Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01604


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Full Text
M

NUAlKll 310.
y$ara.a-igaB8frag^
ISKTA
MMMlA JKWUBJUEUrJ*

Segunda S- Grsri>ri'o Junta da Faz. e aud- do Oav. do Cr. de in-
do Onv. do Civ e Chae, de t-, I*, as 2 h e 6 m. da t.
Jerca S. Valrntim and- do Onv. da Com- de m. do Jui/ de F. '
de t. e Rela^ao P. as 2 h- e 51 m da m. (
Tndo agora depende de" nos meninos, da nossa prudencia, mo-
dcriicao, emenda: conlinotmos ooAut principiamos e seremos h-
pontati&s com adiniracao ctre as Nacoes mais cultas.
Protlarnaqo da Jitemblea Ocrul do Brr.zil.


3jwpre&fo cm ^ma^mbuco por automtio lose De tiranta falcno.

*
/$<
Corre^potffltnct.
-

... .



-
~
'jvji* Editor.Convtncrdo que mi5! dos *
priheipaes deveres do homertt sociil he dar
coata sociedade, a queY perteuce, d
sua conducta publica; mormente quantkr
por qualquer incidente," ou circunstancia
elle he involvido ern ajgum facto publico;
en passo a cuimir asQ devr, principal
fin, para o qual vim voluntariamente ap-
presentar-me, e recolijor me prizao, logo
que soubc que esta va pronunciado em o ce-
lebre smnmario, pi/oeessado sobre os tactos
(cm verdade extragaes) aceontecidos em
de ossiacao da Corte em breve- contagias
scvfsfa Provincia. Com tndo o patriotismo
-de seos habitantes (|*inciplmente daquel-
les, que boje sao clamados anarchistas, e
dos "'que compuema sociedaae federal) pode
conservar a.oxdein, c a paz ate lie os hor-
ror desca desenfreadafnnsuflahrtalyez' por os
malvados, e tavjozo iniungos-dQ.honra-
do Brigadeiro o fcmiv-'Paula, fez desapare-
cer e.ssa trc^uifi$au|cji tanto eusto susten-
tada. ExtincM pois Tropa em conse-
quenciy dos (^iiK's' partkl' aftneguttdo por^espattiar-otra o
a Fortaleza das 5 Pbntas; vendo-me "p "ho^af^i^gadeiro,'sua ^eda deescanda-
vem obiVado a i n volver nesta rninha' ex- lo, as mais atroses calumnias: por'em ven
igad<
posicao fictos censur'veis de alguns Em-
preados pblicos, be5 a meu pezar os
censurarei, como me permitte a Le, visto
que dahi resalta bem .Vmrnha ^cauzaT por
tanto, Siir-c Editor, rogo llie a- rnre de
por meip re seo Diario fazer publicas estas
linl;as, e a seguintc exposic/io. ? __
Tendo enflaquecido o partido- libertici-
da com a queda de seo cltefe o eX Impera-
dor, esperavao os Brasileos livres que es-
se partido inteiramente se aniquilarla, logo
que as couzas mudassem : nas as circuns-
tancias, e ossila^es.dajCapital do Imperio
obrig-arao o novo Gover.io a tomar -medi-
das extraordinarias > com as quaes exorbr* teiro vigor,'que homSfis illudidosr. ou ani-
tando dos limites constitucionaes, abri madbs de um frenezin "patrifrtieo, entraro
brecha para esse mesmo partido, cuja a'ni-
quillacao se espera va come^asse outra vez
a ressurgir. Lea se o Filho da Terra at
o n. 7, o Jurujuba, e outros peridicos
da Corte, o Observador de S. Paulo, &c;
e ver-se-ha, re isto urna verdade ineontes
tavel. Nao tardou porein que este estado
do que ellas nao produziao cffcito, lancou
tutf ite Hua favorita, isto he, intriga^ os
paruWe/prets contra fiS fyr&#G.s ti ido is-
to eon mn^de etjo:-';-;u1r que os Liberaes,
suprjudo-se ineaetidos por a esejavatura,
se \ %m necessitados a lanzar mao desse
p u1fi\jy||iTi itr ido' rnm n frrrrfr da ti ai.
9S0. Foi neste estado de intriga, e des-
grana (fue ChegDu aJ-jQgs^perada* suspensao
do ("ominando das. Arras do^rhor Bri-
gadf) Paula, sapnsao Vsta~qu- mais
augmentou a^sconhanca dcrmiita gente:
foi em fin nesta tcrrivel skuacao, em que
o sistema de Machia vel esta va em seu in-
tumultuaria mente em a noite de 15 de No-
vembro, por a Fortaleza das 5 Pontas, e
fizenio tocar alarme, depois de torera espa-
IIlado por as ras noticias capazes de dis-
pertar o mais indolente Brasileo. Em
quanto porein esta desordem sepassava nes-
ta Cidade, dorma en descansado em um
1


