Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01635


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Full Text
AUNO XXX. N. 126.
Por 3'mezes adiantados 4,000
Por 3 mezas vencidos 4,500.
m
SEXTA FEIRA 2 DE JUNHO DE 1854.
Por Anno adiantado 15,000.
Porte franco para o snbicriptor.
i
, ENCARRECADOS DA SBSCRIP<.:AO'.
Recife, o proprietario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr.'Joao Pereira Martins; Bahia, o Sr. F.
Duprad ; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Mon-
donga ; Parahiba, "o Sr. Gervazio Vctor da Nativi-
dades Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Peroira; Araca-
ty, oSr. Antonio de temos Braga ; Cear, OSr.Vi-
o AugustoBrgos; Maranhao, o Sr. JoaquimJ
j; Para, o Sr. Justino Jos Ramos?! Disconlo delettras 9 a 12 0/0
CAMBIOS-
Sobre Londres 26 1/2, 27 d. por 5
Paris, 360 a 365 rs. por 1 f.
Lisboa, 100 por 100.
Rio de Janeiro, 11/2 a 2 O/o de rebate.
Accoes do banco 10 O/o de premio.
da companhia de Beberibe ao par. .,
da companhia de seguros ao par. '
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 289500 a 293JOOO
Moedas de 69400 velhas. 16*000
i de 6JW00 novas. 16000
de 49000.
'atacos brasileiros
columnarios.
Prato.
99000
19930
19930
mexicanos.......19800
PAlJJpAS DOS C0RREI0S.
Olinda, todos *fu
Caruar, Bonio' Garanhuns nosdias 1 e 15.
Villa Bella, ^ca-Tta, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, e Natil, nis quintas feiras.
PIF.A5IAR DE IIOJE.
Primeira s JOhoras.e 6 minutos da manhaa.
Segunda s lt)hora;e 30 rltinutos da tarde.
PARTE OFFICIAL
GOKBKANSO DAS ARMAS, f-
QrUl|lMiil do commaado das armas d>
na ma cldade do Recife, mol- de
>aatMal864.
ORDEM DODIAN. 97.
O marechal de campo commandante las armas,
declara ern execujio do art. 17 do regulamento que
haixou cora o decreto n. 1089 de 14 de dezembro de
18-V2, qe hoje conlrahiram novo engajameulo, pre-
redendn inspecrao de saude.o sargento ajudanle l.uiz
Castilho de Aguiar, o cabo de esquadra Jos Mari
le Jess* e o rurneta Francisco Jos Diogu, aquello
do segando Jiatallijo, c estes do nono, ambos de in-
fanlaria.
ServirSo por teropoU S annos, percebendo ca-
da uin alera do vene* Ki qoe por lei lhes compe-
lirem, o premio de40flMft|_pagos em partesiguaes
nos primeiros dez pBja, o concluido o cn-
gjajnlo urna data ds Ierras le vinte c duas.mil e
quinheolas bragas qoadradas, nos termo do artigo
9 da lei n. 648 de 18 de agosto do referido anio
de 1852.
No caso de deserjo, ficam sujeitos ao perdimeoto
das vanlagens do premio, ed'aqucllas a que leem di-
re i lo pelo art. 4 da citada lei ; serao considerados
reerutados, de-scunlando-se-llies no lempo do enga-
jameulo o do prisao era, virlude de sentones., e aver-
bando-.se esta descont, e a perda das vanlagens nos
respectivos ttulos, como lie determinado no art. 7
do regulamento citado.
adoJos Fernandez dos Santos Pereira.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudanle de
ordene encarregado do detalhe.
EXTERIOR.
triumpho da estrella, e derribar-se-hao todas as ve-
lhas arvores sobre que se levanlarao novos bairros.
Os Campos Elyscos sao urna propriedade do estado,
c alieuando-os, dariam aos cofres pelo menos nns
viole milhoes ; mas islo tambem poderia alienar a
pouca popularidade que resta a este raesmo estado.
Muitas vezes ha meuos perigo cm tocar as liberda-
des de nm povo do que nos seos prazeres.
Uro decreto inserido hontem no Moniteur ordena
o restabeleemenlo da gdarda imperial. Na exposi-
(90 de'motivos, invoca o ministro, em apoio dcsta
medida, a necessidade de crear cornos de reserva,
corpus cuja forra material lie duplicada por urna
forra moral que se funda em uina coiuposijao de
gente escollada, no esplendor dos servjos presta-
dos c n'uma elevada reputajSo militar,
ao norac que se d|ye dar a este corpo, declara o ma-
reclial Vaillaul qtc foi o sentimento publico, que o
achoue que o reclama.
A guarda imperial forma urna di visito mixta, com
mandada por um general de divisa e por tres ge-
neraos de brigida. He composta de dous regimen-
tos de granadeiros, do dous de caradores, de oro re-
giment de cuurasseiros, de um de guardas, de urna
geudarmara a ca vallo c de nm de engenheiros. Re-
cebe ordens do manchal mor do pace quanto ao
que diz respeitoaosorvijodapessoado imperador.
e do ministro da guerata qnanto ao pessoal, dis-
ciplina e ao servido interior, b Os regimonlos da
guarda lerao a direita das outras armas.lB general
Begnaull de S. Joo de Angely esl nomeado com-
maluanle cm rhefe.
Oulro decreto instilue um corpo de dtvallaria es-
r
;
de langas horas. Afinal, conseguio-se pralicar urna,
abertura; chama-se, iuterroga-se; urna urna voz dorT*
da responde das profndelas subterrneas. O ardor
redobra; conseguio-se estabelerer um conductor que
permiti a communcajao com as viefimas. Um
medico he quem indica os alimentos qne se lhes en-
va ;' a cada instante aguarda-se que sejam tiradas,
a cada instante apparecem novos obstculos. De-
pois de sele dias de agonas e de soffrimenlos, um
dos infelizes operarios expira. O que sobrevive esta
collado a um cadver; liansmiltem-lhe chloro para
purificar o ar em torno de si, verificando-se apenas
qne elle respira. Melado do corpo eala rompirmido
por algumas ruinas; nma taboa opprimc-lhc o pc-
lo : entretanto elle pode inlroduzir entre esta taboa
Quauto^e a barriga alguqs cobertores que alimentara o> calor.
Collocou-se no orificio do pojo urna campainha, que
elle agita qnando lem necessidade de alguma cousa.
Est prcoccapado de'nma fleijao singular para com
um tapador do corpo de angeuheiros, cliamado Ber-
nardo, que nunca tfn e qinthe boje seu amigo inti-
mo, seu homem de continjjav Nao quer se nao a
elle, e o reclama a .cada instante.. Bernardo est dia
e noite sua disposijao. Urna guarila deilada so-
bes o flanco tornou-se a sua habitojao, e se apressa
a enviar ao pobre recluso grogs, amcixas e outros
alimentos leves e tnicos, cujo uso he autorisado por
um medico, que esta constantemente no lugar, m
duses e em quantidades taes que nao otlendam o es-
tomago do prisioneiro. Ninguem podara crer o grao
de sympathia que a situaran desle infeliz lem exci-
tado era todas as classes da sociedade. O arcehispo
de I.yon, p marechal Caslellauc, o prefeito do Rho-

\
t
CXmBXBPONDENCIAS DO DIARIO DE
PERNABtBUCO.
PAXUS
7 da malo a 1854.
Escrevi-lhe a 29 de abril passado pato vapor de
Liverpool que havia demorado a partida para o 1.
da nuio. O nico fado importante que tenho bo-
je a arfnunciar-lhe he o Bombardeamento de Odessa
pela esquadra alliada, a 22 de abril. Mais adianfe
dar-lhe-hei alguns promenorc oflicites. Da-sc sem-
pre grande confuslo nos despachos que nos rhegam
do Oriente. Osjornaes ministeriaes fazem grande
bnlha em cousequencia da evacucao da pequea
Valscbia pelos Rnssos ; mas algumas pessoal que
julgara cabalmente informadas sustentam, que est;
evaenajao se operoii volunlariamente e de acord?
cora a Austria. O.exerciloanglo-francez ainda nao
est completo : todos os das se ffectuam embarques
de trapas em Franja e em Inglaterra. O marechal
Saint-Amad ja chegon em Conslantinopla. Um
daspncho lelegraphico annuciava hontean que elle
, arribara em Malta a 2 de maio. Provavelmciite o
eiereituanglo-friocez nao praticar acto algum serio
antes do Bm de maio.
Aiaolicias do Bltico nao otTerecem nada interes-
saate. A esqoadra do almiranie Parsoval deixou
Deal
llapisr: 4em ^i lwt,p gaas"; teas os ventos se lornaram mais favor aveis.
Ksle momento a esquadra do almirante Napier
se acha i entrada do golfo do FiUndia.
Qiuoto ao momento em que as hostilidades pode-
rlo set dirigidas com actividade, citaremos o que se
escreve de Riga, a 25 de abril, no Moniteur:
a Nesles dous dias agnarda-se que a na vega rao
doNeva s faja livremcnle. O gelo se desfez no
golfo a pouca distancia de Cronsladt que ser prova-
veMieuteaccessivel no fim deste mez. A aproxima-
rlo das hostilidades j se faz .verdaderamente sentir,'
e se comej'ara a tornar medidas em conseqneocia do
perigo'qneM receia profundamente, posto que o
neguem. Cuatro baleras acabam de ser estabele-
cidas i entrada do Neva. A reserva metlica da
fortaleza acaba de ser expedida para Moscow, ha
cousa de oito das. Depois de 27, o commando da
ciclado ser dividido entre quatro governa'dores mi-
litares e o estado de sitio sari applicado era todo o
sea rigor. -Muitas pessoas partem para o interior
. do Dtiz.
i Apartida do imperador para PeterholT, onde a
corto se deve ealabelecer foi adiada para 27. He for-
ra qoe roa mageslade esteja mui incommodado para
ter contrariado duas vezes urna revista que devia pas-
sar oestes dias pausados. O desgosto causado pela
poltica da Austria se exprime todos os das mais al-
tamente. At se tem aflirmado em alguns salsea
que governo russo se dispnnha, poswia de um ilti
nmtnra, a fazer com qne esla potefln se pronunci-
as pro ou contra elle...
Hetera nao esquecet que he o Mtnileur fraiRez
que publica'estas noticias. A Prussia e a Austria
ainda permanecem nt reserva, e sos acoizlccimen-
to he qoe as podem decidir por um ou por oulro
lado.
A sitnajao embarajada da Aslria be cabalmente
liulada por urna phrase allribuida ao principe de
Melteraich : alliando-se Russia, a Austria morre
de umdcllaxo de peito ; alliando-se Franja, mor-
re da apoplexia fulminante. Es a Austria condem-
nada pelo seu primeiro medico.
Eisaqui,segundo o Moniteur os promeoores acer-
rado bombardeamento de Odessa.
Plifr de Par:, aneoradonro de Odessa, 25 de
A 28 pela manhaa oito fragatas a vapor, 3 fran-
rezase 5 inglezas, se dirigiram ao porto imperial Je
Odessa, c a seis hora e meia, qualro destas. fragatas
comeearam o fogo contra as baleras de Ierra.
O* dous molhes" assim como as batcriasinler-
mediaras responderam com vehemencia : s dez
horas ostras qualro fragatas se reuuirain s primei-
ras, e entao a acjjto tornoa-se zeril. O ataque con-
linaou at cinco horas da tarde, hora em que o al-
mirante Dundas e u fizemos signal is fragatas para
que se reunssem i esquadra. O incendio ganhra a
balera do mollic imperial,o paiol de plvora'saltou:
qainze navio, excepjilo de dous ou, tres Toram a >pi-
qoe ou licarm incendiados. Os esLabelecinviitos da
urinha foram igualmente'incendiados ou mui da ru-
ados pelos obuies. A cidade c o porto mercantil,
Mese achava reunida grande quantidade de mari-
"heiros de todas as iiaroes, foram respeilados. Va-
es navios se aproveitaram da desorden)' que
""vano porto parasahirom, e snlre outros os
nict navios frncezes que ah rcslavum. n
se admirou toda a gente que o Moni-
e este extracto mui abreviado do relato-
rio do almirante Uamulin. Suppoe-sc qoe elle lem
motivos para ser lio ponco expansivo. Nao se tra-
ta do damnos cansado aos nossos navios pelas bale-
oservijo'dos pajos imperiaesj> Este se chama
esquadraodos Cem Guardas a cavallo. Ser com-
mandado pelo lenle coronel Lpire. Ter a di-
reita sobre todas as tropas.
O rcstabclecimenlo da guarda imperial era desde
muito lempo urna idea fixa de Napoleo III. O ma-
rechal Sainl-Arnaud sempre se Ihe oppoz durante
todo o (arojkJo seu ministerio, objeclaudo, com ra-
zan, qqaj mo governo imperial se apoiava prti-
cularm|lreprc o exorcito, nao convinha indispo-
locoinjcreajao de corpos privilegiados que tomas-
sem a dianleira sobre elle, qoe tiv'essem maior sol-
do, jale. Pj|Mnup o marechal Vaillant nao mos-
a meinRpposijo que o marechal Saint-Ar-
Desde alguns dias, o imperador s se tem oc-
com o plano dodiversos uniformes da sua
arda: us desenhs fogunfeitos por ello ifW[i ;
breve cominuniear-llsjpreijp resultado das profun-
das roeditajesiinpenB. ^
Dizemqufco Imperador quer que os Cem oardas
sejam todos fualaos, -Ondeos encontrar, vossa ma-
geslade, pergmifKo njajrcchal Vaillant ? Nos i
validos del.ansquine^respouden o imperador. '
res de Franja, linlifm lomado os Suissos para sua
Suarda, Napoleao escolheu (regos : sabe que em
Franja, cHaTnam-s Gregos aos cavalleiros de I.ans-,
quiuel.
ir o almirante reslabc'n.enlo da guarda imperial que vai
lar:4em^4HMp*.*mrfndset*o< "va deapezas. nao he^vij^
com ous olbos pelas pessoas de cousderaj.io. T)e
balde o governo chama-a exerdlo de reserva e pre-
texta a necessidade da guerra presente, islo nao il-
lude ,1 ninguem. Vc-se nella urna gaarda preloria-
na feita aules contra o povo do que contra, os inimi-
gos do paiz.
- Neste. momento Napoleao so esforja para fazer
que a rainh.i Victoria visite a Franja, afim de ci-
mentar a allianca dos dous povos. A rainha de In-
glaterra que so conclua eslaatlianja em cousequen-
cia das circutnstancias do momento, nao parece dis-
posta a dar esta pequea satisfajao ao seu augusto
alliad,
Na minlia ultima carta fallei-lhc as delapidajes
Me que o imperador era victima. Eisaqui urna no-
va prova em abono dislo. Ha pouco lempo o im-
perador, passeando no Bosque de Boulogne avistou
um dos nossos elaganles de Pars montado cm um
cavallo, cuja belleza impressionou-o to vivamente
que rdenou pergunlassem ao dono se lh'o quera
ceder, tase por que prejo fosse. O escudeiro en-
carregado de semclhanle missao se dirigi na raesma
lardea casa de M. X. e exprimio-Ihe o desejo do
imperador, ji. X., desejando ser agradavel ao im-
perador, coiisealio em-eedeTT.lhe o cavallo pelo pre-
jo que Ihe muja ciislado^^ioOO fr. O escudeiro se
deu pressa em concuTr o ajuste, e no mesmo inri
tante correu a dar conla do feliz resultado da sua
missao. Mas fez crer ao imperador quo, como M.
X. se nao quizesse desfazer do cavallo por prejo al-
gum, resolveu chegar at 9,000 fr. O imperador se
mostrou salisfeito, posto que nao podesse deixar de
dizer" que era, um pouco caro : mas desejo de impe-
rador nao condece obstculo. Depois de alguns
dias, Napoleao gabava a sua acquisijao a orna alta
personasen) da sua amisde, e dhae-lhc que eslava
obrigado a M. X. por Ihe haver cedido o animal,
ainda que um pouco caro, 9,000 fr. A conversajao
foi referida a M. X. que se indigna, e escreve inme-
diatamente ao imperador, asseveraudo-lhesob pala-i
vra de honra quo nao vendeu o cavalloe sua ma-
geslade para ganhar, e sira lh'o ceder por 3,000 fr,
prejo qu Ihe havia costado. A carta he remedida
de mao em miio ao imperador que depois de a ter
lido, bradou com despeto : isto nao me admira; s
me corean) ladros I
Jleu-sc, lia poucos dias, em ama das primeiras fa-
mmas de Franja, .um acontecimenlo que oceupa
grandemente os snles de Paris. Ha qualro annos,
o principe de Beaufremont, depois de ter devo-
rado urna immensa heranja, casou-se com nma
ti I ha de um hanqueiro rico, que comprou por dous
milhesa triste honra il#scr princezs. Como de or-
diuaio acontece aos prdigos, o principe de Beau-
fremont, assim quo se vio casado,- tornou-se de urna
avareza srdida, e recusou mullicr o laxo e os
confortos a quo sua fortuna e sua gerarchia Ihe da-
vam direilo. Mad. da" Beaufremont nao
colinda para a go.rda deS. M o imperador e pa- T .
k> ;J; .i. .__:____:_____ bT. -u__- mi senboras da alta aristocracia o lem visitado
dao do terreno para istajjlanlajSo ; as semeules dis-
iponderao aos csfnrjos em-
concluindo o aracbis liypo-
brasilica, ojngnba em lingua
a artigo de muito nletesse.
com madureza sobre as su-
pois lem larga applicacao
dos qoaes he indubtavcl
com acrescimo de fortuna e
porfia, e Ihe dirigem palavras de cnsolajao. A
propria imperatriz desejou ler noticias da victima
todos os dias, o qne lera lugar pela manhaa
e ..tarde, por meio de despachos telegraphicos.
Tanta coragem, tanto dedicajao e sympathia nao
foram perdidas. A 3 de maio, pela volla de 8 ho-
ras da noile, iraud foi salvo, collocado em nma
cama na galera, levantado depois .por meio de um
cabrestante, e transportado a um qnarjo. Giraud,
na sua sabida, so se prepecupaya do perigo que cor-
reram os seus libertadores, particularmente do sa-
pador Brandeau qoe vira cahr sem sentidos: este sa^
pador- axphyxiado durante duas horas, est tora de
perigo.
Apesar da gravidade da siluajo polilica e finan-
ceira; a Bolsa depois de algnns dias, persiste em
annunciar a alja dos fundos. Isto procede da aejan
indirecta do governo que, pelo intermedio dos seus
agentes, manda fazer compras consideraveis de fun-
dos e de valores induslriaes aGm de sustentar o cur-
Dous motivos o impellem nesla estrada. Pri-
eirameule excitar o zelo um pouco aridecido dos
subscriptores do cmpresrao de '250 mlhes, depois
prrporsr os espritos para um novo emprestimo que
se lornou uecessario. Como as cmaras estto para
tnrmfnar os seus traba Ihos, cromo em materia de
imposlos, nada so pode concluir sem o concurso
della. ejasau OJ|nM-a^h.. ev***^*. p^^j^d .rawTOJ^tiwi|IBrafrli
as cmaras ante do enccrrameulo, urna permissao
ampia que d ao governo a faculdade de contrariar
um emprestimo segunuoas necessidade do dia at
a quantia de 500 milhoes.
Assevera-se que ao eixar Odessa, as esquadras
alltadas so dirigiram sobre Sebatopool.
SeUtoonlinuar,antesdedeajfa09) n9o restar
mais vestigio algum do velho Pis. Em raaleria de
coMtrwresede esUbelecime0,M dj ,.;,,, Luiz
Filippe nopassava de urna manobra ao pede apo-
Icio III. Todos os dias novo, bairro ,,0 dMwadoi
para cahiren)pb o marUlto dos dernolidores. A ad-
mtslrajao lie applaodida pelos bairros ovos e a-
rejaatoa, qqe manda levantar ero lagar dos ,eihos e
insalnbre .Verdade he que isto cusa caro, roas Paris
h mui rico, e pode ter esses caprichos. Entretanto
ledas as cousas tem limites. Urna grandecdadd nao
he MU para ser am monlo de casas que se tocan)
a arromara como sardiohas n'um barril. Esse
grande corpo lem necessidade de ar. Paris linha os
campos Elyseos onde ia lespirar; pois liemviraU-se
dedaV-fo-lhes mais dous ter jos: conservar-se-ha
sement a avenida do meioque vai dar no arco de
quiz re-
nunciar aos seus hbitos: como o marido nao Ihe
desse nada, ella contrado emprestimos, fez dividas
que, dizem, se elevara a 200,000 fr. O marido fu-
rioso levo orna allercajo lo violenta com a mulher
que chegoa a espanca-la. Mad. de Beaufremont nao
respondeu causa alguma-; mas assim nie anoilecen,
apanhou os seus diamantes, as suas Joias enlodo o
ouro que pode achar, e se evadi do palacio com a
amado filbo. O principa de Beaufremont ficoo mui-
to admirado no dia seguinle. A polica foi adver-
tida desta oceurrenca, varejou intilmente todos os
botis, lodas as casasde saude de Paris. Indagou-se
ao mesmo tempo o qu poderia ter aconlec: lo ama,
e a polica deacobrio logo que esla mulher linha so(-
frido tres condemnajes por crimo de roubo, e havia
mudado de nome para poder entrar no servijo de
Mad. do Beaufremont como deve snppor; esla des-
coberta causeo grandes inquieijOes. Receia-so
que esla mulher lenhe attrahido a ama a alguma em-
boscada'para rouba-la c depois assassinass-a para
apagar os vestigios do roub. Esta supposijao he
sem davina, exagerada ; mas o que he certo he que
todas as indaga jes da polica al o presento bao si-
do influcliferas.
A i de abril passado, bm Ecully, perto de I.yon,
dons Jufelizes operarios foram engolidos no. fundo
de um pojo onde Irabalhavam, sol um desabamenlo
de terrenos movis. Apenas a noticia deste desastre
foi sabida em I.yon, e immediatamente urna compa-
nhia do corpo de enfeenlieiros e um destacamento de
tropa de liiWcorreu a Ecully. Abrem-se fossos
nconliiienlp. Estes intrpidos soldados Irahalham de
noile e de dia, desenlulliam, ravam galeras ; mas
a lobilidade do solo dwfaz n'um instante o Irabalho
LITOOA
* 9 da anido de 1851. *
Um dos maiores cf melliores servijos qne a meu
verse faz a prosperdade do Brasil, he indicar todos
os recursos e vantagens que pode auferir da riqueza
e recundtdadedoseusolo ; aagricullura he semqaes-
13o nenhuma a mina proficua! e inexaurivel, que
esse afortunado paiz lem de explorar, e onde ha de
achar todos os germens do seu engraudecimeutu.
Estas observajoes occorreram naturalmente com
leiluraque fizemos do inleressante Irabalho sobre o
mendobi que publicou o professorde chnrica da escola
polytechnica desla capital, que tem por ttulo ludo chimieo das sement do msndob. O Sr.
Pimentel, que assim se chama o escriptor do men-
cionado Irabalho, depois de curiosas observajoes c-
laudo com escrupulosa fidclidade as experiencias c
iudagajOes de pessoas que o precederam nesla mate-
ria, concilio ^presentando o resultado qu obteve das
soas doulas nvestigaijies cm que proceden com o
rigor da analyse e laclo nerfeito das manpulajes ;
o Sr. Pimentel nao he nenhuma formosa esperanja
na carreira dasciencia ; masj urna repulajSo pro-
vada em trabalhos desta ordem, o tnrso de chimca
que est publicando, he um documento do que le-
vamos' dito. O escriplo de que traamos est ao al-
cancodosdeilores os mais eslranhos clmica, mes-
mo dos mais allieios pralica dos laboratorios, pois
o dislincto professor lem o dobrado mrito decscre-
ver com elegancia, e ajunlar as grajas do eslylo
sagacidadede observador, que demandan) osestudos
daquella naloreza.
Voltando agora ao object principal, que tem por,
Gm examinar as vanlagens e proveiloajjue ao Brasil
pode vir com a leijra do escriplo do hbil professor
de Lisboa ; ir chamar a attencSo dos agricultores
desse paiz, e porveulura mais alguem que se aba-
lan jasse a dispor dos seus cabedaes, especulando
com esle novo ramo da industria, que pode sendo
bem dirigido, trazer grandes recursos, augmen-
tar os reodimentos da alfandega com mais este
artigo de e&portajao, e alcanjar para si meios de
prosperidade, diminundo a iiuportajao de gneros
que s,1o hoje uessa Ierra de [irimejra necessidade
por n9o haver com que os subsliluam. Entremo,
com mais parlicularidade nesta maleria.he cousa cor
rente no Brasil, que da sement do mendobi pde-
se, e exlrahe-se efleclivamenle oleo excellente, ou
como vulgarmente ahi so rostumadizer, azeite ; que
esle producto oleoso aplica-so com vanlagem a mui-
los usos da vida, e a observajao mostra lambem que
se pode fazer applicacao em mais larga escala do
mencionado producto. Assim he, o oleo de mendu-
bi, cuja extraejao he muito simples, vai lendo era
Portugal milita acciiajao, e j em Franja be nm ar-
tigo de commercio que com o lempo prova v el mente
lia de tomar subidas proporjOes. Por urna coinci-
dencia nolavel, quandoveio luz o escriplo de que
cima fallamos, ebegam noticias de navios frncezes
que vaoem diieitura para Marselha carregados de
mendobi que foram buscar ao Senegal. Ora se nes-
ta Ierra he lao vulgar a cultura desta sement, Uto
fcil, lao pouco cuslosa a co)heila della, se j sao co-
nhecidosos recursos que liram desta plantajao, quem
poder marcar, e muilo menos calcular o proveito
que esse paiz pode auferir alargando e generalisando
a cultura do ISo ulil sement ; quem sabe se a ex-
traejao do oleo de mendobi especulado conveniente-
mente viria substituir em muitos casos o azeile de
olivera, diminuindo por conseguinle -n imporlajao
daquelle genero ; no uso culinario pode e j tem
multo applicacao, na illuminajto toda e qualqucr
tentativa que se fizesse nao sera infructfera, e osj
resultados se nao fossem de lodo salisfalorios, en?
grande numero de casos havia de ler completa e se-
gura subslituijaoaoazeile de olivera, cujacullurana
Europa torna-seseada vez mais precaria pela moles-
tia que ha lempos a esta parte lem definhado esle ra-
mo de cultura e felo subir o seu prejo no mercado.
Nao fica porm aqu o nosso alvilre sobre o que te-
mos escriplo, nemo Irabalho a que iludimos limita-
se a meras lembranras de alcance commercial, mas
a iudirajes e vistas econmicas de muilo peso ; o
bugajo do mendobi depois da extracj3o do oleo, pre-
parado com a f.u inlia de triio e ferm nlo corres-
pondente, d exrellenle pao, at mesmo pura e sim-
plesmente a fariuha desle fructo d muilo bora pao,
e com o cac d
mais o pao de ni
sera azedar, nem
proveldano f;
era de pequea
novos recursos
oleo de tap til
tos felizes alar
Quem sabe al
mercado brasil
mentoque ater
al rom a aimil
do mciidoHbno*. pi
res; propagar cm
vesligar pela chi
de que he
dos seas halan!
commum da na
excellente susl
sadio. Todas
que se fossem
vidamcnle os .i
cultura do
prescindir em;
onveiraquel
applicajao e.
considerajiloi
porta dos E
exposlo pan
sentido vali;
tambem em
competir cm
altcndendo
casos em que
bsiilur e al
fessor do chii
sobre o oleo de
que marrasoadi
o soobesse avi
oceuparara
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e qtiintasfeiras.
Relaco, tenjas feiras e sabbados. ,
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara do ctvel, segundase sextas ao meio dia.
2.Vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
----------"-------' ~
DES.
mi-
EPI1EMER1D
Maio 4 Quarto crescente aiphora, 48
utos e 48 segundos da manhaa.
. 10 Luacheia as9boras, 12 minutos e 48
segundos da tarde.
17 Quarto minguante aos 5 minntos e
48 segundos da tarde.
> 23 La nova aos 5 minutos e 48 se-
gundes da tarde.
DIAS DA SEMANA.
29 Segunda. S.Maximiano b.; S. Mximo.
30 Terja. S. Fernando rei ; S. Emilia ni. .
31 Quarto. S. Palronilla v. m. ; S. Lupicina m.
1 Quinto. Ss. Firmo e Felino*mm. S. Teopezio
2 Sexto. Ss. Marcellino pres., e Pedio Exorcista
3 Sabbado. Jejum. ( Vigilia) S. Pergamino.
4 Domingo. Pascoa do Espirito Santo. S. Qu
rinob. ; Ss. Rotelio'e Daciano mm.
cas saboroso chocolate. Ainda ,
obi pode durar mais de um mez |
ltbolor, e esto parlicularidade
fe bolacha (tara embarque nao
emliiii a paderia eiicoulra
[resultante da extraejo do
deque pode tirar produc-
. limites da sua industria,
chegaria este objeclo no
entura tomasse o incre-
lo-se por todos os meios
eSSb as melhores semen tes
tosjfa/Afrca, onda'as ha melho-
.rga.cscala a cultura delta, n-
Iduslrial o immenso xcoyeito
icl/irindo fontes para riqia
-prconseguinl So podero
propria ramada planta he
!o gado, muito uilrientc e
eraces indnzem a crer
m tino &ajreailos de-
publica deparados na
que esse*paiz viesse a
de casos de azeile de
para ahi; lendo apenas
alidade, o esta mesinn
!nle a o tn%n que se im-
vistajido que lemos
er tentativa feita oeste
nao ha duvida nenhuma
oleo em questao nao pode
e.com o dcoliveira, e foi
[runsiaiicia, qua salvamos os
elle producto nascenle poderia su-
vaia serventa e melhoria. O pro-
He nma publicaran especial
dd|s, e o qu dealugar a esle novo
uiliaproveitaria se fosse lida por
'. Aguns jornaes portuguezes J se
objecto, descutiudo acerca da apli-
poslas as. lysirias
pregados para esse fi
gea, mindobi ua ling
bunda. vai neg na E
Pensemos brasi
gesloes que api
a outros muilos
vantagern e pri
cngranderimenlo
Nenhuma destas censderajoes ha de ter escapado
ao espirito dos estad stas brasileiros-, mais bom be
quo se van vulgarisanio corra leitur quolidiana dos
peridicos, de manara tal, que quando lverem
medidas legisllrVas, e mais providencias,
nlo, ;iclie a populajo preparada, e dispos-
ta par recclior deboamenlc as provizoes de conve-
niencia publica.
O Brasil por ora nao he, e nem too -cedo' ha de
ser o que Ihe agouram os inmensos recursos de que
pode va dispor, iieni mesmo aiuda tem conscieucia
a -sumtor^taazaJIlfe^rnvia^irprnrnri'que raiir
experiencia,e o tino da sua grandeza futura. Tildo
islo ha de vir com o lempo; esse grande mestre da
vida; todava por inslinclo j presente toda exteh-
jao do seu porvir; abafado pela civilisajau da Euro-
pa, o genio sul-americano j vai fortnigaudo, o no
vaivn), da lula pelejando com raiva e iocerto fortu-
na, ha de encontrar a (nal os seus verdaderos in-
teresses, deparar com o caminho que Ihe est mar-
cado pela sua posijao gepgraphica, as disposijes do
Lseu solo, e a natureza da .sua populaj3o; entao
joven najao sui-teericaua, desenbarajida de todos
obstculos, consciente de sua forja proseguir 'rles-
as'ombrada os seus gloriosos destinos.
Em quanlo a noticias, a novidade que mais a\ ul-
ta foi a jornada que o regenle, o joven rei e o in-
fante fizeram no dia 21 deebril a Saotarcm para vc-
rein o seminario daquella mitiga e populosa villa;
onde os esperava o cardeal palriarcha; o ministro do
Reino acompauliou S. S. M. M. e A. A.'e all assis
liram ao baptismo de nm Judeu.
O governo manda recolbcr todos os cruzados ne-
vos e prato muda, de anligo padrao; consta que tem
700 coutos para dar em troca do sobredilo dinheirp
que fur recolhido, o qual recebe pelo seu peso; di-
zem que vai cunhar moedas de dez tustcs em ouro
c os soberanos ficarao eorreudo como moeda do paiz.
As hlelas sao tontas as lembranras da opposijao 13o
numerosas e ridiculas.que hao merecera pubicar-se.
O marechal continua doenle, tem-se-lhe aherto fon-
tes; assim mesmo S. E. leve as suas cocegas para a-
companhar ol-rei (menor) que vai viajar pelos paizes
mais adiantados da Europa afim de se instruir, e
para isso j o regente partcipou a cmara electiva
como convinha, por, via do ministro do Reino,- que
apresenlou o projeclo de lei facultando ao resio pai
o plano da viagem, aprovado unnimemente ua
segunda leilura, passou a cmara dos pares, que de-
pois de geira disenssao, Uubem o aprovou ; acom-
panhara o joven monarcha, o marechal duque .da
Tercera, eslribeiro mor, e o visconde da Carreira
seu preceptor. Ha dias leve lugar o fallecimcnto do
escrivao da cmara municipal Jos Mara da Cosl.i e
Silva, poeta e escriptor dislincto da escola bocage-
ana, mas que de vezem quando apresen I ava-o com
loujania nos campos do romanlismo. Dcos Ihe falle
n'alma.
