Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01565


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Full Text
r-


AUNO XXX. N. 120.
Por 3, mezes adiantados 4,000
Por 3 mezes vencido* 4,500.
SEXTA FEIRA 26 DE MAIO OE 1854.
Por Auno adianlado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
'ENCVRREGADOS DA SL'RSCRIPCAO'.
Recife, o proprietario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joao Pereira Martins; Baha, o Sr. F.
Duprad ; Macei, oSr. JoaquimBernardo de Men-
donca; Parahiba, o Sr. Gervazio Vctor da Nativi-
dade; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Perair; Araca-
ty, Sf. Antonio de Lemo Braga ; Cea ni, o Sr. Vi-
ctoriano AupistoBorges;Maranhaa, o Sr. Joaquim
M. Irrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS- '
Sobre Londres 26.1/2, 27 d. por 155
Pars, 360 a 365 rs. por 1 f.
Lisboa, 100 por 100.
Rio d Janeiro, 11/2 a 2 O/o de rebate.
Acones do banco 10 O/o de premio.
da coropanhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto deleltras 9 a 12 0/0
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 289500 a 299000
Moedas de 69400 velhas. 169000
de 69400 novas. 169000
r> de 49000......99000
Prata-----Patacoes brasileiros.....19930
Peso columnariot......19930
mexicanos ....... 19800
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e senas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiiW
PREAMAR DE HOjt:.
Primeira as 3 horas e 42 minutos! tarde.
-Segunda s 4 horas e 6 minutos da uianha.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e quintasfeiras.
Relaco, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1 *vara do civel, segundase sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
F.PHEMERIDES.
Maio 5 Quarto crescente as 7 horas, 11 mi-
nutos e 48 segundos da manhaa.
12 Luacheia a 1 hora, 18 minutos e 48
segundos da Urde.
19 Quarto minguante as 4 horas, 14
minntot e 48 segundos da manhaa.-
26 Lua^nova as 6 horas, 28 minutos e
48 segundos da larde.
' DIAS DA SEMANA.
22 Segunda. S. Rita de Cassia viu.; S. Quitea
23 Terca. S- Bazilio Are. ; S. Deciderio b. m.
24 Quarta. S. Vicente de Lerins ; S. Manahani.
25 Quinta..<5ogi Assene^o do Sr. ; S. Gregorio.
26 Sexta. S. FippeNeri ; S. Eleuterio p. m.
27 Sabbado. S. Joao pvro. ; S. Ranulfo m.
28 Domingo (Vago) .Ss. sendor Podio, e Justo bb.
S. Priamo m.
_--------------------- i-lt i.
,
i
'
1

\
\
parte prnciAL.
OOVHMTO DA PROVINCIA.
LE N. 346.
los liento da Guulia e Figueiredo, presidente da
provincia de Pernambuco. Faro saber a todos o
nena habitantes, que a assembla legislativa provin-
cial decretou, e eu saneciouci a leiseguinte:
TnULOJf.
Dtspcza%rcmncial.
Art. |. O presiden le da provincia lie aotorisado
a dispender no exercicio de K>i 1855, observaodo
a distribuirn feita nos arligos seguiutes a qaulit de
-fa.9t4.'593*19.
CAPITULO 1.
Assembla provincial e secretaria 4a presidencia.
Assembla provincial.
Art. 2. Com a assembla, a saber :
S t. Com o subsidio dos acpo'lados
.eni Ira mezes de sesso.. ... 16:5ti0 2. Com a ajada de costo para as
viageos de vinda e volts dos niem-
bros, residentes no intertor e tora da
previmeia......... 940*000
$ 3. Com os empregados da aecre-
Uria. .*.'......... 3:450*000
4, com expediente e asseio da
rasa'......... ; 400j000
o. Com a publicado dos trab.a-
Ihos por tagrigraphos ...... 5:5008000
Secretaria da presidencia.
Art. 3. Com a secretaria da .presidencia, a sa-
ber :
, V. Gana os empregados. H:70O000
2. Com o expediente e asseio da
casa .......... 2:5002000
43:1209000
CAPITULO II-
Instrucnio publica.
Directoria geral.
Art. 4. Com a directora geral, a saber':
da Russa ; com o mclhoramenlo do
rio (loianna ,e mais ros da provin-
cia ; com o concert da radeia do
Bonito, da de Cimbres, on comprada
casa que actualmente serve de cadeia
em Pesqueira ; com os acudes em
Tapissirica, ao p da Serra da Rus-
sa, em Cimbres, Nazareth, e Bom
Jardim, sendo 3:000*000 rs. para o
primeiro, 1:500*000 para o seguudo,
ficando governo aulorisado 'desde
j, mandar construir um em Baixa- '
Verde com a quola volada para a
couslrucco do de Flores, que fie
sem ll'eito......, 200:000*000
Art. 13. Com o cale-amento das
ras desla cidade........ 16:000*000
Arl. 14. Cora as obras das roa-
Irzes........... 20:000*000
Art. 15. Com os reparos, econser-
vaco de todas as mais obras, com-
prehemlida a da estrada do Kecife
para Olinda ; sendo 15:000*000 rs.
para mellioramcnto da de Apipucos,
devendo o governo eslabelecer urna
barreira na ponte do Maoguinho,
ou no logar mais conveniente; 5:000*
de rs. para a quevai desde o Chora-
Menino ale ocomerodade Pao d'A-
llio ; c SKKXX&OOO rs. para;os concerlos
do recolhimenlo dasfeiras deOlioda. 60:000*000
Theatro e Sania Isabel.
Art. 16. Com o theatro a saber:
1. Com as represeulacOes. 12:000*000
2. Com os ordenado do admi-
nistrador....... 1:800*000
, 3. Com a galera dos coslu-
mes. .......-. 1:000*000
4. Com a 'iudemminsaco conce-
dida ao eroprezario, que sera paga
desdej. ........ 6:000*000
3:091*000
2:2510000
1. Com os empregados. ... 2:6009000
200*000
2-J009000
r.ijceu.
Art. 5. Com Ivceu. f saber :
S 1. Com os professon.-s e emjire-
g*w............ 15:000*000
2. Com o professor de economa
5 3. Com o expediente e asseio da. 400*000
casa..........,. . 400*000
Aulas de laim.-
Art. 6. Com as aulas dle latino, a slier :
$ i. Cornos professore.5. . 5:00*5000
2. Com o aluguel dan casas dos
professores da Boa-Vista i> S. Jos. . 400*000
21:200*000
zenda, solicitadores e ofliciaes de jus-
tica...........
3. Com os 6 por cento da arre-
cadaco da divida activa, que ven-
cem os ditos empregados. .
4. Com os empregados da con-
tadura e pagadoria, ficando creada
para aquella estacan mais urna sec-
eso para a escrpturaco da divida
activa, suas opera;oes, e aquellas que
dizem respeto s obras publicas ;
devendo compor-sc dos mesmos
empregados, e com os mesmos ven-
ciiuenlos, que tem os das secces,
que actualmente existem. .
5. Com o expediente e asseio
da casa..........
Consulado.
Art. 33. Com o consulado, saber :
1. Com os empregados, ficando
approvda a parle (lo 'regulameulo
de 23 de dezembro do-1852; que an-
da nao esta em vigor. .....
$ 2. Com a capatazia db algodao..
3. Com o expedinente, e asseio
da casa .......... 1:560*000
Colleeorias.
Art. 34 Com as Cdllectorias, i
sahir:
1. Com os empregados. .
2. Com o expediente. .
Agencias.
Arl. 35.Com as agencias, a sabir:
1. Com os empregados. ...
2. Com os empregados do con-
sulado das Alagas, por iulervircm
na cobranra dosdireitos do algodao
d'esta Provincia, que all se arre-
cada .....:.....
3. -Com o expediente. ...
1:8800000
23:9519000
2:475*000
8:218*000
150*000
5:084*000
352:961*000
49:883*330
/acotas ei 'xnwUarfs.
Art. 7. Com as escolas elementares,' a saber :
|.l. Com os ordenados e gratifica-
rles dos professores. ......
2. Coi) os movis e mais objec-
los necesaarios ao ensi no, e.aos pre-
mios, papel, pennas, I inta e o mais
qoe for inipaosavel pi ra os alumuos
pobres ..........
S 3. Com o aloguel das casas .
Associi teji dos artista.:
Arl. 8. Com a sub vencHo asso-
oarao do artistas ......
Bibli otheca publica.
Arl. 9. Com o gw jrda, compra de
livron, movis, alog oel de casa para
a bibliotheca o exp< -diente. .
CAPITULO V.
Seguranca publica,
Corpo de polica.
Ar. 17. Com o corpo de polica i saber :
1. Com o sold, o gralificac6es. 102:908*500
S 2. Com tardamente..... 11:037*600
3. Com as forragens. 4:380*000
g 4. Com o armamento eequipa-
meolo........... 2:000*000
S 5. Com o suppriracnloe curativo
das pravas. j 2:640*000
6. Com agua elnzparaosquar-
teis do corpo e distacameotu. 2:430*000
7. Om livros...... 200*000
| 8. Com o fundo de reserva para
os adiantamenlos de sold para
as pracatt, quo sahirem em diligencia,
ou d estucare ni. ........ 3:0008000
lluminarao publica.
Arl. i. Com as illuniinai.-Oes da
cidades do Recit, Olindae Goianna;
devendo collocar-se desde j trinta
lampeoe, desde o comeeo da estra-
da Chora-Menino, at a ponte gran-
de da Passagem da Magdalena. 71:580*000
1:1
6:950*000
1:500*000
2:500*000
61:533*330
. 1 CAPITULO III.
Ai ixilio industrial.
Art. 10. Com subvengo com-
paoha da navega cao costeira a va*
por...........
S nico. Com o mellioramcnto, e
fabrico do assuc* r, e cultura do al-
godao. .,' .
30:0009000
30:000*000
60:000*000
CAPITULO IV.
Ubrat'publicas.
Repartirlo.
Arf. II. Com a repartic^o, a saber:
$ 1. Com os empregados ficando
em vigor a dispaujio do. art. 12 da
Ici do ornamento vigente, se o go-
verno nao execuli-la no ce rrente
exereicin.......... 35:664*000
S 2. com o expedienta .... 5009000
Factura, concert econse reacio das obras.
Arl. 12. Com o pagamento das
prestarse das obras arrematad as at
o ultimo de junho do correte anno,
estados sraphrcos, casa de deti >n(flo,
hospital Pedro II,e as estradas d ojuI,
rom ramificado para Moribeci i, do
Norte, Estada, Pao d'Alho, coi n ra-
mifica5*o para Clona do Coila, par-'
lindo da Turnia e Victoria, con i a
abertura de uma nova va de coili-
municaeso, parliodo daquella cida de
at Villa-Bella, bem como a de o m
camioho do ponto de Tapisserica n
Cruz do CraaU, dtsviando Sen a
10*000
50*000
200:1768100
. CAPITULO VI.
Soccorrosde beneficencia.
Arl. 19. Com o Hospital de caridade saber :
5 1. Com o curativo dos pobres. 10:000*000
' 2. Com o aluguel e reparo da' '
sa- ".......... 2:000*000
Art. 2. Com os collegios dos or-
pbaos........... 3:000*000
Arl. 21. Com o hospital dos la-
zaros. .......... 3*00*000
Arl. 22. Com os expostos. 3:500*000
Arl, 23. Com o sustento e curali-*
vo dos presos pobres. ....... 16:600*000^
Art. 24. Cm as recolhidas do
convento do Goianna. '. 600*000
Arl. 25. Com as recolhidas do
convenio de Iguaratsrj..... 800*000
Arl. 26. Com as recolhidas do
convento de Olinda;..... 500*000
Arl. 27. Como collegio de N. S.
.do Bom-Consclho. ...... 1:000|000
Arl. 28. Com a vinda das irinaes
de caridade........ 6:000*000
CAPITULO IX.
Aposentados e jubilados.
Art. 36. Com os aposentados. .
Art. 37." Cora os jubilados. -.
CAPITULO X.
Divida publica.
Arl. 38. Com a divida dos exerci-
cios lindos, inclusive a quantia de
trezentos qoarenla e sete mil sete
ceios e ciucoenla res, que se deve
ao profossor I.uiz Cyriaco da Silva,
de seos ordenados vencidos at o lira
de Janeiro de 1833. ....
CAPITULO XI.
Ecenluaes.
Art. 39. Com as avenloaes, in-
inclusiveos 6porccnto do sello de
herancasj alegados doexercicio pr-
ximo (indo, devido aos empregados
iudiciaes ; dote de expostas, nieza-
da doesludante Jacobina, easgrali-
fica^oes s commisses encanegadas
do examc das contas da eilincta the-
souraria.do examedasda actual,per-.
tencenlcs aos exercicios de 1848 i
1852, e da liquidarlo da divida ac-
tiva anterior do exercicio prximo
lindo.............
69:300*000
6:835*206
12:141*835
18:977*041
9:319*868
47:000*000
.CAPITULO VII.
Culto publico.
Art. 29. Cora os coadjutores das
freguezias. ; ...
Arl. 30. Com o guisamento e fa-
brica das matrizes.......
Ar. 31 Com os religiosos capu-
chinlios, ....
5:600*000
1:709*080
864*000
8:173*080
CAPITULO VIII.
Cobranra, acrecadacao e fiscalisacao das rendas
Thesouraria.
Arl. 32. Com a thesouraria, saber :
1. Com o inspector, secretario,
porteiro, continuo, e um oulcial
para a secretaria, cujolugar fica cre-
ado com o ordenado de 800*000.. 5:200*000.
. 2. Com o procurador fiscal, seus
ajudantes, cscrivao dos feitos da fa-
TrruLo ii.
Rtceila provincial.
Arl. 40. Fica o| governo aulorisado para oll'ec-
tuara despeza do erercicio de 18.51 185^, i cobrar,
e arrecadar s rendas designadas 'uos paragraphos
segoinles:
1. Tres por cento de assucar exportado.
S 2. Cioco por cenlo dos mais gneros de produc-
to da provincia, qoe tarabem forem exportados,
nao sendo fabricados com materia prima eslrangeira.
. 3. Decima dos predios urbanos.
4. Dous mil e quinhentos res por eaheca de
gado vaceum, consumido nos municipios do Recife,
Olinda, Iguarass, Goianna. Rio I-'orraoso,Nazareth,
Pao d'Alho, Victoria, Cabo, Serinhaem, e Agua
Prela: nosoutros, municipios s pagarlo este impos-
to aquclles, quo tal harem carne, para negocio, eos
criadores pagarao o dizimo.
5. Dizim.o de gado cavallar.
6. Sello de herancas, e legados.
7. Meia siza de escravos.
8. Com mil res por escravo exportado para
fra da pco\ incia, anda que importado das outras,
exceptos que forem em companhia de seus donos,
c seu serviro, sendo domiciliados nesta provincia, e
provando, quando levaren) mais de dous, que os pos-
suem mais de tres mezes.
9. Emolumentos da polica.
10. Dcz por cenlo dos novos, e velhos direitos
dos empregados provioefaes.
11. Quatro por cento sobre os alugueis das ca-
sas, em que se acharen) na cidade do Recife os se-
goinles estabelecimenlo; botica, toja, em que se
vender a relalho.de cambio, de mnbilia, armazem de
carne secca, de madeira, de lijlo, deca, de capim,
de assucar, de sal, de fazendas, de fariulia, de mo-
ldados, de macames, de couros, de drogas, de reco-
llier, taberna, boteqoim, olaria, typographia, co-
cheira, cavallarice de aluguel, prensas de algodao,
e fabricas.
!,
FOLHETIM.
MMORUSDEUMim. (*)
H ABQDT2 DE rODBElS, E PEDRO UCCtlE.
1 i'Wwn. .^.
SEGUNDA PAIITE.
. IX.
Ceorgek.-.
( Continuar, lio }
Georgcle '. Georzele! ei. clamou o duque lie a
vose que torno a ver 1
- l.uiz.l murmurou. a m( >i;a deixando cahir a
cabeca sobre o pcito do duqui i.
)epois houve nm momento de silencio.
O duque eslava profundam ente conimovido as
viagens lougiuquas que fizen i. a lembranea de Ge-
orgele nao o tlnhadeixado u ni so instante, seu sem-
blante o turna seguido toda a parle, ella havia per-
manecido a seus ollios tj0 | nHa ^o serena, e sobre
hido tao amorosa como |ic a conhecera era Millau.
EmquanUj os aroutecn, ,oim po|ticos o conser-
vavamafasladodeWanca^mobi^.,,, a fugr da
jaropa, tHle esperara 1 S., delle dependi voltar
: Millau. eesquecer au as dilicia, respondido lodasasdores e trisiou que lliereser-
Porm no dia em que I Ara obligado a fuir no
la em que todos os gove nos p.recer.rn estar com-
binados para recosar-lb um asjlo em Mu terrlii-
rio, e que vio-se forrado a ir procurar al na Ame-
ncauma trra mais lio spitaleira, enlao una dor
acerba o traspassou ; pa' recia que todos os laros nue
o prendan) a vida tinl am-se quebrado repentina
mente, e elle a Ocar < i'ahi em diante sosiuho uo
mundo.
Seu corceo, o qual abrira-so por om momelo
lornoo a fecnar-se, dei? ando esse solo ingrato, elle
procuran esqoerer-se d e ludo o que havia amado, e
parti laucando um v o sobre o passado.
(} VWe Diario n. lfg*.
Mas Dos foi clemente para com elle.'c reservou-
lhe ao menos essa alegra do exilio de levar comsigo
a Unir Icuibranca que poda povoar-the asolidAo e
alcgra-lo., .
Alguns anuos passaram-se assim. I.uiz viajava
pela America, e demorou-se na tribu em que havia
de encontrar Massach.
A* noite havia chegado, a sombra descia sobre a
floresta, militares de estrellas brlliavam no firma-
mento, as pirogas corriam lentamente pelo ro dei-
xando api'u si um soleo.phosphorecenle, os passari-
nhns cnloavam suas mis vivas canres nos rarrios
lloridos das grandes arvores. Reinava em toda a
parte uma paz, e uma trauquillidade que induziam
brandam'enle meditarlo.
O duque eslava aseutado no lumiar do icig-wam
do bom Massach, a seu lado achavam-se os dous fi-
nios .leste de fronte soberna c olhar inlelligcnte,
alraz delles a mullier preparava a mesa para a ceia.
Esse espectculo hincn no orac.9o do joven du-
que uma embebo indizvel. Ilcsde que eslava na
America era a primeira vez que semclhanle sensa-
cao penetrava-lhe alma. Elle apoiou-se no colo-
velo e poz-se a meditar:
Enlao vollou-lhe memoria ludo o que linlia es-
quecido com tanto cuidado : recordou-se do que
l tuba perdido, do que o iiharepcllido... Vollou-se
por uma hora, por um minuto smenle para esse
mundo de cutes charameule amados, que deixra
muilonge alraz de si, e algomas lagrimas molha-
ram-lhc os nlhos.
Georgcle'.... Chadeuil I..;
Tirjlia sido iogralo para com elles, e oscreveu-lhes.
Depois um desejo ardeule abrnzou-lhc o pensamen-
to, qoiz tornar a ver a Franja, sua patria. Um des-
sosto upremo apoderou-se delle, os grandeshori-
soutes pareccram-lhe monolonos, seu olhar procu-
rava alm cura paixAo o co da pal ra ausente !
Um dia annunciou a Massach que ia relirar-se e
como Massach havia cuino perdido os dous Tillu e
a mullier, eseu paizno Irazia-lhe i memoriaseuao
lembrancas erueis, acompanhou o duque.
Esl vollava para Georgele com omesmo pensa-
ineulo, com o mesmo desejo, com o ntesmo amor !
Vara elle como para Chadeuil os dej anuos que
acabavam de passar-se nao exisliam. Elle \nllava
anda joven, pnamorado,' e esperaneoso no coraeflo
de Georgele!
Alm dlsso, oulra coisa contribua para nduzir
S 12. Quarenla mil reis sobre casas de modas.
13. Cera re por libra de tabaco fabricado, sejs
por cenlo por a; do na fabricado, mil reis por mi-
Iheiro de charutos, e cigarros, trinta reis por caada
de bebida espirituosa, e oito ceios res por arroba
de aabo, ficando isentas desles impostes as fabricas
desla provincia, e os productos das outras, que fo-
rerajeexportados.
S 14. Vinte por cenlo deagaardenle de produc-
to hrasileiras que for cousumidana Provincia.
15. Cinco mil reis por malricula das aulas de
ustruceSo superior.
16. Um cont de reis de cada casa, que vender
bilhetes de loteras d'oulros Provincias, e vinte e
15:350*000 inco por cento do valor das cautellas desles bilhs-
tes, as qoaes so poderao ser vendidas depois de ru-
bricadas simultneamente pelo administrador- do
consulado, a vista dos biHieles origjnaes, qoe lam-
bem o serao. .
17. Pedagio das pontes, e estradas, continuan-
do em vigor a disposicao do 17 do artigo 34 da le
n. 261, a pudendo ser removidas asbarreiras para os
lugares mais convenientes.
8 18. Ilendiment dos bens do evento.
S 19. Aprehenses pela polica.
20. Multas por inlracces.
21. Itesliluires, e reposi^es.
S 22. Vinte mil reis por cada casa de jogo de
bilhar.
23. Producto de venda de gneros, utensilio-, e
proprios provinciaes.
24. Melade da divida activa, anterior ao 1 de
julho de 1836. mk
.25. Divida activa.
26. Rendimento da capatazia do algodao.
' 27. Producto das loteras do theatro de Sania
Isabel.
S 28. Saldo do exercicio correte.
TITULO III.
DisposirOes gerats.
Arl,,41. Fica o governo aulorisado a-supprimir a
agencia encarregada da cobranra dos direitos do al-
godao desla provincia, exportado as Aiagoas, ea
convencionar com a presidencia daquella provincia a
ndcmus.ic.a"o desles direitos., v
Arl. 42. Os bens do evento, que forem encontra-
dos no municipio do Recife, serao arrecadados pelo
consulado provincial', ficando assim alterada a dispo-
sicao do art. 8 do regulamcn lo de 17 de junho de
1852.
' Art. 43. O andamento das radas A loteras do
thealro de Santa Isabel, e hospilel Pinro II, nao se-
r interrompido pela preferencia dada oulras lo-
teras .. ,
Art. 44. Os seis por cenlo do sello de Rerancas, e
legados, concedidos aos empregados provinciaes pelo
arl. 45 da lei o. 320, serao deduzidos no acto, da co-
branza desle imposto, e antes do eu recolhimenlo a
competente eslaco, e distribuidos pelos ditos em-
pregados da maneira seguinte : no municipio do Re-
cife dous para o juiz, um c meio para o procurador
fiscal, nm e nm qoart ptn o*4sciiva)o, um e um
quarto para o sollicitador da fazeoda; nos oulros
municipios do interior, dous c meio para o juiz,
dous para o ajudaote do procurador fiscal, o um e
meio para o escrivao.
Ai1!. 45. Os imposlos i cargo das colleeorias de
Garanhuns, Flores, Boa Visla, Brejo e Cimbres, e o
dizimo do gado cavallar, serao arrematados coojunc-
lamente com o imposto de 2*500 rs., eo dizimo do
gado vaceum.
Art. 46. Os lugares creados pelo artigo 32 desla
loi serao prvidos sem concurso, preferndo-se os
actdaes empregados da thesouraria, eoseidadaos,,
que por se terem occopado era trabalhos desla re-
particao leoham dado provas de habilitac^u.
Art. 47. Ficam illiminadas da divida activa da
fazenda provincial, as dividas pertencentes aos exer-
cicios anteriores ao prximo odo, que nao excede-
rem mil reis.
Art. 48. Fica o governo antorisado a fazer a des-
peza precisa para dar lliesooraria provincial os
commodos, que "necessila, nao devendo a despeza ex-
I ceder de seis ceios mil reis.
Arl. 49. Fie o governo autorizado a vender era
hasta publcalos proprios provinciaes, que nao le-
nham.de ser applicados a'salisfacode algumaneces-
sidade publica.
Arl. 50. A multa imposta aos conlribuotes da
decima dos predios urbanos, pelo 1 do artigo 21
do regnlamentode 16 de abril de 1842, fica extensi-
va a todos os mais impostos.que rao cobrados, prece-
derlo Wncamaoto, e lera a applicacao dada pelo ar-
tigo 23 do mesmo regulamento.#
ArL 51. Fica presidente da provincia aotorisa-
do a approveitar a cadeia velba desla cidada para pa-
co da assembla legislativa provincial, e'maisalguma
oulra repartirlo \ sendo o edificio daquella desti-
nado para algum ojitrq misler publico.
Art. 52. Fica concedido a I.uiz Jos Marques, ar-
rematante do imposto de 20 por cento sabr o cou-
sumo das agoardentes, o abale da quaritia de um
cont sete centos noventa e'dous mil reis por auno,
pelo lempo do seu contrato, e bem assim a remissao
da divida de tresenlos e ciucoenla e tres mil qui-
nhelos e sessenta e cinco reis, proveniente de dc-.
mas atrasadas, a D. Guillermina Umbilina Boa-Ho-
ra Amorim, e suas irmaas, sendo igualmente con-
cedida a quantia de nove cento mil reis para paga-
mento do qoe se deve ao engenheiro Millel.
Art. 53. Fica o presidente da provincia aulorisado
acordar com aquellas provincias, que enviam os
seus producios para o mercado desla capital, o meio
mais conveniente de arrecadar o imposto provincial,
a que ellas leem dircito.de maneira a evitar,que es-
ees productos, quando exportados para fora do im-
perio, paguem novameote o mesmo imposto provin-
cial.
Arl. 54. As sobras de cada um dos Jilolosde des-'
peza, e os excessos de receita, serao pelo presiden-
te da provincia applicados i factura das estradas e
mais obras publicas da provincia.
Arl. 55. Fica o presidente da provincia aulorisa-
do a fazer a despeza recessara para a pintura e re-
paros, dajoue necessita a casa da assembla pro-
vincial.
Art. 5C.Ficaiu (avagadas** 'Usffjktes em con-
traro.
Mando, portan lo, a todas as autoridades a quero o
conhecimenlo e execucao da referida le perlen-
cer, que a cumpram e facam cumprir lio inteira-
menlc como n'ella se conten. O Secretario interi-
no da provincia a faca imprimir, publicar e correr.
Cidade do Recife de Pernambuco aos 16 das do mez
de maio de 1854, Irigesimo-tercciro da independencia
e do imperio.
L. S. Jos lento da Cunha e Figueiredo.
Carla de le pela qual V. Exc. manda execular o
decreto da assembla legislativa provincial, quo hou-
ve por bem saocciooar, oreando a receita, e Ovando
a despeza para o anno financeiro que ha de correr do
1. de julho de 1854, eo ultimo de junho de 1855, na
forma cima declarada.
Para V. zc. ver. Joao Domnguez da Silca
a fez.
Selladae publicada nesta secretara do governo
da provincia de Pernambuco, aos 16 de maio de
ffcj4. Joaquim Pires Machado Portella, otlicial
maior serviodo de secretario.
