Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01568


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Full Text
ANNO XXX. N. 123.
Por 3 meses diantados 4,000
Por 3 meses vencidos 4,500.
m
TERCA FEIRA 30 DE MA|0 DE 1854
Por Anuo adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.

4!.'
ENCARRKGADOS DA SUBSCRIPCAO'.
Recife, o proprietario M. F. de Faria,; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joo Pereira Mariins; Baha, o Sr. F.
Duprad.; Macei, oSr. Joaquim Bernardo de Men-
donca; Parahiba, oSr. Gervazio Vctor da Nativi-
dad*; abl, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ty, oSr. Antonio de Lomos Braga ; Cear, o Sr. Vi-
Augusto Borges; Maranhao, o Sr. Joaquim
ririgues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
=
CAMBIOS.
Sobre Londres 26 1/2, 27 d. por i
Paris, 360.a 365 rs. por 1 f.
Lisboa, 100 por 100.
Riode Janeiro, 11/2 a2 O/o de rebate.
Accoes do banco 10 O/o de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Discontodelellras9a 12 0/0
METAES.
Ouro. Qncas hespanholas. 289500 a 299000
Moedas de 69400 velhas. 169000
de 69400 novas. 169000
de 49000......99000
Prata. Patacoes brasileiros 19930
Peso columnarios. ..... 19930
mexicanos.......19800
PARTIDAS DOS (ORREIOS.
Olinda, todos os das.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos das 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex tyicury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundase-sextas feiras.
Victocia, e Natal, as quintas feiras.
PREAMAR DE OJE.
Primeira as 7 horas e 42 minutos da manhaa.
I Segunda s 8 horas e 6 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas'e qnintasfeiras.
Relacao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara do civel, segndase sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
KrilEMERIDES.
Maio 5 Quarto erescente as 7 horas, 11 mi-
nutos e 48 seguidos da" manhaa.
12 La cheia a 1 hora,.18 minutos e 48
segundo! da tarde.
y, 19 Quarto minguante as 4 horas, 14
minntos e 48 segundos da manhaa.
,26 La nova as 6 horas, 28 minutos e
48 segundos da larde.
DAS DA SEMANA.'
29 Segunda. S.Maximiano b. ; S. Mximo.
30 Terca. S. Fernando rei ; S. Emiliam.
31 Quarta. S. Patronilla v. m. ; S. Lupicina m.
1 Quinta. Ss. Firmo e Felino rom. S. Teopezio.
2 Sexta. Se. Marcellino pres., e Jedio Exorcista.
3 Sabbado. Jejum. (Vigilia) S. l'ergentino.
4 Domingo. Pascoa do Espirito Santo. S. Que-
rinob.: Ss. Rotelio e Daciano mm.
PARTE 0FF1C1A1.
H1HUTBIUO DA JUSTTCA.
. l;ttt de 18 d fveretro da 1854,
Arante a dislribairoo e connervaqo do ai mmen-
lo, corrame, bandeira/, instrumentos de msica,
MMOfdex de guerra, licro e mait objectos for-
neciios guarda nacional do imperio. ,
Usando da allribuico que me eonfere o art. ll
12, da eonstiluicao, liei por bera decretar o se-
gninle:
CAPITULO I.
Da dinlribuirilo e conservarlo do armamento, cor-
nuu, bandeiras ou estandartes, instrumentos de
msica e municie* de guerra.
MUgo 1. A arma de guerra, corrame, badei-
rat on estandartes, tamborea, cornetas e clarn?, se-
ria entregues a cada om dos corama ndanles dos cor-
pa* ondas companhias e seques avulsas, avaliadas,
cora assislencia do procurador fiscal da fazenda pu-
blica, pelos peritos e pessoas competentes que o go-
rerao na corte, e os presidentes das provincias de-
sigaareta, paasando os ditos commandantes recibo
paso qal te conttiturao responsaveis ;i fazenda na-
eataal no* termos do presente regulemento.
As armas serlo marcadas e numeradas por pro-
vincias, segundo a numerario que tiver o corpo a que
torete distribuidas. Os corpos do municipio da corle
lero numerado separada dos (hr provincia do Rio
deJaaeir.
Irl. 9. Os commandantes dos corpos. distribuirn
petes etmrnanda ules das companhias, ou secones, os
Mesaos objectos, e. cada um desle pelo seu recibo,
qoe devera ser passado em livro propro,, se consti-
tuir retpoosavel ao respectivo commaudinle dp
corpo pela conservacao dos objectos que lhe forem
distriboides.
Art. 3. Os commandantes das companhias outec-
joes dtttrrbairSo os .referidos objectos pelas pracas
qae deHes te deverao servir, ecada urna destas Picar
rasponate! ao respectivo commandante de companhia
on tcelo pal conservacao do armamento emais ob-
jectos que receber.ou pelo sen valor. A responsabili-
dad constar de registros assignados pelas pravas, e
que sarao escriplos em livro proprio, fazeudo-se de-
rWracne numero da arma, ou da qualidade do ob-
jedo qoe fr entregue a cada praja, do estado em
sjw te achar e do seu valor ; quando nao souberem
eserever assignarao por ellas, e na %ua presenta,
duaa Itstemunhas da entrega. '
Art. 4." As pracas qoe nao apresenlar a arma c
oatras objectos que Ibes tiverem sido distribuidos, ou
recito dasua entrega, ao respectivo commandante de
atpanhia, ou seceso, pagarSo o valor da sua ava-
liapo'^e quando o nao facam no prazo que lhe fr
aado, serio a isso coostrangidas pelo comman-
daata do eorpo, ou da companhia e sccQes avulsas,
ptt meio de prisao que nao podera exceder de
dia*.
Na rt-iteidencia sera o negocio rem'ettidoao eou-
stlaade disciplina, que podera fmpr a pena de pri-
sa al 15 das, procedendo-se desde logo as del-
gencas de que trata o art. 9, para a devida indem-
nieaclodo valor da arma ou objectos de que nao de-
reta coala.
Art. 5.SerSo igualmente coostrangidas as pracas a
fser concertar as armase mais objectos quando Ibes
tesaatm ido distribuidos em bom estado, e se hajam
amainado fra do seivico, e apresenta-los limpos as
octasioas da ttrviro as revistas, podendo os mes-
saos commandante. impor-lhes a pena de prisao at
i das, e o duplo quando hsja reincidencia.
Art. 6.* Ai pravas qoe deixarem de pertencer a
stnma companhia ou seceso por baila de seivico,
patsagm para a reserva ou mudanca de domicilio,
sata fcaver feito entrega da arma e outros objectos
perteacentcs nac,ao, ou do seu valor, ou da impor-
tancia do concert de que caregam, quando os ha-
jam perdido on se tenham arruinado fra do servi-
eo, soflrerSo por isso as penas marcadas nns arts. 4 e
5. No caso de mudanca de domicilio ser a sua exe-
cuo deprecada ao commandante do corpo da guar-
da ateiaaal do lugar para onde forem residir.
As disposirdes dette artigo sao extensivas aos olli-
ciaes que se aeharem em idnticas circumslancias.
Art. 7. As pracas qoe derero, trocarem ou vende-
remaa armas, ou outros objectos recebidos da nacSo,
sima a pena de 13 a 30diasde prisao, a qual lhes
tari impasta pelo conselho d disciplina, salvo sempre
o procedimeolo de art. 9.
A tcntaofa condemnatoria do conselhn importar
_ a rtstitaico dos objectos, dados, vendidos ou troca.
dea; a qual ser eligida peranle a antridade civil
i a outra parte nJo pertencer guarda na-
,Art. 8. Quando por occasio da eotrqga do com-
maado de algum corpo, companbia ou seccao, se co-
nlmeer falta, pela comparado que' se fizer da carga
doorlicial com os objectos que entregar ou mostrar em
pealar das pracas, se declarar isso mesmo no termo
n anda qne se lhe panaar.
Este termo ou recibo servir psra descargo do ofil-
rtal que Otara entrega ou dos saus lierdeiros.
Art. V. Os commandantes dos corpos, companhias
* seejoes, oa seus herdeiros, no caso de fallecimento,
da sendo para isso intimados, contaem prazo cer-
ta das armas e maisjihjectos pelos qtiaes sao respon-
_ satafa, on de stu valor no caso dt extravio ; e qoan-
.^Vsta o* facam, o commandante superior ou o cutn-
,
r-

