Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01566


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Full Text
ANNO XXX. N. 121.
SABBADO 27 DE MAIO DE 1854.
Por 3 mezes adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500.
Por Anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.

V
4
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO*.
Reeife, o proprietario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joo Pereira Martins; Baha, o Sr. F.
Duprad ; Macei, oSr. Joaquim Bernardo de Men-
don^; Parahiba, oSr. Gervazio Vicior da Nativi-
dade; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ty, o Sr. Antonio de Lemos Braga", Cear, o Sr.Vi-
cloriano AugustoBorges; Marafihao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 26 1/2, 27 d. por 1
. Pars, 360 a 365 rs. por 1 f.
, Lisboa, 100 por 100.
< Rio de Janeiro, 1 1/2 a 2 O/o de rebate
Acces do banco 10 O/o de premio.
da companhia de Beberibe. ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras 9 a 12 0/0
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 288500 a 29$000
Moedas de 69400 velhas. 169000
- de 69400 novas. 169000
de49000......99000
Prata. Patacoes brasileiros ...... 19930
Peso columnarios......19930
mexicanos '.....19800
PARTIDAS DOS COR!
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e^Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segura* .sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintaleras.
PREAMAR DE nOJE.
Primeira as 5 horas e 18 minutos da manhaa.
Segunda as 5 horas e 42 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e quintasfeiras.
Reluci, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara do civel, segundase sextas ao meio dia.
2.' vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPIIEMER1DES.
Maio 5 Quarto crescente as 7 horas, 11 mi-
nutos e 48 segundos da manhaa. *
12 Luacheia a 1 hora, 18 minutse 48
segundos da tarde.
> 19 Quarto minguante as 4 horas, 14
minntos e 48 segundos da manhaa.
26 La nova as 6 horas, 28 minutos e
48 segundos da tarde.
DAS DA SEMANA.
22 Segunda. S. Rita de Cassia viu.; S. Quitea
23 Terca. S. Bazilio Are. ; S. Deciderio b- ">
24 Quarta. S. Vicente de Lerins ; S. Manaham-
25 Quinta. $og< Assencao do Sr. ; S. Gregorio.
26 Sexto. S. Filippe Neri ; S. Eleuterio p. m.
27 Sabbado. S. Joao p. m. ; S. Ranulfo m.
28 Domingo (Vago) Ss, sendor Podio, e Justo bb.
S. Priamo m.
PARTE OFFICUL.
COMMANDO DAS ARMAS.
QvarMl C*a*ral cmmubIo di ara
i m cidade o Recito, asa
da 1854.
i 4
26 de
ORDEM DO DA N. 94.
O mareekal de campo, commandanle das armas,
declara para 6* fins convenientes, que o soverna de
de S. M. e Imperador iiouve por bem, por aviso do
minitlerio dos negociodaferra; de 29 xima lindo, mandar passar o Sr. alfcres do hatalhao
ii." 10." de infantera, JoSoDamascenodaSilva, para
o den." I -2.' da mcsina arma, e deste para aquello
batalhao, o Sr. alfcJre Jernimo Alv.es tfAaeuapco;
o que foi communicado m officio da presidencia
dcsta provincia, com dala de 24 .do correte.
Asignado, Jos Fernandes dos Sanios Pereira.
ConformeCandido teal Ferreira, jndaule de
'ordena encarregado do detalhe.
IBIERIOR.
RIO DE JANEIRO.
SENADO.
i Da 12 de maio.
Pelas 10 ,' horas da manhaa feila a chamada,
verinca-se n8o achar-se reunido numero sofliclente
de senadores, pele que o presidente convida os
membros prsenles a oecuparem-se em trabalhos de
commissOes, e visto nao haver casa, di para 'ordem
do dia a lerceira discusso da proposico da cmara
dosdepotadosque declara no gozo dosflireilos de ci-
tladao brasileirpa Pedro Manocl Mouleiro Torres, e
a primeira e segunda discusso da proposico da mes
ma cmara do anno prximo passado alterando o nu-
mero de collegios cleitoraes de diversas provincias-
Dia 13.
A hora do coslume, achando-se reunido numero
sufliciearie de senadores, o presidente declara aber-
U a temi.
Lides approvadis as actas das antecedentes ( as
de He 12,) oprimeiro secretariod conta do segua-
le expediente
Um requcrimenlo de Thomaz Antonio de Paula
Peana, pedindo dispensa do exarae de inglez afim
de ae matricular no curso jaridico|de S. Paulo. -A
commissao de iuslruccao publica.
Oulro de D. Mara Magdalena Gonzaga, pedindo
que por um aclo legfelalivo.se Hie conceda o venri-
mealo que lhe competira, se sen fallecido marido
fosse reformado nos termos do'S 26 do alvar de 1*1
de dcicmbro de 1790. A'commissao de maajgha
c guerra.
Fie* o senado nteirado da participado del
modo de saudedo Sr. senador,marquez de Ca\
Silo rcmcltidos mesa os requermentos.do llr.
Claudino Luiz da Coda, barbare! Jos Francisco da
Silva Amara!, Jos Goncalves Ferreira, Paulo Jos
Marius Rocha, Elculero JOsdc Souta ftiho, An-
tonio Carlea d Vascouceilos Coimbra, Jorge Satur-
nino da Costa Pereira, Joaquim Antonio de Azeve-
do, Frederico Augusto Pamplona e Antonio Marco-
Imo l.eite, pedindo o lugar vago de ollicial da se-
cretaria do sellado. ^B^L
L-*c, e vai a imprimir o seguinle prpjecto de
respecta Tala do throno:
Senhor. O senado respaifos* e coMealmenle
agradece a V. M. h a extrema benevolencia com
que liouv por bem exprimir jtfsoa alais viva sal
faci no vrem redor do seu enroo os representan-
tes da nacao. e a inteira confianra com que se dig-
nen aguardar o concurso da assemMa geral legis-
lativa uo paternal empcnbo, que tein V. M. 1. de
promover o bem e a prosperidad^ do Brasil.
Aceitando com o ais profundo jeconhccmcn-
to a congratularan de V. M lidade que a Divina Prov ciencia nosijem concedido,
e que a sabtdoria to goveriao de V. M. I. lera pro-
curado manler, o aenado esmerar-se-fia cm ap
veitar entejo de 13o feliz situara
nenio dos divertbs ramos i .idianisfra-
sempenba-la, ainda que lhe cusi os maiores sacri-
ficios, o seu ardeule desojo de elevar a nossa pajria
ao apogeo de prosperidade, demonstrando a sabedo-
ria o magnanimidade de V. M. i., asseguram-lhe
cada vez mais o amor e dedicarlo de todos os seus
subditos.
ir Cont pois V. M. 1. ao proseguir na gloriosa
larefa que se tem proposto, nSo so com a franca,
leal e constante cooperario do senado, mar tambem
com a gralidao do paiz, com a admiraran dos vin-
douros, e, o que mais vale, com as beucos do oro.
1'aro da cmara dos senadores, 11 de maio de
185*, Vitconde de branles:. Manoel Heira
Tolla. Manoel Felitardo de Souza e Mello.
O Sr. Huilla* observa que todos os dias, por as-
sim dizer, vai envolvida na redacto da acta urna
censura ao senado, que nella se l, que nao havendo
numero de senadores presentes sufiiciente para abrir
a sessao, o presidente convidara o* qu se achavam
na casa a trabalharem em commssOcs. O orador
eotende que o presidente poda dizer na sessSo an-
tecedente : amanhna, depois e depois, como nao ha
trabalhos ua casa, convido ors. senadores a traba-
lharem cm commissOes, em vez de convida-los a tra-
halhar. em commissOes, o depois declarar na acta que
nao hovc casa.
O nobre senador he de opiniao, que o presidente
pode remediar este, inconveniente, determinando
que em toes dias, visto nao haver nenhum objeclo
de que se trate, os senadores trabalhcm em commis-
sOes.
A estos observaces o presidente responde da raa-
neira seguinte : .
Paroce-me, que nao sao conducentes boa ratao
as observaefies feitas pelo Sr. secretario. A acia he
a hislora da sessao, he a copia exacta de ludo o que
se passa; eneste sentido est ellaperfeitamente ela-
borada. Ora, se o Sr. senador enlende que se deve
.propor alguma medida para evitar que se mencione
na acia a circumslancia de nao haver numero, pode
faze-lo, mas, o que acaba de dizer o Sr. senador,
nao he sufiiciente para que so fa?a a menor allera-
f,ao na acta. Eu cntendd que he necessaria a reuni-
ao dos Srs. senadores para lr-sc a acia da sessao an-
tecedente, c dar-se conta do expedient, depois de
approvada ella ; e enlo convidar Os Srs. senadores
trabalhar em commissOes, quando nao houvercm
trabalhos na casa, Comquanto, pois, ache rzoa-
ves as observares do Sr. senador, nao posso acce-
der ao seu pedido, porque nao me.aclio para isso au
lorisado.
E replicando o Sr. Dantas.que pensa que todas
vezes que o presidente souber que nao ha materi
de que se tratar na casa, seria conveniente que
vidasse os senadores a trabalharem cm commissOes.
accrescenta que enlcndendo este que nao pode fazer
o que elle acaba de.aponlar, se devera reformar o
regiment nesla parle, porque para so trabalharem
Simissoes, hao lhe parece que seja necessario ir ao
ado.
O presidente acha mui razoaveis as observarles
do nobre senador, mas declara que nao pode atten-
d-las'sem una resulucSo do senado.
Posta a acta a votos, lio approvada.
Pasaa^sea '
Ordcm do dia.
IlcsCm debato approvada cm :1.J disenssao, para
ser enviada a sauccao imperial, a resoluto que de-
clara que Pedro Mara Monliro Torres est no go-
feadiretos de cidado Brasileiro.
Vnlra em I." discusso a resol urao da cmara do
Reputados de 1853, alterando o numero dos colle-
jos eleitoraes de algumas provincias.
O .Sr. D. Manoel: Sr. presidente, fallam-me
lodos os eselarecmento que me s3o necesarios
ra poder formar o meu juizo acerca'da ulilidade
proposicilo que nos vcimla cmara dos Srs. depul
dos, alterando consideravelmcntc o que est fcilo
acerca dos collegios eleitoraes.
Eu nao sci se os Srs. senadores esto habilitados
para formar um juizo acerca deste projecto, o poder
votar conacienciosamentc : se o eslao, cu lhcs peci)
encarecidamente se dignemi epreseutar ao senado as
. I*lasiuaes se prove a necessidade de fazer
altraces de que treta a proposico ; c, se o uo
p,?flre parece que Ipio-de concordar comigo-na,
se^gj^treviamente a njpbre qom-
commissao de estatislica, para ella interpor o seu
parecer a respeilo.
He apoiado e approvado o seguiule requer-
memo:
i Requeiro que a proposico da cmara dos Srs.
deputodos, que se acha em discusso, seja remedida
illostre commissao.de estatislica para interpor o
seu parecer. D. M. Matearenha*.
Estando esgotada a ordem do dia, o Sr. presidente
convida os Srs. senadores a trabalharem as com-
missSas, o d para a primeira sessao, a cunlinuacao
da 2.a discusso da rcsoluoao da cmara dos Srs. de-
putados de 1852, relativa a urna estrada de ferro en-
discusso da resoluto da mesma cmara, litando a
iulelligenca da lei n. 51 i de 28 de outui
1848. v
Levanta-se a sessao ao meio da.
, coi
CMARA DOS SRS DEPUTADOS.
Dia 12 de malo.
Pelas 10 \ horas da manhaa, feto a chamada e
achando-se presente numero sofliciente, o presiden-
te declara aborta a sessao.
Sendo lida e approvada a acta da precedenle,opri-
meiro secretario d conta do seguinte expediente
Um oflico do Sr. miuislro de guerra, enviando o
requerimento do alfares do 11. batalhao de infanta-
ria Raymundo Remigio de Mello, que reclama os
postos de antiguidade de que fora privado em con-
scqucncia de passar para a terceira elasse do oxerci-
lo, e a informacao dada pelo presidente .da commis-
sao de promoroes. A' commissao de mariuha
guerra.
Oulrodo do imperio remedando copia das actas
da eleiro para eleitores a que se procedeu na fre-
guezia da villa de Mossor, comarca do Ass, pro-
vincia do Rio Grande do Norte, conforme foi requi-
sitado pela commissao de constituido e poderes.
A* commissao de constituirlo e poderes.
Do mesmo, enviando as consullas do conseibo de
estado as quacs he de parecer que as assemblas
provinciaes 'de Goyaz, Santa Calhariua e Mallo
Grosso excederam de suas attribuirOes promulgando
cerlos actos que tambem remelle. A' commissao
de assemblas provinciaes.
Do mesmo, enviando as informarnos que por e'sla
cmara faram solicitadas acercada nacionalidade de
Jos Candido Gomes, nomcadn eleitor na cidade de
Porlo-Alagre, e do estado em que se acha a colonia
cola de Santa. Isabel. A quem fez as reqdisi-
da jnslira,remetiendo umrequermenlodo Rv
do Rio Grande do Sul, pedindo a approvacao
tabella que etabelece-os emolumentos para aquel-
la diocese.A' commissao de negocios ecclesiaslicos.
Oo presidente do Maranbao, remetiendo dous
exeroplares do relatoriu com que abri a assembla
da mesma provincia. A archivar-se.
' Do da Parahiba, remetiendo os actos promulgados
no anno de 1853 pela assemba da mesma provincia.
A' commissao de assemblas provinciaes.
Um reqnerimenw do lente coronal do estado
maior da segunda elasse Antonio Joao Fernandes
Pzarro Gabiso, pedindo passar para arma de inan-
taria a que pertencia. A''.commissao de marinha
e guerra.
Da cmara municipal da villa do Oaro l'relo, .co-
marca do Parahybuna, pedindo ser desannexada da
provincia de Minas Geraes e reunida a do Rio de Ja-
neiro. A' commissao de estatislica.
iguel Tavares, pedindo que se d para ordem
o projecto n. 55 de 1847. Ao presidente da
para tomar o pedido em cou-ideracSo.
ida a leilura do expediente, o Sr. Ribeiro de
ndrada pergunla.se ja existe na mesa o parecer da
commissao de consliluic.lo e poderes sobre o diploma
do Sr. Mello Franco, e reapondendo-lheM> primeiro
secretario que anda nao, o nobre deptado roga
encarecidamente a dita commissao qyejradec
com a possivcl brevidade.
^O .orador depois daapedir que a%ommissSi
nao seiqual ser boje a opiniao da cmara a este
respeilo, islo he, se entender que lave nomear por
escrutinio secreto urna nova eomnssao, on conti-
nuar a commissao existente, sendo nicamente pre-
enchida na forma do regiment, a falla de mem-
bros qu se der na mesma commissao. (Apoiado.!
O arligo 42 do regiment dispe o seguinle. (U),
e o arligo 53 diz isto: (L~. Assim, >a nao houver re-
clamado por parle de algum membro da cmara,
eu passarei a nomear membros guc preencham as
vagas que se dao nesla rommissSo. {Apoiado). '
O Sr. Figueira de Mello (pila ordem): Sr.
presidente, achando-se ausente um 4ft membros da
commissao de consliluirao e pode:es, e nao tendo
comparecido hoje o outro memora detsa mesma com-
iissaooSr. desembargador Miranda, afim de dar
migo o parecer sobre o diploma do Sr. Dr. Mello.
Franco, rogo a V. Ev. que se cigne nomear um
membro para substituir ao que esli ausente, ou mes-
mo ao que nao comparecen hoje o casa, se conti-
nuar o seu impedimento.
O Sr. Presidente: NSo terei duvida de nomear
um membro para servir na commissao em logar do
Sr. Vascouceilos que est ausente; porem em lugar
do Sr. Miranda enlendo que ao he ainda chegada a
occasio de fazer cssa substituirlo, salvo se fosse
mito argente que a commissao tralasse hoje do pa-
recer a que se referi o nobre denutado. Nomeio,
pois; o Sr. Saraiva para servir na eammissao de cons-
liluicao e poderes durante a ausencia do Sr. Vas-
con'cellos.
Relativamente commissao espetial de hypoth-
cas, ha du.is vagas, a do Sr. Nabr.cn, actualmente
ministro da justica, ea do Sr. Ignacio Barbosa,
nao lera de comparecemesta sessao : nomeio os
Pereira da Silva e Paula Baptislit pira preenchere
estos vagas:
O Sr. presidente marca para a ordem do dia da
sessao de 13 o seguinte : '
Primeira discusso do projecto n. 153 de 1 S">:1,de-
clarando competir aos ofilciaes da segunda elasse do
excrcilo os mesmos venciments que os da primeira*.
nica discusso das emendas, dosenado ns.|62 eC3
de 1853 aos projeclos desto cmara,que dispensam as
leis de amortizaCao em favor de diversas irmandades
c corporales ; 3." discusso do projecto n. 150 de
1853, iscntondo-do imposto de 8 prcentoas loteras
concedidas s casas de MzerieOrda, da corte c Ba-
ha, c Hospicio de Pedro II, ornis casas de cari-
dades.das provincias, 3.' discusso'do projecto dose-
nado n. 4+ de 1853, concedendo loteras afiversas
irmandades e eslabelccinientos 1.a discusso do pro-
jecto n. 15 de 1853, prohibndo a concessao de pri-
vilegios para navegacao vapor as aguas da bahia
do Rio de Janeiao ; 1. discusso do projecto n.73
de 1853, aujorisando o governo a restituir ao quadro
do corpo de sadc de marinha o 2.* cirurgao Fran-
cisco Mar-cianode Arauio Lima; 1." discusso
l.-se a emenda do Sr. Barbosa, he apeiada, e
entra tambem em discusso.
O Sr. Jguiar :J nao foi approvado o parecer
da commissao que chama o supplente -por Pernam-
buco em lugar do Sr. Maciel Monteiro *
O Sr. 1. Secretario :Sim, senhor.
O Sr. A guiar :Enlendo que nao se pode apre-
sentar como emenda ao parecer de que agora se tra-
ta a que foi mandada mesa pelo nobre depuladn,
e sim que deve ser aceito como indicacao ou como
requerimento.
O Sr. F. Oclatiano : Ue emenda ao parecer
relativo ao Sr. Mello Franco.
O Sr. Aguiar: Enlao deixou-se de apresen-
lar quando se tratoa do antecedente para se acres-
cenlar agora a este-t EmflttM-passe.
NSo havendo mais quem per;a a palavra, proce-
de-se votarlo: sao approvados o parecer e a
emenda. ,
O, .Sr. Gomet Ribeiro pede e obtem urgencia pa-
ra apresentar um projecto, cqpcedendo loteras
So hospicio de Pedro II, na provincia de Pernam-
buco.
He julgado objeclo de deliberado e vai a impri-
mir para entrar na ordem dos trabalhos.
O Sr. Presidente : Tem logar agora a apre
sen tcito e discusso de requer menlos, na confor-
midade do que se acha estabelccido no regiment
que designa os sabbados para esta a presentaran e
discusso. Se nao. ha quem pe.a a palavra vai-se
enlrar na ordem do da.
NaqBtJvendo com elfeilo quem pera a palavra,
passa-se iordcm do dia.
provado sem debate em 1* discusso e passa
2 o seguinle projecto:
1.1." Aos ofllciaes da segunda el asse do exer-
mpelem os mesmos vencimenlos que aos de
a Arl. l> Ficam isentas do imposto de 8 por, caridade, oque acha rao he baratear-se tanto a
cento, creado pela lei n. 109 de 11 de outubro de I concessao das mesmas.
** LUII'OIIIU*1^'!! UK JV W|'lk III VIIUIIII'UI.V u W* w tflHa
O senado se apraz'de reconh'ecer com Vi M.I.' missao de cstetisicaT a qua"jfdepoiLde ten eslpdad
( que o estado das uossas financs continua ser es-
peraucoso, e ainda que comparto a fundad apreben-
s3o de ser entorpecido o pragressivo augpeRto da
renda publica por effeilo da guerra que "se deelarau
na Europa, espera todava que, perseverando o go-
verno deV. M. I. no seu louvavel emppnho.de rae-
Ihoraranscaliearao,- e de ater-scao principio de
ama discreta economa, nlo haver escc>. de raeios
para altenderroos s nosia mais urgentes necessi-
dade* e sustentarmos o nosso crdito dentro e fora
do paiz.
- Com a maior solicUude o senado se oceupat
dw ntadidas que V^M.-1.^se servio indic?
: i'
lisica^ a quJ
jecto n.80 de 1853, autrisando aerearan del
pado naprovincia do Piauhy; i", discusso do proje-
lo n.82 de 1853, aulorisaudo a crear-Jo de um bispa-
'\o as provincias da Parahy ha e Rio Graude do Norte
1." discusso do projecto n. 105 rio 1853, approvando
diversas postaras OS camarirdBmtfipal dertet+i*
discusso do projecto n. 111 de 1853, marcando o or-
denado dos empregados das calhedraes do imperio ;
1." discusso do projecto n. 131 de 1853. augmen-
tando os vencimenlos dos empregados do correio da
corte e provincias do imperio.
Levaqta-se a sessao 1 hora e Ires quartos*
Da 12.
Pelas 11 horas menos 5 minaros da manhaa, fei-
la a chamada e achando-se reunido pumuro suffici-
enle de membros, o presidente declara aberta a
sessao. .
Lida e approvada a acta d* antecedente, o 1.
secretorio d conta do seguinte espediente':
Um officio do ministro da Justina", remclten-
decidi-lo
primeira elasse, quando empregados em servijo pro-
prio desla ultima.
o Arl. 2." Ao capitn Virgilio Fogaca d*a Silva
sao devidos os venciments respectivos pelo lempo
de servino prestado em conformidade com o artigo
antecedente.
a Art. 3." Ficam revogadas as disposir^oes em con-
traro.
Paco da cmara dos depulados, em 26 de. agosto
de 1853.J. A. de Miranda.J. J. de Lima, e
Sitia Sobrinho.'
Entrando depois em discusso as emendas do se-
nado proposijo da cmara dos depulados que dis-
pensa as leis de amorlisaciio a favor de certas irman-
dades o Sr. FerraZ pede a palavra e discorre da ma-
neira seguinle:,.
v N'ao.sei se o governo-tem o pensamento de re-
gular esta materia. Sr. presidente, nao ha nada lo
digno de meditoslo como o modo por que as corpo-
rales de ni'ao-jnorta hoje possuem certa quanlidade
de bens de raiz. ltimamente, pelo emprego que
exeren, vi que era preciso cstabelecer algumas rc-
gras sobre scmclhante.assuniplo. Os predios que as
corporaroes em geral possuem cahem, mais ou me-
nos, em eslado'de ruina. Os rendimentos prove-
nientes destes bens nao sao suflicientes, ou nao sao
aquolU ijiu! ai corpacjiQiiE* poderiam racher por
outros quaesquet bens: de ordinario os alugueis sao
mdicos, e mdicos com injuslira, porque uns sao
mais caros do que outros. As administrarles de or-
dinario sao monopilisadas, e confu me o espirito do
monopolio esse rendimenloou se acauha ou cresce.
Na minlia opiniao as corporaroes de mao mora
nao lem dircito algum de reedificar e augmenlar es-
tes predios, porque8 ordenaco nesta parte he mui-
to claranao poderao adquirir por qualquer meio
sem aulorisa^ao ;entretanto.succede que ellas os
arrendara partiaulares, os particulares levantan]
grandes edificios com prejuizo das leis de amortisa-
1837, as loteras concedidas s casas de Misericor-
ia da corte, da cidade da Bahia, e bem assim as
que foram concedidas ao hospicio de Pedro II pelo
decreto n. 566 de 10 de julho de 1850. A mesma
isenro be extensiva s loteras concedidas a ques-
quer casas do caridade das provincias.
a Art. 2. Revogam-s as disposic&es em con-
traro.
Ro 26 de agosto de 1853.Ribiiro Lisboa
Serra.
Vai i mesa a seguinte emenda, que depois de
apoiada entra cm discusso: '
Era lugar do imposto de 8 por cento creado pe-
la lei de 11 de outubro ue lNV, diga-neae quacs-
quer ropostos.Sifca Ferros.. .
O Sr. Ribeiro de Andrada, observafldo qae duas
qnalidades de imposirOes pesam sobre as loteras, a
que pagam as corporales e a que pagam os parlicu -
lares que tiram os maiores premios, pronuncia-se em
favor do projecto e contra a emenda. Approvao pro-
jecto porque elle tende n favorecer as corporaroes
pias em beneficiosas quaesso extrbidas as loteras,
corporaroes que, na opiniao do nobre deputado,' rae-
recem toda a attencao, todo o soccorro ; combate a
emenda porque nao s he contraria ao espirito do
projecto, pois favorece aos individuos a quem a sorte
protege, entretanto que o fim do projecto he favorecer
as corporaroes, senao tambem porque Icaria grande
desfalque s rendas publicas.
He lida e apoiada a seguinte emenda 'dos Srs. Mi-
randa e Pereira da Silva.
Supprmam-se as palavras linaesdas provin-
cias. .,
( Sr.Jusliniano Rocha pede a palavra discorre
da maneira seguinle :
Sr. presidente, pedindo a palavra, eu que eslou
pouco acostumado aoceupar o precioso lempo da c-
mara, para fallar sobre a quesiao das loteras, sinlo
de certo algum acaohameulo, contra o qual porm
luto, porque leoho a conviccao de que vou dizer al-
guma cousa de til moralidade publica.
a Falla-se da suppresso de iropostos toncados so-
bre esse jogo de azar, a que o estado convida a quasi
lodos os Brasileiros; entende-se que com a suppres-
so destes impostos o jogo ser mais franco, o jogo
convidar mais. as pequeas fortunas. Persoado-me,
Sr. presidente, que, quer exista o imposto, quer
nao exisla, islo nao tem a menor influencia so-
bro o jogo das loteras. (Apoiados'J A prova que
don he a seguinte: as loteras solTrem urna serie
de impostos do Estado, n imposto do sello, o im-
posto de8 por cento sobre os premios de 1:0009 para
cima, e entretanto as loteras soQrem a'indr o impos-
to lalvez de 80 ou 100 por cento, chamadoindus-
tria dos cautelislas. Quem sahir pelas ras do Rio de
Janeiro, qnae-quer que sejam, ha do admirar-se de
ver a cada canto urna lojinha ondp dous, Ires.homens
se oceupam em .vender cautelas de lotera';, quem
a brir os peridicos das provincias ha de vernos seus
annuncios cautelas de lotera. E o que he islo, senho-
res? lie um imposto que a industria dos cautlalas
laura obra fon de jogo que. existo.. _no paiz. A-
poiadot.)
Ora, quando se v, ao mesmo tempe, que tres
loteras correm em um mez uo Ro de Janeiro, sem
embargo desse pesado imposto, podemos esperar que
a continuadlo ou a eslinecao da parceria do Estado
nessa massa de impostos v ou excitar ou diminuir a
fome do jogo'.' Nao; senhores. Ponde em vez de 8,80
porcento, deixai a lotera com suas immensas. pro-
messas feitassuecessidadesindividuaes, e vos tereis
o jogo, porque compram-se os bilhetes na esperanza
dos 20:0009, mas depois se consolam com a esperan.
ca de menores premios, porque o premio, seja qual
cao.''Eu desojara tambera que nao se tivesse neces-
sidade 4e recorrer ao "poder Jegislativo quaodo.se
do a tepreserlacao em que o. cnido da cathedral 9e9aen cstabelecer casas de caridade; a acqusi5ao
de Pernambueo pede*augmenlo-de congrua. A'
commissao de pnsops* ordenados.
Do mesmo, enviando o requerimento. de* conti-
^aco do Maranbao em que peden! aug-
i-^-"-J- -- j- penses c
de
Bmterto^os apresenla^um #re.ce acercando- JL^jJLOJ lafa
projecto que 9c uiscule, anprovaiiao-orou mesioo IW, .
%
propendo alg'urtfes) alteraaSes.
Scnhofas, eu creo, que os presidentes de provip-,
|*ia sao,' cm geral, aspessoas mais habililads pira
determinar as necessidads dellas, c marca* os seffs
collegios eleitoraes ; mas eu vejo que a) resolurao [0 ,
que se discute at alter.1 a demarcaco, afeito pelos
VtresTdeule* de provincia, de alguns collegios elei-
loraes. _./ .
s. Exc. sabe c sabe o senado e todo mundo, que
neslas divisos, nem semprc presif' a ulilidade
publica. Muitos vezes, por exemplo, lia um colle-
W i'W"i. iuouab vuzes, pur e\oiu|no, na um coue-
por I mus, deTeitos da. nossa lqgislataa em que Certo partido lem influehcia ; separa-se
criminal e commercial.e recular o svstenta hypathe-
rario em harmona com as exigencias da.epocho em
que vivemos.
ii Cara igual solicitud^ se empcnliar o seuado em
proporeionar ao governo de V,j|J. es meto neces
sarios para salsfazer urgenlaSecesidade de atra-
hir urna emigraeno prestadla, e conseguir os fms
uleis e benficos da lei das trras.
O senado congratula-se respeitosamenlecora V.
M. I. pelos felizes resultados que a humanidade em
geral, e o Brasil cm particular coraecam colfoer da
ju*a repreasae do trafico illicilo. He certo de que
o governo de V. M. I. pela sna energa, vigilancia,
fconsUnles esforros conseguir a extnro de Lio
abominave! commercio, o senado pcrstar-sc-lm do
melhorvgrado a adoprj de quaesquer onlras me-
didas, que para'esse fim possam ser anda necessa-
rias.
O senado examinar atlenlameutc os relatorios
dos minisfros d V. M. I., e tomar em considera-
rlo, como lhe cumpre, as medidas que forem indis-
pensaveis par* melhorar a organisaeao do eterto
e da armada, e prover o bem estar dos bravos de-
fensores do estado, e a segurauca do futuro de suas
familias.
a Rendcndo a* devidas gracas a V. M. I. pelo es-
aaro com que lem procurado conseriar relacoes de
amiadee boa inlclligencia com as potencias estran-
geiras, o senado faz ardenles votos ao Todo Podero-
so para que o governo de V. M. I. possa sempre
manlcr a paz do qUe gozamos,' de que tonto care-
cemos para o engrandecimente do nosso paiz.
O senado sent com V. M. I. que o ministro do
Brasil no Paragoay tivesse de retirar-sc por lhe ha-
verem sido enviados os seus passaporlcs ; mas lam-
bem espera, que esta desagradavel oceurrencia lera
a solucso honrosa e pacifica, que lano convem
ambos os estados.
Convencido da imperio necessidade que acon-
sejhou a V. M. I. a resoluto de attender nova
crise dapepubllca do Urnguay reconhecendo o go-
verno p>visono, enUo organisado, depois de aceito
lelo proprio paiz, o accedciido s instantes rcclania-
cesde um subsidio pecuniario, e de urna forca'mi-
liUr;o sonadojulaa, quena adopc.lo desea poltica
foram consultados os interesses do Brasil, c espera
que o governo de V.' M. I. alcancara o desejado fim
de consolidar a paz e a independencia da mesma re-
pblica.
Senhor '. A potteridade segistor por certo no
seu Wtto de ouro a* sublimes palavras que serviram
' de remate.a talla da abertura da presento sessSo.
O justo apreeo que faz V. M. I. de sna missjlo
. augusta e providencial, o seu firme proposito de de-
o collcgio ou araba-so com elle, o reunc-se a fre-
guesa ou municipio a um outro onde lenha a pre-
ponderancia oulro partido. Eu nao digo que este
caso se d nos lugares a que se refere a proposico
viuda da cmara dos Srs. depulados, digo que he
facto averiguado, de que nos lodos temos couheci-
mcnlo e que se tem visto urna, duas e tres vezes.
^Ora, para que o senado nao jure inleirameiile as
palavras do projecto, me parece que a commissao de
estatislica deve ser previamente ouvida; e depois do
sen parecer, fcil nos ser ou votar pela proposico,
lal qata vcio da cmara dos Srs. deputodos, ou rc-
a, oque nao he provavel, ou fazer-lhe algu-
illeracoes; se porventura as necessidads das
inrias contempladas no projecto assim o exigi-
e se essas necessidads forem demonstradas no
?cr da commissao de estatislica.
Pois estar o senado j habilitado para dizer se he
justo adoptarem-se essas innmeras aiteraees fei-
tas na proposicilo da cmara dos Srs. depulados, al-
terando leis vigentes, feitas de accordo com'as ne-
cessidads das provincias apuntadas pelos seus pre-
sidentes ? Creo que o seuado nao esl habilitado
para isso. Pode ser, Srs., que.qualquer Sr. sena-
dor, em particular, lenha a sua opiniao fixa acerca
desle ou d'aqulle poni da sua proviucia, mas me
parece que ser difiicl que todos nos tenharaos j
urna opiniao formada acerca da ulilidade e necessi-
dade das aderarnos que se mencionam na proposico
da cmara dos Srs. depulados, senao 'cm todas as
provincias do imperio, ao menos cm muitos dellas;
e creio que eu nao posso ser aecusado de temerida-
de em aflirmar que na as nao ha, lalvez, um s
senador que estoja habilitado para conhecer j da
necessidade de todas as aderarnos de que Irata o
projecto.
A vista pois destas razes, Sr. presidente, cu en-
lendo que ser conveniente ouvir a commissao da
estalislica. .Nao ha pressa, senhores ; uao estamos
em tempo de clcisOcs ; e mesmo isso nao 'seria urna
razao sufilcienle para que levassemos esto projeelode
chofre. O senado nao tem, por ora, trabalhos im-
porlautcs de qua occupar.se; "estamos no comcro
da sessao. Acho prudente que tomcm as providen-
cias que lembro ; e mesmo o senado sabe que, em
geral, he cosime ouvirem-se as commissOes, mes-
mo acerca de projeclos viudos da cmara dos Srs.
deputodos; e nos nao temos necessidade de alterar
essa regra, quando n3u ha urgencia e precisan de
vnlar e>sa resoluco. Eu pero perianto brenca a V.
Ev. para mandar mesa o meu requerimento de
adiamento, afim de queo projecto seja remedido
Devo acreditar, tlgo mesmo de acreditar, que
ZJ& da parto (tohb*e commtn&o dcsejordtter-
la de demorar"
HiCUt.
pa.
este negocio ; mas, qaaesquer que seja
dades qiB a uftbre commisso-tonha encon
f^a soJOcao desl guestaq, eu lhe rogo'para'que a
ismoade nao possa ver nesla demora desejo de
'o, que htja por bem empdKiar, Unto quan-
ssivel, todos es seus estorbos para que com
a maior promptidao se "possa decidir urna quealo
Uto urgente como he esta.
O St. Figueira de Mello: Sr. preaindnle, da
parle da commissao de conslituico e poder**, a que
tehho a honra de pcrlencer, nao ha nenhum desejo
de protelar a apresenlajao do seu parecer sobre o di-
ploma do Sr. Dr. Mello Franco.
O Sr. Ribeiro de Andrada: Nem eu disse isso,
antes reconheci o contrario.
. O Sr. Figueira de Mello : Ha, porm, vonla-
de de estodar a materia, de se informar dos fados e
precedentes da casa; e islo he o que tora dado lugar
demora da apresculacao do parecer a que me reti-
ro, lluje tinha eu de consultor o meu Ilustre col-
lega da commissao, o Sr. desembargador Miranda,
para o fim de formulamos o parecer, e no caso de
nao eslarmos de accordo, pedir a V. Ex. que hou-
vesse de nomear outro membro quc,segiiiiido umaou
outra opiniao, fizesse acabar a divergencia entre nos
havida. O Sr. desembargador Miradda at agora
nao lem apparecido; eu espero por elle para lhe ma-
nifestar as ideas que lenho sobre este negocio, e Ira-
tormos cuino de formular o parecer. Taes sao os
motivos porque nao se lem apresenlado esse parecer,
o nao o desejo de demora-lo por malignidade.
Nao havendo mais nada que tratar acerca da pri-
meira parte da ordem do dia, a qual consista na le-
lnra ile projeclos, pareceres e indicarles, a cmara
passa segunda que era a continuaran da cleicao
de commisses adiada da sessao precedente.
Eis o resollado dessa eleirio.
Commissao de agricultura, minas e bosques (58
cdulas). *
Os Srs. barao do Maroim 51 votos, Souza Leo 45
e S e Albuquerque 42.
Commissio de inslrucrao publica (58 cdulas).
OsSrs. "Dutra Rocha 44 votos, Rocha 43, e F. Oc-
taviano 39.
Commissilo de saude publica (57 cdulas.).
Os Srs. Viera de Mallos 47 votos, Paula Fonscca
43, eGes Siqueira 38.
Commissao de estatislica, calechese e ctvisaco dos
indios (57 cdulas),
Os Srs. Brrelo Pedroso 42 votos, Ribeiro da Luz
40, c Aprigio Guimaraes 33. ,
Commissao de obras publicas (50 cdulas).
Os Srs. Araujo Lima 27 votos, F. Octaviano 23, e
Brrelo Pedroso 22. '.
Commissao de negocios\eccleslasticos (58 cdulas.)
Os Srs. conego Silva 51 volos, padro Campos 47,
e Correa' das Neves 45.
Commissao de exame do thesouro (59 cdulas).
Os Srs. Belfort 26 votos, Ribeiro de "Andrada 22,
e Pacheco 22. #
O Sr. Presidente : Esl concluida a eleiro das
commissOes.'
Na semo de 21 de junho do anno passado resol-
ven a cmara nomear urna commissao especial pira
rever o projecto n. 53 de 1852 sobre, hvpolhecas;
ordenado.A' co"mmiss5o
Do mcsmTremeltcmlo y> reguerimenlo cm que
o cabido da eaAiedral de Olinda pede augmento de"
ordenado. A' commissao -de penses e ordenados.
Un mesmp, enviando 'decretos-que conceden) apo-
sentadorias a varios, com os seus respectivos orde-
nados. 'A' commissao de penses c ordenados.
J)o mesmo, pedindo dia hora para apreseular .. '
o relatoro Jn'reparliclo a seu cargo. Marcou^c '
o dia 15, ao rucio dia^Sj,
Uo da marinfia, faiedo igual pedido Marwu-
seodia 15, n 'thora depot dottneio dja, i
I)o 1. secretario do sonado, communicand o
que S. M. o Imperador eorbcnvem varias resolu-
rs. Fica a cmara jnteirada.
Um requerimento da irmandade de Nossa Se-
ohora do Rosario na villa de Santa l.uiza .da pro-
vincia de Goyaz, pedindo permisso. par a nossuir
bens de raiz. A"commissao de fazeada.-
Urna representarlo da cmara municipal da villa
de S. Benlo do Tamandu, em Minas Geraes, rea-'
liva diviso da referida provincia-,A' commissao
de estatislica. *
Urna representarlo da cmara municipal da villa
das Tres Ponas da provincia de Minas-Geraes, re-
lativa i divsao da referida provincia. A' commis-
sao de estatislica.
f.i'-se e sem debate ha approvado o seguinle pa-
recer :
A' commissao de conslituico e poderes foi pre-
sente o oflico do governo expedido com dato de 8
de maio crrente pela secrelaria.de estado dos ne-
gocios eslrangeiros, em o qual communicando a no-
meaco do Sr. depuladn Antonio Peregrino Maciel
Monteiro para o cargo de enviado extraordinario e
ministro plenipotenciario junto corte de Lisboa,
solicito a necessaria aulorisaejto na forma do art.
34 da conslituico do imperio.
A commissao he de parecer que se conceda a
aulorisarao solicitada, e que para substituir o Sr.
Maciel Monteiro se chame o supplente a que com-
petir.
a Par-o'da cmara dos depulados, em 13 de maio
de 1851. /. A. de MirandaFigueira de Mello
J. A. Saraiva.
LC-se e entra em discussao-o seguinle parecer:
A commissao de constituirlo e poderes, a quera
fui prsenle o diploma do Sr. Dr. Manoel de Mel-
lo Franco, dcpulado supplente pela provincia de
Minas Geraes, enlendendo que, supposto nao possa
o mesmo Sr. Mello Franco substituir ao Sr. Anto-
nio Candido da Cruz Machado, por se adiar a sua
vaga ja preenchida pelo Sr. Lima e Silva, pode com
ludo sem inconveniente substituir a qualquer dos
Srs. deputodos que ainda fallam pela sobre dita pro-
vincia ; he de parecer que o mesmo Sr. Mello
Franco seja admiltido aprestar juramento e lomar
assenlo.Paco da cmara (los deputodos, cm 13 de
maio de 1854. Figueira Je Mello.J. A. de Mi-
randa. J. A. Saraica.K
, O Sr. Barbosa fundan icnla c mande mesa a
seguinte emenda : Qae se convide o Sr. lloqorio
Pereira de Azeredo Coutiinho, segundo supplenle
pela provincia de Pernal nbuco, afim de lomar as-
sento.
O Sr. Saraim : Pe co a palavra. pela ordem
nicamente para ohserva ao nobre deputado que
acaba de fallar que o par ecer sobro o supplente de
Pernambueo tambem estfi dado.
de bens de raiz para esse fit^u-acliava que devia
somonte depender de urna mera licenca do governo,
porque iiiogutra m contesta que taes eslabeleci-
menCos'sao de grande proveito, % o governo os deve
'promover indirectamente, porque eu tambem nao
sigo 9 systema da assistencia legal obrigatoria. Ora,
a queslo envolve por consequenca uro. pensamento
de moilktaljao, fie reslabeleoimerilo de certas re-
gr'as; de sames; e sem que efl fne quafljaappac r
paasagemydlle projecto, julgrjaconvcnieoie chamar
a atlencao da cmara, e ao mesmo lempo .a. do gc
veroo para esse pontojtpedindo mesmo, visto que Se
resent o nobrajmirlUUro da justica,' que nos
se h%a!gHm pensameufide melhorar esta ma-
teria, 'que julgo de grande transcendencia.
3 Ha unta grande somma decapitaos empenhad3
a cerlos onus, e estes"onus eslao cargo de cartas
corpoxajoes de mo-morta. Eu posso aflirmar ca-
'mara*que muitosdeslascorporaroes nao tem'o seu
tombo, que muilosjoizos de provedoria nao tem o
lvro competente do lombo das irmandades: posso
aliancar cmara que algamas ordens religiosas es-
lao esbanjandn seus haveres c teres, por exemplo. o
convento do Carmo do Espirito Santo, o convento do
Carmo da cidade de Olinda, etc. O. thesouro tem
mandado propor as acroes de reivindicarnos contra
taes alienarnos ; massuccede que por exemplo, no
Espirito Sanio, reivindicados os escravos que foram
vendidos indevidamente, nao obstante as multas que
lem os compradores na forma da ordenaran, vollam
para a mesma administrarn.
A malcra, pois, he digna de estudo, e eu peco
toda a allenco do governo, e tambem da cmara
sobre ella.
O Sr. Nabuco (ministro da, justica) respondendo
ao nobr deputodo que sesenta, devo dizer que o
governo lem cm vista regular a materia a que allu-
de, servihdo de base para esse trabadlo urna f ecla-
maco feila pelo mesmo nobre deputado como pro-
curador da fazenda, sobre a qual foi ouvido o pro-
curador da corda e boje se acha pendente do conse-
Iho de estado. *
O governo sent igualmente, como o nobre depu-
ladn, o estado deploravel era que se achara as con-
gregarOes relisiosas cujos bens v3o sendo esbanja-
dos, e lmbem reclama, como o nobre deputado, a
atlencao da cmara dos Srs. depulados para esse ob-
jeclo ; mas, quaesquer que forem as vistas do go-
verno a respeilo delle, nao prejudiram de sorte al-
guma o projecto cm discusso, o qual. pode passar,
visto que tem por fim legislar sobre os bens de raiz,
qne por doacocs e legados vicram a pcrlencer attaes
corporaroes, e que ellas devem perder se dentro certo prazo naoobliverem a competente legilimacAo.
Legitimada por meio da faculdade conferida nesse
projecto a posse desses bens pelas corporales de
nao-morto, a todo o lempo se lomaran as juslas
providencias para a administraran de todos ellos.
Julgada a materia do art. 1 sufficienlemcnte dis-
cutida he elle posto a votos com os seus paragraphos
capprovado.
Sao depois successivamenle appUJrados sem dis-
cusso os demais arligos, e o projecto vai com as
emendas commissao de redacrao.
Achando-se n.a anlc-sala o deputado supplenle por
Minas, o Sr. Mello Franco, he inlroduzido na sala
cora as formalidades do eslylo, presta juramento e
loma assento.
O 1 Secretario l o seguiule officio do Sr.
ministro do imperio pedindo dia e hora para apre-
sentar o seu rclalorio.
Designa-se o dia 15 do correle s 11 horas e meia
da maubaa.
Enlra em :lj discu fr, satisfaz em um paiz,( confessemo-lo) onde se vi-
ve do crdito; onde os empenhos mnrdenles obrigam
alancar-senos bracos do azar a quera se descuida de
lancar-se nos bracos da previdencia.
ii Se houvesse ura meio, Sr. presidente, de soccor-
rer as diversas empresas actuaes^os cstabclccimenlos
pos que entre oes se levantara de continuo, e que
pedem aojogo os capilaesde que carecem, eu propo-
ria a suppresao de todas as loteras ; mas j que nao
he isto possivcl; j. que est no's nossos hbitos esse
jagaagujpedireiique o Estado ao menos conserve essa
mnima ulilidade que lira do mesmo jogo.
a J.cmbra?ei mais que haveria uiameio de fazer
com que."as lolcrias fossem menos perigosa para o
\s loteras taesquaes a lei as concedeu chama ni
aojogo, nao todas as classes d populacho, mas una
elasse mais ou menos abastada ou que se considera
como abastada, a elasse que j aqui m urna sessao
defiuia do pauperismo de grvala c casaca. O bi-
'hete he de 203 o nem ledos na occasio da lotera
lem 20J> que empdnhem : assim o mal do jogo as
previsOesda lei nao era to grande, i Mas hoje o que
se laz"? Convcrteu-se a laloria em migalhas; dividi.
se a esperanza para convidar as mais mdicas entra-
das, lancou-se .immensa rede varredora em que os
vinlens d,i mais srdida economa, lalvez arrancados
fome, e muitas vezes conseguidos pelo latrocinio
dameslico at dos escravos, foram absorvidos. Toda
as esperanzas foram provocadas para seren devoradas
todas essas migalhas precipitadas no abysmo profun-
do de lloresconte industria dos cautelislas .'
E, repare-se mais; naosou dos grandes calculis-
tas, nejados.grandes uialhemalieos ; mas, quando
vejo lanas casas aberlas em cada urna das ras do
RioTde Janeiro, al no mais remolo arrabalde; quan-
do vejo nessascasasmulliplicidade de caixeiros, quan-
do sei o alto aluguef das mesmas casas, quando sei
que esses caixeiros precisara de um salario para sua
su sien lar ;io, quando vejo as rea roes que lem os cau-
elislas peas provincias, o menor calculo me mus-
ir que tudo isto nao pode vir nicamente do im-
posto aniiexo s loterias. Eslc imposto que nao
pode ser senao de 19000 rs. sobre cada bilhete ; e
admiro-me de que essa industria se manlcnha. Ser
licitamente ? He impossivel, absolutamente impossi-
vel ( apoiados), ainda quando os cautelislas comprem
lodos os bilhetes, os'dividam em pan-olla, possam ti-
rar 18 ou 2$ de cada um bilhete, e vendam lovJas a*
cautelas ; he impossivel, digo, que com a prodcelo
deste imposto clles se suslntem,pagucmsalario*a cai-
xeiros, altos alugueis de casas, e l'rrem como alguns
tem lirado, fortunas.
Ora, senhores, quando a industria particular
tem feilo um jogo destes com as loterirs, quiudo nos
nao lomos providencia oenhuma para cohibir esse jo-
go profundamente immoral, perig'oso ; quando nada
disto se examina, o que vale supprimir esse imposto
de 8 por cento 1 Nao ser senao supprimir urna verba
renda. Islo nao influir por modo nenhum, nem para
da que se jogue, nem para que sedeixe do jog'ar.
ii Ncsle sentido voto contra ludo quanlo for hoje
innovar a materia da nossa legslaco sobre loterias,
e a nao ser todas aquellas medidas que lenderem a
proscreverde hoje para sempre a industriados caute-
lislas, pois a essas hypolheco desdeja o meu voto.
O Sr. Ferraz diz que o seu fim nao foi senao favo-
recer o hospicio de Pedro II e a sania casa da Mise-
ricordia ; que n3o quer que as loterias fiquem isen-
las do imposto de 8 % que recabe sobre os premios
de 1:000 para cima, e sim que o hospicio de Pedro
II fique vre do. qualquer imposto que recaa sobre
o captol que s lhe d. ,
O nobre deputado continuando diz, que nao vai
pelo lado da exlincco inteiramenle das loterias, por
quanlo v o que em.alguns estados se tem laucado ma
dellas para grandes uns, especialmente as casas de
Pa*sando a tratar das casas aberlas para a venda
de cautellas-, o orador diz que lem ouvido fallar em
jogo illicilo feilo por ellas, mas como tambem teuha
ouvido fallar de todo o mundo, nao pode ter.muito
f as aecusasoes que contra ellas se fazem; que r
acha todava que devem ser regularisadai,-Ddo sua
opiniao que as cautellas sejam rubricadas por tim
autoridade para que possam ter curso, prevenindo-
se assim que os individuos emiltam raior numero
dellas do quo aquelle que pode cemteT o Mlhete que
representa.
Lfr-se um officio do Sr. ministro dos negocios
eslrangeiros, pedindo dia e hora para apresentar o
tciatoo a >nparte3a a con careA. He*designado
o dia 15 pela ma hora da larde.
a L-se e he apoiada a seguinle emenda do Sr.
Ferraz.
' a Fm lugar das palavras imposto de 8 5%reado ,
te tos que nao sejam o deque trato artigo 22 da
lei n. 317 de 21 de outubro de 1843.|. a B..
Silca Ferraz.
O Sr. Viriato observa que nao he sua lenco fal-
lar acerca da moralidade ou immoralidade da con-
cessao de loterias, porm smente tornar ais clara
a redaccao do projecto, caso se torne le, em refe-
reocra s provincias do imperio; que julga isso ne-
cessario visto da emenda ltimamente oHereada,
a qual em sua opiniao vai tornar muito duvidosa a
intelligencia dos favores que se quiz fazer as casas
de caridade, por quanlo estando bem expresan no
projecto que este favor se estendia casas de cari-
dade das provincias, do imperio, a emenda, mudan-
do certas palavras por onlras, faz crer que o benefi-
cio h concedido nicamente a certa e determinada __
casa de caridade da corto e a quaesquer oulraa da,
mesma corle, "do-convindo, poia.flue a leipasse
com pontos duvidosos para o futuro, o nobre depu-
tado manda mesa a seguinle emenda;' a qual sen-
do lida he apoiada.
Diga-se : Ficam isentas de quaesquer impos-
tos, que nao seja o de que trata o artigo 22^d lein.
317 -de 21 de outubro de 1843, as loterias concedidas
a beneficio das casas de caridade do imperio. S.
R/Viriato.
O Sr. Lisboa Serra diz, que i vista do numero de
emendas que lem apparecido, he claro qUe a mate-
ria carece de raais esludo, que nao he elle tmente
que hesito, que toda a cmara tem dovidat, qucalm
disso trata-ss de urna quetlo de impostos, que pode
influir mais ou menos no ornamento da receita, que
por tanto pedir o adiamento para que o negocio
seja remedido commissao do orramenlo para so-
bre elle dar o sen parecer.
Neste sentido o orador manda requerimento me-
sa, o-qoal sendo apoiado, he senf dbale approvado.
vEnlra em terceira giscussao o seguiule projecto do
senado com as emendas do anuo pastado:
a Arl. 1. Concedem-se 16 loteras, queseraoex-
trabidas na corle do Rio de Janeiro, conforme o pla-
no das concedidas santo casa da Misericordia, e
distribuidas do.modo seguinte:
' t t. Seis irmandade do Santissimo Sacramen-
to da anliga S deste bispado, para concluslo. da sua
igreja matriz.
a 2. "Seis ao novo recolhimento de Sania The-
reza, creado por decreto de 14 de marco de 1852 pa-
ra asylo das meninas desvalidas, sendo o producto
dellas entregue mesa administrativado mesmo re-
colhimento, para ser applieado especialmente cons-
Irocco de edificio destinado habitarlo das reco-
Ihidas.
3. Duas a matriz do Rio Novo, na proviucia
de Minas Geraes; devendo o seu produfcto ser appli-
eado couclusa daquelle templo, e compra de
ornamentos necessarios para o culto religioso na
mesma igreja.
a 4. Do mesmo modo e para idntico fim de-
terminado no paragrapho antecedente, duas ma-
triz de Santo Antonio da Parahybuna da referida
provincia.
a 5. O produelo liquido resoltante das loterias
de que tralam os paragraphos 3. e 4., s*r posto a
disposicao do presidente da provincia de Mina* Ge-
raes, para ter a applicasao determinada nos mesmos
paragraphos.
a Art 2.0 Ficam revogadas asdisposicOesm con-
trario.
Paco do senado, em 16 de junho de 1853.Can-
dido Jos de Araujo Vianna, presidente. Jos da
Silca Mafra, primeiro secretario. Manoel ios
Santos' Martins VaUasques, .quarto secretario.
O Sr. S. Octaviano pede e'oblem a retirada da
sua emenda, concedendo loterias irmandade do
Senhor dos Passos.
O Sr. Lisboa Sena declara que sendo signatario
da primeira emenda apresentada o anno pastado na
discusso deste projecto do senado, esl dlsposto a re-
tira-la tambem, rio porque tenham desapparecido
as razOes muito ponderosas que entao o determina-
ram, mas sim por estar convencido de que qualquer
alleraco no projecto importar delongas milo pre^
judiciaes e damnosas s obras pias que eUe tem em
Vista proteger, e cuja urgencia o orador reconhece.
Oflerecer, pois, se nisso'cpncordarem os demais
signatorios da emenda, a mesma idea enfprojecto se-
parado, c lalvez mesmo possa prescindir disto se a
cmara e n governo quizaosm, no orcaraeulo da des-
pe'za, consignar algum atgarismo para occorrer ao
serviro do culto e aos reparos dos templos do muni-
cipio neutro, nica poroao do imperio, "onde lao im-
portante serviro corre flrairamente abandonado dos
poderes do estado.
Faz raais algumas considerarles afim de demons-
trar que entre as mais urgentes necessidads desla
ordem figuram as que sofl're a freguezia de San Joo
Baplisla da Lagoa, como j em outra occasio leve a
honra de denunciar cmara e ao paiz.
O Sr. Ribeiro de 'Andrada impugna todas as
emendas cora excepcjlo da apresentada pelo Sr.
Wandertoy, e que apenas conserva do/projeclo a dis-
posicao relativa ao asylo de Sania Thereza para rae-
ninas desvalidas. Fundamenta este sen pensamen-
to em duas razes : primeira, em nao ter lida al
agora este eslabelecimento auxilio algum de loterias;
segunda, na natureza espeeialidade do mesmo es-
labelecimento que o torna credor de toda a prolec- '
00, por isso que he destinado- a educar o sexo fraco.
Diz mais que pesando a imposieo de loterias so-
bre todo o imperio, he injusto que ellas sajara quasi
exclusivamente destinadas flielhorameqtos do mu-
nicipio neutro.
O Sr. Viriato fundamenta e manda mesa um
requerimento de adiameut*, para que todas as emen-
das, exceptuada a suppeaasiva, voltem commissao
de fazenda, atira de que obre ellas aprsente pro-
jeclos distiuclos.
Sendo apoiado esto requerimento, he approvado
sem debate ; e continuando a discusso do projecto
com a emenda suppressiva, sera mais debato proce-
de-so votacao, e he adoptado o projecto do senado
para subir saneco.
He inlroduzido com as formalidades do eslylo,
presta jaramente e toma assenlo, o Sr. Azeredo Cou-
linho, deputado sopplenle.por Pernambueo.
Entra em primeira discusso o seguinte projecto:
Art.l. Fica prohibida a concessao de privilegios
para a navafjasao a vagor as agua da bahia do Rio
de Janeiro, e provincia do mesmo nurae.
a Art. 2. Os acluaes privilegios, urna vez extrac-
tos por qualquer principio, nao poderao ser renova-
dos, qualquer que eeja o pretexto.