Registrada a fl... do livro 3. de les provin-
ciaes.
Secretara do governo de Pernambuco, aos 16 de
maio de-1854./oo Domingues da Silva.
LEI N. 347.
Jos Benlo da Cunha e Figueiredo, presidente da
provincia de Pernambnco. Faco saber a todos os
seus habitante-, qoe a assembla legislativa provin-
cial decretou, e eu sanecionei a resolujo seguin-
te :
Arf. nico. Ficam em vigor as disposc,5et do re-
gulameulo de 12 de maio de 1851, que se acharo de-
pendentes da approvacnn da assembla provincial,
podendo.o presidente da provincia fazer no mesmo
regulamento as alterares que julgar convenientes*
20:000*000
914:593*419
paos dos termos ahaixo declarados, os cidadaos se-
goinles.
Termo de Caritaif^-.
, 1. Hachare! Manoel Rodrigues Pinliciro."
2. Joo Vieira de Mello e Silva.
3. Francisco Antonio da Silva.
4." Manoel Lcile de Azevedo.
. 5. Silvestre Antonio'd'Oliveira Mello.
6. Manoel Flix da Silva.
Termo de Sanio Ant$o.
1." Hachare! Jos de Su Cav alean ti r.ius.
2. Bacharel Francisco Correa de.Qoeiroz Btrros.
3. Bacharel Jiao Antonio de Souza Rellrao de
Araujo Pereira.
Is DoiniugosMartDs'Pereira Monteiro.
5.'Flix Ferreira de Moraes.
6- Jo3o fle Barros Pimentel.
Teroio de Tacaralu'.
1. Zacaras Gomes de S.
2. Antonio Pereira de Barros.
3. I.uiz Jos Correa de S.
4. Francisco Gavalcanti'd'Albuquerque.
5. Jos Gomes de Souza Ferraz.
. 6. I.ourenco de S Araujo.
Termo cCOuricury.
1 Dimas Lopes do Sequeira.
2. Jos Antonio Delmonds e Silva.
3. Alvaro Ernesto de Carvalho Granja.
i. Pedro Ferreira da Silva. '
5. Liberato Ribeiro Granja.
6." Joao Marnho Falcao e Albuquerque.
Termo de Ingazeira.
1." Antonio Bernardo de Azevedo Baptislu.
2.a 'Speridiao de Siqueira Campos .
3. Manoel Jos Nunes.
4. Joao do Prado Teixeira.
5. Izidro Miguel de Siqueira.
: 6.o Andre Ferreira da Costa.
19
Oflicio. Ao Exm. presidente do Cear, remet-
iendo em resposta ao seu oflicio numero 20, copias
das informaees ministradas pelo arsenal de guerra
acerca da falta qu diz o cncarregado do deposito
de artigos bellicos d'aquella provincia, ter encontra-
do nos ciocoeola barris de plvora remeltdos para
all no patacho Hmulaco.
Dito. Ao inspector da thesouraria de fazenda,
recommendando a expediento de suas ordens para
que se abra n'aquella thesouraria, vista da nota
que remelle, o assenlamento de prara do clarim An-
tonio da Cunha Bezerra, que se conlralou para ser-
revogadasas disposicOcs em contrario.
Maodo, portante, a lodas as autoridades a quem o 7 n0 eS(lua.,lr.ao de avallana da guarda uaciouai
conhecimenlo e execucao da referida resoliicao per- deste manmP">< providenciando ao mesmo lempo
tencer. que a cumpram, e facam cumprir o iolei- para qUe Se abonem a es5a P"^ 0S "*"* veD-
ainda o duque a depositar na mora toda a esperanca
de seu ful uro. Toilos ospassos que dera essa ma-
nhaa haviam sido mallogrados. O rei linha recu-
sado absolutamente receb-lo e dando-ihe mesmo a
colender que se insistisse mais, seria tratado como
aventureiro, impostor c como tai levado aos tribu-
naes.
O duque havia velludo desesperado. Nao linha
mais do que a amisade de Chadeuil e o amor de
Georgele ueste mundo, e rcsolveu nao procurar
d'ahi em oulra parle a felicidade que al enlao ti-
nha-lhe fgido.
Correu Georgele que o esperava. E quanlo nao
balia-lbe o coraro eutraudo nessa ra, subindo as
cscadas ilcssa casa em que havia de tornar a v-la!...
Elle linha deznito anuos, e eslava em Millau I...
nh.ira, e durante alsuns minutos esqueceu-se em
contempla-la com um olhar commovido e'deslum-
brado.
Georgele nao o eslava menos, ludo linha desap-
parecido, elles amavani-se ainda : porm com mais
paxao, mais scienca, mais verdadeiro amor !
Ah quautas vezes sua lembranja consolou-
ine na ausencia, disse emfim o duque com um es-
pecie de abandono pensativo, e apenando a man da
moca as suas ; quantas vezes no meio dos paizes
que alravessei, meus nlhos procuraran) um sitio que
me recordasse o de Millau, onde a vi pela primeira
vez Quando soflria, quando vinham-me algumas
lagrimas aos olhos, eu evocava nosso passado com-
mum, lembrava-me de sua imagem querida, e es-
quecia-me de ludo.
Georgele nao responden, ella escutava e olhava.
Tito imiilns dias mos, trnou o duquebei-
jando com paxao a miio que a mora ahandonava-
lhe, roaldisse muitasVezes a existencia qoe Dos me
deu, iborreci os homens que encontrei nessa Ierra
coraco fechado, e queixei-me muitas vezes da soli-
dao que a sortecicava fatalmente em torno de mim;
porm agora, Georgele, nao ha mais em meu cor-
ceo nenhuma amargura, nimba fronte brilha. meu
olhar he radioso-, tenho a alegra los labios e no co-
racao ; son feliz!... Ah! bemdito seja Dos que
depois de Iflo erueis provas resmava-roe ao menos
esta suprema satisfarao.
leorgele no sabia que respnndesse, o peiloarfa-
va-lhe com estoico, mil palavras eslavam prestes a
ramele como n'ella se conten. O secretario inte-
rino da provincia i faca imprimir, publicare correr.
Cidade do Recife de Pernambuco, aos 18 de maio de
1851, Irigesimo-tercciro da independencia ido im-
perio.
L. S. Jos Benlo da Cunha e F^tmeio.
Carta de lei, pela qual V. Ese. manda eiRutar a
resolucao da asemblca legislativa provincial, que
sanecionou, declarando licarem em vigor, as disposi-
esdo regulamento de 12 de maio de 1831, que
dependiam de approvaco da mesma assembla, e u-
torisando o presidente da provincia a fazer em dito
regulamento as alteracoes que julgar convenientes.
Para V. Exc. ver.Francisco Ignacio de Torres
Banieira a fez. -
Sellada e publicada n'eata secretaria do governo da
provincia de Pernambuco. aos 18 de maio de 1854.
Joaquim Pires Machado Portella, officiil maior
servindo de secretario da provincia.
Registrada a.fl... do livro 3. d leis provin-
ciaes.
Secretaria do governo de Pernambuco, aos 18 de
maio de 1854.Joao Domingues da, Silca.
-------a-o-------
Expediente do dia 16 de malo da 1854.
OfBcio.^-Ao Exm. presidenta ,do' Cear, decla-
rando' que o resultado dos exames, que tarara su-
jeitos ltimamente nesla provincia os cadetes e sar-
gentos pertencentes ao meio halalhao d'aquella foi
snbmeltido ao conhecimenlo do Exm. Sr. ministro
.da guerra.
Dito.Ao coronel commandanle das armas,' re-
commendando expedico d suas ordens para
ser posto em liberdade, visto. ter apresenlado
isenrao lega'l recrula Jos Peflro de Barros, se por
ventura existir em deposito, c quando se a'ehe j
alistado em lgum dos corpos em -guarnirn nesla
provincia mandara passar-Ihe escasa. Cummuni-
cou-se ao juiz de direito do l.imoeiro.
Dito.Ao mesmo, declarando que, estando af-
feclo ao governo imperial um requerimenlo do ba-
charel Fernando de S Albuquerque, pedindo a en-
trega do escravo Luiz, que pertencendo ao menor
Rufino Coelho da Silva, acha-se actualmente alista-
(fo no nono halalhao de iofaotaria, com o uome de
Jos Luiz, convm aguardar a decisao do mesmo
governo para enlao ter lugar semelhaotc entrega.
. Dito.Ao capitao do porto, para mandar por'em
liberdade o recrula de marinha Severino Conserva
da Silva, visto ter apresenlado isenrao legal. Com-
municou-sc ao chefe de polica.
Dito. A o encarroado das obras niililar.es, para
mandar relelhar com brevidade a parle do edificio
que serve de secretaria do detalhe do commandodas
armas, fazendo assenlar uma nova tachadura em
lima das portas da mesma secretaria. Communicou-
se ao commandanle das armas.
-18-
PortaraNomcando supplenlesdosjuizesmunici-
cahir-lhe dos labios, e ella as retinha por um ulti-
mo sentimeuto de pudor.
. Luiz, disse ella emfim, eu tarabem tenho sen-
tido muitas vezes saudades suas, e nessa vida extra-
ordinaria a que a fatalidade de' meu nascimento ti-
nba-me cmidciniiado, tenho-o chamado mais de uma
vez em meu soccorro. Se vosC soubesse!...
Diga diga tornou o duque.
Durante mais de tres anuos jolguci-o mors.
Morlo ?
Assim m'o disseram. Depois um da quando j
o liulia chorado milito sem poder acosturaar-me
ao liorrvel pensamento de estar eternamente sepa-
rada de voss, foi-me entregue sua' caria.
Essa carta convidava-a para ir Pars.
E bem v quo nao fallei.
Georgele pareceu-lhe ainda mais bella do que so- Nao '.... nao Georgele, oh nonca duvilei de
seu corarSo, misara eu dizer de s#u amor?
Georgcle ahasou castameute os olhos o a mao
Iremeu-lhc.
Vess nao responde, proseguio o duque, pois
bem, deixe-me dizer-lhe entilo com que pensamen-
tos vim aqui. Fallar-lhe-bci com franqueza, sem
reboco, e se mnha linsiiagem a ollender, se desa-
gradar-lhe o pnlido que tenho de fazer-lhe, retirar-
me-hci, Georgcle, tornaremos a seperar-nos, e crcia
que n3o levarei de sua recusa nenhuma amargura.
Georgele tinha erguido a cabeca, e dspuuha-se a
escular de novo.
Que pr'nposicao tinha o daque a fazer-lhe, pois
lema uma recusa de sua parte ? Mil supposiroes
acudiram-lhe ao mesmo lempo ao espirito ; mas" el-
la nao poda aceitar nenhuma.
Depois de um instante, o duque conliuuou com
voz que exprima uma leve melancola grave :
Vossc conhece minha vida, sabe o meio de
que solidad tenho vivido al hoje. e com qu ardor
lenho alias procurado a felicidade, a qual fugia-me
eslrangeira, cmpreuci a minha scienca em ter o- logo que eu eslendia-lhe a mao com impaciencia.
Eis-inc agora chegado aos trinta aunes sem ha-
ver encontrado o que tenho procurado por loda a
parte, e para qualqucrlado que lance os olhos.sy
vejo dous rostas amigos, duas imagens que me sao
charas, duas smente, a sua e a de Chadeuil!...
He porque o visconde e eu o temos amado sin-
ceramente, responden Georgele.
Sil, Georgele, lornou o duque vosaS e Cha-
deuil sao os dous anjns que tem velado sobre minha
vida e afaslado delta o desespero... Eu andnva so-
cimentos. Communicou-so ao commandante supe-
rior.
Dito. Ao mesmo, para mandar adiantar quatro
mezes de vencimentos ao alferes Guillierme Marques
.de Souza, que tem de seguir para a comarca de Flo-
res afim de servir no destacamento volante d'aquel-
la comarca. Parlicipou-se ao mareclial comman-
danle das armas.
Dito. Ao mesmo inteirando-o de haver o ba-
charel Tlicodoro Machado Freir Pereira da Sirva
Jnior, participado que eulrou no exercicio da pri-
meira vara municipal desla cidade naqualidade de
seu primeiro substituto.
Dito. Ao presidente do consellio administra (vo,
recommendando que promova a compra dos objectos
mencionados na relaco que remelle, os quaes
leem de ser enviados pelo arsenal de guerra para o
hospital regimcotal das Alagas, em cumprimento do
aviso da reparticao da guerra de 29 de abril ulti-
mo.I-'i/.eram-se as necessirias commupicaces.
' Dito. Ao inspector do arsenal de marinha, di-
zendo que pode contratar com Aulonio Dias da.Silva
Cardeal, a compra das raadeiras de que Smc. trata,
visto serem ellas necessarias para as obras a cargo
d'aquella reparticao, ficando certo de qtie nesta data
depreca do Exm. presidente das Alagas, a exped-
cao das convenientes ordens para qae n'aquella
provincia nao se ponha embaraco algum ao corle' e
conducrao de taes maderas.Fez-se o oflicio de que
se trata, e communicou-se a thesouraria de fazen-
da.
Dito. Ao director do arsenal de gr/erra,- para
mandar alistar a companhia deaprendizes d'aquel-
le arsenal, depois de lavrado o termo de que trata o
regulamento de 3 de Janeiro de -182, o menor Ro-
berto Qoaresma do Paraizo.Officiou-se ao juiz de-
orphaos desta cidade para mandar lavrar o termo de
que se trata.
Dito. Ao inspector 'da thesouraria provincial,
approvando a arrematarlo qae Tez Gabriel Germa-
no de Aguiar Mnntarroyos dos concerlos da ponte
dos Carvalhos com o abate de 2 por cenlo i io res-
pectivo orcamento, e.sendo fiador Miguel Fe.licio da-
SilVa.
Dito. Ao mesmo, commuuicando haver, <1e con-
formidade cora a sua informaran, defirido o requer-'
ment em que Antonio Jos Patricio de Albuquer-
que pede seja aceita a desistencia que faz do ramo,
que lhe foi entregue na arrematarlo do di.-.iino do
gado cavallar da comarca do Brejo da Matdre de
Degs.
Dito.Ao commandanle do corpo de polica, in-
(cirando-o de haver transmiltido thesouraria pro-
vincial para ser paga, estando nos termos le raes, a
coula que Smc remellen da despeza feita nc mez
de abril ultimo com o sustento dos dous calcetas', em-
pregados na limpza e asseio do quarlel d'aq uelle
crpo.
Portara.Reformando no mesmo posto, o altores
sinho atravez do mundo, sem prazer e sem alegra,
voss revelou-me dous sentimenlos que eu ignorva
e que depois lem-me retido a hlasphemia nos labios,
a amisade... o amor Que lhe direi, Georgele, a-
mei-a con loda a ehredade, com todo o esqueci-
menlo de uma primeira paixao. Tinha cooservado
de minha infancia a vaga lembranea de uma irtnaa
querida, c amei-a ao principio como essa irniaa.
Era uma s>mpathia doce e casia que nao perturba-
va-me o corarao ncm o espirito. Eu julgavu po-
der ama-la sempre assim, e enganava-me O ciu-
me fez-mc conhecer pouco depois a que profondjda-
de esse sentiinento havia penetrado em mim.
O ciume disse Georgele com om singular
mo\ imento de terror...
Agora, proseguio o duque, tenho lido em meu
coraco, e nao posso nem quero illudir-me mais
lempo. Amo-a, Georgele, este he i> meu .primeiro
amor, he o primeiro sentimento sobre o qual tenho
tentado anda repousar a pura felicidade que tenho
soukado ueste mundo. Sim, nao quero mais ter
oulra ambiaao senao esta, minha vida ha sido mili-
ta perturbada at hoj, quero d'ora em dianle des-
cansar em um sentimento calmo e bom. Amo-a,
Georgele, foi Dos sem duvida que approximou-nos
em uma hora dada sobre uma Ierra iongnqiia, nos-
so encontr he obra delle, nao quero desfaze-la...
Responda pois sem receto, com franqueza assim co-
mo acabo de fallar-lhc, e diga, diga se a amo se-
ment, ou se vossj comparlilha desse sentimento
que inspirou-inc !...
Georgele nao respondeu logo pergunta, que fa-
zia-lhe o duque, o corarao balia-lhe -coiji torca, e
seu olhar nao atreva-se a demorar-se sobre a fron-
te de seu inlerlocutor.
Ella sollria '. O que o duque lhe offerecia nesse
momeulo, ler-lhe-hia causado io coraco uma em.o-
co iudizivel em oulra poca da vida. Este amor
casto, essa vida retirada das sociedades, dcbaixo da
vista de Dos teria bastado para toroa-Ia* louca de
alegra, ella teria abandonado nessa poca, patria,
bens, ludo para seguir o duque ao fim do mundo
se elle houvesse-tlhe feito semelhanlc proposiqao.
Agora ludo eslava acabado; um ahvsmo separava-
os para sempre, ella era casada !
A mora abanou trisiemenle a cabera, e acertan-
do a mo do duque, responden-1 he com voz lenta :
I.uiz, o que vowe- nie prope he impossivel.
Impossivel! .
do exlinclo 3." ba*lh3o uicipio de Olinda, Miguel Archaojo de Figueiredo.
Igual acerca do alferes porla-bandeira do eilincto
8. batalhao de totalitaria da goarda nacional domu-
nicipio do Recife, Amaro Goncalves.dos Santos.Fi-
zeram-se as necessarias communicasoes. .
Dita. Nomeando a Jos Coneguudes da Sil-
va, para segundo commandanle da quarta compa-
nhia do corpo de polica.
Dita.Nomeande a Guillianauoo- Paes Barreta,
para lerceiro commandanle da quarta companhia
(|o corpo de. polica. Fizeram-se as uecessarias
coramunicacoes. .
1 Dita. Nomeando i Francisco Borges Leal, para
'terceiro commandanle da segunda companhia do
corpo. de polica. Expediram-se neste sentido as
convenientes commonicarOes.
Dita.Reformando no mesmo posto, a Flix Ve-
nancio de Cantalcio, alferes do, exlineto 1. batalhao <
da guarda nacional do municipio do Recife. Com-
muuicou-se ao respectivo commandanle superior.
" 20
Oflicio.-' Ao commandanle das armas, transmit-
lindo por copia o aviso da repartirlo da guerra de
29 de abril ultimo, peto qual se manda abonar aos
professores de primeiras leltras dos batalhoes 2., 9.
de infantaria ei. de artilhara a,p, em guarnico
nesta provincia, a gratifica(6es mensaes de 12*1100
ris, e aos respectivos decoriOes 6*000 ris tambera
mensaes.Igual copia remetteu-se thesouraria de
fazenda.
Dito.Ao mesmo, ioteirando-o de haver conce-
dido, ma^ registrada, a licensa de tres meses que so-
licitan o I. cadete do 2. batalhao de infantaria,
Franklin do Reg Cavalcanli de Albuquerque Bar- 1
ros para ir corte.
Dito. Ao mesmo, para mandar por em liberda-
de, visto ter apresenlado isencSO legal, a Luiz Jos
Pereira, se por ventura ainda existir no numero dos
recrulas, e quando se ache j alistado em lgum
dos corpos de M linha, S. Exc. mandar passar-lhe
escosa.
Dito. Ao mesmo, inteirando-o de haver o ba-
charel Manoel Clemenlino Carneiro da Cunha par-
ticipado que.em 15 do correte, reassumirao exer-
cicio do juiz lie direito da 1. vara crime desta ci-
dade na qoulidade de subslilulo.Igual commuAI-
cacao se fez ao Exm. consclheirc, presidente da re-
laco.
Dito. Ao director das obras publicas, dizendo
que pode comprar pelo prero indicado em seu oflicio
de honlem as cincuenta arrobas de -prego* de forro,
que. sao precisas para a obra fia* ponte provisrid
do Recife.Communirou-se thesouraria-" provin-
cial.
22
Oflicio. Ao Exm. presideiite do Espirito Sauto,
di'.endo que, com a f de oflicio qoe remelle, do al-
feres^os Procopio Tavares, fica satisfeila a requisi-
fao de S. Exc.
'Dito.Ao Exm. marechal commandanle das ar-
mas, inteirando-o de haver aulorisado ao inspector
da thesouraria do fazenda, a mandar indemaisar o
4.o batalhao de arlilharuj, a p da importancia men-
cionada no oflicio de S. Exc. sob n. 428. .
Dito. Ao mesmo, traosmitliodo por copia o avi-
so circular do ministerio da guerra de 12 de abril ul-
timo, no qual se determina que os saldos existentes
nos cofres dos hospilaes, ou enfermaras militares
das provincias, sejara entregues as respectivas the-
sourarias de fazenda durante o semestre imnjediat
ao anno .financeiro, a que pertencerem os ditos sal-
dos.Igual copia remetteu-se thesouraria de fa-
zenda.
Dito. Ao mesmo, declarando que ficam expedi-
das as convenientes ordens, nao s para ser transpor-
tado para a corte, no vapor que se espera do norte, o
altores Joo Antonio d'Oliveira Valporto, mas tam-
hem para se passar guia de soccorrimento ao mesmo
alferes.Expediram-se asrdeos de que se trata.
Dito.Ao mesmo, remetiendo copia do aviso da
reparticao da goerra de 27 de abril ultimo, do qual
consta haver-se mandado passar para, o 1. batalhao
de infantaria, o tenente do 2. da mesma arma Temo-
leo Peres de Albuquerque Maranho.Communi-
cou-se thesouraria de fazeoda.
Dito.Ao inspector da thesouraria de fazenda,
devolvendoos documentos de despezas taitas pelo
capitao Jos Tkomaz llenriqoes, como commsndan-
te do destacamento da comarca da Boa-vista, fim
de que S..S. proceda a respeto na conformidade do pa-
recer do procurador fiscal d'aquella thesouraria, de-
vendo mandar pasar, nao a importancia dostncoca-
vallos que morreram, mas sim o aluguel dos mesmos,
visto que nao- deve car sem pagamento o serviro
que prestara m. .
.Dito.Ao inspector do arsenal demarraba, re-
metiendo cnl resposta ao sea oflicio n. 623, copias
das informales ministradas pela thesouraria de fa-
zeoda acerca do quola -para .pagamento dos venci-
ineotos'que tem direito o. tenente da armada
Ricardo da Silva Neves, em visla do disposto no
aviso da reparticao da marinha de 7 de abril ulti-
mo. '
Dilo.-i-Ao director das obras publicas, recom-
mendando que remeta thesouraria provincial uma
conta do que se dispendeu com os- concerlos lti-
mamente- feitos nos maros de encost da paute sobre
o rio Pirapama, afim deq%B possa ter logar a res-
ponsabilidade do cx-eogeuhiro da reparticao a seu
cargo Floriano Deser Portier.Communicou-se
referida thesouraria.
Dito. Ao dootor Antonio Baplista Gitirana,
Impossivel tanto para voss como para mira.
Explique-se.
Paravosse que.lera talvez um dia altos desti-
nos cumprir, e que deve couservar-so livre para
essa cveiitualidade.
K se renuncio a ella !
N3o o deve.
Mas se quero assim '
Entn son eu que recusarei.
. Voss, Georgcle I... disse o duque com voz
quebrada.
Porque admira-se disso'.'... tornou a moca a-
baixanuo os olho. .
Oh penloe-mc !... Nao tive razo sem duvi-
da. .Tiuha julgado um instable que voss amava-
me... eDgaraei-me !
Luiz !...
Voss nao aina-mc... nunca amou-rae O
Georgele Georgele eu tinha depositado tanta es-
pera i ira em voss !...
E recuando dous passos, o duque deixou cahir a
calieca as maos.
Georgele nao pode sustentar vista desea dor 13o
\erdadeira e tao profundamente sentida, levanlou-
se da poltrona, e currando ao duque com um ento-
vo cheo de esquccimnlo, exclamoo : "
Luiz I nao s apresse a julgar-me pelo que aca-
bo de dizer-lhc.;. Alm disso voss bem sabe, que
he meu primeiro, meu nico amor, minha mais do-
ce c mais pura alegra nesle mundo. Se relirar-se,
se cu fr separada oulra vez de voss sinto que
morrerei 1 Mas ha um segredo em minha vida,
I.uiz, um segrdo que nao lenho- forra ncm cora-
gem do dizer-lhe, e esso segredo pbriga-me a re-
pcllir o olTerecmentoque voss me faz.
Vosee diz'que ama-me...
Creia-me...
Voss diz qoe ama-me, e nem tem bstanle
coiifianca em mim para coinraunicar-me seus se-
gredos !
Luiz ''.,
Que quer entao que eu pense de ludo istoj
Pense que son muito infeliz, respondeu Geor-
gele procurando reler o duque.
Esto reprimi mu mov imento de impaciencia des-
preinlcn< das mos da mora, deu alguus passos
como para sahir, e disse-lhe:
Ouea-nie, Georgele, tenho-a amado como ama-
se s unwvez na vida, eslava persuadido al agoraj
I
commurcaudo que, segundo consta de participarao
que seu corar-So havia comprehendido as dore soli-
tarias do meo, vejo que enganei-me. Tinba tido
um so uno insensato que havia de ser a felicidade
de loda a rtiinha vida, renuncio a elle, retiro-roe, e
nao quero e ncher esta ultima hora de amargura e de
fl: retiro-sne perdoandur-Ihe Nao sei que desti-
nos o co mi! reserva dc> ora em diante ; mas acou-
lesa-rae o que acontecer, e seja qu'al for a sorte que
me aguarda, jamis me esquecerei das horas bemdi-
las que passei ao seu lado, lembrar-me^hei sempre
da sania e generosa sympathia que leslemanhou ao
desterrado. Adeos! adeus.
Georgele nao podia crer nem em seos olhos nem
em seus envido, ella lancou-se tora de si nos bra-
cos do du que como se lodo o corarao se lhe tfvesse
rasgado, <: desfez-se m lagrimas.
Vosi > relira-se, disse ella com voz moribunda.
Voss assim o'quer..
Nao lrnarei mais a v-lo.
__ O qi ie eu desejava era ligar minha vida a sua.
__Meu Dos! meu Dos! .disse Georgele com
desespero, oh! que palai ras devo pronunciar para
rel-lo! ,' .
Diga- -me que aceita, e eu ficarei. ou iremos
juntos. '
Mas i ssp he impossivel.
Voss recusa.
Ir jur. dos.
Quer ?...
Georgele leve um momento de liesitaco suprema;
mas recobro u logo todo o imperio sobre si mesma,
desprendeu- se violentamente dos bracos do mance-
bo e correu a refugiar-sc na extremidade da sala.
Nao u3o disse ella com energa, v Luiz,
uma hesitaba o mais tonga tornar-se-hia um crime...
Adeos adec -s.
O doque a ao esperou mais, dirigi um ultimo
olhar a moca, a qual laocara-se tora de si sobre a
poltrona, e de iminando o senlimento que se apode-
rara delle, ca minhou a passo firme para a porta I
Mas no mo, ment em que punha a mao sobre a
tachadura, ou vo-se um graode rumor da parte de
tora, a porta a brio-e precipitadamente, eum hornero
eotrou na sala.
11 DO TF.RCEIRO VOLl'ME.
(ConfinMor-r-na.)
*".


