Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01637


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Full Text
^
ANNO XXX. N. 128.
Por 3 meses adiantados 4,000
Por 3 meses vencidos 4,500.
SEGUNDA FEIRA 5 DE JUNHO DE 1854.
Por Anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO'.
Recit, o proprietario M. F. de Faria Rio de Ja-
neiro, oSr. Joao Pereira Martins; Baha, o Sr. F.
Duprad; Macei, oSr. Joaquim Bernardo de Mon-
dones ; Parahiba, o Sr. Gervaiio Vctor da Nativi-
dade; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ty, o Sr. Antonio de Lemos Braga ; Cea ni, o Sr. Vi-
ctoriano AugustoBorges; Maranho, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 26 1/2, 26 3/4 d. por 15
Paris, 860 a 365 rs. por 1 f.
' Lisboa, 100 por 100.
Rio de Janeiro, 11/2 a 2 O/o de rebate
Accoes do banco .10 O/o de premio.
da companhja de Beberibe ao par.
c da companhia de seguros ao par.
Discomo de lettras a 7 1/2 a 12 0/0
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 285500 a 299000
Moedas de 6*400 velhas. 169000
de 6*400 novas. 168000
de 49000...... 99000
Prata. Patacoes brasileiros.....19930
Peso columnarios. 19930
mexicanos ....... 19800
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
VillaJtella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feira.
PREAHAR DE nOJE.
Primeira O e 30 minutos da tarde.
Segunda O e 54 minutos da manha.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e quintasfeiras.
Relaco, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas,
l.'vara do civel, segundase sextas aomeiodia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
F.PHEMERIDES.
Maio 4 Qrjirto crescente a 1 hora, 48 mi-
nutos e 48 segundos da manha.
, > 10 La cheia as 9 horas, 12 minutos e 48
segundos, da tarde.
17 Quarto minguante aos 5 minntose
48 segundos.da tarde.
> 25 La nova aos- 5 minutos e 48 se-
gundos da tarde.
DIAS DA SEMANA.
5 Segunda. 1.* oitava, S. Pacifico f. S. Nkacio.
6 Terca. 2.a oitava. S. Norberto b.
7 Quarta. Tmporas jejum S. Roberto are.
8 Quinta. S. Maximiniano ab.;. S. Gildardo.
9 Sexta. Tmporas jejum S. Pelagia v.
10 Sabbado. Tmporas jejum S. Margarida.
1 Domingo da SS. Trindade, e l.depois do
Espirito Santo. S. Bernab ap. ; S. Pariao.
PARTE OFFICIAL.
QOVEBNO DA PROVINCIA.
EradasU a dia 36 de mo da 1854.
OfflcloAo Exra., presidente da Baha, rotando
que se,digue de expedir suas ordens para que volte
a esta provincia na primeira opporlunidadc, afim
de ser julgado pelo tribunal competente o soldado
Jos Joaquim dos Santos, que seguio para all a reu-
nir-sc i companhia de invlidos, visto achar-se elle
aqui pronunciado por crime de fermenlos.
DitoAo mesmo, acensando recebidos os ejem-
plares do 1." relatarlo da commissao nomeada porl
S. Exc para esludar em Par certos methodos so-
bre o roethoramento, da culturada canoa fabrico
do asnear e agradeeeaoe a S. Etc. semelhanle re-
mena.
DitoAo director'do monte pi dos .servidores do
estado, transmitlirido a primeira via de leltra na
importancia de rs. 355)010 sacada a favor do the-
soureirod'aquel'.e estabelecimenlo.sendo essa qoanlia
proveniente das mentalidades arrecadadas dos ac-
cionistas do meamo estabelecimento mencionados
ua relajo que acompanha a referida lettra.Com-
muuicoU-so thesonraria de fazenda.
DitaAo cnsul de Franca desla cidade, dizendo
que da iuformario que remelle por copia do ins-
pector da alfandega.se v que nao existen) n'aquella
reparllclo armas perlenceules ao subdito francez
PtumateoD, o qual nada requereu ao mencionado
inspector,
DitoAo inspector da thesouraria de fazenda,
para mandar adianlar 3 mezes de suido aosalferes
uHimamente promovidos Antonio ATves Fcilosa e
Joa Lzaro Monteiro de Mello, este do 2. e aqoel-
. le do.1. balalhio de iufanlaria.Participou-sc ao
marechal commandante das armas.
DiloAo mesrao inteirando-o de haver o bicha-
re Jos Nicolao Kigucira Costa, participado qne
no dia 22 do crrante, entrara no ejercicio da vara
de juiz de direito da comarca de Goianna, para a
qual fot ltimamente removido.Igual commnni-
cacJIo se fea as conselheiro presidente da relacao.
DitoAo juiz de direito da' 2." vara crime desta
cidade, dizendo Bear ioteirado d haver Smc. pro-
rogado por mais30diat, os trabadlos da correicJo
que abri ueste termo.
DitoAo inspector do arsenal de marinha, com-
municando haver snbmettido coasideracao do Exm.
Sr. ministro da marinha, 'pira este resolver como
julgar conveniente a questao suscitada entre Smc. c
o commandante da estaeSo naVal cerca dos forne-
cimentsde objeclos necesarios aos navios da ar-
mada.igoal ao referido commandante.
DitoAo raesiTp, approvando o contrato que Smc.
fez com o mostr carapina Carlos Ucnrique Harms,
para a factura de raeia etcada de volln para urna das
obras d'equelle arsenal toda guarnecida de balaus-
tre de ferro e corremao de mideira medanle o
precode98000 rs. cada degro.Commonicou -se
thesouraria de fazenda.
Diloo inspector da Ihesoararia provincial, para
1 mandar de cooformidade com a sua informaco, por-)
em praca as madeiras que pelo arrematante da pon-
te da Magdalena Jos Gonjalves da Porcinucula,
tom de ser entregues em virlode du seu cntralo.
Commonicou-se ao director das obras publicas.
WtoAo mesmo, para mandar adiantar ao' com-
maadante do corno de polica a quaulia de 2:0008
rs. por conla da,qoe foi marcada no arj. 49 dfrre-
galamento provincial de 2 de dezembro domino
proiinio passado.Communicou-se ao referido com-
mandante.
Forjara Exonerando, de conformidad* com a
proposto do director geral da instrucrjio publica, ao
bacharel Joaquim de Sooza Res, do lugar de ins-
pector do circulo Iliterario n. 34 e nomeia para o
substituir no referido cargo ao bacharel Caetano
Etlalliu Cavalcanti Pessoa.Fizerm-se as neces-
sarias communicacOes.
DitaConcediendo dous mezes .de prorogazao ao
arrematante das obras do 9. lanco da estrada dn sol
Francisco Pereira de Carvalho, pnra a coucluso das
obras do en contrato.Fizerm-se as necessarias
communicacOes.
DitoO presidente da provincia,. atteudendo ao
que lhe requereu o paisano Manoel Pereira da Cos-
ta, resolve que seja elle admillido ao snico do
oiercto por lempo de seis annos, contados do dia
em que se realsiar o sea alistamenlo, visto ler sido
julgado apto para o mesmo servico percebeudo aim
dos vencimenlos que por le lhe compelirem o pre-
mio de 3008 rs. que lhe serio pagos nos termos do
regulamenlo de 14 d dezembro de 1852.Fizerara-
se as necessarias commuaica^cs.
27
Oficio Ao Exm. presidente da Parahiba, acen-
sando receido o oficio com que S. Exc. remelleu a
guia do segando cadete Laurenlino Caetano Snares c
a relaco das altornedes que liveram lugar no mez
passado, acerca das praca que all exislem, perlen-
ceotesaoseguudo balalhao de infamara. Remel-
teram-se a guia e relaco do que se trata ao mare-
clial commandante d8s armss.
Dito Ao inspector da thesouraria de fazenda,
inteiraudo-o de liaver, de conformidade com a sua
informaco, deferido o requerimento em que o Dr.
Antonio de Vasconcelos Menezes de Drumond, D.
Laurianna Menezes, de Drumond e Jos Brauda'o da
Rocha pedem licenca para Iransferirem a. Defino
dos Aojos leiieira, pela quantia de 3988830 a pos-
se que toan na casa terrea qne faz parte do terreno
de marinha n. 114.
DitoAo mesmo, recommendando a ev.pedic.ao
de suas ordens ao inspector da alfandega, afira de
que confuta no despacho, Hvre de direitos, de cem
barricas do cimento que chegaram de Hamburgo a
bordo do brigue Olio pot contada encommenda que
fez o inspector do arsenal de marinha para as obras
do melhoramenlo dn porto desta cidade. Commu-
nicou-seao mencionado inspector.
Dito Ao mesmo, cnmmuiiicanJn que de confor-
midade com a sua informasao acaba de tancar no
requerimento em que Jos Joaquim Pereira de Men-
ilonra pede licenca para comprar a Ignacio Luiz de
Di lo Taborda pela quantia de 8008000 urna parte
do sobrado n. 7, sito no pateo daCarmo, o despacho
sccainte: Concedo a liceuca pedMa, licando po-
rra umdos consenhores, como cabezal, responsavel
pela tolalidade do foro, e > fazenda o .direito de ba-
v-lo, na falta do cabecal, de qualqucr dos outros
consenhores como seas Madores.
Dilo Ao chs-fe de polica, inleirando-o de haver
Iransmiltido Ihesouraria provincial, para serem
pagos, estando nos termos legaes, nao s a cont dos
colxoes que foram comprados para a informara da
cadeia desla cidade, mas tambern os recibos da im-
portancia do frele das armas que vieran) do termo de
Santo Antao para esta capital.
Dilo Ao director dasobals publicas, communi-
cando haver expedido ordera ao inspector da Ihesoa-
raria provincial, para mandar enecluar o pagamen-
to da importancia da terceira prestaro da obra da
ponte da Magdalena, e recommendando que S. me.
nao demore o recebimenlo das obras arrematadas,
logo qae lhe forero feilos os. avisos de se acharem
ellas concluidas, nem retarde a. expedicao dos coro,-
petenles cerificados, affra de se evitar duvidas, alias
rasoaveis, da raesma thesouraria. Offlciou-se a
esta.
Dilo Ao director do arsenal de guerra, para
fornecer ao commandante do corpo de polica os ob
jeclos constantes da relaco que remelle por copia,
os quaes foram requisitados para o estado completo
daquelle cotpo, recehendo em troca os que all exis-
tan. Commuucou-se ao referido commandante.'
Dito Ao commandante do corpo de polica, au-
lorisando-o a conceder s pracas de prel daquelle
corpo de um al dias de licenca, quando por moti-
vos justificados a reqaererem.
Franca) ha de darlugar a grandes discussoes, que de i porto de Escosce onde esta o enligo estabelecimento
resto conlribuirao para- mais fcilmente ser compre- hespanhol de Fuerle-del-Priricipe, construido em
EXTERIOR.
FOLHETIM.
EII RE. (*)
mi urna k nvtus, i rtm uccob.
terceirTprte.
IV.
O bilhetr.
O bi Hiele que Magdalena enlregou a NaundorlT
cooUnha apenas poucas pslavras, as quacs elle leu
clardade da loa.
Ei-las: ,
Esiouperlo de voss... vigi. Espere.
Nada mais. Qne mao tracra essas nalavras. elle
ignorav.
a eguinte Carlota e Magdalena parlam, lo-
go nJo eram ellas 1
A l*nbranc> da mulher de qne lhe fallara Schw-
eizer vollou-lhe novamenle ao espirito, e pela cen-
tesima vez elle perguntou a si mesmo que mulher
era. essa.
Toda a noile passou agitado, e quando no dia sc-
guinte chegou trmulo lmtUa para examinar com
msisalteucao os caracteres .tacados no bilhete, nao
m?SilJW"? ""**** C.rhparou essa letra
mmh JA i, e G W" P""-61" no l.nham se-
^acoteenLmBB,,0ma'' V^ e e^
preparativos de sua partida. q raziarn os
tmfim, chegaudoa larde, o duquo vi.,, ,_hirm
ambas em urna berlmda de viagen, ^,
iSffikL '" reUraram-se <*< "Jaque5 cn-
.NauidoitT sen to urna amarga tristeza 'vendo-i
desapparecer. Pareca que sua alegria e feHcidJ
lam-se com essas duas mocas. n-iaaae
Recolheu-se ao quarto com o coracSo maguido .
quando Schweizer foi bscalo para leva-lo ao ferra-
re, recusou sahir.
Irral irra! disse o velho carcereiro, eis um
Irislesymptonia.
(; Vide Diario n. ip.
Como altamente interessante, para o commercio
em geral, extrahimos do Moniteur, oi'dous segaio-
les artigos, que este jornal lamhem estrahio do Times,
de Londres :
foliaras, 21 de abril.As observaefies que quar-
la-feira passada publicamos acerca do commercio
feilo-com bandeira neutral, e igualmente acerca do
commercio dos subditos britnicos eom o inimgo,
foram confirmadas petos dons avisos do conselho,
que no mesmo dia se publicaran:. Estas aviaos, de
altissima importancia, sao a applicaclo directa dos
|n htetpi&a'qnc u^lenlarnos. Fravam elles que a i-
teocio do governo briUnico, como esperavamos,
he faer a guerra actual s'de forma que os direitos, a
ndustria e commercio Jo povo soOram o menos pos-
sivel e alm disto estabelecem principios novos nao
s cora relaco ao direito stricto desto paiz, se nao
tambemeom reiacao s ideas daqaelles que mais alio
leem clamado por isso a que usara chamar liberdade
dos mares.
A ordem do conselho do 15 de abril de 1854, eo-
meca por lembrar a declaraco feita por S. M., no
principio da guerra ; depois eslabelece nao s que a.
propriodade do inimgo carregada a bordo de um
navio neutro nao ser apprehendida, senao tambera
que he permiltido aos navios neulras e amigos, im-
portar para os estados de S. M., todos os artigos e
mercadorias, e da mesma forma exporta-los para
qualquer porto nao bloqueado, exceptuando os arti-
gos, para os quacs se precisa de urna licenca espe-
cial, como contrabando de guerra, Alm disso, es-
labelece-se que os subditos Britannicos possam trafi-
car com quaesquer portos e'pracas, seja qnal fr a
s'uasituaco, naothes sendo permiltido, nicamente,
eutrar n'um porto ininigo. Por conseguinie, este
aviso atranca o resultado de manter, como em lempo
de paz, o commercio, entre este paiz e os paizes
nentraes, e igualmente o commercio indirecto deste
paiz com a Russia, no que respet jurisprudencia
dos nossos Irlbunaes maritimos : assim, acabou
principio do commercio Ilegal com o inimigo.
D'ora avante apenas existirn as reslriccoes pro-
venientes das operaedes navaesou militares, como o
bloqueio, ou as que o inimgo impozer s proprie-
dades inglezas e francezas. Na parte que nos toca,
exceprao da proliibicao de entrar nos portos'iui-
migos (o que os nossos navios nao poderiam fazer
sem incorrer de molu proprio na pena de confisco do
navio o das mercadorias, e na de prisao da tripola-
c.ao) he licito todo o commercio feito da maneira que
os nossos negociantes acharem mais conveniente. A
Jlmdefacililar o transporte da propriedade ingleta
existentes nos portos do Bltico e do Mar Branco,
qae eslavam impedidos pelos gelos, na data do decre-
to de 29 de marco, concede-seaos navios rossos salr
'desses portos (nao bloqueados) al 15 de maio inclu-
sive, visto qae s por meio dos navios russos, he que
a propriedade ingiera portera dalli yhir, nao que-
rendo os navios neutraes entrar nesses portos, recej-
ando que no entrelandn sejam bloqueados.
Julgamos que urna innovacao 13o importante na
maneira de proceder cm lempo de guerra (innovacao
adoptada, escusado he dize-lo, de accordo com a
hendida em todos os seus resultadas : porcm desde ja
ousamos afirmar que estas ordens do conselho s3o
urna prova exhuberanle da poltica generosa e do
grande poder da Qr3a-Bre(anna, e que afinal reco-
nhecerao lodos, qoe nao bao de diminuir, antes aug-
mentar os recursos de que carecemos para atrancar
um xito feliz e glorioso da! lora actual.
Segu o outro artig do mesmo*jornal:
Nao he fcil fazer compreheuder aos negocian-
tes.de hoje, que ainda nao viveram n'uma pocha
de guerra, o alcance das nnovaces que em seu fa-
vor foram efcibelecidas pelas ultimas ordenados cn-
sules. Na guerra anterior esgotavam-se a vigilan-
cia dos nossos cruzeiros, e sublileza dos nossos juris-
consultos, em procurar a bordo de qualquer navio
que navegava por esses mares a propriedade do ini-
migo. A esperteza dos nossos negociantes, estimu-
lada pelo elevado preco dos artigos prohibidos,' es-
forcava-sc, empregando todas as especies de fraude,
por Iludir essas prohibirles : e os nossos tribunacs
eram o campo onde se combaliam asais implaca-
veis da guerra, e as leis irresistiveis do commercio.
No intuito de minorar os effeilos desse syslema,
os governos de Franja e da Inglaterra, foram o-
brigados, qtiando a lucia do syslema corUincntal era
mais encarnirada, a conceder licencas.
Estas licencas, porcm, qne concediath um mono-
polio a certos individuos, davaui occasiao a novas
fraudes ; as nossas collecc/ies judiciirias abnndam
em proeessos originados por essas licencas. Esta-
mos persuadidos de que a ordem do conselho de 15
de abril nos lbertou de todos esses inconvenientes;
e a innovarlo que introduziu no estado de guerra,
nSo he inferior que a livre-troca inlrodu/.iu as
relacOes commerciaes em lempo de paz.
Acabou o systema das licencas, porque o governo
concede a lodos, sem excepcaoalguma, a mais am-
pia liberdade de commercio compalivel com o estado
de guerra. r
Se u governo russo no fechar as suas fronteiras,
por meio de prohibicoes, os productos que nos sao for-
necidos peta Russia, nao se ele \ a rao a precos de-
masiado subidos. Na nossa npini.lo o que raaior va-
lor da a esta innovacao, ho que nao foi arrancada
ao governo, nem por urna commocao popalor, nem
pelasxjueixas do commercio. Pelo contrario os com-
merciantes sempre se moslraram resolvdos a solTrer
patriticamente os encargos da guerra que lhes cou-
bessem em sorle.
Recoohecendo osdreitosdosneutros, o governo nao
cedu, como em 1780, e 1800 s ameacas dos estados
colligados. Prudente, como opmpre ao homem d'es-
tado, o governo previu esses males, e procuran evi-
ta-tos. Os derradeiros partidarios do syslema pro-
tector dirao talvez qne assim despresamos o mcihor
meio para subjugar o orgulho russo. Porm, cura-
pre reQecr, que, com a Russia especialmente,
basta o exercicio do direito recouhecido de blo-
queio.
Demais anda quando o inimigo aproveilasse com
esta allcracao das leis da guerra, reslavasaber quem
aproxcitaxifl mais, se ue ao-^lia. -Assiui Jtlfliigea-,
mos a benevolencia dos estados neutros, em vez de
termos a lutar com a sua hoslilidade dsfarcada. Pa-
rausamos, quanloMffeesivel, os desastrosos eOeitos
da guerra sobre a industria do paiz. Conservamos,
tanto quanto podemos, iutactas as fontes desta ri-
queza, que nos permille cruzaros mares com as nos-
sas poderosas esquadras, e enviar fortes exercitos aos
campos de' hatalha ; deixando abertns os grandes
canaesque alimentam o trabalho e a riqueza, o po-
vo ingle?, poder proceguir na guerra com invenci-
vel perse veranda at que tcnhainos subjugado o ini-
mgo. He esta a poltica que approvamos! com to-
das as nossas forcea. -Estamos certos que esta im-
portante innovacao realisada de accordo com o go-
verno francez, ha-de provocar grande discussao, e
s esta nos parece, far comprehender lodo o seu
alcansc ; afirmar-vos porm que estas ordens do
conselho sao um valioso monumento da inteligen-
cia e da forca do governo inglez, e os seus resultados
demonslrarao se conseguimos augmentar ou dimi-
nuir as forras com que contamos para levar ao ca-
bo, com gloria e fortuna esta lula.
1785, abandonado em 1790 ; e a 14 mil has do rio de
Sanava, cuja embocadura no Athlanlico est atrista-
da 39 milhas nicamente do golfo de S. Miguel no
Pacifico.
M. Cuiten aprsenla assimo quadrodas distancias
dos diflerentes caminhos que conduzem de um a
outro Ocano :
De Toanlepec (Mxico). j. 198 milhas
De Nicaragua de S. Joao do Norte a
Realejo.......... 273 a
De Nicaragua da S. Joao do*'ortc S.
Joao do Sol.........170
De Aralo jior Napipe c Cupica 172
De Chagres ou Limn Bsy i Panam 51 s
De Daen do porto de Escosce ao golfo
de S.Miguel.....' 39 *
Esle ultimo caminho, nao obstante a sua menor
largura, aprsenla immensas vantagens para a cons-
truccao de umjcanal; por isso qae he o nico que
offerecc boas onaeadas. Quanto aos dous primeiros
de que trata o quadroque citamos, certas razoes po-
lticas nao permltlem a sua oceupacao.
Alm disso o caminho de Tetnautepec nao offerecc
port algum seguro nem n'uma nem n'outra costa..
O de Nica ragua he mo ; o canal devia ter cem mi-
lhas de largura, e para isso lornam-se necessarios
grandes trabalhos^ de diques, de aterro, e reprezas
para ser praticavel ; os navios de grande porte n8o
podem navegar all. O lago de Nicaragua (132 pea
superior au nivel do m;
cues, tremores de trra
pouco sado.
As passagens de Ati
perigosas, os portos pou
Porque agrada-me ficaraqui na prisao, lornou
o duque.
Nao ; porm porque o terraro nio agrada-lhe
mais.
Bomo sabe disso ?
O senhor*lorna-se discreto.
Assim me apraz.
Oh muito bem, nao o censurare! por is-
so... demais eram 13o sents... dous anjos... a ale-
gria so lhe vollar com ellas.
Devem ellas fipar muito lempo ausentes per-
guntou vivamente NaundorlT sem reparar que reve-
lava o segrcdoNde sua tristeza.
Conforme ; isso depender das circumslancias.
. Entao sua partida, tein urna causa secreta ?
' Sem duvida nenhuma.
E essa causa ?
He a letora...
A letora ? disse NaundorlT procurando ade-
vinhar...
Certamenle !...
Nao" comprehend...
Parece-m que lhe falle! das liiclinaces dosu-
perintendeule, lornou Schweizer. Poisbero, a leilo-
ra esta lia uns dez dias no caslcllo, e parece que
lem resistido at agora s instancias do amo.
Que mais "...
Essa resistencia lem inflamado o velho, o qual
provavelmente quer recorrer violencia
Voss er isso ?...
Eis porque afaslon as filhas.
Collada ...disse NaundorlT suspirando.
E sem comprehender a nalureza do senlimenlo
que nascia-lhe no cornejo, seguio Schweizer, c des-
ceu ao terrajo.
Ahi embora soubesse que as duas mocrihas li-
nham-se retirado, ficou urna hora inleira com os
olhos filos as jauollns fechadas do aposento do su
perintendeute. Quando voltou, eslava inqnieto"
sombro, e preoecupado... um odio cheio de colera
se llie arraigara no coracao, ello desejaria matar o
superinleudente I
Chegou janella, e apoiou-se ao colovelo com a
alma oppressa...
O vento liavia-se levantado, nuvenspesadas e ne-
gras corriam no reo, o trovan ronrava ao longe...
ludiianniiiiciava nina tempestada furiosa para a noile.
O duque experimenlou urna especie de alegria sel-
sempre sajeito a vul-
lemoinhos, eo clima he
de Chagres teem costas
Seguros, eis barras difi-
ceji de franquear na embotadura dos rios.
Segundo as informac.6es'de M. Cuiten e de M.
Gisborne, tnrna-se necessarh) urna somma de 15mi-
lhOes de libras sterlinas para a construocao do canal
de Darien.
Apresenta-se com tudo urna queslBo do mais alio
interesse ; ser possivcl, por cansa da dflereiira das
mares nos dous Ocanos, construir o canal sem re-
prezas? No Pacifico, as riars teem um movimento
de 22 ps, e no Athlanlico be quasi nenhum, deba""
xo dos trpicos. Dorante ai'grandes mares o Pacifico
he muilo mais elevado, e aasbaixas Sea dous pes in-
ferior ao nivel do Athlant co ; no tmpo mediano os
dous Ocanos cstJo em equilibrio. Para- remediar
islo, M. Cu lien propoz fazer o canal muito profundo,
para que as aguas do Pacjco possam, em um cerlo
lempo, correr no Athlanlico, que a seu tumo, em
ou Iras pocas recuam uo Pacifico. Us navios ap-
proveitariam este movimento das ruares.
Por um meio canal coi struido desta maneira se-
ria m nicamente necessarias 5 horas para passar $k
um Ocano ao outro.
Emum jornal da Jamaica intituladoColonial
Standartencontramos o sguinle artigo :
< Ja temos mostrado a grande ulilidade de estale-
cer communicacOes directas entre o Ocano Pacifi-
co e o Ocano Athlanlico ; conceberam-se numero-
sos playos, mas a falta de numerario lem dado lugar
a que esta grande obra nao tenha sido levada exe-
cucao; a descoberta das minas da California deu
maior importancia e um novo meio de communi-
cacSo. O caminho de ferro projectado conduzir a
excellenles resultados, mas nao podem eomparar-se
quelles que oflerecia ao commercio e navegacao
o canal de Darien,
Em 1849 o doutor Cuiten descobrio o meio de li-
'gar os dos Ocanos por um canal onde podiam nave-
gar embarcacr.es de grande-porte, segurado pela ba-
ha de Escosco no Athlanlico, al a de S. Miguel no
Pacifico. Estes sao os detalhes que lemos em urna
obra de M. Collen.
O porto de Escosce, na baha de Calcdonia, na
costa Athlantica do isilimo do Darien, oflerece dosu-
dueste ao nordeste, seis milhas nuticas de ancora-
gem segura em todos os ventos. As anseadas estao
situadas entre a bahia do Correto e o estreito deSas-
sard, a 140 milhas esl-suduest* de Limn Bay ; o
porto de Escosce est a 8,50 minutos de lalilude,
e 77,45 de longitude.
O estreito de Sassardi herauilofundo, e defendido
de lodos os venios, e fica a 22 milhas ao suduesle do
vagem ao espectculo dessa desordem da nalureza.
Pouco depois os relmpagos sulcaram o coem toda
a sua ex tensan, as nuvens rasga ram- se rom eslroudo,
e a chuva cahio com urna violencia furiosa c desor-
denada.
-De todas as partes lodos fugiam da tempeslade, as
arvores torciam-se debaixo dos esforros repelidos da
ventana, e a chuva acoutava o rosto de Naundoiu*.
Elle nao se movia, seus olhos eslavam filos apar-
te do aposento do superintendente que vistava, e
nao poda desvia-los dalli.
S urna janella'eslava ainda allumiada, e de quan-
do em quando via passar pelas cortinas brancas que
a cohriam o perfil airoso de. Urna mulher.
O coracao sallou-lhe. Era essa mulher sem duvi-
da que o superintendente havia designado para al-
vo de sua violencia... Ella ignorava ainda a sorte
que lhe eslava reservada, ia adormecer pacifica, e
confiada para acordar vergonhosa e deshonrada.
Como preveni-la t...
NaundorlT nao sabia quem era essa mulher, mas
ella havia-lhe lestemunhado um lerno interesse, e
isso bastava-Ihe.
Desejava sublrahi-la vergonha quea ameacava...
Urna certa sympathia unia-o a essa mulher... fosse
quem fossq, elle quera salva-la. Mas eslava fecha-
do entre as paredes eslreitas deumasurda prisao...
loda a sahida lhe era vedada, s poda esperar...
Enlrctaiilo um drama lerrivelia representar-sc a
alginis passos dedistancia, quasi sua vista, elle o
sabia com certeza,c eslava reduzido impotencia!...
Muilas horas passaram-se assim... O vento con-
linuava a soprar com forra entrando pelas portas dos
pateos, a chuva nao cessra de cahir, e os relmpa-
gos succediam-se com a mesma rapidez.
A janella eslava ainda allumiada... Mas Naun-
dorlT linha suspendido um momento sua vigilancia,
e passeava com agitaran pelo quarto.
Repentinamente ouvio-se um grito, grito de indie-
narao, de colera, e de aftlicrao que despertou um
eclio no mais profundo do coracao do duque.
Ella jolgou reconhecer essa voz, e urna nuvem de
sangue passou-lhe pelos o olhos. Corren janella...
A janella opposla eslava aberla e permitla ver o
que passava-se no interior. Ahi um homem lendo
a plnsiouomia era desordem, os olhos em fogo e as
mos eslendidas, persegua enrarniradamente a in-
feliz mulher meio oua, a qual tentava dehalde fugir
mais impor-
PORTOGAL.
Diicuno do prndenle 4a tmara do dignos pare
do reino lua.maontcti.. el-rei regente em no
ymav rei, ptnttOiitivti rio Ua uirtorj*-*a'Ttw--'
la conttitueional.
Senhor Celebra-se hoje um dos
laoles aniversarios da monarchia.
A cmara dos pares do reino vem celebra-lo com
vossa magestade.
O grande principe, apenas lhe foi conferido o go-
verno do estado, cagitou logo de o repartir com o
sea povo, e eommetteu sua guarda as generosas
estipulacSes em que sabiamente ligara as liberdades
publicas, e as regalas do throno.
Este famoso acto, que a nacJo acolhera com o
maior a lvoroco.c que sellou com a tanto saugue.cons-
lituo a nossa vida poltica, assignalou o nosso futu-
ro, e deu cuoho nossa historia. Somos decidida-
mente nma nacJo em que os monarehas nao podem
deixar de ser liberaes, e em que nanea fallar amor
aos que assim o forem.
Vossa magestade aprecia melhor que ningaem os
senlioienlos de que a cmara dos pares por asta oc-
casiao lhe faz homenagem, porque se a sorle o cha-
masse areger um povo, a que o arbitrio dos homens
e o poder.do tempo, huvessem roabado as institui-
c.Ses, faria o que fez o nosso libertador de saudosis-
sima memoria.
A cmara dos pares, congratulando-se com vossa
magestade, sabe que se congratula com um princi-
pe, que se uni em espirito s nossas pocas heroi-
cas, que abracou convicto a nossa lei poltica, sabe
que no seu coracao leal e bondoso achou um cora
cao verdaderamente portuguez.
Senhor 1 Vossa magestade he depositario de um
precioso legado de gentilezas, de martvrios, de li-
berdade e civilisacjlo. Esse legado he a carta cons-
titucional ; em Breve o entregar vossa magestade
ao senhor D. Pedro V, de quem a nacao confiada-
mente espera um governo, que corresponda esme-
rada educan que receben, aos bons exemplos que
seos angostos pas lhe lera dado, e s sabias tradi-
ces, que seu glorioso avd lhe impoz como um pre-
ceitode familia, e que nao cessa de lhe recommen-
dar, com o Imrnorredouro esplendor da sua gloria.
A regengia de vossa magestade ha de ficar em
boa memoria entre os portuguezes. Vossa magesta-
de nao ambicina, por cerlo oulra honra, nem outro
galardao. Esse, desde a,lhe*valicina a cmara dos
pares, e pela sua parte lh'o assegura.
Sao estes, senhor, os Ieaes e sinceros sentimenlos
da cmara dos pares. Digae-se vossa magestade ac-
ceita-los 'ceoignameute.
Hetputlade tua magestade.
Agradece cmara dos dignos pares do reino, a
expresso dos seus votos, pela conservarlo da carta
constitucional da monarchia.