Paco di cmara ds depulados, eni 3 de junho
de M53. Joto Manoel Pereira da Silca. Joao
Antonio d Miranda.
OSr. Paula Candido : Naoperccbo bem oque
veram em vitla os nobres signatarios desle pro-
jetlo.
Nao se concedam privilegios, da o projeclo, pa-
. ra a navegaban a vapor na i>ahia do Rio de Janeiro.'
Em Ibese en lambem son inimigo de privilegios;
Mt bt por ventara necessarlo diier qne o governo
nd poderconceder privilegios? A thete approvo ;
> porm emergencia! podem haver que demandem
estabeleeiroento destes vapores, e enlao cmara,
por aera desconfianza de qne o ministro ngo v con-
ceder om privilegio contra o qual se veja depois
embarecado em votar, deve por obstculos a que o
gever, ero um caso de ulilidade, que nao powo
prever, mas que se pode dar, lenha a feculdade de
conceder um privilegio ventajoso para o paiz '!
Nao confio no meo joizo, e por consegainle deje-
java que fosse consultada urna rommwso para dar
o sea parecer a respeito desta materia grave, e mes-
mo gravistima; para o que von neste sentido apre-
sentar om reqoerimenlo de adiamenlo.
He apoiado, e entra em discussao o requerimen-
lo du Sr. Paula Candido, para que seja o projeclo
aviado atiumssiode industria e arles para inter-'
pr parecer.
O Sr1. Henriquet:Sr. presidente, eu enlro em
dunda acerca da constitocionalidade do projeclo de
qne te (rasa, e conformo-p-e em parle com a idea
to obre Sr. primeiro secretario, que quer que so.
* esta materia seja ouvida a commissao de indus-
tria ; terei de serescentar ao reqaerimento por elle
onerecido qoe lambem se consalle a commissao de
nethHaoe poderes. Parece que o projeclo he
recanbecidamente nti-constilucional: um artigo da
coenrJluieie (oorkdorol; claramente o moslra.
Na teosos uroa||i recntarmentar dada a esla dis-
pomcSo constitucional, enesla lei,'que he de 28 de
agosto de 1830, te assegura ao descobridur on in-
rroduclor de orna industria ntil, a propriedade da
ravenrio, entretanto o projeclo se oppSe aislo
.,___Brvez_ggc_arb w npr;.i.nu.u-imwmil
DIARIO DE PERNAMBUCO, SBBADO 27 DE MAIO DE 1854.

i
vapor na Baha do Rio de Janeiro. Conformami-
me per itte com a idea do nobre secretario, vou
mandar i mesa um additamenso ao seu requeri-
mento*para qoe o projeclo v lambem commissao
de canstituicf o.
Vei a mesa esse additamento, e nao h.avebdo cesa
pare te .volar procede-se chamada, e verifica-se
lerem-se retirado os Srs, Fausto, Jansen, Sanios e
Almeida, Aprio Gniraafaes, Fernandes Vieira, Al-
Albuquerque, Theophilo, Figueira de Mello, Gomes
Ribeiro, MagalhaesCastro, Pacea, Miranda, Pereira
e"a Silva, Lima e Silva Sobrinho, Barboza da Cnnha,
Pacheco, Leal, e Almeida Albuquerque.
O Sr. Presidente marca a ordem do dia da ses-
*> de 15, e ItvanU a ttalo as 8 horas menos dez
minutos.
ii mam
PROPOSTA E RELATORIO
presentado i assembla qeral legislativa na se-
gunda senao da nona legislatura pelo ministro e
secretario de estsdo dos negocios da fazenda Vis-
t catate de Paran.
augustos e dlgnUtimos Srs. ^presentantes da
narao.
Em cumprimenlo do art. 13 da lei de 31 de outu-
bro de 1S35, veuho apresenlar-vot a proposla do or-
taatealo da receita despera geral do imperio para
o eirecicio de 18551856.
PROPOSTA.
Capitulo I.
Despez geral.
Arl. i. A despeza geral do imperio para o exer-
ncio de 1855 J856 be Creada na
quantia de. .......3a\318:752063
" Arl. 4.' O ministro e secretario de estado dos ne-
gocios eslrangiroi he autorsado para dispender
com os objeclos designados nos seguinles a quan-
tia de.......' ~602:75342l
A saber: *
!. Secretarla da estado .
2.' LegacOes e consulados, ao cam-
bio de 27.........
3.- Empregados em disponibilklade,
idem. :.......
4.- Extraordinarias no exterior,
idem.........
5.' Ditas no inlerior em. moeda do
6.
paiz.
Exercicios (indos.
46:5158088
418:2759000
7:9339333
100:0009000
30:0009000
9
Arl. 5.- O ministro e secretario de estado dos ne-
gociosda marinha, heantorisado para dispender com
os objeclos designados nos seguintes a qnanfia
d ......,. 4,335:0319180
A saber t
1. Secretaria do estado ;i 32:2009000
2. Quarlei-general da marinha. . 4:8239190
3. Conselho supremo militar. . 3:6009000
4. Auditoria e exectitoria. .' 3:0905000
5. Corpo da armada e classes an-
nexas........ 349:7109840
6. Batalhao naval...... 27:6859380
7. Corpo de iinperiaes marinheiros. 54:5659200
8. Compauhia de invlidos . 7:8829560
9. Conladorias....... 40:7009000
10. Intendencias e accessorios. . 43:4159440
11. Arsenaes...... . 796:1299430
12. Capitanas deporto. .... 65:9749190
13. Forja naval . 920:7279820
14. Navios desermados. .' 24,-2329800
15. Ilospitaes........ 23:7969800
15:3559680
17. Academia de marinha. . 25rl429000
18. Escolas........ 1:3049000
19. Bibliolheca de marinha . 1:2239600
?*Or DcfOl UldUw '.' . 49:069*230
21. Material........ 1,422:6269370
22. Obras ........ 240:0009000
23. Engajamento e recrulamenlo . 45:0009000
24. Despezas extraordinarias e even-
luaes ,.-'....... 136:7569630
25. Exercicios lindos...... 9
A qaal sera distribuida pelos seis diversos minis-
terios na forma especificada nosarligos seguinles:
Art 2. O ministro e secretario de eslado dos ne-
Socios do imperio be autorsado para dispender com
objeclos designados nos segoinlet paragraphos a
** ..... 4,839:336*000
Ataber:
1. Dotado de sna .magestadej o
imperador. .,.......
2. DiU,de sua magesUde a impe-
ratriz.........
1. Alimentos da princeza imperial
a Sra. D. Isabel.....
4. Ditos da princeza a Sra. D. Leo-
poldina.....v '
5. Dolarlo da princeza a Sra D.
Januarla, e alugnel.de casas.
6. Dita de sna magostado a impe-
ratriz do Brasil, viva, a du-
queza de Braganr. .
7. Alimentos do principe o Sr. D.
Luiz. ......
8. Dte de princeza a Sra. I). Mara
9.
10.
II.
12.
13.
14.
15.
16.
17.
18.
19.
20.
21.
22.
23.
24.
25.
26.
27.
28.
29.
.10.
31.
32.
33.
34.
35.
36.
37.
38.
39.
40.
41.
42.
43.
44.
45.
rqmwipeoSr. D.Filippe-
Ordenado dos mestres da fami-
lia imperial. ......
Secretaria de eslado. .
Gabinete 'imperial. ....
Conselho de estado.....
Presidencias de provincias. .
Cunara dos senadores, e secre-
taria.........
Dita dos depulados, idem. .
Ajadas de caito de vinda e vol-
la dos depulados......
Ceos jurdicos......
Escolas de medicina. ...
Academia das Bellas Artes .
Mateo.........
Hygieoe publica.......
Enipregados de visitas de Ud-
de dos porlos......- .
Lazaretos. ..'...[
Ioatitulo vaccinieo.....
Commissao de engenherot.
Canaca, pontos, estradas e oulrs
obras publicas geracs. .
Correio geral e paquates de vapor
Reparticao geral das Ierras pu-
blicas, medicSo dettas e colo-
nisaco. ',...,
Calechese e cvilsac,3o de Indios
Colonias militares.....
Estabelecimenlo de edacandas
ne Para.
Archivo publico. .
Evenlaaes........
Ao municipio da corle.
tlrnccSo pri mari aMcundaria.
Auto do commercto. ....
Biblietheca publica.
Jardim Botanice de Lagoa de
Kodrigo de Freilas. ....
Dito f Passeio Publico. .
Iustitute Histrico e Geographi-
co Brasileiro. ......
Imperial academia de medicina.
Soeiedade Auxiliadora da Indus-
tria Nacional......
Hospital dos Lazaros. .
Obras publicas. .
Exerciciot fiados......
800:0009000
96:0009000
12:0009000
6.-0009000
te:0009000
50:0009000
6:0009000
'6:0009000
. 6:0009000
3:2009000
40:8009000
1:9009000
28:8009000
231:0009000
238:1009000
3132409000
50:7009000
105:7609000
87:0798000
21:0449000
8:6809000
23:5009000
20:0009000
20:0009000
11:400901X1
6:1469000
500:0009000
1,152:0009000
564:0009000
40:0009000
50:0009000
2:0009000
7:4209000
30:0009000
49:0169000
4:9009000
14:6389000
13*649000
3:9499000
2:0009000
2:0009000
4.-0009000
2:0009000
100KW09000

Arl. 3." O ministro e secretario de estado dos
negocios da juslica he autorsado para dispender com
"objeclos designados nos seguinles pargraplios a
>,...... 2,631:0739501
leome-
, vigarios
A saber :
I. Secretaria de estado. .
i." Tribonal supremo de juslica.
3. Reta{es. .......
4. Juslicas do La insjdbcia. .
">.- Polica n segotanca publica.
6.- Pessoal da polica. ...
7.- Gonrda nacional. .
8.* Telegraphos.
9.* Rispos, cal
tropolilana, parocl
geraes e provisores
10. Seminarios episcopaet.
11. Capella impeiiei e eeUjedrado
Rio de Janeiro.....
12. Tribnnaes de commerciu. .
13. RepressSodoIrafico de Africanos
II. Evenluaes
No municipio da.ante.
15. Cello publico uJV.
16. Corpo municipal peroi'
17. Cata de correcto e reparos de
cdelas ....,..*.
18.Coedur.lo e sustento de presos
19. tllomina^So publica ....
20. Exercicios lindos ,
35:8009000
105C009000
270:8869672
641:2009009
74:0009000
127:0009000
165:6219500
11:1809400
545:9959500
38:6009000
62:7108000
19:6209000
25:0009000
10:0009000
4:5479720
296:211*700
' 64:0008000
2OK0000
113:0009000.