14
da carreira de Liverpool que havia
aJ29 de abril, como er costante, desto
:r a sua viagem regular, eslava an-
ageuCia para 7 do correnle, falhou
lambem riesse mesmo dia ; portonto as duas carrei-
ras fazem desto vez o servijo com pequea difTeren-
ja; nos porm approjotUamo-nos do Iranslorno a
vapor para o importimssrmos com a nossa corres-
pondencia ; tenha paciencia com tonto iucommodo.
Fique j sabcudo que S. S. M. M. o A. A. volta-
ram muilo satisfeitos e contentes do seu riasseio a
Santarem, onde o regenle fallou quatro ImfjM bem
puxadas com o Passos (Manoel) ou Manoel da Silva
Passos, esle verbo lambem se conjuga dlsle modo,
actnalmentc he passivo, mas j foi muilo activo ;
a conversajao, segundo dizem, foi em alternan ; este
homem Passos principiando a fallar, Dcos nos acu-
da, he pessoa respeilavel e de copiosa iustrucjaq, di-
zem as boas linguas ; pois bem sabe que as ms nao
dizem bem de ninguem.
Ha de ler ouvidD fallar na Senhora D. Euperanra
I>eriodico, e como pelo nome se v, matrona respei-
lavel que linha a seu cargo a defeza do governo;
pois saiba quo morreu de morte macaca, molestia
desconhecida da medicina ; nolavam lodos que S. E.
(aqui lodas as senhoras tem este Iratomento) ap-
parecia muitas vezes enjoada e naozeabunda, at
que afinal morreu; nao consto que fizesse testamen-
to ; mas em seu lugar appareceu o Jrauto quo j
conta vinto e tantos nmeros de formato alentado e
robusto, em ludo he m rapagao, e muilo bem fal-
lutc ou escrevente ; corre pela bocea pequea, que
o seu principal redactor he aquello decantado T. de
V. de que j live occasiSo de Ihe fallar ; desle ca-
vallciro a clironica escandalosa reza taes cousas, que
o melhor he nao as repetir aqui, sobre ludo lem
certa tcnlajao, ou antes queda para a mulher do
.prximo ; o homem nao he daquelles que gosla de
guardar o mandamento que prohibo expressamente
a cubija de semelhante quinqulharia, nao, elle
nao he desses. Vamos adianto.
A lula Iravada entre o governo e a opposijao, ten-
do per Ibema as novas determinajoes sobre a moe-
da, tem-so azodado cada vez mais, e ambas as parles
peiu a mostra os fardos de inslrucjao que possuem
Opa
partir d
vez nao
unciai
nesle ramo de gov ernajtlo publica, todos ellos sao
muito sabios ; e o Sr. DT Jrauto este escriptor he
(idalg'o de anlga linhageir) defende-sc rrruilo bem-;
he cerlo poreni, que as duas especies ouro e prala
que scrviao*de padrao as Iransacjoes do paiz, re-
clamavam com instancia algumas medidas: a pra-
la com reconhecida preferencia pedia medidas ; os
cambistas tralicavamsonegando-a a ponto de trocarcm
os soberanos com lucros exorbitantes ; todava nao
se pode aftirroar qne os alvitres que o governo tem
lomado sejam acertados, e surtan) o desojado efleito.
mas pode muilo bem ir lomando as providencias
que o Iqmpo aconselhar, se profeder com a sollici-
lude que requer negocio de .tanto nteresse publico :
e a meu ver a opposijao devia lembrar o que mais
convinha fazer, e nae dissertar com piktvreado sem
chorume.
Na minha azafama de questas de dnheiro es-
queoia-me dizer-lhe, qne a Narao(jornal) eslendeu-
se com mais panel ha mana do lempo, todos qac-
rein ser graudes; continua ni com as assignaturas do
do protestle adhesao a S. Sede. Tem dado que
fazer o negocio do Ximenes, isto he, a subscripjao
promovida por influencia da cmara de Loanda,
que havia.servir ds donativo para o seu actual gu-
vernador daquella provincia; depois das ali
dos peridicos foMer as cortes, onde
urna comnjjssao para inquirir do facto
parecer.; a commissao encarou o negocio de
mo modo, censurando semclhanle acntenme
ha quem diga que o ministro KojbMgo nao he estra-
nho ao que se tem passado na cmara a este respei-
to ; at mesmo para contrariar o marechal, amigo
predilecto do Ximenes, a ponto de dizerem qqe tem
olfrido muito com este desaguizado. Os operarios
dos caminhos de ferro de vez cm quando joeam a
pancadaria ; no dia 11 foi mister recorrer forja ;
oola-se rivalidades entro os operarios indgenas e
os inglezes, talvez que alijadas pelos 'inimigos do
governo, que nao podem levar a bem, que vap
por diantc semelhant.es trabalhos, apezar da sua re-
conhecida ulilidade; ludo islo sao blelas, os opera-
rios foram s do cabo por questoes de salario.
He certa a viagem breyo do joven re, at ha j
quem a indique para o dia 20, alm do duque da
Tercera, e do visconde da Carreira, acompaulia-a
lambem o Sarment ajudanle de campo de el-rci
regente. Cliegou a esta crtc j appresentou as suas
credenciaes ck enviado do imperador de todas as
Bussias, o SrEOzerolI. As novidades coramerciaes
sao de pouco interesse, nem ha aterajao que mereja
nolar-se ; o algodao lem sempre boa renda e a in-
dustria fabril que lempos a esto parle tem pros-
perado muilo, d logar a esta extra jan, o se o go-
verno (vesse a boa lembrahja de abaixar os direi-,
tos deste genero, muila vanlagem viria a ambos os
paizes.. O assncar que he oulro genero dessa Ierra
que tem aqu grande consumo, nao tom lido altc-
rajflo nos precos ordinarios; at mesmo esl eslag-
nado.
A astucia do pagjielo de Liverpool jiublir- lti-
mamente que, por inconveniente, imprevisto, u3o
pode ter lugar a carreira.
nosso econmico Major ainda sustenta* bm toda a
robustez de sua lgica, que os 'economistas tlizem a
verdade qnando escrevem que os productos raros sao
caros para o consumidor, mas a tendencia sophistica
dos qne aiuam audar a p, sem ofleoiler com a arrea-
dora rodagem os bellos parallelipipedos da cidade,
Ihe vai dlzendo, am cbmpensacao, que os productos
por eueito da lei do mercados sollrem a baixaquan-
do os consumidores recusara consumir a thesouraria
individual, prtferindo marchar a p lirrne, a cortar
as ras, eslremecendo nos estufados coxins.
Nesla emergencia, meus charos joizes, ou tereis de
correr por sobre as vistas sorprezas dos profano, ou
passarcut pelo dissalmr de^ondqjtfiles a faltla no
chpeosle he que o espimo reaflaroaBlar vos meta-
morphosea exclusivamente para os actos pblicos.
He caso omisas nesse direito testimenlal venha um
subsidiario que nos tranqnillse a todos ; a queslo
he de vida e morte; de vida para os nossos juizes,
que tiverema seu favor a esthetica.de morte para as
nossas alfaialrias, que, para urna boa parte da gen-,
le, chamada do bom tom, nao fernecer urna tisiea
caira britnica, pela quanli de S, ou urna casa-
quinha econmico por 205. por ser para o freguez,
que, com estoicismo admiravel se deixa de penna as
aras da moda.
Mas, dir Vmc, qne eu he que estou depcnnnndo
as roltimnas do Jornal, dando palestra em vez de
noticias, que be que Ihe importa, visto como he
nicamente juiz dos seos tMHtt'e com us juizes des-
la ordem nao se enlende o'testilamenfo."
Todata-Jiao lenho frilo-isto cm vao; move-se-me
n ciiriosftVle no.iinaginar a inipralirahilidade des-
onica de^tentar-se rerftj gralia o nosso seve-|
c oriihimoU&cu paramentado no rigor togal,
i dessa artrviao de escrivaes, meirinhos, rt
comitante processione que, como nos decla-
tontor da bella Semana, assrfeM as limidas
com as ensebadas golas dessesiraques da eraj
de 1009, com ees vetuslus colletes,'fazendo perfei-
la semelhanja com uns autos da casa da suppli-
cajao!"
A dilricaldade, converiha Vmc, he nm pouco im-
plicante; se se quer cerear o magistrado de todo o
prestigio, na cadeira pr/oriana,-noseja elle o nico
condenmado. .Venha un regulamento para esses ac-
cessorios do forum, seja ao menos por principio de
huinanidade, pois verdadeiro he o adagio : O mal. mia municipal, que por certo trarao
de muilos consol he.
Nao presuma Vmc. que falto em minha causa;
nao son magistrado nem serei, em quanlo seus ven-
imentos estiverem equiparados aos.de ,um guarda
livros de meia ligella. Um infortunado juiz do mu-
nicipio" tem no final do mez uns 409 ou 508 que Ihe
d3o para nao observar rigorosa dieta. .
Se nao dsponla um inventario dever o juiz fa-
zer cruzes, ou dar elasterio coosciencia,-cousa que
sabe Vmc. raramente acontece. .
Em vista do que vai dito, sendo" seu jornal mi-
lagroso como he, *eja se faz tktajftdar' por ahi um
decreto uniformtsaUor sobre oranfbs das cusas.
lima sesso do tribunal, rodeiJsVdesteapparatSk fa-
r nm efieilo maravilheso ; edificante para a Titi-
lo, e sublime para as reitas da teso^^^^
, que ja
o A infausta noticia oflicialmente recebida, dotal-
lecimcnto da raiuhavdc Portugal, a Sr". Mara II,
irmiia de S. M. o Imperador, produzio em vos o mais
profundo pezar, e fosles solcitos em dar della as
mais claras demonstrajoes : approvastes a despera
feita com o sen funeral, e inderejasles uraasneosa-
gem de pezames ao mesmo augusto seuhor.
A conveniencia reclamada por peli roes, que che-
garam aovosso conhecimeuto de,algumas cmaras c
povos da comarca de Sapueahy da provincia de Mi-
nas Oeraes, para quo a mesrna comarca venha se reu-
nir provincia do S. paulo, desperlou vossa aBen-
co para nma medida legislativa que leve a edeito
essa salntar medida em beneficio dos mesmo povos,
e nesse sentido re proseo lastes aos supremos poderes
do estado. ,
Para melhor administraran das jusliras. creastes
mais tima comarca na provincia, composta da ci-
dade de Santos,- e oiUras povoajoes de marinha. Re-
vogastes a lei provincial n. 7 de 8 de jullm de 1852,
e creastes o lugar de 2. tabelliao na cidade de Gua-
ratiba, e o de 2. escrivao d orphaos. e de distribui-
dor na Villa doLorcna. A inslrucjao publica occu-
pon vossa attencSo, com o projecto de melhoramen-
tos, que nao podendo ser ultimados comraeltesles ae
governo o eiame e as reformas de que depende esse
importante ramo de servijo publico, creastes mais
algumas eadeiras de latite francez m Pindamonhao-
gaba, Ilapetininga, Taluf.Parahybaua e Casa Bran-
ca, e a de primeiras letras na capeH^ da Apparecida.
a Attendestes a commodidade dos poyos,Jdecre-
lando divisas entre Guaratinguet e Ixirena, Taubal
e Pindamonhaogaba, S. Luiz c Bairre Alto, Pariia-
hyba e Juudiahy, Mogemirim e freguezia da Penha,
Santo Amaro e S. Bernardo.
a O perigo que resulto de fracas prises merecen
vossa atteujao, mandando construir cadeias contraes
de comarcas em Mogimirim, Franca e. Ilapeti-
ninga, outras de detenjao em Il, Pindamoubanga-
ba, e finalmente providenciando os reparos e a con-
liuuarao das obras de algumas mais.
o Os inleressesdas municipalidades, satisfactoria-
mente desempenhasles, por isso que alm do exame
e approvajao das conlas das camar.
sua. receitti e despeza, approvastes
arligos de posturas^ e decreasies
algnmascmaras differentes provid
fixajao de
de 642
de
econo-
melbo-
INTERIOR.
RIO SE JANEIRO.
32 da malo.
. Por decreto de 17 do correte :
"Eoi nomeado subdelegado do curato de Santa Cruz
do municipio da*orle, Conrado Jacob de Niemever.
Foram reformados:
O lenenle-coroncl do ex tinelo segundo balalhao da
guarda nacional do municipio de Sanio Amaro da
provincia da Babia, Francisco da Silva Barros.
O major do ex ti neto balalhao da guarda nacional do
municipio de Maroim, da provincia de Sergipe, Jos,
Rodrigues Vieira de Almeida. ,
O major do exlincto primeiro balalhao da guarda
nacional do municipio de Guimaraes, da provincia do
Maranhao, Francisco Coelbo de Souza.
O major do exlincto primeiro balalhao da guarda
nacional do municipio de Vianna, da mesma provin-
cia, Eduardo de Ataujo Trindade.
O capilao do extincto balalhao da guarda nacional
do municipio de Marsgagipc, da provincia da Babia,
Jos Cardozo de Miranda, no poslodc major.
Por decretos de 18 do mesmo mez, foram no-
meados :
Juiz municipal c de orphaos dos (erraos reunidos
de Mogymerim e Casa Branca, a provincia de S.
Paulo, o hachare! Dellino Piibcro lcha Cintra.
Juiz municipal c de orphaos do leroio de Turyass,
da provincia do Maranhao. o bacharel Joaquim An-
tonio Rbeiro. ?
Teve merc da serventa vitalicia do odlcio de pri-
meiro tabelliao do publico, judicial e notas da cidade
da Coritiba, capital da provincia do Paran, Francisco
Antonio da Costo.
Por decretos de 19 do mesmo mez : .
'_Foi perdoada a Joaquim Figlio Candan! a pena de
15 dias.de prisao e multa, que Ihe foi imposta por
senlenca do segundo delegado de polica do munici-
pio da corte. -
Foi perdoada a Elisa Mara da Pedade.'o resto do
lempo qoe Ihe falta, para cumprir a pena de prisao e
multa, a que foi condemnada pelo jury da capital da
'provincia da Babia. '
Por decretos de 20 do dilo mez*:
Foi nomeado Jos Teixeira de Leao, para o nostn
de teneule-coronel commandanle do balalhao d re-
serva da guarda nacional do municipio da cidade de
Itabira, ua provincia de.Minas Geraes.
Teve merc Joaquim Jos Gomes, escrivao de or-
phaos da cidade de S. Paulo, da serven(ia*vitalcia do
oflicio de segundo tabelliao do judicial e notos da
mesma cidade, ficando obrigado a prestar a terceira
parle do rendimento desle ofiicin, conforme a sua lo-
lajo, ao curador do demonte Fortunato Jos da Sil-
va, na conloe
que declara vi
ade do decreto de 8 de fevereiro,
referido oflicio.
C Diario do Rio.)
S. PAULO.
12 de malo.
A esla hora j lavrou em toda a provincia a inli-
majaodo Sr. Josnn para que os juizes de direito,
municpacs, de orphaos, e promotores pblicos vis-
tan) a filia que o Sr. Nabuco lhes mandou de pre-
sente.
O figorino acha-se em e'xposioan na secretaria do
governo, onde os queridos magistrados poderao ver
com seus olhos a elegante figura que vao fazer no
furo. Santo Dos! que guerra de exterminio ao
dandysmo, inconstante moda, variedade, que
tambera deleita ao juiz, que por ser tal nao deixa de
ser homem de carne o osso, como nos todos! Que
semblantes carrancudos e severos com, o ibflexivel
saio, c intrpido gorro que de aba nem lem real!
Agora sim, infortunadas partes, pobres meirinhos,
desdilosos procuradores de causea, malaventurados
solicitadores, valo loro n'um fervor. Os juizes j nao
sao hoiuens; desoirn) as calcas, desterraran) as c-
sacas finas e colletes esparlilhados, sao sacerdotes,,
inteiros sacerdotes; si) lhes falto a crea, ou cousa
qne com ella se assemelhe; felizmente para vos ero
tal nao tocou o regulamento.
Vai a cidade cm roda viva; aguardan) todos a me-
lamorpbose to secular para o clerical; os curiosos se
emboscar para admirar a nova exlerioridade privi-
legiada.
Digclhe com franqueza, nao desejo v-lo na pel-
lo tos amigos magistrados que se vo mostrar de so-
lana e bonete sem aba. Esle povo nao he o do seu
Rio de Janeiro, que mais raridades lem a ver ; jior
c vai fazer fracasso a vestidura: o juiz hade ser
examinado e bem examinado, desde os pos at a ra-
bera, desde a bola al o gorro, com especialidade o
de direilo, que se ostentar mais chibante, ofluscau-
docom o arminho os olliares do madamismo I Que
clicas e aperturas, meu charo redactor ; nao milito
quando digo que nao he intil um pouco de desem-
barajo e sangne fri para calcante pede atravessar as
prajas da capital, ir dar audiencia, fazer um inter-
rogatorio, e cumprir oulra qualqucr missao.
Se ao menos livessemos por c um lilbury, gn-
dola ou qualquer abonepado vehculo, podia um ho-
mem varar a prdcella popular e o vendaval curioso. \
Mas qual! A nossa boa Ierra vai anda muito a quem,
de carros de aluguel temosa abundancia dedoux, ao
cargo do emprehendedor Freiterco, que, levando
era toda a conla o principio'econmicoa ulilidade
de maos dadas com a raridade. faz o valorda-llie
aquelle que a sua sciencia administrativa apraz. O
ja que foram suggeridos pe
nma boa beca na quantia tic 200$, qneTfia fealidsjdej Joria.
he uma verba insignificante no orjamento magis-
tral, l'eilo ponto na palestra, venhamus ao que ni-
pona.
A fe to rorrcspoqujijjto avisado de seus deve-
res, Ihe aflinno que -AjS^evitave.l regislar alguma
cousa sobre a questa^HHlante estradas da car-
ro; dominante por,qa^Bella se prendera os inlcres-
ses da provinciaMbo^Mivio de nossos viandantes,
que j cstao carnnuof de se atirarem por esses abys-
mos e sorvedouros que por ahi \3o.
Afina! passno Vamos entrar iui linda do progre-
sn. Itaqui a piuco sr-raea WoM*5er#TSritJdT Ar
campias para nunca mais entrar em scena. Fica
redo/ida i-ondirao de actor reformado, queja nao
presta senfto para acender as candeias dos bastido-
res e arriar o panno; bao de ir para o ajougue
converter-se em roast beef, ou para o alvergue do
serlanejo incumbido da c,ondujao de ultima classe.
De hora avante essas tribus raminhantea dcixaran o
circulo vicioso de Santos ao Rio Claro, do Rio Claro
a Sanios, para cumprir oulro destino, poisque lemos
carros a dr com pao.
Ao menos assim diz a lei que acaba de subir ,
sa'ncjo. Ella autorsa o governo a contrariar o ta-
mandu com quem melhores condijes estipular,
(rajando uin corlo circulo dentro do qual a presi-
denciflNjfide reger-se. Esl pois cumprido o desi-
deralyh de nossos lavradores, e se alguma consa se
lizer, subam os agradecimenlns sala das sessoes da
isembla provincial do correnle anuo, que, entre
uita cousa que a penna nao vale, sobresahio este
projeclo que vai dolar a provincia de grande mllio-
ramento.
Resto que a empreza, a Ypiranga na geral sup-
posijao, nao d com os burros na agua, e fiquemos
nos como os que aguardan)' o regresso de D. Sebas-
tian.
A adopjo da idabnniincia que vai raiar"aurora
brlbanle para a agricultura e commercio paulista;
he Um gigantesco plano que vem suavisar a ausen-
cia dos caminhos de ferro, a principio delineado pe-
los fazendeiros Dr. Carlos Ilidoro da Silva o Fran-
cisco Taques Alvira, depois arrebatado pelo Sr. Bar-
ros, como senilmente se sabe, e, afinal, abracado pe-
la Ypiranga, que todo o Irabalho desenvolveu para
que nao innrresse sobro a mesa da assemblca, com
especialidade o engenheiro Porfirio.
Era conviejao geral que um projeclo tao vasto
uaoteria realidade no correnle anno ; um adiamen-
to era reclamado, reinava profundo desanimo no
corpo legislativo, em presenja desse privilegio que.
se ia decretar. Neste p se achava a vida do pro-
jeclo, e a assemblca atom seu prazo quasi expi-
rado, quando vciona vontade forte, resolujao
enrgica, para fa/.er ape se exlinguissern as duvidas.
Foi o commendador Sma que conseguio congregar
os nimos,chegar a um accordo, trabalhou ncessan-
lemenle no senlido de fazer passar o projecto, obten-
do grande parle no triuuipbo.
Cotibe ao5*. Josino conceder uma prorogaj3o
consagrada excuwivamcule ao estado do projecto,
para que nao licasse a provincia ainda fior muilo
lempo privada tro melhorameuto. Convieram totlos
os depulados, e afinal a provincia lhes ficou deven-
do as^vantageus que bao de vir.
Reala ao Sr. Josino rematar a obra, deixandu re-
gistrado na sua presidencia um servijo que vai dar
futuro nossa trra..
" Ura grupo da assembla premedtou dobrar o
imposto sobre animaos na harreira do Ilapetininga,
que era verdade pesava demais sobre os pobres tro-
peirosque era outras barreirasj pagam ononnemen-
te. A nao ser a inlcrvencao do deputado de Itape-
tinga, que fulminnu semelbanle infortunio cavallar,
nassava n idea. "Esle deputado prslou nesla occa-
siao um grande servijo a esle commercio especial,
qoe com tal impostotgelrogradaria, lie o Sr. Ma-
uoel Alfonso Pereira Cnaves.
.Diz-se que o Sr.-bispo envin, por mao do- pa-
dre Miiniz. lOtXfOOO ; sendo VUOS para a caix'a
pa e o excedeVile para o seminario. Reinou gran-
de alarido na casa do pobre, esperando que o prelado
seja anda mais.pi. Dos o queira : parece que ha
de ser bem riiirn. morrer de fome. Exm. Sr. viga-
rio geral, veja 9 Exc, se entre os textos que cita
ex-professo para os moros do segundo anuo, ha al-
gum que inova o Sx. D. Antonio a reslabelecer a
parle das esmolas que se levantaran). V. Exc. goza
ile too bom conceilo na provincia efra della.; deve
corresponder ao juzo que de V. Exc. se faz. Alm
de que, nao lio mister ir lo looge : ahi as carli-
IhasdoMesquita Pimentel, abbade de.Salamond no
arcebispado de Braga, vem as Obras de Misericor-
dia.
0 Sr. Josino continua a espalhar as quotas das
malrizes e cadeas. J nao ha razio de qucixa, fi-
cam todos por ahi alm, com.enormes proporjOes
para rezar, e vastos espajos arejados para quem qtii-
zer dar cuntas juslija publica.
14 de malo.
Termina hoje o ultimo prazo concedido assembla
para vver. Tevo tonga vida ; se mais nada,^pram
os depulados nao foi motivo a falta de tempo, pois
que ha dous diasque nao ha casa, entendendo alguns
que mais nada resta a fazer.
Ao Sr. commendador Silva, na qualidade de vice-
presidente, incumbe o cataco.
1. se vo os represeqtantes acolber-se a seus asy-
fos, c com ellos a distracjSo das galeras que
lerao agora de recorrer s lojas, onde na ausencia
dos freguezes entra em dlscussp a vida alheia.
Devia dar-lhc a resenha dos trabalhos legislativos
desta sessao, frtil em gao osr tido ; mas falba-me
a forja precisa. Alm/feque, o scurso do commen-
dador que vai app^fjj,, juppr "fa.
Discurso do vicc-!fcK.gdetit' ramen:o dasei-
vo da assem6lS*Tsro legislativa de S.
Paulo.
Senhores.CumPifi!. aever de fa"ap-vns.e
provineia, dos vosso/ira hos na presente sessao,
sinlo nao lera illu/rajo Rrecisa para bem demons-
trar, cpro verdaderas cores,, todos os vossos actos, eo
zelo que liveste) pelos uegorios pnblicos, e portonto
liraitar-me-hei resuinidaineule aquelle que mais me-
recern! vossa atteujao, e que sao bastantes para a
provucia avahar o vosso patriotismo e interesse aos
nielhoramenlos.
ramentos aos objeclos a que se dedicara.
>, o Na lei filando a forja policial vesej "era vista
satisfazer o servijo publico, e compensar aos que se
prestan) nesse ramo, quando satlsfajam aoque a mes-
ma lei exige.
Multa ontras necessidade da provincia allen-
deSfes nlHei que confeccionastes. Miando a receila
e despeza provincial, e importantes adtorisajes
dstes ao governo, fim de melhorr e fiscalisar a
arrecadaj3o das rendas, alm dos estabelecimenlos
pblicos, malrizes e estradas, exame de minas de car-
vo mineral, que se julga haver na provincia, ecre-
astes um conservatorio industrial : assim, pois, lerao
0 commercio, industria e lavour, servio lodo o
auxilio que precisara e desejasles, ao menos aquellos
"o YossqMtriotismo e sabe*
Consent que me desvanej comvosco de haver-
tles comprebendido a conveniencia de legar pro-
vincia na presente sessao, nma lei qne possa reani-
mar a lavoora, que visivelmeote deftnha em grande
parle da sua produejao pelos dispendiosos meios
dos transportes. Essa lei vos a confeccionastes,
commclteudo a emprchendedores a conslrncjao do
uma linha de estrada de Santos aoRio Claro, com di-
versas ramificacoes, e bem assim o eslabelecimento
tlostrans,portes pur meio de carros c diligeocins, para
cargas, njercadorias e pasageiros, ^coiubiuaudo.j.o.
menor satrincTO da provincia ral o razoavel Inte-
resse da empreza, para que possa ser levada a effeito
e rcalisar-se ura futuro risonho e de prosperidade
para a provincia,-como Ilustradamente livestes em
vista.
a Por ullimo agradejo-vos cordalmenle a sabida
honra qne me lizestes nomeando-me para dirigir
vossos trabalhos na qualidade da vice-presidante des-
la assembla, e se nao o fiz cora acert-e rectidao,
como cumpria, cont com a vossa indulgencia j
que me collocasles cima de minha capacidade.
Est fechada a primeira sessao da presente le-
gislatura. Pajo da assemblca provincial de S. Pau-
lo, 13 de maio de 1854. los Manoel da Silva,
vice-presidenle.
Fez-se o concurso para os lugares vagos de 4.
escripturnrio e pralicantes da thesouraria desta pro-
vincia.
Fiquei na persuasao de qoe am concurso desta or-
dem he uin acta alm de longo, dilticil. fatigante e
insoflrivel. Nem um interrogatorio feil pelo Dr.
Menezes a algum. famigerado professor delatim, en-
venenador de saeristoes da Candelaria,-he tao minu-
cioso e instigante. Daqui o conceilo que a lei reor-
ganisadora do Ihesotiro e thesourarias lem algum
ponto de contacto com as disposijOes lippes.
Creio nao errar quando me parece que o peosa-
mento qne presidio reforma, foi de melhorr a sor-
te dos empregados, em ordem a allrahir concur-
rencia individuos habililadosae qu* realmente so
senta falta. Mas de que modo'Se cuidou ?
I'rescreveu-se que o Irabalho sobre algaliamos
perdurasse t horas ; snpprimio-se os das sautos ;
exigio-se 60 annos de idade e 30 de servijo, o des-
cont das liceo jas como condijap de aposentodoria ;
gravou-se com direitos bem suoidos e emolumentos
a expedijao dos decretos de nomeajao pata estes
empregos, e a final sujeitou-se o emp.rcgado remo-.
jao sem dele/miuar o grp de accesso, de sorte que,
com augmento de 1008 ou 200$, que alias nao coro-
Gnsa o sacrificio da mudanja de casa, de familia c
bitos contrahidos, ficao sujeitos .perda do em-
prego. Demais no qne diz respelo acrescimo de
ordenados, a reforma nada mais fe que atlender
aos chefcs de reparlijOes, mrmente do Ihosouro e
thesouraria de 1, classe. Quanto aos outros de na-
da valeu o pequeo augmento ; mercado da poca
assim o diz. Ora se as circomstancias do paiz nao
fossem anormaes, se industria livessemos, e com-
mercio proprio, cerlo nao se daria apparijao de
pretendeutes que, com toes venciutentos, nao tem
subsislenjia condigna.
pregados conheco que, para n8o tesar
pregam-se^njsAeras do descanjo em
" vivem,' suecumbem
pesoTnramerificio das facnldades. "
gens que hoje oflerecem os empregos
o qne me occorreu durante o'ac-
Ahl c virara esses mojos que por
los trocan) o futuro,
iminadnres o Ur..Ildefonso, Dr. Ban-
illa. Nada Ihe oigo do resultado da ur-
lidade o leva para es'e ponto, perto
erio da fazenda.
a provincia de perfeili paz, e nenhuma
,a de nula lem vindo preoecupar a casa da
. nem dar elasterio cstatistica criminal.
C pela capilal vo os negocios era devida or-
dem, nao Tallando as aventuras dos galanos que
continan) a exercer soas funcdM. nocturnas com
todo o engenho c arte. Crea qua ja se torta aqui
com totla a civilisajau; um rail Eha italiano, des-
ses que em um fechar de olha,* Sf que presinta-
mos nos leva a carleira, bem agasalhada sob o gi- -
bao abotoado, sera soi prendido pela physica diver-
tida que por aqui vai. Em falla de palrulhas, coo-
ta-se duas e tres envestidas hebdomadarias, feitas
visla da victima, que era boa f se julga no au-
ge da seguranja.
. Que fazer "Nao ha gendarmes para rondar a
praja; cora duas palrulhas se faz a festa. Que
capital, santo Dos I Aaora he qoe o Brasil nos
roe pelle I... que terrioha ; a sede da malevolen-
cia o da inveja ; consta de ouas ras e meia pois
qu#6 soldados.velam na sua seguranja.
A proposito do Brasil.
Saiba que o arligo desto folha em que j uie fallei
levanloa aqui geral celeuma.
No Ypiranga apparece a contrariedade revestida
de todo o calor proprio do Panlista, oflendido em
seus bros. Na verdade o Brasil alirou a cara
dos Paulistaoos um libello coruscante : em geral nao
se falla era oulra cousa.
De feilp, esse artigo he de natureza a provocar o
mais fleugmalico, que v como se passam aqui a*
cousas da academia. Dizcr-se que o esludo era S.
Paulo nao est em ponto de honra, he enchovalhar
uma pagina com uma insxalidRo. Pode Vmc. per-
suadir-se que nenhuma academia do Brasil preza
mais o crdito moral e scienlifleo qne a de S. Paulo.
Se percorrermos os nomes dos seus lentes, encontra-
mos caracteres honrados e sem nota, como individuos
e como mcslret.
Ein S. Paulo he raro approvar-se ura acadmico
porque he lllho do conde fulano, ou nelo do barao
de (al. as conferencias lreme-se danle de umes-
candalo, leva-se em muila conla a moralidade da
corporaj3o.
Se se quer olhar para o lado do saber e assidui-
datle, ainda se v o escrpulo e rigor que presider
os actos dps eadeiras. Em uma academia em qne
leccin Crispniano, Ramalho, Carneiro de Cam-
pos, Molla, Vicente, Carro Manoel Das, Falcao,
Furtado, e otilros ; em que se v um lente cont Ma-
noel Das, Manoel Joaquim, Vicente, Falco A-
delo alravessarcm um auno lectivo, sem dar uma
J

i. <
^_


2
DIARIO DE PERMMBUCO, SEXTA FElRft 2 DE JURHO DE 1854.
falla.-regendo suas cadeiras aera nada deixar a le-
sejar, he aflroalar avordade, dizer-st- que nSo se faz
d ciencia um ponto de honra.
rallando mesmo do circulo dos esludantes, se v
que muila gente nSp se applice squanto liaste para
so ostentar nos bancos. As assnciac.oes do Ensaioe
Atheneu igo' a prova de que o estudo, mesmo entre
os mocos, faz um ponto de honra. Hoja se estuda
ais que na poca do Brasil: a poltica nao subs-
litue o esludo.
He assim que vemos Ja dos bancos acadmicos re-
sallaren! talentos,-que preroeltem provir glorioso as
letras brasileiras.
Nao fallando dos que j deiiaram ha 3 annos oas-
sados o prtico de S. Francisco, vemos capacidades
escolsticas que honram a academia estigraalisada.
Entre os acadmicos que tomirBo o grao uo torren-
te, nela-se um Correa de Si, um Flix, um Cerquei-
ra, um Thomaz Alves, um M. Francisco Correa, c
oulros, com quem desejaramosque o Brasil tro-
canas algumas palvras antes de lavrar o libello.
Pode em consequeucia Vrac. certificar ao Brasil
qne tanto a congregarlo como os esludantes deS.
Piulo estao collocados em grande honra scienliflra.
J se retiraran) os deputados que aqu resta-
vam.
Hontem partirn s Drs. Hyppolito e Lima. O
presidente e grande concurso de amigos acompanha-
rant-os t o Yp\ranga.
