Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01634


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Full Text

XXX. N. 125.

Por 3 mezes adiantados 4,000
Por 3 mezes venados 4,500.
QUINTA FEIRA I DE JUNHO DE 1854.
Por Arroo adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
EKCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO'.
Recife, o proprietario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joao Pereira Martins;Bahia, o Sr. F.
Duprad ; Maoei; oSr. Joaquim Bernardo de Men-
donca;Parahiba, oSr. Gervasio Victor da Nativi-
dade; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ly, oSr. Antonio de Lemos Braga ; Cear, o Sr. Vi-
ctoriano Augusto Borges.Maranho, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o'Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 26 1/2, 27 d. por 19
Pars, 360 a 365 rs. por 1 f.
Lisboa, 100 por 100.
Rio de Janeiro, 11/2 a 2 O/o de rebate.
Acces do banco 10 O/o de premio.
da companhia do Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Discerni de ieltras 9 a 12 0/0
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 289500 a 29*000
Moedas de 69400 velhas. 169000
Jo 69400 novas. 169000
d* 49000...... 99000
Prata.Pataces brasileiros..... 19930
Peso columnaros...... 19930
mexicanos....... 19800
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os das.
Caruar, Bonito e Garanhuis nos dias 1 e lo-
Villa Bella, Boa-Vista, Exute Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundis c sextas feiras..
Victoria, e Natal, as quintjs feiras.
Pili;AMAR DC MOJE.
Primeira as 9 horas e 18 minutos da manhaa.
Segunda s 9 horas e 42 minutos da tarde.
Al]Df\CL\S.
Tribunal do CommerciOj segundas e qnintasfeiras.
Relacao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1." vara do civel, segundase sextas aomeiodia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPIIEMERIDES.
Majo 4 Quarto crescento-a 1 hora, 48 mi-
nutos e 48 segundos'da manhaa.
10 Luacheia as)horas, 12 minutse 48
segundos da tarde.
17 Quarto mioguante aos 5 minutse
48 segundos da tarde.
i> 25 La nova aos 5 minutos e 48 se-
gundos da arde.
DAS DA SEMANA.
29 Segunda. S.Maxiroiano b. ; S. Mximo.
30 Terca. S. Fernando rei ; S. Emiliam.
31 Quarta. S. Patronilla v. m. ; S- Lupicina m.
1 Quinta. Ss. Firmo e Felino mm. S. Teopajtio.
2 Sexta. Ss. Marcellino pres., e Pedio Exorcista.
3 Sabbado. Jejum. (Vigilia) S. Pergenlino.
4 Domingo. Paseos do Espirito Santo. S. Qu
, rio b. : Ss. Rotelio e Daciano mm.
PARTE 0FF1CIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
LE N. 349.
Jos Bcnlo.ila Cunha e Fgneredo, presidente da
provincia de Pernambuco. Eaco saber a todos os
seos habitante, que a assemblea legislativa provin-
cial decretou, a eu sanecionei a reolucSo seguin-
te :
Art. io Para melhoramento da cultura e fabrico
do assucar, algodao, ou qualquer outro ramo de m-
dostria agrcola, e bem assim para a introdcelo de
qualquer outra nova industria agrcola, tica aberlo
aifgoverno da provincia um crdito de trinta co
de ris, ,do qual dar especificadamente conta
semblalegslativa provincial.
Art. 2. A referida quanla ser despendida quer
por meio de pipmiosvquer titulo de emprestimo,
com a precisa flanea, ou como auxilio aos que in-
Iroduzirem na provincia aparelhos aperfeicoados e
n'ella nao usados, para a manipuladlo do assucar,
os quaes possam ser vaolajosamente adoptado pelos
agricultores com reconhecido proveito, j na mclho-
ria ou accrescimo do producto, j na economa de
bracos ou lempo.
D premio porm, sosera concedido a quem apre-
sentar a macliinj fonecionando as condicOes do pre-
sente artiga, sem soccorro e aoxilio do governo.
Art. 3.- Ao governo incumbe estabelccer as pre-
citas condicOes e cautelas, para que as fabricas assim
montadas, sejam patentes ao publico, efo exnme dos
agricultores, que qnizerem conhecer o machiuismo
dellase studar o processo pratico.
Art. 4." Ficam Tevogadas as disposisoes cm
contrario.
i Mando, portauto, a todas as autoridades a quem o
conhecimento c execucao da referida resolucSoaper-
teiicer, que a cumpram, o faram cumprir lao inlei-
ramenle como n'ella t coolm. O secretario
da provincia a faca imprimir, publicar-fe correr.
Cidade do Recife de Pernambuco, aos de maio de
18W, trigesimo-terceiro da independencia e do im-
perio.
L. S.- JosBenta da Cunha e Figue'uedo.
Carla de le, pela qual V. Exc. mauda executar a
resoluco da assemblea legislativa provincial, que
sanecionou, brindo ao governo da provincia um
crdito de 30:0009000 rs., para melhoramento da
cultora e fabrico do assucar, algodao, ou qualquer
outro ramo de industria agrcola, e dando certas
providencias a respeito.
Para V. Exc. ver.Francisco Ignacio de Torre
.flandciraa fox.
Sellada e publicada u'esta secretaria do governo da
provincia do Pernambuco. aos22 de maio de 1834.
Joaquim Pire Machado Porlclla, official maior
servindo de secretario.
Registrada a (I... do livro 3. de leis provin-
ciaes.
Secretara do governo de Pernambuco, 22 de
maio de 1834.Joo Domingaes'da Silva.
Expediente o di 24 de malo da 1854.
Oueie.Ao marechal commandante das armas,
trausniitlindu por copia o aviso do ministerio da
guerra de 28 de abril ultimo, ao qual arompanlia
Umbem por copia o relatorio apre'cntado pela repar-
ticao do quartel mestre general, concernente ao'ex-
arrte a que se procedeu nos mappas e relarqs dg 2."
batalho de infantaria, relativos ao fardamento do
anuo de 1853, e bem assim as notas de qoc traa o
dito aviso.
Dito.Ao mesmo, remetiendo por copia o aviso
da roparlieflo da guerra de 2!) de abril ultimo, ra-
cnmmcndando que se d baixa do serYicjo, ao sar-
gento quartel mestre graduado do 4^? batalho de
artilharia a p, Malhias Pereira do Lago CalTezeiro,
visto haver concluido o praao do seu engajamenlo.
Dito.Ao mesmo, cbmmunicando que, segundo
constado avisp da repartirn da guerra do 29 de abril
ultimo, se concedeu ao alferesecrelario do 2. ba-
lalhao de infantaria. Atalilia Dunrte. Godinho, tres
mazas de licencia com sold limpies, para ir pro-
vincia do Maranbilo, e recomendando que ordene a
esse oflicial. que vista da nota qoe remelle por co-
pia, trate de pagar a importancia dos direitos c emo-
lumentos correspondentes semelhante licenra, sem
o que nao podo ter exeeoco o citado aviso.Offici-
ou-se neste sentido a thesouraria de fazeuda.
Dito.Ao mesmo, declarando que, segundo cons-
toa de aviso da repartirlo da guerra de 29 de abril
ultimo, foi approvaria a nomcaco que fez a presi-
dencia de Jos de Vasconcellos, para o lugar de cs-
crivilodo hosrfal milittrdesta provincia, cm o or-
denado de 4009000 ris ; eTecomendaud que ordene
a esse entongado, qne vista da nota que remette
por copia, trate de talisfazer na estarn competente
a importancia dos direitos e emolumentos corres-
pondentes aamelliinte noincarao.Nestc sentido
offlciou-se thesouraria de fazeuda.
mq-, inleiraodo-o de haver conce-
liceura.que a jauta medica
o soldado da companhia de ar-
Foseca cuidar de sua saude.
remetiendo por copia o aviso
do 29 de abril ultimo ; do
loupassaro alfcres do 10.
a, Joao Damasccno da Silva,
para o 12. dmesina arma que se acha addido, e
este para aquelle balalhao, o alfejei Jernimo Al-
ves d'Assurapcao.Communuou-se thesouraria
de fuenda.
Dito.Ao inspector da thesouraria de fazenda,de-
volyendo os documentos a que se refere a sua infor-
maran sob n. 2C2, relativos ao pagamento que pede
o alferes Joan Antonio Leilo, de aluguel de caval-
gaduras para a conducc pra?a (lenle, que regrossou do destacamento de Ca-
ruarn' para esta capital, fim de que S.. S. proceda
a respeito, na conformidade da citada informaeao.
Commonicou-se ao Exm. marechal commandante
das armas.
Dito.Ao mesmo, para mandar adianlanlar tres
nnv.es de sold, ao4 alteres ulliiuameute promovidos,
a, e, lleuriqne Jos Dorges Loy*
balalhao de infantaria, e este do9.
ma arma.l'arlicipou-se ao marechal com-
mandante das armas.
Dito.Ao mesmo, inleirando-o de haver o bacha-
rel Joaquim Manoet Yieira de Mello, juiz dedlrei-
to da comarca de Nazarelh, participado que reasu-
mir o.exercicio do seu cargo por ter sido absolvido
por accordam da relacito.Igual conunuuicarao Se
fez ao presidenlente d'aquelle tribunal.
Hilo.Ao mesmo, para que vista do conheci-
mento em forma, mande pagar a Marcellino Daniel
de Carvalho, a importancia da madeira de sucupira,
que de conformidade com o seu contracto, lem elle
fornecidO ao arsaual de marinha nao s<> para o fa-
brico da corveta Unian, mas tamhem paraun-corrcr
as precisoes do mesmo arsenal. Communicou-se ao
respectivo inspector.
Dito.Ao inspector do arsenal de marinha, dizen-
do que j vein, e foi Irausmitlida thesouraria de
fazeuda a ordera do thesouro nacioual sob n. 49,
abrindo na mesma thesouraria o crdito de 30:0009
reis para as obras do melhoramento do porto desla
cidade.
Dito.Ao mesmo, declarando que pode S. me.
mandar collocar nos haixos de Olinda, a boia que se
acha prompla n'aqUelle arsenal.
Dito.Ao mesmo approvando o cAulrato que S.
me. fez com Jos Baplisla da Fonsftca, consignata-
rio do patacho nacional Jozefina, para a condcelo
dos cem barrs de plvora que tem de ser enviados
para o Para. Oiciou-se neste sentido, ao Exm.
presidente d'aquella provincia.
Dito.Ao mnjor, encarregado das obras militares
para mandar pintar e caiar, as salas do quartel cm
que se acha o balalhao 11. 10 de infantaria destina-
das para secretaria, casa de ordens c estado maior.
Fizeram-sca necesarias communicarTies
Dito.Ao director das obras publicas para man-
dar com toda a hrevidade concertar um arromba-
ncnlo queapparcccuporbaixodabica que fuiere a-
gua para a prisa do crime da cadeia desla cidade.
Communicou-se a> chefe de polica.
Dito.Ao commandante do corpo de polica de-'
volvemlo o requerimento do ex soldado d'aquelle
corpo Diogo Jos Rodrigues, afim de que proceda a
respeito de conformidade, com o qoc resolveu a As-
sembla legislativa provincial c Ihe foi communica-
do em 16 do correnle.
Pnrlaria.^Au.accnIejla_comnanhia das barca de
vapor, para mandar dar passagem para o Cera em
um dos lugares para paswgeisos de estado no vapor
ejliesu espera Barros Lima Monterazo.Igual ceaca de Manoel
Joaquim Paos Brrelo que segu para o Para.
Dila.Ao mesmo para mandar dar passagem para
a corle em um dos lugares para passageros de esta-
do no*.vufJUUc se espera do norte ao Dr. Braz Flo-
cs de Souza.
idenlc da provincia, attendendo ao
que Ihe 1 breii paisano Jos Rufino de Barros,
resolv, qttraaja elleailmellidoao servico do exerri-
to como voluntario, por lempo de seis annos conta-
dos do lia cm que se realisar, o seu alistamehto,
visto ter sido considerado rapaz para o mesmo servi-
co, cm insprrran dc-saudc, ahonando-se-lhe alm
dos vencimenlos-quo por le llic corapelirem o pre-
mio de3009000 res flue Ihe ser pago nos termos do
reculamente de li de.cle/emlirn de 1852.Fizeram-
se as necessarias coniuiuiiicacao a respeito.
qual ei
balalhao de
BISPADO tE PERNAMBUCO.
O. Zoilo da Purificaeao Marques Perdigo, conego
rcgranle de Sanio Agostinha, por graca de Dos
e da Santa Si /Iposlolico, bispo de Pernambuco,
- do eonselho de S. M. I. &c.
Beurao, e paz a todos os nossos diocesanos.
He certamenle digna d'clcrno rcconhccimento a
permissao que gozamos-dn celebrar a glorosissinia
Ascensao de Jess Chrsto, elevado sobre todos os
ecos por sua propria virludc, sobre o monte Olvete,
m presenta de sua Santissima Mi, dos Apostlos,
e outro* discpulo*, que gozaram a prcrogativa de
presenciar 15o aprasivel softmiiidade.
Confiamos, dilectos irmaos, lerdes consagrado con-
venientes reflcxes incOabiiidade deste jocundo
Misterio, au qual lodo orbe catholico tributa an-
nualmcnte especiaes, e reverentes cultos, e a Sania
Igre)* recorda com pleno jubilo, ennmerando-o as
prineipaes festividades, persuadida de que, se a re-
laxaran nos costumes nao exercer sua prepotencia
nos coraces de seus filhos, sero estes: impellidos a
sentir efllcaz desejo de acompanhar a Jess Christo
em sua hrilliante, c triumphanle Ascensao, pela qual
nos foram abertas as portas da Celestial Jerusalem,
cconcidida a fruirn d'aquella luminosa habitarlo,
assignalada com a maior uflaliblidadc aos que se po-
dem gloriar na cruz de Jess Christo.
A pia recordaran da ronsnmmada victoria*, que o
Unignito Filhode Dos reportou neste esclarecido
dia, manifestando com a maior evidencia sua divin-
dade, soavisar as tribuanse* e vexames, communs
1 todo vvenle no globo terrestre, persuadido de nao
poder triumphar com Jess Chrislo, se com elle, c
por'elle, nao soBrer.
Tanto he nconlraslayel esla verdade, qnanto iro-
possivel he a victoria sem a precedente peleja, fun-
dada na eaperanra do Ilustre triumpho.
Quando contrarios senlimenlos de nos s'apoderem,
deveremos considerar-nos ligados uis prjsoes da car-
ao, e desadecoados loulrina evanglica, indicio
nao equivoco de que a Ascensao do Verbo Eterno
nenhuma impressflo caasuu em uosso espirito.
Passemos a fallar" do prximo, e feslivissimo dia_
do Pentecoste, no qual o Espirito Santo se manifes-
Ibu em linguas de fogo ao collegio Apostlico pre-
sidido por Mara Santisma, no Cenculo em Jeru-
salem pelas nove horas da manhaa para se cumprir
a promessa de Jess Christojdyresenciado este por-
tentoso prodigio por tres milpessoas, que, examinan-
do o estrondoso, e inslito Cacto, foram convertidas
pelo principe dos Apostlos em seu primeiro ser-
mao, e posto qne artculassem dilTerenles linguas,
quando perlencenles a diversas nac/>es, todas enleu-
diam urna s linguagem que ouviam a Pedro.
Neuhum chrislo ignora qual fosse o benigno de-
signio da Providencia nesle feliz successo ": razan
porque nao prolongamos esla allocucito, fazendo "ver
quaes os senlimenlos de que devenios estar possuidos
na contemplado de tanta aolemndade, parecen-
do-nos maiurgentc exhortar a perfeita imitaban des-
tes verdadeiros convertidos aquellos, que anda nio
se determinram a cumprir para com o Creador este
primeiro dever, essencial a toda creatura, a coja con-
siderarlo a Sania Igrcja aprsenla nesle grandioso
dia a exemplar conver.sao dos Parthos, dos Modos,
dosElamitas, dos naluraes da Mesopotamia, da Ju-
da, da Capadocia, do Poni, d'Asia, da Frygia, d
Pamfylia, do Esyplo, de varias partes da Lybia,
Romanos, Judeos, Proselytos, Cretenses e Arabios,
que conenrreram Cidade Sania para religiosamen-
te solemnisarem o grande anniversario* da promul-
gacao da lei Divina no Monte Sinai. (Act. Apost.
c. 2.).
Me Tiesta explendida festividade que devemos im-
plorar as luzes, e grabas necessarias para merecermos
a caridtjaa influencia da Tercera Pessoa da Santissi-
ma Trindtde, que nos Ilumine com os raios de sua
infinita inlelligcncia, e dissipc qualquer obscoridade,
que nos possa precipitar no tenebroso cabos da all-
cinacao, na qual o exercico das paixoessobmergeos
que por ellas se deixam dominar.
Naoduvidemos que o fruquente uso da oracao se-
*a o mais eflicaz meio para obtermos o bom exilo de
nossas prctenrf.es, se as nao viciadnos com supplicas
alheias de nossa salvarao-
Eis o molivo porque Jess Chrislo a recommenda
com assiduidade, cujo preceito satisfazemos quando
rectamentepenaamos.discretamente fallamos,e exem-
rJarroonte nraticamn. Cie;^,r ""^uj t^*.
edificante regularidade.
Suppliquemos, portanlo, ao Divino Espirito Con
solador, nos coitimuniquc urna faisca daquella pre-
fulgente sabedoria, com a qoal possamos conseguir
nossa predestinado.
Preocdendo a sincera contrican, imploramos a re-
misso dos propros delirios, particularmente attri-
buida ao Espirito Santo, esperando que esta nos seja
concedida por efTeilo de sua reconhecida clemen-
cia, dirigida a bratificar nossas almas, para eterna-
mente o gazarem., 1
Rngucmos o poderoso auxilio da Rain ha dos Ceos,
e Soberana do Universo, Filha de .Dos Pai, Mai de
Dos Filho e esposa do Espirito Santo, que sobre el-
la desceu neste dia com superior alTluencia.
Invoquemos humildemente seu valioso patrocinio,
por cuja virludc o Espirito Sanio desea sobre nos, e
santifique nosso espirito.
Recorramos a esta protectora, e advogada dos pe-
nitentes, que a ella enviam seus rogos, persuadidos
de terem direi.to sua inlervenco.
Confiemos que ella aceitar a esperauca, que de-
positamos em sua misericordia. Dedquemo-nos a
seo servico, para conseguidnos a srara final c aquel-
la morle, que declara perpetuamente felizes os esco-
Ihidos. Com a celeste proteceo, que, por interme-
dio de Mara imploradnos nesle dia, nao pralique-
mos acrao alguma, que nos constitua indignos da
augusta qualidado de filhos e servos, de 13o amavel
mai. .
Nossas orarnos serao escotadas, so forem acompa
nhadas com as disposiees, proscripta* por Jess
Christo, quando nos prometteu sua benigna ^atten-
jao.
Vs.dlcctos filhos, sabis quaes ellas sejam. Sua
pralica nos livrarde que nossas vozes parecam com-
paraveis ao som de um sino, quando dobra. Avive-
mos nossa fe ; sustentemos uossa esperauca e reani-
memos nossa caridade, detestando qualquer paixao,
quaesquer vicios, que infeccionar possam a pureza
nos castumes.
Seja osle e fruclo, que possamos colherda ."nedila-
yo na presento festividade.
Palacio da Soledade 30 de maio de 1851.
COMMANDO DAS ARMAS.
Quartel general de commando das armas de
Pernambace na cclate di Recita, em 31 de
maio da 1854. ,
ORDEMD0DIAN. 96.
Determina o Exm. Sr. marechal de campo Jos
Fcruamies dos Santos Pereira eommandanle das ar-
mas, qne na manilla do dial.<}lde junlin vtodouro,
se passe revista de mostraem sea-respectivos quarleis
aoscorpos do exercilo em guanicSo nes(a provincia,
pela ordem scguinle :
A's 0 horas a companhia de, aflifices ; s 6 e meia a
companhia fixa de cavallaria; s 7 ao baialliao n.
10 de infanlaria ; is 8 ao bala '-.Va ." da mesma ar-
ria, c aos recrutas em deposit no quartel do hospi-
cio, s8e meia ao batalho bi 9 da r^erida arma ;
eas 10 ao batalho 4. d artilharia a p aqoartelado
na cidade d Olinda.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudanlcde
ordens encarregado do detalhr.
EXTERIOR.
ameacado, para Epirus e Thcnalia, as duas pro-
vincias lureas'limilrophes do reino da Grecia ; alli
encontramos um combale que se reduz a um nume-
ro de pequeos tiroteios, mantido por ambas as
parles com toda a crucldade que uascc da irrita-
cao, lie verdade que nos diversos cncontros os Gre-
gos quasi nunca vence-n, sendo quasi sempre bati-
dos pelos Turcos, como aconteceu ullimancnle em
Taerna e Nellzowo rio Epirus, e em Vol c Alrnvro
nTa Tessalia ; e qoo os Torpos sao senhores le todos
os lugares fortificados "assim romo das communica-
coes directa* com ornar, pnrem os diversos bandos
de insurgentes quando balidos, logo acham um lu-
gar de retirada c refugio nos valles e na monta-
nha do l'indus ipaccessiveis para as tropas turcas,
e batidos hoje ao ste do l'indus. amanha ja appa-
recem dolado do oeste, maniendo assim os Turcos
em perpetuo desassocoRO e aclividade. A Porta des-
le modo se acha oorigada a manter' uessas provin-
cias ameacadas um exercilo ao menos de 20,000 ho-
rneo*, e he" claro que a falta desse numero se torna
mui sensivel no verdadeiro thealro da guerra.
Finalmente anda devemos fallar (do negocios n o
Biltico. A esquadra ingleza, composta' de unsi
navios de todos os tamanhos, debaixo do comman-
do do almirante Napcr se poz em movimento pa-
ra ir bloquear os portos rasaos. O resultado at
agora oblido he a captura de cerca de quarenta na-
CORHESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Hambnrso 27 da abril da 1854. ,
Desde a passagem do Danubio c da entrada na Do-
brudschah de parte dos RuaVos, nao teve lugar ue-
nhiim aconlecirjiento, que fe se do importancia no-
lavel no thealro de gnerrn oriental europea, que
presentemente comprchinde o mar Bltico, quasi to-
do o comprimento do Dannbio, em tanlo que alra-
vessa o territorio turco, o mar Negro, a Turqua asi-
tica, e atm disso as provincias turcas de Epirus e
Thesaalia. Os Russos se estabeleceram.na Dobruds-
chah, e as suas guardas avanzadas j oceuparam o
fosso da murallia de Trajano, do qual s julgava ao
principio que Omer-Pach o escolheria para o pon-
to principal de sua defensiva. Em lugar disso Omer-
Pach o abandono sem fazera mnima resistencia,
ajuntando presentemente as saas tropas na ludia de
Silistria, Schumla e Varna, n'um terreno sobre o
qual foram dadas as halalhas decisivas das ajitigas
guerras dos Turcos. Alli he que s diz qne elle se
decidi a esperar os Russos,-e a se oppor com toda
a Torca ao eu progresso. Quando esse progresso lera
lugar, nao se poder dizer, porm o<|ue he certo, he
que nao ser possivcl aos, Rinsos de se demorarem
por muito lempo na Dobrudsehah, que he urna cliar-
neca erma, e na maior parta pantanosa, que nada
otl'ercce para* o sustento das tropas. Ao mesmo lem-
po se mostra cada da mais claramente, que a entra-
da dos Russus na Dobrudsehah s teve lugar pela
motivo de nao alrancarem forrar o Danubio per lo
de Katafal,: de abrir d'alli as suas operajes routra
o eoraro da' Turqua. .En lodo o caso o seu pro-
gresso fall sobre a linha de Sola enconlrava uiuilo
menos impedimentos, do qu presentemente na for-
taleza Schumla ena linha do Balkan.
l"sle lie o motivo porque no principio fizeram todos
os esforc de sea poderarcm de Kalafal, c tamhem
o motivo porque Omer-Pach alli Ibes oppoz as suas
melhores tropas, reconhecendo logo, com sua sagai-
dade condecida, a importancia da Kalafal, e pode-so
considerar como um bem importante resultado das
arma? turcas, de haverem os Russos sido obrigados
a abandonarem o seu primeiro plano de operarse-,
e a se decidrem a emprehender um inteiramenle
opposto, que offerece as maores diOiculdades. En-
trclanlo acaba de cliegar no quartel general rtiss, o
iiriiicipc de Paskiewicz, e a primeira ordem por
thanilnn
,po que durar a prsenle guerrea oriental, e suas cn-
seqoencias inmediatas, e faz iutitna parte dos pro-
tocolices de Vicua da* quatro grandes nadies. Acer-
ca das' especialidades d convengo se observa o mais
profundo segredo. ao menos al hoje nada se pode
saber. O quo se confirma he, que o Iratado e a
convencao estilo bem lnugq,da idea d'uma poltica
activa e commum, decisiva ; nao impedirao a Aus-
tria-de seguir independentemenle a p'olica^d'uma
inlervenco azgrcsniva, e os boatos que corrapi de
diversos lados, fallam da deciso lomada em'Wien-
na de proceder actifamenle contra MonlenA I; as-
sim como contra os Cresos revoltosos, e mesfkejkcon-
Ira o reino da Grecia que apoia os mesmOs. porem nao sao mais do que simples noals, que por
ora carecem de toda a confirmaran. Como te diz, aj
Austria ePrasa vao exigir da I.iea Alleinaaa.Jsii4
adhesao, como tal, convencao militar au*tri
aua. >'e*tc momento anda se esta tratando
respeito com os differenle* governos alternaos, afim
de se ssegurarde ante-mo do consentimento geral
da Dieta: ale hgorS a Dieta, assim chamada repre-
sentante de toda jAllemanha", inteiramenle ignorou
a queslo Oriental, e empregou o sea lempo com
bagalcllas sem valor. A mais importante deciso
que tomou .desde he mnito lempo, a lixacao de urna
pequea somma para soccorrer os ofliciae* invlidos
do antigo exercilo do Sclileswig-llostein,dissolvido
vios, na maior parla com carga, que procuravam desde principios, de 18>l. Quasi durante Ires annos
entrar nos portos russos, e foram aprisionados pelosJ se discuti sobre essa decisSo, dfdurante esse lempo
rniciros inglezes. Ao mesmo lempo a esquadra ume parl dos invlidos se acliou Aa maior miseria.
/ .
FOLHETIM.
HIMAS-IJElim'CO
PELd luftia ie rooiiius, i Puao.uaosE.
TERCERA PARTE.
II.
O SpIellK-PK.
nblo m Spielberg pealo e Irczentos ron-
__os, pela mor ;parle ladrSes qu assassinos.
UuMCtavam no eveere duro, outros no durx*imo.
HUgagu duro, diz Silvio Pellico, o'hriga a Iraba-
Ihaji a tergrilbdes nos pos, *4Ninirsobretaboas"
nuas. o a comer o mais pobre alimento que se pode
imagkiar. O durumo significa ser ligado com um
circulo de ferro emurno dos rius, c a correnle pre-
sa na parale, de sor que mal pode urna pessoa an-
dar ao redor da laboa que Ihe servo de leito. O ali-
mento he o mesmo, posto que ndci diga pao e agua.
Q prisioneiros de Estado sSo coudemnados ao
rarcere diqro.
Omuarto em que Naundorir" eslava Techado, era
' sembro, estreito, e doenvio. A claridade do dia ahi
penetrava obliquamente, e era impossvel ver nada'
tora. So ouva-se ahi o rumor das chaves que abriam
ou fechavam os quartos vtsinhoe, ou o passo sonoro
e compassado dassenlinellas.
Durante os primeiros das NaundorfTnao procurou
nenhuma dislraccao, ficou resolutamente deitado so-
bre a esleir que'seivia-lhe de leito, e nao den ne-
nhuma altencao aos carcereiros que enlravam no
quarto para deporeUi ahi o alimentosa fortaleza. *
A fbre no'o tinh* deixado, elle linha-se recolhi-
do, e seu pensamenloreporlava-se cheioide saudades
para o pascado.
A sinislra solidan que o rodcava nao o espantava
anda, elle esperaa/a dislrahir-se ajudado de soas
lembranras, tomava um przer sincular em remon-
tar a doce ladeira dos das passados, " acbar aqui e all alguns semblantes amados 1...
Todava pouco a pouco sentio o enfado ganba-lo,
ns dina e as nuiles surrediajn-se com urna faslidiosa
nioiiiilonia, rls veres os phanlasmas da febre vinham
hssenla.r-se-lhe eabeceira, e linha medo. 'IVma
(;Vide Diario n. 124.
que essas paredes eslretas e hmidas o suffocasscm,
nao linha nenhum amiga no seio do, qoal podesse
derramar a amargura que enchia-llic o peilo ; era
ilesconhecido a lodos, nao jjallava a mesma lingua
que os prisioneiros... perlcnca una nacito estran-
geira, inimiga I...
Entao olhou pela primeira vez em torno de s.
L'ma manhaa quando o carcereiro em chefe cnlrou
na prisSo, Naundorff assenlou-se e examuou-o.
O carcereiro era um velhinho esperto, de roslo
redondo e jovial, andava sempre assoviando, era de
alguma sorle a alegra dessa pris3o lgubre. Elle
depoz segundo seu contorne, o cntaro de agua que
levava, c vollando-se um tanto para o duque, disse-
lhe com urna voz que procurava, em vao lomar dura.
Isto he para beber. _^
O carcereiro tinha pronunciado eslafpssma plira-
se lodosas dias ; maso duque nunca aluvira. Des-
la vez foi oulra coiisa, elle fez-ihe um gesto amiga-
vel e dissc-lhc com brandura :
. Obrigado, meu amigo.
O carcereiro voltou-se inleiramente, e lanrou ao
prisionciro um olhar no qual brilhava urna viva sa-
tisfarn.
Ah aj! exelamon elle aproxmando-se, cn-
lao a crise j passou. pos osenhor recojiroii a falla...
De que crise quer o senhor fallar 1 pergnntou
o duque admirado...
Oh sso nao he novo para inin, tornou-lhc o
velhinho piscando mollios; lodos os prisioneiros co-
meram romo o srulor, e acabam da mesma sorle.
' Explique-sc disse ITaundoriT.
Isso he fcil. Nos primeiros lempos estSo taci-
turnos, nao qucr.em fallar i ninguem, fogem de toda
a ditracc,lo, querem mostrar firmeza ; mas o cora-
cao nao est pc*\isso, o genio reapparece logo, c el-
les dcixam-se levar... He o que o senhor fez.
Eu eslava com fehre.e nada mais.
Todos a tem quando che'gam, mas pouco a
pouco se afazcm ao rgimen da casa, c o corpo e o
espirito nao lardam a aclimalar-sc.
_ Julga queja cheguci a isso ? disse o duquo ten-
lando sorrir.
__Assim o espero em seu beneficio.
Pois tanlo mellior, por que se teuho de firar
aqoi amito lempo, prefiro nao enfadar-me muilo.
Muio bem. senhor, e pela minlm parte crea que
farei qnanto poder para abrandar-lhe o captiveroj
que me be vedado abreviarlo.
. Desse dia em diaule o iluque.e o carcereiro foram
os nieiihirv. amigos do mundo. Esle rhamava-se
Schweizer, era hdense de nascimenlo e conlava
J0U0 Bispo Diocesano.
ocomplclamcnle o primeiro plano de operaran. Se-
gundo a sua ordem toda a pequea Valachia ha de
ser evacuada pelos Russos. He de esparar que o
ataque ser dirigido contra Silistria eSchumla, e em
todo o caso Omer-Pach all ter una posirao bem
dura, se nao receber o soccorro ha tanto lempo pro-
metlido pelo corpo auxiliador anglo-francez.
Os primeiro* balalhes desse corpo com eflelo
se aeham sobre o territorio turco, e desembararam
em Gallipoli na Torca de 25,000 Trnceles, e 10,000
inglezes. Em tanto porm que alli se eslabelecem,
clles sjjaro augmentar a caresta do trigo na Tur-
qua, e de pouoa) proveilo serao para a prxima de-
ciso militar perto de Schumla e Silistria. A maior
vantagem que disso resulta, he que Omer Pacha
pela sua chegada^se acha habilitado de tirar um
maior -numero de^ropas da soa linha de reserva,
para as empregar na linha immediatamente ampa-
rada. Com nma impaciencia verdadeiramente le-
bril, espera-se aqni pelo despacho telecraphico que
no d a noticia de se adiar em marcha de Gallipoli
para o thealro da guerra o corpo auxiliador anglo-
francez. Ser pouco digno da honra militar da
Franca e Inglaterra de deixar, saas tropas em ocio-
sidade no Sul, em quaulo que ao Dorlc.se alcinu
