e uniram-se, por um tratado paraobjeclos mais
Relevados do que a vaidade nacional.
Da differenoa de carcter, opinioes, lradie(Oes, e
costuroes, quo existe entre estas duas naQes, surgi
urna uniao dovoutades'<|ae acc,ao, que deve produ-
zir senlimenlos de coragem e seguranza nos es/iritos
dos mais tmidos e sceplicos moraos.
A sua causa he a causa da humanidade, c onde
quer .que a luz da ci vilisacao resplandecer; as naces
da Europa olharo para as potencias unidas do Oc-
cidente, como campies de ur futuro melhor e mais
brilhante.
Nata lula, coja aurora, j despontou, com sangue
derramado nos paizes dos uossos mais prximos visi-
uhos, opovo scandiuavo ainda nao chamado a lomar
parle nella.
Talvez que descorra ainda um periodo mais ou
menos longo, antas de dado o signal para enlra no
combate, mas essa hora anda uo chegou. Ainda
pode sentar-sc ero paz, sobre os rochados das suas
praias, como espectador, al que chegue o momenlo
?

Russia.O Jornala* S. Peersturgo, publica no
seu numero do 1 de abril (13) o documento que se,
vai ler acerca da declarajlo de guerra entre a* po-
tencias occidenlaes e a Russia,
Declaraeao:A Franca e a Gra-Brelanha acabara
emfim de sahir alertamente do syslema de hostilida-
de que disfarcadamenle linham j adoptado contra a
Russa, sobretodo pela entrada das suas esquadra no
Mar Negro.
O resultado das explcales, que daram a este me-
dida, deveu ser entre ellas e o gabinete imperial a
ruptura de relac.net recprocas.
Este ultimo facta no tardou em ser seguido de
urna communicacao, em que os dous gabinetes, pe-
los seus consales respeclivos, convidavam o governo
imperial a evacuar os principados danubianos n'um
prazo, que a Inglaterra linha determinado em30de
abril, e a Franca mais pereraploriamenle ainda em
15 daquelle mez.
Porque Ululo as duas potencias prelendiam exigir
assim ludo de urna das parte* belligeraotes, em da
oulra pedirem cousa alguma, he o que julgarem des-
necessario explicar ao gabinete imperial. Evacuar
os principados, tem queauem a sombra daseondicOes
a que o imperador linha subordinado a cessacao des-
la occupacSo temporaria, fossem cumprida* pelo go-
verno oltomano ; evacuadlos no forte de urna guer-
ra, que este foi o primeiro a declarar, proseguindo .
com aclividade as operaroej offhsivas, oceupando '
as suas tropas um ponto fortificado do territorio rus-
so, j era urna coiidico iadraissivel pelo fundo. A
duas potencias quizeram que riela forma, o fosse aln-,
da'mais. Fitaram ao gabinete imperial, para as fir-
mas, seis dias, fiados os quaes a recosa, ou ausencia
de orna resposla haviam de ser consideradas, como
declaraeao de guerra.
A exigencia lo parcial no seu theor, tao inexoqui-
vel pralicamento, como insultante nos seos termos,
o silencio era a uniea resposlacompalivelcama dig-
nidade do imperador.
Em consequencia, os dous governos acabam de
mandar declarar publicamente, que a Russia, pela
recosa de obedecer s suas reqaisicoes, constiluia-se
para com elles n'um estado de guerra, coja respon-
sabilidade Ihe pertencer iqtera.
Em presenta de scmeldanlesdeclaracdes, nao res-,
la ao imperador, seno aceitar a situaco que se Ihe
offerece, reservando-se empregar lodos o* meio* qne
a providencia Ihe poz enlre maos, para defender com
energa e constancia, a independencia e seguranza
do seu imperio.
Independenlemenle da mensagem, pela qual'o ga-
binete de Londres annuncia s duas cmaras a sna
resoluejo, expoz n'uma declaraeao supplsmentar, os
molivos que o determioam a lomar as armas, e reca-
piluloa a origem dos incidentes da questo. O go-
verno imperial julga sapajrfluo tornar discusso so-
bre este assumpto. Parecia-lb'e que todas as suas
pejas precedentes linham esgotado a polmica. O 1
seu recenta memorndum de 18 da fevereiro, publi-
cado por occasao da ruptura das relacOes diplomti-
cas, e que eocerra lodo o exposlo histrico da ques-
lo al aquella lata; ter sido bastante para de-"
monstrar, a quem da Rosta ou das duas potencias
martimas, pertence a iniciativa das questSes, e por-
que fuoesto encadeamento de circumstancias a falsa
posico, em que as suas primeiras medidas colloca-
ram os dous gabinetes os levou de degro em degro
a tomar outras mais provocantes.
Os espiritas no prevenidos hao de alli' ter visto
tudas as concessoes necessarias, qne a Russia fez pa-
ra a consrvalo da paz, tanto antes como depois da
nota de Vienna, em qaanto as exigencias crescenles
das duas cortesas trazam cada dia mais perto de nos
nos camiohos da guerra. A oceupacao dos principa-
dos, que hoje depois do-caso, se toma como pretexto
da guerra, nao linha impedido de (tfabrr negocia-
cao. A oecupacjjo impedira a contrnuacao, ou an-
tes esta negociacao leria terminado ha muilo lempo,'
se as potencias no livessem rudemente, sem razo
valiosa, modado completamente as bases, qne li-
nham dado na primeira nota concertada em Vienna.
As objeccoes feitas pelaPoita a certas passegeos des-
la nota no battaram por forma alguma para auni-
qular o resto.
A substancia essencial ficava intacta, c -todos os
pontos, qoe a Porta Ollomana nao contestara, o go-,
verno imperial eslava no direilo de o* considerar
d'ora em diante, como adquiridos para qualqoer pro-
posco ulterior. No succedea
ram mpor-nos condiees iuleiran
raram nadmissivel, o.que linham
lo; negaram as prerogativas da Roa
a prelen;o desla resuma reparacao ja
do sem discusso, lodas as suas contra proposicOes.
Ao mesmo leiupo lomovam medidas contrarias aes
drelos de belligeranle, coincidndo no Mar Negro
com as condices Iransmillidas a Vienna, imprimin-
do assim a qualqoer adheso o carcter de corapul-
so. Emfim, qualquer retirada honrosa foi-lhe acin-
lemeale fechada por ama exigencia imperiosa, tal
como a Russia uuuca recebeu em poca alguma da
sua historia, nem nos das em qae am coaquistador,
com a cabeca da Europa armada, invadi o seu ter-
ritorio.
Nao pudendo fechar os olhos sobre a insnfficiencia
do9 molivos de urna guerra desastrosa, e sobre a pou-
ca proporc,ao; que existe entre os seus effeitos e a
sua causa, as duas potencias foram obrgadas a e*a-
gerar-lhe o objecto, formulando conlra a Russia ac-
cusaroes as mais vagas.
As duas potencias allegara a sua honra e os seus
inleresss materiaes tezados. Os nosso* projeclos
de engrandecimenlo e conquista na Turqnia, a inde-
pendencia da Porta, mesmo a dos oolros Estados,
o equilibrio, emfim, da Europa, o qual, segundo
ellas, a nossa preponderancia' excessita comecava.
' Nenhuma deslas impulaces geraes descansa n'al-
gum fundamenta.
Nunca atacamos a honra das duas cortes. Sa esta
honra corre algum risco, arriscaram-na ellas. Desde
a origem, adopiaram um syslema de inluqidacao,
que era forsoso que cahse.



I
I

I

.--
MI


DIARIO DE PERMIBUCO. TEM EEIRA G DE JUNHO DE 1854.
Fizeram ponto de amor-proprio couslranger a
Rusia a dobrar-se ao teu poder, e porque a Has-
tia Bao comenIfo na so* propria humilhijao, di-
Wl ea'feridas na sua dignidade moral.
Materialmente, 13o pouco os seus interesses estao
leudo por nos. Nao o podem ser seoo pela guer-
ra, que nos quercm gratuitamente faxer. Sao os
domos proprio* inleresses, pelo contrario) que ellas
oltendem mnito mais gravemente, atacando-nos no
norte, no sul, e era todos os pontos das nossas cos-
tas.
A poltica de tograndecimeoto do conquista que
altribuem i Rusta, desde 1845 que esta a desmeri-
te ero todos os mus actos. Dos seus visinhos* da
Allemanha e do norte, ha uio, que durante estes
ltimos quirenta annos se tenha qucixado do urna
leso, ou apenas de urna tentativa de leso na io-
tegrdade das suas possessoes ?
Pelo que respeila Turqua, bcm que lenhamos
estado cm guerra com ella, ahi est a paz de An-
drinopolis para atlestsr o uso moderado, que fize-
moi dos nossos successos. Ht depois, por duas oc-
casioes, o imperio ollomano, foi salvo de urna ruina
inminente por nos.
O desejo de possuir ConstinUnopla, se este im-
perio chegasse a cahir ; o intento de formar nelle
sai estabelecimcnlo permanente ; foram muito al-
tamenle, muito solemnemente desmentidos, para
que possa, a nlo ser urna desconfianza inacredita-
vel, existir duvida alguma a este respeilo. Os
aeonterimentos cedo moslrarao qosl das duas poten-
cias, ou da Russia, du o golpe mais funesto, nao
tmente na independencia, mas na propria.existen-
cia da Turqua, a troco dos soccorros intereeseiros,
que se Ihe d, esta renuncia ja por um tratado o
privilegio distinetivo de toda a potencia independen-
te, o privilegio de faxer guerra, on a paz lvre-
aente, no momento, e com as condijoes que lbe
parecerem mais uteis.
Va fiear o brigada (a subscrever a um convenio,
que estender a todos os sens subditos a igualdade
de direitos civis e polticos. A Russia applaudir
sinceramente garanta to importante a favor de to-
dos oa ehristaos na Turqua, se chegar a assegurar-
se de um modo verdaderamente efiieaz. Mas dian-
te de urna reVolu jilo, que alterar 15o profundamen-
te todas as luzes constituintes do governo o,ttomano.
Turqua ter direilo a.admirar-se que se tenha
declarado um convenio', pelo qual o sultao se limila-
va a confirmar privilegios religiosos, existentes ja, e
derivados dos novos tratados com elle, (cando assim
tesada a sua soberana e independencia.
Perlence Europa, nao s duas Dolencias, deci-
dir, te o equilibrio geral curre eOectivamente o pe-
rla que dixem retultar-lhe da preponderancia ex-
cessiva que seattribue Russia. Fertence a Euro-
pa examinar qual pesa boje mais sobre a liberdade
dtsejao dos estados, se a Russia entregue asi mes-
ma, se urna allianja temivel, cuja pressao inquieta
vtodas as neutralidades, e emprega para as arrastar
urnas vexes as caricias, oulras, a ameaca. A Euro-
pa decidir tambera se durante os ltimos annos
foi a Russia, quem leve prelenn.es mais hoslis aos
direitos de soberana e independencia. dos estados
rseos, se na Grecia, na Sicilia, em aples, na
Toteana foi pro ou contra estes direitos, que a Rus-
ta reclamo, se na Allemanha, entre os grande
governos, a Russia procurou semear a discordia, on
restabelecer a tnio, se na Lombarda moralmenle,
e materialmente na Hungra os seus esforjos foram
ou nao consagrados rnannlenrao do equilibrio, e
ae os golpes que se lbe preparara, se o isolaraento
em que a querem tancar, entregando de ora em
diante o mundo poltico a oulra verdadeira pre-
ponderancia, nao sao antes o anniquillanrenlo dcslo
equilibrio.
Ve-te claramente a que ficaro redozdas as vagas
generalidades proferidas contra a Russia. Mas o
allimo sobre lado destes captulos de aecusajao bas-
ta para adeviobar o enigma do verdadeiro motivo
de urna guerra, que, olhada pela apparencia, nao
liaba razao de ser to contraria aos ioteresses mo-
no, induslriaes e commerciaes do mundo inleiro,
Unto he fcita para apressar realmente a ruina do
proprQ imperio, que toma por pretexto salva-lo de
. um perigo imaginario. Esta" verdade fui proclama-
da em alta voz, quaodo diaseram no meio do par-
lametito, que era chegada finalmente a occasio de
abaler a influencia da Russia.
Ha pir a defender esta influencia nao menos ne-
cetsaria najao rusta, do que essencial ranulen-
jo da orden) e seguranja dos outros estados ; he
para sustentar a independencia c seguranja' terri-
torial, cuja base formara, que o imperador, obriga-
do contra sua vontade lija, vai consagrar todas
as forjas de resistencia, que "lbe fornecer o amor
patrio, e o enlhusiasmo do seu novo. O imperador
espera, que Dos, que lanas vezes lem protegido a
Russia nos dias de provajao, ajoda-to-ha urna vez
anda nesta lata formidavel. Sinceramente lastima
ot males infinitos, que sobre a humanidade esta lu-
la vai derramar. Mas ao mesmo lempo julga de-
ver protestar solemnemente contra a pretenrao ar-
bitraria executada pelas duas potencias, de lanjar
sobre elle ao toda a respoasabilidade. As potencias
rio livres, nao ha duvida, em adoptar contra a
Russia as medidas, que lites convicrem, mas so que
Uo sao livres, porque nao depende dallas, he em
carregar sobre a Russia as conseqoencias. A res-
pontabilidade das desgranas de urna guerra per ten-
' ce a quem a declara, ns a quem se limita a acei-
ta-la.S. Pelersburgo 30 de marco de 1854.
um tiro at ao bracovde Somoro, depois quo urna
parte das tropas eslava j na margen) direita; pp-
rm nesle ponto encoutraram furte resistencia, reti-
rando-sc o inimigo por fin sem ler tempo de des-
teir a ponte.
Nestc inleivallo, seis batalhes que se tinliam diri-
gido sobre a batera inimiga da margem do rio pa-
ra se apoderaren) delta, foram recebidos por um
fogo dt infantaria e artilharia Os nossos solda-
do avancaram com um valor heroico, levando os
ios ofllciaes frente, e o primoiro reciato foi im-
mediatamente lomado a baioneta ; porm havia de
traz cinco enlrincheiramentos apoiados por um Udc
no Danubio, e poroulro dos pantanos ; mais ao Ion-
ge se levantava urna grande fortificarlo cerrada.
Os turcos defenderam-so com desesperado nesle
ponto. Os batatines do regiment de Mohihefl* pre-
ci pitaram-se audazmente ao assalto, um depois do
oulro; tres balalhdes do regiment de Smolenks fo-
ram enviados para reforjar o ataque; o combate
corpo a corpo prolODgou-se entilo at s nove horas
da noite, porm no fim todas as forlificajoes ini-
migas ficaramemnosso poder, c nove pecas de bron-
ze, das quaes duas de sitio, 150 prisioneiros, en-
tre os quaes se contava o comraandanle da batera,
o resto da guarniese, exceptuando os que haviam
conseguido fugir, foram paseados espada.
Da nossa parle tivemos 400 iiomens, entre morios e
feridos, numero aproximado por nao haverem che-
lo as partes detalhadas do general OuschakoiT
Entre os ltimos se enconlram um coronel e dons
lenles coronis, cinco ofiiciacs subalternos foram
morios, e dezesele feridos.
A 12 (24) aterrados os tnreos com a perda que ha-
viam experimentado na vespera, vacuaram Toul-
techa retirndose a Babadag. A brigada de caja-
dores da stima divisao de infantaria oceupou a To-
ullscha, assim como as forlificajoes prximas a esta
povoacao. Eis-aqui como leve lugar a passagem do
Danubio, que V. M. me havia mandado eflectuar
nos primeiros dias de marco, verificando-se sobre
tres pontos pelas nossas tropas. (dem).
>
(Anulo.)
Fatfe tata pal* praadste 4a OrorteefcakotT acerca
4a naawaffaaa 4* Daarania vaina tropas mesas,
Chegando pela segunda vez a Brailaw pude
certiOcar-me que o iuimigo seachava'em frente des-
ta povoa cao com urna forja de 15 a 20,000 Iiomens,
e possuia Uo boas fortilicajoes, quo se bera fosse
possivel a passagem do rio, a pesar de lodos os es-
forros do inimigo, nao poda com ludo verificar-se
nm moVimento para a frente at Matschin, em urna
s drreccAo sem -erdas cousideravos. Prefer por
isso obrar por dous lados contra Matschin eflecluan-
do a passagem das tropas diante de Galatz e de Brai-
law. Confiei o ponto da Galalz ao general Ludcrs,
pando sua disposijao 24 batalhes, 8 esquadrOes,
6 ironas de cossacoseGt pecas de artilharia.
O destacamento destinado a passar o ro compu-
nha-se de 12 batalhes, 7 esquadrOes, 5 sloniat, 52
canhoes, e um parque de pontoaeiros.
O general Urclukolt tiuha'alm disso s suas or-
dena jonto deliuinil, 14 batalhes, 16 esquadrOes 0
lUmia e 44 "pecas com cojas forjas tinha ordem de
disfarjar a passagem do Danubio, um pouco adianle
do promontorio de Fehetal, tomar as baleras turcas
estabelecidas em frente, e apoiar com demonstrajes
sobre Tultcha o Isatcha as operarnos das tropas que
deviam passar por Galatz e Brailaw.
Afirr. de distrahira attenjao do inimigo o coronel
Turoff fez a 9 (21) de marjo, ^com bom xito, urna
demonsfra jao contra Hirsowa, na qual ficou destrui-
da urna parte das forlificajoes turcas, tres das suas
pecasdesmootaias, retirando elles as oulras da praia.
O mo lempo obrigou a diflerir a passagem nos
tres pontos ale ao da 11. Afim de engaar os tur-
cea sobr ponto preciso em que se devia verificar
mand R92) pela Urde, que rompesse urna for-
te eaahenada das nossas baleras, eslabelecidas na
margen eaquerda do Danubio, e na ilha Vymloria,
ao largo do brajo do Matschin, e urna lancha ca-
nhoneira foi collocada na pona da Uta para baler
a margem direita do Danubio, mais abaixo do dito
brajo de Matschin.
Pela parta de Brailaw a 11 (23), peta tarde se
proceden a forjar 9 passo, debaixo das ordens d ge-
neral Kotzebuc. O embarque das tropas e o esta-
beteciraente da ponte deu lugar a um liroleio e
fogo de artilharia bstanle forte, at a meia noilc,
memento em que o inimigo abandonou definitiva-
mente as suas bateras, que foram oceupadas pelas
nossa* tropas, e se relirou sobre Matschin.
Ha noite de 12 para 13(2* para 23), leudo reci-
bido urna participajao queme annunciava que o ini-
migo evacuava Matschin e marebav sobre Hirsowa
me dirig na manhaa seguiute as oto horas e meia
sobre o primeiro destes pontos com 4 batalhes, 3 es-
quadroes, a 8 pejas. O clero com as cruzes e os
prncipaes da povoajao com pao e sal sahiram ao
encontr das nossas tropas. Depois do teroecupado
a povoajao e inspeccionado as lortiflcajoes confiei o
commando da guarn ja ao general Vssctitsky.
Aa forjar a passagem dianle de Brailaw, nao ti-
vemos mate que 6 morios, e 30 feridos, entre elles o
general Dubensk que perdeu urna perna.
A 11 (23) de marjo, ao ainanhccer, o general
(machacn* principiara a passagem do Danubio jun-
to de Tchela!. Os cajadores chegaram sem disparar
futtta.O Jornal de S. Pelersburgo, que publi-
cav a deckirariio que inserimos boje, responda no
seguinte artigo semi-official aos despachos confiden-
ciaesque deu i luz o governo inglez.
O ministerio britannico acaba de publica/ toda a
correspondencia confidencial, a que alludio o Diario
de S. Peteriturgo a 18 de fevereiro, no seu n. 330.'
Julgou aquelle gabinete conveniente que enlre esses
documentos figurassem, n3o s os quo tinliam com-
municado mutuamente as cortes do imperador c da
rainlia ; mas tambem as informajes secretas em que
sir 11. Seymour deu conta aoseu governo das confe-
rencias particulares que teve'com o imperador.
Era natural que a opiniao publica dssa a sua pre-
ferencia a esta classe de documentos. Sem entrar no
exame do que at que ponto se poderia o represen-
tante britannico deixar levar das ideas e prevnjocs
que dominara, devenios dzer que a malevolencia
o espirito de partido tiraram das revelajOes as con-
sequencias mais aveuturosas, e as mais falsa) inter-
prctajOes. Apoderando-se de expresses, de cuja
exactidao nao est seguro o mesmo informante, se-
gundo elle diz repelidas vezes, e abusando de agu-
raas ideas vagas emitlidas casualmente no'calore
abandouo de urna conversarlo privada, se quiz des-
cobrir as palavras do imperador, taescomo ellas fo-
ram formuladas, a prova de projectos formados de ha
mullo tempo ; de arranjos lerriloraes sobre a Tur-
qua ; em urna palavra de um plano de divisoes que
S. M. havia proposto Inglaterra, sem particpajao
e ainda com exelusao das dcmals potencias.
lleve notar-se comludo, que nestas conversajes
com o representante britannico, o imperador mani-
feslou varas vezes, que elle nao quera concluir com
a Inglaterra pacto, nem protocolo algum, que nao se
tratava de nenhum plano, por meio do qual, dispo-
ressem ambos os governos, sem o accordo de nenhum
oulr, das provincias submcllidasao sultao; que o
seu objecto nao era outro senao o por-se de accordo
em termos geracs acerca das eventualidades que po-
ileriam sobrevir, e que cada urna das partes procu-
rara evitar quanlo Ihe fosse possivel : emliui, nao se
tratava mais que de urna simples troca de palavras,
de urna palavra de catalleiro, (genlieman) dada por
ambos, com o fim de evitar combinajOs poltica'
que fossem contrarias aos seus mutuos inleresses.
'Estas seguranjas acham-se consignadas em termos
positivos, e no memorndum, qae o imperador or-
denou se dirigisse ao seu gabinete em retposta s
communicajoes escripias, que as 11 forma roes de sir
Smour haviam provocado da parle do ministerio bri-
lico.
He, pois, soberanamente injusta, por niodizer des-
leal, o ir buscar no motivo que ftvou o imperador a
entabolar com a Inglaterra essas negociarles, a in-
tenjo de compromette-la- a dispor desde logo com
elle dos estados turcos. Nao havia nada mais longc
da imaginario do imperador, que a idea de urna di-
visao, e de urna divisao feilaanticipadamente. .
Os cuidados do imperador dirigem-se para o futu-
ro, e nao ao presente. Os seus planos eram even-
luaes. A S. M. nao o anmou ontro pensamento, ao
expressar-se to francamente, qne o de evitar qual-
quer suCcesso que podesse alterar as boas relajes
em que eslava com a Inglaterra, qualquer.difleren-
ja, qualquer m intelligencia, qualquer desacord
por fim, que podesse haver surgido sbitamente en-
lre o imperador e a Graa-Bretanha, senao se liou-
vessem posto de accordo sobre estes mesnos suc-
cessos.
As duas cortes podiam discutir entre si, se era ou
nSo i m mi nenie a calaslrophe que se previa. Mas,
quaes eram as ideas do imperador, suposlo o caso des-
la calaslrophe'.'
Declaran em altavoz que nao tinha o desejo, nem
o projecto de possuir Coiislanliuopla, comproinellen-
do-se desde logo a nao se eslabelecer all de urna ma-
nara permanente. E esta declarajao, e este com-
promisso estao patentes nos documentos emanados do
seo gabinete. Em vista de declarajes verbaes e es-
criplos lio formaes, Uo solemnes, to obrigatorios,
pode conhecer-se que os ministros inglezes haviam ti-
do valor de aecusar em pleno parlamento a S. M.
pela, sua cobija e ambijo, pelos seus projectos de
conquista sobre a capital do imperio ollomano '!
Semelhante esquecimenlo de palavra do impera-
dor, e semelhante esquecimenlo de toda a especie de
conveniencia com quo se faltou da sua augusta pes-
soa, se linha feito seguramente para autorisar ao go-
verno imperial para qne fizesse um diamntenlo di-
recto sua propria consciencia, referiudo-se s con-
fidencias que altestam tao evidentemente o desinle-
ressa e a pureza dos planos polticos do S. M.
Nao s lem sido detconhecidos, exacerbados o .ca-
rcter e o motivo dessas negociajoes, senao qaa se
tcm tratado dse valerdellas para persuadirs mais
potencias que se nesta occasio se dirgiram especial-
mente i Inglaterra, he porque nao se eslima am nada
as opinioes e os inleresses das oulras potencias. A
isto limitar-nos-hemos a responder, quo essas confe-
rencias, de que se (rala, deram-se confidencialmente
ae conhecimenlo da Austria e Ha Prussia. Pelo que
respeila Franja, he essencial recordar, que a poca
em que principiaran!, foi precisamente quando esta
potencia nos suscitava em Gonstanlinopla, a respeilo
dos Lugares Santos, diflicoldades, que prodoziram a
crise actual, quando o embaixador francez na Tur-
qua aeabava de empregar toda a sua aulordade para
arredar a nossa influencia.