Este cdigo que todos veneramos, como dadiva de
um rei philosopho, que sacrificou a sua preciosa
existencia em defensa das liberdades patrias, que lo
bem nos campos de hatalha sostentuu heroicamente,
este cdigo ser sempre o objecto da nossa profunda
veneracao.
Acamara-dos dignos pares do reino, concorrendo
para o sustentar illezo, merecer o respeilo, e as
heneaos da generosa nacao portugueza.
diicurso do prndente da cmara do tenhoret de-
puladot da narto portugueza.
Senhor Pela sublime dadiva da carta constitu-
cional, que autnticamente estabeleceua divisan dos
poderes polticos,, os foros de cidado, e as publicas
liberdades, grande, immenso tributo de gratidao e
reconhecmento, he devido ao magnnimo rei o se-
nhor D. Pedro IV, que muilo espontneamente se
dignou de a ouhorgar.
Em quanto, pois, Portugal for como ho (e Dos
ha de pernritlir que o seja sempre) nac.ao livre eiude-
pendente, nacao coustitucionalmenle regida, nunca
os portuguezes, em gloriosa recordacao. de 13o ex-
celsojnoharclia hao de deixar de solemnizar o anni-
versario do dia, em que tao venerando cdigo foi de-
cretado.
DeVe-se a consoldacio delle inabalavel firmeza,
constancia invencivel, s rarissimas viludes da pri-
meira rainha constitucional, a Sra. D. Mara II,
de je ao Ceo appronve privar muito cedo a seus
leas subditos.
Assim, ainda que moitos oulros valiosos litlos
nSo tornassera saudosissima a sua memoria, basta-
ra s este para indelevelmente a conservar na de lo-
dos os portuguezes, reconhecidos, gratos e saudosos.
Quanto vossa magestade eficazmente cooperou
para o mesmo importante fim, como para o de en-
grandecer, e tornar mais prospera esta sua patria
adoptiva, ninguem ha, que o nao reconheca, e alta-
mente aprecie.Jdo mesmo modo que unaniraimenle
se aprecia, e se reconhece o incessanle disvelo, com
com que vossa magestade se empenha, por que seja
muilo feliz, muilo glorioso, e fecundo em resulta-
dos de publica ulilidade o reinado de el-rei o Sr.
D. Pedro V, esperanzas da nacao, e objecto de seu
amor,
Daqni provm, senhor, a cordial felicitado, que a
Vossa magestade submissamcnle dirige a cmara dos
deputados, a qual muilo confia, que vossa magesta-
se dignar de a aceitar como prava da verdadeira
homenagem, profundo respejto, c inleira dedicacSo,
que ella tributa e consagra a vossa magestade, a el-
rei o senhor D. Pedro V, e a toda a familia real.
feiposta de. sua magestade.
Dou lodo o valor eipressaoda cmara dos senho-
res depulados, transmitidla pela sua depulacao pes-
te dia, que sempre ser dia de jubilo para a nacao
portugueza.
Elle recorda as excelsas virtudes do generoso mo-
narcha, dador da carta, as de sua inmortal fllha
senhora D. Mam II, minha adorada e sempre cho-
rada esposa,^ que lao"agiamente~ i'suslenlou, 'coz
heroicos esforcos do exercito, e do povo portuguez,
que a restauraram, com ella as patrias liberdades.
Este sagrado deposito eu o entregaren a meu au-
gnslo filho o senhor D^Pedro V, tao intero como
o recebi. Confio do nobre patriotismo da cmara
electiva, que me auxiliar era lao juslo empenlio ;
e espero que a Divina Providencia coroar os nossos
esforcos.
Agradeco mui sinceramente cmara os seus vo-
tos por el-rei o senhor D. Pedro, e pela real familia,
seguro penhor da paz, e da liberjade do paiz,
(Jornal do Commercio de Lisboa.) '
de sua aproximacio odiosa. Duas vezes ella passou
diaute da janella sem poder parar ahi, c duas vezes
NaundorlT ao v-la deu um rugido de furor.
Essa mulher era Georgele!..
O susto eslava pintado em suas feires, os cabel-
los cahiam-lhe em desordem pelos 'nombras, seus
bracos cruzados sobre o seio nu, procuravam enco-
bri-lo afls otilares ardentes do velho... e ella ergua
para o co os bellos olhos chelos de lagrimas como
se quizesse cliama-lo era seu soccorro.
Ella era bella assim !... NaundorlT sentio estreme-
ccr-lhe todas assfarraes, seu olliar acendeu-se.
sangue correu-lrre para' o coraeJo.e por um momen-
to esqueceu-se do perigo que orria Georgele para
contempla-la e ama-la... Porm a cada nslaule o
perigo tornava-se mais ameacador. A moja pareca
estar ja fatigada da lula dcsapiedada que sustenta va
desde lano lempo, e o velho a talvez ganhar a vic-
toria. '
NaundorlT comprehendeu todo o horror dessa si-
tuarlo, ergueu-se com furor sobre a janella, tentou
em van abrir, urna passagem por entre os varaos de
ferro, mas, gracas a seus gritos c gpstos extravagan-
tes, chegou einlim a atlraliir a atleurJo das senti-
nellas.
Relire-se!... gritaram-lhe muitas vozes ao
mesmo tempo.
Mas NaundorlT nao lhes dava ouvidusj o couli-
nnava.
Relirc-se, do contrario faremos fogo... repeti-
r m as senlincllas apuntando as armas.
He o que os sonliores deveriam j ter feilo,
respondou NaundorlT deixando cahir as pernas fora
da janella.
Muito-. liros partirn) de difierente* pontos...
um movimento geral manfestou-se instanlaneamcu-
le em lodos os andares da prisao...
O duque ouvio em lorno de si os carcereiros irem
e virem cora um rumor desusado de chaves, c ein-
lim urna porrao de guardas cntraram-lhe no quarto.
S quando o arrancaran) da janella, foi que elle re-
parn que fura levemente ferdo com dous tiros na
penia.
Mas que imporlavam a Naundorflfesses ferimen-
tos, que alias uao tinliam nenhum carcter grave,
se linhani-lhe feilo um servido, pelo qual leria da-
do voluntariamente vida?
Com efleito apenas ouvirara-se os liros, a scena de
tava sob a proteccJo da legacao em Constanlinopla,
julguci nao dever hesitar em o proteger.
A vida de Costa eslava cm perigo, se o levasse a
Trieste sea condemnado. Corno poderia cnlio
apresentar-me ao povo dos Estados-Unidos, se con-
sents na exccucSo de um cidadao, e se o receio de
ullrapas9ar o meu dever me levasse a desprezar os
meios de que poda dispor para o proteger. As cir-
enmstancas que acompanharam a sua entrega, e a
convenci pela qual elle devia ficar relido por um
(erceiro al que se verificasse a sua nacionalidade,
provam de sobejo qne os austracos conliavam pouco
na sua propria causa. Se o meu procedimento for
approvado, eu considerare) sempre como o da mais
feliz da minha vida aquello em que pude salvar
um cavalleiro de urna aflronlosa raorte.
a Se pelo contrario o meu proceder for censurado,
aubmetter-me-hei sentenca, porm nem por isso
deixarei de pensar que proced de um modo honro-
so para a minjia bandeira, nao consenlindo que fos-
se vexado um cidado que recorren minha- pro-
teccao.
Os jornaes americanos notieiaram ha pouco que
a barca Crapeshot carregra de arma e munijues
de guerra com deslino occolto. A este respeilo -
zeram-se mil conjecluras, fallou-se na Russia, nos
republicanos da Europa, afinal a barca carregou
trezc mil espingardas por conla do governo mexica-
no, e fez-se de ella para Vera-Cruz.
N'urha das ultimas sessoes do senado occorreu um
episodio ridiculo em eitremo. Mr. Shields deu
conla de urna representadlo com 15,000 assignatu
ras, relativas ao pretendido phenomeno das mesas
que gyram, fallam e dansam. O relator proteston
enrgicamente contra semelhantes aberrac/ies. Lem
brou que as diflerentes pocas decorridas se tinham
oceupado com llusGes da mesma nalureza. A al-
cliimia fra, durante muitos secuios, o sonho de ho-
mens abalisada, porm que na alchimia havia al-
guma cousa de sublime e de real. Provocava o es-
tado profundo da na{ureza, e nunca produzio o re-
sultado que se esperava, ao menos recompensou os
seus cultores com descobertas de sudido vilor. Mr.
Scields lembrou a historia de CagliosAro, o grande
professor que venda a immortalidades velhas e a
belleza s mocas, e concluio citando esle dilo de
Burke. A credulidade dos povos he ioexgolavel co-
mo a gyria dos velhacos. n (dem.)
EUROPA.
(Extracto da correspondencia do Time.)
Grecia.
Syra 28 de marco.
Agora que todos sabem com evidencia que o ver-
dadeira foco da insurreicao da Albania e da Thessa-
lia est na Grecia, talvez nao deixe de ser nteres-
sanie para vos, o dar-vos um esboss dos senlimen-
tos que a populaco das illias gregas manifestara ties-
ta occasiao. Se as esperanzas fossem os nicos
requisitos para o bom existo de urna causa, o estabe-
lecimento de um novo imperio bizantino, sobre
as ruinas da Turqua poderia considerar-se como
tas teem sido escasaas, e em consequencia disso, edos
pesados tributos que exigem asdespezas da corte e
do governo, todo o paiz, excepeo de algumas ci-
dade* martimas, acba-se em grande mizeria. Ha
natural que nestas circumslancias a maior parto da
gente deseje urna mudanca, e que esteja prompla a
entrar em qualquer disturbio em qae nao tem que
perder, e poder ganhar alguma cousa.
As classes que desejam reunir-se aos insurgentes,
he com a mira na philagem, as classes superiores
he com a esperanza dos empregos e salarios que
lhes facultara o augmento do territorio,
Se esto temerario movimento fosse impellido pelo
sentimento de urna energa tomprimida.e se intentas-
sem real isa r as suas vasas esperanzas eom a sua pro-
pria foro,a, leriam alguma desculpa. Porm, nao he
assim ; as safa vistos estao volladas para a Rus-
sia. ,
Se a Russia al aqui nao pode sublevar a popula-
cao esclavonica da Turqua europea, ella certamenle
foi mais feliz com a Grecia ; nao porque isso lhe cos-
tasse grande esforco, pois qae todos os' clcalos, ou
antes todas as esperanzas dos patriotas gregos firma-
vam-se na Russia, e a actividade actual funda-se no
auxilio que o povo espera daquelia potencia. Natu-
ralmente a igreja grega nao fica alraz nesto movi-
mento. N3o.se visita urna igreja grega sem se ve-
rem signaes da munificencia do czar, qoe os padrea
nao deixa de aprsenlar. Alem da Russia contara
tambern com a Austria. He intil mostrar-lhes que
a Austria se declarou a favor das potencias occi-
dentaes: m gesto malicioso he a resposla que-
do.
A chegada d'uma goleta austraca augmenlou a
persuasao em que se acham. Tronase tres gregos,
que recebeu do vapor austraco, que navega entra
Smyrna e Beyrout. Estes tres homens eram man-
dados como emissarios para a Asia menor Syria,
fim de junlarem dinheiro, e obterem noticias dos
seus compatriotas. O governo turco foi'informado
das suas intenes e lornou as medidas necessarias
para os prender. Todava poderam alcancar conhe-
ciraento destas medidas, e em vez de desembarca-
ren), passaram-se para a goleta auslriaea'^rlmtia,
que os trouxe para aqui.
Pelas cartas viudas hontem d'Alhenas se deprehen-
de que as vantagens dos insurgentes nao sao tao gran-
des como tem circulado ; elleajaiuda se acham l-
menle navisinhanca de Arta e Prevase, porm, li
hontem urna carta de Voto digna de'endito, que"
diz qae a Tbessalia est em vesperas d'uma revolta,
c que a communicacao entre Jauina e Larissa est
interceptada, e qoe as passagens estao pela maior
parte em poder dos insurgentes.
Echo Popular.
l.-se no Times o segu ule enrgico artigo.
He tempo de sahermorf se somos ou nao os domi-
nadores do Mar-Negro, e se a bella esqnadra, que
para all mandamos, deve deixar aos russos a facul-
dade absoluta de Imperar uaquellas aguas, que tive-
mos a pretencJo de Ibes fechar. O paiz exigir qae
ODESSA.
Do Times exlrehimos a seguiute nolicia a respei-
lo de Odessa.
Calharina 2." alargando as fronteiras dos seu
estados at ao Dnister edificou, em 1792 Odessa,
Esla cidade, no espaeo de sessenla annos tornou-se
o importo do commercip da Russia meridional. A
sua popularlo he de 70,000 almas fra a'gurni-
cao : a cifra do seu commercio de exportarlo e de
mportacao foi ayaliada em 1849 em 4 milhes e
meio esterlinos, pouco mais ou menos. A cidade
esl edificada sobre rochedos sobranceiros ao mar,
n'uma consideravel altara, formando urna especie
de amphithealrcvera redor da bahia. Est fortifi-
cado conforme o systema moderno, e a leste da ci-
dade, a cidadelia domina o porto, qae he formado
de dous grandes mulhes, cujos um he defendido re-
gularmente por um parapeito com canhoneiras para
pecas. O ancoradouro da barra ho bom, e lem tan-
la profundidade que naos de primeira classe podem
nella fundear ao alcance do caes.
ESTADOS UNIDOS. .
Todos se lembram ainda da queslb que hoove
por causa do hngaro Costa, entre a Austria e os
Estadas-Unidus.
Os jornaes americanos ainda ltimamente fallan
dessj assumplo, a proposito de urna cariado cap tao
Ingraham, qne o salvou, tomando-o a bordo da fra-
gata do seu commando, o referido Costa, a carta;
em questao foi ha pouco apresentada ao congresso,
e nos julgando-a um documento importante vamos
traduzi-la do Journal du Havre :
a Aceilei urna grande responsabilidade, porm
desde o momento que Mr. Brawn me informou que
Costa prestara juramento como subdito dos Estados
Unidos, renunciando sua qualidade de cidadao
austraco, que assim era cidadao americano e es-
Nao poderes imaginar a que auge de excitarao os
embaracos da Turqua e a attitude da Russia leem in-
fluido nos nimos dos gregos.
As ilhas, que sao o centro do commercio grego,
das emprezasmartimas, quecomprehendem a parle
mafc activa e enrgica da populaco grega,' apresen-
lam os mais pronunciados symptomas desla febre em
grao inminente.
A agitaco nervosa, que invada igualmente todas
as classes, aprsenla diflerente expressao em cada
urna dellas.
O negociante oppulento cuja feirao prominente de
carcter, heosegredo, s o manifest com suas vis-
las inquietas e pelo modo cauteloso com que elle
communlca as suas noticias apocryphas aosestranhos.
pelo contrario, a raassa do povo gloria-se em divul-
gar o que elles chamara patriotismo.
Todas as ras estao cheias de grupos disculihdo o
estado actual dos negocios, farmandn planos os
mais absurdos, e nutrindo esperanzas as mais chime-
neas.
Em lodos os cafs e tabernas, capta-se a marse-
lbeza, e a parisiense com a lettra adaptada a estas
cances.
Fra da cidade veem-se 40 e50 patriotas aprenden-
do o exercicio, instruidos por um sargento. At a
gerazo presente parece estar euthusiasmada, c a
sua excitacao lem urna tendencia artstica, vista
dos muitos retratos do imperador Nicolao, que pin-
tan) as paredes com giz.
Qualquer que analysar esta-exclacao, descubrir,
que os seus principaes elementos sao o implacavel
odio contra os Turcos e o desejo de engrandecimenlo,
quer para os individuos, como para a nacao grega. O
seu principal argumento he sempre, quea Grecia
nao pode existir da maneira em que se acha, e que
mais vale nao existir, do que soffrer um estado to
humilhanle.
As sympilhias que dizm ler pelos seas correligio-
narios da Tbessalia e da Albania he um mero prelex-
tq. He verdade que fallam algumas vezes em vexa-
ces e oppressOes,porm, se se lhes perguntar em que
consisten), dizem todos que nao teem liberdade
de imprensa. Como islo possa ser urna oppressSo
populaban da Tbessalia e da Albania onde he 'raro
quem saiba ler, cusa a decifrar.
Debalde se lhes diz qoe elles leem mais Ierras do
que podem cultivar, e que a populaco da Grecia em
vez de augmentar dirainue.
Todava he certo que o estado da populaco nao he
satisfactorio. Por alguns annos successivos as colhei-
que era lestcmunha, mudara inteiramenle de aspec-
to, o superintendente parara, e Georgele pode cor-
rer janella e pedir soccorro.
O rebate eslava dado, e a violencia nao era maisi
possivel. O horrendo velho comprehendeu alm.
disso que o dever o chamava fortaleza, e relirou--
se. Entretanto, quando esse movimento applacou- -
se um pouco, quando os guardas apartaram-se era- -
lim quando NaundorlT ficou s com o velho Schwei- >
zer, esle depois de tc-lo ajudado a deilar-sc no leilo,.
jiilgou dever rcprehcnd-lo vivamente, e disse-llie:
Como o senhor que tem sido lao prudente:
at hoje excede em una noile todas as loucuras quei
podem ler sido commeltidas cm urna prisao!...
Ainanliaa maudarei vir o medico.
He intil, disse repentinamente Naundorll.
He um caso de febre aguda, proseguio Schwei-
zer, resoltado da primavera. Conheco isso... algu-
mas applicacocs de agua gelada sobre o crneo, e
uao (ornar a appaceccr.
NaundorlT ergueu os hombros e disse-lhe:
Meu charo Schweizer creio que voss he que
est lonco ueste momento ; saiba que fiz isso de pro-
posito, e estara agora profundamente affliclo, se
houvesse obrado de oulra maneira.'
O velhinho abanou a rabeen e lancandn-lhe um
olliar singular balbuciou com compaixao :
I.inicura loucura !
O que posso accrescentar-lhe, continuou o du-
que he que amanhaa se voss quer ser-me agrada-
vel anda urna vez, me trar tudo o que he preci-
so para escrever.
O senhor quer escrever, e a quem ?
Ao superintendente.
Se he para justificar a scena desta uolc... dis-
se o carcereiro.
Para justifica-la, precisamente, lornou o duque.
Entao seus desejos sero satisfeitos...
Na manha seguinte Schweizer levou o queNauu-
dortl pedir, c este metteu logo mSos obra.
Era com effeito ao superintendente que quera es-
crever. A caria foi breve... ei-la:
Senhor bunio,
Vossa excellcncia he um miscravel... Vi-o ul-
trajar urna mulher sem defeza, e npezar de sua ida-
de, llevo dizer-Ihe que sua arr.'io foi infame.
Agradeca ao co estar eu preso em um quarto,
donde me he impossivel sabir ; pois se esta uote ti-'
se lhe diga quaes tem sido as razoes da temperatura
qne tem (ornado o Mar'-N"ero' rnacessivet1 s nossas
esqoadras, sem oppor obstculos s emprezas do prin-
cipe de Menschikofi*.
Ter-se-hao feito os inglezes mariaheiros de agua
doce, a ponto de deixarem o iu migo fazer prezas
porque nao se atrevem a expdr-se aos elementos qu
elle aflronta impunemente ?
Eucarregamo-nos de bloquear o Mar-Negro, e
parece qoe desempenhamos esta trela, permane-
cendo commodamenle ancorados nos portos, e no
entanto e inimigo trabalha em sentido contrario.
De que serve a nossa superioridade naval se ella
deve com urna tal negligencia deixar o mar aber-
to aos nossos uimigos e prmittir-lhe qne operera
como se al ti nao eslivessemos ?
A nossa esquadra ssistio como testemunha ao de-
sastre de Sinope, que se nao pode ser prevenida, po-
da ser vngado, e hoje v, os nossos infmigos rece-
herem reforros com- a mesma facilidade, com qae
foram sacrificados os nossos amigos.
Mais vale expor os nossos navios ao perigo das
tempestades d que guarda-Ios com seguranza cus-
la de tao mesquinha gloria.
Se nao servem para combater as operaees de nos-
sos nimigos, ou a proteger a.fraqueza de nossos
amigos, pouco importa que se conservem ou nao.
Ss do mar passarmos trra, perguntaremos qne'
he orjue se teuciona fazer com a nossa cavallara ?
Vai derididamento partir ou ficar? Se he preciso
que o exerrto espere por ella porque est ella aqu ?
Porque estao anda os oficiaes em Londres?
Contaraos demasiadamente com a condescendencia
dos russos, cujos movimenlos acertados ou nao,' em
todo o caso sao dirigidos com vigor, e provam que
os chefes sabem apreciar valor do lempo. Logo
que a estarao deu lugar a comecarem de novo as
suas operacSes entrarem em campanha.
Nao perdern) um s dia para passarem o Danu-
bio, o enlregaram os acoiitecimentos decisao de
urna hatalha. Mas a estes i nimigos activos e intrpi-
dos, oppomos generaes, que nao podem desembara-
car-se dos lares dourados dos saines de Londres e de
Paris, urna iufantaria que estove um mez a conten-
do laranjas sobre os rochedos de Malta, em quanto
os navios de transporte esperavam pelo seu embar-
que ; e a cavallaria nao pode conseguir embarcar
mais de tres esquadres.
Dir-nos-hao que he grande ousadia da parle da
imprensa o irrogar censura sobre um objecto de na-
lureza tao especial, mas nos appellamos destas res-
postas, dadas d'anlemao, para o bom senso de nossos
leilores, e pergunlamos sem recelo de um desmenti-
do se o nosso exercito nao he indispensavel no oren-
vesse estado livre dez minutos, o senhor nao vi'
ra mais boje '....
Pensando que o senhor n3o conservara ne-
nhum remorso oe soa iniqua' violencia, quiz fazer-
Ihe saber ao menos que sua infamia leve urna les-
lemuuha, o qual ter talvez a fortuna de vinga-la
lgum dia.
Luiz, duque de Naundorll.
Naundorfr lau esla carta, fechou-a, e depois de
pr-lhe o sobrescripto confiou-a a Schweizer.
A resposla nao lardou muilo; porm nao foi o
guarda ordinario que lli'a transmillo. O que apre-
seutou-se era o carcereiro dos andares subterrneos:
era alto, gprdo, e robusto... seu semblante era qua-
si sinistro, sua voz rauca, c seu olhar duro... Cha-
nava-se Kral.
Elle entrou no quarto sem dizer palavra, segui-
do de alguns homens que tinham um trage singu-
lar... Fez-lhes signal do que se approximassem, e
sem pronunciaren! urna s palavra elles carregaram
NaundorlT nos hombros, e sahiram.
O duque nao fez nenhuma observacao, e deixou-
se comluzir. Demais embora elle o ignorasse. con-
vem lalvez advertir que qualquer observazao de sua
parte nao teria servido de nada.
A leilura da carta produzra o efleito que elle de-
v^a esperar. ...
O superintendente ficara furioso, e dera imme-
dialamente as ordens mais severas para que o culpa-
do fosse punido.
Kral e seus soldados descerara Ires andares, atra-
vessaram alguns corredores, eslreilos e hmidos,
abrindo por fin a porta de urna masmorra, na qual
entraran) com seu fardo.
Os soldados depozeram entao NaundorlT sobre um
leto de palha feito no chao, e retirram-se logo
sera que Kral se dignasse ao menos de dirigir um
olhar ao prisioneiro que acabava de escoltar.
NaundorfT ficou sosinho... Amasmorra em que o
tinham lancado nao recebla claridade de parte al-
guma, e s "depois que passou ah algumas horas
foi que habiluando-stf-lhes os olfcas escuridao, o
duque pode disliuguir-lhe os contornos. Tinha cin-
co ps de largura sobre seis de comprimento. Naun-
dorfT teve lempo de coula-los. Em um canto jazia
una esrudella meio quebrada, em outro urna hilha,
e emlim na parede de ped a de cantara eslava pre-
sa u altura de um homem urna correle.
.0 duque nao experjmentou ao principio nenhum
desespera vilenlo por vr-se tirado do quarto que
oceupava... Eslava tao alegre de ter visto Georgele
que nao avaliava poder pasar demasiadamente cha-
ro essa suprema salisfazAo !...
Os dias succederam-se pois dorante algumas se-
manas sem que elle cuidasse em conla-los. Demais
era impossivel fazer nenhuma distinecao entre o da
e a noile, pois a escuridaoera sempre intensa.
Todas as manhaas Kral levava-lhe a bilha de agua,
depunha-a em seu quarto sem proferir urna pala-
vra, e relirava-se da mesma sorte.
No fim de alguns dias, Naundorll pensou qae elle
era mudo, e quiz desenganar-se. Assim" urna ma-
nha quando elle entrou no quarto, NaundorfT re-
leve-o.
Era a primeira vez... Kral encarou-o estupefacto.
Perde-me, perdoe-me, Mr. Kral disse Naun-
dorlT sonando.
Que ha ?... perguntou o carcereiro grosaeira-
mente,
Ah o senhor nio he mudo ? exclamen o du-
que.
Talvez...
E pode responder-me ?...
Isso me he prohibido.
Urna simples informaco.
Nao do iuformarOes...
Ah si ti senhor nao he modo, deveria s-lo,
meu amigo, disse o duque voltando4he as costas.
Kral encarou-o novamenle, ergueu os hombros, e
passando o lumiar .da porta, resmnnsou entre os
denles:
Nao sou seu amigo.
Quando elle sabio, o duque desatoa a rir.
Que homem singular 1 disse elle comsigo mes-
mo ; leria certamenle faltado a sua vocacao, senao
tivesse vindo a ser carcereiro dos andares subterr-
neos de Spielberg 1 He discreto, e obediente; porem
eu desejara muito saber se he incorruplivel...
Como se v, o duque soffria o captiveiro com pa-
ciencia, e procurava dislrahir-se com os menores
aconlecimeutos que se produziam ; lodavia os inci-
denles eram raros, e a masmorra comecava a pare-
ccr-lhe montona...

(Continuar-ie-ha.)


"V
tt*t
-*~
...r i n
te, para onde foi enviado comscelerid.de, que au- rem uos seas respectivos lugares al a expirado do
lorisam os recursos do paiz, e exige a salisfacao dos praio indicado, c na sua parlicipacao de 26 de mar-
negocios, codeclares que colocarlos subditos da Grecia dc-
A rapidez com que os nossos soldados partirain bsixo de proteccjlo da embaixada d'uma das polen
para Malta provou o que podamos fazer com os cias amigas, acreditada juoto sublime PorTa.
metes, que possuimos e a demora occorrida depois A Porta reduzio aquellc praxo a 15 dia.
demonstra como esUs meios poden ser Inutllisados, E,u exig4 tinporiosiinienle ane os consules M.
icOTirluados. .. iam immedtatamenle d.Tuniuta, e, segundo in-
0 publico nao pode al ribu.r estas deplora**, de- fo ^ u, ,. ,,rncmen|e ^y ,
moras, senJo a mulliplicidade de repar icOes, e n *"'*Dao
. complexidad, da res-Lsabilidade euLm.^e pesa ^J^ "T l'**! "' S 9nb-
\ sobre a admintotrecao militar. A guerra lera sido dll0B ^gosdeba.xoda sua proleccao. Quem dar,
ataqui a saturnal do governo, a responsabilidade P0's-PMaporles aos qne dsla serte sao compelidos
tem afrouxado, e o publico cojas vistas so dirigen. a.Mnlr* Quem despachar os documentos dos na-
sobre os principis actores da lula, Um pouco tem- v,os 1ue devcrao alri,vessar os Irello. ? Quen> i,a
po para se ocupardos agenta nao menos poderosos de Baranlir lanos inleresse meacados?
que manobrara aira* da scena. Mas he preciso que ,Ia m> tT,'ia0>, mls qe a Grecia ou
ludo islo mude.- do O mecanismo administrativo heais fcil de com- decretos sao irrevogaveis.
pretender, .aprectom-se melhor os meios de vencer Ho Para esl 8uPremo tribunal que a Grecia
os obstculos, e quinto maiores,forem os recursos da aPP*Ila- ea ellc t perUnce decidir se a Grecia o seu
guerra, tanto matar he a responsabilidade dos que "Terno devem ser responsaveis pelas funestas cop-
os dirigem. Apenas acabamos de entrar na conten- seqoeocias do estado actual das cousas, epelo des-
da, tamos Ja vencidos duas vetes sem combaler. e a contentamente, que pravocou os habitantes do Epl-
nossa esquadra e o nosso exerclo se comprasen! ro e da Thessalia rcvolla, e porque nesta occasao
'" urna ociosidade igual, emqoanto oulras maos tem sestero manifestado, na Grecia, synipathias favora-
as eartas da partida que aquellos deveriam jogar. veis a um movimenlo feito por correligionarios, pa-
niiiii tricios e prenles,
do?T.>>?0KCe.,eb,rada r','rC,a ran"a d n'7T~ ,'. ,emp* aS rcuiwtancta. nao permitiera" no
rrl,ir r' eo'mperador dos lo Migando .ntrarcm mais ampio desenvolvi-
Ion !,Vaa0aUX 10 qU6Se Pr menl- Bltoporumofai pausa, Lineando mao do
ao imperio otlomai.o. unico recurso que lh(J afim de ^.^
Suas raagestadesararahado reino anido da responsabilidade. iste he, deixaudo aqu o chan-
^"^m", ? 1D*eradordos fran- durante o prazo indicado, o qual poderoso
IZo ,ul 4P^SHMU "T V" T aJUdar 3 "gU,ar BUmerosos -termes que alias fica-
.tHAbdalMedj,d ,mperador d05 oll- riamgrtrvemeutacomprometdos, esperando que
Tto^T?**? "T aS T*9" a nblimeP<"-'a "*. privar os,ob^egos des-
da Russu.eoulroslmresolv.dos, apezar dos sens (e ultimo recurso, insslindo na sua primeira reso-
SrfsertrrLPr^nreran'r "" '^.-baixoassignado ofrece a sTaExT. Te-
paz, a seren partes beligerantes na guerra que, guranca da sua alta consideracao. a Melaxa
sem sua mal, acliva, teria ameacado a exis- A seguinte circular foi dirigid por lord Stralford
teera do equilibrio europeo, e os inleresses dos. sens de Redcliffe a lodosos cnsules,
proprios estados, d.termnaram em consequencia Scnhores. Vete so nu eonhecimento aue os
djsso concluir urna eenvenc*- destinada a fix o Gregos, que invadirara af.ron.eira, da Trovincias
pbjecto da su. alhanca.bera como ce" rucios de em- da Turqua esUte excitando os subdito, do
pregarememeommumpara o conseguir, e nomea- sultao rebelliao, que o governo de sua ma.est.de
sZ?Il ,T Plenipotenciarios: britnica, e do imperador dos Francezes estao
Sua magestade. ra.nhadore.no da Graa-Bretanha promptos e auxilia-tes para suplantar a autoridade
e Irlanda o muilo dluslre Jorge Guilherme Frede- do sultao. P auionuaue
rico conde de Clarendom etc. principal secretario Tambera fui informado d que se teem servido
eianeeir1SaamageSladebri(anDiCa *" negC8 ^ semelha"'es o ^ fjrera acS" ql
3 '.. osembaixadores ingle.e francez dnrao prolecco aos
itA^ST'afm^^^te^0K- sobdi,os^8os na Turqua logo que a Porta, ra
<.horAIexandr.Colonna, conde de Walewsk., etc. consequencia do rorapimento das retacees diptema-
seu cmuaixador, junto a sua magestade britannica. ,:
Os quaes lendo reciprocamente communica'do os
seos plenos poderes, e achandu-os em boa e devida
forma, resolveram e assignaram os artigos seguinles:
Artigo l: As altas partes contratantes se obrigm
a tazer o que esliver ao seu alcance para eileituar o
reslabelecimento da paz entre a Russia e a Sublime
Porta sobre bases solidas e duraveis, e para livrar a
Europa da renovacao das depteraveis complicasfles
que acabam de perturbar lao desgracadamente a paz
geraL
Arl. 2. A inlegridade do imperio oltomano a-
chando-se violada pela oceupacao das provincias da
Moldavia e da Valachia, e por outros movimentes
das tropas russas, suas magestades a rainha do reino
unido da (Jraa-Bretanha e Irlanda, o o imperador
dos francezes teem convindo, e convirio nos meios
os mais proprios para libertar o territorio do sultao
da invwao eslrangeira, c para conseguir o fim espe-
cifleado no artigo 1. Para esteeffeito suas mages-
tades se obrigain a sustentar, segundo as necessida-
blARIO DE PERNMBUCO, SEGUNDA EEIRA S DE JURHO DE 1854.
des da guerra, apreciad;
'oreas de mar e Ierra su
idas de commura accrrfo, a,
oreas de mare Ierra sufflcienles para lhe fazer fa-
ce, e cujos arranjos subsequentas delerranarao, se
houver lagar, a qualidade, o numero, e o destino.