o cmbale.
Tamhem as esqnadras unidas da Inglaterra e Fran-
ca no mar Negro, tem sido nioilo lentas nos seus
inovimentos: A noticia de haverem ellas bombar-
deado Odessa, qntse publicou aqui e em Pars, e
que se acredita va por algnm lempo, nao se verificou
e he desmentida pelas ultimas noticias. Presente-
mente .as e*quadras se acham em frento de Varna,
cobrindo d'cssc modo, a ala direita da. Omer Pacha.
No oulro lado, do-mar Negro, no asitico, os To-
cherkesses debaixo do commando do seu valeroso
Schamyl se levanlaram contra ps Russos com for-
ra renovada, e com bom resudado. Elle* tomaram
por assalto di Itrenles furtei e fortalezas russas, e
passaram as suas guarnirles pela espada ; em con-
cequenca d'isso_os ltusso se viram obrigados a
abandonar as v.intagens alcancadas pelas ullimas
campanhaa contra os Tsclurkesses, e incciidiaram
urna parte das suas fortalez.-s .o longo do.mar Ne-
gro, retirando as suas guarr iees. Na Turquia asi-
tica as armas por ora tem estado em repouso. O
invern com seu gelo c sul nev impede todas as
operarnos mili lares n'aquell terreno elevado. Como
dizcm as noticias' que d'illi racehmos as tropas
turcas alli se acham n'um istado bem triste. Mo-
lestia e falla de manlimcnlrs sao para ellas m ini-
migo muilo mais lemivel co que os Russos. Ao
mesmo lempo reinam dissersOes entre os comman-
dantes, e tanta energa que desenvolve o general
Guyon, celebre pelo sen v.lor e circumspeccao no
lempo da revolurjo da Huigria, na reorganisaeao
do exercilo Turco na Asia, com que presentemente
esta ocenpado, lo grandes si o 'as drfficuldades que
elle alli enconlra.
Vamos.^pr um sallo d'alli para um novo ponto
franceza, destinada para o Bltico, partile Brest,
e espera-so a cada momento a noticia de haver el-
la passado o Sunda. Ella he composla.de 30 navios.
Calculando pelas crandosas forjas enviadas para o
Bltico, he de suppor que se tem em vista grandio-
sas operac,0es ; porm segando dizem pessoas pra-
ticas no Bltico e conhecedora's das fortalezas rostas,
as difiieuldade* que seoppoem a lomada, 011 a um
simples bombardeamento das mesmassao extraordi-
narias.
Este he o estado actual das coasas nos diversos
thealros da guerra !
Talvez de maior importancia anda,, he o quo a-
conlecea no campo da diplomacia ; relalarei os sim-
ples [actos, porque elles rulo precisam ser explicarlos.
Estes sao : a A concluso d'uma allanca ofiensiva c
defensiva reciproca entre Iuglaterra e Franca, com
o fim de apoiar activamente a Turqua, e a^conclu-
sao d'uma convencao de allanca entre a Prnssia e
Austria d he verdade de urna natuceza por ora anda
um pouco duvidoa. Na primeira o fim declarado
nao he-lmente a conservaran da iuleerida'de da TBr-
qiiia contra os perigos que por momento a antea-
ran do lado la Russa ; couio lambem a proleccao
contra toda c qualquer violencia futura. Ao mesmo
lempo se reserva a todas as nacSes a adhesao a essa
allanca. Na outra convencao as duas potencial
contratantes declaram sua in^encao do suslentarerr.
as dsposii;Ses do contiendo prolocollo de Vfcnria, re-
servndole urna ingerencia commnm activa e pro-
gressiva para o caso em qne, segiiri'ln a inntua cun-
vierflo, os iujcrcsses allemaes forem ameac^ados. Vis-
to a inclinaran que sobre ludo em Berlim anda pre-
valece de sustentar at o ultimo momento a posirao
passiva mantilla al asora, cusa allanca nao podo
deixar de admiltir muilas duvidas, e de nenhum mo-
do salisTaz a grande maioria da nacao, que he deci-
didamente opposta poltica ate hoje seguida, e qoe
exige urna allanca activa com ss nac_oes occidentaes.
Certo he'que sem essa adhesao a allanca anglo-fran-
ceza carecer da mais importante enndico de verda-
deira finalmente, a noticia do casamento, que leve
lugar em 24 do abril, do imperador da Austria com
a duqueza Elisabelh da Baviera, ,fitoa Maximiliano da Baviera; que leve lagar com toda a
pompa coslumada em taes ocrasides solemnes, e le-
haixo do vivo enlhusiasrao de lodos is habitantes de
irini, jt.n fnwelns de VlOnW nnr*i~~ TI Bllir* ""
lumiias conro" minucioso jtctalhe rio ceremonial, do
vestido e das joias da noiva ; o mais importante he
saber, quo o imperador para solemnisaroseu consor-
cio, concedeu urna amnysta bastante larga para Cri-
mea polticos ; todos os coodemnados por crime de
tesa-mageslade e de disturbio da tranqullidade pu-
blica foram agraciados, e cassados todos 'os processos
desla nalureza ainda pendentes. Todas as iqquiri-
Sespor causa das diatribes revolucionarias em!88
na Gallici devem cessar.e entre os rondem'nados
pena as fortalezas, por causa de outros crimes po-
Iiticos,2f0 foram agraciaras completamente; a 06 foi
perdoada a melado, e 18.0 resto do lempo de pri-
sa. Ao mesmo lempo foi levantado o estado de
cerco no reino Lombardo-Veiicziano.
6 do maio.
perto de sesseulaannos. Elle conlou-lhe 'Sua histo-
ria. Tinha sido soldado, e tomado parte em todas
as guerras da Austria conlra a Franca al a queda de
Napoleao. Nao era falto de instruceflo, ms tinha
singulares manas, -como o duquo reparn depos.
Heais, o duque louvou-lhc a dedicaran, e gracas
a esse hornero., seu capliveiro loruou-s logo menos
pcnivel.
Todava, apesar dessa amsade que abrandava o
rigor da solidan a'que eslava condemnado, Naun-
lorlT cxperiinentava s vezes profundos desfalleci-
nienlos. Pcrgunlava a si mesmo sa havia de vi ver
eternamente assim, ou se essa prisao se abrira algum
dia para reslilui-lo liberdade.
Ser livre !... respirar plenamente o ar que falla-
va-lhe ha quasi um mez, poder ir e vir sem ser re-
tido por esse circulo de ferro que quebrava-Ihe o
p !... E11UI0 cuidava com amargura no passado que
perder !... tomava a ver as entes ternamentc ama-
dos de que nao podera ainda esquecer-se... Cha-
leuil!_... Georgele .'... eessa branda c Irisle indi-
vidualidade de Massach !...
Chadeiiil era iucapazde te-lo Irahido... havia nel-
le mrUta honra cavallcirosa para que semelhante in-
famia podesse ser-lhe imputada. Era anda diguo de
toda a sua amsade !... ,
Georgele nao era mais a moca altiva e romntica
que elle conbecerae amara no romero da vida ; po-
rm havia aiuda cm sua fronte taota'pureza. em seu
porte tanto pudor, em seu olhar emfim tanto amor
nial conlido, que Naundorff nao podia evocar sua
lemhraica sem ser profundamente perturbado.
Elle tornava a ve-la como nos bellos dias de seu
nmor, porm mais triste, mais varillante, tehdo em
loda a physionomia cmo um potico reflexo do tris-
teza pensativa !..-
Elle linha querido um momento snfTocar esse
imor no coracao ; mas o amor havia triumphado de
seu despeito passa'gcro, e linha-se erguido mais vi-
1 o que nunca. Georaele era a nica mulher que cl-
I e havia amado.
Ah eslava separado dessas pessoas para sempre,
;a portas dessa abominavel fortaleza linhame fe-
chado sdbre elle, e nao deviam tornar a abrir-se...
As paredes desse tmulo sordo e mudo separavam-
110 para sempre do mundo dos vivos.
O espirito de NnundorlT exhaltou-sc! Elle disse
comeigo, que muilos outros homeus linham sido en-
arcerailos como elle.e lnhaniise evadido. Os guar-
das que o rodeavam nao parecan)'ser mu lerriveis,
i nao visitavam*nunca os varos da janella. Poda-
se lenlai !...
Em quantu a guerra do Oriente punco me resta
de acrescenlar ; a evacuac.no dapequea Valachia
se est effecluando com grande difliculdade por
causados ataques continuos dos Turcos, eca'da pas-
so custa snngue. Ao mesmo lempo os Russos sof-
freram duas derrotas sanguinolentas em Rassowa
'perio.das muralhas de Trajano, e foram assim im-
pedidos de executar o seu plano de cercar e sitiar
Silistria. O cercudesle lugar, comecario doblado es-*
querdo do Danubio por ora nao leve outro resultado,
do que o incendio de orna parle da cidade, situaba
na margem do rio em freule da fortaleza. Da tro-
pas auxiliadoras anglo-francezas clinlh-sc presente-
mente cerca dc50,000*homens na Turqua.una parte
dos quaes j se acha marchando para Andrianooel,
para d'alli proceder para a linio, do Balkan ; urna
oulra parle, cerca dealgunsmil homensso transpor-
tados com toda pressa pela va do mar para Varna
para reforear a ala direita do Omer Pacha. Entre-
tanto no dia 23 le abril foi bombardeada a cidade de
Odessa, a primeira cidade cummerrial da Russia du-
Na i'russia as cmaras foram encerradas.m 26 de
abril,a falla com que as despedio o ministro presiden-
te do eonselho, barao rieManteuQiel, foi um relalorio
erq breve da acl.ividadc das mesma*. Na ultimases-
sao foram voladas muilasMes, que se referem a6s
negocios da juslira, admininlraco. commnas, offl-
ciose imposto?, a deciso mais importante foi em
lodo o caso a votaro do crdito de 30 milhes de
thalers exigido pelo governo para lomar urna posi-
rao correspondente na presente crise europea. As
camartiseoncederiam esse crdito sem a mnima condi-
cao, e o gabinete nem mesmo julgou necessario de
dar as cmaras se nao explicac(5s mui vigas cer-
ca da sua poltica. Mostrou-se de novo que as cama-
ras prussianas, como ellas sao, nao poriem ser consi-
deradas como urna verdadeira representaeo do povo
prussino. Pela chamada do seu posto, do caval-
lciro Bunsen, ministro prussino em Londres, se
moslrou bem claramente a influencia do partido da
nova Gazeta Prussiana sobre o presente gabinete de
Berlim. O Dr. Bnnsen he o representante da adhe-
sao 1 mil aterra e Fraora. e por,is% mal vislo pe-
lo dito partido na sua importante missao em Lon-
dres. Nolavel be qne o seu successor designado, o
conde de Bernstorff lambem he um adversario do
dito partido. Vim-, v que de nm lado se Tez (uma
roucesso ao partido novo-prussiano, para do oulro
'lado se Ihe tiraresto he oque na Prussia se cha-
ma ser a sua poltica I a
Nos outros estados allemaes, a queslo oriental,
di igualmente motivo aos governos de exiaerem cr-
ditos das suas cmaras. Assim leve tusar em Wei-
mar, na,Baviera ena Hesse-Eleloral. No Hanover
scrcuniram em 20 de abril as novas cmaras. Esta-
va-se com recejo, porque sejulgava que a Talla da
abertura do ministro-presidente, Sr.de Lulkcrsan-
11 unriaria a inlencn do governo de mudar a ronsti-
luiQao. Fez por i.so bom ell'eito que a dita falla nada
disso mericionoii, e pelo contrario parece urna con-
rmaco da prsenle constituicao. Urna das mais
importantes proposlas.do governo he o augmento do
bujet do ministerio da guerra. Em Badea Toi en-
cerrada adieta. As sua* mais importantes decisoes
sao, a approvaco para se conlrahir um emprestimo
de 10 milhCes de florins para conslrucco de cami-
nhos de Trro, e a autoris ic.no dada ao governo para
emiltir um niilhao de florins cm papel moeda.
-A anarra^u'c.lp^iinitr,j *"*Jjadeo cnp'*npt n po
ullilno lempo al mcirlo se toTnou mais vinlei>t.
O arcebispo de Freiburgo lenr.ionava a abertura do
Convicto de Freiburgo codjlra a ilelerminarao do go-
verno, e em quantn ia emprehender a mesma, foi
impedido pela polica, contra cuja medida elle pu-
blicou urna declararao, que para o futuro no podia
conceder a iienliuiiia autoridde mundana nenhum
dimito, seja qual fos*e para tercer os deveres e obri-
gai}oes ccclesiaslicas. De Roma no se espera nc-
uhunia conrdiaro, e parece que malogrou inteira-
menle a missao do conde de Uases.
Moslra-so na Allemanha grande propenso para o
estabelecimento de bancos pblicos. Em punco lem-
po foi fundado um cm Darmsladt, um oulro em
Bronswik, e um lercero em Weimar, e finalmente
um quarto'em Frankforl spu. Na Prussia o gover-
no he inabalavel na sua opposeo a liberdade dos
banco, e foram baldados todos o* esforcos ltima-
mente Teftos pelas diversas corporaees commercaes
a este r%spelo.
Na Austria vao peiorando s circumslancias linan-
ceiras de rnaneira-asustadora, o papel moeda j se
acha a 2!l30 por cento conlra prata. Urna conven-
can Teita ltimamente entre o estado e o banco na-
cional, segundo a qual esle ullimodeve trocara moe-
da papel do*Estado por notas de banco, obrigan-
do-*e o governo a pasar lodos os' annos 10 milhoes
de florins para amorlisagao do papel moeda, foi a-
ceit ao principio com grande alegra pe)a praca de
Vicua, porm j se rnoslru que no precncher o
fim qu se leve em vista.
se qneimaram dflerenles navios sortos no porto, e
urna parle da cidade ficou reduzida em cinzas ; lam-
bem Toi destruida urna balera russa : urna noticia
importante, e lalvez decisiva, nochegou do campo
do levantsmenlo srego, e he que foi tomado pelos
Torcos o acampamento fortificado perto de Peta que
era o centro da"iosurreicao; sendo osfGregos batidos
com grande perda no Bltico n.lo liveram ainda lu-
gar operaroes decisivas da-frota ingleza, e supp_c-se
que'Sir Charles Npier est esperando pela esquadra
franceza, que por ora ainda acha-se no mar do nor-
te, pira emprehender alguma cousa positiva..
Entro tanto contina na Allemanha o combate
acerca de adhesao ou no adhesao s nacOes occiden-
laes. O tratado entre a Prussia e a Austria de que
fallamos'em 27 de abril foi ratificado em Berlim
no dia 2 do correnle, c ao mesmo tempo se con-
dujo urna convenci militar entre estas duas poten-
cias allemaes. Como nos assseguram pessoas bem
informadas,esse tratado foi concluido s para o lem-
Farls 7 da malo da 1854.
Neuhum facto de guerra decisivo assignaloa esta
quinzena, pois que lenham havirio combates encar-
iiicados no Danubio, e j houveseum conflicto bas-
te serio 110 Mar-Negro. Para que se possa esperar um
raute dez horas, com grande encrgia por urna par- resultado, he preciso que a Austria se intrometlaac-
te da esquadra unida. Em consequencia disso "
L'ma noile quando o dnque acabava de limar o
segundo var3o, o velho Sthweixer enlrou no quarto
com a mesma physionon ia risonha, c assoviando,
segundo seu coslume.
Andou ao redor do quirlo, foi em ultimo lugar
parar em fac*ft) duque sorprezo com esse manejo
desusado, mdi&c-lhe com imcerto arenlo de irona.
Acaso este quarto drsagrada-lhe 'l
Muilo, responden Niundorfl"sem hesitar.
E querera Iroca-lc por um dos quartoa in-
feriores, onde nao peuetrf a claridade do da, nem'
enlram os carcereiros ?
Que gracejo he esse!... pergnntou o duque. *
He para epuhecer na opiniao a esse respailo.
Minha opiniao be ticit de adevinhar: prefe-
rira ficar anda no quarto que oceupo.
Foi o que pensci.
A proposito de que ? .
Oh quasi nada, resfondeu Schweizeamhe que
se decide a licar comnosco, vou dar ordens pra se-
rem substituidos esses riuiisvarns que o senlior teve
lauto trahalho em limar. >
Que o senhor sabe...
Essa he boa senhor,. ha dez annos que vivo
com os prisioneiros, e nanea fui logrado!
Enlo no ha iiciihni 1 meio de sabir daqui'?
uisse o duque com um geste violento.
Nunca prisionciro ab',um evadio-sc de Spiel-
berg, senhor, n,lo esqucca-ie disso !
O duque ergueu os homiros e poz-se a percorrer
o quarto a passos largos ecom urna agilacao febril.
Pois bem 1 disse pouco depos, se nao. pde-se
sabir daqui, pode-se morrer !
A lei uo o prohibe...
Pois de hoje em dianle recuso lodo o alimento.
O senhor lem esse drcilo.
Desta maneira hc dcdesfazcrme de urna vida
qne me pesa.
Como Ihe aprouver.
E ao-menos ninguem. se opper mais a que eu
saia desla prisao.
Salvo se o senhor enr mdecer anles disso I...
Como'
A privaran do aliWR
efTeilo...
, Endoudecer !
(J senhor nao seria oprimero !...
Isso he llorn el !
As prses nao foramfeilas hoje...
Mas que fazer.enlo, que fazer !,
to produz s vezes esse
exrlajnoa
o duqac clieaajnlo ao paroxismo da exaltado e per-
correndo o qurlo com desvario.
Permanecer tranquillo, respoiideu o carcerei-
ro, aceitar a posirao em que esta c esperar.
Esperar o que'!
A liberdade... ou a morle...
. A liberdade nao vira jamis...
Como sabe? Tenho visto sahrem-outros mais
iesesperados que o senhor.
Mas quem pode faz-lo Tallar assim ? insisti
o duque chegando-so a .Schweizer, fallaram-lhe a
meu respeito, fizeram-no esperar...
Absolutamente nada, responden o- velhinho.
O superintendente de Spielberg he um hornero seve-
ro, rigoroso observador d disciplina, c no .me
consta que tcnlm aberlo a bocea para dizer cousa al-
guma acerca dos prisioneiros que est encarregado
de guardar.
Como chama-se esse bomcm '
O barao Crculcr.
He casado'.'
He viuvo...
E mora ncsla fortaleza sosinho '.' '
Mora na fortaleza com suas duas filhas, as
quaes sao dous aojo*, senhor.
Emfim se os prisioneiros nao se lem mostrarlo
salisfcitos com elle, o senhor nao lem quexas '
Quanto a isso nao Elle he justo, e s ienho
OUVdo censurarcin-lhc nina cousa.
Qual ?
__Seu goslo pelas mulhcrcs...
Mas elle lem junio de si as duas filhas...
Oh elle faz as cousas coin decencia.
E suas amantes ?
Pasam por suas leiloras.
O duque nao responden, essas particularidades
interessavam-lhc pouco, e elle pareca ouvi-las com
prazer para agradar ao seu interlocutor; todava
csic havia Ihe dispertado a curiosidade sobre um
ponto importante, c elle desejava ser satisfeito.
Oh meslrc Schweizer, disse elle, vine, jiilo
di/.-nie agora'ludo o que sabe... e se nao he ser in-
discreto, desejo saber ludo, coufesse, fallaram-lhe a
ineu respeito'!
De maneira nenhuma, responden o carcereiro
aceuando com a cahesa.
Entretanto V09s dizia...
Eu Taza supposieOes, senhor, c essas suppo-
siees permillem-me esperar que, se seu capliveiro
lii'r longo, ao menos no ser rigoroso. .
. O que lie que a Taz pensar assim ?.,.
(vilmente na guerra, e que o exercilo anglo-francez
entre em litaba : sao dous tactos, que nao podem lar-
dar em realisar-se.
Nesse entretanto, o.excrcito russo invasor s lem
dante desi os'Torcos, inferiores em numero, e que
recebertim de Constaiilinuplaordemdc se concentrar
no Schnumla, c collar um combate geral. Os proprios
Itussns siim.irrli.ini com prccaucSes ; as planicies
esteris e alagadiras da Dobnisca. Privados das com-
niuorarOes com o mar. que Ibes foram Techadas pe-
la esquadra anglo-franceza, temnecessidade de guar-
dar a retaguarda, e conservar livre o camiuhodo Da-
nubio, para se poderem prever na liessarabia, e re-
tirarem-se para oulra margem, no caso de derrota.
A inaccao de Omer-Pacha, cuja causa acabo de indi-
car, os conserva vigilantes e sobresaltados, porqne
sahem que elle he um general de liahitidarie con-
summada, e receiam ver manifcslar-se de repente al-
gum plano eslrategico.que os esmague separadamen-
te, se dividirem as suas forc-as. l'.iskwitch, que di-
rige de Bucliaresl os jnovimcnlos do_ exercilo russo
prescreveu um movimento geral de concentroslo; e
he, como disse, com esse fim militar, bem como pa-
ra nao assoslar a'Austria, que elle fe/ evacuar a pe-
quena Valachia. Assim, de ambas as partes esto
cm observarao, e s ten: havido combates parciaes,
nos qnaes os Turcos aJEpivolvem ama coragem he-
roiea. O combale mais importante qne houve, teve
lugar a 23 de'abril em Tchernawada. A vanlagem
ficou do lado dos Turcos, que mataram, segando se
conta, Ires mil Russos.e dcixaram de sua parte mil a
qunhentafcanortos. JJma cidade muto importante,
Silistria, aWrnais aproximada do Danubio, das pracas
fortes da Bulgaria, foi bombardeada pelos Russos
que relu/.iram as cinzas a cidade, mas qne no po-
deram apoderarle da cdadella, posicio quasi incon-
qjfJJakel o defendida por ama guarnicSo de 10,000
SB Varna, praQa igualmente mui forte, o mui
te, porque he situada sobre o Mar-Negra,
amparada ; mas acaba de receber urna
guarnirlo coasideravel, e acha-se de ora em diante
acoheilo dos ataques dos Russos. As esqnadras
combinadas esto fundeadas em Kavarna, a algumas
leguas de Varna.
Os corpos de expedicSo de Inglaterra e Franca es-
tn quasi completos. O marechal Saint-Arnaud.
commandante em chefe, que parti de Tontn nos
ltimos dias de abril com a divisao de reserv, deve
eslar neslo momete a desembarcar em Constanlino-
pla. As ultima* noticias referem que as tropas an-
glo-francezas, acampadas em Gallipoli, iam marchar
a frente para Andrinople, e qne nao tardariarar-a
achar-sp. no thealro da guerra. -
O general Canobert qne cnaimanda o nosso ex-
ercilo, na ausencia do roareclhal, enviou a Omer-Pa-
ch o general Basqnel para entender-se com o ena-'
mandante em-chefe do exercilo torco sobre as ope-
ra{5es militares. Todos os nomes quo lho cito, Sa-
int-Arnand, Canobert, Bosquet, pertencem.;4 oRi-
caes, que conquistaran! os seus posto pttla da
espada, as nossas laboriosas guerras de Argel, e
nossos bravos soldados conduzidos por laeshomens .
nao duvidam um instante da victoria. Os soldado}
inglezes.nao tem menos confiancaem seas Chetos, e
especialmente com sen general lord Ragln, que sob
o nome de Fitzsoy Lommersel, foi no tempo das
grandes gueraas o mais brilhante ajudante de campo
do duque de Wellington.
Segundo ludo que dzem as correspondencias rei-
narra o acord mais perfeiln- entre os ofllciaes a sol-
dados das duas nacfies, e a fralernidade de armas
apagara, como por encanto, os pcejuizos e odios que
os dividiam.
As duas esqnadras do Mar-Nego nao lem estado
completamente inactivas duranteeataqaiozena. Derj-,
se um Tacto bastante grave, cujas ultimas partcula- '
ridades nao sao ainda perTeitamenle conheerdas, mas
que devo referir-Ihe. Nos primeiros dias de abril, .
a corveta a vapor o a Furious, foi enviada a Odes-
sa pelos-almirantes como parlamentar. Tinha pac
misso reclamar e tomar a sea bordo os consales de
Franca e Inglaterra, assim como o* residentes fraa- .
cezes c inglezes. Cheganda avista do porto russo,
o cap 13o do rFuriouas arvoroa o pavilhao parla-
mentar, e laucou ao mar a chalupa que, sob as or-
deus de um oflicial, dirijio-se trra para entregar
seus ufucios. Contra todas as regras do direito das
gentes, a chalupa foi acolhida a lirbs de eanho, e
(evade voltar immedialamenle para o Furious,d
contra o qual as baleras de tetra linham igttalmeq-
(e lanzado balas.que o nq tocaram.
A misso no podia ser preenchda e a crvela
ganhou o largo, e onio-se a duas fragatas, urna in-
gleza-, oulra Tranceza. Na ana voha a Kavarna para
unirem-se s esquadras, estes navios encontraram
urna divisao russa, com posta de muilos vasos e bar-
cos a vapor, que tentaran! dar-lhes caca. Elles es-
caparam fcilmente echegaram ao porto, em que o
capilao do Furious den contas das circumslancias
que o impedirani-^depreencher wamissao. Qnaado
estas parlicular.felesiTorarn cnhecidas, nao houve
senao um grito de indignado em gerat as duas es-
quadras, c oa ahoiranfes qoe arabavam de receber o
annunrio oflicial da dclaracao de guerra, resolveram
immedialamenle tirar urna eslrondosa, viugancades-
te ultrage ao direito das gentes.
Gom- eflelo, a esquadra parti a 16 de'abril,; a'di-
rigila a Odessa para bombardear a cidade. Neste
ponto he que as notici.-s do combate n3o sao complc-
lai: Odessa foi bombardeada a 23 ; o governo reee-
bcu essa noticia otTJcialmonlc : a canhonada dura'ya
anda na partida do correio.'uma balera rossa fora
desmontada, e muilos'navios surtos 00 porto, linham
sido incendiados. Eis todo o que sabe-se de certo, a
posto que outras noticias tenham annuncado, que o
negocio ficou nlsso, e qnefa esquadra combinada ti-
nha-se retirado, nada ha de positivo nessa versao, -
que he de fonle russa.
No mar Bltico absolutamente nada d novo sa
tem passado, por nao achar-se ainda completamente
degelado : mas sabemos que o descoalho do -Nc'va
cornaca, c por conseguale devemos esperar qualquer
da grnales acoutecimenlos : Alm disso a esquadra
respeilavel do almirante Napier vai receber um
reforco considernvcl. A frota franceza sob o
commando de Parseval-Deschesr.es, sabio final-
mente de Brest a 27 do abril, com tempo soffrivel,
que de pressa (ransformou-se em borrasca de nordes-
te ; nao obstante essas contrariedades, o almirante
chegou ao porjo das Dunas onde deve tomar pilo-
tos, reuna alguns vasos inglezes para depois Tazer-se
i vela para o Bellico. A esquadra j parti prova-
velmcnte a esla hora.
Tratarei agora da parto poltica da questSo, e te-
nho que assignalar alguns documentos da mais alta
importancia. A Franca e a Inglaterra quizeram con-
sagrar sua alianca por um tratado solemne. Esto
acto foi assignado a 10" de abril, e todas as gazetas
francezas e ioglezas opoblcaram : limilo-mea trans-
crever os cinco prineipaes artigos dessa convencao.
a Art. 1. As alias partes contratantes obrgam-se
11 fazer ludo o quo dolas depender para operar o
restabelecimenlo da paz entre a Russia e a Subli-
11 me Porta sobre bases soldase duradouras, epara
" preservar a Europa da renovarlo das laslimaveis
n coniplicarOes, que acabam de perturbar Uto des-
a gracadanieute a paz da Europa.
Muitas colisas... Em primeiro lugar o senhor
nao Toi-me designado como um. personagem perigo-
so, o que no me obrga ao silencio... Alm-disto
ainanhaa lie i de conduzi-lo aos andares superiores,
emliin daqui a alguns dias uo duvido .que seja-Ihe
pcrmitlido ir ao passeio.
Que diz exelamou o deque saltando de ale-
gra.
A verdade..
. Enl&o amanha...
O senhor lera um quarto cuja janella d para
o valle da llninn.
-Vcrci o horsolite, o co, sentirei o ar sobre os
labios, no peito I Ah 1 Schweizer, voss he um bom
bomcm... obrigado...- obrigado...
O duque nao caba em si de contente, quiz lan-
car-se'ao pesclo do velhinho ; mas este reteve-o
por um gesto e nm sorriso singulares.
Hoje he a ebriedad e. disse elle abanando a ca-
beja... cnlendo disso, no fim de oilo dias o senhor
se enfadar l em cima como aqu...
E porque ? pergnntou o duque, cuja alegra
gelnu-sc-lhe sobre os labios.
Porque o senhor desojar oulra cousa...
Eu eu desengane-sc, Schweizer... inter-
rompeu o duque, o'espectculo do co he infinito
romo o do mar, a geute no se aborrece jamis de
admiro-lo. "
No dia scguinle Naundorff foi eslabelcido em seu
novo quarto, e percorreu lodos os recados com
urna especie de louca embriaguez.
Esse quarto no era grande ; mas era om palacio
em compararlo do que acabava de deixar. Bem co-
mo Schweizor linha annuncado, elle dava para o
valle de Brunn.
NaundorlT r-orfeui janella e filpu os olhos embria-
gados as bellas profunde/as do'valle. Abaixo del-
le. havia um vasto palco situado ao sul, c 110 fim do
qual achava-soaim terraco destinado ao passeio dos
prisioneiros de Estado. Abaixo desse havia oulro
pateo onde andavam os condemnados ao durissimo
que iam para seus trahallios rameclvo, os guardas,
o capelln, o sargento ou aJguA'dos cabos, e emfim
as pessoas cslranhas ao caslcllo', que iam visitar o
superintendente. Da janella de Naundorff poda-
se ainda distinguir urna ala do edificio oceupada pe-
la familia do superintendente.
Durante oilo dias esse movimento, essas paizageiis
bastaran) para dislrahir o duque de seus pensamen-
to's sinislios, e elle csqueeeu-se um momento de que
eslava em urna prisao da qual uto podem jamis
9
Art. 2. Aain
arhanilo-se violada
da Moldavia e Va
^ de tropas russas,
fi Francezes e
u binado e
a^ para libe...
11 estrangeira.
a i. Ellas ol
a ccssidadi
. commum,
a esle fim,e
sabir ; mas a _
elje a conservasse ti
co ar no quarto, que
imperio ottomano
parao das provincias
movnentos
imperador dos
n!Ra, lem com-
moios proprios
salino da nvasAo
especificado no art.
istentar, segundo as ne-
eciadas por um. acord
cientespaia
sequertes datermina-
!...'Com quanto
entrava tac pou-
-----------------oilavo dia p5de ve-
rificar a exaclido da predico do veUio Schweizer.
O enfado 'ganhou-o '..9
Havia quasi dous mezes que eslava em Spielberg,
e parecia-lhe que eram ja passados dez annos. Nao
linha recelado nenhuma noticia do exterior, o mun-
^do nao exista mais-para elle. Urna melancola
Vanda c Irisle apoderou-se-lhe do espirito, e elle
tornouj pensar ua morle como o nico remedio dos
males qiievsollria *
Urna manhaa o carcereiro enlrou muito cedo no
quarto, conl o semblautc radioso e sem assovar...
era evidente que algama cousa da extraordinario
acabava de passar-se. O duque^llou fra do lcilo
c correu a elle pergiintando-lhej,-vvamente :
Que noticia me Iraz, e para que esse ar alegre
esla manhaa'! *
O superintendente recebeu duas cartas para o
senhor, responden Schweizer.
Duas cartas exelamou o duque, daas cartas!.,
para mira !... Ah d-me d-me !
Espere espere, senhor, procedamos por or-
dem. A primeira era de um certo viscoude le
Chadeoil...
Chadeuil! inlerrompen o duque, elle nao es-
quece-se de miui T
Mas como conlnha cousas que no convinha'
que o senhor lesse, o superintendente julgou dever
suppri mi-la...
Mas isso he infame I...
Talvez...
Ninguem (em odireto I... Elles sao desapie-
dados romo algozes t
Quanto t segunda, conlinuou Schweizer com
calma...
O duque ergueu a cabera e pergnntou com aze-
ilume: .
Soffreu a mesma sorle ?
Nao..
Voss a tem ?
E-la 1...
Schweizer tirou da algibeira urna caita que li-
nha o sello de Pars, e apresentou-a ao 'duque.
Esle apoderou-se della vivamente, abrio-a com
una precipita^ao vilenla, e apena leu a assigna-
lura deu um grito le alegra, a hejmi-a muilas
vezes.
Essa caria era de Georgele 1
{Coniirmwie-ha.)
yJL
; y r