A


!N*^\r
t'*J
-
sitio na Ponte de Uxoa, onde resido a ma-
is de 6 meze?, e dispost para ncssa ma-
drugada sahir para o Cabo a tratar de ne-
gocios particulares. Pernoitei pois era dis-
canco; e, sem de nada saber, part, fim
Senhor Joo Sergio Cz^r, que por mi ni
estava esperando, par&Jiintos fazermos vi-
agem ; quando poucos pacos de jorna-
da me dice o meo vizinho o Sr. Major Jo-
ze Antonio, (a quera encontrei na estrada)
que esta Cidade estava em desordem.
Esta noticia aria voltarpara caza aalgum
coaimodiyta;/mas nao a mim que, em vez
de obrar, como muitos, que na Setembri-
zada's sahiro de caza para intrigar, con-
tinuei a marcha para o Recife. Chcguei
por tanto caza, onde m esperava o Snr.
Joao Sergio; einquerindo, qual o moti-
vo da desorden), ninguem me sabia dizer.
Entretanto no momento, em que pertendia
ir pedir um passaporte ao Senhor Juiz de
Paz, fim de sabir o comboi livremente,
o Senhor 13. de S. L pessoa que me tem
dado provas de intima amizade, e de quera
son, e devo ser araigo, me manda cbamar
e me diz: que pessoa que devia saber, o
avizara, certificando lbe, que a desordem,
e reuniao das 5 Pontas era para expellir
columnas, e Portuguezes solteiros para fu-
ra, da Provincia, e que elle era um, cujo
exterminio se pertendia,, (1) e que vista
disto me pedia bsse s 5 Pontas verse con-
segua tjral-o da lista dos proscriptos, (2)
visto que as pessoas, que se dizia figura-
vao, erao meus amigos. Ora o dezejo de
ser til ao meo amigo, e o de cooperar pa-
ra o reslabeleeiment da ordera, me despu-
nha a ir s 5 Pontas ( cora estes mesmos
intentos muitos l foro, quera boje se
persegue, por que se sabe que nao sao ve-
naes, nem capazes de serem escravos de
tyranno alguin, ainda que tenha sido tao
vrtuozo, coriio Catao Uticence ) quando,
(1) Nem em urna Vista, que achei comeada na
5 Pontas, estar o nome do meo amigo o Snr. B.
de S. L., nem ou*i fallar nelle, quando l estive,
por tanto nenhum servico me foi precizo prestar lhe,
e persuado-me qua quem o avizou enganou-se.
(2) As recentes noticias do Maranho, a ostenta-
cao da desordem, a apata do Governo, e os boatos
disseminados, fazio crer que o mesmo Governo nao
tinha for$a, e que o nico recurso era capitular com
o dezejo dos adjuntos ; e que sendo assim so resta
va ao Cidadao, amigo "do justo trabalhar para dimi-
nuir o numero dos proscriptos. Eis os motivos, que
me fzerad dar es pacos, que dei nos di as daquella
perturbo cao.
nao sei quem, se vale-do nome do me(
migo o Senbor Capitao Antonio Afonso
Vianna, e me manda um recado, pediifio-
me que lhe fosse fallar. Ento, sem mais
vacilar, parti, e cheguei s 5 Pontas por a
primeira vez s nove horas do dia 15 de
Noverabro; e nesse mesmo momento me vi
rodeiado de varios Cidadaos, de sorte que
milito custo pude fallar com o meo ami-
go Vianna, que admirando-se de me ver a*
li, por que me suppunha viajando, me dt-
ce: Esta noe ouvindo tocar chamada
vim em consequencia por asi l Horas para
esta Fortaleza, onde est aquartelado o'
corpo do meu Caminando ; achei j esia
gente, que diz pert ende requerer ao'Pre-
sidente couzas de que urnas me parecem
jutas, e outras muito injustas. Ve se fa-
zes alguma couza e se cooperas para que
nao Jwja desordem; poique eu j estou
cansado, nada consigo, e nem tehofor-
nomes nao me lembrao, me pedem (pie lbe
redija a representaco, que pertendem en-
viar ao Governo da Provincia. (.T) Eis-me
pois com a incumbencia desta redacao era
estado d poder prestar alguns servieos
bera da tranquillidade publica, e bem
desses, cuja proscripto se pertendia, nao
porque Ibes quisesse fazer servicos, ou por
que estivesse persuadido que os seos lactos
( fallo com aquelles, que bem sao conde-
cidos por seo odio ao sistema Liberal) nao
sao mais que suficientes para excitarem o
justo odio publico ; mas sim por que estou
convencido que, para se obter a liberdade,
he preciso comecar por ser justo: e pros-
cripcoes sera forma de processo, e sem
sentenc,a que a isso condemne, sao actos
injustos, incompativeis cora a Liberdade, e
so proprios de tyrannos. Ora para eu con-
seguir os fins, era precizo ter^ os meios: e
quaes seriao esses em tal coliza ? Ganbar,
(3) Descde a idadede 14 annos, em que me dedi-
quei vida militar, em a qual prestando quantos ser-
vicos pude canza da Liberdade: a' final depois de
soffrer em consequencia das traices de IS24 deso to
meses de rigorosa prizao nos carcere3 da Corte, tul
por orden do perjuro Governo do ex Imperador ex-
cluido do servirlo militar, achando-roe por unto
sem meio de vida, utiluei-me dos poucos conheci-
mentos, quetenho; estdei, como me foi possivel,
Direito Patrio ; esub}eitando-me a um exame vago
perante o Exm. Senhor Chanceller, obtive Provino
pra advogar, emprego, que exerco a dois annos.
Eis porque os reunidos se lembrara de mim para lhe
fa*er a representaco, isto he, na qualidae de Ad
vogado.
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V
.I'--.
du\*kJa, a
Jiu|- peosavao,
a confianca nao dos que ine-
porqueerao coherentes com
meas principios;-mas sim de umita gente,
que*im nos instruida suppoem que a eauza
de no^os males sao meia duzia de empre-
ados columnas, e alguns Portuguezes in-
discretos, e que nao conhecem que a eau-
za Ir o desejo de representar de certos fi-
gares, (ue, sem attenderem nuliidade,
de que sahirao, pertendem trajaras mesmas
ifisli mentas, que traja rao os satlites do
jtyranuo, Ojie tos detxou, e persuadir es-
tes iniopjfl em os negocios do Brasil, que a
revoluc'o de 7 de Abril s foi dirigida con-
tra a pessoa de Pedro primeiro. Nao, nao;
ella **e (caminhou contra a falta de naci
onuiisn o do Governo transacto, e contra o
despotismo : portento ou lia vemos concluir
o fim continua lucta. Mas, passando ao cazo;
coaseguindo en essa confianca, pelo modo,
CQin que Ibes fallei, e estando por tanto"*em
estado de fazer alguma couza, pedi que
me d( s.-'.-ni a substancia do que perlendio
requne:;; porern, tendo elles Sritisfeit este
pedido, e adiando cu os rticos incompa-
tiveis com nacos principios, fis-lhcs algu-
mas. observacocs; e nao obstante o furor
(em pinte justo)dcsscs, a quem chamo mi-
ope-, con tudo elles annuirao a que se fi
zessem as exceptes, que ..se leern nos arti-
gds da representado impressa no Diario n.
Nao era porem esses artigos, o que
mais cuidado me da va : a lista, que ore-
via acompanhar, he* que era-tudo. Mas
de que prudencia e&rgacidade nao se me
fazia -.-VLc;i,wQ|| nar. para, sem exacerbar
os espiritosa mu exaltados com o arma-
mento dos adoptivos ao amarillecer -de 1-0,
Ihes dirigir apalavra, e mostsar-lhes, qua-
es eran ( e ainda sao) nossos iniuiigos te-
miveis, e que injusticia manifesta se feria
com o exterminio de Cidadaos sem forma
de processo r Respondo os. que virao, ou
ouv/rao. Com efteit chegou a occasiao,
em que se devia fazer alista, essa occasiao
em que me propunha a conciliar tantos a~
nimos descordes e fascinados : com tudo o
meo amigo o Sur. Vianna, varios oflicia-
es, amitos paizanos, e cu, tanto traba ba-
mos, tanto tallamos, jfi methodicamerte
exprobando, j pedindo, ja persuadmdo,
jaeiando o triste estado das familias, que
tnal conseguimos rcduzir a lista muito
poneos; que; por nao estarem na Provincia,
tornuvao infructfera a perteneci: porem,
quando isto j Mava assentado, urna voz
terrivcl gritn dirigindo-se para mim Vocv
vem aqu fazer papis, ou ser padrinko de
columnas e Marinheiros t Morrao cola-
nas e marinheiros, c quem os patrocina
Este grito desmanchou todo o nosso plano;
e faria sem duvida desamparar o posto
outro, que tivesse menos amor s couzas
publicas: porem lembrando-me um novo .
recurso, approvei, quanto dizio, e come*'
cei a escrever a nova lista, que subi a
mais de setenta.
Concluida esta, voltei-me para os cir-
cunstantes, e dice-Ibes: VV. MM. di-
zem que o menor numero dos que dczejam
aexputyao d? estes homens he o que se a~
cha reunido aqui; por lauto he preciso
que esta refaqo seja upprovada por os
que estad fora A vista d'esta Tala todos
approvaram a minia lembrauca, e cu me
ofireci pn Llevar a lista a Boa-vista, on-
de estay* o*Sr. Major Francisco Antonio
Pereira (jps'Santos,- (nv u companheiro na
futa, etrabaihos de 1821, e pessoa que
sempre me 4eu provas de. amizade ejeonfi-
anc>i) porqu- sabendo eu que elle nao ap-
prova*va absurdos, esperava que d s-e al-
gum .remedio: eis o novo recurso, de que
me lembrei. Finalmenf por a niela noite
de 15 diriji-me para a Boa-vista, c encon-
trei, o Sr. Majr aor pe da- ponte, onde di-
ce-lhe;: -ineU cintro'; he precizo dar algum
remedio a este bamiho; os homcnswto
loncos, ve o que ja reios. O Sr. Major
responden -me vamos 4 urna d'cslas cazas
ler.-essa relacao. Partimos, e a lemos em
urna caza eslrangeira, que wtava aberta, e
abi concordarnos aspar todos os noms de
empregadSf'PubKct??, &c> &c.? fienndo s
d'ouelles individuos, que nao estavam na
Provincia fim de contentar aquella gen-
te, e evitar a guerra civil'. Depois com-
binamos que, Wilmukrcu para 'ora, o Sr.
Mjor me diesgse vista dos (jue me acoro-
panharam af Pontas: (4) que agente
da foa-vista s anuia a Que se pedisse ao
Governo a retirada dos individuos, cujas
nomes nao tinham sido aupados; mas que
nao contaLSS&n eom apoio para a menor
resistencia criminosa. Sabi pois da caza;
e effctuando-se o que baviamos concorda-
do, volte ____________,. "*,-,----------........-------------------"*
* (4) O mesi.io Sr. Major, oSr. Silva, o Sr. Joo
de Cnrvalho, o Sf. Joze Lucio Crrela, e outro
dijo* no,n8 me nao lembra, ao d'iito teeteraunhas
occulires.
J




