Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01564


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Full Text
.
%
ANNO XXX. N. 119.
Por S metes diantados 4,000
Por 3 mezes venados 4,500.
4
ENCARREGADOS DA SUBSCRlPCAO*.
Recife, o proprieterio M. F, de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joao Peroira Martins; Baha, O Sr. F.
Daprad; Macei, oSr. Joaquim Bernardo de Men-
donca Parahiba, oSr. Gervazio Vctor da Nativi-
dade; Satal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ty, oSr. Antonio de Lomos Braga ; Cear, o Sr. Vi-
ctoriano Augusto Borges;Maranho, o Sr. Joaquim
M- Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 26 1/2, 27 d. por 139
. Pal*, 360 a 365 rs. por 1 f. "
c -Lisboa, 100 por 100.
< Rio de Janeiro, 11/2 a 2 O/o de rebate.
Acccs do banco 10 O/o de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
a da companhia de seguros ao par.
Discontodelettras9a 12 0/0-
METAS.
Ouro. Oncas hespanholas. 289500 a 29*9000
Moedas de 65J400. velhas. 168000
de 69400 novas. 169000
de 49000...... 99000
Prata. Patacoes brasileiros ..... 19930
Peso eolumnarios...... 19930
mexicanos .'..... 19800
QUARTA FEIRA 24 DE 1HA0 DE 1854.
>;
Por Auno adiantado 15,000.
Porte tranco para o anbacriptor.
PARTIDAS
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Gara
Villa Bella, Boa-Vista,
Goianna e Parahiba,
nos dias 1 e 15.
Qricury, a 13 e 28.
e*sexts feiras.
Victoria, e Natal, as qiintas feiras
PREAM
Prime ira s 2 horas e
Segunda s 2 horas e 30y
PARTE 0FF1C1AL.
xmrrEiuo so imperio.
DECRETO N. 1386 DE 28 DE ABRIL DE 185.
D notot estatutos aos curio jurdico/.
tundo da aulorisarao concedida pelo decreto n.
71 de 19 de seterabro de 1853 : Hei por bem que
o* caraos jurdicos do imperio se obscrvem'os esta-
tutos, que com esle baixam assignados por l.uiz Ve-
dreira do Coito Ferraz, do mea cousclho, ministro
e secretario de estado dos negocia, do imperio, quo
assim o lenha entendido e o Taca execular.
Palacio do Rio de J.ineiro,em 28 de abril de 1851.
Com a rubrica do Sua Mageslade o Imperador.
Luis Pedreira do Couto Ferraz.
Ettatutot para at facultades de direito a que se
refere o decreto desta data.
TITCLOI.
De sua organisatflo.
CAPITULO I.
Dainslituiro das faculdades.
Arl. 1. Os actuaos cursos jurdicos serao constitui-
os (acuidades de direilo:- designandq-se rada
pelo nome da cidade, em que tem, ou pos-a ter
lio.
Art. 2. Cada faculdade ser regida por om direc-
tor ; e por urna juula eomposla de todos os lentes, a
(jaal se denominara congregarao dos lentes
Art. -3. O curso de estatutos em cada urna das fa-
raatedei ser, como at agora, de 5 anuos, sendo as
Miaras do eusino dislribaidas pelas seguintes ca-
deiras.
1. .limo.
1. Cadeira : direilo natural, direilo publico uni-
versal, e analvatrda-constiluitf^Npraperi.
2." Cadeijni: instituas de dKattai romano.
2. Anno.
1.a Cadeira : continuaran das materias da primei-
ra efrieira do primeiro anno, direilo das gentes e di-
ptomaca.
2." Cadeira : direilo ecclesiastico.
3. Anno.
1.a'Cadeira : direito civil patrio cora a anahse*c
nnparecau do direilo romano.
. 2.a Cadeira: direilo criminal, incluido o militar.
4. Anno.
1.* Cadeira : continuaban das materias da primei-
ra eadeirafd lerceiro anno.
2.a Cadeira : direito martimo, e ilireilo comer-
cial.'
5. Anno:
! Cadeira hermenutica jurdica, processo civil
e rrieataal incluido o militar ; e pralici forertsc.
2." Cadeira: economa poltica.
3." Cadeira : direilo administrativo:
Arl. *. Cada ama deslas caderas ser regida por
um late calhedratire.
Os late) das caderas, cujas malcras rontinuam a
ser explicadas no anno seguinle, deverao reversa-sc
aire ti por annos. *
Art. 5. Haver 6 lentes duliililntesTparap precn-
cliimenlo das caderas na falla ou impedimento dos
cathedralicos.
Art. 6. Em cada urna das (acuidades se conferi-
rte ea graos de bacharel e de doiilor em direito.
O grao de doutor ser somenlc necessario para os
case* en qae for exigido por dispsices especiaes
legislativas ou regnlamcnlares.
Art. 7. Para se conferir o grao de bacharel em
dimito, ser iudi.pensavel a freqoenca e approva-
cio em lodo o corso de esludos marcados no artigo
Art. 8, Os hachareis qae aspiraren! ao grao de
(Water, deverao alrjm'disto passar por um novo exa-
ae.
Este exame sera feilo pelo modo marcado no cap-
late 6.a destes estatutos.
CAPITULO II.
Do director da faculdade.
Art. 9. O director ser de nomeacao Imperial.
Naaseos impedimentos ou em sua falla servir
o governo designar,e provisoriamenle, o lente
anligo que esliver em exercicio.
Art. 10. O director he o presidente da congrga-
te : regula e determina de conformidade com os
estatutos e ordena do governo, ludo quanlo pertcnce
facnldade e nao esliver encarregado especialmente
coDgregaclo.
Art. 11. Devem-lhe ser dirigidos os requerimen-
e represenlaccs cojas decises lhe pertenram ; e
por "sea intermedio levadas ao conhecimenlo da con-
gregario as qae veisarem sobre objectos da compe-
tencia desta. .
Art. 12. Incumbe ao director, alem das allribuL-
roet marcadas uestes estatutos:
1. Cenvacar a congregacio dos lentes, nao s nos
csea prestamente determinados, como naqiielles
em que, ou por deliberado propria, ou a requi-icau
de qnalquer leule fcita por escripto e com declara-
ran do pbjecto da convocac^o, o mesmo directoro
Jalear necessario, marcando a hora da rcuniab de
forma qae evite a inlerrupcao das aulas, dos exa-
aies ou de quaesquer actos acadmicos.
2. Transferir, em circumstancias graves, para ou-
occase a reaman da congregarlo j convocada,
i mesmo nos casos cm que ella deve verificar-
eis pocas cerlas ; c suspender a sessao quando
torae indispeosavel esta medida, dando em qual-
er do* casos, immediatamenle parle ao governo
s motivos do seu procedimento.
1. Dirigir as sessoes da congregaran, observando
as regrasdo capitalo 3., e o mais qae for adoplado
em regulamentos posteriores.
*. Plomear commiasoes, quando o objecto dcllas
for de simples solemnidade, ou pelos estatutos nao
esteja expressamente determinado que a nomeacao
compete congregarlo.
5. Assignar com os lenles prsenles as actas das
sessoes da congregarao ; assignar lambem a corres-
peodencia oflicial, assim como lodos os termos Ia-
vrados en nome, ou por deliberaran da faculdade
oa em virtode destes estatuios ou por ordem do go-
verno. .
6. Execular e fazer execular ai decises da con-
gregarlo, podendo lodavia suspender sua execucao,
se forem illegaes oa injustas, dando parle immedia-
tamenle ao governo, a quero pertence neste caso a
decirte definitiva.
7. Organtiaroerraroenlo iinual, e rubricaros
pedidos mensaet.daa despetas ida faculdade, consal-
tando, a congregarlo qaanto s extraordinarias que
cpavenlia fazer-se ; e levando ao eonnecimehlo .do
governo, parafp resolver, qualquer embararo quo en-
contr no parecer da mama congregaco.
Ordenar, de conformidade com as leis e ordens
do governo, a realisacao das desperas qae lenham
sido anlorisadas; inspeccionando e fiscalisaiido o e'm-
pregodat quanliaspare ellas decretadas?
9. Nomearem raso argente os entregados subal-
ternos qae o serviro reclamar, e arbitrar-lhes grali-
fleatoea, flcando porem a nomeac^o dependente de
final pprovacao do governo.
10. Delermmar e regular o servicp daecreUria
eda Wbliolheca.eprovidenciar sobre ttiflo"qoanlo for
necessario para as sessoes da congregado, celebra-
nte dos actos e servico das aulas.
. Visilar as aulas, e assislir, (odas as vez^s que
r possivel, aot actos e exercieios escolares, de
qualquer nslureza que sejjrm.
12. Velar Ba observancia destes estatuios.- e pro-
per ao governo ludo quanlo for'conrerneute ao aper-
feiceameiilo do eosjoo, e ao rgimen da facnldade;
nao s na parte administrativa, que lhe he perlen-
cente, como anda na parte scientifica; devendo nes-
te ultimo cas, ouvit previamente a congregarlo.
13. Exercer a polica no recinto do edificio da
faculdade, procedendo do modo proscripto oestes es-
tatutos, contra os que perturbaretn a ordem.
1. Empregar a maior vigilancia na manutenrTto
dos bons cosUimes.
15. Suspender por um a oito dias com privaran dos
venrimentus, os empreados de que trata o artigo
150 qnaadb procedeAm mal,dando parte ao governo
dos motivos da suspen^ao.
Arl. 13. U informarOes que dever dar ao governo dos oceur-
rencias mais importantes, remetiera, no fu( de cada
anno lectivo, um relatorio circamstanciao dos tra-
balhyS do ano. rom a noticia- do aproveitamenlo
de cada um dos "alumnos, e regularidade de seu pro-
cedimento ; assim como sobre o desempenho e poti-
tualidade do serviro dos lentes, e de todos oS func-
cionarias da faculdade.
Art. lf. Os actos do director ficam debaixo da
iminediata inspeccau do ministro o secretario de es-
lado dos negocios do imperio.
O presidente da respectiva provincia poder, oo
obstante, exigir do mesmo director explicarles acer-
ca de seus actos, c informarles sobre quaesquer oc-
currencias da faculdade para as levar com suas ob-
servaces ao conhecimenlo do governo.
capitul in.

Da congrtgar.ao dos lentes.
Arl. 15. A congregasao "compe-se de lodos os
lentes, calhedraticos,' e substitutos.
Nao pode funecionar, sem qae se rena mais de
melado dos ditos lentes qae estiverem em serviro ef-
fectivo da faculdade.
Arl. 16. Alem das sessoes nos dias determinados
por estes estatutos, havera pelo menos urna confe-
rencia mcnsal cm da quo o director designar.
Art. 17. No regulamento, de que trata o art 21,
se marcarao a forma, solemnidades e durarlo deslas
sessoes.
Art. 18. As deliberan""* da fongregac^p serao lo-
madas por maioria absoluta dos membros presentes
c por volarao nominal, salvo quando se tratar de
quesles de inleresse pessoal.em, que se votar sem-
pre por escrutinio secreto,
O director jalar tambem, e em caso de empate
lera o vola JHbualidade.
Art. IfW^BKlvendo a congregarao que fique cm
segredo alguma de suas decises, lavrar-se-ha della
urna acta especial, que ser fechada, lacrada e sella-
da com o sello da faculdade. Sobre a capa o secre-
tario laucar declararan assignada por elle e pelo
director, de que o objeclo he secreto, e notar o dia
em que assim se delibcrou.
Esta acia ficar debaixo da responsabilidado do
mesmo secretario.
Arl. 20. Antes porem de e fechar a acta, de que
trata o artigo antecedente, se exlrahir urna copia
para ser immediatamenle levada ao conhecimenlo
do governo imperial, que poder ordenar a sua pu-
blicidadc por intermedio da congregarao.
A mesma congregado poder igualmente, quan-
do lhe parera opportuno, resolver scmelhanle publi-
cidade, precedendo sempre autorisacao do governo,
ou em caso de urgencia, do presidente da pro-
vincia.
Arl. 21. Compete congregado, alem das ou-
tras funcc,es que por estes estatutos lhe sao confe-
ridas :
1. Exercer a inspeccao scientifica d faculdade no
(orante ao syslcraa e methodo de ensjno nos livros
e compendios seguidos as aulas, propondo quaes-
quer reformas ou allerares qae forem aconselhadas
pela experiencia ou pelo progresso das sciencias so-
ciaes jurdicas.
2. Empregar a maior vigilancia.afim de evitar qae
se inlrnduzam pralicas abusivas na disciplina escolar
e no rgimen da facnldade; (codo o maior escrpu-
lo na manutencao dos bons costumes o auxiliando
o director no desempenho de suas funeces.
3. Organisar no prazn de doos metes da publica-
cao dcsles eslalolos, e' submeller approvarao do
governo o regulamento complementar para a boa
execucao defles, Ipmindo.por base as respectivas
dispsices.
CAPITULO IV.
' Do lentes da faculdade.
Arl. 22. Os lentes cafliedralicos s .tem obrigacjlo
de reger as caderas para que foram nomeados por
decreto imprtala.
Os lentes substituios regero quaesquer cadeiras
quando estiverem vagas ou no impedimento dos ca-
lhedraticos.
Todos tiles deverao tomar parte nos actos acad-
micos, na conformidade das dispsices destes esta-
tutos.
Arl. 23. A anlignidadc dos lenles acluaes ser
contada, como al agora, as classes a que pcrlen-
cem.
Para os que de novo forem nomeados regular a
dala da posse e, havendo mais de urna no mesmo
dia, a datado diploma. ,
Em igualdadc desta dala, prevalecer a anligui-
dade as funeces publicas que ate all houverem
ejercido ; na falla desta, a de grao de doutor ; de-
pois a do grao de bacharel ; e em ultimo caso, a
idade. '
Art. 21. Nos actos acadmicos le rao precedencia
ns lentes calhedraticos aos substituios ; e entre uns e
oulros os mais anligos,
Art. 2>. O lente-qae contar vinle e cinco annos
de servido efleclivo poder ser jubilado com o orde-
nado por inteiro.
Aquelle que antes dess-e prazo, ficar impossibili-
lado de continuar no magislcrio poder requerer S
sua jubilaran rom o ordenado proporcional ao lempo
que houver cfleclivamenleservido, nao pudendo po-
rem gotar desle favor a otes de haver ensillado por
dez annos.
Art. 26. Para o lempo de effectivo servido serao
abonadas:
i 1. As fallas que forem dadas por servico pu-
blico em oulros empreuos ou commisses, erfm lano
que dcnlro dos 25 anuos nao comprehendam um
esparo maior de 5.
2,o As failas por molestia, juslificadas pelo modo
declarado uestes estatutos, nao excedendo de 20 em
cada anno ou de 60 em um Iriennio, salvo se a mo-
lestia for adquirida em sen ico publico.
3." As qnc piorcdcrem de suspensSo judicial
ou acadmica quando a final o lenle sospenso seja
declarado innocente.
. Art. 27. O lenles quese jubilar aos 30 annos leudo
servido pelo menos 25 eOeclvaraente segundo as
disposires do artigo 26, tero alem do ordenado
raclade da respectiva gralificacao.
Arl. 28. O lente qae obliver permissao do gover-
uo para continuar a leccionar depois de haver com-
pletado 25 annos de efectivo exeaaicio, (era um
accressimo de graficacao de 1009 em quanlo for
pelo mesmo governo. conservado do magielerio.
Arl. 29. Aos lenles calhedraticos o substitutos
acluaes se respeitar o direite adquirido do jubila-
rlo aos 20 annos, Tmas oeste caso terao somente di-
reilo ao ordenado que ora percebem.
Arl. 30. O lempo de exercicio al o fim da pre-
sente legislatura lhes ser co'ntado como at agora,
Unto para os que se jubilaren! nesle inlcrvallo,
romo para os que depois se quizerem jubilar.
Art. :n lio dito jirazo em diante, ficam sujeilos
s rearas eslabelecidas nos arligos anteriora.
CAPITULO VI
Do provimenlo das cadeiras.
SECCAO I. j
Rearas geraes dos provimentos.
Art. 32. Vagando qualquer cadeira, sera Hornea-
do por, decreto imperial para preenche-la o substi-
tuto mais antigo da respectiva faculdade.
Arl. 33. Os lugares de substitutos serao confe-
ridos pelo governo imperial, sob proposta da con-
gregarlo da faculdado, onde se dercm as vagas,
precedendo concurso pelo modo parque se eslabele-
ce nestes estatuios.
Art. 31. Poder dar-so troca das caderas enlre
os respectivos lentes, mediante reqaerimento Uestes,
informado pela congregarlo, que indicar as vanla-
gens ou inconvenientes da permutarlo. A esta in-
formarlo o director addicionar, em ofucio separa-
do, as reflexes que lhe parecerem dpporiunas.
Ao governo imperial compele a aulorisarao da
troca das cadeiras.
Art. 35. A disposicao do artigo antecedente 'se
observara tambem quando, achando-se vaga alguma
cadeira, qualquer dos lentes calhedraticos pretenda
ser para ella transferido, comalo que o requeira
logo que se der a vaga.
Tambem poder verificar-se, independenle de re-
querimento dos inleressados, ou representando a
congregarao em favor da conveniencia da troca e
julgaodo-a o governo vantajosa ao eusino; ou por
deliberaran do mesmo governo, ouvindo a congre-
garao.
Arl. 36. Logo que vagar qualquer lugar de subs-
tituto, o director mandar annunciar o concurso
por cdital, que ser publicado por diversas vezes as
folhas da capital da respectiva provincia e as da
corle.
O prazo para as nscripres, que'dever ser mar-
cado no mesmo cdital, regular entre tres a seis me-
zes, contados do dia em que se .leve conhecimenlo
da vaga. ^
No caso porm de haver ao mesmo lempo mais de
urna vaga, o prazo da inscripcao do concurse.para a
segunda ou para as oulras que se houverem dado
coraecar a correr do dia do cncerramcnlo do pri-i
meiro assim por diante, de sorle qae baja um con-
curso especial para cada vaga. '
SECCAO II.
Dashabilitacoes para o concurto.
Art. 37. S poderSo ser admillidos ao concurso os
ci.ladaos brasileiros que, estando no gozo dos direi-
tos civis e polticos, liverem o grao de doatores pe-
las facilidades de direilo do imperio.
Para provar estas ron'dires, os candidatos deve-
rao apresentar ao secretario da faculdade, no mo-
mento da inscripcao, seus diplomas ou publicas for-
mas,-destes, justificando a impossihilidade da apre-
sen larao dos originaes; ccrlidSo de biplisme e folha
corrida do logar dos seus domicilios.
Se no exame dos documentos se suspeilar duvida a
respeito de algum, a congregarlo, segundo a natu-
ic/a da duvi4a, poder ouvir o candidato que o li-
vor apresentado; para o que adiar, se for necessa-
rio, a decisSo por Ires dias.
Arl. 38. Dd juizo da congregarlo poder recorrer
para o mesmo governo qualquer dos candidatos que
so julgar prejudicado; assim quanto ao que for deci-
dido a seu respeito, como a respeito dos oulros con-
currentes. .
Art. 39. O modo de fazer-se a iuscripc^o para o
concurso, as formalidades que a devem acompauhar
bem como os prazos para o mesm, e o processo das
hahilitares, serao designados em regulamento es-
pecial.
SECQAO III.
Datprotas e da votacao.
Art. 10. Os actos do concurso consistirao: na
defeza de llieses; em orna prelercao oral; e em ama
dissertacao escripia. i *
As theses contarao de um numero cerlo de pro-
posijoes sobre todas as materias do curso, devendo
a congregarlo designar com antecedencia pontos
que as comprcheqdam, dentre os quaes o candidato
far a sua escolha.
A segunda e terceira prova versarao sobre pontos
previamente dados pela mesma congregacio, e lira-
dos sorlj..
Arl. 41. Reconhecidos os candidatos, o director
marcar da para recebimeulo das Dieses, nao po-
deudo verificar-se islo antes da decisao de qualquer
reenrso, de que trata o art. 38.
A defeza das theses te lugar to dia que for de-
signado pela congregarao, e neslc acto se argumenta-
ro reciprocamente os concurrente*.
No caso de ser s um o candidato, argumentarao
slenles por ordem de sua*anliguidade.
ArL 42. As regras concerne ules formaran c
ao numero dos pontos, ao das proposiroes sobre as
theses, aos 'praios que devem mediar entre as pro-
vas, maneira de proceder-se a volaran, e s solem-
nidades do concurso, serao mareadas n regulamen-
to v que se refere o art 39.
, SECCAO IV.
Da proposta e procimento das subsliticde.
Art. 13. A congregarao aprsenla ao governo
os mais volados d'eotre os concurrentes at o nume-
ro de tres, se tantos ou mais se houverem apresen-
tado.
ArL 4. A proposta da congregarao ser acom-
panhada de copias das actas do processo do concur-
so; das provas escripias; e de urna informacao par-
ticular do director sobre todas as Trcumslancias
que occorrcrai, com especial menrao da maneira
porque se hooveram os concurrentes duran le as pro-
vas de sua repulacao iliteraria, de quaesquer oulros
tutulos de habililaeao que possuam, e dos servidos
que tcnlian prestado.
Art. 45. D'cntre os proposlos, escolhcr o gover-
no o lenle para o preenchimenlo' da vaga do substi-
tuto.
Se entender, porm, oavida a sccrao dos negocios
do imperio do conselho de estado, que o concurso
deve,ser anual lado, por se haverem nelle preterido
formalidades essenciaes, o far por meio de um de-
creto contendo os motivos dessa decisao, c mandar
proceder novo concurso.
Art. 46., Na ausencia de candidatos para o pri-
meiro concurso, a congregarao, lindo o prazo para
elle marcado, dever espaca-lo por oulro tanto
lempo. ,
Se lindo esle novo prazo, ou se, no segundo con-
curso do art. antecedente niuguem se inscrever, o
governo poder fazer directamente av nomeacao
d'eotre as seguintes classes : '
1. Dos doutores em direito que se acharem as
circumstancias do art. 37 e tenhao advogado peran-
le as rclares ou exercido cargos pblicos por mais
de cinco annos.
2. Dos hachareis em direilo, em iguaes circums-
tancias, mas com dobrado lempo de advocada ou
servido publico.
SECCAO V.
Regras geraes paraos concursos, e procimento das
substituices.
#\rl. 47. Se mo for possivel, para os actos do con-
curso, reunir congregarlo por falta de numero o
director dar parle ao governo, e havendo urgencia,
ao presidente da provincia, para ser aulorisado a
chamar os lenles jubilados, que poderem compa-
recer.'
Na falla dos jubilados o governo ou o presidente
designar quaesquer pessoas tiradas dentre as clsses
do arl. anterior.
Arl. 48, Se algum concurrente for acommellido
BOJE.
tos da tarde,
utos da uianhaa.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Comrofcio, segundas e quintasferas.
Relacao, lerdas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1." vara do civel, segundas e sextas ao mo dia.
2.a vara do cive*, quartas e sabbados ao meio dia.
F.PIIEMERIDES.
Mato 5 Quarto crescenle as 7 horas, 11 mi-
. utos e 48 segundos da manha. '
12 La cheia a 1 hora, 18 minutos e 48
segundos da tarde.
19 Quarto minguante as 4 horas, 14
minntos e 48 segundos da manha.
26 La nova as 6 horas, 28 minutos e
48 segundos da tardo.
DIAS DAEMANA.
22 Segunda. S. Bita de Cassia viu.'; S. Quitea
23 Terea. S. Bazilio Are. ; S. Decideriob. m.
24 Quarta. S. Vicente de Lerins ; S. fooaham.
25 Quinta. >Jogi Assencao do Sr. ; S. Gregorio.
26 Sexta. S. FippeHeri; S. Eleulerio p. m.
27 Sabbado. S. Joao p. m. ; S. Ranulfo m.
28 Domingo (Vago) Ss. sendor Podio, e Justo bb.
S. Priamo m.
de molestia, que o inhib orde tirar os pontos, ou
de passar pelas provas exigidas, poderfjasficar o
impedimento parante acoaBTegar,ao; arqual, seo
julgar provado, poder espajar o icio at oito das,
no caso de haver mais de w concurrente, ou por
maior esparo, se for s um candidato.
No caso deja ter tirado e ponto dar-se-ba oulro.
Art. 49. Se acaso, verificadas as hypothescs do
art. 46, recahiraescolha em hacharel^ia governo
ordenar ao director, que lhe faca.coo(o"grTo ae
doutor; o que lera lugar peranlc a fac, ,dade, sem
mais formalidades que o juramento respectivo as
raaos do director. J
Neste caso o dnulor.-.mcnto sera anterior ao acto
da posse, que se lhe seguir iutelfaia'meulc.
Art 50. Os doutores ou hachareis que forem no-
meados directamente pelo governo, na conformida-
de do art. 46, ajunlarao ao tempo do exercicio o
que liverem (ido nos empregos, quo deixarem.
TITULO n.
Do rgimen das facilidades.
CAPITULO I-
Do fempo dos trabalos. \
Arl. 51. Os Irabalhosdas (acuidades prncipisrd
pelos exames preparatorios no dia 3 de fevereiro e
lerminarao no dia qae a congregarlo designar, de-
pois de concluidos os actos do anno.
Art. 52. l-'ora do prazo que decorre do encerra-
deslinado a urna sahbatina ou rccapilularao das ma-
terias que fizerm objecto das lices.
Para essa sabbalina poderao os lentes designar ar-
gaentes e defendenles, ou argir por si mesmos os
esludantes.
O nao comparerimento de'um esludante sabbali-
na ou sua escusa de lomar parle nella sem motivo at-
leudivel, ser objecio de ama hola especial que olcu-
le apresentara a seus collegas nos exames do fim do
nono, alm da pena no arl. 121.
Art. 71. As liorasdas aulas jnarcadas pela congre-
garlo do primeiro dia til do mez desmarro poderao
ser por ellas alteradas dorante o Tuno, se assim o
exigirem as conveniencias do ensino.
Arl. 72. TerSo dteetlo a premios os leu tes ou
quaesquer pessoas' quo compozerem compendios ou
obras para uso das aulas, e os que melhor tradozi-
rem os publicados em liugua eslrangcira, depois de
terem sido ouvidas sobre elles as congregacoes e de
serem approvados.pelo governo.
CAPITULO V.
Dos exames.
Art. 73. A congregarao reonir-'se-ha no dia 22 de
oulubro, ou no anterior, se aquelle for lerido, fim
nao s de julgar as habilitarnos dos estodantes pa-
ra serem admillidos a exame, corno tambem de de-
siguar os lentes que devem examinar nos diversos
ment da faculdade ateo dia da abertura no anno t< Para impedimentos que occorrerem no decur-
segunle, serao spmente feriados os dias de entrudo
al-quarta feira de Cinza ; os da Semapa Santa eda
Paschoa ; as quntas-feiras, qsando na semana nao
hija oulro feriado; o dia 15 de agosto (anniversario
da installarao dos cursos jurdicos,) e os de fesla oa
de luto nacional.
CAPITULO II.
Das hahilitares para as matriculas.
' Arl. 53. Ningoem ser admiltido a matricular se
em qualquer das (acuidades de direilo sem qae se
mostr habilitado no conheimenlo das lingoas lati-
na, franceza e ingleza, e'nas seguintes materias :
philosophia racional e moral; arilhmetica e geome-
tra ; rhelorica e potica; historia e geographia.
Arl. 51. A prova deslas habililaces ser dada
apresenlando o erelendenle diploma de bacharel em
lellras do cllegio Pedro II ; ou titulo de approva-
rao obtido nos concursos annnaes da capital do im-
perio na conformidade do artigo 112 do regulamento
da instrucro primaria e secundaria do municipio da
corte i ou cerlido de approvacao em exames pc-
rante os professores das aulas preparatorias das mes-
mas faculdades do direito.
Nenhuma o^ra prova ser admiilida. .
Arl. 5"). Os exames peranle os professores das au-
las preparatorias serao feitosno inlervallo qae vai de
t de fevereiro a 31 de marro e do 1 ao ullimq de no-
vembro.
Na primeira poca se examiuarao de preferencia
09 pretendenles que pao liverem cursado as ditas au-
las preparatorias; e na segunda .os alumnos das mes-
mas aulas.
Art. 56. Os exames serao fe los por escriplo, cmn
as formalidades c pelo modo que se marcaren no re-
gulamento ite que trata o art. 21 3, devendo sem-
pre presidi-los o director ou algum lenle por elle Ho-
rneado para esse fim,
Art. 57. Continuam em exercicio as aulas prepa-
ratorias'actualmente existentes nos edificios dos cur-
sos jurdicos. O governo lhes dar, ouvidas as con-
gregacoes, regulamento especial.
Para o impedimento ou falla dos respectivos pro-
fessores haver al o numero de 3 substitutos.
Art. 58. O provimento dessas aulas ser felo co-
mo at agora por meio de concurso, que se regular
por inslrucces apropriadas.
Os professores e substituios respectivos terao as
mesmas vanlagens e obrigacoes que liverem .os pro-
fessores do cllegio Pedro II.
Nao poderao leccionar particularmente as materias
do artigo 53.
Seas vencimeotos serao marcados por lei.
CAPITULO m.
Das matriculas.
Arl. 59. As matriculas para as aulas das faculda-
des comecarao no primeiro de marco e se fecharao a
15, excepto para as do primeiro anno, qu* poderao
continuar at o fim desle mez.
Encerradas as matricalas, nenhum esludanle, seja
qual for o motivo que allegar, sera admitlido a ma-
Iricular-se. '
Arl. 60. Para a matricula do primeiro anno deve-
r provar-se em requerimenlo ao director :
1. A liabililajao na forma do capitulo antece-
dente.
2. Idade maior de 16 annos.
3. Pagamento da taxa respectiva.
Art. 61. Para a matrcula nos annos seguinles
dever apresentar-se :
1. Cerlido de approvacao do anno anterior ;
2. Conhecimenlo dse haver pago a laxa.
Arl. 62. Os exames feilos em urna faculdade se>
rao validos na outra, provados com certides regu-
ares, anilicnticadas pelo respectivo director, que of-
ficiar ao da oulra facnldade, publica ou reservada-
mente, communicajido-lhe o qae lhe parecer con-
veniente acerca do procedimento anterior.do eslu-
dante e das notas que houver a Sea respeito.
Arl. 63. A matricula se poder fazer por procu-
rador, achando-se o esludanle no lugar da sede da
faculdade e nao podendo comparecer por gravemen-
te enfermo.
Estas duas circumstancias serao justificadas em re-
querimenlo ao director.
Art. 64. Ao director compele ordenar que o. se-
cretario faca as matriculas dos esludantes, cojos re-
quefmetilos estiverem conformes s disposires an-
tecedentes.