fcpmr

I

rao, se for precito, a qualidade, o numero, e o
destino.
Arl, 3. Qualquer aconlecimento que appareca
em consequenca do eiecujo do presente conve-
* "i", as altas partes contratantes se obrigam a nao
" colher nenhiima proposla tendente i accusasio
das hostilidades, e a nao entrar em nenhum airan-
" jo eom a corte imperial da Rusala sm terem an-
teriormenle deliberado em commum.
An. i. Animadas pelodesejo de matiter equi-
Jbrio europeo, e nao leudo nenhum lim do inle-
resse, as'allas partos contraanles renuncian) an-
tecipadamenle a tirar qualquor vantagem parti-
B rular dos acontecimeolos que possam apparercr.
Art. 5. Snat magestade d imperador do Fran-
ceies e a rainha da Ora-Brctaiiha rereborao com
fervor ra sua allianca para cooperar ao flm pro-
poslo qoalquer das onlrts potencias da Europa,
que quiter lomar parte nella.
Este tratado nada diz que nao soja sabido, qaando
annuncia que a Franca o a Inglalerra estilo resolvi-
das a mauier no imperio attomano, e o equilibrio
europeo contra e Rus'ia, mas era til e conveniente
determinar claramente tacado mundo que as duas
potencias nao estao animadas por nenhum pensa-
raeuto secreto de ambicio pessoal : ruto era menos
conveniente por de alauma sorte a Prassia e a Aus-
tria em brigacao de prouuneiarem-se, com esla de-
clarara de que ellas serao recebidas com fervor na
allianca angln-francezu.
He este um grande passo para as potencias alle-
maas, e infelizmente ellas nao parecem anda deci-
didas a (U-b. Mas hej de muita importancia "le-
las trazlo a enlenderem-se reciprocamente para
por obstculo i Russia. e a concluii uin tratado sepa-
rado para assegorarem-se mutuamente contra as
eventualidades; que podem sobrevir. Fallei-lhc na
minha carta precedente das negocateos taitas em
Berlim pelo barao da Hess, em nome da Austria e
do tratado a que deram lagar. Esse tratado aca-
ba de ser rectificado ; elle nJBr foi ofllcalmeale pu-
blicado, mas, segundo as rrielhores infrmacoes, rc-
sume-se dos (rea pimos teguuitet: 1. A Austria e
a Prussia asseguram-s reciprocamente a conserva-
;o de suas ppssegsOes, de sorte que um toque diri-
gido contra quilquer das duas polenciasHever ser
considerado pela outra,epomo dirigido contra si pro-
2. A Austria e a Prussia obrgam,-** aprestar um
apoio reciproco, e em caso de necessidade, procedan-
do agressivamente, logo que urna ou oulra V*^L^H
tratante considerar coinpromettidos os ioleresses al-
terna, e que oulra partilhar esta opniao. Os
casos espectaes, em que esle soceorro llover ser
prestado sao previstos n'um datado separado, que-
faz parle integrante da convenci.
3. Todos os membros da confederarlo sermaniea
sao convidados a acceder a esla allianca ofiensiva e
defensiva que preserva os iuteresses da Allemauha,
e a anotada conforme as obrigares que Ihes irape
o acto federal.
V Vmc, segundo este resumo, que se bem que
a Austria e a. Prussia conservero ainda urna posicao
expectante, ellas tomam suas medidas contra a Rus-
lia. Todava devo dizer que o rei da Prussia parece
muito menos resoluto que o imperador Francisco
Jos, e faro lodos os estorbos para permanecer neu-
tro, e lomar, quando fr necessaria urna soluto, o
papel de mediador. Calculo chimerico.no meu eulen-
der.porque,em quanto o imperador Nicolao nao tiver
contra si ludas as potencias, Continuar a guerra
com tenacidade.
A corte de Viepna parece muilo decidida; o que a
irrita sobretudo. apressar suas resolur,ocs, he o em-
prego que faz a Russia dos ineios os roais odiosos
e mais revolucionarios, chamando i revolla de todas
3s partes as pqpulaces gregas, e slavas. He a.Rus-
sia que lem pago e suscitado as desordens que appa-
recem na Grecia e no Epiro ; e igualmente ella que
chama as armas oeste momento os selvagens habi-
tantes do Montenegro. Islo he sabido na Austria, e
occasio na justo sobresalto, porque entre as popula-,
cOes submetlidas ao sceplro do imperador Frauaisco
Jos, ha gregos e muilos slavos que a Russia pedera
tambero ter a lenlacao de revolucionar. Estao pois
* Vienna muito disposlos a dicidirem-se muilo
su quarli'l general c. cnipenhar all um combale de-
cisivo. Finalmente em lodos os pequeos combales,
que tem tido lugar", os soldados oitomanos (em dado
ovasde uma curagem heroica. Cita-se, entreun-
te, o cmbale de Motchin, em que Ires balalhoes
cgypeio**, formando um lolal de 1,500 homens, lula-
rain muilas horas contra lj-,000 Rusos. Dos tres
balalhoes s ficaram 18 homens, segundo os boletins
de Conslanllnopla, mas tamliem, conforme esses mes-
mus boletins, 8,000 Bussos ficaram o campo de ba-
talha. Aindu que eu tenha os Turcos como bravis-
simos, isto'parece-me um pouco fura dos limites do
possivel c don esla noticia sem a confirmar.
O general Paskewileh. principo de Varsovia, o ho-
rnea) de guerra mais hbil da Russia, foi nomeado
eomoj Ihedsse. commandanle em chefe do exerci-
lo do Danubio. Elle chegou a linchares! a 5 de abril,
seu primero acto de auloridade foi prescrever as
Iropas rusasa evacuaco da pequea Valachia. Era
para all que se diriga lodo o esforco da guerra, aleo
momento da passagem do rio, porque por um ataque
oosado, os Turcos desde o cometo das hostilidades,
se linliam apoderado ncsle poni da pequea cidade
de Kalafnl, que clles linliam ericadode forlilcac,s.
c o czar liuha dado ordem ao general Gorlchakoff
de tornar a tomar essa posicio.custasse c que custasse.
mas lodosos ataques rulo linliam sido mais que urna
serie de derrotas vergouhosas paraos generaes russos.
He provavcl que o principe Paskwitck tenha conse-
guido modificar as ideas de seu soberano, porquanlo
elle se resigna a deiiar esse ponto importante as
raaos dos Turcos, os quaes, lem em Kalafat urna
guarnicio de 30,000 homens, islo Iw, um pequeo
exercilo. Tem-se pensado que, om consequencia da
passagem do Danubio; o novo general em chefe ti-
nha julgado conveniente concentrar suas tropas e
aproxima-las dos pontos em que as duas margena do
rio perlencem nos Russos. Esla -razao eslraegica
nb deixou de ler influencia sobres determinac.lo do
principe, mas o principal motivo da evacuado da pe-
quea Valachia foi inleyami'iile poliiico. Oque a
Russia teme alem dislo he, que a Austria nao se de-
cida finalmente a inlervir activamente na lula ; ora,
o gabinete austraco significo)! ao cuerno russo, que
elle enlendia que a neutralidade da Servia fosse res-
petada.
Dahi naseia um grande embaraco nara o general
l'askwilch; ello nao linhn nenhum desejo de se(ver
a bracos com um novo inimigo, que sua posicAo no
coracao mesmo do thealro da guerra lorna inliiiila-
meule lerrivel: mas de um oulro lado para tomar
Kalafat, era misler acommello-la,e oacnmmcllimen-
iWfc prac nao poda ler lugar seno passando pe-
lo territorio serba, porque Kalafal esl ua fronleira,
que divide *Servia. Eis aqui porque os planos fo-
ram mudados, e os Russos abandonan! a pequea
Valachia, dcixando aos Turcos Iqda a facilidade de
eslender-se nessa parte da provincia e fazer lalvez
depois urna poderosa d versan sobre sua retaguarda.
J que fllei da Auslria, entro logo no ponto deli-
cado da quesiao do Oriente, a queslao de saber que
parle vo tomar as potencias allemas na guerra, que
as duas potencias occidenlaes leo) emprehendido
conlra a Russia. 0# da queslao esta nistu: se a
Austria e a Prassia eSUveiem comnosco, ludo ser
regulado logo ; se ficarem iicu(ras,.a lula ser moi
longa ; se forem conlra nos, a guerra ser eterna, e
Dos sabe que terrijis commores sihirao dell.
Nao creio de nenhum-modo na ultima alternativa,
por esla razio decisiva, qu a atlilude hostil das dua
potencias allemaas contra a Franca e contra a Ingla*
trra desencadeiaria immedialamente a revoluco
na Allemauha, e sera islo um veriladeiro suicidio
para os ovemos motiarchicos. Quauto i neutralida-
de, ella est evidentemente no desejo da Prussia.
musa Auslria que est mais directamente iutfressa-
da em impedir as usurpares russas, nao poderla con-
lenlar-se com ella. Resta por lauto accao com-
mum comnosco, a qual terminara logo a guerra :
nesle ponto a Austria est pouco mais ou meos de-
cidida, porque ella quer ludo quanto queremos, ex-
cepto tal vez o estar menos disposta, que mis, em mu-
dar profundamente o antigo tloXu-quo em prejuizo
do poder moscovita. Mas o enverno de Vienna, que
nao quer empenhar-se sem ler para ponto de apoio
DIARIO OE PERNAMBUCO
QUINTA FEIRA I OE JNHO OE 1854.
francamente a favor das potencias occidenlaes, mas
nesle momento poltica cede lagar a cuidados mais
agradavers. O joven imperador est de todo enlre-
gue s docuras d Hymeneo. A 24 de abril do
crrante anno, Francisco Jos uni a sua sorte a d
princeza Isabel de Baviera. A ceremonia foi cele-
brada cora muita pompa : a bencao nupcial foi da-
da aos jovens esposos pelo arcebispo de Vienna, no
meio de urna magnifica reuniao de lados os mem-
bros da familia imperial e de lodos os dignilarios do
imperio. O duque de Cambridge assislio ao casa-
mento, e notou-se que foi elle que leve a honra de
daramao imperatriz para conduzi-la sala do
festim. Pata celebrar este reliz aeontecimenlo, o'
imperador levanlou o estado de sitio na Hungra,
Gallicia e l.ombardia.
Na Russia fortifican! as cosas, fazem numerosas
levas de tropas e eream uovos imposlos. Para con-
servar o ardor de sen povos, o czar acaba de publi-
car um novo manifest, eivado do mais vilenlo fa-
natismo, e que termina por esta phrase dos li-
vros sanios : Si Deus nobiscum, quis contra nos?
Parece porem que o selvagem enlliusiasmo que af--
fecta o czar nao be parlilhadn pelas classes ricas e
abastadas, e que elle encontrn at no teio de sua
familia vfva opposicao. O grao duque hereditario
sobretudo pronuncia-se conlra a poltica deseupai.
Pa Inglalerra conlrahc-se nesle momenlo o em-
pieslimu de seis millioes de libras esterlinas. Em
Franca o'empreatimo est feilo.mais recrutam-se ho-
mens, e um decreto imperial acaba de crear um cor-
puda reserva de qualorzeou quinte mil homens es-
colhidos, que tomar o nome de guarda imperial.
No momenlo de fechar esta carta Icio no Moni-
tor a narrarlo otlicialdu bombardeamculo deOdes-
sa. A cidade mercantil foi poupada: mas todos os
eslabelecinienlos militares e martimos foram arrui-
nados e incendiados; a casa da plvora saltn. Al-
guns navios de commercio iuglezes e francezes que
eslavam no porto meriantil acharara nieio'de esca-
par no meio da confusan.
Boletim da Bolsa de abril. Os 4 1|2 por \ subi-
r m a 91 fr13 cent.: desceram a 88 fr. 60 ceut.,
licaram a 91 fr. 15 cen.
. Os 3 por suhiram a 65 fr., desceram a 62 fr. 35
cent., ficaram a 64 fr. 90 cen.
Consolidados inglezes : sobiram a 89; desceram a
86et|2. "____
* Paria 90 de malo.
a Allemanha'tpda inteira, nao quer nada fazer seno
de accordo com a Prussia. He islo o que nesle mo-
mento causa as complicarles diplomticas. De um
lado, oSr. roiide-Biiol Schaneslein, ministro dosne-
gocos estrangeiros do imperador, reuni em Vienna
a conferencia dos representantes das quatro poten-
cas, e decreta com elles os termos de um protocolo,
cu jo texto nao nos he.conhecido, mas que tomando
a queslo no ponto em que* (iuha collocadi) a inler-
vencao armada da Franca e da Inglaterra, approva
a conducta deateadous aovemos e declara do novo
que a paz nao pode ser reslabelecida' senao pela eva-
cuaco das provinciasdanubianas: o plenipotenciario
Sempre encontr um grande embararrr em mcu
firme proposito de dar a Vmc urna con la lao exac-
ta e clara quanto for possivel, dos fados que se pas-
am na Europa. Antes de escrever-lhe, evoco mi-
nlias lemhranras, lomo notas compulsando as gaze-
las da quinzeni!, e quando est feilo este trahalho
preliminar, quando lodos os materiaes estilo deliai-
xo de ininlias m3os e dosmeus olhos, esforco-mecm
coordenar esees mmhros esparsos, e em fazer del-
les um todo completo, que tenha um principio, um
meioeum ftm. Nlsto lie que esla a dilTiciildade,
muitas vetes invencivel. Figure que nao ha-dia em
que nao recebamos em Parjs cinco ou seis despachos
lelegraphicos ; estes rem de Hamburgo, aquellos de
Compenhagne, nulros de Vienna, de Trieste, trazan-
do lodos noticias deum dos Ihealros da guerra. Ilar-
mooiser entre si estes despachos, he impossivel e
niiiEiiem o tenia fazer. As gazetatlunitam-sen pu-
hlica-los e algumas ver augmenlam a obsenridade
cora seus commonlarios. Cr Vmc. que me seja fa-
ril reconhecer-me quando essa desordem e confu-
sa lem durado quinte das, e quando o rahos das
negorsacoes diplomticas veem juutar-se ao da* no-
ticias dn guerra 1 '
Entretanto furo ahi o que posso, c procuro apar-
lar ludo que he falso ou auspeito para dizer-lhe so-
menle o q' for verdico du vef osirnil: dcsprco os por-
menores, sempre confeso*, inexactos ou falsos, para
examinar somonte as resillados olilidos. Assim pa^
ra fallar-lhs logo las peiacoes militares c marti-
mas, cont o que lie conheculo o pSjuco mais on me-
nos cario no momonto*i%au eerevo.
O almirante japer levoVNHaquadra* no Blti-
co de ancoradonro em antondVo, urnas veres as
cosas da Allemanha do mine Oda Dinamarca, ou-
Iras vete* s costas da'Suecia. Ene espera com viva
impaciencia, que o rompimcnlo do* gelos faca pra-
licaveis o* por loa russos, e que a-esquadra fr'anccza
venha reunir-se ana. Enietanlo nao perde de \ is-
-la um smomento os movimnlos do inimigo ; en-
vin urna diviato s costas da Filandia, at, o lugar
em que o mar he pralicavel, para vigiar os porlos
da Revcl. c Helysinfors, onde se'ccham os navios
russos detidos pelos gelos.
Esta esquadra de guarda vaneada esldcbaixo das
nrdens doalmiranle Plumridge. Cumprindo snamis-
saode observacao, esse almrglc ja coniccou as hos-
tilidades apo-lcrando-se de certo numer de navios
mrcenles russos.Espera-se er do um momenlo parn
oulro Iravar a4nta no Bltico, porque o momenlo
do rompimcnlo dos gelos nao pode tardar. Na
Inglaterra conta-se firmemente coni algom grande
feilo do almirante Napier, a quem chamam o velho
Slr Charles.
No mar Negro,"* duas esquadras combinadas es-
tao anda ancoradas em Kavarna pouco distante dos
pontos, que os Russos tem oceupado depois que pas-
saram o Danubio. O mar, aoque parece, est lerri-
vel, c a tempestado conserva sempre os navios anco-
rados. Alem disto ha necessidade de proteger a cos-
ta e impedir que a esquadra de Sebastopol lente le-
var provisocs ao exercilo russo. Todava cre-seque,
logo que o mar ostiver navegavel, urna parlo da es-
quadra ser destacada para tomar a aggressiva c diri-
gir um ataque contra Sebastopol, ou pelo menos con-
lra Odessa. Finalmente, a noticia da declararlo de
5e!T* na era ainda co"lieci do das esquadras nos primeiros das d .abril.
Quanto aos acw de guerra feitos pelos excrc (os
russos e turcos dos dous lados do Dannliio, he Sohre-
m^i1"' BP7nto que reina a ma'5 profund" obscu-
ridade. Knlrelanlo eis aqui oqne parece certo. A
-a de marco os Russos executaram sobre Ires pon-
tos aipassagem di. rio. Desde aqelle momenlo em
liante tem llavido combates parciaes, mas nao bala-
Ida gera O plano de Omer Pacha nao he defendep
esta parle da Bulgaria, chamada o Dobrnlscha,
que acaba de ser invadida. O Dobrnlscha he um
territorio mu pouco populoso, coberto de pantanos
oque naoolTereoo ueuhum recurso para o lmenlo
das tropas. Elle.dcu pois ordem aos destacamentos
de sen exercilo, quealii linliam tomado posirau, pa-
ra que relrocedessem para urna especie d vciha for-
iWicacao e/eetera dez leguas de exiensao, e que cha-
ma-so H omn'ro deTrjano.
Ha duviduso queomovimento retrogrado dos Tur-
cos devn limilar-se a Islo, e aqucllesque julgam ade-
vinhar os planes de Omer Pacha, affirmam que far
esforros para allrahir eos inimigos aleas raizes dos
Balkans, noi arrabaidas de Schoumla, onde se acha
prussiauo assigna com seus collegas este protocolo
depois de alsuma hesilacao.
o oulro lado um diplmala austraco, o barao de
Hess, he enviado a Berlim para negociar urna con-
vencao particular e secreta com a Prussia. Appare-
cein all difliculdades. porque a Austria exige que
se seja franco, e a Prussia dessjaria deixar da pro-
nunciar-se. Mas a opniao publica, cada vez mais
hostil Russia, obriga o governo prussiaoo a con-
cluir o tratado, cujas bases estao conveneionadas, e
sfaltamas ralilica;Oes. O que se sabe deala con-
venci be, que ella lem n carcter de urna allanra
nlTeiisiva e deflensiva, o obriga a Prussia a cobrir a
fronleira austraca no caso am que as tropas do im-
perador hnuvesscn de lomar urna parle activa na
guetTicht Turspila. r-ortimente,- quiino bv ictr t"-
mado laes resolucoes, nao tardara moito a hora em
jue a Allemanha se proasuncie, e todava apparecem
anda duvidas graves errfmuitos espirilos, sobretudo
no quo dizrespeilo sinecrdade da Prussia.
EnUretanto a Franca e a Inglalerra continuara
seus preperalivos de armamento, que era caso de
necessidade tomarao prajporroes formidaveis. Nos-a
lerceira esquadra, que dever reunir-se do almi-
rante Napier no Bltico, deve eslir prompta em
mu poucos dias, e ella acaba de receber a bordo
22 companhias de infanlaria de marraba, como tro-
pas de embarque. O exercilo vai ser reforcado com
140 mil homens de novas levas, em virlude da lei,
de queja lhe fa I lei cm minha ultima carta, e que
foi volada unnimemente pelo coi po legislativo c
pelo senado. O primo do imperador o principe Napo-
leo, acaba de embarcar-se em Marsclha. (3 general
cm chefe, marocha! Sainl-Arnand deixou Pars e
vai partir de Toulon, levando comsigo a divisao de
reserva. Em poucos dias haver na Turqua cerca
do 80 mil soldados Francezes e Inglezes, que, como
espero, serflo sufficientes para perseguir forlemenlc
os Russos. Se esla forc,a nao,fosse bastaiile.asei
convenientemente quenossogoverno est promplo e
decidido a expedir um novo corpo de 50 mil homens
antes do lim de agoslo. Os Inglezes faro do seu lado
ludo que exigir a situacao, porque lord John Russcl
dira ltimamente em urna convertacaocom um ban-
queiro de Londres, que para ler urna satisfazlo dos
Russos, a Inglalerra sacrificara sua ultima nao, seu
ultimo soldado, seu ultimo xellin. /
Em summa os generaes e officiaes de estado mainr
inglezes tem podido julgar da sinceridade da allian-
i;a franceza, porque o duque de Cambridge, primo
da rainha, lord Ragln, general cm chefe, lord de
Ross, commandanle da cavallaria e um grande nu-
mero de officiaes de sua comitiva, acabam de passar
algonsdias em Pars, onde foram receidos com en-
lliusiasmo. O duque de Cambridge sobretudo quasi
que nao deixava o imperador, que o fez assislir a
urna revistado exercilo de Pars, emque os nossos
soldados hradavamViva a Inglalerra, viva oduque
de Cambridge! quasi com lauto ardor como grilavam
viva o imperador 1 Lord Ragln foi embarcar-
se em Marselha, o duque dirigc-se Constanlinopla
por Vienna, para assislir ao casamento de imperador
da Austria, que lem lugar a 24 de abril.
A insurrei(ao grega d ainda grandes ambararos
Turqua, que he ohrigada- a destacar urna parle de
suas melhores tropas par combale-la. O governo
prussiano acaba do pedir s cmaras aulnrisacao da
conlrahir um empresfimo de 30.milhoes de thalers
para fazr face s eventualidades de guerra, decla-
rando que a Prussia deseja conservar a paz. Algu-
mns potencias secundarias ncham-se pilas raesmas
razies na necessidade de contrahir empreslimo. A
Sardentia esl nesle caso : ella vai pedir por precau-
rau-'iO millioes de francos. A guerra hade custar
caro Europa.
-iiiiiii-i
e seu irmao o infante D. Luiz a Bruxellas, Lon-
dres, e algumas cidades da Italia. Preparam-se pa-
ra o eOeilo dous vapores de guerra, e a sshida esl
prxima. Nao se sabe ainda o titulo com que S.
M., e S.. A. viajargo. O negocio do casamento
com urna princeza belga, he anda considerado como
militante uos altos circuios deplomalicos, ondeen
nao mello o nariz, mas d'onde transpira sempre
alguma cousa, que os olfatos apurados aproveitam.
A rapaziada dos estudantes de Coimbra, em que a
clebre panella desurdeira 13o clebre lugar oceu-
pon, lem produzido as suas legitimas consequencias.
O governador eivil, vice-reitor c administrador do
conselho foram substituidos. Os oscholaslicos teera
ido de cima no jogo das influencias. A cholera lem
continuado a fazer t ts ua Galiz, sahindo de uns
pontos e apparecendo em uniros -, mostra-se comtu-
do um pouco jnais civlisada do que cm nutras
pocas o Mra. Vive aqui ha lempos urna eslrangei-
ra de muita instruccAo, ,e que guarda o incgnito,
que se diz ser urna princeza sarda. Tem sido alvo
da curosidade curiosa do pttilico, sempre amador
do que se moslra lora do commum ; porm dizem
que as autoridades s revelara a sua verdadeira ca-
thegoria. Diz-sequevem como intento de fazer
urna capella no local onde fallecen o rei Carlos Al-
berto, para perpetuar alti a sua memoria. Como
benj se pode julgar conlam-se muitas fbulas acerca
da personagem mysteriosa, que nao recebe era vi-
sita ninjuem, que "falla urnas pouras do linguascom
urna s que lem, e que parece ler abundancia de
ineios. A charada* ha de alinal decifrar-sc. Esl
aqui cm scena o Trocador, de Verdi, bella opera
que lem feilo fanatismo, leudo a nova dama l.uiza
Ponli, que nella canta a parle principal, desandra-
jado a cachola ja nota da folhelinislca ponche-
antev charolante que indas as noles lhe faz ovacao
eslrondosa, cobrindo-a de ramos e applausos. He
urna scena jocosa do grande drama do mundo. A
parte trgica represenla-se l para o Danubio e mar
Negro. Veremos se bou ver nova imlacAo a altera-
cao que soflrem aS scenas. A visiiiha D. Iberia,
contina a dar boa visinhanca, porm ha bem fun-
dados reccios de que nao,seja duradouro o socego.
5. M. Catholica, maodou ao ministro da guerra
turco, e ao general em chefe lurco a grao cruz de
Isabel Cnlholica, jase sabe, urna para cada um. Se
a tal Isabel, que tantoembirrava com Mouros o l-
deos vivesse anda, pens, que torcqria o nariz vendo
a sua ordem ao polo de um Turro. Mudam-se os
lempos, mudam-se os ventos. Mandn tambero
commendas para oulros generaes turcos, que turca-
menle as receberam por via de um ajudante de
campo do general hespanhol Prim.
9 de nlaio___
As preces que por toda a parle se fizeram, foram
atleiididas, lemchuvido a valer, earolheila promet-
i, com grande pesar dos monopolistas, que linliam
feilo a caresta artificial, c que vendo o Haver
lao problemtico torcera o nariz e abanara as ore-
Ihas Heum dcsabafo pacificoO oidium twkeri,
esl sendo o pomo da discordia A rchentac,ao das
vinhas vem esperaiieosissiiiia.c se viugarem melada
Idos casos nascidos.ja a novidadehe ruito abundan-
te. Ora be sobre esle ponto que se eslabeleceu o
conmicloentri; os que querem comprar, o os que
qnerem vender ; os primeiros, que querem barato,
dizera que os simptnmas de molestia sao lgeiros, o
que pouco influirao na produceflo, e os segundos, j
se v, dizem o contrario, porque querem vender
bem o vinlio que lem, uns e oulros incomraodsm os
pidos com os seus Memoranduns, sao uns Mens-
chikofis, e Reschids-Pachs, em miniatura, esgo-
taiido lodos os recursos da diplomacia vinhateira.
Parece que o congresso de Vienna nao (era de in-
commodar-se com esle grave assuraplo.
Corre que o governo iuglez mandara aqui fazer
urna compra importante de vinhoa. para a ctquadr
do Bltico;-Jalo dou a noticia por liquidada, porem
os consumidores, amantes da pingoleta.j deploram
esle conlra lempo, que nao pode deixar de produ-
zir caresta.
O negocio do Guerra c Trajano, continua aqui no
dominio dos typos, e ha j quem diga, que j de
Cuija se fizera urna remessa de 9:000 libras do pro-
ducto da venda dos escravos. Daqui verdade sabe
Dejos a distancia. Porem seja como for, parece-me
que de oda esla chiadeira nao sahe nada que se ve-
ja, a nao ser alguma addic(ao ao catalogo dos
bardes.
, O progresso progrnie. J temos orna companhia
de navegaco por vapor, no rio Mnho ; a lal com-
panhia charaa-se a Despertadora iuslalou-se na
villa de Caminha, e esl testa delta o Barao de S.
Roque (Jos).
A cholera-mocbus, que lem andado a passear na
Caliza, fez urna digressao, alravcssando o rio, vi-
sitar Valencae circuravisinbaiicas.ondeno dia 5 para
6, visitou 7 pessoas. O nico caso grave que appa-
receu, foiiio lugar dePoruba!, extra-muros da praca
de Valonea.
A poltica domestica est moilo chocha; a guerra
do Oriente he a qnestao absorvenle de todas as alten-
ees. A morle do conde de Barbaccna deixou vago
o lugar de regente do partido legitmista ou migue-
lista ; parece que se trata da eicicAo do successor,
para o qu lem marchado para Lisboa os represen-
tantes das provincial. Daqui fui o redactor princi-
pal do Portugal, e creio que mais alguem. Estas
farras sao a parle jocosa do grande drama social.
Na praca dos maranlioes rorrem dilforenles boatos,
c com variadas edi;6cs ; diz-se, que o conde de
l.avradin, embaixador portuguez em Londres, se des-
p,ili.Q.-pyr bAv nr-r iiifurnia.!o U4 lili
ron mais de duas hora, e o regente esleve a sos cora
o duque por muito tenpo.
Evidentemente esti padecimenlo do duque da se-
rios cuidados, e agn para o descansar mais, diz-se
que largar a pasta ra guerra, Picando cora a presi-
dencia doaconsclho sen pasta.
O joven depulado Lopes de Mendonca eslreou-se
parlamentarmente po- um discurso sobre o projclo
da reforma da instnzc,ao publica, mas nao foi feliz,
e vio-se que nao ten a mesma voraclo para fallar
que para escrever. &llou algumas palayras offen-
sivas ao clero, de queresullou responder-lhc o enne-
go Alvcs Marlins de un modo que o enlerrou por lal
forma, que o rapaz nio leveconfgem de lhe replicar.
Realmente os mocos qje lano chufearam os velhos,
deviam ser mais cautelosos ; mas v-saque a carnada
nova nao vai provaudo tem.
Sahio com efleito a pun ico o o Araolo novo jor-
nal do governo. He aisim do formato do a Jornal
do Commercio do Rio de Janeiro. Redactor prin-
cipal o que jo (he parlicipei, Antonio Augusto Tei-
xeira de Vascnnceiloa. e Alfonso de Castro segando ;
. Joao de Azevedo c3) enlrou. Os oulros cnllabo-
radores sao pouco condecidos, e so para colleclores de
noticias e extractos. Lliz Augusto Palmeirim escre-
ve os folhelins, de que foi desapossadn o Aboim,
que o era da o Esperanza mas cousa muilo choha
e sem sabor.
A Nacao lamben augmentou de formato, po-
rm o Arauloslem mais materia, e be hojeo raaor
jornal de Lisboa. O re ador principal vai a Londres
buscar um prclo maior, ficando-o subslituindo i Sr.
Latino C.oriiio.
Esl nomeado para nosso ministro era Roma, o
conde da Ponte, goveraador civil em Lisboa. He 0-
dalgo de muito juizo, instruido e bem reputado.
Mgr... Di Pielro foi j nomeado cardeal in pello,
segundo noticias fidedignas, e nn tarda que teja
rendido.
Para o*governo civil de Lisboa, falla-se no con-
de Louzaa, ou em D. Pedro Mesquilella, sobrinho
do marechal, que chegou ha dias de S. Petersburgo,
onde era nosso encarregdo da negocios internos.
A falla de chova linhasido mu perniciosa1 para os
gados, que em algumas partes morriam por falta de
pasto : fizeram-se preces, e gracas a Dos, lem chu-
yido copiosamente. A. uva nao aprsenla nenhnm
indicio da molestia este auno, a ludo, presagia um
anno muilo abundante.
Algjras casamentos ntlaveis que ha lempos andam
proyectados,come^rn a effeclusr-se. 0 filho segando
do Qiiiutella (cosidoto Farrobn ) cason com D.
Chrislina Snmpaio, prima da duquezade Palmelhf e
seuhora de um bom dote. A sobriiiha da beroneza
da Regaleir.vD. Hermelinda Palmeira, casou com
Zea Bermudes de Castro, sobrinho do conde Columbi,
e addido legacao hespaoiiola es.la corto. E pr-
ximamente se bao de receber D. Julia Cruz com
F. gandoval, secretar!} da mesma legacao.
A viagem do re incor, 0 Sr. D. Pedro V Dea re-
tardada de algunsdias s se verificar provavclmente
nos ltimos dias do correnle. A demora procedeu de
nao se podefem apronplar os vapores com a pressa
que se desejava. Esla Tiagem eslava projeclada para
o mezde oulubro ; e nosso ministro em Londres,
conde de Lavradio, eslava nessa Intelligenca. Em
principios de abril ultimo se resolveu anlecipa-la, (i-
xando-a para o dia 18 laquelle mesmo mez. Esque-
ceu informar o conde 4e Lavradio dcsla mudanca de
resolucio. O nosso mrislroquesoube por oulra va,
e em haut lien qus a vinda de S. M. e A. esla-
va muilo mais prxima, passou por um grande vza-
me, deu-se por aggraiado, e pedio a sua demisso.
He quasi certo que se Ibe nao conceder, e o conde
provavelmente continuar no exercicio de suas func-
ces diplomticas. Diz-se que a viagem do joven rei
e de seu augusto irmo durar 6 mezes, e que S. M..
e alteza vislarao a Inglaterra, a Franja, a Blgica,
urna parte da Allemanha e a Italia. Levam pequea
comitiva. As pessoas al agora Horneadas para bs
acorapanhar sao : o l)dque da 'lerceira, o Vis-
conde da Carreira ( na qualidade de aio ) o barao
de Sarment ( ajudanle de ordens) e Francisco de
Mello-, filho dos marqueses de Ficalho ; o. qual
por ora nao lem collocacjlo definida ; mas que ro
nomeado ii addido honorario para se poder apre-
senlar com uniforme em occasies solemnes.
O vice-reitor da universidad* .Jos Hanoel de
Lemos que fl% nomeado bispode Braganca.j se
acha confirmado pelo papa, e em breve se sagrar.
Parece certo ter-se o bispo de Macau submetiido
monitoria de Sua Sanldade. com receip de que lhe
fossem efleclivainenie fulminadas as censuras que
Jhe haviam sido comminadas. O que he certo he.qne
pedio licen^a ao governo, e ao internuncio monse-
nhor de Pielro, para regressar ao reino, e que se
espera brevemente em Lisboa.
Acaba de ser apresen lado nossa corle, no paco
das Necessidades, pelo ministro do Brasil, o celebre
Mansilla lao nomeado nahistorin dos ltimos lem-
pos de Buenos-Ayres e Montevideo.
Regressou de Leiria o Dr. Caslilho, tendo con-
cluido o seu curso normal de inslruccao primaria
pelo mclhodo pdrtugeez naquella. cidade, onde foi
festejado com extraordinarios, bem. merecidos ap-
plausos. Tendo resolvido demorar ainda a sua ida
a esse imperio, propoe-se dar cursos normaes pelo
seu melhodo as cidades de Porto e Coimbra.
Hde maio. .
Depois de mu reuhida di hontem o arC 5. do projclo da nova moeda. o
caso esleve serio. O cx-ministro Avila liuha apre-
civil de Lisboa, mas a nomeacao do coude da Poii-
1c he certa. ,
Estes dias tem havdo urna festiva exposicko de
llrese (rucios no passeio publico para distribuir bens, por lodo o dispendio que occasionaram
premios (mestalhas deouro e prala) aos mais bene-
mritos expositores. D-osuraa sociedade'de qne
he presidenle elrei D. Fernando, que lem all ido
lodos estes tres das de exposicllo. Esle principe ca-
da vez lio mais festejado c querido do publico. Tem
vindo algumas vtzcs passear cidade a p, sem ne-
nhum apparalo real, o que lhe lem augmentado a
popularidade. Em vida da rainha nao consenta
ella islo, porqno era muilo ciosa d'elle, que he um
perfeilo rapaz, e nao quera que as damas o visscui
13o de perlo.
Conlinu'a a espectaliva sobre o procedimento do
governo a respeito do nosso cnsul nessa cidade, o
Sr. J. B. Moreira. Ouvi que se nao fosse a doen-
ca do presidente do gabinete pelo qne nao tem bavi-
que as autoridades que promovern e levaran aef-.quem deve oceupar all o primairo luear de no-'
feto esta subscripcao san dignas de severa censura, iic,a.
nxao lln^ nAm #trarv jtj%inwyt nn^ ^m_____ I
mas lambern que devem ser responsaVes pelos seus
Porto 26 de abril de 1854.
Finalmenle depois de muitas {treces e procisscs,
appareceu a chuva ; ainda que nao em grande quan-
lidadc salisfez os lavridores, de qnem o nosso rei D.
Diniz era milito amigo. Parece que era consequen-
cia da refrescadella, a cnlhcita que moslrava mui-
lo rri cara, nao sera ia fcia como se esperavas
A careslia de lodos os gneros (cm ido por c em
augmento, com muito pezar dos consumidores, que
sao ohrigadosou a apenar o circulo de suas preci-
sos, ou a alargar os cordoes bolsa: islo he os que
lem bolsa, porque os que a no (em, ou aliram
aos oulros as estradas ou esperam pelas medidas go-
raes do Prndhou, Luiz Blanc e oulros apostlos hu-
manitarios, que se lem regalado de fazer e dizer as-
neiras, em muito bella proza franceza. Islo por
aqui esta tdo occiipado com a queslao da guerra,
e dflo por isso de m3o poltica 'caseira, que esl
muilo sem saboria. A queslo dos navios negrei-
ros Guerra e'Trajano, contina no dominio da po-
lica resertada, que parece adiar suas durezas no
negocio por cstarem envolvidas nelle certas nota-
bilidades nolaveis.... Ha lempos disse-sc, que os tacs
navios linliam feito fiasco, ou pdr oulra, que linliam
sido'mal succedidos; porm a verseo que ollima-
menle se d como mais fiel, he gue elles fi/fram o
seu carregamenlo de carne humana na frica por-
tugueza, e que o vomilaram inleirinho na ilha de
Cuba!.... l)/.-s? mais que j para aqu se fizera urna
remessa de nove mil libras. He bem boa cousinha.
A occasio he propicia. Os humanitarios subditos
da rainha Victoria esiao oceupados com o divertis-
rintent do mar Negro e do Bltico, e nao lem lem-
po agora para ninharia's, nem mesmo Ih sobeja
panno para mangas. Todos os negociantes de ne-
gros devem agora ser russos. O autcrata he sen
protector indirecto. A lei,que q ntlnislro d fazen-
da acaba de apresenlar ao parlamento, tirando toda
a moda actual, lano a velha como a nova, da cr-
eulacao legal, por nova moda decimal toda, e que
pe a prat como'ouro na mesma propprc,5o que tem
a moeda ingleza, temprodnzidocriso nos cambios por
causa da grande qiiaqlidade de moeda cerceada que
ha. O pra/.o marcado pVji cessar o curso da actual
moda he de 30 dias em Lisboa, o GO das lias pro-
vincias, devemlo durante ste prazo eflecluar-se a
Iroca nas'eslacOeS publicas. A queslao lie com as
potencias monetarias, e naluraliiienle, ser devi-
damente (ralada pela diplomacia financeira. Pare-
ce que ficar sem eflVilo a ida de (i, 1)00 homens au-
xiliares porlugnezes para o Levante; porm o que
jheuolicia oftlciil, he arlajatodo rei Podre V.,
Pedro j.n, o que deu motivo a ficar o dito conde en-
latado, quando a rainha Victoria lhe fez perguntas
a lal respeito E que por isso pedir a sua exonera-
se. Tudo islo sao historias da carochinha, que'o
conde deixe de ser nosso representante em'Londres
por entrar no ministerio no caso d'algum successo
grave di-so me nao adrainrei en......
Diz-se que o capiao do navio Arrogante n, qde
foi preso na ilha do Madcira, ia ser comluzido para
Lisboa, onde se instaurara o processo; veremos.
A licenca para a viagem du rei j passou as duas
cmaras, eS. M. sabe multo breve.
A primi'ra seccao do 'caminho de ferro ha de ser
aborta ao transito publico, pelo regente cm pessoa,
no dia 29 de oulubro. Queleremos um uaco devia
frrea, j eu von acreditando.
Corre por aqui um zum zum, de que na provincia
ha ageales russos.para promover agitaco no sentido
niiguelsla. A noticia carece de conlirmaco.
Asnoliciasde Hespanhasao pouco apimenladas.
O S. Luiz vai Icido mao Da manta, e aflirma-se
que se pentuia uara o Coup-d'Elat. Boas opiuioes
nsseguwm que 6 homom far fiasco, que alguma"
cousa esl no choco, isso nao Dadeee duvida ; se se
gorar, isso o lempo se eucarregar de o explicar.
No seguinlc jiaquclc espero ler mais que dizer.
' Usara* 7 de maio de 1854.
Continuara as venturas do ministerio. A casa Le
Roy, Chahrol & Companhia de Pars, quolinha sus-
pendido os seus pagamentos, rehabililou-se, leudo
olferecido aos seus credores o pagamento lolal das
suas dividas dentro de um anuo, com juro. Os ere-
dores convieram, e entan desappareceratu os eQeilos
da bancarrota, e a rasa continua as suas operaces,
relirando-se porm Mr. Le Boy, e lomando Mr. Cha-
hrol um nutro socio possuidor de grandes capilaes.
Esta casa, coran sabe, he a que linha feilo o empres-
limo para as nossas estradas, tendo ja entregue a pri-
uieira prestado, e tinha l em penhor urna forte
quanlia em inscrpr,oos, que eslavamos cm risco de
perder se a quebra se verificasse. Dislo se haviam