Nessas circumstancias, e mais tarde, quando o ga-
binete de Pars, quanto poda, fazia por arrastar In-
glaterra a dedarar-sc hostil contra nos, era natural
que o imperador nao julgassc opportuno .participar ao
gabinete das Tulherias as suas confidencias intimas
com o gabiuclo britannico, sem se poder disso depre-
lieudcr, que projeelava exdui-lo de um convenio
mutuo sobre a sorle eveotual do Oriente ; pos' que,
como j se va, nao se tratava por forma alguma da
divisao da Turqua, senao de concluir sob a forma
de protocolo ou tratado, um convenio a este res-
peilo.
As curtas observar/ios que preceder, bastarao pa-
ra reduzr ao seu justo vaina ludo o que a malevo-
lencia lem insinuado a respeilo da linguagem de S.
M. Para os homens imparciaes, a publicajao que se
acaba de fazer, provar urna s cousa : o abuso de
orna confiauja generosa, que nao foi apreciada,, c a
juslija das suspeiUs, que se lomam por prelexn pa-
ra urna guerra desastrosa, que sem ellas nao leria
causa alguma. ( Heraldo.)
O gabinete russiaoo dirigi a seguinte circular, re-
lativa s povoajoes clirisUBs da Turqua e Grecia,
aos seus agentes diplomticos:
a S. Petersburgo 2 de marjo de 1834.
re Scnlror.O memorndum adjunt ao meu des-
pacho d18 do mez ultimo ves proporcionou commu-
nicar aos governos, junto dos quaes estis acreditado,
ama expoiijao tao fiel como circumslanciada da
causa primordial da nossa divergencia com a Tur-
qua, das negociajoes porque^ temos desejado llra-
liir a Porta a fazer una aprecia jao justa dos nossos e
das complicajoss quo surgiram em consequen'cia da
apaxonada inlervenjo dos gabinetes de Pars c de
Londres e da aliiludo hostil, que lomavam contra a
Russia, no momelo mesmo ero que apparentavam
apresentar-se como mediadores pacficos enlre nos e
o governo ollomano.
a Tendo alcaajado boje os aconleeimenlos a gra-
vidade' que temamos para a Iranquillidade da Eu-
ropa, consideramos como um dever para as corles
que tem julgado at aqui os nossos aclos sem pre-
veorao e sem parcialidade, o continuar a julgar com
a mesma juslija a siluajao que algumas das poten-
cias da Europa, queriam crear Russia em suas re-
lajes futuras com a Turqua, c as obrigaj3es que
pela niesina se impGe ao imperador.
Ha entre ellas urna sobreludo que loca cons-
dencia da Russia inlcira, e de seu soberano, a que
se refere posijao das povoajoes chrisias submet-
tidas Turqua, sobre as quaes o governo e o povo
mussulmanu, excitados em seu fanatismo e confiado:
nasympBlhia e nos auxilios que lhes offerecera as
potencias chrisias com urna precipitajao tao injus-
lificavel, secrem aulorsados a exercCr hojeas mais
crueis vexajes.
Algumas desias povoajoes e principalmente as li-
milrophes Grecia independente, impellidas ao ex-
tremo e havendo perdido a esperanja de melhorar a
sua sorte, tomaram as armas para sacudir um jugo,
que lhes chegou a ser intoleravel.
Esta subicvajau. ainda que prevista e annunciada
ha lempos preocctlpa e commove nesle momenta os
nimos c a imprensa da Europa. Por urna conlra-
dijao, que s poderiam explicar-nos os que prelen-
dem qy/rer resguardar contra dos o poder da meia-
lua, e os direitos do sultao, estas mesmas potencias,
que nos declaram a guerra, pelo nico motivo de ha-
vermos querido manler as immunidades religiosas
doschrslaos na Turqua, dizem-se dispostas a obter
em em seu favor os mesmos direitos civis c polticos
de que gozam os mussulmanos.
Nao queremos formar sinistros prognosticos, po-
rm tememos que estas promessas tardas c to pou-
co accordes com os actos dos que as proclaman], nao
lenham oulro resultado, mais que exasperar os op-
pressores conlra os opprimidos, provocar sangrenta9
represalias, e fazer para o futuro impossivel a suli-
misso destas povotcOes i dominaeao turca.
Pela nossa parte jam ais pedimos Porta em favor
do um subdito chrisUto outra cousa que o justo, pra-
ticavel, e confirmado por actos dos mesmos sullocs,
porm no dia em que outros venham a suscitar nes-
sas comarcas"complicajocs e calamidades que pesam
sobre os^nossos correligionarios e os impillam a urna
lula desigual, nSo pederamos negar-lhe o nosso in-
teresse e soccorro.
Se a sublevajao se desenvolver, se fr urna guer-
ra de morte e duradoura, como a dosgregosem 1821,-
parece-nos que nenhuma potencia ebrstaa poder
contribuir para por de novo essas povoajoes debai-
xo do jugo ollomano, sem que a sua consciencia se
subleve.
Em nenhum caso se prestara o imperador. Du-
rante a nossa guerra, como quando a paz sej possi-
vel, ser a sua sortfe objecto da solliciludo imperial.
Tambem confiamos, qne Dos nao permillir, que
por injusta animosidade contra a Russia, soberanos
ehristaos consintam aos seus exordios associar-se
obra de exterminio que estao meditando, sem duvida
os renegados reunidos no campo de Oiher-Pach con-
tra os q% tomaram as armas em defeza dos seus lu-
gares eda sua igreja.
Tal he o ponto de vista debaixo do qual devemos
considerara insurreijao do Epiro, cujas consecuen-
cias provaveis deploramos, e acerca da qual, Dio s
temos a consciencia, de nSo haver feilo nada para
provoca-la, senao que, nao tem dependido de nos
precave-la aperar dos nossos desejo?.
Servi-vos fazer uso de-tas indicarnos para ratifi-
car os falsos rumores c insinuarse! malvolas que
se tratara sem duvida de espargir contra Russia e
suas iuteujoes.Ses$clrode. (Diario Hetpanhol.)
(dem.)
A linguagem mate ou menos hicrogliphica ainda
deixa muilo a desojar: os fictos eram antes indica
dos do que alarmados; os pnmenores, o sentido, o
valor nao eram revelados, (uiz saber da verdade
relativa a estes boatos que beavam em alguus lados
RUSSIA.
O ministro da fazenda fez publicar o aviso seguin-
te, como supplemento extraordinario d Gaselte do
CommePce de 19 de abril:
a Em consequencia do recebimeolo da noticia de
que a Franja e a Inglaterra tem declarado a guerra
Kussia, o ministerio da fazenda cntende quo deve
levar ao conhecimenlo do publico as medidas que se-
ro tomadas nessa occasio pelo governo imperial re-
lativamente aos subditos francezes e inglezes, aos
sfeus navios e s suas riropriedades.
a Tomando ernojMaideraao as declarajCes dos go-
vernos inglez e Spez, o governo imperial no dese-
jo sincero de a parlar dos particulares tanto quanto
for possivel as consequencias desastrosas da guerra,
(em decretado o seguale':
a Um praz de 6 senanas he concedido aos navios
de commerrio inglezes e francezes, que sciacham em
nossos porlos, para cfTectuar seus carregamcnlos e
fazer-se a vella sem embarajo, para o eslrangeiro.
Nos porlos dos mares, Negro. d'AzofTe Bltico,. esle
prazo ser contado a partir de 25 de abril corrente,
e nos portas do mar tranco,do dia em qne a navega-
jao tiver sido aberta em cada um delles.
o Por exceprflo e por considerarlo militares, doas
navios inglezes, o Anna-M'Alitter e o li'illiam-
Broderie, achando-se o primeiro em CronsUdt e o
segundo em Revel, devem ser deudos temporaria-
mente ; todava estes navios nao sern de nenhum
modo confiscados, e serao livres depois, quando as
circunstancias o permittirem.)
a Os navios de commercio nglezes e francezes
que, depois de terem saludo de nossos porlos, forem
encontrados por nossos cruzeiros, mesmo depois de
(indo o prazo, lerao permissio de continuar sua via-
(em, desde o momento em que o exame de seus pa-
pis a bordo iiver provado que sua carga foi em-
barcada antes de findar-se o prazo.
A propriedade dos subditos inglezes e francezes
embarcada em navios neulros, ser reconhecida pelos
nossos cruzeiros como inviolavel. As mercadorias
inglezase francezas, anda qne perlenjam a subdi-
tos inglezes e francezes, serio admitlidas sem obst-
culos importajaoem os nossos porlos, debaixo de
pavilhao neutro, segundo as disposijes geraes da ta-
rifa. Alcm disto, fica entendido por si mesmo quo
o pavilhao neutro nao poder cobrir as cargas e ob-
jectos que, segundo .o direito das,gentes, sao reco-
nhecidos contrabando de guerra. Conseguintemente
osnavios, cm cujo bordo so encontrar contrabando
desta natureza, sero apprehcndidos pelos nossos cru-
zeiros e reconhecidos boa preza, conforme o aviso j
publicado pelo ministerio das finan jas em 27 de 00-
vembro do anuo prximo passado.
a Deixando todos os seus porlos aberlos aos navios
cranles das najOes neutras, o governo imperial
nSo Tiode lodavia assumir do nenhum modo a res-
ponsabilidade das avarias c perdasa que esses navios
pedem ficar exposloscm consequencia do aclos de
guerra.
a Desde o mez de outubro do auno passado, quan-
do se espalhuu o hoalo de guerra, o ministro da fa-
zenda declarou cm nome do imperador "aos nego-
ciantes inglezes em Sao Pelersburgo, que elles ainda
mesmo no caso de guerra, nada teriam de receiar
qnanlo as suas pcssoaS e propriedades, e que pode-
riam contar com a protecj3o que elles tiuham goza-
do al cnlo.
a Todos os subditos inglezes e francezes, que, seja
qual for ,1 classo a que perlenjam, entregando-se pa-
cificamente aos seus negocios, observaren) as Icis em
vigor e teabstiverem do que ellas prohiben), goza-
ro plenamente na Russia da mesma prolecjao e da
mesma seguranja, para as suas pessoas como para as
suas propriedades.
(Journal det Debis.)
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
PARS.
18 de abril.
NEGOCIOS DO ORIENTE.Novo Irabalho da di-
plomacia.Medidas lomadas pelo governo ollo-
mano.Mudanja na gabinete.Complicajo gre-
ga. _
O nteresse totalmente germnico dos negocios de
Conslantinopla hasidocomprclienddo ; mas no meio
dos boatos per.feitameute conlradilorios de que os
diferentesjqrjiacs *c fazein echo, uiuguem sabe on-
de deve parar, para ter una dea clara o.precisa da
nova [dase diplomtica da queslao do Orient; en-
tre os docurpeiilos divulgados pela imprensa euro-
pea", nos ligamos como a urna das pejas das mais im-
portantes', a urna correspondencia da Imprenta Bel-
ga totalmente, digna de ser reproduzida in ex-
tenso.
< Pars 9 de abril. Ha dias, alguns despachos
lelegraphicos lem fallado em factos consideraveis,
queaiiiiuuciam como j,i realisados, ou prestes a se-lo.
Ihe posso dzer de positivo, gundo algumas infor-
ma joes cuja exactidao e cereza por varas vezes 00
seu jornal: O tratado cuja epertaliva preocuptva os
espiritas nao s na Allcmama mas em toda a Euro-
pa, acaba de ser assigbado eilre a Austria e a Prus-
sia. Nao conhejo ainda os termos respectivos, mas
quem se referir s negociares que o occasionaram,
s circumstancias em que ello se produzio, pode
perfeilamente reconheccr-lliee apreciar a natureza
e o alcance.
Em que momento o general Hesse encarregado
de exigir esle tratado e segar as negociajoes foi en-
viado a Berlim pelo governe d'Austria 1 Quando a
Prussia pareca hesitar, qiaodo se desejava delta
urna poltica mais determtada, urna marcha mais
segura, a assgnatura do tratado altesta o fim destas
hesitajes. A Prussia se ironunciou, se associou
lcalmente, firmemente, cano- aconselhavam-na os
seus inleresses alemaes, a ma dignidade de grande
potencia, e anda por este (lulo os seus inleresses de
ordem europea.
Em virlude desle tratado, a Prussia e a Austria
se nncm cm urna eslreita sdidariedade quanto aos
factos da guerra; a Prussia se associa em defender
com a Austria os seus inleresses compromettidos.ou
ameacados, garantio-lhe tedas as suas possessOes,
Yem em seu soccorro para repellir lodos os allaques.
As consequencias dcste acto de uniao dos dous gran-
des estados alemaes sao farcis ale comprehender:
assegurando a Austria do lado da Allemanha, per-
milte-lhe a inteira liberdade da sua poltica
e da sua acj3o as suas fronteiras de leste,
em frenle da Prussia; ora o carcter da aejao d'Aus-
tria naquelle ponto nao cansa duvida'. Portante o
tratado desl'artc lem urna in por tanda capital tanto
para com as potencias occidenlaes como para com a
propria Austria. Primeiramentc assegnra a Franja
e i Inglaterra o concurso eflicaz da Austria, e altes-
ta que a Prussia est resolvida a entrar tambem na
ac cao quando o seu propri concurso. for recla-
mado pela marcha dos aconleeimenlos.
Por oulro lado esta sita jSo acaba de ser firmada
e sanecionada em um acto ainda de mais elevado
valor, e de urna significa jao mais explcita ; na hora
em que Ihe eslou escrevendo, novo protocolo deve
ser assignado pela conferencia de Vienna. Nesle pro-
tocolo as duas potencias ailemaas declaram em pre-
senja do estado de guerra existente, a completa soli-
dariedade dos seus principios, com os da Franca e
da- Inglaterra na questo do Oriente ; confirman)
igualmente o direilo, a necessidade, o alvo da^guer-
ra; querem com a mesma resolujao manler, conso-
lidar a inlegridade do imperio ollomano, liberta-lo
da aggressao actual e emancipa-Io das pretencOes em
que ella se apoia, abriga-lo para o futuro contra se-
melhanles emprezas. Asquatro potencias se com-
promettem cada nma para com as oulras tres a nao
negociar, a nao concluir ajustes, a nao assignar a
paz se nao de co'mmum accordo. Nenhuma dellas_
receber proposires, sobre as cousas do Oriente, sem
communica-las imrrieda!amcntcs-oulras tres, n'oma
palavra, a allianja das qoalro potencias d'ora em
vanle consagrada oflicial e completamente dominar
quaesqtier negociajoes e quaesquer fados. E com
cltcito, o novo protocolo nao declara souiente a in-
teira similitude du opinioes sobre as questdes de di-
reilo, c por consequencia o accordo estabelecido pe-
los aclos diplomticos. Depote de ter definido o al-
vo e as cndijs da paz, prometle tambem o concer-
t das quatro potencias, sobre os meios de chegar a
este fim.. O gabinete de Vienna aguardava para as-
signar esle protocolo decisivo que o tratado es-
pecial com t> gabinete de Berlim fosse. concluido.
Era isto conforme ordem lgica: antes de se obri-
gar para com a Franja e para con a Inglaterra, a
Austria quera saber sobre que devia contar da parle
da Prnssia. Quanto a esta a sua assgnatura posta
abaixo do tratado especial com a Austria, man fes-
lava a sua resolujao definitiva e firmemente tomada,
a qual envolva como consequencia a assgnatura do
protocolo de allianja das qualro potencias, pois que
os dous actos tendeen ao mesmo alvo: o restabeleci-
menlo da paz e a acjo que para esle fim lie necessa-
ra conforme os principios de direilo, e os inleresses
d'ordem europea proclamados pela conferencia de
Vienna.
Como v, estas cousas se do em seu tempo exac-
tamente como lli'as lenho constantemente annuncia-
do.-v1 igualmenteque en linha razo para dizer-lhe
que, como o governo francez nao tinha ioquietajao
quanto aos" senlimeulos e s resolujes da Austria,
tao pouco poderia ter as impaciencias que se roani-
feslavam no publico. Os fados de boje dao com-
pleta e 1ttcralmenlc razao a ludo quanto j tem sido
dito.
Ainda lenho urna noticia mu importante a dar-
lhe. Dissc en ltimamente que havia entre a Fran-
ja e a Inglaterra quanto direejao da qnestao do
Oriente algumas notas trocadas, que Vbrgam mu
seria e pereitaroente asi uas potencias urna para
com a outra, isto era verdade, e o compromisso era
reputado tal, que ninguem pensava que urna s df-
ficuldade podesse dahi surgir, e que correspondera
a tedas as necessidades que por ventura se apresen-
tassem. Mas parecen aos dous governos que a gfa-
vidadr, a solcmnidade, e a siluajao reclamavaro um
laro ainda mais estreito se fora possivel, e em todo
o caso, de um carcter mais elevado, de urna mani-
festajao mais brilhante. -
No momento em que eslou escrevendo estas linhas,
permil ta-me empregar ainda esta formula para es-
te grande acto anda nao publicado que me foi reve-
lado de repente como aquelle em que ainda ha pouco
fallei-Ibe.Nesle momento, digo eu, um tratado de al-
lianja offensiva edelTensva deve ser assignado entre
a Franca c a Inglaterra. Este tratado firma o ac-
cordo intimo c regula a aerao commum das duas po-
tencias, em toda esta questao do Oriente, que as tem
Uo leal e Uo cordiolmenle aproximado e unidas, eu
acrescentarei, Uo felizmente, para a seguranja da
Europa, para o bem da civilisajao, para o futuro do
mundo.
Impedido pela hora apenas, posso resumir n'uma
phrase o pensamento e os effeito desle tratado.
A Franca e a Inglaterra marcharao unidas m
mesmo accordo at o fim.
Se tiver a hondade de recordar-se da Iransacjao
(uo preciosa da Franca eda Inglaterra sobre a quesUo
dos neulros, do tratado d Conslantinopla assignado
pela Franja, a Inglaterra e a Turqua, relativo in-
tcrvenj.lo e n aceto militar, e independente do novo
tratado de allianja, das negociajoes seguidas e da
resultados j obUdos ein favor dos subditos ehristaos
da Turqua, compare estes fados e outros com os
que nn 1111 nrio-lhc boje, c vera quen diplomacia est
longe de ter dado a sua demissao como lli'a pediam
os partidarios .exclusivos da guerra, que ella persiste
felizmente em pVeorcupar-se de urna questo esen-
cialmente poltica, e que tem mui bem empregado
seu tempo ha nm mez.
Agora se da diplomacia passarmoss noticias qne
nos chegam do Iheatro da gnerra, veremos tambem,
que raras vezes tem ellas apresenlado mais incerteza
e conlradiccao do que hoje. Os proprOs jornaes es-
trangeiros ha dous dias se entreten), primeiro com
a passagem da muralha de Trajano pelos Russos,
scsiinilo com a immobilidade dos Russos na sua
primeira posijao da Dabrudscha, terceiro, com o
ataque dos Rnssos'polos Turcos, e com o desbarate
dos primeiros pelos segundos na pennsula, quarto,
com a passagem dos Russos em Sitislria, com a pas-
sagem dos Tnreos cm Simnitzt. He mui difiicil nao
ser alguem induzido a erro com informajcs que se
contradizem de urna maneira Uo formal.
No Bltico as noticias sao mais certas : o almiran-
te Napicr ordenou s naos inglezas e a 4 francezas
quo suspendessem os ferros; 23 naos partirn) a 12
de abril para Sweaborg c Cropstadl; as noticias des-
te lado em breve serao de grapde importancia.
Quanlo ao que diz respeilo Conslantinopla, as
forjas expedicionarias s3o l esperadas todos os dias;
desde 22 de marjo Caboali eOendi, secretario geral
do ministro dos negocios cstrangeiros parti com
destino aos Dardanellos, onde receber o principe
NapoleAo e o duque de Cambridge.. Este funeciona-
rio est igualmente encarregado de preparar ludo
quanto for necessario s tropas nos diversos lugares
cm que devem desembarcar.
Os arranjos segni n tes tem-sido disposlos relativa-
mente expedijao dos primeiros 1,000 homens de
tropas inglezas : O governo turco Ins fornecer
por dia 10,000 libras de pao de primeira qualidade,
10,000libras de carne, metadede bol melade decar-
1 neiro,-30,000 lihrasde tenha, 15,000librasde|cevda,
1,500 de palha ; osles fornecimentos serao pagos to-
dos os dias em valles sobre o caixa da Ihcsouraria
em Londres. s tropas devem ser'alojadas em quar-
teis espajosos, situados no bairro Oaou-Pacha, e o
governo militar de Conslantinopla recebeu ordem
para mandar repara-los. Arranjos semelhantcs fo-
ram igualmente concluidos para as tropas france-
zas.
Omcr Pacha recebeu ordem de Co'ustantnopla
para nao emprehender operaco alguma importan-
te antes da chegada das forjas adiadas. Em Kalafat
asdeclarajes de guerra da Franca e da Inglaterra
Russia foram lirias s tropas no meio dos applausos
unnimes. -
Opcrou-se urna mudanja no gabinete ottomano :
parece que o Scheik-Ul-Islam, descontente dasrefor
masprojectadas pelo divn dera a sua dimsso, e que
em consequencia das observajes que Ihe foram fci-
tas a linha rol irado. Pristo que de um carcter mui mo-
derado, julgou dever sustentar a opposijao que fize-
ra a certas questoes, e especialmente questao rela-
tiva aos bens das mosquitas ; foi enU que o sultao
para dar nova prova da firmeza das suas iutenjes,
e para restabelecer a unanimidade das ideas do ga-
binete tomou o partido do destilui-lo. O successor
dedo he Aril cflend que exerciaasfunejoes de mus-
ti do conselho ; dizem que hejgrande partidario de
Reschid Pacha : dar-se-ha caso que a sua noraeajao
para o cargo elevado de Schtik-L'l-Islam consolide a
posijao do ministro dos negocios eslrangciros 1
Asseveram que a segunda mudanja que teve lu-
gar no gabinete nao tem importancia poltica. Ri-
vaat Pacha, presidente do conselho superior no con-
selho de estado foi substituido por Chekib Eficndi
conselheiro do grao visal, que nesta occasio foi ele-
vado i calhegoria de visir e de Muchir. Cheikib
Ellcndi exerceuanteriormente misses importantes,
saccessivamenle'comissario, embaixedor na Austria,
e ministro dos negocios eslrangciros,. Moslrou nes-
tas diversas funejoes rara habilidade. Os dous no-
vos membros do gabinete foram .insultados com as
ceremonias do eslylo. julga-se qoe nao haver ou-
Iras mudanjas no ministerio.
A 30 de marjo se reuni um grande conselho pa-
ra lomar em considerarlo o estado das finanjas: to-
dos os ministros, Pachas, Ciernas e empregados do
Divn esliveram presentes, e se resolveu nma subs-
cripto voluntaria e nacional. O grao visir subs-
creven 300,000 piastras, Reschid Pacha a mesma
qantia, Krornil Pacha 200,000, Ali Golib Pacha
t00;000 ; e Chelk-UI-Islam 25,000 mas elle he
mui pobre, ao todo 30,000 libras esterlinas ; o al-
garismo te elevar mui alio quando os mais ricos
houvessem assignado.
O ministro dos negocios cstrangeiros leve urna
tenga conferencia com lord Redclte e o general Ba-
raguay d'Uillicrs acerca das medidas que se deVem
tomar quanlo aos subditos gregos : propoz-se con-
ceder-se-lhes quatoize dias para sahirem do terri-
torio turco, mas esta medida encootra grande oppo-
sijao da parle dos embaixadores: cr-se que o prazo
concedido se esteoder a dous mezes. A cifra dos
subditos gregos em Conslantinopla he de 22,000, em
todo o imperio he de 200,000. Dous. memoran-
duns foram enviados s legajes eslrangeirat,afim de
communicar-lhes as medidas adoptadas pelo governo
turco, quanlo a um novo systema de polica, quan-
to ao estabelecimento dos tribunaes mixtos onde os
juramentos dos ehristaos scriam admillidos em seus
processos contra os mahometanos.
Urna fragata iogleza e oulra franceza, o Santn
e o Cacique, enviadas em exploracao ao Mar Negro
javollaram. Tinham partido a 9 de marco. Inde-
pendente das insirucres geraes que receberam, li-
nham amiss3o especial de reconhecer, desde Ba-
toum, lodos os estabelecimentos c fortes russos das
costas da Georgia e da Circassia, e examinar-he o
estado de defta e os novos trabalhos qne tem sido
ejecutados, Sviam semprc navegar em pequea
distancia da colla, afim que nada Ihe escapasse em
caminho varios pontos lhes haviam sido particular-
mente recdmmendados. Visitaram successivamen-
te Hedout-Kal, Anakria, S.ou Koum Kalc, Pequeo
Sounda, Douka, Satcha, Pel-k ; desfilaran) diante
da entrada do mar d'Azofl", da baha de Gaita, do ca-
bo Aia e de Hersoneso, a 7 ou 8 leguas de Sc-
baslopool ; e resnllou da escursao a certeza de
que os Russos esUo evacuando todos os,seus fortes
da Circassia c da Georgia para se concentraren) em
Auaporl, Soukum e Rcdout-Kalc, depois de terem
incendiado e abandonado fortes de conslrocrao mui
recentes e mui dispendiosos, e que Saoiyl est agi-
tando uo sul da'Circassia todas as populajoes contra
a Russia.
