Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01567


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Full Text
ANNO XXX. N. 122.
Por S metes amantados 4,000
Por 3 meses vencidos 4,500.
SEGUNDA FEIRA 29 DE MAIO DE 1854.
encaWregados da subscmp<,:ao\
Recife, o proprielario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joao Pereira Martins; Bahia, o Sr. F.
Duprad ; Macei, oSr. Joaquira Bernardo de Men-
donea; Parahiba, o Sr. Gervazio Viclor da Nalivi-
dade; Natal, o Sr. Joaquira Ignacio Pereira ;Araca-
ty, oSr. Antonio de Lemos Braga ; Cear, o Sr.Vi-
ctoriano AugustoBorges; Maranhao, o Sr. Joaquim
H. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 26 1/2, 27 d. por 19,
Paris, 360 a 365 rs. por 1 f.
Lisboa, 100 por 100.
Rio de Janeiro, 11/2 a 2 O/o de rebate.,
Aceces do banco 10 O/o de premio.'
da companhia de Beberbe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Discerni delettras 9 a 12 0/0
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 289500 a 299000
Moedas de 69400 velhas. 169000
> de 69400 novas. 169000
i de 49000...... 99000
Prata. Pataces brasileiros.....19930
Peso columnarios......19930
mexicanos ....... 19800
PREA1JAR DE ]
Primeira as 6 horas e 54 minos da manha.
Segunda as 7 horas e 18 minttbs da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e quintasfeiras.
Relaco, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1.'vara do civej, segundase sextas aomeiodia.
2.* vara do civel, Ruarlas e sabbados ao meio dia.
FPIIEMERIDES.
5 Quarto crescente as 7 horas, 11 mi-
nutos e 48 segundos da manhaa.
12 La cheia a 1 hora, 18 minutos e 48
segundos da tSrde..
19 Quarto minguante as 4 horas, 14
minntos e 48 segundos da manhaa.
26 La nova as 6 horas, 28 minutos e
48 segundos da tarde.
DAS DA SEMANA.
29 Segunda. S.Maxiraiano b.; S. Mximo.
3,0 Terca. S. Fernando rei ; S. Emilia m.
31 Quarta. S. Patronilla v. m. ; S- Lupicina m.
i Quima. Ss. Firmo e Felino mm. S. Teopexio.
2 Sexta. Ss. Marcellino pres., e Pedio Exorcista.
3 Sabbado. Jejum. (Vigilia) S. Pergentino.
4 Domingo. Pascoa do Espirito Santo. S. Que-
ino b. ; Ss. Rolelio e Daciano mm.

'
EXTERIOR.
rcmflfc
-lhea n
Roma.
Os leilores estarao lembrados de que logo no prin-
cipio de seo pontificado o santo padre Pi IX insl-
taiooma congrega jao especial para considerar as re-
tamas qae devera ser feilas ua disciplina das ordens
religiosas. Esta congregado nao tem cessado de
oeeapar-se deste importante assumpto ; presente-
mente ella compSc-se dos cardones Lambruschini,
Matlei, Palrizi, Ferreti, Bianclii, ella Genga-Ser-
mttei, Altier, Caterni, e Santuei. S. Exc. o Sr.
Biziarri, secretarlo da sagrada congregarlo dos his-
pa* a. regulares he tambetn secretario dessa congre-
gajao especial, que lie, apena filial da primeira, e
tem legainte deoomiuajSo Sacra Congregazio-
ne sopra lo ttato de Regolari.
Entre as medidas inspiradas por essa copgregaj3o
podemos especialmente noticiar as regras trucadas
para a recepjao dos aspirantes vida religiosa. Os
decretos a que essas regras sao consignadas remon-
ten o auno de 18*8 e tem por ^jecto remover do
estado religioso todos os que nStv forem levados a
elle por motivos de urna incontestavel pureza e por
orna verdadera vocajao. A sagrada congregarlo
tem preparado medidas anlogas relativamente i ad-
missao aos votos de religiao. Os nossos correspon-
penles de Roma informam-nos que cm urna reunio
de lodos os dieres do ordens, qoe Uvera lugar no
vaticano, o santo padre Ibes comrounicara'o espirito
eom que os novos arranjamentos bao sido feitos e o
objeclo que com olles so pretende alcansar. O man-
de ecclesiaslico esta sobro modo oceupado com os
boato* espalliados acerca dessa reuniao." Nao repe-
tiremos aqui os rumores vagos que correram em
Roma nessa occasiao reservando-nos para informar
os leilores sobro as medidas desciplinares que vao
er adoptadas, qnando ellas forem conhecidas de mo-
do preciso e iudisputavel. Apenas nos considera-
mos aolorisados a .dizer que o ponto fandamenlnl
parece ser a prohibirlo de admiltir pessoa alguma ;i
proseSo religiosa antes de um periodo de provajao
mais longo do que o que al hoje tem sido obser-
vada. _____ (Do Unicers.)
-PIEBKONTE.
Bapraataaao' aurigtaa palos blsppa a ntario, i
caraaa ate roiiacla aoclasUaea da Turlm a a
ral Vlctar Wnaiaimal.
Senhor. Se os homens Iludidos conlemplam a
separado da igreja do estado, nao conseguirn ja-
mis persuadir osbispos deque os interesses doIhro-
no a3o distinctos dos do aliar ; por esta razao, pois,
no* nos consideramos obrigados a chamara atenjao
de V. M. para a propaganda aberlameute promovida
neata eiiiade e seu territorio por hereges protestan-
tea, osqoaes empregain todos os meios para recrutar
partidarios, atacando, nao tmente m seus escrip-
ia, senaotembem vira voce e em publico, os" dog-
ma! catholicos e praticando a sedcelo, qoando jul-
gam nteesurio, por meio de dinheiro. Se nossa f
sanasima tere qne lamentar a posiazia de alguna ho-
rneas, quejeihibiram sua impiedad? por soa im-
moralidade e perversjdade, he manifest que a ver-
dadeira raligiao do Divino Salvador do Mando, sem-
pra defendida e venerada por nossos maiores, he ob-
jeclo de continuos ataques ; que as leis sabiamente
feilas para soa defenso pelos gloriosos anlepassados
de V. M. e pelo augusto rei Carlos Alberto, pai de V.
M., leis que esto ainda em vigor, sao iuleiramente.
tdasrespeitedas; qne os direitot assegurados pela oons-
liluijo Igreja Cathulica Romana como religiao do
oslado, profesuda por lodos os vassallos de V. M.<
excepto smente uns 20,000 Vandenses e 7,000 Ju-
deo, sio menosprezados, bera como os juramento s de
observar e faier observar a constiluijao. Os bi spos
nao podem oceultar de V. M. a profauajao do ull imo
dos das festivos consagrados a celebrarlo dos m j slc-
riosde nossa religiao, adoraran do Senhor, d>i Be-
mavenlorada Sempre Virgem Maria e dos Santos.
Pedimos a V. M., tome em considerado esta resiiei-
toaa representajao, em que os abaiio assigoados pe-
dem a adopjo de medidas proprias para prevenir a
rtpelcao do abaso e dos males, para os qaaes cha- :
mam a atlen jo de V. M. Esta supplica nos he ins-
pirada pelos senliroentos de cordial dedicacao e con-
naneaque sinceramenle nulrimos para com V. M.
O Veueravel arcebispo metropolitano, cuja ausen-
cia deploramos, compartidla cora nosco dos scnlimen-
te que nos levam a considerar como inseparveis a
datenafo da f e o bera da na jo, a manutengo da
Igreja Catholica e a preservado da gloria heriditaria
da augusta dyuaslia da Saboia, quo sempre distin-
gui-ce pelo seu amor igreja. O interesse que V.
Si. loma pela religiao de nossos maiores indur os
abaixo assignados a esperaren! que seus rogos e su;i
f gar ueste Ico tantas occurrenijpi que, aproveilaudo
a opportunidade, vou fazer-lhA respectiva narrajo,
nao saliendo porm por ondaj do cornejo ; todavia
como cumpre dar principi, irWesla assim em guisa
de continuaco da anterior.
Ha diasfui tirado das notas menemotechnicas, qoe
costumo organisar para maior Adeudado de nossa
correspondencia, por um rebolijo d'armas espantoso
na cidade : soldados correndo por loda a parte, meio
Ico cercado, casas varejadas, insultados os seus mo-
radores e todos amcajados de scrcm levados a es-
pada !
No meio deste pandemonio horrivel, julguei a ci-
quarlel ;i uiuguem ; lembrei-me. do que tenho ou-
vido dizer-se sobre a Je marcial,de atado ri/io.e.ou-
tras cousas que taea da militanra, e eniao puz-me
bem preparado para essa viagem d'alem-tnmalo.
Mas hei de morrer embuchado, dentro deslas 4
paredes, sem ver de que morle tenho do morrer 1
disse eu com os meas botoes. Safa nao ha de ser
assim ; hei de conhecer o ioimigo.
E nessa disposicao abro a porla, ponho-me na ra
alraz das nolicias, o pude em Gm colher estas que
lhe transmiti agora.
Tendo conhecimento o governo da proVincia que
no Ipi'i, villa situada' na distancia de 80 leguas ao
occidente da capital, as immediacesdaserra gran-
de da Ibiapaba, existia um cerlo Manoel Flix Bap-
lista no exerciciodainnocenefna'tMfria, hoje muito
cm moda no vasto imperio da Santa-Cruz, de iutro-
duzir ua circulacao sedlas falsas, e\pedio ordens
terminantes a esto respeito ao Sr. Quirino.juiz de
direito do Ip;oqual maodou urna escolta de
piaras, commandada por um cadetezinho^dc nome
Demetrio, com ordera de apprehender o Manoel
Flix, que tendo sido em lempo avisado, j vinha de
marchas forradas para este Ico, 80 leguas distante do
Ip. Nole-se que o Manoel Flix linha-se mudado
de Pesqueira para aqui, donde partir para comprar
cavallos quelles logares.
O cadete com os seus soldados marcliou em per-
segHcao do liomem a toda a brida,e no dia-20 alcan-
Cou o seu comboyo dnas leguas d'aqui, depois de 7
dias o meio, de marchas e contra-marchas alravez
desla e de oulra provincia. Apprehendeu o comboyo
constante de 38 cavallos, prendeu um filho do Manoel
Flix que ahi encontrn, assim como Inda a gente
iiosu, sem imporlar-se com cousa alguma, sem pro-, J sabe qoe embarcou para o Re 'o nosso chefe o
curar por um dique ao phrenesi do imberbe con- Sr. Dr. Silverio, e saiba mais qoe muita gente boa
quwtador, e menos lembrar-se que as attribuicoes
do seu cargo lhe inipunliam a obrigacSo de obstar e
rofrear coaclivamente os desatinos d'om soliladozi-
nho insensato c ignorante do seu dever. Aos que
v3o requisitar-lhe soccorro, quem o cret 1 aconse-
Iha-lhes que se escondam; quelles que Ibe per-
guntam os motivos de taes insultos, respoude-lh.es
que nada pode fazer por obrar o cadete em nome do
presidente ; em Gm a lodos prega resignarao, e a
ningoem d protccro nem garanta! Arando nesta
emergencia tan atado, que dea tugar a m'-r-se que
fora com roedo do menino Demetrio; porque este as-
nalicamentedizia aquem reclamava contra suas ar-
bitrariedades, que nao t corra t'ta e aquella cata,
como tambem o faria do Sr. delegado, u Iheditse
na cabera.'
Verdade ha qae o Sr. delegado tem sollado quasj
todos Os presos de Demetrio, mas nao seria mais ai-
roso, nao s sua dignidade pessoal como oflicial,
e ao mesmo lempo proveiloso em viste a futuras re-
prodceles de anlogos desmandos, ter prevenido
antes o mal, rcfreiaodoos excessos do gatrapaztto,
do que donar que fossem pralicados para dar ao
depois satisfaees tardas e ineflicazes, qae nao po-
dem reparar os insultos que'soffreram muitas pes-
soas i noifensivas com suas casas cercadas corridas;
lies presos e amarrados com cabrestos de cavallos,
alguns amulado* e desfeiteados, e lodos ameacadot
de o ser por um cadetezinho insolente e desen-
freiado, ou por urna soldadesca indisciplinada ". I
Deslas e outras incurias, falta de energa e mesmo
abdicaran do legitimo orgulho pessoal, da parte das
autoridades policiaes do centro das provincias, he
que provm a altanera dos tees Mavorte pequeos;
n qual he ampliada o toma alias proporees na ra-
zan directa da imlillorenra aos seus desatinos e pro-
ceder irregular.
Prcslc altearlo a es'.es rasgos caractersticos da in-
solencia do tal Demetrio, os quaes lhe servirao de
prova> para aquilatar o grao de paciencia com qae a
nalureza dolon a este povo. Invadindo >o hroe da
fesla a casa de um sacerdote, este lhe pede a exhi-
birn do respectivo mandado que a tal o aulorisava;
mas a resposta esta jusla requi-irao foram as se-
grales palavras, acompanhadas de movmntds in-
snltuosos por meio da espada: ayradcra a *ua co-
que o acorapanhava ; e depois de deixar ludo guar- r"a "o ,elor a10ra esla "P<"^ no tombo! Nesta
da de duas pracas.comas ooras dirije-se a toda pros-\ me** noilc organisa orna escolta para perseguir o
,a para aqui, afim de realsar a captura do ManoaJ'fugitivo Manoel Flix, a qnal na dstencia do duas
vo oi'*8"as d'esta cidade cerca a fazenda do Sr. Fran-
Felix que se havia adianlado, deixando o comboye
das calculadas para remediar os male que deploran i,
e taaegurar por eonseguinle o commum interesse do
estado e da religiao.
(Seguem-seas assignalaras,; (Tablet.)
olho airas.
Ao chegar a esla cidade, enconlra o cadete om ia-* I
dividun, a quem pergunla se couhece c sabe onde
mora Manoel Flix ; ao que respoude elle, que sobro
conhec-lo, he de soa casa. Inmediatamente he
preso o rapaz, amarrado e ccnipellido a servir da
gua para indicaran da casa e do sugeito procurado ;
mas em vez de assim l'aze-lo.couduzi-los antes casa
de diversos prenles do criminoso, que por esle mo-
do logrn evadir-se por ser prevenido ; e depois de
embar por esta forma o cadete, tcva-lo propria re-,
sdencia do Manoel Felix^ que j se linha mandado
laudar
Na bagagem apprehendida acharam-se escondidas
no surrao de um fmulo <22 sedulas falsas, dasama-
relku ; as n,m distinguem-se perfectamente das
boas, por nellas haver grande espaco entre a* estam-
pa e a tarja. Diz o cadete que uns portadores de
Manoel Flix, que iam para Piauhy, foram tambero
capturados com porcao de moeda falsa, de papel,
prata e ouro!
As tres especies cobicadas com que se rompram#
meles admiravel previdencia, se nao inslinclo da
riqueza !
Al este poni he digna de louvor a conducta e
promptdao do Sr. Demetrio ; e elle conquistara lo-
dos os nossos respeilos, se reslringisse-se a diligenciar
de accordo com as autoridades locaes a apprehecso
do criminoso. Mas o que fez 1 Enfurecido por nao
ter logrado prender a esle, associou-se ao collega
aqui destarado, de que lhe fallei na paseada ; e, se-
nhor de toda a forca", couverteu-se n'um furioso ca-
pitfio militar, com seus janisaros pz esta cidade de-
ba\o deccrco, varrjando nos dias seguintes casas, in-
sollandoaosdonosque Ibes exiganla apresenlacao da
aulorisac.o legal para tal, ama arando-as com a espa-
da, prendendn, amarrando e amulando gente a torio
e a direito, sem outro mandado que a ordem de
prisao de Manoel Flix M
Eisa que estamos exposlos.c por esles centros!
nao he s a secca que nos Gagella, a nos pobres ser-
tanejos; tambem temos Jeslos amules moraes cha-
mados commandante* de deitacamenlo! Um destes
cooftenca levarao a anloridade real a adoptar med-1 senhores qnando chega por ca", ainda que seja sim-
ples sargento, julga-se o primeiro lomo de qualquer
destes generaos celebres; a ni nguem respe i la, nao
guarda a subordinaran que deve" ter autordade
policial do local, e assim vai por dianlc na senda
dos desmandos, perturbando a ule* do que garantimio
a seguranza individual. Apezar da generalidade de
mi n has ex prestos, naoexcluoa possibilidade de ex-
cepcao.
Quem 1er esla carta, naturalmente ha de perguu-
taroque Gzcramas autoridades locaes emopposico
semelliantes arbitrariedades; veja-o: O delegado
IBIERWR.
OWUMBgPOOTIBJMtilAS DO DIARIO DE
- FERVASOBUCO.
CEARA'.
Ctaaaa do Ico' 25 Oe abril de 1854.
naque lia pouco lhe escrevi, bao lido lu-

F(WLHETIM,
IIOrUSJEJI^REI. (*)
HU IUHB K BnUl,,E FEBiO UCCORE.
SEGUNDA PARTE.
X.
O principe Tolstoi.
( Continuaran )
'me hornera era o principe Tolstoi '.... Elle havia
eciado sosinlio, e eslava completamente embria-
gado...
O duque de Naundorf encarou-o estupefacto, o
vatuxi-se admirado para (eorgele, a qual abaixou
osamos, e loruou-se horrivelmeiite palliila.
m Tolstoi nao fazia caso da cstupefaccito do du-
que da emoco de Georgele. Elle, eslava nesta
node animado de urna audacia" qne proy'uiha do cir-
runMtancias, que devenios referir ap leilor.
O principe Tolstoi contava seus sessenla annos
qnando mudo, linha o crneo iuleiramente calv, a
le deprimida, o nariz curto, e os beicos grossos,
era um verdadeiro Trtaro !
Elle nunca ftra bouilo, e desde que havia enlra-
nas sociedades, todas as pessoas pareciam combi-
nadas para lhe infundir esta conviccao ; por isso
minea so engaara sobre esse ponto.
Seu rasamento com Georgele fra um phenomc-
n.; 2* reahdade fra muito lempo posta em du-
vida. Todos conheciam na RUs9ia a formosura des-
, lodos sabiam que era rica, e que apezar de
mento dimrfoeo, poda fazer urna escolha
. V ^v I"0. l0d9 a">ar-m-se com algu-
*iLZ ? um" "m home'n que todas as
joveosherdeiras linliam recusado. e qi'lc havia-se
quast condemnado por si mesmo ao celibato
O principe linha ao principio mostrado inuito r-
conheciniriilo a deorgele por ella te-u, Je al"iirna
orle rehabilitado aosolhus do inundo em que viva
e nao mostrou-se muito exigente. Conteniu.,e ram
casa vida de esposo inparlibus que lhe era dada
Bao queixava-se disso com muita amargura. '
Mas quando o capricho de deixar a Kussia pata ir
habjUr a capital da Franca arraocou-o do meio em
que vivera at eutao, urna raudanca singular produ-
zio-se nalle. Nao linha passado ainda quinze dias
cea Paris, e j eslava irreeonhecivel ; porquanlo Pa-
rs he o paiz de seduocao por excelleiiria, e o priur
cipe haviaachado mais de um genero della.
(} YMe Diario iuH9.
mudo e quedo presencia todo esle proceder crim-
*Um dia elle passeava pelo bosque dirigindo com
destreza maravilhosa urna carroagem de quatro ca-
vallos. Os cavallos eram magnficos, a carruagem
elegante e ligeira, e as libres novas dos pagens bri-
Ihavain ao sol.
Passou em urna caleca descoberla nma mnlher !
Era urna dessas jovens e lindas percadoras que af-
fluem Paris em certas pocas do anno. sacerdol-
zas do prazer, que lansam loucainenle sua mocida-
dc ao Dos queservem e juncam o camiuho com as
flores de sua formosura.
Esta era ainda mu joven, de dezoilo annos ape-
nas, linha ricos e abundantes cabellos louros, olhos
vivos o pretos, e eslava vestida com esa simplicida-
de prodiga que he o segredo de certas mulheres.
O principe parou, e a moca sorrio. Tolstoi Gcou
embriagado, e travou. a conversaco, e emhora fosse
inulo Icio, e fallasse pessimamenie a lngua de que
se servia, a moca nao parecen reparar-llie na feial-
dade, c nao ro de seus barbarismos.
Sem ser espirituoso, -o Trtaro linha todava urna
certa finura nativa que fazia-lhe as vezes de espiri-
to. Conversando e|le deixa escapar algumas pala-
vras sobre a cifra exorbitante de sua riqueza, sobre
as prodigalidades de que era capaz para salsfazer os
caprichos de urna mulher que amasse, disse o nu-
mero de servos que noria i sua disposirao, os rublos
de que a cobriria, emllm fallou lao bem que a mo-
ca esperou-o e ambos prometteram tornar a encon-
Irar-se nodiasegunte em um lagar marcado.
Ora no dia em que o principe Tolstoi enlrava em-
briagado no quarto da mulher, linha poucas horas
antes saludo da casa da amante.
Suas relaces com esta linham-lhe dado urna alia
idea de seu mererimeulo. Ella havia-o iuceusado !...
Tiulia-o achado moro, bello, espirituoso, elevando
o herosmo ao poni de ronfessar-lheque licaria con-
teute de viver om sua companhia, tfm tanto que
elle levasse de ,sua parte a lwa vonUdeao ponto de
comprnr-llie um pequeo hotel nos Campos Elseos.
_ O Trtaro nao linha recusado. Entao o amor o
reconhecimenlo, e a felicidade liavia/u acabado de
exaltar n cabera do pobre principe, o qual admirou-
se logo de. ter sido despiezado pelas mulheres de seu
paiz.
guando entrn no quarto de Gcorgale, eslava cor
de porpura. Parou no lumar, e lanrou cm loroo
de s um olhar pasmado.
Georgele havia-se retirado a um canto com terror
emquanlo o duque de NaundorlT nao saliendo qu
pensase, perguntava a si mesmo se nao devia agar-
rar esse liomem pelos hombros e po-ln na ra.
O prncipe eiirarou prmeiramcnle Georgele, de-
"^T*s oduqnp, e como se esse eiaine livesse bastado
para faze-lo vollar realidde da situacSo, deu ai-
claco Teixera, homem pacato e incapaz de fazer mal,
ciy'a casa be mesmp. a meia fioile varejada sem for-
malidades e contra todas as Jisposicoes da le; os
moradores insultados e acoulados, como consta do
corpo de delicio que dizem haver sido feito a re-
quisito do offendidn, e por ultimo sao presos lodos,
entrando aqui pela manhaa do dia 22 amarrados com
curdas, debaixo dos urros da escolla, e tangidos
a ponte de armas, como o sao os bois- do ferrSo.
Nesta expedirlo foram capturado tambem todos os
qiteijos existentes na fazeuda, sem que eu lite possa
dizer se n'isto obrou em nome. do presidente.
Eston conve'ucdo de que se em sua colera o bri-
gadero D. Juan Manoel de Rosas hoiivessc lomado
de assalto alguma prara brasileira, nao teria ultra-
passado nem talvez igualado os excessos de furor ex-
erridos pelo menino Demetrio contra este. Ico 1
Nao nos he possivel estar sempre merc da pre-
potencia de qiAlqucr calunga de banda qne aqui
venha estacionar, nem tao pouco devemos carregar
com a oliiigarao albeia de chama-lo a rbita de sens
deveres quando d'ella saia. O Ico nao he urna co-
lonia de Ilotas, sem foros nem dreitos: o Ico he
urna cidade brasileira de tradiedes gloriosas, que
tem jus como outra qualquer que de suas.irm.ins
proleerao e s garantas da constituicao,- que ella
jurou como os mais brasileiros e a que ama nao me-
nos do que os oulros.
Muito convem na actualidade que seja aqui collo-
cado um oGcal brioso que nao desmoliera a sua
. # .uviuib a i>iim,uhii nnssSo, e honre a farda e a espada que cinge; que. i, ., / j \. ,. .
.... I "^'i1 caladura deve ser chefe de polica, deve
SPI3 HTIt t.^lll'trlA ls nHin m iiQa i mnlfti. A.. iln.n.
seja un baluarte da ordem e nao o motor da desor-
dem,- qu& seja um penhor da moralidade e nao unj,
corruptor dos coslumes.*
Se miiaas vozes podessem chegar at S. Ex. o Sr.
presidenta da provincia, pedir-lhe-hia que se servs-
se de explicar ao nosso delegado actual, que alias
he cxcelle ile pessoa, as conveniencias que um com-
mandante de diligencia ou destacamento deve guar-
dar para com unrfuncionano de sua ordem e cathe-
goria, afim de para o futuro nao reproduzirem-se
desacatos desta nalureza; por que si eslo delegado,
que jolgamos amor cordealmeule a constituirn,
mostrando-se mais conscio de sea dever, prendesse
amarrasse e remeltesse de bailo de escolla o Deme-
trio a S. Ex., talvez nos tivrasse de para o diante ver
mos este eoulros que taes massacrarem-oos por idn-
tico modo.
Esperamos que de S. Ex. nos veiiha o remedio
j que de seus delegados o nao podemos obter.
O Mente.
est rogando Dos, que elle nao volte mais ; por-
que em lao pouco lempo, que eslavo entre nos, den-
nos boas amostras do do panno: en me explico, pela
fumara do Cachimbo se couhece quem fuma ; anda
nao eslou bem explcito 1 Mais claro : fez-nos S. S.
entender que de edncaco e polidez s linha o ser
hachare! ', qoer ver 1 Vou conlat-lln um bello poV
lido procedimento do nosso chele, vjnc. depois que
e 1er clasifique : l vai, abra/M ouvdos, arrcgalc. os
olhos e arquee as sobraucellias. Tinham de ser ex-
pedidos da secretaria da polica para a da presiden-
cia alguns mappaziohos, e na lira em que S- S. os
quiz mandar, pergunlou ao amanuense se estavam
proroptos ? ( b3o havia hora destinada ). Teve em
resposta que o ultimo esteva entre maos, e que com
pequeoa demora de dous minute* Gcaria a per fei coa-
do, como logo Gcou ; mas S. S. ( que nao he de mi-
nlos, e sim de compridas hacas, que faz esperar
as partes em sua cscada) lauca mo dos mappas,
aperta-os entre as maos, machoea-os muito, e de lo-
dos fazendo nma pitilla (de cabeca) os deserobrulha
oulra vez, pega um por um e val rasgando e ludo
alira ao chao, retira-se da sala precipitadamente e
sobe as escadas gritando furiosamente assim : Or-
denanza! Ordenuuca bota pafa fra da minha ca-
sa esse liomem de calsas brancas! Anda I anda!
Bota para fra 1 Fallava com otjudanle do amanuen-
se. Mas o ordenanca qoe conbecia bem a cachimba-
da, nao se movo. Como se chama islo na pessoa de
um pr. chefe ? Dicant Paduani.
Oimanuense e sea ajadanle, vendse assim des-
feiliados, tomaram a resoluco de apanhar lodosos
pedacibhns dos mappas, e os foram apreseutar ao Sr.
presidente da provincia, que soube mui bem qual-
Acar esse acto. Quer mais'! Temos panno para
mangas, l vai chefe dobra... Foi sua presen-
ta um homem preso, e querendo este justificar
verbalmenle a injusticia de sua prisao, S. S. nao quiz
consentir nisso, impondo-lhe silencio com um tre-
meiidoCale-se! Mas o pobre homem, refleclin-
do que eslava em um paiz constitucional, quiz anda
observar n S. S. alguma cousa ; mas, coilado Na
esperou elle um tal prsenle ; S. S. d dous urros, e
osacumpauha de duas tremenda* bofetadas, e conti-
na a urrar, intimando aos guardas que ennduzam
aquel le insolente para a cadeia, e nao salisfeilo ain-
da com (al peso, logo que o homem chega ao primei-
ro degro da escada para descer, acrescentou-lhe S.
S. o contrapeso de um impurrao. Veja o meu amigo,
o que* mo faria o Sr. Dr. Silverio se oceupasse um
carguindoU na (erra das bastonadas 1
Moitas outras cousas poderia nolar-lhe, meu ami-
go, das qae tem aqui operado S. S. Cachimba, de-
pois que aqu chegoa ; porm basta o que venho
de notar para se fazer urna id adequada do carc-
ter e do presumo do tal Sr. para tal emprego.
Dizem por ahi os meninos da Candinha, que o tal
cachimbo obra assim desla o de outras que taes,
quando se atira fogo, eqae nunca est mais queli-
te, que quando sahe do banho... oh pois tao queli-
te assim quando sahe d'agua'.' Sim, porque leva pe'
ra o banho um excellente bacamarte..... mele-se
u'agua, e logo principia a fazer fogo, fogo e mais
fogo, e todo este fogo he feito com plvora forte,
mais forloe forlissima, eento quem assim obra,nao
deve Acar electrisado, esquenlado todo por dentro
(por fra nao pode, por causa d'agua do pojo em qoe
esl melldo ) ou todo maguetisado e capaz de obrar
lado ? Sim.
Olhe mais esla depressinha, depressinha, que a
luz esla quasi a deixr-me... Um sargento de poli-
ca, que tambero escreve na secretaria de S. S. co-
piando um papel, que S. S. lhe havia dado, nao po-
de deshinchar Ires termos, que estavam muito mal
escriplos, vai ao chefe e pergunta-lhe o que signifi-
ca va ni : eo que ha de responder? D Ires berros
muito grandes, e diz : este nome quer dizer.... es-
te... e csfoulro... foram tres nome*, que o homem
mais depravado, a mulher mais escandalosa nao se
atrevera a pronunciar em publico. E um homem
go-
Farah Iba 24 ate malo de 1864.
Para nao estar ocioso, vou escrever-lhe estas duas
linhase meia, e sem mais'romprmcnts,prembulo,
ou cousa que o valha, comcro assim.
guns passos para aproximar-se do duque, e disse-Ibe
com voz trmula :
O senhor di: auedeNaundorff"'... Sim, recor-
Ivia de vir esta uoite... ia esque-
iqi
do-me, o senhor I il ._
cendo-me disso... mas felizmeule os que o esperam
serao exactos.
Georgele ergueu a cabeca estas ultimas palavras,
e procurava comp .ehender o sentido mysterioso del-
las ; por isso escult m vidamente.
Oh 1 prosege do o Trtaro, mas dessa vez com
um certo tom aggi rssivo, eu eslava impaciente por
v-lo... Tenho ouv ido fallar bem do senhor, dizem
que he um perfet i gentlhomem... um galante ca-
vallciro... porm i im tanto lonco...
Senhor 1 diss e o duque senliudo, mo grado
seu, -urna surda co lera subir-lhe ao cornc.lo.
Essa he boa conliuuoii o principe, cada qual
tem sua idea '. he melhor fazer o papel de um rei
sem reino do qoe o de um aventoreiro sem familia I
Este injuria ora muilo directa para que o duque
nao a senlisse profunda meu le. Elle saltou com fu-
ror do lugar que oc cu pava c la nrou-se fora de si pa-
ra o principe ; mat i no momento em que ceg pela
indignacao levanta va ja a nulo para dar-lhe,"Geor-
gele exclamou eslcndeu do-lhe os bracos supplcau-
tes: "
Lniz I
Havia nessa exclamarao dolorosa tanta dor mal
comida-, tanto desespero e tanto amqr que o duque
parou e voltando-se admirado e eommovido para a
moca, clissc-lhe vivamente :
Que tem, Gei irgclc, e quera ho esle homem ao
qual concede o din tilo de iiisiiltar-me ciiisuu preseu-
ca e ern sua casa ?
lsse homem murmurou Georgele.
I-alie !
12sse homem he meu marido...
Seu marido ...
Umn risadinha i espondeu e.vclamarao de Naun-
dorfl", .e o principe i Tolstoi incliuou-se grotescameule
(liante delle.
O duque Gcou p asmado a essa revolaran, no po-
da criir ainda no i me acaliava de ouvir, e procurava
no olhar e na aU.it udede Georgele algum signal, al-
un nidicio que lh o permillisse duvidar de suas pa-
avrai.
Max Georgele ei dava tambem abatida, linha-se
laucado em urna pe vltrona, e ah solncava com a ca-
beca lias maos.