j feilo grandes imputncoes ao F'onlcs, ministro da
fazcodar mas felizmente com a rchabilitacao, nem
perdemos nada, eo governo receber o* resio das
prostacoes do empreslimo contratado. Das muitas
q uebras que lem havdo eom a guerra do Oriente, es-
la foi lalvez a nica que to rpidamente se soldon,
o que se attribue ventura do minislerio portuguez.
Islo So raciocinios dos praguenlus polticos* bem
entendido.
As cortes tem quasi que em discussao simultanea,
tres projeclos de lei,qual decs mais importante: re-
forma da inslruccao primaria ; abolicao dos morgu-
dos c reforma da moeda. O projclo da inslruccao
primaria, depois de muilo disentido ua grneralidade,
foi remedido commissao, para harmonisar as dilfe-
renlcs substituirnos e emendas qu se linliam ofle-
recido durante o debate. O dos morgados; lambern
j foi volado na generalidade, vencendo-se apenas o
segunte : Que serao abolidos lodos os morgados e
caperlas que nao livcrem de condimento animal, 1-
indo de encargos1:6009000 rs. na provincia da
stremadura ; 1:0008000 rs. na do Alentejo ; e 600
rs. as oulras provincias, Ibas adjacenlcs, e posses-
soes ultramarinas. A abolicao tolal'teve na cmara
dos depn'tados smente trinta volos, mas feria nris
se o governo nao livcsse adoptado esle projclo da
abolicao parcial, que lodavia se suppoe nao passar,
ainda assim, na cmara dos pares.
A Biseossao sobre a moeda, essa continua, e parece
que se resolver sem grandes duvidas. Nao lhe re-
mello oqirojeclo porque lalvez padeea algumas alle-
racocs no paquete de 14 poder ser. Reduz-se dar
novo toque as coroas de ouro (OJOOO rs.) meias coroas
e quarlos de coroa ; as pejas e soberanos continua-
r3o a correr com o mesmo valor que actualmente
tem, reconhecendo o estado em todas 'essas moedas a
tolerancia legal de dous por mil em peso. Da-sc no-
vo peso prala, ciinhando-sc como al agora coreas
de 1&000 rs. al s moedas de 50 rs. Os cruzados
novos e suas subdivisoes perdem o carcter de moeda
legal (indo um mez depois da publicaran da lei na
capital, e dous as provincias. O governo tem j
mandado cUnbar grande quanlidade de mocita de
prala do novo toque, nao obstante nao estar a lei ap-
pTovada ; e slo porque conla com a cmara, e lam-
bern porque deseja comprar quanto antes a recolher
os cruzados novos, antes que os especuladores se en-
carreguem disso. A prala que se esl candan-
do sao as barras que te receberam do empreslimo
Chabrol.
sentado> urna sahsjiluic-esle arican allmva-o
toque das moedas de prala, que o governo
. ti ulia
proposto. Ora como esle dinheiro j esl a maior
parle d'elle cimbado, e a substituirn tinha seus se-
quazes; o ministro da fazeuda convocou urna reu-
niao da maiora, para lhe ponderar que nao poda
transigir sobre o arligo, visto estar cunhda por
aquello toque a moeda nova de prala. Alguna de-
purados, eslrauharam que o ministr se antecipasse
as resolucoes das cortes, mas o ministro defeudeu-
se- com bom pretexto, allegando que o agio dos so-
beranos crescia, que nao'tiarra prala para troces, e
que lodos lhe aconselhavam que njo devia demnrar
a amoedacao com o novo peso e toajuc. Avista dis-
to passou o arl. tal como o minislerio o apprescntou
que era o mais importante do projclo. porque os
mais sao sobre o ouro,lirando alesnas moedas que
d'antes lindamos, e os soberanos com o actual valor
de 4fl500 reis. O arl. he como se segu:
Arl. 5. Duzeolns e cincoenla grammas da liga de
prala do loque de novecenlos c dezeseis de metal
fino por mil (916 por 1:000) serao dividos em moe-
das do segrale modo:
i. Em dez pecas, cada urna das qnaes lera o peso
de vinle e cinco grammas (25gm), representan! o va-
lor de mil reis, e ser denominada cora de prala.
2. Em vinle peras, cada urna das quacs ter o
peso de doze grammas e cinco decigrammas ( I2gm,
5), representar o valor de quindenios res, e ser
denominada a meia cota de prala.
3. Era cincoenla pocas, rada urna das quacs ter
o peso, cinco grnimns, representar o valor de du-
zenlos reis, e ser denominada dobra ou dous tos-
ios.
4. Em cera pecas, cada nma das quaes ter o peso
de dous grammas dessigramas cinco 2gm,5,), repre-
sentando o valor de aam reis, e sera denominado
tosan. i
5. Em duzenlas pee., cada urna das quaes ter o
peso de um gramma e ,vinle e ciuco centigrammas
(tgm, 25) representar cincoenla reis, e ser de-
nominada ii meio tosas.
Em resultado dislo,lem apparecido j, grande
quanlia decrusados n*os, e os soberanos foram a-
baixaiithi de descont al que boje nao tem nenhum.
As antigs moedas de fruta desde misado novo at
mrjo tuslo perdem o ciracler de moeda legal; dous
mezes depois da puWicscao da lei.
Os trabalhos,parlamaiiares estao muilo atrasados
pelo que Jeremos nova adiamento at aofim de ju-
nho. talvez por que ainla se nao come(ou.o orra-
mento, adisrossao especial projecto da abolicao dos
morgados, e islo as das cmaras levam seu lem-
po. Ainda mais, pornjie a. publicico de um iiola-
vel opsculo do cons. C. Moralo Roma, intulado o
o ornamenta cm l'urlital. hado prestar grande
auxilio opposicao as cmaras, porque est eserip-
lo com muita clareza, grande cnnhermcnlo'dn ma-
teria, c trata "do negoc o do caminho de Ierro por
modo que tem afliigida muilo o ministro Fontes.
Tudo islo devi?T)rolelr grandemente aa^ecussao do
o ramciito, de aorta qnq o mez e meioTpc se dar
de adiamento nao rlugnia.
O duque de Saldanlialeiiporado tem tido algumas
veiiigeus, o que he .mob man agouro na situaran
valeliidiana em que elle esla. Nao tem fallado a
iiiiiguem, nem despacliaio bamuilos dias. O rei
j lu vollou a visila-lo, ao I.umiar, d'onde se nao me-
Iborar recolher a Lisboa; Em consequencia dcsle
estado perigoso do marcdial, o duquesa Terccira
parece que j nao vai aompauhar o re ua sua via-
gem s principos corles da Europa, porque a elle
se dar o commando en- chefe do exercilo e at a
pasUrda guerra, se fallicess o Saldanha, o que
Dos nao permita.
* Na situaran poltica poico pode influir este desas-
tre, porque o partido cahralista esl muilo eufra-
quecido, e o setembrista fio compenetrado, ou an-
teslian caldcado como givefno, que se pode evitar
loda a perturbarlo- que r'oulras pocas podia occa-
sionar a morle de um Imnem rom a significanlo
pessoal poltica do duqie de Saldanha, que Dos
avive*-
do conselho dq ministros, este negocio se (cra j re-
solvido; porque o vapor Thames, chegado no dia 7
parece que trouxc papis" officiaes cex(ra-offlciaes.
que esclarecen] muilo esle j bem esclarecido ne-
gocio. Os documentos publicados no a Diario do
Governo de 24 do passado sSo o .processo da exsu-
torario do cnsul! Eu receio fallar nesle negocio por
queseiquehe melindroso e o sen Diario guarda em
tud grande imparcialidade ; mas assevero-lhe que
nuncaneste,nem noulros negociosmedasviareide fal-
lar mparcialmente, dzendo-lhc o que aqui se passa.
Aquelles documentos foram requisitados pelo vis--
conde de Castro, e publicados Indiscretamente, por-
que sendo com intuito de deffender o cnsul o con-
demnam. Sobretudo o documento n. 11, em qooo
Sr. Mdrera pede a S. Exc. o presidenle dessa pro-
vincia que lhe ministre auxilios documentaes para
aecusar criminalmente os porliiguezes, que ii.lercc-
deram pelos infelzes passageiros a bafados abordo
do patacho Arrogante, he um papel yergonhoso, e
que excitou aversao conlra o seu aulor a todos qne o
leram. O cnsul que devera ser urna auloridade
tutelar, paternal para com os subditos da sua nacao,
instiga as autoridades loeaes contra elles, como se
ellas nao soubessem fazer o seo dever, procedeudo
policial ou correccionalmenl se elle se araollnassem
ou fizessem assuadas. A respnsla do honrado pre-
sidente o Sr. conselheiro Jos Benlo da Cunha e Fi-
gueredo, he digna de louvor, e honra tanto o ca-
rcter desse digno funecionaro como acredita a scU
encia que mostro'b das allrbuicfles do se cargo.
Recusando-se nobrcmenle inquallflcavel requhjf-
eflodo nosso cnsul, mpslrou-se lienemerilo dos
pnrluguezes, e hornera de coracao, porq uc se recu-
sou a perseguir individuos que no augo de sua
conslernarao ao ver os vexames'e objecees que se
faziam aos seus palricios.se indignaram contra o ca-
piao do patacho Arroganle, Joao dos Santos-, no-
rae que he aqui e as ilhas, .onde est em ferros,
ISoexecravel como de um Jnalfeilor que he. O
nosso minist ro o Sr. Jos de^asconcellos, recusan-
do-se igualmente, agencia do nosso consol, deu
tambera um icslmiflefc da sua prudencia e bom
juizo. De sorte que o governo portuguez maodou
prender um hornera, o cap lao do patacho que o nos-
so cnsul nuxiliou no seu 'orpissimo commercio, e
ainda em cima quera querellar d'aqoelles que lhe
pediam justica conlra o maleitor. sta conlradicao
be pasmosa.
Nao fallarei na historia de arrecadacao de heran-
ca, sobre que tanto se lem es*ripio aqui, o que
rcalmqpte poe em duvida a probidade ollicial do
cnsul. Isso depende do eonfrootacces que poneos
fazem.- O ponto capital he a animadversao que os
portuguezes de Pernambuco tem contra o nosso
cnsul, manifestada na peticao que est afecta ao
governo e nos artgos publicados as olhas dessa
cidade. O documento a que me refer, pe paten-
te que o cnsul nao sabe proteger os subdilos .da
sua afio, mas que os hoslilisa, e por modo que he
difflcil adiar oulro papel como aquelle nos annaes
consulares. .Esta he a opniao dos imparciaes aqui.
OTninislro Jervis parece estar empenhado em ron-
servar o Sr. Moreira, mas os oulros ministros. Este
negocio, depois dos documentos do Diario, uao po-
de deixar de ser resolvido segundo a pelir.lo dos
portuguezes d'ahi. ,Os procuradores que elles aqui
tam sao iucancaveis, principalmente Fernandes
Thomaz, que he oque tenho visto-assiduamenle
as corles e nos cscripiorios das redacroes. He con-
veniente esla perseveranca,porque pode haver qocm
queira adiar a solufio nesle negocio a se nao
houver qum o solicite, pode estriar. Do quehou-
ver o iuformarei..
He documento curioso para publicar, o parecer
qne lhe remello da commissio da cmara dos de-
pulados sobre a subscricao para o Ximenes.
Altribue-se a oslo napelo ter aggravadoa doen-
ra do marechal, que he intimo do viseando do Pi-
nlieiro, desde a infancia, e al esleve para casar
eom urna irmia delle, que foi urna belleza de Mon-
tevideo.
A commissao nomeada para dar o seu parecer so-
bre os documentos mandados para a mesa, pelo Sr.
depulado Simao Jos da Luz, as sesses de 29 e 30
de marco ultimo, relativos a orna subscripcao aber*
ta em Angola a favor do actual governador geral
daquella provincia, e alguna oulras aclos d adroi-
mstrac,ao do mesmo fooccionario ; lendo obtido do
governo, pelo ministro da repartirn compelente,
lodos os esclarecimenlos que havia sobre esle as-
siimptn, e lendo examinado todos os documentos e
uirorniacoes, que lhe foram preseutes, vem fazer
urjD^retalario el do aue enconlrou para dar o seu
Consta nao s dos impressos ns. I, 2 e 3, mas
lambern da represenlarap qne a cmara muiiicinal
de Luanda dirigi ao governo.
__i aos po-
vos por um semefbanle aclo, se o capital, producto
de urna lal subscripcao uao esliver ja em lempo de
ser restituido. ,
o Nao pode a commiasao tambero separar desla cen-
sura o proprio governador geral de Angola, em cu-
jo proveilo se levanlou esle pedido aos povos, e de
cuja aniiuencia parece nao poder-sc dUvidar, peta
contiuuacao successiva dos actos da cmara, prali-
cados desde o dia 2 de Janeiro at 10 de fevereiro
do correte anno, manifestados por circulares s
autoridades, e por alguna impressos, sem que laes
aclos fossem cohibidos, nem contradictados pelo
mesmo governador, como lhe cumpria.
a E finalmenle enlende a comraiss3o, qne por for-
ma alguma se deve deixar era esquecimenlo este
pernicioso exemplo, e que s deve proceder de mo-
do que elle mais nao pussa ser repetido em as nossas
colonias.
Ncstcs termos he a vossaconimssaode parecer, que
lodosos papis, que foram submetlidos aoseu exa-
rae, sejam remedidos ao governo para preceder na
conformidade das leis.
<> Paseando aos oulros fados, apontados em urna
nota remeltida para mesa pelo Sr. depulado Simio
Joqfj 4a Luz, he o primero a noinearao do lenle
Jos de Aguiar para chefe interino do distriebp de
Calumbo, em contraveneno da scnleuca que se t
no a Boletim s n. 354, que o condemnon por di-
versos imes a inhablidade perpetua para exercero
cargo de commandanle ou chefe de presidio de dis-
Iriclo algum, constando apenas que elle se achava
exercendo a referida commissao, pelo ollicio do se-
cretario gtral do governo,' datado do 21 de novem-
bro de 1853, em que o designa por este titulo; e
informando o governo por ollicio de 19 de abril fin-
do, dirigido a sta cmara, que o sobredito len-
le lomou accidentalmente o commando do dito dis-
tricto, por sero uirico ollicial que all se achava,
quando se mandou syndicar da conducta do chefe
do dito dislricto, e quej eslava nomeado oulro of-
fical para este mesmo commando; e constando tam-
ben), pelo citado ollicio da secretaria geral. que na-
quella data' fra elogiado o mesmo lente Aguiar
pelo modo como conrluio.urna queslao com o Soba'dc
Quissama, que pertendia invadir o nosso lerriloro;
enlende a commissao, que' se o governador geral
nao pode ser argido por 4er recahido o commando
d'esle districlo naquelle ofilcial, em consequencia
de ser sua patenta aquella a quem compet
lodavia se-lo, por mais de quarenta diaalv
tricto, que apenar dista seta leguas da capital "ra
provincia.
Quanto nomeacao de Joao d Silva Reg, Can-
dido Augusto Fortuualo da Cosa, e Joaqun) Ma-
noel Escorcios Cont, para chefes de tres dslriclos,
conlra- as disposiroes da portara de 12 dejaueiro
de 1815, expedida pelo ministerio do ultramar, que
prohibe se nomeiem para estes roramsndos indivi-
duos que nao sejam officiaes de 1. linha, declarou
o ministro, que a falla de officiaes desla classe no
ultramar impedio a exacta observancia daquellas
portarlas; e que por isso muilas vezes deixava de ter
execur.lo. A commissao, nao fiodendo avahar to-
das as circumstancias, que deram lugar a estas no-
mea^Oes, acha justo considerar que o governador
geral obrara a bem doserviro.
Finalmente quanto nomeacao do capiao do
exercilo, Theolonio Mara Cocido Borges, para
commandanle do presidio de Massangauo, que se diz
feila contra a disposirao de urna prolaria do minisle-
rio da mancha c ultramar sendo esta portara con-
fidencial, e declarando o'mmislro, que ainda snb-
sisliam as razes, que fizeram dar o carcter de
confidencial ao seu conteud, julgou a commissao
que nao poda tomar conhecimento d'esle negocio.
Casa da commissao, em 3 de maio de 1854.Jos
Pereira Pestaa, presdante. D. Rodrigo Jos.de
Menezes.Elias da Cunha Pessoa.
* Agora cumpre-me, ainda que de passagem, fazer
menco de urna correspondencia, que se l na Vuiao
de 10 desla mez, sob firma do-r-Jusliceiro a qual
he, por assim dizer, a synopses dos relevantes servi-
dos prestados pelo Sr. capiao Francisco Antonio de
Sonta Camisio, a esta localldade, em qualidade de
coramandsnte do deslacamenlo votante desla comar-
ca ; e bem assim he a conlirmasao do qoe por difie- .
rentes vezes tenho dito acarea deste prestimoso ofil-
cial. Portante, nao s agradego ao Juiticeiro a con-
firmado que de alguma forma faz de minhas asser-
ces, como uno-me a elle, para proclamar ainda
mais, ss isto he possivel, as excellante qualidade* do
Sr. CamisSo.
Com effeilo tem elle policiado, recrutado, prendi-
do a amitos criminosos e desertores, fe rto*4fcer
grande quanlidade de armamento reno, e sempre
por tal guisa, que nio ota da menor luditpotirao :
pelo contrario he estimado e querido de lodo*, e lo-
dos se afauam por lhe revelare a existencia da me-
nor cousa que indura a recelos, e islo porque eslo
cortos que S. S. an mesmo lempo que di as provi-
dencias mais enrgicas, adoca-as de maneira qoe a
ninguem escandalisam. Ainda urna voz louvo a ius-
piraco que leve o Exm. Sr. conselheiro presidente
da provincia em mandar para c o Sr. Camisio.
Vao agora praca por arrematacao 6 ou mais en-
geohos perlencenles a*orphgos, e espera-so [ quo o
Dr. juiz de orphaos faca esta medida estinsiva a ou-
lros bens dos mesmo* orphaos, o que ser um grande
beneficio para estas, cujos teres andam por mios
allieias, sem que dahi percebam o meuoo benefi-
cio.
Consla-me qqecst marcada a primelra essao do
jury deste termo para o dia 23 do prximo futuro
mez de junho.
Asociedade, qoe pretende levar .scena no dia 25
do mesmo mez de junbo urna peca dramaUca, este-
ve ponto de abondonar o seo intento, por falta de
urna pessoa que Se encarregasso de um dos papis
de dama ; Uve miulias cocegas de olTerecer-mc para
isso, mas quando me preparava, para o fater, j
oulro se linha adiantadb.
Temos tido boas chovas e grande abundancia de .
lama pelas ras,
esejo-lhe a melhor saude. A'.
( fiara particular.)
PERMITO.
Espera-s lodosos dias o governador de Angola,
Ximenes, e chega em rfl occasiio, porque a commis-
sao nomeada peta cmara para dar n seu parecer so--
bre o negocio da subscripcao que lhe fez a cmara de
l.oanda.-lie de opiniHo que se instaure um processo a
cite funecionaro para se justificar deste faclq. Ha
de ser1 discussao importante e curiosa.
El-rei regente, o soberano e o infante I). Luiz,
foram a Santarem, cjuntamente o Sr. patrareba e o
ministro do reino, ao -seminario palriarchal assislir.
aoliaplisuio de un mancebo ju Ico que para all foi
estudar, e para juntamente visitarera um inslitulo
em o qual lano se lem esmerado o nosso prelado.
O duque de Saldanha foi para a residencia do du-
que de Palmella, nol.umiar, rales de passar a Cin-
tra, onde por ora inverna muilo. Nao lem passado
melhor, e a ferida obsi i na -o em nao querer fechar.
El-rei e o Sr. D. Pedro V, e infante D. Luiz forara-
no visitar quando Vferam de Saniaretu. A visita du*
F'cliznicnle o paz boje vive contente, ha movi-
menlo, a cuncliacao cada vez he maior, os findos
pblicos sao mais bem distribuidos, os pagamentos
de juros, e ordenados larni-se com pontualidade ;
dcinaiieiraque se nao fose a incrciadogoveruo.eser
composto de homens de limitada esphera, e mal a-
conselhudos, esla poca poda-nos preparar om hora
futuro. Se ao menos houvessc mais lirio, mais
decoro, emfim mais sentimcnlo de dignidade, n'u-
ma palavra (ainda que dtra.expressiva) se houvcsse
mais vergonha, a actual situacao de Portugal era
lisoiigera.
O caminho de ferro para o sol cmftiuli'a, ainda
que lentamente por caus das expropriacCes. Che-
gou j do Inglaterra o primero Vapor daenmpanhia
I.iiso-Brasiicira para a carreira dos oortos d'esse im-
perio.. He um lindo bar. Esl-se carregando-e
inoslrando, e s partir daqui no dia 4 do mez que
vem segundo annunciou. O vapor inglcz Lusila-
nia, por translornos que leve nao pode vir aqui no
29 do passado como coslu|nava para o Brasil, desor-
le que esla viagem ficoulem branco, lendo aniiun-
ciado o agenta R. Knowl quo os passageiros quo
nao quizessem esperar petuarreira do mez do maio,
fossem receber a importa)! das passagenj, o que
causa grande desgoslo, cTtleu muilos freles" c passa-
geiros no vapor da corapaihial.uso-Brasileira. Tam-
beiu esl cm bom andamento a fundirlo da-, com-
panhia de vapor para os fortos do Alggarve. \ J ha
noVo vapor para a rarrein diaria da oulra banda.
Ainda se u8o sabe quen ser o novu geyernador
gio ao governo, datada de 10 de fe-
vereiro de 1855. e que este Irasmillio a esta cma-
ra por copia, que no da 12 de Janeiro do correnle
anno resolver a referida cmara municipal tomar
a iniciativa de promover na capital, e em toda a
provincia, nma subscripcao pecuniaria, era que In-
dos os cidadaos, sem exceptuar as classes mais infe-
riores e menos abastadas podesseni manifestar, me-
diante a oflerta de qualquer quanlia, por mais m-
dica que fosse, o reconhecimento' de que eslavam
pussulos, e que tributaVam ao actual governador
geral daquella provincia, o visconde do Pinheiro,
pelos miiilns beneficios que delta tinham recebido
durante o lempo do seu governo.
Que a mesma cmara expressra o desejo de que
esla sub'cripcao (ivesse lugar, e eslivesse realisada
al o dia 25 de fevereiro, por ser o natalicio do re-
ferido governador geral, am que urna grande depu-
laca, de que formara parle a mesma enmara, le-
vara presenca do S. Ex. a somma que produ-
zissssa subscripcao, como oflerta espontanea, em
signal de gratidao pelos beneficios ja experimenta-
dos, e pelos que ainda esperavaro receber, median-
te a benfica influencia do mesmo governador, que
eslava de partida para o reino, onde* como deputa-
do eleilo s corles por liuimrae, junto do go-
verno de Sua Magestade, c ao lado do nobre duque
de Saldanha, nunca perdera a occisiao de ser ulil
aquelles povos.
E finalmenle, que era a intenrao dos olferen-
les, qoe o producto da subscripcao fosse igualmen-
te repartido enlre o nobre visconde e sua esposa,
ficamlo cada nm era pleno dominio da sua melade,
e que fosse este capital destinado a um emprego
lal, na Europa, que licasse permanente e duravel
a memoria do reconhecimento daqoelle* povos.
a A cmara' de Luanda, possuida le um zelo,
que a vossa commissao nao duvida tachar de apai-
xonado e pouco prudente, leva a exageracao,a
poni de chamar a esla manifeslacao um pronun-
ciameTn dos povos, testa do qual julgou neces-
sario collocar-se, officiando a todas as oulras cania-
ras da provincia, e aos chefes dos dslriclos e pre-
sidios, bem como s pessoas mais qualificadas nos
lugares, em que nao houvesscm essas autoridades
como fim declarado nos officios c circulares, de en-
carainharem os sentimentos do povo, para que a
.todas as classes fosse possivel exprimir a sua gra-
tidao. f
A mesma cmara considerando qu3o inslito
era este procedimento, reconhece que nunca fora
vista na provincia urna semeldanlo manifeslacao
da parte dfis povos, e pretende justifica-la apresen-
ilo varas ponderaciies, entre at quaes he mu
livel a de ser esta a primelra vez era quo o go-
verno de Sua Magostado chegou a acertar na esco-
ma dos homens que deve mandar aquella provin-
cia.
Ponderarlo esta, qne reyela n mais decidida
paixun, o que deprecia muilo o cooceto de verda-
de, em que de-vena ser lida a aarracao que a mes-
ma. cmara faz, passando em resenlia os aclos do
actual governador ; offuscando- assim a memoria
honrada de muilos de seus antecessores, mesmo de
pocas rcenles, que tem regido aquella provincia
com rara Ilustradlo e prudencia ; caben lo aqui
memorar, enlre oulros, o muito digno, probo e v-
leme vico-almirante Noronha, hoja visconde de
Sania Cruz, e o insigne Pedro Alexaudrino da Ca-
nda, n quem o governo de Sua Magestade acaba de
reconhecer, benemrito por decreto" de 2 de marco
do correnle anuo (Diario n. 92), annuiudo s re-
pelidas instancias dos povos, depois de lindo o seo
governo, para que se lhe levanlasse nm monumen-
to, que perpeluassc a memoria da sua boa adminis-
trar "i >, e servase de exemplo aos vindouros, e aos
seus successores no governo daquella provincia.
Alem desla representaran da cmara de Loanda
nenhiima oulra participas'" oflcil exsle sobre
esle faci, pois que, segundo a declararan verbal
do ministro da reparlijao compelente. nao lem al
boje recebido do governador geral de Angolaajcom-
inuuirarao alguma a este respeito, se bom que nos
seus officios se remelle cm geral ao rotatorio, que
aprcscular, de todos os seus aclos naquella provin-
cia, ao governo de Sua Magestade, logo que che-
que a esle reino.
Sendo estas as nicas informaees, qu0 a vo59il
commissao pode colher sobre osle fado, de lodos o
mais importante, passa a enunciar o seu juh* sobre
elle, com a franqueza e lealdade, de que he capaz,
desejando corresponder confianza, que nella d-
positou a cmara.
Urna subscripcilo pecuniaria aberla no ultra-,
mar, em toda urna provincia, promovida pela c-
mara municipal, na capital c sede d o governo, coad-
juvada por todas as autoridades subalternas, em
lodos a.farmidios, aideias e povoacoes. solicitan-
do-so concurrencia de lodos os individuos, sem
excepciRoi de pessoa, por mais pequea que fosse
a sua condirao, e posta em prnlica, duran le a
presorieja' do governador geral na provincia e
c governo del la, com applicaci em proveiln desta
auloridade; aproxima-se mais a urna contribuirao
toreada, que a um sigual de reconhecimento, tribu-
tado no mesmo governador; e he exemplo de lio
COMARCA DE \4Z\RETH.
29 de nato da 1864.
Ainda vamos com grande calmara de novidades,
o que folgo de communicar-lhe. Entretanto, para
que se nio perca o precioso lempt, que, segundo di-
zem os economistas, he ouro, ser bom que apro-
veilc esta vacancia, par tratar com especialidade
de alguns negocios, qne me parecem de transcen-
dencia ; e se minhas obsorvaces a respeito chega-
rem a merecer alguma attcnco, dar-me-de por
muito bem pago d'ellas.
D'entre esses negocios oceupa o primero lugar,
j por sua qualidade, e j por sua importancia, o da
nossa matriz, a qual acha-se aindo bem longe da
atlingir, nio drei j o grao de perfeirao, que lhe he
propria, ms, aquella commodidade, e decencia
necessarias, para a celebrajao dos actos religiosos.
Foi a nossa matriz edificada em lempos remotos,
nao n'esse carcter, porque euUto nao exislia ainda
a freguezia'do Nazarclh, e creio que nem mesmo
a dea de sua rrearito ; mas no carcter de urna ca-
pcita |i.u ikuiai pouco commoaa. e mal construida,
como succedia maior parte dos edificios d'aquel-
les lempos, e esta mesmo licou por acabar, fal-
lando-lhe um corredor, o Consistorio, tribunas, tor-
res etc. etc.
Por ahi j se deixa fe* como essa capella, tendo
assumido a rathegora de matriz,- est pouco propor-
cional com as necessidades da freguezia, por* ven-
tura uma das mais populosas do cerosla provincia,
notaudo-se mais a pobreza, ou faltdsH ebsonula
dos utencilios, e paramentos neceaWiHL e indis-
pensaveispara os actos-religiosos. Acre*| i mais que
a irmandade da Sra. daConceic.aoj uncquedeve
cuidar do asseio, e conservarlo do edificio, acha-se
de alguma forma ifsorganisaila, e tora da gerencia
de tud, por causa de intrigas loeaes, sendo que
d'ahi vem estar o mesmo edificio em ruinas, ou pe-
lo menos todo cheio de goteiras, de sorle que nao he
raro agora pelo lempo invernoso obstar a celebrarlo
do Sanio Sacrificio da missa, como succeden no da
21 do mez que vai findar-se.
Islo posto, cousla-me que a assembl provincial,
movida a instancias do nosso parodio, e de um de-
pulado, que eslava bem a par ileslas faltas, consig-
nara este anno cerca de um cont de ris para con-
tinuarao da obra da capella-mor. ,
Nao sei qual he a pratica de se dar esses dtnheiros
porem milito seria para desejar que o Exm. Sr. con-
seldcisD presidenle da provincia nao consentirse em
seu recebimenlo, sem um ore-amento previo, e sm
crear uma commissao de pessoas praticas, encarre-
gada de tomar contas aos administradores da obra, e
verificar se as despezas se fazem de conformidade
com o ornamento, publicando al, se isso fosse pos-
sivel, o resultado de seus' exames pelos jornaes da
provincia.
Nao pense alguem, que duvido da. probidade das
pesses, que bao de cucarregar-se da adminislraco
da mencionada obra. Pelo contrario, he para li-
vrar a essas mesmai pessoas do pezo das censuras,
com que de ordinario carregam os administradores
de obras, que acho boa a medida apontada. Agora
mesmo muilo se lem fallado n'esla cidade da com-
pra, que se fez, de urnas tahuas para essa mesma
obra da igreja pelo excessivo preco de 25500 ris
cada urna; quando dizem os pralicos que nunca hou-
ve taboa.que cuslasseaqui maisdel5>280 Trabem
tem-sc fallado do salario quo ganhou um aponlador,
esle auno, comparativamente com o que ganhou ou-
lro o anno passado. Entretanto, pode bem ser que,
quem falla essas comas esleja em erro, e que ignore
asrazOesqueeoncorreram*paraisso; o se nio hou-
ver um meio, pelo qstl o administrador produza
sua defeza e moslre quo as despezas foram no inte-
resse da obra, pode a sua reputacao soffier.
Ha mais uma razio de conveniencia em favor da.
medida, deque tenho fallado, e vem a ser: nesla fre-
guezia ha muita gente abastada, cujos sentimentos
de piedaile nao ,1o equvocos ; esla gente sabendo
que ha uma fiscalisacio restricta, naodeixar de
concorrer com boas esmolas (anda ha pouco deram
disso uma provapnr occasiao do incendio da capella-
c de ikasenle consla-me que o reverendo pa-
IHAulrt DE PMA8IB0.
- .is
Pdo vapor iuglez 5eaern,enlrado honlem de Sou-
thampton, via Lisboa, Madcira, Tenerife e S. Vi-
cente, recebemos as cartas de nossos corresponden-
tes de Lisboa, Porto, Hamburgo e Pars, que ficam
transcriptas em. outro lugar deste Diario a e bem
assim varias gaas inglezas, francezas e porlugue-
zas. ^
O que nos commnnieam os ditos nossos correspon-
dentes he, por assim fiiter, quasi ludo o que ha de
ms inleressanle acerca do estado da Europa. A
hora adiaotada em que -nos chegaram s mao* as ga-
zelas Irazidas pelo Secern, nio nos permute acres-
cenur ao que se le em ditas carias, senS qoe o al-
mirnte Napier, nao obstante os protestos que fez,
anda um s tiro nao disparou on Bltico ; n* cer-
to, porm, que elle manlm em rigoroso cerco o gol-
phode Filasulis, de sorte qae nao he possivel* ne-
nhum navio fusso sabir.
Cruzeiros se acham tambera estacionados em Re-
vel, Riga, Memel, Dantzic, Slockholm, Gothland, e
Borooholm no Sunda.em Caltegat e golpho de Kiel,
de sorte que todo a mar Bltico e costa* acfaam-se de-
bajxo de estricta guarda.
Em Londres, os consolidados ficaram, de. 87 % a
87 3|8 ; os fundos brsileiros, a 96 ; os russos, de
93 a 95 ; os hespanhoes a 36 %, e os hollandeea,
de 85 3|4 a 86 3)8.
(MMMCDO.
lamente robihidii, como
terminado pelo alvar de 14 de abrHde'1785. De
modo que a commissao nao dovid dizer, nao s
Apezar de ser grande a impressao de prazer, que
em nosso espirito deixou o acto de jusJica e inleire-
za, com que se ornou o egregio tribunal da rela^flo
deste dislricto, no dia 13 do correnle, por occasiao
de absolver o digno juiz de direilo de Nazarelh, o
Sr. Vieira,de Mello, todava nao quizemos amantar-
nos em levar ao publico expresases de nosso conten-
lamento, c felicitado aquelle magestrado, na espec-
lor lo que, ccicaoo ile amigos, como est o Sr.
Vieira de Mello, dedieadoicorao he, causa de um
partido, pennas roais habis, amigos mais difundes,
niodeixariam de encarregar-se.deasalisongeira Ure-
fa. Entretanto como al hoje se tenha passado qua-
si desapercibido, a continu a ficar enrollo nastre-
va do silencio o resultado de um processo lao im-
poritanle, cajo nnico limera depredar a reputacao
do Sr. Vieira de Mello, sem que uma mao amiga, e
uma foi ha olliada.se encarregsse de publca-lo, tor-
ca he que saamos, ainda que tarde, de nosso natu-
ral acanhamenlo, para em nossa ignorancia quein-
genuamente coofessamos, darmos um Icslemunho de
nossa cordeal satisfacio, felicitando um amigo, que
apreciamos, e aplaudindo o acto de grande justica,
que anniquilou os desagradaveii effeitos da intriga e ,
calumqia.
O Sr. Vieira de Mello, se tem sabido conduzir de
tal maneira em toda sua larga vida de magistrado,
que nunca sobre ella pairou a uspeita, nao diremos
de uma improbidade, porque isso. seria ir longe de
mais ; porm de um tacto meaos justo : e por i*o,
apreciadoresde seu reconhecido rrrerecimento, rim-
nos magoados dorante os dias em que a calamnia
fez subir barra de um tribunal respeitavel, um
aneiao nio menos respeitavel, um magistrado probo,
integro e Ilustrado!
E com quanto nao fosse isso bastante para tauter
quebra no oonceilo de que goza, na opin'Uo publica,
o 8r. Vieira de Mello; todava a malidicencia nao
desptezou a oppprtunidade das'circumstancias, pe-
ra.exerier MU mcio- v,r*o ''% iodos como o
LiberarPernamlucano, ralado peta vendida de
partido, chamara contra esse magistrado a odiosi-
dade publica, e a condemnacao de um tribunal, on-
de, epegando friaj e calmas as paoes, s penetra a
justica e inlereza.
Felizmente passoq esse periodo, que nos enlulou
o coracao, e o juiz acensado ficou intacto e puroem
sua honra, como (odosos reconhecem, e. o tribunal
julgador firmoupor seu acto, o conecilode justo o
imparcill que merecidamente goza. Felicitamos
pois^o amigo, a quem orna vida publica lisa e sem
mancha o lem sempre defendido do venenoso denje
da calumnia c da inveja; e agradecemos, emquauto
ainda he lempo, ao eximio tribunal da relajo a
justica que. lhe fez.
Honra relarao de Pernambuco, e ufana ao Sr.
Vieira de Mello.
Recita 30 de maio de 1854. O Justas.
CORRESPONDENCIAS.
rocho fizera offerla de uma boa por$ao de madeiras)
que muilo aerviriam dar ajudar a conslrucro da
obra, alliviando assim os cofres provinciaes.
He, pois, minha Traca opniao, que-uma boa fis-
calisacio ninguem pode oflender, mas antes pode
causar muilos beneficios.
O segundo negocio, com que teuio de oceupar-
me, he a polica de Alaga-secc*.
Aquelle desdido he um dos mais abuudantes de
radios e ociosos, fc nao sei se por isso mesmo he lam-
bern o que mais se resenle da faffn de pama* ha-
bilitadas para os cargos polfciaes; alera disto, nao
ser poique incoherencia das cousas humanas, haven-
do all um cidadao, que offerece toda garanta, in-
lell.genle, zeloso, e queja (em prestado bons ser-
vidos, acha-se como estrangero em sua mesma tr-
ra. Creio, que dahi vem viverem os moradores do
mencionado dislricto quasi em continuadas rixas,
que dizem que nao sao estranhos os agentes subal-
ternos de Polica ; tal como agora, que asseveranv
que o escrivao da subdelegada foi em pessoa, ar'
mado, soltar uns poucos de cavalios as plaala* do
um seu visinho, iiaVobsIanle um lermo de beul vi-
ver que assignou para nao conlender com o,dlo v-
sinlto A'cerca disto nada mais direi porque eslou
perniciosas consequencias, que merecera ser promp- '.'.', ,""" ""'".". ',"."'. -A'"
io, cm casos anlogo., foi de- Persuadido que o acloal delegado dar as providen-
' I. a* _1__: i. is>i\- ... aLi _^>b_J> ..i:.... ...I.^l..,.iiln nfriririailii aanlimln
cias, quando esliver cabalmente informado, senlindo
s qoe S. S. leoh* como qu dfsconhscido at hoje
Jornal Eatrea.
5rs. Redactores.Prometlemos em nossa sauda-
rao esle jornal, ponannos os diversos cscriptaip1,
de quem o collega P. F. Brando copiou os diver-
sos ^periodos deseo escrito adoptivo as retolw;ocs%
nossa promessa, pois, vai ser salisfeita, e o publico
apreciando, admirar a paiiSo inaudita, qoe possue
o collega pela uprensa, ponto do nao lendo pen-
samento seu, passar para manuscrito o qae ju se acha
mpresso, tradnzindo sea geilo para a llngua VeN
nacula, o que se acha em oulras linguas; e mais ad-
mirar ainda a pachorra ioeomparavel, e Irabaslio
sobre modo penivel, quo ttve collega em inlro-
duzir em cada periodo de suas motucGes doulrirta
do dous e mais esrriptores, donde, por certo, nasceu
(oda a deformidade oue "e descobre logo prime-
ro vista, e sendo assi todo Um plagalo; mereda-
mos ilesculpa, serfao podessemq* ter descoberlo todo*
os plagios.
. No primero periodo da primeira parle, onde elle
d diversas definicesde revolujao, decompoudo di-
versas doulnnas; conaeguio fazer esse composto
Laguerre, diz M. Cousin na phflosophia i moderna
l.o voi. 9." lidio, ri$*t aulre ekose aue a renconlre
tiolint, le choedet iiiet exclusive...... Une rcolu-
tion acdt-se uo diccionario de G. Pagis est legitime -
;ua/id elle est procoquee par ue longue resinan-
te dupouoor eomtitu...
Na primeira parle do segundo periodo,-quando
elle falla do povo romano perante o senado, combi-
non entre p. 311 e 3(7 dos msaios de critica du Sr.
L. de MendpnraEm Roma, diz esle escritor, o po-
to era rei, elega, nomeaea, o seus funcejonarios;
mas era eteravo da fome, dependa dos ricos, riria
pela vto do senado e dos patricios. A segOnda
parte deslc mesmo periodo o collega comer assim'
a pdilanlropia rondemua as revolucesi, porque ael-
las nao v senao o espectculo i\a homens que se de-