Tudo o que diz respeito forma das ditas matri-
culas, ns precedencias dos esludantes as aulas em
virtudes dellas, respectiva escriptarasao e as obri-
gacoes do secretario neste ponto, ser marcado no
regulamento especial que as faculdades tem de su-
jeitar approvacao do governo.
ArL 65. No fim do anno lectivo hlver segunda
matricula desde 15 at 24 de oulubro.
Para esle fim, bastar que o esladande aprsenle
ao secretario conhecimenlo de haver salisfcilo a
taxq.
A falta desta segunda matricula inhibir o eslu-
dante de ser admitlido a fazer acto.
Arl. 66. He nulla toda a matricula effectuada com
documento falso,e sao nullos.lodos os actos que a ella
seguirem, ficaudo perdidas as quanlias das taxa9
pagas, alm das oulras penas em que incorrer o fal-
sificador.
CAPITULO IV.
. Dos exercieios escolares.
Arl. 67. As aulas dos faculdades serao aberlas no
dia 15 de marco e encerradas no dia 15 de oulu-
bro.
Arl. 68. No primeiro dia ulil de marco a congre-
garlo se reunir para distribuir as horas das aulas,
verificar a presencados lenles e designar os substitu-
ios que devem reger as cadeiras, cajos lentes se acha-
rem impedidos.
O director mandar publicar por edilal o pela im-
prensa o resultado dessa conferencia' da congrega-
{So.
Quando a vaga ou impedimen(o occorrer no decur-
so do anno, as subslitnices terao lugar por ordem
do director.
Art. 69. Os lenles sao obrigados a leccionar em
lodos os dias uteis da semana, por esparo de ima
hora, podendo, sempre que o julgarera conveniente,
ouvir ,-ilguns dos estodantes sobre a licao da ves-
pera.
Arl, 70. O ultimo dia til de cada semana ser
so d,os exames, o direclor determinar a substitui-
rlo.
Os lenles que liverem regido as cadeiras duranle
o anno deverao ser de preferencia designados exa-
minadores dos respectivos esludantes.
Arl. 74. Julgar-se-ha habilitado o esludanle que
nao liver perdido o, anno por excesso de fallas, e que
houver pago a laxa da segunda matricula.
Art. 75. Os exames sero por pontos, datido-sc aos
esludantes o inlervallo de 24 horas, como actual-
mente.
Nos tres ltimos annos haver mais um disserla-
rao feila pelo esludante sobre om objecto dado tam-
bem por ponto. ,
Nao obstante disposicao desle artigo, o go-
verno poder determinar, qaando julgar conve-
niente, ouvidas as coigregacocs.'.qne sejam vagos os
exames das materias que nao forem meramente posi-
tivas.
Art. 76'. As congregacoes propnro ao governo
no regulamento a que se refere o art. 21 3. as re-
gras qae devam ser seguidas nos exames e as, vola-
toes. *
Art. 77. Sempre que um esludanle deixar de %-
zer acto, o direclor o communicar cougregac,ao na
primeira sessao.
No "Caso de transferencia do aclo, serao lamina-
dores os mesmos lentes que o seriam se-elle fosse
feilo na apoca competente, excepto se se achajrem im-
pedidos ou ausentes.
Art. 78. Os esludantes matriculados em urna fa
culdad, nao poderao fazer peranlc a outra os exa-.
mes das materias que naquella aprendern) duranle
o anno.
Art. 79. Ser permittido aos esludantes approva-
dos simpliciter malricularem-se de novo no mesmo
anno. Neste caso prevalecer a ola do 2." exame, quer
seja de approvacao, quer de re pro va cao.
Esta disposicao nao poder ter lugar : 1., encer-
radas as matriculas; 2., desdeqoe o esludanle tiver
recebido o gro^e bacnarel.
Arl. 80. O osludante reprovado duas vezes no
mesmo anno, nao poder ser mais admitlido ma-
tricula as faculdades do direilo.
CAPITULO VI.
Da defezd de theses.
Arl. 81. As Dieses cuja defeza he necessaria pa-
ra qae o esludante possa obter o grao de doutor,
consistirao em proposiroes sobre lodas as mate-
rias do curso, tocando pelo menos tres .i cada urna
dellas.
Art. 82. No principio do anno lectivo os lentes
efn exercieios, enviarSo ao director dez quesles so-
bre as materias de suas cadeiras.
' Estas quesles, depois de approvadas pala congre-
gacio e laucadas na acia da sessao em que forem adop-
tadas, serao pelo secretario numeradas o escripias em
liVro proprio para ess fim.
De entre as di las. quesles escolher o doulouran-
do aquellas sobre que pretenda escrever as suas pro-
posiroes.
Art. 83. Alem das theses, o doutorando apresn-
lar urna dissertacao sobre ponto lirado com antece-
dencia de 3 dias perante a congregarlo, que organi-
sara tambem annualmenle urna serie regular de pon-
tos para esse fim.
Art. 84. As theses serao formuladas pelo douto-
rando no prazo que for marcado pela congrega-
cao, de sorle que possam ser opportunamente ap-
provadas por urna commissSo de lenles por ella no-
meada.
Depois dessa approvacao serao mpressas cusa
do mesmo doutorando e distribuidas por todos slen-
les. ...
Arl. 85.' Cada doutorando ser argido e julgado
por 7 lentes, lirados sorle oito diasantes da defeza
das theses, sendo 4 calhedraticos e 3 substitu-
tos.
Arl. 86. O presidente do acto ser o lente callie-
dratico mais antigo dentre os sorteados.
Art. 87. Cada examinador argir por meia
hora, comerando pelos ras modernos, sendo o
presidente do acto o ultimo a argir sobre a disserta-
cao.
Art. .88. Terminado o, acto, os examinadores vola-
rlo em escrutinio secreto, estando presente o secre-
tario para lavrar o termo.
Arl. 89. O bacharel que no aclo do quinto anno,
liver obtido a* nota de simpliciter nao pode itis-
crever-se para defender theses.
Art. 90.'A approvacao simples* nao impedir a
collaro do grao.
Pica todava neslo caso salva ao doutorando a fa-
culdade de apreseniar novas thesa*, acerca das quaes
se observarao as formalidades prescripta nesles es-
tatutos, g
Art. 91.0 que for reprovado, smente poder|ser
admitlido a novo acto um anno depois.
CAPITULO VIL
Da collaro dos grao acadmicos.,
Art. 92. O grao 9e bacharel ser conferido aos
alumnos approvados no 5 anno, dous dias depois de
terminados os actos desse anno.
Na vespera publicar-se-ha na secretaria a quali-
dade de approvacao de lodos os que estiverem as
circumstancias de tomarem o groj afim de que o
alumno approvado simplcsmento possa decidir-se so-
bre a repulirn do anno na conformidade do ar-
tigo 79.
Art. 93. Para o rccebimenlo do. grao de dou-
lor, lera o dia marcado pelo director/ depo is da de-
feza das theses.
Art. 94. As solemnidades que devem acompanhar
a collaro dcsles graos constarn do formo lario cs-
reilo aos ordenados, qaando fallarem por motivo jus-
tificado de molestia, nao lhes sendo abonada sem
essa circumslancia mais do que duas faltas m um
mez.
, As licencas que pedirem s lhes poderao ser con-
cedidas com ordenado por inteiro at 6 mezes e por
causa deenfermidade.
Fra deslas hyputhes cessarao os veocmenlos,
qoalquer*quesej o motivo da falla.
As gralificares pcrleuecrao cm todo o caso aos
.que os subslilurem.
Arl. 96. As faltas dos lentes durante o lempo
lectivo s poderao s^r justificadas ateo 3. da depois
da primeira.
A justificar ao ser repetida ou no fim das fallas
ou continuando ellas, quando liverem de receber os
seas vencimcnlos.
Arl. 97. As que nao forem juslicadas, alm de
duas em om mez, importara a perda dos vencmen-
tos correspondentes.
Art. 98. As faltas dos lenles s sessoes das con-
gregacoes, a quaesquer aclos e funeces da facul-
dade, a qoe sao obrigados, serao contadas como as
que derem as aulas.
ArL 99: Na secretaria da faculdade haver nm
livro em que o secretario laucara o dia de servijo,
de lices, ou de exames, no qoal notar as fallas
dos lentes, eos nomes dos que comparecercm.
Art. 100. O meSmo secretario visla desle livro,
e das notas que haja tomado sobre quaesquer actos
acadmicos, organisar a lista das faltas dadas du-
rante* mez, e a apresentara ao direclor no 1." dia
do mez seguinle.
O director abonara as que liverem em sea favor
condiroes justificativas.
ArL 101. A decisao do direclor sendo desfavora-
vel ser immediatamente commoncada pelo secre-
tario ao interessado, e este dentro de 3 dias apre-
sentara, querendo, a sua reclainacao ao mesmo di-
reclor, que a poder atlcnder reformando a decisao.
Arl. 102. Se porm nao for reformada, ser ad-
miltido dentro de 3 dias_ recurso suspensivo para a
congregacio do mez, e desta no edeito devolutivo
pera o ministro e secretario d'estado dos negocios do
imperio, no prazo de oulros 3 dias contados da data
daqnelle em que leve lagar a sessao.
Arl. 103. Se nao se apreseniar reclamaran, ou
nao se interpozer recurso, segundo as nypntheses.
dos arligos. antecedentes, o direclor mandar tancar
s fallas em livro especial para serem trazidas op-
portunamente ao conhecimenlo do governo.
Art. 104. Os lenles calhedraticos, ou substitutos
que deixarem de comparecer para exercer as respec-
tivas funeces por espato de tres mezes-, sem qne al-
leguen) perante o director jnolivo que justifique a
ausencia, incorrerao as pinas do art. 157 do codi-
to criminal;
Sea ausencia exceder (fe seis'mezes, reputar-se-ha
terem renunciado ao magisterio, e os seus lugares
serao julgados vagos pelo governo, ouvidas a con-
gregarn %a secsao dos negocios do imperio do con-
selho d'estado.
Art. 105. O lenle nnmeado, que denlro de seis
mezes nao comparecer para lomar posse, sem com-
municar an director a razan justificativa* de sua de-
mora, perder a cadeira para a qual foi nnmeado,
sendo-lbe a pena imposta pelo governo imperial, de-
pois de ouvida a respectiva secgao docooselho d'es-
tado.
Arl. 106. Expirado o prazo, na primeira hypo-
lliesc do art. 104 o direclor convocar a congregarlo,
a q*ual tomando conhecimenlo do faci, e de todasas
suas circumstancias, decidir se tem lugar o nao o
processo ; expondo minuciosamente os fundamentos
da decisao que tomar.
Se for aflirmaliva,o directora remetiera por copia,
exlrahida da acia, com lodos os documentos que lhe
forem concernenles, ao promotor publico da comar-
cada capital para intentar aecusacao judicial por
crimede rasponsabildade ; e dar parle ao governo
assim do qne resol veu a congregarao como da mar-
cha c resultado do processo, qaando este tiver lugar.
Na segunda hypothese do lado artigo 104, o di-
rector dar parle ao governo do oecorrido, afim de
proceder-se na conformidade do mesmo artigo.
Arl. 107. Na hypothese do art. 105' verificada a
demora da posse, e decisida pela congregarao a pro-
cedencia oa improcedencia da justificado, se (ver
liavido, o director participar ao governo o que oc-
correr, para sua final decisao.
Art. IOS. -Os lenles se apresenlarao de beca as
respectivas aulas cactos acadmicos, hora marcada,
e serao sempre os primeiros a dar o exemplo de cor-
tezia e urbanidade, alulendo-se absolutamente de
propagar doulrinas subversivas ou perigosas.
Art. 109. Aquelles que se-deslisarem destes pre-
ccitos, soro advertidos camarariamente pela con-
gregarlo, a quem o director he obrigado a commu-
nicar o facto reprehcnsivel.
Art. i 10. Se. nao for bastante esta advertencia, o
direclor, ouvindo a congregarao, o communicar ao
governo, propondo que sajam applicadaS as penas
despspensao de (res mezes a um anno com privaran
de vencimeotos, e se observar o que a tal respeilo
for pelo mesmo governo determinado em resolucao
de consulta da seceso dos negocios do imperio do
conselho de estado.
SECCAO II.
Da frequencia dos estudantes e da polica aca-
dmica.
Art.'ltt. As faltas dos esludantes serao lodos os
dias notadas por um bedel em urna caderneta que,
no fim de cada licao ser examinada, corrigida e ru-
bricada pelo respectivo lenle na pagina do da. ,
Art. 112. Quarenla fallas embora abonadas, e 10
nao juslificadas fazem perder o anno.
Sete fallas nao abonadas fazem preterir o esludan-
le da ordem em que seu nome esliver collocado para
0 acloque s poder ler lugar depois de terminados
todos os do curso.
Art. 113. Os esludantes, quando derem faltas,
deverao justifica-fas no primeiro dia em qae corapa-
reccrem ou ao mais tardar no dia seguinle. -
A juslificacao ser dada ao respectivo lente, qae
fica aulorisado para abona-las, se achar fundadas as
razes, ou os documentos apresentados.
Art. 114. Incorre em falta, como se nao tivesse
viudo aula o esludanle, que comparecer depois do
primeiro quarto de hora, o que sahir da. aula sem liT
cenca do lenle, e o qae declarar que nao esladou a
1 cao.
Incorre em quatro fallas o esludante que' nao
comparecer em dia de sabbalina sera motivo justifica-
do, e o que nesse dia retirar-se da aula antes de co-
r.iccados os exercieios, oa depois delles antes de che-
;:ar a sua vez de fallar, e em duas o qu se apresen-
lar depois de principiados os ditos exercieios, poden-
do aiftda assim ser para elles chamado pelo lenle.
Art. 115. O esludanle qu perturbar o silencio,
causar desordenr denlro da aula ou nella proceder
mal, ser reprehendido pelo lente.
Se nao se conliver, o lenle o far inmediatamente
sahir da sala, ordenando ao bedel que lhe marque
urna (alia e tome nota do facto na sua caderneta pa-
peciat, que ser expedido pelo governo, ouvidas as; ra ser levado ao conhecimenlo do direclor
congregacoes.
CAPITULO VIII.
Da disciplina acadmica.
SECCAO I.
Da residencia dos lentes.
Arl. 95. Em caso algum os lentes perceberao as
gralificares, que lhes sao, ou forem coucedidas.seiu
o exercicio da respectiva cadeira. Teo porm di-
Se o esludante recusar sahir, ou se asar de pala-
vras desrespeilosas, o lente far tomar por termo
issri mesmo pelo bedel, e dar logo prte do oecorri-
do ao director.
Se o lente vi/ queja ordcnVnao pode ser restabele-
cit"!, suspender a licao, ou sabatina, mandando pe-
lo bedel tomar os nomes dos autores da desordtm
pura o fim rima indicado.
Art. 116, O director logo qae tiver noticia do fac-
to, as duas ultimas hypotheses do artigo antece-
dente, far vir sua presenta o culpado, on culpa-
dos, e depois de ler publicamente a parte dada pelo
lente, e o termo lavrado pelo bedel, impora a pena
de prisao correccional de um a oito dias.
ArL 117. A prisao correccional s ter lagar den-
tro do edificio da faculdade, em lagar conveniente-
mente preparado, e donde nos dias lectivos sahir o
dclinquenle para, assislir a lices, oa para ir fazer
aef, se este tiver lugar em occasia* em que o esta-
dante ainda nao tenha preenchido os das de prisao.
Art. 118. Se a desorden) for dentro do edificio,
porm fra da aula, qualquer lente ou empregado
que prsenle se achar procurar conter os autores em
seus deveres. i
No caso de nao serem ltendidas; as admoestaces,
ou so o successo for de natureza grave, o lente Ou
empregado qae o presenciar dever immediatamen-
le communicar o fado ao director.
Art. 119. O director, logo que receber a partici-
pacao ou ex-officio quando por outros meios tiver
noticia do faci lomar delle conhecimenlo, fazendo
comparecer perante si o estadante oa estudantes
que o pralicaram.
O comprecimenlo ter lugar na secretaria.
Art 120. Se depois das ndagacesa quefroceder
o dfrector, achar qae o esludanle merecelnaior cor-
reejao do que urna simples advertencia fetta em par-
ticular, o reprehender publicamente. -
Art. 121.. A reprehensao sera neste caso dada na
secretaria, em presenta de dous lentes, e dos em-
pregados, e de qalro ou seis estodantes pelo me-
nos ; ou na aula a qae o estadante pertencer, prsen-
les o lente, e os outros estudantes da mesma, que se
conservarlo nos respectivos lagares.
A todos esles actos assistir o secretario, e de to-
dos elles, bem comp dos casos referidos no art. 115,
lavrer um termo,que ser presente na primeira ses-
sao da egngregaco, e transcripto, as informaces
dadas ao governo sobre o procedimento dos l-
danles.
Art. 122. Se a perturbarlo do silencio, a falta de
respeito, ou a desordem fr praticada em acto de
exame, oa em qualquer acto publico da faculdade, ao
lente que o presidir competir proceder pela manei-
ra declarada no citado art. 115.
Art. 123. Se o facto de que se trata no artigo an-
tecedente e na segunda parle do. art. 118 fr prati-
cadopor esludante do ultimo anno. queja tenha fei-
lo acto, o lenle oa director devera levar lado aq co-
nhecimenlo da* congregaj-fo, a qual poder subs-
tituir a pena da prisao peta de relentSo do diploma,
oa demora na collatao do grao al 2 mezes.
Se o esludante nao fr da aula em que praticar a
desordem, o lente, procedendo como se determina
no art. 115 dar parte de tudo ao- direclor, que em
lugar da pena de ama falla impor a de reprehensao '
publica, ou a de um dia de prisao, obrando em lu-
do o mais, como uas oulras hypotheses do rilado ar- ,
ligo.
Arl. 124. Se o director entender qae qualquer dos
dolidos marrados nosarts. 115 118, merece, pelas
circumstancias qae o acompanharam, mais severa
purfleo doque a do artigo 115, mandar lavrar ter-
mo de tudo pelo secretario, com as razes que o es- '
ldanle allegar a seu favor, e 'com os, depoimenlos
das leslemunhas que souherem do facto. e o apresen-
tara congregscao. Esta, depois de empregar os
meios necessarios parase conhecer a verdade, o con-
demnar prisao at 40 dias, e perda do anno,
quando nao baja pena maior imposta por estes' esta-
la los.
ArL 125. Se os estodantes combinaren) enlre s>
para nenhum delles ir aula, a cada um dos que
nao jastifiquem a'ausencia ser impostafn pena de 5
fallas, e os caberas serlo punidos com o perda do
anno.
Art. 126. Os estudantes, qae arrancarem edital
dentro do edficin'da facnldade, ou pralicatem acto de
injuria, dentro ou forado mesmo edificio, por pala-
vras, por escriplo, ou por qualquer oulro modo cen-
tra o director, ou contra os lenles, serao ponidos
com as penas de pristo de um at tres mezes, ou com
a de perda de om at doos annos, conforme a gra-
vidade do caso.
ArL 127. Se praticarem dentro do edificio da fa-
culdade aclos offensivos da moral publica e da reli-
giu do estado, ou so em qualquer lagar oa por qual-
quer modo que seja, dirigirem antearas, teoterem
aggressao ou vias de faci contra as pessoas indicadas
no artigo antecedente, sero punidos com o dobro
das penas all declaradas.
Se effecluarcm as araeacas, ou realisarem as ten-
tativas, sero ponidos com a excluso dos esludos em
qualquer das faculdades.
As penasdeste artigo e do antecedente na o excluem
aquellas em que incorrerem os deliqoentes segando
a legislacao geral.
Art. 128. Se os delicio dos arligos antecedentes
forem praticados por estudantes do ultimo anno, se-
rao ponidos com a suspensio do acto, com a demo-
ra da collacao do grao, ou com a relencao do diplo-
ma, se aquelle j liver sido conferido, pelo tempo
correspondente ao das pena marcadas nos mesmos
arligos.
Art. 129. As penas de prisao correccional por mais
de 8 dias, de' relencao dos diplomas, de suspensao
do acto, de perda do anno e de excluso, serao im-
postas pela congregarlo, da qual se admitlir nos 4 '
ltimos casos recursos para o governo, sendo inter-
poslo dentro de 8 dias contados da inlimaco.
> O recurso ter tambem lugar qaando a pena de
prisao for poe mais de dous mezes.
O recurso ser suspensivo nos casos de perda do
anno on de excluso.
O governo imperial, a qaem serSo presentes todos
os papis que formaren) o processo, resolver por
decreto confirmando, revogando, ou modificando a
decido, depois de oavida a seccao respectiva do con-
selho de estado.
Arl. 130. O estadante que chamado pelo director
nos rasos dos arta. 116 e 119 nao comparecer, ser
coagido a vir sua presenta debaixo de prisao, de-
pois de lavrado o termo de, desobediencia pelo em-
pregado que o for chamar, requintando o director
aquelle auxilio da autoridade policial; e fazendo-o
processar em seguida como desobediente pelo foto
commnm. ,
Neste caso, qualquer acto de resistencia autori-
dade policial importar a perda do anno, e se a re-
sistencia for seguida de offsnsas physicas, a.expulsao
da faculdade, alm das penas em que liver acorrido
pela legislacao geral.
Art. 131. Todos os mezes 6 bedel de cada aula
apresentara ao secretario a lista, das fallas commei-
tidaspelos estudantes dorante mez anterior;'o se-
cretario formar ama lista de todas, com declararlo
dos dias cm que foram dadas, e a (ransmittir con-
gregarao mensal.
Art. 132. Nesla sero combinadas com as listas
dos bedeis as notas dos lentes, que declararaoas fal-
tas que houverem abonado. Beodo tudo considera-
do pela congregacao, esta as jalgara, podendo serre-
cebidas as jastificaces, que at esse momento o es-
ludante exhibir. '
Art. 133.- Terminado o julgamenlo da congrega-
rao, o secretario organisar a lista das faltas com-
rnellidas durante omez.accrescentando as dos mezes
anteriores; e fazendo-a acompanhar das notas cor-
respondentes a publicar por edilal, e pela im-
prenst.
Art. 134. O julgamenlo das fallas nao ter lugar,
senao depois qoe o esludanle comparecer; as qae
rorem dadas antes dessa poca, serio laucadas na
lala com a observarlo de coHlinoario da ausencia.
Se o estudanle perder o anuo far-se-ha esta Obserra-

E
J


DIARIO
FEIRA 24 OE MAtO DE 1854.
So no mc^m que islo se verificar, nao sendo mili
inscripto na lista.
Art. 135. Os estudanles qaando as faltas proco-
'lerem do nio comparecimeolo asalas, podero re-
clamar, assim contr/i a nota qae llies for lanzada
pelo lente, como contra a decisq da congregarlo.
As reclamacis deverao ser presentidas, dentro
de 3 dias contados ou da nota do lente ou da publi-
cacSo da lista, ao mesmo lole, ou ao director, para
seren prsenles congregado. No caso de cnnl-
, nuarem as faltas, os 3 dias serao contados do era
qae compareeerem.
Arl. 136. As reclamaroes de qoese falla no arti-
go antecedente, nao serao idmitlidas, seuao em dous
casos: lwo tildante negar as faltas; 3 se o jul-
gamento dellas for dado nasua ausencia.
Art. 137. Os lentes exereerao a-polica dentro
das respectivas aulas, e api actos acadmicos a que
presidireui. Deverao auxiliar o director na manu-
tengo da ordem e respeito dentro do edificio da fa-
ca Idade.
Art. 138. A congregacao far chegar ao conhcci-
meulo do goveroo todas as inforraaces qae puder
ministrar sobre o aproveilamento e procedimeuto
moral e civil dos estudanles que tiverem concluido
o curso acadmico.
Arl. 139. A polica que dev ser observada den-
tro do edificio da facoldade, tanto pelos lentes, em-
pregados e estudaules, como por pessoas eslranhas
ao corno acadmico, formar o objecto do regula-
raento especial qae o governo organissr nuvidas as
fatuidades.
TITULO III.
Dot empregados das (acuidades.
CAPITULO UMCO.
Do bibliothecario, secretario e mais empregados
Arl. 140. Em cada faculdade haver urna hblo-
llieca destinada espocialmeote para o uso dos lentes
e dos alumnos, mas qae ser franqueada a todas as
pessoas que atti se apresentarem decentemente ves-
tidas.
Ser formada com preferencia de livros proprios
das "ciencias que se ecsinarem na faculdade.
- Art. 141. A bibliolheca estar a cargo de um bi
. bliothecario, que Igra um anudante. '
Art. 142. O ajudame ser encarregadoda escrip-
turacae da bibliolheea e do trabalho interno da mes-
ma, que pelo bibliothtcario llie fdr ssstgnado; e
qaando este nao.se ache presente, o substituir,
conformandosa sempre com as inslruccOes que delle
receber.
Arl. 143.. Nos impedimentos do bibliothecario, o
nudante perceber a gratificacao deste; e se pasar
de 30 dias, ou se anda anles.de se completar este
praxo for.de natureza tal que indique prolongar-se
por mais lempo, o director designar um dos em-
pregados da faculdade para faaer a* vezes de ajo-
diule. < '
Art. 144. Cada faculdade lera um secretario, o
qual, alera de outras funecOes que Ihe iucumbem
por estes estatutos, ser* encarregado do servico in-
terno da secretaria e da correspondencia do direc-
tor.
Art. 145. Para auxiliar o secretario no desempe-
a de seos deveres, haver um official que far o
servico qae lhe for por elle encarregado, podendo o
director tambero designar-lhe o trabalho que enten-
der conveniente. (
Este official substituir o secretario em seas iro-
pedNheoiose faltas.
Art. 146. O secretario dever ser graduado em
direito.
Parto lugar de oficial preferir, em igualdade de
circumstancias, o que tiverestudos proprios da facul-
dade,
Art. 147. O secretario e o official, bem como o
bibliothecario e sen ajudaole, serio nomeados por
decreto imperial. ,
Art. 148. O regularoento de que trata o arl. 21,
S 3. marcar o servico tierno da rdksma secreta-'
ra, o numero de livros que deve ter, e o systema
de sua escripluraco.
ArU 149. Na secretaria serao cobrados os emolu-
mentos constantes de una tabella quesera aonexade
a estes estatuios, depois do proposta pela coagrega-
cao e approvada pelo governo.
Taes emolumentos serao reeolhidos thesouraria
respectiva e formara* parle da renda publica.
Arl. 150. Cada faculdade ters um porleiro, dous
bedeis, e os continuos que forem necessarios para o
servico das aulas o dos actos acadmicos.
O numero destes continuos ser proposto pela con-
gregacao ao governo qae o marcar por decreto, e
. urna vea lixajo nao poder ser alterado senao por
lei.
Art. 151. O regnlamenlo qae se refere e arl.
148 marcara o servico interno da secretaria e da bi-
bliolheca, as obrgaces dos empregados das facili-
dades, e os distinctivos de que dovem usar.
Art. 152.' As aposentadorias de taes empregados
serao reguladas pelo cap. 3., til. 4.", 3o decreto d,
736 de 20 de novembro. de 1850.
Seos Vencimntos constarao da tabella annexa a
estes estatus.
Arl. 153. A disposcao do art. 147 ser xecutada
em prejuizo do direito adquirido dos aclues socre-
taes das academias jurdicas, que continua rao no
ewrcicio de suas funcoes. >
TITULO IV.
Capitulo nico.
Art. 154. Ficam supprimidos os lugares de crrelos
> cojo servico ser desempenhado pelos continuo,'de-
vendo ser de preferencia empregados como taes os
actoaes correios que tiverem as precisas nabila-
coes.
Art. 155. No primeiro provimenlo das eadeiras de
direito administrativo e de direito romano, o governo
poder livremenle nomear os lentes.
Fica-lbe tambem reservado o mesmo direito para as
vagas que sa derem deutro.do praznde um auno, sem
prejuizo dos jcluaes substitutos.
Art. 156. Os ordenados e gratificarles do director,
e dos bmles sao os que coastaro da tabella annexa
estes estatuios, cuja execucao na parle em que exce-
den) os veoeimentos j aulorsado pela lei n. 714 de
19 de setembro de 1853 depender da approvacao do
como legislativo.
Art. 157. O juramento dos graos acadmicos, do
director, dos lentes e roais-empregados, ser o que
constar do formulario das faculdsdes.
As cartas de bacbarel e de doutor serao passadas
segando os modelos tambem juntos ao mesmo for-
mulario.
Art. 158. Os lentes qoer cathedraticos qner subs-
titutos terflo as honras de desembargador.
O cathedraticos que tiverem servido por 2 annos
e-cootinaarem no exercicio de suas fuocroes, a apsa-
simenlo do governo, terso, alm das vantagen da la-
bella cima citada o titulo de conselho.
tuirein particularmente para ampliarlo ou auxilio
das materias obrigalorias.
Lido o trabalho e approvado, ser recolhido bi-
bliolheca para servir de chronica da faculdade.
Art. 165. Os presentes estatutos serao desde ji pos-
tos em execucjio al definitiva approvacao do poder
legislativo.
Art. 166. Logo que forem publicados, o governo
ordenar s congregares que proponham as instruc-
ces que forem convenientes para a execucao e desen-
volvimenlo dos mesmos, aiim de expedir os regula-
mentos necessarios, cujas disposicSes serao communs
a ambas as facilidades.
Art. 167. Ficam revogadas as disposicijes ero con-
trario.
Palacio do Rio da Janeiro em 28 de abril de 1854.
Lili: Vedreir do Cotilo Ferraz.
----- -laioian
GOVERNO SA PROVINCIA.
LEI N. 336.
Jos liento da Cuoha e Figueircdo, presidente da
provincia de Pernambuco. Fajo saber a todos es
ses habitantes, que a assemblea legislativa provin-
cial decretou, e eu sauccionei a lei sguinle :
Arl. 1. Fica restaurada a freguezia de Nossa Se-
nhora da Luz pelos anligos limites na parte subdivi-
dida com a de S. Lourenco, da Malta, e a de Sanio
Amaro, do Jaboaiao, confinando com|a da Gloria de
lioit, pelo riacho Aralangi.
Art. 2. Fica pertencendo freguezia de S. Loa-
renco da Halla todo o terreno, que comprehende os
engenhos Pindobinha, Asmar, Improvizo, Hnssu-
pinho, Mussupe, Caiap, Ilapipir, e engenho d'A-J,
gua, bem como as propriedades Pitanga, e Arrega-
lado, engenho Ulinga, e d'ahi ao Catuc ; servindo
de divisito os limites de laes propriedades, qae ficam
desligadas da freguezia de Ignarass.