I .
I
FOLHETIM.
II REI. (*)
-..ra>-~-
. mi IsafsaV K FslHlS, I HBM UtCME.
SEGUNDA PARTE.
XII.
A prlM'o.
( Conlinuarao I
0 visronde deChadeuil correu ao encontr dn du-
sjaeie Ijiis foi relugiar-se em uni.canlo do quarto.
Odataaenial livera o lempo de v-la, por isso nao
reen mera ; todava por um sculimculo de re-
'tosVtil de comprehender-se, parou apenas 'a avis-
Jtaenne. disae elle logo ao visconde deCha-
Ifpbvittonomia eonserynva una oerta ap-
dsordem, perdoe-m'o por ler entrado
itimenle era seu qoarlo; porm motivos
mpelliain-me ncssacircumstancia, e nao foi-
m potai vel esperai.
ha eotao *. perguotou o visconde com ad-
naaTsMao.
Urna tuspeilaque me iurundiram, repondeu o
que, e qne itaAou para seccar do repente as fon-
lea vivas E que suspeiu he essa?
H absurda sem duvida
liTistlSl.e" *'? fiW,0erat0 Pcr,Urb0U-
-iW^nSSna^
qne tenho de mais charo no mundo, minha honra
a aten nomo !
Eiplique-se.
cJIi f^SS?' EU *?ha l,a .P0.0'0 da Cre
Sanal iUlhenne quando enconlre um hornera sizu
lar, dacoslames snspeitos ; mas eujas advertencia,
rara* vetes me tem engaado!
.Qaem be este hornero ?.
O conde deBergalasse.
Km agente da polica.
l'm espilo !.., comeffeilo... porm embora ne-
ja infame o ofliew desse hornero, dir-se-ha, o reo
ine'perdoe, que seo deslino est ligado ao ineu por
(j ^IfcDfano n. 122. -"
mandante do corpo,.requerer logo, por om offlcio
ao juiz municipal do lugar, peuhora executiva nos
bens do responsavel, procedendo ex-ofilcio e suintna-
riamente arrecada cao dos mesmos bens, guardndo-
se em todo o modo e os privilegios que compelem s
dividada fazenda nacional.
Do mesmo modo se proceder em vrlude do otlicio
do respectivo commandante de companhia ouseccSo,
e perante o juiz de paz do logar, contra as pracas, ou
seus herdeiros, no caso de fallecimento, que oso de-
rem conla da arma e mais objectos que lhe tiverem
sido distribuidos.
Art. 10. Serito isentos da responsabilidade os com-
mandantes que mostraren! ter feito a disfxibuico
dos objectos fornecidos pela nacao, na forma pres-
en pta por este rcgulamento, que empresario todas
as diligencias a seu alcance afim de have-les das pra-
vas que os tiverem extraviado, houverem fallecido,
ou tido baixa dn servico, pfssado para a reserva ou
mudado do domicilio para fra do dislricto da com-
panhia ou seccao.
Ed| quanto a divida nao estiver prescripta s scro
isentas da responsabilidade as pracas, ou seus lier-
deiros no caso de fallecimento, que apresentuem o
recibo de que trata o art. 4 salvo se provarerdflBape-
tenlemenleque o perderam e constar do lhroWo re-
gistro do armamento da companhia ou seccao a en-
trada dos objectos reclamados.
Arl. 11. As armas e mais objectos j distribuidos
pelos corpos da guarda nacional serao arrecadados
afim de se proceder nova dislribui{o em conformi-
dade desle regulamento.
Arl. 12. O armamento, corrame e mais objectos
que ho'over de sobrecalent, ou que se arrecadar
depnis da nova distribuirlo, emquanto nao forem en-
tregues na forma disposta nos arts. 2 e 3 conservar-
se-bao sob a guarda dos commandantes dos corpos ou
das companhias o secc/ies..
Esta providencia tambem lera lugar quando o go-
verno na corte e os presidentes as provincias julga-
rem mais conveniente conservasao desses objectos
le-Jos em nrrecadaro e faze-los distribuir na occa-
sio do servico, podendo neste caso permiltir a dis-
pensa de outro qulquer servido para urna prara por
companhia ou seccao que voluntariamente se preste p.
limpar as asmas, corrame e mais objectos sempre
que huuver necessidade.
Art. 13.0 armamento, corrame, bandairas on
estandartes, c os instrumentos de msica que se ar-
ruinarem no servico serao arrecadados e concertados
por conl da nacao, pela maneiraque o governo de-
terminar.
Art.. 14. O carluiame necessario para as paradas
eexerciciode fogoser tambem fornecido pela najao,
e entregue aos quarteis-mestres dos corpos ou'do*
commaudos superiores onde os houyer, a requisiclo
dos respectivos commandantes.
Da inesma forma ser fornecido o cartusame em-
balado, nao podendo porm ser este distribuido pelas
pracas sem reqoisirSo ou ordem da competente au-
toridade.
Vela dislribuicao e conservacSo do carlxame
serao responsaveis os commaudantcs dos corpos e
das companhias ou seccoes avulsas ; devendo os res-
peilivos quarteis-mestres ou fumis tomar nota do
que se gastar para se fazer ^scarga aos mesmos
commandantes no livro corapjRle.
Art. 15. llavera em cada eorpo um livro de re-
gistro, assigoado pelo commandante, de todo o ar-
maineulo e mais objectos de propredade da nacao
que estiverem distribuidos, ou que se aeharem ar-
recadados em poder do commandante.
Este livro ser escriptep-ado em forma de mappa
pelo respectivo secretario, e dever conter os nomes
dos commandaules das companhias e secc.6es, o dos
olliciaes do estado-maior que tiverem em seu poder
quaesquer dos referidos objectos, declaraudo a sua
qualidade e valor, e ficando em brauco margen
de cada assento o necessario esparo para declarares
que se tenham de fazer da entrada e sahida dos di-
tos objectos. Em fblha diversa se far a escriptora-
cao do que existir arrecadado em.poder do comman-
dante do corpo.
Art. 16. Em cada companhia ou seccao havern
um igual livro da inesma forma eseripturadq pelo
respectivo furriel, ou na sua falla por algum outro
inferior cabo ou guarda nacional para isso designa-
do, no qual sear declararlo dos nomes dos ofli-
ciaes e das pracas por ordem alphabetica que tive-
rem em seu poder armamento e outros objectos de
propredade da uacao, da qualidade e do valor del-
les, c bem assiir. se mencionar o que existir arreca-
dado em poder do respectivo commandante de com-
panhia u seccao, que assignr o registro.
Art. 17. Ochofe do estado-maior as inspecr^Oes
que passar aos corpos examinar o estado e existen-
cia do armamento e mais objectos fornecidos pela
narao ; e das faltas que encontrar dar conla cir-
cunstanciada ao commandaute superior, afim de
que sejara responsabilisados os commandantes que
dellas forem causa, ou que houverem sido onimis-1
sos em fazer as diligencias ordenadas no art. 9.
Se a omissAo provier do juiz. municipal, ou do
juiz de paz, o commandante superior representar
ao governo na corte, e aos presidentes as provin-
cias, para que sejam responsabilisados por falta de
exacto cumprimeuto de seus deveres, na forma da
legislaro respectiva.'
algum laro mystcno; pois o tenho encontrado
sempre em todas as pocas importantes de mihlia
vida.
"Eque disse-lhe elle?,
Nao ignoro, meu amigo, que ha em Paris mul-
las pessoas miercssadas em perder-m, e era sepa-
rar-mc para censegureni seus lilis, de alguus gen-
Msliomens que o acaso deu-me por amigos ; por isso
foi com extrema rirciimspecc.au que acoln as iusl-
uuases de Bergalassc.
Masemim que ha ?
Isa) be dillicil de dizer-se a um homcm como
voss, Chadeuil, mas Bergalasse induzio-me a des-
confiar de sua amisade, e at aflrmuu-me...
Acabe.
Allirmou-mcque esses papis... que esses pa-
pis que sao.minha nica fortuna, minha nica de-
reza contra mcus poderosos inimigos uio eslavam
mais em seu poder. ,
Como sabta elle que vossfi m'osliayia con liado *
lanoro.
Eis um liomem singular I...
O duque seguia cada um dos movihienlos de Cha-
deuil com urna pungente anciedade. Com quanto ti-
vesse alto idea da lealdmle, inteireza, e honra do
visconde, a aulruiarao de Bergalasse era t8o precisa
que uno poda deixar de estremecer lembrando-se
dclla. cinais podiam tambem ler euganado a Cha-
deuil, pocham tomar-lhe os papis por violencia, po-
diam furla-losl...r r, r
Mas o duque quera essa certeza a lodo o preco e
sem demora.
Emfim, Chadeuil passou rpidamente a mSo pila
fronte como para afiigentar um nensamenso impor-
tuno, sarrio com altivez, e dirluio-se para o cofre
em que deviam estar os papis reclamados pelo du-
que, todava antes de niel ter a chave na echadu-
ra parou, voltou-se para o duque leudo a fronte alta
e o semblanle calmo,' e dissc-lhc com voz lirme ':
S a amisade que nos liga pode desculpar a
estranheza de sua acc,So, comprehendo seus recejos
se nSopoMO aceitar suas suspeilas. Vou pois enlrc-
gar-lhe esses papis; mas espero que essa desconfi-
anza de sua parte ser a ultima, e que de ora era
'liante acreditar maisem minha lealdade e em mi-
nha honra. f-
. "Mas esses paueis sao tambem minha honra...
disseo iluque-cjarTrerla viveza.
Pois sua honra ser salisfeita.lornou Chadeuil.
Eis urna susceplblidade extraordinaria !..,
~ Hade ronfessar que ella o hmenos doque
suas suspeilas...
< duque reprimi um movinieulo de admirarlo,
CAPITULO II.
Dos conselhos de administrac&o dos corpos e suas
attribuitoes, e da maneira pela qual decem ser
fornecidos as quantias necessario para as des-
pzas, e sua fiscalisarao
Art. 18. Era cada um dos corpos da Suarda na-
cional haver um conselho de admnislracao, com-
posto do commandante do corpo, qoe ser presiden-
te ; do major que servir de fiscal; c dos comman-
dantes das companhias ou sec^Oes, que serao voga-
es ; sen indo um dclles de lbesoureiro. '
Nos corpos enjo commandante fr major servir
de fiscal o rapil.io ruis aoligo, e oa igualdade de
antiguidade, o mais vclho em idade.
as companhias e sceles avulsas o respectivo
commandante exercilar todas as attribuicoes do con-
selho, nao podendo porm servir de lbesoureiro, ca-
ja nomearTiu podera recahir, na falta de oflicial, em
qoalquer inferior, cabo ou guarda nacional.
Arl, 19. Haver mais um agente, que ser no-
meado d'enlre os olliciaes do corpo que nao fizerem
parte do conselho.
Podera ser suspenso todas as vezes qoe desmere-
ca da coufiaoca do conselho. Na ralla de oflicial
podera ser nomeado um inferior, cabo ou guarda
nacional,
Art. 20. O lbesoureiro e agente ero nomeados
annualmente pelo conselho maioria absoluta de
votos, e na sua primeira reuniao.
No. caso de empate decidir a sorte, lavraodo-se
de ludo termo.
Arl. 21. Se po alguma maneira vagar o lugar de
lbesoureiro, ou agento, o conselho proceder logo
nuinea;3o de outros que os substituam pelo lem-
po que aiuda deveriam servir. >
Art. 22. O conselho reunir-se-ha ordinariamente
pelo meuos urna vez cada trimestre, afim de tomar
as contasdo lbesoureiro, fazer-lh carga dos diohei-
ros que bouver recebido, e determinar as despe-
zas que se devam fazer.
Alera disso se reunir extraordinariamente todas
as vezes que o commandante do corpo julgar conve-
nieiile^ou houver requiscao do fiscal.
Art. 23. Para que o consellio possadeliberar, bas-
tar que se reuiwm tres dos seus nidaPlii" i. quando
for o balalhao de 4 companhias, ou seccao de bala-
lb3o, 5 no balalhao de 6 companhias, a.7 us de 8,
inclusive o presidente ou fiscal, que substituir a-
qnelle emsua falla ou impedimento participados;
ser porem necessario qoe se teuha feito aviso a to-
dos os vogacs se a reuniao for extraordinaria ou nao
liver sido marcada na anterior.
Quando esse numero nao se p'ossa obler, serao cha-
mados os olliciaes immediatos que forem necessari-
os, preferindo-se os mais graduados e antigrft; ao
presidente do conselho compete a designarSo dos
olliciaes que deverao ser chamados.
Art. 24. O membto do conselho que fallar sem
causa justificada soflrer a multa de 508000, que
'he ser imposta pelos raembros presentes, qulquer
que seja o seu numero. .
A,-Copia do tcriiiii itoasa lajfrar tora f.irra i>m-
len^i peranle o juiz municipal do lugar para a co-
branra da multa, quando o multado recuse paga-la
ao thesoureiro do conselho. \
Art. 25. A reuniao do conselho so far no quar-
lel do commando do corpo, se estiver situado dentro
do povoadooode for a parada do mesm corpo, ou
u'oulro edificio que o dito commandante designe,
quando aquel le se aeharem lugar distante.
Arl. 26. Tero, o conselho um livro em que se lan-
cera os termos de suas deliberarnos, que serSo man-
dadas cumprir pelo commandante do corpo.
Toda a escripluracao do conselho aera feita pelo
secretario do corpo, sob a inspeecao do fiscal.
Arl. 27. Depos da clcicSo do novo lbesoureiro e
agento se tomarao e fecharO todas conlas, e se fara
entrega por termo ao dito lbesoureiro das quantias
existentes em caixa.
Art 28. Haver urna caixa em que se guardara
todo o dinheiro do corpo.a qual lera tres chaves, urna
das quacs estar com o presidente, oulra com o fiscal
e a tercira com o thesoureiro.
A caixa cooservar-se-lia no lugar que os seus cla-
viclanos aeharem ser mais seguro ecommodo para
os exames que o conselho tem de fazer.
Art. 29. llavera tambem um liyro de conla cor-
reute da recela e despeza.
Debaiio do tituloReceilase lanraro separada-
mente as quantias que derem entrada na caix, com
declaracilo dos ttulos porque entram, e do fim para
que sao destinadas.
Depoisdo litloDespeza,era correspondencia
aos mesmos ttulos de receila, se lanraro assoramas
tolaes das despezas que com cada nm daquelles t-
tulos se houverem feito. Cada urna dessas sommas
tolaes de despeza ser demonstrada por urna folha
volante, qual se referir, e que dever declarar,
especificadumenle as despezas feitas, os objectos, sua
qualidade, quantidade, prero parcial e total, e cobri-
r esta folha -os documentos que provem as ditas
despezas, os que serao exigidos pelo agente das pes-
soas que fizerem os fornecimenlos. excepto o cas
dos objectos serem tees que por sua qualidade e
quantidade uao seja possivel apreientar documento
que prove a despeza.
Arl. 30. As coutas serao tomadas em cada reuni-
ao ordinaria do conselho por um tormo vista do
livro da conla correte de receila e despeza, da de-
nionslracSo desta, dos documentos que aprovam edo
e Chadeuil metteu a chave na fechadura. Has ape-
nas abri o cofre, o visconde deu um grito, cmpal-
Iideeeu horrivelmenle, e recuou dous passos.
Que tem ?(exclaraou o duquel
Esses papis... disse Chadeuil estupefacto.
O qoe ha, diga !
Nao cstao mais aqu.
Que diz?
Veja !
Chadeuil pegou do braco do duque e conduzio-o
para o cofre vasio.
Que desgrasa que desgrasa !....disse ellepou-
do as uiaos na cabeca com desespero.
EnlSo alguem entrou ueste quarto sem seu co-
nhecunenlo, tornou NaundorfT.
Ignoro...
Os papis foram furtados. *
Oh 1 quem me dir o ome do infamo !...
Recorde-se...
Como?
Osi papis estavam anda em suas maos antes
da carada de Chanlillj.
He verdade.
epois desea poca nao tornou a ve-Ios mais ?
Esta manhaa cstavam aindaaqui...
E voss sabio ?...
As quatro horas smenle...
Logo he boje que foi effecluadoo furto...
Sem duvida neuhuma.
EiiU^ investigue mas lembranras, Chadenil,
nao enrade-se de miuhas perguntas. sigamos infati-
gavelmeiile nossas pesquizas, chegaremos lalvez ao
descobrimeiito da verdade. Voss.'! nao disse a nin-
guem que esses papis eslavam em suas maos I
A.ninguem.
Quando voltou, nao observou nenhura vestigio
de arrombamenlo na porta 1
Nenbum.
E todava a fechadura desse cofre foi toreada.
Tem razao.
O Udrao tinha evidentemente a chave do quar-
to sera ler a do cofre. Pois bem, faca um ullirao
esforeo, meu amigo, diga-me s desde hootem nSo
couliou a ningoem a chave de seu quarto I...
O visconde de Chadeuil sal ion como um leo
ferido esta pergunta, e abalando enrgicamente o
braco do duque, exelamou cora colera :
Que quer o senhor dizer? e- que significara
essas insinua;es?...
r- Entao essa chave sabio de suas maos 1 tornou
o duque pioseguindo seu peiisamento sem deixar-se
desviar.
Que importa ,
saldo existente em caixa, dndose descarga ao the-
soureiro por cada um dos ttulos de receila e des-
peza.
A demonstrarn da despeza e os respectivos docu-
menlosscrao guardados no archvatdo corpo.
Art. 31 Enlrarao para a caita dfeorpo.
1. Todos os dinheiros que Tazenda nacional
fornecer para a compra de papel, ivros itsmais ob-
jectos necessarios para o expedienb; iIoijEd edvs
conselhos de disciplina e de qualiftacJ^H
S 2." A importancia das mullas rnpoj^HLs con-
selhos de admiustrasao c de qiinJUrieJbaos ollici-
aes e pracas que perlencerem 0J&tp? aos facul-
tativos de que trata o artigo 2. das insrvcre, n.
722 do-25 de oulubro de 18.V).
3. O sold ou gralificarao netes, clarins e tambores qne s; aeharem com licen-
cado commandante superior oudo corpo e a metade
do dito sold ou gralificaao quando estiverem prer
sos.
4. O producto de quaesquer donativos dos ofli-
ciaes, guardas e outros individuos para as despezas
da banda de msica e seu fardamenlo, e para outras
pertencentes ao corro.
5. A importancia do valor das armas e mais ob-
jectos fornecidos pela nacao, oa de seu concert,
que for arrecadaia nos termos dos arts. 4, 6, e 9.
deste regulamenta.
Art. 320 thesoureiro receber todos os dinheiros
de que trata o artigo antecedente, e nao podera dis-
pender quantia alguma sem*
lho.
Em caso urgente podera o
cordo do riscal, autarisar alg
ta. de com mil res, dando
na sua primeira reuniao,
procedeu.
Arl. 33. As quantias
sold ou gratificarlo dos c
res que entrarem para a
midade dos g 2e 3" do art,
despezas do expediente.
A despeza cora a banda de m
lo, compra e concert de instru
feita com os meusde que trata
artigo.
Art. 34. Das qunjias pro;
sacSo de armas e outros o
cao, ou do seu concert, nao
por em caso algum sem ex
governo
Art. 33. Todas as compras
te, o qual, sempre que fr
commandante do corpo ao
mar, as amostras e procos, para
approvados.
Art. 36. As folhas das graliB
ajodante do corpo que forem o
a dos odos ou gratifcales que o governo arbitrar
aos cornetas, clarins e tambores, no caso do art. 79
da lei n. 602 de 19 de setembro d 1850, e quando o
racao do conse-
de iudemni-
cidos pela na-
conselho dis%
rminacao do
eilas pelo ageo->
apresenlar ao
tes de as ulti"
examinados e
do major e do
aes do exercilo, e
ro nao pona ser gratoilrf,'*croinT?antsaujrs" meuto
la$8o dos olliciaes e pracas que os devam receber, e
a enviar no fim de cada mez, ou logo que finde o
destacamento, se fr por menor lempo, pela forma
eslabelecida no art. 36 deste rcgulamento, afim de'
que sejasalisfeilo pelos cofres geraes ou proviucaes,
coijforme dispoe o art. 91 daqnella lei.
No pagamento dos olliciaes e pracas, sea curativo
no caso de molestia, administraran do rancho, sus-
tento e iratamento dos avalles, quando o corpo fr
de cavallaria, observar-se-ha o que estiver estabele-
cido.nos corpos de linha.
Art. 41. O ebefe do estado-maior verificara as fo-
lhas e orcamenlo de que Iratam os arts. 34, 38 e 40,
afim deque o commandante suprior quando os re-
metter ao governo, ou ao presidente da provincia,
possa sobre ellcs fazer as observacos que julgar ne-
cessarias.
Art. 42. as inspecees que passar examinar a-
quclle chefe a instruccao, coolabilidade e escriplu-
ra^So/los corpos, estado da caixa, e seos conselhos
de admnislracao funecionani regularmente e fiscali-
sm o procedmenlo dos seas agentes, e dar conla
ao commandante superior de tudo quanto tiver ob-
servado afim de que se possa providenciar como for
conveniente.
CAPITULO III.
'Disposicoes geraes.
Art. 43. As quantias necessarias para a compra
de papel, livros e mais objectos para o expediente
dos commaudos superiores ,e dos coaselhos de revis-
ta, serao solicitadas pelo commandante superior e
eulregues ao quarlel-mestre geral, para applica-las
segundo asrdeos que recber'do mesmo comman-
dante, ou. do chefe do estado-maior.
A importancia das multas impostas pelos conselhos
de revista, e pelo governo na corte, e presidentes uas
provincias, por infracc,oes dos reglamentos da guar-
da nacional, ser applcada s referidas despezas, e
quando nao fr'soQlciente, o governo determinara a
entrega pelos cofres Ha fazenda nacional das quan-
tias que forem necessarias.
Art. 44. Haver em cada commando superior um
livro de conta correnle de recela e despeza, no quall
se lanraro todas as quantias que receber e despen-
der o quaftel-m'eslre em conformidade do artigo an-
tecedente. A dita conla, depois de verificada pelo
chefe do estado-miaor, ser approvada no fim do an-
no pelo commandante superior, archivando-se os do-
cumentos que comprovem a despeza.
Art. 4. As mullas de que trata o art. 43 conli-
nuarao a ser recolhidas estarlo de arrecadacSo, e o
governo as far applicar s despezas mencionadas no,
referido artigo, ou a outras da guarda nacional,quan-
do a importancia das multas exceder daquellas des-
pezas.
Art. 16. As folhas das gratiflcaces que vencerem
os commandantes superiores e cheles do estado-maior
que forem olliciaes do exercilo, ser organizada no
fim dcada mez, e enviada pelo respectivo comman-
dante ao governo na corle, ou aos presidentes as
provincias, para que possa ser ordenado o seu paga-
re, ficarSo i cargo da cmara municipal, para cajo
fim nomear guardas de conservarlo, c os estipen-
diar soa cusa.'
Art. 3. Fica o governo autorisado a expedir os
precisos regularaentos para execucjio da presente
lei, devendo preferir o systema de arremataran na
factura do referido calcamenlo.
Art. 4. Ficam revogadas as leis e disposicoes em
contrario.
Mando, porlanto, a, todas as autoridades a quem o
conhecimeuio e execurSo da referida resolucSo per-
tencer. que a rumpram, e facam cumprir 13o inlei-
ramenlc como n'ella se ciitm. 9 secretario inte-
rino da provincia a fara imprimir,' publicare correr.
Cidade do Recite de Peroarabuco, aos 22 de maio de
1854, trigesiroo-terceiro da independencia e do im-
perio.
L. S. Jos Denlo a Cunha e Figuehedo.
Carla de le, pela qual V. Eic. manda exceular a
resoluco da assembla legislativa provincial, que
bouve por bem sanecionar, autorisando o governo da
provincia mandar proceder ao calcamenv. das
ras desta cidade, de conformidade com o systema,
que for adoplsdo, e segundo as condires expecifi-
cadas em dita resoluco.
Para V. Exc. ver.Francisco Ignacio de Torres
Bandeira a fez.
Sellada e publicada n'esla secretaria do governo da
provincia de Pernarobuco. aos22demaio de ia>i.
Joaquim Pires Alachado Porlella, oflicial maor
serv ndo de secretario.
Registrada a (1... do livro 3." d'leis provin-
ciaes.
Secretaria do governo de Peroambuco, 22 de
maio de 1854.Joo Domingues da Silva.
nicao para o hospital regimenlat, a contar do primei-
ro do mez de junbo prximo vindooro em diante, se-
jam passadas em duplcala; visto qne o facultativo
ncumbido do mesmo hospital, remetiendo mensal-
men|e tees baixas para o ministerio dos negocios da
guerra, segundo esta resolvido em circular de 26 de
fevereiro do auno passado,- devo ficar com outras
iguaes, afim de legalisar a sua escripluracao e con-
tabilidade.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudanle de
ordenaencarresado do'delalhe.
no fim de cada mez e enviadas directamente aonde
nao houver commandante superior, ao presidente da
provincia, pelo commandante do corpo, depois de
revislas pelo respectivo fiscal, afim de que se possa
ordenar o seu pagamento, qoe ser feito peto quar-
tel-meslrc do corpo vista de idnticas folhas, que
lhe serao enviadas pelo mesmo commandante depois
das nrdens que receber do presidente da provincia.
Os recibos serao reraeltidos pelo thesoureiro esta-
cao onde se liver feito a entrega de dinheim, afim
de que seja exonerado da responsabilidade.
Art. 37. Onde houver commandante superior o
quarlel-mestre geral receber da eslaeSo competente
a importancia das folhas das gratincacSes dos majo-
res e dos ajudantes dos corpos que frem olliciaes do
exercilo, e os sidos ou gratificares dos cornetas, cla-
rins e tambores, bem como quaesquer outras quan-
tias para as despezas dos corpos, e entregar aos quar<
leis meslres dos mesmos para procederem ao paga-
mento no caso do artigo antecedente, e aos thesou-
reros dos corpos as que tiverem de entrar para
respectiva eaixa. Os recibos dos quarteis-mestres
dos corpos serao remeltidos pelo quarlel-mestre ge-
ral estacao onde se liver feito a entrega do dinhei-
ro afim de ser exonerado da responsabilidade.
Art. 38. Se na caita do corpo nao houver quantia
sufflciente para a compra de papel, livros e mais ob-
jectos para o expediente do corpo, do conselho de
disciplina e de qualiGcacao, o respectivo comman
dante enviar pela forma estabeleeida no arl. 36 um
ornamento da soroma que fr precisa durante o an-
uo, para que seja mandada supprir pela fazenda na-
cional.
Arl. 39. Quando o conselho de qualilkacao per-
tencer a mais de um corpo, a despeza de papel, li-
vros e mais objectos para os seus irabalhoser feita
pelas caixas dos mesmos corpos na proporrao do nu-
mero de companhias que tiverem no disicto do con-
selho. Da mesma forma ser dividida, e entrar para
as referidas caixas a importancia das mullas que fo-
rem impostas aos facultativos que nao perlencerem
a algum dos ditos corpos. *
Art. 40. Quando a guarda nacional fr emprega-
da em servico de destacamento nos termos do arl.
87 da lei n. 602 de 19 de setembro de 1850, e lenha
por isso direito percepro do sold, etape e mais
vencimenlos que compelem tropa da. linha, o com-
mandante do corpo far organisar una folha ou re-
Emborafosse smente .urna hora, nm minuto,
um segundo, ella passou maos estranhas!... .
Quem lh'o disse ?
He voss mesmo que o confessa 1...
Sim, disseo visconde procurando engaar es-
sa fatal convierto que comecava a mvadi-lo de tolas
as partes, sim, essa chave sabio de minhas maos;
ms declaro -lhe, senhor duque, que apegar da dis-
tancia que seu nascimento poz entre nos, apesar do
respeito que quero ter sua pessoa, nao perfuitlirei
jamis que desconfie da honra da pessoa a quem ella
foi confiada...
Mas cu ignoro-lhe al o nome, respondeu o
duque.
Pois bem 1
Essa pessoa n3o pode lambem ser engaada ?
O visconde calou-se, mas estremeceu, esse pensa-
menlo nao linha-lhe viudo anda, e elle acolhia-o
com empenho.
Nao temos emfim, voss e eu, proseguio Naun-
dorlT,'iuteresse em mohecer a quem devenios allr-
buir essa odiosasubtraccao ?... Eia, Chadeuil, a cole-
ra perlurba-o, voss esquecc-se agora dos meus in-
leresses lo gravemente compromctlidos, e da ami-
sade que uos une... Torne a si, meu amigp, e Icm-
bre-se de que s voss pode lalvez reparar a des-
grana que me fere.
~~ Eiz mal com efleito, responden o visconde, nao
devia ter-me deixado levar de um primeiro movi-
menlo irrelleclido, eu devia ter pensado que he de
sua honra que fallamos nesso momento.
Pois bem essa chave...
Essa chave foi entregue honlem por mim a
urna pessoa incapaz de abusar delta ; porm como o
senhor diz, ella pode ter sido engaada. Urna hora
que essa chave houvesse passado raaos inflis teria
sido bastante.
He o que couvm esclarecer.
He o qne esclareccrei cm um instante.
Quer que o deixe ? v
Sua ausencia apressar a solurao deste ne-
gocio.
Pois al brevemente.
Em poucos minutos lhe darei ledas as infor-
macGes, que poderSo ser-lhe uleis.
O duque ia rctrando-se, quando o rumor de urna
allercacao violenta elevou-se do jardim.
Ellea escutaram... Ouviam-se dislinctamenteduas
vozes subidas a um diapasSo muilo elevado, e nessas
duas vozes nao custou ao duque descubrir as de
Bergalasse e de Massach.
Emfim retii um grande grito, o qual fez estre-
mecer de susto a Nauudorff e~Chadeu.il; alguna ius-
Arl. 47. O governo quando julgar conveniente
mandar inspeccionar por ofliciaes de sua escolha o9
corpos, companhias ou seccoes avulsas, que nao per-
lencerem a algum commando superior, dando, a esses
|aoRlciaes, quando forem do exercilo, os vencimenlos
que competirem aos chafes do estado-maior. *
Nestas inspecees os ditos olliciaes exercerao as at-
Iribulces conferidas aos chefes do estado-maior nos
arts. 17 e 42 desle regulamento, e do resultado da-
rn conta circumslanciada ao governoipor interme-
dio do presidente da provincia. .
Jos Thomaz Nabuco de Araojo, do meu conse-
lho, ministro e secretario de estado dos negocios da
justica, assim o teuha entendido e faca executar.
Palacio do Rio de Janeiro enr'18 de fevereiro de
1854, trigsimo terceiro da independencia e do im-
perio. Cora a rubrica de S. M. o Imperador.
Jos TSomaz Nabuco it Araujo.
GOVERNO DA PROVINCIA.
1 LEI N. 350.
Jos Benlo da Cunha e Figuciredo, presidente da
.provincia de Peruambuco. Faro saber a lodos os
seus habitantes, que a assembla legislativa provin-
cial decretou, e eu saoccionei a resoluco segra-
te :
Art. 1. O governo da provincia mandar proce-
der ao calcamenlo das ras desta cidade, de con-
formidade com o systema, que for adoptado, e se-
gundo as condicoes seguiotes:
1. Para o referido calcamenlo courorrento to-
dnsaos proprielarios com a quanlia de quinze por
cenlo do rendimento aonual dos seus predios, regu-
lado pela decima, que pagarem; exceptuando aqucl-
les que possuirem um s' predio, cujo valor nao
exceda de um conlo de ris, e os que actualmente
nao pagarem decima por.isenc.ao legal.
2. A dita porecotagem ser paga pelos proprie-
larios na occasio de eflectuar-se o calcamenlo de
cada ra, becco, ou praca em que estiverem sitaados
os seus predios, e dentro do prazo de Irinla das
improrogaveis, contados da intimacao, que ser
feita.
3. Os proprielarios das casas que forem cons-
truidas em terrenos actualmente nSo edificados, fi-
cam sujeitos mesma obrigaeflo.
Art. 2> Concluido que seja o calcamenlo de qul-
quer ra, becco, ou praca, sua manutengo e repa-
taofes depois Massach entrou no.quarto, e foi calm-
aos ps do amo.
Massach eslava ferido no pello, e o sangue corra-
Ibe abundantemente pelos vestidos.
O duque incliuou-se vivamente para elle, e ex-
elamou:
Massach qoe acontecen 1
He o rosto paludo de honlem, respondeu o
selvagem com voz dbil, retire-so !... elle lenta con-
tra seus dias, o senhor nao tem um momento a
perder.
Bergalasse !... disse o duque.
Massach pode morrer, tornou o cboclo, elle
nSo tem mais nada no mundo que lamentar ; po-
rm o senhor retire-se sem demora, se preza a vida
e a liberdade.
Apezar desse convite de Masch, o duque nao
movia-se, eslava ajoelhado junto dclle, e examiua-
va-lhe com attenrao a ferida.
Todava depois que certificou-se de que nao era
mortal, levantou-se e deu alguns passos para a
porta.
Chadeuil j tinha-o precedido, e com a espada na
mao dispunha-se a defender corajosamente a en-
trada.
Adevinbo tudo agora, disse elle ao duque,
Massach tem razSo, nao perca um instante... reli-
re-se...
E quem eniao pode querer lirar-me a vida ?
objecin o duque.
Nao a vida lalvez, tornou Chadeuil ; mas a li-
berdade e a honra. Esta prisao coincide muilo bera
com o furto que foi eflectuado aqui boje mesmo pa-
ra nSo ler um carcter serio.
Com efleito", disse o duque.
Elles quizerara despoja-lo primeiramente dos
ttulos que os assustavam, proseguio o -visconde, c
agora que nao temem mais nada, obram...
Que miseraveis!...
Ah eu devera nao ter deixado jamis esse de-
posito, devera t-lo collocado sobre o corceo, ao
menos nao m'o teriam tirado seuao com a vida !...
Chadeuil !
Mas fique certo, senhor duque, de que vou de
ora em dianle applicar lodos os meus cuidados a re-
parar quanto poder a fatal imprudencia que coin-
raetti : meu papel comer agora. Retire-se pois'...*
relire-se sera mais demora... tome a escadioha se-
creta queconduz ao becco... ah achara urna earrua-
gem de estacao na qual podera afaslar-s. Quanto
a mim fico para fazer frente aos seus inimigos!...
Mas isso he comprotnetter-se 1 fez observar o
duque.
Espediente do da 23 de maio d 1854.
' ljicio Ao Exm. marechal commandante. das
armas, recpmraeudando a expedrao de suas ordens,
para que pr fortaleza do Brum sejam recebidos 12
criminosos, que boje tem de ser para alli removidos,
e bem assim os demais que por medida de seguranca
tiverem igual deslino. Coinmunicou-se ao chefe
de polica.
Dito Ao mesmo, inleirando-o de que ficam ex-
pedidas as convenientes ordens, nao s para ser
transportado para acorte o capitn do segundo bala-
lhao de infantera Francisco Manoel Couto, no pri-
meiro vapr que se espera do norte, mas tambem
para se passar guia de soccorrimeolo ao referido ca-
plo. Expediram-se as ordem de que se traa.
Dito Ao director do arsenal de guerra, para de
clarar o numero de armas que, leudo sido apprehen-
didas, bao sido recolhidas aqnflle arsenal. No
mesmo sentido ofiiciou-sc ao chefe de polica.
Dito Ao mesmo, para mandar alistar na com-
panhia de aprendizes menores daqaelle arsenal, de-
pois de lavrado o termo de que trata o artigo 4. do
regulamento n. 113 de 3 de Janeiro do 1842, os ex-
postos Manoel Martios Madeira, Geraniano Pereira
da Silva e Serafim Antonio Pires, que lhe serao
mandados apresentnr pela administraran dos estabe-
lecimentos de caridade, Commun'icou-sc a esta.
Dito Ao commandante do corpo de polica, de-
volvendo os requerimentos dos ex-soldados daqaelle
corpo Miguel Machado Freir e Manoel Francisco
Cezario, afim de que proceda a respeito de confor-
midade com o qoe resolveu a assembla legislativa
provincial e lhe foi communicado em 16 do correnle.
PortaraMandando que fique*m e.fielo a por-
tara de24 de.abril ultimo, na pfrle que nomeiou
a Jos Vellozb Soares* para o posto' de lenle da
4. companbia do terceiro balalhao de reserva da
guarda nacional do municipio do Recite.Commu-
nicou-se ao respectivo commandante superior.
DitaReformando po mesmo poato o alteres se-
cretario do exlincto terceiro balalhao da guarda na-
cional deste municipio, Anselmo Jos Piolo de Son-
za Jnior, na conformidade do art. 71 da lei n. 602
de 19 de setembro de 1850.
DitaAo director do arsenal de guerra, para que
forneca ao Dr. chefe de polica 6 pares de algemas,
afim de serem remeltidos ao delegado do termo do
Rio Formoso.
Dita.Ao agente da companhia das barcas de va-
por, para mandar dar passagem para a corte no va-
por que se espera do norte, em nm dos lugares de
passageiro de estado, ao Dr. Carlos Frederco Mar-
ques Perdigao.
DitaNomeando promotor publico da comarca da
Boa-Vista, ao bacharel Jos Mara Freir tiameiro.
Fizeram-se as necessarias communicaepes.
DitaAo agente da companhia dos vapores.O
Sr. agente da companhia dos P. de vapor expeca
suas ordens para serem recebidos e transportados pa-
ra as Alagoas no primeiro vapor que se espera do
norte, 3 caixOes contendo 359 pares de sapatos, e
urna bandeira, imperial de seda, com destino ao 8.1
balalhao de infamara, osqoaeslhe serSo mandados
apresenlar pelo director do arsenal de%uerra.
. -matan -----
COMMANDO DA8 ARMAS.
Quarttl (tatral do commando das aranas da
Peraambuco na cidade do Recite, tea 39 d
malo de 1854.
ORDEM DO DIA N. 95.
Determina o Exm. Sr. marechal de campo Jos
Fernandos dos Santos Pereira, commandante das ar-
mas, que as baixas das pravas que tiverem de ser re-
me! I idas dos corpos.e companhias fixas desta guar-
INTERIOR.
ciada provin|
asao
! Ribas, conselheiro
MOTAS GERAES.
Onrc-Prs> 3 ato aarll ato 1864.
As oceurrencas do dia 24 do correnle oeste capi-
tel provam at que ponto.opaiz vai-se cotnpene-
trando da necessidade da voltar to
para os melhoramenlos industria
clinavel de sua futura prosperii
Referiremos ps fados con
ra conhecimenlo do leilor^
Ao Sr. Dr. Firmino,M
cia, foi apresenlada urna re
pelos seuhores brigadeiro To
Antao, commendador Jos Bapista de Figueiredo,
'capitao Francisco Gailherme de Carvalho e Joao An-
tonio Aflonso,pedindo-lhe a faculdade para se'ia-
nirem no par^o da cmara municipal varios cidados
desta capital, afim de representarem ao govern im-
perial a necessidade urgentissiraa de se continuar, a
estrada do Parahybuna pela provincia do Rio de'Ja-
neiro, e se construir a ponte do ro Parahybt, sem o,
que se tornarlo improficuos todos os esforcos feitos
por esta provincia no intuito de ligar cora o merca-
do da corte por urna estrada de carro, e ao mesmo
lempo pediram-lbe lomasse a presidencia da dita
reuniao.
. OSr. Dr. chefe de polica accedeu immedtata-
mente/a tao justos pedidos, e no dia immediato, s
quatro horas da tarde, numeroso concurso de cida-
dos apinhava os pacos da cmara municipal.
O presidente convocado abri a sessao da assem-
bla popular, declarando o fim para que ella se ha-
via reunido, e convidon os cidados presentes a fa-
zerera a representacao. OSr. deputadoLima Duar-
te propof qae se nomeasse urna commissau composta
dos seuhores Mello Franco, Ferreira Carneiro e Gal-
dino, para a redigir, e approvada a proposta, pas-
sou a commissao a formular a dita representafo,
que depois de lida e approvada foi assignada por to-
dos aquelles que se achavam presentes.
NSo podemos deixar de applaudir o pensameuto
nobre e elevado que den origem a ete reuniao.
A facilidade dos transportes he urna condicao es-
sensialissima prosperidade de todos os*|
4odas as pocas,' e muilo principalmente de i
provincia central como a nossa, privada de uio" ss
hida aos geue.
sent, quando a,proximlf*gttinccio doJfa*a a de ronhr-nos enes poderosos nsUumentos de Ira-
halhocom que roteamos nossas florestas', cavamos o
ouro do. ifossas mioas e conslrnimos nossas villas e
Cooseios'dessa necessidade nao houve, nem ha sa-
crificio, ante o qual teohamos remado para salisfa-
ze-la. Pela lei n. 18 estabeleceu-se' vasto systema
de,estradas destinado a proporcionar os meos mais
facis de exporlo^ao aos dossos productos ; contraho-
se empreslimo avultado para a realisacao desse sys-
tema qae leve sea principio de execucab com a es-
trada do Parahybuna, e ltimamente acaba-se de
conceder a urna companhia o uso della, mediante di-
minuta pteslacao annol.
Entretanto todo estes esforcos tem sido baldados,
e apenas temos conseguido1 fazer urna estrada no
meio do caminho, j)orqae a admnislracao da pro-
vincia do Rio de Janeiro, luvendo concentrado toda
a sua attenrao em oolros pontos, tem desconhecido
a importancia daquella linha de communicaco, as-
sim que at boje, no a nao da.graca de 1854, aiuda
se conserva sem ponte o rio'Parahyba, sendo obriga-
das nossas tropas a descarregar para annimaet e car-
gas passarem em barca, com demora tal que deses-
pera, e perda de lempo que nao mais se repara.
Anda "para se dar principio aos Irabalhos que alli
esiao em andamento entre o Parahyba e Parahybu-
na, e entre a Lage e o Secretario, foi preciso qae a
depulaco minento-lizesse elevar a terba decretada
para obras publicas em ordem a ser applcada parte
della continuado daquella estrada.
Mas a quola destinada para esse fim, 30:0008 aii*
nuaes, he lmiladissima; ler3o de recorrer raoitos an-
uos at que com ella se consiga o fim desojado, ao
passo que os irabalhos da estrada do Parahybuna
vao recomecar com toda a actividade por parte da
companhia -UniSo e Industria, que pretende torna-
la viavel para carros no decurso de um anno, o mais
tardar. .
Se igual actividade n3o se der da parl da provin-
cia do Rio de Janeiro, os melhoramenlos que espera-
mos das facilidades de nossa estrada serao adiados
indefinidamente.
A representacao dirigida porlanto pelos habtenles
desta capital ao governo imperial s tem por fim pe-
dir a reraocao de tan graves obstculos, nao pelo re-
ceto de que o governo, tan solicito pelo engrandeci-
meulo do paiz, deixe de encarar a questao pelo mes- '
odo porjque a encaramos, mas para dar i suas
"
Ah tomem-rae a i(ida, exelamou Chadeuil
com enthusiasmo,da-la-hei sem lamentar, se ella po-
der salva-lo.
Quando o visconde acabava essas palavras. urna
mao apoiou-sc-lhc no hombro, depois no do duque.'
Ambos vollaram-sc o dexaram escapar urna viva
exclamaran.
LMascherala disse Chadeuil.
Georgle !..'. disse o duque.
Era Georgle cora efleito ; mas com o rosto meio
coberto por esse pequeo veo de velludo prelo com
que o leitor vio-a andar' na Russia.
Georgle voltou-sc primeiramente paca o visconde,
e disse-lhe :
Sua dedicacao agora he intil, Mr. de Cha-
deuil, eu -soube lempo di desgrara que fere o se-
nhor duque de Naundorff, c bem v que tive um
empenho sdfliciute era vir salva-lo...
Quem lhe disse'.' pergunlou o duque.
Que importa, se eu o sei! tornou Georgle ;
mas estou satisfeila, Mr. de NaundorfT, de t-lo li-
vrado deste ultimo pergo... Urna carruagem de
posta espera-o porta desle hotel; em poucas horas
o senhor pode sanhar a fronteira e nao ler mais na-
da que temer de seus inimigos.
O duque hesitava, e perguntava a si mesmo se de-
via aceitar o oflerecimenlo feito por Georgle depois
ila scena de que frira testcrauuha em sua casa...
Alm disso Georgle nao era mais para elle sen3o a
ex-priuceza Tolstoi, e pn quanto nao livesse podi-
do anda apagar sua Wmbranca da memoria, nao
quera que ella podesse crer que agstava-lhe anda
um ultimo sentimeoto de amor no corarlo.
Chadeuil encarou-o admirado, e disse-lhe viva-
mente:
O Sr. hesita 1...
Nao hesito mais, respondeu NaandorR.
Rclira-se ? .
Fleo.
Quo diz exclamaran! ao mesmo lempo Geor-
gle e Chadeuil.
Digo, proseguio o doque crguendo a fronte co-
mo se livesse sido animado por um pensamento re-
pentino, digo que, se a inlenrao de meus inimigos
he eotregar-me aos tribonaes, minha inlencao he
aceitar o debate que me oflerecem I Soccummre
sem duvida nessa luta ; mas nao tere recuado, nao
lerei fgido como um aventurare. Fico "... A
Franca salwr quem sou, o que tenho feito desde o
Ma era que uasc al aquelle em qae voltei para mi-
nlia patria, e-se era digno do throuo para o qual o
co me tizera nascr.
Mas assim, o Sr. perde-se 1... disse Chadeuil.
Nao temo Isso.
Talvez urna sorte rigorosa o aguarda... a prisao.
A prisao, sim, tornou o duque, os lacos .que
prendiam-me a este mundo estao quebrados, que de-
vo esperar mais delle Nao ; deixem entrar Berga^-
lasse, e elle que conduza-rae aos meus juizes.,.
O duque foi iuterrompido por urna risada que sus-
pendeu-lhe a palavra nos labios.
Juizes disse Bergalasse entrando no quarto,
o senhor reclama' juizes. eis ah certamente urna '
pretencao que nao he justificada.
Nao he a nm tribunal que o senhor vai Ie-
var-me ?
' Que, senhor, um tribunal respondeu Berga-
lasse, para que te toque a rebate, para que as actas
percorram os diarios, para que a opposicao apodre-
se com avidez desse novo Ihema, e arme-se com el-
le contra a propria realeza! oh 1 sumos mais habis
do gue isso.
Que queram entao fazer de mim ?
Isso he aS mystcrio 1
E para onde me condnz o senhor *
O senhor o saber quando chegar.
Dizendo estas palavras, Bergalasse fez signal aos
homens que o seguiam de apoderarem-se da pessoa
do duque ; mas este declarou que nao eslava dis-
posto a fazer nenhuma resistencia.
Forroso he confessar, disse o duque a Berga-
lasse no momento de retirar-se, que o senhor. conde
be um homcm niui diflicii de comprehender-se.
E porque '.'
Hootem o senhor quera salvar-me, boje per-
de-me...
Isso explica-se como todas as cousas deste
mundo.
Deveras? ,
Hootem ea servia a Mr. Fouchc ministro ca-
hido... obedeca em parte. Hoje sirvo a Mr. Deca-
zes, ministro vivo, obedeco inleiramente.
Equando nao obedecer nada absolutamente?
pergunlou o duque sorriudo tristemente.
Quando chegar esse dia, respondeu Bergalasse,
prometto-Jhe que o senhor duque nao dever a sal-
vacan seoao a mim I
Ciuco minutos depois, o duque entra va em urna
carruagem, que apartava-se puxada a galope por
quatro cavallos vigorosos.
FTM DA SEGUNDA PARTE.
tf

Continuar;te-h.\
k


>8?
h
dadsoes o grande apoio da oplniao, e mais acorocoa-
to as medidas que houver do lomar ot ordem a
promover i industria do paiz.
Esliramos qae nossos cnncidados de onlros mu-
nicipios da provincia auiiliem os habitantes desta
capital em la generosos estarlos, pois, alm do fim
immediato que se leve em vista com a representarao,
se conseguir oulro : o acluir eflicazmente sobre o
espirito publico para que d s quesloes industriaos
lodo o apreco que ellas merecem.
Na grande obra de proporcionar provincia meios
de transporte he preciso que lodos noscmpenhemos;
faz-se necessario o concurso de lodos. Se o braco
do governo vai looge, o do povo vai ainda mais
lobge.
Na reuna do dia 34 do corrente aperlavam-se as
ios-no terreno da industria os mais encarnicados
adversarios no terreno da poltica.
Oala acontece o mesmo em todos os pontos da
provincia!
Em o numero sguinte publicaremos copia da re-
pfeoSo. (O Bom Senso.)
(Jornal do Commercio.)
DIARIO DE PERMMBUCO, TEIQA FEIR^ 30 DE MMO DE 1854.
helecimento, a dreccaoem observancia dos arli. 24e
29 dos nossos cslatulos.teni a honradesubmetler boje
a" vossa approvarflo.o resultado das operaces"do dito
semestre, de dar-vos cunta da substituido que fez de
varios empreados, c espera que nesta reuniao, nao
Undo a traclar de eleiccs, lomareis em consideraran
algumas medidas de melhoramenln.
Principiando pela leilura da conla de ganhos
o perdas, a direcgao vai mostrar-vos quanto se lu-
crou.
Crdito da conla.
Lucros provenientes de desconlos >
delettras........
Dito dito de urna mulla. .
IU: 344J>765
10000
114:3459785
S.PATOtO.
Rcprc*cnlario dos estudanles do curso jurdico ao
presidente da provincia, a respeito do conflicto
havido entre elle e a tropa dd guarnicao.
Illa, e Bxmc. Sr.Ante-hon(em,como V. Etc. j
deve saber, foram os estudanles do curso jurdico in-
stilados de ubi modo inslito e grave por alguns mi-
litares desvairados, que, nao contentes com os does-
los e a meacas, levaram o arrojo o ponto de afola
rain a guarda, e cahirem armados sobre os especta-
dores inermes, cujo crime linha sido estigmatisar
com energa o comportamenlo desregrado e pouco
valgar do cadete Moreira.
O facto, Exm. Sr., foi Uo patente, o insultos e
provocaron Uo publicas, que P,BgMM>pMra depor
cu contrario, nem contestar-o queat^^Mlos ; os
proprio delioquentes nao lerao dHiMl nega-
se proseguiram em su obra de iniquidade e cobar-
da, insuflando no espirito de seos collegas o odio de
rlasses e as distinccoes repulsiva'de acadmicos e
militar**.
Plaaos Hgeiramente a orientar V. Exc. do oc-
corrido naquetla noite, appellando para o lestemu-
nbo de todas as^esioas honestas e. imparciaes que
se acharam do theatro, bem que estejamos certo* de
qae a aoesa dignidade he um seguro garanta da ver-
dade que ayancamos.
ti'om dea especUeolos anteriores, apresenlando-se
o camarote o al reres Caldas com o bonete na cane-
ca, contra os eoslames e corlala observada em todo
a*oai oivilsade, foi intimado pelos espectadores
( aiaria acadmicos ) para que procedesse se-
gusald esas reirs e costantes.
O Mencionado alferes, bem longe de reconhecer o
sea erro, e corrigir seu proceder, porlou-se de ma-
eira esletida, provocando com um olhar amearador
platea, qae eolio indignada prorompeu em gritos
e fras.
Algaras catedes insubordinados e desordeiros, insu-
(bdo* pela alferes despeilado (cuja cobarda, segundo
testanranho de Bailas pessoas, levou-o ao ponto
de fazer esperas a um dos acadmicos que se roos-
Irara mais indignado do seugrosseiro procedimento,)
nnkuna plano de insultar-nos, e desaffrontar
asman o seo eoHega injuriado, segundo diziam.
Bm eooseqaencia disto, mu calculadamente pros-
toa-se o mencionado cadete Moreira com o bonete
a cabeea em nm camarote da 1. ordem, olhando
indolentemente para os espectadores, com intencao
he patente ao clamor do. cera I indignacao respondeu oimpru-
denle meneando urna chbala, e assim oflndendo a
um auditorio nameroso e respeitavel, ato que final-1]
mente foi empellido do camarote por ordem da autp-
ridade respectiva.
Nao parou nislo a offensa a ordem e a dignidade
publica ; no inlervtlo immediato, sahiodo, como be
de resume, os espectadores para o largo contiguo,
ah foram os estadanles aggredidos pela guarda ca-
pitaneada por esses desordeiros e indisciplinados ca-
detes, chegndoa suasanha alai ponto, que indis-
tinctaraeiite espancaram e perseguirn! de haiouclas
catadas a todos que enconlraram em sea furor de ex-
lerminfo.
FeBzmeMe para nos, appareceu aess inicrm o
raurto digno e honrado Sr. l)r. chefe de polica, que
pea termo1 ao deaenfreamento da forja publica e aq
canibalismo dos desordeiros, prendendo ios
snenles se mostraran) no conflicto.
Coilocados nesta dura posjcao, victimas de nm odio
gratuito, esposlos ao furor de alguns cadetes indsci-
pl i nidos e tnrbulentos, que continuam em seus in-
sultos e provocarts (como ainda succedeu no do-
mingo as immediaooes da Luz), qaal o procedi-
meato qne devem ler os acadmicos ?
Bale, Exro. Sr-, o he de recorrer V. E\c. pe-
, diado medidas enrgicas e terminantes para que se-
ja garantida a ordem publica^ a seguranza indivi-
dual, e, para que nao seja insultada urna corpora-
*a qae respaila as lea, i presa sua dignidade.
Imanarnos na juslra e recudi de V. Exc. Atien-
da ao nono reclamo, corlo de casi isso prestar um
asaignalado serviro ordejn publica, e livrar-nosde
recorrer ao extremo de repcllir a forra pela forra.
S. Paulo. 4 de abril de 1854.
(Seguera 200 e tantas assignaturas.
' (Correio Mercantil.)
Debito.
Dito 5 por rento Jo valor dos pao-
Juros pagos pela retirada de co-
nhecimentos. .* ...
Perda calculada as despezas jodi-
ciaes com as execuroes penden-
tes ... ......
Ordenados, aluguel de escripto-
ros, commissao de gerencia e
despezas miurias......
Cinco porcenlode 105:2029699 rs.
importancia do lucro liquido,
applicado para fuudo de re-
serva .......-.
Fraccoindivizvel levada lambem
iqucllc titulo de reserva. .
869515
557*740
819520
8:4149491
5:2609135
899014
Total das perdas e despezas.
Saldo.a dividir por 224,390 actes
a 445 r.........'.
14:4929215
99:8539550
*