O duque deu en illra alguns passos para ella, e
disse-l he com voz Iri ste e resignada:
Georgele, as pa Iavras que voss acaba de pro-
nniM'i.ir rasan entre mis um abysnio insuperavel, c
j quo asiim o quiz, i Tspeitarei sua vontade Aden-,
Georgele, meu prime toe. nico amor! sejaqu! for
amigo quo se dirija a quem fez Unta bulla, a quem
tantas intrigas teceu, quem tantas malvadezas com-
raettu para se fazer eleger presidente da cmara e
membros de numero, e que eu, qae s chuchei doze
volinhos de conscaucia, nao son o qae devo l com-
parecer; pois, esses senhores qae s3o instruidos,
ricos, legistas, vendelhOes, ele, etc. n3o comparecen)
porque naoqaerem, e nada lhes acontece; eu e ou-
lros como eu pobres alfaiates, oleiros, carniceros,
carpinus e marcineiros he quo devemos agentar com
peso, ora lbi! *--
Eis aqui, meu amigo, como vai a nossa cmara
municipal, consom um mez e mais para fazer urna
sesso ordinaria, e quando urna vez se reno, nada
apparece que geito tenha : cada um puxa para seu
lado, nenbum se quer encarregar de Irabalho; ella
nao trata de augmentar o seu patrimonio ( nao sabe
como ) nao cuida em reformar urnas posturas muilo
velhas, que tem, nao regularisa as conslrucc.0es, cal-
radas, ou passeios, cada proprielario faz como qoer,
nao pie em arrematarlo a casa do mercado, nao
responsabilisa um arrematante qne exlraviou mui-
tas medidas de seceos, nao mandn supprir as que
faltara, nao manda entupir os sorvedouros que cau-
sara as enxorradas nao d provimento, ou resposta
ao menos aos fficios dos flseaes... apagou-se a luz e
Gcamosda cor do Sr. mestre. At logo, saude e di-
nheiro lhe desoja o seu Sincero.
PERMMBim
vernar homens '.'.N'ao. S se deslas joias devem es-
tar s reservadas para a Parahiba.
Viremos folha e Vamos conversar um pouco. com a
nossa illuatrissima. Marcou ella o dia 7 de abril pa-
ra sua segunda sessao ordinaria, 7 de abril dia fe-
riado e ante-vespera de domingo de Ramos, foi par-
voice! E com ludo quem vio l tim s dos cujos ?
Ninguem. Reuniram-se em maio presente, fez-se.
ama sessao,ecom quem? Com supplentesj de bem
poucos votos e nuncapasnam da cinco. Vo lempo da
eleirao faz-se ama bulba muito grande para se ob-
ter o suflragio do povo, e apenas o btem, ninguem
faz mais caso do lugar, nenhum tem pejo de com-
mctler indignidades ; logo na primeira sessao hou-
veram muitas faltas a ponto de nao haver sessao em
alguns das, e agora ha tal a relaxarlo, que *e man-
da pedir a um por favor, que compareca, e a res-
posta hej vou, mas la nao vai: manda-se outro,
que por vida sua queira chegar al l; responde
quando esliverera quatro mande-me dizer: j de-
pois de meio dia mande-se dizer outro que te-
nha paciencia, qae chegue at l, diga que eu snu
que lhe mando pedir, temos um unido da presiden-
ca para responder, que venha, que venha, qae esla-
mos s a sua espera, a resposta hediga ao mea
o lugar a que eu va, seja qnal for o destino qne Dos
me d, lerci sempre sua lembraiica prsenle me-
moria par laslima-la...
Nao tenho a forja de qu?rer-Ihe mal, e deixan-
do-a nao'levo nenhuma amargura no coracao. Adeos)
Georgele 1
Voss retira-se disse a moca redobrando os
solucos.
Adeos !
Oh Dos vele sobre seus dias !
E d-lhe Georgele, forjas para supporlar o
triste destino que procurou.
O duque apartou-se a estas palavras e dirigo-se
para a porta ; mas como se sua sabida houvessc res-
tituido toda a energa moja, como se por urna iu-
luirao divina houvessc adevinhado repentinamente
o seulido das palavras que o principe pronunciara
alguns nstenles antes, ella correu porta, abrio-a e
cbamou Dimilri, o qual acudi logo.
Dimilri, disse ella em voz rpida, os dous ho-
mens eslao na ra '.'
Foram-se, responden iOimilri.
Foram-se! repeli o prncipe erg uc mo a ca-
bera.
Coratudo proseguio Georgele, esses homens
tinham alguns designios sinistros dos quaes he pru-
dente acaulelar-se. Acompauhar o duque.
Dimilri execular fielmente as ordens de Geor-
gele. -
Pois vai, e mi voltea sen.io depois de o teres
deixado em seguranza.
Depois ella.apcrtnu silenciosa mente as maos de
Naundnrfl, lanrun-lhe um ultimo olhar de despedi-
da e vullou parii o quarto. _y
O duque sahlo euiao precedido de alguns passos*
por Dimilri. I.'ara elle as ultimas recoinmendarcs
de Georgele a esersvo encerravam um mvstrio
que nao podia comprehender, e cuja evplicarao es-
lava ancioso por ter. Como a ra eslava deserta,.
cliegou-sc aoi'scravo, e disse-lhe :
Dimilri, qual he o perigo que me ameaca, e
3ue parece Uinto assuslar a tua ama '.' Esses humen*
e que ella i,ilion, tenlam contra meus dias, ou he
somonte.um terror passageiro de que s a imagina-
ran fo al.irada ".'
Dimilri a haiiuu a cabeca e respondeu :
Aqui- como em Mittau ha homens que quercm-
lhc mal, senbor duque ; esses de que Georgele fal-
lou queriain assassina-lo.
Vitte-M ?
Sim.
Como sao elles?
Sao liomens vulgares, assassinos que iiialam
para vivet; e nao para se viugareiu.
REIFE 27 DE MA.IODE 1854.
AS 6 HORAS Dx TARDE.
TROSPECTO SEMANAL.
' Einfun sahiram luz publica os novos estatuios dos
corsos jurdico*, e, como era de esperar, satisfazem
a todos quelles que se interestam pelo desenvoh i-
menlo lilterario e scientifico do imperio. Ahi nao
se'corlam os vos do espirito, tem se lanjam os ger-
raens da relaxaco, nem se fecham as portas do sa-
ber, nem se deprime a dignidade, que sempre deve
existir entre o mestre e o discpulo. O acadmico
morigerado, respeilador de seus lenles, amigo do es-
lado, ahi enconlra o camiuho aberlo para alcancar
um titulo honroso na sociedade, qae lhe d ronside-
rarao, gloria e proveilo : o professor, que follia os
livros cora mao diurna e nocturna, que se entrega
com toda abnegajao ao nobre sacerdocio do magiste-
rio, que sacrifica as suas vigilias no ensino das gera-
res futuras, ahi recebe o respeito Glial do discpulo,
a recompensa dos incansaveis esbirros, o reconheci-
menlo da patria, e aquella deferencia que o verda-
deiro merilo merece. Porm, se o governo trata de
reformar os eslabelecimentos de ensino superior com
lodo aquello cuidado que se requer em materias me-
lindrosas, deve quanto antes derramar a semcnle fe-
cunda, sem a qual^io podem as ledras enraizar-se,
medrar, crescer, Morir. He pois de primeira neces-
sidade urna bibliotheca excellente, que esteja a par
da sciencia, e que honre a corporarao acadmica, e
d juven lude estudiosa a luz que dissipa a ignoran-
cia, o prazer que nasce dus trahalhos do^spirilo : he
pois mais que tudo necessaria'a suppressao dos drei-
tos que pesam sobre os livros, que os lornam raros,
carissimos, e qae retroceden) a marcha civilisadora.
O Gm do homem nao he alimentar smente o corpo :
inlelligencia pertence tambem uma'parte generosa,
lauta, proficua. Fra disso a materia vive o espi-
rita rdorre : a luz dissipa-se c as treyas reinam.
PropAz-se na cmara dos Srs. depalados a abol rao
do imposto de 8 por cento em favor das loteras con-
cedidas s casas da Misericordia da corle, da cidade
da Bahia. como tambem as qne foram concedidas ao
hospicio .de Pedro II. Era o Gm dessa proposta des-
envoh er-se o mais possivel a extrarrao daquellas lo-
erias, e pelo discurso do Sr. Jusliniano Rocha Gca-
raos na certeza, que a lotera, alm de er ura jogo
immoral, suflre o imposta do sello, o imposto de 8
por cento sobre os premios de um cotilo de res para
cima, e lalvez*o imposto de 80, ou 100 por cento,
chamadoindustria dos caolelislas, impostes esles
que recahem lodos sobre o comprador do bilhete,
He penoso dizerem-se estes coasas, mas a verdade
existe, os bilheles vendem-se, as cautelas abuudam,
s loteras correen, as classes pobres arminam-se, os
vicios desenvohem-se, e prodigamcnlc se dispendem
as economas rigorosas por via dessejogo de azar, que
o bom senso condemne, qae .a moral reprova, que s
leis repugna Dizem muitos defensores das loteras,
que seno pode substituir esse lucro certo du'rendi-
raento publico, esses cero, contos, ou duzeulos, ou
quatroceptos que recebe o estado.' Mas, a resposta
he obvia. Aonde ha jogo largo e certeza de ganbo
contra o povo ignorante, contra os mais elevados sen-
limenlos do homem nao ha trans&cro, e havndo
essa Iransacjo apparece o pheoomeno singular, ano-
malo, excntrico de se arruinaren! os cidadaos por
um jogo legal, e receberem beneficios, cuja orgera
he a mais impura possivel, quando existe o imposto
proproclonal para que se possa cortar semelhanle
mal, como a Franja e a Inglaterra felizmente cor-
taran!.
' Pelo vapor San-Salcador, sabemos que as pro-
vincias do norte contiuuavam a gozara tranquillida-
de do costme. Na provincia do A mazonas fez S.'
Exc. .o conselheiro Penua, urna digresso at Nauta,
sendo muito obsequiado polas autoridades peruanas,
e como diz a Estrella do Amazonas foram objeclos
da particular attenjo de S. Exc. a explorajao dos
tributarios do grande rio, a desgnaco das escallas,
e a escolha dos lugares para os destacamentos milita-
res, os aldeiamentos dos Indios, e futuras colonias.
A respeito de colonias, fez a presidencia do Mara-
nhao nm contrato, em virtude do qual se deve intro-
duzir naquella provincia grande nmeros de colonos
europeus. Lemos esse contrato,decolooisajao, ehe
nobre, he generosa, he civilisadora a prohibijao fei-
te aos colonos de admillirem escravos no terreno da
colonia, eeja qual for o pretexto, ennobrecendo-se
por este modo o Irabalho lvre,' sem o que nao pode
haver prosperdade entre nos.
Principien no dia i o julgamcnlo dos reos impli-
cados no assassinalo do infeliz Fernando Antonio
Fidic, edurou a sessao do jury al as 11.horas da
manhaa seguale. Francisco Alvesde MoraesPires,
acensado como mandante, e Jos Correa de Mello,
como mandatario, foram condeinnadns a gales per-
petuas. : PedroCaboclo, indiciado como.cmplice, a
qualro annos de prisa com Irabalho. Exceptundo-
se este processd, que absorveu a alten jan publica du-
rante a semana, he digno de notar-se o procedimento
reprehensivel de um ofllcial.de cavallaria, que se-
gundo nos informan), na ponte da Roa-Vista, cm
urna dasnoites passadas, nao s maltratou com oca-
vallo algumaspessoas inofensivas, como tambem em-
pregou palavras descompostas, que se tornara desai-
rosas na bocea de um oflicial do eiercilo.
Pouco mais temos- que dizer sobre as noticias lo-
caes : no dia 22 chegou do Rio o vapor Great tfet-
tern, que seguio para a Europa, c no dia da partida
bou ve cm seu bordo o successo'doloroso de cahir um
fllho menor do passageiro Joaquim Ferreira da Silva,
natural da Baha, vindo morrer pouco depois dessa
queda: no dia21 s 5horas da larde, deixaram escan-
dalosamente na casa dos exposlos urna menina quepa-
rece ter 10 annos de idade : no dia 25 teutaram os
presos evadi-se da cadeia, e formaram urna desor-
den), e feriram i meia nole um dos compauheiros, a
guarda acudi e apasigou-se o tumulto: consta-nos'
qae fra preso um homem queinteutara envenenar a
mulher: no Pocinhodeu outro marid era'sua mulher
urna forimdavcl facada, felizmente porem foi no bra-
co, prendendo-se logo o criminoso, e liveraos alguns
das de chava continua, teimosa, abundante.
Morrerara 45 pessoas : 10, homens, 10 mulheres, e
21 parvulos.livres : 1 homem, e 3 prvulos, escra-
vos.
Entraran) 7 embarcajes e sahiram 24.
Renden a alfandega 43:4828261.
Mas quem paga-os para exercer esse infame
officio ;
Ignoro-o.
Eu posso dizer-lh'o accresceulou m novo
interlocutor desembocando repentinamente na cx-
tremidade da ra a que elles acabavam de chegar.
Bergalasse! disse o duque eom impaciencia.
Eu mesmo senhor! respondeu o coude sau-
dando.
O duque parecen bem pouco salisfeilo com esse
encontr, e nao occullou isso.
O senhor estera sempre lio meu caminho ? dis-
se elle com alguma amargura.
Sim, queixe-se! tornou o agente secreto de
Fouch .com jovialidade, o senhor que se eu nao f-
ra, nao estara a eslas horas mais ueste mundo.
Como ? i
Ol sem duvida dous homens tinham sido
pagos para assassina-lo !
Deveras ? *
He como lhe digo. '
E esses dous homens t
-- Sao os mais habis trtenles que existem na
capital.; leriam ganho o dinheiro conscienciosa-
mente.
E o senhor decidio-os a abandonar a partida ?
Sem deseuvolver graude eloquencia.
Muilo bem.
Eu linha comigo urna palmilla de agentes es-
colhidos, c ao mcuor sigual de rebelliao os faria
preuder.
De sorte que o senhor conde he ainda mais
hbil do que esses traanles, disse o duque.
Como quizer, respondeu Bcrgalasse, zom.be a
seu gosto, senhor ; mas previno-o di que nao can-
sar minha vonladcde obsequia-lo.
Acaso lem algum serv jo que preslar-me ainda?
Provavclmenle.
O senhor he um homem precioso para aquellos
a quem ama.
E todavia o senhor trata-me como inimgo.
Porque apezar de ser-lhe obrigado, Mr. de
Bergalasse, nao posso desfazer-mc de urna certa
desconflanja a seu respeilo.
Pois bem releva resigqar-se a isso, disse o
agente de Fouch ; porm pejo-lhe sempre que nao
despreze muilo os conselhos que posso ter que dar-
lhe...
Pois vejamos!
'Ha alguns mezes que o senhor duque esl em
Paris...
Alguns mezes com effeilo-
Desde sua ebegada, temeslado em relajees se-
guidas com um liomem que coiiheoera na Ierra de
CORRESPONDENCIA.
Srt.rtedactorcs.A prisao do Sr Jo8o Pinto de Le-
mos Jnior deu lagar a boatos defamadores, que jul-
guei desprezar, olhando-os como estrategia para ate-
nuar o acto da polica, em cuja reclidam repousa a
consciencia publica e minha ; crendo impossivel qae
semelhanle calumnia partisse /lo Sr. Joao Pinto.
Hoje que esles boatos se convertem cm faclos posi-
tivos, tenho o rigoroso dever de provocar todas as
explicarCies o provas. An Sr. Dr. Jos Bernardes
Alcoforado dissc.o Sr. Joao Pntu, que na vespera
de sua prisao fra meu pai sua casa fazer-lhc pro-
posjoes lendenles'a evitar a sua prisao, declaraudo
o3o ser cu sen inimgo, e que tudo se arranjaria :
outra pessoa de respeilo disse o Sr. Joao Pinte que
eslava preso por nao ter querido dar dinheiro do que
se arrependia : pois bem, temos lestemunhas' des-
sos ditos ;. agora provocamos o Sr. Joao Pinto a de-
clarar pela imprensa o dia, lugar,e circunstancias de
taes proposijes de meu pai, ou de qualquer indi-
viduo de minha parle, quer antes, qacr depois do
sna prisao, pena de ser lido como vil calumniador,
se o nao lizer, e de ser chamado a jaizo para depr
ludo quanto a respeito houver occorrido. Juro que
meu pai s toi ao escriplorio do Sr. Joao Pinto em
52 a negocio d Andr Arcoverde, a sua casa ou de
seu pai nunca.
No da > deste derigi ao Sr. Joo Pinto nma car-
ta, exigindo eiplicacrcs sobre este negocio, e vol-
tando sem resposta o portador, escrevi oulra urgin-
do pela resposta ; e foi-me este segunda devolvida
fechada, trazendo o portador um recado que me lle-
ra em pfesenja do Sr. lente coronel Barate, do
Sr. Dr. Joao l.ius Cavalcanti d'Albaqnerque, e do
Sr. Victorino, os qi-aes a seu lempo alleslarao a na-
lureza do tal recado. O caso he de honra, e ante
ella, as ameajas.j devulgadas rrto atierran) o ho-
mem de Bem. Poderia eu provar a futilidad de
taes i ti vert vas, mostrando que a polica mais corrup-
ta nao podia sublrahir artos 13o pblicos como foram
os interrogatorios, a que assislio o Dr. promotor pu-
blico e maisalgumas pessoas ;"e pois s podia valer
ao Sr. Joao Pinto o juiz processanle, que nao era
eu ; felizmente para me livrar de novas calumnias,
Cen a insurjan deslas lindas muilo obrigarao,Vnics.
ao seu respeilador e criado Cario Augusto da
Silveira Lobo.
Recife 27 de maio de 1851. i
UTTERATIJRA.
OS RELIGIOSOS BOUDDHISTAS DA ILHA DE
* CEILA'O.
Continuadlo do numero antecedente.
III
A esniola dada ao passagtiro he urna das formas
da hospitebelidade, e a hospilalidade foi nma das
virtudes do antigo. Oriente. O 'bouddhimo nao a
ntroduzio na India ; mas, como o dogma da roe-
lempsycore, a desenvolveu alm dos limites inlre-
vistos pelas gerajOes presentes. Por mais que se
diga, o homem nao he para elles senao o mais per-
feilo dos entes organisadns, destinado a sempre re-
viver para sempre morrer. Viven tambem e vivir
talvez anda sob om envoltorio mais grosseiro, Eis
porque razao os animaes lem^direilo esmola as-
sim como o propro homem. Aquelle que ali-
mnteos caes, as gralhas fclassificados na familia dos
animaes immandos pelo brahmanismo,) com a in-
(enjSo de adquerir mrito, ter como recompensa
longa vida, prosperdade, belleza, poder e sabedo-
ria durante cera existencias, d Assim se exprimem
os textos sagrados, e acreseentem : a Aqoelle que
alimenta nm homem qne nao observa os preceilos
obler estas mesmas recompensas durante mil exis-
tencias... A recompensa se elevar ao decuplo se a
esmola se dirigir a um piedoso observador da lei,
d'onde resalta que um cao, urna gralha, vallero a
decima parle do homem creado imagem de Deus I.
Nanea doutrina alguma abalea mais o orgulho hu-
mano.
Os religiosos da Ceylo, qnando preenchem o gy-
ro do dia, se mostrara observadores escrupulosos da
lei qne lhes prohibe pedir com insistencia. Indivi-
dualmente, se contenlam com pouco, e praticam
sem murmorajao a pobreza, de qne fazem pros-
sao ; mas quando se trata dos interesses da comrau-
nidade, desperla-seo espirito de corporajao. Estes
homens pacifico* e indifferenles aos beos deste vida
sabem defender eom energa as suas posseaaoescon-
tra as invases dos visinhos. Acontece s mais das
vezes que os cultivadores dos valles enviam o seus
gados a pastar a herva teora em parios pertencentes
aos mosleiros, porque as trras dos religiosos .sao
mais ricas e melhor esirumadas que se encontrara no
interior da ilha. Pmvem de doajes antigs coja
lembranja he consagrada por uscripjes gravadas
sobre pilares de pedra ou sobre os rochedos. No
lempo dos res de Kaudy, qae eram os doadores, es-
tas trras, exempte* de qualquer laxa e de qualquer
imposto, pagavam aos conventos os afloramenlos de-
vidos aos soberanos. No cornejo do socolo XVII,
possniam os mosleiros mais"povoajSes do que ,os
poprios res. O producto deste* beris servia para
a manulcnjao do templo; conlavam-se uospagodes
tantos olhciaes quantos havim no palacio da .um
principe; la tambem haviam elephanles. O dote
collocado no mei do ziraborio, que he como coro
do templo, linha urna corte verdaderamente real.
Era 1831, quando o governo inglez proceden a ama
averiguarao sobre a administra jao interior de Cey-
lo, foi reconhecido, segundo o exame dos registros,
que os a rendeiros e proprieterios de trras ehama-
asterratdo templo em eerlas provincias estavam
sugeitos, em conseqoenca da requisijao dos supe-
riores e dos religiosos, a diversas preslajoes, e obli-
gados a pagar conlrihuijes de diversas especies. A
cada rendeiro era assignado um foro "particular, em
uatureza ou em dinheiro, destinado manuteujao e
repararao dos pagodes, ao sustento dos empregados
do convento, s despezas das festas religiosas. Nao-
nos devemos esquecer que os mosleiros bouddhicos
tambem sao templos. Estas doajOes, cujas rendas
tem ido sempre augmentando em consequeucia do
melhorameolo das Ierras e de boa adminislrajao,
representavam o orjamenlo do callo em Ceylao.
Os religiosos, tao ricos como sao,'"habitara peqoe-
nas cabanas,feitas de cannijadas cujos pequeos in-
tervallos sao cheios com barro ; esleirs d palha ou
de folhas de palraeiras lhes. serven) de (acto. Por-
tento nao estao mui afastedos das antigs preserip-
jOes que obrigavam o asceta a viver exposto ao ar,
sem abrigo algum, no seio da floresta. Um antigo
sabio havia enumerado oilo razoes pelas quaes nao
convinha a um religioso vivar em ama easa: s he
misler muito Irabalho para edificar urna casa;
ella exige muilas repacajoe* ; urna personagein
mais elevada em dignidade pode reclama-la para
si;pode acontecer que os habitantes sejam nume-
rosos ;a residencia em urna casa amllete 6 cor-
po ;excita a prlica de actos mos ; provoca no
espirito esle pensamento de cobija: isto he mea
emfim ahi se encontrara insectos de todo o genero.
O sabio qne havia descoberto estas grandes e im-
portantes verdades se decidi a vivar debaixo de
urna arvor, e isto por dez motivo* tao methodca-
menle dedotfdos corno as. causas pela* quaes elle
renunciavaWabitar nma casa.Que cousa mais'f-
cil a encontrar do que urna arvore ? ella nao per-
tence a ninguem;ao ver cahir as folhas, pensa-se
na morle, &c.Como pretenda' alimentar-se, este
pbilosopho se esqueceo de dize-lo, e a obrigacSo de
rocolher alimentos, pedindo s portas das casas, he
precisamente o que condoli os ascetas a viver em
habitejoes fizas, assim como a se aproximaren! dos'
lugares povoados.
As cabanas dos religiosos, habitejoes de msqui-
nha ipparencia e edificadas de maneira que darem
pouco lempo, sao semeads aqui e all nos arredores
dos templos. Tanto ellas recordara ao passageiro a
brevidade da vida humana, quanto o pagode boud-
dhico, pela solidez da toa construejao, desperta no
espirito a idea de perennidade. Estes templos se
elevam.pela maior parle no vertece dos rochedos ou
exilio, e com o qal.sc ligara por urna eslreita ami-
sade.
O senhor sabe' disso ?
Sei anda outra cousa. Esse homem oceupa
urna posijao na corle, e he obrigado por eonseguin-
le a ter muito recato.
Que mais? ^^^
O xiscohde de Chaudeuil j que dto chma-
lo pelo nome, tem trinla e cinco aonos, sua posijao
ainda nao est feita, elle pode 1er o desojo de adian-
tar-se na graja do rei, e nao he prudente...
Que quer o senhor dizer *
Cuw cousa muilo simples.
Qual?
Que o senhor faz mal em confiar cus segre-
dos a esse homem.
Nao sabem j lodos quem sou ? objeclou o
duque.
Sem coulradicrao, tornou Bergalasse.
Que tenho que temer entao ?...
Nao nos equivoquemos com as palavras, se-
ulior duque ; bem sabe que quero fallar...
Acabe...
De certos papis...
Cos !...
O duque parou e empallidcceu, depois aaarrou
vivamente a m3o de Bergalasse, e disse-lhe com vio-
lente einorao :
"Senhor conde, o qae acaba de dizer-me toca
ao que lenho de mais charo e de mais sagrado no
mundo, he mais do que minha vida, he minha'hon-
ra. Responda pois: onde soube... quem informou-
o dessas particularidades "?...
Bergalasse ergueu os hombros sem commover-se,
e respondeu :
Oh meu Dos! meu officio he saber ludo, co-
mo o senhor nao ignora. Pois eu soube que esses
papis estavam as maos do visconde.
Mas o senhor duvida de sua discrijSo.
Sem duvida.
Tem razoes para pensar assim '!
Essa he boa !
Cada urna de suas resposlas faz-me* estreme-
cer. Esses papis nao estao mais as raaos de Cha-
deuii ?
Bergalasse encarou-o com urna especie de com-
paixao, e disse-lhe :
He este talvez o ultimo servijo que lhe pres-
tarei, senhor duque, porm nao pejo-lhe que se-ja-
me mais reconhecido por elle do que pelos oulrus.
V ueste mesmo instante ao seu hotel do bairro de
Saint llonor e pergunte ao visconde de Chadeuil
que fez dos ppe9 que o seuhor confiou-lhe.
O duque deu um grilo lerrivel a eslas palavras, e
parti correado com o desespero no corceo.
Coilado disse Bergalasse comsigo abanando a
cabeca. Praza Dos que seus papis nos sirvam pa-
ra alguma cousa I... Vamos ter com Fooch...
, XI.
A entrevi sin.
Em urna das ras pequeas do bairro de Saint
Honor elevava-se entao um holcl pouco espajoso,
mas de forma elegante e graciosa,
Esse hotel communicava com a ra por urna gra-
de bem trabalhada, e era rodeado de todos os lados
por um jardim, que o invern tinha despojado das
folhas, mas que devia oflereccr no estio urna vege-
ta jao abundante. Era urna bella residencia, um
verdadeiro retiro de petimetre, donde podia-se go-
zar dos prazeres da capitel, e onde qualqaer esteva
certo de encontrar todas as grajas do campo.
Era ahi que habitavam o duque de Nauudorff e o
viscondede Chadeuil.
Erara quasi nove horas da noile, e o visconde esr
lava ero seu quarto sosinho indo e vindo da porta
para a janella, dominado porumaemojaoqnea pen-
ua s nao pode escrever.
-Elle esperava I.ais que eslava para vir!
Era possivel, nao era um sonho 1 Essa felicidade,
cuja esperanja embalara-lhe tanto lempo o corajo
ia verdaderamente realisar-se T
Chadeuil nao podia crer isso ; todava quando re-
cordava-se do ultimo olhar que a baroueza lanjra-
llie, quando voltava-lhe ao espirito a lembranja de
sua emojao extraordinaria, quando, tornava a subir
pacificamente a ladeira do passado, e achava de lem-
pos em lempos as palav ras, nos gestos, e em algu-
mas acees da moja a exprassao do seulimento que
ella lhe confessara, a froatte crguia-se-lhe, um re-
lmpago de alegra e de altivez saltava-lhe dos olhos,
eacouvicrao de sua felicidade penetrava-Ihe pro- *
fundamente no corajao 1
Elle parava entao, mcltia com insensata ebrieda-
de a calleja entre as maos, e escalava vido e arque-
janle lodosos rumores que snbiam da ra.
O quarto em que se achava o visconde nesse mo
meulo estava moniliado com um goslo exquisito ;
pois elle n3o linha sacrificado aos caprichos da po-
ca, e havia seguido para essa operajao suas proprias
inspirajOes.
O quarto esteva Rfciado no eatylo da regencia.
Eram forros extravagantes, adornos esquecidos, e
urna guarnjo de chamin, da qual toda a corto te-
ria rido, se fosse admitlida a v-la. Aqui e all al-
guns bellos movis de Boule, quadros de Vanloo,
muitas plaas de Laloor, espetaos de Veneza, emfim
urna riqueza prodigiosa de seus don*.
O visconde gosiava de ir esquecer-se no meio
desses Ihesouros artsticos, onde pedia desor o Ira-
ge de corte para eatregir-ae todo aos seus mais cha-
u.
M__
i.-1 a


.*****'
no (Unco dasmoBtanhas,emstuces pilorescas. Ao
vero magnficos horisonle* quedoroinam.nioguem se
admira hus que os anligo navegante (enham col-
locado o panizo terrestre na ilha da Ceylao. Em
torno do templo, cuja parle aliente ha o dagoba, ou
cupola das reliquias, cobcrla de telhas, ha ordina-
tiitnenl am vaalo paleo plantado de arvore que
pcoduaemas flora Bettloada a ser offerecias ima-
gera de Bouddlia. Diante da entrada do edificio se
erguem estatuas de pedra, aentinellas immoveii que
velam sobre as avenidas do uncinado na situado
respeitosa e grave de guardas collocadas aob os pr-
tico* dospalacios. Sao denominadas guardas da porta.
O sancluaro,frooxamenteallumiado por alampadas,
assemelha-se a urna crypla. guando te tira a corti-
na que oecapa o fundo, a estatua de Golaroa-Bond-
dha surge de repente, doirada, resplandicente, co-
mo un aslro que solevanta as Irevas. Adivina
penonagem he representada, ora deitada a fio com-
prido, eom a cabeca arrimada sobre urna das mins,
tal qual devia estar quando adormecen do somnb
elera*, ora assentada, com as pernas curvadas, e se
entregando i meditacao, ou entao com a mo.levan-
tada, na posic.ao eipressiva de um meslre que ensi-
na. Dianle da imagen), v-e urna mesa carregada
de flores cujo perfume embalsama a abobada sombra
da capola.
Conta-se tambem em Ceylao grande numero de
terapl oscavados no rochedo, como os de Ellora, de
Elephanla e de Malaipouram. O mais eelebre he o
de Donmballa, era que un ifudto orientalista, M.
I'orbes, falln com admirado. Em um rochedo da
altura de 400 ps, mSospoderosas e habis lalharam
dous templos dislinctos, dos quaes um nao lem me-
nos de 172 ps d comprimenlo sob setenta e
rioco de largara. A altura, que he de 21 ps
na entrada, vai diminuindo gradualmente medida
que a gente caminha para a extremidade opposta.
No mcio da caverna, que se alcance depois de um1
trajelo doloroso sobre o rochedo indinado e atravez
de mallos, a gente se enconlra defronte de umcollos-
sal Bouddha deitado, do comprimenlo de 47 ps. A
estatua, a cama, o travesseiro, sao esculpidos no
mesmo canto do rochedo e furmam um s pedaco.
Fgore-se oefleitodesla imagem gigantesca alumia-
da por tocllas, e cujo olhar placido parece o de um
gigante adormecido, acolhendo com um sorriso os
pygmeos que vem perturbar o sea repouzo secular.
Nestas grutas profundas, respira-se um ar pesado e
suflocador ; a gente he atacada de um fresco dea*-
gradavel como o que se experimenta quando se pene-
, Ira no interior da pyramede de Chops. Este mes-'
mo templo subterrneo eucrra 50 oulros dolos de
Bouddha e das divindtdes brahmanicas maiores do
que a natureza ; foram doiradas nos fin do secut
XII por um re (Kirtli Nitsanga) qa.t restaurou os
edificios do culto bouddhico depois do ter repellido a
invasto dos Malabares. Estadal deve ser exacta ;
lem isto de precioso, que marca por um lado os lti-
mos lempos do renascimento do brahminlsmo no so-
lo da pennsula da India, e por outroa poca em
que os Siogaleies, livres da oppreatlo dos seos visi-
nhos, poderm seguir* em pax a pralieas da sua pro-
pria crenca- Ao lado das iDseripces que conservam
a recordaco desles faci importantes, distingese
as paredes do templo ama serie de pinturas as
qoaes artistas inexperiente teotaram retralaralguns
episodios da historia de Ceylao. As cores lem bri-
Iho, os promenores de ornamento' te recommeodam
pela precisgo o pela grac, a dos contornos; as nao
pecis estes frescos ingenuos em proporres as
personagens ncm perspectiva. V-se alii um navio
vocando sem velas no rae de peixes lio grandes co-
mo balcias, e urna peqnena cadeia dtpegoeoas mon-
tanhas boas para serem collocadas em um jardim
chines.