Art. 3. A freguezia de S. Lourenco dea perten-
cendo em sua lotalidade ao municipio do Recife.
Art. 4. Fica pertencendo l'ao-d'Alho na pirte
civel e ('eclesistica todo o territorio comprehensivo
dos engenhos Pindobal, Malemba, e Crusahy da fre-
guezia de Tracunhaem.
'Arl. 5. Ficam revogadas as disposicSes em con-
trario.
Mando, perianto, todas as autoridades, quem
o conhecimento e execucao da referida lei pertencer,
que a cumpram e ficam cumprr to ioteiramente
como n'ella se contm. O secretario interino da
provincia a faja imprimir, publicar ecorrer. Cilia-
do do Recife de Pernambuco, aos 12 dias do mez
de vnaio de 1854, trigesimo-terceiro da independen-
cia e do imperio.
L. S. Jos Bento da Cunha e Figueircdo.
Carta de lei pela qual V. Exc. manda executar o
decreto da assemblea legislativa provincial, qne non-
ve por bem sauccionar, restaurando a freguezia de
Nossa Senhora da Luz pelo; anligos limites na parte
sabdividida com a de S. Lourenco, da Malla, e a de
Santo-Amaro, de JaboatSo, confinando com a da
Gloria de Goil pelo riacho Aralangi, e designando
os terrenos pertencentes estas fregaezias, tudo co-
mo cima se declara.
Para V. Exc. ver.Joo Domnguez da Silva
a re.
Sellada e publicada nesta secretaria do governo
da provincia de Pernambuco, aos 12 de maio de
1854. O official maior servindo de secretario, Joa-
guim Pires Machado Portella.
Registrada fl... do Jivo lerceiro de leis provin-
ciaes. _,
Secretaria do governo de Pernambuco, 12 de maio
de 1854.Joao Domnguez da Silva.
LEI N. 342.
Jos Besjlo da Cuoha e Figaeiredo, presidente da
provincia de Pernambuco. Fajo' saber todos os
seus habitantes que a assemblea legislativa provin-
cial decretou, e eu sauccionei a resolucSo seguin-
kfe 1 -
Art. nico. Fica o governo di provincia aulor-
sado a jubilar o professor de primeiras lettras de
SeriohSem, Jos Candido da Silva Braga, com or
denado proporcional aos janos da servico que tem
no exercicio do magisterio, sendo revogadas as dis-
posicOes em contrario.
Mando, portanto, todas as autoridades a quemo
conhecimento e execucao da referida resoluto per-
tencer, que a cumpram e faram cumprr ISo inlei-'
raimante como nella se eonlm. O secretario inte-
rino da provincia a faca imprimir, publicar e cor-
rer. Cidade do Recife de pernambuco aos 13 de
maio de 1854, trigesimo-terceiro da independencia
e do imperio.
L. S. Jos fenlo da Cunha e Figueircdo.
Carla de lei pela qual V. Exc. manda-executar a
resolncSoda assemblea legislativa .provincial, que
sanecionou, aulorisando o governo da provincia
jubilar o professor de primeiras lettras de Serinh-
em, Jos Candido da Silva Braga, com o ordenado
proporcional aos annos de servico, que tem no ex-
ercicio do magisterio.
Para V. Exc. ver.Francisco Ignacio de Torres
Bandeira fez.
Sellada e publicada n'esla secretaria do governo
da provincia de Pernambuco aos 13 de maio de
1854.oaquim Pires Machado Portella, oflicial
maior servindo de secretario.
Registrada a fl..-. do livro lerceiro de leis provin-
mentc como n'ella se contm. O secretario interi-
no da provincia a faga imprimir, publicar e correr.
Cidade do Recife de Pernambuco aos 13 de maio de
1854, trigesimo-terceiro da independencia e do im-
perio.
1. S. Jos Bento da Cunha e Figueiredo.
Carta de lei pela qual V. Exc. manda executar a
resolucao da assemblea legislativa provincial, que
sanecionou, aulorisando o presidente da provincia a
conceder .professora d cidade de Goianna, Igoez
Barbalho Lins Ucha, urna gralificacao annual, que
nao exceda a qbarla parle do seu ordenado.
Para V. Exc. ver. Joao Domnguez da Silva
a fez.
Sellada e publicada n'esla secretarla da provincia
de Pernambuco, aos 13 de maio de 1854. Joaquim
Pires Machado Portella, oflicial maior servindo de
secretario da provincia.
Registrada a fl... do livro 3. de leis provin-
ciaes.
Secretariado governo de Pernambuco, aos 13 de
maio de 1854.Joao Domnguez da Silta.
LEI N. 345.
Jos Bento da Cunha e Figueiredo, presidente da
provincia de Pernambuco. Faco saber lodos os
scus habitantes, que a assemblea legislativa provin-
cial decretou, e eu sanecionei a resolucao sguin-
le :
Art. 1. Fiea creada urna comarca no termo de
Tacarat, com os limites qne este pertencem, ten-
do por sede a villa do mesmo nome.
Art. 2. Fica elevada calhcgoria de viHa. com a
denominaran de villa do- Cabrob, a povoagio do
mesmo nomo, servindo-lhe de lerme o territorio da
respectiva freguezia.
Art. 3. Ficam revogadas as disposces em con-
trario.
Mando, porlaolo, lodas as autoridades quemjo
conhecimento e execuao da referida resolucao per-
lencer, que a cumpram, e facam cumprr ISo iotei-
ramente como n'ella se contm. O secretario inte-
rino da provincia a faca imprimir, publicar e correr.
Cidade do Recife de Pernaramjc, aos 13 de maio de
1854, trigesimo-terceiro da -independencia e do im-
perio. '' .
L. S. Jos Bento da Cunha e Figueitedo.
Carla de lei, pela qual V. Exc. manda executar 1
resolucao da assemblea legislativa provincial, que
sanecionou, creando urna comarca no termo de Ta-
carat, com os limite que este pertencem, lendo
por sede a villa do mesmo nome, e elevando cSthe-
soria de villa com a denominarlo de villa de Ca-
brob, a povoaco do mesmo nome, servindo-lhe de
termo o territorio da respectiva freguezia, ludo co-
mo cima se declara.
Para V. Exc. ver.Francisco de temos Duartat

3. No producto de urna nova contribuido, que I senadores e depuladoi, conforme prescreve a nova
O director que servir com zelo por espaeo de 3 an- 'ma legll.
Secretaria do governo do Pernambuco, 13 de maio
de 1854. Joo Domnguez da Silva.
LEI, N. 343.
Jos Bento d Cunha e Figueiredo, presidente da
provincia de Pernambuco. ^"aro saber a lodos os
seus habitantes que a assemblea legislativa provincial
decretou e eu sanecionei a lei-seguiste.
Art. 1. As arremalares de obras publicas scrao
feilas pelo maior lineo, oflerecido pela mancira
proscripta no art. 24 da lei provincial n. 286.
Art. >. O licitante preferido e sea fiador, que por
qualquer motivo recusarem assignar o termo de ar-
rematarlo, ficarao snjeilos multa de que trata o
art. 31 da citada lei. Esta respoosabilidadc se far
eHectiva por termo, cm que assignaro duas tesle-
mnnbas, que tcnliam presenciado a licitacjio offere-
cida.
Art. 3. A fianca exigida para as ditas arremata-
(des pelo arl. 26 da citada lei Oca limitada a seis de-
cimos do valor da obra.
ArL 4. Esta fianca, sendo superior a dous contos
de res, ser constituida em bens de raiz, accoes* do
banco, apolices da divida publica, dioheiro ou ob-
jeclos preciosos.
A existencia dos bens de raiz ser provada por
documentos, aos quaes ajumar o pretndeme a de-
ca ra cao por escripto do fiador, de qne se prestan
fianca, sendo os de mais objectos depositados na-for-
a fez.
Sellada e publicada n'esla secretaria do governo da
provincia de Pernambuco. aos 13 de maio de 1854.
Joaquim Pires Machado Portella, officiil maior
serv mo de secretario da provincia. t
Registrada a fl... do litro 3." de leis provin-
ciaes.
' Secretaria do governo de Pernambuco, aos 13 de
maio de 1855.Joao Dominguez da Silva. -
COMISANDO DAS ARMAS.
Quartei general do caminando das armas de
-Pernambaco na cidade do Recife, em 23 de
maio de 1854.
ORDEM DO DA N. 92.
O Exm. Sr. marechal de campo Jos Fernandos
dos Sanios Pereira, commandanle das armas desta
provincia, manda publicar para os fins convenientes
o%aviso do ministerio da guerra de 12 de abril'deste
anuo, abaixo transcripto, que por copia foi traosmit-
lido ao mesmo Exm. Sr. marechal com ofllcio d
presidencia desta provincia datado de 22 do cor-
rente,
AVISO CIRCULAR.
Rio de Janeiro. Ministerio dos negocios da
guerra em 12 de abril de 1854..
' lilm. e Exm. Sr. Determinando S. M. Im-
perador, que se expecam ordeos terminantes, para
que os sidos existentes nos cofres dos hospilaes ou
enfermarlas mililsres das provincias sejam entre-
gues as respectivas Ihesourarias de fazenda, duran-
te o semestre immediatn ao auno financeiro, a que
pertencem; assim o enmmunico a V. x. para sua
evocurao. na parle que lhe compete.
a Dos guarde a V. Exc. Pedro de Alcntara
Bellegarde. Sr. presidente da provincia de Per-
nambuco.
Candido Leal Ferreir, ajudante de carregado do delalhe. -
-laioisi-
Acham-se na secretaria do mesmo commando, on-
de podem ser procuradas nos dias otis, as escusas
das pracas do exercitp abaixo mencionadas, as quaes
lendo naufragado no vapor Pernambucana, aqu
aportaran) viudas da corte do Rio de Janeiro no
paquete mperatri;, em dias de dezembro do anuo
passado. ,
Jos Joaquim de Sanl'Anna I.
Francisco Tenorio.
Manoel Joaquim da Silva.'
Jos Ro'mao..
Ponciano Andr Gomes.
Manoel Francisco do Nascunenlo.
Laurenlino Braz.
Jos Pereira de Souza.
Mauoel Gabriel.
Uamazio Jos Goncatves.
Domiugos Jos Bezerra. .
Gonralo do Nascimenlo.
Miguel Soares dos Anjos.
Herie 23 de maio de 1854
Francisco Camello Pessoa de Lacerda.
Capilao secretario do commando das armas-
nos ter direito ao mesmo titulo.
Art. 159. .Haver na faculdade um sello grande,
que servir para os diplomas acadmicos e sement
poder ser empregado pelo director, e outro peque-
no para os papis qae forem expedidos pela secre-
(aria..
A forma dos sellos continuar a ser a mesma exis-
tente nos actuae cursos jurdicas.
Art. 160. A borla, fita desearlas para o sello pan-
dete e o aanel.de doutor tero a forma e cor at ago-
ra segnidis..
O capello ser tambem da mesma cor e do feitio
que fr adoptado no formulario a qne se refere o ar-
tigo 157.
As cartas acadmicas serio lavradas em pergami-
"bo, irapressas e preparadas a. expensas daqellas a
quem pertencerem ; devendo seguir-se em tudo o
mesmo modele para ambas as faculdades.
Arl. 161.. Nao se pausar segunda carta seno nos
casos de perda justificada, e com a competente re-
salva tensada pelo secretsrio e asa guada pejo di^
rector.
Art. 162. Ao director compete acerca dos estudos
preparatorios, exorcer tambem todas as attriboijoes,
que sao nestes estatutos conferida congregado da
faculdade, em relaco aos negocios desla.
Art. 163. O governo fica aulorisado, qaando'jul-
gar conveniente, a eitabelecr premios que serao
distribuidos no fim de cada anno lectivo por um cer-
lo numero de estndanles, que mais se distinguirem
nos diversos annos da faculdide ; regulando o pro-
ceasoda dislribuicao e amaneira de seren confe-
ridos.
Art. 164. Na sesso do encerramenlo a congrega-
j c|o encarregar a um dos seos memores de ipreseu-
tar, na primeira sessSo do anno sguinle, urna memo-
ria historicn-academica em qae se relatem os aconte-
cimentos nolaveis do anno lindo.
Nessa memoria ser especificado o grao de desen-
volviosento a que for levada, nessa mesmo periodo,
aexposic^o das doutrinas nos cursos pblicos e na-
INTERIOR.
Art. 5. Ficam revogadas as uisposigoes em con-i
trario. .
Mando, por tanto, todas as autoridades quemo
conhecimento e execucao da referida lei per-
tencer, que a cumpram e fajam cumprr lao inlcira-
mente como n'ella so contera. O secretario interi-
no da provincia a faca imprimir, publicar e correr.
Cidade do Recife de Pernimbuco aos 15 dias do
mez de maio de 1854, trigsimo lerceiro da indepen-
dencia e do imperio.
L. S. Jos Bento da Cunha e Figueircdo.
Carta de lei pela qual V. Ex. manda executar o
decreto da assemblea legislativa provincial, que
houve por- bem sauccionar^ determinando qae as
arrematarles de obras publicas sejam feilas pelo
maior lauco, olferecdu pel maneira prescripla no
art. 24 da lei provincial n. 286, e dando oulras pro-
videncias respeito.
Para V. Exc. ver. Joao Doming uez da Silta
a fez.
Sellada e publicada nesta secretaria do governo' da
provincia de Pernambuco, aos 15 de maio de 1854.
Jaaguim Pires Machado Portella, oflicial maior
servindo de secretario da provincia.
Registrada a fl... do livro 3. das leis provin-
ciaes.
Secretaria do governo de Pernambuco, 15 de maio
de" 1854.. Joao Domingvvs da Silva.
LEI N. 344.
Jos Benlo da Cuoha e Figueiredo, presidente da
provincia de Pernambuco. Faco saber todos os
seus habitantes, que a assemblea legislativa provin-
cial decretou e eu sanecionei, a resolucao sguin-
le :
Art. nico. O governo da proviucia lie aulorisa-
do conceder professora- da cidade de Goianna,
Ignez Barbalho Lins Ucha, orna gratificado anim-
al, que nao exceda quarfa parle do seu ordenado,
Meando revogadas asdsposin'ies em coulrario.
Mando, portanto, todas os autoridades quem o
conhecimento e execucao da referida resolucao per-
quaUes, que por anlorisasao da manpito. m insti-1 lencer, que a cumpram e Tacara cumprr taa nlei ra-
RIO DE JANEIRO.
IX de malo de 185*.
Temos folhas de Montevideo al 27 do mez pas-
sado.
O governo oriental tirilla recebido parlicipacao of-
ficial da entrada da divisao brasileira no territorio
da repblica. No dia 4 eslava em Cerro Largo. Era
esta a ultima noticia que havia relativamente sua
marcha.
O Comercio iel Plata publica a proclamarlo que
o comniindanle em chefe da forra imperial dirigi
aos seos soldados no aclo de passar a fronleira. Era
ostro numero transcreveremos esta proclamadlo,
bem como a do presidente da provincia de S. Pedro
do Su!.
O governo rlenla! linlia resolvid mandar o se-
nador D. Estanislao Vega em commissSo confiden-
cial ao Pargnay.
O Sr. Aituiar foi reconhecido no dia 22 do pas-
sado no seu carcter de cnsul geral do Brasil.
A junta do Crdito Publico apresentoo ao gover-
no um mappa demonstrativo da divida publica li-
quidada, classificada conform a sua origem, restan-
do ainda alguma parte por liquidar.
O total liquido'orea Pr *",594,QJ)0 pesos, e cabe
aqui notar que mais de melado procede de suidos,
nao contando a quantia proveniente da reforma mi-
litar, que excede a milhao e meio de pesos.
A junta, considerando qoe a final a divida liqui-
dada subir a 60 milboes de pesos, assenlou sobre
esla base os seus clculos e o projeclo do amortiza-
rlo que oflereceu. Segundo esse projeclo a divida
dever fiepr exlincta por meio das operarles de
amortizarlo em 32 annos, 3 mezes c 27 dias, conta-
dos desde 1 de Janeiro de 1855.
Para este fim o coverno emitlir apolices de 100,
200 e 1,000 pesos com o juro de 3 ". Urna ter ja par-
le da divida cima consoliriadfc con veri ida em apo-
lices comecar a vencer aquelles juros do l. de Ja-
neiro de 1855 em dianle ; aoulra terca parle do 1.
de Janeiro de 1858 em dianle,; o a ultima dahi a tres
annos.
Nao obstante esla regra, os credores poderflo re-
ceber apolices de 6 % ao anno a vencer das referidas
datas em dianle, urna vez que aceitem apolices de
metade do valor que se Ibes daria cm apolices de
3\. Assim reduzir-se-ha a divida metade da sua
importancia.
A dalar da poca cm que se realisar a morlizacSri
de urna lerc,a pule da divida, garanle-sc um aug-
mento de juro equivalente a j para as apolices cir-
cuanles de 3,t c de % para as de 6 %.
.0 fundo de amortizarlo que se vai crear consis-
te nos seguidles artigos :
1. No producto de ,(, dos juros das apolices cm
circuanlo, deduzido 110 aclo do seu pasamento em-
quanto nao se amortizar a terca parte do total da
divida.
2. No computo dos juros das apolices que se
amortizaren!.
sera arrecadads durante tres annos, da decima parte
dos vencimntos ds empregados pblicos, de qual-
quer outro estipencio abonado pelos cofres do Esta-
do, com excepcao dos guarda-costas e operarios, e
dos individuos que i.o receberem vencimntos maio-
res de 27 X pesos mensaes.
As apolices ficao isenias de impostos, assim como
as herancas consistentes em taes ttulos, e as possui-
das por eslringeiros de qualquer sequeslro ou em-
bargo em caso de gierra. \
Ao pagamento dos juren e da amortizac.iio felo
hypolliccadas lodas as rendas do Estado presentes e
futuras.
As folhas de Montivide* asseguram que nenlium
fundamento leve o boato que all correr de des-
ordera cm Buenos-Ayri. Os jomaos desla ultima
capital, que alc?ncao a 25 do passado, confirmara
esta noticia, e afiianeam qie nenlium receio havia
de que a tranquillidade piblica seria perturbada.
Entretanto vemos qoe o soverno, aulorisado pela
sala dos representantes, lima deportado os jornalis-
las da opposica e ou I ras pessoas desairelas, e man-
dado riscar da escala do ejercito a muitos ofRciaes
Superiores, sob pretexto de que conspiravara contra
a ordem publica.
No dia 18 foi promulgada em Buenos-A \ res a no-
va constituirn, da provinca, e no dia 30 so devia
proceder eleicao de senadores e de potados.
O general Urqniza havia regressado no dia 19 de
Sanla-F a Enlre-Rios. Corra que eslava deter-
minado a fechar os portos argentinos do Paran' e to
Uruguay de commercio ctm Buenos-Ayres.
De Valparaso ha noticia at 14 de marco. Nada
havia occorrido de interesse* repblica do Chile.
Do Per' annunciam as folhis chilenas que 1 re-
volncao de Elias ganhava terreno, e que as forcas
do sovernaestavam desmoralisadis.
t W. _12_
O paque Inglez Camilla, Entrado bontero do
Rio da Prafa, tras datas de Buenos-Ayres al 2 e de
Montevideo al 5 do correle.
A "divisan-imperial checoi; no dia 1." as immedia-
ees de Montevideo, e sodia 3entrou na capital para
desfilar diaute do presilenle da repblica. Compu
nha-se de cinco batalhoes de infanlaria, tres regi-
mentos de cavallaria d< linha, urna brigada de guar-
da nacional da mesma arma e oito pecas de arti-
lharia.
As 8 horas da manhSa poz-se em marcha a divi-
sao do seu campamento de* Leyry, dirigindo-se .1
villa da UuiSo e tomando a estrada real al entrar,
as 10 horas da mandan, na ra Dezoilo de Julho.
Quando a columna chegou prac,a da ConsltuicSo
achava-sc o presidente da repblica com os seos
ministros as janellas da representa^So nacional, e
a forra imperial lhe fe', as continencias devidas ao
primeiro magistrado 00 paiz. ,
Continnou depois a sua marcha pelas roas de Itu-
zaingo e Yinw Cinco de Maio, vol(andopela do Cer-
rilo para passar pela residencia do nosso ministro.
Tomando cnlao pela ra das Cmaras e pelado Uru-
guay, sahio a divisan para o seu acampamento.
Ao avislar-se a columna na roa Dezoilo de Julho
am.njudante do governo enlregou ao chefe poltico
que acompanhava a divisao a proclamaoao que o
presideuie da repblica dirigi aos alliados e que
abaixo publicamos. Nesse momento salvarais os
vasos de guerra brazileiros surtos no porto. As roas
e soleas por onde passon a divisao estavam apinbadas
de gente.
Eis a proclamadlo do presidente da repblica :
a Brazileiros O presidente da repblica se com-
praz em saudar-vos 10 ver que pisis com vistas pa-
cificas a patria dos Orien laes. As pravas queja des-
les da vossa disciplina, da vossa moralidade e das
vossas sympilhias pelos principios eternos de liber-
dade e de herosmo ; o nobre sentimeuto qoe vos
irapellio a parlilhar seas afans na lula contra a ty-
rannia, sao a mellior garanta daqullo que o paiz
tem a esperar. 9
Brazileiros O magistrado que vos falla com-
bateu ao vosso lado e conhece o vosso denodo, por
isso reclamon o yossoapoioao augusto e desinters-'
sado alliado da repblica, na confianza de que co-
operareis para garantir a paz e a eslabilidade em~
quanto que os filhos da trra oriental dando tregua
s snas fadigas se levantao de saas desgranas e podem
aproveilar a dedicacSo a seas pacficos trabalhos.
a Filhos do Brazil 1 Digna e'generosa he a mis-
sao que vindes dosempenhar na patria dos Orientaos:
que a frateraidade iguale ao vosso valor, e os objec-
tos humanitarios da intervenrao corresponderse a
lao alta missAo Assim conseguiris o applauso de
todos os governos e povos que a conlemplam, e assim
o espera o vosso alliado e amigo
Venancio Flores
Na mesma occasio publicou o presideute a s-
guinle proclamaco dirigida aos Orientles 1
Orienlaes 1 A ruina que vem aps as dissen-
sOes civis, collocou a nar.io oriental em graves apu-
ros pr,a fazer fice s exigencias de urna orgsnisacSo
lao vigorosa como indispensavel no estado de pertur-
barlo a.que nos lcvou o calaclysmo que pz em pe-
rigo por muitos annos a existencia da repblica.
a Se as fadigas dos povos nao venceram a vossa
constancia afuigiram todas as familias e nao deve
prolongar-se o mal estar, a falla de seguranca em
qae poderia por-nos a Impaciencia de alguns.
Nao he possivel conservar a attitude de guerra
de um modo indefinido. Se ao vosso esforoo se deve
a paz, os esforcos do governo sao para afianza-la,
para dar seguranca ao estrangeiro laborioso propor-
cionando por lodos os meios o desenvolvimenlo da
riquesa qne a lodosasseguraofruete desea traUalho.
Para garauti-lo foi necessario robustecer a aeco, e
para robuslec-la foi preciso, chamar aquelles que
deram prova de urna allianca desinleressada derra-
mando o seu sangue e ajudaniio-nos para silvairaos
a nossa independencia,' qoe souberam respeitar a-
penas terminou o perigo.
legiliraos representantes. Com elle eonsegireis des-
cansar algum lempo da tarefa que reclama o socego
da patria c vossas necessidades.
Corresponde! com son fianca igual aquella que
tem o goveroo cm vosses sentimentos de ordem e de
fraternidade, aquelles que vm contribuir paraasse-
gurar a trapquilidade (So conveniente ao repouso de
que necessitarpos, para aclimatar a paz e para poder
desenvolver os melhorameutos que nos brinda a na-
tureza e os adianlaraenlos alo seciflo.
t tren taes I Seria desmerecido aggravo se o go-
verno pndesse abrigar a mais leve suspeita qae pu
zesse emduvida aqaillo quevosrecommenda. Con-
fiai pois cm suas palav ras, dcscansai na solemne pro-
messa de que nada oraitlir para contribuir para o
eugrandeciraenlo da patria a que se consagra.
Venancio Flore.
Ogoverno oriental tomou algumas medidas admi-
nistrativas, e a assemblea decretou a lei de esquect-
mento que abre as portas da patria a todos os cida-
daos orienlaes sem excepcao de pessoa.
A assemblea oceupava-se com a discusso de pro-
jectos importantes, como sao o do ajuste da divida do
Estado segundo as propostas feilas pelo poder exe-
cutivo de que j demos conta aos leilores, o da in-
iroduccflo de moeda eslrangeira, e o da reforma da
conslituico.
O governo aftbavade aprescnlar o orjamento para
1855. A despeza he calculada ero 2,139,293 pesos e
a recoda em 2,495,000 pesos, deixardo assim um
saldo de 355,707 pesos. O orcamento para 1854 es-
(abeleceu a despeza em 2,836,849 pesos e a ronda
cm 2,611,000 pesos, apresen lando consegu lilemente
um defficit de 225,849 pesos.
' A ilillerenca em 1855 he devida diminiiico
feila em certas despezas, c a ler sido calculada a
renda das alfandegas em 1,800,000 c nao em 1,560
mifpzos. como fora oreada em.18.Vi.
O crdito publico romera va a fortalecer- das causas ilessa confianza he a cstreita allianca que
existe entre a repblica e o imperio. O dinheiro e
a tropa que este poe disposicao do goveroo oriental
para a conserva^So da paz sSo elementos de que a
repblica deve tirar grandes vantagens.
Sobre a siluarso de Buenos-Ayres diz a Chronica
do dia 2 do corrente o sguinle '.
Nada tem occorrido que altere fortcmente a si-
tuarlo, nito obstante os temores suscitados por algu-
mas prodcenos relentes e inconvenientes da im-
prensa, e das medidas violentas lomadas pelo gover-
no com autorsacao da sala.
Consistirn! essas medidas na pri/.ao de alguns
cidadaos, ua admoestaco oflicial feita a outros, na
dcrnlksao de alguns empregados civis e militares, e
na deportasao de outros. Estes acoutecimenlos al-
teraran! alguma coosa a ordem, abalaran! a coutian-
ca, e influiram desfaYoravelmele na realisacSo de
varias emprezas.que huje parecem adiadas indefi-
nidamente.
No dia 30 do patsado procedeu^e i eleijo de
constiluicao. Foram um tanto borrascosas, eem
algumas freguezias deram logar a protestos.
As noticias da campanha eram favoraveis.
Das provincias do interior e do .Paraguay nada ha
de importancia.
Chegou lionlem de Montevideo o vapor de guerra
brazileiro Amazonas. Trouxe o contingente do 1.
batalho de fuzileiros que se achava a bordo dos
vasos da estacan navil do Rio da I'rala.
O Amazonas sahio de Montevideo no dia 2 e leve
de arribar a Santos para receber carvSo.
13
PROVINCIA DE S. PEDRO DO SUL.
ProclamacSo do presidente da provincia dititSo
expedicionaria.
Bravos soldados da divisao imperial!
Pela segunda vez cabe-vos a gloria de pisar o.
territorio da repblica arienlal do Uruguay. S. M.
o Imperador, nosso augusto soberano, solicito pelo
bem de um povo caja nnrionalidade fandou-se sob
a garanta da naco brasileira, coja independencia e
prosperidado se empenha em sustentar e promover
como encargo de honra da corda imperial, vendo
com magoa que a repblica oriental,, longe de en-
trar as vias de urna perfeita rcorganisac.no, da qual
uascesse a paz e tranquillidade de qae tanto carece
para curar os males de umi looga e ruinosa guerra,
contina pelo contrario em permanente etado de
agarao e desordem, comprometiendo seus mais ca-
ros e vitaes inleresses, e pondo at em risco o socego
as nossas fronteiras pelas violencias que ahi sof-
frem os subditos do imperio, consequencia infallivel
de um governo mal constituido, que nao lira sua
forra do apoio unnime do paiz: resnlveu em sua
alta sabedoria, e na conformidade dos tratados exis-
tentes entre a repblica e o imperio, acceder an voto
do bom povo oriental, e ao pedido do seu governo,
ordenando que a divisao imperial, que se mandn
organisar nesta fronleira, passe ao territoria da re-
publica para auxiliar o governo provisorio na pa7
Iriolica e louvavel tarefa de reconstruir e tranquil*
Usar o paiz.
Briosa divisao imperial auxiliadora'. AmissSoque
ides cumprr no estado oriental he (oda de paz e de
concordia; entris era um paiz alliado c amigo: pa-
ra vos nao develiaver dislinccao de partido ou eren-
ras polticas; todos os Orienlaes sao vossos amigos, a
lodos tratareis com igual benevolencia. A toleran-
cia das opiniOs, o direito de propriedade, e os lares
domsticos deverao ser por vos religiosamente res-
petados e acatados, como virtudes que mais disliri-
goem o exercilo de juma nacao chrislaa, civilisada e
amiga. Se a tarefa qne ora ides desempenhar nio
he lao ardua nem ISo chela de perigos como a pri-
meira ; se nao tendes por fim abrir com a pona de
vossas lanras e bayonetas as Urinas invasoras que si-
liaram os muros da cidade heroica, em cujo eslreilo
recinto se havia refugiado a independencia orien-
tal, nao pensis que menor quinhSo de gloria vos re-
sultar. Essa gloria sera tanto mais nobre para vos,
e tanto mata preciosa ao coracAo do nosso magnni-
mo mooarcha, se pelo auxilio de vossa prudencia,
igual ao vosso valor, conseguir o estado oriental
fundar um governo esclarecido, patriota-e justo, que
promova o bem e a prosperidade da repblica, sem
que essa victoria cusle urna s gota de sangue orien-
tal ou brasileiro.
Briosa divisao auxiliadora. O governo. deu para
vos commandar um chefe com quem j tendes servi-
do na paz e na guerra, e sobre cujo peito brilha 1
raedalha do Monte-Caseros. Obedecei, e imitai o
exemploque elle vos der. Repel as provas de vos-
sa moderacao e disciplina, as de valor sei que as da-
ris sempre, porque em qualquer siiuacao que vos
achardes mostrareis que sois soldados brasileiros.
Cumpri o vosso dever, o co vos abencoara, a pa-
tria o contemplar com orgulho, e o grande mooar-
cha cuja cora he dever vosso abrilhantar, vera com
salisfacao que a divisao auxiliadora nao desmente a
reputadlo do seu valente exercilo.
Viva S. M. Imperial o Sr. D. Pedro II, e sua
dynastia.
Viva A naco brasileira 1
Vi va 111 osbravos da divisao imperial auxiliadora!
Vivam os Orienlaes amantes'da boa ordem e uli-
lidide do seu paiz!