114:345976.)
Doaeguinle demonstrativo, conhecereis qaal foi o
movimento do nosso capital, e que em resultado den
o pequeo augmento de rs. 9:5609000.
Passaram por balanco do semestre
anterior ........ 2,234:3409000
Do dcimo dividendo foram aecu-
inulados.......,
Peduzndo da retiradas
93:2809000
83:7209000
9:5609000
BAHA.
f Km*. Srs. accionistas da caca commercial.
' Salisfazendo ao preceito imposto pelos ncftsos esla-
fltf, vem esta commissao curaprir com o de ver de
inleirar-vos do estado das operaces da nossa assoeia-
cao datante o 11. semestre (Indo a marro.
A commissao, proceden a minucioso exame as
|f ansacroes, e, acerca da moralidade deltas, esta con-
vencida que neste essencial ramo administrativo,
(em a illustre direccao procedido com cautelosa pre-
videacla. A eseripturaeSo em todas as soas partes,
arha-se feila em dia com asscio e preciso ; e os es-
tatutos, e deliberacOes da assemblea geral, (em sido
religiosamenle observados.
Na partida de lellras ajuitadas, que figura no ba-
lanro na importancia de 29:8409000, ja s* acham
realisados 17:1909000, ficando pendentes de liquida-
rlo 12:3509000,'com mais 7089000 importancia de
dues lellras protestadas na poca do balanco, e man-
dadas depois para joizo, eleva esla verba a 13:0509 :
lestes mesmos espera a Ilustre direccao, liquidar a
maior parte. jfl
De restante das lellras falsificadas por Joaquim
Antonio de Amorim, na valor de rs. 2:4709500, ve-
rifieou-se o rrrrUnjantn de rs. 9569362, passan
debita para o fundo de reserva 1:5*149138 rs.
Dorante o semestre, liouve mudanca de dous em-
pregados, sendo um delles Jos Romao Muniz Frei-
r, por lar pedide ina demisso do lagar de escrip-
tarario qae exerca, em razao de nao se conformar
rom o ordenado que percebia ; e foi despedido o
gnerda-livrof, JoBo Correia de Brlo, por nao satisfa-
zer as obrigacSes de.seu emprego : este foi substi-
tuida pelo Sr. Braulio Tertuliano Chaves, e aqoelle
pelo Sr. Antonio Jeaqaim Bodriges Pinto, a res-
peito dos quaes, informa a illustre direccSo, estar
plenamente salisfeita de snas maneiras, assidaidade.
e aplido, assim como dos mais empregados.
O crdito eeoiiaaca do nosso eslabelecimcnln
rnotinam inalteraveis, estese lodos os bonsresul-
tados, sao' devidas ao zeloda illoslre direccSo, no fiel
deaempenhc de sua gerencia
Termiooo o 11. semestre com. 2,243:9009000
llavendn no decurso delle 106 (ranlerendas de
conhecimenlos, na importancia de 94:1009000.
Na data do balanco havia 629:0379600 em letras
a receber amorlisaveis, e res 1,733:3459983 em le-
tras pagavais integralmente. Os desconlos deslas ol-
limas foram com rarissimas excepcoes as razoes de
10 e 8 % ao anno, tendo lugar o juro de 12 % quasi
smente as letras amorlisaveis. Nao he de admirar
que a caixa commercial leoha empregado a mor par-
te de seu avallado capital a jaros mdicos, quando
doas recentes associacBes de desconlos, que ainda tem
poucos fundos, esli fazendo pouco mais oa meaos a
mesma cousa, para poderem dar sabida ao dinheiro,
com boas garantas.
A parcclla das lellras ajuizadas augmentoo tanto
durante osemestre, que tendo-serecebido 16:4569362
ainda eio a fechar-se o balanco coro 293409- Es-
ta qnantia est boje reduzida a 12:3309, pois que
varios desodores intimidados com os primeiros passos
judiciaes trataram de vir pagare de amortisar eos
dbitos reformando as lellras.
O rateio que nos tocn pela liquidaro dos bens
apprehendidos i Joaquim Antonio de Amorim, foi
9569362 que licam embolsados. Alm Has lellras
ajuizadas foram protestadas as vesperasdo balanco
duas lellras importando ambas em 7009000," que, ha
pouco foram entregues ao procurador para ajuizar.
Cabe aqu o ifaamar-vos que quatro pessoas das
que foram capturadas, e esto sendo processadas por
crime do moeda falsa, sao responsaveis por 7 ledras
na importancia de 5:3509, vencidas e ajuizadas an-
tes do balanco, e por outras ainda a vencer-se, algu-
mas das quaes lerao igual destino. Se esses indivi-
duos nao conseguirem jaslificar-sc do crime, e ao
contrario liverem de permanecer em prisao al que
rumnram n pena que Ihcs for imposta, virao a tor-
nar-se de todo insolventes, e eslo estabelecimento
nao poder escapar de ser. alguna cousa prejudi-
cado.
Tendn-se despedido nos primeiros das de Janeiro
prximo passado.o guarda livros e o escriplurario des-
ta casa,, foi o primeiro substituido pelo Sr. Braulio
Tertuliano Chaves, e ao segando emprego foi promo-,
vdo oSr. Antonio Joaquim Rodrigues Pinto, admit-
tido de ha mais tempo como praticanle e continuo.
O novo guarda livros entrn vencendo 1:1009 que
ganhava o sen antecessor, e "ao novo escriplurario
arbitrou-se o ordenado de 4009 annuaes a contar do
1. de abril, e ficando vago o lugar de praticantc, e
continao foi preenchido pelo Sr. Fructuoso Mauoel
de Paria.
SA direccao est salisfeita com a escolha que fez dos
novos empregados, e espera que a sanecioneis com a
vossa approvaeao.
Cnmpelindo illustre commissao revisora dar-vos
mais alguns eselarecimentos sobre o estado da caixa
commercial, pasta a direccao a lembrar-vos a adop-
co das medidas de melhorameuto qae indicou na
ultima reuniao, as quaes nao foram entao discutidas
por faltar o tempo, e por serem algumas de mniia
transcendencia.
Qnanto s quo dizetn retpsito fixaco dos sauti-
dos do artigo5., e do nico do arl. 24 dos estatu-
tos, a direccao convencida da.urgente necessdade
dellas, temlhes dado execarao provisoria, e ao ter-
minar o presente relalorioanda julga de utilidade
propor-vos a abolicao da laxa do juro de }i %, fican-
do d'ora avante convencional o preco do juro, e re-
gulado semanariamente conforme o estado, do cofre
e as precisos da praca. Se passar esta nova medi-
da, a direccao conla qae, adoptando-se um juro mais
mdico, augmentaran as transacres por amorlisacao,
e que urna vez por nutra poder abrir entrada de
novos capitaes, sem cahir na contradicho, que se
dara actualmente, se fizesse pedido de fundes para
da-Ios por menos dos 12 ',, laxados nos estatuas.
BahiaJ de maio de 1854.Joo Ce'zimbra, Justi-
nianoJos de Araujo, J. L. de Oliceira Asecedo,
Jote Joaquim de MagalKaes, Francisco Belent de
Lima, Manocl Pinto Leite, Francisco Jos Car-
doto. (Jornal ia Balda.)
qualidade de 2. supplentc, no impedimento dol.,'
passando a subdelegada de que eslava encarroado,
ao 3. splenle seu immedato ; o bacharcl Manoel
Izidro de Miranda.lnlcirada;
Outro do major do corpo de engenheiros encarre-
gado das obras militares, Jos Joaquim Rodrigues
Lopes, pedindo mandasse a cmara ministrar ao mes-
Ire pedreiroda obra do hospital regimcntal, o ali-
nhamenlo que deve ler, segundo a planta da cldade,
frente do mesmo hospital, que olha para a nova
ra, que do quartel do Hospicio vai ler Soledade.
Mandou-se expedir ordem ao engenheiro cordea-
dor, para dar o alnhamenlo.
Oatro do procurador, dizendo ter-se entendido
com o proprietario da casa nos Api pucos, que Clan-
dio Dubeux pretende que seja desappropriada, e Ihe
haver o mesmo pedido pelo vslor della aquautia de
5009 rs.; preco qne .elle procurador julga razoavel,
visto ser a casa de pedra o cal, excepto a frente, de
esquina, collocada ao lado do rio em bom estado,
render pelo lempo de fesla 609rs.; mas qne dizen-
do isto mesmo ao dito Claudio, este declama que so
contribua com 4009.Que se respondesse ao pro-
curador, que, enlendendo-se de novo com o ofleren-
te, Ihe declarasse qne, a continuar elle a negar-se ao
cun primen to do qae promeltea, a cmara nao tra-
tara do processo ordinario da desapropriacao, sem
qae elle previamente assigosse termo de obriga-
cSo.
Onlro do fiscal de Santo Antonio, informando que
a refinaria no pateo do Hospital do Paraizo, que Ber-
nardo Jos da Costa Valcnte qoer concertar, Ihe pa-
rece estar comprehendda na disposiQ5o do art. 4.,
til. 5. das posturas, porque exista ao lempo da pro-
mulgaco das meslas posturas.Qae informasse de
novo o fiscal sob o tempn que esteva fechido o estabe-
lecimento ; se foi este deixado para salisfacflo de al-
gum onus, e se o seo fallecido proprietario deixou
herdeiros.
Oulro do fiscal da Boa-Vista, dizendo que logo
qae cheear o caes dd roa da Capibaribe frente da
ra da Ponle Velha, ficar privado o esgoto, que por
ah tem as aguas pluviacs, qae correm das ras do
Aragao, da matriz e paleo da Santa Crozrparecendo-
Ihe por isso conveniente a construccjlo d'um aque-
d neto de al venar ia para receber essas aguas, e des-
peja-las no rio. Resolveu-se que se ofliciasse ao
Exm. presidente da provincia, expoodo isto mesmo.
Oulro ilo engenheiro cordeador, informando qne
com eueto acha-se arruinado em algumas partes o
caes da ra da Aurora, principalmente na extnsao
a principiar da casa do Guerra, at i ponte prxima
fuudicao do Slarr ; e remetiendo o on-amento dos
seus reparos na importancia de 1379500 rs. Que
se ofliciasse ao Exm. presidente para providenciar
sobre serem os reparos fcitos pela reparlcao das o-
bras publicas.
Onlro do mesmo, communicando ler principiado
a delinear o terreno do matadouro projectado, mas
que encontrara trabalho maior do que snppunha, por
ler de fazer-se picada por dentro do mangue, de-
vendo lalvez importar a despeza com trabajadores
em 509000 rs. inclusive 99600 rs. que j havia dis-
pendido : pelo que consultava se devia continuar ;
e no caso de assim resolver a cmara, autorisasse ao
procurador a pagar a importancia das folhas sema-
naes. Mandou-se responder que continuasse com
o delineamento, bem como^xpedia ordem ao pro-
curador para pagar a despeza.
Outro do mesmo, remetiendo o orcamcnlo dos re-
paros mais indispensaveis, de que carece o calra-
mculo da ra do aterro da Boa Visla, na impor-
tancia de 19:18500 rs. e dizendo ser conveniente cou-
servar-se porrao de pedregutho para de promplo se
aecudir s ruinas que forem apparecendo. Au-
torisou-se ao engenheiro a mandar fazer os reparos,
di'vcndo elle enlender-se com o director das obras
publicas, para fornecer a pedra precisa por a nao
ler a cmara.
Outro do mesmo, remetiendo o plano, perfis c or-
camcnlo da coustriicrao de urna bomba no lugar
denominado. Gamboa de S. Anna, em substitui-
rn serventa publica que all exista, e foi inu-
litisada pela obra do caes, que fez Justino Pereira
de Fara. Resolveu-se que o procarador se enlco-
desse com omesmo Justino e outros, sobre a promes-
sa que fizeram commissao de \ creadores, que foi
aquello lugar, de contribuir para semelhaute obra,
pelo valor e importancia que della resulta aos seus
predios.
Oulro do amanuense, servindo de contador, com-
municando achar-se evlincla a quota para luzes da
cadeia, e peflndo houvesse a cmara de providenciar
respelo. Que se fosse fazendo o fornecimeotp,
pelaVerba d'eventuacs.
Oatro do fiscal de S. Jps, participando ler desa-
phisica dos trabajadores, a obra, qae no interior de.
su.i fabrica de sabao. na ra Imperial, construa
'Delfino Gonjalves Pereira Lima. Inleirada.
Outro do mesmo, remetiendo o roappa do gado
morto para consumo, na semana de 8 a 14 do corren-
te (537 rezes,) inclusive 42 pelos particulares.Qae
se archivasse.
Outro do Gscal de S. I.ouranco da Malta, remet-
iendo a nota das rezes moras para consumo da
mesma frcgueza, no me/, de abril ultimo, 39. Que
se archivasse.
A' requerimento do Sr. Marques de Amorim, re-
solveua cmara que o fiscal de S. Antonio mandas-
se reparar o calamento desde o principio da roa do
Cabug at ao arco d S. Antonfo.
Empalando na volacao os Srs. supplentes de de-
pntados asscmbla geral, Antonio Jos d'Oliveira
e Francisco do Reg Barros Brrelo, segundo a apa-,
raego dbs votos qne.se fez, como se declara no prin-
cipio desta, recorreu-sc sorle, pelo meio indicado
110 artigo 115 da le regula mentar das clcirOes, e de-
cidi -ella I favor do segundo.
Despacharam-sc as peUrOes de Antonio Egido da
Silva, de Alexandrc Rodrigues dos Anjus, de An-
tonio Pinto Soares, de Francisco Martius Rapozof de
Francisco Jos Rodrigues, d irmandade do Rosario
da Boa-Vista, de J uslino Pereira de Faria, de Ma-
noel Peregrino da Silva,-de D. Mariana Dortltea
Joaquina, de Manoel Jos Freir de Andrade ; e le-
vantou-se a sess.lo.
Eu Manoel Ferrera Accioli, oflkial maior da se-
cretaria a escrev no impedimento do secretario.
Barao de Capibaribe, presidente. Mamede.
yianna. Gameiro. S& Pereira.
PERNAMBtCO.
C0MMUWC4D0S.
Lellras a
Ditas ajuizadas. .
Movis .
Despezas judiciaes.
Cxa. ....
Balanco do 11.
receber. .
temtoUt.
,362:4039597
29:8409000
- 1:643978!)
- 609406
3:5089758
2,397:4519550
Accionistas....
Fundo de reserva. .
Penhores arrematados
Dividendos ....
2:243:9O00O0
48:6339405
459985
104:8729160
2,397:4413550
Aqoi lenes, senhores, em resumida etposieo, as
i-correncias mais salientes que tiveram lagar du-
ran! o'semestre lindo ; roucluindo a commissao com
faxer incssantes votos pela prosperidad* do nosso es-
tabelearmenlo.
Baha e escriptorio da caixa csmmerdal 1. de mais
de 1854. Joo Jos Lopes Braga Joaquim de
Castro Guimariles Candido Pereira de Cas-
tro.
Senhor" accionistas. Tendo-se completado em
31 de marco o 11.* semestre da existencia deste esta-
CAMARA MTJNIGIPAI. SO RECIPE.
SESSO EXTRAORDINARIA DE 17 DE MAIO
DE 1854.
Presidencia do Sr. Baro de Capibaribe.
Presentes os Srs Reg, Mamede, Gameiro, Mar-
ques do Amorim e Fittueredo, faltando com causa
participada os mais sdjioresj abrio-se a sesso, e foi
lida o approvada a acia da antecedente.
Foi lido o seguate 1
EXPEDIENTE.
Um oflicio doExm.presidente da provincia, Irans-
millindo por copia a portara de 10 do .corrente. pe-
la qual nomera na forma do artigo 19 da le n.
261 de 3 de dezembro de 1841, aos cdados que de-
vem substituir aos juizes rouuicipaes da primeira e
segunda vara deste termo, em seus impedimentos.
Inleirada.
Oatro do mesma, communicando ler por portara
de 15 do corrente, designado ao vereador desta c-
mara, Francisco do Reg Barros Brrelo, para fazer
parte da commissao, quevfero virlude do parecer da
assembla legislativa provincial, tem de examinaras
cotilas da cmara municipal de Olinda. Inlei-
rada.
Outro do Exm. conselliep Sebastiao do Reg
Barros, communicando ter eaPdemorar-sc a sua par-
tida para a corte, afim de ah tomar assento na cma-
ra temporaria, como depulado por esta provinesa.
Inleirada, e resolvcii que se expedisse diploma ao
supplcnle competente, hem corno que se fizesse no-
va apurarlo dos votos para depatados graes, afim
de se regular o numero ordena! dos supplentes, ex-
cluindo-se os votos dos eleitores de Maranguapc," an-
nullados pela cmara temporaria ; o que ainda se
nao tinha feilo.
Outro do bacharel Antonio Jos da Costa Ribero,
participando ler reassumdo na qualidade de primei-
ro supplente, o exerciejo da delegada do1. distric-
to deste termo.Inteirada-
Oul.ro do bacharel Manoel Filppc. da Fonseca,
communicando que, em dala de 13 do corrate pres
tara juramento, e entrara em ejercicio de juix mu-
1 nicipal da primeira vara do termo desta ridade, aa
O HOMEM 4JE LETTRAS.
Que exemplos a futuros escriptores
Para porem as cousai na memoria
(?u* merecem ter eterna alaria '.
Camoes. Lusiadas.
O homem de letlras he um ente desgrasado ; um
individuo, qae vive para a ntilidade dos outros; que
san lica-se pela louca vaidade de Irausmiltir um nome
posteridade. Consagra loda a sua existencia a er-
gucr um monumento que faca conheeido seu paiz
pelos cslranhos, como o illustre cantor do Gama, e
os seus contemporneos olham-o com desdem e
condemnam-o finar-se n'um hospital Colhe a
mizeria por premio dos seus serviros : v a medio-
cridade applaudida e exaltada ; a i 11 veja sentada no
limiar do pantheon litterario vedar-lhe a entrada,
paradeixar passar a ignorancia condecorada com
pomposas lilulos ; e elle escreve* ; e elle Irahallia :
dir-se-hia quo urna mo invizivcl o impelle para
diante, sem Ihe deixar tempo para refleettr.
Essa mi invisfvel he a sua vocaro: he esse sen-
ilmente interno que o leva a expandir as suas ideas;
u-c!iainar sobre ellas a dscussao, para que.a verda-
de possa resultar do altrilo dos pareceres diversos,
e com isso possa lucrar a sociedade. Tal lio a mis-
sao do jorbalista, desse elironsla moderno,- que a-
companha dia por dia os progressol do espirito pu-
blico, indica as suasjnais urgentes necesidades e
pede para ellas remedio. Ardua e ingloria larefa !
Ninguem Ihe agradece o seu trabalho, c o artigo, que
custou-lhe urna tonga vigilia, he Uto depressa lido
(quando lido!) como esqnecido o desprezado. Qucm
teeliriga pois acscrever.folliculario importuno? O
meu deVer Jess Clirislo disse aos seus apostlos
clama ne ceses, o nos lambem, missionariosda civi-
lisaeio, nao devenios repousar e desamparar a esta-
cada emquanto nao ttiumphar o principio que de-
fendemos.
Ainda o jornalisla pode nutrir a esperanra que os
seus escriplossejam lidos porque, como alguem disse
com muita propriedade, na poca actual o jornal
substiluio ao licro, todos se oceupam mus oa ineuos
com as questfles da aclualidade, ou da ordem do dia
em eslylo parlamentar : todos fallam em melhora-
mentos materiaes, em quesloes de alta poltica ; lo-
dos razem prelecciies de direito das gentes, uotam de-
feitos as negociaces dplomaticas, ou acham erros
nos planos de campanhados mais habis generaos.
Mas o poeta, que escrev um livro de Melodas, ou
ainda ama epopa, podceslar certo que poucos lei-
tores ter, porque a soedade em que vivemos he
eminentemente prosaio, e olha para os filhos das
miism com nma cspecii de irnica compaixo.
, Urna obra sdenlflea apenas acha limiladissimo
numero de apreciadora; e raramente o seu autor
consesue cobrir as desfezns da impressao: d'ahi esse
desanimo quegeralmertese ola nos nossos lilleratos
para emprehenderem (bras de longo curso, com as
qaaes gastariam muito rabeda! de tempo e de intel-
ligencia sem a minimantilidade propria. Mas dir-
nos-hao, que ao escrblor basta a gloria, que ella
he assaz paraindemnia-lo das suas improbas fadi-
gas : responderemos de viverno meio do losilivismo do mundo, e qae a
intellisencin he urna propriedade como oulra qual-
quer, e que os seus pnduclos cooslituem umobjecio
de commercio garantilo pelas leis. Reimprimir um
livro contra a vontadi do sea autor he um roubo tao
digno de punirn, cono o defraudar algaem da sua
fazenda.
Os grendes homens da antiguidade nao se euver-
gonharam de recebet recompensas pecuniarias pelas
suas producrocs titlcrarias: o velho de Cos esmolava
cantando as eslropliei do seu poema, e dahi tirava
precaria, mas honesa subsistencia ; Herodato rece-
bia da Grecia coogrtgada aos jogos olymptcos, um
donativo de 10,000 talentos ; c Virgilio era remn-
nerado pelo seu bello episodio da morle de Marcello
na razSo de 8OO9 >or cada verso.
Sabe-se a magtilicencia do grande re I.'uiz XIV
para com os sabias do *sea scalo : essa especie de
Prv[aneO|Bue rrara para asvlo dos homens de let-
lras, mas Infeli/nente uno eslava isto lambem arrai-
gado uoa.-iabilosda nacao ; tiflo se acbava de tal
modo co|fgradoo principio de recompensar os tra-
balhos do espirito como um dos maiores servicos
prestados a um paiz, qae impedirse Gilberl d mor-
rerde fomc no reliado seguale.
Na culta Europa ot trabalhos iotellertuaes sao re-
munerados de ama maneira regular : constituem
um modo de vida qoelles que Ihe dedicam o sea
tempo. Tem-se tuneado em roslo litteratura mo-
derna as snas tendencias inleresseiras, diremos mes-
mo venaes: diz -se qae a aite de escrever tem-se
convertido em uro oflicio ; mas nao se lembram os
que assim raciocinara, que esUndo o corpo sempre
sujeito cabeea be justo lamben que esta trabalhe
para alimentar aquello.
'Ora, os lilleratos estando sujeilos a todas as ne-
cesidades da natureza humana dtvem procurar os
meios de occorrer a ellas: e he ii.conlestavelmente
mais honroso que facam dos ,seus escriptos objecto
de transaces cdmmercaes, detqoe sejam parsitas
como os da antiga escola, que viviam custa dos
grandes, cuja benevolencia adqceriam por lisongei-
ras dedicatorias, ol por insipidts versos saturado9
de lisonjas.
Na Inglaterra paga-se com gentrosidade nma obra
de verdadeiro merecimento: Roberlson /ecebeu pelo
manuscriglodasua Historia de Cirio* V quasi qua-
tro contenderis. Auna Redclilfc vendiaicada am
dos seu aojances pela somma deoito contos. By-
ron venden as suas obras por deze-iovc contos sete-
cenlos%"qoaret*'n>il ris. Wal.er Scolt realisou
com seas celebres romances urna fortuna de cento e
oilenta contos de ris.
Ninguem ignorieomo em Franca sao pagos os
grandes escriplorfc e pode-se com veracidade dizer
que ChateaubriaajfeJ.amartine, Vctor Hugo,-Ale-
xandrc Pumas, Soribee Eugenio Sue, raelarnorplio-
searam em ouro Indo em que locou is suas pennas,
e novos Midas paraeem querer realisar em nossos
lias a bella ficcSo dos Gregos. Sobretodo Alejan-
dre Pumas tem recebido qoantias fabulosas em troco
dos seus bcilissimos romances ; e s o Conde de
Monie-Christo rendeu-lhe perlode 100,000 francos,
ou 31:5009 em noasa moeda.
Urna vez colocados na estrada do progresso nao
he possivcl parar: nao se conteram os autores de
vender as soas obras depois de terminadas; foram
adiaiile : ajustaran) com os joroalstas razao de 1
franco e cncoenta cntimos, 011 517 rs. por linha
e desl'arle os folhelins sao escriptos por um prec0
'laxado, que he ainda variavel, segundo a maior re-
pulacao do autor. Este melliodo de escrever. a Un-
to por iiolia inlroduzio nos Romanos modernos esses
repelidos dilogos, exclamarnos, mouosvllabos, que
sao tao frequentes na Dama de Montoreau e nos
Tres Mosquetearos de Alejandre Pumas.
Nao acontece porm o mesmo entre mis: nao ha
homem algum que viva nicamente do producto da
sua peona por mais elegante eaprirnorada que ella
seja. Ainda nao existe entre nos o gosto pela leilu-
ra : ha falta absoluta de consumidores Iliterarios ;
e as melhores publicares morrena a mingua pela
carencia de leitores. A Minerva Brasiliense pere-
cea por essa causa, e o Guanabara, apezar de pro-
tegido por S. M. o Imperador, e escriplo pelas
nossas prmeiras capacidades, est agonisante e de
certo dejxar de existir semSos vigorosas nao susten-
larem-o as bordas do abysmo, e galvanisando-o fi-
zerem-o levantar-se airoso e loucao como, em seus
primeiros das.
Queixamo-nos todos os das que os uossos prlos
sao de urna esterlidade espantosa, que passam-se
anuos sem que delles sahia urna obra, que prometa
algoma durarao pelo seu mrito ; mas nos, e nica-
mente nos, he que somos os culpados dfcsa ester-
lidade. O que ha abi que sirva de estimulo a um
moco que se dedique a malaventurada carreira das
lellras ? Ser elle por ess Ululo hem recebido nos
saloes 1 Encontrar protectoral quaudo por ventura
pretenda.algum emprego*V Nao por certo : qae se
nao liver outro titulo de rcommendacao senao o
que Ihe grangearam as ledras, nada conseguir uos
seus projeclbs, c passar pelo desgoslo de ver as
sociedades serem-lhe preferidos homens bem ordi-
narios ; mas que tiveram a fortuna de juntar alguns
contos de ris, moslrando-se quasi sempre fiis se-
guidores dessa mxima altribuda a Talleyrand ; os
fiiwjus1ifif.am os meios.
Nao se ouve por' loda a parte fallar senao em
molhoramentos materiaes ; concordamos que sejm
elles muilo ulcis ao pala, mas lambem julgamos ser
lempo de atlender am pouco aos melhoramentos
moraes e intellecluaes, porque sao elles qae princi-
palmente elevara pm povo a calhegoria de civlisado.
Cumprc que se prolejam mais as lettras, que se ollte
rom mais considerado para os nossos lilleratos, qae
gozem de mais immunidads esses alhletas do pro-
gresso, senllnellas do futuro, e a quem compete
transmitlir s gerajoes vindouras a historia dos nossos
lempos. Horacio, Ovidio c Virgilio lerviram de
pedestal i glorli de Augusto. {Xeophilo.)
Jornal do Commercio.) '
----1-------HJ--W-----------
8. Vicente de Paula.
O nome de Vicente de Paulo he o mais popular, e
o mais abellacado de lodos os nomes. Phlosophos,
creles, catliolicos, ou dssidentes, ricos, pobres,
grandes, pequeos, res, povos, todos o pronuncian!
com amor : he porque este nome he a sublime ex-
pressaVda cardade. Vicente de Paulo foi a perso-
uificarao das virtudes de dedicacao, e de sacrificio
como as pode appreciar a univcrsalldade dos ho-
mens. Daqui nascc o enlhusiasmo geral por o no-
me deste santo : nelle se ve urna vctima da liuraa-
nidade : as dores d'alma, os solTrimenlos do corpo,
tedas as mizerias da vida acharam as suas obras,
nos seus exemplos, e as suas palavras urna consola-
do, on urna esperaora. Foi um enviado do co
para "receber as lagrimas dos homens, e para aoen-
coar os desgranados: n.isceu em 24 de abril de
1576 no departamento de Laudes ; em Ranqunes
pequea aldea da parochia de Pony. Tomn ur-
de iis ecclesiaslicas em 1600, recebeu o grao de Dr.
em Iheologia, e foi para Marselha, ahi urna estra-
nba aventura caho sobre elle romo um golpe de
raio. Tendu-so embarcado com um lidalgo para
Narbona,corsarios turros que infestavamogolphodo
Le3o se apoderaran! delles e os foram vender as cos-
tas da Rarbaria, cov.il, e espelunca de ladroess.como
diz o msmo Santo na sua narrarlo. Escravo de
tres diflerentes senhores dos quaes, o ultimo era um
Savoyard renegado, que elle chamou sua religiao,
induzindo-o a fugir. Este capliveiro quasi roma-
ne-cu ; estas virtudes as cadeias; esta resignaco
nador ; eslu especie de milagr no iea resgate de-
ram aoroeada a Vicente de Paulo. Coula-se que
visitando um dia os gales de Marselha elle tomn
o lugar de um. cuja desesperacao o linha vivamente
tocado. De volta a Paris elle passou dor Macn on-
de estabeleceu das confrarias de caridade ; urna de
homens, nutras de moflieres. Foi a Bordeaox visitar
e consolar os gales. Fundou 1 eongregacSo da Mis-
sao especialmente destinada a instruir o povo do cam-