-^rr^r
do depois de meia noite, -exps o que me
dice o Sr. Major, e fui pernoitar em caza
de um amigo; porem de manha augmen-
aram a lista, e aprezentaram a, que cor-
re impressa, na qual nao ti ve nem urna par-
te. Mas nao tendo o Governo deferido
pertencoens excessivas, embora tivesse man
dado ensinar aos reunidos ("si vera est fa-
. ma) o meio, por o qual as podiam obter
\cpm capa de legalidade; todava eu ainda
persuadindo~me, que poderia de alguma
sorte obstar aos males, que via eminentes,
aproveitei-me da occaziao, em que a socie-
dade Federal se dirijiu a Fortaleza na tar-
de do dia 17, fui com ella, flm de por
mais esta vez empregar minlias debis for-
sas bem do socego publico. Digam o
Sr. Doutor Francisco Joze Correia, o Sr.
Brigadeiro Paula, e outros membros da
mesma sociedade, quanto de viva vos afeiei
o crime, que se perpetra va, logo que se
pertendia extorquir despachos do Governo.
Mas como nem o que eloquen teniente dice-
ram os Srs. Doutores Correia, Jacobina,
e outros, e nem o que eu dice, produziu
eeito, por os excessos de dois Ol tres es-
quentados (sim esquentados ; mas esse es-
tado he filho de amor a Patria, e do justo
recentimento de....) que tal vez nem 1er
saibam, e que ja tinliam posto coactos nao
so o Sr. Capitam Vianna, o Sr. Tenente
Machado, mas taobem a muitos paizanos,
que os queriam chamar ordem, e que so
para isto ficaram entre elles, retirei-me da
Fortaleza por as 6 horas da tarde com o
corocao partido, e amaldieoando a perfidia
que, ja n'essa occaziao comecei a suspei-
tar, se punha em pratica; porem nunca
me persuad que o fim era obrigar a haver
estrondo, que desse lugar um estrondozo
summario, ou rede de pescar Federalistas.
Entretanto brotavam mes olhos lagrimas
de dor, quando soube que o Sr. Comman-
dante das Armas se ha via recolhido For-
taleza do Brum, e que o Sr. Intendente da
Marinha frente de Portuguezes, Brazi-
leiros adoptivos, e alguns natos fortificava
a ponte do Recife. E ante vendo eu que
o armamento de Portuguezes faza inevita-
vel a guerra civil, deriji-me para a dicta
Fortaleza do Brum, nao com o intento de
augmentar o numero d'essa gente, cu-
jos olhos nao vertem lagrimas com o derra-
mamento de sangue Brazileiro, ao mesmo
tempo que pedem perdao paraos columnas
illudidos (que innocentinhos) e choram,
quaes ourrts Magdalenas, ao prirfeiro ape-
no de perigo dos inimigos das Liberddqs
Patrias; (que hipcritas^ mas sim com o
designio de ver, si de alguma maneira (a-
pezar de conhecer a niinha insufficiencia)
evitava ao menos a p?rdicao de muitos ho-
mens, que se ainda se conserva vam na 5
Pontas, era para evitar que os esquentados
justamente estimulizados, por verem que os
Portuguezes tinham sido armados para os
ferir, (5) nao commctessem maiores desa-
tinos. Cheguei pois Fortaleza do Brum
por as 11 horas da noite do dia 17, e aprezen-
tando-ine ao dito Sr. Commandante das Ar-
mas ; falei-lhe, estando prezente o Sr. Ca-
pitam Carapeba, pouco mais, ou men'osda
maneira seguinte (6) Na qualtdade de
(5) Si o povo Pernambucuuo apoiasse os absur-
dos da 5 Pontas, nao eram todo os Portuguezes, e
Alemsens, que aqui ex9tem, suffi cien tes, nem bas*
tantes para prohibirem o progrtsso da desordem, e
n'ese cazo rmale* s teria por fim aniquillal-os, e
comprometer os bons Portugueze*, e os bons ado-
ptivos, que sao amigos dos tuazileiros, e qua nao
querero, se nao cuidar de seus negocios, nao vive-
rem com as armas na o para sustentar a tyrania.
Si porem o povo no apoiava aquei!e3 absurdos,
(como de facto) para que o Exm. Sr, Prezidente,
esquecendo se que he Pcrnambucano, mandou ar-
mar a maruja, e taberneiros, para fazertm fogo
contra pernambucanos, devtndo S. Exa. e?tar con
vencido que s estes eram os nicos, que podiam
couter os da desordem, e sabendo que o seu numero
pouco exceda de 500, eque nao tinhatn munico,
nem comer, e que n'este estado eram sufficientes os
Brazileiros habitantes d'esta Cidade para os sitiar, e
fazel-os ebeyar a ordem, sem derramar sungu ; sa-
bendo igoalmentp S, Fxa. alem de nido isto que
dentro da Fortaleza estsvam vatios afino aes, epai-
zanos q ? nao apoiavm ;i desorden), e s com o
disignio de .oAter os esquentados ?
E naoheeste facto digna de censura, e ainda
mas,.porstr pra ti cavo por o patriota de V8I7, por
oapprovador das'rusias de l?27, e 1829 ? E co-
mo de repente se d este salto ? Mudara a Natuie-
za htunam ?
(6) O Sr. Command. ve, nem pote ter muito em memuia os rae 103, qua
so' me dizem ivspeito (quivVKOU'?', quando em um
seu Despacha diz que tu fui prezo n san pretenda,
por se dizer ser eu cumplicc tos das 5 Ponte* ; m
que depois sabendo do contrario me Bottpu, e me
mandou a mesma 5 pontas, para persuadir &c. &C
S. Exa. esquecen-sedo que se psaou entra Bttm, e
ell^, pirque eu fui muito, e muito por nwtl gs;oK e
mui sozinho aprezentar-me a S. Kxa, q'ie estava
na Fortaleza do iirum, como sao oceular-s leste-
munhas, e d'isto 9abcm perfeitamente o Sr. Aja-
dante Joaquim paes Barreto, o Sr. A}ud:nte Axi-
oli, oSr. Ajudante mxw, o Sr. Cidete Lucas de
Cavallari.t de secunda Linhvi, e at o Sr. Tenente
Pedro Alexandrino de carros, que estando refor-
sando a guarda da Cadeia, e dizendj-me qua nao
tinha munido, e que os prezos estavam dando
mostras de se quercrem levantar, eu fui caza de
um amigo, obtive um mco de cnrnixos e Ihe le
para conter osprez.os, e n'esa occazio (s^riam ara