..., -a^
,L, ____.
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' niii'


JMW

DIARIO DE PERMMBUCO. SEXTA FEIRA 26 DE MAIO DE 1854.



da secretaria do ministerio da juslica de 18 de abril
ultimo, se expedio ordem ao Eim. presidente do
Miranhnn para fazer dar posse a S. S. utlm de entrar
no exeaciciu do lugar de desembargador da retaran
de dislricto e, iodependente de carta, (cando porm
obrigado a apresenla-la no prazo que pelo mesmo
Exm. presidente lbe for marrado, e recommeiidaudo
que, -visla danotaqueremetlepgi>*p,a, trate de
pagar n recebedoria de rendat^^ as a importan-
cia dos direilos, fita e cm^t correspondentes
a sua nomeacao para odilujQQar.'UITicion-ie nesle
sentido tlietouraria de hienda.
Dito. Aojuli de direilo da comarca do Rio l'or-
moso, devolveOdo os documentos relativos ao furneci-
meiito feilo osretratas.aparados n'aquella comarca,
fim de qne Smc. satisfaga a ciigcncia da 4." sccrao
da contadoria da thesoiirara do fazeuda.
Dito.Ao inspector da thesouraria provincial, pa-
ra mandar adiantar ao thesoureiro pagador das obras
publicas, mais dous -cantos de ris para a obra da
casa de deteorao, visto nao ler sido sufiiciente a
quantia pedida ueste raez para aquella obra.-MZoro-
miinicou-se ao director das obras publicas.
Dito. Ao mesmo, recommendando a expediento
de suas ordena para que seja iodemnisada a rcparli-
cao da polica da quantia de 169000 ris, que Coi
paga ao harcacciro Francisco Antonio de Castro, co-
. mo se j do recibo que remelle, pela conducho do
armamento apprebendido iiela polica de Goianna.
Comraunicou ao ebefc de polica.
Portara. Nomeando o capiteo Antonio Mara de
Castro Delgado, para servir interinamente no runse-
llio administrativo para roruecimento d,o arsenal de
guerra, durante o impedimento de molestia do len-
te coronel Antonio Gomes Leal.Fizeram-se as ne-
cesarias communicarOes.
Dita. Ao dirtetor do arsenal de guerra, para
mandar substituir porgranadeiras roladas, as quere-
nietleu o chele de polica, fornecendo ao mesmo
tempo a quell magistrado dous pares de algemas e
vinte espadas, para serem 'enviadas ao subdelegado
la freguezia da .Vanea.Communicou-se ao refe-
rido chele.
Dila.-^ O presidente da provincia, altendendo nu
que lherequereu o paisano Jos Francisco Caroeiro
Monleiro, resolve que seja elle admittido ao'servico
1 do exercito, como voluntario, por tempo de seis an-
uos, contados dodia em que se verificar o seu alisla-
meulo, visto ler sido julgado apto para esse ("un em
inspecco de saude, abonando-se-lhe alm dos veu-
rimentos que por lei Ihe competirem, o premio de
'rezenlos mil reis, que Ihe serao pagos nos termos do
reguUmento de 14 dedezembro de 1852.Ignaes
cerca de Raimundo Barbosa da Cuoha, e Thelesfo-
ro Augusto Silteira de Alencar, e lizeiam-sc as ne-
cessarias communicaces.
COKKANDO DAS ARMAS.
Qaartal feawral do commando das araus da
Parnaairiace aa eldada do ReeMe, em 24 ae
malo da 1864.
ORDEM DO DIA N. 93.
marechal de campos, commandante das armas,
em ewcucao do artigo 17 do regulamento que ba-
\on com o decreto rt. 1089 de 14 de dezenbro de
1852, declara, que nesta dala, depois de inspecioua-
. ios de saude, eonlrahiram novo engajamentoo m-
sico de primeira classe do 4. batalbho de arlilharia
a p.Virissimo Antonio Terceiro.e o de terceira classe
Lucio. Jos dos Santos, do balalhao n. 10 de infanta-
ria, o qaaes fioaltsaram o. tempo, que deveriam
servir. -
Ficam esles mosicos obligadosa servir por tempo
de seis annos, percebendo cada nm alm dos venci-
mentos qoe por lei Ihes competirem,o premio de qua-
tro ceios mil reis, pagos em parles iguaes nos pri-
raelros dez.meies de praca ; e coocluido o engaja-
meuto urna dala de Ierras de 22,500 brabas quadra-
das nos termos do artigo 2 da lei n. 648 de 18 de
agoslo do referido tnoo de 1852.
Eslo sujeitos no caso de desercao ao perdimenlo
das vantagens ao premio, e daquellas a que tinham
direilo pelo artigo 4 da citada lei: serSo considera-
dos como recrulados, e se lhes descontar no lempo
do engajamentoo de prisSo em virlude de sentenca.
averbando-se este descont e a perda das vantasc'ns
no respectivo titulo orno he expresso no artigo 7 do
sohredilo regulamento.
O mesmo marechal de compo determina qne. o
exame dos senhores odiciaes, cadetes e sargento
marcado para o dia 25 do correntc, lique Iransfirido
para o dia immedialo.
Assjgnado, Jos Fernandes dos Santos Pereira.
ConformeCandido Leal Ferreira, ajudantc de
ordeos encarregado dodelalhe.
TRIBUNAL DA RELA^AO *
' SESSAU' DE 23 DE MAIO DE 1854.
r>eMdinciado Exm.Sr. conselneiro Azettdo.
As 10 horas da manhaa achando-se presentes os
Srs. desembargadores Villares, Bastos, Leao, Souza,
Rebello, Luna Freir, Telles, -Pereira. Monleiro,
Valle e Santiago, o Sr. presidente declara aberta a
sessao na forma da lei.
Julgamcntos. .
Appellacs, crimes.
AppeBjfnle o juizo ; appellado Jo3o Francisco Tava-
res.Julgou-se improcedente a appellacao.
AppeUante o juizo ; appellado, Jos Luiz de Andra-
de.4fandou-se a novo jury.
Appellaole o joizo ; appellado Pedro Baptisla dos
Santos,Confirmoo-se a sentenca.
Appellanle Antonio Francisco da'silveira ; appella-
do Loiz Antonio Pereira.Confirmoa-se a sen-
tenca.
Appellanle Pedro Allain ; appellada a jasliea.
Jnlgou-se improcedente.
Appellar/ies civeis.
Appellantes Francisco Antonio de Figueiredb e sna
mnlher; ap,pellados Joaqun) Pinheiro Jacomee
sua mulher.Confirmoo-se a sentenca.
Appellanle Domingos Jos Marques ; appellado Ma-
noel Jos Soares de Avellar Reformoa-se a Sen-
lenca para dar o rateio entre o appeente e ap-
pellado.
Appellantes a Exma. Marqaaza do Recife e seos fi-
mos ; appellada a administrado dos eslabeleci-
menlos de caridade.Julgoo-se a habililacao por
senlenca.
Appellaole o juho ; appellado JoSo Anlonio de
Moura.Uesprezaram-se os embargos.
Diligencia/.
Appellacs civeis.
Appellanle o joizo; appellado Antonio Botelho Pin-
to de Mesquiu.Com vista ao Sr. desembargador
procurador da eoroa.
AppeUaote Gabriel Soares Raposo da Cmara, como
administrador de sua mulher o filhps della ; ap-
pellada D. Maria Carolina Ferreira de Carvalho
por si e seus filhoe.Mandou-e com visla ao cu-
rador geral e carador nomeado alide para dizer por
parle dos menores appellados.
Appellanle Jo3o Cavalcanti de Albuquerque Mello;
appellado Francisco Marques da Fouseca.Man-
dou-te descer os autos ao juizo da primeira vara
para ser avallada a causa, e averbar-se ou pagar-so
o imposto de 2 por cenlo.
DesignacSes.
I Appellacao crme.
Appellaite Affonso Jos de Albuquerque ; ppella-
AppellaOes civeis.
' p.pettn&D- Ann* *""" de Almeida; appela-
do4>.Tnereza Mara ifeAlmeida e outros. ',
Apellantes os herdeiros de Antonio Jos Goima-
raes; appellado Joao Floripes Dias Brrelo.
RetisOci.
Appellaces crimes.
Pastos do Sr. desembargador Villares ao Sr. de-
sembargador Bastos a seguale appellaco Appellanle Joaquina BaTboza Bezerra ; p-Dellado o
IUIZ0. rl
Passeu do Sr. desembargador Leso ata Sr. de-
sembargador Souza a seguinto appelia;io em quo
A|)pelUule Leocadio Cabral Raposo da Cmara:' ap
peilado o juizo. '
Passou do Sr. desembargador Santiago ao Sr. de-
sembargador # Villares a teguinte appeJU<;io em qoe
AppeUaale o juizo ; appellado Frauebco Mamede
da Silva.
AppellacSes civeis.
Passou do Sr. desembargador Villares au Sr. de-
sembargador Bastos i seguale appellarao em que
AppeUante o juizo ; appellado JoSo Au Ionio de
Moura. ,
Passaram do Sr. desembargador Bastos ai) Sr. de-
mbargtdor LeSo as seguinles appellace ; em quo
AppelUnte a camaramunicipal do Aracalj : appel-
ladoAnloiHoPiogueiradeSooza. .
fi?- .eu.s Jw de F'BMircdo:; appella-
do francisco de Paula BBarque!
'vSK anto W '/"PS1?0 Jos Anlot 'o Bastos.
Aer!o^0FeSXgUe8: "" ,ad J"s
AppeUante Herculauo Antonio Jos Mt irroauim
^^aib Lu mb*r"dor Souza aoSr.de-
sembargadqr Rebello a segoin.e appeli* cjoemque
Appellanles Jos Anlonio de Ataojo I^lt e outros
.ppeilad Antonio Anselmo da Cruz y uella '
Pjnsaram do Sr. desembargador R.bell. ao Sr. de-
"raue^" rWre aS M8Unl Appellanle o juizo; appellado Joao
Apppellaole Paulo Caetano de Albaqi ,etaae an-
pelladoojuizo. "^ *
Appellanle Bernardo Dnarle Brandao : appellado
Eslevo Ca,valcanl de Albuqnerque.
Appellanle Jos Machado de Gonva ; appellado
Jos Romo da Molla.
Appellanle Anlonio Lopes de Onelri
Manoel Dulra de Soaza.
Passou do Sr.desmbij^jgrju,,,
desembargador Telles a egainte appellacjlo em que
sSo :
AppeUante Pedro Jes- Rodrigues; appellado Jos
Januano Alves Ferreira. '
Passaram do Sr. deSembargad'or Telles ao Sr. de-
sembargador Pereira Monleiro as seguinles appclla-
qops em que sao :
Appellaole Manoel Jos Telxeira de Gusmao ; ap-
pellados DeaneToule&Companhia.
Appellanle Antonio de Albuquerque Gandra; ap-
pellados Antonio Francisco de Oliveira e sua
mulher.
Passou do Sr. desembargador Valle ao Sr. de-
sembargador Santiago a seguiulc appellajAo emquo
sao :v.
Appellanle JosDias da Silva; appellada Joaquim
da Silva Mourao.
Passou do Sr. desembnrgidor Santiago ao Sr. de-
sembargador Villares a seguinte appellarao em que
sao:
Appellantes os herdeiros de Ignacio Juaqoim Fer-
nandes e outros; appellado Manoel Candido de
Queiroz.
Levaulou-se a sessao as 2 horas da larde.
INTERIOR.
relajo. A'
Antonio de
e ; appellado
Freir aoSr.
RIO SE JANEIRO. ,
SENADO..
SeuS de Sde maio.
A hora do cosame achando-se reunido numero
sufiiciente de senadores, abre-se a sessao, depois
lo que sao lidas e aprovadas as acias de todasas pre-
cedentes, l'rocedendo-sc eleicao damesa,opresiden-
te oSr. Candido JosdeAraojo Vianna.lembraao se-
nado o requerimenlo por elle feilo a' 17 de agoslo
do auno passado pedind ser dispensado desse lugar
e sabeeleilo o Sr. Manoel IgnacioCavalcantide La-
cerda com a maioria absoluta de 26 votos;
O Sr. Araujo Vianna agradece ao senado o haver
allendido ao seu peifdo; e nao se adiando prsenle
o Sr. Cavalcanti de Lcenla, convida o Sr. vice-pre-
sidenle a oceupar a cadeira: eproseguindo a elei-
cao, heleito.
VICE-PRESIDENTE. ^F
O Sr. Cassiano Spcridiao de Mello Mallos, com a
maioria absoluta de 29 votos.
Tendo chesado o Sr. Cavalcanti de Lcenla, oc-
cupa a presidencia: e s3o eleilos, 1. secretario o Sr.
Mal'ra com 32 votos, c 3." o Sr. Dantas com 31.
O Sr. presidente consulta ao senado, se cjlc deve'
votar no escrutinio secreto: e decide-se que sira.
Sao eleilos para 2. secretario o Sr. Vallasques com
34 votos, e 4.o o Sr. Fernandes Torres com 30 ; Pi-
cando supplentes os Srs. D. Manoel e Alencar.
Segue-se a n ornear ao das commissOes; e sao elei-
los para a de
netpofta falta do throno.
Os Srs.: visconde de branles 34 votos; Souza
Mello 23; o Tosa 28.
. Constituirn e diplomacia.
Os Srs.: visconde de Olinda 30 volos; Araujo
Vianna 26: Soares de Souza 22.
Fazenda.
Os Srs.: Rodrigues Torres 25; votos Vianna 25; vis-
conde de branles 21.
lefttlacSo.
Os Srs.: Lopes Gama 28 volos; Mandes dos Sanios
24; Pimenta Bueno 21.
Marn ha c guerra..
Os Srs.: marquez de Caxias 29 volos; Soazae Mello
27; Hollanda Cavalcanti 25.
Commercio, agricultura, industria e artes.
Os Srs.: m.irquez de Valenca 28 volos; visconde
de. Mont'Alegre 20; Vergueiro 15.
Instruccilo publica e negocios ecclesiaslicos.
Os Srs.: Araujo Ribeiro 26 volos; Jobim24: Ba-
plisl Oliveira 23.
Saude publica.
Os Srs.: Jobim 29 volos; Alves Branco 24; Vivei-
ros 13.
fedario das leis.
Os Srs.: Meiids dos Sanios 28 votos ; Oliveira
Con lin lio 21; Monte/u na 10.
EstatUtica, catnechue e colonisacSo.
Os Srs.: Araujo Ribeiro 23 volos ; visconde de
branles 21; Cunta Vasconcellos 17.
. Asiemblas provinciaes.
Os Srs.: Fernandes Chaves, 22 volos; Miranda Ri-
beiro, 19; Souza Ramos,, 18. .' *
Sr. 1. secretario le um ofiicio do Sr. senador
Montezuma participando nao poder por ora com-
parecer as sessdes, em' consequencia de graves en-
fermidadesde pessoas de sua familia,Fica o se-
nado inteifado.
O Sr. presidente d para ordem do dia a l. e 2.
disenssao da proposicao que erige em freguezia a
capella de Santo Antonio, dos pobres.
Levanta-se a sessao as 2 horas.
Dio 9.
N3o bou ve sessao por nao se haver reunido nume-
ro sufiiciente de senadores.
Dia 10.
Dcixou de haver sessao pela mesma raxao.
, Dia 11.
A' hora do coslume reunido nomero sufiiciente
de Srs. senadores, abre-se a sessao e approvam-sc as
acta de 8. 9 e 10 do corren le.
O Sr. 1. secretario d cunta do seguinte:
EXPEDIENTE.
.1 m ofiicio de Sr. ministro do imperio remetiendo
as iiiformarOcs que Ihe foram pedidas em 23 de a-
gosto do anuo passado, sobre a na\egarao do rio S.
MatheusA quem fez a requisirao. |
Oulro do mesmo Sr. ministro do imperio, remet-
iendo as copias das posturas approvadas pel gover-
no, depois'da le dp orramcnio de 26 de maio de
1840.
Oulro do mesmo Sr., remetiendo [o aulograpbo
sanecioo sdo da resolacSo da assembla geral legis-
lativa, qoe aotorlsa o governo para permillir que
Francisco de Salles Pereira Pacheco e Gabriel Jos
de Barros, facam exame das materias do 1. anuo da
escoln de medicina da corte, e que Jos Maria do
Coulo seja admittido matricula do 5 auno da mes-
ma escola.
Oulro do Sr. ministro da guerra, remetiendo um
dos aektographos succionados da resoluto, que
declara ter o brigadeiro Manoel Ignacio da Silvira
direilo a perceber o sold mensal de 45$ rs. desde-a
dataein que foi reformado. Fica o senado iiilei-
rado, e manda-se communicar cmara dos Srs. de-
pu lados.
Oulro do Sr. ministro da juslica, remetiendo a
informacu do vice-presidente da provincia cTe Mi-
nas Gcraes, acerca do requerimenlo d cabido dn
calhedralde Marianna, em que pede augmento de'
cougruji. A' quem fez a requisirao.
Ouli a do Sr. 1. secretario da cmara dos Srs. de-
paladcs, participando haverem sido sancionadas
as resol uroes da assembla gernl legislativa : 1. au-
torisando o governo a realisar o augmento da des-
peza, que for necessaria para a execucao dos novos
estatutos das facilidades de direilo, e medicina: 2."
approvando as coudirOes estipuladas nos contratos
celebrados pelo governo, a'que screferem os decre-
tos ns. 1038, e 165 de 1852, e 1013 de 1853, relati-
vos a embarcarles movidas por vapor.
Oulro do Sr. Jos Maria da Silva Paranhos, parti-
cipando ter sido nomeado, por decreto de' 15 de de-
zemhro do auno passado, miuisto e secretario de es-
lado dos negocios da marinha. Fica o senado in-
teirado.
Oalro do Sr. senador Francisco de Paula Almei-
da Albuquerque, .participando con|narem ds seus
incommodos de saude, e por esse niolivo nao poder
comparecer i sessao desle anno, e pedindo o paga-
mento do seu subsidio pretrito e da actual sessao,.
Oulro da mesa do collegio cleiloral de Ilaguav,
remetiendo copia autentica das actas da eleicao a
que se proceden naqucllc collegio, para precncher
a vaga que deixou no senado o Sr. Francisco de Li-
ma c Silva. A' commissao de consliluicao.
Oalro do 1. secretario do insliludb histrico e
geogrphico brasileiro, remetiendo cxemplares da
revista trimestral do mesmo instituto. A archi-
var.
Oulro do presidente da provincia do Pai, remet-
iendo dous excm piares do relatorio qoe Ihe foi apre-
senlado pelo vice-presidcnle na occasiao de passar-
lbc a adminislracab daquella provincia. A' se-
cretaria.
Seis offlcios dos presidentes das provincias de S.
Pedro do Rio Grande do Sol, Goyaz, Minas Geracs,
P.wahiba, Rio Grande do Norle, Maranhao e Para,
remetiendo os aclos legislativos das respectivas as-
sembras provinciaes. A' commissao de assem-
blas provinciaes.
Dous oflicios dos presidcnlcs das provincias da
Babia do Para, remeltendo exemplares das fallas
que reriliiram na abertura das assemblas legislati-
vas das ditas provincias. A' secretaria.
> l'uia represcnlaco da as:embln provincial de
Minas, pedindo a creacao de urna
commissao de legislado.
Oulra da mesma assembla provjncial, expondo
a necessidade de serem melhoradas as cohgroas dos
paradlos dmesma provincia A' commissao de fa-
zemia.
Outrada assembla provincial do Rio Grande do
Sul, em que pedo que se marque novo prazo para a
liquidadlo das dividas dos credores to Eslado A
commissao de fazenda.
Urna represenlacao da assembla legislativa pro-
vincial lo Para, pedindo a rejeico do prnjeclo offe-
recid na cmara dos Srs. depurados, no 1. de ju-
dio ultimo, elevando cathegoria de provincia lodo
o territoriocomprehendido ntreos riosNhamdnd.
Amazonas. Ocano Allanlico e os limitles seplen-
Irionaes lo imperio. A' commissao de assemblas
provinciaes.
Duas represenlacdcs? das cmaras municipacs das
villas das Tres Puntes e de Tamandu da provincia
de-Minas Ieracs,. pedindo a creaco de uma nova
provincia, desmembrada da mesma de Minas. A
commissao de eslatislica.
L'ma da cmara municipal da villa F'ormosa, pe-
dindo faculdade para possuir bens de raiz. A'
commissao de fazeuda.
Oulra da cmara municipal da villa do Presidio,
pedindo ser annexado o s*eu municipio a provincia
do Rio de Janeiro. A' commissao de estads-
tica.-'
Um ofiicio do secretario da assembla provincial
do Rio Grande do Sul, remetiendo o projecto da lei
sobre forja policial daquella proviucia, ao qual o
presidente negoa a sanecao. A' commissao de as-
semblas provinciaes.
Um requerimenlo' da irmandade de S. Jos, da
cidadeda Fortaleza, pedindo faculdade para poder
possuir bens de raiz. A commissao de legislatao.
Oulro de Jos Maria do Valle, pedindo facqlda-
de para fazer acto do 1. anno do curso jurdico, lo-
go que se mostr approvado nos preparatorios. '
A' commissa^fAisIruicao publica.
N ao a comnVsao da~4nen s propostas de Junins
Villeneuve e C., e de Anlonio e Luiz Navarro de
Andrade, para a publicado dos debates do se-
nado.
Passando-se ordem do dia, enlra cm 1." discus-
sao o projecto viudo da cmara dos diputados, que
erige em matriz a capella de Santo Antonio dos
Pobres. '
O Sr. D. Manoel: Oblendo a palavra, obser-
va que sendo a divisa das freguezias negocio de
grande monte, nao sement porque traz diminuirn
no condimentos dos parodios, os quaes ficam priva-
dos por assim dizcr'da sua propriedade, senSo tam-
bem porque separa esposos de suas esposas, pois as-
sim como ha consorcio cutre os bispos e as suas dio-
ceses, do mesmo modo o ha entre os parochos e seus
freguezes, he necessario que nao se proceda a ella
senao quando haja ruzCes muito ponderosas: laes
sao, a ulilidade publica e 4 commodidade dos fiis,
sendo indispensavel ouvmc n36 s o respectivo
prelado senao lambem as partes inlcressadas, que
sao os parochos. '."
O nobre senador diz, que est convencido da
necessidade de serem'divididas nao s as freguezias
de Sant'Anna e Sacramento, como algumas outras do
municipio neutro, roas n3o sabendo se foram ou nao
previamente oavidas as respectivas autoridades ec-
clesiaslicas, nao quef volar a esmo, mas se houver
na casa algucm que possa dar-lhe os esclarecimen-
los de que precisa, naoduvidar volar pela resolu-
cao ; no caso contrario porm parcce-llie prudente
c acertado segairem-se os estylos da casa, islo he,
uvir-se a commissao respectiva que Ihe parece ser
a de negocios ecclesiaslicos.
O nobre senador conclue, declarando que por
ora nao mandara requerimenlo pedindo o adiameu-
Jo ; mas, se porvcnlura nao obtivesse os esclareci-
menlos qnejulgava indispeosaveis para votar cm'
favor da rcsolurao, cniao mandara mesa nm re-
querimentc de adiamehto.
O Sr. Marque: de Valenca diz. quo, se Ihe nao
falla a memoria, quando este projecto se' discuta
na cmara dos Srs. depnlados, este mandou onvir o
bispo diocesano e os dous vigarios das freguezias do
Sacramento e Sant'Anna, que concordaran! na crea-
cao da nova freguezia ; mas, que havendo documen-
tos a este respeilo, segundo elle julgava, mandara i\
mesa'odl^requerimenlo para que fossem pedidos
cmara dos Srs. doputados.
Reqaeiro que se peca cmara dos Srs. dopu-
tados todos os documentos que exislirem sobre a
creacao da nova freguezia de Sanio Anlonio, o con-
se-nlimenrb dos parochos das freguezias de Sant'An-
nae Sacramento; co parecer do Sr. bispo. Mr-
quez de Valenca. ,
lie apoiado, e retirado a pedido, do seu autor.
O Sr. Prndente diz, que nos pipis que se acham
sobre a mesa nao ipparccem os documentos a que se
refere o Sr. marquez de Valenca ; c-que importan-
do o seu requerimenlo um adiamenlo val po-Io a
votos.
He apoiado, e entra cm disenssao;
O Sr. Dantas diz qae, nao se mencionando no re-
querimenlo os documentos que pedia o nobre sena-
dor, o Sr.: marquez d Valenca, poderia suceeder que
na cmara dos Srs. depnlados se nao soubesse qae
documentos se haviam de remclter; por isso lbe pa-
reca acertado qne o senhor primeiro secretario
meucionasse, no offlco que houvesse de dirigir-'se
cmara dos Srs. depulados, quaes eram sses docu-
mentos.
O Sr. D. Manoel: .Ea creio^juc foi supeijlua
a observaban que fez o meo nobre amigo, que acaba
de fallar*; porque o S/. marquez de Vatenca, qo seu
requerimenlo, pede lodos os documentos que exis-
lem na cmara dos Srs. depulados solire o objecto
em questao. Portanlo, crcio que os fins que o meu
amigo tem'em visla, astao completamente pre-
enehidos pelo requerimenlo do nobre senador o Sr.
marquez de Valenca .
O Sr. Presidente : Agora observado que ex-
iste um documento relativo a este objecto, o como al-
gons Srs. senadores desejam saber o seu conteudo,
por isso.vai ler-se. (iVe )
O Sr. D. Manoel: Sr. presidente, eu eslou
salsfeilo, e ale pedrci lcenra ao Sr. marquez le
Valenca para volar contra o seu requerimenlo ; e,
mesmo nao acho necessario ler os oflicios dos paro-
chos de Sant'Anna e Sacramento, porque confio 11-
leiramente no que diz o nosso respeilavcl prelado
diocesano : creio al que se o Sr. senador, marquez
de Valenca, ouvr ler esle documento, nao lera da-
vida em retirar o seu requerimenlo.
O Sr. Marquez^e Valenca pede para retirar o
seu requerimenlo.
O senado decide afiirmalivamente.
Discutida a materia, approva-se.a resolucao em
I.* discussao, e entra logo em 2.
O Sr. Dantas pede a palavra para aprcsenlar um
artigo addtivo o projecto, estabelecendo a opeo
para o vinario da freguezia de Sant'Anna, de que ti-
nha de ser litada a nova freguezia, caso fosse creada.
Qu islo lbe pareca bstenle justo, porquanlo,
quando se creara a freguezia da Glora lambem se
eslabelcccra a opcao para o vigario da freguezia da
qual tintn sido lirada a nova ; e que, por conse-
quencia, esle artigo addilivo.no era malcra nova,
visto ler j precedentes quel he parecem muito justos.
He lidoe.apoiado o seguale artigo addilivo :
No caso de ser elevada a freguezia a capella de
Santo Antonio dos Pobres, proponho o seguinte ar-
tigo addilivo: Dar-se-ha opcao da- referida fregaeza
aumdos parochos daquellas, das quaes for tirada a
nova freguezia, salva a redaeso.Dantas, b
O Sr D. Mauoel oppOe-sn a est artigo allegando
que elle nao podo ser volado favoravclmenle, porque
dar-se-hia colisao. Suppobba o nobre lerceiro secre-
tario, diz o illuslre senador, quo ha opcao, que os
dous vigarios das freguezias do Sal'Anua, e Sacra-
mento quercm a nova freguezia'! O que hade ser
neslo caso ? Se por ventura a nova freguezia se
compozesse, se se formasse s do territorio da' fre-
guezia de Sant'Anna ou Sacramento, bem cabido
era o requerimenlo ; c en crcio que ucsla parte po-
da o corpo legislativo seguir o cxcmplo apresen lado
pelo nobre senador. Mas como' ha dous parochos,
nao sei se o nobre senador quererque assim mesmo
paste o seu requerimenlo ?...
O Sr. Dantas : Quero.
O Sr. D. Manoel: Nao lie possivcl por uma
razan, porque ha dou parochos. Eulao o governo
teria opcao: se ambos pedissem, o governo dira cu
prefin o perocho de Sanl'Anoa ou o do Sacramen-
to...
O Sr. Dantas : Apoiado.
O Sr. D. Manoel:Mas era necessario nlao ex-
primir isso n seu requerimenlo ; era necessario ah
un mi lii.imenio, para que no caso, de qne ambos
oplassem a nova freguezia, o governo ficasse autori-
sei se isso nao ofierece alguma dnvida, e se nesse
caso nao serla melhor seguir o corso ordinario das
cousas, seguir o que est proscripto.
Digo com franqueza, nao tenbo duvida alguma de,
apezar de nao ser goverojsla, nem ministerial, oem
desejar se-lo, repilo.nao lenho duvida nenhuma nes-
le negocio, de dar autorisacan para nomear. Ha tres
parochos, ou ha dona parochos j collodos, e ha
um parodio que ha de ainda sor contemplado. Pois
bem ; o governo neste caso escollia daquellcs dos
dous parochos existentes aquello que julgir conve-
niente para a freguezia nova, se acaso os parodies
existentes quizerem. Estas aulorisacoes que me nao
cheiram a arbitrios Ilimitados, que me nao cheiram
a confianza nicamente, porque o ministro actual
nSo pode merecer a minha confinara, pelo contrario
toda a desconfianca ;.... islo fica para mais tarde....
Portento. Sr. poesidenle... eu pedh-ei ao mea nobre
amigo que tenlia a bondade de alterar o seu reque-
rimenlo para que a sua vontade, o seu desojo seja
melhor exprimido, e eu possa depois volar conforme
eotender mais conveniente, desejando muito compra-
zer, qaanlo for aessivcl, cora a vontade do meu no-
bre amigo.
OSr. Dantas responden do .10 precedente orador,
diz que na sua emenda nao se trata de confianca 011
nao confianca ao governo, porque nao sabe mesmo
se o ministerio actual pora em execucao esla lei ;
que occorreu-lhe esla idea, porque na lei que creou
a nova freguezia da Gloria vem expresso este prin-
cipio de juslica.
05r.prest'dcnieobscrvaqueosprecedentesda casa
sao.licarcmos artisosaddilivos|quc traiislorn.ini qual-
quer projecto, para depois deesgotada a materia que
se acha em discussao; que s enUfo tem logar a pro-
poste de arligoi addilivos. *
Tendo o Sr. Dantas proferido algumas palavras
que nao foram ouvidas pelo tachigrapho, o Sr, presi-
dente acrescenlou: Mas pdemete dar. emendas
como nm verdadero artigo addilivo, parece-me por
lano qae he muito mais regular proceder assim nes-
le caso.
Tendo observado o Sr. Dantas juc he cm tercei-
ra discussao qde isso tem lugar, entrando na segun-
da as emendas em-discussao logo com o projecto, o
Sr. presidente r%sponde-lbc da mancira seguinte :
Quando he propriamenle artigo addilivo, nao Sr.;
quando lie emenda sm ; no regiment nao existe
nenhuma disposican a respeito, porem informam-me
que sao os precedentes da casi aos quaes m hei de
sojeilar sempre, quando nao. houver arligos expres-
aos no regiment em contrario.
Portante o que este em discussao he nicamente o
artigo do projecto, e est em segunda discussao.
O Sr. Montesuma Declara, qae nao te oppde
ao projecto, que seu fim lie nicamente lembrar ao
senado que lbe parece necessario que o governo seja
lambem autorisado para deffinir todasa s quesles que
peder apparecer entre o proprielario da igreja e a
Cndade'doSS. Sacramento, que se.deve erigir lle-
namente em a nova freguezia ; qoe ha j um
exemplodisso na freguezia de S. Jos, onde levan-
laram-se quesles enlre o aso da igreja pela irman-
dade do Sacramento, e os direilos de padreado da
irmandade de S. Jos.
O nobre senador continua o seu discurso da ma-
neira seguinte:
Se aquella igreja foi ou nao consliloda pela ir-
mandade de S. Jos, se tem este. irmandade o pa-
dreado, se he dona da igreja o provam mil fados, e
a posse qae ella lomou legal ou judicialmente,
e em virlude dessa posse dirige ludo quantohe re-
lativo i conservacao, reparado, e em uma palavra
ao dominio e propriedade da igreja. A irmandade
do Sacramento deve ter tudo aquillo qae li, indis-
pensavel ao exercico da freguezia, para que o paste
espiritual aos freguezes nao soffra o menor detri-
mento.-
Porem estoagjoua direilos e obrigaces reciprocas
tem offereciao*alguns embaraces sis duas irmanda-
des; e o fado lie que existe ama demanda, e deman-
da que tem absorvido n^o pouco dinlieiro de urna e
oulra irmandade com prejuizo do culto, e com es-
cndalo mesmo, por que alguns aclos tem a irman-
dad praticado contrarios boa ordem/ ou que tem
sido consulados 6u classficados por algnmas pessoas
como verdadeiras assuadas; com o que decidida-
mente nao pode ganhar a religiao.
Ora, todas estes quesles podem ser definidas, por-