po e a formar para o sanio ministerio aquelles, a
quem a salvacao deste mesmo povo devia oro dia
ser confiada. Desde entao n vida de Vicente nao
foi mais senao um lee id o de boas obras ; missoes em
todas as parles do reino, na Italia, na Escossia, na
Barbara, c em Madagascar; casa paraos cxposlos
(meninos engaitados) paraos quaes por um discurso
de seis linhas elle adqure urna renda de 40 mil li-
bras : fiindariio das irrogas de caridade para o ser-
vico dos docntes pobres, fundacao dos -hospitaes de
Bicelrc, do la Pili, de la Salpltriere ; o de Marse-
lha para os gales ; o da Santa Rainha para os pere-
grinos, o do santssimo nome de Jess para os ve-
Ihos ; finalmente a remessa para Larraine Cm um
tempo o mais calamitoso, de dois milhes em di-
nheiro, e em efleitos ; ludo isto he urna imperfeila
amostra dos beneficios que a igreja e o estado de-
vem a Vicente de Paulo. Faltava-lhe evangelisar os
exordios do rei. Em 1636 prindpiou as msses
militares, e a sua palavra docee suave penetren ao
coraro dos soldados, e preparou os nossos mais bel-
los Iriumphos militares. Por toda a parte como um
milagre vivo o santo se mulliplicava, no meio dos
pobres, ,10 lado dos feridos, rabeceira dos mori-
bundos elle parecia um anjo do co entre as desgja-
coes da trra, Mnrreu aos 27 de selembro de 1660
com 84 annos de'idade. O seu funeral foi celebra-
do con* toda a pompa digna de caridade. Todo po-
vo a elle assistio ; e via-se os principes misturados
com os pobres, e as damas da caridade se apreseo-
laram com todos os desgracadoslqae ellas lioham res-
cebido em suas casas. As boas obras do Santo esla-
tavam prsenles.
Nunca se vio am enterro mais chrisUo e mais
popular. As academias do secuto 18 Ihe consagra-
ra m panegricos: a eloquencia mundana os tem ce-
lebrado, a poesa profana glorificado ; e os governos
nao christos Ihe tem levantado altares. A igreja o
honra como um santo, sendo beatificado por Bene-
dicto XIII, c cauonisado por Clemente XII. O sea
nome he por toda a parle como am smbolo ; sua
imagem he popular, o menino a reconhece,o velhb a
sauda, a mulher virtuosa, e a Culpada ,a contem-
plan!, ama com pensamento de amor, a outra com
unj pensamento de rcraorso. Nada igualou jamis
a esla nniversalidade de respeito e gralidao.
(Traduzido.)
passa era mirar as oudolac&es do mar, azul ao p
de nos, argnteo no horisonte : em abrir relaces
com os nossos companhoiros de viagem, com a eqoi-
pagem onde encontramos dous marinheiros chine-
zos, com o capiao, Hespanhol alio, grave, simples,
e, dsseram-nos, mdi prudente. A evenlualidade
de um dia no mar ha o por do sol; o de hoje foi
magnifico; abaixando-se e elevando-se, a vela o es-
conda e mostrava alternadamente. Chegou o noi-
te, deitado ao pe do maslro grande, rontemplei por
muilo lempo as estrellas que parecan) oscillar em
lomo delle;.o ar eslava benigno, benigno lambem
o co e o occano.
18 de Janeiro.
O tempo est sempre bello ; o vento augmenten;
s vezes peixes volantes se erguem um pouco cima
das ondas, susteplam-se alguns instantes, depois
perpassam sobre a superficie do mar, e entao se lor
nam a erguer para ir cahir um pouco mais longe.
Hoje assim como honlem, admiravel por de sol;
mas doas desles maravilhasos espectculos gratuitos
nunca se assemelham. Esla tarde, vio-se primei-
ramente ama como capola de ouro resplandecer no
occidente, depoi* a capola foi substituida por moo-
toes de nuvens vermelhas, a modo urna monteaba
abra/ada sobre que pareciaam dormir dous grandes
Mes.
19 de Janeiro. ( f
A noite, ludo parece mergulhado\no sootno ; dis-
sSreis que o navio caminha por encanto. Na alvu-
ra da cscuma. distingo a viva claridade das estrella?
phosphorecentesque scinlllam e fogem paraos dous
lados do navio, adormero, onvindn a agua desusar-
se ao longo dos seus flancos oom um rumorejar se-
roelhante ao ruido de um regato.
20 de Janeiro.
Calmara podre: comprehendo agora a energa
desta expressilo. O mar he de chumbo derretido',
tem a edr e parece ler a respectiva densidade. O;
CORRESPONDENCIAS.
merosai, e eipem ao maior risco os seas rompa nhei-
ros de viagem. Compre .que todos estejam armados,
ou que ninguem esteja. Pizem que as escollas an-
dam a cavallo adianto ou alraz," em mu grande dis-
tancia para nada impedirm, e chegam a galope-
juslamenie para verem os ladros fagir depois de
haverem realisado as sua fancefiet. Com todo, bom
he ter urna, escolla, pdr que aquellos que a comp-
em se cnteodem muilas vezes com o salteadores :
fazem-lhes comprehender que % nao convem empre
embargar os viajantes, que elles sao obrigados a pro-
teger, sem o que nao serian) mais escoltados, e quan-
do algaem os recasa, advertem ao ladrees"qae da-
quella vez nao devem poupar nada.
Vera-Cruz, quando ahi se ebega por mar, u3o tem
o triste aspecto que Ihe pr'eslava a mtaha imagina-
cao que o. aasociavaa esse lerrivel vomito, o qaal,
rom o norte sempre em perspectiva durante o tra-
jetco e os salteadores de embostada na estrada do Me-
dito, faz o fundo de todas as conversado qae se
podem ter com aquellos que tem ido ao Mxico.
Vera-Cruz he urna eidade regularmente edificada.
As ras sao bastante largas, orladas de arcadas ; o
aceto he entretido por pequeos abutres pretos que
ahi se enconlram a cada passo, e que prestam ahi
os mesmos servicos qae no Egypto, fazendo detap-
parecer as immandices. As pala sao guarnecidas
de pennas e andam as ras como um homem qae
usasse punhos as pernal. Empoleiram-se 110 e-
lhado das casas, vivendo em paz, segundo parece,
com lodos os passarinhos, porque vi andnrinhas
adejar familiarmente c sem medo em torno delles.
Gostam somente da corraprao: ha pessoas que tem
o mesmo gosto que estes abutres.
Aqu foi que Cortez locou pela primeira' vez a
trra do Mxico. Poucas leguas distantes do ponto
em que est hoje Vera-Cruz, laneou eile'os fun-
damentos de una eidade que denominou a eidade
rica da 'Cruz, resumiodo nesta denominacao ex-
navio nao anda ; nem por isso esl immovel, mas pressiva os dous sentiraeulos, que impelliam os seus
UMA RECTIFICACAO.
Na referencia, que na sua correspondencia de
hoje, faz ao meu nome o Sr.' Dr. Carlos Lobo ha
inexactidao, que nao devo consentir que passe sem
reclamacao de ininha parle.
'Quando o Sr. Dr. Lobo me procurou para saber
de mim se eu respondera a urna caria, que preten-
da dirigir-me para saber o que me havia dito o Sr.
Lemos Jnior em relaro a sed pai e o que havia eu
mencionado em casa de meu mano na ra Nova pe-
rante algumas pessoas, qne ahi eslavam, disse-lhe
qae nunca m recusara a dizer a verdade e que pos-
to me fosse desagradavel ver o meu nome envolvi-
do neste negocio, faria a declarado, que de mim
exiga. Entao Ihe disse qae nfio era exacto o que
elle me referi ; que q Sr. Lemos Jnior me dissera
haver o Sr. sea pai ido sua casa, oa a prso ; ("nao
me recordando bem aoqde) e que Ihe dissera que
seu lilho'oSr. Dr.'Carlos Lobo havia.de proceder
com toda a reclidao, e imparcialidade, e qde por li-
so nao tivesse recelo algum acerca de sua causa, que
lado se arranjaria bem, o que certamen le he d Aren-
le do que asaeverao Sr. Dr.Carlos Lobo em sua'dita
correspondencia,.qae someale posso ittrbuir ao es-
tado de iiuligojco, de qae se mostrea entao possui-
do este senhonpor certos boatos cfelatrmiosos que
disse Urem-se espalhado a sea respelo.
Em resumo tica e'xposto oque entre nos se passou,
e que julguei de meu dever declarar. Jote Ber-
nardo G. Alcanforado.
------ IBIQI8I 1 ------
Srs. redactores.No Diario de Pernambnco n.
118, li urna caria de Feliciano Bernardino da Silva,
dirigida ao Sr. cnsul porluguez, em a qual o mesr
mo Feliciano Ihe pedia o livrasse da prisao; e para
o conseguir se-villeu de calumniar-me, dizendoqae
eu o quz obrigar a assignar a,' representaco dosTpor-
logaezes contra o mesmo cnsul. Se eu, Srs. redac-
tores, nioassignei a dte representarlo, como pode-
ria obrigar a um meu caixeiro a assignar? nao me
admria que o tal mea caixeiro lancasse mao d'essa
mzeravel intriga para oblar do cnsul o qae quera
porque lie be bem cojihecirio.... mas o que mapa-
rece he que o Sr. consol o que quz com isto forar-
ranjar talvez om documento sea favor para o go-
verno porlueuez, he justamente o que nao Ihe posso
perdoar. Se o Sr. consnl lem no consulado copia-
da queiva, que contra elle se den, e os nomes de lo-
dos qae a assignaram, nao ter visto que l nao exis-
te a minha assignatara? como querer fazer acreditar
que eu forrasse ao mea caixeiro a pratcar, o queeu
por esla, ou aquella razao nao pratiquei? saibam
todos que eu nao obriauei o meu caixeiro Feliciano
a assignac; nao foi preso pelo caso qae conla ; foisim
por urna denuncia que d'elle dei por fallas de di-
nheiro de minha rasa; eo Sr. 'consol sabe mullo
bem d'isso pois a mim mesmo me disse que tinha
ido pedir aojuiz para o soltar por ser talvez primo
do cuchado do mesmo Sr. cnsul! En peco ao Sr.
cnsul, que pelo amor de Dos me nSo involva u'ei-
sas intrigas, pois queja sou velho, e s quero cuidar
de minha vida, porm com todo Ihe drei que nao se
confie nos que Ihe vilo conlar pelas para o adular.
Srs. redactores, pede-Ihesainsercaod'esta declararlo
o seu leilor e patro que foi de Feliciano Bernardi-
no da Silva.
Recife 27 de maio de 1854.
Manoel Martins de Cartalho.
LITTERATIRA.
PASSEIO NA AMERICA.
O Mxico.
Trajelo da llavana a Vera-Cruz. Vera-Craz.
Partida para.o Mxico. Os Bandidos. Terra-
fcira de eulrudo em um rancho. Chegada no
. Mxico. A eidade antiga e a eidade moderna.
Clima, populacao.
17. de Janeiro de 1852, no mor.
Al aqu tenho sempre usado de navios a vapor,
e quasi que me havia esqnecido de que existisse
onlro meio de transpor os mares. A navegaran a
vela parece hoje algnma cousa de primitivo e de
imperfeito, e s se tem recorrido a este meio em
caso de extrema necessdade. A certeza que a gen-
te tem de chegar pouco mais ou menos no dia fixo
he urna vantagem Uo grande, e pelo contrario he Uto
incommodo nao saber que tempo. gastar no mar.
Com ludo a na vega cao vela tambera tem osen m-
rito; he mais piltoresca; eslou bem satisfeilo de co-
ohee-la. Ha redmente om prazer, ignorado so-
bre embarcarlo a vapor, na ausencia da bulla que
fazem a machina e as rodas, e da trepidaro qu
imprimen) ao navio. O vapor he ama forra violen-
ta, caminha atravez dos obstculos onlra ventos e
mares, atirantando as ondas, temiendo as vagas, in-
do direito ao alvo, assim como um homem d carc-
ter forte e inflexivel quebr ludo o quo resiste. A
vela evita os obstculos ou cede-lhcs alguma cousa
para vence-los, e, apoiando-se at sobre o vento
contraro, avanca por meio de manobras hbilmen-
te concertadas. He como urna potencia intel-
ligente e negligente que conduz em lugar de
arrastar. Ha prazor em sentir o nosso navio ondu-
lar com o movimento do mar, e obedecer ao impul-
so do vcoto. Estes esteros coneorrem harmonio-
sanenle ; em vez de se conlrariarem. como acon-
tece quando o vapor e o vente sollcitam em senti-
do contraro a embarraran que, com o favor do pri-
meiro motor, deve lular contra o segundo. Alem
disso, o nosso pequeo navio, com os seus olo ou
dez passageiros, quasi que se nao parece com esses
receptculos inmensos de urna multido ou antes de
urna chusma, que se acha cncarceradu durante al-
guns dias na mesma prisao flucluanle. Todos se
conhecem, todos se fallam. Somos quasi compa-
nhoiros do cmara. O aspecto do convez he difle-
oicilla como ao acaso, iuclina-se ora para um ora
para outro lado, e bate os ares com as' velas ftou-
xas, que lornam a cahir sobre si proprias con o seu
proprio peso; dissere'u um passaro ferido, agitando
as azas meio quebradas sobre os seus flancos (len-
les. He am sapplicio p ver-se a gente agitada
sacudida sem progredr. Nada he mais irritante do
qae semelhaute calmara, nada he mais enfadonho do
qae semelhaute repouso.
21 de Janeiro.
Comecamos a andar, e'j vamos descortinando as
monUMhas do Mxico. Tem formas mais improssio-
uavesajKi que as montanhas de Cuba, o que procede
da sua origen) volcnica. He a semelhante origem
qae o horsonle de aples e o horisonte de Roma
devem em grande parte a sua belleza. Entramos
na atmosphera abrazadora e insalubre da ierro !
quetite. Esla larde, o ar snlToca e ninguem ousa
parar sobre o convez, por que ha tanta .humidade
que ludo em que se pe as maos est escorrega-
dico.
22 de Janeiro.
Eis-nos a quinze leguas de Vera-Cruz; amardiSa
podemos l estar; se o norte (vento do norte.) so-
prar, talvez s estivessemos la dentro de tres sema-
nas, porque quando o norto se levanta com alguma
violencia, o que he mu ordinario nesta poca de
anno, he -impossivel desembarcar em Vera-Cruz.
cujo ancoradoaro he o peior do mando, se he qae
se possa chamar ancoradoaro um lugar exposto de
tal modo, que pelo vento do norte curapre afastar-se
delle sem perder uc-i minute, porque om mnalo
de demora he sutucienle para que o navio seja afi-
lado sobre cachopos. Reeommendam aos viajantes
que desembarquen! a toda a pressa os seus effetos,
porque do contrario poderla ser qae se lhes nao
desse tempo para leva-Ios com sigo, e apenas em
trra, vissem o navio afastar-se com a bagagem e ir
tomar o largo at que o norte cessasse de soprar.
Este lerrivel norte he o elemento dramtico do tra-
jelo. Ameacado de ser condemuado- no momento
de chegar ao porto, a deixa-lo para correr diante de
tempestado durante varios diasou varias semanas, o
viajaote vive em transes perpetuos, e a qualquer
mudaoca na atmosphera oa no co julga ver este
vento fatal cahir sobre si para affasta-lo da praia
que esl prestes a alcanzar. Desta vez o norte, pos-
to que muilas vezes anuunciado, uos poupou, e che-
gamos ao p do castello de S. Joo d'l.lloa, que
oos !ra memoria duplicadameulo a recordase da
Fraor.a. Foi tomado com denodo pelos nossos sol-
dados, e iota construido por um Francez chamado
Graudpierrc. Este castello nao defendeu Vera-
Cruz nem contra os Francezes nem contra os Ame-
ricanos dos Estadosajkiidos. A' fe que nao sei para
que serve, e soudaoH}lodo nosso capitao,qne dizia
que fora bom botar no "chao este forte intil, ou an-
tes n'aaua, para con) elle fazer um molhe qne lor-
nasse.defcnsavel o aneoradouru de Vera-Cruz. Nes-
te momento estilo exposlos venda diaute de nos os
cascos de ans vinte navios hincados todos cosa no
mesmo dia por esse faraoeo tufo, em que tanto se
fallava em Havana antes da nossa partida., e cujos
tristes efleitos estamos vendo hoje. E nao he .possi-
vel evitar-se esta calamidade, porque entao a gente
se expOe a calamidades anda mais lerriveis. Como
diz M. de Humbolt, para chegar-se a Vera-Cruz he
terca escolher entre a estacas dai tempestades e a
eslardo da fehre amarella: as tempestades sao me-
lhores, mxime quando, como nos, nao se as encon-
lram ; mas he preciso ter- felcidade, e quasi que eu
nao contava com islo cm semelhante poca do anno.
depois de ter lido em Volney esla formidavel noli-
ra : <( Os marinheiros cilam este mar por ser o
mais fecundo de todos os da zona. trrida em tem-
pestades, em troves, em trombas, em tornados
ou torbilhes, em calmas su florad oras c em fura-
ces. b
l'era-Cruz,-Vijte fevereiro.
AGoal eis-nos 110 Mxico. Apezar do que nos
liaviam predito em Havana, Vera-Cruz nao est
em revoIusSo. A representadlo da comedia revolu-
cionaria ou contra-revlucionaria que nos annun-
ciaram esl retardada, talvez por algumas semanas
somente. H folga; mas fora desgrara passar um
mez no Mxico sem ver l una revolucao I
Restam a febre amarella e os salteadores. Todos
sabemque Vera-Cruz he a trra classica da febre
amarella, assim como o Baxc-Egypto he a patria da
peste. Felizmente para nos, esta estarn he a em
que o flagello menos devasta. -Todava he sempre
prudente demorar-sa aqu o menos possivel. A vio-
le cinco leguas do mar,"j se nao esl exposto aos
ataques da molestia; a duas leguas da eidade, o
perigo he muito menor; a propria eidade he o lugar
do mundo ondo esta enfermidade, qu tem, como
na Havan, o nome lgubre deromio negro, ataca
ruis frequeulemeute os estrangeiros. Ataca-os
na passagem como ama bala iuvisivel.' Tem-se vis-
to viajantes, vinds do interior, atravessar Vera-
Croa em carruajero, embarcar-se em um navio que
parta na mesma hora, e, aeommetlidos nessa passa-
gem de meteoro por assim dizer, ir morrer no mar.
Assim lomamos os nossos lugares para amntela na
diligencia do Mxico ; ao mesmo tempo ajustamos
passagem para a Europa em um navio sMkpor qae
daqui partir a 7 de abril, e 'escrev ao(pllego de
Franca que abrirei o meu corso a 10 dejplo. poste
que parta para o Mxico c me ache% duas mil
teguas pouco mais ou menos da minha cadeira.
Qnanto ao salteadores, desde que se tornaran) ra-
ros na Italiae na Hcspauha,he aqu que. os histeria*
dores devcnvv'ir procnra-los. Exagera-se quando se
diz que a diligencia he sempre cmbargada'eutre.Ve-
ra-Cruz e Mxico; he apenas muilas vezes. Se a-'
credilarmos n'um epiaramma cujo autor he do piz
cada um deve quando viaja uo Mxico, comecar por
fazer seu testamento. Esta preraurao nao he neces-
saria. He raro que os bandidos assassinem os via-
jantes que se nao defendem: couteulam-se cm geral
com rouba-loSi Assim tem-se o cuidado de levar
someate o que he necessario, de nao andar com mui-
lo dinheiro; mas releva ter uns "cincuenta francos
para que a pessoa nSo seja apaninada com as maos
remedo que aprsenla o convez de um navio a va- vasia,, 0 que irritara os ladres e pedera accarre-
por. VO-se ahi rodar .um vil cesinho de bordo e
alguns galos; as galinhas que cacarejam, os pombos
que rulan), d.lo nossa habilacao cerlo ar rustico ;
dissercis quasi o terreiro de urna herdade, s os po-
bres patos eslavam tristes por andarem sobre lahoas
en vuias: urna grande cabra divaga com arestupido e
enfadado sobre este solo 1110 ved ico, onde nSo encon-
tra rochedos.
Ora Icndo, ora quasi loscanejandb, vejo afastar-
se os pincaros montanhosos de Cuba, ou entao os
mcus olhos se incliuam e se cravam, com essa com-
placencia que d a ociosidade para ludo quanto
pode distrhi-la, sobre os objectos deque estou cer-
cado', sobre um galo por excinplo que se sstaheleccu
em urna dobra da vela, onde se coca com muita
tranquillldade, Ete primeira dia de trajelo se
lar aos viajantes Irataineutos eacommodos. Aquel-
los que nao lem lomado esta prenaurao se liao adia-
do mal. Ha poucos annos, lea* all ido as ras
do Mxico o aviso secuinle; general dos bandos
tendo lido enfermado que os /viajantes se poupara
de conduzir urna snmma razoavelcomsigo, os pre-
vine que aquellos que nao foYcm encontrados com
doze piastras ns algiberas srao espancados. Al-
gumas vezes lambem os bandidos despem os viajan-
tes, amarram-os a urna arvore, oa se enlregam a
violencias anda maiores. Portento, he prudente que
cada um lenha anua contribuicao prompta, salvo-se
varios viajantes que se conhecem, concordarem em
se armar, e neste caso raras vezes a gente he ata-
cada ; mas nm oa dops viajantes somente armados
nao irapritnem respelo a estas tropas em gera.1 nu-
companheiros s aventaras: a sede do ouro e o en-
lhusiasmo religioso.- Mudando um pouco de lugar,
a eidade actual so eonservon a parle mais uobre do
seu nome.
Ao sabir de Vera-Cruz, cnconlram-se reas enlre-
meiada de charcos, cujo aspecto he triste e febrici-
tante, tanto quanto pode ser. Para atravessar estas
reas a carruagem be collocada sobre um caminho
de ferro, o qae se reconhece segundo te anda mais
de vagar; depois. se torna a lomar a estrada, e oito
malas -cooduzem o viajante a galope, com mil aba-
les, atravez das grandes campias que fazem pensar
na campanha de> Roma e na campia dos Estados-
Unidos. A noite eslava suffocadora e. hmida; de
repente, no meio da solidao, os sons da guilarrese
fazem ouvir; paramos diante .de um rancho :.-as-
sim se chamam as.habitardes dos Indio*. Os ran-
chos sao formados de cauicos, o que os faz parecer
muilo coro gaiolas de franges. Dianle do roe*o,
dansava-se em honra do carnaval que la Sudar. Eu
eslava um pouco esqnecido da. terca feira de entra-
do ; era ella que eu encontrava desl'arle em urna
floresta, xlo Mxico. N'uma palavra, esta dansa do
rancho era mais cariosa do qae o baile da Opera. '
26 de Janeiro.
Dorante a noite comecamos a aos elevar; o ar
teraou-se mais leve; Vejo Orizaba resplandecer aos
raios do sol que 11 asee. A sua forma volcnica e o
sea vrtice nevado recordam um pouco o E(ea ; mas
he quasi duas vezes mais elevado. He o Vesnvio
empoleirado sobre o Mont-Blaoc.
A estrada sobe atravez de om florilegio de vege-
lacSo de aspecto inteiraraente novo- para mim. Ob-
servo arvores Cobertas de bellas "flores encarnadas
que vi na Europa as estufas, e que brilham aqu
ao sol. .De quando em quaudo se presentan! liabi-
taroes indianas com muros de clara-bola ; na estra-
1 da, horneas a p e a cavallo pasiam envolvidos em
sarape listeado, e trazendo por cima da caifa urna
segunda calca mais larga, e abrindo para os lados.
Oulros carregam fardos cabera; homens e mulbe-
res, na mor parle do tempo, correm assim carrega-
dos. Al dizern que ellas tem necessdade de um
fardo para bem correrem, e que, quando acompa-
nham ama carruagem chea de bagagens, eostumam
tomar urna malla e po-la aos hombros para poderem
resjfirar. Algumas vezes urna pobre India,- alem
do fardo sustentado-por ma corris' que Ihe aserta
a fronte, coodirz s costas, envolvido em ara panno
branco, o fiiho, cujos-pesinos so deixam ver. He
a primeira vez qae me acho na America no meio
de urna populadlo realmente dinerente, peto aspee-'
to exterior, das popularles europeas, que veto ba-
jos e liabiLares. qae se nao parecen) com Os nossos.
He mu dilcil hoje o expateiar-se ; cumpre que a
gente va mui longe para sabir dos seus lares.
Atravez deste enlrelenimento da surpreza e da no-
vidade, ebegamos a Jalapa, cajos arrebaldes sao
encantadores, e que so tem um inconveniente, o
ser a patria da jalapa. Este nome medicinal dimi-
nue um pouco para minha imaginario o encanto
dos valles cheos de larangeiras e da fresca paisagem
no meio de que a eidade esl collocada. Depois de
Jalapa a natureza augmenta se torna mais evera.
As montanhas se parecen) com as da Andeluxla,
apenas sao menos ridas; depois de sobirmos orna
ladeira, tinhamos aos nossopes urna vasta exten-
os quaes se desusa ao longe urna cscala diflicilmeu-
te visivel. as margeos dr estrada cresciam cactus
e atoes. No vrtice eslava urna floresta de arvores
sempre verdes. A' medida que a gente tse vai ele-
vando, junto da vegetara tropical 'vera collecar a
vegetarlo das zonas temperadas e mesmo boreaes.
Ve-se ao mesmo tempo y uceas e.plnheror. .Em fim
o bosque que alravessamos em.nada se parecia coro
o aspecto das regies sejrtenlrionaes da Europa. A
folbagem parecia de um verde menos sombro e de
um efleito mais gracioso. Entretanto, quando se
rhega a ePrrote, a temperatura permut que se cui-
de 110 norte. Estranho contraste proprio de um
paiz elevado que este situado debaixo dos trpicos!
Ilontem estovamos suuocados nos arrebaldes panta-
uosos de Vera-Craz, hoje tiritamos sobre urna rhaa
dos Alpes. Dormimos oa antes delamo-nos algu-
mas oras em Perrte.
A's tres horas damanhaa, lomamos entrar na
diligencia inteiramente transidos, sera qOe soubease-
mosque eslavamos debaixo da zona trrida; masque
nascer de sol! que scona extaaordinaria 1 Os gran-
des picos nevados no horisonte ; mais parto,' -mon-
tanhas' de formas diversas, esclarecendo-se socces-
sivamenlc com tedas as tintas da aurora, depeis o
azul sombro at o lilac claro e o cor de ron des-
maada. Algumas casas nesla vasta solidao, alguns
aloes em um terreno rido, forman) os primeiros
desenhos desta paisagem grandiosa, tao difirante
dos frescos valles de Jalapa. A' estrada offerece
urna modanca de decoracao perpetua, salvo os pin-
caro volcnicos qae dominara sempre com as suas
massas respetaveis o movel horisonte. Depois no-
vameole um calor abrazador s6 fez sentir. J nao
vi senao a poeira cojos rnrbilltoes nos eereavam,
c nao senti senao os medonhos lavancos da car-
ruagem at Puebla. w
Estes solavancos esUo cima de ludo quaalo se
pode dizer. Toda a gente.se terebra de algum aba-
lo extraordinario, quaudo por accidente un cochei-
ro atravessa mal am regalo profundo e lira o via-
jante sobre os-visinhos ou contra os lados d earrua-
gem. Pois bem, salv raras excepcoW, he o que se
renova continuadamente de Vera-Crea, ao Mjico.
En admirava a solidez deslas carruagens, coefrui-
das nos' Estados Unidos, e um pouco a solidez da,
minha propria pessoa. Ora o camioho apenas tra-
tado vai por meio de pedra e enconlram alguns restes da anga estrada hespa-
nhola.e ento'salta-se mais. Desfartahe qne scche-
ga seganda eidade d Mxico, Puebla de los Au-
geles (a eidade dos anjos), assim chamada por que
dizem que anjos Ihe edificaram a callifldrat. Como
ao'voltar, ronlo parar em Puebla gpardo para esta
poca da miiil" volta oque tenho a dizer acerca des-
la curiosa eidade e. da grande pyra'mide de Cholula,
que est a duas leguas de Puebla.
Os Indios que vejo na estrada nao saobeltoi-; sao
gordos, baixos, e lem certo ar de sbprani. Os Pel-
les vermelluts sao melhor falhados, as feiroes sao
mais altivas e mais varonis A pelle dos Indios do
Mxico lie de um amarello pouco agradavel. Esla
cor de boto me parecen geral, salvo alguma diversi-
dade das tintas mais ou menos arroaxadas. Deixci
Paris com mullo medo da repblica vermetha, en-
contr aqui a repblica amarella.
1. de maco.
Partimos esta manhaa de Puebla para o Mexko,
onde chegaremos antes da noite. Na diligencia ha
Respanhoes do Mxico e um Hespanhol da "Eoro"
pa. Este gaba incessantemente o-seu^iaiz, deixam-
no fallar; roas ergue-se. aproveita-se'desleynomeu-
to para dlier hmI da Hespanha.' Vm rraaca *-