(1*65)

. ..
itar venho aprezentar-the V. Exa.,d
..n de determinar me ordens do servido;
com tudo cumpre me assegurar V. Exa.
que, anda que me persuado que est sci-
ente de quaesforam os motivos justos, que
me levar am. estes dias 5 Pontes, todava
scmpre asseguro a V. Exa. que eu nao
venfio fgido d'aquelle partido, porque si
eU o tioesse adoptado, era porque elle en-
\So tmha ns justos, e que nos cu&dusissem
a ohter a Liberdade da Patria ; e tesse
cazo eu saberia partilhar toaafi as suas
vicissitudes, como partilhei em 1824 ; mas
Exm. Sr., alli est Vianna, Machado, e
outros, que se acham coactas, e que si $e
conservam anda, he s com o Jim de obs-
taren que afguns frenticos, nao se aba-
lancen! 4 jexcessos; he justo pois salval-os;
e nao confundidos com os-' da dcsordew*
S. Exa. mostrndose commovido com os
rtales, que va, respondeu-me Sr. Gama
volte para S: Antonio; si poder va F&r.-
talcza (J) e si nao, enere va ao Van a, e
aos mais, e certifique-Ihes, que Ihes asse-
guro, que contra elles njte hadproce-
der, se elles desampararan a~ Fortaleza,
e diga -Ihes mais que,' si Ihes asseguro is-
to, he porque'o Sr. Preztdente assim m'o
affirmou. (8J Eu morra ja, eotmuou &~
Exa., se nao he certo ter c&racao des-
pedazado com o que vejo, e com as cir-
cunstancias a que vos reduziram* *Voltei
por tanto com esta misso, quando, aopas-
sar por a ponte do Recite, fui prezo por o
Sr. Intendente -da Marinlia, Reprezentei
este Senhor quaj era o fim que-me^cn-
duzia Santo Antonio, ao mesmo temjW)
que o Sr. Ajudante Cunha, queme acom-
horas d- n ;te de 17) de-oedi-me do Sr. Trnente,
e lic-'lje Cpw ia p*r* o nr m A nica vez que foi.
prez i ti i q.ia'udo o Sr. Inndenteme iemellen,,cm;'
t'-da a ni Klenca <- p-ra b rio d nr ^ue -Barca.
Fa<;o esta declarar) p. i i tonheumeuto de-qunn
ja telilla li.lo o.l) Sparh > >1c 4^^ilij. e hao e per*
uadi (jo altero eiiiX'i una COza a ventado, ne
t > cxprP'co.
(7) f\nn ff 11 o meu a cleixrtr.nu a.F(Wa1*za ; mu ithim-H pre'o*,; embo-
th s sorden, c))to entumo prest i a in muitos servi-
C de de pescar Lbeiaes.
(S) Entre mim, e.S JEx^ houveram mais outras
pr ticas ub-e mieifflD ofj^ctii, qno me h'* impa*
8 vel lembrdr, pr escrerr tudo ipsi$ verbis :* mas
airiSra-me que depois de eu reprffz.'ntxr a S. Exa.
queja' re ena ir a 5 Puntas, e (pie mornr em ujfa.
d. de slguma tra efuto smente de remita da \tr
cura, S Ex, entao conceieu-ine estrerer aomeu
w migo Vianna, e aos outros.
panliara do Bmm,' de ordern do Sr. Com-
mandante das Armas, para me deixar pas*
sar nos piquetes, certiicava o que eu di-
zia. Ein consequencia vacila va o Sr. In-
tendente sobre a minha przao, quando
apparecen o Sr. Major Joze da Costa Re-
bollo dizendo recebi ordem (9) do Sr.
Commandante das Armas para prender o
Sr. Gama. Em virtude pois d'esta parti-
cipa**o do Sr. Costa, fui immediatamente
remettkio lima hora da noite para bordo
do Brigue Barca, D'ahi escrevi ao Sr. Ca-
rapeba, partecipando-lhe isto mesmo, a fim
de o azer sciente ao Sr. Commandante
das Armas, que immediatamente deu or-
jdem para minlia solturrt, a qual so se efe*
ctuo.li as 7 horas do da 18. Solt por tanto,
e tendo recebido ordein de executar amis-
sSo^de que esta va incombido, vim para S.
Antonio; mas chegando por as 8 horas do
dia, e ja estando interceptada a contmoni-
cacao corva Fortaleza, recolhi-me ca
za de um amigo, donde escrevi ao meu
amigo o Snr. Vianna, participando-lfie o
que me 4inha dicto Snr. Commandante
das ArmaSf e o qjie tinha proinettido em
nomedo Governo, o que tristemente so te*'
ve effeito na parte da evacuaeao da .Forta
lesa, porque os que a desampararan! cstao
presos 0)
Nao obstante porenTser publica toda es-
ta minha conducta, e nao obstante- o Snr,
Joao Lins Caldas, urna das testemunhas,
que fortm obl'igalas f ;pro forma, porque
li incapaz (f jurar fal^so ) a jurar no im-
poltico summario, que vse. proceden, de-
pondo de vista quasi tudo, quanto aqu di-
go, o Snr: esembargador CofnJo Fer-
reira Frany;*, dan lo^a nendr" pie desc-
java perse^uirmK4, n*o so iuo mandn es-
crver, o que esta lestenyunha dice em
meu abon; mas taobem fizendi screver
"proniptament que contra mim depoze-
(0) l''u havia Sdiidc do Brum com o v. Ajudan.
te CiH.ha a u^quatto de bura, e ning,m drpois
"re nos h ia d^ l chegado ; srijao-se "por tanto que
o zelo do Sr. Major tJosja fe biperbolizar n'esta
parte x
( 10) Declaro que apenas remetti a carta para a
.Ponte*, principiaram os hostilidades, e que com
tudlindo outra vez derigindo-me para o Hrum,
. ti ni de participar ao Snr. Commandante das Armas
o que tinha feto, nao pude passar iIj largo do Pa-
r;ii/.opnra dfante, por nhi mesmo ser meacmlo por
d"8 taberneiros, ou cousa queo alna, armada de
- gramdeiras, de maneira que fui obrig do a recoiher-
me para a rneana casa, dindc tinha remettido a car
ta, e donde ofli ei a S. Esa. no outro dia, parteci*
pando-lhe tudo.
^