Acampamento no Pirahy, 25 de marro de 1854.
J0S0 Lins Vieira Cansansao de Sinimbu'.
Ordem do dia do general commandanle da divisao :
ORDEM DO DA N. 5.
ir O brgudeiro commandanle julga de sea rigoro-
so dever, boje que a columna que tem a honra de
mandar, entra no territorio da repblica oriental,
manifestar a seus commindados qual he a missSo
que nos traz a este bello paiz, afim de regular
maneira como se devem cooduzir com o povo ori-
ental.
a Nao tetaos inimigos que combater, nem qoe ir-
yorar a bandeira de nenhum partido ; vamos sim
prestar o auxilio que necessitam os homeris honrados
de todos os partidos em favor da organisacao deste
paiz.
Sendo pois a nossa missao inleiramente de paz
e conciliacao, a conducta da tropa imperial deve ser
13o nobre como o Gm que se propoz nosso augus|o
amo, cujo pensamento, de nao vulgar raagnitde, se
aclia claramente enunciado por Seu Ilustre delegado
o Exm. Sr.' Di\ Joao Lins Vieira Cansiusao de Si-
nimbu, digno presidente da provincia do Rio-Gran-
de do Sul, na sua proclamaco de 25 do cr-
ranle.
n Quando o exercilo imperial, em 4 de setembro
de 1851, passua linha divisoria, 'hivia um ioimi-
go a combater ; hoje felizmente todos os Orienlaes
sao nossos amigos ; por isso deve a divisao imperial
cumprr mais religiosamente o qae foi recommenda-
do por nosso distinelo general o Exm. rnerquez de
Caxias, e a linha de conduela que nessa poca se
tracou ao exercilo he a mesma que o brigadeiro
hoje mesmo aecommenda divisao. Nao obstante,
quem infelizmente a transpor ser do mesmo modo
considerado indigno de pertencer o exercilo, assas-
sioo da honra e reptacao nacional, e como tai se-
vera e inexoravelmente castigado.Francisco F-
lix da Fonseca Pereira Pinto.
16
O vapor Menai, da companhia de Liverpool, des-
tinado condcelo das malas e.dos passageiros en-
tre Montevideo e Buenos-Ayres, c cuja demora co-
mecava a inspirar cuidados, acha-se arribado em Ca-
bo Fi io desde o dia 10 por falta de combuslivel, de-
vida essa falla m qualidade do carvo que receben
em Pernambucn.
O rnmmandanle tcnlou seguir de Cabo Fri para
esle porto empregando alguma lenha qne all com-
prara, mas esta nao fazia mais de meia libra de va-
por, e estando o vento pelo sudoeste leve de vollar
para Cabo Fri.
Uonlem mesmo sahio do nosso porto o vapor Ba-
Mana com o necessario supprimonlo da carvo para
o Menai. Pode ser esperado pois no dia 18.
As malas que eunduzia o Menai vierim Montero no
vapor Macahcme.
A tabella dos veoeimentos do director, lentes e
mais empregados das faculdades de medicina, a que
se referera. os estatutos de 28 de abril desle anno, he
a sguinle:
Director..........2*00 ord. 1:200 gratif.
Lente calhedralico ....
Lente substituto .....
Secretario......-'...
Bibliolhecario......
Official da secretaria. .
Ajudante do bibliothecario
Porteiro.........
Continuo......... 003
Bedel
Se algum lente effectivo exercer o cargo de direc-
tor perceber, nesta qualidade, smente a diflereuca
entre os seus vencimntos e os do dito cargo.
O oppositor que reger qualquer cadeira perceber
109 por cada dia" que leccionar. O que servir em um
011 mais gabinetes como preparador,ouem quaesquer
oulros estabelecimentos da faculdade, ter urna gra-
tifbaco de 8003 a 1:200$ aunuaes, conforme fdr ar-
bitrada pelo governo sobre proposta da congre-
gado.
Os lentes de clnica Ionio una gratificarlo addi-
conal, igual que perciben! os mdicos acluaes das
enfermaras da santa casa da Misericordia, se nio
forem do numero destes.
A tabella dos vencimntos para os funcionario*
das faculdades de direito he igual a esta, com sup -
presso dos dous nltimos paragraphos. '
pe urnas sobre as oolras, e, a final, aqui ficamos
n'uma temporada, guiza dos Cuiabanot, em pro-
funda ignorancia do que li vai pelo S^ Sebasliio do
Rio de Janeiro.
Que vivaosystema ; isto he que se chama espiri-
to administrativo : o mais peta. O servico publi-
co corre assim maravilhosamente. Que importa o
interregno, a demora dos passageiros em Sanios, das
mercadorias no Rio, se dentro em breve temos va-
pores a dar com pao ? Alm de qae, a demora dot
vapores nao deixa de trazer sea. lido de utilidade :
a curiosidade dos abelliudos e polilicoes ganha cam-
po para se espraiar. Agora mesmo que dou ao dia-
bo a ingralidao desla sucia de viajantes da carreira,
cada umalribue a demora amil motivos que cada cl-
ueca engendra ; at j se lembrou um amigo do Sr.
Josino de motiva-la na sua demissSo. Nao se as-
suste Vm. com islo : ca pela (erra ha lgica de di-
versas eddic.oes; nao dizem algous que o contrato do
Sr. Barros vem trazer a idade de ouro da agricul-
tura paulislana. que com a inexoravel tabella das
barreiras declara guerra de exterminio raja bovi-
na ? Nao he gracejo ; olhe que uin pobre boi nSo
poder passar por esse'cortejo barreiral sem deposi-
tar a insignificancia de 600 rs., ainda que o infeliz
animal seja destinado ao corte, anda que tenha de
soffrer apena ultima. -
Sorrateiramenle escorreguei da demora dos vapo-
res para o tamandu do dia : voltemos.
Cora efeito, a falla do correio tem iiiouietado aos
qae se importara com as coasas deste mundo. Nun-
ca foi lao desejada a abertura de urna mala como
na semana presente.
Por um lado temos a modi/kacao ministerio} que
os membrosda petalogica se encarregam de propa-
lar, pois j se diz, c por cima, que'os Srs. Pedrer-
a e Belegarde prctendem baler a linda plnmagem
na primeira occasiSo. SSo boatos que aqui vagam,
engendrados pelos amantes da variedade para afo-
gentir a monolomad^gsjes^c_jnalayeiitarado
orcamento de n^af'ujji.iiilli-a uiovincial, a quero o
bom seos vit ando quarentemi.
Ainda timos a nomeacao do novo juiz municipal,
pois que se .'.! le boa parte, o Dr. Franca nao fica.
Daqui a curiosidade Iraniana em trato... Ser o Dr.
Gavio juiz municipal em Santos, removido para
serrs cima ?
Querem algons que sim, consultando cada um o
Del dal probabelidades. Se assim for, raetto-me
agora a (relente, gaojtar o foro : o Dr. GaviSo ser
juiz activo ; probo todos o dizem ; nlelrigcnca nin-
gnem lhe nega. Sao estas as condices que por c
desejamos, e se vier S. S., applaudide ser o Sr Na-
buco.
Vira o pr. Segurado ? Segundo outros ser este
o feliz, pois em nada desmerece, tambem he distinc-
to Paulista : ser inlegetrimo juiz.
Ainda se espera a nomeacao do juiz muuicipal de
O chefe de polica ordenou que o delegado parlis-
se incontinente para o lugar de desordem, fim de
syndicar do caso. Procede-se as necessarias inda-
garles, cabendo aqui significar qae o Sr. Contieno
vai procedendo no exercicio de sea cargo com geial
approviQSo.
Chegam-me noticias de Taubat. O projeclo
de insurreicao causn grande agilacao no povo.
Achava-se bem combinado; a nao ser a demanda
do escravo, deque j lbe fallei, seria horrivel a ma-
tance.
As autoridades tem mostrado actividade as pro-
videncias que coslumam lomar. Os prelos reeolhidos
casa de seus seuliores, sobre os quies. recabiam
meros indicios, tem sido acoutados. Outros, que
necessariamente deveriam soffrer procetso pelo pro-
nunciamenlo na iusurreiro, acham-se entregues a
justica.
Foi appreheudido um mulato forro, inteUigeu-
ciado com os criminosos! Suppoe-se que pretenda
commanda-los, porque mostra mais lino qne oa com-
panheiros. Consla-me qoe he remetlido para.esla,
pois que nao ha base para se lhe formar processo.
Como be.vagabundo vai ser remetlido marliiha.
Mais urna comarca para a provincia. A as-
semblea provincial acaba de crear a de Santo*, com-
prehendendo o litloral ao sul.
Discordando de alguns, sigo o parecer da assem-
blea, considerando a creaco urna das medidas, de
alta necessidade. Figure-se Vmc. juiz de direito
em Ilapeleninga, coma obrigac^o^le darum peque-
o passeio correccional alti por I guape, que segun-
do o novo projeclo se annexa a Santos. O que se
segu da desmarcada divisao anliga, hejqae o. car-
rancudo regnlamenlo das correices fica reservado
na gaveta do juiz, que nao pode transpor o impos-
sivel. *
A adopcao desla medida veio abjir campo aos pre-
tendentes ao juizado de direito da nova comarca, a
respectivos empregos. As ms linguas j filiara aa
escolha do Dr. Carvalbaes, que, sendo um dosjoi-
zes honestos do nosso foro, a opiniSo cariosa j
iipoati como candidato provavel.
A assemblea provincial continua.. Desta vez ti-
v'eram os Lycurqos vasto espaeo para enriquecer o
repertorio provincial. J la se vio dous mezes;
pelo geilo que as cousas levara parece qne se che-
gar a um trimestre. Gaslou-ee a primeira proro-
gacSo at 25 do corrente sem a conclusao doorca-
meuto ; pelo qne o governo lhe deu mais vida pro-
rogando-a at 6.
Parece qne vira terceira, pois que as estradas de
carro ainda nao passararo, pelo geral deeaceordo
que reina no recinto.,
Diversas reunioes se tem feilo em casas do eom-
mendador Silva, e Dr- Veiga Cabril, com orna de
chamar os dissidentes a um accordo. Nio aprovei-
tou alembnnr.a ; dizem-me .que a majoria da as-'
Campias, pois l se fui nos correr dos tempes o qua- semidea nao quer de sopetao adoptar urna empreza
2.000 b 1^009
1:200 1:2003
8009 j> 600
80Q 6009
500$ 3009
5OO5 3009
500 300
iooa 2009
400$ 0 2009
S. PAULO.
S. Paulo 6 de mala.
Por muito lempo nos conservamos em diela quan-
to s noticias da sea corte ; a bella e incomparavel
adiniiisiracao das barcas assim delerminou.
trienn io do Dr. Gama, de quem os Campneiros se
despedem com saudade.
Todas estas cousas fizem que a curiosidade da
Ierra amaldicoe os seuliores l dos vapores, que dao
tanta importancia ao servido do publico, como eu
aos qoe me tasquinham porque moldo esta corres-
pondencia pela realdade das cousas.
VSo pois estas lindas era nome do servico da noss a
boa trra. Assim fizessem algum abalo nesses cora-
c,oes de rocha,'que se apnzem com a nossa dieta.
E eu, que involuntariamente fui fazendo um ex-
ordio, mesmo de depdtaijo caloiro, vouj pissando
a outro hemispherio, antes que o seu compositor se
enfastie ecommetla flagrantes assassinatos contra a
prosodia da presente correspondencia, como por ve-
zes lenho lamentado.
Primeiro que nada, como diz am orador ca da
Ierra, deixe que me d pressa em annanciar-lhe que
a nossa queslo do Orimfe, a controversia entre ca-
detes e estudanles, cessou completamente, continu-
ando a paz e tranquillidade*, que os pobres pas ahi
tanto desejam. Parece at que as coasas melhora-
ram, que as fadigas da guerra troaxenm- o desejo
do estudo.
No primeiro, terceira, quarto e quinto anno nao
ha lempo para devnelos ; 110 primairo as horriveis
sabbalinas, concorridas pela academia em peso, agri-
lliain os caloiro, como^he chamam ; no lerceiro es-
t em frente, o Dr. Furtado, que cila leis e avisos
com a mesma facilidade com que a nossa assemblea
provincial enxerl no orcamento as medidas de
mais vulto ; no quarlp est o carrancudo civil, qoe,
annexo ao commercal, explicado, islo he, refutado
pelo Dr. Falcao faz a cabera de um quarto Baista
andar roda ; no quinto as bellas preleccOes do Dr.
Crispiano, que sondando o crespo direito romano,
provoca a attencao dos semi-doutores, dando-lhes o
gosto do estudo pratco.
L pelo segundo he que reina a calmara. Ver-
dade he que o Gmtnier e os Tpxlos dos Apostlos
nao oflerecem grande encanto, fazendo que passasse
emjulgado que este lie o anno da madracaria on
das garantios, que dos campos do 5. anno levanta-
ran! acampamento.
Aeresce aludo islo,que]os/tMs>a>03cadetes>e;bem
vale a denominado comparativa) permutando no
quartei, privados dos meios de accJo, nada podem
intentar, ainda que o queiram.
Esta pois restablecida a paz ; pode Vm. aquietar
os seus amigos d'ahi, que destes negocios nada tem
a recejar. Feilo isto vamos ao que mais im-
porta.
De vagar se vii 10 longe, he adagio queja nin-
qnem trata de negar.
Tanto clamei petas nossos vidas e seguranca, pelas
nossas bolsas e ingrata sorte da guarda nacional, bo-
je com loros de gente de linha, debaixo da escota do
inexoravel Lippe ; tantas vezS galguei as estadas do
Sr. ministro da guerra que, a final, gracis fortuna,
j por ahi temos soldadesca para engrossar o corpo
liso.
Enlrou hontem um contgentc de 40 pracas, ao
mando do majsr Rocha Lima ; acha-se recolhido ao
quartei, preparado para o que der e vier. Pobres
ratos! desta feita ides soflrer um terrivcl mandado
de despejo,' pois queao regnlamenlo do referido con-
de; nao convem que no edificio de Marte se acoutem
animaes quadrupedes : bipedes qnanlos quize-
rem. ,
J a cidade cheira a forra publica, graras ao mi-
nistro, e a mim tambem : nao declino da parte qne
me toca. De hoje avante ji nao he permittido ar-
rombar portas, e pedir dinheiro e fazendas empres-
tadas sem que seu dono saiba; ha ver o patrolhas pe-
la cidade, os franchinoles serao subsltuidos.e pode-
r o cidado dormir somno tranquilla, a salvo dos
cavallciros nocturnos.
Aps esta "providencia h'e iuevitavel a gratidao do
povo desla trra ao Sr. Bellegarde, que delle se
compadecen incontinente: v ella pelo vehculo do
seu Jornal.
Todava resla-me o pezar de dizer-lhe,que o nu-
mero de pracas he limitado, pelas circumstancias
que nos cercara. De quasi todas aslocalidades cho-
vem representacoes ao presidente da provincia, pe-
dtndo destacamento depravas par fazer effectivo o
prestigio da autoridade, que na roca, como he sabi-
do, he o alvo do facinora. Nao menos de 40 pravas,
posso assegurar-lhe, he de inister que vao para o
centro da provincia ; nesta emergencia, a guarda
nacional ficar no slatu guo, fazendo o servico da
suarnicao ; donde resulta que apenas allenuamos o
mal que nos affligia. Mas cumpre que curvemos a
cabera ae parecer do ministro : a presumpcao he
que se mais gente nao mandou he porque ad impos-
sibila nemo tenetur. Esperemos por melhor mon-
cao : Roma 'nao se foz cm um dia, nem os bonifratet
e raloneiros c da trra desapparecerao em outro.
Lancemos as nossas vistas sobre o nosso chefe de po-
lica, que nao espera aviso para velar na seguranca
da cidade.
"Valha-me Dos Vao sendo frequeoles as
moriese ferimentos que lenho de aoiiunciar-lhe.
Na noite de 3 de maio, na fesla de Santa Cruz,
qne se fazia no alio de. Santa Ann.%, meia legua em
destancia da cidade, deu-se um conlliclo'era que um
pobre moco licou horriv cimente esfaqueado. Na oc-
casiao em que lhe escrevo est o medico abecei-
rado enfermo, dando pouca esperanza de vida.
He celebre a fastanca do alio de Sant'Amia pe-
las rixas e desorowis de consequencia que la lem
lugar, lteunc-sc ahi grande quanridade de bac-
chanles que, sob'.prclcxlo religioso, do expausao s
tendencias que lhes sao ualaraes. Tem lugargran-
de reuniao de ambos os sexos, forte enlhusiasroo
produzido pelo lacrima Chrisli do lugar, balaios e
oulros coslumes. A final maisde urna tragedia qoe
vem coroar a obra.
Bem conveniente seria que o nosso bispo eslabe-
lecesse prohibicaopara (al feslim.que traz maisgra-
Ile o louvavel estylo : agrnpao-sc no porto de
Sanios Mucvry, Unito, Fluminense MaracanSa, I ves consequencias que aquelles para os quaes S. Ex.
tamb, e nao s qae mais; seguem o rumo de 1ro-1 lao severo se tem mostrado.
lente Martim toca approveitar a vasa, que he gor-
0 qne parece ; pois nao ha quera nao queira
4
l
*
.
que ser um Estado no Estado, resolveudo uns que
se ade a discusso para a sessSo seguale, dando-se
lempo para eztudar. Outros opinara que se d um
voto de confianra ao Sr.'Josino,para contratar com
alguem debaixo de certas bases. ASiajal decidio-se
que por este anno morresse qualquer c'mpreza. O
que he real he que o tal negocio das estradas lieura
bicho de sete cabecas, que melle medo a tdps.
Est eseripturadoo actor Joaquim Au
la quinlia de 3009, cuja metade faz o ordenado'
sua senhora.
Fez a estrea nos Dout Renegados, e coofirmoa a
orliuao tradicional, lie artista consumado. Foi a'
primeira vez qoe aqni se vio representar pela aova
escola inaugurada por Emilio Detix. Aquelles que
comprehendem o que he representar, que nio amam
o actor porque descommunalmente grita e se cen-
torse, porque faz poscesrdieulas e caricatas, o
aptaudiram segundo pedia sea mrito.
Posso dizer-llie, sem receio de errar, qu est
completo o nosso theatro; em multas representa^
;oes he preferivel 10 seu dramtico de S. Pedro, en-
de frecuentemente, excepcao do JoaoCaetano e
muito poucos, se v actores applaudidos com grave
injuriado gosto e intelligencia.
Dizem-nos que este actor aqni arribou prfugo fac-
i, pois queo Joao Caetauo lew zelos dos applausos
que obteve abi na edrte.. Posto que oSr. Joaquim
Augusto seja, em opiniao dos entendidos, um actor
consamm^do,. com profundos conliecimenlos sceni-
cos, looga pralica e rarcv- tlenlo dramtico, custa a
acreditar que fosse posto fra do theatro da corte
por urna rivalidade com o primeiro actor brasileiro
de quem ainda est muito longe. Todava asseve-
ram-nos que assim acontecen, e assim admira o
procedimento do Sr. Joao Caetauo que sea, o pri-
meiro a angariar o mrito par seo theatro : e o.
Sr. Joaquim Augusto he sem contradicao o segun-
do talento brasileiro. que tem pisado o palco. Re--
presentou hontem no Frei Lu: de Souza tae bel-
lamente, que nos pareceu estar vendo seo maslre que
lao perfeilamente imita.
Ao Sr. Quartm devemos o prgresso tnealralque
se divisa em S. Paulo. Com graves despezas, taca -
tro acanhado e mesquinha subvencSo, que nSo al-
canca o ordenado dos dona actores de primeira pla-
na, elevou o nosso recreio dramtico s alturas des-
proporcionaos s circumstancias da localidide.
Jd passrara os 28:0009 qne lhe sao dados para a
coustrucrao do novo edificio que alteste o nbdu> es-
tado civilisado em relcelo a theatro.
lie um epigramma aos olhos do viajante o nosso
palheiro, aqui chamado theatro, sem frma exterior
que lhe d est nome, sem proporcoes para o lugar,
sem condicOes para os dramas de primeira ordem.
Neste poni nos acharaos mais atrasados que os So-
rocabanos e Humos, que possuem um bello edificio.
construido debaixo das regras architectonicas. J
basla de theatro : tenho rececj que,Vmc. me julgue
algum emprezario, quando nao sou maisjdo que
amigo do prgresso da mioba Ierra.
Os Drs. Hippolyto, e Lima, estao com o p no es-
tribo para essa corle. A quesiao dos carros, que
prende a attencao eral, prenden tambem o Dr.
Uippolylo nesta cidade, que envida forcas para que,
por urna vez, se decida' a grande questao que vai
dar provincia algum allivio sobre caminhos. Es-
tes senhores me dizem que a 18 ou 20. eslsrao oa
corle. Emquanto por c est o Dr. Lima, ao sup-
pleo
da, ;
faz-la. Urna boa ajuda, soffrivel diaria, honra-
ra, sorreles, licOes de rbelorica e diplomacia, e de
mais a mais a facoldade de, com ama peonada, di-
rigir a sorte dos humanos, sao cousas que necessa-
riamente formam urna boa vasa.
A final foi preenchido o lugar de 5. escrip-
turario da contadoria provincial, qoe preoecpava
tanto prelendeute. Foi escolhido o Sr. Gomes da
Almeida, de quem s temos a dizer bem, pois vai
honrar a nomeacao do Sr. Josino.
Cessram as aperturas da presidencia, em face do
exame de preteodentes ; ellas, passaram para o Sr.
Pedreira, que ao chegar o tamb ter de ver-se
aturdido com a vaga que ficou no' correio. Ha pa-
ra cima de 13 candidatos.
Passon a mudanc.a da thesouraria provincial
para a casa nsofruida pelo Sr. bispo. Sr. Dr, Hip-
polyto, como hade V. S., sem ser Dos, estar.em
toda a parte em que o cbamarem ? Pergenie a esta
gente se a thesouraria provincial he distincta e se-
parada da. geral, se cada urna lem sea chefe espe-
cial, para se estabelecer a distancia entre as duas.
Parece nao ser nem raelaphysico, nem duro de coni-
prehender que o inspector tem_ obrigicao de estar
em lugar fixo de despacho, onde v.lo ler as parles.
He .possivel que elle esteja as duas repartieses ao
mesmo tempo, no largo da S e no de Palacio f
O deputado Amador Jordao bem demonstran a im-
pralicabldade, conlrasenso mesmo, desta extrava-
gaqle medida ; mas penas conieguio mostrar o er-
ro da assemblea.
Combiua-e que convinha dar oulro destino ca-
sa nacional, que Sr- uiP<> destinou a frtoleiras,
mandaodo Irasl^a-la, fazendo cooslruir nm fogao de
ferro para os ralos se banquetearan, tdo cus
da pobre /a6nVa^Eod1-se fazer all a reuniao do
jury, a sardas-audiencias, que hoje se dao em pre-
prieilade alugadaapor 6om preco ; sobtava deslino
parafo predio iuutilisado, e n|o convinha, por fr-
mValguma, que se estabelecesse um absurdo, eoo-
tn a commodidade das partes, contra a lei mesma,
cujo espirito s he ignorado pelos que- espirito nao
lem.
Veja Vmc. como s vezes cortera aqui as coosas :
intromette-se um sabio em qualquer qaestSo, sua
opiniao esdruxula fica sendo um texto da Biblia, e
oa negocios pblicos que vao pelos ares. Quero ver
como se hiverSo depois que se eflectuir a mndan-
ca : eotao lhe communiearei p que disserem as par-
tes, quando correrem atrs do inspeclor romo se-
guindo o homem de capa grela. E Vmc. descaipe
-
'


DIARIO DE PERMIBUCO, QUARTA FEIM 24 DE MAIO DE 1854.
I
esla tirada: foi o bem das partes e o respejto n lei
que me levou a dizer iim pouco obre a extrava-
gancia fulminada pela oplniao geral.
Continna a inepecgao do Sr. Camamu".' Ja te-
ve lugar awpeceao individual; segu-te a averi-
guago das repretenUgoet dos. cantaradas, sobre lem-
po Rudo, falta de pagamento de semestre, etc.
t- Os militares preparam um baile oflerecido ao
Sr. Jolino. Ter lagar em casa do Sr. Quartim.
Ja se fez reuniio em casa do capitao Macedo para
cloigao da directora, ofTerecida ao Sr. Camamu'.
Os gneros alimentares lera baixado alguma
cousa coa a queda do batracio. Em compensa-
ran subi o vinho a um prego extraordinario. An-
da be bom quando a alia se limita aos bebados.
Amanhaa parte oulra mala; he desnecessario
compreheuder nesfi o que mais corre..
Todava nio lermiuarei sem pedir venia ao i'elho
Brat para estranhar em nome da capital a injus-
tiga de suas ideas a respeilo do tratamento'que aqu
recebem os acadmicos da gente grada, que os aco-
Ihe com (oda a hospitalidade. O Ilustre escriptor
parte da polmica com cadetes para urna conclusao
errnea. Os acadmicos sao aqu ptimamente con-
siderados e respeitados ; (em grande considerado
em todos os bons circuios. Talvez seja devida
bonhomia paolislana o procedimento irregular do
um ou oulro que enchovalha a Ierra, e qui deixa
um nome iuglorio. Felizmente destes poucos se
tem contado : a maioria do corpo he morigerada, e
paga-nos eom delicadeza o apreso que se Ihes d.
Esta h a verdade, para elles proprios se apptlla.
Al sempre.
_ 8
Um baeharel, nao em ciencias jurdicas e sociaes,
mas em Pedro ir, ja diese na academia paulistana
que o palz mais floresccule he aquello que conta'em
seos cdigos maior numero de leis.
Se o baeharel nao ofiendia os castos ouvidos de
Mtnerca, se quinto mais gordo he o corpa de leis de
um estado mais prximo se conta i porta da felicida-
de e do progresso. por via de regra, seguiodo a 1
ca do supradilo esludanle, powo dizer-lhe que a
vincia de S. Panlo vai a vapor na trilha progressiva,
pois o volumedas tisprocinciaes de 1851 val a flear
to volumoso como o eorputjurit civiles.
Assim deve pensar o seu leitor quando lhe vou an-
nuociar qae ainda nao ex pirn a assembla provin-
cial. Primeira, segunda prorogacao nao deram lem-
po de sobra para que se felicitasse o paiz com as dis-
posigoes que pedem as necessidades publicas e os ca-
sos especiaes que ah de continuo vao provocando a
atlencao do legislador. Veio orna lerceira da oran-
deza de 8 diai, ficando para os augures a adevinha-
godaquarta, se por venlura nao lancarem urna bala
asphyxianle sobre as emprezas e seus projclos. '
Noa paroxismos da presente reunio ainda nao li-
eha havido passaporte pira a empreza Ypiranga,
contando meso qoe sua morle fora decretada na
reoniao Cabral, visto como mais fcil seria concillar
e estabelecer harmona na Torre de Babel do que
afanan a um centro e accordo as caberas legislativas
no sentido das estradas de'carro.
Perderam-se pois as esperanzas que se escoram
nos abysmqs dos corredores e able-salas ; amorta-
lhou-se o projecfo, fizenui-se-Ihe as ultimas encom-
niendaget, e ao Sr. engeoheiro Porfirio tocou a
obrigagSo de levar o fallecido ao cemilerin, como hom
pti, e interessado nat'saaveis jornadas dos nossos
Iropeiros. A Anal o lazaro-prjco resuscitou, a as-
sembla se congregou em palestra secreta, c'ouveio
que aens-mtmbros conlinuassem a permanecer na
capital at que correstem mais 8 das de prorogarao,
consagrados ao estado e conlcroplagao da convenien-
cia das estradas catrinas, que tem dado que fazer a
ella, amina e a Vmc. que se v abrigado a tolerar
o que me compre dizer sobre lal materia, que nao
convida muito.
Eis o que tem corrido nos pagos da assembla, de-
pois da. minha ultima ; a prorogarao vai vigorando,
e a bandeira dos melhoramenlos materiaes csllevan-
tada sobre a mesa da assembla, ao .redor da qual
se agrapam todos, bascando vigor para tancar o
reto.
Deixe entreter-lhe ainda eom negocios acad-
micos ; nao sSo negocios bellicos que o sino francis-
cano arredoo para longe de nos ; Inta-se de scien-
ci, de progresso, de eivilisagan ;" he materia prefe-
rivel qtae trac o odor da plvora ; nao se trata de
Marte, he de Minerva. atjwi -** f
Obtive a distinerio genrica de nm convite para
honrmr com minha' presenga a reuui.io do Euseto
Philosophico, quej Vmc. conhece pelas cartas do
meu antecessor.
Cem effeito teveluhar a reuniSo honlem lardi-
nba. Era sessao magna para solemnisar o sea quarlo
anniversario.
Oevia ser presidida pelo director da acadsmia o
Sr. Gargtl, por cojo impedimento tocou a obrigagao
hoeorifica ao 5. annisla Thomaz Alves Jnior, no-
meado presidente efleclivo.
O 1. secretario 5. annisla Joaquim Jos de Assis
procedeu leitura do sen relalorio, seguindo-se os
trabalhos oratorios dos Srs. Candido Gomes d Vas-
concellos Gnanabara, orador da associagao, Joao Bap-
UataPereira, envHdo do Athenfo, c Rodrigo Au-
gusto da Silva. Ti vemos occasiao de ouvir os impro-
visos dos Srs. Venceslao Marque s da Cruz,-Flix
Xavier da Canha e Manoel Francisco Correa, A ses-
tee Urminou com a allocugo do presidente, que ler-
minoet assim :
Cont, senliores, com a vossa vonlade tenaz, com
os vottos talentos nunca desmentidos : eslou cerlo
qoe em qualqucr posigao da vida ser sempre grata
piara vos e para mim a lembrtnga de termos concor-
rido para a existencia do Emaio Philosophico Pau-
listano. Ao menos ser urna doce recordagfiode um
pastad* de illasio no prtico da vida. Imitemos os
nosaos dignos predecesores, e animados pelo mesmo
fogo que os animon, saademos o futuro e o progres-
so do Eosaio Philosophico Paulislano.
Fai grande o concurso do povo, ea afluencia da
gente grada da capital que apresurada concorria a
solemnisar o anniversario dessa instilulgao, que
aperada por talento* reeommemlavtis vai atravessan-
do os anace; etse centro de estudo e civisaco que
amigos acadmicos legaram a seus companheiros.