^*
-

V
i

.
>*


DIARIO DE PERMIBUCQ. TERCA FEIRA 30 DE MAIO DE 1854.
\
heiecido no Htico, que negoeiou uos Eslados-Uni-
d vel : son intolrnles, mala; depois, fallando em
navios vapor, en eaminhos de ferro, em a acliv-
*eie industrial e commercial dos Americanos, che-
ga a nm enthusiasmo aem limites e dii: realizan)
maravilhosos progrcssos, he um grande povo.
Depoh de hartr alravessado'um bosqno de pi-
nheiros chamado Pioal, celebre na historia dos ban-
didos mexicanos, chega-se a um ponto d'onde a
chaa do Htico se desenvolv ante os olhos. He
nm dos mais arjmiraveis espectculos que ha no u-
niTerso. Os grandes cintos carregados de nevo
que dominan) ludo, as montanhas accumuladas na
baso, os lagos ao p deslas montanhas, arvores tro-
picaes e arrores sempre verdea, a nave vista atravez
des aloes, compoem nm todo mnilo mais singular
do que a niturea dos trpicos com t magestosa e
risonha monotona das suas palmciras, dos seus co-
qneiros, das suas bananeiras. Ao primeiro volver
d'olhos, esU' vegetacio nao tem oar etulico da vege-
tacio da Cuba. Eis arvores anlogas s arvores da
Europa temperada, aos olmos, aos freixos, aos ala-
mos ; somonte nao sao nem olmos, nem freitos, nem
hamo*; he um aspecto estrangeiro, mas nao eslra-
nho, um desconhecido que recarda o conhecido,
que delle ditTere e que com elle se parece.
'Ao approtimar-se da capital do Mxico, passa-se
entre osdous lagos de Calco e de Tescnco. Deno-
miuam-os laguna, e com efleilo tem um ar de lagoa.
as bordas, bandos de cegonhas brancas se apresen-
ttmeomo um rebanho de ovellias. A planicie que
cerca o Mxico formou o fundo de um grande lago.
Os doos que subsisten) hoje s8o um fraco resto da
inmensa cscala que banhava oulr'ora o p deslas al-
tas montanhas.
Em Gm entramos no Mxico., He urna sensac3o
singular encontrar .assim a duas mil, leguas da Eu-
ropa, a tele mil ps a cima do nivel do mar, urna ci-
dade de cento e ciacoenla mil almas, urna capital1
rujo aspecto lie europeu,encentrar no eilromo do
mundo recordaces histricas, e que rccoidacoes! as
do (acto mais extraordinario telvez que tenh sido
realisado pela audacia humana.
Ao principio o aspecto do Mxico nao iropressiona
tanto quanto se esperava. A cidade lem urna phy-
sionomia menos caraclerisada, menos marcada com
o velho lypo hespanhol do que Puebla; mas quando
se tem percorrido as compridas e largas ras que
atravessam o Htico em toda asua extenrao, ven-
do-se sobre a estrada elevar-se os zimborios colori-
do* do* conventos e das ign-jas, a gente- comer a
sentir a magia desta singular e longinqua cidade, .i
qual se chega do clima ardente de Vera-Cruz, su-
bindo-M de zona em zona a escalla das' vegetacoes
inecessivis, e que, na altura do hospicio do
monte S. Bernardo, goza de um ceo deliciosamente
temperado. A opile he admiravel; as vastas ras
do Mxico sao alvejadas pela la ; a grande praca
parece immensa. Dos dous lados he orlada de pr-
tico', defronte de mim, ergue-se a calhedral por
trax de urna fttea de arvores, sobre o terreno do
9
/
VAREME.
. DA MORTE E DE SEUS CARACTERES:
Pelo Dr. Josat.
laureado do instituto.
(Continuadlo do numero antecedente. )
Continuemos.
Quando o medico lem reconhecido os signaes da
decomposieflo, participa familia que em tal dia e
em lal hora, se proceder-ao enterro diGnitivo. Or-
dinariamente um ou dous membros apresentam-se a
este convite, e ludo se pasta no interior sem pompa,
sem rumor, mas com toda a decencia desejada.
Nao posso todava deixar passar sem critica mul-
los abusos, imperfeicSes ou inconvenientes bastan-
tes importantes ; creio que tenho pago anlecipada-
mente com minha approvaco em geral as refletdes
criticas qne irei fazer sobre os pormenores.
Principiamos dizendo que fra melhnr que o di-
rector e as pessoas que esto as suas ordens, moras-
sem em oulra parte, para nao respirarem somente o
ar do cemiieriu. e nao lerem oulra vista senao a dos
tomulos. Nao ousamos aulrmar que se deva attri-
buir a essas circumstancias a impigem contagiosa,
que desfigura ueste momento os seis ou sele Glhos
de Mr. Schmill.
Alem disto, urna s capella para urna cidade, on-
de ha mullos cultos pode nao salisfazer a nenhum-
Os reformados, por exemplo, enterram- sem a pre-
senta da cruz; os lulberanos a trazem na frente
de seus preslitos fnebres; os christaos, as mesrr.as
circumstancias, poncas vezes sepram o Christo da
Virgem, sua mai, Se fosse permillido aos israeli-
tas a sepultmra commum, fra urna uova complica-
gao, que justificara ainda mais nussa observacao.
Quizeramos ainda qne as janclas, que communi-
cam das celias para a sala de vigilia tivessem corti-
nas de orna fnzenda e de urna cor conveniente, afim
de armar a nudez dessa sala, e sobreludo para evitar
1 aos visitadores, que sao quasi sempre pais ou ami-
gos de urna das pessoss expostas, a vista daquelles
que nada, silo delles.
Que nao tiriamos a dizer a respeilo do reaislador 1
Nao he bastante urna inspecdSo de meas horas : nim-
ias cousas podem ter logar em tfm tempo Uto considera-
vel.sem que o vellador tenha conhecimeulo dellas, se
esliver jazendo em um somno lanto mais profundo)
quanto for repellido e vencido por mais lempo; e esse
vellador, nao pondendo ser reerntedo em Francfort
na ordem de pessoas, que eu indicare! para a Fran-
ca, desejaria que nao o Gzessem estrear no exrcicio
de suas penveis func;6es,sem o ter antecedentemente
habituado ao espectculo da morle. Consegdie-hia
este resultado concedendo ao vellador em oRrcicin
um adjuncto para o substituir no caso de molestia.sem
he tirar a responsabilidade de suas funecaes. Estas
reOexoes uos sao suggeridas por dous factos, e-nos
baseamos nelles por causa da ulilidade pratic, de
que elles esiao revestidos vista dos "orejelos de or-
ganisacJo, que sao o Gm deste Irabalho.
Ha poueos aonos ainda que o servijo do egtebele-
cimento se faz com a tegularidade, que temos ad-
mirado. Os
primeiros regolamenlos que temos i
anligo templo mexicano;. palacio do presidente ej v'*la oeste momento, estavam longe de respooderem
das dufseamsras M prolonga i minha direita como /sflicien(emente a (odas as particularidades internas,
urna comprida tacha branca. Infelizmente todos E elles toram depois bastautmentemod\f\eados,es3>o.
estes edificios, inclusive a calhedral e o palacio, nao
so mai elevados para a extensao da praca, orna das
mais espacosas e mais regulares que baja no mundo.
O que faz asonmagia necta hora, lie a grandeza do
espaco celeste que a vista abraca, he essa cupola de
um azul lao puro e tao suave, que parece descansar
d tedas as partes sobre um quadrado de marmore
1 branco, e uo. vrtice da qual a la est suspensa co-
mo urna alampada de alabastro a um pavilhao azjil.
Desde nove horas da noile, a praca est vasia, as ras
estao desertas. Poueos pees a atravessam; algumas
carruagrns rodam ao longe e recordam que se es-
t em urna capital; capital adormecida e muda, que
parece recolher-se as recordacoes do seu passado e
preparar-se para os cuidados do seu futuro, porque
sobre esta prira desfilaram veocadores esses homens
emprehtndedores do norte, que agora lhe sabem o
caminbo e ahi voltarao.
2 de marro. ,
.Depois de lar entrevisto hontem o Mxico ao cahir
danoileeao ciarlo da la, divagoei boje pelas ras
e pelos arrebaldes. No seio desla cidade hespanhola,
comparativamente anliga, encontr a regularidades
que me hiviam aeoslumado as novas cidades dos Es-
adoa-Unido*. Quasi todas cuas se cortum en
ngulos recios, carno asruas deNew-Vork ou de Phi-
ladelphia. Cousa eslranha, esta symetria, carcter
das cidades que se ediGcam boje com todas as. pesas
na America do Norte, por que ninguem he incom-
moddo por alguma reliquia do pastado, assiro como
se alinbam pssulcosde um campo nosmraente arro-
teado, esta symclria lie aqui um legado da anliga
fivilisacao aztique (1)!
Cortez, depois de ter destruido a cidade de Mon-
tezuma, ou Monteczuma, como outr'ora se di/ia,
Bumdou construir a sua|sobre o mesmo plaiio.Osbair-
ros da cidade actual corresponden) aos quatro bair-
ros da anliga capital e de varias outras cidades azle-
ques.- Aquella era construida com a mais exacta
sjmelria o dividida em qoadrados e em paralleio-
' grammos. EsU dbjposisao que he evidente sobre
0 plano da cidade azteque de que se possue um
fragmento, parece-me ler sido muilo geral no Me-
xtee anteada conquista. Vi dous outros planos de
antigs cidades que offerecem a mesma regularidade:
ella be anda sensiveflho aspecto da cidade de Cho-
uta.
O Mxico primitivo era sulcado por canaes romo
Vneta, on antes como as cidades da llollanda, por
que havia em geral um caminbo lateral entre o ca-
nal e asesase. Como quer que seja, Cervantes pu-
de, em urna das soas notjallas, comparar Veneza ao
Htico. Hoje ha difllculdade em se explicar esta
compareci. Os canaes nSo sao viiiveis senao em
um bairro da cidade, as outras partes teu,desap-
parecidoaos olhos, mas ainda existen) debaixo do
solo eticado com asruas que os substituir m e que
marcara a dirocclo dos canaes. Urna mudanca se-
melhanle aguarda a propria Veneza. Dm dia, os
seus canaes serto obstruidos, e as carruagens roda-
rSo onde agora passam as gndolas; por toda a par-
too extraordinario, o singular, tendem a desapare-
cer; a uniformidade e a monotona se apossam do
mundo. Algumas vezes os antigos canaes, hoje
transformados, em esgotos, se revelan) pelo cheiro
que exhalara. Aqui e alli, nos arrebaldes da cida-
de vejo montos de mmundiciese aguas estagnads e
entorpecidas. Nada moitra mellior quanlo o r do
Mtiico he salubre. N'oulras paragens estas cloaas
produziriam mil males; masa oito jnil pes cima
do mar, em urna altura que be a da media regio
dos Alpes, a pureza da almosphera he lal,
que as enfermidades tao frequentes as parles
baixas do faiz", sao aqui inteirameule dcscouhe
cidas. Sosenle a stluacio do Mxico lie contraria
aos paitos delirados, que podem diflicilmeole respi-
rar era ama almosphera tao rara. No verao, esta
aJmosphera he perturbad por furacOes quasi quoli-
dianos. A fora isto, o clima do Mxico he mui sa-
dio; hatambJPrmui agradavei,porque nunca allin-
ge as extremidades do calor e do fri, e forma sob es-
ta retecho um perfeilo contraste com as sbitas mu-
danras de clima dos Estados-Unidos. Osen maior
inconveniente he que, durante varios mezes, em
lugar das chuvas continuas, ordinarias nos paizes
tropicaes, cabe aqui todos os das um aguaeeiro de-
pois de meio dia. Na poca do auno em que esta-
mos, nao ha nada semelhante ; entretanto todas as
Urdes cada nm se v com certa perturbadlo, que
nao he suflicienle para alterar a sarenidjsla do lem-
po, mas parece sempre ameaca-la.
A pureza do ar, aqui como no Eaj po, he acom-
panhada de extrema sqoido. Os charutos se que-
haram como os nossos chapeos depalha se quebram
sobre o Nilo. Ninguem sabe oque he a humidade ;
esta extrema seqoidao e os furaees quotidianos do
veriW fatigam as orgariisaces delieadas, e solire tur
do a* pessoas nervosas. Estas ultimas nao pedem
vivar no Mxico. .
O que he particular ao Mxico e se.nao encontr
em parle alguma nos Estados-Unidos, he que no fim
de cada urna deslas ras largas e direilas, avisU-se
raa monUnha. como rn certas cidades pequeas
dos Alpes ou dos Vyrenneos ; mas aqni o espect-
culo impressiona mais, porque te est em urna pla-
nicie e "urna cidade de cento e cincoenU mil al-
mas. Imagine-se que no extremo da ra do Fau-
bong-Sainl-Honor ou da ra de. Bae percebe-se
um cunte azulado, elevando-se a dez m'l ps con-
fessir-se-ha qths estas ganhariam na perspecUva.
J. Si Ampere.
(Itetutde deux Mondes.)*.
fttequet entonme que sedava s popula-
eqesqaeoeeupavam e Htico, e governayam urea
parto 4o Htico, na chayada de Corter.
como julgamos, o que ha hoje de mais satisfactorio
em toda -a AUemanha em fado de legis/aco mortua-
na. He por esta raz3o que temos reflsctidu com
mais parlicalaridade, e damos a ludo quanlo diz res-
peito, urna extensao de desenvolvimento despropor-
cionado como a exposirao rpida que fizemus de lu-
do que sobre este mesmo objecto, se refere aos oulros
estados, que temos vilado. Em summa he toman-
do delles, sobreludo d Francfort, o que ellos teem
de bom e despresando o que lem de imperfeito parad
substituir alguma cousa de melhor, que; conseguire-
mos elaborar para a Franja ura projeclo de organisa-
50 mais completa que todo que existe em qualquer
ootra parte.
Mas nao.percamos de vista os dous factos, cuja
historia temos promeltido, 'ainda quando fosse so-
mente para nao privar o leilor de um nico riso,
que procuramos occasiao de (azer nascer em Ira-
balho bastantemente lgubre. i
Um corpo eslava a dous dias na celia, era o de
urna molher de trinta annos. A natoreza da moles-
lia, de que ella tinha snccumbldo, assim como
lempo ja considera vcl que tinha decorrido depois da
morle, tiiiham apressado de um modo singular os
pbenonieuos ptridos e contribuido grandemente
para iresenvolrer o abdomen. O enterro linha sido
marcado para o dia seguinle. Entretanto o cadver
Gcavn na celia e o vellador no seu poslo.
Investido oulra vez de suas funcc,oes e alm disto
tranquillo a respeilo do corpo, ao qual'eslava de
guarda, elle dorma, qnandtte campanhia soando
repentinamente com o smftnais allerrador, o me-
do apoderou-se do nosso guadar, conserva-o imtno-
vel e tao pallldo como o cadver que elle vigiava. O
director ouvindo o somata campanhia, corre do ce-
milerio, onde elle se achava naquelle momento, pre-
cipita-fe na sala, onde v o guarda em estado de des-
maio.Seus cuidados echamam promplamenle
vid* f recobra a palavra ; as lembrancas voltam ao
mesmo tempo : elle pode emfim explicar a causa de
ceu estado. Correr celia indicada, ah! talvez ja
larde, tirar o corpo do esquife, leva-lo para o quarlo
de viviGcaro, deite-lo na cama, a(adigar-se em cui-
dados* iouteis para conseguir um signal de vida, lu-
do istose executou com urna promplidao mais fcil
de .imaginar que de dizer, rass tal que pareca toda-
va ler (irado ao director a faculdade da reflexao.
Finalmente lornou-sc evidente que nao havia mais
vestigios de sensibilidade, e o medico se enlregava
lanto mais a esta persuasao quanto,.como o dissemos,
a cor de certas partes do corpo, o odor particular
putrificacao, nao permittiam por em duvida a reali-
dade da morle ^ conludo era ainda menos, permilli-
do dovidar de um movmento qualquer das maos do
defunto, porquanto, o peso da campainlia, de urna
parte, imita descido at o Um de sua carreira ; e de
oulra parle, o vellador nao explicava de oulra surte
seo terror e o accidente que o tinha determinado,, e
finalmente o medico o linha disliuctamente ouvido.
Voltando calma, reconheceu-se com alguma alien-
cao que o ventre, distendido pouco antes por urna
quanlidade prodigiosa de gaz, liona abaixado quasi
repentinamente. Desde eniao foi evidente que as
maos collocadas sobre o abdomen linha seguido sen
movimento de descida, e puxando o apparclliq ti-
nham provocado desle modo o jogo d campanhia.
Depois desse momento he que se tem collocado urna
laboasiuha alravessada no esquife na altura do epi-
gastrio. As maos sao estendidas nessa Iravessa sem
serem cruzadas, e nada mais acontecen.
O segundo faeto he muilo recente, efomos tesle-
munha delle.
Todas as pessoas moras ou reputadas taes, n3o sen-
do exposlas as celias, como diremos depois, succe-
deqUasi sempre passarem-se mui tas semanas, algu-
mas vezes muilos mezes sem que haja expsito. O
vellador est de folga enlao, para servir-nos da et-
pressao recebida'; porem suocede muitas vezes que
s exposicOesse s'uccedem sem interrupsao por tres,
quatro, cinco e seis semanas. Este caso era preci-
samente o que se dava, durante a nossa estada em
Francfort. Kis-aqui poisum homemiprivado do somno
quaaMniee tres dias e outras lanas noites. Para to-
do l^Klle que em aun vida tem sentido urna vez a
neclHtode irrisistwl do somuo ; o relo parecer
incrlnP; todava elle he da mais perfeila exactidao ;
he por esta razao que o aprsenlo aos phvsiologislas.
Consenrci, se quizerem, que este homem em tu-'
do o vigor da idade, alm disto, magro, secco, pal-
udo e nervoso tenha votado, permillam-me a ex-
preswo, alguns minutes de< repotrao no intervallo
de urna meia hora a oulra ; mas bao de permittir-
me que faja observar que um somno assim inler-
rompido, goztdo s occullas e debaixo da influencia
da preoecuparao de ser trahido pelo inllexivel regis-
tador, he realmente um somno mais mortificanlc
do que reparador. Este vellador todava 'foi exac-
to at o stimo dia, em que o rgistador o denun-
ciou ao director como criminoso do ler dormido das
quatro s cinco boras damanhaa. Finalmente ca>
hio doenie e ainda o eslava quando partimos. Sou-
beroos delle que a prvacao do somno se lhe torna-
va cada vez menos penivel de soflrer, c que sea
este privacao o regulamenlo nao junlasse urna oulra
mais penivel para elle, a de fumar, ella se julgaria
seguro de resistir tres metes consecutivos. Ha por-
venlura no mundo urna existencia mais singular,
para nao dizer mais, que a de um homem que pas-
as sua vida entre morios na sepultura e outros pro-
timos a entrar nella ; desoecupadn, obrigado a re-
sistir constantemente a mais imperiosa de todas as
necestidades, como dizem os phjsiologslas, o som-
no ; sacrificar a mais doce e a mais innocente de
lodas as inclinares, a de fumar,' sem poder mes-
mo deitar seu pesio para acudir as exigencias mais
nalurnee ; nao leudo finalmente uulro espectculo
senao o dos tomulos de um cejnilerio ou da roedn-
nha morte, fazeodo eontorsOes nos restos deacober-
I tos dos cadveres confiados i sua vigilancia 1
Continuemos agora o curso de nossas refletes
criticas. O apparelho desliuado a dar o signal no
caso do individuo tornar vida, sera ulil somente
na hypothese de morle apparenle sobrevinda duran-
te o estado de saudc.
Os dedaes por sua forma e materia de que sao fal-
los, s imperfeitamente podem conseguir o Gm a
que se propoem. Com *ffeilo, os dedos que elles
cobrem, cnchcm puncas vetes de urna maneira com-
pleta sua capacidade-a ponto de adherirem perfei-
lamenle. Demais, quando isso tivesse lugar no mo-
mento, da applicacao, diminuindo sensivelmente e
em geral u volume de cada parle do corpo durante
os primeiros lempos da morte, os dedos aflinando-se
au tardaro a escapar e abandonar os dedaes do
apparelho. He para evitar este inconveniente que
se fez o que se chama ornato dos dedos, de que j
Gzemos mencao. Em algnns estabelecimentos se
tem feito melhor, substiluiodo 'aos dedaes fechados
dedaes aberlos que podem penetrar tanto quanto
for necessario para Gtar slidamente os dedos. Es-
ta mudifcac,an deixa anda que desejar, e apondre-
mos alguma cousa de melhor, quando tivermos de
etpor nossas proprias ideas.
Ha evidentemente urna distancias bstente, gran-
de do ponto, de applicacao do apparelho i campai-
nha ; o que necessita de urna extensao desmedida
dos cordes e tanto mais forja para obrar sobre o
ferrolho.
Mas urna lactina que se deve preenher em um
estnbelecimenlo que se procura aperfeicoar. todos
os dias, he a construceo das celias para os meni-
nos e apparelhos modificados, de conformidade com
as proporeoes que se dsse a essas celias, e tambe m
com a estado particular dos meninos, que fossem
expostos.
Devemos exprimir agora todo o nosso pensamenlo
sobre o apparelho e de seu uso? Ja Gzemos ver
que elle he imperfeito, e demais, quando o nao fos-
se em sua especie, elle nao consegueria ainda o Gm
proposto senao em casos taes como oa syncope, na
Iclbargia -profunda, em que a morte apparente sor-
prendendo o homem no estado de saude, pode aban-
dona-te do mesmo modo. En lio a forc vital echa-
ra sempre bastante energia.para obrar sobre' o ap-
parelho e 4rar delle bom partido.
Mas os casos em que elle ser mui provavelmen-
te intil sao aquelles, muilo mais numerosos, em
que o individuo exposte, depois de ter lutado em
urna tenga agona contra a morte que o opprime
cabe antes de lhe ceder para sempre, em um estado
de anniqujlamcnlo syncopal ou mesmo hysterico
bastante longo para simular a morte; algumas ve-
tes tao profundo, que elle pode resistir a todos os
estimulantes conhecidos. He neste caso em que o
raiodevida, que persiste, est de alguma surte uo
estado latente, que o moribundo, quando o faz co-
nhecer, o faz provavelmente pelo movimento dos
dedos ou das maos, mas pelo contrario por urna
nucein na fronte, um ligeiro desvio das palpebras,
alguns movimentos thoraicos imperlivcK algumas
pa/pilagesdo coracjlo, que'nao se faz sents mesmo
al-a arteria radial. QuetarSo aqui, perguuto-vos,
voseos dados, vossos cordDes, vosea campainria", todos
os vossos apparelhos ? Bea sel qaenSo esU menor
provado, que a instluirao previne os enterramen-
los antes da morte coosnmmtua, e be ja ter cejn-
seguido ura grande resultado, o. nico provavel-
mente que se possa propor com a certeza de o con-
seguir ; mas 'se a este resultado se podesse juntar
a preciosa vantagem de ser prevenido do mais leve
signal de vida, que pode dar um etposto, fra ter
obtido, ao que parece, a perfeioKd ueste ponto. Es-
ta parle esU quasi toda por fazer; he ella que nos
ha de eccopar Hago.
Entretanto1 prosigamos :
Em Francfort be permillido expor.no esta bel eci-
mento ou na casa morluaria a pessoa fallecida.
Neste ultimo caso, logo depois da morte presumida,
avisa-se a autor idade competente da inleui;ao de
guardar o corpo at o pleno complemento das for-
malidades proscriptas pela le.
A autoridade asaifn prevenida,adverta por sua vez
o medico especialmente designado para que vistenos
tees dias a pessoa indicada.Sea decomposcio '.segua-
se'logo a morle, como succede algumas vezes em
consequencia de cerlas molestias, ou debaixo da in-
Guencia de ttma temperatura nmito elevada, o medi-
do visilador apressa sua visite e o enterro se faz,
conforme elle prescreve. i Alm djslo nao se pode
proceder i condcelo do corpo senao depois que o
medico lem declarado por e-cripto a existencia da
%pmposicao cadavrica. Ninguem est isento de
cumprir esta formalidade. ainda que ltouvesse de
prolongar a demorado corpo alm dos tres dias, e
muilas visitas do medico examinador. Os judeos
que, naquelle paiz republicano, esiao quasi em lodo
fra da lei commum em quanto \ ivem, sao xompre-
hendidos nella a ste respeilo depois da morte; por-
quanlp um cemiieriu, nao lendo estabelecimenlo de
ezposico, elles sBo obrigados a guardarem os mor-
ios em casa ou expo-los no hospital, que Ihes he
particular, ataque as leis lenham recebido seu ple-
no comprimento.'
No primeiro caso, aqnclle em que p morte deve
ser exposto como cima, logo que a morte. he presu-
mida, partiripa-se autoridade e ao mesmo tempo
a inteucan de expor o definido em celia. Doze ho-
ras depois desta declara$o, se cre-se opporluno, he
permillido fazer-se os funeraes exactamente, como
se ellas devessem terminar immediatamente pelo en-
tarramenlo. Mas chegado ao cemiterio, o esquite,
coberio por urna simples garca em sua extremidade
a mais larga, no lugar da face, he momentneamen-
te deposlo na capella, onde se acabara as ceremonias
religiosas.- -Depois do que o aco'mpanliamente se re-
tira, e o corpo em seu caixao dcscobcrlo, he levado
para a celia, deposlo convenientemente, prvido do
aparelho, coberlo de seus mais bellos vestidos, cer-
cado de Oores embalsamado, perfumado e finalmen-
te confiado i dupla vigilancia do guarda vellador e
do director, at'que este ultimo julguc opporluno o
enterro diGnitivo.
Taes sao, quando nao seja lellra, ao menos no
que ellas tem de mais importante, as leis que presi-
den) as inhumarles na repblica de Francfort. Sua
sabedoria he admiravel debaixo de muilos pontos de
vista,e adquereseu novo valor pela comparacau com
o que se passa em oulros paizes.
Que bello conlo he este, capitulo! Que calma e
que placidez aprsenla Mr. Josat na descriprao des-
ta seenas terriveisl Como se sent que he um sabio
que examina sinceramente, em' um Gm preciso, e
n3o he um simples curioso, impressiouavel, que v
para contar depois a outros curiosos.
Sentimos nao poder seguir tamben) o auclor em
m esludo longo e grave, do que se passa em Fran-
ca ; sao coulus trislissimos e mui seosiveis a verifica-1
cao de factos sinstros e infelizmente verdadeiros.Nao
podemos lao pouco fallar de um outro capitulo nao
menosipteressante, o qual trate da morle interme-
diaria, isto lie desta primeira morte apparente, que
precede algumas horas ou alguns dias a morte ver-
dadeira, e do abandono cruel, em que se deixa o
que j nao be mais um homem, e n.lo he ainda um
cadver.
Mr. Josat vai ainda mais longe; rooslra um re.
medio para esse estado, que separa a agona da mor-
te real, e depois de ter feito um enrgico protesto
contra os caixoes fechados, termina seu livro, que se
fosse conhecido de lodos, consegueria cortamente
seu fim; fazer desapparecer o perigo de ser enterra-
do vivo.oo de ser abandonado antes de estar comple-
tamente morto. (Journal dos Debis.)
Exportagao'.
Liverpool'por Macei, barea ingleza Midas, de
382 toneladas, conduzio o seguinle :120 toneladas
de lastro de ara e pedra.
itECEBEDORI A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 29......269J7
CONSULADO PROVINCIAL.
Kendimenlododiala27......40580*561
dem Jo dia 29........ 1*7$937
HiMH
PAUTA
42;02830l
dos precos correntes do assuear, algodao', e mais
gneros do paiz, que se despacham na mesa do
consulado de Pernambuco, na semana de 29
de maio a 3 de junho de 1854.
Assucaremcaixas branco 1. qualidade @
2."
mase. .......
bar. esac. branco.......
mascavado.....
refinado..........*. -
Algodjo em pluma de 1." qualidade
b | 2. -
3.a b
cm ra ruco.......... B
Espirilo.de agurdente....., caada
Agurdenle cachara........
de canna.......
resillada........
Gcnebra..............
*..........botija
Licor '............ caada
,...........< garrafa
Arroz pilado duas arrobas, um alqueire
d em casca........T& b
Azeite de mamona.......... caada
b mendoim e de coco; A.,
)>
b b de peixe......V*~ *
Cacau.......... w
Aves araras.......JraBmmsL
b papagaios...........ton
Bolachas...".......... 1>
Biscoitea...........' ''
Caf bom .............. b
rcstolho............. ii
i) com casca............*
muido .
Carne secca
Cocos com easca .'....... cenlb
Charutos bons.............
ordinarios......... n
b regala e primor Jfc
Cera de carnauba.....'..... (g)
em velas............ b
Cobro novo man d'obra........ S
Couros de boi salgados.........
b espitados.....'..'.,. ,K
n verdes .............
de onr,a............n
de cabra cortidos......b
Doce de calda.............
b goiaba............ a
secco ............... .
jalea. .............. *
Estopa nacional'.'.......... @
b estrangeira, miiu d'obra.
2J700
2*100
1900
29900
2000
39200
09000
5-3600
5200
13.J00
9700
,9400
9-OO
9400
9480
9220
9480
9220
49800
19600
9800
19120
19280
59000
umalOJOOO
39000
49480
69400
59500
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39800
29560
19200
9600
69400
89OO0
9160
9180
9190
9090
159000
9190
9280
9200
9400
9320
19280
I9OOO
29OOO
. I9OOO
alqueire 298OO
, 29000
B 9000
alqneue 59000
. (> 69000
39000
89000
4D00
. 39001)
329000
ahjoeire 2*hh)
.''W' 1&5O0
. cenn I96OO
. 9600
99OOO
urna I29OOO
nm
B