mtlta-se-me (que diga, administrativamente pelo
governo, porque posto que os -objeclos de religiao
nao estejam debaixo da aleada do que comprchende
a parle administrativa do governo,'o que s se deve
entender nicamente pelo qae respeite ao dogma e
parlo espiritual; tudo aquillo que he temporario
deve ter decidido administrativamente pelo gover-
no ; o governo pode por conseguinte por mais de
um regulamento determinar tudo aquillo que for
indispensavel para a irmandade do Sacramente, e
tudo aquillo qae for do padreado ou de direilo do
padroado, para os proprietarios da igreja onde se vai.
|.construir a freguezia le que te trate.
Depois de fazer algumas copsidaraces acerca da
inlcllgencia do art. 102 da constituic.ao relativamen-
te materia em discussao, o nobre senador conclue
o sea discurso da maneira seguinte :
V. E\. disse que este objecto era tomado em
consideracao pelo, governo absoluto antes da nossa
emanciparlo polilira. Eu digo qae o era, porque
entre 05 documentos quo eu foi obrigado a coosul-
ter ueste questao, entre a irmandade de S. Jos e
mo'tem ns necessaria accommodaces para'servir de
matriz, e'd outras razes que nao sao menos de
quatro no cinco,' pelas quaes pede mu respeilosa-
mente ao corpo legislativo que nao anna nesta par-
lo ao projecto em discussao.
E, senhores, ser conveniente que decidamos de
chorre este projecto lo importante, sem qne primei-
ro haja nma discussao mais larga e luminosa sobre
este assumpto.
NAu ser lambem conveniente ouvir-se o parecer
de ama commissao da cata sobre esta representaban,
que versa sobre objecto' lo melindroso 1 Eu dou,
senhores, por averiguada a necessidade da creacao
da freguezia nova; mas o projecto nao autdrisa o go-
verno s a crear a nova freguezia ; eslabelece a igre-
ja matriz na igreja de Sanio Anlonio dos Pobres,
que he propriedade de uma irmandade, o essa irman-
dade oppe-se a que a sua igreja, a sua propriedade
seja declarada igreja matriz.
Parece-me, pois, Sr. presidente, que o projecto
devo ir a uma commissao para discutir este ponto,
que he importeulissimo, e que pode atacar as bases
do direilo de propriedade.
Permilla-mc V. Exc, Sr. presidente, qae eu lea
ao senado a represenlacao da irmandade de Santo
Anlonio dos Pobres, che em viste de sua leilura que
eu' quero enviar um requerimeoto o mesa, pedindo
que este projecto vi a commissao.
(Le representacao.)
Ja virtanlo, o senado, que he necessario haver
mais prudencia acerca desle projecto; e eniao-eu
enlcndo que he bom onvirmos a commissao respec-
tiva antes que o senado d o sea assenso ao projecto;
e lano mais islo he bom, quanln eu creio que sobre
a necessidade dn nova freguezia nao ha duas opi-
nies, lodos estemos de accordo.
Trata-se, pois, do direilo de propriedade, e ns
nao podemos em ponto Uto imprtenle volar sem
maduro exame.
Mando, pois, a note de adiamenlo, mas farei antes
ama simples refiexao, e-Jie qae no mea requerimen-
lo cu digo qae o projecto seja remedido s commis-
sOes de negocios ecclesiaslicos c de consliluicao, pa-
ra'que deem o sea parecer sobre a representarlo que
acompanha o projecto. Ora, sobre a necessidade e
conveniencia da freguezia, crcio que isso est deci-
dido : e por isso nada peso commissao : o ponto
principal he s sobre a representado.
Mando n mesa o requerimenlo.
Reqaeiro qoe o projecto em discussao seja re-
medido s commisses de negocios ecclesiaslicos e
consliluirfto, para inlerporem o sea parecer sobre a
represenlacao, que acompanha o mesmo projecto.
D. M. A. Mascarenlias.il
He apoiado e sendo jolg^do discutido he appro-
vado.
1 O mesmo nobre senador, oblendo a palavra pela
ordem, quexa-se de qne lendo sido remedido desde
o anno postado i commissao de constitoicao nm pro-
jecto de summa importancia, que a nada menos ten-
de do' que a interpretar o arl. 6 |da constiliiijao e
seos paragraphos, esta nao tenha at agora apreseh-
tado trabalho algum sobre elle.
Depois de algumas observares follas a respeito
desla demora, o nobre sanador conclue, eiprmindo-
se da maneira seguinte:
Ea me animo, pois, a erguer a minha fraqpissima
voz para que a commissao, deque faz parte oSr. ex-
ministro dos negocios strangeiros, te digne tomar
em consideracao o projecto a que. me retiro, e apr-
sente com a brevidade possivel o seu parecer ; o
que seriV tanto mais fcil a S. Exc. quanto he cerlo
que S. Exc. lera, ja d ha ranilo, meditado soria-
mele n'om trabalho olTerecido nos primeiros dias
da tessio passada.
Peco qae S. Exc. d um parecer sobre elle para-
qoe n3o seja devorado pelas Iracas, ou por algam
bicho mais feio, e assim utilisar-sep fructo de algor-
mas locubrares.
V. Exc, Sr. presidente, se quizer, poder fazer-
roe a honra de lembrar lambem commissao -*le
constitoicao este projecto.
OSr. Presidente observa, qoe teria muito gosto de
fazerarocommendacsoqoeo nobre secador Ihe pede;
mas que nao Ihe conste que 01 papis qae se pedi-
ram ao governo, requisirao dolobre senador, fos-
sem h commissao de consliluicao.
A' Visla dcste declaracao do Sr- presidente, o Sr.
D. Manoel replica da maneira seguinte :
Eu vou salisfazer a V. Exc Quando eu ped qae
o projecto fosse commissao de coostitoicao, eu sou-
be que havia trabalhos importantes feitos pela sec-
eo do conselho de estado que consalla sobre nego-
cios strangeiros, e que, portante, estes trabalhos
orientaran) a commissao para ella poder apreseolar
um parecer mais judicoso e verdadeiro. Quando
chegaram csses trabalhas o Sr. presidente de ento
me fez a honra de mandar entregar; leveios para
casa ; li-os com a atlenrao que me mereciam, por-I
que sao trabalhos de dous homens muito disuadas,"
a da Sacramento, achei as cartas redas do governo trabalharem as commissoei, e d para ordem do dia
do Sr. D. J080 VI, quando anda resida cm Portu-
gal, determinando as quesles, tomaole-as em con-
sideracao, resolveudo-taadminislralivamente: mes-
mo essa carta regia em virlude da qnal foi institui-
da a fregaeza de S. Jos, he providenlistima. Nao
he portento muilo, que o governo constitucional da
poca feliz em que Vivemos, tome lambem em coo-
siderarao esle impartantistimo ohjectogpara acabar
as quesles; que diga irmandade au eonfraria de
Santo Antonio dos Pobres, que Ibe'p.ertencem laes e
laes contal, a fabrica ou nao, sobra testas de igreja,
armacoes, ele.; e irmandade do Sacramento, que
Ihe perlencem laeaj tees direilos, ,e que estes direi-
los imye laes e laes obrigacoes sobre a contraria, e
sobre ellas nao pode haver mais questao.
Eu al direi, (permitla-me o senado qne tome a
liberdailejjte dizer). que grande parle da qoeslao
que existe actualmente entre a irmandade de S. Jos
e do Sacramento all instituida, pode ser administra-
tivamente decidida pelo governo, e so ella fosse ad-
ministrativamente decidida pelo governo em prin-
cipio, esta questao que, nao sei ha quantos annos
ainda se prolongar, nao loria tido lagar.
S eslas observacoes agradarem ao senado, se o
senado julgar qujalo he ulil, enta faca-se ; se o
senado julgar que. csli dentro da mente do governo
fazer este regulamento, na occasiao de se instituir
a irmandade, que nao he preciso aulorisacoes. vote
contra: bem, eu salisfiz a minha conscicncia, por-
que realmente, como sou all este anno vije-prove-
dor, e lenho soffrido muito, e creio que o meu amigo
lambem tem soffrido pelo lado da freguezia do Sa-
cramente, por isso he que omei a liberdade de fazer
eslas observarles ao senado.
L-se e he apoiada a segoinlc emenda it
a Diga-so aulorisada nao s etc., como lambem a
fixar por meiode regulamcntos, os direilos eobViga-
coes da eonfraria actualmente, administradora da
igreja, como da irmandade do Sacramento, que alli
se houver de crear. Salva a redaccao. o
O Sr. D. Manoel oblendo a palavra, exprime-se
da mancira. segninte":
Sr. presidente, nao me tinha occorrido orna ques-
tao imprtente que agora se me suscitou com a le-
tara da represenlacao que vcio agora.
A propesiejo da cmara dos senhores depulados
envotve uma questao que cu supponho de bastante
importancia e de muito alcance, e que desejo ver
ventilada e decidida antes deVolar-se o artigo i. e
nico.
Sr. presidente, a irmandade' de Santo Antonio dos
Pobres, nao pede que senao cree esta freguezia; ues-
te ponto lodos eslo concordes no pensamento de
que he de necessidade e ulilidade a creacao da nova
freguezia, porque as duas de Sant'Anna e Sacramen-
to sao asss extensas, e por lano nao podem os pa.
rochos acudir ao pasto espirilual dos fiis.
Mas, senhores, a questao he oulra, e me parece de
muilo alcance, pois versa sobre o direilo de proprie-
dade. '
O projecto nao diz s. que fica creada uma nova
fregaeza; cite accrcscenla que a igreja de Sanio
Antonio dos Pobres fica ereela cm porochia.
- Mole-se bem; e eu nao sel se o corpo legislativo
tem o direilo de dispor assim da propriedade da ir-
mandade de Sanio Anlonio dos Pobres ; e se eu di-
go prppredade, he porque nesla represenlacao e do-
cumentos annexm ella declara qae he propriedade
nido para eecolher aqnelle que qairesse, Mas eu nao I r-ua desde 1811, qne tem feilo obrat Da igreja que
e he om vlo em separado do Sr. senador e cons-
Iheiro de eslado Lopes Gama.
Sao, digo, trabalhos que muilo hooram ao cons'fr
liio de eslado, e principalmente aps qOe os dirigirn).
Eu as-ioao eotendo ; e se islo nao he assim, toteo
o dito pelo nao dito. O qu me resta agora he pedir
ao Sr. ex-mipislro dos' negocios eslrangeiros que lo-
me, como raembro da commissao de consliluicao, es-
te projecto em cofiiderarao, aprsenle quanlo an-
tes um parecer. I
O Sr. presidente convida os senhores senadores a
os mesmos trabalhos.
Levan Li-se a tessao mela hora depois domeio
dia. '
tos crditos supplemenlares e extraordinarios qoe fj-
ram abertos pelo governo no intervallo da sessao do
corpo legislativo. As tabellas e documentos junios
mostram a necessidade delles.
PROPOSTA.
a Arl. 1. Alm das despezas autorisadas'pela lei
do orcamenlo n. 555 de 15 de junho de 1850 para o
exercicio de 18501851, he aberlo ao governo no
mesmo exercicio um crdito extraordinario da quan-
tia de de 4:9058 para o ministerio da juslica, confor-
ma a tabella A.
Arl. 2. Alm das despezas autorisadas pela
mesma lei mandada reger no exercicio de 185^1852
pela lei n. 58(i de 6 te selembro do dito anno, he
aberlo ao governo no mesmo exercicio ura credilo
extraordinario de 9:810 para o ministerio da jusli-
ca, conforma a tabella B.
Arl. 3." Alm das despezas autorisadas pela lei
do orcamenlo n. 628 de 17 de selembro de 1851 para
o exercicio de 18521853, he aberto ao governo
no mesmo exercicio nm crdito sapplemenlar e ex-
traordinario da quantia de 1,036:5429999, qne ser
distribuido pelos diversos ministerios, e em cada um
delles pela rubrica da mesma lei, conforme a tabel-
la C.
a Att. 4." Alm das despezas autorisadas pela le'
do orcamenlo u. 668 de 11 de selembro de 1852 para
o exercicio de 18531854; he aberto ao governo no
mesmo exercicio um crdito su pplemenlare extraor-
dinario da quanlia de 2,583:39911095, a qual ser
distribuida pelos diversos ministerios, eem cada nm
delles pelas rubricas da mesma lei, conforme a la-
bella D.
Art. 5. A despezas provenientes desles aug-
menlos de credilo ecrao pagaa pelos meios .Votados
as les de orcamenlo admn referidas para as despe-
zas nellas decretadas.
a Art. 6." Fieam revogadas as disposices em con-
trario.
o S. Exc. le em seguida a proposta que (xa a d"es-
peza"e orea areceila geral do imperio para o auno
financeiro de 18551856.
o O Sr. Presidente declara que as proposlas sao
reme I lid a 5 s'respectivas cnmmisstes.
a Em seguida passa n ministro da fazenda para a
esquerda da meta, 10 o relatorio d* repartiente teu
cargo, e relira-se.com as niesinas formalidades com
que fra recebido.
Depois qae se retirara o ministro, o Sr. Pereira
da Silva, pedindo urgencia e sendo essa approvada,
manda mesa o seguinte requerimenlo, o qual foi
sem debate approvado:
Requeiro que se iioniee ama commissao de. 24
membros para, em nome da cmara dos Srs. depu-
lados, dirigr-se ao throno imperial e dar a S. M. I.
pezamespela sentidsima morte de S. M. F. a Sr.'
D. Maria II.Pereira da Silca. n <
Patsando-se eleicao das commisses, oblero-seo
segrale resaltado:
a Commissao de constituicao e poderes(58 cdulas.)
a 0< Srs. Miranda 47 volos; Figueirade Mello 43,
e Vasconcellos 42.
n Primeira commissao de orcamenlo (58 cdalas.)
- a Os Srs. Lisboa Serra 54 votos, Wanderley 53 e
Paula Santos 42.
a Os Srs. Taques 51 volos, Heoriques 51, e Faus-
to 50.
o 3 eommistao de orcamento (57 cdulas.)
a Os Srs. Lima e Silva Sobrioho 51 votos, Mcn-
des de Almeida 49, e Conha48.
Terminada a eleicio da 3acommissao do orcamen-
lo, o presidente passa a comear a depular.lu que por
parte da cmara dever dar os psames a S. M. o
imperador pelo falleciroento da Sr. D. Maria II, e
ella fica composta dos seguinles sculiorcj:
o Pereira da Silva, Ribeiro, Figueira de Matlosf
Saraiva, Araojo Lima, Sa e Albuquerque, bario de
Marnim, Brusque, Reli, Cocha, Aprigio GuimarSes,
Coste Moreira, Serra, Candido Rorges, Lima e Silva
Sobrioho, Taques, Miranda, F. Octeviano, Belforl,
Mgalhes Castre, Silva Guimaries, Siqueira Qoei-
roz, Luiz Carlos, e filara. Seudo ja 2 3|4 horas,
o presidente levante a sessao, marcando para ordem,
do diada seguinte,a continoacao da eleicao das com-
misses.
Bu 10.
Pelas 10'; horas da manhaa, feila a chamada e
acbando-se reunido numero sufiiciente, oSr. presi
denle declara aberta a sessao, depois do que tese
e approva-se a acia da aniecedeule.
Q Sr. 1. secretario d con la cmara do segua-
te expediente :
. Um ofiicio do Sr. ministro dos negocios es-
lrangeiros, communicando que o Sr. deputedo
Antonio Peregrino Macicl Monleiro fra nomeado
enviado extraordinario e ministro plenipotenciario
jauto acorte de Lisboa, e ao mesmo lempo solici-
tando a necessaria aaterisacao na forma do art. 34
da coostiluico do imperio. Vai 'commissao de
conttituicao e poderes.
Doas do Sr. 1. secretario do secado, partici-
pando qae S. M. o I. se dignoa sao.ccionar varias
resoluces. Fica a cmara inteirada.
Outro do mesmo, communicando a" maneira
por que ficra formada a mesa da mesma cmara.
Fica a cmara inteirada.
Dous do mesmo, communicando que o senado
adoptou e vai dirigir sanecao imperial varias re-
soluces.Ficaa cmara inteirada.
Do mesmo, enviando a resolucao do senado
ampliando 4 competencia dos auditores de mari-
nha para processar e julgar. os reos ranciooados
no arl. 3 da lei n. 581 de 4 de selembro de 1850.
Vai a imprimir a resolucao para entrar na ordem
dos trabalhos.
Oulro do mesmo, enviando copia da falla com
que S. M. o Imperador abri a segunda sessao da
CARIARA DOS SRS DEPUTADOS.
Di 8 de nulo.
Nao bouve1 sessao por nao se ler reunido numero
legal de depulados. '
BUS.
. Aberta a sessao pelgs 10 horas e tres qaarlos, fo-
ram lidas e approvadas as acias de todas as sessoes
precedentes:
Em seguida procedeu-se eleicao da mesa, saina-
do eleilo presidente o Sr. viscondede Rapendy com
53 votos, tendo obtido 8 o Sr. Eutebio; eram 63 as
cdulas recebidas.
Foi eleilo vtcc-presidenle o Sr. Barbosa com 46
votos, obtendo 5 o Sr. Nebias: as cdulas recebidas
eram 62.
Foram eleilos 1 secretario o Sr, Paula Candido
cora 49 volos, 2 dte o Sr. Machado com 43, 3 o Sr.
Paes Brrelo com 39 votos, 4o o Sr. Pereira Jorge
cpm 35: as cdulas recebidas eram 59. -
Obliveram lambem volot os tegnintesSrs. Wilkens
de Mallos 10, Siqueira Queiroz 9, conego Silva 5 e
conego Leal 5.
O 2o ,c o 3o secretarios oceuparam logo os respec-
tivos lugares, e como nao se achassem presentes nem
o Sr. Pereira Jorge 4" secretario, nem o Sr. \Yilh.eus
de Maltes 1 supplente, o presidente convidara o Sr.
Siqueira Queiroz 2 supplente para occupai o lugar
de 4o secretario, mas este senhor pedio ser dispensa-
do de lomar parte nos trabalhos da mesa, no que a
cmara,seudo consultada, consenlio.
Tendo havido empate enlre os Srs. conegos Silva
e Leal, a sorlc decidi em favor do primeiro.
Depois da eleicao da mesa, o 1 secretario obten-
do a palavra, leu um ofiicio do ministro da fazenda
pedindo dia e hora para apresenter as propostas do
poder execulivo c lambem o relatorio da repartirlo a
seu cargo, foi-lhe marcado o dia 9 ab meio dia.
Oulro do ministro da guerra pedindo dia e hora
para apresenter a proposta de (ixacao das forras de
Ierra para o auno financeiro de 18511856.Mar-
ca-so o dia 10 depois do meio dia.
Oulro do conselheiro Jos Maria da Silva Para-
nhos, communicando que por decreto de 15 de de-
zembro p. p. fra nomeado mi nislro e secreta rio de
eslado dos negocios da marinha.Fica a cmara in-
teirada.
a Oulro do ministro da marinha,pedindo diae ho-
ra para apresenter a proposla de lixarAo da forra na-
val pura o anuo financeiro de 18551856.Marca-
se o dia lO meia hora depois do meio dia.
Acha-se sobre a mesa, e he remetlido com urgen-
ca commissao de consliluicao e poderes, o diploma
do Sr. Mauoel de Mello Franco, depulado supplente
pela provincia de Minas Geraes.
diata o mi nislro da fazenda, he inlroduzido com as
formalidades do eslyto, loma assenlo i direila do
presidente, e loa seguinte proposta :
Augustos e dignissimos Srs. representantes da
naca.
a Em observancia do 6" do arl. 4o da lei de 9
de selembro de 1850, n. 589, venho, de ordem d S.
M. o Imperador, apresentar-vo* a seguinte proposta
para opprovacao das despezar autorisadas por diver-
Sr. Bellegarde, ministro da guerra, he inlroduzido
cora as formalidades do etljlo, e tomando astalo
direila do presidente, l a tegaiote proposla :
Augustos e dignissimos Srs. representantes
da riacSo :
Salisfazeudo o precito da ler", vanho da ordem
de S. M. o Imperador apretentar-vot a seguinte
proposla :
a Arl. 1. Ai forjas de ierra para o anno fiuan-
ceiro de 1855 1856 comtarao :
t. Dos offlciae dos corpo* movis e le
suariii'san, dos qUadrot da repartieso ecclesiaslica,
corpo de saude, estado-maior de primeira e segun-
da classes, engenheirose lado-pMior general.
circunstancias ordinarias, comprebendidos os cor-
pos de guarnirlo cas provincias em qde necf s-
,aria est especie de forra, podendo ser lie*
cinco mil, na conformidade das disposIcOeaj o arl.
3. do decreto n. 568 de 24 de jumo de 185; e
de vinle e seis mil pracat em crcamslaneias extra-
ordinarias.
' 3. De mil e qnarenta praras de" prel cm
companbias de pedestres.
a Arl. 2.0 As tercas fiaadas no artiga preceden-
te completar-se-hio pelo engajameulo voluntar,
e, na insufiiciencia'desle moio, pelo recrulaaaento
feilo em conformidade da caria de lei W de
agosto de 1837, elevada a 600 rs. a qoaotia que
exime o recrutedo do tervieo.
Os qne se allstarem voluntariamente ervirao
por seis anuos, c os recrutdos nove. Os volunta-
rios percebero uma graUncac,to qae nao exceda
quanlia de 4O0JIOO0, e, concia ido seu tempo de tr-
rico, torio uma data de trras de 22,500 bracas
quadradas.
a O contingente necetsario para completar as di-
las tercas ser distribuido em circunulancias ordi-
narias pela capital de Imparto a provincias. ,
a Art. 3." O govenio te autorisado a destacar
al 4,000 pracas da guarda nacional, em cireunfe-
tancias extraordinarias.
a Arl. 4. O governo fica desde ja autorisado a
crearmm bilalhao de engenheiros com a for$a de'
400 pracas de pret, e a incluir, nesta organisai-ao os
individuos da corpo eslrangeiro de ponloneicos que
julgar convenienles. n ,
O Sr. Presidente .declara qae ,fc pserrosta he
actual legistatqra. He rmctlida a commissao
competente.
OulnMio Sr. depulado Joao Duarte Lisboa Ser-
ra, para que o Sr. prndente consolle a cmara, se
o lugar de presidente do banco do Brasil est
compreheidido nos mpregos de que trate o art.
32 da consliluicao do Imperio. A' commissao de
consliluicao e poderes.
Depois ta leilura do expedient, o Sr. F. Octe-
viano, lendo pedido urgencia, a qual a cmara ap-
provra, eoviou mesa a seguinte indicaco que
foi remedida i commissao de polica :
Indico a nomoarjo de ama commissao perma-
nente de obras publicas, tendo supprimidat as de
pelicoes e de exame do thesouro. Jacn da cmara
dos depulados 10 de maio de 1854.F. Octaciano.
O nobre depulado fundamentando a sua indica-
cao, expriraio-sc da maneira seguiute :
O Sr. F. Octaciano : Tenbo de submelter
considerarlo da casa uma iodicacp reformando dis-
posic,es regimenlaes acerca da nomeacSo de cqdj-
misses. A experiencia tem conderooado por es- decidir,
lereis e mesmo pop inuleis algumas dellas, que alias
nos roubam o lempo das primeiros sesses com uma
votecao ociosa. Por exemplo, a commissao de pe-
licoes que ulilidade nos presta'.' A mesa se tem sem-
pre encarregado de dar direc;3o s dilfcrentes
ces que vem casa, e segundo a nalurcza
as enva para aquella das commisses existe!
que podem pertencer. *
Oulra commissao lanrocm que foi creada oc-
casionalmente, e que depois se arrolou entr as.per-
manentes, he a de exame do thesouro, nallilicada
pela nova organisacao d aquel le tribunal.
Em quanto porm exislem essas duajs commiS-
ses que acabo de apohlar, nos falla uma, que
muilo necessaria se terna, e vero a ser a de obras
publicas. Hoja, que o paz he chamado para esse
terreno, para os melhoramenios materiaes, nao lem
a cmara dos Srs. depulados urna commissao espe-
cial que delles. trate.
A minha indicaco se refere a esles tpicos.
Passando-se ordem do dia, conlina a cmara
cora ,a eleiso das comroissiles comejado na sessao
preccitentc," sendo o resudado dessa eleicao o se-
guinte : ,
1.a Commissao di cotilas. (Recebem-se 58 ce-
dutes.)
Os Srs. : Belforl 56 Volos, Thcopllo 55, e Fer-
reira de Aguar 55.
Acha-se sobre a mesa, c he remetlido com ur-
gencia i commissao de consliluicao e poderes, o di-
ploma do Sr. Manoel Sobral Pipo, depulado pela
provincia das Alagoas.
2. Commissao de cotilas ( 57 cdulas, )
Os Srs. Araujo Lima 52 volos, Belisario5t e
Barbosa d Cunha 44.
Terminada a eleicao. da segunda commissao de
conlas, he lido e approvado sem debate um pare-
cer da commissao de consliluicao e poderes para
que seja admillido na casa, prestando o juramento
do estjlo, o Sr. Manoel Sobral Piolo, depulado
pela provincia das Alagoas, e constando achar-se
este Sr. na sala inmediata, he inlroduzido com ai
formalidades *do eslyto, presta juramento e toma as-
telo.
Constando, depois nditr-s* na ala immediala o
remet ida commissao de marinha efoorra.
Depois 'deste declaracao do Sr. presidente, a cma-
ra conlina com a eleicao das commisses inlerrora-
pida pela -llegada do ministro da guerra, sahiudo
eleilos para a lercejra cotnmissao de coates os Srs,
Brusque cora 44 votos, Btindao com 43 e Goove
com 42.
rindo esle processo he inlroduzidb ni caa con\
as formalidades doestylo oSr. Paranhos, disidi
da marinha, o qnal, tomando-astelo direila do
Sr. presidente, l a seguinte proposla :
a Augustos e dignissimos Srs. representantes
da nacuo :
a De ordem de S. M. o Imperador venho, se-
gund a lei, apresen tor-vos" a proposta sobre a fixa-
{So da forca naval para o anuo fioaoceiro de 1855
1856.
a Arl. I. A forca naval para o.aono financeiro
de 18551856 constar:
-a 1. Dos odiciaes da armada edas deraais clas-
ses que for preciso e(abarcar, conforme as lotarOes
dos navios e estado-maior das divses navaaa.
S .2. Em circurastaodat ordinatfc, de
3,000 pracas de marinhagem e de pret, dos corpo
de marinha, embarcadas em navios armados e trans-
portes, e de 5,000'em circumstaacias extraordina-
rias.
o Art. 2.o O governo contina anlorisado para
completar o corpo de imp riaes roarinheiroa, .0 ba-
talhao naval e a companhiti de imperiies rruriuhei-
ros da provincia de Matto-^irosso, conforma os res-
pectivos regul amen tes.
a Art. 3. A forra cima cnenctooada ter prc-
enchida pelos meios aulorinadsno arl. 4. da lei o.
613 de 21 de agesto de 185^?*
Arl. 4. icam rpvogadas qaaesquer drsposi-
Cesam contrario.
O Sr. Presidente declara qu a proposta herc-
mellida i commissao de o larinha e guerra.
l)epos desla dechraco do Sr. presidente, conti-
na a cmara com o proce sso da eleicao das commis- .
ses, interrompido pda chrigada do ministro da mari-
nha, e o resultado delta ly e o seguate :
Commissao de pensoes de ordenado* ,57 ceda-
las.)
Os Srs. Sayao Lobato Jotiior 51 volos, Gomes
Ribeiro, 51 e D. Francisco 4i!.
Commissao de fazenda (58 cdulas.)
Os srs. Caroeiro de Campe 56 votos, Ribeiro
53, e Ferrar 52,
Cammi Os Srs. Fiujt 56 votes, As sis Rocha 56, e Sa-
raiva 54.
Commissao de Justina erim id! (58 cdalas.)
Os Srs. Taques 45 voto, 1 Barbosa '43, e Ma-
galhes Castro 41.
Cbegada a cmara a esle pealo, o Sr. Ribeiro de
Andradg propoe que ella ddei^ue i mesa a atlri-
buicao ele noinear as commisses qu faltara, c nes-
le sentido enva a seguinte india icJo:
a Indico que autorise a 1 neta a nomear as
commisses que fallam.-S. R. -Ribeiro de An-
drada. a
O nobre Deputedo fandamenla 1 aa proposta alle-
gando o-alrazo em que se acham os trabalhos da
Cmara em consecuencia de nao s e ter realisado a
reuna* da assembla no dia marca do na conslilui-
cao.
O Sr. presidente declara que, nao abstente o nobre
deputedo ter spresentedo a ra pro poste como in-
dicaco, elle, de conformidade com -o art. 51 do re-
giment a coesiderav como simples reqoerimeiito,
ao qa o Sr. Ribeiro do Acdrada respondeu que
ella linha a'condicao de salva a nadaccao.
lie apoiado o raqa erimenlo, e sendo posto em
discussao, alguna depnlados clamara : Votos! vo-
tos I mas o Sr. presidei ite verificando nao haver nu-
mero legal para se peder votar, declara encerrada
a discussao do requerimeoto, ficando porem a vo-
taeao do mesmu adiad) 1 para a sessao tegaiote.
Pergonlando a Sr. Ferraz se era requerimeulo
de urgencia, e obtervf iodo qoe somante para se re-
querer urgencia he qi te se pode inlerroraoer a or-
dem do. da, respond u o Sr. presidente o seguinte :'
O Sr. Presidente: O nobre depulado reque-
re u que ae suspendes pela forma por que* 1 e eslava procedendo, e que sa
auterisasse a mesa para fazer essa nomeacio : nao
ha na casa numere, suffldenle de' Srt. depatados
para se poder voter ; portento a cmara aminhaa
O.Sr. Presiiei te manda fazer a chamada, e ve-
rificando terem-se retirado sem participarlo os Sn.
D. Francisco, Ti' sira, Costa Moreira, Gomes Ribei-
ro, Saraiva, Taa (ues, Miranda, (torta, Lima e Sil-
va sobrinho, B arbosa oa Cunha, Pacheco Brot-
qoe.
0 Sr. PresiiU iitte marca para ordem do dia da
sessao de 11 a ni et una, precedendo a votecao do re-
querimenlo do Sr. Ribeiro de Andrada, e levante
a sessao as 2 horas menos 5 minutos.
Su 11.
Pelas 10 horas e .5 5 minutos frita a chamada, e ve-.
rificaudo'-se haver n umero sufiiciente, o presidente
declara aberta a'sesst lo, depois do qoe be lid P-
provada a acta da an lecedente.
Ol.oSecrelario di i conla do seguinte expedi-
ente.
Quatro oflicios di >s ministros da fazenda, gacr-
ra, juslica e imperio, ooviando aatographot'de va-
rias resoluces sancci'cinadas por S. M. o I. V5o
a archivar-se fazendo- ee a devida participa nado.
a Oalro do ministro l> imperio, reaiellendo am
oITlcio do presidente da provincia do Minas Geraes,
acompanhado de oulro da cmara municipal de Ja-
guary, dedarando os m< livos porque remetteu a me-
sa parochial de Cambuh-. r, qualificacSo de 1850, em
vez da de 1852 ou 1851, ^-A' commissao de consli-
luicao e poderes.
1 lio mesmo, enviando > ama resolucao da assem-
bla provincial de Piauhy promulgada em 1852,
que auloiisa- o presidente d a mesma provincia a apo-
sentar, poiv occasiao de ron irmar a adminislrafao da <
fazenda provincial, qualqu. sr mprtgado desta rapar-*
lCo, coja conservacao ent eodesse nao ser conveni-
ente depois da nova organi: cao.A' eommisso de
assemblas provinciaes.
Do mesmo, enviando c ipia da lei da assembla
provincial de Minas Geraes, pela qnal foi anlorisadq
o presidente da provincia a 1 "eorganisar a secretaria
do governo, estabelecendo r igrat para aposentado-
ra de teut empregados.A commissao' de assem-
blas provinciaes.
i Do mesmo, enviandotfop la da acta da eleicao
J