Arl. 3. Em qualquer acontecimento que possa
occorrer, em consequencia da executao da presente
convenci, as altas partes contratantes se obrig.m a
nao acceitar proposta alguma tendente cessacao
das hostilidades, nem a entrar em arranjo atgura
com a corle imperial da Russia sem terem previa-
mente deliberado em commum acerca do mesmo.
Art. 4. Animadas do desejo de manter o equili-
brio europeu, as artas parles contratantes renunciam
desde j a tirarem vanlagem alguma parlicular dos
aconlecimentos que possam occorrer.
Art. 5. Suas magestades a rainha da Graa-Fcta-
nha c Irlanda e o imperador dos traneczes rcrcb'e-
rao com prompUdao na sua allianra, afim de coope-
rar para o obecto, as oalras potencias que qnizerem
entrar n'clla.
Art. 6. A presente convenci 6erli ratificada, e as
ratificacoes serio trocadas em Londres no espaccj de
oilo d.s. ,
Em f do que os plenipotenciarios respectivos e
assignaram e sellaram com o sello das suas armas.
Feita em Londres aos 10 d'abril no auno de N.
S. de 185*. Clarendon a. IValewski.
TUIM.TJIA.
Asegninte he a resposta offletal dada por Reds-
chid Pacha, ministro dos negocios slrangeiros da
Porta, a urna carta^ dirigid, a S. Exc. .por Mr. Me-
taxa, ministro da Grecia junto Porta ottemana,
annunciando a sua inten;ao de se retirar de Coim-
tautinopla.
a ConstanBopla 1 de abril de 185*. Acenso.
recepeo da bota que me dirigisles em 26 d. marco,
relauva avossa resoluto de vos relirardes d'esta d'.lgum modo possa excitar a desconfianca da, Jo-
C v*. -j.,, tencias belligerante o expo-Ia a insultos, julgamos
a Vate o governo da subl.me Porta nao ler obl- conveniente, temando em consideracao ,,L ml
do do gabinete grego satisfaco adequada as suas cedenlemento se acha tabetecido asse resoeilo
lustas recl.rn.coes, acerca das circumstanciss acta- ordenar que os seguiutes regutamentos sejam d'aqu'
es, e como o enearregado de negocios, seguudo as em diente geralmenle observados '
- suas instrocoe., dever ler dudo d-Alhenas, he 1.- Afim de gosar o, direitos^ e privilegios que
n.lural, seohor, que tambera vos retire de Cons- erlencem b.ndejra sueca no seu carcter d ncu-
Unnopla, e por tanto incluso vos remello o vosso Iral, lodos os navios suecos reverso muoir-se de
TaT,^!1.0 0tB,' ^T Pf'0- ^mea^ q-*. ando os decreto, existentes, sao
rlt T ? en)!d",Me ficam inler' neceMa^i0, P^P^arema sna nacionalidade, e es-
romp.das as retacees diplomaUcas e commerci.es les documentos deverao achar-se sempre a bordo do,
entre os dons governos, dec.dio-se que a ch.nccl- navios durante as suas viageos.
tarta grega, iqm rendante, e osconsules grego, quo a 2.' Fica expressamenle prohibido aos capiUes o
Z^J** ** Proxncasdo imperio sc lerera a bordo5 pape., ou docuraento, falsos, assim
iT^T""! P1"2- 'De8ocian"*e comoarvorarsmbandera em qualquer occasao ou
gregos est.belec.dos na Turqu, deverao tambera pretexto que for. quer^ccas.ao ou
sabir de Constanlinopl.; m.s afim de nao prejudicar 3.- Se acontecer durante a estada d'am navio sae-
dem.ne.ra alguma o commemo grego, concede-sc- co. n'um porto eslrangeirb que a tripalacao, oupor
Ibes om prazo de 15 d. das, a contar da dala de desercao, morte, doenca, ou por l^aZ
. Km ,( D -. k C0USa, fi9Ue lao diminuU qe nao possa manobrar o
n quantoaos qne se achara as prov.nc.as, navio, e se terne necessario prehenche-la com ma-
)razo sera somenle contado desde a data em que rinheiros estrangeiros deverao ser escomidos coro
hverem receb.do orden, para partir. preferencia nlre o, subditos das potencias nenlraes;
Parece, segundo provas positivas, que nao he mas em qualquer caso o numero de subditos das
por mera negligencia, mas sim pela tolerancia do
governo grego, que as provincias da fronteira do
ireperio foram invadidas.
Poste que o governo imperial lenha incontesta-
vel direite a deter e confiscar todos os navios que se
ticas commerciaes, significar a soa intencao de os
expulsar dos dominios do sultao.
V Como supposiSoe, d'esla nalureza s podem ani-
mar falsas espranos, Iludir os bem intenciona-
dos, e aggravar os males inseparaveis J'um^eslado
de guerra ; asseguro^vos, sem demora alguma, de
que nao ha o mais leve fundamento para tees asser-
jOes.
o AqueUes que, por um s momento, alimenta-
ren) laos esperanja?, devem ser nimiamente igno-
rantes ou summameolo crdulos, e s poderao fizar
as suas esperabas sobre ideias contraras ao senso
commum, e aos faelbs. Infelizmen^ assim con-
tece, por toda a parte, porera mais anda n'um paiz
onde o meios da publlcdade sao anda muilo es-
cassos.
Vos sabeu Uo bem como eu, que a Inglaterra e a
Franca cstaointeiramente unidas ao sultao na no-
bre resislenoMque esta fazendo a urna violenta e in-
justa aggressao. Scgue-sc necessariamento que os
dous governos alliados devem olhar com sentmen-
los de indignarlo, e desapprov.sao ara movimenlo,
coja tendencia he somenle favoravel Russia, sem
possu.r o mrito de ser espontaneo, e que ncwseu
progresso poder;', embarcar a Porta e eus alliados.
e que nao offerece oulra perspectiva, senao a de al-
Irahir males sobre aquelles, que esiao expondo as
suas vida, por urna chimera e illuslo.
Nao podemos deixar de lastimar as familias inno-
centes, que desgracadamente Incorrem as conse-
quencias d'uma poltica violenta e sem principios ;
mas da nossajiarfe nao pode haver relacao alguma
Cm os chefes, nem distimulacaoem quanlo aos sen-
limcntos,qneoprocedimentade um partido louco
ntio delxa d'inspirar.
a Portante rogo-vos que aproveileis tedas asocca-
siles convenientes, afim de levar ao conhecimenlo
de lodos aquelles que se achem disposlos a serem
ludidos com falsas asserres, o conteudo da pre-
sente. Sou etc.
Slraiford de Reicliff.
.----------o,-(/*"->
Suea.Stekolmo.O re pnblioou o segante
decreto prescrevendo as medidas que se deverao
adoptar para seguranza do commercio e navegacao
da Suecia em lempo de guerra entre as potencias es-
trangeir.s.
Dad. em Stokolmo aos 8'de abril de 185*.
Nos, Osear, por grasa de Dos, re da Suecia,
Noroega, dos godo, e vndalos, fazemos saberque
lendo reconhecido a necessidade na presenca da col-
Ibao qoe provavel mente lera lugar entre as poten-
ci*s mirilimas estrangeiras imposta aos nossos sob-
dilos, qoe seempregam ao, commercio e uavgacao
de observarcm rigorostmente as obrigs6es e'precau-
oes neeessarias para segurarem bandeira sueca
lodos o> direilos e privilegios, que lhe perteocem
como nasao neutral, e lamben para evitar todo que
potencias beligerantes, que se bao de receber abor-
do nao devem execeder a terca parte do numero le-
tal da tripulaco. Todaamudanca'desta nalureza
na tripulaco do navio e as causas, que a molivaram,
serSo declaradas pelo capitao na lista da tripulaco,
guerra, sem ser obrigado a faze-lo por for$a maior,
e ncssecasodcvcr. fazer um proteste formal contra
esso emprego de forja.
7.* Os navios das potencias estrangeiras pde-
nlo importar e exportar dos portes suecos toda a
qualidade de provisOes e mercaduras com tanto que
sejam arUgo, de importacao e exportado permlli-
dos pela liarifa geral das alfandegas, exceptuando
simiente os artigo reputados como contrabando de
guerra,
N 8.' He prohibido todos os subditos sueco, ar-
mare navios par. serem empregados contra algu-
ma potencia belligerante, ou contra o, subditos oo
propriedade dessas potencia, ou lomar parte nessas
empresas em navios, que lenham esse deslino. He
prohibido aos subditos suecof^servirem a bordo de
navios estrangeiros armados em ejbrso.
o 9.* Nenhum corsario eslrangeiro poder entrar
n'um porto sueco, ou ancorar as nossas enscadas,
nem serao admitidlas as presas nos portes suecos,
salvo no caso de sinistro provado. He (ambem pro-
hibido aos nossos subditos o compraren, artigo, cap-
turados, por corsarios estrangeiros, de qualquer na-
to reza que forem.
10.* Se un capillo, navegando sem. comboyo,
encontrar no mar alto, qualquer navio de guerra
pertencenle s potencias beligerantes, com direite
de examinar os papis que ti ver abordo, nao dever
recusar-se nem sublrahir-sc inspecc.ao dos n.es-
mos; mas he do seu dever .presentar os scus pa-
pis com honra e sem evasiva, e Lamben, lera cui-
dado para que, durante a iuspecco, nenhum docu-
mento pertencenle ao navio lhe seja temado ou lau-
cado ao mar.
a 11.* Quando os navios mercantes navegarem
escoltados por en.barcac.Oes de guerra, os capitaes
deverao obedecer as ordens prescripta, pete decrete
delOdejunho.de 1812.
12.* O capito, que escrupulosamente obser-
var ludo o que supra lhe fica prescriplo lem direite
a gosar-segundo os tratados e os direilos das nacSes
o privilegio de navegar livremenle e sem inconve-
nientes, e se a pesar disso for iocommodado tem di-
relo a esperar o mais enrgico apqio dos ministros
c consules nos paizes estrangeiros, afim de obler re-
paracSo ios scus prejuizns. Pelo contrario o capi-
to qne omitlir ou deixar de observar as regras que
lhe sao impostas, poderi smente queixar-se de si
mesmo por qualquer inconveniente que lhe resal-
te da sua negligencia, sera esperanca alguma do nos-
so apoio ou proleerao.
13.* No caso de captura de algum navio sueco
o capitao transmitiera ao cnsul ou vice-cpusnl
sueco, se o houver no porto, para onde for levado o
seu navio, urna relacao fiel e devdam-inte certifi-
cada das circunstancias da captura, com tedas as
suas particularidades.
Ordenamos e mandamos a quein competir o con-
formar-se exactamente ao supra dito. Em f do que
assignamos o presente, e sellamos com o sello real. -
Dado no nosso palacio em Stokolmo 8 de abril de
185*.
OsearT. F. Fahrens.'
(dem.)
INTERIOR.
----------------- ..,., m iimius que se *"< "raanuoi yciu c.ipinu na usa na inpulacao.
aeham nos portes, como um pcohor das considera- e a cxaclidao da declaracao dever ser certificada
veisdespezas que se Ve obrigado a fazer, todava sua pelo competente cnsul ou vice cnsul sueco, e no
magestade o sultao, meu augusta soberano, nao caso que os nao baja, nesse porte, serao certificadas
jolga coherente cem ., suas Ideias de juatea e de porum tabelliao, ou poj outr qualquer pessoa,
moderacao o causar pedas aos donos dos navios a 1ue lenha a mesma autoridade, (segundo os custu-
respeito de orna questao, que aflecta somenle o go- roe respectivos dos paizes.
ven grego. Por tanto logo que 'este adoptar senti- rqentes mais justos, e liver em vista os direilos in- poderao livremenle navegar para os portos e costas
eas mximas do direite publico, as das najoes beligerantes, mas todos os capiles do-
sclamaedes acerca d'estar despezas serao verflo abstar-sc de tentar o entraren, n'um porto
exmindas. Entre lauto todos os navios gregos bloqueado, logo que forem formalmente informados
poderao, sem embaraco algum, dentro do prazo do estado desse porto pelo offlcial commandanle do
mencionado, voltar para a. Grecia. Deram-se or- bloqueio.
dens as autoridades competentes para facilitaren. por porto bloqueado, entende-so aquello que esli-
partid. dos subditos greges pobres ou necesitados, Ter fechajlo, por um ou mais navios de guerra d'um
e de terem loda a indulgencia possivel paiacomo. inimigo, estacionados distancia sufflcientemente
que forem doenles, ou estiverem enfermos. prosma, de lorte que se nao possa effeituar a enlra-
He do meu dever repetir urna vez mais, qne he da nelle sem perigu evidente,
o ge oo grego s qoe motivou a necessidade d'esla 5l. Todas as m.rcadorias, anda mesmo as que
muiacao, e cuja responsabilidade deve recahir perlcncerem ios subditos das potencias bclligerau-
inleirtmn. a nhro o inteir.mcnte sobre a Grecia. Transmillindo-vos,
senhor, esta parlicipacao, por orderA de sua mages-
tade o sulla, meu augusto soberano, proveito esta
occtstao pm reoow os protestos da minha dislinc-
t.coosldw.e*,., Redtcm
A segrate ha xesposta de M. Mtaxa.
Per. 2 de abrde 185*. -o .baixo .ssign.do,
enviado extraordinario de soa magestade o rci da
Grecia, receben a parcipacao qoe sua excellencia o
ministro dos negocios estrangeiros lne Tez a houra de
lhe dirigir em data de hootam.
Tendo lomado em conscidertcSo a posijao dos sob-
dilos do rei, estabelecido na Turqu, o b.ixo .s-
signido julgou conventenle pedir um prazo de seis
meze*, tdim de que podessem arranjar os seus nego-
cio, e sahir do paiz, sera o qual (Icario arruina-
das as suas fortunas.
O abaixo assiguado julgou, -alm disso, que se-
ria permitlido aos diferentes consules o permanece-
tes poderao ser livremenle carregadas abordo dos
navios suecos, na qualidade de neutraes, excepto
dos artigos de contrabando de g.erra. Entende-se
por conlcbando de guerra os artigos seguinles :
peras, morteiros, armas de (odas as especies, bombas,
granadas, bailas, pederneiras, mechas, plvora, sa-
litre enxofre, courajas laucas, boldris, cartuxarae,
sellas, freios, e bem assim todos os artigos que pos-
sam servir ^rectamente para a guerra, exceptuando
a quantid.de de laesobjeclos, que possam ser neces-
sarios para defeza o-tiavioe da tripulaco.
No caso que vevEajp a ter lugar Uovas especfica-
tOcsj mudancas, ojpSlteracOes a respeita dos artigos
de contrabandojeguerra. tados cor as potencias estrangeiras ; far-se-hao ul-
teriores regulamentos.
.* He prohibido a lodo o capitao sueco o le-
tar, abordo do navio que commanda, despachos das
potencias belligerantes, tropas, ou raunisoes de
RIO SE JANEIRO. .
PROPOSTA E HELATORIO.
Apretentado* a' astembla geral legislativa na se-
gunda tetsao da nona legislatura pelo ministro e
secretario de estado dos negocios da fazenda Vis-
conde de Paran.
(Continuado do n. 121.) .
DIVIDA EXTERNA.
Esta divida, qoe em 7 de marco do anno prximo
passado se elevava a 6,021,800, achava-se reduzida
no 1. de dezembro do mesmo anno 5,871,700
(tabella n....', lendo-se amortizada 153,100 no pe-
riodo decorrido entre estas duas dalas. Na rmoti-
z.coesta compreheudida. somm. de 23,200 re-
presentada por .plices do empresti.no de 1824, per-
fencentes ao extincto banco commercial desta corle,
as quaes lhe tarara pagas por meu digno antecessor
cm (ilutes da divida interna fundada de C por ceuto,
ao cambio par, sendo computadas lamben, ao p.r
tanto as apolieea resgaladas como a, emitlidas.
Dos ltalos do emprestimo portuguez j estav. re-
mida e depositada no banco de Inglaterra a somma
de libras esterlinas 953,300 cm 21 de dezembro do
anno passado, restando apenas a de libras esterlinas
950, que anda nao havia sido apreseulada pelos res-
pectivos portadores
A esperanca que nutria o governo de poder contra.
hir um emprestimo vantajom para resgatar os de
182* e 1825, foi frustada porTorja dos embaracos (1-
rtnceiros produzidos pela questao do Oriente.
Os fondos pblicos de todas as nacOes comecaram a
decahir as pracas da Europa desde qoe se lornou
provavel a guerra : e os nossos acompanhram, co-'
mu devia acontecer, este movimenlo de depres-
ivo.
Em laes circum'stancas, sendo provavel que nao
s as naQes belligerantes, senao oulras, livessem de
recorrer ao crdito para salifazerem as despezas ex-
Iraordinaris a que guerra dara lugar, pafeceu-me
que nao seria fcil contrahir um novo empreslimo
para remr os de 182* e 1825, e que se persistisse
nesta nica idea teria, para realisa-la, de ,'ujcitar o
thesouro a condices nimiamente onerosas.
Dei, pois, instruccOes ao nosso ministro plenipo-
tenciario em Londres, marcando o limite dos sacri-
ficios que o governo impeii.l eslava disposlo a acei-
tar para fazer urna nova uperaco financeira, e cum-
prir lateralmente Inda, as condicOs dos contratos de
182* e 1825 ; mas ordenei-lhe tambera, que, se an-
da assim nao podesse realisar operacan, notificasse
os eoulratadores e portadores das apolices dos dous
emprestimos que continuaramos a pagar ponlual-
menle os juros e amorlzacaodelles, at que, cessan-
do as circumstancias da Europa, podessemos fazer
operacoesde crdito menos ruinosas para resgatar as
que andaexislissem em circularan.
Tenho plena confianca, e os tactos parecem con-
firma-lo, quo semelhaule nolificacao ue.*n de leve af-
feclou nosso crdito ; porquanlo uiuguem desconhe-
ce que, se nao fossem os acvulecimenlos a qoe me
refiro, fcilmente realissriaruos agora um empresli-
mo lao ou mais vanlajoso do que ode 1852. A pon-
lualidade com nue lemosalisfeite nossos empenho.
pecuniarios; o crdito de quedevidamente gozamos;
os recurso, que jalemos, e os novoselemeulos de ri-
queza que se iam desenvolvendo nesle paiz sombra
da paz edas retacees commerciaes, no, asseguravam
semelhanle resultado ; e nao ha ah quem em sua
consciencia nos possa com juslica argir por termos
deixado de pagar o capital desses emprestimo,, con-
tratando um novo no momento era que guerra cau-
sava o maior terror na praja de Londres, e em que
. perturbacao do mercado monetario punha os capi-
talistas tora do" case de nos prestaren, seu auxilio,
sem nos imporem gravissimos unos, qualquer que
fosse seu rcconhecimenlo da noSsa lealdade c
boa f.
Como era de presumir, nao foi possivel ao roinislro
brasileiro negociar o novo emprestimo ao preejo m-
nimo que lhe havia sido marcado ; e para dar cum-
primenlo segunda parle de suas inslrucces,' enten-
deu prudentemente que convinha obler o concurso c
assonlimenlo de alguna capitalistas notataveis da pra-
a do Londres, e especialmente dos contratadores
dos emprestimos de 182* e 1825. a, conferencia
que liveram assentou-se no segoinle :
1. Que nao sendo pralicavcl, no estado actual d.
Europa, emprehender urna nova operaco financei-
ra para resgatar os referidos emprestimos, cujos cu-
pons tinham de exharir-se no 1. de abril prximo
passado, devia o governo imperial continuar, por dez
anuos, a pagar os juros de 5 por cento destes empres-
timos, e a fazer onlrosim a amortizarlo de um por
cento do capital primitivo, acrescentada com os inle-
resses das apolices resgaladas.
2." Que os conlratadores daqnelles emprestimos
public.ri.m pela imprensa, na mesma occasiao em
que fossem feilos os annuncios para pagamento do*
dividendos de abril, que o governo imperial emlli-
ria nnvos cupn, por dez anuos, os quaes serian, en-
tregues pelos cnlratadoies, vista dos respectivos t-
tulos, ao, portadores da, apolices dos dito, empresti-
mos; sendo tambem elles conlratadores encarrega-
dos, como aiaqui, de pagar os dividendos, e de fa-
zer a applicacao devida dos fundos de amortiza-
cao.
3. Que para facilitar a dstrbuo,ao dos novos
copons aos possuidores das apolices residentes fra
da Inglaterra, os conlratadores encarregariam a seu,
correspondentes em Hamborgo Ameslerdan e
Francfort, de entrega-Ios a quem exhibisse os respec-
tivos ttulos ; devendo esta delibcr.co ser tambem
notificada no, jornaes daqoellaspraca,.
*. Que o conlratadores fariam preparar sua
custaosnovos cupons ; em coasideracao do qoe, e
do trabalho de dirigirem este negocio, perceberUm
a commiisSo de mete por cento, calculada sobre o
valor nominal das apolices circulante, ; e final-
mente.
5. Que ficariam lubslstihdn todas as clausulas dos
contratos acluaes que possam ser applicaveis a esto
accordo.
Concordou-se tambem em que o ministro plenipo-
tenciario do Brasil, por meta de urna carta, commu-
nicari.estasestipulieses aos contratadores, qual el-
les responderi.m, .pprovando-as e aceitando-as; c
que estas caries trocadas serveriam de contrato, como
nellas seria expr.no.
Assim se praticoo, fiendo portante resolvida esta
importante negociacad do modo mais ventajoso que
se poderia conseguir no estado actual da Europa ;
pois qu a emissao de novos cuponi, tal comoacon-
Iratou o ministro brasileiro, tem para o thesouro os
effeilos de um novo emprestimo a 5 por cento deju-
ro,, contratado ao p.r, Km os outros encargos de se-
melhaule, operaces.
Os nossos fondos de 5 por cento, que na praca de
Londres eran, colados em 7 de de margo do anno
passadoa 102 a e a 103 X. estavam em 23 demarco
ultimo a 96, e,ps de y por cento a 89.
De 15 de abril de 1853 al 31 de marco desle anno
passou o thesouro para Londres a somma de libras
esterlinas 723,820 em cambiaes, e de rs. 21.792
em gneros; o que lhe deixar era poder dos agen?
les um saldo de libras esterlinas 190,000, pouco mais
ou menos, no fim de janho prximo teluro, depois
de pagos os juros e amor liza cao desle semestre, e as
demais despezas que temos de fazer aquella
praca.
DIVIDA PASSIVA INTERNA.
O quadro n. 8 representa o estado da divida in-
terna fundada no fim de Janeiro do anno correte.
Dahi se v que ella leve, do ultimo de abril de 1853
paraca, um augmenta de Rs. 217:200, a saber:
213:800 provenientes da emissao de apolices dadas
ao banco commercial por igual quaota de ttulos da
divida externa; 1:800 emillidos no Rio de Janeiro
em pagamento da divida inscripta; e 1:600 emilli-
dos para o mesmo fim na provincia do Rio Gr.nde
do Sul. ,
O quadro n. 12 raoslra que a divida representa-
da por bilhetes do thesouro he apenas de Rs.
2*6:000, a qual quanlia forma parte do empresli-
mo feito em virtudc da resoluto de 2 de oulubro
de 18*8 ao proprietario d fabrica da Pouta d'Ara.
E pelo que loca ao estado da divida inscripta no
grande livro e nos auxiliares das provincias, e im-
portancia dos emprestimos dos cofres de orphaos e
dos diuheiro, de defuntos e ansenles, os quadros ns.
9 e 10, 13 a 15, indicara com suflicienle clare-
za as alteratpcs que tem havido depois que foi
apresentado o ultimo relatarte da reparticao da fa-
zenda.
Seja-me permitlido ponderar aqu, como j fize-
ram. algn, de meus dignos antecessores, quanlo
convert reduzir o juro d.S por cento dos dinhelro,
dos orphaos, pois nao he justo qne o thesouro con-
tinu a pagar tao elevada laxa, podendo tomar d-
nlteiro a premio muilo menor, e' principalmente
quando nao lem necessidade de semelhanles em-
prestimo,. >
O estado dos crditos concedido, por dflerentes
>eis par. pagamentos de exereicios (nulos resulta das
tabellas ns. 16 e 17, e do quadro n. 18 a importancia
do papel-moeda circulante, -rqnal nenbuma altera-
cao sollieu do anno passado para c.
DIVIDA ACTIVA.
A tabella n. 19 mostea o estado da divida activa
liquidada al 31 de marjo do anno corrente. A gran-
do differenca que se nota entre este documente e o
que se annexou ao rotatorio anterior, principalmente
na parle relativa provi.cia de Minas Geraes, pre-
vn, nao tanto de cobran-as effeclivamente realza-
das, mas de se haver contemplado uo do anno passa-
do parle da divida que penda e pende anda de li-
quidaclo.
He para mm averiguado que a cebrauca.da di-
vida activa soflte cm baratos e difilculdades que cum-
pre remover; mas nao ouso aventurar ji o meu juizo
sobre os meios mais efllcazes de chegar a semelhanle"
sullado. Procurare! empregar os que esliyerem a
eu alcance, solicitando opporlunarnagle do car-
po legislativo os que nao touberem na aleada do go-
verno.
Pelo que loca porm necessidade de extremar o
contencioso administrativo dojudiciario, nao ha ah
quera adesconbeca. Cada vez se multiplican, mais
os casos em que osjuizet e tribonats judiriarios en-
feuden, de sua competencia temar conhecimenlo dte
reclamares sobre tancan.ei.tn de laxas, sobre mullas
impostas pelas repartirnos lscaes, C oulras questc,
semelhanles, cuja solucao he da aleada do poder ad-
ministrativo.
Parece-iue pois iudispensavel e urgente que o cor-
po legislativo, separando clara edislinclamente urnas
de oulras attrbuiroes, punha l#mo confusao e
conllcto, que resultan, do estado actual da nossa le-
gislaoo.
As disposices do art. 2. do projecto n. 55, ofle-
recido a esta augusta cmara na sesso de 1851, sa-
tisfago, no meu modo de pensar, a necessidade qoe
deixo indicada.
BANCO.
Em observancia da lei n. 683 de 5 de julho do an-
no panado conceden o governo a incorporacao do
banco do Brasil, cijos estatuios foram tambem ap-
provados por decreto de 31 de agoste do mesmo an-
uo, (cando extincto ou antes refundidos no novo
banco, por accordo celebrado com as respectivas di-
rectoras, qoe para esse fim foram competentemente
au tensada,, os dous estabelecimentos bancaes queja
existan, nesta corle.
Os arl,. 70 e 71 dos citados estatutos determin.-
vam qne das 150,000 acedos do banco do Brasil se-
riam distribuidas 80,000 aos dous referidos estabele-
cimentos, eqoe o governo distribuira nesta corle, e
por subscripto, mais 30,000 aeces, cujos pussuido-
resseri.m convocados coro os das oulras para elege-
rem a directora que devia estallar o banco.
Para lovar a efleilo esta nltima disposicae foi Bo-
rneada urna eomrr.islflo a quem meu Ilustrado ante-
cessor deu inslrucjoes reservadas que dirigissem na
larefa de que foi incumbida -, mastao inesperado .
laraanbofoi o numero dos subscriptores e tao serios
os embaracos em que a mesma commissao seachou-
queo governo cnlendeu dever reconsiderar a mate-
ria ; porquanto, por um lado o plano de distribuido
que a commissao apresentava de conformidade com
as nstruccoes quo recebera tinba o inconveniente,
ao s de inulilisar grande numero de votes dosque
deviam competir segundo os estatutos do banco s
30,000 acees que deviam ser distribuidas, como de
vedar que os novos prelendentes se habilitassera pa-
ra poderera ser eleilos para a drectoria ; e por ou_
tro pareca j entSo di'filcil prescrever regras de pre.
ferencia que assegurassem o acert da, escolhas e li-
vrassem a commissao dos injustos clamores dos eli-
minados.
Ponderando pois, que as a cees do novo banco ti-
nham j. na estimativa commum um valor superior
ao nominal, valor que assegurava um lucro certo -
quellesque as obtivessem, e motivava a sua excessi
va demanda, entendeu o governo que o beneficio re-
sultante da distriboico das 30,000 accOes devia re-
verter em proveito do publico e nao de alguns par-
ticulares sement. Revoguei pois as instrucfes do
meu antecessor, e tormulei outras, determinando que
as 30,000 acedes fossem distribuidas, segundo as re-
gras que estabeleci, a quem voluntariamente oll'ere-
cesse o premio de 10 % sobre o valor nominal de ca-
da urna deltas, para ser applcado .o melhoramenlo
das calcadas da capital do niperic-
Esfas inslrucjoes foram executadn; e em virtode
deltas entrn em deposito para o thesouro a quanlia
de 600:000 para ler a applicacjio que fica indi-
cada.
O banco do Brasil deu cornejo s suas (r.n>ac(0es
no da 10 do mez prximo passado, com bilhetes de
valores do 100, 200 e 500, cujas chapas foram
abortas na casa da moeda, onde se contina a traha-
Ihar as de outros valores. O trabalho da abricao
lem sido feito cora tanto esmero e perfeicao porarlis-
las brasileiro,, qoe na opiniAo das pesso.s entendidas
acredita esse'estabelecimenlo naciooal.
A le lfi 683, sentando as notas do banco do res-
pectivo sello, nao fez menso do sello proporcional
correspondente ao seu fundo incorporado. Crcio que
a omissao desle favor nao foi intencional, cquecon-
viria que a sanca o se csleudesse a este impost, sen-
do alm disso o governo auterisado a conhar gratui-
tamente o ooro de loque legal que fr levado i casa
da moeda por conla do mesmo banco.
CASA DA MOEDA.
Os melhoramenlo, que tem tido este eslabeleci-
mente sao .(testado, pelos Irabnlhos que delta tem
Sabido, f principalmente pelo aperfeicoamento das
moedas do novo cundo, cujo loque achou-se exac-
tissimo em algQrnas que foram ensaladas n'uma das
mais couceituad-u casas de moed. da Europa. Espe-
ro qoe dentro de pouco lempo fique montada na res-
pectiva ofllcina urna machina de runfiar, movida
por v-por, dispensando-so do trabalho brajal e pe-
noso que exige este servco.
Devo porm iusislir ua necessidade de construir
quanlo antes um edificio apropriado para a casa da
moeda. O local era que ella se acha, nao tem as pro-
porches que exige o indispensavol desenvolviniente
de suas oilcinas, alm de ficar no pavimento terreo
do thesouro, que corre assim o risco de ser incen-
diado.
Parec-me tambem conveniente que o governo so-
ja auterisado para mandar cunhar moedas de ouro
do valor de 5, e do prata do valor de 200 rs. A ta-
cilidade que ellas darao as transaccoes miudas acou-
selhada esla medida.