O rompimerdo das relajes diplomticas entre a
Turqua e a Grecia he um facto consamado. Oapoio
moral e material prestado insurreijao pelo gover-
no grego lem gravemente iudisposto a Porta, e urna
nota fulminante foi dirigida por Reschid Padi ao
embaixador grego.Porou tro ladoNeehetBey en tregou
ao governo grego ama nota em que pede o seguin-
te : 1. revocaja de lodos os amigos oflidaes gregos
que tem tomado parle nft movimento insurreccionaes
se obedeccrem, deverSo ser medidos enf um conse-
lho de guerra, se nao obed ccerem deverao ser pri-
vados do sold; 2. os prufessores da u niversidade J.
Soutzas, Mavrocordatos, e Kosti, o reitor, deverao
ser destiluidos ; 3. dever-se-ha prohibir aos jornaes
que escrevam contra a Turqua; 4. lodas as commis-
sesgregas'deverao ser dissolvidas; 5. lodos aquedes
que 1 iverem aberto as prises. deverao ser punidos.
A resposla do goveruo grego foi discutida e for-
mulada em um conselho dos ministros presidido por
el-rei. Todava como se desejava conhecer a opi-
niao do paiz, convdcaram-se as cmaras. Primeira.
mente os ministros commuu'icaram a nota turca, de-
pois a resposla s cmaras dos depulados, e pergun-
tarm se a cmara julgava que elles houvessem suf-
ficien lemente defendido os direitos da coroa e a dig-
uidade do paiz. A cmara respondeu com enlhu-
siasmo. No senado alguns membros que aspiram ao
ministerio procuraran) encerrar-se em formulas eva-
sivas ; mas os ministros pediram que a asscmbla so
pronunciasse categricamente, por um sim ou por
um nao, sem restriejao alguma ; procedendo-se
volacao houve urna maioria de 22 votos conlra 16.
A resposla do governo foi a seguinte : Os ofliciaes
que tomaram parle na lula deram lodos.as suas de-
misses, ou foram iluminados dos quadrss do exer-
cte, nenhum delles recebe sold, sao simples cida-
daos cujos aclos o governo no pode regular. 2. Os
professores da unversidade nao pratcaram acto al-
gum contraro aos inleresses da Turqua, que tenha
chegado ao conhecimenlo do governo, mis este
promploa mandar proceder a urna averiguarlo a es-
te respeilo. 3." A imprensa he livre em virlude das
leis em vigor. 4." Nao existe commfcsAo, a participa-
cao individual na insurreijao nao pode ser impedida
pelo governo. 5. Apesar de todas as ioformajoes
colhidas pc|o governo, ha sido impossivel saber por
que motivo as prsOes de Chalers bao sido abertas ;
lodavia o governo continuar as suas pesquizas para
detcobri-lo.
Esta resribslq foi entregue a 20 de marjo ao en-
carregado dos negocios da Turqua.
Depois de ter recebido era seu palacio os ministros
de Franja e de Inglaterra, pedio meia noite os
seus passaportes que ihe foram entregues no da se-
guinte peta manhaa, e se embarcou para Constanli-
uopla em urna fragata franceza.
Sete mil reculares sao enviados pela Porta a Vate,
e os almirantes anglo-franccz resolvern) enviar al-
guns vapores de guerra para impedir qualquer 111a-
nifeslar.io hostil de pirata conlra as ilhas turcas do
archipelago, c o Gomer c o Higflger partirain para
as Aguas Gregas sob as ordens dovice almirante Bar-
bier de Unan.
Urna carta de Alhenas datada de 7 de abril an-
nunciava que a insurreijao nao progrede. A resis-
tencia seria que Ihe lem sido opposla e as disposi-
jes enrgicas embargaran) o movimenlo revolucio-
nario que urna s cousa poderia atear novamenle, a
saber, o apoio ostensivo do gabiuelc de Alhenas, a
invasao de um exordio- helnico sobre o territorio
ottomano. Apesar da resposta dada a ola de Ne-
chet Bey nao eremos que el-rei Olhou se decida por
um partido tao grave, que al compromelteria a sor-
te do povo grego.
A RUSSIA.
O czar residir durante os aconleeimenlos da pr-
xima guerra alternativamente era Revel c em S. Pe-
lersburg'o. O grao duque herdeiro presumplivo ira
para Helsngfors. O grao duque Constantino to-
mar o commando de urna divisao da esquadra rus-
sa que, protegida por 800 canhoes, Tundear no inte-
rior da fortaleza de Sweaborg.
O joven prncipe Constantino lem 26 annos, e
passa pelo homem mais notavel da familia, he a al-
ma do grande partido moscovita cujo fanatismo ate-
ou a guerra na Europa ; na sua ambicao sera limi-
tes, dizem que elle cuida no imperio grego de By-
sancio: ha sempre grande opposijao enlre elle e o
irmao mais mojo, dolado antes com as qualidades de
um pai de familia, do que com as que reclamara a
calhegoria que elle deve oceupar um dia. Esta dif-
ferenja de caracteres enlre os dous herdeiros prova-
veis da successSo de Pedro Grande, he grvida de
eventualidad para o futuro.
. A AUSTRIA.
O casamento do imperador com a prqceza Eliza-
belh de Baviera est mui prximo. A princeza far
a sua entrada solemne na capital a 23 de abril, sera
recebida s portas da cidade pelo governador mili-
tar que a condusir acompanhada de urna magnifica
equipagem; ir depow para o castalio onde ser re-
cebida pelo imperador e (pela familia imperial. O
casamente ser celebrado a 24.
A UESPANHA.
No meio du preocupajfles polticas da Europa, a
llespauha agitada por aconleeimenlos interiores dos
mais graves, parece se ir tranquillisando, em conse-
quencia da vigilancia e da energa do governo, que
Irumphou contra manejos anarchicos c projectos
perigosos. Toda alespanlia sabe que o ministerio
da raiuba D. Isabel II tem a firme resolujao de fa-
zer respei lar a vontade real, manler a lodo cusi a
ordem moral e a Iranquillidade, ella repousa sobre a
adhesao e a capacidade dos depositarios do poder so-
berano ; esta confiaoja produz todos os dias novos
fruclos, o melhoramenlo progressivo das rendas pu-
blicis, o augmente consideravel das receitas do esta-
do sao a consequencia directa e immediata desle
pacto. A gazeta oflicial de Madrid de 30 de roaio
passado annuncia, que no mez de fevereiro de 1854
um acrescimo de receita de sete milhOes de reales
veio juntar-sc aos trila e dous.milheS de excesso
que exista as provincias sobre os mezes preceden
tes, esta quantia entrou em especies para as caixasdo
thesonro.
Um resultado Uo notavel he evidentemente pro-
prio para fixar a attenjao publica sobre "o minis-
terio que dirige ueste momento as finanjas da Hes-
panba. J tivemos de verificar a habiodade de M.
Domenech e a precisao dos seus meios administrati-
vos ; tem caminhado sem temor dianle das emergen-
ciaes difiieeis da divida (lucluanlo, que pesavam so-
bre os primeiros mezes do anuo, fez face a lodas as
obrigajoesdo Ihesouro, e satisfez a lodas as necessi-
dades dos diversos sen iros. Deu o exemplo da mais
rigorosa pontualidade, da intelligencia mais activa,
da lealdade mais recta. Por decrete real de 7 de a-
bril, M. Ramn deSantillan tai revocado das fune-
joes de administrador do banco de S. Fernando, por
causa das suas relajoes com os prncipaes membros
do partido parlamentar, e da sua iulen jao de des-
bordar as finanjas do estado. Foi substituido por
M. Alexandro Llrente ;.uma medida de mui alia
importancia foi tomada tambem pelo governo a res-
peilo de urna das industrias mais inlercssanles e
mais consideravel da Pennsula.- trata-sede um regu-
lamento dos propietarios e creadores de gados, devi-
da solicilude do conde S. Luiz para o melhora-
menlo moral e material do sen paiz, e sobre o qual
voltaremos nm dia.
3C
INDUSTRIA.
1
Exposijao universal de Franca.
A lula pacifica de 1855 vai continuando os
preparativos sem inlerrupjao.
Por decrete de 24 de dezembro passado, o impera-
dor Napoleao III colocara esta exposijao sob a di-
reejao e a vigilancia de urna coramissao especial,
presidida por S. A. I., o principe Napoleao; esta
commissao redigio um projecto de regnlamento ge-
ral, que recebeu a sanejo do governo, e que foi
publicado no Monileur.
Eisaqui em substancia as prncipaes disposijes:
A exposijao receber os productos agrcolas e in-
duslriaes assim como as obras d'arle de lodas as na-
jes. Abrr-sc-ha no 1. de roaio e ser fechadas
31 de outubro do mesmo anno. Qualquer produc-
to francez para ser admiltido, dever ter sido apro-
vdo pelas commssdes nomeadas em cada departa-
mento pelos prefeitos, na Algcria ou as colonias
francezas pelos sjgovcrnadores. Qualquer producto
eslrangeiro ser igualmente submettido a um exame
anterior, e as commissoes que procederem admissao
respectiva serao nomeadas por seus governos res-
pectivos.
A commissao imperial he encarregada da reparli-
jao do local geral pro rata dos pedidos entre a
Franja e as oulras najOes; mas como ella lera de
notificar s commssdes francezas e cslraugeiras os
espajos que houver determinado, e que estes lti-
mos lerao de subdivldir enlre os expositores de suas
circumscripjoes, exige que as listas dos expositores
admillidos Ihe sejan dirigidas quando muito at 30
novembro d 1854.
Os productos admillidos formam duas grandes
divisoes, primeiro, os da industria, segundo, as
obras d'arte. Os productos induslriaes serao distri-
buidos para cada paiz em sete grupos:
1. Os productos induslriaes que tem por objecto
principal a extraejao ou a produejao das materias
brutas, minas, metallurgia, florestas, caja, pesca
agricuttnra.
2. Os productos das industrias que sao fundadas
sobre o emprego das forjas mecnicas, material de
caminho de ferro, e outros modos de transportes,
material das officinas induslriaes, e manufacturas de
lecidos.
3. Os productos das indostrias que tem por objec-
to o emprego dos. agentes physicos e chimicos, ou
que s ligam s scieucias ao ensinl, produejao ou
emprego do calor, luz, e eleclricidade, tinturas,
impressoes, industria dos papis, preparajes e con-
serva rao das substancias alimenticias.
4. Os producios" das industrias que dizem respeilo
aos mineraes, ajo bruto e trabalhado, obras de me-
taet, de ourives, quinquilherias, hronzes d'arte, vi-
dros e industria cermica.
- 5. Pruducte das industrias que se ligam especial-
mente s proQsses scieolificas, hygiene, pharmacia,
medicina, cirurgia, marinha, arte militar, conslrnc-
jao civil.
6. Os producios das industrias que se referem aos
lecidos, algodoes, aas, sedas, linhos, canliamo, la-
peles, bordados, passamanaria, rendas.
7. Os productos das industrias que se referem a
mobilia, decorarn, modas, desenlio industrial, im-
prensa, msica,as obras d'arte que abrajam a
pintura, gravura, lithographia, esculplura, gravura
sobre medalha e arte de archUcctura.
Os producios nao comprehendidos ns categoras
que precedem, sao declaradas inadmissiveis, c a
commissao imperial regeitar, primeiro, os animaes
e as plantas no catado de vida, segundo, as materias
tegetaes e animaes frescas c susceptiveis de altera-
rn, terceiro as materias detonantes, e geralmenre
as substancias que forem reconhecidas perigosas,
o quarto os producios que exccdcrcm por sua quan-
lidadc o alvo da exposijao.
Os producios que forem marcados com o carimbo
das commissoes serao remettidos ao palacio da expo-
sijao desde 15 de Janeiro de 1835, pois queaM que
podem se-lo at 15 de maio, sao os suscepliveflBe se
corromperem po'r estar empacotados, os quaes lero
um prazo supplemcnlar que expira a 15 de abril.
Para ser enviado cada objeclo, dever ser acompa-
nhado do boletim da administrarn da aulordade
competente em triplcala, e de um enderejo redigi-
do nestes termos : Ao Sr. commissario da ctassifi-
cajao da Exposijao Universal. Pars. Bemessa
de (nomes e sobrenomes do expositor ou firma so-
cial) morando cm ( residencia ou sede do esta-
belecimento ) expositor de (natureza do producto
exposto)
Os expositores lerao n faculdade do vender os seus
productos, mas nao disporao deNes depois da expo-
sijao se nao depois de terem pago os direitos ; as
mercadorias prohibidas sent admitlidas no consamo
interior, mediante o pagamento de um direilo de
20 % do valor real.
Qualquercxpositor, inventor on propietario legal
de um processo, machina ou desenlio, e admitlido
e ainda nao deposlo ou privilegiado poder obter da
eommissao imperial um certificado, dscrplivo do
objecto esposto. Este certificado assegurara ao im-
pclrantc a propriedade do objeclo descriplo, c o
privilegio exclusivo deexplora-lo durantoo prazo de
um anno, a datar do 1 de maio de 1835; eles cer-
lifictdos serao dados gratuitamente. '
O jury s cbmpor de membros, titulares e de
membros supplaotes que serao divididos em 30 juryt
correspondentes s trinla classes que eucerram os
grupos, segundo os qoaes os objeetcs serao divididos.
Os jurados francezes serao nomcados pelas diversas
S8cjes da commissao imperial; lodavia as decisoet
tomadas por um jary especial < serao definitivos-
quando houverem sido approvadas pelo grupo a que
pertencer. Quanto as recompensas de primeira-or-
dem, serao concedida-i smente depojs de ama revi-
sao feita por um conselho composto dos presjdentes
e vice-presidenlcs dos ju'rys especiaes.
O jury das Boas-arles be o nico exceptuado <
la reara.
REVISTA THEATRAL.
A dansarina la Rosati.
La Rosati voltou grand opera, gil, fiexivel,
com pastos Uo voluptuotaflantc cadenciados, com
gesto tao cloquete, com o enlhusiasmo italiauo,
com a physionomia Uo expressiva, e com seu suave
torriso, com seas bracos grsciosameste torneados,
cora a cabera intrpida, com seu porte Bexivel com
oodulajoes melodiosas, com seu jarreta ervos, co"m
sua> perna fina e seu pesinho curvado, tornou-se bel-
la o seductora, e a platea e orchestra e'os cama-
rote proromperam em palmas, e comejaram a.vi-
brar ramalbetes e coroas.
Que prazer, que aeolhimente, qne. festa, como a
encantadora dansarina oscillava suavemente aos
acordosda msica seductora, como depote do ten
vo, conservava suspensa na ponte do pe a mallidao
mmeosa que s tem applausos para ella, 400 quer
ve-la e anda tornar a ve-la, e sauda-la com fre-
nticas acclamajoes e tornar a chama-la scena e
criva-la de flores. 1
O Genro de M.-Poirier Comedia em 4 actos em
prosa de Emilio Augier e de Joles Sandeau. He a
obra dramtica mais notavel desU quiezena, e com
ludo, he urna obra que apezar do talento e do trium-
pho, traz lembranja o desgoslo que per occasio
da Pedra de Toque* hadamos testemunhado para,
com a collaboracao inevitavelmnte impotente, dos
dous escriptores esperituoaos.
A peca se passa em 1846. Q marquez Gastn
Prestes havia devorado a sua fortuna. M. Poirier
ex-mercador de pannos era possuidor de qualro mi-
'hoes ; Gastn procurava um credor, M. Poirier a
um tomador, enconlraram-se.
O negociante persuade a filha Antonielle que Gas-
tn amava-a, fe-la marqueza de Prestes com 25,000 '
libras de renda, com os recibos/dea 500,000 francos
de dividas de Gasten, e p retgate da sua trra.
Desde enUo o marquez tem um magnifico aposen-
to na casa do sogro, o vetho uegociante deu filha
urna parte notavel da sua fortuna, porque quer
ser par de Franca, associando o legilimiimo de sen
genro realeza de Luiz Filippe.
Iltnsao de ambas as parles. Gasten julgou com-
prar o seu socego, pagando com urna allianja! desi-
gual, M. Poirier julgou comprar o panado, pagan-
do-oeom um milhao.
Aqai a desintelligencia corneja a trahir-se enlre o
antigo liberal e o joven vendeano.
Poirier prometteu pagar as dividas de sea genro
mas elle paga-asa 50 H.
Gastn j Dao deve nada aos seos credores, mas
ainda deve220,000 francos de sua assgnatura, e pe-
to contrato de casamento nao pode tocar na fortuna
de sua mulher : eis-que este eomprometle a soa as-
signatura, e peta primeira vez ouve o marido dia-
ma-Ia marqueza de Prestes.
Esta generosidade ganlta em Antonielle o enlhu-
siasmo do joven (dalgo, elle que -voltava per os-
lentajao a Mad. de Mongey sua amiga amante, que
devia ter com eUa um encontr no mesmo dia, que
devia ter nm encontr no da seguinte com am vis-
conde de Pont Grimand, esquece-se de ludo para
amar peta primeira vez sua mulher, para couduii-
lo ao bosque, para fazer-lhe as honras de um jantar
que elle d aos seus amigos, e qne ser o se# verda-
deiro reponso de bodas.
. Entretanto M. Poirier continua a sea obra; ope-
ra economas, aluga o aposento do seo genro, com a
cocheira e a estribara. E eis-que o criado de
Mad. de Mongey traz urna carta para Gasten, o so-
gro recebe-a, abre-a ; possue a prova de nm duplo
auditorio e ameaj-o de recorrer aos tribunaes.
Gastn aterrado subscreve a lodas as exigencias
de M. Poirier, aceitar um emprego e nlo ver
mais Mad. .de Mongey, far Antoniette feliz ; enUo
a joven marqueza de. Prestes vem receber a carta,
rasga-la, "e salvar segunda vez a honra de seu mari-
do, pedindo com urna* voz inexoravelatua sepa-
rarlo.
Gastn que havia vendido o seu castalio por in-
sinuares de M. Poirier, Gasten a quem M. Poirier
tem prazer de dar urna pensao alimentaria, so v na
sua situajao um suicidio, ou urna estocada, e diste a
si mesmo que M- de Pont Gcrmand ter asna vi-
da bem barato; mas entretanto Antoniette leve *-
liria do duelo, estremece, ainda ama,, perdoar,
exigir urna s expiaclo : Gasten devia beler-ee por
Mad. de Along}, m mulher protiibe-lbe que se
bata e ordena-lhe que se desculpe para com M. de
Pont Germand. ,
Por um momento revoltado na sua digoidide, ce.,
de afinal; en tao a mulher lbe diz: Amo-te, agora
vai bater-te. O duelo este arranjdo, e os dous jo-
vens esposos, temando um da ndo do outro, querem
vver com mutua felicidade na mediocridaddoura-
da de poeta, ao passo qoe M. Poirier desterrado na
solido, v os homens do 'paralo naufragar para
sempre nos aconleeimenlos de 1848,
A peja nao contm urna Uc3o, nm entino, mas be
cheia de jovialdade e de tlenlo, e o triumpho fo
completo para os dons autores. Mad. Rose Clieri no
papel heroico e palhelico da marqueza. de Presle8
foi totalmente actriz.
A sociedade elegante de Parte j est preparando
para sabir para fra da cidade por causa do verti,
as rcuuiOes se van extinguindo no meio de lodos
estes bellos projectos de residencia no campo, e pe-
lo fim da quaresma que acabamos de alravesear as
Testes mais coutadas foram os concertes dados as
salas do Iheatro italiano, da opera comiqoe, do con-
servatorio, e ua Sala de S. JoSo do Hotel de Ville.
As honras destas solemnidades foram .para o Slaba1
Moler de Rossini, e para as obras primas immor-
taes de Beethoven, de Cherubini, e de Weber, on-
vidos no reeolhimenlo mais atiento.
ESTDOS BIOGRAPHIC0S.
, Sehamyl.
Nestes das em que todos os olhos estao crayados
na obra de invasao e de conquista protegida pela
Russia, existe nma grande figura qne loma a cada
instante proporjcs mais importantes, e resume em
si um immenso interesse : be um homem extraordi-
nario que guarda ha 18 annos as portes da Asia e
tem repedido com um puntudo de homens e im-
menso imperio do czar, e que sustenta urna tula dig-
na da mais seria attenjao, queremos fallar de Seha-
myl, este padre visionario, este propheta enlhusias-
ta, ao mesmo tempo legislador e guerreiro, qne cus-
tajos Russos Uo grandes despezas de Iiomens e de
dinheiro, e que em virlude das suas facutdades pos-
sanies, he tal.vcz destinado a vir a ser um dia o so-
berano dnquellas regios, se a guerra for feita com
vigor na Georgia.
Os recursos da potencia que elle resiste ainda
sao nestc momento um dos problemas da poltica
europea. Serao estes recursos immensos inexgota-
veis, ameajadores a seguranja da Europa, como
prclendeni cerlos publicistas 7 Ou ser o imperio
moscovita somonte um collnsso com, ps d'argila ?
Verdade he que desde o desbarate de Carlos XII, a
Russia ha singularmente crescido. Verdade he que
desde a fatal expedijao de Moscow, a infhwnria
dos czares se foi tornando todos os dias mate' .pre-
ponderante nos conselhos europeos.
Entretanto releva lembrar que nao oram as ar-
mas russas que anniqnilaram os soldado de Napo-
leflo, c que o que faz a forja desle imperio he menos o
valor e a energa dos seas habitantes, do/toe o seo
clima, a sua vasta superficie, a sua poputajao dte-
semiuada, recursos que parecen) desafiar a invasao.
Portento, cumprc fazer urna dislnecao enlre os re-
cursos defensivos da Russia e os recursos onensivos;
se heKfrle quando je defende dentro doe seos limi-
tes, he fraca quando altaca fra de seu territorio, e
desde muitos anuos um punhado de moiitanhezes
faz parar os exordios do czar, bate-os, c decima-os
sob as ordens de Sehamyl, e afinal esta lute sustenta-
da com tamauha energa e felicidade prova que a
Franja que j nao quer ir a Moscow, faz bem aDia-
da da Inglaterra, de impedir que a Russia v a
Conslantinopla.
Tentemps (rajar em algumas lnhas o retrato e a
vida do gnerreiro qucdesl'arte ada ao imperador o
dominio exclusivo dos dous mares, e qu dest'arte
reina sobre as rajas caucasianas da Circassia e da
Mingrclia. Naseu em 1797 na pequea atdeia de
Itimri; desde a mais tenra idade, assgnalou-se pe-
la sua altivez, pelo seu amor da independencia, e
pela sua gravidade desprezadora dos folguedos dos
passatempes dos seus companheiros; lia parte os
vereieuros'do Corao e mditava as palavras do pro-
pheta ; de cumple jao mni fraca, affronteva as mais
rndes fadigas, se entregava a lodos os exercicios do
corpo, e s linha urna ambijao, exceder a lodos
es seus camaradas..
Se as lotarcom os seos jovens eompanheira, li-
nha a primasia, relirava-se triste e desesperad co-
mo um vencido chora a sea vergonT)a,*medtav na
palavra do propheta, e o eu predecessor mandava-o
.


DIARIO DE PERWMBUCO TERCA FEIRI 6 DE JNHO DE 1854.
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ler Coria, explicando-lhe o sentido do versculos,
desenvolvendo-lne o seu cnlhusiasma religioso.
Bill educado prodnzio os seu frudos. Apaas
Seliamyl Uranio a idide da accao, fez-so inmedia-
tamente distingoir. Valento nos combates, reli-
gioso, sabrio, devplado o propoeta, foi uccessiva-
MBto.oabertokhariJ|Uoho de Hamsad Beg,
w suecessores de MotMRtohamed, o primeiro que
M malo das racas caucasianas pela exallacAo raystl-
ea, pelo ardente illuminismo, se inatilufo prophela,
encarregado de yetar sobre sens rmeos e saWa-los.
. He de estatura mediana, os. cabellos sao de um
lonro cor de fogo, os olhos que lanc.am raios, sao
eoberlos de sombrancelluH pretas e especas, tem a
barba qaasi branca. Apezar da aclividade que dcs-
envolve, he de nm ascetismo ejemplar, come pouco,
s bebe agua, e apenas durme poocas horas. J por
tres vates os seus das tem sido miracalosamente con-
servados, e desla circunutaocia lirou elle um pres.
ligio extraordinario no meio dos seus povos. A pri-
meira vez foi em 1831 ou 1832; os Russos haviam
assallado Kimri, e depois de cinco das de combates
vencern) o ultimo redado. 80 murides padres,
guerreirosde KhaliMolloh, dito dispsrsos um ultimo
combate, cmbale encarnizado, corpo a corpo, em
toreo do seu chafe que prestes a dar a sua alma ao
Dos dos eiercitos, coberto de fcridas, inundado de
sangue, se lancara de joelhos, eidlando-os sempre.
todo pereaeram eicepcao de um s que, ferido
por daas bailas, traspasado por urna baioneta devis
levaolar-se de entre os morios, e ser o inimigo raaia
implacavel da Russia.
.Esle combtante deinda por morto na fortaleza
de Himiri, era o descipulo querido do mestre Kari
Molloh, era Schamyl, desde esle da considerado por
teas compatriotas como marcado eom o sello de
Dos.