ifmtfntKi


ram duas testemunhas incontestes ( cujos
nomes nao publico para nao lhes dar o
gostinho de os verem impressos, porque ha
muita gente, que tem praser em ver o seu
nome escripto era peridicos, ainda que se*
ja para narrar urna acc,ao indigna que te*
nham feito) CU) pronunciou-me obrigan-
do-me a prizao, e livramento.
O Snr. Dezembargador Cornelio perdeu
cotn este surnmario a estima, que algumas
de suas qualidades, e as virtudes de seu
honrado pai, lhe tinham grangeado. Este
Snr. Ministro nao so se mostrou incumbi-
do de perder certas pessoas, por o facto
de, em vez de indagar quem tinha com-
metitdo o delicto, investigar, se F, ou F.
tinha fejte esta, ou aquella acc,ao crimino-
za, como porque nao mandou escrever, o
que se dice em meu abono, como restricta-
mente era de seu dever: o que tudo induz
a crer que o que regia o Snr. Cornelio
n'este sumario era alguma rellacjo de no-
mes recommendados.
En entendo que surnmario,. he um meio
de obter ideas para de sua combinacao o
o Sindicante formar juizo a respeito das
pessoas, que devem ser pronunciadas cri-
minosas, e que por tanto o Snr. Dezem-
bargador Cornelio devia mandar escrever
tudo, quanto diccssem as testemunhas,
quer criminassem, quer justificassem; por
que da combinacao d'estas diversas ideas,
lie que imparcial mente podia formar esse
juizo, e pronunciar-se pro, ou contra.
. Finalmente, Snr. Editor, a intriga tem-
se desenvolvido contra mim, e se tem pos-
to em pratica tudo quanto ella pode suge-
rir. Dizem-me que certo Lord instara em
urna occaziao com o Snr. Commandante
das Armas, para que procedesse contra
mim. Houve at um amigo da modera-
cao, que na Fortalesa do Brum me quis
moderadamente assassinar, e isto por ser
elle aman le da Lei, da ordem, do socego,
e do diabo ( perdoi-me o respeitavel pu-
blico este desabafo) que o leve: houve ou-
tro em fin que desojando augmentar o nu-
il 1) Huma testemunhajurou que vindo a Forta-
lesa me vira assentado ao pe' de tima mesa na occa-
ziao, em que se eslava escrevendo a representa cao ; e
a outra jura que achando-se fura Ha Fortalesa, co
nhecera a minha pessoa, entro 50 e tantas, que vira
ubre a m uralha. Ora tudo he falso, porgue en nun-
ca estive ao per de mesa vendo outro9 escreverem,
nem nunca trepei em muralha, porque p^deco de
vertgens. Dos nos valhn .. com estas armadi-
has.
mero de meus inimigos, lembrou-se de di
zer ao Snr. Tavares que eu tinha dicto*
um meu amigo, e igualmente amigo ffo
Snr. Tavares, que este Snr. he quem ti-
nha posto o nome d'esse nosso amigo na
lista da 5 Pontas; porem o Snr. Tavares
dentro em duas horas te ve lugar de saber
que isto era enredo, e revoltante falsidade
de certo sugeitinho, contra quem encarta-
nho um pleito judicial, em que lhe peco
600#000 rs.
Dizem-me que a origem de todo este o-
dio (12) he porque alem de eu ser livre,
e de nao pertencer hoje um partido, a
manha outro, e so ao da Liberdade, em
que pertendo viver, e morrer, fui o redac-
tor de dois requerimentos, que foram mui
approvados por certa gente, que hoje se
inculca como essencia da ordem ; a saber
um pedindo a reembarcado do Snr. La-
inenha (13) quando outra vez para c o
(12) No momento em que tinha desembarcado o
Sr. Lamenha, passando eu cazualmente per o largo
do Colegio, vi certos sugeitos, que hoje inculcan
de amigos da Lei, e da ordem, em grande efferve-
cenca, ramearando assassinar o niesmo Sr. Lamen-
ha, quando sahisse de Palacio, ainda que viesse a
par do Exm. Sr. Francisco de Carvalho, que com
elle chegou ; masen, que conheci os taes sugeitos,
capazes para mais, quis prevenir este crime publico,
e que tanto nos seria desaireso, como desgostaria o
Sr. recemchegado Prezidente, lembrando-lhes o me-
io de requer niehto, para fa/er o hoiiem reembar-
car, papel, que all mesmo redegi em urna loja, e
cuja lembranca com effeito, cereando os nimos
dos insuflados, produziu o effeito, que eu antevi.
Ora aqu temos uin prova de que as nossas pa-
lavrs ja nao significarn o mestho, que signihca-
vam : porque quem quer fazer um assassinio publi-
cj, de dia, e a frente do Governo, he moderado,
nmigo da ordem, da Lei, do socego, e de tudo
quanto he bom....; e quem por um meio licito pro-
hibe este assassinio, deverlindo os nimos, he anar-
chista, desobediente a' Lei, e a' carepa, que leve
aos saltibancos
(13) O Sr. Dezemba-gidor Joze Liban o de
Souza, actual Ouvidor do Crime, nao adverlindo
que augmentava o meu padecer, nao quis que se
ratificasse fjra ds Audiencia o aggravo, que enter-
ps 5a injusta pronuncia, de maneira que se na Sex
ta feira 4 do crreme (dia, em que vim recolher-
me a' prizao) o Sr. Dezembargador mandasse es-
crever o aggravo, comoreyeri; no sbado 15 su-
bira o compulsorio, e na terga feira 18 se deciderta
o negocio ; porem, como nao consegu esse despa-
cho de tarifa, fui obrigad o a aggravar em Audien-
cia na segunda feira, para subir o compulsorio na
terca, em que seria dicidido o negocio, si eu tivesse
alcansado, o que requer na sexta, e por isso pro-
longo u o Sr, Dezembargador a minha prizao por
mais 4 das, porque so sbado 21 do^ corrente he
qunse decedira' o meu recurso. O Sr. L>zembarga%
dof :sabe que a Lei nao piohibe a ratificaco de
aggravo fora de Audiencia, e que esta faculdade se
concede todos 03 dias, e ate' no civel; e a pouc>