No anno flnauceiro de 18521853 cunhou a casa
da moed.:
Emouro. ;.....3,078:13*000
Em prata ...... s 6O8:032000
No primeiro semestre de 1853185* cunhou:
Em ooro..........3,0*3:798000
Bm prata......... 172:55*8000
THESOURO E THESOURARIAS DE FAZENDA.
O pouco lempo que tenho de administracao nos
.negocios da reparticao de fazenda nao he .inda suf-
licienle para me fazer decidir se convm ou nie alte-
rar algumas disposices do decrete de 20 de novem-
brode 1850; mas he fra de duvid. que com a no-
va organisacao, e anexar de nao esterera preenchido,
todos os lugares creados pelo dito decreto, o servco
do thesouro lem raelhorado rouito, especialmente no
que dizrespeilo escripluraco, contabilidad, eto-
mada de contas, que he objecto de tamaita impor-
tancia na administracao das rendas dos estados. A
escripluraco nao saesti em dia, sulvo-o pequeo
alrazo de algn, livros, proveniente de falta de em-
pregados que facam simultneamente esse servico'
mas lem sido inelliarada e aperfei^oada, como o de-
monstran, os balanjos definitivos e provisorios que
foram em o anno passado, e serao nesle anuo apre-
sentadoss cmaras legislativas.
Par. facilitar a organisacao de laes documentos,
e principalmente para tornar mai, eOteaz e provei-
tos. a fiscaliascao sobre as opera56es ddrShesourarlas
de fazenda, llz organisar os modellos do, bataneles
que ellqs devem remetter mentalmente ao thesouro,
coma devdaclassificasao da receita e despezaeffec-
livas, e do movimenlo de fundos. Eslou persuadi-
do de que asinformaijes que o thesouro ba de obler
por este modo n3o S o habilitarlo para dispensar a,
thesour.rias do trabalho dos batanos definitivos,
mas proporcionar-lhe-hio meios de conhece imme-
diatamente e remediar com promptidio os erros ou
abusos que se inlroduzirem no servido dessu repar-
ticSes.
Mandei,ga.lmenle fazer modelos nao s da es-
cripturacovd*varios livros auxiliares, afim deque
as lhesourarja*3 se regolem pelo systema seguido no
thesouro; mais anda os da escripluraco que deve
ser seguida uniformemente, ^nto no thesouro e suas
dependencias, como as oulras repartieres de fa*'
zeoda.
Do primeiro de abril de 1853 a 28 de fevereiro p.
p. temaram-sa na primeir. contadori. 162 contas
aos individuos, constantes da tabella n. 25; e de
grande vanlagem lem sido este trabalho no thesouro
e Ihesourarias de fazenda, depois de sna reforma,
como demonstra a tabella n. 26, pela qual se v que
os alcances achados soberna mais de *28:00O00O no
lempo designado na mesma tabella, sem conl.r-se
ainda com os que por ventora possam ler sido desco-
berlos as Ihesourarias, cujos inspectores nao man-
daram o, relatorios, e com outros que j se enlre-
vtam em contas que ficavam era liquidadlo em 31
de dezembro do anno passado.
Naohes oconhecmento dos alcances a vanta-
gemquese h. de tirar da tomada de cotila,'; por-
que, quando o thesooro poder desempeupar prompta
e regularmente esta meio elBeaz defiscalisa-3o, nem
os responsaveis se animarao tanta a pralicar fraudes
e abusos, que serian, logo descobertos, era se inlro-
duzirao fcilmente corruptelas no servico da arreca-
dacao e dispendio das rendas publicas.
Seja-me permitlido, senhores, solicitar aqui de
voa sabedoria algumas providencias para facilitar,
lomada das cuntas dos colleclores.
A legislacao vigente determina que as contas dos
colleclores e administradores das mesas de rendas
nao se reputem tomadas, sem qne seapresentem cer-
lidoes das escriplura de venda dos beus de raz, e
dosescravos, emquaulo a meia sisa fr renda geral,
pasuda, uo dislriclo do colleclor, cuja conla se to-
mar ; _e bem assim as rela5r.es dos diuheiros dos or-
phaos e ausentes que elle liver recebido.
Ora, aos babelliaes e escrivae, da provincia do
Rio de Janeiro compete remetter ao thesouro seme-
lhanles documento,, mas a mor parle deltas tem dei-
xado de desempenhar este dever, apezar de reitera-
das ordens expedidas pelo ministerio da juslica e
pela presidencia da provincia; e outros tem remedi-
do documentos que nao sao conformes com os mo-
delos que lhes dea o mesmo thesouro; e por isso nao
podem prestar os esclarecirnenlos necessarios.
De um .tal procedimento resulta prejuizo para os
cofres publico*, para os proprios colleclores, e espe-
cialmente para os fiadores do, que se acharo alean-
cados. 1 */ .
O qoe acontece na provincia do Ro de Janeiro
acontece tambera na, outras; e parece-me portante
indispensavel alguma providencia legislativa que re-
mdete este mal. Talvez conviesse fazer extensiva
aos escrivaes e tabelliaes a disposicao do artigo 36 d
lei de 17.de Miembro de 1851.
A terceira contadoria, alm de outros trabalhos
que Uto compelem, liquidou de abril do anno passa-
do, ao fim de Janeiro do corrente a quanlia de ris
111:5658038 de divida acliva, proveniente dos im-
postes, caja cobr.nca esl a cargo d. recehedoria, e
pertencenlos aos annos de 1835, em que foi creada
a referida reparticao, al 18521853; e mais ris
27:361596* de divida da mesma nalureza provenien-
te de imposto, arrecadados pelas collecteriu entesas
de rendas da provincia do Rio de Janeiro .t 18*1
18*2, como o demonstrara as tabellas ns. 20 e 21.
Keunindo pois e.'las duas quanlia, s das dividas
das mesmas origen, liquidadas al 31 de marc.o de
1853, as quaes constan, das mesmas tabellas, moni.
a 830:0493990 divida activa liquidad, no thesouro
depois de sua reforma.
Segundo-M v do ultimo rotatorio da reparticao
de fazeoda ficarara por. liquidar cm 31 de marco do
anno passado 137 processos de dividas de exereicios
lindos, na importancia de 100:000, e daquella da-
la at 31 de Janeiro do correte anno entraran, no
thesouro mais 507 processos da mesma nalureza,
alm de 909 que foram remedidos da contadoria da
guerra, como se v d. tabella o. 23, em virtude do
disposlo no decreta de 17 de maio de 1853. Desle
extraordinario numero de processos foram liquida-
dos al ao fim de Janeiro prximo passado 781, na
Importancia de 107:0268015, Acodo alguns depen-
dentes de solu;ao de duvidas, e por liquidar 732.
Desde a reforma do thesouro al o referido lempo
se tem liquidado 1,741 processos, na imprtamela
de853:60*676.
So nao fra o excessvo numero de processos de
dividas de exereicios findos que de tonga d.la esta-
vam accumulados na reparticao da guerra, e que
afim de se lhes dar mais promplo expediente pas-
saram para o thesouro, estara ja em dia esta parte
do servico publico, cuja demora tem sempre excita-
do, e com razao, tantos qneixuracs dos credore. de
semelhanles dividas.
A maior p.rte das Ihesourarias de fazend., pos-,
lo que. lenham igualmente lutado com a taita de
pessoal proporcionado aos trabalhos que tem de des-
empenhar, apresentam s'ensivel melhoramenlo, mor-
mci.te no que respeita liquida-gao da divida activa
e lomada de contas. Oulras porm ha que anda
se conservan, em mo estado, o qoe he incootesta-
velmcnte devido pone, habilitarn dos emprega-
dos ; inconveniente que por ora he difflcil de reme-
diar.
Excede ja 700:080 a divida liquidada pelas Ihe-
sourarias de fazenda de dezembro d 1851 .0 fim
do anno de 1853. '
Em conformidade do disposlo no art. 4 da lei A.
70* de 29 de agosto le 1853, creou-sc por decrete
de 30 de setembro do raesrao auno na capital da
provincia do Paran ama Ihesourarta de telenda da
segunda orden, c da quarte classe, a qual comecoo a
funeciouar logo depois do di. 19 de dezembro pr-
ximo passado, em que leve lugar a installaco da
dita provincia. O pessoal desla thesonraria he lodo
composte de empregados lirados do thesouro, al-
guns dos quaes foram somenle servir em commissao
al a completa organisacao da referida Ihesourarta
que vai marchando regularmente.
ALFANDEGAS, CONSULADOS, MESAS DE
RENDAS DE COI.LECTORIAS.
O trabalho da commissao nomeada em junho de
1850 para rever tarifa das alfandegas e propr as
allerncSesque conviesse f.zer-lhe foi subrpetlido ao
exame da seccSo de fazenda do conselho de estado
em 5 de setembro do anno passado. A seccJo oceu-
poo-M deprefereucia coma parle relativa "tarifa,'
ou pauta propriameute dita, que he por certa 8 mus
vasta e importante ; reMrvando para ulterior ex.me,
em que agora est entendendo, as alterac/Ses dos re-
gulamentes das mesmas alfandegas ; e porque adop-
tou varias emendas relativas nao s laxa dos direi-
los, i qualificacoes das mercaderas, mas especial-
mente ao systema seguido na enumeradlo ou classiB-
cacao deltas, furcoso foi transformar ou antes orga-
nisar de novo pauta ; o que tem*exigido lempo, e
minucioso cuidado.
A renda publica, que creseeu rpidamente de
18*91850 18511852, tornoa-M quasi estacio-
narla no de 18521853 ; e a julg.r^se pelo produce
lo do Mmestre decorrido de julho a dezembro olli-
raos, a do exercicio actual soffrer alguma diminu-
cao comparativamente do anterior; e como demais
he de recetar que os graves successos de que esl a-
meacada aEnropa, e com ella os inleresses commer-
ciaes do mundo civilisadu, coocorram para diminuir
a elasticidade de uossas facoldades productivas e con-
sumidoras, deve-M esperar que as rendas publicas
soffram anda maior desfalque, emquanto nao fr
restabelecida a paz entre as grandes najos euro-
peas.
Demais, o Brasil, fallo de vas de comunicacSo
que acorocoem a vinda de populacho advenlicia e
que estimulen, a industria, tem cada vez mais neces-
sidade de applicar avaltadas sommasa esse c outros
ramos do servico publico, que concorram para de-
senvolver a prosperdade nacional.
Em laes circumstancias, pois, fra grave impru-
dencia reduzir os imposto, de modo que, escassean-
do os recursos do thesouro, o inhabilitassemos para
acudir s despezas decretadas pelo corpo legisla-
tivo. 1
Reconheco tedas as vantagens que com o andar
do lempo deve produzir a diminuicao do, direilos
que recahem sobre os genefos de geral consumo, e
especialmente sobre os alimenticios, sobre as. mate-
rias primas destinadas ns fabricas que j existem no
paiz, ou s que se podem estebelecer em virtude
d#sse favor, e construccao e armamento de navios;
mas he tambem para raim um principio, tanto mais
inconleslavel, porque o vejo pralicado entre naces
mnito cvilisadas que nenhum governo deve, em re-
gr geral, avenlurar-se a extinguir ou diminuir im-
postas sem ter suflicenteisobra de receita para sop-
prir o desfalque que, ao menos nos primeiro, lem-
pos, deve provir de taes reduccOe?.
He pois minha opioao que as circunstancias ac-
luaes devemos procedtr com muito lino e circans-
pecrSo na reforma da tarifa das alfandegas, donde
alias derivam os dons tercos da renda publica.
Os regulamentos das alfandegas tem sido oestes
ltimos lempos laxados de nimiamente oppressivos;
e bem que nao merecam, no meu conceilo, seme-
Ihante imputacao, mrmenta quando se comparan.
cem o, de outros paizes mais adiantados do que o
flosso, ese atiende grande.differenca do circuns-
tancias, que tornao aqoijostficavel o emprego de
raais"rigorosas medidas fiscaes; todava convencido
como estou da necessidade de desembarazar o com-
mercio de todas as peas que possam estorvar o seu
lvre deseuvolvraeuto e nao pareram indispensa-
veis para a exacta arrecaJacio das rendas do esta-
do, submeli approv.co imperial o decreta n.
1385 de 26 do mez passado, aguardando para temar
outras providencias que sejam ainda neeessarias a
conclusao do. trabalho incumbido secclo de fazen-
da do conselho de estado.
O valor da importacao directa das mercadorias
estrangeiras no auno financeiro de 18521853 ele-
vou-se a 85,420:000; soffreodo orna diminuicao
de 6,672*000 em relacao ao annode 18511852 ; e
um augmentle 19,96*:000 comparado cora o ter-
mo medio dos tres annos anteriores.
Felizmente o decrescimento da importacao do an-
uo passado nao foi devido deficiencia da prodc-
elo nacional, por quanto o mappa n. *3mostea que
ella exceden a do anno de 18511852 no valor de
quasi 5,000:000.
A renda da exportarlo e despacho martimo, que
uos tresanoos anteriores regulou de 5,074-pOO000 a
5,222:000, descea qu.nlia de 1,866:000 00 pri-
meiro wmestre do anno corrente. Sei que maior
exportaeflo m realisa, na geoeralidade das provincias
do Norte, durante o periodo do segundo semestre ;
mais anda assim parece que nao pudereraos contar
este anno, e em tal verba, ton. urna diminuicao in-
ferior a 1,200.000 proveniente da reduccao taita
pelos decretos de 5 de mareo de 1852 e 23 de marco
de 1853 nos direilos de ancoragem e nos de 7 % de
exportar, ao.
O valor dos gneros de produeco nacional elevou-
se no anno financeiro prximo passado somma de
71,537:498, distribuidos pela maneira seguinte :
Para os portes da Graa-Bretanha e
suas possesses......2t,383.*079000
Estados-Unidos.......23,182:006000
Franca e suas- possesses. .' *,334:**2000
Estados Austracos......3,905:*6t000
Cidades Ansiticas. ..... 3,568:9048000
Portugal.........3,OO:24000
Rio da Grata. ....... 2,262:9950000
Blgica..........l,620:O20BO00
Suecia e Norwega. ..... 858:1228000
Dinamarca......... 776:972000
Russia........... 261:4978000
Outrospaizes........^ 3,283:791000
Assim que a exportacao geral do imperio leve no
anno de 1852 1853 um accrescirao de 15 % sobre
o termo medio dos cinco annos anteriores, e de quasi
7 % em relacao do anno de 1851 1852.
Entre os productos que maS coocorrerara para es-
te augmento figurara especialmente o assucar, o al-
godao em rama, os couros salgados, os brilhantes, e
provavelmenteagomma-eslaslic.,cujo valoralis nao
K pode extremar de olilros algarismos, por nao ter
a mesa do consulado do,Par remedido os respecti-
vos mappas.
O movimenlo da navegacao de longo curso foi
representado nos nossos portos, durante os (res an-
nos de 1849 1850. 1851 1852 por 7,689 en-
tradas de embarcacoes cora 2,374,489 toneladas c
por 8,270 sabidas com 2,459,900 toneladas que d o
termo medio de 2,563 entradas c 2.756 sabidas: as
primeiras com 791,496, e as oulras com 819,966 to-
neladas.
Estes algarismos porem dimituiram mnito no an-
no de 18521853; porquanto, as entradas subiram
apenas a 2,360, e as sabidas a 2,121 ; representando
la, 732,431, e aquella, 752,995 toneladas.
Esta fado seria Unte mais difflcil de explicar por-
que ji durante todo o anno de 1852 1853 leve cx-
ecuejo o citado decrelo de 5 de mare,o que reduzio a
um terco o imposto de tonelagem, M nao fra por
uulro lado sabido que a escasMZ dos cereaes em
grande parle dos estados da Europa e a descoberta
dos riquisimos terrenos aurferos da Australia hvi-
am dadoquasi repentinamente oulro deslino a gran-
de numero de navios que cosluinavam empregar-M
no commercio do Brasil.
Pelo que loca navegacao de grande cabotogera,
raoslra o mappa n. 50 que ella continua ainda esta-
cionaria apezar do beneficio qoe lhe deve ler resalla-
do das disposices do referido decrelo.
A receita arrecadada pelas mesas de renda, ccoL-
leclorias continua conservar-se estacionaria.
No anno de 185-218.'.:) produzio4,549:0768 ta-
to he, leve um crescm.ei.to de 71:544 comparada
com de 18511852, e de 55:000 em relacao de
18501851.
OBBAS.
as alfandegas do Para, Cear, Pernambuco, San-
tos e Parauagu lem-M feito varios colicortos e edi-
ficios novos, para os quaes foi consignad, no anno
financeiro corrente a quanlia de 43:375 ; na da B*-^
hia continua a obra do novo edificio da alfandega,
com a qual se havia j gasto al ao ultimo de feve-
reiro desle anno a somma de 545:360, -sendo preci-
so ainda, para termna'.la, dcspender-sc, segundo as
informaces do respectivo inspector e do engenheiro
enearregado actualmente da obra, a de 322:513. Na.
desla crtCj filialmente, concluiram-se os armazeos
de que fez mencao o ullimo relatorio,. excepto o de
n. 6, que ainda nao est acabado ; e vao ter cometo
outros dous para substituiremos de ns. 9e 16, que
se acham arruinados.
O, proprietarios do trapiche da ilha das Cobras,
que tem estadoalugado .0 governo pela quanlia de
10:000 anuuaes, ofTereccm a sua venda; e como es-
te trapiche continua a ser necessario t alfaodega,
seria til que o governo osm auterisado a adquiri-
lo, se o preco que exigen, os proprietarios nao esce-
der sua avaliacSo.
Pelo qoe loca conslruccao do caes, reconheceodo
o governo que seria preferivel /eva-ta antes a cdeilo
por arrematacao ou empreilada, do que por admi-
nistracio, fez por a obra em hasta publica ; mas ape-
nas se apreseutaram duss proposlas, a mai, favoravel
das quaescontinha condifOes que nao juleuei conve-
niente acceitar ; e consequentemeote mandei vir as
machinas e continuaros preparativosneeeo>rios pa-
ra dar cometo e andamepto .os trabalhos por va de
adminislracao, emqu.olo nSo fot-possivel arremta-
los sob condices mais favoraveis.
Rio de Janeiro, em 8 de maio de' 1854. veon-
de de Paran*
PERNAMBUCO.
RECIFE 3 DE JNHODE 1854.
AS 6 HORAS DA TARDE
RETROSPECTO SEMANAL.
As vezes medronu. o mil. ousado follieliuisla es-
se aborrecido estafermo, o meirinho mais sarrazina
o die ira, o ilexor.vel sabbado, com os oUtoo taos,
com mao estendida, com os denles a rangerem, co-
mo diz o delicado escriplor da Semana. Eolio p-
parecem.como lvido, especeos, o compositor dili-
gente, o revisor alenlo, o paginador activo, o entre-
gador infallivel, e, como pandemnium doodejante,
o montono cahir dos typos, pastel das formas,' o
ranger do prolo. Assim, quando o sabbado appro-
xima-se, e duas Iinl.es nao escreveu o folhetiniala, o
foi estril a semana em grandes aconlecimentos,
o edict* da gazeta espera etn dessocego o au logra
pho, oescriptor infeliz ve-se era apuros lamente
veis, e, por mais trat, qued caneca, fogem-
das, arazo perturba-se, a lgica vacilla, .'ai
bedoria Iriumpha. No caso contraro he faell a
reta, e, se chega por ventura o vapor, d. Europ.,
ouro sobre azul como se cosluma dizer, e a g
da Rumia, a, negociacoes diplomticas, o movimenlo
dos exercitos, os combales encarnicados, .. mano-
bras atrevidas, os. matrimonios reaes, a insnreieao
grega, o bombardeamente de Odessa, o desembarque,
dos Francezes em Gallipoli, as victorias do. Cireas-
sianos, as esperanza, que depositara os Ingle-ees no
seu velbo Sir Charles, ludo islo auxiliao folfaetira, a.
ideas chez.m de tropel, a penna corre vontad., e
o leilor benvolo desculpa o estylo deatwlado eat al-
gumas parle,, meos florido, menos elegante, menos
primoroso em oulra,.
E com elleito chegou o vaporlnglez, o Seterm, e
as noticias que,Irouxe da Europa havemos estajea-
do pouco mais ou menos em o periodo antecedente.
Sobresalte entre as noticias, que apparecem luga-
mente n.s gazetas estrangeiras, o brilhanle feito
d'armas alcancado pelos Turcos em Tortuka, faca-
nha que pode hombrear com a deCitale e (antes ou-
lras, que revelam urna' certa disciplina.'corsgem, e-
nergta, amor fino de patria nesse docnle moribundo,
que affronta briosamente as iras gigantescas da Rus-
sia. Como dizemos, um corpo de tropas russas, era
numerado 2,500 hmens, quiz passaro Danubio cora
a intencao de atacaros Turcos, acampados em groa
ilha fronteira delurtukai. Os Turco,, .advinhau-
do este movimenlo, ficarim firmes nao trioebeiras, o
quiudo principiou a execntar-se a tentativa, Vompo-
ram das bateras fogo vvissimo, tenaz, eerleiro, sus-
tentado, e cortaram a ponte, e com a espada em pu-
nl.o accommetlerara 500 homens desembarcado,, o
tal tai o ardor da refrega, a colora, a c.rnificina, que
dos Russos nenhin recebes quartcl, nenhum esca-
pou, fleando estendidos em Ierra, o fiuclo.nd nw
aguas perto de 2,000, sendo insignificante o prejui-
zo dos Toreos.
Segundo o parecer de pessoss entendidas, o exer-
clo russo do Danubio nao est as melhoro. cir-
cumstancias, e o principe de orlschakoff ata agora
nao fez urna gr.nde manobra eslrangeira, filb. da
genio. He verdade que operou a pa-sagem dorio,
o permanece em Dobrodseh. ; porm he provavel
concenlrarem-se os Tarcos, e tazerem* rosto 'ao ini-
migo oas formidaveis-fortalezas da Silistria, V.rna
eSchurala, e daremtempo .os francezes e ingle-
zes, lendo simultneamente o exercilo russo de arru-
tar os Turcos, as pracas inexpngnaveis, os desftladei.
ros do Balkan, as esquadras combinadas do Mar-Ne-
gro, as tropas adiadas. Desle modo, se Gortscha- "
koffse dirigir peta margem direita do Danubio ha
de passar por dflerentes ros, qao nascem no Ba-.
kan, ba de atacar pelo menos Silistria, h. de enfra-
qoecera marcha, hade lular paaso a passo com os
Turcos, ha de arranca-Ios das sua, posiclies, hu de
vencer depois as monlaoha,, ha de resistir aguara
perigosa das goerrilhas, o na retaguarda s tercas
concentradas de Omer-Paeh, o na vanguarda ao
marechalSaint-Arnand e lord Ragln. Se manobrar
de oulrojnudo. ou lia_de retroceder, travessar de
novo o Danubio, ou embrenhar-se pelas monlanhas,
e solTreras mesmas difflcoldades, e revezes quasi que
certos. ,1 .
Apartemos agora os nosso, pensamentos do tl.ea-
Iro da guerra, e lancemos um emprego d'olhos sobre
dous relralosda llluslraeao Franceza, primorosa-
mente gravados em madera. Esses retratos repre-
sentara dou, personsgen, iiluslres* um, mulherfor-
mj*Bma *. outro, jnancebo sjmptathico, e ambos
na Iwdos annos, mutuamente .nudos, mutuamen-
te presos, haver dous metes, pelos celestes tacos do
amor e da religiao : Francisco Jos, imperador da
Ausiria he o primeiro : Isabel Amelia Eugenia, o
segando. Aquelles cabellos finissimos, bulo., onde-
antes, cendrados, talvez ; aquella fronte espacosa, as
sobrencelhas suavemente arqueadas, os olhos rasga-
dos, os labios expressvos, desatando sorrisea, as fe-
ces todas mimosas, juvenis, festiva.; aquella copia,
erafira, se na verdade traduz o original, sem duvid.
que a joven iraperatriz he uro exemplo de belleza, e,
na phrase do Sr. A. Hercul.no, feliz o que eocon-
troo tal muiher, se Dos lhe conceden eolendimen-
to para coraprebender, coracao p.r. aspirar e con-
ter em si om amor quasi infinito !
Chegou do, portos do sul o vapor tmptratris, a
alm dos trabalhos das cmaras, do, relatorios idos
ministros, da escolha do Sr, Ementa par. seoailor
pela provincia do Rio, e alm das tabres nmarellas,
que vo enraizando-so na Babia, pouco mai, temos
que dizer. N'uma das sesses da cmara dos depo-
lados dUcuto-se o parecer da constitucao, que de-
clarav. incorapallveis as fanecOe, de depal.dos com
as de presidente de banco slo Brasil, e foi rejeitedo
esse parecer. Apezar disso o conseJheiro Lisboa Sor-
ra, carcter honeste por excellencia, renuncian, em-
qu.nlo perceber os subsidios d* deputado, os yenci-
mcnlos que lhe competera como presidente do banco,
erabora nao fossem incompaliveia esses dous cargos
eminentes, embor. nao offendssem constituido. "
No fim de maio lerminaram-se as festividades do
mez Marianno, com mais oo menos pompa na. igre-
jas, em todas com missa cantada, com Te Vcum em
algumas, dislinguindo-se os capuchinos pela procis-
sao que fizeram rodado templo, .'presentando can-
didas meninas singelameutc vestidas de branco.
As seduta, rasgadas conlinoam em grande quanti-
dde, causando no commercio grandes mbaraeos
pela difflcald.de das trocas, sendo mesmo rejeita-
des em alguma, repsrtc.oes poblicas, sdb o frivolo
pretexte -de nao as conhecerem. Tambem .lguns
pequeo, roubosappareceram durante a semana,
dislinguindo-se no exercicio desla industria perigosa
e Incraliva um certo rapaiota, eslrambolicaraente
chamado Chico Macho, qae roubou ra. carteira
com sedutas. A chronica desle carlouche em minia-
tura nao he das melhores, e recommendando-o par-
ticularmente polica nao nos podemos esqoocer
daquelle mimoso livro de Cervantes, e vemos qae ti-
nha razao o bere da Mancha, quando en uro do.
mus melhores farniente, enchi. o pnnho de btalas,
mirava-as alternamente, edisserlava sobre os lempos
dilosos d'Aslra, em qus ludo era paz e concordia ;
em ques aores largavara cortezroenle i eortca,
as folbas, as flores, os fructes em serriS" ao homem;
em que a fraude, o engao, o roubo, a malicia eran,
chimeras; innecenci. no .mor, virtude; a sing*-
leza de costames, vulgar; osvoeabutoaleti imtit
ignorados entao.
Morreram na semana 40 pe*Boj: 8 homens, 7
mulheres, 17 prvulos- lvres; 2 homens, 3 mulhe-
res, 3 prvulos escravos.
Entraram 12 erobarcacBes e sahiram 19.
Renden a Ifandega 60.063!-)r>29.
THESOURARIA DA FAZENDA PROVTNCIAf,.
Demonitrafio do saldo existente na coi.xa do ex-
ercicio de 18a3 i 1854 em 31 de maio de 1851.
Saldo em 2J de abril
p.P.......25:700511 ,
Receita no correle mez. 57-996J045 .
-------------- 31&6969598
Bespeza dem .... 94:9i3769
SaHo. ....... 2J7:785!#787
Em cobre..... 62787 -
nota.......217:7209060
--------------ai7788**787
O Ihesoureiro,
Thomaz Jos da .Silva Cusmao' Jtnior.
O escrivao d. receita e despez,
Antonio Cardozo de Queiroz Foittera.
Demonstracao' do saldo existente na cajea de de-
psitos em 31 de maio de 1854.
Saldo em 29 de abril


DIARIO DE PERNAMBUCO SEGUNDA FEIRA 5 DE JUNHO DE 1854.
3
fc
Despea dem.
...... 10&5KW91
no eorrenle mei. 8:15893
113:7108871
8
Saldo.
Em cobre. .
noto. .
\
i
f
/-
159000
.113:6958871
113:7108871
113:7108871
O thesoureiro,
Thomaz Jote da Silva Gusmao' Jnior.
O escrivao da receila e despeza,
Antonio Cardozo de Queiroz Fonseca.
Dtmonstraco do saldo existente na caixa especial
do calcamento das roas data cidade, em 31 Ce
mato de 1854.
Saldo em 99 de abril
p.p.......5:3498097
lita no eorrenle roe*. 25O8I
Despea dem
Saldo.
Em cobra.
aalas .
5:3519178
700*000
1088178
4:5438000
4:6018178
4:6518178
0 thesoureiro,
Thomaz Jos da Silva GusmOo Jnior.
O escrivao da receila e despeza,
Antonio. Cardozo de Queiroz Fonseca.
Demonstracao' do saldo existente-na caixa es-
pecial da construido da ponte do Recife em 31
de sato d>-t 854.
Saldo em 29 de abril
p. p.......14:9978981
Receila no corrate mez. 3318050
--------------15:3298031
Despeza idem.........2:4008000
Saldo.
Em cobre. .
* nota.
1028031
12*278000
12:9298031
12:9298031
O thesoureiro,
Thomaz Jote da Silva Gusmao Jnior.
O escrivao da receila o despeza,
Antonio Cardozo de Queiroz Fonseca.
REPAHTICAO DA FLLICIA.
, Parta do dia 3 de junho de 1854.
Mea. a Exm". Sr.Varticipo a V. Ene. qne das
parte hoja rceabidas nesta repartido, consta nao
lar occorrdo novidad alguma.
Deo* guarde V. Exc. Secretaria da polica de
Pernimbuco 3 dejonhode laVH.lllm. e Eim. Sr.
contdheiro Jos Beato da Cunha e Fgueircdo, pr-
ndenle da provincia.Luiz Carlos de Paita Tei-
xeira, ehefede polica da provincia.
C01MIJICAO0S.
O HEZ MARIANO.
Fei celebrado nesla cidade o. Mea Mariano em
varias Igrras, com maior concorrencia de devoto do
jae no annos pateados, nao fallando estes nem anda
na madrugadas ehuvoaa: porm a madrugada do
da 31 foi qtul nutra de Natal, pela mu gruida af-
flaencia d povo que percorria as ras para ir api-
nhar-se so templos, onde se celebrava inssa canta-
da, prodpllmente na igreja dos capucliinhos daPe-
nha, aonde em cada-da desle mez se torna va custosa
a tntrad, sendo ah temare maior o numero dos de-
voto com o llm ilt ouvirem a instructiva e fervorosa
pratica. qae he de costume fazer um dos missiona-
rio. Estes bons padres, que diariamente se oceupam
ao confesionario, onde nunca fallam os penitentes
por. lodo o auno, conla-no qut no Mez Mariano
deslannos* viram obrigados a maior parte dos da
a eiorcilar este ministerio al depois de melo-dia.
Perseverantes em recommendar as nossas patrioias a
nodotak nos vestidos, lem conseguido ja que um
grande numero de seuhojas, nao se apresentem na
un igreja a na outras senao ornadls de chale a de
grande lenco abissimo na cabera ; escusandoasSim
na jolas o outro ornatos de grande custe, o que na
verdade as que sao ricas nao desacredita, e s fami-
lia* auno* abastadas oio envergonha, anle anima e
facilita frequencia dos aclo religiosos, que o exceasi vo
lmo la embarazando. Em conclusao do Mez Mariano,
hoaya ateta das minas cantada de manhaa, Te-Deum
anoite.em algumaigrejas; cantonas pelas casa par-
colere e fogueles por despedida, al 10 horas. Esta
devoete emfim esta radicada com enthusiasmo entre
o liabitantes desla cidade, e lambem por quasi toda
esta provincia. Tal he o (rucio do bom eiemplo e
da repetidas missOes do eapuchinhos Hllanos, que
conlinoam a fazer as suas iaslruccOes cm forma de
ealbeeismo ao numeroso povo qne na sua igreja se
rene em todos 01 domingos de tarde. Dos nd-los
conserve a bem da religio.