Fica pois a provincia representada pelos seus 9 de-
Slados. Oala se nao esqueeam elles das necessi-
setamenos aperlam. ste pedido he eitensivo
ao Dr. Pacheco, que, em lados os lempos, foi nosso
legithwe procarador. A inda militando sob outra ban-
deara, i provincia, e com especialidade sus amigos',
porque mullos anda aqu conheeo, confiara no seu
talento, na soa vos, que, seguros estilo todos, nao
sen emodecida quando de seu progresso se tratar.
O onicial-maior da secretaria do governo est
sabstituindo o Dt. Lima. He empregado de confi-
anza, eom longa pratica desta reparlicao, o que faz
qae nao corra revelia o expedeule com a falta do
secretario.
Do interior nada que importe. Em Taubat con-
tinnam as diligencias sobre os escravos.
(Curta particular.)
(Jorkal do Commercio.]
IHOWI-
neiras suaves o nataraesde desentelar os tamandu
de qualquer calibre.
Um oulro deputado lemhrou-se de dar igual gar-
rote no projerto da Parahiba. Homem, que tal fi-
zeste 1 Acudiram os dignissimos Almeida e Albu-
querque, Correa das Nevese lleuriques, e atacaram
o homicida. Felizmente os dignissimos aproveitaram
o recurso das escapatorias, e quando se foi votar o
adiamento, uno hacia casa fraze parlamentar, qne
significa, que os dignissimosgazearam.
No oulro dia, porem, levou garrote o tal projeclo,
sendo remettido commissao, que tem por sembla-
vida de trala-ln como enjeilado.
A cmara augusta est na mesma inconstancia
atemospherica do paiz. Em um momento levanta-
se ama tempestado. Odignissimolisboa Serra, prcr
sidenle do banco nacional, enlrou em escrpulos so
devia continuar sendo deputado, n exetcer aquelle
lugar, por duvidaawse he elle on nao emprego pu-
blico, apesarde seMa nomearao do governoie para
desencargo de sua consciencia consultou quejle.
Este rcspondeu-Ihe, que nao se julgava autorisado
para resolver essa importante questao, mas que, como
uio empapara a accumulacao, fosse indo com ella,
at que a cmara augusta resolvesse como melhor
fosse a bem da patria o dos melhoramen tos materiaes.
Foi levada a questao ao alto coajtecimento da au-
gusta, e esta, pro consueludine, mandou ouvir a
commissaocespectiva. A*commissao entendeu, que
o emprego era publico, embora pago pelo banco,
pela mesma razao porque he publico o emprego de
eservao e labeliao, sendo pagos pro raza pelas par-
tes, o de meirinhoquehepago pelo ru condemnado;
o de jurados, que d asvezes, em lugar de reeeber,
e outros muitos, que por ocultos-nao perdem.
Veio o parecer a presenca da augusta, e cometn
o fecal opus. Discursos appareccnm, que sao dig-
nos de eternas laminarias. Kecomendo-os s, co-
lunnas do seu Diario.
e qoe pelo thealro lyrico teem havido bi-
"*" nas, que aqui sao mais caras do
s, teem salisfeito a respeitavel classe
COUCESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Bto 30 da amala.
Amiet Salutm plurimm- inttrest le tolere.
Que lenha,gozado quanto he bom lhe desejo, assim
como a nossos amigos, cujas saudades me pungem
gravemente. Aeossado pelo fri, salpicado de lama,
ineommodado pelas ptridas eihalac,oes deslas ras,
perseguido da chava, assustado pelos IrovDes, encan-
diado pelos relmpagos, lemendo sempre dos carros,
alUmiado pelo gaz, tenho gozado sade ; mas a ca-
a momento temo urna das Talladas eonslipaceevque
dispoaaa, por intermedio dos tubrculos pulmonares,
usa pame hornero a ama viagem ponta do caj, pa-
ra o qne, era verdade, nao me acho muito aparelha-
de. Nada tenho gozado, porque no lenho um ci-
ceroni, que me aprsente alta aristocracia, um
amigo que me faca convidar para os bailes, e os mal-
ditos oambiilas, mouopolisaudo cour licenca da po-
lieia, teem posto os bilhetes dos thealros fra do al-
cance de minha capacidade finaaceira. Nao tenho
podido apreciaras natabilidades cantantes, danstntes.
fallantes, menos as cmaras, onde as entradas sito
gratis.
Ditei
cha,
qne as
dos dile.
Anda nao pode oavir o Joao Caetno ; com o qna
tenho dado um solemne cavaeo, come se cosluma di-
zer ; mas na primeira recita, em que o vir annun-
ciado, ponho-rae disposieao do primeiro cambista,
qne a polica conservar sollo. Por fallar em ani-
man damninhos, dir-lhe-hei, que as mas desta ca-
pital, das 11 da noite em diante, perlencem nica e
exclusivamente aos caes e ralos, que com o maior
desfacamenlo se abalroam as pernas dos impruden-
tes, qne a tal hora se conservam fura Ae casa.
Nunca v* nMazanas mais volumosas, do que as da
rte.
Felizmente nao teem dispositdes hoslis, porqu d
contrario sera mi*ter urna boa espada para defeza
DovMo que qualquer muroaa/w se Irave de razos
com um dos taes roedores. Outro tanto nao direi da
iudole pacifica dos caes, contra os quaes tenho serias
razoes de qneixa. Ha poucos das, voltando de um
pesseio potoco ao luar, noquii vir pela ra do Con-
de, para que o gaz me nao tiraste a poesa, tomti
a do Senado, e quando menos precavido eslava, pr
contar con) a seguranza individual da oorl, aque
rae vejo assaltado por orna mallia de impertinen-
tes caes, que rae obrigaram por baslaule lempo
um movimeoto de rotacao esgrimindo com um cha-
pee de sol contra os famlicos aggressores. Dir que
assai o raereco por andar, fra de horas em paiz
alheio ; mas he mea amigo cosame apreciar o luar
em passeios nocturnos, principalmente aqui, onde a
qualquer canto se oovem gemebundas rolas acompa-
ndando seu cantar suave com os harmoniosos sons
do piano.
En son apaixonadissimo da meloda, e nao possU
perder urna voz argntea. Felizmente aqqi os can-
toras teem bons pulroOes, e nao he qualquer carro-
ca-capaz de cobrir as extensas notas, que soltara.
Uro pezar me agua o gosto de ouvUas, e he o nao
saber o italiano para onvioa expresan) da letlra ao
sentimental da maea.
Qoiera saber ae as Italianas canlam em porlo-
gaez, ou se o nosso suave idioma pao se presta s
bellas msicas.
Ha tanto> traductores de romances, e mil oulras
nihiljdades, porque nao Iradnzem tambera os. lindos
pedaeot de operas, ^ outras producefles 1 yricas 1
Ser selvagismo nellapftao duvido, masembirro mui-
to em ouvir urna palrlcialcantar em italiano, Trancez,
ou outro qualquer idioma, que nao o nosso.
Pela Syberia parlamentar houve um tiroleio, que
indica dposicOes heslis. O D. Manoel,'que he de
diflicil contento, nao gostou multo do relatorio do
nosso ministro da fazenda, edisse alto c bom som,
quenelle s encontraba rivialidades,.e nem urna
s idea Inminosaqoe he um dos mais magros, msii
esteris que se tem apresentado ao corno legislativo!
como se cumpdf provar em occasiao opportuna. Eu
nao eotendo darfeiila, pois seu mo financeiro, mxi-
me aqui, onde a unidade he mil res; porm nao sei
que ideas iuzeras se podem achar em um relatorio
de-algarismos, materia scea, estril e repulsiva de
suanslureza.
bater dos mceles, me pareceu do marcineiro. Diri-
gi-meao centro desse lanco, onde via umponlo com
vidracas, e achei-me no sondo aneiurum do offlcial
encrregado das offleinas; pois en eslava sem pen-
sa-lo em urna dependencia do arsenal de guerra,
onde se concerta o armamento, transforma as armas
de fuzit em fulminantes, etc. Fulminado fiquai cum
a descoberta, lemendo que me nao tomasseni por al-
gn) espa do Mello Franco} mas felizmente fez-
me retomar a serenidade a hospitalidade e delicade-
za |do Sr. tenente engenheiroj Francisco Ptreira
da Silva, que lovousua condescendencia a ponto de
mostrar-me as offleiiias e expliear-me aquellas cou-
sas, que eu, como provinciano, tgoerava.
He provavel que lenha daaejos de saber o que vi:
porlanlo vou satisfaze-lo. Previno-o de qne, se en-
tender, qno sao^nassantcs minhas descripoSes, deve
avisar-mt, porque enliio encurtaei os voos de mi-
nha imagmaeao e guardare para mimo que vir,
que nao ser pouco, segundo mes bons desejos.
Fomos primeiramente a ferrara. Nao est mon-
tada com? era de esperar ef um cstabelecimento
daqueila ordem na corte. Basta dizer-lhe, que ha-
vendo urna machina de brocar cannos, nao func-
ciona.. O meslre ferreiro he um Allemao, bastante
perito em sua arte. O pulimento e azulado do fer-
ro nada inveja em perfeicao ao eslrangeiro. Vi "ai-
cumas armas transformadas ,e\cctlcntemcnte acaba-
das. Teve o meslre a bondade de deilar urna espo-
leta dentro de urna pouca d'agua, tira-la passado
algum lempo, e seu efteito foi como se nao estivera
molhada. "
Vi alli bastantes aprendizes, o que he muito bom
para crear artificaanossos, e dar-hes amor ao traba-
Iho. Ganharo ofofficiaes por empreitada, sujeila a
obr.iainspeccaodos mestres, qne teem salario fixo.
He encrregado da meslranca em chefe um enge-
nheiro da eslranja, que chucha nao sei quantos eoli-
tos de reis mensaes paralar carro as officinas,
flores de que extraordinariament abunda esta corte.
O jardim linda na murnlha do orle, qne me parece
estar sera acco geral, e inofleaivo para alguns la-
dos pelos edificios que o cercam. Comtudoie elle se
resolver um dia a jugar a bola,pode causar damnos
incalculaveis ern grande parle* cidade e na parle
da baha que lhe fica fronteira. Creio que elle roes-
mt j tem perdido essa esperaoca pois desmonlou os
tacos cotl que as poda fazer carmbolar.
Do outro lado, na entrada do fre, vi urna especie
de chcara em ingreme ladeira, pautada lambem em
desordem, com algumas arvores infructferas ao p
dn muro, que me disseram ser tma,dipendnca do
palacio, mas que eslava diipocao de um indi-
viduo.
Tendo fisto quanto havia reti-meMadosoe com
proposito de voltar maisvezes a]uelliaprazivel lu-
gar, se minhas pernas,que reclamirm, in continenii,
conlra semelhante resoluc.lo, ocanseilirem.
.Nao quero findar esla sem un calilogo de certas
particularidades, que'tenho obsrvaloCoasas que
senao encontram nesla corleSnhoas^ue nao le-
nham excetlencia; mulheres rnaiort de dezenove
annos; jovensque nao caritan ilaliaio ; cabellereiro
acreditado, que nao seja francez; hdet sem ser bom
na laboleta; burros do sexo maruliio, homopatia*
que nao escreva para os jornaes ; objetos baratos na
ra do Ouvidor ; deputado, que^l n8o julgue com
capacidade para ministro ; artiguila de gazeta, que
no se repule esleio da constituido ; espelho que
agrade s mocas feas.
MilagreMala-sc urna vtela pe dia, c em todos
os acougucs ha carne della. '
Basta por hoje, pois estou canjadi.
respondente qu a laanXo pode soffrerumi maior in-
vestigado, sem que so desfacam os fardos que a con-
lm, para esla operacao qnizera eu que houvesse
urna localMadc e pessoas determinadas, bem como
a competente prensa para endiretar os fardos; pois
que nao he possivel que cada um dos compradores
lenha um prensa particular; haja alguem compe-
tentemente autorisado para abrir os fardos de lila, e
apprehender os que contiverem corpos estranlies e
remelte-los para a capital, a fim de alli ser organi-
sado o competente processo, que o commercio ficar
salisfeito e lambem a agricultura, pois com a acta-
lidade s ganhdm os traficantes, sobre quem convm
fazer pesar o rigor dalei; afim de faze-los arrepiar
a earreira. Adeos.
um dia, para no seguinle se apresentarem no mena- A Franja tem lambem a esqoadra d liar-Nc-
do com ella augmeulada com maior poroso ; e que I ?ro,e oulra commandada pelo vice-nlmirante Bmat
A maioria dos diajnissimeaquasi que ficou abalada
pelo parecer erazoesnelle deduzidas; mas o govere aaano u5" tom quejazerem casa. Aquelle favo-
Quando eu abro um relatorio desse genero, assus-
to-me com a columna cerrada de cifras com seu esta-
do maior de cifres, e ponho-o immed
parle. Paraavancar auna apota corre
dimeucao, a um relatoi*BaVu>enn
orcamenlo em qua nao somos contem
ter coragem heroica.
Quanto a magrea do relatorio, di
conformes, parque pode elle ser.
sordo para outros, e Dos nos livre q
gordo para todos. Veremos como o Sr de
defende soa obra.
O mesmo senador pretende mostrar, na discoeso
da resposta falla do throno, que nosso estado da fi-
nancas nao he leo lisongeiro, con%se diz. O mcu
certamenle o nao be, e cada um Tica por ser bom
cavalleiro. QiuvAratUlir a eaaa discusso, porque
nal de muito cJbjbWo he.
Os digniasjaaarsta tambera lomando calor. Na
primeira discaariode um salvalerio contra os Africa-
nistas, o dignissimb D. Francisco pedio urna sesso
secreta para exigir, disse elle, certas informacoes
quo publicamente o nao faria por motivo algara.
'O Etm. da justica disse, que nao va necessidade
para tal, porque nesse genero o governo quera Inda
a publicidade em seus actos, em discusso detles.
Combate a secreta o digoissimo Viriato, que toma
parle em lodas as questOes, c mais aolros; de Arte
que o digoissimo autor da idea declarou que nem
elle, nem prenle sen tem Africanos, o qoe muitos
na* podem dizer, acrescnlou elle.
Daqui j vejo, pelas mesmas palavras do dignissi-
mo, que tem muito poucos prenles.
Posto o reqnerimento i votacSo- s o pai o acom-
psiftou cova, com mujlo gostq meu, que eslava re-
pimpado em um dos bancos das galeras, e nao qae-
ria um mandado de despejo, quejnais doloroso me
seria por ser dado pelos meas procuradores, para que
eo os nao'ouvisse iraiM m meo9 negocios. A tal
historia de conslltainles, e procuradores est me pa-
recendo urna burla ; e se chego a ser despejado, en-
13o descria ioleiramenle de toda esta organisacao
social.
Tambem me parece qoe o tai salealerio ser anda
zombado pelos contrabandistas, os quaes tem mais
iracas para aflricani'sar-nos, do que o proprio demo-
nio para tacar os pobres peccadores.
Entraran) era discusso os projertos de crea cao de
hispidos, para Parahiba e Piauhy. O autor do pro-
jeclo da crear o deste, commelteu o parricidio de
pedir iaa remessa commissao dos negocios ecclesias-
ticos, que lhe foi concedida ; digo parricidio, porque
s retuestas as cotnmmOe e odiameoto, so as raa^
no que linha dado seu parecer, entendeu que lhe
era desairoso urna resoluto em contrario; fez valer
seu direito e razao valiosa, pelo que, por pequea
maioria foi por Ierra a obra da commissSo. yode
inpacc.
A questao, quanto a mim, nao he das de,fcil so-
lui.-ao. Ainda'nste momento me acho em estado de
duvida, e nao sei o que fara, se fora dignissimo.
Do que na^o gostei, foi de ver fazer-se questao de
gabinete de um negocio de lo pequea significacao
poltica. Oque ha de summum ntreosla vestal e o
banco e seu presidente'* SSo finuras a que, nao che-
go. Alguem tem querido desrobrir na peuna mai-
oria, que deu o vencmento opinjj doTraverno,
um comeco de opposi^ao de soffrtjaaraknensao;
eu tal ao vejo, at mesmo alcmWf nenhum
portancia da qnejlao, porque a palrutha, que
pnsicSoaqui tflat nao abri bico a tal respeito.
' Ou fosse por tctica, como quercru alguns, no qu
nio concordo, ou por nao ligar inleresse algum a
questao, como entendo, o certo he, que ella votou
lymbolicamente pelo parecer, como se diz parlnmcn-
larmente. Aquella patrulha tem estado commedida,
talvez pela certeza de desamparar breve aquella po-
sirSo.
| Os Mneiros, que nilo sao para graras, logo que'
sooberam que o Mello Franco eslava na corle, e tai-
vez em vesperas de tomar assenlo, chegaram esporas
s curras, e trotaran); creioque muito breve estar
a ultima tropa no recinto. Um delles chegou cora
lana pressa, que veio largar o poncho, e descalcar
as pemeiras nos corredores da casa. He urna figura
para ver, um Mineiro completamente equipado, bi-
furcado na besla.
Se eo encontrajjtraJignriiio. mapdar-lh'o-hei para
apreca-lo. Corre que os dignissimos supplentes,
e Andrada Jnnior, esto breve a ser subs-
s pelos ppaprietarios, que aperlados das sau-
j deiiarain os patrios lares.- Anda aqui um
lienissimo, com o qual tenho muito cuidado, porque
rae parece carecer de concert na machina. Bom
seria qne elle desse um passeio a casa de Rotkel
Por ahija deve ter'ch|Bflb.a noticia de quenos-
sas'lias do Mioho entenderaniAver tomar parle nos
futuros destinos do paiz, e qaizeram consliluir-se
viragos, segundo a phrase do nosajwuslrado Cara-
pucro. Que lemendo a escassez dos vinhos, prin-
cipalmente agora, que grande parte da Inglaterra
esla-se geando l pela Russla, entendern) de
destruir vi ti armis as fabricas de destinar agur-
dente e finalmente qne, n'um acesso de denodo
heroico, empunharam foices e rajados e em marcha
batida destruiram cascos ( de madeira bem enten-
dido ) destinados a conter b liquido, e ama. fabrica
em Tagilde. Infelizmente essa expediento amaznica,
digna das heroicos descendentes da padeirade Anu-
barrla, foi prosaicamente sulTocada pelas coronhas
'das armas, e sapatos ferrados da soldadesca lusitana,
que talvez ao mesmo lempo em que commettam es-
sa inconstitucional violencia contra uns centouares
de cidadoas, sio gozo de seus direilos civis >politi-
cos, gritassemViva a liberdade conlra a tyranni
a illuslracio conlra o selvagismo 1
Anda pretendo alcanzar a regeneraban do se
frgil, como oulr'ora lhe chamava o soculo das tre-
vas.e a isso me convence o'que por aqui observo. A
bella metade do genero hnmino vai-se tornando
desptica a olhos vistos, e domina, reina e manda.
Qual ser o homemde barba cinta, que resista
a uns olhos laucados de certo geito, ou a certo ata-
que de ervos, ultima ralio'?
Por essa razao, entendo eu, os homens aqui, para
irem asseraelhando suas sobrecasacas^ ao femenino
vestido, que pretenden) tomar, vSo-llies dando um
comprmanlo assustador, e urna largura assombrosa
s mangas, c mnguando as calcas; e as senhoras
( excellentissimas que todas sao) v3o tomando a vi-
ril cal^a, urna camlsuha de gola, com sua indefec-
livel grvala e bo'toes de abertura, seu collelinho de
abolnadura amarella e urna frdela, o que lhes d
um ar lo marcialmenle travessu, que he urna ten-
tacso. '*
Em janella de peitorii porraais de urna vez te-
nho trocado os sexos, o qtta me ha fcilo recordar
certo velhusco ratao e cupido, que cortejava os ga-
los, lomando-os por senhoras.
Podem fazer o que quizer, pderu "lregar a ge-
rencia dos negocios pblicos as^^senhoras, podem
mesmo obrigar-me a coser, remendar e amamentar
criancas'; mas vergar um vestido, nao, mil vezes
nao. f
Ha poneos dias Uve tentares de ver esta cidade
de um dos muitos morros que lhe dao visos de cister-
na, e segu pela rui dos Ourives, certo de que havia
dechegara um delles, qualquer qoe fosse. Nao me
engnei, e para Isso nao era inister ser piloto, por-
que seguindo do centro em linha recta, necessaria-
tnente se chega linha que determina a circumfe-
rencis ; e depois de um largo trajelo, no qual me
foi msler tota a prudencia para nao ficar enterra-
do na lama por mais de ama vez, cheguei ao come-
co de ura morro, que me disseram ser o da Conceco.
Logo que priuripiei na ladeira, pareosme que eu-
Iravaemum fugar inhabitado, mas tntinuando a
subida desengahei-me. Urna ladeira em zlg-zags, e
bastante ingreme, e calcada conduaao cmo da dito
morro, no qual se acha um edificio de soflrvel ap-
parencia, que he nada meaos do que o palacio
Episcopal, como o indicam as cruzadas chaves de S.
Pedro, que se echam sob a mitra, collocadas na fren-
te do mesmo palacio. Quanlo a mim o palacio Epis-
copal da Soledade, nessa provincia, he mil vezes
melhor, ao menos emquanto a apparencia.
Nesle, daqui, goza-so urna riquissima visla, mas
em compeusacao, S. Exm. Hvm. deve ter boas per-
nas para dcscer os tres tongos leos da ladeira a
p, ou a maneira franciscana, o que em verdade nao
he dos menores onus do episcopado fluminense.
Um pouco adan te du palacio ve-se urna como mu-
ralhatale forlaleza, e dererlo ?e nao engaara quem
como ul a jalgar, porque se continuar e entrar por
urna eslreita porla pralicada em um muro, achar-
se-ha' em frente de urna pequea ponto sobre um
magro fosso, e, se anda continuar, encontrar o por-
lao do forte, com sua sculiuella e guarda, de muito
pacficos soldados, que lhe nao pergunlario a que
vai.
Eu Uve essa curiosidade, e enconlrei quanlo digo.
Enlrei e fui achara* o en)nVBpequeo pateo cercado
'ado de cSy|sc,vasao. Keparei
""So visse' 'Ulbaria mon-
i preso havia, comquanto
-i de guerra.
.in edificio com feicOesdo
ande sobrado, ura pouco
de edificios ej
para as
tada,
ignora os artigo- di
A' minha direi
greja. esquerda um g
baixu, na frente urna espacie de tonga odicina, oque
promptamente conheci pelo retintn) de bigorna, re-
folgar dos folies, ranger das limas e pancadara dos
martellos. Fiz meia volta,esquerdae achei-me em
frente a oulro lanco da ofcina, mas que pelo secco
recidoda fortuna-fot engajado para preparar os/b-
guetes a congrece; mas elle, talvez pel mudanca
do clima, moslrou que he humanitario, e nao gosta
de concorrer para destruidlo do genero humano.
Um brasileiro he quem hoje fabrcaos taes fognetes
pelo seu sold, e urna mesquinha gratificaran, para
os quaes foi mistcr engajar um eslrangeiro por tan-
tos contos mensaes, e com tal cautela, que hoje o
governo nao pode rescindir do cao Ira lo. Nao sei
quando nos havemos de convencer derque os nos-
sos hnmens lomem miollos. Dexo o tat Mr. dis-
fructando em paz seu cobre, e passemos i narci-
neiria. Alli se fabrican) as coronhas, e subidamen-
te -tuyas. m
oflicina passemos a casa, que eu (omei
Pgrej. He um rico deposito de alms com ex-
iiles cabidos. Conten talvez mais de vinte mil
las velhas, qae esperam sua vez de reforma. Es-
tao muito bem arfnaadas, e por eras. O fiel he de
muito bom gosto, e cuidadoso de seus deveres. Tem
alli armas de bastante anliguidade. Quando enlrei
naquellc templo de-Marte, fiquei um pouco de lem-
po recolhido comigo, pensando em qu os homens
gaslam taas sommas, lempo e trabalho, em prepa-
rar meios de destruirem-se....
Se eu entrasse na habtacao do cholera, ou dafe-
bre amaretta nao tera soffrdo semelhante impres-
sao. Qnantas victimis, pensava eu, nao lerao fei-
lo estes diablicos instrumentos I!
Ainda nao linha > completado meu pcnsamenlo,
quando ouc/> urna voz : A mor parle deste arma-
mento nao servio ainda ; enlrou comprado para o
o arsenal, e pouco' depois sabio pela mesma porta
para vira concert. Antes assim respond quasi ma-
chinalinenlc, como se aquella allocucao fra urna
resposta ao meu pensamenlo, mas immediatamente
dirigi-me a quem me fallava, dizjo-lhe como
assim? .
Tal qual como lh'o digo, relorquio-me elle, e
Saihi mais que no ha oilo annos, que se entendeu
conveniente mandar arrematar, como ferro velho, o
armamento que bavia em deposito, julgado ina-
provcilavel. Foi de faci arrematado por ura in-
glez, e, pouco lempo depois, foi comprada em In-
glaterra urna porcao de armamento, que aqui foi re-
conhecido ser em sua maioria fabricado com as pe-
tas do tal ferro velho, porque nellas os nossos arlifj-
c liidiam poslo certos signaes, as occasioes de
concert, para poderem itislingurr sOas obras, qae
foram encontrados quando vierara o concert, o que
nao lardn muito. Naoquiz ouvir mais a chronica
dos ferros velhos, c fui-me mudando.
Passamos por cima de urna cisterna, que recebe as
aguas, que cahem no forte, e servem para o uso me-
nos limpo, e fomos para casa do tenente director da
fabrica. O Sr. tenente teve a delicada condescen-
dencia de-mostrar-me as diferentes vistas, que ae
aprecian) daquelle ponto asss culminante. De um
lado vi desdobrar-se diante de mim urna grande por-
tan da cidade, um plano, que era assts grato vista,
aleo campo de Sania Anua. Os campanarios das igre-
jas, os torrees de varias casas, alguns edificios ele-
oles, e destacados, e sobre tudo outros morros,
isou menas elevados, cordados de ras, onde edi-
ficios solados, me offereceram um agradvel pano-
rama. De oulro lado vi o magestoso encanamento
da Carioca, com seus arcos, duplicados em algu-
mas partes, como urna linha, que fgurava dividir
em duassecces a cidade; o convento de S. Thereza
coreando um monlitulo, a pitloresc e potica gre-
ja da Gloria em seu throno, o inapreciavel Catete,
batrroda aristocracia, a pra'ia do Flamtnso, que
alvejava por seus edificios como virgem veslida de
branco.
Do outro lado Vi o porto da saude, o arsenal de
marinha, a grande balda, onde innmeros navios,
apenas se assemelhavam.^agrupados como estavam,
a pequeos grupos de arvores despojadas de suas o-
lhas, dessmeinados aqu e aHi em longo e estril
areal. He summamenle magestosa aquella baha,
semeada de pequeas ilhas, e sempre cruzada por
pequeos vapores,' lindos botes, ligeiras falas,
e alterosos navios. Ha nclla um nao sei qne de
vida e animacao, que encanta e extasa. Vi lam-
bem a pros grande', onde 'se anninha urna impor-
tante cidade, a romntica Nlheroy, capital da pro-
vincia, como filha qUtrda no regajo materno. Du
cobr algumas das^rlalezas, que como vigilan!
atalaias, guardara e uefendem o precioso lliesouro da
capital do imperio.
Qualquer d'essas vistas he sufliciente assumplo
para um poema ; mas, eu as inlelligencias flumi-
nenses embotadas pelo coilume de verem bellezas
tantas, nao sabem apreciar devidamente os poticos
ponloj de vista, que possaem, e deixam morrer seu
genio na prozaica lama de suas encharcadas ras, ou
a poltica as oceupa, e prende-as a* eslreilo lmite
de sua comprehensao, onde morrenTTomo a rainha
das aves em estrella prisao. He pena I!! Que vdo
brilhantc nao lomara um enio, abrindo suas azas
de qualquer dos pontos, que tenho vista !:
Aquella baha, que dianle de mim se exlendc,-bru-
ida como um espelho, dondo se reflecten) os raios
do sol como de orna lamina de ac, cujas aguas tran-
quillas e lmpidas, parecem dormir em rcpnuso eter-
no, as vezes lorna-se soberba, irosa, e allanada; bra-
me e rnge como leao em furias, e alira suas aguas
sbreos trminos que a natureza lhe marcou, e com
ellas os maisvalentes navios, como se fussem peque-
as pellas em m3os pueris. Sufliciente he que lhe
soprc a facen tufan tmido. Entilo aquella calma e
alegra, dos pobres marojos, soccede o temore espan-
to ; e mais de m navio tem encnlhado sobre aquel-
las praias, que impassiveis zombam das toacas pre-
lenccsdas aguas, que as banham.
Entao o Pao de assucar, que parece impassivcl e
inollensivo em seu poslo, sarge d'entre a cerracao,
como o genio do mu, debruc,a-se sobre as furiosas
vagas, e tranquillo v essas horrorosas secnas de des-
Iruicao e morte. Ai do desgranado que o procurar
protector. Ser irremssivelmenle esma'gado por seu
p de gigante... Mas, gozando da irresponsablidade
do hypocrita, que se approveita das treVas para es-
conder seus crimes, elle sempre he esquecido na cul-
pabilidadc de taes infortunios...
Tora elle Servido de modelo a certos individuos de
meu conhccimento'J Duvido, porque em verdade o
modelo he mo.
Depois de saciar meus olhos em Uto lindo o varia-
do quadro, diminui-lhes o horizonte, e entSoalcan-
cei o que me ficava aos ps.
Vi que me ficava em frente aparte posterior do pa-
lacio episcopal, que fez diminuir muilo o juizo,que
daquelle edificio formara. Represenlouse-me ser
um pouco inferior ao eommum. Um pequeo jar-
dim, se he quo tal nome merece um quadrado, creio
que irregular, de urnas poucas de bracas de Ierra,
com meia duzia de arvores de espinhos em anarcha,
urnas moutas de bananeras decapitadas por um tu-
teo. N5o vi briluar tima s das 'innmeras e lindas
infgpeixando lucro
monopolio da
io da empre-
quanlo diz
/ido Luzia
o presiden-
nao ceder
atlender ao
tura da as-
ver dos
lublique. Dias
licitado por
tambem dos
projeclo ele-
e mais oulros
cadeiras de
io se acha o
a provincia
Senlpe 6 de afl.
Perdao peco pela minha faltaktlenda que sou
velho, doenle e lavradorparadeadpar-me.
Agricultura. Tercntosaeit luvida boa safra,
salvo si o invern diminuir da que promelle.. A fa-
rirhaj vaipara melhor preco, porque jie vai des-
mancAand/aigoma mandioca nova, Prcsentemen-
tc nada^irais posso dizer a reapcilo deste assumpto.
Commercio. Vai prormltcDdo'cada.vez mais; j
lemos.ahi duas casas, do JaarolmHaiai|nrguez e do
Bastos* a do Silveira em larangeiras, t?de um tal
Jacob na Estancia. Couliotauito, como ja urna vez
llie disse, que.estas casas gi
proviucia, porque darao o
Bahia, principalmente com
za de vapores a reboT
l'olilica. Tem ido
respeito a esta materia
nao quera crer as pa!
le, mas agora Snao tem
aos factos. Sempre be"
res non verba.
- No dia 20 do pastado l
sembla provincial. A
peridicos inclusos, e
depois da abertura, foi o
urna mensagem d'assembla,cmo
ditos peridicos.
Ja passou em terceira dscuJs3i
vando Maroim a cathegoria d supprimindo certos lugares e
primeiras ledras. Em lerceir;
projeclo da creacao de duas
urna no Lagarto, comprehenlendo alm deste ter-
mo os de Itabaianinha e Calnpts, e a outra compre-
hendendoos termos da cidade,lo Mroim, Rosario
e Capclla. Esta pecessidade muiR> que he pal-
pitante, porque eu acho imposivcl a^boa adminis-
tracau da justica era comarcas Ce ti termos. Segun-
do sou informado a assemhla provincial est bem
disposla as grandes ideas econmicas, para me-
lhor ajudar ao administrador na mpreza dos mellio-
ramentos materiaes'.
Os nobres sao instruidos de jura vida, polticos co-
mo novos que sBo, nao tero telhado de vidro podem
atirar boas pedradas. Acahe-e com os patronatos,
perca-se a mseravel coqsidcracao a deterliinada9
pessoas para s attender-se aos principios salvadores.
No dia ;l de maio, houve na capital urna (jBdjttor
de alguns propietarios, convidados pelo Exm.
Barbosa, afim de se tratar d'associacao que tem de
levar a effeito a grande emprera de vapores a rebo-
que. Fui inteirado, que a caita vai em bom cami-
nho, mas que como ainda segu debaixo de corti-
nal, do todo, nao sei claramente fallar. Ser na
primeira occasiao-
NMoia*. A ponte do Siriri esta term inada.
Q canal do Pomanga esl quasi a concluir-se. Vai
se principiar as ponles da estrada qu vai de La-
rangeiras para a capital.
O barao do Maroim j seguio para o Rio, como
deputado.
O Barbosa nao fez e nem far o mesmo, por-
que nao quer cortar o fio de sua administrado.
FaUa-se vagamente .na mudanca da capital
para o Maroim ; mas eu nao creio, que os deputa-j
dos do Sul consintam em tal.