Neste templo, as divindades brahmanicas, como
j dissemos, enconlraram asilo ao p da imagem de
Bouddha..Acontece o mesmo em quasi todos os pa-
godes de Ceylao. Junto da taario), a superslirao dosSingalezes construid salas
ondeas divindades do anligo culto sao adoradas co-
mo no resto da India, com a differenca de que as
imagen* das taro*, Mas de massa de arroz, nao oc-
rupam sobre o altar um lugar permanente. Nc-
nhun estrangeiro penetra nesles mytteriosossanc-
tnaries, ende se pralicam, diante das figuras, dos
deoses terrivtis e malfeilores, mgicos encantamen-
tos. Assim, ao passo que os religiosos bouddhislas
proruram aperfeieoar-se cada vez mais na arle de
rhegar ao nada, o povo, sujeito aos terrores que Ihe
inspirara a ignorancia e a vi yacida de da imagioacao,
faz esforcos para applacar por raeio de formulas pri-
vadas de sentido a colera dos deoses. Ao lado dos
entradores que nao veem na crcacao senao urna ex-
pansao da materia dolada da forja creadora c sera
leos no eeo, se ajoelliam os simples e os fracos que
almenla o medo dos demonios!
Poste que sejamem essencia material islas ealheos,
os bouddhistas voltam pois algumas vezes, e como
por iattincte, ts pralieas de um caito exterior. El-
le orara tambera e muilas vezes, mas he a Golama
so, a reformador que cnsinou ao honiem os meios
de chegar ao nadt.qucdirigem as suas supplicas e os
sen voto: sao as suas reliquias que adoram." De
toda as sopplicas, a mais efflcaz he a que consiste
en avocar os tret tarands ou refugios, Bouddha,
a verdade, a cemnraoidade dos religiosos. Os Siu-
galecaas de lodos as rlassesligain urna virlode eita-
ordinaria a esta profissao de f, e urna mullidao de
leade altestam o milagrea operados pelo nico fac-
i da reeitaco desla trplice formula. Exaqui ama
prova que interessa particularmente um povo de in-
sulares e de navegadores, euja vida se pasta i peri-
mfo.taaris : Ooti'era seis ceios mercadores se
embarcaran para ir traficar em paiz longinquo. Du-
ranle a viagem, levaatou-se ama violente tempeslade
que. os cellocou em grande perige. Um s de entre
eiaes mercadores permaneca tranquillo impassivel;
a aura, que eslavam exposlos aos maPvivos Ierro-
re, perguntaodo-lhe porque nao partilhava das suas
agona, respondeu-llies, qae um religioso lhe liavia
entinado antes da partida a trplice frmala. Tam-
bem lev a earidade de lhe a ensinar, e eis os qui-
akaalo e noventa e nove mercadores que a repelem
por centenera de tests. 0 navio ja comecava a so-
robrar. Na primeira centena, a agua chegava-lhes
ao tomoielo do p ; na segunda, tubia-lhes aos joe-
Iho; .na terceira, cobria-os por cima dos hombros.
O naviopereceu, c.igualmente os mercadores, mas
foi aera renaseer immedialamenle em um mundo
sobrehumano....
A atoralidade de sernelhanle historia se pode resu-
mir aetie axioma. A f pasta, adenle das obras, lie
anda a f que lem levado o bouddhistas a adorar
tade manto perleoceu ao reformador : as suas reli-
DIARIO DE PERMMBUCO, SEGUNDA FEIRA 29 DE MAIO

quias, os lugaresonde viveu, e emfim as suas ima-
gens, de que exslem fabricas cm Ceylao. Gotema-
Bouddha nao havia dita nada no locante ao culto.
Os seus primeros discpulos renderam homenagem
primevamente arvore sagrada sob a qual o meslre,
depois de*ter chegado cusa de medilaeOes, ao ul-
timo grao de santidade.dettrra em si mesmo o prin,
cipio das eiislenciai futuras. Os religiosos de Cey-
lao afflrmam que esta arvore famosa ja nao pode ser
visitada por causa da devaslacao dos paizes circom-
vizinhot; mas, para perpeluar-lhe a memoria,
goslam de plantar nos seos conventos novos tron-
cos da mesma especie. Aos frades mais velhos
da communidade he confiado o cuidado de planta-
forma symbolica, porque eslao prximos a chegar
o termo da existencia. A ceremonia sera menos ef-
ficaz se fosse dirigida por alguns religiosos ainda na
flor da dade, a e que, dizem elles 'ingenuamente
desejam seropre ficar por algum lempo neste mundo'
antes de passrem "a Oulro. Em torno da palavra
fama em que a arvore he plantada, os religiosos edi-
ficam cabanas de folhas, e por Iraz do circulo das
habitoces temporarias, as pessoas da vizohanca le-,
vanlam oulras mais solidas e mais confortaveis. Den-
tro de poucos das, surge do seio da Ierra urna popu-
lacho. Os dansariuos, os peloliqueiros e os mmicos
nunca deixam de chegar ceremonia ; as mulhere
ah lambem comparecem, vidas de assistirem as
festas que lhes proporcionara a occasao de se enfei-
tarem. Duranteduas ou Iresnoiles. as-uansas eos
pantomimos conservam acordada esta mullidao eu-
tretida que ri e conversa, cpmendo nozes de betel i
clsndade dos archoles ; mas se a loa cheia se roos-
tra no ceo, as alampadas se apagam assim como as
estrellas diante da luz do sol, e loda esla populacho
aguada se dispersa para ganhsr de novo os seus la-
res. A loa tem o poder terrivet de destruir em um
abrir e fechar d'olhos o mrito das adorares e das
leiloras de que he lestemunba.
IV:
Onlr'ora as reliquias de Golama-Bouddha, con-
servadas pela veneraeto dos fiis,, recehiam as ho-
meuagens dos povos da India. A sua lunca, o seu
vaso de receber esmolas, repousavam lias cidades
mais famosas, al em Bnars, debaixo de cpulas
ricamenle decoradas; um desles sancluarios abri-
gava (ninguero sabe em que, nem como) a sombra do
divino reformador. Desde a resteuracao do brali-
manismo no Hindouslan, estas reliquias.desapare
ceram. He preciso ir a Ceylao para ver o que resta
de Golama : o denle canina do lado esquerdo.
Este denle, depositado em um peqneno templo, ad-
jacenle ao palacio dos amigos res de Kandy, esla
cuidadosamente escondido no fundo de seis hcelas
medidas amas as oulras; a de cima, feita de prala
massissa e de cinco ou seis ps de comprimenlo,
resplandece de ornamentos de oiro c de pedradas.
A piedade dos fiis conservou, erq um livro intitula-
do Dcladwansa ( a Genealoga do denle canino ),
loda a historia desla reliquia e das suas aventuras.
Os Portuguezes pretenden! que foi destruida por
Constantino do Braganca em 1560 ; os Handyanos
respondemque a subtrahiram as investigacoes dos
vencedores, e a esconderam dorante o dominio dos
Portuguezes e dos Holandezes. Em 1815, ella ca-
hio as maos dos Inglezes. Tres aonos depois, quan-
do os Kandjanos serevollaram, se apossaram vida-
mente ueste Ihesouro que cunsideravam como opol-
adiamdaindependencia dos seussoberauos. Quan-
do os res de Kandy cessaram de reinar, enconlrou-
se a reliquia na celia de um religioso, e foi solemne-
mente enllocada no seuancluario pelos cuidados da
auloridade ingleza.. A chave do relicario foi depo-
sitada as maos do residente britnico de Kandy.
A uoile, um soldado da guarjiicSo ingleza montava
^guarda diante' do denle canino de Golama, e em
certas pocas do anno a presen lava m-a aos fiis para
que elles aiu'la podessem adora-la. Desde 1839, o
governdinglezjulgoudever renunciara parle direc-
ta que tomava nat superslicoes pagaas ; em conse-
quencia de um. decreto emanado da direocao das
colonias, a reliquia foi restituida aos religiosos e as
grandes personagens do paiz, que a expfiem quando
lhes apraz.' i
Existe em Ceilao outra recordarlo da vida de Go-
laiua-Bouddha, queremos fallar do raslo do seu p
representado por urna ravidade que se observa sobre
o pico de Adao, a sele mil e qualro ceios e vinte
ps cima do nivel do mar. Esla cavidade tem perlo
de dous metros de comprimenlo. Se tal fosse a di-
mensao do pede Golama; ninguem tirara sorprendi-
do que a eslalua collossal dascalacumbas de Donm-
balla seja considerada pelos Siogalezes como a mais
fiel imagem do reformador, lano pela exactido das
propurccs, como pela semelhanca das feicSes. Os
brahmanes linham adorado oulr'ora esta mesma ca-
vidade como conlendo o vestigio do p de Vichnou;
os que viram na ilha de Ceylao o paraizo
terrestre nao deixaram de collocar neste mesmo
lugar o ultimo vestigio dos passos de Adao antes da
sua queda. Ha paizes extraordinarios, maravilhosos,
onde (odas as crenras paretem reunir-te para ahi
mostrar o Vestigio dos deoses, dos hroes ou das per-
sonagens antigs, das quacs j nao resta nada.
O fiel que vem adorar as reliquias ou imagem
de Golama, te proslra e recila a formula d*os tret
refugios ou outra qualquor oraco. A estas mesmas
pralieas, os religiosos juntam a offerenda das flo-
res depositadas aos ps do dolo ; cantam lambem
em coro urna especie de oflleio, recilam ladainhas,
e faiem processCes em roda dos capolas das reli-
quias. Outras ceremonias mais veneraveis lem lo-
gar em diversas estaroes do annc% Na poca da es-
tacao das chuvas, os religiosos que a lei antiga con-
siderava como habitando na floresta, deviam alo-
jar-se sob abrigos feilos para garatHos contra as
intemperies. Em memoria desla prescripcSo, os re-
ligiosos de Ceylao escollieram os tres meezs de chu-
\at (nomeados por elles o lempo de vas ou habi-
lar.o, residencia fLca) para fazer ao povo reunido a
leilura dos lexlo, da lei. A sala de leilura, edifica-
da pelos propri'os fiis, ora junio de um mosleiro,
ora no mcio de um valle solitario, reprsenla a for-
ma de urna pyramide composta de lelos que se ele-
vara pijr degros. Alvas telas de algodao envolvem
os pilares e subtrahem-aos blbos as solivas do forro;
flores ramalhetes de musgo e folhas de roqueiro se
desenrolam em lomo do ediricio, de rtaneira. que
formam allegoris. Alampadas e lanleruas de pa-
pel de cores variegadas illuminam a sala, e os as-
sistenles considemm como nm acto meritorio ter na
mao ou sobre a cabeca oulras luzes, em qunlo os
religiosos fazem a leilura. Os homcus sao unifor-
memente vcslidos de pannos brancos de algodao ; as
mulheres, ornadas com cuidado, usam sobre os seus
longos cabellos prelos aleles de prala e enfeitcs
de oiro que lhes dio um vivo brilho s physio-
nopias expressivas. Em lodas as partes fluctuara
banderas, pavilhoes, lencos e challes. De quando
em quando o lam-tam freme como um (rovao lon-
ginquo, o clarim ecboa como um grito de Iriumpho,
a msica resoa em accenlos prolongados, e os mi-
litares de vozes dos assistentea se confundem com
esle rumorejar descompassado, extraordinario, ao
passo que as luzes iunumeraveis ullumiam diver-
samenle estes homens de tnicos brancas c estas
mulheres ornadas como dolos.
Estas reunoes ora lem a,apparencia de um pi ce-
nculo ou de um meeling de melhodislas, ora o as-
pado de um regosijo publico em que um povo iolei-
ro se abandona a urna, alegra expansiva. Alguns
religiosos, as vezes em numero do cem, lomam lugar
diautedeum grande pulpito de eixo que gyra de
maneira que aprsenla, o livro successivamente a
cada leilor. Diversos episodios vem a proposito
variar a monotona da recila^ao. Por exemplo, urna
pertonagem vestida i guisados principes antigos che-
ga na assembla : he um mensageiro do Dcaloka,
(Mundo dos DeosetJ Dous araulos vestidos de res,
com a corda na cabeca', a espada emponhada, acom-
panham-o ; por traz delle se eneaminham dous mi-
nistros ricamente trajados, um montado em um ele-
phanle, o outro em um cavallo. Em quanto o pres-
lito vai marchando com um passo solemne, os relie
giosos cantam hymnos ao lom de lenta psalmodiar
as salvas da mosquelaria se succedem rpidamente, e
um fogo de artefico esperado com impaciencia por
Iodos os asistentes remata a festa ao mesmo lempo
religiosa e thealral, em que a mullidao dos homens c
a de cnles superiores misluram e confunden! a su-
folia.'em urna medonha algazarra, ao clarao dos fo-
gos de Bengala., Algumas vezes, em lomo da salla
de leilura, os assistenles Iracam, por mcio de canni-
cadas e de folhas de coquejro, labyrinthos alravez
dos quaes te observara todos se precipitar porlla.
Cada qual se mostra mais hbil em encontrar urna
sahida^cada qual procura dirijir-se mclhor nesle de-
.dalo, cojos rodeose curvas furmam um tecido inet-
triscavel. De oulras veces ainda. desenham-so sobre
o solo linhas quo representam os mundos dos demo-
nios, dos deoses, e em fim o de Bauddha. Um mi-
mico oudansarino se encaminha por estas diversas
reges, provocaudo ao combate, com mil gestos e
carantonhas.o demonio oudeos que habita cada urna
destas pretendidas espheras das regies invisiveis.
Scmpre vencedor, elle marcha Iriumphanle al a
fronleirado universo bouddhico ; ahi, enconlra om
religioso que se encaminha sem, oulra arma mais do
que o seu vaso de recolher esmolas. O dausarino
duplica em arrogancia vista do mendicante, amea-
ca-o, precipita-se com um passo audaz sobre o solo
sagrado ;... mas de repente elle cahe fulminando
pela virlude de Bouddha, que se esconda debaixo das
feices do pobre religioso-
As funejoes do frade smgalez as suas relaces
com o povo nao se limitara i leilura dos livros da
le. Chamado paraop de um docnte, elle psalmo-
dia estancias, cujo sentido nao comprehende, quasi
como um feiticeiro recila formulas cabalsticas. as
reunioes populares ondee trata de conjurar o poder
dos demonios inimigos do homem, feslas brilhanles
que atlrahcm um immenso concurso de fiis, como as
de tais de quem cima fallamos, o religioso l e
recita ainda pnr esparo de'oito dias consecutivos ; du_
rante a mesma noite, a leilura nao he iulerrompida
um s instante; He ainda por leiluras e por medila-
5es de diversos gneros, cojo segredoos lexlessagra-
dos ensinam, que os Bouddhistas pretendem adque-
rir sobre o mundo exterior um poder sobrenatural.
Para chegar a esle grao superior da escala dos entes,
o religioso se entrega ao exercicio dos ros ascticos.
Como a parle das obras bouddhicas que Irala deslas
materias he obscura c perfeitnmcnle redicula, nao as
citaremos. Os delirantes que esperam atingir o po-
der sobrenatural parlem dupriucipio muiverdadeiro,
de que o espirito vence a materia, e que a alma nao
he embargada nem pelo espajo ; mas dahi tiram
concluses totalmente inexperadas. A' Torca de me-
ditar, dizem elles, poe-se augmentar infinilaraenle
as forras do espirito. Como o padoiro, quando faz
o pao, rene a massa gradualmente, como o lavr-
dor acrescenla urasulco a oulros tuteos, assim o re-
ligioso que pralicaslos ritos arceticos alarga o circulo
do seu poder de urna polegada a nm palmo, de ma-
neira que o eslende ao mosleiro lodo, i aldeia, ao
reino, ao mundo, ele.
A acquisico do poder sobrenatural he procurada
pelo religioso singalez com lano maior ardor, qun-
lo he para elle um peubor quasi cerlo do sea Irium-
pho sobre os objeclos exteriores, sobre os entes crea-
dos, c por consequencia sobre a propria vida. Nin-
guem pode chegar acqasi$ao desle poder nao de-
pois de se (er praticado ama ou varias das cieco es-
pecies de medilaeOes. Quando nm religioso medita,
deve exercer o seu desejo, isto be, formar urna as-
pirac.So: o Sejam felizes os entes creados de ama or-
;lcin superior! recebam abundantes esmolas os po-
bres livres da mizeria E sobre esle thema, elle
accumula una mullidao de reflexcs 13o profundas
que quasi que nao larda a adormecer : ou enlao
cuida no que lie ncommodo nflo desejavcl, por
exemplo, na ausencia de realidade do corpo, que he
como o alvo apercebido no sol ponente1, como urna
pintura na parale, como verdadeira inaejiina, como-
o alimento lomado em sonho, como o relmpago sal-
lando alravez do eco, como a flecha lancada por um
arco. Por esles exercicios do pensamenlo, elle pu-
rifica pnuco a pnuco a sua alma e o seu corarao, es-
magando-os com ludo quanto cabe debaixo d.w senti-
dos. Keslas diversas pralieas, elle procede sempre
melhodicamenle e por nmeros. Assim as tre re-
flexes sobre a no-permanencia, a necessidabe de
soffter c a nao-realidade do corpo sao a as portas
que conduzera ao anniquibimenlo final (nirtana), t
e estas mesmas portas do accesso a qualro passagens
que que seseparam lambem em duas veredas. Aqu
coraeca umlabyrinlho inexlricavel.nn qual o espirito
mais robusto e mais sao, quasi que nao pode entrar
sem perigo. Segundo o seu mrito e as suas virtu-
des, o religioso chegar a diversos graos de bea li lu-
de ou antes a urna destruidlo mais ou menos "com-
pleta da sua existencia. Para explicar c;la absorp-
cao da alma individual na alma universal, que he o
resultado da raedilacao, c emfim a livranca final, que
consiste em j nao ser nem corpo nem alma, os ph-
losophos boudhislas exbaoriram ludo quanto o racio-
cinio pode inventar mais sublil, mais imperceptive).
Para servirmono-s da linguugem dcllcs, diriamos
voluntariamente que he mais fcil ligar entre Si os
lios da aranha, e com elles fazer um cabo, do que dar
a estes nebulosos deliriosa menor consistencia. Quem
ras sMhot. Qoanlas vezes neste retiro solitario e si-
lencioso, tosinho e longe do bulicio nao linha elle
evaeadoa imagem da baroneza de Clievreuse !
> horisonle era limitado pelas grandes arvores do
jardim, lodas as emorOes da capital acalmavara-se
no Inraiar desse apostlo, Chadcuil sacuda os ohs-
Inralt da etiqueta oflicial, e ahi smenle debaixo
la vista de Dos falla va de amor a este gracioso
phantasma, cuio sofriso bastara para abr--lbe o co.
Lab nao tinha mais rigor nem recalo, ella vinba
aseealar-se ae lado de Chadcuil, leudo aa maos e-
Ir a me, e os olhos filos nos seus, sua fronlc res-
ptaadcia, ella naooccnllava mais nada de seu cora-
rao, ameva-o, er delle !... Mas ism era um sonho,
e elle nao tinha pensado jnuis que houvesse de re-
alisar-te. Todava a baroneza de Chevreuse eslava
para vir !... e quando lhe prometiera isso, tinha o
olhar ctrregado de lauguidez 1 lgo amava-o !...
Ernas loueasesperancas que o visconde liavia tan-
ta lempo nutrido, esses desejos que lanas vezes -
aaaaa-aM abrazado as carnes, essa aspiraran insen-
sata de que ella eia a causa a o alvo, ludo ia emfim
adiar sua salisfacio I"
O visconde lancou-se em tuna cadeira de bracos
e eseulou o concho que batia-lhe com violencia.
Eta espera enervava-o. O lempo corra lento e
coaiaemtdo; a noite eslava sombra, e a neblina ca-
ba triatemeule... De repente veiu-lhe um pensa-
!"f D<0. i8* ''ais nSo e,liye,9C Para vir... Ella linha
talvez hesitado... linha reflectido sobre o passo que
'"rf0'**"' e '"'vel'endido toda a sua estranheza..
Vm estremecimeulo percprreu-lhe os membros...
^a t 1 reloi marcava nove lloras e mei,
1 pertnrbav a solideo de fra, ja lodos os tor-
senlos da incerteza opprimio-lhe o espirito, a
espera ara que o bnha commovdo um instante, ha-
vi rngido, e elle pergunUva a si mesmo se Lais te-
riaquendo engalo, te o amor que lhe teslemu-
nnara era nem sincero, se emfim nao liavia em sua
promesa mais garndice egosta do que sympalhia
rOaat
Cattava-lhe rouilo acensar Ui de iodeerenca "ou
te dobrez. Bese amor era o nico sonho de sua
vida, e o viacond nao poda renunciar a elle sem
nata borrivel magoa...
Neste memento a porta abriu-te lanamente e Lais
aaaareceu no lumiar. Um veo preto cobria-lhe os
rafedlos, ella eslava trmula e agitada, linha os bra-
ca rasados sobre o peito, o o rosto paludo, O
vueeode eorreu para ella e cahio-lhe aos ps excla-
mando :
Ah' Deusahenroe esla hora em que voss n3o
aven vir mim aue amo-a. Lais I Lais' Tri
trnteu
ira mim que amo-a. Lais! Lais! Terel
veneraeto e amor para reconlicrer tanta
coaaaaca e twndade.
Depois conduzindo-a para junto da chamin f-la
sentar-se junto de si.
Voss duvidava enlao de mim! disse a mora a-
perlando as m.los de Chadeuil.
Eu duvidava de Deus, respondeu o visconde,
he a primeira vez que acontece-me sernelhanle fe-
licidade, c# isso assoslava-me... Eu tinha medo!
tomia sua propria hesilaro... Nao poda- crer em
tanta abenegacao... lodo o da contei as horas, os
minutos, o segundos, pareria-me que a noile nao
havi jamis de vir. Teria dado viole aonos de
minha vida para aprestar ainda que fosse s um
sesundo esta entrevista que voss linha-me promet-
lido... Lais, voss leve piedade de mim, e veib !...
Enlrelanlo a baroneza comecava a serenar-se d
einocao. Un instante antes de ir, ella linha com
efleilo sido atacada de nm singular e te'rrivel. suslo.
Igoraya que uso Fouch quera fazer da chave que
lhe entregara, e qoe havia de servir para o compri-
menlo de alguma obra de myslerio. Nao seria urna
traicao da parle do ex-mnistro ? e se o visconde vi-
csse saber disso como a receber ia ? A moc,a tre-
ma, um suor fri corria-lhe pelas Tontes, ella espe
rava ludo!...
As prirneras palavras de Chadeuil tinham-na
tranquillisado completamente. Elle uao sabia nada.
Fouch nao linha ainda feito uso da chave fatal, c
ella poda dar loda uo amor que seutia pelo viscon-
de, essa hora que lhe conceda.
Assim lomando a si em poucos instantes de seu
terror passageiro, um vivo rubor corou-lhe as faets,
e seus olhos fltaram-sc sem receio na fronte do a-
manle, a qual a alegra pareca illnminar. .
Eu vim, vscoude, disse ella depois de um -mo-
mento de silencio, sem liesilaeao, contente da alegra
que minna presenca qu ia dar-lhe ; o apressando
mesmo quanlo poda esla hora que lhe promclti, e
que devia dar-lhe.
Oh 1 obrigado obrigado disse Chadeuil bei-
jsndo com transporte as maos da moca.
Vindo para voss que me ama proseguio Lais
nao obedec rnenle ao desejo de lorna-lo feliz e
de faze-ln esquecer meus caprichos de honiem po-
rm submelli-me ao mcu coracao, cuidei em minha
propria feliudade.
Entao voss ama-me ?... pergonteu o visconde.
Sim, amo-o... respondeu Lais, e porque lhe
occultaria isso ?... Este amor que.tenho no coracao,
e que lem-me perturbado muilas vezes a razao, vos-
s j leu a cxpressS delle em meus olhos apezar do
cuidado que eu linha de encubr-la... Ah fenho
sonrido lambem moilo, mais de urna vez lenho la-
mentado amargamente o recato a que a sociedsde
me conderanava, desojara applacar com ama s. pa-
poderia comprebenaer e fazer compraheuder o
nada i
Assim, nesta ilha de Ceylao Uo piltoresca, em que
a Providencia te eonprazea de nccumular tantas ri-
quezas e bellezas, se inlroduzio e aclimou desde se-
cutes, urna doulriua queconduzio os^ens adeptos
negajao da divindade. Os representantes desla cren-
ca, cujos caraclere nais nnlaveis ao o myslicismo
e o alheismo, os religiosos, sabidos de todas as gerar-
chias da sociedade;-mantera em lomo de si estes tra-
dlpe do passdo. Cada cidade, cada viHa ;de in-
terior da ilha tem o su convento. Em toda a exlen-
sao de Ceylao. se aonla menos de dous mil e
quinhenlosreligiysotque vo lodos os dias, vestidos
da lunca amarella, com o leque na mo, a cabeca e
os ps mis, mendigar ao longo dos caminhos. Ao
ver-lites a physioooria estpida, o olhar espantado,
dissereis almas, errando alrnvez dos bellos valles em
que ellas viverra em orila existencia anterior. To-
dava ha religiosos eruditos e dotados de intelligen-
cia queviajaram nos oulros paizes boudhicos, entre
osBirmans, emSiara, e alravessado diversas provin-
cias da India. Em geral, todos devem possuir certa
ustrucrao, pois que a direccao das escolas lhes he
confiada. Entre as quatorze bras que compoe.-n o
curso dos estudos dos jovens isngalezes, algumas sao
tratados de moral redigidos maneira de aphoris-
mos : a Urna aeeao bea feila nesle mundo recebe a
sua recompensa no oulro, assim como a agua derra-
mada na raiz de urna arvore reapparece no alio, nos
frutse as flores O beneficio concedido ao bom
he como os caracteres gravados na pedra ; o benefi-
cio concedido ao mo he .como caracteres tracados
n agua, o Semelhadtes cCes nao podem deixar de
ser nleis juventude: predispoem o espirito para
a reflexao e despertara a imaginadlo desles povos ;
mas nao acontece o mesmo quanto n philosophia ne-
bulosa, que hc'dcduzida deslas lices,e cujas formu-
las principaetj temos exiwslo. Serao dotados das
virtudes que onlena o seo estado, os religiosos que
formamos meninos pira a sabedoria 1 Nunca se lhes
araulra desvos e irtocomporlamenlo 7 Sao homens,
baste dizer que a sn vida nao he sempre um mode-
lo de sauOdade e de prudencia. Demais, parecem
nao conhecer a consciencia. esle juiz interior que
os philosophos hindous chamara com tanta juslica a
lestemunha. Em summa, valem sem duvida mais
que os brahmanes da ludia ; smente a opiniao pu-
blica ospoupa menos do que a esles, porque nao for-
mam urna casta poderosa, lerrivel as suas vingan-
cas. Em Ceylao, o povo nao respeita os religiosos
por causa da tnica amarella, segundo o mrito, as
qualidades e as virtudes daqudles que usam delta'.
Como os fiis s3o muilas vezes levados pela dor e pe-
la enfermidade a reflectir sobre os males da existen-
cia presente, ceream igualmente de urna vencrarSo
particular aquellos frades, que exercem a medicina.
Escusado he dizer, que o medico boudhisla so exer-
ce no esludo dos rites ascticos.- Trata o seu pa-
ciente, segundo o' mrito do empirismo, e deve
acrescenlar-lhe o charlatanismo dos sortilegios e das
conjuraees mgicas, tem os quaes nao poderia lia-
ver car efflcaz para le povos simples e supersti-
ciosos.
Temos tomado o religioso singalez ao sabir da in-
faucia ; seguimo-lo atravez das phases diversas da
sua vida monstica ; resla-nos conduzi-lo sobre a fo-
gueira em que se queima o aeu corpo quando elle
eessou de existir. Unt vinte frades collocados em
dnas linhas, acompanham o collega al o Ingar em
.quese junta ama por$5o de raadeira, sobre a qual se
lancam folhas do cotuteiro. Quando o cadver do
morto est deitado sobre esle Icilo verdejante, com a
face voltada para o *hao acende-se a fogueira.e
em brevedesapparectf em um lurbilhao de chammas
e de fumo. Nao se recila suppllca alguma nesle mo-
menlo supremo, apenas os religiosos dislribuem com
os pobres os vestidos do defunto. No lugar era que
repousira as cinzas daqaelle que viveu no retiro e
na meditacao, eostuma-se planlar urna fignera sa-
grada em memoria da arvore debaixo da qual Gola-
ma-Boudha se enlregou s austeridades durante lon-
gos nnos.: assim a arvore symbolica se nutre com o
proprio p do religioso.
Se os peregrinos chinezes que visitaran) Ce\ lao no
VI e no VII secutes da uossa era, vollassem em nos-
sos dias a esla ilha, ebjeclo da sua veneracao, ouvi-
riam ainda os religiosos mormurar oraccs sombra
das grandes arvores. O Oriente he a palria das ins-
tituic5es c das crenras duradouras; o espirito hu-
mano l procurou antes aproluudar os syslemas do
que crear novos. Beconhecemos voluulariamenle
que existe enlre os mosteirns boudhicos e os do Occi-
dente relacoes apparenles c exterioras. A vida mo-
nstica nao pode eslabelecer-se se nao cm virlude
de certas regras determinadas; da mesma sorlo tam-
bem ha, enlre ledos os callos pelos quaes o homem
se esforc a se por em relacao com Dos, analogas,
semelhancas evidentes. Entretente, nao comprehen-
demos em que as ordens retigiosas do mundo calho-
lco seriara responsaveis dos erros, da ignorancia e
da superstic.lo paaaa dos frades boudhislas. He pe-
las obras que se julgam as insliluices; os lilhos de
Sao Francisco de Assis c de Sao Domingos, nao te-
ro prestado a humanidade mais servicos do que os
frades mendicantes da China, de Siam, de Nepal e de
Ceylao? PoderSo prodazir os mesmas fructos a f
christaa e a doutriuado atheismo 7 O escriptor in-
gle?, que nos minislrou a materia deste trabalho, e
cojas obras eruditas merecen) atralur a altencao de
Indo iquelle que pretende estudar o systcma funda-
do por Gotama-Boudha, M. Spense. Hardy, empre-
gou urna parte da sua erodiclloem atacar as institu-
cues catholicas, cuja imagem elle v nos mosleiros
de Ceylao. Estas digressoet esli longe de acres-
cenlar inleresse s suas averguaces ; abracam a
narraco, sem fallar ua impaciencia que causara aos
espirilos grvese tolerantes. Feitat eslas reservas,
reconhecemos volunlarlftinente as duas obras de
M. Spense Hardy, ama exnellenle pintara do esta-
do actual do houdhismo e di religiosos que o repre-
sentam na ilha de Ceylao. V-se que o autor viveu
por muito lempo neste mundo parte, e pouco co-
nbecido ; penelrou-lheossegredos e conlribuio pa-
ra esclarecer urna das paginas mais curiosas e mais
obscuras da historia das phih>sophias do Oriente.
Th. tjatie.
{Itetue iUs Deas Mondes.)
lavraos tormentos que voss padeca... mas nao po-
da... eaceusava-me de minha crueldade.
Oh cale-se, Lais, cale-so, interrompeu Cha-
deuil embriagado, voss tem sido mil vezes boa, mil
vezes amorosa... Acaso eu padec, acaso chorei, de
que tormentos de que dores falla voss 7... Nao I
nao tenho mais passado, son feliz, minha vida co-
meen agora, e acabar no dia em que voss nao
amar-me mais.
Entao perdoa-me ?
Prdoar-lhe !... amo-a
Chadeuil atlraiiio Lais nos bracos, e um momen-
to, seus labios rocaram a fronte da mora, a qual co-
rnil e recuon. ,
.0. visconde senlio lambem como um abalo elctri-
co. Era fogo que circulava-lhe eulao as veas.
Mas elle comprehendeu que linha-se esquecido e re-
cejando baver Hendido a Lais, disse-lhe com voz
trmula:
Perdoe-me, a felicdade lorna-me louco !... V
Oh respondeu a moca com um sorriso que
nada tinha de muito severo, voss quer j fazer-mc
arrepender de minha conlianca-.
Lais!...
l'romella-me ser mais prudente.
*- l'rnnielto-llic ser respeloso e submisso, disse
Chadeuil. ^
Pois bem s com esla cndilo quero-ficar.
Nada pode pintor a bella expressao que lomava
nesse momete o semblante da moca. Parecia que
loda a alegra que brilhava na physionomia do
amante rcfleclia-so sobre a della. na fronte resplan
descia, uas faces eslavara levemente coradas, seu
seio elevava-se com precipilacao, una suprema fe-
liuidade lia-se em seus olhos. Chadeuil nao poda
larlar-se de conlempla-la !... e Lais pareca ter
urna certa complacencia em dcixar-se admirar as-
sim por esses ulhos onde brilhava urna ardenle
paixao.