Art. 6. O mioislro e secretario de eslado dos ne-
gocios da guerra be'autorsado para dispender cora
os objeclos desigados nos seguinles a quantia
de. ... ... 8^17:7499772
Ataber :
1. Secretaria de estado ereparlicoes
anexas ....."....
2. Contadoria geral......
3. Conselho supremo militar. .
4. Pagadoria das (ropas.....
5. Escola militar e observatorio as-
tronmico ...... .
6. Arsenaes de guerra, armazens de
artigos bellicos e conselhos ad-
ministrativos ......
7. Hospilaes ". .......
8. Commando de armas e inspeceo
de cor pos........
9. Ofliciaes do exercilo e refor-
mados ,.....
10. Forja de linlia......
I(. Corpo de saode .
12. lio par tira" o ecclesiaslica .
13. GralGcacfies, forragens, etape, a-
judas de cusi e gralificacoes .
diversas. ..-..,*.. 238:4949420
36:4409000
35:1269000
12:3009000
78:8399400
1,369:5226004
172:3239000
63:5719300
953:947743
3,829:5449240
180:1879700
35:2689000
16. Ditos de X.por cnto dos da-'
manes. .-.....
17. Expediente das capalazias. .
18. Multas.........
19. Renda do correio geral. .
20. Dita da casa da moeda. .
21.. Dita da senhoriagem da prala .
22. Dita da'typographia nacional. .
23. Dita da casa de correc^o. .
24. Dita da fabrica da plvora. .
25. Dita da de ferro de Ypanema: .
26. Dilados arsenae.......
27. Dita dos prprlos nacionaes. .
28. Dita de terrenos diamantinos .
29. Foros de torreaos e de mtri-
nhas .-...... .
30. Laudemios.......
31. Siza dos bensde raz.....
32. Dcima de urna legua alcm da
demarcarlo. ......
33. Dita addicional das corporac,f-es'
de nwo mora. .. '. .
34. Direilos novos e velhos e do
chancellara.........
35. Ditos das patentes dos ofliciaes
da guarda nacional.....
36. Dizima da chancellarla. .
37. Joias das ordens honorficas. .
38. Matriculas dos cursos jurdicos.
39. Dilas das escolas de medicina. .
40. Mullas por infracto de regnla-
mentn. -.......
41. Legitimarles. .' .
42. Sello do papel fixo o proporcio-
nal..... .
43. Premios de depsitos pblicos .
44. Paleles dos despachantes e cor-
relores......,
45. Feilio dos lilulus dos mesmos .
46. Emolumentos da secretara do
tribonal do coramercio .
47. Dilos das repartirles de fazenda.
48. Impnslo sobre lojas, casa de
descont, ele :*;' .
49. Ditos sobre casas de moveis,rou-
pa, ele, fabricados em paiz es- '
trangeiro......, .
50. Dito sobre barcos do inlerior. .
51. Di lo de 8 poscenio das loteras.
52. Dito de 8 por cenlo dos premios
das mesmas...... .
53. Dito sobre a mineraojn .
54. Dil sobre datas mineraes. .. .
55. Taxas dos escravos '. .
56. Venda de pao-brasil .
57.' Cobranza de divida activa. .
Peculiares do municipio.
58. Dizimos......
59. Decima urbana.......
60. Tercas partes de oIBcot. ...
61. Emolumentos de polica ...
62. imposto sobre as casas de leilao
e modas........
63. Dito de patento no consumo d'-
aguardenle".......
64. Dito do gado do consumo. .
12:2809000
87:4309000
2:2309000
. 174:7609000
53:1009000
32:8709000
59:1*109000
9509000
37:1609000
12:4709000
15:9209000
53:1109000
15:8209000
4:9509000
4:3609000
1,100:0009000
3:0109000
58:0309000
200:0009000
34:0939000
49:2509000
5:7309000
52:7509000
23:2905000
20:5409000
7209000
860:0009000
8:7309000
21:3809000
5009000
5:0009000
21:5609000
550:8009000
7:7.509000
14:3109000
298:2309000
130:5509000
36:1009000
-2009000
161:3509000
78:4509000
372:2109000
18:6209000
570:0009000
. 1#09000
.1:
14. levalidos
15. Pedestres........
16. .Recrulamenlo e engajamento.
17. Fabricas........
18. Presidio da ilha de Fernando. .
19. Obras mlilarer......
20. Diversas despezas e e ven la es.
21. Exercicios lindos. ,'.'-. .
46:7619125
192:1479900
300:0009000
118:8229600
28:8549180
350:0009000
192*089000
9
Art. 7.o OmjnJiro e secretario de estado dos ne-
gocios da fazenda, he autorsado para dispender
com os objeclos designados nos seguinles SS a qnan-
lia de.....*..... 11,592:8088189
. A'saber :
i. Juros e amorlzacao da divida
externa calculada ao cambio
de 27.. 3,823:4409000
!. Jurosda divida interna fundada. 3,462.-2169000
." Dito da dita inscripta antes da
emjssao das respectivas a plices,
e pagamento em dinheiro das
quantias da mesma divida
menores de4009, na formado
art. 95 da lei de 24 de oulubro
de 1832 .... .
I." Caixa da amortizarlo, filial da
Babia, e empregados no resgate
e substituidlo de papel-moeda.
5. Pensionistas do eslado. ...
6. Aposentados....... 333:0469129
7." Empregados de repartieres ex-
tractas........ ,
8." Thesouro nacional ,
9." Thesourarias. "".....,
10. Juizo dos feilos da fazenda. .
11. Alftndegas......
12. Consu|ados. ,.....t
13. Recebedorias......
14. Mesas.de rendas e colleelorias .
15. Casa da moeda.....;
16. OfTicina e armazem do papel
sellado.........
17. Typographia nacional. .
18. Ofllcina de apolices.....
19. Administrarlo de proprios na-
cionaes ........
20. Dita de terrenos diamantinos. .
21. Ajada de cusi a empregados de
. fazenda .........
22. Curadora de Africanos livres .
23. Medicao de terrenos de ma-
anas.' .........
24. Premios de leltras, 'desconlos de
assignados das alfandegas, com-
missOes, correlagens e seguros .
25. Juros dos emprestimos do cofre
dos ofpitaos.....' .
26. Reposij&es e restituirles de di-
reilos e nutras .
27. Corte e conducho de po-bra-
sil.........
28. Obras .........
29.-GraQcaces. .......
30. Eventaes........
31. Exercicios lidos .
32. Pagamento de emprestimos do
cofre dot orphftos....... .
33. Dito dos bens de defnntos e au-
sentes. '. ,t
34. Dilo de depsitos de qualquer
origem.........
20:0009000
38:9809000
585:4859394
43:3629666
333:2009000
487:5789000
51:2189000
1,181:1499000
174:1049000
94$5jfJQ0
247*868000
111:6009000
17:4009000
il:00|D0O
3:36O#0O0