No mez passado houveram alguns assassinatos
no Rosario dous e no Espirito Santo um.
Nao quero roubar mais linhas do seu Diario, pa-
ra deixar campo para o relatorio do Barbosa.
Adeos. O Cotinguibeiro.
--------"-*.-------
Baaaztetraa 16 4a abril.
Tenho perdido duascorreos cousecutvos, e o mo-
tivo saliente que lhe aprsenlo he nenhum ; julgo
melhor nao confessa-lo, para osimeus rivaesnao ga-
Ihofarem de mira ; mas com*empre fui franco ain-
da mesmo em cousas maiores, por isso nao hesilarei
mais um momento. Ao depois da minha segunda
missiva, alguns capadocios nao goslosos comigo, an-
dam como que ponteando-mc, e eu que nao gosto
deslas gramolas, eslou me vendo em camisa de onze
varas, e que tal lhe parece o brinquedo ? Conhecem
que sempre fui atacado de urna raiva Iremcdeira,
que na minha lintfuagcm significa medodft fazem
quando meavis(ain,carelas,oulros me toreado nariz,
e assim,meu amigo,vou escapando deslesfoabOes que
enfatuados querem significar alguroa cWsa. Al-
guns delles sao hydroinauticos, e desles he deque
mais me lerao ; porquanlo estao prestes a descobri-
aa/n o ponto fixo que Archmedes tanto anheloso pro-
eurava arremessar o mundo fora de seus seixos.e por
certo essa gloria s estara reservada aos doulores do
Alcafar de Toledo, foco das sciencias que espalhou
o scculo XYIII; es a razao porque lhe digo que te-
nho medo de nao ser embargado, perdendo de quan-
do em vez de dar-lhe noticias minhas, e Vmcs. sabe-
rem quando me acho livre da tal pituita nervosa,que
he mcu mal velho e chronico.
Mais urna novidade nova lhe voa noticiar, certo
deque he excntrica no nosso mundo visivel, e como
sei que Vmcs. mulo gostara. de se diverlirem com os
aconlecimenlos do mupdo, por isso la vai.
Um qudam manda sellar uns papis na chancel-
lara mor do paco.que aqui he a senhora collectora,
e em vez de ser*despachado com tinta, sellaram-no
com taponas; note que foi o mesmo cujo dito -suppli-
caute quem recebeu as ditas taponas em paga dos
cobres qu levara n senhora collectora Nao acha1
bom ? Nao he islo um brinquedo pouco digno de
urna reparlifao publica '! Ora, diga agora, doutor,
que nao sei nada ? veja se para levar a imprensu
actos como estes, immoraes e criminosos precisarei
de corroborador 1 Guarde-se para algumas defezas,
qae ainda por merce daten njp oceupei senao o
meu Constancio, comaJB, disse.
He verdade que qumcSPUm tal acto- praticou-se
foi para licar em Banauefris ; mas ceg he quem nao
v por urna cerca; nao estamos mais naqoelle lera-
iinho qae tudo ficava entre nos, e morria no invn-
ucro, ou nascedor : actos como estes degradanteja
nao passam inclumes da censura do publico, e nao
se esqueeam do correspondente que deseja adiar ma-
teria para rabiscar. Foi tal o procedimenlo da col-
lectora,que o dito das taponas se quiz-"ver sellados
os seos papeis,foi cidade d'Areia distante desta no-
ve leguas.
Por esta nossa Ierra, tudo he um mar de rosas, nao
ha quem nao seja impeccavel e inviolavel, tantos
manequins, quantos bucephalos, e assim nao vemos
mais em quem recahia a acclo da justica; parece
mesmo urna coalisao mental se considerando os taes
feudatarios de Bananeras o que sao e o que querem1
Mais adianle no vou ; porque reservo-me pa-
PARAHIBA.
Mamaafaapt 97 a maio da 1864.-
Deixei de escrever-lhe a quinzena passada, por
ter viajado tora do municipio, e hayer chegado a esta
villa no dia em que passou n correio, entretanto ru-
mo nSo havia occorrido novidade algoma de maior
monta,'nao foi sensivel essa oramissao de minha
parle: esla quinzena tem sido lambem de calmara
quasi continua; pelo que mui curta tem de ser a
parte noticiosa da presente missiva: se a ausencia
de factos criminosos me obrigasse a ser mais conciso
ou a esludar para poder tratar de objeclos de maior
inleresse para esla iocalidade, entao eu poderia di-
zer como o poeta:
Dilosa condico >
Ditosa; gente.
Depois do occorrido em Marmorah nSo houve
mais por aqui at o prsenle, quem se incumbisse
de dar passaporle para o. outro mundo a algum de
nossos scmelhanles; parece-meque os taes delega-
dos extra legaes ticaram astticos com aquelle acon-
tec ment ; e em verdade o caso nao foi, para menos;
e por fallar-lhe nisto devo dizer-lhe que tudo esti
como d'anles.
Continuara, ainda que em menor escala, as retira-
das de ammaes contra a vontade de seus legtimos
possoidores., sem io menos se lhes dizer qual a Ioca-
lidade para onde sao dirigidos, ellas nao seguemaqui
as regras das dn serian, sendo feitas por escoltas de
nvisveis, quasi sempre nolle, e por travessis pou-
co freqoentadas.
Continua lambem a bexiga a dezmar e redizimar
aos materos Indios da p.ivoar.lo da Preguica e mais
algumas pessoas residentes nos arrabaldes dn povoa-
do, e o nosso goyerno, bem como os diflerentes jui-
zs de orphos supplentes, que tem estado em exer-
cieio, durante a existencia alli de tao assoladsa pes-
te, se nao tem importado com a sorte desses nesgra-
tados, deixando. de determinar cousa ilgdjfc em seu
beneficio; deslembradus aquelle (W|B d qoe
enlre os Indios he que tem sempre anontrado pti-
mos trabalhadoras para as obras publicas enons sol-
dados|para oexercito; eesles{s juizes de orphaos)de
que alli he que existe o viveiro dos criados, com
qne innmeras vezes tem mimoseado os seus afeif na-
dos, j por deflerencia, e jaa recompensa de serv-
eos particulares a elles presamos; sem nada estipu-
lar em beneficio dos oiiseraveis indios, e nem de
seus pais, seja qual for sua cundiera. Tanta rfdif-
ferenfa para com os ludios, quando no cofre existe
mais de um conlo de ris do rendimenlo das Ierras,
que fornjou seu palrimonio, parece-me ser de urna
riilpabitidade clamorosa; pois jamis pode ser con-
siderado como bom curador, aquelle que tira de seus
pupillos lodo quanto proveto podem dar-lhe, e
nem ao menos cura de sua saude costa dos rditos
delles k!
Tivemos o veranico de maio, no qual a lagarta
fez algum estrago as lavouras; tem continuado po-
rm a chuva, e tudo promelle urna abundancia ex-
traordinaria delegumes; acame fresca j desceu
oilo patacas a arroba, e a farinha a quatorze vintens
a cuia: he de esperar que esta muito desta em pre-
co, ecora rapidez, se continuar a eiportsfo a ser
prohibida, como ainda he, ese os mezes'de junho e
julho forem muilo invernosos como ,s3o sempre por
aqui, pois nesle caso lero os agricultores de fabri-
car porf ao.ciinsider.-M el de farinha para aprovelar a
mandioca, qae se embebedar, c nao se acommodan-
do elles em reara com a condic^So de requerentes, o
qual contrasta com sua natural independencia, dei-
xarao de obler talvez no mercado daqui preto que
compense a sea trabalho. A continuar indefinida-
mente a prohihifio da exporlacao da farinha de
mandioca, parece-me qoe mais conveniente seria no-
mear-se de enlre os mais barrigudos consumidores,
alguns curadores para os plantadores de roca; visto
estarem sendo considerado como desacisados; e
mesmo porque assim, abrindo elles, como fazem os
caradores dos Indios com estes, tudo ira a mil ma-
ravillas, sem se encommodar mais ao governo.
Devo orna resposta a um seu correspondente, que
impugnou urna idea minha acerca da necessidade de
urna inspecf ,io sobre a laa nesta villa; pois comquan-
to eu lambem nao concorde com a talcensura pre-
viacomo elle chama a inspeccao que se occupa_de
eslabelecer quadades nos gneros de prodcelo;
todava nao posso deixar de reconhecer, que se hou-
vesse alguem encrregado de fazer abrir as saccasde
laa que vem ao mercado, afim de sercm miadamen-
te examinadas pelos compradores, muito gauhariam
com islo as agricultores sinceros e pixosos, e mais
inda a provincia em geral: bem ab o illuslre cor-
ra outra vez, passanrio a dar-lhe nolicia da nossa il-
lustrissima.que ha pouco deu umsignat de vida. Nes-
la sesso- extraordinaria tivemos lucidos discursos
para nao dizer-lhe conversas de bois,que se sollaram
para refazer-se no Curimala, bellas historias rabes
que he o que forma o conteudo daquelle tribunal.
Tambem tivemos urna contra ordem para se pagar
aos credores da mesma, o que at esta data nao se fa-
zia, equem sbese au foi islo impellido por al-
gum incidente uccasionado pela leilura de minhas
missivas'.' Ella benv-sabe a sorte qoe teve a da capi-
tal,e assim contenlou-se em dizer, pague-se.
Agora a deixo por uma'vez, porque coiheco que
atienden aos meus reclamos; Nao sei porque fatal-
dade me ia esqueceodo do nosso bello fiscal,que be
um Troiano para as correras de porcos : esla rata
damnrnha aqui progride pouco; porque de quando
em vez sahe um pelotio de enceroulados e quantos
encontrara, matam e guizam, e ahi citra-se a sua
jurisprudencia fiscal: elle mesmo he um desles ho-
mens que exerce desses cargos para fazer gosto aos
seus amigos, mas visto occnpa-lo, inister he cumprir
com os seus deveres, e fazer respeilar as posturas da
municipal.
Temos aqui um assougue oh I que bello assougueV '-
Quera ainda nao vio um monluro em putrefacaeo
prestes a entrar em fermenlaco azolica, venha ver
o nosso bellissimo assougue, al mesmo quando al-
gum malulo perguutaaonde tica este immundo estr-
eo, responde-se que percorra a ra principare quan-
do avistar urna casa com a frente para a ra, s por'
las cheias de pedaros de ossos podres e langanhos
* iu>iumj0 macado dos porros carniceiros,
ahi he o tal assougue. S um [i.cii qu- tem cara
virada para as costas nao se cubrir de pejo, consen-
lindo em tanta inmundicia principalmente sendo sea
morgado : eu acho que mais culpado se torna o tal
Troiano,icando-lhe lia frente de soa morada, e elle
lendo um binoclo nao alcanza cousas tao ao perlo
e que lhe iubtgessam.
Outro gripe mal soffrmos, qne he behermos
agua mais prca que se podedar. sendo muito pre-
judicial nossa saude : o nossotiscal sempre manda
por um cabo de polica notificar os habitantes des-
la villa para contribuir ou com pecunia ou com urna
pessoa para alimpamenlo das nicas, e arwrada-se
bem bons cobres, nao sa recebendo de cada habitan-
te menos de 160 res,' e l'nao existe senao bicas car-
comidas, cheias de lodo, dizendo-se ser tudo por
posturas nunicipaes, nao sabendo aonde ella conso-
m 8008000 rs. annuaes de seu patrimonio. Nesle
momento acaba de chegar urna compaiihia dramti-
ca, e logo que nos d espectculo lhe noticarei o
bom e mao trabalho dessas escolas ambulantes, que
alravessam nossos brejos para depois se porera ao
fresco, fazendo ablativo de viagem com os nossos co-
bres : Saudo e patacas lhe deseja seu constante
leilor. .
os almocreves queixam-se do arrematante, por lhes
fazer este extorsao, exjgindo a laxa na razio dupla e
tripula, quando elles teem de vender urna mesma
carga de farinha em dous ou tres dias. Rosolveu-
se que se respondesse ao fiscal, que flzesse com que
o arrematante do imposto, sempre que os almocreves
nSo couclnissem a venda da carga de farinha n.o rae,
mo dia em que entraran) com ella para o mercado,
o tivessem por isso de voltar no dia seguinle para
continuar a vende-la, lhes desse umcartSO, conlendo prmi
a quanlidade degenero restante; bem como, con-
servasse, durante a nnile, dentro da praca, toda a fa-
rinha, cujos donos a quizeasem voluntariamente
guardar.
Outro do mesmo, remetiendo o mappa do gado,
morto para consumo desta cidade, na semana de 15
21 do correnle, (524 rezes), inclusive 39 pelos par-
ticulares.Que se archivasse.
. Outro do fiscal dos Afogados, informando sobre a
casa de madeira e barro que se crtava construindo-no
aterro da Imberibeira, sobre o leito da estrada, di-
zendo ter conseguido o seu desapparecmenlo. In-
teirada, c^juc se nformasse ao governo da proviu-
cia nos termos da informarlo do fiscal, em rcsposla
ao despacho doS. Exc. exarado no (Juicio do director
das obras publicas, tratando destejccto.
Outro do fiscal do Pogo, informando contra a pre-
tencao de D. Marianna Dorothea Joaquina, que re-
quered licenca para collocar urna porteira na frente-
do seu sitio, na passagem de Santa Auna, por privar-
se com a porteira o transito que por alli existe ha
mais de 50.annns'.Indeferio-se.
Foi lida' e madou-se remeller aos contratadores
do fornecimenlo decarnes verdes, para dizercm a
respeito, urna pelisao do coronel,Jos Pedro Vello-
zo da Silveira, com dous documentos, provando com
elles ter dono de fazenda de gado vaceum, aonde es-
le se cria, e estar assim no caso da coudic nona
do contrato celebrado para o mesmo forneci-
menlo.
O Sr. Gamciro mandou mesa o seguinle reque-
rimenlo, que foi approvado:
Hequeiro que se peta aulorisicSo ao governo da
provincia, para se pagar ao advogadoo Dr. Atcofora-
do, oque so lhe deve pelo trabalho de advogar as
causis judiciaes da municipaidade, dursnle o impe-
dimenlof3>or molestia do fallecido Dr. Paiva.
Sala' das sessoes 24 d maio de 1854. Ga-
meiro. r.
Sendo lida urna pelifao de Feliciano Rodrigues da
Silva, queixando-se da existencia de um foco de iiu-
mudicias em urna casa cahida, jnn(o i sua residencia,
na ra das Aguas-Verdes, cuus cxhalatoes mephiti-
cas nao podem deixar de aOectuar a sade publica;
resolveuaJBamara que o fiscal, depois de fazer remo-
ver de dentro dessa casa toda a i inmundicia,mandas-
se tapar com lijlo acal os vaos das portas e janel-
'as. "*
Tendo o cidadao Bernardo Antonio de Miranda pe-
dido a sua peticaq^fpm documentos, que para na ajf
crelaria desta cmara, mandou esla que se offlciasse
ao advogado, en) poder de quem estao ditos papis,
para devolve-los, no caso de so ter j servido delles
convenientemente.
Despacharam-se as petcoes de Antonio,Palheiro
Barroto Accioli, de Albino Jos Ferreira da Cuaba,
de Feliciano Rodrigues da Silva, de DtM|ina Ma-
ra da Conceieao, do padre Jos Antu)Ja Santos
Lessa, de Joao de MedeirosRapozo, ofpbao leitede
Azevedo, de Joaquira Ignacio Ribeiro, de Jaquim
Antonio Carneiro, de Joo Manoel de^equeira, de
0. Marianna Dorothea Joaquina, da*aMWoro de Al-
meida Costa, e leyaiilou-se a sosso.
Eu Manoel Ferreira Accioli, ofliciil da
riaiescrevi uo impediraenaldpisecrelario.B
de Capibaribe, presidedp| Hianna Mamcde
RegoGameiroFig,
estinada para cruzar no mesmo local, e principal-
mente na aguas de Gallipoli e no archipelago do
Levante, que he composta das seguinles embarca-
tfits :
u Monlebello, no de primeira ordem. 130 petas.
a Napoleo, a vapor.......92
a Sufran, de segunda ordem. ... 90
Juan Bart, dem.......90. .
< Ciudad d Marselha...... 80 d
Argel........ fin80 "
Pomona.......*. .. iWt
Cafarelli..........J4
8
MAPPA dos doentes tratados no hospital regi-
mental de Ptrnambuco, duran!/ o mez de maio
de 1854. ^
O ,S
,*J
a 2 S **
3 B V
.2 M n Id S i I 4
""
i 10 102 212 iOd 3 109
212
Dos 3 fallecidos, 2 foram de tubrculos pulmona-
res e t de varilas confluentes.
Dr. Prxedes Gomes de Squza Pitonga,
1 cirurgio encrregado.
DIARIO DE PERNAMBCO.
Pelo vapor Imperatriz, chegado nontem dos por-
tos do sul, recebemos gazetas do Ro at 22 de maio,
da Bahia at 29 e de Macei al 31, e as eirtas dos
nossos Correspondentes do Rio e Sargipe.
No dia 18 foi discutido na cmara dos deputados
o parecer da commissSo de conslilaisflo, que do-
clara as funches incompa,tiveis com as de presiden-
te do Banco do Brasil, e foi regeitado por urna maio-
ria de 5 votos.
Tendo a cmara dos depnlados declarado qne nao
havia semelhante incompalibilidade, resolveu o Sr.
conselhei'o Lisboa Serra. presidente do Banco do
Brasil, continuar no cierciclo do mesmo cargo du-
rante a sessao legislativa, renuuciando porem, em
quanto perceber os subsidios* de deputado, os venci-
mentos que lhe compelen) como presidente do
Banco.
CAVARA MUNICIPAL DO RECITE.
SESSAO EXTRAORDINARIA DE 24 DE MAIO
DE 1854.
Presidencia do Sr. Barao de Capibaribe.
Presentes osSrs. Dr. Si Pereira, M.iinede, Van-
na e Gameiro, faltando com causa os mais Srt.,
abrise'^ sessao, e foi lida e approvada a acta da an-
tecederle.
Foi liilo o seguinle *
, EXPEDIENTE.
i'm -oflicio do presidente da commissao de hygiene
publica, pe'dindo que a cmara exgisse por interme-
dio do fiscal do Recife, e lhe- remeltesse, para ser
examipadV, a aulorisarao que Jem o pharmaceulico
Joao Soum.pata annunciar pelos jornaes desta cida-
de a venda de pilulas de composrao secreta, deno-
minadas de Hollay. Mandou-ae expedir ordem ao
fiscal neste sentido. .
Outro do juiz municipal da segunda vara, bacharel
Francisco de Assis de Oliveira Macel, participando
que, no dia 15 do corrale, rcassumira o exercicio
da mesma vara,por ter cessado o seu impedimento.
loleirada.
Oulro do fiscal-de Santo Antonio, participando
achar-se obstruido o aqueduclo do paleo doCarmo, e
ser de urgente necessidade o seu desentupimento.
Que maudasse desobstrui-Io.
Outro do mesmo, informando ainda acerca da pe-
lifao de Bernardo Jos da Costa Valenle, sobre po-
der concertar a refinada do paleo do Parazu. Que
se ouvisse ao advogado, remeltendo-se-lhe esta e a
outra informaran, e o reqnerimento da parte.
Oulro do engenheiro corleador, remetiendo o or-
tamento do euroxamonto dos muros de encost da
pontesnha da ra da Aurora, na importancia de
$G3'J(0, fornecendo a cmara a pedra ; mas que sen-
do esta comprada, vira obra a importar em 200
2253000.Que se officiasse ao Exm. presidente da
provincia, pedndo pedra.
Outro do mesmo, dizondo ter observado que o
aqueduclo do pateo do Carme se acha oblruido de
areia e oulrasmaterins, em prejuizo de sua utilidade
e, anda mais, desuaconservacao, o que se fazia pre-
ciso a sua limpeza, a qual poderia importar em 100
1503090 rs. regulando o servido feitn em 2 ou 3 me-
zcs por 3 serveutes.Intcirada, por j se ter provi-
denciado.
Outro do amanuense, sen indo de contador, com-
monicando, fim de que a cmara providenciaste,
que da quola votada para limpeza e cale amento das
ras, s restava apenas a quanlia de68)920. Que
se offlciasse ao Exm. presidente da provincia, pe-
dndo-se autorisafajo para se continuar a dispender
pela mesma verba.
j-'-Oulro de Francisco Lucas Ferreira & Cmpanla,
arrematante do servifo dos carros fnebres, dando a
razao porque mandaram para o cemiterio um cad-
ver sem o competente calxao de enterrar, o defen-
dendo-se do que, por isso, conlra elles dissera o ad-
ministrador daquelle cslabelecimenio, na represen-
lafo que fez cmara.Inteirada.
Outro do fiscal de S. Jos,reflexiooando sobro 11 ne-
cessidade de tomar a cmara alguma providencia,
ledenle reprimir os abusos praticados pelo arre-
matante do imposto sobre carga de farinha e pelus
almocreves que sao obrigados a paga-lo; dizendo
que aquelle se queixa de se eximirem estes ao paga-
mento da laxa, Uvando a farinha que lhes resta, de

No dia 19 approvou a jamara temporaria a reso-
lufo que aalorisa o govertiD-a~mandar pagar ao'ba-
rao do Ilapocuru-Mertm, e ao conselheiro Antonio
Manoel de Mello, as gratificares quo lhes compclcm
como directores da fabrica de ferro do S. Joo de
Vpanema; --
Adiou por 15 dias, a discusso do projeclo que an-
nexa ao palrimonio das cmaras municipaes, as Ier-
ras de Indios ou misses ex lindas;
Approvoq em segunda discusso para lercera, a
resolufao do senado, que autorisa a'ordem terceira
de N. S. do Carmo da cidade de Santos, na provin-
cia de S. Paulo, para possuir bensde-raiz at o valor
de 40 contos ;
Approvou em 1> discusso o projeclo qae marca
os limites das projfjncias de Goiaz e Maranhao ;
Rejeiton o decreto qao conceda ao vlsconde da
Torre de Garca d'Avila a pensao annual de 533&33;
Adiou a resolufao que da aos olciaes da 2.> cas-
se do exercito os mesmos vencmento, que aos da
da primeira quando eropregados no servico proprio
desla ultima.
No dia 20 approvou senado, em segunda dis-
cusso, a emenda da cmara dos depnlados ao pro-
jeclo qne estabelecc a competencia dos auditores de
marinha para processar e julgar os reos, de que tra-
ta o art. 3 da lei de 4 de selembro de 1850 ; e no
mesmo da approvou a cmara dos depnlados as
pensiles concedidas a D. Rita de Cassia da Concei-
eao, a tlmbelino Leal Ferreira Monteiro, .e D.
Mara Anglica Ferreira Mena Barreto.
Atm dos relatorios dos Srs. ministros da fazenda,
e da justifa, e dos negocios eslranaeiros, que publi-
caremos em lempo compelen le, fci por caria impe-
rial de 17 de maio escolliido senador pela provincia
do Rio de Janeiro.oSr. conselheiro Eusebiode Quei-
roz Coulinho Matlozo Caraira.
L-se no Jornal da Bahia :
a No dia 26, s tres horas da- (arde, suicidou-seo
francez Alphonse, .cabelleireiro, (que linha hoje na
ra Nova (lo Commercio) com um tiro de espingarda,
cuja-bala, culrando-Ihe pela garganta, alravessou-lhe
o crneo, e foi cravar-se no lecto.
Elle padeca de ataques hemorrhoidaes, e Iralava-
se de um, quando isto fez. Pedio senhora que
lhe Irouxesse urna sopa, e quando esta vinba, rau-
cou-se n'um quarto, onde havia urna arma de dous
canos carregada, e com o dedo grande moveu o gali-
lho, disparou o liro, que o matn instantneamente.
Dizem que j ha lempos tentara suieldar-se, aliran-
do-se de urna janella.
>aquella cidade havia crescido o numero das pes-
soas atacadas pola fehre amarella, e o presidente ha-
via mandado alusar urna casa prxima ao hospital de
Montserrat, espaeosa. arejada, e destinada para os
convalescentes. '
A esquadra franceza do Bltico linha ja partido
pera o lugar de seu destino, he commandada' pelo
vice-almiraule Parseval-Deschenes e consta dos se-'
gunios vasos:
Tejo, au de segunda ordem, .
11 Auslerlitz, dem.....; .
Hercules, idem.........
a lemmapes, idem.......
Breslaw, de lercera ordem. .
11 Dugusclin, idem. ...,,.
Inflexible, idem .....
u Duperre, de qurla ordem. .
k Tridente, idem .........
Bnlliciosa, fragata de primeira or-
dem.............
Andromaca, dem, .......
Vinganca, idem.......
Perseverante, de segunda ordem. .
Virginia, idem........
Psyche, de terceira ordem. .
Daro, fragata a vapor. ,1
Flexeton, corveta a, vapor. ._-r~'.
Vantilador, idem. .
a Mlao, barco-correio. '..[..
a Lucifer, idem........
1 Aguia, idem.........
Gamo...........
a Total22 nav os, com.....1250 peca.
lOO pecas.
100
100 i)
100
90 B
!H>
90 a
80
80 B.
60
,60 0
0 .B
50 t
50
-40 B
14 B
10 B
6 ))
4 11
fi
6 B
4 a
o Total9 navios, com.....622 pecas.
a Alm destas tres esquadras e doi barros a vapor
que esiao hoje no Mediterrneo para transportar o
exercito para o Oriente, todas a estacOes navaes do
archipelago das Anlilhas, do Ocano. PaciBca, dos
mares da China e outros pontos receberam conside-
raveis reforcos.'
a A marinha franceza coala actualmente 56 mil
marioheiros embarcados.
O governo francez, tomando na devida coMTa-
tao a informoslo quo recebera ltimamente do co-
ronel Dieu acerca de estado em que ae acha o exer-
cito turco, resolyeu augmentar com 100,000 homens
o corpo qua.
y- Eis-aqui asumma dessas informacOes publicadas
pela imprensa belea :
a Omer-Pacha lem de 100 a 11 mu homens de
Iropas regulares, urna cavallaria bastante estropeada
e cnvpequena proporcao com a infantara, e de 180
a 200 petas de arlilharia.
a (Xtoronel Dieu nao loma em conta as mitas
tropaflrregularcs aggrrgadas ao exercito da Qmer-
I'ach, porque as considera n'uma batalha raaiapre-
judiciaes'do que uteis, e capazes de comprometler
o bom resultado de um combate.
Com osllO mil homens tem de se fazer as
cuarniffles.de Widin, Silistria, Nicopolis, Sistova,
Ruslchuck e Turtukay, e attender alera disso i de-
feza da sua segunda linha, que lie de Sofa a Varna,
aonde se comprehendem as torcas de Trnova,
Schumla e Paravadi ; do que se collige que apenas
lhe podem ficar de 40 a 50 mil homens, e 120 pecas
de arlilhariar para fazer frente aos Russes qoe ine-
afam a Turqua eom 190 mil infantes, 25 mil cava I-
los, 12 milartlheiroscom 600 pecase25 mil Cos-
.sacos.
Deslas forras orcopam a Dobruslscha 60 mil ho-
mens ; em frente de Kalafalealo 30 mil, ficando so-
bre o Danubio e prximos a passa-lo um total de 140
mil homens. n
Parece ilem disso que nao nina na Turqua mu
boa harmona entre a protectores e o protegi-
dos.
Urna correspondencia particular da Nation Belge
e xprime-se a este rescrito da maneira seguinle :
As causas vio de nal a peler era Galipoli.
(Turqua) He um Verdadeiro cahos. Nada est prom-
plo, absolutamente nada. Falla a agua, lenha,
equarteis. He impossivel alli oble vveres, salvo
pelo Mar Negro ou pela Asia menor : os soldados
estaran) arriscados a morrerem de Come, se esperas-,
sen) pela chegada dos vjveres;o que lhes valeu foram
as provisdes, que tiraran) dos navios.
h A carne escaceia, aves nao pparecemi seria
diflicil achar m arralel de raanteiga em todo o
paiz.
o O general Cauroberl. somraamente exasperado,
ao ver que laltavam cumplelamcnte os arranjos in-
dispensaveis para o seu exercito, arguio severamen-
te o pacha, e chegou a tal- ponto, que aquelle lhe
perguntou se elle vinba. amo adiado ou oorao con- -
quislador.
No dia seguinle o general Canroberf entendeu
que havia sido muitoeccelerado, e mandou um. dos
seus ajudanles de campo ao pacha a pedir-lhe dea- -
culpa, accrescentando que como soldado e como
chefe d'um exercito, talvez se houvesse excedido um
pouco.
O pacha respondeu que elle tambem ora soldado,
mai (fue nunca se julgara autorisado a servir-fe de
dltia linguagem como a que o general Canrobert li-
nha empregado contra elle.
a A cousa apasiguou-se, mas os Turco* esto muilo
descontentes. Alm disse, o mesmo Canrobert es-
crevecartas.umas apoz oulras, qneijaudo-se'de que
lhe faltara provisdes, e pede as mesmas com instan-
cia. Dous factos prod'uziram grande deaconteBla-
iento n'este novo supersticioso, qae chegou ao ul-
timo ponto.
' Era consequencia d falla de lenha, as tropas
alliadas foram obrigadas a cortaren) cedros seculares
que abrigavam os njarabutos; os Turcos bradaram
que isto era um sacrilegio ; de man, urna mesquila
foi transformada em quirtel; oulra violatae das
causas sanias, que irrtou os mussulraanos.
o D'aqoi resulla que desde a chegada das tropas,
urna desintelligencia surda reina entre os prolectores
e os protegidos,o que era de prever.As nossas tropas
e ainda mesmo os cheles uo fazem urna idea exacta
dos prejuizos (tas Turcos, e mam como cousa ra-
ptes e natural aquillo, que offende c rrita'profun-
damente as suas crentas intimas, e suas mais que-
ridas convictoes.
a Por outro lado- os Inglezes queixam-se de que se
fea ludo futFrn os t-Yaii^ezes,e nadt para elles, e cen-
surara os chefes mussulraanos, por haverem cedido
aos Francezes a parte turca da cidade.no meio d'uma
Copulactlo honrada, sympalhica, e hnspilaleira, da
averem enllocado a elles Inglezes, na paite grega;
povoada de individuos turbulentos e hoslis. qae os
consideran como inimigos.
o Os jornaes inglezes queixam-se amargamente
d'estes inconvenientes, accrescentando que os Fran-
cezes teem melhors vehculos para o transporte' dos
feridos doentes, e que os dos Inglezes nao lem eu-
xergoes nem cobertas.
a Tudo isto he de mao agouro.
aO almirante Napierpela soa parte j iuformou os
governos alliados das difllculdades gigantescas que
elle enconlra para destruir as. formidaveis fortifica-
toes do Bltico ; accrscenta que vai tentar essa.em-
presa, mas que para chegar a um resultado, ser
inister sacrificar muitos homens e muitos navios.
A isso accresce.que. tendo o governo turco manda-
do' sabir de seu territorio* todos os Gregas nelle re- .
sidenles,n,embaixador francez,Mr.Baraguay de Hil-
lles, iutercedeu em favor dos catliolicos, mas s foi
atlendido depois que declaron que se retirara. Um .
peridico belga, a Nation publica as seguinles par-
ticularidades acerca dos recursos de qua podemdis-
por as potencias belligcrantes.
As massas que eUo em movimeoto. e os meios
de destroicao de que se achara armadas d'uraa e
d'oatra parte, ala guerra que se prepara, incutem
terror no espirito humano, quando n ellas se consi-
dera a sangue fejo.
Quando se chocaren) seriamente, presenciare-
mos urna caruelicina- espantosa, urna raalaota gigan-
tesca, descoqhecida at agora.
A arle d malar os homens Um feilo progressos
taes, que verejfaorpos d'exercito ioteiro* destrui-
rem-se, e devoWkta-se enlre si, como simples cam-
panillas.
D'um lado, o czar, desdeCronsladl alErzoroum
n'nma linha de 600 teguas, teta j perto de 600,000
homens em escalOes, que sa dispoem a dobrar, se for.
mislr. -
o No Danubio, principados, e na Dobrutscba tem
cerca de 240,000 homens r na Asiae no Cancaso
140,000 ; as costas do Bltico' e no golfo de Fin-
landia 170,000total 550,000 homens.
E os recrutamenlos continan* diariamente! E
d'aqoi a dous raezes este exercito conapreheuder
ura milhao de eombalentes*!
a O exercito do czar, que segundo um cabalo
aproximado, consta de 00,000 homens. em pouco
lempo ascender a 1,500,000 homens, em virlude
dos recrutamenlos a que se est proceder:
Suppondo que o autcrata careta de 500,000
soldados para conter a Polonia, oceupar a Sitiera e
a Tartaria, e finalmente para guardar o interior,
ainda lhe resta um milhao de eombalentes. A isto
accrescentai as suas esquadras, que por serem iufe-
rores s das potencias alliadas, nem por isso deixam
de ser menos formidaveis, numerosas, e bera arma-
das,
"n D'outro lado, a Turqua tem em p de guerra
350,000 homens pouco mais ou menos.
