Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01636


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Full Text

-1NN0 XXX. N. 127.
Por S meses adiantados 4,000
Por 8 meses vencidos 4,500.
SABBADO 3 DE JUNHO DE 1854.
V
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPtlAO*.
Reeife, o proprietario M. F. de Farfa; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joio Pernira Martins; Baha, o Sr. F.
Duprad; Macei, oSr. Joaqoim Bernardo de Men-
donca { Parahiba, o Sr. Gerrazio Vctor da Nativi-
dade; sattl, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ty, o Sr. Antonio de Leraos Braga ; Cear, o Sr. Vi-
ctoriano AugustoBorges; Maranhao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 26 1/2, 27 d. por 19
Paris, 360 a 365 rs. por 1 f.
Lisboa, 100 por 100.
Rio de Janeiro, 11/2 a 2 O/o de rebate.
Acces do banco 10 O/o de premio.
da companbia de Beberibe ao par.
. da companhia de seguros ao par.
Discont de letlras 9 a 12 0/0
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 289500 a 299000
Moedas de 69400 velhas. 169000
de 69400 novas. 169000
de 49000...... 99000
Prata. Patacdes brasileiros..... 19930
columnarios. 19930
mexicanos .......19800
PARTIDAS DOS CORRIOS.
Olinda, todos os das.
Caruar, Bonito e GjBahuns nosdias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Sx e Orkmy, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segindas e Mwt feiras.
Victoria, e Natal, as qu nas feiraS
PREAMARttE HO.IK.
Primeira as 10 horas e 5 minutos da manhaa.
Segunda s 11 horas e ISminutos da tarde.
Tribu
Relacao, tercas feiras
Fazenda, terjas e sextasTKSs6 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara do civel, segundas e sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPHEMERIDES.
4 Quario crescente, a 1 hora, 48 mi-
nutos ev 48 segundos da manhaa.
10 Luacheia asfJhoras, 12 minutos e 48
segundos da Urde.
17 Quarto minguante aos'5 minntoge
48 segundos da tarde.
25 La nova aos 5 minutos e 48 se-
gundos da tarde.
DAS da semana.
'29 Segunda. S. Maifiniiano b. ; S. Mximo.
30 Tenja. S. Femando re ; S. Emilia ni.
31 Quarta. S. Patronilla v. ra. ; S. Lupicina m.
1 Quinta. Ss. Firmo e Felino mm. S. Teopezio.
2,Sexta. Ss. Marcellino pres., e Pedio Exoreisto.
3 Sabbado. Jejum. (Vigilia) S. Pergenlino.
4 Domingo. Kascoa do Espirito Santo. S. afue-
rino b. ; Ss. Rolelio e Daciano mm.
parte ornciAL.
COMMANDO DAS ARMAS.
lilfiMcil te coantnando das irmu d
aa eldade do Reeife, em 3. de
ORDEM DOMAN. 98. ,
O manchal de campo eummandanlc das armas,
helara para eonhecimentu da guarnido, e devido
afeito:
Qa governo de S. M. o Imperador houve
por bem, por aviso do ministerio dos negocios la
guerra de 27 de abril proiimo lindo, mandar passar
pera a helalhao 1.-de intentara o Sr. lente do
* da roetma arma TemoliSo Peres de Alhuqucr-
JSS Maranhao, segundo comida de communicacSo
feila pela presidencia desta provincia, em oflicio de
2) do pretrito me/.:
%' Qoe por oolro aviso de gur Ala, comrouni-
eadoaa* officio da mesma presidencia de 31 de maio,
o* So. tenles e alteres do exercito promovidos por
decreta de 31 de marco ullimo, contemplados na
ardua do dia deste quarlel general n. 89,fcaram per-
letsceaila aos batalhoes abaixo designados :
3.- Qae por aviso do minlslerio dos ntgocios da
guerra da 6, o governo dignou-se de mandar servir
carpo da guaroicao Bxa da provincia' declinas
Gerawo alteres do 9.- balalhao de infanlaria Joao
Pedra Regs*; e por aviso de 12, conceder permissao
para ir servir em um dos corpos exislenles na pro-
vincia da Para, ao Sr. lente do dito balalhao Ber-
, nardo Joaquim Pereira, os quaes se achavam na
edrle, como foi declarado em odiaos da presidencia
aalada de 31, ludo do mez que flnalitou.
Segundo balalhao de infanlaria.
lenle Jos Marcellino de Aragao, para a fi-
Teaente Domingos Rodrigues Lopes.
Airares Jos Lizaro Monleiro de Mello,para quar-
lei-meatre.
Alteres Setundino Felafiano de Mello c Silva.
Oilato batalhao de infanlaria.
Airares Olavo Eloy Pessoa da Silva.
A'ono batalhao je infanlaria.
Tenenle Lniz da Franca de Carvallio.
Dcimo balalhao de infamara.
Tenenle Manocl Antonio Soares Gama.
Dito Francisco de Auis Brrelo.
Dita Manuel Joaquim Gomes da Brilo.
Dita Gamillo Xavier de Mello, para quarlel mes-
tre.
Airea Frankliu Antonio de Abren.
Dilo liaaoel Joaqoim de Souza Jnior.
Dito Antonio Jos Ribero,
Batalhao de capadores de Mallo Grano.
Airares Antonio Alves Feilosa.
Meio balalhao do Ceara.
i Jlo Caelno Pereira.
Companhia fixada Parahiba.
Tena ala Manocl Joaquim da Cosa.
>Mmi Hanrique Jo4 Buftsn Soy-Jo.
Aafnado.Jote Fernandct dos Santo/ Pereira.
Caaforme.Candido Leal Ferreira, ajudanlc de
ordenaeacarregado do delallie.
EXTERIOR.
CA do diario de
PBRMAMBDCO.
PARS
6 a salo
A RUSSIA.
A poltica russa continua a sua abra. A publica-
ra* de lodos os documentos diplomticos que se
presidenta mistan de Sir HamdtonaSeymour fi/.cra
eahir a mascare de moderarlo e ndesiiitercsse por
Iras da qual a Kussia sa esconda, tarnou a apanlia-
b, a em ama nova decari^o, tanca oulra vez so-
bre toda a Earopa a responsabildade relativa i in-
lervencio dosll.scgundo a sua opinilo, por parte
da Franca, a da Inglaterra. E depoi o goveruo Jo
aar am 8. Petershurgo muda de liuguagem para
fallar aos Rnssos, a, lhos declara as suas verdadeiras
latearles, sem se sembrar que esla reveladlo deve
Iranspor as fronleiras do imperio, e todo o mundo
rer*hei sem hesitar para, fixar o, seu juizo, a du-
plica serie de pecas do processo. O jornal de S.
Paiaiaburgo, a Abelha do Norte de 7 'de abril, em
um artigo que no poda ser ama tirada de escriplor
porque na Russia a imprensa nao possue appreciaco
algaras pessoal, e nada diz sem a approvagao expli-
cila da censura, explica at que pooto cmpre acre-
ditar nastes protestos reiterados dados paz univer-
sal; eisaqai coma elle ss exprime: os direitos do
csr remontara desde varios sculos alm da queda
da litando sob o jugo dos Mahometano, quando a
dynastia reinante doimpero do Oriente foi cxliucta.
Todas ai autoridades gregas conGrmarum a caria so-
lemne da patriarca de CouslaiKuiopla Josaphal, que
eaemava ao throno Joao IV, grao duque da Russia e
a reconheccram por seu soberano ligitimo e herdei-
re. O original da dita caria redigida e escripia na
FOLHETIM.
MEMORUS MjM RE. (*)
mi' uitm u roiius, emo ziccohe.
i
TERCEIRA PARTE.
III.
terrado.
Apaas Schweizer sahio, NaundorfT percorreo vi-
damente a carta qne elle Ihf entregara. Ella era
breve, porcm baslou para faze-lo rocobrar a confi-
anza, a alegra e a esperance.
Era concebida assim :
a l.alz
' Soube nesle instante que Voss est preso no
Spielberg, e parte-se-me o coracAo ao pensar que
est ah sosinlio no meio de estraugeiros, sem arni-
ros e sem esperance.
Nao hesito escrover-llie,
Ignoro como esta carta ser receida; mas te-
i uba a coiilianca de que voss nao esquecen-se in-
leirumenle da santa dedica(ao que consagrei-lbe,
e que miulia lembranca alegrara lalvez um mo-
manto a sinistra solidao que o rodea I...
Se alcanrar esle fim. licarei salisfeita !...
_ Estamos separados de ora em dianle por urna
distancia immensa, e (altcz mais anda pelos ho-
mens que o vigiam Serei pois c'rrcumspecla pa-
cc ra no comprometlc-Ui.
O amor quellie leudo nao pode inspirar nenlium
receio aos seus carcereiros... por sao espero que
deixarao chegar a expressao delle al vossJ...
o I.aiz, voss foi meu primero e nico amor, j
Ih'o disse, e repito-o, apesar dasapparencias.ape-
sar do \*cp qne liga-mc a um domem que bor-
reco, amo^> ainda, e sou digna de voss... <
iJm dia ( esla conviccao ajuila-me a supportar
a Vida) voss me ^resumir sua alTeirao para e
santa, epoderei viver reliz debaixo de "suas vistas.
a Triste deslino he o nosso, Luiz... Dos poz-nos
um dia no mesmo camindo, e fez nossas mos e
notaos coracOes enconlrarem-sc. Lemdra-me airt-
da de Mitlau, he roinha alegra, milda onsola-
so., minlia vida 1... Nao|aconteceo mesmo com
voss T...
Brevemente lalvez nos toruaremos a ver...
Conceb um projecto... so posso dizer-lhe que te-
nha confianza em mm, e espere... al brevemen-
te... a Dos d-lhe a forca de aguardar a dora em
que ser restituido liberdade !...
lieorcele. n
frea un pott-uriptitm:
Pens que I he ser agradavel salier nolicias dos
u amigos quedevou na capital. O \wondp uSo
(J VMe Diario u.' liii.
?
lingua Rrcga e assianada pelo palriarcha Josaphat,
|wr trinla e quatro metropolitanos, dous bispos c
tres arcebispos se aeda preciosamente guardada nos
archivos do ministerio dos 'negocios estrangeiros. s
A cousa esl agora mu clara, a missan do principe
McnscdikolTa Constanoopla, sob pretexto de obler
qarantias religiosas para os subditos gregos da Por-
ta, nao envolva somonte urna pretendo de protec-
torado poltico, o queja era assas enorme, e capaz de
compromelter a independencia eintegridade da Tur-
qua : o czar pretenda reivindicar os direaWhao
throno hysaotino como soberano legitimo
ro do ultimo imperador grego.
Sem ronhecer esla caria, preciosa, he fcil de ex-
plicar a origem dos direilos lappostos dos graos da*
qoes de Moscovia a deranca de Constanlinople. De-
pois da queda do imperio do Oriente, nma -raulli-
dfio de Gregos de dislinccjle se retiraran) para Ro-
ma, enlreellasThomazPaleologo.irmao do ullimo im-
perador grego e sua fllha Mara. O papa Paulo III
que nutria a esperanza de reduziros Gregos nao uni-
dos, subditos moscovitas, ao gremio da igreja, lanenu
os odos sobre Joao III grao duque de Moscovia, e
Ide mandou uffererer a nulo da princeza grega que
se convcrlera ao catdolicismo. Joo III aceitn, o
casamento leve lugar em 1472. mas o grSo duque
nao rcalsou os designios do soberano pontfice. A-
penas casada, e em virtude das influencias do seu
esposo, a iilha de Peleologo abjurou o catholicsmo
para vollar commuuhao grega, deison o nome de
Maria que recordava o dogma romano, e lomou o
de Sophia. Esle casamento leve oulro resallado,
inspirou no grao duque- o pensamento de se apre-
senlar como pretenden te ao throno de Conslanlino-
pla ; Ivan III lomou o ululo de czar, e acrescenlou
ao braso d'armas moscovita as armas do imperio
grego, a aguia negra de duas caberas. Infelizmente
para as prctenroes do novo czar, Thomaz Palelogo
aibda viva, e conduza a sua realeza expectante a
todas as cortes da Europa. Estas o tralaram ma-
gnficamente, prodigalisaram-lhc as honras do di-
nheiro, e solliciUram-o, cada urna por 'sua vez, a
ceder-lhe os seus direitos evenluies successao dos
Comuencs. Cr-se que elle Dzera esta cessito a va-
rios soberanos; mas o contrato mais explcito foi
assgnado por Thomaz Palelogo com Fernando o Ca-
tholico: assim'a casa d'Austria teria mais cabimen-
to do que a cas a dos Romanow elevar prelenees
ao imperio bysanlino.
Entretanto, o imperador Nicolao poda acrescen-
lar a estes direitos suspeitos ao imperio do Oriente,
direitos semelhantcs ao imperio do Occidente, o que
Ide esbozara um omero de monareda universal.
Iwan IV, o neto de Iwan III, mandara fazer sobre
o pergamindo, porGregos habis na arle calligraphi-
ca, urnamagmfica'gencajogiaque o.fzia descender
do imperador Augusto em pessoa, e as conferencias
do congresso de Kivcrzova Kurda, os seus embaja-
dores reivindicaran! em favor delle o imperio do
Occidente com urna energa e nina riqueza de pro-
vas histricas, que nao deixaram de embarassar por
um instante os embaixadorcs poldnczcs e os do papa
Gregorio XIII. Entre entras cousas, disseram que
o imperadores romanos Arcadio e Honorio tinham
enviado a coroa imperial ao grao duque Wladimirem
980, e qu o soberano pontfice Ihe havia confia-
do na mesma poca pelo intermedio de certo hispo
chamado Cypriano, obtendo esla resposta, que Arca-
dio e Honorio receheram 500 annos antes que o grito
duqne Wladimir, e em urna poca em qu nao exis-
ta a Russia. Um pouco embaracados com a objeccao,
lles acrescenlaram': a Se nao sao'estes sao ootros;
os imperadores romanos de que fallarnos eram con-
temporneos de Wladimir, e o notan soberano des-
cendede Cezar Augusto, n Eis o que era a Russia
quanlo aos conliecimenlos histricos e quanto boa
f no secuto XVL A Abelha do Norte quas que
nao parece estar mais adanlaJa. Fora risivel que 9
reponso do nosso velho continente e da -nossa civi-
lisacAo europea fosse compronr.ettido por esla cir-
cumstancia.
Mas anal\sernos oulra peca o Ao passo que o
governo russo nioslra aos seus com esta franca au-
dacia, os seus pretendidos direitos possede Cons-
lantinopla, volta ain.ia urna vez a explicar hypocri-
lameiile, quo o seu comporlamenlo em todo este ne-
gocio ha sido inspirado pela lealdade e pela mode-
raran. Publica nma resposta entintaran que a
Franja e a Inglaterra lhe haviam inderessado. Na
ua declararan indaga elle em virtude de que Ululo
as duas patencias occidenlaes reclamaran) a evacua-
rlo dos principados danubianos sem que a propria
sombra dascondiroes i que o czar havia subordina-
do a ccssnrao dcsla occupacSo temporaria, lenha sido
rcalsada pelo governo oltomano, e isto sorle de
nina guerra que a Porta foi a primeira em declarar,
e cujas operaees nITunsivas ella proseguio cora acti
vidade, occupando at um ponto fortificado do ter
lorio russo.
He imposivel alterar a natureza 'das cousas de
um modo mais extraordinario, quindo o mundo in-
teiro sabo boje, que a iuvasao dat duas provincias
Moldo-Valacdias era da parte da Russia um acto de
guerra, que as potencias europeas tinham consegui-
do que a Porla nao considerarse este Tacto um caso
de guerra, esperando ainda da parte da Russia, a
despeilo do carcter aggressivo do seu comporlamen-
lo, um retrocesso moderaran e equidade, e que
o governo turco anual uao repelisse as injustas exi-
gencias do czar, se nao com o assenlimento comple-
te dos sngnatarios do protocolo de Vienna e de to-
da a Europa.
A declararlo nao he melhqr fundada para tancar
sobre os dous adiados da Porta ottomana a iniciati-
va das provocarnos, do que sobre a mesma Porla a
iniciativa dos actos de guerra. Se ella lmbra o
memorndum russo de 18 de feverciro, se lhe pode
oppor o complexo dos documentos que em Inglater-
ra assim como em Franca lem de urna maneira 13o
clara elucidado a qoesiao. A dupla iniciativa dos
actos de guerra e das provocarnos pertcnce .exclusi-
vamente ao invasor dos principadas danubianos, se-
gundo a opinin do mundo inteiro. A declararao
vai mais longe, e aores:enla que a occupaco da
Moldavia eda Valacliia naoaria impedidos aber-
tura das negociajOcs, c lhe njS embargara o curso
se as potencias nao houvessem repentinamente sem
razao plausjvol, mudado as bases que ellas mesmas
haviarndado na primeira nota concertada em Vienna.
Com efleito, os signatarios desta primeira nota ha-
viam eslabelecido principios qdl lealmente admilti-
dos, terianfpodido entao resolver a differenca, mas o
commeutario que esta nota receben do conde de Nes-
telrode, veio allestar que o gabinete russo nao as
aceilava, se nao dando-lhe umasignificacao mui dif-
ferente do pensamento da conferencia de Vienna ;
por tanto, foi a Russia que mudou as bases da nego-
ciado e forcou as grandes potencias a procurar
nutras.
O governo russo transtornou mais una vez a na-
tureza das cousas, e disse qne em quanlo nma repa-
raban justa lhe fosse recusada, medidas contrarias aos
seus direitos ile belligerante, coincidindo no Mar Ne-
gro com as condir-es transmitirlas de Vienna, eram
lomadas como para imprimir a loda a adhesao da
sua parte um carcter de compulsao, que qualquer
retirada honrosa lhe fora scienlemenlc fechada pela
inmaro imperiosa, tal como a Russia nunca re-
nguea em poca alguma da sua historia : disse que
atlacada ao norte, ao sul. am lodos os seus portes e
sobre lodos os pontos das suas costas, pode de-
clarar altamente, que depois de 1815 nenhnm dos
seos actos lem sido inspirado por urna poltica de
aggressaoe de conquista, que nenlium dos seos vi-
sinhos da Allemanha e do Norte durante estes qua-
renta annos pastados, nao lem podido queixar-se de
urna violencia o,u apenas de urna tentativa de vio-
lencia i integridade das suas possessoes, que as
guerras com a Turqua apar de Aodrianople altesta,
que uso moderado a Rnssia fez des seus triumphos,
o que afina! desejo de possuir Coostantinopla, a
nlcnsao de l formar um eslabeiecment permanen-
te lem sido por.ella mui altamente, mui solemnemen-
te negados, e por isso nao pode excitar dnvidn algu-
ma a este respeito. Seinelbaiite protesto contera em
si mesmo o seu comm en la ri o.
Continuando na aualyse, v-se qae, segundo a
'leclararao do gabinete russo, as potencias occiden-
laes seriam menos respeitosas do que elle para com
a independencia da Porla, e nma das provas que d,
he que o governo oltomano renunciou por um Ira-
lado fazer a paz sem ds seos alliados, como se este
compromisso nao conlivesse urna' obrigacao recipro-
ca sobre o pede,urna perfeila igualdade, c confor-
me o uso constante das tres naroes. A Porta, alu-
da diz elle, ser forrada a subscrever a um compro-
misso que estender a todos os seus subditos a igual-
dade dos direitos cjvis e polticos, o que alterara
profundamente todas as bases constituidas do sen
governo. Esta asser^ao cahe por si mesma, verifi-
caudo-se de urna maneira admiravel qne ella he en-
tre a Russia e as potencias occidenlaes a differenca
dos processos, em suas relarOes com o imperio ol-
tomano. Ninguem ignora que o czar he o nico
que lem interesse em restringir a soberana do sul-
Uo, exigiudo delle a manutenido das liberdades dos
seus subditos, e que a independencia e a integrida-
de territorial da Russia nao pode, diga l o que
qnizer esla potencia, passar aos olbos da Europa,
por estar ameacada pelos estados do Occidente,
actualmente na simples defensiva ; nao temos mais
do qu urna palavra a acrescenlar : he que lodo
te memorndum assgnado em S. Petersbnrbo he
sem duvida a defeza de nm rhetorico, que lem cons-
cieucia da injuslira da sua causa ; e um manifest
imperial mais recente sob a dala de 11 de abril e em
que o czar se iotrincheira na pretendida defeza da
sua mentida orthoduxia, he repassado do mesmo
espirito, e nao poderia sugerir 011 iras reflexOes.
OPBRACO'ES MILITARES, NOTICIAS DA
GUERRA.
tropas auxiliares tem desembarcado no terri-
torio turco em Gallipoli, para ahi ficarem acampa-
das previsoriamente, al que operares ajustadas
entre os chefes anglo-francez e a Porta as'approxi-
mem do tbeatro das hostilidades. O governador de
Gallipoli, Osman Bey poz acodadamente todos os
recursos dispusir-ao do general Canrobet e do seu
consola-se de sua imprudencia, e procura repara-
0 la ; mas duvido queseja bemsuccedido...
11 Ouanto ao seu bom e fiel Massach, esla inteira-
11 mente rcstabelecido da ferida.
Para enmprchender bem a alegra que Nanndorff
sen lio ao 1er esla carta, fora msler estar como elle
entre as paredes silenciosas de urna prisao... fra
msler ter soJTrido. ter pensado em morrer, ter vivi-
do mais de dous mezes separado dos vivos !... .
A aleara reapparcccu-lhe no semblante e no co-
raro, elle leu vinte vezes essa carta hemdita e vin-
le vezes derramou lagrimas mui doces i lembranca
picdosa de Georgele.
Todo seu amor tinha despertado... A moja o havia
dilo, ella era digna de seu amor, nao tinha commet-
tido fallas.podia ainda viver feliz debaixo de sua vista!
O dia passou-se com a rapidez do relmpago... E
3liando ao anoitedbr Schweizer entrou no quarto, o
uque mal reparn em sua presenra.
O qne he, que quer comigo? disse elle crafim
dirigindo-se ao velho..
Todas as boas noticias chegam ao mesmo lem-
po, respondeu o carcereiro.
Que ha .entao '.'
O passeio.
Vem chamar-me.
Para urna hora smenle.
E poderci passear com toda a liberdade ?
Por todo o terraco que est em bailo dcsla ja-
nella.
Vamos! vamos disse o duque.
Quando passava pelo lumiar da porta da prisAo,
elle balen alegremente no hombro de Schweizer e
disse-lbc ra tomjovial :
Oh j vejo, meu amigo, qu o Spielberi: lem
sido al agora indianamente calumniado. Esto forta-
leza de um verdadeiro lugar de recreio...
O sendor pensa isso? disse o carxcrciro rin-
do-se. ,
Sem llovida.
Seo seuhortivesse nascidona prisao nao falla-
ra He oulro modo... acerescentouovelhindo.
Oduque nao respondeu... Essa observado tinha-p
impresionado... elle lembrou-se do pai... da .,riS;to
do Templo... de sua infauca desgracada, da exis-
tencia miseravel que linha passado al cnUto
Sua vida davia, por assim dizer, comecado no Tem-
plo... nao devia ella terminar noSpelbrg 1
Cada prisioneiro era rouduzido ao passeio separa-
damente entre dous guardas com a arma carregaila
ao hombro. Descia-se por urna escada rpida* aira-
vessava^e um vasto pateo, e ia-se para o terraro de
uc ja fallamos, e do qual avistava-se a eidade de
Irunu o gran e parle dos campos crrcumvisiuhos.
Oduque deixou-se conduzir. echpgou ao lerraro
em menos de cinco minutos. Depois quando seus
guardas asseoiaram-M em algnma dislanra, e dei-
xarain-no snhor de seui movimenlos, fni a|wiar-
se ao rnlQvelo, triste e pensativo em um bauro col-
locado na e\lremid;nlr.
estado-maior. As tropas qu: se ligam adminslra-
cao do exercito sao as unica que esUto aquarteladas
na eidade ; asoatras estao alampadas fra. A par-
te do acampamento mais proama he oceupada pelo
corpo de engenheiros, a segunte pelos caradores de
Vincennes ; a terceira e a mas consdcravcl desti-
nada ao grande corpo de infailaria se acha ds-
lancia de dqjpleguas em um ligar chamado Boj ar-
d Conj oussou, sobre o verticoe o declivio de urna
collina da qual se descortina o nai de Mrmara e o
golfo de Samos. O acampammto inglez esl a tres
quarlos de milhas do grande acampamento francez.
A' boira do mar esla um grupidfj. leudas brancas,
cercando urna lenda verde coreadle ama handei-
ra turca : he o acampamento <\j&t djesjacameuto
de tropas do suliao eacarregado dyMSr no acam-
pamento dos alliados. Os Vivereijfle todas atMspe-
cies sSo excessivamente baratos, aniscu-se nma
commissao composla dos prncipaShabilantes para
coadjuvar a administrarao em Kjfr as operacoes
para alimentar o exercito. Um dblrato feto em
Smyrna assegura dous n longo dos Dar-
dauellos se eucontram milhaws de/ carueiros que
aguardara os consumidores, djnjfados oslados os
soldados francezes e inglezeatSa^WI toda a cor-
dealidade confuudidos cora fS Tqrtjis da maneira
mais pitloresca, conversa ndo#or meio do pantomi-
ma mais aniado c mais exafessivi.
Ao passo que as forras df terra_tmao assim deste
lado na esp'eclaliva de um movimetilo, as tercas de
mar ja encetaram a obra, apenas SaJsuas operacoes
chegam mui pouco certas ilravezdts asserres da
vespera e das denegaces do da; stguiitc: sejam
quaes forem estas fiucluaroes as irformaroes que
nos chegam, podemos dar com firme confianra a no-
ticia importante do boroJjardeamenlo da Odessa, of-
ficialmente confirmado de todas as partes: esta ei-
dade que eslava bloqMda por viole seis navios an-
glo-fracezes se acha esa parle destruida depois de de-
nodada resistencia dasmalerias rostas; os promenores
ainda nao sao nteramenle completos acerca desla
immensa eventualidade, cujas cofisetjuencias' serio
mais lardo apprcciadas por nos. Sabe-se smenle
que foi por causa de ama horrivel violacao do direi-
to das gentes rommetlida pelos Russos no tercero
tenenle do Furious, navio inglez de 16 pecas, des-
tacado da esquadra e expedido a Odessa tiara la re-
cetor o cnsul inglez e 75 naciohaes, residentes'
uaquella eidade. O parlamentar apenas desembar-
cado foi ohrgado a voltar para o mar, e o comman-
danle rnsso mandou alirar sObre a fragata no mo-
mento em que deixava o porto. Esta selvagem de-
clararlo da guerra communicada ao almirante fun-
das,- ordekou elle immediatamente a 9 vapores das
esquadras combinadas que partssem para Odessa,
que axpiou a deslealdade dos Russos por un honi-
barJeamento de bombas e de foguelcs que durou
dez horas; oilo navios russos foram incendiados.
i Do lado do Danubio as noticias sao totalmente
insunicicntes, uiesmo sobre os factos de guerra mais
ndlaveis ; Silislria parece ter tentado nm altaque
real, mas como he urna prara mui forte, resisti.
Ha combates a todas as horas desde Widn al Kus-
tendje n'um esparo de 150 leguas, e nt o preseute,
pesar da sus enorme superioridade numrica, os
Russos estao debaixo e soffrem perdas demasiado
consideravais. Nesla lula gigantesca seule-se quo os
Turcos pcllejam em favor de seu paiz, em favor da
sua nacionalidade, em favor da sua indepeudencia :
o seu ardor de oflensiva iguala ao seu herosmo de
resistencia ; alravessaram o Danubio em Nicopoli,
Zimnitza e Scrlow para altacarem os Russos nos se-
as intrincheiramenlos, e se nao reliraram para a
margem direita se nao depois de terem alcancado
ama verdadera vantagem.
AUSTRIA. 1.
Annunciou-se que as tropas rassas I inda evacuado
a Pequea Valachia, daudo-se este movimento de
retirada como dictado pelo desejo de tranquillisar a
Austria, affastaiido das suas fronleiras o llieafro das
hostilidades; esle incidente nao- pode mndar nada
no estado das cousas e nao satisfaz de maneira algn-
ma os votos do gabinete de Vienna. Os actos em
que elle lomou parte, especialmente o ullimo pro-
tocolo assgnado a 9 de abril, exigem a evacuarlo
n3o de ama insignificante porreo da Valachia, mas
das duas provincias do Danubio, assim como de to-
dos os pontos do territorio oltomano oceupados pe-
los Rssos. Nao foi nicamente para garantir a se-
auranra das snas fronleiras que a Austria se asso-
ciou aos designios das potencias occidenlaes, lamben)
qoiz cooperar para a manutencao do equilibrio ge-
ral e dos lodos os grandes i'nteresses que a elle se
prendem. Por Unto a Austria nao se contentara
com a evacuacao da pequea Valachia, e fui ueste
sentido que ella responden s commumcacOes qae
lhe foram dirigidas a este respeito pela Russia. Em
presenta da imminencia dos aconlecimenlos ella
est terminando os seus preparativos e concentrando
um exercito destinado ao comero das operacoes;
por oulro lado aproveitou-se deste meio para mos-
trar que nao conla com soccorros estrangeiros, e que
tem confianra em si mesma.
Por ordenanja em data de 9 de abril, dia do ultimo
Desse lugar a paizaaem apresenlava-sc vista com
todo o seu fecundo explendor. No fundo do valle
a eidade de Bru) eslava asseutada pacifica e tran-
quilla como em umninhodepedrascavadopela propria
natureza, direila e esquonla- collinas de ciuios
verdejantescom pequeas habtares meio escondi-
das atraz das arvores, no meio, tao longe quanlo a
vista poda cslender-se, urna planicie immensa que
Irazia memoria pela sua copiosa vegetarlo os bel-
los prados da America.
Nada pode em lingua nenhuma dar urna idea do
carcter de tal quadro... O dia comerava a decli-
nar, o liorisonte looginquo era j invadido pelas
primearas sombras transparentes da noite, reinava
em toda a parle ama calma, mma harmona doce e
maviosa que induzam brandamentc medilarao.
O sol que desapparecia lentamente atraz da mais al-
ta moutanha deixava ainda fluctuar apsde si, como
um pedaro brilhants de seu manto real, e Unga os
omos das collinas com am ullimo reflexo do purpu-
ra. Emfim o vento fresco da noite que acabava de
lcvantar-se levava passando, o perfume penetrante
dos jardins que rodeam a eidade, formando-lhe co-
mo urna coma de flores...
Naundorff filou os olhos na paizagem, apoiou o
coloyelo em urna das ameas da fortaleza e poz-se a
meditar. Havia inuilo lempo que nao experimen-
ava semeldanle emorao... urna certa tristeza* vaga
impregnava-Ilie o pensameulo, elle nao desejava
mais sadir dessa fortaleza... teria querido morrer
sobre esse banco sosinho longe das sociedades com
os olhos filos no co que se acendia.
Sua vida nao tinha mais alvo, Bergalasse nao lhe
havia encoherto os infames ardis que iam empre-
gar seus iumigos. elle eslava perdido, e nao poda
ser mais para todossenao um avenlureiro sem honra.
Pensounesse re quo havia morrido no cadaralso
depois de ler chamado 0 filho, e lembrou-so da
mai-
Para oue ficaria em um mundo que rcpellia-o de
seu seio ? que sentimento poda rel-lo qbando a
honra de seu nome fallava lao alio T que laco seria
assaz forte para prende-lo vida ?...
Chadeuil talvez ?...
Mas eslava elle certo de sua amsade, era verda-
de que nao o havia trahido?... Tnha-lde escriplo ;
mas qne conliaha sua caria ?... talvez urna despe-
dida prudente...
Georgele... anda ?...
Mas devia elle crer em seu amor ? N80 havia ella
renegado sen passado commura, nao o havia aban-
donado ?... Poda elle arredilar ainda na sncerida-
de de sua volta, e demais conviuha-lhe aceitar essa
poscao em que o collocavam ?...
Nao era melhor pelo contrario romper com esse
passado engaador, e em todo o caso nao confiar
dad em diante a felcidade de seu futuro scuao a
maos Mauras que nflo Irahem a ronlianra de seme-
lltanle deposito...