Na* termiaarei este tpico wm mencionar muito
particularmente o nome do Sr. Flix Xavier da Cu- o
ha, filho do memoravel brigadeiro Cunha, morto =
na retirada do ataque do Pasto da Victoria, ao pas-
. sar o rio Pellas. Este mogo he om dos membrns de
Entaio, que mais te tem recommendado. g
Cene de mao em mo o numero do Velho 5
Brasil em que no artigo Os listudantes de S. Pau-
to ten redactor bem se recoromendou como injus-
to e menos exacto.
Nio quero estabelecer polmica com o Ilustre de-
cano da nossa imprensa, visto'como nena Vmc. me
permiltir. Por'isso limilo-me nicamente a noti-
riar-lhe qne a gente grada d'aqui, a corporagao dos
leales, netse artigo violeniamenle atacada, em lim
as habiUnles da capital protestan) contra ludo o
qoe e Brasil avancen ; o tratil, violento, injusto
i mordaz, quando nos pinta como urna horda de
barbaros em gnerri contra a juvenlude que aqui
vem recebar tciencia e civil Uagao.
Apertaram unt capuchinkos mandados vir pe-
lo Sr. bispo para ediftcaco dos coslumes religiosos.
Praza a Dees qoe provem meihor qne algnns dos
que te acham espalhados pela provincia, de glori-
te recordagao, qannlp i moralidade e pralica paro-
chial. De am taba o publico o uso descommunal de
apegar-se a urna imagem qualquer, correr a povoa-
ro e arranear do rebanho esmolas para missas,
festividades, etc., i laia do IrmSo das Almas do
fallecido Penna, qne pedia para a alma dos vivos.
He nm dos pontos em que o Sr. hispo pensa nao
errar : entrega nmt vigarria a um desses iarbu-
4o* fatainto de posiro e dinheiro, que leria me-
ihor torle regid por vigario nosso. S. Ex. descon-
fi de todo o clero pauliitano, julga-o corruplo, ao
pesso que deposita confianza iicsses arribados que
alo Irazem penhor de costoraes, intelligencia e c*-
ridade.
A desordem entre cstudanles e cadetes vem
trenado seus desgostos no quartel. Consta-me que
governo mandou estranhar o procedimenlo de um
otl mais ofliciaes que na noite de encontr 'da
ra da Forcn nao procedern! em reara. Os cade-
te ja pernoitam fon do quartel ; nao ha receio de
aova farc,a.
Mais um episodio dramtico nos pacos d'assem-
biaam duelo entre os depatados Sampaioe Ribas
.acal, vocal.... Todava sempre appareceu desali,
perqu o Sr. I)r. Ribas subi a ierra, na phrase
vlgar. iiovve prudencia n cato, fazendo que
felizmente alo ceneorreste o povo ao nosso bosque
de Bolonhai fallando franco, he a assembla qne
aaaifi episodios groletees legou aos annaes legislati-
Toa, Servir da liopete^aac ahapa^ '
Quando ihe annunciei o projeclo do rettabcle-
cimento.d.i decima urbana, com o lim de melhorar
as liorriveis calcadas, que poupam ao viajante o
u-aballio de dirigir nm epigramma nossa civilita-
cSo, muita gente dizit que eu lhe eontava uma.chi-
mera.
Infelizmente assim foi: a assembla vai fugindo,
e, muito erabora se abriste a torneira dos cofres
provinciaes, fazendo correr a jorro o nosso dinhei-
ro com muita cousa secundaria, ahi ficou o calca-
mento de nossas pravas com o autigo direito de nos
quebrar as pernas. Ouvi um classico da trra dizer
augmenlaram-se ordenados, deram-se. quantiar
avulladissimas a particulares, decretaram-se despe-
zas impertinentes, e quando se tratava as ante sa-
, nao houve- um deputado que livesse calos.
Apre 1 O Dr. Segurado, a quem ouvimos dizer que
oflereceria projeto a respailo, nao o pdd fazer.
Uahi a das infelizmente S. S. den urna grande que-
da, protestando o seo animal contra o emperra-
mento da assembla. N'em assim tivemos dinheiro
para calcadas.
O procurador fiscal da thesouraria geral tem-
se vislo zonzo com a afluencia de trabalho a seu
cafgo, leudo ainda um bom contingente que lhe lia
de trazer a lei de trras.
Consta que represeutou ao Sr. Paran, sendo bem
informada a representarlo pelo Sr. Josino. He in-
negavel a necessidade de um ajudante : qualquer
de nos examinando as obrigac,Oes que pesam boje
sobre o procurador fiscal ha de estremecer ; muito
mais quando soober que o ordenado minguou pe-
la creacao de um fiscal-provincial.* Esta medida
lirou-lhe urna boa gratificarlo pelos cofres provin-
ciaes, e reduzio o emprego a grande contigencia.
evn parar aqui. Se eu quizesse percorrer o
terreno das futilidades que aqui vio, que nao inle-
ressam a Vmc, era aos leitores do interior desta
provincia, fcil seria furtar-lhe mais duas paginas,
pois que nada mais fcil do que encher columnas
para eugodar os pos leitores na ausencia de mate-
ria que vala a penna. Mas eu que nao eslou nes-
tas preeisOes, faro ponto por hoje.
Todava deixe-rae concluir esta com a narrarlo
de um fado qne, nao obstante ftil e sem gravita-
de dea thema para a palestra dos ociosos.
Ha doos das eslava a catbedral aberla aos fiis,
quando de improviso um burro com a frescura na
toral teve a sem ceremonia de iiicltc'r-se pela porta
a dentro:. percorreu o esparo que vai sacrista,
e nella entrado, deitou-se.
Caosou islo geral susurro, dando margem aos
commentarios. Se fossemos Romanos como expli'
cariamos o agouro. {Carta porticular.)
(Jornal do Commercio.J
PERMMBIJCO.
JTJRY 90 RECIPE.
Settao' em 19 de talo da 1854.-
Presidencia do Sr. -Dr. Manoel Clementino Car-
eiro da Cunha,
Pronwtor publico, o Sr. Dr. Abilio Jos Tavares
da Silva.
Advogado,o Sr. Dr. Joaquim Elviro de Moraes Car-
valho. a
fen, Jos Rodrigues d Silva.
As 11 huras feita a chamada, acliaram-se prsenles
42 Srs. jurados, sendo multados os mesmos os dias
antecedentes, e despensados da sessao de hoje n Sr.
Scrafim Pereira da Silva Monleiro e o Sr. Dr. Jos
Narcizo Camello, e absolvidos das multas em qne in-
correram os Srs.:
Ignacio Manoel Viegas.
Jos Velloso Soares.
A's 2 horas acabado os debales foi o conselh con-
duzido sala das conferencias, d'onde volleu dahi a
meia hora, e em vista de suas respqstas, "foi o reo ab-
tolvidndo crimede uso de armas defeza porque foi
acensado.
Levanlou-se a sesso Qcando adiada para o diase-
guinte as 10 horas do dia.
Sessao'do da 20i
Presidencia do Sr. Dr. Manoel Clementino Car-
neiro da Cunha. ,
Promotor Publico, o Sr. Dr. Abilio Jos Tavares da
Silva.
Adrogado, o Sr. Dr. Joaquim Elviro de Moraes
Carvalho.'
fo, loSo Hibeiro de Brito.
A's 11 horas leita a chamada/acharam-se presen-
tes 47 Srs. jurados, sendo multados os mesmos dos
dias antecedentes e despensado da malta em que iu-
correu o Sr. Dr. Clemenle Jos Ferreira da
Costa.*
A's 5 horas acabados os debates, foi o conselho con-
duzido sala das conferencias, d'onde voltou as 8 ho-
ras da noite, em vista de sua res pos ti foi o reo con-
demnado 8 annos de gales, grao mximo do arl.
269 do cdigo penal.
Levanlou-se a sessao, ficando adiada para o dia 22
s 10 lloras do dia.
Contrato das carnes verdes.
felacao das pessoas que matar am rezes, mediante
a multa de 100000 rt. por cabecu, na conformi-
dade do art. 9a do contrato da* carnes verdes, e
resoluro da presidencia de 21 de dezembro do
anno prximo pausado, eeixda, ditas multas dos
dias 15 a 21 do mez de maio corrente.
"1
e-
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S si
ea
c. o
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3
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o
1:
e
8..
o
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Passados mais alguns mezes, Joaquim Jos Ferrei-
ra achava-se no seu leito de mortc, agitavam- na
sombra os pretendenles sua heranca, e Fidi pre-
parava-se para corr.prar-lhe o estabelecimento. Esta
foi a occasiae escolbida para um segundo e falal al-
tentado. Fidi he assassinaiio com urna punhalada,
num becco do Rerife, ao pino do meio dia, e o as-
sassmo logra evadir-se. Antes de morrer declara
que fora ferido por um pardo qoe o procurara sab-
bado em caa Jelle.
Na occasiao em que a polica, tendo mandado fa-.
zer velloria no cadver, se achava em casa de Fidi,
um caixeiro e prolegid deste. e concunhado de Pi-
res, entra alli, e cmmovido pela impressao do mo-
mento, exclama cheio de peiar c de colera, que
aquella infamia nao podia partir senao do Porte do
Mallos, e interrogado pela polica, a qual soube.
aproveitar aquelle momento de franqueza, diz que
aquello crime parta de seu concunhado Pires. Em
consequencia dislo, Pires he preso. Todas as suas res-
Eoslas confusas e contradictorias, e a descocerla da
istoria passada na noite do tiro, queja referimos,
fizeram logonascera persuasSo de que Pires era o
verdadeiro criminoso.
Entretanto, era mister proseguir as investigares
poliiiaes, c descubrir o mandatario daqoelle horri-
vcl adnntadn. O mesmo concunhado de Pires,que
naquelle ardor de momento se havia oQerecido
para coadjuvar a polica, deu parte de que ouvi-
ra na ra dizer, que o assassiuo era um individuo
conhecido pelo nome de* Pedro Caboclo. O que' lie
cerlo he que. apenas houve a morle, correu e espa-
lliou-se o boato deque o assassino era um pardo com
nm'giIvaz na testa sobre oollio.e estes signaes tinlia o
individuo, que dous ou tres dias antes da morle, fu-
ra de noite leuda de um barbeiro perguntar, onde
morava Fidie, e casa desle, qucrendo-lhe fallar em
particular, e do qual elle, por desconfiar, mandou
sahir de casa.
A' vista do aviso que teve a polica, Pedro Cabo-
clo he procurado e foge. Afinal he preso, confes-
sa immedialamenle que Pires fora a sua casa tratar
do assassinalo de Fidi, mas que se entender com
futras pessoas, e que elle Pedro nSo havia lomado
oulra parle naquelle astassinalo. Sendo levado
presenca de urna senhora.quc havia vislo o assassino
correr, depois de perpetrar o crime, esta declara
nao ser Pedro Caboclo o individuo que vio correr.
O caixeiro e o escravo que se achavarn com Fidi,
qnando cNeV-' -irado noite, e igualmente o
barbeiro d> desconheccm a Pedro Ca-
boclo. '
As confissf era manifestavam sem
duvi'is'que, tanto elle como Pires, baviaiu tomado
parle oo assassinato de 20 de fevereiro, porm ainda
es'.ava^de todo obscuro quem fosse o executor do
crime.
A perplexidade da juslica a esle respeilo nSodo-
rou muito lempo. Casualmente o barbeiro de que
temos fallado, avista o individuo que fora i sua loja
perguntar onde morava Fidi ; da immedialameute
parte policio, e he preso Jos Correa de Mello.
Este he nao s reconhecido pelo barbeiro, como pela
mulhcr que o vira correrdepoisdedar a punhalada,
e pelo caixeiro e escravo que estavam em casa de
Fidi, quando elle' lhe quiz fallar. Jos Correa de
Mello, sendo interrogado, diz que na occasiao da
morle, se achava em casa do lojisla Duartc, do Ater-
ro, e que ja niara nesse dia em casa de um tal Ribei-
ro ; a polica verificando isso. aflirmain-no ser fal-
so cssas mesmas pessoas. Pelo contrario um caixei-
ro de Fidi declara l-lo visto no dia da morle as
proximidades da prensa ; um escravo informa que
no mesmo dia elle lli perguutara por Fidi ; e ou-
tras lstemunhas jurara l-lo visto passar bstanle
inquieto, pouco depois, e as proximidades do lugar
do delicio.
Fallava sement achar a relarao que havia entre
Jos Correa, J'edro Caboclo e Pires. Para isto o Sr.
Dr. Parva, chefe de polica, os renne, e inlerrogau-
ilo-os com habilidade, Pires diz", que conbece Jos
Correa do Mello smenle por elle ter ido a fortaleza
dasCincd-Ponlas, onde se achava preso, levar-lhe
urna carta de Pedro Caboclo pedindo-llic dinheiro.
Entretanto Jos Correa havia respondido anterior-
mente que nunca tinha visto Pites, uem sabia quem
elle era.
. Esses tres individuos foram. pois, justamente pro-
nunciados, e deven) ser punidos,- embora queiram
lanrar de si, ou repartir com outras pessoas, o de-
licio que praticaram. Mas para maior csclarcci-
raento do publico, vejamos quaes sao os anteceden-
tes d'elles, se desdizem da acrao porque silo acensa-
dos. Pires he um individuo de pessima educacao,
de pessimos instmclos, e a quem geralmeute aecu-
sam de ter assassinado o infeliz MagalliSes, porum
motivo estpido de interesse, por ser o dito Mga-
lhaes testamenteiro de um hnmem, de qoe elle era
um dos herdeiros. Pedro Caboclo he um velho ta-
cinora, de cujas facanhas n.lo ha Qingaem que nao
lenlia ouvido fallar, e que somonte pode permanecer
at esta idade sollo e livre porum acaso fcil de ex-
plicar. Jos Correa de Mello he um sujeito que
confesa mesmo nao ter hab tacan, tem' muitas vezes
ido cadeia por furtos e roubos, p issa por autor de
urna morle em Macelo, e he memforo dislinclo de
orna quadrilha deladroesque existe ha muito nesla
cidade, mas que a polica uao lem poder de extir-
par, porque os individuos perlencenles a ella, por
isenrjjes legaes, estao livres do exutorio do recruta-
meDlo, e porque, quando sao pr&cessadus, deparam
com o milulgencia criminosa p jury.
E ser ainda esla vez. por vergonha nossa, indl-
geme esse jory t Quando us aseassinatos se prati-,
cain luz do dia.e vo envergonhar-nos na Europa,
quando nao existe a menor seguranca individual, e
vivemos, por assim dizer, s bordas de um abysmo
que de vez em quando se abre para tragar urna vic-
tima, nao bavera urna punicae reparadora, e antes
os crimes serao animados pela impunidade que
acham nos nossos tribuoaes ? Com semelha.nte sys-
lema onde existe a defeza social'.' Que seguranra
teem os nossos bons jurados de que as suas vidas'e
as suas fortunas serao respeiladas por esses malva-
dos.que elles quotidianamente absolvem ?
N'um paiz, como esle, onde he tamanho o nume-
ro decrimes, e onde a perseguirlo dos culpados he
urna das primeiras necessidades sociaes, nao podemos
deixar de notar a extrema sympathia que excilam
todas as theorias philanlropicas e indulgentes, e o
escrpulo exagerado que se lera na apreciaran das
provas, s vezes contra os raaiores culpados, senil-
mente reconhecidos por lacs. E isto se di no paiz,
onde se mata de dia, onde todos.os dias ha mortes,
e onde a aecao da juslica lem absoluta necessidade
de ser o mais prompta e rigorosa. He notavei ainda
o discredilo era que teem cabillo as mais nobres ins-
tiluirdes, aquellas, como o jury, destinadas a exaltar
e rnanlcr a dignidadee liherdadc humana. (
Todava, para sermos justos, nao podemos negar
qoe entre nos o jory algumas vezes lera dado ex-
emplos notaveis de moralidade,e tem desempenhado
hohremenle a sua missSo. Mas essas vezes ainda es-
tao louge de formar a regra geral,' como desejamos
ardentemente lodos os amantes dessa instituirlo, lo-
dos os Hberaes sinceros. E para assim desejarmos
temos na verdade bons motivos; pois o jury entre
nos ou tem de rehabilitar-se e ser o que deve ser,
ou enlo essa instituirlo, depois de successivos gol-
pes, ter de ir para a alcofa coramum das utopiaspe-
rigosas. A defeza.da sociedade nSo deve ser com-
mellida aos julgaroentos dos cidadaos, se elles nao
se moslrarem dignos d'Uio, se nao tiverem a forja
necessaria para desempenliar o austero dever de
jm/.cs.
He esla tamben) uma'razao, porque ligamos muito
importancia ao julgamenlo de hoje: elle pode ser
umactn solemne de rehabijitacao do jury, ou o cu-
mulo da degradarlo a que tem chegado.
v Um brasiteii o.
ts
'J'
loioz
C0MMOICAD0.
O julgamento de hoje.
Ha justamente tres mezes qoe um crime horrivel,
eommetliilo cora urna vilezS e publicidade escanda-
losa, ensaoguenton as roas do Recife, encheu de ter-
ror, deindignacSo, e de vergonha diante dosestran-
geiros, osseus habitantes, e fez-nos vollar mais de
10 annos atraz na carreira da civisaco. Hoje que
teem de ser jnlgados os seus perpetradores, vejamos
que provas existem contra elles, e qual a historia
oeste assassinalo, que fez patente a accan de urna po-
lica zelosa e intelligente,
Hvia algum tempoque Fernando Antonip Fidi
tinha tomado a gerencia da" casa de Joaquim Jos
Ferreira, negociante de algodo. He geralmentesa-
bidaa alterarlo nolavel que havia inlroiluzido nesse
commercin a intelligencia e os meios com que sede-
dicava a elle o fallecido Fidi, e nao ha ninguera do
commercio, que ignore a profunda odiosidade em
que, por esle motivo, elle havia incorrido para com
alguns prensanosdo Forte do Mallos. Francisco Al-
ves de Moraes Pires dislinguia-se entre todos esses
immigos dos do fallecido, e moilas vezes mani-
festn o seu ranear, dizendo que era necessario a lo-
do o cusid*expellir do Forle do Mallos aquelle es-
trangeiro, c pronunciando contra Fidi ameacas de
morle, ameacas proferidas na ausencia deste, mas
de que foram tcslemnnhas muitas pessoas.
A circumslancia de ter-se Fidi envolvido em'
urna intriga, intigmficanlc em ti, mas grande pela
exlensao que se lhe quiz dar, por causa de uns fo-
Ihelins que escreveu sobre theatro, ro vidamente
aproveilada por Pires, para assassina-lo, sera que
ninguem tunlie*tetao ci-rto donde.parta o-golpe
Fidi recebe um tiro, aS retirar-se do Ihealro, dado
por um hnmem alto e magro, com lodos os signaes
de Prea, vestido de om palito alvadio, de chapeo de
| palha, e montado em nm avallo rosto. Na mesma
noite do tiro. Pires com ot mesmos trages com que
foi vislo o assassiao, aluga em um cocberaom cval-
lo ruco, que smeute reslilue no dia seguiute ao meio
da. O tiro linba sido dado justamente na occasiao
em que Fidi eslava* para ssignar um contrato, que
o constitua socio da casa de Joaquim Jos Fer-
reira.
AMLflRV.
PRIMEIRO RELATO RIO.
(Conti imacSo.j
Km resumo dou como resultado geral de miabas
nvesligaces na Europa, Estados-Unidos e Cuba,
quanlo lavoura da canoa :
1. Que precisa-se augmentar, se ainda nao hou-
ver, a quautidade da materia orgnica, sobre os ter-
renos fortes, em estado de se dissolver, e ser pro-
veitosa a planta, pelo menos al 5 por cenio, contan-
do al um palmo de fundo.
2. Que se acham geralmeute em todos os enge-
nhns os meos de se jazer esle augmento, sem grande
cusi, pois os estriarles, verde e composlo, j indi-
cados, ofierecem un recurso fcil em geral, e su lu-
ciente para este lim.
5. Que. urna vez fertilisado o terreno, nao he
diflii 1 conscrva-lo ueste estado, j enterrando os
oibosc folbas da canoa, mudando os regos de tres
em tres anuos, nu plantando urna safra de legumesde
qualro em quatro ; j applicando s socas o eslru-
me composto.
Porm para lirar-se do novo systema todo o possi-
vel resudado, sao precisos mulos melhoramenlos,
qoer na mancha de trabalhar as trras, subslituindo
o arado pela envida ; quer adoptando carros leves e
appropriados, era lugar das massas rudes e enormes
hoje em uso, quer melhorando a raja do gado, para
que urna junta de bois s, faja o que fazem agora
tres, quatro e cinco juntas; quer recolhendo o gado,
para aproveitar melliormenle o eslrume, ecconomi-
sar o terreno, puupar o lempo e trabalho de juntar
os bois ; preserva-tos do denle peconhento d_as co-
bras, e regularisar meihor o servijo, cqmejando a
horas certas ; mas he de absoluta necessidade que os
senliores de engenho se ponbam frente desles me-
lhoramenlos, pois os reiteres, quasi sem excepcao,
nao hosti* a qualquer idea que, ainda-levemente leu-
da a offender sua mimosa rolina.
A difleuldade de introduzir o uso do arado, pelo
que eu lenbo observado, nao he invrneivel, porque
os escravos aprendem com facilidade.e ainda que an-
dem com quatro a cinco juntas} de bois, sempre dao
contade I|2a3|4dc tarefa por dia, com tres pes-
soas.
Este numero de animaes eescravos, coma inlro-
duccao de raga superior de gado, e com a pralica e
conlinuacao, pode e deve ficar muito reduzidu e o
servicoaugmentado; porque nos Estados-Unidos um
linmein e urna junta de bois co'nslluem um trem e
lavram ordinariamente 1 ai yi tarefa por dia, com
ura arado do tamanho dos que se lem inlroduzido
aqui: quando os terrenos sao muito duros applicam
mais urna junta para a priraeira lavra nicamente, a
depois conlinuam com urna s. Desta maneira v-se
que o pessoal heausceptivel de reduzir-se a t|3, e no
numero dos animaes a reduccAo podo ser ainda
maior.
Aconteceu em minha presenra nos Estados-Uni-
dos um excmplo da frca e disciplina des bois de
raca superior, que por m parecer inleressanle, vou
expr :
Ernl.jwrenee cidade raantifacluirra, era cuto
sitio ha oilo annnt apenas se viam dez casis de la-
vradores, e hoje cotila 25 mil habitantes, havi urna
exposicao de agricultura, que visitei. Enlre os pre-
mios, um de 203> de nossa moda, era destinado a
quem apresenlasse meihor junta de bois para o ser-
viro geral. Appareceram oitb juntas disputando mais
a honrado que o premio em si. Um carro, pesando
:il arrobas, foi carregado com 100 dilas a pedrat,
e propoz-se que cada junla subisse por sua vez urna
ladeira de 1,>I) bracas de exlensao com o declive de
dezdegros do horisonlal. Duas junios falliaram,"
nma retirou-see cinco tubiram com o carro. Entao
os juizes exigiram, que descessem a ladeira com o
mesmo peso a...
Dous lavradores rccusaram,e lre< doeceram, mas
com lauta superioridade a faver le um, que mo res-
lava duvida linter merecida o premio, visto que la
se descouhece a infermidaoje moral patronato, mas
antes que os juizes publicaasera sua de-isao, o car-
reiro, para meihor resolver-se a.queslin, pedio que
lhe permittissem fazer ainda oulra experiencia, e
poz os bois a andarem de costal recuando, e irapel-
lindp ladeira cima, o carro; pesado como eslava,
al o cume, no meio dos applausos de toda a niulti-
dao, e daquelles mesmos seuscompetidores, que as^
sim coiifessavara ceder-lhe a palma. Porm o mais
inleressanle he qne nao tinha ferian e nicamente
levava um siposinlio mais. para fazer siguaes do qoe
para castigar seus bois, que parecan) entender a
imitado do senhor. Na competirn de arados com
bois, vi urna junla passar o arado em terrenos duros,
pedregosos e fechados pelas raizes de feno, que se
tnba havia pouco tirado, e era duas horas e 10 mis
nulos complelou um quarlo de tarefa (acre inglez)
sem os bois darem mostras de cansados, sendo ape-
nas acompanhados do homem qoe governava o ara-
do. O nosso pobre gado, mcsqoinbo de tamanho e
forras, nSo pode prestar um trabalho vantajoso, por-
que precisain-se tres a cinco juntas, e carta urna ues-
tas, ou quando muito duas com o seu carreiro, e
ainda assim no lim do dia iijo mostrara tanto servi-
co como urna s junla de bois de rara superior, diri-
gida por um homem.
Depois de visitar muitas exposicjaSs importantes,
cora o lim de orienlar-me i respeilo dataras mais
puras, entend que com um casjd de bois a raca in-
gleza(Short llorn nossa provincia, que alis j pos-
sue da rasa Godomar de bastante tamanheem gran-
de numero, mais ou menos piara, podi em pouco
lempo melhorar pelo menos olservico do. arados e
carros. Comprei pois um linldo lourode 21 mezes
de idade, e tres vaccas, urna cniui auu'jaeim. Duas
vaccas morreram em um forte temporal qoe durou
12 dias; mas na viagem para ca chegaram, ainda
que em pessimo estado, o touro, o bezerro e orna
das vaccas que nao foi a meihor que se embarcou.
Com estes, he de esperar, que se cruzem e melhorem
as races tournas c Godomar, queja temos, e sirvam
para o arado e carro. Nos engenhos da Luiziana
fazem as coiiduc(oes e o servir o da lavoura cora bur-
ros exclusivamente, animaes postante de tele pal-
mos de altana: tres desles em um carro de despejo
conduzem 90a 100 arrobas, e fazem um quarlo.mais
de raminho por dia do que os hajs. lis. 3009 a 4009,
moeda do Rrasil, he o preco ordinario de um desles
burros, o qoe nao admira, quando um escravo de
enxada cosa 2:0009 al 2:6009. '
Vislo ser nrovavel que alguns senliores de enge-
nhos concorden) com os da Luiziana na preferencia,'
que dao aos burros para o arado, e lodo mais servi-
co dos engenhos, offerecendo-se-me occasiao favora-
vel embarquei qualro egoas da melbor. rara dos lis-
tados Unidos, tanto para as estradas, veiicendo em
caminhn bons Ires leguas por hora, e 16 a 20 por da
com facilidade. Porm -infelizmente no temporal
de que j fallei, morreram tres, chegando aqui ape-
nas um.
Os instrumentos comprados depois de minha visi-
la l.uizaoa Cuba, sao do meihor estabelecimento,
ueste genero dos Eslados-t'nidos, e eifl qunnlidade
para os Irabalhos ordinarios de cinco engenhos. Con-
Iralei com seis pessoas, que algons senliores de en-
genhos me baviam encommendado, peritas e habili-
tadas para ensiuar o usn dos instrumentos e ames-
trar o gado.
Estes assumptos 13o variados e com tantas raodi-
llcaqes, sero tratados por extenso em segundo rela-
lorio. Basla aqui dizer, que em rigor o arado nao
fertilisa o terreno, mas facilita o seu amanho, prepa-
ra-o para receber os eslrumes vezelae*. e habilita o
lavrador a applicar o eslrume verde, ludo com orna
economa, que se nao pode esperar da enxada e com
o emprego de lo limitado numero de bracos, que
nao soil'rem desfalque osoulros irabalhos dos enge-
nhos. Se o arado s servisse para abrir o terreno
sem dar facilidade de estrum-lo ; e de melhorar'a
prodcelo da canna, talvez nao valesse a pena de
Inclu' coma estupidez dos pretos, e m vonlade*dos
feitores, alm do custo dos instrumentos, comerlos,
etc., pois nma duzia de bracos, que o arado pozesse
disponiveis ou 20 a 30 larefas de canna, que de mais
se plantassenT, ponca dilTerenra fariara no resaltado
final da safra.
Alera dislo os effeitos de afofar-se a Ierra pelo
arado, durara apenas um anno, e as vetes nem um
mez, porque as chuvas de novo a ligam, e a deixam
como d'anles, se os terrenos nao sao carregados de
materia orgnica. Assim, pois, a principal vanla-
gem do arado consiste em facilitar os eslrumes, cuja
presenca nos terrenos nao os deixa ligar em lempo
secco, c quando assim revolvido pelo arado, eon-
servam-se fofos, e apresentam novas superficies mi-.
nenies, que se segregara ou pulvcrisam pelo contac-
lo.com a atraosplicra, e ficam livres alguns elemen-
tos inorgnicos para cnadjuvarem o desenvolviraen-
tndas raizes: mas por isso mesmo, se o arado traba-
lhar sobre um terreno pouco estrumado, vai afinal
p-lo ainda mais estril, e dfficil de recobrar ferli-
lidade. Os outros instrumentos de lavoura *lem,
simplcsmente por, lim ecunomisar o trabalho braga! ;
poira para isso he necessario primeiroi que ludo
adoptar-se o avalenta-do* regos largos, qu deem es-
pago para os animaes trabalharera, sera pisaren) e of-
fenderem as plantas.
Para enterrar-se a palha da canna, distancia de
um reg a oulro nSo pode ser menos de 9 palmos,
pois. he precito que fique espago de um e oulro lado
para entrar o arado e limpar a cuma, sem tocar na
palha depositada debaixo da Ierra, no meio. Senao
tiver-se em- vista enterrar a palha, he desnecessaria
tanta largura, e nesle caso seria meihor seguir o sys-
tema auliso, vislo que nao ha oulra vanlisem espe-
cial de se alargarem os regos, mais do que ficar espa-
go para o eslrume-da palha. Em. Luiziaoax ioslu-
mam-se dar 10 14 palmos de largara, e a raz.lo he,
que, hat endo muita palha enterrar, deve deixar-se
urna distancia proporcionalmeule maior.
Beneficiado o terreno pelo modo que lenho. apon-
tado, ou ppr qualquer oulro que preste igualmente
planta abundancia de elementos nutritivos, e conser-
vado no mesmo estado de ferlilidade pelo enlerra-
mcnlo da palha da canna, pelas safras peridicas de
legimes, ou pelo supprimento do eslrume composlo;
tortas as inforraagfies que tenho colhido me inluzem
a rrer" que lira-se por cada tarefa, em um numero de
annos seguidos; o dobro da produegao da canna, que
prescnlen-enle, pelos melhodot ora seguidos, se cos-
tuma tirar e que apezar do trabalho extraordinario
de, pela primeira vez estrumar o terreno, rincocula
escravos amostrados, no uso do arado e dosoulros ins-
trumentes agrarios, devem Iraiar o dobro. do terreno,
que ora tratam com a enxada, e'assim produzir o qua-
rtruplo da canna por cada enxada, resultado que bo-
je um lavrador,'aferrado a rotula, e desfavorecido dos
conhcciineiilos modernos, apenas poderia esperar de
200 escravos.'