*M


s:-,\
.-'
im
f


(1267)

rnaiidaram, e o. segundo pedindo que se
Kuspendesse a posse do Coimnando das Ar-
mas do Smv Coronel Francisca Jacinto,
v\n quanto nao chgassem ulteriores des-
posicoens da Regencia. *'
Eis pois compatriotas urna verdica nar-
rariio de meu coi a porta ment, e da persc-
guicao, que se roe faz (1-1) impondo-se-
me o iabeo de anarchista. En appelo pa-
ra as pessoa?, que me conhecem; para a-
quellas, que me honram, frequentando
a'-iinlia casa-, para que declarem, si cm
todas as mirtilos conversas, ja ouvirlhi u-
:;i s paiavra que eneaminbasse a anar-
cha, e si por o contrario nao sou um
e-
%

gador da obediencia Ij, e da ordeiii,
sem embargo de cu nao perteiicer co>
lumna moderada, e nem estar alistado na
quadrilha, digo no Batahao ligeiro liar-
monisador: finalmente appcllo para o meu
amigo o Sur. Editor do Dianb para que,.
se quiser, declare cu; ,a imparcialida-
de costumada, si as diversas crjVspdn-
dencias, e outros papis, que se lem dig-
nado enserir, rc-piram, ou nao sen ti men-
tes patriticos, e de orden t.--. ,
Sou Sur. Editor:
Seu amigo e constante Leitor.
Joz Bernardo Fernn des Gama.
Fortaesa da 5 Pontes
nho, que com franquesa exibimos, ainda
que estamos convencido de que para os
que fasem do nosso amigo bom conceilo,
elle nao preciso, evpara os que laseni
mo, de nada serve, e isto nao urna con.
za que admire, antes muito natural. I)i-
zemos pois, que as muitas corresponden-
cias que temos publicado no nosso Diario,
do Sur. Gama, elle sempre man festn com
o, zello do bem publico o amor da ordem,
e da tranquilidade publica.
0> Edito .
i


-
T.
. ANNUNCIOS.

20 de Janeiro de 1832.
o


JNosso anmgcr exige o nosso testemu-

i \
5?c. Dezeirtbargdor Coiuolio o praticou, o que
inulto %e I he deve luivur. Com tud a pezar do Sr,
Dezewbargador Libamo prolongue minha p rizad,
eu nao" posso dcixar de Ihe render o justo ellgio qu
merece a sua urdem pul4ica<{* pelo_J)iario,' .Mu-a*-
qual trou nos Escrivaens o ireito de rrtoraim os ^iiuuu, ai Bigw
procesaos, quanto bem Ihe jjarccrtkm. -Mil g'aja"' do COSlUinc.
aejam dadas ao Sr. Deznihrgdor Liba.nio. '"-" *^
(14) Eu pesud^-mE" *qe d -odio talvez seja por-
que eu sou dos que deaejam a fedeayap. Ora bm:
In val maisuin motivo par* eterno odio. Saibam
VV. EExas., SS. e MM. Sr*. Wa^ deenxir-
rada(um peridico quando eu estaya-preso na Corte
dice, que o ex-Imperador de um jalo botara 6 Mar.
que f's, e nao sei' quanto? Condes, e V iscondes), e
o que nao ao, mas trabalhatn para ser, que a mi,
nha firme opinio arespeito de Fedefar;o he a se-
guinte,~ Que devenios esperar que a presente Le-
^isJaturu l/ecrete a reforma da Constituido, ante l
lio que nem um so' pVsso se dere dar, ao mesroo
teinjN que muito se deveescrever, e falar ; mus que
-i p>* um, \ latalidade inesperada nao se decretar a
reforjara, houver quein cm consequencia proclame
a Fenefaco extra legalmente, seni querer esperar
roait 5 anuos, eu declaro que ainda qu os que a
jtrociamarein (precedendo o desengao da presente
Legislatura) so' sejsm 3 homens, eu me unire a' es-
sas 3, para tusar o numero, de 4. He loucura; pa<
ciencia.
Endo de finalisar a. reparticao da in-
tendencia da Marinlia dcata Provincia, eni
o ultimo d ?unho degle auno: avizo a to-
dos os Senliores, qu^e tiverem vendido ;ua- Jj
es quer otj(;eto.s j^na bincctmento dos fir-
mazeos, hajao de eom parece re m, e soli-
Citaren) seus respectivos docimientos; rim
de que depois de (iissolvkla, nao encontr.'iu
demoras, ou.. ebsiaculos, efe evitar, em quairiu ex^teutes. Intenden-
cia da Marinlm cm 6' de-Fevereiro de
1832.
Antonio Pedro de Carralho.
Capitao Tenente, Intc*dene .da Marinha.
G^ Ilqje secunda cira sahir luz o n.
10 do Conciliador contondo- um artigo so-
bre a grandeza dos Raijos, oulro sobrero
espirito de leitura em Pernambuco, noti-
cias do Para, Maranhao, c do Ceari, com
as proclamares, contra a rebeliiaodePirr
to Madeira; noticias da Columbia, e da
Oanda, assiima-sere veiide-se nos lugares

(^ Terc,a eira 14 do corrate sabir a
luz o quaro maero da Bandeira de /Re-
tal lio, contendo coizas interessantea, e que
muito poein orientar aos verdadeiros l5ra-
sileiros;.o seo preco ser 60 rs. por mtoin
Iba e meia, e se vender as cazas ja m-
nunciadas, isto c as dos Senhores Quares-
ma, Bandeira, e Aleixo.

i

3in?o$ do Coftew.