Como se v, Nauudorfl eslava cheio de irresolu-
protocolo das quatro potencias, o joven imperador
lcvahtou o estado de sitio na Gallicia e na Hungra.
e conceden algumas amnistas; por urna ordenanra
posterior levanten igualmente o estado de sitio do
reino LombardoVencziano.
O tratado que acaba de ser assgnado entre a
Austria e a Prussia poe termo a*Aslado de hesi-
taran e de tuleila das potencia t alemaas, e per-
mittelhes considerar mais exactamente qual he a
sua poscao respectiva relativamente ao povo alle-
mao e a Russia. A opinao destes estado, sobre a
grande quesblo quo agite o mundo esl verificada
pela asignatura do protocolo de Vieuna. A decla-
rar.to da Russia nao permute esperar que ella eva-
cu os principados, ncmque coda sa nao fora
armas. A Austria astjra como a femk, ao a'
narem o protocolo de 9 de abril, aprovaram estos
intimaces que a Russia considera.como injuriosas
sua dignidade: a poscao destas potencias ale-
maas ja nao bt duvidosa,
ORTUGAL.
As rorresponddiaa de Lisboa confirmam ple-
namente os boatos espalhados depois de pouco
lempo, no loca ule as intrigas rustas perante
o part'do miguelista e a agitarlo que procaram der-
ramar em Portugal a respeilo da guerra do Oriente.
Neste momento algovjs agentes russos percorrem o
paiz, e so esforcam pfra fazer crer o boato de que
o czar, provocando as grandes potencias, tem po
alvo reedificar sobre lodos os tronos os principios d;
legilimidade ; que as duat potencias adiadas, para
poder transportar ascuas tropas, sflb obrigadas a a-
bandonar a governo porluguez asi proprio, que ellas
alhoje'tcm sustentado da maneira.mais directa e
mais acliva. Invocam, como provadeste abandono,
'a ausencia de tqda a terca ingleza no Tejo, e dizem
que he chegado o momento de se reunir de se pre-
parar para aproveitar a cveniualidadc, para se sub-
Irahiija influencia ingleza. Ninguem pode duviilar
destas tentativas do governo russo. Depois de seis
semanas tem apparecido em Lisboa mais viajantes
russos, do que nunca se vio depois de seis anuos. A
propria legttfo rusta nao he eslranha propagarlo
destes boalos. O encarregado do negocios foi subs-
liluido pelo -pai. joven ofiical que espanta a lodos
por verem que obleve ama tenga licenca neste mo-
mento, e recebe freqnenles visitas dos seas compa-
triotas ; um correspondente aflirma que um destes
viajantes empregava ltimamente durante a sua re-
sidencia em Lisboa, nm numeroso sequilo em son-
dar o espirito publico, em insinaar-se com o povo, e
em fazer-lhe entrever a possibilidade de ama volla
prxima de D. Miguel, trazido pelo proprio impera-
dor da Russia. No meio destas preocupacoes os
preparativos de viagem do joven O. Pedro Quinto
vao continuando com aclividade. S. M. se embar-
car no navio a vaporMindello, e ser seguido i>ela
corveta a vapor o Duque de Saldanha." Asscveram
que a partida esl designada para 18 de maio, e que
o joven rei visitar succcssivamcnte a Inglaterra, a
Franca, a Prussia e a Austria, durante urna viagem
que se assigna nma duraran de 6 ou 8 mezes. O
marechal duque da Terceira acompanhar el-rei
cre-seqae o almirante, o barao de Lazarino, ser
encarregado do commando superior dos navios.
FRANCA.
Fora da esphera das grandes quesles polticas,
urna evenlualidade tem lugar em Franca, que a par
do interesse religioso que comporta, e sob o aspecto
da moral e da economa, tem um alcance immenso,
he um fado que nenhuma 1 iniciativa linha podido
realisar nesta primeira metade do secuto XIX, que
hoje se realisa por s mesmo, e que lira lodo o seu
.valor desta origem espontanea, lio o repouso do do-
mingo. Ideas acaudadas e mesquinhas de liberdade
e de independencia, preocu*pacoes graves de concur-
rencia industrial e commercial raziara, do homem
livre as cidades consideraveis, nos grandes centros
de popularan, um dolo da rivilisai-ao adslriclo con-
tinuamente gleba do seu trabalho, e incapaz de
nunca respirar no repouso do seu lar, e ahi gozar
lodos os beneficios do melhoramento moral c iniel-
lectual que elle reserva-lhe. Parecan) ter esqne-
cido que a instiluiro das festas e do repouso Uvera
originariamente por alvo salvan os seo os do embru-
tecmcnlo de um trabalho nunca interrumpido,
com as Inzes dos nossos lempos modernos em que os
servus j nao existen), se organisava, nao sei porque
ciume mal entendido dos seus direitos da sua dig-
nidade, ama servido que lambem linha assaas do-
res crois. Para nao fallar ^genao do operario, do
industrial do negociante, porque o homem do
campo cm virtude do sea eterno contrato com a
natureza tem urna poscao excepcional, podo-so di
zcrqueaufya dcsl'arle comerada ser immensa e
moralmente superior a ludo quanto podera ser len-
tadopara o progresso das turbas. O operario depois
de tonga semana passada militas vezes a urna legua de
sua casa, depois de ter seis vezes tristemente almo-
Cado. jantadososinho, depois do ter seis vezes Iraba-
Iliailo 15horas, mar ao ninbo para se aquecer, en-
contraradornadassuacasaesua propria mulhcr,quc
guardar, tambejn impaciente, algumas horas de vida
commum que para dcte-lo empregar tedas as sUas
innocentes sedurrbes, o berco do fimo deslumbrante
de alvura, a nica jauella guarnecida de novas fle-
m
, corr
Cao! ouva as mil snspeitas que subiam-lhe ao co-
racao, e nao sabia em que sentimento se firmaste.
Entretanto a sombra invada, o valle, mil luzes a-
cendiam-se j na eidade de Rrunu. Os dons guar-
das, que o haviam acompanhado, levantaram-se e
foram tira-lo da medtacAoi
O duque seguio-os. Passando perto-do aposento
do superintendente, elle parou nm momento. Em
ama das janellas eslavam duas mocinhas de admi-
ravel fermosdra... eram as duas Gibas do.superin-
tendente, dous anjos, como dissera Schweizer.
Elle saudnu, e fui correspondido, Passou ; mas
quaudo ia vollar a cabeca e por o pe no primero
degrao da escada que conduza prisao, julgou ver
as cortinas da jauella vsinha aglarem-se, e urna ca-
beca de mulhcr inclinar-se para olhar...
Esse movimento fora too rpido que elle nao po-
de distinguir nada. Demais os guardas instavam pa-
raque voltasse prisao, e elle deu-se pressa em
oapdecer-lhes para niio desagradar-lhes...
Davam oilo horas quando elle tornou a enlrar em
sen quarto I...
Mas esse dia tinha sido ocenpado alm de seus
desejos, elle nao senta a menor fadiga, e laurou-sc
contente sobre o leito.
Todava apezar dessa satisfacao ser-a, que Ihchia-
Ide o coracao, e talvez mesmo por causa dessa satis-
facao foi-lhe impossivel gozar um momento de re-
pouso durante loda a noite.
Todas as seusaepes do dia voHaram om multidao a
visita-lo, elle lomou a ver todas cssas pessoas que-
ridas de que eslava separado, ouvio o som conheci-
do de snas vozes, e fez em sua companhia mil pro-
jeclos insensatos para o futuro.
As duas filhas do superintendente nao faltaram
lambem entrevista... foram graciosas e pudibun-
das asscutar-sc-ldc i cabeceira, suas vozes elidie-
ra m o quarto de urna harmonia clara e franca, o
quando reliraram-se do braco dado, aaudaram-no
com o mais franco sorrso, e disscram-lhe al
amanhaa.
Os primeros raios do sol penetrando no quarto,
afiigenlaram lodos esses bellos pha'ntasmas da noite
porcm a emocao de Naundorfl foi menos prompta'
em dissipar-se. Elle passou parte da manhaa espe-
rando o passeio da larde, e quando deu a hora, prc-
cpitou-se com alegra para a porla que Schweizer
foi abrir-lhe.
Como na vespera os dous anjos de Spielberg esla-
vam jauella, e fizeram-lhe urna saudarao ainiga-
vel logo que o a vislaram.
Naundorfl passou no terraco urna hora chea de
encantos, e durante oilo dias houvc'a mesma repe-
ticao...
Naundorlf nao sabia a que causa at|ribuisse esa
sj mpalhia que inspirara s duas mocinhas, mas es-
lava profundamente contente por isso. l'ma, a pri-
mognito, tinha quinze annos apenas, e eraj urna
moca esbelto, de olhos azues, e chamarav Car-
lota.
A mais moca tinha quando muito doze annos, e
adevinhava-se-lhc fcilmente na casta fronte loda a
candida pureza de seu coracao... Andava todo o
dia correntio cornos cabellos sollos atravez dos pa-
teos da fortaleza... era animarao, a vida, e o sor-
riso dessa lgubre prisao. Todos os condeninados
conheciam-na e amavam-na. Chamava-se Magda-
lena, to
Os infelizes que esliveram presos nessa poca em
Spielberg lembram-se bem de ambas, e jamis se
esqnecerio dolas !
Urna manhaa Schweizer entrn no quarlo de
Naundorff levando o cntaro de agua fresca de lodos
os dias, depois de l-lo deposto em um canto vollou-
se para o prisioneiro, e disse-lhe com urna risadinha
irnica:
Entao, sendor, esto contente com a residencia
desta prisao".'
Nao me queixo, responden NaundorO* procu-
rando adevinhar a intenrao que cssas palavras en-
cobram.
E seus Ipasscios da tarde ?
Sao encantadores.
Poisse osenhor esl eafcantado, sei de algaem
que nao o eal menos.
Quem *
Urna niiillicr...
Que diz ?..#*
Ah 1... disse ovelhinho com um piscar de
olhos significalivo, parece que o senhor fez urna
conquista.
J3u.'. pergunlou Naundorfl" pasmado.
O senhor mesmo, e lalvez sem o saber.
Explque-se.
Infelizmente continuou Schweizer, nao sou o
nico que lenlio reparado isso... que-pode emba-
racar seus amores.
Nossos amores *..; nao oentndo.
Eis aqu... Emquanto o senhor diverta-sc cm
ver as duas lindas filhas de nosso superintendente, e
passava as horas do passeio, debaixo de suas janellas,
oulra inulher lomou para si essas pequeas mano-
bras de sua parte, o seu coracao cstocaplivo de urna
bella paixao.
Mas quem pondo dizer-lhe... '
Oh a gente lem olbos.
Equc mulher lie essa ?
Mora em casa do superintendente.
Mas quem he '.'
Sua leitnra....
. Naundorff ergueu os hombros, e poz-se a percor-
rer o quarlo.
Voss esl louco, meu charo Schweizer, disse
elle em fim, se pouile-crer um momento queeu po-
desse inleressar-mc, seja a que titulo for, pela a-
mante do barao de t'.reutzer.
-' Poder-se-hia cahir em cousa prior, lomou o
vrlhiiiho, eu a vi.
Ah!...
Ella he moca.
res. Ah elle ser feliz, sentir os seus pensamien-
tos elevar-so, perder o egosmo de urna eslreila
individdalidade, comprehender porque razao Ira-
balda e recobrar novo animo para os longos dias
que deve recomecar no dia segninte na officina.
Como o negociante, o fabricante ja nao tem que re-
cea r a concorrancia do visiolio, pois que a medida
ser commum, eurontrarao igualmente as suas es-
pheras o esquecmento-dqj seus cuidados e das suas
preocupacoes; no descanco salutar, cuidarlo em
inlereases de oulra ordem, trataran da educaran mo-
ral dos filhos, e nesla samfcpreparacao do futuro
lornar-se-hao melhores. *
Ha algumas industrias imporlautcs que ja tem
lloctivamento organizado a nova obra, ha outras
cm que casas importantes pregamvo exemplo, ruat
iuleiras nos mais ricos bairms lem, com mui pou-
cas excepcoes, todas as suas tojas fechadas^ domin-
go. A feliz influencia desta iicialivai lomada des-
l'arte vai gandaado pouco e pouco, e n'am lempo
dado, sem a inlervencao sempre inopportuna em se-
melhante materia, da autoridade; o descanro do do-
mingo permanecer, pois qae heura abato que nin-
guem defende, e lodos lem interesse efJl ver desap-
parecer; nao resistir aosesforcos reunidos da reli-
go, dasaa economia e dos iuteresses geraes e parti-
culares.
O commercio franeez pao parece dever sofrer
causa dos negocios do Oriente de nma maneira
tve. Em urna poca em qae todas as qoestoes
immcrciaes tomam lodos os tijas urna "importancia
maior.njo he sem interesse considerar as consequan-
cis do estado de guerra sobre as operacoes de um
grande paiz como a Franca, especialmente no que
diz respeilo t suas relaces com ,1 Russia. O com-
mercio exterior da Franca attinge a um valor real
de 3 militares/ 25 milhOes : a Russia figura neste
algarismo com pouco menos de G9 milhocs. At
mercadoras enviadas pela Russia sao essencialmen-
le materias primas, destinadas ao melhoramento das
fabricas e nao ha urna s que nao encontr seme-
llianlesem condiroes igualmente favoraveis em ou-
tros mercados, como na Suecia, em Noruega, no
Brasil, em Buenos-Ayres, em Montevideo, no Para-
guay, em Inglaterra, grarasaoS numerosos c pode-
rosos meios de naveaaro que tomam os Iratisportes
promptos e facis. Todava de pouco provavel que
o governo russo prohiba a cxporlarao dos linhos co-
moacaba de prohibir os cereaes; isto causara gran-
de detrimento Coulandia e Livonia e a outras
provincias blticas. Por oulro lado a Franca teria
a Blgica para se prover desta materia, os Paizes-
Baixos, os estados do Zollwerein c a propria produc-
cao.nacional. A cultura das plantas teciveis tem'
tido nos.dcpartamentns do Oeste um desenvolvinten-
io consdcravcl lia dous para tres anuos ; os culti-
vadores animados por este'proOTesso dar3o nova im-
portancia ssuas exploraroes vista das vantagens
nconleslaveis, qne a inlerruprao das relaces rustas
lhes deveri proporcionar. He, natural qoe, se a
importarlo do linko da Russia nSo cessarcompleta-
mente, as compras fpncezas nos mercados belgas e
allomaos, tomando urna importancia mis conside-
ravel, as exporta^Hes-ite linho fruucez j anspensas,
cessando momentneamente, o aiiginentainJo a pro-
tlurr.io, a Franca veja o 'preo do lindo nos seus
mercados interiores rcslahelcciilo cm urna siluacao
normal, -i O cobre importado da Russia tsm das
minas da Sibera e chega por S. Pclersliui^o : o blo-
queio deste porto, lomando impossivel qualquer
remessa, a Franca receben da Inglaterra, dos ma-
res do Sul e da Algria com que satisfar as neces-
sidades do seu consumo. A imporlacao da laa rus-
ta, alias ponco importante, .poderia cessar sem pe-
juizo para as manufacturas francezas e seria substi-
tuida peas remessas da Algeria, da Turqua, dos Es-
tadas Barbarescos, do Ro da Prata e da Nova-Hol-
landa. Os graos de lindo tirados dos portes russos
So Mar Negro sao destinados ao fabrico dos leos, e
entram no consumo cm concurrencia com as semen-
tes do sezamo, cujo abaslccimenlo mais considera-
vel occasionar uma-completa compensacao. Os ti-
rados dos porlos russos do Mar Branco e do- Bltico,
sao principalmente empregados como sementes,e por
esla razao havia talvez lugar para tomar algumas
medidas afim que nao viesse a fallar no momento
em que a produccao fosse obrigada a augmentar. As
compras de madeiras de construeco toroar-se-hao
mais importantes nos mercados da Suecia, da No-
ruega, dos Estados-Unidos, da Austria e de toda Al-
lemanha. Quanto ao trigo, a Franca nao consume
trigo russo nos annos ordinarios, e as remessas dos
Estados-Unidos lerao logo feito dcsapparecer, sej
nao tem enchido o vacno produzido pela insuftlcien-
cia da colheita do auno passado. Em fim, o canha-
mo, a potassa, o ferro, o sebo, e oulrot productos
diversos da Russia nao poderiam, em virtude da sua
iaorou menor ahuudanaa reagir de, ama manei-
ra consideravel sobre o movimento industrial da*
Franca.
REVISTA DRAMTICA.
Mademoitelle Aiss, drama em cinco actos, repre-
sentado 110 tltcatro francez. Um drama sobre a vi-
da de Mademoiselle Aiss, urna das existencias majs
romnticas da primeira metade do secuto XVIII
resumi em si todas as novdades Iheatraes desta se-
mana.M. de Ferrial, embaixador francez em Cons-
tantinopla vira 'nm din do anno de 1698 entre os
escravos que eram conduzidos ao mercado, ama me-
nina qne pareca ler 4 annos ponco mais ou menos
e caja phisionomia o iuleressra. Os Turcos ti-
nham tomado e saqueado urna eidade da Cireassia, a
creanra havia escapado matonea dos teas, os qaaes
dzem que eram principes no paix. M. de Ferrial
comprara a menina circassiana; e lalvez com algum,
interesse. .Ao voltar Franca, elle a conduzira, ea '
depositara entretanto cm casa de Mad. de. Ferrial,
sua cunhada. Ah.foi educada com os dous filhos
desla ultima, M. M. de Negle e d'Argental ; o es-
pirito da eircassiana se desenvolven promplarenle
realrando desl'arte as grabas naturaes ; sem lhes
tirar nadada sua leviandade, c fazeudo della urna
pessoa completa ao mesmo tempe rae sa ia tornan-
do urna crealura seductora. Em 1711, linha ella 17
para 18 annos, M. de Ferrial j tinha GO feitos, de-
claroii-sea sua pupila, se propozje pretenden mais od
qoe-reconhecimenlo. Aiss resisti a todas s ten-
tativas de sedcelo, assim como mal s do regente
de Franca. A saa nica paixao foi pelo cavalleiro
de Aydie, qae ella vio pela primeira vez em 1720,
era nm cavalleiro nao professo da ordem de S. Joo
de Jerosalem, apresentado corte do Palais
por seu primo o conde de Bons, o amante de
do e o marido secreto da doqueza de Berry, tilda
do Regente, eera reputado na sociedade como um
homem da moda. Qt primeiros lempos deste amor
foram alravessados, a resistencia da moca, a con-
currencia talvez do Regente, algans restos de ciume
sem duvida de M. deJK7erria], complicaram a sua
paixao nascente.
O cavalleiro fez urna tonga viagem, e na volla A-
ss foi vencida ; n'um retiro que lhe proporciou a
indulgente e obsequiosa boudade de Mad. de Villel-
te que, para dissuadir qualquer sutpeito, tinha ima-
ginado nm esqaecimenlo; lordou-se mai de ama me-
nina baplisada sob o nome de Helena Leblond, .edu-
cada depois n'um convente, sob o nome de Miss Bla-
ck e a titulo'de sobrinda de Lord Bolingbroke. A
intimidadoeonlinuavarsempre, com demasiada ter-
nura da parte do cavalleiro, qoe mui tas vezes pentou
cm desobrgar-se dos seus votos para casar-se com a
amiga a quem elle quera assegurar ama poucao
publica e a paz da alma. Pareca que ama inquie-
taran secreta fora collocar-se do coracao da terna
Aiss, e que ella olio ou'sou gozar d sua felcidade.
A sensblidade que Ide causavamos teslemunhosdo
seu amante, era demasiado viva para ella e a mortifi -
cava, nao quera aceitar nada se n(o contra o inte-
resse e a honra da filha daquelle qne amava, urna
especie de languidez apaixonda minava-a em si-
lencio; a sua sando detresceu, os seat escrpulos de
ronscienci augmentaram, e a conduzram peto fr-
umplto dos couselhos austeros reconciliacao chrs-
Ua em presenca da raorlc, conclsao suave e cheia
dp consolacao e de lagrimas.
O cavalleiro, coja paixao nio linda diminuido,
leve urna dor indisivel, consagrou-se totalmente
ana iilhnha, qoe adoptou iberiamente dolou o ca-
sou com um fidalgo, & Viscoude de Naulhia. Eis o
romance biographico que servio de astomplo ao nar
vo drama do tbeatro francez. Todava, o amor do
velho conde de Ferrial, a tentativa de Rions para
fazer de Aiss a amante do Regente, a despeilo do
odio de Madama de Parabere, a paixao ardente a
aceita do cavalleiro d'Aydie s poderam constituir
orna obra plida e descorada, e assim devia ser, pois
que nisto nao ba os elementos de urna obra dram-
tica.
SCHAMYL.
Nesles dias em qae todos os olhos estao cravados
na obra de invasao e de conquista protegida pela
Russia, dase urna grande figura que toma a cada
inslaule proporeoes mais importantes e resume em
si um intensointoeesse: he am homem extraordinario
que guarda ha tRnnos as portas da Asia etem re-
charado com nm pnnhado de horneas o immenso
imperodo czar, e que sustenta urna lula digna da
mtis seria atteitcan, queremos fallar de Sehamil, es-
to padre visionario, este propdela enthutiasta, ae
mesmo lempo legislador e gaerreiro, qae cusa aos
Russos tao grandes despezas de domea e de dinhei-
ro, *quc pelas suas faculdades possantes, he UOvez
destinado a vir a ser am dia o soberano daquellas
regios, se a guerra for feila com vigor na Georgia.
Os recursos da potencia que elle resiste ainda sajo
neste momento um dos problemas da poltica euro-
pea. Serao estes recursos mensos, inesgolaveis, amea-
cadures seguraura da Europa, como pretenden) cor-
tos publicistas? Pelocontraro ser o imperio moscovi-
ta somenle o collosso com os ps d'argi? Verdade he
que desde o desbarate de Carlos XII, a Ruma tem
singularmente crescido. Verdade he qne desde a
falal expedirao de Moscow, a inflncncia dos ciares
lornou-se cada da mais preponderante nos conse-
Ihos europeos. Entretanto releva lembrar que nao
foram as armas russas que anniqailaram os soldados
de Napoleao, e qae o que faz a forc, deste imperio
he menos o valor e a energa dos seus habitantes,
do qae o seu clima, a sua vasta superficie, a saa po-
pularlo espalhada, recursos que parecem desafiar a
invasao. Por tanto onmpre fazer ama dislincgto
efllre os recursos defensivos da Russia e os reeursos
offensivos; se lie forte quando ae defende dentro dos
Qae importa ?...
He bonita...
Tnnlo melhor para o superintendente.
Em fim, o qae nao prejudica, he Fraaceza, e
chega de Paris...
Naandorff parou diante do carcereiro i estos ulti-
mas palavras, e agarrandolhe o braco exclamou :
- Voss disse qne ella he Francesa, e que vem
de Paris ?...
Sim, senhor.
Mas sen nome sea nome !
He a anica cousa qoe ignoro.
De tarde, quandn Naundorfl foi ao terraco, repa-
rn com urna especie de sentimento, que as janellas
do superintendente estavam fechadas. N3o era a
primeira vez qoe Cartelas Magdalena fallavam i En-
trevista ; mas essa tarde sua ausencia foi-llte mais
pcnivel que de ordinario.
Era pelas duas mocinhas, que o duque senta esse
desgoslo '!... Elle nao olera podido dizer. Assen-
tou-se triste e pensativo cm seu lagar costumado, e
tornou a passar pela memoria quanlo |o carcereiro
lhe dissera uaquella mesma manhaa.
Quem poda ser essa mulher, qae inleressava-se
tao vivamente pela saa sorte ?... porque nao a tinha
visto anda'.'J que vinhade Paris, nao havia ella
podido conhecer ahi Chadeuil, Georgele, ou algu-
mas das nestoas que elle lambem conhecera Seu
pensameulo perdia-se em mil conjecliiras. Nesse
momeuto a janeila abro-se e Carlota foi ah apodar-
se ao colovcllo... mas, cousa extraordinaria, seus
odos cm vez de procurarem os do doque, parecern)
evita-tos, e Naundorff julgou repaaar que urna certa
Iristeza eslava espalliada por suas feicocs. Seu cora-
rao iarlou-se, e elle pensoa rn Magdalena... Por-
que no linha ella ido rom a irmaa ?... estova lalvez
docnlc... Elle nao saba quo pensasse I-..
Repentinamente o cravo do salao resoou debaixo
de uma'mao hbil e cxercilada, c Naundorff appl-
cou o ouvido. Elle era bem pouco apaixonado por
esse instrumento ingrato, e de cerlo nao deixava de
ler razao.
Nessa poca o cravo era menos commum do que
na nojsa, porm nao era t3o bem locado I Certa-
mente quando artistas como Llz, Chopin, Gloria,
fazem cantar e estremecer um pian, a scena muda
extraordinariamente de significaran. Nao se escota
mais o instrumento ; porm o artista !... Sua man
corre pelas teclas sonoras; olas audazes, e inespe-
radas escapan) e saltam-lhe debaixo dosdedot, e to-
da a sua alma derraina-se cm ondas de darmonia
commovida e tremola. Mas o mundo da arte nao
davia taudado ainda essa rndade de artistas eminen-
tes, Lili, Gloria, Cdopin ; e o cravo despcrttva por
loda a parte mediocres syntpalliias. Todava se
desde as primeiras notas Naundorff erguera a frou-
te, e applicara o ouvido, fora porque o cravo era lo-
cado nesse momento por nina man sabia, e sobreto-
do poique o cante qae delle sahia recordra-lhe su
lulamente oulra poca de sua vida. Fora em Mil-
tau ainargemdo mar, nessa hablaco magnifica que
Georgele devia magnificencia do principe Harl-
zoff.
O canto era temo a triste, bem como a queixa
que exprimia.asnotass vezes mais vivas etevavam-se
ao co, o qual parecam invocar, on torna va m a ca-
hir em Ierra como am passarinho opprimido de -fa-
diga. Naundorff escutava, e sua alma estremeca s
lembranrat que nelte te dsperlavara. Era como
urna pagina feliz marcada desde muito lempo no li-
vro de ana vida, e que se lhe representava avista.
Um momento at correram-lhe lagrimas pelas fa-
ces.
Que man amiga lomava assim o cuidado aflectao-
sn de coptar-lhc a historia de seu nassado feliz ?...
>'lo poda ser Magdalena, nem tasaBbaeo Carlota,
logo era mulher mysteriosa deque Schweizer fall-
ra-lhe nessa mesma manhaa...
Mas que mulher era essa?...'
. Repentinamente deram oilo horas, e d canto ces-
SOIl.
Era o momento em que Naundorff devia voltar
para o quarto, os guardas foram chama-lo, e leva-
ram-no.
As janellas do edificio oceupado pelo superinten-
dente ferharam-se novamente, as cortinas abaixa-
ramse as luzes se apagarara.
JsJuudorlT camindou indeciso para a escada q*oe
conduza aos andares'superiores ; mas no momento
em que ia subir o primero degrau, foi chamado pe-
lo seu nome, e vollou-se vivamente.
Magdalena correu a elle a loda a pressa. O du-
que recebeu-a nos bracos, e beijando-a na fronte
com urna temara paternal, dase com effusao.
Querida til ha, nao a vi lodo o dia,e reeeiava que
eslivesse doeute.
Oh! nao, respondeu Magdalena; mas nao.'pude
resistir ao desejo de dizer-lhe adeos.
Como ?...
Eu parlo...
Voss parle ?
Amanhaa. "
Sosiuha ?
Com minda irmaa Cartela.
A!_ sua ausencia da de scr-me mnilo cruel.
Foi o que pensei, Mr. de Naundorff; masnio
nos esqueceremos do sendor, e rogaremos a Dos
quejo lvre brevemente...
Querida, querida filha... disse o duque.
Pois adeos !...
Adeos, nao, at brevemente...
Pois al brevemente...
Dizendo estas palavras a .menina niotteu a
mao na de Naundorff, e quando retrnu-a deixou-
Ihe um bilhete.
O duque nao exprimi uenhoma surpreza, melteu
o papel no peito, e seguio os guardas, os qaaes au
se atreveram a inlerroraper essa conversa com a fi-
lha do superintendente. (Conlinuar-ie-ha.)
r.
m



i.
;


setal limites, he fracaquaudo allaca fora do sen ter-
ritorio, e desde longos auno um puohado da mon-
tanhezes (ai parir os ejrcitos do ciar, baU-os, e
os dcima sob as ordens Schami, em fim esta lula
sustentada com tanta energa e felicidade proxa que
a Franca que j nao quer ir a Moscow, obrara bem,
alliada da Inglaterra impedir que a Ruaste vi a
Constantinopla. G. M.
DIARIO DE PERMMBUCO, SABBAOO 3 DE JNHO OE 1864.
.INTERIOR.
SEROIPE.
FALLA'
recitad* aa abanara a aiiaaaala lafilativa
de Sargia*, mi* tmMnu a arotlacU,
Dr. Ira.cio Joaa.lm Barbosa, ao da 20 de
aarll aXB&t.
Senhores merobros da assemblc legislativa pro-
vincial, '
Era cumplimento do artigo 8o do acto addicional
a constituir*) poltica du imperio, venlio vos dar
conta do estado dos negocios pblicos da provincia,
e Indicar as providencias que, no ra'eu entender,
ella mais precisa para sea meltioramento.
ma meu desejo satisfaier este preceilo da le sem
recorrer taculdnde de adiar a vossa reuniao, co-
mo fi, para nao demorar os beni, que a provincia
d'ella espera, e Ihe afiancam a vossa illoslracao e
patriotismo ; mas a sao me obrigoit a impossibilida-
deda cumprirdequalquer maneira a lei no curto
paco de lempo, que tinhi para iostruir-me do esta-
do dos diversos ramos da adminislracao.
TRANQUILLIDADE PUBLICA.
Toda a provincia se acha no goio da mais comple-
ta pai, e nem ha o mais leve recelo de que este esta-
do leja alterado. A divergencia das parcialidades
polticas, em que se divide a provincia,, felizmente
oa lera por ebjecto as insliluic/ies jnradas, nem
quetlo alguma social capaz de transtornar a actual
ordepi de cousjis : movendo-se em um circulo limi-
tado pelas coodiedes consttucionaes, nao resolta de
sea tota a discossao nanhoin embanco marcha re-
Rujar do governo, e antes noto com prazer que a lei
e adturidsde sao aqoi geralmente respeitadas, o que
atlribuo nao so i ndole naturalmente dcil da po-
pulado, como i cvilisacao que tem atlingido a par-
te mais rica e prestigiosa d'ella.
SEGURANCA INDIVIDUAL E DE PROPRIE-
DADE.
O estado desegurauca individual e de propredade
na provincia infelizmente anda he bem pouco sa-
lisfjclorio, e, no meu entender, diversas sao as cau-
sas, que para iu concorrem, sendo a principal 'o
faoto de nio serem raras ai pessoas, qne, alera da
falla absoluta de instrueco, nlo tem ama occupac,o
certa de trabalho, ou induilria de que vivam. '
Gracas adividade e energa do digno Dr. chefe
de polica, tem sido captando, depois qae tomei
posse da administraran, 32 efbinosos, sendo 21 de
roorte, em cujo numero se contam os assassinos M-
ximo, Domingos Oleiro, Joaqun) Pontes, e Manoel
da Lidin, eujos nomee se duvida vos couheceis,
pela eelebridade horrivel que elles lera gnho na
provincia. AVrra de ltabaiana, que anda ha pou-
co, tanto aterrara, pelos criminosos que all eiis-
tiam acoilados, j nio inspira serio recelo aa vian-
dante, depois que foram capturados alguns d'elles.
Do mappa da polica veris o numero dos crimi-
nosos capturados durante o anno passado, c os jul-
gamentos, que nelle tiveram lugar.
FORCA PUBLICA.
Guarda nacionol.
A orginisacao da guarda nicional vi se fazendo
com grande leolidan, sendo esla em parte devida a
mim, por nao ter inda suficiente conhecimenlo do
pessoal da provincia para prover os muitos lagares,
que se achira vagos nos cornos.
Os batalhoes, que ja se acliam orginisados, pOuca
ou nenhuma i nslruccSo leem da disciplina, e careccm
absolutamente de armamento. Para prover aquella
falla de iiislrucco, que igualmente senta o balalhao
desla capital, solicite! do governo imperial a noraea-
cjb> de aro oflkisl de linha para major, ao que
pro'mptameute altendeo, designanddo capillo refor-
mado Pedro Muniz Telles de Menezes, que j se
ach em ejercicio.