Noie-se que s fallo dos terrenos suscepliveis de
cultura pelo arado, porque os outros, como os muilo
ladeirosos, seja qual fr a sua qualidde, reputo-os
imitis para a lavoura da caima, sendo mais vanta-
joso beneficiar om terreno, embora de 'qualidde in-
ferior, com lanto que possa ser Irabalhado pelo
arado.
Fabricacao do assucar.
Esla parte da lavoura da cauna oceupo lodo o
meu desvello e a mais seria altencao. Desde minha
chozada Inglaterra, entrei em minuciosas investiga-
res para conhecer com exactidao os varios appare-
lhos de fabricar o assucar, avallar as vaulagent de
uns sobre outros, saber quaes mereciam mais atlencao
dos senliores de engenhos, penetrar a raziJo dessas
preferencias, e finalmente indagar os pregns, e com-
binar que apparelhps serlam mais adequados s cir-
cunstancias da provincia. Porm nos curtos limites
desle relolerio noposso fazer a descrtpcao de 1|I0
parle dos varios planos e desenlies, qoe vi em exe-
cugflo ; e era quanlo reservo esla materia para occa-
siao npportuua, vou apenas fazer um simples es-
bogo.
Mocndas.
PltACA DO RECIFE 21 DE MAIO AS 3
HORAS DA TARDE.
Hoje nSo houveram cotacoes.
AI.FANDEUA.
Rendimenlo dodiala'22 .". .187:2389608
dem do dia 23........11:2999614
Na ordem de um apparelho oceupa a moenda o
prmeiro lugar. Nos estabelecimentos de Londres,
que se empregam nesle genero de trabalho, vi mnilas
moendas. destinadas para Mauricia, Cuba, Anlilhas,
etc. e logo prenderam-me a atlencao seu grande peso
e forga.
As informarnos alli ohlidas, e subsequenlemnte
confirmadas pela observagoemCuba, Luiziana., ele,
convenceram-me que enlre nos he summamenle de-
feituosn o modo de espremer a canna, de que resulla
enorme desperdicio e prejuizo. Vi em Luiziana
moendas que tiravam em calda 75 por rento do peso
da canna, quando esla ititeira nao conten de sueco
mais que 88 90 por cenio. Nossos melhores enge-
nhos exlrahem regularmente de 45 52 por cento, e
vista dislo, nao resta duvida, que, depois do peno-
so trabalho de preparar e plantar os (abolciros, lim-
par a canna. corla-la e conduzir logo na primeira ope-
ragao, as moendas. mesmo em nossos melhores enge-
nhos, causilm um prVjuizo no caldo de 40 50 por
cenio! Assim urna safra de 3,000 paes, s com o em-
prego de inma moenda moderna com a forga da ma-
china com|>elcnte, porte subir de 4,200 4,500 paes,
sem oulro.augmento de despe/.a{ alm da moenda e
compelenye forga motriz ) senao ua casa das caldei-
ras e de purgar. A mais pequea moenda que eu
vi. era de 5 lr2" palmos de comprimenlo e quasi 3 de
circumferenria, com lodas as parles arranjadas de
forma, qiie resistiriama urna forga 4 a 8 vezes maior
do que a iino coslumamos empregar, e vi outras de 3
ll2 palm ps de grossura e 8 de comprimenlo com peso
de 3,000:"rrobas'. Os dous mais imporlantes requi-
sitos de loma moenda sao : o movimenlo dos cylindros
muito xjagaroso, nunca exceden do 2 i palmos de su-
perficie) por minuto, e urna forga de 72a75.cavallos
para mjove-la. O cusi de urna deslas moendas he
grande., chegando, se for fcila pelos fabricantes acre-
ditados! a 6 contos de ris e oulro lanto, para niais,
para a parhina de' vapor de inoye-la ; porm a expe-
riencia prova exuberantemente que um engenho de
3.000 jpaes reembolsar em dous annos o custo da
machiuV e moenda pelo augmento da sua safra. As
moend\ existentes na provincia sao geralmeute 13o
fracas qi'ie.sese apenaren) para dar a presslo neces-
saria, n'Sra tirar-se 60 por rento de calda, he de receiar
tecido com algumas, querendo-se redozir i rapidez
do movimento.
Clariftcacao.
A rlariticarao he feita em liuiaMs partes que visi-
tei,'principalmente em taclia aberla, aquerida a va-
por. As duas qualidades de caldeiras para este fin,
que vi, eram de Derosne, aquenladas pelo fundo do-
brado; e de serpentina, como a do Sr. C-eremoaho,
e a imica diOerenga enlre ellas he qu a de Derosne
exige mais combuslivel ou vapor, e a oulra he ura
pouco mais difiicil de limpar.; porm o resultado he
essencialmente o mesmo.
O nico agente para a defecago as melhores fa-
bricas hea cal, e ainda que varios outros systemii se
(enhara experimentado para tirar o excesso, cemo
acido carbnico, acido sulpliurco, etc., comludo
quasi em nenhuma fabrica seempregamoulros meios
para a clarificagAu alera da defecago com lei le de
cal, o filtraran, anles de evaporar,em earvao animal,'
jn servido para decolorar o sar o pe. Esla filtra gao
que tem custo se faa^com o carvo animal, depois de
ter sido aproveilada, quanlo he conveniente, na de-
coloragao do xarope, sem mesmo remove-lo dos mes-
mos filtros, he orna das mais ujeis descoberlt, que
ltimamente se tem leito na fabricagaodo assucar da
canpa. Na defecago da calda usando-sc da cal, nao
deva ser em excesso, segundo o systema ordinario,
pois faz o assucar de m cor, e diminue-llie a quan-
tidade, porque evaporamlo-se a calda com excesso,
he isto muito nocivo, e deteriora o assucar i r\stali-
savet em proporgao muilo maior, do que primeira
visla parece : mas a fillragao por carvo animal ad-
mitle um pequeo, mas hm difinido e xcesso de cal
na defeegau qu, em virlude da. fillrago, sahe per-
feila, sem prejudicar em nada o assucar, nem o car-
vo ; ainda que s vezes os mestres pouco previnidos
empregam em lantu excesso, que mesmo a lillragao
nao he bstanle para (ira-la toda: por isso he neces-
sario haver muito cuidado que o excesso da cal seja
s quanlo baste para dar a conhecer claramente a
perfeigo da limpeza.e nada mais, pois servira s
para fazer mal sem beneficio algum. Os filtros tSo
pelo systema de Derosne, reconhecidos pelo seu no-
me, cuja iuvengao com ludo perlence a Dumont.
Systema de evaporacao, e concentrarlo.
Estes systemas sao : .
I. A fugo-n, como tas caldeiras ordinarias.
2.o Pela exposicao ao ar, aquecendo-sa a fogo
n, ou a vapor como as columnas do Sr. ieremoa-
bo, e as caldeiras de Gadsden.
3. A vapor, com caldeiras aberlas, a iipetUt
almospliera.
i." Pela combinarao de qualquer desle systemas
com caldeira de vacuo na concentraeflo,
5. Pelo vacuo- exclusivamente na evaporagao e
concentra gao. i
6." Pelo vacoo e aquecendo-se a vapor na evapo-
racao, e pelo calor latente na concentragao.
A evaporagao a fogo n e ainda bastante pralica-
da na Luiziana, Cuba' etc., ate rhegaro xarope a
28. de Beaum, quando nao se traa da perfeigo
absoluta do assucar. A respeilo de economa do'com-
husliVel, facilidade do trabalho, nao lenbo echado
van la geni nos systemas de vapor, que pelo contrario
s he caro, mesmo onde te usa o vapor s duas ou
Ires vezes nesla primeira evaporagao. Sobre o sys-
tema de vapor cora caldeiras aberlas.e epostas
almosphefa, as caldeiras de fogo n leni a vanlagem
do gastar menos combuslivel (se as caldeiras sSo bem
assenladas) o que he contrario supposicao geral des-
ta provincia, mas he incontestavel. No processo da
concentragao, he por lodos recoohecid a vanlagem
da baixa e regular temperatura, que se pode obter
pelo systema da caldeira de Gadsden, competente-
mente adoptada s circhmslancias da localidade, ou
par meio das caldeiras de vacuo, usadas de preferea*-
cia em Cuba e na Luiziana. O trem da Santa Cruz
combina"as vantagens do vapor e do fago n, princi-
piando a evaporagao a fogo n as caldeiras propriat
de bastante superficie, e depois de produzir o seo
elleilo, as caldeiras de calda, passa --para debaixo
das caldeiras de vapor at a chaminc : sendo bem
proporcionado esle systema, he barato,, tanto no pr-
meiro custo, como no'combuslivel. O vapor passa a
trabalhar a machina, da moenda de alia pressao ; o
mesmo vapor,depoisde sahir da machina, passa a
defecar a calda, c geralmente se combina a concen-
tragao pela caldeira de vapor, de Gadsdeh, ou mes-
mo emcaldeira de vacuo. Ura appnrclho desta qua-
lidde sem fallar na moeuda c machina de vapor, he
de pouco cusi, e nao excede ao prego das caldeiras
ordinarias senao pea dillerenga dos filtros de carvo
animal, da caldeira de Gadsden, e defecadores, che-
gando indo apenas de i a 6 contos de rcis, porm de-
ve augmenlar-te mais 1 a 2 contos de res para aug-
mentar at caldeiras de vapor, e arranjos'especiaes.
Se se quizesse approveilar a mesma occasiao para
mandar vir nova moenda e machinas, capases de ti,
rarem 70 por cenio de caldo, do pezo da canna, o
calculo seria separado. Asseveram, tanto di(Teren-
tes fabricantes destes aparellms, como pessoas que
delles linhara osado, que se fazem safras iiiteiras de
assucar sem servir-se de oulro combuslivel mais qne
o bagaco perfeilamenle espremido.e por consequen-
cia com menos forga do que quando esl carregado
de assucar.
Osapparelhosde vacuo i vapor, combinados com
o syslma de carvo animal, sao reputados por todas
as pessoas que lem voto nesta materia, como os me-
lhores al hoje conhecidos, para a fabricacao do as-
sugar em grande escalla. Depois de se defecar nao
se d a estes apparelhos maior grao de temperatura
d que 55. de Reaumur, oo 82> centrigrados ; por
consequencia, nem a quanlidade nem a qualidde
podein soffrer pelo calor, o que se ada confirmado
pela pratica.
He igualmente cerlo, que,sendo bem combinado,
usando-se do vapor trez ou qualro vezes, hao haap-
perelho qoe gaste nienos combuslivel em compara-
gao do assucar feiio, nem que trabalho crfm maior
regularidade, ou seja mais fcil de dirijir-se do que
este. Tenho toda a conviegao que um apparelho
Rclliui, ou dcRellieux modificado, ou Escosscz.ou
de Derosne & C'ail, uao gastam na fabricacao do as-
sucar todoo bagago; e que um homem intelligente,
com poucos mezes de inetruegao de um bom pratieo
desses apparelhos, pode dirigi-los com a precisa re-
gularidade, fazendo a qualidde de assucar que o do-
no exigir, desdo o mascavado al o refinado chrislali-
sado, eesle cora urna economa que se, nao pode al-
cancar as relinarias da Europa.
A nica objeegao contra estes apparelhos he a seu
subido prego. Pelas indagages que fiz, fiquei con-
vencido que o vapor para evaporar e concentrar em
caldeiras abordas, como as fabricas de Belerraba na
Europa ; nao ser econmico nesle paiz, excepto nos
engenhos do interior, ou onde houver muita facili-
dade de obter a lenba para supprjro bagago, que ha
de necessarianiente fallar, sendo a canna bem es-
primida", pois a vanlagem que lem na defecago, e
em facilitar o trabalho dos defecadores e caldeiras,
nao he compensada pelo excesso do combuslivel.
Pelas mesmas indagagOcs eslou convencido qoe o
trem de Santa-Cruz cora filtros de carvo aninal para
'nossos engenhos de trinla a oitenla euxadas, deve
dar um resultado d 30 45 por cenio, mais sobre o
systema que buje se pralica na' casa, de caldeiras
anda de nossos engenhos bem *dirjidos, sem fallar
do augmento as moenda.
Para os engenhos menores recommendo a evapo-
ragao at 20. 28. de Ueunm. e concentragao a
fogo n em caldeiras do Gadsden, competente
molificadas.
Decoloracao pelo cartiio animal.
Depoisde ter evaporado al27 a 28 de Beaum,
acalda passa logo aos filtros de carvo fresco, oo
que nao lenha perdido a forga. Apesar de sua gran-
de importancia, a decolorado c iiltragao sao geral-
meute desasadas pelos nossos fabricantes. Entre-
tanto se a calda bem defecada passa pelos' filtros de
carvo auimal exhausto, e depois chegando, de 26 a
28 de Beaum era carvo novo, resolta clara e ten-
sivel melhoria tanto na cor, cono na facilidade de
bem cryslalisar e purgar. A despeza d'esle proces-
so na Babia pode chegar a 120." por arroba de as-
sucar : porm o augmeulo da quanlidade, e o me-
lhiiraraenio da qualidde devem cobrir esta despeza ;
aleradisso, o xarope, que da oulra forma se perda,
pelo processo de decolorar, une-so com a calda de-
pois da defecago, se recupera e aproveita, o que he
ainda orna vanlagem.
Para um engenho de 4,000 paes decolorar por car-
vo animal, seria, preciso um capital de 3 a 4 con-
tos de res, e a perda ou dcslruigo do carvo regu-
la 5 portento do peso do assucar assim beneljciado ;
mas em 2 annos as vantagens teriam reenbolsado as
despezas.
Chistalisaco, e purgarao do assucar.
Nos pequeos engenhos nao precisa em minha
opiniao, fazer-se mu laura alguma a este respeilo,
pois o deleito da cristalisac3o c purgago he geral-
mente devido imperCeigao dos processos anteriores,
que se nao podem remediar depois da concentra-
gao. Com ludo nao ser fora de proposito lembrar,
que a cryslalisagao sae mais perfeila, quando se faz
lentamente em urna lamperat'ura moderada de 65."
de Reaumur.ou 82. centrigrados, e depois de chegar
a esla temperatura, nao se deve locar no resfriador,
ou no mellado,at queesfrie. Bom ser que os res-
friadores lenham capacidade para 2 a 3 melladuras,
qne te v3o augmentando gradualmente ao passo que
as primeiras se concentram, c a granuiagao come-
rn lo serve de ncleo para os cristaes se agregaren),
(cando maior e mais dura gran. Sendo as caldeiras
de Gadsden que concentram de 60. a 66." de Reau-
mur, quando o mellado chega ao poni desojado,
pode parar-se a roda, e deixar chegar a 65., e nes-
la temperatura admilte ootra porgan de xarope para
continuar a concenlragao ou se despeja j nos res-
friadores. Nos aparelhos de Sania Cruz usa-se 'an-
tojosamente das maquinas centrifugas. Nos enge-
nhos maiores de vacuo o systema de ciistalisacao he
dillerenle, porque quando o caldo sae da caldeira de
concentrar he j prompto para purgar, sendo os
cristaes feitos as caldeiras de maneira que he pre-
ciso que se faga a mudangacom presteza, a lim deque
na passagem para os purgados pneumticos senao so-
lidifique. Ospurgadores pneumticos sSo caitas de
II a 12 palmos da comprimenlo, 5.Ir2 a 6 de largu-
ra, e de 14 a 15 polegadas de allura, com um fundo
falso de 3 a 4 polegadas, e capaz de purgar 80 a 100
arrobas de cada vez.
Sobre o fundo falso em lodo o seu comprimenlo
e largura se eslende um panno de rame, semelhau-
le ao qne serve as maquinas centrifugas. Da cal-
deira passa por um carro para despejar sobre o pan-
no d'arame o assucar qoenle e hrnlo, j crystaiisado
na temperatura de 60.a65." de Reaumur comegan-
do logo a filtrar o mel pelos crivos do panuo. He
na caldeira que se determina e faz a gran do ta-
manho e qualidde que se quer, pois nos porgado-
res te determina se o assucar deve sahir refinado,
alvo, ou mascavado. Estes purgadures para aprestar
a passagem do niel, commuulcam eom o vacuo das
operages de urna melladura, d'esde que entra a
canna na moeda, al que seja perfeilamenle refina-
do o assUcar,secco,e encaixado.nac segasti mais de
48 horas, e tendojde qualidades inferiores, 36 hortt.
{Continu'a
(Jornal da Baha.)
~COMMEHCIO. ~"
198:5389222
Descarregam hoje 24 de maio.
Barca iuclezal'alparaizomercadorias.
Barca ingieralmli-icedem.
Barca ingiezaMirandabacalho.
Barca ingiezaMidasdem.
CONSOLADO GERAL.
Rendimenlo do dia 1 a'22.....35.-Q238940
dem do dia 23........1:079|384
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 22
dem do dia 23.....
36:1039324
4:9739812
2569565
. 5:230J377
Exportacao'.
Par, patacho nacional Josephina, condozio o
segiiinlo :12 fardos algodozinho, 2 caixOes pa-,
uo e pertences, 1 banquinho do dito, 1 caiiole torci-
das ecordoes, 960barriquinhas, 100 barricas e ,100
quarlos com 5,017 arrobas e 5 libras de assucar, 1
sacca cola, 4 latas oleo de ricino, 1 caixote doce de
goiaba, 50 garrafes espirito, 300 caixinhat charutos,
100 barr* plvora.
Parahiba, hate nacional Paquete, de 31 tonela-
das, conduzio o segiinle:116 volume gneros es-
irangeios, 500 arrobas de carne secca, 6 volum.es
ferragens.'
dem, hate nacional 7Ve rmSos, de 311(4 to-
neladas, couduzio o seguiute :146 volumes gene-
ro* estrangeiros, 147 ditos ditos nacionas.
Rio Ciando do Sul, escuna uaciooal Linda, de
153 toneladas, conduzio o te'guinte :2,850 barricas
e 100 meias dilas com 2,605 arrobas e 54 libras de
assucar*
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 23 8279963
CONSULADO PROVfNCIAL.
Rendimenlo do dia l a 22......37:1069357
dem do dia 23........1:3739128
38:479485
MOVIMENTO DO PORTO.
Navio entrado no dia 23. '
Rio Grande do Sul29 dias, brigue bratileiro Santa
Barbara Vencedora, de 232 toneladas, capitao
Joa Victorino de Avellar, equipagem 12, carga
carn secca ; a Amorim Irmaos.
Hados sahidos no mesmo dia.
Ro Grande do SulPatacho brasilero Begulo, mes-
tre Joao Jos Martins de Lima, carga assucar.
Sbutharaplon e porlos intermediosVapor inglez
Great tVcslern, comroandanle T. A, Bevis. Pas-
sageiros desla provincia, Manoel Ferreira da Silva
l'arroso, Manoel Jos Alves menor, J. H, Winler,
Antonio Rodrigues da Costa Jnior, Joao Pedro
Ribeiro, Jos Velloso Soares e seu filho menor de
12 annos, Eslevao Vctor Lasne, Thomaz Teixeira
Bastos.
MaranhaoBrigue hespanhot Invencicel, capitao
Francisco Maristany, em lastro.
BarcellonaPolaca nespaobola .Ardilla, capiUJo
Paulo Pages, carga ulgodao e couros.
ParahibaIliale brasilero Tres Irmos, meslre
Jos Duarte de Souza, carga varios gneros. Pas-
sageiros, Antonio Joaquim Teixeira, Franciscp
Antonio Pereira, Mara Marcimina de Jesns.
ParahibaUiale brasileiro Paquete, mestre Seve-
riano da Ci-sla e Silva, carga varios gneros. Pas-
sageiros, Manoel da Silva Medeiros, Jos Antonio
Pereira, Joaquim Jos Rodrigues da Cunha, Ale-
jandrino da Costa e-Silva, Manoel Gomes dos
Santos.
EDITAES.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
thesouraria provincial, era curaprimenlo da rdem
do Exra. Sr. presidente da provincia do 1' do cor-
rente, manda fazer publico, que nos dias 6, 7 8 de
junho prximo vindouro, peraute a junla da fazen-
da d mesma thesouraria, se ha de arrematar a
quem por menos fizer, os reparos a fazer-se na ca-
sa destinada para cadeia ua villa doOuricory, ava-
llados em 2:7509000 rs.
A arrematagao ser feiti na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas, '
As pessoas que se propozerem a esla arrematagao
comparegara na sata das sess&es da mesma junas,
no dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou afilxar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 2 de maio de 1854.O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
1. Todas as obras sero feitas de "conforroidade
com o orgamento e planta nesta data aprewntados a
approvago do Exm. presidente da provincia, na
importancia de 2:750000rs.
2. As obras serao principiadas no prazu de dous
mezes, e concluidas no de oito mezes, ambos conta-
dos de confurmidade com os artigas 31 e 32 da lei
provincial n. 286 de 17 de maio de 1851.
3. O pagamento da importancia deslas obras ser
feitq em urna s prestagao quando ellas estive-
rem concluidas, que sero logo recebidas definitiva-
mente.
4. Para ludo o' mais que nao estiver determinado
as presentes clausulas, segnir-se-ha o disposto na re-
ferida lei n. 286.Conforme.O secretario, Anto-
nio Ferreira da Annunciacao.
0,111ra. Sr. contador servindo de inspector da
thesouraria provincial,' em virtudo da resolugao
da junla da fazenda, manda fazer publico que
em cumprimento da lei, se ha de arrematar perau-
te a mesma junta no dia 1 de junho prximo vin-
douro a renda do sitio do Jardim Botnico da cida-
de de Olinda, avahada em 15IQ000 rs.
A arrematagao ser feita por lempo de 3 annos,
a contar do 1 de julho de 18U, ao funde junho de
1858.
As pessoas que se propozerem a esla arrematagao
comparegam na sala das sessoes da mesma junta no
dia cima indicado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar so mandou afiixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 1 de maio de 1854. O secretario. Anto-
nio Ferreira da AnnunciarSo.
O Illm. Sr. nspeclor da thesouraria provincial,
em virlude da resolugao da junta da fazenda, man-
da fazer publico, qoe em cumprimento da lei, penan-
te a mesma junta, se Ido de arrematar em hasta pu-
blica a quem mais der nos dias 22, 23 e 24 de maio
correte os i nipos los segointes :
29500 rs. por caneca de gadb vaceum qoe for con-
summido nos municipios abaixo declarados.
Al pessoat .que se propozerem a esta arrematagao
comparegam na sala das tetses da mesma junta nof
dias cima indicados pele meio da,compelntemen-
(e habilitadas.
E para constar se mandn alBxar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria' provincial de Petnam-
buco 2 de maio de 1854.O secretario,
Antonio Ferreira fAtutunciacp.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial
em cumprimento da otdem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 12 do cociente, manda fazer publi-
co que, no dia Udejunhtflwimo vindoare.vai no-
vamente praga para ser Unialado a quem por me-
nos fizer a obra dos concerlos da cadeia da villa de
Garanbuns, avaliada em 2:1749208 rs.
A arrtmalagSo ser leita ra' forma dos iris. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de lde maio de 1851. '
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas, .
As pessoas que. se propozerem esta arrema.lagao
comparegam na sala das sessoes da mesma junta no
da cima declarado, pelo mel dia,corapetentemete
habilitadas.
E para constar se mandou afiixar o presente e pu-
blicar pelo Mario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernani-
bnco 16 de maio de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira aAnnunciacao.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
1. Os concerlos da cadeia da villa de Garanhuns
far-te-bo de conformidade com o orgamento appro- '
vado pela directora em conselho, e apretentado a
approvago do Exm. presidente da provincia na im-
portancia de 2^749208 rt.'
2.a O arrematante dar principio s.obra*no pra-
zo de 2 mezes e dever concluir no de 6 mezes, am-
botecontados na forma do art. 31 da lei n. 286.
3. O arrematante seguir nos seos trabalhot todo
o que lhe for determinado pelo respectivo engenhei-
ro, au s para boa execugo das obrat como em or-
dem de nao innulilizar ao mesmo tempo.para o ter-
vigo publico todas as partes do edificio.
4.a O pagamento da importancia da arrematacao
ter lugar em tres prettagoes igiraes: a primeira, de-
pois de feita a raetade da abra; a segunda, depois
da entrega provisoria, e a terceira, aa entrega defi-
nitiva.
5.a O prazo de responsabilidade ser de 6 mezes.
6. Para tudo o que nao te acna determinado as-' -
presentes clausulas nem no orgamento, seguir-te-ha
o qoe dispOe a resneito a lei provincial n. 286.
Conforme.O secretario,
Antonio Ferreira a"Annunciacao.
Carta de edictos.
O Dr. Francisco de Assis Oliveira Maciel, jiiiz tnani-
cipal da segunda vara do civel e do commreio,
nesla cidade de Recife de Pernambaco per 8. M.
I. e C, qoe Dees guarda etc.
Fago saber aos que a presente carta de edilos virem
oo della noticia tiverem em como Joo Vignet, me
fez a petigo do theor seguinle :
Diz Joao Vignes qoe quer fazer citar a D. Joaana
Mara Ruilland Berauge Francisco Manoel Beren-
ger, Lourengo Puge, como administrador de toa
raulher, D. Candida Baisso Narcizo Beranger, Adol-
fo Bernardo Beranger, D. Ernestina Victarina, dos*
Santos Beranger, e JliSo Antonio Fortnalo Beran-
ger, viuva e filhos de Juliao Beranger, para na'pri-
meira audiencia desle jnizo fallaren aos termo* de
urna acgo ordinaria em a qual lhe pede a qnantia
de 3:3409000 rs., juros da importancia de 2 letlras
mercantes j vencidas e protestadas, aceitas pelo ma-
rido e pai dos supplicados, e qoe como henfetros do
dito Beranger estao obrgados a pagar, ficando logo
citados para todos ot termos de acejto. al a final
sentenga sob pena de reveli. E porque teaehaauten-
le em lugar ignorado o herdeiro Juliao Antonio
Fortunato Beranger; reqoer o sopptieante a V. S. o
admita justificar a ausencia sendo quaate beato e
julgada por sentenga se digne mandar pastar eartaedl-
lal por 30 dias, afim de por ella ter o antate citado
e dar-se-lhe curador na forma determinada Be art.
154 do decreto n. 737 de 25 de nuvembro de 1850.
Pede a V. S. Illm. Sr. Dr. joiz da segunda Tara de
coramercio lhe defira edroo requer.E. R. M.O
advogado, Almeida.
D. C. e lome-se a juslilieagao. para o fira re-
querido.
Recife 6 de margo de 185.Costa MeneiesA.
CunhaOliveira.
E mais senao conlinha em dita petigo, despache
deslribuigao por o qual o soppcaate produzio nao
lstemunhas e subindo a conclusao teve a' seatenga
do theor seguinte:
A visla da inquirigao de fls. 4 *5, jolga provado
que Julio Antonio Fortnalo Beranger, est au-
sente em lugar absolutamente nao sabido pato que
mando se paste edital cora o prazo de 30 dial para
sua citagoe cutas. ,
Recife 3 de maio de 1854Jos Raymunio ia
Costa Menezes.
Em cumprimento da qual- hei por citado o su-
pradito para te proceder a aegao que o soeplicaate
vai propor censtante.de toa petigo sopera, afim de
comparecer por si, j>a seu procurador que lera la-
gar o vencido depois de. fiado dito prazo, sob pena
de correr a reveli al final sentenga, e sua execu-
go ; pelo que toda e qualquer pastea presente ami-
go, ou conhecido do supplicado poder a fazer sciente .
do qoe tica expott o e o. porleiro respectivo publicar
e fixar o prsenle nos lugares docnslume, a publi-
cado peto Diario de Pemambuco.
Dado e passado nesta chlade do Recife de maio
de 1854.Pedro Tertuliano da Cunha, escriva
sobscrevi. Francisco de- Assis Olivara Maciel.
Pela inspecgo da alfandega se faz publico, qoe
leileo dos objectos salvados perlencenles ao appa-
relho do brigue sardo Carolina, annunciado para o
dia 23, fica transferido para o dia 30 do correle de-
pois de meio da. Alfandega de Pernambaco 23 de
maio de 1854.O inspector,
Bento Jos Fernanda Barros.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Gaimares, jniz
de direito da 1.* vara do civel4, nesta cidade do
Recife de Pemambuco, por S. M. I. e C. o Sr.
D. Pedro II-, que Dos guarde etc.
Fago saber aos qne o presente edital virem, e del-
le noticia tiverem, que pela le provincial n.,335 de
26 de abril do corrente anno, foi creado mais um of-
fin de. labeliao de notas desta cidade do Recife ; em
consequencia do que convido aos pretndanles do
referido eflcio, para que, no prazo de 60 dias,conta-
dos da publicagao desle, apresenlem per si, oo por
seus procaradores bastantes seus requerimentos com-
petentemente assgnados, e acompanhados de eerti-
dao de idade, foi ha corrida, examede sufficiencia,
e mais documentos que julgarem conveniente juntar,
sendo todo devidamente sellado, segundo o disposto
nos arts. lie 14 do regulamento|n. 817 de 30de
agosto de 1851.
E para que chegoe a noticia de todos, mande
pastar o presente edital que ser publicado peta im-
Srensa, e outros do mesmo theor, que se aullaran
os lugares mais pblicos de cada urna das quatro1"
fresuezias, e na sala das audiencias.
Dado e passado nesta cidade do Recife de Pernam-
baco, ao 23 de maio de 1854. Eu Manoel Joaquim
Baptisla, escrivSo interino o escrevi.
Custodio Manoel da Silva GuimarSei.
DECLARADO ES.
Recife, avaladoannoalmenle por 56KM58000
Olinda, avalidoaniiualmente por 2:2469000
Iguarassu,avallado annualmentepor. 1:7209000
Goianaa, avahado amiualmentc'por 6:5219000
Xazaretli, avaliadoannualmenle.pur. .4:4309000
Cali, avahado annualmentc por 1:5159000
Santo, Anlo avaliado annualinenle por. 6:0119000
Serinhaem, avahado anuualmente por 5619900
Rio Formoso e Agua. Prela avahado an-
nualmente por........2:521j000
Pao d'Alho, avaliado annualraente por. 4:0013000
E nos municipios teguiutes nos qumes s pagan)
aquelles que talham carne para negocio, e os ^ra-
dores o dizimo:
Limoeiro, avaliadolannualnientc por. 3:521.3000
Bonito c Caruan,axaliado aiuiualincnlc
por............2:517,1000
Brej, avaliado anuualmente por. 2:2079000
Cimbres, avaliado annualmente por. .1:4719000
Garanhuns, avaliado anuualmente por. 9899000
Flores e Floresla,avaliado animal met te
por.............4:0019000
Boa-Vista e Ex........4:070JO"0
Nos 5 ltimos municipios,' islo he, Brejo, Cimbres,
Garanhuns, Flores e Floresta, Boa-Visla, e Ex sao
arrematados conjuntamente os imposto* a carao dns
colleclores e 20 p ir cento do consamo ile agurdente,
na forma da lei n. 286 de 28 de junho de 1850.