A segunda vez foi dahi a algom lempo, o imn
Hamsad Beg, cercado de todas as partes pelos seus
soldados rcvoltados, lancava-se na fortaleza de Chun-
sach eom os seusBeis; como os asaltantes desespe-
rassern se lornar^senhores dos sitiados, locam fogo
a* castalio, e iodos os marides perecem no meio das
ehammas, excepcao de um s que anda coosegue
escapar, he o mesmo que j sbrevivera ao desastre
de Kimri, he Schamyl que recolhe a herarfja de
Hamsad Beg.
A terceira vea foi *m 1839, o czar impaciente de
acabar eom o nimbado de monlanhezes, que recita-
cava lodo o sea imperio, envia o general Grabbe
para attacar o leso na floresta de Ak.ulchu. Depois
de ler dado quatro assa,ltos, depois de ter usado da
solapa eda. mina,os Rnssos matara todos,velhos, mu.
looresemeninos, e quaudo j nao resta um so ente
vivo, examinam intilmente o monllo de cadveres
para descobrir Sehamyl. Os fiis murides do pro-
pheta, sacrificando as proprias vidas, laucaran)
ehammas urna jangada improvisada sobre que se ali-
, altrahindo a attenejo dos inimgos, fazem-lhes
erar que o imn est entre elle, e se deiiam malar
em resistencia, ao passo que Schamyl altravessa e
desapperece as montanbas.
Em 1842, o hroe do Caucaso lirou urna gloriosa
* desforra do desasir de Aknlcho; de entao para ea
leal ido sempre em progresso, e tornou-se ama ce-
labridade europea.
Em o nosso continente, a Inglaterra particular-
mente o tem seguido eom interesse, por que os suc-
cessos hao sufticieoleraente provado que cada pole-
gad de terreno gahada pelos Russos, seja de que
parle do mundo for, sempre tem ido em opposicao
directa eom os inlarsssesda Uraa-Brelanha, e que se
a Rassia nunca houvesse passado o Caucaso, as re-
laces commerciaes do reino unido eom a Persia e
o* autros paizes do Orieale teriam tomado considera-
val importancia.
Sehamyl tambembe legislador, funcionaba espe-
cia de monarchia tbeocralica no meio de Bma bar-
baria feudal,lem reconciliado povoaces hoslis e Ihes
ha feit abracar umacrenca commum, consliluio um
ejercito regular entre racas de eavalleiros iridepen-
ooatas; as tribus urna vez associadas i mesma guer-
'efiejeen, elle as rene sob nina mesma lei civil.
Tem dividido em 20 provincias lodo o paiz sngeilo
a ata dominio, e cada urna destas provincias he
administrada por nm governador.
Entre estes vinle governos, quatro tem direit de
soberana sabr sens subditos, os outrns dezeseis sao
obrigados a sabmetter as suas decisei autoridade
do prohhela ; rada governador fornece 300 eaval-
leiros ao estado, e o recrulamenlo he regalado da
maaeirr segointe ; 1 eavalleiro por dez familias, a
familia qne perlence o soldado lica dispensa de
qaalquor contribuirlo em quanto o soldado vive, o
eojuipamento o sustento fien aocargo das outras nove;
a fora est exercilo regalar, todos os habitantes da al-
deia sao obrigados de 15 annos al SO a se exerri-
rem a montar a cavallo e manejar as armas ; em ca-
so da necessidade devera seguir o propheta as suas
expedieeo.
O Imn tem urna guarda "particular, compos-
ta de 1,000 homens escolhidos..
Ha aa Europa grande sympalhia para eom estas
heroicas populaces,que lutam ha lanos annos eom
tanlo-denodo contra os sens oppressores ; fazem-se
votos por Schamyl, este alliado indirecto da Franca
e de Inglaterra. Esperamos que dentro de pouco
tempo a Russia tenha de expiar todas as suas expa-
Iriaedes. Oumpram lodos o seu dever, sem fraque-
xa nem oslenlacao, e a liberdade do mundo j nao
lera nada* a temer, e a Europa j nao ver levan-
tar-se no horisonle o phantasma, que ha 50 annos
pertarba-lhe o repouso. G. M.
Agricultores 40
Emprcgado superiores 35.
Negociantes > 35
Militares } 32
Empregados inferiores 25
Advogados 29
Artisfas 28
I'rofessores ,27
Mdicos pralicos 2*
Por aqui ver Vine, que a genle raais feliz que
ha nesle mundo sao os Srs. (nelogos. Parece que
os mdicos deviam ser os que vivessem raais, purem
o contrario saccede, porque, como diz 1. H. li. Va-
riz, elles estao sempre exportas a continuas fadigas,
i intemperie das estaces, a falla de repouso, n ac-
ola de miasmas de toda a especie etc. etc., e eom
razio se Inca apptica esta divisa : atilsinserviendo
eonsumuntr, atiis meriendo moriuntur.
Emenda nolavel.
Alguem fez sentir a Frederic que o abaso do ca-
ro alterara sua saude. Eu o sei, diz elle, ja fiz urna
grande reforma nesse genero ; apenas tomo 4 ou 5
chicaras pela manhaa, c um bule depois de jantar.
Attestados importantes de dous inspectores em favor
de urna moca, a quera um sujeilo havia deflorado:
Serlilico.que segundo a infame que da a dita mora
quando esteve para casar, lal nao ha, porque nem
nnnea halla esteve na casa do dito.assim como dizem
quando de l vinha para i casa do padrinho e nao
consta a pessoa alguma do lugar qne a dita moca
eslivesse na casa do lal qne eslava para casar eom
ella, assim serlifico por verdnde que a primeiro in-
fame va foi desle s'enhor que eslava para casar
eom ella.
M. C. inspector de.... Pelo mesmo informo,
Aniceto Mauricio. Aa reeoir.
N. B. Foi preso nesla villa nm tal Pedro de Mur-
cia, morador que foi no Boqueiraao leste termo
duem que sean houvo engao, porque lia sua duvi-
da a respeilo do sobre-nome, he este amigo dos da
Silva e Mello, que par c quer dizer, amantes de
rebus enviandi. Tambem me aflirmaram qu esta
prisHo foi feita por ma reqnisico,que leve u teen-
te coronel Bezerra qne foi quera o prendeu.
(Carla particular)
REPABTigAO DA POLICA.
Parle do dia 5 de junho do '1854.
I Um. e Exra. Sr.Participo a V. Exc. qne das
parles hontem e hoje receidas nesta repartirlo,
consta Icrcm sidn presos : i ordem da freguezfifde S. Antonio, Francisco das Chagas
Duarie, por Turto, o prelo Antonio, escravo de Jos
Mara Ferreira da Silva, a rcquerimenln desle, Maa
noel da Silva, por haircr espancado a nm aleijado, e
o pardo Thomaz Antonio de Oliveira, para corree-
cao ; ordem do subdelegado da freguezia de S. Jo-
s, o preio escravo Carlos, por ser encontrado arma-
do de um chicote eom estoque, Francisco de Souza
Reg, Manuel da Hora do Sacramento, e Leandro
Lourenco Bezerra,lodos por jigos prohibidos, ospre-
los escravo; Florencio, e Antonio Das, arabos por em-
briaguez, e o pardo Jos Francisco da Lar, por feri-
mcnlos: a ordem do subdelegado da freguezia da
Boa-Vista. Mara Francisca da Conceicao, para cor-
reccSo, o prelo escravo Damiao, para aYerigoajes
policiaca, o portnguez Joaqnim Manoel de Souza
Braga, por crime de roubo, Jacob Das daMaia Pro-
fessor, e Filippe Santiago dos Passos, por briga, o
prelo escravo Ignacio, por andar fgido, e o pardo
Joao, escravo de Feliciano dos Santos, para averi-
guaedes policiaes; e ordem do subdelegado da fre-
guezia dos Alegados, Antonio Jos Tavares, por len-
tiva de morle.
Dos guarde a V. Exc. Secretara da polica de
Pernambuco 5 de junho de 1854.Illm. e Exm. Sr.
consclheiro Jos Beuto da Cunha e Figueiredo, (>re-
sidente da provincia.mz Carlos de Paita Tei-
xeira, cheffi de polica da provincia.
visconde de Loures, importancia da
renda da casa dos exposlos no trimes-
tre vencido em 13 de abril. 2753000
A diversos, por despezas feitas rom a
obra do hospital Pedro II, como do
livro respectivo. ....... 2:132l0
Por saldo em caixa a saber:
Letras........ 1:071945
Recibos por adiamntenlo. 5:549311
Dinheiro...... 5:472540
5:7969750
Explicactto do taldo.
Pertencc a caixa geral.a saber:
Letras.......1:07!945
Recibos por adiantameutos 4:5780171
A caixa do hospital Pedro II a saber:
Recibos por adiantamento. 97I&140
Dinheiro.......5:4725i0
12:09657%
5:653*116
:443680
12:096796
Administrarlo geral dos. eslabelecimentos de ca-
ridade 31 de maio de 1854.
O escrivao,
Antonio Jote Gomes do Correio.
O thesoureiro,
Jos Pires Ferreira.
MAPPA do movimento dos estabeleci-
mcutos de caridade nonlez' de
maio de 1854.
GRANDE HOSPITAL.
Existiam ........
Entraran)........
jCuraBos .....
Sahiram-lMelhorados ....
(Nao curados ....
______ (as 24 horas de entrada
Morreram "(Depois de.;la poca.
Existem........
43
28
12
2
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~:>
50
20
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72
HOSPITAL DOS LAZAROS.
Existiam .
Enlraram ,
i Carados .
Sahiram-|MIhorados .
I Nao curados
Morreram ....
Existem ....
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CASA DOS EXPOSTOS.
Sexo*.
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Existiam......... ,
Enlraram .........
Sahiram ......
Morreram (as 24 horas da entrada,
Morreram (Ucpus desU poM _
Exislem. -...... .
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Administrarlo geral dos .eslabelecimentos de ca-
ridade 31 de maio de 1854.
O oscrivo
Antonio Jos Gomes do Correio.
iBiajiai ------
KKU1BVG0.
COMARCA DO BOINTO
|^R^| 30 da mato.
Estamos a 22 de maio. ou 2. prairal, eom diriaro
no tempo da deosa razo os homens da Ierra, a
!uem eom muita propriedade chamou o Sr. Len
loalan, eapilal da pomada. au sei se direi erra-
do, porque nao son dos mais entendidos no lal ca-
lendario francez, dcixemos isso. Hoje eslava desig-
nadopara oreaniSo do jury ; por esse motivo aqui
se achara o Dr. promotor ; porem o Dr. Christovao
hontem chegon a Caruar, e nesle momento com-
muniepu ap segundo supplente do juiz de direijo
que elle, como primeiro, nlrava nesse exercicio, e
que liaha resolvido adiar os jnrados para 12 de ju-
nho. Cora semelhante resolusao sahiram fumando
charutos da Havana os dignos ^afes qne haviam
comparecido ; naluralmeiile por ja haverem feito a
despesa (nao Ibes vejo oiilra razaol sendo agora ne-
eessario nova verba, para rae exprimir em phrases
finstnceiras ; os que nflo vieram licaram saltando de
contantes, porque emquanlo o pao tai e ven folgam
as costas ; eu tambem estimei satis, pois tendo de
l ir nio sabia como me havia de alar por nan te i
adhuc dado succettor i aquella minha infeliz ca-
saca, quam qufndam as enduras lr.-ic.as fizeram
passar desta para melhor. Eslava resolvido, se
assim exigase o salus populi a procurar algum que
me que me quizesse sublocar a sua.
Assim a sahirao daqui os presos para a eapilal no
fim de junho. Enlrou porlanto no exercicio da de-
legada e juizo municipal oDr. Delfino e o lente
coronel Bezerra fez bem bons serviros durante o.
lempo que como primeiro sopplenle servio. Nada
lamo tido por c, digno do urna menco. Ha 4
das foram remettidos pela subdelegada do Verde
dous', qne lendo smenle dous, amam moilo os que
tem quatro ; taivez me ache Vrac. nm pouco enig-
ico, porem quero soober Kr que tolelre; s Ihe
afllrmo que fallo de ladrocs de cavallos. A nossa
cadeia continua a receber em seu seio os qne all
buscam guarida, pelo que ja estquas quinquage-
nario, por quaolo pssam de 40 os seas araaveis hi-
jos. A respeilo do roubo do Grvala nao tenho se-
ria conviertes, mas inclino-me a crer que elle lie
real, tanto mais qaanUrfsjw dizem que os crimina-
lerem que a opiniao mais fa-
vor vel seja a favor do reo.
as ancas do prazer anda a tristeza.
Boccaqe.
Charo mi, he eom o corceo Iraspassado da mais
profunda dor que Ihe vou nolicrar um fado que
molime tem contristado,eque de alguma sorte deve
tocar a Vine.': O camello prelo que anda ajoelhando
de porta em por la parou diaule da pousada do com-
padre de Caruar, que estas horas se acha na
eternidade. Alm da amisade que eu Iribulava a.
aquella amigo, esle passamenlo me priva de um im-
portante auxiliador para minhas -correspondencias.
Assim serw obrigado d'ora em diaole a Jimilar-me
s nolidas oftkis cootry. A marte do lal mea ex
compadre tem sido por todos sentida : ,
Os altos promontorios o choraram,
E dos nos as aguas saadosas
Os seraeados campos alagaram
Com lagrimas conendo piedpsas.
Os frondosos arbustos pululantes
Saudosos definharam do tristeza *
As fonles gemedoras solucaram '
As brancas penedias, quem pensara 1
Com rispido aslridor rompando as nuvens
Foram manifestar aos ceusseit"prai,t0
E a propria natnreza em mayoa nvolta
v Vetlio funreo lulo
As chuvas continuara em abundancia, lado o
maii vai bem.
VARIEDADES:
Tabella curiosa.
Sobro cem individuos tomados em cada ama das
elMses. seguintes, achou o Dr. Caiper de Berlim
relativa a longevidade de cerlas prolissoes.que o nu-
mero dos'qae tem atliugido a idade de 70
annos So
Tneologos 43
Heladio das pessoas recolhiias cadeia desde 20
de abril de 1854.
Joaqaim Antonio Sobral Preso pelo comraandante
do destacamento de Correptes. por ordem minha,
para indagarlos, de confurmidade com a reqnisi-
' cao feita pelo promotor de Caruar.
Jos Ferreira de Mello Tndo sido preso po'sus-
peilo, declarou passados dias, ser seu verdadeiro
nome Jos Joaqaim Vicente, e desertor do 4."
batalhao de artilharia a p. J remelti ao
Exm. Sr. general commandante das armas.
Manoel Dantas Pereira -- Preso pelo commandanle
do destacamento de Correntes a 21 de abril, por
ordem minha, em consequencia da requisico do
delegado da Assembla, termo das Alagoas.
Reroe(ti-o ao referido delegado.
Manoel Pereira Garda, Joo Fernando Marnho,
Donato Jos dos Santos Desertores do extracto
6. balalh.lo de cacadores, e apresentaram-se-rae
em 'Papacaca a 6 do correnle. J os remelti ao
Exm. Sr. general commandante. das armas.
Ignacio Jos, e Antonio Jos dos Santos Presos
e remettidos pelo subdelegado da Pnlmeira dos
dos Indios a Tdo correnle ; o primeiro acha-se
pronunciado neste termo por tomada de presos e
ferimeotos, e o segundo, jrmio do precedente,
por suspeilo.
Jos Tavares Cacle, Ulis Jos Dias FerreiraPre-
" so pelo inspector da Cachoeira, a 27 de abril, por
furto de cavallos.
Manoel Dias da Silva Remeltido pelo subdelega-
do do lluique a 8 de maio.Reo pronundado era
crime de morle.
Clemente Jos da Silva, Mara Thereza, Helena de
lal presos a minha ordem, por briga.
Salvador Marques da Silva Preso pelo subdelega-
| do do lluique, pela morle feila era sua propria
mulhcr no dia 11 de fevereiro do correnle ando.
Jos' Corroa Preso pela subdelegado do Buique,
pdo tiro dado publicamente era Manoel Joaqaim,
no anuo prximo passado.
Antonio Joaquim, Manoel Severino Presos mi-
nha ordem, a 18 do correnle, n primeiro acha-se
pronunciado pelas mortes feitas em 1819, em tres
individuos, e ferimentos em dous, e tambemeomo
mandante da morte feila em Jos Basilio de Frei-
lasPexoln, e o segundo pronunciado pelo fado
de 1849 cima referido.
Antonio Vieira Preso pelo commandanle do des-
tacamento de Papacaca, a 18 do correnle, reo pro-
nunciado em crime de raerte.
Antonio Baptisla ScrgMffpor antonomazia Joo Ala-
goa dem idem. Alagoas.
Anna Mara dem idem,
Antonio Venancio da Rocha Preso pelo comman-
danle do destacamento de Papacaca a 18 do cor-
renle. Desertor da oilavo balathao de cacadores.
J o remelti ao Exm. Sr. general commaudante
das armas:
Manoel Roberto.Preso pelo commandante do
do destacamento de Papacaca. Reo pronundado
em crime de ferimento.
Jos de Lima Monteiro Preso pelo juiz de paz
de San Benlo, a 21 de maio, por furto de animaes.
Francisco Antonio Lopes e Jacintho Lopes Pre-
sos por minha ordem para correceo, a 23 de maio.
Oosercoco.
A participaran da morte feila pnr Salvador Mar-
iues da Silva cm sua propria mulher, consta do of-
icio qne dirig aolllm. Sr. chefe de polica, em da-
la do primeiro de marco sob n. 3.
Delegacia de Garanhuns 24 de maio de 1854.
Carlos de Maraes CamisSo^ajiit5o e delegado.
ERRATAS.
No Relrospeclo Semanal de anlehontera sahiram
alguns errostypographicos,que desfiguranio sentido.
Assim, em vez de manobra exlrangeira; lea-se mano-
bra estratgica: em vez de arraslar 'os Turcos, ar-
rostrar os Turcos: serasaboria em vez de sem sabe-
doria : sympatico em vez de symptatico: Cartou-
che em vez de carlouchc.
em Inglaterra houve augmento no consamo do vi-
nlio. No auno passado foi de 6,227,022 galoes, e na
Irlanda de 586,809 galota. No anno antecedente o
consumo linha sido em Inglaterra de 5,822,833 ga-
loes; e na Irlanda de 523,228 gales. (Daily-News).
O jardim de Sydenham.a algumas legnas de Lon-
dres, comeca a attrahir a atleneao dos viajantes,
Nada igual existi j mais no mundo, c pode fazer-
se urna pequea idea pela discripcSo sucinta que ex-
traamos da Reinellorlicole.
He ura immenso pentgono irregular situado no
declive de urna cullina, cujo cume se confunde com
um de seus lados, que est oceupado pelo vasto pa-
lacio de vidro e ferro que atlrahio toda a Europa
em 1851. Esta superficie geomtrica mede 1,220
metros aproximadamente, da sua base, situada no
alto da collina, al ao carne que se perde no valle;
em qaanto largura, lomada de nm ngulo ao oalro
no sentido transversal chega a 1,676 metros. A al-
tura da collina,' a cima do nivel do valle he de 61.
metros pouco mais ou menos, e a superficie deste
terreno he guarnecida de algumas aores, vestigios
de urna antiga floresta.
O edificio de cristal que corda o alto da collina,
faz face ao vasto circuito pentagonal de qqe falla-
mos, e a sua distancia he de 518 metros.
A plataforma que propriamente consiiloeo jar-
dim, mede a distancia total de 913 metros.
Este jardim estar dentro em pouco povoado com
milhares de racas, e preciosos vegelaes, gazbes, pe
quenas colinas artificiaos, roehedos, bouquelsde ar-
vores, leos d'agua, lagos em miniaturas. Ser
ricamente decorado de flores, de estatuas, de fonles,
e pecas d'agaas. Entre estas ultimas, ha daas que
medem 53 metros em distancia, e 23 no sentido trans-
versal, as outras tem apenas ama trezena de me-
tros de dimetro.
Esta vasta exteucao de terreno (6 nctares 32 a-
re; he dividido em duas parla igaaes, de 30 metros
pouco mais, e qoe se prolongam at ama nova bada
circular de 122 metros.
Di/.-s a este respeilo que os Irabalhoshyd .-ulicos
de Sidenham serao- tres vezes mars consideraveis que
[ os de Versailles.
Desejamo-lo sinceramente, e fazeraos votos para
que o grande eslabelecimento floricullural de Sy-
dcnltam seja digno da nacao intellgenle que empro-
hendeu esta creacilo sem precedenles, (Montteur
Universal.
Lemos no ultimo numero do Dock pormenores
inlcressantes cerca dos sacrificios que animalmente
faz-a GrS-Brctanha, para animar o transporte das
mallas lano na Europa como alm dos dous occe-
auos. As companhias subsidiadas >ao Irese; daas
transocenicas, comprehendendo 14 carreiras ou ra-
mais principaes, e tocando em todas as partes do
mundo, mais como carreiras na Europa, das quaes
quatro entre diversos porto do Reino-Unido.
A somma total dos subsidios pagos para estas Ire-
se carreiras'he de 895,275 libras ou 22:381:000 fr.
(pouco mais ou menos, tres a quatro mil conlos de
reis), dos quaes 20:675:650 fr. sao destinados s
carreiras transocenicas, e 1:706:250 fr. s carreiras
da Europa.
Os pantos' extremos em qne tecam os paquetes tran-
socenicos, sao: Vigo, Porto, Lisboa, Cdiz, Gibral-
lar, Alexandra, Suez, CalculX, Hong-Kong, Sin-
gapura, Sydney, Bombaim, pelo Mar Vermclho,
Cabo da Boa-Esperanca, Porto-Natal, Fcrnao P,
Halifax, Boston e New-Yoad; as Berraudas e S.
Thoraaz; Antilhas e o Brasil, Panam,'Calhao, e
Valparaso. (Journal du-Havre.)
O Illm. Sr. inspector da thesourarja da fazenda
manda fazer publico, que no dia 20 do prximo vin-
douro mez de junho, as 12 horas da manhaa, ir a
prara peranle a mesma thesouraria para ser arrema-
tado de renda a quem-mais der, pelo tempo de 3 an-
nos, o armazem sito em Fra de Portas ao lado da
casa que servio de qaartel aos engajados, e de que
he actualmente rendeiro Antonio Jos Ferreira Mu-
niz, e serve de cocheira : os pretendentes enmpa-
rc?am no referido dia na casa da mesma thesoora-
ria, munidos de seas fiadores.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Pernam-
buco 31 de maio de 1854.O offlcial-maior, Emi-
lio Xavier Sobreira de Mello.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
thesouraria provincial, em cumplimento da ordem
do Exra. Sr. presidente da provincia do 1' do cor-
renle, manda fazer publico, que nos dias 6, 7 8 de
junho prximo vindouro, peranle a junta da fazen-
da da mesma thesouraria, se.ha de arrematara
quem por menos ftzer, os reparos a fazer-se na ca-
ta destinada para cadeia na villa do Ouricury, ava-
llado em 2:7509000 rs. '
A arrematacao ser feila na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematacao
comparcram na sala das scssAes da mesma junta,
no (lia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
afnxar
E para constar se -mandou afiliar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 2 de maio de 1854.O secretario, Antonio
Ferreira da AnnunclacHo.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
i. Todas as obras serio feitas de couformidade
cora o orramento e planta nesta data apresenlados a
approvacao do Exm. presidente da provincia, na
importancia de 2:7508000 rs.
2. As obras sero principiadas no prazu de dous
mezes, e concluidas no de oito- mezes, ambos conta-
dos de confurmidade ora os artigos 31 e 32 da lei
provincial n. 286-de 17 de maio de 1851.
3. O pagamento da importancia destas obras ser
feilo em urna s preslaeao quando ellas eslive-
rem concluidas, que sero logo recebidas definitiva-
mente.
4. Para lado o mais qoe nao esliver determinado
as presentes clausulas, segulr-sc-ha o disposto na re-
ferida lei n. 286.Conforme.O secretario, enlo-
mo Ferreira da AnnunciacHo.
O Illm. Sr, inspector da thesouraria provincial
em cumpriraeulo da ordem do Exra.Sr. presidenta
da provincia de 12 do correnle, manda fazer publP
co que, no dia 14de junho prximo vndouro.vai no-
vamente praca para ser arrematado a quem por me-
nos flzer a obra dos concert da cadeia da villa de
Garanhuns, avaliada em 2:4749208 rs.
. A arrematacao ser feila a a forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem esta arrematacao
comparecam na sala das sessOes da mesma junta no
dia cima declarado,.pelo meio dia, corapetentemele
habilitadas.
E para constar se mandn affixar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
. Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 16 de maio ile 1854. O secretario,
Antonio Ferreira d"'Annunciaco.
COMMERCIO.
BALANCO DA RECEITA E DESPEZA DOS ES-
TA BELECIMENTOS DE CARIDADE, NO
ME/. DE MAIO DE 1854.
Reeetta.
Por saldo em 30 de abril a saber:
Letras.......1^749945
Recibos por'adiaulamentos 8:969224
Mocda......' l:00OJi99
Recebido da thesouraria provincial por
coala das quolas voladas na lei do
orcamenlo vigente.......
De Francisco Antonio de Oliveira J-
nior, pelo (ralamenlo de sen escravo
Cosme...........