FORCA DE LINHA.
A Torca da Haba, que se compunha de 96 praca,
foi ha pouco augmentada de mais 20 pracas u rrqui-
steao noha, e anda asara be ella insufficienle para
oservicoda guaracao, no quil he ajndada pela
guarda nacional e corno de polica.
Taado o geverno imperial mandado retirar da
provincia a compaohia da lioha, qae aqoi exislia
destacada, confio que alteader ao pedido que Ihe
fiz, de augmenlaj a torca existen le com mais 20 pra-
cas. Preliro esse augmento da companhi torca,
embora.superior, mandada aqu destacar, porque
da-se nelle um carcter de permanencia, que nao
tem esta, e que alm de mais vanlajoso ao servico,
proporciona um meto de reduzir-se a forra do corpo
de polica em proveilo dos cofres provinciaes.
CORPO DE POLICA.
A despeza que a provincia faz calo o corpo de po-
lica, com quanto soja muito til, lie todava maior
do qae poda, e deve ser. Este corpa consom cerca
de 50:0009000 rs. quando toda a renda da provincia
apenas chega a 200:0009000 rs., o qae importa, urna
despeza de mais ds um quarto da renda.
Yendo sido augmentada de 20 pracas a tarca de
liiiha existente ueste provincia, a sendo de esperar
pelasrazOes que vos aprsenle], quando delta 1ra-
lei, quo anda o seja noyamente, crcio que sem in-
conveniente pare o servico se pode ceduair a tarca
policial de 239, que naje he 200 pracas, e com isto
tarto es cofres ama economa nao inferior 11:0008
rs. annuaes.
A reforma que he preciso fazer-se no pessoal des-
le corpo, e qae j lenho comecido, substitoindo as
pravas, qae nao ptestam, fornece-mo irials orna ra-
zao para esperar que com a reducto nao solTrer o
ervico, pois que a melhor qhalidade da gente sop-
priri por cefto a pequea differensa d quanttdade.
O sistema qae actualmente se segu para o forne-
cimenlo do fardamenlo, nao me parece bom. Alm
d\> muito embarazoso parta Ihesouraria provincial,
he bastante dispendioso, e deHe resolta que os sol-
dados nio andam bem fardados. Eslou convencido
de que m vez desses grandes tornecimentos, que se
fazem ao carpo pira este distribuir pelas pracas com
um descont diario de 80 rs. no sold, melhor seria
que se enlregasse ao proprio soldado a qnantia ne-
cessaria para o fardamenlo, para elle mesmu mandar
faze-losegundo o uniforme, roarcaudo um tabella
o .lempo cerlo de duracao para cada peca, e taze
do-se desde logo no sold nme redcelo proporcio-
nada adespeza do fardamenlo. Assim se evitara es-
la escripturacao de descontos dos sidos, audarero
mais bem fardados os soldados e se preveoriam ex-
travos de fardamenlo.'
O armamento em geral acha-se bom, tendo j
chegado eoncerladas da Baha, para onde se haviam
mandado, 52 armas.
Havendo no corpo 8 pracas monladas, juguei con-
veniente mandar fazer urna cavalliarica, onde po-
deaiera estar rtStiidos os cavallos da polica, fim do
nao andarem dispersos por casas particulares, em
drsvantagem do servico. J se acha prompta, tendo
apenas custado 3359(18 rs.
DIVISO JURDICA E CIVIL.
Dvide-se esta protinca em 4comarcas,15termosi
sendo 10 de juzes municipaes letrados, 19 munici-
pios, e 31 dsirclos de polica.
A comarca de Estancia comprehende actualmente
slennos da cidade da Estancia, Santa Lnzia, La-
garto, lubaianoha, e Campos, alm dos dou9 tnu-
nicipios'dc Simao Dias. e Espirito Santo, dos quaes
prmeiro hrevemeote passa a ter foro civil por j
coatat mais de 50 jurados, segundo acaba de me in-
formar o respectivo jaiz de direito.
Sendo esees tormos distantes uns dos oulros, alguns
do 12 leguas, me parece que um s juiz de direito
nao poder satisfazer as necessidades do servico
seu carga, Unto mais quanto pela legislado actual
he ello obligado abrir lodos os aooos em .cada Ier-
ras urna cerrec,So de 30 dias pelo menos, alera de
dnai sessoes de jurado qae deve fazer.
Accresce mesmo qoe nos termos do Lagarto, Ita-
baianinha, c Campos, qae llcam retirados da cabeca
da comarca, commellem.se muitos crimes, e lorna-se
por Isso-indlspensavcla presenta Je urna auloridade
judiciana de categora superior, qae afiance a oxc-
cucao das leis nesle ponto da comarca.
. Por todos estes motivos sou levado crer que he
de indednavel necessidade a creaso do mais urna
comarca, que dividiudo a da Estancia, comprehenda
os termes de Lagarto, Itabaianinha, Campo;, e Si-
mio Dias. Dwle modo ficarn a comirca da Eslan-
cia com o termo da cidade, qoe j em s be bastante
populoso, a mais o termo de Santa Luzi, e munici-
pio do Espirito Santo, que distan) da cidade, aqael-
le duas leguas, e esle sete.
Das comarcas reunidas de Larangciras e Villa-
Nova convida que se fizessem tres. A comarca de
Larangeiras cota 5 lermos muito populosos, e a de
Villa-Nova somenle qualro mas estes em grandes
distancias uns dos oulros. Eslou persuadido de que
uadralistracjtodajuslica multo aproveitaria, seo
termo da Ca pella fosse desmombrado da comarca de
Villa-Nova, de que se acha muito distante, e reuni-
do das Larangeiras, ficando a comarca qne de no-
vamenle se crease, com os lermos de Maroim, Ro-
sario, e Santo Amaro.
Para apoar et divisan occorrem ai mesmas ra-
oes. que acabo de produzir respelto da comarca
da Estancia, sendo pira notar que oa tres termos,
que nesle presupposto ficariam pertencendo a co-
marca de Villa-Nova, esto situados sobre as mar-
geos do ro de Sao Francisco, onde talvez mais do
que em nenhum oulro ponto da proviucia se faz ne-
cessaria a accao regular da justica, e por tanto muito
prejudicial deve ser qualquer dislraccao do juiz de
direito para termos distantes das mesmas margeos no
interior da provincia, como ora acontece com oda Ca-
pella.. Se annuirdes a diviso no sentido qoe indi-
co, a cabeca da comarca nao deve continuar a seren
Villa-Nova, mas sim em Propr, por ser o ponto que
tora de Ocar no centro da comarca.
Entre os dez lermos, que tem juiz municipal le-
trado, figura o de Itabaianinha, ha pouco dotado
desta vantagem em virtade de requisito que fiz ao
governo imperial, tendo em vista o avallado numero
de crimes all tommettidos, sera que teoham sido
instaurados os processos, e capturados os delinquen-
tes, que na falta de promplas' e acertadas providen-
cias, achara as maltas, que Ihes oflerece esse termo
fcil e seguro abrigo.
No numero dos termos annexos conta-se o muni-
cipio de Santo Amaro, qae ltimamente leve foro
civil, por partcipar-me.o juiz de direito da comarca
que desse municipio hAiam sido qualificadas mais
de 50 pessoas para jurados.
A divisao dos municipios em geral me parece boa.
Apenas julgo precisa ama alleracio no municipio de
ltabaiana, por modo que a parte de serrasabaiso nao
coutinuef perlenccr-llic, e sim ao municipio de
Divina Pastora, pois qae distando d'aquella 5 leguas
de mo camirtho. apenas dista desle urna legua de
bom camiuho.
Os dislrietos de polica continuara a estar dividi-
dos, como esavam. S allerei os districlos do Es-
pirito Saule,-*) Lagarto, que sendo demasiadamente
grandes, nao'se prestavam a ser bem policiados. Do
prmeiro desmembre a Chapada, e do segundo a
Lago Vermelha e Riachao. Em cada um dos ilo-
vos districtos estabeleci subdelegacias, qae se acliam
prvidas.
CULTO PUBLICO.
va de regra nao toro capacidade suficiente para
os alumnos.
Annexoa presente esposicio veris o regmenlo,
que, de occordo com o digno inspector das aulas,
coufecicionpi para o uso das escolas. Era urna pro-
videncia, que o regulauonto de C de junho de 1850
recomenda, c qae lia muito se fazia sentir para a
oniformidade do ensino.
INSTRUCCO PUBICA.
.
Possiie a provincia um lyceu estabelccido oesla
capital, e mais nove aulas de lilim nos seguintes lu-
gares :Estancia, l.arangeirw, Ilbaiana, Cipella,
Rosario. Maroim, Propria, VHU-Nova, e Lagarto.
Tem o lyceu 7 cadeiras,m que se eusina latim,
fraucez, inglez, cographla e historia, geometra,
plillosopliia, e rfielorica. Desta ultima cadeira o
respectivo professor pedio e obteve deavssao, achan-
dose aclualinenle, era virtude da reslneo provin-
cial de 13 de agosto de 1853, anoexa cadeira de
geograiphia e historia, com a gratificado annual de
OOjOOOrs.
O lyceu funeciona regularmente, e lodos os pro-
fessores cstao no exerciciu de suas'cadriras, com a
nica excfpcao do professor de inglez, que saacha'
no gozo de mua liceuca de 3 mezes.
Frequentaram o lyceu no auno passado 66 alum-
nos. Em 1850 o numero havia sido de 68 ; em 1851
foi de 55, e em 1852 de 96.
Ve-se, portanto, comparado o roovmcnlo do lyceu
do anno de 185i com o dos 3 annos anteriores, qne
o numero dos alumnos, longe de augmentar, dirai-
nuc, accrescendo que tendo perdido o anno cerca de
dous tercos dos alurauos matriculados naqucllc lr-
ennio, essa propprcao anda se augmentou em 1853,
pos quede 66, que se matricularan), apenas 13 dei-
xaram de perder o anno.
Apezar, porcm, desle resultado, pouco vaotajoap,
que aprsenla o lyceu, com o qual alias a provil
despende 6:1009000 rs., nao me animo proporv a
sua etiinefio, nem mesmu a sua reraocao para ou-
tro ponto da provincia.
Tendo o Ivceu apenas 5 innos de existencia, nao
havondo iis"provinca nenhum oulro estabclecime-
to, nem mesmo particular, de inslracra secundara)
me parece que a apa exlinoco seria por de mais pre-
cipitada. A remoco do lyceu para oulra parle
nada aprveilaria porque a populao das cidades
de Larangeiras, e Estancia, que sao os maiores po-
voados, e para onde portanto se poderia remover o
lyceu, nao faz ditTerenca seusivel da da capital.
Creio que o maior qmbara;o, com que lula o ly-
ceu, provrn da falla de um u tenalo para os 'alum-
nos do reeonenvo, visto como nenhum grande po-
voado existe na provincia, que s por si posa alimen-
tado regularmente. Mas nao rae proponho, nem
sejava, mas asseguro-vos que fiz quanto me permil-
tirm os recursos do cofre provincial. Segundo ve-
ris da presente expnsirao na parte, em que oceupo
a Vossa atlencao com as obras publicas, as matrizes
desla. capital, da cidade da Estancia, e de oatros
pontos da provincia merecern) e continan) a me-
recer os cuidados da presidencia. Bevo, todava,
dizer-vos que o arbitrio, at agora adoptado, da
consig'nacao de pequeas quanllti para a edificacao
e decoracao de muitos templos simultneamente
nao me parece o mais acertado. Por esse modo se
esca lodos os annos urna avallada sorama sem qae
nanea possa vir a ter a provincia bons templos, e
decorados com aquella decencia, que he devida ao
caito divino. Na exiguidade dos recursos, do cofre
provincial, e deficiencia desse fervor religioso de
outr'ora, quo ISo bellos templos nos legn, eu s
vejo parase conseguir esse resultado um nico meto,
que he applicar lodos os recursos, de que se poder
dispor, para um s lemplo, al que esle de todo es-
leja prompto, e possa se tratar de oulro. A cidade
de Larangeiras pela sua populado e importancia
comroercial esl por ventura no caso de ser com
preferencia alteudula, se esta rainha lembranca me-
recer a vossa approva;ao, visto como ainda nio
cenia um templo digno desle norae.
sINSTRUCCAO" PUBLICA.
I.
Conta a provincia 54 escolas publicas de primeras
lettras, e sendo 39 de sexo masculino, e 15 do sexo
feminino. .
No anno fiudo foram frecuentadas, as primeras
por 2:166 alumnos, e as ultimas por. 490, pretazen-
do ao todo o numero de 2:656.
Em 1850 o numero total dos alumnos havia sido
de 2:153 ; em 1851 foi de2:563, em 1852 de 2:700.
O numero dos alumnos de 1853 foi por tanto
maior que o dos annos de 1850, e 1851, porem me-
nor que o do anno de 1852. Esla pequea dimlnui-
e3o altribue o digno inspector das aulas ao fado de
ter estado sera exerciciu a cadeira da freguezia de
Facetaba.
No correr do anuo passado vagaran) as ca deiras de
meninos das freguezias de Pacaulia, Aracaj. e Nos-
sa Senhora das Dores,- e a de meninas da villa de
Propr, as duas primeras por demis-o quo pedi-
rn), eobliveraiq os professores.a tercera porjubila-
ao concedida ao professor con) ordenado proporcio-
nal ao lempo de serviro, e a ultima por morte da
respectiva professora.
Todas essas cadeiras se acliam providas. Na de
Propri foi prvida Jesuina Caetana do Mello, que
enlrou em exerciciu 18 de julho. Na de Nossa
Senhora das Dores,llermogenes Nones Caja, que en-
lrou cm exercicio aquella mesina dala. Na do
Aracaj, Joao Ribiro da Cunha, que enlrou em
exercicio no prmeiro de agosto, e finalmente na de
Pacaluha, Servulo Rodrigues de S. Jos, qae enlrou
em exercicio 21 de novembro.
Afora estas, vagaran) ltimamente, no presente
auno, urna das cadeiras de meninos da cidade
de Larangeiras por deinissao qae pedio e oble-
ve o professor, e ama das cadeiras de meninas da
cidade da Estancia por jubilacao, que conced pro-
fesora com ordenado proporcional ao lempo de ser-
vico altendendo as provas,'que exhibi deincapaci-
dade fsica e moral para continuar a regera cadeira.
Ambas essas cadeiras foram postas em concurso
ni forma da le, e ja se acliam provvidas, na primei-
ra, Tilo Augusto Sulo de Andrade, que enlrou
em'cxercico 16 do niez passado, e na segunda D.
Leopoldina Joaquina Ferreira Rocha, que acaba de
enlrar em exercicio. .
Todos os professores acham-se no exercicio de
suas respectiva cadeiras. cora excepcito do da cap
tal, Antonio Rodrigues oTSousa Brandao, licencia-
do pela resolucao provincial de 15 de fevereiro de
.1851, n. 305, do de Propri, Messias Jos Alves.
que ha muito se acha doenle, o do de Ilaporanga, a
quera tamben i por doontc conced urna I i cen; a de tres
mezes. Na forma da le estn estas cadeiras substi-
tuidas por pessoas aprsentelas pelos proessres, e
approvadas pela inspectora das aulas.
Comparando o numero das escolas de primeras
lettras com o numero de freguezias da provincia, que
apenas conta 24, reconhceo com prazer qae as as-
semblas legislativas desta provincia tem mostrado
a melhor vontade em acudir s necessidades deste
lio importante ramo de servicio publico ; mas con-
sent que vos diga,que os recursos do vosso thesouru
at boje dispendidos tem sido mal aproveitados. He
indspcnsavel urna reforma radical, que devereis de-
cretar, oo autorisar-me para fazer.
Nao cabendo nos limites da presente exposicio
apresenlar-vos urna disserta(ao sobre instrueco
publica,limitme Heclarar-vosqueTenhopara mim
como inqaeitiooavel que qualquer reforma, que de-
crtenles, encalbar, se os professores existentes nao
forem ubrigados a adquirir maiores habilitares do
que as que possuem, e sobretodo se a auloridade pu-
blica nflo for dolada de largos meios do acru para
ter sohre elles urna inspecciio muilo activa.
No caso, porem, de exigirles maiores habacoes
dos professores, parece de razan que lamben) "ccre-
Iris urna gralificacjto annual para aquellos, quo de-
fectivamente se mostrarem habilitados as novas ma-
terias. Alm de justa, esta gratificado servir por
ventura de incentivo para o estudo. .
Em algumas de nossas provincias se comer a cu-
saiar o syslcma de nao se conferir o provimento vi-
talicio aos professores, sen3o depois de boas provas
de magisterio por um cerlo numero de anuos. Vos
apreciareis em vosja sabedoria a proficuidade des-
sa medida.
I'cinilti que lamben) charaeavossa'attenc3o sobre
as casas, em qae fanecionam as escolas, e sobre a
sua falta de mobilia e ulenss. le iodispensavel
que consignis alguma quanlii, nao s> para a com-
pra dessa mobilia e ulonsis, senio mesmo para o
al iiruel de casas apropriadas ao ensino, por quanlo
nao convm que continu o systema de lecciooar os
jirofessore em casas de sua residencia. Alm da
dlitracjao do trabalho, que dahi retalla, as casas por
At agora fazia-w a flsealitacao normlo que ludo
dependa de om nico gente fiscal, qie manlinha
esta provincia na ddade da liahia, o qial por cerlo
nada poda fazer, por melhor que fowea sua vonla-
de e zelo, ruto s por causa da deicarar simultanea
de muitos barcos da provincia, como-pelo grande
numero de trapichea existentes na Ba'lia.
Sem Imencdo alguma de encarecer o regulamento
que exped, julgo todava, dever dizer-ws que atlen-
di quaoto poda comportar a flicalisacio, os usos e*
pratica estabelecida. E para avilar o graxame, que
da obrigaejoda pesada do assocar nos trapiches pode-1
ria resudar aos poacos proprietaiios, que actualmen-
te nao mandam para ellei o sel assucar, dei a pro-
videncia do artigo 29, cujocompemeuto avossasaga-
cldade vos farn de prompto aclar no art. 2..
Ainda mais. A paula, porqae at agora se cobra-
va o meio dzimo do assucar. era feita sobre o preco
da praca da Baha, Dahi esultava que sendo de
400 rs. por arroba a dcspezadlr'lrausporto desta pro-
vincia para aquella praca, para onde he remettido
quasi todo a o assucar, protaclor pagava direilos de
urna qiianlia 'joperior qiella que electivaincnte
aconselho semelhante medida, porque a experiencia
Nesle aportante ramo nao tenho/*>_5*$ kem demonstrado que smente em eslabeledmentoi
parliculaaes produz ella vantagsns correspondentes
avallada; despeza que aean ca tal vez porque o inle-
resse, qne lem o emprezario de acreditar o estabele-
ci ment para augmentar os seus lucros, desafia me-
llior liscalisacao e lelo de sua parle.
Em vez, portento, de extinguir ou remover o.ly-
ceu desta capital, quero, crer que melhor seria qoe
ensaiasseis o systema de animar o eslabelecimentode
collegios particulares de instrueco secundaria as
mencionadas cidades de Larangeiras, e Estancia, com
a subveiicao annual de dous Iras cont de rs., ama
vez que oelles honvesse o plmalo, cdesseni os
professores provas materias que ensinassem.
Aguardando, porem,o eslabelecimento de collegios
de instrueco secundaria as ditas cidades, fura tal-
vez conveniente que aulorisasseis a presidencia para
nellas crear p'rovisoriamenle o ensino do fraucez, in-
glez, geometra, e philosophia, cm quanto nao exis-'
lrem taes collegios. Com a cadeira de latim.
que j lem em si, ficariam estas cidades sufi-
cientemente doladas do ensino das principaes
raalerias-da intruccaa secundaria, e entretanto
toda a despeza nio excedera de 4:Q009()00 rs.,
se cada um dos professores lecciooasse duas discipli-
nas, como he muilo possivel e frequenle em onlras
parles, e dous dalles pertencessem ao lyceu, veu-
cendo cada ara a gratificacan de 4009annuaes.pcla
commisio. Foreste modo, sem estorvar o andamen-
ln,regular dos Irabalhos do lyceu,poisque as duasdis-
cipliuas, cujos professores fossem ditrohidos.poderiam
sem inconveniente ser Uccionadas conjunctamente
com outras, nao s so prevera de remedio a falla de
irnslrucrao secundaria nessascidades, cuja populacao
rivalisa com a da capital, como se ganharia a expe-
riencia para com acert resolver-se sobro a exlnccao
ou remocaodu lyceu.
Todas as aulas de latim foram (requemadas em o
anno passado por 149 alumnos, havendo sido por 165
em 1850, e por 159 em 1851.
Estes aulas em geral poica utilidade preslam, por
que lutam com o cmbiraco, ou talla de inlernate,
cumo acontece ao lyceu, e entilo sao apenas frequerr-
tada por alumnos dos pequeos povoados,onde exis-
(em. Com excepeAo da% cadeiras das cidades. e tal-
vez de urna at duas villas, tora conveniente decretar
a extiucrao de todas asoulrns medidaque vagassem.
E por assim pensar tenho deixado de mandar por
em concurso a cadeira de Ilabaina, que vagou,aguar-
dando a vossa reuniao para que decidis se deve
ella continuar ou nao a e'xislir.
BIBLIOTHECA PUBLICA.
Este eslabelecimento j conta em suas estantes
1:642 volumes, nolando-se entre elles as preducrei
de escriplores celebres,
Mas seguramente nao he anda isso bastante, e se-
ria pois conveniente que se Ihe consignasse urna
quanlia annual, ainda que pequea, para a compra
de Iivros, e para a assgnalura de algumas revistas
luteranas da Europa, de que carece absolutamente,
e sem o que poaca-animaco pode ler.
Em o anno passado dispeudeu-se 5279 rs. cora a
compra de Iivros, e 23JJ810 rs., com o sea expedi-
ente.
SALUBRIDADE PUBLICA.
O estado sanitario da provincia heaclualmente sa-
tisfactorio.
Nos municipios de Itahaiana, c Lrgalo,do raez
de junho i agosto do auno passado, grassou a desyn-
lora cum carcter epidmico, fazendo nesse cario
periodo nao menos, de 300 vicljmas, segundo infor-
ma o Dr. provedor de saude. Mas gratas i Providen-
cia, c as acertadas juedas tomadas pelo mea anles-
cessor, j de lodo desappareceu esse mal, nao lendo
depois delle nenhuma oulra molestia de gravidade
atacado tao extensamente a populacao.
A utilidade da vaccina na provincia ainda he mal
apreciada, de sorle que, com excepcao talvez-das ci-
dades, cm oulros pontos quasique se a nao empre-
ga. A prova do que acabo de vos diier est no map-
pa da vaccina, donde veris, comparando os 2 lti-
mos semestres, que mesmo na capital lera decrescido
o numero de pessoas vaccinadas.
PESADA DO ASSUCAR.
Logo que cheguei a esta provincia conhcel que era
predio acudir de prompto ao clamor, que contra os
trapichemos da praca da Baha, para onde quasi ex-
clusivamente be remanido todo o assucar desta pro-
vincia, Ievanlava a livoura, allribunflo-lhes fraude
na pesada das suas caixas de assucar.
Diza-se geralmcnl", e wis sabis se com fundamen-
to, ou sem elle, que o peso dado nos trapiches da
Babia era inferior aquello que de tacto linham as
mesmas caixas, as qotes se lincava um pequeo
signal, para noile, pnrlas fechadas, fazer-se a
sublraeao das arrobas do assucar que se quera de-
fraudar. #
Com isto nao so perda a lavoura, que vendia as
suas caixas de assucar pelo peso assim diminuido,
como a propria tazenda publica, que cobrava os seus
direilos na ratlo do mesmo peso, porque o despacho
do assucar nesla provincia se fazia estimativamente
pelo peso de 45 arrobas por caxa, aguardando-se
um certificado da pesada nos trapiches da Bahia para
ulterior liqudalo do mesmo despacho, com todos os
inconvenientes de reslluicOes hienda, c de inde-
mnisacao as partes, segundo as caixas pesavam mais
ou meno de 45- arrobas.
Tendo em vista esse oslado de cousas, exped o re-
gulamento annexo presento esposicao^eslabelecen-
do a pesada do assucar nos trapiches da provincia.
Desla providencia desde logo resultar neeessariam-
cnlealiquilacodefiniivados direitosda fazciida,sem
dependencia de liscalisasao alguma em proviucia es-
Iranha, como tanto conven) aos interesses da njesma
azenda, e he tambera de esperar que resulte a cessa-
taoda raiides, que se diz haverem nos trapiches da
Bahia contra os donos das caixas, visto como j con-
tam ellas um peso legal, em Virlude do,qual paga-
ran) direilos, para servir de base qualquer reclama-
cao, e sobre ludo de aviso contra os trapiches de m
f.
Matriz de Propri.
Pode-ie dizer quasi concluido esle bello lemplo.
Apenas falla a sacrista do lado direito, em que se
Irabalha, achando-se teda a igreja ja vestida inte-
Eitrada detta capital para a cidade da Eitancia
Trabalho por melhorar esta estrada, tendo-se ja
alargado e lmpado o caminho das tres mallai nella
existentes, assim como eicoado as aguas nos lugares
nrmente com a decencia que demanda o culto di- "lo Aleixu, Muculanduba c Birba. Iguaes melhora-
realisava. Reodnhecendu quanto havia de injusto
nesle fado, dclermini pao novo regulamento qu* a
pauta fosse organisada segundo o preco correte da
provincia combinada om o das pracas da Bahia e
Pernambuco.
Por esse modo o gravan que hoje sofi're a lavoura
nao cessa de todo, com sera pata desojar, se nao
fra o grande desfalque oa renda,mas he peto menos
attendido na rato de lietade, o qua j d lavou-
ra um beneficio equivalente meio por cento dos
dreilosque paga.
I&'POSTOS..
Meio diiimo do assucar*
Nao ignoris que a situacSo da indostria do assucar
I se vai cada vez lornao mais grave, nao s peto 60-
eareclmento d bras das colonias ingletas, onde erescc semprc a vanta-
gem do productor pales melhoramentos introduzidos,
em quanlo essa indistria entre mis exisle estacio-
naria.
Altendendo, sen duvida, a esse estado da indus-
tria, j algumas pioviucias lem reduzido osen imrfos-
to 4, e onlras i por cenlo. Nao seria pois, desa-
certado que de retsa parte tambera parlisse alguma
animadlo, nesse sentido, taulo mais uecessaria nesta
provincia, quan.o o asiucar, sobre ser o seu princi-
pal ramo de prjduccjto e riqueza, carrega de mais
com a enorme despeza de 400 rs. por arroba do trans-
porte de caboljgem, visto anda aqu uao existir
commercio directo coritos portns eslrangciros.
Parece que, em compromellimenlo do servico pu-
blico, pode o rcpdsto ser reduzido eA% Todava
para nao arriscar o mesmo servido, melhor sera que
em lugar de una decreticao definitiva, desseis ama
aulorisacito, para delta asar o governo, se o permif-
lr a prxima mura safra da previncia.
Cinto por cento sobre a tola.
Actualmente cada arrecada desle imposto amasa
de rendas de Villa Nova, e entretanto he geralmente
sabido que grande porreo deste genero lie exporta-
do da provincia pelo rio de S. Francisco. A-raztto
disto est em qie, pagando smente 3 por cento na
mesa de rendasdo Penedo, heVcom preferencia ahi
levado para ser despachado, como perlencente
provincia das Alagoas. Parece, pois, conveniente
qae soja este inposto reduzido a, 3 por ceqto, sendo
assim igualado ao qae or$ pagara os couros leccas e
salgados despachados na dita mesa de rendas da Vil-
la Nova.
Cincoenla por cento tobremilho, feijSo efarinha
de mandioca.
. Evidentemente este imposto leve por motivo a~ ne-
cessidade, que ao lempo da confeccao da lei do orna-
mente vigente havi, de impedir a exportado desses
producios. Nao havendo, porcm, de presente, recelo
de falta desses gneros, e nem mesmo sendo rega-
tar, e conveniente ao desenyolviraente da agricultu-
ra da provincia que subsista, com carcter perma-
nente, um imposto prohibitivo, pois que como tal
nao pode deixar de ser considerado o imposto de 50
por cenlo, creio acertado que igualis esse imposto
ap dosdemais gneros de exportarlo, aulorisaudo,
todava, o governo para eleva-losa reapparecera ne-
cessidade.
2500 tobre gado vaceum e encallar, tendido para
fora da provincia.
At o presente nada tem rendido este imposto.
Apenas se tem arrecadado una lmiladissima cifra
de um oa nutro boi para consamo dos barcos. To-
dava, ninguem ignora que nao pequeo numero de
cabreas de gado vaceum e cavaUar he exportado, por
Ierra, desla para a provincia da Bahia. Acho pois
conveniente que, como ensaio, autoriseis o governo
para mandar arrematar esse imposto, coja arrecada-
cjio al agora tem sido feita por adminislracao.
Dcima urbana.
Segundo a lei actual nao pagam esle imposto as
casas habitadas pelos proprielarios. Nenhuma razao
valiosa enxergo para Iransgreasao dos principios da
economa publica, que nenhuma distinccjlo fazem da
renda que logra o pruprielalio pelo proprio gozo, ou
alheo. A auimacao para edificar nio crea urna ver-
dadeira razao, porque, nao sendo o inquilno e sim
o propritterio quem de cosame paga o imposto, he
obvio que o inquilioo nao calcula com o grvame,
que pode resultar do mesmo imposto, para edificar
urna casa em que habite.
Creio que o uoico fivor, que se deve fazer, he a
pobreza, e isso se consegue determnaudo-se qae
nenhum imposto paguem ai casas, cuja rend seja
eslimada em menos de 2ig res annuaes as cidades,
e de 129 res nos demais lugares sujeilos dcima.
Tenho reconhecido que he uccesiario prover por
um novo regulamento sobre a melhor arrecadado e
Gscalsacjlo desle imposto, roas approximanlo-se a
reuniao da assembla provincial, julgaei mais acer-
tado aguardar a vossa decisJo sobre as medidas que
acabo de propor, eque nao importara materia pura-
mente regulamenlar.
Tapagentpara pegeariaino municipio de Propri.
Convm que este imposto nao coutinue i ser espe-
cialmente applicado obra da matriz da villa de
Propr, pois que segundo se deprehende da infor-
maco do respectivo vigario a obra esl quasi coo-
cluida. Da verba que decrttardei para obras pu-
blicas poder sabir a qnantia, que for precisamente
necessariaparaoseuacabamento, vista, do orea-
menlo do doutor engenhelro da proviucia.
Taxade alambiquis.
Creio qae nao deve mais subsistir a disposico, que
manda este imposto lazer parte da receta das muni-
cipalidades. A experiencia lem mostrado que elle
pouco ou nada lem rendido em algun de alias existe um avallado numero de alambiques,
como acontece no dislrlcto de Larangeiras. Ou seja
por falte de fiseilisar-ao dos agentes municipaes, ou
seja por qualijoer outro motivo, he tora de duvida
que a receta provincial sofi're com a dislruccao deste
imposto um grande desfalque, seno em pura perda,
com um proveilo n5o correspondente para as muni-
cipalidades.
* OBRAS FUBLICAS.
Do relalorio do Dr. engenheiro ao servico da pro-
vincia, appenso presente esposicao, colhereis mi-
nuciosa e completa informarlo de todas as obras
publicas geraet e provinciaes, que cstao em anda-
mento, ou que foram concluidas durante o anno.
E pois rae permillireis que nesta parte me liatle
somenle a urna breve nolda das obras em anda-
mento ou concluidas, que tenho por mais ioleres-
sanles, indicando, porm, desde logo aquellas, de
que, o meu entender, mais carece a provincia, e
que nao exceden) os seus recursos.
.TEMPLO.
Matriz da capital.
Foi entregue ao respectivo Vigario a quanlia de
um cont de res consignada na lei do orcamenlo
vigente para a obra do retbalo. Acha-se em gran-
de audameolo essa obra, leudo sido contratada pelo
mesmo vigario com as mais vanlajosas condijes por
3:5009000 rs. peto que e torna iodispensavel que
na nova le do orcamenlo continuis a preslar-lhe
o vosso auxilio, alim de que possa ser acabada na
conforraidade do contrato e com promptidao, como
convm celebrarlo do culto divino
Tendo a matriz duas torres, urna acabada, e ou.