CANTIGAS A NOSSA SENHORA DO BOM
CONSELHO.
C6ro.
Nos desvarios governa,
Nm riuvMaa allumla,
N'adversdade prolcge,
O conwtbo de Mara.
I
'Albania, na capital,
Um famoso templo havla ;
Na parede era pintada,
A imagem de Mara.
II
Tilnlo do Bom Consellio,
O povo lbe allribuia ;
- Todo veneravam nella, **.
' O consolho de Mara.
m
Qae poder Mahororhano.
SobrAlbiniacahiria,
Nao poda ser occullo
Ao conielho de Mara.
IV
A aa tao bella imagem,
Profanada enlao seria,
Se d'ahi a nao mudasse '
O cornelho de Maria.
V
. Genazcano, junio a Roma,
Sens favores mereca ;
Eso lagar lio que eseolhe,
O eomelho de Mara.
VI
O antigo templo deia,
Por'celeste estrategia,
Aquella perfeila imagem
Do conselho de Maria.
< VII
Da parede a desprende
Occulla sabeduria,
Que tanta he a virlndc,
Do conselho de Mara.
VIH
Entao nos ares resa
A anglica harmona;
Sao anjos qae levam imagem
- Do conselho de Maria. *
V IX
Duas familia devolas,
O povo all conhecia, *
A esta comsigo muda
O conselho de Maria.
X
Encantadas da viagem,
Qu'a bella imagem fazia,
Por mar e trra aompauham
Ao conselho de Maria.
XI -
Da Albania, a Roma ebegam,
Sem perigo, sem rediga;
Qaando em Genazzano entra
O conseibo de Mara.
XII
Sem se sabor porque modo,
Consta logoT marvillia ;
E ludo vi venerar
Ao conselho de Mara.
. .XUl
He prodigio permanente,
Que ainda se admira,
No ar suspenso o painel
DoeoMelhodeMari.
XIV
Sem conta tao o milagres,
He sem fim a alegra
One Dao concede a quem busca
O conselho de Maria.
XV
De todas as parles correm
Os devotos porOe ;
Para gozarem as grabas,
Do consellio da Maria.
XVI
A desespera rao foge,
NAO ha roais melancola,
o peccador qae Invoca,
O conselho de Maria.
FIM.
Laus Deo, Virainiqut Matri.
1/
Sr. bacharel Viriatcr Aurelio da Cunha Gon-
"".Veio ter-me a m3o oLiberal Pernam-
bucano o." 460, e lendo as razo que S. S. se
ervlo produzir em tusleotacao da tulella de ana
mana menores, qne Ihe foi conferida irreflectida e
precipiladamente, recoaheci correr-me o imperioso
dever de nao recoar diante da mui expressiva prc-
voeacao, qae drigio-me na ultima parte d'essas ri-
zoes, maiiro, luvendo tidoa Ievandadede a tornar
pablica pela impreosa ; levanto, pob, deila v a
lava, quej* por vetes me tem Untado, ferrado,
sempre qae ee lhe depara occasiao, o meu melindre
em relacao ad pleito que traz com mea mano e
com-canhado Trajano Olympio da CaobaGouveia,
e cuurfados Manoel Velho Brrelo e Feliciano c.
valcantl da Cunha Rego,em duvida eoraiveeido por
que, com o meu fraco contingente, os hei auxiliado
na espinos larcfa de se salvarem desta parlitha
leonina que S. S. tracou contra piles, e de cuja ex-
eeacfo, atava e est tratando conluiado com mais
don
acaba de praticar S. S. com um collega, advogado
dislinclo e iotelligeute, s por que no exercicio de
sua nobre prossao nao costuma trahir a confianca
de seus consttuintes, e sabe esforcar-ae pela defeza
dq deposito sagrado de seus direitos ; como acaba de
praticar com o ex-terceiro aupplenle do juizo muni-
cipal e orphaos, desta comarca, uzaudo perante o pu-
blico, o o'um escripto assigoado das expresses brus-
cas e deshonestasbixinho desprezivel.e enle ab-
jecto s por que esle julz, no exercicio de" suas
importantes tuneces, nao acatou a sua pretendida e
irrisoria prepotencia nesta comarca, o nem tremen
diante iraffrontosa e publica aroeaca de surra de pao
feila por um de seus auxiliares !! nao, e mil ve-
zcs na; por quanto sei antes que tudo venerar
o juizo publico, c depois respelar a miaba propra
dignidade para nao expo-la, por urna imprudente e
injusta provocarlo, aos riscosdotisvirepelilur:
ininha inlencao consiste apenas, ja que a isto sou
forjado, cm reslabelecer um faci por S. S. inverti-
do maliciosamente para ter a folice ou fanfarricede
dar-me por derrotado em urna Ihese jurdica, e para
apadrinhar a sua estrepitosa (ulora ; bem como em
discutir com 9. S., mediante a calma nocessiria, e
tomando por juiz o tribunal publico, os defeitos ju-
rdicos qae o inhabilitara para o exercicio d'esse
suspirado encargo, e demonstran) 'conseguinte-
niente a precpilar,o e nulldadc de sua conces-
(S0.
He menos verdade ter eu asseverado, na occasiao
em que veio a minha casa o Sr. Manoel Paulino da
Cunha Goaveia, e n'ella encontrou-se com meo ma-
no Trajano, queS. S., por ser bacharel, e ter exer-
cido advocada nesla comarca, e o cargo, de juiz
municipal e orphaos nao poda ser lutor de suas
manas menores: nao profer nessa occasiao a res-
pailo da queslSo urna opiuiao formada edicisiva; o
que disse foi, conversando-se acerca da competencia
da tulella que em face da iutelligeucia ampliativa
que Carvalho, Proc. Orph., not. 249 dava lettra do
5., da ord. do 1. 4. t. I o lalvez podesse S. S. ser
compreheodido na exceptlo do mesmo pela razio
do podero e influencia, que lhe communicavam o
conhecimento das leis,eo*faclo de lor sido advogado
e magistrado na comarca; mas logo accrescenlei
que lambem se poda sustentar o contrario com o
sentido grammatcal do referido A este res-
peilo appello para honra doSr. Manoel Paulino, e
consta-me que ja sendo interpellado sobre este ponto
por meu mano Trajano, responderparece-me que
foi o que se passou.
Depois do algons dias dessa conversacSo, pedi-
me meu mano Trajano um requerimento no sentido
ampliativo da ord. para appresenta-lo ao juiz, o
Sr. Dr. Estellita, com o fin de reconhecer a sua
opniao na materia (tanto nao havia eu emillido
ainda um juizo definitivo); Gz o requerimento, por
que a isto S. S. e nem ningucm poda impedir-me, e
sendo apresentado ao juiz, responden elle que adiava
a questao da nomeac.lo da tulella para consultar a
alguna advogados do Recife; pelajaue pedio-me meu
mano, por conselho de seu advogUo, que redigisse
eu urna proposta, expondo todas as circamstaocias
do caso,- e a encaminhasse aos Illms. Srs. Drs. Al-
canforado a Pal va (enlao este ainda exista); assim
proced, porque lambem exercia um acto per mi Hielo,
e live de ambos cesposlas favoraves dizendo o pri-
meiro que quando a queslo se considerasse
controversa, nao devia o juiz, ao menos por
honestidade, nomea-lo, havendo outros pareles em
igual gru, e com a mesma idoneidade e o se-
gundo que o 5. da ord. na paUvra doulor
n$o devia ser entendido e executado restrictamente
no Brasil, pois que elle se referia propriameute aos
antigos hachareis de Portugal, que no lempo de sua
redacto nao era 111, na sua mor parte, formados em
estudo geral, e sim em estados espeejics, e nem go-
zavam da titulo, dos direitos, e distinecoes de que
gozara os hachareis brasileiros. Esla resposlas fo-
rm confiadas ao Sr. Dr. Estellita, e devem existir
em seus papis, mas sendo agora procuradas, nao as
restituio, por as nao ter achado segando alle-
go 11.
Informado S. S. disto, appresson-se em redigir
oulra proposta, com alguma reserva, e drigio-a ao
lllm. Srs. Drs. Feitosa, Villela, Nette, e Candido
Aulran, nao pelo fim nico de ver elucidada essa
questao de dfreito, e nem para se nao snbmetteraos
caprichos e desmandos d'alguem ; mas por qne (per-
doe-me esta Iranquez por ser ella indispenuavel) j
de ha muitose insinuavaiapara essa tulella, easolicila-
va como um meiode poder sustenlar-se na residen-
cia c usufructo do engenbo Po-Amarello, cuja
maioria perteoce s orphaas, segundo o estado actual
do casal, e para poder rodar o mesmo engenho como
auxilio dos escravos das suas tuteladas; como quer
que a resposlas sempre sao dadas, pelo caso da per-
gunta, leve-as igualmente favoraves, e, especulando
como renome e bem merecido prestigio d'essesqaa-
tro advogado, cujos tlenlos sempre sube respelar
e com mais alguus auxilie, obteve de sorpreza, e
com muilo pasmo do publico, a nomeacao almeja-
da. 1
Ora, lendo sido esle o facto occurrfdo, com todas
as suas circunstancias, e havendo S. S. lirio as res-
poslas dos Drs. Alcadforado e Paiva, assim como eu
li as dos advogados a quem consalloa, como se atreve
asseverar ao juizo em suas razoes, e ltimamente ao
publico, que a minha proposla foi decidida contra o
meu pensar ?! E que eu pretendo inculcar-me de ca-
pacidade jurdica, nao soffrendo que minlias opniOes
sejam contestadas, quando errneas, lamenta que
nao tenham lias as honras privilegios das glosas
de Acralo.
Se tao reprovada philaucia tivesse eu, desconhe-
cendo a minha penuria intelleclual, e a falla em que
eslo de urna cultura perseverante e melhodica, por
certo que nao leria procarado em jiroveito de meu
mano oauxilio das Inzes dos Srs. Drs. Alcanforadoe
Paiva, e nemestaria' constantemente aconselhand o
consultas para os advogados do Recife.
Porlanlo, Sr. bacharel, apunhalou S. S. a ver-
dade, impellido pelo proposito em que est de offen-
der-me, pruvocando-me para"essc lamaral emque
se acha, pelo desespero de ver vacilante a sua tu-
tora, a sua eslabelidade no Pao-Ama'rello, que usu-
fre com seus socios em pagar rendas aos mais con-
senhores, e, finalmente, pelo despeilo de me achar
na de reza de um mano e com-cunhado, e de dous
cunhados, que nao possuem as suas luzes Se o
fizera na poca primitiva, em que a verdade era
mais respeitada, cerlamente caberia-lhealgum ana-
Ihema apostlico, e talvez a sorle de Ananias e sua
consorte Ecce pedes eorum, qui sepelierunt
tirum tuutnmd oslium, et efferent te.
Restabelecido este faci porj S. S. torturado, to-
mo a andacia de inlromctler-mc na discussao dos
fundamentos da denuncia, qae foi, por parle de meu
mano, dada contra a sua tutora, embora reconheca
tm% S. a penetrado iutellectual de um Newton,
e os conhecimento jurdicos e forensesde am Caja-
cio.e tenha em inceroapre(o a illuslracoc talento
de meas amigos o adiados polticosdoutores Netlo,
Vilella, Candido Aulran e Feitosa de cujas
opinioes se soccorre quanto ao primeiro desses fun-
damentos ; e para isto os redazirei por amor da or-
dem na dscussao, squeslcs seguales :
1. A cxcepcSo do 5. da ord. do 1. 4. tt. 104
a respeilo dos doutores, comprehende os hachareis
formados porexame em estudo geral, econseguinle-
menle os hachareis brasileiros ?
-!,'Aquello que se constitue credor de um orphap,
comprando dividas contra elle, adquirir nhabilda-
de jurdica para ser sen tutor ; essa inhablidade
perseverar ainda que as haja transferido a um socio
que igualmente inleressou na compra ; para existir
a mesma inhablidade ser de misler que o debito
comprado monte a todes ou a maior parle dos bens
do orphao devedor ?
3.a Aquella que possuc bens em commum com ,um
orphao poder ser nomeado seu tutor f
4." Aquello que potsua posic.So especial; he sus-
peilodo interessarna tutelado um orphao, o sobre
tudo se par ella se insina por si, ou por inlerpos-
t pessoa que lem identidade de inleresses, ser dei-
la repellido pelo direito, embora a proximidade do
parentesco?
5. O principio regulador da escolha, nomeajao
e approvacao dos tutores legtimos, estar na maior
coofiaora que merecem, e na maior garautia que
podem prestar aos bens dos orphaos, ou no maior
grao de parentesco?
Resposl primeira quesillo.
Nao foi sem razaoqneo doulor Paiva, de saudosa
recordarlo, respondendo minha proposla, emillio
a opinio cima dita pois que ella tem seu asseoto
nao lona lettra ousentidogrammaticaldo 5. da ord.
ct- as pal.doulorem leis, caones, ou medicina
feitos per exame em estado geral confronta-
das com o 42, da ord. do i. 1. lil. 66 as pal.
E assi mesmo os doulores, licenciado, bichareis eu
teologa, caones, leis, ou medicinaqtfe forem
feitos per exame em esludo geral clausula esla
compreheusiva dos doutores e hachareis ; mis lam-
bem em seu sentido phllosophico, do qual se nao
deve prescindir na sua execu;ao para se o applicar
aos casos idnticos, ltenla ,a regra c> leges
nonest verbum rarum tenere,sedvim ac potestatem
, e a explicacSo couda no Ass. de 10 d juulio de
1817.
Com effeito, nao se poder contestar que as pala-
iras extrahidas desla ultima ord. revelam qu havi-
am em Portugal hachareis feitos por exame m
estudo geral, e hachareis feios por exame em es-
ludo etpecial; c que os da primeira classe eram
equiparados aos doulores na isencao do pagamento
das fintas do conselho Logo, reconhecida esla dis-
linccdo, resollante do sentido natural das expressOes
que forem fcilos que dao a conliecer a existen-
cia de hachareis que nao eram feitos em estudo ge-
ral ; e sendo iunegavel que os de primeira classe
eram igualados aos doulores as isencOes e privile-
gios, seguc-se que a excepto conlida no termo ge-
nrico doulordo 5. da ord. do I. 4 lil. 104
comprehende os hachareis da primeira classe, isto
he, os feitos por exame em estudo geral, porque esle
nivelamenlo de isencOes ja eslava estabelecldo na ord.
precedente, e desnecessario fora repeli-lo o legisla-
dor na ord. segniule : sendo esta, sem duvida, a ra-
zao d'ampliaco feila por Pereira e Soma em sua
nota1012, por Carvjde Teslam. p. 1 n. 281 e 291,
e Guerr. tr. 3,1. 2. c. 2.'a respeito dos que excrcem
advocara, por que o seu eaercicio faz presumir o
estudo geral do direito.
Tanto era comprehensiva dos hachareis formados
a intelligencia da excepto controvertida que o
decr. porluguez de 18 do maio de 1832, no art. 43,
e a ref. jud. de 21 de maio de 1841, nos arts. !:!."> c
436, aboliram essa iseucao, chamando os hachareis
formados para o onus da tulella ; mais eslas
leis sendo cstrangeiras nao podem regular no
Brasil, e a materia conlinua entre nos a ser regida
pelas ords. confrontadas, nicas adoptadas pela nossa
legialijao.
Nemsepoder tachar de especiosa a disliucjlo
feila,ede singular e sophislicaaargumentacSodedu-
sida, porque se semelhante impulacao procedesse,
tambera'seria especiosa e sophistica a ampliarao fei-
la por Pereira e Souza, Carv. de test, e Guerr. a
respeito dos hachareis que exercem advocara, fun-
dados na mesma ntcrpreiarao crammatical do 42
da ord. do 1.1. til. 66; mais singular e sophistica se-
r a interpretarlo dada as pal. per exame em es-
ludo geral de que se ellas referem defeza de-
Iheses para douloramenlo, por que semelhante ex-
plicacSo se nao conlem na lettra das duas ords.
tuoil lex non dittinguit, nec nos destlnguere debe-
mus.
Ora, se os hachareis formados na academias jur-
dicas do Brasil nao sao feitos por exame em esta-
do especial' mas recebera o grao depois de carsa-
rem, e serem examinados no estudo geral e com-
pleto do direito, e das ciencias sociaes, segue-se e-
v id e lilemente que el les se incluem no termo gene-
rico doulor que forma a excepcao do 5. da
ord. por serem a elles equiparados, n!k> podendo
conseguintenienlc serem tutores.
Tem igualmente assento no sentido philosophico
do 5. da ord. em questao,' porque se os Drs. Sao
excluidos das tutoras, pela razao da influencia e po-
dero, que Ihes communiea o conhecimento das leis,
o que consideren o legislador um bice, um estorvo
n prestacao das coalas; e mais pela razao
de nao deverem ser dislrahidos d suas occu-;
parf.es e deveres erarios, como diz Carv., proc.
orph., nol. 249, eslas mesmas razes se verificam,
nos hachareis formados no estado geral do direito.
pois que possuem elles igual conhecimento das leis
e s acham ligados por am juramento, ao mesmo
dever de cultivaren) as sciencias com assidudade,
desvello, e perseveran^. Mas se he preceito jurdico,
que as disposicGes das leis devem ser applicadas aos
casos em que ha identidade de razao; logo he de ir-
refragavel cousequcuci, que a excepcao controver-
tida deve considerar-se extensiva aos hachareis feitos
por exame no esludo geral do direito, emqaanto nao
apparecer dlsposc3o especialmente negativa que
obste esta ampliaran, a que natural e lgicamente se
presta a referida excepcao.
Suppor qne n podero, fundamento da eicepo/io
de que falla Carv. s lem sua origem no exercicio
effeclivo d'advogacia e do emprego, he um erro ma-
nifest, he o que constitue essa absurdo inqualili-
cavel db que trata S. S., he 1er e nao compreben-
der a razio d'ampliaco feita por Pereira e Souza e
Carv. de Test, a respeito dos hachareis simplices
que exercem advocara, he em fim, lomar as casca
pelas nozes, easnuvens por Joo. A origem do po-
dero, sua fonte primitiva est no conhecimento
das leis, adquerido pelo esludo geral e methodco do
direito, e os hachareis simplices eram equiparados
aos doulores quando exerciam advocara, porque a
pralica desta profissao estabelecia a presumpe,-o do
esludo e conhecimento completo das leis, e esta
presumpcao suppria e qualificava a simplicidade ou
espclalidade da formatura.
fesposta a 2. questao.
D'cntre as pessoas incapazes para o exercicio do
muas tutelar contemplam-se indubilavelmento os
credores dos orphaos. Novell. 72, cap. 10, aolh. m-
ooris c. qui dari tul. slry. liv. 26,1. 1, 16. Borges
Carn. de. civ. 1.3, pag. 129,246, n.27. Carv.proc.
orph., e ord. do I. 4, t. 102.
Desla verdade est S. S. 13o inteiranfente con-
vencido, que depois de haver comprado e socieda-
decom seu mano Manoel Paulino .la Cunha Gouveia
ao p dedez con los de res de dividas contra o casal,
de haver requerido para pagamento deste crescidb
dehilo, separarlo de bens de prompla exeenro, que
sao os escravos e animaes da rolncao do engenho,
e de ter sido nomeado lutor das orphaas, suas deve-
doras I e, sem duvida por ter tido aviso de que meu
mano havia solicitado dos credores originarios, de-
claracjSes escripias cerca da realdade dtssas com-
pras para requerer a remorao da tulella, apressou-se
em transferir com. ante-dala e simuladamente os t-
tulos aseo mano e socio, para poder sob esse artifi-
cio accumular as posU-oes incorapaliveis de lutor e
credor das orphaas !
Sendo esle facto real, tanto que S. S. o confessa
em parte, dando-lha nma explicarlo a geito, na qnal
nao pode, nem deve ser judicialmente acreditado,
porque mais deve pesar na balanca da justica a vio-
lenta presumpeau jurdica de simulacSo, do que a
sua aseveradlo do sincera transferencia ; presump-
cao deduzida do fado notorio da sociedade, na com-
pra das dividas, e no engenho, do facto de ler
S. S. de acord com o seu socio requerido e protes-
tado no inventario por separajao dos escravos e ani-
maes para solucao do debito comprado, e finalmen-
te, do Cacto de achar-se anda depois da inculcada
tranferenca,litigaudoeembargando de parceria com
essesociocessionario,asenlencaquesanccionouaspar-
lilhas, sem separacao de bens : segue-se, que justis-
sima e legal foi a decisao, que o repellio da tulella
das orphaas, a despeilo da transferencia allegada,
porque a suspeicao manifesta basta para aulorisar a
remoco dos tutores. Ord. do 1.1.1.88, 3. in fine,
7,16,18, e 21. i. 3, t. 41,3in fine. B. Carnr.
d. cv. tom. 3, pag. 177, 241, n. 14., Carv. proc.
orph., notas 269 e 273, I. 8 e 7. nstit. se sesp.
lalor.
Porlanlo esle caso nao he daquelles em que6 jul-
gador s deva obrar em face de provas escripias,'ou
lestemuuhaes maiores de toda excepcao ; mas per-
lence a classe dos que repllela loda sorle de sus-
pelas, o sejolgam pela prova mudaou presumpliva.
Os documentos oQereeido* apenas seryem para
prova da transferencia, mas nao provam a sioccri-
dade e boa f dessa mesma transferencia ; e nem
destroem a presumpcao jurdica de que fura simula-
da como ura meiu Je manlcr-se a tutora, e, como
he da nalureza desta presumpcao, eximir do onus da
prova aquello, m favor de quem milita Perei-
ra e Souza, nol. 523a S. S. he que corra o dever
de contrara-la, e emquanlo o nao fizer, dever ser
tido e havido como suspaito, o incapaz da tutora.
E como poder ser destruida tao grave presump-
cao? Para isto fora de misler coaleslar-se aprori
o facto publico da sociedade, e por conseguale da
idenliticacao de inleresses com ocessiouariodas divi-
das, quer as vantagens procedentes da compra das
mesmas com abates de premios e croscidas moratori-
as, quer nosengenho, e quer no inventario, onde fi-
guram delitU consortes ; o que nao ser possivd.
Hoc opte, hic labor esl.
Tambem nao procede como forrado e inapli-
cavel a especie, o argumento deduzido da L. 20 e
21 0". de excusat.; porque esla lei se refere aos qae
lemdemandas como orphao sobre o seu estado ou a
maior parte dos seus bens,caso muijdistincto do de
dividas, e estas compradas para especulaqes noci-
vas ao orphao, como v. g., para w o despojgr dos
bens semoventes afim de fabricar-se um engenho.
A lei, na repulsa dos credores do cargo da tulella,
nao condiciona que as divida montem a lodos ou
maior parte dos bens do orphao, apenas excepta os
credores de dividas pequeas, e por certo nao ser
pequea a quota de rs. 2:6198047, que do debito de
10:0008000 deve caber a cada urna das duas orphaas
herdeiras e legatarias do casa), em relacao a nma
heranca de pouco vulto, abstrahindo-se de outras
dividas queanda se procura comprar. Novell, j cit.,
ord. do 1.4,1.102. B. Carnr. cit. tom. 3, 246,
n. 13.
fesposta 3a. questao.
A instiluicao da tulella tem por escopo a defeza
das pessoas c dos inleresses^dos orphaos, qae, como
desvalidos, silo nteiramenle protegidos pelas leis ;
por conseguiute he obvio, que a tulella, para poder
altiugir o sen fim deve sempre ser encarregnda a
pessoas cojos inleresses nao conlrastem com os inle-
resses dos tulellados. D'aqui resulla, que o irmao
maior em quanto possuc heranca ou bens em com-
mum com o irmao menor, nao pode ser nomeado seo
tulor, porque a communhio com menores proporcio-
na occasiao para usurpncOes, e a tutora facilita os
meios de execucao. B. Carnr. loe. cit., Stry. 15, e
I. 4, 8 v. Brnnneman cons. 83, n. 9. Carv. proces-
so orph. not. 251. Ora, S. S. nao poder negar
que possuia, e ainda possue bens em commum com
as orphaas de quem foi nomeado tulor ; nao poder
negar que reside no engenho, e al na cas commum;
nao poder negar que com o i uve alaria 11 te seu socio,
lem colhido duas grandes safras, por cujas coalas
eslao responsaveis a communha : logo lie inconlra-
riavel que a sua nomeacao foi intempestiva e irrefle-
ctida, realcando por conseguinte a justica e legalida-
de da remorao que tanto o amofinou e enfurecen.
fesposta 4. questao.
A Intella he ama tarefa tanto mais importante e
melindrosa, quanlo he certo o abuso de que he sus-
ceplivcl ; sendo esta a razad porque o legislador,
mulliplicando c aportando arctponsabilidade dos tu-
tores, repelle desle muas todos os saspeitos de in-
leressarm na adminstracSo dos bens do orphaos,
embora sejam prenles. Lobao, olas a Mello tom.4,
pag. 574, lit. 11 12. Guerr. tr. 3, Hv. 2, cap. 3 a
n. 40, e Hv. 3, cap. 4 a n. 36. B- Carnr., tom. 3,
pag. 117, 241, n. 14; a Carv., proc. orph.. Denlre
os difiranles meios que do a conhecer o interesse
d'alguem pela adminislracao dos bens de um orphao,
devem ser consideradas a posico especial do indi-
viduo em relacao aos bens do orphao, e a solicitado
manejada directamente, ou por interposico de pes-
soa em quem assiste identidade de inleresses.
Islo posto, be fcil applcar-se a S. S. Analisada
a sai pusic.lo no engenho Pu Amarllo por quem a
coubece de perto, on mesmo por noticia, comprehen-
de-se sem grande esforco, quanto lhe ser interes-
sanle a Intella em questao, porque ella o auxiliar na
pretencao de manler-se nesse engenho, sem pagar
as partes dos de mais coaaenhores lhe subministrar
am soccorrode bracos ecravos parao rodar, e poder
safrejar mais em seu provelo do que das orphaas, e
entao a ultima destas tarde ter a ventura de um
consorcio....;.
Que S. S. solicitara directa e pessoalmenle a lu-
idla, he facto de fcil negativa (eu o confesso), mas
tambera de fcil prova se me fosse honesto tocar-lhe
em.tres matadoras, bem profundas e dolorosas.i.t...
Entretanto a decencia me ordena o silencio, e en a
devo obedecer.
A solicitacao, porem, por intermedio do seu mano
e socio, tem que seja necessario indicar tactos pri-
vidos, achi-se provada pelos autos do inventario,
onile se enconlra um requerimento por elle assig-
oado, em qne o indica e oflerece cspecificadamenle
para essa tulella.
fesposta 9. questao.
A mais ligeira leitura da ord. do 1. 4. lit; 102
faz cooipreheiider, a quem senao achar com o orgam
inlellectual obstruido pelo despeilo e iiilcrcsse, que
o principio dominante e regente has tres Cspect.es de
lutellas he sempre o da maior confiaaca e garanta
que podem offereccr os tutores nomeados, ou sim-
plcsniciile approvados pelo juizo.
Se se trata da tulella testamentaria, ah temo' o
principio dominante no 1. da ord. cit. as pal. ou
pobre ao lempo do fallecimenlo ; se se Irla da le-
gitima, temo-la subordinada ao mesmo principio
no 5. as pal. a prente do orphao abonado para
ser lutor, na constranger oque nao for alionado,
ainda que seja prenle mais ebegado em grao; e
se se traa da dativa, encontramos o mesmo princi-
pio regente no 7. as pal. e nao se adiando
prente ao orphao ele. ele. o juiz obligar am ho-
mem bom do lugar, que seja abonado, discreto, di-
gno de f etc. Por tanto, restrngindo-me a tu-
lella legitima, que he da qne se trata, concluir!
que o maior ou menor grao de parentesco nao he o
principio ^overnalivo desta etpecie de tulella; por
que o prente mais ebegado em grao he repellido
pela maior confiancae garanta do mais remoto, por
que quando na ordena dos prenles se nao verifica
o principio da confianca e garanta, he o juiz Abriga-
do preteridos aquelles *. procura-fo entre os eslra-
nhosvisinhosCorr. Tel. dig. porl. tom. 4. pag. 199
625dig. bras. part. 3 ord. do i. 4. UL 102
7.
Logo, applicando-se o deduzido i especie vertenle
forcoso he reconhecer, que bem acertada e justa foi
a remorao da tulella da pessoa dq Sr. bacharel para
a do Sr. coronel Manoel Velho Brrelo, casado com
a mana roais velha das orphaas, cm cujo deposito as
dexou seu pai por ler sido dolado dessa vasta intel-
ligencia e perspicacia que S. S. confessa.... pois que
alm de se verificar no Sr. Velho Brrelo, o princi-
pio de confiancaegaranlia reconhecido por um fado
bem significativo, pelo proprio pai da orphaas. fac-
to que nao devia deixar de ser pesado e tanedonado
pelo juizo de orphaos, he de notar qne se nao exce-
den os lmites da legitiraidade, por que a tutela do
cunhado se nao pode denominar de dativa, como so-
phisticamente fez o Sr. bacharel, eslabelecendo urna
distinrao arbitraria na ord.jue regulaa materia. A
ord. do I. 4, lil. 102 nos 5 e 7, usa do termo ge-
nrico prente,que comprehende os consangu-
neos e afllns, e nao do termo consanguneo,que
s poderia dar cabimento a essa distinco astu-
ciosa.
Estebumildedesenvolvimcnlojuridicoem referencia
aos fados denunciados, se por um lado aymbolisaaes-
Ireileza do meu inlellectual, por outro parece-me
sufficienlc para convencer, que qualquer ura dos 5
fundamentos da denuncia baslava para justificar, b
mesmo determinar a remorao da tutella conferida,
irreflectida e precipitadamente ao Sr. bacharel ; e
bem assim para patenteara injustica com que, dei-
xaudo-se asscohorear pelo furor do despeilo, aggre-
dio deshonestamente a reputaco do ex-terceiro sup-
plente do juizo de orphaos, que, se tem dereilos como
hornero que he, nesse aclo nada mait fez do que ex-
ecutar fielmente a lei, e satisfazer ana nobre misso,
couquislando um orao de honra, sobre ludo se for
exaclaanoliciadeque, alm de affronlar resigna-
damenle a araeaca de surra de pao, soubera repellir
urna' pela de 4008000 rs. offerecida pur parte do Sr.
bacharel para o sustentar na tutora.
Que ambicao tuldlartl Que desvello pola orphan-
dade Que excessodephilantropiafraternal?! Causa
wlmirarao, e p5e qualquer queixo a banda, por mais
rijo que seja 1! Entretanto, como fiz proposito de res-
pelar o melindre de S. S. aqu lerminoesla, que j
lem o vicio da protixidade, reservndome para o que
der e vicr. Dos lhe conceda saude, e o Ilumine
para responder corno homem civilisado a quem lnj,
como sempre foi.
Engenho Caxoeira, em Goannn 15 de maio de
1854.-De S. S., collega e reverente criado.-Juaquim
Jos Hures da Cunha Machado. 1
zeria e inqualficavel oprobrio a que te curvara vil-
mente, com plena sciencia e vonlade.
Nesta provincia he muilo sabido que, por motivot
dadeico de um senador em fins de -1813, In vendo
eu estado em antagonismo com o presidente da pro-
vincia, chefe de polica e juiz de direito da capital,
fui volado a acntosa perseguirlo, e abrindo-se para
isso urna correico, cascavilhou-se no carlorios ludo
que podesse servir a pretextar proensos de respoosa-
bilidadc coaira mim, no proposito de se fazer pas-
sar o exercicio interinamente da vara municipal e
orphaos para outro; e porque seno deparas-
se cora motivos plaasiveis, o que muilo me hon-
ren, e tacs que ao mesmo tempo fossem ignominiosos,
como se houvesscm, nao seriam sem duvida esper-
<1 irados, engendrou-se ex-officio com tudo, umsum-
mario por crime, aJheio se he que existir, medanle
exame sobre tintajK sellos, que se disse visivelmen-
te fresca, dalii lirafldo-se a illacio de que eu proferi-
r sentenras a despeilo de verbas de sellos falsifica-
dos; fui por esta baa I id ad o pronunciado e at con-
demoado, e recorrendo para o superior tribunal da
relacao, sem hesilacao obtive justica.