Ius Pires Ferreira, idem da prela
franja. \ .....,. .
acal da carnes verdes, imporlan-
da das mullas de 184 rezes moras de
24 de abril a 21 de maio. >. .
De Francisco de Paula Correa de Arau-
jo pelo curativo de seu escravo Braz.
Do procurador da Administradlo por
contado condimento dos predios. .
10:2219668
4:1259000
219256
99472
1:7849600
319350
1:7009000
17:8939546
Desposa.
Pago ao rogenle do grande hospital, im-
portancia das despezas do mez de
abril........... 4549685
Ao dilo do hospital dos lazaros idem 2419055
Ao dito da casa dos exposlos idem 3019450
Ao dito para urna imagen) de Nossa Se-
nhora da Viiiacao...... 1009000
A elfino Gonalves Pereira Lima por
2.600 libras de sabao...... 2509000
A Manoel Antonio dos Santos Pontes
por gneros........" 5949000
A Angelo Custodio dos Santos, por 64
libras de cera......... 819920
A D. Fortunata Coelho da Silva, impor-
tancia da renda do armazem, oceupa-
do pelo hospital, vencida em nove me-
zes at o ultimo de maio..... 729000
A Luiz Jos Nunes de Castro por 13 ta-
imas de assoalho para lastro das camas
dos lazaros......... 189000
A Jos Teixcira Bastos por 159 arrobas
de assacar......... 4499190
A Dini Ignacio Prazeres dos Santos,
por commedorias e gratificares como
encarregado de conduzir os alienados
i para'a corte......... 8590OO
A Manoel Ignacio de Oliveira por 75
aiqueires de farinha...... 3759000
A Manoel Alves Guerra Jnior por 50
saceos de dita........ 2909000
A Sebasliao Marques do Nascimenlo
Cumbah ._...... 99000
noel Joaqaim Alves Piloraba por
eneros........... 689010
A Jos Joio de A raoritn, procurador do
PRODUCCAO DA L EM INUATERRA.
Um documento publicado por ordem doetariamen-
lo moslra que cm 1852 a producc da la naquelle
paiz foLdc 32 milhes de vello, pesando uns por
uutros quatro libras, o que produz 57,984,000 kilo-
gramos. Esta quantidade que pode {oplderar-sc
como termo medio ordinario, representaba razo de
10 dinheiros por libra (2 fr. 26 cents, por kilogra-
mo) a somma de 4,500,000 libras .slerlinas
112,500,000 francos.
Neste mesmo anno, a importaran da la eslrangei-
ra subi a 91,682,160 libras ou 41,532,000 kilogra-
mos, das quaes 11,379,200 libras foram reexportadas.
As 80,302,960 libras que faltan) da la eslrangoira
juntas a 128 milhes de libras de 13 do paiz, dao
urna massa de 208 milhes de libras (94,250,000 ki-
logramos, pouco mais ou menos) do valor total d e 8
milhes de libras slerlinas ou 200 milhes de francos
que foram entregues s manufacturas de In-
glaterra. '
Segundo o mesmo documento, o valor do linho
fabricado (do qaal dois tercos foi repartido pelos mer-
cados do interior, e nm Ierro exportado ) estima-se
em 1853, era 30,000,000 de libras slerlinas, ou 750
milhes de francos.
Pelas noticias de Liverpool datadas de 7 de marco
do cprrente anno, consta que nos priraeiros dias de
fevereiro, os possuidores do algodo mostraram cm-
penho em vender, resultando daqui a diminu;-.0 de
um quarlo de dinheiro por libra.
Por esle prero venderam 130,000 bailas em duai
semanas. O mtrrado decado e o mez fechoa-se com
am sensivel abatimenlo as transaeces e grande
tendencia para nma baixa nos precos.
1 Independentemenle da influencia que resalla da
situaran poltica, as noticias havidas dos paizes pro-
ductores produziram desenvolvimenlo as transae-
ces. Ndala das ultimas conlas dos Estados-Uni-
dos, as chegadasdo interior aos porlos da expedico
anda qne nao (ivessem augmentado cousideravel-
raente no espaco de 15 dias, nao era com lado Infe-
rior a 605,560 bailas, igual da poca corresponden-
te do anno de 1853, e carregamentos destinados a In-
glaterra, comparados com os daquelle anno, apre-
se 11 la vara urna diminuicao de 404,755 bailas.
Os manufactranos do paiz, e os da Europa ha-
viam pelo contrario feilo maiores compras do que
coslomavam. O algodao da India, apresenlava
lambera um dficit de 100,000 bailas.
Apezar destas circunstancias, e ainda que ,o mer-
cado -de Manchester tinha decaliido, os manufactu-
rados faziam as suas compras medida das suas ne-
cessidade, as quaes se limitaran) cada vez mais. J
em 1853 o consumo proprio do paiz diminuiu. As
expedices para a America, excepcSo das do Ca-
nad, que todos os annos se tornara mais importan-
tes, foram tambem muilo menos consideraveis du-
rante o mez de fevereiro ultimo, comparadas com
oa lempos ordinarios.
-rjef.
Os decretos imperiaes de 14 de outubro de 1853
relativos cultura do algodao em Argel, foram aco-
llados com verdadeiro enthosiasmo em lodos os pon-
tos do paiz. Todos os eolbniaes cultivadores, indus-
triis e commcreiantes. comprehenderam que as ge-
nerosas disposicoes adoptadas pelo imperador abriam
seas Irabalhos urna nova era que ser fecunda era
resultados de um incalculavel valor, porque devem
corresponder s benvolas intencOes que os dic-
taran!.
A cmaras consultivas de agricultura, interpre-
te dos sen timen los da colonia dirigiram-se ao im-
perador, manifestando o vivo recunhecimenlo da po-
pularlo. Os habitantes do dislriclo de Arzew, 110
departamento de Oran, deram tambem urna demons-
tracao particular da sua gralidao. Tazando entregar
a sua magcslade, ama declaradlo especial, contendo
mais de 800 assignaluras de cultivadores da cidade-
de Arzew, e das villas de Sante Leonie, de Kleber.
de Saint cloud, de Fleurus; de S. Luis, de Haci-bon-
Nif, de Saint-Lew, de Damesrae e de Mefessonr,
que corape a lolalidade dos centros de rolonisa;ao
do dislriclo manufaclor. (Moniteur Universel.)
(Eco Popular.)
PKACA DO RECIPE 5 DE JUNHO AS 3
HORAS DA TARDE.
Cotaces officiaes.
.Dinheiro por 3 mezes 8 % ao anno.
Assucar mascavado em caixa a 19700 por arroba.
ALEAN DEGA.
tem!imcuto do dia 1 a 3 .. 25:6559034
dem do dia 5........' 8:9939655
34:6489689
Deicarregam hoje ti de junho.
Barca inglezaValparasocarvSo.
Brigue inglezliunnymede bacalho.
Patacho brasijeiroEmularogneros do paiz.
Hiale nacionalDuvidosodem.
CONSULADO GERAL.
Rendimentododial a 3 .... .'3:4889193
dem do dia 5......., 1:4l1fi89
4:8999882
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo dodia ia3......4909227
dem dodiaS 779765
5679992
Exportacao'.
Falmouth barca ingleza Corrido, de 408 tonela-
das, conduzio o segointe: 5,609 saceos de assucar.
KECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
' RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 5......4939185
CONSULADO PROVINCIAL.
Ilendimentododia la3......4:60l166
dem do dia 5........2:3189730
6:9199896
MOVIMENTO DO PORTO.
Socios entrados no dia 5.
Paralaba 7 dias, hiale brasildro Parahibano, de
37 toneladas* mostr Bernardino Jos Bandeira,
equipagem 5, carga toros de mangue ; a Caelano
Cyriaco da Costa Moreira.
Terra Nova 35 dias, brigne inglez Balchethal, de
241 toneladas, capillo George Hart. equipagem
14. carga bacalho; a James Crabtree &C. Se-
guio para o Rio de Janeiro.
Navio tahido no mesmo dia.
Macci brigue inglez Rosalic, capilo Thomas
White, de 228 toneladas, equipagem 12, em las-
tro. Suspenden do Lameirao.
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria' provin-
cial, ero,cumplimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 29 de maio prximo passado,
manda fazer publico, qae vai novamenta a praca pa-
ra ser arrematado a quem raais der no dia 14 do cor-
renle, o imposto de 25O0 rs. e dizimo do gado vao-
cum c imposto a cargo da eollectora dos munici-
pios de Boa-Vista e Ex, avallados novameote po-
anno em 3:2589000 rs.
A srrematac,So ser feita por lempo de 3 annos, a
contar dnWejulho de 1854 a30de junho de 1857.
Vai igualmente a praca para ser arrematado con-
juntamente com o imposto do gado vaccum, o dizi-
mo do gado cavallr no mesmo municipio, por um
anno, a contar do 1 de julho de 1856 a 30 de junho
de 1857.
As pessoas que se propozerem a esta arremalaeao
comparecam na ala da sesses da junta da fazenda
da mesma thesouraria, no dia cima declarado pelo
meio dia, competentemente habilitadas.
E para constar se mandou affixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 5 de junho de 1854.O secretario,
Antonio Ferreira itAnnunciacUo.
O Illm. Sr'. inspector da thesouraria provin-
cial, cm cumprimento da ordem do Exm. Sr. prn-
dente da provincia de 17 do correnle, manda fazer
publico, que no dia 27 de julho prximo vindourn,
vai
por
Dezeseis mil quiuhentas trinta e nove pessoas
alravessaram ltimamente o tnel do Tamisa noan-
niversario da sua abertura; por cata circurastaucia
a receita nugmentou 68 lib. 18 sh. 3 din. (Builier).
Segundo o relaloro do tenenle Maury, v-se que
nao he impossivel o eslabelecimnto de um tclegra-
pbo submarinho da Terra Nova Irlanda.' A dis-
tancia entre estes dous pontos nao he maior de 1,600
rdilhas de mar,e o fundo do mar nao ofierece obst-
culo algum. Na costa da America tem 1,600 bracas
de profundidade. e na costada Europa2 milhas; por
consequencia os fios elctricos nao lem nada a temer
das monlanhas de gello, das tnorras, ele O rela-
loro faz mencao da circunstancia muito favoravcl,
de qu as aguas no fondo do mar, sao ISo serenas
como as de um tanque. Maury prope a concessao
de um premio, companhia que primeiro levar a-}
efieito a communicai.-au tclcgraphira dos dous mun-
dos. (Gazetle de Coloque.
De um docuioaiilo parlamentar roultece-se que
i novamente praca para ser arrematado a quera
ir menos fizer, a obra do acude na Villa Bella da
comarea de Pajc de Flores pelo novo orcamento de
4:6019600, .
A arremalaeao sera feila na forma dos arligos 24
e 27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiada.
As pessoas qae se propozerem a esta arrematarlo
comparecam na sala das sesses da mesma junta, no
dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar so mandou afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernambu-
co 26 de maio de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira Clausulas especiaes para a arrematacao.
1. As obra desle acude srao feilas de couformi-
dade com a plantase orramento apresenlados ap-
provacao do Exm. Sr. presidente da provincia, na
importancia de 4:6049600.
2.a Estas obras elvenlo principiar no prazo de
donsmezes, e sertio concluidos no de dez mezes, a
contar conforme a lei provincial n. 286.
3.a A importancia fiesta arremalaeao ser paga
etn tres prestaces da maneira segointe: a primeira
dos dous quintos do valor total, quando liver con-
cluido a melado da obra; a segunda igual prmei
ra depois de lavrado o termo de recouhecimento
provisorio; e a terceira finalmente de nm quinto de-
pois do recehimento definitivo.
4.a O arrematante ser obrigado a communicar
reparticao das obras publicas com antecedencia de
30 dias o dia fixo em que lera de dar principio
execueau das obras, assim como trabalhar segaida-
mente'durante 15 dias, afim de que possa o enge-
iihciro encarregado da obra, assistir aos priraeiros
Irabalhos.
5.a Para tudo o mais qne nao estiver especificado
as presentes clausulas. seguir-e-ha o que determi-
na a lei provincial 11. 286 de -17 de maio de 1854.
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira d'An-
mnela/So.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
l. Os concert da cadeia da villa de Garanhuns
far-se-hao de conformidade com o orcamento appro-
vado. pela directora em'consclho, e a presentado a
approvacao do Exm. presidente da provincia na im-
portancia de 2:4749208 rs.
2.a O arrematante dar principio s obras no pra-
zo de 2 mezes e dever concluir no de 6 mezes, am-
bos contados na forma do art. 31 da lei n. 286.
3.a O arrematante seguir nos seus Irabalhos lado
o-que Ihe for determinado pelo respectivo engenhei-
ro, nao s para boa xecuco das obras como em or-
dem de au innulilizar ao mesmo tempo para o ser-
vico publico todas as parles do edificio.
4.* O pagamento da importancia 9a arrematacao
lera lugar em tres prestaces iguaes: a primeira, de-
pois d feita a metade da obra; a segunda, depois
da entrega provisoria, e a terceira, na entrega defi-
nitiva. .
5.a O prazo de responsabilidade ser de 6 mezes.
6. Para tudo oque nao se acha determinado na
presentes clausulas nem no orcamento, seguir-se-ha
o que dispe a respeilo a lei provincial n. 286.
Conforme.O secretario,
Antonio Ferreira &'Annuneiacao.
O Dr Custodio Manoel da Silva Guimaraes. juiz de
direilo da 1.a vara docommercio, nesta cidade do
Red fe de Pernambuco por S. M. I. etc.
Faco saber aos que a presente carta deeditosvi-
rem e della liverem noticia, que Antonio Jos Pe-
reira, commercanle com loja de fazeudas na ru do
Cabug, me dirigir por escriplo a peticao do iheor
seguinte :
Diz Antonio Jos Perrira, commerrianle com loja
de fazendas na ra do Cabug, que sendo Ouvidio
Goncalves do Valle, devedor de rs. 1:0699320. alm
dos juros estipulado em urna letra de 9^29155 rs.
e mais conlas de livro, ausentou-se ero e saber o
lugar de sua residencia, o que deu lugar ao suppli-
caote justificar a ausencia e incerteza da moradia do
supplicado como do documento junio, e como o sop-
plieanle quer intentar oar este juizo sua accao, pc-
dindo o pagamento da referida quaotia, .requer
V. S*. mande passar carta de edito com o prazo de
30 dia, para que porjella adBfciupplicado citado
para fallar aos termos Se urrurBBaaordinaria, em
que o supplicante Ihe pede o paSnenlo da referida
quantia, juros e castas, pena oerovelia, visto nao se
ler concillado respeilo, ficando o supplicado logo
citado para lodos os termos da causa e sua execusso
at real embolco do supplicado ; pede ao Illm. Sr.
Dr. juiz de direito da primeira vara dociveledo
commerdo, difirimenlo. E. R. M. Ferreira
Gomes.
Nao se conlinha mais em dila pelicBo, aqual sendo
pormim visla,cerla e examinada nella dei oraeu des-
pacho seguinte :Como requer. Recife i i de anno
de 1854. Silva Guimaraes.
Nao se conlinha mais em dito meu despacito, de-
pois do qne o supplicanle provou a ausencia.do sup-
plicado no juizo de paz de 1. dislriclo da freguezia
de S. Antonio, por editos, procedendo-se a concilia-
CJo a revelia.
Attendendo ao qne cima' fica exposto, mandei
passar a presente carta d editos, com o requerido
prazo de 30 das', por bem do qaal hd pnr citado ao
supplicado, para que fique scieote de que o dito
supplicante tem peranle miro de propor a predila
accao, e que dentro do referido prazo coiuparera
neste juizo, por si ou sea procurador, para alegar
o que liver, com a pena de ser condemnado re-
velia.
Pelo qae toda c qnalquer pessoa o poder fazer
scienle do que cima Dea eiposlo, e'o purleiro do
juizo publicar e anisar no lugares designa-
dos, e ser publicada pela imprensa.
Dada e paseada nesta cidade do Recife, 'ao 3 de
junho de 1854. Pedro Tertuliano da Cunha.
Custodio Manoel da Siha Guimares.
Pela inspeccao da alfandega se faz publico, que
no dia 6 de junho, hora e lugar do coslume, se ha
de arrematar en hasta publica, livre de direilos ao
arrematante, reqaenmento do negociante desla
praca Heriry Gibson, nos termo do art. 11, c 1
do arl. 13 do regulamento de 27 de fevereiro da
1849 sob n. 590, a seguinte mercadoria, com avaria
d'agua de chuva: 28 pecas de panno de algodao cr
lizo com 560 jardas, oa 462 varas, de 24 polegadas;
277 varas quadradas, 46 pecas de dito dilo com 920
jardas, ou'759 varas singelas, de 26 polegadas; 493
varas quadrades, 60 pecas de panno de algodao en-
tranjadodeao jardas cada peca, 1,200 jardas, oa
990 varas siogelasde 25 X polegadas; 581 varas
quadradas, 31 pecas de dilo'dito lizo; 620 jardas, ou
511 varas siugelasde 25 polegadas; 320varas qua-
dradas, e 15 pecas de dito dilo com 300 jardas, oa
247 varas singelas, de 22 X polegadas, 139 varas
quadrtidas.
Alfandega de Pernambuco 31 de maio de if4.
O inspector, Beuto Jos Femandes Barros.
Francisco Luiz Vires capilao da segunda compa-
nhia do primeiro batalhao da guarda nacional do
municipio de Olinda, e presidente do couselho de
qualificaco da freguezia de San Pedro Marlyr
desla cidade,
Faco saber, que na terceira dominga do correnle
mezas 10horas da manhaa lera lugar a reunan do
cunselbo de qualificaco da guarda nacional desta
freguezia, no consistorio da matriz da mesma fre-
guezia; eque para constar asparles interesadas
mandei fazer o presente, sendo fixado nos diversos
distriotos da parochiae publicado" pela imprensa, lu-
do de conformidade com o disposlo no artigo 8 das
instrueces jnandada observar pelo decrelo n. 722
ile 25 d outubro de 1850, e segunda parle do artigo
9 do decreto n. 1130 de 12 de marco de 1852.
Cidade de Olinda 4 de junho de 1854.
Francisco Luiz UtrSes.
libras 2 ; dilos de ditos, com o peso de 36 libras 2;
ditos de dilo, com o peso de 17 librasa 1810 ; di-
tos de dilo, com o peso de 15 a 16 libras 20.
Quinta elasse.
Sola curtida, meios 150.
Para o foroecimenlo de luzes s estaces militares.
Azeite de carrapato, caadas 380 ; dilo de coco,
caadas 31 ; navios, duzas 6 ; fio de algodao, libras
30 ; velas de carnauba, libras 155.
Quem o quizer vender aprsente as suas propos-
tas em carta fechada, com as respectivas arooilrai,
na secretaria do conselho *s 10 horas do dia 8 do
csrrente mez : advertiodo, que quando os geoeros
forem estrangeiros s se recebero a propostascora
a assignatura reconhecida das casas importadora,
que se propozerem a vender, ouassignada por pro-
curaco, acompanhar esta a proposta, competente-
mente legalisada.
Secretaria do consclho administrativo para forne-
cimento do arsenal de guerral 2 de jotrho de 1854.
Jos de Brila Inglez, coronel presidente.Bernar-
do Pereira do Carmo Jnior, vogal e secretario.
Pela subdelegada da freguezia do Afogado
se laz publico, que existe apprehendida urna mula-
linlia menor, por nome Roliua, a qual declara qoe
sahira em companhia de um homemda casa de sua
senhora por nome Luiza, moradora no pateo do
Carmo : quem se julgar com direito a da, comp-
rela para justificar.
Subdelegada da freguezia dos Afogados 2 de ju-
nho de 1854.O subdelegado, Pereira Lima.
COMPANHIA DE BEBERIBE.
O caixa da companhia de Beberibe
acha-se aulorisado pela assembla geral
da mesma, a pagar o 12 dividendo na ra-'
zao de 2#500 por acr^ao
Pela mesa do consulado provincial annnncia-
sc que a cohranca, 4 bocea do cofre, da decima dos
predios urbanos das freguezias desla cidade do se-
gundo semestre do anno financeiro de 1853 a 1854,
principia nol.de junho prximo futuro, e que os
30 dias uteis lem principio do referido dia 1. de ju-
nho, (indo os quaes ficam incursos na molla de tres
por cento todos os que deixarera de pagar seus d-
bitos.
No paco da cmara municipal desla craade es-
tar em praca nos dias 3, 6 e 7 de junho seguinte, a
obra de ama bomba de alvenaria, 110 lugar denomi-
nadoPassagem de Sanf Auna, oreada cm 1:0409.
Os que pretenderen) arremata-la, podem compare-
cer 110 mesmo paco nos mencionados dias e em quaes-
quer outros, para consultaren) a respectiva planta e
orcamento.. Paco da cmara municipal do Recife em
essao de 31 de maio de 1854. Barao d* Papiba-
ribe, presidente.To impedimento do secretario,
o ofucial Manoel Ferreira Accioli.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, em cumprimento do
rtico22 do regulamento de 14 de dezembro de
1852, faz publico que toi aceita a propona de Bar-
tholomeu Francisco de Souza, para fornecer 8 li-
bra de rezina de angico, a 400 rs.; 5 caadas de
espirito de vinho, a 19800rs.; 3 ditas de a'icile do-
ce, a 69IOO rs. ; 1 alambique do cobre estanhado,
segundo Ssoubeiran, por 369600 r. ; urna batanea
de pedestal com pesos, por 409000 rs.; urna machi-
na para estender emplastros, por 129" rs. ; urna the-
soura para cortar raizes, por 209 rs.: e avisa ao
supradito vendedor que deve recolher ao arsenal de
guerra os referidos objectos no dia 7 do correnle
mez.
Secretara do conseiho administrativo para forne-
cimento do arsenal de guerra, 3 de junho de 1854.
Bernardo Pereira do Carmo Jnior, vogal ese-
cretirja).
A adminisliaco geral dos estabeicdmenloa de ca-
ridade manda fazer publico, que no dias 8, 14 e
22 do correte pelas 4 horas da tarde, na sala de suas
sesses, irao a prara por tres annos contados do pri-
meiro de julho do correnle anno a 30 de jonho de
1857, as rendas das seguintes casas: ra da Cadeia
de Santo Antonio n. 24; ra do Queimado n. 15;
ra Direita ns. 8 e33; ra do Padre Florianno ns.
17, 43, 45-, 47 e 49 ; neceo da Carvalha n. 5; roa
do Fagundes ns. 32 e34; travessa de San Jos ns.
5, 7 e II; ru dos Pescadores n. 11; ra da Calca-
da ns. 30, 32, 34, 36 e 38; ra das Cinco Ponas ns.
70, 98. 116 e 118; ra da Viracao ns. 7 e 9 ; tra-
vessa de San Pedro n. 2; ra' de-Horlas n. 33; ra
de Santa Thereza ns. 4. 5 e7; rna do Rosario larga
ns. 33 e 34; ra da Roda ru. 3, 5, 7 e9; rna do
Cabug n. 3; ra Nova ns. 29, 37, 43, 48 e 59; A-
lerro da Boa Vista n. 68; ra da Conceicao n. 5;
becco do Quiabo n. 8; ra da Alegra n. 5; roa da
Gloria n. 65; ra do Encantamento n. 3; ra do
Azeite de Peixe n. 1; ra do Amoriro n. 31; ra da.
Moeda n. 31 ; ra da Lapa n. 8 ; ra do Burgos n.
11; roa do Pilar ns. 73 e 74; uia do Senhor Bom
Jess das Crioulas n. 8 ; ra do Nogueira n. 17 ;
ra da Cadeia do Recife ns. 23 e 35; roa de Hurlas
n. 94: roa do Padre l-'loriano ns. 63 e 65; ra do
Calahouro ns. 2 e 18.
Os pretendentes devem comparecer Scompanhados
de seus fiadores, nu exibirao cartas destes, sem o que
nao serao recebidos seus leos. Adrainistracto geral
dos eslabelecimentos de caridades de junho de 1854.
O escrivao, Antonio Jos Gomes do Correio.
O conselho de adminislracao naval, compra pa-
ra forneciroento do navios armados, enfermara,
barca do escavacSo e mais eslabelecimentos do ar-
senal, o scguinle : velas
cele, 4 arrobas; ditas de carnauba, 5 arrobas; ar-
roz do Maranhao, 69 arrobas; agurdente 517
medidas; azeile doce de Lisboa, 50 ditas; dito
de carrapato,37 ditas; assacar branco, 46 arrobas ;
dito refinado, 4 ditas; caf em grao, 27 ditas; baca-
lho, 12quinUes; carne secca, 16 arrobas; farinha
de mandioca, 180aiqueires; feijo 50 aiqueires; sal
20 aiqueires; foucinmrde Santos, 22 arrobas; vi-
nagre de Lisboa, 113 medidas; manteiga ingleza,
20 libras; cha hysson, 3 libras; gallinhas,60; bo-
netes escuros, 50; chapeos de palha, 30; sapatosde
couro de vaqueta e duas solas, 40 pares; mantas do
Ua,54; ditas de algodao, 30; colchos de panno
de linho cora nchimenlo de palha, 50 ; Iravessei-
ros de dito, 30; lencos de seda prela, 68; fila de re-
Iroz prelo de 2 dedos de largura, 75 varas; brim in-
glez de linho, 640 varas; baeta azul, 160 cavados:
igualmente contraa o lurneciraenlo de bolachas
carne verde e pao para o correnle mez, e o de me-
dicamentos para o hospital e navios armados no fu-
turo anno financeiro, bem como contrata o foroe-
cimenlo de bichas, applicacao das mesmas, vento-
sas, sangras, corte de cabellos, etc., no mesmo tem-
po ; pelo que convida-se aos que interessarem em
ditas vendas o fornecimento a comparecer as 12
horas do da 10 do correnle na salladas sesses com
suas amostras e propostas, declarando o ultimo pre-
ro ; podendo os qae se destinaren) ao fornecimento
de raedicamuntos entender-se eom o abaixo assig-
nado na contadura de marraba, afim de se lhes for-
necer os receiluarios pelos quaes sao feitos dilos for-
nccimento.s
Sala das sesses do conselho de adminislracao na-
val em Pernambuco 4 de junho de 1854.O secre-
tario do conselho, ChristocSo Sant'Agp de Oli-
veira.