-/


DIARIO DE PERMMBUCO. SEXTA FEIRA 26 DE MAIO DE 1854.
primara dp'collegio do Ip, acoropanhada do officio
do presideule da provincia do Cear, como fra re-
qaWUdo pela commissao de poderes desta cmara.
A* commissao de constituido e poderes. *
l.m requerimento d irmandade da santa casa
da Misericordia da cidade de Jacarehy, provincia de
S. Paulo, pedindo autorisacao para adquirir beusde
raz at a quaolia de 50:000, inclusive o terreno em
que esta edificando o sea hospital do caridade.A'
commissao de hienda.
O Sr. Pacheco, pedindo a palavra pela ordem',
tslranhaftue a eommistlo de poderes nao lenba pre-
sentado o seu parecer sobre o diploma, que o Sr.
. Mello Franco enviara mesa como supplente pela
provincia de Minas, nJo obstante ter-lhe sido este
documento remettido ha tros diaseom urgencia pelo
presidente. O nobre depalado acrescenta que dcre-
iwravel a maneira porque se lem procedido paracom
o dito Sr. Mello Franco, a quem j cm o anuo pa's-
sadose negara nssento na casa, qnando pelo faci da
retirada de om deputado por Minas, d'evia ter assen-
I, e presentemente faltando sele membros na de-
putado da mesma provincia, a commissao de podre-
res se tem esquecido ha tres das de dar o sea pare-
cer, entretanto que cerca de outros tem ella inter-
- pasto a teu parecer em meia hora ou pouco mais.
O nobre deputado eonclue rogando ao presidente
que peca a commissao, queira apresentar osea pa-
recer naquellj mesma sessao, ou ao menos na se-
guinte, e declara que espera que a casa i>a negara
analo ao Sr. Mello Franco.
Tendo o presidente observado ao nobre deputado,
que os membros da commissao a que se referir, es-
lavam presentes e lindara ouvido o seu requer men-
te, paasa aa a ler o seguate parecer.
A mesa, a quem ful presente a indicado do Sr.
F. Oclaviano para a creado de urna commissao per-
manente de 'obras publicas eauppressao das de peti-
cOas e exame do thesouro, he%e parecer que se adop-
te a referida indicado em ambas as suas partes; por
oque considera intil a commissao de pelicOcs, e
eateede qae pode bem dispensar-ee ndeexaiue do
Ihaaearo, reservando-se a nomeido desta paraqnan-
do a tmtt/t o jutgar conveniente ; he mais <
recerque sesapprima a commissao de minas e bos-
ques, cajas funcQoe* serao ejercidas pela de agri-
cultura.
Paco da cmara dos deputados, em 11 de maio
de 185*.l'isconie di Baependy.. Francisco de
PaulaCaniido. Antonio Jote Machado'. F. A.
Pwu Barrete.J. F. Pereira Jorge.*
FiaJatbMtqj deste parecer, o $r. Ferrar pede
que a votsci Ma seja por parles, visto ter de vo-
lar pela paip||Biicia da commissao de exame do the-
sauro. *s>
Pasto a votos o parecer por par:es, he approvado
can todas, menos na que sapprime a commissao de
eusaa do thesouro.
Paseando ordem do dia, procede-se a votado do
requerimenta feito na sessao antecedente pelo Sr.
Ribeiro de Andrada, e he regeitado.
Continuando perianto a eloicao das commisses,
ofctem-se o sagainte resoltado.'
Commissao ic diplomacia (63 cdulas.)
Os Srs. Mendes 5,1 votos, Mendonca 40, o Bel-
lo
Committao i marinka, t guerra (65 cdulas.)
O Srs. Miranda !) votos, Sera 47, e Pereira
da Silva "33.
v Commmaode redaceao (57 cdulas.'
O Srs. Savio Lobato 50 votos, Paranagu 48, e
.Nebas47.
Cowtmiuio tfe maro* tmci|Kiw (57 cdulas.)
Os Sr. TeixeiraeSouza 48 votos, Candido Bor-
ge*48, e Rocha 48.
a Commso deassemblasprovinciaes (57 cdulas.)
Os Srs. Fernande* Vieira 43 votos, Travassosi I,
a Raarigoes Silva 38.
a Commiuao de commercio, industria e artel 157
cdula.'.}
Oh Srs. Almeida e Albuquerque 43 votos, Fer-
raz 30, e Viriato 27.
lado-se proceder i uomeaco da
agricultor* recebem-sa 52 cdulas, reconhece-se n|p
liaver cata, o Sr. presidente manda fazer a chamada
a varifiea-se terem-se 'retirado sem participarlo os
Srs. Santos e Almeida, Gomes Kibeiro, bario de Ma-
roim, Magalhes Castro, Candido Borges, Miranda,
Pereira da Silva, Barbosa da Cunha, Nebias, e Pa-
O Presdanle marca para a ordem do dia da ses-
ea* de 12 : leilara de projeclos e indicaees, e con-
tinuar* da nomeado das commissoes ; e levanta a
sessao I liora 40 minutos.
como andam uas matas. A todos distribuio S. Exc.
alguma roupa, ferramentas, e varios oulrbs brindes,
osmerando-se em fazer-lhes.comprehender quanto
sflo benficas as intences do governo a seu respeito,
com o que mostraram-se muito contentes.
Recebido-na, villa d'Ega com om tolenme Te-
Deum, que algn dos priucipaes cidadaos fizeram
celebrar em accao de grabas ao Todo Poderoso pe,
reliz chegada dos dous dignos representantes da pro-
vincia, sandado por todos os habitantes do SolimOes
com ingenuas. e expressivas demonstrares de sym-
palhia e consideraco, nao pode o Sr. eonselheiro
deixar de estar- satisfeiln por haver emprehendirio
urna viagem, que faciltando-Ihe o cumprimento das
obrigacoes inherentes aos elevados cargos de dele-
gado do governo imperial e de senador pel Amazo-
nas, deve ser lambem considerada como nm novo
testemunlio da solicitude com qae o mesmo gover-
no se empenha era promoveros melhoramentos d'es-
ta vasta porcao do Brasil.
('.remos que no resultado dos exames dos Srs. com-
mandanle do Mar jo eMonarcha, senles da compa-
nhia, conde Kozwadowski, deputadoMattos, eonse-
lheiro l'cnna, feitos pm diversas estacos, isso he, no
lempo da vasante e no da endiente, acharao o go-
verno ea companhia lados os esclarecimentos qae ac-
tualmente podem ser necessarios para dar-se o con-
veniente impulso e desenvolvimenlo i navegado,
cultura, e commercio do Amazonas, e cada vez mais
se augmenta a nossa esperanca, de ver retribuidos
por nm futuro de incalculavel prosperidad?, todos os
etforcos e sacrificios que houverem de cnsta estas
grandes emprezas. ( Errella do Amazonas.)
Treze de Maio.)
nioie.
CORRESPONDENCIA SO DIARIO OS
rERNAMBUCO.
MARANHAO.
San-Luta 16 da malo da 1854.
He ainda bastante impressionado pelos aclos so-
lemnes, com que hotilem, na cathedral, se offerla-
ram sufragios pelo descanso eterno de S. M. Fide-
lisma a Sr. D. Maria II, que pego na penna para
escrever-lhe estas poucas linhas do costume.
Na verdade, nunca pompa alguma fonebre im-
pressionou tanto urna populacao intelra, como
aquella !... Todos os estabelccimenlos pblicos fe-
charam-se, e desde o amanhecr do dia at que a ul-
tima descarga da iuranlaria annunciasseao povo.que
a alma da virtuosa irm5a do nosso imperador, aca-
bava de receber a ultima gola desse pranlo -augusto
da dor, qile todos os Porlaguezes aqu residentes, e
^1^5^^^de brasi,eiru8M,emn8-
Apeiar de velho nao me record haver presencia-
do nesla trra urna solemnidadc'lao sinceramente
locaute. A groja, que he a mainr.que temos, acjia-
va-se toda forrada de prelo; e no Centro ersua-se
magesloso, o cAiolaphio era de forma quadrilatera,
ornada com oito columnas da ordem corinlhica, nos
intervallos dos quaes, observvam-se tropheos de
envolta com as'bandeiras hrasileira, franceza, hes-
panhola, porlugueza e ingleza formando tudo urna
bella grinalda. que dava ao edificio fnebre um as-
pecto verdadeiramente soberano, ainda mais realcado
pela grande cpula cm figura de corda porlugueza.
Do lado do poente, divisavam-se as armas reaes' da
nacao orpha de sua rainlia.
Desde a vespera, s 5 horas da larde, a forlaleza
de S. Luiz e o brigua-escuna Andorinha deram de
dez em dez minutos nm tiro de canliBo al urna
hora da noile t continuando depois desde a madru-
gada do da seguinle al ao lindar da ceremonia re-
ligiosa.
A Igreja acava-se completamente repleta de in-
dividuos de todas as classes, decentemente vestidos
de lulo.
N'ma tribuna especial via-se a corporaco da
nossa assembla provincial, e em oulra nolavam-se o
corpo consular, os ofliciaes da armada, os membros da
relajo e alguns juizes de primeira instancia.
S.Exc. Rvraa. olliciavae todo o cabido achava-se
presente.
Foi prgador das virtudes da Ilustre finada o
reverendo conego Dr. Tavares, que mais esta vez deu
manifeslas provasdoseu talento. Quanto a raim,
elle nada mais deixava a desejar.
Urna brigada, composta dos balalhes 1 e 2 de
fuzleiros da guarda nacional e do 5 d infanlaria
ile linha, asorden* do teiieute-coronel Dr. Jos M.
Brrelo Jnior fez na frente do templo, as devidas
honras militares.
Esqueceu-me dizer-lhe que a armado foi obra
do hbil artista Manoel Antonio dos Santos Jnior,
e que a orchestra achava-se sob a direccao do rabe-
qnisla P, Zeigler. ,
A commissao encarregada, em nome dos porlu-
guezes, que subscreverara para o mencionado fune-
ral, era composta dos Srs., David Goncalvesde Aze-
vedo, Boa-Ventura Jos Coimbra Sampaio, JoSo
Cancjo Pereira dos Prazeres, Joaquim Correa Mar-
roissao"** ^UM unlla Torre-
Consta-me que lodo o produelo da subscripeao,
AMAZONAS
VIAGEM DO VAPOR MOS.4KCU A PORO
DE NAUTA.
Asaste horas da Urde de Sdocotrenle fundeon
no parta desta cidade o vapor Mpnarcha da compa-
nhia da naveaaco do Amazonas, cominaududo pelo
Sr. MHrael da Miranda Vianna, que havia partido
para Nauta namanhaa de 11 de marco, como j no-
ticiamos, e assim coucluio a vigeraredonda em vin-
te eolia dias e meio, tocando no territorio brasileiro
o povoados de Manatapnr, jCoary Villa d'Eg,
Fuale Boa, Tonantins, Santo Antonio do I{, Sao
Paalo de Olivenea e Tabajinga; e na rhpublica do
Per os do Lorelo, Peraatt CMiiqaiaas, Pebas,
Iqaitaee Nauta, sem que llie occorresse o menor si-
Msara eo inconvenienic, excepcao da avariaque
nVeram muilas da* pus das rodas'com a encontr,
qe nem sempre he possivel evjlar, dos naunerosos
tadeiros que descem pelo grande rio ao tem] de
enchenle, ara encobertos, ora a lona d'agj
aoaafa segundo a expresrfo geralmente admiltr-
da aetta provincia.
O Sr. coronel Francisco Ahraro rtiz, governa-
der geral, poltica e militar do liltoral de l.orelo,
Ma tendo noticia da prxima cliegada do Monar-
rna, havia partido daquclle porto no diavuteceden-
t em am dos vapores- que ltimamente vierarn de
Nava-Vark (o Tirata) com designio de"visilar diver-
sos distrietos da sua jurisdiccao, al ade Vuriraa-
guas as margen do HualUg; mas continuando o
*oarcAauamarehasnmaisdcraoraalm da nc-
cosaria para receber lenba, pode alcanza-la aro Co-
rhiquinas, onde leva logara primeira entrevista do
Eim.Sr. eonselheiro Penua com o referido governa-
dar.
Sahm|e de Cochiquinas no memo dia, .ainda os
dons yapares se acharm juntos nos porlos de Pebas
e Iqaitos, e como o Ti rudo Uvasse sempre algumas
heraa.ua precedeuda na partida, dea laso oeoatt&o a
ae a Sr. coronel Orliz manifest se Inda mais a de-
licadeza deferencia com que rtcebia no lerriiario
Paraano o delegado de S. M, o Imperador da Bra-
il, determinando ao* govanaayws dos diversos po-
voados ande linha de locar o Momrcha, que te apre-
wwteaaam ao'Exm. Sr. eonselheiro Peina, para coin-
primeata-lo, e offerecer lodo os rjcorsos ds que po-
deaseM dwpor, o qae foi ponlualnienta observado.
Durante a estada em Nauta, que nou excedeu a
55 ;,' hara, tralou o Sr. eonselheiro Penna de en
tenuer-seeom o eovernador sobre varias medidas
coneejnen'tas a fiel execncao do tratado celebrado en-
tre o Brasil e o Per, sendo um dos principaes as-
aemptot da toa* conferencias a fiacjo provisoria
da* talas a das pusagens e fretea que deverSo co-
brar o vapores empregados na segunda linha da na-
vauae^edoAmazonas, trabalho este, que concluiram
de aecarda com agente da companhia, o Sr, Jos
Autoeie Afonto, qae lambem se achava presente,
ri ser submetdo ao conhetimenlo e approvacao
doos govemos.
No dia 31 de marco, depois de feilos os devidos
eemprimenlos entre os doui altos lunecionarios, que
deapediramHtecom reciprocas demonstrares de res-
peito e eslima, suspendern) ambos os vapores ao
mesmo lempo, o Tirado para proseguir na sua via-
. gesn at Yanmaguas o Moiiarcha para regressar
aa imperio, achand-ta entao apinhada as margeos
o Maranon () quasi toda a pnpnlacao de Nauta,
que aa calcula em 1,200 individuos,'cuja altencao e
curioaidade nao podia deixar de ser vivamente dis-
pertada por esta scena to nova para aquelles que
aashuaM idea linbam d navegaco a vapor at o
dia 14 da outobro de 1853, em que all surgi
irraj.
A Icsignaco das escallas onde deverao tocar o
vapores, a escolha dos lagares raais proprios para a
fnac3o desteta meatos militares, a disposicio dos meios pre-
cito* para levar-w a efieito a explorado de alguns
da* apandes tributarios do Amazonas, como lem sido
recoanaaendado pelo governo imperial, o exame em
(ha do estado dos diversos ramos da publica adminis-
Irario nos dislrictos por onde pastou o Monarcha
rrasn objeclos da particular atiendo do Eim. pre-
aadenle, auxiliando-o neslee trabalhos (em grande
parte adiautados pelo Sr. conde RozwadowskJ os Srs.
deputado a tecretarlo da provincia Wilkens de Mai-
to*,e Manrique Antony, que he sem duvida urna das
poaaoat qae maiiexaclis informaciSes podem dar so-
bra a navegaco do rio al Loreto, sohre as proprie-
dadaa Vodacc/1* das margeos, obre os usos e
costames da populacao qae as habita.
Bem Atejava S. Exc. visitar as aldeias c malocas
de Indios que Oca/n mais proiimasa>ltnargensdo rio,
mata a rapidez da viagem apenas lhe permiltio ver
des residentes as immediae&es de Tabaliuga uus
atenta ou oitenla, que alli se reoniram para espe-
ta)-** na seu regretto de Nauta, apresentando-ae
Mito* delle* no calado de quaai completa nudez,
() Para evitar a duvida qae a alguna dos leilorK
" pairer causar a divertidade de nomes, pelos quaes
he eonheeido o grande rio, convem advertir quedes-
ala eoanWencia com o Rio Negro, perde elle o de
AanaronM, tepdo denominado SolimOes, al a
ftaleira de Tabalioga, e desle ponto para cim Ma-
-, ooMiraph*).
*)dou pnr quasi 4:UO03O0O rs.,e que toda essa quan-
lia-fsLuesPCndida com a ceremonia. O que de cer-
to nao Jie pouco para orna cidade como a nossa.
Como V*. os Portuguezes do Maranhan nao Pira-
ra m atniz dasde mais provincias, na manifestarlo de-
seussenlimntos, pelo repouzo eterno da alma de sua
auffusla soberana.
Mudemos de assumpto*. pois que a outrem deve
ello rocliiormente caber do qae ti mim.
He provavel que o Gfobo nos fa^a urna discrip-
cao minuciosa daquella fnebre' ceremonia.e entao
se Vmc. Iranscrever, terao os seus leitoret occasiao
de certificar do que ligeiramente hei dilo.
A tranquilidade publica, e a ecguranr,a indivi-
dual, aoulinuam como d'aules, sem allcrarao algu-
tirandes receios tem pparecido. a respeito dos
icommndos de sade, qae lia dias para ni assalla-
i o Exm. Sr. presidente.
'or ora, segundo sou informado por pessoa mu
segura, S. Exc. toOre de urna hepatites sobreaguda,
que j lem cedido com visiveis melhoras, ao trata-
monto dos dous habis facultativos, os Srs. Drs. Ser-
gio c P. Saulnicr. A oiuselho delles, S. Exc. nao
se tem entregado com todo esse afn do costume, ao
grande expediente dos seus trabalhos, e acha-se ac-
tualmente lomando ares na chcara do Sr. brigadei
ro Magalhiles, no Camiulio-graiide. '
Na minha ultima, dando-lhe noticia da existencia
da nova salla da praca do. commercio, creio que me
^esqueci de dizer-ljic, que o seu proprietario, por
empreza, he o ojpilao Alexandre Jos de Almeida, o
q ca.nao teu>poapado sacrificios para elevar ao grao
_aceio aqoelle lugar, que como talle, em
a parte h o^fJtcovs, dos homens entre-
gues a essa vida de traoBic;us, c certezas que te
chama o commercio. Conslame que j^ara r)7erem
concurrencia o Sr.^ Almeida os anligos dones de 0 quartinho, qntera aautiga salla commeTrjMtdeuti-
nuararq aolerta-iafratfs aos concurreulaaaj-J. Isso
poreni, me p*r?e nao poder durar muito,-pe
imples principio econmico, de que ninguem lri-'a-i
lhe, expende capitaes sem pretendeircoWea-^tale
repses. '
Nao sei se j lhe fallei no excellenle conlrad, que
ainda nao ha muito, fez a presidencia com 6" abasta-
do fuzendeiro, Francisco M. Rodrigues,em virtude do
qnal, dever esle Sr. inlroduzir grande numero de
Colonos europeus agricultores. O ncleo deesa co-
lonia, que se deve chamar Pelropous. cirfposlo de
WO colonos, tem dauui cliegar por lodo o anuo
de 1855. ,t '
O governo concede ao emprezario o cspreslimo
de 70JO00 rs. por cada colluuo, al a somma consig-
aada para tal l'nn pela assembla provincial, e pelo
governo imperial.
O thesouro ser reembolsado cm 4 pagamelos
igdaes e annuaes, que come<;arao depois de 3 annos
da realisacao do empresliino.
O favor que lera aquelle emprezario, he o mesmo
que obteve o da collonia de Sania Isabel; isto he
um einprestimo sem juros, ou entao como diz o Ob-
servador, um emprestimo, cujo premio he a intro-
dcelo de cerlo e determinado numero de colonos.
Ai nossa assembla provincial, continua em seus
trabalhos, brandos por ora, em vistas o interesse da
provincia. Consia-ine que ue'sta sessJo se tratarao
de lodos os projeclos de eugrandecimenlo da nossa
lavoura, cora o emprego de todos os meios i mellin-
ra-ia, quer aos que se referem aos novos procesaos,
quetaos que dizem respeito s vas de commuuiaa-
3oy*caba de passar cm ultima discussao, um pro-
jecljejpe crea una aula i.dc inslrumenos de tordd,
oaa^H ('e educandos.
Hwsso theatro continua a ser bastante reqaen-
lador Ulliniaincnle a Sr. Manocla, na Maria do
l'hanlasma lirunco, demonslroU-nos|que o sea genio
no se limilava Uo sement s expressocs de altos
sentimcnlos, como nos papis de Branca no Masca-
ra Negra, ella fez-nos ver, que lambem sabe com-
treheuder e execular, com Iodo esso mimo de que
e dolada, os infantes e engranados manejos de um
papel cmico, como he o da bella producto do Sr.
Macdo, de que cima lhe fallei.
yuando a Sr. Manoela houver de se ausentar,
quera supprirn o vacuo que "ella dcixa em o nosso
theatro, ou antes, nesse continuado prazer em que
actualmente vive o nosso respeitabellissimo pu-
blico 111
Aqui finaliso, porque o vapor est a largar, o eu
devoir ao bola-lora de um amigo, que para essa se-
gu. Aden.. .
vereador e para repor as cousas no seo verdadei-
ro p, fez juntar unja cerlidSo do secretario da c-
mara, por onde se v que fra elle quem requeren
sua dispensa.
Se oSr. da Molla Silveira, com sua corresponden-
cia e certidao, nao leve em vista, como creio, por
om relevo a incuria de seas dignos componheiros,
mostrando que, nao obstante a incompatibilidad*
que se dava, como elle mesmo confessa em sua indi-
cado, enlre as funcres de vereador e as de adminis-
trador das diversas rendas, cqnsentiram por tanto
lempo que elle accamalasse ditas funches, com ris-
co de imliizir nullidades em muilos de seas actos, se
nao em lodos, entao nao sei oajue me quer dizer ha
sua' t
Por quanlo : nieguen poria em duvida que eu
nao eslava bem informado quando communiqoei se-
melhanle oceurrencia, visto como useido termo
dizem como se pode verjio Diario de 24 do mez
de marco ultimo: pareceu-nie, que havendo Impe-
dimento da parte doalgum venador, i cmara com-
peta verificar esse impedimento e despedi-lo: neslc
sentido redigi a minha communicncao, molivando-a,
todava, para nao ferir susceptibilidades; e eis ludo.
Sabbado passado (13) altercaran) dous sujeilos no
acougue, pausando em seguida experimentaren)
qual teria a cara mais i. prova do bofetadas: no
meio do furor sobreveio a polica do Sr. Caraisao, e
levou-os para o chilindr, que njuslicn Se cunli-
nuam, talvez chegassem a descobrir que o rosto hu-
mano lambem serve para bigorna.
Na ler;a-feira (16) aproximando-se um cerlo Xico
pintor da povoac.no da Vicencia, sahiram-lhe qualro
mascarados, eprincipiaram asacndir-lho o p da ca-
saca ; .mas elle nao goslaudo da gra^a, pregou per-
nasao russo e poz-se ao fresco: al hoje ignora-se
quem foram os autores de semelhnle baile masqu.,
apezar das, pesquizas qae tem feilo o subdelegado
respectivo.
. Tambem no lugar d'Aldeia do segundo dislriclo de
Tracunhem, um sujeito disparou (dizem que por
hrincadeira) um bacamarte em oulrojMo que licou
este- com urna perna fracturada: o subdelegado da-
queHedistricto, que nao gosta de brincadeiras, man-
dn o brincador para a cadeia, e consta-me qae vai
proceder .con Ira elle, na forma da lei.
A venda de escravos este-auno tem sido em gran-
de qaantidade nesla comarca ; lano que a adminis-
trado das diversas rendas (d'aqui) j nao quer mais
receber o imposto da meia cisa, por falla de conhe-
cimentos impressos 1
O cscrivao da dita administrado acha-se doente,
lia dias, o que tem causado grande atropelamento s
partes, pela diliculdade qae encontrara em sellar
qualquer papel, sendo-lhes preciso ir .i casa do cs-
crivao, e isto mesmo ha ae ser em certas conjunc-
rOes: bom seria que semelhanlos' empregados lives-
sem supplentes, para que as partes nao snffressem ;
mas como nem tudo o que he bom pode ter lugar,
vamos vivendo assim mesmo, pois la diz o dilado:,
viva a gallinha com sua pevjde.
A sociedade particular, aquella que deu o baile
masqu, de quejlhc fallei, prepara-se para dar
uutro semelhnle no prximo dia de San Joao, assim
como prelendem levar scena no dia seguinle (25)
urna peca dramtica, no qae ja estao cuidando com
algun> entliusiasmo.
As noticias mais recentes vindas de Pedra de Fu-
go, s8o ptimas: consta de urna carta qae lenho
vista que o Sr. Mariano Ramos de Mendonca, ac-
tual subdelegado daquelle lugar, prosegue com acti-
vidade na repressao dos crimes, de maneira que j
se conta alli com a seguranza, individual, e de pro-
priedade, Uo necesarias para o hornero, que yre
em sociedade, esem o que nenhum ramo de indus-
tria poderia prosperar.
.Tambem tem servido muito o pequeo destaca-
monto qae ajli exista, filial do d'esla cidade.
Jp^fldia 12 voltou o cipitao Camisao do seu passeio
da Clian do Eslevao, como lli.e haVia dilo, e consta-
me que nada encontrn por alli de extraordinario.
Temos tido abundancia de chuvns, e com ellas
voltaram as esperanzas aos agricultores, de maneira
quejase nao ouve fallar de lagartas: Os receptado-
res tambem nutrem as mollinees esperances de boa
colheila, lalvez mesmo mclhor do que a dos pro-
prios agricultores.
A farinha d 36 patacas por alqueire, e a carne
oito ditas por arroba; feijo nao ha; arroz idem.
A salubridade vai soll'rivcimente.
Saude e muilas felicidades. .V.
=
Gozar teus meigos olhares
Era um viver do ternura ;
Viver de seu doce agrado
Era um morrer de docura.
Mea corado hao podia
Conler paixlo ISo fervenle ;
Corri-me ella amoroso,
l.aiicei-me a seus ps, demente.
labeija-la ; mas ella
Fugio veloz ile meu beijo,
Sumio-sc azinha nos ares,
Esquivou-se ao meu desejo.
Quando meas olhos tristonhos
Filaram no Cco lozenle
Vi voando, edr da nev,
Formosa pomba innocente.
Era a virgem qae ea amura,
A quem meas dias sagrei,
A quem incus ais, meu futuro,
Tudo inleiro dediquei.
Era urna fada mimosa,
Que i este mundo yiera.
Para cumprir, penitente,
Um voto que a Dos fizera.
Era um aojo de virtudes,
Que trra triste bailara ;;
Que na forma de urna pomba
Oulra vez ao Co vora.
Assim findoa-se a ventura
Que eu ncsle mando ideara ;
Assim morrea p'ra meus dias
A mulher que ea Iluto amara.
Mas com ludo no meu peilo
Vivera seus magos encantos;
Inda a amo, e lerno a escuto
Da brisa nos trate*'cantos.
Ainda seus negros olhos
Inflammanro pello meu,
Ainda seu rosto d'anjn
Ea vejo na luz do Cco.
L. F. da l'eiga.
{Carta particular.)
Urna aaudaca'o ao jornal Eatrn.
Srs, fedactores.* Acadmicos do curso jurdico
de Olinda, e eminente amigos daajtJVltr.is, nao po-
damos, sem violentar a nossa consciencia, furlar-
nos ao convite, qu pessoalmenle fez-nos o nosso
collega para assignarmos, e sermos colaboradores de
um jornal,que. dizia elle, representava o corpo aca-
dmico, porque sempre estivemos convencidos da
necesiidade de um peridico,no qual, com mais am-
pia lihcrdade, podessemos escrever nossos pensa-
mentos delacidar no^sas quesle* de direito, e por
fim manifcstajms mesmo nossas inspiraces poti-
cas, urna vez que eslivessem nos limites do bello c
do agradavel; de promplo pois, prestamo-uos ao
convite, ej cstavamos escrevinhando alguma cousa,
quando nos foi enlregne o primeiro numero desse
jornal, qae se chama lislra ; comecamos a le-
lo com tamanha satisfado que nao podamos abafar
no peilo por lerraos prclucsOes de collcgas nossos,
que muito prezamos; e mais logo alguma cousa
nossa, se lano merecesse ; mas oh orle fatal da
humanidade, cujos gozos c na trra nem por minu-
tos sao esta veis e duraderos! ao passo que a leilu
se foi adan lando, amargo desprazer e nao sei que
de tedio e abomnenlo vio succeder Uto gran-
de regosijo, a ponto de nao se continuar com a le
tura Ssso, que o collega chamouintroducSo. Nes-
se momento, mil arrependimenlosnosaccommelteram
por termos lambem concorrido para lao grande des-
crdito, nao do corpo acadmico, porque fezmen-
le o redactor desse jornal nao quiz qne elle repre-
sentasse a academia, mas sm para o descrdito desse
pobre moco, que hora podia ir passando por ntclli-
gente no seu anno, sem que fosse preciso desmasca-
rar-se em lana publicidade!
E quem pensou jamis que o-monto de orgn-
Iho, de que se compde esse todo, fosse capaz de ce-
gar essa inlelligencia um grao, que prodazisse es-
se monstrotriforme,ao que appellidou ellen-
trodudo'.' Cnnhcrendo-o bom de perto, nao lhe
concedamos, fie vrdade, o inmenso ltanlo'a que
se arroga, o que tr'ansluz cm cada palavra dessas
miudas fraccOes em que despedarou tantos pensa-
mentos alheios, mas de senso commum nunca julga-
mos, como hoje, que carecesse.
, Dizi-nos vos, Srs. redactores, versados por mui-
los annos na litleratura.se vos recordis de j lerdea ce^idade danatureza humana
I do em alguns dqs jornaes luteranos, desde o pfv
cepces do tecnlo 17, he um dos mais poderosos, pa-
ra abrir-se e aperfeicoar-se os vastos caminhos da ci-
vilisacao e do progresso, necessidade que tena sido
reconhecklapor todos os institutos ou eslabelecimen-
tos scienlificos, sendo raro oque nao lem o (H jornal
especial, associarrdo-sc sempre sua redacejj as pri-
meiras capacidades do eslaheleriiiien lo, para assim con-
seguirle as vanlagens desojadas: conhecendo-se esla
verdade, nao se deixa tambem de conhecer ao mesmo
lempo, que nenhuma vanlagem se poder i conseguir
de um jornal, que lem por sed nico redactor um es-
ludante de anno inferior, que nada esluda as mate-
rias do curso, e por conseguirte sobre ellas nada por
dendo escrever ; de um jornal de limiladUsimas d-
mencOes, cujas duas folhas de papel, em um mea,
sempre serao curio espaco para as suas malfetas poe-
sas e asnasticos escriplos; de um jornal, crafira,
que, apezar de publicado i\ cusa de nossos cobres,
s leve por nico escopo a immortalidade de seu ee-
leberrimo redactor. E, pois, todas aa lazes, he
eslo o espirito da introducao, e por consegniole o
alcance de semelhnle jornal.
E para chegr ao sea desidertum, qae crimes de
leza-bom-senso nao commetleu elle 1
Prelendendo que a sua introducao monstro, e
monslro ale por sua demasiada extencao, em rela-
cao s qtjalro paginas, nao livesse rival no mondo
Iliterario, em lugar demostrar com.taa singeleza,
quanto pedia a simplicidade doassumplo, a necessi-
dade, o fim e os meios de quedspunha o seu jornal;
com omaior descoochavo, sem o menor alinho, em-
pregando os maiores palavret sem nexo e nem cabi-
mento, deu por paos e por pedras ; falln em genio
inspirado, om burguezia, em Pilos, em gnsticos,
em pelotas de flores, ao sacrificio de J. C.no mon-
te Golgota, em poeta escutando os estridentes uicos
das imitis feras, em profundas escabrosidades das
rochas, em torreante cinto da deserta Ma. em la-
pas ignotas, emlimpha rryslalina, em roueo bra-
mir da* ondas, que furiosa cacalgam pelas lodo-
sas plantas da montanlia, em abutre, em anchura/,
em vigilias io acrenlo, em punhal de assassino,
tmingrato seductor, ean fiel $' emnica tjojcm, em
estrellas do co, flores da trra, pallida triste la,
em cerdee campias do oasis celeste, nos cantos das
aves, no arrebol da manhSa, no crespusculo da tar-
de, em noite tormentosa, onde o buido da tempes-
lade assobiando desmorona os duros robres das flo-
restas, no ocano que mina os rochedos, no pi agou-
reiro da curuja l na grimpa da ermida solitaria,
que avalla derrocada, vestida de bravias heras, no
tanger lgubre de filiados, em bronze lartimeiio,
em dramas'de tliealro, em valsas da orchestra, em
milhes de estrellas, gue marclietam o co, no mo-
desto passear da la, mecilos, cmpolimathia, em
marsueoj, centenares de oolrus disparates, e se
mais mando houvera la chegra.
. Ora, quera he que nao carecendo de senso com-
mum, nttaenxerga o desconchavo extremo, a desor-
em e anarcbja de todos estes pensameutos destaca-
os e toa, agglomerados em u ma pequea introduc-
rm Wb, quinde um s delles, desenvolvido, bastava pa-
ra um poema'.' Pensou sem duvida, que nunca se
nnM|j> essas descripcoesero A. Herculano e Gar-
.ret, e pTelcndciido mostrar, de urna sovez, toda a
sua sabenca, e nao sendo possivel inlroduzir a torre
de babel em urna pequea mesquila dos mahometa-
nos, alm do plagio vergonhnso, produzio ummon.s-
Iro triforme E queris saber o que smenle conse-
gaio esse enfatuado, dando luz esse parto monslro?
Coseguio smenle apunhalar horrendamente a
bella lingua porlugueza. Facamos ligeiros reto-
ques.
Por maisqued-se tractos ao juizo, nao podemos
atinar em que seculo a forra ingenie da iflateria
constitua o- primeiro elemento da nobreza e do
mrito; explique-se mellior o collega, pois a qui a
sua poesa s produzio materia. E se urna magina-
clo tnespirada nao prodoz e nem pode produzir
materia, entao, por quem he, explique-nos o collega
o sentido desle trechoos Pleos anegados (submer-
gidos) de feicao no desapreciainento da verdade ,
pois, na phraseologia porlugueza, nada significa :
tambem nao podemosalcancaro nexo ou ligado, que
ha enlre o periodo Pilcos e este fraco e jer-
gonlwso proceder, pirque o mal So he urna ne-
emfim, sSo pen-
DIARIO DE PEIMIBIJCO.
Pelo vapor San Salvador chegado hontem dos
porlos do norte recebemos gazetas do Pir* al 12 do
correle, do Maranho al 14, do Cear al 17, da
PatAjfka at 19.
tHpnaam a gozar de socego todas aquellas pro-
vincias.
JMU oulro lugar deixamoi exarada a carta do nosso
correspondente do Maranho, e do Treze de Maio
transcrevmos adescriprao da "viagem do vapor Mo-
narcha ao porto de Nauta.
No dia 2i principiou o jolgamenlo dos Nos impli-
cada no Bssassiualo de F. A. FUi^aa djtroo a ses-
saotToJury at Sptemft s |1 hflras fisco Alves4e%Rrae pires, aecusado; como man-