1


i
DIARIO DE PHMUUCO, QUINTA FEIM I DEJUNHO DE 1854.
irtam- .... eM. Consta no lagar citado diz asiim
mit, guana deux armes tonl en presence, Use
paste un bien plus grand speetacle quecelui dont la
philanlropie dftourne les yeux-. Elle ne voit que
desmUlieredhommesquivonlsegorger.... Oresto
do periodo he de Lu aple,! o como o proprio
collega confessa. K8o seria milhor que o collega co-
piando este trecho de M. Cousn, dena o pai cti-
Bfa, cerne o fez no ultimo periodo, quundo tambem
copiou do mesmo escritor eit'oolroain un peu-
te n'eit progreuif qa'a la coniition de la guerra?
Sea duvida.
O (erceiro periodo he doSr. L.de Mendonca, com-
binado com M. Coiisin o espirito humano, dii
aquelle a 0. 965, mo para, porque he essensial-
mente perfecticel; im a soeiedade caminha, por-
que permanece debaixo da influencia do espirito
humano// doit, diz este, com etre evident que un
peuplenest qu' a la coniition dexprimer une idee
qaipastant.:. dans ses mwurs dans sis arlt, dans
tes lois... Ist done une phiiionomie particulierc.
O reatante do periodo he com pono de algumas phra-
ze, cerno o proprio collona cuiifessa, de M. Lamar-
tine.
O segando periodo da segunda parle ainda he de
M. Ceusin, edo Sr. L. de Mendonra. expr'essando-
se aquelle desle modo, fallava da guerrales des y
sont,pipil ee tembl, car je defie qu'on me cite une
teule partie perdue par Chumanil... definive-
mentavantagc, legainet Thonneur delacampagne
lui restent-, er este disse assim o tangue derra-
mado *3o affltga, baptisa saniamente as verdades
do principio republicano.
O (erceiro he todo do M. uizot, por propria con-
fisslo.
A primeira parle do quarlo periodo o collega, co-
mecou assimdebalde vos apresentarao Portugal de-
cantado com a perda da balalha de Alcaeer-Quibir,
purgue alU neo morreu smente um re i, nilo se
per'deu .tmente um exercilo; cahio tambem urna
idea, idea que Portugal deoia a tua grandeza, a
idea de conquista, e o Sr. L. de Mendoza p.
IV escreveu deste modo em Ahacer-Quibir nW
morreu m um rei, nio se anniquilou so um exer-
cito.... cahio (ambem urna idea, a idea que anima-
ra a soeiedade portugueza, e a quem ella deca to-
dos os brazies da sua gloria a idea de con-
quista.
Que eoragem I como he qa se faz 13o pooco caso
dono"* urna propriedailc para furlar-se to sem
lo, o lio sem pejo I S de urna alma espiHtuali-
O resto do periodo he de Luiz Napoleo por
propria eoofissao. 4
Agora miara-no* criticar alguus pensamentos do
collega.se de algum 1 lie fosse imputada a paterni-
dad, anas codo lodos elles desses escritores, como
te v, nem temos as habilitacoes precisas,' e nem he
notu mtstao crilicarmos lio eminentes capacidades.
Em toda essa miscellanea um nico pausamenlo re-
almente lhe pertence, o que he torca coofessar,
menos que nao se queira attribaMo maior desdouro
a qaalquer escritor, por mediocre e obscuro que seja,
e he o pensimento do ChrisHantsmo annunciar-se
regatando ai revolucoet, e todacia nio poder t gar no mundo sem nlercencuo das armas dos
Cezares, sendo notavel a contradirn flagrante em
que cahe esse eslouteado, quando concede a essa re-
ligiio um carcter divino, e todava o poder de Dos
dependente inleiramenie do poder das revolaron!!!
nr, jslgae-se em consciencie, merece refular3o
lamanha pavoice ? Cauta riso nma tal sandice, e
nito seria tandea quem prelendetse refuta-la ? Ore-
mos que iim ; e lie por itto que entregamos o collega
ao inslinclo publjco, que, como muilo bem diz o Sr.
L. de Mendonca, felizmente sabe castigar a essea ne-
gociante! Utlerariot.
Cooduindo, aprovtitamos a occasiao para lem-
hrarmot lo aulor da fbula esta phrase latina
amor more rerompematur, lembranra, que servir
para previnir o futuro, nao da Estra, pois essa nio
lem prsenle quanto mais futuro, mais sim do^....
VoHarenoa.
Os collejas.
Srs. redactores. Na minha correspondencia iu-
certa no seu Diario de 29, mui pensadamente omit
ludo qutafo podis -aggravar o processo pendenle
contra o Sr. Jlo Pinto ; como porem em sua res-
posla poblicaila hoje; deixa elle,de responder lis inju-
rias ealomniotat irrogadas a mira a a meu pai, que-
nado Iludir o juizo publico com am emprazamen-
- lo, e tasando de Injusto o acto de sua prisao, eu
previno ao publico, de que njo admilindo subterfu-
gios em casos de honra, vou ja requerer ao Sr juiz
municipal eerlidao dds interrogatorios por mim fei-
tos em todo esse processo de sed u las falsas, alim de
que se avahe a juslica on injustas da prisao do Sr.
Jle Pint, e prometo desfiar ludo quanlo occorreu
nesse tosejo; previnindo em lempo ao Sr. Lomos
qee moilo^mpropriamenle appcllidoudetavaainter-
peilatao que flz,e fique logo certo que ha de ser cha-
ntad a juizo, para susteqtor c explicar todo o que
honver dito.
Redfe.de Pernambuco 31 de majo do 1854.
Carlos Augusto da Silveira Lobo.
Mom i
Sf. Reductores.Uto foi em njo, que li a car-
ta de ttu correspondente da Parahyba.debaizoda as-
tigaatora de Sincero, publicada no Diario de hoje, e
Bil he parto ou escripia sob a inspirarlo de algum
laatandrino amanuense da secretaria de polica, on
de algam thug, (phrase d outro correspondente d'a-
II), que nao pode captar as boas gratas do chefe de
polica o Sr. Dr. Silverio, ou de algum mizeravel sar-
gento de polica, coto deve ler partido de algam \il
calumniador, que n36 presando o proprio conceito
muilo menos pode prezar o alhoio.
Conheep de ha muilo o Sr. Dr, Silverio, e as pes-
toat, que como en, entrelemeom elle reia;es deami-
zade, dario apreco, que merecem, os fados citados
ntsobrdiU carta, que em nada podem mareara,
bem merecida repulaco deque goza, visto como os
cetitidero ou adulterados, ou fillios de algam des-
pcit. O Sr. Dr. Silverio nao he de hoje que exerce
mangos pblicos, e nem foi eslrer no lugar de che-
fe de polica da Parahiba; porqulMo foi algnns an-
uos promotor publico, inspector do llgodao, procu-
rador fiscal da ihesouraria de fazenda, juiz municipal
e deerphios, e dep'nlado provincial, ludo na capital
de eu provincia ; na de Mallo-Grosso'juiz de dimi-
to e chefe de policia, havendo sido eleito depulado
mais vetado i amembla geral, e honrado pelo gover-
n imperial eom a uomearao de primeiro \ice-presi-
dente; foi depon removido para ch^fe de policia da
imprtanle provincia de S. Pedro do Rio Grande do
Sol, que per motivos juslos nao aceilou, e que foram
Hendidos pele governo removendo-o para aParahy-
">mtoBto sobremaoeira admira, que s agora ap-
ptrecam imputacoes de lal quilate, quando a idade o
deve ir tornando mais prudente, e respeitador das
reciprocas atlen(6et, que devemos uns ao oulros, e
de craa he elle por sem duvida prodigo.
Serta rnisler estudar a tociedade Parahibana e in-
vcsligar as causas, porque desagradam logo oschefes
de polica all, baja visla cruzada ltimamente le-
vantada centra o honrado Sr.-Dr. Claudio, e de pre-
sentecontra o Sr. Dr. Silveirio, que sem eontestaco
ni deaejar votlarj e deixar o campo livre aos ama-
eet thuggs.
O pableo que ajuize da boa contade e catalhei-
rismo do tal Sincero, que nao leve eoragem para es-
erever laes cousas, quando o Sr. Dr. Silverio eslava
na PKahyba, e s agora lepois de tua viagera pira a
""tafootad vizeira cabida feri-lo pelas costas, o
que el eontegue allndendo i nalureza e forma das
argairjBes em estylo arrleiral. e a que seria mais pru-
dente No dar cespuW por nio merece-la.
rtocire de mahTde 1854. .
Justas.
VAWED\DE.
Da nobreza e d boraueria d propori/o da polmica
entre M. Dupine M. de'Monlalembert.
m as vezes profunda. \\^ na8 mais ^
Mtmm, e os lempos, como,os nossM 60bretudo,
com cato va-vem perpecluoMe revolocoes e de reac-
/wt, flerecem ao pbilosopbo e ao moralUU mil cir-
camtlaaeia em que um incidente ftil poe comnle-
tamenle a deteoberto ama vrrdade desconhecida. He
por isto lio tmente que nos vamos intervir na lula
tripla que se levanlou eolre M. Dnpin e M.Mon-
tatombtit. Deut he trstemuuha de que nio he pelo
vi prazer de rasgar t de baler nm pelo oulro, doo
Vclhot horneas eminentes das vesperas polticas, que
"Im a occasiao empnhadamenle.
V
Ah para dar-se etleespeclacolo, bem fritle em fon-
d, atfltjm etnJaetoret da soeiedade franceza moles-
lando- nos aos ostros e tendo alternativamente
rozio quando atacam e hipa quando se defendem,
nao h erevsari apanbar a ocemio prtripilada-
menle ; nada mai be preciso que lomar os anligos
homens polilicos em cada pagina de seus livros, em
cada phrase de eus, discursos, em cada hora de sua
vida.
He pois para tirar urna licao proveilosa e seria do
Pugilato eplscnlar em M. Dupin e M.Montalembert,
que nos agarramos com empenho as duas carias vi-
lenlas que o anljgo par de Franja e o antigo presi-
dente da assembla legislativa se lem dirijide mutua-
mente. Dous homens se alracam na ra dio-se gol-
pes terriveis, rasgam-se os vestidos, pisam-se os
olhos,e em seo furor deixam exclamaces como estas
: a Se eu quizesse denunciarte, tu Picaras aranja-
do.a .<
Se eu te denunc.iasse, eu-diria bellas cousas em
la conta O que diras lu ? Eu dira isto.-- E
tu que poderlas dizer '.' Eu diria isto. '
Ora, supponde que no meio desla altercacao, e
emqaolo conlinuam a chover os golpes, um magis-
trado ou simples homem debem passa por acaso. Que
lhe resta fazer ? Trabar algumas lesicmunlias, fazer
consignar as palavras escapadas ;io ardor da rusga e
chamar a Justina social. Quantos delictos nao ge lem
descoberto desle modo !..'-*
Certamente nao se traa aqni de dons homens que
se desforcam na ra ; alio l Trala-se de dous ho-
mens de eslado que)se injuriam e se atacara no papel
oque he muilo difireme. Nao se traa de descobrir
delictos. Dos nao permute I Mas trata-se de re-
velarles de lal modo significativas escapadas aos
dous campeoes no fogo da queslao, em 'que a Jotlica
poltica, ou melhor a justira histrica se acha Torci-
damente empenhada.
Oh! bem aventurada queslao, que deixando ver o
pensamento intimo de nossos adversarios, demoustra
lio claramente que encarnizados como sao em com-
baler-nose desacredilar-nos, est.loera,fundo de nos-
so accqrdo|! Mas antes de entrarmos no objeclo da
rixa, urna palavra sobre os dous taladores.
I.
No prximo anno, i proposito deum libreto que
jfengjfeoia de M. Dupin po%M. Dupin, eu me
iPHMnara algumas verdades umpouco amar-
gas contra este burgus espirituoso, lalvez o mais es-
pirituoso dos J>urgueze>,e disto nio me afrependo.
Que M. Dupin tenha estado sempre prompto a
saudar os vencedores e a repellir com o pe ps venci-
dos, que emeada revolu;ao, em vez de prucurar sal-
var um principio, elle nao lenha cnidado mais que
em lirar sua parlilha do jogo ; que depois de Icr sido
o amante da legitimiiae antes e nos tres das, se
lornasse. o ibimigo furioso dos carlistas, segundo
urna eipressao que ainda afletla ; que lenha procla-
mado com eothusiasmo a revolucao de 24 de feverei-
ro, reservando contado nm pequeo lugar em seu co-
rarlo para a de 1830, que tambem merecen o ti-
tulo 4e gloriosa (sic) ; ha'nelle alguma cousa de um
hora burguez? Depois de ter assistido palinodia
nniversar de 24 de fevereiro, nao convem ser um
pouco indulgente para as palinodias de M. Dupin ?
M. Dupin, alem. disto, nao lem lido em militas
occasioes mais de um bello movimento d indepen-
dencia ? He isto lio commum para que se nao face
caso t Sim, sem duvida, diz-se-me, elle so lem mos-
trado mais de urna vez independente altivo, e todos
os traeos de seus golpes nao estad* ninda apagados ;
mas nOo tem sido sempre independente e nao se lem
deixado arraatar por seu humor, senao quando nada
lem a temer. / .
Como, ajunto cu, podis vos dizer que M. Dupin
nanea teve urna palavra corajosa? J vos esqueces-
lesdo epillieto de lobos cervaes ? Nos nao nos et-
quecemos dos lobos cervaes, replica-se ainda, mas
foi em sua qualidade de homem de loga, que M.
Dupim enticou com os homens de financas. fi an-
tes ciume do offlcio que movimento *de consciencia.
Ser que M. Dnpin despieza o dinheiro por.seu mo-
ta proprio > Perguulai a seus clientes. Ser que
o ooro se escapa de soas maos para se reproducir
em boas obras? Perguulai-o aos pobres. Qut que-
ris vos explicar a homens laodifllccis e capazes de
mediser se eu afllrmasse que M. Dupin lem sido
nm magistrado cheio de eloquencia e de saber, que
elle tem sido sempre nm magistrado fallo de calma
edeimparclalidade? Por minha f! Eu amo mais
solfrer urna coudcmnaca'o e guardar meu juizo sobre
M. Dupin. Eu coofesso finalraentc que me sinto
hoje um pouco parcial a seu respeilo, e queris sa-
ber por qoe? He porque e comparo M. Ddpin a
M. de Monlalemberl, o burguez egosta e chicanei-
ro ao aristcrata, al tivo egosta.
S'ao be qoe M. de Monlalemberl, apezar de sua
altivez, nfiu seja "lio vacilante em sua vida poltica
cmo M. Dupin, e he isto justamente o que torna
um homem execravel, porque s se est' prompto a
desculpar e mesmo admirar a altivez do carcter,
quaado ella se allia i inflexibilidade da conduela,
nada irrUajj laisdo que encontrar no mesmo hornera
| rguli BkeTusticidade e de mistura com con-
raJC** fcau- Ora, poslo que curta ainda,
mrrqflpPailiea de M. de Montalember abunda
em conlradices de loda a especie, e o pro e o con-
tra se dao cordialmenle as maos. Nao ha senao urna
cousa sempre persistente em MT de Monlalemberl,
a intolerancia absoluta. Elle moda de opiniSo s-
breos homens eas cousa;, e quer que se mude cor
elle, senao sentido com suas tufadas de colera e sua
bilis!
Quantas vezes, por exemplo, para lomar um s
fado, M. de Monlalemberl nao lem mudado este
sentimenlo sobre o rei Luir Philippe t Nao escrevia
elle rio principio dos Peregrinos Poloneses:Ha
alguem Oais odioso que o carrasco, he o seu cria-
do? O carrasco era Nicolao. Mas quem,era o cria-
do t Ningaera se engaaou enlo, e alias, M. de
Monlalemberl nio quera que ninguem sS en'ga-
riasse. .
Ora como de um tal ullrage passar em poicos an-
nos admiracio ? como da admiracio voliar, nao
i injuria grosteira, he verdade, mas delracqao e ao
desprese? Porque heno meio desla ultima evolnjao
sobre o rei Luiz Philippe me o 24 de fevereiro
acbou M. de Monlalemberl, %cr que semelhaotes
ondulacOes emprega ama palavra bem doce, nao o
deveriam tornar modesto,
Parecc-me tambem, por oulro lado, e salvo o er-
ro, que o ehristanismo he orna religio que tem
feito do perdao urna grande virlude, e que tem
coilocado o arrepeudiinenlo ao nivel senio cima da
innocencia. Mas ha hoje chrislflos qoe tem posto o
corceo do chrislianiamo de lado, he urna escola iu-
teira, eella faz bastante rumor, ella se disforc asss
forjadamente para allrahir a atleucao sobre sut hu-
mildade, e para que uao seja necessario designa-la
por oulro termo. Esles chrislflos fazem da vingan-
S, que era o prazer dos deoses do paganismo, a vo-
luptaosidade do Dos do Calvario; de tal modo
que esles modellos de enrielaos /5o prtelos pa-
gaos.
Umdia, ha algn anoos, no sallo de Mme. Re-
camier, se me record, tallaa-s de Lammenais
ede sua Iransformarao tempestuosa. Chateaubri-
and, vestido de brtnco e doenle, l eslav a, em seu
canto, silencioso cono de ordioerio; Ballanche, se-
gundo seu eostume tambem pensava, Mr ne. Reca-
mier ouvia. ^s proposicoes eran fervid as e Lam-
menaes era tratado sem merc nem piedat le. o Pas-
sa elle, diz Chateaubriand sahindo desea profundo
silencio, voliar ao catolicismo e anislr a meus
ul I irnos instantes! Vos nao pensis, Sr. di; Chateau-
briand^ exclamou um mojo de figur^ala o d*
olliar de vbora; qoe he preciso que IMBe Lamme-
naismorra impenitenle, e que seja coirSemfiado pa-
ra castigo do orgulho?
Chateaubriand olhou para o mor o eslapefacto
Ballunche com espanto, e Mm. Rec; imier, sempre
graciosa, oonlenlou-st cbm dizer" a<) seu hospede :
a como podis vos fallar assim Sr. cor ide ?
. He deste modo que Orna cerla escc da eotende o
chrisliaoismo, e eu eslou convencido i articularmen-
le que M. de Monlalemberl esl dispo rio a ver nes-
se moco um perfeito chisiao, que em pleno solio,
condemnava M. de Lamenaiscom lanlorancor, com
amore. Admiravel caridade Entreveis vos agora
de perfil os dous actores que acabam de entrar em
tcena para diverlimenlo esobre ludo ins Iruccio do
nublico ?
Nao paremos as injurias. O anligo ] presidente
ditse ao anligo par de Franca : a vos tem les trans-
formado vossos deoses domsticos em espic es e eor-
reios inflis. O anligo par de Franca re sponde ao
anligo presidente: a Eu sinto bem quo a dignidade
de mea carcter, poslo em queslao por v >, nao cor-
re algnm perigo. a
Basta de palavras gurdas bom Dos N os estamos
Pr lano na academia e nao na imprens a. Feliz-
mente uma ritacao latina vem a proposita faser-nos
lembrar qrfe nos estamos na preseiica de di )us acad-
micos : Et cantare pares, diz M. Dupm, el respon-
der* ptraii.
Mr. Dupin lem mu^ta razio Arcades ambo, mas
Tyliro nao he Tyliro, e Moelibeo, nao he Mmlibeo,
he o que basta.
A cloga de Virgilio he perfumada do doce aroma
dos prados, dourada pelo sol nascente ou semi-ven-
dado pelas grandes sombras que descm das raonta-
nhas, emquanto que a cloga entre M. Dnpin e M.
de Montalembrt he toda embalsamada do cheiro
dos armarios da cmara : a flauta dopastores trans-
loriiou-se em.exclamaroes de velhos patricios. Em
uma .palavra, esla buclica he um dialogo entre o
Vadio da basoche e o Triasotiuo da ortodoxia.
A' primeira visla, quando se v os dous adversa-
rios lomar em um lom de alia acrimonia, e convem
dizer a palavrao insulto, pergunta-se se uma jgual
edoga nao acabar trgicamente,e he muilo certo que
os antepasta'dos de M. do.Montalembrt ter-se-hiam,
desacreditado por menos do que isto. a Vos me ac-
cusais de espionagem, dedelacSo, de infidelidade.
Eis o que he muilo grave, convir-se-ha, mas astegu-
ra-se ludo acabar bem. Basta lembraf-se que M.
Dupin he o autor da nova jurisprudencia contra o
ducllo. e que M. de Monlalemberl he devota. Esta
duplice circunstancia nHo he-talvez, eslranha ao lom
lio pouco parlamentar e lio pouco acadmica de
suas cartas. Estejamos pois completamente seguros
sobre o resultado da queslao, e nao paremos as in-
jurias': cheguemos a comas serias.
Em unjjjlesses discursos em que M. Dupin se di-
verle em pronunciar nos comicios agrcolas, que faz
depois inserir nos joruaes, para bem provar que el-
le falla a toda a Franca pela janella de Corbigny,
D. Dupin tinha fallado no ponto de visla de um ho-
mem de 89, e, bem entendido, de nm homem mui
moderado ; mas nao he assim que o entende M. de
Monlalemberl, para quem a emancipadlo de 89 he
ftm conlransenso, porque M. de Montalembrt per-
siste em crer na possibilidadede um governo aristo-
crtico em Franja, e escreveu um bflfeele que cu vi
com meus proprios olbos, o que comecava assim :
Eu sou arislocrata e nao legilimista. n Elle tornou-
se talvez legilimista depois dessa poca, eu nada sei>
o que sei he que elle tem-se conservado arislocrata.
Sonhar um governo aristocrtico na Franca, no
secuta dezenove I Mas he preciso ter o espirito sin-
gularmente falso. ou nio ler nunca refledido neste
problema histrico f como as aristocracias tem e
como vilo. Todas as conduces da historia de Fran-
ca, para fallar como M. Alberto de Broglie, nao
protestara ellas enrgicamente contra uma igual
cliimcra ? Para todo o espirito imparcial e de seu
seculo, he ojie a revolucao franceza nio sahe loda
armada das cornalonas, dos estados geraes, e das
fallas da monarchia ? He que a tala entre as cum-
raunas contra o feudalismo nao val sempre se en-
grandecendo ? He que essa lula parar jamis 1 He
que as communjs desde o primeiro dia, nao Inva-
den! obre, o principio feudal, de lal modo que
quando Richclieu ferir com um golpe mortal o feu-
dalismo nao far mais que destruir um edificio for-
midavel ainda em apparencia, mas em'rcalidade
mirlado ha setulus pelo trabalho incestante das com
muas ?
Os estados geraes, como as cummunas, trazhjrna
revolucao era seus flancos. A qada perigo da pa-
tria, os estados'geraes nao erara elles a potencia qne
se invocava ?
Em 1302, quando ha urna lula aberla enlr a
corle de Franca a corle de Roma, e que se trata
do poder temporal do papa e da independencia das
coras, que faz Philippe-o-BelIo ? Convoca os es-
lados geraes. '
Em 1328, quando Eduardo III e Felippe de Va-
lois se proclamara todos dous herdeiros legtimos
da corda, o que se faz 1 Convoca-se os estados ge-,
raes.
Pulamos um bom numero de anoos em que os
estados geraes ao convocados muitas vezes, e lo-
quemos a pocas mais prximas, era 1568, quando
Henrique III avillou o Ihrono, quando Guitc-le-
Balafr agita o reino, quando saugue dos calho-
licos se mistara com o saugue dos protestantes, que
faz Henrique III, c que faz a ambicio de Guise ?
Recofreu-sc ao eterno e heroico remedio : convo-
ca-se os estados geraes.
Sem contar que ha estados1 geraes do XV seculo,
que' fallam absololmenlc como fallaram os estados
geraes de89 ; tanto o pensamento da revoluta0
he em fundo a historia da Franca, e nao someole
o pensamento, mas a propria revolucao. He que
Marcel, este Daotoo do seculo XIV, nio colirio
com seu capuz a cabera do delphim, como se devia
cobrir mais- tarde com o bonete vermelho a cabera
de I.uiz XVI ? He que os Jaques nio encatram a
obra d 92?- He que os aezeseis nio foram um co-
mit de salvacao publica ?
Em vez de organizar ests elementos democrti-
cos, os Bonrbons cilimaram mais supprimi-los, foi
uma falla immensa e irreparavel. Pozeram de lado
os estados geraes, mas chegou o seculo XVIII, o
que he o seculo XVIII, senio os estados geraes
permanentes da iilteratura e da philosophia ?
Vera depois acaldada desabre dada, a 12 de ju-
llio de 1789 a am velho pelo principe de Lmbete,
e a revolucao rebenta !- Ora, porque esla entilada
de tabre, que em oulros lempos, nada mais teria
tido do que isso, foi em 89 uma revolucao ? He
que a historia da Fra'ncji eslava recheada de uma
transformarlo poltica e social, e qoe ella nao es-
perara mais qne a occasiao para dar i taz sua filha.
Forra he confessar, no entonto, que o nascimen-
to da revolucao foi acoderado pelas tahas da mo-
narchia e das alias classes. Ah 1 n cegueira que'
presidia, desde longos anuos aos negocios, Irazia lodo
o carcter, da falalidade ;e a conducta da realeza, da
aristocracia e do clero, em 89, e a ca/oaco natu-
ral de sua obra. Porque a nobreza e o clero pedi-
rn! os estados geraes a grandes brados ? Para se
vingar do arcebispo de Sens que Ibes tinha tirado
algumas verbas de pensos. A nobreza e o clero
n.io duvidavam que, para se vingar de um arcebis-
po, ellos corriam a uma perda infallivel e que os
estados geraes iam devora-los. Levantai pois a aris-
locraria depois da uma queda que tejn dorado se-
cutas! Fazei pois reviver uma instiluieao que
morreu de excesso e esgolamento! A aristocracia
est lio mora como sua herdeira tambem I
Sem duvida, a burguezia, herdeira da nobreza,
teria podido durar mais lempo, e he deleito de seus
cheles se ella morreu lio depressa ; nao _qyie fosse
da essencia da burguezia prcencher nm longo reina-
do : ella nao poda ser mais que um interregno,. Seu
papel, com efleilo, era preparar a elevacio de todos,
a vida publica, e he nesta idea que ella esgolava seu
direito.
Desgraciadamente, ella nao tam sabido preencnlr
o teu papel, que ella tinha comprehendido ao prin-
cipio, e que acabou renegando-o.
Tinha-se constituido em aristocracia, por sua vez,
mas em aristocracia bisonha, a peior de todas. Nao
soube tornar-se ulil', nao podendo fater-se grande
do mesmo modo nao soube retirar-se em lempo
queimando com suas pruprias maos seus ttulos,
que, em fundo nada mais era que um fideicommisso
efoi preciso que se expropriasse a ella propria.
M. Dupin'nao er menos no governo-da burgue-
zia, como M. de Monlalemberl no governo da aris-
tocracia. Explicai entilo a passagem seguinte da car-
la de M. de Monlalemberl: Sea nobreza tem sem-
pre faltado espirito poltico, o que tiao me dissestes
tos, em minha casa, ha apenas um mez, sobre o es-
pirito acanhado, exclusivo, ceg, desla burguezia
uejulgou triumphar em 1830
Vos o ou vis : nobreza lera sempre faltado espi-
rito poltico;he M.de Montalembrt quem oconfes-
sa 1 A burguezia tem lido o espirito acanhado, ex-
clusivo, ceg ; heM.Dupin quem o confessa Ser
que es'ejamos nos dizeodo urna cousa por oulra '.'
Somonte concluimos por diverso modo, lalvez com
mais lgica. M. de Montalembrt aspira ao governo
pela aristocracia, a qual cahio qua'ndo eslava pode-
rosa, porque a ella tem sempre fallado espirita po-
ltico ; mas se lhe tem fallado espirito poltico no
momento de seu poder, onde e como poder ella
adiar o espirito poltico hoje que ella nada mais he?
Do mesmo modo, M. Dupin teria muilo trabalho
em explicar como a burguezia, tendo perdido o po-
der, porque ella lem o espirito acanhado,exclusivo,
ceg, poder reconquisla-lo ; neste ultimo caso se se
der, como pode isso ser desejavel ?
Tive u dilQculdadc em pensar que nao convinhu
deixar cahir semclhanles confissOes segnldas de laes
inconsequencias, e que nao tinha uma moralidade
a lirar ? Esla moralidade ah vai: o juizo do arist-
crata sobre a nebreza, eo do burguez sobre a bur-
guezia demonstrara que nada ha de possivel em
Fianza qoe a igualdade poltica de .todos.
Mas ao lado desla moralidade, existe ainda nma
oulra. Aquella he menos serla, so ella he mais pi-
cante.
------
Nao he curioso, com efleilo, ver inimigos da li-
berdade, como M. de Monlalemberl, qoe durante
tres annos t tem calumniado e vilipendiado, que
experimentaran! cordas de diversas especies para
poder estrangula-la ; nio he curioso ve-lqs actual-
mente collocar-se como victimas do arbitrario, n-
.viar suas cartas e seus artigas aos joruaes etlrangei-
ros e faze-los correr sob capa ?
He tado quanto quero dizer hoje. Esla quesillo de
nobreza e burgueiia, finalmente, que eu acabo de
discutir a proposilo das leviaridades dos dous ho-
mens graves* cu voltarei a ella na prxima segunda
reir tentando aprofunda-la, a proposilo da obra se-
ria de am grand* historiador, a Autora da forma-
cao e dos progrWsos do Terceiro-Estaio, por M.
Auguslin Thierry. {Constilutionnel.)
COMMERCIO.
PRAgA DO RECIFE 31 DE MAIO AS 3
HORAS DA TARDE. ^
, Cotac/ies offlciaes.
Algodao 1. sortea 60100 rs. por arroba.
ALFAJiDEliA.
Kendiment do dia 1 a 30.....245:0154923
dem do dia 31........6:3179545
251:333468
' Descarregamhojei.dejunho.
Barca inglezafalparaizomercadorias.
Brigue hamburgusOliocemento.
RENDIMENTO D MEZ DE MAIO DE 1&54.
Rcilimento tolal ; ......... 251:3333168
Direilos de consumo.
Di los de 1 por rento de reexporlaco
para os porlos do imperio. .....
Expcdiente.de 5 por ceulaudos gneros
estrangiros. despachador comearla
de guia....... .......
Dito de 1|2 por c. dos aeneros do paiz.
Dilodo 1 1|2 por c. dos gneros llvrcs.
Arma zona geni de 1 (lor'cenlo das mer-
cadorias. ."........... .
Premio de 1)2 porcento dos signados
Mullas calculadas nos despachos. .'. .
Ditas diversas............ .
Sello fixo................
Patentes dos despachantes geraes
245:3799151
' 819051
Feitio dos ttulos dos
xeiros despachantes,
Emolumentos de cerl:
Sos seguinte
Dinheiro .
Assiguados
Ein balanco no
abril .
Entrados no o
dos rai-
3509629
3758103
2159779
1:5049482
2:6569101
509480
, 1759000
29400
199520
Rs. 251:3339468
icctes.
115:8719894
135:4619574
28:873S370
1:3839271
Sabidos.......'. .
Existentes.......
Ka sequintrs especies.
, Dinheiro. .... 1:212*960
Letras. "...... 22:2039634
30:2569641
6:8409047
23:4169594
Alfau''cgadePaTnambuco 31 demaiode 1854.
O escrivo,
Faustino Jos dos Santos.
consAado CEU al.
Rendimenlo do dia 1 30.
ldem*dodia31 .
41*389011
3579276
41:3959287
DIVERSAS PROVINCIA.
Rendimenlo do dia 1 a 30 ..... 5:7329297
dem do dia 31......... 39587
5:7358884
RENDIMENTO DA MESA DO CONSULADO
NO MEZ DE MAIO DE 1854.
Consulado de 5 por cento. 37:6209282
Ancoragcm..........1:8139800
Direilos de 15 por cenlo .. 529500
Ditos de 5 por cento..... 1609150
Expediente das capaiazias. 7519050
Sello.............9899045
Emolumentos de certides. 89160
37:6209282
3:7759005
Dioera.i provincias.
Dizimo do algodao e oulros
gneros do Rio Grande do
Norle........... 109491
Dito dito dito dito da Para-
hiba.......,. .1:4589180
Dilo dito das Alagas. 9300
Dilodo iissurard dita.. .3:7319351
Dilo dilo d Rio Grande do
Norle. ........2039745
Dito dilo, e 'oulros gneros
da Parahiba........3289817
41:395-5287
5:7359884
47:1319171
Depsitos sabidos*
Diloscxisteules. .
, 3299213
. 1:0559209
Mesa'do consulado de Pernambuco, 31 de maio
ro de 18.54. O eterivao,
Jacomc Gerardo Mara Lunutchi de Mello.
Exportacao'.
Colinguiba, hiate nadonal Sergipano, de 54 tone-
ladas, conduzio o teguinte : 30 barricas bacalbao,
6 cascos vinho, 2 ditos vinagre, 97 barricas farinha
de Irigo, 25 barris manleiga, 16 caixas queijos, 2 cas-
cos azeile doce, i pianos, 1 barrica genebra, 20 fa-
llas do zinco, 1 caftio sellina e arreios, 1 sellim, 1
caixa louca e vidros, 2canaslras champagne, 1 caixo-
te oleq de bacalhao, 1 caixa rob, 2 volumes fazen-
da, 1 loucador, 3 resmas de papel, 2 botijas tinta,
2 fardos algodao trancado, 5 caixas velas de carnau-
ba, 5 carros de mao, Lbarril folha de Flandres com
fardas de guarda nacional, 1 Torno de cobre para fa-
rinha.
Rio de Janeiro, brigue nacional Feliz Declino,
de 207 3|4 toneladas, conduzio o seguinte : 3-cai-
xoes fazendas, 200 saceos com 1,000 arrobas de as-
sucar. 180molhosdepalhas, 3,120 alqueiresdesal,
3 saceos cera, 397 duzias de cocos para agua, 3,113
meios de sola.
2 libras de asnear.
RECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 31......4869107
RENDIMENTO DA RECEBEDOR1A DAS REN-
DAS INTERNAS GERAES DE PERNAMBUCO,
DO MEZ DE MAIO FINDO, A SABER:
Foros de terrenos de marinha. 1829724
Ladennos.......... 329.500
Siza dos bens de raz.......5:5099300
Decima ddicional das curporacoes de
mao mora.........
Direilos novos e velhos, e de chancel-
lara, .'-y- ........'.
Dizima (todita .........
Matriculas do curso jurdico, e carias
de hachareis ......
Sello do papel fixo e proporcional .
Premio dos depsitos pblicos .
Emolumentos.-........
Irapostos sobre lojas e casas de descon-
tos. .........
Dito obre casas de movis, roopas, etc.
fabricados cmpaiz eslrangeiro. 409000
Dilo sobre barcos do interior. .- 3079200
Dito de 8 % dos premios das loteras 3109000
laxas de escravos.'.......1:0029000
Colira oca da divida activa...... 7779573
1129600
2:4419959
2769146
5369000
5:7419577
89179
3839560
1:6018464
19:5119782
Reccbedoria 31 de maio de 1854. O escrivo,
Manuel Antonio Simoes do Amoral.
CONSULADO PROVINCIAL.*,
Rendlmenlododial a 30......4JKi89294
dem do dia 31........ 2819883
BOIETIM.
LISBOA, EM 6 MAIO DE 1854.
Prico correnle dos gneros de importacho do
Brasil.
Por baldearan.
Algodao de Pernambuco.' ft
Dito do Maranho.......
Dilo dilo de.iuarhiiia. ; d
0
I)
1