O arsenal de marinha compra os seguin-
tes objectos para fornecimento do alraoxarfado:
100 follias do cobrp de 1 arroba de fio de
algodao, 20 meios de sola, 20 hilas cora tinta pre-
la, 1C3 vistas de osso, 8 qainlaes de ferro inglez era
vares de 2 a 8|8,30 arrobas de dito dito quadrado
de48, 8dilasdc acoem verga qbadrada de 6|8, 1
barrica de presos de ferro de 4 polegadas, 100 sac-
eos de conducen, 20 garrafas de tinta de escrever,
180 medidas de azeite proprio para o as do pharol
da barra. O pretendentes venda dos ditos objec-
tos sao convidados pelo Illm. Sr. inspector a apre-
sentarem as suas propostas era carias fechadas nesta
secretaria no dia 9 do andante mez at as 11 horas
da manhaa, em qoe a compra ser eflectuada. Se-
cretaria da inspeccao do arsenal de marinha em Per-
nambuco 5 de juoho de 1854.O secretario, Ale-
jandre Rodrigues dos Anjus.
O arseoal de guerra precisa de doas officiaes
de ferreiro para a forja. Arsenal de guerra 5 de ju-
nho de 1854.O ajudanto, Joio Jos de Moura.
Jgj Acha-se recothido' a cadeia, a ordem da sub-
delegada da freguezia de S.Pedro Goncalves do Re-
cife, o preto Antonio, de nacao Songo, que. diz ser
escravo de Francisco Xavier morador em Pitimb.
Ouem for seu dono apreseole-se qne justificando a
idenlidade, Ihe sera entregue.
Rio Grande do Sul.
Seguir em pouco dias para o Ro-Grande do
Sal o patacho nacional Regulo, o qual tem espacos
eommodos para paageiros : trata-se na rna da Ca-
deia do Recife n. 1S, ou com o capiUoa Bordo;
Para o Rio de Janeiro segu eom muita brevi-
dade o muito conhecido e veleiro brigue nacional
Damao, tem engajada boa parla do sea crroga-
mento ; para o rstame, passageiro e escravos a
feele, Irala-se com Machado & Pinheiro, na roa do
Vigaro n. 19, segundo andar, ou com ocapitao Cie-
lo Marcellino Gomada Silva.
Para o Rio de Janeiro o brigue nacional Elvira,
segu impreterivelmenle no dia 6 do correnle mez:
recebe escraves e passageiro, para 0 que trta-e
com Machado & Pinheiro: na ra do Vigaro o. 19,
segundo andar.
RIO DE JANEIRO.
O brigue nacional Elvira, segu im-
preterivlmente no dia 7 do corrente; os
senhores que tenv a embarcar escravo no
mesmo navio, podem po-los a bordo ate a
11 horas daquelle dia.
LEILOES.
Quarla-feira 7 do correte, as 10 X horas da
manhaa, o agente Vctor Tari leilao no seu armazem
ra da Cruz n. 25, de grande sorlimento de obra de
marcineiria nova e osadas de diuereote quidida-
des, relogios de ouro para algibdra, ditos dourados,
correnle douradas para os mesmo, adereeos de ou-
ro com esmalte, oculos pequeo d alcance, azu-
lejos, qnadros com estampas coloridas, fumo, urna
cadeirinha badiana, candelabro, candidro para
meto de saa, vinho branco de Lisboa, dito de ddra
e roassaa, chapeos brancos de castor, ditos de meri-
no com molla e sera ella, dilos do Cbyl, charoles da
Baha, doce em barril de difTerente qualidade, re-
des de pescar, caf muido, bolachinhas finas ota
latas, e outros mais objectos que estars avista no
djh) do leilao-
Quiola-feira 8 do correte, o agente Borja Geni-
des Cara leilao em sea armazem, ra do Collegio o.
14, de diversos- utensilios de marcineiria noves e
asado, de nma grande poreao de queos de pralo
superiores, e de oulro objectos de difireme qus-
lidades que se acham pateles no mesmo armazem.
Quarla-feira 7 do correle, aa 10 horas em pon-
to, o agente Borja Geraldes far leilao 00 sea arma-
zem ra do Collegio rt. 14, da urna excellenle casa
terrea de pedra e cal, la 00 Poco da Paoella roa do
Rio n. 4 com os seguintes eommodos: 2 sallas, 4
quartos. 1 gabinete, cosinb fra, -um ptimo copiar
na frente, quintal morado com 50 palmos de frente e
250 de fundo pouco mais ou menos, propria para o
tempo de verao por ser perto qual ser Aendida em leilao pelo maior preeo qa*
for offerecido.
AVISOS DIVERSOS.
Constando a D. Leopoldina Mara
da Costa Kruger.que se procura discontar
urna lettra com o nome da annunciante
da quantia de 4:0Q0$000 rs., previneas
pessoas a quem tal transaccao se offereca
que a' nao effectuem,visto como a annun-
ciante tem de provar anullidade da mes-
ma lettra.
aosamigo^jT^aTleI
tonio pereira borjes'jwnior.
1 Sao convidados pelo presente, para
assistirem a urna missa que se tem de
celebrar por alma do mesmo fallecido.:
no dia 7, do presente pelas 7 horas da
manhaa, no convento dos religiosos
Franciscanos desta cidade.
Tendo feilo inserir nm avisa no Diario de Per-
nambuco n. 120, de 26 do corrente, chamando a
atleneao do Sr. cnsul porlnguez, relativamente aos
subditos de sua nacao, que sao enterrados como po-
bres e desvalidos pela caridade, uve someatoem
vista fazer sentir S. S.a tivesse a bondad da tancar
suas vistas e autoridade para semelhante abuso, em
prejuizo do'meu contrato com a cmara municipal
desta cidade. Nesle sentido faco esta ralificacao para
que nao sejam envenenadas as minhas intencs.
0 arrematante dos carros fnebres,
Precisa-e de bolieiros na cocheira de carros
fnebres : no pateo do Hospital n. 18.
Alaga-se nm moleque d 16 17 annos, pro-
prio para qualquer serrico : as CincoPootas a. 66.
Precisa-se de nm caixeiro de 12 a 13 annos,
ainda tendo pouca pralica de negodo : na rna do
Rosario da Boa-Vista o. 53.
Quem liver alguma can terrea para lugar,
1 em boa roa, o que tenha quintal e eacirob, eu
de sleannas ou eperma- aluguei nao exeda de lOJOOO rs. : a pessoa que li-
ver dirija-ae ao quartel qne foi de polica, a enteu-
der-se com o Sr. capitao-mandanle.
O bacharel formado em mathemati-
cas, Bernardo Pereira do Carmo Jnior, en-
tina arithmelica, algebra e geometra, das
, 4 s 5e meia horas da tarde : na roa Nova
- obrado n. 56.
s
DECLAJIACOES.
^KlW)
S'I4;
O conselho administrativo em vidudeda aulo-
rsario do Exm. Sr. presidente da provincia, lera de
comprar os objectos seguintes :
-Para 08. batalhao de infantera.
Brim para 335 calcos, varas 838; algodozinho
para 335 camisas, varas 838 ; panno prelo para 335
pares de polainas, covados 84 ; olanda de forro para
as polainas, covados 168; esleirs de palha de car-
nauba 335 ; livro mestre impresso, de 300 folhas 1;
paz de ferro 28. cuchadas 28, machados 4, caldciras
de ferro para 100 [iracas i.
Deposito de recrutas da provincia das Alagoas.
Bonetes 201, algndaozinho para 210 camisas, varas
525 ; brim para 217 calcas, e 200 frdelas, varas
1043 ; grvalas de sola de lustre 200; sapalos, pares
200.
Provimentos de armazens, oflicinas de primeira ese-
guoda dae.
Costados de amarello, 4; dilos de pao de oleo, 6 ;
cosladinhos de amarello, 6 ; lahajjt de assoalho de
amarello, duzas 4 ; ditas da assoalho de louro, du-
das i ; rame de ferro grosso, arroba 1 ; limas mo-
tas trianaulas de 4 polegadas, duzas 4 ; ditas ditas
ditas de 6 dilas, duzas 4 ; arcos de ferro de ama e
meia polegada para jarro, arrobas 8.
Terceira elasse.
Ferro sueco, arrobas 8.
Quarta elasse.
Folhas de (landres dobradas, caixas 3 ; dilas de di-
tas singelas, raizas 4 ; rame de ferro de meia grotsu-
ra, arroba* 2; leocea de latao, rom o pe de 56
QUARTAFEIR4 7 DE JUMO DE 1854.
RECITA EXTRAORDINARIA A BENE-
FICIO DO ACTOR
Joaqaim Jos Bezerra.
DRAMA EM 4 ACTOS.
OS TRES AMORES.
Seguir-se-ha a comedia pela primeira vez repre-
sentada ueste thealro, rumposicao dos Srs. Ville-
ncuve e Massoo.
quem vem la'?!
~- avisos martimos.-
Companhia braileira de paquetes de '
vapor.
O vapor brasildro Jo-
sephina. commandante
o primeiro tenenle Pon-
te Rihdro espera-se
dos portes do norte a 8
do correnle, deveudo seguir para Marei, Babia e
Rio de Janeiro no dia seauiole ao da sua chegada.
Agencia n ra do Trapiche u. 40, segundo andar.
Offerece-se um bom coziobeiro, que d conhe-
cimenlo a sua conducta, para casa estrangeira, ou
nacional: quem pretender drija-se ra da Aurora
n. 56.
Precisa-se alagar ama escrava, fiel,rque siba
bem engommar, coser e fazer raais seryieo de orna
casa de familia, paga-se bem : na snarDireil n. 131,
por cima da botica do Torres. <^'
A pesoa que annunciou querer comprar livros
instrumentse mais pertences de eosino nuticos :
dirija-se i raa do Vigaro n. 5.
Jos Caelano Pereira, subdito porlngaez, reti-
ta-se pira fra do imperio.
Traspasia-se o arrendamento de
um sobrado de um andar, na ra da San-
ta-Cruz, freguezia da Boa-Vista, com al-
guns eommodos e dousquintaes separados
boa cacimba, a' quemquizer pagar ummo-
dico preco pelas bemfeitorias ha pouco '
eitas no mesmo predio, consistentes em
forro de papel, e e$teira da sala da frente
e de um quarto, e outras que t vistas : o
preco da renda be commodo : a' tratar
na mesma ra casa n. 78.'
No escriptorio de Novaes & Compa-
nhia na ra do Trapiche 34, primeiro
andar, tem para vender por preco com-
modo chapeos do Chile de todos os tama-
itos e qualidades, ditos de feltro todos pre-
tos ; assim como rosarios de missanga de
todas as cores e tamanhos.
0 padre Joaquim 'd'Assumpco Saldanha, aca-
dmico do terceiro anno jurdico, propoe-se a dar li-
cites de lalim, francez, genmelria e geographia : em-
pregar lodos os esforcos posivei no boro desempe-
odo do maguterio. As pessoas qoe qnizerern utili-
sar-se desea presumo procurem-o na ra Nova,, .ca-
sa n. 21, terceiro andar.
, Fugio do engenho Poeta no dia 25do pr-
ximo passado mez o escravo Gabriel, cabra, de 24
annos de idade, tem os sigoaes seguintes: estatura
regular, rosto redondo, cabellos avermeldados, com
I pouca barba e suissas muito Gnu ou estreilaa, tem
as inSns e ps grandes, falta-lhe a unha do.dedo po-
legar do p esquerdo, tem os olhos grandes, e olhar
espantado, nariz pequeo: este escravo acha-se a-
coitado nesta cidade' e tenciona emharcar-sc para
fra da provincia, segundo declarou. Roga-se por-
lanto, a qaaesquer autoridades policiaes qu live-
rem noticia do mencionado escravo, de o fazercni
capturar, assim como gratifica-s cora generoeidado
a qualquer pessoa que o levar ao dita engenhe,
prolesla-se contra qualquer que o tenha em sua casa
sob qualquer pretexto.
Precisa-se de nm caixeiro para padaria': na ra
Direita n. 82.
OOerece-se um rapaz portnguez para caixeiro
de taberna, com pratica : na rea do Rosario a. 20.
Attencao.
Pedro Affonso Rgneira, midou sua encader-
naco do Paleo do Carmo, para a ra daTrincheira
q. D. 61.
_ Os hachareis Angelo Henriques da Silva e Egi-
da) Henrquesda Silva advogam : podem ser procu-
rados na roa de Horlasn. 22.
__O proprielario do engenho These, no temo dt>
Bonito, Manoel Aulono da Fonscca declara, qne-
por haver outrn do mesmo nome, d'ora em diante se
assignar por Manoel Antonio Soares da Fonwca.
Manoel de Lizarralds, mudoo seu escriptori.)
da ra da Cadeia n. 12 para a ruada Cruz n. 13.
segundoandar.
__Ha daa caria para os Srs. Jernimo de Al-
buquerque Mello e Antonio Raymundo de Mello:
na ra da Cadeia do Recife n. 41.
Arrenda-se um bom sitio em S.Amaro.com boa
casa, uas fruldras, e pasto para doze vaccas: quem
o pretender dirija-se ra da Gloria n. TO.
Precisa-sede urna ama que saiba coainhar.e fa-
zer todo mais servico de ama casa: no largo do Tr-
ro segundo andar n. 27.
" Precisa-se de om caixeiro, que lenha pratica da
Pharmacia, ou meamo sera olla, e ase d fiador a
sua conduda : na roa Nova n. o3.
O abaixo assignado faz ver as pessoas que tero
penhores em ea poder, de o vir Orar at o fim do
correle rner.-^nfON ManoH d* Silva Main,

....!>
- -.. ~^.ii.wfci iHmn


^mi e****
. V
DIARIO DE PERNAMBUCO TERQft FEIRA 6 DE JUNHO DE 1854.
HIILIC \(li> UO INSTITUTO UOMCEOPATIUCO DO BRASIL.
THESOURO HOMCEOPATHICO
ou
VADEMCUM DO HOMEOPATHA.
Methodo conciso, claro, c seguro de curar homceopalhicaincnte (odas as) molestias, que aUligcm a
especie humana, e particularmente as molestias que reinam no Brasil.
PELO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
, Acaba do lahir lnz esta obra utilissima aos mdicos, que qui/.orem experimentar* ou eiercer a
verdadeira medicina, e muilo mata aiuda aos pais de familia, quer das cidades, quer do campo, cheles
de esUbelecimenlos, sacerdotes, capililes de navios, viajantes, etc., etc., que por si mesmos quizerem co-
nhecer os prodigiosos cffeitos da homa?opalhia.
Dou voluraes em brochura, por. ......... lOtyOOOO
Encadernadtfs......... 112)000
Os Srs. asignantes terao a boudade de mandar receber scus ejemplares em casa do aulor, ra de S.
Francisco (Mando Novo) n. 68 A.
BOTICA CENTRAL HOMCXOPATHICA.
Ninguem poder ser feliz na cura das molestias, sem que possua medicamentos verdadeiros, ou de
boa qualidade. Porisso, e como propagador da homo3opathia no norte, e immediatamente interessado
em seus benficos successos, tem o autor'do THESOUBO HOMOEOPATHICO mandado preparar, sob
sua immediata inspccrfio, todo*os medicamentos, sendo incumbido desse trabalho o hbil pharmaceutico
e profetsor em homu-opalhia, l)r. F. de P. Pires Ramos, que o tem execulado com todo o zelo, lealda-
de e dedicado que se pode desfijar.
A efneacia desles medicamentos he atlestada por todos que os tem experimentado; elles nao preci-
sam de maior recommcndaso; basta sber-se a fonte donde sahiram para se nao duvidar de -seus pti-
mos resultados.
Urna carteira te 120 medicamentos da alta e baixa deluirito em glbulos recom-
mendados no THESOUHO HOMOEOPATHICO, acompanhada da obra, e de urna
caixa de 12 vidros de tinturas indispensavs ......
Dita de % medicamentos acompanhada da ubra e de 8 vidros de tinturas .
Dita de 60 priu'cipaes medicamentos recummendados especialmente ua obra, e com
609000
503000
40J000
. 359000
3OJC0O
.-. '209000
1JO00
9-5O0
29000
Aviara-se quaesquer eucommendas de medicamentos cen a maior promptidao, e por pre$os commo-
1005000
90M0
AVISO JURDICO.
A segunda edicao dos primeirns elementos prali-
cos dofro civil, mais bem corrigido, acrescentada,
nAo s a respeilo do que allerou a lei da reforma,
como acerca dos despachos, interlocutorias e definiti-
vas dos julgadores, obra asss inleressante as prin-
cipiantes em pratica, que Ihes servir de fio conduc-
tor: na praca da Independencia ns. 6 e 8.
urna caixa de 6 vidros de tinturas .
Dita de 48 ditos ditos.........
Dita de 36 ditos acompanhada do 4 vidrias de tinturas.
Dita de-30 ditos, e 3 vidros de tinturas......
Dita de 24 ditos ditos......' .
Dita de 24 tubos pequeos com a obra e 2 -vidros de tinturas.
Tubos avulsos grandes. .
a pequeos ........
Cada vidro de Untura. .%
__Jicari-
dissimos. *
Vende-se o tratado (Je FERR AMABELLA pelo Dr. L. de C. Carreira, por.
RuadeS. Francisco (Mundo Novo) n. 68A.
ANTIUUIDADE E SPERIORIDADE
DA
SALSA PARRILHA DE BRISTOL
sobre
A SALSA PARRILHA DE SWDS.
Attencao'
A SALSA PARRILHA DE BRISTOL data re-
de 1832, e tem constantemente mantido a sua dos
pulafo sem necessidade de recorrer a pomposos
annuncios, de que as preparares de mrito podem
dispensar-se. successo do Dr. BRISTOL tem
Cvocado infinitas invejas, e,"entre oulras, as dos
. A. R. D. Sands, de New-York, preparadore-
e proprielarios ta Salsa parrilha conhecida pelo no
me de Sands.
Estes senhores solicitaram a agencia de Salsajpar-
rilha de Brislol, e como nao o podessem ohter, fa-
bricaram urna imitaro de Brislol.
Eis-aqui a carta que os Srs. A. R. D. Sands es-
erevecam ao Dr. Brislol no dia 20 de abril de 1842,
e que se ,acha em nosso poder:
, i Sr. Dr. C. C. Brislol.
Bfalo, c. "
, Nosso apreciavel senhor.
Em todo o auno passado temos vendido quanti-
dudes consideraveis do extracto de Salsa parrilha de
Vmc, e pelo que ouvimos dizer d snas virtudes
quelles que a tem usado, julgamos que a venda da
dita medicina se augmentar-mui/issimo. Se Vmc.
quizer fazer um convenio comnosco, eremos qoe
nos resultara muita vantagem, tanto a nos como a
Vmc. Temos muito prazer que Vmc, nos responda
obre este assumpto, e se Vmc. vier a esta ciclado
daqui a um mez, ou cousa semelhantc, leriamos
muilo prazer em o vrem nossa botica, ra de Fal-
tn, u. 79.
Ficam as ordens de Vmc seus seguros servidores.
(Assignados) A. R. D. S*NDS.
CONCLUSAO'.
1.c A antiguidade da salsa parrilha de Brislol he
claramente provada, pois que ella data desde 1832,
equ a de Sands. s appareceu em 1842, poca na
qual este droguista nao pode obler a agencia do Dr.
2. A superioridade da salsa parrilha de Brislol
lie incoulestavel; pois que nao obstante a concur-
rencia da de Sands, e de urna porco de outras pre-
paracSes, ella tem mantido a sua repulaco em qoa-
sj toda a America.
A numerosas experiencias feitas com o uso da
salsa parrilha em todas as enfermidades originadas
pela jmpureza do sanguc, e o bom xito obtido nes-
lacdrtepelo Illm. Sr. Dr. Sigaud, presidente da
academia imperial de medicina, pelo Ilustrado Sr.
Dr. Antonio Jos Peixoio em sua dioica, e em sua
afamada casa ce saude na Gamboa, pelo Illm. Sr.
Dr. Saturnino de Oliveira, medico do excrcito, e
por varios outros mdicos, permittem hoje de pro-
clamar altamente as virtudes eflicazes da salsa para
rilha de Brislol vende-se a 59000 o vidro.
O deposito desta salsa mudou-se para a botic-
franceza da ra da Cruz, em frente ao cbafariz.
29000
Homceopathia.
CLNICA especial das mo-
lestias NERVOSAS.
Hysteria, epilepsia ou gota co-
ral, rheumatismo, gota, paraly-
sia, defeitos da falla, do ovido e
I dosolhos, melancola, cephalalgia
I ou dores de cabera, encliaqueca,
( dore e tudo mais que o povo cc-
I nhece pelo nome genrico de ner-
I voso.
As molestias nervosas requerem militas ve-
) zes, alm dos medicamentos, o eroprego de
outros meios, que despertem ou ahatam a
sensibilidad?. Estes meios possuo cu ago-
| ra. e os ponho a disposicao do publico.
I Consultas lodos os das (de grasa para os
pobres), desde s 9 horas da manhaa, at
| as duasda tarde, ra de S. Francisco' (Mnn-
do-Novo, 11.68 A.Dr. Sabino Olegario
} Ludgero Pinito.
Quem precisar do um pequeo com pratica de
taberna : trate na ra da Cailcia do Recife n. 23.
O Sr. Emilio Xavier Sobreira de .Mello lem
urna carta na ra do Queimado n. 14, hija.
Precisa-se comprar urna preta de meia idade,
que saiha cosinhar e engommar rom per reirn, e te-
nha boa conducta: na pracada Independeueia o. 3>
loj.
Galeiia de retratos a oleo e da-
guerreorvpo.
Cincinato Mavignier, retratista e pensionista de S.
M. o Imperador, sendo mil vezes grito a lo magn-
nimo monarcha, vai distribuir gratuitamente entre
todas as pessoas que forcm a seo estabelecimenlo se
retrataren) pelo syslema daguefreolypo, estampas
onde representam o busto de S. M. o Imperador, de-
senliadas e litographadas no Rio de Janeiro pelo
aiuiunciante, em ponto grande. O .iiinunciante dese-
jandn que os seus patricios e amigos conservem a
leiubranra de seu monarcha, por isso convida an pu-
blico desta capital para ver a expsito que vai prin-
cipiar amanhaa alquinta-feira, no seu estabeleci-
mento, a exposisao do retrato de S. M. o Imperador,
m ponto natural: no aterro da Boa-Vista n. 82,
primeiro e segundo andares.
Aula de desenlio e pintura.
Cincinato Mavignier, retratista e pensionista de
S. M. o Imperador, tem aberlo a sua aula de desenlio
a pedido de muitissimas pessoas que para esse fim se
empenham.
Faz-se vestidos de senhora, roupa para meni-
nos e engomma-se, ludo com perfeico e asseio :
na rna Direila n. 120, na toja de barbeiro so dir
quem he.
Precisa-se de um feitor que seja portuguez :
ua ra da Cadeia do Recife n. 49, primeiro andar.
Necessila-se de urna escrava ou escravo que se-
ja bom cozinheiro e que euleuda tudo perleocente a
coz i n ha : no consulado americano n. 4, ra do Tra-
piche, oo noarmazem de Da vis & Companhia, ra da
Cruz n. 9.
Aluga-se a loja 'do sobrado n. 48, no fim da
ra do Sebo, ou Trempe, muito fresca e com sufi-
cientes commodos para morada : a tratar no mesmo
sobrado.
Na ra do Crespo n. 16, esquina da
ra das Cruzes, loja da viuva Brando &
Irmo, precisa-se tallar com o Sr. Es te v to
Jos Paes Barreta, a negocio de seu inte-
resse.
* Precisa-se contratar por empreita-
da, a construeco de urna coberta de te-
lha, sobre pilares detijolo ou columnas de
ferro, em um terreno murado., na ra de
Santa Rita prximo a' Ribeira.pertencen-
te a' companhia brasileira de paquetes de
vapor: quem estiver as circumstancias
de fa/er este contrato com as necessarias
garantas, queira apresentar sua proposla
com toda a brevidade ao agente da dita
companhia: na ra do Trapiche n. 40 se-
gundo andar, aonde tmbem se dar'
qualquer esclarecimento'.