Ella tinha toncado para longe de si o veo que c-
briarlhe a fronlc, e os cabellos rahiam-lhe enlao era
anncis abundantes pelas teces, o lecido ligeiro ve
cobria-lhe os hombros tinha cabido sobre o encost
da cadeira, e Chadeuil podia ver essas formas adnu-
raveis que um escultor debalde tea procurado rc-
produzir.
I-ais era realmente urna bella crealura, e alem
disso hayia em seu olhar carregado de languidez, em
seus labios hmidos e rosados, que pareciam convi-
dar os beijos ardentes, cm loda a sua pessoa emfim
urna expressao o singular, desejos Ulo mal coudos
lano amor c paixao, urna satisfarn Uo complete de
amar e de ser amada que facilmeule coraprebeude-
se a perturbadlo que aaaderava-sedo visconde todas
n vezes que sua raSo eoconlrava a da moca.
VARIEDADES.
Do Memorial de Sania Helena pelo conde de Las
Casas, seguido' de Napoleio no exilio, exlrahimos
as seguintes rellxes acerca da Bussia.
o Napoleao est mellior. Entretanto, a face d-
reila ainda est indiada. Ello conversn contigo
acerca do embaixador na China.Se se dsse, diste
elle, um milhao de francos ao primeiro mandarim,
ludo licaria arranjado, e disso nao resallara desar
algum nae.io; porque esla embaixada nao linlia
nada que nleressasse a honra do paiz. Devia ser
considerada, o que ella era na realidade, mais co-
mo um negocio de commercio do que como um ne-
gocio que te referisse drertamente nacjlo. Era
urna embaixada enviada a China pelos mercadores
de cha de Inglaterra, e por esla razao podja-se mui
honrosamenle comprar-se-lhe as vantegens. Por outro
lado, quando enviardes embaizadoreSfquelles barba-
ros, he mister os agradem e se cooformem com os
seus usos. Elles nao vos procurara. Elles nunca
vos enviaran embaixadores em troca dos seus, nem
proenraram envia-los. Enlrelanlo o commercio in-
glez pode perder grandes vantegens ; e talvez que a
consequencia cja urna guerra com a China. 'Se eu
fosse Inglez, considerara o homem que aconselhas-
se fazer guerra China, como o maior inimigo do
mea paiz. Acabarais por ser balidos, o que acar-
ralara talvez urna revolucao na Indiaf
Dentro de poucos annos, continuou elle, a
Bussia lera Conslantlnopla, a maior parte da Tur-
qua e toda a Grecia. Isto parece-me tao certo co-
mo te a cousa ja tivesse lido lugar. Qoasi. lodos os
cirinhos, todas as adulajoes de Alexandre para
contigo, linham por alvo fazer-me consentir era cf-
fectuar este projeclo. Oppaz-roe a isto, prevendo
que o equilibrio da Europa seria destruido. Se-
gundo o curso natural das cousas, dentro de alguns
annos, a Turqua cahir, em poder da Bussia. A
maior parle da sua popolasSo he grega, e se pode
dizer que os Gregos sao Bussos. As potencias que
soffrerao cora islo, e que poderiam oppor-se, sao
a Inglaterra, a Franca, a Prutsia e a Austria.
Quanlo Austria, ser mui fcil Bussia seduzi-la
a abracar a sua causa, dandc-lhe a Servia e oulras
provincias limilrophes dos estados austracos, que
se eslendem al perlo de Constantinopla. Se em
algum lempo a Franja e a Inglaterra se aliiarem
de boa R, sera para impedir a execbc.8o desle pro-
jeclo. Mas esla allianca nao seria sufflcienle. A
Franca, a Inglaterra e a Prussia reunidas se nao po-
deriam oppor a este projeclo. A Rusta e a Austria
poderao cltectua-lo era qqalquer lempo. Urna vez
senhora de Constantinopla, a Bussia* lem todo o
commercio do Mediterrneo, torna-se urna grande
potencia marilima, e Dos sabe o que d'ahi pode re-
sultar. Ella procura dispulas, faz marchar sobre
a India um exercilo de setenta mil bons toldados,
o que nao he nada para a Rossia, junla-lhe cem
mil Cossacos e oulros barbaros, e a Inglaterra per-
de a India. De todas as potencias, a Bussia he a
mais lemivel. Os seus soldados sao mais vlenles
que os austracos, e pode levantar tantos quantos
quizer. Em valor, os soldados francezes e inglezes
sao os nicos que se lhes possam comparar.
e Todo islo eu o previ. Vejo no fulnro mais lon-
ge do que os oulros ; assim quera oppor urna bar-
reira a estes barbaros, restebelecendo o reino da
Polonia, e collocando sobre o Ibroiio Pouialowski ;
mas os vostos ministros imbeceis nao quizeram con-
sentir nisto. D'aqui a cem annos, eu serei incensa-
do, e a Europa, sobretudo a Inglaterra, lamentara
que en nao tivesse triurnpliado. Quando se vir as
mais bellas regies da Europa lomada! preza dos
barbaros do Norte, dir-se-ha: Napoleao linha ra-
zao. Os Russos ja comecam pela vossa afio : vejo
que elles prohibiram a inlroducco das vossas'mer-
cadoriat. A Inglaterra cahe. Al a Prussia prohibe
os vossos producios. Que mudanca para a Inglaterra!
No lempo do grande Chalham, vossa najao impe-
dio que o mais poderoso soberano da Europa, o im-
perador da Allemanha, navegasse no Escalda e es-
labelecesse um grande commercio em Ostende ; es-
le comporlamento era brbaro e injusto, mas ainda
linheis o poder de impedir oque era contrario aos
interesses da Inglaterra. Hoje a Prussia vps tedia
os seus portes. Que queda Segundo a minha opi-
nio, o nico meo de salvar a Inglaterra, fdra
que ella se nao iolromellesse nos negocios do con-
tinente, e que d'ahi rclirasse as suas tropas.
Entao poderieis insistir sobre ludo o que he ne-
cesario aos vessos interesses, sem medo de repre-
salias para o vosso exercilo. Vos sois superiores
em forca marilima ao mundo inleiro reunido, e em-
quanto vos entregardes a esla arma seris podero-
sos e temido*. endes a grande vanlagem de poder
declarar a guerra quando vos aprouver, de fazc-te
louge de vos. Por meio das vossas esquadras, estis
em estado de ameacar as costas das potencias que
nao concordaren) eomvosco, e inlerroraper o seo
commercio, sem que ellas possam materialmente
prejudicar o vosso. Com o vosso comporlamento
actual perdis todas estas vantegens. Abando-
nis a vossa arma mais poderosa, e enviis um exer-'
cite ao continente onde sois inferior^ i propria Ba-
viera neste genero de forca.
Vos me chamis lembranca Francisco I, que ti-
nha na batalha do Pava urna arlilharia soberna e
formidavel. Mas elle arraojou a sua cavallaria na
frente, e inalilisou dest'arte as suas bateras que,
se tivessem podo manobrar, lhe teriam assegurado
a victoria. Foi Batido, perdeu ludo, e foi feito pri-
sionero. O mesmo vos acontecer. Vos deixais a
vossa marinha, que se pode comparar com a arlilha-
ria de Francisco 1, e toncis sobre o continente qua-
renla mil homens, que a Prussia ou oulra qualquer
polenda que quizer prohibir as vossas mercadnris,
atacar e por em pcdcos, se ameacardes. ou se
usardes de represalias.
a Nunca se tinha vistogBonlinuou o imperador,
tratadq,lao ridiculo como 7 feilo pelos vossos mi-
nistros em Dome de seu paiz. Cedis todo e nao ga-
nhais nada. Todas as oulras potencias adquirepi
terreno e mi Hies de almas, ao passo quu vos ban-
donait colonias. Por exemplo, cedis a ilha Bour-
bon Franja. Era impossivel ceanmettor um acto
|.mais impoltico. Deverieis procurar fazer esquecer
aos Francezes o carainhu da ludia e qualquer rela-
cao com esle paiz, em vez de colloca-los em meio
caminho. Porque razao abandpnastes Java, Suri-
nam, a Martinica e as outras colonias francezas 7 Pa-
ra vos dispensar de faze-ln, baslava dizer que nao
querieis rete-las durante os cinco annos que os ai-
liados deviam Gcar em Franca. Porque razio nao pe-
dir Hamburgo pelo Hanovre? Terieis enlao um em-
porio para as vossas manufacturas. Nos tratados
um embaixador que consulta o inleresse do seu paiz
deve tirar partido de ludo.....
DA MORTE E DOS SEUS CAHACTEBES.
Palo doctor de Jo*t.
Todo o respeilo que elle tinha concebido por Lais
todo o recalo c prqdencia que se t'mlia imposto des-
appareciam repentinamente, a ra zao se lhe pertur-
bva, e um desejo dieio de esquecimento domina-
va-lbe o pensamenlo, Qualquer outra mulhcr ler-
se-hia assuslado no lugar de Lais; mas a joven ba-
roneza de Chevreuse possuia um grande imperio so-
bre si mesma, c esperava sem duvida que o visconde
se mostrara Uo forte, ou ao menos tao prudente.
Enlao, disse ella depois de alguns minutos de
silencio, he esle o aposento m\ slerioso que voss ha-
bite e asevera-me que vive aqu como piedoso ana-
chrela.
Voss he a primeira mulher que lhe tem Irans-
pnsto o luminar, responden Chadeuil. .
Voss uito me engaa?
Oh! juro-lhe...
Quero cr-lo....
E porque o engaara, Lais!* interrompeu Cha-
deuil com calor. He a priuieia ve que a felicda-
de me chega, porque misturara eu com ella a men-
tira e a disconlianca... Nao, nao,creia-me, Lais, eu
amo-a com loda a ingenuidade de urna primeira
paixao, e a mentira nao est em meas labios assrm
como nao est era raen cora^aol
Chadeuil tomn"asmaos da moca, upproximou-se
della, e disse-lhe filando o seu olhar cheio de fogo
no iic Lais:
_ Se voss souhesse que soiihos insensatos tenho
lido, quantas vezes tenho querido tirar-la desse meo
em que vivia a fim de fugir-mos pira esse oasis de
de Mitlau, oude vi pela primeira) vez! Era urna
vida loda retirada que c quera, vida loda de amor
e de aspiraciio voluptuosa para o infinito, longe da
viste dos homens... Seu pensamenlo seguia-me por
|oda a parle lauto do meio da mullidao iiidifTeren|e
como na solidao de minhs noiles; por loda a parte
sua iniagcra graciosa apparecia-me a ssim como vejo
agora, boa risonha, com o olhar chiiio de amor, c
deixe-me dizer-llic tambera, Lais, chuto de promes-
sas. Sedisse-se-lbeainda quanto minhas nuiles foram
acladas.qnaiilasvezeschamei-a.quanla'svezesjiilguei
rcler em meus bracos trmulos o phan lasma que fu-
gia depois de ler-me arrendlo o desejo uo pello !...
EuUlo voss me creria talvez, comprel tendera que
louco ardor tenUb no coracao, qne percurhacao te-
nho na cabeca... Por quanto agora, Litis, essa fe-
licdade-lanto lempo procurada esto em n inluis raaos
he voss, heamulher sunhada coraparlilteindo doim-
menso amor que consagrei-lhe, commovid'ae trmula
como eu mesmo!... E voss quer qu eu a engaite!
Fallando assim, Chadeuil altrahia a mo ca nos bra-
cos, e eulao senlia-lhe o peilo baler com precipite-
cao cootea o seu, bem como seu hlito fresco e puro
abrarar-lhi os labios....
/.arrodo do Insjitwto.
Nos ltimos annos do ultimo reinado, os casos de
enterramento prematuros linham chamado a atten- he posto em eu Inmuto; mas he aqu que as parti-
c,ao do governo. As narracOes, que a mprejisa cularidtdes tornam-se inleresiautes
fifia Hallac itncln nua i- :- J_s.____ .
Of pfreotot e amigos, prevenidos pela familia, se
|*-----7 -J w IHIUIV'11^'
faziadelles, posto que as mais das vezes exageradas, u.p.
erara todava quasi sempre bateadas cm tactos ver- reunem na casa fnebre, durante as vinte e qb'alro
dadeiros, demonstravam a uecessidade senao de re- horas, que acabara de decerrer. Chegado o momen-
formar logo nossa lcgislacao era materia de bitos, tn
pelo menos examinar os melhoramentet, que se po- ^.
diara fazer nell. O Sr. dontor Josat solicitoa e ob- t,.
de sepultar o cadver, cada um se aasegura por
mesmo da realidade e da causa provavel ta raor-
" ""- le. Depois, qaando todos se tem collocado em re-
leve do ministro do impeno urna missao na Allema- ^ j i ._ .
, i n- i i.^- t iirma- dor do tmulo, o corpo ah he depatto lente e otten-
nha para ir esludar all a legislado sobre osobitos, ^_____ .*. .. J:___,*JTZL- -;a. .___
' ,,. ,^j,,.^- "-"""- aor do umu o, o corpo ani lie depatto leuta e osten-
nha para ir esludar all a legislarlo sobre osobitos. .i ~. *l v\ j .
r, ,., mn, tivamenle. Todas as dispoan-es linham sido toma-
a qual passa pela mais perteite netta materia. a,. ,
7. _...i..j! i.. _.:. ri_______..^_ rtas "n antecedenea, para que o defunto se acbts-
Hado desla missao foi am memoria coroa- t" a"lecede,, da pelo Instituto em 1852. Este memoria, i qual ""T*,*""** em ua nova morada.
Mr. Josa* ajunloa ama notevel iolroducao hislori- ^" de seP0,tado dfnto' ta eXDO"0 d,Ble
ca e um estado interessanto da medicado dos mor- P domicilio fonebre^or tres das pelo me-
tes duvidosos, forma o livro de que fallamos hoje. D0S* .e por vlnle um dM to*^o n"10 ? exceptua-
O autor apprecia justamente o que eram os fue-. ** imPerador- cuJa exposcao se prolonga at qua-
e nove das. Esla eiposicao he surncienle pe-
raes enlre os antigos, cousiderando-os, nao como
simples formalidades de respeilo ou de piedade, mas
como pralicaadestnadat a obstar que a morlo acer-
a seja confundida com a verdadeira. A mylhologia
grega est cheia de exemplos de lelhargia, de mor-
ios .aprenles e de pretendidas ressurreices. Nao
seguiremos a Mr. Josat no meio dos. funeraes dos
gregos, romanos,egj pcios, ele. nos qnaes elle exami-
na minuciosamente lodas as pralieas fnebres, insis-
tindo naquellas, que responden! as suas iudagaroes
sobre os meios de previnir os enterras antes da mor-
le: reproduziremos *nente o que elle diz dos en-
terras entre os chine:
a A morte de um chinez he para elle um dia de
pompa ; jamis em sua' vida ello nao recebe tenias
homenagens e siguaes de honra c de eslima, como
no da desuamorle. A inhumacao he o modo de
sepultura usada na China. Comludo, quando um
chinez rnorre Tura de sua provincia, queiraam seu
corpo e conduzcm suas cinzas.
o Qaando um chinez temdeixadode vi ver, estende-
se sea cadver no meio da cmara morluaria, e nao
havendo circumsiancias particulares, fica tres das
nette estado, coberto tomento com o vestido, que
elle trazia quando vivo. Passado esse lempo, o ca-
dver he collocado-em sen tmulo, sem (er sido la-
vado, nem perfumado nem incommodado de nen-
hura modo. Esle lmalo esteva prompto ha muito
lempo, porque cada chinez, por um geuero singular
de previdencia, se prov desse ultimo vestido muito
lempo anles que leona precisio delle. Nao he cou-
sa rara, queum Inmuto fique vinte annos innutfl em
orna casa, sendo aos olhos do done o movel o mais
precioso. Esles lgubres objeclos, que enlre nos se
esconde viste, estilo na China, exposlos dianle dos
grandes armazens, do mesmo modo qae os nossos
marcineiros expflem seus movis mais bellos para
alrahir os compradores.
Seja como fr.o cadver urna vez fechado no t-
mulo, a familia tem o direilo de o guardar indifini-
damenleem casa, e nada he mais commum do qae
ver tmulos chcios existiodo j ha dous, Ires e qua-
lro annos no raeio de nma familia. Neuhum ma-
gislrado temo direilo de obriga-laa proceder in-
humacao. A salubridade nao parece ficar sensivel-
menie alterada, gracas certamente s teboas que tem
urna espessar de muilas polegadas, sendo alem dis-
to impregnadas intimamente de substancias resino-
sas e envernisadas por fora. Accrescente-se a isto
que o fundo do esquife he sempre coberto previa-
mente de urna grande carnada de cal viva, e lodos
os intersticios entre as laboas e o cadver sao minu-
ciosamente cheios de algodao. e de fiosde linhu pre-
parados e de, oulras materias especiaes.
Mas se a inhumacao he decidida log pela familia.
he de uso que o corpo fique exposlo seto das, quan- S*' medicina ua ontentaas mait das ve-
do fortes razes nao obrigam a fazer o contrario O TeS COm e,an"Bar am dos gvej externos, indicas
do fortes razes nao obrigam a fazer o contrario. O
iumulp descobcrlo fica exposto na sala das ceremo-
nias, no meio das flore, dos perfumes e dos cirios
accesos. Finalmente chegam o dia e a hora da inhu-
macao. O prestito cora msica na frente se di-
rige para o lugar da sepultura, sempre situadas tora
das cidades e dasaldeias e ordinariamente em elc-
vacocs. Por muitos das consecutivos e sem iuler-
rupcao, os pas, os amigos ou as carpideiras se con-
servam na sepultura chorando, carpindo e interro-
gando o defunto.
Os chinezes nunca enterrara mais que ama s pes-
soa no mesmo lumulo. Fazem um. grande escr-
pulo em locar no corpo de um morlo, e he um af-
rentado horrivel abrir nm cadver para tirar-se del-
le o coracao ou as enlranbas, e enterra-las em um
lugar separado; de srte que, diz o padre Crozer,
uro chinez tem a certeza de ser enterrado lodo in-
toro, a menos que nao lenha perdido no'" caso
algum dos seus membros. Elles lem um horror ex-
tremo das disseracoes, o quo faz que elles nao te-
nham quasi nenhum conbecimento da anatoma., '
Dissemos no principio que oschinezes nao quei-
mavam os corpos, senao em caso da morle de um
chinez fora de sua provincia. A incnerac,aolem la-
gar ainda em oulra circumstanda, que merece ser
mencionada.
Ha provincias, as quaes he aso expor os tmu-
los ao pleno ar c no meio dos campos, e quando se
os tem conservado neste estado por um certo lempo,
queimam-se os cadveres, que elles conlem, para se
recolher as suas cinzas que sao postes depoit em ur-
nes, e collocam estes urnas mais interradas ao lon-
go da estrada. Perguntei a razao de seraelhanle
uso, diz Van-Braam, disseram-me que as trras
erara tao baixas que molhariara os corpos parecen-
do enlerra-lot, e que est idea somente revolta os
chinezes, porque he admittdo enlre elles, que es
morios precisara de una morada secca.
Eslavamos oceupados cm nossas nvesligacoes so-
bre os funeraes enlre os chinezes quando o acaso
nos deuunw feliz occasao de examinar a verocida-
de de lodas estes particularidades e Bjunlar outras,
que fizessem desle artigo urna exposcao, das mais.
completes que existen), das pralieas dos enterras en-
lre esse povo nogalar c ainda-tab-mperfetamente
conhecido. ,
No momento em que eserevemos, se acha em Pa-
rs o Sr. Wang-Ki-ye, personagem consideravel da
cidade de Pekin, encarregado por seus compatriotas'
de urna missao na Europa. Mr. Barin, professor de
lingu chineza na escola das linguas orienlaes, teve
a bondade de por era retocan com o Sr. Wan-Ki-ye,
e levando a sua urbanidade a ponto de nos servir'dc
interprete durante urna conferencia de muilas horas-
Eis aqui o resultado exacto dessa tonga conferen-
cia : logo depois que o moribundo tem dado o ultimo
suspiro, he vestido de roupa nova, porque cada chin
tem de reserva um tmulo e dentro delle om vesti-
do novo, para utilisar-se delle somente depois de sua
morte. Ha grande inleresse cm que essa particala-
ridade seja execulada. Alm disto o corpo nao he
lavado nem perfumado, nao havendo modo algum di-
recto e especial de verificar a morte. Depois de ler
passado neste estado um dia e urna noite, o corpo
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ra garantir os chinezes contra as probabilidad da
morte incerta, como diz o Sr. Wang-Ki-ye; aatno
do seu parecer; e elle nunca ouvio fallar de am s
caao.de inhumacao muito apresada.' Nisto nada ha
para admirar.
Mas que differenca entre o modo de proceder do,
chinezes.e o noSso! O enterramento- entre nos he
constantemente praticado clandestinamente de al-
gama torte; e por maos mercenarias ua ausencia da-
familia ; e.as coasas se passam de modo que o enter-
rador encerra algumas vezes na tumba nm corpo,
qne ainda nao esto inanimado, como acabada ter
lagar na porte de Pars. Vos mal leudes a certeza
de que este fretro, transportado em grande pompa
ao cemilerio, e que vos saudais religiosamente em
sua passagem, encerraos restos de am de votsos -
raelhantes. Qoanlas veze i a juslica, quando
despertada a lempo, nao tem Teito reconduzir para o
domicilio funreo de desgraeedo, que leudo ue-
cumbido a urna morte vilenla, um enterro sem tes-
temunhas ia deixar pastar detapercebido. Na China
pelo contrario, o enterro tem lugar de dia, na pre-
senca de numerosas leslemunhas, que verificam a
identidade do corpo e a causa presumida da marte.
Finalmente a daraco da exposcao de tmalo nos
oflerece em um grao mait qne sufllrienle as garantas
contra a morte incerta,e contra a impunidtde do eri-
me, se o houvesse.
Continuemos a narracio do Sr. Wang-Ki-ye. Aos
olhos dos chinezes om dos sgnaes da morte real,
que oflerece maiores garaolias,ha a ausencia di sali-
va na bocea. Instando om pouco com a dorso nter-
loecuter, oubemostjueos chinezesproeedemda ma-
neira seguinle a verificarlo dest signal da morte.
Enxugam a cavidade dw bocea at a dessecacao, e m
caso em que a bocea se torne hmida, a, morte nao
lie considerada como consumad a.
Nao temos podido at hoje oceupar-nos do valor
desse pretendido carador da morte. nn reservante
fazer ddle o objeclo de um estado especial.
Outro signal, no dizi do Sr. Wang-Ki-ye, o
qual os chinezes'd5o nm grande valor, he o fro da
regiSo do coracao. H neste ponto qoe he prohibi-
do tratar de preparar una morte antes de examinar
o resfriaraerto complete dessa regio.
- He intil accresceuter que a maior parta dos erg-
naes, que entre nos tao jateados earactermr, a pre-
senca da morte, lem entre os chin o mesase valor.
Sentimos que os limites de vosso trbala Uo nos
permittam contar urna mnltidao de outra pirtieaii-
ridadeafanebres, que devena bondade de Sr. .
Wang-Ki-ye e de seo sabio interprete.
Eslas precauces mnudosas nao existem em Fran-
ca, onde a medicina uao se contenta as mait das ve-
quasi sempre da morte, mas nao infalliveis. Nao
leguiremotaMr. Jozat no exam e refotaeio'da
i naior parto deises sgnaes pretendidos positivos ; as
particularidades em que elle entra, sao muito techni.
cas paraacharem lugar aqui, mas dar-lbe-hetnas as
pagina, qoe elle consagra ao esludo da morte apa-
rente, e das diversas causas qae podem prodazir esta
erro tao funesto. .
O nrcotismo, diz elle, a syncope, a apopleria ee-
rebral, a commoco cerebral, os hyslerico e a- at-
phyxia, sao pouco mais ou menos os aicos acciden-
tes pathologicos, nos quaes se lenha verificado a mor-
te aparente.
O narcotismo pode eom efleilo, c tem dado lagar
a muitos casos de suspensao profunda das taaoaes
animaes. I Eis aqui um exemplo observada por nos
mesmos e qae temos revestido de tedas as minoeiosi-
ddes proprias para salisfazer os mais incrdulos.
A senhora P... acabav de perder um filho de 7
annosdeidade,qae ella muito ama va. A dor qae ella
experimenton, fez recetor.mailo lempo pela su ra-
zao. O carcter dominante do desarranjos momen-
tneos de sua inlelligtnda era nm pensamenlo fat-
veocivel de suicidio. Para combaler a sobreexcite-
^o nervosa e a iosomnia pertinaz, que entretinha o
estado do cerebro, lhe to prescriplo, que tomatae
algo mas colheres de urna pocao calmante, na qnal
podemos tter entrar sem incoaveaienle, depois de
alga m lempo de ten ate graduado, at am dedgram-
mo (le chlorydrato de morphn. A mesan reeaita
era ipresentada sem nossa ordem ao boticario,'' qoe
tinha tido a inconsideracao de a salisfazer tem oppor
algoma difnculdade.
A ira- P.....pode reunir desle modo al seit po-
ces, e bebeu-as todas em menos de dez minutos.
Os estragos do opium foram tao promptos como ter-
riveis. Tres mdicos foram chamados ao mesmo
lempo para os comba ter. Os doze gritos (60 cea-
tigrammos) de sal de morphina thiham sido toma-
dos s cinco horas da manhaa, e pelo meio dia pou-
co mais on menos, os symptomas do nacorlismo ti-
nham chegado ao sen paroxismo. Todos os recursos
que a atienda possue em igual caso, foram entre-
gados intilmente. A's tees horas, doos mdicos se
linham retirado; Mr. Guersanl, amigo velho'da fa-
milia, linha ficado s para dar consolaces ao mari-
do e aos pais da defunte. Neste iuterim chegamos
nos. Nao obslanle a certeza que nos foi dada pelo
proprio Mr. Guersanl, de que todo eslava acabado,
quizemos julgarpor nos mesmos a exaudi da par-
ticularidades, que nos deram. Ah ellas nos pare-
cern) demasiado verdadeiras. e nossa conviecab
era tal, que ao sabir da casa, aflirmamos a ana
amiga da Sra. P.....qae nao liavia nenhuma espe-
ranea, c que a morle nao era mais duvidesa.
He intil acresceuter que lodos os meios de asse-
gurar-se deste triste resultado, linham sido postes
em pralica. Pelo que nos diz respeilo, aflirmamos
ter procedido a urna auscultarlo minudosa da re-
giao do coracao, sem que este meio nos tivesse reve-
lado nenhum symptoma de vida. Quanlo aos meios
empregados para chamar a Sra. P.,... vida, poder-
se-ha fazer urna ideia defles, quando se souher que
os sanapismos,,enlre oulros,. deram lugar a queima-
Oh! eu o creio, eu o creio!... murmurou Lais
fechando um lano os olhos.
Lais eslava profundamente agilai la, a perturbaran
de sen feliz amante se lhe linha*n immunicado, m
ardor inquieto dicto de esquecimento havia-a Irans-
passado loda, e ella deixava brand menle inclinar a
cabeca cstouvada sobre o hombro i le Chadeuil.
E ile mais como a engallara eu,proseguio e vis-
conde em voz baixa e rpida, a alegra que me inun-
da nao brillia em minha fronte el n meus olhos, em
loda a minha pessoa? Ainda quando eu qiiizesse
occullar-lhe meu amor, minha alegra, miuhaem-
briaguez voss o adevinharia pelo tremor de minha
mo, pela eniorao de minha voz.
TeSo, Lais, u,lo cnlristeramns esla hora hemdite
com suspeias ms, e demos s aoanior, a felicidade
esles instantes que Dos nos dei-ia!....
Ditos estes palavras, seus labios pozeram-se sobre
os olhos da moca, a qual estremecen.
Lais defendia-se, mas sen) energa, as palavras de
Chadeuil cmhriagavam-ua, ella ouvia-o com arreba-
temento, e nao atrevia-se mais a iuterrnmpe-lo.
Ter-se-lua dito que ludo havia desapparecido a seus
olhos, ella esteva s no mundo com Chadcail, e a-
Demais havia ja muito lempo que no segredo de
seu coracao. ella desojara essa hora d amor e de
esqoeriuieulo. Lais n3o (inia reccbiilo a edurarao
ordinaria das mulheres, linha gozado scrapro dc'li-
berdade sem correctivo, e liavia lomado em pouca
ronsidei-arao o escndalo a. que poda dar luisar sa-
lisfazendo todos os caprichos de ua imaginacao.
Para dizer a verdade, ella linha muito mais iia-
ginacJSo do que coracao e tiuha ainda muito meuos
razao!
Por isso achava-sesem forca diante da expressao
desse amor, que.vira com prazor desenvolver-se.
Eslava lambem admirada, sorprexa, enibria,gada,
teriareccadocoulrister Chadeuil moslrando-se mui-
to sevcra.e antes quera abandouar-sc sua lea'ldade
do qire impor-lhe um recalo silencioso que nao a te-
ria satisfeito.
Devenios dizer luda I Se Lais. havia j lido al-
guns amantes a vida avenlureira que passra, nao
linha jamis enconlrado tanta siucerdade, tanta
embriaguez, e tonto amor verdadeiro !... Eram pe-
to mor par? desses homens que s procurara no
amor a vaa satisfazlo de seu mnor proprio, ou a
salisfacao positiva de seus dezejos de possesso !...
Chadeuil era muito dfferenle. Seu coracao eslava
ainda joven e puro!..", os prazeres nio, lhe haviam
embolado nem a energa, nem os senlidos.i. Elle
entrgava-se lodo, occullava su a felicidade a todos
os olhos, era ve? deexpo-la ijiste do mando, e s
procarava os prazeres exquisitos de un amor mys-
lerioso.
Lais tinha sido commovida disso. Era o primei-
ro amor desse genero que havia inspirado, eslava
ufana, e sobre ludo feliz! "
A isso accrescia o que nunca prejudica. O vis-
conde de Chadeuil era um dos mais bellos genlis-
homens da corle, tinha um dos melliores nomes da
nobreza franceza, era vivo, espirituoso e adorado
ero segredo por muilas mulheres !...
O amor de Lais eslava pois sufiicientemenle ex-
plicado. Todava apezar dessa especie de negligen-
cia com que ouvin o amante faUar-lhe le seu amor
e de sua felicidade, Lais mo jiilgou.'no proprio iu
--------__, ,.,_ ,j,.,..... inupuu lu. yUe importa .'... disse
lercssc desse amor e dessa felicidade, dever ceder cintera de Lais com os bracos
inleiraraente. sera combates as inslanics ciillirihirAfs __ruj..n i alrv=.
---------------------------- I, i. .._...,. .v .., IWO..L, U*B. kOI
inteiramenle.^em combates s instantes sollicilaces
ile Chtdcnil.
sreueu pois a caneca son o ncijo araonte ao ornan- lando-a contra o peito, cale-se Deiietaeo
:ae,.?^.en "BC"'he dwbraSs.r>'eccu querer derramar-sc semobslaculo... Que ten. voss
levautar-se. junte de mim 7 Diga!... Eu amo-a I" he
Ouc vai fazer '.' exclainnu Chadeui esnanladn n.,~.: ,:.. ___?."- d. ^J__~\ _.
Nao o tranquitHsei 7
Talvez.
-* De que mais necessila 7...
Depois que voss houver patsade o lumiar desla
porte, meu cor.cao se encher de saudade- e de
amargura, pensarc que voss nio amou-me bas-
tante, que tem murta razio... que esta hora que
passou para mim como um segundo pareceu-llie
lotiga!... o mil nstelas, mil suspeites tornarao a
habitar este morada, na qual etlarei sozinho.
Mas qae devo fazer entao 7 pergantou a mora.
ficar l
E se souberem...
Que importa 7... disse Chadeuil rodeando a
Chadeuil ....
'Saiasrt i,cijo ardnn,e do eman- ^^&^tt3
eos. na --lem vo* a taeg
este
Que vai fazer 7 exclamou Chadeuil espantado.
Vou retirar-me !... respondeu Lais hincando
precipitadamente o veo sobre os hombros.-
Ketirar-sc! repeli o visconde como se procu-
rasse comprehender...
Laissorrio, e lani;ando-lhe upi longo e terno olhar
disse-lhe com geste gracioso:
Nao rite lenho demorado j muilu lempo ?Oh!
ha quasi um hora que esculo suas ioucurat seni
reparar que a noite adtonte-se.
J! j.i! disse Chadeuil.
Nao cunipri a promessa que linha-llie feilo ''.
lem razao,
Tiiiha-lhe proraellido vir, c vim...
Mas urna hora, lima hora somente, quando eu
quizera pastar loda a vida a seus p.
Lais ergueu os hombros com impaciencia, e disse
procurando dejaide tomar um lom grave:
Alguns Hitantes mais poderiam rompromel-
ler-rae c nada accrescentoriam a sua telicid.de.