t
130
120
110
110
110
29000
29950
29750
29400
29000
29800
19650
157
127
127
320
100
29OOO
800
OO
120
2S10Q
39600
'29850
29500
39000
172
147
147
140
.59000
I9OOO
185
Dilo do Para.
Dito dito de machina.....
Cacao..............
Caf do Rio primeira sorte. ...'
Dilo dito segunda dila.....
Dilo dilo terreira dita......
Dilo dito esculla boa......
Dilo da Baha .. t....... .
Dilo do Para..........
Couros seceos espichados....
Ditos salg. Baha e Para 28 a 32
Ditos ditos dito 26 a 20 ...
Crayo girle..........d
Dito do Maraiihan.......
(iomina copal ....... ($
Ipecacuauha. ......... %
Ourac........v n
Salsa pardilla superior..... a.
Dila dila mediana.......s
Dila dita inferior.......
Captivos de direilos.
Assucar de Pernambuco branco
Dito do Rio de Janeiro.....
Dilo da Rabia............
Dito do Para, bruto. ....,
Dito mascavado. ........ .
Dito refinado no paiz em formas
Dilo dito quebrado (pil). .
Dilo dito em p (rap)......
Arroz do Maranho e Para ord.
Dilo dilo do mellior......
Dito dilo superior.........
Farinha de pa'o do Brasil .
Pao campeche.........
Tapioca......-.......
Presos correntes dos genero* de expo'rlaco para
Brasil.
Amcndoa em milo doce do Al-
garve.............
Dita em casca cunea, ....
Dila dila molar.......
Figos do Algrve comadre.
Ditos dito branens ....
Presuntos,.........
Vinho muscalel de.Setabal
Ameixas..........
Banha de porco ......
Dila cm rama........
Cbouriros..........
Nozes............
l'assas da Ierra




a



149600 1.59000
99600 109500
69500 89000
19450 I98OO
19400 19500
19400 19500
19100 191.50
19300 19350
392OO
2500
292OO
59600
59800 69000
79000 79400
700'
29400
19100 19400
alq.
um
caix.