Ira com mais de dous tercos feita, entend conve-
niente mandar acabar esla obra, c efledivamenlo ja
se est nella Irabalhando, achando-se encarregado
da adminislracao da mesma o tliesoureiro da irman-
dade do Santissimo Sacramento.
Matriz da Estancia.
Dando-se nestn matriz o mesmo que se dava na
da capital a respeilo das torres, do mesmo modo pro-
ced, encarregando da adminislracao da obra urna
commissao cmposla dos Srs. Dr. Lima, Abuiro e o
proprio vigario, qae a isso se prestaran) por nao ter
appareeidu quem quizesie arremata-la aperar de re-
pelidos edltaes e pregues.
vino. Da administracio desta obra lem estado eo-
carregado o respectivo vigario, que a tem feito com
o producto do Impoito das tapageot, especialmente
applicado para esse fim pelas leis do orcamenlo vi-
gente e interiores.
Matriz do Maroim.
Sou informado pela cmara municipal e o res-
pectivo vigario que a obra desle templo est muito
adimtada, achando-se ja cobcrla todo o corpo e ca-
pella mor, feito o prmeiro corpo de cada turre ci-
ma da dmalhn, e comedida a obra do relaboto. De-
poii de acabada, o que he de esperar que breve-
mente acnntera pelo esforco com que nelle se tra-
balha, vira a ser esse templo o prmeiro da provin-
cia e um dos melhores do imperio. Sem duvida
sabis qae se deve toda essa grande obra, cujo custo
ji excede de cincoenla conlos, e exceder de seten-
ta depois de terminada, piedade do vosso presli-
moo comprovinciano barao de Maroim ; mas be tao
agradavel recordar fetos desta ordem que nao pode
resistir ao desejo de aqu resistra-lo.'
Capella da Laaa Vermelha.
Pela lei do orcamenlo vigente foi consignada a
quanlia de 1:5009000 rs. para acabamento da obra,
mas at agora s se tem despendido a de 1:0009000
rs., e croo que bastar, segundo sou informado,
atiento o adiantamenlo em que se acha.
PRISES.
Cadeia da capital.
Acham-sc quisi concluidos os grandes reparos, e
accrescenlamento que se mandou fazer por contra-
to com Francisco Josl Alves, na importancia de
3:344-5336. Parecendo-me sem fundamento a eco-
noma que se quiz fazer, deixando o olao do lado
do SuJ no estado emque eslava com urna s peque-
a janella, pois qae, alm de assim sacrificar-se a
belleza e symelria do edificio, haveria falta de ar,
raandei fazer o orcamenlo do acCrescimo da obra, e
pondo-a em arremalac3u, foi ella contratada com o
mesmo iifdividuo. Depois de acabada, fica a ca-
deia com sete jaoellas de frente, e quatro lateraes,
tendo pri-es separadas pata homens e mulheres,
com distinecm de criminosos, quecumprem senten-
cas e pronunciados oa simplesmenle detidos.
Cadeia da Balancia.
Esta cadeia achava-sc por modo que nao baslava
reparos, mas urna completa reedificado. Havendo
urna plante feita neste sentido peto finado engenhei-
ro Bloem, com todas as condicoes de belleza, so-
lidez e commodidades, aproveitei-a contratando a
obra com Felizberlo Correa Chaves, umeo que ap-
pareccu a arrematar peta quanlia de 4:400000 rs.
Segundo eslou informado, a obra ja esta em bom p
de andamento, e ludo concorre para me fazer crer
qae em brete ser ella acabada com toda a perfei-
co.
Cadeia do Lagarto.
Sendo informado de que era esta urna das boas
cadeias da provincia, roas que urna parte do edifi-
cio eslava muito arruinada, mandei fazer o necessa-
rio concert encarregando delle ao presidente da
cmara municipal, Jos de Souza Freir. Pelo or-
camenlo. a que se proceded, deve esse concert
cuslar 8009000 rs. mas dessa quanlia os cofres pro-
vinciaes s lerao de dispensar dous trros, por ha-
verem espontneamente oftererido a quanlia restan-
te os vereadores da referida cmara. O encarrega-
do da obra acaba de informar qae se acha ella mui-
to adiaotada.
i Cadeia de Santo Amaro.
Ha muilo lempo, se achava abandonada por ca-
recer de -alguns reparos para poder servir de priso
segura e eommoda. Sendo o edificio bem construi-
do e espacoso, julguei acertado mandar fazer os di-
tos reparos, e efectivamente foram elles feilos, cus-
lando 8319000 aoi cofres publidos. Ja presta ser-
vico, achando-se recolhidos nella 20 presos..
Cadeia de Villa Nota.
S exisiindo essa cadeia em toda a comarca, en-
tend que apezar de ser ella muito acanhada nao de-
va dcixa-la no abandono, em que eslava por falta
de um pequeo concert. Mandei pos fazer o dte
concert, que fui oreado em 3609000 rs. encarre-
gando delle a urna commissao cmposla dos cida-
daos Joao de Aguar Boto de Mello, Joao Baplista
Gomes e Gernimo Vieira Bastos, que prompla-
raente se prcslarao a fazer esse servico.
Cadeia de ltabaiana.
Achando-se em estado de completa ruina, -segan-
do informara, as autoridades do termo, tenho re-
solvido aproveitar a-obra que ja- ha 12 annos atli
existe comer-ida para ama nova cadeia, elevando to-
dava as paredes at a altura somenle do prmeiro
vigamento, e nao conforme o plano primilivo, por
me parecer saficienle que por em quanto s se ta-
can) acommodacoes para urna limpies casa de deten-
cao, e de quartel para o destacamento. Teria eu ja
mandado dar romero a essa obra peta particular al-
teadlo, qae me merecen) essas casas, se o Dr. en-
nheiro ao servido fla provincia nio eslivesse atare-
fado com oulros Irabalhos de nao menor importan-
cia.
Cata de correccio.
Sent a proviucia absoluta talla de ama caa peni-
tenciaria, ou de priso com trabalho, como recom-
mendam os arligos 46 e 49 do cdigo criminal, e ca-
irelante j era lempo, me parece, de Sergipe acom-
panhar as outras suas innas nesle progrtsso huma-
nitario, que todas ellas geralmente porliam obter.
Julgando preferlvel o systema de solamente comple-
to, tenho na cuoformidade delle mandado Iraear o
plano para ama casa, que tenha capacidade para 50
pessoas, mas taita por modo que de futuro possa ser
augmentada para oulro igual numero de pessoas,
Ser-vos-ha presente esse trabalho, e vista delle re-
solvereis o que entenderdes.
FONTES. ESTRADAS E CANAES.
Ponte do Cabob.
0 concert ou intes reedificarlo desla ponte foi
contratada por meu antecessor em 22 de setembro do
anuo passado com Joao Goncalves de SiqueiraJIgaV
ciel pela quanlia de 1:8008000 rs. Tem 50 palrdRHp
vao ; tizeram-sa-lhe noves rampas e 70 brajas qua-
dradas de calcada ; e augmentou-se-lhe a altura dos
pilares. Esl bem construida, e promelte bastante
durai;5o..
Ponte do Ciriry.
Naquella mesma dala, e com o mesmo individuo
foi contratada pela quaulia de 6-9509000 rs. a reedi-
licarao desla ponte. Foi suspendida 5 palmos cima
da aua altura antiga, continuando a ler o van de 42
palmos. Suas rampas sao muito externas, sendo ama
de 361 palmos de compriraento, e a oulra de 308, e
he luda calcada 3 guarnecida de balaustrada. Esta
obra se acha em mais de meio; e con junclamente com
ella so cstao fazendo as obras necessarias, de quo ella
depende, como sao dous boeiros de pedra ecaldebai-
xo de suas rampas, dous dilos em dous riachos pr-
ximos, e urna calcada.
Ponte da Mitsao de Japaratuba.
Da factura desta ponte se acha encarregado por ad-
minislracao o Dr. Joao Jos da Silva Travassos, qoe
por convite meu isso se preslou, auxiliando de imis
com outroj proprielarios vizinhos o cofre provincial
com um Ierro da importancia da despeza, que esl
oread em 6009000 rs. Os Irabalhos vo proieguindo
com regularidade, e espero que brevemente esteja a
obra concluida.
Ponte da Estancia tabre o rio Pianhy.
Em 14 de Janeiro deste anno contrate) coro Jos
Daniel de Magalhaes a factura desla ponte.pela quan-
lia de 3 conlos de ris, obrigando-se o contratante
da-la prompta em 16 mezes. Presume-se que esta
obra custar mais do dobro da quanlia contratada,
porque o ro tem immensa largura, mas o conlratan-
te espera nao solrer grande prejuizo, contando com
o auxilio de muitos proprielarios que sao nella nte-
ressadus. J cum lodo o estorbo comeraram os Ira-
balhos por um pilar e rampas. ,
Pontes do Poxlm e Poxim Merim.
Tendu-se recolhido, ha anuos, na Ihesouraria pro-
vincial o producto de urna subscripcao de particula-
res, na imporlancia de 5:8099000 rs. para o melho-
ramenlo da eslrada desla capital a cidade de Laran-
geiras, e sendo a sua principal necessidade a factura
dessas duas pontes, entend que por crdito da tazen-
da provincial devia quanto antes mandar tazc-las, e
cffeclvamente cxpedlndo as ordens para o levanta-
mcniu das plantas, planos e ornamentos, j se acham
esses Irabalhos pruraplos, e postas ambas as pontes em
arrematado, que se deve verificar nos dias 17,18 e
19 deste mez.
A ponte do Poxim lem 45 palmos de vao e 437 de
extensito coruprehendidas as rampas. Esl oreada
em 5:7289434 ra.
A do Poxim Merim tero 42 palmos de vao e 256 de
extenso tambera com. as rampas, sendo oreada em rs.
4:7239589.
melos eslou mandando fazer nos lugares denomina-
dos Porto da Vanea al a distancia de ama legua
onde o caminho se torna inlransilavet pelo in-
vern.
Com ene servico j se tem diipendido mais de rs.
3009000, e talvez ainda outro tanto nao baste, por se
fazerem precisos dous pontilhei nos pacos Muculan-
duba e Birba ; mas qualquer que seja a despeza para
isso necessaria, eilnu disposto i taza-la nos limites da
lei do ortameolu vigente, por ma parecer da maior
conveniencia a ficil communicarao entre dous povoa.
dos tao importantes, e qoe tantas relaces manteen)
entre si.
Estrada desta capital para a cidade de Larangeiras.
Senlindo esta estrada a mesma necessidade que a
da Estancia, e seudo como ella Uto importante,. re-
solv mandar fazer os precisos melhoramenlos, e ef-
fectivamenle j se acha delles encarregado, por ad-
ministrarlo, o Dr. engenheiro da provincia, que os
orrou em cerca de dous conlos de ris.
Eslrada da Lagoa Vermelha.
J se acha concluido o melhoramento desta estra-
da, qae pelo meu antecessor foi contratada pela
quanlia de 8008000 rs.
Eslrada da Capella,
Acha-se em pessimo estado esta-estrada na direc-
ro, que loma para a ribeira do Japaratuba, e como
depois de acabada a obra do Canal, o qoe breve (era
lugar, a maior parle dos proprielarios desse munici-
pio terao oecessariamente de procurar para o trans-
porte dos seus producios, essa estrada com preferen-
cia que vai para Maroim, por Ihe ser isso mais van-
lajoso, proponho-vos que consignis a quanlia preri-
sa para essa obra, tendo em attencSo o orcamento do
heiro.
Canal dq Japaratuba.
e com a maior aclividade a obra da aber-
tura deste canal, de que tantos bens, com razao, es-
pera a provincia para sua lavoura, commercio e na-
vegarao. J se acham promptas 887 bracas, que fizo-
ram o objecto do prmeiro contrate, na imporlancia
de 11:9729400 rs. por crdito d 12:0009000 rs. con-
cedido pelo governo imperial em aviso de 14 de de-
zembro de 1852; e das 1046 bracas restante!,-que 11-
zeram o objecto do segando contrato na importancia
de 13:5009000 rs., por conta dos cofres provinciaes,
j se acham tambem promplas mais de um terco, es-
tando alm diste aberto o terreno do canal com a lar-
gura de urna bra$a em quasi toda sua extenso por
entender o Dr. engenheiro ao servico da provincia
que antes do invern convinba ganhara exlremidade
do canal para dar sabida as aguas, aflm da se nioinu-
lilisar a obra taita cora a accumulaco das araa 1ra-
zidas pelas endientes do rio Japaratuba. Foi coa-
tratante de toda essa obra o. prestente cidadao Anto-
nio Jos da Silva Travassos, qae ja se acha pago nao
s de toda a imporlancia do primeiro contrato, como
da metade do segundo.
Carnet de Santa Maria e do Paruhy.
Sem ser de urna grande importancia agricola a fac-
tura destes dous canales, podem todava interessar ao
commercio e aos habitantes das tres cidades da pro-
vincia, porquanlo. o prmeiro ligando os ros Santa
Mara e Poxim daria ama vea d'agua navegavel e nao
interroinpida, para a communicatao "desla capital
com a ddade de Larangeiras, e o segundo, ligando os
ros Paruhy e Paripueirai, traria igual vantagem para
a communicaco desla capital com a cidade' da Es-
tancia.
O terreno qae ha i romper para a abertura de
qualqaer destes canaes nao excede de urna ligua,
achando-se j feito o orcamenlo do primeiro, coja im-
portancia se eleva a. 138 conlos de ris. Informa o
Dr. engenheiro au servico da provincia que esla
quanlia ficr reduzida, talvez, de dous lerdos, se se
quizer fazer o canal-para ser navegado lmenle ni
preamar, o que j nao he de pequea utilidade. Para
essa obra, com preferencia, tem o governo imperial
aberte a esla provincia um crdito de 12 cootos de
ris, eeu por cerlo ji Ihe teria dado essa applicaglo,
senao julgasse conveniente ouvir tambem a opinSo
docapitao Cabrita, que ora se acha na provincia, e
quem ji ordenei fizesse os exames necessarios, para
com maior seguranza dar enlao cornejo aos respecti-
vos Irabalhos.
ENCANAMElfTO DE AC.L'AS POTA VEIS.
Tendo encarregado ao Dr. provedor Je sade de
proceder aum oame, de preferencia, sobre as aguas
dos rios denominadosS. Gonzalo, lina e Prala,
qae correr as v mtihaucas desta cidade, com o fim
de mandar encaar as de melhor qualdadepara o
seu abaiterimenlo, infurmuu-rae o mesmo Dri pro-
vedor que em vista das experenaias, que taz com re-
agentes idnticos, e cm porreo idntica de agua to-
mada de cada um dos ditos rios, recooheceu serem
todas potaves, e de boa qualdade, sendo todava
preferivel a de S. Goncalo, petas razoes constantes do
seu relalorio, que appenso presente exposicao por
rae parecer que por mais de um motivo vos interes-
sir a sua leitura. Como veris da dala do rnesmo
relalorio, me foi elle remettido em 12 do crrante, e
por esse motivo nao pode j vos ser presente o res-
pectivo orearaeoto, esperando todava poder faze-lo
a lempo de eslardes ainda reunidos, afim de consig-
nantes os fundos necessarios, se' assim vos parecer
acertado.
"atalaias.
Jtalaia da capital. -
Em 26 do raez passado contrtela sua, factura com
o Dr. engenheiro Pedro Rodrigues Dantas, pela
quaulia de 2:3009378 rs., obrigaudo-se a entrega-la
prompta dentro do prazo de um auno. A planta,
e plano, perlencem ao mesmo contratante.
Atalaia da Estancia.
Para a factura desla Atalaia fiz em 14 de Janeiro
desle anno, igual contrato com o lenle coronel Itay-
muodo de Araujo Jorge, sendo porm de 2:3019000
ra. o preco do contrato, e a planta e plano feitos pelo
Dr. engenheiro ab servico da proviucia. '
Atalaia de Cotinguiba.
Coplina a prestar servico a navegado, mas ame-
lea desabar, se de prompto nao for reparada. Para
esle fim se lizeram algumas encoromendas para tora
da provincia, e logo que clicguem, comecarflu os Ira-
balhos, leudo a deipeza de importar em 1:4009000
rs., segundo o respectivo ornamento.
A informar.lo, que acabo de vos dar das obras da
proviada, que estao* em andamento, e que em bre-
ve lera* de comecar, deve vos convencer, me pare-
ce, de que um nico engenheiro que existe na pro-
vincia ao seu servico, o Dr. Sebasliao Jos Bazlio
Pyrrho, posto que muilo intellgenle, pratico e ac-
tivo, nao pode bastar para os Irabalhos de levanta-
meato de plantes, planos e orcamenlos de lamas o-
bras, e muilo menos para administra-las e fhcalisa-
las, como ao indispensavel he aos interesses da mes-
rea provincia. Era pois mea desejo vos propr a
crearan de urna repartirlo de obras publicas ^>ara
maior regularidade desle ramo do servtc.0, mas atten-
dendo adespeza qne lera ella de acanalar, limit-
me indicar-vos a conveniencia de habillardes a
presidencia com os meios necessarios para altrahir
provincia um engenheiro, que venjia ajudar o actual
nos muitos Irabalhos que lera seu cargo.
THESOL'RARIA PROVINCIAL.
Esta reparliro, sol a directo do s'eu digno e ze-
loso chefe, desempenha do melhor modo as obliga-
rnos que Ihe incumbe a sua lei orgnica. Mas esta,
segundo j o lem demonstrado a experiencia, preci-
sa de ser retocada, mrmente na parte da escriplu-
racao, e dos Irabalhos de sestao. Para esse :fim le-
uhoj nomeado umi commissao composta do mesmo.
inspector, e do da Ihesouraria da tazenda, que es-
pero em breve me aprsentelo um trabalho bem
acabado.
Mesas de.rendas da capital e Estancia.
Em execuco do artigo 40 da lei do ornamento vi-
gente, que dividi eslas mesas das de rendas geraes,
nomcei os respectivos administradores e escrivfles e
acham-se ellas j funecionando, a da Estancia desde
19 de dezmbro do anno passado, c a desla capital
desde o 1. de Janeiro deste anno.
O augmente, cm geral, das rondas, e em especial
de alguns impostes, que pouco ou nada reudiam an-
tes da divisao, vai provando o acert desla medida.
E parte ao esforcado eesclarecido zelo dos'actuaes admi-
nistradores, e podc-se por isso dizer que lem algu-
ma coosa de pessoal, mas mesmo era Ihese me pare-
ce que se poderia sustentar a nlilklade.da divisao,
atlendendo-se que ella proporciona i tazenda publi-
ca meios de ler completa e immedata aejaosobre os
encarregados da arrecadacae de suas rendas.
E le livessemo* de considerar a medida da divisao
debaixo do ponte de vista legal, veramos que ella
mais se conforma com o artigo 20 do regulamento de
30 de mato de 1846, esplieado pelo avise da azenda
de 18 de marco de 1847.
Halaneo d receila *4*tpeta ao exercicio de 1852,
1853.
A receila arrecadada no exercicio de 1852__185-3
sabio a 248:2979442, alm da 2:5819854 que se dei-
xou de arrecadar dentro do exercicio.
A despeza paga foi de 201:8138217, appareceodo
per taulo a favor da recelta urna diflerenca de rs.
48-1849225/ que foi o saldo era dinheiro verificado
"o da 31 deoutubro de 1853, por oecasiao da re-
ceiueimento geral da receila e despula.
Excedera de 60:0009 n. o saldo can dinhdro, se
na cifra di despeza nao acaraste a quanlia de rs.
11:9509123, e mais oulros empenhos, com que o ex-
ercicio del8M-i852gravoUo exercicio de 1852
-1853.
Juntaodo receila arrecadada de 248:297*442 n.
o saldo ero lellras do anno intecedeoto, oa impor-
tancia de 36:3469793 r.., p|1(ta reis
284:6449235,-que, comparada coma deipeza paga
de 201:8139217 r.., tero urna diflereoca es favor
de 82:8319018 rs., que passou para o exerdto de
18531854.
Balante da receita e despeza do 1. semestre do
corrente exercicio de 18531854.
A receita arrecadada al o da 31 de dezmbro do
anuo passado foi de 55:4839081 ra, sendo a-despeza
paga al aquelle da de 73:9249624rs. Ora tendo sido
o saldo qae passou para este exercicio de 82:8319018
rs. he visto que a cifra da receita ae elevou a
138^3149099 rs., que balanceada com A despeza paga
de 73:9249621 rs. e mais 5:9729100 rs. qne por
empreslimo passou para o cofre da tliesounrii da ta-
zenda, da a tavor da receila ama diflereoce de
58:4179075 rs., queeQeclivamentejfoi o saldo acha- "
do no da 31 de dezmbro do anuo panado.
Orcament* para 1854 1855.
Est oreada a receita era 221:3959000 ra. sendo
132:4859000 rs. de renda interior, e 20:2649000 rs.
de renda*extraordinaria. Com quanto j avallaba a
cifrada receita, coate, todava, qae ella ser exce-
dida pelo augmento da prodcelo, e melhor fiscili -
sarao.
A despeza esl oreada em 188:3959 rs., haven-
do portanto un saldo presumivd de 32:6239579
ra., que poder ser augmentado glosaudo-se algu-
mas despezase para os quaes me parece'nao ha-
ver bom fundamento.
Divida aclica e pataca.
A divida activa da provincia, -que foi liquidada
al o dii 31 de oulubro da 1853, termo do trimes-
tre addicconal ao exercicio de 1852 1853-, ele-
va-se ttianlia de 37:0559170 rs., comprehsudi-
da a de 4:168505 que se presume incobravel. Des-
f
la divida, porm, de 37:0559170 rs. j m cobrou no
exercitio de 1852 1853 a Juanita de 1:7939135
rs-, no 1. semestre do corrente exercicio a de,
0999083 rs., e ao IrimesUe de Janeiro a marea do
corrale anno a quanlia de 2:0859192 ra., alm de
2509929 rs. de premios vencido, ficando assim re-
duzida toda a divida activa 31:3839708 rs.
Apezar de haver \ Ihesouraria provincial ltima-
mente obtido mais alguma, vantagem na arrecada-
cao da divida activa, como acabis de ver, ata* du-
vida convireii comigo qae ainda he ella tao pe-
quena qae compre quauto antes melhorar eam ar-
reeadacau. Para esse fim me persuado que pedera
convr um "dos dous 'arbitrios: oa mandar arre-
matar a divida por classes, mediante urna radne-
aao razoavel, ou elevar as porcentagen lo jahto ao
dobro do que ora da a tazenda. Iaclino-me mal a
este ultimo arbitrio, porqae, alm do incentivo,
que ofiereee, he ama vefdadeirajastica feita aos em-
pregads do juizo, qae por rrlo nao tem na por-
centagen), que hoje receben), urna retribuirlo equi-
valente ao sea trabalho.
A divida passiva da provincia apenas se eleva
quanlia de 2259695 rs., que nao tem sido paga por
nao apparecerem os seus credores recebe-la. Quan-
do se rerorda de que o exercicio de 1851 1852
gravoa o de 1852 1853 com urna divida liquidada
d cerca de 15 conlos, alm de outros empenhos, e
que ainda peior fora a sorte dos exercicioi anterio-
res, rae parece que se pode dizer que bem prospe-
roc lisongero he o estado das filanos da provincia.
Estado dot cofres.
At o dia 12 do correte o-movimenlo da .caxa
geral era o segunte.Receita propria 130:0459395 .
rs., suprimenlos 25:5129100 rs., saldo em 31.de
oulubro de 1853 46:4849225 rs., dito do cala de
lellras 40:4069184 rs., sommando tndo 242:478920*
rs. Despeza propria 144:7309395 rs., indemnisa-
SOes 25:5429*00 rs., sommando 170:2728795 rs.
Saldo 72:2059409 rs. sendo em moeda.no cofre
31:7999225 rs. em lettras a receber 40:4669184 rs.
At o mismo dia 12 o movimento da caixa de dep-
sitos foi o seguateReceita 15:344117 re., i
4:4819635 rs. Saldol:62782 ra. sendo em mo
,8:7709854 rs., em lellras 1:2889125 rs em bilhe-
tes 4039803 rs.
REBOCAGEM POR VAPOR.
O reboque por vapor as barras desta. provincia
be, no meo entender, a neceeidade coja satisfa-
ro mais pode concorrer para o desenvolTmenlo
da sua lavoura, commercio, e navegado.
Parece-me que nao exagero, attribninde ao fado
da rebocagem dos navios os seguintes beneficios:
Augmento do numero das viagens dea navios,
porque nao ferio mais necessidade de esperar se-
manas, e al mezes, por mares para sahirem.
Diminuirao do premio*-das apotices de seguro dos
navios, porque cessarao os grandes riscos das bar-
ras.
Carregamento dos navios de mais deas tres pal-
mos, porque demandarao meos agua pan sahirem.
Cessarao dos repetidos naufragios, e cansequea-
tes perdas do carregamento,' pela mor parte das ve-
zes, por conta do proprio productor, que se for-
ra despeza do subido joro de cinco por cento de
seguro. Augmento do prejo do assucar e dos de
mais gneros de exportante do consumo dos mer-
cados estrangeiros, na razao da despeza de trans-
porte para as provincias do imperio, porque subs-
tituid cabolagera a navegaro directa para os
mercados cousnmidores.
Diminiiicao do. preco das inercadorias estrangei-
ras, importadas na provincia, pela mesmi razao.
Augmento da renda da tazenda publica corres-
pondente i alte do preco dos gneros exportados.
A arrecadaro immediata na provincia de toda,
ou da maior parte de sua renda geral de exporta-
rlo e importarlo.
Augmento da producao da previncia, eporcon-
segainle da renda publica, porqae a renda liquida
do productor crescer.
Dando tamanho alcance ao eilabcledmenlo do
reboque as barras da provincia, dei-me presea do
endereoar ao governo imperial um drcamslancia-
do relalorio i semelhanle respeite, aeompaniado
de todos os mappas e esclireeimentos que pude col-
ligir para o calculo da receta e despeza provav-!l
d'esse lervico ; e felizmente posso-voi assegurar qo>
o governo imperial, desejuio de concorrer para esse
grande beneficio da provincia, acolhea con) favor
as nimbas intormaces, e se moslra disposto i au-
xiliar os cofres provinciaes nos sacrificio!, je* fo-
rem de misler fazer-se :
Pela secretaria da presidencia vos serSo remet-
tidas todas as informarles e mappas qne lenhu
reunido com o fim de conhecer qaaes o favores e
suhvenrao, com que devem eoooorrer oa cofres
publico'.
J desde o anno passado o cidadao Antonia Jos
da Silva Travassos, reconheceado que de uro cervi-
ro regular de reboque as birria deviara reinltar
grandes beneficios proviooia, solliclou do gover-
no imperial um privilegio pora eocorporir ama
compaohia para esse fim, mas cedo leve de conhe-
cer que sem urna sulivciirao se uflu poda fazer es-
se servico, e nesse sentido additou o sen reqari-
menlo, que pende de diehae.
'MELHORAMENTO IX\S BARRAS.
Aguardando o eslabelecimento de ama companhi
que se propona a fazer o servico da rebocagem por
vapor as barras desta provincia, como tanta con-
vm, para que cessem os grandes riscos, qoe ora of-
ferecem navegado, julguei, todava, nao dever
deixa-las no abandono, em que se achavam.
Tralei desde logo de mandar construir ama ealraia
para o servico da barra desla capital, onde nenhuma
havia, apezar de serem cobrados regularmente os
direilos de praticagem. Acha-se quasi prompta, e
brevemente comedir Irabalhar. A sua armario
he a palhabole e tem qualro remos por banda.
A ealraia ao ser.vico da barra do rio Real havia
perdido o cobre que a forrav, e attava bastante ar-
ruinada. Ordenei que se tau o orcamealo para
os precisos reparos, c mediante elle j coineciram os
Irabalhos que ern^breve estarlo acabados. Como se
tralasse diconceirta-la, approveitei a occaaiio para
/


V
r-
DIARIO DE PERNAM6UCO. SABBAOO 3 DE JUNHO OE 1854.
*
mudar I iua armac,* dar-lhe remoi que ato ti-
ubi.
Iguaes providencias deiejava en lomar para a bar-
ra da Colingurba, onde apena existe ama ma calraia
da propriedade do mismo palmo, que a dirige. Ma>
a falla da crdito dado pelo governo me lem vedado
de por ora fazer-lhe ene beneficio.
Tomei, pois, o arbitrio de-mandar amraociar pe-
los joraaeaqoa a presidencia eontractava o servido
da pralicagem dessa barra pelas roesroas condiccAes
con que actualmente he feito, apreentando porcm o
cootractaale ama calraia bem apparelhada e com
qaalro remos por banda. Infelizmente nao lem nin-
guem acudido ao convile, llve pelo recelo de que
fiquera dentro em pouco inulilisados os capitaes em-
pregados na calraia pelo estabelecimento de alguma
corapinhia de reboque por Vapor, talvez mesmo pela
falta de capitaes da parte dos praticos, por vi de re-
gra pone favorecidos de fortuna.
Alm da falta, de catraias, sentem as barras desla
provincia anda' urna oulra nao menos importante
a de Alalaias. Apenas, como sabis, existe urna na
barra de Cotinguiba, mas esta mesmo ameacando
ruina. O Dr. eogenlieiro ao servido da provincia
fol por mim incumbido de favor os exames, e orea-
mente uecessario para os seus reparos, e j me ha-
vendo apresenlado o resultada dos seus trabalhos, es-
tou resolvido encrrega-lo, por adrainislracao, da
mesma obra, logo que elle se desembarasse de outrat
commissoes. Para esse Om, e por ndcacjlo do mes
mo engenheiro mahdei buscar ao Rio de Janeiro al-
gans prepares, que n3o devem tardar.
Carecendo absolutamente de alalaias as barras
desla capital, e Rio Real, dei-me pressa em mandar
levantaras plaas efaier os precisos ornamentos, e
felitmente posso j dizer-vos, que se anda nSo es-
Uo feis, pelo menos 15o contratadas a do Rio
Real pelo lente coronel Raymundo de Araujo Jor-
ge, a fe da capilal pelo Dr. engenheiro Pedro Rodri-
gues Dantas, quem pertence a respectiva planta e
planos.
Creio que daqoi a bem poucos mezes eslarflo essas
duas barras doladas desae grande e primeiro nielho-
ramento de que precisam, se' por ventura nao appa-
recer ah algum salanaz, que venha malograr os
meo mato rdanles votos, em que sem duvida son
acompanhado por lados os boos Sergipanos. Apraz
me deconimuniear-vos que a alalaia do Rio Real
Tai ser feila por dinheiros de urna espontanea subs-
cripto des municipes da Estancia, circumstejicia
. qo ai por si me faria interessar vivamente por essa
obra, qnando ella j por si nao iraportasse un dos
primeiros melhoramentos para a provincia.
A falta de polica toas barras era majs um incon-
veniente,' com que ellas lulavam. Exista um ins-
pector garal de Barras, mas este nenhuns meios li-
aba para polica-las, e era se quer un regiment
liavia, que marcis as obrigaces dos meslres para
com os patroes, e de uns e outros para com o inspec-
tor, tanto para evitar naufragios, como para acaute-
, lar es salvados.
O governo imperial, a quem officei pedindo pro-
videncias, autorisou-mc i por em execucao proviso-
riamente o regolamento que serve na barra do Rio
Grande do Sal, e eOeclivamenle j o remed ao i ns-
pectur para po-lo era execufio as barras desla pro-
vincia. Pens que com esta providencia muilo lu-
crarao as barras, mormtnte addicclunando-lhe, co-
mo fea o inspector, um regiment de iguaes, o qual
j mandei publicar na foiha odicial para conhec-
mente dasembarcac&es que deinandarem as barras.
MOVIMENTO DE EXPORTACAO* E MPR-
TACAO'.
O valor dos gneros exportados no nlimo exerci-
eio de t85-53 foi de 3,577:6719982, sendo rs. .