dante! foi conVmn^ue gales perpcluas, e a mesma
pena teveo seu mandatario Jos Correia de Mello.
Pedro Caboclo, indiciado cqmplice. foi condemnado
a itannds e teas mezede*rrislo cor%tVabalho.
-----------------------------------,--------------.- .
n>p^pijMi^n\s:
4-
PERWHBtCO.
COMARCA DE NAZARETH.
30 d nulo de 1854.
Nada de notavcl ha occorrido por esta cidade de-
pois da minha ultima, sendo o negocio de maier vul-
to, com que actualmente se. preocupa o respeiUvel
desla locahdadc, a questao da cmara com o seu pro-
curador. Quer .i cmara exonerar (nunca mais di-
rei expellir) ao procurador, dizem qae por servir cu-
mulativamente o lugar de escrivam do jury : entre-
unto, de urna e de oulra parte fazem acompanhar
estp negocio de episodios bem inleressanlcs, de ma-
neira que verifica-se justamente o rifao popular:
brigam as comadres, e descobrem-ee as verdades.
Quanto tos episodios, que corren! a respeilo, per-
miuir-me-ha que delles na faija mencao, por nao
querer ftze'r-me echo da detgraca de nlnguem.
A proposito de cmara, appareceu finalmente a
correspondencia, ha muito esperada, do Sr. da Mol-
la Silveira, dizendo que a s por mal Informado di-
i ra o sen eorrespondtnle, qae elle f5r expulso de
*i. redactores.I*ido o jornal das senhoras,
Xolheto Uupressouo Rio de Janeiro, e deparando com
urna poitiaAFae>bellissima prndncdo de L. F.
daVeigl; nao pudefurtar-meao desejo de publica-
la neste roneciluado jornal.
A Fadahe a brilhanle concepdo de urna
phanlazia ardentc, de urna imaginado que fra era-
balada na infancia com as canees do Bv ron.
lia naFadauorabandono d'alma qae encan-
ta ; urna meloda que aeduz, que nos falla ao cora-
cao.., e qae nos embriaga docemenla os sentidos.
Os versos sao de urna magia iudzvel: a descreo-
ca delles se resceule de uina desesperanza mages-
tosa.
A poesa, repassada de orna melancola suave, he
urna poesa sentimental...... urna poesia de inspi
relo.
A Fada foi a visao anglica que appareceu em so-
nho ao poela, c que esvaeceu-se ao despertar delle.
Maiu 14 de 1854.Y. B.
i:u-
jF<
Era loar,n'uma praia
Um branco vulto vagava ;
Era um esp'rito celeste,
Qae neste mundo penava.
Os sens t8o negios cabellos
A brisa meiga bejava,
E a vaga tornos qucixuraes
Tristemente alli sollava.
Um veo comprido c alvacenlo
Seu roslo d'anjo encobria,
E o trisle carpir das ondas
Ao cauto della se uuia.
Seu hymno de amor sublime
Era umadulia sagrada,
Seos feiticos. seus primores.
Magos encantos de fada. .
De repente, meia noite
O bronze aereo soou,
E as broncas penedias
Seu triste dobre echnou.
Enllo a virgem sublime
Deixou cahir branco veo, .
E pondo em lerrn osjoellios .
Fitou seus olhos no Co.
E vi, meu Deo's, que belleza !
Um roslo niveo, divino,
IJns labios rubros,' um eolio,
Mais que o selm, helio e tino,
E vi; meii Dos, negros olhos
Onde a volnpia pousava,
Cintura tenue e delgada.
Que um lini|p cinto eslreitava.
E vi, meu Dos, lindos braco-,
Que ltupliael u,1o sonhra,
Bellos psinhos, um corpo
Qae minh'alma ardente amura.
E vi, meu Dos, tanta graca
No sen porte, no teu gesto,
Tanta masa e docura
No seu rosto assim lao niesto.
Qae minh'alma inebriada
De profundo elouco amor,
A vida triste, terrena.
Por ella amon cora ardor.
Era ventora infinita
Contemplar virgem to bella ;
Era un edn de delicia-.
Viver des enranioi dalla.
J
meiro que appareceu na Europa 5 de Janeiro de
1665 Jornal des Savantscomo nos diz o dic-
cionario das origens de Utr. Noel dizei-nos se
ja lestes urna cousa Uto mal arrancada, lao repug-
nante eom o raciocinio humano, como a ntrodd-
c5o, ou como melhor nome possa ter na phraseo-
logia dos pedantes a introdcelo dessa lislra ?
Nao podemos crer que j leuham pparecido pol-
luindo a imprensa, tamarillas, e lao multiplicadas
sandices ; que possa apparecer com o rodar
dos seclos cousa semelhnle, j nao nos he licito
duvidar, porque este phenomeno, que ha pouco nos
assombrou, levou-nt a convicrao, de qae os abor-
tos da nalureza nao sSo impossiveis.' bem que julga-
mos qae nio deixani' de licar exhanrida por longo
(empe, depois de um esfof50 lao superior m suas for-
jas ordinarias.
Nem julgue alguera qd?somos exagerados,ou njal-
dizentes,.oa6enanlagonislas; nada disto, qu
vidar do'que \eraos de dizer, lea a ntrodu
Estra, e-ver com os olljos que hidra founidavel,
sahindo do antro de col erguido ameacando bole,
prepara-sevomitar fatal veneno contra a lilteratura
hrasileira; -rer o, fumo e o roncar assustadof*uo Ve'
siivio, donde ja foram laucadas lavas fumeganles, as
qiaes, supposlqajDao destroam o pouco crdito que
ainda resta academia de Olinda', nlo deixara por
cerlo de enegrecer o nome obscuro desse pobre mo-
co, lao vido de gloria, quanlo cheio de si mesmo,
mas que no fundo he ludo vacad....
He, pois, |tar de alguma forma mitig.-irmos ou
obslarmos mesmo as inttiportkveis fedantarias, que
hajam de sahir da doudejaate penua do Sr. l)r
Joao Soares SHKins, e para que elle os mais que
tambem escrevee*, nao flageen tioescattdaJosmen-
te, que nos damos cargo de censorarmos a Estra,
afianrando desde j.T^qu'ejanlniuUrap'a3SareiBeSs li-
mites do justo'e honesto ; a como quer que,4or fal-
la de recursos nlo possamos-njiblieTlr um jornal, so-
mente neste sentido ser nas vaslas columnas freeu
Diario, se merecermos este favor.
Comecando naturalmente pela monstruosa intro-
ducto, debaixe de dous pontos de vista conside-
ra remos seu espirito, sua materia e fitina. O
collega fantasiaudo em desvairado sonho, que era
a nica \tguia da 'academia, em um desases vos
elevados, donde se precipita com cslronlosa queda,
appellidou de mediocres, estpidos e iuvejosos
todos os acadmicos, eveeprao delle; oeste' intuito
a principio, se considera e.c genio exaltado no san-
lificado phrenesi da inspirado e prophet-ia: colloca-
du.muilo cima da burguezia e iosorguthosos P-
leos, elle he o enlc bafejado com o sdpru divino,
que liles vem auaunciar o verUadciro verbo ; he o
ente incorruplivel, que nao veste alibr do lem-
po que se acha divorciado da sociedade, como um
protesto das angustias de sua alma inspirada contra
as torpezas dos gnsticos, (que montan de asneiras!)
cujo vandalismo e carencia de moralidade satrapc-
am suzcranamenlc amaor parto do mundo.Bepois
ligurdndo-se cheio de seica o Se imaginario, altri-
bue a tolerante Olinda a prostituido de sua lou-
caulia e virgindade pela mediocridad, orgulho,
desprezo, o pela mais esmagadra indiflerenca,
prostituido para a qual nao havera reparado pos-
sivel, a nao ser a introducao da Estra,
Mais logo, sem olhar para seus 28 annos, figura-se
um joven de leura idade, no verdor dos annos, a
quem Olinda lem tirado toda a illuso, e amorteci-
do o desenvolvimenlo de suas faculdades inspira-
das ; mas nada disto explica ainda satisfactoriamen-
te o que ele he ; he o poeta divino, cujos pensa-
menlos s3o mais vastos que o universo, e caja vonta-
de milis folleque o destino; he nesla qualidado que
elle nao acha comparaco, senao cm si mesmo, e pa-
radizer tudo em podcas palavras, he nesla qualida-
de que elle s se considera menos qae Dos, porque
Dos deve ser mais do que elle'! E ludo isto, por
sem duvida, explica a razao porque, sendo uso e
costume haver nesses jornaes Iliterarios, que' nao
tem um s redactor, urna direccao e colaboradores,
elle, muilo de proposito, inscreveu-se em letlras
maiusculas uo frontispicio dessa Eslrea como nico
redactor, nao saliendo nos oque sao os oulra*, que
escreven) juntamente com elle, nao crendo quequei-
ram servir de seus copistas, co.no lalvez pense. Mas
preciso era qu* elle manifestarse a sua gloria Ilite-
raria, eem verdade, em quanlo exislircm no mun-
do homens qae saibam apreciar o mrito, a sua in-
troducao ser immortal.
Ora, os estudanlcs, que honram u academia de
Olinda, nao podem por modo algum desconhecer a
necessidade de um peridico, cm que so trate de
tudo quanto for concerneute i propagado dos co-
nherirrienlos escolsticos porque elles veem perfela-
menfe qne c*te vehiralo, uraa dac_ mni^ bellas enn-
samentos divinos, cuja comprehenslo nao he dada
aos mortaes : todava, deixando o desoexo, eremos
que se poderia sustentar, mesmo presenta de al-
gum theologo rigorista, quanto mais presenca de
um poeta, qua o mal, depois da culpa de origem, he
lao inhe'rente nalureza humana, quanto o 'bem
mas lase aven lia o collega com os Idelogos. Por fal-
lar em Iheologos, recordamo-nos qne o collega disse
que o Nazareno, raais bem eonheeido pof i. C, li-
nha sido poeto, e juo Martvr do Golgota linha li-
gado a sua cora do marlyrio aos seus collegas poe-
tas ; aqui esUi esta passagem da biblia que nunca
nos foi explicada pelo nosso cura e temos que
a Estrs tambem nos ha de ensinar tlieelogia, e nm
admira, poisj o seu redactor, apezar de estar hqie
casado, j foi tres' annos formigo- oa semina-
rista, -j
O eollega inculcou-se meslre da lingua, usando
della deum modo quasi sobrenatural, assim nao
admira que nos entine se atetdade, como se
eoconlra nol.- periodo da 2. parlo, he cxpresslo
adverbial, ou que parte da orai;ao esi eompondo
nesse lugar : assim como se, em sua grammaliea phi-
losophica, qaando por causa de. muilas incidentes,
quer restrictivas, quer explicativa*, que caneara a
alinelo do espirito, nao podendo este bem ligara
proposiclo principal com oulra, qae lhe serve de
complemento 'restrictivo, costuma-se separar com
ponto "final **pard outro periodo'a repetido do
verbo principal, pois he islo o qoo se citrontra, a
J..|. J.'..*_.....-..-:.._________ __*...
nhnm estadante de pundonor, quer de annos infe-
riores, quer do sen, e com maioria de razio de an-
nos superiores, jimait qutrer sujeitar os seas escri-
tos revitaode umjnoco de lao poucas habilitac/Ses,
visto como be elle o nico que compe a commissao
revisora, ao passo que o jornal he sustentado cus-
la de lodos nos ; pensar assim, he snppor-nos mui-
to ppateos, no que lem alguma razio, nem s por-
que o ajudamos na execoco dessa empreza mesqui-
nha e desnaturada, eomo porque, senao fora o esta-
do moribundo da academia d'Olifida ha 5 annos pasta-
dos, escrito* dos do jaez da Estra, nao se atrevan)
de cario ver a luz do dia ; mas o fado assim o
tem querido. '
N36 podemos, por falta de terapo, darmos logo
aqui a critica dasrecoiucoM do collega P. F.
Brandao, mas se nao. formos precedidos de alguem,
aGancamos mostrar os diversos escriplores donde el-
le copiou a mor parle desses periodos, o quo prova -
se j a priori pela comparado do estylo dos diversos
periodos, sendo difficil euconlrar-se dous que tenham
a mesma physionomia, nao tendo menos de admirar
que o novo campeao da imprensa ignore Uo crassa-
mente a historia, isso que o celebre redactor cha-
mou fiel e iconica imagem, pois estrever em letlra
redonda que o chrislianisnio foi ensinado por meio
de rcvoluces ou forra physica, he em liuguagera
vulgar, mas muito significativa, nao saber onde tem
o nariz.
I.emos com a devida allene.io a imaginaco do
collega L. F. Veiga e sentimos profundamen-
te declarar que nao merece critica, pois alm de
urna expressao desenchabida, um s pensamento,
que morera ser lido, nao encontramos, 6 he pena
que a Estra estreasse coro um cscripto que, segun-
do consta-nos, a commissao revisora de um jornal de
S. Paulo, donde o colica veio, refugoo, talvez que
ou por mal arranjado, ou por ter indigno de um jor-
nal serio, pela somma de immoralidade que conten.
A respeito dos versos do collega H. Grara, satis-
fez-nos a expectativa ; isto he, adiamos brinquedn de
menino, como esperavamqs
Meut cantos sio gemidos de minha alma,
Meus cantos sSo amentos desta vida,
Q'acelhuntado j nomundo levo
Quando de sonhos de ventura e gloria.
A mente me brineava na esperanca.
Nao nos he possivel comprehender que, quando
a imaginario est embllada nos sonhosdourados de
ventura e gloria, brincando a mente na esperanca
qne os cantos sejam os lamentos da vida, que ave-
Ilimitado j temSao bellezas !
A noite escura, amlidonos mares Urna Iran-
sido lao bella por um verso de dozc sy liabas Un
sons lgubres, uns ntimos suspiros. Estes foram
inconlestavelmeute encaindos aqui a martello.
Queixumes do soffrer que m'acabrunha. O tal
macabrunba he potico de gosto,.. E este perverso-
Do penar tanto que me punge, quebr '.
Nem inspiraces, amores, este infallivelmenlc
falta-lhe algum pedazo.
Soffro '. Ue sempre quem'afugando 'O tal ma-
faga he tambem potico de gosto.
Nada mais diremos, porque o. collega ainda em
lenra idade, c novico nestas materias, merece algu-
ma desculpa; convindo sempre lembrar-lbc que nada
mais encantador do que pensamenlos poticos bem
., delineados, mas nao sendo assim, nada tambem mais
njoativo do que versos mal feitos.
Resta-nos dizer duas palavfas smenle sobre a
fior do deserto do collega A. S. Menezes: al aqui
esse cscripto nao tem apresenlado mais que urna
semsaboria, mas como o seu autor tem inteligencia
e vocarao para escriplos desle genero, he provavel
qae nao acabe mal esse romance. Por filiar em ro-
mance convem logo aqui repellir o infamante epi-
theto de ignorantes, atrabilario* com que o collega
miraoseou a muilos homens Ilustrados, que lem
qualificado o rpmanciswo de fructo perigoso,
verdadeiro veneno, qae nao pode deixar de acode-
rar a exlinccao do principio de moralidade, que ain-
da nos resta. Dussault no Jornal dos Debates sobre
o romanlismo. Oulro qualificou o genero romntico
de genero bastardo, que nao offende menos o bom
stnso, que o bom gosto ; especie de mania do uos-
so seculo, continua elle, que nao pode deixar de de-
pravar o aosto, corrompeudo as roers, e lornar-se
assim urna das causas da decadencia Iliteraria ; por
que quasi sempre os romnticos naoquerem mais
nada de classicu, ou nao querem senao aquillo qae
nao lem al agora pertcncido a nenhuma elasse de
lilteratura discurso de.M. de foulogne Se,
pois, grandes homens se tem enunciado desta guisa
a respeilo do romance, como he que o epillieto de
ignorantes, atrabilarios deixar de serums levian-
dade '.' Todava se o romance que mereceu a apo-
loga d collega he aquelle que, como diz Mr. Boyer
em urna dissertaco sobre o romanlismo, desaquelle
de que se tem feito um aso moderado, cujos as-
sumptos se vao lirar nos anuaes polticose religiosos,
impressos sob a inspiracao da verdadeira moralida-
de, esse romance merece ser defendido, e nem o
bom senso o poder reprovar ; mas o romance, que
sob urna forma encantadora, vestida com umaliu-
guagem vehemente e seductora, que desafia e des-
perla as paixoes. mais fras, e que de envolto se acha
escondido fatal veneno, ah 1 esse romance lem feito
per mais deuma vez a innocencia naufragtr, e nem
eremos que o romance assim sirva de objecto para
as apologas d collega, e muilo menos eremos que
o seu seja deste acz. Os collegas.
w
4 caixas leudos de algodo; a Rostron Rooker
&C.
50 bartis maoteiga; a Rothe & Bidonltc.
6 caixas cobr em folha, 2 ditas com 1 machina
para gelo, 1 dita coro i prenda para copiar, 6 fardos
e 18 caixas lecidos de algodSo, 10 lences de cham-
bo ; a C.[J. Astley & C.
89 fardos lecidos de algodio, 10 caixas chapeos de
sol de algodao, 1 embrulho roopa; a James Crabtree
&C.
30 gigoslouca, o'l barrica amoslras.de dita, 50
barris manleiga, 108 tonelados carvlo de pedra, 1
carrinho de m.lo, 106 caixas e 15 fardos tecldoi de
algodao, 4 caiat ditos de laia, 1 dita e 8 fardos di-
tos de laa, 4 caixat linhas de algodao, 15 pipes em
aduellas, 1 dila com lampos, 7 feixes arcos, 1 barri-
ca espirito, 1 caixa ignora-se o conteudo; a Russejl
Mellors & C.
1 caixa lecidos de lia, 3 caitas e 0 fardos lecidos
de algodao; a A. C. de Abren.
10 caixas linha de algodo, 4 ditas lecidos de.dito,
4 barricas e 1 caixa frragens; a S. P. Jobnston
&C.
120 barricas cerveja, 6 fardos lecidos de linho, 11
caixas miudezas, 49 fardos lecidos de algodao, 1 cal-
xa sellins; a Adamson Howie & C.
6 caixas cassae, 33 fardos lecidos de algodo, 1
caixa e 1 fafdinho lecidos de linho, o de laa; a Pa-
ln Nash & C.
14 caixas lecidos de' linho, 12 fardos ditos de al-
godo ; a M.c. Calmonl & C.
11 caixas lecidos de algodo, 10 caixas linhas de
dilo, 2 ditas damasco; a Henry Gibson.
22 barricas e 1 caixa frragens, 20 feixes p*t de
ferro, 4 barricas lila, 1 dita entelara, 6 caixat cha-
peos de sol de algodao, 15 barricas enxadat, 1 dita
pregos, 1 caixa medicina; a E. II. Wyalt.
- 5 barricas oleo de liohaca ; aC-.C. Johnston.
50 barricas enxadat, 2 caixas leddos de laa; a
Branden Braudis&C.
4caixas lecidos de algodao; a Timm Mouseu
<5C.
6 caixas e 95 fardot tecidos de algodio, i dila
lencos de dito, 2 caitas chales de algodo e seda, 1 >
dila lencos de algodao ; a James Crablree& C.
, 400 fogareiros e 1 barrica grellias; a A. V. da
Silva Barroca. '
2 caixas lecidos de algodao e laia, 12 fardos e 2
caixas lecidos de algodao, 7 caixas chapeos de sol, 1 .
dita com 1 tarro; a R. Royle.
140gigos loaca e 1 caixinha com amostras de dila,
14 caixas e 14 fardos lecidos de algodao, 3 caixas di-
tos de algodao, e de laa, 4 ditas miudezas; a Fox
Brothers. .
Brigue nacional Santa Barbara Vencedora, viu-
da do Rio Grande do Sul, consignado a Amorim li-
maos, manifestou o seguinle:
9,064 arrobas de carne, 103 ditas de sebo,'60 cau-
ros seceos; aos mesmos consignatarios.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dia 1 a 23. '. 36:1039324
Idemdodiaii '.......1:750836
3735*1160
ll VERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 23.....5:
dem do dia 24..........
49|829
5:280*206
Exportado'.
Liverpool por Macei, galera ngleza Stoord-Fith,
de j toneladas, conduzio o seguinte : 21 caixts,
1,422 saceos e 74 barricas assucar, 3 saccas buebo de
riie, 500 arroba* de ossos, 2,000 cocos cem casca,
barricas farinha de mandioca.
Rio Grande do Sul, brigue nacional AfartnAo //.
de 289 toneladas, conduzio o seguinte:146pipas
cachaca, 550 barricas com 3,859' arrobas e 4 libras
de assucar.
Canal, brigue inglez Herald, de 265 toneladas,
conduzio o seguinle :3,929 saceos com 19^645 ar-
robas de assucar.
HECEBEJ30R1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 24......645J0I2
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia 1 a 23. .....38t479J485
dem do dia-2......, 1:047#835
------
39:527320
^BLICACAO A PEDIDO.
despeito de todtt os preceitos grarnmaticos, no !. e
2.- periodo da 2.- parle ; quando, em lugar de dou* f'T' ?" pi,ra desme,nr ?
i i J. i, boato desairlo, que contra mi
periodos, todu cssas oraeDes nao podiam formar se- -
nao um s, separada a repetido do verbo principal,
apenas, conapouloe virgula Picando do modo pofc -
que est o I ,,eriodo inleiiaraenle incmplelo, poT 1Ia **/""* 1ue "^o nesla cidade: ha 8 que
.vuFic u, Pu. -j^,! casad0i e com quanlo ua0 (,vesse recebido dol,
rosajBjcomplerrieatfo, que he proposido 0u herauca, todava com o producto de" meu incan-
Para salvar a minha reputado, quemis qne lu-
solemneraente a um
mim se tem levantado
faz-se-me necessafiofazer anleopublico a historia a-
brevada da minha vida,e dar contada norma de meu
proceder desde' que aqui eslou: ei-la:
lhe falta:
-rdiscnliVaporm, que esUi eompondo o 2.- pe-
riodo. Giros muilos erros grosseiros de grnmma-
lica podVriamos apontar, se j nao nos fossemos tor-
nando diffusos,c se o que temos dito-nao fosse bastante
para abaiiar a proa desse enfatuado,e chama-lo
seas verdadeiros limites.
E bem que julgamos perdido o nosso lempo, por-
que elle no 4.' periodo da 2.' parte djsse que nao.
era obrigado responder pelos desvarios de seus
pensamenlos de poeta, e concluiudo considerasse
toda e qualquer critica ao seu metilo sem manelta
angustias roedoras da ignorancia presumida, qu
remexe-se em ptrido e asqueroso lodo, ignorancia
despeitada dessa sociedade, que, madrasta, repelle
e entibia o germen do talento, como o seu ; todava,
como seus collegas, zdadores de sen credite, nao po-
demos deixar de dar-lhe alguns conselhos pruden-
tes.
O collega, sem davida, deseja ser apreciado pelos
homens '.Ilustrados, pois d'apreciacao dos ignorau-
les e dos estupidos, nenhuma gloria lhe pode resul-
tar ; se he assim, tome o nosso consclho, abandone
j c j esse piidaolismo guindado, que s poder 1
ludir aos espirilos superfiriaes, porque se o. collega
nao sabe, nos Ih'o dizemos como a misos, qae a lin-
gua porlugueza quando nao he submcllida s lcis da
mais exacta analoga, e guiada por um' goslo escla-
recido e seguro ; em lugar de bella, armnica e en-
cantadora, n3o he senlo um composto grosseiro c
informe d palavras deslocadas, que, era bom portu-
gus, nada significan); e era contra urna scmclhantc
v iolac'o que Filinto \ brava seos raios viugadores ;
e o que dira elle hoje se visse essa introduco 1
Para que o collega com esse pendalisino guindado
ha de (ornar spera e sania essa lingua lao armo-
niosa, c recheiando-a de galticismos formar urna
lingoa mixta c semibrbara, que, na phrase de Cha-4
leaubriand perde sua natural seiva ?
O collega nao he 15o ignorante quo nao saba) que
o estylo, na expressao de Bulln, he a parle princi-
pal de um discurso, eque, quasi sempre conslilue
lodo o mrito do escritor; c o que lie que constituc.a
sublimdadc do slylo, senao o conhecimenlo acu-
rado dos lermos, conslrucres e idiotismos, caja ap-
plicacao apropriada,' produz a precisao, a elegancia,
e energa, caracteres sem os quaes dfk pode haver
verdadeiro tlenlo de escrever ? E se todos nos co-
nhecemos qae os conhecimentos da lingua patria he
que da o a alta idea da civilisacao de um povo, e, se
se ignora ycrgnhosamenle essa lingua, como diz
Cicero, quando nao se escreve em urna linguagem
tersa e castigada, como he que coulinuaremos con-
correr para a publicaco de um jornal.quc vem de-
sacreditar o primeiro corpo scien lilicci da nossa pa-
tria 1 Conclolndp poia a parle do collega, acredi-
te-nos, que senao mudar de estylo, se nao transfor-
mar o orgulhoso titulo de redactor em director, e se
por fim nao apressar-se e i anvlar-w rom os de
mais s Eslrea nao vivera vida cumprida porque ie-
ravel trabalho, lenho sempre com pobreza, porem
com dignidade, podido maner minha familia, rom-
posta-de mulher, filhos, urna cunhada, e sogra,qae
conservo em minha companllia.
Depois de ler sido caixeiro, ngoriei por minha
conta, porem urna estrella adversa, que me persesue
de perto, nao quiz que eu tirasse as vanlagens, que
oulro* com menos "deligeucias tejn tirado: assim sem
capitaes, e por consequencia sem negocio, tive de
passar dous anuos desempregado: mas por fim quiz
Deus que eu achasse algumas rasas rommerciaes,
que hoje me confian) a venda de seus assucares, e
entre ellas a que mais me beneficia e me honra com
a sua conliauca be a dos Srs. Rodrigues & Lima;
Pois bem: encarregado de crawles vendas desla casa
leudo em meu poder avultadas soni mas della, em re-
sultado ajuslando contas,lique atrancado na qiianlia
de quindenios e tantos mil reis, que'se me tendo
desencamiuhado por um caso imprevisto, e mera-
mente fortuilo, todava me responsabilisei para com
os ditos Srs., e Ihs pretendo pagar o mais breve
que me for possivel; sendo que islo me nao acar-
rctou a menor mingoa de cnceilo para com os Sis.
Rodrigues t Lima, porque ainda continuo como
das tes.
Entretanto este incidente, qae lio usual, e que se
d quasi que lodos os dias, servio de motivo para
algunsde meus graturtosiiiimiaos.comapcrversidaile
propria s driles assoalharemqae fui preso no da
23 do corrcnle por ter desencaminhade 1, 2, ou 3
contos de reis, ou em fim o que aprouve sua ma-
ledicencia.
lie falso esle boato he aleivoso he filho da perver-
sidade requintada de meus detractores, que nao ten-
do a lioneslidade, que capricho ler, o inventaran) s
com o fim de manchar a minha repuUicao, que alias
he cnnliecida em Pernambuco pelos homens houes-
los; e para quo me crean) os que me nao conhecem
bastar dizer, que lutando,sempre com a infelicida-
dc, lodo o meu debito monta apenes a grande som-
ma de sele centos mil reis. Recife 2ti de maio
de !S.-).
Joaquim Jos fjdrigues da Costa,
MOVIMENTO DO PORTO.
' Navio entrado no dia 24.
Montevideo25 dias, polaca hespanhola Silencio,
de 184 toneladas, capitn Jacinlho Aldna, equipa-
sen) ti, carga grata e lastro ; a Aranaga, Bryaa
& Companhia.
Navios sonidos no mesmo dia.
CanalPolaca sueca Julia, capillo N. G. Melin,
carza assucar. '
Ro Grande do SulEscuna brasileira Linda, capi-
tao Jus Ignacio Pimenta, carga assucar.
Nwoios'entradoi no dia 25.
Pare porlos intermedios13 dias e"8 horas, vapor
brasileiro 5. Salvador, commandante o primeiro
lenle A. I. de Santa Barbara. Passagetroa para
esta provincia, Joao Baptista de Campos, sua se-
nhora e 7 escravos, D. Anna Err.iliada Silva Man-
ta c sua familia. Manoel Rabello de Oliveira e 1
escravo, Manoel tioncalves .dos Res. Antonio
Francisco de Oliveira. Jos Maria da Silva, Ma-
noel Marques Camacho. Jos Jacinlho dos Reis,
Antonio Goocalves da Silva, Antonio Joao Ra-
mos, 2. cadete Laurenno Caetaao Soares, Tho-
maz Walter. Para os porlos do Sol, alferes An-
tonio Hermindo dos Santos e sea familia, 2. le- <
" nente da armada Francisco Pereira Untra, Tbe-
reza. Raymunda, 21 recruta para* o exercito, 1 -
recruta para a marinha e 27 escravos a entregar.
liamborgo41 dias, brigue hamburguez Olio, de
120 toneladas, capilao J, P. Lantn, eqoinagem
10, carga fazendas e mait gneros; a Broas Prae-
ger & Companhia.
Parahiba15 dias, barca ingleza Countess of Ze-
iland, de 326 toneladas, capilao John H. Hani-
ball, equipagem 26, em lastro; a Richard Royle
& Companhia.
Navio sahido no mesmo dia.
ParaPatacho brasileiro Josephina,. capillo Chris-
tuvo llenriques Andrs, carga assucar e mais g-
neros.
EDITAZS.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
Miesouraria provincial, em virtude da resolucjto
da junta da fazenda, manda' fazer publico que
em cumprimenlo da le, se ha de arrematar pean-
le a mesma junta no dia i de junho prximo Sin-;
douro a renda do sitio do Jardini Botnico da cida-
de de Olinda, avahada em lStJOOO'rs.
A arrematacao ser fcila por lempo de 3 annos,
a contar do. 1 de julho de 1854, ae fim de junto de
1858.
As pessoas que se propozerem a esla arrematado ,
comparecam na sala das sessoes da mesma junta uo
dia cima indicado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandn afiixar o prsenle
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 1 de maio de 1854. O secretario. Anto-
nio Ferreira da Aimunciaco.
Carta de edictos.
0 Dr. Francisco de Assis Oliveira Maciei, juiz muni-
cipal da segunda vara do CiVel e do commercio,
nesla cidade do Recife de Pernambuco por S. M.
I. e C, que Dos guarde etc.
Faro saber aos.que a presente caria de edito* viren)
ou della noticia tive'rem em como JoSo Viguet, me
fez a petico do theor seguinle :
Diz Joao Vgnes quo quer fazer citar a D. Joanna
Maria Ruilland Beranger, Francisco Manoel Beren-
ger, l.ourenco Puge, eomo administrador de sua
mulher, 1). Candida Btissojarcizo Beranger, Adol-
Ber,
D. J tettina Viclorint dos
Laavptrio Fortunato Beran-
COMMERCIO.
PRACA DO RECIFE 24 DE MAIO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colar es ofliciaes.
Descont de letlras de 1 a*4 mezes9 "j ao anno.
Cambio sobro o Rio de Janeiroa 15 d|v. 11|2 de
descont.
ALFANDEGA.
Rendinicnto do dia I a 23 .
Idom do dia 24......
198:538*2*
7:8458070
206:3835292
Descarregam hoje 26 de maio. .
Barca ingtezaVatparaizomercadorias.
Barca ingtezaDeatricedem.
Barca inglezaMirandabacalho.
Barca inglezaMidasidem,.
Importacao'.
Barca ingleza falparaizo, vinda de Liverpool,
consignada a Russell Mellors & C, manifeslou o se-
guinle :
12 caixas e.10 fardos lecidos de algodao, 1 caixa
chapeos, 1 fardo tapete; a Luiz Antonio de Siqueira.
3 fardos pannos, 1 embrulho objeclos para es-
cripturio; a Deaoe YoOle & C.
1 Jjarrica prego* de forro, 4 raixas folhas de metal;
a Macharlo i Pinbeiro.
(o Bernardo Beranger,
Santos Beraueer, e Juliao i
ger, viuva e filhos de Julin Beranger, p ra na pri-
meira audiencia deste juizo filiaren) aos termos de
urna accao ordinaria em a tual lhe pede a quanlia
de 3:3409000 rs., juros da nVportancia de 2 Ultras
mercantes j vencidas e protestadas, aceitas pelo ma-
rido e pai dos sapplicados, e que como herdeiros do
dilo Beranger esto obrgados a pagar, ficaodo logo
citados para todos ot termos de acro alea final
senteuca sob pena de revelia. E porque seachaauteiv-
le em lugar ignorado* o herdeiro Juliao Antonio
Fortunato Beranger ; requer o supplicante a V. S. o
admita justificar a ausencia sendo quanto baste e
julgada por senlenca se digne mandar passtrcariaedi-
tal por 30 dias, afim de por ella ser o ausente citado
e dar-se-lhe curador na Corma determiuada no irt.
154 do decreto n. 737 de 25 de novembro de 1850.
Pede a V. S. Illm. Sr. Dr. juiz da segunda vara do
commercio lhe defira como requer.E. R. M.O
advogado, Almeida.
D. C. e lome-sc a juslificaca para o fim re-
querido. .
Recife 6 de marco de 1854.Costa MenezesA.
CunhaOliveira.
E mais senao continha em dita pehcao, despacho
deslribuido poroqaal o supplicante produzio suas
testemunhas c subindo a concluso leve a senlenca
do theor seguinte:
A visla da inquirido de Os. 4 5, oiga provado
que Juliao Antonio Fortunato Bewnger, est au-
sente em lugar absolutamente nao sabido pelo qne
mando se paste cdital com o prazo de 30 das para
sua cilacao ecustas..
Recife 3 de maio de 100) Jos Mavmundo da
Costa Menezes.
Em cumprimenlo da qual hei por citado o su-
pradito para te proceder a accao que o jupplicaote
vai propor censtante do sua policio suppra, afim de
comparecer por ti, ou seu procurador que lera la-
gar o vencido depois de fiado dito prazo, sob pena
de correr a revelia al final senlenca, e sua execn-
Co; p'elo que toda e qualquer pessoa presente ami-
go, ou eonheeido do supplicado poder fazer sciente
do qae llca exporio e o porteiro respectivo publicar
e fixar o presento no* lugares do coslumeye publi-
cado pelo Diario de Pernambuco.
Dado e passado nesla cidade do Recife de ma o
de 1854.Pedro Tertuliano da Cunha, escriv e
subscrevi. Francisco de Asi Oliveira Maciei.
Pela inspeceo da alfandega se faz publice, qae
o leilo dos objeclos salvad** pertencenles ao appa-
relho do brigue sardo Carolina, annunciado para o
dia 23, fica Irauserido para o da 30 do correle de-
pois de meie dia. Alfandega de Pernambuco 23 de
maio de 185i.O iwpactor,
Brnta Jos Fermmd* Barros.