alq.
49900
19200
850
600
500.
39200
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360
39100
49300
39600
. 500
29OOO
59IOO.
900
700
600
895O0
400
.550
alm. 59900
49100
S 310
00
moio 19150
19000
19300
19150
19200
19100
19400
1920a
Toudnho............ 29GOO
Agurdente...........
Azeile doce..........
Cera ama'rella por baldeacao.
Pimenla de Goa........
Sal grosso a bordo : ... .
Dilo redondo dem......
Dilo fino idem........
Dito trigudro grosso idem ...
Vinho tinte marca F. S., idem. pipa 689000
Dito ditodito, idem......auc. 729000
Dito dito marca B. F., idem. pipa 708000.
Dito ditodito, idem. ...... anc. 72*000
Dilo brancirmarca F. S., idem.' pipa 709000
Dito dilo dito, idem......anc. 749000'
Ditodito marca B. F., idem pipa 70J000
Dito dito'marca B. F., idem anc. 759000
Dilo dito marca P. G., idem. .'pipa 769000
Dito dilo dilo, dem......anc. 8O9OOO
Dilo dito T. P, e Filhs, idem. pipa 689OOO
Hito dilo dito, idem......a ne. 729000
Vinagre marca F. S., a bordo pipa 369000
Dilo dilo, idem.........bar. 389000
Dilo marca B. F., idem. pipa 349600
Dilo mtrea P. G.. idem.....309000
Dito dilo, idem.........bar. 329000
Dilo marca T.P., idem. .... pipa 309000
Dilo dito, idem.........bar. 369000
Dito branco F. S., idem. pipa 389000
Dito dilo dito, idem .... .libar. 409OOO
Dito dito marca B. F., idem pipa 34J0O0
Dilo dito dito, idem ...... bar. 4O9OOO
Dilo dito marca P.G., idem. pipa34000
Dilo dito dilo, idem......bar. 389000
Ditodito marcaTP. e F.o, idem-pipa 329000
Dito ditadjteijdera. ..... bar. 369000
nhviosIbbgados DOS PORTOS DO
BRASIL.
Do Rio de Janeiro vapor inalez oSevern, eh-
,r9do em 15 de abril, capilao P. Has.l, com fazendas.
Baha brigue pnrtuguez.Pescador, em 15 de
abril, capilo F. C. Alfama, com aemear e gneros.
Rio de Janeiro galera portugueza Bella Por-
luense, capitao J. R. de F em 15, com gneros.
dem brigue portuguez Pensamento, em 21,
capilao A. B. de Malos, coinwinhos e ncommendas.
Maranhio patacho portugoez Liberdade, 21
de abril, capilao A. M. d'Aguiar. com vinho.
Par brigue porlnguez Triumpho, 24 de
abril, capilao D. Nogueira, com assucar e arroz.
NAVIOS V.CARO*..
Para o Para barca porluguaza Flor do Ve,
capilao S. F. das Neves.
dem patacho portuguez Alfredo, capilao I.
P. de Aveliar.
Rio de Janeiro brigue portuguez Tamega,
capilao M. M. Morgado Jnior.
NAVIQS ENTRADOS.
Em 7 de maio vapor fraocez Avenir capilao M.
Brue, do Rio de Janeiro em 51 dias, da Babia em
41, de Pernambuco em 38, com fazendas: a F. Fer-
rari.- .
Em 7 dilo, vapor inglez Tarncs, do Rio em 29
das, da Baha em 19, d* Pernambuco em 16, pa-
quete.
dem, brigue portuguez Viajante, de Pernam-j
"uoo em ,'ts dias, com varios gneros, a Seixas.
Em 9 de maio patacho brasiteiro Flor do Norle,
capilao Rodrigues.da Babia em 58 dias, com assucar,
labaco e couros; a M. J. Machado.
NAVIOS SABIDOS. .
8 de maio patacho portuguez Deslino, capi-
lao Borges,para a Babia com vinho e ncommendas.
Brigue portuguez Tamega, capilao Morgado
Jnior, para o Rio de Janeiro com varios gneros.
dem barca portugueza Flor do Vez, capita
Neves, para o Para com varios gneros.
10 de maio barca brisileira Amelia, capitao
Marlins, para o Rio d Janeiro com sal e vinho.
MOVIMENTO DO PORTO.
.Navios entrados no dia 31.
Soulhampton e porlos intermedios22 dias, vapor
inglez Severri, commifftdante J. Hast. Passa-
geiroa para esta provincia, John Edwin Roberl e
su senhora, John William Stndarl, Jos Pires de
Almeida Lopes, Antonio Pcreira de Carvalho,
Charon, Joio Paulo Alexandfe Clolilde.
Rio de Janeiro14 dias, brigue hespanhol Pablo,
de 216 toneladas, capitao Silvestre Senca, equipa-
geni 13, em lastro; a Arauaga Bryan 8 Compa-
nbia.
dem14 dias, brigue hrasileiro Damo. de 231
toneladas, capitao Cielo Marcolino Gomes da Sil-
va, eqoipagcm 9, carga varios gneros ; a Macha-
do & Pinheiro. Passageiros, Francisco Jos de
Paula Jote Rodrigues Fcrreira.
Navio sahido no mesmo dia.
ColinguibaSumaca braaileira Flor do An'gelim,
meslre Joio Rodrigues dos Santos, em lastro.
EDITAES.
44:240*177
RENDIMENTO DA MESA DO" CONSULADO
PROVINCIAL DO MEZ DB MAIO DE 1854.
Direilos de 3.por cenlo de exportaro. 20:7429738
Ditos do 5 por cenlo dos mais gneros. 8:1489448
Capalazia de 320 rs., por sacca de al-
godao............ 9319520
Dcima dos predios urbanos. 4:4829351
Sello de licrancose legados..... 6:1689943
Meiasiza de escravos. ..... 1:3309160
Escravos despachados......
Emolumentos de policia......
Novos c velhos direilos. ... .
Imposto de 3 por calilo......
Dito das casas que vendem billielcs de
lolerias. .........
Dilode129800rs........
Dito de 20 por cento do consumo de
agurdente. ..:.....
Matricula das aulas de iustrucco su-
perior..........". .
Multas.........'..
Cusas...........
Joros........- .
1:1009000
139800
2639584
5059620
1009000
129800
2729000
359000
789079
409497
, 149637
44:2109177
Mesa do consulado provincial 31 de maio de 1854.
O segundo cscriplurario,
f.nii de Azevedo Smtza,
O Illm. Sr. contador sentado de inspedor da
Ihesouracia provincial, ein rumprimento da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia dol'do cor-
rele, manda fazer public, que nos das 6, 7.8 de
junho prximo vindouro, perante a juuta da fazen-
da da mesma Ihesouraria, se ha de arrematar a
quem por menos llzer, os reparos a fqzer-se na ca-
ta deslmada para cadeia na villa do Ouricury, ava-
llados em 2:1*09000 rs.
A arrematacao ser feita na forma dos arls. 24 e
27 daiei provincial n. 286 do 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas" especiaes abaixo copiadas.
As pessas que se pronozerem a esla arrematacao
compareram na sala das scsses da mesma junta,
no dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandoUafllxar o presento e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 2 de maio de 1854.O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciarao.
Clausulas eipeciaes para a arrematacao.
1. Todas as obras serio feilas de couformidade
com o orramento e planta nesta data apresenlados a
approvaco do Exm. presidente da provincia, na
importancia de 2:7509000 rs.
2. As obras sero principiadas no prazu de dous
mezes, e concluidas no de oito ine/.es, ambos conta-
dos de conformidade com os artigos 31 e 32 da le
provincial n. 286 de 17 de maio de 1851. .
3. O pagamento da importancia destas obras ser
feito cm uma s preslacao quando ellas estive-
rem concluidas, que sero logo recebidas definitiva-
mente.
4. Para tudo o mais que nao estiver determinado
as presentes clausulas, seguir-sc-ha o disposto na re-
ferida lei n. 286.Conforme.O secretario, Anto-
nio Ferreira da Annunciarao.
O.lllrn. Sr. inspector da Ihesouraria provincial
em cumprimeuto da ordem do Exm.Sr. presidente
da provincia, de 12 do correnle, manda fazer publi-
co que, no dia 14 de junho prximo vindouro,vai 110-
vamente prara para ser arrematado a quem por me-
nos lizer a obra dos concedas da cadeia da villa de
Garant uns, avahada em 2:4749208 rs.
A arrematacao ser feita na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem esta arrematacao
compareram na sala das scsses" da mesma junta no
dia cima declarado, pelo meio dia, compelen tmele
habilitadas.
E para constar se mandou affixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pcrnam-,
buco 16 de maio de 1854. Q secretario,
Antonio Ferreira dtAnnunciacUo.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
1.a Os cuiicerlos da cadeia da villa de Garanhuns
faf-te-ho de conformidade com o orramenlq.appru-
vado pela directora em conselho, e apresewado a
approvagio do Exm. presidente da provinda tu im-
portancia de 2:4749208 rs.
2."0 arrematante dar principio s obras no pra-
zo de 2- mezes e dever concluir no de 6 mezes, am-
bos conlados na forma do arl. 31 da le n. 286.
3." O arremtame seguir nos seus trabalhos tado
o que lhe for.delermiuadopelo respectivo engenbei-
ro, nao s para boa vecueo das obras como em or-
dem de,nao innulilizar ao mesmo lempo para o ser-
vico publico todas as parles do edificio.
4.< O pagamento da importancia da arrematacao
lera lugar era tres preslacet igUat* : a primeira. de-
pois de feila a melad da obra ; a segunda, depois
da entrega provisoria, a. terceira, na entrega defi-
nitiva.
5.* O praz de responsabilidade ser de 6 mezes.
6.a Para tudo oque nio te acha determinado as
prsenles clausulas nem no orcamento, seguir-se-ha
o que dispoe a respeilo a lei provincial n. 286.
Conforme.O secretario,
Antonio FefreirajC Annunciarao.
O Illm. Sr. contador sen indo de Inspector da
Ihesouraria provincial, em 'virtude da resoluto
da jonla da fazenda, manda fazer publico que
em pumprimento da' lei, se ha de arrematar peran-
tc a mesma junta no dia 1 de junho prximo vin-
douro a renda do sitio do Jardim Botnico da cida-
de de 01 i oda, avahada em 1519000 rs.
A arrematacao ser feila por lempo de 3 anoos,
a contar do 1 de julho de 1854, ao fim de junho de
1858.
As pessoas que se propozerem a esta arrematacao
comparecam na sala das sesgues da mesma junta no
dia cima indicado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou affixar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco t de maio de 1854. O secretario. Anlb-
nlo Ferreira da Annundario.
'- O Illm. Sr inspector da Ihesouraria provincial,
em virlude da resoluto da junta da fazenda, man-
da fazer publico, que.pernnle a mesma junta vai no-
vamenle prara para ser arrematado a quem mai*
der no dia i. de junho prximo viudouro, os impos-
los de 29500 rs. e dizimo do gado vaceum, 20 % de
agurdenlo do consumo, e imfjtslot a cargo dos
colleclores nosseguintes municipios:
Flores-e Floresta, avahado animal-
mente por........ 4:0059000
Boa-Vista e Ex, avaliado annual-
menle por......... 4:0709000
20 % sobre o consumo de agurdenle nos muni-
cipios seguinte*:
Oluda, avahado annualment por 8IO9OOO
Limoeiro, 909000
Estas arrcinataccs serio feilas por lempo de 3
anuos, a contar do 1"/le julho do correnle anno, a
30 de junho.de 1857, e sob as mesmas condic,es dos
anteriores.
Vai igualmente prara para ser arrematado con-
juntamente com o imposto delgado vaceum, o dizi-
mo do gado cavallar nos muRcipios abaixo dedara-
dos por lempo deum anno, a coulir doi1 de julho
de 1856, a 30 de junho de 1857.
Flores e Floresta,-avaliado por anno
em. ... 3269000
Boa-Visla e Ex, avaliado por anno
f........... 1999000
r As pessoas. que se propozerem.a estas arreoula-
Ces comparecam na sala das tesses da mesma jup-
ia iros das cima indicados pelo meio dia, compe-
Icnlemenle habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o presente* e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 24 de maio de 1854.O secretario, Antonio
Ferreira dAnnunciarao.
O Illm, Sr. contador, servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em virlude da resolucao da
junta da fazenda, manda fazer publico, que em
cumprimento da lei te ha de arrematar perante a
mesma junta no dia 1 de junho prximo vindouro
a renda do sitio da Jardim Botnico da cidade de
Olinda, avallada annualment em 1519000 rs.
A arrematacao aera feita por lempo de 3 annos, a
ronlar do 1 de julho de 1854, a fim de junho de
1851.
As pessoas que se propozerem a esta arremata-
cao compareram Jia sala dastessdes da mesma junta
nos dias cima indicados pelo meio dia competen-
temente.
E para constarse mandou afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 1" demaiode 1854.O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciarao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da pruvinda de 11 do correnle, manda fazer
publico, que no da 27 de julho prximo vindonro,
vai novamente praca para ser arrematado a quem
por menos lizer, a obra do-acude na Villa Bella da
comarca ide Paje de Florea peto novo orcamento de
4:6049600.
A arrematacao sera feila na forma dos artigos 24
e 27da lei provincial n. 286 de-17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas. .
As pessoas que se propozerem a esta arrematacao
ruinpnroeam na sala das sestiles da mesma junta, no
dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou aluzar o presente e pu-
blicar pelo Diarlo. m.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambu-
co 26 de maio de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira Clausulas especiaes para a arrematacao.
1." As obras deste acude serio feilas de conformi-
dade com as plantas e orcamento apresenlados ap-
provacio do Exm. Sr. presidente da provincia, na
importancia de 4:6049600.
2.a Estas obras deverao principiar no prazo de
dous meces, e serSo concluidos no dedez mezes, a
contar conforme a lei provincial n. 286.
3.' A imporlanda desla arrematacao ser paga
em tres prestarOes da maneira. seguinte: 1 primeira
dos dous quintos do valor total, quando liver con-
cluido a metade da obra; a segunda igual primei-
ra depois de-lavrado o termo de recoiihecimento
provisorio; e a lerceira finalmente de um quinto de-
pois do recebimento definitivo.
4.a Oarreraatanle ser abrigado a communicar i
reparticSo das obras publicas com antecedencia de
30 dias, odia Oxo era que lem de dar principio
execurao das obras, assim cont trabalhar seguida-
mente durante 15 dis, afim de que possaenge-
nheir encarregadp da obra, assisiir aos primeiros
trabalhos.
5." Para ludo o mais qne nao estiver especificado
as presentes clausulas, seguir-se-ha o que determi-
na a lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851.
Con forros.O secretario, Antonio Ferreira a"'An-
nunciarao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria da fazenda
manda fazer publico, que no dia 20 do prximo vin-
douro mez de junho, s 12 horas da mnnhia, ir a
praca perante a mesma Ihesouraria para ser arrema-
lado de renda a quem mais der, pelo lempo de 3 an-
nos, o armazem sito em Fra de Portas ao lado da
casa qne servio de qnarlel aos engajados, e de que
he actualmente rendeiro Antonio Jos Ferreira Mu-
niz, e serve de cochira : 03 prelendenles 'Compa-
recam no referido dia na casa da mesma Ihesoura-
ria, munidos de sens fiadores. -
Secretaria da Ihesouraria de fazenda de Pefriam-
huco 31 de mato de 1854.O olucial-maior, Emi-
lio Xavier Sobreira de Melfo.
Pela iiispecrao da alfandega se faz publico, qoe
no dia 6 de junho, hora e lugar, do cosime, se ha
de arrematar em hasta publica, livre de direilos ao
arremtenle, requerimenlo do negodanle desla
praca Heury Gibsnii, nos termos do arl. 11, eg.l
doarl. 13 do regulamenlo de 27.de fevereiro de
1849 sob n. 590, a seguinte raerradora, com avaria
d'agua dechuva: 28 pecas de panno de algodao er
lizo com 560 jardas, ou 462 varas, de 24 polegadas;
277 varas quadradas, 46 pecas de dito dito com 920
jardas, ou 759 varas smelas, de 26 polegtdas; 493
varas quadradvs, 60 pecas de panno de algodao en-
lrancailo.de 20 jardas cada peca, 1,200. jardas, ou
990 varas singelts de 25 y polegadas; 581 varas
quadradas, 31 pecas de dito dito lizo; 620 jardas, ou
511 varas siucelasde 25 polegadas; 320varas-qua-
dradas, e 15 pecas de dito dilo com 300 jardas, ou
247 varas singlas, de 22 )\ polegadas, 139 varas
Cuadradas.
Alfandega de Parnambiiro 31 de maio de 1854.
O inspector, Bento Jos Fernandes Barros. .
O Dr. Custodio Manocl da Silva Guimaraes, juiz. de
direito da primeira vara do comiilerc desta cida-
de do Becife de Pernambuco, por S. M. Imperial
e constitucional, que Dos guarde etc.
Faro saber aos quo o presente edital vircm, 'que a
requerimenlo de Antonio Jos de Azevedo, estabe-
cido cora luja de mudezas na ra do Oueimado n.
49, se acha por esto juizo aberla a sua fallencia pela
sen tenca do Iheor seguinte > A' visla de expsito
constante da petico, folhas 2, declaro aberla a fal-
lencia do comincrciante Antonio Jos de Azevedo,
eslabelecido com Inja de mudezas na ra do Quei-
mado ,fiia ndo o termo legal da existencia de sua fallen-
cia a contar do dia II do correnle. Ordeno que po-
nhain sellos em todos os bens, livros c papis do falli-
do, e nomeio para curador fiscal o ncaucianlo Vctor
Laine, que prestar juramento na forma da lei, ex-
pedindo-se desde j parlicipacoes ao respectivo juiz
de paz, acompanhado da copia authenlica desla ten-
lenca, afim de proceder a posirso dos sellos eJjrs-
tas. Herir 15 de malo de 1854.Cicstodio Manocl da
Silva Guimaraes.
Em cumprimento do que lodos os credores presen-
tes do referido fallido comparecerao em casa de mi-
nha residencia, na ra da Concordia u.....sobrado de
um andar no bairro de Sanio Antonio do Becife, 110
dial." de junho, pelas dez horat da manhaa, alim de
prncederem a nomeacio de depositario ou deposita-
rios, que ho de recebere administrar provisoriamen-
te a casa fallida. f 4
E para que chegue i noticia de todos, mandei pas-
ser o presente, quesera" publicado pela imprensa, e
afiliado nos lugares designados no arl. 129 do regula-
menlo n. 738 de 25 de novembro de 1850.
Dado e psado ncsla cidade do Recife aos 30 de
maio de 1851.Podro Terluliapoda Cunha, esrriv.lo
interino.Custodio Manocl da Silva Guimaraes.
DECLARA^OES.
A 30 do correnle foram apprehendidos por esla
subdelegada 5 cavallos furlados, tendo apparecido
nicamente dono 2 : quem se julgar com_ direito
aos oulros, dirija-te mesma subdelegada,
legaca da freguezia da Varzea 31 de maio de
O subdelegado Francisco Joaquim Machado,
5ERAL.
Ai malas qu lem de .
CoudUzir o vapor inglez
aSevern para Rio de
Janeiro Babia fe-
cham-se hoje as 11 ho-
ras do dia.
Compnnliia de Liverpool.
" Espera-M qualqner
hora o vapor Lusita-
nla, carnmandanU J.
Brown, e teguir im-
____________ mediatamente paraos
pertos do sol: agencia em casa de Deane Voule &
C., ra da Cadeia Velha n. 52.
CMPANHIA DE BEBERIBE.
O caixa da companhia de Beberibe
aclia-se autorisado pela assembla geral
da mesma, a pagar o 12 dividendo na ra-
zao de 2$500 por accao.
Pela mesa do consulado provincial annoncia-
se que a cor-ranca. i bocea do cofre, da dcima dfl
predios urbanos das fregnezias desla cidade do le-
gando semestre do anno finaoceiro de 1853 a 1854.
principia no 1. de junho prximo futuro, que es
30 dias uleis tem principio do referido da 1. de ju-
nbo, lindo os quaet ficam incdrsoa, na mulla de tres
por cento todos os que deixarem de pagar seus d-
bitos.
^^g^
%&
Espectculo extraordinario a benefido do actor en-
saiador da companhia dramtica, Manoel Baptisto
Lisboa.
SABBAD 5 DE MM DE 48S4.
_ Dar comeco ao> espectculo a onvertura da- opera
Nabucodonosor. do meslre Verdi; Ando esto, lera
principio a representado do novo e interesstnle dra-
ma em 4 actos, intitulado
composto,em francez por Mr. Lauvencin, e tradnzido
em portuguez peloSr. Dr. Antonio Bego.
Personagens do drama. Actores.
Simao . .....Sr. Cotia.
O-conde Breval . ^. Hendet. .....> Bezcrra.
De Lirbertac .
Luciano." Diogenes . ..... Amodo. 0 belidado.
Pedro Branco . ..... Monttro.
Uuilherme . ..... n Piolo.
..amponez >iado . ...... Rozendoi
..... N.
Henriquela. Magdalena. . ...... ASr.D.Ortal. ..... D. Gabriel!*.
Virginia. . s D. Luizinha.
Genoveva . ..... D. Amalia.
Nos entre-actos, executar-se-hao as ouverturas
A MUDA DE POBTICC1,
do meslre Auber.
A SYLPHIDE,
do meslre Theodoro Oresles, e a
BftTALHA DE ALMOSTER.
Terminar o diverlimenlo com a muilo applaudidt
comedia em 1 acto, a
EMILIA TRATESSA.
O beneficiado, a quem odeseropenho de suas obri-
gacet nao lhe permute procurar ut teas amigos e
protectores, confiado na sua philarilropia, roga a sua
proteceo.
AVISOS MARTIMOS.
Rio Grande do Su).
Seguir em poneos dias para o Rio-Grande do
Suio patacho nacional Regulo, o qual tem espatos
commodos para passageiros : trata-se na roa da Ca-
deia do Recife n. 11, ou com o capillo a bordo.
Rio de Janeiro.
O brigue nacional Elvira segu na presente se-
mana-, ainda pode receber alguma carga miada, pas-
sageiros e escravos a frete, para os quaet offerece
ptimos commodos: trala-se com Machado 4 Pinhei-
ro, na ra do Vigjrio n. 19, segundo aadtr.
Para a Baha sesne imprelerivelmenle no dia 8
de Junho, a sumaca Hortencia: para oresto da car-
ga trata-se com seu consignatario Domingos Alies
Malheo, na ra da C/uz n. 54.
LEILOES
Quinta-fdra 1. de junho do correte, o agente
Vctor far leilao" no sea armazem, ra da Cruz n.
25, de um completo sortimnto de obras de marci-
ndria novas e usadas, de dinerentet qaalidtdes, am
relogio de ouro com tranceln! para algibtira, ditos
dourados, varias obras de ouro. oculos de alcance,
candieiros para meio de sala, candelabros, Janternas
ps de casquinho, qnadros com estampas coloridas,
fumo, uma radeiriuha de arruar ero bom ttst vinho
branco de Lisboa engarrafado, doce de diOerentes
qualdades em barris, hapeot branco da castor, di-
tos de merino cora mola c sem ella, do Chil.i, ama
liorrao de navalhas, afiadores, orna porcSo de sac-
cas de arroz com casca, bolachinha ingleza em lat-
as, vinlio engarrafado do superior qualidade de ci-
dra e maesas, uro. cavado rudado, boro andador V
baito, muito novo, e oulros muilos artigos, que et-
tarao moslra na occasiao do leilao.
O agento Oliveira fnr leilao por ordem dofir.
cnsul da, Franca, e em preseura do teu chauceUer,
das parles da casa n. 17, ra do Aragao do bairro da
Boa-Vala, perleucenles inassa do finado subdito
frnocez Pedro Vctor Eustaquio Lmar,' por este
compradas em 9 de julho de 1845,' e 14 de agosto de
1847 como cnusl dat copiasdtsescriplures em poder
doditoagenle,aAlexandrina Mara do Carmo Lopes,
Jos Joaquim do Espirito Sanio e sua rauiher Jon-
na Mara da Triudade e Carlos Jos Lopes, e por es-
les herdadas de sen finado pai Carlos Jos Lopes,
segando o inventario e pardillas, que se procederam
pelo juizo d orphaos desltj cidade, escrivo Francis-
co Jqaquim Pereira de Carvalho, onde os pretenden-
les podem ludo verificar antecipadament : segunda-
reir 5 de junho desle auno, ao meio dia em ponto,
ana referida casa da ra do Aragao.
LEILAO SEi LIMITE.
Sexta-feira 2 do correnle, o agente Borja Geral- ,
des far leilao em sen armazem, ra do Collegio n.
14, s 10 horas em nonio, de um completo sorlimen-
lo de obras de marcineiri, novas e usadas, de diffe-
rentes qualidades,m riquissimo relogio cqm caita
de vidro nira cima de meta, ditos de obro pula
para algroeira, ditos para parede, dous oculos de
alcance, varias obras de euro e prala, candieiros io-
glezet.de molla par velas, ditos franeczea e d ca-
iras qualdades, lanternas, serpentinas, candelabros,
lustres, eastieaes de diOerenlet modelos, qnadros
com ptimas estampas e ricas molduras, chapeos
pre(ps francezes. ditos do Chile, ditos de feltro, bo-
nets de oleado, figura'de pedra par* jardim, ditas
de percellaua, jarros e vasos para enfeite de sala,
pedras marmore de diversas cores e lamanhos, pa-
ra mesas redondas, consolos, lavatorios, uma gran-
de porrao de vinho engarrafado de superior quali-
dade, borachinhas, biseoitos francezes, nm ptimo
caroeiro muilo manso e batanle gordo, proprio pa-
ra menino, grande porrao de tpalos e borseguias
inglezes para homens, meninos e seuhoras, ama
porcilo de queijos de pralo de superior qualidade,
etc., e oulros muilos- ohjedos que s com a visla
se podem apreciar, os quaes estarao no meslo ar-
mazem em o dia do leilao.
O agento Oliveira uo tendo podido ultimar,
por falta de lempo, o leilao dos salvados do brigue
sardo Carolina, continuar o mesmo por autorsa-
rao da alfandega desla cidade, consistindo em mas-
tro grande, dito do.' traq'uete, Iniaslaros de gavia,
ditosjoaneteTversas grandes, ditas desavas, ditas
joanele e sobre, posdeculdlos, dito de gavias etc.,
1 retranca, 1 bolinetecom 2 barras, I lanche, 1 ba-
le, 1 ferro grande, amarras de ferro, 2 ancorles,,
ele.: sexla-feira, 2 do correnle, as 10 horas da ma-
nhaa, na dila alfandega.
AVISOS DIVERSOS.-
__, Nicolao Machado Freir precita par sua ta-
berna, na povoacao do Monleiro, de nm caixeiro quo
saiba lefeescrever.
Apparcceram 110 cngenlio Tapera duas rez'et :
quem fr seu ddno apparera no mesmo eugenh.
Roga-se aos senhoret ourivet, casoljie sejaofl'e-
recida uma coroa d ouro pequea, a qual foi furia-
da na madrugada do dia 31 de maio, de ama ima-
gem que te achava em uma mesa do convento de S.
Francisco, o favor de loma-la c entregar aoguar-
diao do dilo convento.
Precisa-se de um feitor que seja portuguez :
na ra da Cadeia do Recito n. 49, primeiro andar.
No dia 24 do crrenle desappareceu do abaixo
assignadooseu cscravo Andr, crioulo.de idade 18
annos, altura regular, magro, o qual emprega-se no
servico de alvarengas ; prulosla-se contra qaalquer
pessoa que o dilo escravo occullar, e gralifica-s ge-
nerosamenle a quem o prender c levar ao Forte do
Mallos, defronle do trapiche do algodao, ou a cidade
d Olinda no Varadouro.
Joiio Autonio Moreira.
(hTerece-se um ama de leite: aa travessa dos
Marlvrios 11. 5. ,
-a__
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*urfe
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DIARIO DE PE
QUINTA FEIRA I DE JUNHO DE 1854.
PIBUC.4CA0 DO INSTITUTO IIOMOPATIHCO DO BRASIL.
THESOURO- HOMCEOPATHICO
oc
VADEMCUM DO HOMOPATHA.
Melhodo conciso, ciato, e seguro de curar homocopalhicamenle todas as) moleslias, que ailligem a
especie humana, e particularmente as molestias que reinara no Brasil.
PELO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
Acaba Je sabir a luz esta obra utilissima aos mdicos, quo-quierom experimentar ou exereer a
vrdadeiia*medicina, e muilo ruis anda aos pais de familia, quer das cidades, quer do campo, cheles
de estabelecimerilos, sacerdotes, capitaes de navios, viajantes, etc., etc., que por si meamos quizerem co-
uhecer os prodigiosos efTeitos ila homceopathia.
Dous volumes eoi brochura, por........" 1050000
Encadernados ."............ ItjflOO
Os Srs. assignantes terao a bondade de mandar receber seus cxemplares em casa do autor, ra de S.
Francisco (Mondo Novo) u. 68 A. jt
BOTICA. CENTRAL HOMCEOPATHICA
Ninguem poderi ser feliz na cura das molestias, sem que possua medicamentos verdadeiros, ou de
boa qualidade. Por isso, e como propagador da humo'opathia no norte, e inmediatamente inleressado
*n seos benficos successos, tem o autor do THESOURO HOMOEOPATHICO. mandado preparar, sob
sua immediata inspecr^lo, todo'os medicamentos, sendo incumbido desse trabalho o hbil pharmaceulico
eprofessor em homo-opalhia, Dr. F. de P. Pires Ramos, que o tem executado com todo o zelo, lcalda-
de dedicado que s pode desejar.
A elliracia destes medicameotos he altcstada por todos que os tem experimentado; elles nao preci-
sa m de maior .recomrnendac.ao; basta saber-sc a fonte dunde sahiram para te nao duvidar de seus opli-
. mos resultados.
Urna rarleira de 120 medicamentos da alia e baixa deluico em glbulos rerom-
mendados no THESOURO HOMOEOPATHICO, acompauhada da obra, e de urna
caixa de 12 vidms de tinturas indispensaveis 1009000
Dita de 96 medicamentos acompauhada da obra e de 8 vidros de tinturas ..." 909000
Dila de 60 principaes1 medicamentos recommendados especialmente na obra, e com
urna caixa de 6 vidros de tinturas .-.....
Dita de 48 ditos ditos..............
Dita de 36 ditos acompanhada de 4 vidros'de tintaras.......
Dita de 30 ditos, e 3 vidros de .tinturas.....-.....
Dita de 24 ditos* ditos...........
Dita de 24 tubos .pequeos com a obra e 2 vidros. de tinturas. .
Tubos avulsos grandes...........'.
pequeos -.........
Cada vidro de tintura. ... *........
Aviam-se quaesquer eucommendas de medicamentos com a maior.
ssimos.
609000
509000
409000
339000
309000
209000
19000
9300
29000
jiromptidao, e por precos comino-
Vende-sc o.tralado de FEBRE AMARELLA pelo Dr. L, de C. Carreira, por.
Ra de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68A.
No di 2 de junho depois da audiencia do Dr- Pede-se i pessoa que no dia 12 do corrente,
juiz do civel da primeira vara, vai a prasa a casa ler-
rea com solSo, sita na ru do Pilar n. 122, por execu-J
. cao de JosMoreira da Silva, contra Maiioel Antero
le Sooza Rcis, coja casa foi avaliada por 7009000 rs.
e a execuSo corre pelo carlorio do escrivo Cunta.
O abaixo assignado previne ao rspeitavel pu-
blico, que a leltra annu/iciada no Diario de Per-
nambueo de 23, 24 e 26 de maio do corrente anno,
be da quantia de 2749090 e nao 2979100 como se
acha nos annuncios, e foi vencida em 15 de> junho
de 185.').Seraphira Alves da Rocha Bastos.
af Precisa-se de orna ama forra ou escrava, que
faca lodo servico de urna casa de duas pessoas de fa-
milia-, paga-sebero: na tua da Conc.eic.ao n. >t.
'Homceopathia.
CLNICA ESkEClAL DAS MO-
LESTIA? NERVOSAS..
Histeria, epilepsia ou gota co-
ral, rheumatismo, gota, paraly-
$ia, defeitos da falla, do ouvido e
dotolhos, melancola, cephalalgia \
ou dores de cabera, enchaqueca,
dore e tudo mais qu o povo co- |
nhece pelo nome genrico de ner- i
voso,
. As molestias nervosas requeren) militas ve- '
tes, alm dos medicamentos, o emprego de. I
oulros meios, que desperlem ou abatam a ,
tensibilidade. 'Estes meios possuo en ago-
ra, e os ponho a disposicao do publico. |
Consultas lodos os dia (de grasa para os
pobres), desde s 9 horas da manhaa. at''
s duas da larde, ra de S. Francisco (Moo-
do-Novo, u. 68 A.Dr. Sabino Olegario
Pinho. 1
Po dia 28 para 29 do moz lindo, desappareceu
urna sacca de caf da casa de Joo Simoes de Al-
meida : roga-se a quem for offerecida, dirisir-sc a
mesma casa, que ser recompensado.
Ab senhores commerciantesde
molliados.
Olhoaberlo com urna nolabilidadc..!! que por un-
nime arclamacao dos estnpidos;;.. aa;jip urna casado
commercio na ra V............: este camello bem co-
ndecido pela, sua nollidade, tem contrahizo urna
jnnecao com os dous lquidos produzidos um pelo
ameno Capibaribe e outro pelas deliciosas vinhas do
Ali Douro, sendo-llie este consignado da cidade do
Porto em cascos, cuja marca W.
O J. C.....
Ausentou-se no dia 30 do corrente a preta Ma-
ra, Matura regalar, corpo reforrado, rosto compri-
do, e feiosa, beiros grossos, falla de muitos denles,
cor fula por estar amarella, tem umaorelha rasgada
do" brinco, ps grossos, um mais do que outro, por ter
lido cravos, algumas cicatrizes de ferda as pernal,
e no eolio signal da Ierra ; levoo .vestido de chita
coro anale amarello e com lislras de flores rxas,
panno da Costa, e nao sabe aiada andar corrente nes
- la prasa por ser novata nella : pede-se encarecida-
mente as autoridades policiaes, capitaes de campo, e
mais pessoas a apprehensao de dita escrava. do que
generosamente terao gratificados, levando-a na ra do
Caldeireiro n. 80.
A pessoa que perdeu um borzeguir elstico,
apnarera na ra Nova n. 6, loja, qu dando os sig-
naes Ihe ser entregue, pagando a despeza do annun-
r eio.
recebeu de um prclo duas caixas com enxofre, as
quaes iam ser entregues na botica dos Srs. Mo-
reira & Fragozo, naja de annunciar por esta
folha, ou entrega-las aes senhores cima, na travessa
da Madre de Dos 11. 9 armazem de Joaquim l'inhei-
ro J acorn.
0 O Dr. Joau Honorio Bezerra de -Menezes,
_ formado em medicina pela faculdade da Ba-
hia, offerecc seus prestimos ao rspeitavel pu-
"* blico desta capitaljbK>denrio ser procurado a
qualquer hora emha casa cua Nova n. 19,
segunde andar-. o mesma se presta a curar
gratuitamente aos pobres.
HOMEOPATHIA.
0 Dr. Casanova, medico francez, d con-j
sullas lodos os dias no scu consultorio
RlADASfRIJZESU8.
No mesmo consultorio acha-se i venda um
grande sortimento de carleiras de todos os
tamankos por-precos commodissmos.
CIRCO IIL RIS.
. 1 carteira com 24 tubos a'escolha. ,
1 lobo grande de globulusavuls. 500
1 dito mediano...... 400 i
1 dito pequeno ..;.".. 300
1 y vaca de linlura a esrolha I90OO
Elementos de homeopalhia 2 volumes 2. I
edieco........ 59000
Palhogenesia dos medicamenlos *
braslleiros I volme......2JO0O 1
. Tratado das molestias vencrias -
para sgjpatar a sj mesmo. 19000
GALERA de retrato
OlEO-E DA6DERRE0T
Cinciuato Maviguier, retratista pensionista de S.
M. o. Imperador, tendo feilo ludo quanto est ao
cu alcance para deseinpenhar as obrigasoes de seu
ministerio, annuncio portanlo ad rspeitavel publi-
co desla capital, que contina a Irahalhar no seues-
tabelecimeulo a contento das pessoas que o honra-
rom. Oannunciante propoe-se a fazer os retratos
de pessoas fallecidas, indo com a machina at 'ca-
sa de quem quizer possuir a verdadeira semelhanca
do objecto finado: pode ser procurado todos os dias
no seu eslabelecimento, alrro|da Boa-Vista n. 82,
primeiro e segundo andares.
ATTENCAO.
Traspassa-seoalnguelde.umaca*anasCinco Ponas
n. 85dealuguelde 69000rs.,aquemcomprara arma-
rio que existe na dita casa que com ella se far todo
o negocio ; esta casa offerecc muilas vanlagens a
11 m rapaz que queira principiar, nao sopor ser seu
aloguel muilo barato, como por ser em um dos me-
lhores locacs desla ra; he muilo propria para
taberna, refinaeao ou deposito de fabrica de charu-
to etc., etc.: quem a pretender dirija-se fabrica
de clia|>os da roa Nova n. 52, a entender-se com
Boaventura los de Castro Azevedo.
O ahaixo assignado, faz sciente ao publico, e
principalmente aos seus devedores, lauto da praca,
como os de fra, que tem desla dala em dlante, en-
rarregado ao Sr. Jos Xavier Faustino Ramos J-
nior, para agenciar toda* as cobranzas de sua casa, e
mesmo autorisado a passar recibo a toda e qual-
quer quantia que recebar.
Firmiano Jof Rodrigues Ferreirq.
Precisa-se contratar >- por empreita-
da, a consti-ucrao de urna coberta de te-
llia, shre pilares de tijolo ou columnas de
ferrOj em um terreno murado., na ra d
Santa Rita prximo a* Kibeira,pertencen-
te o! companhia brasileira de paquetes de
vapor: quem estiyer as circumstancias
de fazer este contrato com as necessarias
garantas, queira a presentar sita proposla
com 1 oda a brvidade ao. agente da dita
companhia : na ra do Trapiche n. 40 se-
gundo andar, aonde tarnbem se dar'
qualquer esclarecimento.
GALLERA de retratos a
CHRYSTALOTYPO.
O artista abaico assignado, convida o rspeitavel
publico a visitar o su eslabelecimento sortidn de
esplendidos qnadros e riquissimas caixas, e ootros
objeclos, chegados prximamente da America do
Norte: no aterro da Boa-Vista n. 4, terceiro andar.
Joaquim Jos' Pacheco.
J. Jane dentista,
contina rezidir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
AO PUBLICO.
O abaixo assignado, filho do finado Prxedes da
ronseca Coulinho, compran o hotel estabelerido uo
Cachauga com o jogo da bolla' e outros mais di-
vertidos, e tem sorlido o sea eslabelecimento de bons
vinhos, sardinhas de Nantes, presuntos, bolachinhas
e acha-se munido de camas para dormida: espera/>
mesmo abaixo assignado protec;o dos amigos de seu
finado pai, dosestrangeiros e com especialidad dos
seus patricios. Francelino da Foiiseca Coulinho.
Precisa-se de urna ama forra on captiva, para
o servio diario de urna cua de ponca familia : na
ra Direila n. 76.
IKMANDADE DO DIVINO ESPIRITO SANTO,
ERECTA NA IGREJA DA GONCEICAO DOS
MILITARES.
A mesa regedora festeja este auno o seu divino
padroeiro com a costumada decencia, arvoraudo-se
a competente bandeira na madrugada desatibado pr-
ximo, celebrando-se ta noite do mesmo dia, vesperas
solemnes, e no domingo fesla e Te-Deum, sendo o
orador o Rvdm. pregador da capclla imperial padre
Joo Capistrann de Mendonca ; roga por lano, a lo-J
dos os seus irmos hajsm de comparecer aos referi-
dos actos. No lim da fe-la se distribuir a esmola
do costume, lodos os pobres que se acharem por-
ta da igreja.
Boaventura Jos de Castro Azevedo, estable-
cido com fabrica d chapeos na ra Nova n. ."^.jun-
to i casa da illuslnssima cmara municipal, lem a
satisfago de annunciar ao rspeitavel .publico desla
cidade, quecomprou em lcilo um grande sortimen-
10 .le chapos, miudezas e calcados do lodas as dua-
lidades, e que os eslivendendo como diminua lu-
cro de tres por cenlo ; e como jalga islo urna gran-
de pechincha, que nao deve passar desapercehida,
convida ao mesmo publico, e especialmente aos seus
freguezes e amigos, para que veuham ao seu estabe-
locimento munidos de dinheiro, praver-se dos objec-
los cima mencionados, e de oulros muitos que nAo
menciona, para nao toruar-se fastidioso ; mas espera
3ne i vista delles, e do prcto commodo o freguez ha
, e decidir-se a compra-Ios.
O Sr. capitaofrancisco Xavier Car-
neiroLins, morador no Cachanga', quei-
ra dirigir-se ao segundo andar do sobrado
da praca da Boa-Vista que volta para a
rita do Aragao, a negocio de nteiesse.
Mara dos Prazcres, brasileira, relira-se para
fra do imperio.
Quem aiiiuincioii precisar de um preto para
vigiar e Irabalhar em um sitio, procure no. pateo do
Carmo, taberna n. 1, que achara.,
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Espera-se a todo o momento o va-
por Impera triz, e novamente declara-
mos, que logo que fiV.er signal se lacrara'
o que restar por vender, da lotera quinta
da Gloria, porque se o vapor nao ti ver
transferido, de maueira que possa trazef
listas geraes, trara'ao menos imprete-
rivelmente a noticia dos maiores premios,
por iSso qu'6 vapor estava arnunciado
para as 5 horas da tarde, e a lotera cor-
iia nesse mesmo dia.
O Sr. J. F. C. B. morador no Limeeiro, tenha
a bondade de mandar recalar os penhores de ouro
que deixoo em poder da abaixo assignada, pela quan-
tia de 1509000 rs. e seus juros, constante do docu-
menta que passou, visto estar vencido o prazo estipu-
lado desde 23 de novembro >de 1853, licando enten-
dido de que, se o nao lizer dentro de 15 dias contados
da data desle, serao vendidos' os mesmos penhores
para pagamento da abaixo assignada, segundo a
clausula consignada'no dito documento.Recife 27
de maio de 1854.
Anua Mara Theodora Pereira DurSo.
' Offerece-se pan ama de casa de homem sollei-
ro pu de pouca famim, urna mullier capaz de encar-
regar-se de lodo o servio interno de urna casa ; na
ra de llorlas n. 49, loja.
COMPRAS.
Compra-se prata brasileira e hespa-
nhola : na ra da Cadeia do Recite n
2)-, loja de cambio.
Compra-se urna cabra (bicho) que d bom lei-
te e em quantidade : najaa Nova n. 11, loja.
Compram4e elTectivamente cobre,
latao e bronzevelho : na fundica de fer-
ro da ruado Brum n. 8 10, passan-
do o cbaarz.
Compra-se effeclivamentc brunze, lalao e co-
bre velho: no deposito da fundicflp d'Aurora, na
ra do Brum, logo na entrada 11. i8, e na mesma
fundirao em S. Amaro.
Compram-se escravos de 10 a 20 annos de am-
bos os sexos, para se exportar, e paga-se bem : na
ra Direila n. 66.
Compra-se o diccionario "de. Constancio emsej
cumia mao : na ra do Queimado n. 53.
Compram-se acues do Banco de Pernamhuco :
na ra do Queimado u. 8, loja do Antonio Liz de
Oliveira Azevedo.
Compra-se papel de diarios a 120 a libra : na
ra larga do Rosario, fabricude cigarros junto ao
quarlel n. 21. .
VENDAS:
Superior farinha de mandioca
Vemle-se farinha de Sania Calharina muilo
nova, e de superior qnalidade. por presa-
ron! modo, a bordo da escuna Zelosan ; para $
portoes, trata-se no escriptorio da ra da Cruz 9
_. 11. 40, primeira andar. s*
#f 94$
Vendm-se 4 escravos, 1 mulato de 20 annos,
1 moleque de 17 annos, 1 preta lavadejra e engom-
madeira, 1 preto de 40 annos e 30 travs de pao dar-
co : na roa larga do Kosario n. 25.
SYSTEMA MEDfCO DE HOLLOWAY.
Vend -se urna taberna na ra das Aguas-Ver- 1 Vende-se no pateo do Carm, taberna n. 1, um
des 11. 48, muilo afreguezada para a Ierra, com os escravo, crioulo, de idade 25 a 26 aonos bo'oi fi-
fondos a vontade do comprador; fazendo-se todo o gura, proprio para todo o servido,
negocio, e se preciso for vende-se a armario semen-
t, por causa de intrigas.
Vende-se com cavallosou sem elles um
carro de 4 rodas com 6 aste'ntos, muilo