B
Espanadores grandes .
* b pequeos..
Farinlia de mandioca. .
b B niilln) ....
b aramia .
Feijao..........
Fumo bom.......
ordinario....".
b em ful/ia bom .
' n b ordinario
1 b residlho.
Ipecacuanha......
Gomma. ..'......
Geugibre........
l.enba de achas grandes.......
a j> pequeas......
b b toros ...........
Pranchas de ainarello de 2 costados.
b b louro ..'... .'J b 79OOO
Costado,de amarelto de 35 ,a 40-p. de
c. e 2 i a 3 de 1. & e 209000
b de dito usuaes. .VSL n IO9OOO
Cosladinho de dilo. ...... Sm,. b 89OOO
Soalho de dito....... M,.-. b 69OOO
Forro de dilo.........* a 39500
Costado de louro........... 69OOO
Cosladinho de dito. ......... 59200
Soalho fle dilo........'. ... 39200
Forro dodito. ............ a 29200
b cedro............ b 39000
Toros de tatajuba........... quinlal 15200
Varas de parreira.. ........duzia 13280
a b aguilhadas .,...... 19600
a quris......:..}..' b 9960
Em obras rodas desicupira para carros, par 409000
b b eixos B B B d b 169000
Melac.0................ caada 9200
Milito '........... .alqueire 19600
Pedra de amolar............urna 9640
b b Gllrar............t 6000
rebolos........... b '9800
Poula-s de boi.............-cent 49000
Piassaba...............moldo 9320
Sola ou vaqueta ............meio 29100
Sebo em rama ........ ,'. .'.-@ 59500
Pelles de carneiro .-..........urna 9190
Salsa parriUta............. 209000
apioca........,...... b 29500
nlias de boi......,...... cento 9210
Sabo................. 9090
Esleirs de perperL.........urna 9160
Vinagre pipa...........'.. 309000
Calieras de cachimbo de barro. millteiro 59000
MOVIMEBiTO DO PORTO.
tlicsouraria provincial, era virlude da resolucao
da junte da fazenda, manda fazer publico que
em comprimento da tei, se ha de arrematar perau-J
te a mesma junta uo dial de junho prximo vm-
douro a renda do sitio do Jardini Botnico da cida-
de de Olinda, avaliada em 1519000 rs.
A arrematarlo ser feila por,lempo de 3 annos,
a contar do 1 de jullio dd 1854, ao Gm de junho de
1858.
As pessoas que se propozerem a esta arrematado
comparcram na sala das sesses da mesipa junte no
dia cima indicado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas. .
E para constar se mandn aGlxar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 1 de maio de 1854. O secretario. Anto-
nio Ferreira da AnnuncianSo.
O Illm. Sr. inspector da tlicsouraria provincial,
em virlude da resolucao da junta da fazenda-, man-
da fazer publico, que permite a mesma junta vai no-
vamente praca para ser arrematado a q'uem mais
der no dia 1. de junho prximo viudouro, os impos-
tes de 29500 rs. e dizimo do gado vaceum, 20 % de
agurdente do consumo, e impostes a cargo dos
collectores ros seguintes municipios:
Flores e Floresta, avallado animal-
mente por........ 4:0049000
Boa-Vista e Et, avaliado animal-
mente por ......: 4:0709000
20 % sobre o consumo de agurdenle nos muni-
cipios seguinles:
Oliuda. avaliado annualmente por 810S000
Limoeiro, a 909000
Estas arremalacfies serao feilas por lempo de 3
anuos, a contar do 1 de julho do* correle anuo, a
30 de junho de 1857, e sob as mesmas cotidicSes dos
anteriores. ^-
Vai Rualmanbt praca para ser arrematado con-
juntamente cjH mosto do gado vaceum, o dizi-
mo do gadoJ^H Hbs municipios baito declara-
dos por lempo i Banno, a contar do 1 de julho
de 1856, a 30.de junto de 1857.
Flores e Floresta, avaadqpor anuo
em........... 3269000
Boa-Vista e Etij avaliado por anno
era. ........ 1999000
As pessoat que te propozerem a estas arremata-
rnos compareram na sala das sessOes da mesma jun-
)a nos dia cima indicados pelo meio dia, compe-
tentemente habilitadas.
E para constar se mandou afiixar o presente e pu-
blicar pelo Diario. '
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 24 de maio de 1854.O secretario, Antonio
Ferreira d'Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em comprimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 17 do corrente, manda fazer
publico, que no da 27 de julho prximo viudouro,
vai novamente praca para ser arrematado a quem
por menos Gzer, a obra do acude na Villa Bella da
comarca de Paje de Flores pelo novo ornamento do
4:6019600.
A.arremalajao sera feita na forma dos arligos 24
e 27da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sb as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematar,lo
compurecam na sala das sessoes da mesma junta, uo
dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para cooslar se mandou afllxar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernambu-
co 26 de maio de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira d? rmunciacSo.
Clausulas es-leciaes para a arremataco.
1. As obras desle acude senlo tilas de conformi-
dade coma plantase orcaroento apresentados ap-
provarao do Exm. Sr. presidente da provincia, na
imporlaocia deV.6049600. \
2.< Estas obras devero principiar no prazo de
dous mezes, e sprao concluidos no de dez mezes, a
contar conforme a lei provincial n. 286.
3.* A importancia desla arrcmalac.au ser paga
em Ices preslares da>rnaneira seguinle: a primeira
dos dous quintos do valor total, quando tiver con-
cluido a melado da obra; a segunda igual primei-
ra depois de lavrado o termo de reeonheeimento
provisorio; e a terceira finalmente de .un quinto de-
pois do recebimento definitivo.
4. O arremtame ser obrigado a communicar i
reparti"m' das obras publicas com antecedencia de
30 dias, o dia fixo em que tem de dar principio
cxeciirao das Obras, assim como trabalhant seguida-
mente durante 15 dias, afim de que possa o enge-
nheiro ovcarregado da obra, assislir aos primeiros
Irabalho*.
5. Paralado o mais que nao esliver especificado
as presentes clausulas, segur-se-ha o que determi-
na a lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1854.
Conforme.1O secretario, /Intento Ferreira $An-
nuncittcio.'
la, implorara a prulecjao d Ilustre publico desta ci-
dade
N. B. Nesla recite tem entrada os bilhetes de ca-
marotes e platea vendidos para sabbado 27.
AVISOS MARTIMOS.
RIO Jk JANEIRO.
O patacho nacional Valente, segu im-
preterivelmente pafao Rio de Janeiro at
o dia 51 do corrente mez, q pode recebec
alguma carga miuda, eseravos a frete e
pasaagiro, para Os quaes tem excedentes
commodos : trata-se com o capitab Fran-
cisco Nicola'o de Araujo, na praca, ou no
escriptorio de No^aes dPCotnpanhia, ra
do Trapiche n. 54, pridlelro andar.
PARA A BAHA
segu brevemente o veleiro hiate For-
tuna, capitaortMO YaletleFilho: para
carga trata-se aonr cvconsignatai ios A.
de Akaeida Gom n. lrjf segundo andar.
Rio Grande do Sul.
Seguir em poneos diaflbara o Kio-tlrande do
Sol 11 patacho nacional Regulo, o qual tem espacos
commodos para passageiros: trata-se na roa da Ca-
deia do Recite n. U,ou com o capiUoa bordo.
RIO DE JANEIRO.
Sahira' impreterivelmnte no dia 51,
do corrente o patacho nacional Bom
Fim e somente recebe eseravos a frete :
trata-se com o consignatario J. B. da
Fonseca Jnior, Ta ra do Vigario'n. 4,
primeitx andar.
Rio de Janeiro.
O brigue nacional tetra> segu na presente se-
mana; ainda pode receber alguma carga miuda, pas-
sageiros o eseravos a frete, para os quaes ofTerece
ptimos commodos: trata-ie core-Machado & Pinltei-
ro, na'ra do Vigario n. 19, segundo andar.
Para a Baha seaue impreterivelmnte no dia 8
de Junho, a sumaca Ifortencia: para o resto da car-
ga trata-se com seo consignatario Domingos Alves
Malheos, na ra da Cruz n. 54.
ArrenA^'e um sitio no Hospicio,
tend casa com cqpunodos para nella re-
sidir duas familias, casa para pretos, es-
tribarla para quatro cavallos, cacimba
com agua de bober, coqueiros, saputisei-
ros, larangeiras, mangueiras e outras ar-
vores de frutos, baixa para capim, com
proporc5o de conservar lois cavallos a *
comer annualmente com fartura; arren-
da-se por um ou mais annos", e com as
precisas garantas para segranca do ar-
rendamento: a tratar com Antonio da
Cunha Soares Guimaraes na ra da Ca-
deia de Santo Antonio casa n. 9, das 9
horas da manhaa as' 4 da tarde.
Homceopathia.
CLNICA ESPECIAL DAS MO-
LESTIAS NERVOSAS.
Hysteria, epilepsia ou gota co-
ral, rheumatismo, gota, paraly-
sia, defeitos da falla, do ouvido e
dos olhos, melancola, cephalalgia
ou dores de cabera, eccnaqueca,
dores,e'tudo maii que o povo co-
nhece pelo nome genrico de ner-
voso.
As molestias nervosas requeren muitas ve-'7
es, alm dos medicamentos, o eaaprego da ;
outros meios, que desperieai. p abatem 1 J
sensibilidade. Estes meiaseuMito en ago- 1
ra, e os ponho a dispos^d#pOblco.
Consultas iodos.qs dias (de trica para o ,
pobres), desde s 9 horas da manbaa. ato.
as duas da tarde, ra de S. Francisco (Man- !
do-Novo, n. 68 A. Dr. Sabino Olegarit |
Ludgetoifinho.
LEILOES.
O Or. Angelo Henriques da Silva, juiz de orpliaos
e asentes, supplente em. exerciciu, neste cidade do
Recite de Pernambuco e seu termo etc.
1 Varo saber aos que o presante vtrem, que tendo a
lei provincial n. 335 de 26 de Abril deste auno,
creado mais um escrivao para este juizo, convida os
prelendentes do referido lugar, para que no prazo
de 60 dias, contados da publicarlo desde, apresentem
seus rcqucrimenlos acompanhados dos documentos -
exigido? pelos arts. lie 14 do regulamenlo n. 817' i4L*eJ,,SS!!,,5
de 30 de agosto de 1851.
E para que chegue noiica de ledos, roandei
passar o presente que ser alunado no lugar do cos-
tme, e publicado pela imprensa.
Dado e passado tiesta cidade do Recite, aos 29 de
maio de 1854. Eu Guilerroe de Albuquerque Mar-
tn* Pereira, escrivao interino o fiz esccever.
Angelo Henriques da Silea.
Navios entrados no dia 29.
Babiaodias, hiate brasileiro Novo Olinda, de 85
toneladas, meslre Custodio Jos Vianna, eqnipa-
gem 8, carga varios gneros ; a Tasso Jnior. Fi-
cou de quarentena por 4 das. Passageiro, Fran-
cisco B. de A. Guedes.
Da commssaoBrigue escuna de guerra brasileiro
Legalidade, commandanle o capitau-tejiente Pe-
dro Antonio de-Lima Ferreira.
Navio sahido no mesmo dia.
Liverpool por MaceiBarca ingleza Midas, cap-,
lao A^ni. S. Anderson, em lastro.
EDI TAES.
WT
DECLARAGO'ES.
PUBLICADO \ PEDIDO.
AO PUBLICO.
Declaro,que de hoje em diaitte.dexo de perlencer a
sociedadeLiberal Pernambucana. Recite 27 de
maio de 1854.Jos Antonio de Figueiredo.
COMMERCIO.
PRACA DO RECIFE j DE MAIO AS 3
HORAS DA TARDE.
CotarGes ofciaes.
Descont de Ieltras de 6 mezes8 % ao auno.
ALl'ANDEGA.
Rendimenlo do dia 1 a 27*.....216:925*473
dem do dia 29........13:7499366
230:6748839
Descarr egam hoje 30 da mato.
Barra ingleza/'ai'paraizoiiuticulonas.
Barca inglezaBeaAriceferro.
Brigue hambnrguez Oliomercadorias.
CONSULADO GERAL. a
Rendimenlo do dia i a 27.....38^80&'>93
dem do 4ia29........1:0618600
39:6429193
DIVERJAS PROVINCIA,?.
Rendimenlo dp dia 1 a 27.....5:3568427
dem do di 29........' 748748
5:6318175
'O Illm. Sr. contador serviudo de inspector da
fliosoiiraria provincial, em cumplimente da ordem
do Eim. Sr. presiDenle da provincia do 1' do cor-
rente, manda fazer publico, que nos dias 6, 7 8 de
junho prximo viudouro,' perante a junte du fazen-
da da mesma thesouraria, se ha de arrematar a
quem por menos fizer, us reparos a fazer-se na ca-
sa destinada para cadeia na villa doOuricury, ava-
llados em 2:7508000 rs.
A arrematacao ser feita na lorma dos arts. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematacao
comparcram na sala das sessoes da mesma junta,
no dia cima declarado, pelo meio da, competente-
mente habilitadas.
E tiara constar se maaAm afiixar o presente e
publicar pelo Diario. I
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 2 de maio de 1854.O secretario, Antonio
Ferreira da AnmmciacSo.
Clausulas especiis para a arrematacao.
1. Todas as obras serao feilas de conformidade
com o orcamento e planta nesla date apresentados a
approvaco do Exm. presidente da provincia, na
importancia de 2:7508W0ts.
2. As obras serao principiadas no prazo de dous
mezes, e concluidas uo de oito mezes, ambos conta-
dos de conformidade com os artigos 31 e 32 da le
provincial n. 286 de 17 de raaic"-4e 1851.
I). O pagamente da importancia deslas obras ser
faite em tima s prestacao quando ellas estive-
rem concluidas, que serao logo recebidas definitiva-
mente.
4. Para ludo o mais que nao esliver determinado
as presentes clausulas, seguir-se-ha o disposto na re-
ferida lei n. 286.Con forme.O secretario, Anto-
nio Ferreira da Annunciarao.
O Ulm. Sr. inspector da thesouraria provincial
em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 12 do corrente, manda fazer publi-
co que, 110 dia 14 de junho prximo vindouro,vai no-
vamenU praja para ser arrematado a quem por me-
nos fizer'a obra dos concerlos da cadeia da villa de
Garantieras, avaliada em 2:4748208 rs.
A arre malacjlo ser feita na forma dos arts. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas-especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem esla arrematacao
contpariicam na sala das sessOes da mesma junta 110
dia acir.ia declarado, pelo meio dia, compctenleniele
habilitadas.
E pai a constar se mandou afiixar o presente c pu-
blicar pete Diario.
Sccrc;teriu da thesouraria provincial de Pernam-
buco l(i de maio de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciarao.
Clausulas especiaes para a arremataro.
t.* Os concerlos da cadeia da villa de Garanhuns
far*se-hao de conformidade com'o ornamento appro-
vado pela directora em conselho, e apresentado a
approvac,ao d Exm. presidente da provincia na im-
portancia de 2:4749208 rs.
2.a O arrematante dar principio s obras no pra-
zo. de 2 mezes e Javera concluir no de 6 mezes, am-
bos contado* na forma do art. 31 da lei n. 286.
3.a O arrematante seguir nos seus tr.tbalhos tudo
o que lile for determinado pelo respectivo engehhei-
ro, 11.l1> s para boa execucao das obras corno em or-
dem de? nao innulilizar ao mesmo tempo para o ser-
vico publico tedas as parles do edificio.
4. pagamento da importancia da arrematacao
lera lugar em tres preslacOes iguaes: a primeira, de-
pois de feita a raetade da obra ; a segunda, depois
da entrega provisoria, e a tereeira, na entrega defi-
nitiva, "
5. O prazo de responsabilidade ser de 6 mezes.
6.a Pura ludo o que nao se acha determinado as
presenten clausulas nem no orcamento. seguir-se-ha
o que dispie a respeilo a tei provincial n. 986.
Conforme.O secretario,
Antonio Ferreira i AnnunciacSo.
i) Illm. Sr. contador miado de inspeclqr da
Real companhia de paquetes inglezes a'
. vapor.
No dia 31 deste mez
espera-sc da Europa,
um dos vapores da real
companhia, o qual de-
pois da demora do
costme seguir para o sul: para passageiros trata-
se com os agentes Adamson Iio e & C, ra do
Trapiche Nove- n. 42. _
Companhia de Liverpool.
Espcra-se a qualquer
hora o vapor Lusila-
nia, commandanle J.
Brown, e seguir in-
mediatamente para os
portes do sul agencia em casa de Deane Youle &
C, ra da Cadeia Velha n. 52.
COMPANHIA DE BEBERIBE.
O caixa da companhia de Beberibe
acha-se autorisado pela assembla' geral
da mesma, a pagar o 12 dividendo na ra-
zao de 2#500 por ac^ao.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, em virlude de autert-
saejio do Exm. Sr. presidente da provincia, lem de
comprar os ohjeclos seguintes :
Para a botica do hospital rgimenlap
Resina de angico, libras8, espirite de vinlio, ca-
adas 5, azeitedoc, garrafas 24, alambique de zin-
co, segundo Soubeiran 1, balanza de pedestal, com
pesos 1, machina para eslender emplastro 1, tbesou-
ra Brande para corlar raizcsl.
Quem quizer vender taes ohjeclos, aprsente as
suas propostas em carta fechada, na secretaria do
conselho s 10 horas do dia 1 de junho prximo futro.
Secretaria do conselho administrativo para forneci-
menlo do arsenal de gerra, 24 de maio de 1854.
Jos de Brito Ingle:, coronel presidente. Bernar-
do Pereira do Carmo Jnior, vogal e sqcretarip.
Pela mesa do consulado provincial annnncia-
se que a cohranca, a bocea do cofre, da decima dos
predios urbanos das freguezias desla cidade do se-
gundo semestre do anuo tiuanceiro de 1853 a 1854,
principia rio 1. de junho prximo futuro, e que os
30 dias utes tem principio do referido dia .1. de ju-
nho, lindo os quaes tteam ocursos naamulla de tres
por cento lodos os que deixarem de pagar *seus d-
bitos. #
Tribunal do commercio.
Pela secretaria do tribunal do commercio da pro-
vincia de Pernambuco se faz publico, que matricu-
laram-sc no mesmo tribunal na qualidade de com-
mercianles de grosso trato, as firmas portnguezis dos
Srs. Vicente Ferreira da Coste & Companhia, domi-
ciliado nesta cidade, e de Francisco Gaudencio da
Costa & Fillios, domiciliado na provincia do Gro-l'a-
r. Secrelariar29 de malo de 1854.No impedi-
mento do secretario,
J0S.0 Ignacio de Medeiros Reg. '
LEILAu DE CHARUTOS.
Hoje 50 ha leilao de charutos de boa
qualidade, em caixinhas grandes e peque-
as, em pequeos lotes a vontade dos com-
pradores, na porta do arma/.em do Sr.
Antonio Anes Jacome Pires, defronte da
escadinha; principia as 10 1 j2 horas.
Quiuta-feira V de junho do corrente, o agente
Vctor, far leilao no seu armazem, ra da Cruz n.
25, de um completo sortiroente'de obras de marci-
neiria novas e usadas, de diflerentes qsalidades, jura
relogio de ouro com trancelim para algibeira, ditos
dourados, varias obras de ouro. ocuVnt de alcance,
candieiros para meio de sala, candelabros, leulernas
pea da casquinho, qunteos com estampas coloridas,
fumo, urna cadeirioha de arruar em bom uso, vinho
branco de Lisboa engarrafado, doce de dttferenlee
qualidades em barris, chapeos branco* de castor," di-
tos de merino com mola e sem ella, do Chi, urna
porrao de navalhas, afiadores e oulros mui tos arti-
go, que estarSo moslra na occasiao do leilao.
O agente Oliveira far leilao por ordem do Sr.
cinsul da Franja, e em presera do seu chanceller,
das partes da casa n. 17, ra da Aragao do bairro da
Boa-Vista, pertenrentes maso do finado subdilo
fruncez Pedro Vctor Eustequio Lamare, por este
compradas em 9 de julho d? 1815, e 14 de agosto de
1847 como conste das copias das escripturas cm poder
dodito asente,a Alexandtina Maria do Carmo Lopes,
Jos Joaquim do Espirito Santo e sua inulher Joan-
na Mara da Trindade e Carlos Jos Lopes, e por os-
les herdadas de seu finado-pai Carlos Jos Lopes,
segundeo o inventario c partilhs, que se procederam
pelo juizo de orphaos desta cidade, escrivao Francis-
co Joaqun) Pereira de Carvalhn, onde os pretenden-
tes podem.ludo verificar antecipadamenle : segnda-
tela 5 de junho deste auno, ao meio dia em ponto,
e na referida casa da roa do AMgao.
Leilao de um pequeo sitio..
Terca-feira 30 do corrente, ao meio dia em ponto,
no armazem de M. Carneiro, na ra lo Trapiche n.
38o agente J. Galis, far leilao de um pequeo si-
tio na Capunga Nova, tendo duas frentes, sendo urna
para a estrada da Capunga Nova, e oulra para o bec-
co do Jacobina ; com 50 palmos de frente, e 400 de
fuudo, eliSo pioptio, cbm algunus fruteiras, casa,
cacimba com boa agua de beber, cerca de 5.000 li-
jlos dealvenaria grossa, etc., etc. A salubridade do
lugar, coma vanlajosa localidade da silucao, sao
partes bem interessantes para animar aos pretenden-
tes que desejarem a acquisico d um pequeo sitio,
em um dos mais risonhos eagradaveis arrebaldesda
cidade.
LEILAO SEM LIMITE.
Terca-fcira 30 do correte, o agente Borja Geral-
des far leilao em seu armaren^ ra do Collegio n.
14, s 10 horas em poni, de um complete sortimeit-
lo de obras defmarcineiria, novas e usadas, de difle-
rentes qualidades, um riquissimo relogio com caixa
de vidro para cima de mesa, ditos de ouro e prate
para algibeira, ditos para parede, dous oeulos de
alcance; varias obras de ouro e prata, candieiros in-
glezes de molla para velas, ditos francezes e de ou-
Iras qualidades, lanternas, serpentinas, candelabros,
lustres, caslicaes de differenles modelos, quadros
com ptimas estampas e ricas molduras, chapeos
pretos francezes, ditos do Cbyle, dilqs de fellro, bo-
nete de oleado, figuras de pedra para jardim, dilas
de porcellaua, jarros c vasos para enteile de sala,
pedras marraores de diversas cores e tamanhos, pa-
ra mesas redondas, censlos, lavatorios, urna gran-
de porcSo de vinho engarrafado de superior quali-
dade, bolachinhas, bUcoitos francezes, etc.', e ou-
tros muilos ohjeclos que s com a vista se podem
apreciar, os quaes esta rao no mesmo armaren) em
o dia do leilao: assim como tambera um ptimo car-
neiro bstenle gordo, muilo manso, proprio para
menino, grande porcao de sapatos e borsegoins in-
glezes para homens, meninos e senhoras.
cidade de Olinda, sobrado defronte da
S. cnsina-se Doptrina ChrisUa, ler, escrever.
ariIbn.etica e gratztmalica nacional: assevera-se que
ha espero no desempenho de deveres.
Roga-se ao gr-Manoe Jos da Costa, que foi
caixeiro do Sr. ?oo Femandes Prenle Vianna,
queira vir ou mandar sala livre da cadeia trazer
os papis que levou ha mais de 3 mezes,'viste sao -
se saber a sua moradia para se mandar buscar.
Fugio no dia 3 do corrente, urna escrava cri-
oote de nome Bemvinda, de estatura ordinaria, tem
bastantes marras de bechigas no rosto; levou vesti-
do de chite desbotado: quem a pegar leve-a na ra
do Queiroado loja de fazeodas n. 61, qne ser re-
compensa po.
IDo lugar, do Peras, deuppareceu na noile do
dia 27 para 28 do correte, um moleque de nome
Darmao, crioolo, que foi do major Mauoel Antonio
Viegas, e hoje perlencenle ao bacharel Uerculano
Gonialves da Rocha, que o houve per compra, cora
os sigoie* seguinles: espigado e secco de corpa, os
e ps grandes, e quando anda bola os pi* afioBbce
Um pouco para dentro, bem prelo. com todos s den-
tes, olhos grandes, na pona do hombro am osatu-
ra de ulna queda, represente ler de 16 18 an-
uos de idade, desappaieceu. com calca, de casera!t a
de lislra j usada, camisa de madapoiao nova e
chapeo de palha lambem noto, foi encontrado ao
amanhecer do dia 28 no engenho Gqui, e foi pe-
gado anda por um soldado, quem pude etta iUu-
dir, e presume-se ter sido sduzido nesla praca. on-
de tem mai e irmos: quem delle (ver noticia ou o
apprehender, dirrja-se a ra da Alegra casa' n. 5,
que ser generosamente recompensado.
& HOMEOPATHIA.
0 Dr. Casanova, medico francez, d coa-^
sullas lodos os dias no sea consultorio
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No mesmo consultorio acha-se venda uro
grande sorlimentf de carteiras de todos os !
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para se tratar a si mesmo. IKOOO.1
LEILAO' DE LITROS.
Contina-se a dar diuheiro a juros sob perdie-
res de prata e ouro, na rita da Gloria o. 67: na mes-
ma casa avisa-se ao Sr. J. T. A., a Sra. D. A.... e
outros que teem penhotes vencidos, de us virem res-
catar no praso de 4 dias, (indos os quaes serao os
aassjrios vendidos para pagamento du principal e
jajp, e nao se admittir depois desse dia qualquer
reHamarao sobre os meamos.
O Sr. J. F. C. B. morador no Limoeiro, tenha
a bondade de mandar resgatar os peofiores de ouro
qne deixou Cm poder da abaixo assignada, pela quan-
Ua de 1509000 rs. e seus juros, constante do docu-
mento qu passou, visto estar vencido o prate estipu-
lado desde 23 de novembro de 1853, Acralo enten-
dido de que. se o nao fizer denlro de 15 das cantados
da dala deste, serao vendidos os mesmos penhores
para pagamento da abaixo assignada, segundo a
clausula consignada no dito documente.Recite 27
de mai dei854-
.-fima MariatfTheoiora Pereira Duran.
Deuppareceu na madrugada de 82 de maio
desle anuo, o-escravo Manoel, por alcunha matan-
za, por se fazef muito moleirao, naco Angola, idade
40 anuos pouco mais ou menos, alto, secco, levou
toda a roupa de seb uso, e entre ella una camisa de
baeta encarnada muito comprida e usada, trastees-
te que ellegosla muito ueste tempo, tem marcas pe-
las cosidas que parece ser de facadas e oto caroco
abaixo do joelho, falla muilo descansado, e d-lhe ar-
de riso ; este escravo foi do sertao. e 'aqu com-
prado a Domingos Alves da Costa, suppo-se estar
por algum sitio na Boa-Viste, ou ter ido aggregado
aum dos dous comboyos que neste mesmo dia sahiram
para oserto: quem o pegar leve-oa Olinda, refina-
do de assuear nu Varadouro, que ser generosa?
mente recompensado. '
SEM LIMITE.
Quinta-feira, 1 de junho do corrente
anno, o agente Borja tieraldes fara' lei-
lao em seu armazem, ra do Collegio n
14, as 9 horas em ponto, de todos os li-
vros que foram do finado Dr. Jos' Fran-
cisco de Paiva, e d outros muitos livros
delittertura erecrearao, tanto em fran-
mo em portuguez, os quaes se en-
rao pelo maior preco que frofle-
*do.
O agente Oliveira far leilao, por autorisacSo
da alfandega desta cidade, dos salvados do brigue
sardo Carolina, consstindo em .vteme, cordoalha,
um mastro de proa, mastareos e'vergas, moHSes pe-
cas de cobre velho, urna sinete, agolhas de marear,
amarras de (erro incompletas, camarotes, bolinele,
restos de mantimenlos e varios outros arligos que
eslarao paleles para exame dos pretandenles : ter-
ca-feira, 30 do corrente, as 10 horas da manlia, na
ponte da dita alfandcaa.
STARR & C.
AVISOS DIVERSOS.
t^^S?4^
Ol \ItT\HIRA 31 DE MAIO VE 1854.
Vai scena o espectculo que tei transferido por
molestia do ponte da companhia : primeira repre-
sentacao do magnifico drama era um prologo e tres
actos, ornado de msica
FERNANDO
ou
%
E a muilo engracado far^a
Os artistas que formam a actual companhia dram-
tica a favor de quem rtvrle o producto desta rec-
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar bem:
na-rus do Queimado n.40.
S. Falque exporta para o Rio de Janeiro o seu
escravo, parda, de nome Jos.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar e
fazer lodo mais servijo : no largo do Terco u. 27,
segundo andar.
50$000 rs. de gratificarao.
Indo comprar ummolequinho de Tan-
nos, "nao tornou mais a'casa, suppoe-seter
sido abalado; os signaes sao os seguintes:
tem tuna falta de cabellos na cabeca, tem
urnas glndulas no pescoco, olhos gran-
des, cabeca grande, esta' mudando os
dentes ; levou um timaozinho de riscadi-
nho azul, um gigo de batata para com-
prar carvo e urna gartalinha.
O Sr. capitao Francisco Xavier Car-
neiro Lins, mortfdor no Cachanga', quei-
ra ditigir-se ao segundo andar do sobrado
da praca da BoarVista que volt para a
ra do Aragao, a negocio de inte*esse,
Maria dos^Prazeres, brasileira, relira-se para
fra do imperiftW'
.Quem aununiou precisar de um prete para
vigiar e trabalhar em um sitio, procure no paleo do
Carmo, taberna n. 1, que achara.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Espea-se a todo o momento a va-
por Imperatriz, e novamente declara-
mos l*jue logo que fizer signal se lacrara'
o que restar por vender, da lotera quinta
da Gloria, porque se o vapor' nao ttver
transferido, de maneira que possa trazer
asustas geraes, trara' ao menos imprete-
rivelmnte a noticia dos majores premios,
por isso que o vapor eslava annunciado
para as 5 horas da tarde, e a lotera cor-
ra nesse mesmo dia.
respetosamente annunoiam que no sea extenso es
tebelecimento em Santo Amaro, continua a fabricar
com a maior perfeigao e promptidao.toda a qualidade
de machinismo para o uso da agricultura, navega-
cao e manufactura, e que para maior commodo de
seus numerosos Ireguezes e do publico em geral, tem
abeilo em um da grandes armazens do Sr. Mosqui-
ta na ra do Bcum, atraz do arsenal de maruiha.
DEPOSITO DE ..MACHINAS
construidas no dito seu eslabelecimeiito.
Alli.acharo os compradores osa completo sorti-
mento de meendas de canna, com todos oa mellio-
ramentos (alguns delles-nejos eoriginaes) de que a
experiencia de muitos nui tem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de baixa e alta presso,
laixas de lodo tamaito, tanto batidas como fundidas,
carros de mo e ditos para conduzir formas de assu-
ear, machinas para moer mandioca, prensas para di-
to, temos de ferro batido para farinha, arados, de
ferro da mais approvada conslrucrSo, fundos para
alambiques, crivo e portas para fornaUas, e urna
infinidade de obras de ferro, que seria, enfadonho
enumerar. o mesmo deposito existe orna pessoa
intelligenle e habilitada para receber todas- as en-
commendas, ele, etc., que os annunciantes contan-
do com a capacidade de suas otBcinas e machuusmo,
e pericia de seus offlciaes, se compromettom a fazer
executer, coro a maior presteza, perfeicSo, e exacta
conformidade com os modelos 00 desenhos, e instrnc-
oes que Uta forem fornecidas.
J. ffiardon. bacharel em bellas lellras, dgulor
cm direffcrirmado na uuiversidade de Pars, ensi-
na em sScasa, ra das Flores n. 37, primeiro an-
dar, a lr e escrever, tradtuir e fallar correla-
mente a lineoa franceza, e taraliem dar liroas par-
ticulares em casa de familia.

HOMEOPATHIA.
Comarca do Cabo.
Manoel de Siqueira Cavalcanli mudou-se ,
para o engenho Marlapagipe. Contina a dar
.consullas "lodos os dis, e a tratar os pobres
A gratuitamente.
#*>**:**
Boaventnra Jos de Castro Azevedo, estabele-
cido com fabrica de chapeos na ra Nova n. 52jun-
l(o casa da illuslrissima cmara municipal, lem a
salisfajao de annunciar ao respeilavel .publico desta
cidade, quecomprou em leilao ttm grande sortimeu-
lo de chapeos, miudezas e calcados de todas as qua-
lidades, e que psest i vendendo como diminuto lu-
cro de tres por cento ; e como julga isto orna gran-
de pechincha, que nao deve passar desapercebida.
convida ao mesmo publico, e especialmente aos seus
freguezea e amigos, para quevenham o seo estabs-
lecimento munidos de dinbeiro, prever-se dos objec-
tos cima meocionados, ede entro, muitos que nao
menciona, para noteruae-se testidioso ;mas espera
qne i vista dalles, edo prec* commodoo freguer. ha
de decidir-e a compra-Ios.