Voss peusa isso7 tornou Chadeuil.
Que esperou voss iniao7
Acaso o sei !
Cuidado !
Como?
Voss torna-se exigente... "
Eu! J
Sem quceu lenha-IIie dado odireilo de o ser.
Nao quero ler oulro direilo senio o de ama-
la, e de dizer-lh'o.
Pois bem! voss j n'o disse.
E depois?...
Anda!
-""? => < puno nuriu-Hcuiii csiroirao.e oauqaeae ;>
Depois qae voss se liver reliradoyLais, volto-, Inrff precipitou-e no quarld.
r3o ledas as minbas incertema.. (onUnuar*tt-ha.)
J "" "ift ; cu amo-a -- o
primeiro dia, a primeira hora da exigencia venturo-
sa que osso amor,vai dar-nos! Esqueja como.eu.
Lais; u3u adevinha o que passa-e em meu concia7
O sauguc abraza-mc asveias, mea peito esl em
fogo, um desejo insensato perturba-me a razao'...
Henriquc! murmurou a moca meio vencida.
Pereca o mundo, continuou Chadeuil fora de
si, es formosa, e amo-te! Esto hora he a mais ditesa
que Dos lera-rae dado... nao a abrevie!... Nao le-
nho vivido at hoja! L>s! e minha mulher perante
Dos Que importa que a hora corra e pane, se
somos felizes... Que importe se ella deixa em uosta
lembranca um )eslito udelevel... Ouve-me, que-
rida Lais, iiavemos de ir para os lugares em que nos
amamos, este mor que atee em nossos coTacSes h3o
s extinguir nunca, encher nossos dias de urna
felicidade sem fim, da qual lerao inveja os proprios
amos...
fallando assim, Chadeuil tinha levantado o veo
que cobria os hombros de Lais, e seus labios percor-
ram-lhe os contornos.
l.aisnSo linha mais a forja nem a vonlade de re-
sistir, o seio erguia-se-lhe com violencia, as fontas
liatiam-lhe, e uro rogo brlhiva-lhe nos olhos. A
febre de Chadeuil linha-se apoderado della. Um
momeute mesmo cedendo desordem de seu espirito
perturbado, ella lancou-Ihe os bracos em lomo do
pescoco.
Chadeuil dea am grite vencedor, e os Ubios'de
arabos uniram-se em um mesmo boijo '...
Mas esse momento de embriague, foi de corta du-
"CSn ; porque um grande rumor elevou-sc logo f-
ra, a porta abrio-secom eslrendo.e odaqaede Naan-


DIAlO DE PERNMUCO, SEGUNDA FEIRA 29 DE MAtO DE 1854.
dar* Ue, que em muitos lugares houve urna vcr-
ilatcira detorganisaco das parles. Mr. Paulo Guer-
sant pode fallar dalles, porqaanto presin seus cui-
dada* Sra. P.....por man de Ires mezes.
lato quer diier qhe'a Sra. P.....eslava no eslado
de morle aprenle. Diremos na terceira parle, por-
qe meto ella toruou vida. Por agora ho bstanle
ja o leilor saina, que ella veio a ser depois mai de
aun lindo menino, que a consola da perda cruel,
que a linha lanzado em um desespero, que esleve a
ponto delhe ser fatal.
Quando a* communicaces vasculares que conser-
v*ta canoro debaixo do imperio do coracao, se
arham interceptadas, eoUo oflo ha nuis phenome-
ot cerebraes aparentes, nao ha mato vida esterna
por caaseguinte. He asyneope.
Quer ella socceda i urna emoeo vivissima, a
nata evacaacao sangunea demasiado abundante ;
qaer dentada de um polypo, de urna aneurisma, ou
do aalqaer nutra causa, a afleccao successiva dos
ralo* he sempre a mesma, diz Bicha!, elle morrem
sempre momentneamente, ao passo que perecem
realmente em ama chana do corarao: por exemplo,
em ama ligadura da aorta.
Mn sempre o coracio que, simpticamente anec-
iado, deixa de obrar, e mediatamente o cerebro por
(alta da excitante, iuterrompe sua accao e com ella
todo* o* phenomenos da vida exlerna. Nesse mo-
mento eslabelece-se a morle aparente. Sao em
graadiaimo numero os exemplos, qne poderamos
citar de morios aparentes sobrevindas deste modo.
Fallartmos de um so.
Representava-sc na Optra Comique o drama do
Desertor. No fim do acto em que os soldados en-
carregados de espingardearcm o desertor, pOem o
joelno em Ierra e v8o fazer fogo, urna pessoa, que
se chava na galera cahe em um eslado de sy ncope,
que afferece durante alguns minutos lodos os carc-
ter** da morle real, sem exceptuar-se as rialpitaeOes
lo coracio, que foram pelo menos inapreciaveis nos
dous primeiros minutos. Esle eslado se prolonsou
nals de orna hora, de.modo que razia caer, nao cm
um estado de morle cousummada, mas m um re-
sultado, que pedia tornar-te funesto.
De todas a* cautas determinantes deste accidente
palhologico, at violentas cummorOes da alma pare-
cer ler o privilegio exclusivo de dar lugar oeste es-
tado a urna suspensao mais ou menos pronunciada,
mato ou menos longa, dos phenomenos -da vida de
relacao, continuando anda a vida interna de um
modo mato ou menos apreciavel.
Nao he aqu lugar de expor a Iheora phvsiolo-
gica da apoplexia, ser bstanle que o leilor appelle
par* at*suas lembrancas para coinprehender imnie-
diatamente que o estado apopltico sospendendo as
funcfott dos orglos dt vida externa, pode produzir
o Mido de morle aparente. A experiencia lem con-
firmado o que a sciencia poda prever.
Eis-aqui entre outros, urna abservacao cariosa de
nm cato de apoplexia lomado por morle real.
No invern de 1849, por urna temperatura mili-
to doce, toldado* do posto, dito da arcada Colberl,
os quaet andavam rondando, no ngulo da ra Cha-
banato levantaram ocorpo dauma mullier muito obe-
sa j vaneada em dade. A-chando-lbe todos os sig-
ues da roorte, elles nao se oceuparam mais em lhe
procurar soecorrose coolcr,laram-se em transportar
esse pretendido cadver pi ira urna sala situada em
cima do corno da guardr,. Sendo esla mudada na
lior ordinaria, o chefe que se relirava contentou-
tecom prevenir aqoelle que o substitua, que.ha-
via em cima urna mulhc r, que se linha achado mor-
a na ra. O cpmmssa rio de polica foi prevenido.
.nos o acompanliamcs, e com grande sorpreza de lo-
dos os asststenles, dw taramos que essa mullier li-
nha sido accommellula de urna apoplexia, mas que
nfo eslava mora. I'reslaram-llie cuidados, em
qoanto faziam-se aa indagacoe$ necessarias paraes-
labtlaeer sua idcnlic lade, e sem que fosse possivel
reslibelecer o exercici das fu uceo es da vida de
relacao, es, orgias da vida interna funccouaram sen-
sivelmenle quatro ou cinco das das anda, depois.
do qne ella veio a suecumbir.
Eto-aqui oulro caso, tuccedido poucomais ou me-
nos na mesma poc a, e observado no mesmo lugar.
Lm hornera ame1 ,a moro, emluta com preocupares
rooraet vivssitnas, linha comido e bebido, bebido so-
bretudo a ponto de cahir ebrio na ra ViVienne, on-
de foi apanhado duas horas da madrugada por
meirinhw, que o transportavam inmediatamente pa-
ra a guarda da arcada Colbcri. All co'meoaram a
prodigalsar-lhe seos cuidados mais solcitos do que
esclarecidos, emquanlo mandavara um soldado pro-
curar Jim medico. Quaodochegamos, o corpo do in-
feliz eslava abauJonado em um cauto do corpo da
guarda e considerado como morto. O erro linha si-
do Unto mato fcil para aquellet bravos, quando nos
mesmo primera vista, julgamos ter de tratar de
nm cato da mor te consumada. Ao depois de um eia-
atlenlo he que reconhecemos o estado de morle
iparenle. Nos o tiramos em breve desse estado, e
lutrario mullier de que cima Tallamos, elle recu-
a integridade de todas as snas funcres com
tal faellidide, qne quando fomos de da reeo-
o tea estado, elle linha fgido .do corpo da
arda, dirigindo se ao seu domicilio em Balig-
lles.
A commocao do cerebro so, c anda mais quando
elle te cha unido ao da medidla espinhal, pode dar
lugar, sera que sua organisarao seja manifeslamenle
allerada, a urna suspensao das funcres da vida ani-
mal, captz de fazer crer na morle geral. Os exem-
plos nao sao raros. O seguiule offerece algum inte-
retse era rzao da pouca jdade do menino; que he
objeeio.
lia dous annos, um menino de 8 para 9 annos,
briucava na janeila do prmeiro andar da casa n. 24,
roa Dalayrac, Tazando gyrar no ar seu bonete, o qual
cm tea movimento de rolarao, afastand'o-se do meui-
no para o lado da ra, esle fez para o apandar um
esforcp, que lhe fez perder o equilibrio, e elle cabio
caneca para-baixo sobre a calcada. A commocao
bral foi lerrivel e a vida geral parecen logo com
etameuteextincta. Ao cabo de.muitos minutos he
e nos foi possivel reconhecer que a vida orgnica
istia ainda, e depois de muilas horas podemos es-
belecer alguns indicios de vida interna.' Final-
ente o menino eslava perfeitamente reslabelecdo
das depois do accidente..
Os phenomenos da tsphyxia varam segundo as
cansas que a produzem. Com eOeito, em toda a as-
phyia, i vida geral pode ter mais ou menos profun-
damente pertarbadavmas^-to'das as causas dtalerm-
ntes da asphyxia nao produzem o phenomeno /le
ia supentao completa da-vida externa com per'
manencia.das funecoes orgnicas. A asphyxia, por
exempUv.pela eslraneulacao, submersao, suffocarao
u falta de ar retpravet, nao determina pertnrba-
Sfiet de fanecoes anlogas aquellas que se observa
nos casos da asphyxia pelos gaies mortferos, como o
ydrogeniode arsnico, ou o hydrogeneosulpJiureo.
No prmeiro cato, a morle geral chega lentamente,
e as duas vidas se ex'inguem raras vezes ao mesmo
lempo ; ao passo que no segundo caso, a vida geral
termina quasi sempre Bonitamente. Por tanto, nao
te deve tratar aqu senao da morleapparente que po-
_ de ter logar na asphyxia determinada pela Taita de
ar. Ora, he o estado pfthqlogieo, como pode-se di-
zer, qne parece ler oflerecido ale hoje maor nume-
r de caso* demortet apparentes. Pederamos a pre-
sentar mato de dez, nerlencenles nossa clnica pet-
soal tmenle. Contenlar-nos-hemos com um s, o
qual escolhemos de preferencia, porque elle aprsen-
la ama aarlicolaridade de medicina -legal, que lem
dividido e divide ainda os mdicos legislas.
Dnasmocas operaras, que dormiam no mesmo
quarto e no mesmo Itito, na ra Marsollier n. 8, de-
rmis de kaverem preparado em nm fogo de carvao
de traba, sua comida para a amanhaa do dia segun-
te, enlraram em seu quarto pelo corredor, estando 0
fogo ainda lodo abrazado. Na manha do da se-
galnle ninguem as vio talir hora do cosime. Os
visnhot suspeilaram algum sinittro, e apressaratjo-se
em previnir o commistario de polica, qne se fez
fe, tinha sido levado para o cemiterio, segundo o
uso. Mas partindo do esquife um'ruido de toase, vio-
sequeoenforcado nao eslava morto. Immcdiala-
mento elle Toi transportado pBra a casa do capello,
onde lhe foram prodigaltoados todos os-soccorros.Mas
algumas horas depois suecumbio.
Esle eslranho acontecimento impressionou viva-
mente i opiniao publica. Bouue at inlerpellacOes
na cmara dot depntados, que, depois d* urna dis-
cutsao vivissima, approvou a ordem do dia segoin-
te, proposta pelo Sr. Broifero, a quem se havia reu-
uido o miuistro dajuslica :
A cmara, convidando o ministerio para apresen-
lar urna le, que consiga as disposicGes adunes do
cdigo penal sobre a pena de morle, passa i ordem
do dia. a
A Patria de Turn de 15 de marco, publica a res-
peito deste aconleciraenlo os seguimos pormenores :
, Os mdicos encarregados de pralicar a autopsia
no cadver do supplciado Antonio Ssmundi, afim
de examinar o motivo, pelo qual a execu^ao capital
tinha sido incompleta e a morle ulterior do condem-
nado, declararam :
i. Que a morle foi occasionada pela asphixia.e
apoplexia resultadas da suppressao da respirarlo e
da crculacao do saogue pelo eileilo da corda :
a 2. Que a morle nao linha sido instantnea,
porque nao tinha havido compres!* da medulla es-
piuhal resultando, quer de urna dfalocacao, quer da
fractura de urna das vertebras cervicaes.
a 3. Que a execucao capital tinha sido incomple-
ta : prmeiro porque nao tinha produzdo a cora-
pressao manfesta da medulla espinhal ; segundo,
porque o estado dejeslraogulaco e de suspensao nao
tinha sido prolongado suflicentemenle.
Os mdicos acrescentaramque a grossura e pou-
co comprimenlo do petcoco do execulado, assim co-
mo o desenvolvimento excessivo dos msculos nes-
sa psrte do corpo tuham concorrido para impedir a
deslocacso e a fractura das vertebras.
Os hyslericos caraclerisados, como se sabe, por
urna susceplibilidade extrema do syslema nervoso, c
por ataques mais ou menos violentos, no* quaes o
phenomeno mais saliente he a eminencia da suffo-
carao, di lugar algumas vezes a urna suspensao das
funcres da vida animal, de tal tovt* profonda, que
a morle apparenle esle eslado lem podido ser con-
fundida muilas vezes com a morle real.
A epilepsia aprsenla alguns caracteres, que lhe
s3o communs com os dos hyslericos, debaixo do pon-
to de vista que nos oceupa. O mesmo te pode d-
zcr de todos os estados palhologcos condecidos pelos
nomes de letarga, de cutalepsia, etc.
Es aqui nm caso de morte apparenle devido man'"
festamente ao estado hysterico, e cujas particulari-
dades eslao bem longe de nao ter interessa :
A filha de um dos mais honrados mdicos de Pa-
rs, hoje mii de familia e provavelmenle curada de
sua triste doenra, tem oflerecido loda a vida os ca-
racteres de ama susceplibilidade nervosa o mais pos-
sivel. Desde a idsde de nove annos que frti victima
de ataques hyslericos, cuja ntensidade foi aug-
mentando al5 a idade de quinze annos. Madame-
sella X.... foi de uma'precocidadeinlellectual e phy-
sica, de que lia poneos. exemplos. Alguns de seus
ataques hyslericos oflereceram lodos os caracteres do
estado chamado eataleptico. Eis aqu quaes sao so
prncipacs phenomeus, o que nos foi dado verificar
durante umadessas crises.de que fomos leslemunha.
A mofa estendida em um letoestem um estado
de completa mmobilidade. Todas as arlicularOes
sao fleiiveis ; a sensbilidade geral parece intera-
menle perdida, porque ella resisto aos meios de ex-
citarao mnto enrgicos. O corpo est Tro em todas
as snas extremidades. Os olhos cobertos pelas palpe-
bras.estao fixos, e suas pupilas largamente dilatadas
eslao completamente immoveis. A respirarao be im-
perceplivel, e s cpm muila allenrao se pode apre-
ciar antes os estremecimentos que as palpitarles do
corarao. De tudo iglo resalla, sem haver duvida
algoma para nos, que, se o accesso se prolonga-
ste nesse estado por nm lempo consderavel, ma-
damesella X.... puderia muito bem ser considera-
da por pestoas inexperientes, como realmente mora
e enterrada nesse eslado.
. He esla a nota que redigimos ao enlrar cm o nos-
so gabinete, c a Iranscrevemos texlualmenlte. In-
completa como he, esla observadlo oll'erece um
exemplo frisante d* possbilidade de um eslado de
morle apparenle rebelde nos accessps hyslericos.
Itesumindo ludo quanlo se lem dito ueste capitulo,,
Ocaestabelecido,mesmo paraos espirito* mais difli-
ceis que a syncope, a apoplexia, a commocao cere-
bral, a asphyxia, os hyslericos e o n arSotismo sao
outros tantos accidentes morbidos'que, levados a um
certo grao,- podem dar lugar a urna suspensao das
funecoes da vida animal bastante pronunciada para
fazer-crer por pessoas pouco praticas na morte real,
e faze-la suspelar mesmo por mdicos, qoe. lenham
um certo habito.
Finalmente, a maior parte dos aulores'e enlre elles
Cullen sobreludo, afOrmam que uesses diversos es-
tados e na syncope particularmente, as palpitaroes
do corarao sao suspendidas. Bem sei que se objec-
tar dizendo-se, que estes autores pela maior parle
oaoconlieceram oulromeio sean amao para explorar
o coradlo. Mas ninguem Tara crer a quem lenlia
bomsenso, que tantos mdicos dislinctos, como Cal-
len], por exemplo, nao livesse tido jamis a idea lao
simples de applicar o ouvido sobre o corarao. Ha
grande distancia dahidescoberla de Laennec, enao
entra cm nosso pensamentoappreciaro mrito incon-
leslavel desse grande observador ; mas nao se deve,
quando prosegu- se um fim alias louvavel, sacrificar
em seu camin o que deve embarazar a marcha.
Alm disto em lie vinle lugares, os autores fal-
lara do faci sem mencionar o meio, que eroprega-
ram para o verificar.
Que importa agora os casos em que, nao obstante
a gravidade dos symptomas, se pode assegurar pelo
estado do corarao, que a vida nao eslava perdida sem
recurso? Estamos longe de o conlestar. Mas con-
cedam-uos ao menos, que em outros casos os Insul-
tados da investigarao sao bstanle obscuros para
suspender um espiritoqualquer pouco circumspeclo ;
e em alguns tao negativos que, se nao se tomasse em
considerarlo circnmslanciat concumitantes, ninguem
sejulgaria aulorisado a pronunciar sem urasegundo
pensamento sobre a realidade da morle.
Qual pode ser adurac3o desse estado ISosemelhan-
le a urna morle real ? Sem levar em conla narra-
Sftes, em que um fakir leria podido ser chamado
vida ao cabo de alguns mezes, um afogado depois de
15 dias de submersao, mulhercs hyslericas no fim de
10 dias, e contando somente os casos provaveis, (cr-
se-hiasobre 162 morios apparcnles, 7 que duraram
de 36 42 horas ; 22 de 20 36; 47 de 15 i 20; 58
de 8 15, e :tn ile 2' 8 horas, o que da um termo
medio-de 14 15 horas. Sobreests 162 casos,
a asphyxia linha causado o maior numero, os hyste-
licos Uiiharu dado o mximum de diiracao.
~Mr. Josat examina depois esla grave qnesUo : o
eslado de morle aparente pode ser tempre dislinclo
da morte geral 1 E como, segundo elle, s a decom-
posvrao he o signal certo da morle, coneluc dahi, qu
s a~ella lie que se pode pedir urna completa segu-
r.nSa. .
Pedimos desculpa de voltarmos em um segundo
artigo ao livro de Mr. Josat. Mas encontrarnos oelle
licoes lao uteis, e o objecto que elle trata, he lio
pouca's vezes etludado,*que entendemos dever cha-
mar oUlra vez a altengo sobre esla obra.
Esl.'is tristes queslOes da morle sao lao repugnan-
tes quje devenios ser reconliecidos ao autor, que leve
a cnra'gem de esclarece-las, e agradecemos o ler pro-
carado por todos os meios|?ossiveis livrar-nos para
sempre do horrivel lemor de sermos enterrados vi-
vos ; temor baslanlemenlo derramado nao s em
Franca, seno tamben) nos paizes estrangeiros, no
quaes grande numero de peSsoas recusara viajar em
nosso paiz.por urna repagnancit invencivel, devida a
esse prejuizo talvez nm pouco fundado.
Bauhier, Louis, Durand, Pinneau, Thiry, ja
publiraram invesligacoes enriosas sobre esteassomp-
Weimar. Era isto om 1823 ; os cemiterios daquella
grande cidade, situadas enlao no seio da cidade e nos
bairros os mais populosos, eram verdadeiros focos de
infeccao, cuja auloridade via os graves inconvenien-
tes, sera ousar tentar faze-los desapparecer. Oenthu-
siasmo da populajao de Francfort pelas novas ins-
liluicesqueHuTeland acaba de fundar em Weimar,
era.levado naquelle momenlo ao seu auge. O sena-
do aproveilou-se hbilmente delle para proclamar,
que nao consentira em approvf insliiuires senje-
Hiantes, senao depois da remocao dos cemiterios
sientes e transferencia para fra dos muros de
Francfort.
attorapmihar de um medico. Onando chefcwrwrnr "> in,eres,an,' e Winslow, qne por duas mes
/
t
conlramos as duas moras deitadas no mesmo leilo, e
apretendndo todos os caracteres externos da morte
confirmad*. ,
Aquella tiu* eslava perto da parode, infelizmente
no era mais que um cadver, que nada pode fazer
reviver, ainda mesmo ephemeramente.
A'que eslava coro o nariz vollada para o fogao foi
mato feliz. Cuidados prodigalisados por muri lem-
po, fizeram vollar i vida, mas nao seude, qne el-
la leve depois profundamente alterada.
Eis-aqui urna observacio que rene ti opportoni-
dade o mrito de urna aalhenlicidade por atiim dizer
joridic*. .5
Cm individqo condemnado a morrerna- Torca, ti-
nha soffrido a pena emlnrim,r1i de marro!' 18",?..
S*a <*rpo relindodo aHmlo e poslo e.m.ujn esqni
|nha eslado a poni de sofTrer o horrivel sopplicio
deam enterro prematuro, fez o melhor trabalho so-
bre esla, materia. O conde de Bentcblold apresentou
em 1792 ur.ia Memoria sobro esle objecto; a preA
feitura do Sena decrelou a 21 ventoso do anno IX a
ovacodeseis templo fnebres ; mas estes projtc-
tos nao tj,veram resilllados.
Os AllemSes commoveram-se dos etcrlptos france-
zes; Hufeland fundou em Weimar instituicoes f-
nebres, imitadas depoit em outras cidades altrales e
sobretodo m Francfort sobre o Mens. Nao pode-
mos dar ama idea mato exacta do trabalho de Mr.
Josat, senao publicando Inleiramente o capitulo, que
elle consagra ao esl'.beleciraenlo fnebre desta ul-
tima cidade.
Deal aquella poca, Francfort entrn resoln-
i tanamt. na via de reforma tarta p*to medico de
Quem o acreditara ? esta medida lo saba exci-
tou quasi ama revoluco, que por pouco nao leve
consequenciasiguaess.que se passavam ha pouco
lempo em Portugal, onde o.mnislro Costa Cabral se
relirava dante de urna agilacao popular, cojo pre-
texto eslava igualmente as medidas proposlas por
este ministro.e para prevenir os errierros prematuros;
Emquanlo em Francfort se grilava contra a profan-
cao,publlcav4-se em Lisboa que nm governo lyranico
procarava extorquir dos cidadaos al na ouira vida.
O ministro portuguez quiz resistir, e saecumbio. O
senado de Francfort pelo contrario, parecen ceder
ao menos por algum lempo. Sua moderaco teve um
pleno successo ; os espiritos se acalmaran) log, e o
projecto foi sustentado.
Mas desta vez a execco delle foi confiada urna
commissao composta de oilo senadores, presidida,
pelo Sr. Beyl, personagem consderavel por suas lu-
zes e serviros prestados, e que continua a prestar
ainda repblica. Por nossa parle lhe devemos
aqui a expressao de nosso reconhecimento pela boa
vonlade, da qual nos tem dado mil provas.
Sem perder lempo, a commissao ocxupou-se em
redgr e fazer approvar pelo senado nma le sanita-
ria, em virtude da qual um novo cemiterio seria
creado fra da cidade, e os antigs abandonados,
com a condicao de que seas terreos ficariam invio-
laveis e livres de toda construcao durante o esparo
de 10 annos.
Cora estas rondirOes dcidio-se que seria apnro-
priado s medidas em prqjeclo.
Estatuios e sos dos antigos regnlamentos de enterres, deviam
dispor todas as coasas de modo que, sem apartar-se
das conveniencias, poder-se-hia obter largamente to-
das as despezas necessarias para a execucao das no-
vas inslituirOes.
Enlrelanto o Sr. Beyl percorria os estados onde
nasciam imperfeilas as insliluicoes, com as quaes
elle ia logo dolar sua patria.
Finalmente elle vnllou rico de observarnos, que
linha oblido. Comecou logo a Irabalhar, e debaixo
de sua oireccao, pelos planos do Sr.Ramor, nao lar-
dou em ver-se erguido o monumento, que Francfort
moslra com ama justa salisfaco as cstrangeiros,
que o vecm visitar.
Vamos dar ama descripro delle tao exacta qoan-
to for possivel. >
A um kilmetro distante da cidade. na vasta es4
planada^de ma aliara, que permute aistiugoira ca-
deia dos montes Taunus, se aprsenla em forma de
qoadrado longo a parle do edificio, que de algum
modo serve de vestbulo ao magnifico cemiterio, que
adorna, pde-se dizer, a cidade de Francfort. O
portal da entrada he de eslylo elevado e aprsenla
urna vista magcslosa. Um grande prtico, esclare-
cido no alto por meio de vdros coloridos, faz com-
municar os dous raios do edificio. A capella, os
quartos do director e os aposentos dos empregados
s suas ordens, eslao dreila entrando-se pelo gran-
de portal. Elles nada oflerecem de nleressanle pa-
ra que nos demoremos. .
, Passarcmos para o rajo e; iiierdo, o qual compre-
bende ludo que nos importa saber.
De cada lado de um vasto recanto, chamado sala
de vigilia e em sua extensao, se achara disposlos oi-
lo caminos envidracados, correspondendo a oulras
lanas celias, collocadas em aliara conveniente, para
qu* se possa olliar para denlro de cada ama dellas,
cujo tolo he um metro meuos elevado que o da sala.
Por cima de cada caixilho numerado,ve-se urna cam-
painha, chamada campainha de alarme. Esta cam-
painha communica com o interior da celia por um
cylindroouco, alravessando a parede, e he posta em
movimento por um peso relativamente muito pesa-
do e coudo por um pequeo ferrolho, cujo descan-
co he de orna sensbilidade perfela.
A rapidez do movimento depende da deteida des-
te peso. O metal particular da campainha, o mar-
tello qoe a fere, o provavelmenle a imaginarlo tam-
bem, ludo contrbuc para fazer deste sigua! de allli-
ees, alguma cousa de pavoroso,cuja analoga condiz
de um modo singular com o genero de perlgo, que
elle deve arfhunciar. CnnTessamos por nossa parte,
quejamas fizemos mover esle apparelho, sem que
senlissemos um eslremecimento involantario.
Na tala de vigilia se ach o regulador, que com-
pararemos a umdesses relogios de parede, quev-se
ordinariamente em casa dos campooezes dt Antuer-
pia, ou na coziohi dos rendeiros da Champanha.Esle
apparelho he destinado, como ndica seu nome, a re-
gislar todos os instantes da vida do guarda vellador.
Eis-aqui a sua descripro:
Imagne-se um mostrador de relogio ordinario, em
redor do qual se encaxa outro mostrador movel. A
cada diviso do prmeiro corresponde ao segundo
urna, abertura circular, fechada por urna pequea
chapa delata de cor variada. A caixa, que encerra
o apparelho, he fechada por ama Techadora, cuja cha-
ve esla sempre no poder do medico director. No
lado direlo desla caixa v-se sabir urna especie de
manivela, na qual deve carregar, de meia em meia
hora, o guarda. Sem esta m-ec.aucao, a abertura cir-
cular do mostrador movel frRria fechada no lugar em
que ella corresponde a ama das divises horarias do
relogio e trahira deste modo a negligencia do vel-
lador.
Antes de sabir da sala de vigilia, fazemos notar
que nao seenconlra nella leilo, mesa,cadeir,nada fi-
nalmente que possa favorecer orepousoou mesmo o
(rabalho.
Conliuoemos.
No mesmo senlido desla sala de vigilia, e na ouira
exlremdadedas celias fnebres, exislem dous vastos
corredores, para os quaes abrem todas essas celias.
He bastante descrever urna dellas; todas as oulras
sao iguaes.
Nao estando jamis todas as celias oceupadas ao
mesmo lempo, he misterde um calorfero especial
para cada urna. A forma he um quadrado longo de
1 metro e 65 centmetros de largura, sobre 4 de com-
primenlo e 6 de altara. O solo feilo de lages e as pa-
redes de lijlo, sao de urna propriedade perfeita e
sem o menor vestigio de hamidade.
No meio est fixa no chao urna mesa ellptica, de
ferro fundido, levemente concay, dsposta em pla-
uo inclinado, no senlido da exlremidade mais largt
para a maiseslreila, otTerecendo nesle ultimo ponto
um orificio, que corresponde a urna pequea baca
movel enllocada na parede inferior. Tres estribos
de cada lado te aproximam ou seafiaslam vonlade
da mesa, da qual elles eslao presos pelos ps.
He intil dizer, que esles estribos sustentan) o es-
quife, qne a iuclinaco da mesa favorece o escorri-
menlo dos liquidos^uc o orificio indicado di pas-
sagem para a baca, e que final mente a moblidade
dos estribos permille nm affastamenlo em relacao
as dimensfies do esquife, qac elles devem sus-
tentar.
O syslema de venlilacao nao dexa nada a deso-
jar. Em cada exlremidade existe um .rcspiradoia*k
em commuoicacao com um vasto subterrneo. No
meio da celia balanra-se lvremenle quatro cordes
terminados cada nm por urna leltra indicando os
quatro pontos cardeaes. Esles conloes correspon-
den! a cupola e permitiera dar accesso ao vento, que
sopra e entreten) urna correle de ar conlinua.
Anncis fixos em um dos cordSes, susleulam um
apparelho, que he lempo de descrever.
Elle se compe de cinco dedacs de ]atao,iguaes na
forma, mas nao em lamanho. Sua exlremidade fe-
chada he munida externamente de urna pequea
ataca movel. Cada dedal ejl preso a um cordao,
que, depois de um Irajecto de 35 cenlimelros, reu-
ne-se sem confnndir-se com oulros quatro conloes
semelhantes para passarem todos junios alravez de
um annel, separarem-se ainda ouira para formar
finalmente um s syslema, o qual se vai "confundir
por sua vez com um oulro inleiramente igual para
alravessarem juntos, por um cylindro metallrco, a
parede que separa a celia da sala de vigilia. He
nesle ponto que, alcansando a campainha collocada
em cima do caixilho, os dous syslemas de conloes se
prendera ao ferrolho, que conserva o peso immovel.
Nadase desprezou para conseguir-se um joro' !3o
perfeijo, quanlo he possivel, de todo este apparelho.
Assim os dedaes sao lodos o dias limpos, os corries
sao de urna flexibilidade completa e privados de
elaslicidade por meio de urna prepararlo particular.
Sua separacao.como sua reunan nos anneis, sao cal-
culados com urna precisao inleiramente malheraali-
ca. Finalmente a passagem alravez da parede he
Teita de modo, qoe torna sensvel o menor jogo de
cada cordao.
Agora inlroduiamos una pessoa na celia, que
temos considerado vaza ate agora. Acceso o appa-
relho de produzir o calor, se for preciso ; lavados e.
limpos* a mesa e seus perlences, o apparelho, as pa-
redes e at ao chao, o esquife he enllocado nos es-
tribos, com a rabera do lado da porta, defronle por
conseguinte do caixilho, que corresponde tala de
vigilia. O corpo estendido no caixaoj como estara
era um leito, com as ralos jusla-postas, sem sercm
cruzadas, cm urna taboasnha posta atravessada e
correspondendo, i regoepjgastnica,procede-sea ap-
plcac3o do apparelho, depois de o. ter lmpo multas
vezes. lntroduz-sc na exlremidade da* dedos os de-
daes que lhe correspondem, collocados na extensao
e estendidos na taboasnha.
He entao que se oslentam os ricos vestidos, como
rendas, sedas, etc.; flores em abundancia cercara o
esquife, as joias de preco, os vasos, as (ochas ornam
a celia perfumada pelas essencias preciosas ou sim-
plesmente pelo chlorureto. Todo isto he feito vis-
la do director, que se relira depois, levando a chave,
passa pela sala do vigilia para regular o regitlrador
fixar o ferrolho da capaiuha, dar suat Dslrucc,Oes ao
vellador e vollar finalmente para o seu quaroto,oode
mora permanentemente, sahindo delle para fazer ao
vellador vizilas frequenles e tempre inesperadas.