21:15.59000
11:0789000
12:0009000
2:0009000
3:0009000
100:000.5000
c.-0009000
50:0009000
60:0009000
65. Meia siza dos escravos.
66. Selto de heranjase legados .
67. Rendimento do evento. .
Extraordinaria.
68. Contrihnsao para o roonte-pio.
69. Indemnisarfles......
70. Juros de capilaes nacionaes. .
71. Repos{6es e reslilncOes. .
<2. Veoda de proprios nacionaes e
gneros ........
73. Receitt eventual. ......
143:
132:
114:2709000
91:0109000
1009000
9308000
77:7209000
16:0009000
66:3909000
59:7809000
73:5708000
para ftzer face s dtspezas publicas no exercicio de
1R531854 nao pode ser avallada em menos ders.
39.000:0008.
Nos resultados que Icnlio spresenlado roetti em
conta os depsitos ; mas, posto que ellet tenhamsido
sempre contemplados enlrc os recursos do thesouro,
he forceeoreconhecer que nao faxem parle da renda
do Eslado. Se.'pois, se eliminar da receila dos exer-
cicios a que me tenho referido as snmmas provenien-
tes dos ditos depsitos, ficar o saldo de 18521853
reduzidoa poucomaisde 1,000:0009, e os recur-
sos de 18531854 a 36,000:0009 ponco mais ou
menos.
Pelo que toca i receila de 18551856, creio que,
i vista do estado da Europa e da influencia qne a di-
minoicSo de bracos empregados na cultura das torras
pode ter em nossa produeco, nao he prudente con-
tar com o progresivo crescimento que, liveram as
rendas de imporlacao de 1849 at 1852, e por isso
tomoi o termo medio da receila dos tres anuos de
1850 a 1853, e avaliei a reccita, sem contar os dep-
sitos, em.
A despeza est calculada cm
Saldo. .......
. 34,000:0009000
32,318:7529063
1,681:2478937
Comparada a despeza fizada para o
exercicio de 18541855 .31,153:3369737
Com a oreada para o de 18551856. 32,318:7529063
llavera um acrescimo de ... 1,165:4159326
As razOes desl augmento s3n explicadas as ta-
bellas que acompanhim o ornamento.
(Jornal do Commercto.)
CORRESPONDENCIAS SO DIARIO SE
PERNAMBUCO.
Parahil 22 de malo de 1854.
Caso virgem nesia lerra-tenho hoje que lite con-
ir ; o ex-coroneli lendo apanltndo, com martello,
p de mesa, ele, ele, ate com manta de toucinho,
lirou agora o sen teir da mizeria, expaneaodo
um marojo in^j que enlrou em sua casa de nego-
cio, onde estovan lodos os seus caiieiros, e o guaiM mos e menor nter
da livros ; eo pebre marojo inglez, estando em tett*'
estado normal nem ao menos deu um socco : e di-
zem queocoasul inglez, vista de lana bravura, naw
quer proceder contra, porque espera.poder contratar
o referido ex-coroneli, para o exercilo inglez con-
tra a Rusta, iim te contrabalancee o efleilodas ba-
las axfichante, eie alcanzar o ebgajamento eniao
adeos Rassos.
A 19 do correnb, parti o capitn Modesto com
35 pravas para Campia Grande, fim de apabilaren)
un criminosos que ah se refugiaran!, e o chele de
polica parti honleti para fazer-lhes os competentes
processos.
A assembla proncal contina nos teus Iraba-
Ihos como sempre.
Jaque Ihe fallo ia assembla, deixe-lhe dar um
versinhos feilos pelo Crespinho, l v3o elles
Depsitos. *
Empreslmo do cofre dos or-
phaos ..........
Bens de defuntps e ausentes .
Consumo das alfandegas e con-
sulados .......'
Premios de loteras. .....
5.-Salario de Africanos livres. .
6.- Depsitos de diversas origena. .
4.
155:0009000
327:0509000
2:5009000
, 8:0009000
12:1709000
195:2809000
Art. 10.-O governo lica autorsado para emiltir
bilhetes do Ihesoaro al a somma de 4,000:0009000'
como anleeipac.aojJe receila no exerdeio desta le.
CAPITULO III.
: MtpasieSet geraes.
Art. II. Ficam em vigor todas ai disposicoes da
lei do ornamento antecedente que nao versarem par-
licnlarmenle sobre a fixac.io da receila e despeza, e
nao tiverem sido expressamenle revogadas. <
Arl. 12. Fcam revogadas asleis e disposicoes em
contrario.,
Ro de Janeiro 8 de maio de 1854.s-"'itcond de
Paran,
augustos e dignissimosSrs. representantes danacao.
Para salisfazer a un dos deveres que rae impoe o
cargo que oceupo, venho apresentar-vo? o relatorio
da repartijao de fazenda ; e comecarei avallando os
recursos com que o thesouro pode contar no anno fi-
nauceiro correnle, e expondo a-razaoem que mefun-
dei para orear em 34"1000:0009000 a reccita do de
1855-1856.
Segando o bataneo, qoe ser aprcsenltdo s cama-
ras legislativas no decurso desta sessie a receila ge-
ral do imperio elevou-se em 18511852, a sdV {
Direitosde importaaoa .
Ditos de exportarlo. .
Despacito mari I i uto ....
Rendas intentas ,
Ditas ex^rardinariat .
Cobrancs. de divida activa .
. 24,840:2929032
4,38:3069709
558:569941
5(48JS:32I882
398:0219451
263t3039438
Crditos legislan vos.
Depsitos ....
Saldo do exercicio anterior.
35,786:8215853
1,0)5:6009000 ,
1JJ25:7769067
-----2,9l0:77C9j87
. 1,006:8579535
40,534:4.559455
20:0003000
9
9
'9
9
CAPITULO 11.
Receila 'geral.
Arl. s." A receila geral do impe-
rio he orjada na quantia de. W,000:0009000
Arl. 9. Esla receita sera efleclnada com o-pro-
ducto da renda geral arrecadada dentro do exerci-
cio da presente lei, sob os Ututos abaixo designa-
dos :
1. Direilos de importarlo para con-
..........23,5t:000S000
2. Ditos de baldeacao e .reexporta-
S"....... 25:1009000
3. Ditos idem para a Costa d'A fri-
ca ......
4. Expediente dos gneros estran-
geiros despichados cora ctrla de
guia..........
5. Dito dos gneros do paiz. .
6. Dito dos dilos livres ....
7. Armazeoagem ......
8." Premio de assignados. .
9. Multas. ......... 32:2809000
10. Ancoragem. ... ... 180:0009000
11. Direilos de 15 por cenlo das .
embarcarles eslrangeiras que
passam a nacionaes. .... 16:6909000
12. Dilos de 5 por cenlo na compra
e venda das embarcaQes. 25:2109000
13. Dilos de 5por.cenlo de exporta-
" &o.......... 3^500:0009000
14..Dilos de 2 por cenlo idem.. 13:3609000
|15. Dilos de 1 por 'cenlo idem do
1 ouro em barra. '. 9(09000
12:4909000
23.5:4008000
27:1709000
10:6809000
1875209000
A despeza du meimo exercicio im- W <
porlou, a saber : ,"
Pagamento de dividas de exercicios
lindos em........... 64:1509915
Ainorlisaoao extraordinaria'da divi-
da exlerna e pagamento aos agen-
tes financeiros do Brasil em Lon-
dres das 100,000 que havam
adiantado ao governo imperial. 2,909:5198920
Emprestimos feilos as repblicas do
Prala ........... 2,464:2789845
Pagamento de depsitos .... 416:8058247
Despezas proprias do exercicio 36,900:0269724
Vou agora contente
Um cerlo caso contar,
Preprele, esteja atiento,
Q'a.coua he de espantar.
Cerlo hemem desta (erra
Tido em conta de ricaco,
Quiz lambem por sua vez
Saldar osen espiohaco.
"fondo ja por mullas vezes
Seu corp bello e mimoso.
Sido pasto do ccele
Desse pao lo valoroso ;
Teve agota ccasiao
De moslrar-se glorioso,
Espancando a um godeme,
Marinheiio e borrachoso.
Fez-lhe grande ferimenlo,
Da cabera lirn sangue,
O coilado cahio logo,
E licou de lodo exange.
Bem dizia minha av,
Q'era mulher prudente.
Q'coasas havia no mundo,
Q'roudar fazia a gente.
_ O cnsul do tal godeme
Nao se moslron agaslado,
Mandn o homem para bordo
E licou ludo arranjado.
Se fosse nutro qualquer
Que fizesse essa herezia, .
Teriamos longo debato,
Notas de diplomacia. "
Mas foi o nosso Coroneli,
Autor do caso nefando,
Espaocou um eslrangeiro
Contente licou-se ninando.
Esse fado, meu amigo,
Com cuidado registremos, ,
Siria elle de exemplo,
CorA iltiihciro o que valemos.
Nenhuma alterarlo tenho a notar em o nosso
mercado de gneros de exportatao, que contina a
sustentar as anteriores cotaces anda com diminuas
entradas.
Detpaeharam-se nesla semana os seguintes navios
inslezts, carrejados ueste porto :
Em 17, o brigue Margaret Ridley, manifestando
508 sacres de aisodao. .
Em 20, a barca1 Spirit of the Times, com a carga
de 2,5) 'saceos de estucar masca vado, e 800 saccas
de algodao, e o brigue Caroline Schcnk com 2,600
saceos de assuoar dito.
Estes gneros embarcados, obliveram nessa praca,
segundo as:nformacoes que pode cotlier, o assucar
29000 per erroba/e o algodao 69300, dem, ambos
paitos a Jiordo.
. Fica nicamente, no porto completando o ten enr-
regamcnlo do assucar, algodao e couros o brigue
inglez Anri Sarah, que se presume ser despachado
nesla semana.
Villarde Mamaacaape 22 a aeWlo de 1864. que eu escrfa,-os jaeot pensamdblos, d as
Abtnmandn em materia nnra utrravfir.lhk a n7n t:.:..lLfe.t~ ,_i__'JL ..*
AbatWando em materia para escrever-lhee, e nao
. lerendo dar-!nes noticias a'nllquaria
mos b entejo do correio, principiando
c, depois da elcicao dos membros da mesa, continua
a soflrer de urna epidemia rondante, que atacafdo-
lhe a trechea, e obstruindo o canal da larynge, (em
communrado aos bronchios adecenes espamodicas,
na pltrase do licenciado V. Peixolo.
Folgamoa em noticiar-lites primeiramenle, que fo-
ram creadas mais Ires comarcas, achando-se dividi-
da a nossa provincia em seis, e com as seguintes cir-
cumscrip^oes :
l.Os termos da cidade e Mamanguape ;
2."Os do Pilar, Inga e Campia Crande ;
3.aOs da cidado de Aria, Alaga-Nova, Bana-
nelrase Guarahira ;
4.aOsdeCabaceirat e S. Joao ;
5.Os de Pombel.lfctose Calote do Kocha ;
6."Os dePianco esouza : diversos projeclo te
nprescnlaram nenie sentido, segundo consta, c lam-
bem que esla divisan foi ama das peiores : em pri-
meiro lunar concordaramos 18o lmente com a cre-
arlo de duas comarcas, como com tanto discernmen-
lo_ foi iniciado peto Exm. Sr. presidente; porque
alcm da razao de nu smenos considraco da' ira-
pres-ao que ha de causar um grande augmente, lo-
go do duplo, acresce que devia-ie altendere fazer
experiencias de menores escalas, para, de dados cer-
tos e seguros, chegar-se a urna divisao reileclda e
mais consentanea boa organisa^ao judiciaria;
alm de qne, com a crearlo de mais duas comarcas,
salisfazerido-se as necenidades do servico publico,
nao nos lomar amos de urna vez lo gravoso*aos co-
fres geraes, que lemile occorrer a tantas necessida.
des publicas :as crcumscripcfiessem duvida algu-
ma nao foram as mais convinhaveis, porque nao
guardando-se a menor proporco entre ellas.desat-
tendeu-ses especialidades que deviam presidir se-
mcllianlo divisao, esqueceu-se a commodidade par-
ticular dos empregados da juslica, e nao menos dos
povos:a primeira comarca podia comprehonder.
mais um lermo ; aseguuda he urna.comarca muilo
boa em todas as retacees, que se considere, lauto
que solfrer injuslica, se nao fr contemplada no nu-
mero das de seguuda entrete ; a lercelra por cerlo
que he demesuradamenle extensa,e comprebende l
dos termos mais populosos e importantes da provin-
cia, no seio dos quaes Irala-se ja de crear mais um
termo, e duas freguezias ; a quarta comprehende 2
termos mu pequeos, e lao iuhospitos. que' difiicil-
mente acbarse-ho hachareis aptos, que sequeirara
sujeilar a screm all empregados ; a quinta he tam-
bera mu pequea ; a sexta nao lie menos.
Fallando desta sorle devenios previnir, que nao te-
os emenor intoresae.ligado a laes diviset, e qua-
domesmo livessemos; o gvernocoherenlemenlecon-
liimaria ler o Juizo prudencial de nao noroeer jui-
zesde direilu a pcssoasAlas mesmas provincias, as
quaes estas s vcem dous campes,de amigos e ini-
migos:ha muilo aleamos nonsas vozes, reclamando
pete divi*3o das comarcas, ella foi decretada, e por
esto nico acto nos nos felicitamos, damos mil em-
boras provincia e rendemos tincera hdmenagem
aos honrados membros da assembla provincial :
Indo o mais te remediar em lempo.
Foi litada a torta policial era cenlo e cincoenla
pracas, forja tem duvida mo exigna para salisfazer
o lira da sua crearlo, masa que razoavelmenle* pode
comportar os recursos financeiros da nossa provin-
cia : honve proposito em dirainui-la a KJ0 prajas,
com a mais revoltele injuslica e desconveniencias
as mais palmares ; fundando-se no principio deque
linltamos tropa de linlta em abundancia. Ver as
cansas desla sorle, he ver pelo prisma da illusao, he
nao dar altencao devida para avaucer. urna proposi-
3o daquella ordem : do lucido relatorio de S. Exc.
conhece-se evidentemente de quanta desvuntagem se-
ria aquella subtracrao ; qqera prestar mesmo a mais
ligciraaltencao a lodos os movimenlus da nossa tro-
pa nao deixar d chegar a esta conrlso. Quera
he que ignora, que anexar de um destacamento de
80 homent da suarda nacional, de um reforjo de 60
de linha, e com toda a mais tropa existente na pro-
vincia, a gdafnicao andava to atropellada que fa-
zia o servico consecutivamente por doas e tres das*
quem ignora que o governo nao lenha torca dispo-
nivel, e que os criminosos vagueando impones, as
autoridades reclamavam em vo por destacamento ?
E melhoramos por em quauto 1 nao; Acarnos cm
peior cndilo : vieran) he verdade 130 pracas pa-
ra o meio batalhao que deve-se aqu organisar-se,
mas lambem he verdade que lem de'se dissolver
o destacamento da guarda nacional, lem-se de reti-
rar os 60 soldados que vieram em primeiro lugar, e
assm teremos contra nos una diminuirlo de lOpra-
jas, poderiamos entramo detalhe dos soldados, e jo-
gando cora dados eslatisticos,.provar exhuberaoto-
menle. que de presente a torce que temos he insuffi-
cienle para o servijo ordinario ; mas para que t
temos a nosso favor ojuizo Ilustrado do presidente
da provincia, temos o da conspicua assembla pro-
vincial, contra os quaes desapparecem opioaes
ticulares, ulnas de impressoes e sentiraen '
versos.
Mas dir-nos-hao como Talleyrandos fins
ficam os metes ; e nos airependi/io* diremo:
razao.
Com lodo desprazer vamos concluir, porque o es-
tafeta, ja de vagerh nao consenle qne escrevamos
mait urna linha, por isso as militas noticias que deu-
not o Cardozoda assembla levaremos aos seu conhe-
ciraentes d'oulra vez. o orileiro.
Santo-Ghristo, lempo este, em que ella se torna co-
mo cima diste, ama velha catquilha, cheia de
feiticos, graciosa; e aparando mais, potica, romn-
tica, e quasi....-quasi sensual: emfira urna mocinht
dengosa. .
Nao terei eu que a chame, como tebtvo ouvido
com estes muidos : telha macherata, e tumba rica.
Bom preyeilo lhe favn. Depois, que' se pasta a in-
fluencia festival, Ipojuca Oca no que era: ti dol ;
que despe ot atavos da mocinha, toma a tata, e ea-
liero ; ajusta oa ebrnea cabera a louca dezu-
arte desbotado, e ei-la desdentado, corcovada, Ire-
mula, de caceliulio a mo requesttndo o viajante,
que pera ella sorri de compilxio, e prosegoe ben-
zendo-se.
ipojuca he a sede da freguezia, lendo por matriz
o Livramento, igrejinha pobre, e de humilde archl-
leclura. Tem mais as ruinas da matriz velha, e as
ruinas do Rosario.' Se la nao eslivesse p convento
dos Franciscanos,! pojuca seria urna tapera de povoa-
c.lo. E porque vivir ella esquecida das guatas sal-
tadoras 1 Ma sunt judia a Dei .
Tem esta freguezia alem He Ipojuca, mais seis
povoacoes o O" autiga cabeja de comarca
Cpi,Porto de Gallinhas, Ouleirot, Pona do
Sarramby Vermelho.
Festeja-sc annualmente no 1." de Janeiro o Senhor
Sanio Chrislo em Ipojuca : a 6, N. Sr. do O', em
sua capella ;eif do dezembro N. Sr. da Con-
ceijao, nos Outeirs.
Otengenhos desta freguezia sobem a mais de 60,
o alguns, excellenlet propriedades.
Enumerar os bous he provocar ciumes. Todos
sao bons em suas relacoes. Est ludo arranjado.
Amaiorparte desles engenhos leem suas capellas
com seus respectivos capellaes.
Algans proprietarios se Ido esquecido, sem ra-
zao, de Dos ; l eslBo as ruinas de suas capellas
confundidas com a grarama dos pastos...
. Quett illa domas quam lificabilis mihi, oin-
nta he manu tneafecitl
Nos temples, diz um sabio padre da Fraiie;,W
un* image du ciel ; le mente Dieu qui manifest']
toul sa grandeur aux lus dans sa gloire celest,
fait sentir sa presente dans nos temples, par lope-
ratton de sa grane, et les prodiges de spuissanec.
..... Quis potest capere capiat .
Sao dignos de mencao o zelo, e rcligilo dos se-
nhores dos engenhos IJindoba e Gaipi: aquello re-
edificoa ama bella ermida, onde com aceio, e decen-
cia se exerce os offlcios divinos, e este est edifican-
do urna elegante capella sob o risco, e administra-
cao do engenheiro Portier.
.Dos os favorece, e a tods.que dellesenao esque-
cerem. Ainsi-soit-il.
PERNAMBICO.
IPOJUCA.
13 de mato de 1864.
Muilo pode a imaginacao.
Seo poder de raaos dadas com a approvnean da
consciencia, arrasta-nos, urnas vezes, empiezas
essencialmenle cmicas, oulras, essencalmenle te-
merarias. Ella, que faz do misero trapilho, um o-
palenlo casquilho; do fallido mercador, negociante
abastado; do reprobo, virtuoso; do'pusilnime, in-
trpido; do orgnlhoso, humilde; do idiota,
bio../. fez de mim, veja Vine., om esriplor,
am momento de pensar lembrei-me de ser se
respndeme neata freguezia, edo pensameuto a
foi um pice. Antes assim ; e agradeci
imaginacao, o ter-me hito antes teraetario do que
heslriao. j
Em unurldade como a actual, que sera erro pode
ser chamaba* idade dos lypos, que menos he
la
i m prensa? Que menos he, que Ipo
rainhas
!K>J*\
< ''norada Ipojuca, seja rallada, em leltras
llieeseueavitres a respeito (te "um pleito que se mo- fcdpndas f.^NSo he ertameute para sorprender,
11 I rtil l'idcfcti.t *\ rtr.it 1-. .. '. : __ :_.-*
42,754:7819651
Delicil supprido pelo exercicio de
18521853 ..../....
No exercicio de 18521853, segun-
' do o batanen provisorio, produ/.io
a receila, a saber :
Direilos de imporlacao .
Dilos de exportaran .. .
Despacho martimo. .
lleudas internas.....
Dilat extraordinarias .
Cobrance de divida acliva .
Renda aiuda nao classificada.
Depsitos .....
2,420:3269196
24,759-4079637
4,982:9759593
199:3869864
5,425:4959029
336:1668046
382:9189387
69.-2139217
36,155:5618773
. 1,787:9369.-166
37,913:5019139
A despeza foi a segrale :
Pagamento de exercicios Prados 741:9999204
Amortisac,ao extraordinaria da div-
daexlerria ...:.... 305:2988886
Emprestimo s repblicas do Prala 230:4009000
Pagamento de deposites..... 835:0429355
Despezas proprias do exercicio 29,507:3239188
Supprimenlo ao exercicio de 1851
1832 ;....... 2,420:3269196
174:0509000 A quafccomparjda rom a receita dei-
34,040:3899829
xaosaldode*.- ...... 3,903:1118310
Cumpre observar que este saldo esl ainda sojeilo
- liquidaco do respectivo exercicio ; mas como foi
deduzido dosbalanros monsacs que-exislem no the-
souro, e apenes fallara os de poucas thesourarias, e
esses mesmos pcrtencenlcs a alguns mezes do semes-
tre addicional; nao pode o algarismo que o demonstra
sollrer grande diminuicao.
Ora, segando os dados que enho, nao rae parece
que a renda do anno correnle desea sensivelmente
da do anterior senao na parle relativa i exporlac.lo.
Asm, poil, a iinporlancta dos recurso-* do thesouro
venestojtiizo, relalivamentea succetiSes heredila ,
rias; nSo s para que eu possa melhwmenle eluci-
dar-me em urna qucslao 13o complicada, como por-
que quero saber, se os principios de direiln, e as fr-
malas do procesto, e o suum caique tribuere dessa
trra, tem algum ponto deionlacto. ou parentesco
por afnidade com 09 desta: Ei-lo.
Ot herdeiros de um casal-eoiicordariSFem fazr
urna parlillui amigtvel dos benttleixados, viste que
naohavlam orphSot, e, .reajjtnndo-a, foi a referida
parlilha sentenciada pelo* juiz competonle ; decor-
rido bstanle lempo, om diquclle herdeiros foi in-
citado pera promuver urna lartilhadddicia!, o o Sr.
Ur. Balduino, (que eUao era juii) apreciando as
raz8esibidas, preceden o invenutio e o senlen-
ciou, ijajienteuta, sepdo embargada pelas partes
odendidaf, e correado ot embarcos seus termos, foi
nullilicada, bem cerno lodo o feilo do inventario,
lornHo-se tamben) poi esta sentenca dos embar-
gos valida a parlilha amigavel ; neslas circurastan-
cias as garles embargadas appellara paja a relcao
do disIricUr, a qual, tomando conhecimenlo. do pro-
cesso, conUrnla a tenlenra dos embargos, que tran-
sitando por ^dos' os vehculos sem opposic,ao, chega
ao juizo inferior, para sua devida execueflo ; aqu
chegando at parles decahidas atropellara o juizo
para embargar, qu nao sei que miis a sentenca da
relaco,,eojuiz municipal, que era o Sr. Dr. Anto-
nio Carlos, recosou o direilo de semelhaiile prelen-
tao, recgnhecendo a su incompetencia para oflk-iar
em urna quesfao affecta e decidida pelo Iribanal da
relaeao ; indo, porm, este juiz pira a assembica as
partes, despeilo da sentenca da retacan, a despei-
toda sentenca que (ao explicitamente neea-lhes o
pretencioso direilo',' iubarguin esta sentenca, e o Sr.
Joto Valcnlim, receben os embargos, mandando.lo-
go sequeslrar os bens para o inventario, com aefau-
sula deprovar no triduo da lei. He este o estado do
auto at esta dala ; Vmrs. digam-iios como pensara
sobre esta quesiao-j que nao temos por este nosso
remontado jurisconsultos iguaes aos Drs. Henriques
de Souza e Fenelon.a quem consultemos, que nos
lites promeltemos narrar o desenlace desle artefacto.
Nao temos urna cadeia na qual possa ser recluso
um cidadao mesmo de ctlhegoria menos elevada,
sera degradarlo tuapessoa e vergonha da soeieda-
de ; he islo urna triste verdade, que nao nos he lici-
to consenlir que patse por mais lempo desaperce-
bida. A boa edificacao de urna villa, de urna cida-
de ; a.existencia de predios pblicos reclamados pela
imperiosa lei das necessidades, segundo os principios
reguladores do governo, he por sem duvida, diz um
cidadao Uluslrado, urna prova do seu progresso, ita
sua ciyilisasao, he um corolario da marcha felix dos
negocios pblicos, e assim dt felicdade de um povo.
A cadeia d nossa trra, este edificio publico, he um
destes monumentos de avillamenlo, qne depoe con-
tra a nossa moralidade, e que altamente brada cpn-
1ra a marcha tortuosa que tem levado as adminis-
Iracoes nos negocios concerncntcs a este municipio.
Collocado em baixo do sobrado que serve para as
sesses da cmara municipal, cujas tejas achando-se
sem paredes lateraes, nenhuma seguranca oiierece ;
coberta de lixo e de imundices de toda especie, sao
os nossos pobres palricios jungidos por pesados li-
bambos, e atirados sem piedade n'este horror, seja
innocente ou reos de'altos crimes, conde a saode
esvae-so no correr de poucot das.
A nossa assembla provincial na transada sessao
decretou em um projeclo especial o fazimeulo desla
obra de lana urgencia; o goveruo, porm, por cir-
ciimslanciasquc nfln nossao dadas conhecer, deitou
de mandar conslrui-la ; constando-nos entretanto,
que o Exm. Sr. Bandera, compenetrado da necessi-
dade palpitante i^ue temos de nina tal obra, e deso-
jando proporcionar provincia lodos os beneficios
compaliveis com suas torras, tem ardentes desejos
de realiza-ta, criando mais um pac rao de sua gloria
nesla villa : nos, pois em nome dos nossos patricios
e a bem da humanidade a reclamamos, esperamos
que os nossos depulados provinciaes continen] na
le do orcamenlo futuro a facultar ao governo o cr-
dito preciso.
Cumprindooque promeitcmo-lhe, vamosdar-lhes
noticias da nossa assembla provincial, prevenindo
logo que todas-sao da etUccao Cwdoro, porque o Cn-
-, |orfBau(o,ulraslo#Iidades ha, quj mis ineri-
-ores a esta, que tem sido decantadas pela tuba da
tauur Concogjsim-, se me disserem,qBe. U. le- [bl; que tavde*. lao melodiosas, teoetHernoeedo-
nnhaTanerer eu- honfbi -mi com lo ras, que gro '
habis con
. ideles de seu magno jornal; re-
ConlieWque vou deaafiar estrepitosas gafgalhada
de qu*ni se Julgar totus so'us etjtnus, n aena'pfl
riodiqueira ; mas o que quer Vmc, se eu son col....
sao.quasi todos otjVus eparesponaentes, velmllfcf*p-
nicoe como tal leimozo cm metts projeclos, e fiel
execolor do meu livre arb'Krio, quando pende para
o que nao he prejudicial 7
A todos nao conlioii Dos igual Intento : se o i-
lastrado .e muilo digno correspondente da Perahiba
e oulros, cscrevem como rail, eu es irei acompa-
aliando como'um sercialelles urna sombra vaga,
um echo que malso ouca....
Rcconhecendo, por tanto, a ulilidade que resulta
da revetarao de tartos que exislem encerrados na
tenebrosa arca dos misterios ; ulilidade real, queja
vai apresentando benficos clleilos na provincia,
resolv como bei dilo, a sobrecarregar-me de Ulo pe-
zado quao melindroso onus.
Contarei o caso como foi, mas nao direi s que
o boi he boi direi se he ou nao crioulo ; de come
ou carabao ; gordo oa magro ; "grande ou pequeo.
Farei ainda mais.
Descreverci os tactos tees quaes se forem reprodu-
zindo ; mas como ncm todas as verdades podem ser
ditas, occullarei aquellas cuja revelacao acarrclar es-
cndalo. Isto posto fazer do todo o meu corarao,
bem como neni por pensamnlo oueuder o melindre
particular de quem quer que for, que praticar toc-
ios condemnados pela razao, moral, c leis do paiz
por quaulo creio profundamente, que o3o he na vi-
rulencia das expressoes de um conselho. que etla a
cura do mal; he sim na sua opporiuna, e boa appli-
caeao. Eis o meu programma. 'Antes, que incele
o meu discurso missicico permllla-me, ( he prxe;
dar-Ihe urna rpida e signlicalva nocao desla hu-
milde iudivdualidadede mim.
Vr. Jorge, Romeiro, romeiro quem s t '.
fomelro Ninguem .
Que perdoe o plagiato o V. Garrelt, pois cu sou,
como tol a Romeiro do seuFr. Luiz de Souza.
........Singuem '.
Como assm, nao poderei salisfaloriamenie dcs-
empenhar a misso a que me prononho, (eo roals
he, sem me encommendarem o serraao. ;
Fallam-ine prestrnosos Cv re neos que me ajudem
levar ao calvario tao pesado madeiro, e bem persua-
dido estou, que a quem eu pedir um auxilio, s
acharei Ashaceros diros, que me aponlarao o cami-
nhoval! Ah MereJee, Merelet I.......lao tan-
ge..... paciencia.
O Ca;k za-sargenio, honem. que be em todot os
negocios 'entenilklo, em quem eo' n.oitoeonfiav.1.
abanou-mc com a cabera, s me promelleu darel-
cumas ronsultas, que rato eompromelessem seu ere-
dito itiibado ; e que remedio senao uUlisar-me des-
sas ronsultas'.'
A povoatao de Ipojuca est 10 leguas ao S. S. O.
dessa capital: he plantada sobre urna eminencia da
qual domina grande parte da porcao mais piltoresca
da freguezto. Banhada pelo rio, do qual lira seu no-
me, fyojusa apesar de sua prematnra decadencia
n3o perita a belleza natural de sua siluaco, mi
grado o triste aspecto de seu interior. Ua nella al-
gumas casas mais decentes, onde habitara alguns
proprietarios por occaao da grande fla do senhor
Temos por c algumas dislilases, que dao mais
lucros aos teus donos, que os proprios engenhos, e
a proposito nao devo omitlir a distillncaomodelo-
do engenho, Guerra : all csISo reunidos o aceio, e
capticho, produelo, e economa.
Na Cachoeira do Sr. Teotonio da Silva Vieira, ha
igual estabelecimenlo, mas de torca menor. Este
proprietario he ara dos muitos activos agricultores
d'esle lugar.
Nlo nos faltan horneas laboriosos; o qoe nos fal-
(am sao entaios pralicos, que nos dem por meio
de machinas, e novos utensilios, que nao etUo em
uso no nosso paiz economa de bracos, de despeza, e
lempo ; falta-nos lambem a applicacao destes ma-
chinas, e instrumentos uo nosio terreno ; urna edu-
carlo pralica para ot proprietarios, reiteres, ele. etc.
Assim teremos'grandes sadrs de assucar, abun-
dancia de tarinha, feljao, milho e arroz, e 8 agricul-
tura progredir da rutina em qoe descaoca.
Nao devo esqnecer de lhe commuoicar o estado de
civilisacao em que esto alguns proprietarios' mais
abastados d'esle lugar; isto he, o que de curioso ha
up seu Iratamenfo.
Os seus engenhos sao outros tantos Oasis. A ot-
tajao, e luxo asitico all domioam : suas satas
[o outros tantos templos de Apollo.
Desculpe a hiprbole.
Ricas mobilias, espelltos, candelabros, lustres, jar-
ros de jprcelaua, crjslaes, marmores, tapetes, mal-
es de jfwc, ricos bullis, elegantes guardas-loocafc
cuslosa baixella, ahi se v, com a purada escoIW
Nao creamos o que nao existe.
- Rara he a sata de primeira plana que nao' lm ara
piano, ou que uo seja um conservatorio.
A ediicaoao esl a par da ostentadlo, e a msica,
ess divino ramo das lieltat artes, he cultivada com
proveilo.
Canta-se j com muito estylo tnodiohas, baila-
das, romances, cancoes, arias, e duelos : dedilha-se
bem o piano.
He notavel, que eu sendo tao devoto da musie*
lenha urna voz Uo raucos, e presa no tarynx, tal,
que sejezes nao me be possivel dar um suslinide.
quando quero decidir as mnhas- toadinhas ; mais
consollo-me porque desle mal se queixam muilof*
e em vez de darem pota, soltam lgubres uivos,
destemperadas guiadas, que poderara disper-
um defunto, ou fazer rir um entercado.
Implico snramamenle com os aojos de vozes pseu-
do canoras; fujo s teguas; e enlo quando dio
para apunhalar a poesa Santos fortes he urna
lastima... bem razao tinha V. Hugo quando at-
sm se exprimi : sabe Dos como nao eslava elle,
azuado:
Je teux, yjuoi qu'ilsme conseilkiii
Prcfererjusq'a la mor ? '
Aux fanfares que m'eveiltent
Ixt chantan qui me rendan.
Anda altim : lenlio ouvide cantar dudosamente.
conitruir um engenho o Dr. Nery, ahi bem conheci-
do na elasse dos mdicos como ana dos mais habis
e pralicos.
Dizem-me, qoe este eugenho aera chrismado com
o rico nome de Monte cCouro.
H por c alguns engenhot, que parecem esteris
a falta de induslria. Neste cato esta a Ilha No-
ca, que sendo urna grande propriedade, que poda
dar bem boas patacas a ten dono, demanda extraor-
dinaria despeza, e grande numero de brujos para
remover os grandes obstacalos dos pantanos, oque
nao tucederia se houvessem na nossa trra maclii-
nasdeexgotaeoos. Ettou bem convencido, qoe o
ir. Dr. Brandao se nao etqnecer no parlamento
agricultura de ,na provincia.
Temos liobem por c o nosso Retumba, o jrlan-
dez Joao Scoli que vai 01 falendoateum bem cora
os seus solidos apontamentos.
Eu, auctoritate mihi cammixla oreo0meido a to-
dos aquelles tebboret propneuriot,. qoe qaizerem
apooter seus engenhot pelos preceitos da arte.
As chima qa Paachoa causaram seus prejuiz.
No Guerra abalea toda a coberta da cata do enge-
nho, tem que felizmente houveise de te lamentar
desgraca aiguma maior : trala-se coin aelividade
em se fazer oulra.
No Para a casa de vivenda gemu, e apezar de
ser om sobrado alo muilo antigo, com ludo o pro-
prietario receiou desmoronamento, pelo qne ama
casa provisoria j se acha prampta.
Vamos polica.
A tegurauca publica esta canonjoda ( sem dia
santo ) a individual porm he que precisa ainda ser
beatificada. Seus peceados sao mortaes. A polica
lhe ir mostrando, porsm.que ha penas para os que
s3o obsecados nos delicio*,
Mo he s na Parahiba, que ha assoefacoes tkug-
gaes; nos c terahenjjpa temos, mas felizmente de-
pois qoe o Sr. Camllo enlrou para a polica ellas
tem restringido mal esmagnus. Depara
lamentar que a subdetegaeia lenba encontrado obs-
tculos no "se desenvoitneiifo, por quanto nao ha-
veodo na frczozia um destacamento de linha, e
nao se quereodu a goarda nacional prestar ao me-
or service da polteia, como prender criminosos,
recrqtar, e desarmar os que aodam armados? 8
magnetisande-os.
No couvem desanimar,- felizmente temos para
onde recorrer. O Exm. Sr. presidente bade alten-
der a necessidade de urna garanlia para polica de
Ipojuca.
No dia 25 de marro foi preso em um engenho
desla freguezia Antonio Jea da Costa, por ter feilo
urna morle no riacho Sapucaay, lermo da Es-
cada. .
A 26 d mesmo mez foi preto na povoaeao do O'
Manoel Marques, processado pelo primeiro sop:
penle do subdelegado, por haver esptneade a Va-,
lentim de tal, honeste seftaagenario, e Iavrador do
Salgado. NSo lhe valen ser velho.
Desde essa data al 27 do prximo pastado estove
Ipojuca eotregue aot ausentes/sede cacante) em
quanto poliaia.
Urna duvida motivada pele hefe e polica ira-
porlou a suspensao do subdelegado, e no decano
desse tempo. hoaveram duas mortet em Ginipapo.
Foi o caso:
Maximiauo de Barras Massu' assassineu JoSo
Francisco por alcnnha Cutia: Manoel Potoca,
fiel executor da pena da taliao matn Maximiauo,
e nao se jaleando muilo seguro ao lagar evadi-te.
Nao houve auturidde aiguma policial, que sindteas-
se o fado; por quanto o'primeiro supplente eslava
exonerado;_ o segando com parle de doenle; o ter-
ceiro modado, o quarlo e quinto na* juramenlados.
O subdelegado, que se achava suspenso de na* feno
c9es, foi quem mandou fazer o corpa de de Beto, c
hjelrala da captara de Pacota,, que dizem estar
homisiado em cosa grande, mas qoe nao tem
nome. .
He imprudente, tenhores, nSo deveft dar qnartel
a essa raca amanhaa vos dar a morte! Alm do ^rime, que
confmelteis exponde-votja grande perigo; pu haveis
de ees prestar a todas as exigencias desses malfilores,
oa i acorreris em seu desagrado, se a tanto nao vos
humilhardes, e entao corris dous riscos; um de
seretes victima do punhal, e outro. perseguido- pela
juslka publica. Ot exemplos (altnniilo alto...
No dia ti do correnle foi preso n'esta freguezia
Cosme de tal, por haver espantado ua Ponte dot
Carcalhos, um prto.etcrvo de D. Antonia, iavra-
dora do engenho Macaco. Consta estar sendo pro-
cessado pela auloridade competente do Cabo.
No dia 184o prximo pastado visilu a aula "do
M-imeiras letras do O' o Dr. S, director geral da
Jnslflicfaqjiublica de vo^a de seu passeio inttru-
.S. fc.. agradou-se muilo do^mlhodo e proveilo,
dn aula do DamaaoDos n conserve.
' Em Ipojuca havia amigamente urna aula, mas di-
zem, que o que lenoste ensintva alli era e a,.b, c.
A assembla a suprimi: actualmente entina com
geral salisfafad Um relieioso de S. Francisco.
Consta j estar reslabttecido o famigerade Caa-
fiao-Gaieila # esnxajdejla que levara, e prepara-
te para se estojar, _6eejdo dizem em um engenho
cujo dono nao oconliece. Jle ister, que lodos os
seuhores proprienrios astejm sobre avisados para
que nao dem bospedagein a um hemem Uo penco
rcspeilador da moral, de coslumes torpes, e anuyo
do alhtio.
A. seiipajia pouo repaoJuziua l para Serinhaem
qrfm as tem. serapliint'qtia canlam
ite oihrKMdo Senhor! E, beqnando ouc>,essa
notas desnblim, e mgica dpjura que cadaunur
;as rjela nra pensamnlo... urna saudade... que
a Iristc reminiscencia do meu paseado, a lerabranr
de quaileta o porvir que me aguarda o negro livro
dos dettluM... enlute o meu corceo. MetHto em
mim : e, bem como o cheiro de urna flor suscite urna
lembranja quasi sempre de um pastado de delicias...
urna cansavj rlptteda de tristeza em cantona d ansJ
nar. expressi,e com ternura aprsente em um
quadro terrivtt a cruel realidade de minha vida.
He entao oestes .moinentes dolorosos, que minha al-
ma passa pelos tratos da mais viva, e consumidora
saudade...
He entao nesses mohientos dolorosos, que urna
raSo de ferro parece aperlar-me o corceo, c minha
consciencia severamente bradar-roe :
Quem es fu ? phantasraa erraule
Em solitario penar l
Vaga sombra vacillanle.
Que apparecc n'um instante
Para nunca mais vallar.
Cm sonhador do pastado
Sem existir no presente
Lendo n'um lvro rasgado
Tanto- sonho desojado,
E perdido de repente. .
Sou um quebrado instrumento,
Que perdeu toda a harmona !
Ruinas de ura monumento
A quem o tu lao cruento
Rouba una flor cada dia.
Que buscas ? Que mundo habites
Quem es tu Que importa quem '.'
por CandidpGa/n0u 1 pera todos, qne
prezare^n o socego de sitas casas.
. Continua a inlen.sidade do catar, ecreia Vnte; qne
s hqMcssem balles aerostacticog para o famoso
llerichellm nao estara mais nm s dia nesta pecur-
rtcb Ierra,
irte habitar uro planeta d"entre os conhectdes,
o que atis (lisiaste est do sol; e dentis, loria
m*lo lugar para onde viajar, se me viste fallido ;
-Viuda esteo caros os vveres de primeira necesst-
dade. Na feira da Etcada a tartana e feijao etUo
a 10J000, oTnilho a 28 patacas, e a carne nao boa a
49000. Nao se pode ser pobre Aoje em dia com
fainos d* rico. Agora nos.
Releve a massada.'que he om defeito dos vellw.
Nao espere seuao perrodrnmenle 9 minhts roissi-
vas, porque os meus fiazeres nao me dao lugar a
ser mais assrduo.
T>esejo-lhe muita,saude, Iranquillidade, e dinhei-
rn de prala fina, que lina, ou ouro qne agua-forte
nao' apague.
P. S. Esl tesando, roe conste, reunindo-te o ju-
ry do Cabo ; loo que regnase um raen compadre
que foi torteado lhe darei novas desse tribunal. O
m l Capuza-sargento vai como testemunha, mas nao
sabe eserever para rae'trazr apontamentos.
(Curta particular).
1 inianim-
.TUKY OO RECITE
Sestao' em 23 de tanto da 18S4,
Presidencia do Sr. Dr. Manoel Clcmenlino Car-
netro da Cunha. '
Promotor publico, o Sr. Dr. Abilie Jos Tavans
da Silva.

.... trago na fronte escrito
Esta palay ra :Ninguem !
""'.................................................,..............
Bem disse eu no priucipio desta missivn que
muito poda a imaginacao. Pois nao estou real-
mente nervoso. ? Nao ia tomando o caso bem ao se-
rio ? Oh! longe, e bem longe de mim a melancola
com lodo o seu tonebre cortejo 'orneofuturo per-
lence aDcos, eaoa/yo de minha proteccilo, e o
raen presente as minnas esperanzas.
Doce alent de. infelizes
. Socia'Hel dos mortaes,
Esperanza, nao me fujas.'
. Vom acalentar meus ais.
A propotto de poesas.
As excellentissimas esUo sempre em di com o toi-
lette. A Millochau he o seu orculo de rendas, se-
das, creps, escomilhas etc. ele. ele.
Sao permitas parisienses beoza-as Dous. Tac-
bem he um nanea acabar as modas dos seus pernea-
dos. Ha mocas que peta manida seus cabelloses-
tao a stuart; a tarde, a bandos, e a nte a cAte-
-a com as bellezas e prende-coracoes.
Apezar da decadencia dt agricultura Irata-se de
construir n'esla freguezia varios eogenhos. Pare-,
ce, qne os agricultores miram esperanzosos no futuro.
Dos qaeira e eu que veja.
Em ama sua propriedade rica de fertilidad*" vai
AdvogadOjO Sr. Dr. Joaquim Eiviro de Moraes Car-
va I ho.
Reo, Antonio Germano de Barros.
A* 11 hOTas feta a chamada, arbaram-te pretenles
48 Srs. juradot, sendo multadas os mesmas anteceaentes, e dispensados das malta em que in-
correram no dia antecedente os Srs. : Jos Narcizo
Camello e Jos Antonio'.Basto.
A's 3 horas acabados os debate foi o conselho" con
duzido sala das conferencias, i'oode volllm as ho-
.cas o meia, e em vista de suas respaslas. foi o rea ab-
solvidndo crime de furto de escravos porqueera ac-
ensado.
Levantou-se a sessao, fictode adiada para o dia se-
grale as 10 horas. ___m^__ *
Seitao'40 dta 33i
Presidencia do Sr. Dr. Manoel CUmenttno Car-
neiro da Cunha.
Promotor Publico, o Sr. Dr. Abilto Jos Tarares da
Advogado, o Sr. Dr. Joaquim Elvira de .Moraes
Carvalho. .
Reo, Francisco de Sa Cavalcanli de Albuquer-
que.
A's O nns ,eila chamada, acharam-se prsen-
les 16 Srs. jurados, sendo mullidos os meamos dos
das antecedentes, e dispensad da multa em>ue in-
corren nodia antecedente, o Sr. Dr.FilippeV Lopes
Ntllo.
A's "> horas acabadas es debales, foi o conselho con-
duzidoa sala das conferencias, donde vallen s 6 e
meia horas, e em vista de toas reipotlts foi o roo
absolvido do crime previsto ne art. 269 do cod. pe-
") combinada com o decreto de 15 de ontnbro de
1837 porque era aecusado, de cuja tentones appel-
loueSr. Dr. joz de direite.
Levanton-se a setsJo, fleando adiada para o da se-
grale t 10 horas.
C0BBESP0NMM4..
Senhorf' fedactore*. Acaba o jury taita ciaatta

'
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BOIARIO DE PERWAMUCQ. SMMDq, 21 DE MAIO DE 1854.
<1e pronunciar contra miro, por urna maioria da 71 recrutam em todas as gerarchias da sociedade, sem
pena de gal* peipeluas, -'
_, como mandante
I JorTrvel aasastinalo que, no dia 20 de feve-
[2? nanta cuenroorei.ote desta cidade, roubou barbara-
5* ^d- *" iofe,il Fiaie' aue dwcancava tran-
sa seguridade de ana consciencia, e na protec-
M ara povo amigo qne Ihe eslendera mao hospi-
JWe m abysmo insondavel me separa desta socle-
nMe, onde, por mais de 36 annoa que coate de eito-
laneia, Icnlto procurado ser homem de bem e respei-
Inar da* leis, esto votados roinlia memoria in-
*nnta e urna esposa eaeis (litios mizeria.
_ Victima innocente sacrificada ao arrastamento do
di, en protaatei por nm novo juramento; roas,
ules qua este me restilua i sociedade, urna esposa
a sen marido e desventurados lilhos sea pai. eu
venha apechar com a mRo na miulia consciencia
para Jan do publico o desta sociedade imparcial,
que ata ha da jutear.
Jar peranl Deo e os homens, que sou innocente
do saafnte do infortunado Fidic.
Peco, por tanto, sociedade a sospeusSo de seu
jais definitivo, em quanto nao destaco todas essas
anvesncarretadas, que me sepultaran! lo profun-
E par qne toa pobre, venlio tambem pedir aos
illattres redactores a quem cta dirijo, queiram pres-
tar gratuitamente as paginas do seu jornal, para de-
feca de nm eidadao, de um homem, que hoje se de-
bate com as sombras da desgraca, que te ergueram
d abysmo para ocobra-lo.
Qaanln ao* juixes que. cedendb i v3as e infunda-
da*. at*pareocaa, me condemuaram tilo injustamente,
aa Ibes perdoo de lodo o coracao ; e praza aos cos
qaa annea se encontrem na situacao em que me
aciia.
Ctaaciadaos 1 jjelo amor de Dos vos pero: nao
de ouvir-me.
am -27 de maio de 185.
francitco Alees de Moraes Pires. *
Concidadlos lelo
Fartaleta do Brum
UTTERATUBA.
OS RELIGIOSOS BOl.DuTSTAS OA II.IIA DE
CEILA^).
Mentehiamo oriental, descripcSo da origem das leis,
da disciplina o ceremonias da ordem dos Mendi-
cantes fandada por GoteraaBudha ; Manual do