_____
*%
DIARIO DE PERNAMBUCO TERCA FEIRA 30 DE MAIO DE 1854.
PIBUGACAO DO INTUITO HOSMEOPVHICO 1)0 BRASIL.
THESOURO HOMOEOPATHICO
o
VADE-1ECUM DO H.0KE0P1THA.
riso, clero, e seguro de curar homceopatbicaraente todas as molestias
McUiodn com-is .
cipecie humana, e particularmeule as molestias que rinam no Brasil.
PELO
tas, que allligcm a
ua DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
Acaba de sanir a tur esta obra ulilissima aos mdicos, que quizerem cuperimeutar ou ctercer a
, verdadeira mcdiciua, e muito mais anda aos pais de familia, quer das cidades, qtier do campo-, chefes
de estabelecimeulos, sacerdotes, capitaes de navios, viajantes, etc., etc., que por si mesmos quiiercm co.
uhecer os prodigiosos efleito da homceopalhia.
Dous volumen eni brochura, por....... iojwwi
Encadernados ... .A. Umo
Os Srs. assignantes tergo a bondade de mandar receber seas ctemplarejlm cafe do autor, ra de S
traucuco (Mondo Novo) b. 68 A. "'
BOTICA. CENTRAL, HOMCEOPATHICA.
Ninguem poder ser feliz natura da molestias, sera que riossua medicamentos verdadeiros, ou de
_ boa qualidade. Porsso, como propagador da homceopalhia no norte, o immediatamente interessado
em seus benficos successos, temo autor do THESOUKO HOMOEOPATHICO nattdado preparar sob
soa immediata inspeccSo, lodosos medicamentos, sendo incumbido desse trarjalhoTUabil pharmace'uiico
e profesor em homceopalhia, Dr. F. de P. Pires Ramos, que o Icui execulad com todo o 2elo. lealda-
de a dedicado que se pode desejar. .
A ffleacia destes medicamentos be alteslada por todos que os tem etperimentado; elles nao reci-
sam de maior racommeodacSo; basta saber-se a fonte donde sahiram para se nao duvidar de seus od-
mos resultados. v
lima carteira de 120 medicamentos da alia e baia deluicao em globulosfficom-
mendados no THESOURO HOMOEOPATHICO, acompanhada da obra, e A urna
caita de 12 vidros de tinturas indispensaveis ...'....,
Dita de % medicamentos acompanhada da obra e de 8 vidros de tinturas .
Dita de 60 principaes medicamentos recommendados especialmente na obra, e cotn
ama caita de 6 vidros de tinturas'........
Dita de 48 ditos ditos. ., '
Dita de 36 ditos acompanhada de 4 vidros de tinturas.....
Oila de 30 diloa,.e 3 vidros de tinturas. ..'.....
Dita de 24 dito* ditos. .........
Dita de 24 lubo> pequeos com a obra e 2 vidros de tinturas. !
Tobos avulsos grandes........ %.
a pequeos ....... \
Cada vidro de tintura......'.......
, Aviam-se quaesquer eocommendas de medieamentos com a maior promptidao, e por presos commo-
Vende-se o tratado de FEBRE AMAREI.I.A pelo Dr. L. de C. Carreira, por. 23000
Ra de S. Francisco (Hundo Nov^o. 68A. ^^
1OOS0O0
aosooo
608000
50900
409000
359000
309000
209000
19000
9500
2000
AVISO JURDICO.
A guada edicao dos prlmeiros elementos pralj-
co do foro civil, mais bem corrigido, acrescentada,
nao t a respeito do que altern a lei da reforma,
corno acerca dos despachos, interlocutoras e definiti-
va dos julgadores, obra asss ioteressanle aos prin-
cipiantes em pratica, que lites servir de fio conduc-
tor: na praca da Independencia ns. 6 e 8.
ANTIGUIDADE E SUPERIORIDADE
DA
SALSA PARRILHA DE BRISTOL
sobre
A SALSA PARRILHA DE SANOS.
Attencao'
A SALSA PARRILHA DE BRISTOL data, dos
de 1832, e tem constantemente mantido a sua re-
jwleio sem necessidade de recorrer a pomposos
ananacios, de que as preparacOes de mrito podem
"iapeear-*e. O successo do Dr. BRISTOL tem
parteado infinitas invejas, e, entre outras, as dos
*"_*_* p. Sands, de New-York, preparadore-
e proprietarios da salsa parrilha conhecida pelo no
medeSands.
Estes senhores solicitaran) a agencia de Salsa par-
nlha de Bristol, e como nao o podessem obter, fay
bricaram orna tmitacdo de Bristol.
Eit-aqui a carta que os Srs. A. R. D. Sands es-
erewani ao Dr. Bristol no dia 20 de abril de 1842,
*"e se acha em nosao poder:
Sr. Dr. C. C. Bristol.
Btalo, &e.
Nosso apreciavel seohor.
Em todo o anno passado temos vendido quanti-
mmet consideraveis do extracto de Salsa parrilha de
Vmc., e pelo que ouvimos dizer de suas virtudes
aqoelles que a tem usado, julgamos que a venda da
dita medicina se augmentar mttirtsttmo. Se- Vmc.
quizer-razar um concento comnosco, eremos que
nos resaltara muila vantagem, tanto a nos como a
Vmc. Temos muito prazer que Vmc. nos responda
sobre este assumpto, e se Vmc. vier a esta cjdade
daqui a um mez, ou cousa seraelhanle, leamos
ramio prazer ero o ver em nosla botica, ra de Ful-
lon, n. 79.
Ficam ib ordens de Vmc. seus seguros servidores.
(Asignados) A. R. D. SaNDS.
CONCLUSAO'.
1.c A an liguidade da salsa parrilha de Bristol he
claramente provada, pois que ella data desde 1832,
eque a de Sands s appareceu em 1842, poca na
nal este droguista nao pode obter a agepcia do Dr.
2.0Asuperioridade da salsa parrilha' de Bristol
lie inconleslavel; pois que nao obstante a concur-
rencia da de Sands, e de urna poroao de oulras pre-
parasoes, ella tem mantidB a sua rputarSo em qua-
si toda a America.
A numerosas experiencias feitas com o so da
salsa parrilha em todas as enfermidades originadas
pela impureza do sanae, e o bom xito obtido nes-
la corte pelo Illm. Sr. Dr. Sigaud, presidente da
academia imperial de medicina, pelo Ilustrado Sr.
Dr. Antonio Jos Peixoto em sua clnica, e em sua
afamada casa de saude na Gamboa, pelo Illm.
Dr. Saturnino de Oliveira, medico do exercii
por varios oulros mdicos, permittem hoje de pro-
clamar altamente as virtudes eflicazes da salsa para'
nlha de Brislol vende-e a 59000 o vidro.
O deposito desta salsa raodou-se paia a botic-
franeexa da roa da Cruz, em frente ao cbafariz.
Oabaixo assignado faz sciente o publico, que
tem vendido nesta data, livree desembaracada,a sua
taberna sila na ra da Sentis Velha n. 15, aos Srs.
Kraudao &l Cruz.Jos* Joaquim da Cunto.
Aluga-se urna sala com um gabinete, dos
quarto e cotinha, para nm rapaz solleiro a procu-
rar na roa das Cruzes n. 20.
Precisa-se de ama escrava para o servico de
unta casa de pouca familia : na ra casa nuva i direila depois de passar o quarlel.
Joaquim Jorge de Sonta tem contralado a compra
P" sita na Soledade. defronte do cbafariz,
com Bernardo de Siqucira Castro Monleiro ; se al-
quero te julgar com direilo a contrariar ou fazer al-
goma reclamaco sobre a dito negocio, queira fazer
no prazo de 6 das a conlar da data desle. Recite 29
de maio de 1854.
No dia 24 de marro do correte anno, /agio
do abaito assignado o ten escravo de nacao, de no-
me Sebastin, idade quarenla e tantos annos, pouco
mais ou menos, alto, cheio do corpo, pouca barba,
denlas limado, ps e raaos grossas, anda e falla mui-
lo descascado; levou camisa de algodSo trancado de
lisia atul, e calca de algodao azul trancado, cuio es-
cravo ro comprado Sra. D. Marianua da Concei-
rao Pereira, e ha loda certeza de andar na Boa-Via
Kem, ou em S. Amaro de Jaboatao, donde ha ponco
chegou da dita fogida, lendo all se conservado oilo
ineze dentro dcquella malta : recommenda-se s
dignas anloridades daquelle lugar, e capitaes de
campo a captura do mesmo,queserao generosamente
reeanapeasados na ra do Crespo n. 10.Jote (ion-
robus Mmlteira.
__________1009000 rs.
Desippareceu no dia 30 de abril prximo passado,
o prelo crioulo de nome Amaro, que representa 30
annos de idade, levou camisa de algodao toda atul
calca de algodao branco, he grosso do corpo at
os pea, e quando anda d estallos as juntas: quem
o pegar lve-o ra do Apollo n. 26, ou na ra de
Cruz n. 2.
Quem annunciou a compra de um oilanle pe-
queo de uso, procure-o na ra do Rangel n. 21
decima apagada: na mesma casa se veaib as laboas
que anaociou querer comprar, vaaMP lt>mbem o
caineeismo de Montpelier para meninos ou meninas
de escola: tambera se vende a obra >e Roma em 2
volme, e mais algons litros espirifuaes: a qualquer
hora do dia.
O abaixo atsignadodeclara.que nenhuma trans-
acrao commercial tem como Sr. Antonio d'Albu-
querque Oaudra, da Parabiba do Norte; s sim a
d urna lelira da quaulia (Pun cont e oito cedlos e
|ucos mil reis, qual o abaixo assignado aceituu
por consderacoes; porm assim mesmo, a reconhe-
ce hoje que nao .tem responsabilidade neohuma
para com essa leltra a respeilo de sea pagamento,
urna vez que existem tilulos em puder. do abaixo as-
signado que.foram passadus anles de haver tal tran-
sacao.os quaes foram escolhiaospelo Sr. Gandra para
esse meamo nm, como mesmo declaroa o abaixo as-
signado ao Sr. Brunn, negociante em Pernambuco,
quando lu esteva em abril prximo passjdo,em cuja
mao para, essa leUra ; por isso declara nao s ao Sr.
Brunn como ao commercio lodq, que nenhum vizor
era qualquer iransaccao qce o Sr. Gaadra fizer
rom aminha firma, por a lerde m fe.__Cidade
d'rea 4 de maio de 1854.Aire Afronto d'Albu-
fneroue Maranhio
MoJe meio dia no lugar da rurda moeda
em de ser arrematados perantc o Sr. Dfc iuiz de
orpliaos os objeclos existeutes no armaz sito na
ii rv? '^PWeneenle ao finado Jos Antonio da
va vianna.a reqnerimenlo da inventarianle viuva
m.rarJ*,a,nenteira da quellc linado.Thereza da
~ _L. 'i01"0 Umbe"> lem de ser arremaUdos
^_^,_2, Pertenn| ao mesmo finado: os licitan-
irao comparecerem na hora indicada.
ECHM1SM0 PIRA EIGE-
IHO
DAflII W. I0WIAK, NA RLA DO RRIiH
PASSAIDOO GHAFARIZ, *
lia.sempre um grande sortimenlo dos seeuintes
ieclos de mechansmos proprio, para enaenhos, a
ber : moendas e meias moenda da mais mod
conrtruccao ; taitas de ferro fundido e baHdn
superior qualidade, e de lodos os Um.|los roda
dentadas para agua ou animaes, de toda, ,8 nVono
cBe ; crivos e boceas de fornalha e reRi.tro, |te0J;"
re, aguilhoe,bronze parafosos e cavilhfles, moinhos
de mandioca, ele. etc. ,"uml,us
A MESNA FUItDICAO
se execolam lodas as encoinmendas com a superlori-
h-; "nhecl,l!,> e om a devida presteza e commo-
d idade em pre;o.
ob
sa-
derna
de
las
Pedimos a attenGao das pessoas que tem
Encommendado bilhetes da lotera quin-
ta da Gloria para o seguinte annuncio :
O vapor Imperatriz esta va a anuncia-
do para sahir a 20 do correte as 5 horas
da tarde, nesse dia ficava tambem a cor-
rer a roda daquella lotera, eremos que
aquel le: vapor transferir' a sua sahida,
mas como mais valor tem a declaracao
da agencia pela qual nos regulamos, pe-
dimos a's pessoas que tem bilhetes encom-
mendados, que os venham receber ; por-
que logo que lizer signal de vapor tudo
sera'lacrado e nada mais se vender' desta
lotera, quer o vapor tenha sabido a 20
quer tenh transferido par? outro qual-
quer dia.
Lraa pessoa bastante habililadaemlalim,
porensioar ha mais de 16 aunos, se prope
1 a ensillar em qualquer parte, que convenha,
nao sendo muito distante desta praca. Tamr
bem ensina primeiras lellras e francez : na
Lrua da Praia n. 43, terceiro andar, se acha-
ra com quem tratar, das 3 horas da larde em
diante, ou annuucie.
O Sr. IhonieRibeiro Gomes dos Sanios, genro
do finado Antouio Ferreira Christovao, queira com-
parecer na residencia do major Manoel Buarque, ra
do Livramento sobrado n. 26,2 andar, a negocio de
seu puro interesse.
g$$*$93 ?
"! Joo Honorio Bezerra de Mcnezes,
formado em medicina pela faculdade da Ba-
se his, offerece seus prestimos ao respeitavel pu- ,
blico desla capital, podendo ser procurado a m
9 qualquer hora em sna casa ra Nova-n. 19,
Oj) segundo andar: o mesmo se presla a curar
*" gratuitamente aos pobres.
GALERA de retratos a
OLEO E DAGERREOTYPO.
Cincinato Mavignier, retratista e pensionista de S.
M. o Imperador, tendo feilo tudo qoauto est ao
sen alcance para desempenhar as obrigarOes de seu
ministerio, annuncio portante ao respeitavel publi-
co desta capital, que contina a Irabalbarno seues-
tabelecimeolo a contento, das pessoas que o lionra-
rem. O annunciante propoe^e a faxer os retratos
de pessoas fallecidas, indo com a machina at ca-
sa de quem quizer posauir a verdadeira semelhanca
do objeclo fiuado: pode ser procurado lodos os dias
no seu estabelecimento, alerro|da Boa-Vista n. 82,
primeiroa: segundo andares.
ATTENCAO'.
Traspassa-sc oluguelde urna casa nasCinco Ponas
n. 85 de aluguel de 69000 r., a quera comprar a arro-
cao que existe na dita casa que com ella se far todo
o negocio ; esla casa^offerece muilas vanlaaens a
um rapaz que queirprlbcipiar, nao s por ser seu
aluguel muito barato, como por ser em um dos me-
lhores locaes desla roa; he muito propria para
taberna, refiuacSo ou deposito de fabrica de charu-
tos etc., ele.: quem a pretender dirija-se fabrica
de chapeos da ra Nova n. 52, a entender-se com
Boaventura Jos de Castro Azevedb. ,
O abaixo assignado, faz sciente ao publico, e
principalmente aos seus devedores, lauto da praca,
como os de fraque tem desla dala em diaute, en-
carregado ao Sr. Jos Xavier Faustino Ramos J-
nior, para agenciar todas as cobrancas de sua casa, e
mesmo aulorisado a passar recibo' a loda e qual-
quer quanlla que receber.
Firmiano Jote Rodrigue Ferreira.
Precisa-se contratar por empreita-
da, a cqnstrucco de urna coberta de te-
lha, sobre pilares de'tijolo ou columnas de
ferro, em um terreno murado., na ra de
Santa Rita prximo a* Ribeira.pertencen-
te a' companhia brasileira de paquetes de
vapor: quem estiver as circumstancias
deazer este contrato com as necessaria
garantias, queira apresentar sua proposta
com toda a brevidade ao agente da dita
companhia : na ra do Trapiche n. 40 se-
gundo andar, aonde tambem se dar1
qualquer esclarciinento.
Alagam-*e e vendem-se soperiores bichas de
Hamburgo chegadas pelo ultimo vapor da Europa :
na ra eslreita do Rosario n. 2, loja de barbeiro.
Ao iHililh'O
D. Thereza Alexadrina de Souza Baodeira, re-
conhecida sua boa conducta e habilidade, acaba de
obter licenra de S. Exc, para ama cadeira particu-
lar de primeiras letlras, costuras e bordadosde laa e
seda; e prelendendo dar conieco no 1 de juuho
prptimo vindouro : se alguem quizar aervir-se de
sen preslirao, dirija-se ao paleo do Paraizo sobrado
unido i igreja, segundo andar.
GALLERA DE RETRATOS A
CHRYSTALOTYPO.
O artista abaixo assignado, convida o respeitavel
publico a visitar o seu estabelecimento sorlido de
esplendidos quadros e riqusimas caitas, e otros
objeclos, chegado3 protimaraenle da America do
Norle: no aterro da Boa-Vista n. 4, terceiro andar.
Joaquim Jote' Pacheco.
Na roa do Rangel sobrado n. 38, se na dinhei-
ro a juros em pequeas quanlias, sobre penhores de
ouro e prata.
Offerece-se urna mulher muito fiel para ser ama
de casa de hornera solleiro, a qual coziuha e engom-
ma muilo bem, mas nao compra na roa: quem pre-
cisar dirija-se ao becco do Serigado n. 13.
J. Jane dentista,
contina rezidir na roa Nova, primeiro andar n.19.
; Precisa-se de um trabalhador para refinacao:
a tratar na ra da Senzala Nova n. 4. -
Oflerece-se um liomeni para caixeiro de qual-
quer casa de negocio, o qual|esUempregado; porm
quer sahir por motivos que se dirao, e dar inlorma-
ces de sua conducta: quem precisar annuucie.
Attencao.
O abaixo assignado participa aosseu< amigos e fre-
guezes, que acaba de estabelecer a sua casa de bar-
beiro na ruaestreila do Rosario n. 6, aonde sempre
prompto o acharao a exercer a sua arle com a per-
fecao coslumada.Antonio Rodrigues da Coila.
Roga-se ao Sr. Francisco dekula Cordeiro,
morador na povoarao do Pilar defta-narac, que
tenha a bondade de apparecer na roa do Rangel n.
3b, segundo andar, para se tratar da entrega do ca-
sal de escravos de Manoel Gomes dos Reis.
Quem precisar de um portuguez para feilor de
algom sido ou engenho, dirija-se i ra do Hospicio
n. 15*, r
Precisa-se de tima ama que saiba engommar e
cozinhar, para urna casa de pouca familia, paga-se
bem: quem estiver nestas circumstancias dirjanse a
ra Augusta n. 17, casa da quina.
P/Jf'sa'-se de una malhr do meia idade, par-
da ou prela, queseja sizuda para servir a don hu-
meas, Bmenino em um sitio no lugar da Casa
Fortrt oarn a isso se quizer prestar, dirija-se ra
estrellado Itosano -i. 28, primeiro andar.
.y. Precisa-se de ama ama para casa de hoiiiem
soueiro, e um cozinheiioqueco/.inhe e enaoinine:
Iriro r" Boa-V8,a tninte do funi-
Offerece-se para ama de casa de homem sollei-
ro ou de pouca familia, urna mulher capaz de cncir-
regar-se de lodo o servido interno de urna casa ; na
ra de Horlas n. 49, loja.
tSTlNTERESSE PARTICULAR.^s
Escriptura de venda de urna sorle de Ierras, que
fez o morgado JoAo Paes Barrete e sua mulher I).
Manela Luiza de Mello, a Antonio Rodrigues Paes,
f>r seu bastante procurador sen filho Jos Carlos
aes Brrelo, a Antonio Rodrigues Paes em 1762.
Tabelliao F. A. de Brito.
Escriptura de disislencia c composicao sobre o en-
genho Mugaipe de baixo, entre parles o lenenle-ge-
neral JoSo Marinlio de Mello Falcan, como procura-
dor bastante de Alvaro Jos Almiros e o sargento
mor Francisco do Reg Barros, como tutor da menor
I). Auna Francisco de Mello.1794.
Escriptura de venda de um sitio de trras chama-
do Jardim, no engenho Pantorra, que fez Ignacio
Dias Simoes, a Jo3o Nepomuceno Alvos.1793.
Escriptra de venda de ama parle do engenho
Pantorra pelo capitao Antonio Coelho dos Reis e sua
mulher, ao sargento mor Malhias Ferreira de Souza,
e termo de posse da dita parle e raclificacao de es-
criptura.1721.
Escriptura d venda, seccSo e demarcarlo das Ier-
ras do sitio do Alto ua Boa-Viagem, que fazem oca-
piao Bernardo Antonio de Araojo e sua mulher, a
sua fdha adoptiva D. Anna Mara dos Prazeres com
estipulares, raclificadas em outra escriptura por es-
la a D. Luiza Mara da Trindade17641785
1793.O labelleaoSi.
Arrenda-se um engenho d'agoa. situado a urna
legua e meia desta cidade, com porto de embarque e
proporcocs para safrejar 1,500 pes anntues, tendo
alem disto exccllenles baixas para capim, boa horla,
ptima casa de vivenda, e lodastaS1 mais obrase ntli-
cinas de alvenaria, e em perreilo estado de conserva-
do ; negocia-se tambem u safra pndenle, alguns
buis e vaccas, quartos, caimas Bl tudo novo
ou em bom uso : os preteudentes dirijam-sc ao Sr.
Ignacio IranciscoCabral Cantal
O cautelisla Salustiano de.Aqoin. Kreira dei-
xou de veuder cautelas das lotera *tJe Janei-
ro desde dezembro de 1853, e ledsfluircado o pra*o
de um anno que se ha de findar nodia27da maio de
1855 para a liquidado das referidas cautelas que an-
da exislem por pagar.
1
GABINETE PORTIGUEZ DE LEITIRA.
Por ordem da directora convoca-se extraordina-
riamente a asscmbla gcral dos senhores accionistas,
para domingo 4 de junho, pelas 11 horas do dia.
Precisa-se de urna ama de leite : n* ra dos
Guararapes o. 34.
Aluga-se a casa terrea do Mondego n. 99, com
muiio bons commodos para grande familia : a tratar
na roa Nova n. 53, botica.
Precisa-se alugar nm prelo para carregar labo-
leiro com lazendas pela ra ; a tratar na roa da Cruz
do Recife n. 47, primeiro andar. *
Quem tiver obras ou fazendas, filas desbotadas,
e as quizer Ungir de preto, azul, encarnado, verde
ou amarello, dirija-se a ra do Mundo-Novo, ao sa-
bir na ra Bella casa de um mirante encostado ao
segundo sobrado; que abi se tinge com perfeicao e
mais barato do que em oulra qualquer parle.
Precisa-se de 2 a 3 conlos de ris, a premio de
1 % ao mee, e pelo lempo de 4 a 6annos; aceilnm-
se lellras e d-se -as garantias que forem exigidas,
excepto penhores de prata e ouro : quem quizer ef-
lecluar semelbanto negocio, annuucie para ser pro-
curado.
Precisa-se de um cozinheiro para um collegio
particular : a tratar no aterro da Boa-Vista n. 56.
Ama de leite.
Precisa-se de urna ama sadia, com bom leite, pa-
ra urna crianca recem-nascida, preferindo-se sem
cria a tratar no' sitio do Sr. 'Vicente Jos de Brito.
na Trempe, seguindo para a Soledade, ou na ru da
Cadea do Recife loja de erragens n. 44.
Deseja-se saber quem tem um preto
fgido, comofficio de alfaiate sapateiro,
Chamado Mathias ou Francisco, qveiro
das duas maos, e no canto da bocea duas
pintas brancas : quem fr seu senhor,
dirija-se a ra dos Pires n. 28, qu se llie
dir' aonde existe.
Na.ra deS. Francisco sobrado n. 8, precisa-se
alugar urna preta escrava para fazer o servico de urna
.casa de pouca familia, com preferencia sahende tra-
tar de urna crianca, pagando-se at 129000 rs. men'-
saes : quera a tiver dirija-se ao mesmo sobrado.
Precisa-se de urna ama para o servico interno
e externo de urna casa de homem solleiro : quem
preleuder dirija-se a praca da Independencia n. 34,
que se dir quem precisa.
Aluga-se urna casa terrea com muilo bons com-
modos para urna grande familia, sita na roa da l-
niao, na Boa-Vista : a tratar na roa da Aurora n.
26, primeiro andar.
Aluga-se urna casa terrea na ra do Sebo n.
o, por 9SOO0 rs. mensaes : a tratar na roa da Au-
rora n. 26, primeiro andar.
9 O Dr. Sabino Olegario I.udgero Pinho mu- _,
9 dou-tepara o palacete da ra de S. Francisco 54
(inund novo) n. 68 A. tt
Attencao.
Jos Goncalves Braga, faz sciente a lodos Os
seus freguezes e mais pessoas que do cu pres-
umo se quizerem ulilisar, que muden o seu
estabelecimento de barbeiro para o primeiro
andar, aonde sempre o enconlrarao prompto
para os servir, assim como tambem offerece
muito boas bichas de Hamburgo, mais baratas
j-do que em outra qualquer parle : na ra da"
Cruz primeiro andar n. 48. defronte da mes-
ma loja.
Precisa-se saber noticias de Frederico Jos Pe-
droso, natural da provincia do Maranhao, filho na-
tural de Epiphanio Jos Pedroso, que ha 19 annos
se ausentou do Rio de Janeiro, assenlando praca de
grdmete : roga-se a quem poder dar nolicias a' este
respeilo, tenha a bondade faze-lo por esle jornal, ou
dirigirse roa do.Passeio Publico n. 19, que acha-
ra com quem tratar.
Precisa-se de urna ama de leite que tenha bas-
tante leite e que seja sadia : na ra do Amorim
n. 2o.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra de Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualqujsr parte, tanto em por-
coes, como a retalho, aifiancando-
se aos compradores um s preep
para todos : este estabelecimento
ahrio-se de combinando com a
maior parte das casas commerciaes
iaglezas, francezas, allemaas e suis-
sas.para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
istq ofFerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
propietario deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus infiSresses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos &Rolim.
Jos Joaquim Teixeira mudou o nome pata
Jos Jnaquini Alvos da Costa.
Oflerece-te nma mulhor para ama de casa de
homem solleiro ou de pouca familia, quem quizer
dirija-se atraz da roa Nova becco.
COMPRAS.
Compra-se prata brasileira e hespa-
nhola : na ra da Cadeia do Recife n.
2i, loja de cambio.
Compra-se urna cabra (bicho) que d bom lei-
te e em quanlidade : na ra Nova n. 11, loja.
Compram-se ell'ectivamente cobre,
latao e bronze velho : na fundirlo de ier-
ro da ruado Rrum n. do o chafariz.
Compra-se pralabrasileiraehespanhola, a 19940
rs. o palacao : na ra da Cadeia do Recife n. 54.
Compram-se accoes do banco de Pe'rnamboco :
no escriplorio de Manoel Ignacio de Olivoira, na
praca do Corpo Santo n. 6.
Compra-se cffcrlivameule,bronze, latao e co-
bre velho: oo deposito da fundirlo d'Aurora, na
ra do Brum, logo na entrada u. 28, e na mesma
fundic.lo em S. Amaro. .
_ 4iompram-se ps de sapolis, larangeiras de um-
bigo e de paneiros, ludo em caitoes, proprio para
embarque'. na praca do Corpo Sanio n. 6, escrip-
lorio.
Comprm-s escravos de>10 a 20 anno de am-
bos os sexos, para se exportar, e paga-se bem : na
ra Direila n. 66.
ATTENCAO'.
Na ra Direila n. 19, ha para vender os gneros
seguimos: .
Manteiga ingleza superior. 560
Amendoas descascadas. 320
Bolachinhas de ararula em latas del) i. 25300
Dita ingleza. 240
Talberim, jpacarr3o-e aletria. 280
Cha liysson muito superior. 2)52411
Dito brasileo. .|50(r
Espermacelea900e 720
Vinho do Porto engarrafado (sem casco?. 640
Dito de Lisboa. 400
Toucinho de Lisboa. 400
Tijollo de limpar fnecas.* 140
Farinba de araruta. 200 o
De tapioca. 140
Todos esles gneros se responde pelas qualida des
Vende-se manteiga ingleza a 560: na ra Di-
reila n. 14.
SYSTEMA MEDICO DE HOLL WAY
PILlilAS HOLLOWiY.
Esto inestimavel especifico, composto inleiramen-
le de liervas medicinaes. n.lo ronlcm mercurio, em
outra alguma substancia delecterca. Benigno mais
lenra infancia, e .complcicjo mais delicada, he
igualmente prompto. e seguro para desarraigar o
mal na compleicao mais robusta; he ioleiramente
innocente em suas operacoes e effeilos; pois busca e
remove as doenjas de qualquer especie.e grao, por
mais antigs e teoazes que sejam. .
_ Entre milhares de pessoas curadas com este reme-
dio, muitas que j esla va m j'is portas da mortc, per-
severando em seu uso,' conseguirain recobrar a sa-
de e forcas, depois de haver tentado intilmente,
todos os oulros remedios.
As mais afilelas nao devem enuregar-se deses-
peracao: facain um competente ensaio dos eOicazes
effeilos dosta assombrosa medicina, e prestes recu-
perarao o beneficio, da sade..
Nao se perca lempo em lomar ,esse remedio para
qualquer das seguintes enfermidades:
Vendem-se as casas terreas n. 72 da roa de
Santa Rila, e n. 67 da do Jardim ou Copiares : na
roa Direila n. 40, segundo andar.
' Chumbo.
Vende-so chumbo em barra e lencol : no arma-
zem de Eduardo H. Wyalt, roa do Trapiche Novo
n. 18.
Vende-se nina canoa de carreira, nova, de ama-
relio, interica, com embonos, pintada e prompta :
no tira da ra da Concordia, no estaleiro de carpi-
le i ro, a fallar com o Sr. Jos. Carvalho da fonseca.
Vende-se um carro do mao bem seguro, por
precocommodo : na ra dos Guararapes n. 36.
Vende-se urna mobilia de jacarando, conlendo
um sof, urna banca de meio de sala, urna duzia de
cadeiras.uma cadeira de balance,dous cousolos com
pedra, dous espedios, urna baoquinha, um candieiro,
don pares de lanlernas: na roa da Santa Cruz n. 30,
se dir quem vende.
Vende-se um cabrioiet com sua competente
caberla e arreios, tudo qaasi novo ; assim como 2
cavallos do mesmo j ensinados e mansos : para ver,
ua cocheira do Pedro ao p do arsenal de marinha, e
para tratar, na ra do Trapiche Novo n. 14, primei-
ro andar.
_ Vende-se ou permula-se por casa nesta praca,
um sitio no lugar da Ibora, denominado Estiva de
Cima, cora casa de vivenda, bastantes trras para
planlaces, 300 brajas de mallas e porto para em-
barque : a tratar no pateo da matriz de Santo Anto-
nio n. 8.
Aos senhores de engenho.
Vendem-se 12 burros muito gordos e grandes, af-
feilos ao servico de roda e carga, e muilo novos ; es-
tes animaes estilo ha tres annos nesta provincia, e sao
muito novos: podem ser vistos no engenho S. Pau-
lo, legua e meia dijinte desta cidade.
Conlinua-se a vender bons sapolis, tanto inclui-
dos para embarque, como maduros para mesa, e ps
dos mesmos para plantar, e excellenle sement de
macaxeira : no sitio da Trempe, sobrado n. 1 que
tem taberna por baixo.
Vende-se lijlo de alvenaria grossa, dilo de al-
venaria batida, ladrilho quadrado e comprido, telha
e tapamentn, lijlos para fogOes, cal branca e prela,
arca Gna e grossa, barro etc., das melhores qualida-
des e precos commodos, e mandam-se botar as obras
em grandet e pequeas porches : no armazem de ma-
leriaes da ra da Concordia, ultima casa do lado do
nascentc ao vollarpara a roa do Alecrm e Augusta,
em cuja frente lem tabolela. No mesmo alugam-se
carrosas para condurjao de trastes ou quaesquer ou-
lros objeclos.
CHAPEOS A (i.sOO. H1
_VkW Superiores chapeos de JUL.
seda francezes, modernos, pelo barato
preep de 6000 : na loja e fabrica de
chapeos de Joaquim de Oliveira Maia,
na praca da Independencia n. 24 a 50.
Bordados a ouro para os lllms. Srs.
. acadmicos.
Vendem-se ricas gorras de velludo bordadas aouro
fino, por prero muilo barato visla da soa boa qua-
lidade : na praca da Independencia, loja e fabrica
de chapeos de Joaquim de Oliveira Maia.
Vende-se nma escrava : em Fra de Portas ra
do Pilar n. 103. *
LOTERA DO RIO DE JANEIRO-
Aos 20:000i000.
Na casa feliz dos qualro cantos da ra do Queima-
do n. 20, estao venda os felizes bilhetes, meios em
cautelas, quartos. oitavos e vigsimos do acreditado
cautelisla Fana & Companhia do Rio de Janeiro, da
quinta lotera da nova freguezia de N. S. da Gloria,
cuja lista deve vir no dia 30 pelo vapor brasileiro,
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias (mal d' .
A si I una.
Clicas.
Convulsdes.
Debilidade on exlenna-
rao.
Debilidade ou falla de
forcas para qualquer
cousa.
Desiuteria.
Dor de garganta.
a de barriga.
a iros ros.
Dureza no veplre.
Enfermidades no ligado.
a venreas.
Enxaqueca.
Heryspela.
Febres biliosas.
intermitientes.
Arados americanos.
? Vendem-se arados americanos cheaados ul-
9 timameute dos Estados-Unidos, pelo barato $
9 preco de 40000 rs. cada um : na ruadoTra- 9
piche n. 8.
a de toda especie.
Gola.
Heroorrhoidas'. '
Hydropisia.
Ictericia.
Indigestoes.
Iiiflammac.oes.
Irregularidades da rnens-
truacao. '
Lombngas de loda espe-
cie.
Mal-de-pedra.
Manchas ua culis.
Obslruceao de ventre.
Phlhisica ou consumpcao
pulmonar.
lie leu cao d'ourina.
Klieuraalismo.
Symplomas segundarios.
Temores.
Tico doloroso..
Ulceras.
Venreo (mal).
Vende-se um bom cozinheiro e de boa condue-
la, assim como duas cscravas mocas i na ra Direila
ni 66. ,
Vendem-se 4 escravos, 1 mulato de 20 anuos,
1 moleque de 17 anuos, 1 preta lavadeira e engom-
raadeira, 1 prelo de 40 aunos e 30 travs de pao dar-
co : na ra larga do Rosario n. 25.
, Vade-mecum dos homeopathas ou _
I oDr. Herngtraduzidoem por- A.
tugue/..
' Arha-se a venda esla importantsima o-
I bra do Dr. llering no consultorio homrro-
palhico do Dr. Lobo Moscoso na do Colle-
I gio u. 35. 1o andar.
650
Vendem-se na ra da Mangueira n. 5,
650 tijolos de marmore; baratos e em bom
estado.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Ri de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons eiTeitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L- Leconte Feron & I
Companhia.
At, Vendem-se relogios de ouro e prata, mais
JBIl barato de que em qualquer oulra parle :
l__0L na praca da Independencia n. 18 e 20.
Chapeos pretos francezes
a carij, os melhores e de forma mais elegante que
Vendem-se 5 moradas de casas tar-
reas em Olinda. urna na ra do Coixo,
outra na ra do Carmo e outra na ra
da praia de S. Francisco: a fallar no
aterro da Boa-Vista n. 75.
Para senhora.
Vendem-se superiores e modernos chapeos de se-
da para senhoras, chegados recenlemeobj : na praca
da Independencia n. 34 a 30.
Toda attencao ao precos do novo sorti-
mento de fazendas baratas, na ra do
Crespo lado do norte loja n. li, de
Dias & Lemos.
Vende-ae alpaca preta, fazenda de duas largaras
pelo baratissimo preco de 400 rs. cada ovado, dita
muilo mais fina com lustre a 680 rs. o covndo, tarja
de laa prela de superior, qaatidade por sermoito en-
corpada a 520 rs. o covado, chitas escuras de" bous
panno, e cores fitas a 160 rs. o covado, dita* aarago-
"* "i05 e 0Dtr mais >re com notos dese-
i>os a 180 rs. o covado, a verdadeiras bretanhas
nh."'' mu,t0,enorPia ? ****> m, Pi-
lZL br?Unha d """> .f^enda munTan a
JHOOrs. cada urna, corles de meia easeratra escura
de quadros e luirs al>500 rs. o corle, ditos de
b"mflde quinos miudot fazenda de bom guato ,
1140 rs. cadacorle, riscadinho de linho e litrras
!"!? !. ?iS *^un- covaJo- verdadeiros cober-
tores da.Igodao branco da rabrica de Todos os San-
da Baha a obO, e grandes a 640%. caUa um: as-
sim como mais outras fazendas por menos prero do
JisU U qUal,Uer parU- s"*0 a Jinheio a
Vende-se rap de Lisboa, chegado ullimaroen-
rila 'y*0* 3*5 "': "*taa d Cre,P'la!I ama-
Vende-se superior kirechs e abscin-
the : na ra da Cruz n. 26, primeiro
andar.
a canjo, os melhores e de forma mais elegante que Vende* rhncnlat. A Pai-. ^
lem vido, e oulros de diversas qnalidades por me- i. ,c,Iue7 cnocoiate oe Pars, o me-
nos preco que em outra parle: na roa da Cadeia do L1"01 4ue tem apparecido ate hoje neste
Recife. n. 17. mprfarlr nn nn^~. ^._______I. .
preco q__
Recife, o. 17.
Pepo,lo da fhri*4 de Todo o Sanio na Babia.
Vende-se, em Casa de N. O. Bieber & C", na roa
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muito proprio pera saceos" de assucar e roupa de es-
cravos, por preco comraodo.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, h a
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, o seguale: saccas de farello muilo
novo, cera em grurae e, em velas com bom sorti-
mento de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em pedra, novissima.
Vendem-se em casa de He. Calmont & Com-
panhiaj.na praca do Corpo Santo n. 11, o seguinte:
vinhoJBMarseilleem caitas de 3 a 6 duzias, linhas
em nofpios ecarreteis, breti era barricas muito
grande!, ac de milao sorlido, ferroinglez.
AGENCIA
Vendem-se eslaslpilulas no estabelecimento geraf
de Londres, n. 244, Strand, e na loja de todos os
boticarios, droguistas e outras pessoas encarregadas
de sua venda em toda a America do Sul, Havana e
ifespantas).
Vendem-se as bocetinhas a 800. Cada nma del-
tas conlm urna instrucco em portuguez para ex-
plicar o modo de se usar deslas pilulas.
Cyleposilo gcral he em casa do Sr. Soumr pbarma-
ceulico, na ra da Cruz n. -22, em Pernambuco.
NEGOCIO VANTAJOSO PARA PRLNCI-
PIANTE QUE TEJtf POUCO DINHEIRO.
Vende-se a contento, com alguma parle a crdito
com boas firmas, bu com qualquer objeclo de valor,
urna das melhores loia de calcados toda, envidraci-
da, muito afreguezada, e com snrragem de couros,
ha muUos anuos conhecida pelo cenlrodesla cidade,
sita no meio da ra do Livramento,intitulada Estrel-
la 19 : s ua surragem de couros tem de lucro dia-
riamente 18 rs., fura as vendas do calcado, e ^re-
paros para oflicina de sapateiro, e ludo mais que
queiram por a venda : na mesma loja lem commodo
independente para familia, com cozinha, bom quin-
tal cercado de algrele para plantar flores, boa
caeimba, e ao p um grande tanque para banho ; na
frente da loja urna rotula de veneziana para recreio
nos domingos e .dias sanios, e gozar lodas as pro-
cissoes da quaresma ; lem entrada, e sahida que-
rendo por fora da loja, com todo islo paga mensa-
mente 10 rs. E querendo o sobrado de um andar
que flea por cima da mesma, ceder-se-ha ao com-
prador da loja,' tudo commodamente e desembaraca-
do que nada deve a praca. O dono desfaz-se por se
adiar doeute, e tem de relirar-se a tratar de sua
saude : quem pretender dirija-se mesma, que acha-
r quem faja lodo nego'cio,