.
FA Sumaca Amparo Brasileiro deque
ti Mesur Joo de Souza Saladar salla na-
ra o Maranbo no da 14 do oorrene,
recebe a malla ao meio dia,
A Escuna Bom rim Feitieeira re


(1268)
be a malla para a Baha odia 3 do cor-
rente ao meio da.
a& >
Quem nao comprar nao k do borrt tM.
GORGOROENS DA CHINA.
F
Azenda nova de milito bom gosto pa-
ra coletes, jaquetas; ao preco de 2$24ft
o covado, dinheiro vista: na toja de An-
tonio Fabiao de Mendonea^ ra do Cres-
po D. 9.
3* 23 meios de sola por preco commO-
do; na ra das 5 Ponas D 14 caza de 2
andares.
(^ Urna porcao de boas indiadas, co-
cos de beber agoa, e urna taxa de fer# i
na ra do Collegio D. 3.
{p* Urna escrava crila com 19 antros
de idade, coze, engoma, lava, e rendei-
ra: na ra do Mundo novo D. 4.
C^- Voz da Razao, por Joze Anasfacio
da Cunha; obra que apezarda sua pique-
nez, de grande mrito pela sua raridade:
a loja de livros da praea da Uniao Ns.
37, e 38.
3* Un escravo para fora da Provincia:
no aterro da Boavista n. 30>
C^ Urna porcao de muzica para flauta
dos melhores e mttis modernos autores : na
roa Nova D. 5.
3* Os effeitos todos1 ns pertrtces da
yenda do atierro da Boa-Vista I*. 1, a re-
talho pelas mesma$ entradas qtre constar
no livro: na mesina.
3* Calcado de Lisboa ltimamente che-
gado peto Navio Incomparavel, tanto d
hotnem como de molher, setido botins d
bezerro, sapatos do mesmo abotinados, di-
tos de entrada baixa, ditos de cordavS
preto, e capatos de dnraque de di versas co-
res, ditos de marroquim amarelo, ede cOr-
davao preto, tudo obra d superior quari-
dade e por preco nraito commodo* lencos
de touqom de diversas cores, steiras finas
da Indi, aneis* afinetes d peit, e ab-
tuaduras de carniza, fud de diamantes,
faqueiros, e castice com prato efzoufa'
obra de prata bem trabalhada feita na Ci-
dade do Port: fta fu* daCadeiavelha es-
quina do beco Largo, loja de Bairo.
** '&gaf uno da primeifa sorfe; m*
fope de tmao, de tamarindos^ gomtiztf, de
orxata: na na co Rozari Bbta efe Jo-
o Pereira da Silveira.
{> Cal branca finada Fazend*d$ ---- ..,.
goarib do Mostero de S. Rento a 1?80
por alqueire : eni Fora de portas na venda
da caza D. 19.
0=3* Licores de Varias quaidades propri-
os para guarnico das partileiras Me qual-
quer venda, a 160 rs. com casco e sem o
dito al20rs.: no patio do Hospital d<* ,
Paraizo venda D. .
fc3* Urna caza de pedra e cal no lugar
do Rio doce com sua fronteira; e outra mei-
aapia no mesmo lugar: no beco do Pa-
dre D. a falar com Manoel Aman-
do.
Uth mulato d millior figura e boas qua-
lidades sem vicios nem achaques proprio
para qualquer servido, de idade 31, quem
o perfender falle com o encarregado do
Kegisto do Porto que se acha autori-
zado para vender dito escravo, por preco
commodo; por se retirar desta Provinuia o
Sr. do mesmo escravo.
6=3" m escravo, de angola, carpintei-
ro, e sabe alegrar bombas de embarcacio,
idade 30 anuos, urna cadeira nova muito
boa com caixa da mesma dos bracos, urna
venda cm poucos fundos na ra das Cru-
zs: na mesma t>. 9.
u,
Ccmpras,

M molequede 12 a 15 annos, e 2 3 quartaos: quem os tiver annncie.
(3* Um par de mallas e um celin* em
bom tizo: anuncie.
3=* Trez yacas deleit, urtitro
a qnhla do Cabga\ loja de sirgueiro da
fhomaz de Aqino onceca.
A,
amttoatnmtc&
Rrenda sft um sitio no Mondego com
excettente caza, bastantes arvoredos, e boa
agoa de bebe?; na ra do Collegio D. 3*
{fcr* Um sitio com boa caza, e arvore-
dos> no Qu'be d boi, a diante da Soleda-
de, cacimba d boa agoa de1 beber: ra
das Crtrzes venda D. 9.
JtjL i i corrente desapareeeo um car
nwro mott, branco: ra das Cruzes ven-
ca d. g.
N furto.
O di ttt;a fira 1 d mez de Peve-

^
- *


"-. '.."


Twr



.

do corrente auno, dezapareceo do
D-maior das 5 Pon tas um rplogio pi-
(juent) de sabonete caxa de prata e urna
lavragem a roda da'caxa; fabrica cober-
ta, o vidro ja' estalado c trabalha sobre
um diamante: queni quizer restituir vav
na ra da Madre de Dos em caza de Do-
mingos Francisco Lavra que tera' de pre-
mio 20$ rs.
* atf


o
8u?og particulares.
abaixo assignado como Procurado!
bastante dos herdeiros do falescitkr Miguel
Francisco Cabra, tendo visto no Diario de -
Pemambuco N. 30\ de segunda feira^
do corrente um Edital afixado pelo Juizo
Eceleziastico, fajeendo certo de achar-se
para ser arrematada em Asta pobljo&a
propriedade de S. Joze'da Coroa grande
por execussao apa reinada contra o falesci-,
do Reverendo Antonio de Carvalho Leal, >
faz certo a todas as pessoas, que a referida
propriedade se aeha pela May fio falesci
do P&dre hipotheeada a seus constituntes,
asshn como o Engenlio da passagem velha
dades faz o anunciante o prcZenJe avizo
por is^o que a hipoteca te o. otuis de nao
poderem .pa3sar*as sbreditas propriedades
por venda, ou outra alguma maneira sem
que primeirauiente~se indemnizem aos her;
deiros daqulle falescido,' defraixo da peda
de ticar responsavel qualquer, que as com-
ise, ou arremate a prefazer as condic.ens
da mesma hipoteca.
Joao Gomes Muniz.
G=^ Henrique. Joze Vieira da Silva re-
tirarse desta" Provincia; e para cumprir^as_
Ordens do Qoverno faz o prezente anun
ci.
$3* P. M. Robollo retira-se destai^ro-
yincia, c para cumprir as ordens do Go*
vern faz o prezente anuncio. ~ -
3* Antonio Joze dos Santos faz publU
co, cjue pertende ir a Portugal.
{3h Pertende seguir viagem com toda a"
brevidade para Liverpool Guilherme May-
lor.
(h^ Ignora-se residencia do Sr. T-
llente J. N. da Silva Portella, *e desejan-
do-se entregar a este Sr. um objecrO de
consideracao, roga-se-lhe qneira anuncala
por este Diario.
Cd" Aluga-se um preto forro ou captivo
que saiba cozinhar, quem o tiver, ou por
si mesmo se quizer alugar anuncie.
{3" A pessoa que anunciou no Diario
n. 308 querer comprar portados, e solei-
ras de pedra, dirjase ao lecife ra da
Cruz caza n. 12, que alii adiara' o que
procura.
{3=* Quem quizer dar dois contos de re-
s a juros de dois por cento, com bipotlieca
em um engenlio, e por tempo de seis me-
zes anuncie.
fc^ Quem anunciou no da 8 de Feye-
feiro.querer compraiMim moleque nacao,
ou crilo, esperto para qualquer servico
ou mandados, de idade.de 12 a 16 anuos,
querendo um de 20 anuos com as mesmas
habilidades procur na Praca da Uniao
j%3^. Quem,quizer augar um negro, ou
anda mesmo u/n moleque porem reforjado
rpara o servido de urna caza, nao pezado,
off :rrrrria,e as Sinco" pon tas carreira do
Peioio pegado^ao Botequim na loja, ou
venda*
3* Pede -se ac Sr.. A. E. P. que felou
no lia 11 do torrente pelas
atrs d Matriz do Bai-
queira trazer a reposta
que'fcou de dar no dia 13 do corrente, po-
>do contrario, Sfc"-declara por todos os
Prelos, certo documento n. c 2550 datado
de kde^Janeiro do corrente anno,^c por-
que o Sri A. E. P. pase chame igno-
*mcia se declara o segmnte, que quan-
-do fajou com'o Sr.... ambos estavao a ca-
valkTe'o Sr.' A.' E.^ P. vilia para a praca
e o Sr.... {na para fora.
C3*JBefa Francisca de Souza Ribeiro,
tendo por noticia que Antonio Nunes de
IVJello, se'eka^isasendo de alguns bens
que possue, a anunciante previne ao Publi-
co, que ningem negocie com. o dito Mel-
lo, em urna casa terreaba ra do Fagun
des desta Cidade, Wque*>te mesma casa se
Lacha em letigjcTpeJa? Ouvidoria da Comar-
^k de Olinda.
&3-'A pessoa que anunciou n Diario
d^Sabbarto 11 do Qorreute querer um so-
brado de um andar, no Bairro de Santo
Aj ton io, annuncie pelo mesmo Diario a
sua* residencia, ou procure na loje de Joa-
quim Joze de Olveira, Quintella : ra do
Queimado, que ahi encontrar com quem
tratar.
?
-**