Suppondo que o corpo expedicionario anglo-
francez seja de 150,000, he um exercilo de 500.000 *
homens smenle que se poderi oppor ao milhao dos
soldados russos.
a Mas dir-sc-ha,as esquadras alliadas. dominan)
os mares. Isso he muito exacto, esta vantagem he
consideravel, immensa, e inapreciavel; mas peder
ella eqdilibrarsufficienleraenteainferioridadedo nu-
mero 1 'Gravee diflicil questao! '... Na presenta
dos formidaveis armamentos, e com os recursos re-
cprocos, que po-suem a Franca a Inglaterra e a
Kussa, quem poder dizer quando, e como sea-
bar esla guerra terrivel, que aioda ha pouco. lem-
po o imperador dos Francezes dizia que seria breve,
e muito breve !
a He verdade que, depois, mudou inteiramentede
opiniao.
Acabamos d fallar ns recursos immeMos que
linham as potencias bellgeranles.Digamos urna pa-
lavra acerca do da Inglaterra, nao pelo peta as tropas de trra, mas pelo que ponueem na-
vios. He incrivel e fabuloso; e todava le- aulhen-
tico, offlcial. '
Alm das duas formidaveis esquadras, qne man-
dou para o Mar Negro, e para o Bltico, a Inglater-
ra ainda lem nos seus porios 162 Trgalas e otvio*
com 7,000 peras, e de mais d'isso lem nos estaieiros
39 vasos, que poderlo levar2,500 pecas. Se a guer-
ra do Oriente fosse urna guerra martima, bem se v
que a questao seria muito'simples, mas nao he assim,
*B esla mulo tonga de o ser.
O vice-almirante H*n)ein, commandante em
chee da esquadra franceza no Mir Negro? dando
parle do motivo que itera lugar ao bombardeamen-
lo de Odessa,,entreve o seguinle ao ministro da
marinha em -Pars :
(i A bordo da Hile de Pars, na baha deBastchi,
10 de abrjjjde 1854.
" ,A ^f*'3 Vapor. Ingleza Parios, tnh Ido
uo da oaOdessa para reclamar os I inmlea e os
nossos eompalriulas que desejassem relit ro vis-
la do prximo rompimento de hostili com a
O Funou* chegou hontem, e V. Ex. ver pelo
omcio do seu commandante, jjue. sem embargo dn
nandeira de pariamenlario que icra, bem como o
seu escaler, as bateras de Odesa, que por causa
dos successos acluaes liveram um grande augmeo-
to, dispararan Iratoeiramenle sele tiros de bala
sobre o escaler, apenas desatracara do caes, dei-
xJra as autoridada martimas..

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DIARIO DE PERMMBUCO, SEXTA FEIRA 2 DE JUNHO DE 1854.

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He um proceder iem ejemplo na historia das
muras das oac&es civilisadas ; he roisler remontar-
me* 1829, a poca era que o dey de Alger prali-
cou o mesmo com a rito Procence ( era urna ho)
para acharmos uto faci anlogo, islo he, he mislen.
recorrer historia do ama guerra' coro, os barbaros
para encontramos um exemplo igual.
Eu eo almirante Dundas vamos concertar as
medidas severas que exige um tal procediraento.
Por occasiao da declararlo de guerra fcila pela
Inglaterra e pela Franca contra a Rossia, o impe-
rador Nicolao publicou aos scus vassallos o seguinte
manifest :
8. Pelersburao, 11 de abril. Pela graca. de
Dos etc. Nos, Nicolao 1., iropcrador,'*ulocralt de
toda ai Russas, rei da Polonia, etc., fctc.
a Paternos saber a todos os nossos subdito.
a Desde o cometo da nova da nossa dcsavenra
con o governo turco, annunciaroos solemnemente
aos nossos fiis subditos, que nicamente um senti-
mento dejustica nos levara a restabeleccr osdireilos
oflendidos dos chrisiao orlhodoxos subditos da Por-
ta ottomana.
Nao intentamos, nem intentamos fazer con-
quistas, nem pretendemos ejercer na Turqua qual-
quer supremaca que possajr alem da influencia, a
que Rus exitlenut*.
J nessi poca nos achamos a descon flanea, e
logo depon urna disfarcada hostilidade da pSrle da
la Inglaterra, que forcejavam por hal-
Iticlnar a Porta transtornando as nossas inlencoes.
b intmenle agora, a.Franca e a Inglaterra arremes-
sam a mascara, e considerarn a nossa desavenca com
a Turqua como ama qtiestlo secundaria, e nao oc-
cullam que o sen intento commum he enfraquecer
a Hastia, arrancar-lhe orna parle das suas posses-
toes, quebrantar a poderosa posicao a que ajele-
vou o braco do Allissimo. Y-
Poderia a Russia orthodoxa arrecear-sa de sc-
melhanle ameacas'?
Prestes a abater a audacia do inimigo, por
ventara 'se desviar do alvo que lhe marcou a divina
Proviodencia f Nos 1.... A. Russia nlo renegn a
Dos. Nao foram os interesses mundanos que lhe
armaran) o braco : combale pela chrlsUa, pela
defento dos teus correligionarios vexados por ini-
migo* implicareis.
Saiba pois toda chrislandade, que o jiensamen-
to do soberano da Russia he igualmente o pensa-
menlo que anima e inspira toda a grande familia do
C'o russo, povo orlhodoxo, fiel a Dos a seu fi-
unico Jess Christo, nosso Redemptor.
a Combttemos pela C6 e pela chrislandade :
Dado em S. Petersburgo no undcimo dia do
mer de abril do aneo da graea de 1834, e vigsimo
nono do nosso reinado. Nicolao.
O protocolo da conferencia do Vienna de 9 de
abril prximo passado, he redigido da maneira se-
guiute :
Presentes: Os representantes da Austria, da
Franca, daGra-Bretenha e da Prassia.
A pedido dos plenipotenciarios da Franca eda
Graa-Bretanh, reunio-se a conferencia para ouvir
ler alguns docomentoa, pelos quaes se v que o con-
vite dirigido ao gabinete de S. Petersbursb para e-
vacuar os principados moldo-valaehios, dentro de
um praio marcado, nlo tendo tido resposta, o es-
lado.de' guerra, j declarado entre a Russia e a Su-
hlime Porta, existe igualmente de facto entre a
Rosta, de um lado, e a Franca e a Graa-Bretanha
de outro.
Esta altcracao na allitude de duas das poten-
cias representadas na conferencia de Vinna, em
consequencia de urna resolucflo, levada a effeilo di-
rectamente pela Franca, pela Inglaterra, eappoia-
da pela Anstria e pela Pr ostia, por ser conforme
ao direilo; levoo os plenipotenciario da Austria e
.da- Prassia ajulgarem necessario o verificar nova-
mente a oniao dos qualro governos, conforme aos
principios estatuidos nos protocolos de 5 de dezem-
bro de 1833 e 13 de Janeiro de 1834.
c Por consequencia, os abaixo assignados, nesta
hora solemne, declarara que seus governos perma-
newem colligados com duplicado fim de manter a
inlegrldade, territorial do imperio oltomano," da
qual he e fiea senilo o facto da evacuacao dos prin-
cipados danubianos urna condicao esseocial ; e de
consolidar, em um inleresse lao conforme com os
sentimentos do sull.lo, e por todos os meios compa-
tiveis sua independencia e sua soberaoia, os di-
reilo* civis e religiosos dos christaos subbitos da
Port. '
* A. iotegridade territorial do imperio oltomano
lie e He sendo a condicao sine qua non de qnal-
quer tnitsaccao, cojo fin seja restabelecer a paz
entre as potencias belligerante* ; c os governos re-
nreseotados pelos abaixo assignados obrigam-se a
p.oeurir em commum as garantas mais conducen-
tes ao flm de ligar a existencia desse imperio ao e-
qoilibrio geral da Europa, e declaram que est'o
promploa para delibcrarem e aecurdarem acerca dos
meios mais aptos para eonseguirem o objecto do sen
concert.
Quiesqaer que sejam os aconlecimeotos a que
possa dar lugar este accordo,fundado.tnicamente nos
interesses geraes da Europa, e cujo fim s pode al-
tcancar-se por meio de urna.paz solida e duridoura,
os governos representados pelos abaixo assignados
obrigam-se reciprocamente a nao entrar em ne-
nbum accordo definitivo com a Russia, ou com
qualquer -outra potencia, que seja contrario aos
principio* cima declarados, sem que previamente
hajam em commum deliberado. Assignados.
Buol retend.Armim.
Celebrou-se o casamento do imperador da Aus-
tria com a duqueza Isabel de Bavlera.
No* Estados Unido* uada de extraordinario havia
occorrido; outro tanto porm nao podemos dizer
do Meneo.
' O correspondente do Times, escrevendo de Nevr-
York em dala de 28 de marc,o, communica-lhe o
seguinte;
a As noticias do Mxico sflo importantes. Urna
revoluto, que promette ser terrivel, caminha a
pastos largos e o sen principal chefe he o general
Alvarez. As tropas de Sania Anna nao consegui-
rn! vantagem algnma na sua marcha contra Aca-
pulco. O jornal olucial do Mxico diz, que soa an-
gosta tereniasima se prepara para mandar 10 ou
12,000homens,mas isto he moito duvidoso. O espiri-
to de desconlenlamento est prestes a estalar n'uma
revoluto, em varias oulras partes do Mxico, e
ninguein acredita que ^se possa dspor d'um corpo
Uto consideravel de tropas, para fra da capital, e
receia-se qne logo que se ponham em movimento,
irlo Bjnnir-se aos insurgentes.
a Sapl'Anna carece de dinheiro, e est prompto
a oble-lo, por todos os meios possiveis, como cos-
tomars fazer iodos aquellos que seacham nas-suas
circumstancias, porque sem dinheiro dever aban-
donar a so* posicao.
mensageiro a Washington, a nnonciar que elle ac-
cede a todas as emendas propostas pelo presidente
Pierce ao tratado de Gadsden.
dos negros foi abolida desde a proclaroncao da inde-
pendencia ; mas empregam-se os Indios, sob o no-
me de pen ou de epgajados, a fazer o que faziam
os negros. Com effeilo engajam-se por um anno ;
mas ao cabo desle temp'o, acontece militas vezes que
tem conlrahido urna divida para com os pairees.
Nao podem recobrar a librdade em quanto esla di-
vida n3o for paga. Esla siluarao he sob cerlos res-
peitos peipr que a escravidao, por que o amo nao
tem as mesma* razoes para tratar o engajado que o
proprietario para tratar o escrvo. Se eslao docn-
tes, nada de enfermara, nem de medico ; morrem
algamas vezes margem de um caminho sem que
ningucm se incommnde.
Em Jcral a condicao dos Indios he muito mse-
nvel. A autoridade conservou para com elles cos-
lumessini pouco hespanhoes. O clero, i voz de Las
Casas, se declarou seu protector depois da conquis-
ta, al inquisidores lomaram o seu partido com ca-
lor ; mas hoje onco dizer que os curas fazem pouco
para instrui-los ou moralzalos, e al commellem ex-
torroes sobre os seus parochianos sem misericordia.
Os pobres Indios podem dizer com o poeta mexica-
no (alvao: a Sou um Indio, islo he, um verme que
so esconde debaixo da herva. Qualqqer mao o evi-
te e qualquer p o machuca. Os Indios silo de
um natural liablualmente benigno e tranquillo, mas
na occasiao capazes de animo e at de ferocidade.
Aquelles que vivem em lugares afastados conser-
cam certas supersticOes cuja origemse liga i antiga
religiao de seus pas. Pode-se ler na cariosa via-
gem de Th Gage, escripia no secuto XVII, como es-
te dominicano descobrio no fundo das florestas, em
ama gruta obscura, um dolo de madeira, e como,
conduzindo-o ao seu pulpito, destruio a talhos de
machado, com grande ndignacao de alguns dos se-
us parochianos, qu para vingar o seu dos, tenta-
ran) contra a existencia de Gage. Anda hoje,
tos Indios honram os dolos quo o lempo poupou, e
que charoam os ceUtos tantiu (fo tantos antiguo).
No proprio Mxico, quando ha hoje oilcnla annus
desenlerrou-se a estatua de urna terrivel divindade
em que logo fallarei, observou-se todas as mtnhaas
que ella fora coroada de flores dorante a noite.
O hotel que habitamos foi o palacio de Iturbide.
Singular destino 1 Depois de tar combatido os in-
surgidos durante varios annos, Iturbide abraeou a
causa del les e decidi o triumpho. Eleilo impera-
dor, se poz em luta com as cmaras e se desemba-
rarou dellas por um golpe de estado ; depois vencido
tambem pelo partido republicano, foi banido do M-
xico e se refugiou na Italia. As dissences perpe-
tuas da patria que elle libertara e escravisra torna-
ran) a chama-lo a esta patria. Voltou, nnguem sa-
be cortamente com que designio, por q'ue ao sajtar
em Ierra fora preso e fuzilado inmediatamente. Nem
por isso deixa de ser hoje considerado confir o ver-
dadeiro fundador da repblica mexicana. Em Pue-
bla, urna ra tem o seu nome," e no Mxico a sua
3ala est collorada na sala dos representantes.! O
acio em que elle habitou he bellissimo, e quan-
do o que o occopa I8r terminado, ser he um mag-
nificohotel. Vive-se ah muicommodamente, e a c-
zinha nao he hespanhola. Os quartoa estao disposlos
em torno de dous grandes pateos, dos quaes nm he
cercado de um prtico sustentado por columnas sim-
ples. Os ornamentos esculpidos sobre as paredes do
palacio sao daum gosto singular, mas que n3o he
sem interfMse- A architectura europea lem o drei-
to de ser um pouco extravagante no Mxico.
Tve o prazw de encontrar, no ministro de Fran-
ca no Mxico, M. Levasseur, antgo ajudaote de
campo dogenajjtj Lafayetle, que vi ontr'ora em La-
grange. Osen acolhimento me recordou a cordial
hospijbilidadesempreofferecida nocastello feudal do
libertador da America, e tornada lao afiavel pela
nSpilavel familia qhe|o^aliilt>a M.I.evasseurcon-
vidou-me a dar um pa||pioem carruasem as alcas
que ficam s portes da idade. Os grandes vulces
que se descorlinam desle lugar dao ao horisonte um
carcter de subiindade incomparavel. Aqui sente-
se a verdade dessa"xclan>acao de Mr. Carpi, poeta
indgena, quando, (lirigindo-se ao Mxico no poema
que consagrou a celebrar a sua patria, lhe disse:
Que magnifleos horisontes tu possues? o
Clm magnficos tienes horizontes
Com effeilo os horisontes sao a grande belleza do
Mxico. Por toda a parte a paizagem he bordada
poradmiraveis piocaros. A planicie do Mxico,' que
abraca um deseirvolvimenlo da cordilhera, est col-
locada no centro de um circulo de monlanhas.
Quando o sol doura os cimos carrejados de nev que
pyramidam em cima das nuvens, goza-se s portas
da cidade e debaixo do co mais benigno o espect-
culo dos maiores qaadros que aprsenla a natureza
dos Alpes.
A' larde, o passeio lie frequentedo por earruagers
e cavalleiros ; torbilhOes de p lorilam a condicao do
peao pouco agradavel. ,As carruagens pareceram-me
mu pesadas ; sao em geral fechadas, e estao longe
da elegancia original das volantes da Havana. En-
tre os passeadores a cavallo, alguns ha que usam c
trajo mexicano: o chapeo de vastas abas, a calca lar
ga de bolOes de metal e abortada parteinferior ao la-
deos estribos enormes.Algumas vezes temo arde sal-
teador mui pittoresco, e nemsempre esta apparencia
be engaadora. Um Francez passeava aqui antes da
nole;um cavalleiro, depois de ler verificado que nao
era visto por nnguem, se lanera a elle e pez-lhe a
pona do sabr sobre o peito.O Francez trazia pistolas
nos coldres da sella ; quasi que nnguem passea sem
armas. Dirigi contra o salteador, que voltou o ros-
to, deilou-sc sobre o cavallo e fugio. O noss com.
patriota, que me contou o facto, queixou-se a urna
personagem elevada. E6le lhe diste inmediatamen-
te : Nao pode ser se nSo cerlo sugeto ; s elle he
capaz,, de semelhantc impudencia. .Pos bem
prendam-no e confronlem-me com elle ; procossem-
no.Oh! nSo, nao seria condemnado. Ucumho-
l)it-se que o men-
ngeiro est revestido de euloridadH, para aceitar ^en, perigoso. Porque nao o malou ?
qualquer emenda com-tanto que sea amo possa ob-
' ter os 13,000,000 de duros, porem ha poucas es-
peranctt de que o tratado tej ratificado, apezar
da* emtndas. >
LITTERATLRA.
v
PASSEIO NA AMERICA.
Atada o MUxico.
Condco e tupersticio dos Indios. Iturbide. *
Ausencia de seguranca. Um por. do sol no Me-
' iico. A Alameda. Scenas da antiga vida
azlequa. Calhedra!. Calendario Mexicano.
Arehitetnra mexicana. Conventos, frades.
Gotjeerto. Romance Californiano. Educarlo
das malheres. Collegio de San-JoSo de l.alrao.
Escola de desenbo. Sessao das cmaras.
Estado poltico do paiz.
3 de marjo.
Osarrabaldes do Mxico sao tristes e tem uro ar
muito miteravel. Nnguem ah sedeve arriscar lar-
dinha seoio com precaucao. Acontece algumat ve-
zesque s portas da cidade um cavalleiro que passa
a vintepastos de ama pessoa, lanra-llie subtilmcn-
le p laso: be urna corda enrolada no arc3o da sella,
e com a astil apanha i pessoa assim como um boi ou
um cavallo selvagem,arrasta-a e assassina-a um pon-
i mais longe muit asea commodo. Narra um
viajante inglez qne escapoo ao perigo'com grande
dfliculdade. O lato he, como se v, urna arma que
pode ser mortal e he isto ISo verdade, qne para al-
go8) le o airtilo de se muir desta arma, he ne-
eetsario obler um* licenca.
O Mxico he nma grande cidade hespanhola
mais wspeitavel, mais magestosa, mais capital
do que cidade algnma da Hespaoha, tem excep-
tuar Madrid. Cornado pelos teus numerosos cam-
panarios e cercado por vasta planicie terminada por
monitorias, o Mxico se parece um pouco com Ro-
ma. Ai grandes roa* direi las, largas, regulares dao-
lhe ama apparencia da que offerece 11erIm. Possue.
tambem alguma rousa de aples e de Turim, com
um carcter que lhe he proprio. O Mxico faz qoe
se pense em varia cidades da Europa, e com lodo
difiere de cada ama dcstas cidades: Tftz memoria
ludo, e nao se assemelha a nada.
Quando algoem te dirige a ra dos Plateros e ao
bairro eomnnrcial, de que ella forma o centro, tem
o~ praier de ouvir fallar francez em.quasi todo* os
armazens. Ot- Francezes sao mui numerosos no
Mxico. Negoetam ah com objectos de ourives ou
de modas ; sao sapateros, cozinheiros, cabelleirei-
ros, ganham muito dinheiro em pouco lempo, e se-
gundo o coatume delles,' quando lem 'feto fortuna
deixam o piiz e vollam para o* patrios lares. Ha
tambem grande numero de negociantes ioglezes ; em
geral, te eatabeteeem com grandes fundos. Encon-
trei ignnlmente negocia ules al lema es, sobre ludo
Hamborguezes.
Ot Indios formam a maisa di populacho no inte-
rior do paiz, quaii que compoem a totalidade. Ot
Indita so ot ctjrpoietra dj Mxico, A escravidao
Com effeilo o nico meio de alguem ter jusltea
uesta trra, he fazer justic* a si mesmo. Somnte
cumpre ter cuidado de matar o aggressor com o
prir.eiro golpe : se alguem se contenta com feri-lo,
mais cedo ou mais lardele se vinga, e alem disso,
sea pessoa he estrangeiro, aeexpoe a ser condem-
nado por vas de facto contra um cidado do Mxico.
Afscveraram-me qoe um Francez esteve preso Tres
mezes por ter dado urna cacclada em um Indipque
se precipilava sobre elle com urna faca na mao. Eis
a justica no Mlico. Um ladrao de profissao dizia :
Quando ama pessoa lem viole e cinco piastras a dar
nao he condemnada. Assim os roubos e os homi -
cidios abundam no Mxico. Oulro dia, um .particular
foi assassinado em pleno da, em sua casa/por alguns
bandidos, a duus passos do palacio em que resi-
de o presidente e em que se reunem as duas cama-
ras. Hontem, nm medico distinelo e mui estimado
no paiz foi a cavallo visitar nm doenle s portas da
cidade ; havia convidado sua molher a acompanha-
loa carro c ((est'arle darum passeio. Foi morto em
presencadamulheredosfllhos. Os ladrees foram
presos. Como esta morte lnha posto 'a cidade em
conslernacao, espera-se que desta vez, como um ex-
traordinario, os assassinos sejam condemnados mor-
le e execulados. (I) Es o que he a seguranca pu-
blica noMexco. Por tanto, os soldados a cavallo
que estao rondando no meio do paseio me. parecen)
coHucados ah menos para fazer a polica das carrua-
gens do qne para guardar os passeadores.
Nao resisto tentacao de procurar descrever um
admiravel por dosolde que gozo quas todas as lar-
des seguindo, hora do passeio, urna grande alea
que est s portas do Mxico.
O co he perfeilamente puro, nao desse azul ar-
roxado que se admira na Italia, mas de um azul.de-
licado de extrema suavidade. Os grandes valles
clevain debaixo desle co os seus vrtices de scin-
tllante alvura que se vai tornando gradualmente
urna alvora dourada. A'esq'uerda eslao monlanhas
de um cnzenln suave ; a direita, oulras mdntenhas
de um azul baco; o co toma essas tintas verdes, cr
de flor de pecegueiro, lao raras em os nossos climas.
mas frequeutes debaixo dos trpicos, e que foram
tao bem descriptas por Bernardi de Sainl-Pierre.
Os cunes carregados de nev parecen) repousar sobre
urna pyramide cor violetle,"que se Ilumina ese
torna purpurea com os esplendores do ponente. Ao
passo que contemplo estas melamorphoses da luz,
ouco o sino de um convento e o grito desvairado de
um passariuho. A planicie est perfeilamente uni-
forme, simples e severa : he a campanha de Roma,
bordada por cimos que se assemelham ao que se i-
magina do Tlimalaya. Mas, novo incidente occor-
rido no mgico espectculo, eis que a base da mon-
tanha lornou-se deum cinzento tirando ao azul ; os
vrtices to cor de rosa. Depois esta cor de rosa,
o momento do seu mais'vivo brilho, empallidece
suidamente ; as novena conservaran) a soa cor e pa-
rceein um reflxo celeste dos cimos terrestres que
vio descorando. O Pnpocatepell resisle mais lem-
po ; emliin empalledereu, e o seu carcter nebuloso
j nao offerece senao um branco baco substituido lo-
go pela tinta quasi lvida que tomam na Suissa os
montes de gelo quando o sol tem desapparecdo. O
aspecto desta nev baca, depois do brlhantsmo que
produzem os ltimos raos da luz, he profundamen-
te triste : he urna ubita passagem do que.a vida lera
frias brlhanto ao que a morto lem mais lgubre.
Junto desle lugar veneravel, encontr urna recor-
dado mui grotesca da Franca. Em urna lhcla cer-
cada de unta agoi adormecida est urna miseravel
lasca na qual o proprielario, qne nao pode deixar
de ser um compatriota, e gue deve ser um phloso-
pho, poz pomposamente por distico : la isla de Je-
an-Jacques Routeau(a ilha de Joao Jacques Rus-
scau). A agua dos fostos he coberla de urna ve-
getacao lao espressa, que difllclroente se a distingue
da verdura do solo. Uonlem quasi que pondo ps
nella como em um terreno solido. Islo faz compre-
deoder a existencia dos-chinanpas, on campias fluc-
tuanles, sobre o lago de CaMco.llc que fallam os his-
toriadores da conquista, as quaes M. de Humboldl
anda vio^qe ja nao existen), segundo me dizem.
No inlenpr do Mxico ha outro passeio chamado
a Alameda.^Todas as cidades na Hespauha lem a
sua alameda. Este nome tao gracioso,, que al-
guem tomara por um nome rabe, tem todava urna
origem latina, e quer dizer um lugar plantado de ol-
mos. Nao sao olmos que fazem o adorno das ala-
meda dos trpicos :i na Havana cram pa4meiras, a-
qui sao arvores de folhagem delicada cujo nome
ignoro, mas que estun jjem certo nao ler visto na
Europa. Estas arvores eslao sempre verdes, e com
ludo as follias se renovara, mas gradual e insensi-
velmente, de sorle que os ramos nanease despem
da sua verdura. Todos os dias, pela manhaa cedo,
von t Alameda, sento-me debaixo destas bellas arvo-
res, contemplo e ouco a agua saltar de urna fonte
de forma singular, de ornamentos caprichosos, que
data do secuto XVI, e para a qual convergen) as
aleas. Estas aleas sao calcadas .como na Alameda
de Sevilha. He um lngar mui agradavel. Pela ma-
nhaa he mui solitario. Para adi vollo as cinco do-
ras da larde, dora do passeio. Basta atravessa-lo
para Ir-te s grandes aleas. Ha dous secutes, l se
ostenlava o luxo da poca. O inglez Gage, cuja va-
pera ITerecc urna pintura cij*|osa do que era entao
o Mxico, nos mostea na Altmeta os fidalgos acom-
pandados de um numeroso sequilo, as carruagens ti-
radas por seis cavados prelos vestidos de urna libr
brilhanle carregada degalOesdc ouro e de prala.com
raeias de seda sobre as pernas pretas, rosinhas nos
sapalos e espada cinta.- Hoje este laxo extrava-
gante desappnreceu, porm ha mais escravos.
A suavidade e a pureza do ar concorrem muito
para o deleite dos passeos do Mxico. Em parte al-
guma senle-se a existencia to igual e lio leve. No
seio de urna grande cidade, respira-se como em uro
Ito valle da Suissa, e sabe-se que ste oasis aereo
se eleva no meio de um paiz abrasador. A zalma
deliciosa que se experimenta uesta regao tem algu-
Ina cousa da serenidade do Olympo.
Domingo 14 de marco. ,
Tive hoje o espectculo da antiga existencia azle-
que. Depois de ter seguido urna tenga calcada qua-
si deserta, me achei na extremidade do passeio cha-
mado lat V*gas. Ah avislei de repente, no caal
que rene a cidade ao lago de Chalco, barcas cheias
Indios e de Indias que traziam pela mor parte sobre
os cabellos prtlos flores encarnadas, entre as quas
figurava o craso mexicano, que oulr'ora se empre-
gava para ornar os morios. Sobre os bateis, dansa-
va-se e tocva-so lufrpa. Isto lem lugar lodos os
domingos. He provaVelmentc urna reconlariio de
alguma velha solemnidadc uacional cuja origem es-
la esquecda. O canal em qoe tem lugar este pas-
seio tradicional costea ama alea em .que, mesma
hora, se rene a brifhante sociedade. A multidao
civilisada lambem lem a suphysionoma um pouco sel-'
vagem : ao lado das carruagens elegantes e dos Ca-
ches que conduzem os burguezes do Mxico, galo-
pean) homens com semblante e Irajos de bandidos,;
mas todava o contriste he grande entre o Long-
cliamp mexicano e o canal coberto de barcas, que
conduzem a anliga populacho do paiz, com o seu
trajo, as suas flores, as suas dansas ao som da harpa
e^dassuns cancoes. Assevcra-se que estes Indios
anda hoje deplorara nos scus cnticos a queda do
imperio de Montezuma. As muflieres nsam, sob o
manto azul em que sao envolvidas, vestidos cortos,
de sorle qu ao menor movimento qoe fazem, v-se-
llies grande parte do corpo moreno.
No bairro do Mxico oode anda existem os anti-
gs canaes, v-se, em certSs dias da semana, as flo-
res e as fructas que se deven) vender no mercado
chegar pela manhaa naito cedo em embarrarnos ra-
sa*, coberlas de esleirs, e condnzidas por Indias ou
Indias.. Este gracioso espectculo he lalvez mais
admiravel doque o que anda lia*rouro descrevi, por
que nao he a um pattalempo, conservado por acaso,
dos lempos anlgos que se assisle: a gente se arda
transportada ao gremio da vida quotidiaoa dos Azle-
ques. As cousas se passavant exactamente desta sor-
te ante da cenquisla: tem-se ante os odos um ran-
tiulio do quadro que impressionou a vista de Cor.tez
e dos seus companlieiros. O mercado dos ruclos of-
ferece um aspecto do mesmo genero. He o primei-
Iro mercado de Tractos do mundo, por que em par-
le alguma senao no Mxico se podem encontrar reu-
nidas as prodceles das diversas zonas : onde ve-
te, por exemplo, cerejas ao lado dos ananazes e das
bananas 1 Hfenecessario eslr-se uuin paiz.onde se
encontrara lonas temperaturas, e por consequencia
todas as vegelaces.
Ao alravessar a grande praca, o tambor bate
preilo, a guarda de palacio eahe com a msica
frente : levam a um doenle o Sanlissimo Sacramento
em urna carruagem lirada por duas muas brancas.
Todo* se descobren), param, e se ajoeldam, em
quanlose ouve a campa. Estes homens espalhados
sobre eta immensa praca, de joelho* curvados, re-
colhidos, formam um quadro grave e veneravel. Na
Hespanha vi alguma cousa aualoga, mas de um
effeilo menosserio. Eu eslava no_lhealro. De re-
penteos acloressecalaram, o< espectadores se levan-
taran) .evollarara as costas para a secna. Tinham
ouvido a campa que annanciava a passagem do San-
lissimo Sacramente, que se chama sua magettade,
magestade perante a qual se homilhou o orguldo de
Filippe' II no dia em que, leudo encontrado o pie-
doso cortejo, deseen da sua carruagem, nella fez
subir o padre que levava a hostia, consagrada, e se-
guio p.
Os nicos monumentos dignos deste nome que de-
coran) a grande praca do Mxico, sao a Calhedra I e
o Sagrario (2). O interior da catliedral de pouco
nolavel. O solo de de taboas ; figuras de frades, e
de religiosos de madeira pintada, recordara ascollec-
S6e de Curlus em Pars, ou a de Mc. Tussaud em
Londres. A cima do tabernculo, anjoscor de car-
ne sustenten) nma madona as nuvens. No exteri-
or, se enconlr arrhitetura despanhola sobrecarre-
gada cora os dous ltimos seclos ; os ornamentos da
fachada-do Sagrario sib particularmente opprimi-
dos. A arcdilelnra mexicana he o gusto hespa-
nhol exagerado pelo genio selvagem.
No lugar em que se eleva a cafhedral eslava o
grande Tocalti, ou templo mexicano. Em lorno
de urna pyramide coroada de .nma capella, se gru-
pavam setenta eoto edificios, sancluarios, habita cao
dos padres, etc. No moro da catliedral, encaiiou-
se o famoso calendario mexicano, encontrado p>rto
dalli- com a estatoa da deosa da morte, c a pedra
chamada do sacrificios. O primeiro (lestes monu-
mentos parece ser apenas nm fragmento de um pe-
daco mais consideravel, e nao aprsenla se nao me-
lado do anno. Tal como he, o seu peso he avaliado
em perto de cincoenla mil libras.
Um mexicano antiquario. Gama, consagrou ao ex-
ame deste pedra urna erudita dissertarao, para a
qual remello aquelles leitures que desejarem ler um.
conhecimentn Inais particular desse curioso monu-'
ment astronmico. (3) irei apenas algumas pa-
lavras sobre es le. assumpto. No meio est o sol, a
grande divindade dos Mexicanos, representada por
urna cabera vista de frente.- Era roda eslao figura-
dos os vinte mezes solares de dezoilo dias cada um,
de que se companha o anno mexicano de Irezeulo*
esessenta e cinco dias, inclusive cinco dias comple-
mentarios. "Era exactamente o anuo dos Egypcios
com os dias epagomenos, e como o anno verdadeiro
quasi que tem mais seis horas, era preciso para este
calendario, assim como para todos os uniros, -urna
correccSo,que aocabo de certo lempocompensasse o
que cada anno mexicano perda sobre o anno verda-i
deiro. Urna correicao desle genero da sido o pro-
blema a resolver na organisac,ao de todos os calen-
darios. S?be-se como foi
pelos annos bissexlos, que
em qualro annos um dia de majs, depois do 28
de fevereiro, e supprimem este dia complementario
no ultimo anno de tres secutes sobre qualro. Os
Egypcios remediavara'a differenca do anno de tre-
zentos e sesienla e ciuco dias e do anno verdadeiro
pelo seu periodo de mil quatroceutos sestela an-
nos, no flm do qual os dous annos se achavam de
accordo. Os Mexicanos nao esperavam tanto lempo.
No cabo de cincoenla c dous annos, acrescentavam
alternativamente doze e Ireze dias, o qne fazia vinte
e cinco dias ao cabo de cento e qaatro annos, e de-:
corrido este tempb, o anno de trezenlos e sessenla e
cinco dias, se achava rcduzido ao auno verdadeiro.