-"*<> HH.i


^1
Para o Rio de Janeiro segu no din 20 do cor-
rele imprelcrivelmente o brigue nacional aFeliz
Desliuo, por se adiar j promplo do seu carrega-
mento, podendo nimia receber alguns pequeos vo-
lumes, passageiros o cscravos afrete: Irala-se com
Manoel Goncalvas da Silva, ou com o capitao a
bordo.
LE1LO ES.
0 Pr\.Al**ndre Bernardino dos Bes c Silva, juiz
de direito di segunda vara do crime da comarca
do Recite, ribi- S. M. o Imperador que Dos
guarda etc.
rayo saber aos que o presente viren), que lenlio
prorogado por mam 30 das a correicao, que por
uim Foi abarla no da 24 do passado mez de abril.
E para que ebegue ao conhec miento de todos a
quem inleressar possa, raandei lavrar o presente que
ser publicado pela impreusa.
Dado e passado sobo signal e sello dsle juizo,
ou vaina sem sello ex causa, uesta cidide do liedle
aos 21 do maio de 1804.
Ka, Francisco Ignacio de Atlaydc, escrivSo ser-
vindo na correiejao o escrevi.Alexandre Berar-
iino do* Iteit e Silva g "
DECIAR AC EiT .
CORREIO GERAL.
O vapor A*. Salvador
recebe as malas para os
rrlos do sul, hoje s
horas da Urde : as
correspondencias deve-
raoser entregues ao meio-dia, e depais desta hora se-
rio reeabidas com portes duplos.
Consellio administrativo.
O conselho administrativo, em virlude de autori-
sacao do Exm. Sr. presidente da provincia, lem de
comprar os objectos seguinles :
Para a botica do hospital regimenlal'
Retina de angico, libras 8, espirito de vinho, ca-
adas 5, azeite doce, garrafas 2i, alambique de lin-
eo, segundo Soubeirao 1, balanza de pedestal, com
peaoa 1, machina para estender emplastro 1, Ihesou-
ra grande para corlar rai/.es 1.
Quem quizer vender taes objectos, aprsente as
Mas propostas em carta techada, na secretaria do
onselho s 10 horas do dia 1 de junho prximo futro.
Secretaria do conselho administrativo para forneci-
menlo do arsenal de gerra, 24 de maio de 1854____
Jote de Brito Ingle:, coronel presidente. Bernar-
do Pereira do Carmo Jnior, vogal secretario.
O conselho administrativo, em cumprimenlodo
artigo 22doregutameiito de Udedezembro do 1852,
faz bubltco qoeforanj accils as proposlas de Souza
& Irmao, e Francisco Maciel de Souza.piira fornece-
rem : o primeiro, 2 rassarolas eslanhadas a 28000
rs., 4* Ulheres a 48000 rs. aduzia; o segundo, 6
pares de chinellos rasos a 960 rs., e avisa aos supra-
didos vendedores que devem recolher ao arsenal de
guerra os referidos objectos no dia 2fi do crrenle
mez. Secretaria do conselho administrativo para
fornecimento do arsenal de guerra, 21 de maio de
1854. Bernardo Pereira do Carino Jnior, vo-
gal e secretario:
Consulado'ele Portugal..
Nao podendo 1er lugar, por causa da chuva, a ar-
remataeao annnnciada para o dia"20 do correnle, do
resto dos bens do finado porluguez Joao Rodrigues
Neves, que consiste m urna alvarenga em cons------------------------------------------------ ,_________
&^^W^^SO!S^ Pedimos a atteneso das peyoas que tem
da manhaa, na porta deste consulado. encommendado bilhctes da lotera quin-
Consulado de Portugal em Pernambuco aos 22 de ta ^a I'*" ~> .-..:t---------.------:- .
maio de 1854.Joaquim Bapfista Moretia, cnsul
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, em virtnde de autnri-
saco do Exm. Sr. presidente da provincia, tcm de
comprar os objectos seguinles:
Para o hospital regimenlal das Alagas e Cear.
Assucareiros de louca 6, bules de dita 6, colchOes
20, bnm manco hso para camisolas, frouhas e len- mas como mais valor tem a declaraco
roes, varas J30. chicaras e nirn. ,. .ii. J_-----
de metal ,
castiraes d
eannivele
ferro ourines _.
las de dita 8, trivisseiros 10, mantegueiras de louca
DIARIO DE PERNAMBUCO SEXTA FEIM 26 DE MAIO DE 1854,
55 >. r "uion irounas e len- ^umu uiai vaior tem a aeciaracao
"AST-tTS ss^ttss age,?ia pe,a ^*&**. pe-
le lalao 2, chitas para caberlas, covados 70, a,mos a pessoas que tem bilhetes encom-
,rPan'Lp?1a5-1, .esPa",ador *> fogareirode mendados, que os veniam receber ; por-
rinoesdelonca o, pratos de dita 12. lige- ..,. 1____ f i i ', "
8, iravisseiros 10, mantegueiras de loica 'l^togo que fuer Signal de vapor tudo
sera lacrado e nada mais se vender' desta
3, comadre!,
2 batalhao de iorantaria.
.Pelles de rameiro 100.
' J! "^'nodeinfanlaria "da guarda nacional.
Pfanos 2.
Armaieris do arsenal. .
..J*.boasdePD,ll' 0UI'8S 10- litros em branco de
100 fnllus 8, ditos ditos de 150 folhas 8.
.9 ballhao de infamara de linha.
Caldeira de ferro batido para 100 pracas 1
> Companhia dercavallaria.
Colarnos, pares 46.
- Arsenal de guerra.
Costados de pao d'olo 2, taboas de assoalho de
Ivnro 12.
suas proposlas em carta Techada, na secretaria do
conselho s 10 horas do dia 87 do correnle roer.
Secretaria do conselho administrativo, para for-
necimento do arsenal de guerra, 20 de maio de 185.
Jote de Brillo Ingle:, coronel presidente.Ber-
nardo Pereira do Carmo Jnior, vogal c secre-
tario.
lotera, quer o vapor tenha saludo a 20
qner tenha transferido para outro qual-
quer dia.
(Bk Urna pessoa bastante habilitada em latim, 6
J? porensinar ha maif de'16 anuos, se'prope JY
>$9 a ensinar em qualquer parte, que convento, S)
% nao sendo muito distante desta prara. Tam-S
9 bem ensina primeiras ledras e fraucez : na 9
ra da l'raia n. 43, terceiroandar, se aclia-- (^j
ra rom quem tratar, das 3 horas da tarde em JL
dianle, ou annunce.
COMPANHIA DE BEBERIBE.
U Sr. director Convoca pela quarta vez Pnr nsinuacSo do mesmo depositario. Nazai
senhoi-es accionistas pai-a se reunirn de maio de VSA-~J?2S.l~ Cor''" de olitei
os senhores accionistas pai-a se reunirem
em assembla geral no dia 2 do corren-
te ao meio dia, aim de se proceder a
eleirao da nova administracao, visto co-
mo sem a reniao da dita assembla nao
pode ter lugar o 12.- dividendo. Escri-
ptorio da companhia de Beberibe 25 de
maio de 185i.O secretario interino,
Luiz da Costa Portocarreiro.
^^46ti
SaVBBABO 37 DE MAIO DE 1854.
Dfcpuis de execula'da pelos professores da orchestra
urna esceihida ouverlura, lera lugar a representaran
do novo drama original porluguez em un prologo
e actos, qne pela primeira vez sobe a siena ues-
te Iheatro.
FERNANDO
bu
PERSONA
O descouhecido. .
Fernando, camponez. .
Pedro, .
Brazia mai de Fernando. .
PEBSONAGENS DO 1., 2. E 3." ACTO, 20 AN-
NOS DEPOIS DO PROLOGO.
PROLOGO.
Sr. Bezerra.
Cosa.
Santa Rosa.
D. Maria Amalia.
O desconhecido.
Fernando. '.....
D. Marlinhn de Sonza. .
Nudo medico de El-Rei.
l'dro. '......
Criado.
Sr.
D.
Bezerra.
Cosa.
Amodo.
Monleiro.
Santi Bosa.'
Cabrella.
>.......Sr. Rozendo.
^'.VNOMhVACAO' DOS ACTOS.
I. O juramento.
II. O desconhecido.
III. A 4|jracSo.
IV. FerniMacorei.
Finalizar o espetaeolo com a muito jocosa larra
^av. mmM^mmm^*.^ '
Os bilheles acliam-se* venda no cscriplorio do
thearo.
Principian s 8 horas.
avisos aARiTUHT
RIO DE JANEIRO. Traspassa-seoaloguelde urna casa nasCinco Ponas
O Datadlo nacional Valentp spotip im- ''8ade'lluRuelde,6000rs-.aquemcompraraarma-
xj nuuonai vaiente, segu im- cao que existe na dita casa que com ella se far todo
pretenveimente para 0 Rio de Janeiro ate o negocio; csia casa otTercce muilas vanlagcns a
o dia 51 do corrente mez, s pode receber u,m ra?" q;"e lqnei.ra l>rinc,P'ar. nao s por ser seu
alguma car^a miuda, escravTa frete e ?Wtt .tt^^^.f'pSy?^
passageiros, para -osquaes tem ex cel len tes taberna, refinacao ou deposito de fabrica de charu-
commodos : trata-se com o capitao Eran- !iT!c.'^ei: qufV prelendf diriia-se W>nca
t y^lwuii<"i de chapeos da ra Nova n. 52, a enlender-se com
Cisco NiCOla O de Araujo, na praca, ou no Boavenlura Jos de Castro Azevedo.
No colleglo Santo AHooio, precisa-se alugar
um cnziiilieiro forro, ou esrravo.
O abaixo assignado, faz sciente ao publico, e
principalmente aos scus devedores, tanto da. prara,
como os de fra, que tem desla dala em diaute, cn-
carregado ao Sr. Jos Xavier Faustino Ramos Ju-
escriptorio de Novaes'& Companhia, 111a
do Trapichen. 54, primeiro andar.
^t* Para o Rio de Janeiro, o brigue na-
cional Elvira segu com brevidade por
ter parte do seu c^regamento prompto : ;; ^^^^^,^1^^*
pal a o resto qpt carga, passageiros eescra- mesmo autorisado a passar recibo a toda oqual-
vn a f..i 1_.-_ -._ quer quanlia que receber.
Firmiano Jos Bodriguet Ferreiru.
Joao remandes Cusleira declara que por haver
nutro de igual nome, muda a sua firma para Joao
Fernandes lxipes.
o r------o
vos a irete, trata-se com os consignatarios
do mesmo Machado & Pinbeiro, na ra
do Vigaiiop. 19, Obindo andar.
PARA. BAHA
egue brevemente o veleiro hiate For-
tuna capitao Pedro Valette Filiio : para
rarga trata-se om os consignatarios A.
de Almeida bornes &C, ra do Trapiche
n.lC, segundo andar. '
Rio Grande do Sul.
Seguir em pouco dias para o Bio-Grande do
bul o patacho nacional Regulo, o qual (em espa?
_.------,------^.. .,..., .,,, oiikh poae recclK
alguma carga mmda, passageiros e escravog a frele
a tratar na ra da Cadeia do Becife, loja n. 30.
Para a Baha segu em poneos dias a velleira q">lquer esclarcnimenlo.
^XtX^^u^ix^n[a'K'mTr0a' ~ Alogam-M e vendem-se superiores bichas de
do8 Ret n' m 'SSil 0?nd,,h,^, "8 fUa d* Cm Hambur *"** P*'o ultimo \apor da Europa
o ivecife n. o* primeiro andar. a ra estreila do Bosario n. 2, loja de barbeiro.
Leilao" de um pequeo sitio. *
Terca-reira 30 do corrente, aomeio dia em ponto
no armazem de M. Carneiro, na ra do Trapiche u
38, o agente J. Galis, farn leilao de om pequeuo -
lio na Gapunn Nova, leudo dpas rr|nt*a,Vndo urna
para a eslradada Opona Nova, e ffulra para o nec-
eo do Jacobina ; com o0 palmos de frente, e 400 de
fundo, chao proprio, com algumas truleiras casa
cacimba com boa agua de beber, cerca de 5 ooo ti"
jqlos de alvenaria grossa, etc., ele. A salubrid'ade do
lugar, com a vanUjosa localidade da siluacao, sao
parles bem inlcressanles para animar aos pretenden-
tes que desejaremaaequisieso de um pequeo sitio,
cdad" n,a'8 nsonh T LEILAO SEM LIMITE.
lerca-feira: do corrente, o agente Boria Geral-
f far?l.,*,lao em-scu armazem, ra do Collcgio n.
14, as 10 horas em ponto, de um completo sorlimcn-
lo de obras de marcineiria, novase usadas, de diffe-'
rentesqualidades, um riquissimo relogio com caixa
de vidro para cima de mesa, ditos de ouro e prata
para algibeira, ditos para parede, dous oculos de
alcance, varias obras de ouro e prata, candieiros in-
glezcs de molla para velas, ditos francezes e de ou-
ras quahdades, lanlerhas. serpentinas, candelabros,
lustres, caslicaes de dillerentes modelos, quadros
com ptimas estampas e ricas molduras, chapeos
prelos francezes, ditos do Chyle, ditos de fellro, bo-
nels de oleado, figuras de pedra para jardim, dilas
de porcellaua, jarros e -vasos para cnfeilo de sala,
pedras marmores de diversas cores e (amaiihos, pa-
ra mesas redondas, consolos, lavatorios, urna gran-
de porraode vinho engarrafado de superior quali-
dade, bolachinhas, biscoitos francezes, etc., e ou-
tros muitos objectos que s com a vista se podem
apreciar, os quaes eslarao no mesmo armazem em
o dia do leilo: assim como tambem um ptimo car-
neiro bastante gordo, muito manso, proprio para
menino.
CONSULADO DE POBTLGAL.
Nao podendo ter lugar por causa da chuva, a arre-
mataro annnnciada para o dia 20 do corrente, do
resto dos bens do tinado subdito porluguez Jo3o Ro-
drigues Neves, que consiste em urna alvarenga em
coustrucsao e urna porco de cobre em vergalhes,
Oca transferida para hoje 26 do corrente ao meio-dia
na porta deste consulado.
AVISOS diversos]
Precisa-se de um forneiro : na nadara da ra
no Colovelo n. 29.
Aluga-se urna casi terrea com muilo bous com-
modos para urna grande familia, sita na ra da U-
niSo, niBoa-Vista : a tratar na ra da Aurora n.
26, primeiro andar.
_ Alga-se nma casa lerrea na ra do Sebo n.
ai, pqr9000 rs. mensaes : a Iratar na ra da Au-
rora n. 26, primeiro andar.
Ja da Gloria para o seguinte annuncio :
O vapor Imperatriz esta va a nn inicia-
do para sabir a 20 do corrente as 5 horas
da tarde, nesse dia ficava tambem a cor-
rer a roda daquella loteria, eremos que
aquelle vapor transferir' a sua saluda
O abaixo assignado avisa ao respeitavel publico,
para que nao negociem com Francisca Mara d'As-
sumprao nenhum dos escravos, que a seu servico fo-
ram postos,' sendo deposilario lestes bens Pedro Ale-
xandrino Vieirade Mello, e istofazporj se ter dado
o caso da venda de urna escrava : assim orno Ihe
consta, que mais de urna leltra de avullada quantia
lera elle passadp, eassignado em favor de algueni, islo
^- r. m- a------:<-.: Nazaretli 20
-o Olveira.
ATTENCAO.
Roga-sc ap Sr. cnsul porluguez liaja de lanzar
suas vistas e autoridade sobre os subditos de sua na-
cao, que fallecefn no hospital de caridade, como suc-
cede com JoBo Francisco Porto, de idade de 38 an-
nos, qae vai ser enterrado por caridade como he cos-
tume deS. S. a respeitn de seus. subditos, o que
provar.O arrematante do* corro fnebres.
Um Africano livre do arsenal de guerra, achou
um relrato a daguerreolv po: quemfr seu dono, diri-
ja-se ao quarlel dos aprendizes menores, que dando
os sigoaes Ihe ser entregue.
. O Sr. Thome Ribeiro Gomesdos Sanios,.genro
do finado Antonio Ferreira ChristovAo, qaeira com-
parecer lia residencia do major Manoel Buarque, ra
do Livrameuto sobrado t. 26,2 andar, a negocio de
seu puro interesse.
Precisa-se de urna ama para todo serviro de urna
casa : na ra das Larangeiras sobrado n. 26, 1
andar.
Previ ne-se a quem convicr, que o sitio denomi-
nadodo Corlumenos Afogdos, se acha srques-
Irado por precatoria expedida pelo juizo municipal de
Serinhem, como se poder verificar no cartorio do
esenvao Brito ; alm de que sobre a sua execucao
pende urna revista inlerposla para o supremo tribu-
nal de juslica, pelo carlorio do escrivSo Poslhumo.'e
vai-se propr a actao competente para rescindir ar-
remalarao, que ltimamente proeedeu-se, a qual la-
bora em nullidades rconhecidas.
.O Dr. Carlos Frederico Marques PerdigAo em-
barca para o Rio de Janeiro, levando eir sua"compa-
nhia a sua escrava Francisca, crioola.
OlTerece-*e urna ama para lomar coita'de urna
casa dehomem solteiro, e que sabe coziiihar : quem
quizer procure na ra das Triocheiras n. i,, quem.
vai da roa Nova ao lado direito.
Homceopathia. J)
r-A CLNICA ESPECIAL DAS MO- ^
& LESTIAS NERVOSAS. g
/A Hysteria, epilepsia ou gota co- 7?T
g val, rheumajnio, gota, paralv-
g sia, defeitos da falla, do ouvido' e
g dosolhos, melancola, cepbalalgia B
'^ ou dores de cabera, enchaqueca, t^
^J) dores e tudo mais que o povo co- (&>
f$) nhece pelo nome genrico de ner- k
<& V0S0" (e%
K As molestias nervosas requeren) militas ve- w
yqf) es, alcm dos me (gs oulrus meios, que desperlem ou abatam a S?
w sensibihdade. Estes meios possuo en ago- [W
(g) ra, e os ponho a disposicao do publico. (A
i Consultas lodos os dias (de grara para os SL
@<9 pobres), desde is l horas da manhaa. at $)
as duasda larde, ra de S. Francisco (Mnn- (
y. do-Novo, n. 68 A.Dr. Sabino Olegario *?
W Ludgero Pinito. @)
m @-@@ @@^@
Precisa-se alugar urna casa de um ou
dous andares as ras seguintes: aterro
da Boa-Vista, praca, ra Yellia ou do Hos-
picio : a tratar na Travessa da Madre d
Dos n. 5.
Henriqueta Pessina, tendo de se retirar muito
breve para o Bio de Janeiro, e como nao lenlia ul-
timado a cobranza do sed beneficio, roga a lodas as
pessoas que se dignaram aceitar imbeles, queiram
mand;.r as suas exporlulas ra Bella n. 29, do que
lhes licara muilissimoabrigad^.
Piecisa-se alugar um preta de
meia idade, que egomme e faca o mais
servico de urna casa de pouca familia : a
tratar na ra da Cadeia de Santo Anto-
nio, armazem de lijlos n. 17. '
Prccisa-se de um caixeiro que tenha bastante
pralica de taberna : na Soledade n. 18.
. ~ Precisase fallar ao Sr. Dr. Francisco de Arau-
jo Luna, e como se ignora onde existe, roga-se-lhe
qneira annuiKiar sua morada ou dirigir-se i na da
Mangueira n. 5.
Precisa-se de nm boni cozinheiro para fazer
urna viagem Portugal : quem esliver nestas cir-
cumstancias, dirija-se ao largo do Corpo Santo, ar-
mazem n. 6.
Achou-se nm eseriplo de assenlamenlo de obras
de ouro : quem for seu dono, dirija-se a xm* -estrei-
la do Rosario n.4t, aonde dando os signaW certos,
Ihe sera entregue. ^
O I)r. Sabino Olegario Lndgero PinhoiSa-
dou-se para o palacete da ra de S. Fra
(mundo novo) n. 68 A
Aluga-se o 2 andar de um sobrado atraz do
thealro de.S. Francisco: a Iratar com Luiz Gom'es Fer-
reira, no Mondego.
Os herdeiros do (nado Francisco de Paula Ni-
gramento, antigosenhor do engenho Ginipapo, fazem
saber a quem convier atim de que em lempo algum
so nao prevalecam da ignorancia, que eRes Iratam
de fazer rescondir a escriplura de accomodacAo e
amiiiavel composicAo que coagidos fizeram com D.
Mara Marroquina de Jess Nazareno e seus filhos,
herdeiros do fallecido Antonio Fraurisco do Bego
Barros, e assim aquellos que a esles compraren! par-
les do dito engeuho Giupapo licam sujeitos a ve-las
ri'ivenilirar.em lempo opporluno.
Precisa-se de urna ama para o servico interno
e externo de urna casa de homcm solleiro : quem
pretender dirija-se a praca da 'Independencia n. 34,
que se dir quem precisa.
Na casa da na da Senzala Velha n. 112 Icrcej-
ro andar precisa-se de urna mulher do idade para es-
tar em um sitio, cozinhar para si, e alguns pretos;
da-se-lhe a casa, sustento e algiimdinheiro, do que se
far ajuste a vista.
. Bobaram, do domingo para segunda-feira, 22
do correnle, o armazem do abaixo assignado na ra
da Praia n. 13. constando de dinheiro 1509000; 2 li
vros, sendo um.de recise oulro de entradas e sahidas
e ahjumascarlas de freguezes pedindocarne: suppoc-
sc ser ja sobre a madrugada. Boga-se, por tanto, a po-
lica que tome o ditoroubo em considerarao; e sendo
que algeum saiba dos dilos livros, Irve-ns so abai-
xo assignado, que lera alguma recompenca. Jos
Francisco de Mallos.
Boga-se a qualquer labellio.qne em seu carto-
no descubrir a escriplura do ensenhn Machado, no
termo de Igoarass, passada pnr Manoel Jos Ferrei-
ra a Joao da Cunha Mendcs como comprador, an-
nuuce que ser procurado.
Na rna deS. Francisco sobrado n. 8, precisa-se
Vende-se muilos bonsqueijos do sertAo os mais
frescaes possivel, lanto inleirus como em libras
por commodo prec^i: na ra Augusta, taberna de
Victorino Jos Crrela de S.
Vende-se na taberna dalrua dos Acouguinhos
n! 20, os seguinles gneros : pratos e tigelas a duzia
960, orinoes e bacas pintados, cada um OO' rs. ; bar
cias e orinoes brancos, 320 ; bules pintados, 560 ;
assucareiros e inanlegueinis, 400 rs.; chicaras e pi-
res pintados, a dozia 19140 ; ditas e ditos brancas,
13000 rs.; lado islo se vende a dinheiro vista, as
porgues que convier ao comprador.
Vcndem-se as lias terreas n. 72 da ra de San-
ta Bila. e n. 67 da do Jardim ou Copiares: na ra
Direila n. 40, segundo andar.
FARINHADE MANDIOCA.
Vendem-se saccas com superior fari-
nlia da trra, por preco commodo : na
loja n. 26.da ra da Cadeia, esquina do
becco Largo.
vende-se nm ptimo mulato para pagem : a
fallar com Manoel Antonio Ribeiro, no Forte do
Mallos.
FARINIIA DE MANDIOCA.
Na ra do Apollo n. 19, vende-se saceos
comfarinha de mandioca, por preco ra-
zoavel.
Vende-sc letra rauito.nova, c fina, i 160 rs.
a libra : na ra estreila do Rosario, venda que bo-
ta para o Carino, n. 47.
Ainda restam quatro escravos dos oito, cuja
venda lem sido annunciada : sAo elles serlanejos, sa-
.W'?" "I3- '",,c,5l 5n"ra" Precisa-se dios e robustos, sem viciosnem achaques, e vendem-
tKSSSStSTS S&23S TI 1&W&**"0 nas Cinco-pon,S-s de
saes^^remT^di^^^^^^^^
Fonle& IrmAo previnem aos Srs. Joao Gonral- j Arados americanos.
Vendcra-se arados americanos chegados ul-
Vendem-se 4 escravos, 1 mulato de 20annos,
1 moleque de 1 < annos, 1 preu lavadeira e engom-
madeira, 1 prelo de 40 aunos e 30 travs de pao dar-
co : na ra larga do Rosario n. 25.
ves ferreira -e Flix Sauvage, para no caso de Ihe
ser apresenlada nina leltra i>a quaulia de 50j000
rs., vencida m 30 de Janeiro deste anno, de a n3o
pagaremaenio aosaniiunciantes, em cousequeuciade
dita leltra se lhes ter desencaminhado.
Na ra da Cadeia do Recite 2, lem para
der-se superiorr 'rutas, de, Lisboa em latas, pon
com doce das Dmsiuhs. queijos londrinlios, loucinho
presuntosuigievn para fiambre.
Margarida Deperini ao publico de Per-
nambuco.
Tendo acabado o meu conlrato no Iheatyi desla c-
dade, e chamando-me corte do imperio o cuidado
e amor de meus choros e tenros lilhos, sinto ao deixar
Vendem-se 4 molecotes de bonitas figuras, sen- memo de superior qualidade,
-------------------... nios, simo ao deixar do 2 pedreiros, 1 escravo de meia idade, proprio pa- de Lisboa em pedra, novissima
esta uto benigna e hospitalera Ierra urna viva sau- ra um 9il'. por ler muito boa conduela, e varias Vendem-wni aM^ i
- des^ZrTXeUan ?" a,8umas "m "abilida- P?uhia, n^.To^s!n.S?" o
ra ua ra uireua n. d. vinki, HM.,r.nau. ..'.._ j. c j
Precsa-se alugar nm sitio que tenha nrvore-
dos, csa com commodos para urna familia' fazer
morada, estribara etc., da estrada do Mondego ate a
Ponle delichda: a fallar com o cnsul Americano na
ra do Trapiche n. 4, ou annuncie.
D-se 2008000 a juros com penborcs de ouro
na ra estreila do Rosario n. 7.
dade. Levo comigo a eterna lemhranra de quajilo
sou devedora ao publico Pernambucano, por quem
vou penborada no mais elevado grio". Estar sempre
gravada na minha memoria agradecida que recebi
aqui distineces e applausos qic no merejo. Taes
obsequios nAo m'os Iraz a reminescencia para assim
exaltarme; elles lembram-me apenas para o reconhe-
cimenlo eterno e indelevel. Possaesta Ierra gene-
rosa ser sempre feliz: sao esles os meus sinceros
volos.
: O ex-director da.sociedade Recreio
( da Tamarineira, roga aos socios da mesma,
' &e dignem reunir-se a's 11 horas da ma-
-Jnliaa do dia 50 do corrente, na casa da ra
jo Collegio n. 15, primeiro andar, para
declararemo destino que queiram dar aos
objectos existentes e pertencentes a' mes-
ma sociedade.
Attencao.
Jos Goncalves Braga, faz scienle a lodos os
; seus freguezes e mais pessoasque do seu pres-
| timo se quizerem ullisar, que mudou o seu
. esUbelecimento de barbeiro para o primeiro
andar, aonde sempre o encontraran prompto
; para os servir, assim como tambem offerece
moilo boas bichas de Hamburgo, mais baratas
do que em onlra qualquer parte : na ra da
Cruz primeiro andar n. 48. defronte da mes-
ma loja.
Precisa-se alugar um preo veiho, qui
para lomar sentido de um sitio e fazer pequeas
planlases : na ra do Padre Floriauo n. 27.
para* ra da Glora, quera fazer o favor"de"lvVdlj
ao alerro daBoa-Vista n. 58, loja, que se gratificar.
O Dr. Joao Honorio Bezerra de Menezes, .
formado em medicina pela faculdade da Ba- ($
na, oflerece scus prestimos ao respeitavel pu- **
s> blico desla capital, podendo ser procurado a"
9 qualquer hora em sua casa ru Nova n. 19, m
seguudo andar: o mesmo se.presla a curar #
@ gratuitamente aos pobres.
GALERA DE RETRATOS A
OLEO E DAGERREOTYPO.
Ciocinalo Mavigmer. retratista e pensionista de S.
M. o. Imperador, lendo feilo ludo quanlo est ao
seu alcance para desempenhar as obrigarroes de seii
ministerio, annuncio porlanto ao respeitavel publi-
co desta capital, que contina a IrabalhaEMseues-
tabelecimento a contento das pessoas qoPb honra-
ren!. O annunciante propOe-se fazer os retratos
de pessoas fallecidas, iujlo com a machina al ca-
sa de qnem quizer possuir a verdadeira semelhanra
doohjeclo tinado : pode ser procurado todos os das
no seo eslabeleciriienlo, aterro|da Boa-Vista n. 82
primeiro e segundo andares.
ATTENCAO'.
-----_. .,, V1*W1 J.11U
da, aconstruccao de urna coberta de te
Iba, sobre pilares de tijolo ou columnas de
ferro, em um terreno murado, na ra de
vapor: quem estiver nas
de fazer este contrato com
circumstancias
as necessarias
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rna do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, linas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte> tanto em por-
coes, tomo a retalho, amanendo-
se, aos compradores um s preco
para todos : este .estabeleciment
alinease de combinabas com a
mator garte das casa commerciaes
ingleza, fi-ancezas, allemause sui?-
ss,para vender fazendas mais em
conta do'que se tem vendido, e por'
isto off'erecendo elle maiores vaqp
tageris doqte outro qualquer ; o
proprietawo deste importante es-
tabelecimento convida a'todos os
seus patricios, e ao publico m ge-
ral, para qu*> verfiam { a,' bem dos
eus iilteresses) comprar fazendas
"baratas, no armazem da rua'do
, Collegio n. 2, de i
\ AnpnioLuiz dos Santos & Rolim;
Caala aficao, na ra das'Agnas"-'
.V%rde n. 25. '
- Ron-sea quem- achou urna chave-grande'de- mVI'^l^c^VIL^f0 Ve principio
faTtroti^an8 'TI U ^^^ ^t^lrt^^^^^^^l^^ i
la .dentro de um saqumho de marroqulm verde, des-
de o alerro da Boa-Vista at atraz da matriz aovollai
fijjproj|eguiHlo* o disposlo no
o funicipal
^8 iunfib -prximo
art. li do regiment-,,.
, Precisarse alugar nma ama forra ou 'cipflva,
para urna asa eslrangelra.de pouca Amilia, para
iratar de meninas a fazer mais algura eerico"e for
preciso : na ra da Senzalla Velha o'. 60 prrnei
andar, ou na Capunga sitio do Sr.Brito.
Paulo Gaignou, dentista,
pode ser procurado a qualquer hora em sua casa
na ra larga do Rosario n. 36, segundo andar.
9 U Df. Thomassin, medico francez, di ron-
@ sullas lodos os dias uteis, das 9 horas da mi-
19 nhfla al o meio dia. em sua casa ra da Ca-
deia de Sanio Antonio n. 7.
3
Attencao.
Prccisa-se de um capellao para a povoarao de Ca-
poeiras. sendo bem moralisado e instruido :' quem
prelcuder dirija-se ra Direila n. 76, que se dir
quem esta autorisado para Iratar, e declarar as vau-
lagensda capelania.
J. Jane dentista,
conlina rezidir na ra Nova, primeiroandar n. 19.
Precisa-se de urna prela escrava, que coziuhe'e
faca o mais servico de urna casa de pequea familia,
naga-se bem : a Iratar na rna da Cadeia do Becife
p. 23.
Quem precisar de um pequeo com pralca de
taberna : Irale na ra da Cadeia do Reire n. 23.
D-se 7009000 rs. a juros com penhores de ouro
e prata, ou eom firmas acntenlo: na ra do Col-
legio n. 19.
Desapparoceu das 4 para 5 horas da mauhaa,
do sitio do abaixo assignado, um quarlao castanho,
de cancallia.com os sigoaes sesuinles : cauda e cri-
nas grandes,'ump branco, mauro ecom feridas nas
costas : quem o adiar ou encontrar, leve-o ao men-
cionado sitio, que lem porlao para a ra de Do-
mingos Pires, na Boa-Vista, n. 28, que ser recom->
pensado.Manoel Joaquim Carneiro Leal.
Aluga-se um prelo para padaria, Irabalhador
de masseira : na ruado Collegio, loja n. 13, acharao
com quem tratar.
Aluga-se urna boa sala rom urna boa alcova e
um quarto de um andar, na roa do Queimado : a
Iratar na mesma ra n. 21.
O abaixo assignado, havendo entregue cm se-
lemliro do anno prximo passado ao Sr. Francisco
Antonio de Souza Azevedo, urna leltra de 2973100
rs. aceita peloSr. Francisco Fidclls Barroso, d pro-
vincia do Cear, vencida em 28 de junho do mesmo
COMPRAS.
Compram-se os Diarios ns. 99, 102,
106, 109 e.l 11 do corrente mez: na livia-
na n.. 6 e 8 da praca da Independencia.
Compra-se urna correte de S. liento, de ouro
anligo, porcm que esteja cm muito hom eslado : na
ra larga do Rosario n. 28, 2 andar, se dir quem
compra. '
Comprarse prata brasileira e hespa-
nhola : n ra da Cadeia do Recife n.
24, loja de cambio.
Compra-se louca de barro fabricada no paiz, co-
mo seja :fiptes. jarras, quartnbas, fogarcros de
diversos lamauhos, pratos e oolros objectos perten-
cenlesa estas manufacturas : trata-se na ra da Sen-
zala Velha, terceiro andar da casa n. 112 : assim co-
mo |0Uc,a de qualquer qualidade, nao obstante te-
nnam uso. v
Compram-se e'ectivamente cobre,
do o chafariz..
Comprase, urna parda ou preta de meia idade,
que saiba cozinhar, e engommar com perfeicao, e
tenha boa .conduela : na praca da Independencia
Na rila do Trapiche n; 5i primeiro
cozinheim .,;, ,-, JLai j ^ Vendem-se 8 escravos de dillerentes sexos eida
coznueiio, assim como um moleque de des, havendo entre elles alguns de ptimas qualida
i a lmannos, e agradando paga-se des e mail mojo: qa ra de S.Bita n. 63.
bem.
Comp^Hie^im oilanlc pequeo e nmas laboas"
requizilas. ultima edico, ludo' em bont eslado : ua
ra DireRa n. 3.6, lerceiro andar. *
Compa-se-prata hraileira e*hespanhola, a 1S940
' petacao: na rna da
B
leisWoRcife n. 5.
Vade-mecum dos homeopathas ou
oDr. Heringtraduzidoem por-
tuguez.
Acha-sc a venda esta imporlanlissima o-
. lira do Dr, Herina no consultorio liomoeo-,
pathiro do Dr. lobo Moscoso rna do Colle-
) gio n. 25, Io andar
650
Vendem-se na ra da Mangueira n. 5,
050 lijlos de marmore; baratos eem bom
estado.
POTASS BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, reoommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons elleitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n, 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
@ limameule dos Estados-Unidos, pelo barato
$ preco de IO5OOO rs. cada um : na ra do Tra-
'"' piche n. 8.
Iho. tanto para animaes como para plan- parlv.^d^ctg^ot Li2'a "p^n^nt'pea
tar. barca Olimpia, o seguinte: saccas de farello muilo
nnvn j*nv vinho deMarseilleem caixas de 3 a 6 duzias, linhas
NEGOCIO VANTAJOSO PARA PRINTI- em n,oveI,us e carreteis, bren em barricas muilo
PIANTE QUE TEM POUCO DINHEIRO.
Vende-se a contento, com alguma parle a crdito
com boas firmas, ou rom qualquer objecto de valor,
urna das melhores loja de calcados toda envidract-
da, muito afreguezada, e com surragem de couros,
ha muilos annos condecida pelo centro desta cidade,
sita no meio da ra do Livramento,intitulada Estrel-
la 19 : s na surrauem de couros tem de lucro dia-
riamente i$ rs., fura as vendas do'calsado, pre-
pares para uflcina de sapa le ro, e ludo mais que
queiram pora venda : na mesma loja tem commodo
udependenle para familia, com coziuha, bom quin-
tal cercado de algrele para planlar flores, boa
caemba, e ao p um grande tanque para banho ; na
frente da loja urna rotula de veneziana para recreio
nos domingos e dias santos, e gozar todas as pro-
cissOes da quaresma ; tem entrada, e sahida que-
remlo por lora da loja, com tudo islo paga, mensa-
mente 10 rs. E quereudo o sobrado de um andar
que lira por cima'da mesma, ceder-se-ha ao com-
prador da loja, lu,do commodamente e desembarara-
do que nada deve a praca. O dono deslaz-se por"se
adiar doente, e lem de retirar-se a tratar de sua
saude : quem pretender dirija-se mesma, que acha-
ra quem faca todo negocio,
Toda attencao aos precos do novo sorti-
mento de fazendas baratas, na ra do
Crespo lado do norte loja n. 14, de
(lias & Lemos.
Vende-se- alpaca prela, fazenda de duas larguras
pelo baraiissimo prec;o de 400 rs. cada covado, diU '
0^:
muilo mais fina com loslre a 68ft rs. o covdo,
de lila prela de superior qualidade por ser muilo _
corpada a 520 rs. o covado, chitas escuras de bons
pannos e cores fixas a 160 rs. o covado, ditas strago-
r,anas escuras e oulras mais cores com novo* dese-
uhos a 180 rs. o covado, as verdadeiras brctaiihas
de rolo muito encorpadas a t800 rs. a peca, peci-
n<> tiran?.,oll.n .""_"V j"-*~ j""f"*" 1I,M de Drelnna oebronzevelho: na fundtcao de fer- 393OO rs. cada una, co/lcs de meia casemira escura
ruado Brum u. 6, 8 e 10, passan- ie.luadros e listras a IJJ500 rs. o corte, dilos de
r bnm de quadrinhos miudos fazenda de bom goslo a
1&440 rs. cada corle, riscadioho de linho e lislras
roiudinhas a 200 rs. o covado, os verdadeiros cober-
loresde lgodo branco da fabrica de Todos os San-
,------------. M r.v u ,iiucifeuueiitia da Baha a560, c grandes, a 640 rs. cada um: as-
1 i' sim como mais oulras fazendas por menos preco do
Lompra-se urna imagem deS. Antonio de 9 a queemoulra qualquer parte, sendo a dinheiro
10 polegadasde altura, do madeira ou pedra, e que vista,:
seja muito perfeila em escultura: quem lver an-
nuncie para ser procurado. '
PTIMO VINHO DE COLLARES,
andar, precisa-se comprar umpreto bom meira",dar- A.a cm para piano, violto
cozinheiro, assim como m noW,,. .W a ~y!"?Ae_?.?,5,r.ayo?.de_d,^ren.,fs sesos e."" 8cJ?m, quadnllias, valsM,
Vendem-se latas com lampreias de
na roa da Cruz 11. 46.
VENDAS
*ARACREA.\CAS.
> ende^se superiores camlsa d*meia para crean-
^HSe'^ei,Sal d0UL a,-'nos I*10 b^alissimo
SS& ? ^ 1 ".* ma : "'omisas s
ti??? ^ueunao loJa mu* da boa
fama n. 33, o por.lerem sido muito arTprovKdas pe?
os senhores mdicos para evitar as jlenuioes, coufc
liparoes e-flutras muilas molestiatfque spffremlS
creapsa, no lempo djiinveruo, rfcjlam puucas por
se reMilcr : a ellas, artesque se aclffiem.
>ende-seum moltiulio de 10 a 11 annos de
In. ,'nd,$s,m* fi?Ufa proprio para .pagem ou
qua^oaeroicio: na la da'Conceicao de Boa-Vista
. PALITOS' .FRANCEZES.'
.iT^'Jtf"8 frjuqezes de linhe, de quadrra e
hilff*}^^-' <,ri05 brancoiye bretanlia a
4OO rs.wdilos de alpaca preta e cores a-88000
UCSOOO rs.: na ra.f,ova loja de, fazenda* n. 16, de
Jpso^nzPerewtcWilho.
LATERA 0 RIO DE JANEIRO-
4os 2Q:00(l.v00.
don ,20, eslaoavndros/elizes bilbeles, neios em
'"."lia*-""'-losV;aTOS e Vigsimos do acredilado
caulehstar.a & Companhia do Rio de Janeiro, da
qu" Pf" nova freR"czia de i S. da Gloria,
cuja lisCraeve viruo dia.30 pelo vapor brasileiro.
Ka nado Hospicio n. 23, se vende m cabrio-
le! em bom eslado e com dous joges de rodas
Venciere urna casa para familia, urna nutra
pequea de taipacom aru.acao de taberna, na estra-
da nova junto ao Sr. Cabral. lugar muito apreciavel
para morar, e1 bem assim para negocio quem prc-
lender, pode fallar com o inesmo Sr. Cabral.
' .r wuna uo t.ear, vencida em 28 de junho do mesmo
Frectsa-se contratar por empreita- ""0' aIlmne o mesmo Sr. Azevedo promover a co-
, a construccao de urna coberta de te- 3e. ^ril?l.lur,c'"1? ^poi8,..andado
- suslar cssa ordem por carta de 3 de novemhro. e pc-
- dindo ao dito Azevedo a remessa da leltra, nenl.u-
ma rsposla (e, e fazendo novameiile esse pedido
he foi responaido pelo dlo Azevedo que ja havla
Santa Rita prximo a' llibeira^ertencen- remeaidopelo ir /^a^Tuia ZSbT.'SS
te a coinpaniua brasileira de paquetes de "ma ordcm de TSOOOque este era devednr, ludo em
vapor: quein estiver nas circumstancias ^.t .^r,T'K.em.?^e n"?mbro; e como at
DINHEIRO A PREMIO.
- Ji5*",.ul^,'^,ar Ppai'''a quanlias a premio, de
0110 ale .iOSOOOou mais, rnenle sobre penhores
de onroe prata: na ra do Hospicio n. 17, ou na
roa do Herniado, toja de ourives 11. 26. das 9 al ao
I meio da.
respettusamente annunciam que no seu extenso es
tabelecimento em Santo Amaro, continua a fabricar
com a maior perfeico e prompldao.toda a qualidade
de mai'liinismo para o uso du agricultura, navega-
cao c manufactura, e que para maior commodo de
seus numerosos freguezes e do publico em geral, tem
abcrlo em um dos grandes armazens do Sr. Mosqui-
ta na ra do Brum, atraz do arsenal de mariuha.
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dito.cu eslabelecimcnlo.
Alli acharao os compradores um completo sorli-
nieulo de moends de caima, com lodos os melho-
ramentos (alguns delles novos eoriginaes) de que a
experiencia de muilos anuos lem mostrado a neces-
sdade. Machinas de vapqr de baxa e alia pressSo,
taina de lodo lamanho, lano batidas como fundidas,
carros de mo e ditos para conduzir formas de assu-
car, machinas para moer mandioca, prensas para di-
to, fornos de Trro balido para farinha, arados de
ferro da mais approvada conslriicco, fundos para
alambiques, crivos e portas para fornalUas, c urna
infinidade de obras de ferro, que seria enfadonhn
enuirierar. No mesmo deposito existe nma pessoa
inlcll.gcnle e habililada para receber lodas as 011-
commendas, etc., etc., que os aniiuurianles conlau-
do com a capacidade de suas ollicnas e inachiuisnio,
e pericia de seus plliciaes, se compromcUem a fazer
eiecular, com a maior presteza, perfeico, e exacta
coulormidiide com os modelos ou desenhos, e inslrnc-
coes que Ihe forem fornecidas.
Vendem-se Diccionarios de Moraesda ultima
ediccao, rdenaces do Reino, Lobao Nolis a Mello,
barrel, obras completas, todos estes livros sao novos
e recentemente cheaadosda Europa, e se vendem por
mdico preco: na ra dos Quarteis n. 22, loja de roiu-
ilezas de Victorino Jos b'erreira.
\ ende-se rap de Lisboa, chegado ullmiamen-
le, em irascos a 3*500 r;.: na ma do Crespo.loia ama-
relia 0. i. '
T> "Vende-se nm moleque rronlo de dade de 12
anuos, proprio para aprender qualquer ofiicio: quem
o pretender dirija-se 90 Passeio Publico, loja u. 7.
Vende-se rap igual ao de Lisboa, a ,
quem o lomar nao deixar deprefcli-lo aoul _
quer pilada, lano pela boa qualidade, como
constancia de nao haver falla ans consumidores : na
ruada Senzala Velha n. 70, segundo ou terceiro
andar. ^
J* CABRO E CABBIOLET.
Veng^sc-un oalro de 4 rodas e de i assenlos,
urn cabrrbfct, ambos em pouco uso, e urna boa pa
re|ha.u>cavallo|fludo por commodo preco :uara
N|Jrt"ibclieiraSre ABok.lio.fi H^
Pechinclia de chapeos diMetraA^OOO
1 Lmo n
e
Narua^o Qcimadoloja^Jf, vendem-sp cha-
peos de sol dejada peLfcdhnlnuio pre<;q de 680Q
rs,, pronos pkr| a preTeHlScsHjc; or
miran 2J50p.rs. eoulras%zeudas^cbarato pjco
paiCKq'Rda(;3o de conlas.
a-Aclia-se a^neja, oh aser* dado
embraza ment por tempo de Han
para se levantar um engenho, as condicof adoptadas pelos interSiadqi,
urna porco deten-eno, ijue se separou
do engenho Aldeia, da fregezia do Rio
Formoso, e forma boje por si s una
propriedade distmeta, com a denomina-
cao de Palmeira tendo meia legua
de fundo ou mais, e 650 bracas de ren-
te, pouco mais ou menos, e confrontan-
do coni os engenhos Sipo, Cabera de Poi-
co, Paraizo e Floresta, sitos na mesma
freeuezia. Assegura-se, que dita proprie-
A
Vendem-se relogias de ouro e prata, mais
barato de que em qualquer oulra parte :
_ na praca da independencia n. 18 e 20.
. Chapeos pretos francezes
a rarij, os melhores e de forma mais elegante que
tem vindo, e outros de diversas qualidades por me-
nos pre{o que em outra parle : na ra da Cadeia do
Recite, n. 17. "
- Seorito ~'-~-^.""-'*'y"f"''' Vende-se,emcasade^. O. Bieber &., na ra
Naoja p. 2b, quina do becco Lar- da Cruz n. 4, algodad trancado d'aquella abrica,
go, na rujBa^ttdeia do Recife, ainda
tem a' venda saccas com muito bom mi-
cravqs, por preco commodo.
Na ra dp Vinario n. 19,
Vende-se superior kirechs e ahscin-
the : na ra da Cruz n. 26, primeiro
andar..
Vende-e chocolate de Paris, o me-
llior que tem apparecid ate hoje neste
mercado, por preco commodo : na ra
da Cruz n. 26, primeiroandar.
Vende-se a armario da taberna da ra do For-
te n. 2. com todos os seus perlnces : a Iratar no
largo do Terco, taberna n. 21.
T.yende-*e om ew'lente, cartinho de 4 rodtt
mu. bem construido, em bom estado: est exposlo na
ra do Aragao, casa do Sr. Nesme D. 6. onde pod
os prelendentes examina-lo, e traUr lo ajuste coi
o mesmo senhor cima, ou na roa daCrtn no Beci
n. 27, armazem.
r.T^J03 d.Vi?"io 19 primeiro andar, lem pa-
pre 3P^ "" **"" bralBW .mmodo
SEMENTES NOVAS.
Vendem-so no armazem de Antonio
Francisco Martins, na ra da Cruz n. 62,
as melhores sement* recentemente chepa-
das de Lisboa na barca portugueza Mar-
ganda, como sejam: cou ve truncha da,
monvarda, saboia^ feijao carrtfpato de
duas qualidades, ervilha torta e direit,
coentro, salsa, nabos e'rabonetes de todas
as qualidades.
No deposito de .bichas han>burguezas,
vende-se atacado e a retalho, e alugam-se as melho-
res e mais Tresqunhas bichasde Hamburgo por pre-
co commodo: na ra eslreita do Bosario as. 11
C 1 ci.
PALITOS DE ALPACA FRASCEZBS.
orande sortimento de palitos de alpaca e de brim
na roa do Collegio n. 4, e na ra da Cadeia do Reci-
fe u. 17 ; vendeojjpe per preco muito commodo.
a Moinhos de vento
assncar e roupa de es-< 'om oomim para reear borlas e bajial
decapim.nafnifcfiMde D. W. Bowmau : ea fu
do Brum ns. 6,8 e 10.
:i
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barris de4., 5. e 8.: no armazem da ra
" v o Azttde Peiien. 14, ou a tratar no
Vendem-se em casa de Me. Calmont & Com- escrintorio di ov. r i-
liiaj na prata do Corpo Santn. 11, o seguinte: '^^.l ^ *' ComPanU,a na
novo, cera em grurae e em velas com bom sorti-
mento de superior qualidade, mercurio doce e cal
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rna da
Senzala nova n. 42.
Nte estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
ds e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ierro batido
e codo, de todos os tamaulios, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
0 arcano' da invencao' do Dr. Eduaf-
do Stolle em Berln, empregado nas co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras,- junto com o methodo de mpre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
SADS,
v JP^ 'AERIMA.
V cenle Jos de Brito, nico agente em Pernam-
buco de B. J. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que tem chegado a esla prapi nma grande por-
ao de frascos de salsa parrilha te Sands, que silo
ijVrdadeiramenle falsificados, e preparados no Bio
de Janeiro, pelo que se devem acautelar os consu-
midores de Uo precioso talismn', de cahir neste
ensao, tomando as funestas consequencias que
sempre costumam trazer os medicamentos falsifica-*
dos elaborados pela milodaquelles, que autpoem
da ; o annunciante faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na ra da Conceirao
do Becife n. 61 ; e, alm do receituario que acom-
panha cada frasco, tem embaiio da primeira pagina
seu nome impresso, e se achara sua firma em ma-
nuscripto sobre o involtorio impresso do mesmo
Traeos.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
..,- .^, ^ wi,mium, 11 u ra ao vieario n. 1. nrimei
em Jjarns de 7 empipa: no cscriplorio de Augusto rnallnap tmt Q0 Q V ,'' PIlme.'
C.deAbreu, na ra da Cadeia do Reciie n. 48 p;i- andar tem para vender diversas mu
meiro andar. Sicas para piano, violan e flauta . redowas, schc-
tickes, modinhas', tudo' mcjdernissimT ESCAVOS FGIDOS.
chegado do Rio de Janeiro.
FARINHA DE TBIGO.
Vende-se no armazem de Tasso Irmaos, farinha de
ingo de lodas as qualidades, que exislem no mer-
cado.
yeiidenwe"* molecotes, sendo 2 bonsofflciaes e.
de pedreiro, 2 ditos de lodo servico, 0 escravas me- "X" ii 1J*Vu cami!
cascom algumas habilidades : -na na Direit u. 3. *"'\0' ^Je i"1? e 'na ,ro0Ia "" ">"? !
,i* ,. canegou 4 aVinas rTi eu(le^e ,a 'Merna da rna Nova n. 40, com os nhor e oulra i]o soldado camarade, 2 elavmotes que
mnuos a voniade do comprador : a tratar na mesnfa os foi ned&9fiMHQos''eiii nome do mesmo senhor
i- ra a. 63. ao fefor doilfiW "
Vende-se nm mulato de 23 i24 unos de ida-' leio de Sauto Ai__
ae, sapaleiro, e por preco commodofna.rBa.de Sao- panhia,dainaisijllescravos, sendo om preto de nome
la Hila n. 18. .Jos, estatura alia i/la.l m,;.. a. w_____ -
ra dorapiclen. 54.
t Padaria.
Vende-se umiMiadaria muito afreguezada :-a.|raltr
com Tasso & Irmaos.
Aos senhores de engenho.
Cobertores escaros de algodao a 800 rs., dilos mui-
to grandes e encornados a 11*400: na rna do Crespo,
loja da esquina que.volta para a Cadeia.
Devoto Christao. '
n^fA1".! %i ?dao i0 livrinh0 enomineile-
Uevoio Chnslao.maircorrectoeacresceBlado: veede-
se nicamente na Imana n. 6 e 8 da praca d In-
dependen.^ a 640 rs. cada exemplar!
Redes- acolchoadas,
M CONSULTORIO HOMEOPTBIGO.
DR". P.A.LOBO MOSCOU
Vende-s a melhor de lodas as obras de medicina
nomeopathica sar O NOVO MANUAL DO DR.
. V"f? Iraduzido em porluguez pelo Dr.P.
A.LonoMoscozo, poniendo um accreseimo de im-
portantes explicasoes sobre a applicaio das desee, a
dieta, etc., etc. pelo traductor : qualro volumes en-
cadernados em dous 208000
Diccionario dos termos de medicina, cirorfia, ana-
toma, pharmacia, etc. pelo r. Moscozo: encader-
nado 410tki
Urna carleira de 24 medicamentos eom doae-fras-
cosde tinctoras indispensaveii 401000
Diia de 36 ...'.. 4=i00O
DiU, He 48 ......... ; SoOO
Urna de 60 lobosenm 6 fraseos delincloras.