t
t
dislinccso de casta. Em lagar de constituir urna
aristocracia religiosa como os brahmanes la India,
sahem do meio dcste povo cujo ensiuo elles dirigem.
Em cada mosleiro ha urna escola onde os meni-
nos vo apreuder a ler, a escraver, e onde se lhes
ensinam os elementos da religiSo boudhica. Pare-
mos ante esta galera aberla pelos lados, que abriga]
orna niullidAo de joven discpulos disposto* em fi-
leiras : estes tracam sobre a areia, com o dedo, os
caracteres mui complicados do alphabeto singaba;
aquelles, curvados sobre seus caderoos compostos
de folhas de palmeiras, leera em voz baixa, e rom nm
sussurro semelhante ao das abelhas em roda da col-
mea, algama passagem dos livros sagrados. Dequan-
do em quando pronuncian! com toda a forra dos
pulmoes ajilabas sonoras, romo remeiros que se er-
goem sobre os bancos e redobram em zulo. O meslre
lanca-lhes olhos serenos e salisfeitos; lem consci-
encia do respeilo que inspira. Entre esses Mudan-
tes que estream a carreira, mais de um passar a vida
no mosleiro onde elle veio iniciar-se as primeiras
nocSes da sciencia. Segoiudo-o passo a passo as
diversas phases da existencia que o agaarda, pene.
Iraremos os segredos da vida monstica dos Sngate-
les, e saberemos como cada um se torna fradeem
CeyMo.
Desde que o menino sabe ler, Jgo-lhe livros que
fullam da doutrina boudhica, Sarticqlarmentc os
que narrara a vida de Gotama, pai desta estranha
religiSo. Qu existencia foi mais abundante em mi-
lagrea f Golamai filho de Shodhana. rei de
Kapilavaslou.dizo religioso aos seus discpulos, veio
ao mando para ensinar aos homens a lvrar-se dos
males da vida. Ao nascer, elle bradou: o Sou o que
existe mais elevado no mundo; este nascimento lie o
ultimo para mim; j nao condemna*do a reviver.
Na idade de cinco annos, durante ama festa que se
celebrava em honra da lavonrj, elle so poe em p
no meio dos ares.... Os jovens ouvintes tonram os
olhos para os ares como para verem Gotama suspenso
na altura del ps cima dosolo, e o preceptor con-'
linua: a i\f idade de dezeseis annos, cazaram-o.
consulta o calendario para aprender a conheccr a
hora pela extencao da sombra, e calcular quaotos
das sao passados desde que o bemaventurado Boud-
ha enlrou eme, nada. Entretanto, releva lomar algum
alimento, e eis que o novico, caminhando airas do
seu preceptor espiritual etendo na mao o prato re-
dondo destinado a receber as esmolas, sahe do ros-
teiro de vagar, com um porte tranquillo e beato.
(.toando se aproxima de ama aldeia, deve limpar um
pequeo etparo' na estrada, a fim de depor, sem rae-
do de emporcalha-lae p-la limpa sobre os hombros
do meslre, a tnica amare que designa este ao
respeilo dos seculares. Permita Boudha que elle
n3o encontr no seu caminho nem mulheres, nena
depilantes, nem cavallos, nem carros, nem soldados!
He votado ao celibato, e (udoquanlu recorda a guer-
ra, Indo quanlo em virlude do seu peso, do se u
andar vagaroso ou rpido, causa a morte dos entes,
homens ou insectos, oflende-lhe a sensibilidade. Ao
vollar, dobra a tnica amarella, lava os p* do pre-
ceptor, enchagoa q prato das esmolas e pOe-no a en-
chugar ao sol. A sesta se passa em leiluris, reeiu-
C-dej e meditarles al a hora cin que he permittido
ao novico ir descansar sobre o seu grabato. Se o
joven religioso lem duvidas, da-se pressaem conf-
a-las ao meslre, que as expelle do espirito por via
de sabia expltcacao ; se commelteu algomas fallas,
procura da mesma maneirao preceptor e se confessa.
habito monstico seja comproraellido pelos actos
daquelles qtie tem abandonado o mosleiro para tor-
nar a entrar no mundo. Esla retirada nao lie defi-
nitiva nem absoluta. As portas qoe se abriram para
deixar passar um religioso sem vocaeflo se abrirn
de novo dianle delle, para recebe-lo, se lhe conven)
caminhar anda urna vez na estrada qqjS conduz
ao anniquilaraento final.
O fundador da doutrina, Golama-Boulia, renun-
ciando i coroa, as honras, ao mundo* dera aos seus
discpulos o ejemplo da aboegac>. A pobreza he,
pois, urna das condicoes impostas aoj religiosos. Ca-
da habitante do mosleiro, no momento da sua orde-
naran, deve possuir oito arligos, os quaes nao consl-
tnem um enxoval mu rico. Eis-aqn o inventario :
tres loubas e tnicas, um cinto, um vaso redondo
para receber as esmolas, urna navalha, urna agullia e
um fillro. A mais bella das tres loubas, serve para
o religioso se adornar quando asuste a alguina so-
lemnidade publica; a segunda he osada durante os
excrcicios do culto c as reunioes em capitulo ; a ler-
cera, qoe he ama simples tnica, he o habito de Ixa-
balho. O povo de Ceylo oflRce todos os annos aos
raosteiros pe;as de algodo tecnias durante a esta rao
das chovas, Ento reune-se o capitulo, e urna voz
faz ouvir estas palavras: Quem lem- necessidade
de ama tnica ? Aquellc do religiosos qoe se po-
de lisongear de ler sobre os hombros o habito mais
Nao deve deixar nada no seu coracao que possa al- ,urrado mais rugado de pregas recebe a sua parte
Badnitmo, no seo desenvolvimeuto moderno, por Como o pai ouvio dizer qu o joven principe se vota
R. Soence Hardy. Londres. I ria solidap, se livesse diante dos olhos o espectacu-
Ha boje mais de dez seculos, um peregrino chinez,
partido deSi-ao-Foa, para ir a Ceylso procuraros
texto agradosda religiao boudhica, chegava, aira-
vez de mil perigos e dpois de muitas aventuras, i
extmaidade da pennsula indiana. Parando dianle
do braco do mar que separa CeyUo da trra firme,
o piadoso viajante descortina um batelzinho que se
dirige para elle, conduzido por um barqueiro mys-
torioso. Este faz signalao peregrino, que sobe trmu-
lo sobre a barqainha em companhia dos seas tres dis-
ripalos, um fjacaco, omcSoe um homem, e seguido
do aaa cavalio braaco. Eis que no meio do estrei-
U, o viajante chinez reconhece "a sua propria' ima-
geaa lactaando sobre as aguas. Qne vejo.? lira-
da ella possuido de um terror secreto, e aponan-
do com o dedo aquella corpo inrpellido pelas vagas.
Nao tamas aada, responde o barqueiro, aquellc cor-
po he o ten ; despojaste o homem velho no momento
de aportares esta ilha privilegiada. O batel apor-
ta inmediatamente praia de Ceylao.
Por teda a parle grandes' arvores cobertas de folhas
espessas eadoriferas projectama sombra sobre a en-
costa das collinas; por toda a parledehaixo dos som-
bros ramos repercutem. as vozes dos religiosos bou-
dWatas qoe recilam porfia as suas orarOes, e o pe-
regrina arada com ama agradavel emoo,ao : a oh
he esta aem duvida a Ierra que vim procurar ; os
loavorrs de Boudha se elevam aqui de lodos os lados
no flan dos valles I
Esta narraran legendaria, repassada ao mesmo
leatpo da aun mysticismo melaucolico e de urna in-
gaiilatla graciosa, nao passaria de um cont de
atis para ser acrescenlado a todos os que tem sido
inspirados pela ilha de Ceylao ao genio oriental, se a
ventada ah se nlo manifestasse por um cont sol o
ve da fbula. O boodhismo reina em Ceylao,, ha
mais de vinte seculos. Quando esla crenca hetero-
doxa, vea*bla pela influencia renasecute do brahma-
niemo, desappareceu] do Hindoustao, se anrigoo na
peqaeaa ilha de Ceylao como em urna fortaleza.
baje atada os religiosos caulam os louvores de Bou-
dha sombra dos pinbeiros, sobre as montanhss e
debaixo dos eoqneiros gigantescos as bordas do mar.
Sem dnvida j nao possnam esse zelo edificante que
va de prazer o peregrino chinez : o lempo
ou os ardores antiaos ; todava conservara as
laadijBude am paasado clieib de trovas e misterios ;
sae os sectarios fiis e cegos de urna doutrina que
anda conla hoje na Asia oriental perlo de cem mi-
mosa de-adeptos. Por estas ratees, os religiosos de
Ceyli merecem talvoz que se lance sobre elles nm
mar de iateresse. |
Urna occasiio excellente nos he offerecida para
peaetrar al o intimo dos seus pacificas mosleiros, e
asstattr aos excrcicios em que se divide a sua exis-
tencia. Cm erudito inglez, M. Soence Hardy re
samiotam duas obras substanciaes todo quanto re-
rulhaa, durable orna residencia de vinte annos na
ilha de Ceylao, acerca da condirao .actual dos frades
sincalezes. Aquillo que a experiencia lhe nao po-
da eosiBar, elle o lirondos livros do paiz, cm vir-
tade de nm conhecimeiitq, paafuuda da lingua. To-
mando por guia es preciosos documentos acumula-
dos par M. Spense Hardy, temos a declarar que nao
aceMamos damaneira algama os cohclusoes que el-
le procura tirar -da comparadlo do monachisrao do
Orienta, corao do Occidente. Nao poder alguem
declarar a ignorancia, a estupidez, a inatilidade de
um pobre religioso hindoae pagBo, sem. qoe ouca
lanatiatii-tbe aos ouvidos os6 raios de WyclnTe,
btnndando contra as orden* meudicantas da Eu-
ranat Eatames em Ceylao, Tquemosaqu.
b
Os rabes, que coimaerciavam por mar com a
Clnnadesdeoseca VIIIua norsa era, se eslabelc-
caram ceda na ilha de Ceylao. Em 150.), ellesabi
mesubeleeeramoe Uttorte, que el-rei de de Kandy
tinsiali Bagar nm trbulo aos Porluguezes, com a
randitla de qne estes o ajudassasn a se desfazerera
l imprtanos estrangeros. Cea|p e cinco-
mais larde, os Hollandezes, de pois de
lemra-rivalidade, conssguiram expellir osPorluguc-
tm; lamaram-sc scnhsresdas provincias martimas
deCeytlaat 1790, poca am qne a Inglaterra os
expeilki dah parasempre. Do estabelecimenlo dos
Aribes abre as costas de Ceylao, da oceupacao mais
asi amas completa da ilha pelos Porlngueies e Hol-
laBdexes, em fim do dominio exclusivo do Ioglezes,
rasnllon que o islamismo e inda mais o chrislianis-
m arabaram por prevalecer sobre a religiao local
nm eiaades e nos districios qne ficam'visinhosao mar.
Par tanto alo be em Columbo, nem em Poinl-de-
- Galtes, nem em Trincomale que devemo procurar
religiosos boudhistas. Ninguem encontrara no
ansio detrs cidades fortificadas, tomadas, destruidas
ereedmeadas por Europeas, senio urna popularan
teselada; m Malabares viudos da pennsula, os mes-
Ios Bastidos dos descendentes dos Porluguezes e
df HaiUadezes, es mercadores estrangeros, os pes-
nantisados, meio ebristaos', meio pagaos, ah
I mais espaco do que os Singalczes da' rara
Penelremos no interior da ilha, no seo das
regiees moalanhosas do anligo reino de Kandy ; a na-
taren bavia feilo ludo para abrigar este paiz das in-
mjwriis do exterior. Imagine-se nma .soccessSo
aia iaterrompida de monlaahas ngremese de valles
profundamente encaixados. de lal sor (o cobertos de
aarestas e lio abundantemente regados pelas chuyas
das moacoes, que m cerracoes lem difficnldade em
Hssipar-s debaixo da'accao de um sol de fogo. A
hfMtaaildads destes Talles-hmidos e pantanosos he
rnuhial; pata alguem viver abi, he. mister ser
''* Pt. L nio se encontrara cidades, po-
ram villas mak ou menos codsideraveis, habitadas
'vr*ao,m que se applicam 'i cultura do arroz.
selles que tem descanso po coohecera mais agra-
" P*** lea>po do que ouvir narrar lendas fa-
wms am prom ou em verso, as quaes a historia se
Mar com as traioJe. religiosa/. "Nesla religiao
central de Ceylao he qe 0 ^dhismo guardn os
^adepto, Encerrado. t>, iiroitcs de um hori-
> limitado, separado, do, MaUbares seus visinhos
2rjrmrf"?r",Bd,m- P *..
2'12r,LrB1 T T" Povo parto;
eBe. teta o instincu_da iml.vldwBa.,, pr0pria a
lodo. o. .asolares. Parada sua ilha, }i ^ ^^
tranam tes conventos boodhicos onde vivem em
lo da decrepitude, da enfermidade e da morle, fez
todos os esforcos para afaslar delle eslas imagens des-
oladoras. Aquillo qne o pai preleudia a lodo o cosi
flastar da vista delle, Gotama o encontrn em breve,
dirigindo-se ao jardim onde elle costumava diver-
tir-se: avistou am velho lodo tremolo, arrimado a
um bas'.ao ; depois, um leproso coberlo de ulceras;
depois cm fim, um cadver em putrefacto cober-
lo de vermes... > Todos os dias, ao vollar da escola,
o discpulo chama i memoria eslas lendas terrives,
palpavis, que lhe inflammam a imagnacSo e lhe
inspiram o desgosto desta vida; ou antes, segando o
systema dos seos mestres, desla serie de existencias
donde o homem nao pode banir as fres mizerias: a
velhke, o soffrimento, a morle. "
Ha todava um meio de subtrahir-se necessida-
de de rollar eternamente sobre esla trra de dores.
Esle mejo, Gotama o ensinoo aos raorlaes, he o
ponto mais importante da doutrina, e o religioso o
expOs immedaliimenle aos seas discpulos :
Como Gotama se resolveu a nao renascer mais,
comecon por se entregar s mais rudcs austeridades
para destruir nelle o pecado. Dorante seis annus,
viveu elle como asceta na floresta Ouruvilva, re-
dnzindo a sua nutrirao a nm tal ponto, que acabou
por cahir cm esfalfamenlo, Desta floresta se diri-
gi para um logar ainda mais retirado, e meditou
debaixo de ama figueira sagrada at que ehegasse ao
eslado supremo de Boudha, islo he, ao anoiquila-
mento final.
Mas antes de se extinguir como um astro qoe ler-
minon a sua carreira, Gotama pregn a sua doctri-
na em Benares, em Radjagriha, por toda a India,
al Ceylao, onde dcixou os vestigids dos seus passos.
Dotado de um poder maravilhoso, o operou lant
milagres quantos graos de areia as praias do mar..
E eslas maravilhas, consignadas em urna serie de
historias ora risonhas e repassadas de candida mora-.
'dado como os conlos de fadas, ora terrives e amea-v
(adoras como as visOes de om cerebro allucinado,
nao sao o que o joven envile escara inenont alten-
laptente.
Pouco a pooco o espirito transporla-ie aiem dos
horisonles que limilan a" vista do joven ouvinte.
Nao se lhe disse nada acerca da vida pratiea ; pelo
contraro mosIroo-seUiea existencia como um mal
contra o qual elle deve lutar pelaabsleocao das o-
bras, pela abnegado, pela abstraccao. Os homens nao
sao aos seus olhos irmaos, os filhos de um Dos om-
nipotente c misericordioso que promclteu aos bous*
urna recompensa eterna : sao entes da mesma nata-
reza que os aifimaes e as plaas, vegetando alravez
de.ienomeravcis nascimentos, rolando cm om cir-
culo infinito de existencias dolorosas. O menino
nutrido com semelhantes dbutrinas, educado por
u*e..tre* qoe as poeru em pralica, aspira imuiedia-
tamenle ao nada, e onde se encontrar melhor
imagem deste fado se aao nesles znosteiros, onde
religiosos passm os seos dias ociosos em urna iu.
cao qne se assemclha dos peixes, sorgindo de quan-
do em quando na superficie da agua ?
A freqaencia de um mosteiro, a rolina dos cos li-
mes que abi contralle, decidera muitas vezas da vo-
cacao de um joven esludan le mais do que a reuexao.
Desde a idade de oito annos, um menino pode ser
adinillido ao noviciado, com lano que lenlia obt-
qp o Lonsenliraenlo de seus pas, porque a autorida-
de paterna nunca perde os seus direitos na India;
mas nao ser admillido a professar aqles que tenha
feilo terar-lhe aserenidade. Ensina-se-lhe que asqoalro
causas de perdicao para a especie humana sao: o mu
desejo, a colera, o medo e a ignorancia.
ir.
O acto procede do espirito, diz o axioma boo-
dbico, e como a ignorancia he a grande enfermida-
de do espirito, importa que o uovico se inslrua.
Assim, dao-lhe grande numero de tratados de moral
e disciplina, assim como obras mysticas as quaes
elle aprende a arle de meditar. As mais graves
destas obras tem pela maior parle urna forma seduc-
tora, ao menos para os bo.udliislas. O dilogo e a
leuda, ah oceupam um graude lugar. Podni ser
comparadas a urna especie de caleJnismo histrico
em que os ao liaos sabios da doutrina se interrogara
respondem o introduzem na discussao historias mira-
calosas. O proprio Gotama proceda desla sorle;
fallava muitas \ ces por aplogos, e quando expu-
nha os dogmas mais obscuros da sua philbsophia, co-
mecava sempre por eslas palavras: Eisaqu o que
ouvi dzer... De quem recebia elle estas lices
que elle impunha ao mundo como urna revelacao?.
Elle se nao explica sobre esle ponto; narra mui sim-
plesmente oque aprendeu as mil e mil existencias
que se recorda ler percorrido anles de chegar a esta
qoe devia ser a ultima. Depois delle, repetio-se:
Eisahi o que ouvi dizer, s edahi nasceu.para os
boudhistas una tradrao qua remonta a ni; riadas
de seculos.
Em summa, a parle moral das obras consagradas
evpl^racao da le boudhica lem o ninlio desta alia
sabedoria que admiramos no anligo Oriente. Que
mais viva pialara do nada das grandezas humanas
do que esla passajem tomada aos episodios lao vari-
ados da vida de Boudha'.' A um rei poderoso, ambi-
cioso, que quera acreditar ua realidade desta vida,
um sabio chamado Ralhapala responde: O rei! ha
qualro aphorismns enunciados por Gotama e he por-
que-os comprehendi que me lornei um religioso.
Ei-los: 1. os entes neste mundo esiao sujeitos-a
perecer, e uSo podem existir' por mnito tempe; 2."
n3o tem nem proteccao, nem arrimo equivalentes s
causasdedestruirao;3. nao possoem nada realmente;
oque possueui.devem deixar; 4. nao podem chegar
a urna salisfacao, a um con lenta ment perfeild; per-
manecem sempre como escravos dos seus desejos.
E depois de Jiave dialogado por algum lempo
com el-rei, que lem suas razOes para prender-se
aos bens deste mondo, o sabio recita as cslrophes
lates:
a algons homens que possuem grandes beus;
rque vyem em um gremio que lhes perturba
pato, imagiuam possuir, pouca cousa: cobicam
sempre mais do que possuem e se esfalfam para aug-
mentar os seus bens. Ha reis que sobmeltm as
qualro parles da Ierra e at as praias do ocano; mas
nao se contentara; desejariam traospor o ocano para
encouIrarem onlros mundos para conquistar, e desf-
arle nunca se farlam, e a arabicao aformenta-osala
morle. Nao ha meio algum para o homem munda-
no salisfazer os seus desejos... Quando morre, os
amigos com os cbelos em desordena vagam era Ionio
do seu corpo, e chorara, bradando: n morreo, par-
ti....; depois envolv em-lhe o cadver em urna
morlaljia, e o consumera sobre urna fdgueira. Nao
podem levar com sigo, nem bens, nem fortuna.; a
propria mortal ha que o involve, he que; riada 1
Quando esl prestes, a expirar, nem prenles, nem
amigos, nem companheros o poderiam salvar! A-
quelle que morre so he acompanhado do seu me-
rtlo^ do seq demerito.... a .
mimos esta passagem, precisamente por can-
milhanca que lera cora os pensamenos chris-
las verdades" elevadas nada tem noy para
Cousa singolar! aquelles que meditara sobre
estas bellas paginas, em vez de concluir que existe
ou Ira vida em que a alma humana deve encontrara
salisfacao dos seos inmensos desejos, so eamrcam em
urna negarlo desesperada. Desprezam lod os bens
deve pssar a vida he urna cosa imprtenle para o O'"'' o seu lempo de provac&es he concluido
da vida como urna illusao,romo um engodo que se-
das o espirito en arrastra no tiaj^ilhao dos nasci-
mentos futuros. Melflor lhes fora cessar de esistir,
abismar-seain nm nada incompreheosivel: porten- ainda quinao he o rrocto'do'a'b'aUo"
to lie a arte'de morrer urna vej para setnpre qne o
noviro vem estudar uo mbnteiro.
do panno. Osmembros do capitulo, assislidos de
dous leigos, corlam a pecando algodo, mergulham-a
cm urna tintura amarella, e con van que no esparo
60 horas a lunica esteja tinla, cosida e finalmente
vestida por aquelle qoe a reclama. O possudor da
tnica nova so deve contar com sigo para remnda-
te lie.ni oo mal, e po-la em eslado de aguardar a vol-
(a do mez das tnicas : he assim que se "chama a
poca em que o mosteiro recebe da coadjuvqcao dos
fiis a oflerta das pecas de algado ; mas acaotele-s o
frade bnodhista de guardar a sua agultia em urna
hcela de marlim, de escama, do osso, oudequalquer
materia proveniente do despujo de orna enle dotado
de vida !' Cometleria um grande peccado, do qual se
deveriaconfessar ao superior, e de mais abcela seria
feila pedacos.
O religioso nao deve smente manejar a agulha
como um alfaiale ; a navalha que faz parle do seu
eoxoval, ndca-lhe bstente que elle se deve iniciar
nos segredos da profissao de barbeiro. A lei anliga
presefeve aos lioudhislas retirados do mundo, que
nao deixara crescer os seos cabellos alm de duas pol-
legadas. Quer lhes parecesse mais difficil cortar o
cabello do que suppriini-lo inteiramenle, quer o ca-
lor do clima tornas-e esla ullima pralica menos su-
geita aos inconvenientes que resollara da falla de as-
seio, os religiosos modernos rapara a cabeca com
grande cuidado.Ji dissemo. qoal he a dea profun-
dara e ule philosophica era nome da qual um .filtro
he enllocado em todas as celias dos conventos ; trata-
se de tirar da agua os pequeos entes vivos que se be-
bera infallivelmente sem esla precau(3o. .
N3o he necessario dizer qne os religiosos se ana*
lem de comer qualquer especie de carne. O vol
de pobreza que fazem prohibe-lhes de levar boc-
ea qualquer alimento que nao seja recelado como
esmola: Todas as manhaas, depois dos ejercicios
no curo e da medlaco na celia, elle sai, s ou
acompanhado de seu discpulo. O vaso das esmo-
las (alm's bouil) vai suspenso aos hombros e cober- -
1o pelas dobras da tnica amarella.. Com a cabeca
descoberla, a fronte exposla aos ardores de am sol de
fogo, se dirige p a p para nao esmasar as for-
inigas que'alravcssara o caminho, com o olhar fi-
lo, semelhante a um sonambulo qoe sonha com os
olhos aberlos. Chegado diante da porte de urna
casa, nao dir : Tenho fome '. e ainda menos:
qoero arroz, [rucias ou leile. Conlenta-se em
apresenlar o seu vaso, eslendendo a mao.yVonde
lhe houverem recusado esmola Ires vezes seguidas,
elle nao voltar ; aonde oacolherem com ancieda-
de, deve alisler-se de gbar. a sua saulidade ou o
sea proprio mrito para altrabir sobre si o respeilo
dos fiis. Ser perm llido ao frade mendicante lan-
zar um olhar indiscreto sobre a casa daquelle a
quem pede a esmola'.' Aquelles qoe dizem sim,
apoiam a saa opiniao sobro a leuda seguinte : < Um
religioso qoe mendigava se dirigi a urna rnullier
que, pretendendo nao ter nada a dar-lhe, fingi
ir i casa da visinha procurar as provisSes que lhe
fallavam. Durante a sua ausencia, o religioso olhou
furtivamente para o interior desla casa Que abun-
dancia de coasas boas percebeo elle : canna de as-
sucar, arroz, fructas, assucar candi, mauleiga
clarificada '.... A dona da habitarlo volteo, dizen-
do que nao hava encontrado nada, e o religioso
resppndcu : Mo dia para a communidade, vi um
presagio. Qual? Vi urna serpele que linha a
forma de una canna de assucar, pedras semelhan-
tes a pedacos de assucar candi; os denles da reptil
cram como graos de arroz... E a pobre inolher,
vergoohosa da loa mentira, deo-lbe, corando, Indo o
que tinha.
Esla forma allegorica de designar o que se quer, e
o que se tem visto indiscretamente he censurada
pelos sabios. Por outro lado, lie,raro qoe um che-
fe de familia recuse tancar algous griis de arroz
no vaso de um mendicante de lunica amarella.
Dar esmola as"religiosos boudhistas com f, com &
mlenco de honrar Gotama e os oolros boudhas,
h ama das obras mais meritorias que possa prali-
ca r un fiel; mas a dadiva adquire maior'enlacia
Um antigo
y re de Ceylao, que reinava em Anonradhapoura.li-
Wia ouvido drfcr que aesmola mais meritoria he
pareceram-me preencher maisoumenosestascondic-
ces.' O apparelho de Derosne e Cail, que concentra
em vacuo-e serve-se do vapor da couceulracao para
evaporar o caldo ai 15 grus de Beaum, e al 27
grus no vacuo : tem a dificuldade de exigir mutos
concertos, c he do cusi de 35 conlos sem moenda
ou machina de moer. O apparelho de Rellieux, qoe
lem tres calderas c serve-se do vapor da evaporado
da primeira, para ferver a segunda e deste passa a
lerceira, custa 40 conlos sera moenda ou machina de
moer. O apparelho combinado da Escossia, no qual
o vapor que faz Irabalhar a machina, passa priineiro
para urna caldeira de vacuo de evaporar, dahi para a
segunda caldeira de concentrar e deste passa a es-
quentaro caldo em seu trajelo para os defecadores.
O apparelho de Sania Cruz evapora al 27. de
Beaum fogo nu'. o qual continuando vaiesquentr
as caldeiras de vapor, que seu turno furnecem o
vapor para a machina da moenda, e para a caldeira
de Gadsden, e da dila machina passa pera a clarifi-
cacau. Assim nesle apparelho v-se que a' torca do
calor de um s mrno de evaporacao em caldeiras
abenas fornece o vapor necessario para Irabalhar a
machina, clarificar e concentrar o xarope, e se for
preciso, para Irabalhar as machinas centrfugas de
purgar o assucar, e reconcentrar o mel. Usa-se do
hagaco como combuslivel ; e- a evaporacao he de
temperatura alia, porem a concentrarlo nao passa
de 00." i 65. de Reaumur. lie muito fcil de diri-
gir esto apparelho, cujo prero he-razoavel.
Oestes qualro apparelhos eslava eu inclinado a
dar preferencia ao ultimo para nossos engenhos me-
dios de 3a 12 mil arrobas por safra ; mas nao poda
deixar de reconhecer que, para os engenhos maiores
de 16 a 20 mil arrobas, ( prodcelo que pode subir
a 10 ou 50 mil ) era necessario um apparelho de
maior torca ; mas cuslando estes 35 a 40 conlos de
reis, poda parecer ao governo,. e principalmente
assembla provincial, urna exorbitancia. Com ludo
como o xrn. Sr. conselheiro (ioncalves Marlins me
livesse encommendado por sua conta om apparelho,
qoe eu achasse apn.priado s torcas de sea engenho
de 50 ejixadss, e eu julgassc o de Sania Cruz pre-
encher bem as condirOes deste encommenda; e como
alm disto, eu qnizesse por minha conla orna cal-
deira de Gadsden d fogo nu' que nao ser difficil
arcommodar em qualquer engenho ordinario, bem
que nenhum inleresse espere disso no presente on
uo futuro : entend que, se por 'conta do governo
viesse um perfeito apparelho de primeira ordem de
vacuo com todos os melhorameulus, Dcava a provin-
cia possundo tresds melhores apparelhos conheci-
dos, alm do primeto apparelho perfeito, condecido
entre us perleuceule ao enrgico, perseverante e
patritico eidadao o Sr. Thomaz Pedreifa Geremo-
abo, verdadeiro pioneiro em abrir o caminho de
mel Moramente na fabricado do assucar nesle Impe-
rio, e assim habilitado aavalia-los pela pralica e ex-
periencia, e a tocar, para assim dizer, as vanlagens
dos novos raelhorameulos, em que parece auda nfio
querer acreditar. Por isso, depois de combinar com
os Srs. Pinto Leile 4 Irmao, de Londres, animej-me
a.fazer por conta do governo a encommenda do ap-
parelho de primeira ordem ao estabelecimenlo dos
Srs. M.< OnieComp.,em Glaseov,. pela quanlia de
3,650 libras sterlinas, somma este que talvez soba a
alguma cousa mais por causa de certas mudanzas
que ainda fiz na encommenda, com as vistas de po-la
melhor e mais perfeita. O apparelho do Sr. conse-
lheiro Gonjalves Marlins poda regular 2,100 2,409
libras sterlinas.
O apparelho escossez encommendado por conla do
goveruohe de torca de 40 cavallos, e consta de urna
Uiachina de vapor para moer com torca de 30 caval-
los, e faz Irabalhar as bombas de vacuo e oulras em
forraje 10 cavallos, e estas forras reunidas dio ao
apparelho aquelle total de 40 cavallos. A moenda
de 5 palmos de compriraeuto c de 24 polegadas de
grossura, he de um peso extraordinario e de lal
furnia reforcada, que pode dar a presso para ex-
Irahir-se 70 a 75 por % de calda, calculada pelo peso
da canna. Tem duas caldeiras grandes com 6 pal-
mos de dimetro e 44- ditos de cun pi imculo, edous
canos interiores, cada am de 18 polegadasde dime-
tro, para repassar as rhammas e gyrar o vapor, 6
oulro do mesmo comprimen to e 3 % palmos de di-
metro, (rabalhando peto me-mo fogo depois de ter
passado pelas caldeiras grandes, e foroeeo agua
quentc para as caldeiras princi paos. Das caldeiras.com
apressao de2a3aliiiospheras sabe o vapor, primeiro
para a machina de vapor para imprimir o moviincn Ion
moenda, emasmachnismodoapparelho;em segun-
do lugar, deixando esla machina, passa para a caldeira
de vacuo para a evaporacao da calda.emlerceiro logar,
qualquer excessuqueescapa, passaauma caldeira de
tubos, qoe recolhe a calda croa, como, vem da mo-
enda, e esle vapor acaba de dar a temperatura de
65 araos de Reaumur, antes que a calda enlre no
clarificador. Assim pois este primeiro movimeatodo
vapor tem j triplicado effeilo : agilar a machina,
evaporar o caldo na primeira caldeira de vacuo e a-
quenlar a calda croa ; porem ainda faz piis: o vapor
da caldeira de vacuo passa a ferver a segunda cal-
deira da mesma ualureza, e dahi passa a varios
lobos, cercados de calda cr ua, que se vai aquecendo
e limpando antes que. encontr o vapor da primeira
caldeira de vacuo, e emqoanto vai-se aqueulando a
calda, esla tem a vantagem de enTraqaerer o resto
d torca do vapor, formando assim una til com-
pensarlo calrica, e sendo notavel que o vapor que
sabe das caldeiras principaea, opera directa ou indi-
reciamente cinco vezes at perder ludo o calor, como
tica demonstrado. ,
A caldeira de concenlrac.lo pode fazer meladuras
de 200 arrobas de assucar em 2 .'. a 3 horas, e pela
mralanra de lorneiras pode ajudar a evaporacao da
calda, e igualmente a caldeira de evaporacao pode,
sendo preciso concentrar o xarope. A calda da mo-
cada depois do passar por filtros d'aratne he recebi-
da no parol e impellida pela bomba de bronze passa
pelos tubos que a vao aquecendo, al chegar pri-
meira caldeira de tubos, e ah na temperatura de 39
de Reaumur tra-se a primeira espuma ; eniao
passa para a outra caldeira de tubos aquecida pelos
restos do vapor da machina a 61, onde se espuma
pela segunda-vez, e entra na caldeira de clarificar
na lemperalora de 65. ( Continua. \
^ ( Jornal da Bahia.
MOVDVEENTO DO PORTO.
A'aviox salados no dia 26.
Ro de Janeiro e portps intermediosVapor brasl-
liro S. Salvador, commandanle o priraeiro-le-
nenle Santa Barbara. Vassageiros desla provin-
cia, Gabriel Moreira Rangel, Fr. Jacob de Santa
Mara Magdalena, Manoel Jos da Silva Leao,
Jo3o Jos da Silva Guimares, Dr. Manoel Jos da
Silva Neva e 2 escravos, Simeao Francisco Ignacio
Machado. Luiz Ferrera de Soiua I^ssa e 1 escra-
vo, Jos Dias Braga, Francisco Ferrera Basto A.,
Francisco Pires Carneiro, Vicenle Ferrera da
Costa, JoaoBaptsla Dores, Jos Francisco Teves
Jonior, Dr. Augusto Lemenha Lins e sua familia,
Dr. Braz Florenino II. de Souzu, t capiUo, 2 al-
tores e 4 soldados invlidos, Dr. Carlos Frederico
M. Perdigao e 3 escravos, Franklin R. Cavalcan-
li de Barros, Mara Theodora da Croz c 1 menur,
Francisco do Reg Barros Brrelo e 1 criado, Ma-
dama Margarida Deperini e 5 escravos, e 11 es-
', cravos a entregar.
CanalBrigoe liaraburguez Robert, capilo F. Be-
Chcr, carga assucar.
Liverpool por MareiGalera inglesa Stcord-fish,
capitn George Cobb, carga assucar. Passgeiro
para Macei, Francisco Angoste de Araojo.
Brestliriaoe francez Jr.nne Arth&r, capitao Poa-
lel, carga assucar. Passageiros, Carlos Agostinho
Golzio, Antonio Polaro e Benjamn Emilio De-
messe.
ParahbaIliale brasjleiro Flor do Brasil, meslre
Joao Francisco Marlins,* carga varins gneros.
sacio do Exm. Sr. presidente da provincia, lem da
comprar os objactos seguinles:
Para bospilal rgimen tal das AlagftaseCear.
Assucareiros de lou^a 6,-bules de dita 6. colchoes
20, brim branco Uso para camisolas, fronhaseTen-
ees, varas 330, chicaras e pires, casaes 28, colheres
de metal para cha 12, dites de dito para sopa 68,
caslicaesde laUo 2, chitas para cobertas, rovadoe 70,
cannivele para penna. 1, espartador 1, fogareiro de
ferro 1, vurines de tonca 5, pratos da dita 12, tige-
las de dita 8, travisseiros 10, manlegaeiras de looc
3, comadre 1.
2 balalhflo de infantera.
Pelles de carneiro 100.
1* batalho de Infantera da goarda nacional.
Pifaoos 2.
Armazens do arsenal.
Taboas de pinlp, duzias 10, livros em branco de
100 folhas 8, ditos ditos de 150 folhas 8.
9 batlhao de infantera de liiha. -
Caldeira de ferro batido para 100 pracas 1.
Companhia de avallara.
Colarnos, pares 46.
Arsenal de .guerra.
Costados de pao d'oleo 2, taboas de assoalbo de
louro 12.
Quem quizer vender tees objectos, aprsente as
suas proposias em caria fechada, na secretara do
conselho us 10 horas do dia 27 do corren te mez.
Setrelaria do conselho administrativo, para for-
neciroento do arsenal de guerra, 20 da maio de 1854.
Jote de Brillo Ingle:, coronel presdante.Ber-
nardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e secre-
tario.
EDITAES.
deposilarios da doutrina
Como a religiao fondada porGolarna-Boudha nao
admita Daos supremo, suppriniio ao mesmo leo,^
nerificA e o sacerdote; nlo tem ootro clero senao.
. religioso, hospedes destes mosleiros. Os reli-
gtosos ato numerosos nos ralles do anligo reino de
kandy; a fu influencia sobre a populacho dascida-
etos tos campos he tanto mais consideravel, qoe s