Casa da afericao, na ra das Aguas-
Verdes n. 23.
O aferidor participa, que a revisaoaleve principio
nodia 1 de abril correte, a finalisar-se no dia 30
de junho prximo futuro: segundo o disposlo no
art. 14 do regiment municipal. '
Paulo Gaignou, dentista,
pode ser procurado a qualquer hora em sua casa
na ra larga do Rosario n. 36, segundo andar.
u r. lhomassin, medico francez, d con-
9 sullas lodos os dias uteis, das 9 horas dn ma-
9 nbaa al o meio.dia, em sua casa roa da Ca-
9 deia de Sanio Antonio n. 7. '
Precisa-se de urna prela escrava, que cozinhe'e
faja o mais servico de urna casa de pequea familia
naga-se bem: a tratar na roa da Cadeia do Recife
Quem precisar de um pequeo com pratica*de
taberna : trate na ra da Cadeia do Recife n. 23.
Aluga-se urna boa sala com una boa alcova e
um quarlo de um andar, na ra do Queimado : a
tratar na mesma ra n. 21.
MADAME MILLOCUAU BLESSARD.
Modista franceza, aterr da Boa-Vista n. 1.
Avisa as suas freguezas, que pelo navio Pernam-
buco, Ihe chegou um graude sorlmicnto do objeclos
de modas de Pars, como ejam: chapeos d seda, e
de palha para senhoras ; manteletes, ricos loucados
e enlejes para bailes e visitas; veslidos de blondc e
dehicoparnoivas; camisinhas de bico, edecassa
fina bordadas de poni inglez, manguitos dilo: ro-
nieiras de bico, caraces de bic, liras bordadas de
poni inglez ; (Ibis bordados o lisos, bicos de linho e
rendas, mantas de bico fino para caberas ; bicos de
Idoud branco e preto, dito de laa ; tranca de eda
e de algodao, um grande sortimento de flores linas
para lodos os usos ;>e>parllhos, luvas de jouvin, li-
tas de seda e de velludo : e muilas oulras faieudas
de goslo. j..
Palitos francezes.
Vendem-se palitos francezes de brim da li- ^
lio a 39000, ditos brancos de bretanha ai,
dilos de alpaca preta e de cores a 89000, ditos
9 de panno,lino verde escuro e prelo a 14$, 169
e I85OOO, ludo da ultima moda o bem acaba- W
dos : na ra Nova, loja de fazendas n. 16, de
Jos Luiz Pereira & r'ilhot
*.--i:$$$$$
CHITAS BARATAS. ""T*"-*
\ endem-se chitas de cores fitas, ptdres claros e
escures a 120,140,160,180_ e200 rs. o covado, dn-
dose amostras com penhor : na ra Nova, loja n.
16, de Jos Luiz Pereira & Filho.
VESTIDOS BARATOS.
Vendem-se corles de vestidos de carnbraia de bar-
ra a 39000, dilos de 1 a babados a 4, 4JWI0 e 59,
cassas francezas de cores litas e bonito padres a 360
a vara, cortes de dita a 29 e 29500, dilos de barra e
babadoscom 11 1-2 varas 4 59000, ditos de cambraia
de seda a 129000, dilos de'T8a escoceza, fazenda no-
va e de goslo, oom 14 covados a I13OOO, e oulras fa-
zendas de goslo que se vendeui barato, dando-se
amostras com penhor-; na ra Nova, loja d fazen-
das n. 16, de Jos Luiz Pereira & Filho.
ROMEIRAS E CAPO TIMIOS.
Vcudem-s romeiras de cambraia e lil bordado a
39OOO, capotiohos de cambraia bem en fritados a 69,
dilos de seda pretos e de cores a 129 e 159000 rs.;
na ra Nova, loja n. 16 je Jos Luiz Pereira &
Filho.
Vende-se 110 paleo do Carmo, taberna n. 1, um
escravo, crioulo, de, idade 25 a 26 aunos, bonita fi-
gura, proprio para todo o servico,
Vendem-se 6 eadeiras d jacarand c 2 ban-
quinhas de pilo d'oleo, em bom uso : na ra de San-
la Rita, casa dcfronleda n.de 54. ,
Leite pj.no.
Vende-se leite Uo puro como sabe do peito da
S-acca, a 200 rs. a garrafa ; e para que em caminbo
os parladores nao possm deilar agua, obriga-se o
vendedor a mandar em flandres separados e tranca-
dos com cadeados th letlras, para as Trcguezias que
forem de duas garrafas para cima, sendo entregue o
leite sempre muilo cedo : quera quizer, dirija-se ao
aterro da Boa-Vista, laberua n. 34, onde poiler dei-
xur o nome da ruae numero, da casa em que morar,
assim como a quanlidade de leite que precisar, e uo
dia seguinte ter leite puro.
Vende-se urna taberna na ra das Agnas-Ver-
des 11. 48, muito afreguezada para a Ierra, com os
fundos a vontade do comprador; fazendo-se lodo o
negocio, e se preciso fr vende-se a armario smen-
le, por causa de intrigas.
Vende-se com cavallos ou sem elles um
carro de 4 rodas com pastelos, muito
forte e com pouco uso, c um tilbnrv em
bom eslado : a fallar na urara ida lude-
pendencia n. 18 e 20.
Veude-se para liquidaeo urna das mi-lhoresc
mais acreditadas tabernas da ra do Collegio, propria
para um principiante por se fazer vaulageus que cer-
Uunente agradarao ao comprador: a tratar ni 1 ruado
Amsriiu .n. 48, armazem de Paula & Santos.
Bichas de Hamburgo.
No anligo deposito das bicha de Haroburijo, ra
estrella do Rosario u. II, vendem-se as melhores bi-
chas de Hamburgo aos ceios e a retalho, e tambem
se alugam por menos do que cm oulra qualquer
parle.
Vende-se sola muilo boa, da melhor qu.e ha
no mercado, em ptquenas e grandes porres, pellos
de cabra e esleirs de palha de carnauba, chegado
tudo ullimamenledo Aracal\: na ra da Cadeia do
Recife n. 49, primeiro andar.
Cera de carnauba.
A'ande-se cera de carnauba do'Aracaly: naiua
da Cadea do Recife n. 49, primeiro andar.
RELOGIOS INGLEZES DE PATENTI2 :
vendem-se por preco commodo : em Cfisa
de Barroca & Castro, na ra da Cadeia do
Recife n. 4.
OLEO DE LINHAQA EM BOTIJAS: o
vende-se em a botica de Bartholomeo
Francisco de Souza, ra,larga do Rosario
11. oG.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' da C. Starr. C. em1
Sanio Amaro achu-se para vender ara-
Idos de ferro de superior qualk lade.
Da. Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas deferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.'
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolleem Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo,no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
SANDS.
' SALSA PARRILHA. ".
Vicenle Jos de Brllo, nico agente em Pernam-
buco de B. J. D. Sands,' chinaco americano, faz pu-
blico que tem chegado a esta praca urna grande por-
caode frascos de salsa parrilha de Sands,.que sAo
verdadeiramente falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acauliar os consu-
midoresde (So preciesn talismn, de cahir neste der*nd.nr ma /^ ? d
engao, tomando as funestas consequencias que dePendencla Wn. cada etemplar.
sempre costumam trazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mSo daquelles, que antepoera
seus interesses aos males e estragos da humanidade.
x r-----w-_v .^ mn& xicic
mercado, por preco commodo : na -ra
da Cruz n. 26", primeiro andar.
Vende-se aw etceltcole' earrnbo de rodas
mu bem construido, embom estado; esto etwsto na
ra do Aragao, casa do Sr. Sesme n. 6, oodepodem
os preUndenle etamina-lo. e tratar 'do ajnsle.com
o mesmo senhor cima, oo na ra da Cruz no Recife
n- 27, armazem.
SEMENTES NOVAS.
Vendem-sO no armazem de Antonio
Francisco Martins, na ra da Cruz n. 62,
as melhores sement* recentemente chega-
das de Lisboa na barca portuguesa Mar-
ga rida, como sejam: couve truncbda,
monvarda, saboia, feijao carrapat de
duas qualidades, eVvilha torta e dSreita,
coentro, salsa, nabos e rabrJMetes de todas
as qualidades.
PAUTO'S DE ALPACA FlftNCEZES.
Grande sortimento de palitos de alpaca e de brim:
na ra do Collegio n. 4, e na roa da Cadeia do Reci-
fe u. ti; vendem-se por preso muito commedo. '
Moinhos de vento
'ombombasderepuxopara regar horlas e kaitat
de capun. na fundicao de D.,W. Bowman : na r*a
do Brum ns. 6,8 e 10.
VINHO DO PORTO MUITO FINt).
Vende-se superior vinho do Porto, em
barrisde4., 5. e 8.: no armazem da* ra
do Azeite de Peixe n. 14-, ou a tratar no
escriptorio deJiovaes & Companhia, na.
ru do Trapichen. 54.
Padaria. -
Veode-se orna padaria muito afreguezada: a tratar
com lasso & Irmaos.
desta fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recentemente aqui checa-
la ; o aunuocianle faz ver que a verdadeira se ven-
le nicamente em sua botica, na roa da Conceijao
do Recife n. 61 ; e, alm do rceituaro que acom-
paha cada frasco, tem embaiso da primeira pagina
seu nome impressu, e se achar sua firma em ma-
nuscriplo sobre o iuvoltorio impresso do mesmo
traeos.
Navalhas a contento e tesouras.
Na ra da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, escriptorio de Augusto C. de Abreu, conlinn-
am-se a vender a 89000'rs. o par (preso fito) as j
bem conhecidas e afamadas navalhas de barba feitas
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposicSo
de Londres, as quaes alera de durarein extraordina-
riamente nao se senlem no rosto n aceito de cortar ;
vendem-se com a condico de, nao agradando, pode-
rem os compradores devolve-las al 15 dias depois da
compra, reslituindo-se o importe : na mesma casa
ha ricas tesoarmhas para unhas feilas pelo mesmo
fabricante.
PTIMO VINHOIDE COLLARES,
em barris de 7 em pipa : no escriptorio de Augusto
C. de Abreu, na ra da Cadeia do Recife n. 48, pri-
meiro andar.
-Vendem-se latas cora lampreias de escabeche:
na roa da Cruz u. 46.
CARRO E CABRIOLET.
Vende-se um carro de 4 rodas e de 4 assentos, e
um cabrioiet, ambos em pouco uso, e una boa pa-
rtira de cavallos, ludo por commodo-preso: na ra
Nova, cocheira de Adolpho.
Pechincha de chapeos de seda a 6 2,,500 rs.
Na roa do Queimado loja n. 17, vendem-se cha-r
Dos de sol de seda pelo diminuto preep de 65OO
rs., propriospara a presente cstaco : cortes de case-
mira a 29500 rs. e outras fazendas por barato- preso
para liquidaeo de conlas.
Acha-se a venda, ou a ser dado da
emprazamento por tempo de 12 annos,
para se levantar um engenho, conforme
as condicoes adoptadas pelos interessados,
urna porcao de terreno, que se separou
do engenho Ade.a, da freguezia do. Rio
Formoso, e forma hoje por si s urna
propriedade disti neta, com a denomina-
cao de Palmei ra tendo meia legua
de fundo ou mais, e 650 bracas de fren-
te, pouco mais ou menos, e confrontan-
do com os enge:nhos,Sip, Cabera de Poi-
co, Jara izo e Floresta,' sitos na mesma
freguezia. Assi ;gura-se, que dita proprie-
dade Palme ira ollerecida ao neg
ci indicado, a lem de nao ter sido culti-
vada em tempo algum, em razao de licar
muito distante do engenho de que se des-
membrou, e con.ter em si grande e im-
portantissima nuita-virgem, he de mais
a mais de muito boa qualidade, e tem
todas as proporc:oes para se tornar um
excellente engenho: a quem.convier, se
dir' nesta typot jraphia, onde deve di-
rigir-se.
@ m ?9@@@ g@
Superior lar inha de mandioca
Vende-se farinlia de Santa Calhariua muito 9
nova, e de superi or qnalidade. puf prego
commodo, a bordo c a escuna Zelosa ; para 9
porres, Irata-se no escriptorio da ra da Cruz 9
11. 40, primeiro and ar. 9
Vendem-se -espingardas francezas
dedous cannos lin{;indo transado,, mui-
to bonitas, e por prcco baratissimo : na
ra da Cruz n. 20, primeiro andar.
Vendem-se .'latas com 5, 6 e 12 li-
bras de amei.xus .francezas de superior
qualidade: na rita da Cruz n. 26, primei-
ro andar.
.Milito novo.
Vendem-se saccas con 1 millio novo, pelo barato
prero de 38000 rs. cada urna: Da ra do Passeio Pu-
blico n. 17.
Malas para viagem.
Grande sortimenlo de lodas a s qualidades por pre-
veo razoavel: na roa d Collegio n. 4.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODA'O
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-se o superior p inno de algodao
desla'fabrica, proprio pa ra saceos e roupa
de escravos : no escripte irio de Novaes &
Companhia, ra do Trapiche n. IH, pri-
meiro andar.
j., ..iraoro im nigua c Bujgm na numaniaaoe. "uui gosio : vendem-se na ru
Portanlo pedo, para que o "publicase possa livrar esquina que volta para i cadeia.
desla fraude e distimzua a verdadaim aUi narrill,* .. ^_________. .
Aos. senhores de engenho.
Cobertores escaros de algodao *&0 rs., ditos mui-
to grandes e encorpados a 19400: na roa do Crespo,
loja da esquina que volta para a Cadeia.
Devoto Chtistao-
Sabio a luz a 2." edicao do livrinho denominado
Devoto ClirisUo.mais correlo a acrescenlado: vnde-
se nicamente na livraria n. 6e 8 da praca di lo-
640 rs. cada etemplar.
Rede acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, muilo grandes e
de bom goslo : vendem-se na'rua do Crespo, loja da '
NO C0r,SllLT0RIO H0IE0PATHCO
v dr. fk. wo mmt.v
vende-se a melhor de todas as obras de medicina
nomeopathica _w O NOVO MANUAL DO DR;
i \. "^a Iraduzido em portuguez pelo' Dr. P,
A. Lobo Moscozo, conlendo nm accrescimo de i-
Narua doVario n. 19, primei- <^?^^^&
i ,. l----------- oiea, eic, eic. pe.
ro andar, tem para sender diversas mu- cadernados em dous
sicas para piano, violao e flauta, tomo ui,"ir
sejam, quadrilhas, valsas, redowafc .scho- na'
tickes, modinhas, tudo modernisimo ,
chegado do Rio de Jalieiro.
FARINHAOE TRIGO.'
vende-se no armazem de Tasso Irmaos, farinhl de
trigo de todas as qualidades, que existem no mer-
cado.
Na roa do Vigario n. 19 primeiro andar, tem pa-
ra vender-se chapeos de castor braucopor commodo
preso,
Venderse um mualo de 23 a 24 annos de ida-
de,sapateiro, e por preco commodo: na ra de San"
ta Rita n. 18.
Ajenctad Edvla Maw. .
Na roa de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon
& Companhia, acha-se constantemente bons sedi-
mentos de taixas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas ineliras lodas de ferro pa-
ra animaeskagoa, etc., ditas para armar em madei-
ra de todos os tamaitos e modelos os mais modernos,
machina borisontal para vapor -com forsa de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslanhadu
(ara casa de purgar, por menos preso que os de co-
re, esco vens, para navios, ferro da Suecia, e fo-
Ihas de (landres ; tudo por barato preso.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma
zem de Henrique Gibson,
vendem-se relogios de ouro de sabonele, de patente
inglez, da melhor qualidade, e fabricados em Loo-
dres, por preso comraodo.
Vendem-se pregos americanos, em,
barris, proprios para barricas de assu-
ca, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos '. na ra do
Trapiche Novo n. 16.
Na ra da Cadeia Velha n. 52, em casa de
Deane Youle & Confpanhia,
vende-se um carro americano de 4 rodas ; pode ser
vislo na cocheira de Poirrer, no aterro da Boa-Vista.
Vende-se nm'completo sortimento de fazenda
prelas, como : panno Uno preto a 33000, 4J000
59000 e 6900O, dilo aznl :i000, 49000 e 59000, ca-
semira preta a 29500, setira preto muilo superior ,
39000 e 4JO0O o covado, sarja prela hespanhola 2 e
9500 rs., setim lavrado proprio para Vestidos de se-
nhora a 29600, muilas mais fazendas de muilas qua-
lidades, por preso commodo : na ra do Crespo loja-
Velas de carnauba.
Na ra da Crut n. 15, segundo andar, vendem-se
velas de carnauba, puras e compostas, fell
caly, por menos preso do que em outra
parle.
Vendem-se cobertores braios de alg
des, a 1W40 ; dilos de salpico tambem ^,
I980, dilos de salpico de lapele, a 19100 : na ra do
Crespo loja n. 6.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D.
Bowmann, na
do o chafariz
W.
rtia
continua haver um
preco ------------_ ^^ ^.mpuuao : ,igriaes as orelhas, donde poue ser logo
emnarcam-se ou carregam-se em carro por ter era ambas orelua ums carnes creacidas
sem despeza ao comprador grocas, provenienics de
e grocas, provenienics
orelhas, mas sempre cosluma andar com le
Vendem-se cobertores de-algodo grandes a 640 amarrado em cima para nao ser vislo o defeito ;
rs. e pequcuos a 560 rs. : na na do Crespo nume- escrava do Sr. Vidal, que tem laja de ferragens
ro 12. iinH;rn a ronsta estar oceulta aaui. mi n,. ,r.qi
Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Ay, primeira qua-
idade, de propriedade do condi
de Mareuil, ra da Cruz do Re-
cife n, 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vnde-
se a 56$000 rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo t
Conde de Mareuil e os rtulos
das garrafas sao azues.
volme en-
20DOOO
Diccionario dos termos demedicina, cirnraia, ana-
toma, pbanjiacia, etc. pe Dr. Moscozo: encader-
" 4P0n
Urna carteira de 24 medicamentos com dous fras-
eos de linduras indispensaveis 40)000
Dila de 36......... 45anon
DiU, de 48 .......... 5S0OO
Urna de oOtuboscom 6 frascos delinclaras. 601000'
Dita de 144 com 6 ditos......tOOfOM
Cada carteira he acompanhada d nm etemplar
das duas obras cima mencionadas.
Carleiras do 24 tubos pequeos para algi-
beira........... 88000
Dilasde48 ditos.........16900*
Tubos avulsos de glbulo..... 19600
Frascos de meia 005a de lindura .
Ha tambera para vnderf|randc quanlidade de
tubos de crystal muito'fino, vasio ede diversos ta-
mauhos.
Asuperoridade desle* medicamentos cal hoje por
lodos reconhecida, e por isso dispensa elogio.
N. B. Os senhores que assignaram ou compraran) a
obra do JAHR, anles de publicado b 4- volume, po-
dem mandar receber este, que ser entregue sera
augmento de preso. 4
ESCRAVOS FGIDOS.
Asenlaram-se do Recife s 4 horas da ma-
drugada de hontera, tres escravos sendo o preto J-
se, estatura alta, idade mais de 30 annos, com falla
do ojho esquerdo ; Jorge, cor fu|a, allo.de boa fi-
gura, idade 25 annos, pouco mais ou ambos, cen
um pequeo lalho em um dos cantos da bocea; Luiz
amulatado, de boa estatura, de 25 a 30 annos, meio
aparvalhado, lodos crioulos filbos do serlao: tara-
ran urna pequea trouta de roupa de sen uso cada
um, ha alguns dados de irem em companhia de um
outro Benedilo, escravo do Sr. lenente-coronel Leal,
e de lerem seguido a estrada de Pao d'Alho aggrega-
dosa um combo) o que segua para alera de Paje :
pede-se pelo presente a quera iuleressar possa, a oap-
iura dos mesmos Irazebdo-os a ra de Apollo n. 12
armazem de Amonio Marques de Amorim, "que ge-
nerosamente recompensar.
Antonio, moleqae, alto bem parecido, cor
averroelhada, nasao congo, roslo comprido e barba-
do no queito, pescoeo grosso, ps bem feilo, tendo
o dedo iudex da mao direila aleijado de um tamo, e
por isso o Irat sempre fechado, com lodo os denles,
bem ladino, orrlcial de pedreiro e "pescador, levou
roupa de algodao, e urna pal boca para resguar-
d.r-se da ehuva; ha loda a probabilidade de lr sido
seduzido por algoem; dcsapparecea a 12 de maio
corrcule pelas 8 horas da manhaa, lendo obtido li-
cenra para levar para S. Antonio ama bandeiia com
roupa : roga-se portanlo a todas a* autoridades e ca-
pilaes de campo, hajam de u apprelkender c leva-lo
a Antonio Alves Barboza na roa dUipolIo n. 30,
ou em Fora de Portas na raa dos Guararapes, onde
se pagarao todas as despezas..
oD.e9lppareceu no dia2* do crranle, do enge-
nho hele Ranchos, da freguezia da Escada, o mulato
de nome Filippe, de idade 30 annos.pouco mais ou
menos, com ossignaesseguintes:alto c bm encor-
pado, com falla de denles na frente, roslo comprido,
pouca barba, lem a mSi as Cinco Ponas, chamada
Luiza, crioula : rega-se perianto as autoridade* e
capitaes de campo de o apprehender e leva-lo ao n^
geuho cima, ou nesta cidade, 110 largo do Livra-
sumi cima, ou nesla cidade, no wrgu
do Jrum, pascan- ment n. 20, que ser bem recompensado.
-------------, -j ^.., bto_, .--.v ,
uo o cnaiariz continua naver um Desappareceu no dia 12 do crreme urna es-
completo sortinento de taixas de ferro cri>va leme Justina," de nca?. mas falla como
fi.;j U.-J A 1 o 1 crioula, de idade de 20 a 22 anuos, com,oa signaes
tundido e batido de o a 8 palmos de seguintes : veslido de cassa encarnada, camisa de
bocea, as quaes acham-se a venda, por algodao, mas suppoe-so lar mudado de trajo, por ler
preco commodo e com promotidao' : [?le.aJ!'de' S_^nSta !L i^SllSKJS!
0
mesnias
com lenco
defeito ; foi
Jen
Recife, e consta estar oceulta. aqu, ou us arrabal-
des desla cidade ; portanlo, o annunciante protesta
contra qocm a tiver occullado desde o dia que ella
fallou, de lhe pagar perdas,e damnos, na forma da
lei: assim como torna a pedir, ai anloridades e ca-
pitaes de campo, ou outra qualquer pessoa que a
peguern, e levem-a ra das Cruzes n. 20, que ser
recompensado.
Fugio do dia 25 do crrente o escravo crioulo
de nome Vicente com os signaes seguintes, repr-
senla ter 30 annos,bem preto, olhos grandes, cam-
bado das pernas, he muito prosista : levou vestido
camisa de meia j rola, calca de riscadinho j suja
porera he de suppor que mudaste de Irage, esle es-.
cravo he propriedade do Sr. Paute de Amorim Sal-
Jado, senhor do engenho Cocal da freguezia de Una.
qoem.o pegar 00 der noticia na ro* do Rosario lar-
ga n.2V ou no dilo engenho que sera beru recom-
penssado.
Par.- Tjr. taKI.t. TmrU.MU.


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