|M
-&*


T^
Xnm**r~
F.
tgctab ifugtDojs,
Ugio no da 8 deste mez um preto de
Nacao Bnguella, por nome Joaquim, bai-
xp, grosso, rosto comprido, naris afiliado,
eom principno d barba, e pes grossos,
levou calsa de brim ja velha, e camisa de
algodao, qualquer Capitao de Campo, que
o encontrar; leve-oo ra das Cruzes a ca-
za D. 2 de Manoel Caelano da Silva, que
ser recompensado do seu trabalho.
3* Do engenho Sibir" da Serra, fugio
um escravo de idade 18 a 20 annos, mal
feito do corpo, pernas finas, pes grandes, e
urna chaga um pouco aberta no pdireito;
traz vestido calca branca suja, carniza ja
um tanto Vota, e chapeo de seda velbo: sa-
hio do engenho montado em um cvalo ru-
co pedrez, e magro, com o cabo curto, a
pessoa que o aprehender, traga-o a ra do
Fogo D. 16, que se recompensar gene-
rosamente o seu trabalho.
NOTICIAS MARTIMAS.
Navios entrados no da 10.
B
IARRAGRANDE 8 dias; S. Lau-
rentina Brasileira, M. Joze Marques: ca-
xas: Lourenco Joze das Neves. Passa-
geiros- L. Pereira de Moraes, Mariano
Joze Jacome Pereira, Gabriel da Silva
Lopes, Joaquim Ferreira Borges.
-LIVERPOOL; 70 dias; B. Ing. A-
mity, Cap. R. Suttie: lastro: T. Gard-
ner e C.
CMARA MUNICIPAL.
Regiment das afericoens, medidas, pe-
sos, balanqas, que devem observar os
Afendores.
n

'E aferir urna vara, e covado oitenta
re., e o mesmo de rever, e sendo um cova-
do, ou vara somente o mesmo. dem Um
marco de loja de fazonda oitenta re. e o
mesmo de rever. dem cada pezo de ven-
da quarenta reis, e o mesmo de rever. I-
dem cada medida de venda quarenta re. e
o mesmo de rever. dem um tero de me-
didas que sao sete medidas de azeite doce
quarenta reis na forma do padrao do Sena-
do* dem outro temo de medir vinho, que
sao seis medidas quaffnte re. na formafdo
mesmo padrao. dem outro temo de me-
dir agoardente, que sao sete medida* na
forma do mesmo padrao quarenta re. dem
outro temo de medir azeite de carrapato,
que sao seis medidas na forma do mesmo
padrao quarenta re. dem outro de azeite
de peixe que sao seis medidas na forma do
mesmo padrao quarenta re. dem todos o
pezos, e medidas de venda sendo novas oi-
tenta re. dem urna medida de caada oi-
tenta re. e o mesmo de rever. dem um al*
queire, meio alqucire, e quarta cento e se^
centa re. cada urna. dem meia quarta oi-
tenta re., tanto novas, como velhas. dem
medidas de salamim at metade de meio
oitavo que sao seis medidas quarenta re., e
o mesmo de rever, e sendo no vos oitenta re.
dem um par de ancoras, tanto novas, co-
mo velhas cento e secenta reis, e o mesmo
de rever. dem pezos de caldereiro, e er-
reiro cada um temo de duas arrobas para
baixo tresentos e vinte rs. dem os pezos
d cada um tal lio dos assougues do mez de
Janeiro, e de Julho que he a revista gran*
de duzentos e quarenta re. que sao de ar-
roba para baixo, e os mais que tem obri-
gacao de os afterirem de dous em dous me-
zes a cento e vinte re. cada um. De ate
rir a balanca real doassucar nove mil e se-
is cantos re. cada um anuo. dem a ba-
tanea do fumo cada um anuo tres mil
e duzentos re. dem a balanca da Estiva
da Alfandega seis mil quatro centos reis
por anuo. dem a balanca do Pao Brasil
seis mil quatro centos reis por auno. dem
03 pesos da ferrara real dous mil quatro
centos reis por anno. De cortar qnnlquer
medida, ou concertar levar de aferir qua-
renta reis cada huma. De aferir peses de
prensas de algo;lo oitenta reis, e o ntesnio
de rever, tanto novos, eotno velhos. dem
os pesos da carne do Sear oitenta reis, e o
mesmo de rever, tanto novos, como velhos.
Antonio de Albuquerque e Mello Escrivao
da Cmara o fiz escrever. Bv-nto Jos
da Costa Francisco Xavier Pereira de
Britto Nicolao Jos Vaz Salgado
Estava conforme ao registado no Hvro
competente a 101. Recife 10 de Feve-
reiro 18.32.
O Secretario.
Joz Tavares Gomes da Foncecv.
,-*
#.
nm

Pbrjambuco xa Tipografa do Diario, Ra da Soledade N.49S. 1832.


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