novico. Os tratados de disciplina boudhislas lhe
lem ensillado os dezoito inconvenientes qne um moV
teico pode offerecer. Em um convento demasiado
considerayel, onde ha rauila gente, falla-se muito,
ha demasiada concurrencia s portas das casas viii-
nhas onde vo pedir esmolas; a voz dos jovens adep-
tos, recitando as suas, lines, se torna um' assumpto'
de disracres. Em um convento novo, *ha muila
cousa que Itaer para apropriar o edificio as oeces-
sidades do serviro religioso ; em un convento velho
ha muila cousa a reparar. Se o mosteiro esl situa-
po junte de nma estrada real, he mistar a cada ns-
tenle que a gente se incommode para receber os re-
ligiosos que passam ; se lu muito visinho de um lu-
gar onde abunda a herva, vrao abi mulheres em
grande numero conduzir rebanhose cantarao cansocs
alegres. Tambem se encontrara em roda nimias
flore odorferas cujo perfume perturba a razao co-
mo algumas vozes feminlnas. E depois compre que
o mosteiro esteja ao abrigo do .contacto dos estran-
geros, das contcslarcs qae se aguara acera de urna
barreira invadida por gados, dos gritos, das conver-
saooes mundanas, de tudo quanto pode agitar o es-
pirito dos religiosos, conslrange-los a oceupar-se de
passagem com os mais insignificantes promeoores da
vida humana. He bom tambem que este saoctua-
rio do retiro nao seja demasiado exposto ao vento,
ao sol, s moscas, aos mosquitos, s serpeles, aos
insectos que se poderte malar por engao e aquelles
que podem otl'cnder. Emfira, se este situado sobre
limite de dous reinos, os priucipes dos dous paiz.es
se apossarao delles durante a guerra, e os religiosos
sern arrosados de espionagem pelos dous partidos.
. Quando o novico, depois de maduro exame, en-
contrn am mosteiro segundo os seus desejos, decla-
ra ao superior dos religiosos a sua inteuc.lo de re-
nunciar ao mundo, depois repele a formula sacra-
mental : ic llcfngi-rac era Boudha, refagio-me na
vefdade, refagio-me na communidade dos religio-
sos Pela recitarn em alta voz dos dez mauda-
nienlos, prpmelle : nunca'matar um enle vi-
vo, nao aceitar nada que nao seja dado a Ululo de
esmola, nao ter commerco algom com as mu-
lheres, nunca fallar contra a verdade, nunca
beber licores embriagadores* nao tomar nulricao
alguma depois de meio dia, renunciar a todas as
sortes de feslas, espectculos e prazeres mundanos,
nunca enfeilar-se com flores e nao usar de perfu-
mes, nao senlar-se nos primeros lugares nem
sobre asseulos macos, nunca, receber ouro nem
prate.
O novico nao renunciou somente ao mundo c aos
seas prazeres, se impz a obrigacao de obedecer aos
religiosos, seas meslrcs. Anles da aurora, elle deve
estar de p. Como o discpulo de brahmane na casa
do seu meslre, he elle quem varre as celias, o pa-
lco, os arredores do convenio ; he elle tambem qae
val buscar agua, e alera disso filtra-a, para impedir
queosinvisiveisammalculosconteudosiioliquido nao
lejam morios ao passar pela garganta. Concluido
este trabalho, o novico medite durante mete'hora
e faz o seu exame de consciencia. Quarqlo o sino
oa, vai levar flores s reliquias de ltoudjia deposi-
tados debaixo de om pequeo zimborid ; ainda me-
dita sobre as perfeicoes deste sania personagem, e,
adorando-a, pcde-lhe prdaode u5 colpa? ; depois
e que elle completa os seus vjnta9annos, qoandu
lem realisado, durante longos anuos, aup de un
preceptor espiritual, o papel de discpulo e de ser-
vo, quaudo em fim lera estudado nos lalos sagra-
de a disciplina e a moral,o novico declara aos re-
ligiosos a intensan era _que esl para receber a in-
vestidura, e o capitulo se rune. T'ergunla-se ao
recipiendario se he homem, se he lvre, se nao es-
te' compromellido por algama divida de dinheiro,
se nao esl ligado ao sorvico do rei, se lem o'con-
senlimenlo da sua familia, emlim se lem a idade e
os conhecimenlos requeridos para ser admillido en-
tre os religiosos. Quaudo pod responder affirma-
livamente a estes diversas pergunlas, o capitulo pro-
cede admissio do candidato. O novico escula cn-
lao a ieilura qae lhe he feila das observancias e
da maneira de viver a qae elle se vai circumscre-
ver ; promelle submetler-se a islo, e, sem que te-
nha necessidade de pronunciar votos propriamenle
ditos, nem de ligar-sc por om juramento irrevoavel,
ei-lo revestido da lunica amarella. He quasi sem-
pre em Kandy, residencia do chefe da doutrina e
do sou aceessor, que tem lugar as ordenarnos. Ou-
Ir'ora, as occasifies solemnes, a ceremonia da in-
vestidura comer va por urna processao pelas ras
da capital. El-rei assistia com os seus dous minis-
tros, i qualro grandes persoiiagens da sua corte;
as b'aadciras flucluavam ao vento, a msica relum-
bava ; era ama destes feslas publicas as quaes br-
lliavain aos olhos dn muliido os clephanles e os
cavallos cobertos de inanias ricamente bordadas.
Ha anda hoje inuios destes passeios esplendidos
tao charos s populacfies da ludia, mas teem perdi-
do muito do sen brilhalismo desde que a rara an-
liga dos res de Kaudy deixou de reinar cm Cey-
lao.
Instruir a jovenlode, adorar as reliquias de Go-
tama, mendigare meditar, sao as princi paes nc-
cupares do religioso boadhiste. Perguotei-lhc, se a
regra do celibato lhe parece rigorosa a observar,
elle vos responder : m sabio dos lempos anl-
gos, que vivia retirado na monteaba, deseen .um
dia cidade para receber esmolas: Era caminho,
enconlra una rnullier de urna belleza notevel, ves-
tida com goslo e esmero, ornada de jotos ; esla rnu-
llier aoabva de disputar com o marido; c vollava
para casa dos seus pais. Ao ver o religioso, ella
o comtemplou e se poz a rir, o que permiltio-lhe
mostrar os seus bellos deules. O religioso, ao aspe-
cto desta boca qne se ria, nao leve outro. peusa-
menlo senao o da fragilidade da vida: recordou-se
do sorrir de urna caveira. Entilo, quando o marido,
ao passar, perguutou-lhe se elle nao linha visto
urna mulherem caminho, o religioso apenas 'res-
ponden : a Vi smenle um esqueleto ; se era ho-
mem oo rnullier, nflo posso dize-lo. F.ni reanlo
muitos religiosos n3o lenta espirito bstenle phi-
losophico para descobrir assim a morte alravez da
vida ; por isso procurara sempre nao olhar para di-
anlo de si, obrar de,lal sorle que vendo elles nao
vein, ouvindo nao ouvem. a Comparam-se volan-
teriamenle a nuvem errante que passa, sem se por
em contacto com corpo algum animado, entr o
co e a Ierra. J dissemo- qne elles nao pronUn-
ciavam votos. Quando-lie nao sentera com torca
para continuar o genero de vida quo abracaran!,
declaram-o ao superior, e recobrara a sua libcrda-
de. A nica obrigacao que lhes lie imposte consiste
fm depor a Inica amai ella: nao convem que o
a qae he lirada daqnillo quo se ganhoo por um tra-
balho pessoal.ii Foi, disfarcado em lavrador, Iraba-
lhar em um ampo, e a parte de arroz queebteve
como salario, dea-a ao chefe de om convenio. Tres
annos depois, trabal'hoo da mesma maneira em
urna plantecao de cannas, ao p da ntootaoha do ooro
[*warr>naguiri), e fez presente aos religiosos da
parle do.assntar que lhe couhe. Esta historia pa-
rece ler sido' engendrada ; enltenlo, como tende
a honrar o trabalho e a inspirar aws homens a cari-
dade, fora bem qnn fosse verdadeha. O mesmo
acontece com este oulra fabulazinba que recorda,
salvo a puerilidade do desenlac, o copo d'agua
dado em nome do Salvador,'de que se Irala no c-
vangelho. Um dia Gotama e os seus discpulos
foram pedir esmola em urna aldeia onda nihgncm
lhes quz dar nem sequer urna guita d'agua. Che'
goo orna pobre rnullier, que offe'receu a Gotama
um pouco d'agoa que trazia em om vaso ; darra-
mava sempre,-e o raso nao se esgoteva, desorle
que pode dar agua nao sao meslre mas .inda a to-
dos os discpulos. lie escusado dzer que a pobre
mulher subi am degro na esalla dos entes : lo-
mou lugar entre os dnos ou deoses secundarios
que os boudhislas acharam de posse do ceo brah-
manico, e que 1 deixaram, nao pudendo decidir-se
a expellir dos seos espirites e das espheras ethereas;
onde reside ha tantos seclos esta turba luminosa
e beoevola tilo honrada dos poetas hindoos.
. (Confinnai---fta;. .
:
.COMMERCIO.
PRAGA DO RECIFE 26 DE MAIO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colarf.es 'olTiciaes.
Cambio sobre o Rio de Janeiro2 % de descont, 30
d(v. eaprazo.
Descont de lellras de 2 mezes10 ';, ao auno.
ALFANDEGA.
Rendmenlo do dia i'a 24 '. 206:3838292
dem do dia 26 ........ 3:924I82
210:307*47*
f-----
AtiRICULTlRA.
BAHA.
PRIMEIRO RELATRK)
Aprescntado i presidetma da Bahia solire o wie-
Ihoramentos da cultura da caima, e do1 fabrico
do assucar. por Joo Monteiro Cartn.
'( Continuaran do n. antecedente.)
Apparelho Escossjes.
Quando me achava em Cuba, nolei que a maior
parle dos inachinsmos modernos dos melhores esia-
belecinienlos, eram feiios em Glasgow na Escossia,
admre a perfeicao dos apparelhos, e auda mais a
baraleza do custo em compararan do que eu linha
visto em Liverpool e Londres. Tomei pois todas as
intormaces e visilei os agentes e engenheros da
casa principal, os quaes a lera de me darem carias de
recommendac.10 para a Escossia, me frauquearam os
diuerentes desenos dos apparelhos osados naquella
.ilha e de outros em consiruccao. Anda mais, con-
sullei varios engenheros dedicados a este ramo,' tanto
em Cuba como na Luiziana e ouvi os fabricantes dos
Estados-Luidos, Inglaterra e Franca.
Depois combinando todas as iutormacOes, que' al-
ance}; rellcelindo sobre o qae tinha visto, e ouvido
allendeuduas crcumstancias actuaesde nossa lav mi-
ra comparada com a de Cuba, Eslados-L'nidos, ele,
dados os devdos desconlos em ludo, vim finalmente
assenlar ueste opiniao ; que as condicoes essenci-
ae de um apparelho para os nossos engenhos sSo:
i. Moenda de.exlrahir da auna 70 75 por ."de
caldo do seu peso.
'J. Uso do bagaco unicamenle coma combuslivel.
3.o Agoa para supprir a evaporacao das caldeiras
de vapor.
4. Defecar, evaporar c concenlrar ao mnimo
gran de temperatura.
5. CryslalisacAo perfeita para purgar com machi-
nas centrifugas ou purgadores pneumticos.
6. Purgar e aprompter para o mcrado em 3 dias.
7. Faculdade de recozinhar o mel.
8. Filtros e accessoriospara arvSo animal.
9.o Economa no custo do apparelho e seus traba-
mos..
Dn-: differpnles apparlh09 |qua exanjinels qualro
Dttcarregam hoje 27 de maio.
Barca ingleza/ aiparaiiomeradorias.
Barca inglezaBealricelaixas, ferro e chumbo.
Polaca liespanbolaSilenciopipa de grava.
Brigue hamburguezOltonmercadoriaa. ?
Importfao'.
Bara ingleza Beatrice, vinda de Liverpool,con-
siguada aDeaue Voule & Companhia, manifeslou o
seguidle:
. 3 fardos lecidos de algodo e de linho; a James
Crablree & Companhia.
34 toneladas carvo queimado, 33 laixas, -150 ca-
nos, 1 destilador de torro, t capa para dito, 4 pecas
de inachiiiisnio: a D. W. lioman.
' 40 feixes de ferro; a C. Slarr & Companhia.
10 folhas e 210 rolos chumbo ; a ordem.
25 folhas de chumbo: a Rolhe & Bidoolac.
4 chivas lecidos de linho; a Adanuon Howie &
Companhia.
150 toneladas carvao-de peilra, 30 fardos lecidos
de algodo; a Oeane \nule & Companhia.
1 barrica ferragens ; a F. Robiliard.
60 gigos louca ; a Rosas Braga & Companhia.
12 fardos e 6 caixas lecidos de algodo, 1 aixa
nicias, 3 dilas lecidos de Uto, 3 caixinhas cha; a
Luiz Antonio de Siquoira.
932 canos para a companhia de Beberibc, 3 tone-
ladas, 7 quintaos e 1 quarta e 18 libras de ferro; a
T. Mousem & Companhia.
Vapor brasileiro S. Salvado?, vindo dos portos
do norte, manifest o segrate:
78 rolos salsa; a Brandan & Dicgacs.
2 fardos chapeos do Chile; a Thomaz* Walter.
2 caixJs carne e queijos; a J. Cardoso Av res.
3 sacas af; a Antonio Moura Rolim.
i frasqueira; a Aniceto Jos Borges.
1 grelha de ferro; a Chrislovao Start & Com-
panhia.
1 caixole; ao ca pin teirnGun cal ves c Companhia,
1 dito ; a lenlo Candido Menez.es.
1 dito; a Francisco Gomes de Olivcira.
1 caixole; a Jos Antonio Bastos.
Polaca hespanliola Silencio, vinda de Montevideo,
consignada a Aranaga & Bryaraa, manifeslou o se-
grale :
63 pipas e 27 meias dlas graxa ; a Olivcira Irmaos
& Compauhia.
CONSULADO GEHAL.
Rendmenlo do da 1 a 24. 37:8549160
dem do dia 26....... 54I965
. O lllra. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumplimento da ordem
do Exm.. Sr. presidente da provincia do 1'do cor-
rete, manda fazer publico, que nos dias 6, 7 8.de
junho prximo vindouro, perante a' junta da fazeu-
da da mesma thesuraria, se ha de arrematar a
quem por menos fizer, os reparos a fazer-se na ra-
sa destinada para cadete ua-villa doOuricurv, ava-
llados em 2:7505000 rs.
A arremataeflo ser feila na forma dos arls. 24 e
27 da le provincial n. 286 de 17 de maio, de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arccmalarao
rompa i erara na sala das sessoes da mesma-junte,
no dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente
publicar rulo Diario,
Secretoria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 2 de maio de 1854.O secretario, Antonio
Perreira da AnnunciacZo.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
i. Todas as obras sero feites de coufurmidade
cora o orcamento e planta neste date apresentedos a
approvaco do Exm. presidenje da provincia, na
importaneia de 2:7509000 rs.
- 2. As obras sero principiadas no prazo. de dous
mezes, e concluidas no de oito mezs, ambos conta-
dos de coufurmidade com os arligos. 31 e 32 da lei
provincial n. 286 de 17 de maio de 1851.
3. O pagamento da importancia destes obras ser
feilo em urna s prestacao quando. ellas eslive-
rem concluidas, qoe sero logo recebidas definitiva-
mente.
4. Para ludo o mais que nao estiver determinado
lias prsenles clausulas, seguir-se-ha o disposto na re-
ferida lei n. 286.Conforme;O secretario, Anto-
nio Ferrera da Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial
ero cumplimento da ordem do Etm. Sr. presidente
da provincia de 2 do correnlc, manda fazer publi-
co que, no da tide junho prximo vindo.uro,va no-
vaniente prara para ser arrematado a quera por me-
nos fizer a obra dos concertos da cadete da villa de
Garanhuns, avaliada em 2:4749208 rs.
A arremalacSo ser feila .na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de r7 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem esta arremalacSo
compareram na sala das sessoes da mesma junte no
dia cima declarado, pelo meio dia, competenlemete
.habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
boco 16 de maio de 1854. O secretorio,
- Antonio Serreira d'annunciacao.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
1.a Os cunarlos da'cadete da villa de Garanhuns
far-se-ho de ronformidade cora o urgamento appro-
vado pela directora em conselho, e aprsentelo a
approvac do Exm. presidente da provincia na im-
portancia de 2:4749208 rs.
2.a O arremtenle dar principio as obras no pra-
zo de 2 mezes e dever concluir no de 6 mezes, am-
bos cornados na forma do arl. 31 da lei n. 286.
3.' O arrematante seguir nos seos trbateos (udo
o que lhe fqr determinado pelo respectivo engenhei-
ro, nao s para ba execucao das obras como em or-
dem de nao innulilizar ao mesmo lempo para o ser-
vico publico todas as parles do edificio.
4.a O pagamento da importancia da arrematacao
ter lugar em Ires preslacoes iguacs : a primeira, de-
pois de faite a metede da obra ; a segunda, depois
da entrega provisoria, e a lerceira. da entrega defi-
nitiva.
5.a O prazo da responsabilidade ser de 6 mezes.
6.a Para ludo oque nao se acha determinado as
presentes clausulas nem no orcamento, seguir-se-ha
o que (fispe a respelto a lei provincial n. 286.
Conforme.O secretario,
Antonio Ferreira d'AnnunciarSo. ,
' O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em virlude da resolucao
da jante da fazenda, manda fazer publico que
em cumprimento da lei, se ha de arrematar peran-l
le a mesma junte no dia I de junho prximo O*
domo a renda do sitio do Jardim Botnico da cida-
de de Diinda, avaliada em 1519000 rs.
A arrematacao ser feila por lempo de 3 annos,
a contar-do 1 de julho de 1854, ao fim de junho de
1858.
As pessoas que se propozerem a este arrematacao
comparecara na sala das sessoes da mesma junte no
da cima indicado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandn aflixar "o presente e
publicar pelo Diaria.
Secretaria da Ihesouraria provincial dcPcrnam-
buco 1 de maio de 1854. O secrelario. Auto-'
nio Ferreira da Annunciacao.
. O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
em virtnde da resotucao da junta da fazenda, man-
da fazer publico, qoe perante a mesma junte vai no-
vaajente prara para ser arrematado a quem mais
der no dia i. de junho prximo viudouro.-os impos-
los de 29500 rs. e dizimo do gado vaceum, 20 \ de
SABBAB*? 97 DE MAM BB 1854.
Depois de efecoted pelos professore da orchestra
urna escoltad:} ouverlura, lera lagar a represeziUeo
do aovo drama original portuguez em um prologo
te actos, qoe pela primeira Vez sobe a scena nen-
ie thealro.
FERNANDO
ou.
o
PROLOGO.
Sr. Bezerra.'
> Coste.
Sania Rosa.
O. MariAmalia.
PERSQNAGENS
O desconhecido. .
F'ernando, camponez. .
Pedro;
Brazia ma> de Fernando.
PERSONAGENS 1)0 1., 2." E3. ACTO, 20 AN-
NOS DEPOIS DO PROLOGO.
O desconhecido......Sr. Bezerra.
Fernando........ Costa.
D. Marlinho de Sooza. ... Amods..
Nuno medico de El-Rei. Monteiro.
Pdro.........b Santa Rota.
Ignez.........D. Gabriella.
Criado....... .. 8r. Rozeode.
DENOaUNACAO' DOS ACTOS.
I. t) juramento.
II. O desconhecido. ,
III. A declararlo.
IV. Fernando e o rei. '
Finalizar o espelacolo am a muito jocosa farca
Os bilheies acham-se venda no escriptorio do
theato.-
Principiar s 8 horas.
agurdente do consumo, e Imposto a cargo da
col lectores nos segoinles municipios: '
Flores e Floresta, avallado annual-
mcnle por........ 4:0049000
Boa-Viste Ex, avaliado animal-
mente por*. 4i070opOO
20 \ sobre o consumo de agurdente nos muni-
cipios seguinles:
Oliuda. avaliado annualmente por 8109000
Limoeiro, 009000
Estas arremalares serao feilas por lempo de 3
anuos, a contar do 1 de julho do arrente anuo, a
30 de junho da 1857, e sob as raesmas condicoes dos
anteriores.
Vai igualmente prara para ser arrematado con-
juntamente am o imposto do gado vaceum, o dizi-
mo do gado avallar nos municipios abaixo declara-
dos por lempo de om anno, a ronlar do 1 de julho
de 1856, a 30 de junho de 1857.
Flores e Fluresla, avaliado por anno
em............ 3269000
Boa-Vista e Ex, avaliado por anno
em.......(. .. 1999000
As pessoas que se propozerem a estes arremala-
ces comprerinn na sala das sessoes da mesma jim-
ia nos dias cima indicados pelo meio da, compe-
tentemente habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial da Pernam-
buco 24 de maio de 1854.O secretario, Antonio
Ferreira ttApnunciaco.
38:3955805
IVERSAS PROVINCIAS.
Rendmenlo do dia 1 a 24.....5:2809206
dem do dia 26.........2239754
DECLARA Real compantii de paquetes nglezes a'
vapor
5:5033960
Exportacao'.
Liverpool, barca ingleza Goldem Fleece, de 486
toneladas, coiiduzio o seguinle :1 moenda de fer-
ro com 200 arrobas, 2,100 mecos com 10,500 arro-
bas de assucar, 48 barris agaVdente, t dito azeite
doce, 1 dito dito de carrapa(o,-397 molhos com 1,500
arrobas de piassaba, 1,320 sacas com 7,056 arrobas
c 65 libras de algodo, 15 saceos com 15 arrobas de
epecacuanha.
Trieste, escuna dinamarqueza TiMon, de 137 to-
neladas, conduzio o seguinle : 1,987 saceos com
9,920 arrobas' de assucar.
Parahba, hiale nacional Flor do Brasil, de 28 to-
neladas, cunduzio o seguinle :133 voluntes gneros
estrangeros.
KECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO. ,
Rendimento do dia 24......1:6249756
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia La 24......39:5279320
dem do dia 26........ i :0499775
4'377fW5
. No (fia 31 desle mez
espera-se da Europa,
um dos vapores da real
companhia, o qual de-
pois da demora do
cosime seguir para o sul: para passageiros trata-
se com os agentes Adamson Howie & C, ra do
Trapiche Novo ti. 42.
Companhia de Liverpoor.,
Espera-se a qdalquer
hora o vapor Lusila-
nla, commandanle J.
lirown, e seguir m-
^egtgg^g^ya^aBnn mediatamente-para os
portos do sul: agencia em casa do eane Voulc &
C., ra da Cadete Vclha n. 32.
COMPANHIA DE BEBERIIJE.
O caixa da companhia de Beberibe
acha-se autorisado pela assembla geral
da mesma, a pagar o 12 dividendo na ra-
zao de 2#500 poi accao.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, em virlude de aurori-
sacao do Exm. Sr. presidente da provincia, lem de
comprar os objectos seguinles :
Para a botica do hospilal recimenlal'
Resina do angico, libras 8, espirito devinho, ca-
adas 5, a/.cile doce, garrafas ^i. alambique de zin-
co, segundo Soubeiran 1; balanca de pedestal, com
pesos 1, machina para estender emplastro 1, lliesou-
ra grande para cortar raizesl.
Quem quizer vender tees objectos, aprsenle as
suas propostas era carta fechada, na secretara do
conselho s 10 horas do dia 1 de junho prximo futro.
Secretaria do conselho administrativo para forneci-
menlo do arsenal de garra, 24> de maio de 1854.
Jos de Brito Inglez, aronel presidente. Bernar-
do Pereira do Carmo Jnior, vogal e secretario.
Conselho administrativo.
AVISOS MABITIMOS.
RIO DE JANEIRO. .
O patacho' nacional Valente, segu.im-
preterivelmente para o Rio de Janeiro ate
o dia 31 do corrente mez, s pode receber
alguma "carga miuda, escravos afrete e
passageiros, para os quaes tem.excellentes
cora modos : trata-se com o capifo Fran-
cisco Nicola'o de Araujo, na praea, ou no
escriptorio de Novaes & Companhia, ra
do Trapichen. 5i, primeiro andar.
-y Para 6 Rio de Janeiro, o brigue na-
cional Elvira segu com brevidade por
ter parte no seu carregamento prompto :
para o resto da carga, passageiros e escra-
vos a frete, trata-se com o consignatarios
do mesmo Machado & Pinheiro, na ra
do Vigarion. 19, segundo andar.
PARA A BAHA
segu brevemente o yeleiro hiate For-
tuna, capitao Pedro ValetteFilho: para
carga trata-se com os consignatarios A.
de Almeida Gomes A C., ra do "trapiche
n. 1(>, segundo andar.
Rio Grande do Sul.
Seguir em poneos das para o Rio-Grande do
Sul n patacho nacional Regulo, o qual tem espacon
rommodos para passageiros : Irata-se na roa da Ca-
dete do Recito n. 13, ou com o capitao a bordo.
LEILOES
----------.----------------------------_----------
Leilao de um pequeo .sitio.
Terca-feira 30 do corrente, ao meio dia em ponto,
no armazem de M. Carneiro, jia rna do Trapiche o.
38, o agente J. Gatis, far leilto de am pequeuo si-'
lio na Capunga Nova, leudo duas frentes, sendo ama
para a estrada da Capunea Nova, e oulra para o bec-
co do Jacobina ; com 50 palmos de frente, e MO de
fundo, chao proprio, com algumas froteiras, casa.
cacimba com boa agua de beber, cerca de 5.000 li-
jlos dealvenaYia grossa, etc., etc. A salubridade do
Idgar, coma vantajosa localidade da iluacSo, sao
partes bem interessantes para animar aos pretenden-
tes qne desejarcm a acqnisicio de om pequeo sitio,
em umdos maisfisoohos eagradaveis arrebaldesda
cidade.
LEILAO SEI LMITE.
Terca-feira 30 do correte, o agente Boria Geni-
des far leilao em seo armazem, roa* do Collegio n.
14, s 10 horas em ponto, de nm completo sortimen-
lo de obras de marcioeiria, aovas a usadas, de die-
rentos qual idades, um riquiuimo relogio com caisa
de vidro para cima de mesa, ditos de euro e prate
para algibeira, ditos para parede, dona ocaloa de
alcance, varas obras de ouro e peala, candieirvs io-
glezes de mulla para velas, ditos fransezes e de oo-
Iras qualidades, lanlernas, serpentinas, candelabros,
lustres, caslicaes de dferentes modelos, qoadros
com ptimas estampas ,e ricas moldura*, chapeos
preloa francezes, ditos do Chyle, dlos de fellro, bo-
nete de oleado, figuras de pedra para jardim, dilas
de porcellaua, jarros e vasos para eofeile dn sala,
pedras marmores de diversas cores e (wnanhos, pa-
ra mesas redondas, consolos, lavatorios, urna glan-
de porco de vinho engarrafado de superior quali-
dade, bolachinhas, biscoilos francezes, etc., e oo-
lros moitps objectos que s com a viste se' podem
apreciar, s quaes estarito no mesmo* armazem em
o da do leilao: assim cora tambem om ptimo car-
neiro bstanle gordo, muito manso, proprio para
menino.
LEILAO DE CHARUTOS.
Antonio de Almeida Gomes & C, faro leilao pa-
ra fechar conlas, de urna porcSo de charutos, de ex-
cellentes qualidades em caixinhas grandes e peque-
as : lerca-feira 30 do corrente, s 10 horas da ma-
ntisa, na poste do armazem do Sr. Antonio Anno
Jacome Pires, defronte da escadinha.
LEILAO'DE LITROS.
SEI LIMITE.
Quinta-feira, 11 de junho do edrrente
anno, o agente Borj'a Geraldes faja' lei-
lao em seu armazem, ra do Collegio n.
14, as. 9 horas era ponto, de todos o li-
vros, que foram do finado Dr. Jos Fran-
cisco de Paiva, e de outros muitos livros
delitteratura erecteacao, tanto em fran-
cez como em portuguez, os quaes se en-
tregaro pelo maior preco que fr offe-
rectdo.
AVISOS
Ama de leite.
Precisa-se de. una ama sadia, cen bom leile, pa-
ra urna criauca recem-nascid., preferindo-te sem
cria: a tratar no sitio do Sr^icenle Jos de Brito,
na Trempe, segoindo para a Soledade. ou na rna da
C.deia do Recito toja de ferragens n. 44.
Quem lver obras ou fazendas, filas destratadas,
e as quizer tiugir de preto, azul, encarnado, verde
ou amarello, dirja-se a ra do Mundo-Novo, ao sa-
hir na ra Bella cana de um mirante encostado ao
segundo sobrado; ^Btohi se tinge,cora, perfeicao e
mais barato do que'efn outra i|U"qoor parle.
Precisa-se de i a .1 cuutq|^^^Ka_ premio de
1 ao mez, pelo lempo de*"*B annos; IJarn-
se leltras e d-se as garantas que toM ifldas,
excepte penhores de prata e ouro : qoentejaKer er-
fectoar semelhaole negocio, annuncic para ter pro-
curado.
.Precisa- de um coznheiro para um collegio
particular: a trater no aterro da Boa-Visla n. 56.
- .ni '' -
- i
...___
t\iiwaU\miii" -- .-.
--------'.Mi 1 lita un
a.", imTiniii