A previdencia tem prvido o interior da casa dos
cadveres, como dizem os allemaes, de Indo que po-
de ser de urna utilidade real, ecomo tarabema ex-
periencia do que se tem feito no estrangero em esta-
blec menlos anlogos, tenha aproveilado commis-
sao, dita do cemiterio, todas as coasas cousideradas
como nuteis tem sido supprimidat. Assim jnnto
das celias esl o quarto chamado de vivificaco, abas-
tecido de leilos apropriados ao sen deslino e sempre
promplo para servir; a um lado est a botica prvi-
da de ludo que pode ter necetsario, a tala de ba-
nhos, finalmente a cozinha.
Supponhamos agora, se quizerem, una ressurrei-
c2o ; admiltaraos por exemplo, quea peste* qne aca-
bamos de por na celia, torne vida: na intencao dos
Allemaes, que he a realisarao das ideas de Hufeland,
o movimeulo mais leve de um ou do muitos dedos se
faz sentir no ddat, o qual o (rasmille ao cordao, que
o commanica campa, que por sua vez sa imme-
diatamente, avisa o gnarda, o qual previne o medico.
Este chega aprosadamente, precipita-se na celia in-
dicada, lira de en esquife o ressuscitado, leva-o pa-
ra o quarto de vivificaco, e lhe administra lodos os
socorros necessarios.
Se sua volla vida he apenas um ultimo rogo,
que logo se extingue, o infeliz moribundo lera tido
ao menos a consolaco de sentir om ultimo alivio
dado sua agona. Se por ventura mais feliz, deva
vollar saade, lhe seria fcil acha-la no as; lo mes-
rao da morte, e nao deixa-lo seno para retpparecer
no meio dos vivos; lo perfeitamente prvido est
este asylo de lodo o necessario; mas em nenhum ca-
so he permitlido ao director publicar o aconteci-
mento, sem entender-sc com a commissao.
Nada he desprezado, devemos repeti-lo, para con-
sguir-se os mais fetizes resultados em caso de acci-
dente. O medico he sempre um honicm instruido;
o guarda, ao menos hoje, lie acoslumado s fadigase
pralico; o aceio brilha por loda parte ; o ar he pu-
ro, apezarda visinlianra do cemiterio; o abasteci-
menlo he tempre renovado, os melhoraroentos reco-
nliecidos sao logo admitlidos pela commissao, qne a
ludo se presta com zelo.
Se depoit de ler feilo connhecer a marcha seguida
no caso do individuo vollar vida,passaremos a Ira-
lar do que se pratica ordinaramcnle ; eix aqui o que
diremos.
A pessoa exposla, por pedido expresso da familia,
fica na celia debaixo da vigilancia de guarda e de
responsabelidade do director, an que apparectm
signaes certos do principio da decamposirao. Estes
signaes aparecen) ordinariamenttfgpelo lerceiro dia
da exposicao ; contudo ni., he sem exemplos ve-Ios
aparecer muito depois. Mr. Schmiil cita a esle res-
pcilo a observario relativa a urna mora de 19 annos,
mora de urna pleuro -pnemonia aguda, a qual depois
de 8 dias de exposicao nos fortes calores do esli de
1840. conservava-se ainda em um eslado de perYeita
conservarlo. A consistencia dos globos oculares,
assini como da cornea transparente, o colorido das
faces, a energa de todos os esphinlers, a pureza das
formas, a flexibilidade dos merabros, o achalamenlo
do abdomen s sua cor normal, ludo finalmente pa-
reca annuncar um caso de morte apparenle, e nao
se desprezou nenhum dos meios propriospara cha-
mar-la a vida, se aiuda honvesse. Cusiava lerrivel-
ineiile a ternura ilos pas consenliremem entregar di-
finitivamente ao tmulo esse corpo que a morle pa-
reca querer respeitar indi unidamente. Finalmente
no nono dia, sem nenhum indicio precursor, quasi
repentinamente, a inexoravel morte manfeslou sua
presenra e por signaes tao horrorosos, que se leve de
occullar precipitadamente o corpo i vista dos pas. _
(Continuar-se-ha.
Pedante, descarado e alrevidaco,
Como... como file metmo.
Agora, diste Jpiter, le cabe
Como dos da etoquencia dar-lhe um nome.
Seja Zoilo, Senhor : disse Mercarlo:
E destino 10 de um burro ; e quando muilo
Cbegue um dia a ser critico de annutteio.
Hecife 24 da roaio de 1854.
__________________________________________________ -------a
COMM ERGIO.
PKACA DO RECIFE 27 DE MAIO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colaces olTIciaes.
Descont de letlras de 1 mez9 % ao anno.
Dilo de ditas de 6 mezes10 % ao anuo.
Assucar mascavado especial15900 rs. por arroba.
Dito dilo regular19800 e 1850 rs. por arroba.
ALFANDEA.
Rendimenlo do dia 1 a 26.....210:3O7i"4
dem do dia 27........6:617(999
216:9259473
AssBrigue brasileiro Navegante, capillo Jos
Joaquina Gomes dos Santos, em lastro.
Navios salados no dia 28.
TriesteEscuna dinamarqueza Tritn, capilao P.
Petera, carga assucar.
Rio (Jrande do SolBrigue brasileiro Martnko I,
capilao Jos Mara Alfonso Alves Bacelar, carga
assucar c agurdenle.
CanalBrigue inglez Herald, capitSo John Warren,
carga assucar.
EDITAZS.
Detcarregam hoje 29 di maio.
Barra inglezafalparaizomercadorias.
Barca inglezaBeatriceferro e chumbo.
Polaca hespanholaSilenciopipa de araxa.
Brigue hamburguez Oltonmercadorias.
Importacao'.
Brigue hamburguez Olio, vindo de Hambargo,
consignado a Brunn Praeger Si C. manifestou o se-
g inte:
1 caita lencos de algodao, 1 dita livros ; a/Scha-
fheillin & C.
3 caixas mias de algodao, 1 dita chales de laa, e
ditos de dilo com mistura de seda, 1 dila vestidos de
dito, e ditos de ditos com mistura de seda, 1 dila
quinquilleras, 1 dila pe les, 7 ditas couros escures,
ditas envernisadas, e bezerros ditos, 2 dita tangue-
sugas, 21 garrafoet sag, 20 ditos cevadinha, .- pa-
cole amostras, 1 caixa livros, 20 prezuntos, 20 latas
biscoulo ; a ordem.
1 caixa earneirat envernisadas, 20 barris alvaiade,
2 caixas pannos, 1 dita fitas de seda, 1 pacotnlio
amostras, 3 caixas Unirs, 4 ditas ferragens, 4 ditas
bezerros envernisados, 3 ditos cortes de fazenda de
laa para sapalos; a N. O. Biber & C
1 caixa pelles, 7 ditas tecidos de algodao, 1 dita
vidros de drogas, 1 parole amostras ; a J. Keller
&C.
1 caixa com mobilia ; a J. F. Commer.
2 caixas agulhas,l|dladedacs,! caixinha.3 pacoles
amostras, 2 caixas lencos de laa, 3 dilat ditos de dilo
e algodao com seda, 1 ditas de meias curtas dealgodo,
1 caixa fazendade laa para sapalos,meias de algodao
e fazenda de borracha para* sapalos, 1 caixa Unta, 3
ditas tecidos dealgodo, 3 ditas ditos de seda, 4 di-
tas lee ido de meio linho, 4 fardos ditos de laa,
1 ditas capotinhos, 1 dita carnciras envernisadas, 1
dita bezerros ditos; a Timm Mousen & Vinassa.
2 fardos tecidos de lia, 1 caixa ditos de seda, 2
ditas agua de colonia, 200 barricas, 100 frasqueiras,
c 16 caixas genebra, 74 caixas tecidos de algodao de
meia seda, de seda, de meio linho, de la, e de meia
laa, 32 caixas quinquilleras, 4 ditas espingardas,
1 dila amostras, 1 dita conservas, 1 barrica e 6 pe-
tas de comedorias, 30 cestos garrafas vazias, 1150
garrfes vazios, 1 caix sementese livros ; a Brunn
Praeger & C.
2 caixas bezerros envernisados. 1 dila espadas, 1
dilabrins ;aManoel Joaquim Ramos eSilva.
34 pacoles .cabos, 20 caixas queijos; a Novaes
&C.
1 caixa couros envernisados, 24 prezuntos, 1 caixa
salames ; a F. Quedes de Araujo.
22 cajxas tecidos de algodao, 3 ditas ditos de meio
licito, 4 fardos fazendas para calcas, 4 pacotes e 2
caixas amostras, 2 caixas tecidos de algodao e de se-
da, 1 dila ditos de dito e meia seda, 50 pacotes lo-
nas, 10 barris oleo, 105 caixas folha estanhada,7
barris estanho em barras,! fardo tecidos de laa; a J.
H. Gaenaly.
9 caixas meias de algodao, 12 ditas objeclos de
Nuremberg, 2 pedras de amolar, 1 pacole gazetas; a
J. D. Wolphopp 4 C.
100 barris cemento ; a Rolhe & Bidoulac.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do dia 1 a 26. ; 38:3959805
dem do dia 27 *. '. 1849788
38:5809593
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 26 5:5039960"
dem do dia 27 .'........ 529467
5:5569427
PUUCACA9 A PEDIDO.
O ZOILO.
FBULA.
Oflerecida aopseiido-crilico da Httrca, que por urna
verdadeira anUphrase astignou-se o Amante das
letlras,
O pai dos deoses tinha por costme,
Quando vinha das cacas.
Das moras bonitas,
Fazer extravagantes
Exticas figuras, i
Que podessem no.ohinpo
A todos excitar as gargalhadas.
Assim malava as horas tao compridas
Da sua eterna vida.
Una vez, que saadoso das delicias
Gosadas docemente
Nos bracos formosissimos de Leda,
Buscava distrahir essas lembrauras
De lempos toditosos,
Quiz Jpiter fazer por deslastra
Algum bicho damnoso,
Que semelhanle ao cao
Tivesse por cndilo
Ladrar e morder
P'ra ler que Tazer.
Era fraco do rei t livre de guerras,.
Que o fossem molestar; livre de Russos, *
Que l quizessem bloquear-lhe o estrello ;
Sem dividas activas era passivas,
Porque todos os cofres eram cheios,
Alientos os esforcos patriticos
De lodos os minisiros;
Sem ter opnosicSo no parlamento,
Pois que no seu governo'figorava
O partido da ordem ;
Assim era o D. Jpiter tranquillo
Imperador dos ecos.
Envolvido em eampanhai anioro-Js,
Imitadas depois por Luiz qtsinzc,
A's vezes linha spleen, molestia ingleza,
Com que vea Cupido os seos vassallos :
Em um desses momentos desabridos
Foi que teve lugar a nossa historia.
l, Mercurio! disse o soberano :
Vai depressa buscar o animalejo,
Que priroeiro encontrares.
O mensageiro aligero se parte
A enmprir do Tonante as regias ordens.
Fendendo os ares, pereorrendo os mundos,
- Esbarra finalmente o bom Mercurio
Nesle misero globo.
Havern por aqui bous animaes *__
Diz o dos entre si: eis que vollandn
Depara c'um quadrupede orelhudo
A que chamamos burro.
Temos um, muito bem Ija'stou servido ;
lirada o lilbo de Maia mu conten le :.
E agarrando as orclhas desmedidas,
Do ponre animalejo,
Va com elle s resines empyreas.
L vai o vil qaudropede ornejando
Por esses ares Tora,
Dando couces e enuees pel espaco !
Quem n'o crra "* Subir Uo alto um burro!
Oanlos burros assim nao tein voado ,...
Finalmente Mercurio alcam-a o Olimpo-,
E moslra de Titn ao fero imigo
A presa que levara.
(Mingado, meu filbo disse Jpiter :
Agora vou mostrar-te a quanlo chega
O meu poder inmenso 1
as corles, tu bem sabes, he coslume
Haver sempre um truo que nos devirta
Por meio de sandices e de asuenas
Que a esmo para lodos vai (aneando;
He pois do que en preciso : queros v-lo t
Cora a vara qu de Apollo recebeslc
Tange forle esse burro.
A' pancada que entfoJeu-lhe Mercurio
Transforma-*? de chofre o animalejo
Em um pequpno momo.
Exportacao'.
Ararat;, biale nacional h'xalacio, de 37 tonela-
das, conduzio o seeuinle:166 volumes gneros es-
traogeiros, 586 ditos dilos naciouaes.
KECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 27......6479249
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia 1 a 26......40:5779095
dem do dia 27........ 2039469
40:7809564
PRACA DO RECIFE 27 DE MAIO DE 1854, AS
3 HORAS DA TARDE.
Revista semanal.
Cambios- Os saques deque foi portador ova-
f'renf tVesrn, foram negocia-
dos a 27 1(4, 27, 26 3|4 e 26 1|2
d. por 19, sendo o ultimo o que
ainda hoje regula, sobre o Rio de
Janeiro sacou-se a 11|2 de disedn-
lo,a 15d. v., valor pagavel dentro
de 15 dias.
Algodao- Suslentou o prejo do-69por arro-
ba, e teve muila procura para
llexpanlia. Enlraram 280 taccas.
Assucar- Os precos tem baixado d 50 a 100
rs. por arroba, c sapp-se haixa-
rBo mais, apezar da entrada ter si-
do pequea,pela razio de nao es-
tarca em relacao com os da Eu-
ropa.
Agurdenle- Continua a ser procurada, porm
leudo chegado noticias desfavora-
veis dos porlos do sul, lie prova-
vel soffra baixa.
Coaros ----- Venderam-se de 180 a 185 rs. por
libra, eanda sao procurados.
Bacalho---------O carregameulos, que ficoa em ser
a semana passada, e que montava
a 2,245 barricas, foi vendido ncei*
ca de 109: retalhon-se de 109.500
a 12$; e ficaram em ser de 6,000 a
7,000 barricas.
Carne secea- Veudeu-se de 39500 a 49000 por
arroba, e ficaram em ser 35,000
arrobas. Nao ha neuhuma do Rio
la Prata.
Carvo Nao teve alterarlo.
Farinlia de trigo- O deposito est reduzido a 2,000
barricas e 100 saceos; Icndo-se
vendido de 249 269 por barrica
de Philadelphia, 269 a Fontana,
de 239 a 25* a de Triesle SSSF, e
a de Valparaizo a 249 por eit ar-
robas. Nao ha da de Ballimre,
nem da de Richmond.
Dila demaudiora-0 resto de um carregamenlo de
Santa Catharina foi vendido a
59200 por alqueire velho, e como
vai entrando algama do interior,
ha provavel que a que existe no
porto nao obtenha mais.
Manteiga A ultima venda foi elTecluada a
600 rs. por libra da irlandeza, e
pde-se avancar que 05 precos vo
melborar.
Vinhos ----- Eflectuaram-te Vendas dos de Lis-
boa, para o Rio de Janeiro a 2589
por pipa do superior; e um car-
regamenlo hespanhol rejeitou -2'10>
e teguio para os porlos do sul. O
deposito he mu pequeo ou qua-
si nenhum.
Freles ----- Effecluon-separa Liverpool la 40,
e para o Mediterrneo a 50, e 5
porV
Descont Desconlaram-sc letras de 1 a 6
mezes de 8 a 10 por ';, ao anno.
Ficaram no porto 50 embarcarnos, a jaber: I ame-
ricana, 30 brasileiras, 1 dinamarqueza, 1 franceza,
6 hespanholas, 1 hamburguesa, 9 inglezas, e I por-
tuguesa.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumprimenlo da ordem
do Exm. Sr. presiden le, da provincia do 1' do cor-
rente, manda fazer publico, que nos dias 6, 7 8 de
junho prximo vindouro, perante.a junta da fazen-
da da mesma Ihesouraria, se ha de arrematar a
quem por menos fizer, os reparos a fazer-te na ca-
ta destinada para cadeia na villa doOurcary, ava-
llados em 2:7509000 rs.
A arremalacio ser feila na forma dos arts. 24 e
27 dalei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaet abaixo copiadas.
As pessoas qoe se propozerem a esta arremalacao,
comparecam na sala das sestee* da 'mesma junta,)
no dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas. *
E para constar se raandou afOxar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 2 de maio de 1854.O secretario, Antonio
Ferrara da AnnunctaeUo.
Clausulas especiaes para a arremalacao.
1. Todas as obras sero feitas de conTormidade
com o orcamento e planta nenia data apresentados a
approvacao do Exm. presidente da provincia, na
importancia de 2:7509000 rs.
2. As obras sero principiadas no prazu de dous
mezes, e concluidas no de oilo mezes, ambos conta-
dos de conTormidade com os artigas 31 e 32 da lei
provincial n. 286 de 17 de maio de 1851.
3. O pagamento da importancia deslas obras ser
feilo ,em nina s prestacao quando ellas eslive-
rem concluidas, que serio logo recebidas definitiva-
mente. .
4. Para ludo o mato qoe nao esliver determinado
as presentes clausulas, seguir-se-ha o disposlo na re-
ferida lei n. 286.Conforme.O secretario, Anto-
nio Ferreira da Annuncia^So.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial
em comprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 12 do corrale, manda fazer publi-
co que, no dia 14de junho prximo vindouro.vai no-
vamenle praca para ser arrematado a qem por me-
nos fizer a obra dos concerlos da cadeia da villa de
Garanhnns, avallada em 2:4749208 rs.
A arremalacao ser feila na forma dos arts. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem esla arremalacao
comparecam *na sala das sesses da mesma junta no
dia cima declarado, pelo meio dia, compelen tmete
habilitadas.
E para constar se mandou anisar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 16 de roaio de 185*. r-O secretario,
Antonio Ferreira d"Annunago.
Clausulas especiaes para a arremalacao.
i.' Os concertos da cadeia da villa de Garanhnns
far-se-ho de conformidade com o orcamento appro-
vado pela directora em conselho, e apresentado a
approvacao do Exm. presidente da provincia na im-
portancia de 2:4749208 rs.
2.' O arrematante dar principio s obras no pra-
zo de 2 mezes e dever concluir no de 6*mezes, am-
bos coalados na forma d ar|,. 31 da lei n. 286.
3.* O arrematante seguir os seus Irabalhos ludo
o que lhe for determinado pelo respectivo engenhei-
ro, nao s para boa execucao das obras corajo em or-
dem.de nao innulilizar ao mesmo lempo para o ser-
vico publico todas as partes do edificio.
.4.a O pagamento da importancia da arremalacao
lera lugar em tres pres!ae,Oes iguaes: a primera, de-
pois de feila a metade da obra; a segunda, depois
da entrega provisoria, e a terceira, na entrega defi-
nitiva.
5.a O prazo de responsabilidade ser de 6 mozes.
6.* Para ludo o que nao te acha determinado as
prsenles clausulas, era no orramento, segoir-se-ba
o que dispfio a resneilo a lei provincial n. 286. '
Conforme.O secretario,
Antonio Ferreira (T.tnnunciacao.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em virlde da resolucao
da junta da fazenda, manda fazer publico que
em cumprimenlo da lei, se ha de arrematar perau-
te a mesma junta no dia 1 de junho prximo vin-
douro a renda do sitio do Jardini Botnico da cida-
de de Olinda, nvaliada em 1519000 rs.
A arremalacao ser Teita por lempo de 3 annos,
a contar do 1 de julho de 1851, ao fim de junho de
1858.
As pessoas que se propozerem a esta arremalacao
comparecam na sala das sesses da mesma junta no
da cima indicado, peto meio dia, competente-
mente habilitadas. -
E para constar se mandn afnxar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Peruam-
buco 1 de maio de 1854. O secretario. -Dio-
nio Ferreira da Armuncicao.
O Illm. Sr. inspector da ihesouraria provincial,
em virtude da resolucao da junta da fazenda, man-
da fazer publico, que pirante a mesma junta vai 110-
vamenle praca para ser arrematado a quem mais
der no dia 1. de junho prximo viudouro, os iropos-
tos de 295OO rs. e dizimo do gado vaceum, 20 \ de
agurdenle^ do consumo, e imposlot a cargo dos
colleclores nosseguintes municipios:
Flores e Floresta, avaliado annual-
menle por-........ 4:0049000
Boa-Vista Ex, avaliado animal-
mente por....." 4:0709000
20 % sobre o consumo de agurdente nos muni-
cipios seguintes: %
Olinda, avaliado annualmente por 8109000
Limoeiro, 909000
Estas arremataces serlo feitas por lempo de 3
anuos, a contar do 1 de julho do correle anno, a
30 de junho de 1857, e sob as niesmas condiroes dos
anteriores.
Vai analmente -praca para ser arrematado con-
juntamente com o imposto do gado vaceum, o dizi-
mo do gado cavallar nos municipios abaixo declara-
dos por lempo de um anno, a contar to 1 de julho
de 1856, a* 30 de junho de 1857.
Flores e Floresta, avaliado por anno
ero........... 3269000
Boa-Vista e Ex, avaliado por anno
em........... I999OQO
As pessoas que se propozerem a estas arremata-
roes comparecam na sala das sessOes da mesma jun-
ta nos dias cima indicados pelo meio dia, compe-
tentemente habilitadas.
para constar se mandou afDxar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernain-
buco 24 de maio .de 1854.O secretario, Antonio
Ferreira d'Annunciaco.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
0 Dr. Quslodio Manoel da Silva GnimarBes jai* de
direitu da primera vara do commercio nesla cida-
de do Reeife de Pernambaco por S. M. 1. eC o -
Senhor D.Pedro IIqoe Dos guarde ele.
Faco saber aos qoe o presente edita! virem, qne
por esle juizo te ha de arrematar por venda em ora-
ra publica, que tara logar no dia 29 do crrante mez,
a 1 hora da tarda, na casa daa aodiencias, urna parle
da cata terrea n. 56 na ra do Caldcireiro, avahada
toda a casa por 2:9009000, e nesle valor a parte que
vai ter arrematada por 1:2689250 ; penhortda *
Luiz Ferreira da Cosa Novata e sua raulber por ex- -.
ecurao de Anjorim IrmSos.
E para que ehegue a noticia de todos mandei pas-
tar o presente edital que ser publicado pata Impren-
ta, e dous do mesmo theor que serao afiliados na
praca do commercio e na casa das audiencias.
Dado e .pastado nesla cidade do Reeife de Perwro-
buco aos 5 de maio de 1854. Eu Manoel Joaquim
Baplista, escrivao interino o'escrevi.
Custodio ilanoel da Silva Guimaraes.
O Dr. Alvaro Barbalho Ucha Cavattanti, juiz
do* feitos da fazenda desta provincia, etc.
Faro saber aos que o prsenle virem, qoe tenido a
lei provincial n. 335 de 26 de abril deste anno, crea-
do pm lugar de escrivao privativo dos feitos da fav -
zenda provincial, convida .aos pretenderles do refe-
rido lugar, para que no prazo de 60 dias, contados da
publicacao desle, apresentem seus reqaerimentos
acompanhados dos documentos exigidos pelo* arta.
11 e 14 do regulamento n. 817 de 30 de agosto de
1851.
*E para que ehegue a noticia de todos, mandei pas-
sar o presente, que ser afiliado no lugar do cottu-
me e publicado pela imprensa.
Dtdo e passado nesta cidade do Reeife aos 36 de
maio de 1854.
Eu Antonio Jos de Oliveira e Miranda, escrivao
merino a escrevi. lloaro Barbalho Ucha
Cavaleanli.
DECLARA50*ES.
MOVIMENTO DO PORTO.
Navios fallidos no dia 27.
AracalyHiale brasileiro Exalarao, mettre Elacio
(jomes da Silva, carga varios gneros. Passasei-
ros, Joaquim Antonio Seve e sua iimfla, Dclphino
Gurjao do Amaral, Jos Francisco Braz, Manoel
Cardoso de Valgas e Joao.Gomes Pereira.
LiverpoolBarca ingleza Gnlden Fleece, capilao
James Palelhorpb, cargassucar e algodao. Pas-
sageiros, Thomaz Rnihwell r na familia f George
Noper. .
cial, em comprimenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 17 do correle', manda fazer
publico, que no da 27 de julho prximo viudouro,
vai novamente praca para ser arrematado a quem
por menos fizer, a obra do acude na Villa Bella da
comarca de Paje de Flores pelo novo orcamento de
4:6019600.
A arremalacao sera Teila na forma dos artigos 24
e 27da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalacao
comparecam na sala das sessoes da mesma juula, 110
dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o presente e pu-
blicar pelo.O'dr'o.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernamba-
co 26 de maio de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira d" Annunciagao.
Clausulas especiaes para a arrematarlo.
1,' At ebras deste acude serao feitas de conformi-
dade com as plaas e ornamento apresentados ap-
provacao do Exm. Sr. presidente da provincia1, na
importancia de 4:6049600.
2.a Estas obras devero principiar no prazo de
dous mezes, e serao concluidos no de dezmezes, a
contar conforme a lei provincial n. 286.
3." A importancia desla arremalacao ser paga
em tres preslacAea da manen j neguinle: a primera
dos dous quintos do valor total, quando livor con-
cluido a metade da obra; a segunda igual prime-
ra depois de lavrado o termo de recoiihecimeoto
provisorio; e a terceira finalmente de um gn lo de-
pois do recebimenlo definitivo.
4." O arrematante ser obrigado a communicar i
reparlirao das obras publicas com antecedencia de
30 dias, o dia lixo em que tem de dar principio
execucao das obras, assim como Irabalhar seguida-
mente dorante 15 dias, afim de que possa o enze-
nheiro encarregedo da obra, assistir'aos primeiros
Irabalhos.
Para ludo o mais que nao esliver especificado
as prsenles clausulas, seguir-sc-ha o que determi-
na a lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1854.
Conforme.O secrelario, Antonio Ferreira d'An-
nunciacSo.
Pela inspecro da alfandega se faz publico
que no dia 3 de junho prximo futuro, denoto de
meio dia, e no lugar do costme, se bao de arrema-
tar em hasta publica, livres de direlo ao arrematan-
te, 196 massos de baralhns de cartas, contendo 98
duzias de baralhns, apprehendidos no caes do Ramo*
pelo inspeclor do lerceiro quarleiro do segundo dis-'
(rielo Antonio Monnel Pereira Vlanna, sendo ava-
hada cada duzia de baralhs cm 39, e ficando o ar-
rematante stijeilo ao pagamento do sello.
Alfandega de Peruambuco 27 de maio de 1854.
O inspector, fenlo JosFernandef Barros.
Pela inspectora da alfandega se faz publico,
que no dia 3 do mez de junho prniimn futuro, de-
pois de meio dia e no lugar do custume, se hao de
arrematar em hasta publica, livres de direitos ao ar-
rematante, e em virtude do artigo 276 do regala-
monto de 22 de junho de 1836, por terem eieedido
o prazo, marcado no artigo 272 do citado regula-
mento Irinla barris com 60 % cada um de mantei-
ga, avallada cada libra em 400 rs., segundo a tarifa,
viudos na barca maleza Atary Quem, entrados'para
esla alfandega em 27 de junho do asno pausado, e
consignados aos negociantes desta praca Rustell Mel-
lort & C.
Alfandega de Peroambuco 27 dmaio de 1854.
O inspector, Brnto Ja*f Fernandef Barros.
Real companhia de paquetes ingleze a'
vapor.
No dia 31 desta mez
espera-se da Europa,
um dos vapores da real
companhia, o qual de-,
poto da demora do
costme seguir para o sul: para passageirot trata-
se com os agentes Adamson Howie & C, ra dq.
Trapiche Novo n. 42.
de Liverpool.
Espera-te a qualquer
hora o vapor Uuita-
nia, coramandanie J.
Brown, e seguir im-
medialamenle paraos
porlos do sol: agencia em casa de Deane Youta &
C, roa da Cadeia Velha n. 52.
COMPANHIA DE. BEBERIBE,
O caixa da crimpanliia de Beberibe
acha-se aulorisado pela, assemblea geral
da mesma, a pagar o 12 dividendo na ra-
zo de 2{i300 por acoao.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, em virtode "de anlori-
saro do Eim. Sr. presidenle da provincia, tem de
comprar os objeclos segointes :
Para a botica do hospital regimeotal-
Resina de angico, libras 8, espirito devinho, ca-
adas 5, nzetedoce, garrafal 24, alambique de lin-
eo, segundo Soubeiran 1, balanra de.pedestal, com
pesos 1, machina para estender emplastro 1, theteu-
ra grande para cortar ra'izes 1.
Quem qoizer vender laes objeclos, aprsente as
suas propostas em caria-fechada, .na secretaria do
conselho s 10 horas do dia 1 de junho proiimo fotro-.
Secretaria do conselho administrativo para focn*ci-
mento .do arsenal de gtrra, 24 de maio de 1854. *
Jos de Brito Inglez, coronel presidente. Bernar-
do Pereira do Carmo Jnior, vogal e secretario.
Pela mesa do consulado provincial annoncia-
se que a cobranca, i bocea do cofre, da dcima dot
predios urbanos das freguezias desla cidade do se-
gundo semestre do anno financeiro de 1853 a 1854,
principia no !. de junho proiimo futuro, oque os
30 dias uteis lem principio do referido di* 1. de ju-
nho, fiado os quaes (cam ocursos na multa de tres
por ceulo todos os que deixarem de pagar seus de-
bilos.
AVISOS MARTIMOS
RIO DE JANEIRO. ^~
O patacho nacional Valen te, segu im-
preterivelmente para o Rro de Janeiro at
o dia 31 do corrente mez, s pode receber
alguma carga muida, escravos afrete e
passageiros, para' os quaes tem excellentes
commodos : trata-se com o capitao Fran-
cisco Nicola'o de Araujo, na praca, puno
escriptrio de Novaes & Companhia; ra
do Trapiche n. 54, primeiro andar.
PARA A BAHA
segu brevemente o vehjiro hiate For-
tuna, capitao Pedro ValetteFilio: para
carga trata-se com os consignatarios A.
de Almeida Gomes &C, ra dd Trapiche
n. 16, segundo andar.
Rio .Grande do Sul.
Seguir em poneos das par* o Rio-Grande do
Sal o"patacho nacional Regulo, o qual tem espaco
commodos para passageiros : trata-se ua ra da Ca-
deia do Reeife n. 13, ou com o capitao a bordo.
RIO DE JANEIRO.
Sahira' impreterivelmente no dia 51
do correrte o patacho nacional Bom
Fim e jmente recebe escravos a frete :
trata-se com o consignatario J. B. da
Fonseca Jnior, na ra do Vigario n. ?,
pcimeiro andar. .
Rio de Janeiro.
O brigne nacional Elvira segu na presente se-
mana; ainda pode receber algama carga miada, pas-
sageiros eescravos a frete, par* o* quaet oflerece
ptimos commodos: trata-te com Machado & Pinbei-
ro, na rna do Vigario n. 19, segundo andar.
T.y.ri/>'*?
Leilao de um pequeo sitio.
Terra-feira 30 do, corrente, aomeio dia em poni,
no armazemdaJkf.'Carneiro, na ra do Trapichen.
38, o agente J.Tialis, far leilao de om pequeo si-
tio na Capunga Nova, tendo duas frentes, sendo ama
para a estrada da Capanea Nova, e outra para o nec-
eo do Jacobina ; cora 50 palmea de frente, e 400 de
fundo* chao proprio, com algumas fruteiras, cata,
cacimba com boa agua'de beber, cerca de 5.000 li-
jlos dealvenaria grossa, etc., etc. 'A salubridad* do
lunar, com a vanlajosa localidade da situaro, sao
partes bem interessanles para animar aos pretenden-
tes que desejarero a acquisico de ura pequeo lio,
em um dos mais risonhos eagradaveis arrebaldesda
cidade.
LEILAO SU LIMITE.
lerca-feira 30 do corrente, o agente Borja Geral- -
des far leilao emsea armazem, rna do Cotlegio n.
14, s 10 horas em ponto, de om completo sorlimen-
lo de obras de marcineiria, novas e usadas, de ditTe-
rentes qualidades, um riqpissimo relogio eom caia
de vidro para cima de mesa, dilos de uuro prata
para algibeira, dilos para parede, don* oculot da
alcance, Varias obras de ouro e prata, caodieiros io-
glezes de molla para velas, ditos francezet a de ou-
tras qualidades, lanlernas, serpentinas, candelabros,
lustres, caslicaes de difTerenles modelos, quadros
com ptimas estampas e ricas molduras, chapeos.
pretet francezes, dilos do Ch j le, ditos de fellro, bo-
nels de oleado, figuras de ped* para jardim, ditas
de porcellaua, jarros e vasos para enfeite de sal*,
pedras marmores de diversas cores e lamanhos, pe-
ra mesas redondas, contolos, lavalorios, urna gran-
de porrSo de vinho engarrafado de superior quali-,
dade, bolachinhas, biscoitas francezes, etc., e oo-
Iros muiloobjeclos que s coma vstase podem
apreciar, os quaes estarAo no mesmo armazem em
o dia do leilao: assim como lambem om ptimo car-
neiro bastante.gordo, muilo manso, proprio para
menino.