Precisa-se de um rapaz para caixeiro de pada-
ria : quem esliver nestas circumstancias, dirija-se as
Cinco Ponas n. 106.
RAPE PRINCEZA
DO
Compram-sc accocs do banco de Pernambuco
CHRYSTALOTYPO.
Gabinete enriquecido de bellas pinturas,
pelo antigo e novo esrylo, no aterixi da
, Boa-Vista n. 4, terceiro andar.
$p@E$%9BK38B88B3
D. Thereza Alejandrina de Souza Baiidei-
ra, professora particular de primeiraa letlras,
costura e bordados, acaba de estabelecer den-
tro de sua aula os dous ensiuos de sramma- i
tica portogueza e msica, haveodo all mes- \
mo um piano destinado para o estudo das
i apreodizes ; no pateo do Paraizo, segundo
andar, junto a igreja, tralar-se-ha a respeilo.
C. STARR & C.
respeitosamente annunciam que no seu extenso
tabelecnento em Santo Amaro, continua a fabricar
com a maior perfeico e promptidao,toda a qualidade
de machinismo para o uso da agricultura, navega-
do e manufactura, e que para maior commodo de
seus numerosos freguezes, e do publico em geral, tem
aberto em um dos grandes armazens do Sr. Mesqui-
ta na roa do Brum, atraz do arsenal de mariuha,
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dito seu estabelecimenlo.
Alli acharo os compradores um complet sorti-
meulo de moendas de canoa, com todos os melho-
ramentos (alguna delles novos eoriginaes) de que a
experiencia de muitos anuos tem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de baixa e alta pressao,
taixas de todo tamanho, tanto batidas como fundidas,
carro* de mao e ditos para conduzir formas de assu-
car, machinas para moer mandioca, prensas para di-
to, fornos.de ferro batido para farinha, arados de
ierro da mais approvada construcrao, fundos para
alambiques, crivos e portas para fornalhas, e urna
inBnidade de obras de ferro, que seria enfadonho
enumerar. No mesmo deposito existe urna pessoa
intelligente e habilitada para receber todas as eu-
commendas, etc.* etc., que os annunciantes contan-
docomacapacidadede suas.oflicinas e machinismo,
e pericia de seus ofilciaes, se comprometiera a fazer
cxecuUr, com a maior presteza, perfeico, e exacta
conformidade com os modelos ou desenhns, e inslrnc-
Ses que lhe forenvornecidas.
SYSTEMA MDICO DE HOLLOWAY.
J. J. Pacheco, ventajosamen-
te coohecido as principaes pro-
vincias do Brasil, he chegado ha
pouco lempo dos Estados-Uni-
dos d'onde truuxc a melhor ma-
china e o melhor methodo de re-
tratar que tem apparecido nao s
o Brasil como em toda a Euro-
pa. O seu trabalho nao he inferior ao de seus ha-
bis meslres Mrs. Insleys e Gurnevs da cidade de
New-York, elles mesmos tiveram occasio de exa-
minar seas retratos e acharem-nos magnficos. (In-
renlos c tantos retratos teem sido lirados nesta cida-
de pelo annuuciante das principaes pessoas, que tan-
to o lem honrado e a quem tanto o artista se confes-
sa grato. He chegado ha das da America para esle
eslabelecimerto um cem numero de objectos para
collocar os retratos, constando de expleudidas ca-
xas, riquissimos quadros dourados e de mogno, alli
netes, redomas e anneis. Os vidros para os retratos
sao de urna grossura admiravel, oque muito con-
corre para que sobre-saia a pintura iseuta das bo-
inas e outras imperfeicoes que se encontram nos vi-
dros ordinarios. O artista leudo de seguir, muito
breve para a corle, previne a todas as pessoas que
desejarem urna perfeta semelhanc,a de suas fec,oes,
possuindoum retrato claro e Iraros perfeilos einlel-
ligiveis, e cores fizas e naturaes, isentas de soffre-
rem a mnima alterarlo com o lempo, que queiram
dguar-se procura-lo todos os das quer esteja o lem-
po claro ou escuro. No mesmo estabelecimenlo
produzem-se copias liram-sc grupos de familias,
preparam-se algumascomposirOeschimicas, superio-
res as que veem de fra, e vendem-se lodos os prin-
cipaes processos do daguerreotypo e mesmo do novo
trabalho, pela quantia de 4009000. prometiendo des-
cubrir todos os misterios des,le trabalho c que tem
sido a ruina no crdito de milhares de artistas. Qual-
quer material ser vendido a dinheiro vista. O
respeitavel publico contina a ser convidado a visi-
tar n estabelecimenlo embora nao queiram retratar-
se. As familias que liverem de retratar mais de 6
pessoas teram um abalimenlo nos preros.
Um cavallo que appareceu porta do armazem
do sal, na noile dia 23 de maio, fui recolhido, dndo-
se parle ao inspector, e como al o presente nao le-
nha apparecido o dono, faz-se este annuncio, para
que, a quem perlencer o dito-cavallo, o venha bus-
car e pagar a despeza que com elle se li feto.
Precisa-se alugar urna criada, livre ou escrava,
que saba engommar bem, e cuidar de enancas, em
urna" familia pequea: quem esliver nesle caso, e
quizer contralar-se, dirija-se i casa n. 83 da ra do
Pilar das 8 s9 horas da inanhaa, ou das 4 da tarde
s8 da noile; nao se duvda pagar generosamente,
sendo pessoa activa 110 servico, e hbil.
Arrenda-se um sitio no Hospicio,
tendo casa com Commodos para nella re-
sidir duas familias, casa para pretos, es-
tribara para quatro cavados, cacimba
com agua de bober, coqueiros, saputisei-
ros, larangeiras, mangueiras e outras ar-
vores de frutos, baixa para capim, com
propoi^So de conservar dois cavallos a
comer animalmente com fartura; arren-
da-se por um ou mais annos, e com as
precisas garantas para segranca do ar-
rendamiento: a tratar com Antonio da
Cunlia Soares Guimures na ra da Ca-
deia de Santo Antonio casa n. 9, das 9
horas da manhaa as' 4 da tarde. '
RIO DE JANEIRO.
GROSSO MEHHiROSSO E FINO.
DA FABRICA DE
ESTEVAO GASSE.
O de|iosto geral na ra da Cruz do Recife n. 23
contina a ler as qualidades de rap cima; bem
como o novo AMAREL1NMO. O seu fabricante he
a melhor recommendaco, que este novo rap pode
ter, pois he um dos mais aiiligos fabricantes do ra-
p de Lisboa; e que na cuufeirao de todas estas
qualidades tem- mostrado o emprego do melhor
systema, avista do longo lempo que se conserva
fresco, e sempre com o melhor aroma.
Roga-se a pessoa que liver adiado um alfinete
de brilhaules com o pe quebrado, estando ligado a
um allincle de metal, perdido no dia 1. do correle
mez, desde o pateo do Collcgio em seguimento pelas
ras eslreila do Rosario, Trincheiris, al a Boa-
Vista, sendo queira reslilu-lo a seo dono, dirija-se
praca da Boa-Vista n. 28, casa de Manoel Elias de
Moura, por quem ser generosamente recompen-
sado.
Aluga-se um sitio no lugar da Capunga,, com
urna casa que oflerece commodos para grande fami-
lia, cocheira e estribara para mais de dous cavallos,
e grande baixa de capim : quem o pretender, diri-
ja-se a ra doCotovello u. 1, segundo andar.
Francisco Alves da Cunha & C. pelo presente
avisam ao Sr. Jos Duarte Rangel. que deve remir
os penhores que havia entregado ao finado Joilo Es-
perante, no prazo deoito dias a contar de hoje, c na
falta se proceder judicialmente a venda delles,
visto ja oo chegarcm para o pagamento da quantia
devida.
O eolleetor de diversas rendas da cidade de Oln-
da faz publico, que no da 6 do correte, s 4 horas
da larde, he a ultima praca em a qual lem de ser
arrematada peanle o Sr. Dr. juiz municipal desta
cidade, a prnpriedade sita na ra do Varadouro n.
2, con leudo i salas, quarlos, solao, um viveiro, ba-
nheiro e Ierra sutlicienle para verduras, cuja pro-
prieda le perlenre a fazenda nacional por lhe haver
sido adjudicada pela, quantia de2:8025655, por cenia
do que lhe deve a viuva e herdeiros de Manoel Lo-
pe Machado.
Em a cidade de Olinda, sobrado de-
fronte da Se, ensina-se a Doutrina Cliris-
ta, ler, escrever, arithmetica e gramma-
tica nnrional; assevera-se que lia esmero
no desempenho de deveres.
Aluga-se ama boa sala.'alcova e quarto, de um
andar at ra do Queimado; a tratar mPinesma ra
n.21.
OlTerece-se um homem para caixeiro de qual-
quer casa de negocio de atacados ou a relalho, o
qual tem bastante pratica: quem quizer annuncie
ou dirija-se travessa dos Quartcis n. 35.
O abaixo assignado. no dia* 15 deste mez abre,
no primeiro andar da casa n. 14 da ra do Queima-
do, urna aula para ensinar a fallar e escrever o in-
glez. Para maior commodo dos alumnos llavera duas
classes; urna de tarde e outra de noile : as pessoas
que quizerem frequenlar qualquer deslas ditas clas-
ses, se servirao entender-se com o abaixh assignado,
no escriptorio da companhia de seguros, lililidade
Publica, do meio dia at 3 horas da urde.
1 Jos da Maya.
Procisa-*e de urna mulher de bous costumes,
que saiba cozinhar bem e engommar para urna casa
de familia: na ra da Cadeia do Recife n. 53, ter-
ceiro andar.
; Deseja-se fallar com o Sr. Jos Joaquim Go-
mes de Almeida, a negocio de seu inleresse: na ra
do Queimado n. 38.
No dia 2 docorrente, tendo ido um mulatinho
ao caes do Ramos levar uus saceos em urna barcaca,
deixou de voltar, e por islo se acha ausentee tem os
signaes seguiules: idade 16 a 18 aunes, estatura me-
diana, olhos regulares, cor um lano amarellada, ca-
bellos nao carapinhados e cortados ao esiylo da Ier-
ra, secco do corp'o, lem um dos dedos de m p mais
torto do que o oulro, levou camisa de algodao da
malla j usada, e calca de rjscadinho com listras dos
lados; veio do engenho Goiauna Grande para ser
Vendem-se fugues americanos chegidos ultima-
e ditas da companhia de Boberibe: a fallar com o mente dos Estados-Unidos: na ra do Trapiche
correlor geral M. Carneiro.
Compra-se o Jornal do Commercio a. 154 de 4 de
juaho do anno passado, e os supplepienlos ao mesmo
jornal ns. 158 e 160 do 8 e 10 do dito mez : na li-
vraria da praca da Independencia n. 6 e 8:
.Compra-e elleclivamente brunze, lato e co-
bre velho: no deposito da fundicao d'Aurora, na
roa do Brum, logo na entrada n. 28, e na mesma
fundieflo em S. Amaro.
Compra-se esclavos de. ambos os sexos e pa-
gao-se bem.assim como tambem se recebem de com-
missao : na ra Direita n. 3
Compra-se urna casa lerrea, sendo em roas fre-
quenladas e no bairo de S. Antonio, bu S. Jos:
quem liver annuncie por esle Diario.
Compra-se prata brasileira e lies par
nhola : na ra ca Cadeia do Recife' n.
24, loja de cambio. /
Cornpranwe ellectvamente cobre,
latao e bronze Vellio : na fundico de ier-
ro da ruado Brum n. 6, 8 e 10, passan-
do o chafariz.
n. 8.
Vende-se ou arrenda-se o sitio Capellinht da
Sacra l-.undia. no melhor local possivel, bem plan-
lado de truclas, com 500 palmo de frente e 700 de
Tundo, casa auliga mas segura, e com muitos com-
modos, e dividido por arvoredos o vallado; a,jm
comA um crioulo moco, carreiro, bom escravo de
ra e fiel ; por uao querer servir a seo senhor veo-
de-se para fra a quem o embarcar : 10 mesmo sitio
aehar.To com quem tratar.
Vende-se na ra Direita n. 19, muito boa ce-
vadinha a 400 re. a libra, saga440 rs. muito
novo.
VENDAS
DEPOSITO DE VH CHAM^
PAGNE.
Vendem-sfe gigos com garrafas e
metas garrafas de champagne do
ja' bem conhecido e acreditado au-
tor Josep Perrier, por mdico pre-
co a'.vista daexcelfentequalidade:
na ra do Trapiche n. 11.
PTIMO VINHO DE COLLARES,
em barris de 7 em pipa : 00 escriptorio de Augusto
C. de Abren, na ra da Cadeia do Recife n. 48, pri-
meiro andar.

9 Na ra do Crespo n. 2o,
9 vendem-se chitas largwitancezas, padrdeses-
A euros e core* (ixas W^^^Bt de casemiras
finas e modernas a 4*W0, olios de meu case-
mira a 1j)600, esguiio de linho muito fino a
*? 19120 avara, casemira preta Boa a 50000 o
corle, panno fino de todas as core a 3J000 o
covado, chale de lia escorus a 800 rs., lencos
decainbraiadeliuhoa480e640, hila larga
9 com algum mofo a 200 rs., merino com duas
larguras a 1;>600, risado franceze, largos e
decores fuas a 180, e outras m.
~ por prec;o muito barato.
t
FARINHA DE MANDIOCA
muito superior e em saccas de 2 12 al-
queires por preco commodo: trata-se na
ra do Amorim n. 5S-, armazem de Ma-
chado & Pinheiro, ou na ra do Vigario
n. 19, segundo andar, escriptorio dos
mesmos.
Vende-se panno de linho, largura de 10 palmos,
proprio para leuces de cama, pelo barato preco de
-.ftrfMJUrs. a vara : na ra do Crespo jo lado do arco
de S. Antonio loja n. 3.
Vende-se por mdico prc$o urna poreflo de
caibros e cardas para andames, que sserviram em
urna obra de 2 mezes : a tratar na ra dos Marlyrios
u. 6, segunda andar.
Ven Je-se fio de aapaleiro, bom : em casa de S.
P. Johnsion & Companhia, ra da Sensalt Nova
ni 42.
VuUudilhopret.
Superior velludlho prelo para bonetes de mon-
tara para senhoras e meninos, por baratsimo preco:
na rna da Cadcia.loja de chapeos de Vieira & Com-
panhia, n. 46.
Navalhas a contento e tesouras.
fia ra da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, escriptorio de Augusto C. de Abreu, conlinu-
am-se a vender a 8J000 rs. o na (preco fixo) as j
bem couhecidas e afamadjs navalhas de barba feitas
pelo hbil fabricante que fo premiado na exposisao
de Londres, as quaes alm de>durarem extraordina-
riamenle nao se sentem no rosto na aceao do cortar ;
vendem-se com a condico de, nao agradando, pode-
rem os compradores devolve-las al 15 dias depois da
compra, resliluindo-se o importe : na mesma casa
ha ricas lesourinhas para unhas feitas pelo mesmo
fabrica ute.
OLEO DE LINHACA EM BOTIJAS: o
vende-se em a botica de Bartholomeo
Francisco de Souza, ru larga dd Rosario
n. 56.
NO ARMAZEM DE C. J. ASTLEY
, ECOMPANHIA, RIADO TRAPICHEN 3,
ha para vender o seguinte :
Cal branca frnceza.
l'ollia de l'landres.
Kstanhoem barra.
Cobre de 28 e 50.
Azeitede Colza.
Oleo de Unliara em latas de 5 gales.
Champagne, marca A. C.
Oleados para mesas.
Attencao.
Na ra Direita n. 19, ha para vender-te um cai-
\ao com qoalro reparlimentos, muilo bem feilo e em
conla, um braco de balanra de Romao & Companhia,
com conchas e um peso de 2 arrobas, queijos muito
novos a 19700 e urna porta de lOuro em conla.
Superior farinha de mandioca
Vende-se farinha de Sania Catharina muilo
nova, e de superior qualidade. por prejo
commodo, a bordo da escuna aZelosa ; para
por roes. Irata-se no escriptorio da ra da Cruz
n. 40, primeiro andar.
S
Vendem-se 4 escravos, 1 mulato de 20 annos,
1 moleque de 17 annos, 1 preta lavadeira e engoin-
madeira, 1 prelo de 40 annos e 30 travs de pao dar-
co : na ra larga do Rosario n. 25.
3p
alieilBJ c
fa-
che-
POTASSA BRASII
Vende-e superior ]_
bricada no Rio de Jar
guda recentemente, recommen- ,
da-se aos senhores de engenho os
seu* bons efeitos ja' experimen-
tados: na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron. di
Companhia.
k
4O0
400
140
J.
contina rezidir 1
me dentista,
pNova, primeiro andar n. 19.
O Dr. Sabi^pOlegario Ludgero Pinho mu-
dou-se para o palacete da ra de S. Francisco
(mundo novo) n. 68 A.
Precisa-se de urna escrava para o servico ^le
urna casa de pouca familia : na ra do Hospicio 3a
casa nova direila depois de passar o qnartel.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Aos 20:000,^000.
- Na casa feliz dos quatro cantos da ra do Queima-
do n. 20, foi vendido o n. 1376 que tirou 10:000 ;
roga-se a pessoa que o pessuia que venha receber ;
e agora estao venda os hi Hieles e meios em caute-
las, quarlos. oilavos c vigsimos da 18 lotera de
Nclheroy, cuja lisia chega no dia 14.
O Dr. Joo Honorio lie/.erra de Menezes, $p
# formado em medicina pela faculdade da Ba-
& hia, olferece seus prestimos ao respeitavel pu- $$
$ blico desta capital, pudendo ser procurado a
qualquer hora em ana casa ra Nova n. 19, t
@ segundo andar: o mesmo se presta a curar
jj- gratuitamente aos pobres.
Arrenda-se um engenho d'agaa, situado a urna
legua e meia desta cidade, com porto de embarque e
proporc^cs para safrejar 1,500 pies annuaes, teudo
alm disto excedentes baixas para capim, boa borla,
ptima casa de vivenda, c todas as mais obrase "lli-
cinas de al venara, eem perfeilo estado de conserva-
cao ; negocia-se lambem a safra pendente, alsuns
hus e vaccas, quartos, eannas e crnica*, ludo novo
on em bom uso : os pretendeutes dirijam-se ao Sr.
Ignacio Francisco Cabral Cantanil.
O rautelista Salusliano de Aquino Ferrera dei-
xou de vender cautelas das loteras do Rio de Janei-
ro desde dezembro de 1853, e tem marcado o prazo
de um anno que se ha de lindar no dia 27 de maio de
1855 para a liquidarlo das referidas cautelas que an-
da exislem por pagar.
PIULAS WLLOWAY.
Este ineslimavel especifico, composto inteiramen-
te de hervas medicinaos, nao contem mercurio, riem
outra alguma substancia delecterca. Benigno mais
lenr infancia, e compleiro mais delicada, he
igualmente promplo e seguro para desarraigar o
mal na compleicao mais robusta; he ioteiramente
innocente em soas operarOes e elTeilos; pois busca e
reinove as doencas de qualquer especie e grao, por
mais antigs e tenazes que sejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este reme-
dio,, muitas que j eslavam as portas da morlc, per-
severando em seu gso, conseguiram recobrar a sa-
de e forcas, depois. de haver tentado intilmente,
todo* os outros remedios.
As mais afflictas nao devem cutregar-se deses-
prarao: facam om competente ensaio dos eflicazes
eletos desta assombrosa'medicina, e prestes recu-
perarao o beneficio da sauV.
NSo se perca; lempo em lomar esse remedio para
qualquer das seguiules enfermidades:
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Amoolas.
Areas (mal d').
Asthmi.
Clicas.
Convulsoes.
Dehilidade ou extenua-
rlo.
Ocbilidadc ou falta de
forjas para, qualquer
cousa.
Desiuteria.
Dor de garganta,
a de barriga,
u nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidades no ligado.
a venreas.
Enxaqueca.
Ilerysipela.
Febres biliosas.
ii intermitientes.
HOMEOPATHIA. (
0 Dr. Casauova, medico francez, da con-
sullas lodos os dias no seu consultorio
RLVDASntl]ZESU8.
No mesmo consultorio acha-se venda um
grande sorlmento de carleiras de todos os I
Umanhos por presos commodissimos. .
CINCO MIL RES. <
1 carlejra com 24 tubos a esculla. |
1 tubo grande de globulosavuls. 500
i dito mediano...... 4001
i dito pequeo...... 300 .
'.; onca de tintura a esculla IjOOO
Elementos de homcopalhia 2 volumes 2.
ediccie. ......... 59000
Pathogenesia dos medicamentos
brasileirosl volme. 2)000^
Tratado das molestias venerias
para se tratar a si mesmo. 15000
de toda especie.
Gota.
Hemorrlioidas'.
Hydropisia.
Ictericia.
IndigeslOes.
Inflanimaces.
Irregularidades da mens-
Iruarao.
I.ombrigas de toda espe-
cie.
Mal-de-pedra.
Manchas na culis.
Obslruccao de venlre.
Phlhisic ou consijmpcio
pulmonar.
ItelencSo d'ourina.
. Rheumatismo.
Symptomas segundarios.
Temores.
Tico doloroso.
Ulceras,
MECHANISMO PARA ENGE-
NHO.
A \M[MY DE FERRO DO EM.EMIEIRO
DAVID W. BOWUN, M RIA DO BRUI,
PASSAKDOO CHAFARIZ,
ha sempre um grande sortimeulo dos seguiules ob-
jectos de mechanismos proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
construcrao ; taixas de ferro fundido e batido, de
superior qualidade, e de todas'os tamaitos; rodas
dentadas para agua ou animaes, de todas as propor-
c,oes ; crivos e boceas de fornalha e registros de boei-
ro, aguilh6es,bronzes parafusos e cavilhoes, moinho
de mandioca, etc. etc.
A MESMA Fl'MHtAO'
se execnlam todas as encommendas com a superiori-
dade ja conhecida, ecom a devida presteza e commo-
didade en preco.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rna do Coegio n. 2,
vende-se um completo sorti ment
de fazendas, finas e grossas, por
preros mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
gues, como a retalh, afliancando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
alirio-se de combinacao com a
maior parte das casajfecommerciaes
| inglezas, francezas, aTlemaas e suis-
sus, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto olFerecendo elle maiores van-
tagens do que oulro qualquer ; o
proprietario deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venbam (a' bem dos
seus interejtses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
| HOMEOPATHIA.
Comarca do Cabo.
Manoel de Siqueira Cavalcanti mudou-se
para o engenho Marlapagpe. Contina a dar
consullas lodos os dias, e a tratar os pobres
gratuitamente.
' -|*V(T
Venreo (mal).
Vendem-se estaslpilulas no esubelecimenlo geral
de Londres, n. 244, Strand, e na loja de todos os
boticarios, droguistas e outras pessoas encarregadas
de sua veuda em toda a America do Sol, llavanae
lleip^nha.
Vendem-se as bocetinhas a 800. liada urna del-
tas conlm urna uslruccao em portuguez para ex-
plicar o modo de ve mar deslas pilulas.
O deposito geral lie em casa doSr'. Soum, pharma-
ceutio, na ra da Croz n. 22, em Pernambuco.
J. Charilon, bacharcl om bellas letlras, doulor
em direito formado na universidade de Pars, ensi-
lla em sua casa, ra das Flores n. 37, primeiro an-
dar, a ler e escrever, Iraduzir c fallar correcta-
mente a lingoa franceza, e tambem dar lirocs par-
ticulares em casa de familia.
Sabbado passado das 7 '.. as s horas'da noile,
desappareceu da porta da,loja do Pomaleau, um.
cachorrinlio de rara, cor preta, e os pes cor de fu-
go, prometi a quem lhe der noticias delle ou a
quem lhe quizer en(regar,oma boa recompensa. \
Aluga-se um negro proprio para servir casa es-
Irangcira deque lem pratica, [e tambem una mua-
la com habilidades para casa de familia: na ra No-
va n. 43.
r- Precisa-se alugar um prelo para Irabalhar em
renao: na ra da Concordia n. 8.
Casa da afericao, na ra das Aguas-
Verdes n. 25.
O aferidor participa, que a revisao leve principio
no dia 1 de abril crrente, a linalisar-se no dia 30
de junho prximo futuro: segundo o disposto no
art. 14 do regiment municipal.
Paulo Gaignou, dentista,
pode ser procurado a qualquer hora em sua casa
ni ra larga do Rosario n. 36, segundo andar.
JS O Dr. Thomassip, medico francez, di con-
A sullas lodos os dias uteis, (las 9 horas da mi- t$
9 ulula al o meio dia, em sua casa ra da Ca-
A deia de Santo Antonia n. 7.
|@3-S@
Precisa-se de urna prela escrava, que,cozinhe e
faca o mais servico de urna casa de pequea familia,
naga-sebem :a tratar na ra da Cadeia do Recife
p.23.
Precsa-se de-urna ama qoe cozinhc e engom-
me, para casa dajam homem solleiro: quem esliver
nestas circumstaHias annuncie, para ser procurado.