3,503:7509216 de assucar, 17:5739960de agurdenle,
6:85*9800 demel, 25:93*92*0 de couros salgados, sec-
eos e meios de sola, 14:1919500 de sal, e o restante
na importancia de 9:0679266 de diversos gneros.
A exportado veriBcon-se pelas qualro barras da
pro vi neis, na seguale proporcSo.
Barra do rio Cotinguiba. 2,175:9409906
do rio Real. ... 656:3719890
do ro San Francisco. 277:2359636
do rio Vasa Barris. 168:1239550
Do valor exportado smente 517:4-229845 fui para
os portes eslraogeiros, sendo lodo o excedente para
os portes do imperio.
A -expnrtasao do exercicio do anno anterior de
1851 1852 foi de 2,147:7529765. Houve portento
urna diflereoca em favor da do exercicio de 1852
1853 de 1,429:9199217.
Sendo o assucar o principal producto de exporta-
nte da provincia, julgo que 3o ser sem inleresse
para vos o conhecimento de sua exportado no de-
cennio de 1843 1852.
1,020,160 arrobas.
1,396,435 0
689,818
1,050,454
1,485,420 n
1,070,191 n
1,421,264
M,278,018 i)
1,103,513
2,28336l a
1843-^44
181445
18*5-48
1846-47
184748
184849
184050
185051
186152
185253
Comparando a exportarlo do assucar destes de/
anuos entre si, fcilmente reeonhecereis que a sua
industria est estacionaria, e que he perianto preci-
se eadir-lhe com alguma animarlo e auxilio, como
vos endiquei, quando tralei do imposto do meio di-
itao, i que esl sojeito este producto.
O grande augmento de exportadlo que se nota no
anno de 1952, he um fado isolado, e como tal nao
bastn, me parece, para Armar um juizo diverso.
As mereadorias eslrangeiras importadas directa-
mente no anno flnaneeiro de 185253 renderaro
3*36*961, tendo sido o seu valor ollicia113:6019315.
As mereadorias eslrangeiras importadas com carta
da gana no neiino anno Bnanceiro renderam ....
4:3719156, toado sido o sen valor ofllcal.....
950:4101800.
As mereadorias de prodcelo nacional no sobre-
dito asmo renderam 1:1699521, tendo sido o seu va-
ler oficial 233:9053800. Foi prtenlo o valor ofll-
cial de todas as mereadorias, Unto eslrangeiras como
naetonaes despachadas pela alfandega de rs.....
i,206:9209t5, produzindo de direitos 19:1779638.
Atora das mereadorias despachadas pela alfande-
ga, ate importadas muilas oulras pelas barras do rio
Real e Vaca Barris, onde nao exisiem alfandegas,
a importancia talvez de mais de um terco do que
importa a barra a Cotinguiba. Espero que antes
do encerrameuto da assemblea provincial ja eslejam
prometes para vos aerem prsenles os raappas d ira-
parlacao das ditas barras do rio Real e Vasa Barris.
O mo.vimeuto da navegacao nas barras da Colin-
gniba, ra Real e Vaia Barris no Irennio de 1850
1853, foi o seginle:
da polica, como a lei leve Tjra visla ; e, pois, me pa-
rece acertado que, com atteurAo aos recursos do co-
fre provincial, dolis mais vanlajosamente este ule-
resstnle ramo de servido publico.
Com a- illuminario da capilal ecidade de l.aran-
geirasdespendeu-se do 1 dejullm do anno passado
aleo ultimo do mez de marco 2:9179692 e pelo que
loca da cidadeda Estancia, leudo lindado em 9 de
fevereiro deste anno o primeiro prazo do contrato
feito com Jos Antonio do Nascimenlo, de conformi-
dade com o art. 8 da rcsolucao n. 366 de 26 de se-
tembrodo 1853, determine! que fosse a illumna-
{3o posta em arrematacao, mas nao lem alo agora
comparecido quem queira fazer o. contrato pelo pre-
jo estipulado na lei.
. Fabrico do assucar.
Pela secretaria do governo ser remedida urna
proposta que, por intermedio de Joo Baplisla Mou-
liro, faz o engenheiro Jos Pedro de Aodrade, na
qual amanea o mesmo engenheiro urna vanlagem de
50 por cenlo no fabrico do assucar como em prego
de apparelhos, quepossue Ira/idos da Europa. Com
quanlo o custo dos apparelhos na importancia de mais
de 30 conlos me paraca bstanle alio para que possa
approveilar maior parle dos proprielarios, que se
empregam nesse ramo de industria, julgo todava
que s por isso nao deve a proposta ser desprexada
sem maior exame. Em lauto alrazo se acha anda o
fabrico do assucar entre nos comparado com o que
se observa na Luisiana e em oulros paizes, que me
parece bem justificada toda a tentativa que se fizer
para o sen melhoramenlo.
Secretaria do governo.
Esfa repartco trabalha com a devida regularidn-
desob'a direccSo do seu digno chele, acliando-se
emdia lodosos livrosde registro do expediente, que
por ella corre.
NSo estando anda organisado o archivo, nem sen-
do possivel, depois de acabado esse Irabalho, con-
servado em boa ordara, sem a permanencia de um
empregado, que dellese oceupe exclusivamente, pe-
co-vosa creacao do lugar de archivista.1*
Palacio do governo da provincia de Sergipe 20 de
a6ril de 1854.
Ignacio Joaquim Barbota.
llIDl --------
CORRESPONDENCIA SO DIARIO DE
PERNAMBUOO.
Macelo 20 de malo.
Ja linha eocommendado ao Reg urna casaca e
caichi prela, que as- actuaes estao no lio ; j linba
comprado fostao branco para um estlele ; j linha
mandado buscar em casa do Gui maraes um par de
lavas de pellica ( (raslinho que nanea possui ) ; j
linda untado as nenias com um uuguento, que me,
havia dado o Teixeira, assegurando ser santo reme-
dio para o rheumatismo ; j linha ido pedinchar
mais de urna moca urna esmolinha de contradansas ;
j linha engajado o Linguira como vis--vis, ludo
islo para o fntnro baile, quando roe veio dizer
Aprigio, que nao linhant chegado a omaccordo osil-
luslres membroL da commisso mixta! Quis talia
[ando Mgrmidonum Dolopumce temperct Ificri-
mis!!! Sabe Dos a difficuldade que live em ar-
ranjar panno para a casaca, calca e collete; as labias
que deilei para filar o ungento do Teixeira e as
alicantinas e tamurias que empreguei para obler de
urna menina-de seus40 annos a 19 conlradansa, e
agora no fim este desapontameujo ? Diga-me, Sr.
correspondente, para que quero eu agora casaca,
caifa, colele, lavas, peritas sas, a quadragenara e
o vis--vit l.inguica l Contou-me o Aprigio que na
primeira conferencia linha havido animado debate
entro o Maranhao e ojoso Angelo, chegando o ne-
gocio a ponto de qaasi jogarem o murros, e sepa-
rando-so por fim o congresso sem chegar a um ac-
cordo ( lal qual os diplmalas Russos e Tnrcos
esperava en que na seguinle conferencia interviesse
a diplomacia para fazer alguma accommodacao, de
maneira que o negocio fosse avante ; porm, o te-
nenlc-coronel major Meira (cuja casa linha sido des-
tinada para a dieta ) teniendo que hovcsse all al-
aum pugilato em regra, visto como dizia-se, que
ambos os partidos so preparavaro, e que iriam ds-
postos calorossimo debate, dcuo negocio pordis-
solvdo, ficando eu com agua no^bico : esl dilo,
nunca mais deseuferrojarei estas pernas Dixemos,
porcm, o bailo gorado, e passemos alguma cousa
positiva e real ; turremos no dominio do passado de
que muito goslo, porque sempre o vemos mellior do
que foi; quanlo ao presente, alm de apresentar-^se-
nos como alravz de um prisma, da ordinario o adia-
mos peior do que he ; e o futuro alm'de pertencer
smente a Dos, qasi sempre o esperamos mellior
do que ha de ser.
O vapor Imperador que aqu tocou no dia 16,
Iransporlava alguns dos deputados assemblea' ge-
ral pelas provincias' do Norte; embora involunta-
riamente, uo pdem tiles ser escoimados da pecha
de haverem no seu lano concorrido, para que depois
de um perodo de 28 annos, se reproduzisse nesle. a
mesma cena de 1826, em que nBo houve numero
snfHciente de deputados para que podesse a cmara
temporaria celebrar ensilo na confurmidade do arl.
23 da consliiuicu do imperio, de maneira que s no
dia 7 do crrente leve lugar a sessae imperial da
abertura da assemblea geral : o que deu lliema a va-
riadas conversacSes na corte, procurando cada um
interpretar a seu modo o nao comparecimiento dos
representantes da naco ; vieram campo os maires
disprales, absurdos e hypolheses de lodo o cali-
bre : uns enxergavam em semelhanle oceurrencia
urna especie de opposicflo syslhematica, oulros.des-
conlenlarnenlos das provincias do Norte, alguns des-
crdito do ayslema representativo ; o maior numero
emlm. o mero acaso, opinio ejla a que me inclino
pur estar persurdfdo que nenWnm fundamento lera
a phantastica opposirno, o imaginario desconlenla-
menlo e o chimero descrdito.
Nosuprameucionado vaporseguio o Dr. Manuel Joa
quii de Mendonca Caslello Branco, um dos depu-
tados por e theos Casado de Araujo tama, que segundo llie par-
licipei achava-se iiilcriuamente no exercicio decjiefc
de polica; saliendo porem elle que o 2. supplente
Pedro Antonio ( que havia seguido para a corte),
linha tomado assento, por maligndade deixou a po-
lica a parlio, a fim de' ir dizer ao Pedro oarreda
que eu me quero senlar: acho-lhe pouco jutoo em
deixar o elevado e importante cargo de chele de po-
lica de provincia pequea, pela humilde posicio
de depulado; acho-lhe man goslo em querer trocar
a.maviosa cantaroU dos sapos. rSase toda a familia
dos batracios abolelados no pantano que atravessa
a cidade de sul norte, nassando pelo sitio e cha-
cara do Dr. Sobral, pelos dissonantet garganteados
da compauha Italiana; em deixar de passear em a
nossa bella, resplandecenle e rulilanle ruado com-
merciu para ir dar alguma topada arranca-unha em
a feia, escura arenosa e eburacada roa do Ouvi-
dor! .
Antes porm de partir para a corle, o Dr. Malbe-
os quiz fazer alguma cousa grande ou que dsse nas
vistas, e mereceram-lhe especial alleiicio os supplen-
tes de delegado e snb-delegario de polica;
saber disto de fonle limpa, pnis indo enrom-
an Chrisliano Allemao urna mesa vi o secr.
governo por all passar, assim com um ar enfai
do, bem vonlade tive de puxar cora ello conversa;
porm nao me animei, primeramenle por nao ler
iiitiniidadc com elle, e era 2. lugar por que me pa-
teccu que eu ia zangado o com pressa: fez-meaquil-
lo especie, e depois de tratar cora o Chrisliano res-
pclo do preco da minha mesa, targuei-me s car-
reiras para a*secrelara do polica ahm de ver o Mel-
lo a quem fui dizeudoapenasavisleilSr. Mello nao
me sabara Vmc. dizer por que parece o secretario
tao afervorado e zangado?-Ora he boa, retorquio-
o Mello, var nao lem boca; v pergunlar-Hi o.
le mesmo genero, a que os matulos appellidam;
cobra de viado.
Existe oesta cidade um portuguez de nome Ma-
noel Borges de Mendonca, que sendo a principio ta-
berneiro, desamparou de repente a vendla, decla-
rando ler descoberto um remedio para curar a lele-
phanliasis : de maneira que desde 1850 tem sido o
Cabriou das presidencias e do governo imperial, a
quem tem dirigido iunumcros'requerimenlos, pedin-
do exorbitantes premios pela sua pretendida deseo-
berta : em um dos ltimos exiga elle a insignificau;
le quanlia de 1:200:0009 res pelo segrotlo, alm de
100:0005 pelo Iralameolo animal dos morpheticos-
o governo imperial julgou que p homem ou eslava
doudo, ou que linha havido algum engao de cifras;
querendo porm saber se algum proveito colhiam
os ineli/.es afectados daquelle mal medunho com o
incgnito remedio, mandou por disposcao da pre-
sidencia 2:0009 para'serem applca>los So tratamento
de alguns morphelicos submetlidos ao curativo do
Borges. Varios mdicos que j tem examinado al-
guns dos infelizes tratados por elle, declaram que as
melhoras que apresentavam erara appareutes, j he
com ludo grande vanlagem encontrar quem se dedi-
que desveladamcnle ao tratamento dos infelizes ac-
conrmettidos daquelle lerrivel mal ; ltimamente
mesmo um dellcs declarou pelos peridicos que vi-
va ha mais de oito annos abandonado dos prenles
e amigos, e quo sendo tratado pelo Sr. Borges dcsap-
areceram-lhedo corpo asebagase dormencias. Pelo
ixm. Sr. \re-presidente fol ltimamente Humeada
urna commisso de tres mdicos para emittir o seu
juizo acerca dn experiencia recommendada pelo go-
verno imperial, ecrcio que desla feila Acaremos por
urna vez desengaados respailo do tal Borges.
Dsse-lhe em minba carta que o Ignacio Mello da
alfandega, tnha-me contado que aquella repartco
audava agora n'uma,roda-viva ; porm o que o Ig-
nacinho nao me disse foi que o novo escrivo, o Sr.
do Espirito Santo, que serve de inspector interino
tem feito os maiores esforcos para malquislar-se
com D respeilavel corpo de commercio, c desavir-se
com os empregados da alfandega : contaram-me quo
o lal senhor fez tencao de tratar mal as partes e de-
mora-las sem molivo algum plausivel, fazendo al
bem boas arbitrariedades, lao smenle escudado com
o sea quero, posio e mando em negocios em que nao
est aulorisauo pejorespeclivorcgutamenlo: honlem
eniao o homem endemoninhou-se, maltratando aos
seus empregados, laurando para fura da repartirn
despachantes, c mpedindo a sabida de embarcares
eslrangeiras sob frivolos pretextos. Disse-me o Pi-
pelit da secretaria, que j subram ao conhecimeuto
da vice-presideiicia una quei\a bem fundamentada
e documentada de om caixeiro do negociante inglez
Diogo Burnetle, e urna representacao deste, sobre as
quaesser ouvido o esciivao, accrescentava o mesmo
Pipiletqoe nao sabia que sabida Ihcs poder ia dar o
inspector interino. Qua; le insania cepit, Sr. do
Espirito ? Em que paiz pensa S. S. que esl '.' Veja,
Sr. do Espirito -Sanio, que pode-se ser empregado
probo e zeloso sera maltratar e offender a nnguem,
naja visla 0 digno iuspectorda thesourara de fazen-
da e oulros chefes das repartieres da provincia, con-
sidere qoe j nao estamos maisem lempos de que-
ro porque quero e o governo imperial que nao
pralica arbitraridades, nao ha de estar muito dispos-
'o a tolerar, que seus agentes as pratiquem !
As f\ i uvas ron l i u n a m a mimosear-nos exnberau-
lonienlc, eos gneros vao descerni dos altos pincaros
em que se tinham ido empoleirar ; estamos porm
sob o-dominio do terror : vao apparecendo urnas
Pebres de mo carcter, que j lem mandado algumas
pessoas desta para mellior vida : lei dignes eteces
d'Esculape nao sabem anda como qualiiica-las : co-
mo sempre acoutece Hipcrates diz sim, Caleo,
nao, na opuiao de uns sao biliosa*, ua de oulros
gattricas, na daqueltes intermitientes, cinfim nas dos
mais terroristas sao as omarefa* que vid la ni a dizi-
mar-nos!! A popularan est terrado, e para des-
assombra-la convidou o Exm. vce-presidenle lodos
as mdicos da cidade urna conferencia afim dedo-
lermnarem a especie, e declararem se sao ou n3o
epidmicas, para se darem as providencias. Vale.
Ihos visionarios; ha sobre o apparecimento da alma
do infeliz Jos Roraao de Freilas, que fora barbara-
mente assassinado em ,certo lempo, mas nnguem
pode aiuda saber quaes foram os seus crueis as'ias-
sinos : a Providencia de Dos, que nao dorme, al-
gum daos ha de descubrir.
Acabe de saber que a nossa polica commetteu
urna nova arbtrariedade, prendendo o unocenli-
nho Manoel Jo3o, criminoso de inorle em N.-Se-
nhora da Gloria de Pao d'Alho.
Dou parte a Vrac. que j sei quem he o prolector
do... e mora la para as bandas d igreja das Chagas;
que varinlia de ruudao lenho ea ? Sei mais de moi-
las cousinhas deste poderoso protector : o protegi-
do, e recommeodado c o possuimos, porm lao oc-
cullo, qoe parece habitar em alguns negros antros:
o que recomendou para l lao bella joia, tambem
habita entre nos, e esta recommendacao he urna das
suas grandes e celebres quijotadas ; se en Ih'ascon-
tara !... silencio por hora.
A feira de gado esleve ahondante, porque houve-
ram nos curraes para mais de 800 caberas, e reta-
ihou-se a carne vcide do 8a 12patacas.
Os vveres de primeira uecessdade tem estado em
preco medio.
Para o fim deste raez lem cabido algnmas chavas,
e as lagartas tem desipparecido. Quanlo ao estado
sanitario vamos soffrivelmenle, porque as lemiveis
Cobres tem feito desereao, e oulras graves molestias;
smenle algumas doencas de olhos lem atacado urna
boa parte dos habitantes desla cidade; consla-me
porm nenhum resultado funesto lem deixado as
taes doencas, lodavia peco muilo a Dos nao as ler,
porque pelo menos me priva de Ihe escrever por um
bom par de das.
D recommendacos ai i alias ao men noto amigo,
o prolector do...
Dcseja-lhe saude, felicidade, e dnheiro o
Victorietu.
Contrato dan carnes verdes.
Rela^ao das pessoas que mataram rezes, mediante
a mulla de '0JO0O rs.por cabeca, na conformi-
dade Kart. 9do con'.rald'das carne verdes, e
retolUfSo da presidencia de 2\*de+4ezembro do
anno prximo passado, sendo dilai multas do
dios 22 a 31 do mez de maio prximo passaila.. .
PERN4M6UC0.
COMARCA M SANTO ASTA'O
Vtelaria 37 de m.lo.
Nao enfadarci mais a Vmc. com desculpas, quan-
do em alguma semana deixar de llie dar noticias des-
ta comarca ; islo posto, comerrei sem mais ceremo-
nia por dizer-Ihe, que rausou aqu grande novidade
e eslranheza, a publiraran de urna representarlo di-
rigida ao Exra. Sr. presidente, pela nossa illslrissi-
ma, respeito de um fabuloso insnllo que se Ihe fez.
Nunca pensei que. a cmara da Victoria tivesse a
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liluminacao.
Exlato ai asentados em toda a piovncia apenas 84
laaefeMs, sendo 42 na capital, 28 na cidade de 1..
raagetras 114 na eidad* da Estancia. Evidenlemen-
teaaesrto n illuaiiuacio distribuida por modo lao aca-
1 no mUsm ai neettsidade dos Rabilantes e
Vi qne o Mello taobem se arhav encanzinado, e
liipiei por algum lempo calado esperando que se a-
mainasse a colerado homem, e qne elle por si mesmo
se riesabafasse; nao esperei multe, perceb que elle
ia fallar e prestei-lhe toda a minha adenrao: J
nao posso mais agueutar tantas inleriuidailes (pro-
rompeu elle) nSo sei para que nao se manda antes
fechar esta casa; para coroar a obra, veio no Bm'o
Dr. Casado, fazer lodo este barulho no expeliente.
de maneira* que ningnera sabe quanlas anda; sem
consultar os trgistros, nema pesua alguma, ofiici-
i-iou o homem ao Sr. vice-presidente da provincia,
di/.endo que eslavam vagos os supplenles do delega-
do e subdelegado de S. Miguel, c propoz 12 pessoas
novas paran referidos lugares, oslando ellos pre-
enchidos! Oulras 12 pessoas sao por ello indicadas,
para supplenles do delegado e sub-delegadn de Ana-
dia, taobem quasi todos preenchdos, emfim propoz
2 sub-delegados para os dislriclos de Qoebrangulo e
Agua Branca estando nm delles processado! e depois
de feila toda esta barafunda, escafede-se para acor-
te deixaiido-nus nesta balburdia! Ache que o Mel-
lo ti ola raz3o, e soube depois qoe sua maior quigila
provinha de ter sido demilli lo sem razao alguma,
um irman que elle tem em S. Miguel, o qual he pes-
soa mui proba e goza de consideracao. Alm disto
sube laobeni efue o Dr. Matheos havia feito oulras
cousas boas que por ora Ihe nao refiro.
Vendo o Mello, que eu apoiava ludo quanlo elle
dizia tomn-s mnilo accessivel. me foi contando
que o Dr. Francisco Liberato de Mallos, que havia
chegado no dia 15 do crrante linha sido eucarre-
gado, .interinamente de polica.
Pelo modo com que se expressava o Mello res-
peito do seu" novo chefe, deprehendi ser elle pessoa
i Ilustrada, c de maneiras mui poli das; aguardemos
porem os fados para emittir um juiz mais solido.
O vice-presidente continua em sua marcha admi-
uslraliva a geral contento; inerecendo os encomios
de ambos os lados polticos.
Embora me tachera de minucioso 03o posso deixar
de conlar-lhe um faci lastimoso occorrido ltima-
mente na villa de S.Miguel: (oqualvem transcri-
pto em o n. 45 do Philangelho j L'ma t(eya ma
correntio a ver seu lillio que chorava no berco en-
coulrou-o envolvido por urna monstruosa cobra' que
j linha engolillo um braco do iunocentuho; a mu-
llier espavorida da,um grito medonho que acudi-
r m varias pessoas que apenas puderam espantar a
serpele que se escapulio, morreudo dentro em pou-
cas horas o menino: nao nossouberam dizer o nome
do monstruoso ophidiauo; be porm de crer que seja
algujna espeeie de genero Boa, de que tanto abuu-
dam uusaos bosques. lia bem pouco lempo deu-ae
oulru fado idntico nas mallas do Poxim sendo enlao
a victima om rapaz de 15 para 1G annos o qual Tora
quasi totalmente engolfo por urna serpela daquel-
Icmhranra pera ule a primeira autoridade cia, urna fbula Je tal quilate. J na minha ultima
dei-lbe conla desla historia, e Vmc. sabe muilo bem
que nenhum interesse tenho em inventar calumnias e
falsidades.
Consla-me que un dos laes vereadores, que assig-
nou a representarlo, se relralou somplelaineule, ven-
do que o. presidente da cmara, que he o coronel
Ferraz, nao quiz aonuir represeutaco de um fac-
i, que ieiiliuina veracidade linha.Quemn3o v que
se isln fosse verdico, o coronel seria o primeiro a pug-
nar pela livnradeuma corporacao,dequeheelle presi-
dente? Tanto mais quanlo. o Sr. Ferraz achava-se
presente na cmara ueslc dia, exn que imaginiraiu o
lal insulto. As pessoas sensatos desla cidade, i visla
de urna falsidadc 15o escandalosa, esperam que o
Exm. Sr. presidente da provincia, tomando em con-
sideracao esta aleivosia da cmara, d justissima de-
cis3o a respeito. A cmara julgu-st uffendtda em
seu pundonor, masesla cmara, que assim se jula
oflendida,lie luda cheiade irreguiaridade ; ese os
iltuslrissimos'qaizerera saber .... son muilo capaz
de provar a minha asserrilo.
Para Vmc. faier alguma dea da nossa cmara, bas-
ta dizer-Ihe qoe ella, contra todas as disposieoes he
composta de tos esobrnhos, de irmaos e de cucha-
dos, de compadres e ifilhados ; e cmlsta-ine at que,
alguns de seus membros, nao possuem os rendiraen-
los, que a lei manda para ser licitamente verea-
dor. "
Odigno subdelegado dequem acamara faz amargas
queixas, he um dos empregados, que se lem aqai dis-
tinguido pela sua aclividade e.zeIo;eu sou teslemu-
nha oceular disso. Se houvesse perseguido, como
alguns dizem e quercm fazer crer todos, que nao
inorara aqai, entilo nSo haveria cadeia 13o grande,
onde conbesse tanta gente, veja que Ihe fallo se-
rio. ...
Seria bom dar- se urna minuciosa busca em alga-
mas tabernas d'aqul, onde se vende escandalosamen-
te, e contra as disposires e posturas da cmara,pl-
vora ; eu,por|exemplo, qoe sou vizinho de urna des-
tas casas, vivo em clicas com grande medo de algu-
ma explosao : he de grande bem paca lodos, dar-se
boas providencias esse respeito.
Ha aqu duas bandas de msica marcial, proporcio-
nadas ao lugar, lenho notado grande emulacflo entre
ambas, mas nao he deslas boas euiularOes que ten-
dera ao progresso d'arle. N3o seria mellior que os
msicos se uussem e fizessem de duas msicas s-
menle urna, que se podesse ouvir com goslo ? Mas
isso he quasi um impossivel, porque a aenhora pol-
tica, liraodo-se de seus cuidados, veio acender o ar-
denle Tacho da intriga entre ellos. Que nome esca-
pou-me agora 1 Poltica Tenho tanto respeilo
a esta illustre senhora, que al me faz medo escrever
seu nome. Conheco que a poltica he nobre ....
as por todas as parles a vestem com laes roupas,
jue causa horror a quem a v : he singular que urna
senhora I3u bella e- mimosa, traga- s vezes comsigo
tantos trabalhos fe incommodos. Quero esquecer-me
dos msicos, que me lembraram a poltica. Iiequies-
cant t'n pace.
Antonio Caminha, administrador do engenho Ala-
laia de Serinhaem, matou Manel de tal no enge-
nho Maravlha da fregueza da Escada ; essa morle
foi por causa de um dilo de Caminha, em que zom-
bando da reputarlo a1heia,havia-so appossado da mu-
llier d'outrem ; o que causando admiraran ao infeliz
morlo, disse em orna parle em conversa, que Cami-
nha fazia semelhanle desacato a quem nao era ho-
fnem, porque.se fosse a sua mullier eduzida, ou
forrada, elle n3u agucnlaria. Chegando islo aos
ouvidos de Caminha, Iratou esle de matar ao infeliz,
e com effeilo brbaramente o veio assassinar, cer-
caiidn-llie a casa com oulros, e depois .le ja ler havi-
do um encontr, onde nao pude levar a efleito o seu
pessimo intento: que malvado homem I Confiamos
no Sr. Jos Percira de Araujo, homem probo, a
entrega desse malvado a juslica, ou .pelo menos que
forneca polica meios para ser esse ministro captu-
rado, quer ueslc termo, que no de Serinhaem, visto
tfer esse malvado sido administrador do referido en-
gepho Alalaia. Foram presos 3 ladrfes de caval-
lo, 3 individuos por crime do tentativa, 2 deserto-
res de marinha ; e foram tomados 6 cavados, qu
linbam sido loriados, e foram abandonados na es-
trada em razao de serem os ladros perseguidos pe
polica ; estao estes 6 cavados em deposito: honve-
ram mais algumas prisOes, ignorando a causa.
Foi marcado o dia 17 de judio para a 2. sessito
do jury desla cidade ;dizem que ha de ser um un
extraordinario por causa de muitos procosos, que es"-
13o preparados. Dos queira que iwjam punidos os
criminosos para a boa seguranca c garanda da socie-
dade, cqusndo mesmo alguns juizes de fado quei-
ram condescender, nao d cuidado islo, porque o
nosso conspicuo Dr. juiz de dreito nao deixa passar
camarao pela malha. Corre na imagnaco d'alguns
camelos daqoi que o alteres de guarda nacional des-
ta cidade Jos Joaqaim de Santa Anna fora deser-
tor, mas ludo islo tahio agora em represalia ao Sr.
Sania Auna ter sido leslemunha em um process
aqu de ouvir dizer, acerca de um facto, que esta
cidade em peso o nao ignora, nao existe esle facto
senao em negros antros; mas he publico, he uolorio
nao ha cao nem galo que o inore, he um fado ver-
dadeire, c inconleslavel: hojjhe que rendem santi-
dades, coiladinhos. Provera, se o poderem, qne esse
Sr. Santa Anna aqu tao conliecidc, e morador ha
lanos annos he desertor; um simples dilo despeiloso
nao ha de somente fazer a prisao de um homem ;
he mulla malvadeza, baixeza, e...
Agora he que pude obler os nomes de alguns ve-
readores prenles ; o procurador da cmara o Sr
Jos Francisco Coelho de Goes he pai do vereador
Jo3o Florentino de Goes Cavalcanl, esle sobrinho
do vereador|Anlonio d'Hollalida. O vereador Br-
relo he conhado do presidente da mesma cmara, e
o secretario lambgm he cunhado do presidente. He
preciso que esta illuslrissima cmara Taca cobrar as
mullas, que andam por 13 20 conlos de reis,e cha-
me conlas as arrecadadores do dinheiros da mes-
ma cmara; nao receba-sc penhores de ouro &c.
dando-so recibos de dinheiro, e nao laram mais as-
n poulnhos, qae a seu lempo sajirao lume.
Nao seja a camarade Santo Ailo de compadres r.
Sr. Redactores.Ha dias fui informado, qne al-
guem em nome de Francisco Cavalcanl de Albnquer-
qne Uns, pretenda publicar urna insultuosa corres-,
pondencia, denrimindo a minha reputarAo, e que*
nao conseguindo faze-lo nas paginas desle Diario e
do Liberal Pernambucano ; pretenda recorrer us do
Echo'Pernamburann. E com ctteitu,honlem appa-
receu estampadas naquelle peridico n. 34, a fallada
correspondencia, era que o Sr. Cavalcanl Lint, ex-
pondo a seu geilo a trausaccao liavrda entre nos a
respeilo de um* ledra aceita pelo Sr. coronel Joa-
quim Cavalcanl, conclue dizendo que havia inten-
tado acrao criminal, ele.
Se ip Sr. Cavalcanl I.ins a descancado em sua
cunscencis, que a conserva tranquilla, porque a cus-
la do sacrificios serios lem sempre manlido urna con-
duda e repulaco sem mancha, aguarda o resaltado
do proccdineulo criminal ; a que vem, pois, a
publicaran da lal correspondencia '? Das duas urna,
ou o Sr. Cavalcanl nao he esse modelo d virlude
que se incnlca.e en!3o recorren aperlidasinsinuarfies
comufim de desconceiluar-me.ou tranquillo em sua
consciencia devia esperar pelo resultado do julga-
mento, mxime nao me sendo perroidido exhibir as
provas 'que conslitue a minha defeza. A falta do
meu comparecimenlo na audiencia, por molivo justi-
ficado ._ consta dos autos, sendo falso o que a res-
fieloidisseoSr. Cavalcanl I.ins em sua oorrespon-
dencia ; se demora lem bavido .06 pretextos futeis,
ella parlio antes do Sr. Cavalcanl I.ins, deixando
de comparecer na audiencia de quinla-feira 1. de
junho sem escasa legitima, (art. 221 do cod. da proc.
crim.,) e por isso perdeu o direilo de aecusaefio. Sem
embargo do objeclo.lal he o desejo que tenho de ser
covencido de snas qneixas, que al boje anda nao
me propuz a fazer eOeclivo a perda do dito direilo.
Quanlo s expressoes injuriosas coudas na corres-
pondencia a que me refiro, protesto em lempo op-
porl uno pedir a devida reparacao, recorre ndo aoVi
bunal competente.
Rogo a Vmcs. a publicado dessas linhas, pelo qoe
Ihe licarci obrigado.
Sou seu assgnante. Decio de Aquino Fonseca.
Recite 2 de junho de 1834.
cheio de lio tongas perseguirfles. Depois da morle
de Mahomraed, Aicha foi observada como urna 1ra-
dicao viva, o foraeceu4uzea preciosas para fixar os
pontea, cuja ioterpretacSo controversa relardava a
consolidacao do islamismo. Tendo sido admiitida,
desde a idade de nove annos, na Intimidada do pro-
phela, era consallada pelos qne queriam cqnhecer
as praticat pessoaes que lornavam-se obrigalorias pa-
ra os fiis. Ella contribuid para assegurar a eleicao
de seu pai Abou-Beer, enm exclusao' de Aly, que
Mahomraed tinha comludo designada, desde os pri-
meiros lempos de sua misslo para sea substituto, o
qual linlia-se tornado seu genro. Ella interveio
igualmente na^eordenacao dos capilulos do Alcoro,
escriptos em pergaminhos ou em folhas de palmetea,
e depostos confusamente em m cofre.