Estes canto e qualro annos formavam o grande cy-
clo mexicano. Entao, como se o mondo houvesse
comecado urna nova existencia, elles renovavam lo-
dos osobjeclos doseu-culto e al os movis e uten-
cilios destinados a hws particulares ; tornavam a
acender o fogo sagrado nos seas templos. Tal era
o systema do calendario mexicano. Gama o chama
o mais perfeilo de. lodos os calendarios ; ve-se ao
menos que era engeuhoso, e prova entre o povo que
o havia imaginado urna civilisacao mu achan-
tada. ,
Vollo descripcjto da pedra astronmica do M-
xico. Em lorno do sol estao indicados pelos eos
syrabolos, os oulro* quatro ses, que as deas me^
xicanas, tindam precedido o nosso e morraram antes
delle. A morte de cada um deste ses fora acom-
pauhada da destruidlo da especio humana. A pr-
mera vez os homens foram devorados por tigres de-
pois de nina fome ; a segunda grandes venios des-
moronaran) a* casas, e os homens levados por estes
ventos impetuosos, foram transformados em maca-
cos ; a lerceira, foram atacados pelo fogo e transfor-
mados em passaro; a quarla em fim, tubmergidos
por um diluvio e mudados em peixes. O sol actual
tambem deviamorrer, e com elle o genero humano
desapparecerem um incendio.Assim,, no fim de
cada cycolode centoc qualroannos, receiava-se que
a deslruicao do universo se operasse, e se recome-
cava o.cycplo tegaiutocom grandes signies de ale-
gra, depois do que cada um fazia correr um pouco
de seu jangua em honra do dos dapses, e o que he
mais terrivel, depoi* de ler inmolado victimas hu-
manas. Encontra-se na maiorparla dos cosmogonas,
particularmente na dos antigua Soandinavos, a idea
dessas pocassuccejttvas, separadas por destruirOes
e renovacoes que produzem a agua o fogo. Nao se
deve concluir .lisio para nrnaelacilo histrica-entre
ospovos que tiveram estas dfas, e Ver como se ha
feito, em urna personagem Eawosa da tradicao
mexicana chamada Votan,So Woden ou Oi'in dos
povos germnico*. Estas analogas podem ler a sua
razaodeserna tJ^Hfdo^espirito humano, natu-
ralmente levado a explicar por snjposicSes seme-
Ihanles as origeoique ignora. A simillude dos er-
ros he nina lei da^ossa natureza, afsim como a sua
variedad*. Taina nesl crenca em*renovasies pe-
ridicas do mundo se esconda urna recordarlo tra-
dicional deanligai catastrophes geolgicas. As re-
volucoes do glob^iterreslre, as phazes da vida org-
nica na sua superflcie, aparecen), segundo as opn-
oes mais geralmaMe admittidas hoje na sciencia, ter
por causas grandeslataclysmas produzido pelos
abates volcanico*i|por;sao acompanhados de deslo-
camentosno leito doTmares, oque se assemelha
bstenle aos periodos separados por incendios e di-
luvios laes como se enconlram entre os Mexicanos,
enlre os antigos Scandinavos, entre diversos povos
do Oriente, c tees como no-las transmilliram varios
philosophos c varios poetas da anligaidade. (4)
O estylo de derorarao que prevalece no interior
da caldedral se encotra em todas as outras igrejas
do Mxico. Por loda a parte estao relabolos, islo
he .pinturas separadas urnas des ouas por qaadros
esculpidos, por figuras m meio relevo, em relevo
redondo, mistura singular que impressiona os olhos
em todas as igrejas hetpandolas dos dous mundos.
O quadrAe um objeclo d'arle assim como o rete-
bolo, e a* vezes oceupa tanto lugar como elle; al-
gumas vezes. o accessorio lornou-se o principal: da-
h resulta um complexo que de ordinario nao he de
irm gosto mu puro, mais quasi sempre de grande
riqueza e de grande effeilo. Algumas vezes as pin-
turas exprimen) um vivo seotimento de fervor ; em
geral sBo pouco notaveis e muitas vezes totalmente
ms. Presepes, de gosto pueril, assemelham-se a
folguedos de enancas. Vi um grande Christo, cuja
(nica era semeada de rosas que flnelam gotlas de
san gue : mistura do agradavel c do melanclico, que
pinteva cabalmente o duplico genio da devocao hes-
panhoal.
Os claustros aboodam no Mxico ; dzcm que ah
existem cincoenla e oitoi grejas, e trinta e seis con-
ventos. O recinto de S. Francisco encerra varias gre-
jas e varios claustros cercados por um grande muro
queda ao todo a apparencia de urna fortaleza. Pa-
rece que a tradicao do grande teocalii -mexicano,
que comprehendia setenta e oilo edificios consagra-
dos ao eolio dos Azteques, se haja conservado em
menor escalla nessa accomulacao de edificios reli-
giosos christaos. Assim como a ora Franca do Ca-
nad he na realidade pira nos a velh Franca, a
Noca Hespanha he verdaderamente a velha Hespa-
nda, a Hespauda com frades e com fodosos abusos
da vida mooacal degenerada. Os frades do Mxico
estao. longe de viver vida edificante. Um legado do
papa este neste momento nesta, cidade; foi enviado
para procurar introduzir nos conventos urna reforma
de que tem grande necessidade. Dizem qne elle
nao tem esperanca de bom xito. O papa actual
quizera fazer aqqi o qoe tentou era Roma: reduzir
o numero dos conventos, agglomerando os religiosos
de urna mesma ordem dispersos em varias casas, das
quaes cada urna possue estabelecimentos, que a dimi-
nuirn gradual daquellespBra qnem tinham sido ins-
tituidos lem tornado desmesurados. Os frades do
Mxico, apesar de todas as revolucoes, anda sao
mu ricos; o melhor emprego qoe fazem do sea di-
nheiro he empresU-lo a 6 por %, o que he de verda-
dera utilidade em um pazrondc a laxa ordinaria do
empresumo he muito mais elevada, mas o qoe est
pouco em darmonia com a vocarao delles c com as
doutrinas da igreja caldolica, tao pouco favoravel ao
systema de dar dindeiro a premio, que sempre re-
putou urna usura disfarcada.
Durante a qnaresma, os espectculos estao tedia-
dos no Mxico ; mas estamos para ter um concert
no grande I dea tro. Ao menos verei a sala eo pu-
blico. A sala este lonhede possuir o brilhante as-
pecto da de Havana; a quaresma impede que se cn-
cda. Fuma-se na platea; de quando em quando, olve-
se am rumor :de a fricrao de um phosphoro deslina-
do paraaceender um charuto. Na Hollanda, fuma-se
nos cortadores do Ideatro, e em Sevilda alguns pa-
dres soboreavam diante de' mim o cigarro "a sa-
hedral; mas fumar "vplata, s vi no
iam-nos urna cantora que veio
O concert s ter logar quaudo os-
" chegarem ; estao agora en-
lre Vera-Cruz e o Mxico, e he misler que che-
guem, porque eslao anaapciados no cartaz. Os tra-
jos successivos de Mm." adi figurara assim co-
mo os trechos que deve cantar.
Entretanto, cada um conta n sua historia. Mm.
de franceza. Os pas de nm mancebo que
jmnva-a, lemdaram-se de enviar o fllho California
para cura-lo do amor. Elle havia consentido, e'a-
guardava em'Unrdeaux o momento de embarcar-
se. Eutrelaulo Mm. viera cantar no Ideatro
de Bordeaux ; como o vento estivesse contrario, o
mancebo foi "urna manhaa ver Mm. **. O resul-
tado foi que noite, .em vez de apparerr no thea'
tro, arhava-se com elle embarcada para a Califor-
nia. T) navio a vapor enviado em busca delles che-
gou justamente para ver vogar para o pleuo mar o
navio que os conduzia. Eis um romancinho cali-
forniano mu agradavel, e que, como qualquer ro-
mance bem dirigido, se termiuou por um- caas-
mento.
Os oatros prazeres do Mxico sao o jogo e as bri-
gas de gallos. Nao procurei ser teslemunha desle
cruel pa paixao. Quanto ao jogo, nao tenho desojo algum
de perder o mu dinheiro ao monte, porque nao
qnero laucar mao do recurso de que algumas vezes
tem usado mancebos do Mxico que, achando-se
com as aleiberas vasias, saban) de um salao e iam
altacar urna pessoa que passava na ra, depois vol-
lavam e coulinuavam a partida rom as saramas que
dcsl'arle haviam oblido.
cristia da
Mxico,
da Cali:
vestidos de
resolvido em o nosso, i Ha aqui, assim eomo na Hespanha, combales de
a de qualro ] touros, nos quaes os Mexicanos mostrara urna audacia
que elles nao tem constantemente enconlradotdian-
le dp inimigo. Dao-se diversas' especies de animo:
tal homem que tem urna nem sempre possue outra.
Nesle momenlo.nao se nos bfferecia oulro dverti-
menlo se nao o combate de um touro e de am tir-
so. Releva qne o viajante esteja ocioso pira ir pro-
curar semelhanle espectculo. Todava devo con-
fessar qe foi bstanle curioso pelo desenlance ines-
perado que appJM fot. Como o urso matera, da
poucos dias, dotWni tro, imprudentes, queseap-
proximaram de 1 do poste a que eslava amar-
rado, encerraraniiS p inimigo em um recinto
formado por graadM Bis fincadas verticalmeule,,
alravez das quaes B se percebia o que se pas-
sava. Todava ot tMBBOres viam perfeitainente
ludo, e te indigiiavln)" da cobarda do urso, que
andavaenr'roda do campo cercado, edeirando as es-
tacas ; os golpes que lhe descarregavam atravez
desta muralda fendadi, nao podiam decidi-lo a com-
bater. O touro de quando em quando, pareca que-
rer lanrar-se com a eabeca baixa sobre o seu cobar-
de inimigo ; dadi, vendo-o tao humilde, despreza-,
va fesi-lo. A final, o urso perdeu a paciencia, lau-
cn as suas dus fortes patts sobre o pesclo do
touro, quo desde aquello momento ficou immovel,
com a lingua de fra, nteiraminle escravisado por
ste cruel aperto. Chegou a noite ante, que se
houvesse mudado de' sorte alguma a situarlo res-
pectiva dos dous combalentes ; mas lodos os enten-
didos assevetSvam, ao retirar-te, que o urso incon-
testavclmente esganaria o touro. -
Outra curosidade reuni a mdllhao no, mesmo
recinto, a subida nao de um ballao a gaz, mas de
tima machina aerosttica suspensa pela dilatecao do
ar aquecido. He a iufancia do ballao, e be preciso ir
ao Mxico para encontrar, no meado do secute
Xt\, < este forma antediluviana de urna viagem
aeria.
lenho pouca cousa a dizer acerca dos costumes
mexicanos. Fora necessario viver por mais lempo
neste paiz pira ter-se nma opiniao fondada.a es-
te respeito. A vida do Mxico foi pintada no moi
agradavel livro ''de Mm. Caldern. As scenas do
interior, a existencia audacosa que se deslisa as
porees pouco civilisadas do paiz, bao sido neste
Revista, o okfotjlifjMe ama serie de quadros e de
narracocs qoe aqui me asseveram ser fiis. O au-
tor destas narr"ces M. Gabriel Ferry de Bellema-
re, acaba de Andar tristemente a vida as chammas
que consumirn) o vapor ^ barcara para ir California.
Onco dizer que os Mexicanos n3o sao mu socia-
veU, que se relacionara pouco com os estrangeiro,
anda que os negociantes europeos se casero mui
vezes com mexicanas; que aceitan) com sofreg
dao os convites que se ibes fazac*sem qne sejam
mui sofregos m relribui-los. O qdt sei be, qoe M.
Levasseur pdz-me em relacao com dmeos mui
dislinclos e mui amaveis. Logo terei occasiao de
fallar em M. Ramrez e em M. Lacunza. Vi tam-
bem em casa do nosso ministro a M. Carpi, sena-
dor, e, o que anda he mais, poeta mexicano, .que
cantou o Mxico, cujos versos tem elevarao, am-
pldao e essa magestosa harmona da puesia hes-
panhola sem igual em lingua alguma viva. S. Ola-
gibel, advogado dislincto e membro da cmara dos
representantes, penhorou-me com os seus raros ob-
sequios. A sua biblioteca que sera nolavel em qual-
quer parle, e onde se enconlrvam dous Murillos,
foi poste por elle a miuha dsposicao da maneira
mais completa ; at estiva aulorisado a estabelecer-
me l e trabalhar na sua ausencia. Cercado de l-
vros acerca do paiz, das melhores edires dos clas-
sicos anlgos fyle todas as obras primas das lilte-
raturas modernas, sentia-me ao mesmo tempo no'
Mxico e na Eoropa, O mesmo acontecer durante
as minhas agradaveis e instructivas conversacoes
com M. Olagibel. Nem todas as pessoas no Mxico
tem conhecimenlo das cousas da Europa. N'uma
palavra, nm homem instruido e mui coureituado
pergunlou-me Um dia se o vinho de champanhe
voha da campanha de Roma.
As malheres passam vida loda oriental; o passeio,
o banho, a testa, o amor, occupam-lhes os momen-
tos. Aqui o luxo he elevado a um grao mui afto ;
o feilio de um vestido, asseveram-me que custa de
200 a 230 fr. Verdade he que ludo he mni caro no
Mxico. Se os Mexicanos sao em geral pouco cul-
tivados, nao me admiro disto depois de ter visto
urna casa de educarao, dirigida de urna maneira no-
tavcl em ludo quanto nao diz respeito instrucrao
dos meninos. Este estabelecimento, situado n'uma
especie de palacio, tem o nome d S. Ignacio. Vi-
slei-o com M. Lacunza, nm desses homens dislinc-
los de que anda ha pouco faVe, que he pena que vi-
va em urna trra to mal governada. O estebele"
cimente tem cincoenla veninas emulheres de todas
as idades : entrara ahi de nove annos, e ahi podem
acabar os das. As habitantes do lugar sao devididas
em grupos de oilo pessoas, lendo o que Ihes per len-
co parte e um dormitorio commum. As cam;
me parecern de mai grande elegancia. Cada gru-
po vive sob a direcrao de urna nana, directora no-
meada pela reitera, a qual he norneada pela junta.
He o que se chama em inglez o board e em francez
o comit. A junta se compOe de dous represn-
tenles das provincias bascase de qaatro represen-
tantes do Mxico. Nomeados primitivamente pelos
seus concidadaos, tem desde este lempo designado os
seus successores, que mo est, por diversas ra-
zos, de maneira alguma no espirito de um board
inglez ou americano nem de nm comit francez.
Mostraram-me os retratos dos tres fundadores do
estabelecimento e contaram-sc a sua historia. Ten-
do ouvido urna menina pzonunciar palavras gros-
seiras, concedern) elles o projeclo 'da inslituicao, e
com oadjulorio de subscripcoes fonnaram um esta-
belecimento consideravel. As meninas estao sugei-
tas a um melhodo perfeilo; aprendem a coser, bor-
dar, ler, escrever, contar, c um pouco de msica.
Pergunlei o que ellas esindavam e liam, assim qne
sahiam da phase da infancia ; responderara-me que
nao liam nem esludavam. Que differenca deste
educarao das meninas da escola de Philadelphia,
que conheciam tao bem a historia do seu paiz e at
os homens e os partidos'do lempo presente !
Vi igpalroente com M. Lacunza o collegio de S.
Jo3o de Lalrao. Este collegio, assim como dous oa-
tros, dao diplomas qne permitiera exercer a profis-
sao de advogado. Dao-se diplomas ao cabo de oilo
annos de esludo no eslabeleVnento, sem examet
definitivos ; mas todos os annos o individuo he exa-
minado antes de pastar para a classe superior. Es-
te privilegio est amearado, pois pretendem pedir a
instru-cao livre : o direilo possuido pelos tres colle-
gos de dar estes diplomas nao passa de um uso, e
nao he fundado em lei alguma.
Ao collegio de S. Joao de Lalrao est reunida
urna classe de meninos tive cerlo prazer de ver to-
das as eflres confundidas, al a cor preta. He o qne
antigaidades; mas antes de ir estndar estas nos mu-
seos do Mxico, quiz visitar o senado e a cmara do*
representante.
A sala em que se reunem os senadores he urna bo-
celinha de confeitos, qae achei quasi vasla. Na sala'
dos represntenles discutia-se, *e havia algumas
pessoas na galera publica. Em cima da eabeca do
presidente est urna imagen) de .Nossa Senhora de
xadelupe, c diante delle, sobre a mesa, um crucil-
cio. Ha duas tribunas, urna esquerda e outra
direita, mas tmente por ostentarlo, pos os orado-
res- nunca as oceupam por qoe se nio querem dar
ao trabalho de alravessar a sala. Eis nm am repu-
blicanismo bem meridional, islo so faria duvidar que
os Mexicanos sejam mui proprios para esta forma
de governo; o que parece evidente, he que at o
presente ella nao tem produzido se nao alternativa
de anaredia e de despotismo, o qae he a peior das
condiroes para nm povo. HojPlrena a anaredia,
no anno seguinte vira o despotismo; depois volla-
r a anaredia.
Nada se pode comparir coro a desorganisarao
desta sociedade. Os Mexicanos adoptaran) ama coaa-
tiluirao modelada sobre a dos Sitados Unidos, oque
era mui desarrazoado, porque nada te parece menos
do que oscidadaos dos Estados Unidos e os habitan-
tes do Mxico. A massa da popularlo he indis, e a
populacao de origem hespanhola nao possue d ma-
neira alguma essa energa, esta actvidade, este lia-
bito de contar com sigo proprio sem o qual a rep-
blica iiiiolie possivel. A lem disso,cada estado he quas
independente, de modo que nao ha autoridade al-
guma no governo, nem uniao no paiz.
Dous generaes acabam de declarar sob sna autori-
dade a franqueza de dous portes, situados uas pro-
vincias onde commandam. O jornal que relata o
facto acrescenla unta reflexao mui verdadeira: Nao
existe nada uo sea centro, ludo est deseonjnnlado
desquriadp, e a nossa existencia^ poltica he nm
pdeoomeno medondo. Ande ningnem obedece,
o imposto se arrerada mal oo he disperdicado pela
administraran. O que he certo, lie que as finaocas
mexicanas nao tao floreseentes. Q presidente Aris-
ta, no sea ultimo discurso s cmaras, pcononciou
a* palavras se guintes: O estado do lhe*oro he ver-
daderamente miseravel. Jsto nao disfamado, eo
presidente confirma a Verdade da toa assercao, e*ta-
belecendo um deflcl igaal i qoinla parte do rendi-
mento, e declarando qne ama parle dos fanecinna-
rios j nao he paga. Ningaem aqui presume que
semelhante estado de.cousas possa dorar. A crise
financeira precipitar a d|sloji.c3o incvitavel do es-
Assevenm-me qneV governo mexicano vi-
udo.
veu at amia cusa dos l.jmilhOes de dollars que os
Estados-Unidos derarn ao Mxico como indemni-
dade das provincias qne lhe haviam lomado. Es-
a foi saldan a quarteis ; os ltimos vence-
ha pouco tempo, e o Mxico icar arruinado
que nao liver dindeiro parafl|tistar. Fora
mister urna segunda invasao para restabelecer as suas
linanras ; mas entao os Estado-Unidos lomariam to-
do e nada pagaran).
O Mxico parece um condemnado a morte, qne
alcaocou ama moratoria de ama duracao indeter-
minada ; a moratoria; nSo poderia ser mui tenga.
Esta convierno este em todos os espirites, e sei que
urna personagem de mui alte cathegoria exprimi na
conversacao.0 desejo, de qne a Franca ou a Ingla-
terra se aposse dojMexco, afirn deque o seo paiz esca-
pe aos Estados-Unidos. Se os Estados-Unido tem
outra cousa a fazer para o futuro, o qoe vira a ser
al la este bello e infeliz paiz, o mais bello, o mais
rico em prodaccoes de todo o genero que baja no
mundo, o nico que rene os metaes preciosos s
prodneroes vegetaes dos climas Iropicaes e dos cli-
mas temperados'!. Com lado, yipe que elle este
para morrerT por que n8o pode viver. Depois de
ter visto nos Estados-Unidos um novo nascer e cees-
cer, vejo aqui orna nacao dissotve-sexlinguir-se.
O que he mai extraordinario capar de fazer relle-
tir, he que urna agona mortal 'aupprime entre
um povo as apparencias da vida. Ao ver esta gran-
de cidade com, o sen luxo, com os seus armazens,
com os seus passeos cheit de ama multidao indo-
tente e adornada, pareceqaea gente esl no gremio
de urna sociedade regalar e-duradoura. E cora lu-
do, sabe-se com Ifda a evidencia que esta sociedade,
minada pela base repousa sobre o vacno e acabar
por abysmar-se. Singular e terrivel espectculo !
O mesmo aconteca oo imperio romauo, na vespera
do seu desmoro mente pelos Barbaros, qaaodo
Aosono se entretinha em descrever. em versos volup-
tuoso* o luxo e a seguranza da opulencia romana
s.margens do .Mosella, a poucos passos dos Barba-
ros que estavam para chegar; quando aquello im-
perio, como dizia Salviano, norria rflldb-e. Os
povos qne deixam quebrar-se no sen seio as molas
da vida moral eda sociedade, sao semelhantes a essas
arvores, oucas no interior, que tem no exterior to-
das as apparencias da daracao, e que cahem'de re-
pente ao mais leve sopro do vento. J. J. Ampere.
(Retue des Deux Mondes.)
u-
COMMERCIO.
PRACA DO RECIFE t. DE JUNHO AS 3
HORAS DA TARDE.
Hoje nao bouveram cotacCes.
. ALFANDEGA.
Hendimento do dia 1.......8:7459344
Oescarregam hojeHdejunho.
Barca inglezalalparaizomercaderas.
Brigue drasleiroamaofarinda e sabao.
Importacao'.
Brigne nacional DamSo, vindo do Ro de Janei-
ro, consignado a Machado & Pinhern, manifestou o
seguinte:
1125tCrnos barricas vazias, 500 saccas farinha de
trigf, 50, pipas vizias, 6 ardo tetendas, 50 ciixi-
nlratfogo da China, 800 caixis sabao. 200 caixinhas.
1 teta, 2 volumes e caixas cha, 8 caixas rap, 267
rolos de fumo, 10 caixas chapeo, 50 sacCas caf, i
|caixa prepar.ar.3o para matarformigas, lOOfolhasbo-
lacliinha, 12barrcas farinha; a ordem.
1 i-aixao diapos ; a Joao Pinte Reg.
Vapor ingliiz Secern, vindo de Soulbamplon, ma-
nifeston o seguinte :
1 caixa joias, 1 embjmlho amostras ; a J. P. Adour
& Compandit.
edi^
1 dita joias e machia
mann.
tpara relogios ; a J. F. Ger-
(1) Era urna illuso. Depois qne vollei para a
Europa, sube pelos joroaes que forsm postos em li-
brdade.
( i ) leo lngar onde se fazem os casamento* c
baptizado,
( 3 ) Dfcripc*dn histrica y cronolgica de las
do Piedras que... te hallanron el ano de 1790, por
Anton y Len de Gama.
( 4 ) Gama, mas creib que essa opinio lhe he
particular, julgou observar no contorno da pedra do
Mxico, oilo buracos nos quaes supppe que estavam
plantados gnomos, entre os quaes se' estendam, se-
gundo elle pensa, fio* cuja sombra projecteda sobre
a pedra poda indicar os equinocios o os solsticios.
Como quer que seja este monumento lie demasiado
curioso, e por isso jiilguei dever dizer algamas pa-
lavras a sea respeito, ao menos proprias para fazer-
llie apreciar a importancia.
I
eu nao teria encontrado em parte algaraa dos Esj-
dos-Uuidos. No collegio de S. Joo de Lalrao, os
estudos necessarios sao lalim, pdilosopdia, direilo.
Os estudos lvres sao francez, inglez, esgrima, gym-
nastira, desenho e a arte de carpintera ; o esludo
principal de o do direilo, cuja base he o direilo ro-
mano tal como se enconlr as Siete partida de Af-
fono X, redigidas de novo {recopiladas) no lempo
de Carlos III e completadas pelos decretos dos pre-
sidentes. Ha no collegio duas bibliotecas, urna qne
os estudaotes usam livremenle, a outra que s se po-
de consultar com urna permissao de SI. Lacunza.
Elle nao deve concede-la com demasiada facilidade,
pois l vi os romances de Pigault-Lebrnn e Faublas
ao lado da pdilosopdia e do direilo romano.
Vistei depois a escola de desenlio, que parece es-
tadelecida sadr grande p, mas pouco edeia. En-
sina-se pintura, gravura, escultura. O estado envia
jovens artistas Roma. O que falla assim como nos
Estados Unidos, sao modelos. Nao vi nm quadro
de grande mestre, salvo nm Morillo duvidoso. Um
discpulo de Tenerani esculpi o Hercules mexicano
cojo nomo impossivel de conservar de cor assim co-
mo todos os nomes azteques, comer por tcl e acaba
por tol. Destinado morte, Montezuma quiz agra-
cia-lo; mas pedio que quera morrer como gla-
diador,, o que era urna especie de inmolara" religi-
osa e voluntaria. Tive muito prazer de conversar
com um pintor inteligente c rom o autor da estatua
Svmpathiso muito com a sua admiraran para com
Tenerani, que tive em Roma o pesar de ver dema-
siado inmoladora Tdqrwaldsen na moda entre os In-
glezes porque era Scandinavo.
Em fim, para terminar este dia, empregado ma-
neira de um dia nos Estados Unidos, vi urna penitencia
que me parecen mui bem dirigida: mas o que l era
am dos interesses priucipaes da viagem,a organsarao
dos estabelecimentos de utilidade publica, he aqni
um Dteresse mni secundario. O que se deve vir
ver no Mxico, tAo os grandes qaadros da natureza,
de que tenho procurado esbocar algn rseos, e a*
1 dita joias ; a E. Dider& G.
lditajjas; a T. Mouscn & Vinassa.
2ditasjoia*ya J.C. Rabe.
1 dita relogios, 1 embruldo amostras;"a Russell
Mellon & C.
3 dlas perfumaras, 1 ditt amostras ; a L. A. de
Siqueira.
1 embrulho livros ; a Keedenbengh.
1 dito amostras ; a Schramm.
1 dito peridicos ; a Wm. Soufhale.
1 dito peridicos ; a A. SI. Soares.
1 caixa amostras ; a J. Keller & C
3 dilas amostras; a E. Burle & C.
2 dilas e um embrulho amostras ; a L. Leconle
Feron 4 C.
1 dita ; a L. Schuller & C.
1 embrulho amostras : a Paln NasUi & Compa-
nhia.
1 dilo amostras; a H. Gibson.
3 M,ixas papel; a N. O. Bieber & C.
1 embrulho amostras ; a CrJ: Aslley A Compa-
nhia.
m CONSULADO GEBML. .
Rendimento do dia 1......1:'268A85I
UIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimepto do dia 1.......1618883
Exportarlo .
Butnos-Ayres por Monteviilo, polaca hespandola
JoccnAdilla,de l92lo-)eladas,conduzio oseBiiinte:
100 pipas cachaca, 740 barricas com 815 arrobas e 14
libras de assucar.
ECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Reudimento do dia 1......1:124S877
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendmenlododal.......2:211J>714
ex-pracas d ejercito, t malber, 4 fllho* e 3 pra-
Cas do.exercito.
Rio de Janeiro15 dias, brigne inglez Rosali. de
228 tonelada*, capilio Ttomaz Vhile, quipagera
12, em lastro; a Mc. Calmont & Compandia.
Da comrnfasSoEscuna braiileira Lindoia, comman-
danteJoaqoim Alves Moreira.
Ilha de Fernando de Noronha10 dia*, transporte
nacional Pirapama, commandinte Cimillo de Lel-
li Fonseea. Passageiros, Joaquim Calo de
Sant'Anna, Mtnoel Saturnino do* Santos Naves,
Anna Raymnnda do Espirito Sanio, Mara Fran-
cisca de Olivera, 6 sentenciados qoe lindaran) a
senlenca, 19 pracas do exercito inclurve 1 solda-
do que fallecen nt viagem, tendo chegado este
porto 18.
Navio tahiiot no mesmo dia.
Rio de JaneiroPatacho brasileiro Bom Fim, capi-
lo Leopoldo Benlo Vianna, carga varios gneros.
Passageiro, Carlos da Silva Araujo.
IbemPatacho brasileiro Valente, capitSo Francis-
co Nicolao de Araujo, carga varios gneros.
demBrigue brasileiro Feliz Deslino, capitSo Bel-
miro Baptista de Souza, carga al e mai* genera*.
Passageiro, Joaquim de Almeida a Albuqoerqoc.
dem pela BabiaVapor inglez Secern, comman-
danleJ. Hasl. Passageiros deta provincia: Gre-
gorio Aniones de Olivera, depntado Domingo* de
Souza Leao. sna senhora, 1 filho menor, 1 tobr-
nho, 1 criado e 1 criada, Guilherme dt Costt Cor- *
rea Leite, bacharel Vicente Joslioiano Bezana Ca-
valranl, GemenianoGomes de Castro, so* irnta
e 1 filho menor.
Cabo de Boa Espertnc.a pela ParahibaBarca ingle-
za Miranda, capiUe Wm. vVilliaros, em ltiro.
Passageiro, Antonio Francisco de Olivera.
' EDITAES.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
thesourariajiroviiicial, em cumprimenlo da ordem
do Exm. Si. presidente da provincia do I*'d..cor-
rele, manda fazer publico, que dos dias 6, 7 8 da
jnnho prximo vindouro, perante a junte da fiaen-
da da mesma tbesourara, se ha de arrematar a
qnem por menos traer, os reparos a fazer-se na ca-
sa destinada para cadeia pa villa do Ouricary, ava-
liado em 2:750900trn.
. A arrematacao ser feita na forma dos arts. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de" maio de 1851,
e sob a* clausulas especiaes abaixo copiadas.
At pessoas qoe se propozerem a esta arrematacao
comparecam na sala das sessoes da mesma junta,
no da cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou afDxar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesoararia provincial de Pernam-
boeo2 de maio de 1854.O secretario, Antonio
Ftrreira da Annunciacao.
Clausulas especiaes ''para a arrematarse.
1. Todas as obras sera feita* de conforraidade
com o orramenlo e planta neste data aprsenteos a
approvacao do Exm. presidente da provineSy na
importeneia de 2:7508000 rs.
2. As obras serio principiadas no p*)* de dous
meies, e concia idas no de orto mezes, ambos conta-
dos de conformidade com os arligos 31 e 32 da lei
provincial n. 286 de 17 de maio de 1851.
3. O pagamento da importancia destas obra* ser
feito em urna s preslacao quando das estive-
rero concluidas, qae serio logo reeebidas definitiva-
mente.
4. Para Indo o nmrs qae nao estiver detcntrinado
as presentes ctensmas, seguir-se-ha o disposlo na re-
ferida le n- 286.Conforme.O secretario, Anto-
nio Ferreira da Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial
em cumprimeulo da ordem do Exm. Sr. presidente
Pa provincia de 12 do correle, maiida>fa**)r publi-
co qae, no dia 14 de junho prximo vindouro.vai no-
vamente praca para ser arrematado a quem por me-
nos ftxer a obra dos concert* da cadeia da villa de
Garanhuns, avahada em 2:4740208 rs.
A arrematacao "ser feita na forma, dos arti. 2* e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem esta arrematasJo
comparecam na sala das sessoes da mesma jauta no
dia cima declarado, pel meio dia, comprtenlemete
habilitadas.
E para constar se mandou afflxar o prsenle pu-
blicar pelo Diort'o.
Secretaria da thesouraria provinciaUjie Pernatn-
buco 16 de maio de 1854. O sectjMaro,
Antonio Ferreif0d'Annmaiarao.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
1.* Os concert* da cadeia da villa de Garanhuns
far-se-hao de conformidade com o orcamenlo appro-
vaoo pela directora em conseHio, e apresenlado a
approvacao do Exm. presidente da provincia na im-
portancia de 2:4749208 rs.
2.a O arrematante dar principio s obras no prt-
zo de 2 mezes e dever concluir na de 6 mezes, am-
bos contados na forma do art. 31 da le 286.
3.* O arrematante seguir nos seas trabalho! todo
o que lhe for determinado pelo respectivo engenbei-
ro, nao s para boa execucao das obras como em or-
dem de nao innutilzar ao mesmo tempo.para o ser-
vico publico tedas as partes do edificio.
4.*-0 pagamento da importencii da arremlaco
lera lugar em tres presacoes iguaes; a prmeirn, de-
Sois de feita a melado da obra ; a segunda, depois
a entrega provisoria, e. a terceira, na entrega defl-
nitiv.-r.
5.* O prazo de responsabrldade ser de 6 meses.
6% Para ludo que nao te acha determinado na*
presentes clausulas nem no orcamenlo, segoir-se-na
o. que dispe a respeito a lei provincial o. 286.
Conforme.O secretario,
Antonio Ferreira d"Annunciacao.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da'
thesouraria provincial, em virtude da resoluca*
da jante da fazenda, manda fazer publico que
em cumprimenlo da lei, se bn de arrematar petan-
te a mesma joatA no dial dejando prximo vin-
douro a rendajft sitio do Jardim Botnico da cida-
de de Olinda, avaliada em 1519000.rs.