A pos disso logo que fui habilitado a entrar no
meu emprego, e mais para ser obstado de funeciouar
na asscmblea provincial enlao inslallada, de que era
eu membro eleito, te forgicara segundo summario.fa-
zendo-se j ueste figurar denunciante particular, no
qual aiuda mesmo contra a evidencia das provas
mais concludentesem meo abono fui'pronunciado ;
fazia-se misler preencher os fins! e igualmente fui
prvido por va de recurso da pronuncia pelo mesmo
superior tribunal; onde exislem ambos os originaes,
cuja leitura seria curiosa.
Entretanto sendo a esses processos de responsabili-
dades que alinde o delraclor,quando diz que respon-
d por furtos como juiz,os accordaos que com esla of-
fereco e sero publicados, dao o mais solemne des-
mentido ao falsario, que he apandado em flagrante.
Se alm desses algunmitro mais noove, provoco
o calumniador que o diga, e que assigne tea ame
para melhor o redargir, e se poder comparar devi-
damehle os seus com os fados de minha vida; pois
nao receio seja toda exposla apreciarlo do publico
imparcial, que nao me conhecendo lera o trecho pu-
blicado. .
He por ora quanto basta para repellir a alroz ag-
gresso, cando para occasiao opporton, te for for-
jado, as galantes rapousadas.
Se porm almeja o correspondenle o lugar que in-
terinamente aceilei de procurador fiscal, que lano
lastima de ser mal servido, diga, porque estou promp-
to a renunciar logo para elle; te por ventura poder
obte-lo do governo' actual chejo de moralidada e
conceilo.
Macei 31 de maio de 1854.
Manoel Lourenco da Silceira.
Accordamem relacao os juizes sorteados e ahaixo
asslgnados, que reformam o despacho de pronuncia
de folhas 49 verso, vistos os autos: por quanto tendo
sido pronunciado o recorreule como incurso na di-
posico do artigo 163 do cdigo criminal por ler sen-
tenciado um feito civil em que fora' advogado, ha-
vendo sido anterior e legalmenle recusado por sus-
peilo, o contrario se collige dos mesmos autos, don-
de consta acertido a folhas 61 verso lettra B, que
na occasiao da penhora (aillos sobre que vena a de-
nuncia) enlre parle os denunciantes recorridos e J os
Francisco de Borja Cacarlos, o adeogaio desle em
toio o curso da causa fora Francisco das Chagat Mu-
niz, e no o recorrente denunciado ,- e que o que ape-
nas existe uos mesmos autos de execucao de penhora
a folhas 37 he como documento somentc um reque-
rimento feito pelo metmo recrranle denunciado a
favor de Cacarlos, o que combina com o exame de fo-
lhas 8 verso e seguales al folhas 11, e deixa clara-
mente ver que o denunciado recorrente quando ofi-
ciara, fra em causa diversa daquella, em que sen-
tenciara como Juiz; nao podendo por lapto ser-lhe
applicavel a primeira hypothese do ciladp arl. 163
do cdigo penal, pois do contraro seguir-se-hia que
lodo aquelle que em qualquer causa fosse advogado
de urna das parles Jamis em alguma oulra diversa
poderia ser seu juiz, o que he um absurdo. Nem
lambem pode ter applicaco ao recorren! denuncia-
do, a lerceira hypothese do mismo citado art. 163,
por isso que o despacho do recorrente denu'uciado
pelo qual urd.enuu aos denunciantes recorrido que
apresentassema sua suspeicao por palavra em au-
diencia, foi justo e legal,e por elle proporcionou aos
denunciantes recorridos occasiao opportuna para
provarem o qum de swpeito alhgavam contra o re-
corrente denunciado, despacho do qual nao recorren-
do os denunciantes recorridos.e nemse aproveilaodo,
tcitamente deram a entender que nenhuma razao
ejustifa Ihes assistia. Por tanto, reformando como
reformam o despacho de pronuncia de folhas, julgam
nao procedente a denuncia e despronunciado o re-
corrente denunciado, e mandara que se lhe d baixa
na colpa, e condemnam os recorridos denunciantes
as cusas.
Recife 6 de agosto de 1844.Azevedo, presidente.
Slqueira.Peixoto.Bastos.
E nada mais te continha em dito accordam, pro-
ferido em summarioe recursointerposto pelo hacha-
re Manoel Lourenco da Silveira, que por este me
foi apresentado e assigna o reccbimenlo do original
ao qual me reporto.
Cidade de Macei 31 de maio de 1854, e va con-
ferido e concertado com o escrivao ahaixo.Eu Ma-
noel Esleves Alvos. tabeMUlo publico o subscrevi e
asssnei cora meu signal publico de que uso.O, ta-
belliu publico, Manoel Esleve* Altes.
Accordam cm relacao, que reformam a se 11 tenca
recorrida, nio s porque setolherm aos appellanla
os meiosde sua defeza, nao se lhesconcodendoo ter-
mo legal para a produzir, mas tambem por se nao
provar o crime de que forara aecusados, nao Ihes pu-
dendo fazer carga os ditos das lestemuohas, por se-
rem as propriamente criminosas,urnas por deixarem
de tancar as verbas do sello nos livros competentes,
outras por olciar quando ja o nao podiam fazer; nem
o exame de folhas que quando muito poder-se-ha
considerar como um indicio e presumpcao de muito
pouco peso e valor. Por lano reformando como re-
formam a seiileuca a folhas, absolver os appcllan-
les do crime, porque foram acensados e condemnam
a municipalidade as cusas.
Recife 25 de maio de 1841.Azevedo, presdeme,
Siqueira.Ponce.Amoral.Cerqueira.Bas-
tos.
E nada mais te continha em dlo accordam aqu
fielmente exlrahido, que fora proferidoemsammario
de responsabiiidade instaurado contri o bacharel Ma-
noel Lourenco da Silveira, e escrivao Manoel Apo-
linario de Araojo deque recorrern) e pelo mesmo
bacharel me foi apresentado, qual assigna sed re-
ccbimenlo e ao original rae reporto e dou f, confe-
rido e concertado com o escrivao abaixo.
Cidade de Macei capilal da provincia das Ala-
coas, aos 31 de maio de 1854.Eu Manoel Esleves
Alves, labelliao publico o subscrevi e ssignci cora
meu signal.O labelliao publico, Manoel Esteces
Alces.
UIVERSAS PROVINCIAS.
Reudimeoto do dia 1 a 2......2778276
dem do dia 3.........2128951
KECEBEDOitl A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBCO.
Rendimento do dia 3 ..... 1:0538176
Exportarjao'.
Rio Grande do Sul, patacho nacional S. Francis-
cisco, de 105 londadas, condoli o seguinle : 25
saceos nozes, 1,160 alqueires de sal, 359 barricas
com 2,580 arrobas e3 libras de assucar, 2,900 cocos
com casca.
Aracaly, hiate nacional Aurora, de 35 toneladas,
cooduzio o seguinle :260 voldmes gneros eslran-
geiros, 49 ditos ditos nacionaes.
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlododial2......3:6698987
dem do dii 3........ 9318179
iMwiai.
4:6011166
PRACA DO RECIFE 3 DE JUNHO DE 1854, AS
3 HORAS DA TARDE.
Revista semanal.
Cambios- Os sacadores querem 26 1,2 e 26
3|4, e os compradores27 d. por 18-
Algodao ----- Continua a procura para Uespa-
nba, o fez-se vendas a 68100 por
arroba da primeira sorle, tendo
entrado nicamente 280 saceas.
Assucar----------Bem que 0 depotito se v redu-
zindo, os precos sao nominaes, e
apenas nos consta se vender al-
gum mascavado regular a 18850
por arroba.
Coaros------------Venderam^se a 180 rs. por libra
dos seceos salgados.
Bacalhao O mercado foi tapprdo com am
carregamenlo de 2,177 barricas, o
qualToi vendido de 108 a 108200
por barrica, e com elle o deposito
monta de 7 a 7,500 barricas. Re-
lalhou-se.de 108 a 1185O0.
Carne secca- Continua a falla da de Buenos
A j res; e da do Rio Grande, Aca-
rara boje em ser 27,000 arrobas,
tendo-se vendido de 39500 a 35000
Ejr arroba.
Iiegaram nicamente 500 saceos
de Valparaizo pelo Rio de Janei-
ro, os quaes >w eslo retilhando
de 248 a 258 por seis arrobas. Ven -
deu-te de 26 a 27 a de Phila-
delphia.daqual ficarimhoje emser
300 barricas; e a 288 a Fontana,
da qual ha em ter 1,000 ditas; e
da, de Valparaizo ha 600saceos.
Manteiga---------Tem melhores apparencias.
Deaconlo O banco continua a descontar de
8 a 12 por \, porm os particula-
res tem rebalido de 7 1|2 a 8 le-
tras d tres a quatro inezes e nove
Eir cenlo por menor prazo.
o assucar para p Canal 40, pera
o Mediterrneo a'50 e para Liver-
pool 1 30; a esle ultimo fez-se
frelamcnlo, e os outros san nomi-*|
uses. Do algodao para Liverpool
a 1\2 d. por libra.
Ficaram no porto 58 embarcacOes, a saber: 1 ame-
ricana, 40 brasileira, t dloamarqqeza, 1 franceza,
6 hespanholas, 1 hambargueza, 7 Inglezas, e 1 por-
luguez* _^"_
PAUTA
dos precos correntes do assucar, algodao', e mai*
gneros do pois,' que se despachan na mesa do
consulado de Pernambuco, na semana de .5
a 10 de junho de 1854.
Assucar emcaias branco 1." qualidade @ 2700
d i) 2. o 28300
a 11 11 mase. ....... b 18900
b bar. esac. branco....... 29600
b ,b mascavado. ...-'
i> refinado........... b 38200
Algodao em pluma de 1. qualidade d 65100
b b b 2.f t> b 53700
b b b 3.* o 5830
b em careo.......... 18525
Espirito de agurdente.......caada 8700
Agoardentc cachaca........ b
b de canoa....... i 8500
b rcstilada....... 8400
Gencbra.............. b 8480
- ...............botija 8220
Licor...............caada 8480
...............garrafa 8220
Arroz pilado duas arrobas, umalqueire 48800
n em casca.....'...... b 18600
Azeite de mamona.........caada 8800
B mendoim e de coco.
de peixe......t
comirc dePaje de Flore pelo novo orcimuto de
4.6O496OO.
A arrema lacio sera feila ni forma dos artigos24
e 27da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
4908227 e sdb as clausulas etpedae aballo copiadas.
As pessoa que se propoxerem a esla arremalacao
comparec na sala das sesse da tnesma junta, no
dia cima declarado, pelo meio' dJg, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diarlo.
Secretaria da thesourarla provincial de Pernamba-
co 26 de maio de 1854. O secretario,
Antonio fierreira Armunciaetlo.
Clausulas especiaet para a arremataeSo.
1. As obras desle ijude serao feita de conformi-
dade com a plantas e orcamenlo apresenlados ap-
provacao do Eira. Sr. presidente da provincia, na
importancia de4:6048600.
2. Eslas obras devero principiar no prazo da
doas mezet, e serao concluidos no de dez mezo, a
contar conforme a lei provincial n. 286.
3.* A importancia desta arrematacao sera paga
em tres preslacoes da maueira seguate: 1 primeira
dos dous quintos do vslor total, qaando ttyer con-
cluido a melade da obra; a segunda igual primei-
ra depois de lavrado o termo de reconhecimento
provisorio; e a lerceira finalmente de um quinto de-
pois do recebinenlo definitivo.
4." O arrematante ser obrigado a communicar
reparlicao das obras publicas com anlecedenda de
30 dias, o dia fixo em que lem de dar principio
execucao das obras, assim como trabalhar seguida-
mente .durante 15 diat, afim de que posta o enge-
nheiro eecarregado da abra, assistir aos prinwiros
trabalhos.
5. Pira ludo o mais que nao esliver especificido
aas present clausulas, seguir-se-hi o que determi-
na I lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1854.
Conforme.O secretario, Antonio Firreifa SAn-
mmciacao.
O lllm. Sr. inspector da thesootaria d fazenda
manda fazer publico, que no dia 20 do prximo vio-
douro mez de junho, as 12 hora da manhaa, Ir a
praca peanle a mesma thesonraria para ser arrema-
tado de renda a quem mais der, pelo lempo de 3 an-
uos, o arroazem sito era Fra de Portas ao. lado'da
casa que servio de qaartel aos engajados, e de que
he actualmente rendeiro Antonio Jos Ferreira Mu-
niz, e serve de coclioira : os preteodntes eompa-
reram no referido dia as cata di mesma thesoura-
rla, munida)de seus fiadores.
Secrelaria da lliesoursria de fazenda de Pernam-
buco 31 de maio de 1854.O ofcial-maior, Emi-
lio Xavier Sobrein de Mdlo.
O lllm. Sr. contador serviedo de inspedor da -
(hesourara provincial, em cumprimento da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia do 1* do eor-
renle, manda fazer publico* que no dias 6, 7 8 de
junho prximo vindonro, perante a junta da fazen-
da da mesma thesonraria, se ha de arrematar a
quem por menos fizer, o reparos a fazer-se na ca-
ta destinada para 'cadeia na villa do Ouricary, avi-
nados em 2:7508000 rs.
A arreralacao ser feita na forma do iris. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob ao clausulas especiaes abano copiad.
As pessoas qae te propozerem a esla arrematacao
comparecam na sala das tesses_ da mesma junta,
no da cima declarado, pelo meio da, competente-
mente habilitadas.
E tiara constar se mandou afiliar 0 presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesonraria provincial 06 Pernam-
buco 2 de maio de 1854.O secretarlo, Antonio
Ferreira da Annunciafilo.
Clausulas especiaes para o arrematacao.
1. Todas as obras serio feilas de couforraidade
com o orramento e planta nesta data apresentado a
approvacao do Exm. presidente da provincia, na
' imporlaneia de 2:7508000 rs.
PUBLIC.4CA A PEDIDO.
, Certlda' do Frtoaaese qae team morrido de
1853 t hoja ao detiraca, a forana^ amar-
rado pela cartdade.
Diz Thomaz PeVeira, que i bem de sen direlo,
precisa que a adminislracao do cemilerio publico
desta cidade, lhe certifique quanlos subditos portu-
guezes fallecern) no hospital de caridade desde Ja-
neiro de 1853, e foram enterrados pelos carros da
caridade, e quaes os seus nomes ; pede V. S. Sr.
Dr. chefe de polica, assim se sirva mandar.E.
R. M.
P. Secrelaria da polica de Pernambuco, 1. de
junhb de 1854. P. Teixeira.
Manoel Luis firiies, cavalleiro da imperial ordem
da Rosa, alferes do extineto batallio de 2.a li-
nha de caladores 53, administrador do cemilerio
publico da cidade do Recife, provincia de Per-
nambuco, por S. M. I. e C. etc. etc.
Certifico que revendo o livro primeiro dos lanca-
raentos dos bitos das pessoas livres sepultadas no
cemilerio publico, enconlrei desde o 1." de Janeiro
de 1853, e al esta data, terem sido sepultados em se-
pulturas corarauns, e conduzdos para o mesmo
cemilerio em carros fornecidos pela cmara munici-
pal ;os cadveres dos portugueses constantes de ten
nomes abaixo declarados:
Manoel >os Goncalves do Porto, Sebastao de
Tal, Jos Teixeira. Jos Muniz do Couto, Pedro
Antonio Celestino, Manoel Garca Pimenlel, Ilen-
rique da Costa Monlero, Antonio Goncalves de
Araujo, Manoel Joaquim Ramos, Anlonio Jos
Barreiro, Jos Machado, Joto Alves da Villa do
Arco, lenlo Jos da Silva, Caelano Goncalves do
Rio, Maria Barbosa, Raphael da Rocha Rodrigues,
Manoel de Frailas, Jos Anlonio, Jos dos Sanios
Lopes, Jos Francisco Porto, Jos Antonio de Car-
valho, Manoel Gomes de Oliveira. E nada mais
constava do ditos acentos, e do que requer o sup-
plicante. Adminislracao do cemilerio publico, 3 de
junho de 1851.O administrador,
Manoel Luiz f'iraes.
CORRESPONDENCIA.
urna OJOOO
um 38000
d> 48480
*00
b 5500
B 395OO
b 38600
6400
38800
28560
18200
8600
B
cenlo
89OOO
8160
8180
8190
8090
158000
8190
8280
8200
8100
8320
13280
18000
28000
18000
2800
28000
&8000
58000
68000
38000
88000
48000
38000
328000
28000
18500
10600
B 56OO
b 90000
tuna 128000
78000
Caean
Aves araras. .
. papagaios
Bolachas.....
Bisooiloa .....
Caf bom ....
b reslolho .
com casca. .
b moido ....
Carne secca .
Cocos com casca
Charutos bons............
b ordinarios. ..;.....
b regala e primor.....
Cera de carnauba........ (J
n em velas............ b.
Cobre novo mo d'obra. ........ ti!
Couros dq boi salgados.........
espixados...........
verdes .".........b
de onca ...........
b de cabra cortidos......b
Doce de calda.............
b b guiaba............
b secco........;......b
jalea...............
Estopa nacional ........... @
a estrangeira, mo d'obra. s
Espanadores grandes....... um
B pequeos..........11
Farinlia de mandioca*. ..;... alqueire
B niiilio.......... (jj>
b b arar uta.........
Feijo ...............alqueire
Fumo bom.............
b ordinario........... b
b em fol'ia bom.........
b ordinario......
B B B reslolho...... B
Ipecacuanha............
tiomma..............alqueire
Gengibre...............<>
Lenha de adas grandes........cento
b i) pequeas.......,
B toros ............
Prendas de amarllo de2 costados. .
B louro..........
Costado de amarllo de 35 a 40 p. de
ce 2 X 3 del.......
B de dito usuaes........
Cosladoho de dlo..........
Soalho de dito............
Forro de dlo.............
Costado de louro...........
Cusladiuho de dito..........
Soalho de dito ............
Forro de dito.............
b b cedro. ..........
Toros de latajuba..........quintal
Varas de parreira...........duzia
b b agutinadas.........
b B quiris. ."...........
Em obras rodas de sicupira para carros, par 408000
b b eixos B B B B B 168000
Melaco................caada
Milho...............alqueire
Pedra de amolar............ nma
b filtrar............ b
b n roblos...........
Pontas de boi.......-......cento
Piassaba............... molho
Sola ou vaqueta .'...........meio
Sebo em rama............()
Pelles de cameiro.........'. urna
Salsa parrlba........'.....lp
Tapioca...............
Unhas de boi............. rendo
208000
108000
88000
60000
38*00
68000
58200
38200
28200
38000
10200
18S0
10600
8960
COMMERCIO.
Srs. redactores.Uavendo sido publicado ahi,
em provincia diversa, no Liberal Pernambucano n.
474 de 10 do cor.cente, um Irechoemque calumniosa
e infamemente ns ferc minha reputncao, o bem para
mim mais precioso, que rae tenho sempre esmerado
por inanier iscnto de maculas; corre-me o dever de
desmeulir ao calumniador que sem lhe tremer a man
me assacou impulacao vaga'de vicios e.falsidades in-
junaalese ape.iar aj capa do annimo nao ficou
incgnito.Tinha preci-ao e quiz este 1 sevandija,
bem conhecido nesla, ver se por tal meio me poda
iiivellar a si, caraterisando-me perante o publico
lao abjecto, como o he elle, que se ha degradado de
ludo que nesle mundo se diz lirio o honra; ideas no
cu pensar abstractas, e sem algum valor. Nao me
admira pois o arrojo, porque he regra que aquelle
que nao lem nem preza honra e reputaco nao pode
apreciar e menos acatara alheia.
Para que cu temha em minha carrira nodoas e vi-
cios, seria misler que esse desprezivel m.'os emprestas-
se dos seus, que |iossue de sobra.Cerlamente o Sr.
redactor do Libe ral a quem ao tenho a honra de
coohecer, e nem elle mim, c, faco jaslica, ignora o
quilate do seu correspondente, ignora que, a ser elle
outro, leria tido a coragem de desapparecer do lu-
gar, onda o pubjlii'ii.le-ieinuiihou o fado da PRACA DO RECIFE/3 l)K JNHO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colaces ofiiciaes.
Cambio sobre Londres a263|4d. 60d|v.
Descont por 2 1(2 mezes8 1|2 ao anuo.
ALFANDEGA.
Rendimento do dia 1 a 2.....13:06689.55
dem do di 3........12:5888079
25:6558031
Detcarregam hojeSdejunho.
Barca inglezaValparaizomercadorias.
Brigue inglezAuntimedebacalhao.
Brign brasileiro Damaopipas e sabao.
Hiate nacionalA'oio Olindafumo e charutos.
Hiate nacionalDutidosogneros do paiz.
Importacao'.
Hiate nacional Dutidoso, "vndo do Aracaty, con-
signado a Jos Manoel Martins, manifestou o se-
guale : '
223 caixas velas, 1 sacca c 1 barrica cera de abe-
Ihas, 5 fardos e 2 sacros snalos, 37 molaos esleirs,
271ditos courinhos, 129 saceos cera, 723 meios de
sola, 100 couros espichado, 210 couros miudos, 9
couros salgados, 2 fardos chapeos, 17 esteiras ; a
brdem.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dial a 2 ..... 2:7798297
dem do dia 3.....* 7088896
Sabao ,
Esteiras de perperw......
Vinagre pipa. .........
Caberas de cachimbo de barro.
5200
18600
. 8640
68000
8800
48000
8320
2J100
58500
8190
208000
23500
0210
. 8090
, urna 3160
, 308000
milbeiro 53000
MOVIMENTO DO PORTO
Navio entrado no dia 3.
Aracaty20 dias, hiate brasileiro Ducidose, de 43
toneladat, nieslre Jlo llenriques de Almcida,
pquipagem 4, carga tola, cooros e mais gneros ;
a Manoel Jos Martins. Passagrros, Miguel La-
corte e Vicente Ponsul.
Navios sahidos no mesmo dia.
Seguio o seu destino a barca ingleza Citry of Kan-
dy, chegada hontem.
Rio Grande do SulBarca brasileira Santa Maria
Boa Sorle, capilo Joaquim Dias de Azevedo,
carga assucar e mais genero. Passagrros, Fran-
cisco Gonralves de Azevedo e Thomaz de Aquino
Pereira de Brilo.
AracatyHiate brasileiro Aurora, mestre Anlonio
Manoel Alfonso, carga fazenda ,c mais gneros.
Passageiros, Seraio Telles de Mendonca Jurume-
nha, Anlonio Ferreira Antera, Francisco Teixeira
Menes Jnior, Joao Jacques dcJMaredo, Manoel
da Cotia e Silva e Joanna Evangelista da Con-
ceico.
Navio entrado no dia 4.
Acarac35 dias, patacho brasileiro Emularao, de
134 toneladas, raeslre Anloni* Gomes Pereira,
equipagem 12, carga sor e mais gneros ; a Ma-
noel Goncalves da Silva. Coudaz a familia de
mestre e 1 escravo a entregar.
EDITAES.
O lllm. Sr. inspector da thesonraria provin-
cial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presi-
deole da provincia de 17 do corrale, manda fazer
1 publico,'que nodia27dejulho prximo vindouro,
va novamenle praca para ser arrematado a quera
pee menos liter, a obra, do pide na, Vftia eSada
2. As obras sero principiada no prazo de dous -
mzes, e concluidas no de oito mezes, ambos conta-
dos da confdrmidade com os artigo 31 e 32 da le
provincial n. 286 de 17 de maio de 1851.
3. O pagamento da imporlaneia destas obras ser
feito em om, s prestacao quando ellas eslive-
rem concluidas, qae sero logo receladas definitiva-
mente.
4. Para tudo o mais que nao .esliver determinado
as presentes clausulas, seguir-se-ha odispotto na re-
ferida lei n. 286.Conforme.O secretario, Anto-
nio Ferreira da Annitnciae3o.
O Illm.^Sr. inspector da thesouraria provincial
em cumplimento da ordem do.Exra. Sr. presidente '
da provincia de 12 do eorrenle, manda fazer publi-
co que, no dia 14de junho prximo vindonro,val no-
vamenle praca para ser arrematado a quero por me-
nos fizer a obra dos concerlos da cadeia da villa de
Garanbuns, avaliada ero 2:4748208 r. -
A arrematacao ser* feila na forma do arts. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio *de 1851,
e sob a clausula especiaes abaixo copiadas.
s pessoas que se propozerem esta arrematacao
comparecam na sala das sessoes da mesma junta no
dia cima declarado, pelo meio dia, compelentemete
habilitad.
E para constar se mandou afiliar o presente e pu-
blcar pelo Diario.
Secretara da thesouraria provincial de Pernam-
buco 16 de maio, de 1854. O secretario,
' Antonio Ferreira gAununciacao.
Clausulas speciat* para a artematacao.
1.' Os concert da cadeia da villa de Garanbuns
far-se-ho de conformidade com o orcamenlo apprc-
vado pela directora em conselho, e apresentado a
approvacao do Exm. presidente da provincia ni im-
portancia de 2:4748208 rs.
2. O arrematante dar principio as obra no pn-
zo de 2 mezes e dever concluir no de 6 mezes, am-
bos contados na forma do art. 31 da lei n. 286.
3.* O arrematante seguir nos seo trabalhos ludo
o que lhe for determinado pelo respectivo engenhei-
ro, nao s para boa execucao das obras como em or-
dem de nao innutitizar io mesmo tempo pira o ser-
vico publico todas as parles do edificio.
4.a O pagamento da importancia da arrematacao
lera lugar era tres prestar.oe igas: a primeira, de-
pois de feila a rodad da abr; a segunda, depois
da entrega provisoria, e a lerceira, di entrega defi-
nitiva.
5." O prazo de responsabiiidade ser de 6 mezes.
6.' Para tudo o que nle se acha determinad na
presentes clausulas nem no orcamenlo, egnir-te-lia
o que dispoe a respeito a lei provincial n. 986.
Conforme.O secretario,
Antonio Ferreira i'Aimuneiacmo.
O Dr Custodio Manoel da Silva Guimaraes. jniz de
direlo da 1. vara do commercio, nesla cidade do'
Recife de Pernamboco por S. M. I. ele.
Faco saber ao que a presente carta de edMos vi- .
rem e della tiverem noticia, que Antonio Jos Pe-
reira, commerciante com leja de fazenda a raa do
Cabng, me dirigir por escripto a peticao do theor
seguale :
Diz Anlonio Jos Pereira, commerciante com loja
defazendasna ruado Cabog, que sendo Oavidio
Goncalves do Valle, devedor de rsi 1:0698329, attrn
dos >uros estipulados em urna letra de 9728155 rs.
e mais coalas de livro, ausenlou-se sem te taber o
lugar de sua residencia*, o que deu lugar ao suppli-
caole justificar a ausencia e incerteza d moradia do
supplicado como do documento junio, e como o up-
Sliraule quer intentar oar esle juizo sua aejao, ae^
indo o pagamento 'da referida quantia, requer
V. S. mande passar carta de edite com o prazo de
30 dias, para qae por ella seja o supplicado citado
para fallar ios termos de urna accao ordinaria, em
que o supplicante lhe pede o pagamento da referida
quantia, jaros e cusas, pena derevelia, visto nao sa
ter conciliado respeito, cando o supplicado logo
citado pira todo os lermos da causa e sua execnsso
al real emboleo do supplicado; pede ao Irhn. Sr.
Dr. juiz de direito da primeira vara do civel e do
commercio, diflrimento. E. R. M. Ferreira
Gomes.
Nao se continha mais em dita pelicSo, aqual sendo
por mim vis$a,cerla c examinada ella dei ornen des-
pacho seguinle :Como requer.Hecife 1. de junho
de 1854.Silca Guimaraet.
Nao se continha mai em dito mea deapache, de-
pois do que o snpplicaole provou a ausencia do sup-
plicado no juizo de paz de t. dislrdo da freguezit
deS. Antonio, por editos, procedendo-ee a concilia-
cJe a revelia.
Attendendo ao que cima tic exposto, mandel
passar a presente carta de edito, edm o requerido
prazo de 30 dias, por bem do qual hei por citado io
supplicado, para que fique scienle de qae o dito
supplicante .lem perante mim depropor a predita
accao, e que dentro do referido prazo cumpareca
nesle juizo, por si on sen procurador, para alegar
o que ver, com. apena de ter condemnado i re-,
velia. ...
Pelo que toda e qnalquer pessoa o poder fazer
scienle do que cima fica exposlo, eoportelrodo
juizo publicar e afiliar nos lugares' designa-
dos, e ser publicada pela imprenta.
Dada e passada nesta cidade do Recf, ao 3 de
junho de 1854. Pedro Tertuliano da Cunha.
C'u.stodio Manoel da Silca Guimaraes.
O Dr. CoBortio Manoel da Silva Guimaraes, iaiz de
direito da primeira vara do commercio, netla cida-
de do Recife, por S. M. I. e C. etc.
Fac/> sabsr aos que o presente edital virem, que
no dia 16 do eorrenle mez se ha de arrematar por
venda qnem mais der, os bens movis seguinle :
18 e roea caada de vinho tinto i 28500 r., I
barrica de bolachinha ingleza 5$000 rs., 64 libras
de manleiga franceza 400 rs., 4 arrobas de caf
em grao n 58000 rs. 3 arrobas e 22 libras de arroz
pillado 23000 rs.,16 libras de toucioho 4&000 rs., 8
libras de pimenta do reino 200 rs., 46 botijas de
genebra de Holanda 280 rs.,126 libras de sabSo
100 rs., 6 libras de espermacete americano 400 r.,
8 garrafas de cerveja 333 rs., barrica de baca-
lhao 98000 rs., 3 caixas de charutos 18000 rs.;
cujos bens furam penhurados por execucao di Anto-
nio Joaquim Goncalves Guimaraes, Francisco de
Amorim I.iraa, apresentado pelos eieculados Ma-
noel Botelho Cordeiro e oolro. .
E para que chegue a noticia de lodos mandel
pastar edilaes, que serao publicados pelos jorniai a
iffixados.na praca do commeic e casi das auoieu-
Dado epasado nesla cidade.'*"*!
junho de lp4 Eu Manoel Joso da Molla, escrivao
o 9Db!e- ^ da sita Guimaraes.
j-gfiSet oTaKandeg se f.z publico, qae
"rTKEE:.i hora e lugar do rstame, se ha
direito ao
fat0h..aTuWi'"fHvred,
5KK TXeZt negoran'e desla
maca lleuiv tiibson, o^ termo do arl, TI, e 3 i
praca Henn


N^*^ jC***
DIARIO OE PERNAMBUCO SEGUNDA FEIRA 5 DE JUNHO DE 1854.
do art. 13 do regulamcnto de 27 de fevereito de
1849 sol) n. 590, a seguinte mcrcadoria, com avaria
d agua de chuva: 28 pecas de panno de algodao cr
lizo com 560 jardas, ou 462 varas, de I polegadas;
277 varas qoadradas, 46 peras de dito dito com 920
jardas, ou 759 varas singelas, de 26 polegadas; 493
varas quadradas, 60 pecas de panno de algodao en-
tran^adolde 20 jardas cada peca, 1,200 jardas, ou
990 varas singelas de 25 y polegadas; 581 varas
quadradas, 31 peta* de dito dito lizo; 620 jardas, ou
511 varas siogelas de 25 polegadas; 320 varas .qua-
dradas, 15pecas de dito dilo com 30jardas, ou
247 varas singelas, de 22 X polegadas, 139 vara
quadradas.