He conhecida a influencia da irmaa de Moiss so-
bre o legislador dos Hebreos. Apezar da resposta
de Jess Ghrislo sua raai : Mullier, o qne ha de
commum entre vos e mim '' ninguem pode desconhe-
cer o'papel importante da virgem Mara na vida a-
poslolica de seu filho. A influencia das esposas de
Mahomraed apparece nao menos evidente e nao me-
nos consideravel em om grande numero de captu-
los do Alcoro, em que encoolram-se provas multi-
plicadas da solicitnde do prophela pelas mullie-
res.
A maior parle do capitulo da Vocea ho consagra-
da a fixar os direitos das esposas repudiadas. O 4.
capitulo, DAS MULHERES.delermina sua partc'na
liquidarlo das soccesses ereproduz com vivacida-
de as disposieoes benvolas para com ellas. Eis o
que te-se no capitulo 2-i, dal.U/., promulgado por oc-
casiao da accosarSo de adulterio decretada contra
Aicha :
Os qu*e aecusarem de adullcrie orna mnlher vir-
tuosa sem poderem produzir quatro lestemunhas.se-
rao punidos com oitenta acuites. Declarados infa-
mes, nao serSo mais recebidos cmo testemunlias. Os
que aecusarem suas mulheres, e nao tiverem oulras
testemuuhas a produzir senao a si proprios, jurarao
quatro vezes pelo nome de Dos, que dizem a ver-
dade.,0 quinto juramento sera urna imprecacao con-
tra ai proprios, se forem perjuros. NSo se infligir
pena alguma mullier, que jurjr qualro vezes pelo
nomo de Dos, que sea marido menlio. No quinto
juramento ella invocar contra si raesma a vingan-
C9 celeste, se nSo fr innocente.
Nao salisfeito com estas garandas para proteger a
vida e honra Ai mullier, o prophela prescrveu que
nao fossem admiltidas nas aecusaces de adulterio,
senao as provas materiaes as mais evidentes. Quan-
do comparamos estas sabias disposieoes com oscostu
mes dos rabes, a quem o apostelo de Dos diriga
essa linguagem de moderacao o de justira, n3o po-
demos deixar de lastimar o esquecmente em que
tem cabido essa lei clemente. O capitulo 24 dizain-
da a os que aecusarem as mulheres virtuosas, as
mulheres creles firmes em sua consciencia, c que
se nao inquietara com s apparencias, sero amaldi-
coados nesle mundo e no oulro ; elles soffrerao um
lerrivel casligo : Cm dia sua liugoa, suas mns, e
seus ps_ deporao contra elles. Dos ha de recom-
pensa-Ios segundo suas obras, e elles reconhecerao
que Dos he a mesma verdade.
Nenhuma pena severa o Alcorao decretou contra
as mulheres. Se, mo grado as ameajas fulmina-
das contra os calumniadores, e nao obstante a indul-
gencia do legislador, o adulterio he lanas vezes pu-
nido de morle no Oriente, he porque desnaturando
o espirito da lei religiosa, lem-se podido lavrar es-
sas sen lencas inexuraveis. As inclinarOes, os hbitos,
os costumes ferozes, lem sido mais fortes, que as
tfirescripcoes de humanidades as ms paixOes lem
passado alm da barreira, que Ihes era imposta. Em
nenhumn parte a mullidao, fcil em prevenir, cega
emseu furor, quiz esperar que os homeus sem pec-
cado lancassem a primeira pedra contra a mullier ac-
casada de adulterio. As coleras do orgulho nao ro-
nhecem nem a longanimidade, nem a mizericordia.
As mulheres de Mahommed erara amadas e res-
peitadas por lodos os musulmauos. Ellas s3o o ob-
jeclo de disposieoes especi acs no livro sagrado.
o O prophela amaos renles mais do que elles
ri lii.ii \i: \o a pedido.
_ Na appellarao civel vinda do juizo municipal de
Goianna para a relacan do dslrido, sendo appellan-
les os herdeiros do finado Antonio Jos Guimaraes,
por seu bastante procurador, e appelladn o curador
que foi nomeado i hcranca,o barharel Joo Ptoripes
Dias Brrelo, foi proferido o seguinle accordam nos
embargos na chancellara com que ltimamente veio
o dilo curador :(1).
Accordam cm rclaco, ele. Que recebem e jul-
aam provados os embargos para reformar, como re-
formara, o accordam embargado e instaurar o pro-
cess que elle julgra nullo, com o fundamento de
incompetencia do juiz municipal supplente Joaquim
Rapbael de Mello Jnior, motivada pela falsidade,
qne enlao pareccu iutervir na clas plenles, mas agora se moslra desvanecida pelo offl-
cio da presidencia junio por certidao a folhas 99, no
qnal se explica eelucida esse caso;ficando consegun-
lemenlo reformado tambem, e sem-effeilo, o que se
ordenara na ultima parle do accordam relativamen-
te a inslMiracao de um process de responsabilidude
conlia o mencionado juiz.
Entrando no merecimento da causa reformara a
sentenca appellada, e julgam improcedente o arbi'-
Irnnieiiio de folhas 2, porqunto, requerendo o ap-
pellado, que se Ihe arbitrasse por louvados o hono-
rario que Ihe competisse como adyogado, pelos ser-
vifos prestados em defeza da'herabca, de que elle
mesmo era carador, assim se fez o arbitramento, e
foi julgade, sera que o juiz nomeasse oulro curador,
nem houvesse parte legitima, qae representosse e de-
fendessen heranra, o que he contrario aos principios
de direilo.
Portante, reformando a sentenca, e julgnndo de
nenhum efleito o arbitramente, condemnam o ap-
ptllado nas custas.
Recite 30 de maio de 1854, Azecedo, presidente.
f- HtaresBastosLcaoSouzatabello.
VARIEDADE.
O Alcorao1 e as mulheres rabes.
i (Conlinuacao.)
Perdidos estBo aquelU*. que matam teut filhos
por loucura, por ignorancia. (Cap. VI, do reba-
nlto,v.Hl.)Sao matis costos filhos com medo
da pobreza. -Vj Ihe daremos alimento, assim co-
mo a vos outros. Os assassinios que commetteit sao
um peccado atroz. {Cap. XVlII,daviagem noctur-
na, e. 33.) o
Entre as palavras atlribuidas ao prophela, cila-se
esla : O beijo dado pelo filho a sua raai, iguala cm
dojura o qne se pedera receber no liraiar da porla
do co Ensina-se aos meninos que consagrera
aflec3o c respeito a seus pas, e especialmente a sua
mi. Estessenlmeulos esl3o saiiccionados em mui-
tos versculos do Alcorao ; reproduzamos por tanto,
ama palavra tocante, consignada nas IradirOes:
O paraizo est aos ps das mais. Idea encanta-
dora c [dedosa que se eocaninh mais directamen-
te ao corar ao, e dcsperla nelle mais ternura filial do
que a promessa de urna tenga vida, offerecidaierare-
compensa aos corarnos ulcressads, por ordem de
Moiss.
Khadidja linha acollado com f viva a rerelajao
nova ; ella favoreced a sua propagar.au com suas ri-
quezas, associando-se, com dedicaran sem limites,
ao destino apostlico de seu marido' a principio
(1) Espera-se que o curador Floripes cumpra ago-
ra, o que em suas razos a II 59 dos autos respecli-
.. vos, proraelteu fazer logo que fosse decidida a pre-
Corre por aqqi urna uoyidmie espaihada per ve- senle qnestu.
amam-te a ti proprios. As suas mulhertt to suas
mais.Esposas do prophela, vos sois distinetat das
oulras mulheres; selemeis Deot, nSo mostris de-
masiada complacencia em tatsatpalacras, com me-
do que o homem cujo eorapilo esl atacado de urna
enfirmidade nao te afpaixone por vossos encanto.'.
Fallai sempre tuna linguagem decente. Ficai em
vossas casas: no vos adornis, como nos dias da
idolatra; orai e dai esmola; obedece a Daos e a
seu apostlo. Consertai na menora os versculos
Ao Alcorao que reettam-se em voseas catas, como
preceitos da tabedotia. b
Nlo recetemos multiplicar essas citaces que reve-
ame carcter temo., a aftoctuoso de Malioramcd.
Por sua morle, toda as suas mulheres receberaui
pensoes do lliesouro publico, porque elle nao deixou
patrimonio algum; ellas viveram todas na viuvez.
A poesa rabe, antes do islamismo, tinha cantado a
belleza das mulheres; mas a linguagem dos poetas
s fallava imagnaco e permaneca sem accao so-
bre os costumes; ao passo que a palavra do prophe-
la ia directamente ao coraco e transforraava a rela-
cao dos dous sexos.
Tera-se censurado ao Alcorao, com muilo pouca
justira, o ter excluido as mulheres da partilha das
recompensas celestes. Ninguem vio lagar para ellas
na habilacao de felicidade promedida aos renles.
Por muito lempo nao foi o Alcorao conhecido na
Europa senao pelas refulacOes furibundas do padre
Maiacci e pelas abominaede* que os devotos turba-
dos Ihe consagravam. Nimiamente desdenhado at
aqu pelos letlrados e na educacSo geral, o livro sa-
grado dos mussulinauos nao foi lidu com fraclo se-
nao depois do estudo da historia dos rabes antes
.de Mahommed e durante os primeiros annos da he
gyra. Porm, para os mais prevenidos, os textos sao
a|melhT resposta contra os erros acreditados pela te-
viandade ou pela ignorancia. Perdoem-nos por tan
lo se reprodujimos ainda algumas passagens. A
quesiao he interessanle, e a abundancia das provas
he necessaria para bem eslabeleccr a verdade.
a Homens e mulheres, os que pralkarem as boas
obras, e forem ao mesmo lempo crentes, entrardo
no paraizo e nao terao excluidos do que pode can-
ter urna tmara, em sua parle de recompensa.
(Cap. IV, v. 123.) Dos prmetteu aos crentes,
homens e mulheres jar.Uns banhados por lmpidos
regatos, elles permanecerao ah eternamente .te-
rao habitacoes encantadoras nosjardins do Edn,
e mellior que isso, tero a complacencia de Dos.
He urna felicidade inmensa. (Cap. IX, da Immu-
nidade, v. 73J Os homens e as mulheres que en-
tregam-se inteiramente a Dos, os horneas e as mu-
lheres que creem, as pessoff) piedosat dot dous se-
xos, ai pessoas justas dos dous sexos, as pessoas dos
dous sexos que tudo toffrem com paciencia, a* ho-
ment e as mulheres humildes, os homens e as mu-
lheres que dud etmolas, as pessoas da* dous sexos
que obseruam o jejum, as pessoas castas dos dous
sexos, os homens e as mulherts que lembram-se de
Dos em cada momento, todos alran(arao o perdo
de Dos e urna recompensa generosa [Cap. XXXIII
dos Confederados, v. 35.)Senhor, introduz-osmos
jardins do Edn, assimeomo Ihes prometlestes, jun-
tamente cora seus pas, suas esposas eseus filhos que
tiverem prticadoa virlude. (Cap. \L. dn Crente,
v. 8.)Os que tiverem jrido, c cujos traeos. ten ha m
seguido seus filhos, serSo reunidos a estes.Eramos
oulr'ora, dirao elles, clieios de solicitudc para com
nossa famliaj|-Deos foi benvolo para com nosco
(Cap. LIT, do monte Sina, v. 21, 26 e 27.)Os ho-
mens da direita (oh os ho'mcns da direita!) csses
habita rao n jardim das delicias, entre as arvores de
lotos sem espinhs e no meio de bananeiras carre-
jadas de fruclos, de um a oulro extremo, sob as
sombras que bao de espalhar-se ao longe. perlo
de urna agua correnle, no meio de frucios copiosos,
cuja approximaco ninguem vedar. Elles re-
pousarao-em kilos elevados. Ao redor delles esla-
rdo virgens de olhot'pretos que, temellutntet as pe-
rolas na concha, terdopara elles xonsercado a vir-
gindade. Queridas de seus esposos, ellas serao de
uma idade igual sua (de 30 a 33 annos.) Ao re-
dor delles circularao meninos eternamente jovens-
Cap. LV, do Exilc. .'.?
Colhemos entre as lradcoes orlhodoxas uma pa-
lavra do prophela que (xa a uleiprelai;ao dos ver-
sculos do Alcorao. Uma mullier de idade provee-
la parou om dia diante do apostlo de Dos, que es-
lava sentado no liraiar de uma habilarilo. e pergun-
tou-lhe se ella ra para o paraizo. As mulheres ve-
lhas nao serao admiltidas nos jardins do Edn, res-
pondeu-lhe Mahommed sorriudo. Ouvindo esla sen-
tenca, a boa mnlher deu signalde graudeafllicrao.
Enlao replicou-lhe o prophela : O paraizo nao he
feito para as mulheres velha-, porque antes da serem
all admiltidas, Dos as tornar mocas, bellas e dig-
nas de seu celeste esposo. '
Assim essas houris promettidas i piedade dos mu-
sulmanes, sao suas esposas remoradas e purificadas.
No seio de sua familia, cercados daqueltes a quem
escollieusua affec3o, he que elles ho de habitar os
jardins dn Edn. O fiel achara all tudo quanlo
em sua vida desejou mais ardentemeule; achar a
patria remojada e regenerada. Elle nao lera que
lamentar, nem que esqnecer coasa alguma sobre a
Ierra, desde a* menores al as maioree, desde os h-
bitos, o vestido, o alimento, at os sonhos da Imagi-
narlo. Os eleilos dessa habilacao de delicias e de
paz nao 6er5o mais puros espiritas abysmados na con-
templaco de Dos; serao realmente seres vivos, t-
vres dasmizerias-da humanidade, mais apprnxjma
dos do Dos infinito, em urna creaco mais magnifi-
ca. Oh! os homens da direita 1
Depois de haver tracado os deveres do homem pa-
ra com sua mai, sua companheira, e seas filhos; de-
pois de haver ensinado s mulheres o encante e a glo-
ria do lar domestico, o apostlo de Dos mostea no
Alcorao a perfeirfio de felicidade a que pde-se aspi-
rar. O paraizo nSo he oulra coasa mais qoe areali-
sac-lo d8 destino teluro sobre a trra. Todos os gran-
des rios do globo ah tem a sua origem, acreditara os
rabes; pelo que parece que para ir ter all, nao
ha necessidade desahir do mundo. Ficjao feliz qoe
fortlficava a eiperanca e (razia, de alguma sorle, o
co as encontr dos fiis. A f'os iniciava antecipa-
daraenle nos beneficios e nas recompensas que de-
viam Irazer-lhes os lempos e a serie dos progressos
successvA. Nao cumprio Dos a maior parte das
prnmessas de Mahommed ? A posleridade dos solda-
dos^da conquista sania nao achou os esplendores do
paraizo realisados em Bagdad, em Damasco, no Cai-
ro, em Cordnva, em Granada,' nos dias de gloria do
imperio rabe?
-Outros escriptores, raosirande-so mais rigorosos
cm seus estraobos desprezos pelas mulheres musul-
manas, prelenderam que ellas nao tinham senlimen-
los religiosos, que nenhum apreso davam ao isla-
mismo, e qae os Idelogos rabes recusavam-lh uma
alma.
Nos nao invocaremos o testemunhtdns doolore*
mussalmanos; a observadlo do coraco humano nao
diz mais que al disserlarfles? Em todas'as religioes
a mullier he mais ferveule, mais piedosa que o ho-
mem. Ainda quando o Alcoro nao fosse para com
ellas protector e cheio de consolarlo, sua fraqueza e
a vida do lar impelliriam-na invdbcivelmentc para
a devn;ao. Nao podermos nos fazer conhecer lan-
as mulheres fiis creles que frequentam as mes-
quilas, observam escrupulosamente as prescrip(oe>
religiosas, \em lemerem affronlar as fadigas de uma
louga viagem para ciimprir a perigrinaco de'Mecca!
Ainda temos presentes memoria as descripces
das ceremonias da perigrinaco que nas foram teitas
por uma joven Egypciana. Com que enlhusiasmo
nos fallava ella desse concurso de mulheres de loda
a idade, partidas de todos os pontos do mundo, en-
contraodo-se no templo para beijar a pedra negra e
a chave de prala da Kaaba, confiada ao cuidado de
uma tenra virgem 1- E da carretea enlre os montes
SafaeMeroual e da estacao no valle de Mine I e
das pedras de maldicSo toncadas contra Salanaz 1 e
das supplicns sobre n monte Arafa, e da immolacao
das victimas e de sua dislribuic,5o petes pobres! Do-
ze dias e duze noites, ella raarchou, alravez do des-
erte, sem repousar um s momento, afim de ir de
Mecca Medina orar sobre tmulo do prophela.
Parece-nos ouvir a voz do guarda do sepulcro ve-
nerado, contando a vida do apostelo da Dos. En-
ternecidas com esta narraran pathetica e gloriosa, as
mulheres rompem era soluros, balem com a fronte
no solo, dilacerara a face, no meio de lagrimas
abundantes, imploram a misericordia divina. Ab!
Ellas esquecem enlao os ornamentos brilhnles, os
prazeres epheraeros e al as testas do proprio
amor! (1)
A influencia de Aicha foi j verificada pela redac-
C3o do livro das lrad{oes (a Suuna), uma das bases
da orlhodoxia mussulmana. Encontrara-se muilas
mesquilas levantadas com a invocarlo das mulheres
celebres por sua piedade. No Cairo, tem grande no-
meada a raesquita de Selty Zeinab; na Algeria, de-
param-ee em todas as provinoias capellas funerarias
levantadas em honra das mulheres marabout. Atra-
vesando ps-bazares, no Oriente, encootram-se po-
bres, quasi a cada passo, a invocaren) Fallima, uma
das lillias do prophela.- Todos sabem que os doulo-
res raussulmanos reconhecera qualro mulheres per-
fetas, a quem Irihulam uma veueraco particular,
as quaes sao: Aiza, esposa de Phara, perseguidor
de Moiss, a qual morreu mariyr da f do Dos ni-
co; a virgem Mara, Mai de Jess; Khadidja, pri-
meira mnlher "de Mahomraed; e finalmente Falh-
raa, sua filha. Ellas sao lo honradas como os pro-
phelas. Nos lvros dos rilos eslo inscriptas certas
prescrproes, que devem facilitar s mulheres a pra-
lica do callo. A existencia religiosa deltas he por-
tanlo das melhOres caraclersadas e das mais largas.
Pelo estado dos costumes, desoobre-se que a mu.
Iher uo Oriente, he a guarda a mais vigilante dos
sentimentos religiosos, aiuda que se nao ache ora
contacto incessanle com o clero como acontece no ca-
lliolicisino. Nao he a mai quem ensiot ao filho,
desde a mais tenra dade, o amar e o orgulho de sua
crenca'.' Os mussnlraanos nao afrouxam na pralica
da religio, senao qu-antjo separados de suas familias
e quando uo podem mais beber nella, como em uma
fonte divina, o amor e o temor de Dos.
O segredo da terca resistente desta sociedade em
frente dasinvasOesda civlisac,3oeuropea,est lodoin-
teiro na vida privada,do que as mulheres s3o a mais
fiel expresso. Bem como o hiviamos dito, o ha-
rem he para ellas, nao s um lugar de asyo contra
a bralalidadedos homeus, senao tambem um suclu.
ario, era que a religio nao se rscenle jamis das
gitaces da vida publica. Antes do islamismo, as
mulheres deixavam-se arraslar por todas as paixoes
dos homeus, exagerando as mais violentes com sua
vehemencia habitual. Seguiam as tribus al aos cam-
pos de batalha para animar os combalentes; e muti-
lar os cadveres inimigos. Na batalha de Ahad, vio-
se Hinda abrir o peilo de Hamza, lio de Mahom-
med, e devorar uma parle do sen coraco. Deixan-
do-ass no harem, o legislador pode (rabalhar com
mais eflicacia no melhoramenlo de sua condicao so-
cial. .
Por isso, tendo em consideracao ascircamslancias
particulares de clima e das tradicGcs, que dominan) a
vida dos mussutraanos, hesitamos em^iensar que a
abolicodo harem conslituisse um verdadero pro-
gresso. He mellior regenerar essas populacOes sera
arranca-las repenlioaraenle de seos latelos irame-
moriaes. Por ventera a linerdade tal qnal exirte na
civilisacaii europea ; essa emancjpacao cada da raai
completa do individuo nao seria no Oriente o sigual
daconfusao e'da desordera* Receiamos, que por
uma expressao imperfeita de nossos sentimentos, pa-
reramos defender mui exclusivamente o passado,
quando procuramos acaulelar-nos contra o perigo das
reformas-nopportanas.
Em suiima, os textos que' temos citado, as puli-
rs particularidades da legenda de Mahommed, que
temos referido, dao-nos o direilo de declarar que a
religio mussulmana lem produzdo ummelhoramen-
to consideravel na condicao das mulheres. O pro-
phela mostrou sempre para com ellas benevolencia
e solicitnde. Ameniso os costumes a seu respeito;
associou-as indinamente s crencas que propagava..
Um trabadlo de alia importancia rcsla-nos fazer pa-
ra apreciara siluaco actual das mulheres nas na-
CoCs mussuliuanas, tentando saber al quo ponto os
costumes Ihes roubaram o beneficio das disposieoes
favoraveis do Alcorao. Por esse lado, ha tambera
mu i ios erro-, e prejuzos que emendar. Por cm-
quauto porm, fu-ara como corlo, entre os homens
iraparcaes, que o Alcorao fes-era favor das mulheres
da Araba, o qae os sabios, os magos, os sectarios do
judaismo, e seis secutes de predica christia nao po-
deram alcancar.
Nao esquejamos porcm, para nao perder o senil-
mente da juslica e du modesla,(que um grande nu-
mero de espirites elevados tem sonhado, desde muilo
ALFANDEGA.
Rendimenlo do dia 1.......8:745*544
dem do da 2.........4:32141t
13:0668955
Detearregam hojtSdt junho.
Barca inglezaValparaisomereadorias.
Brigue brasileiroDam3dmereadorias, fumo e a-
bao.
Importacao'.
Vapor nacional Imperatriz, Jfindo dos portes do
sul, manfeslou o seguate:
1 ca xa; a Tmm Mousen & Vanassa.
1 sacca; Sequeira & Pereira.
1 caita; Manoel William.
1 dita e 1 sacca; Luiz Carlos Magalhae.
1 caixa ; a Joo Francisco Araujo Lima.
1 pacota ; J. B. da Fonseca Jnior.
2 barricas ; i Jos Mara Silva Velho.
1 caixote ; Fortunato C Menezes.
1 barril e 1 encapado ; a Jlo Belizario Sotres
Sonza.
1 pacote el embralho ; Novaes&C.
1 pacote; Guilherme Silveira Guimaraes.
2 ditos ; a F. Souvage.
1 caixote; Bailar & Oltveira.
1 canudo de folha; Eduardo H. Wyall.
1 pacole ; Manoel Francisco Pereira Jorge.
2 caixoles; Viuva Amorim & Filhos.
1 pacote ; Antonio Pereira Oliveira Barros.
1 caixao e 1 canudo de folha; Tiburcio An-
tones Oliveira.
1 bah de folha ; a Alabila Dnarte Godinho.
1 encapado; Joo Francisco Vianna.
1 embrulho; Jos Antonio Cuaba.
1 caixa; o Dr. Sabino Olegario Ludgero Pi-
nito.
1 lato; Ignacio B. Taborda.
1 caixote; Gabriol Antonio Cailr.
1 pacote; Manoel Tavarea Cordeiro.
1 caixote; Antonio Araujo Arago Bulco.
1 embrulho; M. Calmont& C-
Hiate nacional Soco Olinda, viudo da Baha, con-
signado a Tasso & Irmaos, manifeslou seguinle:
i fardo chapeos de palha, 5 cana man; i Ma-
noel Lissaralaes.
1 -caixa chales de fil, 1 dita diversas fazendas, 1
caixo charutos; Schapheyllin & C.
15 molhos esteiras de Angola ; Jos Alvas Xa-
vier;
2 barricas el taina tonca vidrada; Antonio da
Silva Gusniao.
28saccas farinha de mandioca, 2 ditos milito, 25
ditas feijeo, 1 barrica qnarlinhas, 40 fardes fum,
5 caixOos e 75 eaixinhas charutos, 1 caixa rouseu de
insectos, 1 sacca tapioca, 68 saecas caf, 60 fardas
algodto; urdero.
' Brigue inglez Rumnmede, vindo de Terra Nova
consignado a James Crablree & C, manifeslou o se-
gnnle:
2:177 barricas bacalhao; aoa'meamos consignata-
rios.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do dia 1......11*63651
dem de dia 2...... lSl0446
2:7799897
SIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1.......
dem do dia 2 .........
1615)883
1I5}393
2779276
GE-
RECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS
RAES DE PERNAMBDCO.
Rendimenlo do dia 2......4869587
MOVIMEMTO DO POBTQ.
Sacio entrado no dia 2.
Macei21 horas, galera ingleza. Citrv of Kandy o,
de 392 toneladas, capitio James.Morris, equipa-
aem 15, carga algodio e ossocar ;' a Deane Voule
& Corapanhia. Veio receber ordena e segu para
Liverpool. Fund/eu no lameirao.
Navios sabidos no mesmo dia,
CaraaragibeHiate brasileiro NovoDestino, mes-
Ire Estevao Ribeirn, carga varios generes.
Buenos-Avres por MontevideoPolaca Ifcspanhola
a Joven AdelLan, capillo Pablo Pa, carga assucar
e agurdenle.
Rio da PralaPolaca hespanhola a Arfos, api-
to Manoel Gasoliva, carga assucar e agurdenle.
BarceHona pela ParahbaPolaca hespanhola Si-
lencio o, capUao Jaciniho Alcina, em laslro.
ColinguihaIliale brasileiro s Sergipense, mestre
Jos Manoel Cantoso, carga varias genero.
Para e parios iutermediosVapor brasileiro Im-
peratriz d, commandante o prtoieiro-tenente Jes
Leopoldo de Noronha Torfezao. Passageiros, Jes
Thomaz Hehriqnes, Antonio JoSo de Barros, Ma-
noel Ritieiro de Oliveira, Ma noel Marque Cama-
cho, Jos Jaciniho dos Res, Antonio Pereira de
Carvalho, Dr. Americo Milaode Freilas Guima-
raes, J. H. Studarl, .-Gregorio Antonio da Silvei-
ra, Manoel Joaquim Paes Brrelo e 1 desertor.
EDITAES.
~ O Illm. Sr. inspector da thesourara provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 17 do correnle, manda fazer
publico, que no da 27 de julho nroximo viudouro,
vai nvamento praca pira ser arrematado a quem
por menos fizer, a obra do acode na Villa Bella da
comarca dePaje de Flores pelo novo orcamento de
4:6049600. '
A arremalacao sera feila na forma dos artigas 24
e 27da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sb as clausulas especaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esto arremalacao
compareram na aala'das sessoes da mesma junto, no
dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou affisar o presento e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da ihesooraria provincial de Pemambu-
eo 26 de maio de 1854. O secretorio,
Antonio Ferreira o"Annunciacao.
Clausulas especiaet para a arrematacao.
1.a As obras deste acude serao feilas de conformi-
dade com as plantas e orcamento apreseutados ap-
provaco do Exm. Sr. presidente da provincia, aa
imporlauca de4:6049600.
2.* Esla obras devero principiar no prazo de
dous mezes, e serao concluidos no de dez metes, a
contar conforme, a lei provincial n. 286.
3.a A importancia desla arremalacao ser paga
em tres preslacoes da maneira seguinle: a primeira
dos dous quintos do valor total, buauda,livor con-
cluido a melade da obra; a segunda igual primei-
ra depois de lavrado o termo de recouheeimeuto
provisorio; e a lerodira finalmente de om quieto de-
pois do recebimeote definitivo.
4.* O arremtente ser obrigado comnuaicar i
repartco das obras publicas oom antecedencia de
30 das, dia lixo em que tem de dar principio
execucao das.obras, assim como trabalhar seguida-
mente dorante 15 dias, afim de qne possa o enge-
nheiro eocarregado da obra, assistir aos primeiros
trabalhos.
5.a Para lado o mais que nao esliver especificado
nas prsenle clausulas,*eguir-e-ha que determi-
na a lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1854.
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira SAn-
nunciarao.
O Illm. Sr. inspector da llicsouraria da telenda
manda fazer publico, que uo dia 20 do prximo viu-
douro met de junho, as 12 horas da mauhaa, ir a
praca perante a mesma thesourara para ser arrema"-
lade de renda a quem mais der, pelo lempo de 3 an-
nos, o armazem site cm Fra de Portas ao lado da
casa qae servio de qaartel aos engajados, e de que
he actualmente rendeiro Antonio Jos Ferreirttlu-
niz, e serve de cocheira : os pretendentes compa-
reram no referida dia na casa da mesma Ihesoura-
ria, munidos de seus fiadores.
Secretaria da thesourara de fazenda de Pernara-
buco 31 de maio de 1854.O offlcial-maior, Emi-
lio Xavier Sobreira de Mellc^
Pela impeccao da alfandega se faz publico, qae
no(dia 6 de tenlro, hora e lugar do costme, se ha
de arrematar em hasta publica, Hvre de direitos ao
arrematante, requeriraenlo do negociante desla
praca Henry Gibson, nos termos do arl. 11, e 1
do arl. 13 do regulamenlo de 27 de fevereiro de
1819 sob n. 590, a seguinle mercadoria, com varia
d'agua dechuva: 28 pecas de panno de algndoeni
lizo com 560 jardas, eu 462 vais*, de 24 polegadis;
277 varas qoadradas, 46 peras de dito dilo com 920
jardas, ou 759 varas singelas, de 26 polegadas; 493
varas quedrades, 60 pecas de panno toelgode en-
Irancadoide 20 jardas cada peca, 1,200 jardas, ou
990 varas singelas de 25 j polegadas; 581 varas
quadradas, 31 pecas de dte dito lizo; 620 jarda, ou
511 varas siugelasde 25 polegadas; 320varas qoa-
dradas, e ISpecas de dito dte com 300 jardea, eu
247 varas singelas, de 22 Ja polcgada, 139-Varas
auadradas.
Alfandega de Pernarabuco 31 de maio de 18a4.
O inspector, Beato Jos Feroaiides Barros.
civilisaco moderna, urna condicao mais digna e mais
equidosa para as mulheres. (Recue de Pars.)
COMMERCIO.
PRACA DO RECIFE 2 DE JUNHO AS 3
HORAS DA TARDE.
ColacOes ofiiciaes.
Descont de ledras de 6 mezes8 % ao anuo.
(1) No tmulo do prophela depoe-sc lodos os dias
nm vaso d'agua com sua baca de ouro. No da se-
guinle ncia-sc o vaso sem agua, e a baca chela. Es-
sa agua serve para os anjs que velam perto do la-
mulo fazerem sua purifiracao. Essa agua he ven-
dida aos peregrinos. Vende-se tambem a agua de
rosa, a agua de flor de laranja, com que lava-se o
pavimento.
DECLABAGO'ES.
Conselho administrativo-
O conselho administrativo, em cumprimenlo do
artigo 22 do regulamenlp de -14 de.dezembro de
18J2, faz publico que foram aceites aF
propostas de
ioa''Cardozo de Mezquita, Souza & Irmao. Adam-
son llowie & C, Francisco Maciel de Souza, para
fornecerem': o 1. 68 colheres de metal do principe,
para sopa, a 6300 r. luzia ; 12 ditas para cha,
lempo, mesmo nas sociedadem "iii.itxton.J Ki^ Si'' ^?d0 -dow P^
de cas-
(icaes de lati, a 29500 reis; nm caivete 'de
duas folhas para pennas por 800 res ; um fo-
gareirode ferro de 12 polegadas, por 29400 rs.; 8
jvros em branco de 150 tolnas, a 39500 rs.:- o 3.