A arrematacSo ser feita por lempo de 3 annos,
a contar do 1 de julho de 1854, ao fim de junho de
1858.
As pessoasque se propozerem a etta arremalaco
comparecam na sala das sessoes da mesma jante no
dia cima indicado, pelo meio dia, competente-
mente habituadas.
B para constar se mandn afiliar' o-presente e
publicar pelo Diario. *
Secretara da thesouraria'proviucial de Pernam-
buco I de maio de 1854. O secretario. Anto-
nio Ferreira da Annunciaca*.
O Illm. Sr. inspector da thesoararia provin-
cial, em cumprimenlo da ordem db Exm. Sr. presi-
dente dt provincia de 17 do correle, manda fazer
publico, qoe no dit 27 de julho prximo vindouto,
vai novaoiente praca para ser arrematado a qnem
por menos fizer, a obra do acude na Villa Bella da
comarca de Paje* de Flores pelo novo orcamenlo de
4:6049600.
A arrematacao sera feita na forma dos artigo* 24
e 27da lei provincial n. 286 de 17 da maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiada*. '
As pessoas que se propozerem a esta arrematacao
comparecam na sala das sessoes da mesma junta,, no
dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da ttiesonraria provincial de Pernambu-
co26de maio de 1854. Osecteterio,
Antonio Ferreira o"Annunciacao.

MOVIMENTO DO PORTO.
Nados entrados no dia 1. *
Rio de Janeiro e porto* intermedios!) dias e 18 ho-
ra, vapor brasileiro Imperatriz, commandanle o
primeiro-tcnente Jos Leopoldo de Noronha Tor-
rezao. Pa Srs. D. Abbade de Olinda, Fr. Filippe de S. Luix
Paira, Fr. Antonio do S. Benlo Nones, Fr. Gal-
dio de Santa Igncz Araujo, Dr. Francisco de
Paulada Silvera Lobo, sua senhora, 1 fllhoe2 es-
cravos, Dr. Jos Antonio de Andrade, sua senho-
ra e 3 filho*, Dr. Thom Fernandes Madeira de
Castro. Jos Luiz Ferreira da Silya, Antonio Ma-
ra de Miranda Seve, tenente Domingos Rodrigues
Lopes, Wliam Soulthall, Jannet Japag e 1 fllho,
Mara Racheel, Joao da Costa Palma, Jos Soares,
Casemirio Antonio1, ex-praca Francisco de S. Je-
ronymo Antonio Simos, Vicente Ferreira da Cos-
te, capilo Gregorio Antonio da Silveira, alteres
Manoel Joaquim Bello, soa senhora e 1 escravo,
Dr. Jacintho Pae de Mendonca e 1 escravo, Joo
Jos da Silveira A villa e 4 escravos, Manoel Vas-
concellos Jnior, Manoel Antonio Xavier de Fre-
las, capilo da guarda nacional Joaquim Alves Si-
roes, Felinlho Elisio da Costa, 1 praca do 8. ba-
talhao de infantera. Segaem para o norte: Illm.
, Sr. D. abbade Fr. Jos Exaltaclo Marques, len-
te Bernardo Joaquim Pereira, sua senhora, 4 fillio*
e 1 escravo. Tiberio Ernesto Craveiro Lope* e 4
lilhos, Justino Jote Soares e Silva, Antonio Saba-
la, 1. cadete Fabio Pereira de Faria, dito Anto-
nio do Reg, 11, sargcMe, 2 praca de polica, 5
do*
cluido a
ftpeciattfOsf, a arrematacao.
este a*;u'aV*ei3o feitas de conformi-
as e orcamenlo a presentados ap-
. Sr. presidente da provincia, ea
6049600.
dvero principiar no prazo de
io concluidos no de dez mete*, a
a lei provincial n. 286.
ncia nesta arrematacao ser paga
da maneira seguinte: a primeira
do valor total, qnando liver ara-
da obra; a segunda igual primei-
ra depois de ltvrado o termo de recoubeciment
provisorio; e a tetoeira finalmente de um quinto de-
pois do recebimento definitivo.
4." O arrematante ter obrigad a communicar
repartc5o das obrati^iublicat^aBjfcantecedenci da
30 dias, o dia liso em que tet^^HjdBprincipio i
execneflo das obras, assim como trabalhar seguida-
mente durante 15 dia, afim de qne possa o enge-
nheiro encarregado da obra, assnir aos primeiro*
trabalhos.
5. Para lado o mais que nao estiver especificado
as presentes clausula*, seguir-se^ha o que determi-
na a lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1854.
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira. nunciaeo.
O Illm. Sk*. inspector da thesourari* da fazenda
manda fazer publico, que no dia 20 do prximo vin-
douro mea de junho, s 12 hora* da manhaa, ir a
praca perante a mesma thesouraria para ter arrema-
tado de renda a quem mais der, pelo lempo de 3 an-
nos, o armazem silo em Fra de Portas io lado da
casa que servio de qttwlel aos engajados, e de que
he actualmente rendelro Antonio Jos Ferreira Mu-
niz, e serve de cocheira : os pretendentee compa-
recam no referido dia na casa da mesma thesoara-
ria, munidos de seus fiadores.
Secretara da thesouraria de fazenda de Pernam-
huco 31 de maio de 1854.O ofticial-mtior, Emi-
lio Xavier Sobreira de Mello.
Pela uspeccau da, alfandega se fiz publico, que
no da 6 de junho, hora e lugar do costme, se ha
de arrematar em basta publica, livre de direilo* ao
arrematante, requerimento do negociante deste
praca Henry Gibson, nos termo* do art. H, e S I
do art. 13 do regnlamento de 27 de fevereiro de
1849 soba*. 590, a segolnte mercadoria. com avana
d'anua deehuva: 28 pecas de panoo de algodo cru
lizo com 560 jardas, ou 462 varas, de 24 polegadai;
277 varas qnadradat, 46 peca de dito dito com 920
jardas, ou 759 varas sinaelas, de 26 polegadai; VIS
varas qnadradet, 60 pecas de panno de algodo en-
trancadolde 20 jardas rda peca, 1.200 jardas, on
990 varas singelas de 2"> H P0!e*ad'S,;?8l1 vara'
qoadradaa, 31 pecas de dilo dito lizo; 620 jarda, ou
511 varaVtiugelasde 25 polegadas; S" pa-
dradas, e 15pees* da dito dilo com 300 jarda, OH
247 varas singelas, de 22 ) poegi Tutendegade Peroambuco 31 de maia da 1854,
-O iMpaetor, Bww I FareaBdes Brros.
a*,




**!'
DIARIO DE PERMMBUCO, SEXTA FEIRA 2 OE JUNHO OE 1854.
DECLARADO ES.
CORREIO GBRAT.,
Carlaiseguras vindas do sal para o enflores:
Anteru Simos da Silva (2), Antonio Joto Carva-
lho Santiago, Padre Antonio Oliveira Aiilunes, Gus-
tavo Julio Piulo Paca.Isidora Senhnrinha Lopes, Joa-
quim Cavalcanli Doarado, Joaqun) lludrigue Al-
huqnerque, Joo Bernardes Maglhaes, Joao Jos
Pinto, Joao -fcisii Jsoares Marns, Manoel Feliz Sou-
za, Mauoel onijrives Pereira Lima, Serafim Muniz
Brrelo. .
As malas que devem
ser conduzidas pelo
vapor /mperalriz pa-
r os porlos do norte
principiam-se a fechar
mije (2) a urna hora da larde, edepois dessa hora at
o momento de lacrar, recebe-e correspondencias
como porta duplo: osjornaes devcrSo achar-se no
correio tres horas antes.
A 30 do correte foram apprehendidos por esla
subdelegada 5 cavllos furlados, lendo apparecido
nicamente douo 2: quemsejulgar com direilo
aos oulros, dirjale mesma subdelegacia. Subde-
legaba da fregueiia da Vanea 31 de maio de 1854.
O subdelegadoFrancisco Joaquim Machado.
COMPANHIA DE BEBERIBE.
$ai\a da companhia de Beberibe
fe utorisado pela ssemblea geral
da mesma, a pagar o 12 dividendo na ra-
zio de 2S500 por accao.
'Pela mesa do consolado provincial annunca-
se que 'cohranca. bocea do cofre, d decima dos
predial urbanos das freguezias desta cidade do se-
gundo: semestre do anuo financeiro de 1833 a 1851,
principia no 1. de junho prximo futuro, e que os
:tk d'Bu,e''lem principio do referido da 1. de jo-
nho, rindo os quaea ficm incursos na multa de tres
por ceolo lodos os que deixarem de, pagar seos d-
bitos.
No paco da cmara municipal desla cidade et-
ll j" pr"a nD* oias3' 6e7 de junhoseguinle, a
obra de urna bomba de alvenaria, uo lugar denomi-
nadoPassagem de Sanl'Aona, oreada em 1:040.
tH que pretenderem arremata-la, podem compare-
. cer no mesmo paco nos mencionados das e em quaes-
quer ontros, para consultarem a respectiva planta e
orcamento. Paco da cmara municipal do Recife em
sessao de 31 de maio de. 1851. Barao de Capiba-
ribe, presidente. No impedimeuto do secretario,
o ofllcial Manoel Ferreira Accioli.
. ~ O 'Km. Sr. inspector da Ihesooraria provin-
cial manda fazer publico, que do da 2 do correrte
por dianle pagaro-se os ordenados e mais despean
provinciaeS, veucidas at o fim de maio prximo Pin-
d. Secretaria da Ihesouraria provincial de *$
nambuco 10 de jnuho de 1854. O secretario, An-
lonw Ferreira d'Annunciarao.
^ R*!" recebedoria de rendas internas geraes se
Taz pblico, qoe he o corrente mez de junho em que
os devedores do segundo semestre dos impostas so-
bre lojas e catas de descont, sobre casas de movis,
roupas, elc.^ da decima addiccion.il de ni$o mora,
tero de verificar o pagamento livre de molla; lindo
porem que seja se promover a cobranca por meio
dosagenles, mediante a mulla de 3 por* em favor
dMmomoi.( Recebedoria de Pernambuco !. de
junho de 18.51. O administrador, Manoel Carnei-
ro de Soma Lacerda.
^KftVODE
^
1 retranca, 1 hoIiiuMe com 2 barras, 1 laucha, 1 bo-
te, 1 ferro grande, 2 amarras de-ferro, 2 ancorles,
etc.: scila-feira, 2 do corrente, as 10 horas da ma-
nhaa, na dita alfaodega.
AVISOS DIVERSOS.
J. Jane dentista,
contina rezidir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
O Dr. Sabino Olegario l.udgero Pinho mu- _
dou-se para o palacete da ra de S. Francisco
(mundo novo) o. 68 A.
Precisa-se de urna escrava para o servico de
una casa de pouca familia : na ra do Hospicio 3'
casa nova direita depois de passar p' quarlel.
Arrenda-se um sitio no Hospicio,
tendo casa com commodos para nella re-
sidir ditas familias, casa para pretos, es-
ria para quatro cavllos, cacimba
agua de bober, coqueiros, saputisei-
mj, larangeiras, mangueiras e outras ar-
TOres de frutos, baixa para capim, com
proporrao de conservar dois cavllos a
comer animalmente com fartura; arren-
da-se por um ou mais anuos, e com as
precisas garantas para seguranca do ar-
rendamento: a tratar com Antonio da
Cunta Soares Guimaraes na rita da Ca-
dea de Santo Antonio casa n. 9, das 9
horas da manhaa as' 4 da tarde.
Em a cidade de Olinda, sobrado dcfronle da
S, ensina-se a- Doulrina Clirisla, Icr, escrever,
ariiiin.eiira e grammatica nacional: assevera-se que
ha esmero no desempeoho de deveres.
Manoel Jos da Fonceca Mariz, subdito brasi-
leiro, retira-so para a Europa tratar de suaQsaude.
Offerece-se um Portuguez sadio para fetor de
qnalquer sitio fora desla prara ou meslno para qual-
quer ontro servico, menos de enxada : na ra das
Trinchciras u. 36, loja do sobrado onde mora o Dr.
Mauoel Jos Pereira de Mello.
Lava-se e emgbmma-se com perfeicao, e preco
commodo, a contento das pessoas que se quizerem
utilisar do teu presumo : dirija-sen ra do Mundo
Novo ao entrar pelo paleo do Hospital n. 32, casa
terrea.
' Aluga-se o "primeiro andar do sobrado da roa
do Vicario n. 5, proprio para morada de familia, ou
para um grande escriptorio ; tratar na mesma ra
%7.
Na roa Imperial n. 167, se dir quem d 3008
oy 4O0S000 tjjp premio sobre nm prelo canoeiro.
mrPrccisa-a alugar-amacriada, livre ou escrava,
qne saiba engommar bem, e cuidar de criaucas, ero
urna familia pequeua : qum esliver nesle caso, e
quizer contratar-se, dirija-se casa n. 83W ra do
Pilar das 8 as 9 horas da manhna, ou das 4 da tarde
s8 da noite; no se duvida pagar generosamente,
sendo pessoa activa no servijo, e hbil.
"Sexta-feintS de junho, a 1 hora da tarde, de.
a audiencia doaSr. Dr. juiz de direilo da primeira'v.
ra do civel, se arrematar urna nnacao toda envi-
dracada, com balcao, da loja n. 30 da,rua Nova, um
relogiodc parede olho de boi, e um espelho de pare-
de, por execuco de Galdino Antonio Alves Fer-
reira, contra Carlos Gillain: he a ultima praca.
Desapparecen do sitio onde mora o Sr. Miguel
Bryan, no Monteiro, um cavado russo lirado a pe-
drez, pequeo, bastante sellado, lendo urna ferida
no beico superior : gratiGca-se bem a quem o levar
on mesmo sitio, ou na cocheira do'Sr. Pedro Al-
lain.defronlel do arsenal de marinlia.
. Aluga-se um escravo que saiba andar cora car-
roca : na praca da Roa-Vista n. 12.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Resumo da extra cao dos premios da 5,
lotera a favor da nova frguezia de
Nossa Senhora da Gloria, extralnda em
20 de maio de 1854.
1 N. r>6i8. ...>...
Pede-te pessoa que no dia 12 do cor rente
recabeu de um preto duas caixas eom cnxofrc, as
quaes, iam ser entregues na bolica dos Srs. Mo-
reira & Fragozo, lirfja de aniiunciar por esla
folha, ou enlrcga-las aos senhores cima, na Iravcssa
da Madre de Dos n. Sarmazem de Joaquim Pinei-
ro Jacome.
O Dr. Joao Honorio Bezer'ra de "MeiiczCT,
formado em medicina pela,- faculdade da Ra- ~c
0 lii.i. oflerece seus prest
^ biieo desta capital,
9 qualquer hora em so
K segundo andar: o m
9 gratuitamente aos no!
Ipeilavelpu-
procurado a
ova n. 19,
la a curar
retpeilavel pu
iario de Per-
anno,
ino se
u II lio
O abaixo assign.
blico, que a lettra ann _
nambuco de 23, 24 c 26'
he da quantia de .274
acha nos annuncios, c
de 1853.Seraphim Alt
Precisa-se de urna ama Torra ou escrava, que
faca lodo servico de urna'cata de duas pessoas de fa-
milia ; paga-se bem : na ra da Conccirao n. 9.
No dia 2 de junho depois da audiencia do Dr-
juiz do civel da primeira vara, vai a prara a casa ter-
rea com solilo, si (a na ra do Pilar n. 122. por execu-
co de Jos Moreira da Silva, contra Mauoel Antero
e a execuco corre pelo carlorio do escrivo Cunha.
OITerece-se um rapaz portuguez que tem bas-
tante pratica do taberna, para caixeiro : quem pre-
cisar, dirija-se i ra estrefta do Rosario n. 10.
Roga-se aos senhures Joao Pereira de Lagos
draga, MiguelFrancisco de Souza Reg e Francisco
Lucas Ferreira de appareccrem na ra Nova n. 5,
que se lhe deseja fallar.
Precisa-seje urna prela que eugomme, cosa
bem, e nao seja(pHumada a andar na ra, sendo boa
paga-se bem : na ra da Cadcia do Recife, loja
n. 64.
O abaixo assignado, procurador bastante do
cornmendador Francisco de Carvalho Paes de An-
drade, declara, para que Dessoa alguma se chame a
ignorancia, qu o engeoho Ucha rio pode 9et, ven-
dido nem soflrer transaceno alaumn. i
Francisco Brederodes de Andrade..
Espectculo exjraordinario a beneficio do actor eir
saiador da companhia dramtica, Manoel Baptista
Lisboa.
SABBADO 4 DE JIMIO DE m
Dar comero ao espectculo a ouvertnra da opera
^abocodonosor, do mestre Verdi ; findo esta, ter
principio a representacao do novo e in(eressantc dra-
ma em 4 actos, intitulado
eomposlo em francez por Mr. Lau vencin, e traduzido
em portuguez peloSr. Dr. Antonio Reg.
Personagen* do drama.
SinWlo.....
O conde Rreval .
eLirberiac .
Luciano.....
Diogeoes ....
Peda>*ranco .
Gjdktrme. .
nritjaela.
_daleua.
Virginia. .
Genoveva

Actores.
Sr. Costa.
Mendes.
Bezcrra.
Amoedu.
O beneficiado.
Monleiro.
Pinto.
Rozendo.
N.
A Sr. D. Orsat.
o D. Gabrella.
>> D. Lnizinha.
D. Amida.
Nos entre-actos, executar-se-hao as ouverluras
UDA DE PORT1CC1,
do mestre Auber.
. SVLPHIDE,
do mestre Theodoro Orales, e a
BATALH& DE ALNSTER.
Terminar o diverlimenlo com a muito applaudida
comedia em 1 acto, a
EIILU TRATESSA.
O beneficiado, a quem o desempenho de suas obri-
aacOe n3o lhe permute procurar us sebs amigos c
protc-lores,' confiado na sua philaiilropia, roga ala
protoecao.
AVISOS MARTIMOS.
Rio Grande do Sul.
Seguir em poneos das para o Rio-Grande do
wl o patacho nacional Regulo, o qual lem espacos
coi nmodes para passageiros : traU-se na ra da Ca-
de u do Recife n. H, ou com o capitao.a bordo.
pra Baha segu imprelerivelmenlc no dia 8
ai i Janbo, a sumaca Horlencia: para o resto da car-
W i trata-se com seu consignatario Domingos Alves
a lalheos, na rM da Cruz n. 54.
Para o Rio de Janeiro segoir por estes 4 dias
o patacho Galante Mara ; pode receber anda al-
g urna carga miuda, passageiros e escravos a -frete
u ata-te narna da Cadeia do Rccif, loja n. 30.
Para o Rio de Janeiro segu com muita brevi-
d;ide o muito conhecido e veleiro brigue nacional
U amito, lem engajada boa parle do seu carrega-
m ento; para o restante passageiros e escravos a'
fe ele, trata-se com Machado & Pinheiro, na ra do
> i gano o. 19, segundo audar, ou com o capHao Cie-
lo Marcellno Gomesda,Sva.
Para o Rio de Janeirvo brigue nacional El
se ?uc impreteriv.elmente no dia 6 do corrente i
re. :ebe escravos e passageiros, para ooue trata-se
co mMachado & Pinheiro: na roa ddMjtario n 19
se gnndo andar. '
UEILO'ES.
O agente Oiiveira far leilao por ordem do Sr.
consol da Franca, e era prosenca do seu chancellen,
daa-partes da casa n. 17, ra do Aragao do bairro da
Boa-Vista, perlencenles i massa ido finado subdito
francez Pedro Vctor Eustaquio Lamare, por este
compradas sin 9 dajulho de 1815, e 14 de agosto d
1847 romoeoiMlLiopiasda.Bcriptura8 em poder
dodilo ageute,aJHMiidrina Mlria do Carmo Lopes,
Jos Joaqun) doBlpirilo Santo e sua mnlhetjoan-
na Mana da Trmdade a-Cailos Jos Lopes, e por es-
tes herdadas de ten finado pai Carlos Jos Lopes,
segando o inventario e parllias, que se procederam
pelojurzo de orphaos desla cidade, escrivao Francis-
co Joaquim Pereira de Carvalho, onde osprelendcn-
tes podem ludo verificar anlecipadamente : segunda-
leira 5 de junho desteanno, ao meio dia era ponto
e na referida casa da roa do Aragap. '
LEILAO SEM LIMITE.
Sexta-feira 2 do corrente, o agente Borja Geral-
es far leilao em seu arraazem, roa do Collegio n.
a* nrit em nonio, de um completo soriimen-
de obras de marcineiria, novas e asadas, de diffe-
'nt"lulidades, um riquisMtno relogin com caisa
o vidro para cima de mesa, arlos de ouro e prala
para algibeira, ditos para parede, dous ocnlos de
*!**"**; ras obras de ouro e prala, candieirosin-
giezes de molla para velas, ditos francezes e de ou-
inS 'lldades' lanlernas, serpentinas, candelabros,
,. I!,B de differenles modelos, quadrs
^J??'* "''l'P3 r>s molduras, chapeos
E1?X i^e*'diU** do Chile, ditos de fellro.bo-
2^to,|5Lum dB Ped"P""d'n, dita,
deporcellana, jarrose vasos para enfeile de sala,
pedras marmore de diversas cores e Umanhos, pa-
ra mesas redondas, contlos, lavatorios, urna gran-
de portito de vinho engarrafado de superior quali-
dade, bolach nhas, Insco.tos francezes, uro ptimo
carneiro muito manso e bstanle gordo, piprio pa-
ra menino, grande percao de tpalos e borseguins
mgleiea para homens, meninos e senhoras, urna
porcao dequeijos de pralo de superior qualidade,
etc., e oulros mullos onjeclos que U> Com a vista
e podem apreciar, os quaes estarSo no mesmo ar-
maaem em o dia do leilao.
O agente Oliveira n5o lendo podido ultimar
por falla de lempo, o leilao dos salvados do brigne
sardo Carolina, continuar o metrao por autorisa-
*o da alfandesn desta cidade, consislindo em mas-
tro grande, dito de traquele,'lmaatareos.de gavia,
dilosjoanle, vergas grandes, ditas de gavias, ditas
jBtle e tob/e, paos deculeliot, ditos de gniuetc.,
1
1
1
6
10
20
120:000^
10:000S
4:000$
2:000
1:000$
1110
2383
2882 ,
30
5095 .
1591
266
3935
4945
5268
545,.805,
400$
1908,
2846 ,
4343 ,
5085 ,
5487 ,
60
' 5555.......'. .
'ft.278, 487, 501, 515,
620,754,751,1008,
200$
mesma casa, que ser recompensado.
A pessoa qo perdeu um borzeguim elstico,
appareca na rnaflova n. 6, loja, que dando os sig-
naos lhe ser enlregne, pagando a despezado annun-
cio.
No dia 2 de jnnho, depois da audiencia do Dr.
juiz de direilo da primeira vara, he a ultima prara
da parle da casa em caixan da ra do Pires n. 22,
pertencente a viuva e herdeiros de Joao Januario
Serra Grande, por execuco que move Antonio Do-
miugnes de Almeida Pocas: escrivao Cunha.
AO PUBLICO.
O abaixo assiguado, lidio do finado Prxedes da
onseca Coulinho, comprou o hotel estabelerido no
"phanga com o jogo da bolla e outros mais di-
rlidos, e tem sorullo o seu estabelecimento de bons
vinhos, sardinhas de Nanles, presuntos, bolachinhas
e acha-sc mnnida.de camas para dormida: espera,o
mesmo abaixo asignado proleccao dos amigos de seu
finado pai, dos eslrangeiros e cora especialdade dos
seus patricios. Francelino da Fbnseca Coulinho.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva, para
o servico diario de urna casa de pouca familia : na
ra Direila n. 76.
TRMANDADE DO DIVINO ESPIRITO SANTO,
ERECTA NA IGREJA DA CONCEICAO DOS
MILITARES.'
A mesa regedora festeja este an.no o seu divino
padroeiro coro a costumaita decencia, arvoraiulo-se
a competente bandeira na madrugada desabbado pr-
ximo, celebrando-se na noile do mesmo dia, vesperas
solemnes, e no domingo Testa c Te-Deum, sendo o
orador o Rvdm. pregador da capella imperial padre
Joao Capislrano de Mendonca ; rog% por tanto, a to-
dos os seus irmoshajam de comparecer aos referi-
dos actos. No fim da fesla se distribuir a esmola
do coslume, lodos os pobres que se acharen) por-
ta da igreja.
I 0 Sr. Capitao Francisco Xavier Car-
neiro Lins, morador no Cachanga', que-
ra dirigir-se ao segundo andar do sobrado
da praca da Roa-Vista que volta para a
ruado Aragao, a negocio de int^resse.
Precisa-se contratar por empreta-
da, aconstruccao de urna coberta de te-
lha, sobre pilares de tijolo ou columnas de
ferro, em umterxeno murado., na ra de
Santa Rita prximo a' Ribeira, pertencen-
te a' companhia brasileira de paquetes de
vapor: quem estiver as ciicumstancias
de ar/er este contrato com as necessarias
garantas, queira apresentar sua proposU
com toda a. brevidade ao agente da dita
companhia: na ra do Trapichen. 40 se-
gundo andar, aonde tambem se dar'
qualquer esclarecimento.
Nicolao Machado Freir.precisa para sua ta-
berna, na povoarao do Monteiro, de um caixeiro que
saiba 1er e escrever.
Precisa-se de um feilor aue seja portuguez :
na ra da Cadeia do Recife n. fe, primeiro andar.
No dia24 do crrenle dcsappareceu do abaixo
assignado o seu escravo Andr, crioulo, de idade 18
annos, llura regular, magro, o qual emprega-se no
servic.0 de alvarengas ; prulcsla-sc contra qualquer
pessoa que e dito escravo Acuitar, e gralifica-se ge-
nerosamente a quem o prender e levar ao Forle do
Mallos, defronte do trapiche do algodao, ou cidade
de Oliuda no Varadourn.
Juo Autonlo Moreira.
Necessila-se de urna escrava on escravo que se-
ja bom cozinlieiro e que enteuda tudo pertencente a
cozinba : no consulado americano n. 4, ra do Tra-
piche, ou no armazem de IJavis & Companhia, ra da
Cruz n. 9.
Roga-se a alguma pessoa que tenha
comprado um cordao de ouro nao de lei,
emendado em diversas partes.^om peso
de 4 oita vas el i4, que da-seo ftsmn por
quaufo elle foi vendido, podendo-se diri-
gir ruada Cadeia n. 24, ou na Soledade,
casa do Sr. Vieira ; ale'm de pagar-se 1-
ca-seobrigado.
Na ra do Crespo n. 16, esquina da
Nn da28 para 29 do mez findo, desappateceu .ra das Cruzes, loja da viuva Brandan <5
urna sacca de cafe da cana' de Joao Simoes .le Al- ~
meida : roga-se a quem fr otl'erecida, dirgir-se a
Irmao, precisare fallar com o Sr. Estevao
Jos Paes Barago, a negocio de seu inte-
ri
degralificacjo.
do corrente pelas 10 horas da
"adre de Dos, casa n. 3,
le lioraem com as letlras
e bico-com as ledras C S
ecido diloroubo, de oap-
ado com 10J000 ; fnna-
labvrinllioetreito, j vc-
Roobaram m
maanfe, da Ira
soguirao andar
J SA,2(oa
L: roga-se
prehender,
ram nujs urna
Iba, sei mhrca
O abaixo
de Santo Amar
Cruz do Recife
Sueminleressar,
ividaalgma
guos Gramuso
Ono da taberna da'estrada
sciente ao publico ou a
ua0 se rcsponsabilisa por
lo Sr. Bernardo Rodri-
que foi seu na dita la
berna ai a data do i. nefevrreiro do correte anuo,
pois len ma mencionada," leve o abaixo assignado de soffrer
urna penhora na* dita taberna por Blando dos Sr.
Franca & Irmao por nma divida conrahida pelo dito
Bernardo, segundo disseraraem audiencia, e para
que nosereproduzamifeitoaiguaesa este,faz apr-
sente declaracao. Recife iSle junho de 1854
Manoel Pereqnfjtpcs Ribeiro.
Epconlrou-se no corredSBo sobrado da rita da
Assumpca* n. 36, urna pequeii" troxa de roupa so-
ja, conteni 11 pecas : quem fe- seu dono, dirija-se
ao seguudt andar do dito sobrado, que daudo os sig-
naes lhe ser entregue.
Jos Martins de Castro vairao Rio de Janeiro.
COMPRAS.
Vendcm-se fogSes americanos chegados ullima-
mente dos Eslados-Unidos: na ra do Trapiche
n. 8.
Capachos.
Veudem-se os melhores capachos que leem vindo
a ale mercado: na ra da Cadeia Velha, esquina da
Madre de Dos.
Vende-te um bom carro de quatro rodas, com
assento para 4 pessoas, com todos os seus pertences.
e tambem um cabriole!, com robera, e um bom cal
vallo : Irala-ae na ra do Trapiche o. 48,
jT^ FARiNIA DESMN MOCA.
x* Vende-se a melhor fariuha de mandioca
S que ha no merrao, a bordo do brigue naci-
la nal Inca, e da escuna Zeloza chegada de S.
Catharina para porroes, no que se far aba-
te empreco: Irala-se romos consignatarios
no escriploriu da ra da Cruz n. 40, primeiro
andar.
N. B. Para maior vanlagem dos comprado-,
res, pdem dirigir-se ao Forle do Mallos e*
junto ao trapiche do algodao chamar p'ara
bordo, que se manda logo o bote Ierra.
Vende-se por 4508000 rs. um prelo de naeS-
ainda moco, sein vicios nem achaques, hejapuito poso
sanie e proprio para servico de campo ssna ra da
Penlia, taberna nova por baixo do sobrado.
Chapeos do Cbjle.os mais superiores que
tem apparecido, por prero commodo : na
_ loja de Chrisliani & Irmao, ra Nova
n. 44
A 800.
Na ra Nova n. 44, ha nma grande quantidade de
chapeos francezes, por commodo prero.
Chapeos de palha da Hada, os mais finos possi-
vel, Unto para lioraem como para meninos e meni-
nas, cem en fe des e sera ellesf ditos para montara de
senhora com riquissimos enfeites, ditos de ledro para
homens e meninos, ditos amazonas do melhor gosto
que lem apparecido : na ra Nova n. 44.
Vende-se um sobrado de dous andares, em
chaos proprios, no bairro do Recife, por 3-OOaOuO :
quem o pretender, dirija-se ra da Senzala Nova,
taberna n. 7, que ahi sedir aonde he o dito sobrado
e quem o vende.
Vnde-se orna jumenta com cria, parida de
ponen lempo, a qual d ama garrafa de leite, muilo
recommendado pelos mdicos; assim como um caval-
lo gordo de bons andares : na ra do Qucimado
n. 14.
Vende-se a superior herva malte, chegada nlti-
mamente do Rio Grande, assim como cuiasde bom-
bilhas para lomar a mesma : na ra do Vigario n.
11, armazem de TelIesJjCompanhia. ,
T Vendem-se 6 eMvas mocas comalgnmas ha-
bilidades, e 1 oplimo escravo de muito boa conduc-
ta : na ra Direita u. 3.
Vende-se com cavados ou sem elles um
carro de 4 rodas cora 6 asiento*, muilo
forte e com pouco uso, e um tilbury em
"bom eslado : a fallar na praca da Inde-
pendencia n,18e20.
Vende-se no paleo do Carmo, Ubcrna n. I, um
escravo, crioulo, de idade 25 a 26 annos, bonita fi-
gura, proprio para todo o servico.
Superior farinha de mandioca
Vende-se farinha de Sania Calharina muito 9
W nova, e do superior qualidade, por prero A
9 commodo, a bordo da escuna nZelosan ; para $
4$ por'Oer. traU-se no escriptorio da roa da Cruz A
n. 40, primeiro andar.
@ @fe
Vendcm-se 4 escravo,"l mulato de 20 annos,
1 moleque de 17 airaos, 1 preta Uvadeira e engom-
madeira, 1 prelo de 40 ayinos e 30 travs de pao dar-
co : na roa larga do Rosario n. '25.
^ Vade-mecum dos homeopathas u @
(A oDr. Heringtraduzidoem por- tugue. j
Acha-se a venda esla importanlissima o- ^?
f&l lira do Dr. Hering no rnusultorto homo-o- AA
patbico do Dr. Lobo Moscoso ra do Colle- 7
9 gio n. 25, 1 andar.
650
Vendem-se na ra da Mangueira n. 5J
650 tijolos de marmore; baratos eem bom
estado.
POTASSA BRASILEIRA:
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
ua-se aos senhores de engenho os
seus bons elfeitos ja' experimen-
tados: na ra,da Cruz n. 20, ar-
em de L. Leconte Feroh S
janhia.
Palitos francezes.
Vendem-se palitos francezes de brim de li-
W nho a 39000, ditos brancos de bretanha a 49, *
dilos de alpaca prela e de cores a 89000, ditos 9
9 de panno uno verde escuro o prelo a 149, 1<>9
c 189000, ludo ila ultima moda e bem acaba-
3) dos: na ra Nova, loja de fazendas n. 16, de
~ Jos Lhz Pereira & Filho. $
1$
i
i
"
100 de'.