Alfandega de Pernambuco 31 do maio de 185*.
O inspector, Bento Jos Fernandes Barros.
DECLARADO ES.
O cooselho administrativo em virtude da auto-
risarao do Exm. Sr. presidente da provincia, lem de
comprar os objedos seguintes :
Vara o 8. batalhao de infntaria.
Brim para 335 calcas, varas 838; algodaozindo
para 335 camisas, varas 838 ; panno prelo para 335
pares de polainas, covados 84 ; olanda de forro para
a polainas, covados 168; esleirs de palha de car-
nauba 335 ; livro meslre impresso, de 300 follias 1;
paz de ferro 28, cuchadas 28, machados 4, caldeiras-
de ferro para 100 pracas 4.
Deposito de recrulas da provincia das Alagoas.
Bonetes 201, algodaozinho para 210 camisas, varas
525 ; brim para 217 calcas, e 200 frdelas, varas
1043 ; grvalas de sola de lustre 200 ; sapatos, pares
200.
Provienen tos de arraazehs, oflicinas de prime ira e se-
gunda classe.
Costados de amarllo, 4 ; ditos de pao de oleo, 6 ;
costadinhos de amarllo, 6 ; laboas de assoalho de
amarllo, duzias 4 ; dilas de assoalhos de louro, du-
zias 4 ; rame de ferro grosso, arroba 1 ; limas mu-
cas triangulas de 4 polegadas, duzias 4 ; ditas ditas
ditas de 6 ditas, duzias 4 ; arcos de ferro de urna e
meia polegada para jarros, arrobas 8.
Terceira classe.
Ferro sueco, arrobas 8. *
Quarta classe.
Folhas de (landres dobradas, caixas 3 ; ditas de di-
tas singelas, caitas 4; rame de ferro de meia grossu-
ra, arrobas 2 ; Iencoes de latao, com o peso de 56
libras 2 ; ditos de ditos, com o peso de 36 libras 2 ;
ditos do dito, com o pese de 17 librasa 1810 ; di-
tos de dito, com o peso de 15 a 16 libras 20.
Quinta classe.
Sola curtida, rapios 150.
- Para o fornecimento de luzes as eslaces militares.
Azeite de carrapalo, caadas 380 ; dito de coco,
caadas 31 ; pavios, duzias 6 ; fio de algodao, libras
30 ; velas de carnauba, libras 155.
Quem os quizer vender aprsente as suas propos-
las em carta fechada, com as respectivas amostras,
na secretaria do conselhu s 10 horas do da 8 do
csrrenle mez : adverliudo, que r]uando os gneros
forem estrangeiros s se receberu as propostas com
a assignatnra recoohecida das casas importadoras,
que se propozerem a vender, ou assignada por pro-
curarlo, acompanhar esta a proposta, competente-
mente legalisada.
Secretaria do conselho administrativo para forne-
cimento do arsenal de guerra! 2 de junho de 1854.
Jote de Brila Ingle:, coronel presidente.Bernar-
do Pertira do Carmo Jnior, vogale secretario.
Pela subdelegada da freguezia dos Afogados
se laz publico, que existe anprehendida urna mula-
tinha menor, por nome Bolina, a qual declara que
sahira em companhia de um homemda casa de sua
senhora por nome Luisa, moradora no pateo do
Carmo : quem se julgar com direito a ella, compa-
rec para justificar.
Subdelegada da freguezia dos Afogados 2 de ju-
nho de 1854.O subdelegado, Pereira Lima.
COMPANHIA DE BEBERSE.
O caixa da companhia de Beberibe
aclia-se autorisado pela assemble'a geral
, da mesma, a pagar o 12 dividendo na ra-
zao de 2500 por acqao.
Pela mesa do consulado provincial annoncia-
se que a cohranc.a. bocea do cofre, da decima dos
. predios urbanos das freguezias desla cidade do se-
gundo semestre do anuo fluanceiro de 1853 a 1854,
principia no 1. de junho protimo futuro, e que os
30 das uleis tem principio do referido dia 1. de ju-
nho, Ando os quaes ficam ocursos na mulla de tres
por cento lodos os que dcixarem de pagar seus d-
bitos.
No paco da cmara municipal desta cidade es-*
tara em praca nos dias 3, 6 e 7 de junho seguinte, a
obra de urna bomba de alvenaria, no lugar denomi-
nado Passagem.de Sanl'Anna, oreada em 1:0405.
Os que pretenderen! arremata-la, podem compare-
cer no mesmo pato nos mencionados dias c em quaes-
queroutros, para consultarem a respectiva planta e
orramenlo. Pac.o da cmara municipal do Becife em
sessao de 31 de maio de 1854. Sardo de Capiba-
ribe, presidente. No impedimento do secretario,
oofllcial Manoel Ferreira Accioli.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, em cumprimenlo do
artigo 22 do regulamento de 14 de dezembro de
1852, fax publico que foi aceila a proposla de Bar-
tholomeu Francisco de Souza. .para fomecer 8 1-
bras de rezina de angico, a 400 rs.; 5 caadas de
espirito de vinho, a 18800 rs. ; 3 ditas de azeite do-
ce, a 68400rs. ; 1 alambique de cobre eslanhado,
segando Ssoubeiran, por 368600 rs. ; urna balanca
de pedestal com pesos, por 408000 rs.; urna machi-
na para estender emplaslros, por 12 rs. ; urna the-
soora para cortar raizes, por 20 rs. : e avisa ao
sopradito vendedor que deve recollier ao arsenal de
guerra os referidos objectos no dia 7 do correle
mez.
Secretaria do conseiho administrativo para forne-
ciroenlo do arsenal de guerra, 3 de junho de 1854.
Bernardo Pereira do Carmo Jnior, vogal ese-
' cretsrio.
les herdadas de seu finado pai Callos "Jos Copes,
segundo o inventario c partilhas, que se procederam
pelo juizo de orphilos desta cidade, escrivao Francis-
co Joaquim Pereira de Carvalhn, onde os pretenden-
tes podem ludo verificar antecipadamente : segunda-
feira 5 de junho desle anno, ao meio dia em ponto,
e na referida casa da roa do Aragao.
Quarla-feira 7 do correnle, as 10 % horas da
manha, o agente Vctor far leilao no seu armazcm
ra da Cruz n. 25, de grande sorlimenlo de obras de
marcineiria novas e usadas de diOorentes qualida-
dcs, relogios de ouro para algibeira, ditos dourados,
correntes douradas para os mesmos, aderemos de ou-
ro com esmalte, oculos pequeos de|alcaoce, azu-
lejos, quadros com estampas coloridas, fumo, nma
cadeirinha badiana, candelabros, candieiros para
meio de sala, vindo branco de Lisboa, dito de cidra
e massaa, chapeos brancos de castor, ditos de meri-
no com molla e sem ella, dilos do Ch\ le, charutos da
Babia, doce em barrildc dillerentes qualidades, re-
des de pescar, caf muido, bolachinhas finas em
latas, e outros mais objectos que estaro avista uo
diado leilao-
Quinla-feira 8 do correnle, o agente Borja Geral-
des far leilao em seu armazem, ra do Collegio n.
14, de diversos utensilios de marcineiria novos e
usados, de urna grande' porteo de queijos de prato
uperior.es, e de oulras objectos de dillerentes qua-
lidades que sojacham patentes no mesmo armazem.
Quarla-feira 7 do correnle, s 10 horas em pon-
to, o agente Borja Geraldes far lerlao no seu arma-
zem ra do Collegio n. 14, de urna excellenlc casa
terrea de pedra e cal, sita no Poco da Panella ra do
Bio n. 4 com os seguintes commodos: 2 sallas, 4
quartos, 1 gabinete, cosinh fra, um ptimo copiar
na frente, quintal murado rom 50 palmos de frente e
250 de fundo pouco mais ou menos, propria para o
lempo de verlo por ser perlo da margem do rio, a
qual ser Acudida em leilo pelo maior preco que
for offerecido.
transferido pa-
AVISOS DIVERSOS.
^1*0 DE
sa
O espectculo annnnciado para sab-
bado, 3 do corrente, nao teve lugar em
consequencia do mau tempo, e ficou
transferido para boje 5 do corrento mez
de junho. O actor (Manoel Baptista Lis-
boa\ a favor de quem he esta recita, pe-
de desculpaaos seus amigos e protectores,
liajam de o desculpar por esta mudanea
em que s teve parte o mau tempo.
QUAITA-FEIRA 7 DE JOH0 DE 1854.
BECITA EXTRAOBDINABIA A BENE-
FICIO DO ACTOB
Joaquim Jos Bezerra.
RAMA EM 4 ACTOS.
OS TRES AMORES.
Seaiiir-se-ha a comedia pela primeir vez repre-
sentada nesle Iheatro, composirao dos Srs. Ville-
neuve e Masson.
QUEM VEM LA'?!
AVJSOS MARTIMOS^
Companhia brasileira de paquetes de
vapor.
O vapor brasileiro/o-
1/ephina, commandanle
o primeiro lente Pon-
te Bibeiro, espera-se
____ dos portos do norte a 8
Jrrenle, devendo seguir para Macei, Baha e
Rio de Janeiro no dia seauinte ao da sua chegada.
Agencia na ra do Trapiche n. 40, segundo andar.
Rio Grande do Sul.
Seguir em poneos dias para o Rio-Grande do
Sul o patacho nacional Regulo, o qual km espacos
commodos para passageiros : trata-se inrrua da Ca-
deia do Recife n. U, ou com o capiUo a bordo.
Para o Rio de Janeiro seguir por esle 4 dias
o patacho Galante Mara ; pode receber anda al-
guma carga miuda, passageiros e escravos i frele:
lrala-se na ra da Cadeia do Recife, loja n. 30.
~ Para o Rio de Janeiro segu com multa brevi-
dade o muilo condecido e veleiro brigue nacional
Damao, lem engajada boa parle do seo carrega-
rnento; para o retanle, passageiros e escravos a
hele, .lrala-se com Machado & Pinheiro, na ra do
Vigario n. )9, segundo andar, ou com o capitn Cie-
lo Marcellino Gomes da Silva.
Para Rio de Jaoeiroo brigne nacional Bkira,
segu impretenvelmenle no dia 6 do corrente mez:
recebe escravos e passageiros, para o que trata-se
com Machado & Pinheiro: na roa do Vigario n. 19,
segundo andar. '
LEILOES.
O agente Oliveira far leilao por ordem do Sr.
consalda Franja, e em presenca do seu chanceller,
ilas parles da casa n. 17, ra do Aragao do bairro da
Boa-Vista, perlenceates massa dn tinado subdito
francs Pedro Vctor Eustaquio Lemare, pur este
compradas em 9 de julho de 1815, e 14 de agosto de
1847 como consta das copiasdasescripturas em poder
dodiloagente,a Alejandrina Mara do Carmo Lopes,
Jos Joaquim do Espirito Santo e sua mnlher Joan-
na Marta da Tr i ndade e Carlos Jos Lopes, e por es-
Precisa-se comprar urna prcla de meia idade,
que saiba cosiuhar e eugommar com perfeieao, e le-
uha boa conducta: na praca da Independeueia n. 3,
loja.
Encontrou-se no corredor do sobrado da ra da
Assumpclo u.36, urna pequea Iria de roupa su-
ja, conleodo 11 pecas : quem for sen dono, drija-se
ao segundo andar do dito sobrado, que daudo os Big-
uaes lhe sera entregue.
Jos Martins de Castro vai ao Bio de Janeiro.
UM RECLAMO A POLICA.
A decencia e moralidade publica exinem que se nao
consulta que o largo em secamiento ao lelheiro do
porto da ra Nova esteja servindo de lalrina,cora es-
cndalo eacanhamenlo para os moradores em trente
desse largo, que j he o despejo publico. Antes do
grande armazem de lenha que all se cstabeleceu j
nao havia o escndalo que ora se da. A continuar a
sem ceremonia com quechega all qualquer macha-
cas, e despe-se para fazer dejec^oes em .pleno dia,
parecer que he urna cidade sem polica, ou que esta
he mais que negligente. Conforme a deliberarlo que
se tomar, lera de vollar carga
O lelheiro do porto. '
O abaixo assignado, dono da taberna da estrada
de Santo Amaro, e da loja de barbeiro da ra da
Croz do Recife n. 43, faz sciente ao publico ou a
queminteressar possa, que na0 se rcsponsabisa por
divida alguma contratada pelo Sr. Bernardo Rodri-
gues Gramoso e Costa, socio que foi seu na dita ta-
berna t a dala do 4- de fevereiro do correnle anuo,
pois lendo sido dissol vida dita socidade na dala ci-
ma mencionada., teve o abaixo assignado de soflrer
urna penhora na dita taberna por mando dos Srs.
Franca i&Irmao por urna divida contrahida pelo dito
Bernardo, segundo disseram em audiencia, e para
que nao se reproduzam feilos iguaes a este,faz a pr-
senle declarajao. Recife 1. de junho de 1854o
Manoei Pereira Lopes Kibeiro.
Oflerece-sc urna mulher de boa conducta para
cozinhar em pasa de homem solleiro, ou de pouca
familia : a tratar na. rna do Sol n. 25, segundo andar.
Quem quizer urna boa ama para caa de ho-
mem solleiro, para cozinhar e engomroar, e muilo
fiel, dirija-sc ao becco daSerigadon. 13.
Gale ia de retratos a oleo e da-
guerreotypo.
Cincinilo Mavignier, retratista e pensionista deS.
M. o Imperador, sendo mil vezes gralo a 15o magn-
nimo monareda, vai distribuir gratuitamente entre
lodas as pessoas que forem a seu estabelecimenlo se
relralarem pelo syslema dacucrreotjpo, eslampas
onde representam o busto de S. M. o Imperador, de-
seudadas e litographadas no Bio de Janeiro pelo
annunciante, em ponto grande. O annunciante dese-
jando que os seus patricios e amigos conservem a
lembranca de seu mouarcda, por isso convida an pu-
blico desla capilal para ver a expsito que vai prin-
cipiar amanhaa al quinta-feira, n seu eslabcleci-
mento, a exposicao do retrato de S. M. o Imperador,
em ponto natural : no aterro da Boa-Vista n. 82,
primeiro e segundo audares.
Aula de desenlio e pintura.
Cincinato Mavignier, retratista e poosionula do
S. M. o Imperador, tem aberto a sua aula de desenlio
a pedido de muilissmas pessoas que para esse fim se
empenham.
CHRYSTALOTYPO.
Gabinete enriquecido de bellas pinturas,
pelo antigO e novo estylo, no aterro da
Boa-Vista n. 4, terceiro andar.
J. J. Pacheco, ventajosamen-
te condecido as principaes pro-
vincias do Brasil, he chegado ha
pouco lempo dos Estados-Uni-
dos d'onde trooxe a melhor ma-
china e o melhor methodo de re-
tratar que tem apparecido nao s
no Brasil como em toda a Euro-
pa. O seu trabalho nao he inferior ao de'seus ha-
dis mestres Mrs. Insleys e Gurneys da cidade de
New-York, e elles mesmos liveram occasiao de exa-
minar seos retratos e acharem-nos magnficos. Oito-
centos c tantos retratos teem sido tirados nesta cida-
de pelo annunciante das principaes pessoas, que tan-
to o lera honrado e a quem tanto o artista seconfes-
sa grato: lie chegado ha dias da America para este
estabelecimenlo um cem numero de objectos para
collocar os retratos, constando de esplendidas cai-
xas, riquissimos quadros dourados e de mognn, al li-
ndes, redomas e anneis. Os vidros para os retratos
sao de orna grossura admiravel, o que muilo con-
corre para que sobre-saia a pintura isenla das bo-
litas e ootras imperfeir,6es que se encontram nos vi-
dros ordinarios. O artista tendo de seguir muilo
breve para a corte, previne a lodas as pessoas que
desejarem urna perfeila semellianca de suas feiroes,
nossuindoum retrato claro e Iraros perfeilos e intel-
ligiveis, c cores fixas e na tu raes, isentas de soilre-
rem a mnima alterarlo com o lempo, que queiram
diguar-se procura-lo todos os dias quer esteja o tem-
po claro ou escoro. No mesmo estabelecimenlo
produzem-sc copias tiram-se grupos de familias,
preparam-se algumas composi^oeschimicas, superio-
res as que veern de fra, q vendem-sc lodos os prin-
cipaes processos do daguerrentypo e mesmo do novo
trabalho, pela quanlia de 4008000, prometiendo des-
robrir lodos os misterios deste trabaldo e que tem
sido a ruina no crdito de militares de artistas. Qual-
quer material ser vendido a dinheiro vista. O
respeitavel publico contina a ser convidado a visi-
tar i> estabelecimenlo embora nao queiram relralar-
se. As familias que liverem de retratar mais d6 6
pessoas teram um abatimento nos presos.
O padre Joaquim de Assumpro Soledade, aca-
dmico do 3. anno jurdico, propOe-sc a dar licSes
de lalim, francez, geometra e geographia ; emprea-
r lodos os esfor(os possiveis na bom desempenho do
magisterio: as pessoas que quizerem ulilisar-se de
seo presumo, procurem-o na ra Nova, casa n. 10,
terceiro andar.
Um cavado que appareceu i porta do armazem
do sal, na noile dia 23 de maio, foi recolhido, dndo-
se parte ao inspector, e como al o prsenle nao le-
uda apparecido o dono, faz-se esle auuuncio, para
que, a quem pertencer o dito cavado, o venda bus-
car e pagar a despeza que com elle se h feito.
O abaixo assignado desde hoje deixa de ser cai-
xero da-casa do Sr. Jos Candido de Barros. Recife
2 de junho de 1854.-^/oo Jote da Cotia e Lemot.
Roga-se a pessoa que tiver adiado um alfinele
de brilhantes com o p quebrado, estando ligado a
um alfinele de metal, perdido uo dia 1. do correte
mez, desde o paleo do Collegio em seguimento pelas
ras eslreila do Rosario, Trincheiras, al a Boa-
Visla, sendo queira reslitui-lo a seo dono, dirija-se
piara da lloa-Vista n.28, casa de Mauoel Elias de
Moura, por quem ser generosamente recompen-
sado.
Aluga-se um silo no lugar da Capuhga, com
urna casa que oflerece commodos para grande fami-
lia, cocheira e estribara para mais de dous cavados,
e grande baixa d.e capim : quem o pretender, diri-
ja-se a ra do Cotovello n. 1, segundo andar.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Aos 20:000^000.
Na casa feliz dos quatro cantos da ra .lo One i ma-
llo n. 20, foi vendido o n. 1376 que lirou 10:000 ;
roga-se a pessoa que o pessuia que venda receber ;
e agora eslao venda os blheles e indos em caute-
las, quartos. oilavos c vigsimos da 18 lotera de
Nicthcroy, cuja lista chega no dia 14.
RAP PRINCEZA
RIO DE JANEIRO.
GROSSO MEHHIROSSOEFIM.
DA -FABRICA DE
ESTEVAO GASSE.
O deposito geral na ra da Cruz do Recife n. 23
continua a ter ai qualidades de rap cima; bem
como o novo AMARELINI10. O seu fabricante lie
a melhor recommendafo, que esle novo rape pode
lr, pois de um dos mais antgos fabricantes do ra-
p de Lisboa; e que na coufeicao de todas estas
qualidades tem mostrado o emprego do melhor
svstema, avista do longo lempo que se conserva
fresco, e lempre com o melhor aroma.
Qurm precisar de um pequeo com praticade
taberna : trate na rua da Cadeia do Recife n. 23.
O Sr. Emilio Xavier Sobreira de Mello lem
urna caria na ru do Queimado n. 14, loja.
O consulado de Franca fica
ra a rua da Cruz n. 19,1. andar.
Faz-se vestidos de senhora, roupa para meni-
nos e encomma-se, ludo com perfeico e asseio:
na rua Direila n. 120, na loja de barbeiro se dir
quem he.
Precisa-se de um feilor que seja portuguez :
na rua da Cadeia do Recife n. 49, primeiro andar.
Necessila-se deumaescrava on escravo que se-
ja bom cozinheiro e que eulenda ludo perlencenle a
cozinha : no consulado americano n. 4, rua do Tra-
piche, ou no armazem de Davis & Companhia, rua da
Cruz n. 9.
Anda precisa-se de ama ama forra ou cscra-
va, que faca lodo serviro de orna casa de duas pes-
soas de familia-; paga-sebem : na rua da Conceic,ao
n. 9.
Na rua do Crespn. 16, esquina da
rua das Cruzes, loja da viuva Brandao &
Irmao, precisa-se allar com oSr. Estevao
Jose'Paes Barreto, a negocio de seu inte-
resse.
Precisa-se contratar por empreita-
da, a construccao de urna coberta de te-
Iha, sobre pilares detijolo ou columnas de
Ierro, em um terreno murado., na rua de
Santa Rita prximo a' Ribeira.pertencen-
te a' companhia brasileira de paquetes de
vapor: quem estiver as circunstancias
de fazer este contrato com as necessarias
garantas, queira apresentar sua proposta
com toda a brevidade ao agente da dita
companhia : na rua do Trapiche n. 0 se-
gundo andar, aonde tambem se dar'
qualquer esclarecimento.
Perdeu-sc no dia 31 de maio, desde a rua de
Ilnrlas, travessado Poucinho e rua de Santa There-
za,.uma cacoleta de nuro : quem a achou, leve-a
rua de ltorlas n. 63, que ser gratificado.
_ Precisa-sede urh rapaz para caixeiro de pada-
ria : quem estiver nesta* circunstancias, dirija-se as
Cinco Ponas n. 1Q6.
Offerece-se urna crioula, moca, sadia e de bom
comporlamenlo, para ama de casa de familia rapaz,
a qual sabe coser, engommar, cozinhar, e faz todo'o
mais servido menos de andar na rua : atraz da igre-
ja da Estancia, em casa do Sr. Antao. >
Na rua do Vigario n. 7, ha um bom escravo
cozinheiro para se alugar, e um outro escravo pro-
prio para criado de casa on qualquer serviro a que se
queira applicar.
Aluga-se urna excedente casa com mu boiis
commodos, sila na roa Imperial: a tratar na rua do
Livramenlo u. 20, segundo andar.
1). Therza Alejandrina de Soza aridei-
ra, professora particular de primeiras ledras,
costura e bordados, acaba de eslabelecer den-
tro de sua aula os dous ensinos de grmma-
lica portngueza e musir, havendo all mes-
mo um piano destinado para o esludo das
apreodizes ; no pateo do Paraso, segundo J[
i jnhto a igreja, tralar-se-ha a respeito. ]5
E3888KS38& 2&S8gS&:38K98
Prccisa-se alugar orna criada, livre ou escrava,
que saiba engommar bem, e cuidar de enancas, em
ama familia pequea: quem estiver nesle caso, e
quizer conlratar-se, dirija-se casa n. 83 da rua do
Pilar das 8 s9 horas da manhaa, ou das 4 da tarde
s8 danoite; nao se duvida pagar generosamente,
sendo pessoa activa uo serviro, e hbil.
Arrenda-se um' sitio no Hospicio,
tendo casa com commodos para nella re-
sidir duas familias, casa para pretos, es-
tribara para quatro cavallos, cacimba
com agua de bober, coqueiros, saputisci-
ro8, larangeiras, mangueiras e outras ar-
vores de frutos, baixa para^apim, com
proportjao de conservar dois cavallos a
comer annualmente com artura; arren-
da-se por um ou mais annos, c com as
precisas garantas para seguranra do ar-
ren(lamento: a tratar com Antonio da
Cunha Soares Guimuraes ,na rua da Ca-
deia de Santo Antonio casa n. 9, das 9
horas da manliSa as' 4 da tarde.
J. Jane dentista,
contina rezidir na rua Nova, primeiro andar n. 19.
Francisco Alves da Cunba & C. pelo preseule
avisamaoSr. Jos Duarte Rangel. que deve remir
os penhores que havia entregado ao finado Jolo Es-
perante, no prazo deoito dias a contar de Itoje, e na
falla se proceder judicialmente n venda delles,
visto j nio chegarem para o pagamento da quanlia
devida.
Ocolleclorde diversas rendasda cidade de Olin-
da faz publico, que no dia 6 do correnle, is 4 horas
da larde, he a ultima prajn em a qual lem de ser
arrematada pernote o Sr. I)r. juiz municipal desla
cidade, a prnpriedade sila na rua do -Varadouro n.
2, contendo 4 salas, quartos, sotao, um viveiro, ba-
nheiro e Ierra sufllriente para verduras, coja pro-
priedade perlencc a fazenda nacional por Ide haver
sido adjudicada pela quantia de2:80296., porconla
doque Ide deve a viuva c herdeiros de Manoel Lo-
pes Machado.
AVISOAO PUBLICO.
Franco Cavalcanli de Albuquerque, faz publico
que ninguem fac,a negocio ou transaran algnma
com seu sogro Jos Joaquim B arbosa, morador na
villa da Escada, relativamente as cscravas Thereza c
seus filhos Merenciano, I,ni/a, Mara e Jos que
lendo os avs da mulher do annunciante feito doa-
Cao de dita escrava a suas tres netas, e sendo dito seu
sogro citado pelo juizo municipal da ddade da Vic-
toria como administrador de suas duas tildas soltei-
ras para apresentar as crias da dita escrava a seren
par tildadas entre duas lidias do mesmo seu sogro, e
a mulher do annunciante, negara-sc a isto ausen-
tando-se com lodas escravas mencionadas para fra
da comarca, e foi encontrado na dreceso do Gado
onde tem certas correlac,8es: isto posto, avisa-se pa-
ra nao haver ignorancia em qualquer transaccao que
se fa^a e que protesta o annunciante have-las em
qualquer parte que saiba' ellas eslejam.
Em a cidade deOlinda, sobrado de-
fronte da S, ensina-se a Doutrina Chris-
taa, 1er, escrever, arithmetica e gramma-
tica nacional; assevera-se que ha esmero
no desempenho de deveres.
Aluga-se urna boa sala, alcova e quarlo, de um
andar na roa do Qneimado : a tratar na mesma rua
n.21.
-7- Offerece-se nm homem para caixeiro de qual-
quer casa de negocio de atacados ou a retadlo, o
qual lem bastante pratica: quem quizer annuuce
ou dirija-se travessa dos Quarteis o. 35.
O abaixo assignado. no dia 15 deste mez abre,
no primeiro andar da casa n. 14 da rua do Queima-
do, urna aula para ensinar a fallar e escrever o in-
gle!. Para maior commodo dos alumnos haver duas
classes; urna de larde eoutra de noite : as pessoas
que quizerem frequentar qualquer destas duas clas-
ses, se seryiro enlender-se com o abaixo assignado,
no escriplorio da companhia de seguros, Ulilidadc
Publica, do meio dia at 3 horas da larde*
Jote da Maya.
Precisa-se de ama mulher de bon coslumes,
que saiba cozinhar bem e engommar para urna casa
de familia: na rua da Cadeia do Recife n. 53, ler-
ceiro andar.
No dia 2 do correnle mez dcsappareceu do pa-
leo do Collegio al a rua da Praia, um prelo que le-
vava urna lata com duas libras de manteiga, ootra
com duas libras de farinha de trigo, quatro libras de
sabao, dous molhosd'alhos, o qual edama se Has-
picio, crioulo, idade 24 annos, estatura mediana,
cara redonda, olhos grandes, cor fula, e tem urna de-
licie em um oiho, cujo negro he do malo, e do enga-
ito do Sr. Jos Maximino Pereira Yianna: se for
pegado nesta prac.a levero-no em-casa do Sr. Joao
Piolo de Lemos Jnior, e fora da praca a seu se-
nhor naquelle engenho Pereiras.que sera recompen-
sado:
Quem anounciou precisar de urna ama que
soubesse cozindar e engommar, dirija-se a rua das
Larangeiras^. 30, que achara com quem tratar.
Deseja-se fallar com o Sr. Jos Joaquim Go-
mes de Almeda, a negocio de seu interesse: na rua
do Queimado n. 38.
No dia 2 do corrente, tendo ido um mnlalinho
ao caes do Ramos levar uns sacebs era urna darcaca,
deixou de voliar, e por isto se ada ausente e tem os
signaes seguintes: idade 16 a 18annos, estatura me-
diana, olhos regulares, cor um tanto amarellada, ca-
bellos nao carapinhados e cortados ao eslylo da Ier-
ra, secco do corpo, lem nm dos dedos de um p mais
lorio do que o outro, levou camisa de algodao da
O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho mu- _
9$ dou-se para o palacete da rua de S. Francisco O
$ (mundo novo) n. 68 A. Q
Precisa-se de urna escrava para o serviro de
urna casa de pouca familia : na rua do Hospicio 3
casa nova direila depois de passar o qnarlel.
Compra-se urna negra que saiba engommar,
cozinhar, que seja moca e de bonita figura : na rua
da Praia n. 33, primeiro andar.
VENDAS
Vendem-se duas pipas de vinho, urna do Es-
Ircilo c outra de PUR superior : na rua de Santa
Rita n.97.
Vende-se por prccisilo e commodo piteo urna
ptima escrava preta, de. meia'idade : na rua da
Praia n. 43, primeiro andar.
Vende-se urna rasa de um andar e sotao. quin-
tal grande, em urna das meldores roas do bairro da
Boa-Visla: a fallar com o corretor geral M. Car-
noiro.
Vendem-sc 12 caxlhos com vidros, proprios
para qualquer loja, c um balea proprio para taber-
na o u outro qualquer deposito, como lambem Iro-
ca-sc urna cruz de amarllo, pintada de preto, pro-
pria para o cemiterio inglez, obra muilo boa e nova:
a Iralar na rua eslreila do Rosario n. 43.
Nos quatro cantos da Boa-Vista n. 1, vendem-
se lamancos do Porto para homem e senhora por
barato preco, para acabar.
a rua do Crespo n. 25,
9 vendm-se chitas largas francezas, padrOes es-
2 euros e cores fixas a 240, cortes de casemiras
9 finas e modernas a 49500, dijosde meia caie-
mira a IstiOO, esguio de lindo muilo fino a
W 1 Si20 a vara, casemira'prcla fina a 5S000 o
9 corle, panno lino de todas as cores a 39000 o
9 covado^aliales de laa oscuros a 800 rs., lencos
de cambraia de lindo a 480 e 640, chita larga
9 com algum mofo a 200 rs., merino com duas
& larguras a 19600, riscados francezes, largos e
9 decores fixas a 180, e oulras mudas fazendas
por preco muito barato.
JBoBffjBoKjl'talIcJBoBoPfcij
DEPOSITO DE VINHO CHAM-
PAGNE.
Vendem-se gigostom garrafas e I
meias garrafas de champagne do
' bem conhecido e acreditado au-
Josep Peh'ier, por mdico pre-
vista daexcellentequalidade:
ua do Trapiche n. 11._ _
Attenco.
Na mi Direila n. 19, ha para vender-se om cai-
xao com quatro repartiroenlos, muilo bem feito e em
conla, um braco de balance deRomo & Companhia,
com conchas e um peso de 2 arrobas, qiiejos muilo
novos a 19700 e urna porta de louro em conla.
Vende-se no pateo do Carmo, taberna n. 1, um
escravo, crioulo, de idade 25 a 26 annos, bonita fi-
gura, proprio para todo o servigo.
T
Deposito de vinho de chamal,
pagne Chateau-Ay, primeirqua- ]
lidade, de propriedade do condi
!de Mareu, rua di,Cruz doRe-
cife n. 20: este virino', o melhor
W de toda a champagne rende- \
| sea 36$000 rs. cada caixa, acha- ft
i se nicamente emeasa de L. Ler j
comle Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo j
Conde deMarcuil e OS rtulos
i' das garrafas sao azues.