i
e

6OJ000
falsifica-* Jala de 144 com 6 ditos...... 1008000
c uulpoem *2ada carleira he atemoMihada de'nm" emnlar
seus mteresses aos males e estragos da^humanideaj #Mluas obr cimimesS'da P''
I ortanlo pede, para que o publicse possa^Ofrar flrleiras de 34 tubo, pequeos pra algi-
desla fraude e dislingua a verdadeira salsafaSfllia beira v wm
de Sands da falsificada e recentemente aqui chega- Ditede48 ditos '. '. 16000
Tubos avulses de glbulos .' .' .' .* tgooo
1-rseos de meia on^a de lindura jOOO
Ha tambem para vender grande quanlidade de
tubos de cryslal muito, fino, vaslos e de diversos u-
manlios. / -
A superioridade desle medicamentos est hoje por
todos reconhecida, e por isso dispensa elogios.
hr,' ?" ?lh9f'? qu.e ML",a'>1 oucompraram a
obra do JAUR, antes de publicado o 4- volnme, p-
_ ..-----.,.,^, ., ,- dem mandar receber este, que ser entregue sem
vtolao e flauta, como augmento depreco.
I
------Jeft madrugada do dia 21 do cor-
renle mez de. maro* de casa do lenente-coronel An-
tonio domes Lal,o prelo Benedicto, canoeira do
porto do Recife, crido puxando a falo, sem barba,
de .dade 28jnnos, rolto de um dente nattenle, ebeio
do corpo, estaira rewlar, pescoco'curto,'e bastante
espadaudo : JfvQji eamisa, e palca brinca j soja do
nrvicn rhdnon rio con^. ---- .. .
0*
lmeira olferecida ao neg
treguezia. i
dade-Pal
co indicado, alm de nao ter sido culti-
vada em tempo algum, em razao de icar
muito distante do engenho de que se des-
membrou, e conter em si grande e m-
porlantissima mata-virgem, he de mais
a mais de muito boa qualidade, e tem
todas as proporcoes para se tornar um
excellente engenho: a quem convier, se
dir' nesta tvpographia, onde deve di-
rigir-se.
Linguas do Rio Grande.
Vendenwc linguas seccas do Rio frande muito
novas: na ra da Praia, armazem n. 66.
Jos, estalura alta, idade "mais de 30 anos, om
Arenei.d. Ea-, mlj ^^^%.^e^. ooXro Jorge amulaUdo, alto,
l\a. rna de Apollo n. tffjftuS^-. de Me ?"no enutim dos ranlos da boca, e oulro Luiz tam-
<&Companlda ad.ajee WrjsftnteaiepK;U,-Torlj-, e* amulaladorde boa estatura, de 25 a 30 annos,
ffl^ito^iae de ferro coado-e btUe, -fceto anaryallia.l onles, JiUios do serlao, e
Sa con^n!Bvjftnoeii1las inetira*- b>d>jde;erro.Ii)a- ,ab um destes le iquena irooxa de roopa
faanlD^agoa,elc.,dila|>raafmar. em madei- de seqleo ilgunsados de leremse-
,,^eleJH^raahlios^mlee1^nismederlos, guido aest/a gados a om com-
a machina horftontal para vap-r' ,' n: torca- de -bojqu Pajen, e qoauoo ngo
j^IIqb, cocos, passadeiras de feiWslanhadi -fuiram estrada de Goiapna com direccao Ser-
:asa difpurgar^por menos preco que os de *o-' rJ do Teuere, ou Rio aV> Peixe por ser o conheci-
!' eSf vcns p*ra uavos' ^T0 lhasrJ6^aiidres ; ludo por. barato preco. criado m Apudv : pede-se pelo presente a captura
Na ra da Cadeia do Recife n. .60, arma, .aS S^ZV^ S^
' zem clelienrique Gibson, wo "ltimos escravas, ou ao mesmo tenente-co-

Superior farinha de mandioca V
Vende-se farinha de Santa Calharina muilo
nova, e de superior qnalidade, por preco S
@ commodo, a bordo da escuna aZelosa ; para @
porcoes. trala-se no escriptorio da ra da Cruz @ 11. 10, primeiro andar. *
\endem-se espingardas francezas
de rlous camos iingindo tronxado, mui-
to bonitas, e por preco baratissimo : na
ra da Cruz n. 26, primeiro andar.
Vendem-se latas com o, 6 e 12 li-
bras de ameixas lrancezas de superior
qBalidade: na ra'da Cruz n. 26, primei-
ro andar. .
Milho novo.
Vendcm-sc saccas con. milho novo, pelo barato
preco de 3jJO0O rs. cada urna : na ra do Passeio Pu-
blico n. 17.
Malas para viagem.
drande sorlimcnlo de iftas as qualidades por pre-
co razoavel: na ra do Collegio n. 4.
DEPOSITO DE PANNO Dlfi ALGODA'O
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-se o superior panno de algodao
desta fabrica, pioprio para saceos e roupa
de escravos : no escriptorio de Novaes S
Companhia, ra do Trapiche n. 34, pri-
meiro andar.
Vende-se o sobradinho n. 00 e casa terrea n.
98, silos iu, ma Imperial, ou permnlam-se por escra-
vos : Irata-se na mesma ma n. 1t7.
Vende-so um prelo effieial de pedreiro e raja-
dor : Da Soledade, casa u. 42.
.endeiWefelogios de ouro de sboqete, "de pate/ito
inglez, da melhor qualidade, e fabricados erd Loh-
dres, por pee{j commoilo..
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de. ahue-
car, e alyaiade de zinco, superior quali-
dade, por precos commodos : na ra do
Trapiche Novo n. 16.
Na ra da Cadeia Velha n.-52,em casa de
Deane Youle & "Companhia,
vende-se um carro americano de i rodas ; pode ser
visto na cocheira de Poirricr, no alerro da Boa-Vista.
Vende-se um completo sortimento de fazAdas
pretas, romo : panno fino preto a 3*000, 4]0Nr
.">S00 e 68000, dito azol 3JO00, 4JJ000 e 5S000, ca-'
semiru prela a 28500, seliin prelo muito superior ,
3000 e 48000 o covado, sarja preta hespanhola 2 e
5500 rs., setimlavrado proprio para vestidos de se-
nlrora a 28600, muilas mais fazendas de muibMqua-
lidades, por preco commodo : na ra do Cre^M loja
Velas de carnauba.
Na ra da Cruz n. 15, segundo andar, vendm-se
velas de carnauba, puras e compostas, feitas no Ara-
caty, por menos preso do que em oulra qualquer
pane.
Vendem-se cobertores brancos de algodao gran-
des, a 18440 ; dilos de salpico tambem grandes, a
.18280, ditos de salpico de tapete, a 18100: na ra do
Crespo loja n. 6.
Tabeas para engenhos.
Na fimdi;ao' de ferr de D. W;
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vendem-se cobertores de algodao grandes a 640
rs. pequeos a 560 rs.: na ruado Crespo numT
Q Deposito de vinho de/Cham-
pagne Chateau-Av, primeira qua-
lidade, de propriedade.do condi
de Mareutl, ra da Cruz do Re-
cite n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende-
e a 56S000 rs. cadaSaixa, acha-
se.nicamente emeasa de L. Le-
comte Feron d Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Marcuil f os rtulos
das garrafas so nzues.
^M W IUC3XIIU tCUCIIte-CO-
ronel Leal,-na roa da Crua do Recife, casa do Sr.
Jos da Silva tojo, que generosamenle sabero re-
compeMlr.
Ausenlaram-se do Recife s 4 >i horas dama-
CruSS<* tres escravos sendo o preto Jo-
fc, estalura MU, idade mais de 30 annos, com /alta
do^omojsguerdo-, Jeige, cor futa, allo.de boa fi-
gura, idade 2o annos, ptfbco mais ou menos, com
um pequeo lalhoem um dos cantos da bocc* ; Luiz
amulatado, de boa>etafura, de 25 a 30 annos, meio
aparvrlbado, todos crioulus filhos do serlao: lva-
ram una peqoena|trouxa de roupa de seu uso cada
um, ha alguajuUdos de rcm em companhia de um
outro Benedjto, escravo do Sr. lenente-coronel Leal
e deMerem seguido estrada de Pao d'Atho agereca-
dosa um combo) o que eguia para alm de Paje
pede-epelo presente a quem inleressar possa, a cap-
tura dos mcsuios trazetdo-os a rut de Apollo n. 1"
armazem de Antonio Marques de Amorim, que ge-
nerosamente recompensar.
Desappareceu no dia 19 do correnle mez, a es-
crava Benedicta, de iiaco Costa, baia e grossa, bo-
mta de cara, nana pequeo, olhos grandes, bocea
dobrada, barba rachada, denles abertos, rosto com
marca da nacan, imitando azas de morcego, pe pe-
queos, andar abrinde ptra fra. com vestido de
zuarle desbolado e panno da Costa : roga-se a qaem
a apprcheiider, leve:a em S. Jos do Manguinho a
Joaquim Jos de Carvalho Siqueira Varejao, que se-
ra recompensado. '
Antonio, moleque, alio bem parecido, cor
a>crmelhada, nacSo congo, roslo comprid e barba-
do. 110 qucixo, pescoco grosae, ps bem feilos, tendo
o dedo ndex dp mao direila aeijado de um lalhu, e
por isso o Iraz sempre fechado, com todos os denles,
bem ladino, oflicial de pedreiro e pescador, Ievou
roupa de. algodao, e nma paluora para resguar-
dr-se da ehovn; ha toda a probabilidade deter sido
seduzido por alguem; desappareceu a 12 crrente pelas 8 horas da manhaa, leudo oblido li-
cenra para levar para S. Antonio ama bandeija com
roupa : roga-se porlanto a todas as autoridades eca-
ptaes de campo, liajam de o apprehender e leva-lo
a Antonio Alves Barboza na ra de Apollo-n. 30,
ou em Fra de Porta na ruados Guararapes, onde
se pagarao lodas as despeas.
Gratiica-se lwm

j-







a quem pegar ou der noticia de nma escrava de no-
me Albina, eonhecida por Conceicflo, a qual foi
comprada ao Sr. Jos da Fonseca e Silva no 1. deste
mez. tendo antes sido do Sr. ioilherme Frederico
de Souza Carvalho, e lem os signaes seguinles: cri-
oula.tr prela, bem parfceida, altura regular, tend-
unia marra em um dos bracos proveniente de nmo
queimadura, anda de saia e panno preto, fusio na
dia 22 *s 6 lloras da manhaa, e nesse mesSio dia foi
a casa do Sr. Fonseca s 4 horas da tarde : quem a
pegar leve-a na rna do Brum n. 28, fabrica de cal:
deireiro, qae serii recompensado.
Fugio no dia 25 do correnle o escravo crioulo
de nome Vicente com os signaes seguinles, repre-
senta ter 30 annos.bem prelo, olhos grandes, cam-
bado das pernas, he muilo prosista : levou vestido
camisa de meia j rola, calca' de riscadioho j^ suja
urm he de suppor que mudasse de Irase, este es-
'avo he propriedade do Sr. Paulo de Amorim Sale-
gado, senhor do engenho Cocal da fregezia de lina,'
quem o pegar ou der noticia na ra do Bosario lar-
ga 11. 21 ou no dito engenho que -*r fiera rerom-
penssado.
Per.-!-. *e!*r. a r.-MM.


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