70 covados de chita para cubera, a 220 rs. ; 330 va-
ras de brim branco liso para camizolas, fronhas. e
lences a 450 rs.; e ?.< 46 pares de coturno para
acavallaria, a 29500 rs.; e avisa jos soprtdilos
vendedores que devem recolher os referidos objeeios
ao arsenal de guerra no dia 3 do correnle mez.
Secretoria do conselho administrativo para terne-
cimento do arsenal de guerra, 1." de unho de 1894.
Bernardo Pereira do Carmo Jnior, vogale se-
cretario. ,
O conselho administrativo em virlude da JMto-
rsacao do Exm. Sr. presidente da provincia,'tem de
comprar os objeeios seguioles :
Para o 8. balalhao de infantera.
Brim para 335 cal**, varas 838; abjodaoiiuUo
1
f
i i
-----_
_____



i
DIARIO DE PERNAMBUCO SABBAQO 3 DE JUNHO DE 1854.
p*ra 335 camisas, varas 838 ; panno prelo para 335
pares de polainas, cavados 84 ; ofenda de torro para
a^ polainas, covados'168 ; esleirs de palha de car-
nauba 333 ; livro meslre impresso, de 300 fainas 1;
paz de ferro 28, enchadas 28, machados 4, caldciras
de ferro para 100 pravas 4.
Deposito de recrulas da provincia das Alagas.
Bonetes 201, algndaozinho para 2tOcainJiiis, varas
525 ; brim para 217 calcas, e 200 frdelas, varas
1043 ; grvalas da sola de lustre 200; sapalos, pares
Proviinenlos de anuazens, olTIcinas de primeira ese-
gunda classe.
Costados de amarello, 4 ; ditos de pao de oleo, 6 ;
rostadiuhos ile amarello. 6 ; tabeas d assoalho de
amarello, duzsss 4 ; ditas de assoalhos de louro, du-
das 4 ; rame de ierro grosso, arroba 1 ; limas mu-
jas triansulas de 4 polgadas, duzias 4 ; ditas ditas
ditas de 6 ditas, duzias 4 ; arcos de ferro de urna e
meia polegada para jarros, arrobas 8.
Terceira efesse.
Ferro sueco, arrobas 8.
Quarta classe.
Folhas de (landres dobradas, caixas 3 ; ditas de di-
tas singetes, caixas 4; rame de ferro de meia grossu-
ra, arrobas 2 ; lentes do lalao, com o peso de 56
libras 2 ; ditos de ditos, com o peso de 36 libras 2 :
ditos de dito, com o peso de 17 librasa 1810 ; di-
tos de dito, com o peso de 15 a 16 libras 20.
Qinla classe.
Sola curtida, meios 150.
Para o_ foroecimento de luzes s estacos militares.
Azeile de carrapalo, caadas 380 ; dilotle coco,
caadas 31 ; pavios, duzias 6 ; tro de algodao, libras
30 ; velas de carnauba, libras 155.
Quem os quizer vender aprsente as soas propos-
tas em carta fechada, com as respectivas amostras,
na secretaria do conselho ais 10 horas do dia 8 do
csrrente mez : advertiudo, que quando os gneros
forem eslrangciros s se receberao as propostas cora
a signatura reconhecida das casas importadoras,
que se prbpozerem a vender, ou assigoada por pro-
curacao, acompanhar esta a proposta, competente-
mente legalisada.
Secretaria do conselho administrativo para foroe-
cimento do arsenal de guerra! 2 de jouhn'de 1854.
Jos te Brita ingle:, coronel presidente.-Bernar-
do Pereira do Carmo Jnior, vogal e secretario.
Pela subdelegacia da freguezia dos Afogados
se taz publico, que existe apprehendida urna mula-
linha menor, por nome Rolina, a qual declara qne
sabir em compauhia de om homemda casa de sua
eohora por nome Luiza, moradora no pateo do
Carmo : quem se julgar com direito a cnS; compa-
reca para justificar.
Subdelegacia da freguezia dos Afolados 2 de ju-
nho de 1854.O subdelegado, Pereira Lima.
A 30 do correte foram appreliendidos.por esta
subdelegacia 5 cayallos furtados, rendo apparecido
nicamente dono 2: quem se julgar com direito
aos onlros, dirija-se meema subdelegacia. Subde-
legacia da freguezia da Varzea 31 de nidio de 1854.__
O subdelegadoFrancisco Joaquim Machado.
COMPANHIA DE BEBERIBE.
O caixa da companhia de Beberibe
acha-ie autorisado pela assemblea geral
da mesma.a pagar o 12 dividendo na ra-
zto.de 2$500poi accao.
Pela mesa do consulado provincial annuncia-
se que a eohranca. bocea do cofre, da decima dos
predios urbanos das freguexias desta cidade do e-
M semestre do anno financeiro de .1853 a 1854,
principia no 1. de junho prximo futuro, que os
u" utei *" principio do referido dia t. de ju-
bo, lindo os quaes ficam incursos na mulla de tres
por eento todos es que deixarem de pagar seus de-
bito*, i
No paco da cmara municipal desta cidade es-
** *K* "o dia 3, 6 e 7 de junlio seguinte, a
n deurna bomba de al venara, no lugar denomi-
MtVPaaaafeni da Sanl'Anna, oreada em 1:040.
, O qoe pretenderen! arremata-la, podem rompare-
* P* pafP dos mencionados dias e em quaes-
JJjerenlroj, para consuilarem a respectiva planta e
remenlo. Paco da cmara municipal do Recite em
-ma de 31 de maio de 1854. -i- Baruo de Capiba-
n*J; Pdenle. ~ impedimento do secretario,
"sartal Manoel Ferreira Accioli.
^IRODE
K?,
Espectculo extraordinario a beneficio dn actor en-
saiador da companhia dramtica, Manoel Baplista
l.iaboa.
SABBADO 3 DE JUNHO DE mi
Dar cumeco a%espectaculo a ouverlura da opera
Nabocodooosor, do mestre Verdi; lindo esta, lera
principio a representaco do novo e inleressante dra-
ma em 4 actos, intitulado
composto, em francez por Mr. Lauvencin, e tradozido
em portugus peloSr. Dr. Antonio Reg.
Pertonagem do drama. Actores.
Simio........Sr. Costa.
O conde Brevsl..... Mendes.
.DeLirbersae..... ,, Bezerra.
Luciano........ Amoedo.
Uiogeoes ....... b O beneficiado.
Pedro Branco...... Monteiro.
(iuilherme........ Piulo.
Campooes ....... Rozendo.
Criado........ N. .
Heariqnla. ...... A Sr. D. Orsat. ,
Magdalena. ....... I). Gabriella.
Virginia. ....... D. Luizinha.
Genoveva ....... D.Amalia.
Na entre-acin, eiecutar-se-hi)o as odverturas
A MUDA DE PORTICCI,
do meslre Auber. '
4 SYLPHIDE,
do meslre Theodoro Orestes, e a
BATALHA DE ALMOSTER.
Terminar o diverlimenlo com a muiloapplaudida
comedia em 1 acto, a
EMILIA TRAVESSA.
O beneliciado, a quem desempenho de soas obri-
gaoBe* nao Ihe permute procurar os seus amigos e
protectores, cooflado na sua philanlropia, roca a sna
protoccao. ^
AVISOS MARTIMOS.
Rio Grande do Sul.
Seguir em poneos dias para o Rio-Grande do
Sol o patacho nacional Regulo, o qual lem espacos
commodos para passageiros : trata-se na ra da Ca-
dea do Recato n. 1S,ou com o capilaoa bordo.
Para a Baha sesue impreterivelmente no dia 8
de Junho, a sumaca Hortencia: para o resto da car-
ga lpte-se com seu consignatario Domingos Alves
MaTheos, na roa da Cruz n. 54.
Para o Rio de Janeiro segoir por estes 4 dias
o patacho Galante Maria ; pode receber anda al-
guma carga miuda, passageiros e escravos a frete:
trata-se na ra da Cadeia do Recite, loja n. 30.
~ p,r 9 Rio de Janeiro segu com mu la brev-
dade o muilo conhecldo e veleiro brigue nacional
namao, tem engajada boa parle do seu carrega-
nieolo -, para o restante, passaaciro c escravos a
feote, trata-se com Machado & Piobeiro, na ra do
Vigario n. 19, segundo andar, uu com o capilao Cie-
lo Marcellino Gomesda Silva.
Para o Rio de Janeiro o brigue nacional Mvira,
segu imprelerivelmenle no dia 6 do correnle me/.
recebe escravos e passageiros, para o que trata-se
com Machado & Pinheiro: na ra do Vicario n. 19,
segundo andar. '
LEILO'ES.
O agente Olivcira far leilao por ordem do Sr.
cnsul da Franca, e em presenca do seu ehanccller
Boa-Vista, perlencenles mas do finado subdito
traucez Pedro Vctor Eustaquio Lamare, por este
compradas em 9 dejolho de 1845, e 14 de agosto de
1847 como consta das copias das escripturas em poder
doditoagente.aAlexandrina Maria do Carmo Lopes,
Jos Joaquim do Espirito Santo e sua mulher Joao-
ia Maria da Trindade e Carlps Jos Lopes, e por es-
tes herdadas de seo finado pal Carlos Jos Lopes,
segundo o inventario e partilhas, que se procederam
ptlojuizo de c-rphos desla cidade, escrivo Francis-
co Joaquim breira de Carvalhn, onde os prelenden-
jes podem ludo vtrigear anticipadamente : segunda-
-Lra .?""nnoae8tauno, aomeio dia em ponto,
e na referida casa da roa do Aragao.
AVISOS DIVERSOS.
... i ^ comprar urna preta de meia idade,
*,ue sa.ba cosinhareengommaivcom perfeicdo, e le-
nha boa conducta: na praca da Independeueia n. 3,
IRMANDADE DO DIVINO ESPIRITO SANTO
A mesa regedora roga a todos os senhores morado-
re na raa Nova.o obsequio de illuminarem asianel-
lasdassuas casas as noiles de sabbado edomingo
prximos, para maisbrilhanlismo U festividade.
A mesa regedora da irmandade do Divino Es-
pirito Santo, erecto no convento de Santo Antonio
do Kecife, tendo de festejar o seu padroeiro no dia
4 do correte com vespera, fesfe e Te-Deum, sendo
o pregador da festa n padre mestre precador da ca-
pella imperial Fr. Joaquim do Espirito Sanio, e a
noite o padre meslre Fr. Custodio de Sanl'Anna, ro-
ga a seas carssimos irmaos para comparecerem em
ditos actos para elornarem maja brilhantes.
LOTERLA DO RIO, DE JANEIRO.
Resumo da extrajo do premios da 5.
lotera, a favor da nova freguezia de
Nossa Senhora da Gloria, extrahida em
20 de maio de 1854.
20:000$ 10:000$
1 1376. .........
1 2687......... 4:000$
2:000$
6 13.11, 3381 5511 ,
3620, 4084, 4177. 1:000$
10 47, 2t>9 2509 ;
2455 2617 2933 , N
5027, 5586 4186 ,
5755......... 400$
20 >. 125, 496 545. 693, 1110, 1591 1908,

2583 2656 2846 ,
2882 5955 4345 ,
4750 4945 5085 ,
5095 5268 5487 ,
5553......... 200$
60 >. 278, 487, 501, 515,
620,734,751,1008,
1023, 1051 1090.
1157, 1165, 1189 ,
1566, 1504, 1648 ,
1671 1789, 1951 ,
2159 2162 2584 ,
2515, 2547, 2707 ,
2714, 2979, 5045 ,
5150, 5257,'3567 ,
5445 5599 567.5 ,
5706 5711 5744 ,
3776 5958 4091 ,
4294 4525 4398 ,
4425 4482 4601 ,
4640 4745 ,*&050 ,
5119 5165, 5208 ,
5267 5504 5627 ,
5658 575ii, 5771 ,
.5856. ........ 100$
100 de............ 40$
1800 de............. 20$
2000 premio.
O escrivo Atlayde transferio o seu escriptorio
para o bairro de Santo Antonio, ra das Ciuzes n.
20, primeiro andar, aoode pode ser procurado lodos
os dias uleis,das 9 horas di manha at as 4 da tarde.
Gaieiia de retratos a oleo e*da-
guerreotypo.
Cincjnato Mavigner, retratista e pensionista deS.
M. o Imperador, sendo mil vezes grato a to magn-
nimo monarcha, vai distribuir gratuitamente entre
todas as pessoas que forem a seu eslabelecimeuto se
relratarem pelo systema dagucrreotypo, eslampas
onde represeolam o busto de S. M. o Imperador, de-
senliadas e litographadas no Rio de Janeiro pelo
annuncianle, em ponto grande. O annuncianle dese-
jandn que os seus patricios e amigos conserven) a
lembranca de seu monarcha, por isso convida an pu-
blico desla capital para ver a exposirilo que vai prin-
cipiar amanhaa atquinla-feira, no seu eslabeleci-
meuto, a expsito do retrato de S- M. o Imperador,
em ponto natural: no aterro da Boa-Visla n. 82,
primeiro e segundo andares.
Aula de desenlio e pintura.
Cincinato Mavigner, retratista e pensionista de
S. M. o Imperador, lem aberlo a sua aula de desenho
a pedido de muilisiimas pessoas que para esse fim se
empenham.
CHRYSTALOTYPO.
Gabinete enriquecido de bellas pinturas,
pelo antigo e novo estylo," no aterro da
Boa-Vista n. 4, terceiro andar.
J. J. Pacheco, vaiilajosamen*
le condecido as principaes pro-
vincias do Brasil, he chegado ha
pouco lempo dos Eslados-Cni-
dosd'ondc trouxc a mellior ma-
chn e o melhor methodo de re-
tratar que tem apparecido uos
no Brasil como em loda a Euro-
pa. O seu I rnhii I lio nao he inferior ao de sena ha-
bis meslrcs Mrs. Insleys e Gurneys da cidade de
New-York, e elles mesmos tiveram occasio de exa-
minar seus retratos e acharem-nos magnificos. Oiln-
cenlos c tontos retratos -leem sido tirados nesui cida-
de pelo annuncianle das principaes pessoas, que lau-
to o lem honrado e a quem lauto o artista seconfes-
si grato. He chegado ha dias do America para este
eslabelecimeuto um cem numero de objeclos para
collorar os retratos, constando de > explendidas cai-
xas, riqoissimos quadros durados e de mogno, alu-
nles, redomas e anneis. Os vidros para os retratos
sao de urna grossura admiravel, n que muilo con-
corre para que sobre-saia a pintura iseuta das bo-
litas e outras imperfeijoes que se enconrram nos vi-
dros ordinarios. O artista lendo de seguir muilo
breve para a curte, previne a todas as pessoas que
desejarem urna perfeita seinelhanca de suas feices,
possuindoum retrato claro e traeos perfeilos einlel-
ligiveis, e cores fixas e naturaes, iseotas de soffre-
rem a mnima alicrac^io com o lempo, que queiram
diguar-se procura-lo lodos os dias quer esleja o tem-.
po claro ou escuro. No mesmo estabelecimenlo
produzem-se copias liram-se grupos de familias,
preparam-se algumas coruposicoescliimicas, superio-
res as que veem de fura, e vendem-se lodos os prin-
cipaes processos do dagucrreolvpo e mesmo do novo
Irabalho, pela quantia de4009000, prometiendo des-
cobrir todos os misterios deste Irabalho e que tem
sido a ruina no crdito de milhares de artistas. Qual-
quer material ser vendido a diiiheiro a vista. O
respeifevel publico contina a ser convidado a visi-
tar o estabeiecimento embora nao queiram retratar-
se. As familias que liverem de retratar mais de 6
pessoas teram um a lial i ment nos preros.
O padre JgaquimdeAssumprao Soledade, aca-
dmico do 3. anno jurdico, propOe-sc a dar licites
de lalim, francez, geometra e geographia ; emprea-
r todos os esforcos possiveis no bom desempenho do
magisterio: as pessoas que quizerem ulilisar-se de
seu presumo, procurem-o na ra Nova, casa n. 10,
terceiro andar.
Um cavado que appareceu i porta do armazem
do sal,' na noite dia 23 de maio, foi recolhido, dndo-
se parte ao inspector, e como at o presente nao te-
nha apparecido o dono, faz-se esle annuncio, para'
que, a quem pertencer o dito cavallo, o venha bus-
car e pagar a despeza que com elle se h feilo.'
Desappareceu no dia 31 de maio prximo pas-
sado, a preta, crioula, de nome Quileria, que repr-
senla ter 30 annos de idade, pouco mas ou menos,
coro os signaes seguinles : lem falla de 3 denles na
frente, secca do corpo, alta, e um pouco carcunda ;
levou vestido de cassa amarella j usado e urna Irosa
de roupa : roga-se porlanlo a todas as autoridades
policiaes e capitaes de campo, que hajam de a appre-
hender e levar praca do Corp Santo n. 17, que
sera bem recompensado do seu Irabalho.
r- Oabaixoassgnado desde hoje deixa de ser cai-
xeiro di casa do Sr. Jos Candido de Barros. Recite
2 de junho de 1854.Joo Jos da Cosa e Lemos.
Roga-se a pessoa que tiver adiado um alfioete
de brilhantes com o p quebrado, estando ligado a
um alfinetc de metal, perdido no da 1. docorrente
mez, desde o paleo do Collegio em seguimento pelas
ras estreila do Rosario, 'Trincheiras, al a Boa-
Visla, sendo queira reslilui-lo a seo dono, dirija-se
praca da Boa-Vista n.28, casa de Manoel Elias de
Moura, por quem ser generosamente recompen-
sado.
Aluga-se um silio no lugar da Capunga, cam
urna casa que oOercce commodos para grande fami-
lia, cocheira e estribara para mais de dous cavallo*,
e grande baixa d capim : quem o pretender, diri-
ja-se a ra do Colovello a. 1, segundo andar.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Aos 20:000$000.
Na casa feliz dos qoalro cantos da roa do Quema-
do n. 20, oi vendido o n. 1376 que lirou 10:0003 ;
roga-se a pessoa quo o pessuia que venha*receber ;
e agora eslo a venda os bilheles e meios em caute-
las, quarlos. oitavos e vigsimos da 18 lolcria de
Nicllieroy, coja lista chega no da 14.
RAFE PRIHCEZA
DO
RIO DE JANEIRO.
GROSSO MEMHROSSO E FINO.
DA FABRICA DE
ESTEVAO GASSE.
O deposito geral na run da Cruz do Recite n
contina a ter as qnalidades de rap cima; '
como o novo AM AKEMNHO. O seu fabrican!
a melhor recommendacao, que esle novo rap |
ler, pois he um dos mais anligos fabricantes do
pe de Lisboa; e qiie na confegSo do todas
qualidades tem mostrado o emprego do -
systema, avista do longo lempo que se
frese, c sempre com o melhor aroma.
Como quer que alguem, que de presntese
nesla praca, propala aos incautos (lalvcz para ce
riM..,.J,.queo engenho Araguaba, na ribeira
Una,.freguezia de S. Misuel de Barreiros, he
lierdeiros'de Jos Antonio Pessoa e Mello, fall
em 1853, oque he islo revollante falsidade, se i
lhor nome nflo merece, desaliamos a esse alguem
a quem isto lhe po,aJjileressar, que nos prove
nos diga por este jordpporquo ululo, forma ou
ncira, he dilo enguio Araguaba propriedade
herdeiros dosse Jos Antonio Pessoa e Mello
lecido em 1853, nao dos herdeiros de um
Jos Antonio, Pessoa e Mello, av deste'?Uw
gitimo comrnhor do engenho Araguaba, e que
he herdeira-de Jase' Antonio Pessoa e Mello '
do em 1853.
Quem precisar de um pequtno com pral
liberna: trate na ra da Cadeia do Reeife n.
pdi
1.23
bem
he
le
ra-
eslas
mellior
conserva
icha
ertos
de
dos
ecido
me-
ou
I, ou
ma-
dos
fal-
outro
le-
nio
fina-
ica de
,23.
Offerecc-sc urna mulher de boa conduela para
cozinhar em casa de homem solteiro, ou de poura
familia : a tratar na ra do Sol n. 25, segundo andar.
Quera quizer urna boa ama para casa de ho-
mem solteiro, para cozinhar e engommar, e muilo
fiel, dirija-se ao becco dn Serigadu n. 13.
Pedro Paulo dos Santos, escrivo da irmanda-
de do Senhor Bom Jess das Dores em S. Goncalo,
convida a seus irmos comparecerem no dia 4 do
correnle pelas 9 horas do dia, no consistorio da mes-
ma irmandade, alim de se proceder a eleicao da no-
va mesa.
Perdeu-se no dia 31 de maio, desde a rua de
Ilorlas, travessa do Poucinho c rea de Santa There-
za, urna racoleta de ouro : quem a achou, leve-a
rua de Ilorlas n. 63, que ser gratificado.
Precisa-sede um rapaz para|eaixero de nada-
ra : quem eslivcr netas circumslif cias, dirija-se as
Cinco Pontos n. 106.
OlTercce-se urna crioula, mora, sadia e de bom
comporlamenlo, para ama de casa" de familia capaz,
a qual sabe coser, engommar, cozinhar, e faz todo o
mais servico menos de andar na na : atraz da igre-
ja da Estancia, m casa do Sr. Anta.
Na rua do Vigario n. 7, lia um bom escravo
cozinheiro para se alugar, e uro oulro escravo pro-
prio para criado de casa ou qualquer servido a que se
queira applicar.
-\ Aluga-se urna excellcnle casa com mui bous
commodos, sita na ma Imperial: a tratar na rua do
Livramenlo n. 20, segundo andar.
D. fhereza Alexandrina de Souza Banri-
ra, professora particular de primeiras leltras,
costura e bordados, acaba de eslabelecer den-
. tro de sua aula os dous ensinos de gramma- y
! lica porlugueza e msica, havendo all mes- gj
:mo um piano desfinado para o estudo das
apre111li7.es ; no paleo do Paraizo, segundo
andar, junto a igreja, tratar-se-ha a respeilo.
Prccisa-se alugar urna criada, livre ou escrava,
que saiba engommar bem, e cuidar de eriaucas, em
urna familia pequea: quem estiver ncsle caso, e
quizer contratar-se, dirija-se casa n. 83 da rua do
Pilar das 8 as 9 horas da manhaa, ou das 4 da larde
s8 da noite; nao se duvida pagar generosamente,
sendo pessoa activa no servico, e hbil.
Desappareceu do sitio onde mora o Sr. Miguel
Brvan, no Monteiro, um cavallo russo lirado a pe-
drez, pequeo, bastante sellado, lendo urna ferid.i
no beiro superior : gratifjca-se bem a quem o levar
on mesmo silio, ou na cocheira do Sr. Pedro Al-
laiu defronte do arsenal de marinha.
Arrenda-se um sitio no Hospicio,
tendo casa com commodos para milla re-
ndir duas familias, casa para pretos, es-
Iribaria para quatro cavallos, cacimba
com agua de bober, coqueiros, saputisei-
ros, larangeiras, mangiieiras e outras ar-
vores de frutos, baixa para capim, com
proporcao de conservar dois cavallos a
comer annualmente com fartura ; arren-
da-se por um ou mais annos, e com as
precisas garantas para seguranca do ar-
rendamento:.a tratar com Antonio da
Cunda Soare Guimaraes na rita da Ca-
deia de Santo Antonio casa n. 9, das 9
horas da manhaa as' 4 da tarde.
J. Jane dentista,
contina rezidr ha rua Nova, primeiro andar n. 19.
O Dr. habinn Olegario I.udgero Pinho mu-
doo-se para o palacete da roa de S. Francisco
inundo novo) n. 68 A. m
Precia-se de nma escrava para o servico de
urna casa de pouca familia : na rua do Hospicio 3
casa nova direito depois de passar o qnarlel.
O Dr. Joao Honorio Bezerra de Menezes,
formado em medicina pela faculdade da Ba-
liia, offerece seus prestmos ao respelavei pu-
ta) buco desla capital, pudendo ser procurado-a
qualquer hora, em sua casa rua Nova n. 19,
P segundo andar: o mesmo se presto a curar
~ gratuitamente aos pobres.
Offerece-se um rapaz portuguez que tem .bs-
tanle praliea de taberna, para caikeiro : quem pre-
cisar, dirija-se i rua estreila do Rosario n. 10.
Precisa-se de urna prela que engomme, cosa
bem, e mo seja costumada a andar na rua. sendo boa
paga-se bem : 1ia rua da Cadeia do Kecife, loja
n. 64.
O abaixo assignado, procurador bastante do
commendador Francisco de Carvalhn Paes de An-
drade, declara, para que pessoa alguma se chame a
ignorancia, que o engenho L'cha nao pode ser ven-
dido nem soflrer IransaccSo alguma.
Francisco Bredfrodes de Andrade.
No dia 28 para 29 do mez findo, desappareceu
urna sacca de caf da casa de Joao SimOes de Al-
meda : roga-se a quem fr oflerecida, dirigir-sc a
mesma casa,' que ser recompensado.
I O Sr. capitao Francisco Xavier Car-
neiroLins, morador no Cachanga', quei-
ra dirtgir-se ao segundo andar do sobrado
da praca da Boa-Vista que volta para a
rua do Aragao, a negocia de interesse.
Arrenda-se um engenho d'agua, situado a urna
ptima casa de vivenda, e todas as mais obrase nffi.
cias de alvenaria, eemperfeilo eslado de conserva-
cao ; negocia-se tambem a safra pendente, alguns
bois e vaccas, quarlios, eannas e carrocas, ludo novo
ou em bom uso : os pretenderles dirijam-se ao Sr.
Ignacio Francisco Cabra! Canianil.
O caulelisla Salusliano de Aquino Ferreira dei-
xou de vender cautelas das lolerias do Rio de Janei-
ro desde dezembro de 1853. e tem marcado o prazo
de um anuo que se ha de findar nu.dia 27 de maio de
1855 para a liquidarlo das referidas cautelas quu,ain-
da exislem por pagar. *
GABIKETE PORTliGliEZ DE LEITIBA.
Por ordem da directora convoca-se extraordina-
riamente a assemblea geral dos senhores accionistas,
para domingo 4 de junho, pelas 11 horas do dia.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rua do Collegio n. 2,
vende-se dm completo sortimento
de faaendas, linas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalho, amaneando- .
se aos compradores um s preco
para todos : este estabeiecimento
ahrio-se de combinitcao com a
inaior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, e por
isto olFerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabeiecimento convida a' todos os
seus patricios, e^ao publico em ge- .
ral, para que veriliam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da rua do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos &Bolim.
Casa da aferico, na rua das Agua's-
. Verdes n. 25.
O aferidor parlicipa, que a revisao teve principio
no dia 1 de abril correnle, % fnalisar-se no dia 30
de junho prximo futuro: segundo o disposlo 'no
art. 14 do regiment municipal.
Paulo Gaignou, dentista,
pode ser procurado a qualquer hora emsua casa
na rua larga do Rosario n. 36, segundo andar.
s&s^-^
O Dr. Thomassin, medico francez, di ron-
sullas lodos os dias ultis, das 9 horas da ma-
nha al o meio dia, em sua casa roa da Ca-
~ dcia de Sanio Antonio n. 7.
Precisa-se de urna prela escrava, que cozinlic e
faca o mais servico de urna casa de pequea familia :
naga-se bem: a tratar na rua da Cadeia do Reeife
p. 23.
PUBI.ICACAO' LITTERARIA.
A Bonina.
Com esle ti lulo sahio hoje a luz um peridico re-
creativo e Iliterario, c se acha i venda pelo diminu-
to preep de 80 rs. a folha : na rua Nova n. 52. fa-
brica de chapos de Boavenlora |Jos de Castro e
Azcvedo.
Precisa-sc de urna ama quo cozinhe e engom-
me, para casa de din homem solteiro: quem estiver
neslas circunstancias annuncie, para ser procurado.
A invenlarianle do casal de seu pai Jos Fran-
cisco Belem, previne ao publico, que as Ierras da
propriedade de Sania Anna. em que a cmara mu-
nicipal pretende Tazer urna bomba de alvanari, cu-
ja obra poeem praca nos das 3, 6 e 7 do correule,
pertencem ao referido casal, que uilopode ser desa-
proprado deilas, senao na forma esiabeiecida por
lei, e que por isso ella invenlarianle est resolvida a
fazer toda a oppnsitao legal a qualquer pessoa que
pretender fazer a dita obra.
Precisarse de.uraa ama com leile ; na rua da
Senzala Nova n. 22.
Precisa-se contratar por empleita-
da, a construcrao de urna coberta de te-
lha, sobre pilares de tijolo ou columnas de
ferro, em um terreno murado., na rua de
Santa Bita prximo a' Kibira.pertencen-
te a' companhia brasileira de paquetes de
vapor: quem estiver as circumstancias
de fazer este contrato com as necessarias
garantas, queiraapresentar sua proposla
com toda a brevidade ao agente da dita
companhia : na rua do Trapiche n. 40 se-
gunda andar, aond tambera se dar'
qualquer esclarecimento.
Precisa-se de um feilor que seja' portuguez :
na rua da Cadeia do Recite n. 49, primeiro andar.
Necessita-se de urna escrava ou escravo que se-
ja bom cozinheiro e que enlenda ludo perlencenle a
cozinha : no consulado americano n. 4, rua do Tra-
piche, ou no armazem de Davis & Companhia, rua da
Cruz n. 9. ,
Ainda precisa-se de urna ama forra ou escra-
va, que faca lodo servido de una casa de duas pes-
soas de familia ; paga-se bem : na rua da Conceirao
n. 9.
Roga-se a alguma pessoa que tenha
comprado um cordao de ouro nao de lei,
emendado em diversas partes, com peso
de 4 otavaselj4,queda-seo"niesuio por
quanto elle foi vendido, podendo-se diri-
gir rua da Cadeia n. 24, ou na Soledade,
casa do Sr. Vieira ; ale'm de pagar-se -
ca-seobrigado.
Na rua do Crespo n. 16, esquina da
rua das Cruzes, loja da viuva Brandao &
Irmao, precisa-sa fallar com o SrrlEstevao
Jos Paes Barrero, a negocio de seu inte-
resse.
O abaixo assignado, dono da taberna da estrada
de Santo Amaro, c da lojajde barbeiro da rua da
Cruz do Reeife n. 43, faz sciente ao publico ou a
quem inleressar possa, que nao se responsabilisa por
divida alguma contrahida pelo gr. Bernardo Rodri-
gues Gramuso e Coala, socio que foi seu na dita ta-
berna at a dala do 1. de fevereiro do correte anuo,
pois leudo sido dissolvida a dito socidade.ua dala ci-
ma mencionada, teve o abaixo assignado de soffrer
urna penhora na dito taberna por mando dos Srs.
Franca & Irmao porumadivda contrahida pelo dito
Bernardo, segundo dsseram em audiencia, e para
que iioseTcproduzsm feilo igoaes a esle,faz apr-
senle declararlo. Racife 1. de junho de 1854o
Manoel Pereira Lopes Ribeiro.
Enconlrou-se io corredor do sobrado da rua da
Assumpcflo n.36, una pequea troxa de roupa su-
ja, contendo 11 pecas: quem fdr seu dono, dirija-se
ao seguudo andar do dito sobrado, que daudo os sig-
naes lhe sera entregue.
Jos Marlins de Castro vai ao Rio de Janeiro.
Precisa-se de urna mulher de boo costumes,
que saiba cozinhar bem e engommar para urna casa
de familia: na rua da Cadeia do Kecife n. 53, ter-
ceiro andar. -
_ No dia 2 do correnle mft desappareceu do pa-
leo do Collegio al a rua da Praia, um prelo que Ic-
vava urna lata com duas libras de manteiga, ootra
com duas libras de farinha do trigo, quatro libras de
sabo, dous molliosd'allios',-o\<|ual chamase llas-
picio, crioulp, idade 24 answ, estatura mediana,
cara redonda, olhos grandes,W foto, e lem urna be-
bde em om oiho, cujo negro lie do mato, e do enge-
nho do Sr. Jos Maximino Pereira Vianoa : se for
pegado nesla praca levem-no em casa do Sr. Jo.lo
Finio de Lemos Jnior, e tora da pra^a a seu se-
nhor oaquelle engenho Pereiras.qoe sera recompen-
sado.
Pela 2." vara do civcl, tem de ser hoje arre-
matado com abalimenlo da lei, o silio do Caldereiro,
penhorado a Luiz Jos de Sampaio, por ser a ul ima
praca.