Superior farinha de mandioca
Vende-se farinha de Sania Calharina muilo
nova, e de superior qnalidade, por preco
commodo, a bordo da escuna sZelosas ; para
porres, lrala-se no escriplorio da roa da Cruz
n. 40, primeiro andar.
9
Vendem-se 4 escravos, 1 mualo de 20 annos,
1 moleque de 17 annos, 1 prela lavadeira e engom-
madeira, 1 prelo de 40 annos e 30 travs da pao dar-
co : na rua larga do Rosario n. 25.
Vende-se na rua Direila n. 19, muilo boa ce-
vadnha a 400 rs. a .libra, sag a440 rs. muito
novo.
LOTERA. DO RIO DE JANEIRO-
Acham-se a venda os bilhetes da lotera
18 do theatro deNictheroy.
Vende-se ou arrenda-se o sitio Capellinha da
Sacra Familia, no melhor local possivel, bem plan-
lado de fructas, com 500 palmos de frente e 700 de
fundo, casa anliga mas segura, e com mudos com-
modos, e dividido por arvoredos e vallado ; assim
como um crioulo moco, carreiro, bom escravo de
roa e fiel ; por nao querer servir a seo senhor ven-
de-se para fra a quem o embarcar : no mesmo sitio
a rharao com quem tralar.
Vende-se nma carioca com om boi, sendo cri-
oulo, muito bom : os pretendenles dirijam-se a So-
ledade, taberna n. 18.
QUEIJOS E PRESUNTOS.
Na rua da Cruz do Recife no armazem n. 62. de
Antonio Francisco Martn*, se vende os mais supe-
riores queijos londrinos, presuntos para fiambre, l-
timamente chegados na barca ingleza Valpa-
raso.
RICA ACQUISICAO'.
Vende-se um mutatinho de 14 a 15 annos, e urna
negrinda de 12 a 13 annos por precisao: a Halar no
sokuihIu andar do sobrado da rna do Rosario da Boa-
i^fflihtm*
gt Vende-se a melhor farinha de mandioca 53
w que ha no mercado, a bordo do brigue naci- 25
CO nal Inca, e da escuna Zeloza chegada de S. g
Calharina para porc.0es, no que se far aba- ?S
leempreco: trata-se com os consignatarios }f
no escriplorio da rna da Cruzn. 40, primeiro lg(
andar.' -
N. B. Para maior vanlagem dos comprado-
res, pdem dirigirse ao Forte do Mallos e
junio ao trapiche do algodao chamar para
bordo, que se manda logo o bote Ierra.
ende-se por 4508000 rs. um prelo "de na<;-
ainda moc-o, sem vicios nem achaques, he muilo poso
sanie e proprio para servico de1 campo : na rua da
Penha, taberna nova por baixo do sobrado.
Chapeos do Chyle.os mais superiores qne
tem apparecido, por preco commodo : na
loja de Chrisliaui & Irmao, rua Nova
II. q [
malla ja usada, o cal^a de riscadioho com listras dos 5*300
vVnddnVeid!?.ita8m i?mTI&,2r" \ Na Nov" **' haVuna'grande quanlidade de
le"d.,l0J..e.d_'f.e"e ?U1" m.8,n?s^Afogados e ir- [ chapeos francezes, por commodo preco.
m3os nesla praca, e chama-sc Esperidiao : aoga-se
as autoridades policiaes ou oulras quaesquer pessoas
que o peguen) e conduzam-o ao becco Largo do Re-
cife, obrado n. 1, terceiro andar, a Joaquim Mar-
ques Santiago, ou no dilo engenho a seu senhor o
r. Joio Francisco Cavalcauti de Albuquerque, que
ser recompensado.
" i,
9 O Dr. Joo Honorio Bezerra de "Menezes,"
formado em medicina pela faculdade da Ba- $
hia, oll'erece seus prestimos ao respeitavel pu- Jg
Mico desta capital, pudendo ser procurado a
qualquer hora em sua casa rua Nova n. 19, ft
segundo andar: o mesmo se presta a curar
gratuitamente aos pobres.
Precisa-se de urna preta qne engomme, cosa
bem, e nao seja costnmada a andar na rua, sendo boa
paga-se bem: na rua da Cadeia do Recife, loja
n. 64.
O Sr. capitao Francisco Xavier Car-
neiroLins, morador no Cachanga', quei-
ra dirigir-se ap segundo andar do sobrado
da praca dk Boa-Vista que volta para a
rua do Arago, a negocio de interesse.
Arrenda-se um engenho d'agua, situado a urna
legua e meia desla cidade, com porto de embarque e
proporcOes para safrejar 1,500 pes annuaes, tendo
alm disto excedientes baixas para capim, boa doria,
ptima casa de vivenda, e lodas as mais obras e nftl-
cias de alvenaria, e em perfeilo estado de.conserva-
ran ; negocia-se lambem a safra pendente, algons
hois c vaccas, quarlos, eaunas c carroea-, ludo novo
ou em bom uso : os pretendenles dirijam-se ao Sr.
Ignacio Francisco Cabral Cunlanil.
O cautelisla Salustiano de Aqoino Ferreira dei-
xou de vender cautelas das loteras do Rio de Janei-
ro desde dezembro de 1853, e lem marcado o prazo
de um anno que se ba de Cuidar no dia 27 de maio de'
1855 para a liquidacao das referidas cautelas que an-
da exislem por pagar.
Frontispicio do Carmo.
Os encirregadosde festejar a nossa adorada
9 mili de Heos Senhora d) Carmo do fronlispi- 9
S ci, declaram, que por motivos justos nao po-
@ de ter lugar a fesla no dia 6 do corrente mez,
e que tica transferida para o proxin)p mez de d
julho, para o queja leem permisso do actual <;
9 digno provincial
POTASSA BRASILEIRA-
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos sen lio res de engenho os
seus bons effeitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar- '
mazem de L. Leconte Feron & J
Companhia.
ik
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rna do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortiment
de fazendas, linas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
cOes, como a retalho, afliancando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabeleciment
ahrio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, alleinaas e suis-
sas,para vender fazendas mais em
conta doque se tem vendido, epor
isto olferecendo elle maiores van-
tagens doque outro qualquer ; o
proprietario deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venbam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da rua do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos &Rolim.
Casa da aferic/ao, na rua das Aguas-
Verdes n. 25.
O aferidor participa, qne a revisan teve principio
odia Io de abril correte, a linalisar-se no dia 30
de junhci prximo futuro: segundo o disposlo no
art. 14 do regimeoto municipal. '
Paulo Gaignou, dentista,
pode ser procurado a qualquer hora em sua casa
na rua larga do Rosario n. 36, segundo andar.
O Dr. Tdomassin, medico francet, da con-
f i sullas lodos os dias uleis, das 9 horas da ma- CJ
nda at o meio dia, em sua casa rua da Ca-
deia de Sanio Antonio n. 7.
SftAAaMtAA-AA
_ Aluga-se nma prela para servico de casa, co-
zinha e eugomma : quem a pretender, dirija-se
praca da Independencia n. 1.
J^ Ausentou-se no dia 30 do mez prximo pas-
B^ sado a preta Mara, de altura boa e reforcada
-J=- do corpo, cor fula por eslar recoldida o ama-
relia, roslo feioso e grosseiro, beictis grossos, nariz
chato, urna das orelbas rasgadas dos brincos, juntas
dos ps grossas, e um mais que outro por effeito de
bobas e cravos, cicalrizes de feridas as pernas e no
pello de um dos ps, marca de fogo uo col por ser
de naroConao ; levou vestido de chita de assenlo
amarllo com listras de florinhas rxasj velho eum
pouco desholadd, panno da Cosa azul anda novo;
desconfiarse que esta negra fosse seduzida e adata-
da1 porque ella nao sabia cainindo nem carreira, c
nem ras desla praca, por ler chegado ha pouco de
outra provincia, e alm disto muilo estpida : assim
roga-se toda a vigilancia das autoridades policiaes,
capiles d campo o pessoas particulares, a captura
da dita, ou nolicias certas, pelo que recompensar-se-
da generosamente: na rua do Caldeireiro n. 80.
Precisa-se fallar ao procurador dos
herdeiros do fallecido Jos Basilio de Fre-
tas Peixoto que morou em Garanhuns :
na praca da Independencia, livraria n.
6e 8.
PERDA.
Perdeu-se desde a pagadura dosordenados na thc-
souraria geral al a secretaria da polica, no dia 2 do
correnle junho, a quantia de 409000 em' duas notas
de 2C%000. A pessoa que soO'reu esla perda, e a
quem he ella bem sensivel por ser o frueto de um
mez pagadura em linda recia pelo paleo do Collegio, roa
do mesmo nome, e ru da Cadeia e S. Francisco al
a mc adiado a quantia referida e quizer conscienciosa-
mento cnlrega-la, que leuda a bondade de.o fazer
na mencionada secretaria, ou na rua do Caldeireiro
o. 54, onde encontrara quem a perdeu.
Ao barato.
Roavcnlura Jos de OstroAzevedo, com loja e fa-
brica de chapeos na rua Nova n. 52, junto a asa da
Illma. Cmara Municipal, tem a salistarao de annuu-
ciar ao respeitavel publico desla cidade e particu-
larmente aos seus amigos e frguezes, que comprou
em leilao um grande sorlimcnto de chapeos, miude-
zas c calcados de lodas as qualidades, e que os est
vendendo pelos precos abaixo mencionados: sapalos
de bezerro para homem, o par 1JO00, dilos de couro
de lustre francezes para seuhora a 1$00, bico de
puro liuho para laidos de vestidos, a vara 500, fran-
ja para toaldas, a vara a 10.) e 120, meias prelas de
seda para homem a 500 rs., urna duzia de grampas
para cabello por 10 rs., quatro nov ellos de fortes li-
ndas de cores por 20 rs., meia duzia de agulheiros por
20 rs., c outros muitos objectos, que.por elles nao se
engeitam.lucro por mais diminuto que seja.
' Anda se precisa uo sobrado da rua de S. Fran-
cisco n. 8, de urna escrava por aluguel: quem a li-
ver dirija-se ao mesmo sobrado.
,_ No sobrado da roa de S. Francisco n. 8, se pre-
cisa de urna pessoa que lenha bom leite para cuidar
de urna crianca : quem esliver nestas circumslau-
cias, dirija-se ao mesmo sobrado.
Quiula-reira, 1. do correnle, indo um mole-
que com nma bandeja de roupa engommada e um
alfinele de peilo dentro di mesma,aconten te-loper-
dido ou dcixado furtar, desde a rua da Roda al ao
aterro da Boa-Vista"; por isso pede-ac a qualquer
pessoa que o achou ou seja oflerecido, o queira le-
var rua Nova u. 1, iju ser recompensado.
Para urna familia cslrangeira, precisa-se alu-
gar lima negra forra ou captiva, que saiba engom-
mar e fazer mais servir de casa : a fallar na rua do
Trapiche n. 12, primeiro audar.
Ilunder, alfaiate de Hamburgo, avisa ao res-
peitavel publico, que reside na rua do Aragao u. 19;
recebe tudas as obras de sua arle, e a Cianea a seus
frguezes que serao servidos coro toda a allenro e
promplidao.
Se algum senhor de engenho precisar de um
meslre para primeiras le Iras principalmente gram-
malica portugueza, pode dirigir-se i rua Direila n.
75, ou annuncie.
Na rua do Rangel, sobrado n. 38, se d dinhei-
ro a juros em pequeas quautias, sobre pennores de
ouro c praia.
Chapeos de palha da Italia, os mais finos possi-
vel, tanto para homem como para meninos e meni-
nas, cem enfeites e sem elles, dilos para montara de
senhora com riquissimos enfeites, ditos de fellro para
horhens e meninos, dilos amazonas do melhor goslo
que lem apparecido : na rua Nova n. 44.'
Vende-se um sobrado de dous andares, em
chaos proprios, no bairro de Recife, por 3:5008000 :
quem o pretender, dirija-se 4 rua da Sanzala Nova,
taberna n. 7, que ah se dir aonde he o dito sobrado
e quem o vende.
Vende-se orna jumenta com cria, parida de
pouco lempo, a qual da nma garrafa de leite, muilo
recommendado pelos mdicos; assim como umea val-
lo gordo de bons andares : na rua do Queimado
n. 14.
~ Vendem-se 6 escravas mocas com algumas ha-
bilidades*, e 1 ptimo escravo de muilo boa condue-
la : ua rua Direila n. 3.
Vende-se cora cavallos ou sem elles om
carro de 4 rodas com 6 assentos, muilo
forte e com pouco uso, e um tilbnry em
bom eslado : a fallar na praca da Inde-
pendencia n. 18 e 20. -
ATTENCO'.
Na rua Direila n. 19, ha para vender os gneros,
seguintes:
Manteiga ingleza superior. 560
Amendoas descascadas. 320
Bolachinhas de ararula era latas de 6 2$300
Dita ingleza. 240
Talherim, macarrao c alelria. 280
Cd hyssoD muilo superior. 29240
Dilo brasileiro. 13500
Espermacele a 900 e 720
Vinho do Porto engarrafado (sem casco\ 610
Dilo de Lisboa. 400
Vendem-se relogios de ouro e prata, mais
barato de que em qualquer outra parte :
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Chapeos pretos francezes
a carj, os melhores e de forma mais elegante que
tem vindo, e outros de diversas qualidades por me-
nos pre;o que em outra parle : na rua da Cadeia do
Recife, n. 17.
Deposito da fabrioa de Todo* o Santnsaa Babia.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber &C, na rua
da Crut n. 4, algodao trancado d'aqnella fabrica,
mu lo proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Vendem-se em casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na praca do-Corpo Santn. 11,0 segninte:
vinho deMarscilleem caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em novel los ecarreleis, breu em barricas mnilo
grandes, ac de milao sorlido, ferro inglez.
AGENCIA.
Da Fundicao' Low-Moor, Rna da
SenzaUt nova n. 42.
Neste estabfRcimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixa de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito. (
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empro-
gajo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz, n. 4.
SANDS.
SALSA PARRILHA.
Vicente Jos de Brito, nico agente em Pernam-
buco de B. J. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que lem chegado a esla praca urna grande por-
rOo de frascos de salsa pafrilha de Sands, que sao
verdadeirmenle falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pele que se devem acaulelar os consu-
midores'de to precioso talismn, de cahir nesle
engao, lomando as funestas consecuencias que
sempre coslumam tra/.er dk medicamentos falsifica-
dos <_ elaborados pela nulo daquellcs, que antepoem
seus interesses aos males e estragos" da humanidadc.
Porlanto pede, para que a, publico se possa livrar
desla fraude e distiogua a verdadeira salsa parrlha
de Sands da falsificada e recentemente aqu chega-
da ; o annundante faz ver que a verdadeira -se ven-
de nicamente em sua botica, na rna da Conceicao
do Recife n. 61 ; e, alm do receitaari que acom-
panba cada frasco, lem embaixo da primeir pagina
seu nome impresso, e se achara sua firma em ma-
nuscriplo sobre Oainvollorio impresso do mesmo
Traeos.
Vade-mecum dos homeopathas ou
oDr. Heringtraduzidoem por-
tuguez.
Acha-se a venda osla importantissima o-
bra do Dr. llorna no consultorio homceo-
palhico do Dr. Lobo Moscpso rna do Colle-
gio n. 25, 1 andar.
Precisa-se de urna prcla escrava, que ro/.inhe e
faca o mais servico dc.uma casa depequcua familia,
naga-sc bem : a Iralar ua rua da Cadeia do Recife
p.23.
Precisa-se de urna ama que cozinhe e engom-
me, para cata de nm homem solleiro: quem estiver
nestas circumslancias annuncie, para ser procurado.
A inventarianle do casal de seu pai Jos Fran-
cisco llelem, previne ao publico, que as Ierras da
propriedade de Sania Auna, em que a cmara mu-
nicipal pretende fazer urna bomba do alvonaria, cu-
ja obra pe em praca nos das 3, 6 e 7 do corrente,
perlencem ao referido casal, que nao pode ser desa-
propriado.dellas, senSo na forma eslabelecida por
lei, e que por isso olla invenlariauteesta resolvida a
fazer toda a opdbsicao legal a qualquer pessoa que
pretender fazer a dila obra.
Precisa-se de urna ama com leite ; na rua da
Seuzala Noya n. 22.
Tnucinho de Lisboa. 400
Tijollo de limpar faccas. 140
Farinha de ararula. 200 o
De tapioca. 140
Todos estes gneros se responde pelas qualidades
Vende-se superior kirechs e abscin-
the : na rua d Cruz n. 26, primeiro
andar.
Toda attenc,ao aos precos do novo prti-
mento de fazendas baratas, na rua do
Crespo lado do norte loja n. 14, de
Dias & Lemos.
Vende-se .alpaca preta, fazenda de duas larguras
pelo baratsimo preco de 400 rs. cada covado, dita
muito mais fina com luslre a 680 rs. o covado, sarja
de laa preta de superior qualidade por ser muilo cn-
corpada a 520 rs. o covado, chitas escuras de bons
pannos e cores fixas a 160 rs. o covado, ditas sarago-
ranas escuras e oulras mais cores com novos dese-
nlies a 180 rs. o covado, as verdadeiras bretaohas
de rolo muilo enco;padas a 19800 rs. a peca, ped-
idlas de bretauha de linho fazenda muilo fina a
33300 rs. cada urna, cortes de meia casemira escura
de quadros e listras a 19500 rs. o corle, ditos de
brim de quadrinhos miudos fazenda de bom goslo a
15140 rs. cada corle, riscadindo de lindo e listras
miudinhas.a 200 rs. o covado, os verdadeiros coher-
loresde algodao branco da fabrica de Todos os San-
da Bahia a 560, e grandes a 610 ja. cada um: as-
sim como mais oulras fazendas por menos preco do
que em outra qualquer parte, sendo a dinheiro
vista. *
Chumbo.
Vende-se chumbo em barra e lenco] : no arma-
zem de Eduardo H. Wvalt, rua do Trapiche Novo
n. 18.
Vende-se um cabrioiet com sua competente
coberta e arreios, tildo quasi novo ; assim como 2
cavallos do mesmo j ensinados e mansos : para ver,
na cocheira do Pedro ao p do arsenal de marinha, e
para Iralar, na rua do Trapiche Novo n. 14, primei-
ro andar.
CHAPEOS A 6<|000.
Superiores chapeos do.
seda francezes, modernos, pelo barato
preco de (i,<000 : na loja e fabrica de
chapeos de Joaquim de Oliveira Maia,
na praca da Independencia n. 21 a 50.
Arados americanos. K
2 Vendem-se arados americanos chegados ul-
timameule dos Estados-Unidos, pelo barato
Si preco de 40;000 rs. cada um : na ruadoTra-
piche n. 8.
3@@g@gS@
R.
JL
COMPRAS.
Compra-se prata brasileira e hespa-
nhola : na rua da Cadeia do llecife n.
24, loja de cambio.
Compram-se ellectivamente cobre,
latao e bronze velho : na fundiofio de ier-
ro da ruado Brum n. G, 8 e 10, passan-
do o chafariz.
Compram-se aeces do banco de Pernambuco
e dilas da Companhia de Hederib : a fallar c"om o
correlor geral M. Carneiro.
Compra-se o Jornal do Commercio n. 154 de 4 de
juahodo anno passado, e os suplementos ao mesmo
jornal ns. 158 e 160 de 8 e 10 do dilo mez : na li-
vraria da naca da Independencia u. 6 e 8.
Vendem-se espingardas francezas
de dous cannos ingindo tronxado, mui-
to bonitas, e por preco baratissimo : na
rua da Cruz n. 26, primeiro andar.
VendeiR-se latas com 3, 6 e 12 li-
bras de ameixas francezas de superior
qualidade: na rua da Cruzan. 20, primei-
ro andar.
Milho novo.
Vendem-sc saccas com milho novo, pelo barato
preco de 3O00 rs. cada urna : na rna do Passeio Pu-
blico n. 17.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODAO
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-se o superior panno de algodao
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de escravos : no escriptorio de Novaes &
Companhia, rna do Trapiche n. 54, pri-
meiro andar.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violio e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, schc-
tickes, modmhas, tudo modernsimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
FARINHA DE TRIGO.
Vende-se no armazem de Tasso Irmos, farinha de
trigo de todas as qualidades, qne exislem no mer-
cado.
Na roa doigario n. 19 primeiro andar, lem pa-
ra vender-se chapeos de castor brancopor commodo
preco,
Agencia 4e Edwla Hiw,
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Cafmon
& Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
mentos de taifas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas hiedras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, ele., dilas para armar em raadei-
ra de lodos os lamanlios e modelos os mais modernos,
machina horisonlal para vapor com forra de
4 cavallos, cocos, passadeirs de ferro eslanhado
Eara casa de purgar, por menos preco que os de co-
re, esco vens para navios, ferro da Suecia, e fo-
lhas de (landres ; tudo por barato preco.
Vendem-se pregos americanos, em
Larris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos : na rua do
Trapiche NoifO n. 16.
Vende-se om completo sortimento de fazendas
prelas, como: panno fino prelo a 39000, 49000,
59000 e 69OOO, dilo azol 3J000, 49OOO e 59000, ca-
semirn preta a 29500, aelim prelo muito superior a
39OOO e 49OOO o covado.sarja preta hespanholatjOOO
29500 rs., selim lavrado proprio para vestidos de se
nhora a 29600, muilas mais fazendas de muilasquae
lidades, por preco commodo : na rua do Crespo loja
0.6.
Velas de carnauba.
Na rua da Cruz n. 15, segundo andar, vendem-se
velas de carnauba, puras e compostas, felas no Ara-
cal}, por menos prero do que em outra qualquer
parle.
Vendem-se cobertores brancos de algodao gran-
des, a I9440; dilos de salpico lambem grandes, a
19280, dilos de salpico de tpele, a I9OO: na rua do
Crespo loja n. 6.
Taixas paxa engentaos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferix>
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preijo commodo e com promptidao'
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vendem-se cobertores de algodao grandes a 640
rs. e pequeos a 560 rs.: na rua do Crespo nume-
ro 12.
ATTENCO'.
Vende-se urna taberna em bom lugar, muilo anli
ga e acreditada, e com poucos fundos para qualquet
principiante, na Lingoela 11. 3 : a Iralar lias Cinro
I'outas, junto ao Terco o. 141, taberna.
Bichas de Hamburgo.
Noanligo deposito das bichas de Hamburgo, rua
eslreila do Rosario n. 11, vendem-se as melhores di-
chas de Haroborc;o aos ceios e a retalho, e lambem
se alngam por menos do que em ontra qualquer.
parte.
Vende-se cima porcao de ouro de lei sem tei-
lio, seudo as peras seguintes : 1 trancelim chalo
com seu passado i, 1 dilo clstico, 1 corrento, i co-
bra deiilagrana, 1 pente vasado, 2 pares de bolees
corlados, 2 crucifios. 1 peca de ouro com Heos, 3
macos de rolares, 3 dilos de cordao, enreitee de cin-
leiro e oulras pecas mais: na rua dosMartyrios jun-
io a igreja, no segundo andar do sobrado do lado do
sul, a qualquer hora do dia.
Vende-se ni m q^
dirija-sealraz da malrz de Santo Antonio n. 28,
que achara com quem Iralar.
Na ra do Collegio n. 16.
vendem-se saccas com arroz de easea, pelo diminuto
preco de 49000 rs. ; a ellas, antes que seacabem.
v A BARATO.
Vendem-se na rua Nova n. 8, loja de los Joa-.
quim Moreira, chapeos de seda para senhora, muito
bem promplos e chegados ltimamente, pelo dirai-
nulo preco del49000, dilos para meninas do mesmo
modelo a 89000, oleado para mesas com mais da 4
palmos de largura a I9OOO o covado, pannos de olea-
do j corlados e preparados pata mesas de meio de
sala a 29000 cada um, dilos de dito para consotosa
29OOO o par, ditos de dilo para commodas a 29000
cada um ; a elles, antes que se acaben.
RELOGIOS INGLEZES DE PATENTE:
vendem-se por prego commodo : em casa
de Barroca & Castro, na rua da Cadeia do
Recife n. 4.
Vende-se chocolate de Pars, o me-
lhor que tem apparecido at hoje neste
mercado, por preco commodo : na roa
da Cruz'n. 26, primeiro andar.
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Henrique Gibson:
vendem-se relogios de ouro de saboneta, de paten-
te iogtczes, da melhor qualidade e fabricados em
Londres, por preco commodo.
Na rua do Vigario n. 19 primeiro andar, lera
venda a superior flaoaia para forro de sellins che-
gada recenlemenle da America.'
Vende-se sola muilo boa, da melhor que ha
no mercado, em pequeas e grandes porroes, pelles
de cabra e esleirs, de palha de carnaoba, chegado
tudo ltimamente do Aracaty: na rua da Cadeia do
Recife n. 49, primeiro andar.
Cera de carnauba-
Vande-secera de carnauba do Aracaty: nara
da Cadeia do Recife n. 49, primeiro andar.
Veode-se para liqoidaco nina das melhores e
mais acreditadas tabernas da rua do Collegio, propria
para nm principiante por se fazer vanlagens qne eer-
tamente agradarte ao comprador: a tralar na roa do
Araorim n. 48, armazem de Paola & Santos.
Vende-se om excelleote carrinho'de 4 redas
mu bem construido, embom eslado; est exposto na
roa do Aragao, casa do Sr. Nesme n. 6, onde podem
os pretendenles esamioa-Io, e Iralar do ajaste com
o mesmo senhor dma, ou na'rua da Cruz Do Recita
n. 27, armazem.
PALITO'S DE ALPACA FRANCEZES.
Grande sortimento de palitos de alpaca e de brim:
na roa do Collegio n. 4, e ni roa da Cadeia do Reci-
fe n. 17 ; vendem-se por preco moilo commodo.
Moinhosde vento
'ombombasderepoxopara regar herase fcaiat
decapim.iafundicaodeD.W. Bovnnan: aimt
do Brum ns. 6,8el0.
VINHO DO PORTO MUITO FINO,
Vende-se superior vinho do Torto, em
barrisdei., 5. e 8.: no armazem da rua
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes & Companhia, na
rua do Trapichen. 54.
Padaria.
Vende-se nma padaria muilo afreguezada: a Iralar
com Tasso & Irmos. ,
Aos senhores de engenho.
Cobertores escaros de algodao a 800 ra., ditos mui-
lo grandes e encorpados a 1J400: na roa do Crespo,
loja da esquina que volta para a Cadeia.
Devoto Christao.
Sahio a loz a 2. edicao do livrinbo denominado
Devoto Christao,mais correctoe acrecentado: valde-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca ra In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas edecores de um sd panno, mnilo grandes e
de bom goslo : vendem-se na rua de Crespo, leja da
esquina que volta para a cadeia.
NO C0NSIJLT0RI0#H0ME0PATfflC0
v DR. P. A. LOBO HOSCOZO.
Vende-se a melhor de lodas as obras de medicina
nomopalhica ss- O NOVO MANUAL DO DR.
JAHR .a Iraduzido em portuguez pelo Dr.T.
A.Lobo Moscozo, canteado um accresetmo de im-
portantes eplieacoes sobra a applicaco das doses, a
dieta, etc., ele. pelo traductor : quatro volantes en-
cadernados em dous 209000
Diccionario dos termos de medicina, cirurgia, ana-
toma, pharmacia, etc. pelo Dr. Moscozo: encader-
nado 49000
Urna carleira de 21 medicamentos com dous iras-
cos de linduras indispensaveis 408000
la de 36..........4&00O
P<. *e 48.........509000
tina de 60tuboscnm 6 frascos de linduras. 601000
Dila de 144 com 6 ditos......10OJ000
Cada carleira he acompanhada de nm exemplar
das duas obras cima mencionadas.
Carteiras de 24 tubos pequeos para algi-
beira ........... 89000
Ditas de 48 dilos 16*000
Tubos avulsos de glbulos..... I9000
Frascos de meia onca de lindura 23000
Ha tambem para vender grande quanlidade de
lubos de crystt muito fipo, vasios e de diversos l-
mannos.
Asnperioridade desles medicamentos esta hoje por
lodos reconhecida, e por isso dispensa elogios.
N. B. Os senhores que assignaram ou comprara 1
obra do JAHR, antes de publicado o volume, p-
dem mandar receber este, que ser entregue ser
augmento de preco.
Vende-se urna muala qne faz todo oservico
interior de urna casa, e lambem serve para quem
quizer mandar vender na rua, vende-se por seu se-
nhor se retirar para Lisboa: na rua da Seuzala No-
va n. 4. ,Na mesma casa precisa-se de um irabalha-
dor para relinacao.
No armazem de Miguel Carneiro, rua do Tra-
piche, vendem-se chapeos de caslor branco e preto
a 65OOO.
Vendem-se fogoes americanos chegados ltima-
mente dos Estados-Unidos: na rua do Trapiche
PTIMO VNHOIDE COLLARES,
em barris de 7 em pipa : no escriptorio de Augusto
C. de Abren, na rua da Cadeia do Recife a. 48, pri-
meiro andar. 4
OLEO DE LINHACA EM BOTIJAS: o
vende-se eni a botica de Brtholomeo
Francisco de Souza, rua larga do Rosario
56.
ESCHAVOS FGIDOS.
A usentaram-se do Recife s 4 } horas da ma-
drugada de hontem, ires escravos sendo o preto Jo-
s, estatura alta, idade mais de 30 annos, com falta
do olho esquerdo ; Jorge, cor fula, alto, de boa fi-
gura, idade 23 annos, ponco mais ou meos, com
um pequeo talho em nm dos cantos da bocea; Lniz
amulatado,*de boa estatura, de 25 a 30 annos, meio
aparvalhado, todos croulos filhos-do serlo: leva-
ram upia pequea Irona de roupa de seu uso cada
um, ba a\guns dados de rem em companhia de um
outro Renedito, escravo do Sr. leneote-coronel Leal,
e de lerem seguido a estrada de Pao d Albo agerega-
dos a um combovo que segua para alm de Paje:
pede-se pelo prsenle a queo interessar possa, a cap-
tura dos mesmos lraz.do-os a rua de Apello n. 12
armazem de Antonio Marques de Amorim, que ge-
nerosamente recompensa""-
Antonio, moleque, alio bem parecido, cor
avermelhada, naeao congo, rosto comprido e barba-
do no queixo, pescoco grosso, ps bem feilos, tendo
o dedo indev da mao direila aleijado de um talho, e
por isso o iraz sempre fechado, com lodos os denles,
bem ladino, ofticial de nedreiro e pescador, levou
roupa de algodao, e nma palhora para resgqar-
d*r-se da ehova; ha loda a probabilidade de ler sido
seduiido por algoem; desapparecen a 12 d maio
correnle pelas 8 doras da manhaa, tendo btido li-
cenca para levar para S. Aulonio ama bandeija com
roupa : roga-se porlanto a todas as autoridades eca-
pilcs de campo, hajam de o apprehender e leva-lo
a Aulouio Alves Barboza na rua de Apollo u. 30,
ou em 96n de Portas na rna dos Guararapes, onde
se pagarao lodas as despezas.
Desapparecen no da 31 de maio prximo pas-
sado, a preta, crioula, de nome Quitea, qu repre-
senta ter 30 annos de idade, pouco mais ou menos,
com os signaes seguintes : tem falla de 3.denles na
fenle, secca do corpo, alta, e um ponco carcunda ;
levou vestido de cassa amarella ji usado e urna Irosa
de roupa : roga-se portanlo a todas as autoridades
iolicaes e eapilaes de campo, que liajam de a_appre-
lender e levar i praca do Corpo Sanio 11. t7, qae
ser;i bem recompensado lio sea trabalho. _____
Prm, Tj, aja. T.
t rrt.W*.


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