20 por cenio sobre a agurdente que for consu-
mida nos seguintes municipios:
Olinda.avaliado animalmente por. 8IO9OOO
Iguarass, avaliado annualmente por. 849000
Goianna, avaliadoeaunualmenle por. 649000
Pao d'Alho, avaliado annualmente por. 769900
Nazareth, avaliado animalmente por. 639000
Sanio Anio,a\aliado annualmente por. 2029000
BoniloeCaiuar.avaliado anniialmenle
Por...........v. 339000
Cabo, avaliado annualmente por. 4-49000
Rio Formoso e Agua Preta, avaliado an-
nualmente por.....s 419000
Serinhaem, avaliado annualmente por. 2690(10
Limoeiro,avaliado annualmente por. 909000
Eslas arrematagoes sero feitas por lempo de 3 an-
nos a contar do l dejulho do corrente anno a 30 de ju-
nho de 1857, c sob as 'mesmas condiges' das ante-
riores.
Vai igualmente a praga para ser arrematado con-
juntamente com o imposto do gado vaceum, o dizi-
mo do gado cavallar nos municipios abaixo declara-
dos por lempo de om anno, a ronlar do 1. de julho
de 1856 a 30 de junho de 18o7.
Bonito, avaliado por....... 1399000
Garanhuns, avaliado por. ....
Cimbres,avahado por. ...... 1009000
Flores e Floresta........ 3269000
Boa-Vista e Ex, por....... 1999000
E por lempo de 4 annos, a contar do 1. de julho
de 1853 a 30 de junho de 1857, nos municipios se-
guintes :
caldeiras por intermedio de canose lorneiras, o que (Limoeiro avaliado por anno era.
qae y qbrem em algum poni, ciitno lem j Kon-1 nbriga o mel a sahir cura rapidez, as dinerentes I Brejo avaliado por simo ero.
589000
509tt)Q
Pela adminislraaao' da mesa do consulado pre-
cisa-se comprar para o expediente da mesma, para o
anno financeiro de 1854 a 1855 ot seguintes objectos,
a saber :60 resmas de papel de diversas quidida-
des, 2 ditas de dito hollanda, 1 dita de di|o mata-bor
rao, 4,000 peonas de secretara, 2 grasas de lapis,
400 massos de obreias, 2 espanadores e mais diversos
objectos miudos etc. etc.: as pessoas que tiverem di-
tos gneros e se qnizerem encarregar de fazer este
forneeimenlo, comparegam na mesma repartigao nos
dias otis, das 9 horas da manhaa as 3 da lard, mu-
nidos das competentes amostras e. seus pregos. Meta
do consulado de Pemambuco 19 de maio de 1854.
Oescrivao, Jacomc Gerardo Mara Lumachi de
Mello.
I
Consulado de Portugal'.
Nao podendo ler lugar, por cansa da chava, a ar-
rematagao annnnciada para o dia 20 do corrente,'do
resto dos bens do finado portoguez J080 Rodrigues
Neves, qne consiete em orna alvarenga em eeas-
truegau, e ama porcao de cobre, em vergalhoes, fi-
ca transferida para o/lia 25 do corrente, aa meio
dia, na porte deste consulado.
Consulado de Portugal em Pemambuco aos 22 de
maio de 1854.Joaquim Baptista Moreii a, cnsul.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, em virlude dn aalori-
sagSo do Exm. Sr. presidente da provincia, lem de
comprar os objectos seguintes:
Para o hospital regimental dasAlagoaseCcar.
Assucareiros de louga 6, hules de. dita 6, celchoes
20, brim brinco liso para camisolas,' fronhas e len-
ro>s, varas 330, rhicaras e pires, rasaes 28, colheres
de metal para cha 12, dilas de dito para sopa 68,
casligaes de latao 2, chitas para oobertas, covadet 70,
caunivele para peonas 1, espanador 1, fogareiro de
ferro 1, ourines de langa 5, pralosde dita 12, ge-
las de dita 8, Imisteiros 10, mautegueirat de louga
3, comadre 1.
2" balalhao de infanlarias
Pelles de carneiro 100.
1* balalliodc iofantaria da guarda nacional.
Pfanos 2.
rmateos do arsenal.
Taboas de pioho, duzias 10. livros em branca de
100 folhas 8, dilos ditos de 158 ralbas 8.
9" balalhao de uifanlaria de Imita.
- Caldeira de ferro batido para 100 pragas I.
Companhia de cavallaria.
Colarnos, pares 46.
Arsenal de guerra.
Costados de pao d'oleo 2, tabeas de assoalko de
looro 12.
Qoem quizer vender taes ohjactos, aprsenle at
suas proposlas em carta fechada, V secretaria do
conselho s 10 horas do dia 27 da corrente mez.
Secretaria do conselho administrativo, para for-
neeimenlo o arsenal de guerra, 20 de maio de 1854.
Jos de Brillo Ingle;, coronel presidente.Ber-
nardo Pereira do Carino Jnior, vogal e secre-
tario.
COMPANHIA DE BEBERIBE.
O Sr. director convoca pela quarta vez
os senhoies accionistas para se reunirn
em assembla geral no dia 26 do corren-
te ao meio dia, aim de se proceder a
eleicSo da nova administracao, visto co-
mo sem a mmifio da dita assembla nao
-:

M


DIARIO DE PERMMBUCO, flUARTA FEIRA 24 DE MAIO DE 1854.

pode ter lugar o 12.- dividendo. Escri-
ptorio da companhia de Beberibe 23 de
maiode 1854.O secretario interin,
Luiz da Costa Portocarreiro.
avisos martimos
Panto Rio de ntern- o brigue na-
cional Elvira seajUnion brevidade por
ler parte do seu qppgainento prompto :
para o resto da carga, passageiros e escra-
vos a frete, traja-se cora os consignatarios
do mesmo Machado & Pinheiro, na ra
do Vigarion. 19, segundo andar.
PARA A BAHA
segu brevemente o veleiro hiate For-
tuna, capitao Pedro Valette Filho: para
carga trata-se com os consignatarios A-
de Almeida Gomes &C, ra do Trapiche
n- 16, segundo andar.
Para o Rio de Janeiro, va! sahir com
a maior brevidade possivel.o pataxo Nacio-
nal Valente ; quem no mesmo quizer car-
regar, embarcar escravos afrete ou ir de
passagem para o que offerece bons como-
do, dirija-se ao capitao do mesmo pataxo
Francisco Nicolao de Araujo na praca do
commercio, ou no escriptorio de Novaes
&. C. na ra do Trapichen. 34, 1. -andar.
Rio Grande do Sul.
Seguir em poneos das para o Rio-Grande do
Sal o patucho oacional Regulo, o qual tem eparos
commodos para passageiros : trata-se na roa da Ca-
deia do Recife n. 11, ou com o capitao a burdo.
Para b'Rte de Janeiro devera seguir por estes
das o patecpoxrGalaote Mara ; ainda pode recebdr
alguma carga miada, passageiros e escravos a frete ;
a tratar Da ra da Cade do Recita, loja n. 30.
Para a Rahia segu em poacoa dias a velleira
sumaca Horlencia, para carga trata-se com seu con-
signatario Domingos Alves Matheos, na ra da Craz
do Recife n. 54 primeiro andar. ,
Companhia brasileira de paquetes de
vapor.
O vapor brasileiro S.
Salvadot, comman-
danle o primeiro te-
nenle Santa Rarbora,
espera-se dos portes do
B do corrente, e seguir para os do sul
, no dia teguinte ao da sua chegada: agencia ra do
Trapiche o. 40, segundo andar.
Para o Rio de Janeiro segu no dia 26 do cor-
rete impretervelmenle o brigue nacional Feliz
Destino, por se achar j prompto do seu carrega-
menlo, podendo ainda receber alguns pequeuos vo-
luntes, passageiros e escravos a frete.
AVISOS DIVERSOS.
Precisa-se de um forneiro : na pndaria da ra
do Cotovelo n. 29.
Desappareceu na madrugada do dia 21 do cor-
ren.l\mex ma'Ot de casa do tenente-coronel An-
tonio domes Leal, o preto Renedicto, canoeiro do
porto do Recife, crioulo puxando a fulo, sem barba,
de idade 28 annos, falto de um dente na frente, cheio
do corpo, estatura regalar, pescoco curto, e bastante
espadado : levou camisa e calca branca j soja do
frrico, chapeo de couro e dma trooia com roupa ;
carregoa 4 armas de fogo, orna que era desea se-
nhor c oalra do soldado camarada, 2 riavinoles que
os foi pedir emprestados em nome do mesmo senhor
ao feitor do sitio do Dr. Clemente, e ao cabo de quer-
iendo de Santo Amaro ; consta que seguio em com-
Sanhia de mais 3 escravos, sendo um prelo de nome
e, estatura alta, idade mais de 30 annos, com
falta do olho esquerdo, outro Jorge amulatado, alto,
ile boa figura, de idade 25 annos, com um pequeo
taino em m .dos cantos da bocea, e outro Luiz tam-
bem amulatado, de boa estatura, de 25 a 30 annos,
roeio aparvalhado, lodos crioulos, filhos do sertao, e
cada um destes levou urna oequeua Irona de roupa
de servico do sea uso ; ha alguns dados de terem se-
guido a estrada de Po-d'Alho, agregados a um com-
bo} que segua para alem e Paje, e quando nao,
seguran) a estrada de toianna com direccao Ser-
ra do Teixeira on Rio do Peixe por ser o conheci-
mento do escravo Renedicto, que he filho ou foi
criado em Apudy : pede-se pelo presente a captura
dos mesmos, trazendo-os ra de Apollo n. 12, ar-
roazero de Antonio Marques de Amorim de quem
sao os 3 ltimos escravos, ou ao mesmo lenente-co-
Jlf, na roa da Cruz do Recife, casa do Sr.
Jos da Silva Loyo, <|ne generosamente saberSo re-
compensar.
Gratica-se bem
a quem pegar ou der noticia de urna escrava de ne-
me Albina, condecida por Concqirflo, a qual foi
comprada ao Sr. Jos da Fanseca e Silva no i. leste
mea. tendo antes sido do Sr. (juilherme Frederco
de Souza Carvalho, e lem os signaes seauintcs: crj-
oula.cr prela, bem parecida, altura regular, lend-
uma marca em um dos bracos proveniente de umo
queimadura, anda de sala c panno preto, fugio na
dia 22 as 6 horas .da roanha, e nesse mesmo dia foi
a casa do Sr. Fonseca s 1 horas da larde : quem a
pegar leve-a na ra do.Brum n. 28, fabrica, de cal:
deireiro, que ser recompensado.
Aluga-se um moleque fiel, esperto, compra e
serve em casa: na ra Dircita n.. 24, segando an-
dar.
Roga-se a quem achou urna chave grande de
broca, junto com mais urna pequea de cadeado, que
a dentro de um saqninho de marroqpim verde, des-
de o aterro da Roa-Vista at atraz da matriz aovoltar
para a ra da Gloria, queira fazer o favor de leva-lo
ao aterro da Roa-Vista n. 58, loja, que se gratificar.
Perdeu-se desde o consulado provincial at a
secretaria de polica, e dahi ao aterro da Boa-Vista,
urna carteira com 2229000 : qnem a achar e quizer
restituir, recebendo melado, leve-a ao hotel Fran-
cisco, a fallar com M. Deperni.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Resumo da extracao dos premios da 9.
lotera para melhoramento do estado
sanitario da capital e mais povoacOes
do imperio, extrahida-em 11 de maio
de 1854.
1
1
1
1
6
10
20
N. 5488.........20:000$
>' 1212. .......10:000$
2868.......... 4-.000S
60
5971.
5162, 3290 3539,
45.25,, 4821 5440.
Vi 49, 1505 f875 ,
2535 5028 4052 ,
4191 4581 5098 ,
5880.........
194, 568, 639, 847,
1501 781 2000,
2022 2113, 2348 ,
2610, 5563 4035 ,
4189 4346 4515 ,
5175, 5305, 5545,
5755.........
19, 78, 164, 262,
271, 311, 521, 718,
2:000
l:000{f
400$
Achou-se um escripto de assentemenlo de obras
de oure : quem for seu dono, dirija-se ra estrel-
la do Rosario u.41, aonde dando os signaes cettos,
Uic ser entregue.'
Quem'tiver para vender urna prcla ou mulata
quesaiba eugommar, coser e cozinhar, dirija-so
ra largado Rosario, casa n. 28, segundo andar, por
cima da loja de louca, que se pagar bem.
9 O Dr. Sabino Olegario l.udgcro Pinho mu- &
dou-se para o palacete da roa de S. Francisco $>
(mundo novo) n. 68 A.
Precisa-se alugar am sitio que tenha arvore-
dos, casa com commodos para urna familia fazer
morada, estribara etc., da estrada do Mondego at a
Ponte de Ucha: a fallar com o cnsul Americano na
ra do Trapiche n. 4, ou annuncie.
D-se 2008000 a jaros com penhores de ouro
na ra estrella do Rosario n. 7*
Attencao.
Jos GoBcalves Rraga, faz scienle a todos os
seus freguezes e mais pessoasque do seu pres-'
timo se quizerem ulilisar, que mudou o seu
estabelecimento de barbeiro para o primeiro
andar, aonde sempre o encoutrarao prompto
para os servir, assim como tambem oflerece
muito boas bichas de Hamburgo, mais baratas
do que em oulra qualquer parte : na ra da
Cruz primeiro andar n. 48. defronte dames-
ma loja.
200$
400 de.
1800 de.
1024,
1111.,
1455,
1587,
1834,
2023 ,
2291 ,
2776 ,
2985 ,
3206 ,
5425 ,
5795,
4245 ,
4822,
5383 ,
5554,
5794,'
5968.
1057
1132
1500
1588
1919
2182
2409
2795
5008
3248
3447
5815
4593
5030', 5550
5392, 5550
56l5
5903
1085
1136
1555
1764
2014
2194
2527
2925
5017
3354
5720
3961
4409
5641
5926
100$
40|
20$
2000 premios.
Acbam-sea' venda os bilhetes da lote-
ra quinta da Gloria, a roda corra a 20
do corrente, se o Imperatriz sabir a 21"
(como temos .aviso) teremos as listas a 30
do corrente.
O Dr. Joo Honorio Bezerra de Menezes, f$
formado em medicina pela faculdade da Ba-
S* hia, oflerece seus prestimos o respeiUvel pu- 8
9 blicn desta capital, podendo ser procurado a
S qualquer hora em sua rasa ra Nova n. 19,
segundo andar: o mesmo se presta a curar %
gfe gratuitamente aus pobres.
HOMEOPATHIA.
0 Dr. Casaflova, medico francez, -d con-
sultas todos os dias no sea consultorio
RlADASrRUESV.28.
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L*e tratar a si mesmo. IfiOOO
Precisarse fallar ao Sr. Dr. Francisco de Arau-
jo Lima, e como se ignora onfle erisle, roga^-se-lhe
queira annunciar sua morada ou dirigir-se rna da
Mangueira n. 5.
Precisa-se de nm bom cozinheiro para fazer
urna viagem Portugal: quem estiver neslas cir-
cunstancias, dirija-se ao largo do Corpo Santo, ar-
niazem n. 6.
Precisa-se alugar urna preta de
meia idade, que engomme e faca o mais
servico de urna casa de pouca lamilla : a
tratar na #rua da Cadeia de Santo Anto-
nio, armazem de tijolosn. 17.
Precisa-se de um caiieiro qne tenha bastante
praca de taberna : na Soledade n. 18.
Jos Velloso Soarea relirando-se para Lisboa,
na a cargo de seu calxeiro e amigo Manoel Nunes
da Silva o seu armazem de assucar; aproveila a
occasio de pedir desculpa a seas amigos e mais pes-
was de quem se nao pode despedir pessoalmentc, e
lhes oflerece seu presumo naquella cidade.
Preoisa-se alugar urna casa de um ou
dous andares as ras seguintes : aterro
da Boa-Vista, praca, ra Velha ou do Hos-
picio : a tratar-na Travessa da Madre de
Dos n. 5.
.*** Hanriqueta Pessina, tendo de se retirar muito
breve para o Rio de Janeiro, e como no tenha ul-
timado a cobranrado teu beneficio, roga a todas as
pessoasque se dignaram aceitar bilhetes. qneiralj)
mandfcr as suas exprtalas ra BelU n. 29, do que
liras ficarn muitissimoobrigada.
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de drtica^oguTSedear P'res Ramos, que o tem execu.ado com lodo o^zelo, lealda-
^i'^'r^^Zt'T^^I^^r, *fl""> perimenlado; elles nao preci-
nwaSao-, basta saber-so a tente donde salnram para se naoduvidar de.scus opli-
UTendVdosrnodTilXm^?J,.enl0* da a,la e bai" leluicao cm glbulos recom-
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Tubos avultos grode. e" dr08 de ,nus-
t pequeos ." ",.......
Cada vidro de tintura
GALERA DE RETRATOS A
OLEO E DAGERREOTTPO.
Cinciiialo Mavignier, retratista epensionista de S.
M. o Imperador, tendo feito ludo quanto st ao
seu alcance para desempenhar as obrigucOes de sen
ministerio, annuncio portante ao respeitavel publi-
co desta capital, que' contina a Irabalhar no seu es-
tabelecimento a contento das pessoas quo o honra-
ren). O annuncianle prop9e-se a fazer os retratos
de pessoas fallecidas, indo com a machina al ca-
sa de quem quizer possuir a verdadeira semelhanca
do objecto finado: pode ser procurado todos os dias
no seu estabelecimento, atarro|da Roa-Vista n. 82,
primeiro e segundo andares. '
ATTENgAO'.
Traspassa-seoalugueldc urna casa nasCinco Ponas
n. 85dealuguelde 60OOOrs.,aquemcomprara arma-
cao que existe na dita casa que com ella se far lodo
o negoevp ; esla casa oflerece rauilas vaolagens a
um rapaz que queira principiar, nao s por ser seu
aluguel muito barato, co.mo por ser'em nm dos me-
Ihores locaes desta na; he muito propria para
taberna, refinacao ou deposito de fabrica de charu-
tos etc., ele.: quem a pretender dirija-se fabrica
de chapeos da ra Nova n. 52, a eotender-se com
Boavenlura Jos de Castro Azevedo.
No collegio Santo Aflonso, precisa-se alugar
nm cozinheiro forro, ou escravo.
O abaixo assignado, faz scienle ao publico, e
principalmente aos seus devedores, lano da praga,
coma os de fra, que tem desta dala em diante, n-
carregado ao Sr. Jos Xavier Faustino Ramos J-
nior, para agenciar todas as cobranras de sua casa, e
mesmo aulofisado a passar recibo' a toda e qual-
quer quantia que receber.
Firmiano Jos Rodrigues Ferreira.
Joao Fernandei Cnsleira declara que por haver
nutro de igual nuire, muda a sua firma para JoSo
remandes Lopes.
( Precisa-se contratar por emprenta-
da, a construccao de urna coberta de te-
llia, sobre pilares de tijolo ou columnas de
ierro, em umten-eno murado, na ra de
Santa Rita prximo a' Ribeira.pertencen-
te a' companliia brasileira de paquetes de
vapor: quem estiver as cifeumstancias
de fazer este contrato com'as necessarias
garantas, queira apresentar sua proposta
com toda a brevidade ao agente da dita
companhia : na ra do Trapiche n. 40 se-
gundo andar, aonde tambem se dar'
qualquer esclarecimento.
Alogam-se e vendem-se superiores bichas de
Hamburgo chegadas pelo ultimo vapor da Europa :
na ra estreila do Rosario n. 2, loja de barbeiro.
1008000
909000
fioaooo
50KIOO
10JXXKI
:i5OU0
3(13000
2O00O
19000
50O
29000
Aviam-se qaaesquer encommendasdemedicainw.iM.Am .,, .U 2SO<)0
dissimos. "reaicameuios com a maior promplidao, e por prejos comino-
KiafflyS r. ... de C. Carreir., Po, 2*00
Precisa-se alugar um preto velho, que sirva
para tomar, sentido de um sitio e fazer pequeas
ptantac&es : na ra do Padre Floriaoo n.27.
Antonio Moreira Reis, lem juste comprar n
casa terrea sita na ra dos Pescadores n. 3, perten-
cente senhora Maria Eugenia de' Jess, viuva do
finado Vicente Canteo: sealguem tiver a opporal-
gum embarazo dita compra, haja de o fazer no
prazo de seis dias, e enlender-se com o annuncianle
no paleo do Terco n. 13.
D-se 6009000 a juros. Sobre penhrcs ou fir-
ma a contento: nesta lypographia se dir.
No aterro da Roa-Vista n. 4, terceiro andar,
deseja-se saber so nesta cidade existe o Sr. Joao
Aulonio .Pacheco Bastos.
Os SWT.uIz de Franca Rodrigues, morador em
Cachang, e Manoel Jos dos Santos, que tem venda
em S. I.ourenco, lenham a hondade de apparecer na
ra Nova n. 65 a negocio que nao ignoran). '
Precisa-se ainda de um calxeiro que tenha bs-
tente pratica de taberna, que seja fiel e diligente, e
de fiador de sua conducta, nao se duvida dar bom or-
denado : na ra do Cordoniz n.... no Forte do
Mallo.
Oflerece-ee para caieirode taberna ou de oulro
qualquer estabelecimento, um moco portugiiez que
tem bastante pratica deste negocio : quem do seu
presumo se quizer ulilisar, derija-se ra da Ca-
deia Santo Antonio n. 16.
Arrendare o engenho Camacho, na fregnezia
ieMaranguape, duas leguas e meia distaitte deste
cidade.com Ierras de boa produeco, ecom capacida-
le para safrejar de 1,500a 2,000 p'aes: os prenden-
tcs podem tratar no engenho Paulisla, com o pro-
pnetario do mesmo engenbo.
AO PUBLICO.
' No armazem de fazendas bara-
tas, rna do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
preqos maisbaixos do que emou-
tra qualquer parte, tanto em por-
^oes, como a retallio, affiancndo-
se aos compradores um s preep
para todos : este estabelecimento
ahrio-s de combinacao com a
mior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais m
conta do que se tem vendido, epor
isto ofierecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
TJioprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos S Rolim.
Aluza-se urna casa terrea com muito bous com-
modos para urna grande familia, sita na ra da -
ni3o, na Boa-Vista .' a tratar na ra da Aurora n.
26, primeiro andar.
Alugn-se orna casa terrea a ra do Sebn.
o4, por 99OOO rs. meusaes : a tratar na rna da Au-
rora n. 26, primeiro andar.
COMPRAS.
Compra-se urna liteira que esleja em bom es-
tado : quem a tiver e quizer vender, dirija-se ao pa-
leo de S. Pedro, sobrado 11. 3. F
Compra-se prala brasileira e hespa-
nhola : na ra da Cadeia d$ Recife n.
24, loja de cambio.
Compra-se louc* de barro rubricada no paiz, co-
mo seja:potes, jarras, quarlinhas, fogareiros de
diversos fcunaiihos, pralos e oulros objectos perten-
ccnles a estas manufacturas: trata-se na ra da Sen-
zala Velha, terceiro audar da casa n. 112 : assim co-
mo louca de qualquer qaalidade, au obstante le-
nham uso. ,
; Compram-se ell'ectivamente cobre,
latao e bronzevellio : na fundicao de Ier-
ro da ruado Brum n. C, 8 e 10, passah-
do o chafa^iz.
Compra-sc un Epitomo Scraphieo: na ra lar-
ga do Rosario n. 30.
Compra-se urna parda ou preta de meia idade,
quesaiba cozinhar,e engommar com perfeicau, e
tenha boa conduela : na praca da Independencia
lo|a n. 3.
-Compra-se urna imagem de S. Antonio de 9 a
10 polegadasde altura, do madeira ou pedra, e que
seja muito perfeila em escultura,: qnem liver an-
nuncie para ser procarado.
Na ra do Trapiche n, 34 primeiro
andar, precJna-s comprar um preto bom
coznheio, assim como um moleque de
12 a 1^ annos, e agradando paga-se
bem. a
Comffa-se um avilante pequeo e urnas laboas
requizitu.oKima edi.;3o, ludo cm bom estado': na
rua.Direilff1!. 36, terceiro andar.
Compra-ff^rtaAiasileira e hesparihola, a 1940
rs. o patarao : na ra da Cadeia do Recife n. 54.
VENDAS
Casa da aferirSo, na ra das Aguas-
Verdes n. 25.
O abridor participa, que a revisti leve principio
no dia 1 de abril corrente, a fioalisar-se no dia 30
de junho prximo futuro: segundo p disposto no
art. 14 do regiment municipal.
r Precisa-se alugar urna ama forra ou captiva,
para ama casa eslrangeira de pouca familia, para
tratar de raeniaas a fater mais algum servico. se for
preciso : na ra da Senzalla Velha n. 60 primeiro
andar, ou na Capunga sitio do Sr.tMlo.
Paulo Gaignou, dentista,
(Mide ser procurado a qualquer hora em sua casa
n ra larga do Rosariu n. 36, segundo andar.
O Dr. Thomassip, medico francez, di con-
sultas todos os dias uleis,. las 9 horas da ma-
nliaa at o meio dia, em sua casa rna da Ca-
deia de Santo Antonio 11. 7.
Attencao.
Precisa-se de am capellao para a povoacao de Ca-
poeiras, sendo bem moralisado e inslruido: quem
pretender dirija-se ra Direita n. 76, que se dir
quem est autortsado para tratar, e declarar as van-
lagensda capelania.
J. Jane dentista,
contina rezidir Da ra Nova, primeiro andar n. 19.
Precisa-se de urna pessoa capaz que queira
propr-se a ensinar uns rpeninos em um engenho
distante desta praca 12 leguas; d-se bom ordena-
do : a trater na ra da Cruz n. 34, primeiro andar.
Precisa-se de urna preta escrava, que cjozinhc e
faca o mais servico de urna casa de pequea familia,
naga-se bem : a tratar na ra da Cadeia. do Recife
p. 23.
Na ra da Aurora, em casa de Joao
Pinto de Lcmos Jnior, se precisa de urna
ama de leite, forra ou captiva, mas que
seja sadia.
. No aterro da. Boa-Vista, loja n. 58, se dir
quem vende um rico adereco para senhora, e varias
pecas, ludo de ouro de lei.
-Quem precisar de um pequeo com pratica de
taberna : trate na ra da Cadeia do Recife n. 23.
D-se 7OO9OOO rs. a juros com penhores de ouro
e prata, ou com firmas a contente: na ra do Col-
legio n. 19.
O abaixo assignado, escrivo da irmandade do Sr.
Bom Jess das Dores, em S. (unalo, participa ao
respeilavel publico, que a mesa regedora lem de-
terminado fazer a festa do mesmo senhor no dia 11
do -mez prximo futuro da maneira' seguinte : a
bandeira sern,erguida depois que percorrr-as prin-
cipaes ras do bairro da Boa-Vista, acempanhada de
um grande numero de meninas carregada por figu-
ras, prcedendo vesporas, o no dia da teste s 5 bo-
us da tarde haver um balito do pateo da igreja, ul-
timando o festejo com o Te-Deum e lluminarao
romanlesca na frente da mesma pgreja, o que ludo
se far com o esplendor comparad com as csmolas
adqueridas; confiando pois nos devotos, espera a me-
sa regedora (oda a coadjuvaco para o brilhanlismo
da mesma fcsla; assim corno-convida aos -irmaos e
devotos comparecer! nesses dias, alim de acom-
panharem a bandeira, e assislirem aos mais actos.
Pjeiro Paulo dos Santo.
Desappareceu das 4 para .3'horas da mandila,
do sitio do abaixo assignado, m quarlo caslanlio,
de cangalha, com os signaes seguintes: cauda e cri-
nas grandes, um p branco, masro ecom feridas as
costas : quem o achar ou encontrar, leve-o ao men-
cionado silio, que lem porteo fiara a roa de Do-
mingos Pires, na Boa-Vista, n. 28, que ser recom-
pensado. Manoel Joaquim Carneiro Leal.
Aluga-se um preto para padaria, trabalhador
de masseira : na ruado Collegio, loja u. 13, acharao
com quem tratar.
Aluga-se urna boa sala com urna boa alcova c
nm quarlo de um andar, na ra do Queimado : a
tratar na mesma ra n. 21.
O abaixo assignado, havendo entregue em se-
(embro do anno prximo passado ao Sr. Francisco
Antonio de Souza Azevedo, urna lettra de 2973100
rs. aceita pelo Sr. Francisco Fidellis Barroso, da pro-
vincia do Cear, vencida em 28 de junho do mesmo
anuo, afim de o mesmo Sr. Azevedo promover a co-
branca dclla, acontece, que leudo depois mandado
suslar cssa ordera por caria de 3 de novembro, e pe-
dindo ao dte Azevedo a remessa da lettra, nenhu-
ma resposta leve, fazend novamentc esse pedido
Ihe foi respondido pelo dito Azevedo que ja havia
remellido pelo vapor Imperatriz dila lettra c mais
urna ordem de "8000 que este era devedor, ludo cm
urna carta escripia em 9 de novembro ; e como al
o presente nao lenha o abaixo assignado recebido di-
la lellra, vem pelo prsenlo rogar ao aceitante que
nao pague a mencionada lettra a pessoa alguma, vis-
to que a oinguem a deu em pagamento, nao obstan-
te achar-sc a mesma lettra com o endoco do annun-
cianle.Seraphim Alret da Rocha Patio*.
DINHEIRO A PREMIO.
Conlinua-seadar pequeas quanlias a premio, de
VSHKl at 5O3OOO 011 mais, smente sobre penhores
de ouro e prata: na ra do Hospicio n. 17, ou na
ruado Oueimado, loja de ourives n. 26, das 9 al ao
meiu dia.
Vende-se muilos bonsqueijos do serillo os mais
frescaes possivel, tanto nuciros como em libras
por commodo preco : na ra Augusta, taberna de
Victorino Jos Corris de S>.
PARA CREANCAS.
Ve(ide-se superiores camisas de meia para crean-
cas le seis metes al, dous annos pelo baralissimo
preco de 500 e 800 rs. cada urna ; estes camisas s
as ha na ra do Queimado loja de miudezas da boa
fama n. 33, e por terem sido muito approvadas pe-
los senhores mdicos para evitar as delluxes, cons-
llpacoes e oulras muitas molestias que soffrem as
creancasno lempo de invern, reslam poucas por
se vender : aellas antes queso acahem.