Vende-se na rua Direila n. 19, muilo boa ee-
vadinha a 400 rs. a libra, sag a440rs. muito
novo.
O consulado de Franca fica transferido pa-
ra a rua da Cruz o. 19, i .o andar.
Faz-se veslfdos de senhora, roupa para meni-
nos e engomma-se, ludo com perfeirao e asscio:
na rua Direita n. 120, na loja 'de barbeiro se dir
quem he.
O juiz da irmandade de N. S. da.Soledade da
freguezia doS. da Boa-Visla, convida a todos os ir-
niaos em geral, para se reunirem no consistorio da
mesma irmandade; no dia 4 do correnle impreteri-
velmente, para a eleicao da nova mesa que lem de
reger a mesma irmandade no correnle anno de 1854.
Jo3o Pinto Regia do Souza exporta paja o Rio
de Janeiro a sua escrava, crionla, de nome Damaua,
de idade 15 annus.
O abaixo assignado. no dia 15 deste mez abre,
no primeiro andar da casa n. 14 da rua do Queima-
do, urna aula para ominar a fallar e escrever o in-
glez. Para maior commodo dos alumnos baver duas
classes; urna de larde e outra de noite : as pessoas
quo quizerem frequenlar qualquer deslas duas clas-
*es, se serviro enlender-se com o abaixo assignado,
no escriptorio da companhia de seguros, Utilidade
Publica, do meio dia al 3 horas da '.arde.
Jos da Maya.
Offerece-se um homem para caixeiro de qual-
quer cas de negocio de atacados ou a" retalho, o
qual lem bstanle ipratica: quem qoizer annuncie
ou dirija-se travessa dos Quarteis n. 35.
Aloga-se urna boa sala, alcova e quarlo, de um
andar na rua do Queimado ; a Iratar na mesma rua
n. 21.
Em a cidade d 01 inda, sobrado de
fronte da S, ensina-se a Ooutrina Cliris-
taa, ler, escrever, arithmetica e gramma-
ttca nacional; assevera-se que ha esmero
no desempenho d deveres.
AVISO AO PUBLICO.
Franco Cavalcanli de Albuqucrque, faz publico
que ninguem faca negocio ou transaran alguma
cora seu- ogro Jos Joaquim Barbosa, morador na
villa da Escada, relalivamenteasescravasThereza e
seo* tilhos Merenciano, Luiza, Maria e Jos que-
leudo os avs da mulher do anouuciante feilo doa-
ao de dita escrava a suas tres netas, e sendo dilo seu
sogro citado pelo juizo municipal da cidade da Vic-
toria como administrador de suas duas lillias sollei-
ras para apresentar as crias da dita escrava a seren
parlilhadas entre duas fiihas do mesmo seu sogro, c
a mulher do annuncianle, negara-se a isto ausen-
tando- com todas escravas mencionadas para lora
da comarca, e foi encontrado .na direcrao do Cabo
onde lem certas correlaedes: isto poslo, avisa-se pa-
ra nao hiver ignorancia em qualquer Iransacrao que
se faja e que proteste o aiinunciaute have-'las em
qualquer parle que saiba ellas eslejam.
Francisco Alves da Cunha & C. pelo presente
avisamaoSr. Jos Duarle Rangel. que deve remir
os penhores que havia entregado ao tinado Joflo Es-
perante, no prazo deoilo dias a contar de hoje, e na
Mta se proceder judicialmente a venda delles,
visto ja nao ebegarem para o pagamento da quaulia
devida.
No dia 12 do correle vao praca na villa de
Pao d Albo, um mulalinho e lira cabra de 18 a 20
aunos, una porc.:o de tiestas de roda e 14 bois mau-
c,os, tudo em boas carnes, ou antes gordo.
O colleclor de diversas rendas da cidade de Olin-
da faz publico, que no dia 6 do correnle, s 4 Jioras
da larde, be a ultima praja em a qual tem de ser
arremalada penante o Sr. Dr. juiz municipal desla
cidade, a propriedade site na rua do Varadouro n.
2,'couleiido '( salas, quarlos, solao, um viveiro, ba-
heiro e Ierra sufticieote para verduras, cuja pro-
priedade pcrlence a fazenda nacional por lhe baver
sido adjudicada pela quantia de2:8029655, porconla
doquelhedeve a viuva e herdeiros de Manoel Lo-
pes Machauo.
Ausenlou-se da casa de seu senhor, morador
em Ierras do engenho S, Rosa, a escrava Jose-
pha de Angolla, de idade quareuta aunos pouco
mais ou menos, tem orna rachadura no pesquerdo
por eleito de cravos, levou vestido de chita prela :
quem a apprebeuder queira leva-la a rua da Madre
de Dos n. 16 que sera recompensado, ou ao mesmo
engenho ao Sr. Joaquim Rodrigues dos Santos.
COMPRAS.
Compra-se prata brasileira e hespa-
nhola : na rua da Cadeia do Becife n.
24, loja de cambio.
Compram-se ell'ectivamente cobre,
latao e bronze velho : na fundicSo de fer-
ro da ruado Brum n. 6, 8 e 10, passan-
do o chatariz.
Compra-se urna negra que saiba engommar,
cozinhar, que seja moca e de bonita ligura : na rua
da Praia n. 33, primci'ro andar.
Compra-se o diccionario de Constancio einse-
guuda man : na rua do Queimado n. 53.
Compram-se arenes do Banco de Pernambnco :
na rua do Queimado u. 8, toja de Antonio Luiz de
Olivcira Azcvedo.
Compra-se papel de diarios a 120 a libra : na
rua larga do Rosario, fabrica de cigarros junio ao
quarleln. 21.
VENDAS.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-se a venda os bilheles da lotera
18 do theatro de Nictheroy.
Vende-se farinha de mandioca de superior qua
lidade : uo caes da Alfandega, armazem do Se. An-
tonio Aunes Jacome Pires.
Vende-se ou arrenda-se o silio Capellinha da
Sacra Familia, no mellior local possivel, bem plan-
lado de fruclas, com 500 palmos de frente e 700 de
fundo, casa anliga mas segura, e com muitos com-
modos, e dividido por arvoredos e vallado ; assim
como um crionlo moco, carreiro, bom escravo de
rua e fiel ; pea- uio querer servir a seu senhor ven-
de-se para fra a quem o embarcar : no mesmo silio
acharan com quem Iratar."
Vende-se urna rarroca com um boi, sendo cri-
oulo, muito bom : os prelendeules 'dirijam-se a So-
ledade, taberna n, 18?
QEIJOSE PRESUNTOS.
Nn rua da Cruz do Reeife no armazem n. 62. de
Antonio Francisco Marlint, se vende os mais supe-
riores queijos londrinos, presuntos para fiambro, l-
timamente chegados na barca ingleza f'alpa-
raiio.
mz&wmmis&^msm
lEPOSlTOD VINHO CHAM-
PAGNE.
Veadem-se gigos com garrafas e
meias garrafas de champagne do
ja' bem conhecido e acreditado au-
tor Jsep Perrier, por mdico pre-
co a' vista daexcelentequalidade:
na rua do Trapiche n. 11.
RICA ACQUISICAO'.
Vende-se um mulalinho de 14 a 15 annos, e um
negrinha de 12 a 13anuos por precisSo : a tratar no
segundo andar do sobrado da rua do Rusario da Boa-
Visla n. 53.
IRIN1A DE" MANDIOCA.
lende-se a melhor farinha de mandioca
i mercado, a bordo do brigue nacio-
, e da escuna Xetosa chegada de S.
Calharina para porcOes, no que se tari aba-
te empreco: trata-se com os consignatarios
no escriptorio da rua da Cruzo. 40, primeiro
andar.
N. B. Para maior vanlagem dos comprado-
res, pdem dirigirse au Forte do Mallos e
junto ao trapiche do algodao chamar para
bordo, que e manda logo o bote Ierra.
Vende-se por LJOflUOO rs. um prelo de" iic-
ainda moco, sem vicios nem achaques, he muito poso
sanie e proprio para servico de campo : na rua da
Penha, taberna nova por baixo do sobrado.
Chapeos do Chyle.os mais superiores qne
lem apparecido, por preco commodo : na
loja de Chrisliani & Irmao, rua Nova
M
n. 44
A 59800.
Na rua Nova n. 44, ha nma grande quanlidade de
chapeos francezes, por commodo preco.
Chapeos de palha da flalia, os mais finos possi-
vel, tanto para homem como para meninos e meni-
nas, cem enfeites e sem elles, ditos para montara de
senhora com riquissimos enfeites, ditos de fellro para
homens e meninos, ditos amazonas do melhor goslo
que tem apparecido : na rua Nova n. 44.
Vende-se um sobrado de dous andares, em
chaos proprios, no bairro do Recite, por 3:500|X)0 :
quem o pretender, dirija-se 4 rua da Senzala Nova,
taberna n. 7, que ahi se dir aonde he o dito sobrado
e quem o vende.
Vende-se urna jumento com cria, parida de
pouco lempo, a qual d urna garrafa de leile, muito
recommendado pelos mediros; assim como um caval-
lo gordo de bons andares : na rua do Queimado
n. 14.
Vende-se a superior herva malte, chegada nlli-
mamente rio Rio Grande, assim como cuiasde*bom-
Inllias para lomar a mesma : na rua do Vigario n.
11, armazem de Telles & Companhia.
~ Vendem-se 6 escravas mocas com algumas ha-
bilidades, e 1 oplimn escravo de muilo boa conduc-
ta : na rua Direita n. 3.
Vende-se com cavallos ou sem elles nm
carro de 4 rodas com 6 astelos, muilo.
fuete e com pouco uso, c um lilburv em
bom eslado : a fallar na praja da inde-
pendencia n. 18 e 20.
?
m-"n"ueA5m!!! f^?,a.merican08 bogados ltima-
mente dos" Estados-Unidos: na rua do Trapiche
ESTAO-SE ACABANDO
os corles de cassas francezas com 6 varas a 1&S40 m
cada um corle : na rua do Crespo n. 19.
Attencao.
Narua Direilan. 19, ha para vender-se nm cai-
xao com qoalro reparlimentos, muito bem feilo e em
conta, um braco de balaba de RomSo Companhia,
rom conchas e um peso de 2 arrobas, queijos muilo
novosa 1$700a urna porta de louro cm conta.
Vende-se no paleo do Carmo, taberna n. 1, um
escravo, crioulo, de idade 25 a 26 annos, bonito fi-
gura, proprio para todo o servico.
Superior farinha de mandioca
Vende-se farinha de Santa Calharina muilo
nova, e de superior qnalidade, por preco
commodo, a bordo da escuna n/.elosa ; para
porc/ies, trata-se no escriptorio da rua da Cruz
n. 40, primeiro andar.
Vendem-se 4 escravo, 1 mulato de 20 annos,
1 moleque de 17 aonog, 1 prela lavadeira e engom-
madeira, 1 prelo de 40 annos e 30 travs de pao dar-
co : na rua larga do Rosario n. 25.
00]_____
P POTASSA BBASILEIRa"
Vende-se superior potassa, fa- (
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, yecommen-
da-se aos senhores de engenho os '
seus bons ell'eitos ja' experimen-
tados: na rua da Gruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
Palitos francezes.
Vendem-se palitos francezes de brim de li- 9
9 nho a 39OOO, ditos branros de bretanha a 49,
ditos de alpaca prela e de cores a 89000, ditos &
9 de panno fino verde escuro e prelo a 149, I69 9
9 e 189000, ludo da ultima moda e bem acaba- 9
dos : na rua Nova, loja de mzcndasii. 16, de 9
Jos Luiz Pereira & Filho.
ATTENCAO'.
Na rua Direita n. 19, h para vender
seguinles:
Manteiga ingleza superior.
Amendoas descascadas.
liolachinlias de aramia em latas de6 .
Dita ingleza.
Talherim, macarro e alelria.
Cha hyssoo muilo superior.
"Dilo brasileiro. .
Espermacele a. 900 o
Vinho do Porto engarrafado (*em casco).
Dilo de Lisboa.
Toucinho de Lisboa. -
Tijollo de limpar faccas.
Farinha de ararula.
De.tapioca.
Todos estes (eneros se responde pelas
Vende-se superior kirechs
tbe : na rua da Cruz n. 26,
andar.
os gneros
560f
320
29300
240 d
280 >
29240 .
I95OO
720
. 640
400
400
140
200
140
qualidades
e abscin-
primeiro
Vendem-se 5 moradas de casas ter-
reas ein Olinda. urna na rua do Coixo,
outra na rua do Carmo, e outra na rua
da praia de S. Francisco : a fallar no
aterro da Boa-Vista n. 75.
Toda attencao aos preros do novo sorti-
mento de fazendas baratas, na rua do
Crespo lado do norte loja n. 14, de
Dias & Lmos.
Vende-se alpaca prela, fazenda de duas larguras
pelo baratsimo preco de 400 rs. cada -covado, dita
mito mais fina com lustre a 680 rs. o covado, sarja
de laa preta de superior qualidade por ser muilo cu-
corpada a 520 rs. o covado, chitas escuras de bons
pannos e cores fixas a 160 rs. o covado, ditos sarago-
canas escuras e outras mais cores com novos dese-
nhos a 180 rs. o covado, as verdadeiras breiauhas
de rolo muilo encorpadas a I98OO rs. a pera, peci-
nhas de bretanha de linho fazenda muito fina a
39300 rs. cada nma, corles deaneia casemira escura
de quadros e lislras a 19500 rs. o corle, ditos de
brim de quadrinhos mjudos fazenda de botn gusto a
19440 n. cada corle, riscadinho de linho e lislras
miudinhas a 200 rs. o covado, os verdadeiros cober-
loresde algodao branco da fabrica de Todos os San-
da Babia a 560, e grandes a 640 r*. cada um: as-
sim como mais oulras fazendas por menos preco do
que em outra qualquer parte, sendo a dioheiro
vista.
Chumbo.
Vende'-se chumbo em barra c lencol : no arma-
zem de Eduardo II. Wjalt, rua do Trapiche Novo
n. 18.
Vende-se urna canoa decarreira, nova, de ama-
rello, inlcrica, com embonos, pintada e prouipto :
no fim da rua da Concordia, no estaleiro de carpin-
tero, a fallar com o Sr. Jos Carvalho da Fonseca.
Vende-se um rabrioiel com sua competen
coberta e arreios, tudo quasi novo; assim como _
cavallos do mesmo j ensinados e mansos : para ver,
na cocheira do Pedro ao p do arsenal de marinha, e
para tratar, na rua do Trapiche Novo n. 14, primei-
ro andar.
S CHAPEOS A 6<000. m
^aHkW Superiores chapeos de WL,
seda francezes, modernos, pelo barato
preco de 6,s000 : na loja e fabrica de
chapeos de Joaquim de Oliveira Maia,
na praca da Independencia n. 24 a 50.
Vendem-se relogios de ouro e prata, mais
barato de que em qualquer outra parle :
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Chapeos pretos francezes
a carijo, osmelliores e de forma mais elegante que
tem vindo, e ojtros de diversas qualidads por
nos preco que embutra parle : na rua da Cade
Recite, n. 17.
Deposito da fabrica da Todo* o. Santa* na Babia.
Vende-se, ero casa de N. O. Bieber &C, na rua
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella abriea,
muito proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Vendem-se em rasa de Me. Calmont & Com-
panhia ,. na praca do Corpo. Santo n. 11, o seguinte:
vinho de MarseUleem caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em novellos ecarreleis, breu em barricas muilo
grandes, ac de milab sortido, ferroinglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabeiecimento continua a lia-
ver um completo sortimento de rnoeri-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito. K
AOS SENHOBES DE ENGENHO.
O arcano da' invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com b methodo de empre-
ga-lo no- idioma portuguez, em casa de
-N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz, n. 4.
SANDS.
v SALSA PRR1LHA.
Vicente Jos de Brilo, nico agente cm Pernam-
bnco de B. J. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que lem chpdo a esto praca urna grande por-
Co de frascos de salsa parrilha de Sands, que sao
verdaderamente falsificados, e pAparados 110 Rio
de Janeiro, pelo que se devem acaulelar os consu-
midores de 13o precioso talismn, de cahir ncsle
engao, tomando as funestas consequenclas que
sempre coslutnam trazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mao daquelles, que aniepoem
seus interesses aos males e estragos da humanidade.
Portento pede, para que o publico se possa livrar
desla fraude e dslingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recen (emente aqui chega-
da ; o annuncianle faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamenteemjua botica, na rua da Conceic.io
do Recite n. 61 ; e, alm do receituario que acom-
panha cada frasco, tem embaixn da primeira pagina
seu nome impresso, e se adiar sua firma em ma-
nuscripto sobre o invollorio impresso do mesmo
freos.
Vade-mecum dos hbmeopathas ou
I o Dr. Hering traduzido em por-.
1 tuguez;
Acha-se a venda esla importanlissima o-
I bra do Dr. Bering no consultorio horaceo-
pathco do Dr. Lobo Hoscoso rna do Colle-
' go n. 2, 1 andar.
Arados americanos. #
Vendem-se arados americanos chegados ul-
timameiite doa%slados-L;nidos, pel barato
proco de 405000 rs. cada um : na ruadoTra-
piche 11. S. @
Navalhas a contento e tesouras.
No rua da Cadeia do Recite n. 48, primeiro an-
dar, escriptorio de Augusto C. de Abreu, conlirnj-
am-se a vender a 89000 rs. o par (preco flxo) aa j
bem conhecdas e afamadas navalhas de barba feilas
"pelo hbil fabricante que foi premiado na exposir,1o
de Londres, as quaes alm de durarem extraordina-
riamente nao se sentem 110 rosto na acc3o de corlar ;
vendem-se com a condiciio de, nao asririando, pode-
rein os compradores de vo I ve- las at 15 dias depois da
compra,, restitiiindo-se o importe : na mesma casa
ha ricas tesourinhas para unlias feilas pelo mesmo
fabricante.
PTIMO VINUOIDE COLLARES,
em barris de 7 em pipa : no escriptorio de Augusto
C. de Abreu, na rua da Cadeia do Reeife n. 48, pri-
meiro andar.
Vendem-se espingardas francezas
de dous (pannos lingindo tronxado, mui-
to bonitas, e por preco baratissimo : na
rua da Cruz n. 26, primeiro andar.
Vendera-se latas com 3, 6 e 12 li-
bras de amixas francezas de superior
qualidade: na ruada Cruz n. 26, primei-
ro andar. ?
Milho novo.
Vendcm-e sacras com milho novo, pelo barato
proco de 39OO rs. cada urna : na rua do Passeio Pu-
blico n.17.
Malas para viagem.
Grande sorlimenlo de lodas as qualidades por pre-
co razoavcl: 111 rua do Collegio n. 4.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODAO
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-se o superior panno de algodao
desta fabrica, proprio para saceos e rOupa
de escravos : no escriptorio de Novaes &
Companhia, rua do Trapiche 11. 34, pri-
meiro andar.
Narua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
FARINHA DE -TRIGO.
Vende-se nn armazem de Tasso Irmos, farinha de
trigo de lodas as qualidades, qne existen no mer-
cado.
Na rua do Vigario n. 19 primeiro lindar, tem pa-
ra veuder-se chapeos de castor brancopor commodo
preco, '
Acencla de Edwia BXaw.
Na rua de Apollo n. 6, armazem d Me. Calmon
& Companhia, acha-se* constantemente bons sorti-
meutos de taixas de ferro coado e balido, lano ra-
sa como fundas, moendas ineliras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para a rmar em madei-
ra de todos os lmannos e modelos os mas modernos,
machina horisontol para vapor com forca de
4 cavallos, cocos*1 passadeiras de ferro estenhado
para casa de purgar, por menos preco que os de ro-
bre, esco vens para navios, ferro da Suecia, e fo-
1 lias de (landres ; tudo por barato preco.
pde-se bolachinhas de Hamburgo
._,_, chegadas no brigoe Olio: assim como
queijos londrinos e presuntos ioglezes vindos no
ultimo navio, e conservas porluguezas : no laejo do
Corpo Santo n. 6, armazem de Palmeara & Bel-
trao.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos : na rua do
Trapiche Novo n. 16.
Vende-se nm completo sorlimenlo de fazenda
prelas, como : panno fino prelo a 39000, 49OOO
59000 e 69000, dilo azal 39000, 49000 e 59000, ca
semira prela a 29500, selim prelo muito superior
39000 e 49OOO o covado, sarja prela hespanliola 29
29500 rs., selim lavrado proprio para vestidos de se
uliora a 29600, mnilas mais fazendas de muilasqua
iidades, por preco commodo: na ruado Crespo loja
0.6.
Velas de carnauba.
1 Na rua da Cruz n. 15, segundo andar, Vendem-se
velas de carnauba, poras e compostas, feilas no Ara-
caty, por menos preco do que em outra qualquer
parte.
Vendem-se cobertores brancos de algodao gran-
des, a I944O ; ditos de salpico tambem grandes,!
19280, ditos de salpico de (apele, a 19400.' na rua do
Crespo loja n. 6.
Taixas para engentaos.
Na fundicao' de ferro de ,D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vendem-se cobertores de atgodrfgrande a 640
rs. e pequeoos a 560 rs. : na rua do Crespo nume-
ro 12.
ATTENCAO'.
Vende-se urna taberna em bom lugar, muilo anli-
ga c acreditada, e com poucos fundos para qualquer
principiante, na Linguete n. 3 : a tratar as Cinco
Ponas, junio ao Terco o. 141, taberna.
Bichas de Hamburgo.
No antigo deposito das bichas de Hamburgo, rua
estreila do Rosario n. 11, vendem-se as melhores bi-
chas de Hamburgo aos ceios e a retalho, e tambem
se alugam por menos do que eni outra qualquer
parle.
Vende-se urna porcjto de ouro de lei sem tei-
(io, sendo as pecas seguinles : 1 trancelim chalo
com seu passador, 1 dito elstico, 1 rorrenio, 1 co-
bra de lilagrana, 1 paute vasado, 2 pares de boloes
rollados, 2 nucidlos, 1 pera de ouro com toros, 3
nacos de rolares, 3 dilos de cordao, enfeites de cin-
tel 10 e oulras pecas mais: na rua dos Mar lyrios jun-
to a igreja, no segundo andar do sobrado du lado do
sul, a qualquer hora do dia.
Veode-sa um piano muilo bom : quem qoizer,
dinja-sealraz da raatrjz de Sanio Antonio n. 28,
que achara com quem tratar.
Na rua do Collegio n. 16.
vendem-se saccas com arroz de casca, pelo diminuto
preco de 49000 rs.; a ellas, antes que se acibem.
AO BARATO.
Vendem-se na roa Nova n. 8, loja de Jos Joa-
quim Moreira, chapeo* de teda para senhora, muilo
promptos e chegados ltimamente, pelo dimi-
1,0,0 preco de 149000, ditos para meninas do mesmo
muu>io a 85OOO, oteado para mena com ma de 4
palmos de laraura a 1J(000 o covado, pannos de olea-
V* <2!}2SU* e preparado para -mesas de meio de
salaa J>000 cada um, ditos de dito para codsolosa
fWOO o par, dito, de dito para eommdd** a 2JO0O
cada um ; a elles, antesque te acatjem.
RELOGIOS INGLEZES DE PATENTE:
vendem-se por preco commodo : em casa
de. Barroca & Castro, na rua da Cadeia do
Reeife n. 4.
Vende-se chocolate de Paris, o me-
llior que tem apparecido at hoje neste
mercado, por preco commodo : na rua
da Cruz n. 26, primeiro andar.
Na rua da Cadeia do Reeife n. 60, arma-
zem de Henrique Gibson:
vendem-se relogios de ouro desabonete.de paten-
te mglczes, da melhor qualidade e- fabricados em
Londres, por preco commodo. "
Na rua do Vigario n. 19 primeiro andar, tora
venda a superior flanella pata forro de seilins che-
gada recentemente da America.
Vende-se sola muito boa, da melhor que ha
no mercado, em pequeas e grandes porces, pelles
de cabra e esleirs de palha de carnauba, chegado
ludo ltimamente do Aracaly: narua da Cadeia do
Recite n. 49, primeiro andar.
Cera de carnauba.
Vande-se cera de carnauba do Aracaly.: ni roa
da Cadeia dn Reeife n. 49, primeiro andar.
N'a rua Imperial n. 167, vende-se bom rumo da
Ierra para charolo, assim como da Baha do supe-
-r qualidade.
Vende-se para liquidacao urna das melliOres e
mais acreditadas tabernas da rua do Collegio, propria
para um principiante por se fazer vntagens que cor-
tamente asradarao ao comprador: a Iralr na rua do
Amorim n. 48, armazem de Paula & Santos.
Bichas de Hamburgo.
No antigo deposito das bichas de Hamboreo, rua
estrella do Rosario n. 11, vendem-se a melhores bi-
chas de Hamburgo Sos ceios e a retalhoTe tambem
trVte m pormeou*do I* em vnlra qualquer
m,7hrDde^ "? ei,'Iete carrinlio de 4 rodas
mu bem coiistruuto, embom eslado; est posto na
rua do Arag*, cafe do Sr. Nesme n. 6, onde>odoW
os pretndeme examina-lo, e tratar do ajnsleeao
o mesmo senhor cima, 00 na ru daCru no Recito
n. 27, armazem.
PALITOS DE ALPACA FRANCEZES.
Grande ortimento de palitos de alpaca o do Wim:
na ruado Collegio n. 4,e na rua da Cadeia do Reci-
te n. 17 ; vendem-se por preco muilo commodo.
Moinhos de vento
"ombombasderepoxopara regar horlas e baisit
de capim, na fundicao de D.W. Bowman : na ro-
do Brum ns. 6, 8 e 10.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior .vinho do Porto, em
barrisde4., 5. e 8.: no armazem da rua
do Azeite de Peixe n. 14, on a tratar no
escriptorio de Novaes & Companhia, na
rua do Trapichen. 54.
Padaria.
Vende-se urna padaria muito afregoezada: a tratar
com Tasso & Irmos.
Aos se altores'de engenho.
Cobertores escaros de algodao a 800 r., ditos mui-
to grandes e encorpados a 1400 : na roa do Crespo,
toja da esquina que volta para a Cadeia.
Devoto Cm-istao.
Sabio a luz a 2." edicto do.lvrinno denominado
llevlo Christao,mais correcto e acrescentado: vnde-
se nicamente na livraria n. Ce 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada exempter.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, muilo grandes e
de nom goslo : vend,em-re na rua do Crespo,-toja da
esquina que volta para a cadeia.
NO CONSULTORIO HOMEOPATM

v A DR. P. A. LOBO B0SC0Z0.
Vende-se a melhor de lodas as obras de medicina
riomeopalhica tsr O NOVO MANUAL DO DR.
1AHR _a traduzido em porlugez peto Dr. P.
A.LoboMoscozo, contendo um accrescimo de 1m-
porlantesexplicacoes sobre a applicacao des dote, a
dieta, etc., le. peto Iraductor : quatro volumesen-
cadernados em dous 901000
Diccionario dos termo de medicina, cirumia.ana-
lomia, pharmaca, etc. pelo Dr. Moscozo: encoder-
nado 400o
Uroacarleira de 24 medicamentos com dous fras-
cos de linduras indispensaveis
ila de 36 .........
Dita, de 48 .........
Urna de 60luboscom 6 frascos de linduras!
Dita de lH com 6 ditos ...... 1C
Cada carleira he acompanhada de um exemplar
das duas obras cima mencionadas.
Carleiras de 24 tubos pequeos para algi-
beira .'........ 8N00
Ditas de 48 ditos......... iSSw
Tubos avulsos de glbulo* ..... 1|000
frascos de meia onca de lindura .
Ha tambem para vender grande quanlidade de
tubos de cryslal multo fino, vasio e de diversos l-
mannos.
A superioridide deste medicamentos cali hoto por
lodos reconhecida, e por isso dispensa. elogio.
N. B. Os senhores que Mssignaram oucomprarama
obra do JAUR, antes de publicado o 4' vofume, p-
dem mandar receber esle, que ser entregue sem
augmento de preco.
-r Vende-se urna mulata que faz todo o servico
interior de urna casa, e tambem serve pira quem
quizer mandar vender na rua, vende-ge por seu se-
nhor se retirar para Lisboa: na roa da Senzala No-
va n. 4.Na mesma casa precisa-se de um trabalha-
dor pura refinacao.
Vende-se urna cama de colxo por lfiSOOO: na
rna das Larangeiras 11. 6.
No armazem da Miguel Carneiro, rua doTra-
l"c^,e'"lem"se chi,P*os d astor branco e prelo
ESCRAVOS FGIDOS.
Ausentaram-se do Recite ais 4 i horas da ma-
drugada de hontem, tres escravos sendo o prelo Jo-
s, estatura alia, idade mais de 30 annos, com falta
do olho esquerdo ; Joige, or Rila, alto, de no* fi-
gura, idade 2 annos, pouco mais ou menos, com
um pequeo lalhoem um dos canlos da bocea ; Luiz
amulatado, de boa estatura, de 25 a 30 anno, meio
aparvalhado, todos crioulos filho do aerUo: leva-
ram urna pequea Irona de roupa de seu oso cada
um, ha alguns dados de irem em companhia deam
outro Benedito, escravo do Sr. tenenle-corooel Leal,
e de terem seguido a estrada de Pd d'Alho agerega-
dos a um cpmbo>o qne segua para alm de Paje:
pede-se pelo presente a quem inleressar posea, a cap-
tura dos mesmos Irazer.do-us a rua de Apollo q. 12
armazem de Antonio Marques de Amoriro, que ge-
nerosamente recompensar.
Anlonto, moleqoe, alto bem parecido, .cor
avermelhada, nac.lo congo, rosto comprido e barba-
do no qucixo, pescoeo Rrosso, pes bem feilas, tendo
o dedo ndex da mao-direita aleijadode Om lalbo.e
por isso o tnz sempre fechado, com lodos os denle,
bem ladino, oflicial de pedreiro e- pescador, levou
roupa de algodi, e nma palhoca par resguar-
d-r-se da chava; ha toda a probabilidade de ler sido
seduzdo por alguem; desappareceu a 12 de maio
crrenle pelas 8 hora da manhaa, tendo oblido li-
cenea para levar para S. Antonio orna bandeija cora
roupa : roga-se portento a todas as autoridades e ca-
pitaes de campo, hajam de o apprehender e leva-lo
a Antonio Alves Barboza na rua de Apollo n. 30,
on em Fra de Porte na rua dos Guarrapes, onde
se pagarab todas as despeza.
No dia 30 de maio desappareou a prela Felici-
dade, de nacao Coste, alia, cheia do corp0,N bonita
figura, tem falla 'do denles da parte de cima, ama
roslura no hombro esquerdo, tem o dedo Delegar da
mao direila mas curto de um penarico que teve,
muilo bem fallante, c pela falla parece crioula ; le-
vou vestido cor de rosa, sendo o corpo do mesmo dif-
ferenle da saia, saja preta e panno d8 Costa de lislras
encarnadas, quasi sempre anda com urn lenco na ca-
beca moda da Babia, lem andado vendendo tom
da liahia, na rua : quem a pegar leve-a roa da Ca-
deia do Reeife n. 64, que ser recompensado.
Desappareceu 110 dia 30 do correnle urna ne-
gra crioula de nome LuizatoUa, gorda etom a barri-
ga bastante grande, e quando falla gagueja, represen-
ta ler 28 annos; levou vestido do chite com pintas
encarnadas ja desbotado, o camisa de madapolao o
panno da Cosa novo, luppoe-se que fugio par* o Gi-
quhi para casa da senhora qoe a creou ; roga-se por
l/"'iL?uela1!P*?"dea,ev,r na rua da Cadeia
do-ttecite 11.15, segundu andar, qoe se recompen-
cara generosamente.
No dia 24 do correnle desappareceu do abaixo
assignado o seu escravo Andr, crioulo, de idade 18
aunos, altura regular, magro, o qual emprega-se no
servico de alvarengas ; protesta-se contra qualquer
pessoa que o dilo escravo occullar, e gratifica-s ge-
nerosamente a quem o premier e levar ao Forte do
Mallos, defronle du trapiche do algodao. ou cidade
de Olinda no Varadouro.
J0S0 Antonio Mortira.
Fot. Tn,4,M. T. to rarte.-MM
._
. -..-
. .


Full Text
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