I-EIJyAO DE CHARUTOS.
Antonio de Almeida Gomes 4 C, Taro leilao pa-
ra Tediar conlas, de urna' por(a de .charutos, de en-
cllenles qualidades em caiiinhas grandes e peque-
as : lerra-reira 30 do correnle, s 10 horas da ma-
nha, na porta do armazem do Sr. Antonio Andes
Jacome Pires, defronle da escadinha.
LEILAO'DE LITROS.
SEM LIMITE.
Quinta-feira, 1. de junho do corrente
anno, o agente Rorja'Geraldes fai-a' lei-
lao emseu armazem, 'ra do Collegio n.
14, as 9 horas em ponto, de todos os li-
vros que foram do finado Dr. Jos Fran-
cisco de Paiva, e de outros muitos livros
de litteratura e recreacao, tanto em fran-
ecz como em portuguez, os quaes se en-
tregarao pelo maior preco que fr offe- ,
recido.
O agenta Oliveira far leilao, por autoritaco
da alfandega desla 'cidade, dos salvados do brigue
sardo Carolina, coniittindo em veame, cordoalha,
um maatro de proa, maslareos e vergat, motoes pe-
Cas de cobre velho, urna neta, agulhas de marear,
amarras de ferro incompletas, camaroles, bolnele,
restos de mantimentot e varios oulros artigo qoe
eslaro patentes para ame dos prelendeoles: ler-
ca-feira, 30 do corrente, as 10 horas da nwnhaa, na
ponte da dita alfandega.
6
AVISOS DIVERSOS.
Precisa-se de urna ama que saiba catinhar be-
na ron do Queimado n. 40.
4


afjafrtM-iiMiMH.i


<
OttltiO DE PEBItABBUCO SEGUNDA FEIM 29 DE MAtO He 1854.
--------- ___
NILKACAt DO KSTITITO HOKEOPATHICO DO BRASIL.
THESOURO HOMOEOPATHICO
01*
ui VADE-IE.CDI DO HOKEOPATHA.
Methodo conciso, claro,, e seguro de curar,hornteopalhicamenle (odas as molestias, que allligera a
pecio humaoi, e particularmente as molestias que reinam no Brasil.
PELO
-DR. SABINO .OLEGARIO LUDGERO PINHO.
Acaba de sahir a luz esta obra utilissima aos mdicos, que qoizerem experimentar ou exercera
verdadeira medicina, e muilo maia anda aos pais de familia, quer das cidades, quer do campo, cheles
de eslabeiecimeu(o. sacerdotes, capilae* de navios, viajantes, etc., etc., que por si mesraos quizerem co-
nhecer os prodigiosos efleitos da homujopalhia.
Don volantes cm brochura, por. .........* 1030000
Encadernados............... llQOOO
Os Srs. asignantes lerao a bondade de mandar receber scus ejemplares era casa do aulor, roa de S.
Francisco (Mando Novo) n. 68 A.
BOTICA CENTRAL HOMCEOPATHICA
Ninguem poder ser feliz na cura das molestias, sem que possua medicamentos verdadeiros, ou de
boa qualidade. Por isso, e como propagador da humocopathia no norte, c immediatamente interessado
em seas benficos successos.-tem o autor do THESOUKO HOMOEOPATHICO mandado preparar, sob
sna mmediala inspeccilo, lodosos medicamentos, sendo incumbido desse Irbalho1 o hbil pharmaceuiico
e profesaor em hontceapethia, Dr. F. de P. Pires Ramos, que o lem executado com lodo o zelo, lealda-
de e dedicac,ao que se pode desejar. .
A efflcacia uestes medicamentos he atlestada por todos que os lem experimentado; elles nao preci-
sam de maior rtcommcndacao; basta saberse a tente donde taliiran para se au duvidar de seus ooli-
mos resultados. ^
Urna carteira de120 medicamentos da alta e baixa deluicao em glbulos recom-
mendados no THESOURO HOMOEOPATHICO, acompanhada da obra, e de urna
caixa de 12 vidros de tinturas indispeusavei*....... .
Dita de 96 medicamentos acompanhada d obra e de 8 vidros de tinturas .
Dita de 60 principaes medicamentos recorhmendados especialmente na obra, e com
urna caixa de 6 vidros de tinturas 1........
Dita de 48 ditos ditos........'...'..
Dita de 36ditos acompanhada de?. vidros de tinturas......[
Dita de 30 ditos, e 3 vidros de tinturas. ... ]
Dita de 24 ditos ditos............\ [
Dita de 24 tubos pequeos com a obra e 2 vidros de tinturas. .,'.'.
Tubos avuljos grandes............
pequeos ......
Cada vidro de tintura...........,
Aviam-se quaesquer. encommendas de medicamentos com a maior promptidao, e por precos commo-
Vende-se o traUdo de FEBRE AMARELLA pelo Dr. L. de C. Carreira, por. 23000
Ra de S. Francisco (Mundo N^Wn. 68-A. ^^
tOOftOOO
909000
O3OOO
509000
4OJ0O0
359OOO.
309000
208000
1*000
9500
2900Q
ral de Epiphanio Jos Pedro*rque ba 19 anuos encommendada biUietes da lotera quin-
leauseoloo do Rio de Janeiro, assenlaado prava de ta da Gloria para o sefuinte annuiicio
^\^^,aS!!% H -pv<,m^rfiz,,e8tava ial
dirigirle ru< do Patseio Publico n. 19, que ada- ao Para 8a'"r a 2 do COrrente as 5 horas
ra com quera traUr. da tarde, nesse dia ficava tambem a cor-
Arrenda-se,um engenho d'agua. siluado a urna 1
legua e meta desla cidade, com porto de embarque e d
proporcoes para afrejar 1,500 pes annuaes, lendo' d
aiem disto excellenles baixa* para capim, boa horla,
opuma casa de vivenda, e todas as mais obrase nffi.
cias dealvenaria, e em perfeilo estado de conserva- (\
rean.7^onca,:,,eud'r: ^a'lac* e nada mal se vender' desta
m bom uso i os pretndeme dirijam-se ao Sr 10tena quero vapor tenha saludo a 20
do Francisco Cabral Cantani. quer tenha transferido para outro qual-
Co ; negecia-se Umhem a safra
bis e'
ou em .
Ignacio
O cantelisla Salstiano de Aqoioo Ferrera dei- CfUer dia.
xou de vender cautelas das loteras do Rio de Janei-
ro desde dezembro de 1853, e tem marcado o praio
de um anno que se ha de Andar no dia 27 de mgio de
185o para a liquidaco das referidas cautelas que an-
da exislem por pagar.
Pergunta-e as autoridades da cidade da Vic-
toria, que too justiceiras se c-slentam, qual a razo
por que nao cumprem com o seu dever a." respailo do
desertor de marrana J. J. Sant'Anoa ? Sei porven-
Inra por ser o dito desertor bom espolela, e preslar-se
racilmenle como tcstemunha em processos imagina-
ru*r O buscap
S3-1NTERESSE PARTICULAR..S3
Escriptura devenda de urna sorte de trras, que
toz o morgado Joao Paes Brrelo e sua mulher D.
Manoela Luiza de Mello, a Antonio Rodrigues Paes,
por seu bastante procurador seu 8lho Jos Carlos
Paes Brrelo, a Antonio Rodrigues Paesem 1762.
Tabelliao F. A. de Brilo.
nal de-juslica, pelo cartorio do escrivao Poslhumo, e
vai-se propr a aceito compleme para rescindir ar-
rematacao, que ltimamente procedeii-se, a qual la-
bora em uullidade* reconhecidas.
2 i aao'io Bezerra de Menezes,
@ formado em medicina pela- facnldade da Ba-
9 hia, offerece seus prestimos ao respeitavel pu- A
9 blico dcsta capital, podendo ser procurado a A
& qualquer hora em sua casa ra Nova n. 19,
"* segundo andar: o mesmo se presta a curar &
gratuitamente aos pobres.
-pnhTiiw de .iis,.elicia e composicao -sobre o en^
l^\J^U^JbtVrMZ%r^lt0eale-R?- "^r^o^rU^eLnos Atogadol, se acha -
d" baslante d Alv^rf i.^0' Cm prOCOra' 'rartoPor P^atoria expedida pelojuizo municipal de
mor Fracit&? TAuT^nto^^Z '7U a0ramemr "*";.*?de que sobre a sua execuro
F^rii a Me"0-' 9- penle urna revisto inlerposta para o supremo tribu-
i KIse"Ptorl de >enda de um sitio de Ierras chama- '
lo Jardim, no enneuho Pantorra, que fez Ignacio
mas sinioes, a Jo3o Nepomuceno Alves.1793.
iMcriplora de venda de urna parte do engenho
fantorra pelo capiuto Antonio Coelho dos Res e sua
mnlner, ao sargento miir Malhias Ferreira deSouza,
e termo de posse da dita parle e ractificaco de es-
cnplura.1721. *
Escriptura de venda, seceo o demarcacao das Ier-
ras dosillo do Alto na Boa-Viagem, que fazem oca-
piUo Bernardo Antonio de Araajo e sua mulher, a
^oa Iba adoptiva D. Anna Masia dos Prazeres com
eslipulases, raclificadasem outra escriptura por es-
A^i.% tobMuMala-da Trindl,de-n641785~ m ~"
- OITerece-se par ama de casa de homem sollei- ALLiIA UL ftETRATOS A
z^z^^^vz;^a OLEO E DAGDERREOTYPO.
ra de Horla, 49, loja. ^ Ciucualo MaYgnier, ** pensionis(a ^
,i e-m Preclsar de um Pr '"nez para feitor de .o Imperador, tendo hito ludo quanio est ao
aigom sitio ou engenho, dirija-se 4 ra do Hospicio e alcance para desempenhar as obrisares de seu
. ministerio, annuncio portanto ao respeilavel pubfi-
co dest capital, que contina a trabalharno seues-
labelecimcnlo a contento das pessoas que o honra-
ren!. O annuneiaplc propoe-se a fazer os retratos
de pessoas fallecidas, indo com a machina at < ca-
sa de quem quizer possuir a verdadeira semelhanca
doobjeclo finado-: pode ser procurado lodos os das
no seu eslabelecimento, atorrojda Boa-Vista n. 82
primeiro e segundo andares.
ATTNCAQ'.
Traspassa-seoaluguelde urna casa nasCinco Ponas
n. Sdealuguel de 69000rs., aquemcomprara arma-
cao que existe na dita casa que com ella se far todo
o negocio ; esto casa offerece muilas vanlagens a
um rapaz que queira priucipiar, nao s por ser seu
aluguel muilo barato, como por ser em um dos me-
Ihores lotaes desla ra; he muito propria para
taberna, retinacao ou deposito de fabrica de charu-
tos etc., ete.: quem a pretender dirija-se fabrica
de chapeos da ra Nova n. 52, a entender-se com
Boaveolura Jos de Castro Azevedo.
O abaixo assignado, faz sciente ao publico, e
principalmente aos seus devedores, tanto da praca,
como os de fra, que lem desla dala em diaute, en-
carregado ao Sr. Jos Xavier Faustino Ramos J-
nior, para agenciar todas as cobranzas de sua casa, e
mesmo autorisado a passar recibo a toda e qual-
quer quanlia que receber.
Firmiano Joi /lodriguet Ferreira.
Precisa-se contratar por empreita-
da, acomtruccao de urna coberta de te-
llia, sobre pilares de tijolo ou columnas de
ferro, em nmteireno murado, na rua.de
Santa Rita prximo a' lkibeira, pertencen-
te a' companhia brasileira de paquetes de
vapor: quem estiver as circumstancias
de fazer este contrato com as necessrias
Homceopathia
CLNICA ESPECIAL DAS MO-
LESTIAS NERVOSAS.
Hysteria, epilepsia ou gota ce- M
ral, rheumatismo, gota, paraly- w
Wa, defeltos da falla, do ouvido e
dosolhos, melancola, cepliafelgia ^
ou dores de cabera, ecchaqueca, ^^
dores tudo mais, que o povo co-
nhece pelo nome genrico de ner-
voso.
As molestias nervosas requerem militas ve-
1 tes, alem dos medicamentos, o emprego de
! outros roeios, qoe desperlem ou abatam a
sensibilidade. Estes meios possuo eu ago-
I ra, e os ponho a disposic^lo do publico.
Consultos lodos os das (de graja para os
pobres), desde as 9 horas da manhaa. al
k *s duasda larde, ra de S. Francisco (Mnn-
' dc-I\ovo, u. 68 A.Dr. Sabino Olegario
iMdgero Pinho.
,TwC,M'Se de nn"ta,ma que saiba engwnmar e
cozmliar, para urna casa de pouca familia, paaa-ie
bem: quem estiver neslas circumstancias dirija-se a
ra Augusto n. 17, casa da quina. *
Precisa-se de urna mnlher de meia idade, par-
da ou prela, queseja sizuda para servir a dous ho-
mens e um menino em um sitio no lugar da Casa
L^LI?" a *" *" a,uizer Presl". dirija-se ra
eslrelta do Rosario n. 28, primeiro andar!
JZ*CSa~*e de- uum* ama P8"1 c,s- d homem
!^l'";e.umncol!!'.,11elro w wuimu) com as necessanas
^aterro d. Bo.-VB.a 70, defro.e do funi- garantas, queiraapresehtar sua propbsta
com toda a brevidade ao agente da dita
companhia : na ra do Trapiche n. 40 se-
gundo andar, aonde tambem se dar'
qualquer esclarecimento.
Alogaro-te e vendem-se superiores, bichas de
Hamburgo chegadas pelo ultimo vapor da Europa :
na ra eslreila do Rosario n. 2, toja de barbeiro.
Ao publico.
0. Thereza Alexandrina de Sooz'a Bandeira, re-
conheciila sua boa conduela e habilidade, acaba de
obler liceDca de S. Exc, para urna cadeira particu-
lar de primeiras lettras, costuras e bordadosde 13a e
seda; e prelendendo dar comeco no l" d juoho
prximo vindonro : se alguem, quizer servir-se de
seu prestio, dirija-se ao paleo do Paraizo sobrado
unido a igreja, segundo an^ar. "
GALLERA DE RETRATOS A
CHRYSTALOTVPO.
O arlisla abaixp assignado, convida o respeitavel
publico a visitar o seu eslabelecimento sortido de
esplendidos quadros e.riqaissimas caixas, e outro
objectos, chogados prximamente da America do
Horle: no atorro da Boa-Vista n. 4, terceiro andar.
Joaquim Jote' Pacheco.
Na ra do Raugel sobrado u. 38, sfe di dinhoi-
ro a jaros*em pequeas quanlias, sobre penhores de
ouro e prala.
Offerece-se urna mulher muilo fiel para ser ama
de casa de homem solleiro, a qual cozinha c engom-
ma muito bem, mas nao compra na ra: quem pre-
. cisar dirija-se ao becco do Serigadon. 13.
c..P/ecisa"se rallar com w Srs- iot Joaquim da
Silva t.aspar e Manoel Baplisla Lisboa: na ruado
trapiche n. 16 segundo andar, Jir-se-ha quem prc-
ClSil. (
J.'Jarje dentista,
cunlnuia rczidir na roa Nova, primeiro andar n.19.
Precisa-se de um Irabalhador para refinacilo:
a tratar na ra da Senzala Nova n. 4.
OHerecc-se um homem para caixeiro de qual-
quer casa de negocio, o quallesl empregado; porm
quer sahir por motivos que se dirao, e dar informa-
es de sua conduela: quem precisar annuucie.
Attencao.
O abaixo assignado participa aos seus amigos e tre-
geles, que acaba de ealabelecer a sua casa de bar-
beiro na ra estrella do Rosario n. 6. aonde sempre
prrfmpto o acharo a exercer a sua arto com a per-
toisflo coslumada.Antonio Rodriguet4a Coala.
Roga-se ao Sr. Francisco de Paula Cordeiro,
morador na povoaco do Pilar de Ilamaracii, que
lenha a bondade de appar'ecer tur ra do Kangel n.
Mj, segundo attdar, para se Iralar da enlrega do ca-
sal de escravos de Mtmoel Gomes dos Reis.
i.r.S.^"0 f u!uai10 {.az scicule ao Publico, que
!Zf '. Dslaula\l,vree desembara5ada,a sua
K^L'a'c0* "' ,da ^UI"la Vell,a 15- Sn.
uraudio & Cruz.Jote Joaquim da Cunta.
n^'Uga""?\a,Da ,ala cnl" um Wbinele, dous
quarios e cozmha, para um rapaz solleiro: a procu-
rar na ra das Ornes n. 20.
.,.Iec.s""*edeDn,a eacriv" Pan o serv de
urna can de pouca familia : na roa do Hospicio 3
csa^uva d.retla depols de passar o quarlel.
HOMEOPATHIA.
0 dr. Catanova, medico francez, d con-
sonas lodos oa'dias n seu consultorio
lliADASrRHZESN.28.
No mesmo coosullorio acha-se venda um
grande sortimenlo de carleiras de todos os
tamanhos por precos commodisimos.
, CINCO MIL RES.
1 carteira com 24 tubos a escolha.
1 lubo grande de globulosavals.
1 dito mediano. ,
1 dilo pequeo......\
Woncadelinluraaescolha '. ,g
Elementos de homeopalhia 2 volumes 2
^iff,"-. : ......55000
Palhogenesia c|os medicamentos O
brasileirosl volme.....jfe 28000 tf
Tratado das molestias veneriW
se tralar a si mesmo. .
AflSO JURDICO,
enf ^S. i 'cJo. nao t^rV,',,m,9 wr8Mo. acrescenlada,
11cc?H,ad0qie "erou a lei da reforma
^dM kih1art?re,p,Ch0!i' ''^"orias e deflnili-
ciDiarUei en,.' bra a'51" "'"ewanle aos'priu-
lor. na pracsi da Independencia ns. 6 e 8.
Koaa^e .o?|LSENHOR^S CHIVES.
^opclK---tdS
I. B., e por andar sempre nn ii.i *..'"'. r
redondorpois foi turtaSo Z um "1 "ta mu.ll
zia un. Basles; desconlla-scP uUe e ZIT 1ueAC0"'s''-
ou de Angola': quem o apan?"r. VvZi*'^
eoaBeniwdodeSiq0eira Caslro Monleiro ""
goetn se jnlgar com direilo a contrariar ou fazer Si
xuma reclamacSo sobre o dilo negocio, queira ra,'r
% EfodisM1"a co,"ar da da,a desle- Kecif*>
a sua sabida,
mas como mais valor tem a declaracao
ia agencia pela qual nos regulamos, pe-
limos a's pessoas que tembilhetes encom-
mendados, que os yenham receber ; por-
|ue logo que iizer signal de vapor tudo.
Lma pessoa haslanlehabiliiada emlalim,
porensinar ha mais de 16 aunos, se propOe
a ensiuar em qualquer parle, que convenha,
nao sendo muito distanto desll praca. Tam-
bem ensina primeiras lellras e francez : na
rita da Praia n. 43, terceiro andar, se acha-
ra cojn quem tratar, das 3 horas da larde m
dianle,ou annuucie.
O Sr. ThoiM Ribeiro Gomes dos Sanios, genro
do finado Antonio Ferreira Chrislovao, queira com-
parecer na residencia do major Manoel Boarque, ra
do Livramento sobrado n. 26,2 andar, a negocio de
sea puro ioteresse.
Precisa-se de urna ama para lodo servico de ama
casa : na roa das l.arangeiras sobrado ri. 26, 1
andar..
Previne-se qnemeonvicr, que o sitio denomi-
seques-
Precisa-se de urna ama de leite : na ra dos
litiararapes o. 34.
Na ra do Collegio n. 21, segundo andar, se fi-
cara muilo agradecido a quem der noticias do Sr.
Antonio Ribeiro da Cunha, natural da fregueziade
Santo Andr da villa do Ervedal (em Portugal}. Este
snihor sahio da sua Ierra em 1822, e consto que em
IK:i3 ou 1834 eslava eslabelecido nesla cidade com
loja de fazendas.
Aluga-se a casa terrea do Mondego n. 99, com
muilo bons commodos para grande familia : a tratar
na ra Nova n. 53, botica.
Precisa-se alugar um preto para carregar labo-
leiro com fazendas pela ra; a Iralar na ra da Cruz
do Recite n. 47, primeiro andar.
o." Tem de se arrematar em praca publica, no dia
29 do correnlemez, as 4 horas da larde, um quarlao
pedrez, na porta do juiz do paz da freguezi* de S.
Josc, por execucao feita de Antonio Joaquim Rabel-
u Bastos contra Izidro Jos Pereira : qaem o pre-
tender, dirija-se a hora indicada.
Quem tvr obras ou fazendas, filas desboladas,
c as quizer ungir de prelo, azul, encarnado, verde
ou amarello. dirija-se a ra do Mundo-Novo, ao sa-
bir na ra Bella casa de um mirante encostado ao
segundo sobrado; que ah se tinge com perfeico e
mais barato do que em outra qualquer parto.
Precisa-se de 2 a 3 conlos de ris, a premio de
1 ao mez, e pelo lempo de 4 a 6 nnos; acelam-
se lellras e dn-sc as garantas que forem exigidas,
excepto penhores de prala e uro : quem quizer ef-
tocluar semelhante negocio, annuncie para ser pro-
curado.
Precisa-se de um cozinheiro para um collegio
parlicnlar : a tralar uo aterro da Boa-Visla n. 56.
Ama de leite.
Precisa-se de urna ama sadia, com bom leite, pa-
ra urna crianca recem-nascida, preferindo^se sem
criai: a tratar no sitio do Sr. Vicente Jos de Brilo,
na lrempe, seguindo para a Soledade, ou na ra da
Cadea do Recite loja de ferragens n. 44.
Deseja-se saber quem tem um preto
fgido, comofiicio de alfaiate e sapateiro,
chamado Matilias ou Francisco, fo.veiro
d duas ranos, e no canto da bocea ditas
Pjntas brancas : quem for seu senhor,
airija-se a ra dos Pires n. 28, que se lhe
dir' aonde existe.
Na ma deS. Francisco sobrado n. 8, precisa-se
alusar urna preto escrava para fazer o servico de orna
casa de pouca familia, com preferencia sabende Ira-
lar de orna enanca, pagando-se al 123000 rs. men-
"es : quem a liver dirija-se ao mesmo sobrado.
Fonle & I mino previnem aos Srs. Joo Gonral-
ves Ferreira e Flix Sauvage, para no caso de l'hes
ser anrpefmlaita nm* laM. .ln M..n,:~ j_ .A-Aiut
GABINETE P0RTG11EZ DE LEITIRA.
I or nrdero da directora convoea-se extraordina-
riamente a assemblca geral dos snhores accionistos,
para domingo 4 de junho, pelas 11 horas do da.
HOMEOPATHIA.
Comarca do Cabo.
Manoel de Siqueira Cavalcanli mudou-se S
para o engenho Marlapagipe. Continua a dr ?
cousullas todo* os das, e a Iralar os pobres
gratuitamente.
lOOgOOO rs.
.Uesappareceu no dia 30 de abril prximo passado,
o preto crioulo de nome Amaro, que representa 30
annos de idade, levou camisa de algadao toda azul
n cal^a de algodao brauco, he grosso do corpo al
os pes, e quando anda d estallos as junlas: quem
o pegar leve-o n ra do Apollo n. 26, ou na ra da
Cruz n. 2.
O homem que se offerece para caixeiro, e est
empregado, e o motivo dir porque quer sahir: di-
rija-se a ra Direla n. 19.
Joaquim Moreira da Coila, uiudou 'seu nome
para Joaquim Moreira de Barros Ncves.
Quem annuuciou a compra de um oilante pe-
queo do uso, procure-o na ma do Rangel n. 21
decima apagada: na mesma casa se vende as (aboas
que anunciou querer comprar, vende-se kmbem o
calhecismo de Montpelier para meninos ou meninas
de escola: lambemse vende a obra de Roma em 2
voluntes, e maisalgans livros espiriluaes: a qualquer
hora do dia. "
~~No dia 24 de marco do correle anno, ftigio
do abaixo assignado o seu escravo de nacao, de no-
me Sebastin, idade qoarenla e lanos annos, pouco
mats ou menos, alio, cheio do corpo, pouca barba,
denles limados, pese nulos grossas, anda e falla mui-
lo descantado; layou camisa de algodSo trancado de
lista azul, e cale* de algodao azul trancado, cujo es-
crav? roi,5omPr'"10 Sra- u- Marianna da Concei-
c8 I'ereira, e ha toda certeza de andar na Boa-Via-
gem, oua.S. Amaro de Jahoaiao, donde lia pouco
chegou d dita fgida, tendo all se conservado oito
mezes deliro dcquella malla : reci)mmenda-sc s
dignas aitoeidades daquelle lugar, e capitaes de
campo a capturado mesmo,queserao generosamenle
>.ainpod canjoraao mesmo.queserao genemsamenle -^^^*> superiores Cita lieos de sm**.
cZm^/n^ratt'adoCre5pwD10~V,Me'Go', seda fraicraes, modernos, pelo barato
preco de (M0O0 : na loia e fabrica do
COMPRAS.
ser apresenlada ama letlra 'da quanlia de 503000 Compram-se ellecti va mente cobre, lid
rs., vencida em 30 de Janeiro desle anuo, de a nao 'atao e bronze velho : na fundiriio de fer- de
** ro da ruado Brum n. 6, 8 e 10, passan-
do o chafariz.
Compra-se prala braslleira e hespanhola, a ljKftO
o paUcao : na ra da Cadeia do Recite n. 54.
^ ...... ^.u w ujaiiciiu ueste auuo. ue a nao '"'
pagaremsenao aosannuncianles, em consequencia de i-o
dito Iellrase Ihes ter desencaminhado.
Precisa-sede urna ama para o servico interno
c exlerno de urna casa de homem solleiro : quem
pretender dirija-se a praca da Independencia n. 34,
que se dir quem precisa.
Na roa da Cadeia do Recite b.2, lem para ven
-------------------------. ,. I(Clrl.c a. fi( iciii uiiid ven- -----..r.w..w u%) tuuuwb.
der-se superiores frutas de Lisboa em lalas, potes PraC do Corpo Santo o. 6
rnm lineo (l;i iTiPtimatf iulU.lu.*~;_i__ ...- .
------------- i^iouvn vea* ihh, uificn
com doce das mesmas. queijos londrinhos, loucnho e
presuntos inglezes para fiambre.
Roga-se a qualquer labellio.que em seu cario- r
no descobnr a escriptura do engenho Machado, no ndicoenTs A
termo de Iguarass. passada por Manoel Jos Ferrei-- ? em S'
riaJoaoda Canha Mendes como comprador, an- ^omP
nuncie que ser procurado. "'5? e de pa
~ Aluga-se o 2 andar de um sobrado alraz do
Ihealro de S. Francisco: a Iralar com Luiz Gomes Fer-
reira, no Mondego.
Aluga-se urna casa terrea com muilo bnns com-
AS
modos para orna grande familia, sita na ma da U-
mao, na Boa-Visla : a tralar na ma da Aurora n.
*b, primeiro andar.
A'iS2ie alDa casa ,errea "a ra do Sebo ii.
>', por 98000 rs.- meosaes : a tratar na ma da Au-
rora n. 26, primeiro andar.
Precisa-se alugar urna casa de-m ou Vendem
dous andares as ras seguintes: aterro Santa Rila, e
da Boa-Vista, praca, ruaVlha ou doHos- "l0^,"
picio: a tratar na Travessa da Madre de reito n. 14;
Dos n. 5.
Precisa-se alugar urna preta de
meia idade, que engomme efara o mais1
servico de urna casa de pouc iamilia : a ^a pi'aia de v...t.
tratar na ra da Cadeia de Santo Anto- aterro da BoaiVista n. 75.
nao, armazemdetijolosn. 17.
U Ur. Sabino Olegarto'Ludgero Pnho mu-
dou-se para o palacete da ra d S. Francisco
(mundo novo) n. 68 A.
O ev-rlirwfn,. Aa cr,^'.JJ d,^___ n0 "m "' r"a da Concordia, no eslaleiro de rarpiu-
, Uex-directOl da SOCiedade RecreiO uiro, a fallar como Sr. Jos Can alhoda Fornica.
da lamarmeira, roga aos socios da mesma, Vende-seiuin carro de mo bem seguro, por
se dignem reunir-se a's II horas da ma- PreS" commoiio : na ra dos (iuararapes n. 36.
..I,.-,., J_j: -n j veune-Se urna mobilia de iaiaramla, coutendo
nliaa do da oOdnmrii>ntp -na rau Ar, i.,.., .....r.____l____.____:. i.J_i. ___I j_^_ _
nhaa do da 50docorreute,.na casa da ra
do Collegio n. 13, primeiro andar, .para
decluraremo destino <|ue queiramdraos
objectos existentes e pertencentes a' mes-
ma sociedade.
No dia 29 do correrle mez se ha de arrematar,
depon da audiencia do Sr. l)r. juiz de direilo do ci-
vel da primeira vara, urna casa terrea n. 14 da ra
ila Calcada, fregoezia de S. Jos, por execco de
Mana Manoela de Jess contra Mara da Maternida-
.!*..."..?nta da Sanla Crav' hc a ullima P"1'3-
Attencao.
Jos Gonvalvea Braga, faz scienle a todos os
j seus fregaezes e mais pessoas que do seu pres-
- timo se quizerem ulilisar, que mudou o tea
eslabelecimento de barbeiro para o primeiro
andar, aonde sempre o encontraran promplo
para os servir, a-sim como tambem offerece
muilo boas bichas de Hambargo, mais baratos
do que em oulra qualquer parte : na ra da
Cruz primeiro andar n. 48. delirante'da me
ma toja.
Precsa.-se alugar um prclo velho, que sirva
para tomar sentido de um sitio e fazer pequeas
plantarOs : na ra do Padre Floriauo n. 27.
ao rauco.
No armazem de fazendas bara-
. tas, roa do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
cCes, como a retalho, amanendo-
se aos compradores um s preqo
para todos : este estabelecimento
ahric-se de combinarao com a
maior parte das casas commerciaes
ingleza8, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta doque se tem vendido, epor
ito olferecendo elle maiores van-
tagens doque outro quulquer ; o
proprietario deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a* bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem d ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos ARolim.
Casa da afericao, na ra das Aguas-
Verdes n 25..
O aferidor parlicipa, que a revisao leve principio
no da-1 de abril correle, a liqalisar-se no dia ;10 Lazariftas e clavinotes.
t^lAVXStfr* ""* JaPe'de m^. inglez
~ Knm ri vm -i An V....-...,
Paulo Gaignou, dentista,
Pode ser procurado a qualquer hora em sua casa "el0S,os te. ouro, patente inglez.
na ra larga do Rosario n. 36, segundo andar. Uraxa ingiera de verniz para arreos
$&14ft&fci&&A4Ak, i(AAAAA>.mnnn \ i. ,u il,,.-........____ J__- ____ tl._ __
U Ur. Ihotnassin, medico franecz, dcon-
i sullas lodos osdias olis, das 9 horas da ma-
i nhaa al o meio dia, em sua casa ra da Ca-'
I deia de Sanio Antonio n.
Si..--.aTi.*,^.^^' J.^. -._ @ uutuus uc vlaao ae lustre para cooertas. .
fe@@-9g@ft@^ Caljecadasparamontaria,' parasenhora.
"rrecisa-se. ileum nrpia ow.rava .mJ-l.*. _____._ j. r
*recisa-sc de urna prela escrava, que rozinhc e
toca o mais servijo de urna casa de pequeDa familia
naga-sebem:a Iralar ua ra da Cadeia do Recite
p. 23.
Quem precisar de um pequeo com pralica de
taberna: trate na ra da Cadeia do Recite n. 23.
Aluga-se urna boa sala com- una boa alcova e
um quarlo de um andar, na ma do Queimado : a
tratar na mesma roa n. 21.
MADAIE MILLOCHAU BESSAR.
Modisto franceza, aterro da Boa-Visto n. 1.