\

PIBLIC4CA0 DO I\STI1T0 HOMffiOPATHICO DO BRASIL.
THESOURO HOMCEOPATHICO
01".
_ VADEIECOI DO HOKEOPAIHA.
Melhodo conciso, ciar ', o seguro de curar homceopalhicamente todas as irfolestias. que allligem. a
especie humana, e particularmente as molestias que reinam no Brasil.
PELO
h DR. SABINO OLEGARIO LDGERO PINHO.
i de sahir a luz esta obra ulilissima nos mdicos, que quizerem experimentar ou exercer a
i medicina, e muito mais aiuda aos pas de familia, quer das cidades, quer do campo, cheles
jmenlos, sacerdotes, capitaes de navios, viajantes, etc.. ole. mu or si mesmos nuM>n>m _
01 ARIO DE PERNUMBUCO .SABBAO 27 DE MAIO DE 1854.
que por si mesmos quizerem co-
1005000
903000
oaooo
509000
409000
353000
309000
2O9OOO
IJjOOO
9500
29OOO
Acaba
verdadeira >nw<^ o -mm mais anua aos pas ue i.iioiua, quer 1.
de tsUbclccimeulos, sacerdotes, capitaes Je navios, viajantes, etc., etc
nhecer es prodigiosos efTeitos da honieeopathia.
volutesetabrochura.por......... 10moo
Eneadcniados ............ laOOO
Of Srs. assigoautes lerao ahondado de mandar receber seus cxemplares em casa d autor, ra de S
Franctco (Mando Novo) n. 68 A.
BOTICA CENTRAL HOMCEOPATHICA.
Niusuem pwler ser.feliz na curadas molestias, sem que possu medicamentos verdadeiros, ou de
boa qualidade. Por isso, e como propagador da homicopalhia no norte, e inmediatamente inleressado
em seus benficos successos, tem o autor do THESOURO HOMOEOl'ATIIICO mandado preparar, sob
saa iminediata nspecc^lo, lodosos medicamentos, sendo incumbido desse Irabalho o hbil pharmaeculico
c proiessor em homa-opalhia,. l)r. F. de P. Pires Hamos, que o tem executado cora todu o zelo, lealda-
de dedicarlo que se pode desejar.
A effiacia destes medicamentos he atlestada por todos que os tem experimentado; elles nao preci-
sam de maior reconimendacao; hasta saberse a fonte donde sahiram para se nao duvidar de seus onti-
raos resultados. r
Urna carteira de 120 medicamentos da alia e baixa deluicSo em glbulos reconv-
mandados no THESOURO UOMOEOPATH1CO, acompauhada da obra, e de urna
cana de 12 vidros de tinturas indispensaveis...... ;
Dita de 96 medicamentos acompanhada da obra e de 8 vidros de tinturas .
Dita" d 60 principaes medicamentos recommendados especialmente na obra, e com
orna caixa de 6 vidros de tinturas.........
Dita .de 48 ditos ditos. ...........',
Dita da .16 ditos acompanhada de 4 vidros de tintaras. ~
Dita de 30 ditos, e 3 vidros de tinturas. ......
Dita de 24 ditos ditos........... \ \
Dita de 24 tubos pequeos com a obra e 2 vidros de tinturas. \
Tobos avulsos grandes. .
f pequeos.........\ [ *
Cada vidVo de tintura. ....... .....' '.
Aviam-se quaeaquer enccrmmcndas de-medicamentos com i maier promptidao, e por precos commo-
Vende-ee tratado de PEBRE AMARELLA pelo Dr. L.'dc C. Carreira, por. 29000
Roa de S. Francisco (Mondo Novo) n. 68A.
Oflerece-se um homem para caixeiru dequal-
quer. casa de negocio, oquaUest empregado; porm
quer sahir por'motivos qne se dirao, e dar informa-
efles de sna conducta: quem precisar annuiicic.
Desappareceu no dia 12 do crreme urna es-
crava de nome Justina, de narao, mas falla como
crioula, de idade d 20 a 22 anuos, com os signaos
aegninles : vestido de cassa encarnada, camisa de
algodao, mas suppOe-se termudado de trajo, por ter
roupa fura de casa, e he de estatura baixa, tem mis
signaes as orellias, donde pode ser logo co'nhecida
por ter em ambas as orelhas urnas carnes crescidas
.e grocas, provenientes de furamente das mesmas
orelhas, mas sempre costuma andar com lenca
amarrado em cima para nao ser visto o dfeito ; foi
escrava do Sr. Vidal, que tem loja de ferragens no
Recite, e consta estar occulla aqu, ou nos arrabal-
des desta eidade ; por tanto, o annuncianle protesta
*ontra quem a tiver occullado desde o dia que ella
fallou, d,e lhe pagar perdas e damns, na forma da
le: assim como terna a pedir as autoridades e ca-
pitaes de campo, ou oulra qualquer pessqa qne a
pegnem, e levem-a a ra das Cruzes n. 20, que ser
recompensado.
D-se 2009000 a juros com penhoresde ourol:
na roa estrella .do Rosario n. 7.
Deseja-se saber quem tem tun preto
fgido, comoflicio de alfaiate e sapateiro,
chamado Mathias ou Francisco, foveiro
das duas mftos, c no canto da bocea duas
pintas brancas : quem lor seu senhor,
dirija-te a ra dos Pires n. 28, que se lhe
dir' aonde'existe.
A mesaregedora de S. Jos de Riba-mar con
Na ra da Cadeia do Recite n. 2, tem para ven-
der-so superiores frutas de Lisboa em latas, potes
com doce das mesmas, queijos loudrinhos, loucinho e
presuntosinglezes para Hambre.
lioaa-se a qualquer tabellio.que em seu cario-
no descnbrir a escriptura do engenho Machado, no
termo de Iguarass. pastada por Manoei Jos Ferrei-
ra a Joao da.Cunha Mondes corno comprador, au-
uuhcie que ser procurado.
Na roa deS. Francisco sobrado n. 8, precisa-sc
alugar -urna prela escrava para fazer o servido de urna
casa de ponca familia, com preferencia sabende tra-
tar d urna crianca, pacando-se al 129000 rs roen-
saes : quem a tiver dirija-se ao foiesmo sobrado.
Fpnte & Irniao previnemaos Srs. Joao Goncal-
ves Ferreira e Flix Sauvage, pata no caso de Ibes
ser apresentada urna lellra da quantia de 509000
r>., vencida em 30 dajaneiro desle anno, de a nao
pagarem senao.aos anrmnciantes, em consequencia de'
dita lettrase Ihes ter desencaminhado.
. Precisa-se de urna ama para oorvico interno
e externo de urna casa de homem solleiro : quem
pretender ditija-se a prac.a da Independencia n. St,
que se dir quem precisa.
Na casa da ra da Senzala Velhan. 112 tercei-
ro andar precisa-se de Urna mulherde idade para es-
tar em nm sitio, cozinhar para si, e alguns prelos ;
da-se-lhe a casa, sustento e algum dinheiro, do que se
(ara ajuste a visla.
Robaram, do domingo para segunda-feira, 22
do correle, o armazem do abaixo assignado na ra
da l'raia n. 13, constando de dinheiro 509000; 2 li-
vros, sendo umjd e recibos e oulro de entradarfe sahidas
c algumascarlas de freguezes pedindocarne: suppe-
se ser ja sobre amad rosada. Roga-se, por lano, a po-
lica que lome o dito roubo era considerado; e sendo
que algeum saiba dbs ditos livros, leve-ns ao abai-
xo assignado, qne lera alguma recompensa. Jote
h'rancitco de Matlot.
Pedimos a attenrao das pessoas que tem
encommendado bilhetes da lotem'a quin-
ta da Gloria para o seguinte anauicio :
Ovapor lmperatriz>i estava annuncia-
do para sahir a 20 do corrente as horas
da tarde, nesse dia cava tambem a cor-
rer a roda daquella loteria,- eremos que
.aquelle Tapor traosferira' a sua sabida,
mas como mais valor tem a duela racao
da agencia pela qtial nos regulamos, pe-
dimos a's pessoas que tem bilhetes encom-
mendados, que os venliam receber ; por-
que logo que izer signal de vapor tudo
sera' lacrado e nada mais se vender' desta
lotera, quer o vapor tenba sabido a 20
quer tenba transferido para outro qual-
quer dia.
" '" c*c""' ue o. josc ue moa-mar con- do uado Antonio Ferreira ChristovAo, queira com- nii
ta a seus irmaus para a mesa de votos no dia 28 parecer na residenciado roajor Manoei Buarque, ra 26
crreme, asimi como Iransfeno a fesla do msmo do I.ivramento sobrado n. 26, 2 andar, negocio de-
santo para.o da 18 de iunho. un {ni.,. e '
santo para o dra 18aejuohp.
Desappareceo o dia 24 do frrenle, oenge-
.k. aTrif^r ** 00,correlue' e"e- rrecisa-se ue urna ama para todo serviro de ama
nno aew Hinchos, da fregueziada Escada,.o mulato casa: na ra das Larangeiras sobrado li. 26. 1
de nomerilirpe, de tdade 30 annos.nouco mais ou andar.
Precisa-se alagar urna casa de um ou
te nome Filippe, de idade 30 annos.pouco mais ou andar. io-im-m: uatnu- uina casa ae nm ou
M^ciTraHaMSurr.8n,,l?,:"7*lto ^ *"" ST1 T pS8Vj.nMe -^^i s^S*. Ien na Irenffr. rosto comprirto, nado-do Corlumenos Afogados, se acha seqnes- Ja i^, J. cguinic arerr
ponca barba, tem a mai as Cinco Ponas, chamada Irado por precatoria expedida pelo juizo municipal de da ^a-Vista, praca, ra Velha ou doHos-
.al'Ja'.0!! J re.gi,_,e POrtanlo as autoridades .e Serinhem, como se.poder verificar no cariorio do PICIO : a tratar na Travessa da Ma-tre de
i apuaesne campo de o apprehender e leva-lo ao en' -----:-"- -" -- -
gento cima, 'ou naala ;j..j- i-----j- :
ment n. 20, qne
.,.-----rl..~..w...v. ^ ,^,,,-i,, ^ ,-,,- ,->, rr-.iu uiiiu aieni ue que sonre a su.T execucao
u nesta ciitade, no largo do L.ivra- pende orna revista interposla para o supremo tribu-
sera bem recompensado. nal de juslica, pelo cariorio do escrivo Poslhumo, e .
Homoeopathia.
CLNICA ESPECIAL DAS MO-
LESTIAS NERVOSAS.
Hysteria, epilepsia ou gota- co-
ral, rheumatismo, gota, paraly-
ia, defeilos da falla, do Ouvido e
dosolhos, melancola, cepbalalgia
ou dores decabeea, enchrjueca,
dores e tudo mais que o pova cc-
niiece pelo nome genrico de ner-
voso.
As molestias nervosas requeren) muilas ve-
zes, atm dos,medicamentos, o emprego de
outros rneios, qoe despertem ou ahalam a
sensibilidade. Estes meios possuo eu ago-
( ra. e os ponho a disposicao do publico.
Consullas lodos os dias (de graca para os
pobres), desde s 9 lloras da manhaa. al
) u duas da larde, ra de S. Francisco (Mnn-
. il Sovo, n.68 A.Dr. 'afano Olegario
9 iMdgero Pinho. n
, Ataga-se a casa Ierre do Mondego n. 99, com
quito bous commodos para grande familia : a'tratar
a* roa Nova n. 53, botica.
Preoua-se alugar iimprelo para carregar labo-
lerr com fazendas pela ra; a tratar na ra da Cruz
d Recit n. 47, primeiro aifdar.
Tem de se arrematar em praca publica, no dia
-fl o correle mez, as 4 horas da larde, uro quarlo
pedroz, na porta do joii do paz da freguezia de S.
Jos, por execucao feila de Antonio Joaquim Rabel-
h> Bastos contra Uidro Jos Pereira : quem o pre-
tender, dinja-se a hora indicada.
Na roadoCollegio n. 21, segundo andar, se fi-
c.a" nmlo agradecido a quem der noticias do Sr.
Amonio Hioeiro da Cunba, natural da freguezia de
Santo Andre da villa do Erveda} (em Portugal). Este
iS".?. ?" ,erra cm i****-* con' que em
1833 on 1834 estava. establecido nesla eidade com
toja de razendas.
Precisa-se de urna ama de leite : n ra dos
Guararapcs u. :ii.
Precisa-se de;um trabalhador para reGnarao:
a Iralar na ra da Senzala Nova n. 4.', *
A vista faz fe.
O padeiro de Beberibe tenciona mandardo1.de
.nho em danle um Pr|ador com pao, lano de
Provenca comrj do costumado-, para ser vendido em
Olinda ; porlanto pede aos Illms. Srs. acadmicos e
mais pessoas, qoe lhe dem a preferencia, lendo cm
a operioridade das farinhas.
C. STARR&C.
respeitosameBle annnnciam que no seu extenso es <-on,Pan'
nto em Santo Amaro, continua a fabricar {unao andar, aonde tambem
or perfeicoepromptidao.loda a qualldade qualquer esclarecimento.
ue maehinismo para o uso da agricultura-, navega
e manufactura, e que para maior commodo de Alogam-se c vendem-se superiores bichas de
seus numerosos freguezes e do publico em geral,' tem "ambqrgo clieaadas pelo ultimo vapor da Europa :
abarlo em um dos grandes armazeus do Sr. Mesqui- Da raa s^eita do Rosario n. 2, loja de barbeirp.
Avisa s ao Srt, que cm 16 de Janeiro do corren-
le, anno mandou lavar e engommar urna porrilo de
roupa na ra To Hospicio com muila brevdade
meulo _.
ramenlos (alguns delles novos eoriginacs)'de que
experiencia de muitos annoslcm mostrado a noces-
sidade. Machinas de vapor de baixa e alta pre'ssao,
laixas de todo (amanho, tanto batidas como fundidas,
carros de mace ditos para cooduzir firmas de assu-
car. machinas para moer mandioca, prensas para di-
to, tornos de ferro batido para farinha, arados de
ferroda mais approvad conslruccSo, fundos para
alambiques, crivos e portas para fornalhas, e urna
mnidade de obras de ferro, que seria enfadonlm
em,meral'- No niesmo deposito existe urna pesso
Ingente e habilitada para receber todas as cn-
commendas, ele, etc., qne os apnuncianles contan-
docoma capacidade de suas officinas e marinismo
L'ma pessoa bastante habilitada em latim,
por.ensinar ha mais de 16 aunos, se prope
a ensinar cm qualquer parle, que convenlia,
nao sendo muito distante desta praca. Tam-
bem ensina prinreiras lettras e fraucez : na
ra da l'raia n. 43, terceiro andar, se acha-
ra com quem Iralar, das 3 horas da larde em
diante, ou annuncie.'
HOMEOPATHIA.
0 Dr. Casanova, medico fraucez. da con-1
sullas lodos os dias no seu consultorio
Rl\DASfRUZESN.28. !
. No mesmo consultorio acha-se venda um
grande sorlimento de carleiras de lodos os I
taannos por precos commodissimos. ,
CHICO MIL RIS. !
1 ciateira com 24 tubos a escolha. .
1 tubo grande de globulosavuls. 500
1 dito mediano. ..... 400 I
1 dito pequeo.......300
% onca de tintura a escolha IgOOO.'
Elementos de homeopathia 2 volumes, 2. \
edicciio..........5000
Palhogenesia dos medicamentos
brasileirost volume......29000
Tratado das molestias Venenas
para se tratar a si mesmo. 19000
AVISO JURDICO.
Asegunda edicSo dos primirns elementos prati-
cps do foro civil, mais bem corrigido, acrescentada,
nao s a respeilo do que altaron a lei da reforma,
como acerca dos despachos, interlocutorias e definiti-
vas dos julgadores, obra asss interessante aos prin-
cipiantes em pratica, que Ihes servir de fio conduc-
tor: na praca da Independencia ns. 6 e 8.
J. Chardon, hachare] em bellas lettras, doutor
em direilo formado na universidade de Pariattnsi-
n'a em sua casa, ra das Flores n. 37, primeiro an-
dar, a lr e escrever, Iraduzir e fallar correcta
mente a lingou fraoceza, e tambem dar liroes par-
ticulares em casa de familia.
Aluaa-se o 2 andar de um sobrado alraz do
Ihealro deS. Francisco: a Iralar com l.uiz Gomes Fer-
reira, no Mondego. ,
Aluga-se urna casa terrea com muilo bons com-
modos para urna grande familia, sita na ra da U-
niao, na Boa-Vista : a tratar a ra da Aurora n.
primeiro andar.
.. Al"a-'e "na casa terrea na ra do Sebo n.
S?-7re;S'om.amapara,odoser,iCode0ma t&SUZSZZ* ^ ^^
isa: na rna das Laranaeiras snhradn o. 9 lo r.
O ex-director da sociedade. Recreio
da Tamarineira, toga aos socios da mesma,
se dignem reunir-se a's 11 horas da ma-
nhaa do dia '50 do corrente, na casa da ra
do Collegio n13, primeiro andar, para
declarareay) destino que queiramdaraos
objectos eXisthtes e pertencentes a' mes-
ma sociedad!^
No dia 29
depois da audie
velda primeira
da Calcada, fre
Mara Ma nocla
de da Invencao di
corrente mez se ha de arrematar.
i do Sr. Dr. juiz de direilo do ei-
r, urna casa ierrea n. 14 da ra
tia de S. Jos, por execucao de
Jess contra Mara da Maternida-
nia Cruz; e he a ultima praca.
JMPRAS.
Compra&^e os Diarios ns. 99, 102,
106, 109elfjjdocrlenteme/.: nalivra-
na n. 6 e 8 m praca da Independencia.
Comprfie prata brasileira e hespa-
nliola : na r& da Cadeia do Recife n.
24, loja de caifcbio.
Compram-se ellectivamente cobre,
latao e bronzevellto : na fundir o de fer-
ro da ruado Brum n. 6, 8'e 10, passanr
do o chafariz.
Na ra do Trapiche n, 54 primeiro
andar, precisa-se comprar umpreto bo'm
cozinheiro, assim como um moleque de
12 a 18 annos, e agradando paga-se
bem.
Compra-se um oilante pequeo e urnas taboas
requizilas, ultima edicao, ludo em bom estado : na
roa Direita n. 36, lerceiro andar.
Compra-se prata brasileira e hespanhola, a 19940
rs. p palacao : na ra da Cadeia do Recit n. 54.
Compra-se um diccionario de medicina popu-
lar, em 3 volurr.es, pelo Dr. Chernoviz : quem tiver,
dirija-se ra do Qaeimado, foja n. 1
Compram-se arroes do banco .de Pernambuco :
no escriptorio de Manoei Ignacio do Olivoira, na
praca do Corpo Santo n. 6.
Compram-se pea de sapotis, larangeiras de um-
bigo o de paneiros, lodo em canoas, proprios para
embarque! na praca do Corpo.Sanlo n. 6, escrip-
torio.
Compram-se,escravos de 10 a 20 annos de am-
bos os sexos, para se exportar, e paga-se bem : na
ra Direila n. 66.
Compra-se urna preta engommadeira e cozi-
nheira, qoe seja recolhida : na ra dn Crespo, loja
de i portas ao lado do arco de Sanio Antonio n. 3.
YENDAS
O Sr. Tlioma Ribeiro Gmeseos Sanios, genro
do finado Antonio Ferreira Christovao, queira com-
.jv..pi.., escriVao Briln ; almde que sobre a sua execucao Deosn. 5.
TA nilO tim .1 rnmrl'i inl^aihAdla .,______ -___... 1 _.
.- ------------ ..-v..-w*u(n,luiui/)i: "* ^ "Ujjot tiimt iJiCtA U
vai-se propor a accao competente para rescindir ar- meia idade, que eneomme e faca o mais
rcmalacao, que ullimamenle procedeu-se, a qual la- ^u..cuguiuuie e idyi o mais
hora em nuliidades reconhecidas. servido de urna casa d.e pouca lamilla : a
Roga-seaquem achou urna chave grande de
broca, junio com mais urna pequea de cadeado, que n;0 armi,pm retnlnsr. 17
a dentro de umsaquinho de marroquim verde, des- armas,-emaetijOlOSn. 17.
de o aterro da Boa-Vista al airm .la A!,-;-, ^.... Prccisa-se de um caixeiro que tenha bastante
pralica de taberna : na Soledade n. 18.
Precisase fallar ao Sr. Dr. Francisco de Arau-
de o aterro da .B.oa-Visla at alraz da matriz aovollar
para a ra da Gloria, queira fazer o favor de leva-lo
ao aterro da Boa-Vista n. 38, loja, que se gratificar. l'rec.sa-se fallar ao Sr. Dr. Francisco de Arau-
{*Sr :39$$.gi#*! J '-.""a. m ignora onde existe, -roga-se-lhe
O Dr. JoSo Honorio Bezerra de Menezes, A queira annunciar sua morada oudirigir-sc rna da
formado em medicina pela facqldade da Ba- A Mangueira n. 5.
hia, oflerece seus prestimos ao respeitavel pu-
blico desta capital, pudendo ser procurado a fe
qualquer hora em sna casa ra Nova n. 19, S
seguhdo andar: o mesmo se presta a ourar as
gratuitamente aos pobres
GALERA de retratos a
OLEO E DAGERREOTTPO.
Cincinalo Mavignier, retratista e pensionista de S.
M- o Imperador, lendo feilo tudo quaiilo asta ao
seu alcance para dsempenhar as obrigarOes de seu
ministerio, annuncio porlanto ao respeitavel publi-
co desta capital, qoe contina a irabalhar no seues-
labelecimento a contento das pessoas que o honra-
ren). O annuncianle propoe-se a fazer os retratos
de pessoas fallecidas, indo com a machina ale ca-
sa de quem quizer possuir a verdadeira semelhanca
do ebjeclo finado: pode seV procurado lodos os dis
no seu estab'elecimenlo, alrro|da Boa-Vista n. 82,
primeiro e segundo andares.
ATTENQAO*.
Traspassa-seoaluguelde urna casa as Cinco Ponas
n. 85dealugueldet9000rs.,aquemcomprara arma-
jao que existe na dita casa que com' ella se tarii todo
o negocio ; esta casa offerece, mullas vanlagens a
um rapaz que queira principiar, nao s por sefieu
aluguel muito barato, como por ser em um dos me-
lhores locaes desta ra; he mnito propria para
taberna, refinacao o deposito de fabrica de charu-
tos ele, ele. -.quera a pretender dirija-se fabrica
de chapeos da ra Nova n. 52, a entender-se com
Boaventura Jos de Castro Azvedo.
No collegio Santo, Alfonso, precjsa-se alugar
um cozinheiro forro; ou escravo. .
O abaixo assignado, .faz scienl ao publico,-e
principalmente aos seus deved^re, tanto da praca
como os de lora, que tem desta dala em dianle, en-
carregadoaoSr. Jos Xavier Faustino Ramos J-
nior, para agenciar lodas as cobrancas de sua casa, e
mesmo aulorisado a passar recibo a (oda e qual-
quer quantia que receber.
Firmiao Jote ilodrigues Ferreira.
Precisa-se contratar por emprea-
da, a construcrao de urna coberta de te-
llia, sobre pilares detijojo ou columnas de
ferro, em um terreno mgrado.. na ra de
Santa Rita prximo a' Ribeiraipertencen-
te a' companhia brasileh-a' de paquetes de
vapor: quem estiver as circumstancias
de lazer este contrato com as recessarias
garantas, queira apresehtar sua proposta
com toda a brevidade ao agente da dita
companhia : na ra do Trapiche n. 40 se-
se dar'
aberlo em nm dos grandes armazeus do Sr. Mesqui
Una ra do Brum, alraz do arsenal de mariuha
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no difo seu eslabeleciinenlo,. roupa na ra o Hospicio com muila brevdade,
Alli acharao os compradores um completo sorli- 1ue a mande buscar dentro deslcs oilo dia*, do con-
eato de moendas de canna, com lodos os melho- ,rar" c publicar seu nome.
mentas falSlinS delles nnvns I.AriqinaAfl\.Ha n.m -i la -^ ^
Ao (Mililico.
D. Thereza Alexandria de Souza Bandcira, re-
conhecid sua boa conducta e hahilidade, acaba de
obtediconca de S. Exc, para urna cadeira particu-
lar de primeiras leltras, costuras e bordados do la e
seda -, e prelendcndo dar coneco no 1 de junho
..... ........ prximo vindonro : se alguem quizer servir-se de
? hintrn a ^ US8 PCSSOa "C" l"^,imu' d'riJa-se ao paleo do Paraizo sobrado
e habilitada para receber todas asen- un do israia. apoimd anHnr ,
. ~-r'-vwBUdB uiiiLtiid^ c uicivuiiiiniiiUf
e pericia de seus ofliciaes, se eomprometlem a fazer I
-exacta "O arlisla abaixo assignado, convida o respeitavel
itar, coma maior presteza, perfeico, e eucu
" if r m "s modelos ou descohos, e inslms-
coes qoe lhe forem fornecidas
unido li igreja, sesundo andar.
GALLERA de retratos a
CHRVSTALOTVPO.