:VendeoiTse em casa de S. P. Jofans-
ton & C, na ra de Senzalla Nova n. 42.
Vinho do Porto superior engarrafado.
Sellins inglezes.
^Relogios de ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
Farelio" em saccas de 5 arrobas.
Fornosde farinha.
Candelabros e candieiros bronzeados.
Despenceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em follia para forro.
Cobre de forro.-
Na botica da ra larga do Rosario
n. 56, de Bartholomeu F. de Souza, ven-
dem-se pilulas vfegetaes verdadeira, arro-
be l'atTecteur verdadeiro, salsa de Sands
verdadeira, vermfugo inglez (emviro)
verdadeiro.vidros de bocea larga com ro-
Iha^e 1 ate 12 libras. O annunciante af-
fianca a quem'interessarpossa a veracida-
de dos medicamentos cima, vendidos em
sua botica.
Vende-s azeite de nabo clarificado,
proprio para candieirds de mola por ser
muito lino, a I58OO rs. a medida: no ar-
mazem de C. J. Astley& C, ra do Tra-
piche n. 3.
Pianos.
Os amadores da msica acham continuadamente
em casa dejlrunn Praeger &Companhia, rna d Cruz
n. 10, am grande sortimenlo de pianos fortes e fortes
pianos.de diflerentes modellos, boa conslrucrao e bil-
las vozes, que vendem por modieos precos; ssim co-
mo toda a qualidade de instrumentos para msica.
.Vende-se um mulalinho de 10 a 11 annos .e
idade, de ndissima figura, proprio para pagem ou
qualquer ofcio: na ra da Conceicd de BOa-Vista
PALITOS' FRANCHZES.
1 Vendem-se palitos francezes de llnho, de qnadrse
de listras a 3*000 rs., ditos braneps de bretauha a
49000 rs., dito de alpaca ^reta e de cores a 89OOO
rs., ditos de panno liuo verde e prelo a 149, I69, e
189000 rs.: na ra Nova loja de fazendas n. 16, de
Jos Luiz Pereira & Filho.
Lingas do Rio Grande.
Vendem-se luiguas seccas do Rio Grande mailo
novas: na ra da Praia, armazem n. 66.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO. .
, Aos 20:000,<000.
Na casa feliz dos qualro cantos da roa do Queima-
do n. 20, stao venda os felizes bilhetes, rueios em
cautelas, quartos, oitevos e vigsimos do acreditado
caulelista Faria & Companhia do Rio de Janeiro, da
quinta lotera da nova freguezia de N. S. da Gloria,
cuja lisia deve vir no dia 30 pelo vapor brasileiro,
Na ra do Hospicio n. 23, se vende um cabrio-
le! em bom estado e com dous jogos de rodas.
Vende-se a taberna da ra Nova n. 40, coro os
fundos a vonlade Ao comprador : a Iralar na mesma
ra n. 65.
' Vende-se um mulato de 23 a 24 annos de ida-
de, sapateiro, e por preco commodo: na ra de San-
ta Rita n. 18.
Vende-se una easa para familia, nina oulra
peqaenade taipacom arn.acao de taberna, na estra-
da nov.1 junto ao Sr. Cabra!, lagar milito apreciavel
para morar, e bem assim para negocio : quem pre-
tender, pode fallar com o mesmo Sr. Cabial.
Vendem-se 4 molecoles, sendo 2 bons ofiiciaes
depedreiro, 2 ditos de lodo servico, 6 escravas mc-
cascom algumas habilidades: na rna Direita 11. 3.
Vende-se a armado da taberna da ra do For-
te n. 2, com todos, os seus per ten ees : a tratar no
largo do Terco, taberna n. 21.
NO ARMAZEM DE C. J. ASTLEY
E COMPANHIA; Rl'A DO TRAPICHE N 3,
ha para vender o seguinte :
Oleo de linhaca em latas de 5 gales.
Champagne, marca"A. C.
Oleados para mesas.
Tapetes delaa para forro desalas.
Formasdeqlhadqi ferro, pintadas, para
fabrica de assucar.
Ac de Milab sortido.
Carne de vacca em salmoura.
Lonas da Russia.
Laza rias e ca vinotes.
Papel de paquete, inglez.
Brim de vela, da Russia.
Relogios de ouro, patente inglez.
Graxa ingleza de verniz para arreios.
Arreios para um e dous cavallos, guarne
cidos de prata.e de latao
Chicotes e lampeoes para carro e cabriolet.
Couros de viado de lustre para cobertas. .
Cabezadas para montara, para senhora.
Esporas de ac prateado.
MECHAHISHO PARA ENGE-
NHO.
IU FlNpICAO' DE FERRO DO EMiEMEIRO
DAVID W. B0WIAN, IU RIA DO RRIH,
u PASSANDOOMIAFARIZ,
ha sempre um grande sortimento dos seguintes ob-
jectos de mechanismos proprios para engemhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mai. moderna
construccao ; taixas lie ferro fundido e ibalido, de
superior qualidade, e de lodos os temanhos; rodas
dentadas para agua ou animaos, de todas as propor-
Coes ; cri vos e boceas de fornalha e regislrus de boei-
ro, aguilhoes.bronzes para Tusos e cavilhes, rooinhos
de mandioca, etc. etc.-
, A MESMA FHDICA9'
se ciecnlam todas as encommendas com a s'uperlori-
rtadeja conliccida, ecom a devida presteza e commo-
didado em preco.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se pal-a vendtjr ara-
dos de ferro de superior qualidao'.e.
OLEO DE LINHACA EM BOTIJAS: o
vende-se em a botica de Barthplomeo
Francisco de Souza, ra larga do Rosario
n. 36. V "
Vende-se na-taberna da^rua dos Arougoinhos
n. 20, os seguintes gneros: pralos e tigellas a du/.ia
960, orinoes c bacas piulados, cada um500 rs. ; ba-
cas e orinoes brancos, 320 ; bulos pintados, 560
assucareiros e manlegoeiras, 400 rs.; chicaras e pi-
res pintados, a duzia 1M0 ; ditas e ditos brancas,
ISOO0 rs.; ludo isto se vende a dinheiro i viste, as
porches que convier ao comprador.
Vepdem-e as casas terreas n. 72 da rna de San-
te Rita, e n. 67 da do Jardim ou Copiares : oa ra
Direita n. 40, segundo andar.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vendem-se saccas com superior fari-
nha da trra, por preco commodo : na
loja n. 26 da ra da Cadeia, esquina do
becco Latgo.
Vende-se urna negra de naco, parida ha dous
mezes, com oulra filha mulatinha le i para 5 annos,
urna escrava, crionla, de20 annos, do malte, boa fi-
gura, urna dila cozinheira, de nacao, um negro de
nacno, de 30 annos por 4009000, urna escrava cozi-
nheira e quitandeira, ede boa figura: na ra da Seo-
zala Velha n. 70, segundo oo terceiro andar, se dir
qnem vende. ,
VeBde-.se nm ptimo mulato para pagem : a
fallar com Manoel Antonio Kibcirn, no Forte do
Mattos.
FARINHA DE MANDIOCA.
Na ra do Apollo n. 19, vende-se saceos
com farinha de mandioca, por preco ra-
zoavel.
Vende-se lelria muito nova, e fina, a 160 rs.
a libra : na ra estreila do Rosario, venda que bo-
ta para o Carmo, n. 47.
Ainda restam qualro escravos dos oito, cuja
venda lem sido annnnciada : silo elles serteoejos, sa-
lios e>robustos, sem viciosnem achaques, e vendem-
se por preco baralissimo : as Cinco-Pon las, casa de")
rancho do \m.
Arados americanos.
W Vendem-se arados americanos chegadss ul-
@ limamcute dos ">-' '"^ T-n1-
preco de 403000 rs. tfi^^ do Tra- <
piche n. 8.
No aterro da Boa-Vista n. 80, yende-se gam-
ma de engommar a 2^560 a arroba, e em librasM 100
S^JfSJIla! ^*"!? ***Bf^Pnifi!fe3UJw e cal
200 rs., cha preto de 3embrulhos urna libra a 18920,
e cada erabrulho a 640 rs., ervilhasa 200 rs. a libra,
farinha de tapioca a 120 rs. a libra.
- Na loja n. 26, quina do becco Lar-
go, na ra da Cadeia do Recife, ainda
tem a' venda saccas com muito bom mi-
llio. tanto para animaes como para plan-
tar.
Vendem-se 4 molecoles de bonitas figuras, sen-
do 2 pedreiros, 1 escravo de meia idade, proprio pa-
ra um sitio, por ter muito boa conducto, e varias
escravas moras, entre ellas algumas com habilida-
des : na ra Direita n. 3.
FAZN DAS B A RATAS,
Na nova loja de 3 portes da roa do Livramenlo ao
pe do armazem de louca n. 8, vendem-se corles de
chita franceza a 18800, corles de cassa de cores fi*as
a 28000, chitas francezas muito finas a 200, 280 e
320, riscadus francezes de cores lixas e de largura
quasi de vara a 240, 280 e 320, e um grande sorti-
mento de chitas finas e cores fizas, imitando cassa a
200 rs. o covado, e oulras muitas fazendas por me-
nos preco do que em oulra qualquer parte.
NEGOCIO VANTAJOSO PARA PRINCI-
PIANTE QUE TEM.POUCO DINHEIRO.
Vende-se a contento, com alguma parle a crdito
com boas firmas, ou com qualquer objecto de valor,
urna das melhores loja de calcados toda envidraca-
da, muite afreguezada, e com aurragem de couros,
ha mui tos annos conhecida pelo centro deste cidade,
site no meio da ra do Livramenlo.intitulada Estrel-
la 19 : s na surragem de couros tem de lucro dia-
riamente 18 rs., fura as veudas do calcado, pre-
paras para oflicina de sapateiro, e ludo mais que
queiram por a venda : na mesma loja tem commodo
independente para familia,com coziuha, bom quin-
tal cercado de algrele para plantar flores, boa
caeimba. e ao p um grande tanque para banho ; na
frente da loja urna retula de veneziana para recreio
nos domingos e dias santos, e gozar todas as pro-
cissoes da quaresma ; tem entrada, e sabida que-
rendo por lora'da loja, com ludo islo paga mensa-
mente 108 '* E qumalo o sobrado de um andar
que fica por cima da mesma, ceder-se-ha ao com-
prador da loja, ludo commodamentce desembarara-
do que nada dcvfe a praca. O dono desfaz-se por se
acjiar doeute, e lem de relirar-se a tratar de sai
saude : quem pretender dirija-se mesma, que acha-
ra quem faca todo negocio,
Toda attencao aos precos do novo sorti-
. ment de fazendas baratas, na ra do
Crespo lado do norte loja n. 14, de
Dias & Lemos.
Vende-se alpaca prela, fazenda de duas largaras
pelo baralissimo preco de 400 rs. cada covado, dita
muito mais fina com lustre a 680 rs. o covado, sarja
de lita preta de superior qualidade por ser muito cn-
corpada a 520 rs. o covado, chitas escuras de bons
pannos e cores fixas a 160 rs. o covado, ditas sarago-
canas escuras e oulras mais cores com novos dese-
nhos a 180 rs. o covado, as verdadeiras breteohas
de rolo muito encorpadas a 18800 rs. a peca, peci-
nhas de bretauha de linho fazenda muito fina a
38300 rs. cada urna, cortes de meia casemira escura
de quadros e listras a 18500 rs. o corte, ditos5" de
brim dequadrinhos miudos fazenda de bom gosto a
18440 rs. cada corle, riscadinbo de linho e listras
miudinlia a 200 rs. o covado, os verdadeiros cober-
toresde Jlgodo branco da fabrica de Todos os San-
da Rahia a 560, e grandes a 640 rs. cada um: as-
sim como mais oulras fazendas por menos preco do
queem,outra qualquer parte, sendo a dinheiro
viste.
Navalhas a contento e tesouras. .
Na roa da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, escriptorio de Augusto C. de Abreu, enntinu-
am-sc a veiuer a 88000 rs. o par (preco fizo) as j
bem conhecidas e afamadas navalhas de barba feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposic3o
de Londres, as quaes alera de duraran extraordina-
riamente nao se sculem no rosto na accao de cortar ;
vendem-se com a coudico de, nao agradando, pode-
rem os compradores devolve-las al 15 dias depois da
compra, restituindo-se o importe : na mesma casa
ha ricas tesourinhas para uuhas feilas pelo mesmo
fabricante.
PTIMO .VINHO DE COLLARES,
em barris de 7 em pipa : no escriptorio de Augusto
C. de Abreu, na ra da Cadeia do Recife n. 48, pri-
meiro andar.
Vendem-se 8 escravos de diflerentes sesos e ida-
des, havendo entre elles alguns de ptimas qualida-
de* e muito mocos: na ra de S. Rila n. .63.
Vendem-se lates com lampreias de escabeche :
na ra da Cruz n. 46.
_ Vende-se urna Iwnila negra, crioula, de idade
25 annos, lava, cose e cozinha muito bem : na ra
da Praia n. 14 se dir, i ,
Vende-se rap igual ao de Lisboa, a 28 rs., e
quem o lomar nao deixar doprcferi-lo a oulra qual
quer pitada, tanto.pela boa qualidade, como pela
couslancia de nao haver falla ans consumidores : na
ruada Senzala Velha' n. 70, segundo ou terceiro
andar.'
CARRO E CABRIOLET.
Vende-se um carro de 4 rodas e,de 4 assentos, e
um cabriole!, ambos em pouco aso, e una boa pa-"
relha de cavallos, ludo por commodo preco: ua ra
Nova, cocheira de Adolpho.
Pechinchas para a chuva.
Superiores 'tamancos viudos do Porto para ho-
mem e senhora, e queijo do sertao do melhor pos-
sivel, ludo por barato prece: nos Qualro Cantos da
Boa-Vista taberna n. 1.
Pechincha de chapeos de seda a 6<000, e
2500 rs.
Na ra do Qdcimado loja n. 17, vendem-se cha-
peos de sol de seda pelo diminuto pceo de 68000
rs., proprios para a presente estacad : corles de case-
mira a 28500 rs. e oulras fazendas por barato preco
para liquidarlo de cootas.
Vende-se um excellenle terreno, proprio para
edificacoes, nos Afosados, defrOnte da igreja de .
S. da Paz, por preco commodo: no aterro da Boa-
^ isla n. 42, segundo andar.
Com pequeo toque de avaria.
MatyJapolao e algodaozinho muilo barate : na ra
do Oespo,. loja da esquina que volt* para a cadeia,
5@SS>$(83 @3
Superior farinha de mandioca
Vende-s farinha de Santa Calhariiiniui(o"
? nova, e de superior qualidade, por precd @
commodo, a bordo da escuna Zelosa ; para
pon oes. Irala-se no escriptorio da ra da Cruz
n. 40, primeiro audar.
ip@ @
.Vendem-3c espingardas francezas
de dous cannos ingindo tronxado, mui-
to bonitas', e por preco baratissimo : na
ra da Cruz n. 26, primeiro andar.
Vendem-se latas com 3, 6 e 12 li-
bras de ameixas francezas de uperior
qualidade : na ra da Cruz n. 26, primei-
ro andar.

Milho novo.
Vendom-e saccas com milho novo, pelo barate
preco de 38000 rs. cada urna : na ra do Passeio Pu-
hlico n. 17.
Malas para viagem.
i irande sortimento de huas as qualidade* por pre-
co razoavel: na ra do Collegio o. 4.
Vendem-se 4 escravos. 1 mulato de 20 annos,
1 moleque de 17 annos, .1 preta lavadeira e engom-
roadeira, 1 preto de 40 annos e 30 travs de pao dar-
co : na rna larga do Rosario n. 25.
i Vade-mecum dos homeopa thas ou
i o Dr. Hering traduzido em por-
tuguez.
Acha-se a venda este imporlahlissima o-
l bra do Dr. Hering no consultorio homceo-
palliico do Dr. Lobo Moscoso rna do Colle-
gio n. 25, 1 andar.
650
Vendem-se na ra da Mangueira n. 5,
650 tijolos de marmore; baratos eem bom
estado*
POTASSA RRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-'
da-se aos senhores de engenho os
seus bons elleitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
SSl
Vendem-se relogios de ouro e praia, mais
barato de "que em qualquer oulra parle :
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Chapeos pretos francezes
a carijn, os melhores e de forma mais elegante que
tem vindo, e oulros de diversas qualidades por me-
nos preco que em oulra parte : na roa da Cadeia do
Recife, n. 17.
Bepotito da fabrica de Todos oa Santos na !*+!..,
Vende-se, em casa de N. O. Bieber &C, na ra
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muito proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, h a
para vender, rbesado de Lisboa presentemente pela
barca,Ofimpia, o seguale: saccas de farello muito
ment de superior qaalidade, mercurio doce
de Lisboa em pedra, novissima.
Vendem-se em casa de Me. Calmont & Com-
panhia, a praca do Corpo Santn. 11, o seguinte:
vinho de Marseilleem caixas de 3 a 6 dnzias, linhas
em no vellos ecarreteis, bren em barricas muilo
grandes, acode milab sorlido, ferroinglez.
AGENCIA *
Da Fundicao' Low-Moor. Rna da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma^
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, nara
dito. -
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagein para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, en latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4. ,
SANDS.
SALSA PAtRILHA.
Vicente Jos de Rrito, nico agento em Pernam-
buco de R. i. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que 'lem chegado a este praca urna grande por-
Co de frascos de salsa parrilha de Sands, que sao
verdaderamente falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acautelar os consu-
midores de (ao precioso talismn, de cahir tjesle
engao, tomando as funestes consecuencias que
sempre coslumam trazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mSo dqucllcs, que antepoem
seus inleresses4aos males e estragos da humanidade.
Portento pede, para que o publicse possa livrar
desta fraude e distingaa a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recentemente aqui chega-
da ; o annunciante faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na ra da Conceicao
do Recife n. 61 ; e, alm do receiluario que acom-
panha cada frasco, tem embaixo da primeira pagina
seu nomo mpresso, e se achar sua firma em ma-
nuscnpto sobre o invollorio impreseo do mesmo
Traeos.
Na ra do Vigario n. 9, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e fia uta,,como
sejam, quadrilhas, Valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
cliegado do Rio de Janeiro.
FARINHA DE TRIGO.
Vende-se no armazem de Tasso Irmaos, farinha de
iriso de todas as qualidades, que exislem no mer-
cado.
Muita attencao.
Cassas de quadros muilo largas com 12 jardas a
28400 a peca, cortes de ganga amarella de quadros
muilo lindos a 18500, corles de vestido de cambraia
de edr com 6 1r2 varas, muilo larga, a 28800, ditos
com81|2 varas a 38O00.rs., cortes de meia casemira
para calca a 38000 rs., e oulras muitas fazendas por
proco commodo : lia ra do Crespo, loja da esquina
qae volta para a Cadeia.
Altada a Edwfm BKaw.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon
&.Companliia. acha-se constantemente bons sorli-
mentos de taixas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaes, aaoa, etc., ditas para a rmar em madei-
ra de lodos os temanhos e modelos os mais modernos;
machina horisontal para vapor com forra de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro estenbado
para casa de purgar, por menos preco que os de co-
bre, esco vens para navios, ferro da Saecia, e fo-
l lias de flandres ; todo por barato preco.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, auna:
zem deHenrique Gibson,
vendem-se relogios de oaro de sabonele, de patente
inglez, da melhor qaalidade', e fabricados em Lon-
dres, por preco commodo.
Vendem7se pregos americanos, em
barris, proprios, para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
I dade, por precos commodos : na ra do
Trapiche Novo n. 16.
Na ra da Cadeia Velha n. 52, em casa de
Deane Youle & Companhia,
vende-se um carro americano de 4 rodas ; pode ser
visto na cocheira de Poirricr, no aterro da Boa-Vista.
Vende-se um complete sortimenlo de fazendas
prela, como: panno fino preto a 38000, 48000
53V00 e 68OO0, dito azol 3*000, 40000 e 58000, ca-
semira preta a 28500, selim preto muito superior ,
38000 e 48000 o covado, sarja prela lies pandla 28 e
28500 rs., setim lavrado proprio para vestidos de se-
n imra a 28600, muitas mais fazendas de muitas qua-
lidades, por preco commodo : na ra do Crespo loja
n.6.
Velas de carnauba. .
Na ra da Crui n. 15, segundo andar, vendem-se
velas de carnauba, puras e compostas,' feilas no Ara-
caty, por menos preco do que em oulra qualquer
parte.
Vendem-se coberlofes brancos de algodao grao-
des, a 1cl 10 ; ditos de salpico tambem grandes, a
18280, ditos de salpico de tapete, a 1*400: na fu do
Crespo loja n. 6. ,
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, pascan-
do o chafariz., continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de o a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao'
embarca m-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vendem-se cobertores de algodao grandes a 640
rs. e pequeuos a 560 rs. : na ra do Crespo nume-
ro 12.
Deposito de vinho de cliam-
(0) pagne Chateau-Ay, primeira qua-
0 Iidade, de propriedade do condi
0 de.Mareu'd, ra da Cruz do Re-
. cife n. 0: este vhilio, o melhor
W de toda a champagne vnde-
la se a 36$000 rs. cadacaixa, acha-
se nicamente em casa de L. L-
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Marcnil e os rtulos
das garrafas sao azues.
Vende-se superior kirechs e absciu-
tue : na ra da Cruz n. >26, primeiro
andar,.
Vende-se chocolate de Pars, o m-
Bior que tem apparecido at hoje neste
mercado, por preejo commodo : na ra
da Cruz n- 26, primeiro andar.
Vende-se setim prelo lavrado, de mailo bom
gosto, para vestidos, a 21800 o covado: na ra do
"Crespo, loja da esquina que volu para a cadeia.
Vende-se am encllenle carrinho de 4 rodas
mui bem ronslroido. embom estado; est ezposto na
roa do Aragao, casa do Sr.'Nesme o. 6, onde podem
os preleiideoles e\amina-lo, e trater do ajuste com
o mesmo senhor cima, oq na ra da Cruz no Recite
n. 27, armazem.
Na roa do Vigario n. 19 primeiro andar, fem pa-
ra vender-se chapeos de castor brancopor commodo
preco,
' SEMENTES NOVAS.
Vendem-so no armazem de Antonio
Francisco Martins, na ra da Cruz n. 62,
as melhores sementes recentemente chega-
das de Lisboa na barca portugueza Mar-
garida, como sejam: couve truncbada,
monvarda, saboia, feijo carrapato de
duas qualidades, ervilha torta e direita,
coentro, salsa, nabol e rabonete de todas
as qualidades.
^-mAcha-se a venda, ou a ser dado d
emprazamento por tempo de 12 annos,
para se levantar um engenho, conforme
as condicoes adoptada pelos interewados,
urna porcao de terreno, que se separou
do engenho Aldeia, da freguezia do Rio
Formoso, e forana hoje por si s urna
propriedade distincta, com a denomina-
cao de Palmeira tendo meia legua
de fundo ou mais, e 650 bracas de fren-
te pouco mais ou menos, e confrontan-
do com os engenhos Sipo, Cabera de Poi-
co, Paraizo e Floresta, sitos a mesma
fceguezia. Assegura-se, que dita proprie-
dade Palmeira offerecida ao neg
co indicado, alm de nao ter sido culti-
vada em tempo algum, em razao de bear
muito distante do engenho de que te des-
membren!, e conter em si grande ,e im-
portantissima mata-virgem, be d mais
a mais de muito boa qualidade, e tm
todas as proporcoes para se tornar um
excellente engenho: a quem convier, e
dir' 'nesta typographia, onde deve di-
rigir-se.
No deposito de bichas hamburguezas,
vende-se' atacado e a retelho, e alngam-se as melho-
res c mais fresquinhas bichas de Hamburgo por pre-
co commodo: na roa estreila do Rosario ns. ^
PALITO'S DE ALPACA FRANCEZES.
brande sortimenlo de palitos de alpaca e de brim
na ra do Collegio n. 4, e na roa da-Cadea de Reci-
te n. 1/ ; vendem-se por preco muito commodo.
Moinhos de vento
'ombombasde repuso pata regar herase baiut
decapim, na fundicao de D.W. Rowman : na ra
do Brum ns. 6,8 e 10.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior Vinho do Porto,' em,
barris de 4., 5. e 8.: no armazem da ra
do Azeite de Peixe n- 14, ou a ,!lratar no
escriptorio de Novaes dt Companhia, na
ra do Trapichen. 54.
Padaria.
Vende-se ama padaria muilo afreguezada: a tratar
com tasso & rmeos.
Aos seahores de engenho.
Cobertores escaros de algodao a 800 rs., ditos mi-
to grandes e encorpadas a 1*400: na roa do Crespo,
loja da esquintflue volta para a Cadeia.
Devoto Chtisto.
Sahio a luz a 2. edicilo do livrinho denominado
Uevoto ClirisUo.mais correcto e acrescentedo: vnde-
se nicamente na Iterara n. 6e 8 da prara da In-
dcpendenciajj6t_re;>(cada ezemplar.
Redes acolchoadas,
bf ancas e de cores de um s panno, muilo grandes e
de nom goslo : vendem-se na ra do Crespo, loia da
esquina que vella para a cadeia,
NO CONSULTORIO HOMEOPTICO
DR. P.A.LOBO M0SC0Z0.
Vende-se a melhor de todas as obras de medicina
Tioineepalhica tST O NOVO MANUAL DO DR.
JAIIR _QS traduzido em portuguez pelo Dr. V.
A. Lobo Moscozo, conlendo am accrescimo de im-
portantes ezplicacoes sobra a appticaro das doses, a
dieta, etc., etc. pelo traductor : qualro volumes en-
cadenados em dous 209000
Diccionario dos termos de medicina, cirurzia, ana-
toma, pharmacia, ele. pelo Dr.Jnoscozo: encader-
nado 4S00n
Urna carteira de 24 medicamentos com dous fras-
cos de tlncturas indispensareis 408000
DUa'de 36 ..........451000
''** ^e .........50)000
Umade 60tuboscom 6 frascos delineluras. 669000
Dita de 144 com 6 ditos...... 100*0011
Cada carteira he acompanhada de oa evemplar
das duas obras cima mencionadas.
Carteiras de 24 tubos pagenos para algi-
beira........... SaOOO
Ditas de 48 ditos.........16I0B0
Tubos avulsos de glbulos..... 1)000
Frascos de meiaonca de lindura 2)080
Ha tambem para vender grande quantidade d
tubos de cryslal muito lino, vatios e de diversos te-
manhos.
Asuperioridade destes meajeamentes esli hoje por
lodos reconhecida, e por isso dispensa elogios.
N. R. Os senhores que assignaram oucompraram a
obra do. JAIIR, antes de publicado o 4- volume, po-
dem mandar receber este, que ser entregue sem
augmento de preco.
ESCBAVOS FGIDOS.
Ausenlaram-se do Recite is 4 ) horas da ma-
drugada de liontem, tres escravos sendo o preto Jo-
s, estatura alta, idade mais de 30 annos, com falte
do olho esquerdo ; Jorga, cor fute, alto, de boa fi-
gura, idade 25 annos, pouco mais oa menos, com
um pequeo talho em unidos cantos da bocea; Loiz
amulatado, de boa estelara, de 25 a 30 arinos, meio"
aparvalhado, lodos criodlos filhos do sertao: leva-
ra m urna pequena|lrouxa de roupa de sen uso cada
am, ha alauns dados de irem em companhia de um
outro Henedito, escravo do Sr. tenente-coronel Leal,-
e de terem seguido a estrada de Pao d'Alho agerega-
dos a um comboyo qae segua para alm de Paje:
pede-se pelo presente a quem interessar possa, a cap-
tura dos mesmos trazri,do-os a rut de Apollo a. 12
armazem de Antonio Marques de Amorim, que ge-
nerosamente recompensara.
Desappareceu no dia 19 do corrente mez, a es-
crava Renedicto, de nacao Coste, baisa e groas, bo-
nita de cara, nariz pequeo, olhos grandes, bocea
dobrada, barba radiada, denles aberlos, rosto com
marca da nacSo, imitando azis de morcego, pes pe-
queos, andar, abriodo para fra, com vestido de
zuarle desbolado e panno da Costa : roga-se a qnem
a apprehender, leve-a emS.-Jos do Maegninho a
Joaquim Jos de Carvalho Siqueira Varqse> Ia se-
ra recompensado.
Antonio, moleque, alio bem parecido, edr
avermelhada, nacSo congo, rosto comprido e barba-
do no queiio, pescoco grosso, ps bem feilos, tendo
o dedo ndex da roao direita ajeijado de um talho, e
por isso o Iraz sempre fechado, com todos os denles,
bem ladino, ofliciat de pedreiro e pescador, levou
roupa de algodao, e urna pallioca para resguar-
dar-seda ehuva; ha toda apmbabilidadeder sido
seduzido por alguem; desappareceu a 12 d maio
corrente pelas 8 horas da manhaa, teqdo obtido li- .
cenca para' levar para S. Antouif ama bandeija com
roupa : roga-se portante a (odas as autoridades eca-
pitac de campo, hajam de o -apprehender e leva-lo
a Anlonio Alves Barboza na roa de Apollo o. 30,
ou em Fra de Portas na roa dos Guararapes, onde
se pagarao todas as desperas.
No dia 9 do mez de oulubr do anuo proxirm.
passado fugio do engenho Limoeiro, sito na fregue-
zia de Agua-PreU. um escravo de nome Seraphim,
crioulo, de idade 30 anuos, pouco mais oa menos,
pcrlenccnteaosorphaos filhos do finado major Mar-
ciano oncalves da Rocha, com os signaes aegoin-
les: estatura regular, bem feito do corpo, bem preto ,
e barbado, com lodos os denles, e sem onl'o algum
defeto : quem delle liver noticia oa o apprehender,
dirija-se ao engenho S. Braz, no municipio de Seri-
nliaem, que ser sufiicientemenle recompensado.
Fugio no dia 25 do crrenle o escravo crioulo
de nome Vicente com os signaes seguintes, repre-
senta ter 30 annos.bem preto, olhos grandes, cam-
bado das pernas, he muito prosista : lovou vestido
camisa de meia j rota, calca de riscadinbo j uja
porm he de suppor que mudaste de Irage, esle es-
cravo he propriedade do Sr. Piolo de Amorim Sal-
gado, senhor do engenho laical da fresuezia de Una,
quem o pegar ou der noticia na ra do Rosario lar-
ga n.24 ou no dte engenho que ser .bem recom-
pens.ado.
-'
Van, T-. .M. r. r.H..UM.


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