1800 de.
aojjf
At^encao.
Jos Gon(alvcs Braga, faz sciente a lodos os
seus fregnezes e mais pessoasquedo seu pres-
,limo se quizerem utilisar, que raudou o seu
eslabelecimenlo de barbeiro para o primeiro
andar, aonde sempre o encontrarlo prorapto
tiara os servir, asim como tambera offereco
muito boas bichas de Ilamburgo, mais baratas
do que em oulra.qualquer parle : na ra da M
Cruz primeiro andar n. 48. defronte da mes- ]H
ma loja. 53*
Arrenda-se um engenho d'agua, situado a urna
legua e meia desta cidade, com porto de embarque e
proporcoes para safrejar 1,500 pes annuaes, lendo
alm dislo excedentes baixas para capim, boa horta,
ptima casa de vivemiaffc todas as mais obras e nfli-
cinas de alvenaria, e em perfeito estado de conserva-
cao ; negocia-se tambem a safra pendente, alguus
bois e vaccas, qaartos, canflas e carroca, tudo novo
ou em bom uso : os prebndenles dirijam-se ao Sr.
Ignacio Francisco Cabral Canlanil.
O c-auteliata Salnsliano de Aquino Ferreira dei-
xou de vender cautelas das loteras do Rio de Janei-
ro desde dezembro de 1853, e lem marcado o prazo
de um annoque se ba de lindar no dia 27 de maio de
1855 para a liquidacao das referidas cautelas que an-
da existen) por pagar. ,
GABINETE PORTIGIIEZ DE LEITURA.
Por ordem da directuria convoca-ce extraordina-
riamente a assembla geral dos senhores accionistas,
jiara domingo 4 de junho, pelas 11 horas do dia.
Aluga-se a cas terrea do Mondego n. 99, com
muilo bons commodos para grande familia : a tratar
na ra Nova n. 53, botica.
Precisa-se de 2 a 3 contos deTis, a premio de
1 ao mez, e pelo lempo de 4 a 6 iinnos; aceitam-
se ledras e d-se as garandas que forem exigidas,
excepto penhores de prala e ouro : quem quizer ef-
fectuarsemelhaote negocio, aununcie para ser pro-
curado.
2000 premios.
Hoje 2 de junho corrente, peranlc o Sr. Dr. juiz
do civel da primeira vara, depois 'da audieucia, se ha
de arremalar.por ser a ullimtf>raca,uxn pret escra-
vo do fraado;jus|r'rancisco BKm, por etecnieao de
Joao Jos de Moraes: escrivar Bnplislu. 4
Aluga-se urna eicelleSe casa cora mui bous
commodos, sita na rualmperial; a Iralr na ra do
Livramenlo n. 20, segundo andar.
"" wmmKsamx
v. mereza Alexandnna de Souza
ra, professora parlicnlar de primejras ledras,
! costura e bordados, acaba de estabelecec den-
tro de sua aula os dous ensinos de gramma-
tica porliigueza e msica, havendo alli tDtf-
mo um piano destinado para o estado ffs
aprendizes ; no pateo do Paraizo, segundo
andar, junto a igreja, tratar-se-ha a respeito.
Precisa-sede am rapaz para caiteiro de pada-
ria : quem estiver nesls circumslanciaa, dirija-se as
Cinto Ponas n. 106.
Offerece-ae urna erioula, moca, sai lia e de bom
comporta ment, para ama de casa de familia capaz,
a qual sabe coser, engommar, cozinhar, e faz todo o
mais servico menos de andar na ra : atraz da igre-
ja da Estancia, em casado Sr. Anlo.
Na ra do Vigario n. 7, lia um bom escravo
cozinliqiropara se,alugar, e ura oulro escravo pro-
prio para criado de casa ou qualquer servico a que se
queira applicar.
Quem quizer urna boa ama para casa de ho-
mem solleiro, para cozinhar e engommar, e muito
fiel, dirija-se ao becco do Serigadtn. 13.
Pedro Paulo dos Santos, escrivao da irmanda-
de do Senhor Rom Jess das Dores era S. Goncalo,
convida a seus irinaos n comparticertm no dia 4 do
corrente pelas 9 horas do dia, no consistorio da mes-
ma irmandade, afim de se proceder a eleirau da no-
va mesa.
Perden-scno dia 31 de maio,, desde a ra de
Dorias, Iravessa do Pouciuho e roa de Sania There-
za, urna cacolela de ouro : quem a achou, leve-a
ra de Horlas n. 63, que ser gratificado.
O escrivao Attayde transfiri o seu escriplorio
para o bairro de Santo Antonio, ra das Cruzes n.
20, primeiro audar, aonde pode ser procurado todos
os das nleis.das 9 horas da manlaa at as4da'larde.
Gale ia de retratos a oleo e da-
guerreotypo.
Cincinalo Mavignicr, retratista B pensionista d? S.
M. o Imperador, sendo mil vezen grato a lao magn-
nimo raonarcha, vai dislribuir (iratuitmenle entre
todas as pessoas*que forem a swu estabelecimento se
retrataren) pelo systema'daguerreotvpo, estampas
onde represenlam o busto de Si M. o Imperador, de-
senliadas e litographadas no Rio de Janeiro pelo
annuncianle, em ponto grande. O annunciante dese-
jandn que os sena patricios e amigos conservara a
lembranca de seu monarcha, por isso convida ao pu-
blico desla capital para ver a expsito que vai prin-
cipiar amanha al quinta-feira, no seu eslabeleci-
menlo, a exposicao do retrato de S. M. o Imperador,
em ponto natural: no aterro da Boa-Vista o. 82,
primeiro e secundo andares.
Aula dedesenho e pintura.
Cincinalo Mavignier' retratista e pensionista de
S. M. o Imperador, tem aberto a soa aula de desenho
a pedido de muilissimas pessoas que para esse fim se
empenham.
Offerccc-sc urna mulher de lioa conducta' para
cozinhar em casa de hornera solteiro, ou de,pouca
familia : a tratar na ra do Sol n. 25, segundo andar.
-r Quem quizer pastis de carne de porco bem fei-
los, a feitio de nariz, o tambem ho I i ni ios de diversas
qualidades, pode mandar encommeudar na ra Di-
reila, sobrado ao p da bolica u. 33.
AO PUBLICO.
No armazem de.fazendas bara-
tas, roa do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, linas e' grossas, por
precos. mais baixos do que em ou-
lra qualquer parte, tanto em por-
ches, como aYetalho, amanendo-
se aos compradores um s preep
para todos : estefestaEelecnento
ahrio-se de combinarao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epdr
i$to olFerecendo elle maipres van-
tagens do que outro ququer ; o
proprietano,deste importante es-
tabelecimento convida a'todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
.seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
Compra-se prata brasileira e hespa-
nhola : na ra da Cadeia do Recife n-
24-, loja de cambio.
Compram-se eflectivamente cobre,
latao e bronze velho : na fundicao de fer-
ro da ruado Brum n. 6, 8 e 10, passan-
do o'chafariz.
Cumpram-se escravos de 10 a 20 annts de am-
bos os sexos, para so exportar, e paga-se "bem : na
ra Direila n. 66.
Compra-se o diccionario de Constancio em se-
gunda m3o : na ra do Queimado n. 53.
Compram-se accSes do Banco de Pernambuco :
na roa do Queimado n. 8, loja de. Antonio Luiz de
Oliveira Azcvedn.
Compras* papel de diarios a 120 a libra : na
ra larga do Rosario, fabrica de cigarros jnnlo ao
quartel n. 21.
Vendem-se relngios de ouro e prata, mais
barato de que em qualquer oulra parle :
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Chapeos pretos francezes
a cari j. os melhores e de forma mais elegante que
tero vindo, e outros de diversas qualidades por me-
nos pre^o qoe em oulra parte : na ra da Cadeia do
Recife, n. 17.
Bepoeito da fabrica de Todo* oe Santos na Babia.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber &C, na ra
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muito proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por prero commodo.
Vendero-seera casa de Me. Calmout Com-
panhia, na praca do Corpo Santn.H,o seguinle:
vinho de Marseilleem caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em novel los ecarreleis, bren em barricas muito
grandes, ac de milao sortido. ferroinglez.
AGENCIA
VENDAS.
AO BARATO.
Vendem-se na ra Nova n. 8, loja do Jfos Joa-
quim Moreira, chapeos de seda para senhora, muito
bem promplns e chegados ltimamente, pelo dimi-
nuto preco de 14000, ditos para meninas do mesmo
modelo a 89000, oleado para mesas com mais de 4
palmos de largura a 19000 o cqvddo, pannos de olea-
do ja corlados e preparados para mesas de meio de
sala a 29000 cada um, ditos de dito para consolos a
29000 o par, dilos de dilo para commodas a 2&000
cada nra ; a elles, antes que se acabem.
' Vende-se um piano muito bom : quem quizer,
dirija-sealraz da matriz de Santo Antonio n. 28,
que achara com quem tratar.
Na ra do Collegio
vendem-se' saccas com arroz de casca, pelo diminuto
prero de 49000 rs.; a ellas, antes que se acabem.
-Attencao.
Na ra Direita n. 19, ha para vender-se am cai-
xaocom quatro reparlimentos, muilo bem feito'e em
conta, um braco de balanca deRoraSo & Companhia,
com conchas e ura peso de2 arrobas, quedos muilo
novosa 19700 e urna porta de louro cm conta.
RICA ACQUISICAO'. *
Vende-se um mulatinho de 14 a 15 annos, e ama
negrinha de 12 a 13 annos por precisao: a tratar no
segundo andar do sobrado daru do Rosario da Boa.
Vista n. 53.
>' ESTAO'-SE ACABANDO
os cortes de cassas francezas com 6 varas a 19140 rs.
cada um corte : fia ra no Crespo n. 19.
DEPOSITO JJE VlNHOaiAM?**
PAGNE.
Vendem-se gigos com garrafas e
meias garrafas,de champagne do
ja' bem conhecido e acreditado au-
tor Josep Penier, por mdicopreJ
co a' vista da excediente qualidade:
g na ra do Trapiche n. 11.
Casa da afericaO, tja ra das Aguas-
Verdes n. 25.
O aferidor participa, que a revisan leve principio
110 da i de abril correnta, a finalisar-se no dia 30
de junho prximo futuro: segundo o' disposto no
arl. 14 do regiment municipal.
Paulo Gaignou, dentista,
pode ser procurado a qualquer hora em sua casa
na ra larga do Rosario n. 36, segundo andar.
,""ViT"*'"Tr"^',Ir"*>' .T* w w mi e*^
ir. ihomassin, medico francez, da con- (
sullas todos os dias otis, das 9 horas da mi-, (
3 nhaa al o meio dia. em sua casa ra da Ca- (
deja de Santo Antonio n. 7.
.fea
Precisa-se de urna preta escrava, que cozinhe e
faca o mais servico de urna casa de pequea familia,
naga-sebera: a tratar na ra da Cadeia do Recife
Qoem precisar de um pequeo com pratica de
taberna : trate na ra da Cadeia do Recife n. 23.
MADAME MILLOCHAU BUESSARD.
Modista franceza, aterro da Boa-Visla n. 1.
Avisa is suas freguezas, qoe pelo navio Pernam-
buco, lhe cnegou um graude sortimento de objectos
de modas do Paris, como sejam: chapos de seda.c
de palha para seuhoras ; manjeleles, ricos loucados
e enredes para bailes o visitas; vestidos deblondc e
dehico par noivas; camisinhas de tico, odecassa
fina bordadas de ponto inglez, manguitos dito; ro-
meiras de bico, caraces de bico, liras bordadas de
ponto inglez ; filos bordados e lisos, bicos ale linho e
rendas, mantas de bico fino para* cabecas ; bicos de
bloud branco e prelo, dilo de laa ; tranca* de seda
e de algodao, um grande sorlimenlo de flores finas
para lodos os usos; esparlilhos, Iqvas de jouvin, li-
las de seda e de velludo : e militas outras fazendas
de gosto. .
NO ARMAZEM DE C.J.ASTLEY
ECOSPAMHA, RIJA DO TRAPICHEN 3,
ha para vender o seguinle :
Cal branca franceza.
Folha de Flandres.
Estanhoem barra.
Cobre d 28 e 30. *
A7eitede Colza.
Oleo de linQrjfck.em latas de 5 gales.
Champagne, marca A. C.
Oleados para mesas.
Tapetes de laa para forro desalas.
Formas d folha de fegro, pintadas, para
fabrica deassucar!
Ac de Milao sortido.
Lonas da Russia.
Lazarinas e clavinotes.
Papel de paquete, inglez.
Brim de vela, da Russia.
Graxa ingleza de verniz para arreos.
Arreos pava um e dous cavllos, guarne-
cidos de prata e de lauto
Chicotes e lampeoes para carro e cabriolet.
Coiiros de viado de lustr para cobertas.
Cabezadas para montara, para senhora.
Esporas de ac prateado.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundiqao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
ra do Brum logo na'entrada, e defron
te do Arsenal de Maiinha lia' sempi-e
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
existem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de 3espeza. Os
precos sao' os mais commodos.
OLEO DE LINHACA EM BOTJAS: o
vende-se-em a botica de Bartholomeo
Francisco de Souza, ra larga do Rosario
36.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Stafr & Companhia
etn Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
rAodelloeconstruccao muito superiores.
ATTENCAO'.
Na roa Direila n. 19, ha para vender os gneros
seguimos:
Manteiga ingleza superior. 560
Amendoasdescascadas. 320
Bolachinhas de araruta emlalasde6 2300
Dila ingleza. 240
Talherim, macarrSo e alelria. 280 a
Cha hvssoii raudo superior. 2&240
Dilo brasileiro. 1500
Espermacele a 900 o 720 n
Vinho do Borlo engarrafado (sem casco). 640
Dilo de Lisboa. ? 400 d.
Toucinho de Lisboa. 400 n
Tijollo de limpar faccas. 140
Farinha de araruta. 200
De tapioca. 140
Todos estes gneros se responde pelas qnalidades
Vend-se superior kirechs e abscin-
tbe : na ra da Cruz n. 26, primeiro
andar.
Vendem-se o moradas de casas ten-
reas cm Olinda. urna na ra do Coslo,
outra na ra do Carmo, e outra na ra
da praia de S. Francisco: a fallar no
aterro da Boa-Vista n. 75.
Para senhora.
Vendera-se superiores c modernos chapeos de se-
da para senhoras, chegados recentemente : na praca
da Independencia 11. 24 30.
Toda attencao aos precos do novo sorti-
mento de fazendas baratas, na ra do
CrespoJado do norte loja n. 14, de
Dias & Lemos.
Vendg-se alpaca preta, fazenda de duas larguras
pelo baralissimo preco de 400 rs. cada covario, dila
muilo mais fina com luslre a 680 re. o covado, sarja
de laa prela de superior qualidade por ser muilo en-
corpada a 520 rs. o, covado, chilas escuras de bous
pannos e cores thas a 160 rs. o covado, ditas sarago-
canas escuras e outras mais cures cora, novos dese-
nhos a 180 rs. o covado, as verdadeiras bretanhas
de rolo muilo encorpadas a 19800 rs. a pera, peci-
nhas de bretanha de linho fazenda muri fina a
35:i00 rs. jada urna, corles de meia casemira escura
dequadrose lislras a 19500 rs. o corte, ditos de
brim de quadrinhos miudos fazenda de bom goslo a
1140 rs. cada corle, riscadinho de linho c lislras
miudinhas a 200 rs. o covado, os verdadeiros coher-
loresde lgodo branco da fabrica de Todos os San-
da Baha- a 560, e grandes a 640 rs. cada um : as-
sim rumo mais outras fazendas por menos proco do
que em outra qualqtter parle, sendo a dinheiro
vista.
Chumbo.
Vende-se chumbo cm barra c lencol : no arma-
zem de Eduardo II. Wjalt, ra do Trapiche Novo-
n. 18.
Vende-se nma canoa decarreira, nova, de ama-
redo, inlcrica, com embonos, pintada e prompla:
no lim. da ma da Concordia, no eslaleiro de carpin-
tero, a fallar com o Sr. Jos Carvalho da Fonseca.
Vende-se um cabrioiel com sua competente
coberta e arreios, ludo qnasi novo ; assim como 2
cavados do mesmo j ensillados e mansos : para ver.
na cocheira do Pedro ao p do arsenal de marinha, <
para tratar,.na ra do Trapiche Novo n. 14, primei-
ro andar.
CHAPEOS A tyltiOO..
Superiores chapeos de
seda francezes, modernos, 'pelo barato
preco de 65OOO : na loja e fabrica de
chapeos de Joaquim de Oliveira Maia,
na praca da Independencia n. 24 a 30.
Bordados a ouro para os lUms. Srs.
acadmicos.
Vendem-sc ricas gorras de velludo bordadas a ouro
fino, por preco muito barato 11 vista da sua boa qua-
lidade : na praca da Independencia, loja e fabrica
do chapeos de Joaquim de Oliveira Maia.
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n( 42.
.Neste estabelecimento continua alia-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferr batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO,
O arcano da invencW do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas,. com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em lalas de 10
libras, junto com o metbodo*de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ru da
Cruz, n. 4. t"':
SAW. .
SALSA PARBILHA.
Vicente Jos de Brilo, nico agente em Pernam-
buco de" B. J. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que tem chegado a esla praca una erande por-
Cao de frascos de salsa parrilha de Sands, que sao
verdaderamente falsificados, e preparados no Bio
de Janeiro, pelo q"ue se devem acaulelar os consu-
midores de 13o precioso talismn, de* cahir nsle
engao, lomando as funestas consequencias que
sempre costumam Irazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mSo daquelles, que antepoem
seus ipteressesaos males e estragos da humanidade.
Perianto pede, para que o publicse possa livrar
desla fraude e disdugda a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recentemente aqni chega-
da ; o annunejante faz ver. que a verdadeira se ven-
de nicamente cm sua botica, na ra da Cnnceicao
do Recife n. 61 ; e,- alen do receituario que acom-
panha cada frasco, lem embaixo da primeira pagina
seu nome impresso, e se achara sua firma em ma-
nuscripto sobre o involtorio impresso do mesmo
traeos.
RELOGIOS iNGLEZES DE PATENTE :
vendem-se por preco commodo : em casa
de Barroca & Castro, na ra da Cadeia do
Recife n. 4.
Vende-se. chocolate de Pars, o me-
lhor que tem apparecido at hoje neste
mercado, por preep commodo : na ra
da Cruz'n. 26, primeiro and
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Henriquc Gibson :
veralem-se nlogiot do ouro de abnele, de paten-
te inglez, 'da melhor qualidade e fabricados era
Londres, por preco commodo
Na ra do Vigario n. 19 primeiro andar, tem
venda a superior flanella par forro de sellins che-
gada recentemente da America.
Vendeva* solt mnito boa, da rnetbor que ha
no mercado, em pequeas e grandes porroes, pedes
de cabra e esleirs de-palha de carnauba, chegado
ludo ultimaraenle do Aracatv: na ra da Cadeia do
Kecife n.49, primeiro andar.
Cera de carnauba.
Vande-secera de carnauba do Aracatv: na roa
da Cadeia dn Recife n. 49, primeiro andar.
Na ra Imperial n. 167, vende-se bom fumo da
Ierra para charulos, assim como da Baha de supe-
rior qualidade.
Vende-se para liqoidacao una das melhores e
mais acreditadas tabernas da ra do Collegio, propra
para ura principiante por te fazer vantagens que cer-
tamente agradarSo ao comprador: a Iralr na na do
Amorim n. 48, armazem de Paula & Sanios.
Bichas de Hamburgo.
No anligo deposito das bichas de Hamburgo, roa
estrella do Rosario n. 11, vendem-se as melhores bi -
chas de Ilamburgo aos ceios e a retadlo, e tambera
se alugam por menos do que em oulra qualquer
parle.
Vende-te am excedente carriuho de 4 rodas
mu bem construido,.mbom estado; est exposto na
ra do Aragao, casa do Sr. Nesme n. 6, onde podem
os pretendenles examina-lo, e tratar do ajaste com
o mesmo senhor cima, on na ra da Cruz no Recife
n. 27, armazem.
PALITO'S DE ALPACA FRANCEZES.
Grande sorttmenlo de palitos de alpaca e de brim:
na ra rto Collegio n. 4, e na ra da Cadeia do Reci-
te n. 1/ ; vendem-se porprec.0 muito commodo.
Moinhoefae vento
'ombombasderepnxopara regar horlas e baital
de capim. na fundicao de D.,W. Bowman; na ra
do Brum us. 6,8 e 10.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-sesuperior vinho do Forro, em
barrsde4., 5. e 8.: no armazem da ra
do Azeijji de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes & Companhia, na
ra do Trapichea. 34.
Padara.
Vende-se orna padara muito afreenutda: a tratar
com Tasso dr Irmios.
Aos senhores de engenho.
Cobertores escaros de atgodSo a 800 rs., ditos mui-
0 grandes e encorpadot a 1)400: na ra do Crespo,
loja da esquina qoe votfc para a Cadeia.
Devoto Christo.
Sahjo a luz a 2. edcao do lrvrinho denominado
uevoto Uinstao.mais correctoe acrescentado: vnde-
se nmcaraenle na livrara 11. 6 e 8 da -pra da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoafdas,
brancas e de corea de um s panno, muilo grandes e
fde Hora goslo : vendem-se na rna do Crespo, leja da
esquipa que .volta para a cadeia.
I
I
ArajJos americanos.
^ Vendcm-se arados americanos chegados nl-
U5 limameute dos Estados-Dnidos, pel barato
preco de KfeOOO rs. cada um : na ruadoTra-
piche n. 8.
SftSlSASAftB* agiaa
Navalhas a contento e tesouras.
Na ra da Cadeia do Becife n. 48, primeiro an-
dar, escriplorio de Augusto C. de Abreu, conliuu-
am-se a vender^ 8SJ000 rs. o parpreco fixo) asj
bem conhecidas e afamadas navalhas de barba fedas
pelo hbil fabricante que foi premiado na cxposicjlo
do Londres, as quaes alm de duraren) extraordina-
riamente nao se sentem o rosto na aceito do cortar ;
\endem-se com a condieo de, nao agradando, pode-
rem os compradores devolverlas al 15 dias depois da
compra, resliluindo-se o importe : na mesma casa
ha ricas lesouriuhas para unlias feilas pelo mesmo
fabricante.
PTIMO VINHOIDE COLLARES,
era barris de 7 em pipa : no escriptorio'do Augusto
C. de Abreu, na ra da Cadeia do Recife n. 48, pri-
meiro andar.
Vendem-se espingardas francezas
de dpus cannos fingi rul tronxado, mui-
to bonitas, e por ^>recp baratissimo : na
ra da Cruz n. 2G, primeiro andar.
Vendem-se latas.com o, 6 e 12 li-
bras de ameixas francezas de superior
qualidade : na ra da Cruz n. 26, primei-
ro andan.
Milito novo.
Vendem-se saccas rom milho novo, pelo, barato
preco de 3&000 rs. cada ama: na ra do Passeio Pu-
blico n. 17.
Malas para viagem.
Grande sortimento de todas as qualidades por pre-
co razoavel: na ra do Collegio n."4.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODAO
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-se o superior panno de algodao
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de escravos : no escriptorio de Novaes &
Companhia, rua do Trapiche 11. i, pri-
meiro andar.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violo e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, sclio-
tickes, modinhas, nido moder'nissimo
chegado do Rio de Janeiro.
FARINHA'DE TRGO.
Vende-se no armazem de Tasso Irmos, farinha de
Irigo de (odaa as qualidades, que existem no mer-
cado.
Na na do Vigario n. 19 primeiro andar, tem pa-
ra vender-se chapeos de castor brancopor commodo
preco,
Alendada Edwtti Kiw,
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon
& Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
mentos de taixas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas Deliras todas de ferro pa-
ra animaos, agoa, etc., dilas para armar em raadei-
ra de todos os tamaitos e modelos os mais modernos,
machina horisental para vapor com forta de
4 cavados, cocos, passadeiras de ferro estanhado
para casa de purgar, por menos preco que us de co-
bre, esco vens para uaVios, ferro da Suecia, e for
1 has de flandres ; tudo por barato preco.
Vende-se tima negra de meia idade, por preci-
sao : no paleo do Terco n. 20 segando andar, se di-
r quem veude.
Vende-se bolaclrinhas de Hamburgo
em latas, chegadas no brigne Olio : assim como
queijns londrinos e presuntos nglezes vindos no
Vllimo navio, e conservas porlnguezas : no'hirco do
Corpo Santo n. 6, armazem de Palraeira & Bcl-
tro.
Vende-se'um prelo moco, de bonita ligara, sa-
dio e sera vicios, cozinha e serve para qualquer ser-
vijo: na rua da Cadeia Velha n. 45.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e avaiade de zinco, superior quali-
dade, por precos commodos: na rua do
TrapjcheNovo n. 16.
Vende-so nm completo sortimento de fazenda
prclas, como : panno fino prelo a 33000. 4,1000
5000 e 69000, dilo azul 3000, 4JJ000 e 58000, ca
sem ira preta a 2500, setim prelo muito superior
3C000 e 48000 o covado, sarja preta hef pandla 28-
29500 rs.. setim lavrado proprio para vestidos de se
nhora a 28600, mudas mais fazendas de muilas quae
iidades, por pree,o commodo : na rua do Crespo loja
n. 6.
Velas de carnauba.
Na rua da Crnz n. 15, segundo andar, vendem-se
velas de carnauba; poras e compostas, feilas no Ara-
catv, por. menos pre;o do que era outra- qualquer
parle.
Vendem-se cobertores brancos de algodao gran-
des, a 18140 ; ditos de salpico tambem grandes, a
18280, ditos de salpico de tapete, a 18400: na rua do
Crespo loja n. 6.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do. Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de o a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao'
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despezad ao comprador.
Vendcm-se cobertores de algodao grandes a 640
rs. e pequeos a 560 r;. : na rua do Crespo nume-
ro 12.
NO CONSULTORIO H0ATiKO
DR. P. A> LOBO MdSim ?
Vende-se a melhor de todas as obras -de medicina
""""opalhica c?- O NOVO MANUAL DO DR.
JAHR .a. traduzido era portuguez pelo Dr. P.
A. I.obo Moseozo, conlendo nm accrescimo de im-
portantes explicacOes sobre a applicaco das dses, a
dieta, etc., etc. pelo traductor : quatro volumes en-
caderuados em dens 208000
Diccionario dos termos de medicina, cirurgia, ana-
toma, pharmacia, etc. pelo Dr. Moseozo: encader-
nado 4800o
yma carleira de 24 medicamentos com dous fras-
cosde linduras indispensaveis 408000
Dita de 36..... tjjtt
Dita, 'e 48..........509000
U ma de 60 tuboscom 6 frascos de linduras. 608000
Dita de 14* com 6 dilos......1001000;
Cada carleira he acompanhada de um exemplar
das duas obras cima mencionadas.
Carleiras de 24 tubu pequeos para algi-
beira ........... r 89OOO
Dilas de 48 ditos.........1680OO
Tubos avulsos de glbulos..... 18000
Frascos de meia onca de lindura 28000
Ha tambem pata vender grande quantidade de
tubos de cryslal muito fino, vasios e de diverso* la-
raanhos-
A. snperioridade destes medicamentos esl boje por
todos reconhecida, e por isso dispensa elogios.
N. R. Os senhores que assignaram ou compraran; a
obra dd JAHR, antes de pnblieado o 4- volume, p-
dem mandar receber este, que sera entregue tem
augmento de preco.
r*
se
0 Deposito de vinho de cham- @
($) pagne Chateau-Ay., primeira qua- $
Q ldade, de propriedade do condi 0
de Mareuil, rua da Cruz do Re- M
cife n. 20: este vinho, o melhor *
de toda a champagne vnde-
se a 56 se nicamente m casa de L- L&-
comte Ffron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rtulos
fo 'das garrafas so azues
ESCRAVOS FGIDOS.
Ausenlaravee do Recife as 4 ,',' hora*, da ma-
drugada de hontem, tres escravos sendo o prelo Jo-'
s, estatura alia, idade mais de 30 annos, com falta
do olho esquerdo ; Joige, cor fula, alio, de boa fi-
gura, idade 25 annos, pouco mais ou menos, com
um pequeo talho em nra dos castos da bocea ; Lnk
amulatado, de boa estatura, de 25 30 annoa, me'
aparvalhado, todos crioulos filhos do sertao
ram urna pequea trouxa de roupa de seu ato 'cada
um, ha algons dados de irera em companhia de nm
oulro Benedito, escravo do Sr. lenenle-corooB Leal,
e de lerem seguido a estrada de Pao d'Atfao agerega-
dota um comboyo que seguia para alm de Paje:
pede-se pelo prsenle a quenl interessaapotaa, a^cap-
tura dps meamos trazer.do-os a rua de' Apolli
armazem de Antonio Marques de Amorim, ]au5 ge
nerosamenle recompensar.
Antonio, moleqne, alio bem parecido,
avermelliada, uacao congo, rosto comprido e barba-
do no queixo^pescoco grosso, ps bem foilos, lendo
o dedo index da mao direila aleijado d un) lalho, e
por isso o Iraz sempre fechado, com lodos os denles,
bem ladino, oflicial de pedreiro e pescador, levou
roupa de algod.ln, e urna palhora para resguar-
iW-se da ehuva; ha toda a probabilidade d.e Icr sido
seduzido por algoem; dcsappareceu a 12 de main
corrente pelas 8 horas da manhaa, lendo oblido li-
cenca para levar para S. Antonio urna bandeija eom
roupa : roga-se portan'lo a todas as autoridad e ca-
pitcs de campo, hajam de u apprehender e leva-Io
;a Antonio Alves Barbbza -na rua de Apollo n. 30,
dli em Fra de Portas na rua dos Guararepes, onda
se pagarao todas as despezas.
Fogio no dia 3 do frrenle, urna escrava eri-
oula de nome Bemvinda, de estator* ordinaria, tem
bastantes marras de bechigas no rosto; levbb vesti-
do de chita desbotado: quem a pegar leve-a ni rua
do Queimado loja de fazendas n. 61, qae ter re
coinpcnsapo.
Ausenton-se no dia 30 do corrente a preta Ma-
ra, estatura regular, corpo retorrado, npri-
do, e feiosa, beicos grossos, Taita de mullos denles,
cor fnla por esjar amarella, lem urna orelha rasgada
do brinco, ps grossos, ura mais.do que oulro, por ter.
lido cravos, algumas cicalrizes do ferida as pernas,
e 110 eolio signal da Ierra ; levoo vestido de chita
com assento amarello e com lislras de flores rotas,
panno da Costa, e naosabe ainda andar correlenes-
la prara por ser nvala nella : pede-se encarecida-
mente as autoridades policies", capites de campo, e
mais pessoas a apprehensao da dita escrava, do qoe
senrosamente serao grauficados,levando.a na rodo
Caldeireiro n. 80.
No dia 30 de maio dcsappareceu a prela Feliei-
dade, de naco Costa, alia, cheia do corpo, bonita
figura, lem falla de denles da parte de dina, urna
costura no hombro esquerdo, lem 0 dedo polegar da
mao direila mais curio de ora penarfco qne leve,
muilo bem fallante, e pela falla parece erioula; le-
voa vestido cor de rosa, sendo o corpo do mesmo dif-
fercnle da saia, saia prela e panno da Costa de lislras
encarnadas, quasi sempre anda com um lenco na ca-
beca i moda da Baha, lem andado vendende looca
da Baha, na rua :' quem a pee' leve-a roa da Ca-
deia do Recife n. 61, que ser recompensado.
Desappareceu no da .10 do corrale orna ne-
cra erioula de nome tuiza.alla. corda e tem a barri-
ga bastante grande, e qoando falla ggueja, represen-
ta ter 28 annos; levou vestido de chita'com piolas
encarnadas ja desbotado, e camisa de madapollo e
panno da Costa novo, suppOe-se. qne fugio para o tu-
quia paracas d senhora jue a ereou ; roga-se por
tanto a quem pegar de a levar na rua da Cadeia
do Recife n15, segundo andar, qne te recompen-
sara generosamente,
lOOJtOOO rs.
Desappareceu no dia 30 de abril prximo pastado.
o prelo crioulo de nome Amaro, queaVepresenta 30
anuos de idade, jevou camisa de algodao toda azul'
< calca de algodao branco., he grosso do corpo al
.os ps. e qliando anda d estallos as juntas: quem
o pegar leve-o ruado Apollo n. 26, ou na roa da
Cruzii. 2.
Fugio no dia 25 do corrente o escravo crhmlo
de neme Vicente com os sgnas seguintes, -repre-
senta ter 30 annbs.bem preto, cilios grandes, cam-
bado das pernas, he muilo prosista : levou vestido
camisa de meia j rota, calca de riscadinho j suja
porm he de suppor que mudatse de trage, este es-
cravo he propriedade itaiMfetlMt Amorim Sal-
gado, senhor do ensenho CoSl uesiiczia de t'na,
quem o pegar o dtr miliciana roa do Kosarie lar-
ga n. 21 ou no dilo engenho qoe ter *bem recom-
pensado.
Para. Tn- *_


Full Text
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