forte e com pouco uso, e um tilbury em
bom estado : a fallar na praca da Inde-
pendencia n. 18 e 20.
Vendem*se 6 cadeiras de Jacaranda e 2 ban-
quinhas de pan d'oleo, em bom uso : na ra de San-
la Rita, casa dclruute da n.de 54. *
Leite puro.
Vende-se leite tflo puro como salte do peito da
vacca, a 2(KVrs. agarrafa ; e para que em raminho
os portadores mo pussam doitar agua, obriga-se o-
veudedor a-mandar em flandre separados e tranca-
dos com cadeados de ledras, para as freguezias que
forero de duas garrafas para cima, sendo entregue o
leite sempre muilo cedo : quem quizer, dirija-se ao
aterro da lina-Vista, taberna n. 34, onde poder.i dei-
xar o nome da ra o numero da casa em que morar,
assim como a quantidade de leite que precisar, e no
dia seguale lera leite puro.
VESTIDOS BARATOS.
Vendem-sc corles de vestidas de cambada de bar-
ra a 39000, 'dilos de 1 a 5 babados a 49, 4500 e 59,
casias frnnrezasde cores Gias e bonitos padrocsa 3titl
a vara, corles de dita a 29 e 29500, ditolle barra e
babados com 11 lavaras a 59000, ditos de cambraia
de Seda a 129000, ditos de lila escoeczd? fazenda no-
:va e de gbsto, com 14 covados a 119000, e outras fa-
zeudas de gesto que se vendem barato, dando-se
amostras com penhor ; na ra Nova, loja de fazen-
das n. 16, de Jos Luiz Pereira & Filho.
ROMEIRAS E CAPOTIN1IOS.
Vcdem-se romeiras de cambraia e fil bordado a
39OOO, capolinhos de cambraia bem enfeitados a 69,
ditos de seda prctos e de cores a 129 e 159000 rs.;
na ra Nova, loja n. 16, de Jos Luiz Pereira &
Filho.
PILt'LiS'HOLLWAY:
Este iuestimavel especifico, composlo Klleiramen-
le de hervas medicinaos, niki colcm mercurio, nem
oulra alguina substancia delcclerca. Benigno i mais
tenra infancia, e compleico mais delicada, he
iiiualniente promplo e seguro para desarraigar o
mal na campleicilo mais robusta; he inleiramenle
innocente em soas operares e effeitos; pois busca e
remove as |dencas de qualquer especie e grao, por
mais inUnM'lenazes quesejam.
. nlraJiIfcares de pessoauirttias rom esle reme-
dio, mundajucj estavamj parias da mortc, per-
severando! Hmn uso, coi
de e forcea, depois de
lodos os oulros remedios.
As mais affliclas no
peraro: facam um o
effeilos desla assomb
peraro o beneficio da si.
Nao se perca lempo em
qualquer das seguyiles enf^
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias (mal d').
As.thma.
Clicas.
ConvolsCes.
Debilidade ou exlenna-
5S0.
Debilidade ou falla de
' Torcas para qualquer
cousa.
Desiuteria.
Dor de garganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no veolre.
Enfcrmidades no ligado.
venreas1.
Enxaqueca.
ilerjsipela..
Pebres biliosas.
intermitientes.
uwarn recobrar a sa-
liralado intilmente,
igar-se deses-
io dos eflcazs
i, e prestes recu-
: remedio para
toda especie.
IttrwBSoidas.
.Hoes.
ridades da meus-
Attencao.
Jos ("innralvcs Braga, faz sciente a todos os '
seus freguezes e mais pessoasque do seu pres-
umo se quizerem ulilisar, que mudou o seu
eslabelecimento de barbeiro para o primeiro
andar, aonde sempre o encontraran prompto
para os servir, assim como tarnbem offerecc
muilo boas bkhas de Hamburgo, mais baratas
do que em oulra qualquer parle : na ra da
Cruz primeiro andar n. 48. defronte da mes-
ma loja.
No dia 2 de junho, depois da audiencia do Dr.
juiz de direito da primeira vara, he a ultima p^ar;
da parte da casa em caixao da ra ,do Pires n. >,
pertencente a viuva ejierdeiros de Jo.lo Jacuario
Serra Grande, por execujao que move Antonio Do-
mingoes de Almeida Pojas: escrivo Cunhn.
No dia 30 de maio desappareceu a preta JFelici-
dade, de naco Costa, alia, cheia do corpo, bonita
figura, lem falla de denles da parle de rima, urna
costura no hombro esquerdn, lem o dedo polegar da
mao direila mais curio de um" penariciq que leve,
muito qem fallante, c pela falla parece crioula; le-
voo vestido r de rosa, sendo o curpo.4MBno dif-
ferenle da aaia, saia preta e rannojlHsrde lislras
encarnadas, quasi.sempre anda cm um lenco ua ca-
bera moda da Babia, tem andado venderido loura
da Baha, na ra: qo*m a pegar leve-a ru da C-
deia do Recife n. 64, que sera' recompensado.
Offerece-se um rapaz portuguez que tem bas-
tante pratica de taberna, para caixeirb : qsltem, pre-
cisar, dirija-se irua eslreila do Rosario n. 10V
Roga-se aos senhores Joo Pereira de Lagos
Rraga, Miguel Francisco de Souza Reg e Francisco
Lucas Ferreira de appareccrem na ra Nova n. 5,
.que se Ihe deseja fallar.
Precisa- de urna prela que engomme, cosa
bem, e no sejHWstumada a andar na ra. sendo boa
paga-so bemj'na ra da Cadeia do Recite, loja
n. 64.
O abaixo, assignado, procurador bastante do
commendador Francisco de Carvalhn Paes de An-
drade, declara, para que pessoa alguma se chame a
ignorancia, que o engenho L'choa nao pode ser ven-
dido nemwffrer Iraosacao alguma.
Francisco Bredcrodes de Andrade.
IECHANSIO PARA ENGE
RBO.
U FUDICAO BE FERRO DO EMEMIEIRO
DAVID Vi. BOWNAN, NA REA DO ItRLM,
PASSANDO 0 CHAF.iRIZ,
ha sempre um grande sortimento dos seguinte* ob-
jeclos de mechanismos proprios para ngenhos, a sa-
ber, :-moendas e meias mocadas da mais' moderna
conslrucr,5o ; taixes de ferro fundido e balido, de
TT'li" 1oauo'aa'e' e dentadas para agua ou anmaes, de todas as propor-
crivos e boceas de fornalha registros de boei-
ro, ag hoes.bronzes parafusos e cavilhoes, moinhos
de mandioca, eic. ele. '
, A 1ESSA Fl\DIA0
se oiecutam todas as encommendas com a superiori-
.dade ja conhccida, e com a devida presteza e commo-
didkde em preco. r wni.uu
O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho mu-
dnu-sc para o palacete da ra de S. Francisco #
mundo novla. 68A. @
I
j BOSEOrATHEV.
Comarca do Calx).
Manoel de Siqueira Cavalcanti mudeu-so 9
g para o engenho Marlapagipe. Contina a dar
W consultas lodos os dias, e a Iralar os pobres
gratuitamente. @
J. Chardon, liacharel em bellas Ultras, donlor
i'in direilo formado na universidade de Pars, ens-
na em sua casa, na das Flores n. 37, primeiro an-
dar, a lr e esciever, Iraduzir e fallar correcla-
ineole a lingoa franceza, e tarnbem dar liroes par-
ticulares em casa de familia.
rrecisa-se de una escrava para o servico de
urna casa de pouca familia : iia roa do Hospicio 3<
casa nova i direila depois de passar o quarlel.
Arrenda-se um sitio no Hospicio,
tendo casa com commodos para nella re-
sidir duas familias, casa para preto, es-
tribara para quatro cavallos, cacimba
com agua de bober, coqueiros, saputsi-i-
ros, larangeiras, maogueiras e outras ar-
vores^de frutos, baij para capim, com
proporcao de conservar dois cavallos a
comer annualmente com fartura ; arren-
da-se por um ou mais annos, c com as
precisas garantas para seguranca do ar-
rendamento: a tratar com Antonio da
Cunha Soares'Guimuraes na ra da Ca-
deia de Santo Antonio casa n. 9y das 9
horas da manhaa as' 4 da tarde.
' Em a cidade de Olinda, sobrado defronle da
S. ensina-sc a Doulrlna Chrislaa, 1er, escrever.
arilhn.etica e grammlica nacional: assevera-se que
ha esmero no desempenho de deveres.
Manoel Jos da Fonceca Mariz, subdilo brasi-
leiro, relin-so para a Europa i Iralar de suafjsaude.
Offercre-se um Porluguez sado para feltor do
qualquer sitio fora desla prara ou mesmo para qual-
quer oulro servico, menos de enxada : na ru das
Trincbciras 11. 3f>, loja do sobrado onde mora o Dr.
Mantel Jos Pereira de Mello.
Lava-se e eingomma-se com perfeicao, e preco
commodo, a contento das pessoas qae fe quizerem
ulilisar do seu presumo : dirija-se ania do Mundo
.Novo ao entrar pelo paleo do Hospital n. 32, casa
terrea.
Desappareceu no dia 30 do corrente urna ne-
gra crioula de nome Luiza.alla. gorda e lem a barri-
ga bastante grande, e qoando falla gagneja, represen-
la ter 28 annos ; levou vestido de chlla com pintas
encarnadas ja desbolado, e camisa de madapoliio e
panno da Cosa novo, suppoe-se que fugio para o Gi-
quii para casa d seuhora que a creoa ; roga-se por
tanto a quem e pegar de a levar na ruada Cadeia
do Recife n. 15, segundo andar, que se recompen-
rara generosamente.
Aluga-seo primoiro andar do sobrado da ra
do Vigario n. 5, proprio para morada de familia, ou
para um grande escriptorio ; Iralar na mesma ra
n. 7.
Roga-se a algum dos senhores ourives.que le-
nha comprado um cordao de ouro, nao de lei com o
pe/o de quatni oilavas e um quarlo. emendado com
linha cm diversas parles, d-se o mesmo porquanlo
reprendido ; pudendo levar a ra da Cadeia do Re-
cife n. 2, ou na Soledade, ni casa do Sr. Vieira.
Na na Imperial n. 167, se dir qnem d 3009
ou 4OO9OOO rs. a premio sobre um preto canoeiro.
Prccisa-se alugar urna criada, livre ou escrava,
que saiba engnmmar bem, e cuidar de criau^as, em
iima familia pequea: quem estiver ncslc caso, e
quizer conlralar-se, dirija-se casa n. 83-da ra do
Pilar das 8 s9 horas da manhaa, ou das 4 da tarde
;s8 da noite; nao se duvida pagar generosamente,
sendo pessoa activa noaerviro, e hbil.
Sexta-feira 2 de junho, a 1 hora da larde, depois
a audiencia do Sr. Dr. juiz de direilo da primeira va-
ra do civel, se aVremaler- urna armario loda envi-
dracada, com balcflo, da loja n. 30 da ra Nova, um
relogio de parede olhu de bni, e um espelhu de pare-
de, por excuco de tialdino Anlonio Alves Fer-
reira, conlra Carlos Glllain: he a ultima prara.
'Desappareceu do sitio onde mor o Sr. Miguel
Bryan, no Monteiro, 11111 cavallo russq tirado a pe-
drez, pequeo, bstanle sellado, lendo urna ferida
no beico superior: gratifica-se bem a quem o levar
on| mesmo sitio, 011 na rorheira do Sr. Pedro Al-
lam defronle) do arsenal de marinh.
Aluga-se um escrav que saiba andar cora car-
rosa : na prajada Boa-Vista o. 12.
Arrcnda-se um engenho d'agua. situado a urra
legua e meia desla cidade, com porlo de embarque e
proporc,ocj para sarejar 1^00 pes annuaes, leudo
alm dislo exceflenles baixas para capim, lio horta,
oplima casa de vivenda, e todas as mais obras e offi-
cias de alvenaria, e em perfeito estado de conserva-
cao ; negocia-se lambem a safra pendenle, alguns
bois e vareas, quarUos, eannas e carrosas, tudo nove
ou em bom uso : os pretendeutes dirijam-se ao Sr.
Ignacio Francisco Cabral Canlanil. -
O caulelista Salusliano de Aquino Ferreira dei-
xou de vender cautelas-das loteras do Rio de Janei-
ro desde dezembro de 1853, e tem marcado o prazo
de nm anno que se ha de lindar no dia 27 de maio d
1K5> para a liquidadlo das referidas cautelas que an-
da exislem por pagar.
GABINETE PORTUGUEZ DE IEITIRA.
Por ordem da directora convoca-se extraordina-
riamente a assembia geral dos senhores accionistas,
para domingo 4 de junho, pelas 11 horas do dia.
Aluga-se a casa terrea do Mondego n. 99, com
muilo bons commodos para grande familia : a iralar
na ra Nora n. 53, botica.
Precisa-se de 2 a 3 conlos de ris, a premio de
1 % ao mez, e pelo lempo de 4 a 6 nnnos; aceilnm-
se lettrase d-se as*gara 11 tas que forem exigidas,
excepto penhores de prata e ouro : quem quizer ef-
fecluar semellianlc negocio, annuncte para ser pro-
curado.
Na ra de S. Francisco sobrado n. 8, precisa-se
alugar urna prela escrava para fazer o ser\ ico de urna
casa rte pouca familia, com preferencia saliendo Ira-
lar de urna enanca, pagando-se al 129000 rs. men-
saes : quem a liver dirija-se ao mesmo sobrado.
Precisa-e de urna ama para o servico interno
e externo de urna casa de homem soltero : quem
preleuder drja-se a pa^ra da Independencia n. ai,
que so dir quem precisa.
Hj-dr
Iclerii
Indi
Infli
Irreg
truafSo
l.umbngas de loda espe-
cie.'
Mal-d-pcdra.
Miliiclas'na cutis.
Olislrujkcflo de venlre.
Phlhisica ou eonsumpclo
pulmonar.
Ri^en^o d'ourioa.
Rheumatismo.
Svmptomas segundarios.
Temores.
Tico doloroso.
Ulceras. -
Venreo (mal).
Palitos francezes.
Vendem-spalils francezes de brini de li-
* nho a 390JJL ditos brancos de brelanha a 49,
9 ditos de alBca preta e de cores a 89000, dilos 6
9 de panno lino verde escuro e prelo a 149, 169 V
c 18SO00, ludo da ultima moda bem acaba-
J5 dos : na ra Nova, loja de fazendas n. 16, de 9
"* JosLuiz Pereira & Filho. t
Na na Imperial n. 167 vende-se bom fumo da
Ierra para charutos, assim como da Bahia de supe-
rior qualidade.
Vende-se para liquidarlo urna das raelhores e
mais acreditadas tabernas da roa doSollegio, propr
para um principiante por se fazer vanlagens que cer-
tamen te agradarlo ao comprador: tratar na ra do
Amorim n. 48, armazem de Pauta & Santos.
Bichas de Hamburgo.
No antigo deposito das bichas de Hamburgo, ra
estreita do Rosario a. 11, vendem-se as melhores bi-
chas de Hamburgo 10* ceios e a relalho, e lambem
se^lugam por menos do que eat oulra qualquer
parle.
~ Vende-se nm excedente csrrDho de rodas
mu bem construido, embom estado; esUi exposto na
roa do Aragao, rasa do Sr. Nesme u. 6,-onde podem
os pretendentes examina-lo, e tratar do' ajuste com
o mesmo senhor cima, ou na ra da Crac no Recife
n. 27, armazem.
PALITO'S DE ALPACA FRANCEZES.
Grande sortimento de palitos de alpaca e de brim:
na ra do Collego n. A, e na ra da Cadeia do Reci-
fe n. 17 ; vendem-se por preco muito commodo.
Moinhos de vento
"ombombasderepuiopara regar hortas e baixat
decapim, na fundirao de D. W. Bowman : na roa
Vendem-sc na ra da Mangueara n. 5, do Brum ns. 6,8el0.
Vade-mecum dos bomeopathas ou
oDr. Heringtraduzidoem por-
tuguez.
Acha-se a venda esla importanlissima 0-
bra do Dr. llerinc no cousullorlo homceo-
pathico do Dr. Lobo Moscoso rna do Colle-
go n. 25,1 andar.
650
650 lijlos de marinore ; baratos eem bom
estado.
POTASSA BRASILEIRA.
Venderse superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro,' che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons eifeitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia. |^H
ik
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rna do Collegio n. 2,
vende-se um 'completo sortimento
de fazendas, linas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
^oes, como a retalho, afliancando-
se aos compradores um s prero
para todos : este estabelecimento
ahricse de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
[ .conta do que se tem vendido, epor
isto plFerecendo elle maiores van-
tagens do que outi-o qualquer ; o
proprietario deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Lufc dosSantps & Rotim.
Casa da afericao, na ra das Aguas-
Verdes n. 25\
O aferdor participa, que a reviso leve principio
no da 1 de abril corrente, a finalisar-se no dia 30
de junho prximo futuro: segando o disposto no
art. 1 do regiment municipal'.
Paul Gaignou, dentista,
pode ser procurado a qualquer hora em sua casa
na ra larga do.Rosario n. 36, segundo andar.
W O Dr. lhomassin, medico francez, d ron-
sullas lodos os das ule9, das 9 horas da roa-
nhaa al o meio dia, em sua casa ra da Ca-
^ deia de Sanio Antonio n.7. S
if-ig)
Precisa-se de urna preja escrava, que cozinhc e
faja o mais servico de urna casa de pequea familia,
naga-sc bem: a Iralar na ria da Cadeia do Recife
p. 23.
Quem precisar de um pequeo com pratica de
taberna: trale na ra da Cadeia do Recife n. 23.
. HDAME MILLOCHAU BBESSARD.
Modista franceza, aterro da" Boa-Visla n. 1.
Avisa s soas fregnezas, que pelo navio /'ernam-
otico, Ihe chegou um grande sortimenlo de objeclos
de modas de Pars, como sejam: chapeos de seda.c
de palha para senhoras ; man teleles, ricos loucados
e en reiles para bailes e vsilas ; vestidos de Monde e
dcbicopar.i noivas; camisinfias de bico, c de^assa
lina bordadas de poni inglez, manguitos dilo; ro-
meiras de bico, caraces de ico, tiras bordadas de
ponto ingle* ; filos bordados e lisos, bicos de lindo c
rendas, manas de bico fino para olieras ; bico* de
hloml hranco e prelo, dilo de lila ; Irancaa de seda
e de aleodAo, um grande sortimento de flores linas
para lodosos usos ; esparlilhos, luvas de jonvin, li-
las dejeda e de Velludo : e muilas outias faieudas
de gOBlo,
Vendem-se estasipilula's no eslabelecimento- geral
de Londres, n. 244, Slrand, e na loja de todos os
boticarios, droguistas e outras pessoas encarregadas
de sua venda em toda a America do Sul, Hevana e
Hespanha.
Vendem-se as bocelinhas a 800. Cada urna del-
tas conlm una instrucc.no env portugus para ex-
plicar o modo de se usar deslas pilulas.
O deposito geral he em casa do Sr. Soum, pharma-
ceulico, na ra da Cruz 11. 22, em Pernambuco.
Vende-se urna jumenta com cria, parida de
pouco lempo, a quald urna garrafa de leite, muito
recommemlado pelos mdicos; assim como m caval-
lo gordo de bons andares : na ra do Queimado
Veqde-se a superior herva malte, chegada lti-
mamente do Rio brande, assim como cuias de bom-
bilhas para tomar a mesma : na ra do Vigario n.
11, armazem de Telles & Companhia.
~ Vendem-se 6 escravas mocas com algumas ha-
bilidades, e 1 ptimo escravo de muito boa conduc-
ta : na ra Direila 11. 3.
Vende-se poriOJOOO rs. um preto de narao
anda moc.o, sem vicios nem achaques, he muito ps-
sanle e proprio para servijo de campo : na roa da
Peuha, taberna nova por baixo do sobrado.
Chapeos do Chylc,os mais superiores que
lem apparecido, por preco commodo : na
_loja de Christiani $ Irmao. roa Nova
n. 44
A 5800.
Na ra Nova n. U, da nmagrande qnanlidade de
chapeos francezes, por commodo preco.
Chapeos de palha da Italia, os mais finos possi-
vel, tanto para homem comp para meuinos e meni-
nas, com enlejes e sem elles, dilos para montara de
seuhora com riqoistimos enfei les, dilos de fellro para
homens e meninos, dilos amazonas do melhor oslo
que tem apparecido : na ra Nova n. 4t.
Vende-se um escravo, crioulo, de ptima figu-
ra e de bom corpo, de 24 a 25 annos, sem vicio al-
gum, e muilo proprio para armazem de assucar: na
ra do Collegio n. 13, loja.
Vendem-se pentes de tartaruga da moda,-de
marrara, faz-se qualquer obra desle genero e tarn-
bem concerta : na loja de tarlarugueiro, no pateo do
Carmo, loja do sobrado da esquina, que volta para a
ra das Trincheiras n. 2.
Vende-se azeite de nabp clarificado,
proprio para candieiros de'mola por ser
muito ino, a 1$800 rs. a medida: no ar-
mazem de C. J. Astley& C, ra do Tra-
piche n. "
Piano*
Os arriadores da msica acham continuadamente
em casa de Bruun Praeger & Companhia, ra da Cruz
n. 10, um grande sortimento de pianos fortes e fortes
pianos.de dillerentesmodellos, boa ronstrucrao e bel-
las vozes, que vendem por mdicos procos; assim co-
mo loda a qualidade de*inslrumentos para msica.
ARADOS DE FERRO.
^ TS'a fundrcao' de C. Starr Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos de ferro de .-vior qualidade.
< Na botica da ra larga do Rosario
n. 30, de Bartholomeu F. de Souza, ven-
dem-se pilulas vegetaes verdadeira, arro-
be i'afFecteur verdadeiro, salsa de Sands
veMadcira,. vermfugo inglez (emvidro)
verdadeiro,vidros de bocea larga com ro-
Iha de 1 ate 12 libras. O annunciante af-
ianca a queminteressar possa a veracida-
de dos medicamentos cima, vendidos em
sua botica.,
Na ra da Cadeia do Recife n. #0, arma-
zem de Henrique Gibson:
vendem-se relgios de ouro de sahoncle, de paten-
te inglczes, da; inalhor qualidade c fabricados em
Londres, por preco cmn*ilo.
Na ra da Vigario n.'19 primeiro andar, tem i
venda a superior llauella para fono de sellins che-
gada rccentemenle da America.
Vende-s sbla muilo boa, da melhor que-da
no mercado, em pequeas e grandes porres, pelles
decaer e esteifas de palha de carnauba, edegado
tudo ltimamente do Aracatv: na ra da Cadeia do
Reare n. 49, prjmeiro andar.
Cera de carnauba.
\ande-sccera de carnauba do Aracaty: uarua
da Cadeia dn Recife 11. 19, primeiro andar.
BELOGIOS 1NGLEZES DE PATENTE:
vendem-se por prero commodo : em casa
de Barroca & Castro, na ra da Cadeiado
Recife n. 4.
Vende-se chocolate de Paris, o me-
lhor que tem apparecido ate boje neste
mercado, por preco commodo : na ra
Cruz n. 20, primeiro andar.
CHITAS BARATAS.
Vdndem-se chitas de cores fixas, padroes claros e
escaros a 120, 110,160, 180 e 200 rs. o covado, dan-
do-se amostras com penhor :ji,i ra Nova, loja 11.
16, de Jos Luiz Pereit & F1W10.
ATTENCAO'.
Na ra Direila n. 19, ha para vender os gneros
seguinlcs:
Mauleiga ingleza superior. 560 .
Amendoas descascadas. 320
Bolachinhas de ararula em latas de 6 i. 2JI300
Dila ingleza. 240
Talherim, mararrao e alelria. 280 *
Cha hss-onjnuilo superior. 2&240
Dilo brasilerro. 1-vVX)
Espermacele a 900 e 720
Viudo do Porto engarrafado (sem casco). 640
Dilo de Lisboa. 400
Toucnko de Lisboa. 400
Tijollo de limp'ar faccas. 140
Farinha de ararula. 200
De tapioca. 140
' Todos esles gneros se responde pelas qoalidades
Vende-se superior kirechs e abscin-
the : na ra- da Cruz n. 20, primeiro
andar. .
Vendem-se 5 moradas de casas ter-
reas cm Olinda. urna na ra do Coixo,
outra na ra do Carmo, e outra -na ra
da praia de S. Francisco : fallar no
aterro da Bo%-Vista n. 75.
Para sen hora.
Vendem-se superiores e modernos chapeos de se-
da para senhoras, chegados recentemente : na prara
da Independencia n. 24 a 30.
Toda attencao aos precos do novo sorti-
mento de fazendas baratas, na ra do
Crespo lado, do norte loja n. 14, de
Dias & Lemos.
Vende-se alpaca preta, fazenda de duas larguras
pelo barllissmo prero do 400 rs. cada covado, dila
muito mais fina com lustre a 680 rs. o covado, sarja
de lila prela de superior qualidade por ser muilo eu-
corpada a 520 rs. o covado, chitas escuras de' bons
pannos e cores lixas a 160 rs. o covado, di las sarago-
canas escuras e outras mais cores com novos dese-
nhos a 180 rs. o covado, as rerdadeiras brelanhas
de rolo muilo encorpadas a 18800 rs. a peca, peci-
nhas de brelanha de linho fazenda muilo fina a
35300 rs. cada urna, corles de meia casemira escura
dequadrose lislras a 19500 rs. o cofte, ditos de
brim de quadrinlios miudos fazenda de bom goslo a
15140 rs. cada corle, riscdinbo de linho e 'lislras
miudnhas a 200 rs. o covado, os verdadeiros cober-
toresde algodao hranco da fabrica de Todos os San-
da Bahia a 560, c grande a 640 m. cada um : as-
sim como mais oulras faieidas por menos preco do
que em oulra qualquer parte, sendo a dinheiro
vista.
Chumbo. #
Vende-te chumbo em barra o enjol : no arma-
zem de Eduardo II. Wyatl, ra do Trapiche Nov
n. 18.
Vende-se urna canoa de carreira, nova, de ama-
relio, inlcrta, c.om embonos, pintada e prompta:
no fim da na da Concordia, no eslaleiro de carpin-
tero, a fallar com Sr. Jos Carvalho da Fonseca.
Vende-se urna mobilia de jacarando, conlendo
um sof, urna banca de meio de sala, uma.duzia de
cadeiras, urna cadeira de balanco.dous cunsolos com
pedra, dous espelhos, urna banquinba, um candieiro,
dous pares de lanternas: na rna da Sania Cruz n. 30,
se dir quem vende.
Vende-se nm cabrolet rom sua competente
coberta e arreios, tudo quasi novo ; assim como 2
cavallos do mesmo j ensillados e mansos : para ver,
na cocheira do Pedro ao p do arsenal de marinha, e
para Iralar, na ra do Trapiche Novajai. 14, primei-
ro andar.
Vendem-se relgios de ouro e prata, mais
barato de que em qualquer outra parle :
na prara*da Idepeudencia n. 18O.
Chapeos pretos francezes
a carij, os melhores e de forma mais elegante que
lem vindo, e outros de diversas qualidades por mer
nos preco que em outra parte : na roa da Cadeia do
Recife, p. 17.
Bepoaito da fabrioa de Todo* o tanto* na Baha.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber & C, na ra
da Cruz n. 4, algodaO trancado d'aquella fabrica,
muito proprio para saceos de assucar e .roupa de es-
cravos, pftr prec,o commodo.
Vendem-secm casa de Me. Calmonl & Com-
panhia, na praca do Corpo Santn. 11, o segainle:
vinho de Marseilleem caixas de 3 a 6 duzias, lindas
em novellos e carreleis, breu em barricas muilo
grandes, aro de milao sorlido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundica' Low-Moor. Ru da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
AOS SENHOBES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a.venda, empatas de 10
libras, junto com o methdo ie empre-
ga-lp no idioma portuguez, em case de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.'
SANfcS.
FA RINHA K" MNlJOCA.
Vendc-se a melhor farinha de mandioca
que ha no mercado, a bordo do brigue nacio-
"' Inca, e da escuna '/Moza chegada de S.
Calharina para porcoes, no que se far aba-
le empreo: Irala-se com os consignatarios
no escriptorio da ra da Cruzn. 40, primeiro
andar.
N. B. Para maior vaiilagem dos comprado-
res, podem diricir-se ao Forle do Mallos e
junio ao trapiche do algodao chamar para
bordo, que se manda logo o bole Ierra.
Vendem-se fogoes americanos chegados iitirina-
mciite dos Estados-Unidos: ua ra do Trapiche
11. 8.
Capuchos.
\ einlem-se os nielhores capachos que leem vindo
a sle m*rcado: na ra da Cadeia Velha, esquina da
Madre de Dos.
Vende-se um bom carro de quatro rodas, com
asseiito para 4 pessoas, rom lodos, os seus perlences.
e lambem um cabriole!, com cubera, e um bom ca-
vallo : trata-se na ra do Trapiche n, 48,
Cg| CHAPEOS A O.s'000. W|
>3bV. Superiores chapeos de .JBK1I1L.
seda francezes, modernos, pelo barato
pre^o de sOOO : na loja e fabrica de
chapeos de Joacpiim de Oliveira Maia,
na praca da Independencia n. 24 a 50.
Bordados a ouro para os Illms. Srs.
acadmicos.
Vendem-so ricas sorras de velludo bordadas aouro
fino, por pre^o muilo baralo vista da sua boa qua-
lidade : na praca da Independencia, loja e fabrica
de chapeca de Joaquim de Oliveira Maia.
Vende-sc urna escrava : em Fr de Portas ra
do Pilar u. 103.
LOTEBIA DO BIO DE JANEIRO.
Aos 20:000^000.-
Na casa feliz dos quatro cantos da na do Queima-
do n> 20, estao revenda os felzcs hilhetes, meios em
cautelas, quartos, oitavos e vigsimos do acreditado
cautclsla Paria & Companhia do Rio de Janeiro, da
quinta lotera da nova rreguczia deN. S.' da Gloria,
cuja lista deve virno dia 30 pelo vapor brasileiro,
Arados americanos.
S Vendcm-se arados americanos chegados ul-
limamcfite dos Eslados-Unidos, pelo barato
prero de 4IIB000 rs. cada um : na ruado Ira-
''i piche n. 8.
Navalhas a contento e tesouras.
Na ra da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, escriptorio de Augusto C. de Abreu, (onlinu-
am-se a vender a 88000 rs. o par (preco lixo) as j
bem conhecidas e afamadas navalhas de barba feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposico
de Londres, as quaes alm d&durarem extraordina-
riamente nao se sentem no rosto na acjilo de corlar ;
vendem-se com a condirao de no agradando, pode-
rcm os compradores dcvolve-las at 15 dias depois da
compra, reslitiiindo-se o importe : na mesma rasa
ha ricas lesouriiihas para unhas feilas pelo mesmo
fabricaule.
PTIMO VLSHOIDE COLLARES,
em hairis de 7 em pipa : 11A escriptorio de Augusto
C. de Abren, na ra da Cadeia do Recife n. 48, pri-
meiro andar.
Vendem-se espingardas francezas
de dous camos lingindo tronxado, mui-
to bonitas, e por preco baratissimo : na
ra da Cruz,n. 20, primeiro andar.
Vendem-se latas cora 5, 6 e 12 li-
bras de ameixas francezas de superior
qualidade: na rna da Cruz n. 20?.primei-
ro* andar.
Milho novo.
Vendcm-c saccas com milho novo, pelo baralo
irec-j de 3JO00 rs. cada urna: na roa do PasseioPu-
iliio n. 17. ,
Malas para.viagcm.
Grande sortimento de todas as qualidades por pre-
go razoavcl: na ra do Collegio o. 4. .
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODA'O
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-sc superior panno de algodgo
desla fabrica, proprio para saceos e roupa
de escravos : no escriptorio de Novaes &
Companhia, rna do Trapiche n. 54, pri-
meiro andar.
SALSA PARRILIIA.
Vicente Jos de Brito, unieo agente em Pernam-
buco de B. J. D. Sands, chimico americana, faz pu-
blico que tem cliegado a esta prega urna grandejwr-
go de frascos de salsa parrilha de Sands, que s,1
verdadeiramcnlc falsificados, e preparados no Rio,
de Janeiro, pelo que se devem acautelar os consu-
midores de 19o precioso talismn, de cahir neste
engao, tomando as funestas consequencias que
sempre coslumam trazer osmedirameiitos falsifica-
dos e elaborados pela m3o daquelles, que antepocm
seus interesses aos males e estragos da humanirade.
Portanlo pede, para que o publico se possa livrar
desla fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recentemente aqu chega-
da ; o annunciante faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na roa da Gonceirilo
do Recife n. 61 ; e, alm do receituario que acom-
panlia cada frasco, tem entbaho da primeira pagina
seu nome impresso, e se achara sua firma em ma-
nuscripto sobre o involtorio impresso do mesmo
freos.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao'e'flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas,, redowa, scho-
tickes, modinhas, tudo modernssimo
chegado do Bio de Janeiro.
FARINHA DE TRIGO.
Vende-se no armazem de Tasso Irmos, farinha de
trigo de (odas as qualidades, que existem no mer-
cado.
Na rna do Vigario n. 19 primeiro andar, tem pa-
ra vender-scchapeos de castor brancopnr commodo.
preco,
Ajnela de Edwla Man,
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon
& Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
mcnlos de laixas de ferro coado e batido,, tanto ra-
sa como fondas, mqendas toetiras todas de ferro pa-
ra auimaes, agoa, etc., ditas para a rmar ep madei-
ra de todos os laman los enldelos os mais modernos,
machina horisontal para vapor com forra de
4 cavallos, cocos, passadeiras de Ierro eslinhado
para cas de purgar, por menos preso que os de co-
bre, esro rens para navios, ferro da Suecia, e fo-
Ihas de (landres ; tdo por barato pre^o.
Vende-se urna negra de meia idad, por preci-
siono paleo do Terco n. 20 segundo antier, se di-
r quem vende.
Vende-se bolatiiinhas de Hamburgo
em latas, chegadas no brigne Olio: ass*im como
queijns londrinos e presuntos inglezes viudos no
ultimo navio, e conservas portuguezas : no largo do
Corpo Sanio n. 6, armazem de Palmeira i\ Rel-
imo.
Vende-se um preto moco, de bonita figura, ss-
dio e sem vicios, cozioha e serve para qualquer ser-
viro : na ra da Cadeia Velha n. 45. <
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos: na ra do
Trapiche Novo n. 16.
Vende-se um completo sortimenlo de fazepda-
pretas, como : panno lino prelo a 39000, 4S000 ,
.59000 e 6S000, dito azul 3S000, 4000 e 53000, ca
sentir prela a 27500, setim preto muito superior
:lr c 4JO00 o covado, sarja prela hespanhola 2j| e
25500 rs.. setim lavrado proprio para vestidos de se"
nbora a '9600,-tnuitas iraajis fazendas de muilas qua"
iidades, por preco ronimodo : na ra do Crespo loja
n. 6.
Velas de carnauba.
Na ra da Cruz n. 15, segundo andar, vendem-se
velas de carnauba, puras c composlas, feilas no Ara-
caty, |ior menos preso do que em outra qualquer
parle.
Veni lem-se cobertores brancos de atgodao gran-
des, a H>440; ditos de salpico lambem grandes, 1
13-280, dil os de salpico de tapete, a 13400: na ra do
Crespo loja n. 6.
'fflpixas para engeanos. *
Na* fundirao' de ferro de D. W.
Bowmann na ra do Brum, passan-
do o chiifariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido t: batido d a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcan i-se ou carregam-se em carro
sem" despeza ao comprador.
Vende m-se cobertores de algodao grandes a 640
rs. e pequ cuos a 560 rs.: na ra do Crespo nunit-
ro 12..
VINHO DO PORTO MUITQ JFINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barris de'4., 5. e 8.: no armazem da ra
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes & Companhia, na
ra ao Trapichen'.-34. %
Padaria.
Vende-se urna padaria muilo afreguezada: a tratar
com Tasso & Irmos.
Aos senhores de engenho.
Cobertores escaros de algodSo a 800 rs., ditos mui-
lo grandes e encorpados a IJtfOO : na roa do Crespo,
loja da esquina que volta para a Cadma.
Devoto Christao.
Sabio a luz a 2." edicto do livrinho denominado-
Devoto Christao,mais correlo e acrecentado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da prasa da In- .
dependencia a 640 rs. cada xemplar.
Redes acojeboadas,
brancas e de cores de um i panno, muilo grande e
de bom goslo : vendem-se' na ru jo Crespo, loja da
esquina que volta para a cadeia.
NO C0NSILT01U0 flOlIOPATHICO
v DI.P.A.LOBO IOSMHj.
Vende-se a melhor de lodas as obrjw. d#lBedicina
riomco|.alhica isr O NOVO MANUAL DO DR.
JAHR ^st Iradiizide em porluguez pelo Dr. P.
A.Lobo Mcecozo, conlendo um accrescinw de im-
portantes explicacoes sobre a applicaco das doses.a,
dieta, etc., le. pelo traductor : quatro volomes>en- .
cadernados em dous 200000
Diccionario dos termos de medicina, cirurgia, ana-
toma, pharmacia, etc. pelo Dr. Moscozo: (cader-
D3i ,4a0Oo.
Urna carteira de 24 medicameotos com dous fras-
cos de linduras indispensaveis 409OOO
Dita de 36 .-Q........45JO0O
?'. ^48.........03000
Uina de 60luboscnm 6 frascos detincturas. 60*000
Dila de 144 com 6 ditos ...... 1003000
Cada carteira he acompanhada de um exempir
das duas obras cima mencionadas.
Carleiras de 24 tubos pequeos para algi-
beira...........-
Dilasde 48 ditos.........
Tubos avulsos de glbulos..... I]
Frascos de meia poca de lindura / .
Ha tarnbem para vender grande quantidade__
tubos de crystal muito Cno, vasios e de diversos ta-
maitos.
A superioridade desles medicamentos est boje por
lodos reconhecida, e por isso dispensa elogios.
N. B. Os senhores que ssignaram ou compraran! a
obra do JAHR. antes de publicado o 4- volunte, ] '
dem mandar receber este, que aera entregue
augmento de preso.
Vende-se urna negra crionla de idade 22 annos,
bonita figura e com habilidade, e um moleque de 10
annos; o motivo for que se vende se dir ao com-
prador : na ra Direila o. 29, junio a botica que fo
do Sr. Nery da Fonseca.
ATTENCAO'.
Na rna;Direila n. 27, venitc-se manteiga superior,
ingleza, a 500 rs., dita a 560, dita a 640, dita a 720,
dita mais baixa a 320 e a 400 rs., toiciulio de Lisboa
a360 ea 400 rs., cha hysson a 28200, dito brasileiro
a 1j)600 e a 19500, gomma muito alva a 120 e a 140.
a libra, espclmacelea 720e800 rs., milho a 160 e
180 a cnia, assucar refinado a 130, 120* a 100 rs.,
cevade a 120 a libra, dita a 140.
de el
iam-
I Deposito de vipho
) pa{ me Chateau-Ay, primeira qua-
"lid; de, de propnedade do condi
I de Mareuil, ra da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
f de toda a champagne vende- Q
I se a 56^000 rs. cada caixa, acha-
l se 1 tilicamente em casa de L. Le-
P con ite Feron & Companhia. N. B. W
I As ("aixas sao marcadas a fogo {#
f Coc ide de .Murctil e os intuios A
i das garrafas sao a/.ues. M
ESCRAVOS FOIDOS.
Ausentaram-se do Recife i'is 4 4 horas da ma-
drugada de hontem, Ires escravos sendo o preto Jo-
s, estatura alta, idade mais de 30 annos, eom falta
do olho esquerdo ; Jorge, cdrfula, alio, de boa fi-
gura, idade 25 anuos, pouco mais ou menos, eom
um pequeo labio em um dos cantos da bocea ; Loiz
amulatado, de boa estatura, de 25 a 30 annos, meio
aparvalhado, lodos crioulos filhos do- serillo: leva-
ram urna pequea trouxa de roupa de seu use cada
um, ha alguns dr.dos de irem cm companhia deum
outro Beneditoi escravo do Sr. lente-coronel I
e de lerem seguido a estrada de Pao d'Amo agerl
dos a um comboyo que segua para alm de Paje
pede-se pelo presente a qpem interessar possa, a a
tura dos mesmos trazei.do-os a ra de Apollo n.
armazem de Antonio Marques de Amorim, que
nerosamente recompensar.
Anlonio, moleque, alio bem parecido, cor
avermelhada, nafo jpngo,' roalo comprido e barba-
do no queixo, pescoso grosso, ps bem feilos, tei
o dedo index da mao direila aleijado de um lalT
por isso o Iraz sempre fechado, com lodos os di
bem ladino, Quicial de pedreiro e pescador, 1
roupa de algodao, c urna pal hora para resten,
d^r-se da ehova; ha toda a prababilidade de lers
seduzido por alguem; desappareceu a 12 d maio
clirrente pelas 8 horas da manhaa, tendo obtido li-
censa para levar para S. Antonio urna banrieja eom
roupa: roga-se portanlo a lodas as autoridades e ca-
pites de campo, hajam de o apprehender e leva-!
a Antonio Alves Barboza na ra de Apollo r>;
ou cm Fra de Portas na ruados Cuararapes,
se pagarao (odas as despezas.
Fnaio rm dia 3 do corrente, urna escrava
oula de nome Bemvinda, de estatura ordinaria^em
bstanles marcas debechigas no roslo ; levoo vesta
do de chita desbotado: quem a pegar leVe-a na ra
do Queimado loja de hiendas n. 61, que ser re-
compensa po.
Do lugar do Peres, desappareceu na noite
dia 27 para 28-do crtente, nm moleque de
llamiao, criouloque foi do major Manoel Al____
Vicgns, e hoje pertencente ao bacharel Hercolano
Goncalves da Rocha, que o houve por compra, com
os signaes seguintes: espigado e secfcodo^orpo, maos
e ps grandes, o quando anda lila os ps e joeibos
um pouco para dentro, bem prelo, com todos os den-
les, olhos grandes.'na pona do hombro ama costu-
ra de urna queda, representa ter de 16 a 18 an-
nos de idade, desappareceu eom cals de casemira
de lislra j usada, camisa de madapolao nova e
chapeo de palha lambem uqvo, foi encontrado ao
amanhecer do dia 28 no engenho Giqui, e- foi pe
gado anda por um soldado, h qCem pode elle illi
dir, e presume-se ter sido seduzido neita prasa, o_
de lem mai e jrmaos: quem delle liver noticia ouo
apprehender, dirija-se a roa da Alegra casa o. 5,
que ser generosamente- recompensado.
Dosapparecen na madrugada de 22 de maio
desle armo, o escravo Manoel, por alcunha mazan-
za, por se fazer muilo moleirflo, naso Angola, idade
40 auno pouco mais ou meuos, alto, seceoiilevou
loda a roupa de eeu uso, e enlre ella orna camisa de
haeta encarnada muito coraprida e usada, traste es-
le que elle gosla muilo ueste lempo, tem mareas pe-
las cosidas que parece ser de facidas e um caroso
abaixo do joelho, falla muilo descansado, e d-lhe ar
de riso; este escravo foi do serbio c aqoi com-
prado a Domingos Alves da Cosa, supp6e-se estar
por algum silio na Boa-Visla, ou ler ido aggregado
a um dos dous combo; os que nesse mesmo dia sabira;
para o serlo: quem o pegar leve-oa Olinda, retn
Sao de assucar no Varadouro, que ser ge
inenle recompensado.
No dia 24 de marso do corrente anno, fugio
me Sebastio, idade qoarenla e tantos anes, pon
mais ou menos, alto, chelo do'corpo, potrea bar
denles limados, ps e maos grossas, anda e falla m
lo descanrado; levou camisa de algodSo transado
lisia azul, e calca de algodao azul transado, cujo
cravo foi comprado Sra. D. Marianna da Com _
cao Pereira, e h loda certeza de andar na Boa-Vi.,
gem, ou em S. Amaro de JaboaOo, donde ha pouco
chegou da dila fgida, tendo all se conservado oilo
mezes dentro dcquella malla :' recommeuda-se s
dlgna.s autoridades daquelle lugar, e caplaes de
campo a captura do mesmo.qoe scro generosaroenle
recompensados na ra do Crespo n. 10.-Jote Gon-
cakes Malteira.
1008000 rs.
Desappareceu 00 dia 30 de abril prximo passido,
o prelo crioulo de rfcme Amaro, que representa 30
anuos de idade*. levou camisa de algodao loda azul
n calsa de algodao branco, he grosso do corpo al
os pes, e quando anda d estallos as juntas: quem *
o, pegar leve-o ra do Apollo n. 26, ou ua ra da
Cruz n.-2.
Fugio no dia 25 do corrente.o escravo crioulo
de nome Vicente com os signaos seguinles, repr-
senla ler 30 annos,bem prelo, olhos grandes, cam-
bado das pernas, he muilo prosista : levou veslido
camisa de meia j rola, cals* do riscdinbo j soja
porm he de suppor que mudasse de Irage, esle es-
cravo he prupriedade do Sr. Paulo de Amorim Sal-
gado, senhor do enaenho Cocal da freeuezia de Toa,
quem o negar ou dtr noticia ira ra do Rosario lar-
ca n.2t ou 110 dilo engenho que sera bem recom-
pensa.lo.

i
I

Peni.- T, UM. r. U Paria.-WM.
A-.


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