Avisa ssuas freguezas, que pelo navio I'ernam
buco, lhe chegou um graude sorlimenlo de ohject
de modas de Parts, como sejam: chapeos de seda, c
de palha para seuhoras ; manteletes, ricos loucados
e enfeiles para bailes e visitas ; vestidos deblonde e
.nenas ue uieu, inenes ue uico, tiras liurdailas de ""^" "C i
ponto inglez ; filos bordados e lisos, bicos de linho e piche n. 5
rendas, manas de btco lino para cabecas : bicosde .
blond branco e prelo, dito de laa ; trancas de seda ARADOS DE FERRO.
e de algodao, um grande sorlimenlo de llores linas
para lodos os usos; esparlilhos, Invas de joiiviu.-li-
las de seda e de Velluda : e militas oulras faiendas
de gusto;
Compra-se prata brasileira e hespa-
nhola : na ra da Cadeia do Recife n.
2, loja de cambio
Compram-se ellectivamente cobre, n^r.pre mu!' b"'''/'? da sua bo. qua-
a. U_r ii p j- i t l'dade: ua praca da Independencia, loja e fabrica
er- de chapeos de Joaquim de Oliveira Maia.
Vende-se urna escrava : em Fra de Portas ra
Pilar n. 103.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Compram-se accoes do banco de Pernambuco :
io escriplorio de Manoel Iguacio de Olvoira, na
do
Compra-se eflciivamenle bronze, lalo e co
bre velho : no deposito da fundieao U'Aurora. na
Aos 20:000.*000.
Na casa feliz dos qualro cautos da roa do Queima-
> n. 20, esiao i venda os felizes bilhetes, meios em
cautelas, quartos, oilavos e vigsimos do acreditado
caulelisto Faria & Companhia do Rio de Janeiro, da
quinta lotcria <|a nova fregezia de N. S. da Gloria,
imuid, un -t----~ ..^.... 'i. Nt,i itcKuceiri uo n. o. aa uiori
na mesma cja listo deve vir no dia 30 pelo vapor brasileiro.
Arados americanos.
Vendem-se arados americauos chegados ol-
limamcute dos Estados-Unidos, pelo barate
prei/o de 40JJO00 rs. cada um : na ra do Tra-
piche ii. 8.
NEGOCIO VANTAJOSO PARA PRINCI-
la entrada n. 28, e
iro.
de sapolis, larangeiras de um-
^Jp em caisoes, proprios para
embarque: na prkfa do Corpo Sanio n. 6, escrip-
lorio. -v
Cumpram-seecravos de III a '20 anuos de am-
uos ^J a-se una preta rngommadeira e cozi- uuvuiu iaaimusu rAl rKli^LI-
dit^A^oa^rs/ntoS P^NTE QE TEM P0UC0 DINHEIRO.
Vende-se a contento, com alguma parte a crdito
com boas firmas, ou com qualquer objecto de valor,
urna das melhores loja ae cateados loda envidraca-
casas terreas n 72 da rna .te i m",ll afr<:8uezada, e com surragem de couros,
la do^Jardim o.'. CoDar Te l,a moll( !""! conhftida pelo cenlro desla cidade,
llJ* ^P^es-u sil.i no meto da ra do Livraroento.inlitulada Estrel-
la 19 : tu na surrasera de couros tem de lucro dia-
riamente 18 rs., fura as vendas do calcado, e pre-
paras para oflicina de sapateiro, e ludo mais que
queiram por a venda : ua mesma loja tem commodo
indepeudeiile para familia,com cozinha, bom quin-
lal cercado de algrele para plantar lloros, boa
caennba, e ao p um grande tonque para banho ; na
frenle da loja urna rotula de veneziana para recreio'
nos domingos e dias santos, e gozar todas as pro-
cissoes da quaresma ; tem entrada, e sabida que-
ren,l P0^'0'* "J" loJa. com ludo islo paga mensa-
E quereudo o sobrado de um andar
Vende
reas cm Ola
outra na ra
ido andar,
ingleza a 560: na ra Bi-
ll moradas d casas ter-
1 urna na ra do Coixo,
Carmo, e otra na ra
Francisco : a fallar no
vjIi!IlllDO- ii-iniu pur ioi
Vendp-se chombo em barra e lanrol : no arma- mente 105 t quereudo o sobrado de i
zem de Eduardo H. Wjalt, ma do Trapiche Novo que Oca por cima da mesma, ceder-se-ha ao com
n. 18. Orador da lnin. lildn (.nmnuwlumanl.. J^w....u___
Vende-se ama canoa de carreira, nova, de ama-
relio, tnterira, com embonos, piulada e prompto :
no fim da ma da Concordia, no eslaleiro de rarpiu-
400
140
200
140
ciniu-e urna iiiuuiiin oe j.i* ii.iiiii.i, eumeuuu
um sof, urna banca de meio de sala, urna duzia de
cade iras, ama cadeira de balan,dous cuosolos com
pedra, dous espelhos, ama banquinha, um candieiro,
dous pares de lanleroas: na ra da Sania Cruzo. 30,
e dir quem vende.
ATTENCAO".
Na roa Direita a. 19, ha para vender os gneros
seguinle:
Manteiaa ingleza superior. 560
Amendosdescascadas. 320
Bolachinhasde aramia era lalas de 6 .29300
Dito ingleza. 240
Talherira, macarrSo e alelria. 280
Cli hysson muilo superior. 29240
Dilo brasileiro. 1&00
Espermacele a 900 e, .720
Vioho do Porto engarrafado isem casco). 640
Dito de Lisboa. 400
Toucinho de Lisboa.
Tijollo de limpar faccas
Farinha de ararula.
De tapioca. ,,
Todos estes eneros se responde pelas qualidades.
Na botica da ra larga do Rosario
n. 36, de Bartholomeu F. de Souza, ven-
dem-se pilulas vegetaes verdadeira, arro-
bel'alFecteui verdadeiro, salsa de Snds
verdadeira,.vermfugo inglez (emvidio)
verdadeiro, vidros de bocea larga com ro-
lha de 1 at 12 libras. O annunciante af-
tanca a quem interessar possa a veracida-
de tos medicamentos cima, vendidos em
sua botica.
Vendem-se em'casa de S. P. Johns-
ton & C, na ra de Senzalla Nova n. 42.
Vinho do Porto superior engarrafado.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
Farello em saccas de Ti arrobas.
Fornosde farinha.
Candelabros -candieiros bronzeados.
Despenceira de ferro galvanisado-
Ferro galvanisado era folha para forro.
Cobre de forro..
NO ARMAZEM DE C.J.ASTLEY
ECOMPAMilA; RIJA 1)0 TRAPICHE N 3,
ha para vender o seguinte :
Oleo de linhaja em latas de 3 gales.
Champagne, marca A. C.
Oleados para mesas.
Tapetes de laa para fon-o desalas.
Formas deolha de ferro, pintadas
fabrica deassucar.
Ac de Milito sortido.
Carne de vacca em salmoura.
Lonas da Russia.
para
Brim de vela, da Russia.
Relogios'de ouro, patente inglez.
cidos de prata e de latfio
^ Chicotese lampeoesparacarro e cabriolet.
@ Couros de viado de lustre para cobertas
ie Esporas de aro plateado.
Pianos.
Os amadores da msica acham continuadamente
em casa de BrunuPraeger& Companhia. ra da Cruz
n. 10, um grande sorlimenlo de pianos fortes e fortes
piaiios.de diflerenles modellos, boa coqstruccao e bel- preco de 38000 rs. cada urna: i
las vozes, que vendem por mdicos precos; assirn co- 111 ico n. 17.
mo toda a qualidade de insimlenlos para msica '
OLEO DE LINHACA EM BOTIJAS:
---------------s ------------1----- ..hiiuc sviiiiiuiilu ue lunas a;
vende-se em a botica de Bartholomeo ? razoavel: na ra do Collegio n. 4.
, Frahcisco de Sou/.a, ruu larga do Rosario DE.PSITO_DE PANNO DE. ALGOOA'O
i. 36.
Vende-se azeite de nabo clarificado,
pYoprio para candieiros de mola por ser
o nene |Hi>iiia visitas; vestidos deblonde e nroprio para caimieiros de mola or ser ,cuuu
debicopar.inoivas;camisinhasde bico, e de cassa muito uno alvRIHIrs -. mr.rla na a,- desla fabrica,
fina bordadas de ponte inglez, manguitos dilo-ro- '"""" """ a .>"" >> <> medida, no ai- '..... ,
meirasjde bico, caracesde bico, liras bordadas de mazem de C. J. Astley & C-, ra doTra- ae e8cravs : no escnptorio de Novaes &
ponto inglez; filos bordados e lisos, bicos de linho e piche n. 3. Companhia, ra do Trapiche n- 3*. pri-
Na
Sanio Amaro acha-se para vender ar
dos de ferro de superior qualidade.
A vista faz fe.
O padeiro de Beberibe lenciona mandardol.de
junho era diante um portador com pao, lano de
Provenga como do coslumado, para aer vendido em
Olinda ; portanlo pede aos Illms. Srs. academices e
mais pessoas, que lhe dem a preferencia, lendo em
visto a sunerioridade das farinhas.
Vende-se um cabrioiel com sua competente
coberta e arreios, ludo qaasi novo ; assim como 2
eavallos do mesmo j ensillados e mansos : para ver,
na cocheira do Pedro ao p do arsenal de marinha, e
para Iralar, na ruado Trapiche Novo n. 14, primei-
ro andar.
Vendc-scou permuto-se por casa nesla praca,
um sitio no lugar da Ibtira, denominado Estiva *de
Cima, cora rasa de vivenda, bastantes Ierras para
ClanlarSes, 300 bracas de maltas e porto para em-
arque : a Iralar no paleo da malriz de Santo Anto-
nio n. 8.
Aos senhores de engenho.
Vendem-se 12 burros muilo gordos e grandes, af-
feilos ao servil;* de roda e carga, e muilo novos ; es-
tes animacs estilo he tres annos nesla provincia, esio
muilo novos : podem ser vistes no engenho S. Pau-
lo, legua e meia distante desla cidade.
Conttnua-se a vender bons sapolis, lano ocha-
dos para embarque, como maduros para mesa, e ps
dos mesmos para plantar, e encllenle semen te de
macaxeira : no sitio da Trempe, sobrado n. 1 que
lem taberna por baixo.
Vende-se um bom cozinheiro e do boa condue-
la, assim como duas cscravas moras : na ma Direila
n. 66.
Vende-se lijlo de alvenaria grossa, dilo de al-
venaria batida, ladrilho quadrado e comprido, lellia
p lapameoto, lijlos para foges, cal branca e prela,
ara fina e grossa, barro ele, das melhores qualida-
des e precos commodos, e mandam-se botar as obras
em grandes e pequeas porcOes : no armazem de ma-
teriaes d ra da Concordia, ultima casa do lado do
naseenle ao voltor para a ra do Aierrim e Auguite,
emcuja frente lera tabolela. No mesmo alagam-se
carreras para condurao de trastes ou quaesquer ou-
(ros objectos.
CHAPEOS A 6s000.
. Vendem-se 4 escravos, 1 mualo de 20 annos,
1 moleque de 17 adnos, 1 prela lavadeira e engom-
madeira, 1 prelo de 40.annos e 30 travs de pp dar-
co : na ra larga do Bosario n. 25.
Vade-mecum dos homeopathas ou
o Dr. Hering traduzido em por- "
tuguez.
Acha-se a venda esta imporlanlissima 0-
ttn do Dr. Hering no consultorio homo?o-
patliico do Dr. Lobo Hoscoso rna do Colle-
gio 11. ">, 1" andar.
650
Vendem-se na ra da Mar.gueira n. 5,
650 lijlos de marmore; baratoseem bom
estado.
JL
Superiores chapeos de
JL
e apeos de Joaquim de Oliveira ^laia,
9 praca da Independencia n. 24 a 30.
Bordados a ouro para os lllms. Srs.
acadmicos.
Vendem-se ricas gorras de velludo bordadas aouro
fino, por prejo moito barato visto da sua boa aua-
do
superior larinlia de mandioca
Vende-se farinha de Sanla Calhariua muilo #
nova, e de superior qnalidade. por preco
loininodo, a bordo da escuna uZelosa ; para #
porenes, Irato-se no escriplorio da ra da Cruz
n. 40, primeiro andar.
Arreios para um e dous eavallos, guarne ~ Vendem-se espingardas francezas
f'.idaxtienrataoii'oratiuv de dous cannos iineiudo tionxadn- ron_
js cannos iingindo tronxado,- mui-
to bonitas, e por preco baratissimo : na
ra da Cruz n. 26, primeiro andar.
Vendem-se latas com 5, 6 e 12 li-
bras de ameixas francezas de superior
.qualidade: na ra da Cruz n. 26, primei-
ro andar.
Milho novo.
Vendem-se saccas com milho novo," pelo barato
na roa do' Pisseio Pu-
Malas para viagem.
Grande sorlimenlo de tudas as qualidades por ore-
I la-ui'n ni >- _>_ .1.. 11
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-se o superior panno de algodao
desta fabrica, propiio para saceos e roupa
_____________>
POTASSA BRASILEIRA. 0
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons effeitos ja' experimen-
| tados: na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
A* Vendem-se relogios de ooro e prala, mais
jUjMf barate de que em qualquer oulra parle :
fc *T na praca da Indepeudencia n. 18 e"20.
Chapeos pretos francezes
a carij, os melhores e de forma mais elegante que
tem vindo, oulros de diversas qualidades por me-
nos preco que em outra parle : na ra da Cadeia do
Recife, n. 7.
Bepo^to da fabrica Todas st aantaa na Sakia.
V ende-se, em casa dr N. O. Bieber &C, na ra
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aqaella fabrica,
mniloproprio para saceos Ueassucar e roupa de es-
cravos, por preco commoio.
Na ra do Vigario a. 19, primeiro andar, h a
para vender, chegado de J.jsbua presentemente pela
barca Olimpia, o seguinte: saccas de farello muilo
novo, cera em grume e em velas com bom sorti-
mento de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa era pedra, novissima.
Vendem-se era casa de Me. Calmonl 4 Com-
panhia, na praca do Corpo Santn. 11, o seguinte:
vinho deMarseilleem caixas de 3 a 6 duzias, Huirs
em novellos ecarreteis, breu em barricas muilo
grandes, aro de milao sortido. Trro inglez.
AGENCIA
Dawtmdicao' Low-Moor. Rna da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento contina a ha-
ver um completo ortimento de moen-
das e mas moendas para engenlio, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos 0$ tamauhos, para
dito. '
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hoandezas, com gran-
de vantagem para melhorament do
assucar, clia-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o metbodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
SANDS.
prador da loja, ludo comraodamentee desembaraca-
doque nada deve a praja. O donodesfaz-sepor'se
adiar (lenle, e tem de relirar-se a Iralar de sna
saude : quem pretender dirija-se i mesma, que acha-
ra quem faca todo negocio, ,
Navalhas a contento e tesouras.
Na roa da Cadeia do Recite n. 48, piimeiroavn-
dar, escriplorio de Augusto C. de Abreu, continu-
am-sc a vender a 89000 rs. o par (preco fizo) as j
bem conhecidas e afamadas navalhas do barba feitos
pelo hbil fabricante que foi premiado na expsito
de Londres, as quaes alm de dararem exlraordina-
namenle nao se senlem no rosto na aecao de corlar ;
vendem-se com a coudiro de, nao agradando, pode-
rem os compradores devolve-las al 15 dias depois da
compra, resliluind'-sc o importe : na mesma casa
ha ricas lesouriuhas para iinhas feilas pelo mesuro
fabricante.
PTIMO VINHOIDE COLLARES,
era barris de 7 em pipa : no.escriplorio de Augusto
C. de Abreu, na ra da Cadeia do Recite n. 48, pri-
meiro audar.
Vendem-se.lalas com lampreias de escabeche:
na ma da Cruz o, 46.
CARRO E CABRIOLET.
Vende-se um carro de 4 rodas e de 4 assenlos, e
CJ5"ole|i ambos em pouco uso, e ama boa pa-
rtira de eavallos, ludo por commodo preco: na ra
>ova, cocheira de Adolpho. '
Pechincha de chapeos de seda a 6?000, e
#500 rs.
Na ma do Queimado loja n. 17, vendem-se cha-
peos de sol de seda peto diminuto preco de 65OO
rs., proprios para a presente eslaco: corts de case-
mira a 293OO rs. e oulras fazendas por barato preco
para liquidarlo d conlas.
Acha-se a venda, ou a.-ser dado da
emprazamento por lempo de 12 annos,
para se levantar um engenho, conforme
as condicoes adoptadas pelos interessados,
tima porc,ao de terreno, que se separou
do engenho Aldeia, da fregezia do Rio
Formoso, e forma boje por si s urna
propriedade distincta, com a denomina-
cao de Palmeira tendo meia legua
de fundo ou mais, e 650 bracas de fren-
te, pouco mais ou menos, e confrontan-
do com os engenhos Sipo, Cabera de Poi-
co, Paraizp. e Floresta, sitos na mesma
fregezia. Assegura-se, que dita proprie-
dade Palmeira olferecida ao neg
ci indicado, alm d nao ter sido culti-
vada em tempo algum, em razSo d ficar
muito distante do engenho de que se des-
membrou, e conter em si grande e im-
portantissima mata-virgem, hc de mais
a mais de muito boa qualidade, .e tem
todas as -proporcoes para se tornar um
evcellente engenho: a quem convier, se
dir' nesta typographia, onde deve di-
rigir-se.
Linguas do Rio Grande.
Vendem-se Imanas seccas do Rio tlrande muilo
novas: na rna da Praia, armazem n. 66.
-
: ., SALSA PARRILHA.
Vicente Jos de Brilo, nico agente em Pernam-
buco de B. J. I). Sands, chimico americano, faz pu-
b]ico que lem chegado a esta prac,a urna grande por-
cao de frascos de salsa parrilha de Sands, que sao
verdadeiramcnle falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que ae devem acaulelar os consu-
midores de lao precioso talismn, de cahir nesle
engao, lomando aa funestos consequenciai que
sempre coslumam Irazer. o medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mo daquelles, que anlepoem
seos interesses aos males e estragos da humanidade.
I orlante pede, para que o publico se possa livrar
desla fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recentemente aqu ehega-
da ; o annunciante faz ver que a verdadeira se ven-,
de nicamente em sua botica, na ra da Concejero
do Recite 11. 61 ; e, alm do receiloario que acom-
panlia cada frasco, tem embaixo da primeira pagina
seu nome impresso, e se adiar sua firma em ma-
nuscriplo obre o involtorio impresso do mesmo
fracoi.
Na^-ua do Vigarion. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piang| violao e flauta, como
sejam, quadrillia^Talsas, redowas, schc-
"tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
FARINHA DE TRIGO.
Vende-se no armazem de Tasso Irmos, farinha de
trigo de todas as qualidades, que eristem no mer-
cado.
Vendem-se 4 raolecotes, sendo 2 bons offlciaes
de pedreiro, 2 ditos de todo servico, 6 escravas mo-
cascom algamas habilidades : ama Direila 11. 3.
Na ma do Vigario n. 19 primeiro andar, tem pa-
ra vender-se chapeos de castor brancopor commodo
preco,
Vende-se um mulato de 23 a 24 nnnos de ida-
de, sapaleiro, e por precocommodo: na ma d San-
la Rila n. 18.
Acucia a Edwln Mw.
Na roa de Apollo o. 6, armazem de Me. Calmon
O Companhia, acha-se constantemente bou* sorli-
menlos de taixas de ferro coadi tido, tonto ra-
sa como fundas, moeudas inelir as de ferro pa-
ra ananaes, agoa, etc., dilas par. u: era raadei-
ra de todos os (ama 11 los e modelos os mais modernos,
machina horisontal para vapor com forja de>
4 eavallos, cocos, passadeiras de ferro estonhadn
Eara casa de purgar, por menos orejo que os de co-
re, esco v.ens para navios, ferro da Suecia, e fo-
1 lias de (landres ; tudo por barato preco.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60,' arma;
zem deHenrique Gibson,
vendem-se relogios de ouro de abnete, de patente
inglez, da melhor qualidade, e fabricados em Lon-
dres, por preco commodo.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos: na ra do
Trapiche Novo n. 16.
Na ra da Cadeia Velha n. 52, em casa de
Deane Youle & Companhia,
vende-se nm carro americano de 4 rodas ; pode ser
visto uajcocheira de Poirrier, no aterro da Boa-Vista.
Vende-se um complete sorlimenlo de fazenda,
pretas, como : panno fino prelo a 39000, 43000
53000 e 6)000, dito azul 3S008, 49000 e 5&000, ca-
serairn prela a 28500, selim prelo moito superior ,
38000 c 48000 o corado, sarja prela hespanhola 28
28500 rs., sciim lavrado proprio para vestidos de se-
nhora a 28600, muilas mais fazendas de muilasqua-
iidades, por preco commodo : na ra do Crespo loja
n. 6.
Velas de carnauba.
Na ra da Cruz n. 15, segundo andar, vendem-se
velas de carnauba, puras e compostas, feilas no Ara-
caly, por menos preco do que em oolra qualquer
parle.
Vendem-se cobertores brancos de algodao gran-
des, a 18440 ; ditos de salpico lambem-grandes, a
18280, dilo de salpico de tpele, a 1840O: na ra do
Crespo loja n. 6. 1
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D^ W.
Rowmannf na ra do Brum, pssan-
do o chafariz continua haver, um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
prec/) commodo e com promptidao' :
eraba rea m-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vendem-se cobertores de algodSo grandes a (
rs. e pequcuos a 560 r. : na ra do Crespo nume-
ro 1. B^
meiro andar.
flindcao' de C Starr & cm q~.Veude-se osobradinho n. 100 e casa terrean..
Ki.yu ,- vos : Irala-se na mesma ma n. 167. ,
, Vende-se um prelo olllcial de pedreiro e caia-
dor-: na soledade, casa n. 42.
Para sen hora.
Vendem-se superiores e modernos chapeos da se-
da para senhoras, chegado* recentemente na nrar*
da Independencia n. 24 a 30,
Toda attencao aos precos* do nov sorti-
mento de fazendas baratas, na ra do
Crespo lado do norte loja n. 14-, de
Dias & Lemos.
Vende-se alpaca prela, fazenda de duas larguras
pelo baratissimo preco de 400 rs. cada covado, dito
muilo mais fina com lastre a 680 rs. o covado, sarja
de laa preta de superior qualidade por aermnHO en-
corpada a 520 rs. o covado, chita* escuras de bons
pannos e cores Oxa a 160 rs. o covado, ditas aarago-
canas escura e outras mais corea coro nevos dese-
nhos a 180 rs. o covado, a verdadeiras bretanhas
de rolo muito encorpadas a 18800 rs. a peca, peci-
5--5L '"'elaiiha de linho fazenda muilo fina a
J33O0 rs. cada urna, cortes de meia casera ra escura
de quadros e lislras a 18500 rs. o orle, ditos de
brim de quadnnhos miudos fazenda de hom goslo a
18140 rs. cadacorle, riscadioho de linho e lislras
raiudinhas a 200 rs. o covado. os verdadeiro* cober-
tores de algodao liranco da fabrica de Todo* os San-
da Bahia a560, e grandes a 640 rs. cada un: as-
sim como mais entras fazendas por menos preco do
que em oolra qualquer parte, sendo a dinheiro
TI 813.
Vende-se 00 casa para familia, urna oulra
pequea de laipa com arn.acao de taberna, na estra-
da nova junto ao Sr. Cabral, lugar muilo apreciavcl
para morar, e bem assim para negocio : quem prc-
ender, pode fallar com o mesmo Sr. Cabral.
Vende-*e rap de Lisboa, chegado olllmameu-
le, em frascos a 38500 rs.: na rna do Crespo.loj* aroa-
rella n. 4.
Vende-se um moleque crioulo de idade de 12
annos, proprio para aprender qualquer orad*': qaem
o pretender dirija-se ao Passeio Publico, leja a. 7.
Vende-se superior kirechs eabscin-
the : na ra da Cruz n. 26, primeiro
andar.
Vende-se chocolate de Paris, o me-
ior qut; tem apparecido at boje neste
mercado, por preco eommodo : na ra
da Cruz 26, primare andar.
Vemle-se am e\eellenle carrinlio de 4-rodas
mu bem ccnslruido, embom cslado; esto esposto na
ma do Aratiao, casa do Sr. Nesme n. 6, onde podem
os prelendeotes ezamina-lo. e tralar do ajuste coin
" mesmo seuhor cima, ou na ra da Cruz 00 Recite
1. 27, armazem.
CEMENTES NOVAS.
Vendem-so no armazem de Antonio
Francisco*.(artns, na ra d Cruz n. 62
as melhores sementes recentemente chega-
das de Lisboa na barca portuguesa Mar-
ga rida, como sejam: couve trundiada,
monvida, saboia, feiia carrapto de
duas qualidades, ervilha torta e direita,
coentro, salsa, nabos e rabonetes de todas
as qualidades.
PALrrO*S DE ALPACA FRANCEZES.
Grande sorlimenlo de palitos de alpaca e de brim:
na ruado Collegio n. 4,e na ra da Cadeia do Reci-
te n. 1/ ; vendem-se por preco muHo commodo.
Moinhc s de vento
ombombasderepuzopara regar borlase baiial
de capim, na fundicao d e D. W. Bowman :- na rna
do Brum ns. 6,8 e 10.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barri8d4., 5. e 8.: no armazem da ra
do Azeite de Peixe n. 14, ou a .trajtar no
escriptorio de Novaes & .Companhia, na
ra do Trapichen. 34.
Padariti.
Vende-se ama padaria muitt. afregaexida:' a tratar
com Tasso & Irmos.
Aos senhores de engenho.
Cobertore escoros de algodSo a 800 r*., dilo* moi-
to grandes e encorpadoa a 400': na roa do Crespo,
loja da esquina que volt pa*a a Cadeia.
Devoto Christo.
Sahio a Inz a 2. edicto do livr inho denominado
Devoto Crisiao.mais correctoeacrescenUdo: vnde-
se onicamente na livraria n. 6 e 8 da prara da In-
dependencia a 640 rs. cada ejemplar.
Redes acolclioatlas,
brancas e de core* de um s panno moilo grandes e
de bom goslo : vendem-se na ra .lo Crespo, teia da
esquina qoe volla para a cadeia.
NO ILTORIO H011EOPATHICO
v j DR. P. A. LOBO MOSCMO.
v ende-se a melhor de todas as obras de medicina
nomeopathca *sr O NOVO MANUAL DO DB.
^"m* ,raduildo em portuguez pelo Dr.P.
A.Lobo Moscozo, cgnlendo um accrescimo de im-
portantes explicacoes sobre a applicacao das dotes, a
dieta, ele., le. pelo Iradncter : qualro volunte* en-
cadernados em dous 203000
Diccionario dos termos de medicina, cirnrgia, ana-
toma, pharmacia, ele. pelo Dr. Moscozo: ecader-
nado 4S00n
Urna carteira de 21 medicamentos com dous fras-
cos de linduras indispensaveis 409000
Dito de 36 ..........4S0O
Dila, -"e 48..........SJgoo
L ma de 60 lobo* com 6 frascos de tiiiclira*. 6QHU0
Dita de 144 com 6 dito*......100)000
Cada carteira he acomnanhada de nm evemplar
das duas obras cima mencionadas.
Carleiras de 24 tubo* pequeos para algi- "
^'ra *....... 81000
Dilas de 48 ditos........" "' 16J000
Tobos avulsos de glbulo*.....
Frascos de meia om;a de lindura .
Ha lambem para vender grande quanlidade de
lubos de crystol muito fino, vasio* e de diversos ta-
maitos.
Asnperioridade desles medicamentos esli hoje por
todo* reconhecida, e por isso dispensa elogio.
N. B. Qssenhores que assignaram oocomprram a
obra do JAIIR, antes de publicado o 4' volumt, p-
dem mandar receber este, que er entregue sem
augmento de preco.
Deposito de vinho de sfiam-
Pa6He Chateau-Ay, prme|A qua-
lidade, de propriedade d condi
de Mareuil, ra da Cruz do Re-'
ctfe n. 20: este vinho; o melhor
de toda a champagne vende-
se a 5fi$000 rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le-
Icomte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil -os rotu'
das garrafas sao azues.
O
ESCRAVOS FGIDOS.
Ausenlaram-se do Recife is \ >% horas da ma-
druguda de honlem, tres escravos sendo o preto Jo-
so, es .la tura alia, idade mais de 30 anuos, cora falla
do olho etquerdo ; Jorge, cor fula, alio, ile boa fi-
gura, idade 25 annos, pouco mais ou menos, com
um pequeo lalhoem um dos canlos da bocea; Luiz
amu lutado, de boa estatura, de 25 a 30 anuo*, meio .
aparvalhado, lodos crioulo* finios do serlAo: leva-
rain urna pequena|lrouia de roupa de seu oso cada .
um, iha alguns dado* de irem ero companhia denm
outro Benedilo, escravo do Sr. tenente-coronel Leal,.
e de terein seguido a estrada de Pao d'Alho agsrega-
dosa um rombovo que segua para alm de Paj:
pede-s e pelo presente a qaem iuleressar posse, a cap-
.'.na ibis mesmos (razer,do-os a ra de Apollo a. 12
irmazn do Anlonin Marques de Amorim, que ge-
nerosa mente recompensara.
A niouio, moleqoe, alto bem parecido, er
averraelhada, nacSo congo, roste comprido e barba-
do no queixo, peacoco- grosso, ps bem fjo, tendo
o dedu index da mao direila aleijado de um falli, e
Car isso o Iraz sempre techado, com lodos o* dentes,
em .'ladino, olcial de pedreiro e pescador, levou -
roupa de algodao, c urna palhoca para resgoar- >
d-r-si da ehuva; ha loda a pi obabilidade de ter ido
seduz ido por Igoeni; desappareceu a 12 d maio
corrale pelas 8 hora* da manhaa, lendo oblido.li-
cenca jmra levar para S. Antonio urna bandeii* com
roopa : roga-sq portanlo a (odas as autoridades e ca-
pitaes de campo, hajam de 0 apprehender e leva-lo
a Antonio Alves Barboza na ma de Apollo n. 30,
ou ei 11 Fora de Porto* na roa do* Gnararapes, onde
se pa^arJo tedas as despezas.
jOesappareceo no dia*24 do crrenle, do enge-
nho St *e Ranchos, da fregezia da Escada, o motete
de uon le 1 ilippe, de idade' 30 annos.pooco mais ou
menos, com os signaos seguinle*:alto e bem encor-
pado, c. >m falla de denles na frente, rosto comprido,
pouca b arba, tem a mai as Cinco Pona*, cliamda
1,111/a, t Toula : rega-se pof (auto as a 11 lor idade e
capilAes ile campo de o apprehender e leva-lo o en-
genho ;ii :ima,'ou pesia cidade, uo 'rgo Qo Livra-
mento n.. 20, que'ser bem recompensado.
De sapparecea no dia 12 do correle ama es-
crava di: neme Justina, de nacao,. mas falla como
crioula, de idade de 20 a 22 anuos, cerno* signaes
seguinle s : vestido de cassa encarnada, camisa de
algodao, mas suppoe-se ter mudado de trajo, por ler
roupa te ra de casa, e he de estatura baixa, tero nn*
signaes n as orelhas, donde pode ser logo condecida
por ler tm ambas as orelhas urnas carnes crescidas
e grojas, provenientes de raramente da mesmas
oreihas, mas sempre cotuuna andar com lenco
amarradt 1 em cima para nao ser viste o defeilo ; foi
escrava d < Sr. Vidal, que lem teja de ferragens no
Keciie, ,'S coi'" eslar occulla aqui, ou nos arrabal-
des desla cidade; portanto, o annunciante protesta
conlra quem a ttver occultado desde o dia que ella
fallou, < s Hie pagar perdas e damnos, na forma da
le: assiincomo torna a pedir aa autoridades e ca-
pitaes de campo, ou oulra qualquer pessoa que a
peituero, c levem-a ma das Cruzes n. 20, que ser*
recom tensado.
Fugio'no dia 25 do crrante o escravo orioulo
ue nooie Vicente cora os signaes seguinle, repre-
senta ttr 30 annos,bem prelo. olhos grandes,, cam-
bado di is pernas, he muilo prosista : levou veslid
camisa de meia j rola, calca de riscadinho ir suja
porcra he de mppor que mudasse de trage, este es-
cravo lie propriedade do Sr. Paulo de Amorim Sal-
gado, senhor do engenho Cocal da fregezia de Una,
quem o pegar ou .ler noticia na ra do Rosario lar-
ga n. -2\ oo no dilo engenho que ser bem reeom-
penssado.
Fa.m.-^Ti, *tolf.r. a. rarta;-laT~

-


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