n HMPATHIA.
r Comarca do Cabo.
m *A8??** C*!"" mdou-se f
S talUr "-. '".ar os pobres
Carros e colxOes de mola. .
O abaixo assignado. segeiro, e morador na ra
dos Pires, casa deporta larga, oerece-se para pin-
tar, cobnr e forrar carras, coJModa a nprfrican !,ni.
ivel, e par, fazer todo equriqlrcoi^rTo^e oeta
seje preciso ; assimeomoencarrega-sc de vender car-
rojoacabriolis;ni mesma casa acham-se venda
rolxe* de molas tanto grandes como pequeos por
precos commodos, e aiianca^se por nm anno por qual-
quer concedo fque oellos seja preciso : tambem
Ruardt-ee corres medanle urna paga mensa!.
Uboucier.
ma muito bem, mas nao compra na ra : q
cisar dirija-se ao becco do Scrigado n. 13.
Precja-se fallar com os Srs. Jos Joaquim
hilva Gaspar e-Manoel R-iplisla l.isbia: na ruado
J. Jane dentista.
contina, reiidjr na ra Nova, primeiro andar n. 19. de gosto.
. Piecisa-se alugar lima preta de
tratar na ra
pouca
da Cadeia de Santo Antor
Mangueira n. 5.
Presa-se de nm bom cozinheiro para fazer
urna viagein i Porlugat: qoem estiver neslas cir-
cumstancias, dirija-se ao largo do Corpo Santo, ar-
mazem n. 6.
t O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho mu- @
dou-se para o palacete da ra de S. Francisco
(mundo novo) n. 68 A.
Precisa-se alugar nm sitio que tenha aVvore-
dos, casa com commodos para orna familia fazer
morada, estribara etc., da estrada do Moudego alca
Ponte de Ucha: a tallar com o cnsul Americano na
ra do Trapiche n. 4, ou annuncie.
Attenrao.
Jos Goncalvcs Braga, faz scienle a todos os
j seus freguezes e mais pessoas que do seu pres-
umo se quizerem ulilisar, que mudou o seu
estabelecimento de barbeiro para o primeiro
! andar, aonde sempre o enconlrarao promplo
para os servir, assim como tambem oflerece
moito boas bichas de Hamhurgo, mais baratas
do que em oulra qualquer parte : na ra da
Cruz primeiro a.ndar n. 48. defronle da mes-
ma loja.
Precisa-se alugar nm preto velho, que sirva
para lomar sentido de um sitio e fazer pequeas
plautacoes : na ra do Padre ('loriauo n.27.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fzendal, fina* e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalho, ayancndo-
se aos compradores um s prego
para todos : este estabelqcimento
ahrio-se de combinado com a
maior parte das casas commerciaes
iglezas, francezas, allemaas e suis-
8as,para vender fafendas mais em
conta do qu se tem vendido, e por
isto offerecendo elle maiores vari-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar, fazendas
barafas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
Casa da aferico, na ra das Aguas-
Verdes n. 25..
O afer.dor participa, qoe a revisao (evo principio
no da 1" de abril correle, a finalisar-se no dia .10
de junlio prximo fuloro: segundo o dUposto no
arl. 14 do regiment municipal:
Paulo Gaignou, dentista,
pode ser procurado a qualquer hora emsua casa
na ra larga do Rosario n. 36, segundo andar. '
O Dr. ThomassT7'rn^dTco"franceT,^l%on^
sullas todos os dias uteis, das 9 horas da ma-
nhaa al o meto dia. em sua casa ra da Ca-
deadeSanio Anlonio n.7.
ti
'e
publico a visitar o seu eslabelccimento sortido de
esplendidos quadros e riquissimas caixas, e outros
objeclos, chegados proximamenle da America do
Norte: no aforro da Boa-Vista n. 4, terceiro andar.
' Joaquim Jone' Pacheco.
>a ra do Raugcl sobrado n. 38. se d dinlini- ,"'i-----^""~".
trpequenas qua,,lias' && ZFSrJ^s^
Mauoel Jos da Silva Neiva, toado de seguir
para a provincia de Alagas no vapor de hoje, e no V"" o uoa-visi
podendo despedir-se de todas as pessoas, que o hon- A,,s,? as ,sua5 rreguezas, qoo pelo navio Pernam-
ram com su amizade c estima, pede-Ibes desculna ," eI*ou. um Rfaude sorlimento de object
desta involuntaria falta, e ofTerecc-lhes naquella je modas de Pars, como ejam: chapeos de seda
provincia o seu diminuto presumo. ue Pla para senhoras ; manteletes, ricos toucados
Oiforece-se urna mulher muito fiel para ser ama 5 e,nfeile8 p.*ra .baiIes c visitas ; vestidos de blondo e
de casa de homem solleiro, a qual eozinha c engom- 2e 'f P""!1 n0lvas; camisinlias de hico, e de cassa
ma muito bem, mas nao compra na ra: quem prc- bordadas de ponto inglz, manguitos dito ro-
Precisa-se de urna preta escrava, que cozinhei
faS o mais servijo de urna casa de pequea familia
naga^c bem: a tratar na ra da Cadeia do Rccifi
Quem precisar de um pequeo com pralica di
taberna: Iralc narua'da Cadeiado Recifc n. 23.
Aluga-se urna boa sala com urna boa alcova i
na ra do Queimado :
5?^DA,?E Mlll-OCIIAU BESSARD.
Moilista franceza, aterro da Boa-Visla n. 1.
meiras de bico, caracoes de bico, tiras bordadas i
d ponto mglez ; filos bordados e lisos, bicos .le linho
ronilaa. monlm r_ D. ^p,,^ UlfUS IIP lllll
rendas, mantas de bico Gno- para cabecas ; bicos
liliiilil Iicinn ii iiriili, .t;i.. i "
.-.. .in>|i,u i-.h;.....ei napnsia i.isrioa: lia ruado -'--'""'""''"'"""upara canecas ; lucos i
Trapiche n. Ifi seguido andar, dir-sc-ha quem ore- hl,"" raneo e preto, dito de 18a ; trancas dse,
cisa. e de algodao, um grande sorlimento de ores fin.
para lodos os usos; esparlilhos, tovas de jouwn, I
tas de seda e de velludo : e milita- oulras faieudas
Vende-se urna porta de amarello com 11 pal-
mos de comprimento e 5e meio de largura, cm mui-
lo bom estado, e 2 janellas tclhas, tudo muilo em
conta : na roa eslreila do Rosario n. 33.
Vende-se azeite de nabo ciariljcado,
pronrio para candieiros de mola por ser
multo lino, a 1800 rs. a medida: no ar-
mazem de C. J. Astley<3 C.\ ra do Tra-
piche n. 5.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, tambem no DEPOSITO na
ra do Rrum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Marinha ba' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequenas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
existem qumdastes, para carregar ca-
noas, ou -carros livres de despeza. Os
precos sao'1 os mais commodos.
PALITOS' FRANCEZES.
Vendem-se palitos, francezes de linho, de quadros e
de listras a 3.*000 rs., dilos brancos de brclauha a
43000 rs., dilos de alpaca prela e de cores a 89OOO
rs., dilos de panno fino verde e prelo a 148, 16j>, e
188000 rs.: na ra Nova loja de fazendas n. 16, de
Jos l.uiz. Pereira & Filho. *
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Aos 20:000$000.
Na casa feliz dos qualro cantos da ra do Queima-
do n. 20, esiao venda o felizes bilhetes, meios em
cautelas, quarlos. oilavos e vigsimos do acreditado
cautelista Paria & Companhia do Rio de Janeiro, da
quinta lotera da nova freguezia de N. S. da Gloria,
cuja lista deve-vir qo dia 30 pelo vapor brasileira,
Na ra do Hospicio n. 23, se vende um cabrio-
le! cm bom estado e com dous jogos de rodas.
Vendem-s# 4 escravo, 1 mulato de 20 annos,
1 moleque de 17 annos, 1 preta lavadeira engom-
madeira,, 1 preto de 40 annos e 30 travs de pao dar-
co : na ra larga do Rosario n. 25.
Vade-mecum dos bomeopathas ou
oDr. Heringtraduzidoem por- Mk
tuguez.
Acha-se a veuda esta importantissima o-
bra do Dr. Ilerirur no consultorio liomieo-
palhiro do Dr. I.obo Mostoso rna do Colle-
io 11. "i. 1" andar.
650
Vendem-se na rita da Mangueira n. 5,
650 tijolos de marmore; baratos e em bom
estado.
$@@@@: @$$$0S
ffr POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
'seus bons eii'eitos ja' experimen-i
tados: na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem dJBL. Leconte Feron &
Compan
Arados americanos.
Vendem-se arados americanos chegados ul-
9 limarrftnte dos Atados-Unidos, pelo barato #
0 preeo de 40$000 rs. cada uro : na ruadoTra-
piche n. 8.
Na botica' da ra larga do Rosario
n. 56, de Bartholomeu F. de Souza, ven-
dem-se pilulas vegetaes verdadeira, arro-
be l'alfecteur yerdadeiro, salsa de Sands
verdadeira, vermfugo inglez (emvidro)
verdadeiro, vidros de bocea larga com ro-
lha de 1 at 12 libras. O annunciante af-
anca a quem interessar possa a veracida-
de dos medicamentos cima, vendidos em
sua botica. .
Vendem-se em casa de S. P. Jobns-
ton & C., na ra de Senzalla Nova n. 42.
Viiilio do Porto superior engarrafado.
Sellins inglezes.. ,
Relogios de ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
Farello em saccas de 5 arrobas. .
Fornosde farinha.
Candelabros e candieiros bronzeads.
Despenceira de ferro galvanisado.
Ferr galvanisado em folha para forro.
Cobrade forro.
Pianos.
Os amadores da msica acham continuadarfente
em casa deBrunnPracger&Compaiihia.rnadaCruz
n. 10, um grande sorlimento de pianos fortes e fortes
pianos.de difiranles modellos, boa construccau e bel-
fos vozes, que vendem por mdicos precos; assim co-
mo toda a qualidade de instrumentos para msica.
OLEO DE LINHACA EM BOTIJAS: o
vende-se em a botica de Bartholomeo
Francisco de Souza, ra larga do Rosario
n. 56. .
Vende-so urna escrava : em Frade Portas ra
do Pilar u. .103.
Bordados a ouro para os lllms. Srs.
acadmicos.
Vendem-se ricas gorras de velludo bordadas aouro
fino, por preco muito barato 1 vista da sua boa qua-
lidade : na praca da Independencia, loja e faDrica
de chapeos de Joaquim de Oliveira Maia.
Para .senhora.
Vendem-se superiores e modernos chapeos de se-
da para senhoras, chegados recentemente : na praca
da Independencia n. 24 a 30.
CHAPEOS A Superiores chapeos de
seda francezes, modernos, pelo barato
preco de 6. chapeos de Joaquim de Oliveira Maia,
na praca da Independencia n. 24 a 50. ,
Vende-se 'im bom cozinheiro e'de boa condue-
la, assim como duas escravas moras : na ra Direila
u. 66.
Vende-se lijlo de alvenaria grossa, dito de al-
veuaria batida, ladrilho quadrade e comprido, telha
c lapameiiln, lijlos para foges, cal branca e preta,
ara fin e grossa, barro etc., das melhors qualida-
des e presos commodos, e mandam-so botar as obra*
em grandes e pequenas porcoes : no armazem de ma-
teriaes da ra da Concordia, ultima casa do lado do
nascenlc ao voltar para a ra do Alecrim o Augusta,
em cuja frente lera tabolela. No mesmo alugam-se
carracas para conducho de trastes ou quaesquer ou-
tros objeclos.
r- Vende-se um cabrioiet com sua competente
coberta e arreios, ludo quasl novo ; assim como 2
cava! los do mesmo ja ensinados e mansos : para ver,
na cocheira do Pedro ao p do arsenal de marinha, e
para Iralar, na ra do Trapiche Noy n. 11, primei-
ro andar.
Vende-se ou permuta-s por casa nesta praca,
um sitio no lugar da Ibura, denominado Estiva "de
Cima, cora casa de vivenda, bastantes Ierras para
plantaroes, 300 bracas de maltas e porlo para em-
barque : a Iralar no pateo da malriz do Sanio Anto-
nio u. 8.
Aos senhores de engenho.
Vendem-se 12 burros muilo gordos e grandes, a-
renos aoservic de roda e carga, e muilo novos : es-
tes animaes eslo ha tres anuos nesta provincia, o sao
muito novos : podem ser vistos no engenho S. Pau-
lo, legua e meia distante desta eidade.
Conlinua-se a vender bons sapotis, tanto india-
das para embarque, como maduros para mesa, e ps
dos mesmos para plantar, e exrellenle semeule de
maraxeira : 110 sitio da Trerupe, sobrado n. 1 que
tem taberna por baixo.
NO ARMAZEM DE C. J. ASTLET
ECOSPASffi; RIJA DO TRAPICHE K 3,
Jia para vender o seguinte :
Oleo de linhaca em latas de 5 gales.
Champague, marca A. C.
Oleados para mesas. '
Tapetes dela para fono desalas.
Formas deolha de ferr, pintadas, para
fabrica desnucar.
Acp de Milao sortido.
Carne devacca em salmoura.
Lonas' da Russia.
Lazarinase ca vinotes.
Papel de paquete, inglez.
Brim de vela, da Russia.
Relogios de ouro, "patente inglez.
Graxa ingleza de verniz para arreios.
Arreios para um e dous cavallos, guarne
cidos de prata e de latao
Chicotes e lampeoes para carro e cabrioiet.
Couros de viado de lustre para cobertas.
Cabezadas para montara, para senhora.
Esporas de ac prateado. '
MECHANISMO PARA ENGE-
NHO.
U FlJ1\DI(jA0 DE FERRO DO EMEMEIRO
DAVID W. B0WM.W. NA RLA DO BRIH,
PASSAKDOO CHAFARIZ,-
ha sempre um grande aortimeulo dos seguintes ob-
jeclos de meehanismos proprios para engenlios, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
conslrurcao ; laixas de ierro fundido e batido, de
superior qualidade, e de lodos os lmannos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de todas as propor-
efics ; crivos e boceas de fornalha e registros de boei-
ro, aguilhes.bronzes parafuss e cavilhOes, nioinhos
de mandioca, ele. etc.
A MESMA FLADICAO"
se executam lodas as enrommendas com a superiori-
dadeia cuiilieeida, e com a devida presteza e commo-
didade Id preco.
.
A
NEGOCIO VANTAJOSO PARA PRINCI-
PIANTE QUE TEM POLCO DINHEIRO.
Vende-se a contento, com alguma parle a' crdito
com boas firmas, ou com qualquer objeclo de valor,
urna das- melhors loja de calcados toda eovidraca-
da, muilo afreguezada, e com surragem de couros,
ha muitos annos condecida pelo centro desta eidade,
sita no meio da ra do I.ivramento.inlilulada Estrel-
la 19 : s na surragem de couros tem .de lucro dia-
riamente Id rs., fura as vendas do calcado, e pre-
paras para officina de sapateiro, e ludo mais -que
queiram por a venda : na mesma loja tem commodo
independeute para familia, com eozinha, bom quin-
tal cercado de algrele para plantar flores, boa
caeimba, ao p um grande tanque para banho ; na
frente da loja nma rotula deveneziana para recreio
uos domingos e dias santos, e gozar todas as pro-
cissocs da quarsma ; lem entrada, e sabida que-
rendo por lora da foja, cota tudo isto paga mensa-
mente 105 rs. E querendo o sobrado de umatendar
que fica por cima da mesma, ceder-se-ha no com-
prador da loja, ludo commodameole e desembaraza-
do que nada deve a praca. O dono destaz-se por se
adiar doeute, e lem de relirar-se a tratar de sua
saude : quem pretender dirija-se mesma, qne acha-
r quera faca lodo negocio,
Toda attenrao aos precos do novo sorti-
mento de fazendas baratas,, na rita do
. Crespo lado do norte loja n\ 14, de'
Dias & Lemos.
Vende-se alpaca preta, fazenda de duas larguras
pelo baralissimo preco de 400 rs. cada rovadoi dita
muito mais fina com lustre a 680 rs. o covado, sarja
de lila prela de superior qualidade por-ser muito en-
corpada a 520 rs. o covado, chitas escuras de bons
pannos e cores fixas a 160 rs. o covado, ditas sarago-
canas escuras e oulras mais cores com novos dese-
nos a 180 rs. o covado, as.verdadeiras brlanhas
de rolo muilo encorpadas a 19800 rs. a peca, peci-
nhas de brelaoha de linho fazenda muito fina a
30300 rs. rada urna, corles de meia casemira esc
de quadros e- listras a 18500 rs. o corle, di
brim de quadrinhos miudos fazenda de bom
.18140 rs. cada corle, riscadinho de linho. el
miudinhas a 200 rs. 0 covado, os verdadeiros
lores de algodao lira neo da fabrica de Todos os San-
da Bahia a 560, e grandes a 640 rs. cada um: as-
sim como mais oulras fazendas por menos preco do
que era oulra qualquer parta, sendo a dinheiro
vista.
Navalhas a content e lesuras.
Na ra da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, escriptorio de Angosto C. de Abru, conlinu-
am-sc a vender a 85000 rsl o par (preco fixo) as ja
bem couhecidas e afamadas navalhas de barba taitas
pelo hbil lubricante que foi premiado na cxposicao
de Londres, as quaes alm de duraren! extraordina-
riamente nao se sentem no rosto na aceito de cortar ;
vendem-se crtm a condico de, nao agradando, pode-
rem os compradores dcvolve-las al 15 dias depois da
compra, resliluindo-se o importo : na mesma casa
ha ricas- lesourinhas para uulias feilas pelo mesmo
fabricante.
PTIMO VTNHOIDE COLLARES,
em barris de 7 em pipa : no escriptorio de Augusto
C. de Abreu, na ra da Cadeia 'do Kecifc n. 48, pri-
meiro andar.
Vendem-se relogios de ouro e prata, mais
barato de que em qualquer oulra parle :
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Chapeos pretos francezes
a carij, os melhors e deforma mais elegante que
tem vindo, e odlros de diversas qualidades por rae-
nos preco que em oulra parte : na ra da Cadeia do
Recife, n. 17.
Beposito da sobrios de Todos oa Santos na Babia.
Vende-se, era casa de Pi. O. Bieber rSC., na ra
da Cruz n._ 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muito proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por pree commodo.
Na ra do Vlgario n. 19, primeiro andar, h a
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, o seguinte: saccas de farello muilo
novo, cera em grume e era velas com bom sorli-
mento de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em pedra, novissima.
Vendem-se em easa de Me. Calmont & Com-
panhia, na praca do Corpo Santn. 11, o seguinte:
vinho de Marseilleem caixas de 3 a 6 duzias, lionas
em novellos ecarreteis, brea em barricas muito
grandes, ac de milao sortido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito. ...
AOS SENHORES DE 'ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias iglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem. para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no^ idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber 4 Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
SANDS.
, -Vendem-se 8 cscravos de differenles sexos e id.-; a'ri-o de toda, a, no,Hrt,H.aSS0 """^i'' r'r""'a "
es, havendo entre elles alguns de ptimas aurtida- fado qualidades, que existem no raer-
les P muilo monis- na rn. Ha 6 O;, .. C*l ^
des e muilo mocos: na ra de S. Rita n. 63.
Vendem-se latas cora Iampreias de escabeche:
na ra da Cruz n. 46.
. CARRO E CABRIOLET.
Vende-fe um carro de 4 rodas e de 4 assentos, e
um cabrioiet, arabos em pouco uso, e tima boa pa-,
relha de cavallos, ludo por commodo preco: na ra
Nova, cocheira de Adulpho.
Pechlncha de chapeos de seda a 6S000, e
2#500 rs. .
Na ra do Queimado loja n. 17, vendem-se cha-
peos de sol de seda pefodimiuulo preco de 6^000
rs., propriosTiara. a presente cstaco : corles de case-
mira a 28500 r^ e outras fazendas por barato preco
para liquidarlo .de -cantas.
Acha-se a venda, qu a ser dado da
emprazamento por tmpo de 12 annos,
para se levantar um engenho, conforme
fes condicoes^adoptadas pelos nteressados,
tima porraor de tenerlo, que se separou
do engenho Aldeia, da freguezia do Rio
Formoso, e forma boje por si s urna
propriedade distincta, com a denomina-
cao de Palmeira tendo meia legua
de fundo ou mais, e-650 bracas de fren-
te; pouco mais ou menos, e confrontan-
do com os engenhos Sipo, Cabera de Poi-
co, Paraizo e Floresta, sitos a mesma
freguezia. Assegura-se, que dita proprie-
dade Palmeira olferecida ao neg
ci indicado, ale'm de nao ter sido cuitt-,
vada em tempo algm, em razao de icar
muito distante do engenho de que" se des-
membrou, e conter em si grande e. im-
portantissima mata-virgem,be de mais
a mais de muito boa qualidade, e tem
todas as proporroes para se tornar um
excellente engenho: a quem convier, se
dir' nesta typographia, onde deve di-
rigir-se.
Linguas do Rio Grande.
Vendem.se linsuas seccas do Rio Grande muito
uovas: na ra da Praia, armazem n. 66.
Superior' farinha de mandioca
Vende-se farinha de Sania Calharina muilo <
nova, e de superior qnalidade, por preco. i
commodo. a bordo da escuna Zelosa ; para (
poicos, Irata-se no escriptorio da ra da Cruz (
n. 40, primeiro andar. ,
Vendem-se espingardas francezas
de bus carraos ingindo tronxado, mui-
to bonitas, e por preco baratissimo : n
ra da Cruz n- 26, primeiro andar.
Vendem-se latas com o, (i e 12 li-
bras de ameixas francezas de superior
'qualidade: na ruada Cruz n. 26, primei-
ro andar.
Milito novo.
Vendem-se saccas com milho novo, peto barato
preco de 38000 rs. cada urna : na ra do l'asscio Pu-
blico n.l/.
Malas para viagem.
Grande sorlimento do lodas as'qualidades por nre-
co razoavel: na ra do Collecio n. 4
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODAO
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-se o superio) panno de algodao
desta fabrica, proprio para saceos e roupa.
de esclavos : do escriptorio de Novaes &
Companhia, ra do 'Trapiche n. ."i, pri-
meiro andar.
Vende-se o sobradip lio n. 100 e casa terrea n.
m, sitos na rna Imperial; ou permulaniTse por escla-
vos : Irala-se na mesma ri la n. 167.
\ ende-se um preto official de pedreiro e caia-
dor: na Soledade, casa n. 42.
SAISA PARRILIU.
V cenle Jos de Bfilo, nico agento em Pernaro-
huco de B. J. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que tem chgado a esta praca urna grande por-
cao-de frascos de salsa parrilha de Sands, que sao
frerdadeiramenle falsificados, e preparados qo Rio
de Janeiro, pelo que se devem acaulelar os consu-
midores de 13o precioso talismn, de cahir oeste
engao, tomando as funestas consequenrias que
sempre coslumam Irazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mito daqoelles, que anlepoem
seus iBleresses aos males e estragos da humanidade.
PortaM.pede, para que o publicse possa livrar
desta fraude.e dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recentemente aqui chega-
da ; o annuncianle faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente emsua botica, na ra da Cnnceicao
do Recife n. 61 ; e, alm'do receituario que acoin-
panlia cada frasco, lem embaixo da primeira pagina
seu nome impressu, c se achara sua firma em ma-
nuscrito sobre o involtorio impresso 'do mesino
fracos.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piand, violao e flauta, como
sejaff quadrilhas, valsas, redowas, txio-
ticIS, modinhas tudo modernissimo *,
chegado do Rio de Janeiro.
FARINHA DE TRIGO.
\ ende-se no armazem de Tasso Irmios, farinha de
Ven-de-se urna casa para familia, on oulra
pequea de taipacom arn.apio de taberna, na eatra-
l^ZUal0 1Z *' C?bral' lu8,r S'aSredavel
para morar, e bem assim para oeaorin ,,I_r,J
ender, pode fallar com omW 8Rr ^braK P
.Venden-*e Diccionarios de Moraesdi ultima
ediccao, OrdenaSoes doReioe, l^mio Noli,. Mrfk?
Garrel, obras completas, todos estes livros a.*
e recenlemenle chegadosda Europa, e ae vendem cor
mdico preco: na roa dcapuarteis b. 22, loja de mC
dezas de Victorino Jos Ferreira.
Vende-se rap de Lisboa, ehagado nlmamr-n
iS.M.rr*8 3*500 ": na roa ^WSaS:
Vende-se um moleque crioofo de idade'de 1->
annos, proprio para aprender qualquer olTleJo: ouer
o preleuder dirj-se ao Paleto Publico, foja n?7?
-------Vende-se superior kirechs e a^scn-
ie : na ra da Cruz n. 2 neiro
andar.
Vende-e chocolate de Paris, o me-
llior que tem apparecido ate hoje neste
mercado, por pretjo commodo : na ra
da Cruz n. 26, primeiro andar.
Vende-se a armacao da taberna da roa do For-
te n. 2, com todos os seos perlences; a tratar o
largo do Terco, taberna o. 21.
Veode-se um excellenle carrinho de 4 radas
mu bem construido, embom estado; est t*tf*
roa do Aragao, casa do Sr. Nesme n! 6, ond^Sem
os prelendenles examina-lo. e Iralar do .JMteeom
o raesmo senhor .ima, ou oa ra da Cruz aiecifo
o. ai/* arroazeiD.
Na roa do Vigario n. 19 primeiro jindar, lem pa-
ra vender-se chapeo de castor brancopor tomSodo
Vendem-se 4 molcoles, sendo 2 bons ofOciaes
de pedreiro, 2 dilos de lodo servijo, 6 escravas roo-
Cascom algumas habilidades : na ra Direila n. 3.
Vende-se a taberna'da ra Nova n. 40, com os
fundos a vontade do comprador : a tratar na mesma
ra n. 65.
Vende-se um mulato de 23 a 24 annos de ida-
de, sapateiro, e por preco commodo: na ra de San-
ta Rita n. 18.
SEMENTES NOVAS.
Vendemrso no armazem de'Antonio
Francisco Martins, n& ra da Cruz'n. 62,
as melhors sement, recentemente chega-
dasde Lisboa na barca portugueza Mar-
garida, comotjam: couve trunchada,
monvarda, saboia, feijao carrapato de
duas qualidades,. ervilha torta e direita,
coentro, salsa, nabos e rabonetesde todas
as qualidades.
PALITO'S DE ALPACA FRANCEZES.
Grande sorlimento de palitos de alpaca de brim
na roado Collegio n. 4, c na ra da Cadeia de Reci-
te n. 17 ; vendem-se por preco mnito commodo.
Moinhos de vento
^ab^mba*dknxoPara' re8r bolas e batial
decapim.nafoiBeaeD.W. Bowman ai cu
do Brum ns. 6,8 e 10.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto1, em
barr.?de4 5. e 8.: no armazem da ra
do Azette de Peixe n. 14, pu a tratar ."no
escriptorio de Novaes & Companhia1. na
ra do Trapichen. 34.
Padaria.
Vende-se orna padaria muilo afreguezada: a iralar
com Tasso & Irmos.
Aos senhores de engenho.
Cobertores escoros de algodao a 800 rs., ditomui-
to grandes e encorpados a 19400: oa roa do Crespo,
loja da e*quina que volla para a Cadeia.
Devoto Chiistao.
Sahio a luz a 2i< edicao do Irvrinbo denonrinado
Devoto Chrisl3o,maisiorTtctoe.B se onicamenle na livraria n. TBe 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada xemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, moito grandes e
de hom goslo : vendem-se oa roa do Crespo, foja da
esquina que volta para a cadera.
NO CONSULTORIO HOMEOPAIIKO
_ DR. P. A. LOBO 10SCDZO.'
vende-se a melhor de lodas as obras de medicina
Tiomeopathica ssr O NOVO MANUAL VO DR.
.^Tk"^ Iraduzido. em porluguea peto Dr. P.
A. Lobo Moscozo, con tendo nm accrescimo de Im-
portaotesexplicaoes sobra a pplicacSo da dse, a
dieta, etc., etc. pelo traductor : qualro volumes en-
cadernados em dous 201000
Diccionario dos termos de medicina, eiruraia, ana-
toma, pharmacia, ele. pelo Dr. Moscozo: encader-
oado atOOrt
ma carteira de 2i medicaroeotos com dous fras-
cos de Uncluras indispensaveis 4Q8OO0
Dita de 36..........459000
Dita, .le 48......... 50*000
lima de SOtuboscoro 6 frascos delinctoras. 6OM00
Dita de 144 com 6 dito......100(000
Cada carteira he acompanhada de um xemplar
das duas obras cima mencionadas.
Carleiras de 24 tubos pequeos para jlgi-
beira........... 8S000
Ditas de 48 dilos.......-. ltjJOOO
Tubos avutas de glbulos liQrjO
Frascos de meia onca de lindura 21000
Ha tambem para vender grande quantidade de
tubos de crystal muilo fino, vasios e de diversos ta-
maitos.
Asnperioridade desles medicamentos est hoje por
lodos recohhecida, e por isso dispensa elogios.
_ N. B. Os senhores que assignaram on compraram a
obra do JAIIR, antes de publicado o vtlwZn-
dem mandar receber este, que ser entregue sem
augmento de preco.
Ajnela da Edwln
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon
d; Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
raentos de taixas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, ele, ditas para armar em raadei-
ra de lodos os tamanhosemodelos osmais modernos,
machina horisontal para vapor com forca de
cavallos, cocos, passadeiras de ferro estanhado
para casa de purgar, por menos prec.o que os de co-
bre, esco veos para navios, forro da Suecia, e fo-
lhas de flandres ; ludo por barat preco.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma:
zein deHenrique Gibson,
yendem-se relogios de ouro de saboneta, de patento
inglez, da melhor qualidade, e fabricados em Lon-
dres, por preco commodo.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, propros para barricas de assu-
car, e alvalade dez'inco, superior quali-
dade, por precos commodos: na ra do
Trapiche Novo n. 16,
Na ruada Cadeia Velha n. 52, em casa de
Deane Youle & Companhia,
vende-se um carro americano de 4 rodas ; pode ser
visto na cocheira de Poirrier, no atorro da Boa-Vista.
Vende-se um completo sortimento de fazenda
prelas, como : panno fino prelo a 39000,. 48000
aOOO e 68000, dito azul 39000, 4O00 o 39000, ca-'
serairu preta a 29500, selim prelo muito superior ,
30000 e 40000 o covado, sarja preta hespanhola 20 e
28500 rs., selim forrado proprio para vestidos de se-
nhora a 20600, muitas ma'is fazendas de muilas qua-
lidades, por prec.0 commodo :. na ra do Crespo loja
0.6.
Velas de carnauba.
Na ra da Croz n. 15, segundo andar, vendem-se
velas de carnauba, poras c compostas, feilas no Ar-
caly, por menos preco do que em oulra qualquer
parle.
Vendem-se cobertores brancos de algodao gran-
des, a 10440; ditos de salpico tambem grandes, a
10280, ditos de salpico de tapete, a 10100; na ra do
Crespo loja n. 6.
Taixas para'engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas. de ferro
fundido e batido de o a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao'
embarca m-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vendem-se cobertores de algodio grandes a 640
rs. e pequeos a 560 rs.: na ra do Crespo nume-
ro 12.
0 Deposito- de vinho de cham-
$ P-}Sne Chateau-Ay, primeiraqua-
lidade, de propriedade do condi
ft de Mareuil, ra d Cruz do. Re-.
^ cife n. 20: este vinho, o melhor
w de toda a champagne ..vende-'
Q se a 56$000 rs. cada caixa, acha-
. se nicamente em easa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B. :
As" caixas sao marcadas a fogo I
Conde de Mareuil e os rtulos j
das garrafas sat/azues.
ESCBAVOS FGTPOS.
---------------
Desappareceu na madrugada do dia 21 do cor-
rele mez de maio, de casa do lenente-coronel An-
lonio Gomes Leal, o preto Benedicto, canete* do
porto do Recife, crioulo puxando a fufo, sera barba,
de idade 28 annos, fallo de um dente na frente; chcio
do corpo, estatura regular, pescoco curto, e bastante
espadado : levou camisa e calca branca ja soja do
servico, cliapo de couro e urna trouxa coca roapa ;
earrcgou 4 arma; de fogo, urna que era desea se-
nhor e oulra do soldado camarade, 2 etavinotea que
os foi pedir emprestados em uome do mesmo senhor
ao feitor do sitio do Dr. Clemente, eao cabodequar-
teirw de Sanio Amaro ; consta queseguio em tom-'
panfila de mais 3 escravos, sendo um prelo de nome
Jos, estatura alia, idade mais de 30 annos, com
falta do olho esquerdo, oulro Jorge amulatado, alto,
de boa figura, de idade 25 annos, com um pequeo
talho em um dos cantos da bocea, .e oulro Luiz tam-
bem amulatado, de boa estatura, de 25 a 30 annos,
meio aparvalhado, todos crioulos, filhos do serlao, e
rada nm desles levou urna pequea trouxa de roupa
de ser viro do seu uso; ha alguns dados de tareas se-
guido a estrada de Po-d\Allioagregadoe a omcom-
boy que segua para alm de Paje, e quaudo nao,
seguiram a estrada de Goiauna com direcca Ser-
ra do Teixeira ou Rio do Peixe por ser o conheci-
mento do escravo Benedicto, que he filho os foi
criado em Apudy : pede-se pelo presente a captura
dos mesmos, trazendo-os ra de Apollo n. 12, ar-
maiem de Anlonio Marques de Amorin) de quera
sao os 3 ltimos escravos, ou ao mesmo lenenle-co-
ronelLeal, na roa da Cruz do Recife, case do Sr.
Jos da Silva Loyo, que generosamente "saberlo re-
compensar.
Airsenlaram-se do Recife is 4 > horas da mar
drugada de hdlitem, tres escravos sendo o preto Jo-
s, estatura alta, idade mais de 30 annos, com Talla
do olho esquerdo ; Joige, cor fula, alto, Je boa fi-
gura, idade 25 annos, pouco mais oo menos, corr
um pequeo talho em umdos cantos da bocea; Luiz
amulatado, de boa estatura, de 25 a 30 annos, meio
aparvalhado, lodos crioulos filhos do serijo-. leva-
ram urna pequena|lrouxa de roupa do saoso cada
um, ha alguns dados de rem, ero companhia de nm
oulro Benedilo, escravo do Sr. tenente-coronel Leal
e de lerem seguido a estrada de Pao rTAlho agerena-
dosa um comboyoque segua para alm de Paje:
pede-se pelo presenta a quem interessar possa, a cap-
tura dos mesmos irazeLdrf-os a ra de Apollo n. 12
armazem de Anlenio Marques de Amorim, que ge-
iierosamentB recompensar.
Antonio, moleque, alio bem parecido, 'cor
avermelliada, nacao congo, rosto comprid* barba-
do no queixo, pescoco grosso, ps bem feilos. leudo
o dedo ndex da mao direila aleijado de um (albo, e
Cor isso o Iraz sempre Techado, com lodos o denles,
em ladino, official de pedreiro e pescador, levou
roupa de algodao, e urna' palhoca para resgoar-
dar-se da ehuva; ha loda a probabilidade de ter sido
sedozido por alguem; dcsapparecen a 12 d taaiu
crrenle pelas8 horas da manhaa, tedo obthfo li.
ronra para levar para S. Antonio urna bandeija com
roupa : roga-sc porlanto a lodas as autoridades eea-
pilcs de campo, liajam de o apprehender e leva-lo
a Antonio Alves Barhoza na ra de Apollo o. 30,
ou cm Fra de Portas na ra dos Gnararapes, onde
se pagarao lodas as despezas.
Graliica-e bem
a quem pega,r ou der noticia de ama escrava de no-
me Albina, conhecida por Conreicao, a qual foi
comprada ao Sr. Jos da Fonseca e Silva no 1. deste
mez. lendo antes sido do Sr. Guilherme Frederied
de Souza Carvalho, e tem oa signaes seguinte: cri-
oula, cor preta, bem parecida, altara regular, tend-
onia marca em um dos bracos proveniente de orno"
queimadura, anda de saia e panno preto. fogio oa
dia 22 as 6 horas da manhaa, e nesse mesmo dia foi
a casa do Sr. Fonseca n 4 horas da tarden quem a
pegar leve-a na ra dn Brum n. 28, fabrica de cal:
deireiro, qne ser recompensado.
Fugio no dia 25 do, crrenle o escravo crioulo
de nome Vicente com os signaes seguinles, repse-
senta ter 30 annos,bem prto, olbos grandes;' cam-
bado das pernas, he muilo prosista : levou vestido
camisa de meia j rola, calca de riscadinho j tuja
porm he.de suppor que mudasse de trage, este es-
cravo he propriedade do Sr. Paulo de Amorim Sal-
gado, senhor do engenho Cocal da freguezia da Una,
quem o pecar ou der noticiaaatfcpa do Rosario lar-
ea n.21 ou nodili engeoho^iiffcri bem recom-
pensado.
rerm.-T.tl|.r. a> rarta.-l*T"
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HanHHerTinar.,. rtlL


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