A invcntarianledo casal de seu pai Jos Fran-
cisco Belem, previne ao publico, que as Ierras da
propriedade de Sania Auna, em que a cmara mu-
nicipal pretende fazer urna bomba de alvanaria, ca-
ja obra pfle era prisa nos das* 3, 6 e 7 do correte,
perlencem ao referido casal, que uao pode ser desa-
propriado dolas, seniio ua forma eslabelecida por
le, e que por isso ejla iuvenlariante est resolvida a
fazer toda a opposicao legal a qualquer pessoa que
I pretender fazer a dila obra.
vendido, e diz elle que tem mai nos Afogados e ir-
maos nesta praca, e chama-se Esperidiao : roga-se
as autoridades policiaes ou oulras quaesquer pessoas
que o peguem e conduzam-o ao. beceo Largo do Re-
cife, sobrado n. 1, terceiro andar, a Joaquim Mar-
ques Santiago, ou no dito engenho a-seu senhor o
Dr. Joo Francisco Cavalcanti de Albuquerque, que
ser recompensado.
_&@
Frontispicio do Carmo.
Os encarregadas de festejar a nossa- adorada
mai de Dos Senhora do Carmo do fronlispi- .
co; dcclaram, que por motivos justos nao p-
de ler lugar a fesla no da 6 do correnie mez,
e que tica transferida para o prximo mez de
julho, para o queja teem permisso do actual
digno provincial. @
Ausootou-se no dia 3u do mez prximo pas-
sado a preta Mara, de altura boa e reforjada
do corpo, cor fula por estar recolhida e ama-
relia, rosto feioso e grosseiro, becos grossos, uarz
chato, urna das orelbas rasgadas dos brincos, juntas
dos pes grossas, e um mais que oulro por eflelo de
bobas e cravos, cicalrize* de feridas as pernas e no
peto de um dos ps, marca de fogo no col por ser
de nac3o Congo ; levou vestido de chita de assento
amarello com listras de flurinhas rxasj velho e um
pouco desboladu, panno da Cosa azul anda novo ;
desconfia-se que esta negra fosse sednzida e abala-
da porque ella nao sabia caminho nem carreira, c
era ras desta praca, por ter chegado ha pouco de
outra provincia, e alm disto muito estpida: assim
roga-se toda a vigilancia das autoridades policiaes,
capitacs de campo o pessoas particulares, a captura
da dita, ou noticias certas, pelo que recompensar-se-
ha generosamente : na ra do Caldeireiro n. 80.
Precisa-se fallar ao procurador dos
herdeiros do fallecido Jos Basilio de Frei-
tas Peixoto que morou em Garanhuns :
na praca da Independencia, livraria n.
6e8. "
PERDA.
Perdeu-se desde a pagadoria dos ordenados na lhe-
souraria geral al a secretaria da polica, no dia 2 do
correnie junho, a quantia de 400000 em duas notas
de 209000. A pessoa que sofTreu esta perda, e a
quem he ella bem sensivel por ser o fructo de um
mez de assiduo trabalho, dirigi-se ao sabir da dita
pagadoria em linha recta pelo pateo do Collcgio, ra
do mesmo nome, e ras da Cadeia e S. Francisco al
a mema repartirlo da polica, e roga a quem liver
adiado a quantia referida e quizer conscienciosa-
mentc enlrega-la, que lenha a bondade de o fazer
na mencionada secretaria, ou na ra do Caldeireiro
n. 54, onde encontrar quem a perdeu.
Ao barato.
Boavenlura Jos de Castro Azevedo, com loja e fa-
brica de chapeos na ra Nova n. 52, junto a casa da
Ulma. Cmara Municipal, lem a satisfacao de annun-
ciar ao respeitavel publico desta cidade e particu-
larmente aos seus amigos e freguezes, quo comprou
em leilao um.grande sorlmento de chapeos, miude-
zas e calcados de lodas as qualidades, e quo os esl
vendendo pelos precosabaixo mencionados : sapatos
de bezerro para homem, o par 19000, ditos de cou'ro
de lustre francezes para senhora a I5OOO, bico de
poro linho para lalhos de veslldos, a vara 500, fran-
ja para toalhas, avara a 100 c 120, meias pretas de
seda para homem a 500 rs., urna duzia de grampas
para cabello por 10 rs., quatro nov ellos de fortes 1-
nhas de cores por 20 rs., meia duzia de agulheirus por
20 rs., c outros muitos objectos, que por elles nao se
engeilam lacro por mais diminuto que seja.
Anda se precisa no sobrado da ra de S. Fran-
cisco n. S, de nia escrava por aluguel: quem a li-
ver dirija-se ao mesmo sobrado. >
Quiula-feira, 1. do correnie, indo um mole-
qbe com urna bandeja de ruupa eugommada e um
allincle de pello dentro da mesma,aconten te-loper-
dido ou dcixado furlar, desde a ra da Roda al ao
alerro da Boa-Visla; por isso pede-se a qualquer
pessoa que o achou ou spja oflerecido, o queirar le-
var ra Nova n. 1, que ser recompensado.
Para urna familia eslrangeira, precisa-se alu-
gar urna negra forra ou captiva, que saba engom-
mar e fazer mais servicri de casa : a fallar na roa do
Trapiche n. 12, primeiro andar.
lluuder, alfaiale de ilsmburgo, avisa ao res-
peitavel publico, que reside na ra do Aragao n. 19;
recebe todas as obras de sua arle, e aliaura a seus
freguezes que serio servidos com toda a attencao e
promptidao.
Se alguin senhor de engenho precisar de um
mostr par* primeiras letlras, principalmente gram-
malica purlugueza, pode dirigir-sc a ra Direila n.
15, ou annuncie.
Na roa do Rangel, sobrado n. 38, se d dinhei-
ro a juros em pequeas quanlias, sobre penhores de
ouro e prata.
FURTO.
Sabbado 3, um prelo ganhador furtou do arma-
zem do abaixo assignado, um barril com manteiga
iugleza, levando no lampo marcado com tinta, e m
letlras gordas 25. Roga-se a quem for offerecido de
o aprehender.assim como se roga as autoridades poli-
ciaes o mesmo favor./oo Mar lint de Barros.
O hospital de caridade precisa de um por-
Iciro ; quem esliver nestas circumstancias dirija-se
ao respectivo regente.
A pessoa que annunciou urna ama para casa
de um homem solteiro, dirija-se ao pateo da Peuba
D.6.
Ofl'erece-se urna pessoa bastantemente habili-
tada (como mostrar a quem convier) nao somonte
pelos cbnhccimeulos Ihroriciis, como pela nao inter-
rompida pratica de 4 annos, par leceionafgram-
matica porlugueza, e latina, anda mesmo por ca-
sas particulares, mediante um preco rasoavel que* se
con\ endonara : a pessoa que se quizer utilisar d =
seu presumo annuncie para ser procurada, ou diri-
ja-se ra da S. Cruz u. 80.
1 para forro desalas.
de ferro, pintadas, para
icar.
fsortido.
Tapete de
Fo
fa
Ac de
Lonas da Miissia.
Lazarirtas e clavinotes.
Papel de paquete, inglez.
Brim de vela, da Uussia.
Graxa inglcza de verniz para arreios.
Arreios para um e dous cavallos, guarne-
cidos de prata e de lato
Cbicotes e lampeoes pai-a carro e cabriolet.
Couros de viado de lustre para cobertas. '
Cbcradiis para montara, para senhora.
Esporas de ac prateado.
Pianos.
Os amadores da msica, acham continuadamente
em casa de Brunu Praegef & Companhia, ra da Cruz
n. 10, un grande sorti ment de pianos fortes e fortes
pianos,de dillerenles modellos, boa construcrao e bel-
las vozes, quo vendera por mdicos presos; assim co-
mo toda a qualidade de instrumentos para msica. J
QUEIJOS E PRESUNTOS.
Nn ra da Cruz do Recife no armazem n. 62.' de
Antonio Francisco Marlius, se vende os mais supe-
riores queijos londrinos, presuntos para fiambre, l-
timamente chegados na barca ingleza Valpa-
raito,
j^^j^Rtlsm DirM^KDu^r^ii
Vende-se a melhor farinha de mandioca
que lia no mercado, a bordo do brigue nacio-
nal Inca, e da escuna Xeloza chegada de S.
Caljiaiina para porgues, no que se far aba-
te empreco: trata-se com os consignatarios
Vendem-serelogios deooroe prata, mais
barato de que em qualquer outra parte:
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Chapeos pretos francezes
a carij, os melliores e de forma mais elegante que
tem vindo, e ojlros de diversas qualidades por me-
nos prego que em outra parte : na ra da Cadeia do
Recife, n. 17.
Bpoto da Fabrio de Todo* 00 Santos na Babia.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber'&C, na ra
da Cruz n. 4, algodao trancado, d'aquella fabrica,
muilo proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por prego commodo.
, Vendem-se em casa de Me. Cal moni & Com^
panhia, na praca do Corpo Sanio n. 11, o* seguinte:
vinho deMarseilleem caixasde 3 a 6duzias, linhas
em novellos ecarreleis, bren em barricas muito I
grandes, aro de, milao sorlido, ferro inglez.
* AGENCIA
Da Fundico' Low-Moor. Rna da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo .sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
ATTENCAO'.
Na ra Direita n. 19, ha para Vender os generas
seguiules:
Manteisa ingleza superior. 560
Amendoas descascadas. .320 >
fiolachinlias de aramia er latas de 6 2J300
Dita ingleza-. 240
Talherim, macarrao e alelria. 280 >
Cha hjsson muilo superior. 28240
Dito brasileiro. 19500
Espermacele a 900 e 720
Vinho do Porto engarrafado (sem casco). 6*0
Dito de Lisboa.
Toucinlio de Lisboa.
Tjollo de lmpar faccas.
Farinha de araruta.
De tapioca.
Todos estes gneros se responde pelas qualidades
Chumbo.
Vende-se chumbo em barra e lenr.ol : no arma-
zem ile Eduardo H. Wyalt, roa do Trapiche Novo
n. 18.
Vendem-se duas pipas de vinho, urna do Es
treit e outra de' PRR superior : na ra de Santa
Kila o. 97.
. Vende-se por precisao e commodo preco urna
ptima escrava preta, de meia idade : na na dr
Praia n. 43, primeiro andar.
Vende-se urna casa de om indar e sollo, quin-
tal grande, em urna das melfior rua do bairro da
Boa-Vista: a falla com o'correlor geral M. Car-
neo: o.
Vendem-se 12 csxilhos com vidros, proprios
para qualquer loja, c um balcao proprio para taber-
na ou oulro qualquer deposito, como lambem Iro-
ca-se Bma cruz de amarello, pin lada de prelo, pro-
pria para o cemiterio inglez, obr muflo boa nova:
a tratar na ra eslreila do Rosario n. 43.
Nos quatro cantos da Boa-Visla n. 1, vendem-
se lamneos do Porto para homem "e senhora por
barato preco, para acabar. ,
gasese Ca
W Deposito de vinho de cham- |
tagne Cliateau-Ay, primeiraqua-
idade, de propriedade do condi
de Mareuil, ra da Cruz do Re- |
cite n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende-
se a 56S000 rs. cada caixa, adia-
se nicamente em casa de L. Le-
s
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo -.}
[ Conde de Mareuil e os rotulo^
das garrafas sao azues.
A O BARA
Vendem-se na ra Nova n. 8, loja' de Jos Joa-
quim Moreira, chapeo* d seda para senhora, muito
bem prumplos e chegados ltimamente, pelo dimi-
nuto preco de 149000, dilos pira meninas do mesmo
modelo a 8SO00, oleado para mesas com mais de i
palmos de largura a 19000 o covado, pannos de olea-
do j corladas e preparados para mesas de mel de
sala a 2JW cada um, dilos de dito para coasolos a
29OOO aar, dilos de dito para commodas a
cada uM|.a elles, antes que se acabem.
IELOWOS
f$ uo escriptorio da ra da Cruzn. 40, primeiro'
m andar.
1 N. B. Para maior vantagem dos comprado- g
S res, pdem dirgr-se au Forte do Mallos e g
m junto ao trapiche do algodao chamar para jK
" ; bordo, que se manda lugo o bote Ierra, f
XSS8eBeB8K^:KsQGK9E)8Be
Cliapeos do Cuylc.os mais superiores que
lem apparecido, por preco commodo : na
loja de Clinsliani & Irnnio, ra Nova
n. 44
A59800.
Na ra Nova n. 44, ha nina grande quantidade de
chapeos francezes, or commodo preco.
Chapeas de palha da Italia, ns mais finos possi-
vel, tanto para homem como para meninos e meni-
nas, cem enfeiles e sem elles, dilos para montara de
senhora com riquissimos enfeiles, ditos de feltro para
homens c meninos, dilos amazonas do melhor gosto
que tem apparecido : na ra Nova n. 44.
Vende-se com cavallos ou sem elles om
carro de 4 rodas com 6 assenlos, multo
forte o com pouco uso, e um lilbury em
bom eslado : a fallar na [iraca da Inde-
pendencia n. 186 20.
Toda attencao aos precos do novo sorti-
mento de fazendas baratas, na ra do
Crespo lado do norte loja n. 14, de
, Dias & Lemos.
Vende-se alpaca prela, fazenda de duas larguras
pelo baralissimo p're{o de 400 rs. cada covado, dila
muilo mais fina com lustre a 680 rs. o covado, sarja
de 1.1a prela de superior qualidade por ser muito en-
corpada a 520 rs. o covado, chitas escuras de bons
pannos e cores fixas a 160 rs. o covado, ditas sarago-
canas escuras e oulras mais/rores com novos dese-
nlies a 180 rs. o covado, as verdadeiras brclanhas
de rolo muilo eucorpadas a 180 rs. a pera, peci-
nhas de brelanha de linho fazenda muilo fina a
39300 rs. cada urna, corles de meia casemira escura
de quadros e listras a 15500 rs. n corte, ditos de
brim de quadriuhos miudos fazenda de bom gosto a
18440 rs. cada corte,, riscadinho de linho c listras
miudinhas a 200 rs. o covado, os verdadeiros cober-
tofesde lgodo branro da fabrica de Todos os San-
da Babia a 5ti0, e grandes a 640 rs. cada um : as-
sim como mais oulras fazendas por menos proco do
que em oulra qualquer parte, sendo a dinheiro
vsla.
Vende-se um cabroiet com la competente
coberta e arreios, tudo quasi novo ; assim como 2
cavallos do mesmo j ensilladas e mausos : para ver,
na cocheira do Pedro ao p do arsenal de marinha, e
para tratar, na ra do Trapiche Novo n. 14, primei-
ro andar.
CHAPEOS A (i.sOOO. B|
Superiores chapeos de ^HL
seda francezes, modernos, pelo barato
preco de GiiOOO : na loja e fabrica de
chapeos de Joaquim de Oliveira Maia,
na praca da Independencia n. 24 a 50.
Arados americanos.
Vendem-se arados ameriranos chegados 111-
timameute dos Estados-Unidos, pelo barato
preco de 405000 rs. cada um : na ra do Tra-
piche n. 8.
COMPRAS.
Compra-se urna negrinha de 8 annos pouco
mais ou menos : na ra do Collegio u. 16. quem
liver annuncie ou dirija-se i ra cima.
VfatWW
Millio novo.
Vendem-se saccas com railho novo, pelo barato
rec,o de 3$000 rs. cada urna : na ra do Pisseio Pu-
lico ii. 17.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODAO
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-se o. superior panno de algodao
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de escravos : no escriptorio de Novaes &
Companhia, rna do Trapiche n. o4, pri-
meiro andar.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
0 arcano da invncao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado jnas co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
SANDS.
SALSA PARRILHA.
\ cenle Jos de Brito, nico agente em Pernam-
buco de B. J. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que lem chegado a esla praca urna grande por-
teo de frascos de salsa parrilha de Sands, que sao
verdaderamente falsificados, e preparados 110 Kio
de Janeiro, pelo que se devem acaulelar os consu-
midores de tao precioso talismn, de cahir : ueste
eogano, tomando as funestas consecuencias qoe
sempre costumam tra/.er os medicamentos falsifica-
dos c elaborados pela mao daquelles, que antepoem
seus interesses aos males e estragos da bumanidade.
Porlanto pede, para que o publico se possa livrar
desla fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recentemente aqu chega-
da; o annuncianle faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na ra da Conceirao
do Recife n. 61 ; e, alm do receituario qoe acora-
panha cada frasco, lem embaixo da priraeira pagina
seu nome imptesso, e se achara sua firma em 111a-
nuscriplo sobre o involtorio impresso do mesmo
freos.
-*- Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como'
sejam, quadrilhas, vafes, redowas, scho-
tickes, modinhas tOTo modernissimo ,
chegado do. Rio de Janeiro.
FARINHA DE TBIGO.
Vende-se nn armazem de Tasso Irmos, farinha de
trigo de todas as qualidades, que exislem no mer-
cado.
Na roa do Vigario n. 19 primeiro andar, tem pa-
ra vender-se chapeos de castor brancopor commodo
preso,
Agencia de Edwi Maw.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calman
& Companhia, acha-se constantemente bons sorli-
mentos de taixas de ferro coado ebatido, tanto ra-
sa como fundas, moendas ineliras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, ele., ditas para a miar era madei-
ra de todos os.tamanhose modelos os mais modernos,
machina horisontal para vapor com forra de
4 cavallos, cocos, palsadeiras de ferro estanhado
para casa de purgar, por menos prero que os de ro-
bre, esco vens para^avios, ferro da Suecia, e fo-
1 has de flaudres ; towpor barato preco.
Vendem-se prego* americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiad de zinco, superior quali-
dade, por precos commodos : na ra do
Trapicne Novo.n. 16.
Vende-se um completo sortimeulo de fazendas
pretas, como : panno tino preto a 39000, 45OOO,
53000 c 68000, dilo azul 3000, 45000 e 53000, ca-
semira preta a 2&500, selim prelo muito superior a
.15000 e 45600 o covado,sarja prela hespanhola 2j000
3500 rs., selim lavrado proprio para vestidos de se
nhora a 2g600, muitas mais fazendas de muitasquae
1 ida des, por preso rommodo : na ra do Crespo loja
n.0.
Velas de carnauba.
Na ra da Cruz n. 15, segundo andar, venderse
velas de carnauba, poras c compostas, feitas uo Ara-
caly, por menos preso do que era oulra qualquer
parle.
Vendem-se cobertores brancos de algodao gran-
des, a 19440 ; ditos de salpico lambem grandes, 1
13280, dilos de salpico de tapete, a 13400 : na ra do
Crespo loja o. 6.
Taixas para engenhos.
Na fundico' de ferro de D. W.
Bawmann, na ra do Brum, passan-
do o. chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao'
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despez ao comprador.
Vendem-se cobertores de algodao grandes a 640
rs. e pequeos a 560 rs.: na ra do Crespo nume-
ro 12.
ATTENCAO1.
Vende-se urna taberna em hora lugar, muilo an
ga e acreditada, e com poucos fundos para qualquer
principiante, na Lingoela 11. 3 : a tratar as Cinco
Ponas, junio ao Terso n. 141, taberna.
Bichas de Hamburgo.
No antigo deposito das bichas de Hamburgo, ra
eslreila do Bosario n. 11, vendem-se as melfcorcs bi-
chas de Hamburgo aos ceios e a relalho, e lambem
se alugam por meuos do que em oulra qualquer
parte. .
Vende-se urna porcao de ouro de le sem fe
INGLEZES DE PATENTE:
vendem-se por preqo commodo : em casa
de Barroca & Castro, na ra da Cadeia do
Reciten. 4.
N ra da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Henrique Gibson:
vendem-se, relogios de ouro de sbonete, de paten-
te Inglezet, da raelhor qualidade e fabricados em
Londres, por preco commodo. .
Na ra do Vigario n. 19 primeiro andar, Um
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recentemente da America.
Vende-se sol muilo boa, da melhor .que ha
no mercado, em ptquenas e grandes porees, pe les
de cabra a esleirs de palha de carnauba, chegado
tudo ltimamente do Aracalj: ua ra da Cadeia do
Recite n. 49, primeiro ndart
Cera.de carnauba.
Vande-sc cera de carnauba do Aracaly: na ra
da Cadeia do Recife n. 49, primeiro aodar.
Venderse para liquidarao urna das melhores e
mais acreditadas tabernas da roa do Collegio, proprii
pira um principiante por se fazer vantagensque cei-
limenle agradario ao comprador: a tratar na ra do
Amorim n. 48, armazem de Paula & Santos.
Vende-se um eicelleole carrinho de i rodas
mu bem construido, em bom eslado; est exposto Da
ra do Aragao, casa do Sr. Nesme n. 6, onde podem
os pretendenles examina-lo, e tratar do ajuste com
o mesmo senhor cima, oo na rui da Croz no Recife
n. 27, armazem.
PALITO'S DE ALPACA FRANCEZES.
Grande sortimento de palitos de alpaca e de brn:
na ra do Collegio n. 4, e nt ra da Cadeia do Reci-
fe u. 17 ; vendem-se por preco muito commodo.
Moinhos de vento
"om bombas de repulo para regar borlase baiat
decapim, na fundico de D. W. Bowman : na rea
do Brum ns. 6, 8el0.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, om
barris de 4., 5. e8.: no armazem d ra
do Azeite de Peixen. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes & Companhia, n
ra do Trapichen. 54-.
Padaria.
lio, seudo as pesas eguinles : 1 Irancelim chito
com seu pissador, 1 dlo elstico, 1 correntao, 1 co-
bra de filigrana, 1 penle vasado, 2 pares de noioes
corlados, 2 crucifijos, 1 peja de ouro com lasos, J
macos de colares, 3 ditos de rordgu. eufei es de c.n-
leiro'e oulras pecas mais: na ra dos Mari) nos jun-
to a greja, o segundo andar do sobrado do lado do
sul, a qualquer hora do dil
Vende-se urna padaria muilo afreguezida: a iratir
com Tasso & Irmos.
Aos senhores de engenho.
Cobertores escaros de algodao a 800 rs., ditos mui-
lo grandes e encoipados a 19400 : na ra do Crespo,
loja da esquina que volta para a Cadeia.
Devoto Christao.
Sabio a luz a 2. edicao do livrinho denominado-
Devoto Chrisiao.mais correcto e acrecentado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da pria da In-
dependencia a 640 rs. cada ejemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, muilo grandes e
de boni goslo : vendem-se na rna do Crespo, loja da
esquina qoe volta pira a cadeia.
Vende-se urna mulata que faz todo o servico
interior de umi casa, e tambem serve para qaem
quizer mandar vender na ra, vende-se por seu se-
nhor se retirar para Lisboa: na ra da Senzala No-
va 11. 4. Na ntesma casa precisa-se de um trabalha-
dor para refioaco.
_ No armazem de Miguel Carneiro, ra do Tra-
piche, vendem-se chapeos de castor branco. e preto
a 69OOO.
, Vende-se manteiga ingleza nova, parbolos de
J S. Antonio e S. Joo, i 480 e 640,'e cartas de tri-
ques fortes 140 : no pateo do Carmo esquina da
ra de Horlas taberna n. 2.
Vende-se a loja de calcado n. 13 ni ra do L-
\ ramenlo, com poucos fundos e bem afreguezada : i
fallar com Bernardino Francisco de' Azevedo Cam-
pos, no pateo do Carmo,
Vendem-se corles de casemira de cores,pelo ba-
rato prero de 43000 rs. a dj Muro a vista : na loja de
3 porlas n. 3, ao lado do JE de S. Antonio.
Vende-se umexcellene terreno nos AITogados,
silo em frente da igreja de N. Senhora da Paz, com
ptimas proporsoes para edificares, e por preso as-
sas commodo : na ra do aterro da Boa-Vista n. 42.
No pateo do Carmo, taberna n. 1, vndese
manleiga ingleza n. 640 rs.
F.SfTttAVQS FGEDOST"
Antonio, moleque, alio bem parecido, cor
avermelhada, nacao congo, rosto comprido e barba-
do uo queixo, pescoco grosso, ps bem feilos, tendo
o dedo in'dex da mao direila aieijado de um lalho, e
por isso o ira* sempre fechado, com lodos o denles,
bem ladftio, ollicial de pedreiro e pescador,- levou
roupa de algodao, e urna palhora para resguar-
dor-se da eliuva; ha toda a probabilidade de ler sido
seduzido por alguem; desappareceu a 12 d maio
crrente pelas 8 horas da manhaa, tendo obtido li-
cenca para levar paraS. Antonio urna bandeij com
roupa: roga-se prtanlo a todas as autoridades e ca-
pilcs de campo, hajam do o apprehender e leta-lo 1
a Antonio Alves Jfarboza na ra de Apollo n. 30,
ou cui Fra de Porlas na roa dos Guirarapes, onde
se pagarao todas as despezas.
Desappareceu no dia 31 de maio prximo pas-
sado, a preta, crioula, de nome Quiteria, que repre-
senta ter 30 annos de idide, pouco mais ou menos,
cora os signaes seguiules : lem falta de 3 denles na
frente, secca do corpo, alia, e um pouco carcunda ;
levou vestido de cassa amnrella j usado e urna Iria
de roupa : roga-se porlanto a todas as autoridades
policiaes e capilaes de campo, que hajam de a apprer
hender e levar praca do Corpo Santo u, 17, que
sera bem recompensado do seu trahallio.
T

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it.****.!1. rru.UM.


II I Ar*^l\.?|I


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